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                    <text>CONDIÇÕES DE ACESSIBILIDADE EM AMBIENTES DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: AVALIAÇÃO PÓS-OCUPAÇÃO E PROPOSTAS
PROJETUAIS

Autor: Samir Hernandes Tenório Gomes. Universidade Estadual Paulista.
samirhtg@faac.unesp.br

Introdução: A estruturação de um ambiente acessível, que permita todo tipo de
indivíduos circularem de forma autônoma e independente, implica no
entendimento de suas dificuldades, a fim de evitar os vários tipos de obstáculos
que venham a surgir. Nos últimos anos, em se tratando de bibliotecas, o processo
de planejamento com vistas à acessibilidade tem ganhado cada vez mais força.
Tais aspectos estão vinculados, principalmente, com a crescente promoção de
qualidade de vida humana, da máxima da autonomia total, independência na
realização de atividades e pelo maior número de pessoas nos espaços de
bibliotecas. Especificamente no que se relaciona aos espaços de bibliotecas, para
comportar todo tipo de usuário, oferecendo condições ideais para a leitura,
pesquisa e interação, é fato que esse ambiente deva ser desenhado de forma a
permitir a inclusão, viabilizando o uso correto nas atividades diárias no espaço.
Apesar dos esforços promissores de entidades e organizações civis das pessoas
com deficiência, a fim de que os direitos sejam garantidos e efetivados em todas
as instâncias, na prática, a questão da acessibilidade das bibliotecas ainda é
deixada de lado. Esse panorama é medido no percentual em pesquisas na maioria
das bibliotecas brasileiras, no item relacionado à acessibilidade. Tais aspectos
estão intrinsicamente relacionados com a falta de planejamento arquitetônico e o
desalinhamento entre a direção das bibliotecas e a equipe técnica projetiva,
evidenciando impactos negativos no âmbito da acessibilidade. O universo da
pesquisa é composto por dois edifícios de bibliotecas universitárias, sendo a (1)
Biblioteca do Centro Universitário Senac/Santo Amaro, na cidade de São Paulo
(SP) e a (2) Biblioteca da UNESP - Universidade Estadual Paulista do campus da
cidade de Marília (SP). Essa pesquisa traz a importância na possibilidade de ativar
o interesse da problemática da acessibilidade em bibliotecas, introduzindo o
universo do Desenho Universal, aplicação da norma e discussão de medidas
inclusivas no espaço, criando e construindo ambientes acessíveis.
Método da pesquisa: A pesquisa contemplou cinco etapas: 1) Avaliação dos
Fatores Funcionais Construtivos e os Resultados Apresentados; 3) Diagnóstico
dos resultados; 4) Matriz de Intervenções; 5) Diretrizes para Novos Projetos. No

�que diz respeito à avaliação de acessibilidade dos estudos de caso, as
informações e os levantamentos junto aos usuários e as análises efetivamente
executadas tiveram prioridade em relação aos levantamentos de desempenho
físico, servindo apenas como suporte de informação. Portanto, as atividades de
observação foram focadas nas atualizações cadastrais da planta arquitetônica (as
built), no levantamento do mobiliário básico, além de executar visitas exploratórias,
visando obter informações in loco das condições espaciais e problemas técnicoconstrutivos visíveis a olho nu. Esses procedimentos foram complementados com
entrevistas com outros técnicos, no sentido de complementar as respostas
provindas dos usuários (BECHTEL, 1987; PREISER, 1988, 1989;ORNSTEIN &amp;
ROMÉRO, 1992; ORNSTEIN, 2003) O trabalho desenvolvido nesta etapa foi o
início da aplicação dos procedimentos da APO – Avaliação Pós-Ocupação. Os
procedimentos foram concentrados em analisar as condições do ambiente
construído no acervo através da avaliação dos fatores funcionais de acessibilidade
e a aferição de satisfação dos usuários,
Resultados: Ao analisar as condições ambientais da Biblioteca do Senac/Santo
Amaro relacionado ao acesso e à adaptação do deficiente físico, percebe-se que o
edifício tem uma proposta arquitetônica acessível, considerando os parâmetros
arquitetônicos da norma NBR 9050 – 2004. Sabe-se que a iniciativa de
incorporação dos elementos acessíveis do projeto arquitetônico foi decorrente de
uma determinação imposta pela própria direção do Senac e da equipe de
arquitetos responsáveis pelo projeto, com o objetivo de atender aos itens
essenciais da acessibilidade no edifício. Os detalhes do projeto e os componentes
principais da acessibilidade presentes no edifício reforçam a importância da
introdução do Desenho Universal na concepção e execução do espaço da
biblioteca. Como resultado disso, no final das avaliações, constatou-se que, na
opinião dos funcionários, alunos e professores, os ambientes estão adequados e
possibilitam autonomia às pessoas com deficiência (parcial ou total) visual,
auditiva ou de locomoção. No caso específico da Biblioteca da Unesp/Marília,
ações constantes ligadas às entidades dos portadores de deficiência física da
própria direção da universidade e da biblioteca local vêm sendo tomadas para
minimizar ou resolver os problemas decorrentes da falta de adequação do edifício
às condições de acesso e adaptação do deficiente físico. Dentre elas, destaca-se,
na entrada principal do edifício, a construção de uma rampa de acesso com barras
de apoio, atendendo a uma reivindicação antiga da própria biblioteca. Além disso,
um grupo permanente de estudos, pertencente à própria universidade, tem
desenvolvido atividades ligadas à melhoria das condições de acessibilidade nos
ambientes do campus universitário e vem propondo, paulatinamente, diversos
projetos no âmbito de remoção de barreiras arquitetônicas, adaptações espaciais,
instalações de equipamentos direcionados às melhores condições de

�acessibilidade e o desenvolvimento de campanhas educativas junto à comunidade
acadêmica. Observou-se, no entanto, que nem todas as propostas de
intervenções têm sido centralizadas nos usuários, ou seja, existe ainda a
dificuldade em entender quais as reais necessidades do portador de deficiência
física frente a um ambiente de biblioteca universitária e como o espaço pode se
tornar um elemento facilitador e impulsionador de motivação.
Conclusões: Ao final de uma avaliação como esta, que engloba inúmeros itens,
diversos tipos de medições e várias técnicas envolvidas na questão da
acessibilidade em bibliotecas, verifica-se que a aplicabilidade de muitas das
informações e dos dados levantados na pesquisa suplantam os estudos de caso.
Em vista disso, as experiências e as lições aprendidas durante todas essas
análises não se limitam somente aos casos analisados, mas podem servir como
insumos para novos projetos semelhantes relacionadas à acessibilidade. Os
resultados apresentados na pesquisa, direcionados pela Avaliação Pós-Ocupação
de acessibilidade em bibliotecas, reafirmam que é possível implementar um plano
de ação na busca de qualidade do Desenho Universal desses edifícios e definir
critérios mais precisos de desempenho e aplicação da norma vigente. É
importante destacar que esses procedimentos apresentados reforçam não só à
aplicação de diretrizes técnicas, físicas e dimensionais, mas fundamentalmente
critérios de desempenho, visando ao atendimento das necessidades dos usuários
no âmbito da acessibilidade.
Palavras-chave: Acessibilidade em Bibliotecas; NBR 9050/2004; Diretrizes
Projetuais; Avaliação Pós-Ocupação.
Referências:
BECHTEL,R. Methods in Environmental and Behavioral Research. Nova
Iorque, EUA. Van Nostrand Reinhold, 1987.
ORNSTEIN, S.W. Arquitetura, Urbanismo e Psicologia Ambiental: uma
reflexão sobre dilemas e possibilidade da atuação integrada. São Paulo:
Revista de Psicologia, 2005, 16(1/2), pp. 155-165.
ORNSTEIN, S.W.; ROMÉRO, M. Avaliação pós-ocupação do ambiente
construído. São Paulo, Studio Nobel, Edusp, 1992.
PREISER, W. F. E; RABINOWITZ; WHITE, E. Post-occupancy evaluation, New
York, Van Nostrand Reinhold, 1988.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
RESUMO EXPANDIDO
A experiência desse estudo apresenta uma proposta dada aos discentes do
curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação, da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na disciplina eletiva Segurança da Informação.
Motivados a perceber a segurança da informação de forma empírica, foi proposto
para a equipe perceber se os dados pessoais compartilhados em redes sociais na
internet tinham proteção de leis brasileiras e se os termos de uso estavam
adequados ao que rege na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
O termo de uso estabelecido aos usuários dos serviços prestados pela
multinacional Google Inc. é o objeto escolhido para ser analisado diante do
cenário que não se pode escapar: mensagens eletrônicas e compartilhamento de
arquivos é uma realidade de grande parte da população acadêmica. Mas é
possível ter segurança na rede nestes ambientes que pertencem a grandes
organizações?
Passar pela experiência de avaliar os termos de uso do Google permite
identificar o quão os usuários estão com os dados vulneráveis na rede. Pesquisar
leis e despertar o interesse da sociedade em debater é o intuito desse relato, pois
boa parte dos usuários aceita e concorda com os termos de uso de diversas redes
sociais digitais, mas sequer leem ou entendem as leis que os protegem.
O Marco Civil da Internet é destacado para que se compreenda se os
termos de uso, que são amparados por leis do estado da Califórnia, nos Estados
Unidos, dão amparo jurídico a usuários brasileiros que possam sofrer violação dos
dados e informações trocadas em ambiente virtual. O capítulo 11 da ABNT NBR
ISO/IEC 17799:2005 é tomado como ponto de partida para se entender se
requisitos básicos propostos pela norma estão equiparados pelos termos de uso
de diversos serviços prestados hoje pelo Google.

�SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO E OS TERMOS DE SERVIÇO DO GOOGLE:
APONTAMENTOS SOBRE VULNERABILIDADE DOS DADOS
Francini Rodrigues da Silva (UFRJ) cinirs87@yahoo.com.br
Marcio Gonçalves (UFRJ, Ibmec, UNESA, Facha) marciog.goncalves@gmail.com
Solange Balbino (UFRJ) solangebalbino1@gmail.com

INTRODUÇÃO
A atual sociedade da informação e do conhecimento caracteriza-se por
permitir a disponibilidade e a absorção de uma quantidade considerável de
informação por parte dos indivíduos nela inserida. A convivência das mídias e a
convergência das mesmas envolvem usuários em uma teia de relacionamentos e
trocas virtuais de grande volume de dados. O mundo globalizado e
desterritorializado faz com que a mídia internet seja considerada a grande
responsável por essas dinâmicas de produção de capital social.
Informação significa o ato ou o efeito de informar. Quando se pensa no
contexto das relações com organizações, a informação toma uma dimensão
extremamente importante, pois decisões valiosas são tomadas com base na
capacidade humana de prosseguir com o conhecimento adquirido. Neste ambiente
interligado e extremamente competitivo, a informação se torna um fator essencial
para a abertura e manutenção de negócios.
A segurança da informação, nesse sentido, faz refletir sobre a importância
da garantia de privacidade que os interagentes precisam diante da alta exposição
a que os dados particulares são submetidos. Proteger os dados da constante
vulnerabilidade requer regras e controles rígidos. A partir dessas considerações,
apresentam-se importantes reflexões acerca da segurança da informação e das
brechas digitais identificadas nos termos de serviço do Google avaliado sob a
ótica do capítulo 11 da ABNT NBR ISO/IEC 17799:2005. A experiência desse
estudo que, a princípio, seria apenas uma reflexão acadêmica de alunos do curso
de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação, da Universidade Federal

�do Rio de Janeiro (UFRJ), da disciplina eletiva Segurança da Informação, agora
contribui para levar a todos os membros da sociedade a importância de gestão
adequada de dados e informações na rede.

RELATO DE EXPERIÊNCIA
Esse relato de experiência é fruto de uma reflexão acadêmica da disciplina
de Segurança da Informação, oferecida aos alunos do 5º período do curso de
Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação, da UFRJ no ano de 2014.
A segurança da informação está ligada à proteção dos dados e das informações
de uma determinada empresa/organização cujo objetivo é preservar os valores
para a mesma ou para indivíduos. Entende-se informação, segundo Faria e
Pericão (2008, p. 666) como: “Aquilo que ajuda à tomada de decisão, o que reduz
a incerteza [...] instrução, conhecimento.” A luta pelo poder é a capacidade de
dominá-la e manipulá-la.

A informação que circula em ambientes digitais,

portanto, é um dos principais produtos dessa nova ordem mundial digital e
necessita, consequentemente, de proteção e de preservação.
A segurança de determinadas informações podem ser afetadas por vários
fatores: comportamentais do usuário; pelo ambiente e infraestrutura em que ela se
encontra, e por pessoas que têm o objetivo de “roubar”, destruir ou modificá-las.
De acordo com o Tribunal de Contas da União (2007, p. 25): “A segurança de
informações visa garantir a integridade, confidencialidade, autenticidade e
disponibilidade das informações processadas pela organização”. Estas são
características básicas da segurança da informação e pode-se entendê-las como:
A integridade da informação consiste na fidedignidade de
informações. Sinaliza a conformidade de dados armazenados com
relação às inserções, alterações e processamentos autorizados
efetuados. [...] A confidencialidade baseia-se na garantia de que
somente pessoas autorizadas tenham acesso às informações
armazenadas ou transmitidas por meio de redes de comunicação.
Na autenticidade garante-se a veracidade das informações, [...] a
disponibilidade é garantia de que as informações estejam
acessíveis às pessoas e aos processos autorizados, a qualquer

�momento requerido, durante o período acordado entre as partes.
(TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, 2007).

Toda vulnerabilidade de um sistema pode representar possibilidades de
ataque causando adulteração nas informações. No controle de pessoas mal
intencionadas ou nas mãos da concorrência, a informação mal administrada pode
comprometer não apenas a imagem da organização, mas também o andamento
dos próprios processos organizacionais. Esse tipo de segurança não é somente
para sistemas computacionais, pois envolve, também, informações eletrônicas,
sistemas de armazenamento e se aplica a vários outros aspectos e formas de
proteger, monitorar e cuidar dos dados.
O que diz respeito às regras, a política de segurança de informações é um
conjunto de princípios que norteiam a gestão de segurança de informações e que
deve ser observado pelo corpo técnico, gerencial e pelos usuários internos e
externos. As diretrizes estabelecidas nessa política determinam as linhas que
devem ser seguidas pela organização para que sejam assegurados os recursos
computacionais e as informações.
Acerca das questões sobre o “controle da massa universal das informações
circulantes na internet”, Sodré (2014, p. 173) afirma que, “cidadãos norteamericanos e estrangeiros são monitorados em tempo integral pela espionagem
eletrônica dos Estados Unidos “coadjuvada por provedores e redes sociais que
“democratizam” o acervo cibernético”. O fim da privacidade em benefício da
segurança global é evidenciado.
De acordo com a norma ABNT NBR ISO/IEC 17799:2005 o objetivo da
política de segurança da informação é "prover uma orientação e apoio da direção
para a segurança da informação de acordo com os requisitos do negócio e com as
leis e regulamentações relevantes”. A partir desta definição convém que a direção
estabeleça uma política clara, alinhada com os objetivos do negócio e que
demonstre apoio e comprometimento com a segurança da informação por meio da
publicação e manutenção de uma política de segurança da informação para toda a
organização.

�2.1 PESSOAS E SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
A orientação e o apoio aos objetivos da segurança da informação devem
ser percebidos pela direção da organização, que é peça chave nesse contexto,
uma vez que cabe ao gestor promover a manutenção e a segurança das
informações. Esse profissional deve estar comprometido, apoiando ativamente
todos os processos e diretrizes implementadas. Se necessário for, a direção da
organização deve direcionar e identificar as necessidades para a consultoria de
um especialista interno ou externo em segurança da informação, analisando e
coordenando os resultados por toda a organização.
A Norma ABNT NBR ISO/IEC-17799 é um conjunto de recomendações
para práticas na gestão de segurança da informação. Serve para aqueles que
querem criar, implementar e manter um sistema capaz de fazer a gestão correta
da segurança das informações.1 A Norma ABNT NBR ISO/IEC-17799 estabelece
as diretrizes e princípios gerais para iniciar, implementar, manter e melhorar a
gestão de segurança da informação em uma organização.
As principais seções são: 1. Avaliação de risco; 2. Política de segurança;3.
Organização da segurança da informação; 4. Gerência de recurso; 5. Segurança
dos recursos humanos; 6. Segurança física e ambiental; 7. Gerência das
comunicações e das operações; 8. Controle de acesso; 9. Sistemas de
informação, aquisição, desenvolvimento e manutenção; 10. Gerência de
incidentes da segurança da informação; 11. Gerência da continuidade do negócio;
e 12. Conformidade. Diversos usuários de determinados serviços, muitas vezes,
não estão atentos à temática da segurança da informação e acabam se expondo
ou expondo a organização a riscos “invisíveis” nos quais somente se
“materializam” quando o usuário se vê, por exemplo, atacado por vírus de
computador (PARCHEN; FREITAS; EFING, 2009).

	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;   	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  
1

	&#13;  É	&#13;  elaborada	&#13;  no	&#13;  Comitê	&#13;  Brasileiro	&#13;  de	&#13;  Computadores	&#13;  e	&#13;  Processamento	&#13;  de	&#13;  Dados	&#13;  (ABNT/CB-­‐21)	&#13;  pela	&#13;  
Comissão	&#13;  de	&#13;  Estudo	&#13;  de	&#13;  Segurança	&#13;  Física	&#13;  em	&#13;  Instalações	&#13;  de	&#13;  Informática	&#13;  (CE-­‐21:2-­‐4.01)	&#13;  e	&#13;  integra	&#13;  uma	&#13;  família	&#13;  
de	&#13;  normas	&#13;  de	&#13;  sistema	&#13;  de	&#13;  gestão	&#13;  de	&#13;  segurança	&#13;  da	&#13;  informação	&#13;  (SGSI),	&#13;  que	&#13;  inclui	&#13;  normas	&#13;  sobre	&#13;  requisitos	&#13;  de	&#13;  

�2.2 MARCO CIVIL DA INTERNET NO BRASIL: DA GUARDA DE REGISTRO DE
ACESSO
O Marco Civil é um instrumento de extrema importância não apenas pelo
processo original de construção aberta e colaborativa, mas por lidar com questões
cruciais para as próximas décadas. Neste sentido, O Marco Civil é uma resposta
politicamente sólida para uma democracia constitucional, como é o Brasil, para as
práticas de espionagem reveladas nos Estados Unidos da América (LEMOS,
2014, p. 7-8).
Sabe-se que a quantidade de informações digitais é inesgotável. Interações
eletrônicas, operações bancárias e de crédito e uma simples assinatura de uma
revista

ficam

digitalmente

gravados

e

ligados

a

indivíduos

específicos

possibilitando risco de violação do sigilo desses dados para quaisquer finalidades
(GODINHO e ROBERTO, 2014, p. 739). O Marco Civil, nestes casos, pode ou
deve amparar usuários em situações que coloquem os dados expostos no Brasil
nas redes sociais e mídias sociais pertencentes a empresas norte-americanas?
O Marco Civil da Internet admite a possibilidade de haver requisição judicial
das exibições dos registros de conexão armazenados pelos provedores de
internet. Como afirmam Godinho e Roberto (2014, p.749), “os potenciais
benefícios inaugurados pelo Marco Civil da Internet são inquestionáveis: é bom o
propósito de investigação, contenção e reparação de danos decorrentes de atos
ilícitos perpetrados em ambiente virtual”.
Cunha (2014, p.1007) ressalta que os usuários da internet equiparam-se
aos consumidores de produtos e serviços oferecidos online. Assim, os deveres de
proteção à intimidade devem ser analisados sob a ótica consumerista. Tais
usuários, portanto, merecem proteção como usuários finais de produtos ou
serviços, com os mesmos direitos estampados nos artigos 6 e 7 da Lei 8.078/90,
em decorrência do direito à informação, da inviolabilidade da honra e da vida
privada, da proteção contra práticas e cláusulas abusivas e do direito à obtenção
de serviços contínuos, seguros e de qualidade.

�Destaca-se, portanto, para fins práticos da interpretação do termo de uso
adotado pela Google Inc., é, se em caso de violação dos dados dos usuários dos
serviços prestados por essa organização, haverá lei brasileira capaz de proteger
os brasileiros considerando que o termo é regido por lei do estado da Califórnia,
nos Estados Unidos da América (EUA).

3 A POLÍTICA DE SEGURANÇA DO GOOGLE E AS BRECHAS
A Google Inc é uma empresa multinacional de serviços online e software,
dos EUA, que hospeda e desenvolve uma série de serviços e produtos baseados
na internet e gera lucro, principalmente, por meio de publicidade.2 A missão é
organizar as informações do mundo e torná-las mundialmente acessíveis e úteis
(GOOGLE, 2015). Dentre os serviços oferecidos estão: Google Chrome, Gmail,
Google +, Google Livros, Google Maps, Google Code, etc.
Ao utilizar serviços e produtos oferecidos pela empresa, faz-se necessário a
leitura prévia do termo de serviços, que descreve as regras com as quais o
usuário concorda quando faz uso dos serviços oferecidos. Este relato de
experiência tem, portanto, objetivo de apresentar as brechas encontradas nas
análises realizadas a partir da leitura do Termo de Serviços do Google e a Norma
da ABNT NBR ISO/IEC 17799: 2005.
3.1 USO DOS SERVIÇOS DO GOOGLE
No item como utilizar nossos serviços, a política sugere que não se faça
uso indevido de seus serviços, e que as políticas sejam seguidas, pois o mesmo
pode suspender ou deixar de fornecer seus serviços se houver descumprimento
dos termos ou políticas ou se estiverem investigando casos de suspeita de má
conduta. O uso dos serviços do Google não confere propriedade sobre os direitos
de propriedade intelectual, sobre os serviços ou sobre o conteúdo que se tem
	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;   	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  
2

	&#13;  Fundada	&#13;  em	&#13;  4	&#13;  de	&#13;  setembro	&#13;  de	&#13;  1998	&#13;  por	&#13;  Larry	&#13;  Page	&#13;  e	&#13;  Sergey	&#13;  Brin,	&#13;  ambos	&#13;  egressos	&#13;  da	&#13;  Universidade	&#13;  de	&#13;  
Stanford,	&#13;  os	&#13;  dois	&#13;  criaram	&#13;  um	&#13;  mecanismo	&#13;  de	&#13;  pesquisa	&#13;  (inicialmente	&#13;  chamado	&#13;  de	&#13;  BackRub)	&#13;  que	&#13;  usava	&#13;  links	&#13;  
para	&#13;  determinar	&#13;  a	&#13;  importância	&#13;  de	&#13;  páginas	&#13;  individuais.	&#13;  

�acesso. Os conteúdos exibidos que não pertencem ao Google são de exclusiva
responsabilidade de quem os disponibiliza. De acordo com item 11.1.1 da norma,
que se refere à política de controle de acesso, a norma orienta que convém que a
política de controle de acesso seja estabelecida, documentada e analisada
criticamente, tomando-se como base os requisitos de acesso dos negócios e
segurança da informação. Nesse item o termo do Google está de acordo com a
norma.
3.2 ACESSO AO GOOGLE
No que se refere à proteção da conta, a política sugere ao usuário que
mantenha a senha em sigilo. A atividade realizada na conta ou por seu intermédio
é de responsabilidade do mesmo. Não é recomendada a reutilização da senha em
aplicativos de terceiros. A norma da ABNT nos itens 11.2, 11.3.3 e 11.5.2 orienta
ao usuário assegurar seu acesso autorizado e prevenir acesso não autorizado a
sistemas de informação: adoção de uma política de mesa limpa de papéis e
mídias de armazenamento removível e política de tela limpa para os recursos de
processamento da informação; que os usuários tenham um identificador único (ID
de usuário) para uso pessoal e exclusivo e que haja uma técnica adequada de
autenticação para validar a identidade alegada pelo usuário. As orientações
contidas no termo do Google estão de acordo com a norma.
3.3 PROTEÇÃO À PRIVACIDADE E AOS DIREITOS AUTORAIS
As políticas de privacidade do Google explicam o modo de como são
tratados os dados pessoais de forma a proteger a privacidade ao utilizar os
serviços. Ao utilizá-los o usuário concorda que o Google pode fazer uso desses
dados de acordo com as políticas de privacidade. Neste tópico é explicado como e
para quê o Google usa política de privacidade, quais informações são coletadas, o
motivo de serem coletadas, como é utilizado estas informações e as opções que
são oferecidas, incluindo o modo de acessá-las e atualizá-las. Na norma não
consta nenhum ponto que proteja ou defenda o usuário caso os dados sejam
utilizados de maneira a denegrir a imagem de quem aceita os termos da empresa.

�As informações coletadas pelo Google servem para fornecer serviços
melhores a todos os seus usuários e são coletadas por informações pessoais
fornecidas pelo usuário a partir dos serviços utilizados. Google pode utilizar estas
informações para fornecer, manter, proteger e melhorar os serviços de forma a
oferecer ao usuário um conteúdo específico, como: fornecimento de resultados
mais relevantes de pesquisa e anúncios para o usuário. Google revisa
regularmente o cumprimento da política de privacidade e adere a várias estruturas
autorreguladoras. A empresa trabalha com autoridades reguladoras apropriadas,
inclusive autoridades locais de proteção de dados para resolver quaisquer
reclamações referentes à transferência de dados pessoais que não podem
resolver diretamente com seus usuários.A Google Inc. pode modificar estes
termos ou quaisquer termos adicionais que sejam aplicáveis a um serviço. As leis
do estado da Califórnia, nos EUA, excluindo as normas da Califórnia sobre
conflitos de leis, são aplicáveis a quaisquer disputas decorrentes ou relacionadas
com estes termos ou serviços. Todas as reclamações decorrentes de ou
relacionadas com estes termos ou serviços são litigadas exclusivamente em
tribunais estaduais ou federais da Comarca de Santa Clara, Califórnia, e cabe ao
usuário e ao Google autorização a jurisdição pessoal nesses tribunais.
3.4 O CONTEÚDO DO USUÁRIO NOS SERVIÇOS DO GOOGLE
Em alguns serviços é possível que se faça upload, submeta, armazene,
envie e receba conteúdo, como, por exemplo: Google Drive, Gmail e Google Docs.
É garantido ao usuário possuir a propriedade de qualquer direito de propriedade
intelectual que o mesmo detenha sobre o conteúdo produzido. “Aquilo que
pertence a você, permanece com você”, diz a política de termos de serviço.
Quando, entretanto, o usuário faz upload, submete, armazena, envia e recebe
conteúdo por meio dos serviços oferecidos, o mesmo está concedendo ao Google
(e com quem a Google trabalha) uma licença válida para todo o mundo a fim de
usar, armazenar, hospedar, reproduzir, modificar, realizar traduções, adaptações
ou outras alterações com a premissa de melhor funcionamento dos serviços. Essa

�licença dura mesmo que o usuário deixe de utilizar o serviço, porém alguns deles
oferecem a opção de acessar e remover conteúdos.
A Google, além disso, possui um sistema automatizado que analisa
conteúdos de e-mails para fornecer produtos pessoalmente relevantes para os
usuários a partir de resultado de pesquisa customizadas e propagandas
personalizadas. Se o usuário possuir uma conta Google, o nome, foto do perfil,
ações realizadas em aplicativos, comentários e aplicativos do Google, ou outros
que estejam conectados à conta, comentários postados, podem aparecer nos
serviços Google, inclusive, em anúncios e outras vertentes comerciais. Resume-se
que aquilo que pertence a você, permanece com você. Contraditório, porém, no
que diz a Proteção à Privacidade e aos Direitos Autorais.
3. 5 AS GARANTIAS E ISENÇÕES DE RESPONSABILIDADE
A Google Inc, e seus fornecedores/distribuidores não oferecem garantias
acerca dos serviços, conteúdos, funcionalidades ou confiabilidade dos serviços,
disponibilidade ou capacidade de atender às necessidades de usuário. Google
fornece os serviços nas formas que estão e exclui todas as garantias que certas
jurisdições preveem, como, por exemplo, a garantia de comerciabilidade implícita.
Quando permitido por lei, Google e seus fornecedores/distribuidores não são
responsáveis por perda de lucros, perda de receita, perda de dados, perdas
financeiras ou danos indiretos. Na norma cabem os itens 11.1.1 Política de controle
de acesso; 11.2.1 Registro de usuário e 11.3 Responsabilidades dos usuários, que,
entretanto, não é exposto de forma rígida ou sistematizado, e mais uma vez o
usuário fica vulnerável e refém dos serviços oferecidos.
A utilização dos serviços do Google em nome de uma empresa é entendida
pelo mesmo que a empresa que utiliza seus serviços aceita os termos, e isentará
de responsabilidade e indenizará o Google e suas afiliadas, executivos, agentes e
trabalhadores de qualquer reivindicação, processo ou ação judicial proveniente de
ou relacionado ao uso dos serviços ou à violação destes termos, incluindo

�qualquer responsabilidade ou despesa resultante de reivindicações, perdas,
danos, processos, julgamentos, custos de litígio e honorários advocatícios.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considera-se que diante das análises feitas sob a ótica da segurança da
informação, a respeito do termo de serviços da empresa Google, a mesma não
oferece qualquer garantia ao usuário nesta questão da segurança dos dados. A
Norma da ABNT é muito generalista e sugere como o usuário deve fazer, mas se
aplica mais à pessoa jurídica do que à pessoa física. Nesse caso não há nenhuma
especificação e não tem nenhuma indicação de responsabilidade, a não ser a do
próprio indivíduo.
Ao se isentar de toda e qualquer responsabilidade em relação ao indivíduo,
Google se beneficia enquanto oferece seus serviços e produtos. O usuário é
responsável por buscar constantemente informações e atualizações dos serviços
utilizados. A ele, portanto, cabe ler os termos do serviço ao qual está disposto a
concordar. Essa atitude é necessária, mesmo que não dê para alterar a situação,
pois é importante saber o que pode e o que não pode em um determinado serviço.
Ao mesmo tempo o usuário que concordou com os termos de serviço deve se
policiar ao disponibilizar dados e informações particulares e sigilosas.
No atual cenário de grandes conexões e de uma teia cada vez mais
complexa de emaranhados de dados, sugere-se que usuários estejam mais
atentos à leitura dos termos de uso e das políticas de privacidade na rede. No
Brasil, com o Marco Civil da Internet, a sociedade parece começar a estar mais
alerta à vulnerabilidade da alta exposição de dados e passa a cobrar dos governos
a segurança da informação que circula no ciberespaço.

Palavras-chave: Segurança da informação. Google. Termos de serviço. ABNT.

�REFERÊNCIAS
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tecnologia da informação: técnicas de segurança: código de prática para a gestão
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Fiscalização de Tecnologia da Informação, 2007.
CUNHA, M. F. A defesa dos interesses e dos direitos dos usuários de internet em
juízo. In: LEITE, G.S.; LEMOS, R. (Coord.). Marco Civil da Internet. São Paulo:
Atlas, 2014.
FARIA, M. I.; PERICÃO, M. G. Dicionário do Livro: da escrita ao livro eletrônico.
Coimbra: Almedina, 2008.
GODINHO, A. M.; ROBERTO, W. F. A guarda de registros de conexão: o Marco
Civil da Internet entre a segurança na rede e os riscos à privacidade. In: LEITE,
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______. ISO/IEC17799. Disponível em:
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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>CBBD - Edição: 26 - Ano: 2015 (São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>A experiência desse estudo apresenta uma proposta dada aos discentes do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na disciplina eletiva Segurança da Informação. Motivados a perceber a segurança da informação de forma empírica, foi proposto para a equipe perceber se os dados pessoais compartilhados em redes sociais na internet tinham proteção de leis brasileiras e se os termos de uso estavam adequados ao que rege na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O termo de uso estabelecido aos usuários dos serviços prestados pela multinacional Google Inc. é o objeto escolhido para ser analisado diante do cenário que não se pode escapar: mensagens eletrônicas e compartilhamento de arquivos é uma realidade de grande parte da população acadêmica. Mas é possível ter segurança na rede nestes ambientes que pertencem a grandes organizações? Passar pela experiência de avaliar os termos de uso do Google permite identificar o quão os usuários estão com os dados vulneráveis na rede. Pesquisar leis e despertar o interesse da sociedade em debater é o intuito desse relato, pois boa parte dos usuários aceita e concorda com os termos de uso de diversas redes sociais digitais, mas sequer leem ou entendem as leis que os protegem.  O Marco Civil da Internet é destacado para que se compreenda se os termos de uso, que são amparados por leis do estado da Califórnia, nos Estados Unidos, dão amparo jurídico a usuários brasileiros que possam sofrer violação dos dados e informações trocadas em ambiente virtual. O capítulo 11 da ABNT NBR ISO/IEC 17799:2005 é tomado como ponto de partida para se entender se requisitos básicos propostos pela norma estão equiparados pelos termos de uso de diversos serviços prestados hoje pelo Google.</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, São
Paulo, 21 a 24 de julho de 2015

BIBLIOGRAFIA BÁSICA :
LEVANTAMENTO DE COLEÇÕES
Lia Baião Feder (UFRJ-Macaé) – liabaiao@macae.ufrj.br
Marília Santos Macedo (UFRJ-Macaé) – msmacedo@macae.ufrj.br
Resumo:
Relata-se a experiência da Biblioteca Campus UFRJ-Macaé Professor Aloisio Teixeira,
para desenvolvimento da coleção de livros e identificação das carências, a partir de
levantamento realizado junto às Coordenações de cursos de graduação e representantes
dos mesmos na Comissão de Biblioteca. O objetivo deste levantamento é estabelecer as
reais necessidades, tendo em vista a peculiar estrutura do Campus, em que não há
institutos, há direção única e integração disciplinar. A Biblioteca acompanha esta
estrutura, constituindo-se de fato como biblioteca central.
Palavras-Chave: Aquisição; Planejamento de aquisição; Bibliografia básica.
Eixo Temático I: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente
físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e
produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, sustentabilidade.

�XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, São
Paulo, 21 a 24 de julho de 2015

BIBLIOGRAFIA BÁSICA :
LEVANTAMENTO DE COLEÇÕES
Resumo:
Relata-se a experiência da Biblioteca Campus UFRJ-Macaé Professor Aloisio Teixeira,
para desenvolvimento da coleção de livros e identificação das carências, a partir de
levantamento realizado junto às Coordenações de cursos de graduação e representantes
dos mesmos na Comissão de Biblioteca. O objetivo deste levantamento é estabelecer as
reais necessidades, tendo em vista a peculiar estrutura do Campus, em que não há
institutos, há direção única e integração disciplinar. A Biblioteca acompanha esta
estrutura, constituindo-se de fato como biblioteca central.
Palavras-Chave: Aquisição; Planejamento de aquisição; Bibliografia básica.
Eixo Temático I: Gestão de bibliotecas: aquisição e tratamento de materiais no ambiente
físico e virtual, curadoria digital, coleções especiais, desenvolvimento de serviços e
produtos inovadores, bibliotecas digitais e virtuais, portais e repositórios, sustentabilidade.

1- Introdução: O Campus UFRJ-Macaé Professor Aloisio Teixeira, foi criado a partir de
iniciativas de pesquisa na região na década de 80, quando em 2005 foi institucionalizada
a primeira unidade da UFRJ fora do Rio de Janeiro. Partindo dessa unidade, foi criado o
Campus, institucionalizado pelo Conselho Universitário da UFRJ em 2011. Com onze
cursos de graduação e dois programas de pós-graduação, o Campus foi constituído como
uma estrutura integrada, não departamental e parceira da Prefeitura de Macaé.
Acompanhando essa filosofia integrada, a Biblioteca foi estabelecida como uma unidade
central, que atende a todos os cursos e ainda, a outras duas IES que funcionam no
mesmo espaço: a UFF e FeMASS.
Apresenta-se neste trabalho, a experiência da Biblioteca no levantamento de
necessidades informacionais para atender aos cursos da UFRJ em Macaé, no que tange
à bibliografia básica solicitada pelas coordenações dos cursos, considerando a
interdisciplinaridade e integração acadêmica. Não se trata ainda, do desenvolvimento de
uma política de desenvolvimento de coleções. Trata-se de um método de formação de
acervo, que atenda aos interesses e objetivos da comunidade.
2- Ambiente Institucional
A Biblioteca Campus UFRJ-Macaé Professor Aloisio Teixeira, originalmente Biblioteca
Prof. Maria Helena Siqueira Salles da Fundação Educacional de Macaé, iniciou suas
atividades como biblioteca central da Cidade Universitária, construída pela Prefeitura de
Macaé para receber cursos de graduação de três IES: UFRJ, UFF e FEMASS. (1)

�XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, São
Paulo, 21 a 24 de julho de 2015
Em março de 2012, foi conveniado entre a UFRJ e a Fundação Educacional de Macaé,
administradora da “Cidade Universitária”, que a partir desta data a unidade passaria a ser
gerida pela equipe da UFRJ, com apoio temporário de equipe reduzida daquela
instituição. Neste momento, a unidade passou a integrar efetivamente a rede SiBI –
Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ, que já vinha aportando recursos para o
desenvolvimento de suas atividades.
Até esta época, não havia preocupação na unidade em planejar a aquisição de itens e
títulos, que atendessem aos pré-requisitos bibliográficos dos cursos. Os docentes
enviavam seus pedidos, uma lista era preparada com base na demanda estimada e as
compras efetuadas.
3- Levantamento Bibliográfico
Em julho de 2013, com a aprovação do Conselho Deliberativo do Campus, foi constituída
a Comissão de Biblioteca, que conforme regimento “é o órgão assessor da Diretoria Geral
do Campus UFRJ-Macaé Professor Aloísio Teixeira para assuntos relacionados à
Biblioteca e tem por finalidade auxiliar tecnicamente à Direção da Biblioteca no
oferecimento de serviços destinados ao desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da
extensão” (2). A Comissão é formada por um docente representante de cada curso,
indicado pelo respectivo colegiado, por discente indicado pelos CAs e um técnico
administrativo indicado pelos pares. Os membros são nomeados através de portaria,
publicada no Boletim da UFRJ.
Através da Comissão de Biblioteca, iniciou-se levantamento da bibliografia básica de cada
curso, com o objetivo de identificar, para cada título solicitado, o número de exemplares
existentes na Biblioteca, comparado ao número de exemplares necessários, atendendo
aos requisitos do MEC. Foi preparado um roteiro para elaboração das listas, adotando-se
como principal fonte a Base Minerva do sistema SiBI/UFRJ.
Como dito antes, por sua configuração, o Campus é uma estrutura integrada e
interdisciplinar. Essa situação é refletida diretamente na bibliografia, onde a aplicação de
um título para mais de um curso é comum, demandando uma avaliação criteriosa da
quantidade de itens que atenda a essas características.
O levantamento está sendo executado em planilhas, com as colunas básicas: ISBN,
autoria, título, editora, ano de publicação e duas colunas fundamentais: quantidade de
itens conforme exigência do MEC e siglas dos cursos atendidos pelo título.
4- Produtos
Estão sendo gerados dois produtos: o primeiro, uma planilha/curso, com a quantidade de
itens existentes no acervo e a quantidade de itens necessários para atender às exigências
do MEC; o segundo, uma planilha/títulos, com a quantidade de exemplares existentes na
estante e a quantidade de exemplares necessários para que aquele título atenda aos
cursos relacionados a ele.

�XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, São
Paulo, 21 a 24 de julho de 2015
5-Considerações finais
Todo o processo será executado também para o levantamento da bibliografia
complementar.
Simultaneamente, será feita a revisão geral da bibliografia preenchida nos formulários de
disciplinas dos cursos do Campus UFRJ-Macaé, com o objetivo de verificar as
incoerências entre o que está listado e o que foi citado nos formulários. Com os produtos
finalizados na sua versão 1, pretende-se revisar anualmente, com prazos determinados, a
bibliografia selecionada.
A formação de um acervo plenamente coerente com as necessidades dos cursos no
atendimento ao tripé ensino-pesquisa-extensão, assim como a satisfação dos usuários,
que na sua maioria vem de outras regiões, são os objetivos principais dos processos em
desenvolvimento. Constituem-se a base da elaboração de uma política de
desenvolvimento e avaliação de coleções. Com esse levantamento e consequentemente
a aplicação das ferramentas produzidas, a Biblioteca estará preparada e não precisará
tomar decisões emergenciais quando das avaliações do MEC. (3)
O apoio e o envolvimento dos docentes e colegiados dos cursos na elaboração das listas
tem sido essencial para o processo.

BIBLIOGRAFIA
1- Biblioteca Campus UFRJ-Macaé Professor Aloisio Teixeira – Relatório para o Plano
de Desenvolvimento Institucional. Macaé, mar. 2015. p. 2.
2- Campus UFRJ-Macaé Professor Aloisio Teixeira. Comissão de Biblioteca – Regimento.
Macaé, 2013. Disponível em: &lt;http://biblioteca.macae.ufrj.br/index.php/comissao-debiblioteca&gt;. Acesso em: 25 mar. 2015.
3- Rocha, Miriam – Biblioteca universitária: avaliação pelo MEC. In: WEBINAR.
Avaliação de Bibliotecas Universitárias pelo MEC, 24 mar. 2015. Disponível em:
&lt;https://vimeo.com/123101614&gt;. Acesso em: 25 mar. 2015.

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                <text>Relata-se a experiência da Biblioteca Campus UFRJ-Macaé Professor Aloisio Teixeira, para desenvolvimento da coleção de livros e identificação das carências, a partir de levantamento realizado junto às Coordenações de cursos de graduação e representantes dos mesmos na Comissão de Biblioteca. O objetivo deste levantamento é estabelecer as reais necessidades, tendo em vista a peculiar estrutura do Campus, em que não há institutos, há direção única e integração disciplinar. A Biblioteca acompanha esta estrutura, constituindo-se de fato como biblioteca central.</text>
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                    <text>A VISIBILIDADE DAS POLÍTICAS DE GEI E A INSERÇÃO DE CRITÉRIOS
PARA E-BOOKS NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS FEDERAIS
BRASILEIRAS
Corrêa, Elisa C.D.; UDESC; elisacorrea61@gmail.com
Introdução
Uma das principais preocupações das Bibliotecas Universitárias (BUs) é
propiciar acesso à informação científica e tecnológica atualizada e de
qualidade, mediando a apropriação do conhecimento e contribuindo para a
geração de novas informações e, portanto, de novos conhecimentos. Para isso,
não apenas introduz em suas coleções materiais bibliográficos com informação
atualizada e de alta credibilidade em formatos impressos e eletrônicos, como
também preocupa-se com a gestão desses estoques de informação, atribuindose de metodologias específicas que buscam cobrir todas as etapas desse
processo, que depende de diretrizes pré-estabelecidas e de um conjunto de
informações estratégicas que permitam ao gestor uma tomada de decisão
consciente e rápida.
O instrumento principal à disposição do gestor de estoques é a Política de
Gestão de Estoques de Informação – GEI, ou Política de Formação e
Desenvolvimento de Coleções, termo mais utilizado na literatura
tradicionalmente conhecida na área. Esse documento possui critérios para a
seleção, aquisição e avaliação dos estoques das bibliotecas e possui um
caráter eminentemente democrático: tanto a sua formulação quanto sua
aplicação e divulgação devem procurar envolver a participação de
representantes de todos os segmentos interessados nos estoques das
bibliotecas. Autores como Vergueiro (1989), Weitzel (2006) e Martins (2011)
atestam o valor da formulação e aplicação da política de GEI.
Ao apresentar os objetivos de uma política de desenvolvimento de
coleções, Vergueiro afirma que este é um documento necessário aos
bibliotecários e às bibliotecas também por uma questão de ‘relações públicas’,
pois um de seus objetivos é informar à comunidade o porque, para que e para
quem o acervo existe. Assim, dúvidas podem ser resolvidas apenas com a
consulta ao documento que, para tal, deverá encontrar-se devidamente
acessível a todos os interessados
Um caminho de fácil acesso para a visualização e consulta à política
atualmente, é a sua disponibilização em páginas web de biblioteca, já que
existe um grande universo de BUs presentes na Internet através de links em
páginas de universidades e instituições de ensino superior.
Essa presença, contudo, não significa a disponibilização de políticas de
Gestão de Estoques de Informação por meio desse canal. Uma pesquisa
realizada em sites de BUs no Estado de Santa Catarina revelou uma pequena
quantidade de políticas disponíveis para consulta online a partir das páginas
das bibliotecas. Esse estudo serviu de base para uma investigação mais

�ampla, que buscou conhecer quantas Políticas de GEI podem ser localizadas
nas páginas web das BUs de Universidades Federais em todo o Brasil,
acrescido de outro aspecto igualmente importante: identificar a menção de
critérios elencados para a gestão da coleção de e-books, cada dia mais
frequentes nos ambientes das bibliotecas universitárias brasileiras.
Método da pesquisa
Para a coleta dos dados, procedeu-se, em outubro de 2014, um
levantamento das IES federais brasileiras na página do Sistema de Regulação
do Ensino Superior do Ministério da Educação (emec.gov.br). A seguir buscouse identificar a existência de links para páginas das BUs e, nestas, a existência
da política de GEI. Procedeu-se, então, a análise das políticas disponíveis a fim
de verificar a menção de critérios de gestão de e-books nelas constantes.
Resultados e discussão
Foram encontradas 63 páginas de IES. Desse total, 59 IES possuem
links para suas BUs, sendo que dois deles remetem diretamente para o
sistema de busca do acervo. Assim, o universo da pesquisa constituiu-se de 57
páginas web, analisadas a fim de identificar a presença da Política de GEI,
obtendo um resultado de 07 políticas disponíveis. Foram identificadas menções
relativas à gestão de e-books em quatro políticas, sendo que os conteúdos
mencionados por duas políticas resumem-se basicamente em indicar a
presença desse material nos acervos das bibliotecas, sem entrar em detalhes
quanto aos critérios de seleção e aquisição e sem apontar responsabilidades
ou setores encarregados por sua gestão.
As outras duas políticas, no entanto, apresentam maiores detalhes
quanto aos critérios elencados para a introdução de e-books, descritos a
seguir: Procedimentos de análise e seleção de acordo com resolução
específica da Universidade, indicada claramente; Critérios para recebimento e
disponibilização de e-books por doação (apenas os que fornecerem link de
acesso); Restrições do software de gerenciamento da biblioteca quanto à
extensão dos e-books (não aceita pdf, por exemplo); Indicação do material
bibliográfico que compõe o acervo em meio digital, como e-books publicados
por docentes e técnico-administrativos, apresentando produção científica e/ou
cultural institucional, disponíveis em acesso aberto sob licença Creative
Commons e incluídos por autossubmissão pelo responsável ou pela biblioteca.
Considerações Finais
Apesar da expressiva presença de BUs nas páginas institucionais de
Universidades Federais no Brasil percebe-se, ainda, um não aproveitamento
desse canal de comunicação para a divulgação da política de GEI. São poucas
as bibliotecas que atestam o valor e o papel democrático desse documento
disponibilizando-o em suas páginas web, apesar de sua constante indicação na

�literatura específica da área por mais de 20 anos. Além disso, é ainda mais rara
a introdução de critérios de seleção e aquisição de e-books como item da
política. Este fato até se justifica diante de sua recente inserção nos estoques
de informação de bibliotecas no Brasil e sua ainda incerta forma de gestão, já
que ainda estão em negociação tanto as formas de contrato com editores e
distribuídos como formas de acesso e empréstimo pelas bibliotecas.
Palavras-chave: Gestão de Estoques de Informação; Política de GEI;
Formação e Desenvolvimento de Coleções; e-books.
Bibliografia
CORREA, E.C.D. Política de gestão de estoques de informação: uma proposta
para atualização de conteúdo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. 25.,
2013, Florianópolis. Anais. Florianópolis: FEBAB, 2013. Disponível em:
http://portal.febab.org.br/anais/article/view/1433/1434 Acesso em: 15 maio
2014.
_____. A visibilidade das políticas de gestão de estoques de informação em
páginas web de bibliotecas universitárias em Santa Catarina. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 18. , 2014, Belo Horizonte.
Anais. Disponível em:
https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/trabalhos/index.php/sn_20_bu_14/sn_20_bu
_14/paper/view/415. Acesso em: 25 mar. 2015.
MARTINS, M. de F.MOREIRA. A gestão de bibliotecas e o desenvolvimento
de coleções. 2011. In: III REUNIÃO DA REDE BVS ePORTUGUESe, Sâo
Tomé, 2011. Slides. Disponível em: cspace.eportuguese.org/tikidownload_file.php?fileId=746 Acesso em: 16 maio 2014.
MIRANDA, A.C.C.de. Desenvolvimento de coleções em bibliotecas
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http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php/rbci/article/view/367. Acesso em:
01 ago.2014
VERGUEIRO, Waldomiro C. S. Desenvolvimento de Coleções. São Paulo,
APB: Polis, 1989.
______. Políticas de desenvolvimento de coleções. [20--]. Slides. Disponível
em:
http://www.eca.usp.br/departam/cbd/waldomiro/Disciplina%20Desenvolvimento
%20de%20Cole%E7%F5es%202008/Desenvolvimento%20de%20Cole%E7%F
5es%20-%20Pol%EDticas%20DC.ppt#271,7 Acesso em: 18 maio 2014.
WEITZEL, S. da R. Elaboração de uma política de desenvolvimento de
coleções em bibliotecas universitárias. Rio de Janeiro: Interciência, 2006.

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                    <text>POTENCIALIDADES DO CERRADO: EXPOSIÇÃO DE LIVROS E
ILUSTRAÇÕES NA BIBLIOTECA DA EMBRAPA CERRADOS.
Shirley da Luz Soares Araújo e Fábio Lima Cordeiro,
Bibliotecários da Embrapa Cerrados,
shirley.araujo@embrapa.br e fabio.cordeiro@embrapa.br

Introdução
O desenvolvimento de atividades de marketing e promoção dos serviços de
informação é uma importante estratégia das bibliotecas para motivar os
usuários de sua comunidade. Com o objetivo de atrair os seus usuários, bem
como realizar a divulgação de seu rico acervo, a Biblioteca da Embrapa
Cerrados, por ocasião do Dia Nacional do Cerrado, montou a exposição
“Potencialidades do Cerrado”, onde foram expostas ilustrações e livros sobre
essa temática. Este trabalho aborda os objetivos, os aspectos metodológicos e
os resultados obtidos com esta experiência.
Relato da experiência
O Bioma Cerrado possui cerca de 2 milhões de km², ocupando 24% do
território nacional. É o segundo bioma brasileiro em extensão, superado
apenas pela Amazônia. É um bioma com uma grande biodiversidade de fauna
e flora e também muito rico em suas tradições culturais. A Embrapa Cerrados é
uma das 47 Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(Mapa). Foi criada em 1975 com o desafio de viabilizar a produção agrícola no
Cerrado brasileiro. A Unidade é um centro de pesquisa ecorregional cujo foco é
o desenvolvimento sustentável da agricultura no Bioma Cerrado.
A biblioteca da Embrapa Cerrados possui um vasto acervo sobre agricultura e
pecuária. Destaca-se nesse acervo a Coleção Cerrado, montada ao longo dos
anos, desde a origem da biblioteca, com trabalhos e publicações sobre o
bioma, abordando todos os seus aspectos. São cerca de 8000 documentos,
entre livros, teses, relatórios, folhetos, CD’s, DVD’s, mapas e ilustrações. É
considerada uma das coleções mais completas do país sobre esse tema,
formando uma das maiores bases de dados sobre o Cerrado no Brasil.
Com o intuito de divulgar o acervo dessa coleção especial, foi organizada na
Biblioteca da Embrapa Cerrados em Planaltina, DF, uma exposição de livros e
ilustrações sobre o Cerrado. A exposição aconteceu de 12 a 19 de setembro de
2014, sendo esse período escolhido por ocasião da data em que se comemora
o Dia Nacional do Cerrado, dia 11 de setembro.

1

�A preparação da exposição iniciou-se com dois meses de antecedência. No
primeiro momento da curadoria da exposição, foi realizado o levantamento das
principais obras no acervo que poderiam compor a mostra. Deu-se preferência
a livros mais artísticos e com mais relevância na área. Outro ponto considerado
foi dar destaque aos livros publicados pela própria instituição. A busca foi
realizada diretamente na coleção, com base no conhecimento dos
bibliotecários sobre o acervo. Dada a riqueza da Coleção Cerrado, os
bibliotecários não encontraram dificuldades em selecionar livros para montar
uma exposição que fosse atrativa.
No segundo momento, a preocupação foi com o nome da exposição. Por
consenso foi escolhido “Potencialidades do Cerrado”, o nome é uma
homenagem ao Bioma que possuí múltiplas facetas. Nele encontramos o
poderoso agronegócio, considerado o celeiro do Brasil, encontramos plantas
nativas utilizadas na culinária, artesanato e indústria de cosméticos e ainda
belezas naturais que encantam os turistas.
Com o tema definido foi-se atrás de mais elementos, além dos livros, para
representar o título. Um item muito interessante do acervo é a publicação
intitulada “50 Anos da Capital no Cerrado Brasileiro”, um Portfólio da
Associação dos Ilustradores Científicos do Centro-Oeste Brasileiro. Trata-se de
um rico trabalho iconográfico, com diversas lâminas com belíssimas ilustrações
de espécies da fauna e flora do Cerrado. Foram escolhidas 18 lâminas para
fazerem parte da exposição.
Como a biblioteca não possui verba própria, o próximo passo foi a captação de
recursos para obter atrativos que chamassem a atenção da comunidade de
usuários. Conseguiram-se dois patrocinadores, a Associação dos Empregados
da Embrapa Cerrados e a Seção Sindical Cerrados, do Sindicato Nacional dos
Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário. Este apoio
financeiro possibilitou a compra de 80 sabonetes de babaçu, de uma
associação de artesãos que trabalham produtos típicos do Cerrado, e 120
picolés de frutos do Cerrado, para distribuição na abertura da exposição.
O local escolhido para montagem da exposição foi o hall da biblioteca. Os livros
foram dispostos em uma grande mesa de madeira rústica, organizados de
forma que as informações visuais fossem valorizadas, a ponto de provocar a
curiosidade e motivar o seu manuseio pelo público. A disposição das
ilustrações foi aérea. As lâminas ficaram suspensas, presas por fios de nylon
que desciam do teto da biblioteca. Ficaram posicionadas na altura dos olhos,
distribuídas em fileiras ao redor da mesa. Dessa forma foi possível criar um
fluxo onde os usuários que estavam observando os livros não comprometiam a
visão de quem estava admirando as ilustrações.

2

�Para a divulgação da exposição foram utilizados meios de comunicação já
existentes na instituição. Dias antes da abertura foi publicada nota no Cerrados
Eletrônico, o boletim de comunicação interna; foi enviado e-mail marketing com
banner, criado por profissionais de design do Setor de Editoração, para todos
os empregados do Centro; foi divulgado no sistema de som da Unidade o
anúncio da abertura da exposição, informando que haveria uma “surpresa” aos
participantes (a surpresa era a distribuição dos sabonetes e picolés). Também
foi realizada, pelo Setor de Editoração, a confecção de material promocional da
exposição, que foram o banner colocado na entrada da biblioteca e os
marcadores de páginas (que também serviam de régua) distribuídos durante
todo o período da mostra.
A abertura da exposição contou com a presença de um grande número de
empregados, inclusive com a diretoria do Centro. Foi articulado para que a
cerimônia fosse iniciada pelo Chefe-Geral da Unidade. Em seu discurso, ele
frisou a importância da biblioteca em geral e em especial dentro de uma
instituição de pesquisa. Também destacou a importância do profissional
bibliotecário e elogiou a iniciativa, que estava em sintonia com a missão
institucional, e que fora proposta em momento muito propício (falando em
relação à data comemorativa).
O interesse despertado nos usuários pelas ilustrações científicas foi muito
positivo, de tal forma que motivou uma visitante a compartilhar na mostra as
suas próprias ilustrações científicas e os materiais que são comumente
utilizados nesse trabalho. As ilustrações originais trazidas pela usuária
utilizavam técnicas de nanquim, lápis e aquarela, e os instrumentos de trabalho
trazidos foram pincéis com pêlo de marta, lápis especiais e aquarelas. Durante
todo o período da exposição foi disponibilizado um livro de visitas que colheu
mais de 100 assinaturas.
Considerações finais
Concluímos que a exposição foi uma experiência muito positiva. Recebemos
na abertura mais de 70 pessoas em um clima de festa e admiração pela beleza
do que foi exposto. Sentimos que conseguimos ultrapassar os objetivos que
tínhamos inicialmente. Conseguimos: homenagear o Bioma Cerrado, ressaltar
sua diversidade, divulgar o acervo da biblioteca, especialmente a Coleção
Cerrado, fazer da biblioteca um local de destaque dentro da instituição e
durante esta semana, ter um fluxo constante de pessoas interessadas em
conhecer o que estava exposto e na biblioteca em geral.

Palavras-chave: Canais de Marketing; Promoção em Bibliotecas; Exposição
de Livros; Divulgação do Acervo; Bioma Cerrado.
3

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA EM MOVIMENTO: PROMOÇÃO DE SERVIÇOS
DE INFORMAÇÃO PARA DISPOSITIVOS MÓVEIS

Autores:
Rubens da Costa Silva Filho. Bibliotecário-Chefe da Biblioteca da Escola de
Enfermagem - UFRGS. Mestrando em Memória Social e Bens Culturais UNILASALLE. rubens.silva@ufrgs.br
Patrícia Kayser Vargas Mangan. Docente do Mestrado em Memória Social e
Bens Culturais - UNILASALLE. Doutora em Engenharia de Sistemas e
Computação – UFRJ. patricia.kayser@gmail.com
Diane Cátia Tomasi. Bibliotecária da Biblioteca da Escola de Enfermagem UFRGS. Especialista em Gestão Cultural - SENACRS. diane.tomasi@ufrgs.br
Leila
Morás
Silva.
leilacaxias@yahoo.com.br

Estudante

de

Biblioteconomia

–

UFRGS.

Introdução:
A evolução das bibliotecas está condicionada ao desenvolvimento e evolução das
tecnologias, sendo as bibliotecas um reflexo da sociedade em que estão inseridas,
desenvolvendo-se de acordo com a evolução tecnológica adotada pela própria
sociedade (MORIGI; SOUTO, 2005). O objetivo da pesquisa foi investigar a
necessidade de construção de uma ferramenta para dispositivos móveis, voltada
para as necessidades informacionais dos usuários da Biblioteca da Escola de
Enfermagem da UFRGS (BIBENF), visando uma melhora na promoção dos
serviços da unidade de informação. Garcez e Rados (2002, p.46) afirmam que os
bens e serviços oferecidos aos usuários devem ser integrados permitindo a
flexibilização na oferta de serviços de qualidade, que agreguem valor, de acordo
com a diversidade de usuários e diferentes locais.
Método da pesquisa:
A pesquisa foi desenvolvida de forma empírica no contexto em que o objeto de
pesquisa, a Biblioteca da Escola de Enfermagem da UFRGS está inserido. O

�método utilizado para a realização da investigação foi o de estudo de caso, com
uma proposta exploratória da realidade (DEMO, 2008). Os métodos utilizados para
análise dos dados foram dados estatísticos dos relatórios gerados no Google
Analytics sobre o comportamento de acesso ao site da biblioteca, no período de
2012-2014, e dados coletados pelo IDC Brasil, no período de maio de 2013 e maio
de 2014, sobre a venda de dispositivos móveis no Brasil a fim de identificar uma
tendência no uso de dispositivos móveis para acesso à serviços de informação.

Resultados e Discussão:
De acordo com dados apurados, conforme demonstrado no Gráfico 1, o Google
Analytics demonstrou que no período de 2012-2014, houve um crescimento
expressivo no número de acessos ao site da BIBENF por usuários utilizando
dispositivos móveis. Em 2012 apenas 1,77% dos acessos ao site se dava por
meio de smartphones e tablets. Em 2013 houve um significativo aumento no uso
desses dispositivos para acesso ao site, sendo utilizados por 9,95% da população.
Em 2014 o número total de acessos ao site com dispositivos móveis se acentuou,
atingindo 19,49% dos acessos. Enquanto o acesso por smartphones aumentou de
forma vertiginosa no período, o acesso por meio de tablets começou a se
estabilizar.
Gráfico 1 – Evolução no uso de dispositivos móveis para acesso ao site da
BIBENF

Fonte: dados da pesquisa.
Os dados apurados pelo IDC Brasil (2014) demonstram que hoje no país existem
50 milhões de telefones celulares inteligentes. A pesquisa da instituição apontou
que a venda de smartphones representou 76% do mercado de celulares no Brasil
em maio 2014, enquanto em maio de 2013 foi verificado que 53% dos aparelhos
vendidos eram inteligentes. O crescimento de acessos aos site e outros recursos
da web que a unidade de informação faz uso por dispositivos móveis, conforme
dados do Google Analytics corrobora com os dados apurados pelo IDC Brasil

�(2014), demonstrando uma tendência de demanda, a curto prazo, na procura
pelos usuários da biblioteca, por serviços disponíveis para plataformas móveis.

Considerações Finais:
Segundo os dados apurados, quanto a forma que se dá o acesso ao site da
BIBENF, ficou constatada uma tendência de aumento no número de acessos por
meio de dispositivos móveis ao site da biblioteca. Os dados levantados pelo IDC
Brasil sugerem a possibilidade de haver atualmente uma demanda reprimida por
serviços específicos para usuários de aparelhos com acesso móvel à web. Após
análise dos dados coletados, a BIBENF desenvolveu e disponibilizou um
aplicativo, primeiro do gênero entre bibliotecas da UFRGS, em março de 2015 aos
seus usuários, com diversas funcionalidades, tais como informações sobre uso da
biblioteca, notícias, acesso à outros recursos com perfil da instituição, como
Facebook e Youtube, entre outras. Por fim, os autores sugerem uma avaliação
futura da nova ferramenta, a fim de verificar se a mesma melhorou as ações de
promoção dos serviços e produtos da unidade de informação.

Palavras-chave:
Biblioteca universitária. Aplicativos para dispositivos móveis. Ferramentas da Web
2.0. Promoção.

Referências:
DEMO, P. Pesquisa participante: saber pensar e intervir juntos. 2. ed. Brasília,
DF: Liber Livros, 2008.
GARCEZ, E. M. S.; RADOS, G. J. V. Biblioteca híbrida: um novo enfoque no
suporte a educação à distância. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 31, n. 2,
p. 44-51, 2002.
IDC BRASIL. Estudo da IDC aponta recorde de vendas de smartphones no
Brasil no segundo trimestre de 2014. São Paulo: IDC Brasil, 15 set. 2014.
Disponível em: &lt;http://br.idclatin.com/releases/news.aspx?id=1713&gt;. Acesso em:
23 nov. 2014.
MORIGI, V. J.; SOUTO, L. R. Entre o passado e o presente: as visões de
biblioteca no mundo contemporâneo. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa
Catarina, Florianópolis, v.10, n.2, p. 189-206, 2005.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text> Tomasi, Diane Cátia </text>
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                <text>A evolução das bibliotecas está condicionada ao desenvolvimento e evolução das tecnologias, sendo as bibliotecas um reflexo da sociedade em que estão inseridas, desenvolvendo-se de acordo com a evolução tecnológica adotada pela própria sociedade (MORIGI; SOUTO, 2005). O objetivo da pesquisa foi investigar a necessidade de construção de uma ferramenta para dispositivos móveis, voltada para as necessidades informacionais dos usuários da Biblioteca da Escola de Enfermagem da UFRGS (BIBENF), visando uma melhora na promoção dos serviços da unidade de informação. Garcez e Rados (2002, p.46) afirmam que os bens e serviços oferecidos aos usuários devem ser integrados permitindo a flexibilização na oferta de serviços de qualidade, que agreguem valor, de acordo com a diversidade de usuários e diferentes locais.</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
POLÍTICAS PÚBLICAS APLICADAS À BIBLIOTECA ESCOLAR: ESTUDO DOS
CENTROS DE ENSINO FUNDAMENTAL DE SAMAMBAIA
Alanna Gianin de Souza Torres
Bibliotecária do Instituto Superior de Brasília – IESB. E-mail: alanna.gs@gmail.com

Kelley Cristine Gonçalves Dias Gasque
Doutora
Professora
adjunta
kelleycristinegasque@hotmail.com

da

Universidade

de

Brasília.

E-mail:

1 INTRODUÇÃO
Bibliotecas escolares desempenham importante papel no ensinoaprendizagem por favorecer o gosto pela leitura, o desenvolvimento de
competências para pesquisar e por atuar como local de ação cultural, propício a
eventos como palestras, debates, recitais de poesias, concursos, exposições de
artistas, lançamentos de livros, hora do conto e oficinas de artes (GASQUE, 2013).
Para que esses espaços atuem como Centros de Recursos de Aprendizagem,
é necessário haver políticas públicas que subsidiem o planejamento e ações
voltadas para as bibliotecas escolares. Compreendem-se políticas públicas como
programas e ações desenvolvidos pelos governos, sejam eles nacionais, estaduais
ou municipais, com o objetivo de alcançar o interesse e o bem-estar social. As
políticas públicas são uma forma de administração dos conflitos de interesse, que
têm por finalidade a gestão dos bens públicos para o usufruto dos cidadãos. O
presente trabalho constitui-se um estudo sobre as políticas públicas e suas
implicações nas bibliotecas escolares de instituições de ensino fundamental da rede
pública de Samambaia.
2 METODOLOGIA
O presente estudo possui abordagem quali-quantitativa, de natureza
exploratória, ou seja, tem como finalidade o desenvolvimento, esclarecimento e a
modificação de conceitos, com o objetivo de projetar uma visão geral acerca de
determinado tema (GIL, 2012). Foi realizada amostra intencional, constituída pelos
dez Centros de Ensino Fundamental de Samambaia.
Os instrumentos selecionados para coleta de dados foram a observação, o
formulário e a entrevista. O formulário e a observação sistemática objetivaram
identificar a situação das bibliotecas em relação aos recursos humanos, financeiros,
tecnológicos e informacionais; à infraestrutura e aos serviços e produtos ofertados.
Utiliza como base para a análise os parâmetros para bibliotecas escolares
estabelecidos no documento elaborado pelo GEBE (Grupo de Estudos em Biblioteca
Escolar). A entrevista objetivou descrever a aplicação de políticas públicas pelas
bibliotecas escolares selecionadas, além de verificar se as existentes são suficientes
para que as bibliotecas escolares possam funcionar adequadamente. As entrevistas
foram realizadas com os gestores das instituições de ensino selecionadas.
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
A análise dos resultados dividiu-se em duas categorias: situação das
bibliotecas escolares e aplicação das políticas públicas.

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22 a 24 de julho de 2015
3.1 SITUAÇÃO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES
Os resultados sobre os recursos, infraestrutura e os serviços e produtos
ofertados pelas bibliotecas pesquisadas mostram que os centros de ensino contam
com salas de leitura, que funcionam sem bibliotecários, isto é, com professores e
servidores readaptados. A maior parte das salas de leitura funciona em salas
disponíveis, com metragem de até 100 metros quadrados. As salas de leitura, em
geral, não possuem assentos suficientes para acomodar uma turma inteira, apesar
de todos espaços contarem com algumas mesas e cadeiras. Observa-se que 90%
desses espaços não possuem acesso à internet, além disso, os serviços e horários
de funcionamento são prejudicados pela ausência constante de funcionários.
Ao se considerar o aspecto histórico das bibliotecas escolares no Brasil, a
situação delas não apresenta grande melhoria desde seu surgimento no século XVI.
Mais ainda, a realidade precária observada nas bibliotecas pesquisadas endossa as
observações de Gasque e Tescarolo (2010) sobre as estruturas precárias, acervo
obsoleto, insuficiência de recursos existentes na maioria das bibliotecas escolares.
Os autores ressaltam que apesar do reconhecimento da importância da biblioteca
escolar pela sociedade, elas permanecem como apêndices na comunidade escolar.
3.2 APLICAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS
Os resultados sobre a utilização de políticas públicas pelas bibliotecas
pesquisadas mostram que esses são recursos importantes nas instituições de
ensino. Todas as instituições selecionadas recebem acervo do Programa Nacional
de Bibliotecas Escolares (PNBE), três instituições já receberam acervo do Plano
Nacional do Livro e da Leitura (PNLL); uma instituição recebeu computadores
disponibilizados pelo Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo).
Esses programas, porém, apresentam problemas como ausência de calendário para
chegada dos recursos, entregas de obras erradas, dentre outros.
Outros programas existentes são o Programa Dinheiro Direto na Escola
(PDDE) e o Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), que
são verbas para serem usadas pelas escolas de acordo com as necessidades.
Contudo, em geral, as bibliotecas somente são beneficiadas pela verba, caso não
haja ações consideradas mais importantes na ata de prioridades, o que geralmente
não ocorre.
Ao se avaliar a percepção dos gestores sobre as leis da universalização das
bibliotecas e a da profissão bibliotecário e o impacto delas nas instituições de ensino
em que trabalham, foi possível observar que elas ainda não fizeram efeito nas
instituições pesquisadas. Sobre os programas destinados à capacitação de
funcionários readaptados para a biblioteca escolar, identificou-se a existência de
cursos frequentemente oferecidos pela Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais
da Educação (EAPE). Entretanto, esses cursos não foram bem avaliados por
apresentarem problemas como a distância do local de realização, a não
obrigatoriedade da participação dos funcionários e a pouca profundidade dos cursos.
Por fim, verificou-se também que a maioria dos entrevistados acredita que as
políticas públicas existentes não são suficientes para que a biblioteca escolar possa
cumprir seu papel.
A utilização de políticas públicas pelas bibliotecas apresenta grande melhoria
desde seu surgimento no Brasil no século XX. Entretanto, apesar de se perceber
que a educação a biblioteca escolar como direito social encontram amparo legal do

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22 a 24 de julho de 2015
governo, a implantação de políticas públicas ainda está em sua fase inicial e não se
traduz em ações concretas que transformam a realidade da sociedade brasileira.
Nesse contexto, as políticas públicas devem ter por finalidade propiciar melhorias
educacionais, sociais e culturais, não apenas criando normas, mas concretizando
ações efetivas para que o direito, a cultura e a informação sejam direitos do povo, e
em prol da melhoria da sociedade (FURTADO, 2011).
4 CONCLUSÃO
Gestores e professores, em geral, desconhecem o papel do governo em
relação ao suporte para a criação de bibliotecas escolares de qualidade no país.
Por esse motivo, essa temática é pouco discutida, agravando assim o problema.
Diferentes profissionais devem estar envolvidos nesse processo, tais como gestores,
bibliotecários, governo e sociedade, que, infelizmente, acabam aceitando a situação
em que se encontram as bibliotecas escolares.
Pelo diagnóstico apresentado, fica evidente a precária realidade das
bibliotecas escolares estudadas. Os motivos expostos, justificam a necessidade de
se implantar políticas públicas específicas em prol da ativação de bibliotecas
escolares de qualidade nas instituições de ensino do país.
Os pontos apresentados mostram desinteresse por parte da comunidade
escolar pela biblioteca, e reforçam a urgência da contratação de bibliotecários para
assumirem a coordenação das bibliotecas escolares, a fim de se ativar
adequadamente esses espaços. Além disso, faz-se necessário o desenvolvimento
de políticas públicas que sejam mais eficazes voltadas especificamente para as
bibliotecas escolares da rede pública de ensino do país.
Palavras-chave: Biblioteca escolar. Educação no Brasil. Políticas públicas.
REFERÊNCIAS
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do conhecimento: parâmetros para bibliotecas escolares. Belo Horizonte:
UFMG/ECI/GEBE, 2010.
FURTADO, Denise Aroucha. Políticas públicas e biblioteca escolar: a realidade
ludovicense. In: Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência
da Informação, 24., 2011, Maceió, Alagoas. Anais... Maceió, Alagoas: UFMA, 2011.
GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias. Centro de recursos de aprendizagem:
biblioteca escolar para o século XXI. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência
da Informação, Campinas, v. 11, n. 1, p. 183-153, jan./abr. 2013.
GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias; TESCAROLO, Ricardo. Desafios para
implementar letramento informacional na educação básica. Educação em Revista.
Belo Horizonte, v. 26, n. 1, p. 41-56, abr. 2010.
GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo:
Atlas, 2012.

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                <text>Bibliotecas escolares desempenham importante papel no ensino-aprendizagem por favorecer o gosto pela leitura, o desenvolvimento de competências para pesquisar e por atuar como local de ação cultural, propício a eventos como palestras, debates, recitais de poesias, concursos, exposições de artistas, lançamentos de livros, hora do conto e oficinas de artes (GASQUE, 2013). Para que esses espaços atuem como Centros de Recursos de Aprendizagem, é necessário haver políticas públicas que subsidiem o planejamento e ações voltadas para as bibliotecas escolares. Compreendem-se políticas públicas como programas e ações desenvolvidos pelos governos, sejam eles nacionais, estaduais ou municipais, com o objetivo de alcançar o interesse e o bem-estar social. As políticas públicas são uma forma de administração dos conflitos de interesse, que têm por finalidade a gestão dos bens públicos para o usufruto dos cidadãos. O presente trabalho constitui-se um estudo sobre as políticas públicas e suas implicações nas bibliotecas escolares de instituições de ensino fundamental da rede pública de Samambaia.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

BIBLIOTECAS ESPECIAIS: INFORMAR ACOLHER E HUMANIZAR

Sheila Silveira
Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo - FESPSP
sheila_shesilveira@hotmail.com

Evanda Verri Paulino
Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo - FESPSP
evandapaulino@gmail.com

Introdução: Diante da carência de informações que atendam as necessidades do
público leigo em saúde, alcunhados Consumidores de Informação em Saúde, são
necessárias unidades de informação em ambientes de cuidados a saúde com
informações em formato plain language, recursos e serviços diferenciados.
Desprende-se daí o levantamento de Bibliotecas Especiais no Estado de São Paulo.
Propõe-se um novo cenário de bibliotecas, que promova educação de pacientes,
humanização e bem estar através de fontes de informação selecionadas.
Método da pesquisa: Foram utilizadas bases de dados e repositórios como
SciELO, PubMed e Cinahl, considerando-se para levantamento bibliográfico
descritores como bibliotecas especiais, humanização, bibliotecas hospitalares e
educação de pacientes. Foram consultados autores de Biblioteconomia, Psicologia e
Hotelaria Hospitalar como C. Smith, J. C. Ismael e M. De Marco. Para localizar
bibliotecas com serviços especiais para pacientes, foi elaborado e enviado
questionário a instituições de saúde no Estado de São Paulo que por
compartilhamento dos respondentes, expandiu-se pelo território nacional. As
respostas

foram

empregadas

expositivamente,

porém

para

análise

foram

consideradas as respostas do Estado de São Paulo. Para propor uma Biblioteca
Especial foram utilizadas diretrizes da IFLA (2000), e para o desenvolvimento de
coleção elaborou-se uma lista contemplando livros e filmes abordando aspectos de
saúde.

�Discussão: Os dados disponíveis na internet geralmente não são validados por
especialistas, assim o consulente carece de auxilio em pesquisa. Uma Biblioteca
Especial será referência na busca por informações sobre saúde, e o acesso à
informação proporcionará maior autonomia em seus cuidados, maior clareza sobre
os procedimentos médicos, parceria com a equipe médica e aprimoramento de
ações preventivas a enfermidades. Um ambiente acolhedor permitirá que o visitante
sinta-se à vontade, num esforço de amenizar ocasionais desconfortos gerados pelo
cenário hospitalar.
Considerações finais: Não foram identificadas Bibliotecas Especiais no Estado de
São Paulo. Esta é essencial para que a disseminação de informação em saúde ao
público leigo seja realizada eficazmente, agregando fontes de informação segura,
humanização e hospitalidade, com foco na disseminação seletiva da informação,
que será seu principal produto. Além dos benefícios individuais, consideram-se os
coletivos, uma vez que é direito do cidadão ter acesso à informação, saúde e
educação.
Palavras-chave: Bibliotecas especiais. Consumo de informação em saúde. Serviços
especiais para pacientes.

REFERÊNCIAS
CAVALCANTE, Ana Paula; PEREIRA, Selma de Souza. Biblioterapia: funções
terapêuticas da leitura. In: ________. Biblioterapia: um modelo de projeto para
unidades de informação. São Paulo, 2013. cap. 5, p. 21-31.

CHOBOT, Mary C. The challenge of providing consumer health information services in
public libraries. Washington, DC: AAAS, 2010.

DE MARCO, Mario Alfredo. Psicologia médica: abordagem integral do processo
saúde-doença. Porto Alegre: Artmed, 2012.

ISMAEL, J. C. O médico e o paciente: breve história de uma relação delicada. São
Paulo: T. A. Queiroz, 2002.

�SIQUEIRA, Ethevaldo. O paciente informado e seu novo papel. Disponível em:
&lt;http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/2010/09/04/o-paciente-informado-eseu-novo-papel/&gt;. Acessoem: 08 maio 2014.

SMITH, Catherine Arnott. Consumer health information. In: WOOD, M. Sandra.
Introduction to health sciences librarianship. New York: Haworth Press, 2008. p.
429-458.

TINOCO, Eloiza Pereira Silveira; MELO, Luana de Souza. Biblioterapia. In:
________. Biblioterapia: subsídios para implantação de projeto. São Paulo, 2012.
cap. 4, p. 15-30.

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                <text>Diante da carência de informações que atendam as necessidades do público leigo em saúde, alcunhados Consumidores de Informação em Saúde, são necessárias unidades de informação em ambientes de cuidados a saúde com informações em formato plain language, recursos e serviços diferenciados. Desprende-se daí o levantamento de Bibliotecas Especiais no Estado de São Paulo. Propõe-se um novo cenário de bibliotecas, que promova educação de pacientes, humanização e bem estar através de fontes de informação selecionadas.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

BIBLIOTECA ESCOLAR E AS PERSPECTIVAS CURRICULARES DOS
CURSOS DE BIBLIOTECONOMIA DA REGIÃO NORDESTE
Fernanda Xavier Guimarães
Programa de Pòs-Graduação em Ciência da Informação/Universidade Federal
da Bahia
e-mail: f_nanda87@yahoo.com.br
Maria Isabel de Jesus Sousa Barreira
Instituto de Ciência da Informação/Universidade Federal da Bahia
e-mail: isasousa@hotmail.com

RESUMO EXPANDIDO
INTRODUÇÃO
A pesquisa aborda o estudo do currículo do curso de Biblioteconomia na
perspectiva da formação do profissional que irá atuar na biblioteca escolar. A
formação profissional no ensino superior, de modo geral, está atrelada a
conteúdos que compõem a matriz curricular de cada curso. Portanto, é por
meio dos componentes curriculares que os futuros profissionais conhecem as
competências necessárias para atuar em diferentes seguimentos do mercado
de trabalho. No cenário acadêmico das escolas/institutos de Biblioteconomia os
alunos dispõem de um relativo conhecimento das instituições bibliotecárias
(bibliotecas públicas, bibliotecas escolares,

bibliotecas universitárias e

bibliotecas especializadas); muitos, aliás, relatam não conhecer precisamente
quais os principais serviços de uma biblioteca antes de cursar as disciplinas
relacionadas às instituições referidas acima (ALMEIDA, 2011). Essa situação é
agravada quando durante o processo formativo tais conhecimentos não são
ofertados no rol das disciplinas obrigatórias da matriz curricular do curso citado.
Esse registro amplia a certeza de que parte significativa dos egressos, ao se
inserirem no mercado de trabalho desconhecem as singularidades dos espaços
citados. Dito isto, urge repensar a posição ocupada pelas disciplinas que
abordam a biblioteca escolar na estrutura curricular, considerando que em
alguns currículos, estas figuram como componente sem maior expressão,

�dentre as demais da matriz curricular. Sendo assim, o estudo objetivou analisar
as matrizes curriculares dos cursos de Biblioteconomia das Universidades
Federais da região Nordeste (NE), identificando os conteúdos que abordam a
biblioteca

escolar

(BE)

no

processo

de

formação

do

bibliotecário.

Especificamente, investigou-se os conteúdos das disciplinas e o lugar ocupado
pelas mesmas na matriz curricular do curso.
MÉTODO DA PESQUISA
Tratou-se de uma pesquisa aplicada, de natureza qualitativa, com alguns
aspectos quantitativos, na qual se fez uso do método descritivo e exploratório
em razão das características do objeto estudado. Do universo em estudo,
participaram da pesquisa os coordenadores dos cursos de Biblioteconomia e
docentes que ministram disciplinas que apresentem relações com a temática
investigada. Além disso, como fontes de obtenção de dados utilizou-se os
Projetos Político Pedagógico (PPP) e as matrizes curriculares dos referidos
cursos. Os dados foram obtidos por meio de questionário semiaberto e de
informações constantes em fontes documentais. Para analisar os dados foram
criadas categorias temáticas com o intuito de facilitar a interpretação e as
discussões dos resultados.
RESULTADOS
Os resultados evidenciaram que os componentes curriculares contemplam de
forma superficial os conteúdos relacionados à formação dos bibliotecários para
atuar na BE, sendo que as disciplinas que abordam esses conteúdos estão em
posição de menor expressão na matriz curricular, isto é, no quadro de
disciplinas optativas. Os dados trazidos por este estudo revelaram que a
formação do bibliotecário ainda está aquém da desejável, uma vez que os
conteúdos abordados nas disciplinas mostram-se insuficiente para capacitar
esses profissionais.
CONCLUSÃO
Diante do apresentado, conclui-se que as lacunas no processo de formação do
bibliotecário na referida região poderão repercutir negativamente no exercício
da cidadania, haja vista que é no espaço da BE que são desenvolvidas
atividades de fomento à leitura, à pesquisa e ao estudo. Via de regra, é nesse
ambiente que os estudantes da comunidade escolar têm contato com as várias
possibilidades de conhecimentos necessários à vida em sociedade. Nesse

�sentido, repensar a responsabilidade social na formação desses profissionais
ainda é um desafio, principalmente quando se trata de preparar agentes que
desenvolverão ações voltadas para formação do leitor e do usuário de
biblioteca.

Palavras-chave: Biblioteca escolar. Currículo. Formação profissional do
bibliotecário.
REFERÊNCIAS
ABREU, Vera Lúcia Furst Gonçalves. Pesquisa escolar. In: CAMPELLO,
Bernadete et al. A biblioteca escolar: temas para uma prática pedagógica. 2.
ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. 25-28 p.
ALMEIDA, Carlos Cândido de. Profissionais mediadores da informação:
experiências didático-pedagógicas em dois cursos de biblioteconomia
brasileiros. Revista EDICIC, v.1, n.1, 28-40 p., 2011. Disponível
em:&lt;http://www.edicic.org/revista/index.php?journal=RevistaEDICIC&amp;page=arti
cle&amp;op=view&amp;path%5B%5D=2 &gt;. Acesso em: 26 dez. 2012.

AMARAL, Renilda Gonçalves do. A função da biblioteca pública escolar no
contexto da formação integral do educando. 2008. 99 f. Dissertação (Mestrado
em Ciência da Informação) – Faculdade de Economia, Administração,
Contabilidade, e Ciência da Informação e Documentação, Universidade de
Brasília, Brasília, 2008.
ANDRADE, Maria Eugênia Albino. A biblioteca faz a diferença. In: CAMPELLO,
Bernadete…et al. A biblioteca escolar: temas para uma prática pedagógica. 2.
ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. 13-15 p.
BARROS, Aidil Jesus da Silveira; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza.
Fundamentos de metodologia científica. 3.ed. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2007. 158 p.
BRASIL. Lei N. 12.244, de 25 de maio de 2010. Dispõe sobre a universalização
das bibliotecas nas instituições de ensino do país. Diário Oficial da União,
República Federativa do Brasil: Imprensa Nacional, Brasília, DF, 2010, Seção
1.
CAMPELLO, Bernadete Santos. A função educativa da biblioteca escolar
no Brasil: perspectivas para o seu aperfeiçoamento. [Minas Gerais]: [s.n], 29 p.
Financiado pelo CNPq.

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22 a 24 de julho de 2015

ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO NA GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DO
CONHECIMENTO NO AMBIENTE EMPRESARIAL

Francisco Carlos Paletta, Universidade de São Paulo. fcpaletta@usp.br
Thamyres dosSantos, Universidade de São Paulo. thamyres.vieira@hotmail.com

Introdução:
Este trabalho visa discutir a atuação do bibliotecário na área da gestão da
informação e do conhecimento em organizações empresariais. Procura entender
aptidões que as empresas exigem do profissional que tem a responsabilidade de
gerenciar a informação como ativo estratégico das organizações. Avalia o papel
do Bibliotecário como profissional com competências para o gerenciamento e
organização da informação empresarial.
Método da pesquisa
A metodologia do trabalho teve como objetivo direcionar o tema, e
consequentemente as pesquisas, para a área de gestão da informação e do
conhecimento, sempre relacionadas à atuação do bibliotecário nas empresas. O
trabalho de pesquisa centrou-se nas bases de dados BRAPCI (Base de Dados
Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação) e Scielo, além de
buscas no Dedalus. Primeiramente foi feita a revisão da literatura sobre a gestão
da informação e do conhecimento, já visando sua discussão no ambiente
empresarial, trabalhando com os textos de administração e ciência da informação.
A partir disso foi possível relacionar o profissional da informação neste contexto,
primeiro de uma forma geral e depois no segmento de inteligência estratégica e
tomada de decisões.
Resultados
A Biblioteconomia e a Ciência da Informação discutem há algum tempo sobre as
adaptações necessárias ao profissional no contexto da Sociedade da Informação,
deixando em evidência que é preciso repensar a formação do bibliotecário para

�inseri-lo em novos espaços de atuação. Da mesma forma que em serviços de
informação considerados como tradicionais (bibliotecas, museus, centros de
informação, entre outros), o bibliotecário inserido em uma organização tem
funções semelhantes em sua essência como, por exemplo, identificar as
necessidades de seus usuários: conseguir identificar o tipo de procura e planejar
formas de sanar a demanda por informações específicas.
Considerações Finais ou Conclusões
A gestão da informação e a gestão do conhecimento são atividades essenciais em
uma organização, seja ela empresarial ou não. O gerenciamento informacional
visa identificar fluxos de informação para basicamente coletar, tratar e disseminar
a informação existente nas organizações. Procura identificar as necessidades
informacionais dos potenciais públicos desta informação e, também, desenvolver
competências, a fim de que possam adquirir alguma forma de autonomia em
relação ao conteúdo buscado. No ambiente empresarial a informação e o
conhecimento possuem funções diferenciadas, elas são insumos para o
planejamento e as ações de estratégia e inteligência competitiva. O processo de
tomada de decisão e de estratégia da organização precisa levar em conta a
análise de ambiente e de mercado de atuação, além das atividades de gestão
informacional e de conhecimento. Podemos afirmar que o bibliotecário possui
competências que o capacitam a atuar no ambiente empresarial, realizando
atividades de gestão informacional e gestão do conhecimento a fim de gerar
insumos estratégicos para que a empresa se desenvolva no mercado e que
cresça seu potencial na área de inteligência competitiva.
Palavras-chave
Gestão da informação. Gestão do conhecimento. Ambiente organizacional.
Bibliotecário. Inteligência competitiva.

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                <text>Este trabalho visa discutir a atuação do bibliotecário na área da gestão da informação e do conhecimento em organizações empresariais. Procura entender aptidões que as empresas exigem do profissional que tem a responsabilidade de gerenciar a informação como ativo estratégico das organizações. Avalia o papel do Bibliotecário como profissional com competências para o gerenciamento e organização da informação empresarial.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Eixo V: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
biblioteconomia
Resumo expandido de relato de experiência
O CARD SORTING NO ENSINO DE BIBLIOTECONOMIA
Viviane de Oliveira Solano - Embrapa Pantanal - solano.viviane@gmail.com
Janicy A. Pereira Rocha - ECI/UFMG - janicy.rocha@gmail.com

Introdução
A representação de objetos e a organização de conteúdos em ambientes
informacionais, atividades comuns entre os profissionais da informação, remete à
dificuldade do seu ensino, o que demanda maior esforço e certa criatividade por
parte dos educadores. Conforme Rodrigues e Campelo (2004) o ensino e
aprendizagem em Biblioteconomia e Ciência da Informação (BCI) necessita de uma
proposta pedagógica diferenciada que proporcione aos educandos condições de
enfrentar com proficiência os problemas de sua prática profissional e refletir
criticamente sobre a realidade que os envolve. Nesse contexto, o professor é
demandado a criar condições que possibilitem ao aluno aprender a traçar
estratégias e desenvolver habilidades para resolver problemas e enfrentar novas
situações, sabendo trabalhar em equipe, respeitando e valorizando a opinião e o
trabalho dos outros (COLL, 2000). Portanto, frente a tais situações, o educador
precisa inovar em sua proposta de docência, selecionando métodos e técnicas que
contribuam para o aprendizado concreto dos alunos.
O Card Sorting (ROSENFELD; MORVILLE, 2006) tem se mostrado uma
técnica eficiente para compreender como os usuários organizam conteúdos
relacionados a determinado domínio, tanto no ambiente digital quanto no físico. A
condução de sua aplicação envolve três etapas. Na etapa de planejamento ocorre
o preparo dos materiais, a seleção e a preparação dos participantes; na etapa de
aplicação os cartões/termos são organizados hierarquicamente a partir de consenso
entre participantes e na etapa de discussão é apresentada a lógica utilizada na
organização dos cartões. Seu uso apresenta-se como uma boa alternativa para o
ensino referente à Organização da Informação (OI), já que permite o entendimento
de terminologias, relações de proximidade ou similaridade e categorias (grupos e
seus nomes) (HUDSON, 2013, online).
Diante do exposto, este relato tem como objetivo descrever a experiência na
condução da aplicação da técnica Card Sorting em sala de aula, no âmbito de
disciplinas da área de BCI, dentro do panorama maior da OI.

�Relato da experiência: a aplicação do Card Sorting
A atividade foi desenvolvida no primeiro semestre do ano letivo 2014 com as
turmas de duas disciplinas: ‘Modelagem conceitual a partir dos princípios de
Ranganathan’ e ‘Arquitetura da Informação e Acessibilidade Digital’, ministradas
pela autora e coautora desse relato, respectivamente. Ambas as disciplinas foram
optativas para o curso de Biblioteconomia da Escola de Ciência da Informação da
Universidade Federal de Minas Gerais e totalizavam 26 alunos.
Inicialmente, realizou-se uma aula expositiva com o intuito de possibilitar aos
alunos o entendimento da técnica e sua aplicação. Na sequência, procedeu-se à
operacionalização das seguintes etapas: a) separação da turma em cinco grupos;
b) entrega da lista de instruções com 53 termos a serem categorizados; c)
delimitação do espaço físico para uso de cada grupo; d) entrega de cartões e fitas
adesivas para fixação nas paredes da sala de aula. O tempo máximo destinado para
a conclusão da atividade foi de 60 minutos, sendo 10 minutos para exposição da
estrutura proposta por cada grupo, seguida de breve discussão.
As instruções conduziram os alunos a discutir e decidir, a partir do consenso
do grupo, a melhor forma de categorizar os termos recebidos. Novos termos e/ou
cartões poderiam ser criados, desde que justificados. Termos também poderiam ser
isolados, se considerados desnecessários, redundantes ou que não se
‘encaixassem’ em nenhuma categoria. Salientou-se que um grupo não deveria ter
contato com outro, para não influenciar no momento da categorização.
Diferentemente da prática tradicional do Card Sorting, não foi dito os alunos qual
domínio estavam modelando para evitar um ‘direcionamento’ intencional na
atividade. Acreditou-se que, pela reflexão dos termos a serem categorizados, seria
possível definir e organizar determinado domínio. Posteriormente, os integrantes
foram questionados sobre qual domínio foi pensado no momento da categorização
e como isso influenciou suas decisões.
Na execução da atividade, ocorreram várias discussões e negociações
quanto aos significados e localização de diversos termos. De uma maneira geral,
os alunos conseguiram eleger as categorias principais e suas respectivas
subcategorias, estabelecendo relações lógicas e justificadas. Foram percebidas
similaridades e diferenças nos resultados dos trabalhos. As estruturas hierárquicas,
apesar de diferirem em detalhes, continham todos os termos constantes da
listagem. Nenhum grupo inseriu novos termos ou isolou cartões. Entretanto, alguns
termos foram duplicados, como pertencentes a mais de uma categoria. Por
exemplo: a categoria ‘Filmes’ poderia ter DVD e Blu-Ray como subcategorias e
nestas estariam duplicados os diferentes gêneros de filmes.
Ressalta-se que, considerando a OI em ambientes digitais, duplicar
subcategorias é uma prática comumente usada. Nesse ambiente, o uso de

�hiperlinks permite que sejam feitas mais de uma referência a um mesmo objeto.
Essa prática facilita a localização de determinado item pelos usuários e, é adotada,
sobretudo, para organizar itens que podem se encaixar em mais de uma
categoria/subcategoria. Ao duplicar esses objetos, os grupos afirmaram que tinham
em mente a modelagem do domínio de uma livraria no ambiente digital.
Houve diferenciação estrutural, onde alguns grupos privilegiaram o suporte
como categoria (livro, DVD, Blu-Ray) em detrimento das diferentes tipologias
(filmes, novelas, games) ou o inverso. Alguns grupos tiveram dificuldades em
categorizar os termos: ‘Blu-Ray’, HQs (histórias em quadrinhos), RPG (Role-Playing
Game) e Pocket (livro de bolso) por divergências de significados ou por
desconhecerem as definições, o que gerou longas discussões, na busca de
consenso sobre a melhor categoria onde inserir o termo em questão.
Considerações Finais
Como pode ser aplicado em grupos, o Card Sorting permitiu que fossem
trabalhadas não apenas as habilidades dos alunos referentes à categorização e
organização, mas também o trabalho em equipe, visando a integração de saberes
entre os alunos. Além de ter contribuído para o processo ensino aprendizagem
referente à OI, a experiência também preparou os alunos para que sejam eles os
aplicadores da técnica em suas vivências profissionais e trabalhou habilidades para
que eles possam vir a atuar no tratamento, categorização e organização da
informação em ambientes informacionais digitais. O Card Sorting se apresentou
como uma técnica de fácil aplicação e os aspectos positivos apontados nesse relato
indicam uma experiência bem sucedida. No entanto, a técnica pode ser
incrementada e/ou adaptada ao ser realizada novamente, conforme o contexto.
Palavras-chave: Card Sorting. Organização da Informação. Categorização. Ensino.
Biblioteconomia.
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ROSENFELD, L.; MORVILLE, P. Information Architecture for the World Wide Web.
3ed. Sebastopol: O'Reilly, 2006. 528 p.

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                <text>A representação de objetos e a organização de conteúdos em ambientes informacionais, atividades comuns entre os profissionais da informação, remete à dificuldade do seu ensino, o que demanda maior esforço e certa criatividade por parte dos educadores. Conforme Rodrigues e Campelo (2004) o ensino e aprendizagem em Biblioteconomia e Ciência da Informação (BCI) necessita de uma proposta pedagógica diferenciada que proporcione aos educandos condições de enfrentar com proficiência os problemas de sua prática profissional e refletir criticamente sobre a realidade que os envolve. Nesse contexto, o professor é demandado a criar condições que possibilitem ao aluno aprender a traçar estratégias e desenvolver habilidades para resolver problemas e enfrentar novas situações, sabendo trabalhar em equipe, respeitando e valorizando a opinião e o trabalho dos outros (COLL, 2000). Portanto, frente a tais situações, o educador precisa inovar em sua proposta de docência, selecionando métodos e técnicas que contribuam para o aprendizado concreto dos alunos.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
RESUMO EXPANDIDO DE COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA
AVALIAÇÃO DE BIBLIOTECAS ESCOLARES POR MEIO DE INSTRUMENTOS
DE PARAMETRIZAÇÃO, PARA APRIMORAMENTO DE POLÍTICAS
PÚBLICAS.
JAILSON HILARIO DOS SANTOS
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal de
Sergipe (UFS), e-mail&lt;jailsonhilario@hotmail.com&gt;.
VALÉRIA APARECIDA BARI
Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Federal de São Paulo,
Decana da Graduação em Biblioteconomia e Documentação e Vice-Diretora do
Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal de Sergipe (UFS),
e-mail &lt;valbari@gmail.com&gt;.

INTRODUÇÃO
A Biblioteca Escolar é indispensável dentro da escola, levando em
consideração que é por meio dela que os usuários, em sua maioria, terão o
primeiro contato com o mundo da leitura. Para tanto, é necessário que se encontre
em condições para suprir tamanha responsabilidade. Este trabalho de pesquisa
verificou a realidade da implantação das bibliotecas escolares e a falta de solidez
e confiabilidade dos indicadores apresentados pelo MEC, devido a falta de
parametrização. Para a correção da aplicação das Políticas Públicas, esta
pesquisa desenvolveu o estudo da hipótese de que a parametrização dos
indicadores de qualidade poderia se dar por meio de instrumentos já
desenvolvidos na academia. As mais importantes constatações, na aplicação
experimental do instrumento testado se referem a falta de planejamento das
instituições educacionais, a falta de equipes designadas para a Biblioteca Escolar
e a questão da responsabilidade não assumida entre Diretores e Dirigentes da
Educação sobre estas deficiências.
MÉTODO DE PESQUISA

�A verificação das condições atuais de qualidade se deu experimentalmente,
por meio da aplicação do instrumento de sondagem: Parâmetros Nacionais da
Biblioteca Escolar, segundo a metodologia desenvolvidos pelo Grupo de Estudos
em Biblioteca Escolar (GEBE), adaptando critérios internacionais de qualidade às
condições brasileiras. As hipóteses desenvolvidas e pesquisadas, em atividade
avaliada dentro do programa de graduação em Biblioteconomia e Documentação
da Universidade Federal de Sergipe (UFS), visaram a verificação de que os dados
sobre a implantação das Bibliotecas Escolares em território nacional não são
verossímeis, mediante a falta de parametrização. A declaração dos Diretores
Escolares aos órgãos oficiais é imprecisa e não traduz a realidade, mediante a
falta de parâmetros que conceituem e indiquem as condições de implantação e
qualificadores da Biblioteca Escolar, segundo os princípios Biblioteconômicos e as
leis brasileiras.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise desenvolvida verificou que, apesar da declaração e da inclusão
dos estabelecimentos escolares no Censo Escolar MEC como possuidores de
Biblioteca Escolar, nenhuma das instalações correspondentes enquadrou-se nos
Parâmetros Nacionais da Biblioteca Escolar sob as condições básicas, nem
estava corretamente contemplada no Plano Escolar, nem obedecia aos aspectos
da legislação vigente. Como elemento igualmente relevante, estão as declarações
dos dirigentes e membros da equipe envolvida na gestão escolar, que ignoram
sua responsabilidade sobre o seu funcionamento, alegando que agentes externos,
como secretários estaduais, ministros, é que devam ser responsáveis pela gestão
de um ambiente que faz parte da estrutura escolar! Recomendou-se ainda que os
instrumentos de planejamento e comissão instituídos dentro da estrutura escolar,
além de integrarem a Biblioteca Escolar, servissem como recurso de apresentação
de necessidades informacionais às instâncias superiores, amparada no fulcro legal
que já existe e no trabalho especializado dos docentes das escolas. Ou seja, além
de tomar a responsabilidade para si, os diretores ainda têm a incumbência de
envolver os professores no planejamento e na dinamização da Biblioteca Escolar.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por meio de pesquisas teóricas, sondagens de campo e análises qualitativas,
assimilamos que existe uma grande deficiência no sistema público de ensino do
país, no que diz respeito à existência e conservação das Bibliotecas Escolares.
Acreditamos que a pesquisa tenha produzido indicadores generalizantes,
mediante o uso de seus critérios científicos, e que essa situação não difere em
inúmeros municípios brasileiros que passam pela mesma situação.Espera-se que
com a universalização das bibliotecas escolares pela lei no. 12. 244, que
determina a obrigação de bibliotecas e bibliotecários em todas as escolas, a
realidade existente mude de forma satisfatória, que o hábito da leitura seja
concretizado de forma mais rápida e eficiente entre os jovens, pois se a Biblioteca
Escolar estiver bem organizada e estruturada com os padrões exigidos, de forma
parametrizada, a prática da leitura acontecerá de forma plena em nosso Brasil.

PALAVRAS-CHAVE
Biblioteca Escolar, Qualidade em Bibliotecas Escolares, Políticas Públicas
educacionais Brasileiras.
REFERÊNCIAS
BRASIL, Congresso Nacional.

Lei de Universalização da Biblioteca Escolar

(Lei no 12.244, de 24 de maio de 2010). In: CORTE, Adelaide Ramos e ;
BANDEIRA, Suelena Pinto.

Biblioteca Escolar.

Brasília: Briquet de Lemos,

2011, p. 153.
CORTE, Adelaide Ramos ; BANDEIRA, Suelena Pinto.

Biblioteca Escolar.

Brasília: Briquet de Lemos, 2011.
GEBE, Grupo de Estudos em Biblioteca Escolar da Universidade Federal de Minas
Gerais.

Biblioteca Escolar como espaço de produção do conhecimento:

parâmetros para Bibliotecas Escolares. Campinas: Autêntica, 2010.

URL: &lt;

http://www.cfb.org.br/UserFiles/File/projetos/MIOLO.pdf&gt; Acessado em 25 de
novembro de 2012.

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                <text>A Biblioteca Escolar é indispensável dentro da escola, levando em consideração que é por meio dela que os usuários, em sua maioria, terão o primeiro contato com o mundo da leitura. Para tanto, é necessário que se encontre em condições para suprir tamanha responsabilidade. Este trabalho de pesquisa verificou a realidade da implantação das bibliotecas escolares e a falta de solidez e confiabilidade dos indicadores apresentados pelo MEC, devido a falta de parametrização. Para a correção da aplicação das Políticas Públicas, esta pesquisa desenvolveu o estudo da hipótese de que a parametrização dos indicadores de qualidade poderia se dar por meio de instrumentos já desenvolvidos na academia. As mais importantes constatações, na aplicação experimental do instrumento testado se referem a falta de planejamento das instituições educacionais, a falta de equipes designadas para a Biblioteca Escolar e a questão da responsabilidade não assumida entre Diretores e Dirigentes da Educação sobre estas deficiências.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
PROMOÇÃO DA INFORMAÇÃO NA WEB:
pesquisa aplicada à gestão do facebook De olho na CI

Autores:
Isa Maria Freire
Universidade Federal da Paraíba
E-mail: isafreire@globo.com
Cristiano Santana da Costa
Universidade Federal da Paraíba
E-mail: camalleno@gmail.com
Introdução:
Apresenta os resultados de pesquisa aplicada à gestão da mídia social
Facebook na perspectiva do marketing da informação. Descreve o blog De olho
na CI como mídia virtual relevante para disseminação de informações nas
áreas de Ciência da Informação, Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia,
destacando sua vinculação à revista Pesquisa Brasileira em Ciência da
Informação e Biblioteconomia – PBCIB 1. Relata como as mídias Facebook e
Twitter foram incorporadas ao blog De olho na CI, com objetivo de ampliar as
oportunidades de interação com o público-alvo da revista. Por fim, demonstra
como o modelo da pesquisa pode ser utilizado para promoção da informação
em outras mídias sociais virtuais, mediante aplicação de estratégias de
marketing da informação por seus gestores.
Método de pesquisa:
Utilizamos o método de rede conceitual proposto por Wersig (1993) para
reunir os conceitos de Marketing da informação (conforme Amaral, 2007) e
Tecnologias intelectuais (conforme Lèvy, 1994) no tear da Ciência da
Informação. Para desenvolvimento da pesquisa foram utilizadas as técnicas da
revisão da literatura, facilitada pelo acesso à Brapci 2; da observação
participante, através do acompanhamento do facebook De olho na CI pelo
gestor; e do marketing para promoção da informação na web.
Discussão e resultados
A revista PBCIB criou seu blog De olho na CI em 13 de agosto de 2010
com o objetivo de alcançar maior visibilidade entre seu público-alvo, através da
divulgação de notícias destinadas a pesquisadores e profissionais que atuam
no campo da informação. A iniciativa foi bem aceita pela comunidade, tendo
1
2

Disponível em: http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/pbcib.
Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos da Ciência da Informação.

�atingido um respeitável número de visitantes únicos em vários estados
brasileiros, e até se expandindo para o exterior, como se pode ver a seguir:
Quadro 1 – Produção e visualização (2010-2014)

Ensaios

Notícias

Visitas

64

3.566

1.297.875

Ler mais: http://www.deolhonaci.com/arquivos/

Nesse contexto, com o propósito de facilitar a disseminação do blog De
olho na CI entre seu público-alvo, foi elaborado, no âmbito do Projeto LTi 3, um
plano de pesquisa na área de marketing da informação. O objetivo foi criar e
aplicar um modelo para promoção da informação nas mídias sociais virtuais.
A princípio utilizamos o Twitter para divulgar o blog, mas existe um limite
de caracteres por mensagem. Logo percebemos que essa limitação restringia o
alcance da pesquisa e definimos não investir no desenvolvimento dessa mídia.
Em seguida, observamos que o facebook estava liderando o ranking no uso
frequente das mídias virtuais, pela possibilidade de combinar tecnologias em
diversos formatos, e escolhemos esta mídia como campo da pesquisa.
Nosso objetivo era criar condições para aumentar o numero de usuários
frequentes. Avaliamos que nosso modelo de publicação não se mostrava
atraente por usar muito texto e pesquisamos iniciativas que tinham sucesso no
facebook. Descobrimos que essas páginas se utilizavam de imagens
associadas a textos curtos, geralmente como comédia ou charge, e esse era o
motivo do grande número de acessos. A literatura esclareceu que a utilização
da imagem como forma de representação do texto nas mídias sociais virtuais
funciona como atrativo dentro da “curiosidade” do usuário. Conforme Kotler
(1998 citado por AMARAL, 2007), a imagem apresenta lacunas na percepção
do usuário sobre a informação, fazendo com que existam várias interpretações
para uma mesma informação e contribuindo para criar uma amplitude maior de
interpretações. Fundamentados nessa abordagem, substituímos o modelo de
comunicação fundamentado no texto por um modelo fundamentado em
representações do texto através de imagens. Depois de testar o modelo, houve
um aumento no acesso às mídias virtuais, como se pode ver a seguir:
Quadro 2 – Acessos ao blog e ao facebook
Número de
Curtidas no
Ano
visitas ao blog
facebook
2010
10.414
Não implantado
2011
89.974
0
2012
232.383
264
2013
1.535
446.282
2014
518.822
2.068
Fonte: Dados da pesquisa, 2015.

Os resultados apontam, assim, que conceitos e estratégias de marketing
podem se constituir em valioso auxilio na disseminação da informação, pois em
um pequeno espaço de tempo observamos uma grande mudança na
quantidade e permanência de usuários. Ademais da estratégia de postar
notícias associadas a imagens, observamos qual o horário mais utilizado para
acessar o facebook e começamos a publicar notícias nesse intervalo de tempo,
3

Laboratório de Tecnologias Intelectuais. Disponível em: http://dci.ccsa.ufpb.br/lti.

�criando oportunidades de participação dos usuários, curtindo, comentando ou
compartilhando informações. De modo que, incrementando a representação
gráfica das notícias e publicando no intervalo de maior visibilidade pelos
usuários obtivemos um resultado expressivo de adesões do público-alvo às
mídias virtuais associadas facebook e blog De olho na CI.
Conclusões
Os resultados da pesquisa mostram que a utilização de conceitos do
marketing da informação promoveu uma significativa mudança na gestão da
mídia social facebook De olho na CI, ocasionando inovações no modelo de
comunicação entre o blog e seu público-alvo e ampliando a quantidade de
visitantes. Essa abordagem mostrou-se fundamental para acompanhamento e
análise dos dados estatísticos, bem como para identificar pistas sobre o
comportamento dos usuários, de modo a obter melhor aproveitamento dos
recursos de informação disponibilizados nas mídias virtuais.
Palavras-chave:
Marketing da informação. Marketing – Pesquisa aplicada. Mídias sociais
virtuais. Mídias virtuais De olho na CI.
Referências:
AMARAL, Sueli A. do. Marketing na Ciência da Informação. Brasilia: Ed.
UNB, 2007.
DE OLHO NA CI. Blog. Disponível em www.deolhonaci.com.
DE OLHO NA CI. Facebook. Dsiponível em:
https://www.facebook.com/pages/De-olho-na-CI/127091790728242.
LÈVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da
informática. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1994.
WERSIG, G. Information science: the study of postmodern knowledge usage.
Information Processing &amp; Management, v.29, n.2, 1993.
Agências financiadoras:
CNPq – Programa Interinstitucional de Bolsas de Iniciação Científica na UFPB.
CNPq – Edital Universal 2010-2012.

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                <text>Apresenta os resultados de pesquisa aplicada à gestão da mídia social Facebook na perspectiva do marketing da informação. Descreve o blog De olho na CI como mídia virtual relevante para disseminação de informações nas áreas de Ciência da Informação, Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia, destacando sua vinculação à revista Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia – PBCIB1. Relata como as mídias Facebook e Twitter foram incorporadas ao blog De olho na CI, com objetivo de ampliar as oportunidades de interação com o público-alvo da revista. Por fim, demonstra como o modelo da pesquisa pode ser utilizado para promoção da informação em outras mídias sociais virtuais, mediante aplicação de estratégias de marketing da informação por seus gestores.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
A GESTÃO DE DADOS NO DOMÍNIO DE UMA BIOFÁBRICA
Renato Marques Alves - Universidade Federal do Vale do São Francisco,
renamarkalves@gmail.com
Ricardo Argenton Ramos - Universidade Federal do Vale do São Francisco,
ricargentonramos@gmail.com
Rodrigo Pereira Ramos - Universidade Federal do Vale do São Francisco,
rodrigo.ramos@univasf.edu.br
Teresinha Fróes Burnham – Universidade Federal da Bahia,
teresinhafroes@gmail.com

Introdução
O objetivo da presente investigação é apresentar um método de coleta de
requisitos para criação de um sistema de informação para a gestão de dados. A proposta
se justifica porque um dos desafios atuais colocados para as ciências da informação e da
computação se refere ao tratamento de grandes volumes de dados gerados nas
atividades de pesquisas (VAZ, 2011; SAYÃO; SALES, 2012; COSTA; CUNHA, 2014).
Uma das questões levantadas para ajudar no enfrentamento desse desafio é a
seguinte: como construir um documento de requisitos que melhore a sistematização dos
dados de pesquisa? Essa proposição é endereçada porque, segundo Vaz (2011), uma
ferramenta computacional (software) deve ser criada para apoiar a sistematização de
dados de pesquisa.
No desenvolvimento de um novo sistema, o levantamento de informações para a
construção de um documento de requisitos é a primeira etapa desse processo
(Sommerville, 2011). Assim, este trabalho apresenta o modelo elaborado para coleta de
requisitos no domínio de uma biofábrica.
Na condução desta pesquisa alguns termos específicos são utilizados:
I.
II.

III.
IV.

Dados de pesquisa – dados gerados por simulação ou experimento
científico (VAZ, 2011).
Gestão de dados (às vezes chamada de e-Science ou Curadoria digital) manutenção, preservação e agregação de valor a dados de pesquisa
durante o seu ciclo de vida. (DCC, 2015).
Requisito - caraterística do sistema ou descrição de algo que o sistema é
capaz de realizar, para atingir os seus objetivos (PFLEEGER , 2004, p.111).
Biofábrica – produção de micro-organismos em escala industrial (ARAÚJO,
2011).

Método da Pesquisa
O estudo vem sendo realizado com o apoio da empresa Moscamed Brasil,
localizada no município de Juazeiro-Bahia, que atua no ramo da produção de insetos em
grande escala para controle e supressão populacional de pragas.
No desenho da pesquisa tomam-se como campo empírico os laboratórios e os
setores que fazem a gestão parcial ou total dos dados de pesquisa na empresa e como

�população do estudo os indivíduos (pesquisadores, técnicos de laboratórios e agentes de
monitoramento) que trabalham na empresa com a coleta, organização, tratamento e uso
de dados científicos. Os materiais utilizados são os dados de pesquisa oriundos do
Projeto Aedes Transgênico realizado pela empresa para controlar o mosquito causador de
doenças como a dengue e a Chikungunya.
Na fase inicial do Projeto foi realizado um diagnóstico com base nas orientações
oferecidas pelo DCC (2013) quanto aos processos de gestão de dados, e por Sommerville
(2011), quanto à engenharia de requisitos.
O método escolhido para as interações com tais agentes, técnicos e pesquisadores
é a etnografia. Esta abordagem, oriunda da antropologia, é tomada de empréstimo na
computação por ajudar na coleta de requisitos no contexto real onde o sistema será
operado (SOMMERVILLE, 2011).
A pesquisa de campo, inclui visitas às comunidades onde o Projeto Aedes
Transgênico é realizado para o acompanhamento dos trabalhos dos agentes da empresa
no monitoramento dessas localidades.
Fora do escopo do processo de elicitação para a construção do documento de
requisitos, estão os indivíduos que desempenham na empresa funções administrativas,
serviços gerais e outros não vinculados diretamente à gestão de dados.
Resultados e Discussão
A pesquisa de campo se encontra na fase final do mapeamento do fluxo de
produção e coleta de dados. No levantamento foram identificados dados referentes ao
ciclo de vida (ovo, larva, pupa e adulto) do mosquito Aedes Aegypti. Os dados coletados
são usados em avaliações e análises estatísticas para: a) definição quantitativa da
produção da tecnologia, que no caso em particular é o mosquito macho transgênico do
Aedes Aegypti em grande escala; b) monitoramento do mosquito Aedes no campo; e c)
liberação de machos transgênicos na natureza para copularem com as fêmeas selvagens,
cujos descendentes morrem devido a um antídoto transmitido (Informante 1).
Os achados da literatura permitiram o levantamento de informações significativas
sobre os processos de gestão de dados e sobre análise de requisitos, que possibilitaram
a elaboração do modelo apresentado na Figura 1, o qual se constitui na base para a
condução da pesquisa de campo.
Figura 1 – Modelo de coleta de requisitos

Fonte: próprios autores.

�A aplicação do modelo nas primeiras interações com os funcionários para obter
informações sobre a coleção de dados do Projeto Aedes Transgênicos tem demonstrado
a pertinência do mesmo, na medida em que vem obtendo respostas de forma satisfatória.
O próximo passo do Projeto é o levantamento dos requisitos propriamente ditos do
sistema.

Considerações Finais
Tendo em vista o desafio referente ao tratamento de grandes volumes de dados
apontado no parágrafo inicial e a necessidade de construir alternativas para a gestão de
dados, com a elicitação de requisitos específicos na área de biofábrica, este Projeto
oferece como possibilidade a apresentação de um modelo teórico para o desenvolvimento
de um sistema de informação.

Palavras-chave: Gestão de dados. Coleta de requisitos. Biofábrica. Projeto Aedes
Transgênico.

Referencias
ARAÚJO, S.C. Biofábricas: o potencial de uso de microrganismos em agricultura. In.
SIMPÓSIO BRASILEIRO DE MICROBIOLOGIA APLICADA, 5., 2011, Rio Grande do Sul.
[Apresentação PowerPoint]. Disponível:&lt; http://www.ufrgs.br/simposiomicro/araujo. pdf&gt;.
Acesso em 12 fev. 2015.
COSTA, M.M; CUNHA, M.B. da. O bibliotecário no tratamento de dados oriundos da
e-science: considerações iniciais. Perspectivas em ciência da informação, v.19, n.3,
p.189-206, jul./set. 2014.
DIGITAL CURATION CENTRE. Data Management Plans. 2013. Disponível em:
&lt;http://www.dcc.ac.uk&gt;. Acesso em: 10 dez. 2014.
______. What is digital curation? 2015. Disponível em:&lt;http://www.dcc.ac.uk/digitalcuration/what-digital-curation&gt;. Acesso em 10 dez. 2014.
PFLEEGER, S.L. Identificando requisitos. In:_____. Engenharia de requisitos: teoria e
prática. 2. ed. São Paulo: Pearson, 2004. cap. 4, p.111-156.
SAYÃO, L.F.; SALES, L.F. Curadoria digital: um novo patamar para preservação de dados
digitais de pesquisa. Inf. &amp; Soc.:Est., João Pessoa, v.22, n.3, p.179-191, set./dez. 2012.
SOMMERVILLE, I. Engenharia de Requisitos. In.:_____. Engenharia de software. 9. ed.
São Paulo: Pearson, 2011. cap. 4, p.57-77.
VAZ, G.J. E-Science na Embrapa. Campinas: Embrapa Informática Agropecuária, 2011.
(Documento, 117).

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22 a 24 de julho de 2015

DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS DA BIBLIOTECONOMIA: DA GESTÃO DA
BIBLIOTECA À PROMOÇÃO DO EFETIVO USO DA INFORMAÇÃO

Autor: Carlos Alberto Ávila Araújo.
Gerais. casalavila@yahoo.com.br.

Universidade

Federal

de

Minas

Introdução: A pesquisa aqui relatada insere-se no âmbito de um projeto maior
relacionado com a epistemologia da Biblioteconomia. Neste texto, são
apresentados três aspectos relacionados com a produção de conhecimentos em
Biblioteconomia: a) os desafios que se colocaram para a área em diferentes
períodos históricos, e as respostas a esses desafios; b) as diferentes correntes
teóricas produzidas na área, e a necessidade contemporânea de fazer dialogarem
essas correntes – potencializada por meio de uma perspectiva da complexidade;
c) as demandas contemporâneas, em que a promoção do efetivo uso da
informação, num contexto em que se verifica a abundância de acesso e
disseminação da informação, sugere e reivindica novas construções teóricas e
metodológicas.

Método da pesquisa: Para a consecução da pesquisa vem sendo realizado um
extenso trabalho de pesquisa bibliográfica em obras sobre Biblioteconomia,
biblioteca, livros, história dos registros de conhecimento e em áreas correlatas
como a Ciência da Informação, a Arquivologia, a Documentação e a Museologia.

Resultados: A primeira questão aqui tratada é a da história dos desafios
colocados para a Biblioteconomia. Seguindo a lógica desenvolvida por Burke
(2012), percebe-se que, num primeiro momento, foi necessário para a
humanidade acumular e salvaguardar os registros de conhecimento, em períodos
em que esses registros eram escassos ou ameaçados de destruição. Na medida
em que se acumulavam muitos registros, foi preciso organizá-los de alguma
forma, listá-los para se ter um controle de sua existência e localização. Iniciou-se
aí uma perspectiva que teve nas regras de catalogação e classificação do século
XIX o seu auge. Sobressaiu-se depois, no século XX, a necessidade de torná-los
acessíveis, promover a sua distribuição e disseminação. Conforme Burke, o
desafio contemporâneo no campo dos registros do conhecimento é a ação. Nos
dias atuais, em que a escassez de informação ou as barreiras ao acesso não são
mais tão importantes enquanto desafios a serem superados, volta-se o esforço

�reflexivo para a própria definição do que é o informacional – as decisões humanas
sobre o que deve ser destacado e selecionado, para ser tratado, disseminado e
preservado para as gerações futuras. E, também, fazer com que todo esse
conhecimento tão amplamente disponível seja realmente utilizado, de modo crítico
e plural, pelas pessoas, em seus distintos contextos de atuação. A segunda
questão diz respeito ao tipo de conhecimento produzido no âmbito da
Biblioteconomia. Seguindo a metodologia da arqueologia do saber de Foucault
(2000), a partir do conceito de episteme, pode-se identificar a origem da
Biblioteconomia, como disciplina científica, diretamente vinculada à episteme do
renascimento, da valorização da cultura humana. Nos séculos seguintes, a
Biblioteconomia vinculou-se à episteme moderna sem, contudo, se opor ao
modelo anterior. As transformações vividas pela instituição biblioteca fizeram com
que a sua própria condição de instituição passasse a ser o centro da área, numa
perspectiva universalista. O século XX trouxe, contudo, a aproximação a uma
nova episteme: a da especificidade das ciências humanas e sociais, de
explicações contingenciais, da busca da singularidade dos processos, de sua
inserção em contextos sociohistóricos específicos e da consideração do caráter
ativo dos sujeitos. Na Biblioteconomia, esse movimento se deu, inicialmente, com
a construção de quatro perspectivas teóricas de estudo dos fenômenos
biblioteconômicos: os estudos funcionalistas, os estudos críticos, os estudos
desde a perspectiva dos sujeitos e os estudos sobre representação.
Contemporaneamente, novas abordagens têm tentado conciliar aspectos e
achados dessas distintas correntes teóricas, merecendo destaque os estudos
recentes sobre mediação da informação (ALMEIDA JR., 2009), competência
informacional (CAMPELLO, 2003), bibliotecas digitais (ROWLEY, 2002), biblioteca
como esfera pública (VENTURA, 2002) e a “Nova Biblioteconomia” (LANKES,
2011). Juntando essas duas dimensões, percebe-se que se torna essencial para a
Biblioteconomia redefinir-se como prática profissional, como ator social e como
ciência, portanto produtora de teorias, conceitos e métodos de pesquisa. Essa é a
terceira questão tratada nesse texto, apresentada no tópico seguinte.

Discussão: A Biblioteconomia surgiu como prática que, evocando um
determinado conjunto de regras, buscou destacar-se das demais práticas sociais.
Esse processo progrediu por séculos, chegando a um determinado modelo
epistemológico, no final do século XIX, a partir do qual a Biblioteconomia se
constituiu como ciência autônoma, tendo como objetos empíricos de estudo os
seus elementos mais concretos: os livros, os instrumentos de seu processamento
(catalogação e classificação) e a própria instituição biblioteca. Seguindo o
“espírito” positivista, o trabalho biblioteconômico foi tomado em si mesmo, a partir
da perspectiva da “neutralidade” da relação do cientista (e do profissional) com o
real. Ao longo do século XX, as diversas teorias formuladas, agrupadas nos quatro
eixos citados acima, começaram a promover um certo deslocamento da reflexão
biblioteconômica: dos livros e documentos, instrumentos e instituições, para os
processos desempenhados por eles no todo social - os papéis e funções
assumidos; a submissão às lógicas de poder e dominação; as apropriações por

�parte dos sujeitos; as diferentes possibilidades de representação. Tais abordagens
buscaram reparar a restrição anterior, que teria “arrancado” as bibliotecas dos
seus contextos socioculturais, excluindo as interações que os envolvem, as
intervenções dos sujeitos. Esse conjunto de reflexões “preparou o terreno” para as
abordagens contemporâneas, que avançaram nas reflexões sobre as relações
entre as bibliotecas e a vida social e cultural; não mais a partir das bibliotecas,
mas com um novo ponto de partida: a própria vida social. As bibliotecas seriam
mais do que coleções de livros e critérios técnicos de seu tratamento, e também
mais do que seus impactos na vida social – elas são testemunha dos valores e
mentalidades de uma sociedade, resultado de sua maneira de selecionar o que
lembrar e o que esquecer, o que valorizar e o que cultivar.

Considerações Finais: A biblioteca tem uma existência em si mesma, mas ela é
também um dos muitos pontos de passagem da vida de uma sociedade, é um dos
momentos da vida social. Nesse sentido, a prática biblioteconômica é resultado de
um processo de interrelação entre os elementos que com ela se envolvem: os
sujeitos produtores de livros, os bibliotecários, os cidadãos (usuários reais e
potenciais), os instrumentos e tecnologias existentes num determinado período, os
contextos socioculturais. Como consequência disso, desenha-se a necessidade de
modelos mais complexos de pesquisa, voltados para a globalidade dos processos
(a interrelação entre os diferentes atores envolvidos) e para a necessária inserção
de sua realização na experiência, na concretude de uma realização particular.

Palavras-chave: Epistemologia da Biblioteconomia; História da Biblioteconomia;
Biblioteconomia e sociedade.

Referências:
ALMEIDA JÚNIOR, O. Mediação da informação e múltiplas linguagens.
Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação, v. 2, n.1, p. 89103, jan./dez. 2009.
BURKE, P. Uma história social do conhecimento II: da enciclopédia à
Wikipédia. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.
CAMPELLO, B. O movimento da competência informacional: uma perspectiva
para o letramento informacional. Ci. Inf., v. 32, n. 3, p. 28-37, set./dez. 2003.
FOUCAULT, M. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências
humanas. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
LANKES, D. The atlas of new librarianship. Cambridge: MIT Press, 2011.
ROWLEY, J. A biblioteca eletrônica. Brasília: Briquet de Lemos, 2002.

�VENTURA, J. Bibliotecas e esfera pública. Oeiras: Celta, 2002.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>A pesquisa aqui relatada insere-se no âmbito de um projeto maior relacionado com a epistemologia da Biblioteconomia. Neste texto, são apresentados três aspectos relacionados com a produção de conhecimentos em Biblioteconomia: a) os desafios que se colocaram para a área em diferentes períodos históricos, e as respostas a esses desafios; b) as diferentes correntes teóricas produzidas na área, e a necessidade contemporânea de fazer dialogarem essas correntes – potencializada por meio de uma perspectiva da complexidade; c) as demandas contemporâneas, em que a promoção do efetivo uso da informação, num contexto em que se verifica a abundância de acesso e disseminação da informação, sugere e reivindica novas construções teóricas e metodológicas.</text>
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                    <text>BIBLIOTECAS INFANTOJUVENIS: POLÍTICAS DE REFERÊNCIA

Andréia Dutra Fraguas. Universidade Federal do Rio de Janeiro
afraguas@letras.ufrj.br
Cila VS Borges. Universidade Federal do Rio de Janeiro
cila@letras.ufrj.br
Eliana da Silva Rodrigues. BIMM/Casa de Rui Barbosa. BPE/RJ
cimoremio@gmail.com
Irany Gomes Barros. Universidade Federal do Rio de Janeiro
irany2012@yahoo.com.br
Maria Inez Maia Oliveto. Universidade Federal do Rio de Janeiro
minezmimo@hotmail.com

Introdução

Estabelecer as politicas do Serviço de Referência em Bibliotecas e Acervos
Infantojuvenis é um desafio promissor de bons resultados, implantando-as nestas
unidades que lidam com o usuário em potencial, com o futuro leitor, com o hábito da
leitura e o bom uso das bibliotecas e coleções. O setor da biblioteca responsável
pelo atendimento direto aos usuários e a resolução de dúvidas é o Serviço de
referência, que pode ser considerado também como o cartão de visitas de uma
Unidade de Informação.
Neste sentido, as instituições que lidam com este tipo de acervo
infantojuvenil, vivem o dilema: estamos oferecendo esta leitura em nossas
bibliotecas infantojuvenis?
As bibliotecas infantojuvenis na cidade do Rio de Janeiro estão respondendo
ao futuro leitor com a motivação da leitura a disponibilização desta leitura em todas
as suas formas?
O Serviço de Referência, considerado seu conceito em sentido amplo, altera
o termo “atendimento” por “interface”. O termo interface parece evidenciar outro tipo
de atuação, tanto do Serviço de Referência como do bibliotecário que atua nesse
espaço – o Bibliotecário de Referência – mais do que atender, há explícita uma ideia
de relação. Esse conceito pretende adequar-se à inserção da função informacional
nas bibliotecas infantojuvenis.

Método da pesquisa

Analisar os ambientes e acervos e os métodos dos serviços de referência das
bibliotecas infantojuvenis, a saber:

�

Biblioteca Infantojuvenil Maria Mazzetti na Casa de Rui Barbosa, que foi
fundada em 1979, no dia 02 de abril em homenagem ao Dia Internacional do
Livro Infantil, a BIMM é pública e atende os visitantes do Museu Casa de Rui
Barbosa, aos escolares da região e a comunidade Santa Marta.



Biblioteca Infantojuvenil da Biblioteca Parque do Estado do Rio de Janeiro,
reinaugurada no dia 29 de março de 2014, após extenso trabalho de
ampliação e modernização, a BPE passa a ser a matriz da rede de
Bibliotecas Parque que o Governo do Rio de Janeiro está implantando no
estado.



Coleção da Casa da Madrinha da Faculdade de Letras da UFRJ que foi
implantada pela Profª Francisca Nóbrega, nos anos 90, no curso de
Especialização em literatura infantojuvenil da Faculdade de Letras da UFRJ.

Resultados e discussão
Segundo Grogan (1995), o Serviço de Referência consiste na assistência
efetivamente prestada ao usuário, procurando fornecer acesso rápido e seguro à
informação. Precisa cumprir sua missão que é a de informar os usuários, atendendo
prontamente as suas solicitações e deve ir muito além da coleção de referência de
uma biblioteca.
Os métodos sugeridos por Accart (2012), de proatividade tais como “Walking
reference” e “Street reference”, qual seja, sair do balcão de referência e ir atrás do
usuário. corroboram para alterar a queda sistemática na frequência aos serviços de
referência e altera os desvios de formação do profissional bibliotecário que ainda
espera pelo usuário, modificando desde a tenra idade do futuro usuário a sua forma
de usar os recursos da biblioteca, as técnicas de acolhimento contribuem com a
atualização e aperfeiçoamento do profissional bibliotecário que atue nesta área do
conhecimento, contribuindo para a formação continuada de um “profissional do
encantamento” (Gadotti, 2011).
O serviço de referência, por desempenhar várias funções (recepção,
orientação, informação, pesquisa de informações, capacitação dos usuários, etc...) é
o primeiro ponto de contato com o usuário e representa a Instituição. Para que isto
aconteça, entretanto, são necessários alguns requisitos tais como, local, acervo e
acima de tudo pessoal capacitado. Se para a biblioteca de adultos o atendimento é

�uma função chave, na biblioteca infantojuvenil ou escolar o atendimento deve ser
transformado em acolhimento.
Considerações Finais
Se o adulto solicita o que deseja, no caso da criança e mesmo do jovem
temos que ouvi-los, mas também nos adiantar, oferecendo opções e auxiliando-os
na árdua, embora igualmente prazerosa viagem da leitura, segundo Bartolomeu de
Queiroz.
É fundamental ainda que os bibliotecários de referência conheçam bem o
acervo para que atuem no sentido de promover descobertas e orientar os adultos
que acompanham os infantes.
O que se espera de um Serviço de referência é que além de atender a
necessidade de busca por informações, de servir como guia dos serviços oferecidos
pela biblioteca e de orientar a pesquisa, é que se possa disponibilizar um tratamento
personalizado e diferenciado, pois os usuários são a razão da existência de uma
biblioteca, mais do que os suportes, a preocupação da biblioteca passa a ser
orientada para a informação, exigindo mudanças de posturas, comportamentos,
atitudes, ideários, objetivos e, até, concepção.
Palavras-chave: Serviço de Referência - Bibliotecas Infantojuvenis – Bibliotecas
Públicas.
Referências
GROGAN, Dennis. O Serviço de Referência. Brasília: Briquet de Lemos, 1995.
ACCART, Jean-Philippe. Serviço de Referência: do presencial ao virtual. Brasilia:
Briquet de Lemos, 2012.
GADOTTI, Moacir. Boniteza de um sonho:ensinar e aprender com sentido. 2.ed.
São Paulo: Editora Livraria Instituto Paulo Freire, 2011.
QUEIROZ, Bartolomeu Campos. Menino temporão. In: O jogo do livro infantil. Belo
Horizonte: Editora Dimensão, 1997. p. 41-43.

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                <text>Estabelecer as politicas do Serviço de Referência em Bibliotecas e Acervos Infantojuvenis é um desafio promissor de bons resultados, implantando-as nestas unidades que lidam com o usuário em potencial, com o futuro leitor, com o hábito da leitura e o bom uso das bibliotecas e coleções. O setor da biblioteca responsável pelo atendimento direto aos usuários e a resolução de dúvidas é o Serviço de referência, que pode ser considerado também como o cartão de visitas de uma Unidade de Informação.</text>
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CAPACITAÇÃO DE BIBLIOTECÁRIOS PARA QUALIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS DE
INFORMAÇÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS PÚBLICAS: fato ou mito?
Cila Verginia da Silva Borges. Universidade Federal do Rio de Janeiro
cila@letras.ufrj.br
Irany Gomes Barros. Universidade Federal do Rio de Janeiro
irany2012@yahoo.com.br
Eliana da Silva Rodrigues. Fundação
Casa de Rui Barbosa
cimoremio@gmail.com
Introdução

Esse plano de estudos propõe pesquisa exaustiva na área de capacitação
dos profissionais bibliotecários das bibliotecas universitárias públicas, a fim de
detectar se essas instituições obtém retorno qualitativo na prestação de serviços de
informação oriundas dessas capacitações.
A Reforma da Gestão Pública, iniciada em 1995, no governo de Fernando
Henrique Cardoso, e idealizada por Luis Carlos Bresser Pereira, então ministro da
Administração Federal e Reforma do Estado (MARE), tinha como objetivos:
a curto prazo, facilitar o ajuste fiscal, particularmente nos Estados e
municípios, onde existe um claro problema de excesso de quadros; a médio
prazo, tornar mais eficiente e moderna a administração pública, voltando-a
para o atendimento dos cidadãos. (BRESSER PEREIRA, s. d., p. 17).

A Proposta apresentava quatro divisões, sendo:
A proposta de reforma do aparelho do Estado parte da existência de quatro
setores dentro do Estado: (1) o núcleo estratégico do Estado, (2) as
atividades exclusivas de Estado, (3) os serviços não-exclusivos ou
competitivos, e (4) a produção de bens e serviços para o mercado.
(BRESSER PEREIRA, s. d., p.18).

As bibliotecas públicas estavam arroladas dentre as instituições de serviços
não exclusivos ou competitivos, onde Bresser justificava que pelo fato
de ser pública não estatal, por sua vez, implicará na necessidade da
atividade ser controlada de forma mista pelo mercado e pelo Estado.
(BRESSER PEREIRA, s. d., p. 22).

O texto da reforma, segundo Bresser Pereira (p. 24) destacava ainda que era
proposto “um sistema universal de remuneração, de carreiras formalmente
estruturadas”

onde

essas

carreiras

deveriam

obter

treinamento

e

serem

constantemente aperfeiçoadas, fugindo da administração meramente burocrática.

�2

Método da pesquisa
Como hipóteses temos a implementação da Lei n. 11.091, de 12 de janeiro de
2005, as instituições de ensino conseguem atender a anseios e reivindicações dos
servidores.
Comparando os objetivos da Reforma da Gestão Pública, que propunha que a
capacitação levaria a uma maior qualidade de vida ao servidor público, influenciando
no aumento na qualidade dos serviços prestados, questionamos se esse binômio
realmente ocorre. Questionamos se as Instituições de Ensino estão recebendo o
retorno das capacitações obtidas pelos bibliotecários em suas áreas de atuação.
A pesquisa será qualitativa, do tipo exploratório, utilizando-se instrumentos
para coleta de dados, como questionários, entrevistas, contando com o
embasamento teórico disponível.

Resultados

Espera-se através dessa pesquisa levantar dados para verificar se há relação
entre a capacitação de bibliotecários das universidades públicas e a melhora de
qualidade de vida e de trabalho aliadas a melhora na prestação dos serviços nas
bibliotecas onde esses bibliotecários atuam, iniciando uma discussão importante
para os profissionais da biblioteconomia.

Discussão

O objetivo será iniciar um levantamento onde se questiona se os bibliotecários
das bibliotecas universitárias públicas que obtiveram capacitação contribuíram de
forma visível, prática para a melhoria na qualidade dos serviços de informação e se
obtiveram melhoria na qualidade de trabalho.
Os dados coletados serão analisados, com a finalidade de averiguar o
número de capacitações e as áreas das capacitações e para propor alternativas
para a aplicabilidade das capacitações nas instituições de origem dos bibliotecários
capacitados.

�3

Os dados resultantes desse levantamento poderão servir a órgãos
relacionados à pesquisa, às universidades, a setores ligados diretamente aos
bibliotecários, elencando necessidades e realidades profissionais.

Considerações finais

Remetendo-nos novamente à proposta de Bresser Pereira, onde os
servidores

das

aperfeiçoados

universidades
e

focando

nos

deveriam

ser

bibliotecários

constantemente
das

treinados

universidades

e

públicas,

questionamos e procuramos fazer uma avaliação crítica construtiva, a fim de propor
alternativas para a aplicabilidade das capacitações nas instituições de origem dos
bibliotecários capacitados, resultando em qualidade de trabalho.
Palavras-chave:
universitárias.

Formação

profissional;

Gestão

de

qualidade;

Bibliotecas

Referência
Barbosa, Emanuelle Silva. A importância da qualificação, capacitação e
aperfeiçoamento de funcionários nas instituições de ensino superior: o PCCTAE e a
UNIFAP. P@rtes, São Paulo, 2010. Disponível em:&lt;http://www.partes.com.br&gt;.
Acesso em: 29 set. 2014.
BRASIL. Lei nº 11.091, de 12 de janeiro de 2005. Dispõe sobre a estruturação do
Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, no âmbito das
Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação, e dá outras
providências.
Disponível
em:
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20042006/2005/lei/l11091.htm&gt;. Acesso em: 29 set. 2014.
______. Decreto n. 5.707, de 23 de fevereiro de 2006. Institui a Política e as
Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da administração pública federal
direta, autárquica e fundacional, e regulamenta dispositivos da Lei n. 8.112, de 11 de
dezembro de 1990. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 24
fev. 2006. Disponível em: &lt;www.planalto.gov.br/legisla.htm&gt;. Acesso em: 22 set.
2014.
BRESSER PEREIRA, Luiz Carlos. Da administração pública burocrática à gerencial.
Disponível em: &lt; http://blogs.al.ce.gov.br/unipace/files/2011/11/Bresser1.pdf&gt;.
Acesso em: 29 set. 2014.

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                <text>Esse plano de estudos propõe pesquisa exaustiva na área de capacitação dos profissionais bibliotecários das bibliotecas universitárias públicas, a fim de detectar se essas instituições obtém retorno qualitativo na prestação de serviços de informação oriundas dessas capacitações.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
REGISTRO DE PATENTES COMO PARTE DA COMUNICAÇÃO CIENTIFICA:
CARACTERÍSTICAS DAS IES QUE ATINGEM A CONCESSÃO
Adriana Stefani Cativelli
Mestranda do PPGInfo/UDESC
adrianacativelli@gmail.com
Elaine R. de Oliveira Lucas
Professora da UDESC
lani@udesc.br

Introdução
Assim como a publicação científica, a patente é uma forma de registrar o
conhecimento científico e tecnológico, fazendo parte da comunicação científica.
No Brasil, dentre as instituições que mais produzem patentes estão as Instituições
de Ensino Superior (IES).
O presente estudo tem como objetivo principal realizar o levantamento das
Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (IESPBs) que tem patentes
depositadas e concedidas e a partir disso, inferir conclusões do cenário atual. Para
isso, os seguintes objetivos foram traçados: analisar o volume de patentes
depositadas e concedidas por região do país; traçar um breve perfil das
instituições de ensino superior públicas; averiguar qual o perfil das instituições que
possuem patentes concedidas.
Com o delineamento deste cenário pretende-se avistar um papel para o
bibliotecário de forma que venha a potencializar o seu trabalho.
Método da pesquisa
Para a coleta dos dados foi necessário capturar os nomes e datas do ato
regulatório que cria as instituições de ensino superior na plataforma e-MEC. No
que diz respeito ao quantitativo de patentes solicitadas e concedidas adotou-se a
base de dados do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

�Resultados
No Brasil, segundo a plataforma e-MEC temos um total de 281 IESPBs,
dentre elas estão instituições municipais, estaduais e federais. A região Sudeste
concentra 142 instituições (50,53%); seguida da região Nordeste, com 67
(23,84%) instituições; depois a região Sul, totalizando 29 (10,32%) instituições; já
a região Norte apresenta 25 (8,89%) instituições e a região Centro-Oeste com 18
(6,40%) instituições.
Sobre o depósito de patentes brasileiras, o país sofre críticas por não
proteger o conhecimento que desenvolve (PARANAGUA; REIS, 2009). Diversos
são os motivos relatados na literatura que fazem os inventores não registrarem
suas ideias, entre os principais estão: o tempo que se leva entre o pedido e a
concessão de uma patente e o alto custo para mantê-la.
Estes fatos encontram-se traduzidos nos dados que foram coletados
quando comparamos o volume de solicitações e o número de patentes
concedidas. O Sudeste detém 3.971 solicitações e 443 patentes concedidas, o Sul
com 1.182 solicitações e 38 concessões, Centro-Oeste com 224 solicitações e 11
concedidas, Nordeste com 773 solicitações e apenas 8 patentes concedidas e por
fim o Norte com 99 solicitações e somente 1 patente concedida.
A maioria dos números de patentes depositadas e concedidas é da região
Sudeste, por abrigar estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais que
concentram grandes polos de desenvolvimento de pesquisas e produção
tecnológica. Percebe-se que não há ligação entre o número de IESPBs por região
e o número de produção tecnológica, pois, a região sul possui mais concessões
que a região Nordeste que possui um maior número de instituições.
Este indicador nos mostra que para a produção tecnológica é necessário ter
um cenário forte de desenvolvimento, com vistas a traçar parcerias entre empresa

�e ensino, possibilitando conhecer a prática profissional, além da possibilidade de
adquirir verba para o custeio da patente.
Considerações Finais ou Conclusões
Segundo os dados, somente 36,65% das IESPBs tentam proteger suas
invenções e destes apenas 9,96% atingem a concessão.
No que se refere as IESPBs com patentes concedidas, temos: a maioria
são universidades da esfera federal, localizada nas capitais. Em em média, de
cada 11,6 tentativas apenas uma é concedida.
Os dados apresentam uma tímida participação das IES na produção
tecnológica, há que se criar ambientes propícios para encorajar os pesquisadores
a protegerem suas invenções. As bibliotecas, neste contexto, podem ter muito a
oferecer, com suas coleções, capacitações em bases de dados, promoção de
palestras com profissionais da área, além da possibilidade de oferecerem serviços
especializados que podem ser especialmente desenvolvidos para o registro de
patentes, tendo como ponto de partida que trata-se de um processo da
comunicação científica.
Palavras-chave: Patentes. Instituições de ensino superior públicas. Serviços em
bibliotecas.

Referências
BRASIL. Ministério da Educação. e-MEC. Disponível em:
&lt;http://emec.mec.gov.br/&gt;. Acesso em: 29 mar. 2015.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Disponível em:
&lt;http://www.inpi.gov.br/portal/&gt;. Acesso em: 29 mar. 2015.
PARANAGUÁ, Pedro; REIS, Renata. Patentes e criações industriais. Rio de
Janeiro, RJ. Editora FGV, 2009. 150 p.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
EDUCAÇÃO SUPERIOR E TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E
COMUNICAÇÃO(TIC) NA CONTEMPORANEIDADE: INTERAÇÃO, PARTILHA E
COLABORAÇÃO ENTRE DOCENTES
Raimunda Ribeiro.Universidade Federal do Maranhão, Universidade de Aveiro, Potugal,
rraimunda@ua.pt - Cassia Furtado. Universidade Federal do Maranhão, Fundação de
Amparo a Pesquisa e ao Desenvolviento Científico do Maranhão, Brasil,
cassia.furtado@ufma.br - Lídia Oliveira. Universidade de Aveiro, Potugal, lidia@ua.pt

Introdução
As Tecnologias de Informação e Comunicação(TIC) em ambientes educacionais como
ferramentas de colaboração e partilha, possibilitam a criação de novos espaços para
o diálogo e a troca de experiências, entre pesquisadores e professores, professores e
alunos, permitindo a aproximação entre culturas. (SILVA, 2002; BASTOS; OLIVEIRA,
2009).
Evidencia-se na contemporaneidade, que a incorporação das TIC em processos de
ensino e pesquisa alargam os espaços formais das universidades, favorecendo o
estabelecimento de interações entre pessoas, grupos, comunidades, interfaces e
instituições. Ultrapassando a fase, em que as pessoas e profissionais teriam que
possuir apenas o domínio das tecnologias, para outra fase em que é evidenciada, a
necessidade do desenvolvimento de competências digitais. Tendo em vista, que
“apesar do impacto progressivo da tecnologia digital na cultura acadêmica
contemporânea, é imperativo resgatar e consolidar um compromisso mais crítico com
a informação, mídia e tecnologia”. (ARESTA, 2013, p.16; DUDZIAK, 2010, p.1).
Nessa perspectiva, se deu o nosso interesse em verificar a contribuição das TIC, em
especial a Web 2.0 e as Redes Sociais nas atividades acadêmicas e científicas dos
docentes na educação superior, como suporte à melhoria da qualidade do ensino e
da pesquisa, bem como, ao desenvolvimento da interatividade, partilha e colaboração
interpares nas universidades e comunidades científicas.
Dessa forma, traçou-se como objetivo de estudo do presente artigo, avaliar a relação
que o docente desenvolve no uso da web 2.0, e das redes sociais para fins
acadêmicos e científicos, a partir da análise da dissertação intitulada: “Web 2.0 e
colaboração científica: análise do uso científico-acadêmico por docentes de pósgraduação stricto sensu em Ciência da Informação no Brasil, de autoria de Alessandra
Maria Ruiz Galdo, defendida em 2010, na Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC)”.
A escolha da referida dissertação, como foco de análise para este estudo, prende-se
as facto desta, a partir dos resultados apresentados, nos possibilitar perceber a
relação de uso das TIC por docentes em suas atividades acadêmicas e científicas, em
11 Instituições de Ensino Superior (IES) Públicas na área de Ciência da Informação
no Brasil.
Método da pesquisa
Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa de natureza descritiva, com
abordagem qualitativa, por permitir avaliar com rigor os diversos ângulos e dimensões
pelos quais a situação estudada se apresenta, bem como refletir sobre o potencial das
redes sociais e da web 2.0 como ferramentas utilizadas para o desenvolvimento de
ambientes colaborativos de ensino e pesquisa, nas IES públicas brasileiras, na área

�de Ciência da Informação. (PRODANOV; FREITAS, 2013). A sua realização
concretizou-se através de:
a) Pesquisa bibliográfica, realizada em artigos científicos, livros e outros documentos.
b) Análise documental, baseada na pesquisa de teses e dissertações produzidas, no
período de 2010 – 2014, em bases de dados e repositórios institucionais de
universidades e Instituições de Fomento à Pesquisa no Brasil.
Dessa forma, analisando os títulos, das teses e dissertações, e por meio das leituras
realizadas em seus resumos, chegou-se à dissertação de autoria de Alessandra Maria
Ruiz Galdo, que melhor representou o propósito deste artigo. Durante a leitura da
dissertação focou-se nos procedimentos adotados pela autora e, especialmente nos
resultados que ela obteve, investigados através de questionário online, para identificar
situações em que os docentes demostraram suas relações com as TIC durante suas
pesquisas e atividades pedagógicas.
Resultados e Discussões
Os perfis dos docentes, população dessa pesquisa se caracterizam como uma
amostra homogênea, com faixa etária entre 46 e 64 anos, sendo 60% do gênero
feminino e 40% do masculino.
Relativamente à questão ensino, os docentes inquiridos mostraram mais-valia na
diversificação de recursos oriundos da web 2.0 utilizados, em suas práticas
pedagógicas, diversificando as suas metodologias em prol da construção de uma
aprendizagem autônoma e crítica. Dessa forma, “o essencial se encontra em um novo
estilo de pedagogia, que favorece ao mesmo tempo as aprendizagens personalizadas
e a aprendizagem coletiva em rede.” (LEVY, 1999, p.158).
Quanto à relação interpares entre comunidades científicas via web 2.0, os docentes
inquiridos afirmaram, manter contato em uma frequência maior com pesquisadores
brasileiros. Usam a web 2.0, para a realização de trabalhos científicos acadêmicos
colaborativos, discussões científicas e acadêmicas, estabelecimento de novos
contatos, e participam de redes científicas nacionais e internacionais. “Os cientistas e
pesquisadores, conectados através da Internet, passaram a se conhecer, interagir,
pesquisar e produzir conhecimentos à distância, ainda que nunca tenham
compartilhado do mesmo espaço físico”. (PAVAN et al., 2010, p. 80).
Ressaltasse aqui, que a maioria dos inquiridos, evidenciou a contribuição da web 2.0
para a visibilidade das pesquisas brasileiras, e para a sua divulgação no cenário
nacional e internacional, promovendo o reconhecimento dos pesquisadores, nas
universidades e comunidades científicas. Potencia também: a interação, a
colaboração, o compartilhamento interdisciplinar de ideias, a produção de novos
conhecimentos, entre instituições localizadas em diferentes países e regiões de
maneira rápida e eficaz. “As redes de cientistas e pesquisadores, são consideradas
fundamentais para o desenvolvimento da Ciência como um todo, já que ela é uma
atividade colaborativa e social, construída de forma cíclica e compartilhada”.
(MORENO, 2010, p.23).
Considerações Finais
Os resultados demonstram, os efeitos positivos do uso da web 2.0 e das Redes sociais
nos cursos de Pós – graduação da área de Ciência da Informação no Brasil,
contribuindo para a produção de novos conhecimentos e, assim elevar
qualitativamente os cursos. Pode-se inferir, que a inserção das TIC, como ferramentas
pedagógicas atreladas às atividades docentes de ensino e pesquisa, proporcionam a
diversificação de metodologias utilizadas, a autonomia no desenvolvimento de suas
pesquisas, e a flexibilidade na produção de textos. Possibilitando a ressignificação
dos espaços educativos universitários, e a promoção da comunicação, partilha,

�colaboração, e interação entre comunidades científicas e acadêmicas no cenário
nacional e internacional.
Palavras-chave: Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC); Educação
superior; Docentes; Colaboração; Interatividade; Partilha; Universidades.
Referências
ARESTA, M. S. L. A construção da identidade em ambientes digitais. 2013. 220
f. Tese (Doutorado em Multimédia em Educação) – Departamento de Comunicação,
Arte e Educação, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal. 2013. Disponível em:
http://core.kmi.open.ac.uk/download/pdf/15570481.pdf &gt;. Acesso em: 06 dez. 2014.
BASTOS, Bartira Brandão; Oliveira, Lídia. A comunidade científica no contexto da
mediação comunicacional global – afecção das dinâmicas cognitivas e sociais. In:
CONGRESSO LUSOCOM, 9., 2009, Lisboa. Actas.... Lisboa: Universidade
Lusófona, Lisboa, 2009. p.3677-3699. Disponível em:
https://www.academia.edu/5896311/A_comunidade_cientifica_no_contexto_da_medi
acao_comunicacional_global_- _afeccao_das_dinamicas_cognitivas_e_sociais).
Acesso em: 20 mar. 2015.
DUDZIAK, E.A. Competência informacional e midiática no ensino superior: desafios
e propostas para o Brasil. PRISMA.COM, Porto, n.13, 1-19. 2010. Disponível em:
&lt;http://revistas.ua.pt/index.php/prismacom/article/view/793/728&gt;. Acesso em: 23
dez. 2014.
GALDO, A.M.R. (2010). Web 2.0 e colaboração científica: análise do uso científico
- acadêmico por docentes de pós – graduação stricto sensu Ciência da Informação
no Brasil. 2010. 156 f. Dissertações (Mestrado em Ciência da Informação) Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil. 2010. Disponível em:
&lt;http://pgcin.paginas.ufsc.br/files/2010/10/GALDO-Alessandra.pdf&gt;. Acesso em: 15
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LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. Disponível em:
&lt;http://www.moodle.ufba.br/file.php/8897/levy_cibercultura.pdf&gt;. Acesso em: 19 jul.
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MORENO, D.H. da S. Viabilidade de formação de redes espontâneas Pessoais
de conhecimentos entre docentes de pós-graduação das áreas de Ciência da
Informação e Administração da UFPB. 2010. 136 f. Dissertação (Mestrado na área
de Ciência da Informação) - Universidade Federal da Paraíba, Paraíba, Brasil. 2010.
Disponível em:&lt;file:///D:/BACKUP/Downloads/rede%20raimunda%20(1).pdf &gt;.
Acesso em 28 dez. 2014.
PAVAN, C et el. CONNOTEA: site para a comunicação científica e compartilhamento
de informações na internet. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, Campinas, v. 5, n. 1, p.77-94, jul/dez. 2007. Disponível em:
&lt;http://www.brapci.inf.br/_repositorio/2010/05/pdf_7eb7d215fa_0010619.pdf &gt;.
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PRODANOV, C.C.; Freitas, E.C. de. Métodos e técnicas da pesquisa e do
trabalho acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul: Universidade
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SILVA, Lídia Oliveira. A Comunidade científica nas malhas da Rede: que
percepção?. In: CONGRESSO ICNC: INTERNATIONAL CONFERENCE ON
NETWORK CULTURE, 2002. Lisboa. Actas....Universidade Nova de Lisboa: Centro
de Estudos de Comunicação e Linguagens, 2002. p. 321-340. Disponível em:
&lt;https://www.academia.edu/5828208/A_Comunidade_Cientifica_nas_Malhas_da_Re
de_Que_Percepcao&gt;. Acesso em: 20 mar. 2015.

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                    <text>A PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA NOS DEPARTAMENTOS DE CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO DA REGIÃO NORTE DO BRASIL: APROXIMAÇÕES E
PERSPECTIVAS

Aurineide Alves Braga. Universidade Federal de Rondônia – UNIR. aurineideb@unir.br
Marcos Leandro Freitas Hubner. Universidade Federal de Rondônia – UNIR.
marcos.hubner@unir.br
Pedro Ivo Silveira Andretta. Universidade Federal de Rondônia – UNIR.
pedro.andretta@unir.br
Introdução:

Nessa pesquisa temos como objetivo levantar considerações bibliométricas sobre
a produção bibliográfica dos docentes que atuam nos Departamentos de Ciência
da Informação nos estados que compõem a Região Norte do Brasil. Para tanto,
apresentamos “aproximações” sobre o perfil do corpo decente das Instituições de
Ensino

Superior

da

região

que

ministram

cursos

de

bacharelado

em

Biblioteconomia para então levantar considerações sobre a produção bibliográfica
desses, com especial atenção aos artigos publicados em periódicos, buscando ao
final lançar perspectivas para um melhor aproveitamento e desenvolvimento do
capital intelectual da região.

Método da pesquisa:

Para a realização dessa pesquisa pautamo-nos nas quatro etapas desenvolvidas
por Andretta, Silva e Ramos (2012) e Andretta el al (2012), desdobrando-as e
realizando pequenos ajustes com o propósito de aperfeiçoar futuras aplicações, tal
como segue em resumo.
1. Mapeamento das IES da Região Norte que possuem curso de Bacharelado
em Biblioteconomia;
2. Identificação dos atuais docentes que compõe os “Departamentos de
Ciência da Informação” das IES mapeadas;
3. Levantamento dos currículos na Plataforma Lattes;

�4. Compilação dos “Arquivos de lista de IDs para o scriptLattes”;
5. Elaboração dos “Arquivos de configuração para o scriptLattes”;
6. Execução dos relatórios de Produções por meio do ScriptLattes V.8.02;
7. Tabulação das informações com o auxílio do Microsoft Excel;
8. Tabulação das informações sobre a produção bibliográfica dos docentes
com atenção a produção de “Artigos completos publicados em periódicos”
adicionando os dados de conceito Qualis dos periódicos;
9. Síntese das informações de formação docente e produção bibliográfica;
10. Descrição e interpretação das informações sumarizadas.

Resultados e Discussão:

Foram identificados a existência de três curso de Bacharelado em Biblioteconomia
na Região Norte, todos ministrados em universidades federais, a saber, na:
Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal do Pará
(UFPA)

e Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Essas universidades

mobilizam 42 docentes, desses 15 na UFAM, 16 na UFPA e 11 na UNIR, sendo
que do total apenas 33% tem a última atualização do Currículo Lattes datada de
2015 e 50% de 2014, o que ratifica o caráter de aproximativo desse estudo.
Sobre a formação dos docentes foi verificado a maior incidência de doutores na
UFPA com 38% do quadro. Na UFAM apenas 60% do quadro possuem o título de
mestrado, já na UNIR todos os docentes possuem ao menos o mestrado.
Em relação à produção bibliográfica, foram identificados 438 itens publicados ou
apresentados entre os anos de 2008 a 2014, sem considerar o ano de ingresso do
docente-pesquisador. Dessa produção 15% são artigos publicados em periódicos.
Sobre os artigos publicados em periódicos, notamos que 42% são escritos sem
co-autoria e 27% com dois autores e o restante com três ou mais. Se considerado
que um periódico pode mobilizar mais de uma área Qualis verificamos que 82%
dos artigos publicados pelos docentes-pesquisadores inscrevem-se na área de
Ciências Sociais aplicadas, sendo 60% desses B1.

�Considerações Finais ou Conclusões:

Notamos pelos dados analisados que os docentes têm desenvolvido pesquisas na
área de Ciências Sociais Aplicadas e apesar de não possuírem, em sua maioria,
títulos de doutorado, publicam em bons periódicos da área. Considera-se
conveniente, para o desenvolvimento da Ciência da Informação na região Norte a
oferta de Programas de Doutorado Interinstitucional (DINTER) para os docentes,
assim como a constituição de parcerias intra e inter departamentais e
consolidação de uma agenda de pesquisa.

Palavras-chave: Ciência da Informação. Bibliometria. Produção Bibliográfica.

Referências:
ANDRETTA, P. I. S.; SILVA, E. G.; RAMOS, R. C. Aproximações sobre produção,
produtividade e colaboração científica entre os departamentos de Ciência da
Informação do Estado de São Paulo. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência
da Informação, v. 9, n. 1, p. 49-63, 2012. Disponível em: &lt;
http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php/rbci/article/view/498/pdf_19 &gt;.
Acesso em 01 out., 2012
ANDRETTA, P. I. et al. Uma análise sobre a produção, produtividade e
colaboração na Ciência da Informação no Brasil entre os anos de 2007 a 2009.
Palabra Clave, La Plata,, v. 1, n. 2, p. 48-52, 2012. Disponível em: &lt;
http://www.palabraclave.fahce.unlp.edu.ar/article/view/PCv1n2a07/1981 &gt;.
Acesso em 01 out., 2012
BUFREM, Leilah Santiago; GABRIEL JUNIOR, Rene Faustino; GONÇALVES,
Viviane. Práticas de co - autoria no processo de comunicação científica na pós graduação em Ciência da Informação no Brasil. Informação e Informação,
Londrina, v. 15, n. esp., p. 110 - 129, 2010. Disponível em: &lt;
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/5506/6770 &gt;.
Acesso em: 20 ago. 2013.
PARREIRAS, F. S. et al. REDECI: colaboração e produção científica em ciência
da informação no Brasil. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte,
v. 11, n. 3, set./dez. 2006. Disponível em: &lt;
http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/270/63 &gt;. Acesso
em: 7 mar. 2015.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

A IMPORTÂNCIA DA MULHER NO CONTEXTO PROFISSIONAL DA
BIBLIOTECONOMIA
Eulália Moreno Chaves
Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo / FaBCI
eulaliamc@bol.com.br
EvandaVerri Paulino
Fundação Escola de Sociologia e Política de SãoPaulo /FaBCI
evandapaulino@gmail.com

Introdução: Dentre as atividades profissionais ligadas à educação e que foram
gradativamente incorporadas como função feminina, a Biblioteconomia
tradicionalmente

reconhecida

como

uma

área

de

atuação

masculina

transformou-se em uma profissão exercida predominantemente por mulheres.
As necessidades de mercado de trabalho frente às condições sociais e
culturais, principalmente no período entre o final do século XIX e o século XX,
possibilitaram que a mulher encontrasse na Biblioteconomia um meio para sua
maciça inserção no mercado de trabalho remunerado.
Método de pesquisa: Foram realizadas pesquisas bibliográficas junto a bases
de dados como SciELO e BRAPCI, além de Repositórios Digitais Universitários
e publicações digitais especializadas, considerando-se descritores como
Biblioteconomia, história, mulher e profissão. Foram utilizados trabalhos de
autores como Almeida (2012), Stelmachuk (2012), Monteiro e Gati (2012),
Lopes e Leal (2005), Martucci (1996) e Castro (2000), dentre outros, por meio
dos quais se buscou traçar um panorama sobre a inclusão profissional da
mulher em diversas áreas de atividade e principalmente sobre a compreensão
de como a Biblioteconomia se transformou em um importante campo de
atuação profissional feminino. Com a realização de uma pesquisa de campo
junto aos 14 Conselhos Regionais de Biblioteconomia existentes no Brasil
buscou-se conhecer os atuais números de profissionais registrados e atuantes

�e a comprovação da superioridade numérica da mulher na área. O trabalho é
complementado com entrevistas a três bibliotecárias de destaque em diferentes
segmentos da Biblioteconomia brasileira.
Discussão: À custa de muita determinação e de capacidade visionária a
mulher conseguiu impor seu valor profissional em diferentes campos de
atuação

e

a

Biblioteconomia,

uma

área

profissional

em

constante

transformação e evolução, proporcionou condições que favoreceram mais uma
forma de inclusão profissional da mulher no mercado de trabalho remunerado.
Considerações finais: A partir da análise dos dados, depoimentos e leituras
percebe-se

que

o

interesse

e

a

inserção

profissional

feminina

na

Biblioteconomia ocorrem principalmente devido a ações de adequação e
transformação

dos modelos profissionais e

das novas exigências e

necessidades do mercado de trabalho. As considerações feitas nas entrevistas,
anexadas ao trabalho, proporcionam a abertura para novas reflexões e futuros
estudos sobre pontos profissionais significativos da Biblioteconomia e de seus
profissionais.

Palavras-chave: Biblioteconomia, Mulher, Profissão.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Neilia Barros Ferreira de. Biblioteconomia no Brasil: análise dos
fatos históricos da criação e do desenvolvimento do ensino. Anais do CBBD, v.
25, (2013). Dissertação (Mestrado). Brasília (DF). 2012. 159 p. Anais do
CBBDDisponível em: &lt; http://portal.febab.org.br/anais/article/view/1508&gt;.
Acesso em: 24 mar. 2015.
CASTRO, César. História da Biblioteconomia brasileira. Brasília, DF.
Thesaurus. 2000. 287 p.

MARTUCCI, Elisabeth Márcia. A feminização e a profissionalização do
magistério e da biblioteconomia: uma aproximação. Perspectivas em ciência
da informação. v.1, n. 2. São Carlos. 1996. Disponível em:

�&lt; http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?dd0=0000002504&amp;dd1=b03d0 &gt;.
Acesso em: 24 mar. 2015.

MONTEIRO, Ivanilde Alves; GATI, Hajnalka Halasz. A mulher na história da
educação brasileira: entraves e avanços de uma época. In: Seminário de
Estudos e Pesquisas “História, Sociedade e Educação no Brasil”, 9., 2012,
João Pessoa. Anais eletrônicos… João Pessoa, 2012. Disponível em:
&lt;http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario9/PDFs/4.
09.pdf &gt;. Acesso em: 24 mar. 2015.

STELMACHUK, Maris Stela da Luz. Mulheres no século XX: memórias e
significados de sua inserção no mercado formal de trabalho. 2012. 89 p. Tese
(Doutorado em Psicologia) - Centro de Filosofia e Ciências Humanas da
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2012. Disponível em:
&lt;https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/99408/313774.pdf?seq
uence=1 &gt;. Acesso em: 24 mar. 2015.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Dentre as atividades profissionais ligadas à educação e que foram gradativamente incorporadas como função feminina, a Biblioteconomia tradicionalmente reconhecida como uma área de atuação masculina transformou-se em uma profissão exercida predominantemente por mulheres. As necessidades de mercado de trabalho frente às condições sociais e culturais, principalmente no período entre o final do século XIX e o século XX, possibilitaram que a mulher encontrasse na Biblioteconomia um meio para sua maciça inserção no mercado de trabalho remunerado.</text>
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                    <text>MAPEAMENTO DAS QUESTÕES DE REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA DOS
CONCURSOS DE BIBLIOTECONOMIA DE BRASÍLIA DE 2010 A 2014
Cynthia Cavalcante Pinheiro. UNIRIO. cynthoca5@gmail.com
Naira Christofoletti Silveira. UNIRIO. naira.silveira@unirio.br
Introdução
A Representaçao Descritiva é uma disciplina tradicional e obrigatoria na
graduaçao de Biblioteconomia. Tem relaçao direta com as funçoes atribuidas
pela Lei n° 4.084 (BRASIL, 1962), que se refere à atuação do bibliotecário. Isso
explica a presença constante desta disciplina e suas tematicas nos concursos
para o cargo de bibliotecario, visto que a Representaçao Descritiva norteia o
tratamento dos documentos, objeto de trabalho de qualquer bibliotecario.
O objetivo geral deste trabalho consiste na verificação da incidência das
questões relacionadas à Representação Descritiva nas provas dos concursos
para o cargo de Bibliotecário com lotação em Brasília.
As questões que impulsionaram a pesquisa e colaboraram para o seu
desenvolvimento foram: Quantos concursos para Bibliotecário são realizados em
Brasília anualmente? Quantas questões de Representação Descritiva são
cobradas nestes concursos? Quais as temáticas de Representação Descritiva
são contempladas nestes concursos? Existe alguma relação da incidência
destas questões com a mudança do perfil dos bibliotecários?
A realização desta pesquisa e escolha deste escopo se justifica porque a
Representação

Descritiva

é uma

disciplina

tradicional nos cursos de

Biblioteconomia e esta área está atualmente passando por algumas mudanças
como a criação da RDA. O local escolhido para análise foi Brasília, capital do
Distrito

Federal,

pois

esta

cidade

promove

vários

concursos

para

Biblioteconomia e oferece salários com remuneração inicial variando entre R$
2020,00 (CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA, 2010) até R$
18.440,64 (SENADO FEDERAL, 2011). Sendo a remuneração para o cargo de
bibliotecário do Senado Federal a mais alta dos concursos realizados no Brasil.
Método da pesquisa

�Realizou-se a busca e recuperação online das provas para o cargo de
Biblioteconomia com lotação em Brasília. Devido ao alto número de material
recuperado, foi feito um recorte temporal de cinco anos, de 2010 a 2014. A partir
daí, a pesquisa foi focada nos editais, no cargo de bibliotecário, no local –
Brasília, nas instituições organizadoras – CESPE/UnB, Cetro Concursos,
Consulplan, FUNCAB, Fundação Universa, IADES, IBEG, IBFC e IDECAN e nos
sites que disponibilizam online as provas, gabaritos e editais dos concursos
realizados no período de 2010 a 2014 – PCI Concursos, Questões de Concursos
e Aprova Concursos. Utilizou-se a pesquisa documental na qual foram
investigadas as provas disponíveis online dos concursos para órgãos públicos e
para

empresas

privadas,

com

análise

específica

das

questões

de

Representação Descritiva.
Resultados
Foram recuperados 33 concursos, dos quais serao analisados 27, o que
corresponde à amostragem de 81,81% dos concursos realizados no periodo de
2010 à 2014. Esse percentual é representativo e podera fornecer um quadro
atual sobre os conteudos mais abordados sobre a Representaçao Descritiva
(RD) nos concursos realizados na cidade de Brasilia. A analise das 27 provas
recuperadas foi realizada de modo qualitativo e quantitativo, apos a leitura e
analise de todas as questoes. Verificou-se que as tematicas mais abordadas
foram, nesta ordem: AACR2, Catalogação (de modo geral), MARC 21 e
catálogo.
Discussão
A analise das tematicas das provas que teve como resultado uma
predominante incidencia de questoes de AACR2, presentes em 20 dos
concursos com provas recuperadas, reflete a pouca preocupaçao uma
preocupaçao das instituiçoes organizadoras com as atualizaçoes relativas à
Representaçao Descritiva. Metadados e RDA quase nao aparecem nas
questoes de RD. Porém, o fato da AACR ainda ser tao presente nos concursos
sinaliza que embora ela tenha sido considerada um codigo ultrapassado, ainda é

�um codigo muito utilizado no Brasil.
O CESPE/UnB foi a maior instituição organizadora de concursos do
período analisado, a constante presença de questões de Representação
Descritiva nos concursos tem relação com sua importância na formação do
bibliotecário, a AACR2 foi a temática predominante, presente na maioria provas,
além disso, pela análise temática, as questões de Representação Descritiva não
acompanham o novo perfil do bibliotecário, uma vez que poucas são as
questões sobre RDA e metadados.
Considerações Finais
De maneira geral, a Representaçao Descritiva é abordada de forma
satisfatoria nas provas dos concursos para bibliotecarios de Brasilia. Tais
questoes representam em média 11,61% das questoes cobradas nas provas
analisadas.
Por fim, este trabalho nao se esgota em si mesmo, podendo ser estudado
sob outros olhares. Acredita-se que a formaçao do bibliotecario nao deva se
restringir às demandas do mercado de trabalho, porém nao pode ser alheia às
suas necessidades. É necessario encontrar um equilibrio entre a formaçao e a
atuaçao, assim como o ensino e a pesquisa.
Palavras-chave: Representação Descritiva. Concurso. Brasília. Bibliotecário.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei n. 4.084, de 30 de junho de 1962. Dispoe sobre a profissao de
bibliotecario e regula seu exercicio. Disponivel em:
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950- 1969/L4084.htm&gt;. Acesso em:
27 nov. 2014.
CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA. Edital de Seleção n°
01/2010.. Disponível em: &lt;http://www.pciconcursos.com.br/concurso/cfbconselho-federal-de-biblioteconomia-55-vagas&gt;. Acesso em: 27 nov. 2014.
SENADO FEDERAL. Edital de Seleção n° 2, de 22 de dezembro de 2011.
Disponível em:
&lt;http://www.senado.leg.br/transparencia/rh/concursos/pdf/Edital02_2011CargoAnalista.pdf&gt;. Acesso em 27 nov. 2014.

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                <text>As questões que impulsionaram a pesquisa e colaboraram para o seu desenvolvimento foram: Quantos concursos para Bibliotecário são realizados em Brasília anualmente? Quantas questões de Representação Descritiva são cobradas nestes concursos? Quais as temáticas de Representação Descritiva são contempladas nestes concursos? Existe alguma relação da incidência destas questões com a mudança do perfil dos bibliotecários?</text>
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                    <text>QUALIDADE EM SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO: AÇÕES DE
CONSCIENTIZAÇÃO E CAPACITAÇÃO NA BIBLIOTECA ÂNGELA VAZ LEÃO
Aparecida de Fátima Castro Campos
Centro Universitário de Formiga – UNIFOR-MG
cdbiblio@uniformg.edu.br
Introdução

O Centro Universitário de Formiga - UNIFOR-MG - é uma instituição de ensino
superior, localizada no centro-oeste de Minas Gerais. Oferece atualmente 23
cursos de graduação em várias áreas do conhecimento, possui 202 professores e
aproximadamente 3500 alunos. Para atender a esta comunidade, o UNIFOR-MG
dispõe de uma biblioteca central “Biblioteca Ângela Vaz Leão”, com quatro
bibliotecárias, duas auxiliares, três estagiárias e duas auxiliares de serviços gerais.
Seu principal objetivo é facilitar aos professores, alunos e demais usuários o
acesso à informação para possibilitar-lhes a construção do conhecimento.
De acordo com Belluzzo (1996), a maioria das bibliotecas ressente-se de
programas de formação em serviços para qualificação dos funcionários. Porém,
para Vergueiro (2002, p. 110), programas permanentes de capacitação são
fundamentais para insuflar o entusiasmo e aumentar o espírito de colaboração dos
trabalhadores, pois, a qualidade se faz com pessoas motivadas e devidamente
capacitadas. Segundo Chiavenato (1999 apud TETERYCZ, 2008), os indivíduos
constituem o principal patrimônio de uma organização e a qualificação do capital
humano passa a ser uma questão vital para o seu sucesso.
Consciente da importância do atendimento aos usuários e a fim de fornecer-lhes
produtos e serviços de qualidade e excelência, a biblioteca promoveu nos anos
2013 e 2014 programas de capacitação aos seus colaboradores.
O objetivo deste trabalho consiste em relatar a experiência vivenciada na
biblioteca com os treinamentos realizados e os benefícios alcançados.

Relato de experiência

A proposta inicial foi, a partir de 2013, realizar um processo de capacitação com a
equipe da Biblioteca, a cada ano, a fim de motivar os funcionários e proporcionar o

�desenvolvimento pessoal e profissional com foco na qualidade e na otimização do
atendimento, envolvendo os produtos e serviços prestados aos usuários. Enfatizase que as capacitações ocorreram no ambiente da própria biblioteca e foram
realizadas por uma bibliotecária da equipe.
A primeira capacitação aconteceu em fevereiro de 2013, com a participação das
bibliotecárias, auxiliares e estagiárias. O tema abordado foi “Pessoa Melhor –
Biblioteca melhor”, e, como metodologia, foram empregadas as abordagens
descritas a seguir. Inicialmente, durante a semana do treinamento, foram
colocadas em pontos estratégicos da biblioteca mensagens de motivação sobre o
relacionamento no trabalho e a importância da comunicação. Em segundo, foram
apresentados vídeos à equipe e os participantes elaboraram mensagens sobre o
tema. Foi realizado também um tour pelas dependências da biblioteca para
observarem como estava cada ambiente e foram ressaltadas algumas bases de
dados para enriquecimento de seus conhecimentos. No encerramento, aplicou-se
uma dinâmica baseada no livro de Leonardo Vils “Organização dos bichos”. O
grupo montou um quebra-cabeça de animais na floresta, em que cada colaborador
era um personagem da empresa fictícia citada no livro, “Bem-Te-Vi-Quem-Te-Vê –
BTV”. Como conclusão desta capacitação, enfatizou-se que os integrantes da
equipe são essenciais para a organização, atribuindo valores a todos os setores e,
principalmente, que a satisfação do usuário é o objetivo maior da unidade de
informação.
Para o ano de 2014, em julho, o tema abordado foi: “O Unifor-MG é a sua cara” e
as estagiárias novatas da biblioteca foram o público-alvo. Em primeiro lugar, uma
semana antes de dar início ao treinamento, foi criado um ambiente motivacional
com mensagens afixadas no setor de processamento técnico, relacionadas aos
temas: usuário, organização e qualidade no atendimento. As mensagens eram
trocadas diariamente, de maneira dinâmica, seguindo um padrão visual de
identidade com cores diferentes para temas diferentes. Para a capacitação em si,
além da apresentação formal sobre os assuntos que já haviam sido expostos
durante a semana, houve um debate sobre o que foi apresentado. Para enriquecer
e ilustrar o treinamento, foram apresentadas algumas cenas de filmes que
remetem ao tema qualidade no atendimento, como: “Uma linda mulher”, “A vida é
bela” e “O Casamento de Muriel”. A dinâmica de encerramento foi realizada em
forma de jogo, baseado no livro dos autores P. Carlaw e Vasudha Deming. O
objetivo alcançado ao final foi de explicitar às estagiárias novatas que elas
também são a imagem da instituição, conscientizando-as da importância de seu
trabalho, tendo como finalidade oferecer um atendimento com alto padrão de
qualidade aos usuários da biblioteca.

�Considerações finais

Após os treinamentos, verificou-se um melhor relacionamento no ambiente de
trabalho que se refletiu no comprometimento com as atividades desempenhadas
e, consequentemente, na qualidade do atendimento. Esse resultado pode ser
comprovado na pesquisa de satisfação realizada pela biblioteca em outubro de
2014, em que 56,8% dos entrevistados avaliaram os serviços prestados como
“ótimo” e 33,9% como “bom”; e, ainda, sobre a cortesia dos atendentes, 62,4%
consideraram “ótimo” e 29,1% “bom”.
As duas iniciativas apresentadas podem ser entendidas sob a ótica da qualidade,
uma vez que a reflexão sobre as atividades e o papel do funcionário frente à
atuação da instituição, contribui para a melhoria dos serviços. É indispensável que
os colaboradores que fazem o atendimento aos usuários estejam capacitados
para orientá-los de forma segura e precisa. Mais importante ainda, é que a
realização de capacitação dos colaboradores seja incorporada à filosofia da
biblioteca, sendo de caráter permanente, tornando-se parte do seu planejamento.
Palavras-chave: Capacitação de colaboradores. Qualidade no atendimento.
Serviços de informação - qualidade.

REFERÊNCIAS

BELLUZZO, R. C. B. Da capacitação de recursos humanos à gestão na qualidade
em bibliotecas universitárias. 259 p. 1995. Tese (Doutorado em Ciência da
Informação)-Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo,
1995. Resenha de: MACEDO, N. D. de. Ciência da Informação, Brasília, DF, v.
25, n. 2, ago. 1996.
CARLAW, P.; DEMING, V. K. O grande livro de jogos para treinamento de
atendimento ao cliente. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2001.
CHIAVENATO, I. Gestão de pessoas. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
VERGUEIRO, T. Qualidade em serviços de informação. São Paulo: Arte &amp;
Ciência, 2002.
VILS, L. Organização dos bichos: um paralelo com o nosso-dia-a-dia nas
empresas. São Paulo: Negócio, 1999.

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                <text>O Centro Universitário de Formiga - UNIFOR-MG - é uma instituição de ensino superior, localizada no centro-oeste de Minas Gerais. Oferece atualmente 23 cursos de graduação em várias áreas do conhecimento, possui 202 professores e aproximadamente 3500 alunos. Para atender a esta comunidade, o UNIFOR-MG dispõe de uma biblioteca central “Biblioteca Ângela Vaz Leão”, com quatro bibliotecárias, duas auxiliares, três estagiárias e duas auxiliares de serviços gerais. Seu principal objetivo é facilitar aos professores, alunos e demais usuários o acesso à informação para possibilitar-lhes a construção do conhecimento.</text>
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                    <text>O BIBLIOTECÁRIO ESCOLAR E A GESTÃO DE MÚLTIPLOS ESPAÇOS: A
EXPERIÊNCIA DE BELO HORIZONTE
Lília Virgínia Martins Santos (PBH) - lilia.martins@pbh.gov.br
Palavras-chave: Biblioteca escolar, Bibliotecários escolares, Gestão de bibliotecas,
Educação
Introdução:
Os desafios na gestão da biblioteca escolar devem ser pensados levando em
consideração as características da instituição que a abriga.
A estrutura organizacional das escolas de ensino fundamental já está de
alguma forma consolidada. Na configuração atual, e que perdura há décadas, os
diálogos tendem a acontecer no trinômio direção-coordenação pedagógicaprofessores. As decisões sobre a organização da prática pedagógica e a elaboração
de projetos e planos de melhoria da aprendizagem costumam ser tomadas pelos
responsáveis pela organização da escola, sem muita interferência de outros
setores.
Quando o bibliotecário está ciente da sua função educativa e aproxima-se dos
agentes pedagógicos, precisa inicialmente esclarecer a natureza de sua contribuição
para a aprendizagem. O trabalho de defesa da biblioteca deve acontecer também
dentro da própria instituição.
A visão tradicional da biblioteca silenciosa e delivery de livros é um obstáculo
para o entendimento de uma nova configuração que contemple seu potencial
educativo.
A prática tem demonstrado o massivo uso da biblioteca por parte dos
professores como apoio para a elaboração de seus planos de aula em questões
pontuais, ou seja, quando é necessária alguma bibliografia para um tópico do
currículo que está sendo trabalhado no momento. Ou então, as solicitações de
momentos lúdicos e voltados para a narração e contação de histórias como as
únicas possibilidades de uso do espaço.
Romper esta realidade é um grande desafio. É mais do que oportuna uma
nova configuração dos equipamentos da escola e que eles sejam usados com o
propósito de oferecer aos estudantes possibilidades de melhorar seu desempenho.
O Projeto Mobilizador, elaborado pelo Conselho Federal de Biblioteconomia, aponta
a importância da biblioteca na vida escolar dos alunos:
“a existência da biblioteca na escola torna-se indispensável
para a formação do indivíduo. (...) Não é só necessário
disponibilizar acervos mas, acima de tudo, viabilizar o acesso
ao conjunto de saberes que este acervo possui para que, a
partir do contexto da escola, do seu projeto pedagógico e da
cultura geral que compõe tal conjunto de saberes que
fundamentam e dão sentido ao modo de vida e à existência de
cada membro da comunidade escolar, a biblioteca possa
contribuir para criar mecanismos capazes de promover a
superação das dificuldades de modo a alcançar os objetivos
desejados pela proposta pedagógica desenvolvida no âmbito
da escola”.
(SISTEMA CRB/CRB, 2008, p. 07)

�Relato de experiência:
A gestão das bibliotecas escolares da Rede Municipal de Educação de Belo
Horizonte (RME/BH) é feita por bibliotecários desde 1997, quando foi implantado um
programa de revitalização. As bibliotecas foram avaliadas, os acervos passaram por
uma seleção com descarte de livros didáticos e obsoletos e reorganização do
espaço físico.
O quadro de pessoal é composto de bibliotecários (com formação em
biblioteconomia), auxiliares de biblioteca (concursados de nível médio), contando
também com a ajuda de professores em redaptação funcional.
O Programa de Bibliotecas é vinculado à Gerência de Política Pedagógica da
Secretaria de Educação e possui uma Coordenação Geral. Em cada escola há um
auxiliar de biblioteca por turno e os bibliotecários atuam como coordenadores. Eles
são lotados em bibliotecas-polo e têm a função de gerenciar, além deste espaço,
outras 4 ou 5 bibliotecas na sua região (as chamadas bibliotecas coordenadas). Este
acompanhamento é feito através de visitas periódicas agendadas algumas vezes por
mês para monitorar o andamento dos trabalhos.
Neste cenário, apresenta-se o grande desafio para o bibliotecário: como atuar
de maneira igualitária em todos estes espaços? Há um grande abismo entre o
desejado e o que é possível fazer. Algumas questões apresentam-se diariamente na
condução do Programa de Bibliotecas:
-Alternância no cargo de auxiliar de biblioteca. A equipe está sempre defasada
com a constante exoneração dos profissionais;
-Execução de tarefas que não estão diretamente ligadas com a questão
pedagógica (gestão de livros didáticos, mau uso do espaço, problemas de
infraestrutura e gestão de conflitos);
-Bibliotecário ocupando-se majoritariamente de questões administrativas
como compras e processamento técnico;
Outro grande obstáculo é a dificuldade de gerenciar de forma remota equipes
de 10 a 15 pessoas, com perfis diferentes, formações diversas e em locais distintos.
O bibliotecário escolar geralmente atua sozinho no dia a dia. Não há, por
exemplo, divisão de setores com responsabilidades distintas, como tratamento de
materiais e referência. Além dos múltiplos espaços, o bibliotecário também se
desdobra em inúmeras tarefas.
Na RME/BH há um ponto positivo, que é o trabalho colaborativo dos
bibliotecários das bibliotecas-pólo. Ao longo dos anos, muitos procedimentos foram
padronizados, inclusive com a edição de um volume que orienta o desenvolvimento
das coleções e de cadernos temáticos que pretendem orientar o trabalho nas
bibliotecas da Rede.
Contar com uma rede estruturada que direcione alguns pontos do trabalho
pode diminuir as dificuldades de gerenciar um número grande de bibliotecas.
Considerações finais:
É preciso destacar o caráter pioneiro do Programa de Bibliotecas da RME/BH.
Com bibliotecas abertas em todas as 190 escolas, é possível afirmar que a
presença do bibliotecário transformou a realidade precária das bibliotecas, onde até
então atuavam somente professores deslocados para a função. Somente após a
revitalização e a reestruturação encabeçados pelos bibliotecários, os espaços
ganharam fôlego e redefiniram seu lugar na estrutura das escolas.

�A experiência de Belo Horizonte, com bibliotecas-pólo, coordenadas e gestão
regionalizada, pode ser uma alternativa para a grande demanda lançada há cinco
anos, com a aprovação da Lei 12.244. A presença mesmo que remota de
bibliotecários já modifica o diálogo com a comunidade escolar e altera a realidade.
No entanto, é preciso pensar na melhor forma de configurar este modelo, definindo
com base em estudos e metodologias a quantidade ideal de unidades que um
bibliotecário é capaz de coordenar para apresentar resultados significativos do
desempenho da biblioteca.
As atribuições de gerenciar e de se ocupar com questões administrativas
acaba por afastar o bibliotecário da articulação das práticas pedagógicas. As tarefas
de mediar a leitura e de conduzir os estudantes a um desenvolvimento de suas
competências em informação deveriam ser priorizadas, o que não acontece na
realidade das bibliotecas da RME/BH.
O conhecimento e a reflexão sobre programas já consolidados pode auxiliar
no surgimento de iniciativas de redes, tão necessárias para a expansão da biblioteca
escolar no Brasil.

Referências
BELO HORIZONTE. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Educação.
Política de desenvolvimento de acervo das bibliotecas escolares da Rede
Municipal de Educação de Belo Horizonte. Belo Horizonte: Programa de
Bibliotecas, Grupo de Acervo, 2009.
CAMPELLO, Bernadete. Biblioteca escolar: conhecimentos que sustentam a
prática. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias. Letramento Informacional: pesquisa,
reflexão e aprendizagem. Brasília: Faculdade de Ciência da Informação /
Universidade de Brasília, 2012.
PAULA, Carolina Teixeira de; BARROS, Leila Cristina (org.). Orientações para o
uso da biblioteca escolar. Belo Horizonte: Secretaria Municipal de Educação, 2014.
(Cadernos do Programa de Bibliotecas, 2).
PAULA, Carolina Teixeira de; BARROS, Leila Cristina (org.). O programa de
bibliotecas da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte. Belo Horizonte:
Secretaria Municipal de Educação, 2014. (Cadernos do Programa de Bibliotecas, 1).
SISTEMA CFB/CRB. Biblioteca Escolar Construção de uma rede de informação
para o ensino público. Brasília: CFB/CRB, 2008.

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                    <text>UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA
ASSESSORIA DE DESENVOLVIMENTO DE PROGRAMAS CULTURAIS
ACERVO DE MEMÓRIA E DOCUMENTAÇÃO CLEMENTE MARIANI

Adriana S. Ribeiro
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação - UFBA, Pós-Graduada em Análise do
Discurso - FAMETTING, Chefe do AMEDOC/UFRB. E-mail:
adrianaribeiro@ufrb.edu.br

Francinei Souza dos Santos
Graduando em Historia pela UFRB. Estagiário do AMEDOC. E-mail:
se.atle@hotmail.com

Conservação de periódicos (jornais) raros: relato de experiência

RESUMO
O Acervo de Memória e Documentação Clemente Mariani (AMEDOC) tem como missão e objetivo
promover o acesso a informação e dar suporte as atividades de ensino, pesquisa e extensão da
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, além de preservar, conservar e salvaguardar o
acervo. O acervo reúne mais de 30 mil itens, entre livros, folhetos, periódicos (jornais),
dissertações, teses acadêmicas, manuscritos, fotografias, CD-ROMS e vídeos. Seguramente é um
dos maiores acervos de livros raros da Bahia, reunindo publicações que remontam aos séculos XVII
e XIX. Pensando na conservação e no papel social que um centro de documentação desempenha
que é o de levar ao público, independente de raça, religião, cor, etc, a informação/conhecimento
organizou um plano de ação para conservar e divulgar a Coleção Periódicos Bahia. A Coleção
Periódicos Bahia reúne jornais impressos que foram e são publicados no Estado da Bahia. Esta
pesquisa consistiu em um relato de experiência que descreve aspectos vivenciados pelos autores no
Acervo de Memória e Documentação Clemente Mariani. Trata-se de um olhar qualitativo, que
abordou a problemática desenhada a partir de métodos descritivos e observacionais. A pesquisa traz
como resultado parcial está em manter viva, através da conservação e divulgação, a coleção, fazer
com que permaneçam como instrumento de consolidação do conhecimento.
Palavra-chave: Conservação de documento. Periódicos. AMEDOC.

�ABSTRACT

The Acervo de Memória e Documentação Clemente Mariani (AMEDOC) has the mission and goal
to promote access to information and support the teaching, research and extension of the Federal
University of Bahia Reconcavo, in addition to preserving, conserving and safeguarding the acquis.
The collection includes more than 30,000 items, including books, pamphlets, periodicals
(newspapers), dissertations, academic theses, manuscripts, photographs, CD-ROMs and videos.
Surely is one of the largest collections of rare books of Bahia, bringing together publications dating
back to the seventeenth and nineteenth centuries. Thinking on the conservation and social role that a
documentation center that plays is to bring to the public, regardless of race, religion, color, etc.,
information / knowledge organized a plan of action to conserve and disseminate the Collection
Journals Bahia. Periodicals Collection Bahia gathers printed newspapers that were and are
published in the State of Bahia. This research consisted of an experience report describing aspects
experienced by the authors in Memory Collection and Documentation Clemente Mariani. This is a
qualitative look, which addressed the issue drawn from descriptive and observational methods. The
research brings as a partial result is in keeping alive through the preservation and dissemination,
collection,

making

remain

as

knowledge

Keyword: Document Conservation. Periodicals. AMEDOC.

consolidation

tool.

�1 INTRODUÇÃO
A partir da doação feita a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), vários
projetos fora idealizados com a finalidade de recuperar e conservar o acervo existente, assim como
fornecer subsídios necessários a uma consultoria junto à comunidade local. Dessa forma, esperamos
resgatar a integridade dos documentos, seja por sua importância histórica, artística e cultural ou
simplesmente tornar possível uma projeção do contemporâneo aos próximos séculos.
O nosso principal projeto é “Conservação do acervo do AMEDOC”. Esse projeto está
subdividido em planos de ação já que o acervo é subdividido em coleções e muito extenso. Para por
em práticas contamos com a colaboração de monitores estagiários tanto voluntários quando
estagiários do programa estágio obrigatório da UFRB. Nesse projeto estão inseridas reuniões sobre
o tema com os estagiários e curso de treinamento da equipe de preservação, composta de monitores
estagiários e funcionários.
De acordo com Araujo (2009), a preservação de documentos pode ser entendida em três
fases das atividades de preservação e conservação:
A primeira fase diz respeito ao ambiente da biblioteca levando-se em consideração a
climatização, mobiliários, instalações e limpeza.
A segunda fase refere-se as intervenções nas obras para que se prolongue a vida útil delas.
Por fim, a terceira fase que se refere à preservação através da transferência das informações
para outro suporte.
Nesse trabalho abordaremos a segunda fase das atividades de preservação. Partindo do
princípio de preservar para não restaurar. Devemos sempre tomar todos os cuidados para
conservação da obra, retardando assim seu desgaste pelo tempo e manuseio inadequado.

2 O PROJETO
O Acervo de Memória e Documentação Clemente Mariani (AMEDOC) tem como missão e
objetivo promover o acesso a informação e dar suporte as atividades de ensino, pesquisa e extensão
da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, além de preservar, conservar e salvaguardar o
acervo.
Pensando nessa possibilidade e no papel social que um centro de documentação desempenha
que é o de levar ao público, independente de raça, religião, cor, etc, a informação/conhecimento
organizou um plano de ação para conservar e divulgar a Coleção Periódicos Bahia.
A Coleção Periódicos Bahia reúne jornais impressos que foram e são publicados no Estado
da Bahia. Essa coleção que faz parte do acervo do AMEDOC está sem classificação e não se
encontra registrada no sistema de gerenciamento bibliográfico, o Pergamum. Desse modo, através

�de um plano de trabalho visamos de modo preliminar, determinar o tamanho do acervo, o tempo
histórico de existência, higienização e sua divulgação através de um catálogo físico e digital que
será publicado no site (www.ufrb.edu.br/clementemariani) do AMEDOC.
Todo esse trabalho terá como cooperação de estagiários voluntários e do programa de
Estágio obrigatório promovido por um núcleo da Instituição através de Edital Interno de Estágios
Obrigatórios para preenchimento de vagas para realização de Estágio Obrigatório nos setores
internos da UFRB.

3 HISTÓRICO DO AMEDOC E DE SEU ACERVO
O Acervo de Memória e Documentação Clemente Mariani (AMEDOC) é uma instância
acadêmica da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), vinculado a Assessoria de
Desenvolvimento de Programas Culturais, que tem como objetivos reunir, organizar, catalogar,
preservar e divulgar acervo bibliográfico e documental que contribua para o conhecimento, reflexão
e divulgação da história e da cultura baiana. O acervo reúne mais de 30 mil itens, entre livros,
folhetos, periódicos (jornais), dissertações, teses acadêmicas, manuscritos, fotografias, CD-ROMS e
vídeos. Seguramente é um dos maiores acervos de livros raros da Bahia, reunindo publicações que
remontam aos séculos XVII e XIX.
Este acervo foi formado em 1993, quando a Fundação Clemente Mariani adquiriu a
biblioteca do colecionador e bibliófilo Renato Berbet de Castro³. No ano seguinte, a Fundação
Clemente Mariani criou o Centro de Documentação e Informação Cultural sobre a Bahia (CEDIC),
setor que passou a gerir, ampliar e disponibilizar ao público. A formação desse acervo teve grande
impacto na pesquisa histórica da Bahia, já que colocou à disposição do público obras raras e
documentos dificilmente encontrados em bibliotecas e arquivos do Brasil. Em 2012, a Fundação
Clemente Mariani transferiu todo o acervo da capital para o Recôncavo através de doação feita à
UFRB, um feito notável que contribuirá decisivamente para a consolidação da interiorização da
excelência acadêmica no estado da Bahia.
Doravante, patrimônio das comunidades do Recôncavo e da UFRB, o acervo abriga
conjunto vasto de livros e documentos de inestimável valor histórico. Grande parte dele concentrase nas áreas de História, Literatura, Educação, Arquitetura, Economia e, sobretudo, em temas
relativos à Bahia. Renomeado como Acervo de Memória e Documentação Clemente Mariani
(AMEDOC).
O acervo está subdividido em coleções, cada uma com características especifica.



Coleção Referência – anuários, bibliografias, catálogos, guias, thesauri, entre outros.
Coleção Especial – livros e documentos publicados entre os séculos XVII e XIX. Ainda
inclui livros do século XX (edições únicas, esgotadas e primeiras edições de autores

�

renomados).
Coleção Acadêmicos – produção intelectual dos membros da Academia de Letras da Bahia
e de seus correspondentes.
Coleção Biblioteca Pedagógica – livros, folhetos e periódicos abordando, teórica ou
tecnicamente, questões referentes à educação.
Coleção Contemporâneos – livros publicados após 1900, principalmente obras de autores
baianos, editados na Bahia ou sobre a Bahia, além de publicações sobre Teoria e
Metodologia da História, História do Brasil e História da África;
Arquivos pessoais – documentos textuais e fotografias dos fundos de Renato B. Castro,
Humberto de Argollo, Ayêsca Paula Freitas, Mário Barbosa, Evia Alves, Menandro Novaes,
Família Pedreira.
Coleção Stuart B. Schwartz – livros e periódicos que tratam da história indígena e dos
africanos na América Latina, África e Caribe.
Coleção Periódicos - estão organizados por regiões geográfica.



Coleção Periódicos Bahia – são jornais que são publicado no estado da Bahia.







4 CARACTERÍSTICA DA COLEÇÃO PERIÓDICOS BAHIA

Conforme Ribeiro (2000) públicaçoes periodicas, em geral designadas simplesmente como
periódicos, são publicações em papel ou em meio eletrônico que geralmente são publicadas em
intervalos de tempo regulares e pode ser de assunto específico ou de assuntos vários.
Quanto à periodicidade pode ser diária, bissemanal, semanal, quinzenal, bimensal, mensal,
bimestral, trimestral, quadrimestral, semestral ou anual. A principal característica do periódico é a
continuidade, pois sua duração é indeterminada. A publicação periódica apresenta um aspeto
bibliográfico uniforme. Cada caderno publicado chama-se fascículo ou número. A reunião de um
determinado grupo de fascículos constitui o volume.
A coleção periódicos Bahia está organizados em ordem alfabetica. Dos seus titulos
destacamos o O Faisca, o Auxiliador, o cachoeirano entre outros.
Teoricamente os periódicos eram para está ordenado em ficha Kardex (manual ou on-line)
devendo constar os dados essenciais para a identificação do periódico, tais como a classificação,
titulo, editor, endereço, periodicidade, idioma, data inicial de publicação, volume, numero, mes,
ano. Porém, esse dados não foram encontrados. Atualmente a coleção encontra-se organizada em
ordem alfabetica e com as estantes sinalizadas com os nomes dos jornais. Uma parte encadernada
outra parte dentro de caixas de papel neutro e outros soltos.
Corroborando com Drumond (2006, p. 108):
Preservar, em latim praeservare, significa observar previamente, ou seja, prever os riscos,
as possíveis alterações e danos, que colocam em risco a integridade física de um bem
cultural, os quais devem ser prontamente respondidos pelo trabalho sistemático de
conservação (...). Não basta, portanto, apenas guardar um objeto, mas também
conserva-lo, zelando por sua inteireza. (DRUMOND, 2006, p.108, grifo do autor).

�Sendo assim, a missão institucional particularmente do AMEDOC está voltada para a
preservação e a valorização do patrimônio histórico-cultural e a disseminação da informação,
garantindo às gerações presentes e futuras o acesso às fontes de pesquisa, base para a análise crítica
e para a renovação do conhecimento científico e de outros gêneros.

5 MÉTODO
Esta pesquisa consistiu em um relato de experiência que descreve aspectos vivenciados
pelos autores no Acervo de Memória e Documentação Clemente Mariani. Trata-se de um olhar
qualitativo, que abordou a problemática desenhada a partir de métodos descritivos e observacionais.
O relato de experiência é uma ferramenta da pesquisa descritiva que apresenta uma reflexão
sobre uma ação ou um conjunto de ações que abordam uma situação vivenciada no âmbito
profissional de interesse da comunidade científica.
O programa foi organizado de modo a contempla:


Fundamentos teóricos, históricos e contextualização do trabalho a ser desenvolvido;



Treinamento em técnicas básicas de conservação;



Intervenções na coleção Periódicos Bahia;



Exposição.
A primeira parte da metodologia ficou por conta de aulas expositivas ministradas dentro do

AMEDOC versando sobre o que são obras raras, sobre a política de conservação do AMEDOC. A
segunda parte diz respeito ao treinamento em técnicas básicas de conservação preventiva.
Terminado essa etapa começaram a intervir na coleção. Primeiro elaboraram uma ficha diagnóstico
do estado de conservação de cada jornal. O diagnóstico é uma importante etapa para a gestão de
conservação de um acervo. O diagnóstico possibilita o reconhecimento de características específicas
presentes no acervo além de fornecer, em detalhe, o estado de conservação adequados aos danos
detectados. Depois partimos para a higienização com trincha, confecção do acondicionamento
adequado para o tipo do documento, após o acondicionamento individual, guarda da documentação
em pastas adequadas, elaboração de relatório do estado de conservação do acervo.
Para concluir será realizada uma exposição para a divulgação da coleção além de um
catálogo físico e on-line disponibilizado no site do AMEDOC.

6 RESULTADOS PARCIAIS
De acordo com Milevski (1997, p.14), a preservação consiste em uma política, ou: “[...]
inúmeras políticas e opções de ação, incluindo tratamento de conservação. Preservar é a aquisição,

�organização e distribuição de recursos a fim de que venham a impedir posterior deterioração ou
renovação a possibilidade de utilização de um seleto grupo de materiais [...]”.
O trabalho de conservação dessa coleção parte de uma política maior para uma menor (plano
de trabalho) garante a sua preservação para o futuro e acesso. Os jornais trabalhados neste projeto
vão retornar para o espaço reservado dentro do acervo com toda a documentação referente a cada
um (diagnóstico, fichamento, documentação fotográfica entre outros).
Como estamos em fase inicial, começamos com o diagnóstico e com o levantamento
histórico do documento em seguida o trabalho de higienização com trincha, fotografia e estes já
estão embalados em papel Kraft e dentro de caixas.

7 CONCLUSÃO

Frente aos aspectos que aqui foram tratados, observa-se que vários são os desafios que devemos
lidar. Entre uma desses desafios está em manter viva, através da conservação, a coleção, fazer com
que permaneçam como instrumento de consolidação do conhecimento. Através da pesquisa a
coleção resgata a memória passadas e dialoga com o presente e aponta para o futuro.
A experiência aqui relatada pretende também contribuir aos participantes conhecimentos e além da
divulgação da Coleção Periódicos Bahia.

�RFERÊNCIAS

ANDREOLI, José Carlos; FERREIRA, Anelise W.; GOMES, Neide A. Projeto de conservaçãorestauração da coleção de obras raras da Biblioteca do S enado Federal. Revista Brasileira de
Arqueometria, Restauração e Conservação, v. 1, n. 5, p.238-241.
BECK, Ingrid. Manual de conservação de documentos. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1985.
CARVALHO, Maria da Conceição; FERNANDES, Cleide. Conservação de livros raros: relato de
uma experiência pedagógica. Perspect. ciênc. inf. v.11, n. 1, Belo Horizonte, Jan./Apr. 2006.
DRUMOND, Maria Cecília de Paula. Preservação e conservação em Museus. Brasília:IPHAN,
2006.
MANUAL de procedimentos técnicos. Salvador: CEDIC, 2001.
MILEVSKI, R. J. Manual de pequenos reparos em livros. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional,
1997.
PADUA, Elisabete Matallo Marchesini de. Metodologia da pesquisa: abordagem teórico-pratica.
11ed. rer.atual. São Paulo: Papiros, 2004.
RIBEIRO, Adriana S. Plano de trabalho: Coleção Periódicos Bahia. Cachoeira, 2015.

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Documentação&#13;
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                <text>O Acervo de Memória e Documentação Clemente Mariani (AMEDOC) tem como missão e objetivo promover o acesso a informação e dar suporte as atividades de ensino, pesquisa e extensão da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, além de preservar, conservar e salvaguardar o acervo. O acervo reúne mais de 30 mil itens, entre livros, folhetos, periódicos (jornais), dissertações, teses acadêmicas, manuscritos, fotografias, CD-ROMS e vídeos. Seguramente é um dos maiores acervos de livros raros da Bahia, reunindo publicações que remontam aos séculos XVII e XIX. Pensando na conservação e no papel social que um centro de documentação desempenha que é o de levar ao público, independente de raça, religião, cor, etc, a informação/conhecimento organizou um plano de ação para conservar e divulgar a Coleção Periódicos Bahia. A Coleção Periódicos Bahia reúne jornais impressos que foram e são publicados no Estado da Bahia. Esta pesquisa consistiu em um relato de experiência que descreve aspectos vivenciados pelos autores no Acervo de Memória e Documentação Clemente Mariani. Trata-se de um olhar qualitativo, que abordou a problemática desenhada a partir de métodos descritivos e observacionais. A pesquisa traz como resultado parcial está em manter viva, através da conservação e divulgação, a coleção, fazer com que permaneçam como instrumento de consolidação do conhecimento.</text>
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                    <text>COMPORTAMENTO EDITORIAL DA DATAGRAMAZERO ENTRE 1999 / 2013
Alexandre Oliveira de Meira Gusmão – UFMT (aomgusmao@hotmail.com).
Guilherme Henrique Machado Chaves – UFMT (guigohenry@hotmail.com).
Arthur Balbino Ribeiro – UFMT (arthurbribeiro@live.com).

1 INTRODUÇÃO
Os cientistas necessitam divulgar seus estudos, para que suas pesquisas
se transformem em informação, que por sua vez vão gerar novos conhecimentos.
De acordo com Mueller e Passos (2000) esse processo de comunicação situa-se
no próprio coração da ciência e a Bibliometria é uma boa ferramenta para isto,
uma vez que seus indicadores possibilitam retratar o grau de desenvolvimento da
produção científica bem como a descrição estatística da produção editorial.
Uma alternativa viável à revista científica impressa, bem aceita pela
comunidade científica, é a revista digital. Isto ocorre porque o meio digital permite
a divulgação desse produto com maior abrangência e seja mais acessível do que
a mesma publicação em suporte impresso. Porém diante do ambiente digital,
como se comporta a produção editorial das revistas científicas? Partindo dessa
indagação adotou-se por objetivo geral a realização de um estudo bibliométrico
com a Revista DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação e determinar o
comportamento editorial de sua produção científica entre 1999 e 2013.
A editoração em suporte digital é um processo mais eficiente porque
padroniza o formato e a apresentação das revistas com menos esforços. Ameniza
e até soluciona vários problemas referentes ao custo de produção e à lentidão
referente ao processo editorial impresso desses veículos, que “facilitam o acesso
e a disseminação do conhecimento produzido” (SILVA, PINHEIRO E MENEZES,
2005, p.35).
2 MÉTODO DA PESQUISA
Como fonte de coleta de dados foram utilizados os artigos publicados na
revista DataGramaZero entre dezembro de 1999 até dezembro de 2013 e
contemplado 440 artigos, publicados desde o volumes 0 até o volume 14.
Para cadastrar os artigos houve a necessidade de construção de uma
planilha no programa Excel 2010 da Microsoft com a seguinte estrutura: autor,
titulação, afiliação, localização geográfica do autor, palavras-chaves existentes
nos artigos e ano de publicação. Posteriormente fora elaboradas figuras e tabelas,
a fim de obter uma melhora na visualização dos resultados da pesquisa.

�3 RESULTADOS
O Gráfico 1 indica a frequência de artigos publicados entre 1999 e 2013,
pode-se perceber que no primeiro ano de publicação da revista DataGramaZero o
número de artigos ficou abaixo de 10 artigos e a partir do ano subsequente até o
fim da análise dos artigos no ano de 2013 a Revista manteve um crescimento
linear, mas não regular, da quantidade de artigos publicados, alcançando o topo
em 2012 com 40 artigos publicados.
Gráfico 1 - Frequência de artigos publicados
60
40
20
0
99

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

Fonte: Pesquisa direta.
Quanto a titulação dos autores e coautores que publicaram na revista
DataGramaZero, identifica-se que há Doutores (55,02%) e Mestres (18,3%).
Pode-se identificar também a participação de Pós-doutores (8,85%), Pósgraduados (sem indicação do título) (8,85%), Graduados (5,86%), Especialistas
(0,96%), Discente (0.6%) e autores sem identificado de sua titulação (1,56%).
Na análise de colaboração (coautoria) identificou-se que 49,32% dos artigos
foram escritos por apenas um autor, enquanto que 51,7% foram escritos em
colaboração. Quanto à abrangência geográfica das colaborações foi possível
identificar que 92,7% delas foram de âmbito nacional e que as instituições que
mais tiveram artigos publicados foram: UFSC, UFMG, USP, UNESP, IBICT, UFF,
UNB, UFRJ, FIOCRUZ e a UFPB (Gráfico 2).
Gráfico 2 - Afiliação dos autores.
100
80
60
40
20
0

83
70

65

56
45

Universidade Universidade Universidade Universidade
Federal de
Federal de de São Paulo
Estadual
Santa
Minas Gerais
Paulista
Catarina

IBICT

36

30

27

Universidade Universidade Universidade
Federal
de Brasília Federal do Rio
Fluminense
de Janeiro

26

18

FIOCRUZ

Universidade
Federal da
Paraíba

Fonte: Pesquisa direta.
Considerando que entre 1999 e 2013 houve a frequência de 528 autores
publicando artigos na Revista DataGramaZero, tem-se desse modo que a Elite foi
formada por 23 autores, contudo como a frequência é idêntica entre o 16º e 25º
autores (4 artigos publicados) convencionamos em especificar que a Elite foi
formada por 25 autores.

�Quanto aos autores brasileiros, a maioria era da região Sudeste do Brasil
(Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais), seguidos de autores da região Sul do
Brasil (Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul) e na sequência por autores
das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil.
A distribuição temática dos artigos e as frentes de pesquisa foram
identificadas a partir das palavras-chaves existentes nos artigos e atribuídas por
seus respectivos autores. Desse modo as principais frentes de pesquisa
identificadas foram: Ciência da Informação, Gestão do conhecimento,
Comunicação científica, Ontologias, Gestão da informação, Sociedade da
informação, Internet, Terminologia, Organização da informação, Organização do
conhecimento.
4 CONCLUSÕES
Devido ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia e ao continuo
crescimento da quantidade de profissionais nas várias áreas do saber,
comprovou-se a continuidade do crescimento (explosão documental) da produção
de documentos técnico-científicos, pois a DataGramaZero em 15 anos de
existência publicou 440 artigos.
A quantidade de artigos científicos publicados pela revista DataGramaZero
aumentou continuamente ao longo dos anos. A maioria dos autores é da região
sudeste, sendo que a instituição de afiliação mais indicada foi a UFSC e há um
ligeiro predomínio de artigos escritos em colaboração (51,7%). Destaca-se ainda a
expressiva presença de doutores e mestres entre os autores.
As revistas de Biblioteconomia e Ciência da Informação no Brasil, e em
especial a DataGramaZero, vêm desempenhando uma importante função na
construção do campo científico do país, destacando-se como importantes fontes
de informação para o “fazer” ciência em cursos de graduação e pós-graduação.
REFERÊNCIAS
MUELLER, S. P. M.; PASSOS, E. J. (Org). Comunicação científica. Brasília: UnB,
Departamento de Ciência da Informação, 2000.
SILVA, Edna Lúcia da; PINHEIRO, Liliane Vieira; MENEZES, Estera Muszkat.
Revista Encontros Bibli como veículo de disseminação do conhecimento no Brasil.
Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf., Florianópolis, v. 10, n. 19, p. 34-52, 2005.
Disponível
em
&lt;https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/15182924.2005v10n19p34/5499&gt;. Acesso em: 20 mar. 2015.
PALAVRAS-CHAVE
Produção editorial. Bibliometria. Revista DataGramaZero.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
A BIBLIOTECA E A TECNOLOGIA RFID NO CONTEXTO DA SAÚDE1
Renato Marques Alves - Universidade Federal do Vale do São Francisco,
renamarkalves@gmail.com
Eduard Montgomery Meira Costa, Universidade Federal do Vale do São
Francisco, eduard.montgomery@univasf.edu.br
Ricardo Argenton Ramos - Universidade Federal do Vale do São Francisco,
ricargentonramos@gmail.com
1. Introdução
Neste primeiro quarto do século XXI, uma das características marcantes é a
inserção da tecnologia RFID através de transmissões sem fio em praticamente
todas as atividades humanas. Mesmo em instituições culturais tidas como mais
tradicionais, a exemplo das Bibliotecas e Arquivos que ainda conservam grande
parte dos seus acervos documentais em suporte de papel (FERNANDES,
2014).
Os aspectos positivos advindos dos investimentos tecnológicos nas unidades
de informação para facilitar o acesso e gestão da informação são inegáveis.
Entretanto, o que propomos aqui é conhecer o que a literatura na área da
ciência da informação registra com relação às doenças causadas na saúde dos
funcionários das unidades de informação (biblioteca e arquivo) com relação ao
uso e a exposição a equipamentos eletromagnéticos.
A RFID (Radio Frequency Identification) é a identificação por radiofrequência
ou RFID (do inglês "Radio-Frequency IDentification" ) é um método de
identificação automática através de sinais de rádio, recuperando e
armazenando dados remotamente através de dispositivos denominados
etiquetas RFID (WIKIPÉDIA, 2014).
A RFID (Radio Frequency Identification) ou Identificação por Rádio Frequência
é um termo que descreve qualquer sistema de identificação automática através
de sinais de rádio ou variações no campo magnético para a comunicação e
armazenamento (GLOVER; BHATT, 2007 apud SOARES et al., 2012).
Esse novo paradigma tecnológico segundo Vilela (2012, p.8) permitiu o
crescimento das “transmissões sem fio e o avanço dos dispositivos móveis,
porém, tem aumentado significativamente a exposição de seus usuários a
campos eletromagnéticos”. Por conseguinte, surgiram indagações sobre os
impactos na saúde humana após um longo período de exposição dos usuários
dessas novas tecnologias.

1

Trabalho orientado pelo prof. Dr. em engenharia elétrica Eduard Montgomery Meira Costa.

�Daí, o objetivo do presente estudo é descobrir, por meio das evidências
científicas, quais doenças estão associadas diretamente às bibliotecas e a
tecnologia RFID.
2. Materiais de Pesquisa
O mapeamento dos estudos foi realizado em portais de artigos científicos como
Google scholar, Scielo e no site de busca Google com os termos de busca
combinado “Biblioteca”; “doenças ocupacionais”; “tecnologia RIFD”.
Na consulta à literatura foi possível constar logo de início que existem poucos
trabalhos que tratam da temática saúde no contexto das bibliotecas e arquivos
(TERSARIOLLI et al, 2005; RIBAS, 2013; FERNANDES, 2014). Assim, alguns
trabalhos que abordam o tema em bibliotecas servem também como
referenciais teóricos para os pesquisadores da área de arquivologia.
3. Resultados e discussão
Nos estudos coletados foi possível constatar uma preocupação muito grande
com as condições inadequadas de depósito de papel, de livros e de revistas
porque prolifera mofo, fungos, bactérias que são causadores de doenças
graves, caso sejam manuseados de forma incorreta e sem proteção de
equipamentos como luvas, mascaras, óculos e jaleco (FERNANDES, 2014).
Trabalhos que investigaram os problemas físicos que afetam os colaboradores
das bibliotecas em razão das condições ambientais (RIBAS, 2013) registrou
uma alergia oftalmológica causada por poeira a uma funcionária do setor de
periódicos. Já Tersariolli e colaboradores (2005) analisaram as doenças
ocupacionais como Lesões por Esforços Repetitivos (LER), Distúrbio
Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) e doenças por
contaminação de acervo.
Basicamente, é nesse contexto que as doenças ocupacionais estão inseridas
na área da Ciência da informação que abrangem as subáreas Biblioteconomia
e Arquivologia. Ademais, nos estudos consultados não se encontrou nenhuma
referência com relação existência de riscos à saúde devido à exposição nas
unidades de informação aos campos eletromagnéticos.
Contudo, a preocupação com os perigos resultantes de uma exposição
prolongada a campos eletromagnéticos fizeram a World Health Organization
(2006) e Vilela (2012) conduzirem estudos sistemáticos baseados na literatura
científica para descobrir a existência de efeitos na saúde do homem.
4. Considerações Finais
As evidências científicas consultadas apontam que os efeitos da transferência
de campos eletromagnéticos da tecnologia RFID são tão baixos e sem
quaisquer implicações na saúde humana, se comparada, aos outros
equipamentos eletrônicos de uso doméstico como o Rádio FM e a Televisão
(WHO, 2006; VILELA 2012).
Entretanto, ainda assim, este é um assunto inconcluso para as autoridades de
saúde, porque alguns estudos associaram o aparecimento do câncer à
radiação eletromagnética. Porém, com base nas evidências selecionadas na

�pesquisa, o que inferimos é que até o momento não existe uma ligação direta
entre a exposição a campos eletromagnéticos e seus efeitos nocivos na saúde
humana. Esses resultados podem ser estendidos às bibliotecas visto que elas
e os seus usuários utilizam diariamente as tecnologias RFID.
Uma nova frente de pesquisa é verificar se algum tipo de incômodo como
hipersensibilidade, problemas visuais, ergonomia e/ou postura afeta(m) os
usuários e funcionários das bibliotecas devido ao uso prolongado dos
equipamentos eletrônicos. O que representaria uma nova referência na área da
Ciência da Informação considerando que há um número limitado de trabalhos
envolvendo a temática saúde e biblioteca.
Palavras-chave: Radiofrequência. Bibliotecas. Saúde.
Referências
IDENTIFICAÇÃO por radiofrequência. In: Wikipédia. 2014. Disponível em:
&lt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Identifica%C3%A7%C3%A3o_por_radiofrequ%CAA
ncia&gt;. Acesso em 30 dez 2014.
FERNANDES, E. S. Ergonomia na arquivologia: levantamento sobre os
principais riscos ocupacionais à saúde do arquivista e propostas de medidas
preventivas. Trabalhos de Conclusão de Curso (graduação em Arquivologia) –
Universidade Federal da Paraíba, Centro de Ciências Biológicas e Sociais
Aplicadas. Disponível em: &lt; http://dspace.bc.uepb.edu.br:8080/xmlui/handle/
123456789/6362 &gt; Acesso em 30 dez. 2014.
RIBAS, F. E. Trabalho e saúde no contexto das bibliotecas da FURG. 2013.
Monografia (Graduação em Biblioteconomia) - Universidade Federal do Rio
Grande, Instituto de Ciências Humanas e da Informação.
SOARES, E. F. et al. Vantagens e desvantagens da aplicação da tecnologia
RFID na automação de uma biblioteca de uma universidade federal. In:
SEPRONE, 7., 2012, Mossoró, RN. Anais... Disponível em:
&lt;http://www.seprone2012.com.br/sites/default/files/eopp10.pdf&gt;. Acesso em 30
dez. 2014.
TERSARIOLLI, A et al. Doenças ocupacionais em profissionais de
Unidade de informação. 2005. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação
em Biblioteconomia) – Universidade de São Paulo, Faculdade de
Biblioteconomia e Ciência da Informação. Disponivel em:&lt; http://rabci.org/
rabci/sites/default/files/DoencasOcupacionais.pdf &gt;. Acesso em: 20 dez.2014.
Vilela, G. P. Transmissões sem fio e campos magnéticos prejudicam a
saúde humana? Disponível em: &lt;http://grenoble.ime.usp.br/~gold/cursos/2012
/movel/mono-1st/3005-3_Gustavo.pdf. Acesso em 30 dez 2014.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Campos eletromagnéticos e saúde
pública: estações de rádio base e tecnologias sem fio. 2006. Fact Sheet n.
304. Disponível em:&lt; http://www.who.int/peh-emf/publications/facts/bs_fs_304_
portuguese.pdf &gt;. Acesso em: 30 dez 2014.

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                <text>Neste primeiro quarto do século XXI, uma das características marcantes é a inserção da tecnologia RFID através de transmissões sem fio em praticamente todas as atividades humanas. Mesmo em instituições culturais tidas como mais tradicionais, a exemplo das Bibliotecas e Arquivos que ainda conservam grande parte dos seus acervos documentais em suporte de papel (FERNANDES, 2014). Os aspectos positivos advindos dos investimentos tecnológicos nas unidades de informação para facilitar o acesso e gestão da informação são inegáveis. Entretanto, o que propomos aqui é conhecer o que a literatura na área da ciência da informação registra com relação às doenças causadas na saúde dos funcionários das unidades de informação (biblioteca e arquivo) com relação ao uso e a exposição a equipamentos eletromagnéticos.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DE
FACULDADES PARTICULARES DO MUNICÍPIO DE GOIÂNIA (GO)

Lais Pereira de Oliveira.
laispereira2@yahoo.com.br

Universidade

Federal

de

Goiás.

E-mail:

Werônica Yamacyra Cordeiro. Hospital e Maternidade Dona Iris. E-mail:
bibliotecaria.weronicacordeiro@gmail.com

Introdução: O tratamento da informação é um processo central e
fundamentalmente importante para viabilizar a recuperação e o acesso, que inclui
a classificação, a catalogação e a indexação. Estas podem ser compreendidas,
portanto, como “operações efetuadas nos documentos a fim de torná-los úteis a
uma pesquisa documentária” (DODEBEI, 2002, p. 42). Sendo assim, devem ser
conduzidas com empenho e cuidado para garantir a representação fiel da
informação em condições de recuperabilidade pelos usuários.
Com o objetivo de traçar o panorama da classificação, catalogação e indexação
em bibliotecas universitárias de faculdades particulares goianas, a pesquisa em
andamento permitiu evidenciar: as atividades de tratamento da informação
conduzidas pelas unidades; os profissionais envolvidos; e ainda, a frequência e a
forma de realização – se centralizada na biblioteca pesquisada ou descentralizada
em outras unidades da rede.
O grande número de informações geradas, reflexo do desenvolvimento científico e
tecnológico, exige tratamento adequado tanto para sua divulgação quanto para
viabilizar a criação de novos conhecimentos (CINTRA et. al., 2002). No âmbito das
bibliotecas universitárias é essencial o sucesso na ação de tratar e organizar,
fomentando a expansão do conhecimento científico.
Método da pesquisa: A pesquisa descritiva de abordagem quantitativa aplicou
questionário com questões fechadas a bibliotecas universitárias apenas de
faculdades particulares. Compuseram a amostra, 32% do total de 25 unidades
existentes em Goiânia (GO), sendo os respondentes em todas elas, bibliotecários.
A análise foi consubstanciada em gráficos gerados em planilha Excel.

�Resultados e discussão: Dentre as unidades pesquisadas, mais de 60% realiza
os processos de classificação, catalogação e indexação. O tratamento da
informação é, assim, desenvolvido em sua totalidade (dimensões física e temática)
na maioria das bibliotecas universitárias que compuseram a amostragem do
estudo. O gráfico 1 demonstra as atividades de tratamento executadas:
Gráfico 1 – Panorama das atividades desenvolvidas.

Atividades desenvolvidas no tratamento
da informação
Classificação,
catalogação e
indexação

12,5%

25%
62,5%

Classificação e
catalogação
Catalogação e
indexação

Fonte: elaborado pelas autoras (2015).

A classificação, entretanto, não é conduzida em 12,5% das unidades, que
realizam somente catalogação e indexação do acervo. Um percentual de 25%,
como indica o gráfico acima, não procede à indexação, sendo o acervo somente
classificado e catalogado. Observa-se assim, o tratamento parcial da informação,
não contemplando todo o eixo que envolve descrição física e descrição temática.
Em se tratando da execução, o bibliotecário é em 50% das bibliotecas, o único
responsável por classificar, catalogar e indexar (vide gráfico 2). Bibliotecário e
auxiliar de biblioteca são juntos, os responsáveis pelas atividades em metade das
unidades investigadas.
Gráfico 2 – Responsáveis pela execução do tratamento da informação.

Responsável pelo tratamento da
informação

50%

50%

Apenas
bibliotecário
Bibliotecário e
auxiliar de
biblioteca

Fonte: elaborado pelas autoras (2015).

Em se tratando da frequência de realização, os dados obtidos indicam que
classificação, catalogação e indexação são realizadas diariamente em 62,5% das
bibliotecas universitárias; em 37,5% as atividades de tratamento são

�desenvolvidas sem frequência regular. Donde se depreende uma condução
contínua na maioria das bibliotecas, que viabiliza a manipulação agilizada e o
acesso por parte do usuário ao acervo adquirido de modo célere.
A centralização das atividades de tratamento da informação na própria biblioteca
pode ser observada em 75% das pesquisadas. Há, em uma pequena parcela
(12,5%), a condução na biblioteca investigada e sua consequente distribuição para
outras, componentes da rede. O mesmo percentual (12,5%) se observa para a
descentralização da classificação, catalogação e indexação, as quais são
realizadas em outra unidade do sistema e repassadas para a biblioteca alvo da
pesquisa.
Considerações Finais: O objetivo de traçar o panorama do tratamento da
informação em bibliotecas universitárias de faculdades particulares, em Goiânia,
refletiu em um levantamento que possibilitou conhecer distintas realidades. Pela
importância para uma efetiva recuperação, classificar, catalogar e indexar deve
ser um conjunto atentamente observado, e, portanto, pensado a nível de pesquisa.
O tratamento da informação é, em bases gerais, conduzido a partir da
classificação, catalogação e indexação, como se observou pelas respostas –
atividades estas centralmente importantes para a recuperação efetiva da
informação e sua representação a âmbito descritivo e temático. Percebe-se ainda
que o bibliotecário não é o único a se dedicar à execução, que em sua maioria
acaba ocorrendo com frequência diária, refletindo em agilidade na disponibilização
da informação. Em boa parte das unidades são as próprias bibliotecas
pesquisadas que desenvolvem sua classificação, catalogação e indexação, o que
também acelera a condução e permite um trabalho independente e focado no
tratamento conforme as necessidades locais.
São pontos positivos e também questões a serem repensadas para refletir na boa
condução das ações. Tratar e fazer isso com critérios que possam contribuir para
a recuperação, dinamizar o trabalho do bibliotecário em bibliotecas universitárias e
também o alcance de sua atividade intelectual de classificador, catalogador e
indexador da informação.
Palavras-chave: Tratamento da informação. Biblioteca universitária. Goiânia-GO.
Referências
CINTRA, Anna Maria Marques et. al. Para entender
documentárias. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Polis, 2002.

as

linguagens

DODEBEI, Vera Lúcia Doyle. Tesauro: linguagem de representação da memória
documentária. Rio de Janeiro: Interciência, 2002.

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                <text>O tratamento da informação é um processo central e fundamentalmente importante para viabilizar a recuperação e o acesso, que inclui a classificação, a catalogação e a indexação. Estas podem ser compreendidas, portanto, como “operações efetuadas nos documentos a fim de torná-los úteis a uma pesquisa documentária” (DODEBEI, 2002, p. 42). Sendo assim, devem ser conduzidas com empenho e cuidado para garantir a representação fiel da informação em condições de recuperabilidade pelos usuários.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

MOVIMENTO ASSOCIATIVO E AÇÕES EM PERSPECTIVA: A ASSOCIAÇÃO
DOS BIBLIOTECÁRIOS DE GOIÁS
Lais Pereira de Oliveira.
laispereira2@yahoo.com.br

Universidade

Federal

de

Goiás.

E-mail:

Morgana Bruno Henrique Guimarães. Associação dos Bibliotecários de Goiás.
E-mail: morganabhg@gmail.com
Sara Manço dos Santos. Associação dos Bibliotecários de Goiás. E-mail:
sara.ms25@gmail.com
Werônica Yamacyra Cordeiro. Associação dos Bibliotecários de Goiás. E-mail:
bibliotecaria.weronicacordeiro@gmail.com

Introdução: O conceito macro de associação é um agrupamento dotado de
personalidade jurídica, voltado à realização de atividades culturais, sociais,
profissionais, religiosas, recreativas, ambientais etc., cuja existência oficial surge
com a inscrição de seu estatuto, no registro competente, desde que satisfeitos os
requisitos legais, com objetivos lícitos e estando estruturalmente organizada
(PAES, 1999, p. 32).
A definição jurídica de associação é a união de pessoas que se organizaram com
objetivos não econômicos. Essa definição, presente na Lei nº 10.406 de 10 de
janeiro de 2002, deixa bem claro os objetivos de cada associação. Esses
objetivos, portanto, devem ser bem definidos no estatuto que as rege. A
Associação Profissional dos Bibliotecários de Goiás (ABG) definiu em seu estatuto
o seguinte objetivo (2009, p. 2): “entidade voltada à congregação da classe
bibliotecária, promoção do desenvolvimento de suas atividades, a valorização e o
fortalecimento da profissão, atuando de maneira técnica, cultural e social no
incremento de suas ações”.
Tal síntese dos objetivos da Associação define sua importância para o Estado e
para os profissionais da área. É de extrema importância a união para o
fortalecimento da classe bibliotecária. Em Goiás não há sindicato trabalhista e,
tanto os bibliotecários como as unidades de informação em que trabalham, sofrem

�com o descaso e a desvalorização da área. A ABG é uma importante ferramenta
para a área biblioteconômica do Estado de Goiás.
Relato da experiência: A Associação dos Bibliotecários de Goiás é a
representação de classe profissional no Estado de Goiás. Fundada em 1990 e
com sede em Goiânia, a ABG vem desde então, promovendo ações de
capacitação e congregação da classe bibliotecária. Neste relato delimitou-se o
período referente ao último Conselho Gestor, triênio 2012/2014, e suas ações.
Em janeiro de 2012, um grupo de quatro bibliotecárias tomou posse no Conselho
Gestor com a missão de dar continuidade ao processo de reestruturação da
Associação – iniciado por um grupo anterior – em se tratando de sua situação
jurídica e existência legal junto aos órgãos goianos. Ainda, na reformulação dos
canais de comunicação junto à classe profissional; e em ações de capacitação
voltadas aos bibliotecários e alunos da graduação em Biblioteconomia, ofertada na
Universidade Federal de Goiás (UFG).
O tripé legalização, comunicação e capacitação foi enfatizado ao longo de toda a
gestão, tendo conduzido a importantes experiências e conquistas. Apesar de ser
um grupo jovem, o desejo e o compromisso de promover o crescimento da
Biblioteconomia em Goiás foram os principais propulsores para enfrentar os
desafios assumidos.
No eixo “legalização” ocorreu a regularização da Associação junto à Receita
Federal, cartório e Prefeitura do Município de Goiânia. Na ocasião foi atualizada
toda a documentação da ABG para reativação do seu CNPJ. O eixo
“comunicação” se pautou pela reestruturação do site institucional, fortalecimento
das divulgações de atividades da ABG e informativos gerais por e-mail, bem como
pela página na rede social Facebook. Já no eixo “capacitação” o objetivo foi o
desenvolvimento de cursos, palestras e mesas redondas sobre temas que
pudessem agregar à atuação dos profissionais no Estado de Goiás.
Considerando-se os incisos I, II e IV do parágrafo único do artigo 3º do estatuto da
ABG, os quais versam sobre a congregação da classe, a integração e o
aprimoramento e aperfeiçoamento profissional, a gestão planejou e organizou
capacitações em temáticas distintas, algumas mediante parcerias, visando atender
ao estabelecido no regimento e às necessidades de informação dos profissionais.
Além dos eixos pautados, essa gestão da Associação – com inúmeras outras
parcerias, em especial com a Coordenação do curso de Biblioteconomia da UFG e
o Sistema de Bibliotecas da mesma instituição – também participou de eventos
políticos. Os principais foram: a manifestação para a recuperação e reabertura da
Biblioteca Braille José Álvares de Azevedo, em Goiânia; e a Audiência Pública no

�debate para o cumprimento da Lei nº 12.244 de 24 de maio de 2010, nas escolas
públicas do Estado de Goiás.
Considerações Finais: A ABG é muito importante para os profissionais da área e
para a população, visto que toda a comunidade se beneficia de boas unidades
informacionais, bibliotecários qualificados e de produtos e serviços de informação.
É possível depreender que:
o papel desempenhado pelas associações profissionais é evidente, pois
elas facilitam o desenvolvimento de planos e a ativa busca de programas
elaborados com o propósito de ampliar o bem-estar e status de seus
membros; elas promovem projetos e atividades e o desenvolvimento de
organizações que apoiam e propõem códigos de comportamento para
seus membros elas oferecem uma equipe para expandir a profissão no
mundo, assegurando a continuidade do crescimento da profissão pela
regulamentação, treinamento continuada e atraindo o mais elevado nível
de recrutamento na área. (FERGUSON, 1991, apud AMARAL, 1998)

A Gestão 2012-2014, apesar da pouca experiência e dos problemas financeiros
enfrentados – comum a todas as associações – conseguiu cumprir seus objetivos
fundamentados no tripé “legalização, comunicação e capacitação”. A Associação
foi regularizada junto às instituições públicas; o site e as redes sociais foram
reformulados; e cursos relevantes também foram realizados.
A ABG permanece arraigada com uma nova gestão para 2015-2017, com dois
membros da antiga gestão que permanecem à frente da Associação. Os projetos
e planos continuam assentados sob as bases apresentadas, voltados à
manutenção da regularização, às capacitações, projetos culturais e à
comunicação com a classe por mídias interativas.
Palavras-chave: Movimento associativo. Associação dos Bibliotecários de Goiás.
Gestão.
Referências:
AMARAL, Sueli Angélica do. Marketing: abordagem em unidades de informação.
Brasília: Thesaurus. 1998. 245 p.
ASSOCIAÇÃO DOS BIBLIOTECÁRIOS DE GOIÁS. Alteração e consolidação
do estatuto social da “Associação dos Bibliotecários de Goiás”. Goiânia,
2009. Disponível em: &lt;http://www.abgo.com.br/site/conteudo/ESTATUTO.pdf&gt;.
Acesso em: 1 mar. 2015.
PAES, José Eduardo Sabo. Fundações e entidades de interesse social:
aspectos jurídicos, administrativos, contábeis e tributários. Brasília: Brasília
Jurídica, 1999. 488 p.

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                <text> Cordeiro, Werônica Yamacyra</text>
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                <text>O conceito macro de associação é um agrupamento dotado de personalidade jurídica, voltado à realização de atividades culturais, sociais, profissionais, religiosas, recreativas, ambientais etc., cuja existência oficial surge com a inscrição de seu estatuto, no registro competente, desde que satisfeitos os requisitos legais, com objetivos lícitos e estando estruturalmente organizada (PAES, 1999, p. 32). A definição jurídica de associação é a união de pessoas que se organizaram com objetivos não econômicos. Essa definição, presente na Lei nº 10.406 de 10 de janeiro de 2002, deixa bem claro os objetivos de cada associação. Esses objetivos, portanto, devem ser bem definidos no estatuto que as rege. A Associação Profissional dos Bibliotecários de Goiás (ABG) definiu em seu estatuto o seguinte objetivo (2009, p. 2): “entidade voltada à congregação da classe bibliotecária, promoção do desenvolvimento de suas atividades, a valorização e o fortalecimento da profissão, atuando de maneira técnica, cultural e social no incremento de suas ações”.</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
PUBLICAÇÕES TÉCNICO-CIENTÍFICAS: NORMALIZAÇÃO BIBLIOGRÁFICA E
ATIVIDADES CORRELATAS EM EMPRESA DE PESQUISA AGRÍCOLA
Marilaine Schaun Pelufê. Embrapa. marilaine.pelufe@embrapa.br
Introdução: No âmbito da pesquisa científica, a informação técnico-científica é
aquela que interessa pois é necessária para a produção da pesquisa e também é
resultado da pesquisa executada, tendo em vista a necessidade de comunicação
do resultado visando a divulgação e a avaliação pelos pares. No caso da
comunicação impressa há um processo editorial.
A produção de publicações é um conjunto de atividades profissionais
especializadas e organizadas, que engloba desde a preparação técnica de
originais, revisão de forma e de conteúdo, até a impressão. Nesse fluxo, um dos
aspectos é a normalização, ou seja, a obediência às normas e aos padrões. A
normalização bibliográfica é uma das tarefas especializadas que contribui para a
padronização da comunicação científica.
O objetivo do presente trabalho é apresentar o papel do bibliotecário na etapa de
editoração em empresa de pesquisa agrícola, explicitar os resultados alcançados
e indicar recomendações e possibilidades de estudos posteriores.
Na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) o fluxo de atividades
editoriais pode ser resumido em três fases, a saber: Fase A – Processo Decisório:
As etapas decisórias sobre publicações nas Unidades de Pesquisa &amp;
Desenvolvimento e que inclui o Comitê Local de Publicações (CLP). Fase B –
Atividades de Editoração: As etapas do tratamento editorial, propriamente dito.
Fase C – Produção Gráfica. O presente trabalho está inserido na Fase B, isto é,
na etapa de editoração e o foco é no papel do bibliotecário. Cabe salientar que a
normalização bibliográfica é integrante do processo editorial e atende
prioritariamente os produtos editoriais da Embrapa.
São exemplos de publicações editadas pela Embrapa os seguintes tipos:
Publicação não seriada: livros, folhetos, cartilhas, cartazes e folderes. Publicação
seriada não periódica: 500 Perguntas - 500 Respostas, Frutas do Brasil, Circular
Técnica, Comunicado Técnico, Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento e
Documentos. Publicação seriada periódica: Revista Pesquisa Agropecuária
Brasileira (PAB) e Cadernos de Ciência &amp; Tecnologia (CC&amp;T).
O processo de produção de uma publicação envolve um grande número de
profissionais, com atribuições diferentes. O Manual de Editoração da Embrapa
(EMBRAPA, 2015) descreve os papéis de cada ator no processo editorial. A
atribuição do bibliotecário é de:
“Profissional encarregado, no processo de editoração, de normalizar referências e
citações bibliográficas; confeccionar ficha catalográfica CIP (catalogação na
publicação); pesquisar termos para indexação; elaborar índices; e providenciar o
registro da publicação por meio do software Ainfo, para fins do SAU, em
integração com o Side.” (EMBRAPA, 2015)
Para executar essas atividades são utilizadas as normas vigentes de referências e
citações da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o Manual para

�Referenciação de Recursos da Informação da Embrapa (2013), o Thesagro, o
AACR2 (Anglo-American Cataloguing Rules, 2nd edition), o site da Biblioteca
Nacional para solicitar o ISBN (Internacional Standard Book Number), o site do
IBICT para o ISSN (International Standard Serial Number).
Relato da experiência: O trabalho foi executado na Embrapa Clima Temperado,
unidade descentralizada da Embrapa, localizada em Pelotas – RS. A Unidade atua
em atividades de pesquisa e desenvolvimento nas áreas de recursos naturais,
meio ambiente, grãos, fruticultura, oleráceas, sistemas de pecuária com ênfase
para gado e agricultura de base familiar. Possui 367 empregados distribuídos em
quatro cargos onde 90 empregados são pesquisadores e 55 são analistas. A
elaboração e publicação de trabalhos científicos em nível nacional e internacional
estão entre as atribuições de pesquisadores e analistas.
O processo de produção de publicações na Embrapa Clima Temperado envolve o
Comitê Local de Publicações (CLP), a produção editorial e a produção gráfica. A
editoração, ou produção editorial, funciona com mão de obra enxuta e é composta
por empregados vinculados a diferentes setores dentro da empresa. Fazem parte
da equipe, entre outros: um revisor gramatical, um designer gráfico, uma
bibliotecária, uma analista de propriedade intelectual. É pertinente ressaltar que a
bibliotecária atua também na biblioteca. O CLP é designado por Ordem de Serviço
emitida pelo Chefe Geral e a atual composição conta com 8 membros (2
pesquisadores, 2 técnicos, 4 analistas).
As informações foram coletadas no período de novembro 2013 à março 2015.
Os dados que geraram esse trabalho foram anotados em planilha com a intenção,
inicialmente, apenas de controlar o andamento do trabalho, definindo a ordem de
execução. No entanto, diante do grande fluxo de trabalho e para alcançar o
controle, vários campos foram incluídos na planilha original e assim possibilitou a
extração dos dados aqui apresentados.
A análise mostra que dos 92 registros na planilha, 79 documentos tiveram revisão
da normalização bibliográfica e 23 documentos sofreram outras atividades.
Foram normalizadas 1.916 unidades de referências bibliográficas em 79
documentos bem como suas respectivas citações no texto. O documento que
apresentou mais referências tinha 118 unidades (Série Documentos) e o que tinha
menos, 3 unidades de referências (Série Comunicado Técnico). O segundo
documento com mais referências foi um livro, com 107.
As atividades mais executadas nas publicações foram a normalização bibliográfica
e a elaboração de ficha catalográfica, como pode ser observado na Tabela 1.
Tabela 1 – Atividades mais executadas nas publicações
Atividade
Número de documentos
Normalização bibliográfica
79
Catalogação na publicação
54
Solicitação de ISBN
8
Dos 79 documentos que tiveram normalização bibliográfica, 74 são da linha
editorial Transferência de Tecnologia da Embrapa (Tabela 2), 4 foram projetos de

�pesquisa e um folder1. Os demais 23 documentos tiveram ou somente elaboração
de ficha catalográfica ou ficha catalográfica e solicitação de ISBN.
Tabela 2 – Título da série Embrapa e quantidade de publicações
Título da Série
Quantidade de publicações
Boletim
de
Pesquisa
e
27
Desenvolvimento
Comunicado Técnico
18
Circular Técnica
12
Documentos
12
Sistema de Produção
1
Títulos avulsos (livros)
4
Total
74
Considerações Finais: Diversas atividades estão envolvidas no processo
editorial porém nem todas tiveram oportunidade de ser apontadas nesse estudo,
tais como correções de erros identificados na versão final da publicação.
Uma questão que chamou a atenção foi a correção de referências e citações nas
propostas de projetos de pesquisa após a exigência, pelos revisores ad hoc, de
adequação às normas da ABNT e da Embrapa.
Os resultados são significativos considerando que não é a única atividade da
bibliotecária, que tem o desafio de atender a contento a atividade de normalização
executada dentro do ambiente da biblioteca, ao mesmo tempo em que atende aos
usuários, faz buscas bibliográficas, acompanha visitas, entre outras tarefas.
Como principal conclusão se assinala a possibilidade de extrair outras análises
derivadas da normalização, tais como estudos de co-autoria, de bibliografia citada,
correção da publicação gerada quanto às normas editorais. Planilhas dos anos
anteriores também são passíveis de análise.
Sendo atribuição de pesquisadores a elaboração e publicação de trabalhos
científicos sugere-se analisar a produção bibliográfica dos 90 pesquisadores, o
tipo de publicação em que publicam bem como estudar os autores que publicam
nas linhas editoriais da Embrapa.
Palavras-chave: Normalização. Trabalho técnico-científico. Editoração. Biblioteca
especializada. Biblioteca agrícola.
Referências:
EMBRAPA.
Manual
de
Editoração.
Disponível
em:
&lt;http://manual.sct.embrapa.br/&gt;. Acesso em: 20 de mar. 2015.
EMBRAPA. Manual para Referenciação de Recursos da Informação. Brasília,
DF: Embrapa, 2013. 1 CD-ROM.

1

Folders, em geral, não incluem citação e referência bibliográfica por esse motivo o número é tão baixo.

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                <text>No âmbito da pesquisa científica, a informação técnico-científica é aquela que interessa pois é necessária para a produção da pesquisa e também é resultado da pesquisa executada, tendo em vista a necessidade de comunicação do resultado visando a divulgação e a avaliação pelos pares. No caso da comunicação impressa há um processo editorial. A produção de publicações é um conjunto de atividades profissionais especializadas e organizadas, que engloba desde a preparação técnica de originais, revisão de forma e de conteúdo, até a impressão. Nesse fluxo, um dos aspectos é a normalização, ou seja, a obediência às normas e aos padrões. A normalização bibliográfica é uma das tarefas especializadas que contribui para a padronização da comunicação científica.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
CONTAR E RECONTAR PARA ENCANTAR E ENCONTRAR
Autores: Selma Denize Garófalo. Universidade Federal de Minas Gerais.
selmagarofalo@yahoo.com.br. Pâmela Bastos Machado. Colégio Batista Mineiro.
pamelabastos@hotmail.com.
Adriana Bogliolo Sirihal Duarte. Universidade
Federal de Minas Gerais. bogliolo@eci.ufmg.br
Introdução: Segundo a pesquisa “Retratos da leitura no Brasil” realizada pelo
Instituto Pró-livro (IPL) em sua terceira edição aplicada em 2011, 75% dos
brasileiros nunca entraram em uma biblioteca e 50% das pessoas pesquisadas
não são leitoras. Considerando essa realidade, surgem alguns questionamentos
para reflexão: qual a responsabilidade das bibliotecas e dos bibliotecários diante
desses fatos? Se 75% dos brasileiros nunca entraram em uma biblioteca, onde
estavam as bibliotecas escolares durante suas formações? Por que não tiveram
acesso e elas? Se 50% dos brasileiros não são leitores, por que as bibliotecas não
incentivaram a leitura? Não é proposta desse trabalho responder a esses
questionamentos, mas apenas relatar um caminho para mudar essa realidade.
A visão de biblioteca escolar adotada na presente pesquisa coincide com a de
Silva (2012, p. 171):
A biblioteca escolar tem que ser uma estação de conhecimento, [...]. Para
cumprir sua função como mediadora de informação, conhecimento e lazer é
necessário que a biblioteca tenha as condições físicas adequadas para receber
os alunos. O espaço deve integrar, oferecer a possibilidade para o diálogo, para
conhecer novas linguagens, divergir de ponto de vista, concordar, enfim, um
modo de o ser em construção encontrar-se consigo mesmo.

Para atrair os alunos à biblioteca, lhes mostrar todas as possibilidades
informacionais, torná-los leitores assíduos e conscientes e, principalmente,
proporcionar o exercício da imaginação, do diálogo e da cidadania de forma
prazerosa, os bibliotecários organizam várias atividades. Uma dessas atividades é
a contação de histórias, mas muitas vezes, ela se restringe a uma apresentação
lúdica, sendo apenas uma animação cultural e não uma ação cultural, que é um
processo mais complexo.
São várias as razões para não se utilizar toda possibilidade que a contação
oferece, uma delas é o pouco tempo disponibilizado no currículo escolar para a
visita à biblioteca. Outra razão é a falta de integração entre bibliotecários e
contadores de histórias. O ideal seria um profissional que tivesse conhecimento
das duas funções, mas sendo dois profissionais diferentes, eles devem entrar em

�um consenso sobre a melhor forma de aproveitamento desse momento tão
especial para a criança, pois é um momento de encantamento em que ela está
receptiva a novas experiências e conhecimentos.
O presente projeto, inspirado no trabalho de Machado e Sirihal Duarte (2011),
analisou uma realidade específica buscando responder ao seguinte problema de
pesquisa: os alunos do Colégio Batista Mineiro frequentam as Bibliotecas Infantil e
Central? Como tem sido a interação deles com esses espaços, especialmente no
que se refere às práticas de leitura? O levantamento dessas informações foi
proposto visando estabelecer os pontos fracos dos setores de biblioteca do
Colégio e propor um projeto de incentivo ao uso das bibliotecas como espaço de
leitura literária, de acesso às suas fontes de conteúdos gerais e à cultura. A
contação de histórias foi o instrumento escolhido para desenvolver as propostas
de interação dos alunos com a Biblioteca Central e seus recursos informacionais.
Relato da experiência: A experiência aqui relatada ocorreu durante o segundo
semestre de 2014, na cidade de Belo Horizonte, e teve como objetivo geral
realizar contações de histórias na Biblioteca Central do Colégio Batista Mineiro a
fim de incentivar os alunos a frequentarem seu espaço e utilizar seus recursos
informacionais. Os objetivos específicos podem ser enumerados como se segue:
propiciar um ambiente de discussão e criação/invenção; criar condições para que
os alunos tenham contato com a literatura; despertar os alunos para o prazer da
leitura; incentivar os alunos a buscarem suas próprias leituras; incentivar os alunos
a contarem suas próprias histórias; permitir a vivência de novas experiências dos
alunos com histórias; oferecer livros dissociados da obrigação ou castigo.
A metodologia partiu da aplicação de um questionário / estudo de usuários, que
objetivava verificar o hábito e a preferência de leitura dos alunos envolvidos no
projeto, sua frequência à biblioteca e sua percepção sobre os serviços prestados
pela Biblioteca Infantil. As respostas dos questionários auxiliaram na elaboração
da proposta do projeto e das ações a serem realizadas. Os dados serão úteis,
ainda, como informa a Bibliotecária, para futuras ações na Biblioteca Infantil.
A segunda etapa do projeto previa encontros com as turmas envolvidas, 3º ano do
ensino fundamental. Em cada encontro realizar-se-ia a contação de uma história,
depois os alunos contariam suas próprias histórias e, ao final, seriam
apresentados os recursos informacionais da Biblioteca. Após cada encontro a
experiência seria relatada em um diário para registrar todos os detalhes do
encontro e refletir sobre o que foi feito e o que poderia melhorar.
As histórias escolhidas para as contações foram as que mais se adequaram à
realização das atividades propostas. A primeira história, por exemplo, “Qual o

�sabor da lua” (GREJINIEC , 2007) é uma história em que todos participaram
promovendo uma interação com o texto. O livro deu oportunidade de apresentar,
antes da contação, o livro, o autor e sua biografia. A partir da biografia, soube-se
que o autor morou em três países diferentes, foi então apresentada a coleção de
referência da biblioteca, onde os alunos exploraram os atlas. Nesse encontro
verificou-se que os alunos de quase todas as turmas são participativos, muitos
deles quiseram ir à frente contar histórias. Todos os alunos ficaram fascinados
com os atlas e participaram com prazer da atividade. Conheceram uma parte da
biblioteca (materiais de referência) para eles nova e interessante.
A avaliação da experiência foi feita através da análise do diário, de entrevistas
realizadas ao final dos encontros com as professoras responsáveis pelas turmas
participantes e de entrevista realizada com a Bibliotecária.
Considerações Finais: O formato do projeto funcionou a contento, pois houve
participação ativa dos alunos e retorno positivo da coordenadora, das professoras,
do supervisor da biblioteca, dos alunos e até de pais de alunos, mas para ser
totalmente eficiente e obter resultados significativos, seriam necessários mais
encontros e que os encontros tivessem uma duração maior. Importante fator para
o sucesso do projeto foi a colaboração e parceria da equipe da Biblioteca e dos
professores das turmas envolvidas que, não só acolheram com carinho a
proposta, como ajudaram nos aspectos práticos para os encontros acontecerem.
Palavras-chave: Biblioteca
informacional, leitura literária.

escolar,

contação

de

história,

competência

Referências:
GREJINIEC, Michael. Qual o sabor da Lua? Brinque-Book: Belo Horizonte, 2007.
MACHADO, Pamela Bastos; SIRIHAL DUARTE, Adriana Bogliolo. Contar e
Recontar Histórias: a contação de histórias como instrumento de ação cultural. In:
XXIV CBBD – Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência
da Informação, 07 a 10 de agosto de 2011, Maceió, Alagoas. Anais do XXIV
CBBD. Disponível em: http://febab.org.br/congressos/index.php/cbbd/xxiv/paper/
view/178/465. Acesso em 15 de setembro de 2011.
“Retratos da leitura no Brasil”. Instituto Pró-livro (IPl). 2011. Disponível em
http://www.prolivro.org.br/ipl/publier4.0/dados/anexos/2834_10.pdf Acesso em 25
set. 2014.
SILVA, Rovilson José da. Projetar a biblioteca da escola: Recomendações. In:
BARBALHO, Célia Regina Simonettietall (Org.). Espaços e ambientes para leitura
e informação. Londrina: ABECIM, 2012. p. 157 - 172.

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                    <text>UM ESTUDO SOBRE AS DISCIPLINAS DE REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA
Ingrid
Pinheiro
Oliveira
ingridoliveirapink@hotmail.com

da

Silva.

UNIRIO.

E-mail:

Naira Christofoletti Silveira. UNIRIO. E-mail: naira.silveira@unirio.br

Introdução
Acredita-se que o primeiro contato com esta temática Representação
Descritiva ocorre durante a formação da graduação em Biblioteconomia,
portanto, investigar os conteúdos predominantes das disciplinas relacionadas à
Representação Descritiva fornecerão dados importantes para a análise do
desenvolvimento desta área no Brasil.
Souza (2009) apresenta um quadro no qual constam informações sobre
as disciplinas relacionadas a esta área, com base em alguns cursos de
Biblioteconomia no país. Nossa proposta é a atualização e expansão destes
dados. Neste sentido, busca-se dar continuidade ao trabalho iniciado por
Souza (2009) e, também, dar continuidades às ações propostas por Silveira
(2012), identificando as tendências atuais de ensino e pesquisa em
Representação Descritiva no Brasil.
Sendo assim, o objetivo desse estudo é verificar o estado atual do
ensino de Representação Descritiva através das disciplinas presentes nos
cursos de graduação em Biblioteconomia.
Metodologia da pesquisa
Trata-se de uma pesquisa documental e descritiva, tento como principal
ação a análise das ementas das disciplinas relacionadas com a Representação
Descritiva no Brasil. Neste sentido, a primeira etapa foi elencar quais os cursos
de graduação em Biblioteconomia fazem parte do escopo desta pesquisa e as
etapas seguintes se referem à coleta e análise dos dados, obtidos com base
nas ementas das disciplinas.
Resultado e discussões
Apesar de algumas faculdades terem sido apresentadas no site do MEC
(Ministério da Educação) ofertando o curso de Biblioteconomia, foi percebido
que algumas das vezes a oferta do curso não aparecia no site oficial da
instituição, sendo esta desconsiderada como ofertante do curso. Sendo assim,
o universo total da pesquisa seria de 44 instituições, porém foram consideradas
apenas as universidades que possuíam claramente a ementa e o projeto
pedagógico disponíveis na página da universidade, resultando em 10
universidades analisadas, o que corresponde a uma amostragem de 22% do
total. Após a definição na amostra, foi feita uma tabela com todas as disciplinas
relacionadas à Representação Descritiva de cada universidade, com a
descrição da ementa, o tipo (optativa ou obrigatória) e a carga horária, que
varia de 45 à 90 horas. Além disso, foram sinalizadas as variações de nomes
das disciplinas, que muda de acordo com a preferência das universidades que
as ofertam.
A seguir serão apresentadas dez universidades, as quais o projeto
pedagógico, a ementa e a carga horária foram encontrados.

�A Universidade do Estado do Rio de Janeiro – a matriz curricular é
composta por cinco disciplinas obrigatórias: Representação descritiva I, II e III
são obrigatórias e de carga horária de 60 horas/ aula e três disciplinas
optativas: Representação descritiva IV e V têm 30 horas/ aula e Tópicos
especiais
em
representação
descritiva
45
horas/
aula;
A Universidade Federal do Rio de Janeiro - a matriz curricular é
composta por duas disciplinas, Representação descritiva I e II, ambas
obrigatórias, a primeira tem carga horária de 45 horas/aula, já segunda
disciplina
tem
60
horas/aula;
A Pontifícia Universidade Católica de Campinas - a matriz curricular é
composta por três disciplinas: Catalogação automatizada de 68 horas/ aula,
catalogação I, de 68 horas/aula e catalogação II, de 68 horas/ aula;
A Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - a matriz
curricular é composta por duas disciplinas relacionadas à Representação
descritiva, uma chamada Catalogação, que é obrigatória e tem carga horária de
90 horas/aula. A outra disciplina que a Universidade fornece é a Catalogação
automatizada, que provavelmente é obrigatória (não foi encontrado esse de
dado),
com
60
horas/aula;
A Universidade Estadual de Londrina - a matriz curricular é composta
por três disciplinas, Introdução à Catalogação com 60 horas/aula, Catalogação
de recursos informacionais com 60 horas/aula e Catalogação de multimeios
com
30
horas/aula,
sendo
apenas
esta
optativa.
A Universidade De Santa Catarina - a matriz curricular é composta
por três disciplinas obrigatórias, a Representação descritiva I de 75 horas/ aula,
a Representação descritiva II de 60 horas/aula, já a Representação descritiva
III possui 45 horas/aula;
A Universidade Federal de Alagoas - a matriz curricular é composta
por UFAL oferece duas disciplinas obrigatórias de Representação descritiva,
sendo elas I e II, ambas têm 60 horas/aula;
A Universidade Federal do Cariri - a matriz curricular é composta por
duas disciplinas obrigatórias de Representação descritiva da informação I e II,
sendo elas com carga horária de 64 horas/aula;
A Universidade Federal do Ceará - a matriz curricular é composta por
duas disciplinas obrigatórias de Representação descritiva da informação I e II,
sendo elas com carga horária de 64 horas/aula;
A Universidade Federal do Maranhão - a matriz curricular é composta
por duas disciplinas obrigatórias relacionadas à catalogação, uma denominada
Representação descritiva de documentos I de 90 horas/aula. Já a segunda,
que é Representação descritiva de documentos II, tem 75 horas/aula.
A partir dos dados obtidos, é possível perceber que a PUC de Campinas
é a que tem carga horária maior em disciplinas obrigatórias, com um total de
204 horas/ aula, seguidas da UNIRIO, com 180 horas/ aula e a UDESC com
180 horas/ aula também. Logo vem UFMA, com 165 horas/ aula obrigatórias.
Em quarto lugar está a UNESP, com um total de carga horária obrigatória de
150 horas/ aula, visto que esta Universidade não deixou claro se uma das
disciplinas mencionadas aqui era optativa ou não, então decidimos deixar como
obrigatória, visto que se essa não for considerada como obrigatória, só teria
apenas uma obrigatória sendo oferecida nesta Instituição. Em quinto a UFC e a

�UFCA empatam com 128 horas/ aula e em último lugar ficam a UEL e a UFAL,
ambas com 120 horas/ aula obrigatórias em representação descritiva.
Apenas duas Universidades apresentam disciplinas optativas em
Catalogação, a Universidade Estadual de Londrina e a Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro, a primeira com 30 horas/ aula e a segunda com 105
horas/ aula. Esses dados mostram que são poucas as universidades que criam
possibilidades para os alunos de se aprofundarem, por vontade própria, em
representação descritiva. O gráfico abaixo apresentada a carga o horária total
de das disciplinas optativas e obrigatórias das dez universidades pesquisadas.

Total de horas por universidade
300
250
200
150
100
50
0

Total de horas por
universidade

Considerações Finais
A partir da pesquisa realizada para saber sobre as disciplinas que
abrangem o assunto Representação Descritiva dos cursos de Biblioteconomia
das Universidades brasileiras, foi possível observar que essa temática é
obrigatória em todas as matrizes curriculares analisadas.
É possível observar que há variedade de carga horaria e denominação
da disciplina. Considera-se para estudos futuros, a análise das ementas, a fim
de comparar e identificar as temáticas referentes à Representação Descritivas
abordadas no ensino e formação do bibliotecário.
REFERÊNCIAS
SILVEIRA, NAIRA C. A REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA NO BRASIL: SEU CAMINHO ATÉ
O CONTEXTO ATUAL. 2012. PROJETO DE PESQUISA.
SOUZA, T. B. DE. O ENSINO DE REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA NOS CURSOS DA ÁREA
DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO NO BRASIL E EM PORTUGAL: ESTUDO COMPARATIVO.
2009. TESE (DOUTORADO EM CIÊNCIAS DOCUMENTAIS)- FACULDADE DE LETRAS DA
UNIVERSIDADE DO PORTO, 2009.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>CBBD - Edição: 26 - Ano: 2015 (São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Um estudo sobre as disciplinas de representação descritiva</text>
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                <text> Silveira, Naira Christofoletti</text>
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                <text>Acredita-se que o primeiro contato com esta temática Representação Descritiva ocorre durante a formação da graduação em Biblioteconomia, portanto, investigar os conteúdos predominantes das disciplinas relacionadas à Representação Descritiva fornecerão dados importantes para a análise do desenvolvimento desta área no Brasil. Souza (2009) apresenta um quadro no qual constam informações sobre as disciplinas relacionadas a esta área, com base em alguns cursos de Biblioteconomia no país. Nossa proposta é a atualização e expansão destes dados. Neste sentido, busca-se dar continuidade ao trabalho iniciado por Souza (2009) e, também, dar continuidades às ações propostas por Silveira (2012), identificando as tendências atuais de ensino e pesquisa em Representação Descritiva no Brasil. Sendo assim, o objetivo desse estudo é verificar o estado atual do ensino de Representação Descritiva através das disciplinas presentes nos cursos de graduação em Biblioteconomia.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Eixo "Advocacy: defesa e promoção dos serviços das bibliotecas e da profissão
de bibliotecário. Os movimentos associativos".
ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE BIBLIOTECÁRIOS: 40 ANOS DE
SERVIÇOS PRESTADOS NA DEFESA E VALORIZAÇÃO DA
BIBLIOTECONOMIA CATARINENSE
Daniela Spudeit. ACB. E-mail danielaspudeit@gmail.com
Jorge Moisés Kroll do Prado. ACB. E-mail jorge.exlibris@gmail.com
Priscila Sena. ACB. E-mail priscilambs@gmail.com
Andreia Sousa da Silva. ACB. E-mail andreia.ssilva@gmail.com
Evandro Jair Duarte. ACB. E-mail dujaev@gmail.com
O advocacy é um movimento que tem crescido e se valorizado cada vez
mais dentro da Biblioteconomia para dar visibilidade aos serviços promovidos
pelas bibliotecas, mas também em sua defesa e na valorização do trabalho do
bibliotecário. Segundo Berg (2011) advocacy é uma das competências que o
bibliotecário deve exercitar, deve ser capaz de advogar em favor de suas
ideias e atividades.
As pessoas que podem advogar pelas bibliotecas são curadores,
amigos, usuários, líderes institucionais, bibliotecários, estudantes e todos os
indivíduos que “acreditam na importância do acesso livre e equitativo à
informação em uma sociedade democrática” (ALA, 2008). Entretanto, mais do
que somente acreditar no acesso, o advocacy também é um trabalho voltado
para o reconhecimento profissional dos bibliotecários.
Nesta conjuntura, estão as associações profissionais de Biblioteconomia
que buscam promover a profissão e as bibliotecas enquanto instrumentos para
mudança social. Uma das associações de referência, com 40 anos de
existência, é a Associação Catarinense de Bibliotecários (ACB) que vem
desempenhando este papel. Atualmente é uma das mais atuantes das 15
associações profissionais existentes no Brasil conforme Federação Brasileira
de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições
(FEBAB, 2014).
Desta forma, este trabalho tem como objetivo relatar momentos
importantes da história da ACB e sua contribuição para a Biblioteconomia
catarinense. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental de acordo
com os meios utilizados e conforme o objetivo é uma pesquisa descritiva.
Exatamente dois anos depois da criação dos dois cursos de graduação
em Biblioteconomia de Santa Catarina, houve no dia 15 de março de 1975, no
Oscar Palace Hotel em Florianópolis, o primeiro encontro de profissionais
empenhados em criar uma associação profissional (APBC, 1975).
Com o objetivo de representar os profissionais e lutar pela classe, a
então Associação Profissional de Bibliotecários Catarinense (APBC) teve sua
primeira diretoria eleita em 20 de março de 1975, com Dário Rodrigues de
Carvalho, como presidente, e Márcia Pereira Veras, como vice-presidente, no
qual defendiam que a união e a composição de grupos pudessem causar mais
impacto na sociedade e assim garantir o espaço do Bibliotecário em Santa

�Catarina (APBC, 1975). Em 31 de março de 1981 a APBC passou a se chamar
ACB, por sugestão do então presidente da FEBAB, Antonio Gabriel. (APBC,
1981).
Um dos primeiros eventos realizados foi o Encontro Catarinense de
Bibliotecários, que aconteceu entre os dias 12 e 19 de outubro de 1978. Em
1980, foi promovida em parceria com a Fundação Catarinense de Cultura, um
curso intitulado “Conservação de Bibliotecas” e no mesmo ano começou a
realizar palestras nas escolas para alunos do segundo grau para difundir a
profissão (COLETÂNEA,1978-80).
No dia 12 de janeiro de 1981 ocorreu a palestra “Informação e
Democracia”, ministrada por Judith Rebeca Schleyer, num momento político
crucial para o país( ACB,1981). Neste mesmo ano, foi realizado na Semana
Nacional do Livro e da Biblioteca o primeiro Painel Biblioteconomia em Santa
Catarina, nos dias 26 a 28 de outubro, cujo tema foi “Bibliotecas públicas,
bibliotecas escolares e bibliotecas de empresa” (ACB, 1997).
O Painel, maior atividade promovida até hoje pela ACB, surgiu em 1981
com o objetivo de ser um evento permanente, “gerador de retroalimentação
informacional, através da troca de experiência de seus participantes, bem como
oportunizando a recepção de profissionais, cientistas e pesquisadores de
diferentes partes do estado e do país" (ACB,1997).
No ano de 1981 cria-se o Boletim ACB (1981), com divulgações da
associação e de profissionais atuantes na área. Junto com o Painel, desse
mesmo ano, surgiu a Coletânea Painel Biblioteconomia em Santa Catarina, que
publicava os artigos apresentados no evento com a subdivisão dos três eixos
temáticos acima citados (COLETÂNEA, 1981). Na década de 90, esta passou a
se chamar Revista da ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, única revista
mantida por uma associação profissional da área no país que divulga relatos de
experiências de bibliotecários de vários locais do país e também serve como
canal de disseminação das pesquisas que envolvem a Biblioteconomia
brasileira.
Para uma atuação ampla e defesa de diferentes interesses, foram
criados os grupos especializados, órgãos técnicos, consultivos e de
assessoramento, vinculados à Diretoria para acompanhar minuciosamente
cada área especificada. Desta forma, surgiram cinco grupos: Grupo de
Bibliotecários da Área Escolar (GBAE); Grupo de Bibliotecários de Informação
em Ciências da Saúde de Santa Catarina (GBICS); Grupo de Informação e
Documentação Jurídica de Santa Catarina (GIDJ); Grupo de Bibliotecas
Públicas de Santa Catarina (GBP); Grupo dos Acadêmicos de Biblioteconomia
de Santa Catarina (GAB), entretanto, atualmente estão desativados.
Além disso, Santos (2009) explica que a entidade também desenvolve
anualmente a semana do Bibliotecário, promovendo palestras e mesas
redondas onde são discutidos assuntos referentes à situação atual dos
Bibliotecários e em sua sede mantêm atualmente um acervo de livros e revistas
científicas que ficam a disposição dos profissionais e estudantes para consulta
local. Há também um acervo de livros da área da ciência da informação à
venda na sede da Associação.
Ao longo desses 40 anos, a ACB cresceu junto com a Biblioteconomia
catarinense sempre com o apoio das duas escolas de Biblioteconomia, do
Conselho Regional e de vários parceiros que por meio de trabalho voluntário
buscaram abrir espaços para os bibliotecários e também defender os

�interesses da profissão no Estado atuando nos social, educacional, gerencial e
tecnológico focada na necessidade dos profissionais e estudantes de
Biblioteconomia e por isso vem se destacando no cenário nacional.
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS CATARINENSE. Ata
da primeira reunião realizada no dia 15 de março de 1975. Livro 1.
ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS CATARINENSE. Ata da
segunda reunião realizada no dia 20 de março de 1975. Livro 1.
ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS CATARINENSE. Ata da
décima terceira assembléia geral ordinária da APBC realizada no dia 31 de
março de 1981. Livro 1.
ACB. Nossa história. São José, 2011. Disponível em
http://acb.emnuvens.com.br/historia-da-acb/
ACB. Livro de Registros de Cursos e Palestras da ACB. Florianópolis:
Associação Catarinense de Bibliotecários,1981.
____. Livro de Atas das Reuniões do Painel Biblioteconomia em SC.
Florianópolis: Associação Catarinense de Bibliotecários, 1997.
ALA. American Library Association. Manual das pessoas que advogam pelas
bibliotecas. Traduzido por FEBAB. 3. ed. c2008. Disponível em:
&lt;http://www.crb8.org.br/UserFiles/File/Advogando%20pela%20biblioteca.pdf&gt;.
Acesso em: 28 mar. 2015.
BERG, Albert Jan van den. Arbitragem advocacy em tempos de mudança.
Hardcover , 2011.
BOLETIM ACB. Florianópolis, v.1, n.1/2, p. 1-44, jan./jun., 1981. Datilografado.
COLETÂNEA de Registros de planos de atividades da diretoria da APBC.
Florianópolis: Associação Profissional de Bibliotecários Catarinenses,1978-80.
FEBAB. Associações filiadas. São Paulo, 2014. Disponível em
http://febab.org.br/?page_id=108. Acesso em 28 mar. 2015.
SANTOS, Daiane dos. Criação e desenvolvimento da ACB: sua finalidade e
ações desenvolvidas. Florianópolis, 2009. Trabalho de conclusão de curso
(Graduação em Biblioteconomia). – Universidade Federal de Santa Catarina,
2009. 84 f. Disponível em:
&lt;http://www.cin.publicacoes.ufsc.br/tccs/cin0020.pdf&gt;. Acesso em: 20 mar.
2015.

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                <text> Prado, Jorge Moisés Kroll do </text>
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                <text> Silva, Andreia Sousa da </text>
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                <text>Uma das associações de referência, com 40 anos de existência, é a Associação Catarinense de Bibliotecários (ACB) que vem desempenhando este papel. Atualmente é uma das mais atuantes das 15 associações profissionais existentes no Brasil conforme Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB, 2014). Desta forma, este trabalho tem como objetivo relatar momentos importantes da história da ACB e sua contribuição para a Biblioteconomia catarinense. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental de acordo com os meios utilizados e conforme o objetivo é uma pesquisa descritiva.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

O GOOGLE E A BIBLIOTECA ESCOLAR COMO ESPAÇOS DE PESQUISA E
APRENDIZAGEM
Autores:
Adriana Bogliolo Sirihal Duarte (UFMG), e-mail: bogliolo@eci.ufmg.br
Maria L. Amorim Antunes (UFMG), e-mail: mariaamorimm@gmail.com
Raquel Miranda Vilela Paiva (UFMG), e-mail: quelvilela@yahoo.com.br
INTRODUÇÃO
O presente artigo pretende refletir sobre a relação de alunos do ensino médio com a
biblioteca escolar e com a ferramenta de busca Google. Através de entrevistas realizadas
no contexto de uma biblioteca escolar, busca-se identificar a relação e os sentimentos
presentes nesse contato dos alunos com o espaço da biblioteca e da Internet, nesse caso
específico com o Google.
A biblioteca escolar, diante da nova realidade imposta pela tecnologia, pode ter sua
importância questionada no contexto educacional. Contudo, devemos lembrar que a
informação está presente em diferentes formatos, que incluem tanto o impresso quanto o
digital. Salienta-se que antes dessa explosão de informações digitais, ainda na década de
1980, a biblioteca escolar buscou se reinventar e mudar suas ações através do
movimento do information literacy (DUDZIAK, 2003; CAMPELLO, 2003), assumindo seu
papel educativo.
Furtado (2004) aponta que a Internet trouxe ao mundo a possibilidade de reunir em um só
lugar todo o conhecimento produzido. Em consonância com esta afirmação, acrescentase o discurso de Vaidhyanathan (2010), quando o mesmo diz que é atribuída ao Google
a“proeza”(muitos autores realmente usam esta palavra) de ter feito da web um ambiente
razoável e organizado. Esta foi a ideia original que deu origem às bibliotecas. Assim,
passamos a nos questionar se o Google, que é visto por alguns como ícone máximo da
reunião de conhecimentos presentes na Internet, estaria substituindo a biblioteca como
ambiente de pesquisa e espaço de aprendizado.
CAMINHOS METODOLÓGICOS
A partir dessas inquietações, decidimos saber se essas mudanças realmente estão
impactando aqueles sujeitos que estão sendo formados contemporaneamente. Para tal,
foi empreendido um trabalho de campo, usando o método de entrevista semiestruturada,
para saber de alunos do ensino médio o que eles pensam sobre a biblioteca escolar e
sobre o Google.
Foram entrevistados seis alunos com idades entre 14-18 anos no espaço da biblioteca de
uma escola de ensino técnico. O trabalho em questão buscou compreender o papel que a

�biblioteca e o Google representam para estes estudantes. Os entrevistados foram
perguntados sobre a percepção que possuem a respeito destes dois ambientes; como se
relacionam afetivamente com eles e, em sua opinião, se os dois se assemelham, se
sobrepõem ou se complementam. Para compreender estas relações adotou-se como
referencial uma metodologia utilizada por Paula (2011, 2012); que trabalha o uso afetivo e
simbólico da informação pelo sujeito: em síntese, solicitamos aos entrevistados que
atribuíssem características à biblioteca e ao Google aproximando-os de uma pessoa.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Do total de entrevistados, todos declararam que gostam de estudar. Quando perguntados
sobre como se sentiam diante da necessidade de realizar pesquisas, as respostam foram
variadas. De modo geral estas se dividiram entre interesse, vontade e receio. Eles citaram
que depende muito: de quem solicita a atividade (professores que delimitam a fonte ou
que deixam as fontes livres) e da natureza da pesquisa (o envolvimento é maior quando o
tema se relaciona com algo de seu interesse particular). Também foi citada a questão de
achar fontes confiáveis (o que eles encaram como uma tarefa mais árdua).
No diálogo inicial entre os pesquisadores e os alunos, no momento de explicar em que
consistia a pesquisa, estes sujeitos ressaltavam que consideravam biblioteca e Internet
coisas completamente distintas e sem semelhanças. No entanto, no decorrer da
entrevista, quando perguntados “o que o Google representa para você?” a aproximação
do Google com a biblioteca era clara e inquestionável em quase todas as respostas.
Talvez o momento mais rico tenha sido o da avaliação dos símbolos e imagens que os
sujeitos entrevistados associavam à biblioteca e ao Google. Quando perguntados em
quem transformariam a biblioteca os adjetivos “velha”, “senhora” e “calma” apareceram
com frequência, ao passo que “nova”, “jovem” e “agitada” apareceram para o Google.
Com relação à imagem da biblioteca, ficou clara a ideia que os alunos fazem deste
espaço: um ambiente de muita sabedoria, dedicado ao conhecimento, mas também
tradicional conservador e austero. A biblioteca foi retratada como um lugar mais reservado
onde as informações são mais precisas, porém mais limitadas. Quando a mesma
pergunta se referiu à imagem do Google, as respostas giraram em torno de jovialidade e
rapidez, contrastando com a imagem da Biblioteca. O Google apareceu como uma
pessoa “extrovertida”, “prática” e “mais fácil de lidar”. Portanto, para alguns dos jovens
entrevistados, percebeu-se a oposição entre o arcaico e o novo.
Houve, no entanto, quem mostrasse a ideia de complementaridade, ou seja, de que o
Google e a biblioteca convivem e se completam. Foi o caso de um dos entrevistados que
associou a biblioteca com a mãe, protetora e afetiva, que cuida e direciona. Por sua vez,
para o Google usou a figura do pai, provedor e racional, que desvela o mundo aos jovens.
Se a família estruturada pressupõe um pai e uma mãe, conclui-se que a fonte de
informação completa para este entrevistado inclui o par biblioteca-Google.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Outras respostas notáveis foram a respeito da preferência por estes dois ambientes. A
pesquisa demonstrou que os alunos da escola pesquisada possuem uma boa relação
com a biblioteca escolar e têm discernimento e maturidade quanto às possibilidades de
informação na Internet. Como pode ser percebido nas falas dos entrevistados; o Google

�exerce uma grande atração, pois está sempre “com os estudantes” e permite “acessar
tudo o que há”, de forma “rápida e fácil”. A biblioteca por sua vez tem sua contribuição
inquestionável na hora de realizar trabalhos que são muito específicos e “pesquisas que
precisam de fontes confiáveis e profissionais”. Ressaltando-se o fator confiabilidade,
destaca-se a sentença “no livro você sabe que alguém escreveu. No Google alguém
colocou lá”.
O trabalho também suscitou questionamentos sobre novos resultados derivados da
aplicação da mesma pesquisa em outras instituições escolares. Será que esta maturidade
será observada em outros espaços? Ou será uma característica desses alunos da
amostra? Seria desejável e possível uma biblioteca mais interativa, dinâmica e cujo
acesso ao seu conteúdo fosse possível remotamente? Estas questões ficam postas para
futuras investigações.
Palavras-chave: biblioteca escolar, busca de informação, Google, pesquisa.
Referências:
FURTADO, Cassia. A biblioteca escolar brasileira no sistema educacional da sociedade da
informação. In: SEMINÁRIO BIBLIOTECA ESCOLAR ESPAÇO DE AÇÃO PEDAGÓGICA,
2004, Belo Horizonte. ANAIS DO SEGUNDO SEMINÁRIO BIBLIOTECA ESCOLAR
ESPAÇO
DE
AÇÃO
PEDAGÓGICA,
2004.
Disponível
em:
&lt;http://www.eci.ufmg.br/gebe/downloads/317.pdf&gt;. Acesso em: 15/05/2008.
CAMPELLO, B. O movimento da competência informacional: uma perspectiva pelo
letramento informacional. Ci. Inf., Brasília, v. 32 , n. 3, p. 28-37, set-dez/ 2003.
DUDZIAK, Elizabeth Adriana. Informationliteracy: princípios, filosofia e prática. Ci. Inf.,
Brasília, v. 32, n. 1, p. 23-35, jan./abr. 2003.
PAULA, Cláudio Paixão Anastácio de. Dimensões simbólicas e afetivas do uso da
informação: uma análise das comunicações entre professores do departamento de
psicologia de uma instituição de ensino superior pública brasileira. In: XII ENANCIB, 2011,
BRASILIA. Anais do XII ENANCIB. Brasilia : UNB Brasilia, 2011. v. 1. p. 01-20.
PAULA, Cláudio Paixão Anastácio de. Proposta de metodologia para a investigação do
comportamento de busca informacional e do processo de tomada de decisão dos líderes
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de Janeiro, 2012
VAIDHYANATHAN, Siva. The Googlization of everything: and why we should worry.
Berkeley, Los Angeles: University of California Press, 2011. 281p. ISBN 978-0-520-258822

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                <text>O presente artigo pretende refletir sobre a relação de alunos do ensino médio com a biblioteca escolar e com a ferramenta de busca Google. Através de entrevistas realizadas no contexto de uma biblioteca escolar, busca-se identificar a relação e os sentimentos presentes nesse contato dos alunos com o espaço da biblioteca e da Internet, nesse caso específico com o Google.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
USUÁRIOS, CONTEXTOS E MEDIAÇÃO DA INFORMAÇÃO DIGITAL
Charlley dos Santos Luz. Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e
Artes. Departamento de Biblioteconomia e Documentação. charlleyluz@gmail.com
Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos. Universidade de São Paulo. Escola
de Comunicações e Artes. Departamento de Biblioteconomia e Documentação.
cibeleac@usp.br
Introdução: as crescentes mudanças tecnológicas estão criando novas demandas
para os serviços de informação especializados gerando necessidade de novos
posicionamentos e atitudes dos seus gestores em relação à informação digital. O
trabalho aborda temas relacionados aos usuários e seus contextos de informação,
incluindo estrutura dos serviços, mediação e linguagem informacional com foco
em redes e tecnologias da informação, apontando tendências científicas e de
mercado nestes serviços, pois no cenário atual existem soluções diversificadas
para organização de informações e de dados.
Método da pesquisa: este trabalho foi desenvolvido por pesquisa bibliográfica
sobre os temas pertinentes.
Resultados e discussão: o usuário pode ser definido como qualquer ente,
pessoa, instituição ou o próprio serviço de informação que precisa suprir
determinada necessidade informacional, sendo que os estudos de usuários visam
identificar as variáveis que o utilizador demanda. A informação é social (depende
de seu contexto do uso), e passa a existir quando é institucionalizada e utilizada,
portanto apresenta foco na organização e uso. Neste sentido, os estudos do
usuário analisam o modelo de comportamento informacional dos indivíduos que
compreende a pesquisa ou busca em sistemas e serviços de informação
institucionalizados e em sistemas ou pessoas cuja função primária não é a oferta
de informação, e tem se modificado com o advento das tecnologias digitais.
As necessidades informacionais são influenciadas pela noção de contexto
composta pelas experiências do indivíduo como usuário de informação em seu
grupo de referência, fontes de conhecimento, o sistema de informação que
interage com o usuário, o grupo ao qual pertence e a mediação do profissional da
informação, da tecnologia e da linguagem. Nos estudos de usuários e do
comportamento informacional, é preciso identificar as necessidades dos
utilizadores que tem relação com o estado anômalo de conhecimento próprio de
cada indivíduo: o desejo, a demanda expressa e a demanda satisfeita (CHOO,

�2006). Nestes estudos geralmente são também mapeados: o desconhecimento do
usuário em relação ao sistema de informação, a performance do mediador e o
estado da tecnologia ou do ambiente informacional.
Os estudos de contexto, por sua vez, visam identificar a necessidade do usuário (o
vazio no estado anômalo do conhecimento), a busca e uso da informação, bem
como a situação em que isso ocorre. A busca é o processo pra obter, com um
propósito, informações que permitam mudar seu estado de conhecimento e o uso
que ocorre quando o indivíduo seleciona, processa a informação obtida e
consegue por meio da apropriação aplicar o novo conhecimento em dada
experiência ou situação. O contexto considera o fluxo da informação dos sistemas
até os usuários, mostrando que pode haver orientação para o sistema ou
orientação para o usuário. Em relação ao usuário, o contexto está onde se
examina preferências e necessidades cognitivas e psicológicas do indivíduo e
como estas afetam a busca e os padrões de comunicação da informação
examinando os contextos profissional, organizacional e social (CHOO, 2006)
Com base em Maceviciute (2014), sabe-se que o serviço de informação
especializado está à mercê de impactos e perspectivas, como mudanças no
ambiente organizacional provocadas por fatores externos e as respostas que
estão sendo dadas a essas mudanças. Portanto, a estrutura do serviço de
informação deve servir-se ao papel de agente de inteligência competitiva, além de
observar restrições orçamentárias e perceber o impacto da transformação da
educação e da busca de conhecimento, estando no meio da tensão entre modelo
acadêmico e modelo de negócios. Segundo o autor, novas tendências impactam
na estrutura dos serviços de informação, tanto em infraestrutura física como em
novas demandas por tecnologias com curto ciclo de vida. A transformação
tecnológica trouxe o e-science, o e-research, e o cyber-infraestructure, alicerçados
em demandas por parte dos usuários, o que inclui novas ferramentas como Big
Data e compartilhamento de dados institucionais (web 3.0) modificando a forma de
atuar dos serviços de informação.
O serviço de informação especializado também tem que se estruturar para ter
capacidade de armazenamento e coleta de dados do ambiente, de processos e
atividades, de fenômenos naturais e sociais para abastecer o novo perfil de
usuário. Para o autor citado acima, é preciso também prever o uso e reuso
colaborativo de dados, o que abre oportunidades de trabalho interdisciplinar e
surgimento de novas disciplinas. Quanto a aquisições e coleções, o mesmo
acredita que há necessidade de considerar diferentes estratégias de obtenção na
realidade digital como aquisição de itens ou de direitos de acesso, os consórcios
para aquisição e empréstimos interbibliotecas, direitos e empréstimos de e-books.
São novos problemas de armazenamento, organização e preservação da

�informação digital, ampliando os desafios de catalogação, com itens e links, de
produção de metadados, acesso a diferentes fontes de recursos, acesso livre e
repositórios institucionais. Apresenta-se, portanto, à gestão destes serviços de
informação, desafios gerenciais para empreender mudanças organizacionais na
instituição, mostrar modelos de colaboração e parcerias internas e externas e os
desafios para oferecimentos de instrumental de pesquisa concomitante à
disponibilização do acervo num processo de mediação digital. São novos desafios
para estudo de necessidade de usuários e para o planejamento de cenários
prospectivos (MACEVICIUTE, 2014).
O processo de mediação se realiza apoiado em tecnologias, ambientes e agentes
sociais, a partir de transmissão e de interações. No processo de apropriação há
uma dependência do acervo simbólico transmitido através de suportes e
ambientes que se ocupam da preservação e do acesso aos conteúdos
informacionais (GOMES, 2008). Ainda, a transmissão por meio do conhecimento
representado dos quais os grupos sociais e as próprias instituições organizam e
implementam a comunicação da informação cuja entrega depende de suportes e
ambientes. Assim, a mediação atua relacionando os acervos informacionais
(conhecimento registrado) e os sujeitos que buscam construir conhecimento.
Considerações Finais: Analisar os usuários, estudar as necessidades e o
contexto de uso é fundamental para planejar melhor um serviço de informação
especializado, principalmente em relação à organização e acesso à informação
digital. A estrutura dos serviços de informação precisam considerar as dimensões
que envolvem o usuário, o processo de mediação, a linguagem informacional para
transferência da informação, lançando assim a base para os processos de
mediação institucional da informação.
Palavras-chave: Estudos de Usuário, Serviços de Informação Especializada,
Contexto de Uso, Informação digital.
Referências
CHOO, Chun Wei. Como ficamos sabendo:um modelo de uso da informação. In.
_____. A organização do conhecimento. 2. Ed. São Paulo: Editora Senac São
Paulo, 2006.
GOMES, H. A mediação da informação, comunicação e educação na construção
do conhecimento. DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação, v.9 n.1 fev.
2008.
MACEVICIUTE, Elena. Research libraries in a modern environment. Journal of
Documentation, v.70, n.2, 2014. p. 282-302.

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                <text>As crescentes mudanças tecnológicas estão criando novas demandas para os serviços de informação especializados gerando necessidade de novos posicionamentos e atitudes dos seus gestores em relação à informação digital. O trabalho aborda temas relacionados aos usuários e seus contextos de informação, incluindo estrutura dos serviços, mediação e linguagem informacional com foco em redes e tecnologias da informação, apontando tendências científicas e de mercado nestes serviços, pois no cenário atual existem soluções diversificadas para organização de informações e de dados.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

ORGANIZAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO: BIBLIOMETRIA
TEMÁTICA EM ARTIGOS DE PERIÓDICOS BRASILEIROS
Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos. Universidade de São Paulo. Escola
de Comunicações e Artes. Departamento de Biblioteconomia e Documentação.
cibeleac@usp.br
Introdução: este estudo tem por objetivo identificar a temática da produção
científica na área de Organização e Representação do Conhecimento no Brasil
utilizando a bibliometria para obter parâmetros metodológicos. Esta identificação
foi realizada em estudo temático na BRAPCI, base de dados de revistas
brasileiras de Ciência da Informação. Segundo o site da BRAPCI (2014), a base
amplia o espaço da pesquisa, facilitando a visão de conjunto da produção na área
e atende aos objetivos aqui propostos.
Os recursos bibliométricos permitem medidas de atividade, impacto, colaboração
e dinâmica da comunicação de resultados de pesquisa que são representados por
indicadores, analisando de forma quantitativa os dados de publicação e citação
(SANTIN, BRAMBILLA, STUMPF, 2013). Porém, a bibliometria temática, que abre
a possibilidade de uma análise qualitativa da produção científica, enfrenta limites
metodológicos quando realizada em bases de dados bibliográficas, mesmo que
estas bases apresentem métricas.
As abordagens para análise temática da produção científica geram debate em
relação aos métodos mais adequados de representar um domínio disciplinar a
partir de uma estruturação temática, no que se refere aos níveis de subjetividade,
validade e atualização do modelo de classificação utilizado (LIBERATORE e
HERRERO-SOLANA, 2013). A dispersão decorrente da variabilidade e
granularidade de assuntos abordados em um conjunto de artigos de periódicos é
grande quando analisamos as palavras-chaves de cada artigo, além de ocorrerem
inconsistências, uso de sinônimos, variações linguísticas, bem como critérios
diferenciados de nivelamento do tratamento da informação pelos autores,
principalmente em áreas interdisciplinares.
Método da pesquisa: foi realizado um estudo exploratório com análise
bibliométrica temática, a partir da captura de tela do resultado da pesquisa com
150 artigos na BRAPCI sobre Organização da Informação, Organização do
Conhecimento e temas afins, publicados entre 1996 e 2013.

�Através da técnica de leitura skimming (rápida passada com foco em informações
salientes do texto) identificou-se uma lista de palavras representativas dos
assuntos dos artigos, que foram usadas como nós temáticos para análise métrica
de similaridade, que é um método estatístico utilizado para o cálculo de correlação
entre os itens. Foi utilizado o programa NVivo, da QSR International para pesquisa
qualitativa e análise da dados não estruturados. Embora a BRAPCI apresente em
sua nuvem de tags as palavras-chaves dos artigos dos resultados de busca, o
skimming dos artigos permitiu controlar a ocorrência dos assuntos e diminuir a
dispersão.
Resultados: A análise exploratória dos nós identificou 756 itens e a análise de
cluster trouxe como resultado um diagrama com nós por similaridade de palavras
(Figura 1), onde os nós que apresentam maior grau de similaridade com base na
ocorrência e a frequência de palavras nos artigos são mostrados agrupados e
aqueles com menor grau de semelhança na ocorrência e frequência de palavras
são exibidos mais afastados. Outra análise de cluster a análise realizada foi
similaridade de codificação, onde os nós que foram codificados de forma similar
foram agrupados no diagrama, se codificados de forma diferente apareceram mais
distantes no diagrama. As diferenças de relações entre os temas nos dois
diagramas foram pequenas.

Figura 1 – Diagrama de nós por similaridade de palavra
Fonte: gerado no NVivo pela autora

Na Figura 2 é apresentado o mapa de nós comparados por número de itens
codificados que permite identificar e comparar a quantidade de referências por nó
e visualizar os temas de destaque.

�Figura 2 – Nós comparados por número de itens codificados
Fonte: gerado pelo NVivo pela autora

Discussão: nos diagramas gerados, os tópicos que se mantiveram próximos
apresentaram correlação semântica e de contexto de pesquisa, formaram duplas
temáticas ou grupos temáticos, reforçando a importância da análise de uma área
para melhor conhecimento de suas especificidades (SANTIN, BRAMBILLA.
STUMPF, 2013).
Considerações Finais: a análise bibliométrica identificou tópicos de pesquisa na
área de Organização e Representação do Conhecimento, as correlações
temáticas tratadas nos artigos, indicando relações mais ou menos fortes, podendo
ser indicativo de demandas sociais de pesquisa, evolução e tendências
informacionais contemporâneas. A metodologia mostrou-se adequada, com
potencial para continuidade e novas análises.
Palavras-chave: Análise bibliométrica, Artigos de periódicos, Organização e
representação do conhecimento.
Referências
BRAPCI. Bases de dados referenciais em Ciência da Informação. Curitiba,
Universidade
Federal
do
Paraná,
2014.
Disponível
em:
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/&gt;. Acesso em 26 maio 2014.
SANTIN, D. M.; BRAMBILLA, S. D. S.; STUMPF, I. R. C. Produção científica em
Neurociências da UFRGS indexada na Web of Science: 2000-2009. Liinc em
Revista, Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, p. 66-84, maio 2013.
LIBERATORE, G.; HERRERO-SOLANA, V. Caracterización temática de la
investigación em Ciência de la Información en Brasil en el período 2000-2009.
Transinformação, Campinas, v.25, n.3, p. 225-235, set./dez. 2013.
Agência financiadora
FAPESP Projeto 2013 04109-7

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                    <text>BIBLIOTECA PÚBLICA HANS CHRISTIAN ANDERSEN: DIAGNÓSTICO E PROPOSTAS
PARA ENCANTAR O PÚBLICO
Elisangela Alves Silva, Biblioteca Pública Hans Christian Andersen – temática em contos de fadas,
Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo. eli.alves.silva@gmail.com
Introdução
Ao assumir a coordenação da Biblioteca Pública Hans Christian Andersen em janeiro de
2015, recebi informações sobre o potencial da biblioteca e a liberdade para executar projetos de
reestruturação, embora limitada pela ausência de recursos financeiros e materiais, os quais a
maioria das instituições públicas vivenciam. De fato, conforme Araújo (2012), quase tudo pode ser
feito ou acontecer na biblioteca, “local tanto de serviço de informação, espaço de convivência e
cultura, quanto arquivo da memória local, porém, a sociedade brasileira ainda não reconheceu o
potencial dessa instituição para suprir suas necessidades de informação, cultura e lazer”. Rebebi
também a meta de atrair o público à biblioteca e percebi a necessidade de realizar um diagnóstico
para compreensão do problema e formular propostas.
De fato, por muitos anos as bibliotecas públicas realizaram suas atividades sem a
necessidade de preocupar-se com a captação de público ou com planejamento estratégico, afinal,
independente dos recursos que disponibilize esta é uma instituição historicamente respeitada pela
população.
Conforme relato de muitos colegas (ou a nossa própria experiência), ainda em meados dos
anos 1980 e 1990, era comum haver filas para a entrada nas bibliotecas. Nessa época, as
enciclopédias eram alvo de constantes consultas pelo público escolar que se revezava sobre um
mesmo texto, por vezes orientado pela bibliotecária de referência. A origem desse intenso
movimento e pesquisas, conforme Milanesi (1986) está na reforma na educação em 1971, quando
a pesquisa escolar foi instituída como atividade curricular e as escolas, em sua grande maioria,
não contavam com biblioteca escolar.
Assim, as bibliotecas públicas não são organismos isolados da sociedade, são ainda
reflexos dos hábitos culturais de um povo e por décadas desenvolverem-se como extensão da
escola, mas sem o diálogo, recursos e apoio dos órgãos responsáveis pela educação e sociedade
civil. Desse modo, conforme os relatos de bibliotecários citados no trabalho de Araújo (2012), a
biblioteca pública perdeu a habilidade de reflexão sobre sua função inerente como instituição
pública e, portanto, a substituição da biblioteca pública pela Internet nas pesquisas escolares fez
com que os estudantes, do mesmo modo repentino que exigiram os serviços da biblioteca,
deixassem de utilizá-las.
Conforme o trabalho de Araújo (2012, p. 76), as bibliotecas públicas da cidade de São
Paulo, analisadas por diversos autores, possuem uma imagem negativa perante o público devido
a anos de precariedade nos serviços prestados. De fato, no imaginário popular, há o juízo de valor
de que por ser público é destinado às pessoas carentes, ou que não terá acervo e serviços de
qualidade. Além disso, conforme Almeida Júnior, (apud ARAÚJO, 2012, p. 17), para parte da
população, as bibliotecas ainda são vistas com a imagem austera afastando as classes mais
populares que não conseguem ver na instituição utilidade para seus interesses, ou acreditam que
as bibliotecas públicas limitam seus serviços apenas no livro e a língua escrita, sem considerar a
existência de programações culturais e a infinidade de serviços que podem ser oferecidos ou
requisitados.
Em relação ao acervo, os lançamentos do mercado editorial vão à contramão da
burocracia dos processos de compra nos órgãos públicos, aliado à escassez de mão de obra para
catalogação e tratamento técnico. Além disso, o acervo sucateado e que não atende as
expectativas dos frequentadores afasta usuários antigos e potenciais. Para Milanesi (2002) o não
comprimento das funções que o público espera da biblioteca é a principal causa de seu baixo uso.
Por fim, em relação ao espaço, os prédios públicos sofrem com a falta de manutenções,
pichações e degradações de toda sorte. No período de 2005 a 2013, a maior parte dos
equipamentos públicos passaram por reformas, contudo, como em qualquer instituição, há
necessidade de manutenção contínua, reforço de obras, acervo e também de equipe.
De todo modo, ainda que todos os itens estejam cumpridos, há garantias que o público
aparecerá como acontece nas livrarias? Será que as novas gerações acostumadas com os

�dispositivos tecnológicos terão interesse em visitar uma biblioteca pública nos dias de hoje? Os
pais que sofreram com as filas nas décadas anteriores, o acervo sucateado e os problemas de
atendimento do passado vão incentivar seus filhos a irem a uma biblioteca pública? É dever da
biblioteca e de seus profissionais atrair público e qual público? Estas são algumas das questões
que embora não tenham respostas prontas e exatas fazem as bibliotecas e seus profissionais
reverem seus objetivos, atitudes e ações, pois “repensar seu papel ao longo dos anos foi o que
impulsionou a biblioteca pública a rever seus conceitos e aperfeiçoar seus serviços.”
(BERNADINO; SUAIDEN, 2011, p. 139).
Relato da experiência
Localizada no bairro Tatuapé, a Biblioteca Infantil do Tatuapé foi inaugurada em 1952 e em
novembro de 2007 torna-se biblioteca temática de contos de fadas. Além do acervo temático, há o
acervo de literatura infantil, constantemente renovado e o acervo geral com cerca de 35 mil
exemplares.
Há oito anos a biblioteca oferece o curso de formação básica para contadores de histórias,
espaço para o Programa de Iniciação Artística voltado às crianças de 5 a 14 anos, sala para
reuniões e ensaios de grupos de teatro, oficinas, apresentações de filmes e um auditório com
capacidade para 165 pessoas. Há também na programação cultural contação de histórias,
palestras, apresentações de teatro e visita monitorada para grupos.
A ambientação da biblioteca remete ao universo dos contos de fadas e visa tornar o
espaço aconchegante e prazeroso para leitura. Entretanto, apesar do encantamento do espaço e
da facilidade de acesso, a biblioteca padece da baixa frequência de usuários. Alguns fatores
podem ter colaborado à ausência de público, como o fato da biblioteca ter ficado sem uma
coordenação por cerca de seis meses, entre outros fatores apontados no diagnóstico:
- pichações na parede externa da Biblioteca, que denigrem o espaço e afastam o público,
sobretudo os pais com crianças pequenas;
- ausência de policiamento, presença de pessoas em situação de rua e degradações na
praça da biblioteca;
- falta de acesso à Internet sem fio (wifi);
- necessidade de modernizar mobiliário e iluminação que atualmente dificultam a
identificação dos livros;
- visibilidade, embora esteja situada próxima a uma estação de metrô e numa
movimentada avenida, a entrada é discreta frente às árvores e, por vezes, o mato do entorno.
Outro fato a ser destacado é a proximidade da instituição a outros equipamentos culturais como o
SESC Belenzinho, a Fábrica de Cultura e a Biblioteca Cassiano Ricardo (temática em música),
ambas compartilham a mesma praça pública e também estão relativamente próximas a outras
duas bibliotecas públicas num mesmo bairro cujas características mudaram ao longo do tempo.
Ainda que abrigue fábricas e vilas residenciais, o bairro do Tatuapé é marcado por uma população
que ascendeu economicamente e atualmente grandes prédios residenciais ocupam o espaço dos
antigos galpões e vilas. Esses novos moradores podem preferir comprar livros e ebooks ao invés
de realizar empréstimos, além de desconhecerem a existência das bibliotecas públicas no bairro,
ou limitarem-se às impressões dos tempos em que como estudantes a biblioteca cumpria apenas
as funções de biblioteca escolar, sem qualquer vínculo a atividade de lazer e entretenimento e,
por fim, restringem as visitas dos filhos às bibliotecas das escolas particulares.
- acervo, quando tornou-se biblioteca temática em contos de fadas, os livros de literatura
para adultos foram encaminhados para catalogação e empréstimos à Biblioteca Cassiano Ricardo,
biblioteca temática em música e que está na mesma praça da Biblioteca Hans Christian Andersen.
Ficaram as enciclopédias e alguns livros, a maior parte desatualizados, para pesquisas. Não há
registros de datas, mas por determinado período, os livros do acervo para adultos eram
destinados à consulta e os empréstimos aconteciam apenas no acervo da Biblioteca Cassiano
Ricardo, fato que também marca a memória de alguns usuários, embora não aconteça há
bastante tempo e todo o acervo das duas bibliotecas estejam disponíveis tanto para a consulta
como para o empréstimo. A ausência de livros de literatura para adultos é fator negativo ao
público constituído, muitas vezes, por pais e educadores que acompanham as crianças.
Assim, além de propor soluções aos itens diagnosticados, dar andamento às atividades já
realizadas, como as contações de história em parceria com voluntários, escolas e ONGs da

�região, retomar ações de sucesso como o “Acampadentro da Biblioteca”, evento noturno com
atividades variadas elaboradas segundo temáticas dos contos de Andersen, foi realizado um
planejamento com o objetivo de reestruturar o acervo, modernizar mobiliário, iluminação, divulgar
a biblioteca e ter intervenções artísticas desde a execução de grafite a apresentações teatrais na
praça a fim de atrair o público infantil, mas também os pais, educadores e responsáveis por
conduzir as crianças até a Biblioteca.
Considerações finais
Para além do tripé espaço, acervo e pessoas capacitadas citado por Almeida (2011) para a
constituição de uma biblioteca, atualmente, é necessário também planejar a divulgação, ou em
outros termos, como denomina Leal (s.d. p. 4) utilizar o conceito de marketing e a definição de
metas que direciona toda a organização para a satisfação plena das necessidades e interesses da
comunidade. O autor também indica uma série de princípios para sustentar uma nova cultura
organizacional às bibliotecas públicas portuguesas que podem ser aplicados às nossas bibliotecas
paulistanas, como o princípio da pró-atividade:
A biblioteca pública não pode adoptar uma atitude expectante, limitando-se a
manter as portas abertas à espera que as pessoas entrem. Ela deve procurar
estar atenta ao pulsar da comunidade, indo ao encontro das pessoas. Isto quer
dizer que, para além de se preocupar com a fidelização dos utilizadores activos
(através da manutenção de elevados padrões de serviços e da apresentação
sistemática de novas propostas), ela deve procurar desenvolver estratégias de
captação dos seus potenciais utilizadores. (Leal, s.d., p. 5)

Cabe ressaltar a necessidade de conhecer os interesses do público real e potencial, além
de preocupar-se também com os recursos humanos, ou de nada vale o trabalho de captação de
público se ao chegar à biblioteca não houver empatia e atendimento qualificado aos padrões cada
vez mais exigentes. Conforme Petit (2008, p. 154), “um conhecimento, um patrimônio cultural,
uma biblioteca, podem se tornar letra morta se ninguém lhe der vida”. Assim, apesar de toda a
tecnologia e mobiliários modernos, a mediação ainda é item indispensável e a equipe de trabalho
desde a vigilância, limpeza e o atendimento são fundamentais à conquista ou reconquista dos
frequentadores dos espaços das bibliotecas públicas.
No caso da Biblioteca Hans Christian Andersen, acredita-se que refletir sobre a sua função
como biblioteca temática e os investimentos apontados no diagnóstico realizado são alguns dos
caminhos possíveis para ampliar o público e convidá-lo a aprimorar os serviços e acervo
existentes.
Referências bibliográficas
ARAÚJO, Beatriz Cristiane de. Bibliotecas temáticas da cidade de São Paulo: a questão da imagem e
identidade das bibliotecas públicas. Trabalho de conclusão de curso em Biblioteconomia da Universidade de
São Paulo. Orientador: Waldomiro de Castro Vergueiro. São Paulo, 2012.
ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. A Biblioteca Mário de Andrade é reinaugurada no aniversário da
cidade. Disponível em: &lt;
http://www.crb8.org.br/UserFiles/File/BOB%20NEWS%20n40%20%20fevereiro%20de%202011.pdf&gt; Acesso em: 10
mar. 2015.
BERNARDINO, Maria Cleide Rodrigues; SUAIDEN, Emir José. Imagem da biblioteca pública na Sociedade
da Informação. Revista Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v.2, n.1, p. 130-142,
jan./jun. 2011. Disponível em: . Acesso em: 08 mar. 2015.
Leal, Filipe. Bibliotecas públicas: bibliotecas para o público. Disponível em: &lt; http://bsf.org.br/wpcontent/uploads/2011/08/Texto01.pdf &gt; Acesso em: 20 fev. 2015.
MILANESI, Luís. Biblioteca. Cotia: Ateliê Editorial, 2002.
______. Ordenar para desordenar: centro de cultura e bibliotecas públicas. São Paulo: Brasiliense, 1986.
PETIT, Michele. Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva. São Paulo: Editora 34, 2008. 192 p.

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                    <text>NOTAS BIBLIOTECÁRIAS SOBRE UMA ANTIGA CASA DE EDIÇÃO
DO SÉC. XVI: O MUSEU PLANTIN-MORETUS (ANTUÉRPIA, BÉLGICA)

Andre Vieira de Freitas Araujo
Docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Doutorando do PPGCI-ECA-USP
E-mail: armarius.araujo@gmail.com
Resumo
Apresenta um conjunto de percepções a partir da visita realizada ao Museu
Plantin-Moretus (Antuérpia, Bélgica), constituído pelo acervo tipográfico, editorial,
livresco e administrativo da antiga Casa de Edição Plantin-Moretus. Christophe
Plantin (1520-1589) determinou aspectos transformadores na história da edição e
da circulação do impresso. Portanto, esta experiência materializou um conjunto de
conhecimentos que temos acumulado, nos últimos anos, sobre a História do Livro
e da Edição e evidenciou a importância desta área para os fundamentos da
Biblioteconomia.
Introdução
A História do Livro e da Edição constitui um campo de estudos fundamental
à compreensão do livro e da informação em diferentes contextos históricoculturais. Este campo coloca em evidência um conjunto de práticas que forjaram
os fundamentos da Biblioteconomia como disciplina. Neste sentido, a história do
livro está incorporada à própria história da informação e do conhecimento.
Para além da pesquisa bibliográfica e documental, acreditamos que o
estudo da História do Livro e da Edição também se dá por meio de experiências
empíricas, como a visita e observação de lugares de memória de antigas práticas
livrescas, editoriais e informacionais, a exemplo da Casa de Edição PlantinMoretus, cujo início remonta ao Séc. XVI e onde hoje abriga o Museu PlantinMoretus,
Relato da experiência
Local no qual a experiência ocorreu
A experiência (visita) ocorreu no Museu Plantin-Moretus, localizado na
Antuérpia, segunda maior cidade da Bélgica e situada na região de Flandres. O
Museu tem sua origem na vida e obra de um dos maiores impressores-editores de
todos os tempos: Christophe Plantin (1520-1589).
Plantin é considerado o principal impressor-editor da segunda metade do
Séc. XVI em função da qualidade de seus impressos (obras humanistas e tratados

�científicos) (NAVE, 2004). Em 1570, foi nomeado Prototypographus Regius por
Filipe II, tornando-se o primeiro Tipógrafo Real do Rei.
Dentre as suas obras tipográficas, destaca-se a Bíblia Régia ou Bíblia
Poliglota de Antuérpia – um in-fólio em oito volumes produzido entre 1568 e 1573.
Este foi o projeto gráfico mais importante do Séc. XVI uma vez que compreende
uma edição confiável e científica dos textos bíblicos em latim, grego, hebraico,
sírio e aramaico. (THOMAS; STOLS; KANTOR; FURTADO, 2014).
A produção editorial de Plantin possuía fama internacional por representar
uma cifra recorde para o período: na segunda metade do Séc. XVI estabeleceu-se
a media anual de 72 impressos. (THOMAS; STOLS; KANTOR; FURTADO, 2014).
Graças ao esforço de Plantin e de seus sucessores, as prensas de sua
empresa seguiram em funcionamento de 1555 até 1827, de modo que o Museu
abriu suas portas em 1877.
Em 2005, o Museu Plantin-Moretus foi elevado pela Unesco à condição de
Patrimônio Cultural da Humanidade.
Período da ocorrência
A visita ocorreu em fevereiro de 2015, como parte das atividades da
pesquisa de doutorado em andamento intitulada “Sobre a eminência e
ressonância da Bibliografia: “Conrad Gesner (Séc. XVI) e constituição da cultura
bibliográfica”, junto ao Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação da
Universidade de São Paulo (PPGCI-ECA-USP).
Detalhamento da experiência
A visita seguiu um roteiro pré-estabelecido que proporciona uma visão
ampla e ao mesmo didática do acervo tipográfico, editorial, livresco e
administrativo da antiga Casa de Edição Plantin-Moretus.
Para este trabalho, destacamos os principais espaços visitados na
sequência:
1) Fachada: o Museu está localizado à praça Vrijdagmark (Mercado de Sextafeira), exatamente no mesmo endereço de sua fundação.
2) Salão pequeno: é um dos primeiros salões do Museu e foi construído entre
1620 e 1622. Ao entrarmos no salão encontramos expositores com alguns
dos volumes da Bíblia Poliglota de Antuérpia.
3) Grande salão: composto pela galeria de retratos de membros da família
Plantin-Moretus, feitos por Peter Paul Rubens (1577-1640). Destaque para
o retrato de Plantin e um gabinete antuerpiano para guarda de objetos de
valor, construído em 1675.

�4) Sala de manuscritos: composta por importantes exemplares da caligrafia
miniaturista, bem como textos de autores clássicos. Plantin adquiria
somente exemplares de manuscritos que pudesse reproduzir de forma
exata. O museu possui um total de 638 manuscritos. Destaque para Bíblia
de Wenseslau, Praga, 1403.
5) Livraria: aqui se comercializavam parte das obras produzidas. As mesmas
eram vendidas sem encadernação. Vê-se, a partir da antiga porta de
entrada dos clientes, o Librorum Prohibitorum Index (Índice de Livros
Proibidos) em forma de cartaz.
6) Sala didática e de demonstração: inaugurada em 2000, a sala possui uma
réplica da prensa mais antiga conservada na atualidade. É utilizada para a
demonstração de técnicas tipográficas.
7) Sala dos tipos: as paredes desta sala estão cobertas até o teto com caixas
de tipos. Encontramos um “estoque” de tipos, dos quais alguns estão
guardados em pacotes originais. Também é possível visualizarmos as
composições de tipos preservadas junto aos seus impressos
correspondentes.
8) Imprensa: esta sala era, junto com a sala de tipos, o centro do trabalho da
Officina Plantiniana. Nas caixas de tipos eram armazenados os tipos de um
mesmo alfabeto e corpo. Junto à parede observa-se cinco prensas dos
Sécs. XVII e XVIII. Também nesta sala estão as duas prensas mais antigas
do mundo (cerca de 1600).
9) Sala Gutenberg: dedicada à Johannes Gutenberg (1400-1468) e onde está
exposto um exemplar da Bíblia de 36 linhas, considerada um dos
monumentos da história da tipografia europeia.
10) Sala Plantin: dedicada à vida e obra de Christophe Plantin, ilustrada por
meio de impressos e documentos. Neste espaço fica em evidência em que
medida Plantin se tornou o primeiro impressor industrial da história.
Destaque para os dicionários, trabalhos científicos e livros litúrgicos para
Espanha.
11) Sala dos arquivos: compreende livros contábeis, contas, inventários,
cartas, testamentos, documentos pessoais etc. Destaque para as
correspondências com os humanistas e o privilégio para impressão.
12) Oficina e fundição: nesta sala é possível observar instrumentos utilizados
para a produção de matrizes e tipos. Era justamente o “ateliê” de fontes,
embora Plantin também adquirisse tipos dos melhores mestres flamengos e
franceses, de modo a garantir a qualidade dos impressos. Observa-se que
o piso de pedra foi adotado para diminuir o risco de incêndios.
13) Biblioteca principal: sua origem remonta às coleções adquiridas por Platin
para uso cotidiano ou emprego futuro. De acordo com Naves (2004),
manuscritos, bíblias, dicionários e outras publicações formavam os fundos

�da biblioteca de trabalho da Officina. Nesta sala, nos deparamos com uma
típica biblioteca humanista organizada ao estilo de uma biblioteca privada
do Séc. XVII: livros organizados de acordo com o seu tamanho, mesas de
leituras, bustos além de globos terrestres.
A visita ao Museu resultou em um conjunto de percepções bibliotecárias em torno:
1) da cosmologia e funcionamento de uma antiga casa editorial;
2) das técnicas de impressão adotadas nos Sécs. XVI e XVII;
3) do reconhecimento, de forma mais precisa, das formas, permanência e
possibilidades dos tipos móveis como recursos tecnológicos;
4) das transformações físicas e estéticas do livro impresso;
5) do protagonismo de Christophe Plantin, no que toca à difusão do impresso
na Europa Moderna;
6) do papel educacional do Museu, na medida em que coloca em debate
antigas formas de produção e apropriação do livro, sobretudo em tempos
de a-historicidade informacional.
Considerações Finais
Platin determinou aspectos transformadores na história da edição e da
circulação do impresso. Portanto, esta experiência materializou um conjunto de
conhecimentos que temos acumulado, nos últimos anos, sobre a História do Livro
e da Edição, o que possibilita, inclusive, o constante compartilhamento em sala de
aula.
A visita ao Museu Plantin-Moretus nos estimulou a uma reflexão mais
apurada sobre antigas práticas editoriais e livrescas que são, em síntese, práticas
de ordem documentária e informacional.
Neste sentido, acreditamos que o estudo dos fundamentos da
Biblioteconomia só tem a se fortalecer e se consolidar na transversalidade com a
área de História do Livro e da Edição.

Palavras-chave: Cristophe Plantin (1520-1589); História do Livro e da Edição;
Imprensa - Sécs. XVI e XVII; Livros Antigos; Museu Plantin-Moretus - Antuérpia;
Tipografia - Sécs. XVI e XVII.

Referências:

�NAVE, Francine de. El Museo Plantin-Moretus: la impresión y edición de libros
antes de 1800. Amberes: Musea Antwerpen, 2004.
THOMAS, Werner; STOLS, Eddy; KANTOR, Iris; FURTADO, Júnia (Org.). Um
mundo sobre papel: livros, gravuras e impressos flamengos nos Impérios
Português e Espanhol (Séculos XVI-XVIII). São Paulo/Belo Horizonte:
EDUSP/Editora da UFMG, 2014.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E CATALOGAÇÃO: NOVAS ABORDAGENS
PARA NOVAS NECESSIDADES – MARC21 COMUNIDADE
Ana Maria, Pereira.
anamariapere@gmail.com.
Centro de Ciências Humanas e da Educação/FAED/UDESC
Kellyn Cristyne Cunha da Conceição
kellyn_cris17@yahoo.com.br
Centro de Ciências Humanas e da Educação/FAED/UDESC
Introdução:
A presente pesquisa tem por objetivo estudar o papel dos sistemas de
informação no desempenho das novas abordagens da catalogação, sua
abrangência sobre o formato de intercâmbio MARC21, em especial o Formato de
dados para Comunidade. Apresenta como objetivos específicos: verificar como os
sistemas de informação colaboram para o desempenho das novas abordagens da
catalogação; Identificar a abrangência dos sistemas de informação para o uso do
MARC21; Apresentar um estudo sistematizado sobre o MARC21 – Formato de
dados para Comunidade nas Unidades de Informação das Bibliotecas das
Universidades de Ensino Superior no Brasil.
A catalogação durante séculos vêm evoluindo em seus aspectos práticos,
técnicos e científicos. Durante o advento das tecnologias, tornou-se imprescindível
que as técnicas e instrumentos utilizados para a descrição e representação das
informações e itens documentários fossem adequados aos novos ambientes
informacionais, constituídos atualmente em digitais e virtuais.
Nesse contexto, verificou-se que um dos mais antigos instrumentos
utilizados pelos catalogadores – o AACR (Código de Catalogação AngloAmericano), já não atendia às demandas das necessidades catalográficas,
tornando-se cada vez mais limitado em suas regras, normas e padrões frente aos
novos formatos documentais e aos ambientes cada vez mais digitalizados. O
formato de intercâmbio MARC surgiu na década de 60 – denominado Machine
Readable Cataloguing nos Estados Unidos e foi adaptado em cada país, segundo
suas necessidades. No final da década de 90, após pesquisas e estudos sobre o
uso do formato MARC verificou-se que o mesmo, já não atendia às necessidades
informacionais dos novos ambientes digitais e virtuais.
Assim os Estados Unidos (USMARC), Canadá (CANMARC) e Reino Unido
(UKMARC), se uniram e propuseram um formato único, uniforme com o objetivo
de padronizar o formato MARC, que passou a ser denominado de MARC21 com

�vistas a se tornar o formato de intercâmbio para o século 21. (LIBRARY OF
CONGRESS, 2012).
O formato MARC21 é composto por 5 formatos concisos que proporcionam
a padronização de acordo com as necessidades das unidades informacionais,
sendo compatível com o AACR2 rev. – Código de Catalogação Anglo-Americano,
com o padrão Dublin Core, com a linguagem, XML e HTML, entre outras.
(LIBRARY OF CONGRESS, 2012). Os formatos que compõe o MARC21 são
coordenados e conhecidos como “família MARC”: Bibliográfico, Autoridade,
Classificação, Coleção e Comunidade.
No atual contexto, as novas abordagens da catalogação estão voltadas
para os itens informacionais em ambientes digitais, e verificou-se que a área de
Sistemas de Informação possui uma interface coma as áreas de Biblioteconomia e
Ciência da Informação por sua interdisciplinaridade.
Desta forma, esta pesquisa justifica-se pela necessidade de estudar a
interdisciplinaridade entre as áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação e
os Sistemas de Informação e sua importância para área de catalogação. A
importância desse estudo apresenta como questão de investigação: verificar qual
o papel dos sistemas de informação no desempenho das novas abordagens da
catalogação e sua abrangência MARC21 para Comunidade? Ao abordar o estudo
sobre o MARC21 formato de dados para Comunidade 1, verificou-se a necessidade
de entender como os sistemas de informação contribuíram e/ou podem contribuir
para o desenvolvimento e melhor desempenho do mesmo, visando a agilizar e
facilitar as atividades dos catalogadores. Por ser um estudo de suma importância
e grande complexidade, optou-se por limitar o estudo do MARC21 para
Comunidade, visto que no contexto atual o ambiente digital e virtual faz parte das
atividades diárias de nossos catalogadores e usuários.
Método da pesquisa:
A pesquisa tem como relevância abranger o estudo dos sistemas de
informação e da catalogação no desempenho das atividades das novas
abordagens da área: MARC21 para o formato de dados para Comunidade.
Como metodologia este estudo utilizar-se-á de métodos e técnicas que
visem a proporcionar os estudos relacionados ao tema proposto. Assim sendo, a
pesquisa possui abordagem qualiquanlitativa, exploratória e do tipo levantamento
bibliográfico, cujo procedimento técnico a ser utilizado será a aplicação de
questionários online como instrumentos de coleta de dados e o levantamento
online nas páginas das unidades de informação das Bibliotecas das Universidades
de Ensino Superior no Brasil, para compreender o uso do formato MARC21
nessas unidades de informação. Para a realização da coleta de dados foi
estabelecido os seguintes critérios: as universidades Públicas e Privadas
credenciadas pela CAPES e CRBs (Conselho Regional de Biblioteconomia);
Divisão por regiões: Sul, Sudeste, Centro Oeste, Norte, Nordeste; Somente as

1

http://www.loc.gov/marc/community/

�unidades de informação que utilizam o MARC21 estão sendo estudadas. Para o
tratamento e análise dos dados quantitativos, será utilizado software Excel.
Considerações Finais:
A pesquisa encontra-se em andamento, na etapa da coleta de dados sobre o uso
do formato MARC21 para Comunidades nas Unidades de Informação nas
Bibliotecas das Universidades de Ensino Superior no Brasil. Como resultado a ser
alcançado esse estudo pretende compreender o perfil das Unidades de
Informação com relação ao uso do formato de intercâmbio MARC21 e estudar a
interdisciplinaridade entre as áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação e
Sistemas de Informação com foco na catalogação, relacionando-as assim ao
formato de intercâmbio MARC21 – formato de dados para comunidade.
Palavras-chave: Catalogação. Sistemas de Informação; MARC21 – Comunidade.
Referências:
IFLA. DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO.
2009. Disponível em: http://www.ifla.org/files/cataloguing/icp/icp_2009-pt.pdf.
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PAES, D. M. B.; TABOSA, H.; PINTO, V. B. Uso de ferramentas tecnologicas na
representação temática e descritiva da informação: relato de experiência na
Iniciação à Docência na Unidade Curricular de Processamento da Informação. In:
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2011. Disponível em:
http://rabci.org/rabci/sites/default/files/USO%20DE%20FERRAMENTAS%20TECN
OLOGICAS%20NA%20REPRESENTAÇÃO%20TEMÁTICA%20E%20DESCRITIV
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Coleção, Classificação e Comunidade. Revista Novas Tecnologias em
Informação, Marília (SP), v., n.1, p. 21-28, 2010.

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                <text>A presente pesquisa tem por objetivo estudar o papel dos sistemas de informação no desempenho das novas abordagens da catalogação, sua abrangência sobre o formato de intercâmbio MARC21, em especial o Formato de dados para Comunidade. Apresenta como objetivos específicos: verificar como os sistemas de informação colaboram para o desempenho das novas abordagens da catalogação; Identificar a abrangência dos sistemas de informação para o uso do MARC21; Apresentar um estudo sistematizado sobre o MARC21 – Formato de dados para Comunidade nas Unidades de Informação das Bibliotecas das Universidades de Ensino Superior no Brasil.</text>
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                    <text>O IMPACTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS DE ENSINOAPRENDIZAGEM NAS BIBLIOTECAS
AUTORES: Regina Garcia Brito – regina.garcia@usp.br; Valéria Martin Valls valls@fespsp.org.br – Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo
(FESPSP)

INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas houve a proliferação de dispositivos
móveis, redes sociais e outras ferramentas da Web 2.0, tanto em contextos
profissionais, quanto sociais. Nota-se também a perspectiva de democratização
do acesso à informação, pois esta transita em múltiplos meios, não só nos
livros e periódicos, mas também em outras mídias e sob diferentes formatos,
podendo ser acessada a qualquer hora e em qualquer tempo pela Internet. Tal
realidade requer que sejam repensados os métodos de ensino e,
consequentemente, os serviços oferecidos pelas bibliotecas.
A fim de refletir sobre como alinhar a atuação das bibliotecas às novas
tendências, este trabalho traça um panorama sobre novas formas digitais de
ensino-aprendizagem e reflete sobre as possibilidades de uso de algumas
ferramentas no Serviço de Referência e Informação (SRI).
MÉTODO DE PESQUISA: A metodologia utilizada para este trabalho foi a
revisão de literatura. Optou-se por selecionar textos disponibilizados em língua
portuguesa e publicados a partir do ano 2000.
A base para seleção dos temas foram os relatórios do NMC (New Media
Consortium), comunidade internacional de especialistas em tecnologia
educacionais, de 2012 e 2013, os quais tratam das perspectivas tecnológicas
para o ensino fundamental, médio e superior.
RESULTADOS: Foram tratadas no trabalho as seguintes tendências na
educação: a) Blended learning ou cursos híbridos; b) Objetos de aprendizagem
(OA); c) Web 2.0, Redes Sociais e Ambientes Pessoais de Aprendizagem; d)
MOOCs; e) Aprendizagem móvel ou m-learning, e f) Realidade Aumentada.
Como forma de síntese, foi elaborado um quadro com as tendências digitais e
com sugestões para as bibliotecas.
TENDÊNCIAS
Cursos híbridos

SUGESTÕES PARA AS BIBLIOTECAS
Biblioteca pode participar das equipes interdisciplinares que
organizam os cursos em EaD, a fim de planejar e sugerir
serviços de acesso à informação. Podem ser disponibilizados
tutoriais ou treinamentos virtuais, incluindo dessa forma o
bibliotecário como mediador do acesso à informação no
ambiente virtual.
O bibliotecário pode auxiliar na obtenção de materiais
complementares, indicar fontes de pesquisa e auxiliar no uso
de bases de dados e bibliotecas virtuais.

Objetos de

Os bibliotecários podem contribuir para a criação dos

�aprendizagem

Repositórios de Objetos de Aprendizagem, contribuindo para a
elaboração da política de funcionamento e método de
indexação.

Web 2.0

A biblioteca pode usar as ferramentas para manter contato
com os usuários, divulgar e compartilhar produtos e serviços.

e Ambientes
Pessoais de
Aprendizagem

Os bibliotecários podem indicar ferramentas para os usuários
das bibliotecas que facilitem o gerenciamento de seus
estudos.

MOOCs

Os bibliotecários podem colaborar na gestão das plataformas
EaD, colaborando na seleção, avaliação e elaboração de
recursos para cursos online e no desenvolvimento de estudos
de usuários, usabilidade e arquitetura da informação. Podem
disponibilizar no site links para MOOCs de interesse da
comunidade atendida.

Aprendizagem
móvel

É importante que o site da biblioteca seja adaptado para
acesso móvel, disponibilizando serviços como: catálogo
OPAC, indicação de aplicativos específicos para a
comunidade atendida, material de instrução em áudio, acesso
a base de dados, serviço de notificação e referência via SMS .

Realidade
Aumentada

A Biblioteca pode disponibilizar livros que usem a RA como
forma de despertar o interesse pela leitura, além de servir
como opção para deficientes auditivos e visuais.

DISCUSSÃO: A inserção de novas tecnologias nas bibliotecas requer o
desenvolvimento das competências informacional e midiática (ou competência
info-midiática) relacionando-as a outras requeridas dos bibliotecários. A
tecnologia não deve ser o fim e sim o meio para facilitar o processo de
mediação da informação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: O bibliotecário precisa estar preparado para lidar
com as novas tecnologias, conscientizando-se de seu papel social e
educacional. Ao ser proficiente em informação e em mídia terá condições de
mediar a informação contida em diferentes formatos. O uso das ferramentas
digitais no SRI poderá facilitar o trabalho de mediação da informação, além de
fomentar a autonomia, colaboração, interatividade e flexibilidade.
PALAVRAS-CHAVE: TICs, Serviço de Referência e Informação, Mediação da
Informação.
REFERÊNCIAS:
AGUIAR, G. A. Uso das ferramentas de redes sociais em bibliotecas
universitárias: um estudo exploratório na UNESP, UNICAMP e USP. 2012. 184
f. Dissertação (Mestrado em Cultura e Informação) - Escola de Comunicações
e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em:
&lt;http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-03122012-160409/&gt;.
Acesso em: 10 out. 2014.

�FURNIVAL, A. C.; GRACIOSO, L. S. M-libraries e information commons: novos
espaços, novas práticas. Revista GEMInIS: Grupo de Estudos sobre Mídias
Interativas em Imagem e Som, v.2, n.1, p. 86-105, 2011. Disponível em:
&lt;http://www.revistageminis.ufscar.br/index.php/geminis/article/view/41&gt;.
Acesso em: 15 out. 2014.
NMC. Perspectivas tecnológicas para o ensino fundamental e médio brasileiro
de 2012 a 2017: uma análise regional por NMC Horizon Project. Austin, Texas:
The New Media Consortium Estados Unidos, 2012. Disponível em:
&lt;http://zerohora.com.br/pdf/14441735.pdf&gt;. Acesso em: 13 out. 2014.
SOUZA, M. I. F.; TORRES, T. Z.; AMARAL, S. F. Bibliotecas digitais e
dispositivos móveis: acesso a novos espaços e aprendizagem. In: Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação, 24.
Maceió, Alagoas. 2011. Anais... Maceió, Alagoas, 2011. Disponível em:
&lt;http://www.febab.org.br/congressos/index.php/cbbd/xxiv/paper/viewFile/73/41
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TEOTÔNIO, M. K. L. Bibliotecário 2.0: novos desafios na era da sociedade em
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TORI, R. Educação sem distância: as tecnologias interativas na redução de
distâncias em ensino e aprendizagem. São Paulo: Editora SENAC, São Paulo:
Escola do Futuro/USP, 2010.

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                <text>Nas últimas décadas houve a proliferação de dispositivos móveis, redes sociais e outras ferramentas da Web 2.0, tanto em contextos profissionais, quanto sociais. Nota-se também a perspectiva de democratização do acesso à informação, pois esta transita em múltiplos meios, não só nos livros e periódicos, mas também em outras mídias e sob diferentes formatos, podendo ser acessada a qualquer hora e em qualquer tempo pela Internet. Tal realidade requer que sejam repensados os métodos de ensino e, consequentemente, os serviços oferecidos pelas bibliotecas. A fim de refletir sobre como alinhar a atuação das bibliotecas às novas tendências, este trabalho traça um panorama sobre novas formas digitais de ensino-aprendizagem e reflete sobre as possibilidades de uso de algumas ferramentas no Serviço de Referência e Informação (SRI).</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
O DESEMPENHO DOS BIBLIOTECÁRIOS NAS PRÁTICAS EXTENSIVAS DO
INSTITUTO FEDERAL DA BAHIA, CAMPUS SIMÕES FILHO

Isabel Cristina de Oliveira Souza. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
da Bahia (IFBA). E-mail: falecomisabelsouza@gmail.com. Geocivany Lima Cardoso.
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). E-mail:
geocivany@ifba.edu.br

INTRODUÇÃO
Hoje as bibliotecas são mais dinâmicas e tem um público diversificado. Acentuada
produção de informação em material impresso (livros, revistas, apostilas, encartes,
manuais), que a biblioteca já não consegue organizar em tempo hábil para disseminar
para a sua clientela.
Tão importante quanto os serviços prestados pela biblioteca, o bibliotecário precisa
desenvolver meios que a tornem um ambiente acolhedor e agradável, favorável à
interação entre informação e conhecimento. Sobretudo, repensar e assumir o seu papel
social, transformando a biblioteca como um espaço sociocultural, capaz de se adequar
as transformações sociais e tecnológicas.
Com o avanço tecnológico houve muitas mudanças mundo do trabalho. Com o
profissional bibliotecário não foi diferente. Ele passou por mudanças significativas
refletindo o quanto conseguiu ser flexível e capaz de se adaptar em sua área de
atuação de maneira inovadora.
No bojo dessas mudanças, o papel social do profissional vem se diversificando no seu
fazer diário. Isto significa procurar entender as novas demandas que surgem, as novas
maneiras de responder a estas demandas criando novos métodos e formas de trabalho
através de práticas extensivas.
Nesse sentido, garantir o acesso às atividades de extensão como processo acadêmico
é indispensável também ao discente, pois contribui para a sua formação artística e
cultural, ao desenvolvimento do senso crítico e da responsabilidade social.

�A Biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA),
Campus Simões Filho, cumpre este papel ao idealizar serviços de extensão como a
Jornada do Conhecimento que aconteceu em 2009.
Relato da experiência
A Biblioteca do IFBA/ Campus Simões Filho realizou em 2009, o projeto a Jornada do
Conhecimento, aproveitando o momento de comemoração dos cem anos da educação
profissional e tecnológica na Bahia. O principal objetivo foi o de por em prática um
evento que pudesse servir como veículo de valor informativo da história desta
centenária Instituição, até então desconhecida da maioria dos componentes da
comunidade interna.
Após um intervalo para aprimoramento das ideias, em 2012, foram retomados os
projetos com atividades artísticas e culturais como: minicursos, palestras, feira de livros,
encontro com escritores, etc., com os seguintes objetivos:
Promover o intercâmbio de conhecimento entre a comunidade e a equipe da biblioteca
com atividades culturais, de incentivo à leitura e de capacitação.
Estimular a produção literária e intelectual da comunidade escolar.
No ano de 2012 a Biblioteca do IFBA, Campus Simões Filho, aproveitou a data alusiva
à Semana do Livro e da Biblioteca que acontece nacionalmente, sempre na última
semana do mês de outubro, para promover ações de integração com a comunidade
interna e divulgar seus produtos e serviços oferecidos. Assim, iniciou a I Semana do
Livro e da Biblioteca, com projeto de extensão em incentivo à leitura, tendo em vista
que seus frequentadores sempre se mostraram leitores assíduos e ávidos pelo
conhecimento.
O resultado desse evento foi tão satisfatório que tem acontecido anualmente com o
desenvolvimento de várias atividades culturais e de incentivo à leitura, visando
incentivar o gosto pela leitura, pelo uso da biblioteca e pelas manifestações artísticas e
culturais como instrumento de transformação social.
No ano de 2014 o projeto foi submetido ao edital 02/2014 da Pró-reitoria de Extensão,
órgão responsável pela seleção de Projetos de Extensão, onde pôde contar com uma
verba de R$ de 8.300,00 para gastos com camisas, marcadores de páginas, sacolas
retornáveis e os brindes para premiação das atividades culturais.
Tudo isto vem corroborar com as afirmações de Cabral (1998, p.44) quando diz que “O
trabalho de ação cultural bibliotecária pode ser considerado como um campo de
atuação profissional extremamente rico e transformador”. Ela ainda acrescenta ser de
fundamental importância, que o profissional possa constantemente “repensar sua

�prática tradicional e buscar novas possibilidades e perspectivas inovadoras de atuação,
que apontem para uma biblioteconomia comprometida com a democratização cultural,
onde o profissional assume uma nova postura diante da realidade que o cerca”.
(CABRAL, 1998, p.44).
Percebe-se com isso, que desde o início em 2009 houve grandes conquistas, o que nos
incentiva a continuar desenvolvendo novos projetos, para atender a crescente demanda
por informação e conhecimento e principalmente, pela necessidade de tornar a
biblioteca um organismo vivo. Concordamos com Almeida Junior (1992, p.92) no que
ele se refere ao movimento de sairmos do maniqueísmo profissional que leva à
“postura apática, passiva” e ampliarmos nossa função social para atuarmos no seio da
comunidade como parte integrante nos processos de “alteração e mudança de
pensamentos e comportamentos” .
Considerações Finais
Ainda há muito a construir, mas muito se avançou. As dificuldades no caminho são
enormes, mas no decorrer se adquire experiência e se consegue lidar com as
adversidades. O próximo passo, implementar o evento no calendário acadêmico ou
realizar parceria com outro evento que já conste no calendário para garantir maior
visibilidade e credibilidade.
Com isso, hoje, a biblioteca do campus além dos serviços tradicionais comumente
oferecidos tem como tarefa também construir e manter projetos artísticos e culturais
para atender a demanda da comunidade interna e, no futuro, externa. Isso porque
Identificamos que, desenvolver novas funções relativas ao incentivo à leitura e
disseminação da cultura popular, poderá proporcionar uma maior participação da
comunidade externa nessas atividades. Almejamos conquistar essa clientela para
nossa biblioteca.
Palavras-chave: Bibliotecário. Papel Social. Extensão. Ações Culturais.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA JUNIOR. Oswaldo Francisco de. Biblioteca Pública: ambiguidade,
conformismo e ação guerrilheira do bibliotecário. São Paulo: APB, n.15, 1995. CABRAL,
Ana Maria Rezende. Ação cultural: possibilidades de atuação do bibliotecário. In:
VIANNA, Márcia Milton; CAMPELLO, Bernadete; MOURA, Victor Hugo Vieira. Biblioteca
escolar: espaço de ação pedagógica. Belo Horizonte: EB/UFMG, 1999. p. 39-45.
Seminário promovido pela Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal de Minas
Gerais e Associação dos Bibliotecários de Minas Gerais,1998, Belo Horizonte.

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                <text>Hoje as bibliotecas são mais dinâmicas e tem um público diversificado. Acentuada produção de informação em material impresso (livros, revistas, apostilas, encartes, manuais), que a biblioteca já não consegue organizar em tempo hábil para disseminar para a sua clientela. Tão importante quanto os serviços prestados pela biblioteca, o bibliotecário precisa desenvolver meios que a tornem um ambiente acolhedor e agradável, favorável à interação entre informação e conhecimento. Sobretudo, repensar e assumir o seu papel social, transformando a biblioteca como um espaço sociocultural, capaz de se adequar as transformações sociais e tecnológicas.</text>
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                    <text>OS USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO E A LEITURA DOS REGISTROS BIBLIOGRÁFICOS: A
CATALOGAÇÃO COMO PROCESSO COMUNICATIVO
1 INTRODUÇÃO
Viver em sociedade requer a aceitação de normas e hábitos específicos, impregnados a
uma cultura que identifica as características de um grupo social que compartilha ideais
semelhantes na busca pela sobrevivência. Os membros desses grupos estabelecem
relações comunicativas de modo que as crenças e valores sejam compartilhados e as
informações não relevantes para o grupo sejam refutadas.
Assim, a comunicação torna-se essencial para a existência da sociedade. O ato de
comunicar-se constitui um vetor que transmite ou compartilha informações entre diferentes
indivíduos, sendo necessária para concretização da comunicação a presença de quatro
elementos, que são: um agente emissor, um receptor, uma mensagem e um canal de
comunicação.
Não resta dúvida de que, quando queremos nos comunicar é necessário haver a
presença desses elementos, caso contrário, não seria possível exteriorizar nossos
sentimentos e opiniões. Mesmo havendo a presença desses elementos, faz-se
imprescindível o entendimento da mensagem transmitida pelo emissor para o receptor. Não
havendo entendimento, o processo comunicativo não se consolida.
Ora, a comunicação requer o estabelecimento de sentido entre os sujeitos envolvidos.
França (2002, p. 13, grifo nosso) define comunicação como o “[...] processo de produção e
compartilhamento de sentidos entre sujeitos interlocutores, realizado através de uma
materialidade simbólica (da produção de discursos) e inserido em determinado contexto
sobre o qual atua e do qual recebe os reflexos.
No âmbito da Biblioteconomia e Ciência da Informação, nota-se que, ao trabalhar as
linguagens documentárias e considerando o ciclo da informação, o conjunto de fazeres
específicos dos profissionais da informação está imbuído no processo de comunicação
(DODEBEI, 2002). Mey e Silveira (2009) ao discorrerem sobre a catalogação e a função dos
catálogos nas bibliotecas, consideram esses fazeres como práticas que se colocam a serviço
da comunicação.
A verdade é que ao representar as características dos itens informacionais de uma
coleção em um catálogo, seja ele impresso ou automatizado, pretende-se estabelecer pontos
de acesso entre a informação e o registro bibliográfico representado, tendo como intenção
viabilizar a recuperação da informação. Essa recuperação e, consequentemente, a
localização do item na estante somente ocorrerá se houver entendimento por parte do
usuário, ou seja, se ele atribuir sentido aos códigos e formatos de catalogação.
Nessa discussão, Mey e Silveira (2009, p. 3, grifo nosso) dialogam com Rudiger (2004,
p. 85-86), descrevendo que: “As mensagens veiculam símbolos e sinais, que precisam ser
entendidos pelas pessoas: transferências de informações só podem ocorrer dentre de
processos de compreensão [...]”.
Constata-se que a comunicação somente ocorre se houver compreensão. Desse modo,
o processo de catalogar ou representar os itens bibliográficos através de linguagens e
códigos específicos da Biblioteconomia torna-se uma atividade complexa, exigindo inúmeras
habilidades do bibliotecário, sobretudo ao considerar o usuário como um dos principais
elementos do processo, pois é ele quem decodificará a mensagem contida nos códigos de
representação.
Portanto, propõe-se a elaboração deste artigo, cujo objetivo é apresentar a percepção
dos usuários quanto ao processo de catalogação realizado por bibliotecários em uma
biblioteca. O estudo foi conduzido por meio de objetivos específicos que são: primeiramente,

�realizou-se um estudo teórico na literatura de catalogação, tendo em vista encontrar
evidências sobre o processo comunicativo e, em um segundo momento, através da análise
sobre a opinião de usuários da biblioteca, descrever as percepções deles e suas
considerações acerca das formas de representação existente no catálogo eletrônico da
referida unidade de informação.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Este estudo desenvolveu-se em meio a duas etapas: em um primeiro momento
recorreu-se à literatura da área de Catalogação, haja vista encontrar embasamento teórico
sobre a catalogação como processo comunicativo; posteriormente, realizou-se estudo focal
através de discussões junto a um grupo de dez alunos iniciantes do Curso de
Biblioteconomia, com o intuito de investigar a interpretação que os alunos possuíam sobre as
representações descritivas inseridas no catálogo eletrônico da biblioteca a qual estavam
vinculados.
A revisão bibliográfica pautou-se em livros de Catalogação utilizados pelos cursos de
Biblioteconomia no Brasil e artigos científicos sobre a mesma temática publicados em
revistas científicas da Ciência da Informação no contexto brasileiro. O estudo focal foi
conduzido por meio de perguntas abertas socializadas com alunos sendo as discussões
devidamente gravadas.
Devido à natureza específica deste trabalho, resumo expandido, apresenta-se a seguir
alguns resultados preliminares, seja das reflexões propostas pelos teóricos da área, seja dos
comentários principais e mais instigantes observados durante o estudo focal.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Analisando a literatura sobre catalogação, de modo geral, detectou-se que poucos
autores abordam a catalogação levando em consideração os aspectos da comunicação. Mey
e Silveira (2009) evidenciam a necessidade de o profissional ter o cuidado em realizar os
processos de representação considerando o contexto do usuário, pois é necessário que se
crie uma linguagem de representação passível de ser decodificada por esse sujeito.
A catalogação torna-se um fazer complexo. Isso porque os profissionais embora saibam
da importância de separar suas ideias, crenças e valores das práticas profissionais, acabam
por levar esses aspectos individuais no contexto de seu trabalho. A esse respeito, Mey e
Silveira (2009, p. 4) discorrem que “[...] os fatores pessoal, social e profissional se acham
indissoluvelmente ligados [...]”.
Assim, as atividades de catalogação, além de sofrerem interferências do catalogador,
também estão sujeitas aos fatores advindos das tecnologias utilizadas para representar,
normalizar e formatar a informação registrada. Segundo o estudo de Castro e Santos (2009,
p. 74), a representação descritiva no panorama atual “[...] vem sofrendo mudanças notórias
de modelos de descrição bibliográfica convencionais, permeadas pelas tecnologias de
informação e comunicação o que conduz a ou requer olhares diferenciados no tratamento de
recursos informacionais [...]”.
Conforme defendido no estudo de Mey (1995, p. 9), os instrumentos de representação
descritiva, como por exemplo, o catálogo, garante a função de comunicação atribuída à
catalogação. Isso porque, o catálogo representa “[...] um canal de comunicação estruturado,
que veicula mensagens contidas nos itens, e sobre os itens, de um ou vários acervos,
apresentando-se sob forma codificada e organizada, agrupadas por semelhanças, aos
usuários desse(s) acervo(s)”.
A respeito do estudo focal realizado com dez alunos, notou-se que a maioria possui
dificuldades em entender as descrições do catálogo. Para um dos membros do grupo

�estudado: “Sei que cada dado do catálogo quer me transmitir uma informação, mas preciso
pedir ajuda a alguém para decifrá-lo”. Em outra ocasião percebemos dificuldade de
entendimento dos usuários quanto aos códigos estabelecidos que precisam de um
conhecimento prévio para serem entendidos: “Acho magnífico o trabalho do bibliotecário. Só
que quando se cria códigos, como por exemplo, o número de classificação, parece que a
informação está sendo escondida. Já em outras partes, como por exemplo, os dados de
descrição física, eles são facilmente compreendidos por não estarem codificados”. Também
se constatou a necessidade de profissionais ajudando os usuários: “Acho indispensável a
presença do bibliotecário junto ao acervo, ajudando os usuários, pois assim, eles vão se
acostumando e aprendendo a decifrar os dados representados no catálogo”.
De modo geral, percebe-se que a catalogação sozinha pode não consolidar o processo
comunicativo, o que requer a contribuição do serviço de referência. Essa constatação é
pertinente, pois é preciso “[...] pensar a representação bibliográfica como ação
comunicativa e vislumbrar outros olhares sobre nossas práticas; talvez [isso] nos leve à
significativa comunicação com os diferentes sujeitos da documentação (MEY; SILVEIRA,
2010, p. 136, grifo nosso).
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através das fontes de pesquisa bibliográfica, até então utilizadas, observa-se,
preliminarmente, que pouco se debate acerca da catalogação no âmbito da comunicação. Os
autores mencionam na literatura as conceituações, definições, historicidade das práticas de
representação, assim como descrevem as metodologias, técnicas e formas de se catalogar
os diversos itens informacionais. Contudo, não abordam, comparativamente, essas práticas e
suas relações com o processo comunicativo, tendo em vista o entendimento do usuário
quanto aos códigos instituídos.
Por meio do estudo focal realizado, analisando os principais e instigantes relatos,
constata-se que, na visão dos alunos investigados, as representações bibliográficas
apresentadas no catálogo, pela falta de conhecimento e familiaridade do usuário com os
registros bibliográficos, não viabiliza de forma satisfatória o entendimento do usuário, não
consolidando o processo de produção de sentido. Esse fato nos infere afirmar sobre a
importância do serviço de referência, que representa uma extensão dos serviços
catalográficos, uma estratégia utilizada pelo catalogador, no sentido de proporcionar aos
usuários o entendimento das descrições bibliográficas. Devido a essa forte relação entre
catalogação e serviço de referência, constata-se a necessidade de realizar pesquisas futuras
que discorrem aspectos necessários ao aprofundamento dessa relação.
Palavras-chave: Catalogação. Representação da Informação. Comunicação. Serviço de
Referência.
REFERÊNCIAS
DODEBEI, V.L.D. Tesauro: linguagem de representação da memória documentária. Niterói,
RJ: Intertexto; Rio de Janeiro: Interciência, 2002.
MEY, E. Introdução à catalogação. Rio de Janeiro: Brinquet de Lemos, 1995.
______; SILVEIRA, N.C. Catalogação no plural. Brasília, DF: Brinquet de Lemos, 2009.
______. Considerações teóricas aligeiradas sobre a catalogação e sua aplicação. InCID: R.
Ci. Inf. e Doc., Ribeirão Preto, v. 1, n.1, p. 125-137, 2010.
CASTRO, F.; SANTOS, P. L. V. A. da C. Uso das tecnologias na representação descritiva: o
padrão de descrição bibliográfica semântica MarcOnt Initiative nos ambientes informacionais
digitais. Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 1, p. 74-85, jan./abr. 2009.

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                <text>Viver em sociedade requer a aceitação de normas e hábitos específicos, impregnados a uma cultura que identifica as características de um grupo social que compartilha ideais semelhantes na busca pela sobrevivência. Os membros desses grupos estabelecem relações comunicativas de modo que as crenças e valores sejam compartilhados e as informações não relevantes para o grupo sejam refutadas. Assim, a comunicação torna-se essencial para a existência da sociedade. O ato de comunicar-se constitui um vetor que transmite ou compartilha informações entre diferentes indivíduos, sendo necessária para concretização da comunicação a presença de quatro elementos, que são: um agente emissor, um receptor, uma mensagem e um canal de comunicação.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Resumo expandido de relato de experiência

Proposta de reestruturação da Biblioteca José Amilar da Silveira do Colégio São
Francisco Xavier

Paulo Vítor Oliveira
Colégio São Francisco Xavier - CSFX
paulo.vitoroliveira@yahoo.com.br

Dempsey de Lima Bragante
Universidade Federal Fluminense – UFF
dempseybragante@yahoo.com.br

�1 INTRODUÇÃO
A biblioteca escolar

é um ambiente

múltiplo, onde

é possível o

desenvolvimento de diferentes atividades de entretenimento, leitura ou busca pela
informação. Ela deve estar em mesma consonância com as políticas pedagógicas,
diretrizes e a missão da escola. O bibliotecário é o agente mediador entre a obra e a
informação, mais ainda, é o sujeito com a missão de criar projetos de incentivo ao
uso do espaço, estimular a leitura, proporcionar aos seus usuários acesso a obras
que permitem satisfazer as suas necessidades de informação. Mas antes de
conhecer o seu público final e em potencial, é necessária a realização de uma
ferramenta essencial para identificar a infraestrutura, os recursos humanos, o
acervo, de modo a conhecer as características e deficiências da unidade de
informação: o diagnóstico.
Conforme salientado por Almeida (2005, p. 53) diagnóstico consiste em “um
processo sistematizado, com tempo e espaço definidos, de avaliação de serviços
organizacionais”. Esse instrumento é fundamental a ser elaborado, pois permite
compreender e identificar pontos fortes e fracos na estrutura, atividades e no
funcionamento da biblioteca; por meio dele é possível descobrir formas de
solucionar problemas e melhorar a eficácia e eficiência das unidades de informação.
Em virtude das vantagens supracitadas na construção do diagnóstico, o mesmo foi
realizado na Biblioteca José Amilar da Silveira, do Colégio São Francisco Xavier de
modo a conhecer as suas deficiências nas áreas de recursos humanos,
infraestrutura, acervo, produtos e usuários e propor possíveis soluções aos mesmos.

2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
O trabalho analisou in loco, por meio do bibliotecário que exerce as suas
atividades na biblioteca, os aspectos de infraestrutura, recursos materiais e
humanos, processamento técnico e serviços disponibilizados aos usuários pela
unidade de informação.
O

diagnóstico

foi

executado

com a

função

de

cooperar

com o

desenvolvimento da biblioteca, nas atividades de ensino-aprendizagem. Foi
identificado a posição da biblioteca no organograma da instituição, verificado a
biblioteca está inserida no projeto político pedagógico, realizado o levantamento do
acervo que compõe a biblioteca, identificado as características da circulação interna

�e externa dos documentos, analisado o processamento técnico da coleção e os tipos
de documentos fazem parte da estrutura organizacional da biblioteca e elencado os
serviços oferecidos aos usuários.
O levantamento das informações no decorrer deste trabalho contribuiu para
que reflexões sejam realizadas referentes à estrutura da biblioteca, desde os
aspectos físicos aos informacionais.
As principais propostas após o diagnóstico foram: melhora do mobiliário
específico para o seu público, inserção dos usuários no ambiente digital, com a
aquisição das novas mídias tecnológicas, como tablets e e-books, adquirir um
sistema antifurto para prevenção do acervo e proteção do patrimônio de forma a
garantir o acesso às obras para outros consulentes, entre outros pontos.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percebe-se que a partir da compilação dos dados, mudanças são necessárias
para que a biblioteca desenvolva suas atividades com plenitude e procurando
satisfazer as necessidades informacionais dos seus usuários, incluindo alterações
estruturais do espaço.
A partir deste trabalho nota-se que é imprescindível a aplicação do
diagnóstico para conhecer a realidade da biblioteca, identificar os seus pontos fortes
e fracos e quais ações serão desenvolvidas para auxiliar nas tomadas de decisão,
que possam contribuir na melhoria de produtos e serviços oferecidos aos seus
usuários.

Palavras-chave: Gestão de bibliotecas. Diagnóstico. Biblioteca escolar.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de
informação. 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos, 2005.
CHAGAS, Magda. Organização de bibliotecas escolares. Florianópolis:
CIN/CED/UFSC, 2010.
MACIEL, Alba Costa. Planejamento de bibliotecas: o diagnóstico. Niterói: EDUFF,
1997.

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22 a 24 de julho de 2015

Resumo expandido de relato de experiência

Preservação e conservação de documentos da Biblioteca José Amilar da Silveira do
Colégio São Francisco Xavier

Paulo Vítor Oliveira
Colégio São Francisco Xavier - CSFX
paulo.vitoroliveira@yahoo.com.br

Dempsey de Lima Bragante
Universidade Federal Fluminense – UFF
dempseybragante@yahoo.com.br

�1 INTRODUÇÃO
A sociedade passa por grandes evoluções em diversas esferas, com isso é
gerada uma quantidade considerável de documentos. Essa diversidade documental
produzida necessita de procedimentos e medidas preventivas, de forma a garantir a
sua durabilidade para as próximas gerações. Assim, compreende-se a importância
de conhecer os conceitos de preservação, conservação e restauração, que são
fundamentais para possibilitar o acesso futuro as coleções das bibliotecas.
Preservação: é um conjunto de medidas e estratégias de ordem
administrativa, política e operacional que contribuem direta ou indiretamente
para a preservação da integridade dos materiais.
Conservação: é um conjunto de ações estabilizadoras que visam
desacelerar o processo de degradação de documentos ou objetos, por meio
de controle ambiental e de tratamentos específicos (higienização, reparos e
acondicionamento).
Restauração: é um conjunto de medidas que objetivam a estabilização ou a
reversão de danos físicos ou químicos adquiridos pelo documento ao longo
do tempo e do uso, intervindo de modo a não comprometer sua integridade
e seu caráter histórico. (CASSARES, 2000, p. 12)

A preservação do acervo das bibliotecas não deve se restringir apenas a
coleção, mas é necessário que haja uma preocupação referente ao espaço físico
que abrigará as obras.

2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
A instituição selecionada nesta pesquisa é a biblioteca escolar José Amilar da
Silveira do Colégio São Francisco Xavier (CSFX) localizada no município de
Ipatinga, Minas Gerais. A biblioteca tem por finalidade prestar serviços de
informação e documentação à comunidade interna e externa do colégio, atendendo
à Educação Infantil, ao Ensino Fundamental I e II e ao Ensino Médio. Seu acervo é
composto por 16.711 exemplares / 8.047 títulos, 08 assinaturas de periódicos
correntes, além de livros de literatura em braile e áudio livros no formato MP3.
O trabalho verificou a infraestrutura da biblioteca, realizou um levantamento
do estado físico do acervo da biblioteca, identificou as obras que necessitam de
restauração, se a biblioteca possui políticas de prevenção a sinistros e contra
insetos e propôs ações de preservação e conservação de documentos que podem
ser adotadas na biblioteca.

�Para que a biblioteca possa preservar e conservar os documentos, os quais
são de sua responsabilidade, ela deve iniciar as suas preocupações no prédio no
qual é localizada.
Na biblioteca José Amilar da Silveira, não existe aparelho para medir as
condições climáticas. Segundo Chagas e Bahia (2010, p. 82) “os instrumentos
utilizados para a leitura dos níveis ambientais são o termômetro (para medir a
temperatura) e o higrômetro (para medir a unidade na atmosfera).” Pelo fato do
clima ser muito quente na região do Vale do Aço, há sete aparelhos de arcondicionado para amenizar o calor na biblioteca, a climatização realizada é a
adequada, respeitando a temperatura adequada entre 20º e 24ºC e umidade relativa
do ar deve permanecer entre 50 e 60% (CHAGAS; BAHIA, 2010, p. 82). A
higienização completa é feita na biblioteca de seis em seis meses no período de
férias pela equipe de conservação e limpeza do CSFX.
Para sanar questões sobre as técnicas de preservação e conservação do
acervo e orientar usuários e funcionários quanto o manuseio correto dos
documentos foi lançada uma campanha em agosto de 2014.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para conhecer uma instituição é necessário verificar o estado em que se
encontram os seus setores e/ou departamentos, desde o aspecto físico ao humano.
Por meio da compilação dos dados a partir de um diagnóstico, identificou-se
que a biblioteca ocupa um amplo espaço no colégio, permitiu também conhecer
atual situação que se encontra a biblioteca José Amilar da Silveira, as suas
características, identificar os aspectos que necessitam de melhorias e intensificar
ações que contribuem na preservação e conservação do seu acervo.

Palavras-chave: Preservação.
biblioteca. Biblioteca escolar.

Conservação.

Diagnóstico

organizacional

de

REFERÊNCIAS
CASSARES, Norma Cianfone. Como fazer conservação preventiva em arquivos
e bibliotecas. São Paulo: Arquivo do Estado; Imprensa Oficial, 2000.
CHAGAS, Magda; BAHIA, Eliana Maria dos Santos. Desenvolvimento, conservação e
recuperação das coleções. Florianópolis: CIN/CED/UFSC, 2010.

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                <text>A sociedade passa por grandes evoluções em diversas esferas, com isso é gerada uma quantidade considerável de documentos. Essa diversidade documental produzida necessita de procedimentos e medidas preventivas, de forma a garantir a sua durabilidade para as próximas gerações. Assim, compreende-se a importância de conhecer os conceitos de preservação, conservação e restauração, que são fundamentais para possibilitar o acesso futuro as coleções das bibliotecas.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
HISTÓRIA CULTURAL DAS PRÁTICAS DE LEITURA DE ESTUDANTES
UNIVERSITÁRIOS
Andréa Pereira dos Santos,
Professora adjunta do Curso de Biblioteconomia da UFG. Email:
andreabiblio@gmail.com
1 Introdução
Desde o ano 2006 ministro disciplinas ligadas à leitura (teoria e história)
no curso de biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás. Além dos alunos
do curso de biblioteconomia ministro a disciplina para alunos de outros cursos em
formato de núcleo livre.
Nessas disciplinas, procuro discutir a leitura levando em consideração a
história das práticas de leitura dos estudantes colocando-os como personagens
dessa. Tal atividade me surpreende a cada ano e não poderia deixar de
compartilhar tais percepções.
Uma pesquisa sobre leitura, que envolve a participação dos estudantes,
é bastante produtiva, pois os torna objeto da própria discussão. E nada mais atual
do que estudos como esse, principalmente nesse contexto de leituras
fragmentadas tanto pela explosão da informação, quanto pelo acesso, cada vez
maior (pelo menos para boa parcela), com o advento da Internet.
Um outro aspecto interessante é que tal atividade envolve os familiares
dos estudantes e é uma forma de aproximação entre a família e a universidade.
O questionamento levantado com essa atividade é: como se dá o
processo de construção e formação de leitores dos estudantes dos cursos de
graduação da UFG? Objetiva-se, assim, compreender o processo de formação e
construção do leitor por meio da história das práticas de leitura familiar.
Trabalhos sobre práticas de leitura são bem recorrentes em nossa
literatura. Entretanto, autores que me influenciaram nessa temática foram: Chartier
(1990, 2001), que no primeiro livro discute a história cultural e no segundo as
práticas de leitura; Abreu (1999, 2001), com discussões em torno da história da
leitura e dos preconceitos em leitura. Destaco essa última, porque a história das
práticas de leitura dos universitários revela resquícios de preconceitos com certos
tipos de leitura. Por fim, Melo (2007) que, em sua tese de doutorado transformada
em livro, discute as primeiras práticas de leitura em Goiânia.
2 Caminho metodológico
As pesquisas qualitativas são importantes para que possamos realizar
análises de forma crítica, pois não nos predemos em números e sim em dados

�que revelam resultados imensuráveis, principalmente quando o objeto de pesquisa
é o ser humano. Assim, optou-se pela pesquisa qualitativa tendo como
metodologia a história cultural. A historia cultural é aquela que não está presente
na grande história tradicional; ela é a micro história ou história vista de baixo
(BURKE, 2008; DOSSE, 2003; HUNT, 2001; LE GOFF, 1998).
O procedimento de coleta de dados utilizado foi gerado durante as
atividades realizadas nas duas disciplinas ministradas: Leitura e Sociedade e
História dos Registros do Conhecimento. Cada estudante deveria levantar a
história das práticas de leitura familiar entrevistando avós, pais, irmãos e um relato
da própria prática.
Depois o estudante apresentaria sua história em formato de seminário e
entregaria um texto dissertativo sobre o tema.
Minha análise constou de observar a postura dos estudantes durante a
apresentação: suas emoções e inquietações e de verificar se eles faziam relação
das histórias das práticas de leitura com os grandes acontecimentos ditados pela
história tradicional.
3 As práticas de leitura na história de vida dos estudantes
Durante esses anos ministrando as disciplinas ligadas à leitura e a
história da leitura e acompanhando os trabalhos apresentados pelos estudantes
dentro delas, pude perceber que houve uma aproximação bem maior dos
estudantes com a teoria apresentada em sala de aula. Mesmo porque, eles se
viram dentro das discussões.
As apresentações, em muitos momentos, foram carregadas de emoção,
pois com toda a correria da vida e da própria universidade, a maioria não conhecia
a própria história e nunca tinha parado um pouco para refletir.
Percebi um fato bastante difundido por inúmeros autores: que acesso
ao material livro é mais comum nas famílias com maior poder aquisitivo e com pais
com formação superior (Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 2011).
Outro detalhe que chama a atenção é a onipresença da bíblia na
maioria dos lares. Tendo-a como principal instrumento de leitura independente da
classe social. Interessante, pois, desde Idade Média e da invenção da imprensa
de Gutenberg, ela é presença na nossa história da leitura.
E por fim, vários estudantes revelaram certos preconceitos ligados à
leitura, ou seja, não consideravam como leitura algumas revistas, livros e outros
materiais escritos, comprovando os estudos de Abreu (2001).
4 Considerações Finais
É relevante nesse atual contexto dar atenção às práticas de leitura
reveladas na atualidade. Critica-se e fala-se muito de leituras fragmentadas e
acusa-se a juventude de não gostar de ler. Talvez hoje (esse é o resultado de uma
pesquisa de doutorado finalizado em 2014) é que o jovem lê mais. De forma
fragmentada? Talvez. E, provavelmente, não poderia ser diferente já que há uma
infinidade de informações difíceis de digerir.

�Enfim, desconfio que essas redes sociais e a própria internet tem
contribuído para a construção e formação desse jovem leitor. Podemos pensar
também que ele esteja praticando aquela leitura extensiva mencionada por
Darnton (1992). Segundo ele, antes do século XVIII era possível a prática da
leitura intensiva, já que a produção livreira era restrita na Europa. Porém, depois
dessa data, a produção de informações se tornou mais extensa não sendo
possível a prática da leitura intensiva.
5 Referências
ABREU, Márcia (org.). Leitura, história e história da leitura. Campinas, SP:
Mercado de Letras: Associação de Leitura do Brasil – ALB. São Paulo: FAPESP,
1999.
______ . Diferença e desigualdade: preconceitos em leitura. In: MARINHO,
Marildes (org.) Ler e navegar: espaços e percursos da leitura. Campinas:
Mercado das Letras, 2001.
BURKE, Peter. O que é história cultural? 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,
2008.
CHARTIER, Roger. A História Cultural: entre práticas e representações. Trad.
Maria Manuela Galhardo. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990. 245p.
CHARTIER, Roger (org.). Práticas da leitura. 2. ed. São Paulo: Estação
Liberdade, 2001.
DARNTON, Robert. História da leitura. In: BURKE, Peter (Org.). A escrita da
história: novas perspectivas. São Paulo: Editora da UNESP, 1992. p. 199-236
DOSSE, François. A história em migalhas: dos Annales à nova história. Bauru,
SP: Edusp, 2003.
HUNT, Lynn. A nova história cultural. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
LE GOFF, Jacques. A história nova. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
MELO, Orlinda Carrijo. A invenção da cidade: leitura e leitores. Goiânia: Ed. Da
UFG, 2007.

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                <text>Desde o ano 2006 ministro disciplinas ligadas à leitura (teoria e história) no curso de biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás. Além dos alunos do curso de biblioteconomia ministro a disciplina para alunos de outros cursos em formato de núcleo livre. Nessas disciplinas, procuro discutir a leitura levando em consideração a história das práticas de leitura dos estudantes colocando-os como personagens dessa. Tal atividade me surpreende a cada ano e não poderia deixar de compartilhar tais percepções.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DA FACULDADE DE
ODONTOLOGIA DE BAURU – FOB-USP ( 2009-2014)

Jane Coelho Danuello – Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de
São Paulo – jane@fob.usp.br
José Roberto Plácido Amadei – Faculdade de Odontologia de Bauru,
Universidade de São Paulo – amadei@fob.usp.br
Introdução
A produção científica é o conjunto de documentos gerados a partir dos
resultados de pesquisas, que representam a materialização do conhecimento
sobre determinado assunto, sendo utilizada, atualmente, como o principal
instrumento para a avaliação da ciência.
As avaliações da produção científica por meio dos estudos bibliométricos
constituem abordagem objetiva e confiável que, associada às análises
contextuais, torna-se um dos instrumentos metodológicos que contribuem para
a visualização do comportamento da ciência em um dado campo. De modo
resumido, pode-se definir a bibliometria como uma área cujo ponto central
reside na utilização de métodos quantitativos na busca por uma avaliação
objetiva da produção científica (ELIAS; SOUZA, 2006, p. 220).
Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo apresentar a evolução
da produção científica da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP), no
período de 2009 a 2014, utilizando como fonte a base de dados Scopus; bem
como verificar o grau de visibilidade dos artigos publicados pela unidade, a
partir da comparação dos dados da Scopus com os da base de produção
científica do banco de dados da USP (Dedalus).
Metodologia
Na base de produção científica do banco Dedalus foram coletados os
registros de artigos de periódicos da unidade FOB entre os anos de 2009 e
2014. Tanto os registros da base Scopus quanto da base produção científica
foram importados e tratados no software Vantage Point. Tabelas e gráficos
foram gerados no Microsoft Excel. A data de coleta dos dados foi em novembro
de 2014.

�Resultados
Os artigos de periódicos originais predominam entre os tipos
documentais indexados na base Scopus, correspondendo a 88% do total das
publicações indexadas na base.
Quanto às revistas nas quais estes artigos são publicados, observa-se
preferência pelos que possuem status internacional e evidencia-se uma grande
utilização do periódico institucional para a divulgação dos resultados de
pesquisas da Unidade. Verifica-se, ainda, uma preferência por publicar em
periódicos que são também utilizados como referência, o que demonstra
coerência com relação à área ou temáticas, assim como preocupação com a
boa visibilidade dos trabalhos para a comunidade científica mundial.
Com relação ao volume de publicações da FOB-USP indexadas na
Scopus, verificou-se uma oscilação no período analisado. Destaca-se um
considerável crescimento nos anos de 2011 e 2012. Em 2014 verifica-se nova
queda (-5,54%), porém, deve-se considerar que os dados foram coletados um
mês antes do encerramento do ano de 2014, o que certamente implica em uma
futura alteração neste resultado (FIGURA 1).

Figura 1 – Volume de publicações por ano e taxa anual de crescimento
Volume anual e taxa de crescimento das publicações na SCOPUS
330,00
330
280

319
282
260

280,00

271

254

256

230,00

230

180,00

180

130,00

130

80,00

80
30

‐2,31

11,02

13,12

2010

2011

2012

30,00

‐15,05

‐5,54

2013

2014

‐20

‐20,00
2009

Publicações

Crescimento

Fonte: Elaborada pelos autores

Packer e Meneghini (2006, p. 237-239) definem visibilidade como “a
capacidade de exposição que uma fonte ou fluxo de informação possui de, por
um lado, influenciar seu público alvo e, por outro, ser acessada em resposta a
uma demanda de informação”. Desse modo, na Figura 2 apresenta-se essa
evolução, contemplando as duas listas de artigos obtidas, observando-se que,
durante todo o período, aproximadamente 75% dos artigos publicados pela
FOB-USP estão indexados na base de dados Scopus, conferindo status
internacional a maior parte da produção da Unidade neste formato.

�Figura 2 – Comparação do vo lume de arttigos Dedalus e artigoss Scopus

Fonte: Elaaborada pelos autores
CON
NCLUSÕES
Conform
me previstto, compro
ovou-se um predom
mínio de ppublicações no
form
mato de artigo indexa
ados na ba
ase Scopus
s, tendo em vista quue o maior foco
das bases refe
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gos de perriódicos.
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ngo do perríodo. Vale
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o de artigo
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mínimo 75% dessa produção indexxada na ba
ase.
Além disso, a an
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mitiu constatar uma boa cobeertura da base
dução do banco Dedalus no que se re
efere ao volume
v
dee registros
s dos
prod
artig
gos produzidos na FO
OB-USP.

Pala
avras-chav
ve: Produ
ução cienttífica. Visiibilidade científica.
c
Faculdade
e de
Odontologia de
e Bauru.

REF
FERÊNCIA
AS
ELIA
AS, Flávia Silva; SOU
UZA, Luis. Indicadore
es para mo
onitoramennto de
pesq
quisa em saúde
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no Brasil.
B
Ciên
ncia da Infformação, Brasília, vv. 35, n. 3, p.
218--226, set./d
dez. 2006.
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dina Porto;; SILVA, Joosé Fernan
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org.). Comu
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ão científic
ca: contexxto, indicad
dores
e avvaliação. Sã
ão Paulo: Angelara,
A
2006. p. 235-259.

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                <text>A produção científica é o conjunto de documentos gerados a partir dos resultados de pesquisas, que representam a materialização do conhecimento sobre determinado assunto, sendo utilizada, atualmente, como o principal instrumento para a avaliação da ciência. As avaliações da produção científica por meio dos estudos bibliométricos constituem abordagem objetiva e confiável que, associada às análises contextuais, torna-se um dos instrumentos metodológicos que contribuem para a visualização do comportamento da ciência em um dado campo. De modo resumido, pode-se definir a bibliometria como uma área cujo ponto central reside na utilização de métodos quantitativos na busca por uma avaliação objetiva da produção científica (ELIAS; SOUZA, 2006, p. 220).</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

BUSCA E ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO AUDIVIOSUAL NA WEB:
experiência no Laboratório de Tecnologias Intelectuais
Isa Maria Freire
Universidade Federal da Paraíba
isafreire@globo.com
Gustavo Henrique de Araújo Freire
Universidade Federal do Rio de Janeiro
ghafreire@gmail.com
Niedja Nascimento Barros
Universidade Federal da Paraíba
niedjabiblio@gmail.com
1 INTRODUÇÃO
A humanidade sempre buscou maneiras de se comunicar e passar
informação a diante, a vida em uma sociedade faz surgir a necessidade de
informação confiável e segura. Com a explosão tecnológica surgi em meio as
vias de comunicação um montante de meios e canais de busca através da
internet, assim afirma Castells (2003, p.7) “[...] a internet é o tecido de nossas
vidas”, surgindo assim a explosão da informação.
Neste contexto, buscou-se facilitar a busca da informação disponível
em suporte audiovisual na web, mediante uso de tecnologias intelectuais de
busca e organização da informação, no âmbito do Projeto Laboratório de
Tecnologias Intelectuais – LTi do Departamento de Ciência da Informação da
Universidade Federal da Paraíba. Desenvolvido de forma participativa, o
projeto tem como objetivo disponibilizar fontes de informação virtuais para
apoio à aprendizagem discente na formação profissional em Biblioteconomia,
Ciência da Informação, Arquivologia e Museologia. No âmbito do Projeto LTi,
propõe-se o desenvolvimento de atividades colaborativas, de modo a contribuir
para a construção de uma inteligência coletiva que facilite a gestão para
acesso a recursos de informação virtual em âmbito local. Nosso propósito, com
esta pesquisa foi facilitar a recuperação da informação por usuário que dela
necessitam, disponibilizando seu acesso de forma clara e seletiva, de modo a
atender à lei de Ranganathan (2009) “poupe o tempo do leitor”. Neste relato,
descrevemos as ações de pesquisa e seus resultados, ambos disponíveis no
Portal LTi — Vídeos &lt;dci.ccsa.ufpb.br/lti&gt;, subdivididos por área de interesse.
2 SOBRE O ESPAÇO INSTITUCIONAL DA PESQUISA - LTi
O Laboratório de Tecnologias Intelectuais é um projeto de pesquisa ensino - extensão, com vistas ao desenvolvimento de ações que facilitem o
acesso livre à informação científica e tecnológica, de modo a promover
reflexões e propiciar competências em tecnologias intelectuais de produção,

�comunicação e uso dessa informação. O Projeto LTi é desenvolvido no âmbito
do Departamento de Ciência da Informação, mediante parceria com
organizações internas e externas à Universidade Federal da Paraíba.
O Projeto recebe apoio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação
Científica (CNPq/PIBIC - UFPB), do Edital de Ciências Sociais CNPq - Capes
(2010-2012), do Programa de Bolsas de Pós-Graduação da Capes (através do
PPGCI da UFPB) e do Programa de Bolsas de Extensão (Probex) da PróReitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da UFPB, no âmbito do qual
realizou-se esta pesquisa.
Em 2010 foi estabelecida parceria com a Associação Nacional de e PósGraduação - Ancib, para atualização das notícias do Portal Ancib e manutenção
do site &lt;www.ancib.org.br&gt;. Em 2011, foram estabelecidas parcerias para
cooperação científica e tecnológica com a Rede de Projetos do LTi, para
desenvolvimento da pesquisa, no âmbito do projeto Competências em
informação na web (CNPq/PIBIC e UFPB).
3 RELATO DA PESQUISA
O projeto foi conduzido como uma rede de compartilhamento de
tecnologias intelectuais, especificamente para busca de informação de
interesse para o ensino de graduação na web e produção de estoques de
informação referencial, conforme Freire e colaboradores (2013).
Para alcançar os objetivos propostos, foi treinada uma bolsista de
Iniciação Científica (CNPq) discente no Bacharelado em Biblioteconomia da
Universidade Federal da Paraíba, no processo de busca e organização da
informação. Como fonte principal de informação foi usado o site Youtube
&lt;https://www.youtube.com&gt;, disponibilizando os links dos vídeos selecionados
e descrevendo seu conteúdo, de modo que aos usuários possam ter acesso e
fazer uso direto das fontes ou compartilhar os links de com outros usuários
Foram pesquisados os vídeos de interesse mediante palavras-chave e
operadores booleanos (AND e/ou OR), sobre o assunto, e cada vídeo
selecionado foi integralmente assistido antes de fazer parte do banco de dados,
sendo indexado, classificado e catalogado (Catalogação Anglo-Americana –
AACR2). Foram utilizadas as seguintes categorias para a seleção dos vídeos:
Qualidade da imagem; Qualidade do som; Tempo de duração; e Informação
(conteúdo). Para cada vídeo selecionado e inserido no banco de dados foi
elaborada uma ficha com titulo do vídeo, resumo do conteúdo, link para o
youtube, data da postagem, duração do vídeo e palavras-chave.
Foram indexados 86 vídeos, organizados nas áreas de Biblioteconomia,
Arquivologia, Ciência da Informação e Repórter De olho na CI, como no quadro
a seguir:
Quadro 1 – Graduação: quantidade de vídeos, por área
Qtde. de
ÁREAS
Vídeos
Arquivologia
22
Biblioteconomia
40
Ciência da Informação
19
Repórter De Olho na CI
5
Total de links
86
Fonte: Dados da pesquisa, 2015.

�Sendo que a temática da área de Biblioteconomia, por ter um maior
número de vídeos, foi organizada em subtemáticas:
Quadro 2 – Biblioteconomia: organização por Temática
Qtde. de
Vídeos

Assunto
Biblioteconomia para concurso
Dia a Dia do profissional bibliotecário
Leitura
Profissional bibliotecário

17
7
8
8
Total

40

Fonte: Dados da Pesquisa, 2015.

Após o processo seleção e organização, os vídeos foram inseridos no
Portal LTi, na seção Vídeos, cada fonte descrita na respectiva ficha
catalográfica e o link para o youtube, e cada vídeo na sua respectiva área do
conhecimento. Para formular as categorizações dos vídeos foram usados
critérios de maior interesse para um usuário em busca de recuperar uma dada
informação.
4 CONCLUSÃO
Com a indexação das fontes de informação foi possível escrever cada
vídeo em sua ficha, para que o usuário saiba do que trata o vídeo, qual o seu
tempo de duração e outras informações relevantes. O usuário seleciona o
vídeo que lhe interessa, cujo conteúdo está descrito. Mas, para que o processo
seja satisfatório para os usuários, é necessário que o pesquisador selecione
vídeos com bom conteúdo e boa qualidade de imagem e som. Também se tem
o cuidado de verificar semanalmente se os links para os vídeos estão ativos ou
se algum foi desabilitado, pois o vídeo e sua descrição permanecem no Portal
LTi apenas enquanto estiverem disponíveis na web.
Palavras-chave: Web – Fontes de informação audiovisual. Arquivologia.
Biblioteconomia. Ciência da Informação. Relato de experiência.
REFERÊNCIAS
FREIRE, I.M.; FREIRE, G.H. de A.; SILVA, J.M.O. de; BARROS, N.N.; SILVA,
J.M.O. da. Na trilha do futuro: ações de pesquisa e ensino para acesso à
informação na web. Biblionline, v.9, v.2, p.49-62, 2013.
CASTELLS, M. A sociedade em rede a era da informação: economia,
sociedade e cultura. 7a. ed. Tradução: Roneide Venâncio Majer. São Paulo:
Paz e Terra, 1999, v.1.
RANGANATHAN, S. R. As cinco leis da Biblioteconomia. Brasília: Briquet de
Lemos Livros, 2009. 336 p.
AGÊNCIA FINANCIADORA
CNPq – Programa Interinstitucional de Bolsas de Iniciação Científica na UFPB
CNPq – Edital Universal

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

O CASO DA BIBLIOTECA SETORIAL DE LETRAS E LINGUÍSTICA:
IMPLEMENTAÇÃO, ESTRUTURAÇÃO E GESTÃO

Inês
Conceição da
ines.biblio@gmail.com

Silva.

Universidade

Federal

de

Goiás.

Introdução:
O objetivo deste trabalho é narrar a experiência de implementação,
estruturação e gestão de uma sala de leitura, que integrada ao Sistema de
Bibliotecas da UFG (Sibi/UFG), passa a funcionar como biblioteca setorial. A
integração surgiu da necessidade de padronização dos serviços para atender
adequadamente seu público. Os resultados tem se mostrado positivos,
considerando a ampliação de serviços disponíveis, além da normalização do
funcionamento - que garante um padrão de atendimento e serviços, a
ampliação de acesso e uso das coleções, promovendo a aproximação entre
bibliotecário-usuário, e melhorando a interação com a biblioteca. A
reestruturação do ambiente também trouxe melhorias quanto ao espaço físico,
mobiliário e atendimento prestado.

Relato da experiência:
A sala de leitura da Faculdade de Letras foi inaugurada em setembro de
1994, criada a partir da doação de professores e alunos da área, e de compras
financiadas pelo Centro de Línguas da unidade para suprir as necessidades
informacionais do corpo docente e discente. No entanto, tratando-se de uma
estrutura informal, faltava um sistema de gerenciamento – o que implicava em
perdas, e normativas que orientasse quanto ao funcionamento - que se
mostrava precário apesar da riqueza do seu acervo.
Assim, no ano de 2009 a direção da Faculdade propôs que a sala de
leitura se integrasse ao Sistema de Bibliotecas da UFG (Sibi/UFG). A partir
disto, seria possível atender às normas de atendimento, processamento,

�desenvolvimento de coleções, capacitação e infraestrutura preconizadas pelo
Sibi/UFG.
Passado o processo burocrático de inclusão no sistema, iniciou-se em
novembro de 2009, o processamento técnico dos materiais bibliográficos da
sala de leitura. Em 2010, o acervo já se encontrava registrado no sistema de
gerenciamento Sophia. No entanto, era utilizado somente para localização das
obras, pois não havia sido efetivamente implantado. Era necessária a presença
de um bibliotecário concursado para dar prosseguimento à transição da sala de
leitura.
Com a chegada de uma bibliotecária concursada em janeiro de 2011, o
sistema foi implantado, e iniciou-se a liberação do material para que os
empréstimos fossem realizados via sistema. Os exemplares não localizados
foram sinalizados como “desaparecidos” no sistema. Neste momento, foi
possível notar a perda que a sala de leitura sofria por empréstimos não
devolvidos e pela falta de um sistema de segurança. Os colaboradores da
biblioteca foram orientados quanto às normativas do Sibi/UFG, e treinados para
uso e orientação do sistema Sophia.
No inicio do ano letivo de 2011, a Biblioteca Setorial de Letras e
Linguística iniciou seu funcionamento com os serviços de empréstimo
domiciliar informatizado - possibilitando serviços de renovação e reserva
online-, catalogação na fonte, orientações quanto à normalização de trabalhos
acadêmicos, além de dois terminais de consulta ao acervo. Embora houvesse a
aprovação das facilidades agora disponíveis, encontramos dificuldades quanto
à aceitação das normativas, como a guarda do material para permanência da
biblioteca, e das sanções, como o pagamento de multas.
Ainda em 2011, a biblioteca passou a funcionar aos sábados, para
atender aos cursos de pós-graduação e alunos do Centro de Línguas. Também
se iniciou o trabalho de adequação de acervo aos projetos pedagógicos, em
parceria com o conselheiro do curso, e trabalhando também na aproximação
entre docentes e biblioteca.

�O acervo de teses e dissertações não havia sido catalogado. Esta
necessidade não havia sido apontada pelo fato do depósito legal deste material
já ser realizado na Biblioteca Central, e a partir de 2006 disponibilizados no
Banco de Teses e Dissertações da universidade. Porém, a freqüente e
crescente procura por estes materiais mostraram a necessidade de incorporar
teses e dissertações ao acervo, o que foi feito no ano de 2013 – até então os
empréstimos ainda eram realizados através de formulários impressos.
Em 2014, a biblioteca iniciou suporte às revistas cientificas produzidas
na Faculdade de Letras, além de atuar com as publicações da faculdade no
Repositório Institucional da universidade.
Cientes da necessidade de melhorias na estrutura física da antiga sala
de leitura, a direção da Faculdade já havia destinado um espaço para a
biblioteca no projeto do novo bloco da Faculdade de Letras.
A mudança e estruturação no novo espaço ocorreram entre os meses de
outubro e novembro de 2014. A biblioteca hoje ocupa uma área de 173,80 m2.
O novo ambiente é climatizado, iluminado, possui wi-fi, sala de estudo
individual e sala para a coordenação, além de sistema de segurança. A sala de
estudo individual também funciona como espaço de estudos 24 horas. O
acervo tornou-se mais bem distribuído e acessível. A sinalização também pôde
ser melhorada através de cores diferenciadas para indicar as seções da
biblioteca.
Considerações Finais ou Conclusões:
A integração da sala de leitura ao Sibi/UFG trouxe benefícios como a
normalização do funcionamento, a ampliação de acesso e uso das coleções,
promovendo maior aproximação entre bibliotecário-usuário, e melhorando a
interação com a biblioteca. Além disso, o novo espaço nos oferece a
possibilidade de ampliar o uso da biblioteca para aulas, exposições, oficinas e
atividades culturais, planejadas para acontecer em 2015.
Palavras-chave: Sala de leitura; Biblioteca setorial; Sistema de bibliotecas;
Gestão de bibliotecas.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text> Administração de Biblioteca</text>
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                <text>O objetivo deste trabalho é narrar a experiência de implementação, estruturação e gestão de uma sala de leitura, que integrada ao Sistema de Bibliotecas da UFG (Sibi/UFG), passa a funcionar como biblioteca setorial. A integração surgiu da necessidade de padronização dos serviços para atender adequadamente seu público. Os resultados tem se mostrado positivos, considerando a ampliação de serviços disponíveis, além da normalização do funcionamento - que garante um padrão de atendimento e serviços, a ampliação de acesso e uso das coleções, promovendo a aproximação entre bibliotecário-usuário, e melhorando a interação com a biblioteca. A reestruturação do ambiente também trouxe melhorias quanto ao espaço físico, mobiliário e atendimento prestado.</text>
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                    <text>FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES: DESAFIOS E PERSPECTIVAS ÀS
BIBLIOTECAS NA CONTEMPORANEIDADE
1 INTRODUÇÃO
Formar e desenvolver coleções é um processo que sempre esteve presente no contexto
das bibliotecas, desde suas origens, através dos primeiros suportes de informação, como os
tabletes de argila da Antiguidade, até a contemporaneidade, com o aparecimento das
bibliotecas digitais.
Mesmo estando presente em toda a trajetória evolutiva das bibliotecas, a forma como
as coleções eram formadas e desenvolvidas diferem-se conforme o desenvolvimento
tecnológico, a partir da incorporação de novos suportes nos acervos, assim como a partir da
redefinição das políticas que norteavam os objetivos das bibliotecas.
Em tempos remotos, os acervos eram formados a partir da seleção de itens agrupados
em listas produzidas por bibliófilos (WETZEL, 2012). A baixa produção de livros era um fator
preponderante para que muitas bibliotecas adquirissem toda a produção bibliográfica até
então existente. Vergueiro (1993) afirma que, com o aumento da produção bibliográfica essa
preocupação com a quantidade de materiais a serem adquiridos é, aos poucos, substituída
pela necessidade de seleção, focando na qualidade das coleções.
Assim, o desenvolvimento de coleções consolidou-se como um fazer científico,
permeado por critérios consistentes, de modo que as coleções deixaram, tão somente, de
serem custodiadas para serem gerenciadas. Em nível de Brasil, por exemplo, a disciplina
intitulada “Formação e desenvolvimento de coleções” foi incorporada aos currículos de
Biblioteconomia, apenas na década de 1980 (VERGUEIRO, 1993). Na contemporaneidade,
devido à formação de novas ambiências para disponibilizar as coleções, muitos redefinem
essa disciplina como “Gestão de Estoques de Informação” (CORRÊA, 2014).
Assim, é a partir do uso acentuado das novas tecnologias e da internet, que as práticas
de formar e desenvolver coleções tornam-se cada dia mais complexa, por conseguinte,
instiga novos estudos e viabiliza novas perspectivas para essa área (WETZEL, 2002). Não
resta dúvida de que, a explosão bibliográfica, o crescimento de pesquisas em ciência e
tecnologia, o crescimento das bibliotecas universitárias e com a falta de espaço físico, as
atividades em prol das coleções são repensadas (VERGUEIRO, 1993; WETZEL, 2002).
Logo, o desenvolvimento de coleções passou a ser uma prioridade nos fazeres dos
profissionais da informação.
A partir dessa evolução, este estudo objetiva apresentar alguns desafios e perspectivas
sobre as práticas de formar e desenvolver coleções no âmbito das bibliotecas na
contemporaneidade. Analisa o processo de formar e desenvolver coleções, no que tange à
política, às etapas de seleção e aquisição e aos impactos advindos das novas tecnologias.
Metodologicamente, foram selecionadas bibliotecas existentes em um município e que
possuíram bibliotecário atuando. A amostra totalizou vinte unidades, distribuídas nas
seguintes modalidades: cinco públicas, acadêmicas e especializadas, três escolares e duas
universitárias.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Metodologicamente, foram selecionadas bibliotecas existentes em um município e que
possuíam bibliotecário atuando. A amostra totalizou vinte unidades, distribuídas nas
seguintes modalidades: cinco públicas, acadêmicas e especializadas, três escolares e duas
universitárias.

�Como técnica de pesquisa, formulou-se um questionário com seis perguntas fechadas.
Os questionários foram enviados via email e retornaram em um período máximo de três
semanas. Também foi inserido no questionário, uma pergunta aberta, analisando se a
unidade possui coleções digitais disponibilizadas em ambiente web.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Analisando a pergunta aberta, a respeito das coleções digitais, nota-se que, apenas
duas bibliotecas, uma especializada e a outra escolar, ainda não oferece nenhuma coleção
em ambiente digital. Os profissionais relatam que a unidade possui site, no entanto, ainda
não disponibiliza documentos digitais. Existe a possibilidade, em um futuro próximo, de
serem digitalizadas algumas obras antigas, o que poderá viabilizar a disponibilização dessas
obras no site. As demais bibliotecas possuem site e oferecem repositórios de trabalhos
acadêmicos e artigos científicos, além de obras raras digitalizadas, com acesso remoto.
Quando perguntado sobre o maior desafio para o bibliotecário moderno, no que tange
ao processo de FDC, 50% (dez respondentes) consideram a política, 10% (dois indivíduos)
consideram o espaço físico, 30% (seis entrevistados) ausência da equipe de seleção. Entre
os dois sujeitos restantes, um considera a escassez de profissionais e outro a de verbas
(Gráfico 1). Perguntados sobre esses mesmos desafios no cotidiano da unidade onde
trabalham, obtiveram-se as seguintes respostas: 50% (dez respondentes) consideram a falta
da política, 10% (dois sujeitos) entendem como problema maior a falta de espaço físico, 20%
(quatro pessoas) disseram ser a falta da equipe de seleção. Dentre quatro, dois consideram
a escassez de profissionais (10%) e outros dois, a falta de verba (10%) (Gráfico 2).
falta da política
de FDC
falta espaço
físico
ausência
equipe seleção
escassez de
profissionais
escassez de
verbas

falta da política
de FDC
falta espaço
físico
ausência equipe
seleção
escassez de
profissionais
escassez de
verbas

Gráfico 1 – maiores problemas. Opinião pessoal.
Fonte: os autores (2015).

Gráfico 2 – maiores problemas – realidade das bibliotecas
Fonte: os autores (2015).

Analisando os dados acima, percebe-se que a ausência da política de FDC ainda
constitui um dos maiores problemas das bibliotecas investigadas, tanto na opinião dos
bibliotecários como na realidade em que atuam. A falta da equipe de seleção aparece em
segundo lugar. A equipe de seleção, juntamente com a política serve respaldo, tendo em
vista contribuir no processo decisório fundamentando-o (VERGUEIRO, 2010).
A terceira pergunta do roteiro referia-se às atividades de FDC em ambiente digitais.
Todas as unidades pesquisadas consideram que, mesmo com a formação de coleções
digitais, as atividades de formar e desenvolver coleções continuaram sendo utilizadas e
necessárias (Gráfico 3). Ao serem indagados sobre a utilização das novas tecnologias nos
processos de FDC, por unanimidade, consideraram que elas facilitam os processos de
trabalho (Gráfico 4).

sim

não

elas facilitam o
processo
representam
fatore de risco
são irrelevantes
dificultam o
processo

Gráfico 3 – As coleções digitais e o processo de FDC
Fonte: os autores (2015).

Gráfico 4 – As novas tecnologias e o processo de FDC
Fonte: os autores (2015).

�Percebe-se que os bibliotecários reconhecem a necessidade de atuação no ambiente
digital. Isso porque, conforme narrado na literatura, as novas tecnologias têm proporcionado
o aparecimento do documento eletrônico e a gestão de coleções locais. No intuito de garantir
maior segurança, autenticidade e confiabilidade e a essas coleções, torna-se imprescindível
o uso das técnicas e metodologias que perfazem o processo de FDC (WEITZEL, 2002).
Analisando as modalidades de aquisição, para a maioria dos respondentes, 90% (18
indivíduos), a unidade opta, como prioridade, pela compra. Apenas 10% (dois respondentes)
disseram preferir a permuta (Gráfico 5). Segundo a resposta de 35% (sete sujeitos), o
processo de compra é mediado por meio de editoras; 25% (cinco pessoas) disseram utilizar
qualquer fornecedor que esteja disponível; já para 20% (quatro indivíduos) utilizam-se todas
as possibilidades e, também, em quatro unidades prefere-se firmar parcerias com agências e
distribuidoras do ramo (Gráfico 6).
editoras

compra

livrarias
doação

agências e
distribuidoras
todos

permuta

Gráfico 5 – Modalidades de aquisição
Fonte: os autores (2015).

Gráfico 6 - Fornecedores
Fonte: os autores (2015).

Constata-se que, mesmo adentrando-se ao espaço digital, as coleções ainda continuam
sendo adquiridas por compra, tendo preferência também a prática da permuta. Infere-se a
partir desse resultado, que no ambiente virtual a permuta consolida-se por meio do
compartilhamento de recursos muito comum no ambiente das redes de
informação/conhecimento. Os fornecedores escolhidos são bem diversificados. Crê-se que
as bibliotecas adotam aqueles que oferece os melhores serviços, a custo favorável e que
divulga seus serviços junto à unidade de informação.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo constatou as atividades de formar e desenvolver coleções digitais em
diferentes modalidades de biblioteca. Mesmo possuindo realidades, políticas e culturas
diferenciadas, as unidades estudadas enfrentam desafios similares e apresentam
expectativas promissoras para a atuação do bibliotecário na gestão dessas coleções.
Os resultados apontam a ampliação desses fazeres no ambiente digital, uma vez que a
tecnologia ao viabilizar o acesso em diferentes canais, condiciona a necessidade de
selecionar informação segura e consistente, logo, viabilizar qualidade às coleções. Para
tanto, faz-se necesário instituir a política destinada a esse propósito específico.
REFERÊNCIAS
CORREA, Elisa. A visibilidade das políticas de gestão de estoques de informação em
páginas web de bibliotecas universitárias em Santa Catarina. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 18, Anais Eletrônicos. Belo Horizonte: UFMG, 2014.
Disponível em: &lt; https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/trabalhos/4152289.pdf&gt;. Acesso em: 10 mar. 2015.
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de coleções: uma nova visão para o
planejamento de recursos informacionais. Ciência da Informação, Brasília, v. 22, n. 11, p.
13-21. jan./abr. 1993. Disponível em:
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/viewFile/1208/849&gt;. Acesso em: 15 abr.
2014.

�______. Seleção de materiais de informação: princípios e técnicas. 3. ed. Brasília, DF:
Briquet de Lemos, 2010.
WEITZEL, Simone Rocha. O desenvolvimento de coleções e a organização do
conhecimento: suas origens e desafios. Perspectiva Ciência da Informação, Belo
Horizonte, v. 7, n. 1, p. 61-67, jan./jun. 2002. Disponível em: &lt;
http://www.brapci.inf.br/_repositorio/2010/1 1/pdf_9 29fb 1f298_0012875.pdf&gt;. Acesso em: 20
jan. 2011.
______. Desenvolvimento de coleções: origem dos fundamentos contemporâneos.
Transinformação, Campinas, v. 24, n. 3, p. 179-190, set./dez., 2012. Disponível em: &lt;
http://periodicos.puc-campinas.edu.br/seer/index.php/transinfo/article/view/1201/1176&gt;.
Acesso em: 10 mar. 2015.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Formar e desenvolver coleções é um processo que sempre esteve presente no contexto das bibliotecas, desde suas origens, através dos primeiros suportes de informação, como os tabletes de argila da Antiguidade, até a contemporaneidade, com o aparecimento das bibliotecas digitais. Mesmo estando presente em toda a trajetória evolutiva das bibliotecas, a forma como as coleções eram formadas e desenvolvidas diferem-se conforme o desenvolvimento tecnológico, a partir da incorporação de novos suportes nos acervos, assim como a partir da redefinição das políticas que norteavam os objetivos das bibliotecas.</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

GÊNEROS TEXTUAIS DE LEITURA:
Salão de Leitura da Biblioteca Nilo Peçanha – IFPB
Lucrécia Camilo de Lima. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da
Paraíba, campus João Pessoa. E-mail: lucrecia.camilo@ifpb.edu.br

RESUMO
Trata de um estudo de usuários no Salão de Leitura da Biblioteca Nilo Peçanha
(BNP), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB),
campus João Pessoa, com o objetivo de investigar as preferências por gêneros
textuais de leitura dos usuários dos cursos superiores de Engenharia elétrica,
Administração e Licenciatura em Química. A metodologia aplicada foi o estudo de
caso. E tivemos como base os assuntos gêneros textuais para a leitura. Os
resultados mostram que entre as preferências dos usuários reais, no que se refere
a gêneros textuais de leitura, obtiveram maior concentração: o livro didático, o
romance e crônicas.
Palavras-Chave: Estudo de usuário. Gênero textual. Preferências de leitura.
1 INTRODUÇÃO
O ato de ler não é apenas para decifrar códigos, mas entender as ideias e
as mensagens contidas num texto; mais do que isso, é atribuir sentido às palavras
escritas, conforme o referencial próprio de cada leitor, dando a interpretação
individual do que foi lido (BARROS; BORTOLIN; SILVA, 2006). Foi observando os
dizeres acima, que surgiram as indagações – quais os gêneros textuais de leitura
preferidos pelos os usuários? Um conto ou um romance? Um artigo científico ou
uma poesia? Assim, o estudo foi desenvolvido, com o objetivo de conhecer as
preferências por gêneros textuais de leitura dos usuários do Salão de leitura da
Biblioteca Nilo Peçanha do IFPB, dos Cursos superiores de Engenharia elétrica,
Administração e Licenciatura em Química. Na Biblioteca Nilo Peçanha, do IFPB
são disponibilizados e oferecidos vários produtos e serviços à comunidade de
usuários, dentre eles o Salão para leitura junto ao Acervo geral – habitat da
pesquisa. No dizer de Campedelli e Souza (1999), gênero é o modo como se

�veicula a mensagem literária. Existem grandes diferenças de conteúdo e formas
de se expressar nos textos – um conto em relação a uma novela de televisão –
possuem características bem diferentes e o romance não se assemelha a uma
peça teatral. No entanto, todos esses gêneros expressam algo, porém com
características distintas. Em nossas atividades comunicativas, temos exemplos de
vários gêneros textuais, tais como: uma carta, um bilhete, uma crônica, um artigo
científico, uma mensagem de e-mail.; etc.
2 MÉTODO DA PESQUISA
A metodologia aplicada nesse estudo foi estudo de caso, com a técnica de
questionário e as questões de cunho objetivo e subjetivo através de perguntas,
onde averiguamos as preferências de informação em termos de Gêneros textuais
de leitura: romance, contos; e outros. A população alvo é composta dos usuários
reais do Salão de Leitura da Biblioteca Nilo Peçanha de três cursos superiores do
IFPB, conforme tabela abaixo. Os questionários foram aplicados em um período
delimitado de 15 dias, durante o mês de março de 2014.
Tabela 1 – Preferências por gêneros textuais de leitura dos cursos superiores do
IFPB, campus João Pessoa.
Cursos superiores do IFPB, campus João Pessoa
Gêneros textuais
de leitura
Romance
Poesia
Contos
Artigo científico
Livro didático
Biografia/memórias
Obras de
referência
Crônicas
Antologias
Outros
Não opinou
Total

Bacharelado em
Engenharia elétrica
Quantidade
%

Bacharelado em
administração
Quantidade
%

Licenciatura em
Química
Quantidade
%

5
1
3
2

33,5
6,6
20
13,3

12
4
8
5
13
3
11

16,9
5,6
11,2
7,1
18,3
4,3
15,5

2
1
1
1
6
1

14,2
7,2
7,2
7,2
42,8
7,2

3
1

20
6,6

15

100

11
2
2
71

15,5
2,8
2,8
100

2
14

14,2
100

Fonte: Dados da autora, 2014.

A tabela 1, acima mostra as preferências por gêneros textuais de leitura dos
cursos superiores do IFPB. O curso de Engenharia elétrica obteve o seu maior

�índice para o gênero textual Romance com um percentual de 33,5%, seguido por
Crônicas e Livro didático com 20% cada, somando 40%; Obras de referência com
13,3%, os gêneros Contos e Outros 6,6% para cada, somando 13,2%. No curso
de Administração o gênero textual com maior percentual foi Livro didático 18,3%,
seguido dos gêneros Romance com 16,9%, Obras de referência e Crônicas
15,5%, somando 31%; Contos obteve 11,2%, o gênero Artigo 7,1%, Poesia 5,6%,
Biografias/memórias 4,3%; nos itens Outros e Não opinou obtiveram 2,8% para
cada, perfazendo 5,6% ambos. Para o Curso de Licenciatura em química o
percentual mais expressivo foi para o gênero textual Livro didático 42,8%; 14,2
para os

gêneros Romance e Crônicas, somando 28,4% os Gêneros Poesia,

Contos, Artigos e Obras de referência obtiveram um mesmo percentual 7,2%,
totalizando 28,8%, para os demais gêneros não ocorreu manifestação. Resultados
mostram que os gêneros textuais de leitura preferidos dos cursos superiores
foram: Livro didático com 42,8%; Romance com 33,5% e Crônicas com 20%.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Constatamos que a pesquisa atendeu aos objetivos traçados de conhecer
as preferências dos gêneros textuais de leitura dos alunos dos cursos de
Engenharia elétrica, Administração e Licenciatura em Química. Como sugestão,
recomendamos aos gestores da BNP, que promovam ações voltadas para o
incentivo à leitura.
Referências
CAMPEDELLI, Samira Youssef; SOUZA, Jésus Barbosa. Literatura produção
de textos &amp; gramática. 2. Ed. São Paulo: Saraiva, 1999. 624p.
BARROS, Maria Helena T. C. de; BORTOLIN, Sueli; SILVA, Rovilson José da.
Leitura: mediação e mediador. São Paulo: FA, 2006.

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                <text>Trata de um estudo de usuários no Salão de Leitura da Biblioteca Nilo Peçanha (BNP), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), campus João Pessoa, com o objetivo de investigar as preferências por gêneros textuais de leitura dos usuários dos cursos superiores de Engenharia elétrica, Administração e Licenciatura em Química. A metodologia aplicada foi o estudo de caso. E tivemos como base os assuntos gêneros textuais para a leitura. Os resultados mostram que entre as preferências dos usuários reais, no que se refere a gêneros textuais de leitura, obtiveram maior concentração: o livro didático, o romance e crônicas.</text>
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                    <text>Modelo 1
XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
EDUCAÇÃO CONTINUADA PARA O BIBLIOTECÁRIO DA ÁREA DE CIÊNCIAS
DA SAÚDE.
Autor: Vanessa Souza Mendonça. Universidade Federal do Rio de Janeiro.
vanessamendonca@hucff.ufrj.br
Introdução: O bibliotecário pode atuar em diferentes áreas devido a sua formação
generalista e à natureza do objeto de seu trabalho, a informação, porém, como o
perfil e desempenho profissional estão fortemente ligados à formação educacional,
acredita-se que a educação continuada seja uma importante alternativa para
minimizar as complexidades da provisão da informação na área escolhida para
atuação deste profissional, como a saúde, por exemplo. (BERAQUET ET AL,
2000).
Este trabalho tem como objetivo verificar quais são os cursos para
educação continuada disponíveis atualmente no Brasil para bibliotecários que
atuam na área da saúde.
Método da pesquisa: Para atender ao objetivo proposto foi realizado um
levantamento bibliográfico nas bases de dados Lilacs e Brapci. Para a busca nas
referidas bases foram utilizados os descritores "Bibliotecários" AND "Educação
Continuada". Além da busca nas bases de dados, realizou-se uma busca manual
nas listas de referências dos artigos selecionados. Foram incluídos artigos
nacionais de revisão, artigos que buscavam definir ou contextualizar a educação
continuada por parte dos bibliotecários da área da saúde, dissertações e teses.
Foram pesquisados também capítulos de livros relacionados ao tema.
Resultados: A educação profissional para bibliotecários no Brasil, segundo
Valentim (2002, p.120-121), pode ser caracterizada nos seguintes níveis e da
seguinte forma:
Cursos de Extensão (maioria): através de escolas, associações,
conselhos de classe e da própria empregadora, buscam a
atualização pontual de alguma técnica, forma de gestão ou
domínio de algo no campo da atividade profissional em que está
envolvido;

�Cursos de Especialização (minoria): através das escolas,
buscam a complementação do ensino de graduação e o
conhecimento para viabilizar novas formas de atuar no mercado de
trabalho;
Cursos de Mestrado e Doutorado (poucos): através das escolas
buscam o crescimento profissional e humano, visando um
atendimento profundo de algum problema na área de
conhecimento, qual seja, Ciência da informação.

No que se refere à educação continuada em saúde para bibliotecários, no
Brasil, tem-se os seguintes exemplos, segundo Galvão e Leite (2008, p.185):
Curso de graduação em Ciência da Informação que possui
ênfase em informação em saúde, como o da Universidade de São
Paulo - Ribeirão Preto, que formou sua primeira turma no ano de
2006;
Curso de especialização em Ciências da Saúde para
bibliotecários e documentalistas, oferecido pela Biblioteca Central
da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com a
contribuição do Centro Latino Americano e do Caribe de
Informação em Ciências da Saúde da Organização Pan-Americana
da
Saúde
da
Organização
Mundial
da
Saúde
(BIREME/OPAS/OMS);
Curso de especialização em Informação Científica e
Tecnológica em Saúde e o Programa de Pós-Graduação em
Informação e Comunicação em Saúde, ambos da Fundação
Oswaldo Cruz (FIOCRUZ);

De acordo com Pinto (2005), na América Latina a Bireme é a instituição que
mais promove a educação continuada para bibliotecários que atuam na área da
Saúde, habilitando-os no desenvolvimento de metodologias e produtos oferecidos
por este centro para o gerenciamento da informação.
Em dissertação sobre o profissional da informação em ciências da saúde,
Pinto (2005) propõe a estrutura de um curso de Informação e Ciências da Saúde,
que teria carga horária de 400 horas aula, a saber: a) Módulo de contextualização
dos cenários adotados; b) Módulo de metodologia, planejamento e elaboração de
projetos; c) Módulo de gestão da informação em saúde; d) Módulo de técnicas e
recursos para o tratamento da informação; e) Módulo de pesquisa, análise e
interpretação; f) Módulo tecnologias de informação em saúde; f) Módulo de estudo
de usuários; g) Módulo de capacitação para docência.
Discussão: A educação continuada em saúde, segundo Galvão, Ferreira e Daura
(2011), permite que o bibliotecário seja conhecedor das problemáticas da
informação em saúde, o que se constitui como potencial gerador de soluções

�podendo assumir posição cooperativa na equipe multiprofissional da saúde,
viabilizar a gestão da informação para a tomada de decisões, além de subsidiar
pesquisas e a prática médica de outras profissões da saúde.
Considerações Finais: Os bibliotecários brasileiros têm uma formação
generalista, para isso, é necessário que estes profissionais busquem uma
formação continuada que lhes permita ter uma base para uma profissão
consolidada, assim como base para ser um profissional competente. A educação
continuada e/ou a capacitação direcionada também possibilita a definição de um
perfil profissional, no qual o bibliotecário poderá ocupar espaços a ele destinados,
no mercado de trabalho, como na área da saúde, por exemplo.
Palavras-chave: Educação Continuada. Bibliotecários. Ciências da Saúde.

Referências:
BERAQUET, Vera Silvia Marão et al. Informação para saúde: bases para
formação profissional do bibliotecário brasileiro. In: ENCONTRO NACIONAL DA
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA
DA INFORMAÇÃO, 4, 2000, Brasília. Anais... Brasília, 2000.
GALVÃO, Maria Cristiane Barbosa; LEITE, Renata Antunes de Figueiredo. Do
bibliotecário médico ao informacionista: traços semânticos de seus perfis e
competências. Transinformação, v.20, n.2, p. 181-191, 2008.
GALVÃO, Maria Cristiane Barbosa; FERREIRA, Janise Braga Barros; DAURA,
Aline Priscila. Formando o profissional da informação em saúde: uma questão de
responsabilidade social no contexto brasileiro. Revista EDICIC, v.1, n.2, p. 82102, abr./jun. 2011.
PINTO, Rosemeire Rocha. O profissional da informação em Ciências da
Saúde: subsídios para o desenvolvimento de cursos de capacitação no Brasil.
2005. 118f. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino em Ciências da Saúde).
Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo,
2005.
VALENTIM, Maria Lígia. Formação: competências e habilidades do profissional da
informação. In: VALENTIM, Maria Lígia (Org.). Formação do profissional da
informação. São Paulo: Polis, 2002. p.117-132.

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                <text>O bibliotecário pode atuar em diferentes áreas devido a sua formação generalista e à natureza do objeto de seu trabalho, a informação, porém, como o perfil e desempenho profissional estão fortemente ligados à formação educacional, acredita-se que a educação continuada seja uma importante alternativa para minimizar as complexidades da provisão da informação na área escolhida para atuação deste profissional, como a saúde, por exemplo. (BERAQUET ET AL, 2000). Este trabalho tem como objetivo verificar quais são os cursos para educação continuada disponíveis atualmente no Brasil para bibliotecários que atuam na área da saúde.</text>
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                    <text>GESTÃO DE COLEÇÕES E SEUS REFLEXOS EM OUTROS FAZERES DA
BIBLIOTECONOMIA: A PERCEPÇÃO DOS ALUNOS ACERCA DOS PROCESSOS DE
FORMAR E DESENVOLVER COLEÇÕES
1 INTRODUÇÃO
O crescimento desenfreado da indústria editorial, após a invenção da imprensa e,
aliado ao desenvolvimento de novos suportes de informação, a partir da revolução
tecnológica, fizeram nascer novas inquietações no que tange ao fazer bibliotecário. Essas
transformações repercutiram, sobremaneira, na forma como as coleções que formam os
acervos bibliográficos deviam ser formadas e desenvolvidas.
Assim, o desenvolvimento de coleções, embora sempre existisse, apresentava-se, no
decorrer dos séculos, como de forma um tanto obscura, não tendo especial atenção por
parte de gestores de bibliotecas. As atividades bibliotecárias centravam-se na preservação e
no tratamento das coleções bibliográficas. Hoje, a aparência dos processos de formar e
desenvolver coleções transfigurou-se, tornando uma função da biblioteca de extrema
importância assim como são os outros fazeres.
De acordo com o contexto de muitas bibliotecas e, tendo como base as reflexões de
Mendonça e Maciel (2006), o desenvolvimento de coleções está atrelado às outras funções
da biblioteca, assumindo uma relação conjunta em meio às funções de organização da
informação, dinamização de coleções e das funções gerenciais. Isso nos permite confirmar
que os processos de trabalho de uma unidade de informação, na atualidade, são
dependentes entre si. Portanto, o desenvolvimento de coleções, considerado como o
despertar para o planejamento de recursos informacionais (VERGUEIRO, 1993) interfere no
funcionamento das demais atividades bibliotecárias a serem realizadas pelas bibliotecas.
A fim de confirmar essa percepção acerca da importância e abrangência do
desenvolvimento de coleções nos últimos tempos, foi investigada a percepção dos alunos
finalistas do curso de Biblioteconomia de uma universidade, a respeito do que consideravam
sobre o desenvolvimento de coleções, antes de terem cursados a disciplina intitulada
“Formação e Desenvolvimento de Coleções (FDC)”.
Assim, este estudo objetiva analisar a percepção dos alunos de uma turma finalista do
Curso de biblioteconomia em relação às características e funcionalidades das práticas de
formar e desenvolver coleção.
Partiu-se do pressuposto de que, mesmo não tendo cursado a disciplina, os alunos já
teriam uma visão preliminar da importância dos processos de FDC. Isso porque, certamente,
outras disciplinas já mencionaram os fatores que interferem no desenvolvimento desta área,
como: explosão bibliográfica, a qualidade dos acervos e a atenção prestada aos usuários.
Além disso, acreditamos que, a realização de estágios no decorrer do curso, certamente
viabilizou nos alunos uma visão preliminar acerca desse processo.
2 MÉTODO DA PESQUISA
A fim de obter um conhecimento prévio sobre as percepções dos alunos em relação ao
processo de FDC foi aplicado questionário, nas primeiras aulas da disciplina em foco. O
instrumento de pesquisa foi estruturado contendo seis perguntas fechadas e aplicadas aos
23 integrantes da turma, todos alunos de Biblioteconomia, em período final de curso.
As perguntas foram formuladas com o intuito de analisar, em linhas gerais, as
atividades de FDC, o fator qualidade, a abrangência do processo, a política e a importância e

�necessidade conferida ao processo de FDC. Os questionários foram respondidos de forma
instantânea, nos primeiros dias de aula da disciplina aqui analisada.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Formar e desenvolver coleções requer uma somatória de atividades que, atreladas a
competências específicas proporcionarão êxitos aos processos de trabalho (VERGUEIRO,
2010). Essa afirmação caracteriza as atividades de FDC como um processo, ou seja,
conforme Miranda (2007), as atividades relacionadas a esse fazer estão atreladas e repetemse mutuamente, o que garante constante atuação nas coleções bibliográficas.
A esse respeito, a pesquisa confirma essa discussão teórica, pois dezesseis alunos
(69,6%) consideram essas atividades como processuais. Para seis alunos (26%), as
atividades de FDC são caracterizadas como competências, e, apenas um respondente
considerou-as como tarefas (Gráfico 1). Quanto às características das coleções ou fatores
que condicionam maior visibilidade e valor ao acervo, observou-se, conforme resposta
advinda dos questionários respondidos que, todos (100%) entendem a qualidade do acervo
como o principal fator para a visibilidade das coleções (Gráfico 2). Nesse enfoque, Vergueiro
(2002) amplia a discussão e considera a qualidade como uma das principais exigências do
mundo moderno, tendo em vista proporcionar satisfação e fidelização da clientela.
um processo

uma tarefa

qualidade das
coleções

um compromisso
uma
competência

quantidade de
itens existente

Gráfico 1 – Características das atividades de FDC Gráfico 2 – Fator determinante na visibilidade do acervo
Fonte: o autor (2015).
Fonte: o autor (2015).

Segundo Miranda (2007, p. 1), as atividades inseridas no processo de FDC, a fim de
serem bem gerenciadas, requer a aplicação de normas, tendo em vista nortear o trabalho do
bibliotecário, oferecendo-lhe segurança nas decisões tomadas, além de viabilizar
uniformidade das ações realizadas. A referida autora discorre acerca desse documento,
mencionando que seu objetivo maior é orientar a tomada de decisão, com vistas a “[...]
determinar a conveniência de se adquirir, manter e descartar coleções [...]”.
De modo geral, os sujeitos desta pesquisa concordam com as reflexões supracitadas.
Analisando a percepção dos alunos sobre a importância da política, obteve-se que 16 alunos
(69,6%) consideram-na importante, pois viabiliza respaldo legal ao profissional, enquanto que
para sete sujeitos (30,5%), essa importância refere-se ao fato de ela padronizar as atividades
(Gráfico 3).
A partir do crescimento da literatura e do foco na qualidade, as coleções passaram a
ser gerenciadas, surgindo na literatura diferentes visões a respeito de métodos de gestão
(modelos teóricos) (VERGUEIRO, 1993). A quarta pergunta do questionário investigou quais
dos três principais modelos1 eram mais apropriados à efetiva gestão de coleções. A maioria,
19 alunos (82,7%) consideraram Evans (modelo holístico/sistêmico), enquanto que para
quatro (17,3%) depende da modalidade de biblioteca e do contexto em que ela está inserida
(Gráfico 4). Embora Vergueiro (1993) não indicou em quais bibliotecas os modelos se
1

Antes dos alunos responderem essa questão, foi explicado em sala as principais características dos modelos
teóricos para gestão de coleções, conforme mencionado na Literatura Internacional e discorrido por Vergueiro
(1993).

�adequavam, inferimos, com base nas características de cada um, que, devido às rápidas
transformações do mundo moderno e da sociedade em que vivemos, o modelo holístico,
devido a sua abrangência e interação entre todos os elementos que perfazem o processo de
FDC e do relacionamento que possui com o meio externo, torna-se mais adequado ao novo
contexto.
Evans
padroniza os
processos de
trabalho
oferce respaldo
legal ao trabalho
do profissional
torna as
atividades mais
dinâmicas

Gráfico 3 – Importância da política de FDC
Fonte: o autor (2015).

Baugman
Modelo
hierárquico
nenhum deles
irá depender do
tipo de unidade
de informação

Gráfico 4 – Modelo teórico e a gestão das coleções
Fonte: o autor (2015).

Os respondentes consideram essa abrangência do Modelo de Evans como fator
decisivo para a gestão da unidade de informação. Essa forma de gestão proporciona maior
flexibilidade e inovação ao trabalho do gestor. Constatamos essa afirmação, a partir da
quinta pergunta, em que a maioria dos respondentes, vinte alunos (87%) considera esse
modelo adequado para todas as bibliotecas. Já para três alunos (13%), o modelo adentra-se
às bibliotecas universitárias (Gráfico 5). Talvez, essa percepção se deva pelo fato dessas
unidades apresentarem diversidade de públicos a que atendem, intenso trabalho de pesquisa
e interação com outras unidades (MIRANDA, 2007).
pública
universitária/aca
dêmica
escolar

especializada
todas

Gráfico 5 – Modelo de Evans e as unidades
Fonte: o autor (2015).

falta de espaço
físico

por viabilizar
qualidade às
coleções
economizar
recursos
organizacionais

Gráfico 6 – Necessidade do processo de FDC
Fonte: o autor (2015).

A fim de finalizar a pesquisa, indagou-se a respeito da necessidade e importância de se
formar e desenvolver uma coleção. Para 43,4% (dez pessoas), é necessário realizar os
processos de FDC a fim de economizar recursos organizacionais. Já para a maioria, 56,6%
(treze respondentes), faz-se necessário os serviços de FDC em face de gerenciar um acervo
de qualidade para a comunidade usuária (Gráfico 6).
Nesse enfoque, é possível entender que as instituições e serviços de informação
devem ter em mente a prestação da qualidade e excelência naquilo que é oferecido, haja
vista, satisfazer as expectativas e desejos da comunidade servida (VERGUEIRO, 2010). De
qualquer forma, esses dados permitem-nos inferir que os alunos percebem a necessidade de
qualificar os serviços e produtos oferecidos nas bibliotecas. Logo, o processo de FDC
contribui nessa empreitada, gerenciando a coleção de forma efetiva, por conseguinte,
melhorando continuamente os processos de trabalho, no intuito de atingir a excelência na
oferta de informações.

�4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através deste estudo é possível concluir que os alunos do Curso de Biblioteconomia
investigados, mesmo antes de cursarem a disciplina específica de FDC já possuíam um
conhecimento preliminar a respeito da importância, viabilidade e necessidade que as práticas
de formar e desenvolver coleção exercem nas bibliotecas. Isso talvez se justifique, pelo fato
dessa disciplina estar relacionada com outras disciplinas cursadas ao longo do curso, como
Representação da Informação, História do Livro, dentre outras similares. A temática da
qualidade é um fator que instiga a sociedade em geral, e as bibliotecas não podem
menosprezar essa tendência, tornando-se a cada dia, mais dinâmica, inovadora e
competitiva. Assim, nota-se que o objetivo geral da pesquisa foi alcançado e que boa parte
da hipótese de pesquisa também foi confirmada.
Em linhas gerais, os resultados apontam que a gestão de coleções é refletida em outros
fazeres realizados pela biblioteca. Constata-se a percepção dos discentes quanto à
interferência dos processos de FDC no que diz respeito à gestão dos produtos e serviços, à
integração das atividades realizadas na unidade, o papel de segurança que as políticas de
informação podem fornecer, e, principalmente, a qualificação na prestação de produtos e
serviços biblioteconômicos.
REFERÊNCIAS
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como
organizações. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2006.
MIRANDA, Ana Cláudia Carvalho de. Desenvolvimento de coleções em bibliotecas
universitárias. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v.
4, n. 2, p. 1-19, jan./jun. 2007. Disponível em: &lt; http://www.sbu.unicamp.br/seer/oj
s/index.php/rbci/article/view/367/246&gt;. Acesso em: 10 mar. 2015.
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de coleções: uma nova visão para o
planejamento de recursos informacionais. Ciência da Informação, Brasília, v. 22, n. 11, p.
13-21. jan./abr. 1993. Disponível em: &lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article
/viewFile/1208/849&gt;. Acesso em: 15 abr. 2014.
______. Qualidade em serviços de informação. São Paulo: Arte &amp; Ciência, 2002.
______. Seleção de materiais de informação: princípios e técnicas. 3. ed. Brasília, DF:
Briquet de Lemos, 2010.

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                    <text>Eixo VIII: Organização e Representação da Informação: tecnologias e
novas ferramentas, produtos e serviços, políticas, cooperação.
XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

RESUMO EXPANDIDO
A Universidade Federal de Uberlândia é uma importante instituição de
ensino para Uberlândia e região. Está localizada no Triângulo Mineiro e
atualmente possui sete campi universitários, distribuídos nas cidades de Monte
Carmelo, Patos de Minas, Ituiutaba e Uberlândia, envolvendo com as suas
atividades de ensino, pesquisa e extensão a alunos, professores e diversos
profissionais das múltiplas áreas do conhecimento. (UFU, 2012) Inserido neste
contexto, o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Uberlândia(SISBIUFU) é relevante na constituição e informação dos sujeitos a fim de se tornarem
informados, críticos e atentos às novas tecnologias e descobertas da atualidade
voltadas às diversas formações. Para tanto, o SISBI-UFU desenvolve atividades
que visam uma formação mais abrangente para os seus alunos, professores e
servidores. E foi com base nesta perspectiva que surgiu a ideia da elaboração
deste projeto, que recebeu o nome de “Vamos comemorar.” O projeto propôs
divulgar os serviços das bibliotecas a todos os usuários, propondo atividades que
visassem a aproximação dos usuários potenciais tendo como base a data
comemorativa da profissão relacionada aos cursos ofertados na Universidade
Federal de Uberlândia. As principais contribuições da proposta foram: divulgar os
serviços das bibliotecas do SISBI-UFU; valorizar e homenagear os profissionais;
aproximar os usuários potenciais e aumentando os usuários reais. Foram
organizados eventos para os dias comemorativos das profissões em parceria com
as coordenações e representantes estudantis homenageando os profissionais e
futuros profissionais de áreas afins.

�PROJETO INFORMACIONAL: VAMOS COMEMORAR!
Fabiana de Oliveira Silva – UFU fabianas@dirbi.ufu.br
Maria Cristina Sagário- UFU mcsagario@yahoo.com.br
Guilherme Augusto da Silva Gomes – UFU guilhermeaugg@gmail.com

1 INTRODUÇÃO
A sociedade, em suas várias culturas, periodicamente homenageia, através
de dias festivos, os eventos que considera importante. Sendo assim, ao observar
que o calendário anual possui um dia comemorativo para cada profissão, foi
proposto desenvolver, em parcerias com os cursos e suas coordenações, eventos
comemorativos que valorizem o tripé educacional almejado pela Universidade
Federal de Uberlândia (ensino, pesquisa e extensão). Para o desenvolvimento
deste projeto foi levantada algumas questões básicas que poderiam servir de
critérios para que a biblioteca se tornasse mais atraente e para que, desta forma,
atraísse mais nosso usuário potencial. O projeto divulgou de forma ampla os
serviços das bibliotecas a todos os usuários, principalmente os serviços
encontrados no Setor de referência propondo atividades que visassem

a

aproximação dos usuários potenciais tendo como base a data comemorativa da
profissão relacionada aos cursos ofertados na Universidade Federal de
Uberlândia. As principais contribuições da proposta foram: divulgar os serviços de
Comutação, treinamentos nos consórcios de periódicos, entre eles o Portal Capes,
divulgação

do

Portal

Saúde

Baseada

em

Evidências,

treinamentos de

gerenciadores de referências e bases de dados, visitas orientadas, normalizações,
entre outros serviços disponíveis nas bibliotecas do SISBI-UFU que muitas vezes
o usuário desconhece.
Enfim, buscou-se difundir os serviços e ao mesmo tempo valorizar e
homenagear os profissionais com o foco na aproximação dos usuários potenciais
para o aumentando os usuários reais.
O trabalho contribui para gestores de bibliotecas que queiram aumentar
seus usuários potencias de maneira plena com estratégias de relacionamento com

�o público que o aproxima e contribui para que conheça melhor o funcionamento
das bibliotecas e as possibilidades de serviços que elas oferecem.

2

RELATO DE EXPERIÊNCIA

2.1 Local da experiência
O projeto foi realizado nos setores de referências das bibliotecas dos sete
campi universitários da Universidade Federal de Uberlândia, distribuídos nas
cidades de Monte Carmelo, Patos de Minas, Ituiutaba e Uberlândia.
2.2 Período
Foi realizado no período de 01 um ano, entre Janeiro de 2014 à dezembro
do mesmo ano, com pretensão que o mesmo seja permanente com avaliação a
cada final de semestre para aperfeiçoamentos.
2.3 Detalhamento da experiência
O projeto apresentou-se da seguinte maneira: na medida em que surgiram
as datas comemorativas, a biblioteca parabenizou em sua página eletrônica, redes
sociais, lista de e-mail da UFU e cartazes, mensagens parabenizando o dia do
profissional, e os futuros profissionais de cada área do conhecimento.

Além

disso, também convidou os alunos e professores a visitarem a biblioteca na
semana

da

homenagem

para

que

pudessem

conhecer

os

serviços

disponibilizados a eles, sendo eles:


SIGAMI – Serviço que possibilita o acompanhamento da compra e
aquisições de novas obras para o acervo da biblioteca juntamente com seu
projeto pedagógico e ementas de seu curso ou disciplina;



PESQUISA on-line – Serviço que auxilia aos usuários a pesquisarem nas
bases de dados diversas artigos e documentos que são de seus interesses
enquanto pesquisadores e estudantes;

�

VISITA ORIENTADA – Possibilita aos usuários uma melhor compreensão
da forma que está organizado o acervo e as normas de uso da biblioteca;



NORMALIZAÇÃO DE TRABALHOS – São as correções bibliográficas, dos
trabalhos acadêmicos, realizados por uma bibliotecária do setor de
Referência;



GERENCIADORES DE REFERÊNCIAS – programas de colaboração que
inserem citações e referências nos trabalhos acadêmicos

Também

desenvolveu

algumas

atividades

que

foram

efetuados

especificamente para o curso que estava sendo homenageado, tais como:


Exposição de novas aquisições de livros da área de conhecimento em
destaque;



Exposição de livros mais antigos para que possam fazer uma comparação
entre os mais antigos e os atuais;



Disponibilização da sala de treinamento para palestras específicas do
curso;
A semana da homenagem ocorreu da seguinte forma: se o dia do

homenageado fosse dia útil, começávamos as atividades na segunda-feira e
finalizávamos na sexta. Caso esse dia fosse ao fim da semana, realizávamos
as atividades na semana que antecedesse o dia da homenagem. Quando
coincidia mais de uma data comemorativa em uma mesma semana, as
mesmas eram preparadas em conjunto.
2.3.1 O Cronograma de atividades:
Atividade
Divulgação

do

projeto

Data

Responsável

Dezembro /2013

Fabiana, Maria Cristina e

internamente

Guilherme

Elaboração do material
de

divulgação

e

Novembro /2013

Guilherme Gomes

�confecção

de

material

didático
Divulgação

do

projeto

externamente
Aplicação do projeto

Novembro e

Equipe envolvida

Dezembro/2013
Janeiro a Dezembro

Setores de referência

/2014
Avaliação do projeto

Janeiro /2015

2.3.1.1 Os cursos comemorados foram:
No Campi Uberlândia:
Na Biblioteca Campus Santa Mônica :
Abril
07/04 – Comunicação social (Jornalismo)
25/04 – Ciências Contábeis
29/04 – Dança
Maio
06/05 – Matemática
08/05 – Artes Visuais
19/05 – Física – Física Médica – Física de Materiais
21/05 – Letras
20/05 – Pedagogia
29/05 – Estatística – Geografia
Junho
05/06 – Gestão Ambiental
18/06 – Química - Química de Materiais – Química industrial

Equipe envolvida

�Julho
22/07 – Ciências Sociais
Agosto
13/08 – Economia
16/08 – Filosofia
19/08 – História
Setembro
09/09 – Administração
19/09 – Teatro
20/09 – Engenharia Química
26/09 – Relações Internacionais
30/09 – Tradução
Outubro
19/10 – Ciência da Computação – Gestão da Informação – Sistemas de
Informação
26/10 – Direito
28/10 – Engenharia Aeronáutica
30/10 – Design
Novembro
20/11– Engenharia Biomédica
22/11- Música
23/11 – Engenharia Elétrica
Dezembro
11/12 – Engenharia Civil – Engenharia Mecânica – Engenharia Mecatrônica
15/12 – Arquitetura e Urbanismo

Na Biblioteca Campus Umuarama:
Janeiro

�31/01 – Engenharia Ambiental
Maio
12/05 – Enfermagem
13/05 – Zootecnia
Junho
30/06 – Biotecnologia
Agosto
27/08 – Psicologia
31/08 – Nutrição
Setembro
03/09 – Ciências Biológicas
09/09 – Medicina Veterinária
Outubro
12/10 – Ciências Agrárias
18/10 – Medicina
25/10 – Odontologia
Novembro
20/11 – Biomedicina

No Campus Rondon Biblioteca Educação Física:
Setembro
01/09 – Educação Física
Outubro
13/10 – Fisioterapia
No Campus Ituiutaba:
Abril
25/04 – Ciências Contábeis

�Maio
06/05 – Matemática
15/05 - Serviço Social
19/05 – Física
20/05 - Pedagogia
29/05 – Geografia
Junho
18/06 – Química
Agosto
19/08 – História
Setembro
03/09 – Ciências Biológicas
09/09 – Administração
Dezembro
17/12 – Engenharia de Produção

No Campus Monte Carmelo:
Junho
04/06 – Engenharia de Agrimensura e Cartografia
Outubro
19/10 – Sistemas de Informação
12/10 – Ciências Agrárias

No Campus Patos de Minas:
Junho
30/06 – Biotecnologia
Outubro

�16/10 – Engenharia de alimentos
Novembro
23/11 – Engenharia Eletrônica e Telecomunicações

2.3.1.2 Materiais necessários para concretização do projeto:
Recursos Materiais
Cartazes e elaboração das mensagens;
E-mail com as mensagens homenageando os profissionais na lista UFU, página
da biblioteca e redes sociais ;
Contato com coordenador do curso;
Exposições de novas aquisições, de aquisições mais antigas e livros restaurados;
Treinamentos sobre SIGAMI e PESQUISAS online;
Recursos Humanos
Bibliotecários e Técnicos Administrativos e Auxiliares Administrativos dos Setores
de Referência do SISBI-UFU.
3

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados obtidos mostraram que muitos usuários desconhecem a
maioria dos serviços prestados pela biblioteca, constatamos uma maior
visibilidade dos serviços oferecidos nos setores de referência, e foi visível a
satisfação dos homenageados.
Quanto às cores usadas na divulgação das homenagens, definimos o uso
de cores vibrantes e fortes, que ganhassem destaque nos anúncios, assim como
as palavras utilizadas, que foram palavras comuns aos cursos homenageados
como mostra o apêndice.

�Enfim, na tentativa de obtermos melhores resultados, avaliamos que, para
evitar uma rotinização das ações, o projeto será desenvolvido num prazo de dois
em dois anos, e, a c ada ano de sua execução, faremos novamente um
levantamento dos pontos positivos e negativos para que possamos melhorá-lo a
cada edição.

Palavras-chave: Divulgação de serviços. Comunicação. Usuários potenciais e
reais. Comemoração

REFERÊNCIAS
UFU. Universidade Federal de Uberlândia. Anuário 2012 dados gerais 2012: ano
base 2012. Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia, Pró-Reitoria de
Planejamento e Administração. 2012
UFU. Universidade Federal de Uberlândia. Cursos presenciais. Disponível em:&lt;
&lt;http://www.ufu.br/pagina/cursos-presenciais&gt;. Acesso em: 26 mar. 2013

AGÊNCIAS FINANCIADORAS

O órgão de fomento foi a PROEX – Pró Reitoria de extensão.

�APÊNDICE

Texto para Lista de e-mails UFU

Dia XX de Xxxxxxx é comemorado o Dia do(a) Xxxxxxxx.
O Sistema de Biblioteca sente-se honrado em trabalhar para esses futuros
profissionais e para os professores que, com maestria, trabalham para forma-los.
Na Biblioteca Setorial Campus Xxxxxxxx está disponível uma exposição dos livros
mais recentes da área no intuito de prestigiar os Xxxxxxxx.
Vamos comemorar.

Texto para Professores

Ainda que tenhamos os livros e as fontes nas mãos, só vocês saberão a melhor
forma de ensinar e multiplicar o conhecimento a respeito de Xxxxxxxx, Xxxxxxxx,
Xxxxxxxx e muito mais.
Parabéns pelo dia de vocês que é comemorado essa semana.
O Sistema de Biblioteca sente-se honrado em trabalhar para os futuros Xxxxxxxx
e professores que, com maestria, trabalham para forma-los. Convidamos os
professores e alunos a utilizarem nossos serviços e a visitar a exposição de livros
na Biblioteca Setorial Xxxxxxxx.
Vamos comemorar.

Texto para Redes Sociais

Essa semana aplaudimos o Dia do(a) Xxxxxxxx.
Vamos comemorar.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A Universidade Federal de Uberlândia é uma importante instituição de ensino para Uberlândia e região. Está localizada no Triângulo Mineiro e atualmente possui sete campi universitários, distribuídos nas cidades de Monte Carmelo, Patos de Minas, Ituiutaba e Uberlândia, envolvendo com as suas atividades de ensino, pesquisa e extensão a alunos, professores e diversos profissionais das múltiplas áreas do conhecimento. (UFU, 2012) Inserido neste contexto, o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Uberlândia(SISBI-UFU) é relevante na constituição e informação dos sujeitos a fim de se tornarem informados, críticos e atentos às novas tecnologias e descobertas da atualidade voltadas às diversas formações. Para tanto, o SISBI-UFU desenvolve atividades que visam uma formação mais abrangente para os seus alunos, professores e servidores. E foi com base nesta perspectiva que surgiu a ideia da elaboração deste projeto, que recebeu o nome de “Vamos comemorar.” O projeto propôs divulgar os serviços das bibliotecas a todos os usuários, propondo atividades que visassem a aproximação dos usuários potenciais tendo como base a data comemorativa da profissão relacionada aos cursos ofertados na Universidade Federal de Uberlândia. As principais contribuições da proposta foram: divulgar os serviços das bibliotecas do SISBI-UFU; valorizar e homenagear os profissionais; aproximar os usuários potenciais e aumentando os usuários reais. Foram organizados eventos para os dias comemorativos das profissões em parceria com as coordenações e representantes estudantis homenageando os profissionais e futuros profissionais de áreas afins.</text>
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                    <text>A INTERFERÊNCIA DO CONTEXTO NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE
COLEÇÕES: UM ESTUDO À LUZ DAS DIFERENTES MODALIDADES DE BIBLIOTECAS
1 INTRODUÇÃO
O paradigma da biblioteca contemporânea é prover informação de qualidade de acordo
com diferentes necessidades, atendendo as expectativas dos usuários da informação. Para
tanto, essa importante unidade de informação utiliza das informações armazenadas em
coleções bibliográficas, fornecendo acesso ou posse a documentos, estando esses
revestidos de diferentes suportes ou recursos que materializam a informação.
No entanto, os documentos agrupados em coleções que, por sua vez formam os
acervos das bibliotecas, a fim de atingirem a posição de objetos de uma coleção bibliográfica
requerem um conjunto de procedimentos gerenciados prévia e continuamente por
profissionais competentes nessa função, haja vista, agregarem valor ao acervo.
Os acervos bibliográficos existentes nas bibliotecas não constituem um simples
amontoado de livros, mas, ao contrário, a lógica estabelecida na representação e guarda
documental, assim como o fluxo de entrada e saída de documentos da coleção permite
entendê-la como um sistema dinâmico, integrado e relacional. E é essa fluidez que viabiliza o
crescimento da coleção e de toda a biblioteca, que, conforme Ranganathan (2009), essa
unidade deve constituir um organismo em crescimento.
Assim, é preciso estabelecer critérios ou parâmetros científicos para que a coleção não
se torne inutilizável, sobretudo com a explosão bibliográfica dos últimos tempos. Nesses
novos tempos, se as coleções não forem gerenciadas, levando em consideração o fator
qualidade, por conseguinte, satisfação do usuário, corre-se o risco das coleções tornarem-se
abarrotadas (VERGUEIRO, 1993) e a biblioteca adquirir aspecto de depósito.
É nesse contexto que o desenvolvimento de coleções, também denominado de gestão
das coleções, destacou-se nos últimos anos, embora sua prática date de tempos antigos.
Gerir coleções, na atualidade, passou a ser um compromisso do profissional que deseja
garantir a permanência da biblioteca na sociedade, mantendo nela a função de gerenciadora
na produção de conhecimento e no desenvolvimento social.
A gestão das coleções estabelece critérios, padrões e metodologias visando a permitir
o crescimento racional do acervo (WEITZEL, 2006). Para isso, através de procedimentos
padrões, contidos em política específica, levando em conta as necessidades dos usuários da
coleção, institui-se procedimentos uniformes, com vistas a permitir essa racionalidade
(MIRANDA, 2007).
Embora a literatura especializada da área confirme a necessidade e importância da
uniformidade dos processos, podendo as unidades compartilhar procedimentos, métodos,
técnicas e experiências, a realidade é bem singular. Nota-se, na prática, o isolamento da
biblioteca, no que se refere ao desenvolvimento de suas coleções, ou seja, o processo de
formação e desenvolvimento de coleções (FDC) realiza-se de diferentes formas,
principalmente quando se compara diferentes modalidades de biblioteca, conforme relatado
por Vergueiro (1993, p.18): “[...] A adequação do desenvolvimento de coleções às
características da organização bibliotecária em que se realiza parece ser uma tendência
quase dominante [...]”.
Com base nesse relato a respeito do processo de FDC, este estudo objetiva analisar as
atividades imbuídas nesse processo, realizadas em quatro distintas bibliotecas,
contemplando as modalidades: pública, escolar, especializada e universitária. Pretende-se,
através de análise comparativa de dados, apresentar a dispersão de procedimentos

�realizada na formação e desenvolvimento das coleções das respectivas bibliotecas
analisadas.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Objetivando investigar, comparativamente, as atividades que sustentam o processo de
FDC em modalidades distintas de bibliotecas, optou-se em analisar quatro modalidades
instituídas em uma cidade. Assim, o estudo de campo realizado contemplou quatro
modalidades de biblioteca, como: pública, escolar, especializada e universitária.
O instrumento utilizado para coleta de dados foi a entrevista aberta. Utilizou-se roteiro
estruturado previamente, contemplando sete perguntas que norteou o diálogo entre
entrevistado e entrevistador. De modo geral, as perguntas abarcaram diferentes aspectos,
tais como: organização das coleções, setor responsável, etapas do processo de FDC, estudo
de usuários, política, critérios para seleção e descarte/remanejo.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Após coleta dos dados, eles foram agrupados em uma planilha, a fim de facilitar a análise
comparativa entre as diferentes modalidades de biblioteca. A planilha expõe as perguntas e
suas respectivas respostas no campo correspondente a cada modalidade de biblioteca,
conforme quadro abaixo:
Pergunta
Como estão divididas as
coleções no acervo?

Há um setor específico
responsável pelo
processo FDC?
Quantas etapas
contemplam o processo
FDC?
Como conhecem as
necessidades dos
usuários? Realizam que
tipo de estudo?
Possuem política ou
manual? Como fazem
para tomar decisões?
Adotam critérios para
selecionar, adquirir e
descartar materiais?

B. Escolar
Coleção de livros
infantis, livros juvenis,
história em quadrinhos,
enciclopédias, atlas e
dicionários, além da
coleção de DVDs
pedagógicos
Não

Especializada
Coleção de livros,
periódicos, referência,
multimeios e obras raras

Universitária
Coleções didáticas,
obras de referência,
multimeios e obras raras,

Pública
Obras gerais, infanto
juvenil, coleções escritos
locais e setor de obras
em Braille

Sim

Sim

Não

Quatro

Cinco

Cinco

Uma

Relatórios de
empréstimos.

Estatística de uso,
relatórios e pesquisa via
portal eletrônico

Lista de sugestões e
análise dos planos de
disciplinas

Relatórios de
empréstimos. Lista de
sugestões.

Não

Sim

Sim

Não

Sim. Qualitativo:
adequação aos objetivos
da instituição, atualidade,
autoridade, qualidade
técnica e editorial,
demanda pelos usuários
e questão de custo
benefício

Sim. Material atualizado.
Material recomendado
pelos usuários

Não. Apenas possui
manual de
procedimentos para
recebimento de doações
Não. Apenas há critérios
no recebimento de
doações. O material
deve ser enviado por
email para análise do
bibliotecário. Caso seja
material pertinente, o
doador poderá trazê-lo.
Há critérios também para
descarte, em caso de
material desatualizado.
Sim. Somente aqueles
que estão muito
desatualizados.

É permitido descartar
Não
Sim. Tanto descarte
Sim. Somente quando
materiais ou remanejáquanto remanejo,
estão muito
los quando constatada a
conforme critérios
desatualizados
pouca utilização?
estabelecidos na política
Quadro 1 – Processo de FDC realizado em diferentes modalidades de biblioteca. Análise comparativa.
Fonte: o autor (2015).

Analisando cada uma das perguntas e comparando-as com as práticas realizadas no
cotidiano das quatro unidades investigadas, percebe-se que há muita diversidade quanto às

�atividades de formar e desenvolver coleção. Isso, em um primeiro momento pode ser
explicado pelo fato das instituições adentrarem-se à cultura organizacional, ou seja, os
costumes de uma empresa são fatores interferentes para que ações específicas sejam
realizadas em seu contexto.
Refletindo acerca da divisão das coleções, nota-se que todas agrupam os itens, com
características semelhantes ou relacionais em diferentes grupos, denominados de coleções.
Isso facilita, obviamente, o trabalho de busca e localização do item nas estantes. Cada uma
adota uma forma de divisão diferente, devido às específicas literaturas que oferecem. No
entanto, cabe destacar que, apenas as bibliotecas universitária e especializada adentram-se
à divisão proposta por Miranda (1978) em que sugere como principais divisões de um
acervo: coleção de referência, coleção de lastro (básica), coleção didática e literatura
corrente.
Sobre a questão do espaço ou setor específico para realizar as atividades de FDC,
consideramos de fundamental importância haver esse espaço. Para Vergueiro (1993), esse
setor deveria existir em qualquer modalidade de biblioteca, assim como ocorre com o setor
de Tratamento do Acervo. De acordo com os dados obtidos, das quatro bibliotecas
analisadas, apenas a universitária e especializada delimitam um espaço para formar e
desenvolver seus acervos.
No que diz respeito às etapas no processo de FDC, a literatura, através dos modelos
teóricos, recomenda etapas específicas. Devido à abrangência do processo, entendemos
que o Modelo de Evans seja mais adequado, tendo em vista tornar a unidade um organismo
em crescimento e sistêmico. Esse modelo dispõe seis etapas: estudo comunidade, política,
seleção, aquisição, desbastamento e avaliação (VERGUEIRO, 1993). A biblioteca escolar
possui quatro etapas, a universitária e especializada, cinco, e, a pública possui apenas uma
etapa.
Quanto ao estudo da comunidade ou de usuários, essa tarefa é de fundamental
importância para a gestão das coleções, além de viabilizar êxito aos produtos e serviços
oferecidos pelas bibliotecas (FIGUEIREDO, 1993). Os dados confirmam que nenhuma
biblioteca faz estudo de usuário através de pesquisa aplicada, utilizando de instrumento de
coletas de dados, como questionário e entrevista. As referidas unidades realizam
levantamento, através de relatórios de empréstimos e estatísticas de uso.
A literatura de FDC é unânime ao garantir a necessidade e importância da política para
nortear os fazeres dos profissionais (MIRANDA, 2007; VERGUEIRO, 2010; WEITZEL, 2006).
Apenas as bibliotecas especializada e universitária possuem esse documento.
Analisando os critérios utilizados para seleção de itens informacionais, percebemos
pouca criteriosidade nas ações adotadas, como realizado pelas bibliotecas universitária e
pública. A escolar não adota critérios. Porém, na especializada, adotam-se critérios
qualitativos, como: atualidade, autoridade, qualidade técnica e editorial, demanda pelos
usuários, dentre outros. Esses critérios viabilizam a escolha dos materiais, auxiliando a
equipe de seleção (VERGUEIRO, 2010).
Quando investigada a questão do descarte e remanejo, percebe-se que a escolar não
realiza; a pública e universitária realiza apenas descartes de obras desatualizadas; já a
especializada, por possuir uma política com critérios estabelecidos, realiza o descarte e
desbaste, conforme o atendimento aos critérios instituídos. Aqui, novamente, explica-se o
valor que a política de FDC pode proporcionar, garantindo uniformidade às atividades e
segurança das decisões tomadas pelo profissional (MIRANDA, 2007).
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

�Como resultados de pesquisa, constatou-se a afirmação de Vergueiro (1993) quando
menciona que em cada modalidade de biblioteca, ou em cada contexto, os procedimentos
que sustentam o processo de FDC são diferenciados. O referido estudo analisou as
diferentes atividades que contemplam o processo de formar e desenvolver coleções em
quatro diferentes modalidades de bibliotecas, garantindo para o alcance do objetivo geral da
pesquisa.
Concluiu-se que, a padronização dos processos de trabalho e o crescimento racional do
acervo, atendendo as necessidades demandadas e garantindo segurança às atividades
profissionais, torna-se mais provável de serem alcançados se houver uma política de FDC
para nortear e fundamentar as decisões e procedimentos realizados. As bibliotecas com
ausência de política refletem problemas em suas coleções, enquanto que as bibliotecas com
política, como a especializada e universitária, estruturam suas coleções com criteriosidade, o
que garante maior organização, controle e gestão do acervo. Infere-se que, mesmo sendo
influenciadas pelo contexto organizacional, faz-se imprescindível o estabelecimento de uma
política de FDC, de modo a facilitar a gestão das coleções e o desenvolvimento equilibrado
do acervo.
REFERÊNCIAS
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Desenvolvimento e avaliação de coleções. Rio de
Janeiro: Rabiskus, 1993.
MIRANDA, Antônio. Biblioteca universitária no Brasil: reflexões sobre a problemática.
Brasília: MEC, 1978.
MIRANDA, Ana Cláudia Carvalho de. Desenvolvimento de coleções em bibliotecas
universitárias. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v.
4, n. 2, p. 1-19, jan./jun. 2007. Disponível em: &lt; http://www.sbu.unicamp.br/seer/oj
s/index.php/rbci/article/view/367/246&gt;. Acesso em: 10 mar. 2015.
RANGANATHAN, S. R. As cinco leis da biblioteconomia. Brasília: Briquet de
Lemos/Livros, 2009.
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de coleções: uma nova visão para o
planejamento de recursos informacionais. Ciência da Informação, Brasília, v. 22, n. 11, p.
13-21. jan./abr. 1993. Disponível em: &lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article
/viewFile/1208/849&gt;. Acesso em: 15 abr. 2014.
______. Seleção de materiais de informação: princípios e técnicas. 3. ed. Brasília, DF:
Briquet de Lemos, 2010.
WEITZEL, Simone da Rocha. Elaboração de uma política de desenvolvimento de
coleções em bibliotecas universitárias. Rio de Janeiro: Interciência: Intertexto, 2006.

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                <text>O paradigma da biblioteca contemporânea é prover informação de qualidade de acordo com diferentes necessidades, atendendo as expectativas dos usuários da informação. Para tanto, essa importante unidade de informação utiliza das informações armazenadas em coleções bibliográficas, fornecendo acesso ou posse a documentos, estando esses revestidos de diferentes suportes ou recursos que materializam a informação. No entanto, os documentos agrupados em coleções que, por sua vez formam os acervos das bibliotecas, a fim de atingirem a posição de objetos de uma coleção bibliográfica requerem um conjunto de procedimentos gerenciados prévia e continuamente por profissionais competentes nessa função, haja vista, agregarem valor ao acervo.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

PROJETO DE INCENTIVO À LEITURA EM BIBLIOTECA:
as rodas de leitura no IFRS Câmpus Porto Alegre

Suzinara da Rosa Feijó – IFRS Campus Porto Alegre –
suzinara.feijo@poa.ifrs.edu.br
Filipe Xerxeneski da Silveira – IFRS Campus Porto Alegre –
filipe.silveira@poa.ifrs.edu.br

INTRODUÇÃO
O papel da biblioteca no que diz respeito às atividades de incentivo e
promoção da leitura transcende o domínio do ato de ler e o acesso às obras
literárias disponíveis no acervo. É função social das bibliotecas, especialmente no
meio acadêmico, além de disseminar o conhecimento técnico-científico, promover
à comunidade projetos que visem ao incentivo e a disseminação da leitura.
Atentos a estas questões, os bibliotecários da Biblioteca Clóvis Vergara
Marques (BCVM), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio
Grande do Sul (IFRS) – Câmpus Porto Alegre, em conjunto com acadêmicas do
Curso Técnico em Biblioteconomia, que realizavam estágio curricular obrigatório
nesta Biblioteca e, com os demais servidores do quadro efetivo da BCVM,
idealizaram um projeto intitulado: Rodas de Leitura: leituras obrigatórias do
Vestibular da UFRGS 2013.
Este projeto foi criado devido à necessidade de promover a biblioteca e a
leitura junto à comunidade interna e externa, uma atividade que viesse ao

�encontro do que o público-alvo desta biblioteca mais necessitava. Estatísticas1
comprovavam, que as obras das leituras obrigatórias do vestibular da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), estavam sempre entre as
mais procuradas pelos usuários da BCVM, já que nossos cursos são pós-médio,
ou seja, a perspectiva de nossos usuários potenciais é chegar à universidade.
Embora a realidade da maioria das bibliotecas no Brasil seja de espaços
com acervos desatualizados e com profissionais que deixam de criar atividades
para tornarem a biblioteca um ambiente digno de lazer e cidadania, o profissional
que atua nestes locais tem a responsabilidade social de intermediar a leitura entre
os usuários e a informação e, consequentemente, o conhecimento registrado ao
longo dos tempos.

RELATO DA EXPERIÊNCIA

A BCVM do IFRS – Câmpus Porto Alegre é uma biblioteca que atende
às necessidades de cursos superiores e técnicos que são oferecidos na
instituição. O acervo da biblioteca, além de obras específicas para as áreas dos
cursos que o IFRS ministra, contempla um acervo de literatura brasileira e
estrangeira. Neste sentido, idealizou-se, no início de 2012, o Projeto Rodas de
Leitura: as leituras obrigatórias para o vestibular da UFRGS 2013. Conforme
resolução do CEPE - Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, a partir do
Concurso Vestibular 2007 a lista de leituras obrigatórias para a prova de Literatura
de Língua Portuguesa tem se renovado ano a ano, sempre com a substituição de
quatro obras.
Para o vestibular de 2013, a UFRGS apresentou as 12 obras

aos

vestibulandos. Foram elas: “Obras poéticas”, de Gregório de Matos Guerra; “O
Guardador de Rebanhos”, de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa);

Relatórios extraídos do software Aleph compartilhado até 2013 com sistema de bibliotecas da UFRGS, SABi
UFRGS – Catálogo online.

�“Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida; “Esaú e
Jacó”, de Machado de Assis; “A Educação pela Pedra”, de João Cabral de Melo
Neto; “História do Cerco de Lisboa”, de José Saramago; “O Centauro no Jardim”,
de Moacyr Scliar; “Contos Gauchescos”, de João Simões Lopes Neto; “Manuelzão
e Miguilim (Campo Geral e Uma estória de amor)”, de Guimarães Rosa; “O
Pagador de Promessas”, de Dias Gomes; “Feliz Ano Novo”, de Rubem Fonseca; e
“O Filho Eterno”, de Cristóvão Tezza.
Na última quinta-feira de cada mês, durante 07 meses do ano de 2012,
a BCVM promoveu encontros para debater algumas obras dentre as listadas
acima. Neste sentido, buscou-se ampliar os conhecimentos acerca dos gêneros
literários

debatidos

em

cada

roda,

enriquecendo

as

possibilidades

de

antecipações e interpretações dos participantes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Projeto Rodas de Leitura demonstra que estamos no caminho certo, visto
que nas edições propostas no projeto, tivemos sempre a casa lotada. Afinal, tem
se falado muito que a leitura em ambientes tradicionais, quer sejam bibliotecas ou
centros culturais, está fadada ao desaparecimento. Não foi o que observamos com
a execução do Rodas de Leitura. Presenciamos, em nossa biblioteca, leitores das
mais diferentes faixas etárias ouvindo, alguns intervindo, uns mais timidamente e
outros nem tanto, e interagindo com os palestrantes convidados.

Palavras-chave: Promoção da leitura. Incentivo à leitura. Projetos de leitura.

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                    <text>CONSTRUÇÃO DE UMA REDE DE PESQUISA DE PRESERVAÇÃO
DIGITAL
Kathryn Cardim Araujo (IBICT) - kathryn.cardim@gmail.com
José Henrique Adriano dos Santos (IBICT) henrique_pop211@hotmail.com
Igor Dias Ferrer (IBICT) - igori83@gmail.com
Introdução

Apresenta-se o processo de formação da rede de pesquisadores de
preservação digital do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia (IBICT). O trabalho relata os primeiros passos da formação de
grupos de pesquisa. E expõe o perfil dos participantes do grupo e os produtos
e serviços desenvolvidos pela rede.
A reunião em um grupo de pesquisa é conseqüência das relações
formadas por pesquisadores no meio acadêmico e profissional. A formação
desses grupos de pesquisa possibilita a troca de informações e o crescimento
da produção científica. O objetivo do grupo de pesquisa de preservação digital
é reunir profissionais que atuam na área e contribuir com o desenvolvimento de
pesquisa no país.
Relato de experiência

A experiência ocorreu no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia (IBICT), na unidade Brasília-DF. E ocorreu no período de 2013 a
2015.
A Rede Cariniana é uma rede de serviço de preservação digital
organizada com uma infraestrutura descentralizada. A rede utiliza recursos de
computação distribuída do LOCKSS e conta com participação de 8 instituições
parceiras. O material preservado está armazenado em caixas (instalação do
software Lockss) sediadas em cada instituição parceira. A equipe do IBICT
coleta e monitora os dados armazenados nelas.
Em 2013, no II Encontro Nacional da Rede de Serviços de Preservação
Digital Cariniana foram criados os grupos de pesquisa. O evento ocorreu no
IBICT em Brasília.
Inicialmente, a comunicação entre pesquisadores e compartilhamento de
informações era realizada na plataforma CONNECTIONS da IBM. Nessa
plataforma foram criadas 12 comunidades de pesquisadores, os quais
receberam uma declaração de participantes oficiais da Rede. Uma das
primeiras formas de participação dos pesquisadores interessados foi publicar
artigos inéditos na edição especial da revista Ciência da Informação do IBICT.

�No primeiro ano eram 12 comunidades: Curadoria digital; Unidades de
Digitalização; Certificação para Preservação Digital; Patrimônio Artístico e
Cultural; Patrimônio Audiovisual e Sonoro; Teoria e Pesquisa em Preservação
Digital; Centros de Memória Digital; Competências em Preservação Digital;
Soluções Tecnológicas; Políticas de Preservação Digital; Periódicos
Eletrônicos; Preservação de BigData. Os temas de pesquisa dessas
comunidades foram definidos de acordo com os interesses dos pesquisadores
e estudantes que já estavam desenvolvendo trabalhos sobre temas ligados à
preservação digital.
Em novembro de 2014, a rede de pesquisa, sob o título de “Estudos e
Práticas de Preservação Digital” foi certificada junto ao CNPq no Diretório de
Grupos de Pesquisa (DGP). Houve modificações em alguns dos grupos: fusão
do grupo de “Certificação de Preservação Digital” ao de “Políticas de
Preservação Digital” e fusão do grupo “Patrimônio Artístico e Cultural” com o
grupo “Patrimônio Audiovisual e Sonoro”. Com a finalidade de cadastrar o
grupo de pesquisa junto ao CNPq, cada grupo foi designado como linha de
pesquisa. Os dados sobre o grupo estão disponíveis no site do CNPq:
http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/3997875180380796.
Atualmente o serviço grupos de pesquisa denominam-se “Rede de
Pesquisa Dríade”. Em 2015, a rede está formada por 62 colaboradores. Entre
eles há 14 estudantes de graduação e pós-graduação, 45 pesquisadores, 1
técnico e 2 colaboradores estrangeiros. A formação acadêmica dos
participantes está composta por um número maior de doutores: 32%
doutorado, 26% mestrado; 12% especialização e 28% graduação. Mais de 30
bibliotecários também participam do grupo de pesquisa.
Os colaboradores contribuem com serviços e produtos da Cariniana. O
propósito dessas atividades é contribuir com a pesquisa na área e auxiliar
instituições interessadas seus acervos. Atualmente a Rede está desenvolvendo
os seguintes serviços e produtos: Dicionário de Preservação Digital; Fontes de
Informação sobre Gestão e Preservação de Dados Científicos; Avaliação de
softwares de Preservação Digital; Preservação de Periódicos no SEER; Cursos
Técnicos; Catálogo de Acervos Digitais Preserváveis; Preservação de Acervos
Arquivísticos Digitais; Elaboração de Políticas de Preservação Digital;
Arquitetura de Centros de Memória Digital; Diretório especialistas em
preservação digital.
A comunicação entre os integrantes da rede é realizada por meio de um
fórum do portal da Cariniana. No fórum, são compartilhados bibliografias,
projeto de pesquisa e novas ferramentas de preservação digital.
Considerações Finais

A partir do relato é possível notar como está formado o grupo de
pesquisa da Rede Cariniana. A sua constituição é o resultado do interesse de

�pesquisadores na troca de informações científicas e acompanhamento dos
trabalhos desenvolvidos pelos membros do grupo. A rede de pesquisadores
Dríade constitui mais uma ferramenta no desenvolvimento de pesquisa de
preservação digital no país.
Deve-se destacar o número considerável de bibliotecários que
participam do grupo. O interesse desses profissionais na pesquisa de
preservação digital é justificado pelo objetivo de planejar a preservação de
periódicos eletrônicos, livros digitais e outros documentos digitais nas suas
unidades de informação.
Palavras-chave:
Preservação digital.

Comunicação

científica.

Grupo

de

pesquisa.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Apresenta-se o processo de formação da rede de pesquisadores de preservação digital do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). O trabalho relata os primeiros passos da formação de grupos de pesquisa. E expõe o perfil dos participantes do grupo e os produtos e serviços desenvolvidos pela rede. A reunião em um grupo de pesquisa é conseqüência das relações formadas por pesquisadores no meio acadêmico e profissional. A formação desses grupos de pesquisa possibilita a troca de informações e o crescimento da produção científica. O objetivo do grupo de pesquisa de preservação digital é reunir profissionais que atuam na área e contribuir com o desenvolvimento de pesquisa no país.</text>
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                    <text>Serviço de Preservação de Periódicos Eletrônicos

Igor Dias Ferrer (IBICT) – igor_i83@hotmail.com
José Henrique Adriano dos Santos (IBICT) – henrique_pop211@hotmail.com
Kathryn Cardim Araújo (IBICT) – kathryn.cardim@gmail.com

Introdução
As atualidades da preservação digital garantem a duração dos objetos
digitais por um longo período de tempo,&#13; sua aplicação deve ser criteriosa e
baseada em estratégias confiáveis. Garantir a memória de uma época e registrar
os acontecimentos relevantes vividos pelo homem é o que nos leva a preservar.
Segundo Conway (2001,&#13; p.11),&#13; “há muito tempo,&#13; as bibliotecas e os
arquivos têm a responsabilidade de reunir,&#13; organizar e proteger a documentação
da atividade humana”. O homem é bem mais do que sua própria existência,&#13; é o
acúmulo de toda sua história e conhecimento.
É necessária a preocupação da manutenção do objeto digital para longo
prazo. Ferreira (2006) demonstra que,&#13; com o desenvolvimento constante das
tecnologias,&#13; convém acautelar-se antecipadamente para as mudanças de
plataformas tecnológicas.
A manutenção do objeto digital não consiste apenas em manter sua
integridade,&#13; é necessário que ele possa ser acessado por novas tecnologias ao
longo de sua existência. “Há,&#13; portanto,&#13; a necessidade de garantir que as
informações que são produzidas hoje estejam acessíveis na posteridade,&#13; pois se
configuram um rico patrimônio humano,&#13; fruto de sua produção cultural,&#13; social e ou
científica.” (CUNHA; LIMA,&#13; 2007,&#13; p. 2).
É necessário enfatizar que o arquivamento persistente e a preservação
digital constituem um problema complexo que envolve muitas variáveis,&#13;
compromissos de longa duração e impõem a necessidade de grandes
investimentos. O custo-benefício de se manter o acesso de longo prazo aos
registros científicos é extremamente difícil de se mensurar.
A Rede Brasileira de Serviços de Preservação Digital – Cariniana,&#13; tem
como objetivo preservar os documentos digitais,&#13; além de oferecer serviços que
auxiliem os projetos que estejam relacionados à preservação digital,&#13; como: a

�elaboração de cursos técnicos de digitalização,&#13; políticas e projetos,&#13; soluções
tecnológicas,&#13; curadoria digital e soluções aplicadas. Contando com o auxílio de
colaboradores e especialistas foram criados dez grupos de pesquisa em assuntos
relacionados à preservação digital,&#13; os quais irão auxiliar no desenvolvimento de
serviços e produtos da Rede.
A arquitetura técnica da rede CARINIANA se baseou no modelo de
preservação digital distribuída LOCKSS. O software LOCKSS,&#13; criado em 1998,&#13; foi
produto de um projeto da Universidade de Stanford com o objetivo de auxiliar os
bibliotecários na preservação de publicações na internet visando,&#13; principalmente,&#13;
a continuidade de acesso a esses materiais (LOCKSS,&#13; 2008).
O LOCKSS é um sistema de código aberto que cria uma rede de replicação
de dados (cópias compartilhadas de periódicos eletrônicos),&#13; permitindo que os
participantes acessem dados preservados confiáveis através de uma conexão
restrita a um grupo. As caixas estão constantemente coletando novos dados,&#13;
validando os próprios conteúdos com outras caixas LOCKSS,&#13; reparando qualquer
dano,&#13; monitorando o acesso dos usuários ao conteúdo preservado e
disponibilizando-o de forma transparente,&#13; caso o editor não possa torná-lo
acessível.
Relato de Experiência
Em 2013 a coordenação da rede Cariniana,&#13; localizada em Brasília na sede
do Ibict (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia),&#13; organizou e
planejou um serviço de preservação digital de periódicos eletrônicos convidando
inicialmente cinco instituições de ensino superior brasileiras (USP,&#13; UNICAMP,&#13;
UFPB,&#13; UFSM e UEMA) que possuíam publicações digitais de acesso livre na
ferramenta OJS/SEER.
Foram realizados diversos testes de acesso e estruturação desses
conteúdos,&#13; onde se destacou a importância da preservação digital de todos os
periódicos eletrônicos no Brasil. Ao mesmo tempo,&#13; a rede Cariniana passou a ter
representantes regionais,&#13; que colaboram com a promoção da preservação digital
dos periódicos em seus respectivos estados.
Em janeiro de 2015,&#13; ocorreu o primeiro caso de recuperação de conteúdo
dos periódicos preservados na Rede. A Universidade regional de Blumenal
solicitou a recuperação de 07 periódicos encaminhados para preservação. Os
volumes faziam parte das seguintes revistas: Atos de Pesquisa em Educação;
Linguagens – Revista de Letras,&#13; Artes e Comunicação; O Teatro Transcede;
Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional; Revista de Estudos Ambientais;
Revista de Negócios e Revista Dynamis.

�Como parte desse primeiro processo de recuperação dos volumes
solicitados foi necessário o envio de um pedido formal encaminhado à rede
Cariniana,&#13; onde descreveu-se cada um dos volumes. O LOCKSS permitiu
disponibilizar o acesso a estes conteúdos através de uma das “caixas”,&#13; porém só
para administradores do sistema. Eles acessaram o painel de administração do
LOCKSS,&#13; realizando o download de cada um dos periódicos e encaminhando-os
diretamente para a Universidade de Blumenal.
Foram encaminhados 60% dos periódicos requeridos,&#13; pois o restante ainda
não se encontravam integralmente preservados,&#13; por não estarem replicados em
todas as “caixas lockss” da rede,&#13; portanto,&#13; não sendo possível o acesso ao
conteúdo específico atualizado. Isto ocorre devido ao processo de verificação de
integridade exclusivo do LOCKSS,&#13; que somente disponibiliza para recuperação os
periódicos validados em no mínimo 3 caixas LOCKSS,&#13; minimizando possíveis
erros durante a preservação dos periódicos.
Considerações Finais
É de extrema importância que as bibliotecas e consórcios pressionem os
editores científicos para que eles se incorporem em programas confiáveis de
arquivamento de periódicos eletrônicos; Que transfiram todos os direitos e
responsabilidades necessários a um serviço de arquivamento digital como parte
da negociação das licenças de subscrição. As bibliotecas de pesquisa devem
coletivamente concordar em não assinar novas licenças e renovações para
acesso a periódicos eletrônicos se essas condições não forem satisfeitas.
As bibliotecas devem ainda influenciar os programas de arquivamento para
participarem de redes de compartilhamento de informações,&#13; sistematizar melhores
práticas e promover redundância num nível suficiente para assegurar a
persistência dos conteúdos.
Os editores devem ainda oferecer informações suficientes aos programas
de arquivamento para que o processo de depósito seja adequadamente
registrado.
Finalmente,&#13; os programas de arquivamento devem se organizar em rede de
apoio e mútua dependência para troca de informações sobre cobertura de
conteúdo,&#13; tecnologias,&#13; melhores práticas e formas de obtenção das condições
contratuais necessárias para preservação e,&#13; quando for caso,&#13; oferecer acesso aos
conteúdos.
Palavras-chave: Rede Cariniana, Preservação Digital, Periódicos Eletrônicos,
LOCKSS.

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                <text>As atualidades da preservação digital garantem a duração dos objetos digitais por um longo período de tempo, sua aplicação deve ser criteriosa e baseada em estratégias confiáveis. Garantir a memória de uma época e registrar os acontecimentos relevantes vividos pelo homem é o que nos leva a preservar.</text>
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                    <text>Preservação de Periódicos na Rede Cariniana: um serviço de informação
a longo prazo.
José Henrique Adriano dos Santos (IBICT) - henrique_pop211@hotmail.com,
Igor Ferrer (IBICT) - igori83@gmail.com
Kathryn Cardim Araújo (IBICT) - kathryn.cardim@gmail.com
Introdução
A preservação digital resulta em um grande desafio enfrentado pela
chamada “Sociedade da informação”. A preservação digital consiste num
conjunto de atividades ou ações para garantir o acesso contínuo a longo prazo
à informação e ao patrimônio científico e cultural armazenado em formatos
digitais.
A preservação digital resulta da capacidade de sistemas de informação,
de garantir e transmitir que a informação digital seja acessível, de qualidade,
autêntica e suficiente para que possa ser interpretada no futuro, quando
recorrer-se a uma plataforma tecnológica diferente da usada no momento da
sua criação.
Contudo a grande produção de conhecimento disseminado em larga
escala na denominada “Sociedade da Informação”, aponta para a necessidade
da disseminação seletiva e a utilização do conhecimento científico produzido.
Para que isto aconteça, é necessário o processo de criação e adoção de
políticas de tratamento, organização e disponibilização da informação digital,
como também a atividade de divulgação dos mesmos e a utilização do maior
número possível de ferramentas tecnológicas, que facilite e permita a
acessibilidade aos conteúdos informacionais.
A utilização e adoção de novas tecnologias da área de comunicação e
informação motivaram mudanças e transformações nas estruturas dos centros
de informação. Contudo a crescente proliferação de documentos eletrônicos,
principalmente na internet, tem levantado uma série de questionamentos e
desdobramentos sobre sua publicação.
A evolução da automação da informação e o uso de novas tecnologias
esta ocorrendo rapidamente e algumas áreas do conhecimento não
conseguem acompanhar e expandir. Por isso a tecnologia da informação e a
comunicação atropelaram conceitos e práticas importantes para o
desenvolvimento de outras áreas do conhecimento, principalmente no que diz
respeito à preservação digital.
A preservação digital de periódicos científicos é um assunto recente e
complexo, que não ficou restrito somente ao estudo e preocupações com
mídias, técnicas de backup, migração, autenticação, acessibilidade, etc. Esta
temática deve ser analisada e estudada de maneira interdisciplinar e
institucionalmente, cabendo aos profissionais da informação o trabalho e o
dever de garantir a preservação, manutenção e acesso ao documento digital de
maneira íntegra e autêntica.

�Relato de Experiência
A Rede Brasileira de Serviço de Preservação Digital Cariniana surgiu a
partir da necessidade de se criar no Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia – IBICT, uma rede de serviço de preservação de
documentos eletrônicos brasileiros, com o objetivo de garantir seu acesso
contínuo em longo prazo.
O projeto de implantação da Rede Cariniana, foi elaborado em uma
infraestrutura descentralizada, usando recursos de computação distribuída. A
participação da Rede Cariniana em iniciativas como da Aliança LOCKSS da
Universidade de Stanford, representou uma grande contribuição para a área de
informação científica do país. No começo as atividades foram desenvolvidas
em parceria com seis universidades brasileiras, contando com o apoio de seus
respectivos centros de informática e informação.
A criação e o desenvolvimento de uma rede de serviço de preservação
digital, como a Cariniana, promove e auxilia no compartilhamento e
desenvolvimento de estudos e pesquisas científicas do país, contribuindo na
integração de conteúdos da memória institucional digital de maneira
consorciada e federada. Um dos objetivos da Rede Cariniana é de preservar as
revistas eletrônicas que utilizam a plataforma Open Jornal Systems (Sistema
Eletrônico de Editoração de Revistas) no Brasil.
A participação na Rede Cariniana, inicia-se quando os editores dessas
revistas, fazem contato por email com a equipe da Rede. Após esse contato é
explicado o passo a passo para a preservação dos periódicos dessas
instituições. Em seguida é encaminhada uma planilha com os dados dos
periódicos a serem preservados, com os respectivos campos preenchidos:
-Editora/Instituição
-Título do Periódico
-URL BASE
-Identificador do Periódico
-Anos Disponíveis
-Notas e Comentários
-ISSN
-e-ISSN
No caso do ISSN ou e-ISSN não serem localizados, acrescenta-se um
hífen “-“ no campo correspondente.
Para que os periódicos possam ser preservados é importante que todos
estes campos seja preenchidos. A falta de um dos dados impede que a lista
seja processada. No caso do ISSN e do e-ISSN, a publicação poderá se
preservada caso seja informado pelo menos um dos dois.
A planilha é enviada para equipe da Aliança LOCKSS, que faz uma
análise dos dados dos campos preenchidos. Estando todos os dados de
acordo e analisados, a equipe da Aliança LOCKSS, enviará um relatório
técnico donde os periódicos serão classificados por status, dependendo da sua
situação na Rede.
Os responsáveis pelas publicações devem informar a equipe da
Cariniana qualquer mudança, ou alterações ocorridas nos dados dos
periódicos, que preservados na Rede Cariniana.

�Considerações Finais
Os novos sistemas informatizados não levou em consideração a
preservação digital na solução dos problemas associados ao
acondicionamento, degradação dos suportes, obsolescência, falta de
confiabilidade, autenticidade e espaço para armazenamento dos documentos
digitais. O tempo tem mostrado que as novas tecnologias na área de
preservação digital estão lidando com os problemas mencionados, e que
também criaram novos problemas e desafios dentro das bibliotecas e na área
das políticas de preservação digital.
Esta sendo observado que o suporte digital esta substituindo o suporte
analógico na produção de periódicos científicos, muitos acervos analógicos
estão sofrendo o processo de migração para o digital, outros deixaram de
existir em seu formato original, já que em muitos casos o próprio original
encontra-se já fragilizado. A comunidade bibliotecária deve decidir dentro dos
seus acervos, onde o digital será substituído por algum novo tipo de registro,
que permita garantir a preservação dos acervos digitais em um tipo de suporte
e formato padronizado, dentro de um novo ciclo de gestão.
Palavras-chave: Preservação digital, Rede Cariniana, Periódicos eletrônicos,
OJS/SEER.

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                <text>A preservação digital resulta em um grande desafio enfrentado pela chamada “Sociedade da informação”. A preservação digital consiste num conjunto de atividades ou ações para garantir o acesso contínuo a longo prazo à informação e ao patrimônio científico e cultural armazenado em formatos digitais. A preservação digital resulta da capacidade de sistemas de informação, de garantir e transmitir que a informação digital seja acessível, de qualidade, autêntica e suficiente para que possa ser interpretada no futuro, quando recorrer-se a uma plataforma tecnológica diferente da usada no momento da sua criação.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
FORMAÇÃO DE COLEÇÃO COM PENALIDADE ALTERNATIVA NO SISTEMA
DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC
Marciléia Aparecida de Paula. Bibliotecária Documentalista na Universidade
Federal do ABC. E-mail: marcidepaula@yahoo.com.br
Tatiana Hyodo. Bibliotecária Documentalista na Universidade Federal do ABC. Email: tatiana_hyodo@yahoo.com.br
Introdução
O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do ABC (SisBi UFABC)
tem, dentre os serviços oferecidos aos usuários, a chamada penalidade
alternativa. Através dela, os usuários suspensos a partir de 30 (trinta) dias por
terem atrasado a devolução, podem doar um livro ou um filme e, assim, se isentar
da suspensão. Já para as suspensões acima de 90 dias, os usuários também tem
a opção de adotar um livro do acervo para encadernação.
Em vigor desde 2007, a medida foi proposta pela então equipe de
bibliotecários, não apenas como medida educativa, mas também como uma
prática de incentivo aos usuários das bibliotecas, no papel de agentes na
construção de um espaço que é de toda a comunidade universitária.
Trata-se de um serviço aos usuários que também auxilia na formação do
acervo do SisBi UFABC. Por isso a relevância do tema para a área, pois fornece,
aos profissionais bibliotecários, um relato de experiência de uma ação que pode
ser colocada em prática mesclando duas áreas importantes dentro das bibliotecas:
Serviços aos Usuários e Desenvolvimento de Coleções.
Em tese, a proposta do serviço seria apenas uma medida coibitiva aos
atrasos na devolução dos empréstimos. Mas na sua prática, percebe-se o retorno
positivo quanto à satisfação dos usuários, pela participação na formação das
coleções dos acervos com materiais de seu interesse. Isso é percebido, pois, no
momento da doação, os usuários já se interessam em saber quando poderão
emprestar o título.
Com essa prática, o SisBi UFABC tem garantido a execução de sua Política
de Desenvolvimento de Coleções, contemplando a formação de seus acervos nas
áreas de literatura e artes através do recebimento da penalidade alternativa. Como
menciona Waldomiro (1989, p. 13), “está bem claro que nenhuma biblioteca pode
ser auto-suficiente, dando-se ao luxo de suprir todas as necessidades de seus
usuários com recursos próprios. Esta é uma ilusão da qual [...] os bibliotecários
devem tentar fugir”.
Relato da experiência
A experiência vem ocorrendo no SisBi UFABC desde agosto de 2007,
considerando a doação de livros. Recentemente (março de 2015) foi lançada a
opção dos usuários doarem filmes.

�Na época de sua elaboração, a proposta foi objeto de análise do Comitê
Assessor de Bibliotecas e da Procuradoria Jurídica, sendo aprovada em ambos os
colegiados, e suas regras estabelecidas por meio do regulamento de uso e de
serviços do SisBi UFABC. Um dos preceitos do serviço é que se contemplem as
sugestões dos próprios usuários das bibliotecas, respeitando-se sempre os
parâmetros da Política de Desenvolvimento de Coleções.
Existem 4 (quatro) listas que os usuários suspensos podem consultar no
Portal 1 do SisBi UFABC e escolher o título que pretende doar. As listas de livros
possuem, majoritariamente, títulos de literatura. No entanto, também existem
títulos das bibliografias de cursos que estão esgotados no mercado e, assim, o
SisBi UFABC não consegue adquirir, mas que estão disponíveis em sebos. Dessa
forma, os usuários conseguem comprar e doar. As listas de filmes, por sua vez,
possuem apenas filmes de entretenimento.
Após sete anos de prática, as atuais listas estão organizadas da seguinte
forma:
Suspensões de 30 até 90 dias:
Doação de 1(um) livro da Coleção 1: formada por títulos de 20 (vinte) a 50
(cinquenta) reais.
Doação de 1 (um) filme da Coleção 1: formada por títulos de 19 (dezenove) a 30
(trinte) reais.
Suspensões de 90 até 1 ano:
Doação de 1 (um) livro da Coleção 2: formada por títulos de mais de 50
(cinquenta) reais.
Doação de 1 (um) filme da Coleção 2: formada por títulos de 39 (trinta e nove)
reais em diante.
Como visto, além do critério temático para criação das listas, também foi
seguido o critério de preço para a organização das mesmas, deixando os mais
baratos para as suspensões menores e, os mais caros para as suspensões
maiores. Os preços são cotados em consulta ao site de apenas uma livraria e tem
o objetivo de apresentar uma base ao usuário.
As listas de livros são atualizadas a cada vez que os exemplares doados
alcançam, para cada título, 4 exemplares doados (sendo 2 para cada Campus do
SisBi UFABC). No caso das listas de filmes a quantidade máxima recebida é de 2
exemplares (sendo 1 para cada Campus).
O recebimento da penalidade alternativa é feita como se fosse uma doação
normal. Os materiais devem estar em bom estado de conservação e serem
doados diretamente no balcão de atendimento das bibliotecas. O ato é formalizado
através da assinatura de um Termo de Doação de Penalidade Alternativa (TDPA)
onde constam, além do título doado, os títulos que não foram devolvidos no prazo.
No processamento técnico dos itens é indicado, nos dados do exemplar, o nome
1

http://portal.biblioteca.ufabc.edu.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=8&amp;Itemid=12

�do doador, o número do TDPA correspondente e a forma de aquisição “Doação –
Penalidade Alternativa”.
Como mencionado anteriormente, nas suspensões acima de 90 dias, o
usuário também tem a opção de adotar um livro do acervo para encadernação. No
portal do SisBi UFABC são colocadas, para o usuário, opções de locais próximos
da Universidade que prestam o serviço a um preço médio de 50 (cinqüenta) reais.
Considerações Finais ou Conclusões
No ambiente da Universidade, as bibliotecas e seus profissionais são
constantemente demandados por novos produtos e serviços. Isso gera um
ambiente para práticas inovadoras do bibliotecário, pois conforme define Tomaél
(2014) uma vez que a inovação está relacionada a novos produtos e/ou serviços
aprimorados, os processos de inovação estão relacionados a novas formas, tanto
de produzir um novo produto e/ou serviço quanto de ofertá-los. Julga-se que a
penalidade alternativa esteja inserida nesse contexto de inovação, pois tem sido
uma ótima opção de serviço ao usuário e de formação do acervo.
O melhor seria que as devoluções não atrasassem, mas nos casos em que
isso ocorre os usuários aderem à opção de penalidade. Desde seu início já foi
recebido e processado 351 obras (sendo 743 exemplares).
Sobre a opção de adoção de um livro para encadernação, que começou a
acontecer em 2011, já foram restaurados 41 exemplares.
Com relação aos filmes ainda é cedo para apresentar quantitativos (até o
momento foram recebidos 6), mas a expectativa é que também seja uma boa
opção para a diversificação das tipologias documentais presentes no acervo do
SisBi UFABC.
Encontra-se em discussão a atualização do Regulamento de Uso e de
Serviços das bibliotecas do SisBi UFABC. Uma das propostas do grupo de
trabalho é a criação de mais uma lista (coleção) como alternativa às suspensões
inferiores a trinta dias. O trabalho da equipe de bibliotecários, no que envolve a
formação e desenvolvimento de coleções, será analisar os impactos dessa medida
nos acervos, e propor aprimoramentos no serviço da penalidade alternativa, de
maneira que não haja prejuízos no crescimento racional das coleções.
Palavras-chave: Desenvolvimento de Coleções. Serviços aos Usuários. Doações.
Referências
TOMAÉL, Maria Inês et al. Práticas de Inovação do Bibliotecário no Ambiente
Virtual. Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da
informação, [S.l.], v. 19, n. 39, p. 83-112, abr. 2014. ISSN 1518-2924. Disponível
em: &lt;https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/15182924.2014v19n39p83&gt;. Acesso em: 28 Mar. 2015.
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de coleções. São Paulo: Polis, 1989.
(Palavra-chave, 1).

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                    <text>AMPLIANDO CONHECIMENTO PROFISSIONAL ATRAVÉS DO EXERCÍCIO DO
MAGISTÉRIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE DOCÊNCIA VOLUNTÁRIA EM
BIBLIOTECONOMIA
1 INTRODUÇÃO
A Biblioteconomia é uma profissão relativamente nova, no entanto, as práticas
bibliotecárias datam de tempos imemoriais, desde os primórdios da civilização quando esses
tiveram a necessidade de registrar suas práticas, sua historicidade, seus costumes e suas
tendências, objetivando garantir a perpetuação do conhecimento às gerações futuras.
Devido a sua interação com a preservação e disseminação do conhecimento, a
Biblioteconomia estende seus serviços a todas as áreas do conhecimento. É graças a seu
poder de integração inter e multidisciplinar que ela adapta-se a diferentes épocas e
contextos, tornando-se uma profissão primordial e necessária ao crescimento das demais
ciências existentes. Assim, destaca-se a fala de Ortega Y Gasset (2006, p. 67) ao proferir
que “[...] essa profissão [a Biblioteconomia] é uma das mais importantes que se pode
imaginar”.
Devido a seu amplo campo de atuação, a Biblioteconomia encanta. Encanta,
principalmente àqueles que se colocam a serviço da disseminação da informação e geração
de conhecimentos, no intento de concretizar uma sociedade democrática e cidadã. Conforme
relatado por Andrade (1976, p. 36, grifo nosso), “[...] Isso é a grandeza admirável da
Biblioteconomia! Ela torna perfeitamente acháveis os livros como os seres, e alimpa a
escolha dos estudiosos de toda suja confusão. Este o seu mérito grave e primeiro [...]”
(ANDRADE, 1976, p. 36, grifo nosso).
Sendo assim, quem se gradua em Biblioteconomia coloca-se a serviço da sociedade,
podendo atuar em diferentes instâncias do mercado. Coloca-se a serviço da sociedade,
também, aqueles que se dedicam ao exercício da docência, que, através do método Paulo
Freire, estabelecem uma relação recíproca com os aprendizes, de modo que a prática
docente consolida-se em meio ao “ensinar aprendendo”.
Nesse contexto, este relatório de docência voluntária objetiva relatar as principais
atividades desenvolvidas por bibliotecário, referente ao segundo semestre de 2014,
lecionando a disciplina Formação e Desenvolvimento de Coleções, vinculada ao
Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).
O referido professor/bibliotecário foi selecionado por meio de Processo Seletivo
realizado pelo Departamento de Biblioteconomia da referida universidade e iniciou as
atividades docentes no dia 27 de agosto de 2014. Como fio condutor das atividades a serem
desenvolvidas, foi aproveitado o Plano de Disciplina dos semestres anteriores, considerandose a consistência e metodologia delineada no plano. Foram realizadas apenas pequenas
inserções no programa, após aprovação da Câmara Departamental, referente a novas
bibliografias a serem utilizadas.
Obedecendo ao calendário acadêmico da UFES, as aulas foram realizadas de 27 de
agosto a três de dezembro, sendo oferecidas, nas quartas e sextas-feiras, das 20 às 22
horas, conforme plano de horários definidos pelo Departamento.
Quanto ao número de discentes, em um primeiro momento, estavam matriculados na
disciplina, 28 alunos, sendo ampliado para 31 após o processamento da segunda etapa de
matrícula. Também foi solicitada a autorização junto ao professor para abertura de escopo
para três alunos do curso de Arquivologia, o que foi oficialmente autorizado e concretizado.
Após processamento de matrículas, a turma esteve composta por 34 discentes.

�2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
A disciplina Formação e Desenvolvimento de Coleções aborda assuntos necessários à
prática bibliotecária em unidades de informação, sejam elas físicas ou digitais.
Especificamente, essa disciplina viabiliza aos discentes a possibilidade de conhecerem as
estratégias para formar e desenvolver com qualidade as coleções bibliográficas.
Assim, a disciplina, indiretamente, relaciona-se com as demais disciplinas do curso,
sobretudo, àquelas ligadas à organização e disseminação da informação, tendo em vista,
concretizar cientificamente a gestão das coleções que são incorporadas aos acervos das
unidades de informação.
As atividades realizadas em sala de aula foram das mais variadas, contemplando desde
leitura de artigos e livros que abordam o processo de formação e desenvolvimento de
coleções, até visitas técnicas e pesquisas de campo. Não resta dúvida de que a leitura da
bibliografia básica representou uma das maiores exigências da disciplina, acompanhada
também da leitura de artigos científicos publicados em revistas da Ciência da Informação, na
qual retratam temas correlatos à Gestão das Coleções. Como estratégia de motivação da
leitura textual adotaram-se estudos dirigidos, trabalhos em grupos e seminários circulares.
As atividades de pesquisa foram utilizadas como estratégia para desenvolver a
competência informacional nos discentes, além do espírito crítico em argumentar as ideias.
Assim, questões problematizadoras eram levantadas e os discentes eram motivados a
encontrar soluções científicas, no intuito de tornarem-se capacitados a gerenciar processos e
tomar decisões, atividades fins atreladas ao processo de formar e desenvolver coleções.
A relação teoria-prática também foi essencial nessa disciplina, visto que seu objetivo é
capacitar os alunos para assumir com competência a gerência de unidades de informação.
Para tanto, consolidou-se as visitas técnicas, sendo uma realizada no setor de Aquisição da
Biblioteca Central (BC) e outra realizada no setor de Desbastamento (baixa demanda) da
mesma unidade. Visando aprimorar as atividades práticas, foram realizados estudos de
campo, em diferentes modalidades de bibliotecas, com vista a visualizar na prática como os
processos recomendados pela literatura eram concretizados no âmbito real.
Como procedimentos de ensino, foram utilizados: aulas expositivas, orientações
individuais e em grupo, análise e discussão de trabalhos, estudos de casos, análise de
políticas de desenvolvimento de coleções e apresentação de seminário. Quanto às atividades
discentes, destacam-se as principais: leitura, discussão e redação de textos, visitas
técnicas, prova escrita, seminários, estudo dirigido e exercícios (questões objetivas). No que
se refere às tecnologias e recursos didáticos, citam-se como principais recursos: lousa e giz,
projetor multimídia, laboratório de informática, filmes, vídeos e textos científicos.
Quanto ao processo avaliativo, conforme expresso no programa da disciplina, foram
utilizados os seguintes critérios:
Domínio Cognitivo (85% da classificação final): avaliou as capacidades de
raciocínio e organização de conhecimentos através de testes somativos sobre os
conteúdos ministrados e trabalhos escritos;
Domínio das atitudes e valores (10% da classificação final): avaliou a situação do
aluno no processo de ensino-aprendizagem através da assiduidade e pontualidade
(nível de assiduidade e pontualidade nas aulas), empenho e motivação (nas
atividades letivas solicitadas), comportamento e relação com os outros (adequação do
aluno às regras de funcionamento das atividades letivas e respeito aos colegas e
professor);
Domínio das Aptidões/Capacidades (5% da classificação final): avaliou a
aplicação dos conhecimentos através da expressão escrita e oral (integração dos

�conteúdos no discurso e rigor de terminologia escrita e oral) e autonomia na
aprendizagem (capacidade de iniciativa, aplicação dos conteúdos a novas situações).
Além desses parâmetros, durante as aulas os discentes eram monitorados, motivados a
participar, a pesquisar, por conseguinte, esses pormenores constituíram atribuição de pontos
a serem somados na média final. É importante enfatizar que, a avaliação dos alunos
considerou o desenvolvimento do aprendizado durante toda a disciplina, baseando-se na
troca coletiva, mas individualizando cada aluno em suas experiências prévias e sua
construção de conhecimento.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O exercício da docência voluntária agregou valor na capacitação do
docente/bibliotecário voluntário ao viabilizar o compartilhamento de conhecimentos,
reciprocamente com os discentes da disciplina e demais docentes do Curso de
Biblioteconomia da UFES. Evidenciou-se que o conhecimento adquirido coletivamente
contribuiu no crescimento de ambas as partes, tanto do docente quanto do alunado.
Como prova dos esforços despendidos em sala de aula de ambas as partes e como
resultado dessa experiência, as discussões em sala permitiu a escrita de um artigo, de cunho
teórico, sobre o processo de formação e desenvolvimento de coleções, que foi apresentado
no 18.º Seminário de Bibliotecas Universitárias, que aconteceu em Belo Horizonte 1.
Após o processo avaliativo, realizado no final da disciplina, pôde-se constatar que as
atividades conduzidas ao longo da disciplina atingiram seus reais objetivos, conferindo aos
discentes novos valores e conhecimentos a serem inseridos na prática quando forem atuar
profissionalmente no mercado. Confirma-se, assim, que o processo de aprendizado foi
alcançado, agregando valor na vida profissional dos alunos, bem como aprimorar as
experiências e vivências, de modo a torná-los mais capacitados, competentes e habilidosos a
resolverem os constantes desafios ocorridos na prática profissional.
No que tange ao aprendizado adquirido pelo professor-bibliotecário, constata-se a
ampliação de conhecimento, uma vez que o método utilizado pautou-se nas propostas
freirianas, em que o conhecimento deve ser socializado de forma dialógica, integrada,
democrática e recíproca. A relação dialógica firmada com os alunos permitiu a (re)construção
de valores e de opiniões por parte do conhecimento prévio dominado pelo docentebibliotecário.
A experiência vivenciada nessa docência voluntária contribuiu para o crescimento
profissional do docente-bibliotecário, sobretudo no que se refere à atuação em consultoria
informacional, ramo principal exercido pelo referido docente no mercado de trabalho.
Constata-se a assimilação acerca das teorias que fundamentam o processo de Formação e
Desenvolvimento de Coleções, bem como os pormenores que envolvem essa prática
bibliotecária. Como expectativa dessa experiência, prevê-se outros resultados, concretizados
a posteriori, a partir da ampliação desse relato de experiência, em formato de artigo, a ser
enviado para publicação em revistas científicas da Ciência da Informação no Brasil.
Palavras-chave: Docência-Biblioteconomia. Prática profissional. Gestão de coleções.
REFERÊNCIAS
ANDRADE, Mario. Os filhos da Cândinha. São Paulo: Martins, 1976.
ORTEGA Y GASSET, José. Missão do bibliotecário. Brasília: Briquet de Lemos, 2006.
1

O artigo intitulado “Desenvolvimento de Coleções e o Sistema de Bibliotecas da UFES: comparativo entre os
modelos teóricos de Evans e Baugman e a adequação ao modelo de Evas”, foi elaborado pelo professorbibliotecário voluntário durante seu período de estágio na BC e diante das leituras da bibliografia básica
realizadas no período da docência voluntária na disciplina de Formação e Desenvolvimento de Coleções.

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                <text>Biblioteconomia é uma profissão relativamente nova, no entanto, as práticas bibliotecárias datam de tempos imemoriais, desde os primórdios da civilização quando esses tiveram a necessidade de registrar suas práticas, sua historicidade, seus costumes e suas tendências, objetivando garantir a perpetuação do conhecimento às gerações futuras. Devido a sua interação com a preservação e disseminação do conhecimento, a Biblioteconomia estende seus serviços a todas as áreas do conhecimento. É graças a seu poder de integração inter e multidisciplinar que ela adapta-se a diferentes épocas e contextos, tornando-se uma profissão primordial e necessária ao crescimento das demais ciências existentes. Assim, destaca-se a fala de Ortega Y Gasset (2006, p. 67) ao proferir que “[...] essa profissão [a Biblioteconomia] é uma das mais importantes que se pode imaginar”.</text>
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                    <text>O ENSINO PELA PESQUISA E A IMPORTÂNCIA DO ENSINAR APRENDENDO:
ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS UTILIZADAS NA DOCÊNCIA EM BIBLIOTECONOMIA
1 INTRODUÇÃO
O exercício da docência constitui um dos fazeres mais estratégicos e provocativos no
que se refere à aquisição/ampliação de conhecimento. O ato de ensinar requer a preparação
prévia do docente, através de estudo e pesquisa que o capacite ao domínio específico de
determinada temática ou área do conhecimento, viabilizando o processo de produção de
conhecimento individual.
Contudo, é louvável e ainda mais produtivo, aquele que conduz seus métodos de
ensino por meio da filosofia do ensinar aprendendo. Além de produzir conhecimento
individual e transmiti-lo ao alunado, o docente, nessa concepção, ao mesmo tempo que
ensina, também recebe conhecimentos do alunado, firmando um processo educativo
recíproco e interativo, com vistas a despertar uma produção coletiva de conhecimento.
A sala de aula transforma-se em um ambiente de socialização, atuando o docente
como mediador que conduz as atividades mútuas de ensino-aprendizagem. Essa proposta
de ensino revoluciona a forma de educação empregada de forma centralizada na figura do
professor como centro das atenções, caracterizando um processo de alienação. As
propostas freireanas consideram a incompletude do ser humano, logo, o professor também
está em constante aprendizado. Essa incompletude é justificada porque é “[...] impossível
saber-se incabado e não se abrir ao mundo e aos outros à procura de explicação, de
respostas a múltiplas perguntas” (FREIRE, 2006, p.136).
Assim, o professor é o personagem que ensina e aprende ao mesmo tempo. Mantendo
uma relação pacífica e conjunta com o alunado, trocando com eles informação, o professor
capacita-os a adquirir competências e habilidade essenciais para resolver problemas
rotineiros presentes nas relações sociais, como, ter capacidade em comunicar-se, tomar
decisões, fundamentar suas ideias, enfim, relacionar-se socialmente.
O objetivo de formar alunos críticos, seguros e participativos, tendo em vista concretizar
seus objetivos de vida na sociedade deve ser uma das preocupações dos professores da
sociedade atual. Isso porque, segundo Behrens (1999 apud RODRIGUES, 2010, p. 148), “a
sociedade passa a exigir profissionais que tenham capacidade de tomar decisões, que sejam
autônomos, que produzam com iniciativa própria, que saibam trabalhar em grupo, que
partilhem suas conquistas e que estejam em constante formação”.
A fim de atingir conhecimento e formar indivíduos transformadores é preciso, também,
que o professor adote métodos que incentive os discentes ao hábito da pesquisa. Ensinar
por meio da pesquisa desperta nos aprendizes o espírito investigativo e inovador. Assim,
segundo Piaget (1974, p. 18, grifo nosso), o verdadeiro professor é aquele que “[...] deixa de
ser apenas um conferencista e estimule a pesquisa e esforço, em lugar de contentar-se em
transmitir os problemas já solucionados”.
Mesmo cientes da importância do processo de pesquisa na educação superior, muitos
desafios ainda perfazem a consolidação dessa prática, pois a pesquisa tem sido ensinada de
uma maneira ineficiente, e, possivelmente com algum efeito colateral negativo. Considera-se
importante introduzir o estudante no processo real de conduzir pesquisa e não apenas em ler
sobre o assunto (WITTER, 1987).
Sendo assim, este estudo narra a prática da pesquisa aliada ao método freireano,
procedimentos esses adotados por um docente voluntário do Curso de Biblioteconomia em
uma universidade federal. Discorre acerca dos procedimentos adotados pelo docente no
intuito de viabilizar a pesquisa, o interesse e a participação conjunta entre aluno e professor,

�com vista a concretizar a construção coletiva de conhecimento. Por fim, o estudo apresenta,
por meio de método avaliativo, a percepção dos discentes quanto às metodologias e didática
adotadas pelo professor no decorrer da disciplina.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Esta pesquisa foi conduzida por meio de estudo aplicado em campo, no monitoramento
de uma disciplina ofertada no curso de Biblioteconomia de uma universidade federal.
A análise dos procedimentos adotados pelo professor consolidou-se por meio da
aplicação da técnica de observação e de entrevista.
O estudo de observação foi realizado junto às atividades ministradas pelo professor,
incentivando os discentes a pesquisarem as temáticas propostas no programa de disciplina.
Já a entrevista foi aplicada aos alunos, no final da disciplina, no intuito de analisar a
percepção deles quanto a esse método de ensino utilizado pelo docente. Os dados coletados
e os resultados possíveis alcançados são discorridos na seção seguinte.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A disciplina ministrada pelo docente de Biblioteconomia foi “Formação e
desenvolvimento de coleções”, disciplina essa ofertada no sétimo (penúltimo) período do
curso. Os alunos encontravam-se em fase de conclusão de curso, alguns até iniciando os
trabalhos de conclusão de curso (TCCs), no entanto, faz-se necessário destacar que eles
não estavam familiarizados com o método da pesquisa, uma vez que o curso e a própria
universidade não estimula essa metodologia, tendo maior exigência no momento da
elaboração dos TCCs.
O professor, no primeiro dia de aula, discorreu acerca do método freireano, assim como
demonstrou as constantes atividades de pesquisa que nortearam as três unidades da
disciplina. Como não haveria avaliação final, os alunos seriam avaliados conforme o
empenho e engajamento com as pesquisas e conseqüente produção de textos. Como a
disciplina de FDC possui características teóricas, esse fato proporcionou a aplicação das
técnicas de pesquisa, sobretudo na primeira unidade, quando se estuda a evolução histórica
das coleções ao longo dos tempos.
A cada aula, o professor utilizava estratégias que convidavam os alunos à participação.
O ato de fazer perguntas individuais, de aplicar atividades para casa, sendo discutidas na
aula seguinte, de indicar livros e artigos de fácil leitura constituem alguns dos procedimentos
que motivavam ou convidavam o alunado a trocar conhecimentos com o professor.
Na unidade I, através das dez aulas iniciais da disciplina foi apresentado o percurso
histórico do processo de FDC. A turma foi dividida em quatro diferentes grupos, estando
cada um responsável em pesquisar como as coleções bibliográficas eram monitoradas nos
períodos históricos, como: na Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e Contemporânea.
Em cada aula, os grupos traziam as fontes que tinham pesquisados, e contribuíam com
o debate mediado pelo docente. As nomenclaturas mais importantes deveriam ser
esclarecidas,
como:
bibliófilos,
copistas,
armazenamento
de
coleções,
preservação/conservação, bibliotecas minerais e vegetais, códices, papiro, gestão das
coleções, desbastamento, planejamento da coleção, dentre tantas outras.
Na unidade dois, abordaram-se as etapas do processo de FDC, enfocando no Modelo
Holístico de Evans, o qual propõe a delineação de seis etapas: estudo da comunidade,
política, seleção, aquisição, desbaste e avaliação. Cada uma dessas etapas foi entregue aos
grupos que realizaram pesquisas e socializaram com a turma através de seminário circular.

�Importante lembrar que o processo de pesquisa não se constituía, tão somente, de
leitura. O grupo também deveria, no dia da apresentação, trazer um resumo expandido da
temática que estava pesquisando. Foram ensinadas técnicas de leitura, de redação e de
estrutura e normalização de trabalhos técnico-científicos.
Por fim, na unidade três, os alunos pesquisaram o que a literatura mencionava sobre
processos de FDC em diferentes modalidades de biblioteca. Assim, cada grupo fez
levantamentos bibliográficos, acompanhamento e visita a uma modalidade de biblioteca,
entrevistando o bibliotecário e observando como os processos eram realizados, comparando
com as recomendações da literatura. As pesquisas de campo foram socializadas em sala, no
último dia de aula, sendo que cada contexto analisado foi comparado com os demais.
Vê-se que os alunos estiveram envolvidos com pesquisa, durante o desenvolvimento da
disciplina. O professor reportou-se como um verdadeiro orientador das práticas de pesquisa.
A fim de analisar a percepção dos alunos a respeito do método adotado, o docente
aplicou um processo avaliativo, solicitando a descrição dos pontos positivos e negativos. Os
principais pontos estão descritos no quadro a seguir:
Pontos positivos sobre o método de ensino
“Uma aula muito dinâmica e produtiva”

Pontos negativos sobre o método de ensino
As aulas foram tão boas que ficávamos torcendo para que
chegasse o dia da disciplina. Ficava triste quando a aula acabava.
Único ponto negativo foi a intervenção do professor no final das
apresentações, apresentando os erros dos alunos. Isso pode
constranger alguns. Do resto foi tudo ótimo!!!
-

“Foram aulas em que todos permaneceram atentos, se
empenhando nas pesquisas”
“O método de pesquisa conferiu a nós, maior autonomia e
autoconfiança”
“Evoluí muito como pessoa e como pesquisadora. Aprendi a
fundamentar minhas ideias e defendê-las com embasamento”
“A pesquisa dá aos alunos autoridade, clareza, independência e
objetividade. Incentiva-nos a descobrir nossas potencialidades”
“A melhor disciplina que já tivemos. Foi-nos dada a chance de
vivenciar o sentido de uma universidade que é não apenas
aprender, mas construir e ensinar”
“Aulas foram dinâmicas, democráticas, levando os alunos a
pensarem criticamente sobre o tema FDC
Descrição dos principais pontos considerados pelos discentes na avaliação final da disciplina de FDC
Fonte: o autor (2015).

-

-

A partir da fala dos discentes, entende-se que o método adotado na condução da
disciplina de FDC tornou-os satisfeitos. Mais que isso, pois, ao analisarmos algumas falas,
encontramos expressões que demonstram o quanto produtivo e transformador foi a disciplina
na vida desses futuros bibliotecários. Algumas características como autonomia,
autoconfiança, segurança, pensamento crítico e embasamento de ideias representam a
mudança de postura do profissional e não apenas uma evolução ou desempenho na
disciplina.
Em suma, apenas citaram como ponto negativo as considerações feitas pelo docente
após apresentação dos grupos. Essa questão é complexa, pois, no processo de ensino
aprendizagem isso não é desnecessário, ao contrário, é imprescindível para despertar o
aprendizado. Assim, entendemos que essa conduta do professor não deve deixar de ser
aplicada, dada a sua importância, no entanto, é preciso pensar em formas mais sensatas e
discretas de realizar as correções.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo apresentou o método de ensino adotado na disciplina de FDC, do curso de
Biblioteconomia de uma universidade. Constatou que o ensino pela pesquisa, juntamente
com a filosofia freireana, despertou inúmeras condutas ao alunado, como: empenho,
participação intensa, motivação, interesse e interação. Como conseqüência desses fatos, os

�alunos demonstraram, através da avaliação, satisfação quanto ao método adotado e a
aquisição de novas condutas, necessárias para transformá-los em profissionais capacitados
a defender suas crenças, valores e atitudes em face das relações sociais.
Essas são algumas das características fundamentais do profissional do futuro, em
frente a uma sociedade mutante e desafiadora. Os resultados comprovam que o ensino pela
pesquisa e a construção coletiva do conhecimento são estratégias pedagógicas viáveis, haja
vista alcançar o processo de ensino-aprendizagem. No contexto da Biblioteconomia, inferese que esse método é ainda mais necessário, em virtude de envolver uma das áreas de
atuação desse profissional: o ramo da pesquisa, da busca e recuperação de fontes de
informação.
Palavras-chave: Ensino pela pesquisa. Docência em Biblioteconomia. Ensinoaprendizagem.
REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à pratica educativa. 33. ed.
São Paulo: Paz e Terra, 2006.
PIAGET et al. Educar para o futuro. Rio de Janeiro. Fundação Getúlio Vargas, 1974.
RODRIGUES, Mara Eliane Fonseca. A abordagem do ensino com pesquisa: uma alternativa
pedagógica para o ensino de biblioteconomia e ciência da informação. TransInformação,
Campinas, v. 22, n. 2, p. 147-167, maio/ago., 2010. Disponível em: &lt; http://periodicos.puccampinas.edu.br/seer/index.php/transinfo/article/view/492/472&gt;. Acesso em: 12 mar. 2015.
WITTER, Geraldina Porto. O ensino de metodologia científica em biblioteconomia: algumas
considerações. Ci. Inf., Brasília, v. 16, n. 2, p. 145-49, jul. /dez. 1987. Disponível em: &lt;
file:///C:/Documents%20and%20Settings/ufes/Meus%20documentos/Downloads/1468-45441-PB.pdf&gt;. Acesso em: 12 mar. 2015.

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                <text>O exercício da docência constitui um dos fazeres mais estratégicos e provocativos no que se refere à aquisição/ampliação de conhecimento. O ato de ensinar requer a preparação prévia do docente, através de estudo e pesquisa que o capacite ao domínio específico de determinada temática ou área do conhecimento, viabilizando o processo de produção de conhecimento individual. Contudo, é louvável e ainda mais produtivo, aquele que conduz seus métodos de ensino por meio da filosofia do ensinar aprendendo. Além de produzir conhecimento individual e transmiti-lo ao alunado, o docente, nessa concepção, ao mesmo tempo que ensina, também recebe conhecimentos do alunado, firmando um processo educativo recíproco e interativo, com vistas a despertar uma produção coletiva de conhecimento.</text>
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                    <text>Modelo 2 Eixo1

XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
PRODUÇÕES ACADÊMICAS EM REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS:
A UTILIZAÇÃO DE REDES SOCIAIS NA BUSCA RETROSPECTIVA DE
AUTORIZAÇÕES PARA DISPONIBILIZAÇÃO EM ACESSO ABERTO DE
TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO

Autor:
Diane Catia Tomasi. Bibliotecária na Escola de Enfermagem - UFRGS.
Especialista em Gestão Cultural - SENACRS. diane.tomasi@ufrgs.br
Rubens da Costa Silva Filho. Bibliotecário-Chefe da Escola de Enfermagem UFRGS. Mestrando em Memória Social e Bens Culturais - UNILASALLE.
rubens.silva@ufrgs.br
Introdução:
Pesquisa experimental desenvolvida na Biblioteca da Escola de Enfermagem da
UFRGS visando à preservação e o aumento da visibilidade da coleção de
Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação (TCC), período 2001-2008,
através de sua disponibilização no repositório institucional LUME da UFRGS. A
coleção impressa de TCCs, disponibilizada no LUME, proporcionará considerável
ganho de espaço físico no acervo, além de padronizar o suporte da coleção de
TCCs, evitando também a duplicidade de suportes informacionais na biblioteca.
Segundo Leite (2009), os repositórios digitais trazem muitos benefícios para as
universidades entre eles o aumento da visibilidade, reputação e prestígio da
instituição mantenedora. Hollós e Silva (2010), afirmam que a preservação
documental caracteriza-se como uma atividade responsável pela gestão dos
recursos dedicados a garantir a integridade física dos documentos,
proporcionando o aumento de sua durabilidade e proporcionando o acesso às
gerações presentes e futuras. O trabalho teve início em dezembro de 2013 e ainda
está em desenvolvimento.
Relato da experiência:
Primeiramente foi realizado o mapeamento da coleção impressa de TCCs no
período 2001-2005, disponíveis no acervo, e para que fosse possível a

�disponibilização eletrônica no LUME, foi necessário realizar a busca pelo contato
(e-mail) dos autores para solicitar a autorização dos mesmos para disponibilizar
seu trabalho no repositório. A busca pelos contatos se deu através do cadastro da
na UFRGS, não havendo sucesso nessa busca, foi realizada pesquisa no Google,
Facebook e LinkedIn. Através do Facebook foi enviada uma mensagem “in box”
para o autor solicitando seu e-mail para posterior envio do formulário de
autorização. Após retorno das mensagens pelo Facebook foram enviados e-mails
formais para a solicitação das autorizações. Pelo LinkedIn, após a solicitação de
conexão com o autor foi enviada a mesma mensagem de solicitação de e-mail
usada no contato pelo Facebook. Posteriormente, ampliou-se este método para a
coleção de TCC’s de 2006-2008, os quais estavam disponíveis na biblioteca em
versão eletrônica através de CDR. Como resultado parcial do estudo, dos 358
TCCs do período de 2001-2008, 259 autores foram localizados, 208 retornaram
com a autorização de disponibilização no repositório, e 51 autores ainda não
retornaram o e-mail. Os e-mails não retornados são reenviados em um período de
3 meses, bem como a busca no cadastro da UFRGS, Facebook e LinkedIn pelos
autores não localizados anteriormente, pois muitos ex-alunos retornam a
Universidade e o número de usuários das redes sociais vem aumentando
progressivamente.
300

Gráfico 1 - Relação entre e-mails enviados e o retorno dos
autores

250

200

150

100

50

0
Enviados

Fonte: dados da pesquisa.

Autorizados

Aguardando retorno

�Considerações Finais:
A avaliação preliminar do projeto é positiva, pois permite a biblioteca otimizar o
espaço físico de seu acervo ao mesmo tempo em que proporciona maior
visibilidade aos TCCs, uma vez que os trabalhos que estavam disponíveis apenas
em meio impresso no acervo da biblioteca, que foram disponibilizados
digitalizados pelos autores, assim como os que se encontravam disponíveis em
CDROM, após o levantamento estão agora disponíveis no LUME. Considera-se
que a utilização de redes sociais como meio de comunicação com a comunidade
acadêmica é eficaz para o desenvolvimento de trabalhos que requerem
levantamentos retrospectivos como o que foi desenvolvido. O trabalho segue em
andamento e pretende se estender às demais coleções que são Produção
Intelectual (PI) da faculdade, como teses, dissertações, artigos de periódicos,
trabalhos de eventos e relatórios técnico-científicos.

Palavras-chave:
Repositórios institucionais. Biblioteca universitária. Avaliação de coleções.
Ferramentas da Web 2.0.
Referências:
HOLLÓS, Adriana Cox; SILVA, Rubens R. G. Parâmetros de atuação do
conservador na área da preservação documental. In: SILVA, Rubens Ribeiro
Gonçalves et al (Org.). Cultura, representação e informação digitais. Salvador:
EDUFBA, 2010. p. 17-28.

LEITE, Fernando César Lima. Como gerenciar e ampliar a visibilidade da
informação científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto.
Brasília, DF: IBICT, 2009. Disponível em:
&lt;http://livroaberto.ibict.br/bitstream/1/775/4/Como%20gerenciar%20e%20ampliar%
20a%20visibilidade%20da%20informa%C3%A7%C3%A3o%20cient%C3%ADfica
%20brasileira.pdf&gt;. Acesso em: 01 mar. 2015.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Pesquisa experimental desenvolvida na Biblioteca da Escola de Enfermagem da UFRGS visando à preservação e o aumento da visibilidade da coleção de Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação (TCC), período 2001-2008, através de sua disponibilização no repositório institucional LUME da UFRGS. A coleção impressa de TCCs, disponibilizada no LUME, proporcionará considerável ganho de espaço físico no acervo, além de padronizar o suporte da coleção de TCCs, evitando também a duplicidade de suportes informacionais na biblioteca. Segundo Leite (2009), os repositórios digitais trazem muitos benefícios para as universidades entre eles o aumento da visibilidade, reputação e prestígio da instituição mantenedora. Hollós e Silva (2010), afirmam que a preservação documental caracteriza-se como uma atividade responsável pela gestão dos recursos dedicados a garantir a integridade física dos documentos, proporcionando o aumento de sua durabilidade e proporcionando o acesso às gerações presentes e futuras. O trabalho teve início em dezembro de 2013 e ainda está em desenvolvimento.</text>
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XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

O GOOGLE ACADÊMICO COMO DISSEMINADOR DA PRODUÇÃO DOCENTE DA FACULDADE
DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA DA USP

Autores: Stela do Nascimento Madruga, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Veterinária e Zootecnia, stela.madruga@gmail.com; Camila Molgara Gamba, Universidade de São
Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, camilamg@usp.br; Milena Trindade,
Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, mitri@usp.br

1 Introdução
Disponível em língua portuguesa a partir de janeiro de 2006, o Google Acadêmico (Google
Scholar) é uma ferramenta gratuita de pesquisa que permite a recuperação de trabalhos acadêmicos
publicados em eventos, revistas científicas, livros, entre outros tipos de documentos (GOOGLE
ACADÊMICO, [2011]). O mecanismo permite também a criação de um perfil para o pesquisador,
como forma de gerenciar as publicações que já estão disponíveis e foram coletadas automaticamente
pelo Google, bem como, cadastrar novos documentos que ainda não foram captados e indexados
pelo buscador.
Com o propósito de reunir e divulgar as publicações dos docentes da Faculdade de Medicina
Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP), a biblioteca criou um perfil para
cada departamento da faculdade e buscou as publicações que estavam disponíveis, para então
agrupá-las e disponibilizá-las em seus perfis.
Entretanto, verificou-se que é necessário ter cautela em utilizar o Google Acadêmico como
indicador de qualidade e produtividade científica, em decorrência da falta de padronização nas
publicações disponíveis na web, e, por ter-se como premissa o fato de que nem todas as publicações
dos pesquisadores são de acesso aberto e estão disponíveis na indexação e coleta realizada pela
ferramenta em questão.
O objetivo deste relato de experiência é apresentar o potencial do Google Acadêmico como
uma ferramenta de grande contribuição para as bibliotecas universitárias na divulgação da produção
científica.

�2
2 Relato da experiência

Para a criação do perfil dos departamentos da FMVZ/USP, cadastrou-se uma conta de e-mail
Google e criou-se o perfil dos departamentos no Google Acadêmico, seguindo um padrão de
preenchimento para os dados solicitados, tais como: departamento, faculdade e universidade (Figura
1).

Figura 1: Perfil do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal no Google Acadêmico
Fonte: &lt; http://scholar.google.com.br/citations?hl=pt-BR&amp;user=lznuFJQAAAAJ&gt;

Partindo da lista atualizada dos docentes, realizou-se uma busca criteriosa com os seus
respectivos nomes e suas possíveis variações, e a partir disso as publicações recuperadas foram
verificadas e inseridas em cada perfil.
Os docentes que já possuíam perfil público no Google Acadêmico foram adicionados como
coautores. Para aqueles que desconheciam a ferramenta, e também como forma de incentivar a sua
utilização, a biblioteca criou um tutorial explicando o processo de cadastramento e criação de perfil
(MADRUGA, 2013).
Para a publicação das informações na ferramenta e consequentemente web, a biblioteca
apresentou os dados - para que fossem avaliados e validados – aos departamentos, e solicitou a
autorização dos chefes dos departamentos e da direção da faculdade.
O retorno dos docentes foi positivo, pois os gráficos de citações em todos os perfis
apresentam-se crescentes (Figura 2) e valorizam a produção científica da instituição.

Figura 2: Índices de citações do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal no
Google Acadêmico
Fonte: &lt; http://scholar.google.com.br/citations?hl=pt-BR&amp;user=lznuFJQAAAAJ&gt;

�3
Os endereços dos perfis ficam disponíveis no menu “citações” do Blog da Biblioteca da
FMVZ/USP (BIBLIOTECA VIRGINIE BUFF D’ÁPICE, 2015) e os gráficos são atualizados
mensalmente.
O trabalho de manutenção é essencial para a divulgação das publicações no Google
Acadêmico, portanto, semanalmente os perfis são verificados e atualizados com o intuito de
minimizar inconsistências e agregar maior exatidão na disseminação das informações.
3 Considerações finais

A criação de perfil para os departamentos da FMVZ/USP no Google Acadêmico auxiliou na
divulgação, visibilidade e controle bibliográfico da produção científica da instituição.
Como resultados parciais positivos tem-se a captação de publicações para a inserção no
catálogo e no repositório da universidade, a ampliação da divulgação da produção docente, gerando
impacto positivo perante a FMVZ/USP, e a colaboração para a avaliação da USP nos rankings
universitários, pois estes verificam a visibilidade institucional e as citações da produção científica.
No entanto, existem algumas ressalvas sobre a ferramenta que precisam ser exploradas e
consideradas para melhoria, tais como: ausência de busca de registros dentro do perfil, atualização
automática ineficiente contendo itens duplicados e/ou documentos de pesquisadores homônimos,
ausência de um cadastro específico para instituições, falta de checagem de veracidade das
informações incluídas manualmente nos perfis, o que pode gerar citações fictícias e o consequente
aumento nas métricas de citação do Google Acadêmico (quantidade de citações, índice h e índice
i10).
O Google Acadêmico é um mecanismo importante para as bibliotecas universitárias e pode
contribuir muito para a recuperação de documentos em virtude de sua abrangência. Entretanto, é
preciso salientar a necessidade de ajustes que contribuam para a realização de estudos
bibliométricos consistentes. Devido ao grande potencial e a capacidade de adequação, torna-se
necessário dar continuidade ao uso e a outras análises da ferramenta em unidades de informação.

Palavras-chave: Google Acadêmico. Produção científica. FMVZ/USP.

Referências
GOOGLE ACADÊMICO. Sobre o Google Acadêmico. [2011]. Disponível em:
&lt;http://scholar.google.com.br/intl/pt-BR/scholar/about.html&gt;. Acesso em: 10 mar. 2015.
MADRUGA, Stela N. Tutorial: como criar um perfil do Google Acadêmico. São Paulo: Biblioteca
Virginie Buff D’Ápice, 2013. Disponível em: &lt;http://pt.slideshare.net/bibliotecafmvz/como-criar-umperfil-no-google-acadmico&gt;. Acesso em: 24 mar. 2015.
BIBLIOTECA VIRGINIE BUFF D’ÁPICE. Citações. São Paulo, 23 mar. 2015. Disponível em:
&lt;http://bibliotecafmvzusp.blogspot.com.br/p/citacoes_24.html&gt;. Acesso em: 24 mar. 2015.

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                <text>Disponível em língua portuguesa a partir de janeiro de 2006, o Google Acadêmico (Google Scholar) é uma ferramenta gratuita de pesquisa que permite a recuperação de trabalhos acadêmicos publicados em eventos, revistas científicas, livros, entre outros tipos de documentos (GOOGLE ACADÊMICO, [2011]). O mecanismo permite também a criação de um perfil para o pesquisador, como forma de gerenciar as publicações que já estão disponíveis e foram coletadas automaticamente pelo Google, bem como, cadastrar novos documentos que ainda não foram captados e indexados pelo buscador.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
EIXO TEMÁTICO VI - 2° Fórum Brasileiro de biblioteconomia Escolar: Pesquisa e
Prática
UM ESTUDO DESCRITIVO DO ACERVO DE LIVROS DIDÁTICOS NUMA
INSTITUIÇÃO ESCOLAR ESTADUAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA:
FLORIANÓPOLIS (SC)
Autor:Daniele Feldman – Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) –
danyih@hotmail.com; Eduardo Silveira – Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC) – eduardo.silveira@posgrad.ufsc.br; Graziela dos Santos Lima –
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) – graziela.dsl@gmail.com;
Gisela Eggert Steindel – Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) –
gisela.steindel@udesc.br.

Introdução
Este trabalho objetiva apresentar resultados do estudo do acervo de livros
didáticos numa instituição escolar estadual de educação básica no estado de
Santa Catarina acerca de livros disponibilizados pelo Programa Nacional do Livro
Didático (PNLD), objeto de estudo do Projeto de Pesquisa em andamento
“Bibliotecas escolares e acervos - possibilidades de fontes, história e memória”,
que tem por propósito mapear os acervos de livros didáticos abrigados nas
instituições escolares da Rede Estadual de Ensino circunscritas ao município de
Florianópolis integrante da 18° Secretaria Regional do governo de Santa Catarina.
Trata-se de pesquisa iniciada em agosto de 2012_2 e o intuito desse estudo
é investigar a temática sobre o acervo didático da biblioteca escolar na perspectiva
em este se configurar como uma fonte de pesquisa e memória(s) num diálogo
entre o campo da Biblioteconomia e da Educação.
A pesquisa mergulha em um recente movimento internacional no campo da
Educação preocupada com a criação, instalação e preservação de programas e
projetos que organizam acervos de/sobre livros didáticos como em Portugal,
Espanha e Paris. Para tanto, tem como aporte teórico os Estudos Culturais
valendo-se de diferentes metodologias e fontes capazes de alcançar o objetivo do
estudo. Assim sendo, especificamente o presente texto objetiva apresentar uma
parte dos dados quantitativos obtidos no decorrer dessa investigação.
Método da Pesquisa
Este estudo é de caráter descritivo com abordagem quantitativa. Para
obtenção dos dados tomou-se como primeira ação, para além da descrição dos
dados, a criação de uma tabela, a fim de organizar as informações coletadas. A
tabela foi estruturada sob três categorias – (1) Imprenta; (2) Política de Uso; e (3)
Materialidade, cada qual com característica específicas, a fim de uma descrição
detalhada.
No que tange a categoria “Imprenta” foi evidenciado as seguintes
características nos livros didáticos: a editora responsável pela obra; o ano de

�publicação correspondente da obra; e a coleção, ou seja, se a obra pertencia a
alguma coleção e sucessivamente a qual coleção. Quanto a “Política de uso”
indicada na obra foi intensificado na tabelado o público alvo e ao ano de ensino
correspondente da obra, de acordo com o ensino aplicado na escola em estudo, o
ensino fundamental. Logo, foi verificado também a presença do selo
governamental e a presença da ficha de histórico de uso nos livros didáticos. Por
fim observou-se a questão da “Materialidade”, melhor dizendo foi verificado a
composição do material – brochura ou capa duro; a dimensão do material e a
inserção no conteúdo de ilustrações – preto e braço e/ou colorida.
Sendo assim, num primeiro momento para captura dos dados, todas as
obras foram separadas inicialmente pelo seu ano correspondente de ensino. Logo
os dados foram descritos na tabela para sucessivamente serem analisados. Para
maior exemplificação e entendimento dos dados estes foram separados por
categorias.
Resultados
Os dados foram analisados de acordo com as três categorias criadas –
Imprenta; Política de Uso e Materialidade. No que se refere á primeira categoria
“Imprenta”, referente as editoras, constatou-se uma diversidade de 22 editoras. Do
montante recebem destaque a Editora Ática com 15,77%1 (41 materiais), seguidas
da Editora FTD com 14,23% (37 materiais), Editora Moderna 11,15% (29
materiais), Editora Saraiva com 9,23% (24 materiais) e Editora Atual (22 materiais)
com 8,46%, Editora Positivo e Editora IBEP com 7,31% cada (19 materiais),
Editora Scipione com 5,77% (15 materiais) e a Editora Brasil com 5,38% (14
materiais). As demais editoras não ultrapassam 5% cada, sendo que juntas
somam menos que 16% do montante analisado (40 materiais). Em relação ao ano
de publicação, constatou-se inicialmente que dos 260 livros didáticos analisados
14 não continham o ano de publicação. Os demais que correspondem a 246 livros
didáticos, equivalente a 70,73% (174 materiais) foram publicados nos primeiros
anos do século XXI, com destaque para os anos de 2006, 2005 e 2002 com
36,35% cada (27 materiais). Para anos a partir de 2010, nestes o ano de 2011 foi
o ano com a maior quantidade de publicação com 42 materiais. Por fim, se
observados os últimos anos do século XX pode-se afirmar que 9,76% (24
materiais) dos livros didáticos publicados nos anos compreendidos da década de
1990. Com relação à questão da coleção, dos 260 livros didáticos analisados,
57,69% (150 materiais) fazem parte de alguma coleção. As coleções que se
destacam com um maior número de publicações são: a Coleção Porta Aberta,
Coleção Pensar e Viver, Coleção a Escola é Nossa, Coleção Projeto Pitanguá,
Coleção Aprendendo Sempre e a Coleção Aprendendo Juntos, com a presença
em nove, sete, seis, cinco, quatro e quatro materiais respectivamente. As demais
coleções concentram a incidência de uma, duas ou três contribuições.
Quanto á segunda categoria “Política de Uso”, ao ano de ensino que o livro
didático corresponde, dos 260 livros analisados 43,09% (112 materiais)
correspondem ao primeiro e segundo ano do ensino fundamental, cada qual com
56 unidades cada, correspondendo para cada um o percentual de 21,54%. O
1Os

dados em percentagens quando arredondados estão em duas casas decimais.

�quinto ano do ensino fundamental foi a terceira maior incidência com 42 unidades,
representando 16,15%. Logo, em seguida aparecem o oitavo, o sexto e o sétimo
ano do ensino fundamental, com 40, 32, e 28 unidades respectivamente. A
presença do terceiro e quarto ano do ensino fundamental só apareceram nos
livros didáticos direcionados para mais de um ano do ensino. Por fim, em uma
unidade não foi identificada o ano correspondente. Em relação á presença do selo
governamental nos livros didáticos, dos 260 livros didáticos analisados 41,92%
(109 materiais) não apresentaram o selo governamental. Já a grande maioria
58,08% (151 materiais) apresentam o selo governamental. E em relação a ficha de
histórico de uso, dos 260 livros didáticos analisados constatou a presença da ficha
de histórico de uso em 24 materiais, correspondente a 9,23% de todo o universo
de pesquisa.
Quanto á terceira categoria “Materialidade”, os dados coletados evidenciou
a mesma característica para toda a população investigada, sendo todos
compostos por brochura, com dimensão 20x27cm e todo seu conteúdo
apresentando ilustrações coloridas.
Considerações Finais
O estudo descritivo do acervo de livros didáticos nos leva algumas reflexões
relacionadas ao campo da biblioteconomia. Percebe-se no âmbito científico
biblioteconômico a ausência de estudos relacionados ao livro didático, bem como
a atenção para com este material, mais especificamente envolvendo este como
parte do acervo da biblioteca escolar. Assim sendo, o assunto torna-se escasso ou
inexistente. Desse modo, essa pesquisa tem o intuito também de servir de base
bibliográfica para as próximas pesquisas que possam surgir sobre os livros
didáticos como parte do acervo da biblioteca escolar, bem como em outras áreas.
Já no que tange a análise dos livros didáticos percebemos que dos 260
analisados, a predominância no universo estudado recai sobre seis editoras; que a
maior porcentagem de livros didáticos publicados recai sob os primeiros anos do
século XXI; que mais da metade dos livros didáticos analisados encontram-se
inseridos em alguma coleção; que a maior parte deste acervo é composta por
livros didáticos destinados ao primeiro e segundo ano do ensino fundamental; que
a maior parte dos livros didáticos obtém o selo governamental; e que a maior parte
dos livros didáticos não obtém a ficha do histórico de uso. Também foi evidenciado
a mesma característica para toda a população investigada, sendo todos
compostos por brochura, com dimensão 20x27cm e todo seu conteúdo
apresentando ilustrações coloridas.
O estudo mostrou que o livro didático disponibilizado pelo Programa
Nacional do Livro Didático (PNLD) é um instrumento e recurso indispensável no
contexto educacional, este tipo de acervo compõe o principal meio de ensino em
sala de aula e constitui o principal acervo da biblioteca escolar brasileira.
Palavras-chave: Livros Didáticos. Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).
Acervo Didático. Estudo Descritivo.
Referências: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Programa Nacional do Livro
Didático - PNLD. 2013.

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                <text>Este trabalho objetiva apresentar resultados do estudo do acervo de livros didáticos numa instituição escolar estadual de educação básica no estado de Santa Catarina acerca de livros disponibilizados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), objeto de estudo do Projeto de Pesquisa em andamento “Bibliotecas escolares e acervos - possibilidades de fontes, história e memória”, que tem por propósito mapear os acervos de livros didáticos abrigados nas instituições escolares da Rede Estadual de Ensino circunscritas ao município de Florianópolis integrante da 18° Secretaria Regional do governo de Santa Catarina. Trata-se de pesquisa iniciada em agosto de 2012_2 e o intuito desse estudo é investigar a temática sobre o acervo didático da biblioteca escolar na perspectiva em este se configurar como uma fonte de pesquisa e memória(s) num diálogo entre o campo da Biblioteconomia e da Educação. A pesquisa mergulha em um recente movimento internacional no campo da Educação preocupada com a criação, instalação e preservação de programas e projetos que organizam acervos de/sobre livros didáticos como em Portugal, Espanha e Paris. Para tanto, tem como aporte teórico os Estudos Culturais valendo-se de diferentes metodologias e fontes capazes de alcançar o objetivo do estudo. Assim sendo, especificamente o presente texto objetiva apresentar uma parte dos dados quantitativos obtidos no decorrer dessa investigação.</text>
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                    <text>AS CONTRIBUIÇÕES DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NO PROCESSO DE
REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO: VIABILIZANDO NOVOS FORMATOS NA
RECUPERAÇÃO
1 INTRODUÇÃO
A prática da Representação da Informação tem se constituído um dos principais fazeres
desenvolvidos em unidades de informação, sobretudo no âmbito das bibliotecas. Mesmo
sendo praticada de diferentes formas ao longo dos séculos, o objetivo principal da
representação tem sido o mesmo, qual seja, estabelecer pontos de acesso entre o item
informacional e as características que o particularize em um catálogo. Genericamente,
representar a informação em um catálogo, individualizando as características referentes à
forma de um objeto de modo que elas o represente, constitui a prática da Catalogação.
A história mostra-nos que catalogar livros é uma prática que data de tempos
imemoriais, embora não praticada com instrumentos, técnicas e métodos padronizados como
presenciamos no mundo moderno. Na Biblioteca de Alexandria, por exemplo, existiram
instrumentos de localização das obras, como o Catálogo de Calímaco. Também herdamos
dos gregos o conceito de autor de uma obra, servindo como ponto de acesso na recuperação
(MEY; SILVEIRA, 2009).
No decorrer dos séculos, inúmeras tentativas são realizadas, tendo em vista gerar uma
ferramenta de busca e recuperação da informação que atendesse as solicitações de busca
dos usuários, facilitasse a localização dos itens, reduzindo desgaste pessoal e tempo
desnecessários. Mey e Silveira (2009) cita a contribuição de diversos pensadores que
dedicaram-se à organização do conhecimento, principalmente a partir do século XIX, como:
Charles Cutter, Melvil Dewey, Paul Otlet, Henri La Fontaine, dentre outros.
Esses pensadores acreditavam na possibilidade de criação de um sistema que
favorecesse o controle bibliográfico não apenas dos materiais existentes no acervo, mas que
contemplasse toda a produção bibliográfica mundial. Estava evidente para eles que isso só
seria possível através da padronização dos processos, da unificação dos instrumentos de
representação, facilitando, dessa forma, o compartilhamento de registros entre diferentes
instâncias.
No decorrer do século XX até os dias atuais, a partir do desenvolvimento tecnológico
inserido nas bibliotecas, sistemas e serviços de informação, percebemos que o sonho do
controle bibliográfico universal está para ser consolidado. Segundo Barbosa (1978), os
grandes eventos que se realizaram a partir de meados do século XX representaram um
divisor de águas na história da Catalogação. De acordo com a referida autora, a Conferência
de Paris, juntamente com a Reunião Internacional de Especialistas em Catalogação (RIEC),
dentre outros encontros que se sucederam, viabilizaram novos rumos ao processo de
Representação da Informação Documentária.
Como produtos desses encontros, no sentido de favorecer que as práticas e
instrumentos de Catalogação fossem padronizados, citam-se a estruturação da Descrição
Bibliográfica Internacional Normalizada (ISBD) e dos Requisitos Funcionais para Registros
Bibliográficos (FRBR). A esses produtos, para uma melhor prática e apresentação da
descrição bibliográfica, somam-se as contribuições da tecnologia na construção de
catálogos, sendo os registros catalográficos dispostos de forma a facilitar a visibilidade e o
entendimento do usuário da informação.
A respeito dos catálogos como ferramentas de busca e recuperação da informação,
Ferraz (1991, p. 91) menciona que, no catálogo o usuário poderá “[...] encontrar duas
importantes peças de informação: se a biblioteca possui o item desejado, e, se tem, onde ele

�está localizado na coleção”. Acreditamos que, com o uso das tecnologias, como o papel e os
recursos informáticos, o catálogo passa a adquirir uma tripla função, qual seja: verificar se a
biblioteca possui o item, se o item está localizado no acervo e, também, quais as
características dos documentos. Percebemos através das novas tecnologias que as
características dos itens tornam-se cada dia mais visíveis e entendíveis, graças ao uso de
novos formatos de representação que, estando normalizados, ampliam as possibilidades de
percepção do usuário quanto ao item procurado e o provável acesso a esse material.
Com base nas transformações acometidas ao universo da Catalogação e cientes da
importância da padronização e apresentação da descrição bibliográfica, este estudo objetiva
refletir as principais possibilidades de apresentação do registro bibliográfico, focando,
especificamente, no módulo impresso, proposto pela ISBD e dos módulos eletrônicos,
presentes no catálogo em linha (OPAC) e por meio do formato internacional Marc 21.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Como metodologia, utilizaram-se, neste estudo, duas modalidades de pesquisa:
pesquisa exploratória sobre a temática em apreço, que é Catalogação e os formatos de
representação, destacando o que vem sendo discutido por teóricos e pesquisadores sobre
esse assunto; além dessa modalidade de pesquisa, utilizou-se estudo de observação em três
formatos de descrição bibliográfica: formato presente nos catálogos manuais (em fichas),
formato em catálogos do tipo OPAC e a disponibilização dos registros bibliográficos
conforme o formato Marc 21.
A análise entre os três formatos objetivou verificar a representação e disponibilização
dos dados catalográficos, enfatizando as contribuições da Catalogação e da padronização,
sobretudo quando se refere à percepção do usuário ao recuperar a informação solicitada.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A história da Catalogação foi marcada com o auxílio do catálogo que, no decorrer dos
tempos, foi adquirindo novas interfaces, novos recursos de busca e recuperação e novas
formas de representação da informação. Devido às múltiplas formas de estruturação, os
catálogos podem ser categorizados como catálogos de autor, de assunto, alfabético,
cronológico, dicionário, dentre outras formas.
No entanto, as tentativas de padronização da informação, no decorrer do século XX,
trouxeram inúmeras conquistas para as atividades de Catalogação. Transcorrido esse
período, os dados retirados dos itens passaram a ser registrados em fichas, devidamente
disponibilizados em áreas específicas para cada característica do documento. Sousa e Fujita
(2012) descrevem que essas fichas devem ser confeccionadas com base no elemento que
serve de entrada principal do item, com os devidos pontos de acesso.
De acordo com Ribeiro (1995), cada registro bibliográfico (entidade) identificado pelo
catalogador como pertinente para a recuperação deve ser alocado para oito áreas,
contemplando cada uma dessas áreas, diferentes elementos, que, por sua vez, podem sofrer
atributos específicos. As áreas e seus respectivos elementos são assim apresentadas: área
1 – contempla o título e indicações de responsabilidade; área 2 – refere-se à área de edição;
área 3 – apresenta os detalhes específicos do material (somente para música, materiais
cartográficos, publicações seriadas, etc); área 4 – área da imprenta (local, editora e ano);
área 5 – área de descrição física; área 6 – área da série; área 7 – área dedicada à
apresentação de notas; e, ao final, a área 8 descrevendo o número normalizado (Figura 1).

�Área 5 –
Descrição Física

Área 1: título e
indicação
responsabilida
de

Área 4: Imprenta

Área 2: Edição
Figura 1 – Ficha catalográfica impressa apresentando as principais áreas da descrição bibliográfica
Fonte: o autor.

Vê-se que a maneira como os registros são devidamente disponibilizados favorece o
entendimento do usuário, demonstrando para ele, mesmo que o material não esteja em suas
mãos, as características principais dos materiais representados no catálogo. Assim, o
catálogo corresponde a uma ferramenta de busca e recuperação da informação (SOUZA;
FUJITA, 2012), tendo como um de seus objetivos tornar as coleções mais visíveis.
As fichas catalográficas impressas tiveram grandes importâncias nas bibliotecas. No
entanto, com a adesão da Biblioteconomia às novas tecnologias, o século XXI iniciou-se com
um rápido processo de automatização e virtualização de produtos e serviços
biblioteconômicos. Surgem, assim, os catálogos eletrônicos, os quais substituem o formato
em ficha, mostrando-se na forma de catálogo automatizado quanto em linha (OPAC).
O catálogo eletrônico é aquele que mediado pelo computador, expõe para o usuário as
mesmas informações da ficha, no entanto, a rapidez na localização e disponibilização da
informação tornam-no fundamentais para otimizar a busca e recuperação da informação pelo
usuário (MEY; SILVEIRA, 2009). A sistematização/normalização dos registros bibliográfico
representam uma das contribuições dos catálogos bibliográficos (Figura 2)
Área 1: título e
indicação
responsabilida
de

Área 4:
Imprent
a

Área 5 –
Descrição Física

Figura 2 – Catálogo eletrônico demonstrando a interface de recuperação da informação e a disponibilização das
principais áreas da descrição, visíveis ao usuário
Fonte: o autor (2015).

Os catálogos eletrônicos tornam-se ainda mais valiosos à medida que são
disponibilizados no ambiente virtual, podendo ser acessados de qualquer local pelo usuário.
A internet contribui nessa empreitada, pois ela viabiliza o acesso a uma imensa massa de
documentos, em vários locais do mundo, de forma instantânea. Os catálogos em linha

�(OPAC) permitem essa socialização, contribuindo também no compartilhamento ou
intercâmbio de informações entre diversas organizações do mundo (SOUZA; FUJITA, 2012).
O formato de apresentação dos registros bibliográficos nos catálogos em linha (OPAC)
difere-se um pouco no que se refere ao catálogo impresso e no automatizado. O que muda é
o formato (MARC 21) que além de tornar visível os dados, apresenta-os em campos e
subcampos, podendo serem relacionados entre si, através de diferentes vínculos
estruturados (Figura 3)

Campos e
subcampos

da
descrição

Área 1: título e
indicação
responsabilida
de
Área 4:
Imprenta

Área 5 –
Descrição Física
Figura 3 – Catálogo eletrônico disponibilizando a descrição das áreas em formato Marc 21
Fonte: o autor (2015).

Vê-se que o referido formato de representação assemelha-se aos modelos analisados,
sendo trabalhado detalhes estéticos quanto à interface que disponibiliza os dados. Assim, é
preciso considerar, outrossim, que a essência do processo é a mesma, ou seja, os tipos de
dados extraídos das obras e a disponibilização nas oito área permanecem os mesmos.
Constata-se que o OPAC, através da criação de formatos para disponibilização dos
dados, como exemplo, o formato Marc 21, inovam na capacidade de tornar os dados
relacionados entre si e não isolados. Esse processo permite maior visibilidade dos registros;
assim, o catálogo, conforme defendido por Rubi (2008), exerce a função de vitrine da
biblioteca.
Ora, através desta normalização dos registros, não resta dúvida de que, eles podem ser
conectados a outros registros, facilitando, assim, o processo de recuperação. Também é
através desse formato que se facilita o compartilhamento de informações, tornando as
bibliotecas mais integradas a caminho de um legítimo controle bibliográfico universal.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através da pesquisa exploratória na literatura e do estudo de observação em três
formatos de descrição bibliográficos, presentes na atualidade, conclui-se que o formato Marc
21 facilita a cooperação bibliográfica, uma vez que padroniza e fornece maior visibilidade e
relacionamentos entre os registros bibliográficos representados.
Com isso, abrem-se as possibilidades de construção de padrões internacionais, tendo
em vista efetivar o controle das obras produzidas mundialmente. Através da disponibilização
dos dados, entende-se que o compartilhamento é facilitado, além de aproximar o catálogo
das reais necessidades demandadas pelos usuários. Assim, confirmam-se as valiosas
contribuições dos FRBR na elaboração dos padrões e instrumentos catalográficos. Por
conseguinte, diante das grandes descobertas da Catalogação nas últimas décadas,
presume-se que o sonho do controle bibliográfico universal, idealizado por Paul Otlet e La
Fontaine, está com os dias contados para tornar-se realidade.

�Palavras-chave: Catalogação. Catálogos. Recuperação da informação. Formato Marc 21.
FRBR.
REFERÊNCIAS
BARBOSA, Alce Príncipe. Novos rumos da catalogação. Rio de Janeiro: BNG/Brasilart,
1978.
MEY, Eliane Serrão Alves; SILVEIRA, Naira Christofoletti. Catalogação no plural. Brasília,
DF: Briquet de Lemos, 2009.
RIBEIRO, Antônia Motta de Castro Memória. AACR2: Anglo-American cataloguing rules, 2nd
edition: descrição e pontos de acesso. Brasília: Editora do autor, 1995.
RUBI, M. P. Políticas de indexação para construção de catálogos coletivos em
bibliotecas universitárias. 2008. 169 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) –
Programa de |Pós-Graduação em Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista,
Marília, 2008.
SOUZA, Brisa Possi de; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes. Do catálogo impresso ao on-line:
algumas considerações e desafios para o bibliotecário. Revista ACB, Florianópolis, v. 17, n.
1, p. 59-75, jan./jun., 2012.

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                <text>Representação da informação </text>
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                <text> Formato MARC </text>
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                <text> Catálogos</text>
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                <text>A prática da Representação da Informação tem se constituído um dos principais fazeres desenvolvidos em unidades de informação, sobretudo no âmbito das bibliotecas. Mesmo sendo praticada de diferentes formas ao longo dos séculos, o objetivo principal da representação tem sido o mesmo, qual seja, estabelecer pontos de acesso entre o item informacional e as características que o particularize em um catálogo. Genericamente, representar a informação em um catálogo, individualizando as características referentes à forma de um objeto de modo que elas o represente, constitui a prática da Catalogação.</text>
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                    <text>A BIBLIOTECA NO SÉCULO XXI: DESAFIOS E PERSPECTIVAS À LUZ DA LITERATURA
1 INTRODUÇÃO
A adesão às novas tecnologias pelas bibliotecas representou uma grande reviravolta
nas tradicionais práticas bibliotecárias realizadas nessas instituições no decorrer dos tempos.
A passagem do século XX para o XXI foi marcada por discussões, previsões e controvérsias
a respeito da biblioteca do futuro.
Inúmeros estudos foram feitos no iniciar desse século. Encontra-se uma multiplicidade
de nomenclaturas para identificar a biblioteca do século XXI e suas tecnologias. Segundo
revisão de literatura realizada por Ohira e Prado (2002), os estudos dessa época apontam a
existência da biblioteca eletrônica, biblioteca polimídia, biblioteca digital e biblioteca virtual e
até sobre biblioteca do futuro. No entanto, segundo os autores, as terminologias mais
emergentes e que utilizam diversas tecnologias são as bibliotecas denominadas de digitais e
virtuais.
Levacov (1997) caracterizou a biblioteca virtual como um espaço sem muros e com
livros sem páginas. Cunha (2010) entende a biblioteca digital como aquela que contempla
diferentes tecnologias e digitaliza suas coleções, informatizando os serviços oferecidos à
clientela. Passados quinze anos da chegada do século XXI, pergunta-se: como a literatura
vem tratando esse assunto? Houve consenso entre os teóricos sobre bibliotecas digitais e
virtuais? Quais os serviços e produtos que as bibliotecas oferecem na contemporaneidade?
Sendo assim, este artigo objetiva realizar uma revisão integrativa da literatura, assim
como fez Ohira e Prado (2002), tendo em vista verificar como os bens, produtos e práticas
bibliotecárias vêm sendo realizados nas bibliotecas do presente.
2 MÉTODO DA PESQUISA
As publicações utilizadas para revisão de literatura referem-se a trabalhos (artigos
científicos) publicados sobre a temática em apreço, ou seja, Bibliotecas Digitais e Virtuais.
Foram considerados apenas os trabalhos publicados e indexados em três bases de dados:
Scielo, Brapci e Portal Periódico Capes.
Esses trabalhos restringiram-se apenas àqueles que foram publicados no idioma
português e em revistas brasileiras. Delimitaram-se como espaço de tempo, os trabalhos
publicados nos últimos cinco anos.
O primeiro passo metodológico foi realizar a busca pelas fontes de informação que
formariam a amostragem da pesquisa. A busca foi feita utilizando os descritores “Biblioteca
Digital” e “Biblioteca Virtual”, e considerando essas palavras apenas no título. Os resultados
oriundos da busca e recuperação das fontes estão demonstrados no quadro 1, a seguir:
Quadro 1 – Trabalhos recuperados após processo de busca nas bases de dados e trabalhos selecionados após análise dos
conteúdos
Descritor
Scielo
BRAPCI
Portal Periódico Capes
Utilizado
Trabalhos
Trabalhos
Trabalhos
Trabalhos
Trabalhos
Trabalhos
Biblioteca digital
recuperados
selecionados
recuperados
selecionados
recuperados
selecionados
03
03
04
03
20
03
Biblioteca virtual
Total trabalhos
recuperados
Total trabalhos
aproveitados
Fonte: o autor (2015).

04

0

05

02

48
12

Por meio da leitura do quadro acima, é possível concluir que:

11

01

�Para o termo “Bibliotecas Digitais”:
na base Scielo foram recuperados três trabalhos, sendo que, após análise dos
conteúdo dos artigos, percebeu-se que todos se relacionavam ao tema;
na base Brapci foram recuperados 4 trabalhos, estando relacionados ao tema, três;
na base Capes foram encontrados vinte trabalhos, estando condizente com o tema,
apenas três artigos;
Para o termo “Biblioteca Virtual”:
na base Scielo encontrou-se quatro trabalhos, estando todos fora do tema;
na base Brapci localizou-se cinco artigos, porém apenas dois foram escolhidos;
na base Capes, dos 11 trabalhos analisados, aproveitou-se apenas um pela
similaridade nas temáticas abordadas.
Logo, percebe-se que, o total de artigos que retratam a temática geral foi de doze
artigos. Esse total constitui a amostra de documentos ou fontes de informação que serão
interpretados e discutidos na seção seguinte.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Além das técnicas de levantamento, leitura, busca e recuperação das fontes de
informação nas bases de dados eletrônicas, conforme descrito na seção anterior, outra
técnica que fomentou o desenvolvimento desta revisão integrativa da literatura foi a análise
de conteúdo, técnica essa cujo objetivo é analisar os assuntos abordados no documento e
relacioná-lo com a temática em foco. Essa técnica é conceituada como “[...] um conjunto de
instrumentos metodológicos cada vez mais sutis em constante aperfeiçoamento, que se
aplicam a „discursos‟ (conteúdos e continentes) extremamente diversificados.” (BARDIN,
2007, p. 19). O autor ainda infere que “A intenção da análise de conteúdo é a inferência de
conhecimentos relativos às condições de produção (ou, eventualmente, de recepção),
inferência esta que recorre a indicadores (quantitativos ou não).”
Após análise dos conteúdos e seleção dos artigos, esses foram, um a um,
apresentados em um quadro (Quadro 2), destacando a titulação da pesquisa, autoria, ano de
publicação, base indexada e descritor utilizado na recuperação.
Descritor Utilizado

Biblioteca digital

Quadro 2 – Composição da amostra: doze artigos selecionados
Base Indexada
Titulo
Scielo
A biblioteca nos tempos e espaços digitais:
novos e antigos desafios
Scielo
Metodologia para avaliação do nível de
usabilidade de bibliotecas digitais: um estudo
na Biblioteca Virtual de Saúde

Scielo

Biblioteca digital: bibliografia das principais
fontes de informação

BRAPCI

Biblioteca digital de teses e dissertações da
UERJ: desafios e oportunidades

BRAPCI

Concepção de interfaces para websites de
bibliotecas universitárias: projeto, elaboração
e gestão de informação em meio digital
Taxonomia facetada como interface para
facilitar o acesso à informação em bibilotecas
digitais

Periódicos
Capes

Periódicos
Capes
Periódicos
Capes

para análise
Autoria
BRITO, Luiz Percival
Leme
LIMA, Izabel França
de; OLIVEIRA, Henry
Pôncio Cruz
de; SANTANA, Sérgio
Rodrigues
CUNHA, Murilo Bastos da

BOTTARI, Christina
Thereza Rachel; SILVA,
Neusa Cardim.
SEMELER, Alexandre
Ribas

Educação e bibliotecas digitais

SANTOS, Maculan Coura
Moreira dos, Benildes;
LIMA, Gercina Ângela
Borém; PENIDO, Patrícia
FURTADO, Cassia

Portais de bibliotecas, sistemas de avaliação
de qualidade dos serviços

SANTOS, Alexandra;
ANDRADE, António

Ano
2014
2013

2010

2011

2013

2011

2010
2010

�BRAPCI

BRAPCI
Biblioteca Virtual

A formação do bibliotecário para atuar
em bibliotecas virtuais: uma questão a
aprofundar
Contribuição das ciências cognitivas e da
ciência da informação para representação da
informação: proposta para utilização na
construção de biblioteca virtual temática em
saúde

BRAPCI

Serviço de referência virtual: uma análise nas
bibliotecas universitárias de natal

Periódico Capes

Mídias sociais nas bibliotecas universitárias
brasileiras

MADUREIRA, Helania
Oliveira; VILARINHO,
Lúcia Regina Goulart
FONSECA, Leandro
Guedes da; AMORIM, Iara
Rodrigues de;
LOURENÇO, Regina
Goulart; BIOLCHINI, Jorge
Calmon de Almeida
GALVÃO NETO,
Sebastião Lopes; SILVA,
Eliane Ferreira da
CALIL JUNIOR, Alberto

2010

2012

2010

2013

Fonte: o autor (2015).

O estudo de Brito (2014) aponta a existência de uma biblioteca, delimitada por espaço
físico, porém impregnada pela cultura digital, que ocasiona uma cultura individual e social. O
autor defende mudanças das práticas bibliotecárias, sustentada em políticas inovadoras que
garantam a transformação da biblioteca em um espaço mais integrado e democrático.
Lima, Oliveira e Santana (2013) esclarecem que a participação do bibliotecário no
ambiente da biblioteca digital deve ser através de constante monitoramento, visando aplicar
procedimentos de usabilidade do ambiente virtual, de modo a satisfazer as necessidades dos
usuários. Assim, inferimos a participação intensa do profissional junto aos estudos de
usabilidade da informação. Semelhante conclusão é identificada no estudo de Santos e
Andrade (2010), enfatizando a importância de investir na qualidade dos serviços prestados.
Adotar a interação por meio das redes e novas mídias sociais torna-se uma estratégia válida
na divulgação dos produtos e serviços oferecidos pela unidade (CALIL JUNIOR, 2013). O
serviço de referência também se destaca quanto à divulgação da biblioteca e da satisfação
ao usuário que usufruirá de serviços personalizados mesmo no ambiente virtual (GALVÃO
NETO; SILVA, 2010).
Estudo bibliográfico realizado por Cunha (2010) constatou haver uma gama de fontes
de informação sobre bibliotecas digitais, tais como: bibliografias, livros e manuais, periódicos,
eventos, lista de discussão, dentre outros. Grande parte destas fontes situa-se em meio
digital.
A experiência relatada pelas autoras Bottari e Silva (2011), quanto à implantação da
biblioteca digital de teses e dissertações da UERJ demonstra a necessidade de trabalho
colaborativo em meio às novas interfaces e plataformas de disseminação da informação
ofertadas aos usuários.
Semeler (2013) reflete acerca da construção e gestão dos websistes, sobretudo em
bibliotecas universitárias. O estudo destaca a necessidade de capacitação do profissional,
devendo o bibliotecário adquirir habilidade para trabalhar com projetos de design de
navegação, identidade visual e implementação de sistemas de gerenciamento de conteúdo.
No que se refere aos serviços de busca e recuperação da informação nas bibliotecas digitais,
é preciso disponibilizar um ambiente híbrido de forma que o usuário possa acessar os
materiais de diferentes formas. No que se refere à formação e capacitação bibliotecária
tendo em vista atuar nas bibliotecas digitais, a pesquisa de Madureira e Vilarinho (2010)
sinaliza a necessidade de reformulação nos currículos, oferecendo, especialmente formação
quanto ao uso dos novos suportes e gestão dos serviços oferecidos no ambiente web.
Segundo o estudo de Maculan, Lima e Penido (2011), a taxonomia facetada pode
funcionar como interface de busca, estruturando os dados de forma flexível, permitindo a
opção de cruzamento de informações. Fonseca, Amorim e Lourenço (2012) também
propõem a necessidade de novas linguagens e relacionamentos de modo que a informação
seja melhor recuperada, havendo a necessidade também de efetiva representação.

�A pesquisa desenvolvida por Furtado (2010) destaca o papel da biblioteca como
educadora. A autora presencia uma lacuna em sua pesquisa, pois enquanto bibliotecas
acadêmicas e públicas adentram-se ao ambiente digital, as bibliotecas escolares ainda
permanecem com serviços distantes da atual realidade dos estudantes.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Analisando os 14 trabalhos selecionados, observam-se estudos que demonstram a
ampliação dos fazeres bibliotecários, havendo a necessidade dos profissionais adaptarem-se
ao contexto digital, dominando os novos recursos eletrônicos, de modo a produzir e gerenciar
com eficiência produtos serviços que atendam as diferentes necessidades da atualidade.
Este estudo aponta haver, dentro da amostra analisada, mais utilização do termo
bibliotecas digitais (oito trabalhos) do que o termo bibliotecas virtuais, o qual identificou-se
quatro trabalhos. Em linhas gerais, independente da nomenclatura, os serviços e produtos
são parecidos e os desafios e perspectivas para a biblioteca do século XXI não se atrela à
extinção, mas à inovação, criatividade e perseverança.
Palavras-chave: Novas tecnologias. Bibliotecas Digitais. Bibliotecas Virtuais.
REFERÊNCIAS
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Ed. 70, 2007.

BOTTARI, Christina Rachel; SILVA, Neusa Cardim da. Biblioteca digital de teses e
dissertações da uerj: desafios e oportunidades. Inf. Inf., Londrina, v. 16, n.1, p. 88-101,
jan./jun. 2011.
BRITO, Luiz Leme. A Biblioteca nos tempos e espaços digitais: novos e antigos desafios.
Perspectivas em Ciência da Informação, v.19, número especial, p.7-17, out./dez. 2014.
CALIL JUNIOR, Alberto. Mídias sociais nas bibliotecas universitárias brasileiras. Revista
ACB, Florianópolis, v.18, n.2, p. 1053-1077, jul./dez., 2013.
FURTADO, Cássia. Educação e bibliotecas digitais. Revista Digital de Biblioteconomia e
Ciência da Informação,Campinas, v.8, n. 1, p.103-116, jul./dez. 2010.
CUNHA, Murilo Bastos da. A biblioteca universitária na encruzilhada. DataGramaZero Revista de Ciência da Informação, v.11, n.6, dez/2010. Disponível em:
&lt;http://www.datagramazero.org.br/dez10/Art_07.htm&gt;. Acesso em: 20 fev. 2013.
FONSECA, Leandro Guedes da et al. Contribuição das ciências cognitivas e da ciência da
informação para representação da informação: proposta para utilização na construção de
biblioteca virtual temática em saúde. Enc. Bibli, Florianópolis, v. 17, n. esp. 1, p.87-109,
2012.
GALVÃO NETO, Sebastião Lopes; SILVA, Eliane Ferreira da. Serviço de referência virtual:
uma análise nas Bibliotecas Universitárias de Natal. Biblionline, João Pessoa, v. 6, n. 1, p.
72-81, 2010.
LEVACOV, Marília. Bibliotecas virtuais: (r)evolução?. Ci. Inf. [online]. V. 26, n.2, 1997.
Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ci/v26n2/v26n2-2.pdf. Acesso em: 01 abr. 2013.
LIMA, Izabel França de; OLIVEIRA, Henry Pôncio Cruz de; SANTANA, Sérgio Rodrigues de.
Metodologia para avaliação do nível de usabilidade de bibliotecas digitais: um estudo na
Biblioteca Virtual de Saúde. TransInformação, Campinas, v. 25, n. 2, p. 135-143, maio/ago.,
2013.
OHIRA, Maria Lourdes Blatt; PRADO, Noêmia Schoffen. Bibliotecas virtuais e digitais: análise
de artigos de periódicos brasileiros (1995/2000). Ci. Inf., Brasília, v. 31, n. 1, p. 61-74,
jan./abr. 2002. Disponível em: &lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/artic
le/view/175/154&gt;. Acesso em: 21 fev. 2013.

�MADUREIRA, Elaine Oliveira; VILARINHO, Lúcia Regina Goulart. A formação do
bibliotecário para atuar em bibliotecas digitais: uma questão a aprofundar. Perspectiva em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 15, n. 2, p. 87-106, set./dez. 2010.
SANTOS, Maculan Coura Moreira dos, Benildes; LIMA, Gercina Ângela Borém; PENIDO,
Patrícia. Taxonomia facetada como interface para facilitar o acesso à informação em
bibilotecas digitais. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.16,
n.1, p. 234-249, jan./jun., 2011.
SANTOS, Alexandra; ANDRADE, António. Portais de bibliotecas sistemas de avaliação de
qualidade dos serviços. Inf. cult. soc., n. 22, p. 99-118. 2010.
SEMELER, Alexandre Ribas. Concepção de interfaces para websites de bibliotecas
universitárias: projeto, elaboração e gestão de informação em meio digital. Rev. digit.
bibliotecon. cienc. inf. Campinas, SP v.11 n.1 p.72-82 jan./abr. 2013.

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                <text>A adesão às novas tecnologias pelas bibliotecas representou uma grande reviravolta nas tradicionais práticas bibliotecárias realizadas nessas instituições no decorrer dos tempos. A passagem do século XX para o XXI foi marcada por discussões, previsões e controvérsias a respeito da biblioteca do futuro. Inúmeros estudos foram feitos no iniciar desse século. Encontra-se uma multiplicidade de nomenclaturas para identificar a biblioteca do século XXI e suas tecnologias. Segundo revisão de literatura realizada por Ohira e Prado (2002), os estudos dessa época apontam a existência da biblioteca eletrônica, biblioteca polimídia, biblioteca digital e biblioteca virtual e até sobre biblioteca do futuro. No entanto, segundo os autores, as terminologias mais emergentes e que utilizam diversas tecnologias são as bibliotecas denominadas de digitais e virtuais.</text>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/19/1299/Trab14400193620150330_000000.pdf</src>
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                    <text>A OFERTA DIVERSIFICADA DE PRODUTOS E SERVIÇOS BIBLIOTECÁRIOS NA
CONTEMPORANEIDADE: A BIBLIOTECA HÍBRIDA EM EVIDÊNCIA
1 INTRODUÇÃO
O avanço tecnológico e as transformações sociais viabilizaram alterações em todas as
práticas profissionais instituídas na sociedade. No âmbito da Biblioteconomia, sobretudo
quanto às atividades que se desenvolvem em bibliotecas, inúmeros questionamentos e
pesquisas foram feitas na virada para o terceiro milênio. Presumia-se, nas últimas décadas
do século XX, o desaparecimento do papel e do livro, por conseguinte, a extinção das
bibliotecas e dos serviços e produtos por elas oferecidos.
A partir do ano 2000, principalmente com a introdução das novas tecnologias da
informação e comunicação no contexto das bibliotecas, presenciaram-se transformações nos
fazeres bibliotecários. A biblioteca rompe os limites físicos e temporais e passa a atuar de
forma mais interativa, utilizando-se de recursos da realidade virtual. Era o aparecimento da
biblioteca digital, também considerada por muitos como virtual, polimídia, dentre tantas
outras terminologias.
Com o discorrer dos anos, nota-se que a cada dia as novas tecnologias adentram-se
aos serviços e produtos oferecidos pelas bibliotecas, haja vista, tornar a biblioteca e seus
profissionais adaptativos à nova realidade que nos rodeia, atendendo novas necessidades.
Imaginar o futuro é algo um tanto perigoso, pois se corre o risco de deduzir algo que não
venha a acontecer. No entanto, importa discutir o contexto presente, definindo as práticas
bibliotecárias requeridas pela sociedade, logo, consolidadas pelos bibliotecários.
Decorridos os primeiros anos do século XXI, segundo estudo proclamado por Cunha
(2010), ao refletir acerca da realidade das bibliotecas universitárias, essas instituições estão
situadas em um período de transição, ou seja, a biblioteca atravessa períodos de
transformação, de adaptação, situando-se em meio à encruzilhada. Infere-se que Cunha
(2010) faz referência a uma nova modalidade de biblioteca, denominada por alguns teóricos
de Híbrida.
Segundo Garcez e Rados (2002, p. 47), denomina-se de Híbrida aquela unidade que
atua de forma mista, agregando “[...] diferentes tecnologias, diferentes fontes, refletindo o
estado que hoje não é completamente digital, nem completamente impresso, utilizando
tecnologias disponíveis para unir, em uma só biblioteca, o melhor dos dois mundos (o
impresso e o digital)”. Santa Anna, Pereira e Campos (2014) consideram que a Biblioteca
Híbrida é fruto da sociedade da informação, havendo necessidade do profissional capacitarse, com o intuito de acompanhar as mudanças por meio da educação continuada e do
trabalho multidisciplinar, a fim de adequar-se ao novo espaço de trabalho.
Sendo assim, este estudo objetiva demonstrar o que vem sendo publicado sobre as
Bibliotecas Híbridas, delineando desafios, perspectivas, produtos e serviços oferecidos
nessas instituições. Embora haja muitas controvérsias a respeito da nomenclatura adequada
para a biblioteca do futuro, não se pretende nesta pesquisa discutir terminologias, mas sim
investigar o posicionamento dos teóricos sobre o termo “Biblioteca Híbrida”.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Esta pesquisa compõe-se de uma revisão de literatura, a fim de encontrar estudos que
discorram sobre a realidade híbrida em que estão submetidas as bibliotecas e os
profissionais que as conduzem. Para tanto, foi realizado como método de pesquisa,
levantamento bibliográfico em bases de dados de duas bibliotecas virtuais renomadas da
área: o portal Scielo e Portal Periódico da Capes, além da busca em uma das mais

�importantes bases de dados da Ciência da Informação, a BRAPCI. Também foi utilizada a
busca avançada na base de dados Google Acadêmico.
Delineou-se como modalidade de trabalho para análise, apenas aqueles no formato de
artigo científico e que tenham sido publicados em revistas científicas e qualificadas da área.
Como estratégia de busca, utilizou-se a palavra-chave “Biblioteca Híbrida”, buscando-a nos
resumos dos artigos, e, no intento de delimitar o tempo, selecionou-se apenas artigos
publicados de 2000 a 2015.
Primeiramente, foram feitas as buscas nas referidas bases de dados. Após recuperação
dos artigos, procedeu-se à leitura dos resumos, introdução e conclusão. Em caso de
similaridade com o propósito deste estudo, analisar o termo “Biblioteca Híbrida”, os artigos
foram selecionados e expostos em um quadro, conforme a seguir. Os artigos, cuja temática
não se relacionava ao objetivo deste estudo, foram descartados.
Descritor Utilizado

Quadro 1 – Composição da amostra: sete artigos selecionados para análise
Base Indexada
Titulo
Autoria
Biblioteca Híbrida: um novo enfoque no
GARCEZ, Eliane Maria
Scielo
suporte à educação a distância
Stuart; RADOS, Gregório
J. Varvakis
Google
A biblioteca universitária no presente: de
SANTA ANNA, Jorge
Acadêmico
labirinto à encruzilhada em busca
da biblioteca híbrida
Google
O futuro do profissional bibliotecário:
SANTA ANNA, Jorge
Acadêmico
desmistificando previsões exageradas
Google
Acadêmico

Biblioteca Híbrida

BRAPCI

Sociedade da informação x biblioteconomia:
em busca do moderno profissional da
informação (MIP)
A biblioteca híbrida na estratégia da inclusão
digital na Biblioteca Nacional de Brasília

Periódicos
Capes

Biblioteca em tempo real: o acesso em foco:
proposta crítica do modelo de organização da
informação na contemporaneidade

Periódicos
Capes

Estratégias para a Implantação de Bibliotecas
Híbridas como Apoio à Aprendizagem
Semipresencial de Cursos a Distância

Ano
2002

2015

2014

SANTA ANNA, Jorge;
PEREIRA, Campos;
CAMPOS, Suelen
MIRANDA, Antonio;
LEITE, Cecília; SUAIDEN,
Emir.
ZAFALON, Zaira Regina

2014

MONTEIRO, Andreia
Vieira; MEDEIROS,
Marcela Neves;
FERNANDES, Maria
Cristina Pfeiffer;
CAVALCANTE, Maise De
Sá

2007

2007

2008

Fonte: o autor (2015).

Com base no quadro 1, depreende-se que foram encontrados um total de sete artigos,
publicados em periódicos científicos, que retratam aspectos relacionados às “Bibliotecas
Híbridas”. Os resultados obtidos a partir da leitura e análise de cada artigo, bem como as
respectivas discussões são apresentados na seção seguinte.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Analisando em ordem cronológica de publicação, o artigo de Garcez e Rados,
publicado em 2002, considera a Biblioteca Híbrida como uma estratégia válida para fomentar
os estudos a distância. Segundo esses teóricos, ao adentrar-se às novas tecnologias, sem,
contudo, excluir as tecnologias tradicionais, como o espaço físico da biblioteca e o acervo em
papel, a unidade tende a satisfazer as atuais necessidades informacionais de transição,
tendo em vista atender o público em geral, como por exemplo, conciliando os tipos de
atividades desenvolvidas pelos cursos a distância.
É inegável a contribuição que as tecnologias condicionam no acesso à informação.
Também não se pode negar que o ambiente digital possui complexidades que irá requerer a
presença de bibliotecários para efetuar tratamento e disseminação de informação. Logo, as
bibliotecas podem oferecer serviços e produtos em ambientes presenciais quanto digitais,

�ampliando as possibilidades de acesso e interação com seus usuários. Nesse sentido, a
Biblioteca Híbrida viabiliza o ensino a distância e amplia as práticas interativas, criando
diferentes e variadas formas de sociabilidade e comunicação (MONTEIRO et al., 2007).
Segundo o estudo de Miranda, Leite e Suaiden (2007), a Biblioteca Híbrida torna-se um
recurso essencial para viabilizar a inclusão digital. Discorrendo acerca da realidade
vivenciada pela Biblioteca Nacional de Brasília, os autores aferem que a realidade híbrida é
aquela baseada em novas tecnologias de informação e comunicação, visando à promoção
da acessibilidade documentária em rede. Citando Rusch-Feja (1999), descrevem que “[...] o
nome Biblioteca Híbrida deve refletir o estado transacional da biblioteca, que hoje não pode
ser completamente impressa nem completamente digital” (MIRANDA; LEITE; SUAIDEN,
2007, p. 19).
Para Zafalon (2008), a Biblioteca Híbrida é aquela que, tendo o foco no acesso à
informação, permite que os usuários possam escolher diversas formas de acessar as
coleções, sejam elas impressas quanto digitais. Os profissionais podem atuar em serviços
presenciais, atendendo usuários na unidade física, quanto em ambiente digital.
Encontra-se na pesquisa de Santa Anna, Pereira e Campos (2014), a confirmação de
que o bibliotecário moderno precisa ampliar suas competências, sobretudo para atuar em
espaços híbridos, sendo esses abarcados por recursos tecnológicos diversificados. Santa
Anna (2014) corrobora com essa afirmação refutando as suposições acerca da extinção do
bibliotecário do mercado de trabalho. Comenta o autor que, em vez de serem extintas, as
bibliotecas tendem a se evoluir, sendo a Biblioteca Híbrida, um espaço adequado para
satisfazer diferentes demandas, necessitando, para tanto, da presença de profissionais
inovadores.
Por fim, ao analisar o artigo de Santa Anna (2015), sobre as bibliotecas universitárias, a
experiência profissional do autor permitiu confirmar que, no presente, a biblioteca situa-se em
um divisor de águas, adentrando-se a um contexto de inovação, utilizando-se de amplas
tecnologias a fim de satisfazer seus usuários e firmando-se no mercado como uma instituição
necessária à organização e disponibilização do conhecimento humano.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir da análise de sete artigos publicados e que mencionam aspectos relacionados
às Bibliotecas Híbridas, confirma-se que o objetivo desta pesquisa foi atingido. Os resultados
garantem que mesmo a Biblioteca Híbrida esteja instituída na sociedade e dada a sua
importância, poucos estudos têm sido realizados sobre essa nova modalidade de biblioteca.
Não resta dúvida, de acordo com os teóricos analisados, que a Biblioteca Híbrida
apresenta-se como melhor opção de acesso à informação para os usuários, pois ela tende a
atender diferentes demandas, permitindo que eles ampliem suas escolhas no processo de
busca, recuperação e acesso à informação. Sugere-se que outras revisões sejam feitas,
abrangendo literatura internacional e pesquisa em um número maior de bases de dados.
Palavras-chave: Novas tecnologias. Práticas bibliotecárias. Bibliotecas Híbridas.
REFERÊNCIAS
CUNHA, Murilo Bastos da. A biblioteca universitária na encruzilhada. DataGramaZero, v.1,
n.6, dez./2010. Disponível em: &lt;http://www.datagramazero.org.br/dez10/Art_07.htm&gt;. Acesso
em: 20 fev. 2015.
GARCEZ, Eliane Maria Stuart; RADOS, Gregório J. Varvakis. Biblioteca híbrida: um novo
enfoque no suporte à educação a distância. Ci. Inf., Brasília, v. 31, n. 2, p. 44-51, maio/ago.
2002. Diponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v31n2/12907.pdf&gt;. Acesso em: 21 fev. 2015.

�MIRANDA, Antonio; LEITE, Cecilia; SUAIDEN, Emir. A biblioteca híbrida na estratégia da
inclusão digital na Biblioteca Nacional de Brasília. Inclusão Social, Brasília, v. 3, n. 1, p. 1723, out. 2007/mar. 2008.
MONTEIRO, Andreia Vieira et al. Estratégias para a implantação de bibliotecas híbridas
como apoio à aprendizagem semipresencial de cursos a distância. Inf.Inf.,Londrina, v .11, n.
2 , jul./dez. 2006.
SANTA ANNA, Jorge; PEREIRA, Gleice; CAMPOS, Suelen. Sociedade da informação x
biblioteconomia: em busca do moderno profissional da informação (MIP). Revista Brasileira
de Biblioteconomia e Documentação. São Paulo, v. 10, n. 1, p. 68-85, jan./jun. 2014.
SANTA ANNA, Jorge. A biblioteca universitária no presente: de labirinto à encruzilhada em
busca da biblioteca híbrida. Revista ACB, Florianópolis, v. 20, n. 1, p. 6-18, jan./abr., 2015.
______. O futuro do profissional bibliotecário: desmistificando previsões exageradas.
Biblionline, João Pessoa, v. 10, n. 2, p. 1-16, 2014.
ZAFALON, Zaira Regina. Biblioteca em tempo real: o acesso em foco: proposta crítica do
modelo de organização da informação na contemporaneidade. Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação,Campinas, v.6, n. 1, p. 61-83, jul/dez. 2008.

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                <text>O avanço tecnológico e as transformações sociais viabilizaram alterações em todas as práticas profissionais instituídas na sociedade. No âmbito da Biblioteconomia, sobretudo quanto às atividades que se desenvolvem em bibliotecas, inúmeros questionamentos e pesquisas foram feitas na virada para o terceiro milênio. Presumia-se, nas últimas décadas do século XX, o desaparecimento do papel e do livro, por conseguinte, a extinção das bibliotecas e dos serviços e produtos por elas oferecidos. A partir do ano 2000, principalmente com a introdução das novas tecnologias da informação e comunicação no contexto das bibliotecas, presenciaram-se transformações nos fazeres bibliotecários. A biblioteca rompe os limites físicos e temporais e passa a atuar de forma mais interativa, utilizando-se de recursos da realidade virtual. Era o aparecimento da biblioteca digital, também considerada por muitos como virtual, polimídia, dentre tantas outras terminologias.</text>
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XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

PORTAL DE REVISTAS EM MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA: RELATO DE
EXPERIÊNCIA

Autores: Stela do Nascimento Madruga, Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina
Veterinária e Zootecnia, stela.madruga@gmail.com; Camila Molgara Gamba, Universidade de São
Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, camilamg@usp.br; Tatiane Helena Borges de
Salles, Instituto de Zootecnia, tatianejph@gmail.com

1 Introdução
O Portal de Revistas em Veterinária e Zootecnia (PRVZ) teve início em setembro de 2013
mediante iniciativa da Biblioteca Virtual em Medicina Veterinária e Zootecnia (BVS-Vet), e é fruto da
parceria entre a Biblioteca Virginie Buff D'Ápice da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da
Universidade de São Paulo (FMVZ/USP) e do Conselho Regional de Medicina Veterinária e
Zootecnia de São Paulo (CRMV-SP).
A plataforma tecnológica utilizada para o PRVZ é o Open Journal Systems - OJS, software
livre de editoração de revistas que tem a possibilidade de proporcionar acesso aberto ao conteúdo
digital. O acesso ao portal é gratuito e a pesquisa do conteúdo pode ser realizada diretamente na
plataforma ou pela metapesquisa da BVS-Vet. Shintaku e Carvalho Neto (2014), destacam o
crescente uso do SEER/OJS para reunir em portais os periódicos que estavam dispersos em
faculdades ou institutos, e que apesar do desafio no gerenciamento, traz diversas vantagens às
instituições.
O objetivo do portal é reunir, organizar e contribuir para a produção e divulgação científica
brasileira nas áreas de medicina veterinária e zootecnia, promovendo a publicação de revistas
científicas em acesso aberto.
De acordo com Weitzel (2006), “a produção de fontes secundárias e terciárias, que são os
repositórios temáticos e institucionais e serviços associados a eles, é fundamental para sustentar a
estrutura que move o ciclo da produção científica, e, consequentemente, a própria ciência”. Daí o
papel também dos portais de revistas, especialmente aqueles que permitem o livre acesso à
produção científica.

�2
2 Relato da experiência

O projeto de criação do PRVZ surgiu em virtude da demanda apresentada por editores das
revistas que não possuíam infraestrutura tecnológica para publicar os artigos em formato digital, bem
como reunir a literatura nacional da área em um único local, visando a preservação digital do
conteúdo e a facilidade de acesso.
Partindo dessa necessidade, a mesma equipe de trabalho da BVS-Vet, coordenada pela
biblioteca da FMVZ/USP, pesquisou as plataformas de publicações de periódicos eletrônicos que
poderiam viabilizar o projeto com a mesma visão e valores da metodologia utilizada para a biblioteca
virtual, promovendo o trabalho cooperativo em rede e a interoperabilidade do conteúdo e das
tecnologias.
Optou-se pelo sotfware OJS por ser de código aberto e interoperável com outras bases de
dados por meio da coleta automática de metadados (metadata harvesting). Ademais, o OJS auxilia
cada estágio do processo editorial, da submissão à publicação online, passando pela indexação e
pelo metadata harvesting, além de manter uma rede de colaboração global que inclui usuários e
desenvolvedores, garantindo constantes melhorias e trocas de informações.
Em 2013, o órgão desenvolvedor do software - Public Knowledge Project (PKP) da University
of British Columbia -, apontou o número de 1.939 revistas usuárias do sistema na América Latina e
7.021 revistas usuárias no mundo. Esses dados apresentam o OJS como o sistema de gestão e
publicação de revistas mais utilizado do mundo.
Por esses aspectos, o PRVZ foi construído e implementado no sistema OJS. As três primeiras
revistas inseridas no portal foram das seguintes instituições: FMVZ/USP, CRMV-SP e Sociedade
Brasileira de Animais de Laboratório. Após o lançamento realizado na 3ª reunião do Comitê
Consultivo da BVS-Vet, ampliou-se o convite de adesão às revistas indexadas na base de artigos da
BVS-Vet (VetIndex).
Atualmente o PRVZ possui 22 revistas, 951 fascículos e 14.347 artigos publicados. Com o
cadastramento do portal no Google Analytics em abril de 2014, tornou-se possível verificar os dados
gerais de acesso a partir do mês de maio de 2014. De maio de 2014 a fevereiro de 2015 o PRVZ
obteve 76.034 acessos e 271.378 visualizações de páginas.
Atualmente está em andamento a nova página do portal em Wordpress, em virtude da
necessidade de proporcionar maior interatividade e facilidade para os usuários durante suas
pesquisas. Optou-se pelo uso desse sistema gerenciador de conteúdo em sites, por também ser de
código aberto, estando de acordo com os valores da BVS.
Além disso, está em fase de implementação com duas revistas, o projeto piloto de
implantação do processo editorial completo pelo PRVZ, onde os autores iniciarão a submissão online
dos artigos pelo sistema, e o editor gerenciará a avaliação e publicação dos artigos.

�3
3 Considerações finais

O destaque da iniciativa é a possibilidade de acesso gratuito aos artigos em texto completo via
internet, utilizando um sistema de código aberto e permitindo a reunião e ampla divulgação dos
documentos, bem como a facilidade de acesso, contribuindo para a dinâmica do processo da
comunicação científica da área. Sendo assim, o PRVZ beneficia toda comunidade de usuários da
informação em medicina veterinária e zootecnia brasileira.
Torna-se necessário o fortalecimento de parcerias e trabalho em rede, envolvendo trabalho
cooperativo e compartilhado entre bibliotecários, editores, instituições e associações profissionais,
além de instituições de pesquisa e de ensino, principalmente para a manutenção e expansão deste
importante serviço de informação.
Para o desenvolvimento do portal de revistas existem alguns desafios atuais e futuros que
ainda precisam ser explorados e vencidos, tais como:


Modernizar a página inicial de acesso, como forma de melhorar a interatividade com os
usuários.



Ampliar do número de artigos e revistas disponíveis, incluindo todas as revistas brasileiras de
acesso aberto em medicina veterinária e zootecnia.



Capacitar os editores de periódicos que desejam utilizar o Portal para o processo de
submissão online dos artigos.



Padronizar os metadados dos artigos disponíveis no PRVZ.



Realizar ampla promoção e divulgação.



Buscar métricas alternativas de citações para a plataforma OJS.



Garantir a sustentabilidade do Portal.

Palavras-chave: Portal de Revistas. Medicina Veterinária. Zootecnia.
Referências

PKP - Public Knowledge Project. Open Journal System - OJS. Disponível em:
&lt;http://www.pkp.ubc.ca/ojs&gt;. Acesso em: 26 fev. 2015.
SHINTAKU, Milton; BRITO, Ronnie Fagundes de; CARVALHO NETO, Sílvio. A avaliação dos portais
de revistas brasileiros implementados com o SEER/OJS por meio do levantamento da indexação pelo
Latindex e SciELO. Informação &amp; Sociedade, João Pessoa, v. 24, n. 2, p.139-148, maio 2014.
Disponível em: &lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs/index.php/ies/article/view/18671&gt;. Acesso em: 25 mar.
2015.
WEITZEL, Simone R. O papel dos repositórios institucionais e temáticos na estrutura da produção
científica. Em Questão, v. 12, n.1, p. 51-71, jan./jun. 2006. Disponível
em:&lt;www.seer.ufrgs.br/EmQuestao/article/download/19/7&gt;. Acesso em: 25 mar. 2015.

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                <text>O Portal de Revistas em Veterinária e Zootecnia (PRVZ) teve início em setembro de 2013 mediante iniciativa da Biblioteca Virtual em Medicina Veterinária e Zootecnia (BVS-Vet), e é fruto da parceria entre a Biblioteca Virginie Buff D'Ápice da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP) e do Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia de São Paulo (CRMV-SP). A plataforma tecnológica utilizada para o PRVZ é o Open Journal Systems - OJS, software livre de editoração de revistas que tem a possibilidade de proporcionar acesso aberto ao conteúdo digital. O acesso ao portal é gratuito e a pesquisa do conteúdo pode ser realizada diretamente na plataforma ou pela metapesquisa da BVS-Vet. Shintaku e Carvalho Neto (2014), destacam o crescente uso do SEER/OJS para reunir em portais os periódicos que estavam dispersos em faculdades ou institutos, e que apesar do desafio no gerenciamento, traz diversas vantagens às instituições.</text>
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                    <text>O MOVIMENTO ASSOCIATIVO DE BIBLIOTECÁRIOS NA COMUNICAÇÃO
CIENTÍFICA BRASILEIRA
O presente trabalho apresenta o contexto histórico em que surgiram os movimentos
associativos de bibliotecários no Brasil de 1915 a 2013 com o objetivo de mostrar de que forma
impulsionaram a comunicação científica, dando visibilidade àqueles que contribuíram para o
desenvolvimento da profissão. Busca-se ainda uma reflexão sobre a desaceleração do movimento
associativo após a Constituição Federal de 1988 e o advento da Internet, visto que a Federação
Brasileira de Associações de Bibliotecários (FEBAB) em 1988 congregava 26 associações e 10
comissões permanentes, e atualmente apenas 15 associações e 1 comissão permanente. O que
provocou este esvaziamento? Como os congressos brasileiros podem contribuir com o resgate do
movimento associativo? Os bibliotecários estão contribuindo com o fortalecimento das associações,
grupos e comissões profissionais?
Foi feito um levantamento histórico dos primeiros cursos de Biblioteconomia, associações
de bibliotecários, comissões permanentes, grupos especializados, e por fim sindicatos através de
pesquisas nos sites da FEBAB, das Associações, dos Conselhos e dos Grupos, e nos Anais dos
Congressos de Biblioteconomia e Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias.
Alguns dos cursos técnicos de Biblioteconomia existentes antes da regulamentação da
profissão (1964)
1915

Primeiro curso de Biblioteconomia na Biblioteca Nacional

1929

Curso de Biblioteconomia no Colégio Mackenzie SP

1936

Curso de Biblioteconomia promovido pela Prefeitura de São Paulo

1940

Curso de Biblioteconomia na Escola Livre de Sociologia e Política de SP

Década
40

1951
Tabela 1

de Curso na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, curso da Prefeitura de Recife,
curso na Universidade Federal da Bahia e Curso na PUC Campinas, Escola de
Biblioteconomia da Faculdade de Filosofia Sedes Sapientiae SP, Escola de
Biblioteconomia Nossa Senhora de Sion SP
Curso de Biblioteconomia do Caetano de Campos SP

DATA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS
CRIAÇÃO
1938
Concretização da primeira associação profissional, a Associação Paulista de
Bibliotecas e sua posterior filiação à Federação Internacional de Documentação
(FID) e à Association of Special Librarie and Information Bureaux (ASLIB).
1952

A Associação Rio-Grandense de Bibliotecários (ARB) foi fundada em 16 de
maio.

1959

A Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários – FEBAB foi criada,

�empenhou-se na normalização dos cursos, e o conseguiu através da Resolução de
16/11/1962, do Conselho Federal de Educação, o qual fixou o currículo mínimo e
determinou a duração dos cursos de Biblioteconomia no Brasil.
1960

A Associação dos Bibliotecários de Minas Gerais (ABMG) foi fundada em 17 de
junho.

1962

A Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal (ABDF) foi criada.

1963

A ABC-CE – Associação de bibliotecários do Ceará foi fundada em 13 de junho.

1967

A ABEBD - Associação Brasileira de Ensino de Biblioteconomia e
Documentação foi fundada com o objetivo de congregar o corpo docente dos
Cursos de Biblioteconomia, criando uma comunidade empenhada em buscar
solução de seus problemas, em atualizar os currículos plenos adotados nas várias
escolas e em promover permanentemente o aperfeiçoamento dos professores
desta área.

1975

A ACB (Associação Catarinense de Bibliotecários) foi fundada.

1978

A APBMS (Associação Profissional de Bibliotecários de Mato Grosso do Sul) foi
fundada em 9 de dezembro.

1980

A Associação de Bibliotecários do Estado do Piauí (ABEPI) foi fundada.

1982

A Associação Profissional dos Bibliotecários de Sergipe foi fundada.

1989

A Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação
(Ancib) foi fundada em junho.

1990

A Associação dos Bibliotecários de Goiás (ABG) foi fundada em fevereiro

Tabela 2

Congressos Brasileiros de Biblioteconomia e Documentação
DATA LOCAL

ACONTECEU

1954

Recife

1º Congresso organizado por grupos profissionais

1959

Salvador

Proposta de criação da FEBAB

1961

Curitiba

Posse da 1ª diretora da FEBAB (Laura Russo)

1963

Fortaleza

“A educação através da biblioteca”

1967

São Paulo

Estruturação da Associação Brasileira das
Biblioteconomia e Documentação (ABEBD)

1971

Belo Horizonte

Criação Comissões Permanentes Especializadas - CBDJ -

Escolas

de

�Comissão Bras. Documentação Jurídica
1973

Belém

“Sistema Nacional de Informações Científicas e Tecnológicas”

1975

Brasília

VI Encontro Nacional de Bibliotecários Jurídicos

1977

Porto Alegre

“Integração do Sistema de Informação no Desenvolvimento
Nacional / Educação bibliotecária / Movimento associativo”

1979

Curitiba

“Biblioteconomia Brasileira: avaliação crítica e perspectivas”

1982

João Pessoa

“Biblioteca e educação permanente”

1983

Camboriú

“Informação e desenvolvimento nacional /
Cultura, comunicação, ciência e tecnologia / O homem, o
desenvolvimento”

1985

Vitória

“”Informação no séc. XXI: lacunas presentes e perspectivas /
Informação em uma sociedade democrática / Influência da
problemática econômica no hábito de leitura do indivíduo / A
questão profissional: a Biblioteconomia e a interface com outras
Profissões.

1987

Recife

“Biblioteca e democratização da informação.”

1989

Rio de Janeiro

“Gerenciamento da informação”

1991

Salvador

“Biblioteca e desenvolvimento econômico e social”

1994

Belo Horizonte

“Transferência de informações no limiar do ano 2000”

1997

São Luís

“Os cenários da Biblioteconomia em face da globalização da
informação.”

2000

Porto Alegre

“Informação para a cidadania e o profissional da informação do
novo milênio.”

2002

Fortaleza

“Dimensão humana, política e econômica da informação.”

2005

Curitiba

“Livro, leitura e bibliotecas: exercício da cidadania”

2007

Brasília

“Igualdade e diversidade no acesso à informação: da biblioteca
tradicional à biblioteca digital”

2009

Bonito

“Redes de conhecimento, acesso à informação e gestão
sustentável”

2011

Maceió

Reunião da Comissão Bras. Tratamento da Informação / ABECIN
- CBBU - UNIRIO(FEBAB -100 Anos de Biblioteconomia no
Brasil - FEBAB/IBCT/UnB / Declaração de Maceió sobre
competência em informação

2013

Florianópolis

Manifesto de Florianópolis sobre a competência em informação e
as populações vulneráveis e minorias / Seminário de Informação e
Documentação Jurídica

Tabela 3
O Decreto 8.835 de 11 de julho de 1911 estabelece a criação do primeiro curso de
Biblioteconomia na Biblioteca Nacional graças ao esforço de seu diretor na época, Manuel Cícero
Peregrino da Silva e assim começam a instalar cursos em São Paulo e em outros estados como

�mostra a tabela 1. A duração desses cursos até a década de 60 trouxe grandes oposições entre os
bibliotecários de São Paulo com a influência norte-americana, tecnicista, e os bibliotecários do Rio
de Janeiro com a influência européia, humanista, e por isso, houve a necessidade de padronização
dos currículos para melhor entendimento entre os profissionais e a FEBAB, criada em 1959, que
ajudou nesse processo, mostrando preocupação com a área, e assim, foi aprovado o currículo
mínimo pelo Conselho Federal de Educação em 1962. A partir desse episódio, podemos perceber
que a federação mostrou-se engajada em seu ofício desde o começo de sua atuação e assim surgiram
as associações locais de bibliotecários agregando-se à federação, como mostra a tabela 2. O
surgimento das diversas associações permitiu que houvesse uma integração entre os profissionais da
área e a comunicação ajudasse no próprio desenvolvimento da profissão, sendo, o CBBD, o
principal local de troca de informação entre eles em que podiam apresentar trabalhos feitos durante
o ano e mostrar os resultados obtidos. Na tabela 3, observamos como os congressos foram
importantes para o processo de comunicação científica entre os bibliotecários, onde discutiram
temas importantes para o progresso da área.
Depois dessa análise, concluímos que os encontros de profissionais de qualquer área do
conhecimento possuem grande influência no avanço das profissões e que a provável razão para
diminuição das associações tenha sido a rápida circulação das informações através das novas
tecnologias de comunicação como as redes e a Internet, proporcionando o contato virtual entre
pessoas de diferentes lugares sem a necessidade do contato pessoal. Mas o que podemos fazer para
estimular esse contato pessoal? Motivar os profissionais a comparecerem aos congressos, encontros,
simpósios da área. Acreditamos que esses eventos são primordiais para a discussão acadêmica e
profissional e com isso, para a evolução da profissão. Assim como as associações, comissões,
grupos e redes de bibliotecários especializados motivam os profissionais

à participação, a

capacitação e ao trabalho corporativo e colaborativo para maior desenvolvimento da comunicação
científica na área. Torna-se hoje cada vez mais premente o exercício da cidadania, a defesa da
profissão através de um movimento associativo fortalecido, com prática do advocacy onde as
associações promovem a defesa da profissão junto às criações de leis e decretos em consonância
com os sindicatos e conselhos. O papel dos CBBD(s) é fundamental para a integração entre
profissionais, sindicatos e associações e contínuo desenvolvimento da Biblioteconomia como
mostra Campello (2000) ao dizer que a possibilidade da comunicação pessoal entre pares é de
extrema importância para o cientista, sendo frustante não poder participar de eventos da área
profissional.
Palavras-chave: Bibliotecário. Movimento associativo. Comunicação científica.

�REFERÊNCIAS
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criação e do desenvolvimento do ensino. Brasília, DF: UnB, 2012. Disponível
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em

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                <text>O presente trabalho apresenta o contexto histórico em que surgiram os movimentos associativos de bibliotecários no Brasil de 1915 a 2013 com o objetivo de mostrar de que forma impulsionaram a comunicação científica, dando visibilidade àqueles que contribuíram para o desenvolvimento da profissão. Busca-se ainda uma reflexão sobre a desaceleração do movimento associativo após a Constituição Federal de 1988 e o advento da Internet, visto que a Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários (FEBAB) em 1988 congregava 26 associações e 10 comissões permanentes, e atualmente apenas 15 associações e 1 comissão permanente. O que provocou este esvaziamento? Como os congressos brasileiros podem contribuir com o resgate do movimento associativo? Os bibliotecários estão contribuindo com o fortalecimento das associações, grupos e comissões profissionais?</text>
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                    <text>PROPOSTA DE UM VOCABULÁRIO CONTROLADO SOBRE MEDICINA
VETERINÁRIA NA BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE PLÍNIO LEITE
Cris Anderson Correa de Souza (UFRJ) – crisanderson@cfch.ufrj.br
1 Introdução
O estudo se propõe à formalização de um vocabulário controlado (doravante,
VC), para a representação temática e recuperação da informação sobre medicina
veterinária, visando a facilitar a organização do conhecimento na Biblioteca de
Medicina Veterinária da Universidade Plínio Leite (doravante, BMV/UNIPLI).
As inconsistências identificadas na BMV/UNIPLI se devem à falta de adoção de
um VC que sistematize os termos utilizados na indexação dos documentos no
sistema.
O objetivo é contribuir para o desenvolvimento de um VC sobre medicina
veterinária, que seja utilizado como instrumento na representação dos conceitos da
área em análise, visando a facilitar a organização do conhecimento e a recuperação
precisa da informação pelo sistema.
Dentre os objetivos específicos estão: diagnosticar inconsistências na
indexação das informações na base de dados da BMV/UNIPLI, identificar conceitos
das áreas e subáreas que englobam a Medicina Veterinária, listar alfabeticamente o
conjunto de termos autorizados que integrarão a amostra para elaboração do
vocabulário controlado da BMV/UNIPLI, confrontar os termos listados com os
descritores do vocabulário controlado da base de dados da Universidade de São
Paulo (doravante, Vocabulário Controlado do SIBI/USP), que representam os
mesmos conceitos e arrolar os termos preferidos para compor o VC, a nota de
escopo, bem como as relações lógicas, ontológicas e associativas entre os
conceitos, assim como as remissivas.

2 Metodologia da Pesquisa
A metodologia para elaboração do vocabulário desenvolve-se, sobretudo à luz
das Teoria Geral da Terminologia e Teoria do Conceito, que postulam que os
conceitos de um campo especializado do conhecimento estão relacionados entre si
formando um sistema de conceitos.
Para a sistematização do vocabulário foi aplicada a uma pequena amostra do
universo do conhecimento da medicina veterinária, a saber, a subárea – CIRURGIA
VETERINÁRIA –, para servir de representatividade na ordenação do vocabulário que
se propõe para a BMV/UNIPLI.
Inicialmente, analisou-se o vocabulário livre da BMV/UNIPLI, ligado a essa
especialidade, comparando-o com o Vocabulário Controlado do SIBI/USP, para a
escolha do termo preferido. Para tal, utilizou-se a Classificação Facetada de
Ranganathan e o seu Método de Categorização ou Facetação, para facetar e
agrupar os conceitos de mesma natureza na subárea de CIRURGIA VETERINÁRIA,
formando as cadeias e os renques. Através desse método, as palavras-chave
referentes a essa subárea foram sistematizadas. O método servirá de modelo, nas
demais categorias da Medicina Veterinária, proposto para a formação do VC no todo.
1

�3 Resultados e Discussões
Foram selecionados 32 termos do vocabulário livre da BMV/UNIPLI que foram
confrontados com 23 termos correspondentes encontrados no Vocabulário
Controlado do SIBI/USP. Portanto, 09 termos correspondentes aos termos livres da
BMV/UNIPLI não foram encontrados no Vocabulário Controlado do SIBI/USP. Os
termos que não puderam ser confrontados foram automaticamente eleitos como
termo preferido. Para os termos comparados, decidiu-se que na etapa de seleção
do termo preferido escolher-se-ia o Vocabulário Controlado do SIBI/USP, por já
pertencer a um vocabulário controlado reconhecido pela comunidade científica da
área.
A partir da comparação entre os vocabulários, verificou-se que cerca de 72%
(23) dos termos de indexação sugeridos foram encontrados no Vocabulário
Controlado do SIBI/USP e são adequados para a representação de conceitos da
área de medicina veterinária. Portanto, esses termos podem ser utilizados para a
formação do vocabulário controlado da BMV/UNIPLI.
Os termos não encontrados na base de dados da USP, que correspondem a
cerca de 28% (09), poderão ser arrolados e enviados aos gestores da base como
sugestão colaborativa para a possível inclusão em seu vocabulário.
Para ilustrar, como termo preferido foi selecionado ORTOPEDIA E
TRAUMATOLOGIA VETERINÁRIA do Vocabulário Controlado do SIBI/USP, como
substituto para o termo ORTOPEDIA VETERINÁRIA arrolado no vocabulário da
BMV/UNIPLI.
Para compor uma das facetas da subárea CIRURGIA VETERINÁRIA foi eleito
como termo geral (TG) Ortopedia e Traumatologia Veterinária e Cirurgia Ortopédica,
Cirurgia Ortopédica do Cúbito, Procedimentos Ortopédicos e Próteses Ortopédicas
como termos específicos (TE) dessa faceta.
Nesse exemplo, se o termo selecionado fosse CIRURGIA ORTOPÉDICA;
então, na proposta deste trabalho para o vocabulário controlado da BMV/UNIPLI,
sua apresentação teria a seguinte forma:
CIRURGIA ORTOPÉDICA
UP Cirurgia óssea
TG Ortopedia e traumatologia veterinária
TE Cirurgia ortopédica do cúbito
TR Procedimentos ortopédicos
TR Próteses ortopédicas
Cirurgia óssea
USE CIRURGIA ORTOPÉDICA
Os resultados revelam que a categorização possibilita uma estruturação
sistemática dos termos, o que qualifica esse instrumento terminológico.
De acordo com a literatura, o núcleo teórico que embasa a construção de VC é
pautado nos princípios que regem a Teoria da Classificação Facetada, a Teoria Geral
da Terminologia e a Teoria do Conceito. A partir dessas teorias, os VCs trabalham
com o conceito e suas relações no âmbito da terminologia de uma área de assunto
específica, visando a alcançar um efetivo controle terminológico para fins de
representação e recuperação da informação.
Dahlberg com base na Teoria Geral da Terminologia e na Teoria da
2

�Classificação Facetada sistematizou e formalizou a teoria pertinente à Organização
do Conhecimento. A Teoria do Conceito de Dahlberg possibilitou “[...] uma base mais
sólida para a determinação e o entendimento do que consideramos conceito, para
fins de representação/recuperação da informação” (CAMPOS, 2001, p. 87).

4 Considerações Finais
A área de medicina veterinária é extensa e, abarca diversas outras áreas do
conhecimento, como; agricultura e zootecnia, além de biologia, biomedicina,
microbiologia etc. Por isso, recomenda-se a análise de glossários, dicionários
técnicos, manuais e consulta a especialistas no assunto visando à definição dos
conceitos e, consequentemente, das categorias e facetas relacionadas aos mesmos.
A partir da facetação foi possível verificar a importância da aplicação deste
processo na construção de instrumentos de controle terminológico, visando à
eficiência na representação do conhecimento.
Com relação à metodologia aplicada, para trabalho futuro é interessante avaliar
os critérios adotados para o desenvolvimento do Vocabulário Controlado do
SIBI/USP, uma vez que esse vocabulário é tomado como referência para realizar a
comparação dos termos, assim, é interessante consultar outras fontes e eleger
outros critérios para tomar a decisão sobre os termos que serão inseridos no
vocabulário.
Acredita-se que essa metodologia tem potencial para ser aplicada a outras
áreas do conhecimento representadas no vocabulário da BMV/UNIPLI. Para que
isso ocorra, propõe-se um estudo mais amplo desse vocabulário e a verificação dos
resultados desta aplicação na representação e recuperação da informação no
âmbito da BMV/UNIPLI.

Palavras-chave: Vocabulário controlado. Linguagens de indexação. Organização e
representação da informação.

Referências
BLOOD, Douglas C.; STUDDERT, Virginia P. Dicionário de veterinária. 2. ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 992p.
CAMPOS, Maria Luiza de Almeida. Linguagem documentária: teorias que
fundamentam sua elaboração. Niterói: EdUFF, 2001. 133 p.
CAMPOS, Maria Luiza de Almeida; GOMES, Hagar Espanha. Organização de
domínios de conhecimento e os princípios ranganathianos. Perspect. cienc. inf.,
Belo Horizonte, v. 8, n. 2, p. 150-163, jul./dez. 2003.
DAHLBERG, I. Teoria do conceito. Ci. Inf., v. 7, n. 2, p. 101-107, 1978.

3

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
EIXO TEMÁTICO V: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o
ensino de biblioteconomia
PRESENÇA DO TEMA DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES NOS ARTIGOS
INDEXADOS NA BRAPCI ENTRE 2005 A 2014
Autores: Eduardo Silveira – Universidade Federal de Santa Catarina –
eduardo.silveira@posgrad.ufsc.br; Daniele Feldman – Universidade do Estado de
Santa Catarina – danyih@hotmail.com; Gisela Eggert Steindel – Universidade do
Estado de Santa Catarina – f9giza@gmail.com; Márcio Matias – Universidade
Federal de Santa Catarina – matias97@gmail.com.
Introdução
Levando em consideração a grande quantidade de fontes e suportes de
informação que circulam dentro de uma unidade informacional, é cada vez mais
evidente a valorização dada a uma adequada gestão da informação. Por isso, o
desenvolvimento de coleções é uma atividade fundamental desempenhada dentro
das bibliotecas, visto que a infinidade de informação aponta a necessidade de
saber escolher (selecionar) os materiais que melhor se adéquem aos anseios da
comunidade a ser atendida pela instituição.
O desenvolvimento de coleções é um processo interrupto e cíclico, que visa
metodologias, os objetivos específicos da instituição e os objetivos específicos da
comunidade a ser atendida. Definido em sete etapas que possuem consonância
entre si, sendo o bibliotecário o principal conhecedor de cada uma das atividades
e responsável por coordená-las, o desenvolvimento de coleções deve transformarse em atividade rotineira das bibliotecas. As etapas que compõem o
desenvolvimento de coleções são: estudo de comunidade, políticas de seleção,
seleção, aquisição, desbaste, descarte e avaliação (VERGUEIRO, 1989, 1993).
Weitzel (2013) ainda atribui como processos importantes ao desenvolvimento de
coleções o armazenamento, conservação e preservação.
Por ser um tema que tem o intuito de melhorar os serviços nas unidades de
informação, em específico, os acervos que elas disponibilizam, é interessante
saber como a comunidade científica contribui para o desenvolvimento dessa
temática em pesquisas publicadas em artigos de periódicos.
O objetivo geral deste trabalho é verificar a incidência do tema
desenvolvimento de coleções nas palavras-chave dos artigos indexados na Base
de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação
(BRAPCI) no período de 2005 a 2014. Os objetivos específicos são divididos em
quatro quesitos: a) analisar a incidência de artigos por periódicos; b) quantificar o
número de artigos por ano; c) verificar a frequência de autores por artigo; e d)
identificar os autores que mais produzem sobre a temática.

�Método de pesquisa
O método de pesquisa atribuído a este estudo foi a Bibliometria. Para a
obtenção dos resultados foi submetida a busca pelo termo “Desenvolvimento de
Coleções” em palavras-chave na BRAPCI(versão 0.13.32) na data de 18 de março
de 2015. Foram selecionados na busca artigos de revista científica nos anos de
2005 a 2014 resultando em 36 resultados.
Dos 36 resultados encontrados foi constatado que alguns trabalhos
possuíam duplicidade e que nem todos tinham a palavra-chave “Desenvolvimento
de Coleções”. Assim, considerou também as palavras-chave “Desenvolvimento de
coleção”, “Política de desenvolvimento de coleções”, “Formação de
desenvolvimento de coleções” e “coleções”. Este último, por se tratar de um termo
que pode abranger vários tipos de estudo, foi analisado também o resumo, no
intuito de certificar se era pertinente a desenvolvimento de coleções.
Após a análise dos artigos, foram descartados 15 artigos que não
apresentavam o termo em suas palavras-chave, resultando em uma população de
21 artigos para a análise dos objetivos propostos.
Resultados
Em resposta ao primeiro objetivo específico proposto, verificou que o tema
desenvolvimento de coleções está presente em 11 periódicos científicos de
cobertura da Brapci. Os periódicos que mais publicaram o tema foram a Brazilian
Journal of Information Science, a Encontros Bibli: Revista Eletrônica de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, e a Revista Digital de Biblioteconomia &amp;
Ciência da Informação, ambos com três publicações cada, representando para
cada uma 14,286%1 de todo o universo estudado. Em um segundo patamar com
duas publicações cada, que representa 9,524%, estão os periódicos Biblionline,
DataGramaZero, Informação &amp; Sociedade: Estudos e Perspectivas em Ciência da
Informação. Por fim, os periódicos Em Questão: Revista da Faculdade de
Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, Tendências da Pesquisa Brasileira
em Ciência da Informação, Transinformação e Revista ACB: Biblioteconomia em
Santa Catarina tiveram uma publicação cada, correspondente a 4,762%.
A incidência dos anos das publicações foi o segundo questionamento dos
objetivos específicos. Do período de dez anos investigados, o ano de 2012 é o
ano com o maior número de publicações, no total de quatro, correspondente a
19,048%. O número de publicações que mais prevaleceu por ano foi o de 3
publicações, que corresponde a um percentual para cada ano de 14,286%,
presentes nos anos de 2007, 2009, 2010 e 2013. Os anos de 2008 e 2014
apresentam duas publicações cada, correspondente a 9,524% e com 4,762%
aparece o ano de 2006, com uma publicação. Ocorreu ausência de publicações
nos anos de 2005 e 2011.
O terceiro objetivo específico está relacionado a presença de autores por
publicação, a fim de verificar se a temática tende a pesquisas coletivas ou
individuais. Dos 21 artigos publicados, nove são de autoria individual,
1

Todos os resultados desta pesquisa, quando arredondados, estão em três casas decimais.

�correspondente a 42,857%. Já a autoria com dois ou mais autores atinge um
percentual de 57,143%, sendo sete artigos com autoria conjunta de dois autores e
cinco artigos com autoria conjunta de três autores.
Dos 21 artigos publicados participaram ativamente 31 autores, sendo que
alguns autores contribuíram com mais de uma publicação. O quarto objetivo
específico verifica os autores mais produtivos. Ana Cláudia de Carvalho de
Miranda é a maior produtora da temática, num total de quatro publicações.
Também recebem destaque mais quatro autores, Brígida Maria Nogueira
Cervantes, Geneviane Duarte Dias, Rita de Cássia do Vale Caribé e Terezinha
Elizabeth da Silva com duas publicações cada. Os demais autores contribuíram
com a autoria de uma publicação, seja ela individual ou em conjunto de outros
autores.
Considerações finais
Os objetivos propostos desta pesquisa foram alcançados. Um grande
número de periódicos publica o tema desenvolvimento de coleções contribuindo
com a temática. Em relação a trajetória de publicações no decorrer dos anos,
percebe-se uma homogeneidade, mesmo tendo dois anos ausentes de
publicações. Quanto ao número de autores por publicação, prevalece a autoria
coletiva, mas a autoria individual também é bastante forte nos trabalhos
publicados. E a autora que se destaca com publicações na temática é Ana Claudia
de Carvalho de Miranda, com quatro publicações.
Sugere-se para futuros trabalhos estudos bibliométricos com o tema
desenvolvimento de coleções em base de dados internacionais, bem como
estudos bibliométricos mais específicos das etapas que envolvem a temática de
desenvolvimento de coleções como seleção e avaliação, dentre outras.
Palavras-chave:
Bibliometria.

Desenvolvimento

de

Coleções.

Comunicação

Científica.

Referências
VERGUEIRO, Waldomiro; Associação Paulista de
Bibliotecários. Desenvolvimento de coleções. São Paulo: Polis: Associação
Paulista de Bibliotecários, 1989.
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Desenvolvimento de coleções: uma
nova visão para o planejamento de recursos informacionais. Revista Ciência da
Informação, Brasília, v. 22, n. 1, 9 p., 1993.
WEITZEL, Simone da Rocha. Elaboração de uma política de desenvolvimento
de coleções em bibliotecas universitárias. 2. ed. Rio de Janeiro: Interciência,
2013.

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                    <text>RELAÇÕES INTERPESSOAIS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
ABORDAGENS SOB A ÓTICA DO BIBLIOTECÁRIO
Isabel Diniz
Universidade Federal do Maranhão, Brasil, Universidade de Aveiro, Portugal,
icristina@ua.pt
Marília Trindade
Universidade Federal do Maranhão, Brasil, mariliafisica@hotmail.com
Introdução
As organizações estão exigindo cada vez mais a educação continuada de seus
profissionais, na tentativa de desenvolver habilidades e competências que ocasione a
eficiência e eficácia dos serviços e produtos disponibilizados. Neste contexto, as
relações interpessoais influenciam o fazer de qualquer profissional, pois aquele que
não está satisfeito no seu ambiente de trabalho por qualquer que seja o (s) motivo (s),
trará influências negativas para a organização.
Devido a essa condição, estudos direcionados às relações humanas nas organizações
e no ambiente de trabalho vêm ganhando maiores proporções, representados pelas
ideias de estudiosos como: Chiavenato (1999, 2000, 2003), Maximiano (2000, 2008),
Moscovici (2003)

e outros. Pois entendem

que as relações interpessoais

desenvolvidas no ambiente de trabalho têm forte influência no resultado das atividades
e nos serviços e produtos disponibilizados.
Diante do exposto, a escolha por esta temática de estudo surgiu a partir de
experiências insatisfatórias desta pesquisadora em relação ao atendimento por parte
de alguns bibliotecários em bibliotecas universitárias. Experiências estas que foram
compartilhadas em sala de aula durante a graduação, onde outros discentes
informaram já ter passado por situações semelhantes. Tais experiências tornaram-se
alvo de diversos questionamentos e discussões no decorrer de disciplinas como:
Estudo de Usuários de Informação, Referências, Formação e Desenvolvimento de
Coleções, Bibliotecas Universitárias e Especializadas, dentre outras.
Neste sentido, pensou-se em desenvolver um estudo que envolvesse duas bibliotecas
universitárias, uma pública e outra particular, porém sem o objetivo de tecer
comparações. No âmbito público, optou-se pelo Núcleo Integrado de Bibliotecas (NIB)
da UFMA, dando prioridade à Biblioteca Central (BC) porque faz parte de nossa rotina
de pesquisa acadêmica e por considerá-la um centro de formação e referência para os
discentes do Curso de Biblioteconomia, portanto, formadora de futuros bibliotecários.
Outra justificativa é a relevante contribuição que dá aos estudos e pesquisas desta
instituição, servindo com suporte ao desenvolvimento no Estado do Maranhão. No
âmbito privado a escolha foi pela Biblioteca Raimunda Galeana Melo da Faculdade
Cest, onde foi vivenciado a prática do estágio curricular e considerando o auxílio que

�presta à formação de novos profissionais, dando também a sua parcela de
contribuição ao desenvolvimento do nosso Estado.
Assim, o estudo teve como objetivo geral: analisar como as relações interpessoais no
ambiente de trabalho das bibliotecas universitárias podem influenciar na qualidade dos
serviços e produtos prestados pelos bibliotecários aos seus usuários, sob a ótica dos
bibliotecários.
Método da pesquisa
Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa de natureza descritiva, com
abordagem quantitativa e qualitativa, por permiti avaliar com rigor os diversos ângulos
e dimensões pelos quais a situação estudada se apresenta, bem como reflectir sobre
como o clima organizacional reflete diretamente na qualidade dos serviços realizados
e prestados pela biblioteca a comunidade.
Para a coleta de dado utilizou-se o questionárioaplicado via e-mail. A população foco
do estudo foi composta por 34 (trinta e quatro) bibliotecários do NIB/UFMA e 02 (dois)
da Biblioteca Raimunda Galeana Melo do Cest, no primeiro caso optou-se pela
utilização da amostra aleatória perfazendo um quantitativo de 10 (dez), ressalta-se que
o número de bibliotecários do NIB é maior porque se trata de um núcleo com várias
bibliotecas.
Resultados e discussões
Dentre os principais resultados pode-se destacar: a preocupação com as relações
interpessoais no ambiente de trabalho das bibliotecas ainda são vistas de forma
tímida, são poucas as publicações encontradas sobre estudos que abordam essa
questão. Assim questionamos aos sujeitos da pesquisa sobre a visão da gestão de
bibliotecas universitárias na atualidade em relação às relações interpessoais no
ambiente de trabalho como fator de contribuição à maximização e qualidade dos
serviços.
Para 50% dos respondentes os gestores de bibliotecas universitárias começam a
buscar novas percepções sobre as relações humanas no ambiente de trabalho, aos
poucos vão implantando treinamentos voltados ao amadurecimento de tais relações.
De forma discreta surgem preocupações no sentido de identificar pontos positivos e
negativos, mas que ainda são pouquíssimos os casos em que há políticas internas
voltadas diretamente à abordagem desta temática. Segundo o bibliotecário 1, “ A nova
gestão é aberta para esse diálogo, necessitando por parte dos gestores maior atenção
para essas variáveis”. Para o bibliotecário 8, “A discussão preventiva sobre o assunto
deveria ser mais estimulada, considerando que grande parte do tempo dos
profissionais é compartilhado no ambiente de trabalho e que pessoas satisfeitas
tornam-se mais produtivas.”

�Enquanto em algumas bibliotecas começam a surgir iniciativas com o objetivo de
entender seus profissionais e suas particularidades, em outras esta ainda não é uma
prática comum, pois para 42% dos bibliotecários, muito se fala em relação interpessoal
e até tentam implantar medidas nesse sentido, mas que de fato não há uma
efetividade de ações que promovam aos bibliotecários a percepção de que há um elo
entre o relacionamento interpessoal e a qualidade dos serviços oferecidos por estes.
Nesta questão 8% não respondeu a este questionamento.
Conclusão
O estudo constatou que os bibliotecários pesquisados entendem que a biblioteca é
uma organização social e que os bibliotecários têm a necessidade de interagir com
outros bibliotecários no ambiente de trabalho, tornando assim as relações
interpessoais um fator de extrema importância para o cumprimento das metas da
biblioteca.
Os bibliotecários pesquisados entendem que a comunicação é o mais relevante nas
relações interpessoais no ambiente de trabalho. Partindo do pressuposto que esta é
um instrumento facilitador de integração da organização, perpassando por ela todas as
atividades da biblioteca e que a excelência das atividades de uma organização
depende de todo processo de comunicação e que falhas neste, trará consequências
negativas ao resultado dos serviços. A comunicação foi o fator considerado mais
relevante na esfera das atividades da biblioteca.
A pesquisa constatou que as relações interpessoais estabelecidas no ambiente de
trabalho das bibliotecas universitárias exercem influência direta na qualidade dos
serviços prestados por bibliotecários. Segundo estes o comportamento humano no
ambiente de trabalho é ditado por normas de convivência que influenciam nos
resultados obtidos pela organização.
Referências
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. São Paulo: Makron
Books; McGraw-Hill, 1993.
______. Introdução à Teoria Geral da Administração. São Paulo: Makron Books, 1999.
______. Como transformar o RH (de um centro de despesa) em um centro de lucro. São
Paulo: Makron Books, 2000.
______. Introdução à Teoria Geral da Administração. 6. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
______. Introdução à Teoria Geral da Administração: uma visão abrangente da moderna
administração das organizações. 7. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. 6ª
reimpressão.
MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Teoria geral da administração: da escola
científica à competitividade em economia globalizada. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
______. Introdução à Administração. Edição compacta. São Paulo: Atlas, 2008.

�MOSCOVICI, Fela. Equipe dá certo: a multiplicação do talento humano. 8. ed. Rio de Janeiro:
José Olympio, 2003.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Relações interpessoais em bibliotecas universitárias: abordagens sob a ótica do bibliotecário</text>
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                <text>As organizações estão exigindo cada vez mais a educação continuada de seus profissionais, na tentativa de desenvolver habilidades e competências que ocasione a eficiência e eficácia dos serviços e produtos disponibilizados. Neste contexto, as relações interpessoais influenciam o fazer de qualquer profissional, pois aquele que não está satisfeito no seu ambiente de trabalho por qualquer que seja o (s) motivo (s), trará influências negativas para a organização.</text>
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                    <text>ACESSO NÃO AUTORIZADO: O CORREIO ELETRÔNICO DO BIBLIOTECÁRIO
COMO ENTRADA PARA AS AMEAÇAS VIRTUAIS
Cris Anderson Correa de Souza (UFRJ) – crisanderson@cfch.ufrj.br
Simone da Cruz Correa de Souza (CECIERJ) – moneabencoada@yahoo.com.br
1 Introdução
Foi-se o tempo em que o bibliotecário só tinha que se preocupar com os
agentes físicos (luz, temperatura e umidade relativa), químicos (poluição ambiental e
poeira) e biológicos (microorganismos, insetos e roedores) que atacavam as
coleções, que poderia levar a perdas irreparáveis à memória documental.
Os agentes que ameaçavam os documentos da biblioteca eram conhecidos e
se podia combate-los, agora no meio virtual eles são outros. Não tem uma
identidade ou forma são os códigos maliciosos (malwares), programas criados e
projetados unicamente para causar danos e executar atividades maliciosas em um
computador quando encontram vulnerabilidades que facilite sua entrada.
Essas ameaças virtuais não apenas põe em risco a segurança das
informações da Instituição, como foca seu objetivo, principalmente, no indivíduo que
por desconhecimento ou ingenuidade, permite que o sistema seja infectado por
esses agentes ameaçadores aos ambientes computacionais, permitindo que se
instalem e venham comprometer a segurança de pessoas, transações e os insumos
informacionais das instituições.
O objetivo do estudo é apresentar medidas preventivas que oriente o
bibliotecário, mesmo não sendo um especialista em Segurança da Informação, na
prevenção do acesso não autorizado aos computadores no seu ambiente de
trabalho, seja ele presencial ou remotamente.
A abordagem, principal, é o correio eletrônico (e-mail) seja o institucional ou o
particular, visto que é usado com maior frequência no dia a dia, o que o torna o canal
mais comumente utilizado para ataques cibernéticos, que podem acarretar em
prejuízos tanto para o bibliotecário, quanto para os usuários da biblioteca e o Órgão
onde trabalha.
É de suma importância que o bibliotecário conheça todos os tipos de
ameaças, tentativas de invasão e danos, quando do acesso não autorizado dirigido
ao sistema, assim, como procedimentos para protegê-lo ou agir quando infectado.
Pretende-se que esse estudo seja uma discussão inicial, que leve a um
debate abrangente e sério sobre os incidentes de segurança que as informações
produzidas no ambiente da biblioteca e armazenadas online possam sofrer.

2 Metodologia da Pesquisa
A metodologia utilizada foi o levantamento bibliográfico. Buscou-se na
literatura sobre Segurança da Informação; na Pesquisa Nacional de Segurança da
Informação 2014 (DARYUS Group Brazil, 2014) e informações coletadas no site
SegTIC/UFRJ (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO) arrolar alguns
pontos críticos que o uso do correio eletrônico institucional ou particular acessado
dentro do ambiente de trabalho, através de terminais conectados a rede da
1

�Instituição podem acarretar quanto canal de entrada de diversas ameaças virtuais.
Apoiado nos dados levantados foi possível verificar os principais tipos de
ameaças virtuais que utilizam o correio eletrônico como fonte disseminadora dos
mais diversos códigos maliciosos criados e projetados intencionalmente para causar
danos e executar atividades maliciosas em um computador.
O trabalho destaca as medidas preventivas de segurança que o bibliotecário
pode tomar para, se proteger e, por conseguinte a Instituição no uso consciente do
correio eletrônico.

3 Resultados e Discussões
A Pesquisa Nacional de Segurança da Informação (DARYUS Group Brazil, 2014),

sobre o panorama da Segurança da Informação no Brasil levantou o seguintes
incidentes em relação à segurança da informação:

Fonte: Pesquisa Nacional de Segurança da Informação (DARYUS Group Brazil. p. 18, 2014).

Como se podem inferir as pessoas são o elo mais frágil à proteção dos dados
no ambiente institucional. As invasões não estão associadas a falhas nos
equipamentos de proteção, mas sim em torno de pessoas e a maneira na qual os
dados, informações e sistemas são utilizados nas organizações, que acabam
gerando vazamentos, mal uso ou perda de informação.
No site SegTIC/UFRJ (Diretoria de Segurança da Informação e Governança)
são informados alguns tentativas de golpe enviadas por email com o intuito de
roubar dados e senhas dos servidores e usuários da UFRJ. Segundo a
SegTIC/UFRJ, o mais praticado é o e-mail falso para validação de caixa de correio.

Fonte: Falso e-mail recebido (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO).

2

�Eles alertam que o usuário deve atentar para não fornecer qualquer
informação em hipótese alguma para esta solicitação.
O bibliotecário para se proteger desses golpes pode tomar as seguintes
medidas preventivas ao abrir o e-mail: não baixar e nem executar arquivos
desconhecidos; não clicar no link de uma promoção oferecida sem verificar se o link
é real, pois pode esta direcionando para a instalação de malwares; nunca abrir email de remetentes desconhecidos; não preencher Formulários recebidos por emails que solicitam informações confidenciais sem checar a fonte de origem; alguns
e-mails pede para a pessoa atualizar determinados dados, direcionando-o para
páginas falsificadas de empresas de comércio eletrônico, sites de leilões, instituições
financeiras e órgãos do governo; nunca acesse sites de bancos, lojas de comércio
eletrônico, venda de passagens e outros que tenha que usar senha e/ou cartão de
crédito nos computadores do trabalho, pois podem ser interceptados e clonados;
caso perceba qualquer anormalidade no funcionamento do computador, como,
demora em iniciar, lentidão em abrir aplicativos ou o browser, o mouse mover-se
aparentemente sozinho sem usar, deve-se contatar imediatamente o suporte técnico
da Instituição, algum código malicioso pode esta em execução.
4 Considerações Finais
O estudo é um alerta dos perigos que um link, aparentemente, inocente
enviado por um conhecido ou desconhecido através do e-mail pode acarretar para
todos que compõem a instituição quando esse é executado inadvertidamente.
É importante o bibliotecário não descuidar das normas de segurança da
informação, incorporando-a sua rotina, assim como se manter atualizado e
informado em relação as novas ameaças virtuais que surgem rotineiramente.
É recomendado que o profissional capacite-se por meio de cursos, manuais,
leituras, palestras sobre o tema e, também, mantenha contato com o setor
Segurança da Informação da Instituição. Assim, estará preparado para evitar e/ou
agir diante situações de acesso indevido.
Palavras-chave: Ameaças Virtuais. Segurança da Informação. Correio eletrônico.

Referências
Brasil. Tribunal de Contas da União. Boas práticas em segurança da informação.
4. ed. Brasília: TCU, Secretaria de Fiscalização de Tecnologia da Informação, 2012.
103 p. Disponível em: &lt;http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2511466.PDF&gt;.
Acesso em: 15 mar. 2015.
DARYUS Group Brazil. Pesquisa Nacional de Segurança da Informação 2014.
2014. 36 p. Disponível em:
&lt;http://datasus.saude.gov.br/images/Pesquisa_Nacional_de_Seguran%C3%A7a_da
_Informa%C3%A7%C3%A3o_2014_-_DARYUS.pdf&gt;. Acesso em: 17 mar. 2015.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Diretoria de Segurança da
Informação e Governança (SegTIC). E-mail falso de Atualização de Dados.
Disponível em &lt;http://www.tic.ufrj.br/index.php/noticias-segtic/41-aviso-e-mail-falsode-atualizacao-de-dados&gt;. Acesso em: 17 mar. 2015.
3

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Documentação&#13;
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                <text>Foi se o tempo em que o bibliotecário só tinha que se preocupar com os  agentes físicos (luz, temperatura e umidade relativa), químicos (poluição ambiental e poeira) e biológicos (microrganismos, insetos e roedores) que atacavam as coleções, que poderia levar a perdas irreparáveis à memória documental. Os agentes que ameaçavam os documentos da biblioteca eram conhecidos e se podia combatê-los, agora no meio virtual eles são outros Não tem uma identidade ou forma são os códigos maliciosos malwares programas criados e projetados unicamente para causar danos e executar atividades maliciosas em um computador quando encontram vulnerabilidades que facilite sua entrada.</text>
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                    <text>MEMÓRIA DA UEFS: DE ARQUIVO A REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL

Autores: Ana Martha Machado Sampaio - amms@uefs.br; Gerusa Maria Teles de
Oliveira - gerusa@uefs.br; Isabel Cristina Nascimento Santana – icns@uefs.br; Maria
de Fátima de Jesus Moreira - fmoreira@uefs.br; Maria do Carmo Sá Barreto Ferreira –
carmo@uefs.br; Rejane Maria Rosa Ribeiro - rribeiro@uefs.br; Solange dos Santos
Rocha - solange@uefs.br *
*Universidade Estadual de Feira de Santana.
Introdução:
A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) foi criada pela Lei 2.784 de
24.01.70, autorizada a funcionar pelo Decreto Federal 77.496 de 27.04.76, instalada em
31.05.76 e reconhecida pela Portaria Ministerial nº 874/86 de 19.12.86. Com 39 anos de
existência a UEFS vem se expandindo e se consolidando como uma instituição de
ensino superior de excelência, buscando dentro de suas ações o fortalecimento dos
três pilares da Educação: Ensino, Pesquisa e Extensão.
Situada no semiárido baiano a UEFS tem como missão:
[...] produzir e difundir o conhecimento, assumindo a formação integral do
homem e de profissionais cidadãos, contribuindo para o desenvolvimento
regional e nacional, promovendo a interação social e a melhoria da qualidade
da vida, com ênfase na região do semiárido. (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE
FEIRA DE SANTANA, [200-])

Através dos cursos de graduação e de pós-graduação (especialização, mestrado e
doutorado) a Instituição passou a produzir mais e de forma crescente, insumos
informacionais com base nos resultados das atividades acadêmicas. Em 1996,
preocupada com a reunião, conservação, manutenção e preservação dessa produção e
sua divulgação, a UEFS, através da Portaria de n. 313/96 estabelece a criação da
Memória da UEFS e define a Biblioteca Central Julieta Carteado como local para
salvaguardar todos os trabalhos enviados pelos setores, instituindo assim, a
obrigatoriedade do depósito legal da produção cientifica. Contudo, diante da
necessidade de tornar a biblioteca um espaço aberto para a construção dos saberes
científicos de forma livre e sem custos de acesso, a solução encontrada para preservar

�e disseminar essa memória foi à proposta de criação do repositório digital da UEFS que
para o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT, 2015) são:
[...] bases de dados online que reúnem de maneira organizada a produção
científica de uma instituição ou área temática. Os RDs armazenam arquivos de
diversos formatos. Ainda, resultam em uma série de benefícios tanto para os
pesquisadores quanto às instituições ou sociedades científicas, proporcionam
maior visibilidade aos resultados de pesquisas e possibilitam a preservação da
memória científica de sua instituição.

Relato da experiência:

A criação da Memória da UEFS constituiu a obrigatoriedade do depósito e estipulou que
uma cota de 10% de toda a produção técnica, científica e cultural da UEFS seja
enviada para a Biblioteca Central. Diante disso, alguns setores da Universidade
começaram a enviar cópia de sua produção para a BCJC, que foi formando o acervo.
No ano de 2013, foi decidido incluir esse acervo na base de dados do SISBI, criando no
sistema Pergamum a Produção UEFS. Contudo, a BCJC preocupou-se ainda com a
salvaguarda, conservação e preservação da Memória da UEFS, como também a
disponibilização do acesso a essas informações, de forma online e gratuita aos
pesquisadores, professores e alunos da UEFS e à comunidade externa.
Deste modo, criar o repositório digital da UEFS foi o recurso encontrado para reunir, em
rede, toda a produção técnica, científica e cultural, sem deixar também de arquivar a
produção no suporte papel, visando à transmissão do conhecimento onde o acesso às
pesquisas deva ultrapassar as fronteiras das bibliotecas e da universidade, alcançando
assim, a sociedade.
Segundo Tomaél e Silva (2015, p. 3) “A implementação de repositórios digitais, ou
repositórios de informação é uma das formas que as universidades – ou determinada
área temática – dispõem para minimizar a falta de visibilidade de sua produção
intelectual”.

Considerações Finais ou Conclusões:

Contemporaneamente, a Memória da Universidade Estadual de Feira de Santana ainda
se encontra instalada na BCJC, catalogada na base de dados Pergamum disponível na

�web o catálogo do acervo que compõe a memória para consulta e sua utilização em
formato papel, mas o objetivo é criar um projeto de implementação da memória,
transformando-a em Repositório digital institucional e disponibilizá-la em rede para
acesso livre e sem custos para a comunidade interna da UEFS e externa. É conhecida
da necessidade de verbas e uma equipe capacitada para a efetivação e instalação do
repositório, contudo, a BCJC mantém o acervo em condições perfeitas e em seu
formato original para uso da comunidade, cumprindo o papel da universidade pública,
que é garantir o acesso ao conhecimento de forma gratuita e sem restrições.

Palavras-chave: Repositório Institucional. Universidade Estadual de Feira de Santana.
Memória.
Referências:
BRASIL. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. FUNDACENTRO. A importância
da memória institucional. Disponível em: &lt;http://www.fundacentro.gov.br/resgatehistorico/a-importancia-da-memoria-institucional&gt;. Acesso em: 19 fev. 2014.
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA - IBICT.
Repositórios digitais. Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/informacao-para-cienciatecnologia-e-inovacao%20/repositorios-digitais/sobre-repositorios-digitais&gt;. Acesso em:
25 mar. de 2015
TOMAÉL, Maria Inês; SILVA, Terezinha Elisabeth da. Repositórios Institucionais:
diretrizes para políticas de informação. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO - ENANCIB, 8., Salvador, 2007. Anais... Salvador: UFBA,
2007, p. 3. Disponível em: &lt;http://www.enancib.ppgci.ufba.br/artigos/GT5--142.pdf&gt;.
Acesso em: 27 mar. 2015.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA. Assessoria Técnica e de
Desenvolvimento Organizacional – ASPLAN. Missão, visão e objetivos estratégicos.
Feira de Santana, [200-]. Disponível em: &lt;http://www.uefs.br/portal/assessorias/asplan/
menus/planejamento-estrategico/planejamento-estrategico-2000-2004/missao-visao-eobjetivos-estrategicos/?searchterm=miss%C3%A3ASPLAN-o&gt;. Acesso em: 27 mar.
2015.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA. Sua história. Disponível em:
&lt;http://www.uefs.br/portal/a-universidade/sua-historia&gt;. Acesso em: 12 fev. 2015.

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                <text> Santana, Isabel Cristina Nascimento </text>
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                <text> Ferreira, Maria do Carmo Sá Barreto </text>
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                <text>Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) foi criada pela Lei 2.784 de 24.01.70, autorizada a funcionar pelo Decreto Federal 77.496 de 27.04.76, instalada em 31.05.76 e reconhecida pela Portaria Ministerial nº 874/86 de 19.12.86. Com 39 anos de existência a UEFS vem se expandindo e se consolidando como uma instituição de ensino superior de excelência, buscando dentro de suas ações o fortalecimento dos três pilares da Educação: Ensino, Pesquisa e Extensão.</text>
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Estudo sobre a Fundação Dorina Nowill como fornecedora de materiais
na formação de coleções para deficientes visuais nas bibliotecas de São
Luís – Ma
Isabel Diniz
Universidade Federal do Maranhão, Brasil, Universidade de Aveiro, Portugal,
icristina@ua.pt
Sandra Leidiane dos Santos
Universidade Federal do Maranhão, Brasil, sandra.santos806@gmail.com
Introdução
É comum o usuário com deficiência visual em uma biblioteca se deparar com a falta de
rampas ou de qualquer sinalização que favoreça a sua permanência ou mesmo
acesso ao recinto. O problema é maior quando se trata do acervo, pois não existe a
preocupação em selecionar e adquirir materiais em Braille ou propicio para o uso de
pessoas com deficiência visual. Nesse contexto entra a Fundação Dorina Nowill para
Cegos como fornecedora de materiais informacionais voltados para este público.
Assim, pensou-se em estudar a Fundação Dorina Nowill para Cegos como identificar,
descrever e traçar breves considerações sobre a importância e influência dessa
fundação no processo de formar e desenvolver coleção para um público tão especial.
Apresentando-se como uma pesquisa de suma importância para os bibliotecários
tomar conhecimento sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos, mostrando-a como
uma aliada para a formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas que
atendem pessoas com deficiência visual e que estejam abertas para a inclusão social.
A preferência do estudo da Fundação Dorina Nowill para Cegos como fornecedora de
materiais na formação de coleções para deficientes visuais nas bibliotecas de São
Luís-MA teve como razão principal o fato de ser uma das principais representantes de
materiais informacionais que contribuem com o acesso a informação através de seus
produtos distribuídos para a composição do acervo nas Unidades de Informações.
Dessa forma, o estudo tem como objetivo geral conhecer a Fundação Dorina Nowill
para Cegos e mostrar a sua contribuição para a formação e desenvolvimento de
coleções acessíveis para um público com deficiência visual em uma biblioteca.
Método da pesquisa
Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa de natureza descritiva, com
abordagem quantitativa e qualitativa, por permiti avaliar com rigor os diversos ângulos
e dimensões pelos quais a situação estudada se apresenta, bem como reflectir sobre
A Fundação Dorina Nowill para Cegos como colaboradora para o processo de
desenvolvimento de suas coleções voltadas para um público com deficiência visual e
sua relação com as bibliotecas localizadas em São Luís, Maranhão (MA). A sua
realização concretizou-se através de:

�2
(a) pesquisa bibliográfica, realizada em artigos científicos, livros e outros documentos.
(b) Análise documental, baseada na pesquisa de teses e dissertações produzidas, no
período de 2007 a 2012, em bases de dados e repositórios institucionais de
universidades e instituições de fomento à pesquisa no Brasil.
(c) Pesquisa de campo, realizada em 6 (seis) bibliotecas localizadas em São Luís do
Maranhão que tem a Fundação Dorina Nowill para Cegos como colaboradora para
o processo de desenvolvimento de suas coleções voltadas para um público com
deficiência visual. Tendo como instrumento de recolha de dados um inquérito por
questionário, aplicado no período de maio a junho de 2014, organizado de forma a
contemplar os objetivos desta investigação.
Resultados e discussões
No que concerne ao tipo de biblioteca que faz uso da Fundação Dorina Nowill para
Cegos como colaboradora para o processo de formação e desenvolvimento de seu
acervo, percebeu-se que 50% são bibliotecas públicas, 16,7% são bibliotecas
universitárias, 16,7% escolares e 16,7% especializadas.
Em segundo momento temos o fato que a Região Nordeste (N) concentra o maior
número de pessoas com deficiência visual, com 4,1%. (IBGE, 2010). Fator importante
e que tem influenciado o aumento da incidência de bibliotecas em São Luís,
Maranhão, na aquisição de materiais informacionais voltado para o público com
deficiência visual. Porém, percebe-se que tal aumento vem ocorrendo de forma lenta,
pois são poucas as bibliotecas de São Luís-MA cadastradas na Fundação Dorina
Nowill para Cegos, apenas seis (6) bibliotecas. Visto que a Fundação oferece
materiais informacionais gratuitamente, dessa forma, notou-se que os diretores e\ou
administradores das bibliotecas locais desconhecem a existência de tal fundação, bem
como os benefícios que esta oferece para o processo de desenvolvimento de coleções
voltadas para usuários com deficiência visual.
Destaca-se que se tratando das pessoas com deficiência no Estado do Maranhão
nada é favorável, pois apresenta o baixo nível de estudo dessa população,
acreditando que os mesmos, não podem desempenhar funções dentro de suas
limitações.
Apesar de cada tipo de biblioteca possuir uma realidade distinta da outra por estarem
inseridas em contexto diferentes e terem objetivos opostos, notou-se que a maior
incidência de bibliotecas de São Luís, Maranhão que faz uso da Fundação Dorina
Nowill para Cegos como colaboradora são as Bibliotecas Públicas, correspondendo a
50 %.
Quanto aos critérios de seleção estabelecidos pelas bibliotecas pesquisadas estão: as
necessidades dos usuários, edições atualizadas, relevância do assunto,

�3
indicação dos usuários, bem como materiais no formato Braille ou que priorize as
necessidades de um público com deficiência visual. Percebemos que os critérios
de seleção mencionados pelos respondentes não difere dos citados na literatura
(Vergueiro, 2010; Weitzel, 2006; dentre outros).
Conclusão
A investigação alcançou os objetivos pretendidos como pontos significativos observase que a relevância da formação e desenvolvimento de coleções acessíveis foi
interessante e satisfatório, pois apesar das bibliotecas não possuírem política de
desenvolvimento de coleções, estão preocupadas em atender os usuários com
deficiência visual a partir das doações da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Além
de estarem se adaptando às recomendações da Lei n° 5296/2004, as normas
9050/2004 e 15599/2008 da ABNT para prestar serviços a todo cidadão.
Com base nas variáveis da pesquisa e na análise dos dados, foram apontadas
algumas sugestões para as bibliotecas de São Luís - MA: (a) Formalizar uma política
de desenvolvimento de coleções que visem à inclusão das pessoas com deficiência
visual para as bibliotecas que não possuem; (b) Divulgar para as demais bibliotecas de
São Luís – MA os serviços e produtos da Fundação Dorina Nowill para Cegos, pois ao
visitar algumas bibliotecas de São Luís – MA, tais como o Colégio Universitário
(COLUN), Centro Integrado do Rio Anil (CINTRA) e Serviço Social da Indústria (SESI)
foi constado que possuem interesse em adquirir os materiais informacionais por não
serem cadastras e não terem o conhecimento sobre a Fundação; e (c) Desenvolver
um trabalho de conscientização de acessibilidade nos ambientes informacionais sobre
a importância de fazer uso de todos os serviços e produtos disponibilizados pela
Fundação Dorina Nowill para Cegos voltados para os deficientes visuais.
Decerto, há muito que se fazer com relação à acessibilidade e inclusão das pessoas
com deficiência nas instituições, bem como as bibliotecas para melhor atender com
uma infraestrutura adequada, adaptações arquitetônicas e capacitação de recursos
humanos de qualidade.
Logo, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é de suma importância para a formação e
desenvolvimento de coleções das bibliotecas de São Luís-MA. Conforme observado e
analisado no decorrer da pesquisa, a Fundação é bem vinda e extremamente
necessária, pois lidar com a diversidade é algo que deve ser adotado pelas
bibliotecas.
Palavras-chave: Formação e Desenvolvimento de colecções; Deficientes Visuais; Fundação
Dorina Nowill para Cegos.
Referências

�4
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Comunicação na prestação de serviço. Rio de Janeiro. Disponível em:
http://pt.scribd.com/doc/55284978/NBR-n%C2%BA-15-599-Acessibilidade-na-comunicServicos. [ Acedido em: 23.04. 2014].
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Vergueiro, W. (2010). Seleção de materiais informacionais: princípios e técnicas. 3. ed.
Brasília, DF: Briquet de Lemos.
Weitzel, S. da R. (2006). Elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções em
bibliotecas universitárias. Rio de Janeiro: Interciência.

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                <text>É comum o usuário com deficiência visual em uma biblioteca se deparar com a falta de rampas ou de qualquer sinalização que favoreça a sua permanência ou mesmo acesso ao recinto. O problema é maior quando se trata do acervo, pois não existe a preocupação em selecionar e adquirir materiais em Braille ou propicio para o uso de pessoas com deficiência visual. Nesse contexto entra a Fundação Dorina Nowill para Cegos como fornecedora de materiais informacionais voltados para este público. Assim, pensou-se em estudar a Fundação Dorina Nowill para Cegos como identificar, descrever e traçar breves considerações sobre a importância e influência dessa fundação no processo de formar e desenvolver coleção para um público tão especial.</text>
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22 a 24 de julho de 2015

Relato de experiência

REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA: RELATO
DE SUA ESTRATÉGIA DE POVOAMENTO

Raquel Viana1; Universidade de Brasília.
1

raquelviana@bce.unb.br ;

Introdução: -+
O momento temporal da criação da Universidade de Brasília – UnB – influenciou
o modo que a Universidade foi implementada tendo como eixos de sua estrutura
acadêmica os institutos e a integração entre os espaços e currículo dos cursos,
diferentemente do que ocorria nas universidades nacionais na época.
Sobre o assunto, OLIVEIRA, DOURADO e MENDONÇA (2011) afirmam que a
UnB desde seu início, teve um projeto inovador preconizando o envolvimento da
sociedade científica, renomados cientistas e acadêmicos, o que a diferenciava da
lógica predominante de outras universidades brasileiras – que eram estruturadas a
partir de estabelecimentos de ensino isolados.
Por estar em seu projeto de criação, o grande volume de pesquisas, e
consequentemente a comunicação científica, sempre esteve presente no âmbito
da UnB. O avanço da tecnologia e da infra-estrutrura das comunicações fez com
que a Universidade de Brasília procurasse novos métodos para disponibilizar os
trabalhos que estavam sendo desenvolvidos por sua comunidade acadêmica.
O Repositório da Universidade de Brasília – RIUnB – foi criado em 2008 com a
finalidade de gerir e disseminar a produção científica da Universidade de Brasília,
seguindo o princípio do Acesso Aberto a informação.
Ele foi construído no software livre DSpace, que no Brasil é customizado e
distribuído pelo Instituto Nacional de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT.

�O RIUnB possui uma estrutura organizacional que reflete a própria maneira como
a Universidade de Brasília foi academicamente concebida. Sua organização foi
elaborada de forma a privilegiar a intuição do usuário, que buscaria o objeto de
sua pesquisa em sua área de interesse.
As comunidades fazem referência aos Institutos, Faculdades e Centros da
Universidade, as subcomunidades remetem aos departamentos e as coleções são
destinadas a diferenciar os tipos de documentos que são frutos da produção
intelectual da instituição. Apesar da comunidade científica da UnB produzir as
mais diversificadas formas tipos de documento, nem todos eles são abrigados no
RIUnB.
O repositório se destina a disseminação de tipos específicos de documentos, são
eles: artigos publicados em periódicos; livros e capítulos de livros; trabalhos
apresentados em eventos; teses e dissertações e relatórios técnicos.
Por ser um repositório digital com finalidade institucional, o RIUnB abriga a
produção científica dos membros acadêmicos da UnB e de obras que possuem
seus membros como co-autores.

Relato da experiência: Para povoar suas coleções, desde sua criação, a equipe
de gestão do Repositório Institucional da UnB desenvolveu e aperfeiçoou técnicas
especificas de captura.
Após a portaria nº 013, de 15 de fevereiro de 2006 da CAPES, os programas de
pós-graduação passaram a exigir dos seus alunos de pós-graduação a entrega de
seus trabalhos em formato eletrônico. Por esse motivo, as teses e dissertações
são enviadas a Biblioteca Central para que o RIUnB faça os devidos processos
técnicos e os disponibilize na banco de dados.
Em relação a todos os outros documentos: artigos publicados em periódicos, livros
e capítulos de livros, trabalhos apresentados em eventos e relatórios técnicos,
todos dependem do intermédio do profissional bibliotecário para depósito e
passam pelo mesmo processo de investigação.
Um diferencial dentre essas obras está nos trabalhos apresentados em eventos,no
que diz respeito à negociação dos direitos autorais. Geralmente os eventos são
formados por comissões que não exigem a concessão de direitos autorais ao
evento. Entretanto, na maioria dos casos, não há qualquer identificação na página
dos eventos ou nos artigos dos anais a quem pertenceria o direito autoral ou quais
seriam as condições que recaem sobre o uso dos artigos por terceiros.

�As demais obras são levantadas de acordo com a produção bibliográfica de cada
professor. Elas são agrupadas em blocos de acordo com suas tipologias em
tabelas, então são buscadas na internet e quando possuem licença Creative
Commons, ou qualquer outra licença permissiva, são depositadas no Repositório.
Quando não, é enviado um e-mail com pedido de autorização para o detentor do
direito autoral requisitando a sua permissão.

Considerações Finais ou Conclusões:
Ao longo de sua implementação a equipe gestora se deparou com situações que a
fez desenvolver estratégias voltadas para a organização dos itens depositados,
tipologia documental a ser disponibilizada e táticas de povoamento do repositório.
As ações voltadas para a organização dos itens depositados se basearam no fato
de que não basta disponibilizar os documentos sem critérios de organização
lógicos e pretender que o usuário encontre os documentos sozinho. É necessário
estruturar e diferenciar seguindo um padrão consoante com a finalidade do
repositório e o perfil do público alvo.
Quanto aos tipos de documentos disponibilizados, estes seguem critérios
científicos e são academicamente orientados.
As táticas de povoamento obedecem aos preceitos estabelecidos na lei e explora
e apoia o uso do Creative Commos e Acesso Aberto a informação.
Palavras-chave: Repositório institucional, Universidade de Brasília, estratégia de
povoamento.

Referências:
OLIVEIRA, João Ferreira de; DOURADO, Luis; Mendonça, Erasto Fortes. UnB: Da
universidade idealizada à “universidade modernizada”. In: MOROSINI, Marília
Costa (Coord.) A Universidade no Brasil: concepções e modelos. 2. ed. Brasília:
INEP, 2011. p. 113-132. Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/79880469/AUniversidade-No-Brasil-Concepcoes-e-Modelos-Inep-2011-Livro#scribd. Acesso
em: 28 mar. 2015.

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22 a 24 de julho de 2015
COLEÇÃO ESPECIAL MS/MT DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFMS: DA ORIGEM AOS
DIAS ATUAIS
Autores:
Lilian Teixeira. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.
lilian.teixeira@ufms.br
Tânia Regina de Brito. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.
tania.brito@ufms.br
Introdução:
O presente resumo expandido visa fazer um breve histórico do desenvolvimento
da Coleção Especial Mato Grosso do Sul/Mato Grosso (MS/MT) da Biblioteca Central da
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, a fim de discutir e registrar
apontamentos com o escopo de verificar se a mesma já contempla ou necessita de
adaptações a fim de atender a lei municipal complementar n. 252, de 23 de dezembro de
2014, em vigor desde 30 de dezembro de 2014.
A relevância do presente estudo esbarra em questões como a política de
desenvolvimento de coleções e mais recentemente em questões legais pois envolve o
cumprimento de uma lei que determina a exposição com destaque de obras de autores
campo-grandenses e sul-mato-grossenses em livrarias, bibliotecas e similares no
município de Campo Grande.
Evidencia-se ainda aspectos ligados à memória e resgate histórico da região,
tornando-se assim fonte de pesquisas e consultas para pesquisadores não só do Brasil,
assim como a qualquer cidadão interessado.
Relato da experiência:
O início da formação da coleção especial Memória Sul-mato-grossense, hoje mais
conhecida como Coleção MS/MT está diretamente ligada com a criação da Biblioteca
Central da UFMS através do Decreto Estadual nº 867, de 20 de janeiro de 1965, com
sede em Campo Grande. A partir das doações feitas para a formação do acervo da
Biblioteca com a colaboração inicial do corpo docente da instituição, verificou-se a
necessidade em separar do acervo geral as obras que estivessem dentro dos requisitos
apontados a seguir por Giacometti e Souza (1997, p.2 ):
- todo e qualquer assunto referente a Mato Grosso do Sul e região;com
atenção especial na área de Educação
- todo e qualquer assunto referente a Mato Grosso e região, anterior a
1979; com atenção especial na área de Educação
- publicações de autores sul-mato-grossenses;
- toda produção científica e literária da UFMS.
Percebeu-se que grande parte da memória e registros históricos e literários sulmato-grossense haviam ficado, na cidade de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Esses
materiais bibliográficos passaram a ser separados do acervo geral, organizados,
armazenados e dotados de uma conservação preventiva, iniciando-se assim a formação
da coleção Memória Sul-mato-grossense. Tal preocupação intensificou-se após a

�federalização da Universidade Estadual de Mato Grosso (Lei Federal nº 6674 de 5 de
julho de 1979), passando a constituir-se em Fundação Universidade Federal de Mato
Grosso do Sul; com isso a Biblioteca Central digamos que formalizou a reunião das
informações bibliográficas sobre Mato Grosso do Sul e Região, inclusive obras anteriores
à divisão do Estado.
Além de obras pessoais dos professores, como já citado, no decorrer do tempo, a
formação da coleção contou com a colaboração da comunidade, contatos institucionais,
solicitações diretas e telefônicas a pessoas da comunidade, Academia Sul-matogrossense de Letras, dentre outros.
Nos primórdios da coleção, foi feita a inclusão da produção científica gerada pela
UFMS. Atualmente (desde julho 2011), tais obras a não ser que estejam em formato de
livros publicados pela Editora da UFMS, fazem parte do acervo digital do Repositório
Institucional.
Com a regulamentação da Lei Municipal Complementar 252 de 23 de dezembro de
2014, as livrarias, bibliotecas e similares contaram com o prazo de 90 (noventa) dias para
se adequarem ao que determina a lei de que “as obras de autores campo-grandenses e
sul-mato-grossenses, de qualquer área de conhecimento, deverão estar em destaque
quando expostas.”.
O Art. 2º determina ainda que nas estantes onde as obras literárias ficarem
expostas deverão constar, em destaque específico, o título: AUTORES REGIONAIS.
Há 50 anos a Biblioteca Central da UFMS preocupa-se com a preservação da
literatura regional que pode ser inserida, guardadas as devidas interpretações, no
conceito de coleção local que segundo Weitzel (2012, p.187) “nos dias atuais, a formação
de coleções locais tem sido uma prática bastante valorizada, tendo em vista os aspectos
relativos à identidade e à memória – questões de alta relevância na sociedade
contemporânea”.
Antes do prazo legal estabelecido para a adequação da referida lei, a Biblioteca
Central já havia montado uma estante no piso térreo da biblioteca com obras em
destaque para as editadas pela Editora da UFMS. A implementação feita foi a colocação
da indicação AUTORES REGIONAIS e seleção de algumas obras da Coleção MS/MT
para ficarem expostas e os livros serão periodicamente trocados.
Considerações Finais ou Conclusões:
Faz-se mister compreender se a Coleção MS/MT por estar em sala separada e
com sinalização de que tal acervo em separado do acervo geral denomina-se e refere-se
à Coleção MS/MT, estando assim em perfeita concordância com a nova lei municipal.
Embora também ter sido montada uma estante no piso inferior com a indicação:
AUTORES REGIONAIS ela não contemplará todo o acervo da Coleção MS/MT, que
certamente é mais abrangente do que prevê a lei, pelo fato de como no passado éramos
um estado uno, faz-se imprescindível que obras que abordem a temática história do MT E
MS façam parte da referida coleção.
Desde 2014 uma mudança tem sido feita em relação ao que comporá o acervo da
Coleção MS/MT e ficou decidido que o critério adotado seriam obras que abordem o
assunto Mato Grosso do Sul e quanto à literatura, aqueles autores que mesmo não
nascidos no estado sejam reconhecidos como tal, pelo fato de morarem há muitos anos
no MS e terem desenvolvido a sua obra aqui, como por exemplo a coleção do poeta
Manoel de Barros.
Seria importante a revisão da Política de Desenvolvimento de Coleções , pois
antes todas publicações da Editora da UFMS iam para a Coleção Especial, hoje não é
mais realizado esse critério, é selecionado somente as obras que contemplem a temática

�referente ao assunto Mato Grosso do Sul, embora agora a lei abrange tudo que envolve
autores regionais.
Como pertinentemente Tarapanoff, Miranda e Araújo Júnior (2004, p.127) definem
a tomada de decisão como “[… um] conjunto de atitudes que buscam a resolução de um
problema específico (planejamento, organização, controle, estatística, etc)”. Percebe-se
assim que a tomada de decisão é muito mais do que o momento final da escolha, é um
processo complexo de reflexão, investigação e análise
Alguns critérios foram mudados ao longo dos anos e aqueles 4 critérios citados no
início do trabalho já não correspondem à realidade. Essas decisões poderiam ser
melhores estruturadas e retomadas de reflexões promovidas para que possamos
entender com clareza o rumo que esta coleção especial está tomando dentro do acervo,
ainda mais agora que precisa estar em consonância com a lei municipal.
Também apontamos a importância da mesma lei em estimular outras bibliotecas a
realizarem esse trabalho, visto que é muito importante a preservação histórica da nossa
cidade e estado, possuindo um valor inestimável para a memória da região que deve ser
preservada e sendo recuperada de forma ágil pela comunidade.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Coleção especial. História de Mato Grosso e
Mato Grosso do Sul. Memória regional.
Referências:
GIACOMETTI, Maria Marta; SOUZA, Orlinda Simal Izidoro de. Coleção memória sulmatogrossense: relato de experiência. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE ESTUDOS E
PESQUISAS “História, sociedade e educação no Brasil”, 4, 1997. São Paulo. Anais. São
Paulo:
UNICAMP,
1997.
Disponível
em:
&lt;http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario4/trabalhos.htm&gt;.
Acesso em: 23 de março de 2015.
Lei complementar nº 31, de 11 de outubro de 1977. In: MATO GROSSO DO SUL. Leis,
decretos, etc. Legislação de Mato Grosso do Sul 1979.
Campo Grande,MS:
Secretaria de Justiça, 1981. v.1, p.11-18.
Lei complementar nº 252 de 23 de dezembro de 2014. In: Diário Oficial de Campo
Grande. Campo Grande, MS, ano XVII, n. 4178.
TARAPANOFF, K.; MIRANDA, D. M.; ARAÚJO JÚNIOR, R. H. (Colabs.). Técnicas para
tomada de decisão nos sistemas de informação. Brasília, DF: Thesaurus, 2004.
WEITZEL. Simone da Rocha. Desenvolvimento de coleções: origem dos fundamentos.
Revista TransInformação. Campinas, v.24, n.3, p.179-190. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/tinf/v24n3/a03v24n3.pdf&gt;. Acesso em: 23 de março de 2015.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>O presente resumo expandido visa fazer um breve histórico do desenvolvimento da Coleção Especial Mato Grosso do Sul/Mato Grosso (MS/MT) da Biblioteca Central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, a fim de discutir e registrar apontamentos com o escopo de verificar se a mesma já contempla ou necessita de adaptações a fim de atender a lei municipal complementar n. 252, de 23 de dezembro de 2014, em vigor desde 30 de dezembro de 2014. A relevância do presente estudo esbarra em questões como a política de desenvolvimento de coleções e mais recentemente em questões legais pois envolve o cumprimento de uma lei que determina a exposição com destaque de obras de autores campo-grandenses e sul-mato-grossenses em livrarias, bibliotecas e similares no município de Campo Grande.  Evidencia-se ainda aspectos ligados à memória e resgate histórico da região, tornando-se assim fonte de pesquisas e consultas para pesquisadores não só do Brasil, assim como a qualquer cidadão interessado.</text>
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                    <text>A CONTRIBUIÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
BIBLIOGRÁFICOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
1 INTRODUÇÃO
A prestação de serviços vem ganhando forças no mundo moderno, sobretudo à medida
que as organizações perceberam as vantagens que podem ser obtidas ao contratarem esse
tipo de serviço. Essa percepção ganhou força diante da competitividade e da necessidade de
poupar recursos, uma tendência do mercado globalizado da atualidade.
A literatura de Administração é unânime ao valorizar a adoção de estratégias que
tornem as empresas mais competitivas. Para tanto, as empresas adentram-se em um ciclo
de redução de custos, gerenciando com mais precisão o patrimônio organizacional
(GONÇALVES, 1997). Visando poupar custos, uma das medidas adotadas é a contratação
de serviços que visa, a priori, à redução de custos desnecessários (BARROS, 2002).
Ao falar da prestação de serviços, uma pergunta fica no ar: esse tipo de serviço pode
ser realizado em bibliotecas? As unidades de informação, também consideradas como
organizações, podem contratar serviços bibliográficos, tendo em vista adquirir vantagens
com esse processo?
No que se refere aos profissionais que serão contratados, a literatura vem
desenvolvendo estudos no sentido de demonstrar que o bibliotecário pode atuar no ramo da
prestação de serviços, atendendo serviços dos mais diferenciados e em diversas instituições.
Estudo recente proferido por Santa Anna e Pereira (2014, p. 169), por exemplo, destaca que
aquele que atua na prestação de serviços abre leque para a desvinculação do bibliotecário
aos postos tradicionais de trabalho em bibliotecas. Desse modo, segundo os autores
mencionados, “[...] ao inserir-se em um mercado autônomo, rompem-se os vínculos
empregatícios e as responsabilidades do empregador para com o empregado, porém,
abrem-se espaços para que o consultor tenha possibilidade de realizar novas conquistas,
sendo mais dinâmico e inovador”.
A partir dessa questão, este estudo objetiva demonstrar, através de relato de
experiência, as vantagens adquiridas por uma biblioteca universitária ao solicitar por meio de
contrato provisório os serviços de tratamento e organização de acervo bibliográfico. O relato
narra os principais serviços prestados pela equipe de bibliotecário-catalogadores
contratados, assim como apresenta as principais vantagens obtidas pela contratante ao
viabilizar esse tipo de serviço.
2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
A biblioteca para quem os bibliotecários-consultores prestaram serviços de organização
de acervos bibliográficos está vinculada a uma instituição de ensino superior, pertencente ao
ramo privado, sendo o câmpus central localizado no município de Vitória/ES. Com o
crescimento no número de matrículas e a demanda por novos cursos, a instituição estruturou
dois novos câmpi, localizados em municípios vizinhos, pertencentes à região metropolitana:
Cariacica e Villa Velha. Ambos os câmpi, a priori, foram contemplados com dez cursos
(quadro 1).
CÂMPUS

CARIACICA

CURSOS
Psicologia
Arquitetura
Engenharia Mecânica
Engenharia Civil
Engenharia de Produção
Educação Física
Serviço Social
Ciências Contábeis
Administração

CÂMPUS

VILA VELHA

CURSOS
Psicologia
Arquitetura
Engenharia Mecânica
Engenharia Civil
Engenharia Produção
Engenharia Química
Educação Física
Ciências Contábeis
Administração

�Pedagogia
Quadro 1 – Novos cursos instalados em dois novos câmpi
Fonte: os autores (2015)

Pedagogia

Logo, com a instituição desses câmpi e cursos, foram criadas duas novas bibliotecas.
Para desenvolvimento do processamento técnico de cerca de 18.000 exemplares de
livros que iriam atender a vinte cursos novos autorizados pelo MEC e que seriam instituídos
nesses dois novos câmpi, sendo a grade curricular proposta para atender até o quarto
período de cada curso, a instituição de ensino superior optou contratar profissionais
formados, com e sem experiência, para que pudessem prestar o serviço de atividades
técnicas na área de Biblioteconomia. A compra desse material ainda não foi integralmente
realizada. O processo será feito aos poucos, em etapas, sendo que no presente momento
foram adquiridos, apenas, 920 títulos, equivalendo a 13.949 exemplares (primeira etapa).
O grupo de ensino, então, promoveu seleção de seis bibliotecários (nessa primeira
etapa) para atender a essa demanda por meio de contrato temporário num período de quinze
dias, sendo a carga horária de seis a oito horas diárias. O trabalho foi coordenado por um
bibliotecário da própria instituição, que também atuou em todas as etapas das atividades
desenvolvidas. As atividades se iniciaram em dois de agosto e foram finalizadas em dezoito
de setembro de 2014. O horário de trabalho foi estabelecido para oito horas diárias com
intervalo para almoço e lanche. As atividades eram iniciadas de 7:00 da manhã as 21:30,
intercalando de acordo com o horário estabelecido via contrato.
2.1 DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
As atividades desenvolvidas contemplaram, de modo geral, ações bibliotecárias de
processamento técnico ou organização da informação, diluídas em classificação,
catalogação e indexação do material adquirido (livros).
Os livros eram entregues pelos fornecedores em caixas enviadas pelos distribuidores e
essas caixas eram abertas e separados os livros por títulos. Esse serviço de separação dos
itens, juntamente com as práticas de etiquetagem dos livros e carimbos (após
processamento técnico pelos bibliotecários contratados) contou com o apoio de uma equipe
de funcionários da instituição, coordenado por auxiliares técnicos que supervisionavam essa
atividade de preparação dos livros, além dos bibliotecários da equipe contratada que também
desenvolviam essa atividade intercalando com as atividades de tratamento bibliográfico.
O contrato teve duração de quinze dias e nesse período foi inserido na base do sistema
para atender as duas novas unidades da instituição de ensino um total de 436 títulos e 8.073
exemplares, divididos pelas seguintes áreas: generalidades, filosofia, religião, ciências
sociais, línguas, ciências puras, artes, literatura, história e geografia.
A classificação adotada na organização dos títulos no sistema foi a Classificação
Decimal de Dewey (CDD), também utilizada pela biblioteca central. O sistema de
gerenciamento foi o BiblioUp, software desenvolvido pela empresa UpTech informática
LTDA, na área de bibliotecas e centros de documentação.
O Sistema Biblioup é responsável pelo gerenciamento da biblioteca, não importando o
tamanho da biblioteca e a simplicidade de uso do software. Ele permite que tanto um
bibliotecário profissional como qualquer auxiliar possa utilizá-lo sem dificuldade.O Módulo de
Biblioteca pode ser executado independentemente do Módulo Acadêmico permitindo a
aquisição apenas deste módulo para bibliotecas (Informação verbal) 1.

1

Notícia fornecida pela engenheira de computação, responsável pelo gerenciamento do software Biblioup,
durante treinamento realizado com os bibliotecários consultores, na data de 20 de outubro de 2014.

�Não foi utilizada uma senha exclusiva para cada bibliotecário, pois não era intenção da
empresa verificar a produtividade individual de cada bibliotecário e sim o cumprimento da
atividade estabelecida.
O processo de cotação e compra foi feito por um bibliotecário e um assistente técnico
na área de administração. O coordenador responsável por cada curso enviou a lista dos
títulos selecionados para atender as disciplinas do primeiro ao quarto período de cada curso.
Essa listagem dos títulos requisitados para compra era enviada para três fornecedores
distintos onde era optado quem fornecia melhor preço e condições de pagamento. Oitenta
por cento dos livros foram comprados com um único fornecedor que ofereceu preço e
condições de prazo. Vinte por cento restantes foi feito com os outros dois fornecedores.
O bibliotecário nessa fase responsável pela aquisição fazia a conferência nos pedidos
mediante análise de todos os títulos de acordo com as notas fiscais que chegavam junto com
os livros. As notas também eram enviadas via email e esse controle também era feito
mediante planilha e do Projeto Político Pedagógico (PPC) de cada curso em que a faculdade
iria atender e apresentar ao MEC.
Foi destinado um dia para conhecimento do sistema e treinamentos dos bibliotecários.
O treinamento foi feito em apresentação geral do sistema e demonstração das
particularidades do software de biblioteca. Contudo, foi focada apenas a área destinada ao
cadastro de livros e impressão de etiquetas. Após o treinamento os bibliotecários foram
instruídos a conhecer o sistema de modo prático, cadastrando os títulos de forma minuciosa
e gradativa. Foi observado nesta fase que aqueles que tinham mais experiências nas
atividades de tratamento se sobrepunham aos outros e já estavam capazes de sanar
dúvidas, mesmo sem conhecer o sistema a fundo.
Na primeira semana de atividade (período de 28/08/2014 a 10/092014) foram
cadastrados 153 títulos, num total de 3.639 exemplares. Na segunda semana de atividade
foram cadastrados 289 títulos, num total de 4.434 exemplares. Esses dados comprovam que
na primeira semana de atividade, os bibliotecários já apresentavam certo domínio para com o
sistema, bem como com todos os processos de classificação, indexação e catalogação.
O processo de tratamento intensificou-se na segunda semana, onde foi constatado
crescimento de quase o dobro de livros inseridos na base de cadastramento de títulos. Foi
observado que os bibliotecários desenvolveram agilidade e domínio, respeitando os
procedimentos requeridos na representação da informação e desencadeando um trabalho
colaborativo, competente e de qualidade.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir da contratação temporária de bibliotecários para realizarem serviços de
tratamento de acervo bibliográfico, foi possível verificar inúmeros benefícios alcançados pela
instituição de ensino. Além do trabalho efetivo, rápido e consistente realizado, observou-se
que a biblioteca central não foi prejudicada, uma vez que não precisou de transferir
bibliotecários e auxiliares do corpo funcional para realizar o tratamento das novas coleções.
Com os benefícios alcançados, confirma-se a importância de empresas contratarem
consultores para tratamento de acervos, principalmente nos casos de grandes demandas de
material. Assim, os serviços rotineiros da unidade não ficam prejudicados com o desfalque
de pessoal. Por conseguinte, o mercado da prestação de serviços torna-se um campo
promissor para os profissionais que desejam trabalhar de forma desvinculada.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Tratamento de acervo. Aquisição de materiais.
Prestação de serviços bibliotecários.
REFERÊNCIAS

�BARROS, Laura de. Gerenciamento do Trabalho Terceirizado. In: BOOG, Magdalena (Coord): Manual de
Gestão de Pessoas e Equipes: Estratégias e Tendências. São Paulo: Gente, 2002.
GONÇALVES, José Ernestro Lima. Os novos desafios da empresa do futuro. Revista de Administração de
Empresas, São Paulo, v. 37, n. 3, p. 10-19 Jul./Set. 1997. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/rae/v37n3/a03v37n3.pdf&gt;. Acesso em: 19 set. 2013.
SANTA ANNA, Jorge; PEREIRA, Gleice. AMPLIANDO O CAMPO DE ATUAÇÃO BIBLIOTECÁRIA: O
BIBLIOTECÁRIO COMO CONSULTOR INFORMACIONAL. Revista ACB, Florianópolis, v. 19, n. 2, p. 163-173,
jul./dez., 2014.

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Documentação&#13;
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                <text>A prestação de serviços vem ganhando forças no mundo moderno, sobretudo à medida que as organizações perceberam as vantagens que podem ser obtidas ao contratarem esse tipo de serviço. Essa percepção ganhou força diante da competitividade e da necessidade de poupar recursos, uma tendência do mercado globalizado da atualidade. A literatura de Administração é unânime ao valorizar a adoção de estratégias que tornem as empresas mais competitivas. Para tanto, as empresas adentram-se em um ciclo de redução de custos, gerenciando com mais precisão o patrimônio organizacional (GONÇALVES, 1997). Visando poupar custos, uma das medidas adotadas é a contratação de serviços que visa, a priori, à redução de custos desnecessários (BARROS, 2002).</text>
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                    <text>PRIMEIROS PASSOS PARA ACESSIBILIDADE NA BCJC UEFS
Lívia S. M. Rabelo &lt;liviasandes@uefs.br&gt;, Luis Ricardo A. Silva &lt;lrasilva@uefs.br&gt;,
Clemilda S. dos Reis &lt;clereis@uefs.br&gt;, Solange dos S. Rocha &lt;solange@uefs.br&gt;, Tatiane
S. Santos &lt;tatisantos@uefs.br&gt;, Rejane M. R. Ribeiro &lt;rribeiro@uefs.br&gt;.

Universidade Estadual de Feira de Santana - BA.

Introdução
A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas
(ONU) apresenta direitos básicos, individuais e coletivos, inerentes a todos os seres
humanos, independente de etnia, sexo, nacionalidade, religião ou qualquer outra
condição (ONU, 1948). Dentre estes, inclui-se o acesso à informação em todos os
ambientes públicos de forma igualitária.
Neste sentido, a biblioteca como ambiente de inclusão social e promoção do
conhecimento tem por objetivo atender as necessidades informacionais de seus
usuários reais e potenciais, ou seja, todas as pessoas não importando a condição que
elas apresentem. Dessa forma as bibliotecas devem adequar seus espaços tornandoos efetivamente inclusivos.
Observando a complexidade do universo que tange às questões referentes à inclusão
social, percebe-se que, a:
[...] acessibilidade ou possibilidade de alcance aos espaços físicos, à
informação, aos instrumentos de trabalho e estudo, aos produtos e serviços diz
respeito à qualidade de vida de todas as pessoas [...] Assim, pessoas com
habilidades, necessidades e interesses variados, sejam ou não em decorrência
de envelhecimento ou de deficiências, poderão ser beneficiadas por propostas
de ambientes, produtos e serviços acessíveis, que não as discriminem (MELO,
2006, p.17).

No Brasil, a Associação Brasileira de Normas Técnicas através do Comitê Brasileiro de
Acessibilidade (ABNT/CB-40), elaborou em 1994 a NBR 9050, norma que trata da
acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos com o
objetivo de tornar todos os recintos acessíveis. Neste cenário, entende-se que os
espaços das bibliotecas e demais unidades de informação devem ser projetados ou
adaptados “para proporcionar à maior quantidade possível de pessoas, independente

�de idade, estatura ou limitação de mobilidade ou percepção, a utilização de maneira
autônoma e segura do ambiente” (ABNT, 2004).
O Ministério da Educação (MEC) através da Portaria 1.679, de 2 de dezembro de 1999,
institui que as bibliotecas universitárias ao serem avaliadas para aprovação e
reconhecimento de seus cursos devem obedecer os requisitos de acessibilidade da
NBR 9050.
A Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC) preocupada em desenvolver um espaço
inclusivo para os usuários, decidiu contribuir juntamente com a Administração Superior
da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) na elaboração da Política
Institucional de Educação Inclusiva.
Relato da experiência
Criada em 1976, a BCJC funcionou em espaço provisório por dez anos. No ano de
1986 a mesma foi transferida para um novo prédio, que ainda não contemplava as reais
necessidades de um ambiente acessível. Apesar da universidade não possuir neste
período uma política institucional de acessibilidade, a biblioteca adotou algumas ações
básicas para diminuir as barreiras de acesso ao atendimento dos usuários.
Na década de 90 (sec. XX) a biblioteca começou a se preocupar mais com questões
referentes à melhoria do acesso aos espaços físicos, inicialmente para os usuários de
cadeiras de rodas, solicitando a Administração da UEFS a construção de rampas de
acesso. Em 2006, foram adquiridas duas mesas de computadores adaptadas para
usuários de cadeiras de rodas, instaladas na Seção de Referência, e a aquisição de
obras em Braille e livros sonoros, além disso, houve uma capacitação da equipe da
biblioteca quanto ao atendimento a pessoas com deficiências.
No ano de 2010, a UEFS publicou a Portaria 1360, que instituiu uma Comissão para
elaborar a Política de Educação Inclusiva para a universidade, levando em
consideração o acesso e permanência de indivíduos que possuem algum tipo de
Necessidade

Educativa

Especial

(NEE)

ou

que

apresentam

particularidades

acentuadas em relação à maioria das pessoas. A Comissão foi constituída por
representantes de diversos setores da universidade, que em 2011 criou o Grupo
Permanente de Trabalho (GPT), tendo a BCJC como participante desse processo.

�A partir desse momento foram realizadas algumas ações para adequar a biblioteca as
demandas levantadas no GPT, como a implantação de tecnologias assistivas para
auxiliar as atividades de pesquisa dos usuários, a exemplo da instalação do sistema
operacional DOSVOX e do leitor de tela NVDA em computadores do Setor de
Referência. Além dessas iniciativas, solicitou-se em 2009 a Gerência de Projetos e
Obras (GEPRO) da UEFS um projeto de ampliação dos espaços físicos, que propõe
adequações de acessibilidade arquitetônicas, projeto este que foi aprovado pela
Reitoria, mas por falta de repasse de recursos financeiros advindos do Governo do
Estado da Bahia, a obra ainda não foi iniciada.
Considerações Finais
Compreendendo a acessibilidade como ideal para a inclusão social, a BCJC reconhece
que as ações realizadas ainda não suprem as reais necessidades dos seus usuários,
sendo que para isso é necessário mudanças mais substanciais. Neste sentido, vale
ressaltar, que além de se preocupar com as questões de acesso aos espaços, é
evidente a necessidade de conscientizar e desenvolver na equipe de trabalho ações de
acessibilidade atitudinal, que são os primeiros passos para tornar a biblioteca mais
acessível e inclusiva.
Palavras-chave: Acessibilidade. Biblioteca Universitária.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASIELIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2004.
MELO, A. M. Acessibilidade e design universal. In: PUPO, D. T.; MELO, A. Meincke;
FERRÉS, S. P. (Org.). Acessibilidade: discurso e prática no cotidiano das bibliotecas.
Campinas: UNICAMP/ BCCL, 2006.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Declaração Universal dos Direitos
Humanos. Paris, 1948.

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                <text>A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) apresenta direitos básicos, individuais e coletivos, inerentes a todos os seres humanos, independente de etnia, sexo, nacionalidade, religião ou qualquer outra condição (ONU, 1948). Dentre estes, inclui-se o acesso à informação em todos os ambientes públicos de forma igualitária. Neste sentido, a biblioteca como ambiente de inclusão social e promoção do conhecimento tem por objetivo atender as necessidades informacionais de seus usuários reais e potenciais, ou seja, todas as pessoas não importando a condição que elas apresentem. Dessa forma as bibliotecas devem adequar seus espaços tornando-os efetivamente inclusivos.</text>
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                    <text>XXVI CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
22 A 24 DE JULHO DE 2015

AÇOES QUE PROMOVEM A VISIBILIDADE DO BIBLIOTECARIO: O CASO
DOS BIBLIOTECARIOS DA UEFS
Autores:
Gerusa Maria Teles de Oliveira. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE
SANTANA. gerusa@uefs.br. Maria de Fátima de Jesus Moreira.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA. fmoreira@uefs.br.
Rejane Maria Rosa Ribeiro. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE
SANTANA. rribeiro@uefs.br
Introdução:
A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) possui um Sistema de
Bibliotecas denominado SISB-UEFS, composto pela Biblioteca Central e sete
bibliotecas setoriais.
As bibliotecas setoriais atendem a um público
diversificado composto por alunos do ensino fundamental, alunos do ensino
médio e publico especializado e a Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC)
que atende os alunos de graduação e pós graduação, além da comunidade
externa que frequenta e utiliza seus serviços. Esse universo é composto por
uma comunidade bastante diversificada que sabe pouco das funções
desempenhadas ou conhecem quase nada sobre o trabalho do bibliotecário, e
de que forma esse profissional pode ajudá-lo no decorrer da sua vida
acadêmica ou simplesmente auxiliá-lo na busca de materiais para pesquisa,
indicação de leitura e também de outros tipos de informação. Muitas vezes o
usuário nem sabe transmitir de forma clara o assunto que deseja pesquisar e
por desconhecer a função do bibliotecário, acaba não recorrendo ao auxilio
desse profissional. Outras vezes o profissional é confundido com o auxiliar
técnico que desempenha outras funções dentro da biblioteca.
Diante do quadro exposto, no dia do bibliotecário, 12 de março de 2015, a
Seção de Referência da BCJC realizou uma exposição com o tema
“Bibliotecário: profissional da informação”, oportunizando à comunidade
universitária e ao público que frequenta a Biblioteca Central Julieta Carteado a
conhecer as atividades e as funções que desempenha o profissional
bibliotecário.
Relato da experiência:
Este artigo foi elaborado a partir de uma abordagem qualitativa, do ponto de
vista metodológico, com ênfase no enfoque do bibliotecário e suas funções na
Universidade Estadual de Feira de Santana.

�O objetivo deste trabalho é mostrar como os usuários percebem o profissional
bibliotecário, já que são variadas as visões que estes têm do efetivo papel do
bibliotecário, especialmente no âmbito das bibliotecas universitárias. Nesse
sentido, a visibilidade profissional do bibliotecário pode estar ligado à função
teórica-pratica das atividades biblioteconômicas, adequando-se a um novo
modelo socioeconômico, a sociedade da informação, que exige dos
profissionais posturas diferenciadas no que se refere ao acesso e uso da
informação, onde o paradigma deixa de ser meramente o acervo, voltando-se
para as necessidades do usuário. Isso reflete na necessidade de ampliar o
perfil do profissional, quanto as suas competências e habilidades. Desse modo,
ações precisam ser realizadas para promover a visibilidade do bibliotecário, ou
melhor, “deve o próprio bibliotecário investir na divulgação de sua profissão,
desde o seu ingresso no curso, a fim de mostrar a sociedade quem é e o que
faz”. (FRAGA, MATOS, CASSA, 2008, p.2).
Visando divulgar o papel social e o fazer do bibliotecário, foi realizada por duas
semanas, uma exposição composta por fotos, cartazes, quadros e tabelas,
sobre o bibliotecário abordando os seguintes aspectos: perfil, locais e áreas de
atuação, função, universidades que oferecem o curso de biblioteconomia
(graduação e pós-graduação), Conselho Federal e Conselhos Estaduais de
Biblioteconomia, associações e sindicatos e a legislação referente à
Biblioteconomia.
Durante a exposição foi realizada uma coleta de dados, utilizando um
questionário com cinco questões, objetivando medir o conhecimento que
usuário possui sobre o profissional bibliotecário, em particular, os que atuam no
SISBI UEFS. Através deste questionário, foram levantados os seguintes dados:
Dos questionários aplicados, 70% foram respondidos por alunos de graduação,
15% por funcionários, 10% por alunos de pós-graduação, 3% pela comunidade
externa e 2% por professores. Onde se levantou que 70% dos usuários que
responderam conhecer o bibliotecário apenas 45% procuram este profissional,
sendo que os 55% restantes pedem informações ou sanam suas dúvidas
diretamente com o funcionário de atendimento. Dentre os usuários que buscam
o bibliotecário, 38% o fazem para cadastro ou resolver pendências na
biblioteca, 17% para serviços de normalização bibliográfica e 20% para
orientação quanto à busca no acervo.
Um dado chamou atenção, 16% dos entrevistados confiam no bibliotecário
para orientar sua pesquisa em bancos de dados e na Internet, o que evidencia
a preocupação do usuário em ter um bibliotecário intermediando o acesso à
informação.
Quanto ao atendimento prestado pelos bibliotecários, não teve nenhuma
resposta para a opção “ruim”, 45% das respostas foram para a opção “bom

�atendimento” e 35% para “ótimo”, o que evidencia a satisfação do usuário com
o atendimento dispensado pelo bibliotecário, conforme figura 01:
Figura 01 - Atendimento pelo Bibliotecário

Bom
Ótimo
Regular
Já o questionamento se a exposição esclareceu ou agregou mais informações
sobre o profissional bibliotecario, 95% das respostas foram que “sim”, o que
leva à concluir que a exposição e a pesquisa sobre o grau de conhecimento a
respeito do profissional bibliotecario alcancaram seus objetivos.
Considerações Finais ou Conclusões:
Percebe-se de acordo com a pesquisa que 80% dos entrevistados conhecem o
profissional bibliotecário. Assim, considera-se que a grande maioria, embora
saiba da existência do bibliotecário, desconhecem as suas atribuições e por
isso ele procura o atendente ao invés do bibliotecário para solicitar algum tipo
de ajuda em relação aos serviços oferecidos pela biblioteca a seus usuários.
Esse tipo de comportamento demonstra a necessidade de maior divulgação
das atividades do bibliotecário no SISBIUEFS, que se limita a apresentar o
profissional apenas no seminário para novos usuários, o que é insuficiente visto
que atinge uma única categoria: a discente. Diante do exposto, evidencia a
necessidade do SISBIUEFS elaborar um plano de ação que divulgue, de forma
mais abrangente, as atividades desse profissional da informação em todas as
categorias de usuários.

Palavras-chave: Bibliotecário. Marketing profissional. Biblioteca universitária.
Referência:
FRAGA, Nádia Elôina Barcelos; MATTOS, Carla Erler; CASSA, Gabriela de
Almeida. O Marketing profissional e suas interfaces: a valorização do
bibliotecário em questão. Perspect. ciênc. inf. v.13, n.2, Belo Horizonte,
maio/ago. 2008. Disponível em: &lt;
http://www.brapci,inf.br/_repositorio/2010/11/pdf_8e7623a468_0012839.pdf&gt;.
Acesso em 17 mar. 2015.

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                <text>A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) possui um Sistema de Bibliotecas denominado SISB-UEFS, composto pela Biblioteca Central e sete bibliotecas setoriais. As bibliotecas setoriais atendem a um público diversificado composto por alunos do ensino fundamental, alunos do ensino médio e público especializado e a Biblioteca Central Julieta Carteado (BCJC) que atende os alunos de graduação e pós-graduação, além da comunidade externa que frequenta e utiliza seus serviços. Esse universo é composto por uma comunidade bastante diversificada que sabe pouco das funções desempenhadas ou conhecem quase nada sobre o trabalho do bibliotecário, e de que forma esse profissional pode ajudá-lo no decorrer da sua vida acadêmica ou simplesmente auxiliá-lo na busca de materiais para pesquisa, indicação de leitura e também de outros tipos de informação. Muitas vezes o usuário nem sabe transmitir de forma clara o assunto que deseja pesquisar e por desconhecer a função do bibliotecário, acaba não recorrendo ao auxílio desse profissional. Outras vezes o profissional é confundido com o auxiliar técnico que desempenha outras funções dentro da biblioteca.</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
A BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL PROF. JOSÉ DE ANCHIETA
POMPERMAYER NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DO LEITOR ANCHIETENSE
Karla Curto. Instituto Federal do Espírito Santo - Campus Guarapari. email:
karla.valle@ifes.edu.br
Vanessa Barreto da Cruz. Prefeitura Municipal de Cariacica – Espírito Santo.
email: vannabcruz@hotmail.com
Maria de Lourdes Cardoso. Instituto Federal do Espírito Santo - Campus Vitória.
email: mcardoso@ifes.edu.br
Introdução
Na sociedade contemporânea, a capacidade de obter informação e gerar
conhecimento é fator fundamental. Entretanto, a cada dia aumentam as
discrepâncias sociais e econômicas entre os que possuem informação e aqueles
que têm acesso a ela. Neste âmbito, a biblioteca pública deve assumir o papel
determinante na disponibilização da informação e, por conseguinte, possibilitar o
desenvolvimento das práticas leitoras, obtendo-se, assim, a formação do leitor
crítico (BRASIL, 2000, p.17).
A Biblioteca Pública Municipal “Professor José de Anchieta Pompermayer”,
localizada no município de Anchieta- ES tem por finalidade transmitir o saber
socialmente acumulado, porquanto, para realizar tal feito, orienta-se conforme as
missões descritas em Manifesto da Organização das Nações Unidas para a
Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, 1994) sobre Bibliotecas Públicas, que
tem como condição essencial, "criar e fortalecer hábitos de leitura nas crianças
desde a mais tenra idade; apoiar tanto a educação individual e autodidata como a
educação formal em todos os níveis".
Entender-se-á, no presente estudo, a relevância da Biblioteca Pública Municipal
“Prof. José de Anchieta Pompermayer” no cenário sul-capixaba, pois tal
organização é provedora do desenvolvimento sócio e cultural, através do processo
de formação dos leitores e de suas ações que fomentam o hábito de leitura entre
os integrantes da comunidade e até de municípios vizinhos. Outrossim, a unidade
disponibiliza condições favoráveis de acesso à literatura e as informações, com
acervo atualizado para prática da leitura, pesquisa, auxiliando assim na busca do
conhecimento, ou seja, inserida na função educativa e a formação cultural do
indivíduo.
A pesquisa é um estudo de caso, com objetivo de descrever os projetos
desenvolvidos pela Biblioteca Pública Municipal “Professor José de Anchieta
Pompermayer”, mediante análise de documentos administrativos, visita in loco,

�material disponibilizado no site da Prefeitura de Anchieta-ES. De acordo com Gil
(2010, p. 121) “conduta imprescindível em qualquer estudo de caso”.
Resultados
A trajetória da Biblioteca Pública Municipal de Anchieta inicia-se em 1987, em uma
pequena sala na sede da Prefeitura Municipal de Anchieta. Com um acervo de
aproximadamente 300 livros e não eram catalogados. Em 1992, foi transferida
para outro espaço físico, tornando indispensável à organização do acervo,
ampliação do horário de atendimento e contratação e treinamento de profissionais
para administrar e gerenciar a unidade de informação.
A época de mudanças consistentes ocorreu a partir de 1994, esta marcada pela
inauguração da biblioteca, que passou a ter o nome de Biblioteca Pública
Municipal “Professor José de Anchieta Pompermayer”. A Instituição contou com a
aquisição de material bibliográfico, além de produtos como: mesas, cadeiras,
armários, fichários, ampliação do quadro de funcionários, implantação de serviços
culturais e de extensão.
Com o propósito de atingir seus objetivos, a Biblioteca sentiu a necessidade de
implantação de projetos para constituir um conjunto de ações e recursos
destinados a gerar vantagens para os usuários, desta forma: a unidade de
informação atualmente executa os seguintes projetos:
Projeto “Criança Contente, Criança Saudável” permite que crianças
hospitalizadas na pediatria do Hospital de Anchieta tenham acesso a obras de
literatura infantil, através do empréstimo de livros, da leitura e contação de
histórias, assim humanizando o ambiente hospitalar e auxiliando no processo
de recuperação da saúde.
Projeto “Inclusão Digital” tem como objetivo levar atividades para divertir e
educar, utilizando o note book, deste modo desviando crianças e adolescentes
das enfermidades. As visitas ocorrem semanalmente em pediatria do Hospital
e Maternidade do MEPES – Anchieta/ES.
Projeto “LAR: Ler, Aprender e Renascer” visa atender os internos da casa
de
passagem
“Lar
Renascer”,
proporcionando
momentos
de
prazer/aprendizagem e incentivo a leitura por meio do empréstimo de livros de
literatura infantil.
Projeto de Leitura “Melhor Idade” com intuito de incentivar os
frequentadores e idosos da Casa da 3º idade ao hábito da leitura é realizado
empréstimos de obras literárias, oportunizando assim, novos conhecimentos e
a integração social, ou seja, novas possibilidades e perspectivas para viver.
Projeto “Café Literário” é realizado num ambiente propício para o diálogo
que oportuniza o acesso da comunidade às obras literárias de autores
renomados. No cardápio, declamação de poesias, cantos, interpretações,
leituras.

�FELIVRAN – Feira do Livro de Anchieta o evento ocorre bienalmente, com o
objetivo de promover os livros, a leitura e o gosto pela leitura. Compõem as
ações do evento: exposição e comercialização de livros, palestras, oficinas,
distribuição de Vale Livro, encontros de escritores com leitores, espaços de
discussão e reflexão, peças teatrais, concurso de leitura, espetáculos,entre
outros.
Concurso de leitura “Anchieta cada dia uma nova leitura” acontece
durante a Feira do Livro de Anchieta com intuito de selecionar trabalhos
artísticos e projetos, tanto de alunos quanto de profissionais da educação em
efetivo exercício. A escolha se dá em 04 (quatro) categorias distintas, a saber:
A (desenho), B (contação de história), C (fotografia) e D (Projeto/Processo de
Trabalho).
A Biblioteca Móvel de Anchieta é um serviço de extensão da Biblioteca
Municipal “Professor José de Anchieta Pompermayer”. Destaca-se a exposição
itinerante, estruturada em um ônibus especialmente adaptado com prateleiras,
armários, banheiro, ar condicionado, microfone, televisão, alto-falante,
retroprojetor, computadores, DVD, sistema de som, mesas e cadeiras
dobráveis, toldo na área externa.
Considerações Finais:
Constatasse que a Biblioteca Pública Municipal “Professor José de Anchieta
Pompermayer” é de fundamental importância para os cidadãos do município de
Anchieta-ES e comunidade em torno, que além de atender as demandas dos
usuários, assume e exerce a sua missão enquanto instituição, de modo
participativo, agregando valores à comunidade, desenvolvendo as relações
sociais, a busca pelo conhecimento, e consequentemente, contribuindo para uma
educação de qualidade. Diante das informações a unidade de informação é uma
grande aliada na formação de leitores, fomentado por meio de suas ações
culturais, do acervo atualizado, diversificado englobando os mais variados
suportes, atendendo assim a demanda informacional.
Palavras-chave: Biblioteca Pública; Formação de leitores; Projetos de leitura
Referências:
BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil). Biblioteca pública: princípios e diretrizes. Rio
de Janeiro: Departamento de Processos Técnicos, 2000. 160 p. (Documentos
técnicos ; n.06).
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo:
Atlas, 2010.
Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas. 1994. Disponível em:
&lt;Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas - ArchiveIfla, &gt; Acesso em
05/12/2014.

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                <text>Na sociedade contemporânea, a capacidade de obter informação e gerar conhecimento é fator fundamental. Entretanto, a cada dia aumentam as discrepâncias sociais e econômicas entre os que possuem informação e aqueles que têm acesso a ela. Neste âmbito, a biblioteca pública deve assumir o papel determinante na disponibilização da informação e, por conseguinte, possibilitar o desenvolvimento das práticas leitoras, obtendo-se, assim, a formação do leitor crítico (BRASIL, 2000, p.17). A Biblioteca Pública Municipal “Professor José de Anchieta Pompermayer”, localizada no município de Anchieta- ES tem por finalidade transmitir o saber socialmente acumulado, porquanto, para realizar tal feito, orienta-se conforme as missões descritas em Manifesto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, 1994) sobre Bibliotecas Públicas, que tem como condição essencial, "criar e fortalecer hábitos de leitura nas crianças desde a mais tenra idade; apoiar tanto a educação individual e autodidata como a educação formal em todos os níveis".</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
A ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO EM EMPRESAS DE COMÉRCIO
ELETRÔNICO
Vanessa Ferreira Rodrigues Pereira. UNIRIO. E-mail vanefrp@hotmail.com
Daniela Spudeit. UNIRIO. E-mail danielaspudeit@gmail.com
Discorre sobre as empresas de comércio eletrônico que se apresentam
como um novo campo de atuação profissional para bibliotecários na atual
sociedade que possui a internet como a representante mais importante das novas
tecnologias. A internet além de ser um meio de comunicação fundamental na vida
da população, contribui para o desenvolvimento de diversos novos setores no
mercado de trabalho, a criação de novas profissões e o desenvolvimento de novos
campos de atuação para outras profissões, como a do bibliotecário.
O e-commerce, abreviação em inglês para eletronic commerce que em
português traduz-se para comércio eletrônico, é um verdadeiro exemplo dessa
expansão e significa o comércio realizado por meio da internet, isto é, a escolha
do produto e as transações financeiras são efetuadas através do computador ou
de qualquer outro dispositivo conectado. O comércio eletrônico torna-se um
ambiente completamente distinto e pré-disposto a receber profissionais da
informação, inclusive bibliotecários tornando-se uma verdadeira revolução frente
aos novos círculos de atuação deste profissional.
Este trabalho tem como objetivo identificar e apresentar um novo ramo do
mercado de trabalho para os bibliotecários demonstrando que sua atuação não
está limitada somente às bibliotecas, mas a qualquer ambiente onde a informação
é entendida como elemento fundamental para o desenvolvimento das atividades.
Para tanto, analisou-se as atividades desenvolvidas por bibliotecários em
empresas de comércio eletrônico demonstrando seu diferencial e seu olhar clínico
necessário frente à atuação na esfera da internet.
Ao analisar o currículo das Escolas de Biblioteconomia do Estado do Rio de
Janeiro (UFF, UNIRIO, UFRJ) percebe-se que elas tem entre suas disciplinas o
aporte teórico condizente com as competências necessárias para o bibliotecário
atuar em novos campos do mercado de trabalho com disciplinas voltadas para
Gestão/ Administração, Análise da Informação, Arquitetura da Informação, Gestão
Estratégica da Informação e do Conhecimento, Análise Documentária,
Normalização e Indexação, Recuperação da Informação, Marketing, entre outras
os tornando aptos para atuar em diferentes espaços de atuação dentro e fora das
tradicionais bibliotecas.
Valentim (2000) dividiu os espaços de atuação do bibliotecário em três
grandes grupos profissionais no mercado de trabalho: Mercado informacional
tradicional, Mercado informacional existente não ocupado e Mercado informacional
– tendências.
Neste estudo, focou-se nas empresas de comércio eletrônico que se
caracterizam na segunda categoria – mercado informacional existente não
ocupado proposta por Valentin (2000). Dentro desse ambiente, os egressos dos
cursos de Biblioteconomia da UFF, UFRJ e UNIRIO possuem as competências

�necessárias para atuar visto que tiveram disciplinas formativas que os
possibilitaram desenvolver as habilidades e construir os conhecimentos.
As empresas privadas, provedores de Internet e bancos de dados também
representam mercados informacionais existentes e não ocupados, mesmo não
possuindo bibliotecas no ambiente de trabalho, esses locais podem aproveitar as
funções e habilidades do bibliotecário.
Com base em vários autores como Drucker (2000), Albertin (1998),
Nakamura (2011), Kiniz e Knaesel (2002), Toledo (2013) são apresentados
conceitos, histórico, características e vantagens dos serviços ofertados pelas
empresas de comércio eletrônico representando uma quebra de paradigmas na
economia e na forma como as pessoas utilizam a Internet. No fluxo que envolve o
comércio eletrônico apresentado por Nakamura (2011, p. 14) é possível verificar
os fluxos de informação existentes e onde o bibliotecário pode atuar:
Em uma pesquisa realizada em 2003, Baptista (2004) cita que o assunto é
novo e encontra-se em fase exploratória uma vez que o número de bibliotecários
presentes em ambiente web ainda é singelo. No entanto, após as análises e
pesquisas realizadas em torno da área de Biblioteconomia e outras como
Tecnologia da Informação e Marketing, é nítida a relação que existe entre as
funções do bibliotecário e as habilidades necessárias para o desenvolvimento de
um site especializado em comércio eletrônico principalmente no que diz respeito
às aplicações de técnicas de SEO para um bom posicionamento no mecanismo de
busca que domina a Internet como o Google.
Tarapanoff, Suaiden e Oliveira (2002) constataram que o bibliotecário é um
“especialista da informação” que hoje é contratado para trabalhar em qualquer
empresa que lide com a informação. Um site de comércio eletrônico se insere
nesse quadro e necessita das práticas biblioteconômicas para garantir seu
sucesso frente a este novo e competitivo mercado.
Quanto aos procedimentos metodológicos, foi uma pesquisa descritiva,
exploratória, bibliográfica e quanti-qualitativa, O universo da pesquisa foi composto
por bibliotecários e estudantes de Biblioteconomia que estivessem atuando com
comércio eletrônico no Estado do Rio de Janeiro. Por meio das entidades de
classe do Rio de Janeiro e das mídias sociais verificou-se que 23 pessoas tinham
o perfil desejado para compor o universo da pesquisa, porém, somente 18
aceitaram participar da pesquisa, sendo 72% provenientes da UNIRIO e 28% da
UFRJ. Não teve nenhum bibliotecário ou estudante de Biblioteconomia que atue
com comércio eletrônico que quis participar da pesquisa.
Como instrumento de coleta de dados, foi usado um questionário enviado
por e-mail composto por treze perguntas abertas e fechadas a fim de atingir os
objetivos propostos na pesquisa.
Em relação aos resultados, foi feita uma análise aprofundada com base no
levantamento bibliográfico e percebeu-se que 62% eram estudantes que faziam
estágios em empresas de comércio eletrônico e 38% eram bibliotecários que já
atuavam em empresas de comércio eletrônico. Quando questionados sobre como
souberam da vaga 45% respondeu que foi por indicação de outros colegas e 28%
soube por sites de emprego.
Deste universo que compõe a pesquisa, 84% são usuários ativos de sites
de e-commerce. Entretanto, quando questionados sobre a relação que existe entre
sites de comércio eletrônico e um novo campo de atuação dos bibliotecários, 84%
dos participantes responderam de forma negativa. Foi constatado que 72% dos

�participantes acreditam que as disciplinas cursadas na faculdade auxiliam no
trabalho conforme vários depoimentos dados.
A respeito das disciplinas oferecidas, 62% não enxergam as instituições de
ensino em Biblioteconomia como fomentadoras de novas alternativas para o
mercado de trabalho, ao contrário, acreditam que as faculdades valorizam em
demasia as disciplinas tradicionais, não tendo espaço para as novidades tanto do
mundo acadêmico quanto do mercado de trabalho.
Em relação às dificuldades para exercer atividades no campo do comércio
eletrônico, mais da metade (67%) sente segurança para executar suas tarefas
neste meio enquanto que 33% dos participantes alegam dificuldades uma vez que
não existe o reconhecimento profissional por conta da empresa e superiores.
Diante do estudo realizado, é possível afirmar que bibliotecários são
profissionais aptos para exercer suas funções em ambientes profissionais
diferentes das bibliotecas como foi o caso das empresas de comércio eletrônico
analisada neste trabalho que lidam com diferentes fluxos informacionais.
Os bibliotecários possuem formação em disciplinas voltadas para
desenvolvimento das competências necessárias e estão aptos a trabalhar em
diferentes espaços na web auxiliando na organização, controle, disseminação,
recuperação das informações para gerar um diferencial competitivo para essas
empresas na web.
Palavras-chave: Comércio eletrônico. Bibliotecários. Campo de atuação
Referências:
ALBERTIN, Alberto. Luiz. Comércio eletrônico: benefícios e aspectos de sua
aplicação. RAE: Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 38, n. 1, p.
52-63, jan./mar. 1998.
DRUCKER, Peter. Além da Revolução da Informação. HSM Management, Ano 4,
n. 18, jan./fev., p. 1-9 2000.
KINIZ, Mauricio; KNAESEL, FrankJuergen.Realidade Virtual em aplicações de
comércio eletrônico. Instituto Catarinense de Pós Graduação. Santa Catarina:
2002.
NAKAMURA, A. M. Comércio eletrônico: riscos nas compras pela internet.
Monografia, Faculdade de Tecnologia de São Paulo. São Paulo, 2011.
TARAPANOFF, Kira, SUAIDEN, Emir; OLIVEIRA Cecília Leite. Funções sociais e
oportunidades para profissionais da informação .DataGramaZero, Revista de
Ciência da Informação, v.3, n.5, out, 2002.
TOLEDO, P. E. R. Análise geográfica do comércio eletrônico: notas preliminares.
Observatorium: Revista Eletrônica de Geografia, v.5, n.15, p. 107-121, dez. 2013
VALENTIM, L. P. V. O moderno profissional da informação: formação e
perspectiva profissional. Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf., Florianópolis,
Brasil, n.9, p.16-28, 2000.

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TECNOLOGIAS ASSISTIVAS NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
BRASILEIRAS E PORTUGUESAS: AÇÕES E ESTRATÉGIAS
Isabel Diniz
Universidade Federal do Maranhão, Brasil, Universidade de Aveiro, Portugal, icristina@ua.pt

Ana Margarida Almeida
Universidade de Aveiro, Departamento de Comunicação e Arte, Portugal, marga@ua.pt

Cassia Furtado
Universidade Federal do Maranhão, Brasil, cassia.furtado@ufma.br

Introdução
A Sociedade da Informação (Castells, 2011) aponta desafios às comunidades, aos
ambientes educacionais e às bibliotecas que, por força do atual cenário, têm vindo a
evoluir no sentido de criar estratégias que permitam o acesso das pessoas com
necessidades especiais às tecnologias de informação e comunicação (TIC). Tais
estratégias

poderão

favorecer

à

eliminação

de

barreiras

arquitetônicas,

a

comunicação, o acesso físico a espaços que permitam a sua socialização, a
disponibilização de programas adequados e a apresentação da informação em
formatos alternativos que permitam a leitura e a escrita viabilizando o seu acesso a
educação.
As tecnologias que permitem o acesso à informação economizam e dinamizam o
tempo dos seus utilizadores que necessitam de informações para suprir as suas
necessidades informacionais que podem ser diversificadas. No entanto, o que para
alguns são apenas mecanismos de facilitação, para outros, como aqueles que
apresentam algum tipo de limitação, os recursos tecnológicos, em especial as
tecnologias assistivas direcionadas para a educação, podem ser considerados como o
único meio de estabelecer contato com a sociedade do conhecimento (Silva &amp;
Barbosa, 2011; Poty, Alencar, Soares, Andrade &amp; Ramos, 2012; Pereira &amp; Nonato,
2014).
Nessa perspectiva, as universidades desempenham um papel primordial na aquisição
e desenvolvimento do conhecimento científico, sendo a biblioteca universitária vista
como a mediadora e a responsável por disponibilizar o conhecimento produzido pela
instituição de ensino superior aos seus utilizadores. Para que isto ocorra, é necessário
que a mesma tenha uma infraestrutura mínima, com recursos humanos preparados,
equipamentos e suportes informacionais adequados (tecnologia assistiva), que deem
aos estudantes com necessidades especiais, a possibilidade de acessar a informação.
Fundamentalmente, a biblioteca universitária deve desenvolver ações e projetos de
implantação e uso de tecnologias assistivas, visando contribuir para a entrada,

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permanência e conclusão dos percursos formativos dos estudantes com necessidades
especiais.
Esta reflexão é sustentada pelos contributos da “Teoria da epistemologia social”, que
surgiu como uma alternativa ao modelo médico de deficiência que reconhece a lesão,
a doença ou a limitação física que a pessoa possui como a causa primeira da
desigualdade social, e das desvantagens vivenciadas pela mesma, ignorando o papel
das estruturas sociais como opressoras e marginalizadoras da pessoa com deficiência
(Bampi; Guilhem; Alves, 2010).
Para o “Modelo Social” ou para a “Teoria da epistemologia social”, a causa de todos os
problemas da pessoa com necessidades especiais está na estrutura social e não na
pessoa, ou seja, “[…] a deficiência não deve ser entendida como um problema
individual, mas uma questão da vida em sociedade, o que transfere a responsabilidade
pelas desvantagens das limitações corporais do indivíduo, para a incapacidade da
sociedade, em prever e se ajustar à diversidade.” (Bampi; Guilhem; Alves, 2010, p. 3).
É neste contexto que se sublinha a importância de valorizar a compreensão da
deficiência pela sociedade e tratar de forma igual sem distinção a pessoa com
necessidade especial, com direitos e deveres, ou seja, como um cidadão.
A partir daí, diversas reflexões nos levaram à percepção de que a inclusão de pessoas
com necessidades especiais em ambientes sociais e educacionais depende do
reconhecimento e aceitação da sociedade. Importa, pois, investigar práticas, projetos e
outras iniciativas, na tentativa de amenizar o distanciamento existente e a segregação
sofrida pelas pessoas com necessidades especiais através da história, e favorecer a
concretização dos direitos e do exercício de sua cidadania.
Neste sentido, e considerando o atual desconhecimento dos cenários portugueses e
brasileiros neste campo, esta pesquisa buscou encontrar resposta para a seguinte
questão: quais as experiências das bibliotecas universitárias brasileiras e portuguesas
quanto a adoção e o uso de tecnologias assistivas para auxiliar os estudantes
universitários com necessidades especiais no seu percurso acadêmico?
Dessa forma, traçou-se como objetivo da pesquisa identificar e analisar as
experiências das bibliotecas universitárias da Universidade Federal do Maranhão
(Brasil) e da Universidade de Aveiro (Portugal) quanto a adoção e uso de tecnologias
assistivas, procurando identificar e compreender as ações e projetos desenvolvidos.
Logo, a presente proposta pretende trazer contributo para aprofundar o conhecimento
na área das “bibliotecas universitárias inclusivas”, entendidas como aquelas
instituições que não estão apenas estruturadas com todos os recursos tecnológicos e
soluções de acessibilidade, mas que desenvolvem e promovem ações e projetos que

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atraem e estimulam os usuários que possuem algum tipo de limitação a participarem
ativamente das atividades. Agindo dessa forma, a biblioteca propiciará a esse
indivíduo o exercício e a garantia de seus direitos e a cidadania, integrando-o, através
da educação, e respeitando as suas necessidades e potencialidades individuais.
Método de pesquisa

A pesquisa a realizar será de natureza descritiva, com abordagem qualitativa e
organizar-se-á de acordo com as seguintes fases: (i) contato com as bibliotecas
universitárias brasileira e portuguesa; (ii) preparação do inquérito questionário e
organização da técnica de recolha de dados; (iii) pré-testagem do inquérito; e (iv)
aplicação do inquérito por questionário aos diretores/coordenadores e bibliotecários
lotados em cada Instituição de Ensino Superior. A posteriori, será feita a análise de
dados, o tratamento estatístico, a interpretação dos dados, e a escrita e explanação de
conclusões.
Resultados

Os resultados que nos propomos a alcançar permitirão traçar as várias experiências
das bibliotecas da Universidade Federal do Maranhão (Brasil) e da Universidade de
Aveiro (Portugal) quanto a adoção e uso de tecnologias assistivas, bem como a
identificação e compreensão das ações e dos projetos desenvolvidos.
Discussões

Será necessário confrontar os resultados obtidos sobre as experiências das bibliotecas
da Universidade Federal do Maranhão (Brasil) – UFMA- e da Universidade de Aveiro
(Portugal) – UA - quanto a adoção e uso de tecnologias assistivas. Considerando que
a presente pesquisa insere-se num trabalho de doutoramento que ainda se encontra
em fase de realização, esta confrontação será publicada em um trabalho futuro.
Conclusão

Da observação preliminar já efetuada fica claro que as bibliotecas da UFMA (Brasil) e
da UA (Portugal) vêm, ao longo de seus percursos, adotando e utilizando as
tecnologias assistivas para auxiliar seus estudantes com necessidades educativas

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especiais. Porém, existe uma diferença grandiosa quanto a estruturação, mobiliário e
equipamentos tecnológicos utilizados em ambas bibliotecas. Ressalta, também, que a
biblioteca universitária portuguesa se destaca por ter muito mais experiência e por
desenvolver mais projectos e ações inclusivas, consequência da preparação mais
sólida de seus bibliotecários. É no contexto desta observação preliminar que se
desenha a pertinência de conduzir o estudo descrito, que permitirá efetuar uma
reflexão mais aprofundada acerca do fenómeno a investigar.
Palavras-chave: Acessibilidade; Tecnologias Assistivas; Necessidades Educativas
Especiais; Biblioteca Universitária; Biblioteca Inclusiva.
Referências
Bampi, L. N. da S., Guilhem, D., &amp; Alves, E. D. (2010, jul.\ago.). Modelo social: uma nova
abordagem para o tema deficiência. Rev. Latino-Am. Enfermagem, 18 (4), 1-9. Disponível
em: www.eerp.usp.br/rlae. [Acedido em: 22-01-2015].
Castells, M. (2011). A sociedade em Rede: a era da informação: economia, sociedade e
cultura. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
Pereira, R. C. B., &amp; Nonato, E. M. N. (2014, novembro). A gestão dos serviços informacionais
no sistema de bibliotecas da universidade federal de goiás: acessibilidade para pessoas
com deficiência física, visual e auditiva. Paper apresentado no 18º Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, Belo Horizonte, MG, Disponível em:
https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/anais/. [Acedido em: 12-02-2015].
Poty, E. P., Alencar, B. R. O. C., Soares, S. A., Andrade, V. A. S., &amp; Ramos, K. M. (2012, julho).
Acessibilidade: adequação das bibliotecas universitárias de Teresina aos portadores de
deficiência visual. Paper apresentado no 35º Encontro Nacional de Estudantes de
Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação e Gestão da Informação, Belo
Horizonte, MG, Disponível em:
portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/moci/article/download/.[Acedido em: 01-02-2015].
Silva, H. O. P., &amp; Barbosa, J. S. (2011, março). A relação deficiente visual e a biblioteca
universitária: a experiência do Centro de Atendimento ao Deficiente visual – CADV da
Universidade Federal de Minas Gerais. Múltiplos Olhares em Ciência da Informação, Belo
Horizonte, 1 (1). Disponível em:
http://www.portal.ufpr.br/Acessibilidade/A%20relacao_deficiente_visual_e_biblioteca_univer
sitaria.pdf.[Acedido em: 01-02-2015].

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
AROMAS COMO FONTE DE INFORMAÇÃO: UMA AROMATECA PARA A
FACULDADE SENAC FLORIANÓPOLIS
Celina Silveira Medeiros. Faculdade Senac Florianópolis
celina.medeiros@sc.senac.br
Jaqueline Santos Bernardo. Faculdade Senac Florianópolis.
jaqueline.santos@sc.senac.br
Jorge Moisés Kroll do Prado. Departamento Regional Senac SC.
jorge.prado@sc.senac.br
Rosiane Maria. Faculdade Senac Florianópolis. rosiane.maria@sc.senac.br
INTRODUÇÃO
As bibliotecas universitárias consolidam-se como importantes espaços de
mediação da informação dentro do ambiente acadêmico, fornecendo apoio para
atividades de ensino, pesquisa e extensão. Seus produtos e serviços são
construídos de modo a atender sua comunidade de usuários reais, mas também
com prospecção aos potenciais.
Segundo Tarapanoff (1982) a função da biblioteca universitária é oferecer
infra-estrutura bibliográfica, documentária e informacional para atender as
atividades da universidade, mas concentrando seus objetivos nas necessidades
informacionais do indivíduo que é membro da comunidade universitária.
A biblioteca da Faculdade de Tecnologia Senac em Florianópolis surgiu em
29/10/2010 e seu público-alvo é composto pelos corpos docente e discente,
colaboradores e a comunidade em geral. Seu acervo é constituído por livros,
folhetos, teses, dissertações, dicionários, enciclopédias, catálogos, revistas,
jornais, normas técnicas, fotografias, CDs, DVDs, audiobooks, mapas, jogos e
bandeiras de tecido.
Estrategicamente, ela atua de forma a contribuir para a formação da
comunidade acadêmica. Para tal, desenvolve produtos e serviços informacionais
como Sumário Corrente de artigos de periódicos, oficinas de capacitação, eventos
técnicos e culturais, treinamentos, ações socioculturais e outros. O delineamento
das atividades está com base em sua missão, que é o de se tornar um “centro de
excelência em informação especializada em comércio e serviços” (OLIVEIRA,
2008, p. 179) e nas propostas educacionais de trabalho da instituição, modeladas
pela educação por competências.
Segundo Perrenoud (1999, p. 09) competência é a “capacidade de agir
eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimentos,
mas sem limitar-se a eles”. Assim, o intuito da educação por competência é

�desenvolver habilidades nos alunos que os permita agir aplicando além de seus
conhecimentos, o que Perrenoud (1999, p. 09) chama de “vários recursos
cognitivos complementares”.
Deste modo, a educação por competência é mista de diversas estratégias
educacionais que pretendem, além de agregar conhecimento aos alunos, também
os instigar no desenvolvimento de diferentes habilidades que os tornem
competentes na vida profissional. Perrenoud (1999, p. 32) ressalta que essas
“competências são importantes metas da formação, pois elas podem responder a
uma demanda social dirigida para a adaptação ao mercado e às mudanças e
também podem fornecer os meios para apreender a realidade e não ficar indefeso
nas relações sociais.”
Com vista na educação por competência, a biblioteca do Senac busca
sempre estar atenta as necessidades informacionais dos discentes da faculdade,
independentemente do tipo ou suporte em que se encontre a informação. Uma vez
que, o manuseio de diferentes tipos de fontes de informação é importante para
que o aluno possa desenvolver suas habilidades, o objetivo da Aromateca é
complementar o que é ensinado em sala de aula.
RELATO DA EXPERIÊNCIA
Pautada na educação por competências e de que as necessidades
informacionais dos indivíduos devem ser supridas com as mais diferentes fontes
de informação, a aromateca vem para auxiliar na formação discente e servir como
ferramenta de apoio docente para os cursos do eixo de Gastronomia dentro da
instituição.
A proposta foi elaborada inicialmente pela equipe da Biblioteca Universitária
que reuniu profissionais da área específica (coordenação de curso e professor
com certificação ProChef). Essa parceria foi essencial, pois proporcionou
identificar com mais facilidade e efetividade quais os primeiros produtos que
comporiam o acervo, já que há uma gama de elementos que poderiam ser
utilizados.
Junto do professor da área, foram identificados os principais dados que
deveriam ser inseridos no momento da catalogação: nome, tipo (semente, mistura,
grão, erva ou extrato), composição, cor, origem (geográfica ou gastronômica),
nome científico, nomes populares, uso na culinária e outras informações. Todos os
produtos foram inseridos no catálogo coletivo da Rede de Bibliotecas do Senac
SC, que é gerenciado pelo Sistema Pergamum.
A estante com os materiais ficou na própria Biblioteca, para que não
somente os alunos envolvidos com o eixo gastronômico tenham acesso, mas toda
a comunidade acadêmica. Cada frasco foi identificado com uma etiqueta contendo
o nome, número de acervo e de exemplar.
A próxima etapa agora é atualizar a Política de Gestão de Estoques
Informacionais, uma vez que esta fonte informacional demanda quesitos um pouco
incomuns para este documento, como o prazo de validade, determinante para o
descarte e reposição do produto.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
Mediante o exposto percebe-se que a Biblioteca da Faculdade Senac se
preocupa em atender e dar suporte informacional a todos os cursos da Instituição.
A Aromateca além de ser mais uma conquista da unidade também é a prova de
que quando o corpo técnico e a equipe docente trabalham em harmonia o
resultado é sempre positivo.
A Aromateca da Biblioteca da Faculdade Senac é pioneira na aquisição
deste tipo de acervo em Santa Catarina e na região Sul do Brasil e portanto estará
de portas abertas para visitas de quem dela necessitar e complementar seus
estudos na área gastronômica, já que o objetivo da Unidade é levar informação de
qualidade às comunidades interna e externa.
Conclui-se portanto o projeto com grande satisfação e a certeza de que a
Aromateca servirá de suporte informacional aos alunos de Gastronomia do Senac
e a todos que dela necessitarem. Pretende-se com o acervo atrair e satisfazer
usuários que fazem dos aromas seu instrumento de trabalho ou que simplesmente
os utilizam o cheiro para recordarem lembranças boas da vida.
Palavras-chave: Biblioteca
Gastronomia. Aromas.

universitária.

Educação

por

competências.

REFERÊNCIAS
OLIVEIRA, Daniela Assis de. Utilização de um plano estratégico de marketing
como instrumento decisório na gestão da biblioteca do Senac Florianópolis.
Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 13, n. 1, p.
174-188, jan./jun. 2008.
PERRENOUD, Philippe. Construir as competências desde a escola. Porto
Alegre: Artmed, 1999. 90 p.
SENAC. Biblioteca. Disponível em: &lt; http://www.sc.senac.br/biblioteca&gt;. Acesso
em: 23 mar. 2015.
TARAPANOFF, Kira. A biblioteca universitária vista como uma organização social.
In: Estudos avançados em biblioteconomia e ciência da informação. Brasília:
ABDF, 1982. p. 73-99.

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                <text>As bibliotecas universitárias consolidam-se como importantes espaços de mediação da informação dentro do ambiente acadêmico, fornecendo apoio para atividades de ensino, pesquisa e extensão. Seus produtos e serviços são construídos de modo a atender sua comunidade de usuários reais, mas também com prospecção aos potenciais.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Resumo:
As bibliotecas universitárias são organismos prestadores de serviços e produtos a
usuários/clientes, no qual a demanda por informação em tempo hábil e a busca
por um atendimento de qualidade tornou-se essencial para a sustentabilidade
nesse novo cenário. A Gestão da Qualidade Total – GQT, ou Total Quality
Management – TQM, é uma filosofia gerencial de grande utilidade para o
planejamento estratégico da biblioteca universitária, haja vista que ela sistematiza
os processos, agiliza o tempo de resposta e maximiza os resultados. O presente
trabalho analisa a bibliografia debatida nas áreas de Engenharia de Produção e
Biblioteconomia, que são voltadas para a qualidade, e aborda algumas
ferramentas da TQM que podem ser vistas como mecanismos gerenciais, além de
analisar as perspectivas e tendências futuras na área da GQT voltadas para a
gestão em bibliotecas universitárias.
Palavras-chave: Gestão da Qualidade Total. TQM. Bibliotecas Universitárias.

A GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL E A APLICABILIDADE DE FERRAMENTAS
DA TQM EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: ABORDAGEM ATUAL E
PERSPECTIVAS FUTURAS

Diego Leonardo de Souza Fonseca (IFAM) – diego.fonseca@ifam.edu.br

1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas universitárias são organizações produtoras e disseminadoras
de informação em todos os âmbitos da sociedade, no qual os seus produtos e
serviços atingem tanto a comunidade interna de usuários (usuários da
universidade) quanto a comunidade externa (demanda social) com o intuito de
atender a necessidade informacional e garantir a satisfação dos usuários/clientes.

�Em meio a realidade e aos novos padrões organizacionais em que as
bibliotecas estão inseridas, a Gestão da Qualidade Total – GQT ou Total Quality
Management (TQM) – surge como uma filosofia organizacional imprescindível
para atender as novas demandas de busca por serviços e produtos de qualidade.
De acordo com Fêo (2003) a TQM é um sistema administrativo que analisa, de
forma sistêmica, as relações entre a necessidade do usuário/cliente, os produtos e
serviços e a perspectiva dos mesmos diante das resultantes dessa relação.
A gestão da qualidade surgiu com enfoque voltado para a área de
manufatura, partindo de uma filosofia voltada para a melhoria contínua dos
processos e o aperfeiçoamento dos produtos e serviços oferecidos aos clientes
(PIMENTA, 2000). Na biblioteca, nota-se que esse panorama de busca pela
eficiência e eficácia nos processos de atendimento e satisfação vem crescendo de
maneira dinâmica, haja vista a mudança de perfil dos usuários/clientes que
demandam a informação em tempo hábil.
De acordo com Gleich (2011) as bibliotecas universitárias são unidades
essenciais na contribuição para a difusão do conhecimento, da pesquisa e da
extensão na universidade. Por meio disto, nota-se que as bibliotecas universitárias
assumem um papel importante no processo produtivo da informação nas
instituições universitárias, desde a recepção, manutenção e tratamento da
informação até a disseminação para a o usuário/cliente.
2 GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
A GQT aborda mecanismos de avaliação e otimização dos processos
produtivos, para tal, conta com ferramentas de gestão essenciais para
diagnosticar, mensurar procedimentos, propor mudanças e, por fim, avaliar o grau
de satisfação dos usuários. Em volto desse cenário, as bibliotecas universitárias
apresentam-se como organizações geradoras de serviços e produtos para
atendimento de uma demanda crescente e exigente, seus usuários/clientes
(SILVA, 1999).
Conforme aponta Vergueiro (2002) a busca pela qualidade se tornou uma
das marcas registradas desde a segunda metade do século XX, e no século XXI, a

�busca por essa marca tornou-se uma exigência de mercado e sobrevivência
organizacional cada vez mais presente. Bueno (2005) aponta dois aspectos para a
melhoria contínua, que devem ser evidenciados no processo de análise da
qualidade: os aspectos internos e externos. Os aspectos internos estão ligados a
conduta e comprometimento do pessoal, caracterizando a mudança de cultura
organizacional. Já os aspectos externos estão ligados a visão do usuário/cliente
diante desse cenário e o reconhecimento dele diante da dinâmica na busca pela
satisfação do atendimento de suas necessidades.
A visão da biblioteca universitária como uma organização de extensão que
representa a instituição na qual ela esta atrelada, garante maior visibilidade
institucional e valorização do serviço e produto oferecido ao cliente/usuário.
Amaral (1990) fala sobre o foco no planejamento das bibliotecas institucionais, que
mudaram suas características de mera organização detentora de informação para
uma organização pautada na visão holística do mercado e nas transformações do
macroambiente. A adoção de procedimentos de planejamento ligados ao
marketing garante a sustentabilidade da biblioteca dentro da realidade de
competitividade na qual ela está inserida, no caso das bibliotecas universitárias,
no contexto da exigência da demanda que ela vem sofrendo, por pesquisadores,
alunos, profissionais, e outras organizações.
A garantia da sustentabilidade da biblioteca numa realidade organizacional
competitiva está ligada ao seu posicionamento estratégico nesse novo contexto.
Silva, Schons e Rados (2006) abordam um modelo de gestão estratégica para a
biblioteca universitária baseada em três pilares do planejamento: comunicação,
efetivação e a proposta. Ou seja, a biblioteca universitária é um sistema complexo
que necessita buscar formas e mecanismos para garantir a sua sustentabilidade
nesse novo contexto social na qual está inserida.
A GQT vem sendo uma importante “chave” administrativa para a
manutenção de bibliotecas universitárias no âmbito da sustentabilidade, por
conseguinte, a visão organizacional precisa ser moldada nas novas perspectivas
de mercado.

�De nada adianta investir em inovação, se não houver uma preocupação
com a qualidade da prestação de serviços oferecida ao usuário/cliente da
biblioteca, pois o que garante a sua sobrevivência de mercado é o seu
posicionamento estratégico voltado para a comunidade que atende (AMARAL,
1999). Porém, a GQT necessita ser implementada a partir da sincronia entre a
visão estratégica institucional e as perspectivas organizacionais da biblioteca,
perpassando desde o oferecimento de um serviço e produto com qualidade,
analisando e acompanhando o grau de eficiência deste produto, até uma análise
de mercado para investir em inovações e tendências para o atendimento das
futuras demandas.
Nota-se, que a biblioteca universitária, assim como outras tipologias de
bibliotecas, estão inseridas em uma realidade de mudanças constantes na busca
de atendimento de demandas. Nesse enfoque, a GQT passou a ser entendida
como uma ferramenta administrativa essencial e de sobrevivência, não apenas
inovadora. Barbêdo e Vergueiro (2006) relacionam os serviços oferecidos pela
biblioteca à busca pela excelência, abordando a qualidade dos serviços como um
elemento estratégico, enfatizando, inclusive, a GESPÚBLICA – Programa Nacional
de Gestão Pública e Desburocratização -, como uma alternativa na busca de
melhorias na qualidade dos serviços nas bibliotecas universitárias.
Segundo Rebello (2005) as bibliotecas universitárias precisam estar
inseridas no contexto de um desempenho técnico e gerencial que busque a
eficiência e a melhoria contínua em um ambiente de mudanças. Diante de um
novo e atual cenário de exigências de demandas, as bibliotecas universitárias
estão enfrentando uma nova realidade de sobrevivência organizacional, passando
de apenas agentes mediadoras de informação para agentes atuantes no
processo.
Em vista disso, as bibliotecas universitárias e a GQT necessitam de um elo
de ligação que as conduza aos procedimentos de gestão e oferecimento de
qualidade. Adiante disso, as ferramentas da Total Quality Management – TQM,

�auxiliam na maximização de resultados e na otimização da qualidade dos serviços
e produtos da biblioteca.

3 FERRAMENTAS DA TQM PARA GESTÃO NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
A filosofia de gestão baseada nas ferramentas da TQM aborda parâmetros
de melhorias em processos produtivos e no atendimento de demandas e
otimização de serviços. Algumas dessas ferramentas podem ser apontadas para a
utilização em procedimentos de gestão, garantindo melhorias no atendimento e
maximização de resultados (VERGUEIRO, 2002).
Diante do cenário atual de gestão das bibliotecas universitárias, haja vista a
dinamização de atendimento de demandas e satisfação, os mecanismos da TQM
e da Engenharia de Produção, estão sendo acoplados aos procedimentos e
planos gerenciais das bibliotecas. Gleich (2011) aborda a utilização de
ferramentas de gestão da qualidade no plano de ação das bibliotecas, tendo em
vista que, particularmente, no caso das bibliotecas universitárias, o papel de
organização fomentadora de pesquisa visa atender as comunidades de maneira
mais extensiva, buscando uma relação mais próxima com outros sistemas de
gestão, tais como: administrativo, técnico, educacional, etc.

3.1 Ciclo PDCA
O Ciclo PDCA, ou Ciclo de Deming, é uma ferramenta metodológica, que
tem como função básica o auxílio no diagnóstico, análise e prognóstico de
problemas organizacionais (PACHECO, 2009). Por conseguinte, em todo o âmbito
organizacional que visa a melhoria contínua dos processos, é necessário que os
seus procedimentos gerenciais sejam avaliados e reordenados de maneira
constante e periódicas.
Vergueiro (2002) apresenta o Ciclo PDCA como uma ferramenta de grande
valia para a mudança de cultura organizacional e quebra de paradigmas
gerenciais quanto a qualidade do serviço de informação. As bibliotecas

�universitárias demandam um fluxo informacional bastante dinâmico, exigindo que
os processos e os resultados sejam diagnosticados e mensurados para posterior
análise.

Figura 1 – Ciclo PDCA (nível básico)

Fonte: autoria própria, 2015

O Ciclo PDCA subdivide-se em 5 fases fundamentais: Planejar, Desenvolver,
Checar, Mensurar e Agir. Conforme na Figura – 1 nota-se que o ciclo estende-se
de maneira cíclica, ou seja, a atividade de Planejar não é o início, tanto quanto a
fase de Agir não é o final, ambas as fases giram de maneira periódica e
ininterrupta, a fim de garantir que os processos gerenciais estejam em constante
avaliação.

3.2 Círculos de Controle de Qualidade – CCQ
No campo estatístico de produção e atendimento de demandas, o Círculo
de Controle de Qualidades – CCQ, busca otimizar o campo do controle estatístico

�de processos e auxiliar no mapeamento do fluxo de procedimentos, valorizando o
ser humano e estimulando ao máximo o seu potencial. Ferro e Grande (1997)
caracterizam o CCQ como uma prática gerencial fundamental para o controle do
processo produtivo, enfatizando a identificação e análise de problemas no
processo produtivo e auxílio na proposição de mudanças na toma de decisões.
No contexto da biblioteca universitária, o serviço de referência ao
usuário/cliente e o treinamento interno de funcionários são campos fundamentais
para se desenvolver o CCQ, tendo em vista a identificação de gargalos no
processo de gestão e solução de conflitos. Ainda, Ferro e Grande (1997), apontam
que o CCQ é uma ferramenta de gestão com tendência futuras de maior
aproximação com o terceiro setor (prestação de serviços), haja vista que a GQT é
uma filosofia gerencial em expansão na área da informação, no qual as unidades
de informação estão inseridas.
3.2 Lean Office
O pensamento enxuto implantado nos diversos setores administradores tem
no Lean Office, ou Escritório Enxuto, a fundamentação administrativa baseada em
uma visão gerencial a partir do planejamento pautado na eliminação dos
desperdícios e adequação dos valores produtivos alocados de maneira
sustentável (EVANGELISTA, GROSSI E BAGNO, 2013).
O desenvolvimento de atividades na biblioteca universitária parte do
planejamento interno dos recursos humanos para o usuário/cliente, ou seja, em
um sentido endógeno. Por isso, é necessário que a biblioteca esteja inserida no
processo de capacitação interna e mapeamento do fluxo de valor – VSM (Value
Stream Mapping). O VSM é uma das ferramentas gerenciais mais implantadas
para análises de gestão com ênfase no mapeamento do fluxo de informação e na
otimização das estruturas de tomada de decisões (GOUVÊA, 2012).
Figura 2 – Mapa de Fluxo de Valor de um setor de Arquivo Empresarial

�Fonte: Qualidade Online, 2014

Assim sendo, as Bibliotecas Universitárias precisam repensar seus
planejamentos internos e externos, além de buscar a otimização de serviços e
produtos no cerne da qualidade total, voltado para o enxugamento de processos e
ganho de tempo na tomada de decisões.
3.3 Programa 5’s
O Programa 5s parte da filosofia japonesa iniciada nos 60, que teve por
finalidade reconstruir o Japão a partir de uma metodologia pautada na Educação e
busca da melhoria contínua. João, Amaral e Prado (2013) conceituam o Programa
5s como um conjunto de atividades cíclicas, baseada em 5 etapas (Seiri, Seiton,
Seisou, Seiketsu e Shitsuke) cuja finalidade está voltada para a melhoria do
ambiente organizacional, do comportamento profissional e otimização no processo
produtivo.
Ainda João, Amaral e Prado (2013) abordam o Programa 5s como
ferramenta indispensável para a efetivação da qualidade dos serviços na
biblioteca, tendo em vista a busca pela eficiência e eficácia dos serviços
prestados. A implementação do Programa 5s ainda é pouco utilizada nas
Bibliotecas Universitárias, tendo em vista que a qualidade total deve ser

�compreendida como uma filosofia administrativa cíclica e constante, na qual as
ferramentas de qualidade precisam ser implementadas de maneira planejada e
sustentável.
4 METODOLOGIA
A pesquisa se ateve a uma análise bibliográfica e de observação, nas áreas
da biblioteca universitária e Engenharia de Produção, partindo das análises de
estudos de caso voltados para a aplicação de ferramentas da TQM em âmbito de
manufatura e, posteriormente, em organizações prestadoras de serviços.
A base bibliográfica centrou-se nos estudos aplicados sobre a qualidade
total em serviços no aspecto produtivo de Fêo (2003), Pacheco (2009) e a
Dissertação de Pimenta (2000), e também, sobre a análise de Vergueiro (2002) a
cerca do papel da qualidade dos serviços de informação e a aplicação das
principais ferramentas de qualidade para a busca da melhoria contínua.
A origem da pesquisa deu-se a partir da produção do artigo intitulado: “A
importância da TQM (Total Quality Management) na maximização dos processos
operacionais dos Arquivos da Secretaria Municipal de Educação: Um estudo de
caso na Prefeitura Municipal de Manaus”, defendido na Universidade Federal do
Amazonas no Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Produção para
requerimento do título de Especialista em GQT nas Organizações, na qual foi o
ponto de partida para o estudo sobre a qualidade total em Unidades de
Informação, mais precisamente em bibliotecas universitárias.
O cerne de análise da pesquisa partiu da observação da realidade das
bibliotecas universitárias brasileiras, identificadas a partir das bibliografias
levantadas sobre a temática da GQT em bibliotecas, e da necessidade de discutir
e ampliar o debate a cerca da importância de se utilizar dos mecanismos da TQM
e das filosofias de gestão da qualidade para buscar um entendimento maior a
respeito da importância de se implantar uma filosofia gerencial pautada na
melhoria contínua.
O estudo analisou, também, bibliografias de pesquisas da área da
Engenharia da Produção, na área de Gestão e Estratégias em Qualidade Total de

�Organizações, no qual enfatiza a importância da qualidade total nas organizações
prestadoras de serviço, tais quais as unidades de informação, mais precisamente,
as bibliotecas. Alguns autores, como Fêo (2003) e mais detalhadamente na
Dissertação de Pimenta (2000), enfatizam a necessidade das organizações, em
especial, as públicas, de se adequarem a um novo contexto de exigência das
demandas, principalmente as organizações fomentadoras da pesquisa, que lidam
com uma demanda crescente e exigente, na qual a biblioteca está diretamente
inserida nessa realidade.
5 PERSPECTIVAS FUTURAS
Durantes os anos 80 e 90 a GQT foi uma prática de gestão bastante
popular nos países ocidentais, cujo desenvolvimento foi feito por grandes autores
norte-americanos, como: Deming, Juran e Feigenbaum (CORDEIRO, 2004). Em
meados do fim da década de 90 para o início dos anos 2000, as organizações
passaram a utilizar muito mais a reengenharia ao invés das ferramentas da TQM,
adentrando assim a um período de questionamentos quanto a eficiência do uso da
GQT e a proposição da utilização de outras ferramentas de gestão mais rentáveis
e eficientes.
Ainda Cordeiro (2004) aponta alguns pontos fundamentais de “declínio” da
GQT no início dos anos 2000. Tais como: modismo gerencial, comodismo de
procedimentos e a desatualização de processos. Tendo em vista essa ótica, notase que a GQT, assim como outras filosofias de gestão, sofreram rupturas e
problemas com o passar dos anos, na qual careceu de novos estudos e
atualizações na estrutura de aplicação da gestão.
Na perspectiva das organizações prestadora de serviços, como as
bibliotecas e unidades de informação, a GQT precisou ser remodelada, a fim de
atender as novas demandas do mercado. Com o surgimento das Novas
Tecnologias de Informação – as NTI – a informação passou a ser vista como uma
ferramenta de grande importância estratégica para as organizações, e o seu
gerenciamento se tornou fundamental para o ganho de competitividade e
eficiência no mercado.

�As NTI são ferramentas essenciais no novo cenário das bibliotecas, haja
vista que a tecnologia se tornou uma grande aliada no desenvolvimento dos
serviços e produtos e no atendimento das demandas, assim sendo, diante desse
novo cenário de avanços e mudanças, a GQT necessitou ser remoldada para
atender aos novos parâmetros do setor de serviços.
O avanço do campo científico mostra algumas evoluções gerenciais no
cenário da qualidade, o Balanced Scorecard – BSC é uma nova ferramenta de
aplicação da GQT no novo cenário da busca pela qualidade de gestão. Amazonas
et. Al (2008) aponta o BSC como uma ferramenta que corresponde as demandas
atuais de busca pela satisfação do usuário/cliente e ganho de produção com a
competitividade.
Nas bibliotecas, o BSC age como um elemento estratégico fundamental no
planejamento de gestão da biblioteca, como mostram Scardoelli e Souza (2013)
ao analisar o BSC na biblioteca universitária, enfatizando as melhorias a médio e
longo prazo, mudanças no modelo de gestão da biblioteca, melhora na cultura
organizacional, maior fluidez no tempo de resposta dos serviços e produtos
oferecidos, além do aprimoramento da biblioteca diante de um novo perfil de
gestão.
O atual cenário das mídias sociais e dos avanços no campo digital trouxe
para a GQT novos rumos de desenvolvimento e aplicação no setor de serviços e
atendimento de demandas. Nas bibliotecas universitárias existem serviços que
compreendem mecanismos de apoio ao desenvolvimento de projetos para
mapear, identificar e propor soluções para as novas demandas. A GQT nas redes
sociais está inserida na biblioteca através desses novos modelos, como por
exemplo, os Serviços de Referência Virtuais – SRV, SAC, FAQ, Treinamentos
online, Projetos de extensão, Monitoramento de mídias de usuários, dentre outros.
Todos esses serviços, em parceria com a metodologia da GQT, tendem a atender
aos novos anseios do usuário/cliente e compreender a evolução dessa nova
realidade.

�As perspectivas futuras na GQT em bibliotecas universitárias já é uma
realidade de ferramentas sendo trabalhadas à longo prazo nas áreas da
Administração e Engenharia de Produção, afinal, os novos modelos de gestão
estão se tornando cada vez mais integrados e multidimensionados, visando
atender a uma demanda que cresce na proporção dos avanços tecnológicos e
informacionais.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em volto as bibliografias e observações feitas através do levantamento de
estudos de caso, abordagens teóricas e aplicação das análises, foram
identificadas realidades de atuação e perspectivas de gestão no âmbito da
biblioteca universitária, possibilitando compreender que há uma tendência da
biblioteca ser uma organização bem mais atuante no aspecto gerencial e
mercadológico em nível de GQT, buscando adequar-se aos novos padrões de
exigências dos usuários/clientes quanto ao nível de qualificação de seus serviços
e produtos.
Por fim, a visão das bibliotecas como um todo, porém, especialmente nesse
estudo, as bibliotecas universitárias, devem ser ampliadas para além das
fronteiras físicas e tradicionais de gestão, entendendo que a biblioteca é um
organismo vivo em ascensão, sendo uma peça atuante no desenvolvimento da
pesquisa e da educação na sociedade, por conseguinte, entender que devem
oferecer serviços e produtos de qualidade, primando sempre pela excelência.

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CORDEIRO, José Vicente B. de Mello. Reflexões sobre a Gestão da Qualidade
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Ciência da Informação</text>
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                <text> Biblioteca Universitária</text>
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                <text>As bibliotecas universitárias são organismos prestadores de serviços e produtos a usuários/clientes, no qual a demanda por informação em tempo hábil e a busca por um atendimento de qualidade tornou-se essencial para a sustentabilidade nesse novo cenário. A Gestão da Qualidade Total – GQT, ou Total Quality Management – TQM, é uma filosofia gerencial de grande utilidade para o planejamento estratégico da biblioteca universitária, haja vista que ela sistematiza os processos, agiliza o tempo de resposta e maximiza os resultados. O presente trabalho analisa a bibliografia debatida nas áreas de Engenharia de Produção e Biblioteconomia, que são voltadas para a qualidade, e aborda algumas ferramentas da TQM que podem ser vistas como mecanismos gerenciais, além de analisar as perspectivas e tendências futuras na área da GQT voltadas para a gestão em bibliotecas universitárias.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
21 a 24 de julho de 2015
DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE POPULAÇÕES DE ORIGEM
AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA: RELATO DA BIBLIOTECA DE
REFERÊNCIA NEAB/UDESC
Paulino de Jesus Francisco Cardoso – UDESC – paulino.cardoso@gmail.com
Amabile Costa – UDESC – amabilecosta.m@gmail.com
Franciéle Carneiro Garcês da Silva – UDESC – francigarces@yahoo.com.br
Graziela dos Santos Lima – UDESC – graziela.dsl@gmail.com
Resumo: A Lei Federal nº 10.639/03, que torna obrigatório nas redes públicas
de ensino, a História e Cultura Afro-Brasileira e Africana trouxe maior atenção e
importância para a publicações de fontes informacionais sobre a temática
africana e afro-brasileira para dar suporte a professores, alunos e gestores da
rede. A Biblioteca de Referência do NEAB/UDESC é um projeto fundado no
ano de 2003 e está vinculada ao Programa Memorial Antonieta de Barros, do
NEAB/UDESC. O seu principal objetivo é disseminar informações voltadas para
a temática africana, afro-brasileira e indígena. Busca promover a igualdade
etnicorracial, luta pela extinção do racismo e da discriminação por meio do
conhecimento e visa fortalecer na implementação da Lei Federal nº 10.639/03.
Neste relato será avaliado se a Biblioteca de Referência NEAB/UDESC
constitui-se em uma biblioteca disseminadora de informações sobre as
populações de origem africana e afro-brasileira e quais os assuntos mais
procurados. Durante o ano de 2014 foram realizados 255 empréstimos ao total,
sendo o maior número no mês de novembro. Os três livros mais retirados
foram: “Contos e Lendas da África”, literatura infanto-juvenil escrita pelo autor
francês Yves Pinguilly, e os romances “O planalto e a estepe” de Pepetela e “O
mundo se despedaça” do escritor Chinua Achebe. As fonte informacionais mais
buscadas no ano de 2014 comparadas com os anos anteriores, mostram que
os usuários da Biblioteca não procuram somente fontes informacionais de
cunho científico, mas também de ficção.
Palavras-chaves: Afrodescendentes. Biblioteca Especializada. Disseminação
da Informação.
Eixo I: Coleções Especiais.
1

INTRODUÇÃO
Em 2003, com o sancionamento da Lei Federal nº 10.639/03, que torna
obrigatório nas redes públicas de ensino, a História e Cultura Afro-Brasileira e
Africana, têm dado mais importância e atenção nas publicações de fontes
informacionais que darão suporte a professores, alunos e gestores da rede
(BRASIL, 2005).
A Lei Federal nº 10.639/03 é uma importante lei instituída pelo governo
de Luiz Inácio Lula da Silva, emanada pelo movimento negro que nos anos 70
lutaram para ter a inclusão da história do negro no currículo escolar, lutaram
para ter um currículo menos eurocêntrico e mais inclusivo, que refletisse a

�diversidade étnico-racial no Brasil, ou seja, que contemplasse a população
negra.
Desde então, surge uma demanda por publicações referente à temática
africana e afro-brasileira, em especial em livros didáticos e paradidáticos. E a
importância das monografias, dissertações e tese que dão vozes as
populações negras vividas no século XVII, XVIII, XIX que antes, segundo
Maristela Simão (2008) eram esquecidas na forma de documentos nos
arquivos municipais, estaduais e curia metropolitana. Estas vozes, hoje, ecoam
de forma visível no acervo da Biblioteca de Referência do Núcleo de Estudos
Afro-Brasileiros da Universidade do Estado de Santa Catarina (NEAB/UDESC),
fruto de pesquisas realizadas pelo Grupo de Pesquisa Multiculturalismo e da
aquisição de fontes informacionais de editoras especializadas na temática.
2

3

A BIBLIOTECA DE REFERÊNCIA NEAB/UDESC
A Biblioteca de Referência do NEAB/UDESC é um projeto fundado no
ano de 2003 e está vinculada ao Programa Memorial Antonieta de Barros, do
NEAB/UDESC. A Biblioteca comporta fontes informacionais da temática
africana e indígena que são os temas de trabalho do Núcleo.
A Biblioteca tem como principal objetivo disseminar as informações
voltadas para a temática africana, afro-brasileira e indígena. Busca promover a
igualdade etnicorracial, luta contra o racismo e visa fortalecer na
implementação da Lei Federal nº 10.639/03, que prevê a inclusão do ensino de
História e Cultura Afro-brasileiras nas instituições de ensino público e privado
no seu currículo escolar. Esta temática é muito importante no contexto
educacional, pois é na escola que serão formados os futuros cidadãos
(SANTOS, 2007, p. 184 apud CARDOSO, GARCÊS, LIMA, 2014, p. 102) e os
mesmos devem estar preparados para viver em uma sociedade multicultural.
A Biblioteca de Referência disponibiliza aos seus usuários, vários
materiais bibliográficos e suportes de informacionais, tais como, livros,
dissertações, teses, trabalhos de conclusão de curso, DVD’s e CD’s. Além
disso, possui materiais digitalizados de acervos públicos e particulares, onde
citamos acervos do Cartório Kotzias, do Cúria Metropolitana e do Acervo da
Irmandade de Nossa Senhora do Rosário (LIMA; CARDOSO, 2012, p. 8 apud
CARDOSO, GARCÊS, LIMA, 2014, p. 103)
A nossa pergunta de pesquisa é: A Biblioteca de Referência atua como
disseminadora da temática africana e afro-brasileira?
Neste relato será avaliado o número de empréstimos realizados pela
Biblioteca de Referência NEAB/UDESC no ano de 2014 em comparação com
os anos anteriores, será verificado o mês que apresentou maior número de
empréstimos e além dos assuntos dos materiais mais retirados.
.
METODOLOGIA E RESULTADOS
A Biblioteca de Referência NEAB/UDESC utiliza para o controle de seus
empréstimos uma planilha eletrônica. Nessa planilha são armazenados os
dados dos usuários, o nome do material que irá ser emprestado, a data do
empréstimo e a data de devolução do mesmo (CARDOSO, GARCÊS, LIMA,
2014, p. 104). Desta planilha foram obtidos e avaliados os dados de
empréstimos de 2014 efetuados pela Biblioteca de Referência NEAB/UDESC.
Durante o ano de 2014 foram realizados 255 empréstimos ao total. O
mês de novembro de 2014 obteve o maior número de empréstimo de fontes

�informacionais com um total de 46 empréstimos. Este resultado sugere que há
uma maior procura de materiais no mês de novembro por se tratar do mês da
Consciência Negra, o que traz o tema em voga e propicia uma maior reflexão
sobre o assunto. No mês de janeiro a Biblioteca de Referência NEAB/UDESC
não fez empréstimos, pois é o período de férias dentro da Universidade. Dos
255 empréstimos efetuados pela Biblioteca, 198 destes foram para estudantes,
professores e técnicos do Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED)
da UDESC, seguido por estudantes da Pontifícia Universidade de São Paulo
(PUC-SP) com 13 empréstimos e União de Negros pela Igualdade (UNEGRO)
com 10 empréstimos.
O tipo de material mais retirado foram os livros. Os três livros mais
retirados foram: “Contos e Lendas da África”, literatura infanto-juvenil escrita
pelo autor francês Yves Pinguilly, e os romances “O planalto e a estepe” de
Pepetela e “O mundo se despedaça” do escritor Chinua Achebe.
Comparando os resultados acima com artigo de Cardoso, Garcês e Lima
(2014) observou-se que o tipo de material mais retirado continua sendo o livro,
e que o Centro da UDESC que mais utiliza materiais bibliográficos da Biblioteca
é a FAED, o que sugere uma preocupação por parte dos estudantes,
professores e técnicos com a formação de futuros profissionais voltados para
questões como as relações etnicorraciais, a história e a cultura africana e afrobrasileira, a diversidade, o multiculturalismo, entre outros temas. Os romances
e a literatura infanto-juvenil foram os assuntos mais procurados em 2014,
diferente dos anos de 2008 a 2013 onde os materiais mais procurados
tratavam de temas como planos nacionais, diretrizes curriculares, livros
resultantes de pesquisas e documentário (CARDOSO, GARCÊS, LIMA, 2014,
p. 105).
4

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os dados acima demostram que a Biblioteca de Referência constitui-se
em um pólo disseminador de informações da temática africana e afro-brasileira.
As fontes informacionais mais buscadas no ano de 2014 comparadas com os
anos anteriores, mostram que os usuários da Biblioteca não procuram somente
fontes informacionais de cunho científico, mas também de ficção.
REFERÊNCIAS
CARDOSO, P. J. F.; GARCÊS, F. C.; LIMA, G. dos S. Biblioteca de Referência
do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade do Estado de Santa
Catarina: avaliação dos empréstimos entre 2008-2013. Revista ACB:
Biblioteconomia em Santa Catarina, v. 19, n. 1, p. 102-110, 2014.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 10639 de 9 de janeiro de 2003.
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnicos
Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
MEC/SECAD, 2005.
SIMÃO, MARISTELA DOS SANTOS. “Lá vem o dia a dia, lá vem a Virge
Maria. Agora e na hora de nossa morte”: A irmandade de Nossa Senhora
do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, em Desterro (1860-1880).
Itajaí: Casa Aberta, 2008.

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22 a 24 de julho de 2015
INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE NO ENSINO SUPERIOR PELO OLHAR DE UM
DEFICIENTE VISUAL
Francismeiry Gomes de Oliveira. Faculdade Evolução Alto Oeste Potiguar.
meiry.gomes@gmail.com
Introdução: O debate sobre inclusão e acessibilidade de pessoas com necessidades
educacionais especiais está em crescente evidência na sociedade. As leis e normas
que regulamentam o acesso dessas pessoas em ambientes e espaços públicos estão
sendo divulgadas e cobradas de forma mais precisa pela comunidade. A existência de
instituições e fundações específicas, voltadas para o estudo e divulgação de serviços
para este grupo, traz à luz da razão, a necessidade de que as pessoas com limitações
físicas

e

sensoriais

sejam

inseridas

no

ambiente

educacional

e

que

os

estabelecimentos adaptem-se para recebê-los.
A educação inclusiva, antes discutida apenas no âmbito do ensino regular, ganha
proporções maiores quando focamos na inserção de pessoas com deficiência no ensino
superior. As leis que dão suporte ao desenvolvimento do trabalho de inclusão com este
grupo específico, em sua maioria, se dirigem ao ensino básico. Quanto ao ensino
superior, apenas a Portaria nº 1.679 de dezembro de 1999, que regulamenta o
credenciamento e abertura de cursos em Faculdades, do Ministério da Educação
(MEC), torna obrigatório que as instituições se adequem aos diversos tipos de
necessidades especiais, seja ela auditiva, visual ou física.
A literatura científica e estudos a respeito de inclusão e acessibilidade no ensino
superior ainda são bem escassos e, baseados na portaria do MEC aqui mencionada, a
pesquisa se volta para uma Instituição de Ensino Superior (IES) com um deficiente
visual em seu quadro de discentes, tendo como objetivo investigar a o processo de
inclusão através da percepção deste aluno diante dos docentes, das metodologias
utilizadas em sala de aula, da infraestrutura da Faculdade e da Biblioteca Universitária.
Método da pesquisa: A presente pesquisa pode ser classificada como descritiva, onde
“os fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados sem

�que o pesquisador interfira neles” (ANDRADE, 2009, p.114). Quanto aos procedimentos
metodológicos, foi adotado um estudo de caso, tomando como campo de pesquisa a
Instituição de Ensino Superior, Faculdade Evolução Alto Oeste Potiguar, na cidade de
Pau dos Ferros/RN. Como procedimentos técnicos foram utilizados a pesquisa
bibliográfica, onde foram utilizadas pesquisas em artigos, documentos, livros e material
disponível na Internet. Foram analisados documentos sem tratamento analítico, sendo
eles o Plano de Desenvolvimento Institucional da Faculdade e o Regimento Interno da
Biblioteca.
A forma de abordagem do problema foi definida como qualitativa. Os
instrumentos de coleta de dados utilizados na pesquisa foram a entrevista e a
observação não participante. Segundo Silva (2005), a observação não participante é a
situação onde o pesquisador presencia os eventos, mas não participa nem interfere. O
sujeito da pesquisa foi um aluno com deficiência visual do curso de Psicologia.
Apoiados pela fundamentação teórica pesquisada, a análise dos dados buscou
responder aos questionamentos que nortearam a pesquisa.
Resultados: Deficiente visual X Instituição de Ensino Superior: o aluno tem uma
percepção positiva frente a Instituição, sente comprometimento dos funcionários em
assisti-lo quanto as mudanças necessárias.
Deficiente visual X corpo docente: mantém uma relação aberta com os
professores. No primeiro contato sentiu-se constrangido diante da turma para realizar
perguntas, com receio de atrapalhar a aula. A metodologia utilizada é satisfatório para o
aprendizado. O aluno conta com a ajuda da tecnologia para auxiliá-lo nos estudos e nas
avaliações. O conteúdo é enviado para sua caixa de mensagem. Houve dificuldade nas
primeiras avaliações. Relata que o corpo docente deveria se preocupar um pouco mais
com suas necessidades, mas que o tratam com normalidade em sala de aula. Enfatiza
a importância da interação aluno-professor.
Deficiente visual X Biblioteca Universitária: O espaço é utilizado
esporadicamente como espaço de estudo. O aluno relata não ter muito tempo para
frequentá-la, pois estuda pelas gravações de áudio obtidas em sala. Considera
importante que a Biblioteca ofereça obras em Braille, mas não as utiliza, pois a leitura é
demorada. Relata que seria interessante a disponibilização de obras em áudio.

�Discussão: A percepção do deficiente visual frente a este novo mundo de
possibilidades que lhe é apresentado no ensino superior, é de satisfação. Mesmo que
ainda não estejam sendo oferecidos serviços devidamente estruturados e adaptados, o
que lhe é garantido por lei, o básico parece lhe bastar. Em sala de aula, não é excluído,
desenvolve seus trabalhos corriqueiramente e é tratado como um aluno sem
deficiência, mas sente necessidade de ter uma atenção a mais nas explicações mais
específicas. A turma tem fundamental importância em seu desenvolvimento intelectual.
Segundo relatos, existe uma cumplicidade comparada a de irmãos entre eles, onde a
parceria torna-se evidente. Stainback (1999) relata ser saudável esta interação de
aprendizagem entre alunos da mesma turma. “Os benefícios dos alunos que recebem
instrução dos colegas [...] incluem importantes ganhos acadêmicos, desenvolvimento
de habilidades de interação social positiva e elevação da auto-estima” (STAINBACK,
1999, p.204). Expõe a certeza de que percebe nas pessoas que o cercam, nos
funcionários que o atendem e na própria instituição a acessibilidade atitudinal, ou seja,
a disponibilidade em ajudar e a ausência de estigmas e preconceitos diante de sua
limitação sensorial.
Considerações Finais: A descoberta fundamental desta pesquisa foi a clareza de que
não é possível desenvolver estratégias de inclusão isoladamente. Reforçamos e
concordamos que “A acessibilidade não deve ser caracterizada por um conjunto de leis,
e sim por um processo de observação e construção, feito por todos os membros da
sociedade” (MAZZONI, et. al, 2001, p.31).
Palavras-chave: Acessibilidade. Ensino Superior. Inclusão
Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Portaria nº 1.679, de 2 de dezembro de 1999.
Brasília, DF, 1999. Disponível em:&lt;
http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/c1_1679.pdf&gt;. Acesso em: 03 fev. 2014.
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico. 8.
ed. São Paulo: Atlas: 2007.
MAZZONI, Alberto Angel, et. al. Aspectos que interferem na construção da
acessibilidade em bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v.30, n.2,
p.29-34, maio/ago. 2001. Disponível em:&lt;www.scielo.br/pdf/ci/v30n2/6209.pdf.&gt;
Acesso em: 06 fev. 2014.

�STAINBACK, Susan; STAINBACK, William. Inclusão: um guia para educadores. Porto
Alegre: Artmed, 1999.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO: ENSINO E
TENDÊNCIAS.
Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos. Universidade de São Paulo. Escola
de Comunicações e Artes. Departamento de Biblioteconomia e Documentação.
cibeleac@usp.br.
Eduardo de Abreu de Jesus. Universidade de São Paulo. Escola de
Comunicações e Artes. Departamento de Biblioteconomia e Documentação.
eduardo.jesus@usp.br
João Ricardo de Luca. Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e
Artes. Departamento de Biblioteconomia e Documentação. joao.luca@usp.br
Introdução: O objetivo deste trabalho é pesquisar o ensino dos sistemas de
organização do conhecimento e tendências que possam contribuir para aprimorar
o uso destes sistemas pelos profissionais da informação. Este projeto buscou
identificar na literatura da área, metodologias para o ensino das linguagens
documentárias e da elaboração de tesauros e vocabulários controlados. Os
instrumentos utilizados para representação de conteúdo de documentos
constituem-se nas linguagens documentárias desenvolvidas desde 1876 com a
criação da Classificação Decimal de Dewey. As classificações bibliográficas,
segundo Moreiro-Gonçalez (2011), abriram o caminho de acesso à informação por
assuntos, mas são sistemas rígidos, que visavam organizar a totalidade do
conhecimento. Paralelamente, ainda segundo Moreiro-Gonçalez, Cutter
apresentou regras para catálogos dicionários, no mesmo período, que utilizavam
outra forma de linguagem, as listas de cabeçalhos de assuntos.
Na década de 1950, iniciam-se os estudos do Classification Reserch Group que
culminaram com o desenvolvimento dos tesauros que são na definição da
UNISIST citada por Campos e Gomez (2006) “um vocabulário controlado e
dinâmico de termos relacionados semântica e genericamente cobrindo um
domínio específico do conhecimento” e também “um dispositivo de controle
terminológico usado na tradução da linguagem natural dos documentos, dos
indexadores ou dos usuários numa linguagem do sistema mais restrita” (CAMPOS
e GOMEZ, 2006).
Com o passar do tempo, diversas linguagens documentárias foram desenvolvidas
para áreas de domínio e instituições específicas e tiveram que encontrar aportes
teóricos para questões linguísticas e terminológicas. O uso e/ou a elaboração de

�linguagens documentárias exige conhecimento do instrumento, regras,
metodologias, padrões e normas e o ensino destas habilidades deve ser
analisado, discutido e aprimorado.
Método da pesquisa: realizou-se pesquisa bibliográfica nas bases de dados
LISA, ISTA (especializadas em Ciência da Informação) e na Web of Science e
SCOPUS (que não trouxeram artigos, por serem multidisciplinares), além da
BRAPCI e SCIELO. A estratégia de busca utilizou palavras-chaves, palavras do
título, texto e resumo como “linguagens documentárias”, “classificações
bibliográficas”, “tesauro” e “vocabulário controlado” cruzando com “ensino” em
português e inglês e pesquisa usando o tesauro na base LISA.
Resultados: Foram identificados nas bases ISTA e LISA trabalhos específicos
sobre ensino com destaque para evento sobre o tema, a I Conferencia da ISKO
Espanha de 1993, publicada em 1995 e textos sobre ensino de classificação
bibliográfica, alguns trabalhos com ênfase em determinadas classes. O período
das publicações encontradas foi de 1968 a 2014. Alguns textos se referiam ao
ensino de classificação em países como México, Argentina, Paquistão, Índia e não
foi encontrado trabalho sobre o ensino no Brasil Na literatura brasileira da área
foram encontrados na BRAPCI, apenas 3 artigos sobre ensino de indexação:
sobre a indexação no Brasil e a interação com o ensino, a abordagem sóciocognitiva de ensino e procedimentos de ensino de política de indexação (FUJITA,
LACRUZ e DIAZ, 2012; FUJITA, 2010; RUBI e FUJITA, 2006).
Discussão: Os artigos encontrados trouxeram estudos sobre a metodologia de
ensino para a CDD, CDU e LC e as habilidades que precisam ser desenvolvidas.
Reforçaram também que os bibliotecários devem ter conhecimentos de princípios
para manutenção de linguagens documentárias em unidades de informação e
metodologia de aplicação dos princípios básicos de terminologia, como análise e
controle de termos, relações entre os conceitos, e sistemas terminológicos para a
gestão de tesauros, e que o ensino dessas linguagens deve trazer os
fundamentos científicos da área e exercícios práticos (ESTEBAN-NAVARRO,
1995).
O ensino dos conceitos teóricos de organização do conhecimento foi considerado
importante para o desenvolvimento de habilidades práticas por professores e
profissionais da área, além da necessidade da educação continuada (MORGAN,
BAWDEN, 2006). Alguns trabalhos trouxeram também discussões sobre
disciplinas de linguagens documentárias nos currículos dos cursos de
Biblioteconomia.

�Considerações Finais: Esta pesquisa permitiu identificar a lacuna que existe na
literatura, principalmente no Brasil sobre metodologia e práticas de ensino de
linguagens documentárias, a importância do tema para professores e
profissionais, bem como a especificidade de conhecimentos necessários para o
desempenho na área, tanto para uso como para elaboração de linguagens
documentárias. O levantamento bibliográfico principalmente da literatura
internacional deve ser estudado dando continuidade a este trabalho.
Palavras-chave: Sistemas de Organização do Conhecimento, Linguagens
Documentárias, Ensino.
Referências
CAMPOS, M. L. A., GOMES, H. E. Metodologia de elaboração de tesauro
conceitual: a categorização como princípio norteador. Perspectivas em Ciência
da Informação, v.11, n.3, 348-359, 2006.
MOREIRO GONZÁLEZ, J. A. Linguagens documentárias e vocabulários
semânticos para a web: elementos conceituais. Salvador: EDUFBA, 2011
ESTEBAN-NAVARRO, M. A. Aplicaciones de la Terminologia para la docência de
la gestión de lenguajes documentales. I Conferencia ISKO- Espanha, Madrid, 4-5
Novembre, 1993. Proceedings. Saragosa, 1995.
FUJITA, M. S. L.; LACRUZ, M. del C. A.; DIAZ, R. G. A situação atual da
indexação nas tarefas bibliotecárias. Perspectivas em Ciência da Informação,
Belo Horizonte, v. 17, n. 1, p. 94-109, jan,/abr. 2012.
FUJITA, M. S. L. O contexto profissional do indexador no ensino de indexação.
Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
Florianópolis, v. 15, n. 30, p. 91-104, 2010.
RUBI, M. P.; FUJITA, M. S. L. O ensino de procedimentos de política de indexação
na perspectiva do conhecimento organizacional: uma proposta de programa para
a educação á distância do bibliotecário. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v. 11, n. 1, p. 48-66, jan./abr. 2006.
MORGAN, J.; BAWDEN, D. Teaching knowledge organization: educator, employer
and professional association perspectives. Journal of Information Science, v. 32 p.
108, 2006.
Agência financiadora
Universidade de São Paulo. Programa Ensinar com Pesquisa.

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                <text>O objetivo deste trabalho é pesquisar o ensino dos sistemas de organização do conhecimento e tendências que possam contribuir para aprimorar o uso destes sistemas pelos profissionais da informação. Este projeto buscou identificar na literatura da área, metodologias para o ensino das linguagens documentárias e da elaboração de tesauros e vocabulários controlados. Os instrumentos utilizados para representação de conteúdo de documentos constituem-se nas linguagens documentárias desenvolvidas desde 1876 com a criação da Classificação Decimal de Dewey. As classificações bibliográficas, segundo Moreiro-Gonçalez (2011), abriram o caminho de acesso à informação por assuntos, mas são sistemas rígidos, que visavam organizar a totalidade do conhecimento. Paralelamente, ainda segundo Moreiro-Gonçalez, Cutter apresentou regras para catálogos dicionários, no mesmo período, que utilizavam outra forma de linguagem, as listas de cabeçalhos de assuntos.</text>
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                    <text>PROGRAMA EXPERIÊNCIA DE LEITURA: UMA PROPOSTA DE ANÁLISE DA
PRÁTICA DE LEITURA COM ESTUDANTES DO 5º ANO DO ENSINO
FUNDAMENTAL EM PARANAÍBA/MS.
Gisele A. Ribeiro Sanches (Mestranda em Educação - UEMS)
gisele.sanches@ufms.br
José Antonio de Souza (UEMS)
joseantonio@uems.br

Introdução
A atividade de leitura é um processo dinâmico de produção de sentidos; em
outras palavras, ler é transformar símbolos em conceitos a partir de cabedal
informacional do leitor criando novas unidades de pensamento. Concebendo o espaço
escolar como organizador desse processo, bem como a relevância da biblioteca
escolar, a questão que se problematiza neste estudo é a repercussão negativa no
processo educacional gerada pela ausência de biblioteca escolar no ambiente da
escola, ou seu mau funcionamento. Assim, a não vivência ou vivência deficiente da
leitura no cotidiano escolar acaba por contribuir para a formação de pessoas que
sabem decodificar e codificar símbolos, mas tem grandes dificuldades de acessar a
informação que está contida na rede de signos que ele decodifica e codifica
mecanicamente.
Firmados na compreensão de que a biblioteca escolar é um espaço de
compartilhamento e apropriação da informação, objetivamos a formulação de um
programa de atividades de leitura para estudantes do 5º ano do ensino fundamental em
uma escola pública na cidade de Paranaíba/MS. A implementação desse programa nos
permitirá a observação da recepção das atividades de leitura, bem como analisar as
contribuições que essas atividades encadeadas como programa de leitura oferecem
para o enriquecimento intelectual e social dos estudantes.
Corroborando com nossa concepção do ato de ler, Soares (2008) nos aponta
para a percepção de que esse ato é um processo multifacetado, dependente de
aspectos consonantes para acontecer. Fatores presentes naquilo que se lê, como a
natureza, o tipo, o gênero, ou seja, um conjunto de aspectos que determinam os
objetivos e motivos da leitura, são condições fundamentais que devem ser
considerados para que o ato de ler se realize. Portanto, podemos dizer que somente ter
domínio do código escrito e decifrar sinais gráficos não contempla toda a completude

�que o processo de leitura exige do leitor. De acordo com Soares (2013) podemos dizer
que a leitura é um processo complexo de produção de sentido a partir da conversão de
sinais gráficos, presentes no elemento textual, em representações mentais.
Quando ressaltamos que o processo de leitura colabora com a construção da
autonomia intelectual e social dos estudantes, queremos dizer que a leitura auxilia na
construção da subjetividade de ser no mundo por meio da prática social e política,
materializados na articulação popular em reivindicar e exercer seus direitos sociais,
civis e políticos.
E é nesse contexto que a biblioteca escolar pode oferecer uma importante
contribuição dentro do contexto educacional. Conceitualmente, a biblioteca escolar tem
como um de seus objetivos configurar-se como um centro informacional, promotor e
dinamizador das atividades escolares que contribua significativamente para a formação
de leitores e para a pesquisa escolar, constituindo, assim, um espaço de criatividade e
compartilhamento de informação gerador de experiências escolares ricas de
intercambio cultural. Tal conceito de biblioteca escolar é enunciado em Silva (2007) e
se faz relevante para nossa discussão quando se tem presente que estimular o
interesse do educando pela leitura, em um momento histórico em que o fluxo de
informação está cada vez mais rápido, é um desafio para o processo educativo. Esse
desafio, se não superado, gera uma limitação nos estudantes em efetivar uma vivência
profunda com as diversas significações de mundo propiciada pelo acesso à leitura,
principalmente de textos literários, o que acarreta uma lacuna cultural em sua vida
cotidiana.
Método da pesquisa
A proposta metodológica é de uma pesquisa-intervenção. Esta modalidade de
pesquisa, de acordo com Chizzotti (2011), coloca-se como alternativa ao modelo
convencional de pesquisa por ser considerada como uma pesquisa ativa, na qual há a
participação

dos

sujeitos pesquisados,

tanto

na

coleta dos dados para o

desenvolvimento da pesquisa quanto na análise das informações coletadas, visando o
entendimento da situação estudada, e até mesmo propondo soluções.

�Outro ponto interessante para se ressaltar na pesquisa-intervenção é a intenção
de colocar em análise paradigmas antes adotados como forma de refletir a prática, ou
seja, quando no processo de intervenção há um espelhamento da realidade vivida.
A pesquisa será dividida em etapas, a saber: 1ª Fase de intervenção:
diagnosticar a situação da biblioteca escolar da escola escolhida, utilizando o
documento e instrumento de coleta Biblioteca escolar como espaço de produção do
conhecimento Parâmetros para bibliotecas escolares; 2ª Fase de intervenção:
desenvolvimento das atividades do programa; 3ª Fase de avaliação: avaliação dos
resultados.
Resultados e Discussão
Trata-se de pesquisa em estágio inicial para o curso de Mestrado Acadêmico em
Educação. Nesse sentido, busca-se colocar esta proposta para apreciação dos pares
com intuito de que os apontamentos recebidos contribuíam para o desenvolvimento do
projeto.
Considerações Finais
A pesquisa busca destacar a contribuição educacional da biblioteca escolar
mediante uma proposta que constitua aos estudantes meios de acesso à informação
por meio do exercício da leitura, potencializando assim as condições de produção de
autonomia intelectual, isto é, capacidade de pensar por si as relações que lhes
constituem cidadão, condição fundamental para se ter consciência e comprometimento
social.

PALAVRAS-CHAVE: Leitura. Formação de leitores. Biblioteca Escolar.
REFERÊNCIAS
CHIZZOTTI, Antônio. Pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais.
Petrópolis: Vozes, 2011.
SILVA, Rovilson José da. Biblioteca escolar: organização e funcionamento. In: SOUZA,
Renata Junqueira de. (Org.) Biblioteca escolar e práticas educativas: o mediador em
formação. Campinas: Mercado das Letras. 2009.
SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2013.
______. Ler verbo transitivo. In: PAIVA, Aparecida et al. Leituras literárias: discursos
transitivos. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.

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                <text>A atividade de leitura é um processo dinâmico de produção de sentidos; em outras palavras, ler é transformar símbolos em conceitos a partir de cabedal informacional do leitor criando novas unidades de pensamento. Concebendo o espaço escolar como organizador desse processo, bem como a relevância da biblioteca escolar, a questão que se problematiza neste estudo é a repercussão negativa no processo educacional gerada pela ausência de biblioteca escolar no ambiente da escola, ou seu mau funcionamento. Assim, a não vivência ou vivência deficiente da leitura no cotidiano escolar acaba por contribuir para a formação de pessoas que sabem decodificar e codificar símbolos, mas tem grandes dificuldades de acessar a informação que está contida na rede de signos que ele decodifica e codifica mecanicamente.</text>
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                    <text>Modelo 1
XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica

Resumo expandido

Este artigo aborda o uso do design thinking como ferramenta de interação e
colaboração para a melhoria dos serviços da Biblioteca da Universidade do Estado
de Santa Catarina (BU/UDESC) entre seus interagentes e a comunidade. O uso
do processo de design thinking para criação de uma proposta de inovação para
bibliotecas enriquece a prototipação do serviço, pois são estruturadas de forma
participativa por meio da cooperação dos próprios interagentes. O objetivo deste
estudo é utilizar o design thinking e suas técnicas para prototipação de inovações
nos serviços e produtos na Biblioteca Universitária da UDESC. A pesquisa
caracteriza-se como um estudo de caso e exploratória, os dados para a aplicação
dos processos do design thinking foram coletados por meio de entrevistas e grupo
focal, realizados com a comunidade local, e os interagentes da biblioteca,
docentes, discentes e bibliotecários da UDESC. Após a aplicação dos processos
de imersão, análise e síntese e ideação, com participação do grupo focal,
identificou-se pontos de melhorias no que se refere a sinalização da biblioteca da
UDESC e, portanto, desenvolveu-se a prototipação da inovação incremental no
serviço de sinalização. As ideias apresentadas pela prototipação representam
sugestões levantadas no grupo focal e são possíveis de ser colocada em prática
pela biblioteca, oferecendo uma melhora significativa ao uso da estrutura e dos
recursos da biblioteca por meio da melhoria em sua sinalização.
O DESIGN THINKING COMO ESTRATÉGIA PARA INOVAÇÃO DE SERVIÇOS
EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: A SINALIZAÇÃO DA BIBLIOTECA
CENTRAL DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Autor: Déborah Medeiros. Mestranda do Mestrado Profissional do Programa de
Pós-graduação
em
Gestão
de
Unidades
de
Informação
(PPGInfo/UDESC), binhaa.medeiros@gmail.com. Diego de Castro Vieira.
Mestrando do Mestrado Profissional do Programa de Pós-graduação em Gestão
de Unidades de Informação (PPGInfo/UDESC), monitordiego@gmail.com

�Introdução:
A temática da inovação sempre esteve presente na evolução da
humanidade. A inovação passou a ser uma aliada nas práticas das organizações
por possibilitar a aplicação prática de iniciativas que permitam gerar diferenciais
competitivos para sobrevivência em um mercado altamente acirrado.
Colocar em prática a inovação não é uma tarefa tão simples assim. Exige
das organizações práticas sistematizadas, por meio de processos organizacionais
formalizados e integrados ao sistema de gestão (TERRA, 2007). Além disso, a
organização precisa criar um ambiente propício para geração de ideias e estímulo
a criatividade, com a presença de lideranças que incentivem a adoção de práticas
inovadoras nas atividades da equipe.
Uma das práticas adotadas pelas organizações para soluções de
problemas complexos de maneira colaborativa e aprendizados constantes é o
Design Thinking. O Design Thinking “[...] se refere à maneira do designer de
pensar [...]”, ou seja, é um processo multifásico e não linear, do qual as
organizações não estão habituadas (VIANNA et al., 2014, p. 13). As organizações
que adotam o processo de Design Thinking se sobressaem em relação à
concorrência, pois estão continuamente redesenhando seus modelos de negócios
visando avançar no processo de inovação e eficiência como vantagem competitiva
(MARTIM, 2010). Assim, através do uso do design thinking e suas técnicas,
desenvolveu-se um protótipo de inovações nos serviços e produtos na Biblioteca
Universitária da UDESC.
Método da pesquisa:
Utilizou-se das etapas do Design Thinking para o desenvolvimento de uma
proposta de inovação em serviços voltada para a melhoria da Biblioteca
Universitária da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. Após a
aplicação das etapas do Design Thinking: Imersão, Análise e Síntese, e Ideação, o
serviço identificado como crítico pelos participantes, a sinalização da biblioteca
universitária, foi prototipado como uma inovação incremental, sendo o ponto chave
dessa pesquisa.
Desta forma, por meio de entrevista com alunos, professores, funcionários
da UDESC e com a comunidade do bairro Itacorubi na cidade de Florianópolis/SC,
nas proximidades do prédio da biblioteca, questionou-se quais eram as maiores
dificuldades quanto ao uso da biblioteca da UDESC, utilizando como critérios
norteadores o espaço, serviços e informação. A entrevista foi aplicada em vinte e
duas pessoas da comunidade, três empresários de organizações consideradas
inovadoras da região próxima a Universidade e um grupo focal com
representantes da UDESC e público externo. Dentre algumas dificuldades citadas,
destaca-se os problemas relacionados a sinalização utilizada atualmente pela
biblioteca. Assim, por meio do processo de Design Thinking, sugere-se a
prototipação de uma inovação incremental para a sinalização já adotada pela
biblioteca central da UDESC.
Resultados:

�Além da proposta de prototipação do serviço de sinalização da biblioteca
universitária, traçou-se um panorama sobre os principais conceitos e tipos de
inovação, além da descrição do Design Thinking e suas etapas, permitindo uma
visão holística sobre a inovação. Esse panorama teórico sobre inovação foi
fundamental na condução da pesquisa, principalmente por explicitar as principais
técnicas aplicadas na condução do processo de Design Thinking. Vale destacar
que as etapas do processo de Design Thinking não precisam ser aplicadas de
maneira linear, como são apresentadas neste trabalho, pois possuem uma
natureza proeminentemente flexível e adaptável a cada realidade.
Considerações Finais ou Conclusões:
A inovação é um caminho sem volta. Para que a inovação aconteça, é
necessário o emprego de práticas e técnicas que facilitem o processo. A aplicação
do processo de Design Thinking como estratégia de inovação é bastante recente
no ambiente corporativo, pois sua forma de raciocínio para a geração de ideias e
soluções para problemas complexos foje do convencional. Entretanto, os
resultados advindos da aplicação do Design Thinking são promissores sob o ponto
de vista do processo de inovação, por utilizar diversas técnicas que permitem um
trabalho colaborativo e com foco na solução.
Para de fato compreender o processo de inovação, que é complexo, foi
necessário aprender a inovar. Por isso, este trabalho teve como principal resultado
o entendimento, na prática, do conceito de inovação por meio da aplicação do
processo de Design Thinking. Pode-se perceber a importância de todas as etapas
do Design Thinking, desde as pesqusias preliminares até o momento de geração
das ideias e a prototipação do serviço. De fato inovar requer disciplina por parte da
equipe do projeto, mas ao mesmo tempo um ambiente flexível que permita a
criatividade.
Outro aspecto importante é que a inovação pode ser aplicada em qualquer
contexto, independente do seu tamanho e impacto. A inovação de serviço
sugerida neste trabalho, por exemplo, refere-se a sinalização de uma biblioteca
universitária, que aparentemente é algo simples, mas que gera grandes
transtornos para seus interagentes, sendo que esse aspecto somente foi apontado
após a realização da pesquisa.
Palavras-chave: Design thinking. Inovação. Biblioteca universitária. UDESC.
Sinalização.
Referências:
TERRA, J. C. C. Inovação: quebrando paradigmas para vencer. São Paulo:
Saraiva, 2007.
VIANNA, M. et al. Design thinking: inovação em negócios. 5. ed. Rio de Janeiro:
MJV Press, 2014.

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                <text>Este artigo aborda o uso do design thinking como ferramenta de interação e colaboração para a melhoria dos serviços da Biblioteca da Universidade do Estado de Santa Catarina (BU/UDESC) entre seus interagentes e a comunidade. O uso do processo de design thinking para criação de uma proposta de inovação para bibliotecas enriquece a prototipação do serviço, pois são estruturadas de forma participativa por meio da cooperação dos próprios interagentes. O objetivo deste estudo é utilizar o design thinking e suas técnicas para prototipação de inovações nos serviços e produtos na Biblioteca Universitária da UDESC. A pesquisa caracteriza-se como um estudo de caso e exploratória, os dados para a aplicação dos processos do design thinking foram coletados por meio de entrevistas e grupo focal, realizados com a comunidade local, e os interagentes da biblioteca, docentes, discentes e bibliotecários da UDESC. Após a aplicação dos processos de imersão, análise e síntese e ideação, com participação do grupo focal, identificou-se pontos de melhorias no que se refere a sinalização da biblioteca da UDESC e, portanto, desenvolveu-se a prototipação da inovação incremental no serviço de sinalização. As ideias apresentadas pela prototipação representam sugestões levantadas no grupo focal e são possíveis de ser colocada em prática pela biblioteca, oferecendo uma melhora significativa ao uso da estrutura e dos recursos da biblioteca por meio da melhoria em sua sinalização.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
COMPETÊNCIAS DO PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO: UMA ANÁLISE DA
DEMANDA DO MERCADO

Autor: Maíra Santos da conceição, mairasantos74@yahoo.com.br, Caroline Brito
de Oliveira, BNDES, carolinebrito@gmail.com
Introdução
O mercado de trabalho do bibliotecário sofreu mudanças devido o crescente
fluxo de informações gerado na sociedade em virtude, principalmente, dos
avanços, das tecnologias de informação e comunicação (TICs). As organizações
passaram a buscar profissionais capacitados e especializados que possam
atender suas necessidades, estando o mercado de trabalho mais competitivo e
exigente.
A forma como o profissional busca se inserir no mercado de trabalho
também sofreu transformações oriundas da tecnologia, sendo comum nos dias de
hoje a busca por oportunidades de emprego através da internet, assim como o erecruitment ou recrutamento on-line.
Quando falamos de mudanças, vale destacar que enquanto na antiguidade
o perfil do profissional bibliotecário era extremamente humanista, com o avanço da
produção em ciência e tecnologia o bibliotecário assumiu um perfil de caráter mais
técnico, que nos dias de hoje pode ser uma referencia quando se trata desse
profissional.
Visto isso, o trabalho fundamenta-se na necessidade de compreender a
demanda do mercado de trabalho atual em relação ao perfil de bibliotecário. Para
isso assume como objetivo geral verificar como se dá a demanda pelo mercado de
trabalho dos tipos de competências: comunicação e expressão, técnico-científicas,
gerenciais e sociais e políticas, apontadas por Valentim (2004).
Método da pesquisa
O estudo, que pode ser considerado uma investigação exploratória, teve
início com a revisão da literatura sobre os temas: perfil do bibliotecário, a formação
do bibliotecário e seus parâmetros históricos, as competências do bibliotecário,
assim como a visão dos autores sobre o atual mercado de trabalho e o
posicionamento do profissional frente aos desafios propostos pela sociedade e,

�consequentemente, por esse mercado. Para a realização do levantamento
bibliográfico foram utilizadas bases de dados e revistas científicas especializadas
em Ciência da Informação e Biblioteconomia, além de livros das áreas citadas.
A princípio foram escolhidos quinze sites para o levantamento de dados
com base na coerência das informações contidas em cada um deles. No entanto,
tomando-se como base os critérios de avaliação de fontes de informação na
internet elencadas por Tomaél (2001), o universo de pesquisa foi reduzido a
11(onze) sites: Vagas.com, Infojobs, Manager, Catho, BNE – Banco Nacional de
Empregos, SINE – Site Nacional de Empregos, Caderno Nacional, Rio Vagas,
Empregos.com.br, Bibliovagas e Balcão de empregos.
A coleta dos dados foi realizada de forma manual, sendo os sites visitados
no período dos meses de setembro e outubro do ano de 2014. As vagas para
análise foram selecionadas de acordo com os seguintes parâmetros: perfil
solicitado; conhecimentos, habilidades, competências exigidas ou atividades a
serem desenvolvidas e a localidade do Brasil a qual se destinava.
Após, os anúncios de vagas foram classificadas de acordo com os tipos de
competências apontadas por Valentim (2004): comunicação e expressão, técnicocientíficas, gerenciais e sociais e políticas, visando atingir o objetivo geral da
pesquisa.
Resultados e Discussão:
A partir da análise dos dados coletados, pode-se verificar uma maior
demanda do mercado pelas competências que se concentram no bloco TécnicoCientíficas (45% no total de vagas), seguido pelo bloco de competências
Gerenciais (27%) e, figurando por último, Comunicação e Expressão (14%) e
Sociais e Políticas (14%).
O predomínio das competências Técnico-Científicas pode ser entendido
justamente pelas transformações pelas quais a área vem passando nos últimos
anos: ainda com a base predominantemente técnica, característica da profissão
desde seu surgimento, a Biblioteconomia vem agregando elementos provenientes
da tecnologia, reformulando produtos e serviços, lidando com novos suportes,
formas de armazenamento, disseminação e tratamento.
Podemos observar, com a análise do bloco de competências TécnicoCientíficas, que as atividades tradicionais do bibliotecário ainda são muito
solicitadas pelo mercado de trabalho, mas que estão, hoje, fortemente atreladas
às tecnologias.

�Figura no bloco de competências Gerencias que o bibliotecário gestor está
ganhando espaço no mercado de trabalho, que o profissional deve saber
gerenciar equipes e serviços, demonstrando ter a capacidade de lidar com
recursos financeiros, materiais e humanos empregados na unidade de informação.
É possível observar, após a análise do bloco de competências
Comunicação e Expressão, que o mercado está direcionado para interação com o
usuário ou cliente e para a promoção da unidade de informação.
Analisando o bloco de competências Sociais e Políticas podemos inferir
que, infelizmente, o caráter social abordado na literatura como característica da
área, não figurou como demanda preponderante no mercado de trabalho.
Considerações Finais:
Após análise dos dados é possível afirmar que a demanda do mercado de
trabalho do bibliotecário está direcionada para as competências TécnicoCientíficas do profissional. Todavia, se fez visível a demanda pelas competências
Gerenciais do bibliotecário.
As competências de Comunicação e Expressão, apesar de pouco
expressivas nos anúncios, aparecem como uma demanda promissora visto que o
mercado de trabalho moderno tem como um de seus maiores focos a
comunicação com o usuário/cliente.
Fato preocupante e que merece atenção é a pouca presença das
competências Sociais e Políticas nas vagas ofertadas. O bibliotecário possui um
papel social de extrema importância que parece não ser valorizado pelas
instituições. As competências Sociais e Políticas quando incentivadas e
desempenhas de forma correta, vem a ajudar no desenvolvimento tecnológico,
científico, cultural e econômico da unidade de informação e das organizações.
Palavras-chave: Bibliotecário. Competência. Mercado de trabalho.
Referências:
TOMAËL, Maria Inês et al. Avaliação de fontes de informação na internet:
critérios de qualidade. Informação &amp; Sociedade: estudos, João Pessoa, v.
11, n. 2, p. 01-14, 25 jul. 2001.
VALENTIM, M. L. P. Formação: competências e habilidades do profissional
da informação. In:________. (Org.). Formação do profissional da
informação. São Paulo: Polis, 2004. p. 117-132.

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                    <text>EMPREENDEDORISMO NA BIBLIOTECONOMIA EM TEMPOS DE
CONEXÕES DIGITAIS: O CASO DA MARCA T-SHIRTS MURAL

Fabíola
Maria
Pereira
fabbezerra@gmail.com

Bezerra.

Universidade

Federal

do

Ceará.

Introdução
Com a era da globalização, a humanidade vive um acelerado processo de
transformação nas mais diversas esferas de atividades, acarretando uma diminuição das
distâncias e possibilitando uma maior aproximação física entre os homens, promovendo
o aparecimento de novos negócios e mercados, dando origem a um novo padrão de
competição globalizado, através da introdução mais racional e flexível nos processos
produtivos, levando pessoas e instituições a trabalharem de forma competitiva.
A internet vem crescendo a uma velocidade extraordinária. Por meio dela o
mundo ficou globalizado, novas conexões foram criadas, ampliou-se o universo e a
forma de trabalho. O advento da Web 2.0 modificou radicalmente a forma de vida,
diluindo velhos conceitos e introduzindo novos costumes e hábitos, que pouco a pouco
foram sendo incorporados no dia a dia das pessoas.
Novas ferramentas sugiram na web para dar suporte à informação em tempo
real e quebrar definitivamente os obstáculos espaciais e temporais que limitavam
pessoas e coisas a um espaço físico, o mundo ficou ligado e conectado a um clik. Nesse
sentido, Diniz e Caleiro (2011, p. 46) afirmam: “o que ocorre é um deslocamento do
usuário no espaço virtual sem se movimentar no espaço geográfico”.
Dentro desse novo contexto e das mudanças em curso, são requeridos novos
paradigmas. A palavra de ordem é empreendedorismo, conforme afirma Duarte (2011),
“Empreender num ambiente assim nada mais é do que unir a capacidade de conviver
com as inovações e ter sucesso ao gerar valor a partir daquilo que se conhece e dos
relacionamentos que se tem”.
O ambiente das redes sociais propiciam a comunicação, a socialização, a
interação, a colaboração e a criação de conteúdos. Os empreendedores necessitam de
ambientes que sirvam de “terrenos férteis para que suas ideias sejam colocadas em
prática e se tornem negócios viáveis e lucrativos”, conforme citam Jesus e Machado
(2009, p. 3). Nesse sentido, as redes sociais são verdadeiros celeiros de inovações e
criatividades.
O Facebook é considerado a maior rede social on-line no mundo. Justifica-se
dessa forma a escolha dessa rede social como palco de uma fanpage, cujo objetivo é
promover uma “experiência profissional de construção coletiva a partir da troca de
opiniões entre bibliotecários”. Foi baseado nesse propósito que fanpage Mural
Interativo do Bibliotecário surgiu em 12 de abril de 2013. Posteriormente, em 28 de
junho de 2014, a partir dos relacionamentos criados na fanpage, e após identificar o
sentimento de apreço que os bibliotecários possuem com a profissão, identificamos um
nicho de mercado capaz de elevar a autoestima dos bibliotecários por meio da
divulgação da profissão e do profissional. Foi nesse cenário que ações foram

�direcionadas para criação da marca T-shirs MURAL, uma loja segmentada para
bibliotecários e simpatizantes da área.
O trabalho em pauta aborda as questões de empreendedorismo na
Biblioteconomia, a partir das conexões realizadas via rede social, mais especificamente
por meio do Facebook. Isso posto, o objetivo geral do trabalho é discorrer sobre as
ações de empreendedorismo na Biblioteconomia, em ambientes virtuais, destacando a
marca T-shirts MURAL. Desse objetivo geral, decorrem os seguintes objetivos
específicos: descrever a trajetória da fanpage Mural Interativo do Bibliotecário;
identificar as ações empreendedoras dentro da fanpage; apresentar a repercussão da
marca T-shirts MURAL no meio biblioteconômico dentro das redes sociais.
A justificativa desse trabalho se dá pela necessidade de se entender as
relações biblioteconômicas, via rede social, capazes de criar ações empreendedoras, e
reconhecer a oportunidade de desenvolver a geração de negócios.
Metodologia
A metodologia utilizada no desenvolvimento da pesquisa está pautada na
revisão de literatura sobre: empreendedorismo, e-comercce e redes sociais. O trabalho é
caracterizado como uma pesquisa empírica quanto aos meios, e descritiva e exploratória
quanto aos fins. É considerada descritiva, uma vez que relata as relações
biblioteconômicas ocorridas na fanpage Mural Interativo do Bibliotecário e as ações
empreendedoras que criaram a marca T-shirts MURAL. É também exploratória, na
medida em que utiliza as métricas disponibilizadas no Facebook Insights para analisar e
quantificar essas relações, dado disponível apenas para fanpages, onde é possível
identificar, dentre outras métricas, a quantidade de curtidas, compartilhamentos e
comentários dentro da página, a partir dos compartilhamentos. Para esse estudo, serão
consideradas apenas essas métricas. O levantamento dos dados quantitativos obtidos no
Facebook Insights, para o presente trabalho, compreende o período de 28 de abril de
2014 até o final de março de 2015.
Resultados e Discursões
A fanpage Mural Interativo do Bibliotecário foi criada no dia 12 de abril de
2013. Após 23 meses de existência, já possui 4072 seguidores (dados de 30/03/2015). O
crescimento exponencial da página aconteceu de forma espontânea, uma vez que não
foram adotadas campanhas no sentido de aumentar o número de fãs. A importância da
valorização e reconhecimento profissional sempre foi uma prática desenvolvida na
fanpage, criando um espaço propício à troca de ideias e opiniões entre profissionais.
Nesse sentido, ações foram criadas para desenvolver o lado humano das relações
desenvolvidas dentro da fanpag4. Uma delas foi a criação de imagens .jpg com frases
que evidenciam a profissão e os profissionais. A partir das métricas do Facebook, foi
possível identificar que as frases criadas e publicadas na fanpage durante o ano de 2013
alcançaram 92.652 visualizações, 7582 curtidas; 1011 comentários e
1533compartilhamentos.
Diante dos dados quantitativos bastantes expressivos, uma outra ação foi
desenvolvida, agora voltada para o empreendedorismo. Baseado nas relações criadas
dentro da fanpage e tendo como base o engajamento dentro da rede social, foi criado
um segmento da página voltado para a comercialização de t-shirts. Corroborando com
esse pensamento, Jesus e Machado (2009) afirmam que o “empreendedorismo envolve

�reconhecer a oportunidade para criar algo, e isso não precisa ser um novo produto ou
serviço; ao contrário, trata-se de reconhecer uma oportunidade para desenvolver um
novo mercado”.
Baseado nas relações criadas a partir das redes sociais, o planejamento para
criação da loja foi direcionado para o universo online, que envolveu inicialmente a
gestão de conhecimentos sobre e-comercce; criação de domínio.com; identificação de
software para gerenciamento da loja; bem como capacitação sobre marketing digital.
Isso posto, e após os procedimentos legais para abertura da empresa, a loja online Tshirts MURAL www.t-shirtsmural.com.br, cujo slogan é “Leve a Biblioteconomia no
peito”, foi criada em 28 de junho de 2014.
Considerações Finais
O engajamento da marca T-shirts MURAL dentro da rede social e entre os
bibliotecários foi favorecida primeiramente pela vinculação com a fanpage Mural
Interativo do Bibliotecário. Atribuímos ainda, ao sentimento de valorização profissional
embutido em cada modelo de t-shirts lançada pela marca.
A loja alcançou grande reconhecimento e repercussão durante o Seminário
Nacional de Bibliotecas Universitárias, realizado em 2014 em Belo Horizonte, onde um
grande número de bibliotecários tiveram a oportunidade de conhecer e comprar os
modelos disponíveis para venda, na ocasião. A marca e os modelos ultrapassaram os
limites fronteiriços do Brasil, quando teve seus modelos divulgados voluntariamente em
um blog de uma bibliotecária de Madri, na Espanha, ou ainda, quando foi divulgado por
um bibliotecário português. Após 10 meses, a marca T-shirts MURAL está com 20
modelos criados e distribuídos em quatro coleções e já possui mais de uma centena de
clientes espalhados por todas as regiões do pais.
Palavras-chave: Empreendedorismo; redes sócias; e-comercce; Biblioteconomia;
segmentação de mercado.
Referências Bibliográficas
DUARTE, Roberto Dias. O novo empreendedorismo na era do conhecimento.
Postado em 8 Abril de 2011 no site administradores.com.br . Disponível em:
http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/o-novo-empreendedorismo-naera-do-conhecimento/44004/ Acesso em: 21 mar. 2015.
CALEIRO, Maurício; DINIZ, Iara Gabriela Faleiro. WEB 2.0 e ciberativismo: o poder
das redes na difusão de movimentos sociais. CAMBIASSU – EDIÇÃO
ELETRÔNICA Revista Científica do Departamento de Comunicação Social da
Universidade Federal do Maranhão – UFMA, v.19, n. 8, p. 41-53, jan./jun. 2011.
Disponível em: http://www.cambiassu.ufma.br/cambi_2011_1/iara.pdf Acesso em: 19
mar. 2015.
JESUS, Marcos Junio Ferreira de; MACHADO, Hilka Vier. A importância das redes
sociais ou networks para o empreendedorismo. Revista Eletrônica de Administração –
FACEF , v. 13, n. 14, jan./jun. 2009. Disponível em:
http://periodicos.unifacef.com.br/index.php/rea/article/view/220/72 Acesso em: : 21
mar. 2015.

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                <text>Com a era da globalização a humanidade vive um acelerado processo de transformação nas mais diversas esferas de atividades, acarretando uma diminuição das distâncias e possibilitando uma maior aproximação física entre os homens, promovendo o aparecimento de novos negócios e mercados, dando origem a um novo padrão de competição globalizado, através da introdução mais racional e flexível nos processos produtivos, levando pessoas e instituições a trabalharem de forma competitiva.</text>
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                    <text>O PANORAMA DO ENSINO A DISTÂNCIA NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO
EM BIBLIOTECONOMIA NO BRASIL
Helen Beatriz Frota Rozados. Profa. Dra. da Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação(UFRGS). Conselheira Federal do Conselho Federal de
Biblioteconomia – CRB-10/368. E-mail: hrozados@gmail.com
Andreza Lemke de Souza Estudante da Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação/UFRGS. Bolsista da Secretaria de Educação a Distância
(SEAD/UFRGS). E-mail: andreza24hotmail.com
1 Introdução
As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) alteraram a forma
de comunicação, trabalho, pesquisa e, certamente, a de ensinar e de aprender.
A popularização dos computadores e o desenvolvimento de redes
interconectadas, aliadas às possibilidades cada vez maiores de interação entre
os atores, permitiu que o ensino-aprendizagem ocorresse de forma não
presencial, sem fronteiras geográficas e limitações temporais. Essa modalidade
de ensino, chamada de ensino a distância (EAD) vem crescendo
sistematicamente e ocupando os diferentes níveis da educação formal (e
informal), indo do ciclo básico à pós-graduação.
A Unesco entende a educação a distância como educação sem
fronteiras, definindo-a como “[...] um ambiente de ensino aberto, flexível,
adaptado às diversas necessidades de aprendizagem e facilmente acessível a
todos em distintas situações” (s.d., p.1). Este tipo de ensino, que inicia na
Inglaterra expande-se pela Europa, Estados Unidos tendo seu grande impulso
na década de 1960 (RUSSO, 2014; RUBIO CARBÓ, [1998?]).
No Brasil, os primeiros registros da EaD datam da década de 20, na
busca de mão de obra mais qualificada. A partir dos anos 90, a popularização
da Internet impulsiona os cursos a distância e os ambiente virtuais de
aprendizagem (AVA) passam a incrementar e valorizar a EaD. (BELLONI,
2003). O decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005 define a educação a
distância como a “[...] modalidade educacional na qual a mediação didáticopedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização
de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e
professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos
diversos.”. E Niskier (1999, p.16) aposta na EaD como “[...] um dos únicos
mecanismos com o qual o País pode lançar mão para diminuir as diferenças
sociais e dar dignidade a seu povo”. Uriarte (2003) complementa que a
importância deste modo de ensino preenche dificuldades relacionadas ao
ensino presencial, como o número de alunos por sala de aula, números de
vagas reduzidas, além de transpassar barreiras geográficas, permitindo o
acesso a localidades longínquas, assim como a cursos não existentes na localidade.
A criação de cursos de Biblioteconomia em nosso País, ao longo dos
anos, não tem sido muito frequente. No entanto, estes cursos tem buscado
manter seus currículos alinhados com as expectativas do mercado, as
indicações do Ministério de Educação (MEC) e atualizados com a tecnologia.
Neste sentido, a inserção de ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) foi um
caminho natural como apoio às disciplinas e atividades pedagógicas dos
mesmos. Percebe-se que seu uso difunde-se e se ousa afirmar que hoje é
utilizado em larga escala nos cursos de Biblioteconomia brasileiros. A

�Universidade de Brasília possuía convênio com a Open University e ofereceu
cerca de 14 cursos a distância no período de 1979 a 1989. Também tiveram
experiências no ensino a distância a Universidade de São Paulo (USP), a
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCampinas). A criação em
2006, da Universidade Aberta do Brasil (UAB), vem impulsionar o ensino de
qualidade a distância no Brasil e, em 2009 um Acordo de Cooperação Técnica
entre o Conselho Regional de Biblioteconomia (CFB) e a Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) torna-se um marco
com a criação do curso de graduação em Biblioteconomia a distância.
No entanto, esta modalidade já era adotada de forma parcial em cursos
de graduação em Biblioteconomia, que oferecem disciplinas (obrigatórias ou
optativas) totalmente nesta modalidade ou utilizando os AVAs em disciplinas presenciais.
Esse trabalho apresenta os resultados da pesquisa realizada sob os
auspícios da Secretaria de Educação a Distância (SEAD) da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - Edital 20, cujo objetivo foi mapear o
estado de arte do ensino a distância no Brasil, relacionado à área da
Biblioteconomia, em nível de graduação. Os dados foram coletados entre
janeiro e fevereiro de 2015, através de formulário eletrônico. Essa investigação
visa contribuir para o melhor entendimento da educação a distância da
Biblioteconomia no Brasil e incentivar a ampliação do uso desta modalidade de
ensino nos cursos da área.
2 Método da pesquisa
Pesquisa quanti-qualitativa, de cunho exploratório, envolvendo os cursos
de Biblioteconomia existentes e em funcionamento no Brasil, levantados com
base em informações coletadas através do Google, da Associação Brasileira
de Educação em Ciência da Informação (ABECIN), da Associação RioGrandense de Biblioteconomia (ARB) e do Conselho Federal de
Biblioteconomia (CFB). Através destes mesmos canais foram levantados outros
dados que subsidiaram a pesquisa, como endereços eletrônicos, currículos e
informações referentes aos cursos e suas disciplinas. Chegou-se ao total de
trinta e cinco (35) instituições de ensino superior (IES) com curso de graduação
presencial em Biblioteconomia e uma (1) com curso totalmente a distancia, em
funcionamento. O instrumento de coleta de dados consistiu em um
questionário online, produzido através da ferramenta Google Docs, com
questões abertas e fechadas, encaminhado a todos os cursos presenciais.
3 Resultados e análise dos dados
Das 35 instituições contatadas, 15 preencheram o instrumento,
totalizando cerca de 43% do total. Dos 15 cursos respondentes, 13 estão
ligados à instituições de ensino públicas e 2 a privadas. Juntas as Regiões
Sudeste e Sul somaram 12 cursos, ou seja, representaram 80% dos
respondentes, sendo que as demais regiões representaram 1curso cada uma.
Quando questionadas se no curso de Biblioteconomia da instituição era
utilizada alguma plataforma para ensino a distância, mesmo sendo apenas
como auxiliar ao ensino presencial, 12 cursos responderam afirmativamente e
3 não utilizam. Estes estão localizados nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e
Sul. Para complementar esta questão questionou-se quais plataformas eram
utilizadas. Dez dos doze cursos que utilizam essas plataformas adotam o
Moodle. As duas outras citadas foram o SIGAA e o Quantum.

�Também a pesquisa procurou saber que percentual aproximado de
disciplinas presenciais (obrigatórias ou optativas) utilizavam, como apoio
acadêmico, as referidas plataformas. A faixa de 100% só foi preenchida por um
dos cursos, localizado na Região Sul. Quatro outros questionados o utilizam
em 10% das disciplinas e 3 outros em 20%. Os percentuais de 40%, 60% e
80% foram indicados cada um por um respondente.
Dois cursos de bacharelado oferecem disciplinas de forma totalmente a
distancia nos cursos presenciais. Em uma das instituições é a disciplina
obrigatória Sistemas de Organização do Conhecimento II, nos turnos manhã e
noite. A mesma instituição apontou que também foi ministrado conteúdo teórico
da disciplina de Estágio Supervisionado, componente obrigatório. Ambas
oferecidas apenas para o curso de Biblioteconomia. Na outra instituição, 5 são
as disciplinas oferecidas: Gestão do Conhecimento, de cunho obrigatório;
Bibliotecas Digitais, Informação em Mídias Digitais, Organização de Bibliotecas
Escolares e Organização de Bibliotecas Públicas, optativas. As três primeiras
são oferecidas também para os cursos de Museologia e/ou Arquivologia.
4 Considerações Finais ou Conclusões:
Rabello e Haguenauer (2011) constatam que o aprendizado eletrônico
(e-learning) e, mais recentemente, a aprendizagem móvel (m-learning), estão
mudando de forma expressiva os ambientes e contextos de aprendizagem. No
ensino a distância, as plataformas de ensino virtual têm proliferado, mas o
Moodle vem se impondo, no mundo todo, como uma das preferidas, utilizado
por grande parte de nossas universidades e a adotada pela UAB para todos
seus cursos. A pesquisa comprova estas preferências, bem como mostra que,
mesmo de forma tímida, a Biblioteconomia está se abrindo para o ensino a
distância. Espera-se que esta investigação incentive outras nesta mesma linha,
que possam levar a um efetivo mapeamento desta modalidade de ensino na área.
Palavras-chave: Ensino a distância. Biblioteconomia. EAD.
Referências:
BELLONI, Maria. Luiza. Educação a distância. 3. ed. Campinas: Autores
Associados, 2003.
NISKIER, Arnaldo. Educação à distância: tecnologia da esperança – políticas
e estratégias para a implantação de um sistema nacional de educação aberta e
à distância. São Paulo: Loyola, 1999.
RABELLO, Cinta R. L.; HAGUENAUER, Cristina. Sites de Redes Sociais e
Aprendizagem: potencialidades e limitações. EducaOnline, v. 5, n. 3, 2011.
RUBIO CARBÓ, Anna. Educação a Distância em Espanha. [1998?]. Disponível
em: &lt;http://www.lmi.ub.es/teeode/thebook/files/portugue/html/6spain.htm&gt;.
Acesso em: 25 mar. 2015.
RUSSO, Mariza et al. Formação em Biblioteconomia a Distância: a
implantação do modelo no Brasil e as perspectivas para o mercado de
trabalho do bibliotecário. Informação &amp; Sociedade, João Pessoa, v.22, n.3, 2012.
URIARTE, Luiz Ricardo. Modelo de ambiente para orientação a distância.
2003. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Programa de Pósgraduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa
Catarina, Florianópolis, 2003.
Agência financiadora: SEAD/UFRGS

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text> Souza, Andreza Lemke de Souza</text>
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                <text>As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) alteraram a forma de comunicação, trabalho, pesquisa e, certamente, a de ensinar e de aprender. A popularização dos computadores e o desenvolvimento de redes interconectadas, aliadas às possibilidades cada vez maiores de interação entre os atores, permitiu que o ensino-aprendizagem ocorresse de forma não presencial, sem fronteiras geográficas e limitações temporais. Essa modalidade de ensino, chamada de ensino a distância (EAD) vem crescendo sistematicamente e ocupando os diferentes níveis da educação formal (e informal), indo do ciclo básico à pós-graduação.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
GRADUAÇÂO A DISTÂNCIA EM BIBLIOTECONOMIA:
a parceria do CFB com a UAB
Helen Beatriz Frota Rozados. Profa. Dra. na Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação (UFRGS). Conselheira Federal do Conselho Federal de
Biblioteconomia (CFB). CRB 10/368. E-mail: hrozados@gmail.com
Célia Regina Simonetti Parbalho. Profa. Dra. na Universidade Federal do
Amazonas (UFAM). Diretora da Biblioteca Central da UFAM. E-mail:
simonetti@ufam.edu.br
1 Introdução
A constatação de que se mostrava necessário a formação de um
contingente maior de bibliotecários no País, tendo em vista a implementação de
diversos projetos nacionais que envolvem a contratação deste tipo de profissional
como, entre outros, a aprovação da Lei Federal 12.244, de 24 de maio de 2010,
que dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino
brasileiras motivou o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) a constituir uma
parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(Capes), por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB) no sentido de ofertar o
curso de bacharelado em Biblioteconomia na modalidade à distância.
O Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), como os demais conselhos
profissionais constituídos, através de seu Sistema CFB/CRB tem a
responsabilidade de regulamentar e fiscalizar a atuação profissional nos campos
abrangidos pela Biblioteconomia. Também como os demais conselhos
profissionais, a formação profissional é uma de suas preocupações, sendo assim,
o CFB mantém, entre suas comissões permanentes, a de Ensino (CEN),
composta por conselheiros docentes, e que se volta a assuntos pertinentes ao
processo de formação acadêmica do bibliotecário e a legalidade de criação e
implantação de novos cursos.
Universidade Aberta do Brasil (UAB) foi criada em 2005, sendo um sistema
integrado por universidades públicas que oferecem cursos de nível superior para
camadas da população que têm dificuldade de acesso à formação universitária,
por meio do uso da metodologia da educação a distância.
A parceria do CFB com a Capes foi oficialmente instituía em 23 de
dezembro de 2009, quando da publicação, no Diário Oficial da União, Seção 3, do
extrato do referido Acordo de Cooperação Técnica, tendo como objeto estabelecer
as bases para cooperação entre as partes signatárias, com vistas ao planejamento
e à implantação do curso de bacharelado em Biblioteconomia, a ser ofertado nos
polos de apoio presencial do Sistema UAB. O foco desta parceria foi ampliar as
oportunidades para a atuação do bibliotecário através da graduação a distância,
procedimento este que permite a formação de um número maior de profissionais
qualificados para o serviço de informação. Por outro lado, o CFB entendeu

�oportuno conduzir, na qualidade de organismo fiscalizador, um processo de
negociação visando à formação de bibliotecários que assegurem a qualidade
almejada pelas instituições da área e, sobretudo, pelo mercado.
2 Relato da experiência
O Acordo foi resultado de discussão conjunta que se iniciou em outubro de
2008, dentro do entendimento de que a educação a distância é uma realidade
mundial. Na área de Biblioteconomia, essa modalidade já é adotada em diversos
países da Ásia e Europa, além dos Estados Unidos, Canadá, México, Argentina,
Venezuela, Costa Rica e Cuba. Somando-se a isto, o sistema de ensino brasileiro
faculta a qualquer instituição a oferta de ensino de graduação nesta modalidade
Quando da oficialização da parceria ficou definida uma equipe que
trabalharia no delineamento do curso. Este grupo de trabalho foi composto por
bibliotecários professores doutores, com produção relevante em cada um dos
eixos identificados e com ação em diferentes regiões do País, para atuar junto à
UAB. Suas atividades tiveram início antes da assinatura do Acordo, em junho de
2009.
O Grupo trabalhou em consonância com as diretrizes curriculares
estabelecidas pela Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação
(Abecin), por meio de documentos construídos pelas escolas de Biblioteconomia
do País, dentro da observância das Diretrizes Curriculares elaboradas para os
Cursos de Graduação em Biblioteconomia, estabelecidas pelo Ministério da
Educação (MEC). Nesta linha foram assumidos como eixos temáticos os seis
estabelecidos pelos documentos que a norteiam, a saber: 1. Fundamentos
Teóricos da Biblioteconomia e da Ciência da Informação; 2. Organização e
Representação da Informação; 3. Recursos e Serviços de Informação; 4. Gestão
da Informação; 5. Tecnologias de Informação e Comunicação; 6. Políticas e
Gestão de Unidades, Sistemas e Serviços de Informação.
No convênio estão previstas as responsabilidades do CFB, no sentido de
planejar e produzir os cursos, enquanto cabe a Capes viabilizar encontros,
reuniões e oficinas para elaboração do projeto pedagógico e produção dos
conteúdos do curso. O CFB e a Capes/UAB elaboraram um plano de avaliação e
acompanhamento das atividades. O Acordo permitiu a designação de uma
comissão de gestão formada por profissionais ligados a ambas instituições, com a
finalidade de acompanhar todos os processos, desde a proposição do Projeto
Político Pedagógico (PPP) do Curso até sua total implementação.
Os anos de 2010 e 2011 foram anos eleitorais que culminaram na troca de
cargos tanto na Capes quanto na UAB, o que levou a uma estagnação no
processo, só retomado em 2012, com o lançamento do primeiro Edital pela UAB
(Edital n° 012/2012). Seu resultado foi divulgado em 6 de junho de 2012, quando
ficou escolhida a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para o
desenvolvimento de material didático e de apoio ao curso de bacharelado em
Biblioteconomia. O projeto, assumido pela Fundação Universitária José Bonifácio,
por meio do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação (CBG)
e do Núcleo de Educação a Distância da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(NEAD/UFRJ), passou a denominar-se BibEad.

�A referida Fundação lançou, no início de 2014, Edital de seleção de
autores e leitores especializados, para elaboração e análise crítica,
respectivamente, de materiais didáticos do Curso. Entre os requisitos
necessários aos candidatos era preciso ter formação comprovada na área da
disciplina que optou e experiência mínima de um ano em docência ou em
pesquisa na área ou na disciplina optada, comprovada por declaração da agência
de fomento ou do programa de pós-graduação recomendado pela Capes. Três
comissões oficialmente instituídas ficam responsáveis pela seleção dos
candidatos: Comissão Técnica de Biblioteconomia de Acompanhamento e
Avaliação, instituída pela CAPES; Comissão de Avaliação da Produção de
Material Didático para o Curso de Biblioteconomia em EaD; Comissão de
Gerenciamento de Produção de Material Didático do Curso de Biblioteconomia em
EaD, estas instituídas pela UFRJ.
Na sequencia, muito em breve deve ser lançado o Edital para a confecção
do material didático por designers instrucionais, designers gráficos e revisores e,
futuramente, um edital de convocação de instituições de ensino superior
interessadas em ofertar o curso.

3 Considerações Finais
A oferta de ensino superior na modalidade a distancia é uma realidade no
Brasil e no mundo e está em crescimento. Um levantamento feito recentemente
mostra que há interesse na criação de graduação em Biblioteconomia neste tipo
de modalidade. A Universidade de Caxias do Sul (UCS) já tem um curso em
andamento e a Unochapecó e a Universo EAD estão com cursos autorizados e
grade curricular divulgada.
Entende-se que o diferencial do Curso que está sendo criado através do
Acordo CFB/Capes-UAB é o extremo cuidado com o desenvolvimento e a
consolidação de cada etapa, iniciando pela definição do PPP e se estendendo na
escolha das instituições envolvidas e dos profissionais vinculados aos conteúdos e
a sua apresentação, nos treinamentos oferecidos, na definição das atividades a
distância e presencial, preocupação esta comprovada pelo constante
acompanhamento feito pelo CFB e Capes/UAB e pelas Comissões oficializadas,
no sentido de vigiar para que a implementação do Projeto ocorra dentro da
filosofia de excelência e qualidade desejadas pelos acordantes.
Palavras-chave:
Biblioteconomia.

Biblioteconomia

a

distância.

UAB.

CFB.

Ensino

de

Referências
BARBALHO, Célia R. S. et al. Graduação em Biblioteconomia na Modalidade a
Distância; projeto pedagógico. Brasília: CFB, 2010.
ENSINO a distância: assinado acordo de cooperação técnica entre UAB e CFB.
Boletim eletrônico do Sistema CFB/CRB, Brasília, DF, Ano 2, Especial.
Disponível em:
&lt;http://repositorio.cfb.org.br/bitstream/123456789/287/1/BoletimEspecial09_23nov-2009.pdf.&gt;. Acesso em: 25 mar.2015.

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                <text>A constatação de que se mostrava necessário a formação de um contingente maior de bibliotecários no País, tendo em vista a implementação de diversos projetos nacionais que envolvem a contratação deste tipo de profissional como, entre outros, a aprovação da Lei Federal 12.244, de 24 de maio de 2010, que dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino brasileiras motivou o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) a constituir uma parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB) no sentido de ofertar o curso de bacharelado em Biblioteconomia na modalidade à distância.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
MIGRAÇÃO DE DADOS: recurso tecnológico, com base na análise de dois softwares.

Autor: Edith Ursulina Lyrio
Santo lyrioeu@hotmail.com

Morati:

Universidade

Federal

do

Espírito

Gleice Pereira: Universidade Federal do Espírito Santo - gleiceufes@gmail.com
Fabio de Souza Prefeitura de Vitória-ES. fabiodesouza80@bol.com.br

Introdução:
Um dos fatores que faz com que a inovação das tecnologias da informação seja
eficiente e eficaz é quando seus recursos são utilizados de maneira adequada, o
que pode fazer toda a diferença em uma biblioteca escolar, quando ela faz parte
de um sistema de ensino (municipal, estadual ou privado) mas, por alguma razão,
a biblioteca ainda não faz parte de uma rede automatizada de bibliotecas. Nesse
caso, o profissional da área de informação, pode buscar inovações para uma
futura migração de dados, frente a diversidade de recursos tecnológicos
desenvolvidos pelo mercado, e que melhor se adaptam as necessidades de sua
unidade de informação.
Método da pesquisa:
Esta pesquisa, objetivou descrever métodos e recursos que poderão subsidiar ao
profissional bibliotecário, lidar com o sistema de informação quando o assunto é
migração de base de dados. Nesse sentido a pesquisa foi bibliográfica, realizada
por meio de revisão de literatura sobre o software livre e software proprietário para
auxiliar ao profissional da informação a possibilidade de migração da base de
dados do primeiro para o segundo, sem que nesse processo haja perda de
informação.
A análise para migração dos dados foi realizada a partir do software PHL e do
software Pergumum, considerando a realização de uma migração de dados do
primeiro para o segundo software. O critério de escolha dos dois softwares foi em
decorrência de ser o primeiro um software livre e o segundo um software
proprietário, sendo ambos, relativamente bem conhecido do profissional
bibliotecário.

�Resultados/Discussão:
De acordo com a natureza da biblioteca, todo material que contém informação
pode ser inserido em seu acervo. Estes materiais são preparados pelos
bibliotecários por meio de um processamento técnico em que se realiza a
catalogação, indexação e classificação para então disponibilizar no acervo. As
bibliotecas passarão a possuir uma nova dinâmica devido ao surgimento da
internet. As bibliotecas automatizadas permitem também criação de bancos de
dados proporcionando, uma melhor recuperação e disseminação da informação.
Muitas bibliotecas escolares mantêm seu acervo informatizado, realizada com
algum software livre, na esperança de um dia, caso o sistema (municipal, estadual
ou privado) a qual pertence, organizar uma rede de bibliotecas escolares
automatiza, os dados poderão ser migrados sem perda de conteúdo.
Embora o processo de automatização de biblioteca não seja tão simples quanto
parece, é certo que o avanço da tecnologia para a organização da unidade de
informação contribui para uma disseminação com mais qualidade e rapidez,
atendendo as necessidades de seus usuários por meio de seus recursos
tecnológicos.
Importantes mudanças aconteceram com o surgimento da informática no que se
refere à organização e funcionamento das bibliotecas. A informatização foi
resultante de uma reflexão que se relacionou com as antigas estruturas com o
objetivo de formar uma nova organização (CAFÉ; SANTOS; MACEDO, 2001,
p.70).
Pode-se definir então, que uma biblioteca automatizada é aquela que está inserida
em novos métodos de trabalho, disponibilizando e aprimorando o acesso dos seus
usuários a informação de acordo com o avanço das tecnologias, implantando suas
ferramentas de maneira a aliar tanto a necessidade do usuário, quanto a
necessidade da unidade de informação.
Considerações Finais ou Conclusões:
Comumente migração de dados exige muita atenção da parte dos profissionais
que a executam. Migrar dados é uma tarefa complexa, pois envolve
planejamentos, várias etapas e habilidades do profissional envolvido. A decisão
na escolha de um software que atenda às necessidades desta unidade é
fundamental. A transição do software livre para o software proprietário fica a
critério da unidade de informação, de acordo com suas necessidades e recursos
financeiros.

�No mercado existem vários tipos de software para a automação além dos
analisados durante a pesquisa, compete ao profissional da informação se adequar
ao avanço tecnológico, pois, estas ferramentas, oferecem recursos que facilitam a
vida do profissional, como também a possibilidade de migração de dados.
Na descrição dos métodos utilizados para migrar dados de um software para
outro, percebe-se que ficar atento ao processo da migração é infinitamente
importante para toda a equipe envolvida, desde á decisão da escolha do software
até o planejamento e treinamento dos usuários da unidade de informação. É
necessário comparar o que tinha no software migrado e o que passou a ter no
software instalado; se a migração foi realizada com sucesso, isto é, sem perda de
informação.
O profissional da informação deve saber que existem riscos de perda de dados
durante o processo de migração. No entanto, metodologias estão disponíveis em
manuais e literaturas especializadas que favorecem o entendimento do
profissional da informação na utilização desses programas. A avaliação dos
diversos paradigmas e constante capacitação frente às novidades do mercado
desta área é imprescindível.
Palavras-chave: Migração de dados; Software PHL; Software Pergamum.
Referências:
CAFÉ, Lígia; SANTOS, Christophé dos; MACEDO Flávia. Proposta de um método
para a escolha de software de automação de bibliotecas. Ci. Inf., Brasília, v. 30,
n.2, p.70-79, maio/ago,2001. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v30n2/6213&gt;. Acesso em: 27 set. 2014.
GNU Operating System. Licenças de Software Livre. Disponível em:
&lt;http://migre.me/nnUrD&gt;. Acesso em: 04 out. 2014.
GUIA LIVRE - Organizado por Grupo de Trabalho Migração para Software Livre
[Org.]. Guia Livre - Referência de Migração para Software Livre do Governo
Federal. Versão 1.0. Brasília, 2005. 297p. Disponível em:
&lt;http://migre.me/nnOYu&gt;. Acesso em: 02 nov. 2014.
SOUZA, Marcos Rogério. Sobre Pergamum. [mensagem pessoal]. Mensagem
recebida por &lt;lyrioeu@hotmail.com&gt; em: 03 dez. 2014.
OLIVEIRA, E. M. S. de. Sobre PHL. [mensagem pessoal]. Mensagem recebida
por lyrioeu@hotmail.com em: 17 jul. 2014.

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                <text>Um dos fatores que faz com que a inovação das tecnologias da informação seja eficiente e eficaz é quando seus recursos são utilizados de maneira adequada, o que pode fazer toda a diferença em uma biblioteca escolar, quando ela faz parte de um sistema de ensino (municipal, estadual ou privado) mas, por alguma razão, a biblioteca ainda não faz parte de uma rede automatizada de bibliotecas. Nesse caso, o profissional da área de informação, pode buscar inovações para uma futura migração de dados, frente a diversidade de recursos tecnológicos desenvolvidos pelo mercado, e que melhor se adaptam as necessidades de sua unidade de informação.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Eixo VIII: Organização e Representação da Informação: tecnologias e novas
ferramentas, produtos e serviços, políticas, cooperação

DOS CABEÇALHOS DE ASSUNTOS ÀS ONTOLOGIAS: EVOLUÇÃO DOS
SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
Andréia Gonçalves Silva. Doutora em Ciência da Informação (ECA/USP). Docente da
Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação – FABCI/FESPSP andreiabiblio@uol.com.br

Introdução: A promoção do acesso à informação envolve procedimentos que
não se restringem a agrupar quantidade significativa de dados e informações e
publicá-los num suporte impresso ou digital. De modo contrário, para que haja
eficiência no processo de divulgação da informação é necessário utilizar
critérios para sua organização e sistematização. Nos últimos anos o desafio de
organizar informações tem chamado a atenção das pessoas, no entanto esse
desafio não é recente, há séculos profissionais de diversas áreas vem lutando
contra as dificuldades de organizar informações. A Biblioteconomia, subcampo
da Ciência da Informação, há muito se dedica à tarefa de organizar e fornecer
acesso à informação (ROSENFELD, MORVILLE, 2002). Para cumprir com
esse papel utiliza metodologias de representação da informação e do
conhecimento. Essas representações são conhecidas como Sistemas de
Organização do Conhecimento (SOC), do inglês Knowledge Organization
Systems (KOS). Os Sistemas de Organização do Conhecimento permitem
eliminar ambiguidade, controlar sinônimos e estabelecer relações lógicosemânticas entre conceitos. São utilizados na representação temática dos
conteúdos documentais. A organização das informações produzidas pelas
diversas áreas do conhecimento recorre aos Sistemas de Organização do
Conhecimento, desde a classificação de acervos bibliográficos para armazenar
livros nas prateleiras, até a elaboração de redes semânticas para disponibilizar
informações na Internet. De modo geral, os Sistemas de Organização do
Conhecimento são mecanismos para a organização de informações e estão no
coração de cada biblioteca, museu e arquivo (HODGE, 2000). Pertencem à
área da Organização do Conhecimento e são utilizados para representar
tematicamente um domínio, por meio de sistemas de conceitos e da relação
entre eles. São, na opinião de Souza, Tudhope e Almeida (2012, p. 181),
“representações do conhecimento baseadas em conceitos e com diferentes
graus de relacionamentos entre eles" e abarcam vários tipos de esquemas de
organização de informações que vão dos mais tradicionais, como sistemas de
classificação e listas de cabeçalhos de assunto, a sistemas mais sofisticados
como os tesauros e menos tradicionais como as redes semânticas e
ontologias. Os profissionais da área podem inferir que Sistema de Organização
do Conhecimento é uma denominação mais atual para linguagem
documentária. De fato os Sistemas de Organização do Conhecimento
englobam também as linguagens documentárias, mas não se restringem a
elas. Neste sentido, objetiva-se demonstrar a evolução destes sistemas de
organização ressaltando suas características, função e uso.

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Método da pesquisa: A metodologia da pesquisa segue o caráter exploratório.
Realizou-se levantamento bibliográfico da literatura que aborda as temáticas
organização e representação do conhecimento, sistemas de organização do
conhecimento e linguagem documentária.
Resultados: De acordo com a literatura os Sistemas de Organização do
Conhecimento podem ser categorizados em grupos que vão dos mais simples
aos mais complexos: Os grupos são classificados em três categorias: (i) Lista
de termos: Lista de autoridade, Dicionário, Glossário, Dicionário geográfico,
Folksonomia, Anéis de Sinônimos; (ii) Categorização e classificação: Lista de
cabeçalho de assuntos, Vocabulário controlado, Sistema de classificação,
Taxonomia; (iii) Lista de relacionamentos: Tesauro, Rede Semântica e
Ontologias.
Discussão: A complexidade e a função de cada grupo variam conforme o nível
de estruturação. Glossários e dicionários precisam o significado de um termo
numa dada área de especialidade; sistemas de classificação são instrumentos
mais tradicionais que hoje se prestam mais à organização física de acervos,
todavia, continuam contribuindo para a distribuição dos assuntos em grupos
temáticos; listas de cabeçalho de assuntos originalmente controlavam as
variações sinonímicas e agregavam algumas relações hierárquicas. Hoje,
buscam maior estruturação para assemelhar-se aos tesauros; tesauros
possuem todas as funções citadas anteriormente e também estabelecem
relações de associação entre os termos, ampliando a rede semântica entre
eles, o que contribui para a contextualização do significado dos termos; as
ontologias e redes semânticas são utilizadas pela Ciência da Computação. A
primeira pela engenharia de software na interoperabilidade entre sistemas de
informação, que por meio de um processo dos agentes (computadores)
compartilham e reutilizam o conhecimento entre os sistemas; a segunda para
organizar informações em ambientes digitais, com o intuito de explorar a
memória semântica e demonstrar as relações existentes entre termos
(BOCCATTO, 2011; CARLAN; MEDEIROS, 2010; ZENG, 2008; CURRÁS,
2010; SCHIESSL; SHINTAKU, 2012; ISO 25964-1, 2011; MOREIRO
GONZÁLEZ, 2011; SOWA, 2014).
Considerações Finais: A área de Organização e Representação do
Conhecimento está passando por um processo de amadurecimento e
consolidação no Brasil. Atualmente pesquisadores da Ciência da Informação
não a consideram mais como mera dimensão técnica. A evolução e
aprimoramento dos Sistemas de Organização do Conhecimento trouxe um
campo fértil para a pesquisa científica (LARA, 2011; LOPEZ-HUERTAS, 2008)
e um desafio para o profissional da informação que precisará expandir seu
conhecimento para reformular o uso e a aplicação das linguagens
documentárias, visto que, no contexto atual, organizar e representar
informação e conhecimento não se restringe ao uso das tradicionais práticas
biblioteconômicas.
Palavras-chave: Organização e Representação do Conhecimento, Sistemas
de Organização do Conhecimento, Knowledge Organization Systems,
Linguagem Documentária.
Referências:

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
BOCCATO, Vera Regina Casari. Os sistemas de organização do conhecimento
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&lt;http://www.revistas.usp.br/incid/article/view/42340&gt;. Acesso em: 30 mar.
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CARLAN, Eliana; MEDEIROS, Marisa Bräscher Basílio. Sistemas de
organização do conhecimento na visão da Ciência da Informação. RICI:
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em: &lt;http://periodicos.unb.br/index.php/RICI/article/view/6209/5102&gt;. Acesso
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CURRÁS, Emilia. Ontologias, taxonomia e tesauro em teoria de sistemas e
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HODGE, G. Systems of Knowledge Organization for Digital Libraries:
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MOREIRO GONZÁLEZ, José Antonio. Linguagens documentárias e
vocabulários semânticos para a web: elementos conceituais. Salvador:
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LARA, Marilda Lopes Ginez de. Conceitos de organização e representação do
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world wide web. 2nd. Ed. Beijing: O’Reilly, 2002.
SOUZA, Renato Rocha; TUDHOPE, Douglas; ALMEIDA, Maurício Barcellos.
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                <text>A promoção do acesso à informação envolve procedimentos que não se restringem a agrupar quantidade significativa de dados e informações e publicá-los num suporte impresso ou digital. De modo contrário, para que haja eficiência no processo de divulgação da informação é necessário utilizar critérios para sua organização e sistematização. Nos últimos anos o desafio de organizar informações tem chamado a atenção das pessoas, no entanto esse desafio não é recente, há séculos profissionais de diversas áreas vem lutando contra as dificuldades de organizar informações.</text>
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                    <text>REVITALIZAÇÃO DA BIBLIOTECA COMUNITÁRIA DO BAIRRO SÃO JOSÉ:
EM BUSCA DA INCLUSÃO E FORMAÇÃO DE LEITORES/CIDADÃOS.

Marília Mesquita Guedes Pereira - Bibliotecária e Coordenadora do Projeto
Universidade Federal da Paraíba - UFPB
Email: marilliagp@yahoo.com.br
Ewerton Araújo - Aluno bolsista do Curso de Biblioteconomia
Universidade Federal da Paraíba - UFPB
Email: ewertonjp@hotmail.com

RESUMO: Projeto de extensão que trata da importância das Bibliotecas
Comunitárias no processo de inclusão social e formação de leitores-cidadãos,
no contexto atual da Sociedade da informação. Tendo como âmbito de estudo
e atividades propostas, a Biblioteca comunitária do Bairro São José, que existe
desde o ano de 1999. Objetiva revitalizar a Biblioteca Comunitária do Bairro
São José na cidade de João Pessoa, a fim de proporcionar um ambiente de
propagação cultural, informacional e educacional, como ainda, demonstrar que
um serviço de extensão viabilizado através da Biblioteca Central da UFPB junto
à comunidade do Bairro São José é de fundamental importância em termos de
aspirações individuais, profissionais e sociais, bem como, certificar a melhoria
para inclusão informacional e consequentemente socialmente, após a
otimização dos serviços e acervo oferecidos pela Biblioteca comunitária aos
moradores do supracitado bairro.
Palavras–Chaves: Biblioteca Comunitária, Bairro São José, Inclusão Social.

INTRODUÇÃO:
As bibliotecas comunitárias são unidades que surgem como práticas
espontâneas, idealizadas e organizadas por indivíduos ou grupos e que na
maioria das vezes são locais periféricos, onde se acredita ter certa dificuldade
de acesso a informação e cultura, visando atender as necessidades
informacionais de uma determinada comunidade, que pode oferecer atividades
culturais e escolares e serviços de empréstimos, etc. Flusser (1980) considera
que a Biblioteca Comunitária, é a ideia concretizada de uma Biblioteca
verdadeiramente pública, não é implantada e normalmente surge de uma
emergência cultural. Considerando que estamos na chamada “sociedade” ou
“era da informação”, que se caracterizou através das tecnologias de informação
e comunicação – TIC’s e que a exclusão social e informacional é fator

�determinante que acentua a desigualdade de acesso a informação e ao
conhecimento. Dessa forma, percebe-se a relevância da Biblioteca Comunitária
do Bairro São José no processo de inclusão e construção do leitor-cidadão
para sua respectiva comunidade, porém, torna-se necessário o
acompanhamento e maximização desse projeto social.
A Biblioteca Comunitária do Bairro São José - BCSJ tem como visão de futuro
ser uma referência municipal no apoio ao desenvolvimento sociocultural de
cada cidadão, auxiliando e contribuindo para o desenvolvimento da própria
comunidade. Classificamos os objetivos da Biblioteca Comunitária do Bairro
São José em Educacional, Informacional e Cultural, onde:






EDUCACIONAL: Busca fornecer oportunidades de acesso e uso da
informação a um maior número de estudantes e demais moradores,
contribuindo para minimizar as desigualdades sociais e para
democratizar a educação.
INFORMACIONAL: Oferecer recursos informacionais, utilizando
suportes físicos dentro das possibilidades dessa biblioteca para atender
às demandas das mais variadas áreas.
CULTURAL: Implantar e proporcionar atividades de lazer e ação cultural
visando formar um cidadão crítico da cultura, estimulando sua
criatividade, reflexão, expressão e senso estético.

RELATO DE EXPERIÊNCIA
A BCJS surgiu em 1999, como um projeto de idealização de uma Bibliotecária
da cidade de João Pessoa juntamente com a Associação dos Moradores do
Bairro São José, por meio da democratização do espaço físico, do acervo, dos
serviços e produtos para atender às necessidades informacionais da
comunidade. O Bairro São José, com uma população de 15.000 mil habitantes
é um bairro com características de comunidade carente, ocupação
desordenada e em áreas de risco ambiental, precariedade das moradias,
insalubridade, sem muitos espaços de sociabilidade, alta densidade construtiva
e condições de habitabilidade inalcançáveis. Está situado numa região
considerada “nobre”, entre os bairros Manaíra e João Agripino, e às margens
do Rio Jaguaribe, o bairro São José possui um dos piores indicadores
socioambientais e urbanos da cidade de João Pessoa e do mundo (Dados do
IBGE, 2010). A BCSJ e o grupo comunitário possuem a missão de contribuir
para o desenvolvimento social e cultural da comunidade, por meio do livre
acesso ao seu espaço e atividades oferecidas, como: oficinas, palestras entre
demais atividades de recreação.
No ano de 2014 foi elencado um conjunto de ações que culminariam na
entrega da BCSJ no final mês de dezembro de 2014, porém a maioria das

�ações pensadas não pôde ser executada devido a uma série de dificuldades
encontradas no decorrer do projeto, entre elas a eleição para Presidente da
República onde as verbas tornaram-se escassas, a ausência de estrutura do
prédio, bem como, a falta de recursos material e humano para o
desenvolvimento das atividades propostas, como a aplicação da Biblioterapia
para crianças com dificuldade de aprendizagem, portadores de deficiência e a
terceira idade, a realização de palestras e discussões sobre assuntos
pertinentes à comunidade, e a promoção de oficinas, contação de histórias,
saraus de leitura e encontro com escritores.
Dentre muitas dificuldades, o fato de termos conseguido disponibilizar a
biblioteca para a comunidade, ainda que para um número reduzido de usuários
devido a falta de estrutura, deve ser comemorado, pois até então isso ainda
não havia sido feito. Conseguimos também promover a divulgação da
Biblioteca Comunitária, junto a Associação de Moradores do Bairro São José,
que nos possibilitou atrair algumas crianças para a biblioteca e desenvolver um
trabalho de incentivo a leitura, bem como a realização de pequenos eventos
para a contação de histórias e a celebração de algumas datas festivas, como
dia das crianças, dia de Cosme e Damião, e o Natal, onde foram realizadas
dramatizações com contadores de história, dinâmicas lúdicas e a distribuição
de lanches e brindes para as crianças.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O projeto tem como objetivo geral revitalizar a Biblioteca Comunitária do Bairro
São José a fim de proporcionar um ambiente de propagação cultural,
informacional e educacional, bem como demonstrar que um serviço de
extensão viabilizado através da Biblioteca Central da UFPB junto à comunidade
da Casa das Mulheres de Mãos Dadas moradoras do Bairro São José é de
fundamental importância em termos de aspirações individuais, profissionais e
sociais, bem como, certificar a melhoria para inclusão informacional e,
consequentemente, a sua socialização após a otimização dos serviços e
acervo oferecidos pela Biblioteca Comunitária aos moradores do Bairro São
José.
Apesar das dificuldades encontradas no decorrer de sua implantação,
entendemos que o projeto é da maior significância para a comunidade e que
as ações da Biblioteca Comunitária devem ter continuidade para que os
objetivos não alcançados em 2014 possam ser atingidos em 2015, sendo
revertidos em melhores benefícios para essa comunidade tão sofrida e carente
em Educação e Cultura. Ressaltamos que durante o ano de 2015 será
realizada uma parceria com a Universidade Federal da Paraíba e a Prefeitura
Municipal da Grande João Pessoa.

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FLUSSER, Victor. A biblioteca como instrumento de ação cultural. In:
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, 11. Anais... João
Pessoa, 1980, v.2, p.95-167.
______. O Bibliotecário Animador: considerações sobre sua formação. Revista
da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.11, n.2, p.230-236,
set.,1982.
FREIRE, Paulo. Ação cultural para a liberdade e outros escritos. 8.ed. Rio de
Janeiro: Paz e terra, 1982.
GOHN, Maria da Glória. O protagonismo da sociedade civil: movimentos
sociais, ONGs e redes solidárias. São Paulo: Cortez, 2005.
PEREIRA, G.M.; Costa, G.C.N; Medeiros, I.S.; Nóbrega, R. Tecnologias
assistivas: um desafio na formação e atuação do profissional bibliotecário nas
bibliotecas universitárias de João Pessoa. In: Encontro Nacional Dos
Estudantes de Biblioteconomia, 33. , 2010, João Pessoa. Anais ... João
Pessoa.
Disponível
em:
&lt;
http://dci.ccsa.ufpb.br/enebd/index.php/enebd/article/view/141&gt;. Acesso em: 05
jan. 2013.
PEREIRA, G. M.; CÂNDIDO, Jonatan. A formação de leitores-cidadãos: a
experiência da Biblioteca Comunitária do Bairro São José - João Pessoa, PB.
In: Encontro Regional de Biblioteconomia, Documentação, Gestão e Ciência da
informação, 12., 2011, Campo Grande. Anais... Campo Grande. Disponível em:
. Acesso em: 05 jan. 2013.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
RESUMO
IDENTIDADE BIBLIOTECÁRIA: RETRATOS DE UMA PROFISSÃO NA BAHIA.
Maria Isabel de Jesus Sousa Barreira1
(UFBA, isasousa2010@hotmail.com)
Jaires Oliveira Santos2
(UFBA, jairesoliveira@gmail.com)
Introdução
Aborda o perfil dos egressos do curso de Biblioteconomia e Documentação da
Universidade Federal da Bahia3, no período de 1980 a 2012. Objetiva-se identificar e
analisar o perfil desses sujeitos no período investigado, buscando especificamente,
mapear os egressos do curso ao longo desses 32 anos. Trata-se de uma pesquisa
documental, com nível de investigação descritivo e abordagem quantitativa e
qualitativa.
A profissão de Bibliotecário acompanhou as transformações dos meios e
formas de comunicação que ocorreram em meio à explosão da informação, após as
revoluções francesa, industrial e especialmente a tecnológica. Esse conjunto de
fatores influenciaram e foram determinantes para resignificar

as práticas

biblioteconômicas ao longo da história.
Nesse sentido, o fazer bibliotecário ganhou visibilidade e uma dimensão
social significativa, contextualizado em um cenário de convergência dos objetos de
estudo, bem como de crescimento da produção intelectual, que contribuem para os
elevados fluxos da informação, resultando na ampliação da quantidade de
informação, em um curto espaço de tempo (LE COADIC, 1996).
O contexto apresentado pelo autor demanda do bibliotecário a aquisição de
competências diversificadas, para além das práticas tradicionais. O relatório da
Special Librarians Association (SLA) apresenta as competências emergentes para
os bibliotecários do século XXI, sugerindo, entre outras, aquelas relacionadas ao
conhecimento do perfil do público usuário, a compreensão de suas demandas
informacionais, bem como a apropriação dos assuntos e temas mais pesquisados
(COMPETÊNCIAS...1996).
1

Docente e pesquisadora no ICI/UFBA; Doutora em Educação UFBA;
Mestranda em Ciência da Informação PPGCI/UFBA; Bacharel em Biblioteconomia e Documentação UFBA;
3
Parte do projeto de pesquisa Identidade bibliotecária: perfil dos egressos do curso de biblioteconomia e
2

Documentação da UFBa, insere-se no Eixo Iniciação à Pesquisa, coord. pela prof. Dra. Mª Isabel Barreira.

�Na atualidade, a competência em informação requerida do bibliotecário pode
incluir a disseminação da informação, a elaboração de projetos, a criação de novos
produtos informacionais e a adaptação dos recursos já disponíveis na biblioteca,
incluindo o uso das redes sociais – Facebook, blog e Twitter - com a finalidade de
atender as demandas informacionais dos cidadãos e ser um elemento de
aproximação da instituição à nova geração de usuários, bem como criar um espaço
para realizar o marketing institucional, a difusão dos acervos e de eventos culturais.
Um ponto que merece reflexão e que está relacionado ao fazer profissional
insere-se

naquelas

competências

tradicionalmente

conhecidas

como

de

responsabilidade do bibliotecário, tais como aquelas relacionadas à preservação e
disseminação da memória individual e coletiva, contida nos diferentes registros da
informação produzido historicamente pelo homem.
Método da pesquisa
Trata-se de uma pesquisa documental, com nível de investigação descritivo e
abordagem quantitativa e qualitativa. Nessa perspectiva, Hymann (1967) enfatiza o
caráter descritivo da pesquisa, que descreve um fenômeno e registra a maneira que
ele ocorre. Caracteriza-se como documental, pois as informações coletadas são
oriundas das Atas de formatura da Escola de Biblioteconomia e Documentação,
atual ICI/UFBA e dos livros comemorativos publicados pela instituição, por ocasião
dos aniversários de 40, 50 e 60 anos da referida escola.
Diante da natureza dos dados adotou-se a abordagem qualitativa e
quantitativa uma vez que, de acordo com Goode e Ratt (1968, apud, OLIVEIRA
1997, p.116), “[...] o que é medido continua a ser uma qualidade”, o que significa
dizer que, embora existisse a tendência de mensuração dos dados, não se excluiu a
possibilidade de tratá-los, qualitativamente.
Resultados
O mapeamento realizado nas Atas de formatura do curso de Biblioteconomia
e Documentação e nos livros comemorativos revelou que, no período de 1942 à
2012, foi totalizado 1912 egressos. Diante da impossibilidade de investigar o perfil
da totalidade da população, em razão da exiguidade temporal, fez-se necessário
realizar um recorte correspondente ao período de 1980 a 2012. Desse modo, a
amostra composta por 30 profissionais foi definida pelo critério da acessibilidade dos
sujeitos.

�Os resultados evidenciaram que esse profissional, majoritariamente do
gênero feminino, ratificando resultados de pesquisas realizados por Martucci (1996),
atua em diferentes espaços no mercado de trabalho, desenvolvendo atividades
diversificadas para atender às exigências da sociedade atual. Desse modo, se
percebe que a diversidade de atuação condiz com a amplitude das atividades
inerentes ao bibliotecário, quais sejam “tratar, organizar e disseminar a informação
para os usuários”, conforme Ranganathan,(2009).
Os dados revelaram que esses Bibliotecários sentem-se profissionalmente
realizados no campo laboral e intelectual. Quanto à formação acadêmica, estes
revelam que foram preparados para ingressar no mercado de trabalho. No que se
refere à educação continuada, a pesquisa revelou que 90% dos participantes cursou
um tipo de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado). Nesse sentido,
Cunha (1984), enfatiza a necessidade das instituições formativas, ofertarem cursos
de pós-graduação aos egressos, a fim de oportunizar o desenvolvimento da
educação continuada.
Considerações Finais
O estudo retratou o perfil do bibliotecário baiano, evidenciando uma área em
expansão que, de um modo geral, atende as exigências do mercado de trabalho da
sociedade atual. Ressalta-se ainda que, em razão das demandas informacionais,
esse profissional tem constantemente buscado atualizações por meio da educação
continuada.
Palavras-chave: História da Biblioteconomia. Bibliotecário. Educação continuada.
Competência em informação.
REFERÊNCIAS
COMPETÊNCIAS para os bibliotecários do século 21. Disponível em: &lt;
http://www8.fgv.br/bibliodata/geral/docs/padronizacao.pdf &gt;. Acesso em: 28 jul. 2013.
CUNHA, Murilo Bastos da. O desenvolvimento profissional e a educação continuada.
Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 12, n. 2, p. 145-156, jul./dez. 1984.
HYMANN, Hebert. Planejamento e análise da pesquisa: princípios, casos e processos.
Rio de Janeiro: Lidador, 1967.
LE COADIC, Yves François. A Ciência da Informação. Brasília: Briquet de Lemos, 1996.
MARTINS, Wilson. A Palavra Escrita. São Paulo: Ática, 2002.
MARTUCCI, Elisabeth Márcia. A feminilização do magistério e da biblioteconomia: uma
aproximação. Perspec. Ci. Inf., Belo Horizonte, v.1, n.2, p.225-244, jul./dez. 1996
OLIVEIRA, Silvio Luiz. Tratado de metodologia cientifica : projetos de pesquisa, TGI,
TCC, monografias, dissertações e teses. São Paulo: Pioneira, 1997.
ORTEGA Y GASSET, José. Missão do bibliotecário. Brasília: Briquet de Lemos, 2006.
RANGANATHAN, Shiyal Ramamrita . As Cinco leis da biblioteconomia. Brasília, DF:
Briquet de Lemos, 2009.

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XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Resumo expandido
Apresentam-se as possibilidades de uso das ferramentas da web 2.0, em
especial o facebook, para a produção, organização e recuperação do
conhecimento acadêmico-científico. É traçado um breve histórico sobre o
avanço das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), desde o
fenômeno chamado de informacionalismo, passando pela web 1.0 até a criação
de uma internet mais interativa e flexível, a web 2.0. Faz-se um paralelo da
evolução da web com as noções de rede social e inteligência coletiva e sua
capacidade de criar um ambiente favorável à produção colaborativa de
conhecimento. Também são analisadas as funcionalidades das ferramentas
blog, wiki, facebook e suas vantagens e desvantagens, bem como elas podem
ser aproveitadas na criação de um ambiente destinado à produção de
conhecimento acadêmico-científico. Foram analisados três grupos de usuários
do facebook de disciplinas do currículo do curso de Biblioteconomia da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) no período de
2012 a 2013.

ORGANIZAÇÃO E PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO ACADÊMICO-CIENTÍFICO NO
FACEBOOK

Clarice Garcia Borges Ribeiro, Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro; e-mail: cgbribeiro@gmail.com. Ludmila dos S. Guimarães,
Professora Adjunto, Coordenadora Adjunta UAB/CAPES da Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro; e-mail: lguimaraes2007@gmail.com.

�Introdução
As redes sociais, tão utilizadas e conhecidas pela maioria de nós hoje
em dia, são a modernização de um fenômeno muito maior, mais antigo e que
sempre

esteve

presente

nos

relacionamentos

humanos.

Nossos

relacionamentos sempre foram baseados nas ligações fortes e fracas que
somos capazes de fazer uns com os outros e nas mensagens que somos
capazes de receber e passar ao longo dessa cadeia. A extensão desse
conceito para o ciberespaço ressalta a importância das interações sociais na
construção do conhecimento.
Tais ambientes existem hoje graças aos anos de evolução das
tecnologias de informação e comunicação. A nova forma de produção, que
surgiu durante e após a Segunda Guerra Mundial, deu início ao que Castells
(2000) chama de “Sociedade em Rede” e estimulou muitas outras mudanças.
No contexto da Guerra Fria tivemos os primeiros passos do que se tornaria,
posteriormente, uma internet primária e desorganizada. A segunda evolução
ficou por conta do surgimento da web 1.0, onde a informação era mais fácil de
ser localizada, facilitando o uso e a popularização da ferramenta, mas não
possibilitava muita interação entre criadores de conteúdo e seus consumidores
ou, mais do que isso, não permitia que qualquer usuário produzisse conteúdo.
Uma das grandes inovações da web 2.0 foi mudar esse paradigma, ao
apresentar ferramentas mais interativas e fáceis de serem utilizadas, acabando
com as barreiras que ainda sobravam entre as pessoas e entre a produção de
conhecimento.
Muitas ferramentas da web 1.0 tiveram seus sucessores – diretos ou
espirituais – na web 2.0. A seguir análise realizada por Galdo (2010) resume as
características dessas novas ferramentas:
• Weblogs ou blogs - Ferramenta para publicação de informações, opiniões
e ideias, com espaços para comentários de outros usuários da Internet.
Somam o poder noticiador dos grupos de discussão às informações
organizadas nas páginas web (ANTOUN, 2008). Os weblogs ou blogs são
personalizados pelo autor/autores e podem conter textos, imagens,

�vídeos, ferramentas de busca, links para outros blogs, estatísticas de
acesso, “nuvem de tags”, entre outros recursos.

•

Wikis - Ambiente em que cada usuário redige e comenta um
determinado termo acessível a todos os outros, que o leem, e podem
também contribuir com alterações. (CAVALCANTI; NEPOMUCENO,
2007, p. 24).

Os wikis permitem a criação coletiva de conteúdo na web e possuem formas de
regulação da produção da coletividade (PRIMO, 2008a) O exemplo mais
conhecido é a Wikipédia. Ferramentas wiki têm um grande potencial para a
construção colaborativa de trabalhos acadêmicos.
• Sites de Redes Sociais - Site que foca a publicação da rede social dos
atores (usuários da Internet). Representam processos dinâmicos em
consequência dos processos de interação entre esses atores.
(RECUERO, 2009).
Assim surgiram os blogs, as wikis, o orkut, o twitter, o facebook, o
tumblr, dentre muitos outros. Cada um desses espaços possuindo uma
proposta e dedicados a fornecer um tipo diferente de interação entre seus
usuários e, consequentemente, diferentes maneiras de produzir, armazenar e
compartilhar a informação. Os ideais da web 2.0 estão relacionados com a
importância da inteligência coletiva, em como cada parte pode contribuir para
gerar um conhecimento único, a partir das interações feitas em rede. Quanto
mais pessoas uma rede possuir mais informações podem ser trocadas entre
elas, e portanto é preciso democratizar o quanto for possível essas ferramentas
e saber o quanto elas podem ser flexíveis e aproveitadas com diversos
objetivos.
Foi questão de tempo até que essas ferramentas fossem apropriadas
pela esfera acadêmico-científica, já que elas encurtam o tempo e a distância,
facilitando a comunicação entre os pares. Elas permitem também que o
conhecimento esteja sempre sendo argumentado e renovado, criando um

�processo contínuo de trocas, que é a base de toda a produção de
conhecimento.
As novas TICs ajudaram a criar espaços de construção de conhecimento
que ultrapassam as barreiras de distância, espaço e tempo. O ciberespaço
transformou a aprendizagem em um processo contínuo e permanente, sempre
pronto para as trocas de saberes. Consequentemente os ambientes
educacionais como conhecíamos tiveram que se adaptar a essas mudanças,
principalmente levando em conta a rapidez e certas imprevisibilidades que as
novas tecnologias possuem. Coutinho e Bottentuit (2007, p. 199) explicam que:
Os ambientes de aprendizagem do futuro serão necessariamente
abertos e flexíveis, interativos, [...] respeitando o nível de
desenvolvimento cognitivo de cada um. Teremos de propor aos alunos
abordagens multidisciplinares que os preparem para lidar com as
incertezas de um mundo global em que aprendizagem e o
conhecimento são os únicos instrumentos para evitar a exclusão social

Antes que o termo web 2.0 fosse utilizado, as ferramentas que permitiam
a construção coletiva de conhecimento eram chamadas de groupware. Esse
conceito foi abordado extensamente por Lévy (1993), que as define como
ferramentas capazes de construir o conhecimento de forma progressiva,
criando uma rede e argumentação e documentação constante para os
membros da comunidade e que pode ser modificada a qualquer momento. Eles
permitem que cada interlocutor encontre seu lugar na estrutura lógica da
discussão em andamento “pois fornecem-lhe uma representação gráfica da
rede de argumentos” (LÉVY, 1993, p. 40) e, além disso, conseguem conectar
os argumentos aos documentos aos quais eles se referem, cirando um
contexto que, diferente do discurso oral, encontra-se totalmente explicitado e
organizado de forma ordenada e acessível. Com isso “o groupware talvez
tenha inaugurado uma nova geometria da comunicação” (LÉVY, 1993, p. 41),
baseada na organização da informação por meio de hipertexto, na
coordenação e cooperação entre os pares.
Segundo Primo e Brambilla (2005) ultimamente utiliza-se o termo
software social, já que as novas ferramentas abrangem uma série de recursos
de mediação de interações maiores do que apenas desempenhar uma tarefa
ou alcançar um determinado objetivo. O software social não é só uma
tecnologia capaz de facilitar o registro, a organização e a recuperação da

�informação, mas também capaz de promover a comunicação e a construção
social do conhecimento:
O software social se constitui em um número de tecnologias
empregadas para a comunicação entre pessoas e grupos por meio da
Internet. Utilizados através de websites ou aplicativos, o software social
visa a comunicação e a organização de informações. O suporte dado à
interação estimula que pessoas com interesses semelhantes
compartilhem diferentes ideias. O software social pode contribuir
também para o debate e negociação de diferenças. Além disso, as
possibilidades de publicação na Internet, acessíveis a qualquer
internauta, vêm a ser o diferencial mais visível do software social
(PRIMO; BRAMBILLA, 2005, P. 12).

O ensino baseado no uso de ferramentas da web 2.0 é chamado de elearning 2.0 e “não se trata apenas de utilizar novas ferramentas tecnológicas,
mas de quebrar alguns paradigmas da educação formal em contraponto à
proposta original do e-learning, que nunca conseguiu abandonar os velhos
formatos de cursos” (MACHADO, 2008, p. 7). A mudança mais importante
trazida pela cybercultura não é só a redução das distâncias ou mudança entre
comunicação oral para a escrita. Para Lévy (2007) a maior mudança é a
transição entre a educação e formação institucionalizada, seja na escola ou na
universidade, para um ambiente onde ocorre o intercâmbio de saberes, do
ensino da sociedade para a sociedade.
Utilizando a força da inteligência coletiva esses novos espaços têm a
potencialidade de servir como instrumentos auxiliares na criação contínua e
coletiva, inclusive dentro do contexto da produção de conhecimento acadêmicocientífico.
Os

profissionais

precisam,

portanto,

se

interessar

pelas

novas

ferramentas e tentar usá-las de forma equilibrada e eficiente, em uma Internet
que “já não é apenas um espaço a que acedemos para buscar informação, mas
um ambiente descentralizado de autoridade, onde o conhecimento é construído
de forma colaborativa já que cada um (e todos) somos livres para aceder, utilizar
e reeditar a informação” (COUTINHO; BOTTENTUIT, 2007, p. 199).
Nesse sentido,

buscou-se compreender como a web 2.0 pode ser

utilizada pelos profissionais no processo de produção coletiva do conhecimento
acadêmico-científico e como seus aplicativos podem ser apropriados dentro do
âmbito pedagógico de forma a estimular a produção de conhecimento e a troca
entre alunos e professores.

�A investigação procurou explicar como o facebook se relaciona com os
conceitos de rede social e inteligência coletiva, descrevendo a ferramenta sob
a ótica de suas funcionalidades para a produção, organização e recuperação
do conhecimento acadêmico-científico e, analisar a interação dos alunos das
disciplinas do curso de Biblioteconomia da UNIRIO em grupos do facebook.
Método da pesquisa
O estudo de caso, de caráter descritivo e exploratório, teve como
motivação familiarizar-se com o fenômeno das redes sociais na web e a
possibilidade de uso acadêmico-científico no curso de Biblioteconomia da
UNIRIO. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica, procurando situar a produção
do conhecimento na contemporaneidade a partir da perspectiva sociopolítica
de Manuel Castells e Pierre Lévy, com ancoragem principal nos conceitos,
respectivamente, de informacionalismo e inteligência coletiva. Esses conceitos
constituíram a base fundamental de compreensão da organização e produção
do conhecimento acadêmico-científico no contexto da Web 2.0.
Foram

identificadas,

descritas

e

analisadas

preliminarmente

as

ferramentas wikis, os blogs e o facebook com o objetivo de identificar as
possibilidades e dificuldades relativas à produção e organização do
conhecimento no âmbito acadêmico-científico, sobretudo para avaliar as
relações existentes entre as ferramentas e seu potencial de interação
comunicativa e pedagógica.
O estudo foi norteado pela busca de melhor definição do problema do
uso das ferramentas na prática comunicativa e elemento pedagógico para a
organização e produção do conhecimento.
A pesquisa foi dividida em quatro partes. A primeira foi o levantamento
bibliográfico, que foi realizado consultando dissertações de mestrado
disponíveis em repositórios digitais de universidades federais, além de
periódicos e publicações que tratavam do surgimento da sociedade da
informação, da Internet, da web 2.0 e suas respectivas ferramentas. Em
seguida foram selecionadas e descritas três ferramentas – wiki, blog e o
facebook – e indicadas suas vantagens e desvantagens no processo de
produção de conhecimento.

�Com base na literatura pesquisada e análise preliminar das três
ferramentas pesquisadas, o facebook foi selecionado para a realização da
coleta de dados. A escolha foi feita baseando-se na crescente utilização pelos
discentes e docentes para a comunicação além do ambiente da faculdade,
sendo que esse uso é o mais novo entre as ferramentas exploradas. Dessa
forma o objetivo foi observar como o conhecimento é produzido, organizado e
recuperado nesse ambiente e como seus usuários produzem conhecimento, se
comunicam e interagem.
Após essa apuração decidiu-se que a coleta de dados seria referente a
três grupos criados entre 2012 e 2013 para as disciplinas de Teoria do
Conhecimento, Organização de Conceitos e Linguagens Documentárias e
Fontes de Informação Especializadas, ministradas no curso de Biblioteconomia
da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
Diante disso investigamos o uso dessas ferramentas e as possibilidades
que elas apresentam dentro do contexto da produção e organização do
conhecimento acadêmico-cientifico.
A coleta de dados foi realizada em três grupos de usuários de facebook
criados entre 2012 e 2013 para as disciplinas de Teoria do Conhecimento,
Organização de Conceitos e Linguagens Documentárias e Fontes de
Informação Especializadas, ministradas no curso de Biblioteconomia da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Esses grupos foram
escolhidos por se tratarem de ambientes fechados, disponíveis apenas para os
alunos das disciplinas naquele semestre, não havendo interferência de nenhum
usuário externo à área de interesse. Apesar de não serem mais utilizados, os
grupos não eram desativados ao término do semestre.
O material/espaço pesquisado corresponde a um semestre inteiro,
incluindo desde a primeira publicação até a última, no fim do semestre, e os
dados coletados correspondem as publicações dos alunos integrantes dos
grupos.
Para fins de análise as atividades realizadas pelos alunos no facebook
foram separadas nas seguintes categorias: a) produção de conhecimento;
informações relacionadas ao curso, nas publicações onde encontramos alunos
trocando informações sobre as aulas e suas atividades; b) links externos, onde
encontramos a divulgação de links para outros sites ligados à área da

�Biblioteconomia; c) arquivos para as publicações com anexos; d) divulgação de
eventos e outros, para os casos que não se encaixaram em nenhuma das
categorias anteriores.
Resultados
A partir da categorização e análise das publicações de três grupos
formados por professores e alunos das disciplinas Fontes de Informação
Especializadas, Teoria do Conhecimento e Organização de Conceitos e
Linguagens Documentárias do curso de Biblioteconomia da Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro que utilizaram o facebook para produzir e
organizar o conhecimento acadêmico e científico entre 2012 e 2013, foi
possível observar que:
1) O grupo referente à disciplina Fontes de Informação Especializadas foi
criado em 1 de dezembro de 2012 e utilizado até o dia 11 de abril de 2013
(data da última publicação) e tinha como objetivo ser um canal de trocas de
informação entre os alunos e a professora, sendo válido apenas para o
semestre na qual as aulas foram ministradas. Enquanto esteve ativo o
grupo se dedicou majoritariamente a trocar informações relativas as aulas
como: detalhes sobre as atividades passadas pela professora, avisos sobre
visitas marcadas e funcionamento da Universidade. Na tabela abaixo
encontra-se a relação do conteúdo de todas as publicações feitas no grupo
enquanto esteve ativo.
Tabela 1 - Formas de utilização do grupo Fontes de Informação Especializada

Atividade
Produção de conhecimento

Número de publicações
0

Informações relativas ao curso

28

Links externos

3

Arquivos

1

Divulgação de eventos

1

�Total

33

Fonte:
Autora
com
base
nas
(https://www.facebook.com/groups/383648581720372/)

publicações

do

grupo

2) O grupo para as aulas de Teoria do Conhecimento foi criado em 3 de
maio de 2013 e teve sua última publicação em 4 de setembro de 2013. Vale
mencionar que para uma parte da turma as aulas não eram presenciais e
grande parte das informações relacionadas a matéria eram passadas aos
alunos nesse ambiente. Da mesma forma que o anterior ele foi criado com o
objetivo de trocar informações relacionadas ao curso que seria ministrado
naquele semestre. O conteúdo das publicações é semelhante ao anterior e
pode ser conferido no quadro abaixo:
Tabela 2 -Formas de utilização do grupo Teoria do Conhecimento

Atividade

Número de publicações

Produção de conhecimento

0

Informações relativas ao curso

30

Links externos

2

Arquivos

20

Divulgação de eventos

1

Outros

5

Total

58

Fonte: Autora com base nas publicações do grupo
(https://www.facebook.com/groups/174869846013591/)

Diferente do outro grupo o compartilhamento de documentos foi maior. O
grupo conta com 20 arquivos compartilhados entre eles materiais para a
elaboração dos trabalhos e os próprios trabalhos feitos pelos alunos. Todos os
arquivos podem ser acessados facilmente graças a aba “Arquivos”, localizada
no topo da página.

�No

entanto,

mais

uma

vez,

não

foi

localizada

produção

de

conhecimento, nem troca entre os membros do grupo, servindo mais como um
canal de disseminação das informações necessárias aos alunos daquela
disciplina. O conteúdo das publicações limitou-se à perguntas sobre o material
ou produção dos trabalhos. Pudemos constar que, pelo menos, os grupos
podem funcionar como um repositório de arquivos, visto que ainda é possível
ter acesso a todos os arquivos disponibilizados pelos membros do grupo e
saber a sua data de publicação.
3) O último grupo analisado foi criado para a disciplina Organização de
Conceitos e Linguagens Documentárias, utilizado de 23 de maio de 2013 até
19 de agosto de 2013. O comportamento dos membros dos grupos foi
semelhante ao anterior, mas, nesse grupo, foi encontrada uma presença maior
de publicações que envolviam algumas trocas de conhecimentos. Entretanto, o
número de publicações não chegou a ser expressivo o suficiente em relação ao
tamanho do grupo de usuários. O quadro a seguir, da mesma forma que os
anteriores, mostra o conteúdo das publicações e quantas vezes eles foram
localizados.
Tabela 3 - Formas de utilização do grupo Organização de Conceitos e Linguagens
Documentárias

Atividade
Produção de conhecimento

2

Informações relativas ao curso

25

Links externos

1

Arquivos

14

Divulgação de eventos

0

Outros

0

Total

Número de publicações

40

Fonte:
Autora
com
base
nas
publicações
(https://www.facebook.com/groups/ocld2013.1/files/)

do

grupo

�Ao longo do período escolhido para a análise não foi observado
nenhuma produção de conhecimento efetiva em nenhum dos grupos, que
funcionaram apenas como canal de troca de informação entre os estudantes.
Discussão
Uma das maiores dificuldades para o uso acadêmico-científico do
facebook é a recuperação das publicações. Por exemplo, para recuperar algo
publicado no grupo em determinado mês é necessário lembrar-se de algum
termo utilizado nela e realizar a busca na caixa de pesquisas ou conferir cada
publicação manualmente, utilizando a barra de rolagem do navegador. A tarefa
que já é incômoda nos casos que possuem poucas publicações, torna-se
impraticável em grupos maiores e mais movimentados. Se os grupos
possuíssem uma área capaz de recuperar as publicações por mês e ano –
assim como a que existe na linha do tempo – o tempo dedicado para procurar
uma informação antiga seria menor. A barra de buscas também é pouco
eficiente uma vez que não possui refinamento, recuperando todas as
publicações que contenham o termo pesquisado, em linguagem natural. Em
compensação os grupos servem como um bom repositório de materiais digitais,
já que esses são facilmente localizados e acessados e ficam disponíveis
enquanto o grupo existir, podendo ser baixados para o próprio computador do
usuário ou visualizados online. Além disso, podemos notar que nos três grupos
analisados existiu nenhuma ou quase nenhuma comunicação direta entre seus
membros, sendo boa parte da interação feita por meio da ferramenta “curtir” ou
de comentários breves. Infelizmente, nessa análise, não conseguimos verificar
o facebook sendo utilizado como meio de produção do conhecimento
acadêmico-científico. Seu uso ficou restrito, em sua maioria, a ser um canal de
disseminação rápida sobre informações rápidas sobre as aulas e as atividades
propostas pelos professores das disciplinas no momento em que elas eram
ministradas.
Entre as outras ferramentas analisadas – os blogs e as wikis – o
facebook possui como vantagem ser a mais focada na criação de laços entre
seus usuários. Isso porque, dentro das ferramentas analisadas, é a única que é
uma rede social e pode conectar as pessoas dessa forma. Com as suas

�ferramentas “curtir”, “compartilhar” e “comentar” o facebook “proporciona
inúmeras formas de facilitar as ligações entre as redes de amigos, criando um
efeito rizomáticos na transmissão da informação” (PENTEADO; AVANZI, 2013,
p, 19).
As diversas opções de privacidade dão ao usuário a possibilidade de
compartilhar a informação direcionada a determinados núcleos de interesse
dentro do seu grupo de amizades, criando diversos espaços dentro de um só.
Ou ainda é possível criar diversas páginas e convidar todos os seus contatos
ou pessoas especificas para cada uma – da mesma forma que é feito com os
grupos – criando comunidades onde alunos e professores podem compartilhar
interesses mútuos e se comunicar. Além disso, sua comunicação é feita em
tempo real entre os usuários, sem a necessidade de espera de nenhum outro
usuário aceitar o seu comentário ou a sua edição. A criação de eventos
também é uma ótima possibilidade de unir o real e o virtual, podendo servir
para marcar encontros, grupos de estudo e aproximar profissionais da área e
estudantes. Sem contar nos perfis pessoais e páginas, que não puderam ser
aprofundados neste trabalho devido a sua extensão, mas que também
apresentam ótimas alternativas para os docentes criarem conteúdo e obterem
o feedback direto dos seus alunos.
Em compensação, uma vez que a publicação é feita ela corre o risco de
ser facilmente esquecida, já que o sistema de buscas do facebook não é
suficiente para recuperar as informações postadas na rede. O sistema de tags
mostrou-se razoável, mas infelizmente seu uso não é recorrente entre seus
usuários.

Diferente das outras ferramentas analisadas, onde o tudo que é

produzido vira um verbete ou um post, as publicações do facebook servem
mais como um canal rápido de trocas entre seus usuários, em uma espécie de
pré-encontro para a produção do conhecimento. Apesar dos problemas
relatados o facebook ainda pode ser pensado como uma ferramenta eficiente
para a produção do conhecimento acadêmico-científico, principalmente por ser
eficiente em conectar pessoas, o que é útil para encontrar profissionais da
mesma área e, com isso, criar algum espaço dedicado a produzir e trocar
conhecimento. Além disso, oferece diversas oportunidades para a interação,
seja no perfil pessoal, num grupo ou com a criação de uma página de forma
simples e prática que pode ser resumida, de forma geral, a fazer uma

�publicação de sua autoria ou compartilhar uma publicação de terceiros, seja
dentro do próprio site ou externos. Pela análise feita neste trabalho ainda
estamos no começo desse longo caminho, até mesmo artigos sobre o tema
não são fáceis de serem encontrados. O facebook apresenta diversas
alternativas simples para a aproximação de profissionais e alunos, além de ser
uma ferramenta popular e conhecida, eliminando um pouco do estranhamento
na sua utilização.
Conclusão
A web 2.0 transformou o ciberespaço em um ambiente mais interativo e
social, onde as ferramentas são baseadas na construção contínua do
conhecimento e na constante comunicação e interação entre os seus usuários.
Consequentemente, esses espaços aproximam indivíduos com os mesmos
interesses criando redes e comunidades capazes de amenizar as barreiras
temporais e geográficas, permitindo um intercâmbio de saberes menos formal e
institucionalizado. Dessa forma, as novas tecnologias surgem não para
substituir as formas de ensino e produção do conhecimento que já
conhecemos, mas as tornam mais flexíveis e democráticas, surgindo como
uma possibilidade de extensão do ensino e auxílio para os profissionais de
todas as áreas do conhecimento.
No decorrer do trabalho analisamos os blogs, as wikis e o facebook; três
ferramentas da Web 2.0 já que são mais utilizadas com o objetivo proposto, por
oferecerem mais possibilidades dentro do contexto de produção coletiva e
interação. Conferimos que tanto as wikis quanto os blogs já são
frequentemente utilizados para esse fim, principalmente as wikis que foram
criadas com a intenção de serem plataformas de troca de conhecimento, já que
são baseadas na constante edição dos seus artigos. Os blogs também são
muito utilizados por profissionais para trocar conhecimento uns com os outros e
já são até bem consolidados nessa tarefa, possuindo uma série de espaços
dedicados a isso.
Como a análise foi restrita ao curso de Biblioteconomia da UNIRIO e o
período observado pouco extenso não foi possível identificar uma produção
efetiva de conhecimento acadêmico-científico com o uso do facebook, o que

�não invalida a sua capacidade de ser uma ferramenta qualificada para esse
propósito. Apesar de seus pontos fracos em relação à recuperação da
informação, do ponto de vista pedagógico é um ambiente que prioriza a
interação entre os seus usuários, possibilita a troca de conhecimentos rápida e
eficaz, além de uma estrutura que permite organizar o conhecimento de forma
simples e prática.
Com a observação de suas funcionalidades, realização de planejamento
do curso, e adequações dos conteúdos à ferramenta, é possível construir, no
futuro, diversos pequenos espaços dedicados às disciplinas específicas dentro
do curso de graduação de Biblioteconomia da UNIRIO, capazes de contemplar
a produção do conhecimento entre os alunos e docentes, bem como integrar os
conhecimentos das várias disciplinas e facilitar as trocas entre os especialistas,
alunos e profissionais da área.
Palavras-chave: Organização do conhecimento acadêmico-científico. Produção do
conhecimento acadêmico-científico. Facebook. Produção colaborativa. UNIRIO.
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Apresentam-se as possibilidades de uso das ferramentas da web 2.0, em especial o facebook, para a produção, organização e recuperação do conhecimento acadêmico-científico. É traçado um breve histórico sobre o avanço das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), desde o fenômeno chamado de informacionalismo, passando pela web 1.0 até a criação de uma internet mais interativa e flexível, a web 2.0. Faz-se um paralelo da evolução da web com as noções de rede social e inteligência coletiva e sua capacidade de criar um ambiente favorável à produção colaborativa de conhecimento. Também são analisadas as funcionalidades das ferramentas blog, wiki, facebook e suas vantagens e desvantagens, bem como elas podem ser aproveitadas na criação de um ambiente destinado à produção de conhecimento acadêmico-científico. Foram analisados três grupos de usuários do facebook de disciplinas do currículo do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) no período de 2012 a 2013.</text>
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                    <text>Eixo VI: 2º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática
A TRAJETÓRIA DE LEITURA DOS ALUNOS DO 5º ANO DO ENSINO
FUNDAMENTAL DA EDUCAÇÃO ADVENTISTA
Gisele Tosi de Santa Clara - IASBE - gisele.tosi@adventistas.org.br
Raquel Pinto Correia - IASBE - raquel.correia@adventistas.org.br
Formar crianças com senso crítico para a tomada de decisões é um dos
objetivos da Educação Adventista e o desenvolvimento desta habilidade se dá
através de hábitos de leitura e reflexão. Neste contexto, o professor e a
biblioteca escolar assumem papel importante na evolução do hábito de leitura
dos alunos do Ensino Fundamental I (1º ao 5º Ano), pelo fato de que é através
de seus serviços e projetos que as crianças são auxiliadas na consecução do
objetivo. Após analisar os dados do Instituto Pró-livro (2011) em seu
levantamento sobre Os retratos da leitura no Brasil, foi possível identificar o
perfil de leitura dos alunos do Ensino Fundamental I (EFI), que são crianças de
5 a 10 anos, sendo que 27% são leitoras; a média de leitura é de 10 livros ao
ano e a preferência se faz por livros infantis (41%). A análise constatou ainda
que 79% leem por exigência escolar, 40% por prazer, gosto ou necessidade
espontânea, 36% por atualização cultural e conhecimento geral e que destes,
53% são influenciados a ler pela capa do livro e 46% pelo assunto. O acesso
aos livros é através de bibliotecas e escolas (47%), por doações do governo
(34%) ou comprados (31%), além de que 47% destes alunos usam a biblioteca
escolar. Diante deste perfil, surgem indagações sobre os alunos EFI da
Educação Adventista: será que o índice de leitura está dentro da média
nacional? A biblioteca tem contribuído para esse desenvolvimento ao incentivar
a leitura e a realizar os empréstimos domiciliares? O professor tem incentivado
os alunos a usarem os livros da biblioteca? Portanto, o estudo visa analisar a
frequência à biblioteca, a quantidade de empréstimos realizados pelos alunos
da EFI dos colégios adventistas em Curitiba (Colégio Adventista Boa Vista) e
Joinville (Colégio Adventista do Saguaçu) por meio dos registros via sistema.
Desta forma pretende-se confirmar que o uso da biblioteca é fundamental para
o crescimento da leitura, por meio de suas atividades e apoio do professor.
Para organização das ideias, biblioteca escolar será entendida nas palavras de
Durban Roca (2012, p. 90) como “uma engrenagem pedagógica que sustenta,
apoia, alimenta e acompanha de maneira sistemática e contínua, o verdadeiro
núcleo da ação didática que representa o trabalho que os professores
realizam”. A biblioteca não pode existir sozinha no espaço escolar, seu
funcionamento deve estar inserido no planejamento pedagógico de forma que
possa realmente ser uma engrenagem onde a interação do espaço da
biblioteca com professores e alunos possa ser identificada. É neste processo
que a leitura se torna fundamental para o desenvolvimento cognitivo dos
alunos, pois, segundo Maria (2008, p. 24), a “leitura é pensamento,
pensamento que se constrói sobre a informação visual impressa, pensamento
que é alimentado e dirigido pela escrita” e Rezende (2007, p. 8) acrescenta que
“ler é isso! Ler é assim! Ainda quando olhamos de maneira descortinada, nosso
olhar precisa de outros olhares, para ver melhor, para ver mais bonito, mais
completo […]”. Aqui o acervo da biblioteca vem completar a necessidade de
leitura dos alunos ao disponibilizar livros para consulta local e empréstimos. De

�acordo com Cortê e Bandeira (2011, p.114), o empréstimo domiciliar é um
serviço prestado ao leitor, onde ele recebe um prazo maior para realizar sua
leitura e estudo dos livros selecionados por ele, porém, deve respeitar as
regras estabelecidas no regulamento da biblioteca em relação aos dias de
empréstimos e a quantidade de materiais. Em relação à frequência, de acordo
com Araújo (2007, p. 27), é tornar comum “a presença dos educandos à
biblioteca, para que conheçam e tenham familiaridade com este local de ensino
e disseminação da informação desde a infância. Neste espaço, poderão
conhecer outro educador, o bibliotecário, que também é um agente
incentivador da leitura”. Neste contexto, o professor desempenha um
importante papel no incentivo à leitura, pois de acordo com Guimarães et al
(2012), ele tem uma tarefa muito importante, que é “promover práticas que
forneçam elementos necessários para que os alunos se tornem leitores
autônomos, conscientes, críticos e reflexivos frente ao material de leitura e
frente às situações que enfrentem em seu cotidiano”. O professor é o maior
incentivador da leitura dos alunos, ao indicar livros, bem como por exemplo ao
fazer empréstimos e ler na biblioteca. A metodologia empregada neste estudo
é descritiva, quantitativa e por amostragem. O grupo a ser estudado serão os
alunos do 5º Ano do EFI dos Colégios Adventistas Boa Vista (CABV - Curitiba)
e Saguaçu (CAJ-S Joinville), que estão situados no campo de atuação das
bibliotecárias. O período estudado se refere aos últimos cinco anos (20102014), para conhecer o comportamento de leitura destes alunos de forma a
identificar e avaliar a penetração da leitura e o acesso ao livro dentro da
Educação Adventista. Os alunos do 5º ano são crianças que já tem domínio da
leitura, da escrita, capacidade de interpretação e compreensão do texto.
Também conhecem o funcionamento da biblioteca e suas rotinas, já escolhem
as suas leituras e tem autores preferidos. As bibliotecas da Educação
Adventistas desenvolvem projetos que apresentam histórias, na qual alunos
vão uma vez por semana à biblioteca, acompanhados por uma professora, e
que neste momento também são incentivados a realizarem o empréstimo
domiciliar. A biblioteca fica aberta nos recreios e no horário de almoço
deixando o espaço disponível para a troca de livros nos demais dias da
semana. Para coleta de dados, utilizou-se o Sistema de Bibliotecas (SBI)
adotado pelas unidades da Educação Adventista no Sul do Brasil. O software
foi desenvolvido pela instituição (IASBE) e faz o gerenciamento dos serviços da
biblioteca. Para dados da quantidade de alunos em cada turma foi utilizado o
programa da Secretaria Escolar (SSE). As turmas analisadas perfazem um
total de 503 alunos, no período de 5 anos e realizaram 13.595 empréstimos. A
média de empréstimos variou de acordo com o tamanho da turma, a frequência
foi semanal e cada aluno pode emprestar de 1 a 3 livros. A média mais alta
registrada foi o empréstimos de 86 livros por aluno/ano em 2010, da Turma 2
do CABV (Graf.1) e a segunda foi em 2014 com 62 por aluno/ano, também da
Turma 2 CABV. A média geral foi de 32 empréstimos anuais por aluno.
Comparando com os dados do Instituto Pró-Livro, ficou evidente que quando o
trabalho pedagógico da biblioteca é desenvolvido da forma correta, com
planejamento e trabalho interdisciplinar com os professores, os resultados
aparecem. A média de leitura revelou um índice superior à média nacional de
leitura, demonstrando que as atividades da biblioteca alcançaram o objetivo de
incentivar o aluno a ler e emprestar cada vez mais. O incentivo à leitura é a
ação motivacional que reflete diretamente no resultado apresentado, sendo

�realizado por meio do professor, do bibliotecário e das auxiliares da biblioteca.
O papel dos profissionais foi fundamental, pois a influência e a atuação deles
levou alunos a lerem mais, a emprestarem os livros e também a se
relacionarem no ambiente da biblioteca que se tornou familiar.

Gráfico 1 - Média de empréstimos dos alunos do 5º Ano do Colégio Adventista Boa Vista e
Saguaçu - 2010-2014
Fonte: Sistema de Biblioteca e de Secretaria da União Sul Brasileira - IASBE

Cabe aos profissionais da educação dar continuidade as ações que farão dos
alunos grandes leitores e futuros cidadãos pensantes e críticos. O trabalho do
bibliotecário que atua em escola se diferencia dos demais, pois precisa
entender que só o serviço técnico não é o suficiente e que ele deve se envolver
no processo pedagógico.
Palavras-chave: Biblioteca escolar - leitura; Biblioteca escolar - Empréstimos;
Educação Adventista - Bibliotecas.
Referências:
ARAÚJO, Paula Carina de. O bibliotecário e a formação de leitores.
Florianópólis: UDESC, 2007
CORTÊ, Adelaide Ramos e ; BANDEIRA, Suelena Pinto. Biblioteca escolar.
Brasília, DF: Briquet de Lemos Livros, 2011.
DURBAN ROCA, Glória. Biblioteca escolar hoje: recurso estratégico para a
escola. Porto Alegre: Penso, 2012.
GUIMARÃES, Patricia Maria Costa Santos et al. Diagnóstico da compreensão
textual de alunos de 4º e 5º anos do Ensino Fundamental. Psicol. Esc. Educ. v.16
n.1 Maringá Jan./Jun. 2012
INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Os retratos da leitura no Brasil. Disponível em:
&lt;http://prolivro.org.br/&gt;. Acesso em: 29 mar. 2015.
MARIA, Luzia de. Leitura e colheita: livros leitura e formação de leitores.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.
REZENDE, Lucinea Aparecida de (org.). Leitura e visão de mundo: peças de um
quebra-cabeça. Londrina, PR: EDUEL, 2007.

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                <text>Formar crianças com senso crítico para a tomada de decisões é um dos objetivos da Educação Adventista e o desenvolvimento desta habilidade se dá através de hábitos de leitura e reflexão. Neste contexto, o professor e a biblioteca escolar assumem papel importante na evolução do hábito de leitura dos alunos do Ensino Fundamental I (1º ao 5º Ano), pelo fato de que é através de seus serviços e projetos que as crianças são auxiliadas na consecução do objetivo.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

A ATUAÇÃO DA COMISSÃO PERMANENTE DE EVENTOS DO SiBi/UFPR NA
PROMOÇÃO DA INTEGRAÇÃO E CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

Autor:

Suzana Zulpo Pereira. Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná
(SiBi/UFPR). E-mail: suzanazp@gmail.com.
Selma Regina Conte. Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná
(SiBi/UFPR). E-mail: sconte@ufpr.br.
Fabiane Führ. Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná
(SiBi/UFPR). E-mail: fabifuhr@gmail.com

Introdução:

O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná (SiBi/UFPR) é
constituído por 19 (dezenove) bibliotecas - 01 (uma) sede administrativa, 17
(dezessete) bibliotecas universitárias e 01 (uma) biblioteca de educação profissional
e tecnológica localizadas nos campi de Curitiba e em outros 04 (quatro) municípios
(Jandaia do Sul, Matinhos, Palotina e Pontal do Paraná) tendo como objetivo ofertar
à comunidade universitária e comunidade em geral controle e acesso adequados à
informações em Ciência e Tecnologia, essenciais para as atividades universitárias,
de cunho acadêmico e administrativo, e para o pleno exercício da cidadania,
mediante o fortalecimento do compromisso dos servidores com o SiBi, com a UFPR
e com os usuários.
Para cumprir com o objetivo exposta acima, o SiBi/UFPR tem como modelo a
gestão participativa e o uso de comissões. Atualmente, são 04 (quatro) grupos de
trabalho, 03 (três) comissões e 04 (quatro) subcomissões formadas por servidores
atuantes nas diversas bibliotecas do SiBi/UFPR. Em algumas comissões e grupos
de trabalho, há a participação de pelo menos 01 (um) representante de cada
biblioteca, pois o compartilhamento das demandas, dificuldades e avanços é
imprescindível para o bom desenvolvimento das atividades e para que a tomada de

�decisão seja realizada em conjunto, visto que o resultado dos trabalhos
desenvolvidos nas comissões afeta todo o SiBi/UFPR.
A Comissão Permanente de Eventos é uma dessas comissões e tem como
objetivo organizar os eventos promovidos pelo SiBi/UFPR. Essa comissão procura
atender as demandas dos servidores de acordo com as necessidades sociais e
culturais, visando aprimorar as relações interpessoais tão importantes no universo
corporativo. Além disso, atua diretamente com o Grupo Gestor do Programa de
Educação Continuada dos Servidores, o qual tem como objetivo atender as
necessidades de aperfeiçoamento das competências e habilidades profissionais e
pessoais, buscando a melhoria constante dos serviços ofertados.
Este trabalho tem como objetivo relatar as experiências da Comissão
Permanente de Eventos em relação à organização de eventos e do programa de
capacitação permanente dos servidores (cursos, palestras, oficinas, workshops,
entre outros) de forma sistematizada em um Sistema de Bibliotecas.
Acredita-se que dividir essa experiência pode estimular outras instituições na
organização e promoção de eventos, sejam eles culturais, como festas nas datas
comemorativas (Dia do Bibliotecário, Confraternização de Fim de Ano, etc.), bem
como de cunho profissional e acadêmico, com objetivo de aprimorar habilidades e
competências pessoais dos servidores (Cursos de Capacitação, Seminário de
Integração Profissional, Ciclo de Palestras e outros).

Relato da experiência:

A Comissão de Eventos foi formalizada em 2012 por meio da Portaria 01/12BC/DIR expedida pela Direção do SiBi/UFPR, porém iniciou suas atividades em
2011 e é aberta a todos que se interessam pelas atividades desenvolvidas,
independente do cargo e atribuição no SiBi/UFPR e tem como diferencial o
envolvimento de cada um, afinidade pelo tema e a atuação nos bastidores.
A Comissão de Eventos promoveu desde a sua criação:


Ações culturais e confraternizações (Confraternização do Dia do Bibliotecário,
Festa Junina, Confraternização de Natal, Contação de história nas
bibliotecas)

�

Programa de Capacitação Permanente dos Servidores do SiBi/UFPR, criado
em 2007, tendo como objetivo oferecer cursos, palestras, oficinas,
treinamentos, entre outros.



Seminário de Integração Profissional (SIP) do SiBi/UFPR é realizado desde
1998 e tem como objetivos propiciar a todos os servidores do SiBi/UFPR a
oportunidade de integração e a troca de experiências profissionais, o
aperfeiçoamento em temas de interesse para melhorar o desempenho no
trabalho e atualização sobre novos produtos e serviços ofertados pelas
bibliotecas.



Cursos, palestras e oficinas (Ciclo de Palestras do Programa de Gestão do
Conhecimento, Palestras sobre Lei de Acesso à Informação, Resource
Description and Access (RDA) e Functional Requirements for Bibliographic
Records (FRBR), Treinamento para conserto de livros - módulos Básico e
Intermediário, Curso MARC21, entre outros).

Considerações Finais ou Conclusões:

Conforme apresentado, as ações da Comissão Permanente de Eventos não
se limitam apenas a organização no dia dos eventos promovidos pelo SiBi/UFPR,
pois para que cada evento aconteça há a mobilização da equipe de profissionais
(bibliotecários, assistentes e auxiliares de bibliotecas) na definição do tema, seja por
meio de enquete ou de dados já tabelados. Muitos eventos requerem um longo
período de organização que precede o evento, pois é necessário contatar
palestrantes, captar recursos que serão destinados ao coffee break, elaborar uma
agenda para que não ocorram conflitos entre datas e, além disso, normalmente, há a
confecção de pequenos “mimos” que são ofertados aos participantes.
Com base nessa experiência, percebe-se que contar com uma comissão
como a de Eventos, permite que todas as informações estejam centralizadas em um
grupo de pessoas dispostas a realizar as atividades propostas pela Comissão,
evitando o retrabalho a cada evento, já que algumas atividades passam a ser
rotineiras e minimizam a sobrecarga de trabalho.

Palavras-chave: Universidade Federal do Paraná (UFPR). Sistema de Bibliotecas
(SiBi/UFPR). Comissão de Eventos. Capacitação. Integração.

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                <text>O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná (SiBi/UFPR) é constituído por 19 (dezenove) bibliotecas - 01 (uma) sede administrativa, 17 (dezessete) bibliotecas universitárias e 01 (uma) biblioteca de educação profissional e tecnológica localizadas nos campi de Curitiba e em outros 04 (quatro) municípios (Jandaia do Sul, Matinhos, Palotina e Pontal do Paraná) tendo como objetivo ofertar à comunidade universitária e comunidade em geral controle e acesso adequados à informações em Ciência e Tecnologia, essenciais para as atividades universitárias, de cunho acadêmico e administrativo, e para o pleno exercício da cidadania, mediante o fortalecimento do compromisso dos servidores com o SiBi, com a UFPR e com os usuários.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
INDICADORES DE PRODUÇÃO E DE COLABORAÇÃO DA FACULDADE DE
ZOOTECNIA E ENGENHARIA DE ALIMENTOS DA USP
Girlei Aparecido de Lima I
Vanessa Rodrigues II
Marcelo Roberto Dozena III
I
Bibliotecário da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP. Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da Informação
pela UFSCar. MBA em Gestão de Unidades de Informação pela Unicep São Carlos. E-mail: girlei@usp.br
II
Bibliotecária da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP. Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da Informação
pela UFSCar. MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela FAC-3 Campinas. E-mail: vanessarodrigues@usp.br
III
Chefe do Serviço de Biblioteca e Informação da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP. Bacharel em
Biblioteconomia e Ciência da Informação pela UFSCar. MBA em Gestão de Unidades de Informação pela Unicep São Carlos. E-mail:
dozena@usp.br

Introdução
Os indicadores bibliométricos compreendem atualmente, importantes instrumentos de
avaliação das atividades de pesquisa científica. No Brasil, é crescente o número de
publicações que aplicam a bibliometria, como por exemplo, o estudo acerca da
cooperação científica internacional na área de bioprospecção (LIMA; VELHO; FARIA,
2007) e a produtividade científica em empreendedorismo (BORBA; HOELTGEBAUM;
SILVEIRA, 2011). Além de estudos temáticos, a bibliometria tem sido aplicada também em
nível institucional, como análises da produção científica da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (BRAMBILLA; STUMPF, 2012) e da Embrapa (PENTEADO FILHO et al.,
2002). O objetivo do presente trabalho é gerar indicadores acerca da produção científica
da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo
(FZEA/USP), localizada no município de Pirassununga, interior de São Paulo. Mostra-se
importante a realização desse trabalho, uma vez que os indicadores irão caracterizar as
atividades de pesquisa desenvolvidas nesta faculdade da USP, e a partir disso, servirão
de insumo para tomadas de decisão dos dirigentes da Unidade e da Universidade.
Método da pesquisa
Para a geração de indicadores bibliométricos foram coletados registros bibliográficos, de
2009 a 2014, indexados na base de dados Scopus, que possui abrangência internacional
e multidisciplinar. A estratégia de busca foi elaborada após inúmeras buscas exploratórias
na referida base. Foram definidas as principais entradas para o nome da faculdade e para
o nome dos departamentos, considerando siglas e nomes por extenso, nos idiomas
português e inglês, além de refinar por Brazil, no campo Country. Foram recuperados 827
documentos, que após serem salvos, foram exportados para o software VantagePoint
(VP). Foi utilizado o filtro “Scopus(csv).conf” e em seguida deu-se início à análise
bibliométrica, que permitiu a geração de indicadores de produção e colaboração.
Resultados e Discussão
Com a utilização do software VP muitos indicadores foram gerados. Inicialmente serão
apresentados dois indicadores de produção. A evolução temporal das publicações,

�conforme ilustra o gráfico abaixo (à esquerda), demonstra um crescimento percentual a
cada ano. A queda em 2014 justifica-se porque a coleta dos registros se deu no final de
dezembro de 2014, isto é, o ano estava em andamento e provavelmente novas
publicações seriam indexadas. O recurso BubbleChart abaixo (à direita) representa um
outro indicador de produção: os títulos de periódicos. Trata-se de um recorte que ilustra a
distribuição numérica anual das principais publicações seriadas.

180

11,49
17,46

160
140

15,53

5,88

120
100
80
60

148
103

119

165

163

126

40
20

-1,21

0
-20

2009

2010

nº de documentos

2011

2012

2013

2014

percentagem de crescimento anual

Os indicadores de colaboração estão representados por importantes recursos do VP: o
WorldMap e o Company Activity Gantt. O primeiro ilustra a distribuição geográfica dos
pesquisadores que cooperam com a FZEA/USP. A segunda ferramenta aborda a
frequência com que determinados países colaboram com esta faculdade da USP.

Conforme ilustrações acima, Estados Unidos, Canadá e Espanha são os principais países
parceiros da FZEA/USP nas publicações. Esses países publicam em parceria todos os
anos, diferente de Uruguai, Sérvia e Moçambique que publicaram num único ano apenas.
Outro importante indicador é a forma como os pesquisadores estão submetendo seus
artigos e trabalhos. O gráfico abaixo mostra que, cada vez mais, as publicações estão
sendo escritas no idioma Inglês. E o português, por sua vez, está numa queda acentuada.
Isso se justifica pelo interesse dos docentes em dar visibilidade às suas comunicações

�cientificas. O espanhol, de forma acanhada, é um idioma que desperta pouca atenção dos
pesquisadores desta faculdade (gráfico abaixo à esquerda). Cerca de 20% possuem
colaboração internacional. Isto é, um quinto das publicações da FZEA/USP são escritas
com a participação de pesquisadores estrangeiros (gráfico abaixo à direita).
160
140
120
100
80
60
40
20
0

20,07

79,93

2009

2010

English

2011

2012

Portuguese

2013

2014

Spanish

Colaboração Internacional
Sem Colaboração Internacional

Considerações Finais
O VP possibilitou a criação de listas de frequência e matrizes de relacionamentos, que
foram representados graficamente pelos recursos do próprio software (BubbleChart,
WorldMap e Company Activity Gantt) e pelos recursos do Microsoft Excel. Muitos
indicadores bibliométricos foram gerados e foi possível conhecer aspectos importantes da
produção científica da FZEA/USP. Registrou-se um aumento de 58% das publicações
indexadas no período analisado. Os pesquisadores desta faculdade têm optado, nos
últimos anos, pela publicação em inglês, tendo em vista a visibilidade nas bases de dados
e repositórios internacionais. Os dois principais títulos onde são publicadas as
comunicações científicas são: Pesquisa Veterinária Brasileira (47 documentos) e Revista
Brasileira de Zootecnia (46 documentos). E, por último, um indicador bastante pertinente
nos dias atuais: a colaboração internacional. A FZEA/USP possui parceria com
pesquisadores de todos os continentes do planeta. As agências de fomento e os rankings
universitários têm dado grande importância a este indicador, e conclui-se que há uma
satisfatória colaboração de pesquisadores estrangeiros.
Palavras-chave: Bibliometria. Indicadores bibliométricos. Produção científica.
Referências
BORBA, M. L.; HOELTGEBAUM, M.; SILVEIRA, A. A produção científica em empreendedorismo: análise do
academy of management meeting: 1954-2005. Revista de Administração Mackenzie, São Paulo,
v.12, n.2, p.169-206, 2011.
BRAMBILLA, S. D. S.; STUMPF, I. R. C. Produção científica da UFRGS representada na Web of Science
(2000-2009). Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.17, n.3, p.34-50, 2012.
LIMA, R. A.; VELHO, L. M. L. S.; FARIA, L. I. L. Indicadores bibliométricos de cooperação científica
internacional em bioprospecção. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.12, n.1, p.5064, 2007.
PENTEADO FILHO, R. C. et al. Aplicação da bibliometria na construção de indicadores sobre a produção
científica da Embrapa. In: WORKSHOP BRASILEIRO DE INTELIGÊNCIA COMPETITIVA E GESTÃO DO
CONHECIMENTO, 3., 2002, São Paulo. Anais... São Paulo, 2002.

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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
CÓDIGO QR EM BIBLIOTECAS: POSSIBILIDADES DE PROMOÇÃO DO
ACERVO.
David Vernon Vieira
Universidade Federal do Cariri – UFCA
davidvernon@ufca.edu.br
Murilo Bastos da Cunha
Universidade de Brasília – UNB
murilobc@unb.br
Resumo: O artigo analisa as possibilidades do uso do código QR para a promoção
do acervo das bibliotecas. O Código QR é um tipo de código bidimensional onde é
possível incorporar dados que permitam ao usuário ter acesso ao conteúdo da
biblioteca por meio de uma câmera incorporada a um dispositivo móvel e um
aplicativo que permita a leitura deste tipo de código. A metodologia consistiu de uma
revisão bibliográfica em livros, periódicos e sites de tecnologia cujo período
compreendeu o ano 2003 a 2014. O resultado mostrou que o emprego do código QR
em bibliotecas brasileiras ainda é muito tímido em função do perfil do bibliotecário
que conhece ainda pouco sobre as tecnologias utilizadas para dispositivos móveis.
Conclui-se que o tema apesar de já ter atingido um nível de maturidade nas
bibliotecas estrangeiras ainda precisa ser mais bem aproveitada nas bibliotecas
brasileiras.
Área Temática I: Gestão de bibliotecas: desenvolvimento de serviços e produtos
inovadores.
1 INTRODUÇÃO
O paradigma da mobilidade chegou aos últimos anos por meio das
tecnologias de computação móvel favorecendo de certa forma no aprendizado e
entretenimento de usuários de bibliotecas. Desta forma, as bibliotecas universitárias
anteriormente consideradas depositárias de conteúdo impresso estão procurando se
adaptar a esta nova dinâmica incluindo serviços de acesso via dispositivos móveis
cujo conteúdo digital seja formatado para estes aparelhos.
Assim, o problema da pesquisa envolveu a seguinte questão: Como as
bibliotecas brasileiras podem se beneficiar do uso do código QR para promover o
acervo das suas bibliotecas?. Neste sentido, o objetivo geral da pesquisa é destacar
as possibilidades de uso do Código QR para promover o espaço das bibliotecas
brasileiras. Como objetivos específicos desta pesquisa podem-se ressaltar: 1)
Identificar as características que permitem o uso do Código QR em bibliotecas; 2)
Identificar os fatores relevantes da web móvel e social para ajudar na promoção do
acervo das bibliotecas.
1. CÓDIGO QR EM BIBLIOTECAS.
O Código QR é um tipo de código bidimensional onde é possível incorporar
uma URL (em inglês Uniform Resource Locator), ou um número de telefone, ou uma
mensagem SMS, ou ainda qualquer tipo de texto que possa identificar algo. O
responsável pela sua criação foi a Denso-Wave, uma empresa subsidiária da
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�XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
japonesa Toyota, em 1994. (GUTIERREZ, 2012; BERROCAL, 2013).
Segundo Ashford (2010) o código QR é uma tecnologia de baixo custo e fácil
de implementar, que oferece inúmeras vantagens quando bem implementado.
Ashford (2010) inclui ainda como exemplos do uso do código QR em
bibliotecas: a) acesso a músicas, vídeos, sítios web, questionários online, enquetes
ou outro tipo de informação que precise acrescentar algum conteúdo; b) inserir o em
prateleiras de livros, capas de jornais ou revistas que apontem para o acervo
eletrônico da biblioteca relativo ao material impresso que está exposto ou a um guia
de assunto relacionado; c) acesso online a guias de áudio que permitam orientar os
usuários da biblioteca; d) inclusão em folhetos impressos pela biblioteca para
acrescentar informações sobre sítios web que sejam próprios para dispositivos
móveis; e) divulgação de texto relativo ao telefone do serviço de referência da
biblioteca e outras informações de contato da biblioteca (email, URL do sítio web)
para que possam ser carregadas na lista de contatos; f) mostra de arte ou exibições
permanentes no interior da biblioteca com links para o sítio web dos artistas; g) Em
registros do catálogo OPAC para oferecer ao usuários informações básicas sobre
um item do acervo, incluindo o número do local e chamada. Os usuários podem
digitalizar o código e irem em busca do item nas estantes ao invés de escrever ou
imprimir estas informações em um papel; h) colocado em estojos de vídeo / DVD,
com links para trailers de vídeo que estejam no formato para dispositivos móveis; i)
colocado no diretório da página web que contém informações sobre a equipe de
bibliotecários para consulta posterior; j) colocado nos estojos do áudiobook para ver
entrevistas com o autor ou resenha do livro; k) colocados nas portas das salas de
estudo em grupo para ter acesso ao formulário online de reserva da sala; l) acesso a
uma página web no Youtube que contenha uma lista de vídeos tutoriais sobre a
biblioteca que pode ser salvo no dispositivo móvel quando necessário.
Ashford (2010) destaca ainda como um dos maiores desafios para as
bibliotecas talvez seja educar os usuários para que eles possam utilizar o código QR
e todos os recursos oferecidos por ele. Uma destas possibilidades é a promoção do
acervo da biblioteca com o uso do código QR.
2 MATERIAIS E MÉTODOS
Esta pesquisa baseou-se em um levantamento bibliográfico sobre o código
QR em bibliotecas. Para tanto, observou-se artigos e textos em inglês, espanhol e
português que versavam sobre o assunto. O levantamento abrangeu os periódicos
nacionais e internacionais que estão presentes no portal de periódicos da Capes no
período de 2003 a 2014, bem como livros e sites de internet que tratam do assunto.
3 RESULTADOS FINAIS
A venda crescente de telefones do tipo smartphone no Brasil, leva a crer que
em breve teremos uma quantidade grande de usuários utilizando estes aparelhos,
principalmente aqueles que fazem parte do ambiente universitário para acessar
dados que ajudem na aprendizagem seja por meio de livros e periódicos eletrônicos
ou sítios web da internet que poderão ser disponibilizados como recurso pela
biblioteca. Assim, estudantes, docentes e servidores que utilizam as bibliotecas
brasileiras que oferecerem acesso a redes móveis sem fio (em inglês Wi-fi) poderão
usufruir desta tecnologia.
A pesquisa encontrou aqui no Brasil alguns indicadores do interesse de
empresas em incorporar a tecnologia do código QR nos sistemas de gestão do
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acervo presentes no mercado brasileiro. O software Pergamum, desenvolvido pela
PUC-PR, usado por várias bibliotecas universitárias públicas brasileiras, possui a
funcionalidade que permite gerar o código QR automaticamente informando ao
usuário sobre a localização de um exemplar nas estantes da biblioteca1 quando o
livro foi pesquisado por meio de um dispositivo móvel no catálogo OPAC. O software
Sophia Biblioteca, desenvolvido pela Prima Software, também oferece uma versão
de sua aplicação para a gestão de bibliotecas formatada para dispositivos móveis
como pode ser visto na Biblioteca da Unicamp2, entretanto esta versão não oferece
nenhum tipo de funcionalidade que se utiliza de código QR. Na perspectiva
internacional alguns sistemas de gestão de bibliotecas também oferecem o acesso
aos exemplares via código QR, alguns exemplos podem ser vistos no software
Millennium da americana Innovative Interfaces3, utilizado em várias universidades
espanholas4 e americanas.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa pôde observar que o emprego do código QR para promover o
acervo das bibliotecas pode gerar inúmeras possibilidades de interação com os
usuários, entretanto a infra-estrutura de acesso a rede sem fio nas bibliotecas
brasileiras precisa melhorar para que seja criado o serviço sem que seja criticado
pela qualidade da velocidade de acesso. Recomenda-se que pesquisas futuras
destaquem o emprego dos códigos QR em bibliotecas brasileiras considerando os
aspectos abordados por Ashford (2010) para saber de que forma os usuários estão
enxergando essas possibilidades de interação via dispositivo móvel.
Palavras-chave: Dispositivos móveis. Código QR. Serviços Inovadores. Marketing.
Bibliotecas.

REFERÊNCIAS
ASHFORD, Robin. QR codes and academic libraries: reaching mobile users.
Computer &amp; Research Libraries News, p. 526-530, 2010. Disponível em: &lt; &gt;.
Acesso em: 10 jan. 2015.
BERROCAL, Lidia. De los códigos de barras a los códigos QR… ¿Qué impacto
tienen en nuestras bibliotecas?. Infotecarios. 8 ago. 2013. Disponível em:&lt;
http://www.infotecarios.com/de-los-codigos-de-barras-a-los-codigos-qr-que-impactotienen-en-nuestras-bibliotecas/&gt;. Acesso em: 15 fev. 2015.
GUTIERREZ, Fernando G. Código QR en bibliotecas y alfabetización informacional
móvil. Infoconexión, n. 4, p. 1-11, 2012.
Agências financiadoras
Os autores agradecem à Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (FUNCAP) pelo apoio ao desenvolvimento desta pesquisa.
1

Pergamum
QR
Code
Consulta
Exemplares
–
Disponível
em:
&lt;http://www.pergamum.bib.ufba.br/pergamum/biblioteca/index.php&gt;. Acesso em: 10 mar. 2015.
2
Sophia Mobile - Disponível em: &lt;http://acervus.unicamp.br/mobile&gt;. Acesso em: 10 mar. 2015.
3
Millenium Innovative Interfaces. Disponível em: &lt; &gt;. Acesso em: 10 mar. 2015.
4
Catálogo OPAC Millennium da Universidade de Barcelona. Disponível em: &lt;http://cataleg.ub.edu/&gt;.
Acesso em: 10 mar. 2015.
3

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XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Resumo expandido
TEM UM PÓ BRANCO DENTRO DO LIVRO...
Lorete Mattos (UFRGS). Email para contato: lorete@gmail.com. Catherine Cunha (UFRGS).
Email para contato: catherinecunha@gmail.com.
Introdução
Para evitar os danos decorrentes da ação de agentes biológicos (principalmente os
insetos), foram adotadas diversas medidas em bibliotecas, arquivos e acervos particulares.
Muitas delas estiveram, e ainda são, pautadas no uso de inseticidas e pesticidas.
Porém, atualmente sabe-se que:
Quando se fumiga com inseticida o interior de um local, os dissolventes e
pequenas quantidades do produto volatizam-se no espaço que as coleções e
os seres humanos ocupam, e esses produtos químicos, ainda que em
pequeníssimas quantidades, ocasionam danos às coleções, às pessoas e ao
meio ambiente. Por estas e outras razões, a cada dia tende-se mais à
prevenção. (VAILLANT CALLOL, 2013, p. 84)

Logo, os conservadores passaram a propor o Controle Integrado de Pragas e a buscar
outros métodos não tóxicos como o congelamento, o uso de gases inertes, a anóxia, a radiação
eletromagnética, entre outros.
Ainda assim, nos deparamos com coleções e acervos que foram expostos e
contaminados pelos pesticidas, e que hoje constituem um desafio para aqueles que precisam
gerir e dar acesso a essas obras.
Nesse descompasso entre a mudança de paradigma e postura, os acervos permanecem
custodiando e recebendo essas obras. Algumas ainda guardam resíduos, já que o conhecimento
quanto ao risco a que estamos exposto é recente, e as discussões em torno do assunto são
escassas.
Visando identificar os tratamentos utilizados para o controle de pragas em acervos
documentais no Rio de Janeiro, Almeida e Bojanoski (2009) realizaram um estudo coletando
dados junto à instituições bem como nas recomendações presentes nas bibliografias da área de
conservação de acervos bibliográficos e documentais. O resultado mostrou que inúmeras
bibliografias indicavam substâncias a serem utilizadas e que as instituições estavam seguindo
essas orientações fazendo o uso, inclusive, de compostos organoclorados como o
Hexaclorocicloexano (BHC) e o Diclorodifeniltricloretano (DDT).
Os organoclorados “São compostos de alto risco, tanto para o homem quanto para os
animais, não tanto por sua toxidade, mas por sua elevada permanência, por isto podem provocar
problemas de contaminação do solo e acumular-se nas cadeias alimentares.” (VAILLANT
CALLOL, 2013,p. 102)
Essas substâncias não são biodegradáveis, e portanto possuem um elevado poder
residual. Nos seres vivos, acumulam-se nas células adiposas por inalação, ingestão ou absorção
pela pele.
Em 1985, a portaria nº329 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)
proibiu em todo o território nacional a comercialização, o uso e a distribuição dos produtos
agrotóxicos organoclorados (incluindo o DDT e o BHC) destinados a agropecuária. Mas apenas
em 2009 foi aprovada a Lei 11.936 que proíbe a importação, exportação, manutenção em
estoque e comercialização e uso do (DDT) para qualquer finalidade.

�No Brasil, um caso emblemático de contaminação ocorreu no Arquivo Histórico de
Joinville, no qual a prática de dedetização do acervo para o controle de insetos xilófagos era
rotineira entre os anos 1972 até 1986:
O cheiro característico do inseticida foi mascarado pelo efeito do ambiente
climatizado e o problema só veio à tona em 2002, devido ao mau
funcionamento do sistema de climatização. Foi neste período que aumentou
consideravelmente a incidência de quadros de cefaléia, tonturas e náuseas
entre os funcionários. (CARRASCO, 2012, p. 1)

A partir de análises realizadas por laboratório, foi identificada a presença de BHC e
DDT no acervo. Desde então, os servidores realizam exames periódicos de saúde.
Segundo Carrasco (2012, p.3), “O acesso público ao acervo contaminado do Arquivo
Histórico de Joinville ainda está suspenso, porque é preciso esclarecer que a remoção total do
inseticida dos documentos não é possível.” Esses permanecem em área isolada com acesso
restrito aos funcionários. Como solução, estão sendo estudadas ações de microfilmagem e
digitalização. O material contaminado passível de descarte é mantido em container dentro de
embalagens de sacos plásticos lacradas e identificadas até que possa ser recolhido por empresa
especializada e descartado em aterro industrial.
A experiência na Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Durante a execução do Projeto de Preservação do Acervo Raro da UFRGS, que teve
início em 2014 e tem como objetivo preservar e dar acesso às obras raras, foi encontrado um pó
branco junto ao festo de dez livros da coleção custodiada pela Biblioteca Central.
Os bolsistas, contratados pelo projeto para realizar a higienização a seco das obras,
foram orientados a suspender esse processo e comunicar a coordenação caso qualquer objeto
estranho fosse encontrado no seu interior, especialmente pó branco.
Sabia-se da existência desse material em algumas obras pois em procedimentos
anteriores de higienização havia sido relatado a sua presença, mas sem especificar em quais e
em quantas obras ele estaria.
A medida em que foram sendo encontradas, as obras foram reunidas no Laboratório de
Conservação e Restauro (LACOR) até que pudéssemos dimensionar o problema e determinar o
procedimento a ser feito. Em algumas delas, a quantidade de pó encontrada foi significativa.
Primeiramente, contatamos as Faculdades de Química, Farmácia e Biomedicina da
UFRGS para solicitar a análise do material a fim de identificar se tratava-se de organoclorado.
O Instituto de Química foi o único a dispor do equipamento para a realização da cromatrografia
gasosa, mas não possuía metodologia adequada para realizar a análise em amostras provenientes
de material bibliográfico.
Assim, buscou-se no estado do Rio Grande do Sul outros laboratórios, inclusive
privados, que igualmente disseram não poder realizar a análise.
Simultaneamente, soubemos do caso ocorrido na biblioteca da Faculdade de Filosofia,
Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) a partir da ampla
divulgação na imprensa no primeiro trimestre de 2015, na qual constatamos que o Instituto de
Pesquisas Tecnológicas (IPT) havia realizado a análise do material encontrado naquele acervo
(ABREU, 2015; SOUZA, 2015).
Contatamos a biblioteca para obter informações sobre o laboratório responsável, os
procedimentos adotados, e realizar os trâmites necessários para encaminhar as análises quali e
quantitativa da amostra, ou seja, verificar se tratam-se de material organoclorado e, se for
confirmada a suspeita, saber qual é o percentual de pesticida presente.
Optamos por realizar a análise em uma única amostra devido ao elevado custo e por
acreditamos que trata-se do mesmo material, já que as obras nas quais o pó branco foi
encontrado tem a mesma proveniência.

�Caso seja confirmada a suspeita, será necessário realizar a análise toxicológica a fim de
identificar se ele ainda coloca em risco o ambiente, as pessoas e a coleção (uma vez que não
podemos precisar a quanto tempo o material está em contato com as obras), mensurar o impacto
que pode causar e decidir o que fazer já que tratam-se de livros da coleção de obras raras, e
portanto, insubstituíveis.
Como solução provisória, as obras com material suspeito foram devolvidas à coleção
devidamente acondicionadas em caixas de papel alcalino, com sinalização especial na lombada
e o número do código de barras para identificar e evitar o manuseio até que tenhamos o
resultado da análise e possamos avaliar os próximos passos.
Considerações Finais
O desconhecimento quanto aos efeitos causados pelos organoclorados em acervos
bibliográficos e documentais coloca em risco a saúde dos profissionais e usuários que os
consultam, bem como a coleção e o ambiente no qual este material é manipulado.
Assim, faz-se necessário difundir e discutir o tema a fim de conscientizar os
profissionais da área sobre os métodos atóxicos e, principalmente, o controle integrado de
pragas; os cuidados necessários durante a avaliação das condições físicas de obras doadas; e por
fim, desenvolver pesquisas e estudos visando solucionar o problema das obras que já estão
contaminadas sem expor ao risco os usuários e funcionários.
Palavras-chave: Pesticidas. Organoclorados. Acervos documentais.
Referências:
ABREU, Sérgio França Adorno de. Dossiê Biblioteca 2015. São Paulo, 2015. Disponível
em:&lt;http://fflch.usp.br/sites/fflch.usp.br/files/BIBLIOTECA_dossie.pdf&gt;. Acesso em: 24 fev 2015.
ALMEIDA, Thais Helena de; BOJANOSKI, Silvana. Tratamentos químicos aplicados à biodeterioração
de acervos documentais na cidade do Rio de Janeiro. In.: CONGRESSO INTERNACIONAL DA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CONSERVADORES E RESTAURADORES DE BENS
CULTURAIS, 13, 2009, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre: [s.n.], 2009, p. 387-393.
CARRASCO, Gessônia Leite de Andrade. A contaminação de documentos em suporte de papel por
inseticidas organoclorados e o ambiente de trabalho. In.: Boletim Eletrônico da ABRACOR, n. 5, Rio
de Janeiro, fevereiro de 2012. Disponível em:
&lt;http://www.abracor.com.br/boletim/boletimcompleto_5.pdf &gt;. Acesso em 20 fev. 2015.
SOUZA, Marcelle. Com livros contaminados por DDT, funcionários fecham biblioteca na USP. São
Paulo, 2015. Disponível em &lt;http://educacaouol.com.br/noticias/2015/02/20/com-livros-contaminadospor-ddt-funcionarios-fecham-biblioteca-na-usp.htm&gt;. Acesso em: 24 fev 2015.
VAILLANT CALLOL, Milagros. Métodos de combate a pragas e infecções: novas tendências. In.:
Biodeterioração do patrimônio histórico documental: alternativas para a sua erradicação e controle.
Rio de Janeiro: MAST e Casa de Rui Barbosa, 2013. P. 83-123.

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                  <text>CBBD - Edição: 26 - Ano: 2015 (São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
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                <text> Venenos Sintéticos </text>
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                <text> Acervo</text>
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                <text>Para evitar os danos decorrentes da ação de agentes biológicos (principalmente os insetos), foram adotadas diversas medidas em bibliotecas, arquivos e acervos particulares. Muitas delas estiveram, e ainda são, pautadas no uso de inseticidas e pesticidas.</text>
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                    <text>EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA EM EAD: TÉCNICO EM
BIBLIOTECONOMIA DO IFRS-CÂMPUS PORTO ALEGRE
Profª Drª Lizandra Brasil Estabel
Instituto Federal do Rio Grande do Sul-Câmpus Porto Alegre (IFRS)
E-mail: lizandra.estabel@poa.ifrs.edu.br

Profª Drª Eliane Lourdes da Silva Moro
Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS (FABICO/UFRGS)
E-mail: elianemoro23@gmail.com

O Curso Técnico em Biblioteconomia, na modalidade presencial, teve início em
2004, ainda na Escola Técnica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS), viabilizado com a parceria de docentes do Curso de Biblioteconomia da
Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FABICO)/UFRGS com a Escola
Técnica. O Curso foi criado para atender à necessidade de formação profissional,
em nível pós-médio (técnico), capacitado e habilitado para atuar como assistente
junto aos bibliotecários, nas diferentes tipologias de bibliotecas.
Em 2009, o Câmpus Porto Alegre do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) nasce da desvinculação da Escola
Técnica da UFRGS, com a publicação da Lei nº 11.892/2008, que cria 38
Institutos Federais no país, com a finalidade principal de estimular o Ensino
Profissional e Tecnológico, a partir da formação de técnicos e tecnólogos
alinhados com as demandas do mundo do trabalho e o desenvolvimento local. O
IFRS-Câmpus Porto Alegre oferece 17 Cursos Técnicos na modalidade
presencial, sendo um Curso de Ensino Médio integrado à formação profissional na
modalidade da Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), 5 Cursos Superiores, 3
Cursos Técnicos na modalidade EAD, 1 Curso de Pós-Graduação lato sensu e
em vias de realização do Mestrado Profissional em Informática na Educação,
totalizando 4327 matriculados. Dentre os Cursos oferecidos, destaca-se o Curso
Técnico em Biblioteconomia, na modalidade presencial, cujo currículo está
organizado em três semestres, com a carga horária de 1152 horas, mais 160
horas de estágio, totalizando 1312 horas. Dentre as disciplinas, pode-se destacar:
Introdução à Biblioteconomia; Preservação e Conservação de Acervos
Bibliográficos I e II; Literatura Aplicada à Biblioteconomia I e II; Introdução à
Gestão de Bibliotecas; Introdução à organização e ao Tratamento da Informação;
Introdução à Construção de Páginas Web; Introdução à Metodologia da Pesquisa
e Orientação ao Acesso e Uso da Informação; Introdução às Técnicas de
Atendimento ao Público; Contação de Histórias; Psicologia Educacional, Língua
Brasileira de Sinais (LIBRAS), entre outras. Ao completar 10 anos de formação de
Técnico em Biblioteconomia, surge o desafio da oferta do Curso Técnico em
Biblioteconomia na modalidade EAD, mediado por computador.
Curso Técnico em Biblioteconomia do IFRS-Câmpus Porto Alegre na
Modalidade EAD pela E-Tec Brasil
O Curso Técnico em Biblioteconomia do IFRS – Câmpus Porto Alegre, na
modalidade EAD, caracteriza-se por ser um Curso técnico subseqüente, a alunos

�egressos do Ensino Médio ou equivalente, residentes em 10 municípios que
possuem pólo do Programa E-Tec Brasil: Canoas, Cachoeira do Sul, São
Francisco de Paula, São Lourenço do Sul, Santana do Livramento, Picada Café,
Santo Antonio da Patrulha, Eldorado do Sul, Erechim e Novo Hamburgo, com a
oferta de 30 alunos por Pólo, perfazendo um total de 300 alunos. O currículo é
organizado em três semestres, com carga horária total de 840 horas. O
oferecimento do Curso reveste-se, de significativa importância para a formação do
Técnico em Biblioteconomia residente no interior do Estado, devido à carência de
Cursos nesta área e, principalmente, pela necessidade de formação deste
profissional para atuar nos diversos tipos de bibliotecas, com qualidade e
competência, possibilitando que as bibliotecas ofereçam um serviço de qualidade
e promovam a inclusão social. O advento das Tecnologias de Informação e de
Comunicação (TICs) e a possibilidade de utilização destas ferramentas na EAD e
da utilização de Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), foi possível a oferta do
Curso para atender ao público que reside no interior do Estado.
Como objetivos do Curso destacam-se: formar pessoas aptas a exercer a
profissão de Técnico em Biblioteconomia com competência, responsabilidade e
ética, conscientes de seu compromisso social, cultural, educacional e profissional;
formar profissionais capazes de articular, mobilizar e colocar em ação valores,
conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de
atividades requeridas pelo seu campo de trabalho e de atuar nos mais diferentes e
complexos campos de trabalho que envolva conhecimentos das atividades
vinculadas ao profissional; propiciar condições para formar profissionais éticos,
que consigam atuar sob diferentes condições de trabalho, tomar decisões de
forma responsável para solucionar problemas e enfrentar situações imprevistas e
que possam trabalhar em grupo de forma respeitosa e solidária.
A equipe do Curso é formada por professores conteudistas e ministrantes, tutores
presenciais (que atuam nos pólos) e tutores em EAD. Os conteudistas produzem
materiais e objetos de aprendizagem (OA) em diferentes mídias impressas,
eletrônicas e digitais, em CD e em DVD, totalmente integrados aos conteúdos do
Curso e ao AVA MOODLE. Os professores compõem as seguintes equipes:
Biblioteconomia; Língua Portuguesa, Literatura e Leitura e Multidisciplinar, sendo
sete professores com formação em Biblioteconomia, seis em Letras, um em
História e um em Ciências Contábeis. Destes, seis possuem Doutorado, três
Mestrado e seis Especialização. A Equipe de tutores em EAD é composta por oito
bibliotecários e dois Técnicos em Biblioteconomia sendo que um tutor é Técnico e
Bibliotecário. Os tutores presenciais, dois são bibliotecários, dois Técnicos em
Biblioteconomia e sete são professores. O ineditismo consiste no edital público da
E-Tec Brasil selecionando esse perfil de profissionais para a docência e a tutoria.
No Catálogo Nacional de Cursos Técnicos do Ministério da Educação, a formação
do Técnico em Biblioteconomia está no Eixo Tecnológico: apoio educacional. Para
contemplar os temas indicados no Catálogo e outros que contribuem para a
formação, com qualidade e competência profissional, foram criadas as seguintes
disciplinas, distribuídas em três semestres: 1º semestre: Introdução à
Biblioteconomia, Língua Portuguesa, Literatura Aplicada à Biblioteconomia,
Introdução às TICs e Introdução à Gestão de Bibliotecas; 2º semestre: Introdução
à Organização e ao Tratamento da Informação, Redação Técnica, Preservação e

�Conservação de Acervos Bibliográficos, Comunicação Intra e Interpessoal e
Introdução à Metodologia da Pesquisa e Acesso e Uso da Informação; 3º
semestre: Mediadores de Leitura em Bibliotecas, Serviço de Referência e
Informação em Biblioteca, Sistema de Automação de Bibliotecas, Psicologia
Educacional e Acessibilidade em Bibliotecas.
Ao término do Curso, destacam-se algumas competências do Técnico em
Biblioteconomia, tais como: executar procedimentos de auxílio à organização,
tratamento, disseminação, preservação, conservação e recuperação das unidades
de acervo e relacionados com a alimentação de sistemas informatizados de
recuperação de informações; realizar suas atividades, buscando a qualidade do
desenvolvimento de recursos e serviços; preparar e/ou assessorar o planejamento
e a execução de reuniões e/ou eventos e atividades de incentivo à leitura e
formação de leitores; promover a acessibilidade e a inclusão social e digital de
Pessoas com Deficiência.
Apresentamos o depoimento do bibliotecário e professor do Curso Técnico em
Biblioteconomia EAD (FXS) graduado em 2000 no Curso de Biblioteconomia da
FABICO/UFRGS:
Nesses 15 anos de atuação como bibliotecário, trabalhei em diferentes bibliotecas, nas mais
variadas áreas do conhecimento: Biblioteca Médica, Biblioteca Jurídica, Biblioteca Universitária,
Biblioteca Especializada em Polímeros, Biblioteca Especializada em Couro e Calçado e também
em um projeto governamental para criação de Portais Virtuais Temáticos. Sempre procurei
construir uma carreira sólida no meu fazer bibliotecário, baseada no estudo e no aprimoramento
contínuo, na paixão pela minha profissão e pelos usuários e na humildade para sempre procurar
aprender. [...] Em 2009 passei a firmar uma parceria com a coordenação do curso Técnico em
Biblioteconomia, com o intuito de receber discentes no estágio curricular obrigatório, em que eles
desenvolvem as mais distintas atividades para auxiliar o bibliotecário.[...].Sem dúvida, esse
profissional é imprescindível e mais do que necessário em uma biblioteca. Em 2014 comecei a dar
aulas no curso Técnico em Biblioteconomia na modalidade EAD, um grande sonho enquanto
profissional. Essa prática como docente tem me possibilitado transmitir todo o conhecimento
profissional, adquirido ao longo desses anos, para os alunos. Penso que um bibliotecário, no seu
fazer profissional, precisa estar atento quanto às competências informacionais, às necessidades
dos usuários, ser um mediador/facilitador da leitura, um agente social de mudanças, um agende
educacional, enfim, um profissional sempre aberto a mudanças. A Biblioteconomia é uma profissão
que me realiza, me completa, me faz muito feliz!

Ao registrar este depoimento percebe-se a importância da parceria entre o
profissional bibliotecário e o técnico em Biblioteconomia para qualificar a gestão
na biblioteca e os serviços oferecidos aos usuários reais e potenciais das
bibliotecas. Ainda, pode-se destacar da avaliação realizada pelos alunos sobre o
Curso: perspectiva de mudança de vida; grade curricular voltada para a prática
profissional; comecei ler livros novamente; primeiro Curso voltado à
Biblioteconomia na cidade; possibilidade de trabalho; melhora no atendimento em
bibliotecas. Que a formação profissional possibilite mudança de vidas, qualidade
para as bibliotecas e o fortalecimento da Biblioteconomia.
Palavras-chave: Biblioteconomia. Educação Profissional e Tecnológica. Técnico
em Biblioteconomia.
Agência financiadora: E-Tec Brasil

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                <text>O Curso Técnico em Biblioteconomia, na modalidade presencial, teve início em 2004, ainda na Escola Técnica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), viabilizado com a parceria de docentes do Curso de Biblioteconomia da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FABICO)/UFRGS com a Escola Técnica. O Curso foi criado para atender à necessidade de formação profissional, em nível pós-médio (técnico), capacitado e habilitado para atuar como assistente junto aos bibliotecários, nas diferentes tipologias de bibliotecas.</text>
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                    <text>PRÁTICAS DE INCENTIVO À LEITURA PARA O PÚBLICO ADOLESCENTE: UM
ESTUDO SOBRE OS BEST-SELLERS INFANTO-JUVENIS
Autores:Karolinne de Santana Boto. Universidade Federal de Sergipe. Email:
karolboto21@gmail.com
Marcia Ivo Braz.Universidade Federal de Pernambuco. Email:
marciabraz.ufpe@gmail.com
Introdução:Partindo da importância de se estabelecer o hábito da leitura durante a
adolescência, que muitas vezes é tratada com certa desmotivação, procurou-se
investigar as necessidades de leitura do adolescente e como adequar as atividades
de incentivo à esta prática. O objetivo geral desta pesquisa foi desenvolver um breve
estudo sobre os best-sellers, e identificar características de leitura no público
adolescente de uma escola particular da cidade de Aracaju/SE, propondo atividades
de incentivo à leitura adequada a este público da biblioteca escolar.
Método da pesquisa:Utilizando-se da pesquisa bibliográfica, este estudo de caso
colheu informações por meio de questionários direcionados para professores de
Língua Portuguesa e Produção de Texto e alunos do sétimo ao nono ano do Ensino
Fundamental e do primeiro ano do Ensino Médio, com o intuito de identificar
questões referentes aos hábitos de leitura, inclusão dos best-sellers como
ferramenta didática, e em que medida se estabeleciam como prática prazerosa e
cotidiana em sala de aula e na biblioteca da escola.
Resultados:A análise dos questionários constatou o alto índice de alunos que
preferem ler por conta própria o tipo de gênero preferido entre eles, no caso os bestsellers, mesmo sem incentivo dos pais ou obrigatoriedade de leitura por parte dos
professores, há uma grande procura por esse tipo de gênero.
Discussão: Os best-sellers têm se configurado como um gênero que ocupa cada
vez mais espaço na leitura dos adolescentes, o que exige uma adequação da
biblioteca escolar.
Considerações: Além da inclusão dos Best-Sellers como gênero cativo da
biblioteca, acredita-se que eles podem ser utilizados em sala de aula e inclusos na
lista de material anual do colégio, entre outros temas, pois como são uma literatura
que se renova, acompanha tendências sociais que envolvem essa parcela de
jovens, podendo haver o paralelo entre o passado retratado nos clássicos e a

�contemporaneidade, favorecendo assim novos caminhos para a promoção da leitura
no que concerne o público adolescente.
.
Palavras-Chave: Incentivo à leitura.Adolescentes. Best-Sellers. Biblioteca escolar.
Referências:
PERISSÉ, Gabriel. Elogio da leitura. Barueri, SP: Manole, 2005.

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                <text>Partindo da importância de se estabelecer o hábito da leitura durante a adolescência, que muitas vezes é tratada com certa desmotivação, procurou-se investigar as necessidades de leitura do adolescente e como adequar as atividades de incentivo à esta prática. O objetivo geral desta pesquisa foi desenvolver um breve estudo sobre os best-sellers, e identificar características de leitura no público adolescente de uma escola particular da cidade de Aracaju/SE, propondo atividades de incentivo à leitura adequada a este público da biblioteca escolar.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
SERVIÇO DE DESCOBERTA: IMPLANTAÇÃO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS
(SiBi) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR)
Paula Carina de Araújo
Universidade Federal do Paraná
paulacarina@ufprl.com
Karolayne Costa Rodrigues de Lima
Universidade Federal do Paraná
karoll@ufpr.br
Claudia Regina Camargo
Universidade Federal do Paraná
claudia@ufprl.com
Janete Saldanha Bach Estevão
Universidade Federal do Paraná
janete.estevao@ufpr.br
1 INTRODUÇÃO
Os serviços de descoberta representam uma solução para melhoria no
processo de busca e recuperação da informação. Uma das dificuldades no processo
de pesquisa é a localização, por parte do usuário, de todas asfontes de informações
disponíveis em uma instituição. A quantidade e a capilaridade dos recursos
informacionais não representam mais problemas devido a exponencial produção de
conhecimento científico nas ultimas décadas. Entretanto, localizar, acessar e
navegar nas diferentes interfaces de busca se tornou um desafio para o pesquisador
científico, tanto do ponto de vista da operacionalização como do tempo despendido
nesta tarefa.
Com o passar dos anos e o desenvolvimento das Tecnologias de Informação
e Comunicação (TICs), criou-se um ambiente favorável ao desenvolvimento de
soluções de pesquisa integrada, sendo os serviços de descoberta em escala web
(web-scalediscoveryservices) os melhores representantes desta solução.
Ao observar uma tendência mundial de uso do serviço de descoberta, bem
como seus benefícios para a pesquisa, o Sistema de Bibliotecas (SiBi) da
Universidade Federal do Paraná (UFPR) iniciou, em 2013, um processo de análise e
seleção dentre as ferramentas disponíveis no mercado. Foram avaliadas as
ferramentas daempresa EBSCO Information Services, o EBSCO Discovery Service
(EDS), o Primo/Primo Central do ExLibrisGroup e o Summon, desenvolvido pela
Proquest. Atualmente o total de instalações das quatro principais empresas do
mercado (as três citadas acima e mais o WorldCat Discovery da OCLC), superam
as nove mil e quatrocentas instalações no mundo (BREEDING,2014). Após a

�avaliação das funcionalidades de cada solução por uma comissão interna, foi
selecionado o produto EBSCO Discovery Service (EDS), daEBSCO Information
Services. Este relato apresenta como aconteceu a etapa de avaliação e seleção, o
processo de implantação, a divulgação, a receptividade pela comunidade acadêmica
e os resultados obtidos até o momento.
2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
O EBSCO Discovery Service (EDS) é utilizado por importantes instituições
universitárias brasileiras, hospitais e por muitas instituições universitárias e de
pesquisa no exterior. Logo após a aquisição do serviço de descoberta uma equipe
foi formada, a pedido do fornecedor, para a configuração e implantação do mesmo
no SiBi/UFPR. Essa equipe foi formada por três bibliotecários e um técnico em
informática do SiBi/UFPR e outros três profissionais da EBSCO. O trabalho em
equipe foi fundamental para o bom andamento de todo o processo e implantação
desse novo serviço e, esse ponto será destacado ao longo do relato.
O processo de configuração da ferramenta aconteceu em um período de
quatro meses e, em meados de fevereiro de 2015, o serviço de descoberta foi
lançado no Portal da Informação do SiBi/UFPR sob o nome “Busca Integrada ao
Acervo UFPR”. Todo o trabalho, nesses quatro meses, tomou como base a
metodologia da EBSCO de gerenciamento de projetos.
Podem ser citadas as seguintes fases de desenvolvimento do projeto:
● Reunião e envio da documentação solicitada pela EBSCO para a integração
de todas as fontes de informação disponibilizadas pelo SiBi/UFPR, bem como
fontes de informação abertas por meio do serviço de descoberta.
● Reconhecimento das funcionalidades gerenciais (EBSCO Admin.) do EDS, o
que possibilita certa autonomia para a equipe do SiBi/UFPR fazer os ajustes
necessários durante e após o processo de configuração e implantação.
● Criação da caixa de busca e página do serviço de descoberta a ser
disponibilizada no Portal da Informação.
● Período de testes e ajustes anterior ao lançamento do serviço no Portal da
Informação.
● Lançamento do serviço de descoberta “Busca Integrada ao Acervo UFPREBSCO Discovery Service”.
● Divulgação e promoção de cursos de capacitação para o uso da busca
integrada.
Todas essas fases foram acompanhadas por toda a equipe (SiBi/UFPR +
EBSCO), com o objetivo de disponibilizar o melhor resultado para a comunidade
acadêmica. Em todo esse processo foram realizadas reuniões presenciais, web
conferências e resolução de inúmeras questões por meio do contato por e-mail.
Destaca-se mais uma vez que a metodologia de trabalho seguida, o suporte
constante da EBSCO e o trabalho em equipe foram essenciais para o resultado
positivo alcançado.

�3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A implementação do EBSCO Discovery Service (EDS) no catálogo da UFPR
tornou a pesquisa ágil para o usuário por ser capaz de centralizar, em uma única
interface, os recursos informacionais disponibilizados pela Universidade. Nesse
sentido, como pontos positivos na implementação do EDS no catálogo da UFPR
destacam-se a agilidade no momento da pesquisa, a eficiência, qualidade ena
recuperação dos registros e o fato de não ser necessário a repetição das estratégias
de buscas para ter acesso a todos os recursos informacionais disponíveis interna e
externamente.
A utilização do EDS na recuperação dos registros possibilita ao pesquisador
agilidade, qualidade e confiabilidade na recuperação da informação. De acordo com
Serra (2013), os serviços de descoberta, por meio da utilização de protocolos de
colheita de metadados (harvesting), permitem agregar um registro a outro registro
quando esses tratam da mesma informação embora com descrições
diferentes,sendo capaz de identificar e apresentar ao pesquisador novas referencias
informacionais.
Outro aspecto relevante para na implementação do EDS foi o amplo suporte
do fornecedor na configuração da ferramenta. O SiBi/UFPR conta com toda a
atenção e suporte técnico da EBSCO durante o processo de configuração, na fase
de testes e no acompanhamento de funcionamento do EDS, o que reforça a
expertise no SiBi na gestão colaborativa de seus processos de trabalhos. Ainda
nesse sentido, destaca-se a importância na intensificação dessa parceria
interinstitucional de forma a acompanhar as demandas quesurgirão na utilização do
EDS na Universidade e a melhoria qualitativa no processo de descrição e indexação
dos registros, de forma a tornar ampla e específica a oferta de informação para os
pesquisadores.
PALAVRAS-CHAVE: Serviço de descoberta. Busca Integrada.
Universitária. Sistema de Bibliotecas - Universidade Federal do Paraná.

Biblioteca

REFERÊNCIAS
BREEDING, Marshall. Automation marketplace 2012: agents of change. Library
Journal, 29 de mar. 2012. Disponível em:
&lt;http://www.thedigitalshift.com/2012/03/ils/automation-marketplace-2012-agents-ofchange&gt;. Acesso em: 29 mar. 2015.
SERRA, Liliana Justi. Sobre metabuscadores e serviços de descoberta. Disponível
em: &lt;http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo_print.php?cod=773&gt;. Acesso em
30/03/2015.

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                <text>Os serviços de descoberta representam uma solução para melhoria no processo de busca e recuperação da informação. Uma das dificuldades no processo de pesquisa é a localização, por parte do usuário, de todas as fontes de informações disponíveis em uma instituição. A quantidade e a capilaridade dos recursos informacionais não representam mais problemas devido a exponencial produção de conhecimento científico nas últimas décadas. Entretanto, localizar, acessar e navegar nas diferentes interfaces de busca se tornou um desafio para o pesquisador científico, tanto do ponto de vista da operacionalização como do tempo despendido nesta tarefa.</text>
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                    <text>LEITURA SOLID

ÁRI A

Autores: Ana Paula de Souza. Universidade Federal de Viçosa – Campus Rio
Paranaíba. anapaulas@ufv.br
Crislene Silva de Souza. Universidade Federal de Viçosa – Campus Rio
Paranaíba. crislene@ufv.br
Andreia de Oliveira Ferreira. Universidade Federal de Viçosa – Campus Rio
Paranaíba. andreia.ferreira@ufv.br
Paulo Vítor Oliveira. Usiminas. paulo.vitor@usiminas.com

O Projeto Leitura Solidária, é um projeto implantado na Biblioteca da
Universidade Federal de Viçosa - UFV, Campus de Rio Paranaíba, com o objetivo
de aumentar o acervo bibliográfico na área de literatura,
por meio de
doações. O projeto busca também apresentar a Biblioteca à comunidade
acadêmica e em geral à cidade de Rio Paranaíba, por meio de visitas guiadas.
A necessidade de reformular e aumentar o acervo são reais, pois hoje contamos
com um n
úmer o pequeno
dos alunos por livros de literatura.
Para criar o hábito da leitura, a UFV-CRP recolheu livros de literatura para
todos os alunos do ensino fundamental, médio e superior da cidade de Rio
Paranaíba.
A iniciativa do projeto Leitura Solidária consolidou o prazer de ler e colocou
uma maior diversidade de livros no acervo, possibilitando aos usuários um
incentivo à leitura recreativa.
O projeto conseguiu uma interação entre literatura e leitor, tanto no âmbito
da universidade quanto na comunidade, pois esse processo de inserção da
comunidade na universidade aumentou o elo entre ambas.
O envolvimento da comunidade de Rio Paranaíba com a UFV, se deu por meio do
projeto de leitura, com visitas das escolas, palestras e debates sobre a
importância da leitura, para a formação cognitiva dos estudantes, desde as
fases iniciais até a universidade.
O projeto é muito importante para a UFV e para a comunidade, pois forma a cada
dia um elo e uma troca de culturas. Sabe-se que o aluno tem pouco contato com a

�leitura nos ambientes familiares, apresentando dificuldades de aprendizagem, por
isso se fez necessário um trabalho que desperte o gosto e o prazer pela
leitura, condição esta, indispensável para o desenvolvimento social e a
realização individual do educando.

Relato da experiência:
O projeto Leitura Solidária foi criado pela equipe da biblioteca da UFV-CRP, no
ano de 2015.
A etapa inicial de planejamento, ocorreu reuniões para execução e
divulgação do projeto, onde buscou a conscientização sobre a importância da
leitura e da colaboração dos usuários da biblioteca em doar livros de
literatura, onde contamos com parceiros junto à comunidade, às empresas,
editoras, livrarias, obtendo assim doações de livros.
A segunda etapa momento do projeto é preparação e processamento das doações
recebidas para disponibilizar aos usuários da biblioteca.
A terceira etapa foi a promoção da campanha de incentivo à leitura,
divulgação dos títulos obtidos através de exposições, campanhas nas redes
sociais.
A quarta etapa é o empréstimo dos livros recebidos, aos alunos e comunidade de
Rio Paranaíba.
A quinta etapa é a realização de visitas às escolas para apresentação do
resultado das doações.
A sexta etapa é a promoção a apresentação da biblioteca aos alunos das
escolas do município.

Considerações Finais ou Conclusões:
O projeto até a data atual aumentou o acervo da biblioteca da UFVCRP, e assim,
disponibilizou uma variedade de títulos aos leitores, e ainda difundiu e
incentivou o hábito da leitura para toda a comunidade envolvida, propiciando
acesso à educação e cultura, na sociedade universitária e na comunidade de
Rio Paranaíba.

�O projeto atingiu atender aproximadamente dois mil (2000) alunos da UFV
Campus Rio Paranaíba e um mil (1000) alunos e comunidade da cidade.
A campanha de doação deverá ser repensada para uma maior alcance da
população, podendo assim obter mais livros em 2016.
Palavras-chave: Cultura. Leitura. Doações. Cmpanha.
Referências:

LOPES, Anchyses Jobim. Teoria e Prática. Revista da Associação de Leitura do
Brasil, apoio Faculdade de Educação - UNICAMP, Campinas, n
º 31, j ul . 1998.
LINARD, Fred. Ler por prazer é o x da questão. Revista escola abril, São
Paulo,
set.
2014.
Acesso
em:
Disponível
em:
&lt;http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/xquestao-423887.shtml.&gt;. Acesso em: 3 out. 2014.
Sebastão, São. Projeto leitura solidária. São Paulo. Disponível em:
&lt;http://www.saosebastiao.sp.gov.br/finaltemp/pdfs/pdf_projeto_leitura_solidaria.
pdf.&gt; Acesso em: 21 mar. 2015.
Agências financiadoras
O projeto conta com a colaboração de funcionários técnico administrativos da
Biblioteca UFV Campus Rio Paranaíba.

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Documentação&#13;
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica

A BIBLIOTECA COMO FACILITADORA DE ACESSO E RECUPERAÇÃO DE
DADOS AO DEFICIENTE VISUAL

Autores: Elizabete Cristina de Souza de Aguiar Monteiro. Faculdade de Filosofia e
Ciências – Unesp, Campus de Marília. bete@marilia.unesp.br.
Ricardo César Gonçalves Sant’Ana. Campus Experimental de Tupã. Unesp.
ricardosantana@marilia.unesp.br
Vivencia-se um momento na ciência que vem sendo denominado como eScience ou quarto paradigma da ciência: a ciência orientada a dados (HEY; HEY,
2006). E-Science se baseia em uma infraestrutura que visa permitir que se tenha
acesso a dados científicos primários distribuídos, permitindo a colaboração, o
compartilhamento e gerenciamento desses dados, possibilitando o reuso de
conteúdo já mapeado, contribuindo para o avanço da ciência (MEDEIROS;
CAREGNATO, 2012).
Nesse contexto, o papel da biblioteca se amplia para o tratamento e
gerenciamento de dados. É importante que os profissionais que atuam nas
bibliotecas conheçam os recursos disponíveis para esse trabalho e as formas de
atendimento e suporte para seus usuários, já pensando na inclusão das pessoas
deficientes visuais.
As atividades desenvolvidas pelas bibliotecas se beneficiaram com o
desenvolvimento da Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) que se tornou
poderosa ferramenta de coleta, armazenamento, recuperação e preservação de
dados. Nesse contexto tecnológico, incluem-se as chamadas Tecnologias Assistivas
que representam um conjunto de "[...] recursos e serviços que contribuem para
proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência [...]"
(BERSCH, 2009, p. 1). A Tecnologia Assistiva para a pessoa com deficiência visual
engloba lupa eletrônica, teclados especiais, impressora de alto relevo, scanner,
linha Braile, sintetizadores de voz, leitor autônomo, mesa de relevos táteis,
calculadora científica falante entre outros.
O respeito aos vários aspectos da diversidade humana se faz observar que as
pessoas possuem habilidades diferentes e algumas precisam de condições
especiais para desenvolver suas atividades (MAZZONI et al., 2001).
No Brasil existem bibliotecas universitárias com recursos direcionados ao
atendimento de usuários com deficiência visual. É necessário e fundamental que as
bibliotecas incorporem em seu planejamento garantias de acesso pleno a seus

�produtos e serviços, envolvendo o atendimento com os recursos necessários em
tecnologia para a utilização desses usuários e capacitar seus profissionais para um
bom atendimento e utilização dos recursos (MONTEIRO, 2010).
A biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Unesp – Campus
de Marília, recebeu em março de 2013 equipamentos de Tecnologia Assistiva,
através do serviço intitulado Serviço de Inclusão e Acessibilidade à Informação
(SIAI). Esse serviço foi instituído pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB), por
meio do Grupo de Acessibilidade da Rede de Bibliotecas da Unesp (GARBU), em
parceria com o Laboratório de Acessibilidade e Desenvolvimento (LAD), da
Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara. Foi a primeira biblioteca
da rede de bibliotecas da Unesp a ser contemplada com os equipamentos, através
do SIAI.
Assim, objetiva-se elaborar uma breve caracterização sobre e-Science, a
acessibilidade e as potencialidades destes equipamentos na inclusão de pessoas
com deficiência visual nesse novo paradigma da ciência.
Método da pesquisa:
O trabalho tem caráter bibliográfico e descritivo, com base no levantamento
bibliográfico e revisão da literatura sobre o tema, o qual será a base para o
embasamento teórico. O campo de análise/observação foi a biblioteca da FFC e
seus equipamentos de Tecnologia Assistiva focado nos aspectos de acesso e
recuperação de dados por pessoas com deficiência visual.
Resultados e discussão:
A aceleração da ciência traz novos desafios que devem ser pensados e
discutidos por todos os envolvidos. Os ambientes universitários estão associados a
produção de dados, informação e construção de conhecimentos. Ter acesso aos
dados e informações é parte indissociável das pessoas em sua educação, trabalho,
lazer e cultura. Conforme afirma Mazzoni et al. (2001, p. 29) “São as pessoas que
constroem o conhecimento, gerando informação, e esta diferença de posição, de
agente passivo a agente ativo do conhecimento, corresponde a uma grande
diferença qualitativa [...]”
A política de inclusão social vem estimulando o crescimento, no meio
acadêmico, de docentes e discentes com deficiência visual, os quais necessitam que
as bibliotecas ofereçam, além dos serviços tradicionais, recursos e possibilidades de
acesso e uso de dados.
A biblioteca da FFC recebeu os equipamentos de Tecnologia Assistiva: lupa
eletrônica, impressora de relevo, microcomputador, linha braile, scanner de mesa
com o Book reader e o Jaws.
Considerações Finais ou Conclusões:

�A biblioteca da FFC contribui para a inclusão social dos deficientes visuais no
mundo acadêmico. Com o uso da Tecnologia Assistiva tem produtos e ferramentas
para a busca, recuperação e acesso aos dados para disponibiliza-los aos deficientes
visuais.
A aquisição de recursos tecnológicos que permitam a equiparação de
oportunidades, ampliando o acesso de pessoas com deficiência visual ao
conhecimento, através da Tecnologia Assistiva possibilita suprir as necessidades
informacionais desses usuários, e facilita a busca, acesso e recuperação dos dados
contribuindo para o desenvolvimento de suas atividades de ensino, pesquisa e
extensão.
O profissional bibliotecário preparado para o atendimento e conhecedor dos
recursos necessários para o pleno acesso aos dados científicos facilita a vida
acadêmica do usuário e contribui para a inclusão social dos mesmos.
Palavras-chave: E-Science. Acesso a dados. Recuperação de dados. Pessoas com
deficiência visual. Biblioteca.
REFERÊNCIAS
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em: &lt;http://www.assistiva.com.br/Introducao%20TA%20Rita%20Bersch.pdf&gt;.
Acesso em: 19 mar. 2015.
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&lt;http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/view/488/373&gt;. Acesso em: 26 mar.
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visuais. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16.,
SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2010, Rio de
Janeiro. Anais eletrônicos... , Rio de Janeiro: SNBU, 2010. 1 Pen drive.

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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Vivencia-se um momento na ciência que vem sendo denominado como e-Science ou quarto paradigma da ciência: a ciência orientada a dados (HEY; HEY, 2006). E-Science se baseia em uma infraestrutura que visa permitir que se tenha acesso a dados científicos primários distribuídos, permitindo a colaboração, o compartilhamento e gerenciamento desses dados, possibilitando o reuso de conteúdo já mapeado, contribuindo para o avanço da ciência (MEDEIROS; CAREGNATO, 2012).</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Resumo expandido de comunicação científica
PRESENÇA DIGITAL DOS CONSELHOS REGIONAIS DE
BIBLIOTECONOMIA NO FACEBOOK

Elisa C. D. Corrêa – UDESC - elisacorrea61@gmail.com
Franciéle C. Garcês da Silva – UDESC – francigarces@yahoo.com.br

Introdução
Estar presente no ambiente digital, nos dias atuais, significa mostrar
quem você é – enquanto pessoa física, comercial ou institucional – para, assim,
alcançar o maior número possível de potenciais interessados naquilo que se
propõe a oferecer. As mídias sociais – plataformas colaborativas na Internet
que agregam redes sociais – apresentam um grande potencial para atingir
esses objetivos. Os perfis mais bem sucedidos (que obtém grande número de
seguidores, recebem grandes quantidades de “curtidas” ou de
compartilhamentos) tornam-se formadores de opinião nas mídias sociais,
divulgando amplamente seus ideais e pensamentos e, assim, atingindo seu
objetivo principal: adquirir uma boa reputação no ambiente da sociedade digital.
Essas ferramentas acabam por representar, além de um excelente canal
de divulgação e marketing, uma plataforma de comunicação muito eficiente.
Nessas mídias, produtor e consumidor entram em contato direto sanando
dúvidas, resolvendo pendências e recebendo um rápido e certeiro feedback de
seu público-alvo.
Assim, verifica-se um número sempre crescente na criação de novos
perfis e páginas conhecidas como fanpages. Na área de Biblioteconomia e
Ciência da Informação, cresce igualmente o interesse em analisar as mídias
sociais como canais de divulgação e comunicação entre bibliotecas e seus
interagentes (CORRÊA, 2014), resultando em apresentação de trabalhos em
eventos ou artigos científicos. Ainda são poucos os estudos, porém, alguns
autores podem ser mencionados, como Calil Júnior, Corrêa e Spudeit (2013),
Corrêa (2013) e Silva (2012). Esses trabalhos voltam-se especialmente ao uso
que unidades de informação fazem dessas ferramentas colaborativas,
analisando seu potencial ainda pouco explorado. No entanto, há ainda muito o
que aprofundar os estudos sobre a relação entre os profissionais da área de
Biblioteconomia e CI e as mídias sociais.
Dentre as diferentes categorias de profissionais com perfil no Facebook,
estão presentes também os Conselhos Regionais de Biblioteconomia (CRBs)
brasileiros. Com um público-alvo bem definido, os perfis dos CRBs buscam
alcançar sua presença digital e atingir objetivos comuns como, por exemplo,
divulgação de notas de interesse dos bibliotecários como eventos e notícias
específicas dos Conselhos.
O presente trabalho tem como objetivo apresentar e discutir as
categorias de postagens de 13 CRBs presentes na mídia social Facebook.

�Trata-se de uma proposta inédita, que procurou identificar que categorias de
postagens os Conselhos realizam, verificando assim, que usos dessa mídia
social são efetivamente feitos.
Método da pesquisa
Foram acessados os perfis do Facebook dos Conselhos Regionais de
Biblioteconomia (CRB) por meio do site do Conselho Federal de
Biblioteconomia (CFB). No perfil de um cada dos CRBs foi selecionada a
opção “Todas as histórias” para que fosse possível o mapeamento das
postagens realizadas no período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2014.
Para a categorização das publicações feitas pelos CRBs, foi utilizado o
modelo de ABREU (2013) adaptado ao Facebook, que aplica nove categorias,
sendo elas: 1. Citação - quando há publicação com citações de escritores,
pensadores, entre outros; 2. Curiosidades - que foi subcategorizada para
postagens sobre bibliotecas, livros, bibliotecário, leitura, livro, museu ou não
consta (NC); 3.Frases - quando foram postadas frases de diversos assuntos
sem a autoria da mesma; 4. Hashtags - quando são feitas postagens somente
contendo a hashtag, acompanhada de imagem ou não; 5. Indicação de leitura quando há uma postagem indicando a leitura de algum texto, a compra ou
downloadde algum livro ou sugestões de leituras; 6. Indicação de Links quando são postados links de matérias, notícias e reportagens; 7. Informações
de eventos - referem-se a eventos da área de Biblioteconomia ou Ciência da
Informação, tais como, cursos, congressos, simpósios, palestras, colóquios,
exposições e feiras; 8.Informações do CRB - relacionadas a horários de
funcionamento, regulamentos, avisos e campanhas; 9. Outros - quando
referente a publicações gerais, onde foram subcategorizadas como: Charges,
Felicitações de aniversário e homenagens, informes, notas de falecimento e
vagas de emprego (concursos, contratações, estágios e bolsas).
Resultados
Os resultados demonstram um total de 3.240 postagens, distribuídas
conforme a Figura 1:
Figura 1 - Categorias das postagens feitas pelos CRBs no período de janeiro a dezembro
de 2014.

Fonte: Dados da Pesquisa.

Considerações Finais

�A partir dos resultados obtidos, percebe-se que maioria das postagens
refere-se a indicação de links diversos com fatos, acontecimentos e notícias de
interesse da área, seguidas da divulgação de eventos. Chama a atenção esse
fato pois denota uma característica mais voltada à ampliação do conhecimento
da área e ao aperfeiçoamento profissional do que às características de
fiscalização e credenciamento de profissionais propriamente ditas. Em terceiro
lugar encontram-se postagens diversificadas caracterizadas como “outros” nas
quais verifica-se uma comunicação mais direta com os interagentes através de
postagens de felicitações e vagas de emprego. Segue-se a estas, em quarto
lugar, as informações específicas dos CRBs. Assim, pode-se afirmar que o
Facebook representa uma ferramenta que oportuniza aos CRBs um contato
menos formal com seu público-alvo, permitindo criar uma nova identidade que
mais se aproxime dos bibliotecários para além daquela mais austera voltada
aos aspectos fiscalizatórios de sua natureza autárquica.
Palavras-chave: Conselhos Regionais de Biblioteconomia, mídias sociais,
Facebook.
Referências
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Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) - Universidade do Estado de
Santa Catarina, Centro de Ciências Humanas e da Educação, Curso de
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&lt;http://pergamumweb.udesc.br/dados-bu/000001/000001b9.pdf&gt;. Acesso em:
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nas bibliotecas brasileiras: análise dos trabalhos apresentados no SNBU e
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                <text>Estar presente no ambiente digital, nos dias atuais, significa mostrar quem você é – enquanto pessoa física, comercial ou institucional – para, assim, alcançar o maior número possível de potenciais interessados naquilo que se propõe a oferecer. As mídias sociais – plataformas colaborativas na Internet que agregam redes sociais – apresentam um grande potencial para atingir esses objetivos. Os perfis mais bem sucedidos (que obtém grande número de seguidores, recebem grandes quantidades de “curtidas” ou de compartilhamentos) tornam-se formadores de opinião nas mídias sociais, divulgando amplamente seus ideais e pensamentos e, assim, atingindo seu objetivo principal: adquirir uma boa reputação no ambiente da sociedade digital.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

Resumo
O Portal de Periódicos da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE foi
criado em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN,
através de cooperação técnica do Departamento de Ciência da Informação. Neste
sentido, pretende-se neste relato apresentar a importância do compartilhamento
de conhecimento e o trabalho em rede, fundamentais no processo de criação do
referido repositório. Além disso, as possibilidades de capacitação de equipe de
bibliotecas a partir da cooperação técnica entre instituições.
Palavras-chave: Rede de conhecimento. Portal de Periódicos. Cooperação
técnica

PORTAL DE PERIÓDICOS DA UFRPE: UMA EXPERIÊNCIA DE PARCERIA
Vania Ferreira
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Email: vaniafdasilva@gmail.com
Jacqueline de Araújo Cunha
Departamento de Ciência da Informação (UFRN)
Email: jacqueline@ccsa.ufrn.br
Elisabeth Araújo
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Email: earaujoconsultoria@gmail.com
Edson Cordeiro
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Email: edsoncordeiron@hotmail.com
1 INTRODUÇÃO
As tecnologias da informação contribuem para facilitar e ampliar a
disseminação da informação, desde que utilizadas de forma adequada ao objetivo
proposto. No final do ano de 2012, a Universidade Federal Rural de Pernambuco

�(UFRPE) recebeu do Instituto Brasileiro de Informação em Ciências e Tecnologia
(IBICT) um enxoval para implantação do Portal de Periódicos através da
ferramenta OJS e do Repositório através do DSPACE.
Diante da incumbência, a equipe de Serviços de Tecnologia da Informação
do Sistema de Bibliotecas da UFRPE resolveu começar a trabalhar primeiro com o
Portal de Periódicos, uma vez que havia uma necessidade pontual da implantação
do Portal, visando facilitar a editoração de revistas eletrônicas na Instituição.
O trabalho do IBICT vem se destacando pela sua relevância, porém
dificuldades têm sido vivenciadas pelas instituições com a falta de treinamento e
capacitação para o desenvolvimento de equipe e serviços relativos a essas
tecnologias. Neste contexto as parcerias tornam-se extremamente necessárias,
haja vista a escassez de recursos para custear a contratação de profissionais
especialistas e treinamentos.
Diante do exposto, este relato tem por objetivo apresentar o trabalho de
parceria desenvolvido entre a UFRN, através do Departamento de Ciência da
Informação e da equipe de Serviços de Tecnologia da Informação do SIB da
UFRPE. Visamos também destacar como redes de conhecimento são importantes
para capacitação e desenvolvimento de equipes, no âmbito das instituições
públicas.

2 REDE DE CONHECIMENTO
A rede de conhecimento é quando o sujeito entende que a informação e o
conhecimento precisam ser repassados para dessa forma lhe atribuir mais valor. É
partilhar experiências e colaborar no desenvolvimento de capacidades individuais
e coletivas.

�A participação em redes sociais, a cooperação, as parcerias e a adoção
de redes de comunicação possibilitam a interação. A interação leva ao
compartilhamento, impulsiona os fluxos de informação e de
conhecimento que são decorrentes do movimento de uma rede e
determinados pelos vínculos que se configuram e re-configuram. Esses
são
elementos
que
podem
constituir
uma
rede
de
conhecimento. (TOMAÉL, 2008, p.1).

No ano de 2013, a convite da Direção do Sistema de Bibliotecas da
UFRPE, a Professora Jacqueline Cunha, do Departamento de Ciência de
Informação da UFRN foi convidada para ministrar uma oficina sobre Ferramentas
de Acesso Livre, uma vez que a equipe de Serviços de Tecnologia da Informação
na prática ainda não sabia trabalhar com o OJS e Dspace. A oficina foi ministrada
dos dias 26 a 30 de agosto de 2013, com 40 horas aula.
A oficina capacitou 3 bibliotecários, 1 analista de informática e 3 editores de
revista. Durante os dias 26 a 27 de agosto foi possível instalar o Portal de
Periódicos da UFRPE, conhecer e treinar cada passo do sistema de editoração.
Nos dias 27 a 28 de agosto foi possível instalar o DSPACE para o repositório.
Com a capacitação da equipe foi possível criar as políticas e lançar o Portal
de Periódicos da UFRPE em janeiro de 2014.
O trabalho em rede foi primordial para a capacitação da equipe e
posteriormente construção e lançamento do Portal de Periódicos da UFRPE.
Entendendo a importância desse trabalho em rede, atualmente a Professora
Jacqueline Cunha continua sendo parceria da UFRPE participando da Comissão
do Portal de Periódicos da Instituição.
A rede de conhecimento possibilita o compartilhamento de conhecimento e
de capacitação dos indivíduos contribuindo de forma significante para o trabalho
em equipe.

Referências
TOMAÉL, M. I. Redes de Conhecimento. DataGramaZero - Revista de Ciência da
Informação, Rio de Janeiro, v.9, n.2, abr. 2008.

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                <text>Portal de Periódicos da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE foi criado em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, através de cooperação técnica do Departamento de Ciência da Informação. Neste sentido, pretende-se neste relato apresentar a importância do compartilhamento de conhecimento e o trabalho em rede, fundamentais no processo de criação do referido repositório. Além disso, as possibilidades de capacitação de equipe de bibliotecas a partir da cooperação técnica entre instituições.</text>
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                    <text>CONTRIBUIÇÃO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES NO EFEITO DAS
ESCOLAS RELACIONADO À PROVA BRASIL - LEITURA

Introdução:
Estudos internacionais, sobretudo norteamericanos, tem sustentado a
importância das bibliotecas escolares nos resultados escolares (CAMPELLO,
2012), contudo, no Brasil, estudos propondo investigar a real contribuição das
bibliotecas escolares são mais recentes. Nesse sentido, este trabalho pretende
indicar as contribuições que as bibliotecas escolares podem oferecer ao resultado
das escolas públicas, tomando por base de pesquisa as cidades de Belo
Horizonte, Betim e Contagem, as mais populosas da Região Metropolitana de Belo
Horizonte (RMBH), utilizando o índice “efeito das escolas”, que é desenvolvido a
partir dos resultados do Indice de Deesnvolvimento da Educação Básica (IDEB),
aferido por meio da Prova Brasil. Assumimos a premissa já verificada em estudos
estrangeiros, de que a melhoria das bibliotecas escolares faz parte inseparável da
melhoria das escolas, e que aquelas, portanto, fazem a diferença nos resultados
escolares e podem ser projetadas a partir de exemplos de sucesso e também de
metas estabelecidas a partir de análises criteriosas.
Tomamos as bibliotecas escolares no contexto de políticas educacionais e
dentro da perspectiva do capital cultural de Bourdieu: a de que “as crianças de
classes sociais superiores recebem de suas famílias recursos culturais os mais
diversos que se transmutam em vantagens no mercado escolar” (NOGUEIRA,
2011, p.80), sendo a escola “a única instituição capaz de criar a atitude cultivada”
(BOURDIEU, 2014,p. 69), ou seja, “desenvolver em todos os membros da
sociedade, sem distinção, a aptidão para as práticas culturais que a sociedade
considera como as mais nobres” (BOURDIEU, 2014,p.69-70). A partir dessa
concepção, pretendemos verificar como as bibliotecas escolares podem fazer
parte do efeito das escolas sobre os resultados dos alunos. O efeito das escolas,
por sua vez, vem a ser “o impacto das escolas para desempenho acadêmico dos
alunos, após o controle das características de origem social dos alunos e do
contexto das escolas” (ALVES, SOARES, 2007, p.435).
Nesse contexto teórico, propomos o seguinte problema de pesquisa: quais
são as características das bibliotecas escolares das escolas públicas de Belo
Horizonte, Contagem e Betim com mais alto índice “efeito das escolas” em língua
portuguesa que podem servir de evidência da contribuição das bibliotecas
escolares nos resultados dos alunos? Assim buscaremos compreender como as
bibliotecas escolares contribuem para os resultados dos alunos.

�Método da pesquisa
Utilizando-se dos dados do IDEB e especificamente da Prova Brasil, que
lhe serve de base, assim como o questionário respondido pelo aluno no dia da
prova, a pesquisadora Maria Teresa Gonzaga Alves1, da Faculdade de Educação
da UFMG (FAE/UFMG) desenvolveu o índice “efeito das escolas” 2 baseado nos
resultados do IDEB. O efeito da escola indica o numero de pontos na proficiência
de cada aluno que pode ser atribuído ao fato de ele frequentar uma escola
específica, e não a fatores individuais ou socioeconômicos. A pesquisadora
supracitada gentilmente cedeu para esta pesquisa os dados brutos do “efeito das
escolas” relacionados à prova de língua portuguesa de todas as escolas públicas
dos 3 municípios mais populosos da RMBH. A seleção dos s referente à prova de
língua portuguesa justifica-se pela suposta contribuição das bibliotecas escolares
sobre as habilidades de leitura e compreensão de textos.
Quanto aos objetivos, trata-se de uma proposta de pesquisa descritiva
sobre as bibliotecas escolares, em que será feita a “descrição das características
(...), um estudo descritivo de determinado fenômeno e suas variáveis” (SANTOS,
2013, p.197). O estudo tomará por base uma amostra não probabilística, qual
seja: a amostragem por julgamento. Nesse tipo de amostragem, “classifica-se em
amostra intencional, (...) selecionando por interesse3 e responsabilidade do
pesquisador” (SANTOS, 2013, p.142) e ainda, por área geográfica. Essa escolha
se dará pelos maiores índices de “efeito das escolas” públicas das cidades de
Belo Horizonte, Contagem e Betim, já definidas como 13 escolas com índice
superior a +15.
Quanto aos passos práticos de execução da metodologia escolhida, serão
os seguintes: envio às 566 escolas públicas identificadas nas três cidades
supracitadas, o formulário básico dos Parâmetros para Bibliotecas Escolares do
Grupo de Estudos de Bibliotecas Escolares (GEBE/ECI) e Conselho Federal de
Biblioteconomia (CRB), visando obter um panorama geral das bibliotecas
escolares das três cidades; contato e visita às 13 escolas selecionadas, com o
objetivo de fazer 3 abordagens ao entrevistar o profissional responsável pela
biblioteca; o diretor e um pequeno grupo de usuários da biblioteca escolar;
preenchimento de formulário de análise, pela pesquisadora; análise das
entrevistas e tabulação dos resultados do formulário de avaliação, visando
descrever de forma pormenorizada a situação da biblioteca escolar, em todos os
1

ALVES, M. T. G. Efeito escola e os fatores associados ao progresso acadêmico dos alunos entre o início da 5
série e o início da 6 série do EF: um estudo longitudinal em escolas públicas no município de Belo Horizonte.
2006. 190p. Tese (doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Educação, Belo
Horizonte.
2
Ou “efeito escola” ou ainda “efeito estabelecimento”, conforme traduções de literatura francófona.
3
Por meio de índice padronizado “efeito das escolas”.

�seus aspectos; identificação das características das bibliotecas escolares das 13
escolas selecionadas e visitadas que podem ser tomados como relevantes na
contribuição para os bons resultados na escola sobre o aprendizado dos alunos
em Língua Portuguesa.

Resultados:
Ao final da pesquisa esperamos conseguir identificar as características das
bibliotecas de escolas públicas que podem ser apontadas como características de
escola de sucesso, ou seja, escola que conseguiram influenciar positivamente os
resultados dos seus alunos, a despeito das condições socioeconômicas e culturais
de origem (isto é, a despeito de seu capital cultural).
Considerações Finais:
Consideramos que a pesquisa terá relevância especial por usar, talvez pela
primeira vez no Brasil, no estudo das bibliotecas escolares, índices consagrados e
validados da avaliação escolar, adotados no país (IDEB) e desenvolvidos por
pesquisadores da área de sociologia da educação (efeito das escolas), superando
análises por demais endógenas e que não vinculam as qualidades da biblioteca
escolar aos resultados escolares atestados pelas provas padronizadas.
Palavras-chave: Bibliotecas escolares. Efeito das escolas. Região Metropolitana
de Belo Horizonte. RMBH. Belo Horizonte. Contagem. Betim.
Referências:
ALVES M. T. G.; SOARES, J. F. A pesquisa sobre o efeito das escolas:
contribuições para a sociologia da educação. Sociedade e Estado. Brasília, v. 22,
n. 2, p. 435-473, maio/ago. 2007.
BOURDIEU, Pierre. A escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à
cultura. In: NOGUEIRA, M.A.; CATANI (Org.). Escritos de educação: Pierre
Bourdieu. 15 ed. Petrópolis: Vozes, 2014. P.43-72.
CAMPELLO, Bernadete Santos. Biblioteca escolar: conhecimentos que
sustentam a prática. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. 143p.
NOGUEIRA, M. A. Capital cultural. In: VAN ZANTEN, Agnés. Dicionário da
educação. Petrópolis: Vozes, 2011. p. 80-82.
SANTOS, Izequias Estevan dos. Manual de métodos e técnicas de pesquisa
científica. 10 ed. Niteói: Impetus, 2013. 384p.

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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
O CROWDFUNDING EM BIBLIOTECAS: TORNANDO AS BIBLIOTECAS
PÚBLICAS SUSTENTÁVEIS COM A AJUDA DA COMUNIDADE ONLINE.
David Vernon Vieira
Universidade Federal do Cariri – UFCA
davidvernon@ufca.edu.br
Murilo Bastos da Cunha
Universidade de Brasília – UNB
murilobc@unb.br
Resumo: O artigo analisa algumas ferramentas de crowdfunding e o seu potencial de
uso em bibliotecas públicas. A metodologia consistiu de uma revisão bibliográfica em
livros, periódicos e sites de tecnologia no período de 2009 a 2014. Os resultados
indicam que já existem casos de projetos que envolvem bibliotecas públicas se
favorecendo deste tipo de ferramenta para ajudar na captação de recursos tanto em
bibliotecas estrangeiras como em brasileiras. Conclui-se que a perspectiva de
colaboração dos usuários para melhorar os serviços das bibliotecas pode ser vista
como um diferencial em tempos de recursos financeiros cada vez mais escassos e a
luta por fontes de financiamentos diversos que ajudem a biblioteca a se manter ativa.
Eixo IV: Captação de recursos: projetos e processos para ampliação das verbas e
uso racional dos recursos em bibliotecas.
1 INTRODUÇÃO
Desde que a primeira plataforma de crowdfunding, Kickstarter1 foi lançada em
2009 nos EUA, esta modalidade de captação de recursos pela internet tem auxiliado
diversos tipos de projetos criativos, tais como filmes, músicas, shows, histórias em
quadrinhos, livros e projetos para a construção de espaços comunitários a alcançar
os seus objetivos. No Brasil, a pioneira foi a SensoIncomum criada em 2010, mas uma
das mais conhecidas é a Catarse2 que surgiu no ano seguinte e possui exemplos de
projetos que conseguiram atingir o financiamento coletivo esperado para a construção
de biblioteca comunitária por meio da ação de uma ONG porém já existem diversos
exemplos3 de plataformas nacionais que permitem que ideias sejam concretizadas.
Gerber e Hui (2013) procuraram observar o que motiva e desencoraja as
pessoas a participarem de um projeto de captação de recursos que utiliza essas
plataformas para contribuir com algo. Projetos online crowdfunded podem variar em
extensão e atravessam por vários campos, incluindo a arte, história em quadrinhos,
dança, design, moda, cinema, comida, jogos, música, fotografia, edição, tecnologia,
teatro, ciência e serviço.
Mais recentemente, alguns projetos culturais inovadores, provenientes de
bibliotecas, procuraram o apoio da comunidade de usuários da Internet para buscar
potenciais investidores para levantar fundos que ajudem a promover festivais de
poesia ou de leitura, digitalizar documentos históricos que ainda não haviam sido
disponibilizados, comprar equipamentos tecnológicos para atrair jovens para o seu
espaço ou registrar a memória local dos seus habitantes. Neste sentido, dois
1

https://www.kickstarter.com
https://www.catarse.me/
3
http://mapadocrowdfunding.tumblr.com/
2

1

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conceitos surgiram de projetos utilizando os usuários de internet, são eles o
crowdsourcing, que é um modelo de criação e/ou produção que conta com a mão-deobra e conhecimentos coletivos, para desenvolver soluções e criar produtos, e o seu
conceito derivado o crowdfunding, que é uma ação de cooperação coletiva realizada
por pessoas que contribuem financeiramente, usualmente via internet, para apoiar
iniciativas de outras pessoas ou organizações. Como uma alternativa para resolver
isso, as ferramentas de crowdfunding tem se tornado populares na Internet e, assim,
vários projetos procuram com a ajuda da comunicação realizada por meio das mídias
sociais atingir metas de financiamento público promovendo os serviços da biblioteca
ou desenvolver um produto ou ação promovida por um bibliotecário perante a
comunidade por meio de vídeos, blogs e redes sociais expandindo a experiência que
os usuários têm com a biblioteca ou aquele profissional.
1. CROWDFUNDING EM BIBLIOTECAS.
O conceito de angariar fundos para bibliotecas públicas não é um tema novo.
Em alguns países como por exemplo, Austrália4, Estados Unidos5 e Espanha6 as
bibliotecas procuram fazer a captação de recursos com a comunidade para tornar
realidade projetos culturais quando o poder público não disponibiliza recursos para
estes fins. (CRUZ, 2014; MARQUINA-ARENAS, 2014).
Por outro lado, pode-se perceber que existe uma motivação dos usuários que
contribuem para o financiamento deste tipo de projeto que possibilite que ele alcance
a meta orçamentária desejada pelo seu criador. Devido aos obstáculos observados
para cumprir o prazo estipulado para finalizar o projeto e, a própria dificuldade que os
investidores têm para participarem deste tipo de ação pela forma como os dados do
projeto, o tempo e os recursos necessários foram expostos para que eles possam
entender qual a meta a ser alcançada. Desta forma, o artigo pretende observar
algumas ferramentas de crowdfunding e o seu potencial de uso em bibliotecas
públicas.
2 MATERIAIS E MÉTODOS
A metodologia consistiu de pesquisa bibliográfica sobre o assunto e a análise
de conteúdo de projetos que envolvem bibliotecas ou bibliotecários nos sítios web
Kickstarter7, Indiegogo8, Lanzanos.com9 que servem de plataforma para realizar
projetos de crowdfunding. Embora existam várias outras plataformas de crowdfunding
procurou-se focar nestas três.
3 RESULTADOS FINAIS
Os resultados indicam que os investidores procuram a transparência na
transação disponibilizada na plataforma online em que a ação foi criada para atender
ao projeto cultural submetido de maneira que eles possam colaborar na campanha e
obter algum tipo de benefício com isso. Além disso, a perspectiva colaborativa permite
4

Exemplo Crowdfunding Austrália. http://www.pozible.com/list/search/tt_td_cn_st/library
Exemplo Crowdfunding EUA. https://www.kickstarter.com/projects/lamakerspace/lamakerspace-lets-teach-la-to-make-at-the-library/description
6
Exemplo Crowdfunding Espanha. http://www.infocrowdsourcing.com/plataformas/
7
Plataforma Kickstarter. https://www.kickstarter.com/
8
Plataforma Indiegogo. http://www.indiegogo.com/
9
Plataforma Lanzanos. http://www.lanzanos.com/
2
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observar que é possível conseguir além do apoio financeiro, a ajuda para a aquisição
de bens materiais e contatos com outras fontes financiadoras que ajudem na
construção de determinado espaço ou ação cultural. O exemplo disso pode ser
observado no projeto Lusaka Garden Library em Zâmbia, na África, desenvolvido na
plataforma Pozible, que conseguiu atingir a meta de USD 5.400,00 dólares para o
envio de material bibliográfico de Sidney na Austrália para a cidade de Lusaka. Na
plataforma Kickstarter é possível encontrar o exemplo do projeto LA Makerspace, que
atingiu a doação de USD 17.531,00 dólares, que pretende desenvolver um espaço
nas Bibliotecas Públicas de Los Angeles que permitirá ministrar oficinas gratuitas de
robótica10, eletrônica e ciências que ajudem crianças nas atividades extraclasse. Foi
possível ainda encontrar diversas plataformas na língua espanhola11 que ajudam
usuários ou projetos a obterem doações, investimentos ou recompensa sob um
determinado serviço. Apesar de haver casos de sucesso em que foram arrecadados
os recursos necessários para o projeto, existem outros em que o tempo previsto e o
montante foi alto o suficiente para não alcançar a meta prevista. Na plataforma
Lanzanos.com é possível observar o projeto da Fundación entre libros &amp; lectores, que
tinha como objetivo alcançar 5.000 euros porém este projeto arrecadou apenas 11%
do valor previsto ao término de sua data.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se concluir que, em tempos de crise na oferta de recursos para dar
sustentabilidade aos serviços das bibliotecas públicas, este tipo de solução pode ser
uma alternativa encontrada para dar continuidade ou ainda criar novos serviços que
reflitam no aumento da satisfação dos usuários. Embora muitos investidores ainda
sejam céticos com este tipo de ferramenta, a forma como elas são organizadas
permitem aumentar as possibilidades de obtenção de recursos pelas bibliotecas. Uma
das condições talvez seja que as bibliotecas devem passar a desenvolver projetos
que possam ser avaliados por possíveis investidores e, assim, venham a poder dar a
transparência necessária para alcançar suas metas de angariar fundos.
Palavras-chave: Bibliotecas Públicas; Financiamento; Projetos Culturais;
Colaboração; Impacto Socioeconômico.

REFERÊNCIAS
CRUZ, Rebecca. Crowdfunding: A New Fundraising Option for Libraries. 4 jun. 2014.
Publiclibrariesonline.org. Disponível em:
&lt;http://publiclibrariesonline.org/2014/06/crowdfunding-a-new-fundraising-option-forlibraries/&gt;. Acesso em: 10 fev. 2015.
GERBER, Elizabeth M.; HUI, Julie. Crowdfunding: Motivations and Deterrents for
Participation. ACM Transactions on Computing-Human Interaction, v. 20, n. 6, p.
1-32, 2013.
MARQUINA-ARENAS, Julian. El crowdfunding financió 1,2 millones de
proyectos en 2013. 01 jul. 2014. Julian Marquina.es. Disponível em:
&lt;http://www.julianmarquina.es/el-crowdfunding-financio-12-millones-de-proyectos-en2013/&gt;. Acesso em: 11 mar. 2015.
10
Oficinas de robótica na LA Makerspace. Disponível em:&lt;https://youtu.be/EtY2KyA3c_0&gt;.
Acesso em: 10 mar. 2015.
11
Lista de plataformas Crowdfunding na língua espanhola. Disponível em:&lt;
http://www.crowdacy.com/crowdfunding-espana/&gt;. Acesso em: 12 mar. 2015.
3

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
MIGRAÇÃO DE DADOS: recurso tecnológico, com base na análise de dois softwares.

Autor: Edith Ursulina Lyrio
Santo lyrioeu@hotmail.com

Morati:

Universidade

Federal

do

Espírito

Gleice Pereira: Universidade Federal do Espírito Santo - gleiceufes@gmail.com
Fabio de Souza Prefeitura de Vitória-ES. fabiodesouza80@bol.com.br

Introdução:
Um dos fatores que faz com que a inovação das tecnologias da informação seja
eficiente e eficaz é quando seus recursos são utilizados de maneira adequada, o
que pode fazer toda a diferença em uma biblioteca escolar, quando ela faz parte
de um sistema de ensino (municipal, estadual ou privado) mas, por alguma razão,
a biblioteca ainda não faz parte de uma rede automatizada de bibliotecas. Nesse
caso, o profissional da área de informação, pode buscar inovações para uma
futura migração de dados, frente a diversidade de recursos tecnológicos
desenvolvidos pelo mercado, e que melhor se adaptam as necessidades de sua
unidade de informação.
Método da pesquisa:
Esta pesquisa, objetivou descrever métodos e recursos que poderão subsidiar ao
profissional bibliotecário, lidar com o sistema de informação quando o assunto é
migração de base de dados. Nesse sentido a pesquisa foi bibliográfica, realizada
por meio de revisão de literatura sobre o software livre e software proprietário para
auxiliar ao profissional da informação a possibilidade de migração da base de
dados do primeiro para o segundo, sem que nesse processo haja perda de
informação.
A análise para migração dos dados foi realizada a partir do software PHL e do
software Pergumum, considerando a realização de uma migração de dados do
primeiro para o segundo software. O critério de escolha dos dois softwares foi em
decorrência de ser o primeiro um software livre e o segundo um software
proprietário, sendo ambos, relativamente bem conhecido do profissional
bibliotecário.

�Resultados/Discussão:
De acordo com a natureza da biblioteca, todo material que contém informação
pode ser inserido em seu acervo. Estes materiais são preparados pelos
bibliotecários por meio de um processamento técnico em que se realiza a
catalogação, indexação e classificação para então disponibilizar no acervo. As
bibliotecas passarão a possuir uma nova dinâmica devido ao surgimento da
internet. As bibliotecas automatizadas permitem também criação de bancos de
dados proporcionando, uma melhor recuperação e disseminação da informação.
Muitas bibliotecas escolares mantém seu acervo informatizado, realizada com
algum software livre, na esperança de um dia, caso o sistema (municipal, estadual
ou privado) a qual pertence, organizar uma rede de bibliotecas escolares
automatiza, os dados poderão ser migrados sem perda de conteúdo.
Embora o processo de automatização de biblioteca não seja tão simples quanto
parece, é certo que o avanço da tecnologia para a organização da unidade de
informação contribui para uma disseminação com mais qualidade e rapidez,
atendendo as necessidades de seus usuários por meio de seus recursos
tecnológicos.
Importantes mudanças aconteceram com o surgimento da informática no que se
refere à organização e funcionamento das bibliotecas. A informatização foi
resultante de uma reflexão que se relacionou com as antigas estruturas com o
objetivo de formar uma nova organização (CAFÉ; SANTOS; MACEDO, 2001,
p.70).
Pode-se definir então, que uma biblioteca automatizada é aquela que está inserida
em novos métodos de trabalho, disponibilizando e aprimorando o acesso dos seus
usuários a informação de acordo com o avanço das tecnologias, implantando suas
ferramentas de maneira a aliar tanto a necessidade do usuário, quanto a
necessidade da unidade de informação.
Considerações Finais ou Conclusões:
Comumente migração de dados exige muita atenção da parte dos profissionais
que a executam. Migrar dados é uma tarefa complexa, pois envolve
planejamentos, várias etapas e habilidades do profissional envolvido. A decisão
na escolha de um software que atenda às necessidades desta unidade é
fundamental. A transição do software livre para o software proprietário fica a
critério da unidade de informação, de acordo com suas necessidades e recursos
financeiros.

�No mercado existem vários tipos de software para a automação além dos
analisados durante a pesquisa, compete ao profissional da informação se adequar
ao avanço tecnológico, pois, estas ferramentas, oferecem recursos que facilitam a
vida do profissional, como também a possibilidade de migração de dados.
Na descrição dos métodos utilizados para migrar dados de um software para outro,
percebe-se que ficar atento ao processo da migração é infinitamente importante
para toda a equipe envolvida, desde á decisão da escolha do software até o
planejamento e treinamento dos usuários da unidade de informação. É necessário
comparar o que tinha no software migrado e o que passou a ter no software
instalado; se a migração foi realizada com sucesso, isto é, sem perda de
informação.
O profissional da informação deve saber que existem riscos de perda de dados
durante o processo de migração. No entanto, metodologias estão disponíveis em
manuais e literaturas especializadas que favorecem o entendimento do
profissional da informação na utilização desses programas. A avaliação dos
diversos paradigmas e constante capacitação frente às novidades do mercado
desta área é imprescindível.
Palavras-chave: Migração de dados; Software PHL; Software Pergamum.
Referências:
CAFÉ, Lígia; SANTOS, Christophé dos; MACEDO Flávia. Proposta de um método
para a escolha de software de automação de bibliotecas. Ci. Inf., Brasília, v. 30,
n.2, p.70-79, maio/ago,2001. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v30n2/6213&gt;. Acesso em: 27 set. 2014.
GNU Operating System. Licenças de Software Livre. Disponível em:
&lt;http://migre.me/nnUrD&gt;. Acesso em: 04 out. 2014.
GUIA LIVRE - Organizado por Grupo de Trabalho Migração para Software Livre
[Org.]. Guia Livre - Referência de Migração para Software Livre do Governo
Federal. Versão 1.0. Brasília, 2005. 297p. Disponível em:
&lt;http://migre.me/nnOYu&gt;. Acesso em: 02 nov. 2014.
SOUZA, Marcos Rogério. Sobre Pergamum. [mensagem pessoal]. Mensagem
recebida por &lt;lyrioeu@hotmail.com&gt; em: 03 dez. 2014.
OLIVEIRA, E. M. S. de. Sobre PHL. [mensagem pessoal]. Mensagem recebida
por lyrioeu@hotmail.com em: 17 jul. 2014.

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                <text>Um dos fatores que faz com que a inovação das tecnologias da informação seja eficiente e eficaz é quando seus recursos são utilizados de maneira adequada, o que pode fazer toda a diferença em uma biblioteca escolar, quando ela faz parte de um sistema de ensino (municipal, estadual ou privado) mas, por alguma razão, a biblioteca ainda não faz parte de uma rede automatizada de bibliotecas. Nesse caso, o profissional da área de informação, pode buscar inovações para uma futura migração de dados, frente a diversidade de recursos tecnológicos desenvolvidos pelo mercado, e que melhor se adaptam as necessidades de sua unidade de informação.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Resumo
Trata-se de um relato de experiência sobre o desenvolvimento e execução do
projeto "I Seminário de Leitura para Todos". Este Seminário teve como principal
objetivo promover uma discussão entre o Sistema Estadual de Bibliotecas
Públicas do Estado da Bahia (SEBP-BA) e a Sociedade Civil sobre a necessidade
e a importância de se assegurar a irrestrita acessibilidade nas Bibliotecas, tendo
em vista a adoção de medidas que garantam o acesso de todos à leitura, bem
como aos eventos culturais promovidos por essas instituições. Sua criação partiu
de uma reflexão da Comissão Leitura para Todos, do SEBP-BA, sobre o papel
social dessas instituições em relação às pessoas com deficiência. Deste modo, foi
necessário envolver os representantes dessas bibliotecas e de instituições
voltadas para o atendimento a pessoa com deficiência, a fim de construir uma
ação cultural que proporcionasse a integração e parceria entre as Bibliotecas do
SEBP-BA e as organizações que atendem e assistem esses indivíduos, no intuito
de cumprir as determinações legais, observadas na Lei no 10.098, de 19 de
dezembro de 2000.
I SEMINÁRIO DE LEITURA PARA TODOS: REFLEXÕES SOBRE
ACESSIBILIDADE NO SISTEMA ESTADUAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS DA
BAHIA
Bruna Lessa. Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas da Bahia- FPC/SECULT.
lessbruna@gmail.com
Ivana Lins. Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas da Bahia- FPC/SECULT.
ivana.lins@gmail.com
Maria Cristina Santos. Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas da BahiaFPC/SECULT.
mariacristina.santos@fpc.ba.gov.br
1 Introdução
A função social das bibliotecas públicas está na democratização do acesso
e na disseminação da informação. A relação entre a biblioteca e a sociedade tem
sido reestruturada por meio de ações culturais, que visam proporcionar a cada
cidadão, indiscriminadamente, acesso à leitura e ao conhecimento.
Segundo o Manifesto da UNESCO (1994), em relação aos serviços
oferecidos pela biblioteca pública,

�[...]têm de ser fisicamente acessíveis a todos os membros da
comunidade. Tal supõe a existência de edifícios bem situados, boas
condições para a leitura e o estudo, assim como o acesso a tecnologia
adequada e horários convenientes para os utilizadores. Isto implica
igualmente serviços destinados àqueles a quem é impossível frequentar
a biblioteca.

Baseado nessa premissa, o I Seminário de Leitura para Todos do SEBPBA, oportunizou o debate sobre a questão do acesso da pessoa com deficiência
às bibliotecas públicas. Tal discussão se fez imprescindível no que tange a
resignificação do papel das bibliotecas públicas na promoção da igualdade e na
criação de diretrizes que instruam o uso acessível deste equipamento cultural.
2 Seminário de Leitura para Todos: reflexões sobre acessibilidade em
bibliotecas públicas
O I Seminário de Leitura para Todos, ocorreu no dia 9 de outubro de 2014,
na Biblioteca Pública do Estado da Bahia (BPEB) localizada no município de
Salvador no bairro dos Barris, contemplada com o Edital "Acessibilidade em
Bibliotecas Públicas" do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e a Mais
Diferenças. Este Seminário foi organizado pela Comissão de Leitura para Todos
do SEBP-BA, como resultado de várias discussões sobre as necessidades de
acesso à leitura para as pessoas com deficiência. O principal objetivo desta ação,
foi de conscientizar a sociedade sobre a necessidade de adaptação dos espaços
físicos das bibliotecas, a fim de proporcionar às pessoas com deficiência melhor
convivência e autonomia no uso desses ambientes e de seus serviços, facilitando
o seu desenvolvimento sociocultural.
Para a construção do Seminário, observou-se de imediato a realidade de
cada biblioteca do SEBP-BA e as barreiras, físicas e atitudinais, enfrentadas pelas
pessoas com deficiência, que tem impossibilitado o uso do espaço físico dessas
bibliotecas e de seus serviços. Este diagnóstico possibilitou a construção do tema
central - "Leitura e Acessibilidade: novos rumos para a inclusão", e dos subtemas
de cada palestra - Mediação de Leitura para pessoas com deficiências",
"Acessibilidade em ambientes culturais: deficientes são as pessoas ou os
espaços?", "Democratização das Tecnologias Assistivas" e "Legislação e Políticas
Públicas para pessoas com deficiências".
Neste Seminário, foi possível o compartilhamento de experiências das
instituições da Sociedade Civil que assistem às pessoas com deficiências, de
modo que puderam expressar suas lutas e conquistas no âmbito de cada
realidade vivida. Houve também, oficinas (Literatura surda: como contar história
para a criança surda, Orientação e Mobilidade e Leitura inclusiva), que
oportunizaram aos participantes aprender a conviver com estas pessoas,

�valorizando as diferenças e necessidades decorrentes de cada deficiência. Tais
oficinas serviram de base para capacitar os funcionários das bibliotecas públicas
do SEBP-BA no atendimento à pessoa com deficiência, de maneira que suas
atitudes venham colaborar para que a pessoa com deficiência se torne cada vez
mais autônoma por meio do convívio social ao interagir com o outro e com o
mundo.
No ambiente de discussão e reflexão do Seminário, foram exibidos filmes
que trataram do tema central do evento e, a apresentação do Audiolivro "Rock
Baiano – História de uma Cultura Subterrânea", de Edinilson Sacramento, parceiro
e leitor da BPEB. Ao final das atividades, o Grupo de Teatro Noz Cegos fez uma
performance artística, quando se faz necessário destacar o espaço da Biblioteca
como um ambiente que dialoga com artistas que possuem alguma deficiência,
colaborando para a formação de cidadãos protagonistas na área cultural.
Ressalta-se que todas as atividades executadas deste projeto, foram
pensadas em torno da acessibilidade, ou seja, buscou-se identificar entre os
participantes as principais deficiências e assim encontrar meios para que todos
pudessem ter acesso ao que foi dito e discutido durante o evento. Nesse sentido,
verificou-se a importância de ter intérpretes em Libras e legendas nas telas de
apresentação, áreas para cadeirantes e seus acompanhantes, disponibilização de
impressora Braille para impressão da programação, guias videntes para
orientação, bem como a descrição falada das imagens do evento pelos
palestrantes.
3 Conclusões
A questão da acessibilidade ao livro e à leitura para todos, ainda é, um
tema em discussão. A ação cultural como instrumento para fomentar reflexões
sobre assuntos que envolvam a sociedade, tem se configurado como a ferramenta
principal das bibliotecas públicas para interagir com a comunidade e estimular a
criação de protagonistas sociais. A atividade escolhida pelo SEBP-BA, através da
Comissão de Leitura para Todos foi o Seminário Leitura para Todos que discutiu a
reestruturação de políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência no
acesso ao livro e a leitura.
Palavras-chave: Acessibilidade. Sistema de Bibliotecas Públicas da Bahia.
Leitura. Ação cultural.
Referências
MANIFESTO DA IFLA/UNESCO sobre bibliotecas públicas, 1994. Disponível
em: &lt;http://archive.ifla.org/VII/s8/unesco/port.htm&gt;. Acesso em: 13 mar. 2015.

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                <text>Trata-se de um relato de experiência sobre o desenvolvimento e execução do projeto "I Seminário de Leitura para Todos". Este Seminário teve como principal objetivo promover uma discussão entre o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Estado da Bahia (SEBP-BA) e a Sociedade Civil sobre a necessidade e a importância de se assegurar a irrestrita acessibilidade nas Bibliotecas, tendo em vista a adoção de medidas que garantam o acesso de todos à leitura, bem como aos eventos culturais promovidos por essas instituições. Sua criação partiu de uma reflexão da Comissão Leitura para Todos, do SEBP-BA, sobre o papel social dessas instituições em relação às pessoas com deficiência. Deste modo, foi necessário envolver os representantes dessas bibliotecas e de instituições voltadas para o atendimento a pessoa com deficiência, a fim de construir uma ação cultural que proporcionasse a integração e parceria entre as Bibliotecas do SEBP-BA e as organizações que atendem e assistem esses indivíduos, no intuito de cumprir as determinações legais, observadas na Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000.</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
EXTENSÃO RURAL E PESQUISA AGRÍCOLA: CONVERGÊNCIA ENTRE DEMANDA
E OFERTA INFORMACIONAL NO ESTADO DE RONDÔNIA
Daniela Maciel Pinto. Embrapa Gestão Territorial. Mestranda PPGCI – ECA/USP.
daniela.maciel@embrapa.br; Marilaine Schaun Pelufê, Embrapa Clima Temperado.
marilaine.pelufe@embrapa.br; Rosângela Galon Arruda. Coordenadora do Sistema
Embrapa
de
Bibliotecas.
Embrapa
Informação
Tecnológica.
rosangela.arruda@embrapa.br
Introdução: Desde a década de 1940 a extensão rural é o principal elo de ligação
entre a pesquisa agropecuária e o produtor rural (DERETI, 2009). Segundo Alves
(2006), o agricultor familiar depende diretamente da mediação do extensionista rural
para dirimir questões relacionadas à sua produção e a interpretação da produção
técnica da pesquisa. A partir disto, muito tem se falado da importância da promoção do
contato entre pesquisa e extensão rural, a fim de que este último possa transmitir à
pesquisa a demanda tecnológica do produtor rural e vice-versa. Buscando o
desenvolvimento de um canal institucional para a promoção desse contato, a Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por meio do Sistema Embrapa de
Bibliotecas (SEB) estruturou o projeto piloto, estruturou o projeto piloto, intitulado
Comunicação extensiva da informação: estratégias interativas de disseminação do
conhecimento gerado pela Embrapa 1, que tem como foco central refletir a tarefa de
comunicação da informação, pela unidade de informação especializada, na perspectiva
de tornar acessível e utilizável, a informação disponibilizada nas bases de dados da
empresa. Como objetivo geral, o projeto busca apoiar o processo de Transferência de
Tecnologia (TT), por meio da organização e da disseminação interativa do
conhecimento gerado pela Embrapa, para consolidar um modelo de comunicação
extensiva da informação 2. Para isso, foram estruturados cinco objetivos específicos,
dos quais um resulta na convergência entre demanda informacional dos extensionistas
rurais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia
(Emater-RO) (demanda essa entendida como espelho das necessidades
informacionais dos produtores rurais) e as ações de pesquisa em andamento na
Embrapa Rondônia. Essa convergência foi essencial para estruturar outra ação do
projeto, que diz respeito aos conteúdos divulgados no Boletim de informações 3, o qual
é voltado para a extensão rural. Assim, esse trabalho tem como objetivo apresentar o
resultado da convergência entre demanda e oferta informacional agrícola, no estado de
Rondônia.

1

Mais informações em: &lt; http://www.estacaoembrapa.com.br/ &gt;
A comunicação extensiva, segundo Miranda e Simeão (2002), deve ser compreendida como a relação
entre universos, ou seja: uma dinâmica dialógica entre o emissor de informação e o receptor, numa
modalidade interativa de oferta e recebimento.
3
Disponível em: &lt;www.cpafro.embrapa.br/biblio-boletim&gt;
2

�Método da pesquisa: Os ambientes estudados foram a Emater-RO e a Embrapa
Rondônia. O instrumento de coleta utilizado foi questionário online, elaborado a partir
da plataforma Drive, do Google, e baseou-se na proposta de Dias e Pires (2004). A
tabulação e análise estatística foram realizadas a partir dos resultados da própria
ferramenta, com auxílio do excell. O levantamento ocorreu de outubro de 2013 a março
de 2014 e contou com apoio da área de Comunicação das instituições estudadas. Os
questionários enviados foram divididos em 4 partes, sendo o do extensiosta:
Identificação; Necessidades de Informação; Publicações da Embrapa e Fontes de
Informação. O da pesquisa reuniu as seguintes partes: Identificação, Atuação na
Embrapa; Relação com a Extensão Rural e Fontes de Informação. O público total
participante foi de 200 extensionistas e 35 pesquisadores.
Resultados: Em relação a extensão rural, obteve-se um retorno de 87 respostas, de
28 municípios, dentre os quais 5 foram encaminhados de forma impressa. Já o retorno
da pesquisa foi de 13 respostas, todas online. As atividades agropecuárias de maior
relevância no estado e que são mais demandadas pelos produtores rurais, são:
pecuária leiteira, piscicultura e cafeicultura. Abaixo, lista-se as atividades de maior
destaque, apontadas pelo último Censo Agropecuário (CENSO…, 2006),
desenvolvidas no estado de Rondônia, e as principais demandas apontadas pelos
extensionistas pesquisados.
Tabela 1 – Demanda informacional da agricultura familiar do estado de Rondônia
Atividade

EMATER

agrícola

Demanda

Qtd

Pesquisa

Pecuária de Corte

Melhoramento genético; sanidade
animal

1

Manejo de pesticidas; Fertilidade do rebanho;
Bubalinocultura

Piscicultura

Arranjo produtivo; Comercialização;
Legislação; Legalização

8

Pecuária Leiteira

Melhoramento
genético
e
alimentação e nutrição; manejo de
pastagens

48

Exploração
Madeireira

EMBRAPA
Qtd
4
0
AUMENTO DE PRODUTIVIDADE AUMENTO
DE QUALIDADE MENOR CUSTO DE
PRODUÇÃO; Sanidade Animal; Lançamento
de variedades de leguminosas (pastagem)

6

1

3
1

Fruticultura

Cupuaçu, pupunha

2

Cafeicultura

Clonagem de mudas

8

Novas cultivares de cafeeiros das variedades
botânicas 'Conilon' e 'Robusta' (Clonagem)
para a Amazônia Ocidental; Redução de
insumos na lavoura de café (abordagem
agroecológica)

4

Milho

0

4

Soja

0

4

�Arroz

0

4

Feijão

0

2

Horticultura

6

0

2

2

3

5

Mandioca

Processamento de farinha

Outros

Fonte: Elaborado pelos autores

Discussão: Nota-se que há um grupo de pesquisadores com trabalhos relacionados a
pecuária de corte e a monoculturas, como soja e milho, por exemplo, que não se
relacionam com as demandas expostas pelos extensionistas. Isto pode ser explicado
pelo tipo de atividade dessas culturas e práticas, características de grandes produtores,
o que revela o papel da extensão em representar o produtor familiar.
Considerações Finais ou Conclusões: Observa-se uma expectativa, por parte dos
extensionistas, de mais conteúdos sobre algumas culturas específicas e, pelo
cruzamento entre demanda e pesquisa, essas informações são sobre piscicultura e
horticultura, as quais não encontraram pesquisas respectivas. Ambas as culturas
tornam-se importantes para serem incluídas nas carteiras de pesquisa da Embrapa
Rondônia. A constatação de ausência comunicacional entre os atores da extensão rural
e pesquisa, do estado de Rondônia, torna premente a necessidade de se (re)pensar
meios de aproximação entre esses, a fim de garantir a eficiência do processo de TT
para a agricultura familiar do estado. As novas tecnologias digitais da informação e da
comunicação tem mudado os processos de gestão da informação e, neste sentido,
devem ser exploradas Unidades de Informação Especializadas, as quais, situadas na
horizontalidade, poderão ser estratégicas para o processo de TT.
Palavras-chave: Transferência de informação. Extensão Rural. Informação Agrícola.
Referências:
ALVES, E. (Ed.). Migração rural-urbana, agricultura familiar e novas tecnologias:
coletânea de artigos revistos. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica, 2006.
181 p. il.
CENSO AGROPECUÁRIO. Rio de Janeiro: IBGE, 2006. 267 p.
DERETI, R. M. Transferência e validação de tecnologias agropecuárias a partir de
instituições de pesquisa. Desenvolvimento e Meio Ambiente, Curitiba, n. 9, p. 29-40,
jan./jun. 2009.
DIAS, M. M. K.; PIRES, D. Usos e usuários da informação. São Carlos: UFSCar,
2004. 48 p. (Série Apontamentos).
Agências financiadoras
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa.

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                <text>Desde a década de 1940 a extensão rural é o principal elo de ligação entre a pesquisa agropecuária e o produtor rural (DERETI, 2009). Segundo Alves (2006), o agricultor familiar depende diretamente da mediação do extensionista rural para dirimir questões relacionadas à sua produção e a interpretação da produção técnica da pesquisa. A partir disto, muito tem se falado da importância da promoção do contato entre pesquisa e extensão rural, a fim de que este último possa transmitir à pesquisa a demanda tecnológica do produtor rural e vice-versa.</text>
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                    <text>Titulo:
Literatura na Biblioteca de Ciências Exatas: Por que não?
Autores:
Bernadete L. C. B. Figueiredo Filho; Cibele C. Baldan; Clelia J. K. Dimário; Débora M.
Paulovich; Eliana C. A. Cordeiro; Fábio B. Silva; Sonia Alves; Vitória A. Gonçalves;
Wilneide C.M. Maiorano
Universidade de São Paulo/ Instituto de Química de São Carlos/ Serviço de Biblioteca e
Informação. Biblioteca Prof. Johannes Rüdiger Lechat.
bibiqsc@iqsc.usp.br
INTRODUÇÃO
O Serviço de Biblioteca e Informação – Biblioteca Prof. Johannes Rüdiger Lechat do
Instituto de Química de São Carlos (SBI/IQSC), é uma das 46 bibliotecas que compõem o
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo. O acervo conta com mais
de 120.000 exemplares entre livros, teses, fascículos de periódicos, separatas e
multimeios.
Considerado pelo CNPq/PADCT como Biblioteca Regional nas áreas de química e
engenharia química, é referência no desenvolvimento de sistemas de gerenciamento e
precursor na utilização de ferramentas de comunicação.
Desde a sua implantação oferece serviços que atendam às necessidades
específicas de seus usuários, que em sua maioria são alunos universitários das áreas de
exatas, tendo em vista que o Campus de São Carlos da USP oferece cursos nas áreas de
Química, Física, Matemática, Arquitetura e diversas Engenharias.
Tem como missão promover o acesso e incentivar o uso e a geração da informação,
contribuindo para a qualidade do ensino, pesquisa e extensão, que são os três pilares da
Universidade. Neste contexto, é que se pensou no projeto de criar um espaço cultural e
incluir obras literárias ao acervo do SBI/IQSC.
Sá e Faria (2009, p. 2) descrevem o projeto da Biblioteca Central da Universidade
Federal de Minas Gerais, o qual também tem como objetivo a criação de um espaço de
leitura em biblioteca universitária.
Com o intuito de promover a leitura prazerosa, descompromissada e
de qualidade, o Espaço de Leitura pretende desenvolver atividades
que mostrem como a biblioteca universitária pode ultrapassar os
limites do livro-texto e incentivar a leitura por prazer, tornando-se um
ambiente de interação e entretenimento para toda comunidade.

Sempre existiram barreiras para que esse projeto pudesse ser concretizado, sendo
uma delas o fato de que não existe verba destinada para aquisição por compra de livros de
literatura para bibliotecas de ciências exatas de acordo com as normas vigentes da USP.
A outra, e talvez a mais difícil de ser superada, a “quebra” do paradigma de que uma
biblioteca universitária na área de ciências exatas pudesse conter em seu acervo obras de
vários gêneros literários como romance, poesia, entre outros, enfim uma literatura de lazer.

�Há de se mencionar que os usuários da Unidade podiam (e podem) ter acesso a
obras de literatura solicitando o empréstimo em bibliotecas especializadas na área de
humanas da USP, através do Sistema de Empréstimo entre Bibliotecas (SISWEEB).
Analisando as solicitações através do SISWEEB, por um período pré-determinado,
foram realizados 214 empréstimos. Desses, 51% correspondem à área de química e áreas
correlatas, 49% voltados para lazer, cultura e informação.

O interesse dos usuários em obras alheias a química, demonstrado nos dados
estatísticos do Serviço de Empréstimo entre Bibliotecas, corrobora para a criação de um
espaço diferenciado.
RELATO DE EXPERIÊNCIA
O propósito deste relato é compartilhar a experiência da Biblioteca do IQSC na
criação de um novo espaço, visando maior interação entre alunos, funcionários e a própria
comunidade de São Carlos.
Em outubro de 2014, expositores que participaram da 1ª Festa do Livro da USP de
São Carlos, doaram alguns volumes de livros de literatura, esse foi o ponto de partida para
concretização do projeto de implantação do Espaço de Leitura do SBI/IQSC, pois
possibilitou a inclusão de obras de literatura ao acervo.
Após essa doação o SBI/IQSC iniciou uma campanha intitulada Campanha de
incentivo à leitura, solicitando doações de obras literárias, de diferentes gêneros e autores,
aos alunos, docentes e funcionários do IQSC e de outras unidades do Campus USP São
Carlos.
Paralelamente à campanha, foi realizada uma pesquisa durante dez dias, aplicandose um questionário com o objetivo de identificar o hábito de leitura entre os usuários em
potencial da Unidade, que em 2014, totalizavam 822 correspondendo a 285 discentes de
graduação, 308 discentes de pós-graduação, 39 pós-doutorandos, 133 funcionários e 57
docentes.
Foram distribuídos 101 questionários para uma amostragem de usuários em
potencial, equivalendo a 12,29% do total.
Também foi questionada a preferência de gênero literário, com opção de múltipla
escolha, para os gêneros apresentados. Resultando em: 90% dos usuários possuem o
hábito de leitura e quanto ao gênero, 52% preferem a ficção; 39% suspense/policial; 38%
romance; 37% clássicos; 26% poesias/crônicas/contos; 8% outros gêneros.
Com esses resultados, foi possível constatar que além das práticas de leitura
técnica, os usuários demonstraram possuir o hábito de ler obras não didáticas.

�Para a concretização do projeto, adequou-se um espaço para a implantação do “O
Espaço de Leitura no SBI/IQSC”, que foi disponibilizado aos usuários em novembro de
2014, assim como o acervo.
Tal espaço possui hoje um acervo de aproximadamente 125 itens. É formado por
obras de variados gêneros literários como romance, ficção, jornais diários e revistas
informativas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ainda não foi feito um levantamento oficial, mas através de observação e de
comentários dos próprios usuários, obteve-se resultados considerados positivos do Espaço
e acervo diferenciados. A quantidade de empréstimos e a frequência também demonstram
esse resultado.
Apesar dessa positividade, o acervo conta com poucos volumes, por esse motivo a
campanha de doações continuará.
Eventualmente, esse espaço, também abrigará atividades de caráter cultural, como
exposições, mostras, exibições, entre outras.
Espera-se com essa iniciativa, e outras que serão implementadas oportunamente,
que o SBI/IQSC possa ir além de sua missão e que tenha uma função mais abrangente no
desenvolvimento cultural da comunidade em que está inserido.
Assim como, em âmbito maior tentar atingir o público externo à USP: “por ser uma
universidade pública, é um compromisso da USP devolver à sociedade o que ela investe
na instituição”, “A universidade pública como um espaço aberto e inclusivo”.
Palavras-chave: Relato de experiências - Biblioteca Universitária – Espaço de Leitura
REFERÊNCIAS
SÁ, R.M.C.; FARIA, C.V. Espaço de leitura da Biblioteca Central da UFMG: um relato de
experiência. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO
E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 25., 2013, Florianópolis. Anais...Florianópolis, 2013.
Disponível em: http://portal.febab.org.br/anais/article/view/1582/1583. Acesso em: 02 mar.
2015.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Fórum reúne projetos voltados à sociedade e
debate extensão na USP. 2012. Disponível em: &lt;http://www5.usp.br/8950/forum-reuneprojetos-para-debater-a-extensao-na-usp&gt;.. Acesso em: 02 mar. 2015.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>O Serviço de Biblioteca e Informação – Biblioteca Prof. Johannes Rüdiger Lechat do Instituto de Química de São Carlos (SBI/IQSC), é uma das 46 bibliotecas que compõem o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo. O acervo conta com mais de 120.000 exemplares entre livros, teses, fascículos de periódicos, separatas e multimeios. Considerado pelo CNPq/PADCT como Biblioteca Regional nas áreas de química e engenharia química, é referência no desenvolvimento de sistemas de gerenciamento e precursor na utilização de ferramentas de comunicação.</text>
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                    <text>XVI CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
22 a 24 DE JULHO DE 2015

O PAPEL DO SISTEMA CFB/CRB NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Kátia Lúcia Pacheco
Bibliotecária da UFMG e Conselheira da 16ª Gestão do CFB (katiap@ufmg.br)
Luiz Otavio Maciel da Silva
Professor/Bibliotecário da UFPA (loms@ufpa.br)
Este trabalho tem por objetivo apresentar reflexões sobre a interseção entre
as funções das entidades formadoras e fiscalizadoras da profissão de Bibliotecário,
baseadas nas experiências profissionais e classistas de seus autores. A imbricação
é defendida, neste texto, como essencial para assegurar tanto uma formação
adequada quanto o desenvolvimento da profissão. As diferenças de atuação que
separa o campo

da formação, associado às instituições de ensino da

biblioteconomia e o âmbito da fiscalização e orientação, funções primordiais dos
Conselhos de Biblioteconomia, possuem prerrogativas semelhantes e vislumbram a
integração entre conhecimento, pesquisa e aplicação, para que se possa
desenvolver a Biblioteconomia em todas as esferas.
De acordo com Rozados (2007) a Biblioteconomia, no Brasil, passou a existir
como área do conhecimento a partir de 1911 quando Manuel Cícero Peregrino da
Silva, Diretor da Biblioteca Nacional, oficializou a criação do primeiro Curso de
Biblioteconomia. Desde então, proliferou-se Cursos de Biblioteconomia por todo o
Brasil, hoje com um total de 35 cursos presenciais em funcionamento e 1 não
presencial. No decorrer dos anos os cursos sofreram reformas curriculares tanto
para atender as mudanças relacionadas à política educacional do país, quanto pela
necessidade de revisão da estrutura curricular ante a defasagem do processo
historio de implantação do curso.
Buscando aos marcos regulatórios vigentes dos cursos de Biblioteconomia, a
organização curricular tomou como base a Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996 Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a Resolução CNE/CES nº
19, de 13 de março de 2002. Os eixos temáticos foram consolidados em discussões
promovidas pela Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação
(ABECIN), que congrega as escolas de Biblioteconomia no Brasil e os oriundos da
tradição da Biblioteconomia no Brasil. Nesse sentido a estrutura curricular agrega e
contempla

os

seguintes

eixos

temáticos:

1)

Fundamentos

teóricos

da

Biblioteconomia; 2) Organização da Informação; 3) Recursos e Serviços de
Informação e 4) Gestão de Unidades e Serviços de Informação; 5) Cultura e

�XVI CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
22 a 24 DE JULHO DE 2015

Formação Geral. As habilidades e competências do aluno de Biblioteconomia, a
partir de então, recebem uma ação direta conforme determinada na LDB.
Numa rápida reflexão podemos dizer que os parâmetros definidores de uma
profissão são flexíveis e passíveis da ação da transformação pelos anos e pelo
desenvolvimento das ideias. Assim, tantos os cursos formadores como a atuação
profissional devem acompanhar o fluxo da

evolução do pensamento

e,

principalmente, a evolução da inserção social e profissional do Bibliotecário.
Uma das críticas feitas à formação do profissional de Biblioteconomia reside
no fato de se privilegiar uma formação tecnicista. Castro e Ribeiro (2004)
consideram a formação do bibliotecário dissociada da realidade e mais preocupada
com as técnicas do que com os aspectos sociais do exercício do trabalho na área.
Para Milanesi (1983) não há diferenças significativas com relação à
adequação dos currículos à realidade, das preocupações com o perfil profissional e
a colocação dos bibliotecários relacionados ao mercado. O que parece não ter
mudado é a baixa visibilidade dos bibliotecários pela sociedade, que ainda permeia
os textos que tratam desse assunto.
Profissões surgem como resposta às necessidades sociais históricas, em
determinados contextos que justificam sua existência. Os Conselhos defendem e
disciplinam o exercício profissional, visando assegurar a qualidade dos serviços
prestados à sociedade, pois a organização das profissões é uma exigência do
processo societário, preservando desta maneira, os interesses da sociedade em
geral. No regime democrático, os Conselhos Profissionais contribuem para o
fortalecimento dos mecanismos de controle social e para a democratização das
políticas públicas, vinculando o projeto ético-político profissional a um projeto social
mais amplo
Os Conselhos Federal e Regionais de Biblioteconomia constituem-se na
máxima representação dos profissionais da área. Designados pela Lei Nº 4.084, de
30 de junho de 1962 que dispõe sobre a profissão de Bibliotecário e regula seu
exercício. De acordo com o Decreto 56.725, de 16 de agosto de 1965, que
regulamenta a Lei no 4.084, o Conselho Federal de Biblioteconomia tem por
finalidade orientar, supervisionar e disciplinar o exercício da profissão de
Bibliotecário, em todo o território nacional. Na legislação se estabelece claramente a
necessidade da presença do profissional liberal e do docente no Plenário, órgão de
decisão superior da entidade.

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22 a 24 DE JULHO DE 2015

É salutar que o Sistema Conselho Federal e Conselhos Regionais de
Biblioteconomia (Sistema CFB/CRB) e as instituições formadoras estabeleçam
critérios conjuntos de ações valorizando a Biblioteconomia enquanto ciência, técnica
e profissão, promovendo a integração dialética entre docentes, estudantes e
profissionais, em prol de seu desenvolvimento, reconhecimento e valorização pela
sociedade.
Nesta

perspectiva,

os

Conselhos

devem

exercer

ações

dinâmicas

redimensionadas para além do seu aspecto normativo e fiscalizador, por serem
instâncias privilegiadas que congregam a dimensão macro da classe profissional.
Uma aproximação do Sistema CFB/CRB junto às instituições formadoras, com o
intuito de estabelecer parcerias em termos de orientações acerca do mercado de
trabalho, inserção social do bibliotecário, elaboração de planos e metas de
desenvolvimento de recursos para a colocação do profissional junto à comunidade e,
principalmente, suscitar um trabalho de esclarecimento à população em geral e ao
público profissional sobre o real papel do bibliotecário parecem ser de fundamental
importância
Portanto, uma integração entre os dois sistemas (Formação e Fiscalização
profissionais, que já está presente na composição) resultaria em uma melhoria
considerável na prestação dos serviços à comunidade, à medida o binômio
mercado/escola seria intensificado e discutido levando-se em conta as duas visões:
a formadora e a do mercado, uma vez que tal situação já é contemplada na
composição

dos

Conselhos

Regionais

e

Federal,

faltando

apenas

um

aprofundamento desses laços.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior.
Resolução nº 2, de 18 de junho de 2007.
BRASIL. Senado Federal. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: nº 9394/96. Brasília :
1996.
CASTRO, César Augusto; RIBEIRO, Maria Solange Pereira. As contradições da sociedade da
informação e a formação do bibliotecário. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, v. 1, n. 2, p. 41-52, jan./jun. 2004.
MILANESI, Luís. Forma/formação/fôrma do bibliotecário. Palavra Chave, São Paulo, n. 3, p. 3-10,
1983. Disponível em:https://morenovsky.wordpress.com/2013/10/26/forma-formacao-formabibliotecario-luis-milanesi/ Acesso em: fev. de 2015.
ROZADOS, Helen Beatriz Frota. O Bibliotecário brasileiro e a formação continuada: a ação do
Conselho
Federal
de
Biblioteconomia.
In:
CONGRESO
IBEROAMERICANO
DE
BIBLIOTECOLOGÍA,
2.,
Buenos
Aires,
abr.,
2007.
Disponível
em:

�XVI CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
22 a 24 DE JULHO DE 2015
&lt;http://www.cfb.org.br/html/sala_leitura/arquivos/Congresso_ Bibliotecologia.pdf&gt;. Acesso em: fev.
2015.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
GESTÃO DO ACERVO DE PERIÓDICOS DA BIBLIOTECA CENTRAL –
UFPB: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Ana Karla Pereira Rodrigues (BC/UFPB) anakarla@biblioteca.ufpb.br
Fernando Antonio Ferreira de Souza (BC/UFPB) fernando@biblioteca.ufpb.br
Viviane Lima da Cunha (BC/UFPB) viviane@biblioteca.ufpb.br

Introdução
Assim como a informação e o conhecimento passaram a ser fundamentais para o
desenvolvimento econômico e social na sociedade contemporânea, a ciência e a
tecnologia exercem papel estratégico nesse novo cenário proporcionado pelas
Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s).
Inseridas nesse cenário de mudanças, as Bibliotecas Universitárias, estão
diretamente ligadas as grandes transformações que vem ocorrendo na forma de
comunicar e preservar o conhecimento. “As bibliotecas são consideradas um organismo
vivo, onde os serviços e a guarda de informações, tradicionalmente caracterizadas por
documentos impressos textuais, são reunidos e armazenados fisicamente” (SERRA,
2014, p.33).
Embora estejamos em um momento de evolução tecnológica, a sociedade ainda
tem profunda relação com o suporte papel. O predomínio desse suporte, requer da
biblioteca universitária o enfrentamento de desafios para implementar ações de
preservação e conservação desse material bibliográfico.
De acordo com Gomes (2006, p. 13) o papel “é um elemento altamente sensível
ao calor, umidade, irradiação luminosa, infestação e demais efeitos deteriorantes do
meio ambiente”. Nesse contexto, os acervos em suporte papel exigem condições
adequadas de armazenamento para sua preservação e maximização de sua vida útil.
Relato da experiência
Inserida na Divisão de Serviço ao Usuário (DSU), a Seção de Periódicos da
Biblioteca Central da UFPB (SPE-BC) alcançou seu auge na década de 80, quando
grande parte dos pesquisadores buscavam respostas para as demandas de suas pesquisas

�em seu acervo. De acordo com Galvino (2012), boa parte desses pesquisadores era
formada por alunos da área da saúde e das ciências sociais, sendo os primeiros
estimulados desde a graduação no processo de busca e recuperação da informação.
De acordo com Meadows (1999, p.7), “Os periódicos surgiram na segunda
metade do século XVII devido a várias razões. Algumas eram específicas (como a
crença de que para fazer novos descobrimentos era preciso que houvesse um debate
coletivo)”. Para Mueller (2000, p. 93), “Mais de trezentos anos após o seu surgimento,
os periódicos científicos, em seu formato tradicional, ainda constituem o meio mais
importante para a comunicação da ciência”.
Visando o acesso e a visibilidade das publicações periódicas impressas
disponíveis na SPE-BC da UFPB, foi dado início no ano de 2013, o processo de
catalogação dos periódicos no SIGAA-Biblioteca (Sistema Integrado de Gestão de
Atividades Acadêmicas, módulo Biblioteca). Com um acervo de mais de 6 mil títulos de
periódicos impressos nacionais e estrangeiros, distribuídos em todas as áreas do
conhecimento, contamos atualmente com 530 títulos e 15.779 fascículos de periódicos
disponíveis em nosso catálogo on-line.
Em 2014, no intuito de aumentar a capacidade de armazenamento do acervo e
preservar a coleção, foi iniciado o processo de aquisição de estantes deslizantes e
contratação de serviço de desinfestação por atmosfera anóxia, método amplamente
utilizado por conservadores e restauradores no Brasil.
De acordo com França (2011, p.1-4), “o procedimento consiste basicamente na
substituição do oxigênio por um gás inerte ou, mais recentemente, na remoção do mesmo
através da utilização de absorvedor de oxigênio”.
Na primeira etapa deste processo à quantidade de itens tratado foi o equivalente a 13m³

(treze metros cúbicos), uma estimativa de 7 mil periódicos que abrangeu o acervo de
Ciências Naturais. A área ocupada com o acervo de periódicos é de 638.39m². Com a
aquisição das estantes deslizantes tivemos um ganho de espaço de 542.69m², ou seja,
contamos hoje com 95.7m² ocupados pelas estantes. Um ganho de aproximadamente
90% de espaço físico.
As condições adequadas para climatização do acervo é um problema que ainda
não pode ser resolvido por questões estruturais do prédio da biblioteca que não permite
hoje a instalação de ar condicionado no ambiente de guarda do acervo, problema que
deverá ser solucionada nos próximos anos com a reforma do edifício. Para diminuir os

�danos provocados pelas altas temperaturas e umidade estão sendo adquiridos
desumidificadores e novos ventiladores para a seção.

Considerações finais
O gerenciamento dos formatos (impresso e digital) vem sendo o grande desafio
enfrentado pela gestão da biblioteca que necessita conviver com essas duas realidades,
como alternativas diferentes, complementares e, igualmente, importantes na busca pela
informação científica. Para Yamashita e Paletta (2006, p. 173), “a conservação e a
preservação dos acervos garantem o imprescindível acesso à informação tanto em
arquivos quanto em outras unidades de informação”.
Apesar de verificar-se o crescente desinteresse dos pesquisadores pela coleção
impressa, destacamos que o acervo de periódicos da BC exerce papel relevante para a
manutenção do Catalogo Coletivo Nacional (CCN), mantido pelo IBICT.
O catálogo é de acesso público e reúne informações das coleções de publicações
seriadas, nacionais e estrangeiras, disponíveis nas bibliotecas brasileiras, promovendo o
intercâmbio de material bibliográfico entre os usuários através do COMUT (Programa
brasileiro de Comutação Bibliográfica), disponível em nossa biblioteca através do SID
(Serviço de Informação e Documentação).
O processo de desinfestação, catalogação e organização do acervo trará
benefícios a longo prazo e se configura como um evento importante na trajetória da
UFPB no caminho da democratização do acesso à informação e preservação do acervo
material. A consolidação destas ações possibilitará alinhar a biblioteca aos objetivos da
universidade que exerce papel importante no desenvolvimento da sociedade, na
comunicação do conhecimento produzido e, consequentemente, no desenvolvimento
econômico da comunidade a que está inserida.

Palavras-chave: gestão de acervos; periódicos impressos; preservação de documentos;
acervo de periódicos.

�REFERÊNCIAS

FRANÇA, C. L.; BARBOZA, K. M. Uso da radiação gama com fonte de cobalto 60 na
desinfestação de acervos documentais. Revista Brasileira de Arqueometria,
Restauração e Conservação: ARC, v. 3, n. ed. esp., p.1-4, 2011.
Disponível em:
&lt;http://www.restaurabr.org/siterestaurabr/ARC_Vol_3/USO%20DA%20RADIACAO
%20GAMA%20COM%20FONTE%20DE%20COBALTO%2060%20NA%20DESINF
ESTACAO%20DE%20ACERVOS%20DOCUMENTAIS%20conceicao%20de%20fra
nca%20kleumanery%20barboza.pdf&gt;. Acesso em: 25 mar. 2015.
GALVINO, Claúdio César Temóteo. A arte de indexar artigos de periódicos: a
política de indexação da Seção de periódicos da Biblioteca Central da UFPB.
2012. 90f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação). Universidade Federal da
Paraíba, João Pessoa, 2012. Disponível
em:&lt;http://bdtd.biblioteca.ufpb.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2292&gt;.
Acesso em: 14 abr. 2014.
GOMES, Gláucia; NOGUEIRA, Isabel; ABRUNHOSA, J. J. Técnicas modernas de
preservação &amp; recuperação de acervos bibliográficos. Nova Friburgo: Êxito Brasil,
2006. 108p.
MEADOWS, Arthur Jack. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos,
1999.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. O periódico científico. In: CAMPELLLO,
Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares; KRENER, Jeannette Marguerite
(Orgs.). Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte:
Ed. UFMG, 2000.
SERRA, Liliana Giusti. Livro digital e bibliotecas. Rio de Janeiro: FGV, 2014. 182 p.
(Coleção FGV de bolso, 36).
YAMASHITA, Marina Mayumi; PALETTA, Fátima Aparecida Colombo. Preservação
do patrimônio documental e bibliográfico com ênfase na higienização de livros e
documentos textuais. Disponível em: www.arquivistica.net . Rio de Janeiro, v.2, n.2,
p.172-184, ago./dez. 2006 172. Acesso em: 18 abr. 2012.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
DESENVOLVIMENTO DE UMA HEMEROTECA DIGITAL COLABORATIVA:
PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO NA BIBLIOTECA JOSÉ AMILAR DA SILVEIRA
Autores:
Paulo Vitor Oliveira - Colégio São Francisco Xavier - paulo.vitor@usiminas.com.br
Márcia Maria Palhares - @cervus.doc - mmpalhares@gmail.com
Crislene Silva de Souza – Universidade Federal de Viçosa – crislene@ufv.br
Ana Paula de Souza – Universidade Federal de Viçosa – anapaulas@ufv.br
Introdução:
A biblioteca escolar, como fonte de informação disponibiliza em seu
acervo livros e periódicos, bases de dados de acesso local e on-line, outros
materiais especiais como: atlas, mapas, enciclopédias, vídeos, cd’s, slides,
hemeroteca em meio físico, entre outros. Tais suportes fornecem a recuperação
da informação de forma manual, ou seja, é extremamente dependente de um
usuário com algum conhecimento prévio.
A implantação de hemerotecas digitais em bibliotecas visa a oferecer um
suporte personalizado e centralizado ao usuário para a recuperação de
informação, sendo que a internet é um espaço muito utilizado na disseminação da
informação, tanto para disponibilizar os serviços tradicionais como para a inclusão
das novas formas de busca, há cada vez mais por parte dos pesquisadores
anseios quanto ao uso dos serviços eletrônicos.
A grande vantagem da informação digitalizada é que ela pode ser
compartilhada instantânea e facilmente, com um custo relativamente baixo,
surgindo então, uma forma de conceituar, descrever e explicar as estratégias para
a coleta, tratamento e disseminação de informações.
Essas ações propiciaram o desenvolvimento de uma base de dados em
formato on-line, para a Biblioteca José Amilar da Silveira do Colégio São
Francisco Xavier, visando uma forma dinâmica e eficaz de disponibilizar a
informação a toda comunidade escolar e ao público em geral.
Relato da experiência:
Um problema que surge, com a hemeroteca tradicional, está vinculado ao
seu tempo de vida. Seu crescimento exponencial pode tornar-se um repositório de
informações estáticas que seja válido tão somente por reunir certa quantidade de
textos, onde se colecionam recortes de jornais e revistas, ou seja, a recuperação
de informação pode se tornar um processo lento e, ás vezes, ineficaz.
Essa perspectiva justifica esse trabalho, a mudança para o formato digital
e dinamização do uso das informações.
Surge então, a necessidade de criar novos suportes para Disseminação
Seletiva da Informação (DSI), a fim de uma melhor recuperação e utilização das

�informações. E, propõe a implementação da Hemeroteca Digital Colaborativa
(HDC) como suporte alternativo para a pesquisa e a DSI.
A implantação da HDC está em um estágio embrionário, mas os benefícios
já são perceptíveis, podendo citar:
a)
b)
c)
d)
e)

maior disseminação da informação, conseqüentemente, maior auxílio
da biblioteca aos usuários do CSFX;
garantia de preservação do material devido a digitalização dos
mesmos;
facilidade de acesso, o usuário poderá acessar de qualquer lugar, desde
que conectado a Internet;
eficiência na recuperação das informações;
uso simultâneo do mesmo documento por vários usuários.

Outro ponto favorável é a possibilidade de diversificar os suportes dos
documentos, onde além do armazenamento em papel, o conteúdo também será
armazenado em formato digital. Com isto, também se poderá evitar a perda da
informação dos artigos originais em processo de deterioração.
Utiliza-se de um sistema gerenciador de conteúdo (CMS), ou seja, é uma
ferramenta que permite integrar e automatizar todos os processos relacionados à
criação, catalogação, indexação, personalização, controle de acesso e
disponibilização de conteúdos em portais web.
Segundo Gameleira (2007),
CMS é um acrônimo para Content Management System ou Sistema
Gerenciador de Conteúdo. Atualmente o emprego mais popular desta
sigla se refere especificamente ao gerenciamento de conteúdo web. Um
CMS serve para ajudar a criar um web site ou um web portal de forma
rápida e eficiente. Até mais importante, serve para ajudar a publicar e
administrar conteúdo web mais facilmente, inclusive por pessoas não
técnicas - tudo isso a partir de uma “base” já pronta.

O Joomla foi definido como o gerenciador de conteúdo e ajuda a resolver
um problema muito comum, que é o custo de se criar e manter um web site ou
web portal razoavelmente complexo, repleto de recursos e conteúdo e que tem
que ser mantido por várias pessoas com pouco ou nenhum conhecimento técnico.
A forma tradicional de se produzir um website ou web portal é a de se utilizar uma
equipe de designers e programadores para construir o site e publicar o conteúdo.
Os autores e editores de conteúdo ficam na dependência do pessoal técnico para
conseguir publicar seu material no dia a dia. Acrescentar novos recursos envolve
bastante tempo e dinheiro. O Joomla e outros CMS foram criados para ajudar a
aliviar este problema.
Segundo Wakasugui (2006):
[...] sistemas CMS como o Joomla permitem que um website ou portal
razoavelmente complexo seja criado com uma rapidez e baixo custo
impossíveis de serem obtidos através do desenvolvimento tradicional,
partindo “do zero”. Adicionalmente, permitem que usuários leigos em

�webdesign possam contribuir com conteúdo diretamente sem precisar de
intermediários.

O grande diferencial deste trabalho está relacionado ao fato de a
hemeroteca ser, colaborativa, ou seja, além de poder ser acessada via web,
permite também uma constante atualização dos mais diversos temas, por usuários
diversos.
Os colaboradores da hemeroteca são usuários “chave” de cada um dos
segmentos do CSFX, que participarão do desenvolvimento da base mantendo,
aprimorando e atualizando com notícias e artigos a hemeroteca digital
colaborativa. Já o controle, seleção e verificação da qualidade das colaborações,
ficará a cargo do bibliotecário responsável.
Periodicamente é feita uma avaliação, para realização de estatísticas de
utilização da hemeroteca, ou seja, verificar se a hemeroteca está sendo utilizada e
acessada pelos usuários.
Considerações Finais:
As bibliotecas e unidades de informação devem centrar esforços para
interagir no processo de transferência da informação, modernizando as
concepções de planejamento de seus recursos físicos, financeiros, tecnológicos e
intelectuais.
A criação da HDC abrirá um excepcional leque de oportunidades de
recuperação da informação uma vez que as notícias inseridas no meio eletrônico
podem permitir inúmeras possibilidades de pesquisa. Esperamos colocar a
disposição dos pesquisadores, facilidades que ultrapassem o modo tradicional de
pesquisa em papel, permitindo uma melhor interação remota entre a biblioteca e
seus usuários.
Enfim, é necessário que as bibliotecas e unidades de informação também
percebam as mudanças exigidas pela Sociedade da Informação que se delineia e
alinhem seus eixos, para que se possibilite a ruptura com o modelo de
armazenadoras para uma postura mais centrada no processo. O que significa não
se limitar somente na posse e sim na criação de mecanismos que visem à
ampliação de seu papel como facilitadoras ao acesso às informações.
Palavras-chave: Hemeroteca Digital. Disseminação Seletiva da Informação.
Sistemas Colaborativos. Informação. Biblioteca.
Referências:
GAMELEIRA, F. Joomla! CMS: visão Geral. 2007. Disponível em:
&lt;http://www.igoia.info/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=48&amp;Itemid=&gt;.
Acesso em: 15 set. 2014.
WAKASUGUI, H. O que é Joomla?, 2006. Disponível em:
&lt;http://www.joomla.com.br/&gt;. Acesso em: 10 set. 2014.

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                <text>A biblioteca escolar, como fonte de informação disponibiliza em seu acervo livros e periódicos, bases de dados de acesso local e on-line, outros materiais especiais como: atlas, mapas, enciclopédias, vídeos, cd’s, slides, hemeroteca em meio físico, entre outros. Tais suportes fornecem a recuperação da informação de forma manual, ou seja, é extremamente dependente de um usuário com algum conhecimento prévio.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

ESTRATÉGIAS E MÉTRICAS PARA REDES SOCIAIS: A PÁGINA MARIDO DE
ALUGUEL SÓ QUE NÃO
Autor: Laura Mariane de Andrade. Universidade Estadual Paulista “Júlio de
Mesquita Filho”. lauraandrade@reitoria.unesp.br. Graziela Magalhães dos Santos
Lira. Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
grazielamagalhaes25@hotmail.com. Priscila Ferreira dos Santos. Fundação
Escola de Sociologia e Política de São Paulo. pri.biblio@gmail.com.

Introdução
O fenômeno das redes sociais tem mudado as formas de organização,
conversação e mobilização social. A interação, dependente das relações de
pessoas, gera laços sociais através de atores e conexões, elementos básicos
desse contexto (RECUERO, 2009).
Sob essa perspectiva e, no sentido de que nossa sociedade está mudando e
temos pela frente um mundo econômico melhor, com mais engajamento social,
menos competitivo e nem por isso financeiramente prejudicial, o profissional da
informação tem papel fundamental de guia e instrutor e deve saber lidar com as
ferramentas tecnológicas com propriedade.
Muitas vezes somos apresentados a esses conceitos, mas não sabemos como
nos colocar como profissionais nesse papel fundamental por falta de experiência e
conhecimento prático.
Essa pesquisa vem para apresentar uma dessas vertentes, pois é fruto de um
trabalho desenvolvido na disciplina de Redes Sociais do curso de Gestão da
Informação Digital da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo
(FESPSP), cujo objetivo era a aplicação das técnicas de desenvolvimento de
conteúdo e estratégias em mídias sociais (no caso, o Facebook) e
especificamente planejar, implementar, mensurar e propagar ações inovadoras na
rede social (FAZIOLI, 2014) através da criação da página “Marido de Aluguel, só
que não”.
O trabalho de gerenciamento de redes sociais exige muita atenção aos diferentes
tipos de conteúdo, abordagem e interação, além das inúmeras postagens e

�atendimento ao cliente. Dessa forma, justifica-se o desenvolvimento deste trabalho
pela capacitação que o profissional da informação deve ter nesse sentido, seja no
processo de criação, no acompanhamento de percepções de usuários, seja no
agendamento de postagens, delimitações de temas, uso de hashtags,
categorização, escolha de ferramentas para métrica, gerenciamento e
acompanhamento do uso, entre outros.

Método da pesquisa
Através do consenso das integrantes, a página criada, denominada “Marido de
Aluguel, só que não” partiu da observação do ritmo de vida de pessoas jovens e
independentes, que não moram com os pais e que precisam “se virar” em um
novo lar. Um dos objetivos dessa escolha foi fugir do clichê da página de uma
biblioteca fantasia, embora o conceito e análise de dados possam e devam ser
usados da mesma forma futuramente.
Após essa etapa, os formatos das postagens foram pensados e foi criado um
padrão de escrita de texto com uso de hashtags para palavras-chave
acompanhadas da hashtag #MASQN.
As postagens foram subdivididas em três categorias e cada uma teria um período
do dia para ser publicada: reparos e ferramentas no período da manhã; decoração
no período da tarde e; sustentabilidade no período da noite.
Depois de sua criação e estabilidade na publicação de conteúdo, impulsionamos a
página na sexta semana, fato essencial para a promoção. Essa ação trouxe maior
diversidade nas origens de acesso, principalmente no aspecto de localização e
reafirmou o perfil dos usuários que já haviam sido observados.

Resultados e Discussão
Como informações gerais, pudemos identificar que conseguimos o alcance de 251
fãs, 85 interações (entre comentários e curtidas), chegando à média de 1
interação por post, identificando que 0,5% dos fãs interagem. Antes do
impulsionamento havia 70 fãs.
O perfil das pessoas que curtiram a página era de 90% mulheres e 10% homens,
onde a maioria se localizada na faixa etária de 25 a 34 anos. A maioria era
advinda do Brasil, no entanto alguns eram dos Estados Unidos e Espanha.

�Identificamos ainda que as curtidas vieram em sua maioria, através do anúncio de
impulsionamento, no entanto algumas vieram através de acesso web e poucas
através de acesso móvel.
Analisamos que as curtidas costumavam ocorrer em sua maioria aos sábados, os
compartilhamentos às quartas e os comentários às segundas, provavelmente
influenciados pelas datas de postagens e extensão do conteúdo das mesmas. Ao
final, na análise de menções, chegamos à conclusão de que a saúde da nossa
marca atingia 100%.
Com esses dados pudemos traçar o perfil do público-alvo e alavancar nossas
postagens focadas no interesse desse público, além de servir como experiência
para aplicação em criação de outras páginas, com conteúdos próximos ou não.

Considerações Finais
Entendemos que após esse estudo e aplicação prática de conhecimento em
métricas e gerenciamento de mídias sociais, qualquer profissional da informação
está apto a aplicar o mesmo conceito através de qualquer ideia. Através dessa
experiência, fica clara a perspectiva de como usamos a web e as tecnologias
relacionadas para nos comunicar e dar vazão ao potencial empreendedor da
geração que vive essa realidade sob um olhar de adaptações e dos nascidos
digitais.
Incentivamos o uso de redes sociais para divulgação de trabalhos, pois tem sido
porta de entrada para um público novo que lida de forma diferente com informação
e tecnologia. Assim, podemos dizer que as redes sociais na Internet servem como
instrumento de colaboração e de produção de conhecimento, e que devemos
aprender a usá-los para ampliarmos a nossa ação sobre o mundo, em âmbitos
diferentes, em posturas profissionais, de pesquisa, sociais e quantas forem
permitidas.
Palavras-chave: Redes sociais. Facebook. Métricas. Estratégia. Mídias Sociais.

Referências
FAZIOLI, Regina. Plano de ensino (2014) [da disciplina de Redes Sociais]. São
Paulo: FESPSP, 2014.

RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. Porto Alegre: Sulina, 2009.

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                    <text>SCAN FOR MARC: CONVERSÃO DE REGISTROS EM FICHAS PARA O FORMATO
MARC21 BIBLIOGRÁFICO
Zaira Regina Zafalon1
Plácida L. V. A. da Costa Santos2
Ana Maria Pereira3
Jairo da Silva4
Introdução
A pesquisa insere-se no contexto social contemporâneo, no qual se faz uso e aplicação
de tecnologias no seu cotidiano o que exige (re)avaliação de processos, produtos e
serviços voltados para a geração e o uso de informações. Tem sido alterados
processos de descrição, tratamento, organização, distribuição, armazenamento e, em
decorrência disso, a recuperação e o acesso às informações, tanto por humanos
quanto por máquinas. Com as novas tecnologias de informação e comunicação
surgem, também, as facilidades de compartilhamento de registros bibliográficos entre
as mais variadas unidades de informação. O desafio, entretanto, está presente nas
instituições que ainda não se utilizam deste universo de facilidades por conta de não
fazerem uso de recursos tecnológicos, por quaisquer que sejam os motivos. O principal
problema a ser abordado está presente no dilema de que ainda se encontram
instituições que não disponibilizam a totalidade de dados bibliográficos de seus acervos
em catálogos online de acesso público, ou seja, ainda contam com registros que
compõem catálogos bibliográficos impressos em fichas (registros analógicos). Pode-se
recorrer a processos de conversão retrospectiva de registros bibliográficos para saldar
tal lacuna. Estudos sobre catalogação cooperativa e compartilhamento e conversão de
dados bibliográficos são discutidos por Vasconcellos (1996), Oliveira et al. (1998),
Garrido Arilla (2001). Entretanto, nos processos tradicionais de conversão retrospectiva,
uma vez que registros de catálogos coletivos são utilizados como base para a cópia de
registros, vários trabalhos técnicos tornam-se necessários (adequação de pontos de
acesso de assunto, de notas e outras informações locais nos quais incorrem correção,
supressão de campos, modificação de conteúdo e acréscimo de informações locais). É
1

Pesquisador do Grupo de Pesquisa Tecnologias em Ambientes Informacionais (GPTAI) e professor na
UFSCar, Campus São Carlos. Email: zaira@ufscar.br.
2
Pesquisador do GPTAI e professor na UNESP, Campus Marília. Email: placida@marilia.unesp.br.
3
Pesquisador do GPTAI e professor na UDESC. Email: anamariapere@gmail.com.
4
Técnico do GPTAI. Email: jairo.silva@gmail.com.

�sobre este ponto que se apresenta o propósito desta pesquisa, uma vez que se indica
uma nova forma de se proceder a conversão retrospectiva de dados bibliográficos que
considera o aproveitamento integral do registro bibliográfico da própria instituição
(dados bibliográficos, pontos de acesso e dados de localização, já definidos nos
registros analógicos), a partir do processamento de imagens. Estudos sobre conversão
integral de dados bibliográficos por meio do processamento de imagens são discutidos
por Zafalon e Santos (2010, 2012a, 2012b, 2012c) e Zafalon (2013, 2014). A pesquisa
reveste-se de importância seminal para a área da Ciência da Informação em virtude da
existência de poucos trabalhos que abordem esta temática através da modelagem de
interpretadores computacionais na forma de reaproveitamento de registros
bibliográficos institucionais. Desse modo, propõe-se como objetivo principal desenvolver
o Scan for MARC (SfM), software de conversão de dados bibliográficos em fichas para
o Formato MARC21 Bibliográfico, em ambiente web. Entende-se que, assim, seja
possível saldar as demandas identificadas nas pesquisas anteriores de modo a
disponibilizar o artefato para avaliação, ensaios, testes e uso pelas comunidades de
prática.
Método da pesquisa
Quanto aos procedimentos metodológicos, a pesquisa apresenta abordagem qualitativa
por assumir uma relação dinâmica com o mundo real, por meio da interpretação e
atribuição de significados aos fenômenos estudados. Segundo seus objetivos, a
pesquisa possui caráter exploratório e descritivo. Recorre-se à pesquisa bibliográfica
para a compreensão e elaboração do arcabouço teórico, estabelecido a partir de temas
relacionados à pesquisa e que integram a Ciência da Informação, a Ciência da
Computação e a Linguística. O caráter experimental está presente por referir-se a um
fenômeno reproduzido de forma controlada, com experimentação, verificação e estudo
das evidências e relações entre fatos e as teorias.
Resultados e Discussão
A partir do desenvolvimento do Scan for MARC em linguagem Perl e aplicação em
servidor web foi possível observar a necessidade de ajustes quanto ao software de
reconhecimento ótico de caracteres (OCR), quando aplicado em ambiente web. Isso se
fez necessário dadas as diferentes aplicações quando se utilizam linguagens para
interpretação em linha de comando e em ambiente web. O ambiente de teste está
disponível em: www.scanformarc.ufscar.br. Observa-se o alcance parcial dos resultados
uma vez que foi possível desenvolver, na versão web, a conjugação integrada das
fases de reprodução e de representação, recorrendo-se à adoção de um OCR em linha
de comando; o desenvolvimento de interface gráfica; e a integração do script com o
OCR, o que exige a adoção de um que seja em linha de comando.

�Considerações Finais
A partir da pesquisa desenvolvida observa-se o alcance parcial do objetivo
estabelecido, apesar de vislumbrarem-se contribuições no plano científico, tecnológico
e social. Para estudos futuros busca-se aprimorar o SfM de modo a contemplar a
interpretação de dados de classificação de assunto (CDU); de termos qualificadores
(subdivisão de forma, cronológica, geográfica e geral); de pontos de acesso para nome
pessoal, institucional, evento e título uniforme, bem como de criação de dicionários
semânticos para pontos de acesso e termos qualificadores; e implementação de
processo de teste de consistência do arquivo convertido.
Palavras-chave: Conversão bibliográfica. Formato MARC21. Scan for MARC.
Referências
GARRIDO ARILLA, M. R. Procedimientos automáticos de creación y transformación de
los registros bibliográficos. Anales de Documentación, n. 4, p. 127-137, 2001.
OLIVEIRA, N. M. et al. Compact disc cataloging – CatCD: análise de um instrumento
para conversão retrospectiva no Sistema de Bibliotecas da UNICAMP. Perspectivas em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 3, n. 1, p. 41-46, jan./jun. 1998.
VASCONCELLOS, P. A. G. Bibliodata/CALCO: informação bibliográfica para o
desenvolvimento. Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 3, p. 450-453, set./dez.
1996.
ZAFALON, Z. R. Scan for MARC: conversão de registros bibliográficos analógicos para
o Formato MARC21 Bibliográfico. São Paulo: Ed. UNESP, 2014.
ZAFALON, Z. R. Scan for MARC: sintaxe e semântica de registros bibliográficos na
conversão de dados analógicos para o Formato MARC21 Bibliográfico. Revista CRB-8
Digital, v. 6, p. 20-32, 2013.
ZAFALON, Z. R.; SANTOS, P. L. V. A. C. Aplicações sintáticas e semânticas na
conversão de registros bibliográficos ao formato MARC21 Bibliográfico. In: VII
Encuentro Internacional y III Nacional de Catalogadores, 2012, Buenos Aires.
Estándares y procedimientos para la organización de la información, 2012a.
ZAFALON, Z. R.; SANTOS, P. L. V. A. C. Conversión de registros bibliográficos al
Formato MARC21 bibliográfico a partir del análisis sintáctico e semântico de registros
descritos según las AACR2r y el RDA. IV Encuentro de Catalogación y Metadados.
Memória. México/DF: UNAM/CUIB, 2010.
ZAFALON, Z. R.; SANTOS, P. L. V. A. C. Sintaxe e semântica de registros
bibliográficos: princípios para a conversão de registros analógicos para o Formato
MARC21 Bibliográfico: Scan for MARC. Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência
da Informação, v. 5, p. 1-23, 2012b.
ZAFALON, Z. R.; SANTOS, P. L. V. A. C. Sintaxe e semântica de registros
bibliográficos: princípios para a conversão de registros analógicos para o Formato
MARC21 Bibliográfico: o Scan for MARC. In: Encontro Nacional de Pesquisa em
Ciência da Informação, 2012, Rio de Janeiro. Anais digitais. Rio de Janeiro:
ICICT/Fiocruz, 2012c.
Agência financiadora: CNPq

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                <text>A pesquisa insere-se no contexto social contemporâneo, no qual se faz uso e aplicação de tecnologias no seu cotidiano o que exige (re)avaliação de processos, produtos e serviços voltados para a geração e o uso de informações. Tem sido alterados processos de descrição, tratamento, organização, distribuição, armazenamento e, em decorrência disso, a recuperação e o acesso às informações, tanto por humanos quanto por máquinas. Com as novas tecnologias de informação e comunicação surgem, também, as facilidades de compartilhamento de registros bibliográficos entre as mais variadas unidades de informação.</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
21 a 24 de julho de 2015

ANÁLISE DAS PROVAS DE CONCURSOS PÚBLICOS EM
BIBLIOTECONOMIA: ESTADO DO RIO DE JANEIRO EM 2014
Bruna Beltrão Belinato. UNIRIO. belinatobruna@gmail.com
Naira Christofoletti Silveira. UNIRIO. naira.silveira@unirio.br

Introdução
O Bibliotecário existe desde a antiguidade, quando os eruditos se
dedicavam a preservação dos registros de informação. Por muito tempo foi visto
como encarregado de organizar bibliotecas, e ficou restrito ao ambiente físico.
Como todas as profissões, passou por mudanças, e assume papel fundamental na
sociedade atual, que cada vez mais percebe a importância dos campos que lidam
com a informação.
Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar os editais e as provas de
concurso público em Biblioteconomia realizadas no Estado do Rio de Janeiro em
dois mil e quatorze a fim de identificar a atuação do bibliotecário nos dias de hoje.
E, se justifica por apresentar um quadro geral com as temáticas que foram
abordadas nos concursos públicos no último ano no Estado do Rio de Janeiro.
Sendo assim, analisar o mercado de trabalho é uma forma de relacionar o ensino
e a atuação profissional.

Método da pesquisa
Como metodologia apresenta a pesquisa bibliográfica e documentária que,
com base na análise das provas dos concursos, visa investigar as temáticas
presentes nos concursos públicos em Biblioteconomia no estado do Rio de
Janeiro. Inicialmente foram realizadas pesquisas para identificar os concursos
realizados, através de busca nos sites do Conselho Regional de Biblioteconomia
7ª Região, Sindicato dos Bibliotecários do Rio de Janeiro, site Biblioteconomia
para concursos, PCI Concursos e OFAJ. Verificados os concursos realizados,
optou-se analisar os que utilizaram o termo Bibliotecário ou Biblioteconomia para o
cargo, os editais publicados no referido ano, e a disponibilização das provas

�aplicadas. As provas e os editais foram capturados e utilizados para análises
qualitativas e quantitativas.

Resultados
No ano de 2014 foram realizados 12 concursos, dos concursos realizados,
optou-se por analisar os que utilizaram o termo Bibliotecário ou Biblioteconomia
para o cargo, os que tiveram o edital publicado no referido ano, e ainda a
disponibilização das provas aplicadas. Após o recorte feito, foram identificados
seis instituições: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO);
Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro; Companhia Brasileira de Trens
Urbanos (CBTU); Fundação Biblioteca Nacional (FBN); Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ); Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de
Janeiro (CREMERJ). Das seis instituições analisadas, foram analisadas sete
provas, considerando que o concurso da Fundação Biblioteca Nacional ofertou
dois cargos distintos para o profissional de Biblioteconomia.

Discussão
A partir da análise dos concursos que foram objeto da pesquisa, constatase que apesar das particularidades de cada instituição e das diferentes funções
atribuídas aos diferentes cargos, a categoria temática mais abordada é a que trata
da organização da informação e do conhecimento. Pois das sete provas
analisadas, todas apontam um quantitativo de questões, acerca dessa temática,
significativamente maior. Considera-se a categoria Organização da Informação
e do Conhecimento a temática que abarca a organização do conhecimento e
organização da informação, bem como os processos, os produtos, os
instrumentos e as ferramentas utilizadas para a representação temática e
descritiva.
Ao analisar as questões referentes ao conhecimento específico destinadas
à temática de organização da informação e do conhecimento, verificou-se que: o
Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro foi a instituição com
maior percentual de questões sobre essa temática, 75%; depois a Companhia
Brasileira de Trens Urbanos com 54,5%; seguida da Fundação Biblioteca Nacional
com 53,8% para o cargo de técnico em documentação; Fundação Biblioteca
Nacional 38,6% para o cargo de bibliotecário; a Defensoria Pública do Estado do
Rio de Janeiro que apresentou 35%; a UFRJ com 34,5%; e, a UNIRIO com 22,5%.
Ou seja, a função nuclear da Biblioteconomia continua sendo a organização do

�conhecimento e este conhecimento ainda é muito requerido à atuação do
bibliotecário.
Considerações Finais
As pesquisas feitas em revisão a literatura mostram esse vasto campo de
atuação profissional, e o mercado de trabalho. Observa-se que todos os editais
incluem como pré-requisito ao cargo: a graduação em Biblioteconomia e o registro
no conselho. Consolidando assim o encontrado na literatura sobre a formação e
atuação do profissional bibliotecário.
A literatura também revelou que o
bibliotecário atua principalmente no tratamento e organização da informação, esse
fato se comprovou ao verificar que esta temática foi a mais recorrente e de maior
percentual nas provas analisadas.
Completando, há uma necessidade de estudos mais aprofundados sobre o
tema. Seria interessante dar continuidade à pesquisa para analisar as
organizadoras dos concursos em especial, os conteúdos programáticos e as
questões observadas, os conteúdos programáticos e a matriz curricular da Escola
de Biblioteconomia, fazendo uma comparação entre o ensino e o que é cobrado
nas provas de concursos. Os resultados apresentam aqui uma pequena parcela
dos concursos públicos realizados em Biblioteconomia no Rio de Janeiro. O que
nos faz pensar o porque das instituições e/ou organizadoras de concursos
demonstrarem resistência quanto à disponibilização das provas aplicadas.
Palavras-chave: Concursos públicos. Bibliotecário. Mercado de trabalho.

Referências
ORTEGA y GASSET, José. Missão do bibliotecário. Brasília: Brinquet de Lemos, 2006.
PÁDUA, E. M. M. de. Metodologia da pesquisa: abordagem teórico-prática. Campinas:
Papirus, 1997.
SILVA, Neusa Cardim da; DIB, Simone Faury; MOREIRA, Maria José. Panorama do
mercado de trabalho em instituições públicas: o profissional bibliotecário em questão.
Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Nova Série: São Paulo, v.3,
n.2,
p.67-79,
jul./dez.
2007.
Disponível
em:
&lt;http://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/50/53&gt;. Acesso em: 27 out. 2014.
VALENTIM, Marta Lígia Pomim (org.). Profissionais da informação: formação, perfil e
atuação profissional. São Paulo: Polis, 2000.

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                    <text>DOCUMENTOS IMPRESSOS E DIGITAIS: PLURALIZANDO TÉCNICAS DE LEITURA E
FORMANDO DIFERENTES LEITORES
1 INTRODUÇÃO
A prática da leitura corresponde a uma ação que acompanha as sociedades desde os
primórdios da civilização. Consolidado a partir da invenção da escrita, o ato de ler não vem
se constituindo de forma uniforme no decorrer dos tempos, sobretudo com os avanços
acometidos aos suportes que materializam os textos. Desde tempos antigos até a
contemporaneidade, percebe-se que “[...] o texto vive uma pluralidade de existências. A
eletrônica é apenas uma dentre elas” (CHARTIER; LEBRUN, 1998, p. 152).
A leitura para existir requer a presença de um suporte que materialize informação.
Mesmo sendo a mesma informação, ao ser materializada em diferentes tecnologias
acarretará interferências na compreensão do leitor, além de viabilizar diferentes relações do
leitor com o texto. Assim, o leitor ao se deparar com novos formatos de texto “[...] é
condicionado a adotar novas estratégias de leitura, de busca e seleção de fontes, surgindo
novas ambiências que podem interferir em seu estado físico e psicológico (SANTA ANNA;
PEREIRA, 2014, p. 1695).
Estando ciente da função da biblioteca como provedora de informação em diferentes
suportes, haja vista atender diferentes necessidades demandadas, presume-se que os
profissionais que gerenciam essas unidades possuam comprometimento em contribuir na
geração de leitores. Isso se justifica, pois, na função de agente socializador da informação, o
bibliotecário poderá contribuir de diferentes formas, de modo a facilitar “[...] a aprendizagem
dos indivíduos através das mais diversas formas de leituras e suportes, como também em
suas práticas, ajudando o leitor a atingir nível elevado de complexidade no processo de
leitura/escrita e na produção de sentidos [...]” (RASTELI; CAVALCANTE, 2013, p. 157, grifo
nosso).
Sendo assim, esta pesquisa desenvolveu-se junto ao serviço de pesquisa bibliográfica
oferecido por uma biblioteca especializada, vinculada a um curso de Graduação, cujo
objetivo era responder à problemática: quais as interferências acometidas ao processo de
leitura quando essa se realiza em diferentes formatos, seja em fontes impressas quanto
digitais? Por decorrência, o presente estudo objetiva analisar as diferentes estratégias de
pesquisa com foco nas técnicas de leitura e suas interferências na formação dos leitores da
referida unidade de informação.
2 MÉTODO DA PESQUISA
A biblioteca analisada nesta pesquisa fornece serviços de pesquisa bibliográfica a
alunos de um curso superior. São fornecidos serviços de pesquisa bibliográfica através da
consulta a livros e artigos científicos, seja no acervo impresso quanto na busca de materiais
disponibilizados em base de dados eletrônica.
Curioso que, alunos do mesmo curso têm diferentes preferências quanto ao uso dessas
fontes em diferentes formatos. Assim, o método utilizado neste estudo foi qualitativo,
conduzido por meio da aplicação de um roteiro contendo nove perguntas abertas a dois
alunos finalistas após a elaboração de seus trabalhos de conclusão de curso: um dos alunos
preferiu o uso das fontes impressas, o outro preferiu o uso das fontes digitais.
Após aplicação da entrevista a esses dois sujeitos, estruturou os resultados em formato
de quadro, tendo em vista facilitar a análise comparativa entre os resultados obtidos com a
opinião de cada um dos sujeitos investigados.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

�O roteiro para entrevista foi composto por nove perguntas abertas, contemplando
aspectos relacionados ao suporte da informação e aspectos relacionados ao processo de
leitura. Os dados coletados sobre a opinião dos entrevistados quanto à tecnologia utilizada
para sustentar o texto estão exposto no quadro 1.
Pergunta

Resposta leitor fontes
impressas

Quais fontes de informação foram utilizadas
na construção do seu TCC?
Como foi realizado a análise e síntese dos
conteúdos existentes nas fontes?
Como foi feito o processo de busca,
recuperação e seleção das fontes a serem
utilizadas?
Para destacar partes mais importantes das
fontes, você utilizava algum recurso para
destacar o texto? Eram feitas anotações?
Em que locais se realizam anotações?
O espaço físico delimitado para estudo, bem
como para acondicionar as fontes exigiu
muita organização a fim de estabelecer o
controle sobre os materiais utilizados?
Em média, quantas vezes precisava de ler
uma fonte a fim de assimilar melhor o
conteúdo?
Quadro 1 – Comparativo entre as respostas dos
Fonte: os autores (2015).

Livros e artigos impressos

Resposta leitor fontes digitais
Revistas, artigos e livros digitais

[...] com base em fichamento para Lia partes mais importante do texto como
posterior utilização.
resumo, introdução e conclusão.
Busca no catálogo da biblioteca, e Busca na internet com ajuda do bibliotecário. E
ajuda ao bibliotecário para pedir em quando há relevância baixava o documento e
outras unidades.
imprimia para uma melhor leitura.
Como se tratava de cópias minhas, Fazia a revisão de literatura no computador e já
era tudo muito anotado, quando era da salvava o texto em andamento para não perder
biblioteca fazia fichamento. OBS: tudo informação.
era feito na base da escrita.
[...] meu material era tudo muito bem A grande quantidade de material virtual e a
organizado. Necessito de espaço, não atenção prestada no uso da tecnologia
consigo fazer nada em espaço atrapalhavam o raciocínio. Por isso, imprimia
pequeno.
muito material para ler com mais atenção.
Às vezes leio uma só vez, mas tem Leio o texto na íntegra uma só vez. Só retorno
texto que eu retornava nele de duas a ao texto caso tenha dúvida de algum termo,
três vezes.
expressão ou parte não entendida.
leitores de fontes impressas e digitais – relações com o suporte

Dentre os dados obtidos, depreende-se os seguintes resultados: os materiais utilizados
nas pesquisas de ambos os entrevistados são da mesma modalidade, só que em formatos
tecnológicos diferentes. O leitor de fontes impressas realiza uma leitura mais minuciosa (com
fichamentos), atento aos detalhes, enquanto o outro leitor, através dos recursos
disponibilizados na internet, tem a possibilidade de analisar o conteúdo da fonte sem recorrer
à leitura na íntegra. Em ambos os casos o leitor/pesquisador recorria ao bibliotecário.
Parece haver, no que tange ao espaço físico, similaridades entre os leitores, pois
ambos precisam delimitar um espaço para estudos. O excesso de informação na internet e a
atenção prestada no uso do ciberespaço interferiam no entendimento do leitor digital.
Os textos impressos condicionam o leitor a ler o texto inúmeras vezes, já o texto digital,
devido à facilidade de navegação no próprio texto, facilita que o leitor recorra apenas a
partes do documento, em caso de dúvidas.
Essas evidências permitem-nos dialogar como Chartier (1994, p. 187), ao afirmar que “a
revolução do nosso presente é, com toda certeza, mais que a de Gutenberg. Ela não
modifica apenas a técnica de reprodução do texto, mas também as próprias estruturas e
formas do suporte que o comunica a seus leitores [...]”.
A seguir são apresentados os dados e resultados da relação estabelecida entre fonte
de informação e a forma como a leitura é conduzida pelos leitores entrevistados.
Pergunta

Resposta leitor fontes
impressas

Resposta leitor fontes digitais

Para assimilar os conteúdos das
fontes, foi realizada muita leitura?
Como?

Li muitos livros e artigos. Gostava de
ler em casa e na biblioteca, por
problemas de concentração e por
dificuldade em carregar os livros para
outros locais.
As leituras foram feitas na biblioteca
da faculdade, e em casa. O melhor
local foi a biblioteca. Em casa era um
pouco mais complicado, pois moro em
república. As dificuldades foram da
minha parte, falta de concentração.
Eu consultava o catálogo da biblioteca
e, quando não achava o livro na
estante, reclamava com o bibliotecário.
Todo livro eu lia por inteiro.

Eu lia nas minhas folgas, durante o horário do
almoço no trabalho, no horário noturno, já que não
tinha mais aulas no curso e também nos finais de
semana.

Como você realizou as leituras das
fontes? Qual o local mais apropriado
para fazer as leituras? Houve
dificuldades? Quais e por quê?

Foi realizada a consulta a muitas
fontes? As fontes eram lidas na
íntegra ou apenas em partes?

Geralmente, no escritório onde trabalho, e em casa,
e ainda na biblioteca da UFES. O local mais
confortável para eu foi minha casa, no período
noturno. No escritório da empresa era um pouco
mais complicado, pois tinha muita gente que ficava
no escritório durante o almoço.
Geralmente eu fazia a busca em fonte que já me
direcionava durante a busca na internet. Pedia
ajuda ao bibliotecário. Devido à grande quantidade
de material eu lia apenas partes das obras.

�Quadro 2 – Comparativo entre as respostas dos leitores de fontes impressas e digitais – relações com a leitura
Fonte: os autores (2015).

Fica evidenciado que a leitura realizada com materiais impressos requer um espaço
particular para ser concretiza, ao passo que a leitura digital acontecia em qualquer tempo e
local. Comprova-se, aqui, as potencialidades do ambiente virtual, conforme demonstrado por
Lévy (2011). No entanto, independente do suporte, o leitor do tipo pesquisador, ao realizar
uma leitura científica, requer condições ambientais mais confortáveis e apropriadas para que
o entendimento e produção de sentido não sejam afetados por questões ambientais.
Vê-se que o leitor de fontes impressas lia poucos itens, porém a leitura era realizada
com mais cautela, recorrendo a procedimentos de revisão e releitura. Acreditamos que esse
leitor tenha características com o leitor intensivo, definido por Chartier (1994, p. 189), como
um leitor “[..] fechado de textos lidos e relidos, memorizados e recitados, ouvidos e sabidos
de cor, transmitidos de geração a geração [...]”.No caso da leitura em suportes digitais, o
leitor é condicionado a uma imensidão de materiais, logo, precisa ser mais seletivo. Nesses
casos, com o uso de recursos de localização e navegação, como localizadores e hipertextos,
o texto digital viabiliza uma leitura mais ampla e dinâmica. As fontes digitais formam um leitor
com algumas características do leitor extensivo, lendo com rapidez e avidez e exercendo em
relação aos suportes uma atividade crítica.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Embora seja de natureza preliminar, o comparativo entre leituras realizadas com fontes
impressas e digitais, método adotado neste estudo, evidencia que o tipo de tecnologia, assim
como questões ambientais são fatores interferentes na formação de leitores, que, ao
realizarem a leitura adotam diferentes técnicas e metodologias, tendo em vista viabilizar a
atribuição de sentido. Essa interferência da tecnologia no posicionamento do leitor sobre o
texto está presente em todos os estágios evolutivos da tecnologia, não sendo diferente no
contexto digital, a partir de novas ferramentas e recursos disponibilizados aos leitores.
Desse modo, através do estudo, foi possível analisar as diferentes estratégias de
pesquisa com foco nas técnicas de leitura e suas interferências na formação dois leitores em
uma biblioteca de pesquisa, confirmando, assim, que o objetivo do estudo foi alcançado. No
contexto biblioteconômico, o estudo confirma a necessidade do bibliotecário fazer-se
presente junto aos leitores auxiliando nas pesquisas, bem como fornecendo material
adequado conforme as necessidades dos diferentes leitores da unidade.
REFERÊNCIAS
CHARTIER, Roger. Do códige ao monitor: a trajetória do escrito. Estud. Av., v. 8, n. 21, p.
185-199, 1994.
CHARTIER, Roger; LEBRUN, Jean. A aventura do livro: do leitor ao navegador:
conversações com Jean Lebrun. São Paulo: Ed. da UNESP, 1998.
LÉVY, Pierre. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. 8. ed. São
Paulo: Loyola, 2011.
RASTELI, Alessandro; CAVALCANTE, Lidia Eugenia. A competência em informação e o
bibliotecário mediador da leitura em biblioteca pública. Florianópolis, Encontros Bibli, v. 18,
n. 36, p. 157-180, jan./abr., 2013.
SANTA ANNA, Jorge; PEREIRA, Gleice. Os suportes de informação e suas interferências na
formação do leitor. Campinas, Linha Mestra, n. 24, jan./jul. 2014.
Palavras-chave: Fontes impressas e digitais. Leitor. Práticas de Leitura. Biblioteconomiaformação de leitores.

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                    <text>A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E A DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÃO NA
WEB: UM ESTUDO DE CASO
Sueli Palma Borges Paranhos. Universidade Federal do Rio de Janeiro.
sueli@cfch.ufrj.br
Camila da Silva Teixeira. Universidade Federal do Rio de Janeiro.
milarine.teix@gmail.com

Introdução
A Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (BT CFCH/UFRJ) visando suprir as necessidades de seus
usuários (alunos da graduação e pós-graduação, professores e técnicos
administrativos) quanto à divulgação de informações no ambiente web, criou em
2010 o blog Biblioteca do CFCH/UFRJ1. Esta ação faz parte da premissa de
reavaliar periodicamente os serviços e canais de divulgação da BT CFCH/UFRJ, que
enquanto Biblioteca Universitária (BU) deve atender o ensino pesquisa e extensão,
atuando também no armazenamento, organização e divulgação de informação no
meio digital.
Cabe destacar que o blog é uma extensão da biblioteca física, disseminando
o acervo impresso e informações relevantes para a comunidade acadêmica, como
pesquisas em andamento, encontros científicos e publicações governamentais.
Outra questão importante para fins deste trabalho é a definição de divulgação,
formada pela partícula latina dis-, indicando variedade de direção e pelo verbo
vulgare, que significa publicar (PERISSÉ, 2010), é aplicada no sentido de tornar
público (ou notório) o acervo da instituição além, de informações pertinentes para os
usuários, a partir de publicações no Blog.
Logo, diante do exposto, será apresentado um panorama do impacto na
consulta à Coleção INEP na UFRJ, pertencente à BT CFCH/UFRJ, antes e após sua
divulgação no blog.
Relato de Experiência
A escolha da Coleção INEP na UFRJ, justifica-se por tratar-se de obras raras
e especiais datadas dos séculos XVIII, XIX e XX, com importantes títulos na área da
educação, voltados para a formação do magistério a nível nacional e que se constitui
um importante registro para a memória da Educação no Brasil. Além disso, esta
coleção doada para UFRJ pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP) em
1977, teve seu processamento técnico iniciado em novembro de 2008, ficando por
anos encaixotada e com acesso limitado aos pesquisadores.
O período de estudo corresponde aos anos de 2010 e 2014. Este recorte
levou em consideração o fato do blog ter sido lançado em dezembro de 2010 e não
ter ainda impactado na consulta à coleção. Já a seleção do período de 2014 deve-se

1

O Blog da BT CFCH/UFRJ pode ser acessado através do link http://btcfchufrjbr.blogspot.com.br/

�2

ao fato de ser o primeiro ano a apresentar dados do Google Analytics 2 de janeiro a
dezembro, permitindo monitorar a quantidade de acessos ao blog, origem do tráfego
e a correspondência das informações divulgadas com as pesquisas presenciais
realizadas na Coleção INEP na UFRJ.
A seguir a tabela 1 apresenta a quantidade de consultas presenciais e as
palavras-chaves utilizadas pelos usuários ao solicitar a pesquisa na coleção.
Tabela 1 – Atendimentos (presencias) realizados na Biblioteca do CFCH/Coleção INEP.
Ano
2010
2014
Quant.
25
42
Literatura; Educação
Festas e tradições; Romance; Literatura brasileira;
Primária; Geografia.
Pensamento Social Brasileiro; Reforma
universitária; Sociedade medieval; Obras de
Palavrasreferencia; Higiene; História do palácio
Chave
universitário da UFRJ; Empreendedorismo;
Literatura argentina; Escritores (Educação);
Cultura; Complexo do alemão; Jazz.

Fonte: As autoras (2015)

Nota-se que em 2014 a quantidade de consultas praticamente dobrou se
comparado a 2010. Outro ponto importante é que ao questionar (em visita à
biblioteca) como o usuário tomou conhecimento da coleção, 42% informaram ser
através de pesquisas realizadas na web que apontaram como resultado o blog,
antes somente indicações de professores e/ou pesquisadores encaminhavam
usuários à coleção. Outro destaque vai para os termos indicados por eles para
realizar a pesquisa na coleção em 2014, além de mais diversificados se comparados
ao ano de 2010, destas 53% relacionavam-se com alguma informação publicada no
blog.
Sendo assim, torna-se relevante mostrar alguns dados referentes ao acesso
em 2014 no blog da BT CFCH/UFRJ – coletados através do Google Analytics - para
demonstrar a aceitação deste canal pelos usuários e em seguida justificar o impacto
da divulgação de informações nele para as consultas presenciais à Coleção INEP na
UFRJ. Portanto, destaca-se que no período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de
2014 o blog recebeu 3.906 visitantes únicos, ocorreram 27.765 visualizações de
páginas, destas 1.238 visualizações estavam relacionadas a informações vinculadas
a Coleção INEP na UFRJ, onde 41,86% resultaram em pesquisas no Catálogo
Bibliográfico da UFRJ.
Por fim, relacionando os termos pesquisados na Coleção INEP na UFRJ com
as informações publicadas no blog da biblioteca, obtém-se a tabela 2, mostrada a
seguir:

2

O Google Analytcs é uma ferramenta utilizada para fornecer informações atualizadas relacionas ao acesso ao
blog da BT CFCH/UFRJ.

�3

Tabela 2 – Impacto do Blog BT CFC/UFRJ nas pesquisas a obras da Coleção INEP na UFRJ no
período de 01/01/2014 a 31/12/2014
TERMO
BLOG
Festas e tradições
Folclore (texto)
Romance
Boletim Vitrine da Memória
Literatura brasileira
Boletim Vitrine da Memória
Boletim Vitrine da Memória
Os Pioneiros da Educação (texto)
Escritores (Educação)
Os “Mestres de amanhã” hoje nas palavras de Anísio
Teixeira (Texto)
Reforma universitária
Texto Os Pioneiros da Educação
Complexo do alemão
Boletim Vitrine da Memória
História do palácio universitário da
Boletim Vitrine da Memória
UFRJ
Cultura
Folclore (texto)
Pensamento Social Brasileiro
Sociedade medieval
Higiene
Obras de referencia (Dicionários)
Não há relação
Jazz
Empreendedorismo
Literatura argentina
Fonte: As autoras (2015)

Na Tabela 2 a coluna “Termo” traduz as pesquisas solicitadas pelo usuário ao
visitar a Biblioteca do CFCH/UFRJ para consultar a Coleção INEP na UFRJ, já a
coluna “Blog” refere-se às informações publicadas no blog da biblioteca que
possuem relação direta ou indireta com o termo pesquisado na coleção. Nota-se que
além de textos sobre temas pertinentes na área de Filosofia e Ciências Humanas,
que correspondem às necessidades informacionais do corpo docente e discente da
unidade, apareceu como resultado o Boletim Vitrine da Memória, justifica-se seu
surgimento por ser elaborado a partir de recortes temáticos feito na referida coleção.
Considerações finais
O surgimento da web e consequentemente de ferramentas, como o blog, que
atuam como canais de divulgação de coleções na web, deve ser apropriado pelas
BUs tanto para suprir as necessidades informacionais dos usuários na web, quanto
para tornar público e notório seu acervos. Porém, como lembra Wurman (2005, p.
93-94) para que esse impacto seja positivo e reflita no aumento de acesso ao acervo
(físico) das bibliotecas, é preciso além de clareza, analisar as possíveis maneiras de
transmitir cada informação, garantindo que sejam úteis, possua significado e permita
expandir o conhecimento dos usuários.
Finalmente, destaca-se a importância do Blog BT CFCH/UFRJ na divulgação
da Coleção INEP na UFRJ, impactando 53% dos acessos às obras desta coleção,
revelando-se assim uma “vitrine” na web para o acervo.
Referências
PERISSÉ, Gabriel. Palavras e Origens. 2. ed. São Paulo:Saraiva, 2010.
WURMAN, Richard Saul. Ansiedade de informação 2: um guia para quem
comunica e dá instruções. Tradução de Marcelo Mendonça et al. Revisão da
tradução Beatriz Sidou. São Paulo: Cultura, 2005.

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>A Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (BT CFCH/UFRJ) visando suprir as necessidades de seus usuários (alunos da graduação e pós-graduação, professores e técnicos administrativos) quanto à divulgação de informações no ambiente web, criou em 2010 o blog Biblioteca do CFCH/UFRJ1. Esta ação faz parte da premissa de reavaliar periodicamente os serviços e canais de divulgação da BT CFCH/UFRJ, que enquanto Biblioteca Universitária (BU) deve atender o ensino pesquisa e extensão, atuando também no armazenamento, organização e divulgação de informação no meio digital.</text>
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                    <text>BIBLIOTECAS SEM FRONTEIRAS: PRÁTICAS BIBLIOTECÁRIAS NO FOMENTO À
LEITURA
1 INTRODUÇÃO
“A leitura transforma a vida das pessoas”. Essa afirmação é muito conhecida na
sociedade. Além de conhecida é comprovada a interferência da leitura na aquisição de
conhecimentos dos sujeitos, tornando-os reflexivos, críticos, conhecedores e conscientes de
suas atitudes, direitos e deveres em um contexto competitivo.
Com base nesse poder da leitura, instituições sociais colocam-se a serviço de fomentar
a prática da leitura, tendo em vista, sobremaneira, efetivar a prática cidadã. No âmbito
governamental, a criação do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) reveste-se dessa
causa, mobilizando ações em prol da promoção da leitura. Assim, torna-se uma tarefa
conjunta, seja de pessoas, organizações e governo em unir esforços no sentido de promover
parcerias e redes de leitura em todo o país (BRASIL, 2011).
A biblioteca, especialmente, como unidade provedora de informação, e os bibliotecários
inserem-se, nesse contexto, haja vista contribuir com a prática da leitura. Diniz et al. (2011)
destacam que os locais comumente utilizados para realização da leitura são a escola, a casa
e a biblioteca. Santa Anna, Gregório e Gerlin (2014, p. 77) concordam com essa afirmação e
acreditam que a leitura “[...] pode ser realizada em diferentes locais, não se limitando apenas
aos ambientes residenciais, escolares ou de informação como as bibliotecas [...]”.
Essa preocupação com o incentivo à leitura impulsiona os bibliotecários a extravasarem
os muros das bibliotecas, indo ao encontro de leitores. A esse respeito, o bibliotecário vem
expandido suas atividades ao adquirir novas competências, “[...] ampliando sua atuação em
ambientes que extrapolam os limites físicos da biblioteca. Com o propósito de viabilizar
ações que fomentem o incentivo à leitura, esse profissional adquire a missão de agente
educacional, cultural e social [...]” (SANTA ANNA; GREGÓRIO; GERLIN, 2014, p. 77).
Assim, este estudo objetiva apresentar espaços de leitura instituídos em locais externos
às bibliotecas físicas, analisando a percepção dos leitores desses espaços quanto ao
material fornecido e as condições ambientais para concretização da leitura. Discorre acerca
do Projeto Biblioteca Transcol, demonstrando a oferta de material informacional
disponibilizado em terminais rodoviários de grande circulação e disponíveis aos usuários que
utilizam o sistema de transporte urbano.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Esta pesquisa visa conhecer a percepção dos usuários a respeito das atividades
realizadas até então pela Biblioteca Transcol, um projeto gerenciado pela Companhia de
Transportes Urbanos da Grande Vitória (ES), em parceria com a Biblioteca Pública Estadual.
O sistema de transporte coletivo da Grande Vitória é formado por nove terminais,
distribuídos nos cinco municípios existentes. Levando em consideração a quantidade de
pessoas que circulam nesses locais diariamente, e, o tempo gasto na viagem dentro dos
ônibus ou na espera nos terminais, foi instituído um acervo contendo diferentes literaturas,
tendo em vista incentivar a prática da leitura, durante a permanência das pessoas nos
terminais ou dentro dos coletivos.
Tendo em vista detectar se a prática da leitura está sendo consolidada, investigou-se a
opinião de 32 leitores, através da aplicação de questionário com perguntas fechadas,
indagando a respeito dos materiais oferecidos e das condições para realização da leitura.
Após a coleta dos dados, eles foram devidamente tabulados e ilustrado em gráficos.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

�A Biblioteca Transcol foi instituída com o intuito, a priori, de despertar nos usuários do
sistema de transporte, o gosto pela leitura, de forma que o tempo gasto nos terminais e nos
ônibus fosse aproveitado em prol da leitura. O acervo das unidades é formado por obras de
literatura, especificamente romances, sejam nacionais quanto estrangeiros. Analisando a
percepção dos leitores a respeito da qualidade dos materiais disponibilizados no acervo
dessas unidades, para 21 leitores (65,7%) o material é de excelente qualidade, atendendo
suas expectativas; logo, para onze leitores (34,3%), os materiais são bons, porém
recomendam que o acervo poderia ser mais diversificado (Gráfico 1).
80
60
40
20
0

21 leitores
11 leitores

Excelente qualidade.
Não satisfazem
Não satisfazem
Materiais são
Me atendem
minhas necessidades. minhas necessidades.
bons, porém
Conteúdo superficial
Conteúdo difícil poderiam diversificar
entendimento
mais o acervo
Gráfico 1 – Qualidade dos materiais disponibilizados pelas bibliotecas
Fonte: os autores (2015).

Através desses dados, percebe-se que, o acervo está atendendo as necessidades dos
usuários. Alguns consideram como melhoria a diversificação do acervo. De qualquer forma, é
preciso monitoramento por parte do bibliotecário, sendo indispensável que o profissional
conheça muito bem todo o seu acervo e o perfil de seus usuários, possibilitando satisfação
dos leitores e produção de conhecimento (DINIZ, 2011).
Quando indagados a respeito do que poderia ser feito para que a leitura fosse mais
concretizada, 22 leitores (68,75%) pensam que a unidade poderia oferecer mais materiais;
dois leitores (6,25%) sugerem a disponibilização de espaço com mesas e cadeiras; por fim,
oito leitores (25%) acham importante que o material emprestado tivesse um prazo mais
estendido (Gráfico 2).
80
60
40
20
0

22 leitores
8 leitores
2 leitores
Oferecer mais materiaias
além dos já disponibilizados

Disponibilizar espaço com
cadeiras e mesas nos
terminais

Estender o prazo de
permanência do material
com o leitor

Gráfico 2 – Opções adotada pela biblioteca que poderiam viabilizar o hábito da leitura
Fonte: os autores (2015).

Nota-se que, na opinião dos leitores, a maioria considera como principal fator a ser
pensado na tentativa de incentivar a prática da leitura é diversificar as coleções que forma o
acervo. Esse resultado condiz com o que reza o PNLL ao dispor sobre a necessidade de
ofertar livros em diferentes formatos e que atenda as necessidades do público servido.
As unidades existentes nos terminais possuem acervo composto por livros em estantes
e alguns computadores para consulta ao acervo e para viabilizar acesso à internet. Não há
disponibilização de espaço para leitura com cabines, mesas e cadeiras. Ao perguntar aos
leitores sobre a montagem de um espaço para leitura, contendo mobiliário apropriado, 17

�leitores (53,1%) entendem que seria bom, pois aumentaria o poder de concentração; para
seis leitores (18,7%), o espaço seria bom, pois diminuiria problemas de postura, uma vez que
usuários aguardam o transporte em pé; já para três leitores (9,3%) esse espaço não ajudaria
em nada, pois eles fazem as leituras em suas residências; outros seis leitores também
disseram que não ajudaria em nada, pois eles fazem as leituras nos ônibus (Gráfico 3).
60
50
40
30
20
10
0

17 leitores
6 leitores

3 leitores

6 leitores

Seria bom, pois
Seria bom, pois
Não me auxiliaria em Não me auxiliaria em
aumentaria o poder diminuiria problema nada, pois faça as
nada, pois faça as
de concentração
de postura
leituras em casa
leituras dentro dos
ônibus
Gráfico 3 - Criação de espaços de leitura, com mesas e cadeiras, na biblioteca
Fonte: os autores (2015).

Percebe-se que a maioria considera a estruturação do espaço como viável. Assim, não
basta apenas oferecer as fontes, é preciso também, disponibilizar um espaço adequado e
agradável (BRASIL, 2011). Segundo Santa Anna, Gregório e Gerlin (2014), a fim de
despertar o gosto e motivação dos leitores/educandos, faz-se imprescindível a estruturação
de um espaço dinâmico, interativo e acolhedor, o que exige criatividade e inovação por parte
dos profissionais responsáveis pelo gerenciamento do espaço.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo apresentou algumas características da Biblioteca Transcol e a
percepção dos leitores quanto ao papel dessa unidade no fomento à leitura. Logo, o objetivo
da pesquisa foi atendido. De modo geral, constata-se ser uma ação válida a gestão desse
projeto, uma vez que atende as recomendações do PNLL.
Na percepção dos usuários, a unidade oferece material de qualidade e no que se refere
ao fomento à leitura sugerem a construção de um espaço físico estruturado para abrigar
leitores, bem como a necessidade de diversificar as coleções que formam o acervo.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Decreto n.º 7.559, de 1.º de setembro de 2011. Dispõe sobre o Plano Nacional do
Livro e da Leitura (PNLL) e dá outras providências. Disponível em: &lt;
http://www.planalto.gov.br/c civil_ 03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7559.htm&gt;. Acesso em:
12 fev. 2014.
DINIZ, Jaiene Gomes; et al. O bibliotecário como agente incentivador da leitura:
apresentação do projeto de extensão Doutores da Leitura. In: ENCONTRO REGIONAL DE
ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO, CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E
GESTÃO DA INFORMAÇÃO, 14, Anais eletrônicos. São Luiz: Universidade Federal do
Maranhão, 16 a 22 de janeiro de 2011.
SANTA ANNA, Jorge; GREGÓRIO, Elaine; GERLIN, Meri Nadia. Atuação bibliotecária além
da biblioteca: o espaço de leitura do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes
(HUCAM). Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.19, n.1, p. 7788, jan./jun., 2014.
Palavras-chave: Bibliotecário - Leitura. Práticas de Leitura. Bibliotecário – Papel Social.
Plano Nacional do Livro e da Leitura.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>“A leitura transforma a vida das pessoas”. Essa afirmação é muito conhecida na sociedade. Além de conhecida é comprovada a interferência da leitura na aquisição de conhecimentos dos sujeitos, tornando-os reflexivos, críticos, conhecedores e conscientes de suas atitudes, direitos e deveres em um contexto competitivo.</text>
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                    <text>REDES SOCIAIS DE LEITURA COMO INSTRUMENTOS AUXILIARES DE SELEÇÃO
BIBLIOGRÁFICA: UMA EXPERIÊNCIA COM O SKOOB
Lucilene Cordeiro da Silva Messias
Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”
lubiblio@bauru.unesp.br
1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas consistem em espaços de integração e aprendizagem, organizadas
no intuito de dar suporte as atividades de estudo, ensino e pesquisa, por meio de coleções
racionalmente desenvolvidas, visando e equilíbrio entre a demanda e a oferta de produtos
informacionais. O desenvolvimento de coleções configura-se como uma das atividades
mais importantes no planejamento de unidades de informação, integrando de forma
sistemática as atividades de seleção, aquisição, avaliação e descarte de materiais. O
O aquecimento do mercado editorial vem impondo aos profissionais uma nova
rotina de trabalho pautado na triagem e na seleção. A impossibilidade de manter-se
atualizado acerca de toda literatura pertinente requer o uso sistemático dos instrumentos
auxiliares de seleção bibliográfica, ou seja, catálogos de editoras, encartes de
lançamentos, anúncios, bibliografias e resenhas críticas. Vergueiro (1997, p. 72) discorre
que “por intermédio deles, os bibliotecários poderão obter informações referentes à
existência de itens específicos, e ter acesso a uma estimativa de qualidade dos
documentos”.
Embora as fontes de consulta para embasar a seleção sejam vastas, muitas vezes
esses guias se mostram vagos e tendenciosos por representar os interesses de grandes
editoras. As redes sociais de leitura disponíveis na internet representam mecanismos mais
autênticos, imparciais e abrangentes para auxiliar a fundamentar a seleção de materiais
de informação por meio de sistemas de avaliações e resenhas críticas realizadas pelos
próprios leitores.
A Internet, em especial, quando possibilita a divulgação de ideias e
informação por qualquer pessoa gera mudanças nos processos
tradicionais de comunicação e modifica a relação entre os autoreseditores-bibliotecas-leitores colocando em cheque a cadeia
tradicional de transferência de informação. (SILVA e LOPES, 2011)

�As redes sociais têm sido cada vez mais incorporadas pelas bibliotecas no intuito
de otimizar a comunicação com os usuários e ampliar o marketing de produtos e serviços.
Entretanto, é possível constatar que essas plataformas apresentam um potencial de
colaboração muito maior que os explorados atualmente pelos profissionais. Desse modo
apresentamos a experiência da Biblioteca da UNESP de Bauru, desde 2011 utiliza a rede
social de leitura Skoob para fundamentar a seleção de obras literárias.

2 RELATO DE EXPERIÊNCIA

A Divisão Técnica de Biblioteca e Documentação do Campus de Bauru se configura
como uma biblioteca universitária, atendendo docentes e discentes, servidores técnicos
administrativos e os alunos do Colégio Técnico Industrial “Prof. Isaac Portal Roldán”. Por
estar vinculada à universidade, a biblioteca está estruturada de modo a apoiar as
atividades de ensino, pesquisa e extensão acadêmica, entretanto, apresenta um
diferencial: envolve-se diretamente em atividades de incentivo à leitura.
A seleção de obras literárias tem se tornado uma prática cada vez mais complexa
na rotina dos profissionais. Diante da diversidade de publicações disponíveis no mercado
e a heterogeneidade do público-alvo é preciso estar atento para não ultrapassar o
orçamento destinado à compra dos materiais e ainda assim atender as demandas. Para
apoiar a decisão de seleção recorremos aos principais instrumentos de seleção
bibliográfica. Entretanto, a parcialidade das fontes sugere uma prática de pesquisa mais
apurada, incluindo observação direta e a troca de informação com diversos leitores.
Nesse sentido, desde 2011 utilizamos a rede social Skoob para complementar a
decisão sobre as obras literárias a compor o acervo. O Skoob, que é uma rede específica
para leitura, funciona como um termômetro para medir a receptividade das obras.
Apresenta uma interface bastante amigável, convidando os leitores a organizar suas
leituras em estantes virtuais, classificando-os entre: “lidos”, “lendo”, “abandonou”,
“resenhas” e “avaliou”. O leitor ao explicitar preferências e aversões literárias, desencadeia
ações de mediação da informação, minimizando a influência dos filtros tradicionais como
editores e críticos literários.
Apesar da relevância das redes sociais como fontes de consultas, principalmente
para obras que não são muito divulgadas nas mídias tradicionais, não podemos embasar

�nossas escolhas apenas nesse indicativo. Geralmente realizamos uma análise prévia nos
catálogos das principais editoras para averiguar os lançamentos e elaborar a desiderata,
então realizamos uma consulta mais abrangente no Skoob, no intuito de monitorar as
impressões de leitura e as avaliações de determinados títulos.
Por ser uma rede de colaboração, além de oferecer informações técnicas das
obras, tais como: título, autor, número de páginas, edições, editora, ano e ISBN, dispõem
de mecanismos de avaliação, resenhas, espaço para a troca de livros e a possibilidade de
debates sobre temas específicos relativos à leitura, livros e leitores, o que se configura
como uma fonte de consulta bastante completa.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A vantagem de se utilizar o Skoob em relação ao catálogo de editoras é que ele
agrega em um único espaço informações que o profissional só teria acesso isoladamente,
isso representa uma economia no tempo de pesquisa tanto no que se refere aos dados
técnicos quanto aos aspectos qualitativos. O uso das mídias sociais como instrumentos de
seleção não substitui as fontes tradicionais, mas complementa a decisão. O surgimento
das redes sociais baseadas no compartilhamento e na colaboração tem restringido a
atuação e o controle dos instrumentos tradicionais, fugindo dos interesses puramente
mercadológicos e embasando a decisão na avaliação dos próprios leitores.

PALAVRAS-CHAVE: Instrumentos auxiliares de seleção; Desenvolvimento de coleções;
Redes sociais; Leitura.

REFERÊNCIAS
VERGUEIRO, W. Desenvolvimento de coleções: uma nova visão para o planejamento de
recursos informacionais, Ciência da Informação, v. 22, n. 1, 1993. Disponível em:
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/issue/view/56&gt;. Acesso em: 25 abr. 1993
SILVA, E. L. da.; LOPES, M. I. A internet, a mediação e a desintermediação da
informação. DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v. 12, n. 2, abr. 2011.
Disponível em: &lt;http://www.dgz.org.br/abr11/Art_04.htm. Acesso em: 13 abr. 2014.

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                <text>As bibliotecas consistem em espaços de integração e aprendizagem, organizadas no intuito de dar suporte as atividades de estudo, ensino e pesquisa, por meio de coleções racionalmente desenvolvidas, visando e equilíbrio entre a demanda e a oferta de produtos informacionais. O desenvolvimento de coleções configura-se como uma das atividades mais importantes no planejamento de unidades de informação, integrando de forma sistemática as atividades de seleção, aquisição, avaliação e descarte de materiais.</text>
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                    <text>ORGANIZAÇÃO E TRATAMENTO DE ACERVO BIBLIOGRÁFICO: PRÁTICAS
BIBLIOTECÁRIAS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
1 INTRODUÇÃO
Uma das principais atuações do bibliotecário em unidades de informação é intervir na
organização das coleções que formam os acervos. Para tanto, utiliza de técnicas,
instrumentos e metodologias de sistematização dos documentos, de modo a estabelecer
relações entre eles e criando vínculos que facilitem a localização do item em um momento de
busca e recuperação.
Os acervos existentes nas bibliotecas são formados por coleções de itens, reunidos
conforme um arranjo pré-estabelecido e obedecendo uma lógica de representação,
armazenamento e recuperação. O trabalho do bibliotecário que realiza a organização
documental é constituído por atividades de tratamento, como a catalogação, indexação e
classificação, com vista à incorporação dos itens documentais no acervo, após serem
adquiridos pela unidade.
Normalmente,
as
atividades
de
tratamento
são
conduzidas
por
catalogadores/indexadores e classificadores, bibliotecários especializados que se dedicam à
intensa análise das características físicas (formas) quanto de conteúdo (assuntos) dos itens
informacionais. Esses profissionais atuam, geralmente, em setores conhecidos como
processamento técnico, tratando materiais que vão sendo adquirido ao longo do tempo.
A organização de acervos está permeada por produtos, processos e instrumentos.
[...] Os processos compreendem as atividades de trabalho em si, como a catalogação,
classificação e indexação. Esses processos geram produtos que irão auxiliar a
entender a dinâmica da recuperação da informação. Por sua vez, os instrumentos são
as estruturas que o bibliotecário utiliza durante a realização de um processo
específico, constituindo nessa categoria: os tesauros, os esquemas de classificação,
as linguagens documentárias, dentre outros (DIAS; NAVES, 2007 apud SANTA
ANNA, 2013, p. 11).

Vê-se que as práticas bibliotecárias desenvolvidas na organização/tratamento da
informação são complexas. Assim, geralmente, quando as unidades de informação adquirem
grandes quantidades de material, ou novas coleções, torna-se inviável a atuação, tão
somente, dos bibliotecários vinculados à unidade, sendo necessário contratar prestadores de
serviço. Isso ocorre, também, quando a unidade de informação está sendo instalada. A
extensa quantidade de material a ser tratada requer a intervenção de uma equipe
especializada que, tendo um único objetivo fim, dedica-se a realizar um tipo de consultoria na
área de informação.
A consultoria informacional, segundo Silva (2005), é aquela prestada a pessoas físicas
ou jurídicas, cujo objetivo principal é fornecer informação de qualidade e confiável, tendo em
vista solucionar problemas enfrentados pelo contratante. Dentre as várias intervenções do
bibliotecário que atua nesse segmento, o autor cita inúmeras demandas, dentre elas
destacam-se as atividades de organização e tratamento de documentos em diferentes
suportes e coleções.
Santa Anna e Pereira (2014) consideram como principal vantagem da prestação de
serviço em informação, a flexibilidade, autonomia, inovação e estabilidade. Na visão desses
autores, fala-se em estabilidade pelo fato do profissional desvincular-se do tradicional
“serviço de carteira assinada”, podendo expandir suas atividades, consolidando-se como um
prestador de serviços.
Sendo assim, este estudo analisa práticas bibliotecárias realizadas no processo de
organização dos acervos de duas bibliotecas, em fase de inauguração. Relata os principais
serviços bibliotecários realizados e os instrumentos utilizados no tratamento dos

�documentos, além dos desafios e conquistas alcançados pela equipe de consultores,
constituída por seis bibliotecários. Por fim, confirma a satisfação do contratante e da equipe
contratada quanto ao aprendizado e experiência, a auto-realização profissional e as
vantagens viabilizadas pela prestação de serviços.
2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
A experiência narrada neste trabalho diz respeito às atividades de representação da
informação realizadas em uma biblioteca acadêmica central, vinculada à instituição de ensino
superior e localizada no município de Vitória-ES. A referida instituição estava em fase de
crescimento, construindo dois novos campi, localizados em municípios vizinhos,
pertencentes à região metropolitana.
O contrato estabelecido com os bibliotecários prescrevia um prazo máximo de quinze
dias para término das atividades, podendo os profissionais realizarem o total de horas diárias
que lhes fossem mais conveniente. A equipe entrou em consenso, objetivando trabalhar o
máximo de horas diárias, englobando até finais de semana, tendo em vista, terminar o
trabalho antes do prazo máximo estipulado.
Os materiais adquiridos para compor as duas bibliotecas dos novos campi foram
entregues em uma área específica, próximo à biblioteca central e o local de processamento
para acomodar a equipe foi instalada nas mesmas adjacências. A equipe de aquisição da
biblioteca central fez o processo de abertura das caixas, conferência das notas fiscais e
separação dos itens, por título, entregando um título de cada no local do processamento,
onde as atividades foram realizadas.
Foram representados um total de 500 títulos de livros impressos (8300 exemplares) e
um total de 102 títulos de material audiovisual (CD e DVD). O local de trabalho foi
estruturado com seis computadores, duas impressoras e três mesas grandes para acomodar
os materiais a serem catalogados e/ou os que já haviam sido tratados. Importante explicar
que todos os recursos necessários para os serviços foram oferecidos pelo contratante,
conforme previsto no contrato.
O sistema de gerenciamento utilizado pela equipe foi o Sofia 1, também utilizado pela
biblioteca central da instituição. No primeiro dia de trabalho, a equipe de tecnologia esteve no
local a fim de assessorar possíveis problemas no sistema e dúvidas que se fizessem
necessárias.
A partir dos conhecimentos adquiridos durante a formação acadêmica, a equipe
diagnosticou a biblioteca central, a fim de conhecer o contexto, ou seja, a forma de trabalho
dos bibliotecários, as políticas institucionais e o perfil dos usuários. A partir dessa análise, a
equipe adotou muitos procedimentos também utilizados na biblioteca central, no entanto,
algumas inconsistências percebidas foram descartadas.
Como a unidade não estava vinculada a um consórcio de bibliotecas (catalogação
cooperativa), as representações foram feitas uma a uma, tendo como parâmetro de
comparação, em caso de dúvidas, a representação feita no Sistema Pergamum2 pela PUCParaná, instituição responsável por esse software.
O instrumento de trabalho adotado foi um manual condensado do AACR2 , produzido
pela própria equipe, em que são descritos o passo a passo de como realizar as
representações descritivas. Devido aos constantes desvios de dados inseridos em fichas
1

Software desenvolvido com o objetivo de facilitar, de uma forma surpreendente, a gestão de coleções. Permite
que seja criadas todas as fichas de catalogação de acordo com interesses específicos (SOFIA, 2015).
2
Sistema Gerenciamento de Bibliotecas, constituído por uma rede de informação, tendo por finalidade melhorar
a qualidade global dos serviços dos usuários, promover a cooperação no tratamento da informação e o
compartilhamento de recursos de informação (PERGAMUM, 2015).

�catalográficas de livros, a equipe não adentrou-se à catalogação na fonte. Mesmo
requerendo maior tempo, preferiu-se analisar cada detalhe do item, seguindo as regras do
código de catalogação, objetivando resultar qualidade nas representações geradas.
O item era analisado pelo bibliotecário e os dados pertencentes a cada uma das oito
áreas da descrição eram inseridos no sistema. Seguindo os procedimentos da biblioteca
central, optou-se por realizar a catalogação de nível 1, representando apenas características
gerais do material. Após preenchimento de todas as áreas, o profissional gerava etiquetas de
identificação, sendo impressas em papel xxx. As impressões eram colocadas próximas ao
item que correspondiam, sendo encaminhados para a mesa de saída, em que auxiliares de
bibliotecas, contratados pela biblioteca central, fariam os procedimentos operacionais,
deixando o material pronto para ser alocado para as estantes.
Era comum surgirem dúvidas, sobretudo quanto à falta de dados nas fontes principais
de um item.Também notava-se constantes equívocos em partes da obra, advindos do
processo de impressão/editoração, como: a indicação de nova edição, sendo que a obra era
apenas uma reimpressão. Sabe-se, que essas controvérsias estão presentes no cotidiano
dos bibliotecários. As soluções eram tomadas a partir do pacífico diálogo ente os membros,
de modo que, a decisão era tomada a partir de um consenso democrático.
Geralmente, a equipe realizava nove horas diárias de trabalho. Passados dez dias, o
material estava todo tratado. A equipe estabeleceu que um dos membros ficaria na unidade,
até que os processos operacionais terminassem. Assim, caso a equipe operacional
encontrasse algum erro ou precisasse de novas impressões, haveria um consultor para
oferecer o devido suporte.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através das atividades de organização da informação realizada nos acervos
bibliográficos, constatamos que, é de fundamental importância que o bibliotecário, ao realizar
as descrições, estabelece uma relação dialógica com demais membros, a fim de esclarecer
dúvidas e estabelecer soluções mais efetivas. A presente consultoria ampliou o
conhecimento dos bibliotecários, principalmente quanto ao uso do sistema Sofia e das
formas de representação advindas do Pergamum.
Consideramos, a partir dessa experiência, a grande vantagem de se conhecer a
ambiência da organização, antes de se realizar qualquer trabalho. É preciso conhecer as
políticas, normas e costumes, a fim de realizar atividades que satisfaçam a unidade
contratante. Também percebemos de fundamental importância a construção de um manual
resumido, contendo os procedimentos básicos de representação elencados pelo AACR2.
Por fim, talvez seja essa, a principal característica do consultor e de qualquer
bibliotecário: tentar firmar relações pacíficas com os demais colegas, sanando dúvidas
reciprocamente e, de forma conjunta, realizando um trabalho colaborativo, objetivando atingir
a excelência. A partir dessa experiência, constata-se a realização de práticas bibliotecárias
no contexto da prestação de serviços ou consultoria informacional.
Palavras-chave: Organização da informação. Catalogação. Prestação de serviços –
Biblioteconomia.
REFERÊNCIAS
SANTA ANNA, Jorge; PEREIRA, Gleice. Ampliando o campo de atuação bibliotecária: o
bibliotecário como consultor informacional. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa
Catarina, Florianópolis, v. 19, n. 2, p. 163-173, jul./dez., 2014. Disponível em: &lt;
http://revista.acbsc.org.br/racb/article/viewFile/956/pdf_96&gt;. Acesso em: 13 mar. 2015.

�______. A (r)evolução digital e os dilemas para a catalogação: os cibertecários em atuação.
In: ENCONTRO INTERNACIONAL DE CATALOGADORES, 9; ENCONTRO NACIONAL DE
CATALOGADORES, 2, Anais Eletrônicos. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2013.
Disponível em: &lt; file:///C:/Users/aluno-ccje/Downloads/21-185-1PB%20(2).pdf&gt;. Acesso em: 15 abr. 2014.
PERGAMUM. Conheça a rede Pergamum. 2015. Disponível em: &lt; http://www.pergamum
.pucpr.br/redepergamum/rede_index.php&gt;. Acesso em: 13 mar. 2015.
SILVA, Fabiano Couto Corrêa da. Bibliotecários especialistas: guia de especialidades e
recursos informacionais. Brasília, DF: Thesaurus, 2005.
SOPHIA. Sobre o Sophia acervo. 2015. Disponível em: &lt; http://www.portalsophia.com .br/S
o breAcervo.aspx&gt;. Acesso em: 13 mar. 2015.

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                <text>Uma das principais atuações do bibliotecário em unidades de informação é intervir na organização das coleções que formam os acervos. Para tanto, utiliza de técnicas, instrumentos e metodologias de sistematização dos documentos, de modo a estabelecer relações entre eles e criando vínculos que facilitem a localização do item em um momento de busca e recuperação.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
ACESSIBILIDADE NOS AMBIENTES DIGITAIS NAS BIBLIOTECAS DAS
UNIVERSIDADES CATÓLICAS BRASILEIRAS: um estudo de caso
Autores: Pedro Manoel da Silva. Universidade Católica de Pernambuco.
pedromanoeldasilva@gmail.com.
Danielle Karla Martins da Silva. Universidade Federal de Pernambuco.
danikmsilva@gmail.com
Introdução:
Considerando-se que a história da educação formal brasileira começou em
1549 quando Tomé de Sousa chegou ao Brasil trazendo em sua comitiva os
padres jesuítas, da recente Companhia de Jesus, com a missão de propagar o
catolicismo no “novo mundo” (SILVA, 2010). Desde então a Companhia de Jesus
foi além do objetivo inicial da expedição e fundou colégios, posteriormente
instituições de ensino superior (IES) e universidades. Com o advento da Internet
um “novo mundo” de possibilidades de interatividade revolucionou as práticas em
diversos setores, inclusive das áreas da educação e da informação, surgindo
novas formas de comunicação, buscas de informação, usabilidade e
acessibilidade nos ambientes digitais na Web. Por acessibilidade “significa que
pessoas portadoras de necessidades especiais sejam capazes de usar a Web de
modo a que possam perceber, entender, navegar e interagir de uma maneira
efetiva com a Web, bem como criar e contribuir com conteúdos” (MARQUES,
2014). Assim, defende-se que a acessibilidade seja de fato, um meio de interação
eficaz, além de ser um direito previsto no Decreto nº 5296, de 02 de dezembro
2004 (BRASIL, 2004). A questão norteadora procura elucidar a conjuntura da
acessibilidade dos ambientes digitais das bibliotecas universitárias católicas
brasileiras, com o objetivo de mapear e analisar estes ambientes. A pesquisa
justifica-se por tratar de temas vitais para a Biblioteconomia, bem como, para a
Ciência da Informação: acesso, uso e disseminação da informação.
Método da pesquisa:
O estudo tem caráter descritivo, constituindo um estudo de caso. O
universo da pesquisa é formado pelos ambientes digitais, isto é, sites e sistemas
de consulta ao acervo das 17 bibliotecas1 das universidades católicas excluindo1

Universidade Católica de Salvador (UCSAL), Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), Universidade
Católica de Brasília (UCB), Universidade Católica de Goiás (UCG), Universidade Dom Bosco (UCDB), Pontifícia
Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Centro Universitário Claretiano (CEUCLAR), Pontifícia
Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas), Universidade Católica de Santos (UNISANTOS),

�se, portanto, as faculdades e as IES. A coleta e a análise dos dados foram
realizadas entre os meses de dezembro de 2014 a março de 2015. Para o
levantamento dos dados foi elaborada uma planilha como modelo de observação
sistemática orientada por categorias, conforme o método de Bardin (2009),
baseado nos conceitos da publicação: Gov.br e-mag versão 3.1: modelo de
acessibilidade em governo eletrônico (ver Tabela 1). Desta forma, seis categorias
de acessibilidade eletrônica, bem como, suas determinações são descritas nos
itens: a) Recursos, apresentar os recursos de descrição de acessibilidade
disponíveis; b) Atalhos, disponibilizar teclas de atalhos para pontos estratégicos
da página; c) Barra, conter Barra de acessibilidade com os itens: aumentar;
diminuir e fonte normal; alto contraste; atalhos; recursos de acessibilidade; d)
Mapa, fornecer mapa do site em forma de lista; e) Formulários, fornecer recursos
para verificar as informações nos formulários antes que elas sejam enviadas, f)
Imagens, fornecer alternativa textual, pelo atributo alt, para imagens.
Resultados e Discussões:
A partir da aplicação do modelo de observação de acessibilidade foi
possível atingir os objetivos e chegar aos seguintes resultados.
Tabela 1 – Acessibilidade de Sites e Sistemas de Buscas

Quanto à categoria Recursos, apenas um site apresentou este requisito e
nos sistemas de informação das bibliotecas nenhum resultado foi encontrado.
Percebe-se que não há uma política de descrição de acessibilidade. Na categoria
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
(PURJ), Universidade Católica de Petrópolis (UCP). Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR),
Universidade La Salle – Canoas (Unilasalle), Universidade Católica de Pelotas (UCPEL), Universidade do Vale
do Rio dos Sinos (UNISINOS) e Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

�Atalhos, sete sites apresentaram resultados, já nos sistemas de buscas, 14 estão
de acordo com esse item. Esta categoria foi a mais pontuada entre as demais.
Referente à Barra, nenhum site e nenhum sistema apresentaram todos os itens
desta categoria, porém, um site e dez sistemas de informação apresentaram o
recurso “aumentar e diminuir fonte”. A barra de acessibilidade, pois por si só, torna
o ambiente digital mais acessível. Quanto à categoria Mapa, dois sites
apresentaram este recurso e nenhum sistema de busca apresentou resultados. O
recurso é fundamental para otimizar a navegação. Em Formulários, nenhum
resultado encontrado nos sites e nem nos sistemas de buscas das bibliotecas. A
ausência de formulários acessíveis dificulta a submissão dos dados, pois as
correções dos termos são feitas apenas no final do preenchimento. Em relação às
Imagens, nem os sites, nem os sistemas de buscas apresentaram resultados. A
dificuldade acentua-se com a presença dos captchas. A partir dos resultados
obtidos constatou-se que as bibliotecas estão aquém do ideal de acessibilidade.
Considerações Finais ou Conclusões:
O modelo de observação sistemática da acessibilidade utilizado mostrou-se
válido atendendo aos objetivos do estudo. Considerando que o princípio da
acessibilidade na Web preconiza a possibilidade para atender necessidades de
interatividade, constatou-se que as instituições estudadas se mostraram iniciantes
considerando o período de criação das legislações específicas: em 2000, a Lei nº
10.098 e em 2004 o Decreto nº 5296. Sugere-se que tanto os desenvolvedores e
administradores desses sites quanto os bibliotecários realizem adequações em
prol da acessibilidade. Não é pretensão deste estudo estabelecer uma fórmula
padrão para avaliação de sites. Contudo, deseja-se contribuir para melhoria dos
serviços testando categorias de acessibilidade fomentando discussões sobre o
tema.
Palavras-chave: Acessibilidade na Web. Sistemas de Informação. Biblioteca
Universitária. Universidades Católicas Brasileiras.
Referências:
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2009.
BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Logística
e Tecnologia da Informação. Gov.br e-mag versão 3.1: modelo de acessibilidade
em governo eletrônico. Brasília, DF, 2014. Disponível em:&lt;http://bit.ly/1FwfnXJ.
Acesso em: 23 mar. 2015.
MARQUES, D. Formulários acessíveis com wai-aria. Disponível
em:&lt;http://bit.ly/1C5Namo&gt;. Acesso em: 23 mar. 2015.
SILVA, T. F. Missões jesuíticas no Brasil. Disponível em:&lt;http://bit.ly/1CSbufa&gt;.
Acesso em: 23 mar. 2015.

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                <text>Considerando-se que a história da educação formal brasileira começou em 1549 quando Tomé de Sousa chegou ao Brasil trazendo em sua comitiva os padres jesuítas, da recente Companhia de Jesus, com a missão de propagar o catolicismo no “novo mundo” (SILVA, 2010).</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

ESTRATÉGIAS DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNIRIO PARA
AUMENTAR O USO DOS RECURSOS DIGITAIS DISPONIBILIZADOS.
Márcia Valéria da Silva de Brito Costa
Diretora da Biblioteca Central da UNIRIO
E-mail: marciavc@unirio.br
RESUMO EXPANDIDO
Apresenta as áreas de conhecimento cobertas pela Universidade Federal do Estado do
Rio de Janeiro - UNIRIO, o número de cursos de graduação e pós-graduação oferecidos,
assim como o quantitativo da comunidade atendida pelo Sistema de Bibliotecas.
Apresenta a política geral de gestão do Sistema de Bibliotecas, que adota indicadores de
desempenho internacionais baseados nas normas ISO 2789 (estatísticas de bibliotecas) e
ISO 11.620 (desempenho de bibliotecas). Aponta o início da política de formação e
desenvolvimento de acervo digital na universidade e identifica o atual problema de baixo
índice per capita de uso do acervo digital. A partir deste quadro, relacionam-se as cinco
ações estratégicas adotadas para alterar esta situação. Estas ações envolvem intensificar
serviços de treinamentos e parcerias com os cursos da universidade para projetos
especiais, assim como investimentos em infraestrutura tecnológica nas bibliotecas.
Finaliza relacionando os indicadores de qualidade que serão adotados para avaliar o
impacto destas ações.
Introdução: conhecendo a UNIRIO
O Sistema de Bibliotecas (UNIBIBLI) da Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro – UNIRIO é atualmente composto por uma Biblioteca Central e sete unidades
setoriais, além de três divisões de serviço. A UNIRIO conta com 34 cursos de graduação
presencial nas áreas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Ciências da Saúde,
Ciências Exatas e Tecnologia, Letras e Artes e Ciências Jurídicas e Políticas; 4 cursos de
Licenciatura a distância (EAD), 22 programas de pós-graduação Stricto Sensu, e 51
cursos de Especialização Lato Sensu, perfazendo 17.107 mil (comunidade total).
Como ações destinadas a atender ao macroindicador Formação e Desenvolvimento de
Acervo, iniciou-se em 2008 a construção de um acervo digital, com a aquisição de ebooks para a área médica e a implantação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações –
BDTD. Em 2009, ampliou-se a aquisição de recursos de informação eletrônicos através
de compra de e-books para as áreas de Ciências da Computação, Matemática e
Estatística. Estamos adquirindo paulatinamente, através de compras e assinaturas,
recursos que atendam aos programas dos cursos de graduação (principalmente as
bibliografias básicas) e as linhas de pesquisa da pós-graduação da universidade. Outra
ação é criar a Biblioteca Digital da UNIRIO, possibilitando a organização e o fornecimento

�do acesso à produção de informação digital da própria universidade. Nesta linha, destacase a construção do repositório institucional, em fase de certificação, o portal de periódicos
científicos, e o banco de peças de teatro, com 900 títulos de texto completo.
Situação problema:
Todo este esforço em realizar várias ações voltadas para Formação e Desenvolvimento
dos acervos digitais vem encontrando um sério problema, demonstrado pelo baixo uso
per capita (medido pela ISO 11.620) deste acervo pela comunidade universitária.
Ações em andamento para aumentar o uso dos recursos digitais:
As estratégias traçadas para aumentar o índice de uso dos recursos digitais foram
direcionadas no planejamento de ações abrangendo os macroindicadores Produtos e
Serviços e Infraestrutura:








Aumento do programa de treinamentos de usuários através de parcerias;
Aquisição e empréstimo aos alunos de dispositivos eletrônicos de leitura (tabletes),
mediante projetos com os cursos de graduação. A ação foi iniciada com o curso de
Sistemas de Informação no 2° semestre de 2014 e terá continuidade, no 1°
semestre de 2015, com os cursos de Medicina e Biblioteconomia;
Incentivo à autoprodução de material digital a partir da disponibilização de escâner
de autoatendimento em todas as unidades do Sistema de Bibliotecas. A
reprodução do material digital pode ser encaminhada por e-mail, gravada em
dispositivos eletrônicos tipo pen drive e HDs externos ou através de envio ao
dropbox;
Implantação em curto prazo dos serviços de Descoberta e Referência digital;
Adoção da rede Comunidade Acadêmica Federada – CAFe para fornecer acesso
remoto (fora dos campi da universidade) à informação digital disponível nas
bibliotecas. Desta forma, o acesso 24 horas, sete dias por semana, às fontes
digitais que exigem acesso por IPs.

Estas ações não só ampliam o acesso à informação digital disponível através das
bibliotecas da UNIRIO, como capacitam a comunidade usuária a pesquisar e usar a
informação digital.
Como iremos avaliar o impacto destas ações?
Os indicadores estatísticos e de desempenho serão monitorados de acordo com o quadro
abaixo:
ITEM
Geral
Fornecimento de
documentos
Uso de Equipamentos
Promoção dos serviços
Serviços eletrônicos

DESCRIÇÃO
Uso per capito
Custo por utilizador
Taxa de utilização de
documentos
Taxa de utilização
Estratégias adotadas
Acesso ao OPAC

DEFINIÇÃO
ISO 11.620
ISO 11.620
ISO 11.620
ISO 11.620
A definir

�(estatística)

Serviço de referência
eletrônica
Formação de usuários
Coleção eletrônica

Acesso ao site da biblioteca
Acesso à internet
Número de páginas copiadas
pelos usuários dentro da
biblioteca
Número de usuários
atendidos
Número de usuários
capacitados
Quantitativo do acervo
disponível

ISO 2789

ISO 2789
ISO 2789
ISO 2789

Tipo de recurso utilizado
Fonte: Direção da Biblioteca Central

Os dados serão computados semestralmente e individualizados pelas unidades do
Sistema de Bibliotecas quando couber.
Vale destacar que a parceria com os fornecedores de conteúdo nos treinamentos, no
fornecimento de estatísticas detalhadas e nas estratégias de divulgação são fundamentais
para o sucesso das ações.

Palavras-chave: Indicadores de desempenho – bibliotecas universitárias –
Recursos digitais
Referências:
Evaluación de bibliotecas universitárias: uma propuesta desde las perspectivas
objetiva y subjetiva. Buenos Aires, Alfagrama, 2010.
INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDADIZATION – ISO. Norma Portuguesa
ISO 11620: Informação e documentação. Indicadores de desempenho, Instituto Português
da Qualidade, 2004.
INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDADIZATION – ISO. ISO 2789
Información y documentación. Estadísticas de bibliotecas para uso internacional, Rev.
Esp. Doc. Cient., 27, 4, 2004.

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22 a 24 de julho de 2015

RESUMO
Na sociedade contemporânea a contação de história pode ser entendida
como uma estratégia de suma importância na formação do leitor, possibilitando o
enriquecimento do processo educacional sob uma perspectiva que valoriza a
construção de um sujeito crítico e reflexivo. O presente trabalho tem por objetivo
identificar a influência das atividades de contação de histórias, para o fomento a
leitura e formação de leitores, e especificamente observar o desempenho do
mediador durante a contação de história e sua influência no interesse da criança
pela leitura de outros livros, além de verificar a efetividade da contação de histórias
como prática de incentivo à leitura. Para execução dessa pesquisa tomou-se como
espaço de investigação a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, tendo como
participantes três professores e suas respectivas turmas de alunos. Trata-se de um
estudo de caso de nível descritivo de caráter qualitativo, que teve como instrumento
de coleta de dados a entrevista por ser este um instrumento que se mostrou mais
apropriado a obtenção de informações pertinentes do objeto investigado. Os
resultados apontam que a contação de história se apresenta como uma estratégia
fundamental na formação do leitor, mostrando-se um fator didático de significativa
importância, ajudando na aquisição da escrita e da oralidade, ao trazer
descontração e entretenimento às aulas, fazendo com que as crianças se sintam
mais à vontade e motivadas a aprender. A análise das entrevistas confirma que esta
atividade contribui significativamente para formação do homem, seja enquanto
leitor, ou enquanto pessoa. Esta atividade desperta na criança a emoção do ouvir,
do sentir, refletir e acima de tudo de enxergar o mundo com mais alegria. Todavia,
não deve ser uma atividade meramente executada, mas sim uma ação planejada e
sistematizada, com objetivo de promover o desenvolvimento integral da criança e
incentivar à literatura, cumprindo assim seu papel social na sociedade. As narrativas
orais, especialmente as que têm por suporte a leitura de textos literários, como foi

�o caso deste estudo, condensam em si caminhos significativos para a leitura e
compreensão de si e do mundo.

Palavras-chave: Formação do leitor. Contação de história. Incentivo à Leitura.

INCENTIVO À LEITURA ATRAVÉS DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA: O CASO
DA BIBLIOTECA INFANTIL MONTEIRO LOBATO.

Lília Santos de Souza. UFBA. lilia_kssb@hotmail.com
Luís Carlos Batista de Jesus. UFBA. luisjesusb@bol.com.br
Maria Isabel de jesus Sousa Barreira. UFBA. isasousa2010@hotmail.com

INTRODUÇÃO
No contexto da educação infantil, nem todas as crianças tem contato com
a leitura em seu ambiente familiar, e assim, apresentam na escola dificuldades de
aprendizagem decorrentes dessa carência. Em razão desta constatação na
realidade impirica, esta pesquisa foi realizada por compreender que o contato com
o livro e a realização de diferentes práticas de leitura nas séries iniciais é importante
para despertar o gosto e o hábito da leitura, tendo em vista que esta é condição
indispensável ao desenvolvimento social e à realização individual do educando.
A leitura contribui para o desenvolvimento do imaginário, da criatividade e,
principalmente, para o autoconhecimento do leitor, uma vez que trabalha com as
emoções de cada indivíduo.
Essa experiência possibilitou a valorização de modo especial, a Literatura
Infantil, ou melhor, as produções destinadas as crianças, como as que se fazem
presentes em livros de ficção. A partir daí, surgiu o seguinte questionamento: qual
a influência das atividades de contação de histórias realizadas na Biblioteca Infantil
Monteiro Lobato – BIML, para a prática de leitura e formação de leitores na
educação infantil?
O presente estudo teve como objetivo geral identificar a influência das
atividades de contação de histórias na BIML, para o fomento a leitura e formação

�de leitores, e como objetivos específicos, analisar se o desempenho do mediador
durante a contação de história influencia no interesse da criança pela leitura de
outros livros e verificar a efetividade da contação de histórias como prática de
incentivo à leitura através de entrevistas com professores.
Ao buscar teóricos que tem se preocupado em investigar a história e as
práticas de leitura encontra-se Pierre Bourdieu (2001); Lajolo (2002); Smolka
(1989); Kleiman (1991), Anne Marie Chartier (1995); Roger Chartier (2001); Elsie
Rockwell (2001); Jean Hebrard (2001); Cagliari (2004), que ao documentarem sobre
os suportes e as práticas de leitura em diferentes contextos sócio-históricos,
analisam, refletem e evidenciam as influencias desses suportes e dos modos de ler
em distintas épocas.
A origem desta pesquisa partiu de observações feitas pela pesquisadora
durante a participação no “projeto Dom Quixote: Biblioteca andante” em parceria
com a BIML. Projeto este que tem como finalidade estender o acesso à leitura e o
aprimoramento da comunicação, de um modo amplo e geral, a comunidades
carentes das regiões periféricas da Grande Salvador, direcionando suas atividades
para crianças e adolescentes.
Durante a execução desse projeto, a pesquisadora participou e conduziu
algumas sessões de contação de história onde observou o envolvimento das
crianças com o texto narrado e as diferentes reações, como risos, desconfortos,
tristeza, entre outras.
Após cada sessão de contação de história, passava alguns minutos
conversando com as crianças sobre a narrativa, muitas delas se identificavam com
o texto e contavam suas experiências pessoais relacionadas a história. Depois
dessa conversa, realizava-se uma atividade, ligada ao tema trabalhado, com a
finalidade de identificar o entendimento da criança em relação ao texto narrado.
Diante dessa questão, a identificação e análise das possíveis contribuições
da contação de história na formação de leitores nas series iniciais, mais
especificamente no 2º ano do Ensino Fundamental, parecem relevantes para que
as instituições de ensino e os profissionais ligados a educação possam repensarem
suas práticas e métodos de ensino e aprendizagem.

�Realizou-se a pesquisa de campo, com o objetivo de coletar as informações
primarias, que deram subsidio para análise qualitativa sobre a importância da
contação de história como forma de incentivo à leitura.
O trabalho encontra-se estruturado da seguinte forma: a primeira seção que
traz a introdução; a segunda seção aborda a leitura em seus aspectos conceituais
incluindo os espaços de realização de leitura; a terceira seção discorre sobre as
atividade de incentivo à leitura, com destaque para a contação de histórias; a quarta
seção descreve o espaço de investigação; a quinta delineia o percurso
metodológico; a sexta faz a apresentação e discussão dos dados e por último as
considerações finais da pesquisa.
METODOLOGIA
Trata-se de uma pesquisa de nível descritivo que segundo Gil (1991), tem
como objetivo primordial a descrição das características de determinado fenômeno.
De caráter qualitativo, pois possibilita reconhecer os participantes e/ou sujeitos e
suas diferenças para uma análise adequada com a proposta do trabalho. Godoy
(1995, p.62) ressalta a diversidade existente entre os trabalhos qualitativos e
enumera um conjunto de características essenciais capazes de identificar uma
pesquisa desse tipo, a saber:
1) o ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como
instrumento fundamental;
2) o caráter descritivo;
3) o significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida como
preocupação do investigador.

Assim, pode-se comprovar a variedade de expectativas sobre o objeto, neste
caso o incentivo à leitura e formação de leitores. Por isso parte-se das definições
individuais e sociais a ele relacionados para a particularidade de um estudo de caso.
O espaço escolhido para realizar estudo de caso, foi a Biblioteca Infantil
Monteiro Lobato. O estudo de caso é um método qualitativo que consiste,
geralmente, em uma forma de aprofundar uma unidade individual. Ele é usado para

�responder questionamentos que o pesquisador não tem muito controle sobre o
fenômeno estudado.
O estudo de caso contribui para compreendermos melhor os fenômenos
individuais, os processos organizacionais e políticos da sociedade. É uma
ferramenta utilizada para entendermos a forma e os motivos que levaram a
determinada decisão. Conforme Yin (2001) o estudo de caso é uma estratégia de
pesquisa que compreende um método que abrange tudo em abordagens
especificas de coletas e análise de dados.
Este método é útil quando o fenômeno a ser estudado é amplo e complexo e
não pode ser estudado fora do contexto onde ocorre naturalmente. Ele é um estudo
empírico que busca determinar ou testar uma teoria, e tem como uma das fontes de
informações mais importantes, as entrevistas. Através delas, o entrevistado vai
expressar sua opinião sobre determinado assunto, utilizando suas próprias
interpretações.
A tendência do Estudo de Caso é tentar esclarecer decisões a serem
tomadas. Ele Investiga um fenômeno contemporâneo partindo do seu contexto real,
utilizando de múltiplas fontes de evidências.
O universo investigado foi a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, por trata-se
de uma instituição que trabalha com atividades de incentivo à leitura, tendo a
contação de história como principal atividade. A amostra foi constituida por três
professores de três escolas do ensino fundamental que possuem uma frequência
regular na BILM a fim de participar de ações voltadas a formação do leitor durante
o ano de 2014 acompanhado seus alunos em visitas agendadas e direcionadas aos
estudantes de escolas públicas e privadas.
O trabalho em questão contou com a entrevista como instrumento de coleta
de dados. O tipo de entrevista escolhida foi a semiestruturada por esta possibilitar
certa flexibilidade nas perguntas feitas, sem perder o foco no alcance dos
resultados. Flick (2004) afirma que é mais provável que os pontos de vista dos
sujeitos sejam expressos em uma situação de entrevista com um planejamento
relativamente aberto, do que em uma entrevista padronizada ou um questionário.

�A entrevista com os professores decorreu da necessidade de conhecer a
opinião dos docentes a cerca das atividades de incentivo à leitura desenvolvidas na
biblioteca bem como quando da visita realizada pela escola na BIML.As entrevistas
foram realizadas durante o mês de outubro e novembro de 2014 na BIML.
RESULTADOS E DISCUSSÃO DOS DADOS
Após finalizar a coleta de dados foram realizadas leituras objetivando
sistematizar as informações coletadas. Desse modo tomando a entrevista como
parâmetro iniciou-se caracterizando a amostra. Os dados revelaram que a faixa
etária dos sujeitos entrevistados, gira em torno de 40 a 46 anos, cuja a experiência
docente varia de 10 a 30 anos. Duas professoras são oriundas de escolas
particulares e uma de escola pública. Todas ministram a disciplina Língua
Portuguesa sendo que, duas delas ensinam na educação infantil e uma no ensino
fundamental. Quanto a educação continuada duas, possuem pós-graduação na
área o que revelando a preocupação com o aprimoramento de seus conhecimentos
em prol de sua prática docente.
Esses dados evidenciam que BIML é um espaço que atrai tanto o ensino
público quanto o privado na busca de atividades que incentivem a formação de
leitores.
Para efeito de entendimento dos resultados e para individualizar a identidade
de cada sujeito entrevistados, foi utilizado a seguinte codificação: Professora 1 (P1),
Professora 2 (P2) e Professora 3 (P3).
As questões tratadas na entrevista, foram analisadas da seguinte forma:
Considerando que as docentes ministram aulas de Língua Portuguesa,
disciplina que teoricamente é responsável pela formação de leitores, a pesquisa
buscou revelar as atividades desenvolvidas pelos professores na escola que
incentive a leitura. Nesse sentido os dados evidenciam que as docentes participam
de projetos desenvolvidos pela escola relacionados a esse fim, conforme
asseguram as participantes:

P1 “Existe sim. O circulo de leitura.”

�P2 “Sim. Projeto de literatura infantil.”
P3 “Sim. Projeto transformando literatura em artes.”

Como a totalidade afirmou realizar atividades de incentivo, buscou-se investigar
aquelas voltadas para leitura e formação de leitor, desenvolvida pelos
docentes em sala de aula. Nesse sentido, todas acenaram positivamente a
essa questão, tal como pode ser observado nas falas a seguir:
P1 “ Círculo de leitura.”
P2 “Contação de história de varias maneiras, utilizando livros, fantoches.
Reconto feito com os alunos. Sacola literaria, os alunos levam pra casa
livros para leitura em família para que a mãe conte a história para o filho.”
P3 “ Jogos educativos e leitura de filme.”

Sobre esse aspecto, Cagliari (1994, p. 25) enfatiza que "o objetivo
fundamental da escola é desenvolver a leitura para que o aluno se saia bem em
todas as disciplinas, pois se ele for um bom leitor, a escola cumpriu em grande parte
a sua tarefa". Incentivar a leitura na sala de aula é importante porque esse é um
espaço que na maioria das vezes é o único contato que o aluno tem com os livros.
Vê-se pelo discurso de P1, P2 e P3 que as práticas de incentivo coadunam
com a literatura sobre o tema. Segundo Abramovich (2008) há tantos jeitos de a
criança ler, de conviver com a literatura de modo próximo, sem achar que é algo
chato[...] É uma questão de aproximá-la dos livros de modo aberto seja na livraria
ou na biblioteca.
Foi possível perceber, que P2 trabalha a leitura com os alunos para além da
sala de aula, pois delega aos familiares essa responsabilidade quando evidência
que as crianças levam material de leitura para que esta atividades seja realizada
em casa junto com a família.
Ao inquerir

os docentes

sobre os motivos que os levaram a realizar

atividades de incentivo de leitura em sala de aula

estes revelam diferentes

motivações como: “Paixão pela graduação em letras. (P1); Compreensão que a

�literatura infantil aproxima os alunos da leitura da aprendizagem e da escrita. (P2).
Sobre a importância de trabalhar a leitura com crianças na faixa etária de 6 à 10
anos, isto, é período em que de acordo com a literatura (BAMBERGER (2000)
ocorre a formação do leitor, as participantes são ênfaticas em dizer que:
P1 “Porque se a criança ler vai saber escrever, vai saber falar de coisas
na vida dela.”
P2 “Muitos não conhecem letras,vão começar a desenvolver a oralidade
através do reconto escrito vai aproximar da tipologia textual quando conta
fabulas, conto e poema.”
P3 “Total, principalmente você percebe que no final ou no percurso você
percebe que isso ajudou de forma significativa, de forma ludica, ajudou a
criança do grupo 4 a fazer leitura de dissilaba até trissilaba simples
através do incentivo a leitura.”

Os dados evidenciam que há uma consciência de que quanto mais cedo
iniciar o trabalho de literatura com as crianças, os resultados de incentivo serão
mais significativos. Como afirma Bamberger (2000, p.20) “a leitura, na infância,
satisfaz as necessidades e interesses das várias fases de desenvolvimento, de
maneira demasiado unilateral. Quando, mais tarde, os interesses se modificam
(diminuindo o amor da aventura), muitas crianças param completamente de ler. A
motivação para a leitura é demasiado fraca.”
Por se tratar de um estudo que busca compreender a contação de história
como possibilidade de formar leitores, interrogou-se as participantes sobre a
percepção que esta tem acerca das atividades de contação de histórias
desenvolvidas pela Biblioteca Infantil Monteiro Lobato:
P1 “Gostei muito. Está mais moderno, mas interessante.”
P2 “Muito importante que exista uma biblioteca especifica voltado para o
público infantil e que seja desenvolvida atividades para esse público
infantil.”

�P3 “ Bastante incentivadora, como a história dos quadrinhos, contação
de história com adereço, bastante incentivadora.”

Ficou evidente que as atividades de contação de histórias, desenvolvidas
naquele espaço é importante segundo as entrevistadas.Todas demonstraram
satisfação a respeito das ações com essa finalidade. Abramovich (2006, p.19), é
através de uma história que se pode descobrir outros lugares, outros tempos, outros
jeitos de agir e de ser, outras regras, outra ética, outra ótica... É ficar sabendo
história, geografia, filosofia, direito, política, sociologia, antropologia, etc... sem
precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de
aula...Porque, se tiver, deixa de ser literatura, deixa de ser prazer, e passa a ser
didática, que é um outro departamento (não tão preocupado em abrir todas as
comportas da compreensão do mundo).
Em função desse resultado, a pesquisa buscou identificar a percepção dos
professores acerca das mudanças de comportamento dos alunos, após a realização
das atividades de contação de histórias, quando da visita a BIML. De modo geral foi
unanime o entendimento de que houve mudanças:
P1 “Sim. Interesse pela leitura e literatura de Monteiro Lobato.”
P2 “Percebe o interesse pela leitura em levar livros pra casa e em
ganhar livros.”
P3 “Comentam a visita. Fazem uso de livros de histórias para levar pra
casa, teve mas interesse pela literatura.”

Considerando que o trabalho de formação de leitor requer uma serie de
atividades para além da leitura de um livro, se buscou conhecer opinião das
participantes, propostas que considerem importantes ser desenvolvidas no sentido
de fomentar a leitura e consequentemente a formação de leitores na escola. As falas
revelam que esse processo demanda não só atividades, mas, a participação dos
agentes envolvidos:

�P1 “ oficina de leitura seria uma boa.”
P2 “ A formação de leitores é muito maior, a escola sozinha não desperta.
Precisa do apoio dos pais quando realiza algum projeto na escolar com
os alunos, escolhe um dia para apresentar e propor os pais que façam
esse trabalho junto com seus filhos, lendo notícia de jornal pedindo um
livro emprestado na escola para contar para os filhos dormir nos finais de
semana.”
P3 “ Indica a visita a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato. Show de talento.
Os pais terem contato com a biblioteca os eventos como peças de teatro.”

Percebe-se na fala das entrevistadas, que o apoio da família é essencial para
a formação do leitor. Segundo Xavier (2009) “a parceria entre família, escola e
biblioteca constitui-se em um meio eficaz para despertar e consolidar o prazer pela
leitura”. Em casa, os pais devem se esforçar para formar filhos leitores, e não
simplesmente delegar à escola essa responsabilidade. Também foi citado a oficina
de leitura como uma boa opção para incentivar a leitura, esta atividade pode ser
adotada pela biblioteca.
Na tentativa de entender se as atividades de leitura e formação de leitor
ocorrem para além da sala de aula e da biblioteca, a pesquisa investigou se as
docentes desenvolvem ações relacionadas à leitura no âmbito da biblioteca escolar
inseridas em suas instituições de ensino.
As respostas evidenciam que há por parte das professoras uma consciencia
sobre a necessidade de estender as práticas de incentivo a leitura para outros
espaços, independente de qual seja a situação. As falas retratam essa assertiva:
P1 “Contação de história, pesquisas, principalmente nas datas
comemorativas.”
P2 “Não possui biblioteca na escola. Existe cantinhos de leitura. Se
tivesse desenvolveria contação de história, incentivaria os pais a virem
contar história para os alunos, trazer a comunidade para esse espaço de
leitura.”

�P3 “Tem biblioteca. Fazem leitura de livros infantis.”

Observa-se que, P2 apesar de não contar com a biblioteca escolar na
instituição educacional em que atua, menciona os cantinhos de leitura com uma
possibilidade de exercitar a leitura. É interessante notar que essa participante
compreende que é necessário a participação dos pais, junto aos educadores para
incentivar a leitura na escola.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A educação infantil apresenta de fato carência, oriundas do pouco contato
com a leitura no ambiente familiar, que por ventura leva a dificuldades de
aprendizagem na escola. Desta forma, o contato com o livro e as práticas de leitura
nas séries iniciais torna-se fundamental para despertar o hábito da leitura, pois
como já foi dito no início deste estudo, esta é condição de suma importância para o
desenvolvimento social e de realização individual do educando. Contribuindo assim,
para o desenvolvimento do imaginário, da criatividade e do autoconhecimento, por
trabalhar com aspectos relacionados a emoções do indivíduo.
Identificou-se forte influência das atividades de contação de histórias na
BIML, para o fomento a leitura e formação de leitores, pois a análise das entrevistas
confirma que esta atividade contribui significativamente para formação do homem,
seja enquanto leitor, ou enquanto pessoa.
No que diz respeito a formação do leitor, a contação de histórias permite o
contato e a familiaridade com a leitura de textos escritos. Além de estimular a leitura
de textos das histórias que foram contadas, a contação de histórias desperta na
criança a emoção do ouvir, do sentir, refletir e acima de tudo de enxergar o mundo
com mais alegria.
A leitura por sua vez, permite ao indivíduo experimentar as mais variadas
sensações, pois ouvir uma bela história, desperta o imaginário, o mágico, o irreal,
onde tudo pode ser possível.
A contação de histórias não deve ser uma atividade meramente executada,
mais sim uma ação planejada e sistematizada, com objetivo de promover o

�desenvolvimento integral da criança e incentivar à literatura, cumprindo assim seu
papel social na sociedade.
Através da contação de história o professor (contador), possibilita que a
criança crie seu mundo imaginário, fazendo com que a aprendizagem aconteça de
forma natural e espontânea.
Ao ouvir uma história, a criança é levada a pensar e refletir sobre ela. Assim
a aprendizagem deixa de ser mecânica e descontextualizada e passa a ser divertida
e significativa, devido essencialmente ao seu caráter de atividade lúdica.
Portanto, a contação de histórias na educação Infantil se mostra um fator
didático de significativa importância, pois mais do que um simples passatempo, ela
tem se mostrado um elemento indispensável na alfabetização, ajudando na
aquisição da escrita e da oralidade, ao trazer descontração e entretenimento às
aulas, fazendo com que as crianças se sintam mais à vontade e motivadas a
aprender.
Os dados obtidos neste estudo, nos permitem afirmar que o desempenho do
mediador durante a contação de história pode influenciar no interesse da criança
pela leitura de outros livros. Além disso, a entrevista com os professores, mostra
efetividade da contação de histórias como prática de incentivo à leitura. Portanto os
resultados alcançados neste estudo, nos permite afirmar que os obetivos propostos
foram alcançados, pois identificou-se forte influência das atividades de contação de
histórias para o fomento a leitura e formação de leitores.
Todo esse universo de mudanças humanas pode acontecer em
consequência do uso e valorização da importância de se ouvir ou se contar uma
história, preferencialmente desde infância, em casa, na escola ou na biblioteca
infantil.

Palavras-chave: Formação do leitor. Contação de história. Incentivo à leitura.

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                <text>Na sociedade contemporânea a contação de história pode ser entendida como uma estratégia de suma importância na formação do leitor, possibilitando o enriquecimento do processo educacional sob uma perspectiva que valoriza a construção de um sujeito crítico e reflexivo. O presente trabalho tem por objetivo identificar a influência das atividades de contação de histórias, para o fomento a leitura e formação de leitores, e especificamente observar o desempenho do mediador durante a contação de história e sua influência no interesse da criança pela leitura de outros livros, além de verificar a efetividade da contação de histórias como prática de incentivo à leitura. Para execução dessa pesquisa tomou-se como espaço de investigação a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, tendo como participantes três professores e suas respectivas turmas de alunos. Trata-se de um estudo de caso de nível descritivo de caráter qualitativo, que teve como instrumento de coleta de dados a entrevista por ser este um instrumento que se mostrou mais apropriado a obtenção de informações pertinentes do objeto investigado. Os resultados apontam que a contação de história se apresenta como uma estratégia fundamental na formação do leitor, mostrando-se um fator didático de significativa importância, ajudando na aquisição da escrita e da oralidade, ao trazer descontração e entretenimento às aulas, fazendo com que as crianças se sintam mais à vontade e motivadas a aprender. A análise das entrevistas confirma que esta atividade contribui significativamente para formação do homem, seja enquanto leitor, ou enquanto pessoa. Esta atividade desperta na criança a emoção do ouvir, do sentir, refletir e acima de tudo de enxergar o mundo com mais alegria. Todavia, não deve ser uma atividade meramente executada, mas sim uma ação planejada e sistematizada, com objetivo de promover o desenvolvimento integral da criança e incentivar à literatura, cumprindo assim seu papel social na sociedade. As narrativas orais, especialmente as que têm por suporte a leitura de textos literários, como foi o caso deste estudo, condensam em si caminhos significativos para a leitura e compreensão de si e do mundo.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica

E-Readers: leitores de objetos digitais ou Biblioteca Digital Portátil (BDP)?
LUIZ OTAVIO MACIEL DA SILVA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ / FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA
loms@ufpa.br.
No final da década de 1990 foram lançados no mercado vários modelos de
devices (Sofbook, Rocket eBook, Cytale, Everybook, etc) denominados de livros
eletrônicos. Nessa época, vários autores deram as suas definições para o livro
eletrônico que enfatizavam o dispositivo. McKenna (1998) afirmava que era “um
dispositivo aplicado para funções específicas”. Ribeiro e Santos (200) definiam
assim: “produtos híbridos […] sensíveis ao toque, portabilidade, capacidade de
alteração do tipo e tamanho da fonte”.
Com capacidade de armazenar centenas de “livros” esses dispositivos
apresentavam outras funções, tais como: marcação de parte do texto, anotações
nas bordas das páginas, localização de palavras no texto e pesquisa e localização
dos “livros” armazenados.
Percebe-se que esses possuíam tarefas para além da simples leitura. Tinham
grande capacidade de armazenamento, possibilidade de recuperação de parte ou
todo de um “livro” além de funções auxiliares à leitura. Portanto, armazena,
recupera e disponibiliza, numa analogia simplória, tal qual uma biblioteca
tradicional. Por essas características, não se pode limitar esses dispositivos de
simples leitores digitais, razão pela qual, denomino-os de Biblioteca Digital Portátil
– BDP.
Ao longo de quase 20 anos tenho acompanhado a evolução desses
dispositivos, principalmente os disponíveis no mercado brasileiro, como por
exemplo, o Kindle (Amazon), Kobo (Livraria Cultura), Lev (Saraiva) e o Alfa
(Positivo). Basicamente, poucas mudanças ocorreram, as mais significativas,
referem-se ao emprego do emprego de novas tecnologias como as telas
antirreflexos, aumento na capacidade de armazenamento, maior autonomia da
bateria.
A pesquisa tem por base o acompanhamento da literatura publicada acerca
do assunto, bem como, as divulgações dos fabricantes dos dispositivos que
apontam as novidades inseridas no lançamento dos modelos, bem como, apontam
as tendências para o futuro.
Percebido dessa forma, esses dispositivos, agora aqui denominados de
Biblioteca Digital Portátil (BDP), transformam algumas relações mantidas até então
com livro impresso. Barreto (2000) afirma que há uma profunda transformação,
tanto para a sociedade quanto para o indivíduo, nessa passagem da cultura escrita
para a cultura eletrônica. O empréstimo individual deixa de existir, pois não há
empréstimo de um título, e sim, de uma biblioteca com mais de trezentos livros,
dentre outros paradigmas que serão quebrados, modificados e criados.
Nesse contexto, Levy (1999) já apontava para uma criação coletiva, como os

�produzidos utilizando a ferramenta Wiki, para uma cibercultura. Chartier (1999)
aborda a mudança nos hábitos de leitura, que deixa de ser linear e passa a ser a
leitura do “salto”, migrando de um texto para outro por ação dos link's. Enfim,
mudanças significativas, mas nenhuma capaz de eliminar o livro impresso em um
período tão breve, por várias razões, que passam pelos aspectos culturais e
tecnológicos para que essa afirmativa passe a ser verdadeira como afirma Silva
(2000).
Outras questões surgirão, outras serão equacionadas e outras são passíveis
de desaparecerem. Vivemos num momento de transição e consolidação de um
novo meio e modelo de registro do conhecimento humano, do analógico para o
digital. Quanto tempo isso levará? A resposta caberá à próxima geração.
Palavras-chave: livro eletrônico.
Referências
BARRETO, Aldo Albuquerque. Os destinos da Ciência da Informação: entre o
cristal e a chama. Revista Informação &amp; Sociedade: Estudos, v. 9, n. 2. Disponível
em: http://informacaoesociedade.ufpb.br. Acesso em 25/03/2015.
CHARTIER, Roger. Do códice ao monitor: a trajetória do escrito. Estudos
avançados, v. 11, n. 5, p. 173-191, 1991.
Levy, Pierre. Cibercultura. São Paulo : Ed. 34, 1999.
McKENNA, Brian. The coming of the eletronic book. Online &amp; CD-ROM Review, v.
22, n. 5, p. 346-348, 1998.
RIBEIRO, Jorge Alves ; SANTOS, Paulo Alexandre Gomes dos. Ebook. Disponível
em: http://www.student.dei.uc.pt/~torres/Ebook.htm. Acesso em 25/03/2015
SILVA, Luiz Otavio Maciel da. Softbook e Rocket Book: o livro eletrônico dos bits
aos átomos. 2000. 61 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação –
IBICTUFRJ), Belém, 2000.

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                <text>No final da década de 1990 foram lançados no mercado vários modelos de devices (Sofbook, Rocket eBook, Cytale, Everybook, etc) denominados de livros eletrônicos. Nessa época, vários autores deram as suas definições para o livro eletrônico que enfatizavam o dispositivo. McKenna (1998) afirmava que era “um dispositivo aplicado para funções específicas”. Ribeiro e Santos (200) definiam assim: “produtos híbridos […] sensíveis ao toque, portabilidade, capacidade de alteração do tipo e tamanho da fonte”.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
ORGANIZAÇÃO E RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO EM ACERVOS
FOTOGRÁFICOS SOB O PONTO DE VISTA DA FOLKSONOMIA
Autor: Alessandra dos
alearaujo1@hotmail.com

Santos

Araújo.

Universidade

de

Brasília.

Introdução: A pesquisa analisou o uso da folksonomia no processo de
organização e recuperação do acervo fotográfico pertencente à Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG). Como objetivo geral,
intentou-se verificar se a folksonomia constitui-se numa estratégia capaz de
viabilizar o aprimoramento da recuperação da informação constante no acervo
fotográfico da entidade. Os objetivos específicos foram: - analisar em que medida
pode ocorrer a colaboração participativa a partir do chamamento a militantes,
dirigentes e simpatizantes, entre outros atores, no processo de geração da
folksonomia com vista à recuperação da informação deste acervo e, por
decorrência, na construção coletiva do conhecimento sobre a memória da
entidade; - analisar quais são os impactos da folksonomia pelo uso da plataforma
Flickr e pelo estímulo direto ao grupo de interesse, no processo de atribuição de
palavras-chave e na recuperação da informação; - compreender como a web
colaborativa pode contribuir no processo de preservação e proteção do patrimônio
fotográfico vinculado a experiência sindical rural. A reflexão proposta orientou-se
por uma fundamentação conceitual reconhecida na literatura especializada, que se
constitui por discussões no campo da Ciência da Informação, organização e
recuperação da informação, análise documentária, Web 2.0/3.0 e pelo conceito de
folksonomia. A hipótese proposta nesta pesquisa aponta a perspectiva de que a
folksonomia pode constituir-se em vetor que viabiliza o aprimoramento da
organização de um acervo fotográfico, facilitando o acesso e a recuperação da
informação.
Método da pesquisa: A metodologia assumida configura-se como uma
conjugação de procedimentos, que envolve a perspectiva do delineamento,
apresenta-se como de cunho exploratório, insere-se na dimensão de pesquisa
qualitativa e enfoca um caso em particular. O estudo do caso envolveu a
experimentação do uso do processo folksonômico a partir de três variáveis: a)
análise de 30 (trinta) imagens relacionadas à Marcha das Margaridas
disponibilizadas no Flickr e a correspondente atribuição de tags que foi realizada
pelos próprios publicadores, dirigentes, sindicalistas, simpatizantes e/ou
funcionários da CONTAG. A análise qualitativa mais profunda não foi possível pela
inexistência de comentários adicionais relativos às imagens. b)análise das
respostas dada a um instrumento de pesquisa do tipo Survey Monkey,
encaminhado para um conjunto de atores envolvidos diretamente com a entidade
sindical, constituindo assim um grupo de interesse. c) e as considerações teóricas.

�Discussão e resultados: Ao buscar responder a situação-problema, o trabalho
encontrou evidências concretas de que a folksonomia é capaz de contribuir no
processo de organização e recuperação da informação fotográfica proveniente do
acervo da CONTAG. E essa possibilidade ocorre na medida em que certas
condições objetivas são observadas: - disponibilização da base tecnológica
necessária; - migração do conteúdo documental fotográfico para a web; adoção de
protocolos que permitam a interação entre o usuário e o objeto informacional;
apropriação das informações coletadas no processo de gestão documental do
acervo. A partir das evidências levantadas, a colaboração participativa do grupo
de atores mencionados efetivamente ocorre porque, em torno das fotografias se
constituiu uma comunidade de interesse, conformada exatamente pelo
envolvimento direto daquelas pessoas com o tema do sindicalismo rural. No Flickr,
na condição de publicadores, a comunidade de interesse se forma
espontaneamente, realizando, para além da postagem, a atribuição de tags, que já
é por si um indício da disposição colaborativa. Pela estratégia do questionário, a
comunidade de interesse ocorre pela indução, mas que demonstra (deixa claro) o
envolvimento participativo pelo retorno dado à demanda criada. Todas as 30
fotografias estudadas no Flickr receberam palavras-chave, numa variação que
oscila de uma mínima de 03 atribuições a uma máxima de 13 atribuições, sendo
10,0 a média de atribuições. E parece residir aí um indicador: o comportamento de
classificar as fotografias apresenta-se como frequente por parte de usuários
reunidos em torno de um grupo de interesse.
Considerações Finais: No processo de desenvolvimento deste trabalho, foi se
delineando a constatação de que a folksonomia é um importante recurso em
ambientes digitais de informação, constituindo-se em aporte capaz de contribuir de
no processo de organização de um acervo fotográfico. E quando este processo
envolve uma comunidade de interesse, reunida por uma questão em comum, por
um tema unificador, é possível o aumento da taxa de sucesso na localização da
informação e torna-se viável uma classificação que não é disjunta do vocabulário
da comunidade. Mesmo considerando que o problema da informação em grande
escala e que, nesse universo infinito da Web é algo que está longe de ser
solucionado, é possível dizer que a folksonomia se apresenta como um importante
recurso que, somado a outros, apontam na possibilidade de desenvolvimento de
sistemas cada vez mais eficientes de organização e recuperação da informação.
Como mecanismo de representação, organização e recuperação de informações
onde os próprios indivíduos que buscam informação na rede ficam livres para
representá-la, organizá-la e recuperá-la, apresenta-se um novo leque de opções
ao efetuar uma pesquisa para encontrar algum dado. Este recurso, aplicado ao
objeto informacional fotográfico, viabiliza a construção de uma memória coletiva.
No momento em que as tags são criadas e publicadas está se compartilhando a
memória daquilo que foi visitado na web com outros usuários, que estão fazendo a
mesma coisa. Mais do que construção de uma memória coletiva nesses
ambientes, o hipertexto, ou seja, o “relacionamento de assuntos”, também passa a
ser coletivo na medida em que os usuários do sistema podem gerenciar estas
informações livremente, criando os tagueamentos, discutindo sobre a melhor
forma de utilizá-los, trocando-as entre si, buscando muitas vezes usar as que

�correspondam ao senso comum para facilitar a busca de informações, não só para
si, mas também para os outros indivíduos. Nesse processo, portanto, o
gerenciamento dos dados é delegado ao usuário, que vai da maneira que lhe for
mais conveniente, organizar os arquivos. Nesse contexto, a memória coletiva é
consequência dessa prática, mas extremamente útil, indispensável mesmo
quando se busca a restituição dos significados a uma determinada fotografia de
um determinado acervo, como o da CONTAG, por exemplo. Como decorrência da
experiência proporcionada por este trabalho, emerge um conjunto significativo de
novas possibilidades de pesquisa nesse campo, mas ganha força, principalmente
pela referência ao caso estudado, a ideia de um estudo sobre a folksonomia no
contexto de instituições detentoras desse tipo de acervo. A inclusão de acervos
bibliográficos e/ou arquivísticos na internet implica em novos desafios à área, ao
permitir uma maior possibilidade de acesso aos usuários. Já é notório que as
instituições têm na internet um recurso de grande potencial para a ampliação dos
serviços prestados, bem como um aumento de sua visibilidade institucional e
social, o que contribuirá no fortalecimento de seus vínculos com o cidadão,
principal objetivo de bibliotecas e centros de documentação.
Palavras-chave: Folksonomia; Acervo Fotográfico; Web Semântica; Organização
da informação; Web 2.0/3.0.
Referências:
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Dissertação (Mestrado em Ciências da Informação) – Universidade de Brasília,
Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação,
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&lt;http://www.terremoto.net/tipologias-y-estlos-en-el-etiquetadosocial/&gt;. Acesso em:
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field, content...and relevance. Journal of the American Society for Information
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Agências financiadoras
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

PROJETO REINVENTANDO A BIBLIOTECA JOSÉ DE ALENCAR

Andréia Dutra Fraguas – Universidade Federal do Rio de Janeiro afraguas@letras.ufrj.br
Cila Verginia da Silva Borges – Universidade Federal do Rio de Janeiro alicbib@gmail.com
Mariza Teixeira de Souza - Universidade Federal do Rio de Janeiro –
marizasouza75@gmail.com
Solange Ribeiro Viegas – Universidade Federal do Rio de Janeiro srviegas@ig.com.br
Introdução
O presente trabalho tem como característica principal elaborar
processos para organizar os ambientes da Biblioteca José de Alencar (BJA). A
escolha do nome Reinventando a Biblioteca já resume aquilo a que
pretendemos: reorganizar e reformular os espaços internos da BJA.
Para melhor compreensão do que desejamos implementar, foi
necessário pontuar a cronologia do processo de automação até o presente
momento e suas consequências. Informamos nesse trabalhoseu lado positivo e
o lado negativo.

Relato da experiência
Para melhorar o atendimento e cumprir com nossa missão, em 2009 foi
organizado um mutirão de bibliotecárias e auxiliares com objetivo de
automatizar a Biblioteca. Foram verificados no Acervo Geral se os livros
atendiam a essa investida, já que era imprescindível que cada exemplar
possuísse código de barras. Retiramos do acervo geral os exemplares que não
possuíam. Foi uma tarefa trabalhosa em razão do grande volume de livros sem
o código. Apuramos que mais da metade do Acervo Geral (livros) estava sem o
código de barras. Portanto, foi definido que esses sairiam do acervo. Como não
tínhamos espaços preparados para alocar esses livros que saíram do
acervo,os distribuímos aleatoriamente nas salas e corredores internos da BJA.

�Informatizar a maior Biblioteca de Letras da América Latina não foi uma
tarefa fácil, porém foi uma grande conquista para todos.
A circulação automatizada começou a funcionar no inicio do primeiro
semestre de 2010, emprestando os livros com códigos de barras que já
estavam no acervo. Para melhor atender nossa clientela, tivemos o cuidado de
selecionar nas salas os livros mais utilizados pelos usuários para serem os
primeiros a receber código de barras e retornar ao acervo geral.
Durante cerca de cinco anos, uma parte desses exemplares voltou
gradativamente para o Acervo Geral após acerto no Aleph e a colocação do
código. Alguns foram separados para encadernação, descarte ou foram
reagrupados nas salas por ordem de classificação. Porém essa atividade não
foi finalizada devido ao grande numero de exemplares (180.103), pouco tempo
disponível e outras prioridades.
A Biblioteca José de Alencar a cada ano recebe em suas dependências
uma quantidade enorme de doações. Diante desse fato e tendo consciência
que os espaços internos da biblioteca estão desorganizados, acumulando até
mesmo nos corredores diversas caixas de doações, resolvemos tomar a
iniciativa de “reinventar” a biblioteca e seus espaços. Essa experiência teve
início em outubro de 2014, e em 2015 pretendemos terminar todo processo.
O Projeto Reinventando a Biblioteca busca reativar as salas internas da
Biblioteca José de Alencar, obtendo funcionalidade com a organização da
coleção nas salas para posterior seleção. O senso de ordenação, para
Silva (p.41-42), facilita o desenvolvimento do senso de utilização, ao diminuir o
tempo de busca dos objetos. Implica "dispor os recursos de forma sistemática e
estabelecer um excelente sistema de comunicação visual para o rápido acesso
a eles".
Duas questões são relevantes nessa empreitada: a condição física dos
livros, pois muitos exemplares estão em péssimas condições, e o uso dessas
obras. Verificamos que a grande maioria não é emprestada a mais de vinte
anos. Sendo assim, além de organizar as estantes internamente, é preciso
analisar cada caso para o retorno ou não ao acervo geral. Futuramente
contaremos com uma ferramenta de grande valia, a política de descarte do
Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ (SiBI). Atualmente esses
exemplares são avaliados e selecionados para possível encadernação,

�restauração, higienização ou descarte, sempre com o cuidado para que não
seja eliminada nenhuma obra de valor.
Em 2015 a Biblioteca, que também é um agente de valorização cultural,
irá desenvolver diversas atividades através de projetos e eventos, que visam à
divulgação da leitura, da educação, da cultura e da cidadania. Cada projeto
possui seu público alvo e seu objetivo, porém todos são elaborados em prol do
desenvolvimento intelectual. Alguns projetos já foram implementados, dentre os
quais podemos citar o concurso homenageando José de Alencar: homenagem
aos 46 anos da BJA; e ambientes internos já organizados. Adotamos como
nosso slogan “Repaginar”, como símbolo das mudanças que já foram e ainda
serão implementadas para uma nova gestão.
Cremos que essa jornada provocará a criação de uma política de seleção
das doações que nos chegam. Após todo esse “acervo interno” ser analisado e
direcionado, teremos a possibilidade de transformar essas salas de meros
depósitos em setores definidos e funcionais adequando-os a nossa realidade.

Considerações Finais ou Conclusões

Acreditamos que após o trabalho ter sido iniciado, teremos uma maior
conscientização da equipe da biblioteca sobre a importância de mantermos o
nosso local de trabalho organizado. Favorecendo assim as atividades diárias
da BJA, facilitando a circulação no ambiente, além de uma boa aparência.
Ao se estabelecer critérios para a doação de livros, teremos mais
ferramentas para criar na Biblioteca uma cultura de seleção que será de grande
valia para nosso dia a dia.

Palavras-chave: Biblioteca – Reorganização – Política de Seleção –
Automação de Bibliotecas

Referências
SILVA, João Martins de. O ambiente da qualidade na prática - 5S. 3. ed. Belo
Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 1996. 260 p.

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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
ESTADO DO CONHECIMENTO SOBRE BIBLIOTECONOMIA ESCOLAR A
PARTIR DO CBBD (2005-2013)
Eduardo Valadares da Silva
Programa de Pós-Graduação em Educação/ UFES
edu_valadares@yahoo.com.br
Silvana Ventorim
Programa de Pós-Graduação em Educação/ UFES
silventorim@hotmail.com
Introdução
Apresenta um recorte de pesquisa de mestrado cujas reflexões se inserem à
produção acadêmico-científica sobre a biblioteconomia escolar no Brasil,
compreendendo-a como recurso imprescindível à formação do estudante no espaçotempo da escola. Objetiva compreender o comportamento dessa temática em meio à
produção do conhecimento da área a partir do seu mapeamento, descrição e análise
tomando como parâmetro as produções científicas apresentadas nas edições do
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação
entre os anos de 2005 e 2013. Apresenta as principais medidas tomadas por
diversas instituições públicas e privadas que visam fortalecer e melhorar a qualidade
das bibliotecas escolares no país e dos profissionais que nela atuam, como
premiações e documentos norteadores.
Método de pesquisa
Trata-se de uma pesquisa bibliográfica que produziu um estado do conhecimento a
partir do conjunto de trabalhos apresentados no CBBD entre 2005 e 2013. O estado
do conhecimento se caracteriza por inventariar a produção científica de determinada
área do conhecimento, restringindo sua abrangência a determinadas fontes de um
período espacial ou temporal. A definição do CBBD como a fonte de informação
para a produção deste estudo ocorreu, pois se trata um evento com caráter
abrangente que permite a apresentação de pesquisas e relatos de experiências
elaborados por estudantes, pesquisadores e profissionais. Adotaram-se seis
categorias de análise temática para os trabalhos, que são: Biblioteca escolar como
espaço de aprendizagem; Integração professor/bibliotecário; Estudos de usos e
usuários; Coleção; Leitura; e Pesquisa escolar. Essas categorias foram definidas em
um estado da arte apresentado por Campello et al. (2013). Definiu-se que os
trabalhos que não se enquadrassem a essas categorias não seriam analisados, pois
isso demandaria o estabelecimento de novas categorias e por ora, esse exercício
não se configurou como prioridade.

�Resultados
Nas cinco últimas edições do CBBD, foram apresentados 94 trabalhos que
analisaram a biblioteconomia escolar, entre pôsteres, artigos e relatos de
experiência. A distribuição dos trabalhos por categorias nesse período foi a seguinte:
Leitura (21 trabalhos), Biblioteca escolar como espaço de aprendizagem (18
trabalhos), Estudos de usos e usuários (13 trabalhos), Pesquisa escolar (12
trabalhos), Coleção (10 trabalhos), Integração professor/ bibliotecário (3 trabalhos) e
Outros (17 trabalhos). Observou-se ainda que ao longo dos últimos cinco eventos
houve uma ampliação do número de trabalhos apresentados sobre biblioteca
escolar, principalmente a partir de 2011, ano subsequente à publicação Lei Federal
12.244 que trata sobre a universalização da biblioteca escolar. Em 2013, quando foi
criado o Fórum brasileiro de biblioteconomia escolar, o número de trabalhos sobre o
tema foi o maior do período analisado, atingindo o total de 34 textos.
Discussão
Foram duas as principais questões que atravessaram as pesquisas apresentadas. A
primeira é a constante necessidade, há décadas, de se incentivar a leitura por meio
de ações deflagradas pela biblioteca escolar que tradicionalmente se configura como
um espaço corresponsável por estimular essa prática entre os estudantes. A
segunda é o reconhecimento da biblioteca escolar como um espaço de
aprendizagem na escola, ou seja, deflagradora de atividades que se agregam ao
currículo escolar. Ainda que se tenha constatado discussões sobre as diversas
questões que se apresentam como barreiras para sua realização, observou-se que
se tem buscando possibilidades de concretizar uma maior integração no trabalho
entre bibliotecários e professores.
Considerações finais
Constatou-se que o número de trabalhos apresentados sobre a biblioteconomia
escolar tem aumentado gradativamente ao longo das cinco últimas edições do
CBBD que foram analisadas, atingindo o maior quantitativo das cinco edições
analisadas em 2013, quando se iniciou o Fórum brasileiro de biblioteconomia
escolar. A principal atenção das pesquisas foi a sobre o papel da biblioteca no
incentivo à leitura e a sua caracterização como espaço de aprendizagem. Isso revela
que as preocupações dos pesquisadores e bibliotecários que atuam nessa área tem
se transformado, mas não deixam de lado a importância da leitura na constituição
dos sujeitos que utilizam a biblioteca.
Palavras-chave
Biblioteconomia escolar; Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e
Ciência da informação; Estado do conhecimento.

�Referências
CAMPELLO et al. Pesquisas sobre biblioteca escolar no Brasil: o estado da
arte. Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da
informação, Santa Catarina, 18 ago. 2013. Disponível em:
&lt;https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/1518-2924.2013v18n37p123&gt;.
Acesso em: 16 Out. 2013.
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 21., 2005, Curitiba. Anais eletrônicos... Curitiba:
FEBAB, 2005. 1 CD-ROM
______, 22., 2007, Distrito Federal. Anais eletrônicos... Distrito Federal: FEBAB;
ABDF, 2007. 1 CD-ROM
______, 23., 2009, Bonito. Anais eletrônicos... Bonito: FEBAB, 2009. 1 CD-ROM
______, 24., 2011, Maceió. Anais eletrônicos... Maceió: FEBAB, 2011. 1 CD-ROM
______, 25., 2013, Florianópolis. Anais eletrônicos... Florianópolis: FEBAB, 2013.
Disponível em: &lt;http://portal.febab.org.br/anais/issue/view/4&gt;. Acesso em: 12 jan.
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                <text>Apresenta um recorte de pesquisa de mestrado cujas reflexões se inserem à produção acadêmico-científica sobre a biblioteconomia escolar no Brasil, compreendendo-a como recurso imprescindível à formação do estudante no espaço-tempo da escola. Objetiva compreender o comportamento dessa temática em meio à produção do conhecimento da área a partir do seu mapeamento, descrição e análise tomando como parâmetro as produções científicas apresentadas nas edições do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação entre os anos de 2005 e 2013. Apresenta as principais medidas tomadas por diversas instituições públicas e privadas que visam fortalecer e melhorar a qualidade das bibliotecas escolares no país e dos profissionais que nela atuam, como premiações e documentos norteadores.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

CURSOS RÁPIDOS: O EXERCÍCIO DE PREVER A NECESSIDADE DE
INFORMAÇÃO NA ÁREA DA SAÚDE

Juliana Ravaschio Franco de Camargo (jcamargo@fcm.unicamp.br)
Rosana Evangelista Poderoso (rosanae@fcm.unicamp.br)
Ana Paula de Morais e Oliveira (apmorais@fcm.unicamp.br)
Unicamp / Biblioteca da Faculdade de Ciências Médicas

Introdução
“Atualmente não basta apenas ser educado ou tratar bem a comunidade de
usuários, é preciso prever suas necessidades, surpreender e ir além de suas
expectativas”. (COSSICH, 2014)
Essa frase tem relação direta com o presente trabalho, principalmente
quando se refere a “prever” as necessidades dos usuários. Desde 2012, a
Biblioteca da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de
Campinas (UNICAMP) tem nova diretoria preocupada com a particularidade da
área da saúde e a relevância da informação em saúde e a sua influência nos
resultados de pesquisa ou intervenções de rotina.
Devido a grande quantidade de informação digital disponível atualmente na
universidade, os usuários têm a possibilidade de encontrar a informação sem estar
presencialmente na biblioteca; localizam seus artigos utilizando computadores em
seus laboratórios ou salas de aula e cada vez mais, a distância física entre eles e
a biblioteca vai crescendo.
Além disso, outra característica peculiar dos usuários da área da saúde
parece contribuir para essa citada distância aumentar. Geralmente, os

�profissionais dessa área se dividem entre plantões nos hospitais ou consultórios,
atividade de docência e pesquisa e desta forma, pouco tempo sobra para explorar
as novidades trazidas pela biblioteca ou pelos treinamentos oferecidos por ela que
em média, tem a duração de duas horas. É muito comum um docente comentar
que teve conhecimento de determinado treinamento oferecido, mas sua
participação ficaria inviável devido ao tempo de duração ser longo.
Com esta realidade e tentando contornar essa situação, uma nova
possibilidade de treinamento foi oferecida a partir de 2012 aos usuários da FCM e
essa experiência será relatada no presente resumo.

Relato da experiência
No primeiro semestre de 2012, a Biblioteca da FCM/Unicamp ofereceu no
mês de maio, pela primeira vez, os Cursos Rápidos com o objetivo de apresentar
informações sobre temas de interesse dos pesquisadores, novas bases de dados
assinadas pela universidade e suas ferramentas e outros recursos de pesquisa de
interesse para a área da saúde.
Esses cursos eram oferecidos em horários variados com 30 minutos de
duração. A intenção era oferecer, em tempo reduzido, orientações e
particularidades sobre os recursos de pesquisa. No caso de bases de dados,
apontar suas principais telas, formas de busca possíveis e apontar a extensa
quantidade de informação que pode ser recuperada com as buscas. Além disso,
no início dos cursos rápidos, um folder com a programação anual dos
Treinamentos mais longos (2 horas) foram distribuídos, para que essa modalidade
também fosse divulgada.
Os temas abordados nos Cursos Rápidos foram: Science Direct, Cochrane,
Fator de Impacto e Índice H, Livros Eletrônicos e Bibliotecas do Mundo. Em cada
semana um desses cursos era oferecido em três horários distintos: bem cedo (8h),
no horário do almoço (12h) e no período da tarde (16h30).
Essa experiência foi considerada positiva, pois através desses cursos
muitos usuários ficaram conhecendo a biblioteca, os seus serviços e os
treinamentos, nas suas várias possibilidades (cursos rápidos, os treinamentos
tradicionais e treinamentos com turmas fechadas a pedido de docentes). O
número de pessoas que passaram por treinamentos na Biblioteca da FCM cresce
a cada ano, assim como a solicitação de docentes para que as Bibliotecárias
participem das aulas de Metodologia de Pesquisa.

�No ano de 2012, a Biblioteca da FCM recebeu 222 inscrições para os
Cursos Rápidos e 133 usuários compareceram. Neste mesmo ano, 47 usuários
participaram dos treinamentos mais longos, totalizando 180 pessoas participando
dos Cursos e Treinamentos oferecidos.
Em 2013, os Cursos Rápidos não foram oferecidos, mas a procura pelos
treinamentos aumentou e 123 usuários participaram dos treinamentos de duas
horas de duração. No ano seguinte (2014), 137 usuários participaram dos
treinamentos e no primeiro semestre de 2015, a Biblioteca já recebeu 105
inscrições para os Treinamentos oferecidos, aumentando significativamente a
participação de 2012 (47). Devido a grande procura pelos treinamentos, foi
necessário criar uma lista de espera e criar novas turmas em atendimento ao
aumento da demanda além das vagas ofertadas. Vale ressaltar que nos números
apresentados acima, não estão contabilizados os usuários que participam dos
treinamentos em disciplinas com grupos fechados por docentes em sala de aula.
Considerações Finais ou Conclusões
Pode-se dizer que a realização dos Cursos Rápidos na Biblioteca da FCM /
Unicamp atraiu a atenção para outros serviços oferecidos que, por alguns
usuários, ainda eram desconhecidos e a procura por tais serviços aumenta a cada
ano.
Consideramos que ao aumento anual apresentado até o momento confirma
as manifestações positivas que estamos recebendo tanto em relação à opinião
dos usuários quanto aos temas abordados quanto em relação à iniciativa da
Biblioteca em entender o cotidiano dos profissionais da saúde, oferecendo uma
alternativa para estes profissionais, que em especial devido a área que atuam,
possuem tempo reduzido para conhecer as novidades relacionadas à informação
em saúde e que podem refletir e influenciar seus esforços para continuar
melhorando a saúde da população.
Palavras-chave: Serviço de referência; Capacitação de usuários; Informação em
Saúde.

Referências
COSSICH, Marília. Serviço de Referência: a qualidade do atendimento aos
usuários é um dos principais fatores de sucesso das Unidades de Informação.
Revista Biblioo, 30 jun. 2014. Disponível em: &lt;http://biblioo.info/servico-dereferencia/&gt;. Acesso em: 27 mar. 2015.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

BIBLIOTECAS RURAIS ARCA DAS LETRAS: PROPOSTA DE
REFLEXÃO SOBRE O PROGRAMA

Soraia
Pereira
Magalhães.
soraia.mag@gmail.com

Blog

Caçadores

de

Bibliotecas.

Introdução:

O Programa de Bibliotecas Rurais Arca das Letras, vinculado ao Ministério
do Desenvolvimento Agrário – MDA foi criado em 2003 e compreende uma das
medidas adotadas pela Secretaria de Reordenamento Agrário para o combate e
redução das desigualdades sociais no meio rural brasileiro do país.
Os avanços em termos numéricos do Programa, em dez anos são
surpreendentes, haja vista destacar a implantação de 10.229 bibliotecas rurais em
2.333 municípios brasileiros, fator que beneficiou 1.152.248 famílias com a
distribuição de 2.206.562 livros. As ações envolvendo o Arca das Letras ao longo
de seu percurso apontam que foram formados no Brasil, cerca de 18.224 agentes
de leitura.
Esse trabalho objetiva apresentar informações sobre o Programa, com base
na experiência realizada em atividade de consultoria no período entre 2013/2014.

Programa Arca das Letras: Relato da experiência
Arca das Letras teve inicio como experiências-piloto em cinco comunidades
rurais do país em 2003, sob a inspiração da bibliotecária Cleide Cristina Soares,
que esteve à frente da gestão do Programa até 2012.

�Uma biblioteca ‘arca’ pode ser definida como um móvel que possui acervo
formado por aproximadamente 200 títulos distribuídos entre livros técnicos, livros
didáticos, literatura geral e nacional e literatura infantil. Os livros são enviados para
as comunidades rurais classificados por um sistema de identificação por cores. As
ações seguem uma proposta metodológica, seja do ponto de vista da organização
dos livros nas prateleiras do móvel arca, ou nos mecanismos de controle do
acervo.
O Arca das Letras se firma como ação que visa oferecer democratização do
acesso ao livro a agricultores familiares, assentados da reforma agrária,
comunidades de pescadores, remanescentes de quilombos, indígenas e
populações ribeirinhas. Um dado que a meu ver pode gerar certo desconforto
sobre o Programa, se firma na constatação de que por nove anos as atividades se
desenvolveram sob a gestão de uma bibliotecária, mas sem que houvesse a
participação de outros profissionais da área para atuar na realização de atividades
ligadas aos aspectos técnicos, administrativos, na implantação de bibliotecas ou
nas capacitações envolvendo os agentes de leitura.
A motivação para apresentação deste relato surgiu da experiência realizada
entre os anos de 2013 e 2014, em atuação como consultora contratada pelo
Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), onde pude
perceber que a despeito das dificuldades enfrentadas, o Programa Arca das
Letras segue cumprindo seu papel que é o criar os princípios básicos para a
formação de bibliotecas comunitárias, numa proposta de acesso ao livro para
aqueles que dispõem de bem menos do que os moradores das áreas urbanas.
A experiência me permitiu vivenciar atividades diversas referentes a
execução do trabalho, fator que suscitou o desejo propor reflexões sobre o fazer
bibliotecário no ambiente rural do Brasil.

Considerações Finais:

�No contexto em que o país não dispõe ainda em todos os seus municípios
de bibliotecas públicas, o Arca das Letras surge como mecanismo de apoio que
segue de forma restrita, até por sua estrutura física, as propostas que definem as
bibliotecas públicas como centros locais de informação.
Faz-se necessário, porém, pensar estratégias que legitimem a eficácia de
sua atuação seja por meio de envio de bons acervos, capacitação adequada para
os agentes de leitura, monitoramento constante das bibliotecas implantadas e
maior participação de profissionais bibliotecários na atuação do meio rural do país.

Palavras-chave: Programa Arca das Letras; Cultura e o Meio rural do Brasil;
Bibliotecas Rurais no Brasil

Referências:

BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Agrário. Programa Arca das Letras.
Brasília, DF, 2010. Disponível em: &lt;
http://www.mda.gov.br/portal/noticias/item?item_id=4428799&gt;. Acesso em: 28 abr.
2015.
SOARES, C. C. Arca das Letras: bibliotecas públicas rurais no Brasil.In: Congreso
Internacional La Biblioteca Pública: un continente entre los continentes, 2007,
Medellín. Bibliotextos. Disponível em:
http://bibliotextos.files.wordpress.com/2012/03/programa-arca-das-letras.pdf.
Acesso em: 25 maio 2013.

Agências financiadoras
Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA)

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                    <text>BIBLIOTECONOMIA E AS RELAÇÕES DE GÊNERO: RAZÕES DE
INGRESSO E PERCEPÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS
Hugo Avelar1
Lígia Maria Moreira Dumont2
1 INTRODUÇÃO
A ordem sexual do mundo está tão arraigada no cotidiano das pessoas, que
parece estar na ordem das coisas. As divisões entre os sexos às vezes são vistas como
naturais, que passaram a legitimar e confirmar a dominação masculina na sociedade
(BORDIEU, 2003). São fundadas e alimentadas pela dominação do masculino sobre o
feminino e interferem em todos os campos da sociedade, inclusive definindo as relações
de trabalho.
Os estudos de gênero visam compreender de quais formas se dá a divisão entre
os sexos na sociedade, além de buscar demonstrar a diminuição e/ou exclusão das
mulheres em diversos campos da sociedade. Ademais, tais estudos demonstram que o
prestígio dado aos homens em alguns setores é uma construção histórica e social,
reproduzido por vários mecanismos.
O aumento da tecnicidade na profissão bibliotecária foi um dos fatores mais
importantes para a feminilização da profissão, e não as características das bibliotecas
como espaços de cuidado e armazenamento, ligadas ao ideal maternal. Os primeiros
cursos de Biblioteconomia no país, influenciados pelo modo de fazer biblioteconômico
europeu, se orientavam por uma formação mais humanista da profissão de bibliotecário.
Com o tempo, os novos cursos criados se voltaram para um modo de fazer norteamericano, mais técnico e menos erudito. É nesse período que há uma feminização
maior da profissão de bibliotecário, com uma procura maior de mulheres pelos curso de
Biblioteconomia, Que passaram a atrair mulheres da classe dominante. Martucci (1996)
destaca que nesse período há maior aproximação da Biblioteconomia com a área
educacional, onde muitas das bibliotecas brasileiras passaram a ser criadas já vinculadas
às escolas, principalmente nos primeiros anos do século XX (MARTUCCI, 1996).
Cabe ressaltar que são poucos os estudos na área biblioteconômica a respeito da
influência de gênero na constituição da profissão e que estes, estão em sua grande
1

Mestrando do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Escola de Ciência da
Informação da Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: hugo_avelar@yahoo.com.br.
2
Professora titular do Departamento de Teoria e Gestão da Informação da Escola de Ciência da
Informação da Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: dumont@eci.ufmg.br

�maioria, pouco consolidados (FERREIRA, 2003) e que apesar de ainda ser bastante
feminizada, tem havido maior procura por parte dos homens, pelos cursos de
Biblioteconomia, principalmente após os anos 1980. O presente trabalho apresenta
resultados parciais de pesquisa de mestrado que visa investigar as razões que trouxeram
e trazem homens para os cursos de Biblioteconomia.
2 METODOLOGIA
O presente trabalho se orientou para pesquisar quais as razões que levaram os
bibliotecários a optar pelos cursos de Biblioteconomia, bem como verificar se eles
percebem se há ou não vantagens em ser homens numa profissão majoritariamente
feminina. O questionário survey desenvolvido no Google Docs foi enviado para
bibliotecários do gênero masculino, via Conselhos Regionais de Biblioteconomia das
cinco regiões do país e o presente artigo apresenta panorama geral das respostas
recebidas. O questionário foi enviado para cerca de 2600 bibliotecários por e-mail,
sendo também divulgado no sítio eletrônico de alguns conselhos e foram obtidas 207
respostas.
3 RESULTADOS
Ao serem questionados sobre se o curso de Biblioteconomia foi a primeira opção
dos mesmos de curso universitário, 91 dos respondentes disseram que “sim”,
totalizando 44% dos entrevistados. Entretanto, deste total que responderam que o curso
foi a primeira opção de curso, 36 responderam que não conheciam o curso antes de
cursá-lo.
Em outra questão, perguntou-se quais fatores levaram os mesmos a cursar
Biblioteconomia. Destes, 36 respondentes que não conheciam o curso antes de cursá-lo,
o apreço pela leitura aparece como a resposta de 16 (44,4%) bibliotecários. Além disso,
pode-se citar como fator importante, a oferta de empregos e concursos como uma das
razões para atrair os homens para o curso de Biblioteconomia, com 17 respostas
(47,2%). Tal fator, evidencia a consolidação da profissão e a importância do setor
público como um empregador de bibliotecários, fato que já havia sido assinalado por
Pena; Crivellari e Neves (2006) e por Souza e Nastri (1996).
Quanto ao turno de formação, a oferta de cursos em turno noturno pode ser
indicada como importante fator para atrair mais homens para os cursos de
Biblioteconomia. Dos 207 respondentes ao survey, 95 (45,9%) estudaram no turno da
noite, número bem próximo aos que estudaram no curso matutino (93 ou 44,9%).

�Quanto às percepções das relações de gênero por parte dos bibliotecários, a
pesquisa mostra que apenas 65 bibliotecários (31,4%) admitem que no mercado de
trabalho, há vantagens em ser do gênero masculino em uma profissão feminina. Quando
questionados se em sua atuação profissional eles já obtiveram algum benefício por
serem do gênero masculino, este número cai para 62 (29,9%).
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As relações de gênero tão arraigadas na sociedade, acabaram por definir papeis
masculinos e femininos no mundo do trabalho. A profissão bibliotecária com o tempo
passou a ser exercida majoritariamente por mulheres e este pode ser uma das
explicações pela diminuição do status da profissão.
Nos últimos tempos vem se observando maior procura de homens pelos cursos
de Biblioteconomia e a presente pesquisa apresentou, com base em survey, algumas das
razões que trouxeram esses homens para os cursos, como a oferta de curso noturno, de
empregos e concursos. Pôde-se verificar que pouca parcela dos respondentes acredita
que ser homem em uma profissão feminina traz alguma vantagem para eles,
evidenciando a pouca percepção das relações de gênero no mundo do trabalho, por parte
dos bibliotecários.
Palavras-chave: Estudos de gênero – Biblioteconomia – Bibliotecário

5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. 3. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,
2003.
FERREIRA, Maria Mary. O profissional da informação no mundo do trabalho e as
relações de gênero. Transinformação, Campinas, v.15, n.2, p. 189-201, maio/ago.
2003.
Disponível
em:
&lt;http://periodicos.puc-campinas.edu.br/seer/index.php/
transinfo/article/view/1486/1460&gt; Acesso em 2 mar. 2015.
MARTUCCI, Elisabeth Márcia. A feminização e a profissionalização do magistério e
da biblioteconomia: uma aproximação. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo
Horizonte, v.1, n.2, p.225-244, jul./dez. 1996. Disponível em: &lt;
http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/viewFile/642/430&gt; Acesso
em 11 mar. 2015.
PENA, A. S.; CRIVELLARI, H. M. T.; NEVES, J.A. O mercado de trabalho do
profissional da informação: um estudo com base na RAIS comparando os anos de 1994
e 2004. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 7, 2006, Marília Anais eletrônicos... Marília, SP: UNESP, 2006
Disponível em: &lt;http://www.marilia.unesp.br/sistemas/enancib/viewpaper.php?id=270&gt;
Acesso em 17 jan. 2015.

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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

A COLEÇÃO DE OBRAS RARAS DA BIBLIOTECA MINISTRO OSCAR
SARAIVA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Renata Guedes Ribeiro
renata.ribeiro@stj.jus.br

de

Sousa

-

Superior

Tribunal

de

Justiça.

Introdução:
A Biblioteca Ministro Oscar Saraiva do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
possui uma Coleção de Obras Raras de aproximadamente 2.132 volumes de
livros e periódicos que datam de 1623 a 1978. A missão da coleção é a de
preservar a obra para a posteridade e garantir o acesso às informações nela
contidas.
Relato da experiência:
O valioso acervo raro da Biblioteca do STJ é formado por obras oriundas do
acervo da Biblioteca do antigo Tribunal Federal de Recursos, doações de
Ministros da Casa, de juristas e de itens de coleção adquirida para o acervo
geral.
Os critérios adotados atualmente pela Biblioteca para incorporação de uma
obra em sua coleção de obra rara são: edições clandestinas; edições com
erros tipográficos; edições contrafeitas e emissões; edições esgotadas e não
reeditadas de obras consagradas; edições especiais de luxo; edições facsimilares; edições limitadas; edições príncipes, primitivas e originais;
exemplares com marcas de propriedade; livros em formatos fora do padrão;
manuscritos e manuscritos anteriores à produção tipográfica; marcas de
artífices ou comerciantes renomados no mercado livreiro; primeiro fascículo
(volume/número) de periódico jurídico nacional ou estrangeiro; obras com
ilustrações reproduzidas por métodos não fotomecânicos; obras com
impressão de tipógrafos, impressores, editores, gravadores, desenhistas e
pintores renomados; obras com natureza e características dos suportes
utilizados na impressão; obras com preciosidade e celebridade procuradas por
bibliófilos e eruditos; obras com temas da época em que foram formulados e
escritos, tais como obras científicas que datam do período inicial da ciência
tratada, história de descobrimentos e colonizações, memórias históricas de
famílias nobres e usos e costumes; obras de unicidade e raridade do ponto de
vista de especialistas do assunto da obra; obras desaparecidas; obras

�impressas em períodos específicos, tais como guerra; obras jurídicas oriundas
de coleções particulares consideradas raras de magistrados, juristas e
jurisconsultos; obras jurídicas de autoridades do direito consideradas raras;
obras jurídicas assinadas ou rubricadas pelo autor, ilustrador ou editor, desde
que sejam de renome; obras jurídicas com autógrafos, revisões ou anotações
importantes feitas pelo próprio autor; obras produzidas nos primórdios da
imprensa no Brasil, a partir da criação da Imprensa Régia, no século XIX; obras
publicadas do século XV até o ano de 1801, período que compreende o início
da tipografia artesanal até a produção industrial do livro; obras que figurem em
fontes de informação como sendo raras; obras publicadas no Brasil ou no
exterior até o ano de 1914; primeiras edições de obras jurídicas de juristas
renomados; teses defendidas até o final do século XIX.
Para melhor acomodação e para preservação dos materiais raros, foi criada a
“Sala de Obras Raras”. Essa sala especial possui divisórias do tipo piso-teto,
estruturada com perfis galvanizados, na junção dos rodapés com o piso e dos
rodatetos com o forro existe uma vedação contínua com borracha esponjosa
tipo “cestari” evitando assim a entrada de ar do ambiente externo. A sala
também possui sistema de combate a incêndio. O sistema de refrigeração de
ar é especial e mantém a temperatura em 19ºC e a umidade do ar entre 45 a
63%. O espaço é monitorado 24 horas por dia através de dois sensores
colocados no sistema de ar condicionado que dispara um alarme, sempre que
a temperatura e a umidade estiverem fora do padrão estabelecido. Os
materiais recebem o mínimo de luminosidade possível visto que a sala não
possui janelas e é mantida permanentemente no escuro, sendo os materiais
expostos à luz apenas enquanto são consultados. O sistema artificial de
ventilação da sala é dotado de filtros que impedem a passagem de poluentes
nocivos.
Mesmo não sendo o padrão mais adequado para a catalogação de obras raras,
a Biblioteca utiliza o padrão AACR-2 com notas descritivas, notas de
preservação e reformatação. Para a classificação adota-se a Classificação
Decimal Universal. Já a indexação é feita utilizando-se o Vocabulário
Controlado Básico do Senado Federal. As obras não recebem carimbo e sua
identificação está contida em cartão próprio do tipo marca-página, são
organizadas nas estantes por ordem de classificação com recuo de 3 cm da
borda, obedecendo-se a distância mínima de 2 cm entre uma e outra de modo
que permita a ventilação e não haja contato entre elas.
O acervo pode ser consultado por usuários internos e externos dentro da
própria sala sempre acompanhado de um servidor da Seção de Atendimento e
Pesquisa.

�Cerca de 50 mil páginas da coleção de obras raras foram digitalizadas, por
meio do convênio com o Ministério da Educação, e estão disponíveis para
acesso na Biblioteca Digital – BDJur.
Entre os diversos títulos destacamos: obra mais antiga da coleção de 1623:
“Decisionum senatus regni lusitaniae”; os originais da obra “Estudos de direito
administrativo e de direito social” de autoria do Ministro Oscar Saraiva;
princípios elementares de direito internacional privado”, de Clovis Bevilaqua,
publicada em 1978, edição histórica que ilustra um dos últimos trabalhos do
autor.
Considerações Finais:
As obras raras da Biblioteca estão identificadas, armazenadas e preservadas. É
necessário, porém, que seja feita a análise bibliológica de cada item da coleção, que
consiste num minucioso exame que é feito em cada página do livro e que tem como
objetivo, servir como um recurso de preservação e salvaguarda. Trata-se de
descrever todos os atributos pertencentes a um determinado item e todos os demais
atributos que o caracterizam e o diferenciam de outros exemplares da mesma obra,
tornando-se necessária a realização de uma análise exaustiva, página a página. O
conhecimento do conteúdo de cada obra e a sua contextualização no período
histórico em que foram escritas, tornará o acervo ainda mais ainda valioso.

Palavras-chave: Obras raras. Critérios de raridade. Preservação de acervos.

Referências:
MENESES, Raquel da Veiga Araújo de; SILVA, Leila Aparecida Arantes. A coleção
de obras raras da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva do Superior Tribunal de
Justiça.
Disponível
em:
&lt;
http://www.researchgate.net/publication/45513698_A_coleo_de_obras_raras_da_Bib
lioteca_Ministro_Oscar_Saraiva_do_Superior_Tribunal_de_Justia &gt; Acesso em: 20
mar. 2015.
PINHEIRO, Ana Virgínia. Livro raro: antecedentes, propósitos e definições.
Publicado
em
14
out.
2004.
Disponível
em:
&lt;
https://www.marilia.unesp.br/Home/Publicacoes/helen_e%20book.pdf &gt; Acesso em:
20 mar. 2015.

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                <text>A Biblioteca Ministro Oscar Saraiva do Superior Tribunal de Justiça (STJ) possui uma Coleção de Obras Raras de aproximadamente 2.132 volumes de livros e periódicos que datam de 1623 a 1978. A missão da coleção é a de preservar a obra para a posteridade e garantir o acesso às informações nela contidas.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

ABRE-TE SÉSAMO:
INCENTIVO A UTILIZAÇÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR MOACIR DE
ALBUQUERQUE DA ESCOLA SYLVIO RABELLO

AUTORES:
Marcela Maria Lourenço Tertuliano Lopes de Souza. Instituto Federal de
Ciência e Tecnologia de Pernambuco. marcelamltls@gmail.com
Ádja de Fátima Lima Figueirôa Câmara. Instituto Federal de Ciência e
Tecnologia de Pernambuco. adja_llf@hotmail.com.
Márcio Klever Jorge Maia. Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de
Pernambuco. marcio.maia@igarassu.ifpe.edu.br.

INTRODUÇÃO
O que uma biblioteca pode significar na vida das pessoas? Para uma
pessoa que não tem o hábito da leitura pode ser apenas um depósito de livros,
mas para uma pessoa que gosta de ler, a biblioteca pode oferecer um tesouro
intangível, um mundo de possibilidades, uma história de sucesso.
Como uma biblioteca escolar pode potencializar o seu uso e como as
práticas de marketing podem ajudar nesse processo? A biblioteconomia por
muito tempo ficou restrita a guarda dos livros, atualmente seu papel é o de
disseminar a informação.

�A biblioteca escolar se destina a apoiar os alunos na aprendizagem e
prática de habilidades para a avaliação e uso da informação em diversos
formatos, organizar atividades que estimulem a sensibilidade, a consciência
cultural e social, promovendo o hábito da leitura. Partindo deste princípio, o que
se espera encontrar numa biblioteca de um colégio de Normal Médio (antigo
magistério)? Uma biblioteca viva como laboratório de incentivo a leitura para os
futuros professores.
Este trabalho se destina a mostrar como uma biblioteca escolar pode
potencializar o seu uso e como as práticas de marketing podem ajudar neste
processo.
RELATO DA EXPERIÊNCIA
Local: Biblioteca Escolar Moacir de Albuquerque da Escola Sylvio Rabello –
Recife – PE.
Período de análise: Novembro de 2014.
Detalhamento da experiência: Este trabalho destinou-se a identificar como as
práticas de marketing poderiam potencializar a utilização de uma biblioteca
escolar. Para isto foram realizadas observações no ambiente da biblioteca e
questionários para os alunos, funcionários e professores para identificar o por
que do pouco uso da biblioteca em questão. Diante das respostas e dos
apontamentos encontrados surgem as sugestões de um plano de marketing
para potencializar o uso da biblioteca e ressaltar a importância do papel do
bibliotecário nas bibliotecas escolares, e como este profissional faz diferença
nestes ambientes.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A biblioteca é um ambiente que por muito tempo ficou restrito a guarda dos
livros. Atualmente ela assume o seu real poder que é a disseminação da
informação em seus diversos suportes, o meio físico que é o livro e os meios
digitais (sites, livros digitais, a informação nas nuvens).

�A biblioteca escolar deve acompanhar esse progresso e se aliar as
novas tecnologias para auxiliar no desenvolvimento das competências na
leitura, escrita e no uso da informação. Ela deve ser um suporte no processo
de ensino-aprendizagem, ser aliada a escola para a formação de cidadãos
conscientes do seu papel na sociedade.
A biblioteca escolar Moacir de Albuquerque necessita diversificar seus
meios de comunicação e ampliar as suas ações, mas acima de tudo, precisa
estar disponível integralmente para que os alunos possam utiliza-la no horário
que não seja o de aula. É a porta fechada que mais desestimula os alunos. É
importante que as atividades sejam realizadas com o apoio dos professores,
para que sejam trabalhados os eixos temáticos em sua totalidade e assim
cumprir com os objetivos descritos no manifesto da UNESCO/IFLA para
Bibliotecas Escolares.
Este trabalho presenciou a importância que um bibliotecário tem, pois não
precisa ter apenas boa vontade para realizar um bom trabalho em bibliotecas, é
necessária a presença de pessoal qualificado. Existe a lei 12224/10 que
determina que toda escola terá uma biblioteca, mas como será o
funcionamento destas bibliotecas sem bibliotecário? A secretaria de educação
do estado de Pernambuco precisará dar uma atenção maior para estas
bibliotecas. Como sugestão para estudos futuros sobre este tema se faz
necessário analisar o impacto que as bibliotecas escolares podem realizar para
a comunidade escolar quando estão dispostas a cumprir integralmente os
objetivos propostos pelo Manifesto da Unesco para Bibliotecas Escolares e o
papel do bibliotecário neste processo e como a secretaria de educação do
estado de Pernambuco está observando este impacto.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca. Biblioteca escolar. Marketing em bibliotecas
escolares.

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                <text>O que uma biblioteca pode significar na vida das pessoas? Para uma pessoa que não tem o hábito da leitura pode ser apenas um depósito de livros, mas para uma pessoa que gosta de ler, a biblioteca pode oferecer um tesouro intangível, um mundo de possibilidades, uma história de sucesso.</text>
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                    <text>EXPANDINDO A UFV RIO PARANAÍBA: IMPLANTAÇÃO DO REPOSITÓRIO
INSTITUCIONAL

Crislene Silva de Sousa – Universidade Federal de Viçosa – crislene@ufv.br
Ana Paula de Souza – Universidade Federal de Viçosa – paulyany@yahoo.com.br
Paulo Vitor Oliveira – Colégio São Francisco Xavier – paulo. vitoroliveira@yahoo.com.br

Introdução
A Universidade Federal de Viçosa Campus de Rio Paranaiba é uma
instituição com 08 anos de funcionamento, localizada no Alto Paranaíba Minas
Gerais, oferece ensino superior público, e está voltado para a formação de
profissionais de qualidade. Sendo uma instituição multi campi a UFV matriz
situada em Viçosa, zona da Mata, possui interligação com os demais campis, mas
no que se refere ao depósito da produção cientifica, o Campus de Rio Paranaiba
ainda não se enquadra nos padrões do Campus sede no que se refere a espaço
físico, visto que toda sua produção cientifica, desde artigos, capítulos de livros,
TCCs, monografias, teses e demais trabalhos advindos de pesquisas e estudos
com vínculo imediato ou não, ainda não se tem onde depositar fisicamente ou de
forma digital. Fato este muito preocupante para a Biblioteca do Campus pois sabese da grande importância que deve ser dada às produções científicas de um
campus com caráter de pesquisa.
Sendo assim, para incentivar as produções e subsidiar o depósito dessas,
as bibliotecárias da UFV Rio Paranaíba iniciaram em outubro de 2014 um trabalho
de pesquisa e conhecimento sobre Repositórios Institucionais para implantação no
Campus, sob guarda e administração da Biblioteca. Sabe-se que este será um
trabalho cooperativo, pois terá que se resgatar toda produção do Campus desde
2007 ano de início das atividades do Campus, e 2011 ano da primeira formatura,
mas irá contribuir para qualidade do ensino, administração das produções
científicas advindas do Campus e resguardar o histórico da instituição no que se
refere ao ensino, pesquisa e extensão.
Atualmente, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
IBICT, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), vem
apoiando universidades e instituições de pesquisas na implantação de repositórios
institucionais (RIs), com a finalidade de promover o acesso e a divulgação da
produção científica brasileira. Os repositórios são hoje uma ferramenta para
facilitar e assegurar o acesso aberto e a visibilidade da produção científica,
otimizando os espaços físicos das bibliotecas.
A plena adoção de repositórios institucionais em universidades e
institutos de pesquisa traz consigo benefícios em todos os níveis.
Benefícios para a ciência como um todo, pois, ao mesmo tempo em que
cria fluxos alternativos de informação útil para a ciência, reforça e
potencializa as funções da comunicação científica, o que, por sua vez,
reflete positivamente no avanço e no desenvolvimento científico.
(COSTA; LEITE, 2009)

�Relato da experiência
O Projeto reuniu a priori tccs e demais trabalhos dos ex-alunos, através de
pesquisas que estão sendo realizadas desde janeiro de 2015 com atuais
professores coordenadores de TCCs que resgataram nomes dos ex professores
responsáveis por tal guarda, e ainda buscou com atuais professores suas
produções desde teses, dissertações, artigos, partes de livros, pesquisa em
desenvolvimento e concluídas produzidas em período que já fazia parte do corpo
docente dessa instituição. Concomitante a isso em abril deste ano, faremos então
o depósito das produções, tanto dos discentes como dos docentes defendidas
neste ano, é um trabalho moroso pois por enquanto a política da instituição exige
que alunos depositem seus TCCs impressos nos institutos correspondente a seu
curso nesta universidade. Quanto à obrigatoriedade dos discentes, estão sendo
consultados guias, portarias e demais documentos no Campus Sede para a
construção de resolução própria e política institucional de informação que
instrumentalizam tais depósitos está sendo alimentado diariamente. Buscando
agregar valor e subsídio para a implementação e desenvolvimento das atividades,
as bibliotecárias desenvolveram um projeto que, foi aprovado e financiado com
fundos de apoio do governo federal PIBEX-Programa Institucional de Bolsas de
Extensão Universitária, este por sua vez contemplou e financiou um bolsista com
carga horária 20 horas semanais e a Instituição em contrapartida disponibilizou um
micro e um funcionário de TI dedicados à implantação e desenvolvimento do
sistema, na expectativa de que nossa produção cientifica ficará reunida,
catalogada e vista por toda sociedade cientifica.
Assim, a implantação do Repositório, traz mudanças significativas no
sistema de comunicação científica, tais como expandir exponencialmente
o acesso à pesquisa; reafirmar o controle sobre o saber pela academia;
reduzir o monopólio dos periódicos científicos (especialmente no que
concerne à acessibilidade apenas por assinatura); servir como
indicadores tangíveis da qualidade de uma universidade; demonstrar a
relevância científica, social e econômica das atividades de pesquisa da
instituição e aumentar a visibilidade, o status e o valor público da
instituição. (CROW, 2002)

Até o presente momento diretores já estão informados e acompanhando o
projeto, tem conhecimento do cronograma e etapas, já foi firmado e financiado a
estadia em Brasília para visita ao IBICT e conclusão da implantação do projeto e
efetivo funcionamento em sítio próprio da instituição, o Dspace - Institutional
Digital Repository System, já foi instalado e customizado de acordo com a
realidade e preferências da UFV-CRP, as comunidades, coleções e departamentos
já foram definidos em parceria com a Diretoria de Ensino da instituição e já estão
agendadas reuniões de divulgação para professores, alunos e pessoas detentoras
das produções de anos anteriores.
O procedimento para depósito se dará via email próprio já criado
repositorioufvcrp@ufv.br, o formulário de identificação (padrão do Respositório)
preenchido e cópia do trabalho em formato pdf com definição de qual licença se
dá para cada trabalho definido pelo autor do mesmo.

�Considerações Finais
Entende-se que esta iniciativa chegou em tempo para a Instituição, haja
visto que as produções estão tímidas, necessitando de uma valorização e
cuidados especiais para ao pesquisador e aos investimentos do Campus. Tendo
em vista o aumento da visibilidade da produção científica institucional, a
interoperabilidade e a preservação de dados, o intercâmbio de informação e a
melhoria da qualidade dos trabalhos científicos, além de prestar informações à
sociedade sobre investimentos gastos em pesquisa. A preservação da informação,
acesso livre, intercâmbio de informação entre as instituições universitárias e de
pesquisa como também proporcionar melhoria na qualidade dos trabalhos
científicos garantindo à comunidade no todo o acesso democrático à informação
cientifica são objetivos alcançados com esta iniciativa. Com esta implantação
pudemos identificar os benefícios advindos do Repositório e também os
problemas que enfretamos por já se ter produções de anos anteriores, pois reunir
essas produções com departamentos e pessoas tornou moroso todo o processo,
mas com certeza essa ferramenta representa uma grande facilidade para
instituições que têm como fruto de seus pares, docentes e discentes, produções
científicas. A única recomendação é que essa iniciativa seja o quanto antes
implementada.
Palavras-chave:
Universitária.

Repositório

Institucional.

Produção

Científica.

Biblioteca

Referências
COSTA, S. M. de S.; LEITE, F. C. L. Insumos conceituais e práticos para iniciativas de
repositórios institucionais de acesso aberto à informação científica em bibliotecas de
pesquisa. In: SAYÃO, L. et al. (Org.). Implantação e gestão de repositórios
institucionais: políticas, memória, livre acesso e preservação. Salvador: EDUFBA, 2009.
163-202.
CROW, R. The case for institutional repositories: a SPARC position paper. 2002.
Disponível em: &lt;http://scholarship.utm.edu/20/1/SPARC_102.pdf&gt;. Acesso em: 27 jul.
2012.
MEDEIROS, Simone Assis. Política pública de acesso aberto à produção científica: o
caso do repositório institucional da Universidade Federal de Lavras. Lavras: UFLA, 2013.
Dissertação.
REPOSITÓRIO Institucional Digital do IBICT. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/informacao-para-ciencia-tecnologia-e-inovacao%20/repositorioinstitucional-do-ibict%28ridi%29/apresentacao&gt;. Acesso em: 08 jan. 2015.
RESULTADO PIBEX UFV Rio Paranaíba. Disponível em: &lt;http://www.pec.ufv.br/wpcontent/uploads/2014/08/CRP_PIBEX.pdf&gt;. Acesso em: 05 jan. 2015.

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                <text>A Universidade Federal de Viçosa Campus de Rio Paranaiba é uma instituição com 08 anos de funcionamento, localizada no Alto Paranaíba Minas Gerais, oferece ensino superior público, e está voltado para a formação de profissionais de qualidade. Sendo uma instituição multi campi a UFV matriz situada em Viçosa, zona da Mata, possui interligação com os demais campis, mas no que se refere ao depósito da produção cientifica, o Campus de Rio Paranaiba ainda não se enquadra nos padrões do Campus sede no que se refere a espaço físico, visto que toda sua produção cientifica, desde artigos, capítulos de livros, TCCs, monografias, teses e demais trabalhos advindos de pesquisas e estudos com vínculo imediato ou não, ainda não se tem onde depositar fisicamente ou de forma digital. Fato este muito preocupante para a Biblioteca do Campus pois sabese da grande importância que deve ser dada às produções científicas de um campus com caráter de pesquisa.</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
A BIBLIOTECA DIGITAL DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NO
FACEBOOK: DIVULGAÇÃO E ACESSO PARA TODOS

Najla Bastos de Melo – Superior Tribunal de Justiça. najlam@stj.jus.br
José Ronaldo Vieira – Superior Tribunal de Justiça. jvieira@stj.jus.br

Introdução:
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) possui uma fanpage na rede social facebook
que conta atualmente com 902 mil seguidores. A página movimenta centenas de
comentários e milhares de compartilhamentos por dia divulgando decisões do STJ
que afetam diretamente a vida dos brasileiros. Vídeos, chats, entrevistas, notícias
e conteúdo da Biblioteca são algumas das categorias de informação veiculas pela
página. É nesse contexto de grande acesso que a Biblioteca Digital do STJ
(BDJur) dá publicidade aos documentos de suas coleções de acesso aberto ao
inteiro teor.

Relato da experiência:
O STJ possui uma fanpage única no facebook de forma que todas as divulgações
de suas unidades são realizadas nesse espaço virtual. A BDJur faz a seleção e
depósito dos documentos e a Secretaria de Comunicação Social do Tribunal faz a
divulgação e gestão do conteúdo na página do facebook.
Ocorre de um assunto ser pauta de julgamento ou de estar em evidência na mídia
e de haver correlação entre os itens divulgados e os temas em destaque. A
periodicidade da divulgação já foi diária e hoje é feita três vezes por semana. É
comum haver muitos comentários e compartilhamentos dos conteúdos da BDJur
divulgados no facebook, criando assim um espaço democrático para o debate e
reflexão dos temas tratados e ofertados pela Biblioteca.
A divulgação no facebook é feita por meio de uma chamada onde são descritos o
título do documento e os nomes dos autores. Uma frase motivadora do conteúdo
bibliográfico é utilizada na arte que acompanha cada postagem.
1

�São alguns exemplos de divulgação de itens da Biblioteca:

SECOM/STJ 1

SECOM/STJ 2

SECOM/STJ 3

SECOM/STJ 4

2

�Considerações Finais:
Divulgar as ações e os documentos da Biblioteca no facebook é uma ação de
marketing de baixo custo, fácil de realizar e com grande alcance de usuários.
Uma boa comunicação entre os setores envolvidos na divulgação dos conteúdos
nas redes sociais é fundamental quando a Biblioteca não é a gestora da página na
rede social. O alinhamento de propósitos, a harmonização e a visão clara do que
se pretende divulgar serão definidores do sucesso da comunicação.
A Biblioteca pode ter um lugar de destaque na página da instituição e, a depender
da quantidade de conteúdo que a Biblioteca é capaz de disponibilizar, estar
vinculada à pagina institucional pode ser uma boa solução.

Palavras-chave: Marketing da informação. Promoção da informação. Informação
em redes sociais.

Referências:
AGUIAR, Giseli Adornato de. Uso das ferramentas de redes sociais em
bibliotecas universitárias: um estudo exploratório da UNESP, UNICAMP e USP.
Disponível em:&lt;http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-03122012160409/pt-br.php&gt;. Acesso em 26 mar. 2015.
AMARAL, Sueli Angélica do. Marketing da informação: entre a promoção e a
comunicação integrada de marketing. Disponível em:
&lt;http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/13455/1/ARTIGO_MarketingInformacao
Promocao.pdf&gt;. Acesso em 24 mar. 2015.

3

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
A PARTICIPAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO NO ACOMPANHAMENTO DE EMENTAS
DE PROJETOS PEDAGÓGICOS: RELATO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE
DO SÃO FRANCISCO – CAMPUS SERRA DA CAPIVARA.
Jaqueline Silva de Souza
Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)
jaqueline.souza@univasf.edu.br
Ana Paula Lopes da Silva
Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)
paula.lopess@univasf.edu.br
Marcio Pedro Carvalho Pataro de Queiroz
Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)
marcio.queiroz@univasf.edu.br
Lucídio Lopes de Alencar
Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)
lucidio.alencar@univasf.edu.br

1 Introdução
À frente de unidades de informação o bibliotecário como gestor é responsável por
tomadas de decisões, entre elas está o desenvolvimento de coleções que abrange a seleção,
aquisição e descarte de material bibliográfico. Conforme Weitzel (2002, p. 64) este processo é
“uma atividade técnica comprometida com a sistematização de determinada área sob o enfoque
institucional”, o que é evidenciado plenamente em bibliotecas universitárias responsáveis por
prover recursos informacionais para execução de atividades fins da instituição. Vergueiro coloca
como premissa básica ao desenvolvimento de coleções a participação ativa do bibliotecário para
formar a coleção que servirá a seus usuários. Porém, a atuação deste profissional nem sempre é
considerada na realização de todo o processo, o que pode ocorrer, muitas vezes, pela omissão do
próprio bibliotecário ou pelo fato de que:
às vezes os demais personagens do sistema informacional (superiores hierárquicos, como
diretores, secretários municipais e prefeitos; ou grupo de usuários, como os
pesquisadores, os professores, etc.) assumem este poder. E o bibliotecário fica a
contemplar outros tomando decisões nas quais ele muito teria que contribuir
(VERGUEIRO, 2010, p. 6).

Esta omissão por parte do bibliotecário ou sua exclusão pode prejudicar, no caso de
universidades, não só o andamento do curso de graduação e a obtenção de informações por parte
dos estudantes, como também a não adequação do acervo da unidade de informação aos critérios
de avaliação do Ministério da Educação (MEC) para autorizações e reconhecimento de cursos. É

�imprescindível que a formação da coleção considere em primeiro plano a composição das
ementas de cada disciplina, tendo sua bibliografia como base para a aquisição. Esse fator, muitas
vezes, é ignorado por coordenadores e professores quando responsáveis pela seleção destes
materiais, sendo decisiva a intervenção do bibliotecário para adequação da coleção a real
necessidade dos cursos.
Considerando o contexto apresentado, o trabalho busca retratar a importância da
participação do bibliotecário no acompanhamento constante das ementas das disciplinas e de sua
interferência na aquisição de material bibliográfico através da experiência vivenciada na
Biblioteca Setorial da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Campus
Serra da Capivara, que atualmente recebe os cursos de graduação em Ciências da Natureza e
Arqueologia e Preservação Patrimonial.
2 Relato da experiência


PRIMEIRA ETAPA – DIAGNÓSTICO

Considerando a inadequação da coleção foi solicitado junto às coordenações os projetos
pedagógicos e ementas de disciplinas dos respectivos cursos para identificar a correspondência
dos livros presentes na biblioteca com os listados nas bibliografias das ementas, visando à
adequação do acervo para avaliações do MEC. Essa análise ocorreu no período de 01/08/2012 a
30/10/2012. O método utilizado foi o quantitativo, o instrumento de tratamento dos dados foi
uma planilha contendo os títulos e total de exemplares das bibliografias obrigatórias e
complementares das disciplinas de cada curso. Uma pesquisa bibliográfica foi realizada
utilizando o Sistema Pergamum, gerenciador de acervo, utilizado pelo Sistema Integrado de
Bibliotecas (SIBI) UNIVASF. Assim foi diagnosticado que 33% do ementário das disciplinas do
curso de Arqueologia e Preservação Patrimonial não possuíam bibliografia obrigatória nem
complementar, bem como o curso de Ciência da Natureza que apresentou o total de 40%.


SEGUNDA ETAPA – APRESENTAÇÃO

Após o diagnostico, foi apresentado aos coordenadores de cada curso os resultados e
demandas para aquisição de títulos das bibliografias obrigatórias e complementares que não
contemplavam o acervo da biblioteca do campus, enfatizando sua importância para avaliação do
MEC. Ambas as coordenações não se atentavam ao estabelecido no ementário ao solicitar a
indicação de material aos professores durante o processo de aquisição de livros.


TERCEIRA ETAPA: EXECUÇÃO

Nessa etapa foi disponibilizada pela biblioteca para os colegiados uma planilha contendo
os títulos dos livros que constavam nos ementários, mas não contemplavam o acervo da
biblioteca. Então nos anos de 2013 e 2014 a verba disponibilizada para compra de livros nesses
colegiados foi priorizada a aquisição desses.
Como resultados é possível observar nos gráficos 1 e 2, em relação ao curso de
Arqueologia em 2012 de 37 displinas, 13 não possuiam bibliografia obrigatória e nem
complementar no acervo da biblioteca. Em 2015 das 37 disciplina, apenas 3 não possuem
bibliografia obrigatória e nem complementar no acervo e isto também devido a livros esgotados:

�2012

2015

Gráficos 1 e 2 – Total de disciplinas do Curso de Arqueologia X Disciplinas que não
possuem bibliografia obrigatória e nem complementar no acervo da biblioteca.

Em Ciência da Natureza, no ano de 2012 de 38 displinas, 14 não possuiam bibliografia
obrigatória e nem complementar no acervo da biblioteca. Em 2015 todas as 38 disciplinas
possuem bibliografia obrigatória e complementar no acervo:
2012

2015

Gráficos 3 e 4- Total de disciplinas do Curso de Ciência da Natureza X Disciplinas
que não possuem bibliografia obrigatória e nem complementar no acervo da
biblioteca.

3 Considerações finais
Visualizamos então a importância do bibliotecário no acompanhamento de ementas de
projetos pedagógicos para o desenvolvimento de coleções em bibliotecas universitárias. Para
Vergueiro “o bibliotecário conhece, ou deveria conhecer o acervo sob sua responsabilidade,
sabendo melhor do que ninguém em que aspectos ele está fraco, em que aspectos ele está forte,
em que aspectos ele atingiu um estágio ideal de desenvolvimento”. (2010, p. 7). Desta forma, este
profissional deve tomar para si a função de gerenciar este processo, guiando a seleção e aquisição
de materiais conforme as demandas de sua unidade de informação.
Palavras-chave: Bibliotecário. Desenvolvimento de coleções. Biblioteca universitária.
Referências:
VERGUEIRO, Waldomiro. Seleção de materiais de informação: princípios e técnicas. 3. ed.
Brasília: Briquet de Lemos, 2010.
WEITZEL. Simone R. O desenvolvimento de coleções e a organização do conhecimento: suas
origens e desafios. Perspect. cienc. inf., Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p. 61 - 67, jan./jun. 2002.
Disponível em: &lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/414/227&gt;.
Acesso em: 29 mar. 2015.
Agências financiadoras: Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF

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Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text> Queiroz, Marcio Pedro Carvalho Pataro de </text>
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                <text>À frente de unidades de informação o bibliotecário como gestor é responsável por tomadas de decisões, entre elas está o desenvolvimento de coleções que abrange a seleção, aquisição e descarte de material bibliográfico. Conforme Weitzel (2002, p. 64) este processo é “uma atividade técnica comprometida com a sistematização de determinada área sob o enfoque institucional”, o que é evidenciado plenamente em bibliotecas universitárias responsáveis por prover recursos informacionais para execução de atividades fins da instituição</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
REPENSANDO O BIBLIOTECÁRIO 1
Emanuelle Geórgia Amaral Ferreira. UFMG. emanuelle.gaf@gmail.com
Carlos Alberto Ávila Araújo. UFMG. casalavila@yahoo.com.br
Introdução:
No ano em que se completa 50 anos da regulamentação da profissão do
bibliotecário, realizada pelo Decreto 56.725 de 16 de agosto de 1965, é importante
repensar o papel do bibliotecário. Desse modo, o presente trabalho apresenta uma
discussão inicial sobre alguns aspectos que serão contemplados ao longo da
dissertação de Mestrado sobre a Epistemologia da Biblioteconomia Contemporânea.
Conforme aponta Vieira (1983, p. 84), há uma crescente conscientização do
papel social do bibliotecário, bem como de seu esforço em busca de identidade
própria dentro do universo profissional. Contudo, podemos afirmar que ainda hoje, “o
bibliotecário

aparentemente

permanece

isolado

na

simplicidade

do

seu

pragmatismo: uma racionalização de cada processo técnico imediato, tomado
isoladamente, parece satisfazer seu interesse intelectual.” (Butler, 1971).
Assim como Butler (1971), Mukherjee (1985) também faz uma crítica a
respeito da falta de uma postura mais reflexiva sobre seu campo de atuação por
parte do bibliotecário. “Não é exagero afirmar que o bibliotecário atual não tem
tempo para repensar os propósitos, funções e objetivos da biblioteconomia.”
(MUKHERJEE, 1985, p. 17). As atividades desempenhadas pelo bibliotecário devem
ser realizadas de forma consciente, não apenas como um mero processo ou norma
técnica a seguir sem o mínimo de reflexão acerca da potencialidade de seu trabalho.
“Longe vão os dias em que competia ao bibliotecário “guardar livros” apenas. Hoje
ele é como que um diretor espiritual. Incentiva o gosto pelas leituras, mediante
direção técnica adequada e uma ascendência discreta”. (FERRAZ, 1949, p. 18).
Shera (1977, p. 11) menciona que, apesar da imagem popular do
bibliotecário, ele não é, ou pelo menos não deveria ser, um criado cujo único
propósito é apanhar e carregar aparas bibliográficas. Nesse sentido, Mukherjee
(1985, p. 26) afirma que “um bibliotecário deve ter uma consciência profissional
1

Título inspirado no artigo: VIEIRA, Anna da Soledade. Repensando a biblioteconomia. Ciência da
Informação, Brasília, v. 12, n. 2, p. 81-85, jul./dez. 1983.

�definida. Deve saber o que deseja alcançar.” (MUKHERJEE, 1985, p. 26). Por isso,
é tão importante resgatarmos o ato de refletir os processos biblioteconômicos,
resgatando a finalidade de tal ação (“por que” e “para quem” realiza-se tal trabalho).
Metodologia: revisão de literatura
Ortega y Gasset (2006 p. 46) nos diz que a função do bibliotecário é ser
guardião da necessidade social, que para o autor é o livro. “(...) a missão do
bibliotecário deverá ser, não como até hoje, a mera administração da coisa chamada
livro, mas o ajustamento, a mise au point da função vital que é o livro.” (ORTEGA Y
GASSET, 2006, p. 46) Ferraz (1949, p. 129), assim como Ortega y Gasset (2006),
também afirma que o objetivo do bibliotecário é conhecer as possibilidades do livro.
Para tanto, a autora aponta que o bibliotecário deverá estar animado de um tríplice
espírito, que ela identifica como: intelectual, técnico e social:
“ 1 – O espírito que anima o intelectual: lembrar-se sempre que o livro, e, por
consequência, a biblioteca, desenvolve o domínio das forças científicas, estéticas,
morais e espirituais;
2 – O espírito técnico: fazer com que toda ação, ou toda operação, seja efetuada
com o máximo da tecnicidade, segundo os melhores métodos, com a melhor matéria,
o melhor material, o melhor pessoal, a fim de obter o maior rendimento;
3 – O espírito social: tornar sensível e presente a preocupação social, trabalhar para
a melhoria da sociedade. (FERRAZ, 1949, p. 129)

Diante disso, mirando-se na tríplice do espírito: intelectual, técnico e social,
pode-se afirmar que por meio de suas atribuições, o bibliotecário é um agente de
transformação social. Ressalta-se que ao longo do tempo, a trajetória da atuação do
bibliotecário esteve ligada ao espírito técnico com desenvolvimento de instrumentos,
critérios e normas de organização e tratamento da informação. Contudo, o espírito
técnico, mencionado por Ferraz (1949) não é a atividade fim da atuação do
bibliotecário, mas o meio para atingir o seu objetivo de facilitar e difundir o acesso à
informação e ao conhecimento.
Discussão:
Historicamente,

sempre

houve

uma

tensão

entre

a

dimensão

técnica/dimensão humanista da profissão. Contudo, hoje, novos elementos colocam
novos desafios para a área – mediação, competência informacional, bibliotecas
eletrônicas ou digitais (ARAÚJO, 2013, p.54-55).
Diante disso, o bibliotecário sabe que desempenha um papel relevante à
sociedade, mas não reflete sobre o quanto é importante. Falta refletir a respeito de
questões básicas acerca da atuação profissional de forma que, num primeiro

�instante, propicie um reconhecimento por parte dos próprios bibliotecários e,
posteriormente, da sociedade.
O bibliotecário deve estar consciente que é um agente de transformações ou
que pode tornar-se esse agente de transformações. É por meio do papel social,
educativo e por isso mesmo, transformador, o bibliotecário deve ser considerar-se –
e ser considerado – como um dos profissionais responsáveis pela promoção de uma
sociedade atualizada, baseada na ação de cidadãos em informados.
Considerações Finais:
Como todo profissional que trabalha com a informação, o bibliotecário deve
estar ciente de sua responsabilidade na transformação social. Pode-se afirmar que
ele é a “porta de entrada” para um mundo informacional capaz de transformar as
perspectivas pessoais e gerais da sociedade por meio da disponibilização da
informação/conhecimento.
Questionar e refletir em profundidade as questões acerca da atuação
profissional é um desafio que deve ser aceito pelo bibliotecário para que seja
possível construir e, porque não, desconstruir teorias e normas que estão
introduzidas como verdades absolutas, a fim de possibilitar a “efervescência” de
ideias.
Palavras-chave: bibliotecário; papel social do bibliotecário; reflexão bibliotecária.
Referências:
ARAÚJO, Carlos Alberto Ávila. Correntes teóricas da biblioteconomia. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 9, n.1, p. 41-58,
jan./dez. 2013.
BUTLER, Pierce. Introdução à ciência da biblioteconomia. Rio de Janeiro:
Lidador, 1971.
FERRAZ, Wanda. A Biblioteca. 3. ed. rev. e. aum. São Paulo: Saraiva, 1949.
MUKHERJEE, A. K. Filosofia da biblioteconomia. Trad. Maria das Graças Targino.
Teresina: Associação dos Bibliotecários do Estado do Piauí, 1985. 41p.
ORTEGA Y GASSET, José. Missão do bibliotecário. Brasília, DF: Briquet de
Lemos/Livros, 2006.
SHERA, Jesse. Epistemologia social, semântica geral e biblioteconomia. Ciência da
Informação, Rio de Janeiro, v. 6, n. 1, p. 9-12, 1977.
VIEIRA, Anna da Soledade. Repensando a biblioteconomia. Ciência da
Informação, Brasília, v. 12, n. 2, p. 81-85, jul./dez. 1983.
Agências financiadoras
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

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                <text>No ano em que se completa 50 anos da regulamentação da profissão do bibliotecário, realizada pelo Decreto 56.725 de 16 de agosto de 1965, é importante repensar o papel do bibliotecário. Desse modo, o presente trabalho apresenta uma discussão inicial sobre alguns aspectos que serão contemplados ao longo da dissertação de Mestrado sobre a Epistemologia da Biblioteconomia Contemporânea.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
BIBLIOTECH: IMPRESSÕES DIGITAIS SOBRE O FUTURO DAS BIBLIOTECAS

Jordan Paulesky Juliani. Professor Doutor do Mestrado Profissional do
Programa de Pós-graduação em Gestão de Unidades de Informação
(PPGInfo/UDESC), jordanjuliani@gmail.com; Andreza Caroline Possenti
Zucatto. Mestranda do Mestrado Profissional do Programa de Pós-graduação em
Gestão
de
Unidades
de
Informação
(PPGInfo/UDESC),
andreza.possenti@gmail.com; Déborah Medeiros. Mestranda do Mestrado
Profissional do Programa de Pós-graduação em Gestão de Unidades de
Informação (PPGInfo/UDESC), binhaa.medeiros@gmail.com; Marcelo Cavaglieri.
Mestrando do Mestrado Profissional do Programa de Pós-graduação em Gestão
de Unidades de Informação (PPGInfo/UDESC), marceloglieri@yahoo.com.br;
Natalí Ilza Vicente. Mestranda do Mestrado Profissional do Programa de Pósgraduação em Gestão de Unidades de Informação (PPGInfo/UDESC),
natalivicente@gmail.com.

Introdução
A Feira, que tem como nome Bibliotech, nasceu em 2013 e foi produzida a
partir dos resultados obtidos na disciplina de Tecnologias da Informação e da
Comunicação (TIC) oferecida para a 1ª turma do Mestrado Profissional em Gestão
de Unidades de Informação da Universidade do Estado de Santa Catarina
(PPGInfo/UDESC). O desenvolvimento dos trabalhos para a disciplina instigou os
alunos e professores para a exposição dos resultados da disciplina em uma feira
com o intuito de compartilhar conhecimento a respeito das tecnologias de
informação e comunicação aplicáveis às unidades de informação. Dessa forma, os
trabalhos executados pelos alunos do Mestrado na disciplina serviram de base
para os temas apresentados na feira.
A Bibliotech teve como objetivo apresentar ao seu público como as
tecnologias vem influenciando as unidades de informação (Uis), especialmente
puxada pela necessidade de atendimento das expectativas dos interagentes
nativos digitais. Os visitantes da feira puderam participar e interagir nos stands e
conheceram na prática muitas tendências tecnológicas que fazem ou futuramente
irão fazer parte das unidades de informação. Neste contexto, as tecnologias de
informação apresentadas na feira remetem ao surgimento de serviços de
informação inovadores que proporcionarão experiências novas e ricas aos
interagentes.

�A feira, na sua essência, teve como proposta provocar os visitantes, em
especial os bibliotecários, no sentido da necessidade de perceber as tecnologias e
seus possíveis empregos nas Uis. Essa competência a ser assimilada por estes
profissionais passa pelo entendimento de que a aplicação dessas tecnologias em
unidades de informação, muitas vezes, não demanda de altos investimentos
financeiros ou conhecimentos específicos na área de tecnologia.
Relato da experiência
A 1ª edição da feira teve um dia de duração e aconteceu em 20 de outubro
de 2013 nas próprias instalações da FAED/ UDESC.
A escolha do conteúdo apresentado na feira foi discriminado na disciplina
de TIC, e deveria abranger os seguintes temas: produção de conteúdo
colaborativo; e-books e digitalizações; repositórios digitais; realidade aumentada;
holograma e mídias sociais. Antes da execução da feira, dividiu-se os temas entre
os mestrandos para que produzissem seminários sobre esses assuntos, e para
discussão de ideias com o grande grupo em como apresentar o conteúdo para a
feira.
Já na feira, a apresentação dos temas foi feita de forma interativa e
buscando obedecer uma sequência de uso das tecnologias, proporcionando uma
experiência prática aos visitantes. A divisão dos conteúdos foi apresentado
individualmente em stands, organizada no total de cinco dentro de uma sala de
aula, e em outro ambiente, a apresentação de uma história por meio do uso de
holograma, feito em uma sala específica, pois necessitava de equipamentos e
ambiente com pouca iluminação, para reprodução eficiente da imagem. Assim, foi
preparada com o uso de lona preta, um espelho de 80cmx60cm e um televisor, um
espaço para apresentação da tecnologia holograma, como um exemplo do tema
de realidade aumentada.
A sequência dos stands com seu conteúdo respectivo foi organizada para
que os participantes tivessem uma visualização de uma sequência tecnológica
onde participavam efetivamente da produção e uso da tecnologia. No primeiro
stand, que apresentava o tema produção de conteúdo colaborativo, os mestrandos
convidavam os participantes a criar uma história coletiva, juntamente com o uso
de objetos cênicos. No segundo stand, apresentou-se a tecnologia dos ebooks e
e-readers e digitalização, demonstrando os dispositivos mais comuns de leitura e
o livro criado pelo coletivo. No terceiro stand, apresentou-se os repositórios digitais
e sua importância na divulgação da produção intelectual dentro das instituições. O
quarto stand apresentava tecnologia para realidade aumentada, por meio de
interação de movimentos entre visitante e tela de computador. Por último, o quinto
stand apresentava o trabalho em mídias sociais, focando principalmente na
campanha de divulgação da feira, mostrando uma tela com os tweets ao vivo de
comentários da feira, fortalecidos pelo uso de uma hashtag própria para o evento
(#bibliotech), bem como todas as interações com a mídias sociais e com a página
do evento.
Sobre o uso de mídias sociais, a feira contou com uma ampla divulgação
nas redes sociais e nos murais da Universidade. Foi criado uma fanpage no
Facebook inicialmente para divulgar a realização da feira e que posteriormente

�servisse também para propagar novas tendências tecnológicas e assuntos
relacionados a Biblioteconomia, Ciência da Informação e ao mestrado do PPGInfo.
Após a feira, devido ao grande alcance de público na página, ela vem sendo
utilizada como propagação de conteúdo e divulgação de palestras online.
A organização também se preocupou com a interação dos participantes
através do uso de tecnologias próprias dos visitantes, onde as pessoas utilizavam
seus dispositivos móveis (celular ou tablet) através do uso de leitor de QRcodes, o
aplicativo Layar e aplicativos e-readers, interagindo diretamente com as atividades
da feira.
A feira foi bem recebida pela comunidade local, sendo prestigiada não
apenas por discentes e docentes do departamento de Biblioteconomia e do
Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação, mas também por
discentes e docentes de outros cursos e de outros campi, o que demonstrou a
característica interdisciplinar da feira na apresentação do uso das tecnologias,
voltadas para educação e para uso individual/ do pesquisador.
Considerações Finais ou Conclusões
Os resultados obtidos foram além das expectativas! Além do feedback
imediato durante a feira, tanto nas conversas informais com os interagentes que
participaram da feira, quanto no final do circuito da visita onde foi realizado um
questionário de avaliação. Outra forma de avaliação e também termômetro foi a
utilização das mídias sociais, com estas ferramentas foi possível acompanhar o
que estava se falando da feira durante e pós evento.
Da avaliação que era feita pelos visitantes da feira, o produto que teve mais
destaque foi a realidade aumentada, que trazia informação digital para interação
no mundo real e também o holograma. Por meio dos comentários de quem
participou foi possível constatar que o objetivo principal foi alcançado, de que é
possível se utilizar de tecnologias de forma simples, prática e sem grandes
investimentos financeiros.
O evento físico pretende ser anual, mas a Bibliotech continua o ano inteiro
dentro das mídias sociais. Na sua fanpage no Facebook são postados
frequentemente informações sobre tendências, inovações e quaisquer
informações pertinente para o desenvolvimento de produtos e serviços em
unidades de informação.
Em 2015 a feira terá sua segunda versão, após a primeira experiência e
muito estudos e discussões a feira se ampliou, se expandindo para dois dias.
Além de trazer a infraestrutura tecnológica nos stands, acontecerão oficinas e
palestras, além de conteúdo gerado nas mídias sociais, também estão
acontecendo webinars no canal do Youtube criado para feira.

Palavras-chave: Unidades
Comunicação. Bibliotech.

de

Informação.

Tecnologia

Agências financiadoras
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

da Informação e

�</text>
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                <text>A Feira, que tem como nome Bibliotech, nasceu em 2013 e foi produzida a partir dos resultados obtidos na disciplina de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) oferecida para a 1ª turma do Mestrado Profissional em Gestão de Unidades de Informação da Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGInfo/UDESC). O desenvolvimento dos trabalhos para a disciplina instigou os alunos e professores para a exposição dos resultados da disciplina em uma feira com o intuito de compartilhar conhecimento a respeito das tecnologias de informação e comunicação aplicáveis às unidades de informação. Dessa forma, os trabalhos executados pelos alunos do Mestrado na disciplina serviram de base para os temas apresentados na feira.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

A PRÁTICA DE COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO NA BIBLIOTECA DO
CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

Érica Resende. Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciência Humanas da
Universidade Federal do Rio de Janeiro. ericare@gmail.com.
Marianna Zattar. Curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de
Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. mzattar@facc.ufrj.br

Introdução

As formas de produção e uso da informação estão entre as principais atividades
que compõem as rotinas dos bibliotecários que atuam no serviço de referência.
Considerando que a biblioteca universitária é uma organização complexa no
espaço das universidades e, em geral, tem como atividade fim o atendimento à
comunidade acadêmica (composta por discentes, docentes e técnicoadministrativo) no tripé universitário composto por ensino, pesquisa e extensão
universitária, pode-se notar que é nesse espaço que se costuma evidenciar de
forma clara e objetiva as necessidades de informação dos usuários e as
fragilidades que envolvem as questões de acesso e uso da informação. O que,
entre outras coisas, evidencia a importância das iniciativas de competência em
informação promovidas aos usuários nos processos de busca e recuperação da
informação nas bibliotecas universitárias.

Relato da experiência

A Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é uma das bibliotecas que compõem o Sistema

�de Bibliotecas (SiBI) da UFRJ e está localizada no campus da Praia Vermelha,
no Rio de Janeiro e atende aos cursos de graduação e pós-graduação em:
Comunicação, Educação, Psicologia, Relações Internacionais e Serviço Social,
além da comunidade interna (formada por usuários de outras bibliotecas da
universidade) e a comunidade externa (usuários de outras instituições ou a
comunidade como um todo). Sua estrutura física está distribuída em três prédios
organizados por tipos de recursos informacionais (coleções): a) prédio da
Decania (acervo de livros, folhetos, teses e dissertações); b) prédio anexo CFCH
(sala de leitura e Hemeroteca); c) prédio Metálica - Espaço Anísio Teixeira
(acervo de obras raras e Coleção Anísio Teixeira).
A missão dessa biblioteca é facilitar e incentivar o acesso e uso da informação
para comunidade acadêmica do CFCH contribuindo para o ensino, a pesquisa e
a extensão na UFRJ. Neste sentido, dentre as principais atividades do serviço
de referência da Biblioteca do CFCH estão os treinamentos de usuários
ofertados aos alunos e professores dos cursos que compõem o referido centro.
Em geral estes treinamentos de usuários acontecem a partir da oferta do SiBI
em conjunto com as suas bibliotecas e contemplam tópicos sobre a utilização
das bases de dados que a universidade possui e aquelas que são acessíveis
pelo Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (CAPES), além da normalização documentária. E é a partir dos
treinamentos de usuários que surgem as demandas específicas para
atendimentos especializados seja de forma individual, seja em sala de aula. Com
isso, é nesse momento que se percebe que o usuário (docente ou discente - em
nível de graduação e pós-graduação) procura estabelecer uma relação entre as
suas necessidades de informação e a oferta de serviços dos bibliotecários e das
bibliotecas.
Dentre as principais demandas que acorreram nos últimos anos, destaca-se a
solicitação, nos dois semestres letivos dos anos de 2013 e 2014, feita pelos
docentes das disciplinas “Projeto Experimental I” e “Projeto Experimental II”
(oferecidas, respectivamente, aos discentes matriculados no 7º e do 8º
semestre) do curso de bacharelado em Comunicação para as habilitações em
Jornalismo, Produção Editorial, Publicidade e Propaganda e Radialismo.
A participação do bibliotecário vem permitindo que seja realizada a promoção de
acesso e uso das fontes de informação que possuem afinidade temática com o

�curso solicitante e tópicos específicos sobre a normalização documentária de
trabalhos acadêmicos.
A partir da constatação das necessidades de informação da comunidade do
curso e do docente e dos discentes da disciplina, são utilizadas para a
elaboração dessas apresentações bases de dados a partir da Pesquisa no Portal
de Periódicos Capes, somadas à biblioteca eletrônica Scielo e ao catálogo da
universidade (Base Minerva).
Dentre os principais resultados destaca-se a inserção do bibliotecário de
referência para além do espaço da biblioteca com a divulgação das fontes de
informação especializadas (especialmente as bases de dados), além do
aumento do conhecimento e uso das ferramentas de busca e recuperação na
pesquisa em nível científico e acadêmico. Outro resultado está em nível
interacional com o reconhecimento do trabalho do bibliotecário no processo da
pesquisa.

Considerações Finais

Este breve relato de experiência revela uma possibilidade de participação do
bibliotecário de referência nos cursos de graduação no papel de promotor das
iniciativas e práticas de competência em informação no contexto do ensino
superior na área de Comunicação.
Nesse sentido nota-se que os estudos empreendidos em torno da temática da
competência em informação são necessários na medida em que indicam a
vertente colaborativa entre o trabalho dos profissionais bibliotecário e docente,
cada qual com a sua responsabilidade, no escopo das atividades que incorporam
a atividade de busca e recuperação da informação de forma consciente e
autônoma.

Palavras-chave: Biblioteca universitária. Competência em Informação.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

V CIRANDA LITERÁRIA DA BIBLIOTECA DO COLÉGIO DE APLICAÇÃO DA
UFRJ: AÇÕES COM ADOLESCENTES
Ana Lúcia Ferreira Gonçalves, UFRJ, analucia2108@gmail.com
Leni Rodriguez Perez Fulco, UFRJ, rodriguez.leni@gmail.com
Tatyanne Christina Gonçalves Ferreira Valdez, UFRJ, taty.valdez@ufrj.br
Introdução
Um dos objetivos da Biblioteca do Colégio de Aplicação da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (CAp/UFRJ) é formar leitores, isto é, oferecer o acesso
ao livro e a outros suportes informacionais e incentivar o hábito da leitura. Deste
modo, a realização de eventos promovidos pela biblioteca é de fundamental
importância para dinamizar o acesso ao livro e a outras produções culturais
(relacionadas com o livro), assim como facilitar sua circulação no ambiente
escolar. Propostas que estimulem a democratização do acervo cultural da
humanidade devem ser desenvolvidas, promovendo a “leitura” (num sentido mais
amplo) como fonte de prazer, conhecimento e promoção de cidadania.
Neste sentido, este trabalho tem o intuito de relatar a quinta edição do
evento “Ciranda Literária”, realizado pela biblioteca do Colégio de Aplicação da
UFRJ em parceria com os professores do 6º ao 9ª de língua portuguesa. O evento
tem como objetivo promover ações de caráter artístico cultural em interseção com
a literatura e com os processos de formação do leitor.
De acordo com o educador Piaget (apud PINA, 2009, p. 43) o período da
adolescência compreende um ser humano que tenta conhecer e dominar os
recursos que lhe faltam para razão adulta. Assim trata-se de um grupo que
necessita lidar com ideias abstratas, precisando ler obras que trabalhem essa
temática. Por se tratar de uma fase de vida de autodescoberta e
autoconhecimento estes indivíduos precisam descobrir do que são capazes,
testando seus próprios limites, num sistema de recompensas que de fato o
satisfaça, esse aspecto reforça a importância de conhecer várias perspectivas
para decidir sobre a que mais lhe convêm. Na prática a leitura literária vai viabilizar
estas escolhas ao longo, sobretudo de suas trajetórias acadêmicas.
Para complementar essa ideia, Gomes e Bortolin (2011, p. 158) ressaltam
que “a leitura é um ato que depende da motivação recebida e a sua prática

�favorece muito a construção do conhecimento, a opinião e o senso crítico do
indivíduo”.
Conforme essa perspectiva, muitos professores utilizam como estratégia
para despertar o interesse e compreensão dos clássicos a intertextualidade entre
autores contemporâneos e outros tipos de suporte da informação. Deste modo,
verifica-se a importância das ações da biblioteca escolar em conjunto com os
professores para contribuir no processo ensino-aprendizagem.

Relato da experiência
A “V Ciranda Literária” foi realizada pela biblioteca do Colégio de Aplicação
da UFRJ, nos meses de setembro a novembro de 2014, em parceria com os
professores de Língua Portuguesa das turmas do sexto ao nono ano de Ensino
Fundamental.
Para as turmas do 6º ano foi feita uma apresentação teatral de literatura de
cordel, os alunos contaram com a presença do cordelista Edmilson Santini
acompanhado de percussão ao vivo. Desta maneira o cordelista no final do
espetáculo convidou os alunos para cantarem e recitarem cordéis, os mesmos
ficaram motivados, pois já haviam criado as histórias a pedido da professora de
Língua Portuguesa.
No 7º ano foi realizada uma exposição de diversos livros de suspensepolicial e mistério. A apresentação no power point sobre os dados biográficos e
bibliográficos de autores que escrevem os referidos gêneros literários forneceu
informações novas e possibilitou aumento no repertorio literário dos alunos. Os
autores ressaltados foram Arthur Conan Doyle, Edgar Allan Poe, Agatha Christie.
Através da utilização de outras linguagens midiáticas a apresentação de dois
trailers de filmes sobre mistério (Sherlock Holmes e O Corvo) contribuiu no
envolvimento dos alunos com o tema, despertando a curiosidade para a leitura
dos livros.
Com as turmas do 8º ano foi elaborada uma apresentação do tema “O
poema como voz social”, nesta atividade os alunos puderam relacionar a literatura
brasileira aos acontecimentos históricos e sociais. Deste modo, algumas obras
destacadas: “A Flor e náusea” de Drumond; “Rosa de Hiroshima” de Vinicius de
Moraes; o poema “Operário em construção”, de Vinicius de Moraes e vídeo de
Chico Buarque, da “Construção”; vídeo com a música “O bêbado e o equilibrista”
da Elis Regina interpretada pela sua filha Maria Rita. Para finalizar a
apresentação, os alunos ouviram a canção de Gabriel, o pensador “Até quando?”,
que agradou bastante aos alunos. Também foi mostrado slide sobre as
manifestações que ocorreram atualmente, no Brasil. O objetivo foi contribuir com a
consciência social dos alunos por meio da explanação dos movimentos artísticos e

�históricos.
O 9° ano recebeu o autor Delcio Teobaldo para responder perguntas acerca
do seu livro Pivetim. Esse espaço de diálogo com o autor estimulou nos alunos a
leitura do referido livro. Deste modo, todos foram surpreendidos pelo autor quando
revelou informações sobre a produção do enredo e a criação dos personagens do
livro.
Considerações Finais
O evento permitiu uma maior interação entre professores, funcionários,
alunos e familiares em torno da criação e valorização do fazer cultural. Além disso,
promoveu a divulgação de trabalhos e obras de autores e artistas envolvidos na
produção do livro e outras criações culturais. Possibilitou também, a integração
dos alunos ao ambiente da biblioteca, fazendo com que estes frequentem o
espaço de leitura e se sintam motivados no uso regular dos serviços de
informação oferecidos. É importante ressaltar que através das atividades foi
possível observar e avaliar o fluxo de pensamento dos alunos, através da
construção de múltiplos sentidos, do diálogo e do compartilhamento de reflexões
acerca dos textos apresentados. Verificou-se que a promoção da biblioteca como
um espaço de informação, cultura e lazer contribuiu para a interação da
comunidade escolar.

Palavras-chave: biblioteca escolar; formação de leitores; leitura literária.

Referências:

GOMES, Luciano Ferreira; BORTOLIN, Sueli. Biblioteca escolar e mediação da
leitura. Semina: Ciências Sociais e Humanas, Londrina, v. 32, n. 2, p. 157-170,
jul./dez. 2011. Disponível em: &lt;http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/
seminasoc/article/view/11962/13823&gt;. Acesso em: 10 jul. 2014.
PETIT, Michèle. A arte de ler ou como resistir à adversidade. São Paulo: Ed.
34, 2009.
PINA, Sandra. A literatura juvenil: ponte para os clássicos. In: BRASIL. Ministério
da Cultura. Cursos da casa da leitura: práticas leitoras. Rio de Janeiro:
Fundação Biblioteca Nacional, 2009. v.3.

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                    <text>CLIMA ORGANIZACIONAL E MOTIVAÇÃO NO TRABALHO NA PERCEPÇÃO
DE BIBLIOTECÁRIAS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR
Diogenes Pinheiro Batista
Bibliotecário – CRB13
Raimunda Ramos Marinho
Universidade Federal do Maranhão/
Departamento de Biblioteconomia
rr.marinho@ufma.br
Introdução:
Na atual conjuntura por que passam as organizações, a informação é
evidenciada como o alicerce, o suporte que alenta e faz com que os negócios não
pereçam, mas tenham aceitação no mercado vigente. Na afamada “Sociedade da
Informação”, o conceito de riqueza e de poder adquire uma nova conotação: antes
gerado pelo domínio do capital, da terra e do trabalho, nos tempos atuais provém do
conhecimento e dos demais bens intangíveis.
O argumento é válido para explicar a importância das pessoas em uma
organização, pois somente o homem é capaz de deter a informação e transformá-la em
conhecimento. Em razão disso, as pessoas em ambientes organizacionais são o alvo
certo para a construção de instituições prontas para competir com esse mundo
alavancado pelo fenômeno da globalização.
A junção da globalização dos negócios, somados com o desenvolvimento
tecnológico, com a busca por qualidade, gerou uma constatação que se tornou
imprescindível nas organizações: a vantagem competitiva das empresas passou a ser
decorrente das pessoas que nelas trabalham. As pessoas são responsáveis pela
manutenção e conservação do status quo existente, sendo elas, e somente elas, que
geram, fortalecem e induzem o que deverá vir a ser. É exclusivamente o ser humano
que produz, vende, atende o cliente, toma decisões, lidera, motiva, comunica,
supervisiona, gerencia e dirige os negócios de uma empresa.
Portanto, com base no entendimento de que uma organização e suas
práticas influenciam o desenvolvimento e interesse dos colaboradores, reitera-se o
interesse em perscrutar como objetivo geral identificar a percepção de bibliotecários
com atuação em instituições de ensino superior. E, como objetivos específicos verificar
quais são os níveis de satisfação em realizar a função bibliotecária, como se dá a

�relação entre o clima organizacional da I.E.S, e os serviços prestados à comunidade
acadêmica, e identificar as possíveis dificuldades no clima organizacional.
Abordam-se, inicialmente os aspectos conceituais do clima organizacional na
visão de diversos autores como Lima e Albano (2002), Maximiano (2000), Rocha
(2010), Souza (2003) entre outros.
Método da pesquisa:
Este estudo descritivo do tipo pesquisa de campo utilizando análise
bibliográfica e instrumento de coleta de dados. Foram sujeitos desta pesquisa o quadro
de 4 (quatro) bibliotecárias, para as quais aplicou-se um questionário composto por dez
questões fechadas .
Resultados e Discussão:
Os resultados demonstram o quão satisfeitas estão as 4 (quatro) sujeitos
investigados no exercício de suas funções, tornando

uma das mais importantes

variáveis relacionadas com o comportamento organizacional e a qualidade de vida.
Porém envolve diversos fatores que variam de interesses pessoais relevantes às
condições de trabalho ao de ordem material como suporte tecnológico, para prestar um
bom serviço à sociedade acadêmica no menor espaço de tempo possível. Estefano
(1996) relata que o principal fator responsável pela insatisfação desses funcionários
constitui-se nas condições de trabalho
Robbins (2002), afirma que funcionários produtivos tendem a ser
funcionários felizes, o que, consequentemente, pode significar recompensas do tipo
reconhecimento, aumento de remuneração, promoções etc., remetendo à relação entre
satisfação e produtividade. Na pesquisa, tem-se que o sujeito A é reconhecida pelo
desempenho de seus serviços tanto pelos seus superiores quanto pela sociedade,
enquanto C e D (50%) são reconhecidas pelos seus superiores, e B disse que não é
reconhecida nem pelos seus superiores nem pela sociedade pelos seus serviços. Com
a análise percebe-se que os serviços têm maior reconhecimento pelos superiores,
porquanto não são reconhecidos só pela sociedade acadêmica pelas atividades que
exercem. Mesmo que os resultados dos serviços não alcancem as metas, não se deve
deixar de reconhecer os esforços realizados e incentivar cada vez mais melhorias, uma
vez que se deve considerar que são apenas 04 bibliotecárias para realizar as atividades

�de uma rede de bibliotecas que possui cerca de 15 mil alunos regularmente
matriculados. Levantou-se ainda, que alguns quesitos como, sugestão de ideias,
treinamentos e consciência dos objetivos da organização pelos líderes e gestores,
contribuem para o desenvolvimento da organização, assim como confirmam que o
relacionamento com os companheiros de trabalho favorece a execução do serviço.
Considerações Finais ou Conclusões:
Analisando os conceitos sobre clima organizacional, pôde-se constatar a
necessidade dos profissionais gestores adotarem o gerenciamento com pessoas no seu
dia a dia profissional, e não ficarem somente preocupados em acompanhar as
tendências tecnológicas, fator esse que também vem redimensionando o seu papel
dentro

do

contexto

organizacional.

Em

síntese

as

organizações

deveriam

constantemente ficar atentas ao estudar clima organizacional e com propostas
delineadas, fazerem com que em um futuro próximo a excelência do serviço prestado
seja alcançada, uma vez que a informação conforme mencionada lá no início deste
estudo, é o alicerce e suporte que sustenta não só os “negócios”, mas é principalmente
a alma transformadora que mantém acesa a chama do conhecimento.
Palavras-chave:
Clima organizacional. Motivação. Biblioteca Universitária.
Referências
ESTEFANO, E. V. V. Satisfação dos recursos humanos no trabalho: um estudo de
caso na biblioteca central da Universidade Federal de Santa Catarina. 1996.
Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação do Centro Tecnológico de
LIMA, Súsi M. Barcelos e; ALBANO, Adriana Gaffrée Burns. Um estudo dobre clima e
cultura organizacional na concepção de diferentes autores. Rev. CCEI-URCAMP, v. 6,
n. 10, p. 33-40, ago. 2002.
MAXIMIANO, Antônio César Amauri. Introdução à administração. 5. ed. São Paulo:
Atlas, 2000.
ROBBINS, Stephen Paul. Comportamento organizacional. 9. ed. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2002.
SOUZA, Eduardo Lubisco. Impacto da mudança no clima organizacional: um estudo
de caso na TELET/CLARO digital. 2003. 106 f. Dissertação (Mestrado em
Administração) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003.

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                <text>Na atual conjuntura por que passam as organizações, a informação é evidenciada como o alicerce, o suporte que alenta e faz com que os negócios não pereçam, mas tenham aceitação no mercado vigente. Na afamada “Sociedade da Informação”, o conceito de riqueza e de poder adquire uma nova conotação: antes gerado pelo domínio do capital, da terra e do trabalho, nos tempos atuais provém do conhecimento e dos demais bens intangíveis.</text>
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                    <text>Resumo expandido de comunicação científica
GESTÃO DE PESSOAS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
FORMAÇÃO E ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO
Maristella Soares dos Santos (FCM/Unicamp – maristella.stos@gmail.com)
Introdução: Aos profissionais da informação cabem tarefas de tratar, disponibilizar e
disseminar recursos informacionais, bem como administrar as unidades de informação
que acomodem tais recursos, como bibliotecas (escolares, universitárias,
especializadas, particulares), arquivos, centros de documentação e informação,
estejam elas em instituições públicas ou privadas.
O ato de administrar as unidades de informação inclui ainda o gerenciamento
do pessoal que nelas atuem. Devido às especificidades das unidades de informação é
natural que a equipe também tenha características e necessidades específicas. Neste
contexto, surgem alguns questionamentos: Sendo o bibliotecário o profissional
devidamente capacitado a administrar as especificidades das unidades de
informação, cabe a ele também conhecer e gerenciar as características e
necessidades específicas dessas equipes? O bibliotecário está preparado para
desempenhar as funções competentes ao gestor de pessoas? O bibliotecário está
inserido nos processos e procedimentos de gestão de pessoas das organizações em
que atuam?
Ainda que o bibliotecário atue sozinho ou com uma equipe muito reduzida, os
conceitos de gestão de pessoas podem lhe ser úteis e trazer grandes contribuições
em seu relacionamento com a comunidade usuária, também formada por pessoas,
com diferentes características e anseios.
A hipótese que fundamentou tais questões foi de que o profissional bibliotecário
não teria um espaço claramente definido no que tange o gerenciamento de pessoas
nas unidades de informação, e que esse processo fosse responsabilidade atribuída
aos departamentos de recursos humanos das instituições, com possível interação nos
processos de admissão e demissão de colaboradores para a biblioteca.
Neste sentido, o presente estudo tem por objetivo geral caracterizar a atuação
do profissional bibliotecário como gestor de pessoas nas bibliotecas universitárias do
município de Campinas­SP. Já os objetivos específicos são verificar a capacitação
dos profissionais bibliotecários para atuação como gestor de pessoas, caracterizar o
conhecimento e familiaridade do profissional bibliotecário com termos relacionados à
gestão de pessoas e identificar a participação do profissional bibliotecário nos
processos e procedimentos de gestão de pessoas das organizações em que atuam.
Método da pesquisa: ​
O método utilizado neste estudo consiste na pesquisa de
campo de caráter exploratório descritivo, por meio de observação direta extensiva
(MARCONI E LAKATOS, 2008). Para embasamento teórico­conceitual da temática
proposta, realizou­se uma busca bibliográfica principalmente na Base de Dados
Referenciais de Artigos de Periódicos de Ciência da Informação (BRAPCI) e na
biblioteca eletrônica Scientific Electronic Library Online (SciELO). Os dados foram
coletados por meio de questionário estruturado, composto por questões fechadas,
elaboradas com base nas divisões de processos de RH propostas por Chiavenato
(2006) que permitiram identificar as lacunas questionadas nos objetivos anteriormente
propostos.
O universo da pesquisa foi composto pelos bibliotecários atuantes em
Instituições de Ensino Superior presencial da cidade de Campinas – SP, consultadas
através do Portal E­MEC (http://emec.mec.gov.br/), que somavam 22 instituições. O

�questionário foi direcionado ao contato principal da biblioteca da Instituição,
solicitando que fosse redirecionado a todos os bibliotecários que ali atuavam. Ao fim
do prazo estipulado, foram retornados 17 questionários devidamente respondidos.
Resultados: Os resultados obtidos demonstram que os profissionais bibliotecários
buscaram por formação continuada nos níveis de especialização, mestrado e
doutorado, sendo marcante a presença de temáticas voltadas à administração e
gestão nos cursos de especialização mencionados. Na ocasião da graduação em
Biblioteconomia, a maioria dos respondentes tiveram “Gestão de Pessoas” como
disciplina específica ou tema abordado em outra disciplina ligada a gestão. Dentre os
respondentes, 11 buscaram formação complementar relacionada à Gestão de
Pessoas e seis disseram ter interesse em estudar o assunto futuramente. É sabido
que a área de Ciência da Informação e Biblioteconomia é fortemente caracterizada
pela interdisciplinaridade presente na formação e atuação dos profissionais da
informação.
De acordo com Sampaio (2010), as unidades de informação são organizações
complexas, tendo a informação como recurso (ou produto) fundamental de produção.
Sendo assim, para o gerenciamento de uma biblioteca, além dos demais tipos de
unidades de informação, o profissional necessita além dos conhecimentos técnicos de
gestão da informação, os conhecimentos multidisciplina​
res e amplas no que se refere
à organização, direção e controle dos recursos necessários. Esses conhecimentos
multidisciplinares subsidiarão o gerenciamento desses recursos, “que são objetos de
estudo e áreas como Tecnologia da Informação, Psicologia, Economia, Estatística,
Contabilidade, Ciência da Informação e Administração. (SAMPAIO, 2010)
A necessidade de conhecimentos interdisciplinares também é destacada por
Silveira (2009) ao afirmar que:
quanto aos gerentes, precisam ter conhecimentos diferenciais e se qualificar
para atuar em áreas fundamentais ao desenvolvimento harmonioso das
bibliotecas universitárias, incluindo planejamento organizacional, financeiro, de
outros recursos físicos e humanos (SILVEIRA, 2009).

Questionados sobre a contribuição de conhecimentos em Gestão de Pessoas
para a atuação dos bibliotecários em unidades de informação, três disseram que
contribui e 12 disseram que contribui muito (dois participantes não responderam).
Tendo por base a divisão de processos de Recursos Humanos (RH) propostas
por Chiavenato (2006) que as elenca em Provisão de recursos humanos; Aplicação
de Recursos Humanos; Manutenção de Recursos Humanos; Desenvolvimento de
Recursos Humanos e Monitoramento de Recursos Humanos, os bibliotecários foram
questionados sobre seus níveis de conhecimento das atividades envolvidas em cada
processo, bem como de seu envolvimento e responsabilidade na execução das
mesmas.
Constatou­se que os bibliotecários conhecem grande parte dos termos
relacionados à GP. Os termos menos conhecidos correspondem as atividades que
possuem menor envolvimento na execução. Verificou­se que os bibliotecários
participam consideravelmente das atividades de GP, seja sozinho, isto é
responsabilidade de execução exclusiva do bibliotecário ou em parceria com os
departamentos de RH de cada instituição, principalmente na provisão e aplicação de
recursos humanos. Nos processos relacionados à manutenção de recursos humanos
a predominância de execução exclusiva pelos departamentos de RH foi maior.
Considerações finais: ​
Os resultados obtidos possibilitaram o alcance dos objetivos
propostos, respondendo às questões que a nortearam, possibilitando a caracterização

�da atuação do profissional bibliotecário como gestor de pessoas nas bibliotecas
universitárias do município de Campinas­SP.
Os índices mais altos de conhecimento e responsabilidade de execução
apontados pelos profissionais foram para provisão e aplicação de recursos humanos,
o que demonstra que fatores relacionados à formação das equipes, treinamento e
distribuição de atividades das bibliotecas são conduzidos pelo bibliotecário ou com
sua participação, de modo que é possível inferir que, devido a sua capacitação para
gerenciamento das especificidades das unidades de informação, as especificidades
necessárias à equipe das bibliotecas universitárias são consideradas.
No que tange ao envolvimento dos bibliotecários nas tarefas de Gestão de
Pessoas, o resultado contraria positivamente a expectativa inicial que motivou a
realização da pesquisa, pois se imaginava que o envolvimento fosse menos intenso.
Também merece destaque entre os resultados a busca por formação
continuada por esses profissionais.
A realidade retratada nesta pesquisa demonstra que os profissionais da
informação têm acompanhado as exigências e desafios atuais para melhor atuação e
desempenho de funções gerenciais que lhes são características, o que colabora não
apenas para constante evolução do desenvolvimento da classe profissional, mas
também para melhoria contínua na prestação de serviços à comunidade usurária, e
consequente do alcance dos objetivos organizacionais.
Palavra­chave​
: Bibliotecários na gerência; Bibliotecas universitárias – Administração
de pessoal. Gestão de pessoas em unidades de informação
Referências:
CHIAVENATO, Idalberto. ​
Recursos humanos​
: o capital humano das organizações. 8. ed.
São Paulo: Atlas, 2006. 515p.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. ​
Técnicas de pesquisa​
: Planejamento
e execução de pesquisas; Amostragens e técnicas de pesquisa; Elaboração, análise e
interpretação de dados. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2008. 277p.
SAMPAIO, Larissa Amorim Catunda. ​
Mapeamento das competências gerenciais
necessárias aos gerentes das unidades de informação dos tribunais superiores do
Poder Judiciário brasileiro​
. 2010. 225 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) ­
Departamento de Ciência da Informação e Documentação , Universidade de Brasília, Brasília,
2010. Disponível em:
&lt;http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_arquivos/1/TDE­2010­12­10T090942Z­5377/Public
o/2010_LarissaAmorimContudaSampaio.pdf&gt;. Acesso em: 21 nov. 2011.

SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Gestão de recursos humanos em bibliotecas
universitárias: reflexões. Ciência da Informação, ago 2009, v.38, n.2. Disponível em: &lt;
http://www.scielo.br/pdf/ci/v38n2/10.pdf&gt;. Acesso em: 21 nov. 2011.

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                <text>Aos profissionais da informação cabem tarefas de tratar, disponibilizar e disseminar recursos informacionais, bem como administrar as unidades de informação que acomodem tais recursos, como bibliotecas (escolares, universitárias, especializadas, particulares), arquivos, centros de documentação e informação, estejam elas em instituições públicas ou privadas.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

BIBLIOTECÁRIOS COMO PROMOTORES DE AÇÕES CULTURAIS: relato de
experiência da 1ª Festa Literária da Univasf
Lucidio Lopes de Alencar
Sara Torres
Thyanne Michelle F. Alves
Marcio Pedro C. P. de Queiroz
Ana Paula Lopes da Silva
Jaqueline Silva de Souza

1

(UNIVASF) E-mail: lucidio.alencar@univasf.edu.br
(UNIVASF) E-mail: sara.torres@univasf.edu.br
(UNIVASF) E-mail: thyanne.michelle@univasf.edu.br
(UNIVASF) E-mail: marcio.queiroz@univasf.edu.br
(UNIVASF) E-mail: paula.lopess@univasf.edu.br
(UNIVASF) E-mail: jaqueline.souza@univasf.edu.br

INTRODUÇÃO
O presente trabalho trata-se de um relato de experiência vivenciada na realização da 1ª

Festa Literária da Univasf (Fliunivasf): a Festa Literária do Vale do São Francisco1. O evento
foi planejado por bibliotecários do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBI) da Universidade
Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a partir de uma provocação apresentada pela
Reitoria da Universidade, em agosto de 2013, na qual foi solicitado que cada setor propusesse
uma atividade para marcar os 10 anos da Instituição, comemorado em outubro de 2014.
Para a idealização da Fliunivasf, foi avaliada a necessidade de contribuir para o
enriquecimento cultural da comunidade acadêmica e da população local, levando-se em
consideração a pouca oferta de livrarias no Vale do São Francisco e de eventos literários na
Região do Semiárido. Considerou-se ainda, a importância da função social das bibliotecas que
é levar informação aos usuários e a atuação do profissional bibliotecário de proporcionar o
conhecimento através do incentivo a leitura, ressaltando o papel de agente de mudanças que
dentre outras atribuições tem como missão:
facilitar aos indivíduos o acesso à informação e possibilitar, desta forma, o desejo de
aprender, de discutir, enfim, a formação do conhecimento ou o conhecimento em
formação. Desta forma, nossa missão como agentes de transformação social é
plenamente realizada. (CUNHA, 2003, p. 46, grifo nosso).

Aguiar (2006, p. 259) corrobora afirmando que “a atitude do profissional perante os
usuários vai influenciar a quantidade e a qualidade da leitura realizada, contribuindo para a
aproximação ou o afastamento dos livros por parte dos leitores em formação”. Desta forma, a
ideia de atuação dos bibliotecários como meros organizadores de livros que perdurou até a
década de 90, já não cabe mais ao contexto profissional do bibliotecário enquanto agente de
ação cultural, este deve transpor as barreiras da organização para a disseminação da

1

Informações sobre o evento disponível em: &lt;https://www.facebook.com/fliunivasf&gt;.

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

informação e da cultura à comunidade, sendo a realização de feiras e festas literárias uma
forma de concretizar essa função.
Como um projeto cultural e social, a Fliunivasf possibilitou ao público, o
conhecimento da cultura do Vale do São Francisco e a produção literária regional e teve como
principais objetivos: despertar o prazer pela leitura, ampliando o horizonte do letramento e
fomentando o conhecimento através do livro; difundir a produção literária local; valorizar a
cultura e proporcionar o contato entre autores e leitores.
2

RELATO DA EXPERIÊNCIA
Disseminar a literatura e os benefícios da leitura na Região do Vale do São Francisco

foi a proposta da Festa Literária. A 1ª Fliunivasf ocorreu no Complexo Multieventos da
Univasf em Juazeiro-BA, nos dias 29, 30 e 31 de outubro de 2014 e teve como público alvo a
comunidade acadêmica da própria Instituição, estudantes de cursos técnicos, faculdades e
universidades do Vale do São Francisco, escolas particulares e públicas da região e a
população em geral.
A temática abordada na Festa Literária “Múltiplos diálogos: olhares e expressões
interdisciplinares no Sertão” evidenciou o Sertão correlacionado à sustentabilidade, inclusão
social, literatura, poesia, mídia e arte em geral. O evento homenageou os escritores brasileiros
João Ubaldo Ribeiro e Ariano Suassuna pelo importante legado deixado à cultura regional e
nacional, através de obras como: Viva o Povo Brasileiro e o Auto da Compadecida.
Nos três dias de realização do evento, foram ofertados aos visitantes, atrações
educativas e culturais gratuitas, como: minicursos, mesas redondas, oficinas, palestras com
autores nacionais e locais, exibição de filmes, comercialização de livros de diversas áreas,
exposição/venda de cordéis e apresentações culturais, além de espaços paralelos: Infantil
Chiquinho (um espaço cultural e artístico, com atividades lúdicas, contação de histórias, teatro
de fantoches, gibicoteca e brincadeiras com palhaços); Projeto Escola Verde (educação
ambiental); o Programa Sentido na Pele (atividade de educação inclusiva); Autores do Vale
(bate-papo com autores locais); Uva Literária (lançamento de livros), dentre outros.
3

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após o encerramento da Fliunivasf, a Comissão Organizadora elaborou um

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

questionário de avaliação do evento2 que foi disponibilizado aos participantes nos formatos
online e impresso (distribuídos nas bibliotecas do SIBI) com perguntas fechadas (opções de
respostas para assinalar), porém com espaço para comentários dos participantes. Na análise
das respostas foi possível detectar a satisfação da grande maioria do público presente que
declarou o anseio de participação em outras edições da Festa.
Durante a realização da Fliunivasf, o SIBI movimentou a Região do Vale do São
Francisco com a participação da comunidade acadêmica da Univasf e população local,
proporcionando uma integração entre universidade e sociedade por meio de atividades de
extensão, conceituada como “um processo educativo cultural e científico que articula o ensino
e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre universidade e
sociedade” (GARRAFA, 1989, p. 109).
Desta forma, o evento aproximou a Universidade da comunidade e dos projetos de
extensão das bibliotecas do SIBI, onde os bibliotecários atuaram como agentes de
transformação social e promotores de ações culturais.
A valorização da cultura regional e o estímulo à leitura foram obtidos com êxito pela
1ª Festa Literária da Univasf e o evento foi um instrumento fundamental para divulgar a
cultura literária dentro do ambiente acadêmico e no entorno da Instituição. Espera-se, em
futuras edições fomentar ainda mais na Região do Vale do São Francisco, a cultura do livro e
expandir o hábito da leitura.
Palavras-chave: Festa Literária. Cultura. Leitura. Bibliotecário.
REFERÊNCIAS
AGUIAR, Vera Teixeira de; MARTHA, Alice Áurea Penteado (org.). Territórios da leitura:
da literatura aos leitores. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2006.
CUNHA, Miriam Vieira da. O papel social do bibliotecário. Encontros Bibli:
RevistaEletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Florianópolis, n. 15,
1ºsem. 2003. Disponível em:&lt;https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/viewFile/15182924.2003v8n15p41/5234&gt;. Acesso em: 17 mar. 2015.
GARRAFA, V. (Org.). Extensão: a universidade construindo saber e cidadania: relatório de
atividades 1987/1988. Brasília: UNB, 1989.
AGÊNCIA FINANCIADORA: Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)
2

Disponívelem:&lt;https://docs.google.com/forms/d/1CSTVsdosisCDHk5eRui7FQ7SCrapEKfkf1ifpsO1JD8/viewf
orm&gt;

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                <text>O presente trabalho trata-se de um relato de experiência vivenciada na realização da 1ª Festa Literária da Univasf (Fliunivasf): a Festa Literária do Vale do São Francisco1. O evento foi planejado por bibliotecários do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBI) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a partir de uma provocação apresentada pela Reitoria da Universidade, em agosto de 2013, na qual foi solicitado que cada setor propusesse uma atividade para marcar os 10 anos da Instituição, comemorado em outubro de 2014.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Participação da biblioteca da Unesp- câmpus de Rio Claro em estudo de
arquitetura da informação do site
Cristina Marchetti Maia
Universidade Estadual Paulista/ cmmaia@rc.unesp.br
Maiara Zenatti Tronco
Universidade Estadual Paulista/ maunesprc@gmail.com

Introdução
Foi desenvolvido um estudo como trabalho de conclusão do curso na área de
Ciência da Computação em parceria com a biblioteca. Tendo em vista a importância dos
websites para a divulgação e disponibilização de informações aos usuários, a biblioteca
manifestou interesse em participar do projeto, visando eficiência no uso do site e
constante melhoria por meio da facilidade no acesso ao conteúdo. Este conteúdo, se

apresentado corretamente e de forma clara ao usuário, pode diminuir esforços
enfrentados na utilização de serviços da biblioteca, confecção de trabalhos
acadêmicos ou científicos, pesquisa por materiais didáticos, entre outros.
Pretende-se com este trabalho, relatar essa experiência e contribuição da
biblioteca no contexto da avaliação do site.

A preocupação da biblioteca com o site ocorre em função do perfil do
usuário que está cada vez mais tecnológico ou não pode comparecer à biblioteca
e busca praticidade, rapidez e acesso a informações confiáveis. Portanto, no site
da biblioteca, procura-se reunir todas as informações sobre os serviços e
produtos, informações administrativas e materiais de apoio às capacitações
oferecidas pela biblioteca.
Relato da experiência
O site do câmpus é mantido pelo Sistema Gerenciador de Conteúdo
Dinâmico (SGCD), desenvolvido pela Diretoria Técnica de Informática (DTI) do
câmpus de Marília. O sistema foi disponibilizado para as demais unidades em
2007 e possibilita à comunidade acadêmica e administrativa autonomia na criação
e manutenção de seus websites.
Sobre o sistema, a DTI forneceu um treinamento aos responsáveis pela
manutenção do site de todas as áreas do câmpus. No site da Diretoria são
disponibilizadas informações e tutoriais sobre o uso do sistema. O SGCD é
simples de ser utilizado e apresenta uma interface intuitiva, desta forma, basta o
funcionário ter conhecimentos básicos na área de informática para aprender a
manipular este sistema, no entanto ele apresenta limitações quanto a algumas

�funções. Na biblioteca, há dois funcionários que são responsáveis pela atualização
do site que é feita conforme a necessidade, desde notícias rápidas na página
inicial, como inserção de imagens de eventos, itens e subitens no menu principal e
atualização dos materiais digitais que encontram-se no site e não estão
disponíveis em plataformas digitais.
O trabalho foi desenvolvido no período de julho de 2014 a março de
2015teve por objetivo estudar a arquitetura do site da biblioteca da Unesp do
câmpus de Rio Claro, baseados em estudos na área de interação HumanoComputador, considerando aspectos de usabilidade, comunicabilidade,
acessibilidade, mapeando os problemas a fim de propor soluções para os
problemas identificados. A avaliação da interface do site foi realizada utilizando
técnicas de avaliação heurística, testes de usabilidade e Card Sorting visando
medir a satisfação de uso nas interfaces de sistemas computacionais. Tal estudo
possibilitou o levantamento das dificuldades dos usuários e criação de um guia de
recomendação para melhoria do site considerando aspectos ergonômicos,
semióticos e de usabilidade visando maior satisfação de uso e atendimento das
necessidades dos usuários.
Parte da equipe da biblioteca colaborou no início do projeto, pois
primeiramente, a aluna precisou compreender o contexto do site da biblioteca.
Desta forma, foram realizadas reuniões com funcionários e a aluna para entender
sobre o conteúdo disponibilizado na web. Nessa reunião também foram sanadas
dúvidas sobre nomenclatura, serviços específicos para cada público de usuário;
da mesma forma, a aluna esclareceu conceitos e perspectivas da área quanto à
disposição de informações e nomenclaturas.

Considerações Finais
A experiência em participar deste projeto foi encarada de forma positiva e
um grande aprendizado. Considera-se também de extrema importância estudos
na área de arquitetura de websites e a interação de diferentes áreas do
conhecimento na busca pela melhoria contínua dos serviços prestados.
O guia de recomendações, um dos resultados do trabalho de conclusão de
curso, foi elaborado considerando aspectos ergonômicos, semióticos e de
usabilidade. A próxima etapa será a reformulação do site pelos responsáveis na
biblioteca, corrigindo os problemas identificados e implementando as propostas
sugeridas no guia. Paralelo a isso, sugeriu-se a intensificação de divulgação dos
recursos disponibilizados no site, a fim de incentivar seu uso pela comunidade
acadêmica e de suas funcionalidades. Nessa etapa o uso de algumas tecnologias
como facebook, blog, e-mail poderão ser utilizadas.

Palavras-chave:
Biblioteca. Web. Site. Interação humano- computador. Arquitetura da informação.

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                    <text>ESTUDO WEBOMÉTRICO DAS PUBLICAÇÕES ELETRÔNICAS DA
EMBRAPA CERRADOS
Maria Elisabeth Salviati, Embrapa Cerrados. elisabeth.salviati@embrapa.br
Introdução:
Os benefícios da disponibilização de publicações técnico-científicas eletrônicas
pela internet são vários. Pode-se citar: rapidez na produção e distribuição;
acesso fácil e rápido de qualquer lugar; recursos audiovisuais e de leitura, além
de diminuição dos custos de produção para o editor; e de organização e
armazenamento da informação para a biblioteca.
Cruz (2003) ressalta que a avaliação de custo x benefício de um periódico
eletrônico pode ser efetuada a partir do uso da coleção. Os instrumentos,
padrões e modelos matemáticos para o estudo dos aspectos quantitativos do
uso da informação, sua produção e disseminação são fornecidos pela
Bibliometria (TAGUE-SUTCKIFFE, 1992). Especificamente com relação à web,
um termo mais recente – Webometria surgiu com o objetivo de investigar o
conteúdo, a estrutura e o uso das páginas web, valendo-se das abordagens
bibliométricas e informétricas. Segundo Björneborn e Ingwersen (2004) a
Webometria cobre aspectos quantitativos tanto da construção dos sites para
disponibilização da informação como também de seu uso.
Neste trabalho, analisam-se o conteúdo da Biblioteca Eletrônica da Embrapa
Cerrados e seu uso pela internet. As publicações eletrônicas disponíveis na
página foram analisadas por tipo, tema, autoria e data de publicação. O uso
das publicações foi analisado por meio das estatísticas de acesso mensais. As
dez publicações mais acessadas em cada mês, ao longo de 2013, foram
analisadas por autor, título, série, assunto e ano de publicação.
Os resultados desse trabalho são úteis, por um lado, para o planejamento
estratégico da pesquisa, por meio da identificação das áreas de maior
demanda e os tipos de publicação com maior aceitabilidade pelos usuários. Por
outro lado, o estudo da coleção por meio da identificação dos autores, tipo de
publicação, ano de publicação e assuntos de maior representatividade dentro
da coleção, permite avaliar o trabalho desenvolvido desde a criação da
Embrapa Cerrados até a época atual.
Método da pesquisa:
O acervo foi analisado a partir da realização de buscas na base de dados
BDPA – Base de Dados da Pesquisa Agropecuária, utilizando-se queries
específicas para identificação de temas e subtemas principais da Biblioteca
Eletrônica. As estatísticas de acesso às publicações eletrônicas foram
levantadas a partir do site Publicações. Coletaram-se as frequências de acesso
mensal relativas ao ano de 2013 por tipo de publicação e a lista das 10
publicações mais acessadas em cada mês do mesmo ano.
Resultados e Discussão:
1

�As publicações editadas pela Embrapa são orientadas para público específico.
Algumas publicações têm caráter científico, então, são mais indicadas para a
comunidade científica. Outras contêm informações técnicas de caráter prático
e, portanto, são direcionadas para os usuários da tecnologia. Elas relatam
resultados de pesquisa científica, informações e recomendações técnicas
relacionadas com sistemas de cultivo e de criação, baseadas em resultados
experimentais e experiências de produtores. Outras publicações são
provenientes de editores externos, mas de autoria dos pesquisadores da
Unidade e são de livre acesso.
Estão online 1.593 publicações, incluindo 2 vídeos (dados de dezembro de
2013). O tipo de publicação com maior número são os pôsteres (470), seguido
pela série Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento (293) e a série Documentos
(282). Cada número dessas séries trata de assunto diferente.
O site de Publicações permite a consulta das publicações por meio de busca
por palavras-chaves, ou folheamento sequencial por tipo de publicação.
Os temas de maior concentração de publicações são Produção vegetal e
Recursos naturais. Ambas as áreas são dominantes no Centro que tem como
missão gerar tecnologias agrícolas para a sustentabilidade do bioma Cerrado.
Na distribuição das publicações por ano de publicação, notam-se dois ápices:
um no ano de 2002 com 187 publicações e outro em 2009. Os dois casos
foram devidos ao acréscimo de muitos Posteres 1, um tipo de publicação que foi
acrescentada no acervo apenas nos anos de 2002 a 2007 e 2009. Verifica-se,
ainda, que a média anual, retirando-se os dois ápices, os anos iniciais até 2000
e os anos finais a partir de 2011 é de 127 publicações. O volume de
publicações até 2000 é menor porque ainda não se digitalizou todo o material
antigo. Já o decréscimo acentuado a partir de 2011 é devido a uma estratégia
gerencial que incentivou a produção de publicações com mais qualidade,
reduzindo, consequentemente, a quantidade média produzida.
Existem 101 autores que são funcionários da Unidade. Desses, 26 são autores
de mais de 30 publicações online. A média é de 24 publicações por autor e a
mediana 17. Os autores mais produtivos são dois pesquisadores: Nilton Tadeu
Vilela Junqueira (173) e Fábio Faleiro (145).
Em 2013 foram realizados 946.029 downloads. A média mensal foi de 78.836,
e o mês mais produtivo foi abril com 97.976 consultas. O Comunicado Técnico
nº 101 de 2003, sobre alimentação e nutrição de bovinos, foi a publicação com
maior número de downloads (22.509). São os seus três autores, VILELA,
BARIONI e MARTHA JUNIOR, também, os mais acessados com o total de
29.143 downloads no ano (soma de três publicações de suas autorias).
A série mais acessada foi a de Documentos com 58.128 acessos. Esta série se
difere das demais por incluir informação oriunda da literatura cinzenta - não é
1

Poster é um tipo de publicação, veja a Tabela 2.

2

�difundida comercialmente, tais como: teses; avaliação de impactos de projetos
de pesquisa e de tecnologias; resultados de pesquisa; relatórios de reuniões
técnicas; zoneamentos; diagnósticos, entre outros.
Interessante notar, que justamente os anos das publicações de maior número
de acessos correspondem aos anos de menor número de documentos
publicados, portanto, nem sempre é o volume o responsável pela quantidade
de acessos.
Os temas mais demandados, em ordem decrescente, foram produção vegetal;
produção animal; ciência e tecnologia alimentar; engenharia genética; recursos
naturais; agricultura familiar e agroenergia. Analisando-se os subtemas dessas
publicações, verificou-se que alguns deles são contemplados por poucos
documentos na coleção disponível. São os assuntos: fruta do conde, cultura de
tecidos, biogeoquímica do solo, guariroba e caracterização do meio ambiente.
Considerações Finais
A publicação eletrônica é um dos meios mais importantes para divulgar a
produção científica em países em desenvolvimento como o Brasil,
principalmente devido à baixa representatividade da ciência brasileira nas
bases de dados internacionais. Para a Embrapa Cerrados, o objetivo de
divulgação de seus trabalhos está produzindo os efeitos desejados
plenamente, haja vista o total de quase um milhão de downloads efetuados no
ano de 2013.
O estudo mostrou, também, quais os tipos de documentos, os autores e os
assuntos mais demandados. Esses resultados auxiliam no planejamento e na
tomada de decisão durante o processo de editoração de publicações e de
programação da pesquisa.
Palavras-chave: publicação eletrônica; webometria; bibliometria; produção
científica; pesquisa agropecuária.
Referências:
BJÖRNEBORN, L.; INGWERSEN, P. Toward a basic framework for
webometrics. Journal of the American Society for Information Science and
Technology, v.55, n.14, p.1216–1227, 2004.
CRUZ, A. A. A. C. da et al. Impacto dos periódicos eletrônicos em bibliotecas
universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 2, p. 47-53, maio/ago.
2003.
FERREIRA,
S.
M.
P.;
TARGINO,
M.
das
G.
(Org).
Acessibilidade e visibilidade de revistas científicas eletrônicas. São Paulo:
Senac/São Paulo, Cengage Learning, 2010. 354p.
TAGUE-SUTCKIFFE, J. An introduction to informetrics.
Processing &amp; Management, v. 28, n. 1, p. 1-3, 1992.
3

Information

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

A IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA DE INDEXAÇÃO PARA A RECUPERAÇÃO DA
INFORMAÇÃO: RELATO DA BV-FAPESP
Autores:
Fabiana Andrade Pereira - fpereira@fapesp.br
Rosaly Favero Krzyzanowski - rosalyfk@fapesp.br
Thais Fernandes de Morais - tmorais@fapesp.br
Juliana Calherani - jcalherani@fapesp.br
Centro de Documentação e Informação (CDi)
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
Introdução: Este relato de experiência tem por objetivo apresentar o processo de
indexação de assuntos, enfatizado desde 2012, para o tratamento informacional dos
registros referenciais da Biblioteca Virtual da FAPESP (BV-FAPESP). Relevantes
para a organização e recuperação da informação nas bases de dados da BVFAPESP, disponível na web desde 2005, os assuntos são elementos essenciais da
representação temática dos conteúdos e contribuem para o acesso rápido às
informações, referentes aos auxílios à pesquisa e bolsas em ciência, tecnologia e
inovação, apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
(FAPESP).
Relato da experiência: Desde seu lançamento, a BV-FAPESP (www.bv.fapesp.br)
funciona como uma importante ferramenta de disseminação e divulgação de
informações sobre a pesquisa financiada pela Fundação e, devido à sua visibilidade
(4 milhões de acessos em 2014), ela assume a responsabilidade de garantir o
acesso equitativo aos mais de 200 mil registros, à comunidade científica e à
sociedade em geral. A representação temática, que foca o tratamento dos assuntos
e que é observada sob novo contexto desde 2012 na Biblioteca Virtual, emergiu
como um trabalho constante e estimulante para os bibliotecários, cujo o intuito é
oferecer os subsídios para facilitar a recuperação da informação, na elaboração de
estratégias de buscas realizadas pelos usuários. Nesse contexto, é a partir dos
assuntos presentes nos registros de bolsas e auxílios à pesquisa, expressados em
linguagem natural por meio de palavras-chave fornecidas pelos pesquisadores, e
após a verificação dos resumos e títulos do documento, que é efetuado o trabalho
de análise dos termos. Dessa forma, os termos são traduzidos para a linguagem
controlada, tornando possível a padronização e reunião de registros sobre
determinada área temática e apresentados em “Páginas de Assuntos” na BVFAPESP. Portanto, foi necessária a adoção de procedimentos e técnicas por parte

�dos bibliotecários responsáveis pelo controle de qualidade dos registros e o suporte
fundamental das tecnologias, para promover e propiciar a interação entre usuários
e informação. Na BV-FAPESP, o tratamento dos assuntos exerce a função de
compatibilização da linguagem usada por seus usuários, presentes em diversas
instituições de ensino e pesquisa de SP, servindo de apoio para a recuperação das
informações desejadas, e também como um instrumento auxiliar prático para a
indexação dos registros. O tratamento temático foi enfatizado com base em algumas
inquietações acerca da falta de relevância na recuperação de assuntos existentes
nas bases de dados da Biblioteca Virtual, e após a constatação de problemáticas
em relação aos sinônimos, plurais/singulares, termos genéricos e outras
peculiaridades que surgiram devido a utilização de diferentes vocabulários
(Vocabulário Controlado da USP e Descritores em Ciências da Saúde - DeCs)
durante o ato de indexação. Por estar disponível na internet e, principalmente, por
conter páginas dedicadas aos resultados de busca por assuntos, verificou-se a
importância da criação de novas funcionalidades para resolver tais problemáticas
na BV-FAPESP. Com as necessárias implementações no sistema para o controle
de remissivas, por exemplo, foi possível exercer a gestão da lista de assuntos de
maneira mais precisa, com a possibilidade de remeter os termos sinônimos e
incorretos para termos adotados de forma automatizada. Através de filtros
específicos contidos na planilha administrativa, pode-se ter acesso às
particularidades dos assuntos, saber quais são os termos genéricos, ou, quais
termos não foram certificados. Outra implementação importante foi a possibilidade
de visualizar todos os registros vinculados a um determinado assunto. Essas ações
possibilitaram maior dinamismo no controle dos mais de 24 mil termos que
atualmente compõe a lista da Biblioteca Virtual, e das mais de 1.300 remissivas
existentes. Dessa forma, o relato apresentado tem o objetivo de demonstrar como
ocorre o tratamento dos assuntos na BV-FAPESP, que são fundamentais para a
recuperação e acesso aos registros referenciais, relativos às bolsas e auxílios,
assim como para o fornecimento de informações relevantes e precisas para os
usuários, além do trabalho resultar na expressiva colaboração para o processo de
indexação automática pelo sistema e para o desenvolvimento da Política de
Indexação.
Considerações Finais: Perante a análise dos assuntos da BV-FAPESP vem sendo
possível observar que, devido ao avanço da pesquisa científica do Estado de São
Paulo, constantemente surgirão termos novos que não estão inseridos nos
vocabulários até então utilizados na indexação, e que deverão ser adicionados à
lista de assuntos da BV-FAPESP. Dessa forma, para a adoção de novos termos se
faz necessária a realização de um trabalho minucioso de análise documentária, uma
vez que é imprescindível localizar na literatura especializada, como em artigos
científicos por exemplo, as grafias e descrições corretas dos termos que serão

�adicionados à lista de assuntos. Também se tornou essencial estabelecer um
trabalho de colaboração com os desenvolvedores dos vocabulários utilizados, como
contribuição para que novos termos sejam apreciados. Um estudo sobre a maneira
de hierarquizar os termos atualmente disponibilizados em lista na BV-FAPESP está
sendo desenvolvido, assim como a análise da melhor forma de tornar a lista de
assuntos pública, para auxiliar os pesquisadores na escolha das palavras-chave
que descrevam suas pesquisas. Ainda, as ferramentas existentes na BV-FAPESP
são interessantes para auxiliar a gestão de assuntos e oportunizar o
compartilhamento de soluções simplistas, porém funcionais, para que sirvam de
base às demais bibliotecas virtuais e digitais, no desafio de tornar a recuperação da
informação em suas bases de dados mais relevantes.
Palavras-chave: Bibliotecas virtuais; Indexação; Assuntos; Tratamento da
informação; Recuperação da informação; Vocabulários controlados.
Referências:
ALVARENGA, L. Representação do conhecimento na perspectiva da Ciência da
Informação em tempo e espaço digitais. Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf.,
Florianópolis, v. 8, n. 15, p. 18-40, 2003. Disponível em:
&lt;https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/1518924.2003v8n15p18/5233&gt;. Acesso em: 25 fev. 2015.
FUJITA, M. S. L.; LEIVA, I. G. As linguagens de indexação em bibliotecas
nacionais, arquivos nacionais e sistemas de informação na América Latina. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSISTÁRIAS, 16.;
SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS - BRASIL, 2., 2010,
Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: SNBU; SIBD, 2010. Disponível em:
&lt;http://eprints.rclis.org/15137/1/Indexing_languages_FUJITA_GIL_LEIVA.pdf&gt;.
Acesso em: 10 mar. 2015.
MOURA, M. A. Informação, ferramentas ontológicas e redes sociais ad hoc: a
Interoperabilidade na construção de tesauros e ontologias. Informação &amp;
Sociedade: Estudos, v.19, n.1, p. 59-73, jan./abr. 2009. Disponível em:
&lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/2396/2688&gt;. Acesso em: 25
fev. 2015.
SENADO FEDERAL. Secretaria de Biblioteca. Análise e representação de
assuntos: diretrizes para a Rede Virtual de Bibliotecas, Congresso Nacional,
RVBI. Brasília: Senado Federal; Secretaria de Biblioteca, 2007. 93 p.
Agências financiadoras: FAPESP (processo n. 14/50982-7).

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este relato de experiência tem por objetivo apresentar o processo de indexação de assuntos, enfatizado desde 2012, para o tratamento informacional dos registros referenciais da Biblioteca Virtual da FAPESP (BV-FAPESP). Relevantes para a organização e recuperação da informação nas bases de dados da BV-FAPESP, disponível na web desde 2005, os assuntos são elementos essenciais da representação temática dos conteúdos e contribuem para o acesso rápido às informações, referentes aos auxílios à pesquisa e bolsas em ciência, tecnologia e inovação, apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).</text>
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                    <text>Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA RFID UHF PARA A BIBLIOTECA
FEAUSP
Dulcinéia Dilva Jacomini. FEAUSP - ddj@us.br
Margarida Maria de Sousa. FEAUSP - smargot@usp.br
Giseli Adornato de Aguiar. FEAUSP - adornato@usp.br
Introdução
A Biblioteca da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade
(FEA) da Universidade de São Paulo (USP) é pioneira na implantação da
tecnologia de Radio-Frequency Identification1 (RFID) de sistema de ultra
frequência (UHF) em bibliotecas universitárias no Brasil.
RFID UHF é uma tecnologia que tem sido adotada mundialmente por suas
muitas aplicações em diversas áreas, pois permite a captura de dados de objetos
e pessoas, identificados automaticamente, e por sua capacidade de agilizar os
processos tornando-os mais eficientes, dentre os quais o controle de acervo em
tempo real.
A opção pela escolha de tecnologia RFID UHF teve o propósito de
assegurar a eficácia na logística interna da Biblioteca FEA, no que se refere a
recebimento, guarda, controle e empréstimo de itens do acervo, autonomia para
os usuários, melhoria na segurança do acervo e do patrimônio, integração com
outros equipamentos e/ou outras tecnologias em tempo real e desenvolvimento de
novas aplicações de software que resultassem em ganhos de produtividade para a
Biblioteca.
O sistema de UHF opera numa faixa de 902-907,5MHz e 915-928MHz, o
que possibilita o uso do RFID para aplicações que exigem maiores distâncias de
leitura. Nesta condição, o sistema consegue oferecer uma combinação de melhor
alcance, maior velocidade de leitura, superando muitas limitações das
implementações dos outros sistemas RFID. (DIAS, 2013; DIAS; BALADEI, 2012).
A tecnologia RFID de frequência UHF oferece maior segurança ao
processo de entrada e saída de material bibliográfico, uma vez que as antenas
existentes nos portais de saída da biblioteca identificam as obras cujos tags2
tiveram autorização ou não para deixar o seu espaço físico.

1
2

No Brasil chamado de Identificação por Radiofrequência.
Etiqueta RFID.

�Outro destaque da tecnologia RFID é o rastreamento e localização de
materiais bibliográficos perdidos ou guardados indevidamente e a realização de
autoempréstimo e autodevolução através de totens, sem o auxílio de um
funcionário da biblioteca.
O sistema RFID UHF é compatível com o software Aleph, que gerencia o
Banco de Dados Bibliográficos da USP – Dedalus. Essa integração foi
fundamental na escolha da ferramenta, uma vez que melhorará os processos.
Dessa forma, o trabalho tem como objetivo fazer um relato de experiência
da implantação do sistema RFID UHF na Biblioteca FEAUSP. Considera-se
oportuno compartilhar a experiência, de modo a subsidiar futuras implantações.
Relato da experiência
A ideia do projeto surgiu em meados de 2012, quando a então chefe
técnica, Dulcinéia Jacomini, se interessou pelo tema a partir da observação de
reportagens da aplicação do RFID UHF no setor comercial e industrial. A partir daí
começou uma investigação na literatura nacional e internacional, consultas a
especialistas e docentes conhecedores do sistema e visita a um Centro de
Pesquisa.
Era essencial escolher uma solução que pudesse ser implementada em um
curto período, para que houvesse mais tempo para desenvolver e refinar as
interfaces com banco de dados bibliográficos da USP – Dedalus.
Após a realização de provas-conceito com várias empresas e a escolha do
fornecedor, a implantação do projeto teve início em 2014, com o desenvolvimento
da programação do software de integração com o Banco de Dados Bibliográficos
da USP - Dedalus e a definição de parâmetros para as informações relevantes
que deveriam estar presentes na memória dos tags.
Foram necessárias reuniões constantes entre as equipes da Biblioteca e de
Tecnologia da Informação (TI) tanto da FEA, da USP e da empresa fornecedora
para definir rigorosamente as especificações funcionais do ambiente da Biblioteca
FEA. Toda a estrutura de cabeamento de rede precisou ser refeita para que o
sistema tivesse condição de funcionar em meio a muitas estantes e num ambiente
com o teto baixo, o que dificultava um bom funcionamento do wi-fi3.
Após uma série de discussões sobre os parâmetros dos tags, a colagem
nas obras foi iniciada em setembro de 2014, no acervo Prof. Antonio Delfim Netto,
doado recentemente à FEA, o que ocorreu com certa tranquilidade, dada a

3

Abreviação de wireless fidelity, fornece acesso à rede internet na área de abrangência de
um ponto de acesso ou local público onde opere rede sem fios por meio de dispositivos móveis
(celular, notebook etc.).

�condição de coleção não circulante e com localização fixa dos materiais nas
estantes.
Uma série de “não conformidades” trouxe desafios extras para a perfeita
colagem dos tags no acervo da Biblioteca FEA propriamente dito. O acervo com
mais de 60 anos de existência e oriundo de diferentes instituições em sua
formação, tais como o Instituto de Pesquisas Econômicas e a Biblioteca do
Departamento do Serviço Público, teve ao longo do tempo o registro das suas
obras baseado em edições diferenciadas dos códigos de catalogação e
classificação. Essas não conformidades se referiam à não localização de diversas
obras, erros de registro físico e catalográfico, erros de impressão nos tags, entre
outros; razão pela qual necessitou de adequações nas especificações inicialmente
adotadas, correções nos registros e desbaste da coleção, para que os tags
ativados funcionassem com exatidão, e cada obra pudesse ser corretamente
identificada e sincronizada com o tag de RFID.
O desafio ganha maiores proporções, considerando-se a manutenção das
tarefas cotidianas em um acervo aberto e circulante, o que tem exigido reuniões e
discussões constantes sobre fluxos e processos de trabalho.
Considerações Finais
A adoção da tecnologia RFID UHF em bibliotecas circulantes e abertas
impõe desafios a serem transpostos, exigindo um longo planejamento,
capacitação funcional, comprometimento e trabalho em equipe. Ainda, as
estratégias de inserção dos tags em todo o acervo, devem ser estudadas de modo
a causar o menor prejuízo possível aos usuários. Além disso, a equipe deve estar
sensibilizada a contribuir coletivamente, com flexibilidade e aceitação às
mudanças que ocorrem no decorrer da implantação do projeto.
Palavras-chave: Tecnologia RFID UHF. Biblioteca universitária. Biblioteca
FEAUSP.
Referências
DIAS, R. R. F. Regulamentação do espectro de frequência para o sistema RFID.
RFID Journal Brasil, São Paulo, 14 mar. 2013. Disponível em:
&lt;http://brasil.rfidjournal.com/artigos/vision?10509&gt;. Acesso em: 31 mar. 2015.
DIAS, R. R. F; BALADEI, S. D. P. Diferenças entre as frequências do sistema
RFID passivo. RFID Journal Brasil, São Paulo, 6 jun. 2012. Disponível em:
&lt;http://brasil.rfidjournal.com/artigos/vision?9591/&gt;. Acesso em: 30 mar. 2015.

Agências financiadoras
Brasil – Ministério da Cultura Lei Rouanet.

�</text>
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                <text>A Biblioteca da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP) é pioneira na implantação da tecnologia de Radio-Frequency Identification1 (RFID) de sistema de ultra frequência (UHF) em bibliotecas universitárias no Brasil.</text>
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                    <text>AÇÕES CULTURAIS DESENVOLVIDAS NA BIBLIOTECA DA UFPA: RELATO DE
EXPÊRIENCIA
Célia Pereira Ribeiro
Universidade Federal do Pará, &lt;celiapribeir@ufpa.br&gt;
Mariana Claudia Teixeira Araújo
Universidade Federal do Pará, &lt;araujo2323@gmail.com&gt;
Suely Paraense Vidal
Universidade Federal do Pará, &lt;suelyvidal@yahoo.com.br&gt;
INTRODUÇÃO
A Biblioteca Central da UFPA foi criada e aberta à comunidade acadêmica em 19 de dezembro
de 1962, “com objetivo de dotar a universidade de um órgão central de bibliografia e documentação”
(GUIA da Biblioteca Central, 1988, p.1), 54 anos após sua inauguração a mesma vem acompanhando
o desenvolvimento científico e tecnológico com objetivo de assegurar uma base consolidada de
informação aos programas de ensino, pesquisa e extensão e tem como finalidade reunir, organizar e
disseminar as informações, oferecendo suporte aos processos de ensino-aprendizagem e colaboração
em prol do desenvolvimento intelectual de alunos, professores e demais servidores da instituição. Com
este intuito, vem desenvolvendo ao longo das décadas atividades de promoções para conquistar os
usuários e divulgar a biblioteca, contribuindo para o processo de formação educacional permeado por
cultura, informação e estímulo à leitura. Com a evolução das novas tecnologias e a mudança no
contexto social, a ideia de apenas conservar não mais se sustentou devido ao grande desenvolvimento
informacional pelo qual passou a sociedade ao longo dos anos. Sendo assim, as bibliotecas deixaram
de ser um mero depósito de livros para tornar-se um centro difusor de conhecimentos na formação
integral do indivíduo e da sociedade.
RELATO DE EXPÊRIENCIA
O Presente relato parte do pressuposto de que a biblioteca universitária Prof. Clodoaldo
Beckmann, tem o compromisso de garantir aos seus usuários o acesso ao conhecimento para a
construção de competências que lhes garantam habilidades suficientes para um constante
aprendizado, desta forma, vem realizando promoções de cunho educativo e cultural para atrair seus
usuários (docentes, discente, servidores e comunidade em geral), como estratégia de agregá-los e
consequentemente envolvê-los. Com esta perspectiva se cria um espaço no qual o usuário pode
desfrutar das ações apresentadas, segundo Milanesi (1997, p. 134) “a dinâmica de um espaço cultural
está centrada no movimento constante de ver e rever”. Desta forma, o hall de entrada foi escolhido
como o local principal para o desenvolvimento da maioria das ações, pois, a circulação de pessoas é

�mais ampla e rotativa, ou seja, onde a movimentação é maior e mais intensa para realização das
atividades, como:
a) Exposição de fotografias: lançado em 2014 tem como foco retratar e apresentar a
biblioteca por meio de imagens no qual o objetivo central é a percepção que o usuário
possui da biblioteca e dos serviços oferecidos para a comunidade;
b) Premiações: iniciaram em 2009 para leitores que realizam maior número de empréstimos
ao ano, a partir da curiosidade em conhecer mais e melhor a comunidade que frequenta
assiduamente a biblioteca, estimulando a participação (empréstimo e leitura) do usuário e
estabelecendo vínculos na relação bibliotecários X usuários, premiando por categoria os
discentes, docentes e servidores que se destacaram naquele ano;
c) Exibição de filmes: há aproximadamente 15 anos, teve início as exibições de filmes de
cunho educativo para a comunidade acadêmica, esta apresentação se desdobra em
atividades como: a) participação de docentes para explanação e desdobramento do
conteúdo assistido, b) bate-papo com os participantes no qual eles discutem suas
percepções, c) comentários e discussões explicativas do grupo;
d) Estação do livro: desenvolvido e criado há aproximadamente 7 anos no hall da Biblioteca
Central com a intenção de promover a relação usuários X biblioteca, no sentido de expor e
dispor de livros para troca entre a biblioteca e interessados que frequentem este espaço de
circulação. Indivíduos que queiram deixar livros ou não e pegar outro de seu interesse. A
biblioteca expõem obras excedentes recebidas por doação ou sem interesse para o
acervo.
Estas ações visam promover e proporcionar aos usuários e novos frequentadores, maior
incentivo à leitura como: a) desenvolver as competências pela leitura (a autonomia, o senso crítico, a
reflexão e a oralidade); b) desenvolver o interesse por literatura e o gosto pela leitura; c) aproximar os
alunos do espaço da biblioteca; d) desenvolver no usuário o “hábito” de frequentar e valorizar o espaço
criado e pensado para ele. Para Vicentini et. al. (2007, p.2), “uma biblioteca deve servir a diferentes
interesses e classes sociais e ser um espaço onde se acumulam contradições, oposições, afirmações,
negações, tradições e inovações”.
Desta forma, o bibliotecário como articulador dessas atividades de interação com o leitor, deve
estimular e proporcionar a organização de: exposições, premiações, musicais, peças teatrais,
lançamento de livros, sessões de autógrafo, exibição de filmes e debates. Não esquecendo que essas
atividades têm como objetivo difundir e estimular a frequência cada vez maior deste usuário, resultando

�na interação entre a universidade e a sociedade. Ainda segundo Vicentini et. al. (2007, p.2), “A
preocupação com a cultura e lazer de uma comunidade também deve existir em uma universidade que
reflete e agrega valores nos serviços prestados a milhares de pessoas que diariamente circulam em
suas instalações” entende-se claramente que nas últimas décadas o papel desta biblioteca universitária
evolui e tornou-se mais focada em seu usuário e nos surgimentos e evoluções das novas tecnologias.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante disso, consideramos que essas ações socioculturais contribuem e são de extrema
importância para o desenvolvimento das relações no processo ensino aprendizagem e na
democratização e socialização do conhecimento, contribuindo para solucionar as carências
observadas em relação aos usuários, pois muitos demonstram proximidade e envolvimento no
momento de fazer uso dos serviços e produtos oferecidos. Percebemos que na participação das ações
desenvolvidas há um retorno destas mesmas informações pelo usuário, tornando-se assim,
positivamente enriquecedor para a biblioteca e o usuário.
Assim sendo, consideramos que as promoções educativas e culturais são importantes para as
organizações e unidades de informação.
Esperamos e acreditamos que os resultados dessas iniciativas façam com que mais ações
socioculturais sejam desenvolvidas e implementadas para fortalecer e estreitar cada vez mais a
participação do usuário na biblioteca.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Ações culturais. Interação social. Serviço de bibliotecas .
REFERÊNCIAS
KOTLER, Philip. Administração de marketing: análise, planejamento, implementação e Controle. 4.
ed. São Paulo: Atlas, 1994. 676 p.
MILANESI, Luís. A casa da invenção: biblioteca, centro de cultura. 3.ed. São Paulo: Ateliê, 1997.
SILVA, Alzira Karla Araújo da; MOREIRA, Elaine Cristina; DUARTE, Emeide Nóbrega. Aplicação de
técnica de endomarketing em biblioteca universitária. Informação &amp; Sociedade: Estudos, v. 10, n. 2,
2000. Disponível em: &lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/334/256&gt;. Acesso em:
23.03.2015
VICENTINI, L. et al. O papel da biblioteca universitária no incentivo à leitura e promoção da cidadania.
BIBLIOS, v.8, n.27, mar., 2007. Disponível em: &lt;file:///C:/Users/usuario/Downloads/DialnetOPapelDaBibliotecaUniversitariaNoIncentivoALeitura-2281822.pdf&gt; . Acesso em: 25 Mar. 2015.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ. Guia da Biblioteca Central, 1988.

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                <text>A Biblioteca Central da UFPA foi criada e aberta à comunidade acadêmica em 19 de dezembro de 1962, “com objetivo de dotar a universidade de um órgão central de bibliografia e documentação” (GUIA da Biblioteca Central, 1988, p.1), 54 anos após sua inauguração a mesma vem acompanhando o desenvolvimento científico e tecnológico com objetivo de assegurar uma base consolidada de informação aos programas de ensino, pesquisa e extensão e tem como finalidade reunir, organizar e disseminar as informações, oferecendo suporte aos processos de ensino-aprendizagem e colaboração em prol do desenvolvimento intelectual de alunos, professores e demais servidores da instituição. Com este intuito, vem desenvolvendo ao longo das décadas atividades de promoções para conquistar os usuários e divulgar a biblioteca, contribuindo para o processo de formação educacional permeado por cultura, informação e estímulo à leitura.</text>
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                    <text>A BIBLIOTECA SETORIAL MONTEIRO LOBATO VAI A FEIRA DO LIVRO:
PROJETO DE INCENTIVO A LEITURA

Autores:
Ana Martha Machado Sampaio - amms@uefs.br; Isabel Cristina Nascimento
Santana - icns@uefs.br *
*Universidade Estadual de Feira de Santana
Introdução:
A Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS, através da Pró-Reitoria de
Extensão, em parceria com instituições locais, instituiu no ano de 2007 a Feira do
Livro de Feira de Santana, que atualmente encontra-se na sua 7ª edição. Trata-se
de um evento de extensão que visa o incentivo a leitura e conta com a
participação da comunidade de Feira de Santana, Bahia, e região. O Sistema
Integrado de Bibliotecas - SISBI da UEFS vem participando da Feira do Livro ao
longo desses anos, de forma atuante, com o estande da Biblioteca Setorial
Monteiro Lobato - BSML, que tem como objetivo principal incentivar a leitura,
formando leitores.
Na sociedade atual, muitos valores que são imprescindíveis na formação do ser
humano estão sendo esquecidos ou substituídos por atitudes e ações negativas
que são tomadas como modelo. Em meio a toda essa mudança, percebemos a
importância da literatura, em especial a infantojuvenil, como uma forma de resgate
cultural, atuando junto às crianças e adolescentes para formar leitores críticos,
participantes e transformadores dentro da comunidade onde vivem. É através do
acesso à leitura e à informação, que o homem pode ampliar, transformar e
enriquecer sua própria experiência de vida. A leitura diversificada ajuda o leitor a
descobrir e vivenciar os valores culturais no dia-a-dia. Portanto, esse é o meio
essencial para a socialização. Segundo Silva (1991, p.120) “[...] a leitura é uma

�prática social que, para ser efetivada, depende de determinadas condições
objetivas, presentes na sociedade como um todo”.
Relato da experiência:
A idéia de levar a Biblioteca Setorial Monteiro Lobato para a Feira do Livro surgiu
desde a 1ª edição, em 2007, com o objetivo de despertar na comunidade,
principalmente infantojuvenil, o interesse de frequentar a biblioteca, formando
leitores, pois, atualmente, com o surgimento de novas tecnologias as pessoas vêm
se distanciando cada vez mais da biblioteca. Segundo Coelho (1993) é ao livro, à
palavra escrita, que atribuímos a maior responsabilidade na formação da
consciência de mundo das crianças e jovens.
A Feira do Livro - Festival Literário e Cultural de Feira de Santana está
consolidado na sociedade feirense e na 7ª edição, em 2014, contou com um
público estimado em 50 mil pessoas. Neste contexto, a participação da BSML no
evento é de fundamental importância, pois constatamos a receptividade do público
de Feira de Santana e região circunvizinha, com cerca de 6 mil pessoas, na última
edição, que visitaram o estande da Biblioteca, participando de atividades de
incentivo à leitura, a exemplo da contação de histórias, utilizando recursos, como:
fantoches, ilustrações e pessoas caracterizadas de personagens da literatura
infantil, além da distribuição de marcadores de páginas com temas culturais e
sorteio de livros. Segundo Dídimo (1986) a Literatura Infantil tem a função de
divertir, emocionar, educar, conscientizar, instruir, integrar e libertar.
A BSML sempre busca atrair, também, a participação de pessoas com
necessidades especiais, através de atividades de leitura em braile para crianças
com deficiência visual. Com essa iniciativa, buscamos garantir o acesso à leitura
a essas pessoas, promovendo a acessibilidade em respeito ao direito de todos ao
conhecimento, a cultura e ao lazer.
Na Feira muitos livros são comercializados, porém, percebemos que várias
pessoas não têm acesso aos livros por falta de recursos financeiros. No estande
da BSML essas pessoas podem ler gratuitamente, tendo acesso à informação,
sem obrigação, mas pelo simples prazer de ler.

�Com a participação da BSML na Feira do Livro, ao longo dos anos, é notório o
crescimento do público que se encanta com esse espaço de leitura,
principalmente crianças que nunca estiveram em uma biblioteca.
Considerações Finais ou Conclusões:
A Feira do Livro - Festival Literário e Cultural de Feira de Santana já se consolidou
como um evento cultural de fundamental importância para a cidade de Feira de
Santana e sua região. Neste ano de 2015, já estamos nos preparando para a
8ª edição, que acontecerá no mês de setembro, e desde já a expectativa por parte
da comissão organizadora, livreiros, expositores e a comunidade em geral é muito
grande.
No momento atual, onde prevalece o uso de novas tecnologias na sociedade, é
surpreendente o público que comparece à Feira do Livro, participa das atividades
culturais desenvolvidas na BSML e procura pelo livro nas estantes. Tudo isso nos
leva a crer que estamos no caminho certo, cumprindo nosso papel de formadores
de leitores, que se preocupam com a importância e permanência da biblioteca
para o desenvolvimento da sociedade.
Palavras-chave: Feira do Livro – Feira de Santana, Ba. Biblioteca Setorial
Monteiro Lobato – UEFS. Leitura – Incentivo. Cultura regional.
Referências:
COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil: teoria- análise- didática. São Paulo:
Ática, 1993.
DÍDIMO, Horácio. As funções da literatura infantil. Revista de Letras, Campinas,
n. 2, p. 33-36, jul./dez. 1986.
NUNES, José Horta. Formação do leitor brasileiro: imaginário da leitura no
Brasil colonial. Campinas: UNICAMP, 1994.
SILVA, Ezequiel Theodoro da. De olhos abertos: reflexões sobre o
desenvolvimento da leitura no Brasil. São Paulo: Ática, 1991. (Educação em
Ação).

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                <text> Feira de Santana (BA) </text>
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                <text>A Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS, através da Pró-Reitoria de Extensão, em parceria com instituições locais, instituiu no ano de 2007 a Feira do Livro de Feira de Santana, que atualmente encontra-se na sua 7ª edição. Trata-se de um evento de extensão que visa o incentivo a leitura e conta com a participação da comunidade de Feira de Santana, Bahia, e região. O Sistema Integrado de Bibliotecas - SISBI da UEFS vem participando da Feira do Livro ao longo desses anos, de forma atuante, com o estande da Biblioteca Setorial Monteiro Lobato - BSML, que tem como objetivo principal incentivar a leitura, formando leitores.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Ações culturais em bibliotecas especializadas: a experiência da Eletrobras

Resumo:
Relata a experiência da Biblioteca Central da Eletrobras na implantação de ações
culturais visando atender às demandas dos usuários e estimular o uso dos serviços
e produtos da biblioteca. Descreve os programas culturais e resultados obtidos com
as diversas ações oferecidas. Conclui que os benefícios alcançados abrangem os
usuários, a biblioteca e a empresa como um todo.
Palavras-chave: Bibliotecas especializadas. Ações culturais. Programas de leitura.
Eixo Temático II: Biblioteconomia, acessibilidade e inclusão social: cidadania,
programas e projetos de leitura, bibliotecas como espaço de aprendizagem.
1 INTRODUÇÃO
As Bibliotecas sempre foram pensadas como depósito de livros. Com o
passar do tempo este paradigma foi se modificando, podendo ser consideradas
como uma coleção de livros e outros suportes informacionais, organizados de forma
que atendam as demandas de informação de seus usuários, como propõe Vieira
(2014).
Quando

tratamos

de

bibliotecas

especializadas,

devemos

levar

em

consideração que seu objetivo é atender às necessidades informacionais de um
grupo específico de estudantes, pesquisadores ou professores de uma determinada
área ou algumas áreas específicas do conhecimento.
Existem três princípios básicos que permeiam este tipo de unidade de
informação e permitem diferenciá-las das outras: quanto ao acervo, quanto ao tipo
de usuário que a frequenta e a relação entre usuário e acervo, segundo Salasário
(2000).
Embora o foco principal de uma biblioteca especializada seja o atendimento
de necessidades informacionais específicas, não deve ser excluída a possibilidade
de serem executadas ações de caráter cultural nesses tipos de unidades de
informação.
Diante disso, o objetivo deste trabalho é relatar a experiência da Biblioteca
Central da Eletrobras na realização de suas ações culturais.

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2 AÇÕES CULTURAIS EM BIBLIOTECAS
A ação cultural em bibliotecas ‘’ [...] pode ser considerada como um projeto
paralelo, a mais, somando junto às atividades normais de uma U.I. através de
projetos multiculturais, o enriquecimento e crescimento de seus usuários […] ’’.
(VIEIRA, 2014, p.183). Além disso, na sua elaboração, segundo Vieira, ‘’ [...] deve-se
considerar o objetivo maior de tal ação, ou seja, colaborar com a disseminação e o
incentivo à cultura’’ (VIEIRA, 2014, p.183).
Além de possuir uma perspectiva educativa, a ação cultural tem também uma
dimensão política por estar munida de um caráter transformador, que visa gerar
mudanças na realidade a longo tempo e para isso,
O profissional da informação deve estar atento para às necessidades
de seus usuários, e através delas, identificar, os caminhos possíveis
para auxiliá-los através de atividades que normalmente fogem do
âmbito de uma biblioteca convencional, ou seja, deve estar atento às
possibilidades de incluir na rotina de sua U.I. eventos que possam
contribuir para o crescimento dos frequentadores e comunidade em
geral, tanto no que diz respeito ao conhecimento tácito, como no
explícito. (VIEIRA, 2014, p. 184)

Logo, as novas prerrogativas do profissional da informação deixam de ser
apenas suprir a necessidade informacional imediata dos usuários para também
propagar cultura e cidadania. Cabral destaca que
O trabalho de ação cultural bibliotecária pode ser considerado como
um campo de atuação profissional extremamente rico e
transformador, em que os sujeitos passam da condição de meros
consumidores de cultura para a de produtores de informação e
conhecimentos. Esse tipo de trabalho reflete uma preocupação
recente dos bibliotecários em repensar sua prática tradicional e
buscar novas possibilidades e perspectivas inovadoras de atuação,
que apontem para uma biblioteconomia comprometida com a
democratização cultural, onde o profissional assume uma nova
postura diante da realidade que o cerca. (CABRAL, 1999, p.44)

Baseada nessa perspectiva, a Biblioteca Central da Eletrobras realiza seus
projetos de ações culturais que vem acompanhando a mudança do perfil da
empresa e de suas Unidades de Informação.

3 A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA CENTRAL DA ELETROBRAS
A Biblioteca Central da Eletrobras foi fundada em 1963, com o objetivo de
organizar e controlar o acervo bibliográfico, preservar a memória técnico-institucional
da Empresa e atender as demandas de informação sobre o setor elétrico.

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Apesar de possuir um grande acervo técnico especializado em energia e
áreas afins, e já ter sido uma biblioteca de referência no setor elétrico, observou-se
que ela passou um período sendo subutilizada.
Além

de

instrumentos

já

tradicionalmente

aplicados

em

bibliotecas

especializadas para diagnóstico e melhoria de seus serviços (estudo de usuários,
elaboração de um plano de ação, implantação de estratégias de divulgação) também
estão sendo utilizadas ações culturais como forma de estimular o uso de produtos e
serviços oferecidos pela biblioteca.
Assim sendo, o papel da Biblioteca Central da Eletrobras evoluiu, tornando-se
uma unidade voltada não só ao suporte à pesquisa, mas também ao alargamento da
cultura e lazer ligados à necessidade de informação para atividades diárias dos
colaboradores da empresa, através das ações descritas a seguir.

3.1 Amigos da Leitura
O Programa Amigos da Leitura visa incentivar o hábito da leitura nos
funcionários e seus familiares, por meio da diversificação da literatura, tanto nacional
como estrangeira, colocando-os em contato com diferentes expressões culturais,
bem como oferecer lazer, cultura e educação. Propicia a formação de leitores por
meio de serviços que promovem a produção de novos conhecimentos, ampliando o
repertório cultural dos colaboradores e contribuindo para sua formação social,
profissional e humana.
O projeto acontece por meio de um convênio com uma locadora de livros,
com obras de literatura, diferentemente do acervo técnico da biblioteca.
Os colaboradores da empresa consultam o catálogo no website da locadora
contratada para escolha do livro desejado. Ao escolher o livro de sua preferência,
preenchem o "Formulário de Solicitação" que se encontra disponível na biblioteca
virtual na intranet. A partir daí, a Biblioteca Central faz o intermédio entre a
Eletrobras e a locadora, enviando uma lista de pedidos, que são entregues na
biblioteca duas vezes por semana.
Cada colaborador pode solicitar à Biblioteca até 3 (três) livros por vez,
podendo ficar com o livro emprestado por 30 (trinta) dias. Caso não haja reserva, o
mesmo poderá ser renovado por igual período. Os pedidos de empréstimo e
devolução dos livros podem ser realizados todos os dias.

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Além desta modalidade de empréstimo, que ocorre regularmente, há também
eventos especiais organizados para divulgar o serviço e proporcionar aos
colaboradores a possibilidade de realizar os empréstimos in loco. São as chamadas
“mostras de leitura”, descritas a seguir.

3.1.1 Mostra de Leitura
Os dois últimos estudos de usuários realizados pela Biblioteca Central da
Eletrobras mostraram que o serviço mais utilizado pelos colaboradores é o Programa
Amigos da Leitura. Porém, observou-se que os usuários que usam o programa com
frequência são os mesmos, não sendo muito utilizado por novos colaboradores.
Assim sendo, a biblioteca passou a realizar mostras de leitura, que são
eventos paralelos ao Programa e que tem por objetivo atrair novos usuários, além de
possibilitar que os funcionários façam empréstimos localmente.
A partir de 2014, as mostras deixaram de ser apenas mera exposição de
livros e passaram a contar com temas, decoração, sorteio de brindes e plano de
comunicação direcionada, o que aumentou a procura e a quantidade de
empréstimos realizados.
Muitas vezes este é o primeiro contato do colaborador com a Biblioteca
Central e os maiores benefícios dessa ação são a possibilidade de trazer o usuário
para perto do programa (ou fazer com que ele tome conhecimento do mesmo) e
proporcionar uma maior aproximação desses usuários com outros serviços e
produtos oferecidos pela biblioteca.
Fotografia 1: Mostra “Natal de leitura”

Fonte: Acervo pessoal das autoras

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3.2 Bazar do Conhecimento
É chamado de “Bazar do conhecimento” o espaço destinado à troca de livros,
visando incentivar a leitura entre os colaboradores da Eletrobras.
Estão disponíveis para distribuição gratuita no bazar diversas publicações
acerca de temas variados que foram doadas à biblioteca, mas que por não
atenderem à Política de Desenvolvimento de Coleções, não podem fazer parte de
seu acervo.
Os colaboradores também podem doar publicações para o Bazar e, embora
seja um espaço permanente para troca de livros, também são organizadas
campanhas especiais, como ocorreu, por exemplo, no II Natal de Leitura realizado
em 2014, onde os colaboradores foram convidados a abastecer o Bazar
exclusivamente com livros de literatura.
Fotografia 2: Estante do Bazar do conhecimento, localizada na entrada da Biblioteca.

Fonte: Acervo pessoal das autoras

3.3 Cinema com Pipoca
Consiste no oferecimento, aos empregados, de sessões de cinema como
fonte de lazer, entretenimento cultural permanente e de apoio aos programas de
treinamento, meio ambiente, responsabilidade social, cidadania empresarial, saúde e
qualidade de vida, medicina e segurança do trabalho, entre outros.

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Esta ação visa aumentar a integração entre os empregados, terceirizados e
estagiários e os níveis de satisfação com o trabalho, trazendo benefícios para toda a
Empresa.
A Biblioteca Central é a gestora do Programa e organiza sessões juntamente
com as Áreas solicitantes. A exibição ocorre no auditório da Universidade
Corporativa do Sistema Eletrobras (UNISE) e cada sessão é precedida de uma
pequena palestra sobre o tema abordado no filme a ser exibido.
É importante ressaltar que os filmes são exibidos mediante contratação de
uma empresa autorizada a licenciar a exibição de obras cinematográficas, já que de
acordo com a Lei de Direitos Autorais (Lei 9610/1998) vigente no Brasil, para utilizar
ou exibir publicamente, ou seja, em locais não residenciais, obras cinematográficas
ou audiovisuais no formato DVD, VHS ou eletrônicos, é fundamental possuir a
autorização prévia do detentor dos direitos dos filmes.
Os itens previstos nesta contratação são pipoca, refrigerante, montagem do
equipamento e o pagamento à distribuidora pela autorização de exibição.
Figura 3: Sessão de cinema ocorrida no auditório da UNISE

Fonte: Acervo pessoal das autoras

3.4 Semana do Livro
A “Semana do Livro” é uma ação que foi realizada em datas diferentes e com
objetivos distintos.
A primeira vez ocorreu entre 10 e 14 de janeiro de 2011, aproveitando-se que
no mesmo mês é celebrado o “Dia do Leitor” (dia 07). O objetivo principal era
divulgar e iniciar a utilização do novo espaço destinado à biblioteca, que havia
recentemente mudado de andar.

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Além disso, também objetivou-se divulgar produtos e serviços oferecidos pela
Biblioteca Central em consonância ao Plano de Transformação do Sistema
Eletrobras; atrair o interesse dos usuários para utilização do acervo através de mais
uma ação cultural; promover maior integração entre os colaboradores da Eletrobras;
incentivar e despertar o interesse pela leitura nos colaboradores da empresa.
A programação contou com um estande da locadora de livros contratada
(Programa Amigos da Leitura); entrega de prêmio ao maior leitor (Programa Amigos
da Leitura); “Cinema com pipoca” com a exibição do filme “O leitor”; oficina de
formação de contadores de histórias e uma sessão de contação de histórias para
filhos dos colaboradores da Eletrobras.
Figura 4: Sessão de histórias, realizada na sala de reuniões da Biblioteca

Fonte: Acervo pessoal das autoras

A segunda vez ocorreu em 2013. A ideia surgiu em uma reunião para se
discutir o plano de ação elaborado a partir do estudo de usuários realizado no ano
anterior e tinha como objetivo principal incentivar o uso da biblioteca.
Como o dia 29 de outubro é a data consagrada como o "Dia Nacional do
Livro" de acordo com Lei 5.191/1966, a semana escolhida para a realização do
evento foi a de 28 de outubro a 01 de novembro.
A programação foi bastante diversificada. Durante toda a semana, os
colaboradores tiveram a oportunidade de participar de um Quiz disponível na
Intranet sobre os serviços da biblioteca. Aqueles que alcançaram maior pontuação
foram premiados no último dia.

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Além disso, houve uma sessão especial do “Cinema com pipoca”, que exibiu
o filme “Coração de tinta: o livro mágico”; estande da locadora para empréstimo de
livros do Programa amigos da leitura; uma palestra sobre normalização de trabalhos
acadêmicos segundo as normas da ABNT (já que há muitos colaboradores que
fazem MBA, mestrado e doutorado); apresentação de repentistas e um café literário
com a presença da poetisa Elisa Lucinda.
Figura 5: Café literário com Elisa Lucinda

Fonte: Acervo pessoal das autoras

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Grogan (2001, p. 28) considera que “a grande maioria das bibliotecas
agrupadas como ‘especializadas’ são instituições bem do século XX, criadas sob
medida para a finalidade exclusiva de fornecer serviços de referência e informação”.
Porém, o relato apresentado demonstra que a atuação de uma biblioteca
deste tipo pode ir além do que é normalmente esperado.
No estudo de usuários realizado em 2012, os principais programas culturais
promovidos pela Biblioteca Central da Eletrobras (Amigos da Leitura e Cinema com
Pipoca) configuraram o segundo e terceiro serviços mais utilizados pelos
colaboradores, respectivamente.
Podemos observar que os maiores benefícios para a biblioteca são: a
divulgação de outros serviços prestados; a parceria com diversas Áreas (para
realização do Cinema com Pipoca, por exemplo) e aumento de sua visibilidade.

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Para os usuários, os benefícios se estendem à criação do hábito da leitura,
ampliação de sua cultura e conhecimento de novas formas para atender suas
necessidades de informação.
Além disso, há também o benefício para a empresa, pois as ações contribuem
para a otimização de seus recursos, capacitação de seus colaboradores e melhoria
do clima organizacional.

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REFERÊNCIAS
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informação. 2. ed., rev. e ampl. Brasília: Briquet de Lemos, 2005.
BRASIL. Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a
legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Diário Oficial [da]
República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 20 de fevereiro de
1998. Disponível em: &lt;
http://www.dou.gov.br/materias/do1%20/%20do1legleg19980220180939_001.htm&gt;.
Acesso em 18 mar. 2015.
________. Lei nº5.191, de 13 de dezembro de 1966. Institui o Dia Nacional do
Livro. Disponível em: &lt;https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/19501969/l5191.htm&gt;. Acesso em 18 mar. 2015.
CABRAL, Ana Maria Rezende. Ação cultural: possibilidades de atuação do
bibliotecário. In: VIANNA, Márcia Milton; CAMPELLO, Bernadete; MOURA, Victor
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ELETROBRAS. Plano de Transformação do Sistema Eletrobras (PTSE). Brasil,
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GROGAN, Denis. A prática do serviço de referência. Briquet de Lemos, 2001. 196
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SALASÁRIO, Maria Guilhermina da Cunha. Biblioteca especializada: biblioteca do
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VIEIRA, Ronaldo. Introdução à teoria geral da biblioteconomia. Rio de Janeiro:
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10

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                <text>Relata a experiência da Biblioteca Central da Eletrobras na implantação de ações culturais visando atender às demandas dos usuários e estimular o uso dos serviços e produtos da biblioteca. Descreve os programas culturais e resultados obtidos com as diversas ações oferecidas. Conclui que os benefícios alcançados abrangem os usuários, a biblioteca e a empresa como um todo.</text>
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                    <text>CARTAZES: estudo de caso da Sala de Artes da Biblioteca Mário de
Andrade

Introdução
A Sala de Artes Sérgio Milliet da Biblioteca Mário de Andrade, localizada
na cidade de São Paulo, possui, além do acervo bibliográfico especializado em
artes, uma rica coleção de cartazes organizada entre 2012 e 2013. A coleção
contém cerca de 1800 cartazes, cuja maioria pertence a áreas afins às artes
como artes plásticas e gráficas, música, teatro, arquitetura, dança, cinema e
circo. Este artigo expõe a história da formação desta coleção, bem como as
metodologias e referências de preservação e conservação empregadas para
sua organização.

1. Coleção de cartazes: um estudo de caso da Sala de Artes Sérgio
Milliet, da Biblioteca Mário de Andrade
A Biblioteca Mário de Andrade, fundada em 1925, é a maior biblioteca
pública do estado de São Paulo possuindo em torno de 4 milhões de itens em
seu acervo.
Dentre as coleções disponíveis para o público, temos a Sala de Artes
Sérgio Milliet, criada em 1945, pelo seu então diretor Sérgio Milliet. Devido a
sua temática, além dos livros e revistas especializados também é parte da
coleção catálogos de exposição, flyers, convites e uma coleção de cartazes.
Em janeiro de 2012, a equipe da Sala de Artes em meio ao fim das
organizações, constatou que os cartazes encaixotados durante o período da
última reforma (ocorrida entre 2007 e 2010) não haviam passado por nenhum
tipo de tratamento técnico.
Concomitante ao início da organização dos materiais, surgiu a demanda
de pesquisa advinda de um grupo de alunos da professora Regina Wilke1,
mostrando a necessidade de organização para a disponibilização destes
materiais.
A princípio, foi feito um trabalho de identificação, higienização e
acondicionamento dos cartazes, tendo como referência o manual “Como fazer

1

Professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie e do Centro Universitário Senac.

�conservação preventiva em arquivos e bibliotecas” (2000)2, entre outros
estudos para a padronização de termos e campos criou-se uma tabela em
formato xls com o objetivo de facilitar o acesso às informações de exemplares
específicos.
Durante o processo de organização identificou-se, a partir de carimbos
de identificação, que parte da coleção de cartazes da Sala de Artes Sérgio
Milliet é oriunda do antigo Departamento de Informação em Arte (IDART),
criado 1975.
A coleção total é composta por cerca de 1800 cartazes, nacionais e
internacionais, que datam da década de 1950 até o presente ano, com
destaque para cartazes com gravuras originais de artistas como Darel Valença
Lins, Iberê Camargo em exposição na PetiteGalerie, e o cartaz do primeiro
Festival de Inverno de Campos do Jordão, datado de 1970. Temos, ainda, os
cartazes utilizados nas manifestações de junho de 2013, em São Paulo,
recebidos em doação pela Gráfica Meli-Melo.São encontradas, ainda
criações de grandes nomes das artes gráficas como Alexandre
Wollner, MassaoOhno, Willys de Castro, ElifasAndreato e Zélio.

2. Público alvo e a importância da digitalização

2.1 O público alvo
Os cartazes, em sua maioria, apresentam informações temporárias. Na
presente coleção se reforça tal assertiva pela existência dos materiais que
promovem eventos. Portanto, após a realização do evento, o cartaz perde sua
funcionalidade inicial de disseminador e ganha valor histórico e, em alguns
casos, de obra de arte.
O público do cartaz pode ser visto como um público transitório, e devido
à riqueza da coleção, aliada a abrangência de seus possíveis usos, fica difícil
determinar um único perfil de público interessado. Podemos classificá-los
2

CASSARES, Norma. Como fazer conservação preventiva em arquivos e bibliotecas. São
Paulo: Arquivo do Estado, 2000. Disponível em:
&lt;http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/assets/publicacao/anexo/como_fazer_conservacao_pr
eventiva_em_arquivos_e_bibliotecas.pdf&gt;. Acesso em: 24 mar 2015.

�como pesquisadores, estudantes e instituições das mais variadas áreas e
assuntos.
Para atingir o não-público e o público potencial se formula projetos de
divulgação. Outro modo de atrair esses possíveis consulentes é pela
digitalização.

2.2 A digitalização
O profissional bibliotecário, dentro de suas diversas funções, tem por
ações essenciais a organização, representação e disseminação da informação
em

seus variados suportes e procedimentos. Atentos às inovações

tecnológicas e aos fazeres biblioteconômicos, os funcionários da Sala de Artes
Sérgio Milliet sugerem a proposta de um projeto de digitalização para a sua
coleção de cartazes com a intenção de aperfeiçoar a preservação e também
facilitar o acesso à coleção.
Esta iniciativa está no âmbito de uma das funções das bibliotecas
públicas, que é o de estar atento às formas como os usuários buscam
informações de seu interesse.

Considerações finais
Fica destacada a importância da digitalização da coleção de cartazes
pela sua representatividade enquanto histórico da construção do design gráfico
brasileiro, e também pelo contexto da época e sociedade em que foram
confeccionados. A digitalização auxiliará na ampliação do seu acesso e efetivo
uso.
A elaboração e publicação deste artigo, produzido pelos funcionários da
Sala de Artes Sergio Milliet, é uma das ações para disseminação da existência
e da importância da discussão e criação de políticas que efetivem a
modernização das bibliotecas públicas do Brasil, tão necessária e ansiada por
bibliotecários e cidadãos.

Palavras-chaves: cartazes; artes gráficas; acervo de arte.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
21 a 24 de julho de 2015

Resumo expandido

Apresenta a Aromateca, resultado do trabalho desenvolvido por um grupo multidisciplinar
de profissionais do Centro de Aperfeiçoamento em Gastronomia do Senac (CEAG),
voltados para a busca de diferenciais educacionais significativos para os educandos do
segmento de gastronomia. Neste contexto de parcerias, mostra o papel da biblioteca e
sua contribuição para a implementação desta experiência olfativa, além de outras que
estão surgindo, fruto desta boa prática.
Em um contexto em que parte do processo de desenvolvimento educacional está
associada à leitura e à pesquisa, a Biblioteca ganha destaque como ambiente de
disseminação de informações e cultura, de forma dinâmica e criativa, possibilitando aos
seus usuários o alcance de novos horizontes.
A Biblioteca do Centro de Aperfeiçoamento em Gastronomia do Senac, localizada no
SCLS 116 Sul, Brasília-DF, tem por finalidade reunir, organizar e disseminar as
publicações/informações de interesses dos usuários da Biblioteca. Por meio de seu
acervo, serve de apoio à pesquisa, facilita o aprendizado individual e promove o
desenvolvimento social e intelectual de seus alunos e funcionários.
A metodologia de desenvolvimento por competências coloca o aluno no centro do
processo de aprendizagem. Com isso, a necessidade de instrumentos e ferramentas de
geração do conhecimento são necessárias para subsidiar a construção desse
aprendizado. A Biblioteca do CEAG caracteriza-se como um dos principais espaços de
aprendizagem no local, uma vez que os alunos embasam suas criações e execuções para
os Cursos de Cozinha, Confeitaria e de Garçom, por meio de pesquisas em livros e
internet. Assim, os professores promovem nesse espaço, discussões e momentos de
troca de informações com os grupos para a construção coletiva.
Ficou claro para a equipe pedagógica envolvida no processo de desenvolvimento dos
educandos, que seria imprescindível proporcionar situações iniciais de aprendizagem em
que os alunos conseguissem testar e apurar seus sentidos, pois de acordo com
entendimento do grupo, a aprendizagem significativa se consolidaria por meio do
encantamento do aluno pela gastronomia.
Surgiu, então, a ideia de disponibilizar para os alunos alguns aromas, ervas e especiarias,
que permitissem o aguçamento dos sentidos e, em alguns casos, o resgate de memórias

�afetivas. Nasceu aí a Aromateca, tendo como principal objetivo a facilitação do acesso
dos alunos a alguns cheiros, sementes, ervas e especiarias exóticas.
Assim, ao adquirir insumos para as aulas dos cursos, uma pequena parte passou a ser
reservada para a Aromateca, que atualmente conta com 113 itens em seu acervo.
Diante do sucesso da Aromateca e considerando que a base da alimentação do brasileiro
envolve a utilização de diversas farinhas, no ano de 2012 foi implementada a Farinoteca,
cujo objetivo é o de expor diversos tipos de farinhas, os grãos que as originam e suas
derivações. O acervo inicial da Farinoteca está sendo composto basicamente por
derivados da mandioca e milho, pois levou-se em consideração suas importâncias na
alimentação da população do Brasil, suas variedades e valores nutricionais. Atualmente o
acervo desta seção é composto por 29 farinhas
Os processos de aprendizagem nos ambientes do CEAG permitem que o aluno enfrente
problemas concretos, que demandam determinadas competências para sua solução. A
oportunidade que o aluno tem, estimulado pelo instrutor no exercício de seu papel como
mediador, de refletir sobre, suas atuações e experiências profissionais e de voltar a
experimentar de forma renovada, contribui para seu aperfeiçoamento pessoal e
profissional. Neste contexto, a Biblioteca busca o aprimoramento constante de seus
serviços e produtos oferecidos, para melhor atender as demandas apresentadas pelos
usuários. A formação e desenvolvimento do acervo, a capacitação e orientação oferecidas
à Biblioteca no início de seu funcionamento e o aperfeiçoamento dos produtos e serviços
oferecidos, representam ações diversificadas que convergem para o alcance de seus
objetivos maiores, e tornam a Biblioteca do CEAG a melhor, no segmento de
gastronomia, dentro do Distrito Federal.

Palavras-chave: Biblioteca; Aromateca; Experiências olfativas; Encantamento.

�AROMATECA: BOA PRÁTICA DA BIBLIOTECA DO CENTRO DE
APERFEIÇOAMENTO EM GASTRONOMIA DO SENAC

Patrícia Garcia
Gerente Pedagógica do Centro de Aperfeiçoamento em Gastronomia/Senac
e-mail: patriciagarcia@senac.br
Talita Lins
Bibliotecária do Centro de Aperfeiçoamento em Gastronomia/Senac
e-mail: talita.lins@senac.br

1. INTRODUÇÂO

O Centro de Aperfeiçoamento em Gastronomia (CEAG), administrado pelo
Departamento Nacional do Senac, tem como objetivo, por meio da oferta de cursos de
Formação Inicial e Continuada (FIC) e do estímulo ao desenvolvimento de valores
essenciais (ética, equidade, responsabilidade, senso crítico, flexibilidade) em seus
educandos: promover a inclusão social; incentivar o desenvolvimento de ações voltadas à
experimentação de novas tecnologias educacionais e ao gerenciamento do
conhecimento; fortalecer a marca Senac no segmento gastronômico de Brasília e tornarse referência nacional na educação profissional de gastronomia.

A metodologia adotada no CEAG é a de desenvolvimento por competências.
Método este, que coloca o aluno no centro do processo de aprendizagem, sempre
estimulado por instrutores que atuam como mediadores nas diversas situações de
aprendizagem propostas nos cursos.

Desde o momento da concepção dos programas oferecidos pelo CEAG, a equipe
pedagógica envolvida com o projeto concordou que parte do processo de
desenvolvimento educacional deveria estar associada à leitura e à pesquisa. Neste
contexto, a Biblioteca do CEAG ganhou destaque como ambiente de disseminação de
informações e cultura, de maneira dinâmica e criativa, possibilitando aos seus usuários o
acesso a novos horizontes do universo gastronômico.

Ao longo de alguns meses, um grupo multidisciplinar de profissionais do CEAG se
debruçou sobre o desafio de construir uma proposta de formação profissional para

�ocupações do segmento de gastronomia, que tivessem diferenciais significativos para os
educandos.

Buscou-se então, identificar a maneira como cozinheiros, por exemplo, optaram
por seguir carreira nesta área. Todas as conversas apresentaram como denominador
comum o encantamento, desencadeado pelas inúmeras descobertas que a área permite.

2. A BIBLIOTECA DO CENTRO DE APERFEIÇOAMENTO EM GASTRONOMIA
- CEAG
A Biblioteca do CEAG tem por finalidade: reunir, organizar e disseminar
publicações e informações de interesse de seus usuários. Por meio de seu acervo, apoia
à pesquisa, busca facilitar o aprendizado individual e promove o desenvolvimento social e
intelectual de alunos e empregados do Senac em Brasília.

Com isso, a biblioteca caracteriza-se como um dos principais espaços de
aprendizagem do CEAG, uma vez que os alunos baseiam suas participações e criações
para as aulas, em pesquisas realizadas nos livros e periódicos do acervo, bem como na
internet, sempre orientados e incentivados pelos questionamentos de seus instrutores e
da equipe que atua no espaço.

A biblioteca assume, assim, papel essencial para as discussões e trocas de
informações entre alunos e instrutores, possibilitando, de maneira coletiva, autônoma e
extremamente democrática, o desenvolvimento das competências previstas nos perfis de
conclusão dos cursos.

3. COMO SURGIU A AROMATECA?
Fica claro para a equipe pedagógica envolvida no processo de desenvolvimento
dos educandos, que seria imprescindível proporcionar situações iniciais de aprendizagem
em que os alunos conseguissem testar e apurar seus sentidos, pois de acordo com
entendimento do grupo, a aprendizagem significativa se consolidaria por meio do
encantamento do aluno pela gastronomia.

Durante as discussões sobre as estratégias de aprendizagem que possibilitariam o
alcance dos objetivos estabelecidos, a análise sensorial ganhou destaque como um dos
principais meios para a apuração dos sentidos.

�Na organização das situações de aprendizagem envolvendo a análise sensorial,
buscou-se garantir o teste dos cinco sentidos humanos: visão, audição, paladar, tato e
olfato. No entanto, pela natureza das ocupações do segmento gastronômico (cozinheiro,
confeiteiro, sommelier, etc.), paladar e olfato foram os que apresentaram maior
necessidade de exame e desenvolvimento.

Chegou-se à conclusão, portanto, de que bons e experientes profissionais da área
de gastronomia possuem grande capacidade de identificar os ingredientes que compõem
pratos ou bebidas, apenas pelo olfato.

Assim, a preocupação em apurar esse sentido nos educandos do CEAG (ou ao
menos despertar a consciência em relação à necessidade de investimento nesse
desenvolvimento) proporcionaria mais uma condição, além das diversas competências
requeridas pelos perfis profissionais de conclusão dos cursos, para que os egressos
saíssem para o mercado de trabalho com um diferencial significativo.

Nas pesquisas bibliográficas realizadas para fundamentar as percepções
empíricas do grupo, encontramos Corazza (2002, p. 49) que aponta que:

Uma das primeiras associações feitas pelo bebê se deve à sensibilidade
de seu olfato, que o leva a reagir ao cheiro da mãe por reconhecer nela a
fonte de conforto, prazer e alimento. Quando nos conduzimos pelo
coração (ou seja, pelos sentimentos emocionais) em detrimento da
cabeça (isto é, razão), estamos nos regulando pelo sistema límbico, e
não pelo racional. Orientados pelo cérebro racional, os seres humanos
civilizados desenvolveram grande tendência de diminuir a importância
dos sentidos mais sensoriais: toque, sabor e cheiro. A visão e a audição,
nossas formas preferidas de obter informação, trabalham pela análise de
ondas que atingem nossos ouvidos e olhos. Mas os cheiros precisam
reagir quimicamente dentro de nosso corpo para que possamos senti-los,
portanto, o olfato é o nosso sentido mais íntimo e mais diretamente ligado
ao cérebro. Ao contrário dos outros sentidos, não existem pontos de
parada ao longo os nervos olfativos: os sinais recebidos dirigem-se sem
interrupção até a área do cérebro mais intensamente conectada ao
subconsciente.

Concluiu-se também que as experiências olfativas, às quais os alunos seriam
submetidos, poderiam facilitar a identificação de situações vividas no contexto da
gastronomia e, portanto, facilitariam o encantamento dos educandos pela área, pois pela
maneira apontada por Corazza (2001, p.48), “respondermos aos odores é emocional e
intelectual”.

�Ainda para o mesmo autor (Corazza, p. 48 e 39), “o olfato é o mais antigo e talvez
mais desconhecido entre os sentidos desenvolvidos pelo homem” e, de todos os cinco
sentidos, é a sensação que temos menos desenvolvida, apesar de sermos capazes de
sentir dez mil cheiros diferentes, “(...) ao passo que o paladar, considerado muito mais
desenvolvido que o olfato, pode avaliar somente cinco gostos distintos”.

Nada mais adequado, portanto, do que proporcionar aos alunos dos cursos de
gastronomia contato diário e constante com os aromas e cheiros da gastronomia, pois
“(...) muito do que geralmente chamamos paladar é realmente olfato” (Corazza, p.48).

Como já exposto, o papel da biblioteca na estrutura e metodologia do CEAG
sempre foi de destaque. Considerou-se coerente, portanto, criar nesse ambiente de
disseminação de informações e desenvolvimento de conhecimento, um nicho para que os
alunos pudessem aprimorar esse sentido tão recrutado nas ocupações do segmento
gastronômico. Surgiu então a ideia de composição de uma Aromateca na biblioteca do
CEAG.

A Aromateca foi criada, portanto, com o objetivo de reunir e disponibilizar
especiarias, ervas, temperos e condimentos para o aperfeiçoamento do senso olfativo dos
frequentadores da biblioteca.

A composição inicial da Aromateca se deu por meio do aproveitamento de parte
das especiarias, ervas, temperos e condimentos, utilizados nos cursos do CEAG, que
passaram a ficar expostos, juntamente com livros e periódicos, no acervo da biblioteca.

Assim, para cada ingrediente utilizado nas fichas técnicas dos cursos, que
apresentava um aroma menos comum/mais acentuado, uma amostra desse insumo era
coletada e direcionada para o acervo da “Aromateca”.

As caixas de aromas (uma nacional e outra importada) adquiridas pelo CEAG, que
inicialmente não tinham um local específico para guarda, também foram incorporadas ao
acervo da Aromateca, contribuindo, cada uma, com 54 aromas distintos e, em alguns
casos, bem inusitados.

�Diante da boa aceitação da ideia pelos alunos e demais usuários e visitantes da
biblioteca do CEAG, comprovada pelo elevado número de consultas ao acervo da
Aromateca, decidimos entrar em contato com uma empresa especializada na venda de
temperos e condimentos para verificar se havia interesse em contribuir com doações para
o acervo.
Atualmente a Aromateca conta com 113 tipos de aromas, que podem ser testados
nas ervas, especiarias, temperos e condimentos expostos em potes de vidro vedados,
além de outros 108 aromas das caixas de aroma.

N° AROMAS, ERVAS E ESPECIARIAS
1 Açaí
2 Açúcar Demerara
3 Açúcar mascavo
4 Aipo semente
5 Ajowam
6 Alcaçuz em pó
7 Amburana
8 Amchur (manga em pó)
9 Amêndoa de cacau seca in natura
10 Amêndoas
11 Anis estrelado

�12 Apple Pie
13 Arroz arbóreo
14 Arroz bomba
15 Arroz negro
16 Arroz selvagem
17 Arroz verde torrado
18 Assafétida
19 Avelã
20 Baru (semente)
21 Baunilha do cerrado
22 Cacau em pó
23 Cacau torrado
24 Cacau torrado (casca)
25 Café em grão
26 Cardamomo
Castanha do Pará /Castanha do
27
Brasil”
28 Chia
29 Coentro em grão
30 Cominho
31 Cravo em pó
32 Curcuma
33 Curry
34 Endro folha
35 Endro semente
36 Erva Mate
37 Ervila em grão
38 Ervilha
39 Erythroxylum coca
40 Estragão
41 Fava de baunilha
42 Feijão azukí
43 Feno Grego (sementes)
44 Feno Grego pó
45 Fines herbes
46 Flor de sal
47 Folha de ouro
48 Funcho
49 Galanga pó
50 Garam masala
51 Gengibre em pó
52 Grãos do Paraíso picância 4
53 Guaraná

�54 Harissa
55 Huacatay
56 Isomalte
57 Jatobá(semente)
58 Kafir lime
59 Kummel
60 Kümmel
61 La Herradura - Mole Rojo Poblano
62 Lentilha
63 Linhaça
64 Macis inteiro
65 Macis pó
66 Mahaleb
67 Manjericão liofilizado
68 Manjerona
69 Menta
70 Miski
71 Mostarda (semente)
72 Mostarda escura (semente)
73 Nibs de cacau
74 Nigela
75 Orégano folha
76 Ottoman Spice - Condimento Turco
77 Pacová
78 Papoula (semente)
79 Páprica defumada
80 Páprica picante
81 Pectina
82 Pimenta Ají
83 Pimenta calabresa
84 Pimenta Cascabel
85 Pimenta Cayena
86 Pimenta Chile Ancho
87 Pimenta Chile de Arbol
88 Pimenta Chipotle Rojo
89 Pimenta Chipotle Verde
90 Pimenta Jamaica
91 Pimenta Japapeño
92 Pimenta Mirasol
93 Pimenta Páprica - peruana
94 Pimenta Pasilla
95 Pimenta Rosa
96 Pimenta Síria

�97 Pinoli
98 Pistache
99 Pistilos de açafrão
100 Quinoa
101 Quinoa vermelha
102 Raiz forte
103 Sal de vinho
104 Sal Maldon
105 Sálvia folha
106 Sassafrás
107 Segurelha
108 Sumagre
109 Tomilho folha
110 Trigo em Grão
111 Urucum
112 Zahtar
113 Zimbro

��4. A AROMATECA E SEUS FRUTOS
Diante do atestado sucesso da Aromateca e considerando que a base da
alimentação do brasileiro envolve o consumo de farinhas, no final do ano de 2012 criamos
a Farinoteca, cujo objetivo é apresentar diversos tipos de farinhas, bem como suas
derivações.
O acervo inicial da Farinoteca está sendo composto basicamente por derivados da
mandioca e milho, pois se levou em consideração sua importância na alimentação da
população do Brasil, suas variedades e seu rico valor nutricional. Atualmente o acervo é
composto por:
Nº

FARINHAS

1

Amaranto

2

Cuscuz marroquino

3

Farinha 7 grãos

4

Farinha crua de mandioca da Bahia

5

Farinha D’água (mandioca)

6

Farinha de Achira

7

Farinha de amêndoa

8

Farinha de Araruta

9

Farinha de Arroz

10

Farinha de arroz integral

11

Farinha de Centeio

12

Farinha de Chocheco

13

Farinha de Milho

14

Farinha de Morretes (mandioca)

15

Farinha de Quinoa

16

Farinha de Sarraceno

17

Farinha de Tapioca (mandioca)

18

Farinha de Trigo

19

21

Farinha seca (mandioca)
Farinha seca de Goiânia
(mandioca)
Farinha Uarini (mandioca)

22

Fecúla de batata

23

Flocos de milho

24

Fubá de milho

25

Fubá de Polenta

26

Goma de mandioca

27

Piracuí

28

Puba de mandioca

29

Sagu

20

�5. CONCLUSÃO

A Biblioteca do CEAG realiza um levantamento diário do número de usuários do
espaço, como forma de aferir a frequência ao local. O número médio de atendimentos
mensais, realizados nos últimos 10 meses, atesta a presença de 450 frequentadores no
espaço.
Não há como precisar o número exato de usuários que acessam exclusivamente o
acervo da Aromateca, mas é fato que todas as pessoas que entram na biblioteca acabam
se encantando com a Aromateca e acessando seu acervo. Alguns apenas por
curiosidade... Outros para realmente aguçar sentidos olfativos e, a partir dessa
experiência, aproximar-se de um novo conhecimento.
Contribui também para o sucesso da Aromateca, sua disposição no espaço da
biblioteca, pois sua localização fica próxima da porta de entrada. Ou seja, é quase
impossível não direcionar os olhos para seu acervo.
São frequentes os elogios recebidos pela equipe da biblioteca do CEAG acerca do
acervo e, em especial, da Aromateca, como o apontamento feito pela aluna Cristine
Almeida, do Curso de Aperfeiçoamento em Confeitaria Francesa, que fez questão de
registrar no “formulário de avaliação da qualidade percebida” que: “A Biblioteca CEAG
tem um suporte exemplar, com um acervo muito grande e positivo. Provavelmente a
melhor de Brasília. Com os livros encontrados aqui, nos proporciona um aprendizado a
cada leitura, Além da Aromateca, com um excelente acervo de aromas e revistas
atualizadas. A biblioteca me proporcionou bons conhecimentos durante o curso e também
depois dele, nos proporcionando o uso da mesma sempre que precisamos. Parabéns”.
Com essas práticas adotadas, a Biblioteca do CEAG espera proporcionar aos seus
frequentadores novas e variadas experiências de investigação e desenvolvimento, ao
mesmo tempo em que se posiciona como peça-chave, ao lado de variadas estratégias de
aprendizagem, de laboratórios especializados e das empresas pedagógicas, na formação
de profissionais egressos dos cursos profissionalizantes do Senac.

6. REFERÊNCIA
CORAZZA, Sonia. Aromacologia: uma ciência de muitos cheiros. São Paulo: Ed. Senac
São Paulo, 2002.

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                <text>Apresenta a Aromateca, resultado do trabalho desenvolvido por um grupo multidisciplinar de profissionais do Centro de Aperfeiçoamento em Gastronomia do Senac (CEAG), voltados para a busca de diferenciais educacionais significativos para os educandos do segmento de gastronomia. Neste contexto de parcerias, mostra o papel da biblioteca e sua contribuição para a implementação desta experiência olfativa, além de outras que estão surgindo, fruto desta boa prática.</text>
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22 a 24 de julho de 2015

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

TÍTULO CENTRALIZADO

NOVAS TEMÁTICAS NA BVS BIOÉTICA E DIPLOMACIA EM
SAÚDE: FATORES DE RISCO DE DOENÇAS CRÔNICAS

Autores:
Paulo Roberto Vieira – Nethis/Fiocruz – paulo.vieira@fiocruz.br
Agostinha Maria Rodrigues – Nethis/Fiocruz - agostinharm@gmail.com
Cecilia de Almeida Lopes – Nethis/Fiocruz - cilopes0311@gmail.com
José Francisco Nogueira Paranaguá de Santana – Nethis/Fiocruz jparanagua@gmail.com

Resumo expandido
Este trabalho apresenta mais uma inovação que está em curso na Biblioteca
Virtual de Bioética e Diplomacia em Saúde (BVS BDS) do Núcleo de Estudos sobre
Bioética e Diplomacia em Saúde (Nethis), a inclusão da categoria “temas em destaque”
no portal. Os temas álcool, tabaco, agrotóxicos e alimentos processados compõem os
fatores de risco responsáveis pela ocorrência de doenças crônicas não transmissíveis.
O Nethis em cooperação com o Observatório Internacional de Capacidades Humanas,
Desenvolvimento e Políticas Públicas (OICH) do Núcleo de Estudos em Saúde Pública
(NESP) da Universidade de Brasília pretende atuar como um dos dinamizadores na
produção e difusão de conhecimento relacionados a regulação de produtos de uso
humanos vinculados a fatores de riscos de doenças crônicas, com ênfase na
perspectiva bioética e no contexto das relações internacionais. Desde sua inauguração,
em 2010, o Nethis atua como secretaria-executiva da BVS BDS. A biblioteca gerencia o

�acervo

pertinente

à

interdisciplinaridade

dos

campos

da

Bioética,

Relações

Internacionais e Saúde Pública. Uma Comissão de Seleção Científica, composta por
especialistas, executa um trabalho criterioso para selecionar o acervo específico
garantindo a sua qualidade e confiabilidade. Os novos temas que serão incluídos na
BVS BDS passarão pelo mesma tecnologia de análise de conteúdo. A BVS BDS é
pioneira na adoção do sistema Dspace - utilizado para armazenar o acervo. Em agosto
de 2014, se tornou centro cooperante da Lilacs, o mais importante e abrangente índice
de literatura científica da América Latina e Caribe, quando cumpriu os critérios de
qualidade do índice. Atualmente está na fase de desenvolvimento para sua certificação
junto ao Centro Latino Americano e do Caribe de informação em Ciências da Saúde
(Bireme). Com essas iniciativas, a BVS BDS tem procurado garantir a divulgação,
acessibilidade de seu acervo, sem negligenciar a credibilidade de seus documentos.

Palavras-chave: BVS – Bioética e Diplomacia em Saúde, Álcool, Tabaco, Agrotóxico e
Alimentos Processados.

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22 a 24 de julho de 2015

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

TÍTULO
BVS – BIOÉTICA E DIPLOMACIA EM SAÚDE: GESTÃO E EVOLUÇÃO

Autores:
Paulo Roberto Vieira – Nethis/Fiocruz – paulo.vieira@fiocruz.br
Agostinha Maria Rodrigues – Nethis/Fiocruz - agostinharm@gmail.com
José Francisco Nogueira Paranaguá de Santana – Nethis/Fiocruz jparanagua@gmail.com
Resumo expandido
Uma biblioteca, seja tradicional ou digital, deve ter seu acervo estruturado segundo os
critérios de uma política de seleção. Quanto mais específico o acervo mais detalhada
será sua política de seleção para que os documentos que o componham reflitam a
especificidade da temática e atendam aos usuários em suas demandas (ALMEIDA,
ROA e SANTANA2014). A Biblioteca Virtual de Bioética e Diplomacia em Saúde foi
inaugurada em junho de 2011 e desde dezembro de 2012 faz parte da Rede de
Bibliotecas Virtuais da Fiocruz (BVS Fiocruz). A BVS BDS é desenvolvida e mantida
pelo Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde (Nethis) sediado na
Fundação Oswaldo Cruz em Brasília. O acervo da biblioteca reúne fontes de
informações especializadas sobre a interseção temática de Bioética, Relações
Internacionais e Saúde Pública. As interseções entre esses campos, por sua vez,
constituem o assunto principal da BV-BDS, gerando novas áreas de conhecimento
identificadas como: Literatura Selecionada.
a) LS 1: Bioética e Saúde Pública e Relações Internacionais;
b) LS 2: Bioética e Saúde Pública;
c) LS 3: Saúde Pública e Relações Internacionais;
d) LS 4: Relações Internacionais e Bioética.

�Neste contexto, a missão desta biblioteca é proporcionar visibilidade e acessibilidade
dos documentos deste campo interdisciplinar e da produção científica do núcleo de
estudos. Como fonte de informação, a BVS BDS tem como objetivo principal disseminar
informação de qualidade e confiável, propiciando a discussão e o desenvolvimento de
novas pesquisas no contexto nacional e internacional, por meio do acesso livre à
informação e da cooperação técnica em informação científica (NETHIS, 2011, p.14).
Esta BVS destaca-se pela sua temática, pelo desenvolvimento de uma metodologia
própria para o processo de seleção bibliográfica do acervo, como também, pela
iniciativa pioneira do uso da plataforma DSpace no âmbito da rede BVS Brasil.
Inicialmente, a biblioteca utilizava o sistema LILDBI-Web para a descrição bibliográfica,
indexação, controle de erros e colaboração com a base de dados da Literatura LatinoAmericana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) (SOUSA; ALMEIDA;
SANTANA, 2014). No entanto, desde o projeto piloto desta biblioteca, buscava-se
adotar a plataforma DSpace para fazer a descrição dos itens do acervo e ao mesmo
tempo servir de repositório institucional do Nethis. O uso do Dspace reforça seu
compromisso com o acesso equitativo e universal à informação como direito humano
fundamental, bem como demonstra o interesse desta BVS no armazenamento,
gerenciamento, preservação e visibilidade da produção intelectual do Nethis, além de
se preocupar em disponibilizar os mais diversos artigos e diferentes documentos sobre
a temática em estudo. Através de análise de outros sites/BVS constatou-se a lacuna do
campo (Temas em Destaque) este novo campo ampliará os assuntos pesquisados pela
BVS-BDS, passando a retratar também o álcool, tabaco, agrotóxico e alimentos
processados, produtos de uso humanos vinculados a fatores de riscos de doenças
crônicas, não perdendo o enfoque da bioética no contexto das relações internacionais.
E após uma avaliação percebemos a necessidade de atualização da plataforma,
atualização esta que auxiliara na interoperabilidade de informações. Tudo isso
impactará na oferta de novos produtos e serviços ou produtos e serviços aprimorados,
que provocam o alargamento da consciência a respeito das potenciais aplicações dos
conhecimentos abordados. A BIREME utiliza ferramentas open source para a criação
de portais de Bibliotecas Virtuais em Saúde – BVS. Utilizando estes recursos, o portal
de uma BVS pode integrar diferentes fontes de informação em um único dispositivo de

�busca e disponibilizar serviços que facilitam a integração do usuário, por tanto, estamos
trabalhando na transferência da atual plataforma da BVS-BDS (BVS Site) para
fazermos uso da plataforma wordpress. Para viabilizar a criação de portais de BVS, a
BIREME desenvolveu o Plugin BVS para WordPress que é atualizado e aprimorado
pela comunidade de desenvolvedores da rede BVS (RedDes) e vem sendo adotado
pela rede de instituições parceiras para publicar portais de BVS em substituição ao
aplicativo BVS-site. Na atualidade, a BVS Bioética e Diplomacia em Saúde encontra-se
em fase de desenvolvimento adotando as medidas necessárias para sua certificação
junto a Bireme.
Palavras-chave: BVS – Bioética e Diplomacia em Saúde, Gestão e Evolução,
Plataforma Wordpress, Temas em Destaque.
Referências
ALMEIDA, Neilia Barros Ferreira de; ROA, Alejandra Carrillo; SANTANA, José
Paranaguá de. BVS Bioética e Diplomacia em Saúde: uma biblioteca inovadora. In:
APDIS, 11., 2014, Lisboa. Anais... . Lisboa, 2014. p. 101 - 109.
NÚCLEO DE ESTUDOS SOBRE BIOÉTICA E DIPLOMACIA EM SAÚDE (NETHIS).
Relatório Anual de atividades Nethis: 2011. Brasília: NETHIS, 2011. Disponível em:
&lt;http://www.bioeticaediplomacia.org&gt; Acesso em: 18 fev. 2015.
SOUSA, Juliana Lourenço; ALMEIDA, Neilia Barros Ferreira de; SANTANA, José
Paranaguá de. REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS: CASO DA BVS BIOÉTICA E
DIPLOMACIA EM SAÚDE. In: SNBU, 18., 2014, Belo Horizonte. Anais... . Belo
Horizonte, 2014. p. 1 - 16.

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                <text> Rodrigues, Agostinha Maria </text>
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                <text> Santana, José Francisco Nogueira Paranaguá de</text>
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                <text>Uma biblioteca, seja tradicional ou digital, deve ter seu acervo estruturado segundo os critérios de uma política de seleção. Quanto mais específico o acervo mais detalhada será sua política de seleção para que os documentos que o componham reflitam a especificidade da temática e atendam aos usuários em suas demandas (ALMEIDA, ROA e SANTANA2014).</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

O papel educativo do bibliotecário escolar

Autora: Raquel Miranda Vilela Paiva (UFMG), quelvilela@yahoo.com.br

Introdução:
O presente artigo pretende fazer uma breve revisão de literatura, enfocando o
papel educativo do bibliotecário atuante na Biblioteca Escolar.
Os debates sobre a biblioteca escolar no campo da biblioteconomia apenas se
iniciam a partir da metade do século XIX.
A literatura da década de 1970 discute a importância da biblioteca escolar “para a
auto-realização, a auto-educação do aluno e a realização de pesquisa escolar
(SILVA, 2001, p. 40)”, enfatizando a pesquisa escolar como método de ensinoaprendizagem e a leitura como uma das funções da biblioteca.
A década de 1980 significou para a biblioteca escolar um impulso em suas
discussões. Seus conceitos e funções evoluíram, absorvendo as novas
tecnologias e ganhando destaque como recurso didático.
A década de 1990 apresenta discussões na área da Educação em torno do
educando enquanto indivíduo. Diante dessa nova perspectiva da educação, a
biblioteca é vista como um espaço que contribui para a formação do aluno.
Contudo, a importância da Biblioteca escolar não foi acompanhada da valorização
do bibliotecário atuante nesse contexto. Silva (2006) destaca o despreparo do
bibliotecário para atuação no contexto escolar.
Método da pesquisa:
O presente trabalho se propõe a realizar uma revisão na literatura da área,
buscando verificar em trabalhos publicados nos últimos anos, como a se encontra
a questão da atuação do bibliotecário em ambiente escolar no Brasil.
Diante das especificidades do campo de estudo nas Ciências Sociais, optou-se
por uma pesquisa de cunho qualitativo. Para buscar compreender como a
biblioteca escolar está presente na formação de bibliotecários será empregada
análise de conteúdo a partir de artigos brasileiros na área que tratem da temática
proposta.

�Resultados:
Os textos analisados demonstram uma evolução no conceito de biblioteca escolar,
o que determina a necessidade do bibliotecário se reinventar, buscar uma atuação
condizente com a atualidade.
Na pesquisa de Morais (2009) todas as bibliotecárias entrevistadas afirmaram não
terem sido preparadas na graduação para coordenarem bibliotecas escolares. O
trabalho de Silveira (2007) sinaliza a importância dada ao conteúdo técnico da
profissão do bibliotecário em detrimento às disciplinas humanistas.
Contudo, sob outro prisma, Campello (2009), enfatiza haver por parte dos
bibliotecários a consciência de seu papel como educador, além das funções
técnicas, que necessitam desempenhar.
Em sua atuação na biblioteca escolar, o bibliotecário necessita, inicialmente de
sensibilizar e conquistar o usuário. Assim, predominam as ações que atraem a
comunidade escolar para a biblioteca e a leitura.
Autores como Alves (1992), Mota (2004) e Morais (2009) destacam a necessidade
da interação entre corpo docente e equipe da biblioteca, o que nem sempre
ocorre. Esta relação seria bastante promissora, mas, infelizmente ainda é falha,
por diversos fatores.
Discussão:
O bibliotecário, principalmente aquele atuante no contexto escolar, deve estar
disposto a servir como catalisador da informação, de forma dinâmica e integrada à
atuação pedagógica dos docentes. Este deveria dominar não apenas as técnicas
biblioteconômicas, como ter noções da área de Educação, uma vez que devem
atuar também como educadores.
Na Sociedade da Informação, onde realmente a informação é o centro das
discussões, a biblioteca escolar pode servir como um centro para disseminação
cultural, através de atividades como hora do conto, palestras, encontro com
escritores, entre outros (FURTADO, 2004).
Considerações Finais ou Conclusões:
O trabalho objetivava verificar, através da literatura da área de Biblioteconomia, a
atuação do bibliotecário escolar enquanto um educador. Como visto pelo
referencial teórico, a evolução da educação no Brasil fez com que também o
conceito de Biblioteca Escolar se modificasse através das décadas. Essas novas
atuações da biblioteca, que passou do simples depósito de livros para um espaço
de produção do conhecimento, fez com que o profissional atuante neste espaço
alterasse suas formas de trabalho.
Conclui-se que, para uma atuação realmente efetiva na biblioteca escolar, o
bibliotecário deve buscar ampliar seu conhecimento humanístico, buscar ações de
cooperação mútua com professores e ir além dos conhecimentos técnicos para

�trabalhar. Atuar como educador e mediador requer desse profissional um
dinamismo e uma disposição nem sempre desenvolvidos durante seus anos na
academia.
Palavras-chave: Biblioteca escolar; Bibliotecário escolar; Bibliotecário– Atuação.
Referências:
ALVES, Miriam Cristina. A integração bibliotecário-professor no Brasil: o estado da arte. 1992. [105]f. Dissertação (Mestrado) Faculdade de Biblioteconomia,
Pontifícia Universidade Católica De Campinas, Campinas, 1992.
CAMPELLO, Bernadete Santos. Letramento informacional no Brasil: práticas
educativas de bibliotecários em escolas de ensino básico. 2009. 207 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação). Escola de Ciência da Informação, Universidade
Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2009.
FURTADO, Cássia. A biblioteca escolar brasileira no sistema educacional da sociedade da informação. In: SEMINÁRIO BIBLIOTECA ESCOLAR ESPAÇO DE
AÇÃO PEDAGÓGICA, 2004, Belo Horizonte. ANAIS DO SEGUNDO SEMINÁRIO
BIBLIOTECA ESCOLAR ESPAÇO DE AÇÃO PEDAGÓGICA, 2004. Disponível
em: &lt;http://www.eci.ufmg.br/gebe/downloads/317.pdf&gt;. Acesso em: 15 maio 2008.
MORAIS, Elaine Maria da Cunha. Impasses e possibilidades da atuação dos
profissionais das bibliotecas da Rede Municipal de Belo Horizonte. 2009. 185
f. Dissertação. (Mestrado em Educação).– Faculdade de Educação, Universidade
Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2009.
MOTA, Francisca Rosalina Leite. Bibliotecários e professores no contexto da biblioteca escolar: uma interação possível e necessária. In: SEMINÁRIO BIBLIOTECA
ESCOLAR ESPAÇO DE AÇÃO PEDAGÓGICA, 2004, Belo Horizonte. ANAIS DO
SEGUNDO SEMINÁRIO BIBLIOTECA ESCOLAR ESPAÇO DE AÇÃO PEDAGÓGICA, 2004.
SILVA, Mônica do Amparo. Biblioteca escolar e professor: duas faces da mesma moeda? Investigação sobre a interação entre a biblioteca escolar e o professor
do ensino fundamental na Rede Municipal de Ensino. 2001. Dissertação (mestrado) – Escola de Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais,
Belo Horizonte, 2001.
SILVEIRA, Fabrício José Nascimento da. Biblioteca como lugar de práticas culturais: uma discussão a partir dos currículos de Biblioteconomia no Brasil. Belo
Horizonte. 2007. 246 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Escola de Ciência da Informação Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>O presente artigo pretende fazer uma breve revisão de literatura, enfocando o papel educativo do bibliotecário atuante na Biblioteca Escolar. Os debates sobre a biblioteca escolar no campo da biblioteconomia apenas se iniciam a partir da metade do século XIX.</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

PRODUÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA DA EMBRAPA MILHO E SORGO NO
REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL: 2011-2015
Rosângela
Lacerda
de
rosangela.lacerda@embrapa.br

Castro.

Embrapa

Milho

e

Sorgo.

Introdução: O Movimento Acesso Aberto modificou a forma de comunicar a
ciência e os repositórios institucionais são um produto desse movimento. A
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou em abril de 2011,
dois repositórios institucionais, conforme a natureza da informação (ALICE e
INFOTECA-e). A produção técnico-científica da Embrapa Milho e Sorgo
corresponde a todos os trabalhos de autoria de pesquisadores e analistas,
publicados em documentos editados pela própria instituição ou externamente. O
objetivo desse trabalho é apresentar a contribuição da biblioteca da Embrapa
Milho e Sorgo na formação dos repositórios da Embrapa no período de 2011 a
2015.
Relato da experiência: O estudo foi realizado na Biblioteca da Embrapa Milho e
Sorgo (Sete Lagoas – MG). Resgatou-se o histórico e metodologia de
implementação do repositório. Foram analisadas as coleções de documentos
dessa unidade da Embrapa nos repositórios institucionais: Informação Tecnológica
em Agricultura (Infoteca-e) e Acesso Livre à Informação Científica da Embrapa
(Alice).
Considerações Finais: A digitalização de publicações impressas permitiu acesso
a obras antes restritas a um espaço físico. Os repositórios institucionais no modelo
acesso aberto permitem ampla visibilidade dos seus conteúdos. As análises
estatísticas devem ser periodicamente realizadas e novas abordagens devem
servir para estudos bibliométricos.
Palavras-chave: Produção científica; Produção técnica; Repositório institucional.
Pesquisa agropecuária.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

RESENHAS LITERÁRIAS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: UMA
PROPOSTA DE DIVULGAÇÃO LITERÁRIA E INCENTIVO À LEITURA
Lucilene Cordeiro da Silva Messias
lubiblio@bauru.unesp.br
Aparecida de Fatima Cavalheiro Bueno
fatimab@bauru.unesp.br
Maristela Brichi Cintra
maristela@bauru.unesp.br
Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” – Unesp
Introdução
A leitura é uma das práticas mais importantes no processo de ensino e
aprendizagem, sendo condição para a formação de indivíduos críticos e
conscientes. Perpassa todos os níveis da educação formal: do ensino infantil ao
superior. Contudo, na universidade, a leitura é reduzida a uma prática estritamente
intelectual, visando apenas a apreensão e a compreensão de conteúdos técnicos
e científicos.
A leitura de entretenimento é negligenciada e pouco estimulada no
ambiente acadêmico. As bibliotecas universitárias reforçam essa situação, ao
supervalorizarem as obras de cunho científico em detrimento das literárias. A
Universidade, além de não se envolver como deveria no desenvolvimento de
projetos de leitura, não estimula e propaga a leitura entre a comunidade
acadêmica.
A leitura não se esgota na decodificação dos símbolos, portanto, não se
inicia no texto, mas no leitor, depende de repertórios, vivências e visão de mundo
que o sujeito apresenta. Portanto, não basta ser letrado para ser considerado
leitor, é preciso efetivamente praticar a leitura. E talvez esse seja um dos
equívocos dos sistemas de ensino, preocupar-se excessivamente com o
letramento do aluno sem estimular a leitura e produção de textos variados. A
universidade por considerar que os universitários já possuem tal bagagem, não
estimula o envolvimento com as obras de cunho artístico e literário, anulando a
possibilidade de formar ou recuperar leitores.
Nesse sentido, apresentamos uma experiência realizada na Divisão
Técnica de Biblioteca e Documentação do Campus de Bauru, que, no intuito de
divulgar o acervo de literatura e estimular a leitura de obras variadas entre os

�discentes, divulga regularmente resenhas literárias nos canais de comunicação
online da biblioteca, ou seja, o blog e o facebook institucional. A ação, ainda que
seja uma abordagem tímida, move a atenção do universitário também para o
acervo de literatura.
Relato da experiência
A Biblioteca da UNESP de Bauru, por estar vinculada a uma estrutura
universitária, prioriza o suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Entretanto, por reconhecer a responsabilidade enquanto núcleo de informação e
de cultura, envolve-se diretamente em atividades de incentivo à leitura.
Considerando a leitura como base do trabalho intelectual, é de suma importância
que a comunidade acadêmica tenha domínio e acesso a uma diversidade de
gêneros textuais, inclusive o literário.
O acervo de literatura, que compreende romances, contos, crônicas,
poesias e ensaios, representa uma parcela muito pequena da coleção geral da
biblioteca, entretanto é possível dinamizar o uso da coleção por meio de ações
muito simples como exposições, ou o deslocamento de alguns títulos para
espaços de destaque. A iniciativa encontrada pela biblioteca para divulgar o
acervo de literatura e, de certa forma, incentivar a leitura de textos variados entre
a comunidade acadêmica, foi por meio de divulgação de resenhas literárias de
obras pertencentes ao acervo.
Ler é uma atividade saudável e extremamente prazerosa, mas muitas vezes
negligenciada, por estar vinculada apenas às obrigações acadêmicas. De forma a
desmistificar o papel da leitura apenas como aquisição de conhecimento, a
biblioteca estimula a leitura visando o prazer e o entretenimento, ausente do
didatismo proposto na academia. Por iniciativa de servidores/leitores que atuam
na biblioteca, estruturou-se um projeto que consiste na divulgação periódica de
títulos literários pertencentes ao acervo por meio de resenhas literárias. De acordo
com Medeiros (2007), a resenha consiste em um tipo de resumo crítico que
abrange comentários e opiniões, incluem julgamentos de valor, comparações e
avaliações com outras obras de um mesmo gênero.
Diferentemente do resumo que, de forma condensada, apresenta aspectos
gerais da obra, mantendo similaridade com o texto original e um certo
distanciamento e isenção em relação a quem o redigiu, a resenha não só permite
como estimula uma interferência mais ativa e explícita. Nessa abordagem esperase uma análise particular explorando os pontos de vista do leitor, incentivando
assim a curiosidade intelectual de futuros estudantes/leitores.
Acreditamos que ao compartilhar as impressões de leitura poderíamos
contribuir para despertar o interesse da comunidade acadêmica. Os títulos
escolhidos para resenhar são variados e incluem romances, contos, crônica, etc.,
de autores nacionais e estrangeiros. A atividade iniciou-se em março de 2012, foi
interrompida por um período, e atualmente retomada, com periodicidade mensal
de publicação. As resenhas são publicadas no Blog e no Facebook da Biblioteca.
No total foram realizadas resenhas de 16 títulos de autores variados, sendo
eles: O livro amarelo do terminal (Vanessa Bárbara); Como me tornei um estúpido
(Martin Page); A estrada (Cormac McCarthy); O pirotécnico Zacarias (Murilo

�Rubião); Eu sou a lenda (Richard Matheson); A humilhação (Philip Roth); A
Polaquinha (Dalton Trevisan); Razão e Sensibilidade (Jane Austen); A pata, a
morte e a tulipa (Wolf Erlbruch); Harry Potter (E J.K. Rowling); O caderno azul
(James A. Levine); Pequenas epifanias (Caio Fernando Abreu); Queria que você
estivesse aqui (Francesc Miralles); Indignação (Philip Roth); De veludo cotelê e
jeans (David Sedaris); A solidão dos números primos (Paolo Giordano).
Embora, ausente de instrumentos qualitativos de avaliação, é possível
perceber, por intermédio de curtidas e/ou comentários, que há receptividade em
relação a esse tipo de atividade. Os comentários são positivos, ou aprovando a
iniciativa, ou expressando o interesse pela obra, através de seu empréstimo na
biblioteca.
Considerações Finais ou Conclusões
Acreditamos que qualquer iniciativa pró-leitura deve ser valorizada,
independentemente de serem realizadas em bibliotecas públicas, escolares,
universitárias ou especializadas. As bibliotecas enquanto núcleos de informação e
de cultura podem e devem estar inseridas em ações que promovam o
desenvolvimento de leitores. A iniciativa da biblioteca ainda que considerada
tímida e insuficiente, pode representar uma alternativa bastante viável para
aproximar leitores e valorizar a leitura de obras diversas.
Palavras-chave: Incentivo à leitura. Biblioteca universitária. Resenha literária.
Referências
MEDEIROS, J. B. Redação científica. 9. ed. São Paulo : Atlas, 2007.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
RESUMO
A BIBLIOTECONOMIA NA BAHIA: O DESAFIO DE EVOLUIR
Jaires Oliveira Santos1
(UFBA, jairesoliveira@gmail.com)
Maria Isabel de Jesus Sousa Barreira2
(UFBA, isasousa2010@hotmail.com)
Ana Valéria de Jesus Moura3
(UFBA, anavaleria_131@hotmail.com)
Introdução
A compreensão do perfil do bibliotecário demanda um delineamento histórico
sobre a Biblioteconomia, o livro e o profissional.4 Para tanto, fez-se uma revisão de
literatura, a fim de traçar os contornos que dão dimensão ao processo evolutivo da
área. Nesse percurso, foi possível contemplar o bibliotecário, como um ator social –
um agente da memória - responsável pela organização, tratamento e disseminação
da informação, o qual tem o compromisso de desenvolver suas habilidades e
competências para atender as demandas informacionais dos cidadãos.
O

livro

que

nos primórdios

possuía

uma

característica

de

objeto

individualizado, ganha notoriedade no período da Renascença, quando adquire uma
função social conforme assevera Martins (2002) “Sua função social e não mais
meramente individual e privada, aparece nesse instante com grande nitidez.” A partir
deste contexto, surgem as primeiras bibliotecas públicas, logo após o advento do
livro impresso. Até então, o acesso a essas instituições era restrito aos membros do
clero e da nobreza. Ressalta-se que as Revoluções Francesa e Industrial
impulsionaram a popularização da informação e com isso ampliaram as
possibilidades de seu acesso e uso. Esses acontecimentos proporcionaram maior
visibilidade dos espaços responsáveis pela organização, tratamento e uso da
informação, bem como da figura daquele que era responsável direto pelo
desenvolvimento dessas atividades, isto é, o bibliotecário.

1

Mestranda em Ciência da Informação PPGCI/UFBA; Bacharel em Biblioteconomia e Documentação UFBA;
Docente e pesquisadora no ICI/UFBA; Doutora em Educação UFBA;
3
Bibliotecária UFBA; Bacharel em Biblioteconomia e Documentação UFBA.
4
Este estudo contempla a fase inicial do Projeto de pesquisa Tecendo os fios da memória do Curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal da Bahia, Projeto de ação institucional que tem como objetivo o
resgate da memoria institucional do curso de Biblioteconomia da Ufba no decorrer de 70 anos de existência.
2

�A necessidade de organizar, tratar e disseminar a informação evoluiu com a
própria história do conhecimento, com a explosão informacional do século XX, e,
continua crescendo com os avanços na democratização do acesso à informação, na
governabilidade, na cidadania e na inclusão social.
No século XXI, quando se fala em atrair leitores às bibliotecas se percebe que
as tecnologias da informação e comunicação (TICS), direcionam o uso criativo e
proativo dos recursos informacionais, presente na web, como ferramenta de difusão
e marketing institucional. Nesse sentido, a aquisição de competências voltadas para
as novas possibilidades de organização e disseminação da informação, torna-se
imprescindível para atuar no mercado em que a Mass Self Communication, ou
intercomunicação prevalece como uma plataforma de comunicação da informação
adequada, em razão da forte presença das redes sociais e recursos diversos,
disponibilizados pela web (CASTELLS, 2006).
Método da pesquisa
Caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica e documental, uma vez que
recorre a outros autores para fundamentar a reflexão (GIL, 2010) e documental pois
utilizou-se de documentos que demostravam as ações desenvolvidas no locus da
pesquisa. Trata-se de um estudo, cujo nível de investigação é exploratório, por
promover maior familiaridade com a historicidade do espaço investigado e seu
processo evolutivo.
Por se tratar de uma pesquisa na fase preliminar, realizou-se inicialmente
uma reflexão teórica acerca do processo formativo do curso de Biblioteconomia e
Documentação da Bahia, ao longo dos 70 anos. Em seguida, fez-se uma incursão
aos arquivos da instituição, a fim de resgatar documentos, fotografias e objetos que
retratasse o processo evolutivo do Curso e da Instituição, respectivamente.
Desse modo, foi possível sistematizar o conjunto de informações que
delinearam a trajetória da Biblioteconomia na Bahia.
Resultados
Como resultados dessa etapa, realizou-se o levantamento dos egressos
durante o período analisado (1942 a 2012) e do corpo docente. Organizou-se o
acervo fotográfico, a fim de selecionar imagens que traduzissem o percurso histórico
de uma Instituição, responsável pelo processo formativo desses Bibliotecários, que

�impulsionaram a construção da identidade bibliotecária na Bahia. Paralelo a essa
ação, digitalizou-se os livros comemorativos dos 40, 50 e 60 anos, bem como
imagens fotográficas selecionadas que comporiam o livro comemorativo dos 70 anos
do curso.
Os resultados evidenciaram que a Biblioteconomia tem em seu processo
evolutivo, acompanhado as tendências demandadas pela sociedade da informação.
Considerações Finais
O estudo demostrou que a Biblioteconomia tem acompanhado, ao longo do
tempo, as transformações sociais, culturais e tecnológicas que se evidenciam a cada
momento na sociedade. Essa assertiva esta em consonância com os dados
levantados, tendo em vista que observou um constante crescimento no número de
egressos do curso no período investigado. O desafio de evoluir na Biblioteconomia,
está relacionado ao desenvolvimento das habilidades e competências em
informação do profissional bibliotecário para atender as constantes demandas
advindas das tecnologias da informação e comunicação (TICs).
Palavras-chave: História da Biblioteconomia. Biblioteconomia baiana. Demanda
informacional. Competência em informação.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA JÚNIOR, O. F. de. Mediação da informação e múltiplas linguagens. Pesq. bras.
Ci. Inf., Brasília, v.2, n.1, p.89-103, jan./dez. 2009.
A BIBLIOTECONOMIA na Bahia: 40 anos de atividade. Salvador: [S.n], 1982.
BARRETO, Angela Maria; BARREIRA, Maria Isabel de Jesus Sousa. Fragmentos de uma
preciosa memória: Esmeralda Aragão e a biblioteconomia na Bahia. Salvador: EDUFBA,
2009.
CASTELLS, Manuel. A era da intercomunicação. Le Monde Diplomatique Brasil. 2006.
DUDZIAK, Elisabeth Adriana. O bibliotecário como agente de transformação em
uma sociedade complexa: integração entre ciência, tecnologia, desenvolvimento e inclusão
social. Ponto de Acesso, Salvador, v.1, n.1, p. 88-98, jun. 2007. Disponível em: &lt;
http://www.portalseer.ufba.br/index.php/revistaici/article/viewArticle/1396&gt;. Acesso em: 04
abr. 2014.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5 ed. São Paulo: Editora Atlas,
2010.
LE GOFF, Jacques. História e Memória. Campinas, SP: UNICAMP, 1996.
MARTINS, Wilson. A Palavra Escrita. São Paulo: Ática, 2002.
ORTEGA Y GASSET, José. Missão do bibliotecário. Brasília: Briquet de Lemos, 2006.

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                <text>A compreensão do perfil do bibliotecário demanda um delineamento histórico sobre a Biblioteconomia, o livro e o profissional.4 Para tanto, fez-se uma revisão de literatura, a fim de traçar os contornos que dão dimensão ao processo evolutivo da área. Nesse percurso, foi possível contemplar o bibliotecário, como um ator social – um agente da memória - responsável pela organização, tratamento e disseminação da informação, o qual tem o compromisso de desenvolver suas habilidades e competências para atender as demandas informacionais dos cidadãos.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

APLICATIVO PARA DISPOSITIVOS MÓVEIS:
RELATO DE EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO
FÍSICA E ESPORTE DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Solange Alves Santana1, Maria Lúcia Vieira Franco1, Regiane Pereira dos
Santos1
1

Escola de Educação Física e Esporte - Universidade de São Paulo (EEFE/USP),
São Paulo, SP.
E-mail: bibeefe@usp.br

Introdução
As tecnologias da informação e comunicação (TICs) podem ser definidas
como um conjunto de recursos tecnológicos, utilizados de forma integrada, com
um objetivo comum. Por meio da internet, novos sistemas de comunicação e
informação foram criados, formando uma verdadeira rede. Segundo Morigi e
Pavan (2004), “a utilização de tais tecnologias cria e recria novas formas de
interação, novas identidades, novos hábitos sociais, enfim, novas formas de
sociabilidade” e, neste contexto, as bibliotecas como instituições sociais, também
passaram a utilizar técnicas e processos automatizados, buscando um uso cada
vez mais intenso e amplo das TICs. Para Maness (2007) as bibliotecas devem
analisar o novo contexto que se apresenta, buscando descobrir novas formas de
levar a informação a seus usuários. Ainda segundo o autor, deve-se reconhecer
que a dinâmica da comunicação está mudando. As mídias sociais e as TICs são
um novo meio de se comunicar com os usuários, uma vez que eles, cada vez
mais, utilizam essas ferramentas. Cabe ressaltar que numa sociedade,
caracterizada hoje pela rapidez na disseminação de informações, as bibliotecas e
serviços de informação podem lançar mão de diferentes recursos e tecnologias de
informação e da avaliação e revisão sistemáticas da qualidade dos serviços,
concebidos de forma específica para se adequarem às necessidades do usuário.
Neste viés, as bibliotecas universitárias procuram ampliar suas fronteiras,
inovando em suas atividades, oferecendo serviços, utilizando e explorando as
TICs, a fim de criar um ambiente mais interativo. Cumpre ainda notar que as TICs
são ferramentas onipresentes nos dias de hoje, ocupando espaço crescente no
cotidiano acadêmico-científico.
Diante desse cenário, o objetivo do presente trabalho é apresentar a
experiência da Biblioteca da Escola de Educação Física e Esporte da
Universidade de São Paulo (EEFE-USP) no desenvolvimento e criação de um
aplicativo para dispositivos móveis.

�Relato da experiência
Em 2012, a Biblioteca da EEFE-USP lançou oficialmente seus perfis nas
redes sociais Facebook, Twitter e, em 2013, o Blog e os perfis nas redes LinkedIn,
Pinterest e Mendeley. Para acompanhamento das redes e do Blog, mensalmente
são elaboradas estatísticas que demonstraram que parte significativa das
visualizações e acessos ocorre por meio de dispositivos móveis, como celulares e
tablets. Diante deste contexto, identificou-se a necessidade de facilitar o acesso
aos diferentes perfis nas redes sociais por meio de um aplicativo para dispositivos
móveis.
O aplicativo da Biblioteca da EEFE-USP foi concebido para facilitar o
acesso dos leitores ao conteúdo e às atualizações nas principais redes sociais da
biblioteca, reunindo ainda informações sobre os serviços oferecidos, mapa de
localização, fotografias e o recurso RSS (agregador de conteúdo).
Para a criação do aplicativo, foram levados em consideração: as redes
sociais mais utilizadas pelos usuários da biblioteca; as expectativas e
necessidades informacionais identificadas por meio das estatísticas de acesso; e
os objetivos das redes sociais, conforme apontado por Margaix-Arnal (2008). Além
disso, concomitantemente, foi realizado um estudo das tecnologias disponíveis
que permitissem a criação de aplicativos gratuitamente. Dentre as ferramentas
disponibilizadas, optou-se pela versão gratuita (Plano Básico) fornecida pela
Fábrica de aplicativos1, plataforma online que possibilita a criação e o
compartilhamento de aplicativos para celulares. Definida a ferramenta, foi criada a
conta e realizada a customização do perfil e a inserção de informações. Após a
realização de testes e ajustes, o aplicativo foi lançado oficialmente em Julho de
2014. O aplicativo é multi-plataforma e funciona em celulares Android, iPhone,
Firefox OS e Windows Phone. Para instalar o aplicativo, o usuário pode digitar o
endereço http://app.vc/biblioteca_eefeusp diretamente no navegador do seu
celular ou ainda por meio de um QR Code criado para facilitar o download. Cabe
ressaltar que o aplicativo não se encontra disponível no Google Play, devido à
necessidade de pagamento de taxas específicas.
Por meio do aplicativo é possível acessar:
•
•
•
•
•
•

1

Atualizações do Facebook e do Twitter
Informações sobre os serviços oferecidos
Álbum de fotos da biblioteca
Mapa de localização
Informações sobre a biblioteca, breve histórico e endereço do Blog
Feed RSS

Disponível em http://fabricadeaplicativos.com.br

�Figura 1 - Layout do aplicativo

Fonte: Os autores. São Paulo, 2015
A análise de desempenho do aplicativo é realizada mensalmente a partir de
dados estatísticos fornecidos pelo próprio site, como número de downloads e de
acessos. Conforme os dados disponibilizados, desde o lançamento oficial até 30
de março de 2015, foram realizados 236 downloads e 639 acessos.
Considerações Finais
As TICs têm repercussões importantes no universo das bibliotecas, uma
vez que potencializam processos comunicativos, seja na produção quanto na
circulação de informações. Constata-se que, no país, ainda são incipientes as
iniciativas de desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis voltados
especificamente para bibliotecas, havendo inúmeras possibilidades a serem
exploradas. Cabe, deste modo, promovermos e reforçarmos iniciativas pela
abertura de espaços de interação e convergência entre usuários e equipes
bibliotecárias, como, por exemplo, a implantação de ferramentas que além de
otimizar o acesso às informações relacionadas às bibliotecas, tragam novas
perspectivas para a democratização e acesso equitativo à informação.

Palavras-chave: Aplicativo para biblioteca. Tecnologias da Informação e
Comunicação. Serviços de biblioteca. Mídia social
Referências
MANESS, J. M. Teoria da biblioteca 2.0: web 2.0 e suas implicações para as
bibliotecas. Informação &amp; Sociedade: Estudos, v.17, n.1, p.43-51, 2007. Disponível
em: &lt;http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/ies/article/view/831/1464&gt;. Acesso em:
17 mar. 2015.
MORIGI, V. J; PAVAN, C. Tecnologias de informação e comunicação: novas
sociabilidades nas bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, v. 33, n. 1, p.
117-125, 2004. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v33n1/v33n1a14.pdf&gt;.
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MARGAIX-ARNAL, D. Las bibliotecas universitarias y Facebook: cómo y por qué
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                <text>As tecnologias da informação e comunicação (TICs) podem ser definidas como um conjunto de recursos tecnológicos, utilizados de forma integrada, com um objetivo comum. Por meio da internet, novos sistemas de comunicação e informação foram criados, formando uma verdadeira rede. Segundo Morigi e Pavan (2004), “a utilização de tais tecnologias cria e recria novas formas de interação, novas identidades, novos hábitos sociais, enfim, novas formas de sociabilidade” e, neste contexto, as bibliotecas como instituições sociais, também passaram a utilizar técnicas e processos automatizados, buscando um uso cada vez mais intenso e amplo das TICs.</text>
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                    <text>ONDE O GALO CANTA, ALMOÇA E JANTA: entendendo a presença
das bibliotecas nas redes sociais.
Ana
Luiza
Cavalcanti
analuiza_562@yahoo.com.br
Fabíola
Maria
Pereira
fabbezerra@gmail.com

Farias

Bezerra.

Francisco Edvander Pires
edvanderpires@gmail.com

Santos.

Chaves.
Universidade
Universidade

Faculdade
Federal
Federal

CDL.

do

Ceará.

do

Ceará.

Juliana Soares Lima. Universidade Federal do Ceará. julia10br@gmail.com
Introdução
A presença de bibliotecas nas redes sociais torna-se uma realidade cada vez
mais presente nos dias atuais. A Internet possibilitou novas conexões e ampliou o
universo das bibliotecas, no que se refere à comunicação com a comunidade que
atende. As comunicações, a partir das redes sociais, tornaram-se menos rígidas e
formais; facilitaram, ainda, a interação, a transparência e o compartilhamento de
informações, criando, dessa forma, uma comunicação mais ativa e participativa;
proporcionaram novas formas de interação por meio da Web 2.0.
Ao ingressarem nas redes sociais, as bibliotecas criam demandas diárias de
interação com seus usuários, exigindo do bibliotecário uma dedicação e uma
disponibilidade de tempo que nem sempre ele dispõe. Observam-se, na prática,
alguns entraves enfrentados pelas bibliotecas, que dificultam ou condicionam sua
presença nas redes sociais, pautados diretamente nas questões dos recursos
humanos, conteúdos e usuários. Corroborando com essa afirmação, Godeiro e
Serafim (2013, p. 3) afirmam: “Portanto, faz-se necessário buscar formas de
enfrentar tais desafios, transformando-os em benefícios para a unidade de
informação”.
Dentre as dificuldades citadas acima, destacamos as relacionadas com o
“conteúdo”; por meio dele a biblioteca garantirá a presença nas redes sociais. As
dificuldades das bibliotecas em relação aos conteúdos, segundo afirmam Godeiro e
Serafim (2013), são referentes à “desatualização dos conteúdos já postados”;
“conteúdos e informações interessantes para o usuário”, e “qual linguagem utilizar, a
formal ou informal?”.
No contexto pautado acima, no presente trabalho será apresentada uma
fanpage do Facebook, o Mural Interativo do Bibliotecário, apresentado como suporte
informacional para bibliotecas e bibliotecários na disseminação de conteúdos
relevantes e atualizados.
Ao observarmos o crescimento espontâneo da página e a repercussão
alcançada dentro da rede social, utilizamos as métricas disponibilizadas pelo

�Facebook para identificar quem eram os nossos fãs. Nesse sentido, identificamos
que, além das pessoas físicas, 86 bibliotecas seguem a fanpage.
A partir desse contexto, o objetivo geral do trabalho é identificar a
contribuição da fanpage Mural Interativo do Bibliotecário como suporte a
disseminação de informações relevantes para as bibliotecas dentro das redes
sócias. Os objetivos específicos deste trabalho são: avaliar o interesse das
bibliotecas em seguir a fanpage dentro do Facebook; descrever a forma como
acontece o engajamento das bibliotecas com a fanpage.
A justificativa deste trabalho se dá pela necessidade de entender a
contribuição real que a fanpage apresenta para as bibliotecas que são seguidoras
do Mural Interativo Bibliotecário.
Metodologia
A metodologia utilizada para o desenvolvimento do trabalho fundamentou-se
na revisão de literatura sobre uso de redes sociais, Facebook marketing e capital
social. A pesquisa é descritiva e exploratória e relata o engajamento das bibliotecas
dentro da fanpage Mural Interativo do Bibliotecário, utilizando, para isso, as métricas
disponibilizadas no Facebook Insights, que analisa e quantifica esse engajamento. A
delimitação da pesquisa exploratória compreende os três primeiros meses de 2015,
sendo utilizado um parâmetro que restringiu as publicações por número de
visualizações, o que possibilitou a definição do que seria considerado para a
presente pesquisa: as publicações que obtiveram mais de 1000 visualizações,
totalizando, assim, 179 publicações.
Resultados e Discussões
O Mural Interativo do Bibliotecário é uma fanpage dentro do Facebook
segmentada para Bibliotecários, embora hoje com seguidores de diferentes áreas,
entre elas: Jornalismo, Marketing, Publicidade, Pedagogia, Educação Física,
Enfermagem, História, Biologia, dentre outras. A página aborda temas que envolvem
a Ciência da Informação, a Gestão do Conhecimento e assuntos correlatos. Foi
criada em 12 de abril de 2013 e, desde então, tem apresentado um crescimento
exponencial. Ao final do ano de 2013 a fanpage possuía 1.506 seguidores, em
dezembro de 2014 esse número cresceu para 3.556, em 28 de março de 2015, o
número de fãs da fanpage alcançou um total de 4.063 seguidores. O crescimento da
página tem acontecido de forma espontânea e alcançado grande repercussão
dentro da rede social.
Hunt (2010) atribui basicamente o sucesso nas redes sociais ao Fator
Whuffie, termo inglês que significa “reputação”. Segundo a autora, “no mundo
virtual, reputação tem muito mais relevância do que o valor econômico”; afirma
ainda que na Web 2.0, para se dar bem tem que se tornar um capitalista social, mas
esclarece que esse capital não é de variedade monetária: “relacionamentos e

�conexões, com o tempo, levam à confiança, que é a chave para a formação de
capital [...] um capitalista social é alguém que constrói e nutre uma comunidade,
aumentando, portanto, o seu whuffie” (HUNT, 2010, p. 2). Atribuímos essa reputação
à relevância e atualidade dos conteúdos postados na fanpage. Porto (2014, p.39)
afirma que o “conteúdo pode ajudar a construir reputação e/ou, gerar tráfego para
seu site”.
Ao seguir o Mural Interativo do Bibliotecário, as bibliotecas têm acesso a
conteúdos atualizados, podendo, portanto, replicar estes em suas próprias páginas.
O bibliotecário que administra a página da biblioteca, ao receber o conteúdo de uma
fanpage confiável, poderá compartilhá-lo com segurança. A confiança depositada
pelo bibliotecário administrador dará ao mesmo, comodidade para manter sua
página atualizada. Para nós, o acesso diário à página do MURAL, e os
compartilhamentos farão com que nossos fãs trabalhem como vetores do nosso
conteúdo em suas próprias redes de relacionamentos, conforme esclarece Porto
(2014, p. 44): “esse tipo de engajamento auxilia na construção da base de fãs”,
assim como auxilia na divulgação da página no Facebook.
Considerações Finais
O crescimento exponencial do Mural Interativo do Bibliotecário favoreceu o
seu engajamento dentro das redes sociais e despertou o interesse de bibliotecários
administradores de fanpages de bibliotecas em compartilhar os conteúdos postados.
As 86 bibliotecas que seguem a fanpage atualmente, na amostra utilizada nesta
pesquisa, ou seja, das 179 publicações analisadas, compartilharam em suas
páginas 99 publicações, comprovando assim a ideia empírica inicial da pesquisa: o
interesse das bibliotecas em acompanhar a nossa fanpage e usufruir do seu
conteúdo.
Palavras-chave: Redes Sociais. Facebook. Mural Interativo do Bibliotecário.
Bibliotecas. Compartilhamento de conteúdo.
Referências
GODEIRO, Rebeka Maria de Carvalho Santos; SERAFIM, Andreza Nadja Freitas. O
uso do Facebook como ferramenta para promoção de serviços em bibliotecas
universitárias. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 25., Florianópolis, 2013. Anais...
Disponível em: http://portal.febab.org.br/anais/article/viewFile/1429/1430. Acesso
em: 22 abr. 2014.
HUNT, Tara. O poder das redes sociais: como o Fator Whuffie – o seu valor no
mundo digital – pode maximizar os resultados de seus negócios. 2.ed. São Paulo:
Editora Gente, 2010. 266p.
PORTO, Camila. Facebook marketing: engajamento para transformar fãs em
clientes. Curitiba: Quartel Digital, 2014. 113p.

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                <text>A presença de bibliotecas nas redes sociais torna-se uma realidade cada vez mais presente nos dias atuais. A Internet possibilitou novas conexões e ampliou o universo das bibliotecas, no que se refere à comunicação com a comunidade que atende. As comunicações, a partir das redes sociais, tornaram-se menos rígidas e formais; facilitaram, ainda, a interação, a transparência e o compartilhamento de informações, criando, dessa forma, uma comunicação mais ativa e participativa; proporcionaram novas formas de interação por meio da Web 2.0.</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
A COLEÇÃO SUMÁRIOS DE LIVROS DA BIBLIOTECA DIGITAL DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Najla Bastos de Melo – Superior Tribunal de Justiça. najlam@stj.jus.br
José Ronaldo Vieira – Superior Tribunal de Justiça. jvieira@stj.jus.br

Introdução:
A Biblioteca Digital Jurídica do Superior Tribunal de Justiça (BDJur) disponibiliza
aos usuários o inteiro teor de atos administrativos do STJ, livros, artigos de
revistas, obras raras e trabalhos acadêmicos de caráter jurídico e documentos
produzidos pelas unidades do Tribunal, organizados em coleções temáticas. A
coleção Sumários de Livros é constituída por sumários dos livros físicos
incorporados ao acervo da Biblioteca e sua consulta tem em muito auxiliado o
setor de Pesquisa da Biblioteca do STJ.

Relato da experiência:
A Biblioteca do STJ integra a Rede RVBI de Bibliotecas gerenciadas pelo Senado
Federal e utiliza o sistema Aleph para consulta referencial e a BDJur para
pesquisa e acesso ao inteiro teor dos documentos.
A coleção Sumários de Livros possui atualmente cerca de oito mil títulos e
contempla todos os novos livros adquiridos pela Biblioteca exceto códigos, livros
de resumos ou para concursos e livros que não sejam da área do Direito.
A consulta aos sumários dos livros facilita o trabalho do setor de Pesquisa que tem
ao seu dispor um complemento à pesquisa na base referencial, pois o sistema de
pesquisa da BDJur realiza a busca na íntegra do sumário da obra.
A coleção também é acessada por usuários externos da Biblioteca. Nesse caso, é
informado que se trata do inteiro teor do sumário da obra e não do texto integral
da obra. Assim, em cada planilha é inserido a informação: “ Divulgação dos
SUMÁRIOS das obras recentemente incorporadas ao acervo da Biblioteca

1

�Minisstro Oscarr Saraiva do STJ. Em respe
eito à lei de Direito
os Autoraiss, não
dispo
onibilizamo
os a obra n
na íntegra.””
O nú
úmero de downloadss mensais de itens da
d coleção
o Sumários é de cerca de
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e mostra o grande intteresse doss usuários nessa cole
eção.
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mento da in
nformação da coleçã
ão consiste
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d novass obras inccorporadas ao acervo
o da Biblio
oteca. A se
eguir é
o dos arquivos digitallizados na BDJur, com cataloga
ação simpllificada
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ampos de título, auto
or, descriçã
ão, localiza
ação na esstante, URL
L, data
utilizando os ca
ublicação e editor conforme mo
odelo abaixxo:
de pu

Figuraa 1 catalogação de item da coleeção Sumário B
Bdjur/STJ

Cons
sideraçõe
es Finais:
Os ssumários dos livross é instrumento pre
ecioso de pesquisa
a, principalmente
quan
ndo disponibilizados a
aos milhare
es de usuá
ários da Bib
blioteca Digital.
A co
onstituição da coleçã
ão é feita d
de forma relativamen
r
nte simpless e é impo
ortante
que o
os depósitos de novo
os itens se
ejam feitos de forma rápida
r
àm
medida que novas
obras são incorporadas a
ao acervo da
d Bibliotecca.

2

�A coleção Sumários de Livros atende as necessidades mais específicas de
pesquisa que não seriam recuperadas por meio do sistema referencial.

Palavras-chave: Biblioteca digital. Livro digital. Sumário.

3

�</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
A COMPETÊNCIA INFORMACIONAL E A SEMANA UNIVERSITÁRIA NA
UNIVERSIDADE BRASÍLIA
Fabiane Freitas1
Josina da Silva Vieira2
1 INTRODUÇÃO
As instituições de ensino superior (IES) têm em seus objetivos a democratização do
conhecimento e, também, a formação de profissionais. Chauí (2001) descreve as
universidades como instituições sociais intrinsecamente ligadas ao desenvolvimento das
comunidades em que estão inseridas. O que justifica a responsabilidade social das IES, bem
como a importância em ampliar as ações de sua comunidade acadêmica.
Dentro desta perspectiva, a biblioteca universitária desempenha um papel importante
no incentivo ao conhecimento científico. No contexto atual, do qual as informações estão
disponibilizadas em grandes volumes, a presença de um bibliotecário se faz necessária no
apoio ao desenvolvimento de competências informacionais dos indivíduos. Para lidar com
todo o contingente de conteúdos disponíveis é preciso desenvolver habilidades que permita
localizar, selecionar, organizar, avaliar, comunicar e utilizar a informação de forma ética e
responsável (SIMEÃO; CUEVAS, 2011).
A formação de competências informacionais não se dá apenas no contexto
universitário. É importante que o indivíduo saiba lidar com a informação, de modo que o
possibilite um aprendizado mais autônomo, desde a educação básica (GASQUE, 2012).
Contudo, devido a falta de recursos e até, muitas vezes, ausência de bibliotecas escolares, não
existe uma quantidade significativa de programas voltados para a formação de competências
em informação nestes ambientes. O que acaba por recair uma responsabilidade ainda maior
na formação dos usuários, por parte das bibliotecas universitárias, pois muitas vezes os
indivíduos que ingressam a educação de nível superior não possuem as habilidades básicas
necessárias para o manejo adequado da informação.
2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
A Biblioteca Central da Universidade de Brasília (UnB), desde 2011, participa da
execução e coordenação do projeto intitulado Competência em Informação na BCE: teoria e
prática para a capacitação de alunos e multiplicadores, junto a Faculdade de Ciência da
Informação da mesma instituição. Este projeto tem como objetivo contribuir para a melhoria
dos processos de competência em informação da UnB, além de potencializar a troca de
conhecimentos que promovam uma melhor formação do aluno de graduação. Na primeira
etapa de execução houve uma série de eventos e discussões com o intuito de capacitar e
sensibilizar os indivíduos sobre o tema. Após esta etapa a equipe de trabalho foi definida e
composta por: bibliotecários, auxiliares de biblioteca, docentes, pesquisadores e discentes.
No ano de 2014 iniciaram-se os trabalhos de implantação do projeto em toda a
Universidade. Foi ofertada uma disciplina, denominada Tópicos Especiais em
Biblioteconomia, para a formação de competências informacionais a três turmas distintas de
estudantes de graduação da UnB. Esta oferta contemplou uma capacitação de 70 alunos em
um semestre, o que no atual momento foi expandido e já se estima que para o primeiro
semestre de 2015 alcançará um grupo com mais de 500 indivíduos. Na primeira etapa prática
1

Bibliotecária da Universidade de Brasília. Email: fabifreitasn@gmail.com
Graduanda em Biblioteconomia pela Faculdade de Ciência da Informação FCI/ UnB. E-mail:
josinasv1990@gmail.com.
2

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
do programa as turmas foram dividas de acordo com o universo de atuação de cada um dos
câmpus presentes na instituição: um voltado para questões da área de saúde, outro para a área
de ciência ambiental e o terceiro multidisciplinar. Isto possibilitou um aprendizado mais
significativo aos discentes, já que a informação pôde ser trabalhada dentro do contexto de
suas respectivas áreas de atuação profissional.
A disciplina ofertada teve uma divisão de conteúdo programático feita em quatro
grandes grupos. No primeiro deles, denominado de universidade, os alunos puderam se
ambientar no contexto do ensino superior, conhecer o projeto pedagógico da UnB, além de
algumas informações básicas sobre a instituição, já que grande parte deste contingente de
estudantes era formada por ingressantes. No segundo segmento, intitulado pesquisa, eles
aprenderam como buscar informações para o desenvolvimento de suas investigações
acadêmicas. Na terceira etapa foi apresentada a forma e os meios de comunicação no âmbito
cientifico. O último módulo se ateve nas questões referentes a organização e preservação da
informação pessoal. Estes conteúdos não foram apresentados de forma sequencial e as aulas
não foram uniformes para todas as três turmas em que a disciplina foi ofertada, pois foram
efetuadas adequações específicas para atender a necessidade de cada grupo.
Além da oferta da disciplina, dentro da programação da turma formada por alunos de
áreas distintas, houve uma proposta de expansão do aprendizado alcançado à comunidade
externa. Para isso, optou-se por fazer esta extensão do conhecimento a um grupo de
estudantes do ensino médio do Distrito Federal. A opção por este extrato foi eleita por dois
motivos principais, um deles é a significância deste aprendizado para a comunidade escolhida,
e o outro, a facilidade de comunicação entre os dois grupos: alunos recém-ingressos na
universidade e estudantes do ensino médio.
Esta atividade proposta ocorreu durante a Semana Universitária, por meio da
transmissão de alguns conhecimentos, advindos do aprendizado da disciplina, ao grupo
convidado, principalmente, relativo ao funcionamento da Universidade e da biblioteca dentro
do contexto da pesquisa científica. Os principais assuntos abordados foram: a história da
Universidade de Brasília e de seu fundador Darcy Ribeiro, a biblioteca universitária, visita
guiada às dependências da Biblioteca Central da UnB, apresentação dos serviços oferecidos
por esta unidade de informação à comunidade externa, o curso de biblioteconomia, o
profissional bibliotecário e o compartilhamento das vivências já alcançadas como estudantes
universitários.
Segundo PAVAN (2014), durante entrevista com a Decana de Extensão Thérèse
Hofmann, a mesma explana que o objetivo da Semana Universitária está no estabelecimento
de “um convite à comunidade universitária para fomentar a produção acadêmica, cultural,
tecnológica e artística”. A decana afirma também sobre “a importância do diálogo e da troca
de conhecimento com a sociedade do Distrito Federal e do entorno se mostra prioritária no
planejamento da programação”. Possibilitando, assim, uma formação acadêmica que se
expande além da sala de aula e que caminhe em consonância com as responsabilidades sociais
de uma instituição de nível superior.
A atividade de extensão, organizada pela Biblioteca Central e pela Faculdade de
Ciência da Informação, durante a Semana Universitária em 2014, gerou impactos tanto para a
comunidade externa, 56 estudantes de ensino médio do Distrito Federal, quanto para os
alunos da turma que conduziu a ação, 10 estudantes de graduação dos cursos de
Biblioteconomia e Artes Plásticas. Foram coletadas, em entrevistas em grupo não estruturada,
as impressões que as pessoas envolvidas tiveram em relação ao resultado da proposta
executada, dos quais, de uma forma geral, foram muito positivos.

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Alguns estudantes do curso de Biblioteconomia, dos quais participaram da atividade
da Semana Universitária, relataram que a prática realizada com os alunos de ensino médio
possibilitou com que eles percebessem a importância do papel social do profissional
bibliotecário. Além disso, também os permitiu partilhar suas experiências em relação à vida
acadêmica com outras pessoas. Os graduandos, de forma geral, acreditaram que o objetivo de
repassar o conhecimento sobre o funcionamento da universidade e biblioteca foi alcançado e,
em consequência disso, os alunos de ensino médio mostraram-se interessados a fazer parte
deste contexto também, em breve.
Os secundaristas relataram que os conhecimentos adquiridos foram úteis para entender
melhor o que perpassa no nível superior educacional, o funcionamento de uma biblioteca
universitária e como são conduzidas as pesquisas científicas. Muitos disseram que a atividade
os deixou mais motivados para o ingresso em uma universidade e que visualizaram o ensino
na UnB de uma maneira interdisciplinar, o que não os deixará presos somente ao universo do
curso almejado. Também expuseram que com a prática realizada puderam tomar ciência sobre
o campo de atuação do profissional da informação, desconhecido pela maior parte até então.
Os relatos das entrevistas fizeram perceber a importância do Projeto Competência em
Informação na BCE para a instituição. O que agregado a práticas como a da Semana
Universitária permitem ampliar parte das tratativas do projeto à sociedade, resultando em um
bem maior que auxilia também na promoção da cidadania.
Palavras-chave: Semana Universitária.
Universitária. Biblioteca Escolar.

Competência

Informacional.

Biblioteca

REFERÊNCIAS
CHAUÍ, Marilena. Escritos sobre a universidade. São Paulo: UNESP, 2001.
GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias. Letramento informacional: pesquisa, reflexão e
aprendizagem. Brasília: Universidade de Brasília, 2012.
PAVAN, Carolina. Novidades da 14a. edição da Semana Universitária da UnB: semana
universitária: aonde a UnB que você vê pode te levar. Brasília: UnB, 2014. Disponível em:
&lt;http://www.semanauniversitaria.unb.br/10-semana-universitaria/textos-do-evento/69novidades-da-14a-edicao-da-semana-universitaria-da-unb &gt;. Acesso em: 05 mar. 2015.
SIMEÃO, Elmira; CUEVAS, Aurora. Alfabetização informacional e inclusão digital: modelo
de infoinclusão social. Brasília: Thesaurus, 2011.

AGÊNCIAS FINANCIADORAS
BCE / UNB- Biblioteca Central dos Estudantes da Universidade de Brasília;
DEG / UNB - Decanato de Ensino de Graduação da Universidade de Brasília;
FCI / UNB - Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília;
FAC / UNB – Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília;
IBICT - Instituto Brasileiro de Informação e Tecnologia;
UCM – Universidad Complutense de Madri.

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                <text>As instituições de ensino superior (IES) têm em seus objetivos a democratização do conhecimento e, também, a formação de profissionais. Chauí (2001) descreve as universidades como instituições sociais intrinsecamente ligadas ao desenvolvimento das comunidades em que estão inseridas. O que justifica a responsabilidade social das IES, bem como a importância em ampliar as ações de sua comunidade acadêmica.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
COMPORTAMENTO DE BUSCA INFORMACIONAL NA EDUCAÇÃO PRESENCIAL E
A DISTÂNCIA
Alexei David Antonio. Universidade Federal de São Carlos. e-mail: iexela@gmail.com
Luciana de Souza Gracioso. Universidade Federal de São Carlos. e-mail:
lugracioso@yahoo.com.br
Introdução
A educação na sociedade contemporânea, com as mudanças sociais das últimas
décadas e o avanço das tecnologias de informação e comunicação, vem se
modificando rapidamente. Hoje, o aprendizado se dá de diferentes maneiras, incluindose o uso dessas novas tecnologias. Nesse contexto, espera-se que as pessoas
busquem, cada vez mais, qualificar-se continuamente para se manterem socialmente
produtivas. Isto, entretanto, nem sempre ocorre. A deficiência do ensino básico e a falta
de bibliotecas, no cenário nacional, em geral, fazem com que o aluno entre na
universidade sem o hábito de pesquisa. No ensino superior, especialmente nos cursos
de formação de professores, o desenvolvimento de habilidades de busca e uso de
informação se torna imprescindível para a formação desse profissional, que também
será responsável pela formação do cidadão. Buscar entender o comportamento de
busca dos profissionais desta área motivou-nos a pesquisá-lo junto aos alunos do curso
de licenciatura em Pedagogia da UFSCar, nas modalidades a distância e presencial. A
pesquisa teve como objetivo geral identificar e caracterizar o comportamento de busca
da informação destes alunos, enfocando o impacto das novas tecnologias sobre este
comportamento, no sentido de fornecer subsídios para que as bibliotecas e os sistemas
de informações possam se reestruturar. A hipótese levantada foi que, com a
disseminação das tecnologias de comunicação e informação, o uso de plataformas
modeladoras no processo de ensino e aprendizagem e o aumento dos cursos de
educação a distância têm contribuído para mudanças no comportamento de busca dos
graduandos em geral, nas modalidades a distância e presencial. Uma ampla pesquisa
bibliográfica nos revelou a existência de inúmeros trabalhos sobre o tema, nacionais e
estrangeiros, e dentre eles selecionamos alguns que mais se aproximam do tema
específico escolhido por nós e que utilizam o mesmo instrumento de coleta da presente
pesquisa. Com base em partes do modelo de comportamento de busca de informações
proposto por Wilson (1996), foram montados os questionários aplicados aos
graduandos das duas modalidades.
Método da pesquisa
A presente pesquisa desenvolveu-se em três etapas. Na primeira etapa, através de
levantamento bibliográfico, foi apresentado o movimento Ciência, Tecnologia e
Sociedade e elaborado o cenário atual da Universidade e da Biblioteca Universitária.
Foram ainda pesquisados trabalhos empíricos sobre comportamento de busca no

�ensino superior, num recorte temporal delimitado em dez anos (2004-2014). Na
segunda etapa, foi desenvolvido o instrumento de coleta de dados, no caso o
questionário, e realizado um pré-teste com o instrumento. Na terceira e última etapa foi
feita uma análise dos dados coletados nos questionários aplicados aos alunos
pertencentes ao universo do estudo, através de estatística descritiva, analisando as
modalidades separadamente por cada variável; por cruzamento de variáveis usando o
coeficiente de Sperman1; através de tabelas cruzadas usando o teste de associação
Qui-Quadrado de Pearson2, e finalizando com uma análise inferencial através do
método de Classificação por Árvore. A coleta de dados foi realizada junto aos alunos do
curso de licenciatura em pedagogia, sendo 233 alunos do primeiro ao quinto ano na
modalidade presencial e 104 alunos do primeiro ao quarto ano na modalidade a
distância, da Universidade Federal de São Carlos.
Resultados e Discussão
A partir das informações coletadas por meio dos questionários aplicados, determinou-se
o comportamento de busca de informações referente a trabalhos acadêmicos. Para a
análise descritiva dos dados obtidos foi utilizado o software estatístico SAS. Os dados
do infográfico abaixo mostram alguns resultados coletados na pesquisa.
Infográfico 1: Comportamento de Busca de Informação

Fonte: Autoria própria

1
2

O coeficiente de Sperman calcula a associação de duas variáveis não métricas com escala ordinal

O teste de associação Qui-Quadrado é um teste de hipóteses que se destina a avaliar a associação existente entre duas
variáveis qualitativas

�Os resultados obtidos se assemelham aos resultados apresentados nos trabalhos
empíricos apresentados no referencial teórico, indicando que a mudança de
comportamento de busca de informações vem ocorrendo nas diversas partes do
mundo, influenciada principalmente pelas tecnologias de informação e comunicação

Considerações Finais
Com base nos resultados acima, é possível concluir que o impacto das tecnologias de
informação e comunicação no comportamento de busca de informação dos alunos é
evidente, em ambas as modalidades, colocando o aluno em uma posição de maior
autonomia em relação aos acervos tradicionais das bibliotecas. Esta é uma tendência
dos novos modos de aprendizagem, embora, muitas vezes, ocorra uma falsa sensação
de autonomia, quando o aluno acredita estar buscando a melhor informação fornecida
pelas ferramentas de buscas. Nesse contexto, compete às bibliotecas universitárias
buscar conhecer melhor seus usuários e expandir seus limites de atuação, estendendose para além da Universidade, quebrando seu paradigma tradicional e se tornando
incentivadora da aprendizagem, a fim de interagir mais com este novo aluno.

Palavras-chave: Comportamento Informacional, Comportamento
Informações, Biblioteca Universitária, Educação a Distância.

de

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Referências
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Paulo: Saraiva, 2004
WILSON, T. D. Information behavior, and interdisciplinary perspective. 1996. Disponível
em: &lt;http://informationr.net/tdw/publ/infbehav/. Acesso em: 26 jan. 2014.

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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A educação na sociedade contemporânea, com as mudanças sociais das últimas décadas e o avanço das tecnologias de informação e comunicação, vem se modificando rapidamente. Hoje, o aprendizado se dá de diferentes maneiras, incluindo-se o uso dessas novas tecnologias. Nesse contexto, espera-se que as pessoas busquem, cada vez mais, qualificar-se continuamente para se manterem socialmente produtivas. Isto, entretanto, nem sempre ocorre. A deficiência do ensino básico e a falta de bibliotecas, no cenário nacional, em geral, fazem com que o aluno entre na universidade sem o hábito de pesquisa.</text>
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                    <text>Análise da produção científica dos bibliotecários da Universidade Federal
do Rio Grande do Sul
Rodrigo Silva Caxias de Sousa. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
rodrigo.caxias@ufrgs.br
Rafael Port da Rocha. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
r2ocha@gmail.com
Lucia Bohrer. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
lucia.bohrer@ufrgs.br
1 Introdução
Este estudo analisa a produção científica dos servidores técnicos
administrativos de nível superior lotados na UFRGS, mais especificamente os
servidores que atuam no cargo de bibliotecário. Se a perspectiva de galgar
novos patamares na vida acadêmica se consolida como uma ação
característica do habitus do pesquisador, é necessário considerar que nas
universidades esses outros agentes sociais não estão imunes à dinâmica
mencionada. Cabe considerar as influências oriundas das instituições, pois o
sujeito da ciência não é o cientista singular, mas o campo científico, como
universo das relações objectivas de comunicação e de concorrência. [. . .] Em
suma a ciência é um imenso aparato de construção colectiva utilizado
colectivamente. (Bourdieu, 2008, p. 99).
2 Método da Pesquisa
Estudo bibliométrico que identifica variáveis relativas à produção
científica dos bibliotecários na UFRGS. Foram analisadas 650 publicações,
sendo os dados compilados e organizados em uma planilha eletrônica que
objetivou analisar as produções científicas em relação aos tipos de documentos
publicados, autoria e idioma.
3 Discussão
Os dados demonstram um privilégio relacionado à publicização da
produção científica a partir de trabalhos completos publicados em eventos
(TCAN), com 27,6%. Tal fato pode ser explicado por que esses encontros
segundo Meadows (1999) são o “protótipo da interação informal”. Além de
apresentarem sua produção científica para seus pares, os bibliotecários
pretendem obter um retorno imediato em relação à aceitação ou rejeição do
estudo, bem como corroborar a ideia de que tais publicações são parte de uma
pesquisa em andamento. As apresentações orais em eventos têm um papel
fundamental pois ainda que as mesmas tenham como característica um nível
mais elevado de redundância (MEADOWS, 1999), a proximidade entre os
interlocutores estabelece possibilidade de retorno imediato entre os produtores
e consumidores de informações científicas.
Quanto à tipologia das publicações, quando observado o total de
trabalhos compostos pelos 5 autores mais produtivos, os mesmos computam
241 estudos dos 650, correspondendo a 35,4% desse montante. Foi possível

�identificar a preponderância de 80 trabalhos completos publicados em evento
(33,19%), dado esse que reproduz a dinâmica relativa ao universo de trabalhos
analisados; seguido de 56 artigos completos publicados em periódicos
(23,23%), 17 documentos classificados como outras publicações (7%), 14
resumos publicados em anais (5,8%), 9 capítulos de livro (3,73%), 4 trabalhos
técnicos (1,65%) e 1 livro (0,41%). Os dados indicam que processos de
comunicação científica engendrados a partir da produção dos bibliotecários
privilegia os canais preferenciais notadamente consolidados pela comunidade
científica, embora as produções sejam divulgadas nos mais diversos canais de
informação (Meadows 1999).
Figura 1: Autoria
ACPE

APTR

CLIV

FOLH

LIVR

OUTR

PCSR

POST

REAN

RELA

(28,8%)

REXP

TCAN

(2,4%)

TTEC

(6,4%)
(20,1%)
(19,8%)
(22,3%)

Fonte: dados da pesquisa
Com relação a autoria, houve privilégio na composição da produção dos
trabalhos publicados em autoria múltipla 463 (71, 2%). Esse dado corrobora a
dinâmica da ciência na medida em que a perspectiva da co-autoria se consagra
como uma prática que se consolida na Ciência da Informação. (COSTA, 2009).
Em relação ao idioma (grifo nosso) preponderantemente encontrado nas
publicações compostas pelos bibliotecários ao redigir ou apresentar seus
trabalhos foi o português, com 623 ocorrências (95, 85%), seguido do espanhol
com 15 ocorrências (2,31%) e do inglês com (2,31%).
Os dados obtidos permitem afirmar que o uso da língua portuguesa
como idioma identificado com preponderância se deve ao fato de se tratar da
língua materna dos bibliotecários, atrelado ao fato dos tipos de documentos
terem sido produzidos em sua maioria para eventos e periódicos nacionais.
Sob esse aspecto os dados corroboram o fato que o habitus relativo à
produção e comunicação científica compartilhado pelos bibliotecários vai de
encontro à dinâmica de produtividade e internacionalização da ciência, na qual
o pesquisador opta por publicar em um idioma que objetive uma maior
visibilidade de suas publicações. Packer e Meneghini (2006, p. 252) pontuam a
esse respeito ao afirmar que:
O inglês é o idioma da comunicação científica internacional e em
princípio, os artigos são legíveis pela elite dos pesquisadores
nacionais e internacionais. Para desenvolver a visibilidade
internacional é indispensável publicar em inglês. Os periódicos de
qualidade, publicados em idioma diferente do inglês [. . .] estão

�limitados no desenvolvimento de circulo virtuoso com a comunidade
internacional e, portanto, impedidos de transformarem-se em
periódicos de referência no âmbito internacional.

A intencionalidade quanto a maior amplitude do impacto das publicações
é um elemento que deve ser meticulosamente escolhido pelo produtor de
informações científicas, atribuindo maior visibilidade em razão da qualidade do
canal. Dependendo do grau de profissionalização e das experiências
acumuladas pelo mesmo, sendo essas escolhas serão feitas. Meadows (1999)
corrobora tal perspectiva ao afirmar que “as diferenças de atitude de amadores
e profissionais face a pesquisa acham-se naturalmente refletidas em suas
atividades de comunicação.” (MEADOWS, 1999. p. 28).
4 Conclusão
A análise das variáveis mostra que os anais de eventos e os artigos de
periódicos nacionais são os canais mais utilizados pelos bibliotecários da
UFRGS para publicizarem a literatura científica por eles produzida. Pode ser
observada uma tendência à pesquisa colaborativa por parte dos bibliotecários,
revelando uma atmosfera de produção científica que vai ao encontro da noção
de ciência como atividade coletiva.
Os resultados obtidos de acordo com as variáveis analisadas implicam
em considerar que as práticas relativas à incorporação de um habitus são um
híbrido entre a atinência à reprodução do habitus dos pesquisadores da área e
um significativo distanciamento no que diz respeito a galgar maior visibilidade
no campo científico, desconsiderando perspectivas endógenas de produção
quanto ao âmbito geográfico em nível nacional.
Palavras-chave: produção científica; bibliometria; Universidade Federal do Rio
Grande do Sul
REFERÊNCIAS
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ciências da informação da UFRGS: estudo bibliométrico. 2009. Trabalho de
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                <text>Este estudo analisa a produção científica dos servidores técnicos administrativos de nível superior lotados na UFRGS, mais especificamente os servidores que atuam no cargo de bibliotecário. Se a perspectiva de galgar novos patamares na vida acadêmica se consolida como uma ação característica do habitus do pesquisador, é necessário considerar que nas universidades esses outros agentes sociais não estão imunes à dinâmica mencionada. Cabe considerar as influências oriundas das instituições, pois o sujeito da ciência não é o cientista singular, mas o campo científico, como universo das relações objectivas de comunicação e de concorrência. [. . .] Em suma a ciência é um imenso aparato de construção colectiva utilizado colectivamente. (Bourdieu, 2008, p. 99).</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
RESUMO
A CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E A RESPONSABILIDADE SOCIAL NO
EMPODERAMENTO DAS MULHERES QUILOMBOLAS
Cleyciane Cássia Moreira Pereira1
(UFBA, cley.pereira20@gmail.com)
Jaires Oliveira Santos2
(UFBA, jairesoliveira@gmail.com)
Maria Isabel de Jesus Sousa Barreira3
(UFBA, isasousa2010@hotmail.com)

Introdução
A Ciência da Informação (CI) tem se preocupado nas últimas décadas, em
aplicar seus conceitos em direção ao contexto social das populações marginalizadas
e permeadas pelas diversas modalidades de exclusão. Freire (2001) menciona que
o principal desafio da área é construir teias informacionais que trabalhem pela
inclusão social. Trata-se de uma proposta de mediação da informação voltada para
o empoderamento das comunidades quilombolas, espaços eminentes perpassados
por pobrezas, exclusões sociais e informacionais, constituindo como uma pesquisa
em fase de aprofundamento teórico a partir, sobretudo, dos conceitos e práticas
desenvolvidas na Ciência da Informação. Para tanto, adotamos como espaço de
análise a Comunidade de Itamatatiua, localizada no Estado do Maranhão.
A literatura versa sobre a temática das práticas associativas 4 adotadas pelas
mulheres africanas, frente ao contexto de pobreza, para adquirir bens materiais e
imateriais, recursos financeiros, ou seja, espaço de organização que essas mulheres
têm encontrado a partir de uniões solidárias para, reduzir as carências e buscarem
reconhecimento político, econômico e social.
As práticas associativas desenvolvidas pelas africanas remetem-nos às
práticas cooperativistas e associativas que as mulheres quilombolas, de solo
brasileiro, têm buscado para reduzir a pobreza e melhorar as condições de
1

Doutoranda em Ciência da Informação PPGCI/UFBA, Mestre em Ciência da Informação UFPB;
Mestranda em Ciência da Informação PPGCI/UFBA; Bacharel em Biblioteconomia e Documentação
UFBA;
3
Docente e pesquisadora no ICI/UFBA; Doutora em Educação UFBA;
4
Práticas associativas compreendidas a partir da expressão associativismo que segundo Casimiro e
Souto (2010, p. 30) pode ser entendido como uma forma de organização em constante e permanente
integração e que tem como finalidade conseguir benefícios comuns através de acções colectivas.
Para muitas pessoas a associação constitui a única forma de aceder a recursos, bens, fundos e
também de ação social.
2

�sobrevivência, pois mesmo contando com contribuições advindas de programas
governamentais, ainda são insuficientes para atender as demandas sociais e
informacionais dessas comunidades.
Defendemos que os conceitos da CI possam auxiliar, sobretudo, a partir da
mediação - em parceria com as mulheres líderes - a identificar as informações que
precisam ser desenvolvidas nas práticas associativas, a fim de que se tornem mais
independentes dos programas governamentais, mais empoderadas economicamente e
donas de narrativas libertadoras.

Dessa forma, aprofundar o conhecimento a respeito dessas práticas
associativas oferta-nos também a possibilidade de melhor caracterizarmos o papel
de liderança exercido pelas mulheres da Comunidade de Itamatatiua, localizada no
Maranhão. Assim, traçamos como objetivo geral da pesquisa desenvolvida no
PPGCI da UFBA, identificar e analisar as necessidades informacionais das
Comunidades Quilombolas, voltadas à otimização da produção, ao acesso e uso da
informação pelas mulheres quilombolas.
Método da pesquisa
Utilizamos a pesquisa-ação, que constitui essencialmente em “acoplar pesquisa e
ação em um processo, no qual os atores implicados participam, junto com os
pesquisadores, para chegarem interativamente a elucidar a realidade em que estão
inseridos.” (THIOLLENT, 1997, p. 15).
Para coleta de dados adotaremos o diário de campo, a observação participante e
as entrevistas semiestruturadas. Na interpretação dos dados faremos uso da análise de
conteúdo (AC), de Bardin (2009), a qual consiste num conjunto de instrumentos
metodológicos que se aplicam em discursos diversificados e por atrair o investigador
pelo escondido.

Resultados
Por se tratar de uma pesquisa em andamento, a reflexão ora apresentada
está embasada na proposta de um aprofundamento teórico, que versa sobre
questões inerentes ao processo de mediação da informação voltada para as
comunidades quilombolas. No entanto, essa reflexão direcionou a um consenso de
que o processo de mediação da informação poderá auxiliar no empoderamento e
desenvolvimento de sujeitos conscientes de sua força e atuação em prol de sua

�inclusão social. Desta forma, contribuindo para o protagonismo social dessas
comunidades marginalizadas pelas mais variadas modalidades de exclusões.
Considerações Finais
Significativas pesquisas, embasadas pelos conceitos de CI demonstraram
que é possível auxiliar no empoderamento de uma comunidade, a partir de um
modelo de mediação da informação, tais como a de Farias (2014), realizada numa
comunidade periférica urbana, em João Pessoa (PB) e em Rione Sanità (Itália).
Nessa perspectiva, a mediação da informação se apresenta como processo de
interferência (ALMEIDA JUNIOR, 2009). Contudo, a presente pesquisa se propõe a
atuar no processo de empoderamento de comunidades quilombolas, situadas em
espaços rurais brasileiros.
Palavras-chave:
Ciência
da
Informação.
Mediação
da
informação.
Responsabilidade social. Comunidades Quilombolas. Práticas associativas.
REFERÊNCIAS

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bras. Ci. Inf., Brasília, v.2, n.1, p.89-103, jan./dez. 2009.
BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal; Edições 70, LDA, 2009.
CASIMIRO, I. M.; SOUTO, Amélia de. Empoderamento económico da mulher,
movimento associativo e acesso a fundos de desenvolvimento local. Maputo:
Centro de Estudos Africanos, Universidade Eduardo Mondlane, 2010.
FARIAS, M. G. G. Análise da produção, implementação e avaliação de um modelo
de mediação da informação no contexto de uma comunidade urbana. 2014. 296f.
Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - Instituto de Ciência da Informação,
Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da
Bahia, Salvador, 2014.
FARIAS, M. G. G.; VARELA, A. V. Desenvolvimento de competências
informacionais em moradores de uma comunidade popular urbana. Disponível
em:&lt;http://competenciainformacional.files.wordpress.com/2013/03/enancib-2012c.pdf&gt;.
Acesso em: 10. fev. 2015.
FREIRE, I. M. A responsabilidade social da ciência da informação e/ou O olhar da
consciência possível sobre o campo científico. 2001. 166f. Tese (Doutorado em
Ciência da Informação). Convênio CNPq/IBICT – UFRJ/ECO, Rio de Janeiro, 2001.
SANTOS, J. B. dos. O conceito de Quilombos: distância entre a academia e os
quilombolas. Disponível em: &lt;http://www.investidura.com.br/biblioteca-juridica/artigos/
historia-do-direito/4023-o-conceito-de-quilombos-distancia-entre-a-academia-e-osquilombolas.html&gt;. Acesso em: 10 jan. 2015.
SEMINÁRIO Competência em Informação: cenários e tendências, 2. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA EDOCUMENTAÇÃO, 25., Florianópolis, SC.
Disponível em &lt;http://www.ofaj.com.br/textos_conteudo.php?cod=478&gt;. Acesso em: 05.
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THIOLLENT, M. Pesquisa-ação nas organizações. São Paulo: Atlas, 1997.
WERSIG, G., NEVELING, U. The phenomena of interest to information science. The
Information Scientist. v. 9, n. 4, 1975.

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                <text>A Ciência da Informação (CI) tem se preocupado nas últimas décadas, em aplicar seus conceitos em direção ao contexto social das populações marginalizadas e permeadas pelas diversas modalidades de exclusão. Freire (2001) menciona que o principal desafio da área é construir teias informacionais que trabalhem pela inclusão social. Trata-se de uma proposta de mediação da informação voltada para o empoderamento das comunidades quilombolas, espaços eminentes perpassados por pobrezas, exclusões sociais e informacionais, constituindo como uma pesquisa em fase de aprofundamento teórico a partir, sobretudo, dos conceitos e práticas desenvolvidas na Ciência da Informação. Para tanto, adotamos como espaço de análise a Comunidade de Itamatatiua, localizada no Estado do Maranhão.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
Resumo expandido
Apresenta através de pesquisa realizada em pós-graduação que a análise de
citação é uma ferramenta para avaliação da comunicação cientifica. Aborda o canal
formal periódico científico e o Portal de Periódicos CAPES/MEC como principal
ferramenta de acesso a essa modalidade de comunicação científica.
A AVALIAÇÃO DA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA ATRAVÉS DA ANÁLISE DE
CITAÇÕES: um estudo na BC/CCS
Roberta Cristina Barboza Galdencio. Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ). E-mal: robegalrj@gmail.com
Marcia Heloisa Tavares de Figueredo Lima. Universidade Federal Fluminense (UFF).
E-mail: marciahelolima@gmail.com
Introdução
A comunicação científica é constituída dos canais formais e informais usados
por cientistas para validar, avaliar, comparar e divulgar seus resultados de pesquisas
(MUELLER, 2000, p. 22). O periódico científico é o padrão estabelecido como
principal meio da comunicação científica formal que obedece seus três pilares –
acessibilidade, fidedignidade e disseminação (KLING, 2004 apud WEITZEL, 2006).
Este trabalho constitui-se de produto da pesquisa concluída, no qual são
analisadas as citações a artigos de periódicos nas referências bibliográficas das
dissertações e teses dos egressos dos cursos de pós-graduação do Centro de
Ciências da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Medimos o uso potencial das coleções do Portal CAPES com a hipótese
dessa fonte de informação ser a principal para acesso aos periódicos científicos
nacionais e estrangeiros. A pesquisa, ademais, nos proporcionou informações
relevantes que cabe discutir nessa comunicação.
Metodologia
A metodologia dessa pesquisa baseou-se em revisão bibliográfica, análise
qualitativa e pesquisa exploratória quantitativa. O universo estudado foram os cursos
de pós-graduação strictu sensu (mestrado e doutorado) atendidos pela Biblioteca
Central do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
dos quais, foram escolhidos 9 cursos, 43 dissertações e 20 teses.
Resultados e discussão

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Meadows (1999, p. 61) explica inicialmente que ― a palavra citação é
amplamente empregada para descrever o ato de remeter de um artigo para o outro.
É habitual, nesse contexto, distinguir entre o artigo citante (que contém a referência)
e o artigo citado (o mencionado na referência).
A análise de citações é considerada um indicador válido de influência de um
determinado trabalho sobre outro(s), evidenciando conexões intelectuais (GUEDES,
BORSCHIVER, 2005, p. 11) são evidenciadas através das referências bibliográficas
constantes no final do documento que, por sua vez, também são uma forma de
comunicação cientifica.
Analisamos as referências bibliográficas dos periódicos utilizados nas
dissertações e teses selecionadas em um total de 6519 citações. Deste total, o
Portal de Periódicos CAPES/MEC contém 5543 das referências, o que representa
85%. Assim a hipótese que o Portal de Periódicos/MEC/CAPES seria a principal
canal de acesso a informação para recuperação de artigos confirmou-se.
As demais, potenciais fontes, contabilizaram (Pubmed, CCN/COMUT, SCAD
e Biblioteca Central do Centro de Ciências da Saúde) 976 referências, 15% da
amostra. Dentre estas, o usuário teria disponível na Biblioteca 167 referências. É
uma quantidade significativa, pois o acervo é composto basicamente de coleções
antigas raramente atualizado com doações. Esse dado demonstra a importância da
manutenção dos acervos físicos de periódicos a despeito do acesso eletrônico que,
normalmente, não cobre coleções antigas.
Uma verificação adicional examinou o acesso aberto através do exame
quantitativo de referências localizadas. Foram 1678 referências disponíveis em
acesso aberto, ou 25% da amostra. Esse aspecto, observado, é positivo para a área
da saúde, apesar do comparativo de acesso livre entre os cursos de Mestrado e
Doutorado explicitar que o número de citações com acesso aberto para a pesquisa
de doutorado ser menor. Isso parece ser um indicador que nas pesquisas de ponta o
acesso livre é limitado.
A fim de estabelecer os percentuais de uso potencial da coleção virtual dos
Periódicos CAPES/MEC, foi realizada a eliminação dos demais canais de acesso
elencados se na primeira pesquisa no Portal de Periódicos localizássemos o
fascículo.
Considerações finais
2

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Realizamos um estudo de uso da coleção virtual do Portal de Periódicos
CAPES/MEC que é um instrumento para a gestão de coleções, entretanto as
principais contribuições são para a interação com o usuário de informação. Como
podemos potencializar essas informações como fomento de uma comunicação mais
próxima com um usuário cada que vez mais remoto?
Em nossa pesquisa partimos do pressuposto que os usuários sabem utilizar
esses canais de acesso as fontes de informação, contudo não fizemos um estudo
qualitativo complementar com a comunidade de usuários.
As unidades de informação devem contemplar essa comunidade de usuários
remotos, através de estudos e prestação de serviços à distâncias para preencher
possíveis lacunas existentes nos seus nichos de atuação.
No âmbito da comunicação científica, a análise de citações das referências
bibliográficas ratificou a relevância do periódico científico para a pesquisa, pois
verificamos que a maioria das referências utilizadas eram de artigos científicos.

Palavras-chave: Comunicação Científica. Usuário. Análise de citação. Portal de
Periódicos CAPES/MEC.
Referências
GUEDES, Vania Lisboa da Silveira; BORSCHIVER, Suzana. Bibliometria: uma
ferramenta estatística para a gestão da informação e do conhecimento, em sistemas
de informação, de comunicação e de avaliação científica e tecnológica. In: VI
CINFORM, 2005, Salvador. Anais Eletrônico do VI CINFORM. Salvador -BA:
UFBA, 2005.
MEADOWS, Arthur Jack. A comunicação científica. Brasília, DF: Briquet de
Lemos, 1999.
MUELLER, Susana P. M. A ciência, o sistema de comunicação científica e a
literatura cientifica. In: CAMPELLO, Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares;
KREMER, Jeannete Marguerite. Fontes de informação para pesquisadores e
profissionais. Belo
Horizonte: UFMF, 2000.
WEITZEL, Simone da Rocha. Reflexões sobre os repositórios institucionais. In: XVI
ENDOCOM - Encontro Nacional de Informação em Ciências da Comunicação, 2006,
Brasília. Anais do XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São
Paulo: Intercom, 2006. v. 1.

2

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                    <text>SABERES (CIENTÍFICOS) DA BIBLIOTECONOMIA EM DIÁLOGO COM AS
CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
Gabrielle Francinne Tanus
Doutoranda em Ciência da Informação – UFMG
contato: gfrancinne@gmail.com

A trajetória e a compreensão do que é a Biblioteconomia podem vistas por meio de
diferentes caminhos, seu desenvolvimento por sua vez não se deu de modo igualitário,
em decorrência das diferenças das necessidades e dos próprios contextos dos países. A
historicidade desses saberes biblioteconômicos possibilita compreender de diferentes
maneiras a visão de biblioteca, bibliotecário e Biblioteconomia, que assumem feições
distintas ao longo da história. A própria Biblioteconomia é marcada também por fases
segundo certas características, como pré-científica (da Antiguidade a Idade Média),
protocientífica (Idade Moderna, século XVI ao XVIII) e científica (Idade Contemporânea, a
partir do século XIX), que demonstram o grau de organização do campo em cada um
desses momentos. Pode-se falar ainda de um primeiro e segundo momento da
Biblioteconomia antes e depois da segunda metade do século XX, momento este que
instauram-se

os

discursos

pós-modernos.

Desse

modo,

esta

pesquisa

em

desenvolvimento, objetiva explorar os saberes da Biblioteconomia a fim de (re)construir
discursivamente este campo, bem como produzir um enlace da produção teórica do
campo em conexão com as correntes de pensamento das Ciências Sociais e Humanas.
Essa relação da Biblioteconomia com as Ciências Sociais e Humanas deriva de
sua inserção dentro desse campo do conhecimento. De modo que, pode-se dizer que a
Biblioteconomia dialoga diretamente com as Ciências Sociais e Humanas, justamente
porque ela se volta para as categorias interpretativas e de compreensão do ser humano,
do sujeito, que assume comumente a nomenclatura de usuário. Este usuário da
informação, dos recursos, das fontes de informação, inclusive da instituição biblioteca,
insere-se por sua vez, em um espaço e tempo definidos, trazendo marcas temporais,
culturais, sociais etc. Em outras palavras, pode-se dizer que a Biblioteconomia lida,
sobretudo com o ser humano, com o usuário, que necessita e faz uso de informação, para
o seu desenvolvimento em diversos âmbitos, profissional, pessoal, acadêmico, lazer etc.
Assim, a Biblioteconomia lida com objetos e com sujeitos, congregando esses dois
mundos em seu universo de estudo, pesquisa e prática.
A importância deste trabalho decorre também dos poucos estudos específicos da
Biblioteconomia que buscam uma correlação com as categorias de pensamento das

�Ciências Sociais e Humanas. E, tendo em vista, a miríade possibilidade de caminhos em
relação às correntes teóricas das Ciências Sociais e Humanas esta pesquisa elegeu
como categorias de análise, quatro grandes correntes de pensamentos, que são as
abordagens: positivista, crítica, compreensiva e sistêmica. Acredita-se que esse modelo,
embora simplificado à primeira vista, consiste em uma melhor maneira para estabelecer
relações com os conhecimentos produzidos na Biblioteconomia. Essa configuração das
categorias ou correntes de pensamentos como categorias mais amplas facilita na
apresentação discursiva e no enlace da produção específica da Biblioteconomia, com a
produção das Ciências Sociais e Humanas. Em síntese, sem pretender colocar a
produção da Biblioteconomia em seus “quadrados”, em respectivas, categorias de
pensamento, este trabalho busca demonstrar por meio da análise discursiva as relações
da Biblioteconomia com o campo das Ciências Sociais e Humanas, reforçando assim sua
inserção dentro dessa área de conhecimento científico.
As escolhas metodológicas, da escolha do método e técnica ao aporte teórico da
pesquisa estão intimamente vinculadas com os problemas de pesquisa. Assim, esta
pesquisa tem os seguintes problemas de pesquisa: Como se manifestam os saberes da
Biblioteconomia ao longo da história? Quais as compreensões acerca da Biblioteconomia
podem ser extraídas da produção teórica desse campo produzida a partir do século XX?
E quais as relações desses discursos com as correntes de pensamento das Ciências
Sociais e Humanas? Pensando nisso, estabelece uma proximidade com o método
arqueológico, de Michel Foucault, desenvolvimento ao longo de seu primeiro momento, na
década de 1960, em que se concentrou nos discursos e nos saberes. Assim como,
estabelece um diálogo com os estudos relacionados ao campo da Filosofia da ciência, em
particular, com as discussões epistemológicas, as quais se voltam para a compreensão
sobre o conhecimento de um determinado campo do conhecimento. Em suma, tendo em
vista as escolhas metodológicas desta pesquisa, a mesma assume as seguintes
classificações: pesquisa qualitativa (em razão do problema de pesquisa); pesquisa
exploratória (em razão dos objetivos); pesquisa bibliográfica (em razão dos procedimentos
técnicos) e pesquisa teórica ou básica (quanto ao gênero/natureza da pesquisa).
Contudo, salienta-se, novamente, que tais momentos, métodos gerais e específicos, não
estão deslocados um do outro, de modo que a escolha teórica da pesquisa vai ao
encontro de seu desenvolvimento, de um caminho que também é visto como uma
construção social do pesquisador, marcado por escolhas e subjetivações.
Cumpre destacar que a busca pela compreensão discursiva da Biblioteconomia
deriva da necessidade de interpretar um corpus não formado apenas pelos “grandes”

�enunciados ligados a sujeitos paradigmáticos, sujeitos recorrentemente citados nas
pesquisas e que aparecem com certa frequência nos estudos bibliométricos. O corpus
desta pesquisa foi definido em razão da temática das obras, livros que abordassem as
questões teóricas e epistemológicas da Biblioteconomia, formando um conjunto de
enunciados localizados historicamente a partir do século XX, e publicados em países
diferentes, refletindo, assim, em autorias de nacionalidades diversas. As obras analisadas
da Biblioteconomia apresentaram, em alguma medida, relações com as abordagens das
Ciências Sociais e Humanas, demonstrando conexões teóricas e epistemológicas.
Quando se aproximavam do pensamento positivista, a biblioteca e o usuário apareciam
como elementos estáveis, objetivados diante de uma realidade pronta para ser
apreendida. Neste caso, a Biblioteconomia e seu profissional são vistos como neutros e
imparciais. Por outro lado, a abordagem crítica vai questionar essa realidade, apontando
que a mesma é uma construção, a biblioteca passa a ser considerada como instrumento
de emancipação do sujeito, desvelando as questões ideológicas. A abordagem
compreensiva tem como tônica o sujeito e as micro-realidades, as ações sociais são
subjetivas e devem ser apreendidas pelo método qualitativo. A abordagem sistêmica, traz
a ideia da integração dos elementos que compõe um sistema, o todo é composto por
partes que integram o funcionamento da biblioteca, e conformam o campo da
Biblioteconomia, dentro de um paradigma emergente que se opõe ao paradigma
tradicional da ciência.

PALAVRAS-CHAVES: Biblioteconomia; Epistemologia; Ciências Sociais e Humanas.
REFERÊNCIAS
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cognição, v.8, 2006, p. 127-142.
BOURDIEU, Pierre. O campo científico. In: ORTIZ, Renato. A sociologia de Pierre
Bourdieu. São Paulo: olhos d´água, 2002. cap 2, p. 112-143.
FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. 6. ed. Rio de Janeiro: Forense-Universitária,
2000.
MINAYO, Maria Cecilia de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em
saúde. 6.ed. São Paulo: Hucitec, 1999.
PULIDO, Margarita Pérez; MORILLAS, José Luis Herrera. Teoria e nuevos escenarios de
la Bibliotecología. Buenos Aires: Alfagrama, 2010.
QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L.; OLIVEIRA, M. Um toque de clássicos: Durkheim,
Marx
e
Weber.
2.
ed.
Belo
Horizonte:
Ed.
UFMG,
2009.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

CONSIDERAÇÕES SOBRE A REPRESENTAÇÃO
DA INFORMAÇÃO MULTICULTURAL

Aline da Silva Franca (UNIRIO/PPGB) – francaaline@yahoo.com.br
Naira Christofoletti Silveira (UNIRIO/DEPB) – naira.silveira@unirio.br

Introdução
A diversidade cultural brasileira pode ser considerada uma das grandes riquezas
do país. A interação – nem sempre pacífica – de diferentes povos desde o período
colonial enriqueceu a rede de conhecimentos que permeava as relações sociais da
época. Os conhecimentos incorporados de diferentes culturas, e que se mantiveram ao
longo dos séculos, contribuiu significativamente para a sabedoria popular local. Dessa
forma, o multiculturalismo está intimamente relacionado ao surgimento do povo
brasileiro e sua identidade cultural.
No multiculturalismo, existe a convivência em um país, região ou local de
diferentes culturas e tradições. Há uma mescla de culturas, de visões de vida e
valores. O multiculturalismo é pluralista, como já se pode observar, pois aceita
diversos pensamentos sobre um mesmo tema, abolindo o pensamento único
1
(REIS, 2013, online ).

O multiculturalismo oferece um cenário propício para o desenvolvimento do
etnoconhecimento, termo que se refere aos “conhecimentos produzidos por povos
indígenas, afrodescendentes e comunidades locais de etnias específicas transmitidos
de geração em geração, ordinariamente de maneira oral e desenvolvidos à margem do
sistema social formal” (MIRANDA, 2007, p. 2). Este tipo de conhecimento é
continuamente atualizado pela experiência cotidiana de seus produtores e possui forte
relação com o local onde é gerado, sendo considerado de importância estratégica para
a sobrevivência e tomada de decisões em nível local.
Consideramos a informação “como resultado do processo cognitivo, é a forma
comunicável do conhecimento. Neste caso, a informação é ‘objetiva’, já que refere-se a
ela como uma manifestação real dos processos cognitivos e é, então, uma entidade
física”2 (ALMADA, 2000, p. 108, tradução nossa). Ou seja, compreende-se a informação
como a representação material do conhecimento que está armazenado na mente de um
indivíduo. A informação é passível de ser armazenada, organizada e recuperada ao ser
submetida às técnicas de organização e representação adequadas.
1

A ABNT NBR 10520 orienta que nas citações diretas deve-se especificar no texto a(s) páginas,
volume(s), tomo(s) ou seção(ões) da fonte consultada. Entretanto, o texto citado se refere a um
documento sem paginação, disponível para acesso online. Assim sendo, optou-se por mencionar o termo
online no lugar da paginação
2
No original: “La información, como resultado del proceso cognoscitivo, es la forma comunicable del
conocimiento. En este caso la información es «objetiva», ya que se refiere a ella como una manifestación
real de los procesos cognoscitivos y es, entonces, una entidad física”.

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

A informação que é produzida a partir do etnoconhecimento reflete aspectos
específicos da cultura de um grupo determinado e sua cosmovisão. Assim, este
trabalho objetiva promover a reflexão sobre a importância em considerar fatores
socioculturais para a representação da informação em catálogos e sistemas de
organização do conhecimento. Sua relevância se justifica ao considerar que os
sistemas de organização da informação e do conhecimento devem representar de
forma fidedigna o conhecimento registrado, respeitando seu contexto de produção e as
necessidades informacionais de seus usuários. Quanto à metodologia adotada para a
elaboração deste trabalho, foi realizado um estudo bibliográfico, baseado na literatura
da área sobre os temas representação da informação, multiculturalismo em bibliotecas.

Discussão
A Biblioteconomia, historicamente, possui em suas origens correntes teóricas,
ferramentas e métodos produzidos a partir da realidade européia e/ou norte-americana.
Atualmente, a maior parte das ferramentas para representação adotadas no Brasil e no
mundo (regras para representação descritiva, sistemas de classificação), não foram
construídas com a proposta de servir como uma ferramenta internacional. Entretanto,
elas foram “internacionalizadas”, a fim de beneficiar a interoperabilidade entre sistemas
e as redes de catalogação cooperativa. No entanto, trabalhos como os de Miranda
(2011), que aponta as limitações para a representação do conhecimento
afrodescendente em religião na Classificação Decimal de Dewey (CDD) e Franca e
Silveira (2014), sobre a representação bibliográficas de obras produzidas por escritores
indígenas, apontam para as barreiras ocasionadas pela adoção de sistemas
“estrangeiros” para a representação da informação produzida por grupos locais. Estes
instrumentos de representação não devem se sobrepor às características dos registros
do conhecimento local, ou criarão barreiras para a representação e recuperação da
informação, dificultando a produção de novos conhecimentos. Miranda (2011) sugere a
importância da diversidade étnica e racial tornar-se uma contribuição efetiva nos
sistemas de organização do conhecimento. Pesquisas envolvendo os conhecimentos
tradicionais de grupos indígenas e afrodescendentes no campo da Organização e
Representação do Conhecimento constituem um ganho para a área ao contemplar
aspectos altamente relevantes para o cenário cultural brasileiro.

Considerações finais
É necessário destacar que os processos e produtos de representação da
informação e do conhecimento nem sempre são capazes de manter sua neutralidade,
visto que recebem influência da visão de mundo de seus realizadores, podendo refletir
posições ideológicas e políticas. Ressalta-se que, assim como os códigos de
catalogação, os demais instrumentos de representação bibliográfica (em seus aspectos
descritivos ou temáticos) refletem o contexto cultural nos quais foram criados. Ao serem
internacionalizados, cada país deve observar a sua adequação ao uso local,
considerando que os catálogos devem estar em concordância com a realidade cultural
da biblioteca ou centro de documentação para o qual foi elaborado.

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

O respeito e a conservação das distintas manifestações culturais registradas em
seus diferentes suportes se apresentam como fatores para a manutenção da riqueza
cultural dos povos. A representação adequada da informação, respeitando os aspectos
multiculturais, beneficia a recuperação dos registros do conhecimento e contribui para o
fortalecimento e crescimento do próprio ciclo informacional, gerando de novos
conhecimentos e oferecendo novas perspectivas à cultura nacional.

Palavras-chave: Representação da informação. Multiculturalismo. Etnoconhecimento.

Referências
ALMADA, Margarita. Sociedad multicultural de información y educación. Papel de los
flujos electrónicos de información y su organización. Revista Iberoamericana de
Educación, Madrid, septiembre-diciembre, n. 24, p. 103-133, 2000. Disponível em:
&lt;http://www.redalyc.org/pdf/800/80002406.pdf&gt;. Acesso em 22 mar. 2015.
DAMÁSIO, Edilson. A informação multicultural e seus consumidores: aspectos teóricos.
Maringá Management: Revista de Ciências Empresariais, Maringá, PR, v. 5, n.2, p.2531, jul./dez. 2008. Disponível em:
&lt;http://eprints.rclis.org/15469/1/MM%202008%201.pdf&gt;. Acesso em: 22 mar. 2015.
FRANCA, Aline; SILVEIRA, Naira Christofoletti. A representação descritiva e a produção
literária indígena brasileira. Transinformação, Campinas, v. 26, n. 1, p. 67-76, jan./abr., 2014.
Disponível em: &lt;http://periodicos.puccampinas.edu.br/seer/index.php/transinfo/article/view/2239/1811&gt;. Acesso em: 10 jun. 2014.
MIRANDA, Marcos Luiz Cavalcanti de. A organização do etnoconhecimento: a representação
do conhecimento afrodescendente em religião na CDD. In: ENCONTRO NACIONAL DE
PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 8., 2007, Salvador. [Anais online]. 2007.
Disponível em: &lt;
http://repositorios.questoesemrede.uff.br/repositorios/bitstream/handle/123456789/345/GT2-341.pdf?sequence=1&gt;. Acesso em 10 set. 2014.

REIS, Marcus Vinicius. Multiculturalismo e direitos humanos. 2013. Disponível em:
&lt;http://marcusreis.com/2013/06/08/diretos-humanos-e-multiculturalismo&gt;. Acesso em
29 mar. 2015.

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                <text>A diversidade cultural brasileira pode ser considerada uma das grandes riquezas do país. A interação – nem sempre pacífica – de diferentes povos desde o período colonial enriqueceu a rede de conhecimentos que permeava as relações sociais da época. Os conhecimentos incorporados de diferentes culturas, e que se mantiveram ao longo dos séculos, contribuiu significativamente para a sabedoria popular local. Dessa forma, o multiculturalismo está intimamente relacionado ao surgimento do povo brasileiro e sua identidade cultural.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Resumo expandido
Apresenta-se a estrutura do Viva - Núcleo de Produção Cultural da Biblioteca
Pública do Estado da Bahia (BPEB). O objetivo principal é demonstrar a forma de
atuação da equipe que, juntamente com a direção da BPEB, busca dinamizar o
diálogo biblioteca/usuário para além das fronteiras físicas do ambiente. As ações
desenvolvidas contribuem para a mediação, disseminação e uso da informação
pela comunidade em geral. Os resultados obtidos demonstram que a aproximação
de profissionais da biblioteconomia e de produção cultural é importante para
promover uma biblioteca pública mais contemporânea.
ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO ALIADA A DO PRODUTOR CULTURAL NA
BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA
Ivana Lins. Biblioteca Pública do Estado da Bahia - FPC/SECULT.
ivana.lins@fpc.ba.gov.br
Bruna Lessa. Biblioteca Pública do Estado da Bahia - FPC/SECULT.
lessbruna@fpc.ba.gov.br
Fidelis Tavares. Biblioteca Pública do Estado da Bahia - FPC/SECULT
fidelistmelo@yahoo.com.br

Introdução
Na sociedade contemporânea, a produção e o consumo de informação
são revertidos em desenvolvimento econômico, social e cultural, sendo que os
avanços dessa sociedade está diretamente associado ao modo como a
informação é processada, armazenada e disponibilizada para o uso dos seus
integrantes, assim a difusão dos saberes conta com algumas instituições
responsáveis por tais reverberações da produção de conhecimento, a exemplo da
biblioteca, a imprensa, e a escola.
Tem-se a biblioteca como um equipamento cultural que cruza a evolução
humana e desempenha importante papel social ao contribuir para a promoção de
uma sociedade mais informada. Dentro do ambiente de uma biblioteca pública há
o estímulo constante para a formação do pensamento crítico dos sujeitos,
constituído por variadas naturezas.

�No entanto, o desvelamento dos acervos visando a apropriação dos seus
conteúdos é a principal função da organização das coleções, mas de nada vale tal
arranjo se o público não assimilar o que se oferece, daí o efetivo convite feito ao
público, visando a integração das pessoas da comunidade local, no sentido de têlas atuante nas agendas da sociedade. Esse convite se concretiza por meio da
elaboração das programações culturais.
A atuação de profissionais da biblioteconomia no campo da cultura, é de
modo geral, bastante tímida, embora a biblioteca pública seja legitimamente um
equipamento cultural, com função muito específica no campo da cultura. Tal
timidez se justifica pelo caráter da formação acadêmica. Poucas matrizes
curriculares de graduação em biblioteconomia registram mais de uma disciplina
voltada para discutir temas sobre políticas culturais.
No entanto, no exercício da profissão, muitos bibliotecários recebem a
missão de atuar em bibliotecas públicas e, nessa atuação o diálogo com a
comunidade é condição fundamental para o alcance dos propósitos que a
UNESCO recomenda em seu Manifesto de 1994.
Para manter a biblioteca dinamizada é fundamental o investimento em
ações culturais adequadas que devem se estruturar desprovidas de doutrinas préestabelecidas, pois conforme admite Teixeira Coelho (1980, p.14) a ação cultural
configura-se “na criação ou organização das condições necessárias para que as
pessoas inventem seus próprios fins e se tornem assim, sujeitos - sujeitos da
cultura, não seus objetos”.
Uma tarefa complexa como esta, requer intervenções práticas que vão
além das habilidades e competências do profissional da informação. É necessário
associar a esse fazer, muitas vezes tencionado pela técnica, os processos e
intervenções inerentes ao papel do profissional da produção cultural.
Desse modo, o objetivo aqui é apresentar um modelo bem sucedido de
desenvolvimento de projetos culturais dentro da biblioteca, que conta com a
parceria bibliotecários/ produtores culturais, visando conquistar novos leitores e
fidelizar o público usuário da BPEB.
Assim, a atuação conjunta bibliotecário/ produtor cultural não exclui o
bibliotecário do seu destino de mediar o acesso ao livro e à leitura, mas sim amplia
os feixes da biblioteca, tornando-a um equipamento híbrido, que preserva o
conhecimento e, ao mesmo tempo, contribui para a descoberta e renovação de
saberes, de maneira atrativa e contemporânea.

�Sabe-se que na formação bibliotecária, não se ensina a produzir
atividades de ação cultural. Estuda-se sobre a importância de realizá-las a partir
de um elenco de atividades indispensáveis a serem oferecidas ao público, tais
como: seminários, bate papo, encontros, contação de história, visitas guiadas,
celebrações de datas comemorativas, etc. Ao passo que o produtor cultural, na
sua formação acadêmica trilha os caminhos para elaborar bons projetos de
produção, essa é a base e diferença fundamental entre as profissões em questão.
Dentre tantas competências apreendidas pelos produtores culturais existe uma
essencial: a capacidade de integrar arte e negócio.
A Experiência
A parceria entre os profissionais da biblioteconomia e os da produção
cultural na BPEB tem como marco histórico o ano de 2008, portanto, somam-se
sete anos de um trabalho sólido. Esse modelo de atuação com é alvo de
reconhecimento na nossa área, sendo objeto de artigos publicados e trabalhos
apresentados nos dois últimos CBBD que foram escritos por profissionais de
outros estados.
Um reflexo dessa parceria é a contribuição para a apresentação de uma
nova imagem da BPEB frente ao público, pois os projetos e ações passaram a ter
uma exigência estética, desde as sessões de espaço para exposição, como
também as parcerias com artistas, poetas, músicos, que visam atrair públicos
variados para a biblioteca.
Há no espectro de ações do Viva Núcleo três grandes projetos de ação
cultural que visam alcançar um número significativo de participantes (Mulher em
Cena, Primavera Para Tod@s e Celebração ao Dia Nacional da Cultura Lavagem das Escadarias da Biblioteca), que são amplamente discutidos e
estruturados, com a intenção de se tornarem viáveis em seus custos. Para isso, o
Viva tece a articulação com prováveis parceiros para custear os serviços em cada
projeto. Como resultado desse trabalho nossos custos baixam e a qualidade das
ações superam, a cada ano de realização, as expectativas.
Para além das ações culturais diárias e calendarizadas há um trabalho de
mediação via internet, pelo blog e redes sociais, que para o público tem várias
funcionalidades, desde consulta ao acervo a críticas e elogios sobre todos os
espaços da BPEB.
Os resultados alcançados ao longo desses sete anos indicam o sucesso
dessa iniciativa, conforme descrito a seguir:
QUADRO 1 - Mediação via internet

�INTERNET
BLOG DA BPEB
FACEBOOK

VISUALIZAÇÕES/CURTIDAS
383.169
10.397

Fonte:BPEB

QUADRO 2 - Ações culturais mais relevantes
AÇÃO

LAVAGEM
PRIMAVERA PARA TOD@S
MULHER EM CENA

Nº DE EDIÇÕES
7
6
4

PÚBLICO ATINGIDO
20.000
3.000
2.000

Fonte:BPEB

Considerações Finais
O debate em torno das experiências desenvolvidas no campo da ação
cultural não se encerra nesse momento, principalmente porque é necessária a
aplicação de métodos de avaliação para compreender os resultados obtidos e,
sobre os quais, certamente não poderão se esgotar em análises dos registros
quantitativos, mas, sobretudo é indispensável aprofundar os estudos a respeito do
que significa esse modelo de interatividade e que pode redefinir a biblioteca
pública na contemporaneidade.
Palavras-chave: Biblioteca Pública - Ação Cultural.

Referências
COELHO NETO, Francisco Teixeira. O que é ação
Paulo:Brasiliense, 1988. (Coleção primeiros passos; 216).

cultural.

São

GARCÍA CANCLINI, Nestor. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da
modernidade. São Pulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2011.
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CULTURA – UNESCO. Manifesto sobre Bibliotecas Públicas. UNESCO; IFLA,
1994. Disponível em:
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:foxoArfa6DUJ:www.dglb.
pt/sites/DGLB/Portugues/bibliotecasPublicas/Paginas/manifestoUnescoBibliotecas
Publicas.aspx+MANIFESTO+DA+UNESCO+REFERENCIA&amp;cd=1&amp;hl=pt-

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                <text>Apresenta-se a estrutura do Viva - Núcleo de Produção Cultural da Biblioteca Pública do Estado da Bahia (BPEB). O objetivo principal é demonstrar a forma de atuação da equipe que, juntamente com a direção da BPEB, busca dinamizar o diálogo biblioteca/usuário para além das fronteiras físicas do ambiente. As ações desenvolvidas contribuem para a mediação, disseminação e uso da informação pela comunidade em geral. Os resultados obtidos demonstram que a aproximação de profissionais da biblioteconomia e de produção cultural é importante para promover uma biblioteca pública mais contemporânea.</text>
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                    <text>MANUAL DE NORMAS E ROTINAS: ORIENTANDO SERVIÇOS E
TRATAMENTO DE MATERIAIS

Autores: Rejane M. Rosa Ribeiro* - rribeiro@uefs.br. Maria de Fátima de Jesus
Moreira* - fmoreira@uefs.br. Solange dos Santos Rocha* - solange@uefs.br .
Gerusa Maria Teles de Oliveira* – gerusa@uefs.br
*

Universidade Estadual de Feira de Santana.

Introdução:
A Biblioteca Central (BC) da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)
em consonância com a política administrativa de sua instituição cria em 1988 o
Manual de Normas e Rotinas que descreve as competências e rotinas das Seções
e Setores da BC, seguindo a meta do Plano de Ação 1988/1991 que era de treinar
o corpo administrativo da biblioteca para executar com eficiência e qualidade as
atividades inerentes a cada setor.
A importância do manual é descrita pela professora Camélia Regina de Mattos, na
apresentação da terceira edição
Um manual de normas e rotinas é importante para a organização e
políticas a serem adotadas, eliminando incorreções e orientando seu
“staff” na execução de tarefas, servindo como instrumento de treinamento
em rotinas desenvolvidas nas diferentes seções, gerencias e subgerencias da biblioteca.
Cada membro do corpo administrativo deve ler atentamente todo o
manual e, sobretudo, as partes que lhe dizem respeito, procurando seguilas e sugerindo mudanças quando necessário. Desse modo, a Biblioteca
Central Julieta Carteado avança nos seus procedimentos de gestão e
avaliação dos serviços estruturais e daqueles destinados ao usuário.
(Manual de normas e rotinas da Biblioteca Central Julieta Carteado,
2006, p.6)

Como a qualidade em Bibliotecas depende do desempenho eficaz dos recursos
humanos o Manual de Normas e Rotinas torna-se um instrumento norteador no
desenvolvimento das atividades desenvolvidas na Biblioteca, permitindo que na
ausência de um colaborador qualquer outro possa assumir seu posto sem prejuízo
do desempenho das atividades.

�Relato da experiência:
Lançado em 1988 a primeira edição do manual descreve as competências do
Bibliotecário e as rotinas das Seções e Setores, nas segunda e terceira edições o
modelo continuou com essa estrutura, porém, com o crescimento da biblioteca foi
preciso atualizá-lo, assim, se encontra na terceira edição (do ano de 2006) e a
equipe da BCJC já trabalha na quarta edição.
As duas primeiras edições foram produzidas pela equipe de bibliotecários, já a
terceira edição contou com a participação de auxiliares, o mesmo acontecendo
com a quarta edição (no prelo).
O manual traz um breve histórico da Biblioteca Central, órgão coordenador do
Sistema de Bibliotecas da UEFS (SISBI), estabelece as competências do
responsável pela seção ou setor e descreve o passo a passo das atividades e as
rotinas desempenhadas pelo corpo de funcionários da BCJC.
A organização do manual baseia-se na estrutura da biblioteca (ver figura 01) onde
a descrição das atividades se inicia com a Direção, seguindo as gerencias e
dentro destas as seções e setores. Uma Seção pode ter sob sua responsabilidade
um ou mais setores, a exemplo da Seção de Referência que tem o Setor de
COMUT, responsável pelo serviço de Comutação Bibliográfica entre outros.
Figura 01 – Organograma da BCJC
DIREÇÃO
SECRETARIA

CONSELHO DELIBERATIVO

INFORMAÇÃO E CIRCULAÇÃO DO ACERVO

PBL

MULTIMEIOS

COL. ESPECIAL

DESENVOLVIMENTO DO ACERVO

PERIÓDICOS

PROJ. IMAGEM

REFERENCIA

GUARDA-VOLUME

AQUISIÇÃO E INTERCÂMBIO

COMUT

COL. GERAL

PROC. TÉCNICOS

MEMÓRIA DA UEFS

Fonte: Do autor

No manual cada Seção e Setor ganha um parágrafo sobre sua conceituação e
após são descritas as competências e rotinas que desempenham, formando assim
um passo a passo minucioso do fazer cotidiano na Biblioteca. Alguns serviços
foram colocados em anexo devido à grande quantidade de informação, como é o

�caso do treinamento para acessar o Portal de Periódicos da CAPES, ou das
ordens de serviço.

Considerações Finais ou Conclusões:
A biblioteca é um organismo dinâmico e se faz necessário as atualizações
periódicas do seu Manual de Normas e Rotinas, no caso da BCJC o manual está
em fase de construção da quarta edição que é mais completa e detalhada e com
maior participação dos seus colaboradores. Assim, o objetivo da biblioteca com a
atualização do manual é de facilitar o serviço diário dos setores e seções da
Biblioteca Central e de servir como auxílio na execução das tarefas
desempenhadas por cada funcionário mantendo o padrão e qualidade dos
serviços oferecidos a comunidade universitária.

Palavras-chave: Manual de Normas e Rotinas. Biblioteca universitária.

Referência
MANUAL de normas e rotinas da Biblioteca Central Julieta Carteado. 3.ed. Feira
de Santana: UEFS, 2006.

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                <text>A Biblioteca Central (BC) da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) em consonância com a política administrativa de sua instituição cria em 1988 o Manual de Normas e Rotinas que descreve as competências e rotinas das Seções e Setores da BC, seguindo a meta do Plano de Ação 1988/1991 que era de treinar o corpo administrativo da biblioteca para executar com eficiência e qualidade as atividades inerentes a cada setor.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

WORKFLOW: O USO DAS FERRAMENTAS E
PROCESSOS NAS BIBLIOTECAS DIGITAIS
Thiago Lima Souza (NUCI/UFS), Girlâine Araújo dos Santos (DEPRO/UFS),
Weslei da Silva Santos(DMEC/UFS), Williane Lopes dos
Santos(DEPRO/UFS), E-mail:Fernando Bittencourt Santos (Orientador)
fernandoubatuba@hotmail.com
Universidade Federal de Sergipe/Núcleo de Ciência da
Informação/Departamento de Engenharia Mecânica/Departamento de
Engenharia de Produção
Palavras-chave Workflow; Bibliotecas digitais; Gestão eletrônica de
documentos (GED).
Resumo:
O gerenciamento eletrônico de documento (GED) especificamente
o workflow (fluxo de trabalho), este presente em sistemas de tecnologia da
informação, tem por finalidade ajudar no processo de controlar e gerenciar
processos de negócios dentro de uma organização, garantindo o
acompanhamento de todas as atividades e tarefas, e que sejam executadas
por profissionais específicos, prevendo o aumento de produtividade com
segurança e qualidade, além de armazenar e compartilhar as informações.
O acesso à informação através da Internet facilitou a rápida transformação
dos dados, informação e conhecimento para o meio digital, assim diminuindo
a distância entre os usuários, as bibliotecas e o serviço de informação
oferecido. Em contrapartida, têm enfrentado vários desafios a partir de
mudanças nos ambientes informacionais, seja físico ou digital. O artigo tem
como objetivo mostrar as principais processos e ferramentas para a
implantação e consolidação do GED, com ênfase no workflow – uma
tecnologia que permite gerenciar de forma proativa qualquer atividade nas
bibliotecas digitais, tendo como metodologia a revisão de literatura, por meio
de publicações em periódicos. Apesar das contrapartidas, a aplicabilidade da
Workflow em bibliotecas digitais, tem grande relevância, se consideramos o
estreitamento usuário – biblioteca, além do letramento informacional.
Introdução
Como os processos e ferramentas de Workflow contribuem para o
fluxo da informação em bibliotecas digitais?
O gerenciamento eletrônico de documentos especificamente o
workflow (fluxo de trabalho) este presente em sistemas de tecnologia, que
ajuda no processo de controle, armazenagem e compartilhamento de
informações.

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Nas bibliotecas a implantação do sistema de gerenciamento eletrônico
de documentos, utilizando a ferramenta característica adotada nas
bibliotecas, pode auxiliar na organização e seleção de registros por parte
dos bibliotecários, e também auxiliar nas atividades como controle do acervo
que são: aquisição, catalogação, circulação, empréstimo entre bibliotecas,
controle de publicações seriadas e catálogo em linha de acesso público. E o
acesso à informação, através da internet, facilitou a rápida transformação da
dados, informação e conhecimento em formato digital, utilizando as novas
técnicas de forma a propor agilidade, flexibilidade e segurança aos usuários
e bibliotecários.
Metodologia
A metodologia utilizada para a elaboração do presente artigo foi feita
através de pesquisa de revisão de literatura. A revisão foi feita através de
buscas de artigos publicados em sites de Periódicos CAPES. Para o
presente estudo foram encontrados 640 artigos disponíveis nos periódicos
Capes, do período entre 2000 á 2015, sendo selecionados 25 artigos, os
quais trabalhavam com a proposta mais aproximada da pesquisa, porém
foram citados apenas 8 artigos. O processo de refinamento foi da seguinte
ordem:
• Tipo de fonte de informação: artigos;
• Descritores de assunto: university libraries, digital libraries e
workflow, estas foram usados como palavras-chaves.
• Data de publicação: 2000 á 2015;
• Locais de publicação: Scopus (Elsevier) e Science Direct
(Elsevier).
Resultados e Discussão
Bibliotecas digitais criam projetos para digitalizar os documentos.
Cada projeto de digitalização de algum documento na biblioteca digital
requer alguma investigação de titularidade da propriedade intelectual,
verificação de direitos autorais e/ou garantirem ou negociar os direitos legais
de materiais por meio de correspondência com os editores, autores e outros
proprietários de direitos autorais.
O gerenciamento de dados é fundamental no controle dos sistemas
de armazenamento, de espaço para referenciar os dados, para criar um
catálogo para gestão de informações sobre os dados, e mecanismos de
interface com o método de acesso preferencial. As informações são
armazenadas em um banco de dados, que são chamados de metadados.
Serviços da Web para construir bibliotecas digitais, um conjunto de
componentes baseados em Web Services ,sendo baseados nos principais
fatores: o repositório de dados (a base na ferramenta Fedora), o web de
serviços e a satisfação do cliente (usuários). Para facilitar a instalação de
componentes nas bibliotecas digitais, foi utilizado a ferramenta do tipo
assistente, que implementa um processo de fluxo de trabalho (workflow),
direcionando ao designer da construção de acordo com as configurações

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

MVC, que é composta por: camada de modelo, a camada de visão, a
camada de controlador e a camada de persistência.
Conclusões
Podemos considerar como importante a biblioteca digital em diversos
ambientes informacionais. A gestão eletrônica de documentos (GED) com
vistas no Workflow tem papel fundamental no que concerne ao
melhoramento do processo para acesso a informação pelo usuário final,
potencializando e otimizando também os serviços bibliotecários em ambiente
digital.
Contudo, ainda existe resistência na implantação, em virtude da
ausência de profissionais capacitados ou ainda pela classe dos
bibliotecários, os quais ainda preferem o estereótipo dentro das paredes de
uma biblioteca física, tendo uma amplitude no seu campo de atuação. Em
linhas gerais, não podemos nos acomodar e tentar desfazer de um meio tão
eficaz, e que tem contribuído bastante no aspecto do acesso a informação.
Referências: Produção em foco. Ferramenta Workflow para apoio ao
processo de criação de Conhecimento: um estudo de casos múltiplos.
Disponível
em:
&lt;
http://www.sociesc.org.br/producaoemfoco/index.php/producaoemfoco/article
/view/61/42 &gt; acessado em 30 de janeiro de 2015
CHAMELLO, Cristiane Ligabue,ZSCHORNACK, Fábio.Sistema de
Gerenciamento de Workflow para Processos Legislativos. Disponível em: &lt;
https://www.uniritter.edu.br/graduacao/informatica/sistemas/downloads/tcc2k
9/TCCII_Cristiane_Ligabue_Chemello_2009_2.pdf &gt; acessado em 30 de
janeiro de 2015
Artigos.com. GED: Uma alternativa viável na gestão do conhecimento.
Disponível:
&lt;http://www.artigos.com/artigos/sociais/biblioteconomia/ged:uma-alternativa-viavel-na-gestao-do-conhecimento2594/artigo/#.VNAbWVJTvIU&gt; acessado em 30 de janeiro de 2015
MOREIRA, Walter. Revisão de Literatura e Desenvolvimento Científico:
conceitos
e
estratégias
para
confecção.
Disponível
em:
http://www.fatea.br/seer/index.php/janus/article/viewFile/1/1&gt; Acessado em
3 de fevereiro de 2015.
DUARTE, Emeide Nóbrega et al. Vantagens do uso de tecnologias para
criação, armazenamento e disseminação do conhecimento em bibliotecas
universitárias.
BORTOLI, Lis Ângela De, PPICE, Ana Maria de Alencar. O Uso de Workflow
para Apoiar a Elicitação de Requisitos. Disponível em: http://wer.inf.pucrio.br/WERpapers/artigos/artigos_WER00/bortoli.pdf. Acessado em: 2 de
Fevereiro de 2015.
Bibliotecas digitais: saberes e práticas/organizadores. Carlos H. Marcondes,
Hélio Kuramoto. Lídia B. Toutain, Luís Sayão [prefácio de Aldo de
Albuquerque Barreto]. - Salvador. BA: EDUFBA: Brasília: IBICT. 2005. 278 p:
il.

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                <text>O gerenciamento eletrônico de documento (GED) especificamente o workflow (fluxo de trabalho), este presente em sistemas de tecnologia da informação, tem por finalidade ajudar no processo de controlar e gerenciar processos de negócios dentro de uma organização, garantindo o acompanhamento de todas as atividades e tarefas, e que sejam executadas por profissionais específicos, prevendo o aumento de produtividade com segurança e qualidade, além de armazenar e compartilhar as informações. O acesso à informação através da Internet facilitou a rápida transformação dos dados, informação e conhecimento para o meio digital, assim diminuindo a distância entre os usuários, as bibliotecas e o serviço de informação oferecido. Em contrapartida, têm enfrentado vários desafios a partir de mudanças nos ambientes informacionais, seja físico ou digital. O artigo tem como objetivo mostrar as principais processos e ferramentas para a implantação e consolidação do GED, com ênfase no workflow – uma tecnologia que permite gerenciar de forma proativa qualquer atividade nas bibliotecas digitais, tendo como metodologia a revisão de literatura, por meio de publicações em periódicos. Apesar das contrapartidas, a aplicabilidade da Workflow em bibliotecas digitais, tem grande relevância, se consideramos o estreitamento usuário – biblioteca, além do letramento informacional.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

INICIATIVAS DE COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO, CAPITAL CULTURAL E
CAPITAL SOCIAL EM BIBLIOTECAS PÚBLICAS DO RIO DE JANEIRO.
Luís Claudio Borges
Gilda Olinto
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)

Introdução: A problemática das bibliotecas públicas tratada neste trabalho tem
por escolha analisar as boas práticas em bibliotecas públicas, especialmente
como estas lidam com o tema da competência em informação, incluindo o uso das
TICs, os hábitos de leitura e o desenvolvimento de ações que promovam o
estreitamento das relações com a comunidade do entorno da biblioteca. Parte-se
do entendimento de boas práticas como sendo um conjunto de ações positivas
protagonizadas pela biblioteca com vistas, no caso especifico das experiências
analisadas, a estimular hábitos culturais, a autonomia para autoeducação, uso da
biblioteca e de tecnologias de informação como a internet por parte dos usuários,
além do fortalecimento das relações biblioteca-comunidade (BORGES, 2014).

Método da pesquisa: O campo de estudo da pesquisa é constituído de três
bibliotecas da cidade do Rio de Janeiro que têm sido consideradas exemplos de
boas práticas, em virtude do destaque que recebem na mídia, a qual tem
mostrado sua relevância no desenvolvimento de atividades de informação e
cultura no ambiente onde estão inseridas. As bibliotecas selecionadas foram:
Biblioteca Popular Municipal de Botafogo “Machado de Assis”, Biblioteca Popular
Municipal da Maré “Jorge Amado” e a Biblioteca Comunitária “Escritor Lima
Barreto”. A pesquisa tem uma metodologia qualitativa, com utilização da
observação, entrevistas e pesquisa documental como instrumentos de coleta de
dados aplicados junto às bibliotecas selecionadas e as bibliotecárias responsáveis
por estas instituições. O material empírico coletado foi sistematizado em relatórios
e digitalizado em suporte world office. Após o processo de digitalização iniciou-se
o processo de analise do material empirico coletado atraves da analise de
conteudo (BARDIN, 1994).

�Resultados: dentre alguns dos resultados, destaca-se como a observação
possibilitou o registro de dados acerca da participação dos usuários em atividades
culturais das bibliotecas, tais como: Encontros Literários, Troca-troca, cursos de
línguas, cursos de pintura, oficinais de mediação e práticas de leitura com
crianças, adolescentes ou pessoas adultos, como a Hora do Conto, sugerindo a
ação cultural nas bibliotecas como uma forma de fomento e inciativa ao
desenvolvimento de habitos cultuais, como a leitura. Enfatiza-se ainda que foram
encontrados bibliotecários/as nas três bibliotecas pesquisadas; destes dois
funcionários de carreira do município, os demais são contratados em regime CLT.
Em relação aos demais profissionais que compõem as equipes, apenas uma delas
é funcionária publica. No tocante aos acervos, verificou-se que os acervos das três
bibliotecas pesquisadas estão em condições de uso por parte de seus usuários e,
além disso, demonstraram em suas especificidades o interesse da biblioteca e sua
equipe em satisfazer as necessidades de informação de seus usuários, quando,
por exemplo, na biblioteca de botafogo encontrou-se catalogo e tutoriais com
instruções de busca, de forma a facilitar o uso autonomo do acervo por parte do
usuário, evidenciando uma inciativa da biblioteca em promover a competência em
informação junto aos usuários. Verificou-se nas três bibliotecas atividades voltadas
para o desenvolvimentos da competência no uso das TIC, particularmente a
internet, como cursos e treinamentos em informática e pesquisa na internet.

Discussão: Analise dos dados relacionando-os ao referenciais teoricos permite
articular uma discussão sobre a questão dos hábitos culturais dos usuários sendo
favorecidos por ações protagonizadas pela biblioteca pública é um ponto
conceitual relevante para fins das analises nesta dissertação e, tem-se em alguns
conceitos, como campo, habitus e capital cultural, construídos e/ou trabalhados
por Bourdieu (2012), um apoio teórico para o desenvolvimento dessas reflexões.
Apoiando-se na perspectiva teorica de Olinto (2010) constata-se o pontencial das
bibliotecas pesquisas como instituições facilitadoras do acesso e uso das TIC
como forma de promover a inclusao e o desenvolvimento social pelo vies da
competencia em informação; e ainda, a biblioteca pública atuando como
mobilizadora da comunidade local e do seu envolvimento nas ações por ela
proposta, além do uso do espaço da biblioteca para atividades de interesse da
comunidade, evidenciando aspectos de capital social (Putnam, 1996) em sua
atuação e relacionamento com a comunidade e usuários.

�Considerações Finais ou Conclusões: Conclui-se que as bibliotecas públicas
são relevantes e têm papel estratégico como facilitadoras e promotoras da
competência em informação e hábitos culturais, de forma a favorecer a inclusão e
o desenvolvimento social e digital junto à comunidade e aos usuários onde estão
loalizadas. Por fim, destacou-se, também, que as bibliotecas pesquisadas são
boas práticas em bibliotecas públicas, devido à variedade de iniciativas e ações
desenvolvidas junto à comunidade e aos usuários.

Palavras-chave: Biblioteca pública. Competência em Informação. Capital Cultural.
Comunidade. Rio de Janeiro

Referências:
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1994.

BORGES, Luís Claudio. Boas práticas em bibliotecas públicas: análise de três
experiências no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2014. Dissertação (Mestrado em
Ciência da Informação) – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2014.
Orientadora: Gilda Olinto

BOURDIEU, Pierre. Escritos de educação. Petrópolis: Vozes, 2012.

OLINTO, Gilda. Bibliotecas públicas e uso das tecnologias de informação e
comunicação para o desenvolvimento social. R. Ci. Inf. e Doc. Ribeirão Preto:
InCID. v.1, n.1, p.77-93, 2010.

PUTNAM, Robert D. Comunidade e democracia: a experiência da Itália
moderna. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas, 1996.

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                    <text>DOUTRINA JURÍDICA SELECIONADA (DJUS): SERVIÇO DE DISSEMINAÇÃO
SELETIVA DA INFORMAÇÃO PARA COLABORADORES DA JUSTIÇA
ELEITORAL

Autor: Bruno Taunay Gripp Mota. Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do
Sul. taunaymota@yahoo.com.br / brunomota@tre-rs.jus.br

Introdução:
Apresenta a experiência de criação e gestão do DJuS, Doutrina Jurídica
Selecionada, serviço de Disseminação Seletiva da Informação criado pela
Coordenadoria de Gestão da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio
Grande do Sul. Descreve as características e objetivos do serviço, e as estratégias
empregadas na sua criação e aprimoramento. Demonstra como a ênfase nos
conhecimentos sobre as necessidades e preferências dos usuários, obtidos
através da realização de consultas periódicas; o monitoramento dos resultados
dessas consultas; e o estabelecimento de indicadores e metas, são considerados
importantes para aprimorar a qualidade e a relevância do serviço.

Relato da experiência:
O DJuS, anagrama de Doutrina Jurídica Selecionada, é um serviço de
Disseminação Seletiva da Informação (DSI) criado pela Coordenadoria de Gestão
da Informação, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, com sede na
cidade de Porto Alegre.
O DJuS consiste no envio semanal de artigos, via e-mail, para usuários
previamente cadastrados, nas seguintes áreas: direito eleitoral, direito
constitucional, direito administrativo, direito processual civil, direito processual
penal, e administração pública. No momento do cadastro o usuário faz a seleção
das áreas de seu interesse, e passa a receber os conteúdos diretamente na sua
caixa de e-mails. No corpo da mensagem eletrônica enviada constam: o título, a
autoria, um resumo indicativo, informações biográficas sobre os autores, e um link
para acesso ao inteiro teor do artigo (em formato PDF).
Os objetivos do serviço são: atender servidores e magistrados da Justiça Eleitoral
brasileira, com especial atenção aos usuários lotados em unidades localizadas no
interior dos seus estados; antecipar o atendimento às necessidades

�informacionais dos usuários no desempenho de suas atribuições; oferecer
possibilidade de atualização de conhecimentos jurídicos; incrementar a utilização
dos recursos informacionais da biblioteca; aumentar a efetividade na gestão dos
recursos utilizados pela Coordenadoria.
A experiência teve início em setembro de 2011, como um projeto-piloto restrito a
somente uma unidade do Tribunal. Após essa primeira fase, o DJuS passou a ser
oferecidos para todas as unidades do Tribunal, incluindo as do interior. Constatado
a boa receptividade e a oportunidade de expansão, o DJuS passou a ser
oferecidos para todos os Tribunais Regionais Eleitorais e para o Tribunal Superior
Eleitoral. Até o momento o serviço conta com mais de 2000 (dois mil) usuários
cadastrados em todo o Brasil, tendo sido enviados mais de 300 (trezentos) artigos.
Ainda em 2015 o DJuS passará por uma reformulação, com a adoção de um
software especialmente desenvolvido para a automação dos processos de
cadastro de usuários e disseminação/envio de conteúdos.
A ideia de criação de um serviço de DSI, partiu de constatação de que os
periódicos estavam sendo pouco utilizados pelos usuários da Biblioteca, e de que
os servidores que trabalham nas unidades do Tribunal localizadas no interior do
estado constantemente se queixavam de terem pouco acesso a recursos de
informação. Com o tempo, percebeu-se que o problema também estava presente
nos demais tribunais do país, e por esse motivo o DJuS passou a ser oferecido
para todos os órgãos da Justiça Eleitoral brasileira.
Desde a criação do DJuS, ficou estabelecido que deveriam ser utilizados
mecanismos de gerenciamento e monitoramento da qualidade, e que esse
trabalho deveria subsidiar a implementação de melhorias contínuas. Outro
princípio estabelecido, era de que as avaliações deveriam ser realizadas com foco
nas opiniões dos usuários, coletadas através de consultas periódicas sobre
satisfação.
Pensando no nisso, a equipe da Coordenadoria utilizou adaptações
metodologias de Gerenciamento de Projetos, buscando adaptá-las
necessidades locais. Foram estabelecidas as justificativas para a criação
serviço, seus objetivos e metas, premissas e restrições, a descrição detalhada
operacionalização, os critérios de avaliação, a matriz de responsabilidades,
custos e o planejamento de riscos.

de
às
do
da
os

Desde o início, todos os processos relacionados ao DJuS são documentados,
gerando relatórios de gestão. Atualmente, a equipe trabalha com dois relatórios
anuais: um de avaliação dos usuários, que apresenta os dados e as análises da
pesquisa de satisfação realizada através de formulário eletrônico (produzido com a
ferramente do Google Drive); e um relatório interno, que registra todas e quaisquer

�ocorrências, decisões ou outras alterações realizadas no funcionamento do
serviço. Na maioria das vezes as alterações presentes no relatório interno são
resultados das análises realizadas no relatório de avaliação de satisfação dos
usuários.
Outro aspecto do serviço que merece ser mencionado, é que o trabalho é
realizado por uma equipe multidisciplinar. O DJuS foi idealizado e é gerenciado
por bibliotecários; teve a participação de servidor com formação em administração
na formulação dos mecanismos de gestão; de um designer gráfico no
desenvolvimento de sua logomarca, do leiaute das mensagens de correio
eletrônico e da página de acesso ao conteúdo completo já enviado; e de bacharéis
em direito na seleção dos artigos que são enviados.
Dentre as limitações do serviço, destacam-se: a restrição de acesso ao ambiente
da intranet dos Tribunais que compõem a Justiça Eleitoral; a impossibilidade de os
próprios usuários gerenciarem seus cadastros, se inscreverem ou descadastrarem
em determinada área em qualquer momento; e a realização de todo o trabalho
operacional de forma manual.
Como forma de superar essas dificuldades, foi solicitado ao setor de Tecnologia da
Informação do Tribunal o desenvolvimento de um programa capaz de automatizar
a maioria das atividades ligadas à operacionalização do DJuS. O objetivo é que a
equipe concentre-se no trabalho intelectual (gerenciamento e seleção de
conteúdos), e que todo as demais operações sejam realizadas via sistema. Esse
projeto vem sendo desenvolvido desde o início do ano de 2014, e o programa tem
previsão para entrar em produção ainda este ano, 2015.
A adoção dessa nova solução tecnológica, possibilitará que o DJuS transponha a
limitação de acesso ao seu conteúdo via intranet dos Tribunais que compõe a
Justiça Eleitoral, abrindo possibilidade para que serviço seja oferecido para
usuários de todos os outros órgãos do Judiciário brasileiro, assim como para o
público em geral, via Internet. Além dessa ampliação na possibilidade de atender a
novos usuários, a automação das atividades operacionais libera a força de
trabalho para a implementação de novas melhorais, como o oferecimento de
novas áreas de conhecimento como opções para a escolha dos usuários, o
aumento da frequência de envios, ou mesmo novos serviços associados,
colocando o DJuS em um novo patamar em termos de alcance e qualidade,
sempre considerando a satisfação dos usuários a quem visa atender.

Palavras-chave: disseminação seletiva da informação, informação jurídica,
serviço de informação, justiça eleitoral

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                <text>Apresenta a experiência de criação e gestão do DJuS, Doutrina Jurídica Selecionada, serviço de Disseminação Seletiva da Informação criado pela Coordenadoria de Gestão da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul. Descreve as características e objetivos do serviço, e as estratégias empregadas na sua criação e aprimoramento. Demonstra como a ênfase nos conhecimentos sobre as necessidades e preferências dos usuários, obtidos através da realização de consultas periódicas; o monitoramento dos resultados dessas consultas; e o estabelecimento de indicadores e metas, são considerados importantes para aprimorar a qualidade e a relevância do serviço.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
INCLUSÃO DE COLABORADORES SURDOS NO ATENDIMENTO AOS
USUÁRIOS NA BIBLIOTECA PROFESSOR GAIO - IPTAN
Autores:
Mônica Geralda Palhares. Instituto Presidente Tancredo de Almeida Neves.
palharesenator@gmail.com
Márcia Maria Palhares. @cervus.doc. mmpalhares@gmail.com

Introdução:
O bibliotecário hoje em parceria com a instituição já trabalha com a
inclusão social de um modo geral. Diante disso, é fato que a Biblioteca Professor
Gaio já conta com pessoas surdas em seu quadro de colaboradores.
O bibliotecário que trabalha diretamente com a inclusão tem que ser uma
pessoa inquieta, pois um novo desafio está para enfrentar, e tem que aprender
para saber lidar com as situações que podem ocorrer.
Como mediador, o bibliotecário vem colaborar com a transformação da
informação e do desenvolvimento social e humano de quem frequenta a biblioteca.
Treinar os colaboradores surdos para o atendimento ao usuário vai além
da localização dos livros nas estantes, da organização e guarda. Incluir o
colaborador surdo nas atividades diárias da biblioteca é o objetivo do projeto
IRENA desenvolvido na Biblioteca Professor Gaio – IPTAN.
Assim como foi necessário treinar os colaboradores, a bibliotecária
também passou por treinamento, sobretudo, a aprendizagem de linguagem de
sinais – Libras. Com essa aprendizagem, também a bibliotecária pode apresentar
aos usuários da biblioteca como a informação pode ser disseminada e aplicada de
forma correta em prol do desenvolvimento comum.
Ramires (2008) disse que existem várias atividades para desenvolvimento,
mas os resultados em cada uma delas é diferente, porque a verdade é que em
ciência não existe verdade absoluta mas, transitória, e, completando esse
pensamento assim acontece nas atividades diárias do Bibliotecário.
Esse projeto coloca em prática o que foi firmada na Proposta Curricular
para Deficientes Auditivos (PDCA) do Ministério da Educação em 1979, ou seja,
trabalhar para a inclusão social de um modo geral.
Os resultados de estudos tem mostrado que a personalidade do
deficiente auditivo apresenta como características básicas a rigidez, o
concretismo na análise da realidade e a imaturidade social e emocional.
Essas características dependem de cada indivíduo, do seu ambiente
familiar e de suas oportunidades educacionais e sociais. Quanto mais
forem suas oportunidades de vida maiores serão as chances de
minimização dessas características (BRASIL, 1979, p. 14).

�Durante o trabalho da biblioteca no decorrer da adaptação do surdo,
percebeu-se que sua maturidade social ocorre involuntariamente, isso é reflexo
dos índices de desenvolvimento alcançados nos aspectos: intelectual, motor e
emocional, pois os critérios de valores usados pela sociedade não dizem respeito
ao que a pessoa tem, mas ao uso que ela faz daquilo que possui (BUST apud
BRASIL, 1979).
Os bibliotecários devem saber e ter consciência que são o impulso para
desenvolvimento, porque estão ligados a todas as áreas do conhecimento e
educação.
Se as Bibliotecas são importantes para o ensino em geral, no ensino
superior seu papel é proeminente em virtude do valor da própria
universidade, pois nenhuma outra instituição ultrapassa em magnitude a
contribuição universitária, a qual torna possível o formidável avanço
tecnológico e científico que registra atualmente em todos os campos do
conhecimento. [...] em todo processo educacional, é decisiva a influência
da biblioteca, que se pode constituir num dos principais instrumentos de
que a universidade dispõe para atingir suas finalidades (FERREIRA,
1980, p. 23).

Portando, o bibliotecário tem o papel de por meio da informação,
colaborar com a inclusão social, nesse caso, os surdos.
Relato da experiência:
De acordo com o que propõe o PDCA (1997) do MECA, a bibliotecária da
Biblioteca Professor Gaio do Instituto Presidente Tancredo de Almeida Neves –
IPTAN, em São João Del Rei-MG, colocou-se em prática a contratação de
colaboradores com necessidades especiais, para que a inclusão social proposta
fosse atendida. Percebe-se que muitas pessoas com necessidades especiais não
são tão limitadas, mas, lhes faltam oportunidades.
Durante o processo de inclusão social dos surdos nos trabalhos da
biblioteca, a bibliotecária se capacitou para ser mediadora nas atividades
realizadas pelos mesmos junto à comunidade de modo geral.
Diante disso, a bibliotecária da instituição começou a trabalhar com os
surdos em outubro de 2013. A princípio foram dois colaboradores com problemas
de surdez. A primeira uma moça com 19 anos vítima de acidente de carro, o que
acarretou a perda de 50% da audição. O segundo, um rapaz de 25 anos cuja
surdez é do tipo severa, de nascença. A primeira trabalhou durante seis meses e
saiu, mas o rapaz continua exercendo suas atividades até o momento.
De acordo com o andamento dos trabalhos, verificou-se que o rapaz tinha
uma inteligência diferenciada e sua inquietude levou a bibliotecária a criar o
projeto IRENA, que informa e auxilia os profissionais a como lidar e trabalhar com
pessoas com necessidades especiais, sobretudo, diante da inclusão social.
As atividades propostas pelo projeto IRENA incluem a leitura de todo tipo
de material; permitem avaliar o nível de conhecimento geral e a capacidade de
aprendizagem dos mesmos por meio de atividades da rotina da biblioteca.

�Assim como a bibliotecária se capacitou para trabalhar com os surdos, a
biblioteca foi adaptada para atender à demanda que seria atendida pelos
colaboradores surdos, com isso, utilizou-se cartazes com a linguagem de sinais
(alfabeto em libras), como forma de auxiliar tanto os usuários como os demais
membros da comunidade no processo de comunicação com colaboradores
surdos.
A forma de busca de materiais na biblioteca foi adaptada de forma que os
colaboradores surdos entendessem de forma simples o que se procurava, isso
aconteceu com as expressões de busca e número de chamada.
Em relação à socialização, os demais colaboradores da instituição foram
orientados a conhecer mais sobre a linguagem dos sinais, os quais puderam
inclusive fazer um curso de livras ofertado pela instituição.
A interação entre os colaboradores surdos e a comunidade acadêmica de
um modo geral aconteceu de forma tranquila e involuntária, proporcionando
sucesso no processo de comunicação entre todos os envolvidos, principalmente
os colaboradores surdos.
Considerações Finais ou Conclusões:
A resposta ao trabalho de inclusão social está sendo positiva e os
objetivos alcançados. Importante ressaltar que a comunidade dos surdos tem
muito a desenvolver no que diz respeito aos sinais, ciências e linguística, isto é, o
surdo não tem conhecimento de muitas palavras.
Percebe-se que existe um grande senso de observação dos surdos assim
como um grande nível de raciocínio, mediante a informação.
O bibliotecário que media a informação com os surdos deve estar bem
preparado psicologicamente e com conhecimentos apurados para saber lidar com
esse grupo.
A inclusão do colaborador surdo nos trabalhos da biblioteca revelou que
ele tem grande nível de perfeccionismo, é de fácil socialização, preciso e com
grande facilidade para a aprendizagem.
Palavras-chave: Inclusão social. Biblioteca Universitária. Aprendizagem.
Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Proposta curricular para deficientes
auditivos: 8ª série. Brasília: MEC, 1979.
FERREIRA, L. S. Bibliotecas universitárias brasileiras: análise de estruturas
centralizadas. São Paulo: Pioneira, 1980.
RAMIRES, J. A. F. Didática para todos: técnicas e estratégias. São Paulo:
Atheneu, 2008.

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                <text>O bibliotecário hoje em parceria com a instituição já trabalha com a inclusão social de um modo geral. Diante disso, é fato que a Biblioteca Professor Gaio já conta com pessoas surdas em seu quadro de colaboradores.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

BIBLIOTECA DIGITAL DO BNDES: DEFINIÇÃO DE COLEÇÕES
Caroline Brito de Oliveira. BNDES. carolinebrito@gmail.com, Clarisse Kloss
Pequeno. BNDES. clarisse.kloss@bndes.gov.br, Margareth Ramos do Carmo
Freitas. BNDES. margareth.carmo@bndes.gov.br
Introdução:
Atualmente, é recomendável que Centros de Informação ofereçam acesso remoto
às suas publicações via internet, de modo que a informação possa ser
disponibilizada a qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, bastando para
isso que se tenha acesso à rede.
Neste contexto, propôs-se a criação da Biblioteca Digital do BNDES, que visa
reunir e tornar disponível o acervo de publicações do Banco, além de outras obras
de interesse da instituição.
Visto que o alcance de um dos objetivos específicos da Biblioteca Digital do
BNDES, qual seja, a disseminação da produção intelectual da instituição, sofre
impacto direto da utilização da ferramenta pelos usuários, e compreendendo que
essa experiência determina a eficiência e eficácia do acesso às informações
pesquisadas, a arquitetura da informação se apresenta como um tema de grande
relevância para o estabelecimento da lógica estrutural do repositório, o que
justifica a do relato deste processo.
Relato da experiência:
Ao longo do tempo, observou-se o aumento progressivo das solicitações de
consulta e pesquisa ao acervo do BNDES, por usuários internos e externos, em
busca de acesso às publicações financiadas e produzidas pelo Banco.
Além disso, o fato de a biblioteca do BNDES atender, além da sede no Rio de
Janeiro, as representações da empresa localizadas em outros estados do Brasil e
no exterior, e o público externo, tanto nacional quanto internacional, tornou-se
premente a construção de um lócus no qual as publicações da instituição
pudessem ser disponibilizadas de maneira sistemática, organizada e de fácil
acesso, cooperando para o aumento do número de usuários atendidos,
contribuindo para a democratização e o livre acesso à informação.

�Entende-se a importância de uma iniciativa desta monta para o cumprimento do
princípio de que o BNDES, na condição de empresa pública, tem na ampla
transparência um dos pilares do seu relacionamento com os atores externos.
Neste sentido, a Biblioteca Digital vem corroborar esse princípio, devolvendo à
sociedade, em forma de conhecimento explícito, os recursos aplicados na
instituição.
Neste contexto, propôs-se a criação da Biblioteca Digital do BNDES.
A estruturação da Biblioteca Digital do BNDES partiu de dois fatos bem
específicos: o software DSpace, selecionado para gerir o repositório digital, e a
lógica empregada nas coleções especiais do acervo.
De acordo com Shintaku e Meirelles (2010, p. 22),
a estrutura informacional do DSpace, pelo qual o acervo do repositório é
disponibilizado, é hierárquica, composta por Comunidades, Coleções e Itens. Essa
estrutura não apenas permite a organização de acervo, mas também, facilita a
recuperação dos objetos,digitais depositados. [...] As comunidades e
subcomunidades são estruturas informacionais que representam a organização do
repositório. As comunidades são as estruturas de mais alto nível e podem conter
vários níveis de subcomunidades. Assim, representam apenas a estrutura, não
contendo objetos digitais diretamente. Os documentos são agrupados nas
coleções, e as comunidades, por sua vez, agrupam subcomunidades e coleções.

A partir desse modelo e de suas limitações, pensou-se no que poderia, com uma
visão centrada no usuário, facilitar a compreensão da lógica empregada e, dessa
maneira, tornar a navegação pela Biblioteca Digital e sua estrutura mais intuitiva.
Buscou-se também adaptar a lógica de organização empregada nas coleções
especiais do acervo físico da biblioteca para o repositório, de forma que fosse
compreensível aos usuários.
As coleções especiais do acervo dividem-se em 4:
1. Produção BNDES: reúne as publicações editadas oficialmente pelo BNDES,
assim como aquelas cuja autoria pertença a qualquer funcionário do Banco, ainda
que não tenha sido editada pela instituição. A ideia é organizar também a
produção intelectual do corpo técnico, desde que possua temática de interesse do
Banco.
2. Patrocínio BNDES: organiza as publicações patrocinadas pelo BNDES.
3. BNDES – Estudos contratados: reúne os estudos contratados pelo Banco
através de várias modalidades.
4. BNDES em Foco: publicações diversas - estudos, artigos, trabalhos
acadêmicos etc., que versam sobre a atuação do Banco.
Tais coleções foram transformadas em Comunidades no repositório. Além destas,
foi incluída a comunidade Centro de Memória BNDES, que não faz parte do

�acervo da Biblioteca, mas que é fruto do Projeto Memória da instituição e tem o
caráter mais arquivístico e histórico. Ela reúne as publicações e os documentos
que compõem o acervo de memória do BNDES.
Como, no DSpace, apenas as coleções abrigam os itens, criamos coleções para
cada tipo de material (livros, artigos, folhetos etc) e, em alguns casos específicos,
uma subcomunidade, superior às coleções.
Além da estruturação das comunidades e coleções, há 3 menus – 1 superior e 2
laterais -, e uma área para destaques.
O menu superior traz ações práticas para o usuário: Página inicial, Fale Conosco e
Pedido de Publicações que, assim como os demais menus e com exceção da área
de destaques, permanece evidente para o usuário durante toda a navegação no
repositório. Pensou-se nesse posicionamento tendo em vista agilizar as
solicitações do usuário, tanto no caso de haver interesse no conteúdo impresso,
quanto para elucidar questões no caso de dúvidas.
A área de menu lateral se subdivide em duas, a saber: de navegação - “Percorrer”,
e de cadastro - “Entrar”.
O menu Percorrer possibilita a navegação nas comunidades e coleções, além de
permitir o acesso a índices de data, autor, título, assunto, e de documentos em
inglês e espanhol. O menu “Entrar” inclui as ações relacionadas a cadastro: login,
serviços de alerta, edição de conta e ajuda.
Esse processo de planejamento da estrutura de ambientes digitais para garantir o
uso e o acesso às informações está inserido no contexto da arquitetura da
informação e, embora ainda em expansão na área de Biblioteconomia e Ciência
da Informação, o conceito de arquitetura da informação ao ser aplicado em
Bibliotecas Digitais e outros ambientes, como websites, torna o acesso à
informação mais fácil para o usuário.
A partir da definição dessa arquitetura, espera-se que os usuários tenham
facilidade para navegar, pesquisar e recuperar as publicações de seu interesse,
garantindo assim amplo acesso ao conhecimento produzido pelo BNDES.
Palavras-chave: Biblioteca Digital. Arquitetura da informação. Dspace.
Referências:
SHINTAKU, Milton; MEIRELLES, Rodrigo. Manual do DSPACE: administração de
repositórios. Salvador: EdUFBA, 2010.

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                <text>Atualmente, é recomendável que Centros de Informação ofereçam acesso remoto às suas publicações via internet, de modo que a informação possa ser disponibilizada a qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, bastando para isso que se tenha acesso à rede.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
21 a 24 julho de 2015
AS APROPRIAÇÕES DO FACEBOOK PELAS BIBLIOTECAS PÚBLICAS
ESTADUAIS BRASILEIRAS

Alberto Calil Junior. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
(UNIRIO). caliljr@unirio.br
Gabriela Almendra. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
(UNIRIO). gabrielaalmendra@gmail.com

Introdução:
Periodicamente, o Comitê Gestor da Internet publica um conjunto de dados
relativos ao uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs) no país.
No relatório do ano de 2012 (COMITÊ, 2012) assinala-se que as ferramentas
de redes sociais na internet vêm se configurando como uma das principais
portas de entrada na internet por muitos brasileiros. Já em relação ao acesso, o
relatório relativo ao ano de 2013 (COMITÊ, 2014) aponta que 43% dos
domicílios brasileiros possuíam acesso à internet, enquanto que, de acordo
com os dados do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE,
2013), o Brasil possui 105,1 milhões de internautas.
A penetração das TICs no cotidiano de milhões de brasileiros incita a reflexão
sobre os seus usos, não apenas pelos seus usuários, como também por
instituições, como, por exemplo, as Bibliotecas Públicas. Tais instituições
possuem, idealmente, a sua relevância na sociedade contemporânea, uma vez
que seu conceito baseia-se no fornecimento igualitário de acesso a todos os
cidadãos, além de disponibilizar todo o tipo de conhecimento à comunidade
(FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL, 2010).
Na esteira do debate sobre a presença das Bibliotecas Públicas na sociedade
brasileira, a presente comunicação tem por objetivo discutir algumas das
apropriações do Facebook realizada por quatro Bibliotecas Públicas Estaduais
(BPEs) brasileiras, a saber: Biblioteca Púbica do Estado do Acre, Biblioteca
Pública do Paraná, Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco e Biblioteca
de São Paulo.
Método de pesquisa:
Realizou-se o mapeamento da presença das BPEs no ciberespaço, a fim de
identificar seus ambientes virtuais. Estes foram identificados, assim como as
plataformas utilizadas pelas Bibliotecas, verificando-se que o Facebook surgia
como a mídia social mais utilizadas pelas BPEs em análise. Optou-se por
analisar uma biblioteca de cada região brasileira (excetuando-se a região
Centro-Oeste, pois à época da investigação nenhuma BPEs dessa região fazia
uso da mídia social aqui em análise). Para a realização da análise foram
capturadas as postagens veiculadas nos perfis das bibliotecas selecionadas no

�período de janeiro a junho de 2013 e efetuou-se uma classificação das
postagens conforme categorização realizada a partir da leitura de todo o
universo em análise.
Resultados e Discussão:
Apesar da incidência da reflexão sobre a noção de Biblioteca Pública ser
relativamente baixa no campo informacional (CALIL JUNIOR, 2014) é possível
identificar algumas prevalências no que concerne à noção de Biblioteca
Pública em nossa sociedade. Uma das narrativas presentes no main-stream
possibilita o entendimento que qualquer cidadão é atraído a frequentar essa
instituição, ou seja, a Biblioteca Pública funcionaria como um atrator, sendo por
excelência um espaço para todos. No entanto, esse relativo consenso em torno
da noção é questionado a partir de estudos que mostram que no Brasil,
historicamente, ocorre um processo de escolarização das Bibliotecas Públicas
(INSTITUTO PRÓ-LIVRO, 2012; MILANESI, 1986) e que, ao contrário, as BPs
sofrem uma crise de identidade (MEDEIROS, 2010, p.12), pois autoridades,
cidadãos e até mesmo seus funcionários não sabem qual é a sua função.
Outra questão que emerge desse debate é a carência no que se refere ao
marco legal. No Brasil, a legislação envolvendo as políticas públicas para as
bibliotecas é incipiente (MACHADO, CALIL JUNIOR, ACHILES, 2014) e, na
prática, muitas bibliotecas acabam por ter como norte o Manifesto da IFLA para
as BPs (UNESCO, 1994) assim como o documento Biblioteca Pública:
princípios e diretrizes (FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL, 2010). No que
concerne as transformações societárias advindas da emergência das TICs, as
influências de dois documentos recentes da IFLA – Diretrizes da IFLA sobre os
serviços da BP (INTERNATIONAL, 2012) e Riding the waves or caught in the
tide (INTERNATIONAL, 2013?) – se fazem notar tanto na literatura do campo
informacional, quanto nas práticas de algumas bibliotecas públicas, como por
exemplo na criação de perfis no Facebook.
Para efeitos da análise, optou-se por criar categorias. O processo de
construção das categorias se deu a partir de uma leitura preliminar do conjunto
de postagens realizadas pelos perfis das bibliotecas e do agrupamento de
postagens semelhantes. As referidas categorias são: a) eventos; b) serviços da
biblioteca; mensagens; questões administrativas; d) datas comemorativas; e)
obituário; f) fotos.
O universo analisado representa uma parcela das BPEs brasileiras presentes
no ciberespaço, ou seja, é apenas uma fração do conjunto dos equipamentos
de informação disponíveis para uma parte da população que se conecta cada
vez mais segundo pesquisas veiculadas tanto na mídia quanto dados oficiais
do governo. Conquanto, a investigação aqui realizada atualiza algumas
questões e sugere que as bibliotecas, ao se apropriarem de um serviço no
ciberespaço, não devem reiterar a mesma lógica praticada fora dos ambientes
digitais.
Considerações finais:
A pesquisa identificou a tentativa de aproximação entre BP e usuários através
do uso de uma das mídias sociais de maior uso entre os brasileiros – o

�Facebook. Aliar as necessidades informacionais dos usuários às múltiplas
possibilidades que o ciberespaço oferece é de extrema importância para as
Bibliotecas Públicas, pois as mídias sociais podem intensificar o potencial do
bibliotecário como mediador da informação, além de aumentar suas conexões
com usuários, tanto reais como potenciais, uma vez que se mostra crescente o
número de brasileiros que recorrem às mídias sociais como porta de entrada
para a internet. As diversas fan pages nas mídias sociais na internet se
constituem como uma ampliação do modelo físico de biblioteca. Logo, é exigida
do bibliotecário uma atualização contínua para que se adapte a esse cenário
de tecnologias em rede.
Palavras-chave: Bibliotecas públicas estaduais. Mediação da informação.
Competência informacional. Mídias sociais. Facebook.

REFERÊNCIAS
CALIL JUNIOR, Alberto. A (in)visibilidade da temática bibliotecas públicas no
campo informacional brasileiro. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA
EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 25., 2014, Belo Horizonte. Anais
eletrônicos... Disponível em:
&lt;http://enancib2014.eci.ufmg.br/documentos/anais/anais-gt1&gt;. Acesso em: 31
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COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL. Pesquisa sobre o uso das
tecnologias de informação e de comunicação no Brasil: TIC domicílios e
TIC empresas 2013. São Paulo, 2014. Disponível em: &lt;
http://cgi.br/media/docs/publicacoes/2/TIC_DOM_EMP_2013_livro_eletronico.p
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______. Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e de
comunicação no Brasil: TIC domicílios e TIC empresas 2011. São Paulo,
2012. Disponível em: &lt; http://op.ceptro.br/cgi-bin/cetic/tic-domicilios-eempresas-2011.pdf&gt;. Acesso em: 05 nov. 2013.
FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Biblioteca Pública: princípios e
diretrizes. 2. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional:
Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, 2010. 173 p. (Documentos Técnicos,
6).
IBOPE. Empresa de pesquisa. [S.I.], 2013. Disponível em:
&lt;http://www.ibope.com.br/ptbr/relacionamento/imprensa/releases/Paginas/Numero-de-pessoas-comacesso-a-internet-no-Brasil-chega-a-105-milhoes.aspx&gt;. Acesso em: 26 jan.
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INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS AND
INSTITUTIONS. Diretrizes da IFLA sobre os serviços da Biblioteca Pública. 2.
ed. rev. Lisboa: IFLA, 2012.
______. Riding the waves or caught in the tide?: navigating the evolving
information environment. Holanda: IFLA, [2013?].

�INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Retratos da leitura no Brasil. 2012. Disponível em:
&lt;http://www.prolivro.org.br/ipl/publier4.0/texto.asp?id=2834&gt;. Acesso em: 23
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MACHADO, Elisa Campos; CALIL JUNIOR, Alberto; ACHILLES, Daniele.
Diagnóstico das políticas culturais voltadas para as Bibliotecas públicas no
Brasil. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 25., 2014, Belo Horizonte. Anais eletrônicos... Disponível em:
&lt;http://enancib2014.eci.ufmg.br/documentos/anais/anais-gt5&gt;. Acesso em 31
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MEDEIROS, Ana Ligia Silva. Biblioteca e cidadania. Sinais Sociais, Rio de
Janeiro, v. 4, n. 13, p. 10-45, maio/ago. 2010.
MILANESI, Luiz. Ordenar para desordenar: centros de cultura e bibliotecas
públicas. São Paulo: Brasiliense, 1986.
UNESCO. Manifesto da UNESCO sobre bibliotecas públicas. 1994. Disponível
em: &lt; http://snbp.bn.br/manifesto-da-unesco-sobre-bibliotecas-publicas/&gt;.
Acesso em: 18 jan. 2014.

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                <text>Periodicamente, o Comitê Gestor da Internet publica um conjunto de dados relativos ao uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs) no país. No relatório do ano de 2012 (COMITÊ, 2012) assinala-se que as ferramentas de redes sociais na internet vêm se configurando como uma das principais portas de entrada na internet por muitos brasileiros. Já em relação ao acesso, o relatório relativo ao ano de 2013 (COMITÊ, 2014) aponta que 43% dos domicílios brasileiros possuíam acesso à internet, enquanto que, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE, 2013), o Brasil possui 105,1 milhões de internautas.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
O USO DE SOFTWARE LIVRE NA GESTÃO DE BIBLIOTECAS: O CASO DA
BIBLIOTECA DO CENTRO DE ENSINO DO CORPO DE BOMBEIROS
MILITAR DE SANTA CATARINA
Marchelly Pereira Porto. Mestranda do Programa de Pós-graduação em Gestão de
Unidades de Informação (UDESC). Bibliotecária do Corpo de Bombeiro Militar de
Santa Catarina. marchellyporto@gmail.com
Natalí Ilza Vicente. Mestranda do Programa de Pós-graduação em Gestão de
Unidades de Informação (UDESC). Bibliotecária do Corpo de Bombeiro Militar de
Santa Catarina. natalivicente@gmail.com

Introdução
A automação de bibliotecas é um processo conhecido e usual, fazendo
parte do dia a dia das unidades de informação. Este avanço veio facilitar e ampliar
os serviços oferecidos, reduzir tempo nos processos e auxiliar nas demandas
informacionais de seus interagentes1
Pensar numa biblioteca que atende uma grande demanda de interagentes,
com necessidades específicas de informação, sem um sistema automatizado para
a prestação de produtos e serviços é quase que inviável. E é justamente sobre
estes sistemas que se pretender discutir neste relato de experiência.
Dentre as várias opções de software que se encontram no mercado, decidir
qual é o mais adequado para a biblioteca é um desafio, pois muitas vezes além do
planejamento, que entre outros processos, englobam tempo e treinamento, há
também o investimento financeiro.
Diante deste cenário e das possibilidades de softwares, tem-se discutido e
se utilizado por muitas instituições os softwares livres e é justamente sobre esta
temática que este relato de experiência se pauta. Como objetivo pretende-se
discutir o uso de software livre no gerenciamento de bibliotecas e suas
possibilidades, apresentando os softwares Gnuteca, o gerenciador de conteúdo
Joomla e o Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER), que foram

1Será utilizado o termo interagente no lugar de usuário por entender que em tempos de web 2.0, este usuário passou de mero espectador e
receptor para um indivíduo que interage com a biblioteca.

�adotados pela Biblioteca do Centro de Ensino do Corpo de Bombeiros Militar de
Santa Catarina, universo a ser observado.
A discussão acerca do uso de software livre por parte das unidades de
informação se julga necessária principalmente pela falta de produção científica
com o referido tema.
Relato da experiência
A Biblioteca do Centro de Ensino (CEBM) do Corpo de Bombeiros Militar de
Santa Catarina (CBMSC) foi criada em 2010 e tem entre seus objetivos a tarefa de
disseminar a informação; servir como depósito legal dos trabalhos produzidos na
instituição; preservar a memória do CEBM; assessorar a publicação e distribuição
das publicações produzidas no CBMSC; criar ferramentas de divulgação e acesso
da produção intelectual e contribuir para a inserção do aluno no universo da
pesquisa acadêmica, desenvolvendo atividades de mediação nos processos de
busca da informação.
A produção do CEBM cresceu de forma acelerada nos últimos anos e para
isso foi necessário a criação de mecanismos que atendessem as demandas
informacionais vindas dos cursos de formação do CBMSC. Expandir os serviços
da biblioteca tradicional, para servir de suporte para a produção acadêmica dos
alunos é a primeira funcionalidade de uma biblioteca digital.
A lacuna existente nas publicações técnicas e a dificuldade de aquisição de
tais obras fazem dos trabalhos de conclusão de curso (TCC) produzidos uma
grande fatia da literatura especializada nas variadas áreas do bombeiro. Promover
o acesso a esse material foi imprescindível para que novas pesquisas sejam
formuladas no âmbito do CBMSC.
Atendendo a política de utilização de software livre da instituição, todos os
sistemas desenvolvidos dentro da biblioteca obedecem a esse indicador.
O sistema adotado para criação do site e da biblioteca digital foi o Joomla, o
mesmo utilizado pelo site institucional do CBMSC. Como todo software livre, o
sistema elimina os custos com licença de uso, garante o acesso ao código-fonte e
tem a possibilidade de customização da interface e recursos que garantem a
gestão do conteúdo do site.
O planejamento inicial que era criar, através do site institucional, um local
reservado para divulgar a produção intelectual da Corporação, se expandiu.
Atualmente o site disponibiliza os manuais de normalização e formatação, bem
como modelos de projeto de pesquisa, monografia e artigo científico; manuais das
disciplinas dos cursos de formação, legislação pertinente ao ensino, informativos
produzidos pelos alunos; fontes de pesquisa com conteúdo na íntegra referente a
atividade de atuação da instituição; livros digitais e qualquer material pertinente à
área. Importante ressaltar que o site da biblioteca é referência e pioneiro no país,
atualmente nenhuma outra corporação de bombeiro militar oferece este serviço.
De acordo com as análises de uso do sistema, percebe-se que o site da
Biblioteca CEBM é muito acessado não apenas por internautas de Santa Catarina,
como também a partir de computadores de outros estados do país. Transpondo
ainda as barreiras de idioma, é visitada por pesquisadores de países como
Estados Unidos, Portugal, Alemanha, Índia, Chile, Japão entre outros. Com isso

�estima-se que a produção do CBMSC tenha visibilidade nacional e internacional,
contribuindo para a imagem da corporação.
Quanto ao sistema de gerenciamento de bibliotecas, o Gnuteca também é
um software livre aderente a padrões conhecidos e utilizados por muitas
bibliotecas. Com esse sistema é possível ampliar os serviços de acesso à
informação oferecidos, como consulta online ao acervo, reserva, renovação, além
da possibilidade de interação com os usuários através de sua conta, como por
exemplo, suas áreas de interesse.
Cientes da necessidade de ampliação dos serviços, projetos como a
reestruturação do site, utilizando versão mais atual do Joomla (fase de
elaboração) e a criação de uma revista científica para o CBMSC.
A revista científica será lançada em julho de 2015 e está sendo
desenvolvida com o Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER), que é
um software desenvolvido para a construção e gestão de uma publicação
periódica eletrônica, traduzido para o português pelo IBICT e recomendado pela
Capes.
Considerações Finais
O uso de software livre tanto para o desenvolvimento de produtos e
serviços, como na divulgação da produção acadêmica do CBMSC vem
contribuindo no processo para tornar a informação pública e significativa.
Apontou-se como um importante elemento no que se refere à organização,
disseminação e o uso da informação, contribuindo para preservar a produção
acadêmica, divulgar os conhecimentos gerados e atender as necessidades
informacionais de seus interagentes, seja ele discente do CEBM, militar da
Corporação ou pesquisador da área militar.
Palavras-chave: Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. Software livre.
Joomla. Gnuteca. SEER.
Agências financiadoras
Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

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22 a 24 de julho de 2015
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
INVENTÁRIO ELETRÔNICO DE COLEÇÕES DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNICAP:
RELATO DE EXPERIÊNCIA

Alba Rejane Valério de Souza. Universidade Católica de Pernambuco.
albarejane.souza@gmail.com
Pedro Manoel da Silva. Universidade Católica de Pernambuco.
pedromanoeldasilva@gmail.com
Introdução:
Considerando que tão importante quanto a informação é a fonte, bem como
o suporte que a acondiciona, a tarefa de tornar os acervos das bibliotecas e
unidades de informação conservados e atualizados é um o desafio perene para
essas instituições. Segundo Zani et al. (2007, p. 98), “para manter a consistência
de um acervo é necessário que se faça, periodicamente, inventário nas coleções a
fim de se detectar possíveis perdas”. Os autores alertam ainda que esse
procedimento serve também de base para o planejamento e tomada de decisão
para a administração superior de bibliotecas.
Nesse sentido, o inventário de coleções bibliográficas é uma atividade
realizada em bibliotecas que tem por finalidade “[...] verificar o estado dos
documentos do acervo, identificando o material extraviado e consequentemente as
perdas ocorridas” (PLAZA; GUERRA, 2003). Na maioria das bibliotecas,
especialmente as de livre acesso, devido ao uso, constantes perdas e danificação
de toda sorte, faz-se necessário a realização do inventário para identificar os
possíveis extravios e a manutenção do acervo.
As bibliotecas e as unidades de informação que tem a importante função de
preservar, organizar e disseminar a informação, igualmente tem no acervo o seu
maior patrimônio. Devido a esta demanda, o acervo, formado em variados
suportes, é objeto de cuidados visando ao seu crescimento, uso e manutenção.

Relato da experiência:
A Biblioteca Central Padre Aloísio Mosca de Carvalho, S.J. é um órgão
suplementar da Universidade Católica de Pernambuco, está localizada no centro

�da cidade de Recife – PE, e permite o acesso ao público em geral. A Biblioteca
possui números expressivos: 7.119,20 m² de área construída, 338.221 exemplares
físicos na coleção, 15.000 usuários inscritos, frequência diária de cerca de 3.500
leitores, média anual de 400.000 consultas ao acervo e mais de 700.000
empréstimos domiciliares.
Diante da intensa utilização do acervo, bem como dos vinte anos passados
do último inventário, a necessidade desta empreitada fazia-se urgente. Analisar a
conjuntura e saber a real situação da coleção era fundamental para determinação
dos rumos da politica de desenvolvimento do acervo. Vale salientar os desafios de
realizar o primeiro inventário automatizado da instituição.
O período de coleta de dados do inventario foi o mês de julho de 2012. No
entanto, o processo envolveu etapas anteriores e posteriores a coleta. E exigiu a
dedicação de toda equipe da biblioteca para que as etapas fossem cumpridas
satisfatoriamente. Sendo assim, foram convocados todos os funcionários, dos
quais 12 bibliotecários, 12 auxiliares administrativos, cinco recepcionistas e seis
estagiários, divididos por equipes e comandados pela chefia do Setor de
Formação e Desenvolvimento do Acervo.
Quanto ao sistema de automação, equipamentos, coletores de dados e
materiais de consumo, a Biblioteca empregou o Sistema Pergamum, do qual
disponibiliza o “Módulo Inventário” direcionado para a tarefa específica. No
entanto, necessitava de coletores compatíveis com o sistema para realização da
tarefa. Assim, foram adquiridos cinco coletores da marca Cipher Lab, Modelo 800
Cradle, utilizados cinco computadores e duas impressoras. Quanto ao material de
consumo, o dispêndio maior ficou por conta das máscaras e luvas descartáveis,
respectivamente 450 e 100 unidades.
O projeto do inventário compreendeu três etapas: 1) Pré-inventário,
consistiu na elaboração do projeto, aquisição de equipamentos, elaboração do
manual da coleta dos dados, treinamento da equipe, testes da coleta de dados em
pequenas coleções, prorrogação das datas de devolução e reserva dos livros e
comunicado do período de fechamento parcial da biblioteca, informando que os
serviços disponíveis consistiriam apenas nas devoluções de livros e as
negociações de multas; 2) Inventário, referente a organização e sinalização do
acervo, impressão da relação das obras existentes na coleção para posterior
confronto com os dados da coleta, divisão das tarefas por equipes, coleta dos
registros das obras nas estantes e buscas por obras desaparecidas detectadas no
inventário; 3) Pós-inventário, fase da análise dos dados obtidos, isto é, confronto
do número de registros dos exemplares existentes no sistema de gerenciamento

�da Biblioteca e os dados colhidos no inventário somado aos dados das obras
emprestadas. Nesta etapa foi realizado o relatório final.
De um total de 338.221 exemplares constantes no acervo inventariado,
11.940 exemplares contaram como desaparecidos, correspondendo a uma perda
de 3,53% do acervo no período de 20 anos. Números inferiores ao esperado,
levando-se em consideração o intervalo entre os inventários.

Palavras-chave:
Inventário automatizado de coleções; Desenvolvimento de coleções; Biblioteca
universitária.

Considerações Finais ou Conclusões:
Ao longo do projeto do inventário constou-se que os objetivos foram sendo
atingidos à medida que os procedimentos avançavam. A fase do Pré-inventário foi
decisiva para o sucesso do projeto, na qual foi possível fazer as correções e
ajustes necessários otimizando a execução das demais etapas. A metodologia
flexível tornou possível a avaliação de cada fase possibilitando que os objetivos
fossem atingidos.
A temática do inventário de coleções é necessária para a descoberta de
novas práticas. Assim, não é pretensão deste relato esgotar as possibilidades de
discussão sobre o tema ou estabelecer uma fórmula padrão. Contudo, deseja-se
contribuir para melhoria dos serviços testando metodologias e compartilhando
experiências.

Referências:
PLAZA, R. T. T.; GUERRA, R. R. Y. Porque a biblioteca realiza inventários de
suas coleções? Infobib, v. 8, n. 2, abr. 2003. Disponível em:
&lt;http://bit.ly/1Doa9eP&gt;. Acesso em: 31 mar. 2015.
ZANI, R.M.F. et al. SIA – Sistema de Inventário automatizado para as bibliotecas
do SIBi/USP. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 12, n. 1, p. 97-103,
jan.-abr. 2007. Disponível em: &lt;http://bit.ly/1INkeSI&gt;. Acesso em: 31 mar. 2015.

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                <text>Considerando que tão importante quanto a informação é a fonte, bem como o suporte que a acondiciona, a tarefa de tornar os acervos das bibliotecas e unidades de informação conservados e atualizados é um o desafio perene para essas instituições. Segundo Zani et al. (2007, p. 98), “para manter a consistência de um acervo é necessário que se faça, periodicamente, inventário nas coleções a fim de se detectar possíveis perdas”. Os autores alertam ainda que esse procedimento serve também de base para o planejamento e tomada de decisão para a administração superior de bibliotecas.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
BIBLIOTECA DO CEBM COMO ESPAÇO SOCIALIZADOR E DEMOCRÁTICO
Marchelly Pereira Porto. Mestranda do Programa de Pós-graduação em Gestão de
Unidades de Informação (UDESC). Bibliotecária do Corpo de Bombeiro Militar de Santa
Catarina. marchellyporto@gmail.com
Natalí Ilza Vicente. Mestranda do Programa de Pós-graduação em Gestão de Unidades
de Informação (UDESC). Bibliotecária do Corpo de Bombeiro Militar de Santa Catarina.
natalivicente@gmail.com
Introdução
Falar sobre acesso e uso em uma unidade de informação pode parecer comum
e trivial, a privação ou restrição da entrada e saída ou mesmo a permanência de um
interagente em suas instalações físicas são impensadas. Quando se fala em biblioteca
temos que levar em consideração a sua pluralidade, nenhuma é igual a outra, possuem
suas especificações, seja escolar, universitária, especializada, etc. e mesmo o tipo de
público que atende.
No ambiente militar este fluxo de ir e vir, principalmente no período de formação,
pode ter seus percalços. Devido a pluralidade de cursos oferecidos, e logo as patentes
envolvidas, é comum alunos-soldados, cadetes e coronéis, por exemplo, transitarem no
mesmo espaço. É importante destacar que, certamente não há questões de ordem
social entre os bombeiros militares da instituição, pelo contrário: a cultura
organizacional é bastante forte neste sentido, são todos membros de uma mesma
corporação, são “irmãos de farda”. A questão da hierarquia e disciplina, porém, nesta
fase de formação é mais enfatizada e marcante. Os subordinados precisam prestar
continência (uma forma de saudação militar), se apresentar e também cumprir
determinada tarefa que qualquer superior possa lhe dar.
Compreender o ambiente externo as paredes da biblioteca, a rotina do CEBM e
a realidade dos alunos é fundamental para repensar o espaço e os serviços oferecidos.
Entendemos que a biblioteca, apesar de ser um centro de recursos educativos,
integrado ao processo ensino-aprendizagem, deve ter o foco em seu público.
Relato da experiência
O meio militar tem em seus preceitos na disciplina e hierarquia, sendo uma
instituição de estrutura verticalizada.
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, sendo uma Corporação militar
fixa-se portanto na hierarquia e disciplina. De acordo com o artigo 14 da Lei nº 6.218,
de 10 de fevereiro de 1983, Estatuto dos Militares Estaduais, a hierarquia e disciplina
ficam assim dispostas:

�Art. 14 - A hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar. A
autoridade e a responsabilidade crescem com o grau hierárquico.
§ 1º - A hierarquia policial militar é a ordenação de autoridade em níveis
diferentes dentro da estrutura da Polícia Militar. A ordenação se faz por postos
ou graduações; e dentro de um mesmo posto ou graduação, se faz pela
antiguidade. O respeito à hierarquia é consubstanciado no espírito de
acatamento a sequência de autoridade.
§ 2º - Disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis,
regulamentos, normas e disposições que fundamentam o organismo policial
militar e coordenam seu funcionamento regular e harmônico traduzindo-se pelo
perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos
componentes desse organismo.
§ 3º - A disciplina e o respeito a hierarquia devem ser mantidos em todas as
circunstâncias, entre policiais militares da ativa, da reserva e reformados
(SANTA CATARINA, 2012).

Ao ingressar na Corporação o candidato a militar inicia sua carreira no Centro de
Ensino, que é o responsável pelo processo formador dos bombeiros militares em Santa
Catarina e desde o início segue os preceitos militares.
A Biblioteca do CEBM está vinculada a Divisão de Ensino e portanto faz parte
desta estrutura militar. Foi criada em 2010 com a contratação de duas bibliotecárias
civis.
Tendo a experiência profissional em unidades de informação no meio civil,
inicialmente as bibliotecárias diagnosticaram que a questão hierárquica poderia de
alguma forma inibir o uso da biblioteca pelos militares, principalmente dos
hierarquicamente inferiores. Ao entrar na biblioteca caso houvesse algum superior o
militar teria, por questões militares, solicitar a permissão para entrar e assim também
ao sair. Todo esse processo causava não somente a inibição de uso, mas também
atrapalhava a concentração e os estudos dos superiores que precisavam permitir a
entrada e saída de seus subordinados.
Após um processo de conversas informais com alunos, militares que
frequentavam a biblioteca, bem como reuniões com os militares superiores do CEBM
foi constatada que sendo a biblioteca um local reservado ao estudo, uma extensão da
sala de aula e que deveria participar ativamente do processo de ensino-aprendizagem
do militar em formação, necessitava ser um ambiente de livre acesso resultando no
criação do art. 16 do regulamento da Biblioteca: “O espaço da Biblioteca é um
ambiente de livre acesso, independente do posto ou graduação, sendo desnecessária
a solicitação de permissão a superiores para entrar, permanecer ou sair do espaço da
Biblioteca.”
O resultado foi a transformação da biblioteca que antes era somente reservado
para estudo, para um local de convivência e lazer, utilizado durante o tempo livre dos
militares.
Considerações Finais
Em tempos de discussões acerca das unidades de informação como ambientes
colaborativos, democráticos e de participação, pensar somente em criar coleções e
disponibilizar produtos e serviços já não se faz suficiente, tem-se que pensar com foco
em seus interagentes.

�As tecnologias vem sendo uma das principais questões no processo de
transformação dos espaços das bibliotecas. Com o uso cada vez mais frequente do
ciberespaço pelas pessoas, os ambientes físicos das bibliotecas tem que se remodelar.
No caso da Biblioteca do CEBM, além das tecnologias havia as implicações do
meio militar. Atitudes em transformar seu ambiente em um espaço de socialização
democrático, criando um espaço de convívio social e de muitas vezes válvula de
escape durante o processo estressante de formação fez com que muitos que não
tinham contato com bibliotecas passassem a utilizar e perceber a importâncias desse
espaço dentro da Corporação.
Palavras-chave: Corpo de Bombeiros
organizacional. Biblioteca Militar.

Militar

de

Santa

Catarina.

Cultura

Referências:
SANTA CATARINA. Lei n. 6.218, de 10 de fevereiro de 1983. Dispõe sobre o Estatuto
dos Policiais-Militares do Estado de Santa Catarina, e dá outras providências.
Disponível em: &lt;http://200.192.66.20/alesc/docs/1983/6218_1983_lei.doc&gt;. Acesso em:
27 mar. 2015.
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. Biblioteca CEBM.
Regulamentos e políticas. Disponível em:
&lt;http://biblioteca.cbm.sc.gov.br/biblioteca/index.php/regulamentos-e-politicas&gt;. Acesso
em: 27 mar. 2015.
Agências financiadoras
Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

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                <text>Falar sobre acesso e uso em uma unidade de informação pode parecer comum e trivial, a privação ou restrição da entrada e saída ou mesmo a permanência de um interagente em suas instalações físicas são impensadas. Quando se fala em biblioteca temos que levar em consideração a sua pluralidade, nenhuma é igual a outra, possuem suas especificações, seja escolar, universitária, especializada, etc. e mesmo o tipo de público que atende.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

AS BIBLIOTECAS E O USO DE FONTES DE INFORMAÇÃO NO ENSINO
Juliana Carvalho Pereira (UFRGS) - juliana.pereira@ufrgs.br
Maria do Rocio Fontoura Teixeira (UFRGS) – maria.teixeira@ufrgs.br
Introdução: O profissional da informação está sendo cada mais exigido para
identificar, conhecer e promover fontes de informações pertinentes, num
universo de inúmeras possibilidades com a confiabilidade científica para
contribuir no processo formativo e na busca pelo conhecimento, neste contexto
da sociedade em rede conforme denomina Castells (1999). A disponibilidade
de ferramentas de inovação nos leva à reflexão de quais são as ações
necessárias para compreender, fazer uso delas e também contribuir para o
desenvolvimento da profissão de Bibliotecário. Nos últimos anos, em função
da conjunção entre tecnologia e informação, os debates sobre a frequência do
uso de fontes clássicas, como livros e periódicos científicos impressos tornamse relevantes no ambiente atual. A possibilidade de acesso a grandes bases
de dados online, atualizadas em tempo real e também da explosão de
informações, apresenta inúmeros recursos informacionais que merecem ser
investigados em decorrência desta constante evolução. Neste cenário,
realizaram-se uma pesquisa de Doutorado (TEIXEIRA, 2011) e outra de
Mestrado (PEREIRA, 2014), objetivando caracterizar as redes de
conhecimento que atuam no campo científico, em suas relações entre os
atores e com o uso de fontes de informação. As redes de conhecimento neste
estudo foram definidas como espaço onde ocorre a troca, a interação e o
compartilhamento da informação, nas mais diferentes áreas do conhecimento.
(SCHWARTZ, 2002; TOMAEL, 2012).
Método da pesquisa: Foi utilizada a abordagem teórica metodológica de
Análise de Redes Sociais (ARS), que faz o mapeamento dos atores, através
das ligações e da caracterização das relações existentes entre eles, na
formação das redes. A organização e sistematização dos dados coletados para
análises e mapeamento das relações invisíveis entre os atores investigados,
bem como no uso das fontes de informação, foram realizadas através do
software Ucinet (BORGATTI, EVERETT, FREEEMAN, 2002). O universo da
pesquisa de doutorado foi composto por três grupos de alunos da disciplina de
Bioquímica médica I, oferecido no primeiro semestre do Curso de Medicina da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em três semestres consecutivos
2009/2, 2010/1, 2010/2. A pesquisa de mestrado foi constituída por 17
professores do Ensino de Ciências, da rede pública municipal de ensino do
Município de Cachoeirinha, RS, que atuam em sala de aula, com alunos dos
anos finais do Ensino Fundamental, ou seja, do 6º ao 9º ano. O instrumento de
coleta de dados foi um questionário com aplicação inicialmente aos alunos de
Medicina, no primeiro e último dia letivo da disciplina de Bioquímica médica I,
solicitando ao respondente (identificado numericamente) que assinalasse a

�frequência de uso de 14 fontes de informação, divididas em pessoais e
bibliográficas. A segunda etapa da pesquisa, com os Professores do Ensino de
Ciências, realizou-se a partir de um questionário, adaptado da primeira etapa
da pesquisa, com aplicação no início do primeiro semestre de 2014, que
investigou as fontes de informação utilizadas na formação do professore as
fontes usadas em sua prática de ensino.
Resultados: A primeira etapa da pesquisa, ou seja, a pesquisa de doutorado
envolveu 103 atores, isto é, alunos de três semestres, diferentes e
consecutivos da disciplina de Bioquímica Médica 1, do curso de Medicina da
UFRGS, que permitiu conhecer as fontes de informação utilizadas pelos alunos
respondentes. Os livros, as bibliotecas, as anotações de aula e a internet, nas
três turmas, apresentam-se inicialmente como as principais fontes de
informação para os alunos. Os professores, também se destacam como uma
fonte tradicional como mostra a literatura da área (MARTIN, VEJA, 1995),
assim como os colegas e os monitores da turma. A segunda etapa da
pesquisa, ou seja, a pesquisa de mestrado entrevistou 17 professores do
Ensino de Ciências, da rede pública municipal de ensino do Município de
Cachoeirinha, RS, que atuam em sala de aula, com alunos dos anos finais do
Ensino Fundamental, ou seja, do 6º ao 9º ano. A partir do uso das fontes de
informação utilizadas na formação e as fontes usadas na prática de ensino foi
possível identificar que, durante a sua formação acadêmica, os professores de
ciências, utilizaram com maior frequência a biblioteca, seguido de livros e
artigos científicos. No entanto, em sua prática de ensino, as fontes que se
destacam são os livros didáticos, o buscador google.com e os jornais.
Discussão: No desenvolvimento das duas pesquisas, observa-se uma
diminuição do uso das bibliotecas. Uma das razões para que isso ocorra, como
identificado pelos resultados encontrados, no caso dos alunos da Medicina, em
sua maioria eles adquirem os livros necessários e, com a familiaridade que
apresentam no uso do ambiente virtual, somada à autonomia oferecida pela
internet, os treinamentos no suo das bases de dados como à PubMed e ao
Portal de Periódicos CAPES/MEC, a solicitação pelo auxílio do Bibliotecário
diminui consideravelmente. Em relação à pesquisa do uso de fontes pelos
professores, observa-se que a utilização da biblioteca como fonte,
especificamente neste caso a biblioteca universitária, em sua formação
acadêmica era uma constante, o que não ocorre na prática de ensino, visto que
a biblioteca escolar na Educação Básica pode estar necessitando de uma
maior valorização enquanto espaço interativo e dinâmico, fundamental no
compartilhamento e troca de informações para uma sólida construção do saber.
(KUHLTHAU, 2010). Por consequência, os livros didáticos e os jornais são
muito utilizados por estarem à disposição em cada sala de aula e pela tradição
da própria prática escolar da instituição (SIBILIA, 2012). O uso da internet,
através da ferramenta do google,com se sobressai pela própria configuração
da sociedade, como uma ferramenta tecnológica muito utilizada.

�Conclusões: Os usuários de hoje possuem, cada vez mais, acesso a variadas
fontes de informação e comunicação existentes em suas casas, na
universidade ou escola, possuindo uma cultura diferente e vivenciando a partir
de novos valores e padrões sociais. Esta diversidade se configura num
importante elemento de difusão e compartilhamento do conhecimento. Neste
contexto, os estudos acima expostos apontam um panorama da estrutura em
forma de redes de conhecimento no campo cientifico através do uso de fontes,
no ambiente de ensino e convergem com a gestão da informação. Uma das
conclusões da pesquisa remete-se ao papel do bibliotecário e das bibliotecas
enquanto espaço de aprendizagem que necessita de um olhar diferenciado,
pois a tecnologia e a informação em rede são alguns dos desafios e implicam
na necessidade de discussões no que se refere à geração de conhecimentos e
a contribuição das bibliotecas na inovação do ensino.
Palavras-chave: Fontes de informação. Bibliotecas. Sociedade em Rede.
Redes de conhecimento.
REFERÊNCIAS;
BORGATTI, S. P; EVERETT, M. G; FREEMAN, L. C. UCINET 6 for Windows:
user’s guide. Natick: Analytic Technologies, 2002.
CASTELLS, M. A sociedade em rede. 2.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
KUHLTHAU, C. C. Como orientar a pesquisa escolar: estratégias para o
processo de aprendizagem. Belo Horizonte, MG: Autêntica, c2010.
MARTIN VEJA, Arturo. Las Fuentes de información bibliográfica. In: ______
Fuentes de Información Geral. Gijón: Ed. Trea, 1995. P. 108-136.
PEREIRA, J. C. O conhecimento em rede e as fontes de informação no
Ensino de Ciências. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências).
Programa de Pós Graduação Educação em Ciências, UFRGS, Porto Alegre,
2014.
SIBILIA, P. Redes ou paredes: a escola em tempos de dispersão. Rio de
Janeiro: Contraponto, 2012.
SCHWARTZ, G. Redes: vias de acesso às profissões do futuro. São Paulo:
Aprendiz, 2002.
TEIXEIRA, M. do R. F. Redes de conhecimento em ciências e o
compartilhamento do conhecimento. Tese (Doutorado em Educação em
Ciências). Programa de Pós Graduação Educação em Ciências, Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011.
TOMAÉL, Maria Inês (Org.). Compartilhamento da Informação. 1. ed.
Londrina: EDUEL, 2012. v. 1. 228.

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                <text>O profissional da informação está sendo cada mais exigido para identificar, conhecer e promover fontes de informações pertinentes, num universo de inúmeras possibilidades com a confiabilidade científica para contribuir no processo formativo e na busca pelo conhecimento, neste contexto da sociedade em rede conforme denomina Castells (1999). A disponibilidade de ferramentas de inovação nos leva à reflexão de quais são as ações necessárias para compreender, fazer uso delas e também contribuir para o desenvolvimento da profissão de Bibliotecário.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Resumo expandido de relato de experiência

O primeiro seguidor: modelando uma Rede Social de
Leitores para bibliotecas escolares, públicas e
comunitárias
Carla Floriana Martins. Associação de Gestão e Engenharia de Sistemas de Informação – AGESIN –
cmfloriana@hotmail.com
Izabela Capovilla – Práxis Sistemas de Informação – izabela@praxis.com.br

Introdução:
Porque algumas comunidades virtuais são divertidas, informativas, dinâmicas e interativas
enquanto outras não se movimentam e desaparecem?
A humanidade tem vivido nos últimos anos uma experiência extraordinária, onde a
comunicação e suas tecnologias oferecem infinitas oportunidades para a quebra de barreiras
geográficas, linguísticas e culturais, numa perspectiva cada vez mais relacional. Pesquisas
nas áreas de biblioteconomia e educação vêm demonstrando que os estudantes aprendem
mais e atingem melhores resultados nos seus trabalhos acadêmicos quando tem acesso a
uma biblioteca com programas educativos bem estruturados, ambientes físicos, digitais e
tecnológicos acessíveis, profissionais qualificados, além de acervos diversificados, em
suportes variados e relevantes. (CAMPELLO, 2012)
Porém, as bibliotecas ainda engatinham na concepção e concretização de espaços que
utilizem, de maneira eficaz, as informações digitais já existentes em seus sistemas
informatizados de gerenciamento, o que acaba por dificultar os esforços dos seus
profissionais para um melhor atendimento aos seus usuários.
O objetivo desse estudo é partilhar com os bibliotecários, em especial os que atendem
bibliotecas escolares, públicas e comunitárias, o desenvolvimento e resultado do Projeto i10
Biblioteca, de criação de uma Rede Social de Leitores, vinculada, tecnologicamente, a um
software de Gerenciamento de acervos respeitando-se as características dialógicas, sociais e
culturais já inerentes à biblioteca.

1

�Relato da experiência:
Essa experiência ocorreu no período de dezembro de 2013 a fevereiro de 2015 e partiu de
uma demanda de criação de produtos inovadores para bibliotecas, agenciados por uma
fábrica de softwares de gerenciamento.
A empresa buscava, no mercado, em princípio, consultorias ou instituições com propostas de
soluções que abarcassem, não somente os aspectos tecnológicos relativos aos produtos
voltados para o gerenciamento de bibliotecas, mas, também, aos insumos teóricos
necessários para contrapor o paradigma de que o usuário não teria elementos para participar,
de forma direta, da gestão das informações inseridas pelo profissional bibliotecário em
sistemas informatizados.
Para tanto, foi contratada uma consultoria, composta por três bibliotecárias, uma pedagoga e
um analista de tecnologia da informação e comunicação, com a finalidade de trazer aspectos
inovadores para o sistema de gerenciamento de bibliotecas já em uso pela empresa. Essa
equipe passou, então, a desenvolver seus trabalhos a partir de estudos que evidenciassem as
necessidades mais emergentes no ambiente escolar e onde as bibliotecas, e seus serviços,
pudessem ser inseridos de forma mais eficaz e atraente.
Esses estudos demonstraram que houve um salto de acesso tecnológico muito grande nos
últimos anos (computadores, tablets, celulares, aplicativos, bandas de internet, nuvem, ebooks, entre outros) que afetam, não somente a escola como instituição, mas também, a
forma como se aprende e como se media a informação nesses espaços ainda de cunho
tradicional, incluindo-se, aí, as Bibliotecas.
Em relação aos serviços prestados na Biblioteca Escolar, foi percebida uma lacuna
comunicacional entre estudantes, comunidade docente, e demais setores escolares. Com
essas e mais algumas informações em mãos, foi-se delineando, juntamente com a alta gestão
da empresa requisitante, as implementações consideradas necessárias para se atingir o
público geral e também o chamado nativo tecnológico.
Dessa forma, foi apresentado um projeto de ressignificação do software de bibliotecas já
existente para um novo produto, que incorporasse, além das informações já conhecidas de
movimentação e indexação de materiais nas bibliotecas, também, as interações vindas dos e
pelos usuários da biblioteca como um todo.
Assim, foi proposta a modelagem de um sistema, que abarcasse as necessidades
administrativo/técnico/biblioteconômicas e pedagógicas do software a uma tecnologia
inovadora e contemporânea aplicável à educação brasileira, com foco, principalmente, nas
áreas de linguagem, códigos e suas tecnologias. Aceito o desafio, foram produzidos e
aplicados os requisitos necessários para a criação desse ambiente de interações e trocas
virtuais.
A equipe utilizou-se de variados recursos disponíveis no mercado tecnológico interativo com
foco nas formas como hoje são planejadas, selecionadas e disponibilizadas as informações

2

�acadêmico-literárias pelo profissional bibliotecário e como esses recursos são utilizados por
professores e estudantes na busca pela proficiência e excelência leitora.
A construção desse sistema demandou investimentos em estudos de comportamento de
faixas etárias em ambiente virtual, na contratação de desenvolvedores de softwares com
know how específicos nas áreas de desing, comportamento em espaços midiáticos,
circulação de informações na nuvem, segurança da informação, protocolos para cooperação
e aproveitamento de bases de dados bibliográficas, entre outros.
Até o momento, o software foi implantado na Biblioteca Pública da cidade Florestal, Minas
Gerais, na Escola Madre Paula, em Belo Horizonte, também em Minais Gerais e, a partir de
abril de 2015, será iniciado um processo de migração dos dados de bibliotecas já clientes, no
total de 51 bibliotecas entre escolares públicas e privadas, situadas em mais de 21 cidades
brasileiras para que gestores, estudantes, professores e pais de alunos, possam interagir com
as ações ocorridas dentro da biblioteca e fora dela.

Considerações Finais ou Conclusões:
Lemos (1997) confronta a navegação na Web com uma peregrinação na cidade. De acordo
com autor, ler e escrever é interagir, criar trajetos próprios, deixar marcas, reorganizar
ambientes criando memórias e narrativas pessoais, assim como ocorre com os hipertextos,
em seu contexto tecnológico. Para ele, “tanto a cidade como os hipertextos são
(des)organizados de forma a promover uma marca (escrita) não-linear, indexada a
associações de ideias e conceitos. Aqui, o mapa não é o território”.
Esta metáfora da caminhada pode ser incorporada às perspectivas de acompanhamento aos
avanços sociais e tecnológicos em bibliotecas e, principalmente, em bibliotecas escolares,
públicas e comunitárias, o que justificou um investimento em novas formas de interação, uma
vez que seus públicos, em grande parte, nativos tecnológicos, representam para nós,
profissionais que os atendem, uma demanda eclética, dinâmica e sempre à frente das
prospectivas educacionais, sociais e culturais vigentes.

Palavras-chave: Rede Social de Leitores, Bibliotecas Escolares, Inovação tecnológica, novas
tecnologias.
Referências:
CAMPELLO, Bernadete. Biblioteca Escolar: Conhecimentos que sustentam a prática. Belo
Horizonte: Autentica 2012.
Lemos, A.. As Estruturas Antropológicas do Ciberespaço. In. Textos, n. 36, FACOM/UFBA,
1997.
Agências financiadoras
Associação de Gestão e Engenharia de Sistemas de Informação - AGESIN
3

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                <text>A humanidade tem vivido nos últimos anos uma experiência extraordinária, onde a comunicação e suas tecnologias oferecem infinitas oportunidades para a quebra de barreiras geográficas, linguísticas e culturais, numa perspectiva cada vez mais relacional. Pesquisas nas áreas de biblioteconomia e educação vêm demonstrando que os estudantes aprendem mais e atingem melhores resultados nos seus trabalhos acadêmicos quando tem acesso a uma biblioteca com programas educativos bem estruturados, ambientes físicos, digitais e tecnológicos acessíveis, profissionais qualificados, além de acervos diversificados, em suportes variados e relevantes. (CAMPELLO, 2012)</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
CONSIDERAÇÕES SOBRE A CONSTITUIÇÃO DO CONHECIMENTO EM
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO NA REGIÃO NORTE DO BRASIL
Marcos Leandro Freitas Hubner. Universidade Federal de Rondônia.
marcos.hubner@unir.br
Pedro Ivo Silveira Andretta. Universidade Federal de Rondônia. pedro.andretta@unir.br
Aurineide Alves Braga. Universidade Federal de Rondônia. aurineideb@unir.br
Introdução:
Nessa pesquisa temos como objetivo levantar considerações sobre a formação
acadêmica dos docentes que atuam nos Departamentos de Ciência da Informação
nos estados que compõem a Região Norte do Brasil. Para tanto, apresentamos
“aproximações” sobre o perfil do corpo docente das Instituições de Ensino
Superior (IES) da região que ministram cursos de bacharelado em Biblioteconomia
para então levantar considerações sobre a formação acadêmica desses,
buscando ao final lançar perspectivas para um melhor aproveitamento e
desenvolvimento do capital intelectual da região.
Método da pesquisa:
Considerando que não há estudos publicados que abordem especificamente a
relação entre origem, formação ou ainda constituição de conhecimento de uma
região tomamos parcialmente os trabalhos Andretta; Silva e Ramos (2012) e de
Silveira e Andretta (2014), e os desdobramos tal como segue:
1. Mapeamento das IES da Região Norte que possuem curso de Bacharelado
em Biblioteconomia, por meio do Portal do Ministério da Educação;
2. Identificação dos atuais docentes que compõe os “Departamentos de
Ciência da Informação” das IES mapeadas, adotando para isso a visita aos
sites institucionais conferindo e complementando os dados a partir do Portal
Transparência;

�3. Levantamento dos currículos dos docentes identificados, utilizando para
tanto o sistema de Busca de Currículo da Plataforma Lattes;
4. Tabulação das informações sobre a formação docente, com o auxílio do
Microsoft Excel;
5. Verificação e padronização dos dados levantados, com o auxílio do Open
Refine;
6. Síntese e cruzamento das informações de atuação, origem e formação
docente, com o auxílio do Microsoft Excel;
7. Descrição e interpretação das informações sumarizadas.
Resultados e Discussão:
Identificamos a existência de três cursos de Bacharelado em Biblioteconomia na
Região Norte, todos ministrados em universidades federais, a saber, na:
Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal do Pará
(UFPA) e Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Essas universidades
mobilizam 42 docentes, assim distribuídos: 15 na UFAM, 16 na UFPA e 11 na
UNIR. Deste total, 80% docentes possuem mestrado, e somente 28% possuem
doutorado. Notamos que 51% das formações, de todos os níveis, foram realizadas
na região norte. Ainda quanto à origem da formação dos docentes constatamos
que os docentes da UNIR fizeram suas graduações, especializações, mestrados e
doutorados em mais estados, já a UFAM concentra a maior porcentagem de
docentes com alguma formação na própria instituição.
Sobre a formação dos docentes, verificamos maior incidência de doutores na
UFPA, com 38% do quadro de docentes do curso. Na UFAM, apenas 60% do
quadro possuem o título de mestrado, enquanto que na UNIR todos os docentes
são mestres. No que se refere às áreas de formação dos docentes (graduação,
especialização, mestrado e doutorado), constatamos que 78% das formações
ocorreram na área de Ciências Sociais Aplicadas, seguida da área de Ciências
Humanas, com 14% dessas formações.
Considerações Finais ou Conclusões:

�Notamos pelos dados analisados que os docentes da Região Norte possuem
maior parte de sua formação na área de Ciências Sociais Aplicadas e uma
carência doutores. Isso posto, considerando ao atual processo de qualificação, no
qual somente 20% dos professores podem afastar-se de suas funções para o
doutoramento, percebemos dificuldades para os cursos qualificarem seus
docentes a curto e médio prazo. Desta forma, consideramos necessária, para o
desenvolvimento da Ciência da Informação na região Norte, a oferta de
Programas de Doutorado Interinstitucional (DINTER) na região, pois somente
dessa forma será possível qualificar o quadro docente com a rapidez necessária
para atender a carência existente e sem prejudicar o funcionamento dos cursos de
graduação e principalmente o desenvolvimento científico e tecnológico da região.
Palavras-chave: Ciência da Informação. Bibliometria. Formação profissional.
Referências:
ANDRETTA, P. I. S.; SILVA, E. G.; RAMOS, R. C. Aproximações sobre produção,
produtividade e colaboração científica entre os departamentos de Ciência da
Informação do Estado de São Paulo. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência
da Informação, v. 9, n. 1, p. 49-63, 2012. Disponível em: &lt;
http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php/rbci/article/view/498/pdf_19 &gt;.
Acesso em: 01 mar. 2015
MOROSINI, M. C.; SOUZA, A. A pós-graduação no Brasil: formação e desafios.
Revista Argentina de Educación Superior, v. 1, n. 1, p. 125-152, 2009. Disponível
em: &lt; http://www.untref.edu.ar/raes/documentos/A%20Posgraduacao%20no%20Brasil.pdf &gt;. Acesso em: 01 mar. 2015.
SILVEIRA, J. P. B. ; ANDRETTA, P. I. S. Considerações sobre as redes de
conhecimento em arquivologia: uma análise a partir de teses e dissertações.
Informação Arquivística, v. 2, p. 74-102, 2014. Disponível em: &lt;
http://www.aaerj.org.br/ojs/index.php/informacaoarquivistica/article/view/44/25 &gt;.
Acesso em: 01 mar. 2015.

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22 a 24 de julho de 2015
TECNOLOGIA E O ACESSO À INFORMAÇÃO: EMPRÉSTIMO DE
NOTEBOOKS NA BIBLIOTECA ÁLVARO BRANDÃO DE ANDRADE
Autores:
Márcia Maria Palhares. @cervus.doc. mmpalhares@gmail.com
Mônica Geralda Palhares. Instituto Presidente Tancredo de Almeida Neves.
palharesenator@gmail.com
Paulo Vitor Oliveira – Colégio São Francisco Xavier. paulo.vitor@usiminas.com.br
Introdução:
O projeto de empréstimo de notebooks implantado pela Biblioteca Álvaro
Brandão de Andrade faz parte de uma inovação que a gestão da IES quis praticar,
dentro de uma política de inclusão digital, e, sobretudo, objetiva possibilitar aos
alunos da IES ter acesso a um equipamento que a grande maioria não tinha, bem
como ampliar a infraestrutura da biblioteca em número de equipamentos
disponíveis aos usuários.
É relevante ressaltar que quem está inserido na Sociedade da Informação
deve ter conhecimento de que antes de tudo essa deve ser uma ‘sociedade para
todos’, onde todos deverão usufruir de todas as oportunidades que as tecnologias
da informação e comunicação oferecem para a plena integração na sociedade.
Diante disso, é fator primordial de uma IES acompanhar as inovações
tecnológicas, bem como os produtos e serviços advindos dessas inovações e
contribuir também para a formação dos usuários e para a democratização das
informações e o acesso a elas.
Um conceito de inclusão digital, essencial, abrangente, está intimamente
ligado ao de inclusão social. A biblioteca democratiza o acesso à
informação disponibilizando tecnologia à população. Mas a exclusão só
acaba no momento que o usuário aprende que o computador é um meio
de acesso à educação, ao trabalho, ao contato e troca com a sua
comunidade, ao pensamento crítico e ao exercício pleno de sua
cidadania. O fim não é disponibilizar tecnologia, mas sim a integração
perfeita de indivíduos na sociedade. A inclusão dos usuários na mídia
digital significa também gerar renda. (SILVA; PALHARES; ROSA, 2005,
p. 9).

Castells e Gerhard (2000) afirmaram que a informação torna-se matériaprima e as tecnologias permitem que o homem tenha acesso a ela.
As tecnologias da informação e comunicação também são capazes de
promover mudanças de ordem social e econômica, uma vez que “a informação é
parte integrante de toda atividade humana, individual ou coletiva e, portanto, todas
essas atividades tendem a ser afetadas diretamente pela nova tecnologia”.
(WERTHEI, 2000, p. 72).

�Sem dúvida, a inovação tecnológica, a inclusão digital e o desenvolvimento
tecnológico têm sido conduzidos pelo mercado, provocando uma difusão mais
rápida dessa inovação. (PALHARES; SILVA; ROSA, 2005).
Relato da experiência:
Em 2011 a Faculdade Triângulo Mineiro de Ituiutaba (MG) em parceria com
uma empresa da cidade adquiriu cinco notebooks que foram doados à Biblioteca
Álvaro Brandão de Andrade para que os mesmos fossem disponibilizados por
empréstimos dentro da biblioteca, esses foram cadastrados, patrimoniados e
gerados um código para uso e empréstimo junto aos alunos.
Esses equipamentos depois de emprestados aos usuários são utilizados
para que os mesmos efetuem consultas à web e para realização de seus trabalhos
acadêmicos.
Todos os notebooks foram preparados pelo departamento de informática da
IES para acesso à internet wi-fi e com os programas básicos constantes em
computadores e todos os aplicativos e programas do Windows 7 e Microsoft
Office, além de navegadores Internet Explorer e Firefox. Os equipamentos tem
entrada para gravar dados em CDR/DVD e entradas USB para dispositivos
removíveis. Foi criada a área de acesso do aluno para que esse não tenha acesso
a algumas áreas específicas do administrador.
Para utilizar os notebooks todo aluno tem que ter seu cadastro ativo na
biblioteca, esse é feito mediante atualização dos dados a cada ano.
O aluno recebe uma carteira de acesso e uso da biblioteca, em seguida
efetua o empréstimo do equipamento no setor de empréstimo e devolução, no
momento do empréstimo o próprio aluno estipula o tempo em que usará o
equipamento, esse não pode ultrapassar o período de funcionamento da biblioteca
em seguida assina o comprovante de empréstimo e ao terminar de usar o
notebook que se restringe às dependências da biblioteca, ele efetua a devolução.
Se acaso ele precisar utilizar o equipamento por tempo maior que o solicitado
anteriormente, ele deve retornar ao setor de empréstimo e devolução e pedir
ampliação do tempo (se não tiver alguém na espera), com isso, ele assina novo
comprovante de empréstimo, evitando assim a ocorrência de multas por
ultrapassar o período solicitado.
Todos os dias os equipamentos são conferidos (se não constam
documentos de alunos e/ou algum programa instalado) e as baterias são
recarregadas. Assim é um diferencial, pois sempre todos os notebooks estão com
as baterias carregadas e esses ficam prontos para uso.
As normas de empréstimos diferem dos demais materiais da biblioteca,
visto que esses são apenas de uso local. No entanto, o uso desses equipamentos
foi uma inovação de grande aceitação dos usuários da biblioteca.
Ao longo de mais de quatro anos de implantação desse produto/serviço de
empréstimo de notebooks os resultados alcançados foram de total aceitação e
elogios por parte da comunidade acadêmica.
Durante as visitas de comissão do MEC esse tipo de produto/serviço
oferecido foi um diferencial anotado em prol da infraestrutura da biblioteca.

�A partir de estatísticas mensais pode-se mensurar o quanto esse tipo de
produto/serviço ofertado aos usuários é bem utilizado, ou seja, todos os dias
letivos do ano, desde que foi implantado todos os notebooks são emprestados,
mesmo que por pouco tempo, e muitas vezes o mesmo equipamento é utilizado
por até seis pessoas ao longo do dia na biblioteca. Muitas vezes existe uma lista
de espera (de acordo com o tempo solicitado), ou seja, ao longo do período letivo
a média de empréstimo dos notebooks é de 30 empréstimos diários.
Não poderia esperar melhores resultados com essa inovação e a tendência
da IES é adquirir novos equipamentos para poder atender ainda mais usuários.
Num futuro bem próximo esse tipo de empréstimo pode ser disponibilizado para
domicílio. E, será um grande avanço para a inclusão digital dos usuários.
Considerações Finais ou Conclusões:
Esse tipo de projeto implantando na Biblioteca Álvaro Brandão de Andrade
surgiu de uma ideia promissora do gestor da IES.
Diante da possibilidade de inovar os produtos/serviços oferecidos pela
biblioteca, essa inovação veio com um grande propósito de inclusão digital e com
certeza os resultados foram considerados positivos em todos os âmbitos, tanto em
aceitação, quanto em uso e disponibilização dos equipamentos.
O empréstimo dos notebooks foi o primeiro degrau a subir no processo de
democratização da informação, e o primeiro passo rumo aos recursos
tecnológicos que asseguram o acesso à informação, transformando assim a
realidade da biblioteca, onde ela deixa de ofertar apenas materiais bibliográficos,
mas também equipamentos que contribuem eficazmente com a inclusão digital.
Palavras-chave: Inclusão Digital. Biblioteca Universitária. Tecnologia. Produtos e
Serviços.
Referências:
CASTELLS, M.; GERHARDT, K. B. A sociedade em rede. 4. ed. São Paulo: Paz
e Terra, 2000.
SILVA, R. I.; PALHARES, M. M.; ROSA, R. Infoinclusão: desafio para a
sociedade atual. 2005. Disponível em: &lt;
http://www.cinform.ufba.br/vi_anais/docs/RachelMarciaRosemar.pdf&gt;. Acesso em:
12 abr. 2013.
PALHARES, M. M.; SILVA, R. I.; ROSA, R. As novas tecnologias da
informação numa sociedade em transição. 2005. Disponível em:
&lt;http://www.cinform.ufba.br/vi_anais/docs/MarciaPalhares.pdf&gt;. Acesso em: 12
abr. 2013.
WERTHEI, J. A sociedade da informação e seus desafios. Ciência da
Informação, Brasília, v. 29, n. 2, p. 71-77, maio/ago. 2000. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n2/a09v29n2.pdf&gt;. Acesso em: 15 mar. 2014.

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                <text>O projeto de empréstimo de notebooks implantado pela Biblioteca Álvaro Brandão de Andrade faz parte de uma inovação que a gestão da IES quis praticar, dentro de uma política de inclusão digital, e, sobretudo, objetiva possibilitar aos alunos da IES ter acesso a um equipamento que a grande maioria não tinha, bem como ampliar a infraestrutura da biblioteca em número de equipamentos disponíveis aos usuários.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

O FAZER BIBLIOTECONÔMICO E AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E
COMUNICAÇÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DE CAMPO
GRANDE/MS

Orlando de Almeida Filho
Universidade de São Paulo – PPGCI/ECA/USP
oa.filho@usp.br
Sueli Bezerra Lima
Instituto de Ensino Superior da FUNLEC – IESF
suelima10@hotmail.com
Introdução
Os olhares para as Bibliotecas Universitárias passaram a despertar, cada
vez mais, interesses acadêmicos, tendo em vista que são nessas unidades de
informação que são descortinadas diversas ações que envolvem a informação e o
conhecimento. Por conta disso, habilidades e competências do bibliotecário
reinventaram-se, a fim de manter sintonia com as atuais exigências do mundo do
trabalho, bem como atender as necessidades informacionais dessas unidades e
de seus diversos usuários.
Nesse sentido, essa pesquisa aborda os desafios apresentados ao
bibliotecário, a partir da emergência das Tecnologias da Informação e
Comunicação (TIC), compreendidas como ferramentas que ajudam a reinventar o
modo de produzir, processar e disseminar a informação.

Método da pesquisa
A pesquisa classifica-se como exploratória de abordagem qualitativa, tendose em consideração a análise dos dados. Como instrumento de coleta desses
dados, optou-se pela técnica de questionário eletrônico, disponibilizado pelo sítio

�https://docsgoogle.com, uma vez que os sujeitos envolvidos localizam-se em
diversas Bibliotecas Universitárias da cidade de Campo Grande – MS.
O ambiente da pesquisa constituiu-se, todavia, de nove Bibliotecas
Universitárias. O questionário foi enviado para os 22 (vinte e dois) profissionais da
informação, via e-mail, entre os dias 30 de setembro e 06 de novembro de 2014,
obtendo-se 11 (onze) questionários respondidos, perfazendo um total de 50%
(cinquenta por cento) da população pesquisada.

Resultados e Discussão
Com base nas respostas obtidas dos sujeitos da pesquisa, verificou-se
que, ao longo da graduação, foram ministradas disciplinas referentes à área de
tecnologia, que colaboraram para o bom desempenho desses bibliotecários frente
às demandas tecnológicas impostas pelo mercado de trabalho.
Também buscou-se verificar se os conhecimentos tecnológicos e digitais,
adquiridos durante a sua graduação, foram suficientes e expressavam as
necessidades do mundo do trabalho, vivenciado logo após a sua formação. Todos
foram unânimes em afirmar que, ao adentrar no mundo do trabalho, sentiram-se
desprovidos de conhecimentos tecnológicos condizentes com a realidade exigida.
Dessa forma, a Biblioteconomia compreende as novas tecnologias como
ferramentas indispensáveis para a atuação profissional do bibliotecário. Contudo,
somente o uso de tecnologias não irá atender a todos os desafios enfrentados em
seu mundo do trabalho; é preciso ir além, deter competências e habilidades que
traduzam as antigas e novas necessidades. No entanto, a sua utilização
consciente e adequada oferece perspectivas para a adequação do bibliotecário
perante as exigências dos usuários.
Tais percepções levam a entender que o bibliotecário compreende a
importância e a necessidade das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC)
para o alcance do sucesso em suas atividades funcionais. Defendem, ainda, a
prática da educação continuada, a fim de possibilitar novas experiências e
acúmulo de conhecimentos sobre o papel das TIC na sociedade contemporânea.

�Considerações Finais
A pesquisa possibilitou verificar que os bibliotecários atuantes nas
Bibliotecas Universitárias da cidade de Campo Grande–MS têm conseguido
acompanhar e problematizar os avanços e as potencialidades oriundas das
Tecnologias da Informação e Comunicação, tendo em vista que as TIC foram
incorporadas ao cotidiano das Bibliotecas Universitárias, facilitando e reinventando
o fazer biblioteconômico, tornando os serviços de informação mais dinâmicos e
eficientes.
Todavia, percebeu-se que a partir do uso intensivo das tecnologias digitais
aplicadas no fazer biblioteconômico em Bibliotecas Universitárias, houve uma
grande mudança no modo de pensar e agir do bibliotecário, levando-o a aprimorar
os conhecimentos adquiridos na graduação, através da leitura, eventos, pósgraduação e outros tipos de aprimoramentos pessoais.
Além de conhecimentos tecnológicos, o bibliotecário da contemporaneidade
deve ter atributos de gerência, com visão global e estratégica, sabendo lidar com
uma

equipe

diversificada

e

de

forma

participativa,

compartilhando

os

conhecimentos.

Palavras-chave: Atuação do bibliotecário. Tecnologias da informação e da
comunicação. Biblioteca universitária. Mercado de trabalho do bibliotecário.
Referências
CUNHA, Miriam Vieira da. O profissional da informação: formação e mercado de
trabalho. Revisão de literatura. Ensaios APB, São Paulo, n. 82-84, 2000.
SAMPAIO, Nelson. Fim dos empregos, início do trabalho. São Paulo: Nobel,
1998.
TARAPANOFF, Kira Maria Antônia. Perfil do profissional da informação no
Brasil: diagnóstico de necessidades de treinamento e educação continuada.
Brasília, DF: IEL/DF, 1999.
VALENTIM, Marta Ligia Pomim (org.). Formação do profissional da informação.
São Paulo: Polis, 2002.

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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O fazer biblioteconômico e as tecnologias da informação e comunicação em bibliotecas universitárias de Campo Grande/MS</text>
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                <text> Lima, Sueli Bezerra</text>
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                <text>Os olhares para as Bibliotecas Universitárias passaram a despertar, cada vez mais, interesses acadêmicos, tendo em vista que são nessas unidades de informação que são descortinadas diversas ações que envolvem a informação e o conhecimento. Por conta disso, habilidades e competências do bibliotecário reinventaram-se, a fim de manter sintonia com as atuais exigências do mundo do trabalho, bem como atender as necessidades informacionais dessas unidades e de seus diversos usuários.</text>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/19/1425/Trab14400209820150331_000000.pdf</src>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
EIXO TEMÁTICO VI - 2° Fórum Brasileiro de biblioteconomia Escolar: Pesquisa e
Prática
UMA VISIBILIDADE DO LIVRO DIDÁTICO NA LITERATURA CIENTÍFICA
BRASILEIRA (2000 – 2014)
GISELA EGGERT- STEINDEL (Universidade do Estado de Santa Catarina –
UDESC); DANIELE FELDMAN (UDESC danyih@hotmail.com), KAYMA KANOON DA
SILVA
(UDESC
kanoonkaymas@hotmail.com);
LUANA
SONTAG
(UDESC	&#13;  	&#13;  
luanasontagb@gmail.com
),
TAYRINE
VILMA
NASCIMENTO
(UDESC
tayrine_13@hotmail.com);
INTRODUÇÃO
Este é um estudo bibliográfico acerva de acervos de livros didáticos, objeto de estudo do
Projeto de pesquisa em andamento “Bibliotecas escolares e acervos - possibilidades de
fontes, história e memória”. A pergunta de pesquisa do trabalho investigativo se pauta na
seguinte questão: Os acervos didáticos existentes nas bibliotecas das escolas sob a tutela
do estado de Santa Catarina localizadas no município de Florianópolis revelam de algum
modo possibilidades de fonte de pesquisa e memória para o campo da Biblioteconomia e
Educação? a qual pauta o objetivo geral: Mapear os acervos didáticos abrigados nas
instituições escolares da Rede Estadual de Ensino, circunscritas ao município de
Florianópolis integrante da 18° Secretaria Regional do governo de Santa Catarina. A
pesquisa tem como aporte teórico os Estudos Culturais valendo-se de diferentes
metodologias e fontes capazes de alcançar o objetivo do estudo. O livro didático se inscreve
em um quadro histórico cultural nacional e internacional desde de práticas de letramento, da
produção editorial e a suas relação com a produção econômica do País. O livro didático
pode assumir diferentes funções dependendo das condições do lugar e do momento em que
é produzido e utilizado. De acordo com Bittencourt (2004), o livro didático é um objeto de
múltiplas facetas, pois ora é visto como um produto cultural, ora como uma mercadoria
ligada ao mercado editorial e, como tal, sujeito à lógica do sistema capitalista. Outras vezes
é visto como suporte de conhecimentos e de métodos das várias disciplinas curriculares,
sobretudo, como veículo de valores, ideológicos ou culturais. Considerado o livro didático
como um objeto multifacetado pode-se instituir múltiplas funções, tais como: a função
referencial (constitui uma referência para a definição de currículos e programas), a função
instrumental (acaba por impor métodos de aprendizagem), a função ideológica ou cultural
(veicula valores) e a função documental (fonte e objeto de pesquisa para a História da
Educação). Sendo assim, o livro didático não é um “instrumento neutro, é produto de uma
visão de mundo, de homem, de educação e de escola. [...] não é apenas produzido pelo
mundo da cultura, mas também produz, institui este mesmo mundo tanto no que se refere à
cultura escolar como à cultura em geral” (LIMA, 2012, p. 3). Nessa linha de raciocínio Stray
(1993, p. 77-78) define o livro didático como “um produto cultural composto, híbrido que se
encontra no cruzamento da cultura, da pedagogia, da produção editorial e da sociedade”.

�CAMINHOS ADOTADOS PARA A PESQUISA
Este estudo é de caráter descritivo com abordagem quali-quantitativa, realizado por
meio da técnica do levantamento bibliográfico relacionado a produção temática “livro
didático”, em artigos publicados no período entre 2000 a 2014 em periódicos
brasileiros da área de Ciências Sociais e Aplicadas I e na área da Educação selecionados, qualificados pela CAPES/Sistema Webqualis A1, A2, B1 e B2. Para a
identificação dos artigos no Portal de Periódicos Capes tomou os seguintes
descritores: livro didático, acervo didático, biblioteca escolar, escola, libro de texto,
libro didáctico, coleccíon didáctico, escuela, biblioteca de la escuela, book didactic,
collection didactic, school library e school.
REVELANDO OS DADOS
Na área de Ciências Sociais e Aplicadas I 22 periódicos atenderam o quesito adotado, isto
títulos de periódicos com Qualis A1, A2, B1 e B2. O escrutínio destas revelou

dois periódicos com artigos relacionados ao tema “livro didático”, totalizando 5
artigos. Ver quadro 1.
Quadro 1 – Periódicos da Área de Ciências Sociais e Aplicadas I – Artigos
Periódico
Título/ano de Publicação

Revista
Educação
Sociedade

e

Revista
Realidade

e

Educação

• A imagem e suas formas de visualidade nos livros
didáticos de português - (ago. 2000).
• A industrialização das editoras e dos livros didáticos
nos Estados Unidos (do século XIX ao começo do
século XX) – (jan./mar. 2011).
• Notas para discussão quanto á implementação de
programas de governo: em foco o Programa Nacional
do Livro Didático – (abr. 2000).
• O ensino de evolução biológica e sua abordagem em
livros didáticos – (jan./abr. 2012).
• A fetichização do livro didático no Brasil - (set./dez.
2012).

WebQualis

A2

B2

Fonte: Elaborado pelos autores

Já na área da Educação foram identificados 29 periódicos que atendiam o quesito
Qualis com o resultado de oito periódico com artigos referente ao tema “livro
didático” totalizando 15 artigos. Ver quadro 2.
Quadro 2
Quadro 2 – Área da Educação – Artigos Recuperados
Periódico
Título/ ano de Publicação

Educação e Pesquisa
(USP impresso)

Revista
Brasileira
Educação
Educação em Revista
(UFMG impresso)

de

• Currículo de ciências: estabilidade e mudança em
livros didáticos (2013).
• Livros Didáticos em dimensões materiais e simbólicas
(2004).
• Aprender a ler entre cartilhas: civilidade, civilização e
civismo pelas lentes do livro didático (2004).
• Discursos do mundo do trabalho nos livros didáticos
do ensino médio ( 2006).
• O funcionamento de tipologias discursivas em livros
didáticos de história ( 2013).

WebQualis

A1

A1
A1

�Cadernos de História
da Educação

História
(UFPel)

da

Educação

Revista
Educação
em
Questão (online e impresso UFRN)

Educação em Foco
(Juiz de Fora, MG)

Revista Iberoamericana de
Educación
(impressa e online)
Fonte: Elaborado pelas autores

• Livros Didáticos e Cultura Política: OSPB em tempos
de nova república ( 2011).
• Os livros didáticos de matemática na escola
secundária Brasileira no Século XIX (2004).
• O livro didático de geografia do RS para as escolas
republicanas (1898) - (2010).
• Os livros didáticos de história do Brasil na escola
secundária brasileira no Século XIX, sob a égide das
idéias europeias (2008).
• Leitura nos livros didáticos: a identificação de pontos
de vista em textos escritos como objeto de ensino
• ( 2009).
• A história da disciplina língua portuguesa no Brasil
através de manuais didáticos (1870 – 1950) – (2004).
• Análise de livros didáticos em ciências: entre as
ciências de referência e as finalidades sociais da
escolarização ( 2004).
• Livro Didático: um programa da Política Educacional
do MEC ( 2004).
• O Discurso sobre a Diferença nos Livros Didáticos
(2008).
• Caracterización del libro de texto de castellano para la
educacíon
primaria
Colombiana:
tipologia
y
componentes (2005).

A2

A2

A2

B2

B2

CONSIDERAÇÕES DO ESTUDO
O resultado do estudo bibliográfico acerca ao termo “livro didático” em periódicos
qualificados circunscritos ao período (2000 – 2014), suscitam algumas reflexões a
partir de uma confrontação entre os campos da Biblioteconomia e da Educação.
Para o período estabelecido é perceptível a invisibilidade e ou a carência de
publicações voltadas ao livro didático no campo da Biblioteconomia. Apesar de
numericamente no campo Educação obter-se um resultado mais expressivo, podese inferir a pouca publicação acerca do livro didático nesse campo; lembrando para
o período definido.
No tange, a execução do levantamento bibliográfico, vale ressaltar que a principal
dificuldade encontrada na recuperação dos artigos, foi a falta em alguns periódicos
do campo de Busca/Pesquisa. Outro fator o qual pode ser atribuído a baixa
ocorrência de artigos públicos se refere ao indicador Qualis restringido para os
indicadores A1, A2, B1 e B2.
REFERÊNCIAS
	&#13;  
BITTENCOURT, Circe M. Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São
Paulo: Cortez, 2004.
LIMA, Elício Gomes. Para compreender o livro didático como objeto de pesquisa. In:
Educação e Fronteiras On-line. Dourados, MS, v.2, n.4, p.143-155, jan./abr., 2012.
Disponível em: &lt;http://www.periodicos.ufgd.edu.br/index.php/educacao/article/view/1563&gt;.
Acesso em: 26 jun. 2014.
STRAY, Chris. Quia Nominor Leo: Vers une sociologie historique du manuel. In: CHOPPIN,
Alain (org.) Histoire de l'éducation. n.58 (numéro spécial). Manuels scolaires, États et
sociétés. XIXe-XXe siècles, Ed. INRP, 1993.

�	&#13;  

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>Este é um estudo bibliográfico acerva de acervos de livros didáticos, objeto de estudo do Projeto de pesquisa em andamento “Bibliotecas escolares e acervos - possibilidades de fontes, história e memória”. A pergunta de pesquisa do trabalho investigativo se pauta na seguinte questão: Os acervos didáticos existentes nas bibliotecas das escolas sob a tutela do estado de Santa Catarina localizadas no município de Florianópolis revelam de algum modo possibilidades de fonte de pesquisa e memória para o campo da Biblioteconomia e Educação? a qual pauta o objetivo geral: Mapear os acervos didáticos abrigados nas instituições escolares da Rede Estadual de Ensino, circunscritas ao município de Florianópolis integrante da 18° Secretaria Regional do governo de Santa Catarina.</text>
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                    <text>LEVAR CULTURA? A ELABORAÇÃO DE PROJETOS COM BASE EM ESTUDOS
CENTRADOS NA CULTURA.

Tania Callegaro. Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo - FESPSP.
callegarot@gmail.com

Introdução
O presente trabalho trata sobre o desafio de formar profissionais integrados com as ideias e
valores próprios de seu tempo, particularmente, aqueles que se referem aos estudos
interdisciplinares da cultura. O objeto de análise é a experiência na docência nos cursos sobre
projetos culturais, mediação e ação cultural, sistematizada em torno da compreensão de
cultura como lugar de conflito, contestação política e enfrentamento, e de negociação de
sentidos, no qual as identidades conformam-se plurais e em processo.
Essa abordagem problematiza, com base em Perrotti e Pierucci (2004), a visão instrumental da
mediação cultural; questiona a ausência da discussão crítica sobre a ideia de cultura que está
implícita nos projetos culturais, a relação informação - cultura - recepção - produção cultural e
as possibilidades do projeto cumprir resultados direcionados para a democratização cultural;
desloca a relação da biblioteca com a atividade de conservação ou difusão da cultura, para a
relação com as apropriações de sentidos e produção cultural; indaga a noção de cultura como
acúmulo de conhecimento, ou consumo e domínio dos códigos das artes clássicas, ou como
práticas

tradicionais,

que

possuem

uma

essência

e

apresentam-se

fragmentadas,

desarticuladas da dinâmica cultural do mundo e das demais culturas. Como afirma Hall (2011,
p.43), “a cultura não é uma questão de ontologia, de ser, mas de se tornar”; por fim, essa
abordagem busca novos objetivos e modos de ensino para planejar e desenvolver projetos
culturais.

Relato da experiência

A experiência apresentada para análise e discussão acontece na Fundação Escola de
Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP, no 1º semestre de 2013 e 2015, tendo como
material os projetos elaborados e executados pelos alunos, os comentários e discussões
realizadas em fóruns e sala de aula.
Inicialmente, o problema surge ao observar nos textos produzidos por ou para bibliotecários,
nas diferentes instituições de informação e comunicação, e nos Trabalhos de Conclusão de
Curso (TCCs), o uso predominante da palavra “social”, ou “sociocultural” para referir- se, por
exemplo, aos objetivos, mudanças alcançadas e missão do bibliotecário e profissional da

1

�informação. Em contraposição, a ideia de “cultura” fica em segundo plano, com pouca clareza
de sentido, ou até não aparece. Há uma lacuna conceitual e prática, que também surge no
processo de elaboração de projetos, que pode dificultar o bibliotecário, e os profissionais da
informação e comunicação, de se perceber participando da dinâmica política e cultural da
sociedade, no jogo do poder das relações interculturais. Dessa percepção, as experiências de
docência foram estruturadas, com base em uma perspectiva interdisciplinar com foco na
cultura, das áreas da biblioteconomia, ciências da comunicação, estudos culturais, sociologia,
arte educação e educomunicação. Delas, destacam-se alguns pontos a serem comentados.
O curso sobre projeto cultural se desenvolve tendo o aluno como núcleo do processo, é ele o
sujeito que vai sendo mobilizado para a ação, interação e percepção da cultura do “outro”,
mesmo que o objetivo do curso é ensinar a escrever um projeto segundo os editais. O docente
necessita conhecer a leitura do aluno diante das representações simbólicas e “falas” do “outro”;
provocar a manifestação do aluno, o debate sobre os conflitos culturais que ele possui e a
sociedade apresenta, e a busca pelas possíveis soluções que se encontram nas próprias
culturas. Concomitantemente, o docente propõe a leitura de textos de autores que apresentam
uma reflexão teórica que caminha na contramão da concepção funcionalista, consumista e
tecnicista da relação informação, cultura e comunicação, autores que entendem o receptor, ou
grupos subalternos, ou marginais como sujeitos que transitam entre as culturas, selecionando e
criando a partir, segundo Hall (2011, p.31), “dos materiais a eles transmitidos pela cultura
dominante”.
Ensinar a escrever um projeto cultural implica, antes de tudo, em ter experiências culturais e
refletir sobre elas, passar pelo processo de transitar entre diferentes espaços, instituições,
comunidades e culturas, e pensar sobre “o que vou fazer com elas”.
Por esse caminho, o curso de projetos culturais trabalha também a consciência da
responsabilidade cultural do mediador, exercita no aluno a percepção da relação que ele
estabelece com o público, e a capacidade de reinventar o estabelecido e o padrão. Observase que a estratégia de intensificar os processos de interação e expressão dos alunos, os
debates e exercícios de criação, provoca processos de desconstrução dos determinismos,
abstrações e reducionismos relativos às identidades, e consequentes preconceitos acerca do
“Outro”, do diferente, daquele que está distante, e colocado à margem. É possível identificar e
questionar junto com os alunos as suas experiências, concepções e compreensões de cultura,
como se veem como mediador cultural, como observam a função cultural da biblioteca, e quais
valores entendem como indicadores de qualidade para a ação cultural.
Observa-se que o ensino com a cultura e sobre cultura é vivo, mobiliza o sujeito em seus
sentidos, emoções, imaginário, memória, sonhos, conflitos, capacidade de criar e agir
politicamente. As categorias para avaliar os resultados do ensino constituem-se em questões
subjetivas, conceituais e práticas, como, por exemplo: a percepção de si mesmo na relação
com o outro; a ampliação da percepção e consciência das confrontações culturais presentes no

2

�cotidiano; as possibilidades de reinvenção das práticas do bibliotecário; a consciência da
relação trabalho e desenvolvimento cultural.

Considerações Finais
Esse trabalho encontra-se em contínua experimentação e mudanças, está aberto para a
discussão, e indica o que alguns autores da área de biblioteconomia e ciências da informação
e dos estudos da cultura vêm demonstrando, o vasto campo de exploração conceitual e prática
que se conforma na sociedade de informação e comunicação, e a redefinição do papel dos
bibliotecários em relação à ideia de cultura e do trabalho de mediação cultural.

Palavras-chave: projeto cultural; estudos contemporâneos da cultura; formação de
bibliotecários.

Referências
HALL, Stuart. Da Diáspora – identidades e Mediações Culturais. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2011.
PERROTTI, Edmir e PIERUCCINI, Ivete. A mediação cultural como categoria autônoma. Inf. Inf.,
Londrina, v. 19, n. 2, p. 01 – 22, maio./ago. 2014. http:www.uel.br/revistas/informação.

3

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                <text>O presente trabalho trata sobre o desafio de formar profissionais integrados com as ideias e valores próprios de seu tempo, particularmente, aqueles que se referem aos estudos interdisciplinares da cultura. O objeto de análise é a experiência na docência nos cursos sobre projetos culturais, mediação e ação cultural, sistematizada em torno da compreensão de cultura como lugar de conflito, contestação política e enfrentamento, e de negociação de sentidos, no qual as identidades conformam-se plurais e em processo.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Resumo expandido de relato de experiência

Projeto de Gestão de Recursos Humanos na Superitendência de Documentação da
Universidade Federal Fluminense (UFF)

Dempsey de Lima Bragante
Universidade Federal Fluminense
dempseybragante@yahoo.com.br
Ana Rosa dos Santos
Universidade Federal Fluminense
ndcars@vm.uff.br
Joanilda Maria dos Santos
Universidade Federal Fluminense
joanildams@vm.uff.br

�1 INTRODUÇÃO
Os estudos realizados no campo da gestão de recursos humanos em bibliotecas
universitárias apontam a necessidade de mudanças na estrutura das organizações. Os
gestores das bibliotecas devem desenvolver atividades voltadas para a capacitação,
aperfeiçoamento e qualificação dos bibliotecários e também a integração social do grupo.
Essa mudança no modo de agir e da gestão por parte dos diretores das bibliotecas
levam a criação e aprimoramento de produtos e serviços adequados e aperfeiçoados para
a comunidade universitária. O bibliotecário precisa assumir uma postura mais ligada ao
mundo político, humanístio e cultural.
Conforme corrobora Silveira (2009, p.130): “a literatura de biblioteconomia e ciência
da informação ressalta a necessidade de mudança de atitude do bibliotecário para que ele
se enquadre ao perfil desejável do profissional de informação demandado pela
sociedade".
2 RELATO DE EXPERIÊNCIA
O presente trabalho consiste no relato de experiência desenvolvido na
Universidade Federal Fluminense (UFF), centrada na capacitação e integração dos
colaboradores da Superintendência de Documentação (SDC).
A Superintendência de Documentação (SDC) é formada por 27 bibliotecas, um
arquivo central, o Centro de Memória Fluminense e dois laboratórios, sendo Laboratório
de Conservação e Restauro de Documentos (LACORD) e Laboratório de Reprografia
(LARE). Totalizando 190 técnicos-administrativos, sendo desses 141 bibliotecários, 86
prestadores de serviços e 25 estagiários.
Visando o desenvolvimento dos recursos humanos, a partir de junho de 2014
iniciou-se um ciclo de atividades voltada para a capacitação e integração dos profissionais
da informação na Universidade Federal Fluminense (UFF). Os encontros tiveram a
participação maciça dos bibliotecários, mas também de arquivistas e assistentes
administrativos, que compõem a Superintendência de Documentação (SDC). O
planejamento desse projeto começou no início de 2014, a elaboração e gestão foi
realizada por bibliotecárias da sede central da SDC.
O projeto contempla diversas atividades, a que possui mais destaque é o
“Trocando uma ideia”, uma sequência de palestras, ele é estruturado em duas partes. A
primeira acontece a apresentação do tema escolhido pelo especialista convidado,
podendo ser um bibliotecário ou não, e na sequência acontece uma discussão entre os
participantes das ideias e conhecimentos transmitidos.

�São realizados também eventos para a integração entre os colaboradores da SDC,
comemorações como o Dia do Bibliotecário, Festa Junina, 45 anos da SDC, o Seminário
Interno, em que os bibliotecários e arquivistas apresentavam os trabalhos aprovados em
eventos acadêmicos, e Confraternização de Fim de Ano. Esse último evento já acontecia
normalmente, mas dentro desse processo de gestão dos recursos humanos ganhou uma
viés mais de integração.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os eventos são realizados com a participação de representantes de todos os
setores que compõem a Superintêndencia de Documentação (SDC), através desse
projeto de gestão aos recursos humanos foi possível verificar o interesse e a necessidade
de se pensar
numa reformulação da estrutura do Sistema, voltando-se numa
transformação organizacional em termos globais, com vistas a atender às pressões
existentes sobre o Sistema de Biblioteca e a Coordenação de Arquivos, tanto nas mais
imediatas como as futuras.
Além disso, os eventos produziram resultados transformador em iniciativas e
mudanças em relação ao compromisso profissional dos colaboradores, a cada encontro
era possível verificar o empenho e a determinação dos participantes.
Através do ciclo de palestras “Trocando uma ideia” foi possível averiguar e obter
um panorama das expectativas das unidades em relação ao Sistema como um todo,
numa percepção do próprio colaborador, identificando os pontos fracos e fortes de cada
setor, tendo como fim a melhora do serviço e auxílio aos setores que estavam passando
por alguma dificuldade.
Finalmente, é importante destacar que a interação dos recursos humanos da
SDC/UFF vem se fortalecendo, através do trabalho compartilhado e criativo, somando nas
várias iniciativas que são concretizadas, fomentando assim o trabalho executado e
indicando a necessidade de continuidade desse projeto nos próximos anos.

Palavras-chave: Recursos humanos. Gestão. Biblioteca universitária. Universidade.

REFERÊNCIAS
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Gestão de recursos em bibliotecas universitárias:
reflexões. Ci. Inf., Brasília, v.38, n.2, p.126-141, maio/ago. 2009.
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Superintendência
Relatório de Gestão 2006-2014. Niterói, 2014. 49p.

de

Documentação.

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Boletim de Serviço. Niterói, ano 44, n.162, p.
23-27, nov. 2014.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                    <text>PORTAL SEMÂNTICO SOBRE AUTOMEDICAÇÃO: UM INSTRUMENTO PARA PREVENÇÃO
E ORIENTAÇÃO À COMUNIDADE
Divino Ignácio Ribeiro Junior – UDESC – divinoirj@gmail.com
Jordan Paulesky Juliani – UDESC – jordanjuliani@gmail.com
Elisa Cristina Delfini Corrêa – UDESC - elisacorrea61@gmail.com
Introdução
Automedicação é a decisão de consumir, sem avaliação médica, um medicamento sem
conhecimento sobre como utilizá-lo, conforme Paulo e Zanini (1988) e Arrais, Coelho et al.
(1997). Uma pesquisa de Tourinho, Bucaretchi et al. (2007) reforçam a necessidade de uma
política pública para a definição de intervenções e estratégias de promoção da saúde, e nesse
sentido, a promoção de pesquisas e projetos voltados para a promoção da saúde com a
educação sobre o uso de medicamentos.
Com base nessa motivação, e, no pressuposto de que a disseminação de conhecimentos
obtidos de fontes submetidas a processos de tratamento e representação constitui-se um meio
auxiliar na prevenção da automedicação, foi proposta a construção de um Portal Semântico
sobre publicações em periódicos especializados, sobre medicamentos, substâncias químicas e
informações toxicológicas relacionadas e informações de origem institucional.
Métodos e técnicas da pesquisa
A abordagem teórico-metodológica é multidisciplinar, com o vértice situado na área da Ciência
da Informação e com aportes metodológicos na Ciência da Computação e Engenharia do
Conhecimento. Essas áreas trouxeram significativas contribuições para a Ciência da Informação,
corroborando Souza e Alvarenga (2004) quando afirmam que as tecnologias e métodos podem
ser aplicados em projetos de novos motores de busca, na construção automática de
vocabulários e tesauros, na indexação automática de documentos, criação de Portais
Semânticos (JORGE, 2005), entre outras aplicações. Os processos de Engenharia do
Conhecimento são baseados Gómez-Pérez, Fernández-López et al. (2004, p.107), usados para
o desenvolvimento da ontologia de domínio do sistema.
Resultados
O projeto resultou num portal de consulta acessível pela Internet, composto por: a) interface de
busca; b) mecanismo de busca semântica; c) ontologia de domínio; d) fontes de informação:
documentos sobre substâncias químicas e artigos científicos obtidos por importação de suas
bases de dados.
Desenvolvimento da Ontologia de Domínio
Os artefatos de conhecimento (o vocabulário das Denominações Comuns Brasileiras – DCB da
ANVISA, vocabulário DeCS completo, Vocabulário LOINC, e CID-10) foram utilizados como
ponto de partida para construção da ontologia de domínio e submetidos a um tratamento para
identificar as relações conceituais entre eles. Isso potencializa a capacidade de recuperação
semântica, apresentando os resultados da busca de maneira diferenciada. Dois resultados
significativos são: a) agregação do DeCS com o vocabulário CID-10 –. O uso de um algoritmo
recuperar termos que estão no mesmo contexto semântico, como por exemplo, os termos
“Influenza [gripe] devida a vírus identificado da gripe aviária” (CID-10) e “Vírus da Influenza A”
(DeCS - B04.820.545.405.400; b) descoberta de relações internas no vocabulário DeCS: um
script preparado para varrer os registros com descritores percorre e analisa cada um,

�correlacionando descritores que podem possuir alguma relação conceitual, ex: ‘doença afeta
parte da anatomia’:

Figura 1 – Relações mapeadas no vocabulário
Repositório de Conteúdos
É o banco das fontes importadas. A Base de Monografias de Substâncias Químicas do Banco de
Informações Toxicológicas – HSDB da NLM e os periódicos da Saúde disponíveis no SCIELO
são as principais fontes. Os artigos foram obtidos com um extrator através do recurso de artigo
em formato XML do Scielo e reindexados com base no DeCS para vinculação conceitual com a
Ontologia. A vinculação conceitual das fontes foi realizada aplicando-se duas técnicas de
indexação: Processo de Indexação automática do MTI/NLM e do sistema de indexação
SOLR/Lucene.
Processo de Indexação pelo sistema do MTI e sistema SOLR/Lucene
O sistema Medical Text Indexer – MTI foi desenvolvido pela National Library of Medicine – NLM,
veio agregar valor e auxiliar o trabalho do bibliotecário indexador na análise documentária e na
identificação dos descritores. O funcionamento consiste em aplicar o texto enviado ao
mecanismo indexador, quer irá operar realizando as seguintes etapas: a) Identificar expressões
(sequencias de texto) para processamento; b) buscar no MeSH os termos, com uma taxa de
coincidência para descritores em 100%, e termos relacionados para 75%, usando o algoritmo de
trigramas; c) retornar um arquivo de resposta com os descritores associados aos materiais
enviados.
O software Apache Solr é um sistema de indexação automática e recuperação de informação
baseado no sistema Apache Lucene. Ele funciona como um servidor de pesquisa de texto
completo independente dentro de um servidor, e tem uma interface fácil de usar a partir de
praticamente qualquer linguagem de programação. O resultado é um serviço de indexação que
utiliza os descritores exportados pela ontologia como fator de peso para localizar expressões nos
textos indexados.
Interface do Portal
A interface de busca consiste no meio pelo qual ele irá realizar as pesquisas. O protótipo pode
ser acessado em www.labtecgc.udesc.br/bds. O processo de Recuperação da Informação nesse
portal é realizado com apoio de um mecanismo de busca capaz de localizar conceitos
previamente organizados numa ontologia; o conhecimento representado nesta última poderá
então ser disponibilizado na interface do usuário, através da qual este obtém documentos e
informações.
Discussão e Considerações Finais

�O desenvolvimento do Portal possibilitou a sistematização de uma série de processos para o
desenvolvimento de bases de conhecimento capazes de superar os paradigmas de recuperação
convencionais (ex: busca booleana) através de recursos de busca semântica e organização
baseada em ontologias. A construção ainda é complexa (requer Engenheiros de Conhecimento
e processos de obtenção de fontes pouco convencionais) mas são viáveis do ponto de vista de
projeto de serviços para uma Unidade de Informação.
Palavras-chave: Portais Semânticos. Busca Semântica. Ontologias. Bases de Dados.
Automedicação.
Referências
ARRAIS, PAULO SÉRGIO D. et al. Perfil da automedicação no Brasil. Revista de Saúde Pública,
São Paulo, v. 31, n. 1, p.71-77, fev 1997. Disponível
em:&lt;http://www.scielosp.org/pdf/rsp/v31n1/2212.pdf&gt;. Acesso em: 02 mai 2011.
GÓMEZ-PÉREZ, ASUNCIÓN et al. Ontological Engineering:with examples from the areas of
knowledge management, e-commerce and the semantic web. Londres: Springer-Verlag, 2004.
403 p.
JORGE, MARCELO ALVIM. Ontologias no suporte a portais semânticos. (2005). 119 f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Escola de Ciência da Informação, UFMG,
Belo Horizonte, 2005. Disponível em:&lt;http://dspace.lcc.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/VALA6KFNS2/1/mestrado___marcelo_alvim_jorge.pdf&gt;. Acesso: 01 mar 2011.
PAULO, L. G.; ZANINI, A. C. Automedicação no Brasil. Revista da Associação Médica Brasileira,
v. 34, n. 1, p. 69-75, 1988.
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; SAVARIS, A. . Modeling and Creation of an Ontology to Knowledge related to Toxicology. In:
8th International Information and Telecommunication Technologies Symposium, 2009,
Florianópolis. Proceedings of the 8th International Information and Telecommunication
Technologies Symposium. Florianópolis : Fundação Barddal de Educação e Cultura, 2009. v. 8.
p. 175-178.
RIBEIRO JUNIOR, D. I. ; Rigo, Wanderson ; Fileto, Renato ; Oliveira, Vinícius de Araújo ; Pereira
Jr. Vilmar César ; Scotti, Haline . Interfaces Web baseadas em Conhecimento para Anotação de
Recursos de Informação e Gerenciamento de Repositórios. In: Simpósio Brasileiro de
Informática na Educação, 2010, João Pessoa. Brasileiro de Informática na Educação (SBIE).
João Pessoa : UFPB, 2010.
SOUZA, RENATO ROCHA; ALVARENGA, LÍDIA. A Web Semântica e suas contribuições para a
ciência da informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 33, n. 1, p.132-141, jan/abr 2004.
Disponível em:&lt;http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/viewFile/50/50&gt;. Acesso em: 15 jun
2011.
STUDER, RUDI et al. Knowledge engineering: Principles and methods. Data &amp; Knowledge
Engineering, v. 25, n. 1-2, p.161-197, mar 1998. Disponível
em:&lt;http://www.sciencedirect.com/science/article/B6TYX-3SYXJ6SG/2/67ea511f5600d90a74999a9fef47ac98&gt;. Acesso em: 22 jan 2011.
TOURINHO, FRANCIS SOLANGE VIEIRA et al. Automedicação em crianças e adolescentes.
Jornal de Pediatria, Porto Alegre, v. 83, n. 5, p.453-458, 2007. Disponível
em:&lt;http://www.scielo.br/pdf/jped/v83n5/v83n5a10.pdf&gt;. Acesso em: 02 mai 2011.
Agências financiadoras
Projeto financiado pelo CNPq (Universal processo 484327/2011-9).

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Automedicação é a decisão de consumir, sem avaliação médica, um medicamento sem conhecimento sobre como utilizá-lo, conforme Paulo e Zanini (1988) e Arrais, Coelho et al. (1997). Uma pesquisa de Tourinho, Bucaretchi et al. (2007) reforçam a necessidade de uma política pública para a definição de intervenções e estratégias de promoção da saúde, e nesse sentido, a promoção de pesquisas e projetos voltados para a promoção da saúde com a educação sobre o uso de medicamentos.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
AVALIAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO NO SITE DA UNIRIO
Autor: Thalita Oliveira da Silva Gama. Universidade Federal do Estado do
Rio de Janeiro. E-mail: thalita.gama@unirio.br
Introdução:
Inegavelmente a internet é umas das maiores e mais utilizadas fontes de
consulta, porém, em alguns casos, os dados contidos na web não estão
estruturados de forma que os usuários possam recuperá-los devidamente.
Lopes (2004, p.82) APUD Tomaél (2008, p.4) salienta que “[...] os conteúdos
das páginas institucionais ou de quaisquer documentos que são
disponibilizados necessitam de filtros para minimizar o excesso de informação
tornada disponível”. O presente trabalho tem como objeto de pesquisa o site da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO - www.unirio.br ,
além disso conceitua os termos que orientam a condução da pesquisa e
apresenta os procedimentos metodológicos adotados. Utiliza a análise
documental para a obtenção dos objetivos propostos e apresenta os resultados
de acordo com os critérios adotados por Tomaél et al (2004).
Método da pesquisa:
A proposta do presente trabalho é avaliar a disposição das informações e
fontes de informações contidas na página web da Universidade Federal do
Estado Rio de Janeiro adotando os critérios e subcritérios descritos por Tomaél
et al (2004). As etapas de pesquisa foram: a) escolha do portal para avaliação;
b) Escolha das categorias e critérios estabelecidos por Tomaél et al (2004); c)
Escolha das seções do site para serem avaliados segundo os critérios
definidos; d) Definição de pontos positivos e negativos; e) Análise e discussão
das seções do site institucional da UNIRIO.
Resultados e discussão:
Após a coleta dos dados, discussões apresentam-se os pontos positivos e
negativos da avaliação realizada, organizados segundo os critérios
estabelecidos pela base metodológica do trabalho.
1) Informações de identificação: a) Observa-se a disponibilização de
informações adequadas sobre a fonte como endereço, lista de telefones e seus
parceiros. b) Na aba Institucional deve-se escolher algumas opções como história, missão, estatuto- Sendo que após o clique a aba principal se fecha e
não existe a opção de uma seta ou algum direcionamento a próxima página da
sessão, tendo o usuário que percorrer todo o caminho novamente para
continuar.

�2) Consistência das informações: a) Site atualizado na maioria das suas
informações como Calendário acadêmico, Mapa das unidades e endereços dos
teatros e salas.
3) Confiabilidade das informações: a) Tratando-se de um site institucional de
uma organização Federal, confirmou-se que todos os links e informações eram
confiáveis.
4) Adequação da fonte: a) Linguagem, identidade visual e objetivos
adequados ao público em geral que o utiliza como fonte de informações.
5) Links: a) Alguns abrem na mesma página, outros abrem uma outra aba.
Deveriam sempre abrir outra aba, pois muitas vezes o usuário pode clicar como
curiosidade, ainda desejando se manter no mesmo ponto do site; b) Na aba Acesso a informação – muitos links, deformando a coluna principal e causando
um impacto negativo.
6) Facilidade de Uso: a) Boletins 2015 – informações importantes portarias e
decisões estão escondidas e não divulgadas, é preciso ir em: Reitoria &gt; chefia
de gabinete &gt; para chegar lá; b) Para chegar no site da Coordenação de
Educação a Distância (CEAD) é preciso clicar em administração central –
educação a distancia – chegou a uma página de descrição da coordenação e
após é o link. Talvez fosse mais adequado uma interface direta com a página
do setor, ocorrendo uma economia de cliques e de tempo; c) Muitas repetições.
Conteúdos que existem em mais de um local no portal ; d) Site das relações
internacionais tem a opção de ser visto em 3 idiomas, o que é ótimo para
futuros alunos de intercâmbios.
7) Layout da Fonte (usabilidade): a) Em destaque estão as notícias recentes
para toda a comunidade, porém é visível dados do administrador
desnecessários como “publicado 25/03/2015 16h40,última modificação
26/03/2015 10h00” seria interessante que essa informação aparecesse no fim
da notícia, e apenas quando ela é aberta de fato para não poluir a página
inicial. b) Unidades acadêmicas – alguns cursos têm sites próprios, outros não,
alguns são dentro do próprio site institucional, outros fora, com padrões
diferentes.....c) Na aba- Ensino – links repetidos e que remetem a páginas
diferentes dos indicados do outro lado; d)Sistema de biblioteca – links bem
sinalizados e que abrem em outra aba. É uma das únicas páginas que tem um
link para compartilhamento direto no facebook e RSS importante na era das
redes sociais; e) A formatação como um todo das páginas são diferentes,
fontes e tamanhos, não há um padrão; f) Existe uma informação em cada
sessão sobre o que cada departamento faz. Muito bom para o usuário se
localizar e conhecer melhor a universidade. ex: pró-reitorias; g) a maioria das
especializações não tem site ou link com informações, já nos da graduação e
mestrado a maioria tem.
8) Restrições Percebidas: a) Não foi encontrado links errados ou inexistentes;
b) Quanto ao custo das informações, não parece existir problema, pois, em
geral, elas são disponibilizadas pelos próprios órgãos governamentais e
parceiros interessados; c) Parece não haver qualquer problema quanto aos
direitos autorais no site analisado.

�9) Suporte ao usuário a) O site possui a opção “Fale conosco” b) O site
disponibiliza a aba chamada de “ouvidoria” onde o usuário pode enviar
mensagens ao produtor da fonte.
10) Outras observações percebidas: a) A opção de busca se mostra
satisfatória, tendo a opção de filtros e ainda a ordenação dos resultados entre
relevantes ou não.
Considerações Finais:
Tomaél (2008, p.6) ressalta que:
[...] A qualidade de uma informação ou de uma fonte de informação está
diretamente relacionada ao seu uso, ou seja, ao usuário que dela necessita.
Para que uma fonte seja de qualidade, deve atender a propósitos específicos
de uma comunidade de usuários e isso requer avaliação.

É nesse contexto que a adoção de critérios de qualidade em fontes de
informação torna-se tão significativa. Observou-se uma boa qualidade de
informações disponíveis no site avaliado, destaca-se a permanência dos links,
a explicação sobre cada departamento e ainda a estética “limpa” da página
inicial. Como sugestão: Um link de mais destaque para a ouvidoria, procurar
manter uma identidade visual única em todo site e nos sites dos
departamentos, assim como o padrão de fontes de letras e cores. Eliminar
informações desnecessárias, mais destaque ao catálogo online do sistema de
bibliotecas. Evitar links duplicados nos menus, dando ênfase a alguns mais
úteis como a ouvidoria e Sisu.
Palavras-chave: Fontes de informação. UNIRIO. Organização da Informação.
Internet.
Referências:
CICON, Regina Cláudia; LUNARDELLI, Rosane S.A. A organização da
informação no ambiente web: um estudo de caso do portal do procon-PR. Inf.
Prof., Londrina, v. 1, n. 1/2, p. 132 –151, jul./dez. 2012. Disponível em: &lt;
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:9jmSQHk_LlsJ:www.
uel.br/revistas/uel/index.php/infoprof/article/download/14592/12260+&amp;cd=4&amp;hl=
pt-BR&amp;ct=clnk&amp;gl=br&gt; Acesso em: 23. mar. 2015.
TOMAÉL, Maria Inês et al. Critérios de qualidade para avaliar fontes de
informação na internet. In: TOMAÉL, Maria Inês; VALENTIM, Marta Lígia
Pomim. Avaliação de fontes de informação na internet. Londrina:
Eduel,2004.
TOMAÉL, Maria Inês (Org). Fontes de informação na internet. Londrina:
EDUEL, 2008.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Disponível
em: &lt;www.unirio.br &gt;.Acesso em: 25 mar. 2015.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Inegavelmente a internet é umas das maiores e mais utilizadas fontes de consulta, porém, em alguns casos, os dados contidos na web não estão estruturados de forma que os usuários possam recuperá-los devidamente. Lopes (2004, p.82) APUD Tomaél (2008, p.4) salienta que “[...] os conteúdos das páginas institucionais ou de quaisquer documentos que são disponibilizados necessitam de filtros para minimizar o excesso de informação tornada disponível”. O presente trabalho tem como objeto de pesquisa o site da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO - www.unirio.br , além disso conceitua os termos que orientam a condução da pesquisa e apresenta os procedimentos metodológicos adotados. Utiliza a análise documental para a obtenção dos objetivos propostos e apresenta os resultados de acordo com os critérios adotados por Tomaél et al (2004).</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
GESTÃO DE PESSOAS EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: PERFIL DOS
BIBLIOTECÁRIOS DO INSTITUTO FEDEAL DO ESPÍRITO SANTO-IFES
Maria de Lourdes Cardoso. Instituto Federal do Espírito Santo – Campus Vitória.
Email: mcardoso@ifes.edu.br
Sinay Santos Silva de Araújo. Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas
Gerais. Campus Curvelo. Email: sinay@adm.cefetmg.br
Introdução
O advento das novas tecnologias trouxe grandes mudanças para as
organizações que saíram do braçal para as máquinas e das máquinas para a
informação, sendo esta considera matéria-prima para todas as atividades
humanas, profissionais, econômicas e sociais. Assim, as empresas passaram a
investir no seu capital humano, passaram a depender do desempenho humano
para seu sucesso, surgindo a gestão de pessoas ou recursos humanos que
desenvolve e organiza a relação das pessoas dentro das organizações, como
afirma Leite (2002, p. 7) “Ela é responsável pelo capital humano, a mola mestra
para todas as organizações”.
Diante das considerações, este estudo pretende traçar o perfil dos
bibliotecários das bibliotecas do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) com
ênfase na gestão de pessoas para conhecer a motivação, satisfação e
participação dos mesmos nas unidades de informação.
Para tratar do tema, gestão de pessoas, foi realizada uma pesquisa
bibliográfica em artigos, livros e monografias. Portanto, trata-se de uma pesquisa
bibliográfica. Para traçar o perfil dos bibliotecários do IFES, utilizamos como
metodologia um questionário, enviado por e-mail. Utilizamos a análise quantitativa
para traduzir em número as informações fornecidas pelos servidores e a
qualitativa para traduzir as opiniões individuais de cada sujeito. Como amostra da
pesquisa, utilizou-se os 30 questionários devolvidos.
Resultados
Para compor o perfil dos bibliotecários, tomamos por categorias: sexo,
idade, formação acadêmica, estado civil, tempo que trabalha na biblioteca, se
possui e qual função gratificada.
Para a categoria sexo, a maioria dos sujeitos pesquisados é do sexo
feminino, com um elevado índice. Para a categoria idade, o resultado obtido foi
que a maioria dos sujeitos está entre 20 a 30 anos, formando um percentual de
40%. Para estado civil, 64% são casados e com 27% solteiros. Tempo de serviço
na biblioteca, 43%, tem entre 4 a 10 anos de serviço, a opção de 1 a 3 anos com
27%%.

�Na categoria formação acadêmica, 66% dos bibliotecários possuem
Especialização, 17% possuem apenas graduação e outros 17% mestrado, a
opção doutorado não obteve pontuação. Podemos afirmar que, em sua maioria os
bibliotecários do IFES possuem títulos de Especialistas.
Na segunda parte do questionário, as questões foram: Recebe função
gratificada, opção sim, obtivemos 30% e não com 67%. Para a opção qual FG, os
sujeitos assinalaram que recebem FG 2, com 67%, FG 3 com 11%, FG 4 com
11%, e 11% não responderam. Reconhecimento pelo trabalho que executa, a
opção mais ou menos obteve 50%, a opção reconhecido com 44%. Treinamento
recebido, a opção Insuficiente obteve 37%, Suficiente 27%, porém a opção Pouco
suficiente obteve 23%. Sentimento em trabalhar na Biblioteca, a maioria, 57%, diz
está satisfeito em trabalhar na biblioteca do IFES, seguido de 23% para muito
satisfeito e 13% pouco satisfeito. Não se sente satisfeito com 7%. Os fatores que
motivam a trabalhar na biblioteca do IFES, os mais citados foram: gostar do que
faz, com 23%, Profissão, 16% e Salário com 14%. Nesta questão os bibliotecários
poderiam marcar até 3(três) itens.
Discussão
A globalização e o avanço da tecnologia romperam as fronteiras da
economia e passou a considerar que uma das vantagens competitivas para as
organizações são as pessoas. Assim, investir no seu capital humano para as
unidades de informação é propiciar a participação, capacitação, envolvimento e
desenvolvimento de todos os envolvidos na oferta dos serviços, colaborar para o
crescimento da instituição e do próprio profissional, afirma Leite (2002, p. 16) “não
adianta apenas investir em tecnologias, acervos informatizados, equipamentos de
última geração, se não se investe em recursos humanos, ou seja, na qualificação,
bem estar e treinamento dos seus funcionários”.
O crescimento do mercado de trabalho exigiu cada vez mais demandas de
profissionais capacitados, criando espaços ainda não ocupados e assim como as
bibliotecas passaram por grandes mudanças, os bibliotecários tiveram que se
aperfeiçoar buscando novas habilidades, tendo a educação continuada como
aliada que segundo Leite (2002, p. 23) “educação continuada, competência e
excelência profissional são requisitos essenciais para o bibliotecário que deseja se
consolidar num mercado concorrido e com bastante transformação”. Também são
responsáveis, como coordenador da unidade de informação, pelas pessoas que ali
trabalham, atuando como gestores, que segundo Alves (2004, p. 34) devem
“trabalhar para atingir os objetivos e as metas organizacionais, que geralmente
estão voltadas em atender as necessidades dos usuários, e para isto é preciso
gerenciar planos traçados, pessoas da equipe, tarefas e recursos materiais, físicos
e financeiros”.
Considerações Finais:
O perfil dos bibliotecários do IFES está atrelado a todos os profissionais da
informação atualmente. Gerenciar para estes profissionais as unidades onde estão
não é novo, mas que requer deste profissional, competências que envolvem várias

�questões, tanto com pessoas, sejam os usuários e funcionários, como físicas,
acervo, recursos financeiros e com a própria instituição, como afirma Santos
(2009, p. 34) “é função do gestor das unidades de informação, ordenar, comandar,
prever, coordenar e controlar todas as atividades ligadas a ela”.
Entendemos que reconhecimento pelo trabalho que executa é algo
fundamental para qualquer pessoa, é a busca pelo prazer no trabalho frente às
exigências existentes no processo, nas relações e na organização do trabalho,
isso nos lembra da importância do treinamento ou capacitação que todos os
servidores devem receber dentro de qualquer instituição e a maioria estão nesta
busca, como afirmaram. Está satisfeito em trabalhar na biblioteca do IFES é de
certa forma positivo, pois entendemos que a satisfação é uma força que
impulsiona e dar ânimo, gera um estado positivo, resultando numa melhor
produtividade, o que um indivíduo espera de seu trabalho e o que ele percebe que
está obtendo, por isso que são vários os motivos para os bibliotecários
trabalharem nas Bibliotecas do IFES, de certa forma melhora a capacidade de
produção do ser humano.
Portanto, a gestão de pessoas nas unidades de informação aqui estudadas
possui bibliotecários com características e qualidades individuais, os mesmos
estão buscando aperfeiçoamento, tendo sentimentos, interesses e expectativas
que compõem um seleto capital humano, capaz de trabalhar em equipe e
desenvolver a potencialidade como líderes, porém é explícito que o grau de
envolvimento e comprometimento dos servidores depende de fatores como
motivação, relações humanas, capacidades e valorização. Um ambiente
adequado exige, além de bens tangíveis, um relacionamento entre usuários,
funcionários e gestores que fornecerão subsídios para a aplicação de programas
de qualidade, envolvendo melhoria da qualidade no trabalho.
Palavras-chave: Gestão de pessoas; Unidades de informação; Reconhecimento;
Satisfação.
Referências:
ALVES, Roberta Caroline Vesú. A gestão de pessoas em unidades de informação:
a importância da capacitação no uso de tecnologias. Revista de Iniciação
Científica da FFC, v. 4, n. 2, 2004.
LEITE, Luciana Ferreira. Gestão de pessoas em unidades de informação:
análise do perfil do Bibliotecário. 2002. 30 f. Monografia (Graduação em
Biblioteconomia) – Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal do
Rio Grande do Norte, Natal (RN), 2002.
SANTOS, Joelma Maria dos. Gestão de pessoas em unidades de informação:
o bibliotecário como líder. Monografia. 2009.42 f. Monografia (Graduação em
Biblioteconomia) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Natal (RN).
2009.

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                <text>O advento das novas tecnologias trouxe grandes mudanças para as organizações que saíram do braçal para as máquinas e das máquinas para a informação, sendo esta considera matéria-prima para todas as atividades humanas, profissionais, econômicas e sociais. Assim, as empresas passaram a investir no seu capital humano, passaram a depender do desempenho humano para seu sucesso, surgindo a gestão de pessoas ou recursos humanos que desenvolve e organiza a relação das pessoas dentro das organizações, como afirma Leite (2002, p. 7) “Ela é responsável pelo capital humano, a mola mestra para todas as organizações”.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

Resumo expandido
Relata a experiência do processo de estudo de usuários através de questionário
implantado pelo serviço de referência da Unidade Acadêmica de Garanhuns da
Universidade Federal Rural de Pernambuco. Através de um questionário e uma urna
localizada na entrada da biblioteca, com uma chamada: Apresente-se, precisamos te
conhecer para melhor te servir, o serviço de referência busca informações sobre as
necessidades, perspectivas e o grau de satisfação dos usuários reais da unidade de
informação. Através desta estratégia é possível verificar a eficácia dos serviços
prestados, propor melhoria dos mesmos, bem como aumentar a confiança da
comunidade com relação à gestão da unidade de informação.

APRESENTE-SE, PRECISAMOS TE CONHECER PARA MELHOR TE SERVIR:
estudo de usuários como ferramenta estratégica.

Gracineide Santos da Silva
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Email: gracineidess@yahoo.com.br
Caroline da Silva Marinho
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Email: caroline.smarinho@hotmail.com
1 Introdução
Entre tantas discussões sobre a utilização eficaz dos serviços de informação
disponibilizados pelas bibliotecas universitárias e o papel dos bibliotecários gestores
neste processo, fica impossível não estabelecer critérios de avaliação da satisfação
dos usuários reias neste contexto.
O gestor da unidade de informação deve está atento às mudanças
tecnológicas, ambientais e gerencias. A gestão da informação e a gestão do
conhecimento, e por consequência a gestão dos serviços de informação, são
fundamentais no desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão no
âmbito das universidades.

�O estudo de usuários é uma investigação voltada para identificar e
caracterizar as necessidades, as perspectivas, as rotinas de uso de informação e
dos serviços de informação, bem como a satisfação dos usuários reais de um
sistema de informação. Segundo Nascimento e Weschenfelde (2002, p. 2), a
necessidade informacional “depende de inúmeras variáveis, e pode ser satisfeita ou
resultar na frustração do indivíduo, daí a importância dos estudos que procuram
conhecer o perfil dos usuários, suas reais necessidades, formas de busca e uso da
informação”.
O gestor de uma unidade de informação deve está atento ao seu
público/usuário, conhecer seus anseios, suas dúvidas e sua opinião a respeito dos
serviços prestados. Este conhecimento tanto ajuda na resolução de problemas
rotineiros, como na obtenção de subsídios para reivindicações de melhorias junto à
gestão superior da instituição na qual está inserida, em outras palavras, o estudo de
usuário é uma ferramenta estratégica do serviço de referência que subsidia os
gestores de unidades de informação nas tomadas de decisão.
2 Relato de experiência
Buscando assegurar a qualidade dos serviços de informação prestados pela
biblioteca setorial da Unidade Acadêmica de Garanhuns - biblioteca do Sistema
Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal Rural de Pernambuco
(SIB/UFRPE)- o serviço de referência, no ano de 2015, final do segundo semestre
de 2014, disponibilizou um questionário para os usuários reais com o intuito de
averiguar o grau de satisfação dos mesmos.
Em reunião com a gestão da biblioteca setorial/UAG-UFRPE, o serviço de
referência propôs um estudo de usuário que servirá de embasamento para
intervenções junto à direção da instituição de problemas estruturais e de pessoal no
setor. Através de um questionário e uma urna localizada na entrada da biblioteca,
com uma chamada: Apresente-se, precisamos te conhecer para melhor te servir, a
setor de referência busca conhecer seus usuários, e assim poder melhorar os
serviços prestados.
O questionário buscou aferir as impressões dos usuários com relação à
qualidade do atendimento, dos materiais informacionais (conteúdo, estado de
conservação, acessibilidade), da infraestrutura (ambientes de estudos, climatização,
iluminação, acesso ao catálogo, acessibilidade) e dos serviços prestados.
No momento de construção deste trabalho, os dados levantados estavam
sendo analisados, conjuntamente, pelo serviço/setor de referências e pela gestão da
biblioteca setorial. Os primeiros dados, diziam respeito ao atendimento e os
materiais informacionais. Para tais indícios a gestão optou pelos seguintes
encaminhamentos: a) Curso de capacitação para atendentes; b) Reunião junto às
coordenações de cursos sobre a atualização das ementas; c) Campanha de
Manuseio consciente dos materiais informacionais.
A análise dos dados continua em andamento, ao término, se fará um plano
estratégico que buscará mapear a situação dos serviços informacionais e os

�problemas que impedem sua prestação com eficácia, este, será apresentado à
Direção do SIB/UFRPE e a Direção da Unidade Acadêmica.

3 Considerações finais
Verificou-se com a pesquisa que os usuários são muito conscientes da
importância de suas opiniões. Embora o número de questionários respondidos tenha
sido relativamente pequeno, as respostas com relação a alguns itens foi quase que
unanime. O que ficou claro para o setor de referência e a gestão da unidade de
informação foi a sensibilidade dos usuários, ou seja, o quanto eles observam o que
lhes é posto e o quanto são capazes de atribuir valores e sugerir melhorias.
Propõe-se que as unidades de informação façam do estudo de usuário uma
ferramenta de gestão estratégica de seus serviços e que esta ação seja permanente
e que os instrumentos sejam avaliados periodicamente e quando necessário,
substituídos ou inovados.

Palavras-chave: Estudo de usuário. Gestão de Serviços. Serviço de referência
Referência
NASCIMENTO, M. J.; WESCHENFELDE, S. Necessidade de informação dos
vereadores de Florianópolis: estudo de usuário. Informação &amp; Sociedade, João
Pessoa, v. 12, n. 1, 2002. Disponível em: &lt;http://www.informacaoesociedade.ufpb.
br/ojs2/index.php/ies/article/viewFile/161/155&gt;. Acesso em: 25 mar. 2015.

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                <text>Relata a experiência do processo de estudo de usuários através de questionário implantado pelo serviço de referência da Unidade Acadêmica de Garanhuns da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Através de um questionário e uma urna localizada na entrada da biblioteca, com uma chamada: Apresente-se, precisamos te conhecer para melhor te servir, o serviço de referência busca informações sobre as necessidades, perspectivas e o grau de satisfação dos usuários reais da unidade de informação. Através desta estratégia é possível verificar a eficácia dos serviços prestados, propor melhoria dos mesmos, bem como aumentar a confiança da comunidade com relação à gestão da unidade de informação.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
O MÉTODO SCARF APLICADO NA GESTÃO DE PESSOAS NA BIBLIOTECA
Autor:
Mônica Geralda Palhares. Instituto Presidente Tancredo de Almeida Neves.
palharesenator@gmail.com
Márcia Maria Palhares. @cervus.doc. mmpalhares@gmail.com
Introdução:
A sociedade atual é muito exigente e dominadora, ter conhecimento se
torna o fator fundamental para se destacar, principalmente se for possível usar o
potencial criativo tanto nas atividades quanto nas relações humanas, como é o
caso das pessoas que atuam nas bibliotecas e organizações. Ao saber como gerir
os recursos humanos nas bibliotecas, consequentemente as atividades alcançarão
um alto índice de precisão e eficiência.
No caso das bibliotecas, o problema encontrado no dia-a-dia dos
bibliotecários coordenadores é gerir os recursos humanos existentes, sem
conflitos e com resposta satisfatória para as solicitações.
Diante disso, existe a necessidade de aplicação de métodos e estratégias,
que possam auxiliar nessa administração, que ocorre, tanto tecnicamente como
pessoalmente.
A característica predominante na gestão de Bibliotecas entre outras
atribuições está a gestão de pessoas. Observa-se que muitos gestores de
biblioteca são apenas gestores e não líderes.
Diante disso, a convivência entre os envolvidos se torna difícil e toda
estrutura de funcionamento da biblioteca pode ser comprometida. Com uma
gestão inconsistente as pessoas envolvidas ficam desmotivadas para trabalhar, e
isso acaba por atingir toda organização.
Nesse caso, o controle do ambiente de trabalho deve se adequar às
organizações e uma delas é saber gerenciar pessoas que possuem habilidade e
competências diversas.
A gestão de biblioteca deve ser trabalhada por um líder, pessoa que
compreende a dinâmica, de extrair as melhores habilidades de seus funcionários.
Método da pesquisa:
Todo o trabalho de pesquisa bibliográfica foi baseado na análise de artigos
relacionados ao assunto e à gestão de pessoas.

�Resultados:
Os resultados obtidos ao se aplicar o método SCARF tendem a
transformar a biblioteca em um órgão com maior autonomia, criativo, competente
e capaz de promover o desenvolvimento de habilidades de todos os envolvidos.
Uma biblioteca que utiliza o método SCARF passa a ter um diferencial de
independência e credibilidade diante dos demais órgãos da instituição.
Discussão:
Schawartz e Rock (2007) descobriram que o cérebro humano é altamente
maleável, e que as conexões neurais podem ser restauradas e novos
comportamentos podem ser apreendidos e até comportamentos mais arraigados
pode ser modificado em qualquer idade. Somente um líder poderá conduzir a
gestão de pessoas de habilidades e competências gerando uma gestão ativada
que trabalha com o método (Status, Certainty, Autonomy, Relatedness e Fairness
- SCARF), ou seja, (status, segurança, autonomia, conexões e justiça). O modelo
SCARF fornece uma maneira de trazer consciência para essas interações.
O método S-C-A-R-F, como um acróstico será explicado separadamente.
STATUS - Todas as pessoas que convivem no ambiente de trabalho estão no
meio social de trabalho, onde sua afirmação é muito importante assim como seu
sucesso. As pessoas envolvidas neste processo tendem a responder aos
estímulos de acordo com a comparação estabelecida. Se for estímulo positivo
logo, terão respostas positivas caso contrário negativas, demonstrando sua
insatisfação, com caras feias entre outras manifestações (MARMOT apud
LIBERMAN, 2004).
SEGURANÇA (CERTAINTY) - A segurança como se sabe é a busca de todos,
desde àquela que se refere ao espaço público proporcionadas pela segurança
pública até a pessoal. Lieberman (2004) informou que fica mais fácil fazer o que já
se fez no passado, pois o cérebro diante de situações vivenciadas diariamente, se
coloca num estágio automático, ele se apoia em conexões já estabelecidas. E ao
se realizar mais de uma função ele registra confusão e envia um sinal de erro. A
incerteza é registrada como erro.
AUTONOMIA (AUTONOMY) - A autonomia é o direito de agir, de fazer de acordo
com os objetivos a serem alcançados, participar. Sendo assim como disse
Oliveira (2006, p. 134): “Participação é o estilo administrativo que consolida a
democratização de propostas de decisão para os diversos níveis hierárquicos da
empresa, com consequente comprometimento pelos resultados.”
CONEXÃO, RELACIONAR (RELATED) - Os valores individuais citados
anteriormente são importantes assim como saber relacionar-se com as diferenças
de cada um deles. Lieberman (2004) relatou que essa capacidade torna uma
colaboração produtiva, que depende do relacionamento saudável que só é
possível com qualidades de confiança, pois no cérebro a habilidade de sentir

�confiança e empatias é determinada pela percepção de fazer parte do mesmo
grupo social.
JUSTIÇA (FAIRNESS) - As pessoas envolvidas em uma relação de trabalho,
principalmente numa biblioteca espera que seus gestores atuem com justiça.
Sabe-se que muitos gestores prezam muito por ela. A justiça é percebida em
grupo com uma certa relatividade, pois uns a preferem mais que qualquer
recompensa (LIEBERMAN, 2004).
O método SCARF quando aplicado na gestão de pessoas em bibliotecas
exigirá que o seu diretor(a) possua característica de líder, pois se torna um
empreendedor de conhecimento, que precisa de seu grupo de trabalho centrado,
envolvido, motivado na realização de seus trabalhos. O modelo SCARF poderá na
gestão de pessoas da biblioteca sensibilizar seus diretores, a necessidade do
controle de como agir, comunicar, direcionar suas atitudes, agindo naturalmente
com justiça.
Considerações Finais ou Conclusões:
O sucesso da gestão nesse caso, só será possível quando bem planejado e
estruturado, baseado nas características fundamentais de liderança, onde serão
conhecidas as habilidades de todos os envolvidos. E, essas habilidades com
certeza expressarão a importância na valorização do capital humano,
possibilitando não somente o desenvolvimento de suas potencialidades, mas
também da superação dos seus limites. Somente o gestor/líder da Biblioteca será
capaz de descobrir essas habilidades e com a aplicação do método SCARF, isso
será mais prático e funcional.
Palavras-chave: Gestão de pessoas. Liderança. Método SCARF.
Referências:
CHIAVENATO, I. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas
organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 1999.
LIEBERMAN et al. The neural correlates of placebo effects: a disruption account.
Neuroimage, maio 2004.
SANTOS, E. A visão de futuro no dia-a-dia das empresas. Instituto Inovação,
ago. 2006.
SCHWARTZ, J.; ROCK, D. A neurociência da liderança. HSM Management. São
Paulo, v. 1, n. 60, p. 44-54, jan./fev. 2007.

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                    <text>Estudo de comunidades e instrumentos de coleta de dados
Monica do Amparo Silva
Universidade Federal de Mato Grosso.
monicaamparosilva@gmail.com
Estudo de comunidade é o primeiro passo a ser dado para o planejamento
de uma Unidade de Informação (U.I.), seja este relacionado à implantação ou a
manutenção e desenvolvimento adequados (FIGUEIREDO, 1991).
De acordo com Figueiredo “é uma investigação de primeira mão, uma
análise e coordenação dos aspectos econômicos, sociais e de outros aspectos
interrelacionados de um grupo selecionado” (1994, p.65). A elaboração de
instrumentos de coleta de dados engajados e contextualizados é fundamental para
o sucesso do estudo. O presente trabalho adotou tal concepção para elaboração
de diferenciados instrumentos de coleta de dados para aplicação em
diversificados contextos, privilegiando a linguagem adequada, os objetivos do
estudo e o respeito ao usuário.
Uma Unidade de Informação jamais existirá ou perpetuar-se-á sem
usuários. A força motriz da Unidade de Informação constitui sua comunidade de
usuários. Conhecê-los, investigá-los, analisá-los, respondê-los e correspondê-los
é o maior desafio de uma U.I. “O estudo de comunidade envolve, portanto, o
estudo de dois elementos: as características da comunidade e os significados
destas características” (1994, p.65)
Entretanto, extrair as características e seus significados de uma
comunidade não é uma tarefa simples. Exige o estudo contínuo da comunidade
foco da U.I., pois ela é mutante. Desde os componentes (que não são eternos) até
a percepção de mundo destes componentes; seu perfil sócio-político-econômico;
sua filosofia e mesmo condições de vida e/ou sobrevida. Chegar até a
comunidade e interpretar o discurso, viés, interesse, necessidades e demandas
não configura uma tarefa, volto a dizer, simples.
A fim de superar tal desafio é comum, na realização de estudos de
comunidade, a geração de grande quantidade de dados, que podem se mostrar
contraditórios quando combinados a observações indiretas. Como se os dados por
si resultassem num estudo de qualidade e mais ainda, garantissem a
comunicação com os usuários e o perfeito andamento da U.I. (FIGUEIREDO,
1994).
Em muitas ocasiões os dados produzidos com estudos de comunidade,
embora constituam um grande repertório não encontram uma análise adequada,
razão de algumas limitações em estudos de usuários e fracasso na compreensão
da comunidade a qual já se atende ou pretende-se atender. Na maior parte dos
estudos não se consegue traduzir ou refletir a comunidade.

�É necessário perceber que o estudo de comunidades carece antes de tudo
planejamento estabelecendo objetivos, procedimentos metodológicos, elaboração
de instrumentos de coleta de dados não só adequados, mas contextualizados,
propiciando assim uma análise mais engajada.
Dito isso, o foco do trabalho foi a elaboração de diferentes e diversificados
instrumentos de coleta de dados para também diferentes e diversificadas
Unidades de Informação, com realidades construídas nos mais variados
contextos, mas tendo como premissa o não domínio dessas realidades e sim o
convite a vivencia-las e respeita-las em suas identidades.
Não é por se tratar de uma biblioteca universitária que todos os
instrumentos devem ser iguais. A primeira lição aprendida foi que há Instituições
de Ensino Superior (IES) públicas e privadas, com definição de missões distintas e
comunidades totalmente diferentes, provenientes de regiões e culturas que
necessitam ser assimiladas, respeitadas e apreendidas.
Para a elaboração dos instrumentos foi adotado como parâmetro a
abordagem tradicional focada no sistema de informação e na qual o usuário figura
como principal informante (FIGUEIREDO, 1994).
A partir dos contextos fictícios foram elaborados questionários variados
para faixa etária, ocupações e experimentações no uso de Unidades de
Informação diversificadas respeitando e utilizando a linguagem adotada pela
comunidade a fim de garantir a compreensão por parte do usuário e desta forma
extrair os dados realmente relevantes direcionando bem as questões e procurando
sempre que possível economizar o usuário sem comprometer a complexidade da
análise de suas respostas (PINHEIRO, 1982). Lembrando que questionários
podem ser cansativos e pela própria estruturação podem responder
contraditoriamente às expectativas do estudo uma vez que não envolve o
respondente, estimulando que este responda de boa vontade e o mais aproximado
possível da realidade.
Como procedimento foram definidas algumas U.I. objeto de estudos de
comunidade frequentemente ou que deveriam ser. Neste sentido foram
elaborados questionários para as seguintes unidades de informação:
a) Biblioteca escolar particular; b) biblioteca escolar municipal; c) biblioteca
escolar estadual; d) biblioteca universitária pública; e) biblioteca
universitária particular; f) biblioteca pública municipal (de bairro); g)
biblioteca pública municipal (central); arquivo público; biblioteca
especializada (jurídica); centro de documentação em saúde.
Para cada U.I. foi identificado tipos de usuários e elaborado um questionário
para cada categoria. Por exemplo: biblioteca escolar – alunos de diferentes ciclos,
professores e funcionários – cada tipo teve um instrumento cuidadosamente
preparado e posteriormente testado, apresentando grande aceitação e
compreensão por parte dos entrevistados.

�Através de tal estudo, foi possível concluir que há a necessidade de
estabelecimento de uma comunicação inicial para com a comunidade anterior a
elaboração do instrumento, uma sugestão é através da observação participante,
para que em primeiro lugar possa ser identificada a linguagem mais adequada
para abordagem da comunidade. Questionários criados com vistas à comunidade
real e não à comunidade ideal já estereotipada pelo próprio ramo de atuação da
Unidade de Informação podem levar a um abismo intransponível entre o que se
oferece e o que é esperado, desejado, demandado e necessitado.
Crianças exigem questionários dinâmicos e diretos; adolescentes
demonstram ter mais complexidade, mas pouca paciência para responder
questionários o que leva a preocupação com a quantidade de dados a serem
buscados e a dinâmica entre as questões apresentando uma justificativa para
estas; adultos podem demonstrar muita disponibilidade para responder se
entrevistados no momento adequado e com linguagem adaptada a realidade dos
entrevistados, pesquisadores desejam ser tratados como tal e idosos não querem
ser menosprezados ou infantilizados. Cada casta tende a exigir tratamento digno
ao corte ao qual pertence.
Desse modo, categorizar os dados e interpretá-los tornou um processo
menos tenso e doloroso sem perspectiva de sucesso e compreensão da
comunidade estudada ao final.

Palavras-chave: Estudo de usuários; Instrumentos de coleta de dados; Unidades
de informação
Referências
FIGUEIREDO, N. M. Estudos de uso e usuários da informação. Brasília, DF:
IBICT, 1994.
FIGUEIREDO, N. M. Metodologias para a promoção do uso da informação:
técnicas aplicadas particularmente em bibliotecas universitárias e especializadas.
São Paulo: Nobel, 1991.
PINHEIRO, L. V. R. Usuários-informação: o contexto da Ciência e Tecnologia.
Rio de Janeiro: IBICT, 1982.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Estudo de comunidade é o primeiro passo a ser dado para o planejamento de uma Unidade de Informação (U.I.), seja este relacionado à implantação ou a manutenção e desenvolvimento adequados (FIGUEIREDO, 1991). De acordo com Figueiredo “é uma investigação de primeira mão, uma análise e coordenação dos aspectos econômicos, sociais e de outros aspectos interrelacionados de um grupo selecionado” (1994, p.65). A elaboração de instrumentos de coleta de dados engajados e contextualizados é fundamental para o sucesso do estudo. O presente trabalho adotou tal concepção para elaboração de diferenciados instrumentos de coleta de dados para aplicação em diversificados contextos, privilegiando a linguagem adequada, os objetivos do estudo e o respeito ao usuário.</text>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/19/1434/Trab14400210820150331_000000.pdf</src>
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                    <text>BIBLIOTECAS COMO ESPAÇOS DE CONVIVÊNCIA: NOVAS AMBIÊNCIAS PARA AS
BIBLIOTECAS DO FUTURO
1 INTRODUÇÃO
Embora seja uma das instituições mais antigas do mundo, é a partir das últimas
décadas que as bibliotecas adquiriram inúmeras funcionalidades. Em grande parte, essa
ocorrência é fruto das transformações ocorridas no âmbito da Biblioteconomia e seu
reconhecimento como ciência.
Antes, centradas em um modelo patrimonialista, o foco de atuação das bibliotecas
estava voltado para a guarda e armazenamento de coleções (visão patrimonialista). Contudo,
a partir do século XIX, com o estudo dos acervos, das rotinas institucionais e das técnicas de
tratamento, essas unidades adentram-se à perspectiva funcionalista, considerando as
influências que essas instituições determinavam na sociedade, evidenciando valores,
crenças e atitudes (ARAÚJO, 2014).
Assim, as bibliotecas tornam-se organismos dinâmicos, em constante crescimento,
permeados por produtos e serviços diversificados, cujo objetivo maior seja satisfazer a
necessidade do público a que serve. Observa-se que as bibliotecas passam a desempenhar
atividades que ultrapassam as fronteiras físicas, atingindo o contexto de vida dos indivíduos.
Nesse âmbito, novas funcionalidades são assumidas pelas bibliotecas, que deixam de
exercer apenas o papel informacional, voltado à gestão dos acervos, tendo em vista ampliar
os objetivos bibliotecários. Segundo Cysne (1993, p. 26), na modernidade, a biblioteca além
de servir a função educacional, também viabiliza a promoção da cultura em geral, o que
garante sua função social. O mesmo autor defende que essa ampliação de objetivo não tem
aceitação geral e os bibliotecários devem refletir sobre “[...] a posição social da biblioteca,
pensando num modo mais eficaz de torná-la mais popular e, dessa forma, mais utilizada,
como forma de garantir sua existência na comunidade”.
Garantir sua existência é algo primordial, sobretudo com as mudanças acarretadas pela
evolução tecnológica que fez desenhar novos modelos de busca e acesso à informação.
Para Ribas e Ziviani (2007), com o desenvolvimento tecnológico e a ampliação dos fazeres
bibliotecários, aumenta-se as possibilidades de atuação do bibliotecário, rumo a uma
sociedade mais inclusiva. Essas autoras acreditam na reconfiguração das bibliotecas, as
quais tronar-se-ão palcos de socialização da cultura, do lazer, enfim, da vivência social.
A partir deste contexto, este artigo objetiva demonstrar a realidade de algumas
bibliotecas da esfera pública no que se refere às funções sociais por elas desenvolvidas,
destacando os serviços e ações que são realizados, haja vista o fomento à cultura, ao lazer e
à socialização.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Partindo do princípio de que cada modalidade de biblioteca (escolar, universitária,
pública, comunitária, especializada e acadêmica) possui características similares quanto à
prestação de serviços e público alvo específico, a amostragem desta pesquisa foi constituída
por uma representante de cada modalidade, logo, investigaram-se seis realidades distintas.
Utilizou-se como instrumento para coleta de dados, questionário com perguntas
fechadas. As perguntas foram formuladas levando em consideração coletar dados sobre os
seguintes aspectos: principais atividades realizadas, ações culturais, entretenimento, papel
social da biblioteca e a visão dos bibliotecários entrevistados quanto à função social e quanto
ao futuro das bibliotecas, sobretudo no que se refere à reconfiguração de seus espaços e
atividades no comparativo com os centros de convivência.

�3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
O questionário foi enviado por email às seis bibliotecas investigadas, tendo como
direcionamento, ser respondido, preferencialmente, pelo bibliotecário gestor da unidade.
Logo de início, através da primeira pergunta, perguntou-se a que fim primordial as
atividades bibliotecárias eram realizadas na unidade. Como opções de resposta foram
apresentadas as funções informacionais, as culturais e as de entretenimento. Todos os seis
respondentes consideram que as atividades e serviços bibliotecários possuem como
funcionalidade principal a oferta de informação.
Tendo em vista analisar se haveria preocupação com as atividades culturais,
perguntou-se se as unidades realizam ações de cunho cultural. Semelhante à questão
anterior, todos os respondentes afirmaram não haver realização de atividades votadas para a
cultura no recinto da biblioteca.
O mesmo resultado foi constatado quanto às atividades voltadas ao entretenimento, ou
seja, de forma unânime, as unidades de informação entrevistadas não realizam atividades
bibliotecárias com fins de entretenimento. As análises até agora discorridas confirma que a
unidade elabora seus produtos, serviços e métodos tendo como objetivo primordial, prestar
atividades informacionais (acervo) aos usuários da informação. Isso não deveria acontecer,
pois a literatura, de modo geral, assim como inúmeras pesquisas, defendem a existência da
função social atribuída à biblioteca, função essa formulada a partir de um conjunto de
esforços, interesses e elementos. Assim, os serviços e produtos bibliotecários
[...] vão conferir à biblioteca sua dinâmica, sua capacidade de transpor a métrica e
estabilidade de seus acervos, permitindo a concretização da sua função social. Essa
função social pede uma relação constante entre o que se pode chamar de corpus da
biblioteca, suportes documentais, pessoal, informação, conhecimento, cultura e
público utilizador (RACHE; VARVAKIS, 2006, p. 137, grifo nosso).

A quarta pergunta, direcionada apenas àqueles profissionais que não ofertam
atividades culturais e de entretenimento, investigou o motivo que leva essas unidades a não
ofertarem as referidas atividades. Uma biblioteca (16,7%) mencionou não ofertar as
atividades, pois elas podem comprometer o silêncio da biblioteca; outra biblioteca considera
que não oferece essas atividades, pois elas geram custos, sendo que a unidade não tem
capacidade em custodiar. Por fim, para quatro unidades (66,7%), o motivo de não se realizar
atividades culturais/entretenimento é justificado pela escassez de recursos humanos (gráfico
1).
Visando investigar se as regras da instituição ou as políticas mencionavam aspectos
relacionados à elaboração de atividades sociais, perguntou-se a respeito do regulamento da
biblioteca. Para três bibliotecas (50%), o regulamento não menciona a necessidade de se
realizar esse tipo de atividade, já para outras três (50%), o regulamento faz essa
recomendação (gráfico 2).
Comprometem o
silêncio da unidade
Geram custos
Devido à escassez de
recursos humanos

Gráfico 1 – Motivos que justificam a unidade não adotar atividades sociais
Fonte: os autores (2015).

O regulamento
menciona a
realização de
atividades culturais
O regulamento não
menciona
atividades culturais

Gráfico 2 – Regulamento e as atividades sociais
Fonte: os autores (2015).

Os bibliotecários foram investigados se acreditavam no papel social das bibliotecas. Por
unanimidade, todos responderam que acreditam nesse papel atribuído às bibliotecas.
Semelhantemente, quando indagados se crêem que as bibliotecas um dia poderão tornar-se

�locais de convivência, também todos os seis responderam que acreditam nessa
possibilidade.
A pesquisa pretendeu investigar, através da penúltima pergunta: “se em geral,
oferecessem atividades culturais/entretenimento estaria cumprindo com seu papel social?”.
Todos os respondentes consideram que a biblioteca pode viabilizar essa possibilidade.
Percebe-se, com base nessa mesma resposta, que os profissionais que atuam nas
bibliotecas investigadas possuem conhecimento das novas potencialidades da unidade,
sobretudo quanto ao papel social que elas podem desempenhar. Com base nas respostas
acima, de que a biblioteca não oferece atividades sociais, depreende-se que trata-se de
motivos não relacionados com o posicionamento dos profissionais, mas motivos de ordens
mais genéricas, envolvendo outras instâncias e contextos.
A última pergunta também comprova que o bibliotecário considera as funcionalidades
da biblioteca que extrapolam as tradicionais funções informacionais (acervo). Ao serem
perguntado: “Se, porventura, os acervos impressos forem transferidos para ambiente virtual,
você considera que a biblioteca presencial será extinta?”. Todos consideram que a biblioteca
presencial permanecerá com espaços destinados à visitação de usuários, haja vista, realizar
estudos, pedir auxílios aos bibliotecários, assim como participar de atividades sociais, dentre
elas: encontros, palestras, teatros, debates, enfim, um local de convívio social.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir dos resultados obtidos neste estudo, confirma-se que o objetivo geral foi
atingido. Isso porque, através das reflexões advindas dos dados coletados e do
embasamento teórico utilizado, percebeu-se que foi demonstrada a realidade de algumas
bibliotecas da esfera pública no que se refere às funções sociais por elas desenvolvidas,
constatando que, na maioria das bibliotecas, as atividades sociais, voltadas para a cultura e
lazer, ainda não são praticadas, tendo maior preocupação as funções informacionais
direcionadas à gestão dos acervos.
É possível constatar que os bibliotecários reconhecem as potencialidades da biblioteca,
ao contribuir com a função social, extrapolando as funções meramente informacionais. A
biblioteca e seus profissionais também possuem a capacidade de oferecer serviços culturais,
de entretenimento, realizando ações educativas que vão além do acervo informacional.
Assim, a unidade cumpre com o papel social, tornando-se espaços abertos, democráticos, de
socialização, transformando-se em verdadeiros espaços de convivência. Evidenciou-se que,
a não prestação de serviços sociais à comunidade por parte das unidades analisadas é
conseqüência, na maioria das vezes, da falta de recursos, investimento e de reconhecimento
e valorização do potencial da biblioteca na sociedade.
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, C.A.A. O pensamento crítico na Arquivologia, biblioteconomia e na Museologia.
INCID, Ribeirão Preto, v. 5, n. 1, p. 27-46, mar./ago. 2014.
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2007.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
PROJETO VIVENDO HISTÓRIAS

Gabriela

Giacumuzzi.

Universidade

Federal

do

Rio

Grande

do

Sul.

(ggiacumuzzi@hotmail.com); Eliane Lourdes da Silva Moro. Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (eliane_moro@yahoo.com.br); Lizandra Brasil Estabel. Instituto
Federal

de

Educação,

Ciência

e

Tecnologia

do

Rio

Grande

do

Sul

(lizandra.estabel@poa.ifrs.edu.br).

O Projeto de Leitura Vivendo Histórias é realizado desde 2012 por voluntários
graduandos de Biblioteconomia na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação
(FBC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e bibliotecários, mas
ao longo de seu desenvolvimento, o projeto contou com alguns voluntários com
formação em outras áreas do conhecimento. O Vivendo Histórias é uma Ação de
Extensão que tem como objetivo principal: o estímulo do desenvolvimento intelectual,
moral e emocional dos idosos residentes da Casa Lar do Cego Idoso, localizada em
Porto Alegre –RS.
A realidade encontrada na Casa Lar do Cego Idoso é que muitos idosos vivem em
situação de ostracismo social, pois não mantem contato com outros idosos pelo fato
de não saírem de seus quartos, recebem poucas visitas de familiares ou amigos, e
até mesmo há idosos que não recebem visita alguma. Dessa forma, o Vivendo
Histórias contribui para que os idosos criem vínculos afetivos com pessoas que não
sejam enfermeiras e médicos, fator que contribui para o aumento da autoestima dos
idosos. Giacumuzzi e outros (2014, p. 3) afirmam :

Atividades de mediação e fomento à leitura feitas por meio de visitas
ou outras atividades educativas e recreativas, proporcionam que o
idoso esteja em constante contato com o mundo, construindo
conhecimento, lendo por meio da narrativa oralizada e verbalizando
suas histórias, revivendo emoções, sentindo e se comunicando de
diversas formas com as demais pessoas.

O Vivendo Histórias é realizado por meio de visitas aos idosos nos sábados à tarde,
entre 13h e 15h, atendendo cerca de 10 idosos da Casa Lar que conta com cerca de

�50 moradores. A maioria das visitas são feitas individualmente nos quartos dos idosos
e, eventualmente, há atividades em grupos. Isto ocorre, porque os idosos apresentam
deficiência visual (cegueira ou baixa-visão), surdocegueira, deficiência física ou
mobilidade reduzida, portanto, não são todos os idosos que saem de seus quartos
para irem nos espaços de socialização presentes na Casa Lar.
A Biblioterapia embasa teoricamente o projeto, e norteia a seleção de contos, poemas,
músicas, crônicas, entre outros, que serão utilizados para a mediação da leitura.
Segundo Melo (2013, p. 46):
[...] a biblioterapia consiste na interação da leitura com a interpretação
individual segundo a qual cria livremente novas histórias, novas
emoções, novos sentidos. Ela permite refletir e transformar
percepções, desenvolvendo equilíbrio e desenvoltura perante as
situações da vida, caracterizando a leitura terapêutica como atividade
benéfica e revigorante.

Os voluntários que participam do Vivendo Histórias buscam leituras que vão de
encontro às preferências literárias dos idosos e que vão de encontro ao seu cotidiano
e suas emoções, proporcionando a criação de significado nas leituras.
Ao longo destes anos que o projeto vem sendo desenvolvido, percebeu-se a melhora
na autoestima dos idosos e a criação de vínculos afetivos entre os voluntários e os
idosos, assim como, desperto e mantido o gosto pela leitura, pois os idosos aguardam
a chegada dos sábados para entrarem em contato com novas leituras.

Palavras-chave: Mediação de Leitura. Biblioterapia. Idosos.

REFERÊNCIAS

GIACUMUZZI, Gabriela; TRESSINO, Camila Schoffen; TIMM, Camila; MORO, Eliane
Lourdes da Silva; ESTABEL, Lizandra Brasil. Projeto de Leitura Vivendo Histórias:
vivendo a inclusão por meio da leitura numa casa geriátrica. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 10, 2014. Edição Especial.
Disponível em: &lt;http://hdl.handle.net/10183/106747&gt;. Acesso em: 20 mar. 2015.
MELO, Vanessa Martins de. Mediação de Leitura: a biblioterapia como fator para a
inclusão social de idosos residentes em ILPIs. 2013. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação em Biblioteconomia) – Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação,
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013. Disponível:
&lt;http://hdl.handle.net/10183/88821&gt;. Acesso em: 20 mar. 2015.

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                <text>O Projeto de Leitura Vivendo Histórias é realizado desde 2012 por voluntários graduandos de Biblioteconomia na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FBC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e bibliotecários, mas ao longo de seu desenvolvimento, o projeto contou com alguns voluntários com formação em outras áreas do conhecimento. O Vivendo Histórias é uma Ação de Extensão que tem como objetivo principal: o estímulo do desenvolvimento intelectual, moral e emocional dos idosos residentes da Casa Lar do Cego Idoso, localizada em Porto Alegre –RS.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
CIBERCULTURA E BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Soraia Capello. UNIRIO. sorasantana@hotmail.com; Alberto Calil Elias Junior.
UNIRIO. caliljr@unirio.br
Introdução
Este estudo é um recorte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), realizado
na Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro,
sobre a atuação das Bibliotecas das Universidades Públicas (BUPs) do Estado do
Rio de Janeiro no ciberespaço 1. Especificamente neste estudo será realizada uma
abordagem teórica sobre alguns aspectos relacionados à inserção das bibliotecas
na cibercultura, além de exemplificação de como vêm sendo efetivamente
realizada esta dinâmica.
A adesão das bibliotecas às mídias sociais e outros dispositivos de
comunicação já não é novidade para uma parcela significativa de nossas
biliotecas, particularmente para as bibliotecas universitárias, no caso brasileiro.
Dentre as diversas inovações que surgiram no ciberespaço, as plataformas de
mídias sociais estão entre aquelas que mais se destacam entre a população
brasileira e, para o caso das organizações, isso ocorre em parte, pela sua
capacidade de conquistar diariamente novos usuários, tornando-se assim cada
vez mais significativas. Estas ferramentas proporcionaram uma verdadeira
revolução na maneira com que as pessoas se comunicam e no modo como a
informação e o conhecimento são disseminados. Elas permitem que indivíduos de
todo o mundo compartilhem informações de forma rápida e dinâmica, através de
uma ilimitada rede de conexões. O desenvolvimento das tecnologias, tais como
avanços dos dispositivos móveis, ampliação das velocidades de conexões em
banda larga e aumento das redes sem fio (Wi-fi), por exemplo, além de
proporcionarem um ambiente “always on”, possibilitam a inserção das bibliotecas
neste ambiente e também que seus usuários possam usufruir de seus serviços.
Nesse sentido, essa comunicação visa mostrar a aplicabilidade do que vem sendo
discorrido na literatura sobre o uso destas ferramentas em bibliotecas.

Método da pesquisa
Por se tratar de um trabalho teórico advindo de um TCC, a metodologia do
presente estudo consistiu em revisão de literatura referente ao tema proposto, a
fim de identificar as características do ciberespaço e de suas ferramentas e
analisar as possibilidades de aplicação de produtos e serviços de bibliotecas que
1

TCC intitulado BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E MÍDIAS SOCIAIS: análise sobre o uso do Twitter pelas
Bibliotecas das Universidades Públicas do Rio de Janeiro apresentado à Universidade Federal do Estado do
Rio de Janeiro, autoria de Soraia Capello, orientado pelo Prof. Dr. Alberto Calil.

�surgem junto ao ciberespaço. Para dar suporte a esta revisão de literatura foi
realizado um levantamento bibliográfico na base de dados BRAPCI 2; no Portal de
Periódicos da Capes; em livros; e-books; pesquisas estatísticas sobre uso da
internet; apresentações em anais de eventos; teses e dissertações
Discussão
De acordo com Lévy (1999, p. 92) podemos entender o ciberespaço como
um “espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores
e das memórias dos computadores”. O ciberespaço, ambiente “desterritorializado”
(LÉVY, 1999), têm como alicerce as tecnologias digitais atuais, que envolvem
processos de colaboração e interação na Web. Na cibercultura a Web evolui e
deixa de ser estática, se tornando uma tecnologia em que não somente o
programador pode fazer alterações, o usuário também participa e colabora na
criação de conteúdos e em seu compartilhamento de modo colaborativo. A Web
2.0 é uma revolução de conceitos e características dos serviços online.
No artigo “Teoria da Biblioteca 2.0: Web 2.0 e suas implicações para as
bibliotecas” Jack Maness (2007) afirma que as mudanças nos paradigmas da Web
têm efeitos significativos para as bibliotecas. Segundo o autor a aplicação das
tecnologias e valores da Web 2.0 aos serviços e coleções de bibliotecas ficou
conhecida como Biblioteca 2.0. Para Maness (2007, p. 45) o Bibliotecário 2.0 deve
atuar como um facilitador entre o usuário e o conteúdo, não sendo
necessariamente ele o criador de conteúdo na biblioteca. Para o autor, é
necessário haver interação entre os usuários e os bibliotecários no momento de
criação destes conteúdos, trazendo para a biblioteca uma realidade virtual, em
que a presença da biblioteca na Web inclui seu alinhamento, na utilização destas
aplicações e tecnologias, com a sua comunidade usuária. Vejamos alguns
exemplos de como serviços prestados pelas bibliotecas podem ser ajustados a
estes novos dispositivos:
Serviço de referência virtual: através de mensagens síncronas (mensagens
instantâneas), onde os usuários podem se comunicar instantaneamente com o
bibliotecário. Maness (2007, p. 45) sugere que a ferramenta citada tem a função
de proporcionar uma comunicação direta da mesma maneira que serviço de
referência tradicional, face a face. Como exemplo, temos o serviço de referência
virtual da biblioteca do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP 3. O
referido serviço funciona de segunda a sexta, das 9h às 12h e 14h às 18h.
Tutorias de funcionamento e aquisição de mídias digitais: a utilização de streaming
media (fluxo da mídia de áudio e vídeo) de acordo com Maness (2007, p. 46) vem
sendo largamente utilizado nos tutoriais das bibliotecas nas explicações e
instruções sobre o funcionamento da biblioteca, por exemplo, que antes eram
2

BRAPCI: Base de dados referencial de artigos de periódicos em Ciência da Informação. Endereço eletrônico:
http://www.brapci.ufpr.br/
3
Universidade de São Paulo. Disponível em:
http://www.ifsc.usp.br/~sbiweb/livezilla/livezilla.php?code=U0VSVkVSUEFHRQ==4 Universidade
Federal do Rio de Janeiro

�oferecidas de maneira estática, baseada em texto, agora passa a ser ofertado
através de vídeos e/ou áudio. Outra decorrência do uso de streaming de mídias
em bibliotecas está relacionada ao repositório digital para mídias criadas na Web,
como vídeos e músicas, onde a biblioteca ficaria responsável por esse
armazenamento, sendo necessário pensar novas formas para a gestão de
aquisição de conteúdo digital e a catalogação deste material. A biblioteca do
Centro de Tecnologia da UFRJ 4 fornece um tutorial em streaming de mídia, em
formato de vídeo, sobre seu funcionamento, este vídeo se encontra disponível
através da plataforma de compartilhamento de vídeo Youtube 5.
Canais de comunicação com a comunidade: através de blogs e redes sociais na
internet, onde se torna possível comunicar-se diretamente com o público, podendo
fornecer novidades, avisos sobre atividades da biblioteca, etc. O blog oferece
outras maneiras de envolver os usuários e impulsionar novos conteúdos a eles.
Algumas bibliotecas transformam sua homepage em um blog, uma boa
oportunidade de estar diretamente ligado à comunidade e também responder
rapidamente ao seu feedback (CASEY, 2006, p. 40). A ferramenta de redes
sociais, segundo Maness (2007) é a mais próspera das tecnologias, pois nela
podem-se combinar diversas ferramentas em uma única mídia, por exemplo, a
junção de mensagens instantâneas, streaming media e tags como acontece no
Facebook. Estas plataformas de relacionamento permitem que grupos sejam
criados e que pessoas com interesses m um determinado assunto possam estar
sempre por dentro das novidades a este relacionadas.
Conclusões
Considera-se importante utilizar estas ferramentas porque elas auxiliam na
visibilidade da biblioteca para sua comunidade usuária, e as tornam presentes nos
mesmos ambientes em que seus usuários se encontram, sejam reais ou
potenciais. Deste modo, há maior chance de diálogo e principalmente maior
possibilidade de atraí-los a participar de mudanças através da colaboração.
Palavras-chave: biblioteca 2.0; ciberespaço; web 2.0
Referências
CASEY, Michael E. Library 2.0: service for the next-generation library. Library
Journal, [s.l.], set. 2006.
LÈVY, Pierre. O ciberespaço ou a virtualização da comunicação. In: _____.
Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. p. 85-107.
MANESS, Jack M. Teoria da biblioteca 2.0: Web 2.0 e suas implicações para as
bibliotecas. Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa, v.17, n.1, p.43-51.
jan./abr., 2007.
4

Universidade Federal do Rio de Janeiro
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=UpTSfwT_kJk

5

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                <text>Este estudo é um recorte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), realizado na Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, sobre a atuação das Bibliotecas das Universidades Públicas (BUPs) do Estado do Rio de Janeiro no ciberespaço1. Especificamente neste estudo será realizada uma abordagem teórica sobre alguns aspectos relacionados à inserção das bibliotecas na cibercultura, além de exemplificação de como vêm sendo efetivamente realizada esta dinâmica.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
ACESSO À INFORMAÇÃO PARA GRADUANDOS EM CIÊNCIAS COM
DEFICIÊNCIA VISUAL

Gabriela

Giacumuzzi.

Universidade

Federal

do

Rio

Grande

do

Sul.

(ggiacumuzzi@hotmail.com); Maria do Rocio Fontoura Teixeira. Universidade Federal
do Rio Grande do Sul (maria.teixeira@ufrgs.br).

Este trabalho apresenta o projeto que norteará a pesquisa para o mestrado no
Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida, que
analisará como a audiodescrição e a descrição de imagens estáticas auxiliam no
acesso às informações visuais para graduandos em Ciências nas Instituições Públicas
de Ensino Superior. Segundo Lima e Lima (2010):
A áudio-descrição não é uma simples descrição completa ou aleatória
da imagem, mas a tradução visual de elementos que, sendo
apresentados ao usuário, propiciarão uma representação mental
precisa, objetiva e vívida do que está sendo visto no evento imagético.

A deficiência visual é subdivida em cegueira e baixa-visão, e pessoas com deficiência
visual podem ter o seu direito de acesso à informação garantido pela audiodescrição
e descrição de imagens estáticas. O Ensino em Ciências é muito amparado pelas
informações visuais, fator que pode tornar o curso inacessível para pessoas com
deficiência visual, portanto, é necessário que os núcleos de acessibilidade das
Instituições Públicas de Ensino Superior trabalhem com a audiodescrição.
Portanto, a pesquisa terá como objetivos:
a) identificar as Instituições Públicas de Ensino Superior que possuem alunos com
deficiência visual cursando graduações em Ciências.
b) identificar as Instituições Públicas de Ensino Superior que garantem o direito de
acesso às informações visuais por meio da audiodescrição.
c) verificar como a audiodescrição torna acessível o acesso às informações visuais.
Será adotada uma pesquisa qualitativa com um estudo exploratório para a realização
desta pesquisa. A coleta de dados se dará por meio do contato via correio e via e-mail
com os núcleos de acessibilidade das Instituições de Ensino Superior, analise das

�instituições que possuem graduandos com deficiência visual em cursos de Ciências,
e posterior envio de questionário para verificar se os núcleos de acessibilidade
disponibilizam os serviços de audiodescrição e descrição de imagens estáticas para
os alunos com deficiência visual. O questionário que vier a ser preenchidos pelos
núcleos de acessibilidade será o instrumento de coleta de dados.
Espera-se demonstrar com esta pesquisa, como a informação visual pode auxiliar no
processo de ensino e aprendizagem de alunos com deficiência visual, quando a
informação visual é traduzida por meio da audiodescrição e da descrição de imagens
estáticas. Pois assim, os alunos terão um ensino acessível e inclusivo.

Palavras-chave: Acesso à Informação. Audiodescrição. Deficiência Visual.

REFERÊNCIAS

LIMA, Francisco José de; LIMA, Rosângela A. F. O Direito das Crianças com
Deficiência Visual à Áudio-Descrição. Revista Brasileira de Tradução Visual,
Recife, v. 3, 2010. Disponível em: &lt;http://www.rbtv.associadosdainclusao.
com.br/index.php/principal/article/view/52&gt;. Acesso em: 5 mar. 2015.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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22 a 24 de julho de 2015

PROJETO ACESSIBILIDADE EM BIBLIOTECAS PÚBLICAS

Autores:

Leonardo da Silva de Assis, Bibliotecário, Mais Diferenças.
leonardo.assis@md.org.br
Wagner Santana, Coordenador Técnico do Projeto, Mais Diferenças.
wagnersantana@md.org.br

Introdução:
A Biblioteca Pública é o equipamento cultural que mais está presente nos
municípios brasileiros. Ela pode ser considerada como uma das principais
instituições de acesso e uso da informação e do conhecimento em nossa
sociedade para os públicos infantil, infanto-juvenil e adulto. Para tanto, a biblioteca
pública passou a colocar o tema da inclusão das pessoas com deficiência em suas
rotinas de trabalho, como, por exemplo, adaptações de acessibilidade
arquitetônica em suas edificações, aquisição de acervo acessível e a realização
de programações acessíveis com o objetivo de atender também a esse público.
Nessa perspectiva, foi aberto em 2013 o Edital de seleção pública Acessibilidade
em Bibliotecas Públicas, do Ministério da Cultura (MinC), sob a responsabilidade
de realização do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), que
selecionou para execução do projeto a OSCIP Mais Direfenças1.
Esse edital tem como objetivo principal a ampliação e qualificação da
acessibilidade em 10 (dez) Bibliotecas Públicas Estaduais ou Municipais, no país,
selecionados previamente pelo SNBP/DLLLB/MinC, sendo: Biblioteca Pública
Estadual Estevão de Mendonça, Cuiabá/MT; Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaias
Paim, Campo Grande/MS; Biblioteca Pública Benedito Leite, São Luís/MA;
Biblioteca Pública do Estado da Bahia, Salvador/BA; Biblioteca Pública Estadual
do Acre, Rio Branco/AC; Biblioteca Pública Estadual do Amazonas, Manaus/AM;
Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Belo Horizonte/MG; Biblioteca Pública
Estadual Levy Cúrcio da Rocha, Vitória/ES; Biblioteca Pública do Estado do
	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;   	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  
1

A Mais Diferenças é uma associação qualificada como Organização da Sociedade Civil
de Interesse Público (OSCIP) pelo Ministério da Justiça e como Entidade Promotora de Direitos
Humanos, pela Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo. Fundada em dezembro de 2005 por
um grupo de profissionais com larga trajetória na defesa dos direitos das pessoas com deficiência,
tem como focos de atuação Educação e Cultura Inclusivas.
	&#13;  

�Paraná, Curitiba/PR; Biblioteca Pública Municipal Professor Barreiros Filho,
Florianópolis/SC.
Um dos objetivos principais das iniciativas visando prover acessibilidade
aos equipamentos públicos e, no caso, às bibliotecas públicas, é criar condições
mais apropriadas para a efetivação dos direitos das pessoas com deficiência, por
meio de ações que favoreçam a equiparação de oportunidades. No Brasil,
segundo dados do Censo 2010 (IBGE), 45.606.048 milhões de pessoas têm
alguma deficiência, representando 23,92% da população, entre os quais
38.473.702 pessoas vivem em áreas urbanas e 7.132.347 em áreas rurais.
Relato da experiência:
O Convênio do Projeto Acessibilidade em Bibliotecas Públicas foi assinado
em abril de 2014. Desde então, a Mais Diferenças vem realizando uma série de
ações de modo a mapear a acessibilidade nas 10 bibliotecas atendidas pelo
projeto, bem como no país. Até o presente momento, dentre as diferentes ações
realizadas, destacamos: realização de reuniões com os gestores dos sistemas
estaduais/municipal e das bibliotecas selecionadas; realização do diagnóstico (in
loco) nas 10 bibliotecas selecionadas; realização da Pesquisa Nacional sobre
Acessibilidade em Bibliotecas Públicas.
Em síntese, conforme observado nos diagnósticos e em nossas ações
frente ao projeto, vimos que por mais que adequações sejam feitas nas bibliotecas
públicas de modo a atender as legislações vigentes, como, por exemplo, de
acessibilidade arquitetônica, constatamos que melhorias ainda precisam ser
implementadas. Falta de sinalização visual e sonora, rampas de acesso, corrimões,
espaço entre as estantes, elevadores, banheiros acessíveis, entre outros, são
exemplos encontrados como problemas nas bibliotecas públicas brasileiras.
Também, acreditamos que a acessibilidade extrapola a questão da arquitetura
e passa a integrar todos os ambientes das bibliotecas públicas. Surgem as
preocupações com o atendimento ao público, aquisição de acervo em formatos
acessíveis, produtos e serviços que são oferecidos pelas bibliotecas para os seus
usuários com deficiência. No que diz respeito ao atendimento, as bibliotecas,
algumas vezes, estão preparadas a receber os usuários com deficiência física
(motora) ou visual, mas não estão aptas ao atendimento dos outros tipos de
deficiência como, por exemplo, os surdos e as pessoas com deficiência intelectual.
Além disso, encontramos problemas com relação ao acervo dessas
instituições. Quando existe acervo para as pessoas com deficiência, este em geral se
restringe a materiais em Braille, que atende ao público cego. Outro problema diz
respeito ao número reduzido de livros em formatos acessíveis disponíveis no
mercado editorial. Em geral, as bibliotecas públicas não dispõem de obras em outros

�formatos como, por exemplo, o áudio livro, o livro com fonte ampliada, o formato
Daisy, livros em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) ou livros de leitura fácil.
Há também o problema de aquisição de tecnologia assistiva. As bibliotecas
públicas apresentam um déficit com relação a esses equipamentos e, na maioria das
vezes, possuem apenas uma máquina de datilografar em Braille, não
necessariamente em boas condições de uso. Esses equipamentos podem ser uma
lupa, um scanner com softwares que sintetize os textos em formato de voz, uma linha
Braille, um folheador automático de livros, etc.
Por fim, as bibliotecas públicas, em sua grande parte, não oferecem serviços e
uma programação de atividades que viabilize a inclusão das pessoas com diferentes
tipos de deficiências. O que reflete na baixa frequência desse tipo de público nas
bibliotecas públicas brasileiras.
Tendo em vista os dados dos diagnósticos e da pesquisa nacional, atualmente
estão em curso: 1. Definição da programação de formações para as equipes das
bibliotecas, como foco nas políticas públicas de livro e leitura, planejamento de ações
inclusivas nas bibliotecas, mediações de leitura inclusivas, mobilização e articulação
com outras políticas públicas e uso das tecnologias assistivas nas bibliotecas; 2.
Orientações gerais quanto ao uso de tecnologias assistivas pelas bibliotecas; 3.
Mobilização de atores do campo do livro e leitura e da defesa de direitos das pessoas
com deficiência; 4. Elaboração de orientações para a composição de acervos em
formatos acessíveis; 5. Produção de livros em formatos acessíveis, considerando as
diferentes deficiências.
Considerações Finais:
O que constatamos até o presente momento de execução do projeto
Acessibilidade em Bibliotecas Públicas é que melhorias e implementações precisam
ser realizadas nas bibliotecas públicas brasileiras de modo a atender as pessoas com
deficiência. A iniciativa do SNBP e da Mais Diferenças com o Projeto Acessibilidade
em Bibliotecas Pública busca agir sobre esse cenário, bem como propor ações de
modo a fomentar as políticas do livro e leitura para a inclusão dessa temática na
cadeia produtiva do livro e agendas dos governos.
Palavras-chave: Biblioteca Pública. Acessibilidade. Inclusão.
Agências financiadoras: Ministério da Cultura (MinC), Diretoria de Livro, Leitura,
Literatura e Bibliotecas (DLLLB) e Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas
(SNBP). Convênio 800812/2014. Processo 01430.001764/2013-48.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A Biblioteca Pública é o equipamento cultural que mais está presente nos municípios brasileiros. Ela pode ser considerada como uma das principais instituições de acesso e uso da informação e do conhecimento em nossa sociedade para os públicos infantil, infanto-juvenil e adulto. Para tanto, a biblioteca pública passou a colocar o tema da inclusão das pessoas com deficiência em suas rotinas de trabalho, como, por exemplo, adaptações de acessibilidade arquitetônica em suas edificações, aquisição de acervo acessível e a realização de programações acessíveis com o objetivo de atender também a esse público. Nessa perspectiva, foi aberto em 2013 o Edital de seleção pública Acessibilidade em Bibliotecas Públicas, do Ministério da Cultura (MinC), sob a responsabilidade de realização do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), que selecionou para execução do projeto a OSCIP Mais Direfenças.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
RESUMO EXPANDIDO DE RELATO DE EXPERIÊNCIA
PREPARAÇÃO PARA A OFERTA DO CURSO DE BIBLIOTECONOMIA A
DISTÂNCIA NO BRASIL: RESULTADOS PARCIAIS.
Ana Maria Ferreira de Carvalho - Doutoranda em Ciência da Informação - Universidade
Federal do Rio de Janeiro (anacarvalho@facc.ufrj.br); Mariza Russo - D.Sc. em
Engenharia de Produção - Universidade Federal do Rio de Janeiro
(mariza.russo@facc.ufrj.br); Nysia Oliveira de Sá , D.Sc. em Políticas Públicas e
Formação Humana - Universidade Federal do Rio de Janeiro - (nysia@facc.ufrj.br)

Introdução
O aperfeiçoamento da tecnologia dos computadores, assim como os
avanços das telecomunicações, tem ampliado o interesse na Educação a
Distância (EaD). Peters (2004, p. 24) destaca que esse progresso possibilita
vantagens logísticas e pedagógicas como “[...] aprendizagem autônoma, maior
interatividade, mais orientação para os alunos, maior individualização, melhor
qualidade dos programas e maior eficácia da aprendizagem”. Se por um lado,
as universidades vêm ampliando a oferta de cursos de graduação e pósgraduação, buscando atender à demanda pelo ensino superior, essas
instituições encontram na expansão da EaD um fator desencadeante, pelo
menos para minimizar esse déficit educacional. Por outro lado, alunos
vislumbram uma forma de recuperar algum tempo de estudo que não foi
concluído, ou uma alternativa para conseguir conciliar estudo e trabalho.
Comodidade e facilidade para aqueles residentes longe dos grandes centros
urbanos também se constituem em aspectos favorecidos pela EaD. Nessa
perspectiva, o uso crescente de ambientes informatizados de aprendizagem e
de redes requer mudanças estruturais no processo de ensino e aprendizagem,
bastante diferenciado dos formatos tradicionais. Este novo processo “[...] terá
que ser aberto, centrado no aluno, devendo-se considerar a viabilidade de um
espaço de aprendizagem coletivo, fundamental para possibilitar a troca, a
criação e transformação de significados, a partir do material didático utilizado e
sob a orientação do professor ou do tutor, exigindo um diálogo constante entre
todos os atores envolvidos (FROES; CARDOSO, 2008).
Como motivação para o desenvolvimento do projeto em questão,
ressalta-se o cenário biblioteconômico do Brasil, que até o momento forma
aproximadamente 3.000 profissionais, anualmente, advindos dos 43 cursos
presenciais, o que resulta em muitos postos de trabalho não ocupados por
bibliotecários, gerando consequentemente ineficiência na oferta de serviços e
produtos nesses locais e insatisfação dos usuários.
Desse modo, o desenvolvimento de materiais educativos para a
formação de bibliotecários, na modalidade EaD, ancorado nos pressupostos
elencados acima, propiciará a formação de profissionais aptos a acompanhar
as mudanças que vêm ocorrendo na sociedade. Nesse contexto, se insere a
proposta deste estudo, decorrente do projeto "Desenvolvimento dos materiais
didáticos e de apoio ao curso de bacharelado em Biblioteconomia na
modalidade a distância" (Edital CAPES 12/2012), iniciativa do Conselho
Federal de Biblioteconomia (CFB) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de

�Pessoal de Nível Superior (CAPES). Seu desenvolvimento conta com a
participação de: i) uma equipe de professores do curso de Biblioteconomia e
Gestão de Unidades de Informação, da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(CBG/UFRJ); ii) de um grupo de conteudistas, docentes, pesquisadores,
especialistas, que irão desenvolver materiais didáticos para oferta do Curso de
Biblioteconomia na Modalidade a Distância e iii) de profissionais que irão
adequar os conteúdos preparados às especificidades da modalidade de EaD.
Relato da Experiência
Para consecução do objetivo do projeto - acompanhar as ações do
desenvolvimento do material didático para o Curso de bacharelado em
Biblioteconomia na Modalidade a Distância - foram definidos como objetivos
específicos: a) promover a seleção de especialistas para atuarem como
autores e leitores dos materiais didáticos; b) definir Ambientes Virtuais de
Aprendizagem (AVA), buscando a comunicação e a interatividade entre os
conteudistas das disciplinas da matriz curricular; c) promover a capacitação dos
conteudistas selecionados; d) coordenar os processos de produção do
conteúdo pelos autores e leitores; e) coordenar os processos de adequação do
material para a modalidade do ensino a distância; f) avaliar os materiais
didáticos produzidos.
Desse modo, durante o processo de seleção dos conteudistas que
atuariam na elaboração do material didático, buscou-se divulgar o edital em
todo o país. Os candidatos inscritos se constituíram em potenciais
conteudistas, que atuavam em instituições de ensino superior públicas e
privadas, além de institutos de pesquisa. No projeto foram estabelecidas duas
categorias de conteudistas: os autores (que iriam elaborar o material didático) e
os leitores (responsáveis pela leitura crítica desse material), com o objetivo de
alcançar um conteúdo de qualidade a ser oferecido aos alunos. Por sua vez, o
projeto pedagógico do curso tem proposta multidisciplinar, oferecendo além
das disciplinas vinculadas à área de Biblioteconomia, outras de diferentes
áreas do conhecimento como Filosofia, Ciências Sociais, História entre outras,
de modo a oferecer ao aluno formação mais abrangente.
Para fins desse estudo, dois resultados estão sendo discutidos:
primeiramente o perfil dos candidatos que foram selecionados, a partir de
critérios considerados basilares para a elaboração de material didático, como a
formação acadêmica do candidato, sua produção intelectual e experiência na
produção de material didático em EaD, sendo arbitrados valores a cada um dos
quesitos; o segundo ponto se refere ao fluxo de produção elaborado para
acompanhar o desenvolvimento do material didático.
Resultados Parciais
Após a publicação do edital para seleção de autores e leitores, apresentaramse 396 candidatos para atuar como autores e 438 candidatos para atuar como
leitores das 50 disciplinas da matriz curricular do curso. Tendo como base os
critérios mencionados anteriormente, foram selecionados 78 conteudistas,
vinculados às diferentes regiões do país, sendo 37 para atuarem com autores e
41 para atuarem como leitores críticos do material. Com relação à formação
dos 37 autores selecionados, 24 possuem título de doutor e 13 possuem título

�de mestre, representando, respectivamente, 65% e 35% do total de
selecionados. Com relação à formação dos 41 leitores críticos selecionados, 34
possuem título de doutor e sete possuem título de mestre, representando,
respectivamente, 83% e 17% do total de selecionados. Quanto à atuação com
material didático na modalidade de EaD, observou-se que 68% (25 autores) e
71% (29 leitores) possuem este tipo de experiência.
A etapa subsequente foi a realização de dois cursos de capacitação: o
primeiro, presencial, de dois dias, no qual os conteudistas foram apresentados
ao projeto pedagógico do curso, e o segundo, a distância, durante quatro
semanas, com o objetivo preparar os conteudistas para a elaboração do
material didático para oferta de curso em EaD.
Nesse contexto, a equipe da UFRJ desenvolveu um Ambiente Virtual de
Aprendizagem (AVA) para interação entre autores, leitores e equipe de
gerenciamento do projeto, e as tarefas desses atores foram disponibilizadas
nesse AVA, de acordo com um cronograma previamente definido por duas
Comissões: a de Gerenciamento e a de Avaliação, instituídas pela UFRJ.
Na etapa atual - de produção e crítica dos conteúdos pedagógicos, cerca
de 85% dos autores já postaram no AVA a 1a versão do conteúdo da disciplina
sob sua responsabilidade e 60% dos leitores já apresentaram a sua análise
crítica a esse conteúdo. Como próximas etapas, dentro do fluxo de produção,
prevê-se a apreciação dessa análise pelo autor, a fim de produzir a 2a versão
do conteúdo da disciplina, a qual será submetida de novo ao leitor para
aprovação. Após essas etapas, representantes da Comissão do CFB, que
elaboraram a Proposta do curso, irão comparar o conteúdo resultante com a
ementa da disciplina definida pela Comissão, para depois disso, se agregarem
ao projeto os atores responsáveis pela produção gráfica do material didático
(oito designers instrucionais; três diagramadores gráficos e dois revisores de
prova). Esses atores serão escolhidos via Edital, com a participação da
Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB), instituição que administra a
aplicação dos recursos financeiros, apoiando a UFRJ nessa tarefa.
Considerações Finais
A evolução rápida e constante da tecnologia tem contribuído para a
integração de mídias, o que possibilita sua utilização no contexto educacional,
com o objetivo de facilitar o processo de aprendizagem. Com a implementação
desse projeto, previsto para ser lançado em 2016, para as universidades
brasileiras se candidatarem a ofertar o curso, espera-se ampliar a formação
qualificada de bibliotecários, de modo a atender à demanda social de acesso
ao conhecimento, contribuindo, assim, para o desenvolvimento do país.
Palavras-chave: Biblioteconomia. Formação profissional. Educação a distância.
Referências
FROÉS, T.; CARDOSO, A. Práticas pedagógicas utilizando um Ambiente Virtual de
Aprendizagem para Construção Colaborativa do Conhecimento. Datagramazero:
Revista de Ciência da Informação, v. 9, n. 2, jun. 2008.
PETERS, O. Didática do ensino a distância. São Leopoldo: UNISINOS, 2004.
Agência financiadora Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível

Superior (CAPES)

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                <text>O aperfeiçoamento da tecnologia dos computadores, assim como os avanços das telecomunicações, tem ampliado o interesse na Educação a Distância (EaD). Peters (2004, p. 24) destaca que esse progresso possibilita vantagens logísticas e pedagógicas como “[...] aprendizagem autônoma, maior interatividade, mais orientação para os alunos, maior individualização, melhor qualidade dos programas e maior eficácia da aprendizagem”.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
MEDIAÇÃO DE LEITURA EM UMA BIBLIOTECA ESCOLAR

Gabriela Giacumuzzi. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
(ggiacumuzzi@hotmail.com); Eliane Lourdes da Silva Moro. Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (eliane_moro@yahoo.com.br); Lizandra Brasil Estabel. Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul
(lizandra.estabel@poa.ifrs.edu.br).

O relato de experiência apresenta a ação de mediação de leitura realizada na
biblioteca escolar do Colégio da Imaculada, localizado em Canoas – RS. A mediação
de leitura em uma biblioteca escolar é muito importante, pois trabalha com a formação
do leitor, e o gosto pela leitura só vai ser estimulado entre as crianças e os
adolescentes por meio do contato com os livros. Segundo Moro e Estabel (2011, p.
17):
A escola congrega pessoas, e pessoas pulsam vida. Se a escola se
transforma no pulsar da vida, a biblioteca é o coração que bombeia o
estímulo e o prazer para aprender. A biblioteca escolar é o centro de
mediação entre a vida e a leitura que propicia um espaço de
aprendizagem onde o ser humano deve buscar espontaneamente e
aprender com prazer.

Portanto, é realizado, semanalmente, na biblioteca o programa Hora da Biblioteca com
alunos da Educação Infantil e 1ª ao 5ª ano do Ensino Fundamental. Todas as
semanas, os alunos vão até a biblioteca acompanhados de suas professoras e
colegas para pegarem um livro emprestado à sua escolha.
São distribuídos em mesas, cerca de 50 livros diferentes para que os alunos possam
escolher o livro que mais gostar. Mas para que isto ocorra, e todos os alunos gostem
de algum livro exposto, são escolhidos livros de acordo com as preferências de leitura
da turma e as preferências pessoais dos alunos. Pois conforme afirma Silva (1991, p.
116) “O valor ou o significado que a leitura tem para cada indivíduo depende dos tipos
de resposta que ele encontrou nos livros com os quais se defrontou em seu trajeto de
vida [...]”.
Esta seleção de livros é feita para que os livros sejam significativos para os alunos, e
venham desenvolver neles o gosto pela leitura. Os alunos também podem pedir livros

�específicos que ficarão reservados para o empréstimo na semana seguinte, isto
ocorre com regularidade devido à interação entre os alunos e tem o espaço da
biblioteca para ler e conversar sobre suas leituras, trocando suas experiências de
leitura.
Por meio desta ação de mediação de leitura, os alunos entram, constantemente, em
contato com a biblioteca que é atendida por uma bibliotecária e uma auxiliar de
biblioteca. Para os alunos que estão nos anos finais do Ensino Fundamental e no
Ensino Médio, a biblioteca também busca oferecer livros que estão de acordo com
seus gostos de leitura, e muitos dos alunos do colégio que acompanharam ao longo
de sua formação a Hora da Biblioteca, continuam frequentando a biblioteca seja para
pegar livros emprestados, para realizar suas pesquisas escolares ou como ambiente
de estudo.
A Hora da Biblioteca demonstra a importância do empréstimo de livros para os alunos,
pois quando eles levam os livros para casa, permite que os alunos consigam realizar
a leitura total dos livros emprestados, o que não seria possível se os alunos só
pudessem realizar a leitura na biblioteca escolar. Dessa forma, o programa traz
benefícios para os alunos, por meio da leitura.

Palavras-chaves: Biblioteca Escolar. Mediação de Leitura. Bibliotecário.

REFERÊNCIAS

MORO, Eliane Lourdes da Silva; ESTABEL, Lizandra Brasil. Bibliotecas Escolares:
uma trajetória de luta, de paixão e de construção da cidadania. In: MORO, Eliane
Lourdes da Silva; ESTABEL, Lizandra Brasil; SERAFINI, Loiva Teresinha; KAUP, Uli
(Org.). Biblioteca Escolar: presente!. Porto Alegre: Evangraf; CRB-10, 2011. p. 1370.
SILVA, Ezequiel T. da. O bibliotecário e a formação do leitor. In: De olhos abertos:
reflexões sobre o desenvolvimento da leitura no Brasil. São Paulo: Ática, 1991.
p.116- 122.

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                <text>O relato de experiência apresenta a ação de mediação de leitura realizada na biblioteca escolar do Colégio da Imaculada, localizado em Canoas – RS. A mediação de leitura em uma biblioteca escolar é muito importante, pois trabalha com a formação do leitor, e o gosto pela leitura só vai ser estimulado entre as crianças e os adolescentes por meio do contato com os livros.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES EM UMA BIBLIOTECA ESCOLAR

Gabriela

Giacumuzzi.

Universidade

Federal

do

Rio

Grande

do

Sul.

(ggiacumuzzi@hotmail.com); Eliane Lourdes da Silva Moro. Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (eliane_moro@yahoo.com.br); Lizandra Brasil Estabel. Instituto
Federal

de

Educação,

Ciência

e

Tecnologia

do

Rio

Grande

do

Sul

(lizandra.estabel@poa.ifrs.edu.br).

Este trabalho apresenta o processo de Desenvolvimento de Coleções na biblioteca
escolar do Colégio da Imaculada, localizado em Canoas – RS que vem sendo
realizado desde 2014 pela bibliotecária responsável pela biblioteca.
A biblioteca escolar precisa oferecer aos alunos e à comunidade escolar, obras que
são de seu interesse. De acordo com Silva (1991), a leitura cria significado ao leitor,
quando este tem acesso aos livros de seu interesse, o que vai de acordo com um dos
objetivos da biblioteca escolar apontados pelo Manifesto IFLA/UNESCO para
Bibliotecas Escolares que é “promover leitura, recursos e serviços da biblioteca
escolar junto à comunidade escolar e ao seu derredor.” (IFLA, 1998, p.3)
Desta forma, a biblioteca estabeleceu em 2014, uma Política de Aquisição de Obras
tendo como diretrizes norteadoras:
a) adquirir obras que sejam do interesse dos alunos e da comunidade escolar;
b) adquirir obras com temáticas e personagens que vão despertar a curiosidade dos
alunos pelas obras, e, consequentemente, levar o aluno a ler;
c) adquirir obras de literatura infanto-juvenil que possam ser trabalhadas em sala de
aula pelos professores para o estímulo à leitura.
d) atualizar as obras defasadas existentes no acervo da biblioteca, inclusive as obras
de literatura clássica brasileira e estrangeira;
e) disponibilizar aos alunos, as leituras obrigatórias dos vestibulares das principais
universidades da região metropolitana do Rio Grande do Sul.
Tais diretrizes nortearam a aquisição de obras realizadas em 2014 e 2015, percebese que os alunos gostaram das novas aquisições, principalmente os livros
personagens de desenhos animados, livros que inspiraram filmes e livros em

�quadrinhos. Portanto, por meio da Política de Aquisição de Obras, o gosto pela
leitura tem sido inspirado nos alunos, que encontram livros que vão de encontro com
suas vivências, suas aspirações, seu sonhar.

Palavras-chave: Biblioteca escolar. Política de Aquisição. Mediação de Leitura.

REFERÊNCIAS
FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECAS E
INSTITUIÇÕES. Manifesto IFLA/UNESCO para Biblioteca Escolar. 1999.
Disponível em: &lt;http://archive.ifla.org/VII/s11/pubs/portuguese-brazil.pdf&gt;. Acesso
em: 15 jun. 2013.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Resumo expandido
Potencialidade de ferramentas eletrônicas para difusão e interação no Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas. A biblioteca acaba sendo
obrigada a se renovar em seus serviços, ganhando espaço no ambiente virtual,
uma vez que esta passa a integrar seus serviços à de ferramentas de difusão e
interação (blogs, redes sociais, microblogs. Com o intuito de investigar as
potencialidades destas ferramentas, este trabalho faz uma análise de caráter
descritivo e exploratório, em que foram estudados quais os benefícios que estas
podem agregar à prestação de serviços em bibliotecas universitárias. Para isso foi
realizado levantamento bibliográfico sobre o tema para a fundamentação teórica.
Foi realizada uma busca no ambiente virtual para identificar quais dessas
ferramentas são usadas e com quais finalidades pelo Sistema de Biblioteca da
UFAM, e ainda levantar outros potenciais usos que ainda não são aplicados pela
mesma instituição. Com a pesquisa de dados em ambiente virtual foi possível
localizar: fanpage no Facebook do setor de periódicos da Biblioteca Central
e fanpage da Biblioteca Setorial Setor Norte. O uso da rede social apresenta
pouca aplicação, diante da possibilidade de uso destes recursos. Não foram
encontrados páginas no YouTube, Twitter ou blogs. A pesquisa de caráter
qualitativo, sendo uma pesquisa bibliográfica. A escolha das ferramentas se deu
pela maior exposição na literatura e em uso popular. A pesquisa apontou o uso de
ferramentas eletrônicas para difusão e interação para a biblioteca. Iniciativas como
educação continuada e cursos seriam forma de estimular o empreendimento de
atividades das bibliotecas neste novo meio de comunicação, tornando os serviços
mais próximos do usuário. Levando em consideração a confiabilidade e
credenciamento de uma pagina em rede social de uma biblioteca, é importante o
estudo e avaliação de como o canal de comunicação pode passar a ser
institucionalizado, para que a informação divulgada tenha confiabilidade e
credenciais.

�WEB 2.0: POTENCIALIDADES DE RECURSOS ELETRÔNICOS PARA
INTERAÇÃO E DIFUSÃO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFAM
Luiz Fernando Almeida, Universidade Federal do Amazonas,
luiz_11_fernando@hotmail.com;
Tatiana Brandão Fernandes, Universidade Federal do Amazonas,
tatybrafer@gmail.com

Introdução
A sociedade contemporânea existe sob uma rede em que há alto fluxo de
informação e cujo contexto é marcado por mudanças sociais que se intensificam
diariamente, motivadas por sua dinâmica. É importante ressaltar que os princípios
de uma sociedade em rede já existiam na década de 1970 e seu advento
proporcionou o surgimento de melhorias no sistema de busca pela informação. A
utilização em massa da rede mundial de computadores e as possibilidades de
interação entre usuários desta influenciam diretamente na forma como estes
acessam, recuperam e utilizam a informação.
No contexto desta sociedade (em rede), surge um novo formato de Web,
que apresenta a interação e a colaboração entre rede e usuário, chamada de Web
2.0 em que irá adquirir um caráter de Web social, pela forte interação, em um
processo de “muitos para muitos” e “colaboração de muitos-muitos” (ANTOUN,
2008). As transformações que ocorrem na sociedade servem como um terreno
fértil para que a Internet sofra um processo de evolução. Nesta versão a web se
torna muito mais colaborativa e interativa, se tornando um ambiente interessante
para que as bibliotecas possam continuar ofertando seus serviços. Diante das
novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) a biblioteca se depara com
a necessidade de reformula sua forma de prestação de serviço, e ainda expandir
sua relação com usuário.
Uma biblioteca universitária, diante de mudanças para o mundo digital,
seja na pesquisa seja no ensino [e na extensão], deverá cada vez mais
integrar-se com o centro de informática da universidade ou com
consórcios universitários para seus novos serviços de acesso.
(TAMMARO; SALARELLI;2008)

�Assim a criação de programas junto a comunidade acadêmica que
venham pesquisar e avaliar o uso de nova tecnologias para a biblioteca, e
consequentemente potencializar os serviços na mesma.
Este trabalho é fruto de um projeto de iniciação cientifica que teve como
objetivo discutir as potencialidades das ferramentas eletrônicas da Web. 2.0 para
o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas.
As ferramentas que são disponibilizadas gratuitamente têm fomentado
não só a comunicação e interação entre instituição e seus clientes, mas
estimulado a liberdade de expressão, como também tem contribuído para a
promoção dos mesmos. Em se tratando de bibliotecas, muito tem se discutido
sobre a reconfiguração destes ambientes e dos serviços que disponibilizam. É
necessário que as bibliotecas se adaptem aos avanços tecnológicos, se utilize os
mesmos para se aproximar mais de seus clientes, oferecendo produtos e serviços
que atendam as suas demandas e expectativas.
No processo evolutivo a Web ganha novas formas, se torna mais
dinâmica e interativa sendo chamada de Web 2.0, surgiu da necessidade de
haver maior interação entre o ambiente virtual e a colaboração do usuário, de
modo que ocorresse contribuição mútua entre ambos, demandada pelo contexto
da sociedade em rede. É considerada uma nova concepção de Web caracterizada
pela liberdade do usuário de usá-la expondo discussões e opiniões e por meio
dela agregar valor ao fluxo de informação presente na Web.
Araújo (2013) afirma que o processo de evolução da Web 2.0 afeta áreas
como a comunicação, a ciência e tecnologia e passa a potencializar as formas de
publicações, de compartilhamento, ao passo que organiza as informações e
amplia espaço de interação entre os envolvidos na construção da informação.
Para Kroski (2007) a Web 2.0 é uma Web social em que ocorre interação
entre usuário e rede, numa a troca de informação mútua, criando conteúdos
originais e dotadas de ferramentas, serviços e plataformas. Kroski (2007) defende
que não seria apenas uma nova tecnologia, mas uma versão que implicaria em
uma nova atitude de seus utilizadores. Essa nova atitude apresentada pelo autor
diz respeito ao pensamento e comportamento do usuário e se refere ao

�ciberespaço onde há interação e deflagração com outras ideias, tornando a Web
um ambiente para mudanças que afetam o cotidiano.
Nesse sentido, Anderson (2006) explica que a linha entre produtores e
consumidores é menos nítida:
Os consumidores também são produtores. Alguns criam a partir do nada;
outros modificam os trabalhos alheios, remixando-os de maneira literal ou
figurativa. No mundo dos blogs, falamos de “ex-público” – leitores que
deixaram de ser consumidores passivos e passaram a atuar como
produtores ativos, comentado e reagindo à grande mídia por meio de
seus blogs (ANDERSON ,2006, p. 81)

Pelo exposto, os pensamentos de Anderson (2006) evidenciam que a
produção de conteúdo apresenta uma característica de multidirecionalidade e
ocorre a queda do que delimitaria a fronteira entre consumidor e produtores. O
usuário produz e consome e ainda pode reeditar conteúdos disponíveis na
Internet.
Umas das ferramentas mais notáveis da nova Web são as rede sociais,
que Marteleto (2001, p. 72) apresenta como “[...] um conjunto de participantes
autônomos, unindo ideais e recursos em torno de valores e interesses
compartilhados”. O avanço das redes sociais é impulsionado pela autonomia que
o usuário tem e seus elos são criados a partir da reciprocidade dos usuários.
Surge o termo lautor (Bellei, 2003), o leitor que se torna autor, decorrente
da interação entre usuário e rede. A ideia de Bellei é muito próxima às linhas de
Anderson e Antoun, pois aborda a questão da queda de divisa entre consumidor e
produtores.
Um fato interessante é a criação de espaços para discussão temática
entre usuários, que surgem por afinidade com assunto, tornando-se uma atividade
produtiva muito utilizada por estudantes, graduandos, mestres e doutores para a
comunicação científica.
Targino (2006) chama a atenção justamente para o uso da rede pelos
docentes-pesquisadores, uma vez que este ambiente não deve ser usado
somente para publicações de linguagem hermética, colocando a produção

�científica em uma linguagem mais fácil e acessível, para que seja revertido à
sociedade.
Apesar de haver grande demanda de busca por informação na rede,
especificamente na Internet, temos um problema, quanto à confiabilidade dessas
informações. Atualmente, o principal desafio compreende na configuração de um
sistema de qualidade para analisar se toda informação é verdadeira e fidedigna.
No contexto da Web 2.0, a qualidade do conteúdo é importante para informar de
forma correta, pois a informações sendo errônea ou incompleta pode gerar
influencias negativas no individuo que a busca.
Keen (2009) diz em um ambiente em que o usuário está livre para publicar
qualquer tipo de idéia, sem que lhe seja cobrado credencias, a mídia esta
vulnerável a qualquer informação errada.
A biblioteca universitária e o uso destas ferramentas podem aperfeiçoar a
oferta de informação, melhorar e avaliar a qualidade do serviço prestado através
do feedback, divulgar aquisições, servi como meio para treinar o usuário diante de
algumas ferramentas da própria biblioteca, e ainda realizar mensuração das
demandas do usuário.
Yamashita e Fausto (2009) discutem sobre a ameaça que algumas
bibliotecas e bibliotecários sentem como o avanço da Web, e afirmam que este
momento seria uma oportunidade para que a biblioteca mostre sua relevância
social, que se entende ser a disseminação da informação e contribuição para a
consolidação das transformações sociais.
A contribuição da Web possibilita a execução de serviços de referência e
informação no ciberespaço; a divulgação de ações e projetos realizados pela
unidade de informação; eventos e mais uma gama de serviços que, por meio da
Web, se torna viável, contribuindo para que haja melhor comunicação com o
usuário e para que ocorra um feedback mais eficiente acerca dos serviços
prestados.
Marcos (2009) afirma que ideia de Web 2.0 em bibliotecas é uma
excelente oportunidade para conhecer mais os usuários de seus serviços, bem
como seus interesses e necessidades, principalmente pelas redes sociais em

�virtude de uma quantidade elevada de discentes e docentes que utilizam-nas, seja
para fins de entretenimento ou discussões temáticas.
As redes sociais na biblioteca são ferramentas que oferecem grande
possibilidade de interação e colaboração no eixo mediação usuário-bibliotecabibliotecário. O uso dessa ferramenta é bom e rentável, pois na rede social
englobam-se

serviços

como

postagem

de

fotos,

com

possibilidade

de

comentários; postagem de textos; compartilhamento de links; compartilhamento de
material audiovisual; interação por meio de chats; notas; depoimentos e
mensagens off-line; além de ser útil na dispersão de informação para a
comunidade acadêmica e outros segmentos da sociedade. A rede social mais
popular atualmente é o Facebook, que permite seus usuários interagir não só com
pessoas, mas com páginas de instituições e entidades.
No âmbito dos vlogs, o YouTube é considerado a maior comunidade de
vídeos da Internet. Webb (2007) menciona algumas formas de utilizar desta
ferramenta para auxiliar serviços e recursos informacionais desenvolvidos por
unidades de informação. Segundo a autora, o YouTube pode ser usado como
depósito de vídeos de instrução, de modo a auxiliar treinamentos de usuários para
uso dos recursos informacionais da biblioteca, tutoriais para utilização de bases de
dados em que poderia ser associado print e um vídeo explicativo de como usar a
base de dados, bem como promover a divulgação de serviços oferecidos pela
unidade de informação.
O Flickr, segundo Jesus e Lourenço (2012), é bem mais aceito pela
comunidade da Ciência da Informação no que tange à sua utilização nas
bibliotecas. Dentre as possibilidades encontram-se a possibilidade de licenciar as
imagens,

incluir

tags

nas

imagens,

criação

de

coleções

particulares,

acompanhamento de acessos de cada imagem, além de permitir comentários.
Stephens (2009) lista algumas maneiras de usar o Flickr: editar o perfil e
fazer contatos; colocar tags (etiquetas) nas imagens do perfil com localização
geográfica da biblioteca, bem como nome, universidade, escola ou instituição a
qual pertença para facilitar a busca; divulgar imagens via RSS; criar conjuntos de
informações sobre programas, eventos e especialidades através da ferramenta de

�aplicativos do Flickr e hospedar imagens do blog ou sítio web da biblioteca por
meio do código HTML.
Observando, que a possibilidade de utilidade das ferramentas da web
depende da criatividade de quem usa seus serviços, podendo varias de acordo
com cada Biblioteca Universitária.
Além das funcionalidades apresentadas por Stephens e Lourenço (2012)
esclarecem que o Flickr ainda pode ser utilizado na divulgação de novas
aquisições e na disponibilização de materiais bibliográficos digitalizados, cujos
originais que não podem ser manuseadas por sua fragilidade material,
contribuindo para a manutenção da integridade física de documentos de valor
histórico, como obras raras, por exemplo.
Outra ferramenta que integra o grupo de ferramentas de difusão e
interação são os os blogs, que se caracterizam como diários virtuais em que seus
usuários podem divulgar informações em formato de vídeo, áudio, imagem e texto.
É uma ferramenta bastante popular atualmente. Alguns blogs atuam como
verdadeiros formadores de opinião e são espaço para crítica acerca de realidades
das mais diversas naturezas. São páginas de pequenos artigos postados de forma
cronológica, de modo individual ou coletivo, que podem ser comentadas por
usuários. Os blogs funcionam também como porta de entrada para outras
ferramentas, como a inclusão de vídeos do YouTube e etiquetas do sites como o
Delicious. Na rede, temos exemplo de alguns serviços de blogs mais conhecidos,
como o Wordpress, o Blogger.
Blogs são ferramentas que podem ser usadas para divulgação de
serviços, abrindo espaços de comunicação interpessoal, buscar conversação com
o leitor, em uma comunicação unidirecional em que a biblioteca evidencie que
além da forma tradicional de comunicação, utiliza-se de outros meios de
comunicar-se com seus usuários.
Blogs citados anteriormente têm um padrão, possui layout editável, design
dos mais simples aos mais complexos, linguagem simplista, possibilidade de
postagem em mídia (fotos, vídeos, animações e etc). São características assim

�que tornam os blogs atraentes para seus usuários, e que podem ser usufruídas
pelas BUs.
Finalmente, os micro-bloggings são ferramentas que servem para
disseminação rápida e curta. Normalmente, esses microblogs permitem postagens
de textos de no máximo 200 caracteres, no objetivo de comunicar textos pequenos
que expressam ideias claras e objetivas. Esta ferramenta oferece um serviço
interessante, que consiste no compartilhação de links de outras redes sociais ou
páginas na Web. Para a biblioteca, pode ser útil no processo de disseminação da
informação, pois permite que este aconteça de forma rápida, bem como criar
postagens com textos curtos acompanhados de links que direcionem para outras
páginas que possam ser úteis para seus usuários.
Conhecendo e avaliando as potencialidades da Web 2.0 pra o Sistema de
Bibliotecas da UFAM, é possível atingir uma quantidade maior de indivíduos,
podendo realizar o processo mais rápido de comunicação, e ainda avaliar a
satisfação de seus usuários.

Método da pesquisa
Esta pesquisa investigou as potencialidades das ferramentas da Web 2.0
para o Sistema de Bibliotecas UFAM, é buscou familiarizar essas potencialidades
entre o que já utilizado e o que pode ser aplicado. A pesquisa e de caráter:
exploratória porque busca delimitação do tema estudado e suas conceituações, a
fixação de objetivos e seus enfoques atuais é ainda formular hipóteses da
pesquisa ou descobrir novas tendências; é descritiva por observa por meio da
literatura já existente os movimentos e tendências do estudo, ainda descrever as
características de tal fenômeno, é ainda observar as características dos grupos de
ferramentas.
O levantamento de corpo teórico se deu por pesquisa bibliográfica: que
consistiu em artigos, livros e ainda blogs de profissionais que apresentam
conhecimento sobre o tema tratado; é avaliação de informações em ambiente
virtual, em que foram pesquisadas quais ferramentas são utilizadas pela
Instituição e como são usadas.

�A pesquisa originalmente buscou levantar informações de todas as
bibliotecas universitárias de Instituições públicas de Manaus, mas pela extensão
da pesquisa foi escolhida uma amostra do universo da pesquisa. Das três
instituições de caráter público da cidade de Manaus, foi dada preferência a UFAM
por ser que mais utiliza recurso da Web 2.0.
A formação e descriminação em grupos de ferramentas se basearam no
trabalho realizado por Fernandes (2011), em que propõem grupos de ferramentas
eletrônicas como: grupo de interação e difusão (Facebook, YouTube, Flickr,
Twitter e os Blogs) e o grupo de armazéns virtuais (revistas eletrônicas,
repositórios e biblioteca digital). Mas aqui será apresentado apenas o grupo de
interação e difusão. A escolha das ferramentas que compõem o grupo se deu:
maior recomendação na pesquisa bibliográfica e as redes que apresentaram maior
popularidade entre os usuários da rede.
A pesquisa e de caráter qualitativo em que se busca a dinâmica entre o real
e a subjetividade, em que não se pode traduzir em números. A interpretação de
fenômenos e atribuição de significados são requisitos básicos da pesquisa
qualitativa (PRODANOV; FREITAS, 2013).

Resultados
Será apresentado um quadro de irá categorizar as potencialidades em:
postagem, mostrando o que pode ser postado; compartilhar, se a ferramenta da
liberdade para o usuário compartilhar uma publicação que lhe agrade no seu perfil;
e por ultimo a forma de interação da ferramenta entre usuário e biblioteca.
Figura Potencialidades das Ferramentas de Interação e difusão

Ferramenta
Facebook

Postagem
Postagem de
status, com
menção ao
estado
emocional; de
arquivos de mídia
e documentos;

Compartilhação
O usuário pode
compartilhar o
conteúdo da
fanpage da
biblioteca,
quando este
“curti” a página.

Interação
O Facebook têm
serviço de chat,
podendo até
realizar
videoconferência.

�Youtube

Flickr

Blog

Twitter

divulgação de
eventos em
calendários;
Postagem de
arquivos de vídeo
em diversos
formatos; de
eventos
realizados na
biblioteca; e
servindo de canal
de comunicação
televisiva;
Postagem de
arquivos de
imagem e vídeo
em diversos
formatos;
inserção de tag;
check in,
mostrando a
localização onde
o arquivo foi
gerado;
armazenamento
de acervo de
imagens é a
divulgação das
imagens via RSS.
O blog apresenta
uma vasta
quantidade de
tipos de
postagem,
podendo postar
links, vídeos,
musica, áudio em
geral, textos,
postagem de
arquivos.

Postagem de
texto curtos de

O Youtube
possibilita a
compartilhação
de vídeos em
outras redes
sociais, que
aumenta a
divulgação.

Criação de
tutorial para a
capacitação de
usuários da
biblioteca. Não
apresenta serviço
de chat.

O Flickr não
compartilha uma
postagem no
perfil de outro
usuário, por
questões de
direito de imagem
e autoral. Mas
permite a
compartilha em
outras redes,
como forma de
divulgação de
imagens, e para
atrair novos
usuários.
Alguns blogs
permitem a
compartilhação
apenas em outras
redes, mas a
grande maioria
apresenta
possibilidade de
compartilhação
na própria
plataforma.

Não apresenta
chat, mas e
possível criar
grupos temáticos
de imagens,
postando-se
comentários.

Apresenta a
compartilhação

Interação; espaço
para discussão
temática; fóruns;
espaço de
construção de
saberes;
interação através
de email e
comentários e
possível também
conhecer o perfil
de quem acessa
a pagina, por
meio do serviço
de mensuração.
Apresenta
possibilidade por

�até 140
caracteres,
utilização de
hastg (tag), e até
serviço de check
in.

com a
terminologia de
retwitter, que e
consiste em
compartilhação.

meio de twites
direcionado para
outro usuário, e
ainda existe o
serviço de
mensagem
privativa.

Pontos fortes e pontos fracos das ferramentas de interação e difusão

Ferramentas

Pontos fortes

Facebook

Ampla

Pontos fracos

forma

de Cuidado e bom senso na

disseminação de serviços e moderação da pagina, uma
atividade; pode se manter vez que valor e missão da
controle

do

marketing

biblioteca,

quando

da instituição

pode condizer

(UFAM)
com

que

acompanhar o que o usuário manifesta na página.
diz a respeito da biblioteca.
Youtube

Disseminação de informação
por meio de vídeos e sendo
útil

como

capacitação

__

do

usuário.
Flickr

A possibilidade de criar um
acervo virtual; preservação
de documentos raros; e ainda
pode

adicionar

__

créditos

autorais a postagem.
Blog

Fácil manuseio; linguagem
gráfica acessível; pode ser
usado

como

comunicação

meio

de
oficial

(amparado em documentos
oficiais);

__

devem
se

�O grupo de ferramenta apresenta muito mais pontos fortes, em vez de
pontos fracos. E interessante frisar, que essas potencialidades não se resumem
somente ao que sendo expostos, os recursos usados e como serão usados
dependendo da estratégia e criatividade da gestão que esta a frente das Bus, uma
vez que esta ferramenta é umas das que mais apresentam flexibilidade no seu
uso.
De todo o potencial uso, o Sistema de Biblioteca da UFAM se utiliza apenas
do Facebook em duas unidades, que são: a Biblioteca Setorial Setor Norte e
Serviço de periódicos da Biblioteca Central.

Discussão
Os poucos resultados obtidos pode se dar por diversas atribuições, que
podem variar: desde a falta a de interesse e aversão do bibliotecário pelo uso de
recursos eletrônicos; falta de estrutura para que ocorra a implantação deste
serviço; falta de estimulo institucional, uma vez que por burocracias acabe sendo
ideias perdidas; falta de ensino durante a formação do bibliotecário, em que por
vezes a grade não estimula o uso de novas tecnologias.
Durante a pesquisa foram encontrados dados que apresentam valor
significativo na prestação de serviços de em algumas bibliotecas universitárias,
como exemplo: a disponibilização de cervo fotográfico da biblioteca do Congresso
Amaricano, que a fim de minimizar o acesso a esse documento e não
comprometer seu sua qualidade e estado, foi digitalizado e disponibilizado na rede
social de postagem de fotos Flickr; e ainda algumas universidades americanas
usam o Youtube como meio para treinar seu usuário a usar as bases de dados,
observando que na maior parte das vezes os treinamentos são fornecidos pela
mesma empresa, e com isso implica em custos para a Universidade, e utilizando
um recurso gratuito como YouTube a biblioteca e a Universidade teriam menos
gastos em seu orçamento para atender a demanda de informação para a
comunidade acadêmica.

�Os dados obtidos no Sistema de Bibliotecas da UFAM foram apenas uma
pequena parcela do que poderia ser aproveitados. Mas com eventos e divulgação
de dados de pesquisa como essa e possível expandir e melhorar a comunicação
entre biblioteca e comunidade acadêmica, e ainda propor novos meios de
divulgação e disseminação de informação durante a formação do bibliotecário.
Com tudo isso atendendo a necessidade da comunidade acadêmica e
disponibilizando informação até para futuros alunos da instituição.

Considerações Finais
Durante a pesquisa: no processo de fundamentação teórica, percurso
metodológico, e na análise de resultados foram observadas as potencialidades da
Web 2.0 para o Sistema de Biblioteca da UFAM.
Fazendo a discussão entre a pesquisa e seus objetivos, resulta que essas
ferramentas podem ser implantadas em bibliotecas universitárias de Manaus, não
somente no Sistema de Bibliotecas da UFAM. Ressaltando, que antes da
implantação recomenda-se realizar um planejamento para a tal implantação, e que
serviços podem ser instalados.
Este trabalho alcançou seus objetivos, em estudar as potencialidades da
Web 2.0 em bibliotecas universitárias públicas da Cidade de Manaus. Conheceu o
que já existe em uso, identificou ações que estão em processo de implantação e
mostrou o que pode ser usado.
Através desta pesquisa, foi possível visualizar deficiências e o que já existe,
seria recomendado para trabalhos futuros desenvolver projetos para a
implantação destas ferramentas em bibliotecas, não somente em bibliotecas
universitárias, mas em diversos outros tipos de unidades de informação.
E fica a proposta de implantação e utilização de ferramentas presentes na
Web 2.0, com isso aumentaria a relação entre biblioteca e usuário, e ainda
dinamizaria informações para comunidade acadêmica.

�Palavras-chave: Biblioteca universitária. Web 2.0. UFAM. Rede social.
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Agências financiadoras
Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas - FAPEAM

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>Web 2.0: potencialidades de recursos eletrônicos para interação e difusão no sistema de biblioteca da UFAM</text>
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                <text> Fernandes, Tatiana Brandão</text>
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                <text>Potencialidade de ferramentas eletrônicas para difusão e interação no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas. A biblioteca acaba sendo obrigada a se renovar em seus serviços, ganhando espaço no ambiente virtual, uma vez que esta passa a integrar seus serviços à de ferramentas de difusão e interação (blogs, redes sociais, microblogs. Com o intuito de investigar as potencialidades destas ferramentas, este trabalho faz uma análise de caráter descritivo e exploratório, em que foram estudados quais os benefícios que estas podem agregar à prestação de serviços em bibliotecas universitárias. Para isso foi realizado levantamento bibliográfico sobre o tema para a fundamentação teórica. Foi realizada uma busca no ambiente virtual para identificar quais dessas ferramentas são usadas e com quais finalidades pelo Sistema de Biblioteca da UFAM, e ainda levantar outros potenciais usos que ainda não são aplicados pela mesma instituição. Com a pesquisa de dados em ambiente virtual foi possível localizar: fanpage no Facebook do setor de periódicos da Biblioteca Central e fanpage da Biblioteca Setorial Setor Norte. O uso da rede social apresenta pouca aplicação, diante da possibilidade de uso destes recursos. Não foram encontrados páginas no YouTube, Twitter ou blogs. A pesquisa de caráter qualitativo, sendo uma pesquisa bibliográfica. A escolha das ferramentas se deu pela maior exposição na literatura e em uso popular. A pesquisa apontou o uso de ferramentas eletrônicas para difusão e interação para a biblioteca. Iniciativas como educação continuada e cursos seriam forma de estimular o empreendimento de atividades das bibliotecas neste novo meio de comunicação, tornando os serviços mais próximos do usuário. Levando em consideração a confiabilidade e credenciamento de uma pagina em rede social de uma biblioteca, é importante o estudo e avaliação de como o canal de comunicação pode passar a ser institucionalizado, para que a informação divulgada tenha confiabilidade e credenciais.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

A DIVISÃO DE BIBLIOTECAS DO DEPARTAMENTO DE CULTURA DA
PREFEITURA DE SÃO PAULO (1935)1

Autor:

Leonardo da Silva de Assis. ASSIS, L. S. A.
Mestre pelo PPGCI/ECA/USP. leonardoassis@usp.br

Introdução: esta comunicação tem como objetivo apresentar e discutir a Divisão
de Bibliotecas do Departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura do
Município de São Paulo (1935). Com isso, apresentar as políticas pensadas para
esse equipamento cultural, bem como as ações colocadas em prática no período
de 1935 até 1938. Buscamos uma literatura que apresenta o Departamento de
Cultura como uma experiência que contou com a participação de diferentes
atores, com projetos e planos direcionados para cada setor da política cultural
executada. De modo específico para a Divisão de Bibliotecas, temos os trabalhos
de May Brooking Negrão (1983), Denise Pedroso Gomes (2008), Suelena Pinto
Bandeira (2007), Gabriela Pellegrino Soares (2007) e Paulo Duarte (1974; 1977).
No âmbito das políticas culturais, embasam as discussões Michel de Certeau
(1995), Néstor García Canclini (1987), Toby Miller &amp; George Yúdice (2004) e
Teixeira Coelho (2004).
Método da pesquisa: foi realizada uma pesquisa qualitativa, com a identificação
na literatura científica das temáticas problematizadas no que diz respeito às
discussões sobre bibliotecas públicas e políticas culturais, de modo a trabalhar
com os conceitos e propostas que permeiam a ação do Estado frente às iniciativas
de acesso à informação na sociedade. Da mesma forma, fez-se uso da prática de
pesquisa em documentos históricos como, por exemplo, atas de fundação,
registros fotográficos, cartas, entrevistas, publicação em diários oficiais e jornais
de época. Sobre a Divisão de Bibliotecas, foram realizadas visitas aos arquivos da
Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato e da Biblioteca Mário de Andrade, locais
que apresentam documentação relevante sobre a criação da Divisão de
Bibliotecas.
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Dissertação de Mestrado defendida no PPGCI/ECA/USP, sob o título Bibliotecas públicas e políticas culturais:
a Divisão de Bibliotecas do Departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura de São Paulo (1935)

�Discussão: a Divisão de Bibliotecas da Prefeitura de São Paulo (1935) surge com
o objetivo de estabelecer uma rede de bibliotecas, na qual haveria uma Biblioteca
Infantil (hoje Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato), uma Biblioteca Pública
Central (atual Biblioteca Mário de Andrade), Bibliotecas Circulantes (os carrosbiblioteca) e Bibliotecas Populares. Devido aos acontecimentos políticos da época,
as Bibliotecas Populares, que seriam instaladas nos bairros da cidade, não foram
criadas. Por motivos de saúde, Endino de Goés não pôde ser o chefe da Divisão
de Bibliotecas e Rubens Borba de Moraes foi nomeado para o cargo. O plano de
trabalho da Divisão de Bibliotecas atendeu aos propósitos da política cultural
colocada em prática pelo Departamento de Cultura e sua gestão. Algumas dessas
ações:
A Biblioteca Infantil: a Biblioteca Infantil Municipal foi inaugurada em 14 de abril
de 1936 e teve como primeira diretora a Sra. Lenyra Fraccaroli. Situada na rua
Major Sertório, nº 638, a biblioteca possuía três salas para leitura, uma sala para
jogos e um salão para projeção de filmes educativos. Com relação às salas de
leitura, esses espaços foram projetados para que as crianças e os jovens tivessem
um bom acesso aos livros e às atividades que eram realizadas na biblioteca.
Dentre as atividades realizadas, destacamos: empréstimo de livros; serviço de
leitura orientada; A Hora do Conto; jornal com recortes de notícias; um jornal
produzido pelas próprias crianças denominado A Voz da Infância; e, por fim, a
organização de peças teatrais.
A Biblioteca Municipal: quando Rubens Borba de Moraes assumiu a diretoria da
Biblioteca Pública Municipal, ela já realizava serviços criados na gestão de Eurico
de Góes – antigo diretor. Essa biblioteca contava com um número expressivo de
obras em seu acervo, além da assinatura e disponibilização de revistas, jornais e
mapas para o público. Como destaque das atividades e serviços da administração
de Eurico de Góes, temos o Empréstimo Domiciliar. Como novas implementações
realizadas pela gestão do Departamento de Cultura, temos: aquisição de
bibliotecas particulares, a fim de criar um acervo de obras raras que contassem a
história do Brasil; aquisição de periódicos e revistas internacionais; e uma nova
forma de organização do acervo, por meio de Termo de Registro.
A Biblioteca Circulante: a Biblioteca Circulante nos moldes do Departamento de
Cultura foi a primeira instalada no Brasil, constituindo-se em um serviço de
responsabilidade da Biblioteca Pública Municipal que, de fato, circulava. Em uma
ação inovadora para o seu tempo, carros foram adquiridos pela Divisão de
Bibliotecas e circulavam pelas ruas da cidade de São Paulo com parte do acervo
da Biblioteca Pública Municipal. Como modo de funcionamento dessa biblioteca, o
Departamento de Cultura adaptou um carro da época e colocou caixas de livros
que seriam levadas para empréstimos nos bairros.
A Biblioteca Popular: a conceituação do que viria a ser a Biblioteca Popular não
é simples de ser realizada. A utilização do termo “popular” traz uma significação

�própria, que propõe uma política de identidade nacional na cidade de São Paulo
realizada por esse equipamento cultural. Projeto este de preocupação dos
Dirigentes do Departamento de Cultura. Mário de Andrade (1957) apresenta que
as Bibliotecas Populares não poderiam ser um “amontoado de livros pelos
bairros”. Traça um perfil para essas bibliotecas como “organismos efetivamente
agentes” e “verdadeiras escolas”. Segundo Mário de Andrade, essas bibliotecas
foram pensadas para funcionar como “Casas de Cultura”, com atividades de
interação com a sociedade que extrapolam a leitura e o empréstimo de livros.
Considerações Finais ou Conclusões: a política cultural do Departamento de
Cultura colocou em prática o plano de criar uma rede de bibliotecas na cidade de
São Paulo, por meio da Divisão de Bibliotecas. As bibliotecas públicas
desempenham um papel fundamental em sociedade com relação ao acesso e ao
uso das informações. Para a plena atuação desse equipamento cultural,
acreditamos que elas devam estar integradas às políticas culturais providas pelo
Estado e pela sociedade civil.
Palavras-chave: Biblioteca Pública. Política Cultural. Informação Pública.
Referências:
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n. 5. p. 7-8, mar. 1957.
BANDEIRA, Suelena Pinto. O mestre dos livros: Rubens Borba de Moraes.
Brasília: Briquet Lemos, 2007.
CERTEAU, Michel de. A cultura no plural. Campinas: Papirus, 1995.
DUARTE, Paulo. Mario de Andrade por ele mesmo. São Paulo: Hucitec, 1977.
_______. Memórias. 3. v. São Paulo: Humanismo, 1974.
GARCÍA CANCLINI, Néstor (Ed.). Políticas culturales en América Latina. 2. ed.
Barcelona: Grijalbo, 1987.
GOMES, Denise Pedroso. O Departamento Municipal de Cultura em São Paulo
(1935-1938): políticas de criação de bibliotecas e democratização de leitura. 2008.
111 f. Dissertação (Mestrado) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São
Paulo, 2008.
MILLER, Toby; YÚDICE, George. Política Cultural. Barcelona: Gedisa, 2004.
NEGRÃO, May Brooking. Biblioteca pública municipal de São Paulo: da criação
à consolidação (1926-1951), breve esboço histórico. 1983. Dissertação (Mestrado)
- Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1983.
SOARES, Gabriela Pellegrino. Semear horizontes: uma história da formação de
leitores na Argentina e no Brasil, 1915-1954. Belo Horizonte: UFMG, 2007.
TEIXEIRA COELHO. Dicionário crítico de política cultural: cultura e imaginário.
3. ed. São Paulo: Iluminuras, 2004.
Agências financiadoras: CAPES/CNPQ – PPGCI ECA/USP.

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Documentação&#13;
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                <text>Esta comunicação tem como objetivo apresentar e discutir a Divisão de Bibliotecas do Departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura do Município de São Paulo (1935). Com isso, apresentar as políticas pensadas para esse equipamento cultural, bem como as ações colocadas em prática no período de 1935 até 1938. Buscamos uma literatura que apresenta o Departamento de Cultura como uma experiência que contou com a participação de diferentes atores, com projetos e planos direcionados para cada setor da política cultural executada. De modo específico para a Divisão de Bibliotecas, temos os trabalhos de May Brooking Negrão (1983), Denise Pedroso Gomes (2008), Suelena Pinto Bandeira (2007), Gabriela Pellegrino Soares (2007) e Paulo Duarte (1974; 1977). No âmbito das políticas culturais, embasam as discussões Michel de Certeau (1995), Néstor García Canclini (1987), Toby Miller &amp; George Yúdice (2004) e Teixeira Coelho (2004).</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
CHECKLIST: APLICAÇÃO DO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DAS
CONDIÇÕES DE ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA NA BIBLIOTECA

Gabriela Giacumuzzi. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
(ggiacumuzzi@hotmail.com); Eliane Lourdes da Silva Moro. Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (eliane_moro@yahoo.com.br); Lizandra Brasil Estabel. Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul
(lizandra.estabel@poa.ifrs.edu.br); Maria do Rocio Fontoura Teixeira. Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (maria.teixeira@ufrgs.br); Filipe Silveira Xerxenesky.
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul
(filipe.silveira@poa.ifrs.edu.br).

Este trabalho apresenta a aplicação de um instrumento de avaliação em
acessibilidade arquitetônica tendo como enfoque a Biblioteca Clóvis Vergara Marques
do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS)
– Câmpus Porto Alegre em Porto Alegre – RS.
O Checklist foi elaborado, em um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de autoria
de Nicoletti (2010), tendo como base estudos e indicações norteadoras de Normas
Técnicas sobre acessibilidade abrangendo vários aspectos no âmbito de bibliotecas:
arquitetônicos, mobiliário e equipamento, metodológico, atitudinal, comunicacional,
informacional, programático e instrumental. Este estudo teve como cenário de
observação a biblioteca Clóvis Vergara Marques e a aplicação do Instrumento de
Avaliação das Condições de Acessibilidade em Bibliotecas (Checklist), na coleta de
dados. Verificou e avaliou as condições de acessibilidade nos seguintes quesitos do
Checklist

atendendo

aos

seguintes

aspectos

da

biblioteca:

acessibilidade

arquitetônica (entorno, estacionamento, entrada, espaços internos, pisos, capachos e
tapetes, desníveis, degraus, escadas fixas, rampas, corrimãos, corredores e
sanitários) e acessibilidade de mobiliário e equipamentos (balcão de atendimento,
estantes, mesas, cadeiras e computadores ou terminais de consulta).
A aplicação para a coleta de dados elenca os itens de avaliação e o pesquisador deve
observar e responder com as seguintes alternativas: Sim; Não; Parcialmente e Não
se Aplica.

�Figura 1: Instrumento de Avaliação das Condições de Acessibilidade em Bibliotecas

Fonte: Nicoletti (2010)

Após a checagem dos itens do instrumento atendendo aos aspectos relacionados e
analisando os dados coletados pode-se verificar os seguintes resultados:
Em relação à acessibilidade arquitetônica no que se refere ao entorno da biblioteca,
ele é acessível pois a biblioteca está localizada próximo a terminais de ônibus que
possuem linhas acessíveis. As calçadas apresentam poucos desníveis e não existem
semáforos com sinalização sonora no entorno do prédio. O estacionamento tem
acesso por rampas e elevadores apresentando também as vagas preferencias para
pessoas com deficiência e idosos devidamente sinalizadas.
A entrada da biblioteca também é acessível pois a porta possui um vão superior maior
de 0,80m, contudo, apesar da porta ser de vidro ainda não há nenhuma sinalização
nela. A biblioteca possui área livre para entrada e saída sem obstáculos que possam
impedir a locomoção de pessoas com deficiência física ou dificuldade de locomoção.
Os espaços internos da biblioteca são acessíveis no que se refere à disposição do
mobiliário e equipamentos atendendo ao contraste de cores entre móveis, parede e
piso, além de possuir iluminação individual para cada ambiente da biblioteca. O piso
da biblioteca é acessível pois não apresenta desníveis e é firme, seguro e estável.
A biblioteca está localizada no segundo andar do IFRS – Câmpus Porto Alegre e pode
ser acessada por dois elevadores acessíveis ou por meio de uma escada que é
parcialmente acessível pois ela apresenta medidas acessíveis, mas não é acessível
no que se refere aos corrimãos. Os corredores da biblioteca são acessíveis pois
apresentam largura de acordo com a extensão dos corredores, permitindo o fluxo de
pessoas e as manobras em cadeiras de rodas.

�A biblioteca apresenta sanitários acessíveis para o uso coletivo de homens e
mulheres, só necessitando da sinalização do Símbolo Internacional de Acessibilidade
para atender os quesitos do Checklist.
Quanto à acessibilidade do mobiliário e equipamentos, a biblioteca também se
mostrou acessível. O espaço entre as estantes é superior à 0,90m permitindo a
circulação de cadeirantes entre as mesmas. As mesas da biblioteca apresentam as
medidas exigidas pela NBR 9050/2004, assim como o balcão de atendimento. Os
computadores existentes na biblioteca estão localizados em rotas acessíveis e estão
sobre mesas acessíveis que podem ser utilizadas por cadeirantes.
Desta forma, conclui-se que a Biblioteca Clóvis Vergara Marques, na aplicação do
Checklist , atende à maioria dos quesitos avaliativos na opção “Sim” evidenciando se
caracterizar como uma biblioteca acessível. Podemos corroborar com Ferrés (2008,
p. 36) que ao definir uma biblioteca acessível afirma que:
Uma biblioteca acessível é um espaço que permite a presença e proveito de todos, e está
preparada para acolher a maior variedade de público possível para as suas atividades, com
instalações adequadas às diferentes necessidades e em conformidade com as diferenças
físicas, antropométricas e sensoriais da população.

Portanto, os dados de averiguação possibilitam concluir que a Biblioteca Clóvis
Vergara Marques é acessível na oferta dos seus serviços no que se refere à
acessibilidade arquitetônica e de mobiliário e equipamento possibilitando o acesso e
a locomoção para todos os cidadãos independentemente de suas limitações físicas.
Palavras-chaves: Acessibilidade Arquitetônica. Biblioteca Universitária. Inclusão
Social.
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. 2. ed. Rio de Janeiro:
ABNT, 2004.
FERRÉS, Sofia Pérez. Acessibilidade Física. In: PUPO, Deise Tallarico; MELO,
Amanda Meincke; FERRÉS, Sofia Pérez (Org.). Acessibilidade: discurso e prática
no cotidiano das bibliotecas. Campinas: UNICAMP, 2008. p. 36- 49.
NICOLETTI, Tamini Farias. Checklist para Bibliotecas: um instrumento de
acessibilidade para todos. 2010. 99 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação
em Biblioteconomia) – Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010. Disponível em:
&lt;http://hdl.handle.net/10183/28114&gt;. Acesso em: 20 mar. 2015.

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                    <text>EM BUSCA DA BIBLIOGRAFIA:
SOBRE I SEMINÁRIO INTERNACIONAL
“A ARTE DA BIBLIOGRAFIA”
Andre Vieira de Freitas Araujo
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Doutorando do PPGCI-ECA-USP
E-mail: armarius.araujo@gmail.com
Giulia Crippa
Universidade de São Paulo (USP)
E-mail: giuliac@ffclrp.usp.br
Gustavo Silva Saldanha
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
E-mail: gustavosaldanha@ibict.br
Resumo
Apresenta os resultados do I Seminário Internacional "A Arte da Bibliografia:
ferramentas históricas, problemas metodológicos e práticas contemporâneas”. A
partir do relato das atividades realizadas e das problematizações feitas ao longo
do evento, demonstra o papel da Bibliografia enquanto disciplina e seus
desdobramentos do ponto de vista histórico, metodológico e prático. A experiência
concretizou um espaço de trocas entre pesquisadores e participantes, além de
colocar em evidência a importância dos estudos bibliográficos para os
fundamentos da Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação. O
evento foi uma realização do grupo de pesquisa “Ecce Liber: filosofia, linguagem
e organização dos saberes”, a partir do IBICT, em parceria com CBG-UFRJ,
PPGCINF-UnB, PPGB-Unirio, FFCLRP-USP e BU/SB-UFMG.
Introdução
A Bibliografia é constituída por dimensões teóricas, práticas e discursivas
voltadas ao registro, preservação, organização, disseminação e mediação dos
saberes. Se de um lado pode ser considerada uma arte, de outro se configura
como uma disciplina ricamente estruturada e fundamentada.

�Para Alfredo Serrai1 (2001, p. 80): “A Bibliografia é [...] mãe de todas as
disciplinas que estão envolvidos na organização e estruturação da comunicação
escrita - no passado e hoje, registradas e transmitidas [...].”
Para o bibliógrafo italiano, a Bibliografia possui uma série de interesses
especializados - o que possibilita o seu debate de forma transversal com e a partir
de outras áreas do conhecimento.
Para além da pesquisa bibliográfica e documental, acreditamos que o
estudo e reflexão sobre a Bibliografia se desenvolve em meio a experiências
empíricas e coletivas. Esta percepção nos motivou à concepção, organização e
realização do I Seminário Internacional "A Arte da Bibliografia: ferramentas
históricas, problemas metodológicos e práticas contemporâneas”.
Relato da experiência
Local no qual a experiência ocorreu / Período da ocorrência
A experiência (evento) ocorreu no dia 04 de dezembro de 2014, no Salão
Pedro Calmon, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O evento foi uma realização do grupo de pesquisa “Ecce Liber: filosofia,
linguagem e organização dos saberes”, a partir do Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), em parceria com Curso de
Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação da Universidade Federal do
Rio de Janeiro (CBG/UFRJ), Programa de Pós-Graduação em Ciência da
Informação da Universidade de Brasília (PPGCINF/UnB), Programa de PósGraduação em Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (PPGB/Unirio), Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão
Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP/USP) e Biblioteca Universitária Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais (BU-SB/UFMG).
(I SEMINÁRIO..., 2015).
Detalhamento da experiência
Para além das parcerias institucionais, a realização do evento só foi
possível graças a pessoas que acreditaram no projeto e que contribuíram direta ou

1

Bibliógrafo italiano e professor emérito da “Scuola Speciale per Archivisti e Bibliotecari dell’
Università ‘La Sapienza’ di Roma”. Como um dos teóricos contemporâneos mais relevantes da
disciplina, Serrai realiza uma reflexão filosófica e histórica sobre a Bibliografia que a situa no plano
das ideias e não somente dos fatos.

�indiretamente para sua realização. Portanto, o evento foi resultado de uma ação
coletiva e colaborativa 2.
O Seminário teve início com a mesa de abertura composta por
representantes das instituições envolvidas.
A conferência "Nas bases da bibliografia: reflexões sobre uma longa
história”, da Profa. Dra. Giulia Crippa (CID/FFCLRP/USP), abriu o evento.
Mediada por Andre Vieira de Freitas Araujo (CBG/UFRJ-Doutorando/USP), a
conferência teve como foco central uma reflexão histórica sobre o “gesto
bibliográfico” como uma ação anterior à invenção da Modernidade. Crippa
conduziu sua fala a partir de uma fonte cristã-medieval: De Institutione Divinarum
Litterarum, de Cassiodoro (Séc. V).
O evento contou ainda com 11 comunicações orais, distribuídas em três
mesas temáticas, a saber:
1) A Bibliografia e suas ferramentas históricas: 1.1 “Pioneirismo
bibliográfico em um polímeta do Séc. XVI: Conrad Gesner”, por Andre Vieira de
Freitas Araujo (CBG/UFRJ-Doutorando/USP); 1.2 “A posição da Bibliografia na
epistemologia de Gabriel Peignot: notas sobre o pensamento bibliográfico no
Setecentos”, por Gustavo Saldanha (IBICT-PPGB/UNIRIO); 1.3 “Bibliografia:
caminhos da história contada e da história vivida”, por Eduardo Alentejo
(EB/UNIRIO);
2) A Bibliografia e seus problemas metodológicos: 2.1 “O gesto
bibliográfico: anotações tensivas”, por Vinícios Souza de Menezes
(Doutorando/IBICT); 2.2 “A bibliografia no Brasil segundo os preceitos Otletianos:
a liderança da Biblioteca Nacional e outras ações”, por Carlos Henrique Juvêncio
(Doutorando/FCI-UNB); 2.3 “Bibliografia, métricas e visualização de dados: como
compor
um
universo comum de conhecimento?”, por Marina Boechat
(Doutoranda/ECO-UFRJ); 2.4 “Práticas bibliográficas na biblioteca universitária:
caminhos para o acesso e para a preservação do objeto bibliográfico”, Diná
Marques (Bibliotecária/UFMG - Mestranda/ ECI/UFMG);
3) Práticas contemporâneas na arte bibliográfica: 3.1 “Do Instituto
Internacional de Bibliografia ao Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação:

2

Os primeiros diálogos para realização do evento tiveram início em agosto de 2014, o que
demandou a busca de alternativas e inúmeras articulações para sua consolidação. Destacamos a
contribuição do artista Rod Heltir (Rodrigo de Araújo) na concepção e elaboração de todo material
gráfico e de divulgação do evento. Fragmentos de seus trabalhos podem ser acessados em:
https://www.flickr.com/photos/cadavresexquis/

�entre repertórios e repositórios”, por Lena Vania Ribeiro Pinheiro (IBICT); 3.2
“1001 pensamentos que você deve refletir antes de bibliografar: exercícios de
Bibliografia”, por Laffayete Alvares Junior (EB/UNIRIO); 3.3 “Perspectivas de
parcerias e intercâmbios entre o Mundaneum e universidades públicas brasileiras
em um contexto de internacionalização da pesquisa científica”, por Georgete
Medleg Rodrigues (UnB); 3.4 “Bibliotecas, catálogos e coleções”, por Amir Brito
Cadôr (UFMG).
Stephanie Manfroid (Diretora-chefe dos Arquivos Mundaneum) ministrou a
conferência de encerramento “Le Centre d’Archives du Mundaneum: les sources
d’une aventure documentaire”. Com mediação de Carlos Henrique Juvêncio
(Doutorando/FCI-UNB), Stephanie apresentou as características dos Arquivos
Mundaneum enfatizando em que medida as fontes hoje preservadas constituem o
motor da instituição. Também discutiu o potencial do Centro para realização de
intercâmbios internacionais.
Na mesa de encerramento “A Arte da Bibliografia em Perspectiva”,
coordenada pelos professores Andre Vieira de Freitas Araujo, Giulia Crippa e
Gustavo Saldanha, discutiu-se um painel sobre a continuidade dos estudos
temáticos em Bibliografia, a partir do evento.
Paralelamente ao Seminário, ocorreram ainda as seguintes atividades:
lançamento do livro de Giulia Crippa, “Poéticas da informação: representações
artísticas e literárias de livros, bibliotecas e de seus protagonistas”; homenagem
aos 60 anos de fundação do Instituto Brasileiro e Informação em Ciência e
Tecnologia (IBICT); exposição demonstrativa da coleção particular de livros
de artista de Amir Cadôr e exposição “Memória dos Acervos Formadores da
Unirio”, com acervos de Bibliografia.
Em termos quantitativos, o Seminário contou com a participação efetiva de
160 pessoas, o que aponta para um resultado plenamente satisfatório.
O conjunto de trabalhos apresentados representaram as múltiplas
interfaces da Bibliografia e puderam de fato inseri-la (ou reinseri-la) no campo de
estudos da informação e do documento 3.
Ao refletirmos sobre as ferramentas históricas, problemas metodológicos e
práticas contemporâneas da Bibliografia estabelecemos o percurso de alguns
3

Entre os meses de março e abril de 2015, parte da comissão organizadora, sob a coordenação
científica de Giulia Crippa, organizou um número temático do periódico “Informação &amp; Informação”
(http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/index) formado justamente pelos trabalhos
apresentados no Seminário. Este número temático tem previsão para publicação em julho/agosto
de 2015.

�personagens e da própria organização e representação dos saberes em distintos
contextos histórico-culturais.
Considerações Finais
A palavra bibliografia indica a disciplina (Bibliografia), seu objeto de estudo
(ligado aos métodos de produção de repertórios, aspectos da fisicalidade dos
documentos, etc.) e o resultado dos processos documentários (as listas). Este
entendimento ficou evidente a partir das palestras, mesas e debates realizados no
Seminário.
Uma vez que o evento não esgotou as possíveis abordagens e
problematizações sobre a disciplina, ele aponta para a realização de novas
edições 4.
Portanto, o debate sobre a Bibliografia na contemporaneidade é
fundamental por duas razões: 1) a necessidade de se reverter o quadro de ahistoricidade informacional e 2) pelo fato da disciplina ainda requerer “refundação
teórica essencial” (SERRAI, 2001, p. 15).
Neste sentido, acreditamos que o evento se configurou como um
acontecimento histórico onde refletimos de forma inédita sobre os fundamentos e
a própria genealogia da Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação.

Palavras-chave: Bibliografia - História e Teoria; Bibliógrafos; Biblioteconomia e
Documentação - Fundamentos; Ciência da Informação - Fundamentos; I
Seminário Internacional “A Arte da Bibliografia”.

Referências:
I SEMINÁRIO INTERNACIONAL "A ARTE DA BIBLIOGRAFIA: FERRAMENTAS
HISTÓRICAS,
PROBLEMAS
METODOLÓGICOS
E
PRÁTICAS
CONTEMPORÂNEAS”. Caderno de resumos. Rio de Janeiro: [s.n.], 2015. [Não
publicado].
SERRAI, Alfredo. Il cimento dela Bibliografia. Milano: Sylvestre Bonnard, 2001.

4

A previsão é que o próximo seminário ocorra no segundo semestre de 2015 ou em 2016. Alguns
temas em potencial são: Bibliografia e Organização e Representação do Conhecimento;
Bibliografia Digital; Bibliografia e Bibliometria; Bibliografia no Brasil etc.

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                    <text>CLIMA ORGANIZACIONAL NA BIBLIOTECA REGIONAL DE RONDONÓPOLIS
Alexandre Oliveira de Meira Gusmão – UFMT (aomgusmao@hotmail.com).
Luciana Alves dos Santos Araújo – UFMT (ci_lucianagil29@hotmail.com).
Leila Teresinha Richtic Silva – IFRO (leilarichtic@hotmail.com).
Nair Oliveira de Paula Gusmão – Fertilizantes Heringer (nopgusmao@gmail.com).
1 INTRODUÇÃO
O clima organizacional é um conjunto de sentimentos e crenças coletivas, que
tendem a ser desenvolvidas, mantidas e difundidas entre os membros da equipe
(PROCOPIUCK et al. 2009) e seu estudo permite assimilar através dos sentidos
coletivos o que as pessoas percebem da empresa quanto as práticas, políticas,
estruturas, processos, sistemas e a consequente reação a esta percepção.
Esse fenômeno, não se restringe apenas a iniciativa privada, mas alcança
também o serviço público. O ambiente de negócios, tanto público quanto privado,
muda com uma velocidade assustadora e as mudanças são sentidas e vivenciadas no
ambiente de trabalho, inclusive as bibliotecas universitárias, que têm passado por
grandes mudanças nos últimos anos e cujo capital humano necessita de um clima
organizacional feliz e motivador. Desse modo, qual a percepção dos servidores da
Biblioteca Regional do Campus de Rondonópolis da Universidade Federal de Mato
Grosso (BRR UFMT) quanto à qualidade de vida do ambiente de trabalho?
Uma pesquisa de clima organizacional é importante porque cria uma base de
informações gerenciais, identifica e abrange os aspectos positivos e negativos que
impactam o clima organizacional e norteia a fixação de planos de ação para melhorar o
ambiente de trabalho e a satisfação do funcionário para consequentemente melhorar a
produtividade da organização. Por este motivo, adotou-se como objetivo geral avaliar a
qualidade do ambiente de trabalho entre os estagiários e servidores da Biblioteca
Regional do Campus de Rondonópolis da Universidade Federal de Mato Grosso.
2 MÉTODO DA PESQUISA
Pesquisa descritiva, com uma população de 29 entrevistados e cuja amostra foi
de 24 entrevistados, sendo 12 estagiários e 12 servidores efetivos, realizada entre os
meses de outubro e novembro de 2014. Foi utilizado um questionário com perguntas
fechadas, dividido em 5 campos: identidade, satisfação e motivação, aprendizagem,
liderança e saúde, onde o avaliador atribuía uma nota de 0 a 10 para cada atributo.
3 RESULTADOS
Dentre os entrevistados, 19 eram do gênero feminino e 5 do gênero masculino,
indicando que o ambiente profissional na Biblioteca Regional de Rondonópolis era em
sua maioria constituído pelo gênero feminino. Em relação ao cargo exercido, detectouse que 50% dos entrevistados eram servidores efetivos e 50% eram estagiários. A
média de idade foi de 36 anos, sendo que os entrevistados mais jovens eram do grupo
dos estagiários enquanto que os entrevistados mais velhos eram do grupo formado
pelos servidores efetivos (gerente, bibliotecário e demais técnicos administrativos).

�3.1 Identidade com a Biblioteca Regional
Este critério obteve 8,6 pontos indicando que há identificação profissional dos
entrevistados com a Biblioteca Regional. Os entrevistados recomendariam aos parentes
e amigos a BRR como um excelente lugar para trabalhar; eles confiam na instituição;
acreditam que a mesma contribui para melhoria da qualidade de vida da comunidade;
têm orgulho de trabalharem na BRR e reconhecem a importância de seus produtos e
serviços.
O resultado confirma a capacidade dos entrevistados compartilharem as ideias e
ideais referentes às relações sociais, patrimônios simbólicos, significados, cultura,
crenças, e determinados valores dispostos no dia a dia da BRR, como explicado por
Cortina (2005).
3.2 Satisfação e Motivação com o Ambiente de Trabalho
O indicador “satisfação e motivação com o ambiente de trabalho” obteve média
de 7,98 pontos, indicando a satisfação e motivação dos entrevistados com a BRR e que
existe um equilíbrio entre o trabalho e a vida social. Para os entrevistados, eles são
reconhecidos e valorizados pela Instituição; eles têm os equipamento e materiais
necessários para o trabalho; são recompensados, de maneira justa, pela qualidade do
trabalho; há justiça e respeito no ambiente de trabalho; é justo o salário recebido e há
oportunidades de apresentar elogios e críticas na Instituição.
Isso significa que os “desejos ou impulsos que ocorrem no interior dos
indivíduos” (GIL, 1994, p. 55) são estimulados pela Instituição, fazendo com que esse
impulso interno que leva um ser humano à ação (GONÇALVES; CAMPOS, 2012) faça o
funcionário desejar atingir as metas da instituição.
3.3 Aprendizado e Desenvolvimento Profissional
Este indicador obteve 6,52 pontos, indicando insatisfação dos entrevistados, e
que as ações de aprendizagem e desenvolvimento profissional estão a desejar; o plano
de carreira parece não ser ideal aos funcionários e o incentivo à qualificação indica a
existência de barreiras, bem como que as atividades de treinamento não são
constantes, deixando lacunas.
Na perspectiva Pantoja; Borges-Andrade (2009, p. 44) o aprendizado
organizacional “envolve as habilidades e o processo de construção e utilização do
conhecimento que favorecerão a reflexão sobre as possibilidades concretas de ocorrer
a aprendizagem nesse contexto”, ou seja, a instituição não está envolvendo os
funcionários no processo de construção de conhecimento e limitando as possibilidades
concretas de atuação destes.
3.4 Liderança
O indicador Liderança obteve 8,29 pontos, indicando a aprovação dos lideres e
gestores da BRR. A gerente da BRR é bem avaliada pelos funcionários, tem um bom
relacionamento com os funcionários, é flexível e aberta a novas ideias, transmite
segurança e credibilidade, alem de ser reconhecida como uma profissional competente.
Esses resultados reforçam as argumentações de Wendling (2007, p. 12) de que
“liderar é desenvolver a visão do que é realmente possível e ser capaz de influenciar as
outras pessoas a ajudar a desenvolver estes objetivos, bem como realizar e atingir seus
próprios desejos e ideais como líder”.

�3.5 Assistência à Saúde
Este indicador obteve 5,87 pontos indicando insatisfação dos entrevistados com
as ações dessa área. Os entrevistados não estão satisfeitos com as instalações e o
espaço onde realizam seus trabalhos, apesar de disporem dos materiais e
equipamentos que necessitam para realizar suas atividades; a Instituição não atende
adequadamente às necessidades nas áreas de saúde e outros benefícios e há baixa
preocupação com a qualidade de vida dos funcionários.
Esse reflexo negativo indica que não há a interação necessária no ambiente de
trabalho como preconiza Chiavenato (2014, p.401), quando descreve que saúde no
trabalho se “caracteriza por condições físicas e materiais e por condições psicológicas e
sociais. Ambas intimamente relacionadas”. Sendo um ponto a ser revisto e analisado
mais profundamente.
4 CONCLUSÕES
Os resultados indicam que o clima organizacional na BRR é considerado feliz e
agradável. Três indicadores obtiveram mais de 7 pontos enquanto que dois indicadores
obtiveram nota inferior a 7 pontos: “aprendizado e desenvolvimento” e “saúde”.
Na área de aprendizado e desenvolvimento, os funcionários sentem falta de
cursos e treinamentos e ainda evidenciam a dificuldade de conseguir licenças para
educação continuada.
Na área de saúde, a queixa de acordo com os entrevistados é o reembolso das
despesas com os planos de saúde e a falta de projetos de qualidade de vida para os
funcionários, apresentando a necessidade de reflexão para encontrar soluções viáveis
para essas questões.
REFERÊNCIAS
CHIAVENATO, Idalberto. Administração de recursos humanos: fundamentos básicos. 7.
ed. São Paulo: Manole, 2009.
CORTINA, Adela. Cidadãos do mundo: para uma teoria da cidadania. São Paulo:
Loyola, 2005.
GIL, A. C. Administração de recursos humanos. São Paulo: Atlas, 1994.
GONÇALVES, Vicente; CAMPOS, Carla. Gestão de mudanças: o fator humano na
liderança de projetos. Rio de Janeiro: Brasport, 2012.
PANTOJA , M. J. ; BORGES-ANDRADE, J. E. Estratégias de aprendizagem no trabalho
em diferentes ocupações profissionais. RAC Eletrônica (Online), v. 3, p. 41-62, 2009.
Disponível em: &lt;http://www.anpad.org.br/periodicos/arq_pdf/a_833.pdf&gt;. Acesso em: 24 dez.
2014.
PROCOPIUCK, Mário et al. Avaliação do clima organizacional: desenvolvimento de
sub-escalas dimensionais e de uma escala global. Revista Gestão.Org, Pernanbuco, n.
7, p.170-191 – mai/ago. 2009.
WENDLING, Merilyn. Estilos de liderança e sua efetividade nas empresas: um estudo
de caso. Porto Alegre, 2007. Dissertação (Especialização) - Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, Programa de Pós-Graduação em Administração, Porto Alegre,
2007. Disponível
em: &lt;http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/14143/000649905.pdf&gt;.
Acesso em: 06. jan. 2015.
PALAVRAS-CHAVE
Clima organizacional. Biblioteca Regional de Rondonópolis. UFMT.

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Documentação&#13;
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                <text>O clima organizacional é um conjunto de sentimentos e crenças coletivas, que tendem a ser desenvolvidas, mantidas e difundidas entre os membros da equipe (PROCOPIUCK et al. 2009) e seu estudo permite assimilar através dos sentidos coletivos o que as pessoas percebem da empresa quanto as práticas, políticas, estruturas, processos, sistemas e a consequente reação a esta percepção.</text>
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                    <text>INCENTIVO À FORMAÇÃO DE LEITORES: VIVÊNCIAS DE ESTUDANTES E
DOCENTES NA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

Autores: Maria Emilia Ganzarolli - UDESC - eganzarolli@gmail.com
Gisela Eggert-Steindel - UDESC - f9giza@gmail.com
Tayrine Vilma Nascimento - UDESC - tayrine_13@hotmail.com
Cristiane Salete de Souza dos Santos - UDESC crissalete@hotmail.com
Andréia Caroline de Mattos - UDESC - andreiacmts@gmail.com
Jéssica da Silva - UDESC - jessica_ds@live.com

Introdução:
O trabalho apresenta as vivências dos estudantes bolsistas de extensão e
docentes no período de dois anos de atuação no Programa de Extensão
Borboletas da Leitura: Incentivo à Formação de Leitores/ 6ª Edição, do
Departamento de Biblioteconomia e Gestão da Informação/UDESC que tem como
princípio norteador o incentivo à formação leitora de crianças e/ou jovens
desprovidos do contato efetivo com o livro, a leitura e a biblioteca. O Programa é
constituído de três Ações: 1ª - PROJETO intitulado Borboletas da Leitura na
Comunidade. A proposta central do Projeto é promover a leitura em comunidades
de bairros do município de Florianópolis(SC) para turmas de crianças e jovens ;
2ª - PROJETO intitulado Borboletas da Leitura na Escola com o objetivo de
promover a leitura literária no espaço escolar e incentivar a formação do aluno
leitor ; 3ª - CURSO intitulado Cultura Impressa: Discursos sobre a Leitura aborda
os discursos sobre a leitura a partir da cultura do impresso pautados na história do
livro ocidental. Nessa esteira objetiva-se a formação continuada dos professores,
bibliotecários e estudantes. As atividades de promoção e incentivo à leitura são
desenvolvidas a partir da compreensão da literatura como arte literária que
envolve e sensibiliza a criança e o jovem para a leitura de fruição, reflexiva, livre e
emancipatória. A parceria com a Biblioteca Pública Municipal Professor Barreiros
Filho se concretiza na dinamização desse espaço para a realização de atividades

�para as crianças participantes dos Projetos.O Programa se articula com o Plano
Nacional do Livro e Leitura (PNLL) na medida que estimula professores, diretores,
coordenadores pedagógicos, bibliotecários e estudantes a conhecer e se envolver
com as políticas públicas em prol da leitura no país. Enfatiza o trabalho do
professor e do bibliotecário na mediação da leitura e formação de leitores.
Relato das experiências:
1ª AÇÃO: Projeto de Extensão Borboletas da Leitura na Comunidade
Local de Realização: Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos –
CCFV - Bairro Itacorubi - Florianópolis/SC com turmas de crianças( entre 6 a 10
anos de idade)
Período : 2013 – 2014
Apresenta as experiências de promoção e incentivo à leitura e escrita no espaço
alternativo e não formal de educação de crianças e jovens. Destaca as atividades
desenvolvidas, os materiais produzidos, os registros fotográficos, os avanços,
perspectivas e os resultados parciais obtidos.
2ª AÇÃO: Projeto de Extensão Borboletas da Leitura na Escola
Local de Realização: EEB Rosinha Campos- Abraão - Florianópolis/SC com
turmas de crianças do 2º Ano do Ensino Fundamental.
Período : 2013 – 2014
Apresenta as experiências de promoção e incentivo à leitura e escrita no espaço
escolar.Destaca as atividades desenvolvidas, os materiais produzidos, os registros
fotográficos e a participação conjunta da sala de aula e a biblioteca na formação
do aluno-leitor.
3ª AÇÃO: Curso de Extensão Cultura Impressa: Discursos sobre a Leitura
Local de Realização: FAED/ UDESC
Período : 2013 – 2014

�Apresenta as experiências de formação continuada na área da leitura e formação
de leitores para professores, diretores, coordenadores pedagógicos, bibliotecários
e estudantes.
Palavras-chave: Extensão Universitária, Promoção da leitura, Formação de
leitores, Literatura infantil e juvenil, Biblioteca Pública.
Agência financiadora
Edital PAEX - UDESC - 2013
Edital PAEX - UDESC - 2014

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Incentivo À formação de leitores: vivências de estudantes e docentes na extensão universitária</text>
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                <text> Eggert-Steindel, Gisela </text>
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                <text> Nascimento, Tayrine Vilma </text>
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                <text> Santos, Cristiane Salete de Souza dos </text>
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                <text>Extensão Universitária </text>
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                <text> Formação de leitores </text>
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                <text> Literatura Infanto-juvenil </text>
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                <text>O trabalho apresenta as vivências dos estudantes bolsistas de extensão e docentes no período de dois anos de atuação no Programa de Extensão Borboletas da Leitura: Incentivo à Formação de Leitores/ 6ª Edição, do Departamento de Biblioteconomia e Gestão da Informação/UDESC que tem como princípio norteador o incentivo à formação leitora de crianças e/ou jovens desprovidos do contato efetivo com o livro, a leitura e a biblioteca.</text>
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                    <text>XVI	&#13;  Congresso	&#13;  Brasileiro	&#13;  de	&#13;  Biblioteconomia	&#13;  e	&#13;  Documentação	&#13;  
22	&#13;  a	&#13;  24	&#13;  de	&#13;  julho	&#13;  de	&#13;  2015	&#13;  
Resumo	&#13;  expandido	&#13;  de	&#13;  relato	&#13;  de	&#13;  experiência	&#13;  
	&#13;  
PROJETO	&#13;  BIBLIOTECAS	&#13;  EM	&#13;  REDE:	&#13;  RESULTADOS	&#13;  PRELIMINARES	&#13;  

	&#13;  
	&#13;  

Teresa	&#13;  Mary	&#13;  Pires	&#13;  de	&#13;  Castro	&#13;  Melo	&#13;  
Docente	&#13;  do	&#13;  Departamento	&#13;  de	&#13;  Ciências	&#13;  Humanas	&#13;  e	&#13;  Educação	&#13;  da	&#13;  Universidade	&#13;  Federal	&#13;  de	&#13;  
São	&#13;  Carlos.	&#13;  Líder	&#13;  do	&#13;  Núcleo	&#13;  de	&#13;  Estudos	&#13;  e	&#13;  Pesquisas	&#13;  em	&#13;  Tecnologia,	&#13;  Cultura	&#13;  e	&#13;  Sociedade.	&#13;  
Pesquisadora	&#13;  do	&#13;  Grupo	&#13;  de	&#13;  Pesquisa	&#13;  Educação,	&#13;  Comunidade	&#13;  e	&#13;  Movimentos	&#13;  Sociais.	&#13;  
Coordenadora	&#13;  do	&#13;  Projeto	&#13;  de	&#13;  Extensão	&#13;  Bibliotecas	&#13;  em	&#13;  Rede.	&#13;  E-­‐mail:	&#13;  teresamelo@ufscar.br	&#13;  
	&#13;  
Elisa	&#13;  Campos	&#13;  Machado	&#13;  
Docente	&#13;  do	&#13;  Departamento	&#13;  de	&#13;  Estudos	&#13;  e	&#13;  Processos	&#13;  Biblioteconômicos	&#13;  da	&#13;  Universidade	&#13;  
Federal	&#13;  do	&#13;  Estado	&#13;  do	&#13;  Rio	&#13;  de	&#13;  Janeiro.	&#13;  Líder	&#13;  do	&#13;  Grupo	&#13;  de	&#13;  Pesquisa	&#13;  Biblioteca	&#13;  Pública	&#13;  no	&#13;  
Brasil:	&#13;  reflexão	&#13;  e	&#13;  prática.	&#13;  E-­‐mail:	&#13;  emachado2005@gmail.com	&#13;  

Introdução	&#13;  
A	&#13;   biblioteca	&#13;   pública	&#13;   é	&#13;   o	&#13;   equipamento	&#13;   público	&#13;   cultural	&#13;   mais	&#13;   presente	&#13;   nos	&#13;   municípios	&#13;  
brasileiros	&#13;   –	&#13;   são	&#13;   6.069	&#13;   em	&#13;   5.570	&#13;   municípios	&#13;   segundo	&#13;   dados	&#13;   disponível	&#13;   no	&#13;   site1	&#13;   do	&#13;   Sistema	&#13;  
Nacional	&#13;   de	&#13;   Bibliotecas	&#13;   Públicas	&#13;   (SNBP)2	&#13;   –	&#13;   e	&#13;   é	&#13;   definida	&#13;   como	&#13;   "o	&#13;   centro	&#13;   local	&#13;   de	&#13;  
informação,	&#13;   tornando	&#13;   prontamente	&#13;   acessíveis	&#13;   aos	&#13;   seus	&#13;   utilizadores	&#13;   o	&#13;   conhecimento	&#13;   e	&#13;   a	&#13;  
informação	&#13;  de	&#13;  todos	&#13;  os	&#13;  gêneros"	&#13;  (UNESCO,	&#13;  2007).	&#13;  	&#13;  
Entendendo	&#13;   a	&#13;   importância	&#13;   desse	&#13;   equipamento	&#13;   público	&#13;   cultural	&#13;   e	&#13;   apostando	&#13;   no	&#13;   trabalho	&#13;  
cooperativo	&#13;  e	&#13;  em	&#13;  rede,	&#13;  o	&#13;  Projeto	&#13;  “Bibliotecas	&#13;  em	&#13;  Rede”	&#13;  foi	&#13;  idealizado	&#13;  como	&#13;  um	&#13;  projeto-­‐
piloto	&#13;   para	&#13;   fortalecer	&#13;   e	&#13;   qualificar	&#13;   as	&#13;   políticas	&#13;   culturais	&#13;   locais	&#13;   junto	&#13;   a	&#13;   trabalhadores	&#13;   de	&#13;  
bibliotecas	&#13;  públicas	&#13;  no	&#13;  desempenho	&#13;  de	&#13;  seu	&#13;  papel	&#13;  de	&#13;  promotores	&#13;  da	&#13;  cultura	&#13;  local.	&#13;  
“Bibliotecas	&#13;   em	&#13;   Rede”	&#13;   é	&#13;   um	&#13;   projeto	&#13;   de	&#13;   extensão	&#13;   universitária	&#13;   do	&#13;   Departamento	&#13;   de	&#13;  
Ciências	&#13;   Humanas	&#13;   e	&#13;   Educação	&#13;   (DCHE),	&#13;   da	&#13;   Universidade	&#13;   Federal	&#13;   de	&#13;   São	&#13;   Carlos	&#13;   (UFSCar),	&#13;  
realizado	&#13;  em	&#13;  seis	&#13;  bibliotecas	&#13;  públicas	&#13;  de	&#13;  três	&#13;  municípios	&#13;  do	&#13;  Estado	&#13;  de	&#13;  Sergipe	&#13;  -­‐	&#13;  Aracaju,	&#13;  
Barra	&#13;   dos	&#13;   Coqueiros	&#13;   e	&#13;   São	&#13;   Cristóvão	&#13;   -­‐,	&#13;   que	&#13;   tem	&#13;   como	&#13;   objetivos	&#13;   ativar	&#13;   redes,	&#13;   promover	&#13;  
debates	&#13;  e	&#13;  circulação	&#13;  de	&#13;  informações	&#13;  e	&#13;  experiências	&#13;  entre	&#13;  profissionais	&#13;  de	&#13;  	&#13;  bibliotecas	&#13;  para	&#13;  
ampliar	&#13;   sua	&#13;   articulação	&#13;   com	&#13;   a	&#13;   comunidade,	&#13;   além	&#13;   de	&#13;   estimular	&#13;   a	&#13;   construção	&#13;   e	&#13;   troca	&#13;   de	&#13;  
experiências	&#13;   e	&#13;   metodologias	&#13;   entre	&#13;   pesquisadores	&#13;   de	&#13;   duas	&#13;   universidades	&#13;   federais	&#13;   que	&#13;  
atuam	&#13;   na	&#13;   formação	&#13;   de	&#13;   profissionais	&#13;   para	&#13;   atuar	&#13;   nas	&#13;   áreas	&#13;   de	&#13;   educação,	&#13;   comunicação	&#13;   e	&#13;  
biblioteconomia.	&#13;  
	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;   	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  	&#13;  
1

	&#13;  Endereço	&#13;  eletrônico:	&#13;  http://snbp.culturadigital.br/informacao/dados-­‐das-­‐bibliotecas-­‐
publicas/	&#13;  
2
	&#13;  O	&#13;  SNBP	&#13;  é	&#13;  um	&#13;  órgão	&#13;  subordinado	&#13;  a	&#13;  Diretoria	&#13;  de	&#13;  Livro,	&#13;  Leitura,	&#13;  Literatura	&#13;  e	&#13;  Bibliotecas	&#13;  
(DLLLB)	&#13;  do	&#13;  Ministério	&#13;  da	&#13;  Cultura	&#13;  (MinC).	&#13;  

�	&#13;  
Relato	&#13;  da	&#13;  experiência	&#13;  
Tendo	&#13;  iniciado	&#13;  em	&#13;  março	&#13;  de	&#13;  2014	&#13;  o	&#13;  Projeto	&#13;  Bibliotecas	&#13;  em	&#13;  Rede	&#13;  foi	&#13;  previsto	&#13;  inicialmente	&#13;  
para	&#13;   acontecer	&#13;   em	&#13;   1	&#13;   ano,	&#13;   mas	&#13;   foi	&#13;   prorrogado	&#13;   por	&#13;   mais	&#13;   6	&#13;   meses.	&#13;   Atualmente	&#13;   está	&#13;   em	&#13;   fase	&#13;  
de	&#13;   finalização	&#13;   e	&#13;   realizou,	&#13;   entre	&#13;   outras	&#13;   ações,	&#13;   encontros	&#13;   presenciais	&#13;   e	&#13;   a	&#13;   distância	&#13;   entre	&#13;  
trabalhadores	&#13;   das	&#13;   bibliotecas	&#13;   envolvidas	&#13;   -­‐	&#13;   coordenadores,	&#13;   bibliotecários,	&#13;   estagiários	&#13;  
universitários,	&#13;   trabalhadores	&#13;   de	&#13;   nível	&#13;   médio.	&#13;   Tais	&#13;   encontros	&#13;   foram	&#13;   planejados	&#13;   para	&#13;  
contemplar	&#13;  momentos	&#13;  conceituais;	&#13;  estratégias	&#13;  para	&#13;  a	&#13;  constituição	&#13;  de	&#13;  processos	&#13;  coletivos	&#13;  
de	&#13;   conversação;	&#13;   experimentação,	&#13;   troca	&#13;   e	&#13;   integração;	&#13;   	&#13;   e	&#13;   articulações	&#13;   entre	&#13;   as	&#13;   instâncias	&#13;  
responsáveis	&#13;   pela	&#13;   políticas	&#13;   que	&#13;   fazem	&#13;   interface	&#13;   com	&#13;   a	&#13;   atuação	&#13;   dos	&#13;   participantes.	&#13;  
Entendemos	&#13;   que	&#13;   o	&#13;   conhecimento	&#13;   e	&#13;   apropriação	&#13;   das	&#13;   políticas	&#13;   culturais	&#13;   voltadas	&#13;   para	&#13;  
bibliotecas	&#13;  públicas	&#13;  possibilita	&#13;  ao	&#13;  trabalhador	&#13;  o	&#13;  pertencimento	&#13;  a	&#13;  um	&#13;  grupo	&#13;  e	&#13;  a	&#13;  consciência	&#13;  
do	&#13;   seu	&#13;   papel	&#13;   político	&#13;   e	&#13;   social,	&#13;   retirando-­‐o	&#13;   da	&#13;   situação	&#13;   de	&#13;   solidão,	&#13;   voluntarismo,	&#13;  
clientelismo	&#13;  ou	&#13;  impotência	&#13;  em	&#13;  que	&#13;  muitos	&#13;  se	&#13;  encontram.	&#13;  	&#13;  
Os	&#13;  encontros	&#13;  trouxeram	&#13;  à	&#13;  discussão	&#13;  do	&#13;  grupo	&#13;  a	&#13;  relevância	&#13;  das	&#13;  bibliotecas	&#13;  na	&#13;  ação	&#13;  cultural	&#13;  
no	&#13;   cenário	&#13;   brasileiro;	&#13;   a	&#13;   diferença	&#13;   entre	&#13;   a	&#13;   biblioteca	&#13;   e	&#13;   os	&#13;   espaços	&#13;   escolares;	&#13;   o	&#13;   papel	&#13;  
político	&#13;   da	&#13;   biblioteca	&#13;   junto	&#13;   à	&#13;   comunidade	&#13;   e	&#13;   instituições	&#13;   parceiras;	&#13;   a	&#13;   importância	&#13;   do	&#13;  
mapeamento	&#13;   da	&#13;   comunidade	&#13;   e	&#13;   do	&#13;   território	&#13;   em	&#13;   que	&#13;   está	&#13;   inserida;	&#13;   a	&#13;   perspectiva	&#13;   de	&#13;  
política	&#13;   inclusiva,	&#13;   participativa,	&#13;   diversa	&#13;   e	&#13;   de	&#13;   reconhecimento	&#13;   de	&#13;   todas	&#13;   as	&#13;   manifestações	&#13;  
culturais;	&#13;   a	&#13;   importância	&#13;   da	&#13;   criação	&#13;   dos	&#13;   planos	&#13;   estaduais	&#13;   e	&#13;   municipais	&#13;   de	&#13;   livro	&#13;   e	&#13;   leitura	&#13;  
como	&#13;   uma	&#13;   força	&#13;   para	&#13;   colocar	&#13;   as	&#13;   bibliotecas	&#13;   dentro	&#13;   da	&#13;   política	&#13;   de	&#13;   cultura	&#13;   em	&#13;   seus	&#13;  
territórios,	&#13;  assim	&#13;  como	&#13;  dos	&#13;  sistemas	&#13;  municipais	&#13;  e	&#13;  estaduais	&#13;  de	&#13;  bibliotecas	&#13;  públicas.	&#13;  Para	&#13;  
repensar	&#13;   e/ou	&#13;   aperfeiçoar	&#13;   as	&#13;   práticas	&#13;   nas	&#13;   bibliotecas,	&#13;   foram	&#13;   oferecidas	&#13;   também,	&#13;   de	&#13;  
maneira	&#13;  complementar,	&#13;  oficinas	&#13;  de	&#13;  organização	&#13;  de	&#13;  acervo	&#13;  e	&#13;  de	&#13;  mediação	&#13;  de	&#13;  leitura.	&#13;  	&#13;  
Apresentamos	&#13;  aqui	&#13;  os	&#13;  resultados	&#13;  parciais,	&#13;  decorrentes	&#13;  do	&#13;  planejamento	&#13;  conjunto	&#13;  das	&#13;  seis	&#13;  
bibliotecas	&#13;   e	&#13;   demais	&#13;   agentes	&#13;   envolvidos,	&#13;   organizados	&#13;   em	&#13;   duas	&#13;   categorias	&#13;   de	&#13;   rede	&#13;  
identificadas	&#13;  como	&#13;  potenciais	&#13;  durante	&#13;  o	&#13;  processo:	&#13;  
•

Redes	&#13;   intra	&#13;   e	&#13;   inter	&#13;   bibliotecas	&#13;   e	&#13;   destas	&#13;   com	&#13;   a	&#13;   comunidade:	&#13;   para	&#13;   dar	&#13;   visibilidade	&#13;   às	&#13;  
bibliotecas	&#13;  e	&#13;  fortalecer	&#13;  o	&#13;  trabalho	&#13;  conjunto,	&#13;  foram	&#13;  programados:	&#13;  a)	&#13;  eventos	&#13;  nos	&#13;  três	&#13;  
municípios	&#13;   participantes	&#13;   denominados	&#13;   Folcloripe,	&#13;   envolvendo	&#13;   os	&#13;   trabalhadores	&#13;   das	&#13;  
bibliotecas	&#13;   e	&#13;   grupos	&#13;   artísticos	&#13;   locais	&#13;   em	&#13;   ‘cortejos’	&#13;   que	&#13;   levavam	&#13;   a	&#13;   população	&#13;   a	&#13;   uma	&#13;  
biblioteca,	&#13;   na	&#13;   qual	&#13;   aconteciam	&#13;   atividades	&#13;   diversas.	&#13;   b)	&#13;   atividades	&#13;   de	&#13;   mediação	&#13;   de	&#13;  
leitura	&#13;   nos	&#13;   três	&#13;   municípios,	&#13;   assim	&#13;   como	&#13;   eventos	&#13;   nas	&#13;   praças	&#13;   próximas	&#13;   às	&#13;   bibliotecas,	&#13;  
com	&#13;   a	&#13;   participação	&#13;   de	&#13;   trabalhadores	&#13;   das	&#13;   seis	&#13;   bibliotecas	&#13;   envolvidas.	&#13;   c)	&#13;   rodízio	&#13;   de	&#13;  
trabalhadores	&#13;  entre	&#13;  as	&#13;  bibliotecas	&#13;  para	&#13;  observação	&#13;  e	&#13;  incorporação	&#13;  de	&#13;  boas	&#13;  práticas	&#13;  e	&#13;  
soluções;	&#13;  d)	&#13;  Instrumento	&#13;  de	&#13;  diagnóstico	&#13;  das	&#13;  bibliotecas,	&#13;  assim	&#13;  como	&#13;  um	&#13;  instrumento	&#13;  
de	&#13;   pesquisa	&#13;   do	&#13;   perfil	&#13;   e	&#13;   demandas	&#13;   da	&#13;   comunidade,	&#13;   tendo	&#13;   como	&#13;   base	&#13;   o	&#13;   estudo	&#13;   das	&#13;  
"Diretrizes	&#13;  da	&#13;  IFLA	&#13;  sobre	&#13;  Bibliotecas	&#13;  Públicas"	&#13;  e	&#13;  o	&#13;  "Manifesto	&#13;  da	&#13;  IFLA/UNESCO	&#13;  sobre	&#13;  
bibliotecas	&#13;  públicas”.	&#13;  	&#13;  

•

Redes	&#13;  entre	&#13;  as	&#13;  bibliotecas	&#13;  e	&#13;  as	&#13;  políticas	&#13;  de	&#13;  Cultura:	&#13;  articulação	&#13;  de	&#13;  encontros	&#13;  entre	&#13;  os	&#13;  
trabalhadores	&#13;  e	&#13;  a	&#13;  coordenação	&#13;  do	&#13;  Sistema	&#13;  Nacional	&#13;  de	&#13;  Bibliotecas	&#13;  Públicas	&#13;  (SNBP),	&#13;  do	&#13;  

�secretário	&#13;   executivo	&#13;   do	&#13;   Plano	&#13;   Nacional	&#13;   de	&#13;   Livro	&#13;   e	&#13;   Leitura	&#13;   (PNLL),	&#13;   de	&#13;   secretários	&#13;   ou	&#13;  
representantes	&#13;   das	&#13;   Secretarias	&#13;   Municipais	&#13;   e	&#13;   Estadual	&#13;   de	&#13;   Cultura,	&#13;   da	&#13;   regional	&#13;   do	&#13;  
Ministério	&#13;  da	&#13;  Cultura	&#13;  (MinC)	&#13;  e	&#13;  da	&#13;  Universidade	&#13;  Federal	&#13;  de	&#13;  Sergipe	&#13;  (UFS),	&#13;  envolvendo	&#13;  
docentes	&#13;   do	&#13;   Curso	&#13;   de	&#13;   Biblioteconomia	&#13;   para	&#13;   estabelecer	&#13;   o	&#13;   diálogo	&#13;   e	&#13;   esclarecer	&#13;   os	&#13;  
lugares	&#13;   de	&#13;   fala	&#13;   e	&#13;   responsabilidades.	&#13;   Resultaram	&#13;   de	&#13;   tais	&#13;   momentos	&#13;   a)	&#13;   parcerias	&#13;   entre	&#13;  
os	&#13;  representantes	&#13;  do	&#13;  MinC	&#13;  e	&#13;  Secretaria	&#13;  Municipal	&#13;  de	&#13;  Cultura	&#13;  para	&#13;  apoio	&#13;  na	&#13;  construção	&#13;  
do	&#13;   Plano	&#13;   Municipal	&#13;   de	&#13;   Cultura,	&#13;   assim	&#13;   como	&#13;   no	&#13;   apoio	&#13;   às	&#13;   bibliotecas	&#13;   para	&#13;   orientações	&#13;  
sobre	&#13;   como	&#13;   participar	&#13;   de	&#13;   editais;	&#13;   	&#13;   b)	&#13;   parceria	&#13;   do	&#13;   projeto	&#13;   com	&#13;   o	&#13;   Curso	&#13;   de	&#13;  
Biblioteconomia	&#13;   da	&#13;   Universidade	&#13;   Federal	&#13;   de	&#13;   Sergipe,	&#13;   que	&#13;   oferece	&#13;   aos	&#13;   participantes	&#13;   do	&#13;  
projeto	&#13;   oficinas	&#13;   sobre	&#13;   redes	&#13;   sociais	&#13;   em	&#13;   bibliotecas.	&#13;   c)	&#13;   visita	&#13;   ao	&#13;   Sistema	&#13;   Municipal	&#13;   de	&#13;  
Bibliotecas	&#13;  Públicas	&#13;  do	&#13;  município	&#13;  de	&#13;  Arapiraca	&#13;  (AL)	&#13;  e	&#13;  d)	&#13;  fortalecimento	&#13;  das	&#13;  parcerias	&#13;  
internas	&#13;  aos	&#13;  municípios,	&#13;  especialmente	&#13;  junto	&#13;  às	&#13;  Secretarias	&#13;  de	&#13;  Cultura	&#13;  que	&#13;  apoiaram	&#13;  e	&#13;  
viabilizaram	&#13;  as	&#13;  ações	&#13;  planejadas.	&#13;  
	&#13;  
Considerações	&#13;  Finais	&#13;  
As	&#13;  ações	&#13;  já	&#13;  realizadas	&#13;  do	&#13;  Projeto	&#13;  Bibliotecas	&#13;  em	&#13;  Rede	&#13;  reafirmam	&#13;  seu	&#13;  pressuposto	&#13;  de	&#13;  que	&#13;  
as	&#13;   redes	&#13;   se	&#13;   dão	&#13;   na	&#13;   interação	&#13;   entre	&#13;   atores	&#13;   que	&#13;   partilham	&#13;   de	&#13;   objetivos	&#13;   comuns.	&#13;   No	&#13;   caso	&#13;   do	&#13;  
presente	&#13;  projeto,	&#13;  reúne	&#13;  também	&#13;  os	&#13;  participantes	&#13;  o	&#13;  fato	&#13;  de	&#13;  fazerem	&#13;  parte	&#13;  de	&#13;  um	&#13;  mesmo	&#13;  
sistema	&#13;   de	&#13;   políticas	&#13;   públicas.	&#13;   Ativar	&#13;   a	&#13;   rede,	&#13;   aqui,	&#13;   é	&#13;   identificar	&#13;   as	&#13;   diversas	&#13;   instâncias	&#13;   de	&#13;  
articulação	&#13;  em	&#13;  potência	&#13;  e	&#13;  possibilitar	&#13;  a	&#13;  comunicação	&#13;  entre	&#13;  elas,	&#13;  utilizando	&#13;  também	&#13;  e	&#13;  se	&#13;  
pertinente,	&#13;  tecnologias	&#13;  digitais.	&#13;  Entendemos	&#13;  que	&#13;  as	&#13;  necessidades	&#13;  das	&#13;  bibliotecas	&#13;  públicas	&#13;  
brasileiras	&#13;   passam	&#13;   pela	&#13;   sua	&#13;   modernização	&#13;   também	&#13;   tecnológica,	&#13;   mas	&#13;   que	&#13;   igualmente	&#13;  
demandam	&#13;   formação	&#13;   de	&#13;   seus	&#13;   trabalhadores	&#13;   para	&#13;   que	&#13;   compreendam	&#13;   os	&#13;   espaços	&#13;   de	&#13;  
atuação,	&#13;   as	&#13;   políticas	&#13;   que	&#13;   os	&#13;   fortalecem	&#13;   e	&#13;   o	&#13;   reconhecimento	&#13;   de	&#13;   que	&#13;   o	&#13;   trabalho	&#13;   pode	&#13;   ser	&#13;  
facilitado	&#13;   e	&#13;   potencializado	&#13;   a	&#13;   partir	&#13;   das	&#13;   redes.	&#13;   Este	&#13;   é	&#13;   um	&#13;   movimento	&#13;   de	&#13;   dar	&#13;   novos	&#13;  
significados	&#13;  ao	&#13;  trabalho	&#13;  nas	&#13;  bibliotecas	&#13;  públicas.	&#13;  
	&#13;  
Palavras-­‐chave:	&#13;   bibliotecas	&#13;   públicas,	&#13;   ativação	&#13;   de	&#13;   redes,	&#13;   extensão	&#13;   universitária,	&#13;   redes	&#13;   e	&#13;  
sistemas	&#13;  de	&#13;  cultura.	&#13;  
Agências	&#13;  financiadoras:	&#13;  Fundação	&#13;  Biblioteca	&#13;  Nacional/Ministério	&#13;  da	&#13;  Cultura	&#13;  

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                  <text>CBBD - Edição: 26 - Ano: 2015 (São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A biblioteca pública é o equipamento público cultural mais presente nos municípios brasileiros – são 6.069 em 5.570 municípios segundo dados disponível no site do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) – e é definida como "o centro local de informação, tornando prontamente acessíveis aos seus utilizadores o conhecimento e a informação de todos os gêneros" (UNESCO, 2007).</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

UM OLHAR PARA A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO ESCOLAR

Marieli Sader Diorio
Universidade Federal Fluminense
marielidiorio@globo.com
Introdução
Considerando que as bibliotecas existem para serem usadas, e servirem como
local de troca de informações e que é responsabilidade dos bibliotecários orientar o
usuário para interagir com ela, destacamos então a necessidade de se ter uma visão
sobre a formação do profissional bibliotecário escolar no âmbito dos currículos de
biblioteconomia, numa tentativa de vê-lo não somente como um gestor de bibliotecas,
mas como um orientador e formador de leitores. Ao mencionarmos o ambiente de uma
biblioteca escolar remetemo-nos à reflexão da formação dos profissionais e de seus
usuários enquanto futuros leitores. Em face desta questão, a pesquisa que ora
apresentamos tem o objetivo de mostrar quantitativamente, como o tema “biblioteca
escolar” vem sendo abordado nos currículos dos cursos de Biblioteconomia no Brasil.
Método da pesquisa
Trata-se de pesquisa exploratória desenvolvida em duas etapas: na primeira foi
feito um estudo de modo a situar o leitor acerca da importância do acúmulo do
conhecimento para o indivíduo, utilizando teóricos como Milanesi (1985) e Bourdieu
(2004).Na segunda fizemos um levantamento das grades curriculares dos cursos de
biblioteconomia no Brasil, utilizando o site do MEC – Ministério da Educação e Cultura,
para identificar as instituições autorizadas a ministrarem o curso e em seguida os sites
destas instituições, para análise de seus currículos de modo a identificar se oferecem
disciplina relacionadas ao tema “biblioteca escolar”.
Utilizamos como referência a lista de Universidades Federais e Estaduais contidas
em Oliveira (2011), posteriormente decidimos comparar com uma busca no site do
Ministério da Educação e Cultura (MEC). Encontramos 141 autorizações, o que não
fazia muito sentindo se comparado com Oliveira (2011). No intuito de refinar a
pesquisa, fizemos o seguinte mapeamento: contamos somente uma autorização de
cada instituição, independentes de quantas autorizações possuíssem, levando em
consideração os cursos presenciais. Ainda assim encontramos uma diferença de dez
instituições a mais o que nos levou a outra análise mais específica de unidade por
unidade, onde identificamos que, mesmo com autorização de funcionamento, estes
cursos estavam inativos por falta de alunos.
Discussão e Resultados
Desde a antiguidade as bibliotecas são usadas para armazenar informações que
eram registradas por letrados e cientistas, em seus diversos suportes. As mudanças
ocorridas em sua estrutura estão ligadas diretamente à história dos registros das

�informações. Segundo Milanesi (1985) podemos afirmar que muito mais que um
depósito, a biblioteca tem a função de preservar a memória – como se ela fosse o
cérebro da humanidade – organizando a informação para que todo ser humano possa
usufruí-la.
Ao consideramosa escola como geradora da cultura e modificadora de conteúdo,
o espírito cultural que por ela é transmitido destina-se especialmente a transformar o
coletivo em um inconsciente comum e individual. O poder que ela exerce, fica livre de
qualquer suspeita, suas funções de reprodução são legitimadas pelas desigualdades
sociais e perpetuadas pelo poder dominante que define o que será usado como ação
pedagógica, mantendo a concepção da ordem social (BOURDIEU, 2004).
Indo nessa direção, podemos dizer que a participação do bibliotecário no processo
ensino-aprendizagem vai depender da sua habilidade ao trabalhar com os professores,
mas não somente isso, é preciso também que o professor veja o bibliotecário entrosado
em seu planejamento pedagógico. O bibliotecário passa a ser visto como um
profissional da educação com a tarefa de estimular o gosto e o hábito de leitura, além
de orientar, não somente os alunos, mas todos que fazem parte da estrutura escolar, de
como utilizar a biblioteca. Nesse sentido, não desconsiderando o papel reprodutor da
escola, como ressalta Bourdieu, podemos buscar resposta para a superação e a
inclusão de nossos educandos numa sociedade que valorize a cultura como um legado
da humanidade, sendo esta ação uma das tarefas do bibliotecário escolar.
Curso de Biblioteconomia no Brasil

16% 5%

Norte

27%

Nordeste
Centro-Oeste
Sudeste

41%

11%

Sul

A análise dos dados apontou que de um total de
trinta e sete instituições que possuem o curso de
biblioteconomia ativo, conforme demonstra o gráfico 1,
a maior concentração está na região sudeste, 41% e a
menor no Norte do país, com 5% (apenas duas
instituições). Avançado na pesquisa, procuramos na
internet dados referente às grades curriculares.

Grafico1

Universidades que oferecem
Disciplina Relacionadas com o
tema Biblioteca Escolar

18%

37%

Sim
Não
Indisponível

45%

Gráfico 2

Compilamos os dados sobre as instituições que
oferecem ou não disciplinas com tema biblioteca
escolar e encontramos o seguinte percentual: 45%
não oferecem nenhuma disciplina, 37% oferecem e
cerca de 18% das instituições não possuíam
informações, conforme representado no gráfico 2.
Em relação ao vinculo curricular: 50% são
oferecidas como obrigatórias, 36% como optativas e
14% como eletivas.

Considerações Finais
Com base no estudo, concluímos que a formação do bibliotecário escolar no
Brasil ainda precisa de um olhar especial, visto que ainda possuímos poucas
instituições que oferecem disciplinas que supram a necessidade de aprendizado deste
profissional. Devemos observar ainda que este exerce influência na formação do
indivíduo e na sua integração cultural. Apesar de teóricos como Bourdieu apontarem a
escola como sistema de reprodução da cultura dominante, teóricos como Milanesi a
vêm como transformadora e não apenas como lugar de reprodução do conhecimento.

�Por isso o bibliotecário juntamente com o professor tem a responsabilidade de
proporcionar o acesso à informação e à cultura, fazendo de suas bibliotecas um lugar
de letramento informacional, para que seus alunos tenham domínio e competência para
usarem a informação de forma autônoma e criativa.
Palavras- chave:
Biblioteca escolar. Currículo Formação profissional. Bibliotecário
Referências:
BOURDIEU, Pierre. Coisas ditas. São Paulo: Brasiliense, 2004.
CÔRTE, Adelaide Ramos. BANDEIRA, Suelena Pinto. Biblioteca Escolar. Brasília:
Briquet de Lemos, 2011.
MIILANESI, Luís. Oque é biblioteca. 3. Ed. São Paulo: Brasiliense, 1985.
NOGUEIRA, Maria Alice. NOGUEIRA, Cláudio M. Martins. Bourdieu&amp; a Educação. 3.
ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.
OLIVEIRA, Marlene (Org). Ciência da informação e biblioteconomia: novos
conteúdos e espaços de atuação. 2. ed. Belo Horizonte : Editora UFMG, 2011.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Instituições de Educação Superior e
Cursos Cadastrados. Disponível em: http://emec.mec.gov.br/. Acesso em: maio de
2014.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

LIDERANÇA BIBLIOTECÁRIA NA UFCG: ANÁLISE DO
SISTEMOTECA DA UFCG E AS BARREIRAS DA EXECUÇÃO
DE SEU TRABALHO DE CAJAZEIRAS A CAMPINA GRANDE

Jesiel Ferreira Gomes. Biblioteca do CES – UFCG (Centro de Educação e Saúde
da Universidade Federal de Campina Grande) – Cuité – PB.
jesielgomes@ufcg.edu.br / jesieltutor@gmail.com
Kilvya Simone de Leão Braga. Biblioteca Central – UFCG (Universidade Federal
de Campina Grande) – Campina Grande – PB. Kilvya.simone@ufcg.edu.br.

Introdução: Se atualmente vive-se com facilidades de comunicação quem
nem eram sonhadas há apenas trinta anos (nem a televisão era colorida no Brasil
daqueles tempos!), num futuro próximo tanto a distância quanto o tempo serão
abolidos graças a investimentos brutais em redes de telecomunicações via
satélite. Fechar negócios real time com o Japão por teleconferência será um ato
banal.
Alguns sintomas são sentidos nitidamente no meio empresarial, mesmo
aqui, onde só se despertou para esse novo mundo no início dos anos 90. A
entrada de multinacionais, bem como o crescimento da competitividade são sinais
claros de que o país entrou na roda viva da globalização.
O primeiro caminho trilhado pelas companhias foi, portanto, investir nos
processos para garantir os resultados. Mas, na conta do capital intelectual, os
valores realmente produtivos - as pessoas - ficaram em segundo plano. Ainda
hoje, grande parte das empresas têm um perfil que dá pouca importância à gestão
dos seres humanos.
Viver nessa realidade arcaica faz com que boa parte das organizações
ainda convivam com a figura envelhecida do "departamento de pessoal", estrutura
que ficou à parte das tecnologias que automatizaram atividades burocráticas como

�folha de pagamento, cálculo salarial, políticas de benefícios e prêmios,
planejamento de treinamento, entre tantas outras, abrindo espaço para uma ação
estratégica.
Depois de acertar a infra-estrutura é preciso passar a ver a empresa como
resultado de encontros multidisciplinares. Para chegar a esse estágio, deve-se
começar a levantar as habilidades, conhecimentos e competências das pessoas e
equipes da empresa, descentralizando a coordenação de fato para os gestores.
Com isso haverá o momento em que o local de trabalho será uma espécie
de área de lazer dessas pessoas, pois as atividades produtivas serão colocadas
em prática de qualquer ponto do mundo.
A gestão de pessoas em uma organização é, na atualidade, elemento
preponderante para investimento dos gestores, pois é na obtenção de
profissionais qualificados e motivados que reside à garantia de resultados
empresariais. Para Gil (2001, p. 17), a gestão de pessoas pode ser conceituada
como sendo:

[...] a função gerencial que visa à cooperação das pessoas que atuam
nas organizações para o alcance dos objetivos tanto organizacionais
quanto individuais. Constitui, a rigor, uma evolução das áreas
designadas no passado como Administração de Pessoal, Relações
Industriais e Administração de Recursos Humanos. Essa expressão
aparece no final do século XX e guarda similaridade com outras que
também vêm popularizando-se, tais como Gestão de Talentos, Gestão
de Parceiros e Gestão do Capital Humano.

Para que as pessoas possam trabalhar satisfatoriamente em equipe, ou seja, para
que as pessoas possam produzir resultados, o gerente, outra peça fundamental no meio
empresarial, precisa desempenhar muitas funções ativadoras. Dentre estas funções,
sobressai a liderança.
Embora a empresa necessite de líderes em todos os seus níveis hierárquicos e
em todas as suas áreas de atuação, é na gerência que reside o ponto mais crítico da
liderança porque é nesse nível que são decodificados e traduzidos os objetivos e
necessidades da empresa e transformados em metas e esquema de trabalho para serem
implementados e realizados pelos demais funcionários.

O líder precisa saber como lidar com pessoas e, para isto, a principal
ferramenta gerencial existente é a liderança, por direcionar as pessoas em função
do alcance dos objetivos organizacionais. Além disso, a habilidade de liderança

�não é nata, nem privativa de alguns poucos superdotados. Ela tem de ser
apreendida e incorporada ao comportamento do líder para fazer parte do seu
cotidiano de trabalho.
Liderar não significa apenas ter seguidores, mas saber quantos líderes se
conseguiu criar entre esses seguidores. A essência da liderança só é possível
praticar, sentir, intuir, ou desenvolver em nossa própria essência; o verdadeiro
líder está em busca contínua de evolução.
Método da pesquisa: Toda pesquisa é feita pelo confronto entre seus
dados, suas evidências e as informações coletadas sobre determinado assunto e
o conhecimento teórico acumulado a respeito dele. Em geral, isso se faz a partir
de estudo de um problema, que ao mesmo tempo desperta o interesse do
pesquisador e limita sua atividade de pesquisa a uma determinada porção do
saber, a qual ele se compromete a construir naquele momento (LUDKE, 1986).
O trabalho em questão trata-se de uma pesquisa descritiva, na qual
pretende-se avaliar a influência da liderança gerencial no sistemoteca da UFCG,
visando captar o máximo de informações acerca do objeto de estudo, ao mesmo
tempo em que percebe-se neste tipo de pesquisa, as melhores condições de
resposta às indagações quando do início deste trabalho.
De acordo com Cervo e Bervian (1996, p. 49), a pesquisa descritiva:

Observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômeno (variáveis)
sem manipulá-los. Procura descobrir, com a precisão possível, a
freqüência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com
outros, sua natureza e características. Busca conhecer as diversas
situações e relações que ocorrem na vida social, política, econômica e
demais aspectos do comportamento humano.

Assim uma pesquisa qualitativa caracteriza-se fundamentalmente pela
medida dos dados que ela apresenta, pelo emprego, de modo geral, de uma
estatística simples, elementar.
Considerando o modelo de pesquisa de Vergara (2006, p.47), esta
pesquisa se caracteriza como estudo de caso, pesquisa de campo, e bibliográfica
quanto aos meios.
Para a pesquisa ora apresentada consideramos como universo de trabalho
todas as bibliotecas componentes do sistemoteca da UFCG. O que significa dizer:
a biblioteca central do campus de Campina Grande, bibliotecas setoriais de Sumé,
Cuité, Pombal, Patos, Sousa e Cajazeiras.
Em suas particularidades há bibliotecas mais antigas, que fazem parte do
sistema desde de quando era UFPB até as mais novas como as de Sumé e Cuité.

�Conforme as características da população a ser pesquisada e pelos
objetivos pretendidos com essa pesquisa, utilizar-se-á o questionário. Para
Minayo (1998, p. 89):

[...] é a forma mais usada para coletar dados, pois possibilita medir com
melhor exatidão o que se deseja. Em geral, a palavra ‘questionário’
refere-se a um meio de obter respostas às questões por uma fórmula
que o próprio informante preenche. Assim, qualquer pessoa que
preencheu um pedido de trabalho teve a experiência de responder a um
questionário. Ele contém um conjunto de questões, todas logicamente
relacionadas com um problema central.

Segundo Laville e Dionne (1999) a principal vantagem do questionário
padronizado como instrumento de coleta de dados é o fato de ser um instrumento
que se mostra econômico no uso, permitindo alcançar rápida e simultaneamente
um grande número de pessoas.
Nesta pesquisa elaborou-se um questionário composto por dez questões
com as quais pode-se montar os resultados do trabalho ora exposto.
Neste trabalho adotou-se o método de pesquisa qualitativa, já que para os
propósitos desta pesquisa este método mostra-se mais adequado, visando dar o
maior grau de confiabilidade e credibilidade ao mesmo.
Esse método de pesquisa foi escolhido por se concordar que a análise
quantitativa está muito repetitiva nas pesquisas sociais e que, este método
(quantitativo) não pudesse responder aos objetivos propostos.
Corrobora-se com Goldenberg (1997), que compara o modelo de pesquisa
qualitativa com a quantitativa, explicando que anteriormente as ciências se
pautavam em um modelo quantitativo de pesquisa em que a veracidade de um
estudo era verificada pela quantidade de entrevistados. Muitos pesquisadores, no
entanto, questionam a representatividade e o caráter de objetividade de que a
pesquisa quantitativa se revestia.
Ainda para Goldenberg (1997, p. 14):
[...] é preciso encarar o fato de que, mesmo nas pesquisas quantitativas,
a subjetividade do pesquisador esta presente. Na escolha do tema, dos
entrevistados, no roteiro de perguntas, na bibliografia consultada e na
análise do material coletado, existe um autor, um sujeito que decide os
passos a serem dados.

“Certamente, qualquer pesquisa social que pretenda um aprofundamento
maior da realidade não pode ficar restrita ao referencial apenas quantitativo”
(MINAYO, 1992, p. 28).
E é com o intuito de aprofundar o trabalho de pesquisa que adentra-se no
campo conceitual do método qualitativo, fugindo certamente da comparação entre
esse método e o quantitativo. Afinal nosso propósito não é o de averiguar qual dos

�dois é melhor, mesmo porque não existe método ideal e sim método adequado
para determinado estudo. Huges (1983 ) apud Minayo (1992, p. 30 ) explica que:
Essa discussão do “quantitativo ”versus o “qualitativo” tem sua origem
nas diferentes formas de perceber a realidade social [...] A principal
influência do positivismo nas ciências sociais foi a utilização dos termos
do tipo matemático para a compreensão da realidade e a linguagem de
variáveis para especificar atributos e qualidades do objeto de
investigação.

Os estudos que empregam essa metodologia podem descrever
complexidade de determinado problema, analisar a interação de certas variáveis,
compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais, ou
ainda pode contribuir para uma parcela específica no processo de mudança de
determinado grupo e possibilitar o entendimento das particularidades do
comportamento dos indivíduos, ou mesmo da própria instituição.
Auxiliou-nos no tratamento dos dados desta pesquisa a ferramenta
denominada enquete fácil. Ferramenta essa que permitiu diminuir as distâncias
geográficas e acelerou o processo de captação dos dados pretendidos para a
montagem desta pesquisa.
Além do acesso ao questionário por meio eletrônico e, on line, ainda nos auxiliou
na montagem e estatísticas dos dados coletados, conforme apresentamos mais
adiante.
RESULTADOS: Durante o intervalo de tempo compreendido entre os dias 12 a 16
de dezembro do ano de 2011, foi disponibilizado de forma on line o acesso ao
questionário desta pesquisa.
Os participantes que compõe o sistemoteca da UFCG foram informados por
meio de e-mail junto com o link da pesquisa.
Cabia aos participantes apenas clicar no link e preencher o questionário
que continha questões abertas e fechadas. A escolha por este canal de captação
de dados da pesquisa foi feito em virtude das dificuldades geográficas de irmos
até todas as bibliotecas, tendo em vista que teríamos que viajar para os extremos
do Estado da Paraíba. Além de economia de recursos, economizamos tempo
também.
Das sete bibliotecas, nos retornou, dentro do prazo estipulado, as
bibliotecas de: Sumé, Pombal, Cuité e Cajazeiras. Ficando de fora as bibliotecas
de Patos, Sousa e a Central de Campina Grande. Certamente as barreiras da
informática e do uso gerencial do e-mail mostra-se, inicialmente, como sendo uma
das muitas barreiras que a liderança bibliotecária da UFCG deve superar.
De posse dos dados, vamos apresenta-los abaixo.

�Quanto ao tempo de trabalho realizado na gestão das bibliotecas que
responderam ao questionário, obtivemos quatro tempos distintos, sendo destaque
para o que tem menor tempo de trabalho, apenas 1 ano e 10 meses, e o que tem
maior tempo de trabalho, 12 anos.
Referente ao quantitativo de membros da equipe, também há números
distintos, contudo, muito aquém do necessário para a manutenção de centros
culturais como são as bibliotecas universitárias. A menor equipe é composta por
06 pessoas e a maior composta por 13 pessoas.
Em seguida perguntamos com o gestor ver seu nível de relacionamento
com os seus subordinados e obtivemos o seguinte gráfico:

Gráfico 01 – relacionamento com os subordinados.
Fonte: Dados coletados, enquete fácil, 2011.

Para 75% dos participantes, o relacionamento com os seus subordinados é
excelente, o que traduz uma forma de liderança muito baseada na confiança,
cumplicidade e proximidade entre líder e liderados, pois, como as equipes são
pequenas, a proximidade faz com que os relacionamentos sejam mais estreitos.
Quanto a forma de trato com os seus subordinados, temos o seguinte gráfico:

�Gráfico 02 – trato com os subordinados.
Fonte: Dados coletados, enquete fácil, 2011.

Para 100% dos participantes da pesquisa, a forma de trato com os seus
subordinados, no momento de emanar ordens, pedir favores ou ainda de distribuir
tarefas é por meio da solicitação. Demonstrando desta feita uma forma de
liderança bastante democrática e participativa.
Ao questionarmos qual a principal função de um líder, obtivemos:

Gráfico 03 – função de um líder.
Fonte: Dados coletados, enquete fácil, 2011.

�Em detrimento as opções de comandar e gerenciar pessoas, metade dos
sujeitos pesquisados escolheu que a principal função de um líder é ouvir, e a outra
metade escolheu que é liderar. Certamente estas duas opções são
preponderantes para todo e qualquer líder que se preze e queira ter equipes
harmoniosas e equilibradas.
No aspecto de um ponto negativo do líder, vejamos o gráfico abaixo:

Gráfico 04 – ponto negativo de um líder.
Fonte:

Dados coletados, enquete fácil, 2011.

A maioria acredita que o principal ponto negativo de um líder é não
acompanhar os processos do trabalho de sua equipe, mesmo porque, se assim
ocorre, demonstra que o líder apenas demanda serviços sem se preocupar com a
qualidade, prazos e o produto final que se pretende. De fato, o líder eficaz
necessita estar o mais próximo possível de sua equipe, mantendo atenção e
cuidado com o desenvolvimento de serviços e pronto a colaborar com os seus
subordinados no momento de dúvidas e questionamentos que venham a ocorrer.
Quando perguntados se a UFCG oferece condições para o exercício pleno
de liderança, obtivemos o seguinte gráfico:

�Gráfico 05 – condições para o exercício de liderança.
Fonte: Dados coletados, enquete fácil, 2011.

Maioria predominante percebe que a UFCG não disponibiliza condições
adequadas para o exercício de liderança, e desta feita, não permite aos seus
bibliotecários dispor de condições necessárias para o pleno exercício de sua
profissão e pleno exercício de suas habilidades e práticas de trabalho.
É muito importante frisar que as bibliotecas do sistemoteca da UFCG
aglutinam um patrimônio cultural inestimável. Não apenas os recursos financeiros
que foram consumidos para a instalação e manutenção da parte física das
bibliotecas devem ser considerados, mas também todo o valor humano e históricocultural que estas bibliotecas carregam consigo.
Muitas das vezes, parece-nos que os gestores dos centros e da própria
UFCG como um todo, não percebem o quanto já foi investido nestes centros
culturais, e que a manutenção, conservação, preservação e cuidado com todo o
investimento tem, como representante maior, o seu líder, o bibliotecário. Esta peça
das engrenagens deve ser visto como de fundamental importância para o correto
funcionamento deste aparelho cultural que dispõe a UFCG em todos os seus
campi.
Dentre as dificuldades apontadas, temos o seguinte gráfico:

�Gráfico 06 – barreiras a liderança na UFCG.
Fonte: Dados coletados, enquete fácil, 2011.

Vendo que maioria concorda que não há condições ideais para o exercício
da liderança no sistemoteca da UFCG, entendemos agora, por meio deste gráfico,
os motivos para tal, para maioria a falta de gratificação é certamente uma barreira
preponderante. Mesmo porque, os bibliotecários são co-responsáveis pelo
patrimônio contido nas suas bibliotecas, mas, não recebem para tal intento e nem
muito menos para o exercício da chefia das mesmas. O que ocorre é uma afronta
a própria Lei 8.112 e ao bom senso, pois, como “jogar” para esta categoria
profissional total responsabilidade por suas ações, sem por outro lado, dar o
devido reconhecimento, pagamento e condições para o pleno exercício?
Este é um fato destoante que acreditamos ser, em breve, solucionado com
a crescente, e constante, visualização dos profissionais da informação que
paulatinamente buscam sua qualificação, publicam trabalhos e discutem em
eventos dos mais variados, as suas dificuldades compartilhando com os demais
profissionais da área espalhados por todo o Brasil.
Mediante esses fatos, questionamos como estes profissionais vêem o seu
trabalho no sistemoteca da UFCG, e obtivemos as seguintes respostas, retiradas
conforme escritas, da ferramenta enquete fácil:
13/12/2011

Há seus complicadores em virtude da ausência de contato permanente

�20:40:14

com a administração central e de falta de cursos de aperfeiçoamento
constantes.

14/12/2011
11:00:54

Uma das ações de liderança vem a se fazer tudo ao mesmo tempo,
criar ter entusiasmo e e energia sem limites;neste sentido me vejo como
líder sim, pois na Biblioteca que trabalho existe um acervo de 36.183
volumes de livros com 15 cursos, 2.839 usuários inscritos, e apenas um
bibliotecário, dentre as atribuições que são várias, na medida do
possível, consigo fazer de tudo um pouco, não como realmente deveria
ser, mas acredito que o usuário não venha a sair insatisfeito devido ao
mau atendimento por parte da equipe.

14/12/2011
11:16:20

Algo que precisa ser lapidado, em virtude de ser a única bibliotecária no
campus para atender todas as demandas, algumas vezes sinto que
falta um acompanhamento mais eficaz das atividades, dos setores...
pois é um exercício que exige dedicação, atenção, postura.

15/12/2011
12:32:49

Penso que liderar envolve domínio da área, bom relacionamento com a
equipe e competência administrativa. Tenho aprendido no decorrer das
atividades, no dia-a-dia, a ser líder, bem como com os erros.

Fonte: Dados coletados, enquete fácil, 2011.

É sonoro o quanto os líderes bibliotecários do sistemoteca da UFCG
necessitam de melhores condições estruturais para o desempenho de seu
trabalho, não apenas no aspecto de equipes maiores, mas também na logística de
tecnologias da informação, informática, cursos, gratificações e maior acesso as
decisões estratégicas de seus centros.
Por fim, deixamos aberto um espaço que permitisse aos participantes ter
um espaço para disseminação de suas idéias, criticas e/ou sugestões. O que
descrevemos abaixo:

13/12/2011
20:40:14

A reitoria deveria atentar para o fato de que as bibliotecas da UFCG são
centros culturais que guardam uma soma incalculável de recursos já
investidos, e que os profissionais que nela atuam merecem melhor
atenção por parte da administração central.

14/12/2011
11:00:54

Como sugestão para o Sistemoteca da UFCG, diria que deve haver
mais interação da equipe, na busca de contratação de profissinais
bibliotecários, atualmente vejo que estamos trabalhando
individualmente,na base do improviso, somente a paixão pelo
trabalho,pois o sucesso e a realizção só pode ser visto se houver
trabalho em equude trabalho

�14/12/2011
11:16:20

È necessário mais integração entre os campus e a biblioteca central,
para que possamos discutir, acrecentar, trocar expeirências,
orgnizarmos ações... com o objetivo de oferecermos serviços mais
eficazes aos nossos usuários.

15/12/2011
12:32:49

Penso que deveris ter reuniões e cursos de
capacitação/aperfeiçoamento aos Bibliotecários.

Fonte: Dados coletados, enquete fácil, 2011.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sendo às bibliotecas componentes do sistemoteca da UFCG parte
fundamental do pleno funcionamento dos centros, e da administração central.
Sendo essas mesmas bibliotecas detentoras de patrimônio material, cultural,
histórico e humano de valor incalculável. É mais que necessário voltar um olhar
para estas bibliotecas no qual se possa permitir aos seus gestores condições
mínimas de trabalho, com equipe em número suficiente, estrutura física adequada,
equipe de gestão de informática de prontidão para o atendimento das demandas
das bibliotecas, recursos financeiros destinados anualmente para qualificação e
capacitação dos gestores e equipe de trabalho, assim como também a gratificação
que nada mais vem a ser o atendimento a que estabelece a lei e serve como
forma de reconhecimento devido ao trabalho de tão responsabilidade que é
assumido pelos gestores bibliotecários do sistemoteca da UFCG em todos os seus
campi.

Palavras-chave: Biblioteca universitária – liderança. Liderança bibliotecária. Gestão
bibliotecária – UFCG.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>Se atualmente vive-se com facilidades de comunicação quem nem eram sonhadas há apenas trinta anos (nem a televisão era colorida no Brasil daqueles tempos!), num futuro próximo tanto a distância quanto o tempo serão abolidos graças a investimentos brutais em redes de telecomunicações via satélite. Fechar negócios real time com o Japão por teleconferência será um ato banal.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
VIABILIDADE DOS MODELOS DE NEGÓCIOS PARA REVISTAS CIENTÍFICAS
ELETRÔNICAS DE ACESSO LIVRE
Thiago Pitaluga. Universidade Federal de Goiás. thiagopitaluga@gmail.com
Introdução
A revista científica está associada à maneira formal de divulgação de
conhecimento científico. O caráter formal e oficial das revistas ainda hoje é tido
como ponto fundamental para sua credibilidade e qualidade (MUELLER, 2000). Para
muitas áreas do conhecimento os periódicos são considerados o principal canal de
comunicação entre os pesquisadores (COSTA; GUMIEIRO, 2012). As TICs e o
movimento pelo acesso livre à informação científica promovem mudanças cruciais
na maneira como a informação está sendo veiculada e acessada. Questionam-se os
altos valores pagos por assinaturas de revistas científicas comerciais, propiciando o
surgimento de novas revistas científicas eletrônicas de acesso livre, entretanto, elas
enfrentam dificuldades para manterem sua periodicidade e padrão de qualidade.
Este trabalho, ainda em fase preliminar, tem como propósito identificar
maneiras viáveis de gerenciar revistas científicas eletrônicas de acesso livre para
que elas possam ter alta qualidade, visibilidade e sustentabilidade. Para tanto,
objetiva-se investigar os fatores que impactam na qualidade das publicações,
elucidando a estrutura de custo presente no processo editorial.
Metodologia
Busca-se analisar as dificuldades enfrentadas na gestão das revistas através
da aplicação de questionários qualitativos e quantitativo, a fim de identificar o ponto
de vista dos responsáveis editoriais sobre as adversidades encontradas na
publicação dos conteúdos. Baseada na teoria da comunicação científica e inserida
no horizonte temático do movimento Open Access, esta pesquisa possui como
corpus de análise o conjunto das revistas científicas eletrônicas de acesso livre da

�Universidade Federal de Goiás (UFG), no intuito de compreender a dinâmica de
funcionamento do processo editorial da instituição, caracterizar e sugerir pontos de
melhoria.
Discussão
De acordo com Abadal (2012), criar uma revista científica não é algo
extremamente difícil, mantê-la ativa durante um longo período é a parte mais
complicada. Alcançar a sustentabilidade econômica através da criação de fluxos de
receitas sólidas para cobrir os custos editoriais, os desenvolvimentos tecnológicos
das plataformas digitais, entre outras coisas é atualmente o desafio fundamental
para revistas de acesso livre.
Em torno de 90% das revistas brasileiras indexadas nas bases de dados Web
of Science e Scopus, duas referências internacionais de qualidade, são publicadas
com acesso livre (RODRIGUES; ABADAL, 2014). A explicação para este número
significativo está apoiada na política de stakeholders nacionais que, embora
promovam o desenvolvimento das revistas científicas eletrônicas de acesso livre,
possuem recursos limitados e não contemplam todos os periódicos brasileiros de
maneira igualitária.
As análises e discussões propostas neste trabalho procuram entender as
revistas eletrônicas de acesso livre como empresas, com seus insumos e produtos,
recursos materiais e humanos, passíveis de serem geridas a partir de componentes
de um modelo de negócios.
Em seu sentido básico, o modelo de negócio trata sobre como a empresa se
organiza para sustentar-se. Este estudo pretende verificar a viabilidade de novos
modelos de negócios, visando a superação dos problemas enfrentados para
manutenção da periodicidade e da alta qualidade das revistas científicas eletrônicas
de acesso livre. Coloca-se como alternativa para melhorar os resultados
relacionados à gestão, enfatizando o componente das fontes de receita e a estrutura
de custos operacionais que geram valor ao cliente.
Discute-se como um modelo de negócios pode promover maior qualidade e
sustentabilidade para as revistas científicas eletrônicas de acesso livre, tendo em
vista que “políticas públicas de fomento ou apoio à publicação de revistas científicas

�eletrônicas em acesso livre devem ser precedidas de modelos de gestão que
prevejam a sustentabilidade” (GUANAES; GUIMARÃES, 2012, p. 67).
Consideração finais
As possibilidades que se abrem com as frentes de Movimento pelo Acesso
Livre à informação científica aliadas aos avanços tecnológicos promovem mudanças
nas estruturas tradicionais dos periódicos científicos, bem como ensejam novas
alternativas de produção e distribuição de seus conteúdos. Nesse contexto, novos
modelos de negócios podem emergir e dissipar a divisão sectarista na ciência
mundial entre ciência predominante e ciência periférica, contribuindo para a
consolidação das revistas científicas de modo global.
Palavras-chave: Revista científica eletrônica. Modelo de negócio.
Referências
ABADAL, Ernest. Retos de las revistas en acceso abierto: cantidad, calidad y
sostenibilidad económica ". Hipertext.net, 10, 2012. Disponível em:
&lt;http://www.upf.edu/hipertextnet/en/numero-10/retos-revistas-en-accesoabierto.html&gt;. Acesso em: 4 abr. 2014
COSTA, Sely Maria de Souza; GUMIEIRO, Katiucia Araujo. O uso de modelos de
negócios por editoras de periódicos científicos de acesso aberto, Perspectivas em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 17, n. 4, p. 100-122, out./dez. 2012.
GUANAES, Paulo Cezar Vieira; GUIMARÃES, Maria Cristina Soares.Modelos de
gestão de revistas científicas: uma discussão necessária. Perspectivas em Ciência
da Informação, Belo Horizonte, v.17, n.1, p.56-73, jan./mar. 2012.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. A ciência, o sistema de comunicação
científica e a literatura científica. In:CAMPELLO, Bernadete S.; CENDÓN, Beatriz V.;
KREMER, Jeannette M. (Orgs.). Fontes de Informação para pesquisadores e
profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000.
RODRIGUES, R.S.; ABADAL, E. Scientific Journals in Brazil and Spain: Alternative
Publishing Models. Journal of the Association for Information Science and
Technology. 2014. Disponível em:
&lt;http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/asi.23115/abstract&gt;. Acesso em: 13 set.
2014.

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                <text>A revista científica está associada à maneira formal de divulgação de conhecimento científico. O caráter formal e oficial das revistas ainda hoje é tido como ponto fundamental para sua credibilidade e qualidade (MUELLER, 2000). Para muitas áreas do conhecimento os periódicos são considerados o principal canal de comunicação entre os pesquisadores (COSTA; GUMIEIRO, 2012). As TICs e o movimento pelo acesso livre à informação científica promovem mudanças cruciais na maneira como a informação está sendo veiculada e acessada. Questionam-se os altos valores pagos por assinaturas de revistas científicas comerciais, propiciando o surgimento de novas revistas científicas eletrônicas de acesso livre, entretanto, elas enfrentam dificuldades para manterem sua periodicidade e padrão de qualidade.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

A PRODUÇÃO DE DISSERTAÇÕES E TESES NA
PERSPECTIVA DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Eva Dayane Jesus dos Santos
Bibliotecária da Universidade do Estado da Bahia
eva@uneb.br
Marivaldina Bulcão dos Santos
Mestre da Ciência da Informação e Bibliotecária da UNEB
mbreis@uneb.br
INTRODUÇÃO

A Ciência da Informação surgiu em caráter polissêmico, fundamentada
pela Biblioteconomia e pela Documentação, é uma ciência pós-moderna,
interdisciplinar e tem como objeto a informação. Com o objetivo de buscar
resolver os problemas informacionais que a sociedade apresenta e é
influenciada pela tecnologia.
Essa

ciência

carrega

consigo

problemas

crônicos

de

ordem

terminológica, teórica, epistemológica e metodológica. Sua dimensão social é
na informação, nas consequências e realidades atrelada ao ser humano. A
informação que modifica a vida das pessoas, que controla as inseguranças e
frustrações, que nos permite a situarmos no tempo e no espaço, na evolução
mental e espiritual. Assim, observa-se que é no terreno social, que a ciência da
informação atinge seu status de Ciência Social Aplicada.
Com o advento dos cursos de pós-graduação no País, consolidou-se
uma elite diversificada de profissionais de alto nível, de educadores e
pesquisadores. O objetivo desse trabalho é identificar as características das
produções de teses e dissertações na perspectiva da Ciência da Informação
depositado na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD).
A fundamentação teórica contempla os conceitos de ciência da
informação, informação e da tecnologia da informação. O trabalho é
desenvolvido utilizando as tecnologias do Open Archives Initiative (OAI)
implantado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

(IBICT) através da BDTD, a pesquisa foi realizada entre de 23 a 27 de março
de 2015, sendo pesquisado o período de 2010 a 2015.

MÉTODO DE PESQUISA
A metodologia é descritiva e quantitativa, e os dados formam coletados
em quinze Universidades que oferecem Cursos de Stricto Sensu no Brasil na
área da Ciência da Informação, utilizando a ferramenta OAI através da BDTD.
Para ordenar o conjunto de informações, os dados coletados mediante
pesquisa bibliográfica foram categorizados e agrupados pela sigla das
Universidades.
Posteriormente foram recuperadas 148 referências, onde utilizamos a
interface da “pesquisa avançada” para o refinamento desses dados e o termo
que empregamos foi a Ciência da Informação. Para organizar a coleta de
dados foi utilizado o programa operacional Excel, como auxilio.
RESULTADOS/DISCUSSÃO
Preliminarmente, cabe esclarecer que a BDTD possibilita que a
comunidade brasileira de ciências e tecnologias publique suas teses e
dissertações produzidas no País e no exterior, dando maior visibilidade a
produção nacional. Assim, conforme mostra a Figura 1observa-se que no ano
de 2010 só foi possível recuperar um registro de dissertação. Em 2011 foram
recuperadas trinta e quatro dissertações e uma tese. Já em 2012, foram
sessenta dissertações e uma tese. Em 2013, foram vinte e nove dissertações e
três teses e por fim, em 2014 foram vinte dissertações e nenhuma teses.

PRODUÇÃO CIENTIFÍCA 2010-2015
60

34
DISSERTAÇÃO

29
20

TESE

1
2010

2011

2012

2013

2014

Figura 1 - REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DA RECUPERAÇÃO DE DISSERTAÇÕES E TESES

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Na Figura 2, segundo os dados da BDTD os números de depósito
prevalecem nas Instituições Públicas em todos os anos. Vale ressaltar, que o
IBICT apoia as Instituições que não tem a BDTD oferecendo o Sistema de
Publicações Eletrônicas de Teses e Dissertações (TEDE), com o objetivo de
proporcionar a implantação de Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações nas
Instituições de Ensino e Pesquisa e sua integração a BDTD nacional. É um
sistema gratuito e é só baixar essa ferramenta (http.://tedesite.ibict.br).

2010

2011

2012

2013

2014

Figura 2 - REPRESENTAÇAO GRÁFICA DAS INSTITUIÇÕES PUBLICAS E PRIVADAS

Na Figura 3, observa-se que foram recuperadas dados de teses e
dissertações de quinze Instituições, entre elas públicas e privadas.

REGISTROS POR INSTITUIÇÃO
PUC SP
UFES
USP
UFSCAR
FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO
UFSC
UNIVERSIDADE CATOLICA DE BRASILIA
UFPB

1
1
1
1
2
1
8
2
1
1
3
1
45
20

Figura 3 - REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DAS INSTITUIÇÕES POR REGISTRO

62

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Na Figura 4, o resultado mostra maior produção na Região
Sudeste com Instituições depositárias, em seguida a Região Nordeste,
posteriormente a Região Sul e por fim, a Região Centro-Oeste. Vale ressaltar
que na Região Norte não tem curso stricto sensu na área de Ciência da
Informação.

INSTITUIÇÕES DEPOSITÁRIAS POR
REGIÃO
NORTE

NORDESTE

SUDESTE

CENTRO-OESTE

SUL

0%
14%

15%

14%

57%

Figura 4 - REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DAS INSTITUIÇÕES DEPOSITÁRIAS POR REGIÃO

Na Tabela 1, observa-se os temas que predominaram a pesquisa,
entre eles temos a Ciência da Informação; Tecnologia da Informação; Estudo
do Usuário; Atuação Profissional; Biblioteca Universitária; Biblioteca Digital;
Competência

Informacional;

Marketing

em

Biblioteca;

Inclusão

Digital;

Mediação da Informação; Gestão do Conhecimento; Web Semântica;
Informatização; Recuperação da Informação e Portal de Periódicos da CAPES.
Analisando por período predominou:
ANO
2010
2011

2012
2013

ASSUNTO
Arquivo judiciário
Gestão da informação e assuntos
relacionados à gestão governamental
(licitação, gestão, TI, ...)
Produção científica e gestão do
conhecimento
Informação e Ciência da Informação

2014
Informação e gestão do conhecimento
TABELA 1: TEMAS QUE PREDOMINARAM A PESQUISA POR ANO

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em um País onde os investimentos em educação são altamente
limitados. Temos que investir em Políticas Nacionais de acesso livre à
disseminação da produção científica brasileira.
Mas, nem sempre isso é possível, porque no decorre da pesquisa
ocorreu um problema na base de dados da BDTD, fato que não prejudicou a
pesquisa na íntegra, mas demandou mais tempo para a realização da mesma.
Outro fator, foi encontrarmos resultados de dissertações e Teses da
UFRJ que não foi recuperada pela BDTD. Sendo necessário copiar cada título
e localizar a dissertação no próprio banco de dados da UFRJ. Partindo desse
problema, enviamos uma notificação à equipe gestora da base da UFRJ
relatando o problema através de formulário eletrônico.
Por

outro

lado,

Observamos

que

as

pesquisas

apresentaram

consonância com os temas e linhas de pesquisa dos cursos stricto sensu
desenvolvidos pelo País.
PALAVRAS-CHAVE: Ciência da Informação; Dissertações; Teses; BDTD;
IBICT
REFERÊNCIAS
COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL
SUPERIOR.
Relação de cursos recomendados e reconhecidos.
20.03.2015.
Disponível
em:&lt;
http//conteudoweb.capes.gov.br/
conteudoweb/ProjetoRelacaoCursosServlet?acao=pesquisarIes&amp;codigoArea=6
0700009&amp;descricaoArea=CI%CANCIAS+SOCIAIS+APLICADAS+&amp;descricaoAr
eaConhecimento=CI%CANCIA+DA+INFORMA%C7%C3O&amp;descricaoAreaAvali
acao=CI%CANCIAS+SOCIAIS+APLICADAS+I#&gt; Acesso em 25.03.2015
KURAMOTO, Helio. Informação científica proposta de um novo modelo para o
Brasil. Ciência da Informação, Brasília, V.35, n.2, p.91-102, maio/ago 2006.
MIRANDA, Marcos Luiz. Disseminação da informação e seus impactos na
produção científica: uma abordagem Ranganathiana. In: ENCONTRO
NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 8., 2007.
Salvador. Anais eletrônicos... Salvador: PPGCI/ANCIB. 28 a 31 de out. 2007.
MUELLER, Suzana Pinheiro; CAMPELLO, Bernadette Santos; DIAS, Eduardo
José Wense. Disseminação da pesquisa em ciência da informação e
biblioteconomia no Brasil. Ciência da informação, Brasília, v.25, n.3, p.337351, set./dez.1996.

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                    <text>CONSTITUIÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA DA BIBLIOTECA ESCOLAR:
GRUPOS DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO NO CNPq

Dalgiza Andrade Oliveira - dalgizamg@gmail.com
Elaine Cristina Rodrigues - elainecrod@hotmail.com
Universidade Federal de Minas Gerais

Introdução
Com a implementação da Lei nº. 12.244, de 24 de maio de 2010, que dispõe
sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País, a
discussão sobre bibliotecas escolares ganha atenção dos profissionais da
informação.
A presente pesquisa faz parte de um projeto maior que visa analisar as
contribuições da Ciência da Informação na constituição teórico-metodológica da
Biblioteca Escolar no Brasil. Assim, apresentam-se, os primeiros resultados que
estabelecem a dimensão dos estudos na área. O estudo, ainda em curso,
identifica os grupos de pesquisa, suas respectivas linhas de pesquisa e os
pesquisadores a elas vinculados, enunciando os interesses na temática e
possibilidade de novos estudos.

Método da pesquisa
Levantamento bibliométrico, realizado no Diretório de Grupos de Pesquisa no
Brasil, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq), identificando grupos de pesquisa, linhas de pesquisa e seus respectivos
pesquisadores. Foram considerados os grupos com o foco de suas pesquisas em
Biblioteca Escolar, como também, os grupos que contemplassem essa temática

�em pelo menos uma de suas linhas de pesquisa. A pesquisa pelos grupos no
Diretório de Grupos de Pesquisa no Brasil foi realizada a partir do termo Biblioteca
Escolar, considerando o nome, objetivo e palavras chaves dos grupos e linhas de
pesquisa.

Resultados e discussão
Foram recuperados oito grupos de pesquisa em Ciência da Informação,
distribuídos em sete universidades. Estes grupos foram criados entre os anos de
1998 e 2013.
Em consideração aos dados levantados, os grupos de pesquisa identificados,
localizam-se predominantemente em universidades públicas da região sudeste.
Nesse contexto, observa-se que nas demais regiões, ainda há carência da
discussão da temática. Contudo, há que se considerar que além do tema ser
incipiente nas agendas de pesquisa, há ainda fatores outros que estão além da
vontade, necessidade e possibilidades dos pesquisadores. Depreende-se que a
pesquisa e a reflexão no que se refere à Biblioteca Escolar, precisará ser difundida
e estimulada nas demais regiões, em que pese todas as dificuldades e limitações,
sobretudo, com estabelecimento da Lei nº. 12.244.
Por outro lado, quanto ao ano de formação dos grupos de pesquisa, dos oito
grupos, três têm mais de dez anos de criação, enquanto que, cinco foram criados
a partir de 2010, ano em que foi estabelecida a referida Lei. Desta forma, ainda
que a discussão sobre Biblioteca Escolar não faça parte da agenda das
instituições de pesquisa em todo o Brasil, ainda assim, é possível afirmar que a
importância dada ao tema recebeu novas atenções com a legislação.

�Considerações Finais
Em análise aos resultados já alcançados nesta primeira fase, observa-se que as
pesquisas na área se reduzem em algumas instituições. Entende-se como
necessária, a recorrência a outras áreas transversais como, por exemplo, a
educação.
Uma vez que há uma legislação com pretensão em universalizar as bibliotecas
escolares do país, fazem-se necessários mais aportes teóricos para potencializar
a prática e servir de base para a discussão e implementação de bibliotecas nas
escolas.
A biblioteca escolar se orienta em acordo com as necessidades específicas do
contexto em que ela se insere. Isso reforça a importância da temática ser trazida
para as agendas de pesquisa dada a importância que a instituição Biblioteca
Escolar tem para o ensino e aprendizado.

Palavras-chave: Biblioteca Escolar, Grupos de pesquisa, CNPq, Lei nº. 12.244.

Referências
BRASIL. Lei n.° 12.244, de 24 de maio de 2010. Dispõe sobre a universalização
das bibliotecas nas instituições de ensino do País. Diário Oficial da União, Brasília,
25 de maio 2010. Disponível em: &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20072010/2010/Lei/L12244.htm&gt;. Acesso em: 20 mar. 2015.
Agência financiadora
PRPQ - Pró-Reitoria de Pesquisa da UFMG

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Resumo expandido de comunicação científica

INTERAÇÃO BIBLIOTECA ESCOLAR E PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
DA ESCOLA

Autoras:
Edilene Toscano Galdino dos Santos
Universidade Federal da Paraíba – edilenne@gmail.com
Débora Galdino Gomes
Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal da Paraíba debora.45@hotmail.com

Introdução: Esta pesquisa relata a compreensão que se quis ter da interação
biblioteca escolar e escola por meio do objetivo: detectar a interação do projeto
político pedagógico da escola coma as ações da biblioteca. Considerando a
Biblioteca Escolar como ambiente para o ensino/aprendizagem, cuja função
educativa deve instruir seus usuários para a busca da informação e desenvolver
habilidades para que os mesmo saibam fazer uso das informações obtidas através
de suas buscas, pesquisas.
Assim sendo a Biblioteca deve cumprir importante papel no ambiente escolar,
promovendo não apenas o hábito de leitura, mas também o hábito de estudar,
para Campello (2009, p.8) a biblioteca escola é capaz de promover “maior
autonomia dos alunos no uso da biblioteca, melhor qualidade dos trabalhos
escolares, desenvolvimento do hábito de estudar”. No entanto, a biblioteca na
escola brasileira ainda é marginalizada, e, sem apoio não cumpre seu papel
integral na vida do aluno, necessita a biblioteca da colaboração da equipe que
compõe a escola, para que os benefícios sejam distribuídos a toda comunidade
escolar.
Está comprovado que bibliotecários e professores, ao trabalharem em conjunto,
influenciam o desempenho dos estudantes para o alcance de maior nível de

�literacia na leitura e escrita, aprendizagem, resolução de problemas, uso da
informação e das tecnologias de comunicação e informação (UNESCO, 1999).
Para um maior resultado é imprescindível que se trabalhe em conjunto, o corpo
diretivo, corpo docente e o bibliotecário escolar, pois assim um dará suporte ao
outro naquilo que competem às ações voltadas para biblioteca da escola. Esse
trabalho em conjunto dará resultados proveitosos, no sentido de promoção da
leitura, incentivo à cultura e formação do cidadão permitindo assim, que a
biblioteca escolar exerça sua função educativa e social.
A Escola é o ambiente propício ao ensino/aprendizagem, onde se dissemina
informação e propicia a produção de conhecimento, através de habilidades e
competências que são desenvolvidas nos alunos permitindo interagir na sociedade
de maneira transformadora. A escola deve apresentar saberes múltiplos para seus
alunos, e assim formar cidadãos competentes, capazes de compreender e vencer
os desafios da sociedade em que vivem.
Com objetivo de construir uma escola democrática que atenda a todos de forma
eficiente, é preciso elaborar um projeto político pedagógico, que envolva todos os
segmentos da escola dando espaço para que cada um dê sua contribuição para o
desenvolvimento da mesma. Em sua elaboração é fundamental contemplar a
missão da escola, seus recursos, sua clientela, enfim sua realidade.
Um Projeto Político Pedagógico (PPP) é elaborado voltado para o funcionamento
da escola, para o desenvolvimento e a qualidade dos serviços oferecidos pela
mesma. É importante que seja elencado todos os problemas que a escola
apresenta, para que os mesmo sejam avaliados e posteriormente sanados. Pois o
que deve está em foco é a missão da escola.
Barros (2012) considera que a elaboração de um projeto político pedagógico,
torna-se de extrema importância para instituição escolar, pois envolve toda a
comunidade, o significa uma construção coletiva que deve consolidar “ideais de
uma escola democrática, inclusiva e abrangente”.
Portanto é o PPP que possibilita o planejamento do ano letivo com a possibilidade
de aprimorar a avaliação curricular e de expedientes, com vistas melhoria da
qualidade das práticas didáticas, e como forma de enfrentar desafios do
ensino/aprendizagem.
Dessa forma, o principal objetivo do PPP é a qualidade do ensino, tendo-o como
um norte, a escola dará direção a todo o corpo escolar, na tomada de decisão. É
importante que o já citado documento seja reformulado conforme os novos
desejos e necessidades que irão surgindo ao longo do ano letivo.

�Nesse contexto, biblioteca como integrante da escola, deve ser reconhecida e
inserida no PPP, para que toda a comunidade escolar saiba a sua função e o seu
papel dentro do contexto escolar. Para Ferraz (2002?) compete à escola enquanto
instituição garantir em seu planejamento escolar o atendimento as ações da
biblioteca, com o objetivo de estruturar fisicamente e pedagogicamente o
funcionamento da biblioteca, contribuindo para o cumprimento de seu papel
educativo, cultural e social da comunidade escolar a qual faz parte.
Com suas atividades inseridas no PPP, a biblioteca apresentará resultados mais
precisos, permitindo melhor avaliação do que foi relevante, o bibliotecário terá
autonomia em executar as atividades, participando efetivamente do processo
educacional da escola.
Método da pesquisa: Como procedimento metodológico foi estabelecido a
pesquisa bibliográfica combinada com a pesquisa exploratória, com aplicação de
questionário as pessoas responsáveis pela biblioteca da Escola de Ensino
Fundamental Aruanda em João Pessoa – Paraíba. Tendo por finalidade atingir o
objetivo de Detectar a interação do projeto político pedagógico da escola com as
ações da biblioteca. Esta pesquisa foi realizada no primeiro período de 2013.
Resultados e Discussão: A pesquisa abordou o inserção da biblioteca no PPP
da Escola de Ensino Fundamental Aruanda, obtendo como resultado que a escola
dispõe de um planejamento político-pedagógico e que a biblioteca é lembrada
para ser contemplada com ações de desenvolvimento, entretanto segundo a fala
das professoras responsáveis pela biblioteca “Convidadas até somos, mas só
fomos uma vez desde que estamos à frente da biblioteca, como não fomos
ouvidas, não fomos mais, temos outros compromissos”. Isto revela o
distanciamento do corpo diretivo com as ações desenvolvidas na biblioteca e
desses professores envolvidos com a responsabilidade de desenvolver as ações
de formação do usuário da biblioteca escolar.
Revelador também, de uma realidade em que a biblioteca não é vista pelo poder
público como recurso importante na interação do conhecimento ao ambiente
escolar. As bibliotecas são locais para professores readaptados que não possuem
a devida estrutura de qualificação para atender as necessidade de ação da
biblioteca escolar. O professor deve sim, ser um importante aliado do bibliotecário
para o desenvolvimento das ações de cultura e pesquisa que favoreçam o
processo de ensino/aprendizagem.
Considerações Finais: É evidente que o planejamento das ações escolares deve
ser uma dinâmica pertencente a rotina escolar, e os benefícios atingem toda a

�comunidade escolar, também precisam ser planejadas em conjunto com todos que
fazem parte da equipe que trabalha na escola.
O caso pesquisado revela que a biblioteca não era comandada por um
bibliotecário, mas por professoras readaptadas, o que não contribui para uma
efetiva participação com compromisso profissional, não apenas na representação
da biblioteca escolar no planejamento político-pedagógico como na construção de
uma consciência da importância das ações da biblioteca para o desempenho do
aluno em seu processo de aprendizagem e de hábito de estudar.
Dessa forma, a classe bibliotecária tem em suas mãos um instrumento de luta que
é a Lei 12.244 de 24 de maio de 2010, que dispõe sobre a universalização das
bibliotecas nas instituições de ensino do País, podendo por meio de suas
entidades de classe unir-se num ideal de ter a inserção do bibliotecário nas
bibliotecas escolares, minimizando os efeitos de uma participação
descompromissada de agentes que não possuem a qualificação adequada para
ocupar o desenvolvimento de tão importante recurso que é biblioteca escolar.
Palavras-chave: Biblioteca Escolar. Projeto Político-Pedagógico.
Referências
BARROS, Solange. Projeto Político Pedagógico: a qualidade dos serviços
oferecidos. 2012. Disponível em: &lt;www.google.com.br&gt;. Acesso em: 27 mar.
2015.
BRASIL. LEI Nº 12.244 DE 24 DE MAIO DE 2010. Dispõe sobre a universalização
das bibliotecas nas instituições de ensino do País. Disponível em: &lt;
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12244.htm&gt;.
Acesso em: 28 de mar. 2015.
CAMPELLO, Bernardete Santos. A Biblioteca faz diferença: Reunido evidências
sobre a influência da biblioteca na aprendizagem dos alunos. CRB-6 - InformaBelo Horizonte - v. 2 - n. 1, p. 8, jan./jul. 2009.
FERRAZ, Clarice Vanderlei. A inclusão da biblioteca escolar no Projeto PolíticoPedagógico da escola. 2002?. Disponível em: &lt;www.google.com.br&gt;. Acesso em:
27 mar. 2013
UNESCO. IFLA. Manifesto IFLA/Unesco para biblioteca escolar. 1999. Disponível
em: &lt;http://www.ifla.org/VII/s11/pubs/portuguese-brazil.pdf&gt;. Acesso em: 27 mar.
2013.

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                <text>Esta pesquisa relata a compreensão que se quis ter da interação biblioteca escolar e escola por meio do objetivo: detectar a interação do projeto político pedagógico da escola coma as ações da biblioteca. Considerando a Biblioteca Escolar como ambiente para o ensino/aprendizagem, cuja função educativa deve instruir seus usuários para a busca da informação e desenvolver habilidades para que os mesmo saibam fazer uso das informações obtidas através de suas buscas, pesquisas.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

Resumo
Relata a experiência do processo de desbaste realizado pela Biblioteca Setorial da
Unidade Acadêmica de Garanhuns – UAG/UFRPE, com a formação de uma nova
coleção, denominada de Demanda Reduzida, que teve como objetivo otimizar o
espaço destinado ao acervo existente na biblioteca e que, posteriormente, permitiu a
destinação de obras dessa nova coleção pra outras bibliotecas do Sistema Integrado
de Bibliotecas da UFRPE – SIB/UFRPE, aperfeiçoando o acervo das mesmas.

DEMANDA REDUZIDA NA UAG/UFRPE: abrindo espaços e preenchendo
lacunas.
Elisabeth da Silva Araújo
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Email: earaujoconsultoria@gmail.com
Gracineide dos Santos Silva
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Email: gracineidess@yahoo.com.br
1 INTRODUÇÃO
A Unidade Acadêmica de Garanhuns, primeira extensão universitária a ser
instalada no país, com os cursos de Agronomia, Licenciatura em Pedagogia,
Medicina Veterinária e Zootecnia, foi criada em 2005 para atender a demanda de
ensino superior existente na região do agreste pernambucano.
Já em sua instalação, um espaço improvisado foi destinado para alocar a
Biblioteca, espaço esse que foi expandindo conforme o crescimento da Unidade
Acadêmica.
No início de 2013, a biblioteca da UAG/UFRPE já não comportava mais o
acervo existente em seu espaço físico, apesar de algumas concessões de espaço
feitas pela administração da unidade nos anos anteriores. Por se tratar de uma

�unidade acadêmica em expansão, novos cursos foram criados e com isso cresceu a
demanda por compra de novos livros.
Diante do questionamento de onde alocar esses novos títulos adquiridos e em
vias de chegar à instituição, optou-se pela criação de uma coleção reserva, que foi
denominada de Coleção de Demanda Reduzida e que passou a dividir espaço com
a sala de reuniões da biblioteca. Assim, foi possível criar alguns espaços no acervo
para chegada dos novos livros adquiridos.

2 A COLEÇÃO DE DEMANDA REDUZIDA

Para que fosse possível alocar os livros novos no acervo, foi feita uma
avaliação do acervo existente, através da análise de uso dos mesmos, para
proceder ao desbaste. De acordo com Figueiredo (1998, p. 84) “o desbastamento é
um processo de extrair títulos ou partes da coleção, quer para remanejamento, quer
para descarte”. No caso da UAG não se trata de retirar do acervo livros que não
estão em bom estado de uso, mas sim aqueles que não eram utilizados.
A princípio, pesquisamos no sistema os títulos que nunca haviam sido
emprestados e os que eram emprestados raramente, ou ainda, aqueles que não
eram emprestados há mais de dois anos. A partir daí, passamos a recolher estes
livros do acervo e encaminhá-los para um espaço dentro da sala de reunião e
identificá-los no sistema como Demanda reduzida, para que caso algum usuário
procurasse por um destes livros ele tivesse acesso para consulta ou empréstimo.
A ideia inicial era apenas ir reservando esse material, para que se pudesse
abrir espaço no acervo geral para chegada de novos livros. Este estudo e separação
dos materiais pouco utilizados ou não utilizados aconteceriam anualmente, até a
entrega da nova biblioteca da UAG/UFRPE, que se encontra em fase de licitação.
No entanto, durante uma reunião do Grupo de Referência do SIB /UFRPE,
detectamos que outras unidades tinham necessidades de alguns títulos que estavam
na Demanda Reduzida, assim, surgiu a ideia de promover o intercâmbio desses
títulos. A partir de então, a biblioteca da UAG passou a listar os títulos da Demanda
Reduzida e enviar as outras bibliotecas do SIB/UFRPE para que estas solicitem
transferência dos títulos desejados para sua unidade.
Além disso, hoje o SIB/UFRPE conta com o serviço de empréstimo
interbibliotecas, que permite aos nossos usuários não apenas visualizar os livros

�existentes em todas as unidades, mas também solicitar empréstimo de qualquer livro
de qualquer biblioteca do sistema, e não apenas naquela onde está cadastrado.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Desde 2012, o SIB/UFRPE tem buscado trabalhar realmente como um
sistema, incentivando ações que permitam as bibliotecas que o compõem
trabalharem em rede e seguindo padrões estabelecidos através de grupos de
discussão específicos de cada área.
O funcionamento dinâmico desta coleção de demanda reduzida é uma das
ações resultantes das reuniões deste grupo e tem permitido uma melhor gestão dos
recursos informacionais da UAG e beneficiado as demais bibliotecas do sistema,
pois propicia uma melhor gestão dos recursos para compra de novos livros.

Palavras-chave: Demanda reduzida. Desbaste. Desenvolvimento de coleções.

REFERENCIAS

FIGUEIREDO, Nice Menezes. Desenvolvimento e avaliação de coleções. 2. ed.
Brasília, DF: Thesaurus, 1998.

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                <text>Relata a experiência do processo de desbaste realizado pela Biblioteca Setorial da Unidade Acadêmica de Garanhuns – UAG/UFRPE, com a formação de uma nova coleção, denominada de Demanda Reduzida, que teve como objetivo otimizar o espaço destinado ao acervo existente na biblioteca e que, posteriormente, permitiu a destinação de obras dessa nova coleção pra outras bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da UFRPE – SIB/UFRPE, aperfeiçoando o acervo das mesmas.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
GAMIFICAÇÃO EM BIBLIOTECAS: o encontro literário

Adriana Stefani Cativelli
Mestranda do PPGInfo/UDESC
adrianacativelli@gmail.com
Diego Monsani
Mestrando do PPGInfo/UDESC
diego@ifc-sombrio.edu.br
Jordan Juliani
Professor da UDESC
jordan@webpack.com.br
Introdução
A gamificação consiste em trazer os designes e mecânicas

utilizados nos

jogos para o ambiente organizacional, educacional ou qualquer área que se
proponha o envolvimento de um público-alvo em determinada tarefa (Zichermann;
Cunningham, 2011). Isso porque, os jogos de videogame conseguem prender a
atenção de seus jogadores, motivando os mesmos a conquistar todas as fases e
atingir um objetivo final. Seja qual for o incentivo, a abordagem da gamificação
pode ser implementada no contexto das bibliotecas, tendo como um de seus
objetivos principais a promoção dos serviços e recursos das unidades. Um dos
vieses da temática que pretende-se abordar é a adoção de práticas em biblioteca
que visem maior interação e envolvimento da biblioteca com seu público.
Neste âmbito, será apresentada a implementação da gamificação visando
divulgar aos usuários a coleção de literatura de duas bibliotecas de Santa Catarina
utilizando a metodologia proposta por Vianna et al. (2013).

Relato da experiência

�A implantação da gamificação ocorreu em duas bibliotecas de Santa
Catarina, Instituto Federal Catarinense na cidade de Sombrio e Universidade
Federal da Fronteira Sul em Chapecó no ano de 2014. Veja no quadro 1 a
metodologia de Vianna et al. (2013) que foi aplicada referente a atividade cultural
proposta:

Quadro 1 - Encontro literário.
ETAPAS

DEFINIÇÕES DE CADA ETAPA

Problema e o contexto

Usuários desconheciam que a biblioteca possuía
novidades nas obras de literatura e a semana do
livro e da biblioteca se aproxima.

Quem são os jogadores

Alunos, professores e funcionários.

Critérios norteadores e
missão do jogo

Desenvolva ideias para o
jogo

Definição do jogo e sua
mecânica

Teste em baixa, média e/
ou alta fidelidade






Estimular a leitura;
Destacar as obras literárias da biblioteca;
Programação cultural;
Interação com o usuário.

Emular um encontro marcado às cegas, entre o
usuário e um título de livro.
Captar características da estória e dos
personagens e dar vida a eles.
Os livros escolhidos foram colocados dentro dos
envelopes. Na parte externa do envelope foi
afixada uma imagem que pretende destacar a
característica/ temática da estória, a fim de servir
como referência para a escolha do leitor.
Baseado apenas nestas informações, o usuário
escolheu um dos envelopes para retirar
emprestado.
Para dar destaque aos envelopes, eles foram
exibidos na estante expositora, próximo ao balcão
de empréstimo.
O teste foi aplicado em membros da equipe da
biblioteca que não estavam participando da
elaboração da atividade cultural, com o intuito de

�verificar se a relação entre as características
ilustradas no envelope correspondiam as obras.
Implementação e
monitoramento

Foram observadas a reação dos usuários de forma
presencial.

Mensuração e avaliação

 Quantidade de empréstimos;
 Tempo de permanência dos envelopes
disponibilizados;
 Feedback dos usuários.

Fonte: Elaborado pelos autores
Considerações Finais ou Conclusões
A atividade cultural desenvolvida nas bibliotecas obteve enorme êxito,
rendendo as bibliotecas diversos elogios por parte dos usuários. Além do aumento
do volume de empréstimos das literaturas depois deste evento.
Após executar a metodologia de Vianna et al. (2013) no contexto de uma
atividade cultural em biblioteca, identificou-se uma etapa importante que não foi
contemplada, que é a publicidade. Atividade esta que deve ser planejada
juntamente aos oito passos apresentados e receber a devida atenção, pois de que
adiantará confeccionar um excelente jogo se a comunidade que se quer atingir
não saberá da sua existência ou de seu propósito? É necessário divulgar o jogo
de forma atrativa nos mais diferentes meios de comunicação, além de estabelecer
o contato presencial com o público que sem dúvidas, é o mais eficaz.
Palavras-chave: Gamificação; Atividade cultural em bibliotecas; Estímulo à leitura.

Referências
VIANNA, Ysmar; et al. Gamificartion, Inc: como reinventar empresas a partir de
jogos. Rio de Janeiro: MJV Press, 2013.

ZICHERMANN, Gabe; CUNNINGHAM, Cristopher. Gamification by design:
Implementing Game Mechanics in Web and Mobile Apps. California:: O’reilly, 2011.

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22 a 24 de julho de 2015

GESTÃO DE PESSOAS EM BIBLIOTECA COM ENFOQUE NOS VALORES
ORGANIZACIONAIS
Maria Irani Coito. Faculdade de Ciências Farmacêuticas, UNESP. irani@fcfar.unesp.br

Introdução
Para a Association of College and Research Libraries o termo “Valores” na área de
Ciência da Informação significa os valores da Biblioteca tanto em competências em gestão
dos conteúdos informacionais como em gestão das competências de seu capital humano
nas interações com seus usuários (ACRL, 2010).
A dissertação de Bastos (2010) aborda o alinhamento de valores em um Sistema de
Bibliotecas de uma Instituição Federal de Ensino Superior. Neste trabalho, a autora
investigou a percepção dos valores pessoais e organizacionais neste Sistema de Bibliotecas
abrangendo um total de dezessete bibliotecas. As categorias funcionais foram
bibliotecárias, auxiliares e assistentes administrativos que trabalham nestas bibliotecas.
Outro trabalho que se pode mencionar é o de Denise Selbach Machado (2009) com
o título “Filosofia Institucional: Missão, Visão, Valores do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul” (UFRGS), cujos objetivos foram investigar a
percepção do Sistema de Bibliotecas da UFRGS quanto à importância da filosofia
institucional como ferramenta de planejamento estratégico. A autora adaptou a Escala de
Valores Organizacionais de Tamayo e Gondim (1996) selecionando 18 valores para
investigar a percepção dos funcionários em relação à Missão, Visão e Valores da
Biblioteca.
Método da pesquisa
Este trabalho é baseado na monografia da autora que aborda a percepção dos
Valores Organizacionais dos servidores da Biblioteca (COITO, 2013). O instrumento de
pesquisa foi a Escala de Valores Organizacionais (EVO) de Tamayo e Gondim (1996). O
público alvo dos sujeitos participantes foram todos os servidores Técnicos Administrativos
lotados no Serviço Técnico de Biblioteca da Faculdade de Ciências Farmacêuticas - FCF,
UNESP, Campus de Araraquara num total de 12 servidores. Eles foram esclarecidos que os
dados com os resultados das respostas dos questionários seriam utilizados exclusivamente
para a pesquisa e divulgados com sigilo e de forma anônima.
Para a coleta de dados utilizou-se o instrumento de pesquisa “Escala de Valores
Organizacionais - EVO” validada por Álvaro Tamayo e Gondim (1996), contendo uma
lista de 38 valores organizacionais em forma de questionários e uma escala de pontuação

�de -1 a 7, onde o -1 é o valor oposto ao valor da organização e o valor 7 é o valor supremo
da organização. Os demais valores são considerados nada importante, importante e muito
importante, os quais foram distribuídos entre os colaboradores da Biblioteca FCF, Campus
de Araraquara. Em uma primeira etapa realizou-se uma reunião para esclarecer aos
Servidores, os objetivos da pesquisa com sua documentação. Na segunda etapa foram
entregues os questionários para 12 colaboradores que aceitaram participar da pesquisa.
Nesta etapa foi dada uma semana de prazo para a devolução dos questionários preenchidos.
Os servidores foram orientados a fazerem a leitura do questionário nos itens de
número 1 a 32 para pontuarem as questões com valores supremos (7) e em seguida
pontuarem as questões com valores opostos aos valores da organização, ou seja, com a
nota -1 e, quando esta nota não fosse atribuída, pontuarem as questões com nota 0 ou 1.
Após esta etapa foram orientados a pontuarem os demais valores representados com
pontuações correspondendo aos valores considerados não importante (2), importante (3),
muito importante (4-6) de acordo com aqueles valores que, segundo eles, orientam a vida
da Biblioteca. Os funcionários responderam aos questionários de forma individual e em
seus locais de trabalho para garantir o sigilo e anonimato das respostas. Dos 12
questionários distribuídos, retornaram dez.
Resultados e Discussão
Para a análise dos resultados foi utilizada a tabela “Guia para apuração dos
resultados da Escala de Valores Organizacionais – EVO” validada por Tamayo e Gondim
(1996). Os 38 valores estão distribuídos entre cinco fatores a seguir: eficácia/eficiência;
interação no trabalho; gestão; inovação e respeito ao empregado. O escore individual
foi obtido por meio da somatória dos valores escalares atribuídos por cada sujeito aos itens
que compõem o fator considerado, dividindo pelo número de itens do fator. O conjunto de
valores evidenciado pela análise encontra-se explanado no item Guia para a apuração dos
resultados da EVO, Tabela 1.
Tabela 1 - Guia para apuração dos resultados EVO

Fatores

Itens

Divisor

Eficácia/Eficiência

05,07,10,12,13,25,28,31,32

9

Interação no trabalho

01,02,03,04,06,08,09,11,15,36

10

Gestão

14,17,23,24,29,37,38

7

Inovação

19,20,22,30

4

Respeito ao servidor

16,18,21,26,27,33,34,35

8

Fonte: (TAMAYO, 2008, In: SIQUEIRA, 2008 )

Os escores médios dos fatores foram: eficácia/eficiência (4,61); interação no
trabalho (3,56); gestão (3,97); inovação (4,65); e respeito ao empregado (4,25). O resultado
da análise da percepção dos valores da organização destacou aspectos importantes de como
a cultura da instituição influencia os comportamentos dos servidores, os quais refletem em
suas atitudes, valores compatíveis com os valores da organização. O fator Interação no
Trabalho evidenciou competitividade entre o grau de satisfação e insatisfação com a
pontuação dada a este fator. Os servidores reconheceram como importante para a

�organização avaliada, os valores ponderados nos fatores Eficácia/Eficiência, Gestão,
Inovação. Quanto ao fator Respeito ao Servidor houve uma correspondência positiva com
o fator Inovação, o que pode ter orientado os servidores a reconhecerem e considerarem
como importantes os fatores Eficácia/Eficiência e Gestão.
Considerações finais
Os resultados das análises corroboraram as percepções dos valores organizacionais
indicando quais valores guiaram os servidores para avaliar a Biblioteca. Para a organização
ter seus valores alinhados aos valores de seus membros torna-se necessário um plano de
gestão direcionado ao processo de recrutamento e seleção de candidatos aos seus postos de
trabalho com valores que vão ao encontro dos valores da Biblioteca. Este estudo revelou
que os indivíduos juntam-se as equipes que compartilham os mesmos valores entre eles. A
interação humana no ambiente de trabalho deve estar pautada no autoconhecimento de
cada membro da equipe, em diálogo que os possibilite conhecer um ao outro para melhor
se compreenderem em suas emoções, sentimentos, crenças e valorização humana entre
equipes de trabalho.
Palavras-chave: Gestão de Bibliotecas. Gestão de pessoas. Valores organizacionais.
Percepção.
Referências
ACRL. Association of College and Research Libraries. Value of Academic Libraries: a
comprehensive research review and report. Researched by Megan Oakleaf. Chicago: Association of
College and Research Libraries, 2010. Available from: http://www.acrl.ala.org/value
BASTOS, Vanja Nadja Ribeiro. Alinhamento de Valores Pessoais e Organizacionais: estudo de
caso em um Sistema de Bibliotecas de uma Instituição Federal de Ensino Superior. Niterói, 2010.
238 f. (Dissertação) – Mestrado em Sistema de Gestão, Escola de engenharia, Universidade Federal
Fluminense, 2010.
COITO, Maria Irani. Identificação dos valores organizacionais em uma biblioteca universitária:
estudo sobre a percepção de seus colaboradores. 2013. 80 f. Trabalho de conclusão de Curso
(Especialização)-UNIARA, Araraquara, 2013.
MACHADO, Denise Selbach. Filosofia Institucional: Missão – Visão – Valores do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto alegre, 2009. 119 f. (Monografia)
- Especialização em Gestão de Bibliotecas Universitárias, Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2009.
SIQUEIRA, Mirlene Maria Matias, (Org.). Medidas do comportamento organizacional:
ferramentas de diagnóstico e de gestão. Porto Alegre: Artmed, 2008.
TAMAYO, Álvaro; GONDIM, M. G. C. Escala de valores organizacionais. Revista de
Administração da Universidade de São Paulo (RAUSP), São Paulo, v. 31, n.2, p. 62-72, 1996.

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Ciência da Informação</text>
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                <text>Para a Association of College and Research Libraries o termo “Valores” na área de Ciência da Informação significa os valores da Biblioteca tanto em competências em gestão dos conteúdos informacionais como em gestão das competências de seu capital humano nas interações com seus usuários (ACRL, 2010). A dissertação de Bastos (2010) aborda o alinhamento de valores em um Sistema de Bibliotecas de uma Instituição Federal de Ensino Superior. Neste trabalho, a autora investigou a percepção dos valores pessoais e organizacionais neste Sistema de Bibliotecas abrangendo um total de dezessete bibliotecas. As categorias funcionais foram bibliotecárias, auxiliares e assistentes administrativos que trabalham nestas bibliotecas.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

O USO DO TESAURO NA ARQUITETURA
DA INFORMAÇÃO EM WEBSITES

Agostinha Maria Rodrigues. Universidade de Brasília (UnB). agostinharm@gmail.com
Márcio Bezerra da Silva. Universidade de Brasília (UnB). marciobdsilva@unb.br

Introdução: Os Websites foram apresentando diferentes layouts e formas de
interação com o tempo, inicialmente em propostas estáticas com organização
de informação rígida, enquanto ação exclusiva dos proprietários dos
ambientes, e passando para modelos mais flexíveis, permitindo a
inserção/criação de termos pelos próprios usuários, resultados de buscas por
ranque de acesso entre outras características. Estas mudanças tornaram-se
objetos de estudo da Arquitetura da Informação (AI), compreendida como a
arte de organizar e rotular Websites, Portais, Intranets etc., para que as
informações sejam de fácil acesso e organizadas de maneira compreensível
aos usuários. A AI enquanto uma aplicação de técnicas para estruturar as
informações em ambientes digitais, especialmente Websites, constitui-se de
um conjunto de áreas, entre as quais destacam-se a Ciência da Informação
(CI), Biblioteconomia, Ciência da Computação (CC), Jornalismo, Design,
Psicologia entre outras. Com enfoque concentrado nos instrumentos de
representação e organização da informação, destacamos o tesauro, já que
possui uma estrutura de relacionamentos entre os termos que podem,
enquanto um pressuposto hipotético, ser útil na AI em Website. Para tanto,
perguntamos: Como se dá o uso do tesauro na AI em Website? Como se dá a
popularidade do tesauro entre os arquitetos de informação? Na busca por
respostas, objetiva-se verificar a utilização do tesauro na representação e
organização da informação na AI em Websites pelos arquitetos da informação.

Método da pesquisa: Constitui-se de uma pesquisa exploratória pela pouca
produção sobre a utilização do tesauro na AI em Website, especialmente
quanto a estudos empíricos. O procedimento técnico foi a pesquisa
bibliográfica e a abordagem de coleta de dados foi quanti-qualitativa. O
instrumento de coleta foi um questionário semiestruturado online (Drive do
Google). Foram mapeados grupos de AI nas redes sociais Facebook e LikedIn,
locais onde o questionário foi disponibilizado. De 20 de outubro até quatro de
novembro foram respondidos 31 questionários, correspondendo a amostragem.
Este público é formado por cinco grupos no Facebook e três no LikedIn.

�Resultados e discussões: Na análise dos resultados buscou-se averiguar o
conhecimento e uso do tesauro na AI em Website, especialmente nos sistemas
de rotulação e organização. Sobre o conhecimento do tesauro entre os
arquitetos da informação foi constatado que a maioria dos profissionais (71%)
não conhece o tesauro, 10% tem conhecimento básico, 16% conhecimento
intermediário e apenas 3% afirmou possuir conhecimento avançado. De acordo
com as respostas constatamos que o tesauro não é um instrumento popular
entre a maioria dos arquitetos da informação, provavelmente pelos poucos
bibliotecários atuarem nesta área. Além disso pode ser que nos cursos de
biblioteconomia exista pouca ênfase em disciplinas relacionadas a AI em
Website e, consequentemente, pouco aprofundamento na utilização do tesauro
em ambientes digitais. Quanto a utilização do tesauro pelos arquitetos da
informação nos sistemas de rotulação e organização da AI em Website o
resultado demonstrou que 97% dos profissionais não utilizam o tesauro nesses
sistemas em oposição a 3% dos pesquisados. O saldo mínimo desta questão,
ou seja, 3% dos profissionais, é representado por um (1) respondente. Neste
sentido, o resultado em discussão pode ser justificado pelo fato do tesauro ser
tradicionalmente estudado, desenvolvido e utilizado para indexar documentos e
possibilitar uma melhor recuperação da informação na biblioteconomia. Por
outro lado, comumente a metodologia de tesauro da biblioteconomia não é
estudada em consonância com os sistemas de rotulação e organização da AI.
Também esse resultado pode estar relacionado ao fato dos cursos de
especialização em AI, por exemplo, não abordarem o tesauro como
instrumento (metodologia) de representação e organização da informação em
Websites. Sobre os motivos de os arquitetos da informação não
implementarem o tesauro nos sistemas de rotulação e organização da AI em
Website, o principal motivo dos respondentes é a falta de conhecimento do
tesauro, sendo esta opção selecionada por 67% das pessoas. O segundo
motivo mais pontuado, correspondendo a 19%, foi o de não considerar o
tesauro viável ao projeto do Website. Em seguida, 6% dos respondentes
acham que é pelo fato de não ter um profissional com conhecimento na equipe.
Por fim, apenas 3% considera o tesauro oneroso. Quanto as contribuições e/ou
vantagens e as desvantagens da aplicação da metodologia do tesauro nos
sistemas de rotulação e organização da informação, segundo os pesquisados,
foram mencionadas como positivo o fato deste proporcionar uma melhor
organização e navegabilidade do Website, gerar eficiência na recuperação da
informação e permitir interação entre os conteúdos. Por sua vez, como
desvantagens foi destacada a falta de flexibilização do tesauro. Em suma
acreditamos que se o tesauro começar a ser divulgado entre os arquitetos da
informação, provavelmente a sua utilização ocorra e/ou seja mais acentuada,
futuramente, nos sistemas de rotulação e organização da AI em Website.

�Considerações Finais: O tesauro é um vocabulário controlado formalizado
pelas relações hierárquicas, associativas e equivalentes. Tradicionalmente sua
finalidade é ser um instrumento de controle terminológico que visa a
recuperação de informação. As compreensões supracitadas não foram
confirmadas pela maioria dos arquitetos da informação, ou seja, os mesmos
não conhecem o tesauro, especialmente quanto sua contribuição nos sistemas
de rotulação e organização. Enquanto no primeiro sistema o tesauro pode ser
considerado uma fonte de termos ou recurso para encontrar rótulos de
determinada área temática, no segundo sistema, especificamente quanto a
metodologia de construção do sistema, o tesauro pode contribuir na criação de
categorias por meios das relações hierárquicas e associativas entre os
conceitos. Além disso, o tesauro pode proporcionar uma navegação intuitiva
por meio da criação de mapas de assuntos no Website e dos relacionamentos
entre os rótulos. Desta forma conclui-se que o tesauro não é um instrumento
popular entre os arquitetos da informação, e para que seja mais uma opção de
metodologia na elaboração dos sistemas de rotulação e organização se faz
necessário a sua integralização nos cursos de AI, assim como a própria AI
deve ser discutida nos cursos de graduação em biblioteconomia, acreditando
que a intercepção gerada pela nossa proposta resultará em estudos e
pesquisas empíricas que contribuirão no aprimoramento de ambos os sistemas
aqui enfocados e na utilização do tesauro na AI em Websites.

Palavras-chave: Arquitetura da Informação. Sistema de Organização. Sistema
de Rotulação. Tesauro

Referências: 1
CURRÁS, E. Tesauros: linguagens terminológicas. Brasília: IBICT, 1995.
DA SILVA, M. B. O Arquiteto da Informação na Organização e Representação
da Informação. In: ENCONTRO DE ESTUDOS SOBRE TECNOLOGIA,
CIÊNCIA E GESTÃO DA INFORMAÇÃO, 1, 2010, Recife. Anais... Recife:
Editora NECTAR, 2010.
INFORMATION ARCHITECTURE INSTITUTE. What is Information
Architecture? 2008. Disponível em
&lt;http://iainstitute.org/pt/translations/o_que_e_arquitetura_de_informacao.php&gt;.
Acesso em: 29 mar. 2015.
ROSENFELD, L.; MORVILLE, P. Information Architecture for the Word
Wide Web. 3. ed. Sebastopol: O'Reilly, 2006.
1

Algumas referências.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text> Silva, Márcio Bezerra da</text>
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                <text>Os Websites foram apresentando diferentes layouts e formas de interação com o tempo, inicialmente em propostas estáticas com organização de informação rígida, enquanto ação exclusiva dos proprietários dos ambientes, e passando para modelos mais flexíveis, permitindo a inserção/criação de termos pelos próprios usuários, resultados de buscas por ranque de acesso entre outras características. Estas mudanças tornaram-se objetos de estudo da Arquitetura da Informação (AI), compreendida como a arte de organizar e rotular Websites, Portais, Intranets etc., para que as informações sejam de fácil acesso e organizadas de maneira compreensível aos usuários. A AI enquanto uma aplicação de técnicas para estruturar as informações em ambientes digitais, especialmente Websites, constitui-se de um conjunto de áreas, entre as quais destacam-se a Ciência da Informação (CI), Biblioteconomia, Ciência da Computação (CC), Jornalismo, Design, Psicologia entre outras. Com enfoque concentrado nos instrumentos de representação e organização da informação, destacamos o tesauro, já que possui uma estrutura de relacionamentos entre os termos que podem, enquanto um pressuposto hipotético, ser útil na AI em Website. Para tanto, perguntamos: Como se dá o uso do tesauro na AI em Website? Como se dá a popularidade do tesauro entre os arquitetos de informação? Na busca por respostas, objetiva-se verificar a utilização do tesauro na representação e organização da informação na AI em Websites pelos arquitetos da informação.</text>
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                    <text>Introdução
A Classificação Decimal de Direito - CDDir é uma tabela de
classificação que traz o conhecimento jurídico brasileiro sistematizado de
acordo com a estrutura do Direito nacional, por isso é utilizada por grande parte
das bibliotecas jurídicas brasileiras. Sendo assim, é pertinente desenvolver e
aprofundar estudos e pesquisas visando o seu desenvolvimento a fim de
viabilizar o seu aprimoramento no processo classificatório pelas bibliotecas
usuárias, trazendo assim um benefício para a classe bibliotecária jurídica. Além
disso, o setor de informação jurídica, conforme alguns estudos, é considerado
o maior produtor de documentos no Brasil.
A partir de uma pesquisa de Ribeiro (2009), ficou comprovado que
a Classificação Decimal de Direito (CDDir) é o esquema de classificação mais
utilizado pela maioria das bibliotecas jurídicas pesquisadas no que tange à
classificação dos itens que constituem seus acervos, que o método mais
utilizado no processo classificatório é a adaptação dos assuntos cujos números
não são encontrados no esquema, e que os bibliotecários responsáveis pela
classificação não costumam compartilhar entre si as soluções pensadas e
encontradas para preencher as lacunas deixadas pela CDDir na representação
temática do conhecimento jurídico. Ou seja, ficou comprovado que, apesar
deste esquema ser muito utilizado, não há uma preocupação em atualizá-lo,
ampliá-lo ou estendê-lo de forma coletiva ou colaborativa e organizada, visto
que a orientação para a atualização é sempre individual, assim como o foi na
sua origem em 1948 e na sua última atualização em 2002, depois de vinte e
cinco anos.
Método da pesquisa
• revisão de literatura sobre Organização e Representação do
Conhecimento (ORC) e seus sistemas; sobre o Direito e a
documentação e informação jurídicas e sobre plataformas wikis;
• abordagem da CDDir e a atualização do levantamento das adaptações
procedidas, tendo como base a pesquisa de Ribeiro (2009);
• levantamento das bibliotecas jurídicas usuárias da CDDir através da
última edição do Guia de Bibliotecas Jurídicas publicado pelo Grupo de
Informação e Documentação Jurídica do Estado do Rio de Janeiro
(GIDJ/RJ);
• entrevistas semiestruturadas através de um roteiro norteador de
perguntas, contatos: telefônicos, por e-mail ou in locus;
• após a obtenção dos dados será feita a avaliação qualitativa das
atualizações encontradas.
Resultados
Gráfico estatístico da amplitude da utilização da CDDir.
% bibliotecas arroladas na pesquisa

CDDIR
OUTRAS

43%
57%

Gráfico 1: Amostragem estatística do percentual de uso da CDDir num universo de 48 bibliotecas estudadas.

�Fonte: Ribeiro (2009).

O objetivo nas entrevistas foi descobrir como estas bibliotecas
utilizavam o esquema e se teriam algumas sugestões para auxiliar no
desenvolvimento da mesma, já que, como suas usuárias, conheciam os prós e
contras de sua utilização.
Gráfico estatístico da forma de utilização da CDDir pelos bibliotecários.
% de bibliotecas que utilizam
a CDDIR
33%
67%

Por adaptação
Por aproximação

Gráfico 2: Amostragem estatística do percentual por tipo de aplicação da CDDir pelos bibliotecários num universo de 28
bibliotecas estudadas.
Fonte: Ribeiro (2009).

Durante os relatos, observamos que a maioria dos responsáveis
pela classificação das obras lançava mão do “princípio da aproximação”, ou
seja, na existência de um assunto que não tivesse um número específico no
esquema da CDDir, classificavam-no sob o número mais geral do assunto
aproximado. As poucas adaptações relatadas representam o retrato das
dificuldades encontradas pelas bibliotecas, na representação do conhecimento
especializado registrado em seus acervos, por contarem com um instrumento
totalmente defasado e sem uma atualização coordenada e estruturada.
Discussão
Destacamos o alcance da CDDir na organização do conhecimento
jurídico e evidenciamos que as alterações ou adaptações procedidas em seu
arranjo conceitual pelas variadas bibliotecas jurídicas arroladas na pesquisa
supracitada, podem ser sistematizadas num
trabalho colaborativo de
atualização. Aqui, ainda, serão colocadas algumas diretrizes para viabilizar o
tipo de atualização proposto, como, por exemplo, a utilização da Plataforma
Wiki como meio de compartilhamento em tempo real das diversas e variadas
inserções nesse sistema de classificação documentária especializado.
Considerações Finais
O Direito é uma ciência que está em constante movimento devido à
evolução dos setores da sociedade e das demais ciências, onde se produz um
conhecimento dinâmico. O surgimento de novas ciências e disciplinas, e de
novas tecnologias com o contumaz anseio de melhorar a qualidade de vida das
pessoas, fomentou a produção de uma vasta documentação cada vez mais
específica e especializada. Essa produção exponencial de documentos
aumentou a preocupação em manter os sistemas de organização do
conhecimento propícios à organização ordenada e satisfatória dessa
documentação. Tendo em vista que a área jurídica possui uma linguagem
particularizada e da amplitude da sua utilização, a CDDir pode ser considerada
o esquema de classificação mais apropriado para organizar a documentação
jurídica brasileira. Sendo assim, esse trabalho foi desenvolvido com o intuito de
implementar e potencializar a sua utilização.

�Palavras-chave
Classificação Decimal de Direito (CDDir). Esquemas de classificação
colaborativos. Organização e Representação do Conhecimento Jurídico.
Referências
BOMFIM, Luciane da Silva Santos; GONÇALVES, Adair Vieira. Escrita digital
colaborativa a partir da tecnologia wiki. Lingu. &amp; Ens., Pelotas, v. 17, n. 3, p.
823-855,
set./dez.
2014.
Disponível
em:
http://www.rsd.ucpel.tche.br/index.php/rle/article/view/1150/812. Acesso em: 25
mar. 2015.
GRUPO DE INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA DO RIO DE
JANEIRO. Guia de bibliotecas jurídicas Rio. 5. ed. Rio de Janeiro: GIDJ/RJ,
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Disponível
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HJØRLAND, Birger. What is Knowledge Organization (KO)? Knowl. Org. v. 35,
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NOGUEIRA, Brígida Maria. Conceitos na organização e representação do
conhecimento. Inform. &amp; Inform. v. 16, n. 2, 2011. Disponível em:
&lt;http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/10563&gt;.
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ORTEGA, Cristina Dotta. A ordenação de documentos como atividade de
organização da informação: proposta de fundamentação e atualização, 2013.
Disponível
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http://enancib.sites.ufsc.br/index.php/enancib2013/XIVenancib/paper/view/119&gt;
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PEREIRA, Edinete do Nascimento et al. Classificação bibliográfica: as diversas
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DO CCSA, 15., 2009. Anais... Natal: UFRN, 2009. Disponível em:
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REALE, Miguel. Lições preliminares de direito. 25. ed. São Paulo: Saraiva,
2001.
RIBEIRO, Maria Cristina de Paiva. Estudo crítico da utilização e da
aplicabilidade da Classificação Decimal de Direito (CDDir) na organização e
representação do conhecimento jurídico no Brasil. Trabalho de Conclusão de
Curso (Especialização em Organização do Conhecimento para a Recuperação
da Informação)– Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - Uni-Rio,
2009.

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                <text>A Classificação Decimal de Direito - CDDir é uma tabela de classificação que traz o conhecimento jurídico brasileiro sistematizado de acordo com a estrutura do Direito nacional, por isso é utilizada por grande parte das bibliotecas jurídicas brasileiras. Sendo assim, é pertinente desenvolver e aprofundar estudos e pesquisas visando o seu desenvolvimento a fim de viabilizar o seu aprimoramento no processo classificatório pelas bibliotecas usuárias, trazendo assim um benefício para a classe bibliotecária jurídica. Além disso, o setor de informação jurídica, conforme alguns estudos, é considerado o maior produtor de documentos no Brasil.</text>
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                    <text>BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E USUÁRIOS SURDOS

Sulamita Nicolau de Miranda - sulamitandmiranda@gmail.com
Marcos Luiz Cavalcanti de Miranda - mlmiranda@unirio.br
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Programa de
Pós-Graduação em Biblioteconomia – Mestrado Profissional em
Biblioteconomia

INTRODUÇÃO
Investigar se as bibliotecas universitárias estão se preparando para
atender usuários surdos se faz necessário, uma vez que o número de alunos
surdos e com deficiência auditiva matriculados nas universidades brasileiras
tem aumentado como apontam os dados do Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP1: surdos – 1.582 (2011), 1.650
(2012), 1.488 (2013) e deficientes auditivos 4.078 (2011), 6.008 (2012) e 7.037
(2013).

MÉTODO DA PESQUISA
Trata-se de revisão de literatura realizada nos anais eletrônicos do
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação e Ciência da
Informação (CBBD); Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação
(ENANCIB); Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU) e na
Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação
(BRAPCI), abrangendo o período de 2010 – 2014, sendo utilizados os
descritores: acessibilidade, surdos, deficientes, deficiência e surdez.

RESULTADOS/ DISCUSSÃO
A pesquisa recuperou 15 documentos (quadros 1 e 2) que tratavam
especificamente do atendimento ao usuário surdo em bibliotecas universitárias.
Dá análise desses documentos observa-se que no período abrangido
pela pesquisa houve um aumento do número de trabalhos sobre o tema,
passando de dois documentos em 2010 para seis em 2014.
1

Disponível em: &lt;http://portal.inep.gov.br/superior-censosuperior-sinopse&gt;. Acesso em: 28 fev. 2015.

�Os trabalhos investigaram bibliotecas universitárias, de universidades
estaduais e federais, das regiões centro-oeste, sudeste, sul e nordeste, sendo
esta a que apresentou maior número de documentos – quatro.
O SNBU concentrou o maior número de trabalhos – dez seguidos pelo
CBBD- cinco. Não foram recuperados documentos na base BRAPCI e nos
anais do ENANCIB que tratassem especificamente do atendimento aos
usuários surdos em bibliotecas universitárias no período de recorte da
pesquisa.
Os resultados apontam para a necessidade de investir em formação
profissional, capacitação profissional, em acessibilidade atitudinal e no
desenvolvimento de produtos e serviços que atendam as demandas desses
usuários.
QUADRO 1 – TRABALHOS PUBLICADOS NOS ANAIS DO SNBU
AUTOR
TÍTULO
ALMEIDA, Sandra
Acessibilidade aos deficientes visuais e auditivos às
Manzano de et al.
bibliotecas da rede UNESP
SOUSA, Clemilda
Biblioteca universitária e comunidade surda: uma
dos Santos et al.
proposta de acessibilidade à informação
GIACUMUZZI,
Sistema de bibliotecas da UFRGS e programa Incluir
Gabriela da Silva
UFRGS: o olhar discente sobre esta parceria
inclusiva.
SILVA, Teresa da
Acessibilidade física e digital na rede Sirius de
bibliotecas UERJ: uma proposta para promover maior
inclusão de pessoas com deficiência na universidade
GOMES, Claudiana
Usabilidade e acessibilidade nos espaços virtuais das
Almeida de Souza,
bibliotecas universitárias federais brasileiras para
LIMA, Marcia Heloisa usuários surdos
Tavares de F
PEREIRA, Rita de
Sistema de bibliotecas da UFRGS e programa Incluir
Cássia Barbosa,
UFRGS: o olhar discente sobre esta parceria
NONATO, Eunice
inclusiva.
Maria Nazarethe
SILVA, Derlita
Acessibilidade no sistema de bibliotecas da
Machado et al.
Universidade Federal da Bahia – SIBI/UFBA: uma
análise do atendimento ao usuário pessoa com
deficiência – PCD.
SILVA, Josilene,
Análise da formação do bibliotecário da biblioteca
ARAUJO, Nelma
central da UFAL no atendimento aos usuários com
Camelo
deficiência auditiva
SOUSA, Clemilda
Acessibilidade a informação científica na educação
dos Santos et al.
superior: caminhos trilhados pelo sistema de
bibliotecas da Universidade Federal do Ceará
STROPAR, Eliane
Acessibilidade no sistema de bibliotecas (SIBI) da
Maria
Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a inclusão
de alunos com deficiência.
Fonte: Os autores (2015)

ANO
2010
2010
2012

2012

2014

2014

2014

2014

2014

2014

�QUADRO 2 – TRABALHOS PUBLICADOS NOS ANAIS DO CBBD
AUTOR
TÍTULO
AYRES, Renata
(Re)Pensando a Inclusão Social e a Realidade da
Nóbrega, PINHEIRO,
Pessoa Surda: a inserção da língua brasileira de
Edna Gomes
sinais (LIBRAS) no Curso de Biblioteconomia da
UFPB
BEZERRA, Neiliane
A biblioteca universitária na proposta do desenho
Alves et al
universal: um diagnóstico do sistema de bibliotecas
da Universidade Federal do
Ceará
CÂMARA, Geysa Flávia O bibliotecário de referência e o usuário portador
de necessidade auditiva: um olhar sobre a prática
AMADEO, Daniela dos
Necessidades informacionais dos alunos do curso
Santos, VITORINO,
de letras libras quanto à realização de pesquisas
Elizete Vieira
acadêmicas: um olhar inicial ao desenvolvimento
da competência informacional dos alunos surdos
PEREIRA, Giulianne
A biblioteca, o bibliotecário e o usuário surdo: o
Monteiro et al
processo de mediação da informação na Biblioteca
Central da Universidade Federal da Paraíba

ANO
2011

2011

2011
2013

2013

Fonte: Os autores (2015)

CONCLUSÕES
O crescimento do número de trabalhos relacionados aos usuários surdos
e com deficiência auditiva em bibliotecas universitárias

manifesta a

preocupação dos profissionais da área em atender a essa demanda, e embora
algumas bibliotecas já estejam disponibilizando serviços e produtos voltados a
esses usuários e investindo na capacitação profissional das equipes, a questão
da acessibilidade a esses usuários ainda merece atenção e precisa ser
aprimorada para garantir a estes o direito ao acesso à informação.
Nesse sentido, sugerimos a apreciação das recomendações das
Diretrizes de Serviços de Bibliotecas para Surdos2 da International Federation
of Library Associations and Institutions – IFLA, pois trata-se de um documento
específico para serviços de biblioteca voltados para às necessidades das
pessoas surdas e com deficiência auditiva e que poderá contribuir para a
melhoria do atendimento a esses usuários nas bibliotecas universitárias.

Palavras-chave: Acessibilidade. Biblioteca universitária. Surdos.

2

Disponível em:&lt;http://especial.futuro.usp.br/documentos/guiaifla.rtf&gt;Acesso em: 09 mar. 2015.

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                <text>Investigar se as bibliotecas universitárias estão se preparando para atender usuários surdos se faz necessário, uma vez que o número de alunos surdos e com deficiência auditiva matriculados nas universidades brasileiras tem aumentado como apontam os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP1: surdos – 1.582 (2011), 1.650 (2012), 1.488 (2013) e deficientes auditivos 4.078 (2011), 6.008 (2012) e 7.037 (2013).</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Resumo
Este trabalho traz resultados parciais de uma pesquisa de mestrado, em
andamento, acerca da aplicabilidade das ferramentas do Facebook por bibliotecas
públicas. A partir de uma revisão de literatura sobre os serviços disponibilizados
por bibliotecas públicas e da observação das ferramentas do Facebook, esta
comunicação procura identificar como esta biblioteca pode utilizar tais recursos
para oferecer seus serviços e atender as necessidades de informação de seus
usuários. Elaborou-se um quadro com possíveis aplicações desses recursos pela
biblioteca e, concluiu-se que a inserção das bibliotecas nesse ambiente é
determinante e, que o seu uso criativo pode aproximar, gradativamente, o público
até as bibliotecas.

A APLICABILIDADE DAS FERRAMENTAS DO FACEBOOK EM BIBLIOTECAS
PÚBLICAS
Bruna Lessa
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - PPGCI/UFBA
lessbruna@gmail.com
Introdução
A biblioteca pública, analisada como uma rede social, une indivíduos por
meio de suas atividades, ações culturais e o provimento das necessidades
informacionais incomuns entre usuários; mescla textos, sons e imagens dentro do
seu ambiente físico e virtual para mediar a informação, estabelecer comunicação e
interagir com seu público. Apresenta-se nesta comunicação, as ferramentas
observadas no site de rede social Facebook que podem auxiliar a biblioteca na
mediação da informação e disponibilização de seus serviços.

Método da pesquisa
Tomou-se como ponto de partida uma revisão de literatura utilizando
bibliografias sobre as redes sociais da internet .A técnica para coleta de dados
utilizada foi a observação direta intensiva, a qual conforme Marconi e Lakatos
(2010, p. 173) pode ser realizada por meio da observação. Tal observação foi
realizada no site Facebook pela própria pesquisadora.

�Resultados
Foram observados 14 (quatorze) ferramentas do Facebook (Caixa de
“status” - mural, Álbum de fotos e vídeos, Compartilhar links, Opões “curtir”,
“comentar” e “compartilhar”, Bate-papo1, Envio de mensagens, Criar grupos, Criar
página, Opções de Plug-ins, Criar eventos, Busca social, Notificações e
Agendamento de publicações) a fim de verificar possível uso pelas bibliotecas
para a disponibilização de seus serviços e, consequentemente, para mediação da
informação. Através da observação e análise da potencialidade destas
ferramentas e alinhando-se aos principais serviços das bibliotecas públicas, com
base na bibliografia da área, elaborou-se um quadro que mescla serviços
tradicionais da biblioteca pública aos serviços virtuais utilizando os recursos do
site.
Discussão
Compreende-se que o uso de dispositivos da web social, em particular, o
Facebook, intensifica a mediação da informação pelas bibliotecas públicas,
quando compartilham conhecimentos e ao mesmo tempo interagem com seu
público e os aproximam cada vez mais dessas instituições. As redes sociais que
são construídas a partir desse site estimulam a participação do usuário e
oportuniza a biblioteca se tornar mais dinâmica na disponibilização de seus
serviços. Desse modo, com a crescente inserção de usuários ao Facebook a cada
dia, como mostram as pesquisas, vê-se uma excelente oportunidade para que as
bibliotecas públicas cheguem cada vez mais perto de seu usuário potencial,
conduzindo-os ao espaço físico da biblioteca a fim de torná-los usuários reais e,
partir desse relacionamento a biblioteca possa, com a ajuda de seus usuários,
criar novos serviços e melhorar os que já existem.
Conclusões
O uso dos recursos do Facebook pelas bibliotecas públicas é uma
possibilidade para uma maior interação com seus usuários e disponibilização de
seus serviços, de maneira a potencializar a conscientização de sua importância
como equipamento cultural e disseminador de informação. A observação desses
recursos permitiu ampliar a visão sobre a presença das bibliotecas no Facebook,
evidenciando que não basta apenas a criação de um perfil e/ou página neste site,
1

Este recurso ainda está em fase BETA, disponibilizado apenas para os EUA. Os outros países
terão acesso gradualmente, ou, mudando o acesso para o Facebook no idioma inglês e entrar na
lista de espera, acessível pela página facebook.com/about/graphsearch. Ao contrário dos
motores de busca convencionais, a pesquisa é projetada para compreender o significado das
frases inseridas pelo pesquisador e, em seguida, fornecer resultados específicos, como pessoas,
lugares, livros ou filmes que apenas links para páginas da web.

�ela precisa estar ativa, apropriando-se dessas ferramentas para melhor utilizá-las,
visando a evolução da biblioteca no acesso aos seus serviços. Sendo um
ambiente privilegiado para a comunicação, o Facebook pode ser um espaço
alternativo para comunicação entre biblioteca pública e usuários, tornando-se,
literalmente, uma biblioteca compartilhada, fazendo com que possivelmente ocorra
o deslocamento inverso - do virtual para o físico. Nesse sentido, entende-se que o
objetivo desta comunicação foi alcançado, pois pretendeu-se demonstrar que os
serviços da biblioteca não se restringem ao seu espaço físico, afirmando sua
existência, também, no espaço virtual.
Palavras-chave: Biblioteca Pública. Facebook. Serviços de biblioteca. Sites de
redes sociais.
Referências
ACCART, Jean-Philippe. Serviço de referência: do presencial ao virtual.
Tradução de Antônio Briquet de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos, 2012.

CHEN, Dora Yu-Ting; CHU, Samuel Kai-Wah; XU, Shu-Qin. How Do Libraries Use
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https://www.asis.org/asist2012/proceedings/Submissions/85.pdf&gt; .Acesso em: 26
mai. 2014.

GARCIA GIMÉNEZ, Daniel. Redes sociales : posibilidades de Facebook para las
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Barcelona, n. 24., [não paginado], jun. 2010. Disponível em:
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MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 7.
ed. São Paulo: Editora Atlas, 2010.

TOMAÉL, M. I.; MARTELETO, R. M. Redes Sociais: posições dos atores no fluxo
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&lt;http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/15182924.2006v11nesp1p75&gt;. Acesso em: 10 jun. 2014.
Agências financiadoras: Projeto de Mestrado em Ciência da Informação Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação. Bolsista CAPES.

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                    <text>INCLUSÃO SOCIAL E BLIOTECONOMIA: A EXPERIÊNCIA DA UNIRIO

Marcos Luiz Cavalcanti de Miranda
mlmiranda@unirio.br
Sulamita Nicolau de Miranda
sulamitandmiranda@gmail.com

Universidade Federal Do Estado Do Rio De Janeiro. Programa de PósGraduação em Biblioteconomia – Mestrado Profissional em Biblioteconomia.

INTRODUÇÃO

A

perspectiva

da

inclusão

social

fez

com

que

a

sociedade

compreendesse que para incluir as pessoas com deficiência deveriam rever
suas atitudes, conceitos para que a igualdade de oportunidades pudesse ser
efetivamente garantida.
A biblioteca, como um espaço democrático, que exerce um papel social
deve garantir a todos os cidadãos seu direito de acesso à informação, e para
isso, em alguns casos, precisará se adaptar e o profissional bibliotecário
precisa estar apto a realizar as mudanças necessárias para garantir a
igualdade de oportunidade a todos.
É nesse contexto que cabe relatar a experiência da Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO na inserção de disciplinas
voltadas à inclusão social de pessoas com deficiência nos cursos de
Biblioteconomia, contribuindo para a formação de profissionais conscientes de
sua função social e preparados para atuarem com esses usuários oferecendo
um atendimento mais direcionado às suas necessidades.

�RELATO DA EXPERIÊNCIA

A UNIRIO oferece o curso de Biblioteconomia nas modalidades
bacharelado e licenciatura e pensando na função social da biblioteca, as
Comissões de Reformulação Curricular dos cursos de Bacharelado em
Biblioteconomia e a Comissão de Criação do Curso de Licenciatura em
Biblioteconomia

da

UNIRIO

propuseram

a

criação

da

disciplina

Biblioteconomia Especial e a inclusão das disciplinas Educação Especial e
Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.
A disciplina Educação Especial introduz os alunos ao universo da
pessoa com deficiência trazendo os conceitos básicos sobre deficiência, o
contexto histórico, aborda as fases da segregação até a inclusão permitindo
aos alunos conhecerem melhor as dificuldades e os avanços que ocorreram e
ocorrem no processo de inclusão social das pessoas com deficiência.
É oferecida na modalidade optativa aos alunos do bacharelado e
licenciatura com carga horária de 60h ou quatro créditos.
Atendendo a previsão legal para que o ensino da Língua Brasileira de
Sinais - LIBRAS seja incluído nos currículos dos cursos de ensino superior,
conforme dispõe o Art. 3º, §2° do Decreto nº 5.626 de 22 de dezembro de
2005, a disciplina LIBRAS está disponível aos alunos do bacharelado na
modalidade optativa, e obrigatória para os estudantes de licenciatura, com
carga horária de 60h equivalente a quatro créditos.
A proposta da disciplina compreende o estudo da Língua Brasileira de
Sinais e suas singularidades linguísticas. Vivência da LIBRAS a partir do
contato direto com um(a) professor(a) surdo(a). Implicações do Decreto n°
5.626 para a prática escolar e formação do(a) professor(a).1
Ainda com o intuito de capacitar os graduandos para o atendimento aos
usuários com deficiência, a partir do 2º semestre de 2014 foi incluída mais uma
disciplina optativa – Biblioteconomia Especial - com o intuito de capacitar os
alunos (bacharelado e licenciatura) nas questões pertinentes à acessibilidade
1

Disponível em: &lt; http://www2.unirio.br/unirio/cchs/eb/copy_of__Ementrio.pdf_&gt;. Acesso em: 22 fev.
2015.

�em bibliotecas no que diz respeito ao planejamento, a organização e
administração das mesmas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dentro dessa perspectiva de capacitação profissional adequada à
realidade social o curso de Biblioteconomia da UNIRIO adaptou seus currículos
à temática da inclusão social de pessoas com deficiência e está promovendo a
capacitação dos futuros bibliotecários para que estes possam cumprir sua
função social garantindo igualdade de oportunidades no acesso à informação a
todos.

Palavras-chave:
Biblioteconomia.

Inclusão

social.

Formação

profissional.

Currículos.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Decreto n° 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Brasília, DF, 2005.
Disponível em: &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20042006/2005/decreto/d5626.htm&gt; Acesso em: 27 fev. 2015.

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Escola de Biblioteconomia.
Projeto político pedagógico do curso de bacharelado em Biblioteconomia.
2010. Disponível em: &lt; http://www2.unirio.br/unirio/cchs/eb/projeto-politicopedagogico-bacharelado&gt;. Acesso em 20 fev. 2015.

______________. Projeto político pedagógico do curso de licenciatura em
Biblioteconomia. 2009. Disponível em: &lt;
http://www2.unirio.br/unirio/cchs/eb/ProjetoPedagogicodoCursodeLicenciaturae
mBiblioteconomia.pdf&gt;. Acesso em: 20 fev. 2015.

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                    <text>PLANEJAMENTO, IMPLEMENTAÇÃO E GESTÃO DE UM
PERIÓDICO ELETRÔNICO ESPECIALIZADO EM LIBRAS:
CASO DA REVISTA SINALIZAR
Inês Conceição da Silva. Universidade Federal de Goiás. ​
ines.biblio@gmail.com
Thiago Pitaluga. Universidade Federal de Goiás. ​
thiagopitaluga@gmail.com

Introdução

Para muitos campos do saber, os periódicos científicos são considerados o
principal canal de comunicação entre os pesquisadores. Mesmo com o advento das
novas tecnologias da comunicação e informação, as revistas científicas eletrônicas
continuam associadas à maneira formal de divulgação do conhecimento científico.
Mantiveram­se as tradições normativas para avaliação e publicação dos conteúdos.
Neste contexto, o profissional da informação pode tornar­se um sujeito
atuante no processo de divulgação das informações científicas, colaborando para
ampliação da visibilidade, acessibilidade e padrão de qualidade das publicações.
Competências exigidas na gestão editorial como normalização, adequação à
critérios de qualidade, recuperação de informações, administração de unidades de
informação, preservação digital, são desenvolvidas na formação deste profissional,
capacitando­o para atender tais demandas.
Este relato de experiência apresenta de forma condensada as atividades
​
desenvolvidas na implantação da Revista ​
SINALIZAR, ​
uma produção do Curso de
Graduação Letras/Libras da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás
(UFG) em parceria com a Biblioteca Setorial de Letras e Linguística (BSLL) da UFG.
O intuito é promover as contribuições do profissional da informação para o segmento
da editoração científica.

�Relato da experiência

O trabalho foi realizado entre agosto e novembro de 2014 durante o estágio
supervisionado na BSLL/UFG, e teve como objetivos: conhecer as etapas de criação
e implementação de uma revista eletrônica; Conhecer o Sistema de Editoração
Eletrônico de revistas ­ OJS/SEER; Entender as necessidades da revista e criá­la no
sistema OJS/SEER; Oferecer suporte na fixação das normas e diretrizes, reforçando
junto ao conselho editorial a importância de atender aos critérios de qualidade
exigidos por bases de dados reconhecidas pela comunidade científica.
O projeto da revista já havia sido elaborado pela Profa. Dra. Sueli Maria de
Oliveira Regino. No entanto, ​
havia pouca familiaridade sobre as etapas de
implementação no sistema Seer​
. Foram realizadas reuniões entre a equipe da BSLL
e a editora da revista para realizar um diagnóstico e traçar um plano de trabalho que
melhor se adequasse às necessidades da ​
SINALIZAR​
.
Foi efetuado um levantamento de aspectos relevantes que puderam ser
considerados pontos fortes e pontos fracos do novo periódico. Como pontos fracos
verificou­se que ele faz parte de um curso de graduação (Letras/Libras) novo, de
pouco envergadura, não possui infraestrutura apropriada, não possui sistema de
acesso adaptado à pessoas portadoras de deficiência, ainda não é contemplado por
editais de financiamento e não está indexado em bases de dados reconhecidas.
Como pontos fortes elencaram­se o fato dele ser uma revista inclusiva, única dentro
do segmento, e a possibilidade de ser inovador no que diz respeito à acessibilidade,
podendo firmar­se como referência na área de estudo.
A fim de conhecer as etapas de criação e implementação de uma revista
eletrônica, foi realizado o curso de capacitação no Seer oferecido pela Biblioteca
Central da UFG, com carga horária de 36 horas, no qual foram ministrados módulos
divididos pelas funções editoriais de: editor gerente, autor, avaliador e editor.
A BSLL pôde contribuir na definição da política editorial da revista de maneira
efetiva. A relação criada entre Biblioteca e Editor­Chefe tornou­se frutífera, havendo
respeito mútuo entre as diferentes competências de ambos. Para fixação das
normas e diretrizes que irão guiar os autores nas submissões de trabalhos
científicos, procurou­se basear nas informações encontradas em revistas de

�referência da área de Letras, além dos critérios de qualidade exigidos pela
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, o Qualis /CAPES,
e da Scientific Electronic Library Online ­ SciELO.
Aliado à definição da política editorial, a biblioteca atuou na incorporação dos
novos membros do periódico, elaborando conjuntamente com a Editora­Chefe a lista
de convidados que iriam compor o conselho editorial e quadro de avaliadores da
revista. Atentando­se para o fato de filiar um número considerável de editores de
instituições de outros estados.
Com a proposta de contribuir no direcionamento estratégico dos recursos
humanos e materiais para que a revista possa alcançar rápida visibilidade e
sustentabilidade, foi elaborado ainda um plano de atividades baseado no utilizado
pela equipe editorial de outra revista eletrônica já existente na Faculdade de Letras,
a Signótica. Nesse quadro operacional são evidenciadas todas as atividades
executadas no fluxo editorial da revista, bem como o pessoal responsável e prazo
para que elas sejam efetuadas. Haja visto que um dos importantes critérios de
qualidade para periódicos científico é a periodicidade regular.
Após a estruturação da página da revista, contando com a cooperação do
setor responsável pelo portal de periódicos da UFG, já com a política claramente
definida, foi aberta recentemente a chamada para recebimento de artigos.

Considerações Finais

A experiência na criação e implementação de uma revista eletrônica permitiu
ter clareza sobre como o profissional da informação pode contribuir de maneira
efetiva no processo de publicação e divulgação de conhecimento científico. A gestão
editorial possui demandas que um bibliotecário é capaz de executar com maestria,
auxiliando os editores científicos na jornada de produção dos conteúdos.
Percebeu­se ainda, a importância da profissionalização na gestão de periódicos
eletrônicos, pois embora exista facilidade em criá­lo, é necessário que exista
planejamento e acompanhamento do fluxo editorial, garantindo a qualidade e
continuidade da publicação.

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                <text>Para muitos campos do saber, os periódicos científicos são considerados o principal canal de comunicação entre os pesquisadores. Mesmo com o advento das novas tecnologias da comunicação e informação, as revistas científicas eletrônicas continuam associadas à maneira formal de divulgação do conhecimento científico. Mantiveram-se as tradições normativas para avaliação e publicação dos conteúdos.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de Julho de 2015

Eixo VIII:Organização e Representação da Informação: tecnologias e novas
ferramentas, produtos e serviços, políticas, cooperação.

PORTAL DA SAUDE BASEADA EM EVIDÊNCIAS : UMA EXPERIÊNCIA NAS
BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO

Ângela Maria Raimundo
Universidade Federal de Ouro Preto
angela@sisbin.ufop.br
Celina Brasil Luiz
Universidade Federal de Ouro Preto
celina@sisbin.ufop.br

�INTRODUÇÃO
O Portal Medicina Baseada em evidências é uma ferramenta de referência
clínica baseada em evidências que democratiza as condições de acesso dos
docentes e discentes em saúde, nas suas diversas áreas, a conteúdos
cientificamente fundamentados na perspectiva de melhor atende-los. O Portal
apresenta as melhores evidências científicas estão disponíveis em 13 bases de
dados, sendo elas: Access Emergency Medicine, Access Medicine, Accesses
Phisioterapy, Atheneu, Best Practice, BMJ Learning, BVS Atenção Primária,
DynaMed (EBSCO), Micromedex 2.0, ProQuest Hospital Collection (Family
Health, Health Management Information, Nursing &amp; Allied Health Source
information, Psychology Journals), Revealed Anatomy Phisiology, Rebrats.O
objetivo da plataforma é a utilização no ambiente de trabalho, algumas bases
do Portal, como BMJ Best Practice e o DynaMed, estão disponível para acesso
móvel através de smartphones e tablets. Nesse formato os conteúdos podem
ser acessados tanto online quanto offline.
Os estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto(UFOP), podem utilizar
o portal Saúde Baseada em Evidências nas áreas de biologia, farmácia,
medicina, educação física, nutrição e serviços social,com conteúdos
disponíveis em português, inglês e espanhol nas 14 áreas de saúde, a busca
no portal pode ser feira por bases individuais ou dentro de áreas específicas,
como diagnósticos, tratamentos, prevenção, interações medicamentosas,
fatores de risco, guias de cuidado, entre outros. Além disso, o Portal Saúde
Baseada em Evidências oferece treinamentos online disponibilizados pelas
próprias editoras . A Universidade Federal de Ouro Preto foi pioneira na
divulgação do Portal de Medicina em evidências. Destarte, quanto ao referido
portal, este artigo tem como objetivo descrever a implantação e avaliar a
experiência realizada junto à comunidade acadêmica da Universidade Federal
de Ouro Preto – UFOP.
RELATO DA EXPERIÊNCIA
O Portal foi uma iniciativa lançada no ano passado, através de convênio
assinado entre a Universidade Federal de Ouro Preto e o Ministério da Saúde,
foi colocado à disposição dos discentes e docentes, das áreas da saúde o
acesso ao Portal Saúde baseada em evidências. Houve um esforço conjunto
da Reitoria, Sistema de Bibliotecas e Informação ( SISBIN) e o Núcleo de
Tecnologia da Informação(NTI), permitindo assim, que a UFOP fosse uma das
primeiras Universidades Brasileiras a utilizar o portal que disponibiliza
periódicos e bases de dados para acesso rápido ao conhecimento científico.
Os cursos contemplados na UFOP são: Biologia, Educação Física, Farmácia,
Medicina, Nutrição e Serviço Social.
Para os estudantes terem acesso ao referido Portal, foi necessário
disponibilizar um formulário onde os alunos preenchiam seus dados, para
efetuar o cadastro , que era feito diretamente na biblioteca de cada curso, ou
enviavam os dados por e-mail e o cadastro era efetuado , então o estudante
recebia um e-mail de confirmação pela própria biblioteca.Atualmente, temos

�também a forma de auto-cadastro, após envio dos dados dos alunos pelo
núcleo de tecnologia e informação(NTI),, conforme pactuado no Acordo de
Cooperação Técnica. Após o envio dos dadoss, os alunos já podem se
cadastrar sem o auxílio dos bibliotecários, mas essa funcionalidade não irá
anular a possibilidade de cadastros pela biblioteca.
A divulgação foi efetuada no site da Universidade Federal de Ouro
Preto(UFOP), nas redes sociais e nas próprias bibliotecas , através de cartazes
e informativos, juntamente com o passo a passo ao acesso às ferramentas do
Portal.
.
Considerações Finais
Ao longo desse ano, realizamos a divulgação do Portal de Medicina em
evidências, no site da UFOP, no site do Sistema de Bibliotecas e Informação da
UFOP,nas redes sociais e nas bibliotecas da área da saúde, que são: Biologia,
Educação Física, Farmácia, Medicina, Nutrição e Serviço Social.Foram
efetuados os cadastros pessoalmente, via e-mail e também através do autocadastro ; daremos continuidade à divulgação e iniciaremos os treinamentos
referente ao portal de medicina em evidências, .
Afinal, o Portal de Saúde em Evidências é de suma importância, pois é uma
ferramenta de pesquisa na área da saúde, afinal disponibiliza conteúdos
científicos e publicações sistematicamente revisadas com protocolos clínicos
baseados em evidências, abrangendo diversos documentos entre outras
ferramentas para que os estudantes possam permanentemente qualificar-se e
atualizar-se.
Palavras-Chave: 1.Portal da Saúde. 2. Medicina em evidências. 3.Fontes de
informação. 4. Tecnologias da Informação.
Referências
BRASIL.MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portal de Saude Medicina em
Evidências..Disponível em: www.portalsaude.gov.br.&gt; Acesso em : 04
mar.2015.
FRANCA, Junia Lessa; VASCONCELLOS, Ana Cristina; BORGES, Stella
Maris. Manual para normalizacao de publicacoes tecnico-cientificas. 8. ed.
revista e ampliada Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2007. 255 p.
GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5.ed. São Paulo: Atlas,
2010.184p.

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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

UMA PROFISSIONAL PELOS CAMINHOS DA INCLUSÃO: O PAPEL DO
BIBLIOTECÁRIO

Autor: Luciana Ferreira Lau. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística;
Laboratório de Práticas Sociais Integradas/Universidade Veiga de Almeida
(LAPSI-UVA). lucianaflau@gmail.com

Introdução
A inclusão social de pessoas com deficiência surge, após seu movimento político
iniciado em torno de 1979, como forma de combater a exclusão. Depois de
conquistas no âmbito da legislação, pode-se observar ações de políticas públicas
na saúde, na educação, no trabalho, com relação às barreiras arquitetônicas
urbanísticas, nas edificações e nos transportes e barreiras nas comunicações, a
fim de propiciar que pessoas que viveram séculos de exclusão e de silêncio
possam ter voz e exercer sua cidadania. Hoje devido a estas conquistas, é
possível ver e conviver com mais pessoas com deficiência nos diversos espaços
sociais, incluindo bibliotecas, centros de documentação, de informação e etc.
A justificativa para abordar o tema relaciona-se ao fato de que a sociedade
vivencia o processo de inclusão, que apresenta seus desafios não somente as
pessoas com deficiência, mais principalmente para a sociedade, que necessita
incluí-las. E após anos de eliminação, segregação, institucionalização e integração
a sociedade é convidada a olhar, ouvir e agir de forma diferente das naturalizadas.
Neste contexto é preciso pensar no papel do bibliotecário que, como cidadão e
profissional da informação, está imerso neste processo. Para que as pessoas
exerçam sua cidadania é preciso que conheçam, as leis, orientações e
dispositivos públicos a fim de efetivamente se colocarem como cidadãos, e para
que a sociedade possa incluí-las, precisa de informações que viabilizem este
processo. Sendo assim, tanto a sociedade que busca incluir, quanto às pessoas
com deficiência que querem ser incluídas necessitam ter acesso a informação.
Neste ponto, o bibliotecário torna-se fundamental por ter a informação como objeto
de trabalho, podendo ser não somente cidadão que vivencia o processo mais um
agente de inclusão.

�Relato da experiência
A experiência ocorreu no Laboratório de Práticas Sociais Integradas (LAPSI) na
Universidade Veiga de Almeida (UVA). O LAPSI foi implantado em setembro de
2007, atua a partir do tripé: pesquisa, ensino e ação social. Visa produzir
conhecimento e desenvolver ações de apoio a problemas sociais contemporâneos
que fortaleça o capital humano e social, favorecendo pessoas, grupos,
comunidades, instituições e empresas. Para atingir seus objetivos promove uma
rede de projetos com a participação de professores doutores e alunos do
mestrado, doutorado e das graduações da UVA, e demais profissionais,
fomentando intercâmbios internos e externos. Incentiva trocas interinstitucionais
no Estado, no país e no exterior.
Fui convidada em 2012, a colaborar em um projeto voltado às pessoas com
deficiência, devido ao interesse em atuar nesta área. Hoje como pesquisadora do
Laboratório, colaboro na continuidade do Projeto Gênero e Deficiência retratados
no Cinema: biografias em debate, fomentado pela FAPERJ através do Programa
Apoio à Produção e Divulgação das Artes no Estado do Rio de Janeiro, e estou
incluída em um grupo de estudo do CNPq da UVA.
A experiência decorreu das atividades desenvolvidas no LAPSI que articulam
teoria e prática. Entre elas destaco o Grupo de estudo em uma escola municipal
na Baixada Fluminense, sobre autismo e inclusão; o Projeto de Iniciação Científica
Revisão Bibliográfica Sobre as Formas de Promoção e Atenção à Pessoa com
Deficiência no Eixo Rio-São Paulo na UVA e o Projeto Gênero e Deficiência
retratados no Cinema: biografias em debate, já citado.
Durante o desenvolvimento dessas e outras atividades percebi que apesar de não
estar na função de bibliotecária estava o tempo todo lidando com informação em
prol da inclusão, como por exemplo: Ao indicar a mãe de uma adolescente com
deficiência mental, dados sobre os locais nos quais poderia buscar atendimento
especializado para a filha. Ao orientar a atendente do Serviço de Psicologia
Aplicada (SPA) da UVA, especificidades quanto ao atendimento de uma pessoa
surda, neste caso após alguns dias a pessoa surda comentou que estava sendo
mais bem tratada no SPA pela atendente; por conhecer a atendente, percebi que
as interferências na comunicação poderiam ser geradas pela falta de informação
sobre como se comunicar com uma pessoa surda. Ao participar em um grupo de
estudo na orientação e demonstração de formas de inclusão da criança autista
para professores em uma escola, e perceber que de posse desta informação eles
sentiram-se melhores preparados para desenvolver suas atividades junto às
crianças. Ao colaborar na exibição do filme Um Dia Especial, e ouvir que de um

�médico que ficaria mais atento a sua prática, devido às informações que obteve
através do filme, sobre os desafios das mães de crianças com deficiência.
Estas experiências práticas e os estudos teóricos realizados de forma mais
intensa durante o desenvolvimento do relatório do projeto de iniciação científica e
o trabalho de conclusão do curso de psicologia, fizeram-me confrontar a todo
tempo com meu papel de bibliotecária, como mediadora entre a informação e o
usuário, diminuindo as barreiras na comunicação. Mesmo desempenhando meu
trabalho como bibliotecária no IBGE, estava terminando outra graduação, por isso
me sentia algumas vezes afastada da biblioteconomia. Contudo percebi que,
quanto mais atividades e estudos realizava, mais estava, não só próxima como
exercendo meu papel de bibliotecária, tendo como objeto de trabalho a informação
e levando esta a quem dela necessita. E também estava sendo agente de
inclusão, pois através da informação, pessoas com deficiência poderiam exercer
sua cidadania e professores, atendentes, e demais profissionais poderiam de
posse da informação promover o processo de inclusão. Processo que não
acontece somente quando uma política pública é cumprida, mas acontece a cada
momento que uma pessoa com deficiência consegue exercer seus direitos na
saúde, na escola, no lazer, no direito de ir e vir, no trabalho, no acesso à
informação. É preciso lembrar que não somos mediadores de informação somente
nos espaços restritos de trabalho, como agente de inclusão, nossas ações como
mediadores deve ultrapassar as paredes das salas onde atuamos. No IBGE
trabalho no Setor de Processos Técnicos, mas em conversa com o responsável
pela gestão da página da Instituição na Internet, pude colocar e reforçar a
importância de incluir legenda para que pessoas surdas pudessem ter acesso à
informação, em um novo canal de vídeos da Instituição, o profissional não só
entendeu a relevância do que foi colocado, como foi possível pontuar outras
necessidades para dar acessibilidade das informações às pessoas com
deficiência.
Em todas as atividades desenvolvidas objetivando a inclusão, observei a
importância de dar voz ou mediar a voz das pessoas com deficiência. Para mediálas, precisamos ouvi-las, enxergá-las e agir com cada uma delas como cidadãos.
Este relato de experiência objetiva levantar uma reflexão sobre nosso papel como
bibliotecário no processo de inclusão. Neste processo de inclusão estamos
mediando ou impedindo à comunicação ou o acesso a informação. Estamos
sendo muro ou ponte?
Palavras-chave: Pessoa com deficiência. Política pública. Inclusão social. Papel
do bibliotecário. Cidadania.

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                    <text>ATUAÇÃO BIBLIOTECÁRIA NA ÁREA DA SAÚDE: A IMPORTÂNCIA DO
BIBLIOTECÁRIO NOS CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO HOSPITALAR – UM
RELATO DE EXPERIÊNCIA
1 INTRODUÇÃO
No mundo moderno, o bibliotecário está acostumado a limitar seus ambientes
de trabalho a bibliotecas, mas a literatura da área deixa claro que o profissional da
informação está apto a atuar em outros espaços de informação, como por exemplo,
nos mais diversos centros de documentação. De acordo com a Classificação
Brasileira de Ocupações (CBO), o bibliotecário é considerado, por excelência, como
profissional da informação, podendo ele
[...] trabalhar em bibliotecas e centros de documentação e informação na
administração pública e privada, nas mais variadas atividades do governo,
do comércio, da indústria e dos serviços, com predominância nas áreas de
educação e pesquisa. Pode ser um trabalhador assalariado, com carteira
assinada ou como autônomo, trabalhar de forma individual ou em equipe e
executar suas funções tanto de forma presencial como a distância
(MTE/CBO, 2002, não paginado, grifo nosso).

Fica claro que o bibliotecário possui competências para atuar em várias áreas,
pois a Biblioteconomia é interdisciplinar, estando em sintonia com diversos campos
do conhecimento, logo, o bibliotecário não se deve ater a bibliotecas como seu único
meio de atuação. Ao adquirir novas experiências, o bibliotecário inova na realização
de suas atividades, ampliando, assim, sua atuação em ambientes que extrapolam os
limites físicos da biblioteca (SANTA ANNA; GREGÓRIO; GERLIN, 2014).
Os centros de documentação são considerados verdadeiras bibliotecas
especializadas, podendo abranger as áreas de ciência e tecnologia, como outros
segmentos empresariais (LEMOS, 2008). Dentre os vários centros de
documentação, assim categorizados pelas empresas mantenedoras, existentes no
Brasil, destacam-se os centros de documentação hospitalares.
Esses centros caracterizam-se, de modo geral, como espaços reservados para
armazenar, tratar, recuperar e disseminar as informações produzidas nos serviços
médicos (prontuários), de modo a facilitar o trabalho dos profissionais da saúde que
ali atuam. Por possuir semelhanças com outros centros de documentação inseridos
em empresas, entendemos que o bibliotecário poderá atuar no gerenciamento da
informação existente no meio hospitalar.
A atuação do bibliotecário em centros de documentação, sobretudo os
empresarias, é uma temática que ganhou força nos últimos anos. No que se refere à
atuação do bibliotecário no contexto hospitalar, algumas pesquisas também
sinalizam a presença desse profissional no campo da saúde (BERAQUET; CIOL,
2010).
Assim, este relato de experiência objetiva divulgar as principais atividades e
serviços bibliotecários realizados e requeridos em um centro de documentação,
vinculado a um hospital particular.
Serão descritos no relato, os principais serviços biblioteconômicos realizados
com os documentos gerados na instituição hospitalar, o fluxo da informação
documental, as técnicas de tratamento, armazenamento e disseminação da
informação. De acordo com a realidade vivenciada, reflete-se acerca da necessidade
e importância de se contratar bibliotecário, haja vista garantir resultados satisfatórios
e excelência nos serviços prestados pelo setor. Ao final, apresentam-se os pontos

�positivos e negativos oriundos com a experiência, recomendando ações que possam
acarretar melhoria em toda a ambiência do centro de documentação.
2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
Esta experiência teve duração de seis meses, com início em setembro de 2014
e com término em março de 2015. Os serviços foram estabelecidos através de
contrato pré-estipulado, com aviso antecipado que não haveria renovação de
contrato.
O centro de documentação, no qual foi realizado esta experiência, está
vinculado a um hospital privado de grande porte, situado em município pertencente à
região metropolitana. O hospital reúne em sua infraestrutura 74 leitos de
apartamento de enfermaria; 95 leitos de apartamento individual; 06 leitos de UTI
infantil; 18 leitos de neonatal; 32 leitos de UTI Geral de adulto; 09 leitos de UTI
coronariana; 02 leitos de isolamento; 05 leitos de Centro de Tratamento de
Queimados (CTQ); Consultórios médicos; Laboratório de análises clínicas e
Laboratório de análises patológicas. A unidade hospitalar possui capacidade para
atender mensalmente 18 mil pacientes. O corpo funcional do hospital é composto
por 1000 colaboradores, estando dividido em diferentes setores que se encarregam
de atividades adversas, como: recursos humanos, almoxarifado, tesouraria,
enfermarias, consultórios, copa, manutenção e um centro de documentação.
O centro de documentação, também denominado pela instituição de serviço de
arquivo médico e estatístico (SAME), está situado no subsolo da instituição
hospitalar, sendo dividido em três repartições: a sala de recebimento dos prontuários
médicos, denominada como SAME temporário, o arquivo local do hospital intitulado
SAME externo e um arquivo externo que se encontra em um espaço alugado fora
dos limites do hospital, pois o interno não comporta a demanda da instituição.
Trabalham nesse centro cinco colaboradores, sendo: um coordenador, três
administradores e um gestor de sistemas e estatística. O referido setor possui em
seu corpo de funcionários um profissional graduado em Biblioteconomia, no entanto
está contratado como coordenador de setor.
No que se refere aos serviços realizados no referido centro de documentação,
destaca-se que no primeiro setor é realizado o tratamento da informação, ou seja, o
prontuário é recebido, organizado, analisado e despachado para o arquivo local; o
segundo setor tem a finalidade de guarda e preservação do prontuário; já o terceiro
exerce a mesma função do segundo.
O primeiro procedimento do tratamento da informação é o recebimento; os
prontuários são enviados ao SAME pelo setor de faturamento; eles chegam em
lotes, divididos por convênio e setor de internação. No ato de recebimento é
realizada a conferência dos documentos, e então, esses são lançados em armários
identificados como recebimento um, dois e três. Esse lançamento é feito de forma
eletrônica em um software integrado do hospital.
O segundo procedimento a ser realizado é a organização e análise dos
prontuários médicos, sendo eles organizados de forma hierárquica, e assim que
organizados eles passam por um ato de checagem, em que um profissional analisa
as assinaturas dos atendentes do paciente. Esses atendentes englobam médicos,
enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas dentre outros. Se for constatada
pendência de assinatura nos prontuários, eles são retirados dos armários de
recebimento e lançados nos armários de análise.

�Em seguida, os profissionais que deixaram pendências nos prontuários são
informados via e-mail, sendo ele enviado ao profissional e com cópia para o seu
coordenador e para o diretor do SAME. Assim que informada a pendência o
profissional que a fez vai ao SAME a fim de corrigi-las; quando corrigidas as
pendências os prontuários são liberados para serem arquivados.
O terceiro procedimento consiste em colocar os prontuários em pastas e lançálos nos armários rolantes no SAME externo. Se por algum motivo esse se encontrar
lotado, os prontuários são lançados em caixas e enviados ao espaço alugado fora
dos limites do hospital.
No SAME também é realizado o serviço de atendimento ao usuário, onde o
paciente e o setor jurídico do hospital podem ter acesso à cópia de prontuários, e os
médicos têm o direito de visualizar os prontuários, mas não podem em nenhuma
hipótese fazer qualquer alteração no documento.
Todos esses processos se dão pela necessidade de se criar um método de
rastreamento dos prontuários, onde é necessário criar um registro de mapeamento,
para que os documentos possam ser recuperados, caso ele seja solicitado para
cópia ou visualização.
A partir da vivência no SAME, analisando os procedimentos adotados para
organização, controle e recuperação dos prontuários gerados a partir da atividade
médica, é possível elencar alguns pontos positivos como negativos.
Em linhas gerais, destacam-se como pontos fortes os recursos tecnológicos, o
feedback através de indicadores, a criação de procedimento operacional padrão
(POPs) para a realização das atividades do setor, e, por fim, um espaço físico
adequado para desempenho das atividades.
No que se refere aos pontos fracos destaque especial pode ser conferido à
perda de informações pertinentes, por falta de conhecimento sobre a importância da
informação, pouco engajamento no exercício das atividades, degradação física do
ambiente de trabalho, falta de inovações e projetos que acarretam na escassez de
recursos financeiros para o setor. Além desses pontos negativos, soma-se a
causa/origem desses problemas que é a falta de contratação de um bibliotecário que
possa agir com suas competências e habilidades no gerenciamento da informação
produzida e na gestão de todo o espaço informacional.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÕES
A partir da experiência relatada, pode-se concluir que é notável a necessidade
de um profissional da informação para atuar nos centros de documentação
hospitalares, pois os serviços prestados no SAME são os mesmos serviços que o
bibliotecário recebe capacitação para realizar durante toda sua formação acadêmica,
desde a organização da informação até o atendimento ao usuário. Torna-se claro o
fato do hospital não possuir um profissional da informação legalizado e registrado,
pois o mesmo se torna omisso às vezes e menospreza suas próprias habilidades e
competências.
Conforme a literatura menciona, o profissional da informação está habilitado a
atuar em ambientes de informação hospitalar, pois ele possui uma visão diferenciada
quando se trata do tratamento da informação, e no mais, para criar políticas e
projetos de inovação para esses setores, que, por falta da contratação,
reconhecimento e valorização desse profissional, esses setores acabam sendo
postos em últimos planos pelos investidores das instituições, pois se não há

�bibliotecário, não há projetos, logo não haverá disponibilização de verba para esses
setores.
Palavras-chave: Centro de Documentação. Centro de Documentação Hospitalar.
Atuação bibliotecária.
REFERÊNCIAS
BERAQUET, Vera Silvia; CIOL, Renata. Atuação do bibliotecário em ambientes não
tradicionais: o campo da saúde. Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência
da Informação, Brasília, v. 3, n. 1, p. 127-137, jan./dez. 2010. Disponível em:&lt;
http://inseer.ibict.br/ancib/index.php/tpbci/article/view/31/76&gt;. Acesso em: 10 mar.
2015.
LEMOS, Agernor Briquet de. Bibliotecas. In: CAMPELLO, Bernadete; CALDEIRA,
Paulo da Terra. Introdução às fontes de informação. Belo Horizonte: Autêntica,
2008.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. CBO, 2002. Disponível em:&lt;
http://www.mtecbo.gov.br/buscaResultado.asp?tituloavancado=bibliotec%E1rio&amp;S
ubmit=+Procurar+&amp;familias=1&amp;ocupacoes=1&amp;sinonimos=1&gt; Acesso em: 25 marc.
2015.
SANTA ANNA, Jorge; GREGÓRIO, Elaine; GERLIN, Meri Nadia. Atuação
bibliotecária além da biblioteca: o espaço de leitura do Hospital Universitário
Cassiano Antônio de Moraes (HUCAM). Revista ACB, Florianópolis, v.19, n.1, p. 7788, jan./jun., 2014.

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XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica

A INTERDISCIPLINARIDADE DA BIBLIOTECONOMIA A PARTIR DA SUA
HISTORICIDADE CURRICULAR
Autor: Marielle Barros de
moraes.marielle@gmail.com

Moraes.

Universidade

de

São

Paulo.

Introdução: A Biblioteconomia é uma área de conhecimento e atuação
profissional que vem se transformando a partir das transformações tecnológicas.
Assim sendo, esta área de conhecimento passa por crises identitárias, fazendo
com que esta busque constantemente estabelecer e restabelecer relações com
outros campos de conhecimento. Assim sendo, o que discutimos no contexto
deste artigo é: como vem se expressando, na historicidade das matrizes
curriculares, a interdisciplinaridade na Biblioteconomia? A fim de chegarmos a um
primeiro entendimento desta questão, delineamos nosso objetivo - no estudo aqui
apresentado - de perceber a interdisciplinaridade da Biblioteconomia brasileira por
meio da historicidade de suas matrizes curriculares, até a implantação do currículo
mínimo. No contexto do ensino, podemos analisar a interdisciplinaridade a partir
dos currículos das áreas de conhecimentos. Para tanto, apresentamos um
panorama das disciplinas que constituem os currículos de formação dos
bibliotecários brasileiros, a partir da historicidade curricular da Biblioteconomia,
buscando evidências de interdisciplinaridade nos títulos das disciplinas.
Método da pesquisa: Procedemos a uma pesquisa exploratória acerca do
conceito de disciplinaridade e seus vários prefixos, tais como inter, multi, pluri e
trans e, depois, apresentaremos um percurso teórico sobre a interdisciplinaridade
da Biblioteconomia. Após este primeiro momento, realizamos um estudo sobre a
interdisciplinaridade da Biblioteconomia brasileira por meio da análise de conteúdo
das matrizes curriculares dos cursos de Biblioteconomia. Para alcançarmos nosso
objetivo de pesquisa, realizamos uma Pesquisa Exploratória acerca dos conceitos
de inter, multi, pluri e transdisciplinaridade. Em seguida, discutiremos a
interdisciplinaridade da Biblioteconomia. Por fim, por meio da Análise de Conteúdo
das matrizes curriculares analisamos como está expressada as relações
disciplinares na Biblioteconomia.

�Resultados e Discussão: A partir do que este trabalho buscou suscitar,
percebemos que, na historicidade das matrizes curriculares dos cursos de
Biblioteconomia do Brasil, a interdisciplinaridade não é algo recente. Podemos
percebê-la desde o currículo do primeiro curso. No entanto, com o passar do
tempo, essa interdisciplinaridade foi se perdendo.
Considerações Finais ou Conclusões: Por meio da historicidade curricular até
os anos de 1980, podemos perceber que essa interdisciplinaridade vem
aumentando, como uma necessidade do desenvolvimento técnico-científico em
que as ciências não podem mais atuar de maneira disciplinar somente, mas sim,
cada vez mais interdisciplinar. E, no caso da Biblioteconomia, uma área
interdisciplinar por excelência, o seu currículo deve estar construído em bases
interdisciplinares para melhor atuação dos bibliotecários.
Palavras-chave: Interdisciplinaridade na Biblioteconomia; Formação de
Bibliotecários; Currículo de Biblioteconomia.

Referências:
ALMEIDA FILHO, Naomar de. Transdisciplinaridade e saúde coletiva. Ciência e
Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 11, n. 1-2, 1997. Disponível em: &lt;www.hc.ufmg
.br/gids/anexos/transdisciplinaridade%20e%20sa%FAde%20coletiva.pdf&gt;. Acesso
em: 20 maio 2011.
ARAÚJO, Carlos Alberto Ávila. Arquivologia, Biblioteconomia, Museologia e
Ciência da informação: o diálogo possível. Brasília: Briquet de Lemos/Livros; São
Paulo: Associação Brasileira de Profissionais da Informação, 2014. (Prefácio de
Oswaldo Francisco de Almeida Júnior).
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Documentação&#13;
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                <text>A Biblioteconomia é uma área de conhecimento e atuação profissional que vem se transformando a partir das transformações tecnológicas. Assim sendo, esta área de conhecimento passa por crises identitárias, fazendo com que esta busque constantemente estabelecer e restabelecer relações com outros campos de conhecimento. Assim sendo, o que discutimos no contexto deste artigo é: como vem se expressando, na historicidade das matrizes curriculares, a interdisciplinaridade na Biblioteconomia? A fim de chegarmos a um primeiro entendimento desta questão, delineamos nosso objetivo - no estudo aqui apresentado - de perceber a interdisciplinaridade da Biblioteconomia brasileira por meio da historicidade de suas matrizes curriculares, até a implantação do currículo mínimo. No contexto do ensino, podemos analisar a interdisciplinaridade a partir dos currículos das áreas de conhecimentos. Para tanto, apresentamos um panorama das disciplinas que constituem os currículos de formação dos bibliotecários brasileiros, a partir da historicidade curricular da Biblioteconomia, buscando evidências de interdisciplinaridade nos títulos das disciplinas.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

PROPOSTA DE ESTRATÉGIA DE AÇÃO PARA A BIBLIOTECA FRANKLIN
CASCAES

Emanoel Quartiero da Silva – Universidade Federal de Santa Catarina
E-mail: emanoel.quartiero@grad.ufsc.br
Cirlei Oraci Dias de Campos – Universidade Federal de Santa Catarina
E-mail: cirleidcampos@gmail.com
Resumo:
Este trabalho relata o planejamento estratégico realizado para a Biblioteca Franklin Cascaes,
pertencente à Escola Básica Municipal Professora Herondina Medeiros Zeferino,
situada na cidade de Florianópolis. Sua elaboração partiu do princípio de tornar essa unidade
de informação em um referencial em biblioteca escolar do município até o ano de 2016. As
ações foram desenvolvidas com base na análise organizacional, auxiliada pelas ferramentas de
gestão Análise ou Matriz SWOT e Mapa estratégico Balanced Scorecard (BSC). A
programação e detalhamento das atividades foram descritas conforme o plano de ação 5W2H,
excepcionalmente adaptado para 4W2H.
Palavras-chave: Biblioteca escolar; Melhorias em biblioteca; Planejamento estratégico.
1 INTRODUÇÃO
As unidades informacionais encontram-se em constante crescimento. Possuindo como
objeto de trabalho a informação, essas entidades concebem sua expansão mediante ações que
envolvem a guarda, preservação, aquisição e manutenção de artigos informacionais
independente do meio ao qual estejam inseridos. De maneira geral, apresentam o objetivo
comum de disponibilizar tais recursos, além da prestação de outros serviços, a um
determinado grupo de usuários ou comunidade. É possível assinalar que, dentre os tipos de
unidades de informação (UIs) existentes, bibliotecas podem apresentar alcances maiores de
usuários, devido a sua possibilidade de inserção em diversos meios, e que apresentam
suscetibilidade de diferenciação em relação às demais UIs.
As bibliotecas são normalmente instituições sem fins de lucro, que possuem caráter
público ou privado e podem dividir-se em unidades ditas públicas, escolares, comunitárias,
especializadas em determinados itens ou campos do saber, ou de demais empresas ou
entidades. Ainda que apresentem características distintas, todas elas possuem como função

�2

substancial o atendimento as necessidades informacionais de seus usuários ou clientes por
meio da prestação de serviços. Dessa forma, bibliotecas necessitam ocupar-se constantemente
com a verificação da eficiência e alcance de seus serviços e com a satisfação de sua clientela,
visando detectar e solucionar problemas ou desenvolver inovações. Para tanto, a realização de
um planejamento estratégico pode tornar-se imprescindível.
A formulação de estratégias surge como resposta a situações vivenciadas pelas
organizações, ou pode decorrer simplesmente de anseios de gestores. Porter (1996, p. 10)
define estratégia como “a criação de uma posição ímpar e valiosa, envolvendo um conjunto
diverso de atividades”. Tal agrupamento comporta as ações necessárias para atingir
finalidades idealizadas por uma entidade, podendo emergir da reconsideração de planos
anteriores ou de outros plenamente novos. As metas desenvolvidas com a realização de um
planejamento estratégico buscam essencialmente o aperfeiçoamento de uma organização,
produzindo, normalmente, atividades diferentes dos concorrentes (MINTZBERG, 1998;
PORTER, 1996).
Os resultados obtidos com a aplicação de um planejamento estratégico podem gerar
grandes benefícios para uma entidade. Por meio desse, torna-se possível estimular o
aprendizado organizacional, o desenvolvimento de novas competências, aumentar a eficácia
operacional, gerar vantagem competitiva, além de encantar e atrair novos clientes para o
mercado (MINTZBERG, 1998; PORTER, 1996). Assim como grandes empresas, as
bibliotecas, ainda que normalmente não possuam intuito financeiro, passam a usufruir dos
benefícios descritos com a aplicação de planos estratégicos, pois apresentam diferentes
necessidades e clientelas.
Neste trabalho, realiza-se um relato da experiência de elaboração do planejamento
estratégico proposto para uma unidade informacional de cunho escolar, a Biblioteca Franklin
Cascaes, situada na Escola Básica Municipal Professora Herondina Medeiros Zeferino, na
cidade de Florianópolis.
Localizada no bairro Ingleses, a escola é considerada a maior entre os colégios
municipais e atualmente atende à aproximadamente 1300 alunos do ensino fundamental, com
perspectivas de aumento, 60 professores e cerca de 30 servidores.
A biblioteca atende aos membros e alunos da escola, além da comunidade do bairro, e
possui horário de funcionamento entre 8h às 17h. Seu acervo é composto por
aproximadamente 12 mil livros, cerca de 500 mídias (CD’s e DVD’s), em torno de 400
periódicos e 60 mapas. O espaço físico está estruturado da seguinte maneira: balcão de
atendimento juntamente com a sala de estudos, sala do acervo principal e sala de literatura

�3

infantil. Conta com duas bibliotecárias, as quais intercalam seus serviços entre os períodos
matutino e vespertino.
Com o planejamento aqui descrito, espera-se que, se implantado, possa satisfazer a
clientela da unidade de informação com a diversificação e o diferencial nos serviços
oferecidos, otimizar o trabalho das bibliotecárias para que a informação seja disponibilizada
em menor tempo, além de melhor adequar o espaço físico da biblioteca, aumentar o acervo,
divulgar a unidade de informação e proporcionar a inclusão social e informacional. A
pergunta que subsidiou a elaboração da proposta foi a seguinte: como ser um referencial de
biblioteca escolar do município de Florianópolis até o ano de 2016?
2 PROCEDIMENTOS
A Biblioteca Franklin Cascaes não explicita sua missão, seus valores e sua visão em
seu espaço ou em páginas da Web. Portanto, o primeiro passo deu-se com a criação, com base
em conhecimentos sobre a unidade, de tais preceitos.
A etapa inicial do planejamento ocorreu por meio da análise situacional da unidade, na
qual se buscou conhecer a entidade sobre as perspectivas dos ambientes interno e externo.
Para tanto foi empregado o instrumento análise SWOT ou FOFA (conforme a língua
portuguesa) a fim de conhecer as Forças (Strengths), Oportunidades (Opportunities),
Fraquezas (Weaknesses) e Ameaças (Threats) da biblioteca.
Para a formulação de ações utilizou-se o instrumento Balanced Scorecard (BSC), o
qual deve, conforme Kaplan e Norton (1997, p. 9), “traduzir a missão e a estratégia de uma
unidade de negócios em objetivos e medidas tangíveis”.
Adotou-se ainda o plano de ação 4W2H (adaptação do 5W2H) para estabelecer o que
fazer, como atuar, contabilizar os custos, quem fará, onde fará e quando serão realizadas as
tarefas, e, criou-se um formulário para posterior avaliação da execução das tarefas propostas.
As ações programadas e descritas foram previstas para os anos de 2014, 2015 e 2016.
3 ESTRATÉGIA DE AÇÃO PARA A BIBLIOTECA FRANKLIN CASCAES
O procedimento inicial, de formulação dos princípios de missão, visão e valores, levou
em consideração os tópicos “o que queremos ser”, “onde queremos chegar” e pretensões para
a unidade de informação, respectivamente. Considerando tais fundamentos, foram
estabelecidos os seguintes ideais:
Missão – Ser uma referência em termos de Biblioteca Escolar da rede municipal de
ensino de Florianópolis até o ano de 2016.

�4

Visão – Atingir o nível de excelência em satisfação de usuários do meio escolar e da
comunidade em geral, proporcionando serviços com qualidade e eficiência.
Valores: Formação Leitora, Responsabilidade Social, Acessibilidade, Respeito à
Diversidade e Disseminação da Informação.
Em seguida, foi realizada uma análise situacional do ambiente (guiada pela análise
SWOT), em que foram identificadas as forças (vantagens competitivas internas) e fraquezas
(vulnerabilidades) da biblioteca, bem como as oportunidades (forças externas favoráveis) e
ameaças (obstáculos externos) a ela. Como Forças Internas identificou-se: a atuação de
profissionais da área - duas bibliotecárias para atendimento em tempo integral (uma para o
período matutino e outra para o vespertino); direção escolar flexível - que possibilita fazer
sugestões, solicitações e que estimula a exposição de ideias; acessibilidade - a estrutura do
prédio torna o acesso facilitado à biblioteca por meio de uma rampa para pessoas com
deficiência.
Como Fraquezas da instituição encontram-se: falta de computador e impressora - o
que inviabiliza parte do processamento técnico; falta de internet - que impossibilita a pesquisa
on-line e torna o atendimento demorado e não tão eficaz; acesso indireto à sala de leitura
infantil - esta encontra-se fora do espaço da biblioteca, localizando-se numa sala ao lado;
quadro deficitário de funcionários - que prejudica o bom atendimento à atual demanda de
usuários e a execução das atividades biblioteconômicas.
Foram levantadas como Oportunidades as doações que a instituição recebe da
comunidade e do FNDE/MEC, sendo que as da comunidade correspondem a uma média de 3
doações por ano acima de 15 títulos; já as do FNDE/MEC correspondem a uma média de 2
doações anuais acima de 30 títulos.
As Ameaças à unidade estão relacionadas aos órgãos governamentais por se tratar de
uma instituição pública, correspondendo ao Departamento de Bibliotecas Escolares e
Comunitárias - em que há morosidade na entrega de material para processamento técnico; e a
burocracia dos órgãos públicos que protela a implementação de serviços e outras
providências. O Quadro 1, a seguir, exibe os pontos detectados como ameaças, forças,
fraquezas e oportunidades.

�5

Quadro 1: Matriz de SWOT representando forças e fraquezas, ameaças e oportunidades.

Fonte: http://www.totalqualidade.com.br/2014/12/planejamento-estrategico-pessoal-2015.html.

Após a identificação do ambiente foram formuladas ações ou objetivos, as quais foram
reunidas e descritas sob as perspectivas da metodologia do Balanced Scorecard (BSC), sendo
elas: do aprendizado e crescimento, dos processos internos, financeira e do cliente. Na figura
1 apresenta-se o Mapa Estratégico contendo as ações propostas e suas ligações entre as
perspectivas.
Figura 1: Mapa Estratégico BSC representando as ligações entre as perspectivas e as ações.

Fonte: Elaborado pelos autores.

�6

Com base no Painel BSC, foram determinados indicador, meta e iniciativa para cada
ação e/ou objetivo, dentro das perspectivas citadas anteriormente, tornando possível delimitar
proposições, como fazer para alcançá-las, como verificar o que se atingiu e em quanto tempo
será distribuído o que for planejado. Ao delinear tais aspectos, pode-se partir para o
desenvolvimento do Plano de Ação 4W2H (adaptado do original 5W2H). Nas ações propostas
em cada perspectiva, foi abordado o que será feito, quando será feito, onde será feito, quem
fará, como será feito e quanto custará. E assim, foram desenvolvidas todas as etapas para a
implementação das ações e o formulário de avaliação correspondente a elas. O presente
projeto tem prazo de duração até 2016, então foram consideradas fases de desenvolvimento
diferentes de acordo com cada ação ou objetivo.
O Plano de Ação proposto dentro da perspectiva do aprendizado e crescimento tem
como objetivo Submeter à direção ideias para melhoria e implementação de novas atividades.
Iniciativa/O que será feito? – Fazer reuniões mensais para discutir ideias e implementações;
Quando será feito? – a meta foi dividida para três anos - 2014 proposta de encontros na última
sexta-feira do mês a partir de agosto e com duração em torno de 1h, 2015 proposta de
encontros na última sexta-feira do mês a partir de fevereiro e com duração em torno de 1h,
2016 segue o mesmo que a anterior; Onde será feito? – sala de estudos da biblioteca; Quem
fará? – as duas bibliotecárias, o diretor, seu vice e o administrador; Como será feito? – as
bibliotecárias explanarão suas ideias e os membros da direção darão seu parecer; Quanto
custará? – tempo. O Formulário de Avaliação é composto por indicadores, metas, nível
atingido (medido por meio de cores) e considerações. Neste caso, tem-se como indicador a
Quantidade de ideias aprovadas e como metas atingir 50% em 2014, 65% em 2015 e 80% em
2016.
Dentro da perspectiva dos processos internos tem-se o seguinte Plano de Ação: o
primeiro objetivo é Instalar computador e impressora; O que será feito? – fazer pedido junto à
direção; Quando será feito? – primeira semana de agosto; Onde será feito? – balcão de
atendimento da biblioteca; Quem fará? – as duas bibliotecárias; Como será feito? – o
computador e a impressora serão colocados no balcão de atendimento; Quanto custará? – mão
de obra.
O segundo objetivo é Instalar internet; O que será feito? – fazer o pedido à Secretaria
de Educação para liberação do acesso; Quando será feito? – primeira semana de agosto e com
prazo de dois meses para a realização; Onde será feito? – espaço de atendimento da
biblioteca; Quem fará? – funcionários mandados pela Secretaria de Educação; Como será
feito? – o funcionário liberará o acesso à rede; Quanto custará? – mão de obra.

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O terceiro objetivo é Remover porta de acesso principal e instalá-la em outro local,
demarcando novos limites da biblioteca; O que será feito? – solicitar remoção e instalação da
porta à direção; Quando será feito? – primeira semana de agosto e com prazo de um mês para
a realização; Onde será feito? – hall de entrada da biblioteca; Quem fará? – o funcionário de
serviços gerais da própria escola; Como será feito? – retirar a porta do local atual e recolocála no lugar onde integre todos os espaços da biblioteca; Quanto custará? – mão de obra. No
Formulário de Avaliação tem-se para o primeiro objetivo o indicador Instalação dos
equipamentos e a meta é ter o equipamento completo no prazo de uma semana; para o
próximo objetivo o indicador é Número de acesso à rede e a meta é ter o acesso livre no prazo
de dois meses; o último objetivo tem como indicador Remoção da porta e sua instalação no
devido local e a meta é a porta no hall de entrada no prazo de um mês. Esse plano de ação tem
como meta considerar somente o ano de 2014.
Para a perspectiva financeira, trabalha-se com apenas um objetivo para 2014, que é
Adquirir livros de literatura infantil e infanto-juvenil; O que será feito? – fazer pedido à
direção escolar para disponibilização de verba; Quando será feito? – o pedido será feito em
agosto; Onde será feito? – na sala da direção; Quem fará? – as duas bibliotecárias; Como será
feito? – elaborar um pedido formal solicitando verba para compra de livros no sebo; Quanto
custará? – livros infantis em torno de R$ 500,00 e livros infanto-juvenis em torno de R$
1000,00.
No ano de 2015 e 2016 o plano de ação propõe três objetivos, repete-se o anterior,
alterando-se apenas: Quando será feito? – o primeiro pedido será feito em fevereiro e o
segundo em agosto, e Quanto custará? – livros infantis aproximadamente R$ 1000,00 e os
infanto-juvenis em torno de R$ 2000,00. O próximo objetivo é Adquirir materiais e suportes
informacionais que visem a promoção da acessibilidade; O que será feito? – fazer pedido ao
Departamento de Bibliotecas Escolares e Comunitárias (Debec) e à direção escolar; Quando
será feito? – o pedido será feito na última semana de fevereiro e na segunda semana de março
será realizada a compra; Onde será feito? – na biblioteca; Quem fará? – as duas bibliotecárias;
Como será feito? – elaborar uma solicitação formal, pedindo urgência, com especificações do
material almejado (livros em braile e adaptados para quem tem baixa visão com CD´s de
áudio) e encaminhá-la ao Debec e à direção; Quanto custará? – caso a aquisição seja realizada
pela direção, os custos serão de aproximadamente R$ 1500,00 para o ano de 2015 e R$
3000,00 para 2016.
O último objetivo é Contratar dois auxiliares de biblioteca; O que será feito? –
solicitar contratação dos funcionários junto à Secretaria de Educação; Quando será feito? – o

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pedido será feito na primeira semana de aula em fevereiro; Onde será feito? – na sala da
direção; Quem fará? – a direção escolar; Como será feito? – elaborar um pedido formal por email e encaminhá-lo à Secretaria de Educação, solicitando urgência; Quanto custará? – o
custo com funcionários fica a cargo da Secretaria de Educação. O Formulário de Avaliação
conta com os seguintes indicadores e metas: com relação ao objetivo referente à aquisição de
livros infantis e infanto-juvenis, o indicador é a Quantidade de materiais recebidos, cuja meta
para 2014 é de 100 obras de cada e para 2015 e 2016 é de 200 obras de cada; ao se tratar da
aquisição de materiais e suportes informacionais para promoção da acessibilidade, o indicador
é também a Quantidade de materiais recebidos, sendo a meta para 2015 de 50 materiais e para
2016, 100 materiais; referente à contratação de auxiliares de biblioteca, o indicador é o
número de contratações e a meta para o ano de 2015 é de duas contratações, sendo estas
renovadas em 2016.
A perspectiva do cliente é a etapa final, em que se propõe quatro ações para 2014: a
primeira é Promover feira de livros; O que será? – pedir autorização à direção escolar para
uso de espaço no pátio interno da escola em que os alunos poderão comprar livros da feira
pelo valor máximo de R$ 5,00; Quando será feito? – último sábado de novembro; Onde será
feito? – pátio interno da escola; Quem fará? – as bibliotecárias com a participação de dois
professores de Português; Como será feito? – será colocada uma bancada no pátio interno em
que serão distribuídos livros de literatura; Quanto custará? – sem custo.
A segunda ação é Elaborar projetos de incentivo à leitura para alunos da escola, da
Educação de Jovens e Adultos (EJA) e comunidade escolar; O que será feito? – solicitar à
direção o uso do ginásio aos sábados para contação de história e, a partir desta, encenação
teatral com a participação dos presentes; Quando será feito? – segundo sábado de outubro;
Onde será feito? – ginásio de esportes da escola; Quem fará? – as bibliotecárias elaborarão os
projetos e a professora de contação de histórias, da própria instituição, os executará; Como
será feito? – as pessoas estarão reunidas no ginásio e a professora realizará a contação por
meio de diferentes caracterizações; Quanto custará? – sem custo.
A próxima ação é Formular um projeto que estimule as doações feitas pela
comunidade; O que será feito? – expor cartazes na frente da escola mencionando a aceitação
de doações; Quando será feito? – segunda semana de agosto; Onde será feito? – entrada da
escola; Quem fará? – as bibliotecárias; Como será feito? – elaborar o texto e imprimi-lo de
forma ampliada; Quanto custará? – sem custo.
O último objetivo é Divulgar doações feitas pelo FNDE/MEC; O que será feito? –
expor as obras; Quando será feito? – durante o mês de novembro; Onde será feito? – blog e

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Facebook; Quem fará? – as bibliotecárias; Como será feito? – as obras serão divulgadas no
blog da biblioteca e o link e informações deste serão publicados na página do Facebook da
escola; Quanto custará? – sem custo.
Para os anos de 2015 e 2016 mantém-se os objetivos propostos acima com algumas
alterações e há ainda o acréscimo de mais um objetivo. As alterações são: promoção da feira
de livros - Quando será feito? – a primeira será no último sábado de maio e a segunda no
último sábado de outubro, Quem fará? – as duas bibliotecárias e os dois auxiliares com a
participação de dois professores de Português; projetos de incentivo à leitura - Quando será
feito? – meses de abril, junho, setembro e novembro; projeto para estimular doações da
comunidade - Quando será feito? – primeira semana de março e de agosto; divulgação das
doações feitas pelo FNDE/MEC - Quando será feito? – uma durante o mês de maio e outra
durante o mês de novembro. A ação acrescida nesse plano é Promover projetos de acesso à
informação que integrem pessoas com deficiência, tanto da escola quanto da comunidade, O
que será feito? – solicitar à direção o uso, aos sábados, da sala informatizada para interação
das pessoas com os matérias e suportes informacionais disponíveis; Quando será feito? –
último sábado de maio e outubro; Onde será feito? – sala informatizada; Quem fará? – as
bibliotecárias com a ajuda da professora responsável pela sala; Como será feito? – reunir os
interessados na sala e instruí-los na utilização dos livros; Quanto custará? – sem custo.
No Formulário de Avaliação os indicadores e metas presentes são: promoção da feira
de livros - o indicador correspondente é a Quantidade de eventos realizados, a meta para 2014
é de uma feira, para 2015 e 2016 são duas feiras cada; projetos de incentivo à leitura - o
indicador é o Número de eventos e participantes nas atividades, cuja meta para 2014 é de um
evento com 30 participantes, em 2015 é de 4 eventos com 50 participantes por evento e em
2016 é de 4 eventos com 65 participantes em cada evento; projeto para estimular doações da
comunidade - o indicador é a Quantidade de obras doadas, a meta em 2014 é de no mínimo 50
obras, em 2015 o mínimo é de 100 obras e para 2016 o mínimo é de 160 obras; divulgar
doações feitas pelo FNDE/MEC - o indicador é o Número de exposições, a meta em 2014 é
de uma exposição, em 2015 e 2016 é de duas exposições cada; promover projetos de acesso à
informação que integrem pessoas com deficiência - o indicador é o Número de eventos e
participantes nas atividades, cuja meta em 2015 é de dois eventos com 15 pessoas por evento
e em 2016 é de dois eventos com 25 pessoas em cada um. A Figura 2, a seguir, apresenta o
funcionamento da legenda de cores para marcação do Nível atingido constante no Formulário
de Avaliação. Cada cor representa uma quantia em percentual.

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Figura 2: Legenda de cores para o Nível atingido, representação em porcentagem.

Fonte: Elaborado pelos autores.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Implantar um projeto que vise melhoras em uma unidade de informação é algo que
possui um valor muito positivo, tanto para a organização quanto para quem efetiva a
execução. Mediante a implementação deste, a Biblioteca Franklin Cascaes terá condições de
obter destaque em seus serviços e atendimento, podendo ser considerada um referencial como
unidade de informação da rede pública municipal. Consequentemente, seus usuários e a
comunidade do bairro poderão aumentar sua satisfação em relação à unidade e seus serviços.
A experiência adquirida com a elaboração de projetos estratégicos é de extrema valia
para os profissionais bibliotecários e pode gerar diversos benefícios a unidade informacional
em que atua. Com isso pode-se fixar a relevante concepção de que o critério-chave para o
bom funcionamento de uma instituição é a qualidade naquilo que é oferecido, revelando-se
indispensável buscar continuamente aperfeiçoamento e/ou inovações diversas. Dessa forma,
ao cumprir sua missão e atingir seus objetivos a organização conquista grande valor e
vantagem competitiva diante das demais.

REFERÊNCIAS
KAPLAN, Robert S.; NORTON, David P. A estratégia em ação: balanced scorecard. Rio de
Janeiro: Campus, 1997. p. 1-20.
MINTZBERG, Henry. A criação artesanal da estratégia In: MONTGOMERY, Cynthia A.;
PORTER, Michael E. (Org.). Estratégia: a busca da vantagem competitiva. Rio de Janeiro:
Campus, 1998. p. 419-440.
PORTER, Michael E. O que é estratégia?. Harvard Business Review, nov./dez. 1996.

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                  <text>CBBD - Edição: 26 - Ano: 2015 (São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Proposta de estratégia de ação para a biblioteca Franklin Cascaes</text>
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                <text> Campos, Cirlei Oraci Dias de</text>
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                <text>Este trabalho relata o planejamento estratégico realizado para a Biblioteca Franklin Cascaes, pertencente à Escola Básica Municipal Professora Herondina Medeiros Zeferino, situada na cidade de Florianópolis. Sua elaboração partiu do princípio de tornar essa unidade de informação em um referencial em biblioteca escolar do município até o ano de 2016. As ações foram desenvolvidas com base na análise organizacional, auxiliada pelas ferramentas de gestão Análise ou Matriz SWOT e Mapa estratégico Balanced Scorecard (BSC). A programação e detalhamento das atividades foram descritas conforme o plano de ação 5W2H, excepcionalmente adaptado para 4W2H.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
I FÓRUM DE GESTÃO DE COLEÇÕES EM UNIDADES INFORMACIONAIS:
UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Josiana Florêncio Vieira Régis de Almeida
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
josiana@bczm.ufrn.br
Josiane Mello
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
mellojosi@hotmail.com
Introdução:
O “I Fórum de Gestão de coleções em unidades informacionais” reuniu profissionais
bibliotecários do Sistema de Bibliotecas (SISBI) da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte e de outras instituições de ensino, alunos do curso de graduação em
Biblioteconomia, professores e pesquisadores interessados na temática de formação e
desenvolvimento de coleções. O tema intitulado “gestão de coleções em unidades
informacionais” trata-se de um processo decisório na área de formação e
desenvolvimento de coleções que determina a importância de se adquirir, manter,
remanejar ou descartar materiais bibliográficos e não-bibliográficos, tendo-se como
base os critérios pré-estabelecidos. Para tanto, observa-se que é necessário garantir a
eficiência na tomada de decisões e no fluxo administrativo que as diversas atividades
biblioteconômicas deverão seguir a fim de que sejam consideradas bem sucedidas.
Este evento teve como objetivo geral discutir a formação ideal do acervo, tornando-se
um instrumento para planejamento e avaliação, permitindo assim o seu crescimento
racional e equilibrado em todas as áreas do conhecimento.
Relato da experiência:
O Fórum realizou-se na Universidade Federal do Rio Grande do Norte no período de 12
a 14 de novembro de 2014, em parceria com a Biblioteca Central Zila Mamede e o
Departamento de Artes. A programação contou com minicursos, palestras, conferências
e mesas redondas proferidas por profissionais renomados da área. Os minicursos foram
realizados nos dias 12 e 13 de novembro de 2014, no período matutino, no
Departamento de Artes da UFRN, ambos com 50 vagas e com carga horária de 3h para
cada um. Durante o minicurso intitulado Estabelecimento de políticas para o
desenvolvimento de coleções ministrado pelo bibliotecário Silvestre Martins
(BCZM/UFRN), foram abordados os seguintes assuntos: a história do desenvolvimento

�de coleções (Contexto internacional e nacional); Definições e diretrizes de
Desenvolvimento de Coleções; Processo de desenvolvimento de coleções,
apresentação do modelo de Evans e adaptação para os mais variados tipos de
bibliotecas e por fim comentou-se sobre os Critérios para o estabelecimento da política
de desenvolvimento de coleções e as diretrizes de avaliação de uma política de
desenvolvimento de coleções. Já durante o minicurso intitulado Estudo de uso e de
usuário como instrumentos para diminuição da incerteza bibliográfica, ministrado pelo
Prof. Dr. Waldomiro Vergueiro, foram abordados: o panorama histórico nacional e
internacional da atividade de desenvolvimento de coleções; o desenvolvimento de
coleções como ciência e como atividade técnica; os modelos de desenvolvimentos de
coleções ao alongo da história: de Evans até os dias atuais e por fim a importância da
realização do estudo de usuários para reduzir a incerteza quanto a formação de um
acervo. Ambos os minicursos proporcionaram trocas de experiências entre
bibliotecários de várias instituições de ensino da região e de outros Estados do Brasil,
favorecendo o compartilhamento das informações pertinentes à gestão de coleções.
Ainda no dia 13 de novembro/2014, tivemos a conferência de abertura do evento,
intitulada Gerenciamento ou desenvolvimento de coleções: uma tarefa cada vez mais
necessária com o conferencista Prof. Dr. Waldomiro Vergueiro (ECA/USP), o qual
relatou que é preciso definir políticas de acesso aos materiais digitais via biblioteca;
definir critérios de seleção desses materiais; definir formas de preservação e
manutenção do acesso a esses materiais. Em seguida, tivemos uma mesa redonda
com o tema “Formação, manutenção e controle do acervo” sob a presidência do
bibliotecário Silvestre Martins (BCZM/UFRN) juntamente com o Prof. Dr. Cláudio Castro
(USP); Prof. Dr. Pedro Barbosa Neto (UFRN); Profa. Msc. Geysa Nascimento (UFPB).
Os assuntos abordados pelos membros da mesa foram: Inventário, desbaste e as
tendências da biblioteca. No dia 14 de novembro/2014, iniciou-se uma conferência
intitulada “Construção de uma política de desenvolvimento e formação de coleções com
a Profa. Msc. Daniela Spudeit (UNIRIO), a qual relatou também sobre a sua experiência
na biblioteca do SENAC de Florianópolis/SC com a participação virtual da Profa. Elisa
(UNIRIO). Por conseguinte, tivemos a palestra intitulada Estudo do usuário idoso no
contexto social proferida pelo Prof. Dr. Fernando Vechiato (UFRN), o qual relatou que é
importante considerarmos o idoso como usuário potencial da informação disponível nos
mais diversos canais, fontes e suportes informacionais e que o trabalho do profissional
da informação não é unilateral, ou seja, no sentido usuário – unidade de informação,
mas sim bilateral, quando também se desloca em direção ao contexto de vida das
comunidades e dos diversos grupos sociais, interferindo e transformando a vida das
pessoas. Para complementar e enriquecer o conhecimento acerca dos modelos de
organização e estrutura de serviços em unidades informacionais: do impresso ao digital,
tivemos uma mesa redonda nesta temática sob a presidência da Profa. Msc. Jacqueline
Cunha (UFRN) e com as bibliotecárias Clediane Guedes (UFRN), Vanessa Borba
(UFERSA), Ana Virgínia (UnP), Denise Tavares (SESC/RN). As apresentações

�compartilharam as práticas e estruturas organizacionais das unidades informacionais
em que estão vinculadas. Como proposta inovadora para a realidade das bibliotecas
brasileiras, o Prof. Dr. Cláudio Castro Filho (USP - Ribeirão Preto), apresentou o
Modelo europeu do Centro de Recursos para el Aprendizaje y la Investigación (CRAI) e
as Bibliotecas Universitárias Brasileiras: convergências e divergências, abordando o
CRAI como um serviço universitário que tem por objetivo, auxiliar os professores e
estudantes a facilitar as atividades de aprendizagem, de formação, de gestão e de
resolução de problemas, sejam técnicos, metodológicos e de conhecimento ao acesso
e uso da informação. Devido às observações em relação à seleção e aquisição de
materiais em bibliotecas, constatou-se a necessidade de debater sobre o despreparo
dos bibliotecários brasileiros nesta atividade. Para isso, o Prof. Dr. Waldomiro Vergueiro
(ECA/USP) encerrou o fórum, trazendo uma visão realista de que o bibliotecário deve
fazer uma autoanálise quanto à censura, indagando-se da seguinte forma: O que estou
levando em consideração para a rejeição ou incorporação de uma obra à coleção? Isso
está colocado de forma clara e objetiva na política de desenvolvimento da coleção ou
são conceitos que variam de acordo com o meu estado de espírito? Quando devo
rejeitar uma obra? Isto está estipulado de forma objetiva? Consigo separar claramente
aquilo em que acredito daquilo a que os meus usuários devem ou precisam ter
acesso?.
Considerações Finais ou Conclusões:
Através deste fórum foi possível: Identificar os elementos adequados à formação da
coleção; Aprender a gerenciar as atividades de formação, manutenção e controle do
acervo da biblioteca; Abordar novos modelos de organização e estrutura de serviços;
Debater procedimentos tradicionalmente aceitos e apresentar novas alternativas de
atuação mais eficientes; Aumentar a relevância do acervo para as necessidades dos
usuários. O objetivo do evento foi alcançado com sucesso absoluto, pois tivemos
participantes de vários estados brasileiros, tais como: Paraíba, Pernambuco, Rio
Grande do Sul, Maranhão, entre outros. Pretende-se realizar o evento a cada dois
anos, tendo-se em vista a perspectiva de aumentar a divulgação e participação de
todos os profissionais bibliotecários, alunos e pesquisadores em formação e
desenvolvimento de coleções. O evento foi considerado pioneiro por sua especificidade
e por ter sido o primeiro realizado no Brasil.
Palavras-chave: Formação e desenvolvimento de coleções. Gestão de coleções.
Unidades informacionais. Acervo informacional.
Agências financiadoras: UFRN / Pró-reitoria de Pesquisa (PROPESQ), Pró-reitoria de
Extensão (PROEX), Pró-reitoria de Pós-graduação (PPg); Pró-reitoria de Graduação
(PROGRAD); Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA); Departamento de Ciência
da Informação (DECIN).

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                    <text>O PAPEL DA EMOÇÃO NOS DISCURSOS DO BIBLIOTECÁRIO: UMA ANÁLISE A
PARTIR DOS TEMAS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇAO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Sônia Iraína Roque Andrade
Bibliotecária do Instituto Federal da Bahia
Email: soniairaia@gmail.com
Sheila de Castro Meira
Bibliotecária da Secretaria da Educação do Estado da Bahia - Biblioteca Pública
Luís Eduardo Magalhães – Vitória da Conquista - BA
Email: sheila.castromeira@gmail.com
Resumo: O presente artigo faz uma reflexão sobre o papel da emoção na prática
profissional, a partir da análise realizada nos trabalhos apresentados pelos bibliotecários
no XXV CBBD, que aconteceu na cidade de Florianópolis, no mês de julho de 2013.
Conclui chamando atenção sobre a necessidade de estudos sobre o tema, tendo em vista
que na conjuntura atual a emoção se tornou um componente muito valorizado dentro das
organizações de trabalho.
Palavras-chave: Emoção - Bibliotecário. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação e Ciência da Informação

1. INTRODUÇÃO
A sociedade, na qual estamos inseridos, conhecida por sociedade da informação,
passa por transformações diariamente. São mudanças econômicas, políticas, sociais,
culturais e principalmente tecnológicas e cientificas. Neste contexto somos levados a
repensar nossas práticas, buscando novas alternativas para que possamos continuar
inseridos no mercado de trabalho, pois esse é também atingido por essas alterações e
por isto requer profissionais preparados e que tragam soluções e resultados para as
organizações, onde estão atuado.
Em um passado não muito remoto dominar as habilidades técnicas, que
possibilitasse o profissional desempenhar suas atividades de forma eficiente e eficaz era
suficiente para que as organizações considerassem este profissional como um excelente
membro. Hoje, no entanto, exige-se muito mais, e para que o mesmo seja de fato
percebido como eficiente, deve possuir muitas habilidades que garantam sua
sobrevivência num mercado cada vez mais afunilado onde poucos se destacam.

�Neste novo ambiente, as habilidades técnicas ainda se constituem como um
requisito fundamental, entretanto, novos desafios surgem para os profissionais, faz-se
necessário que os mesmos consigam atuar de forma completa, sendo capazes de
interagir, de trabalhar em equipe, de se comunicar de forma clara e objetiva, de aprender
a aprender, de se tornar um colaborador de seus pares e também de seus subordinados.
Pode-se inferir que perfil do profissional desejado na atualidade inclui assimilar novas
informações, criar novos conhecimentos e utilizá-los de modo produtivo, estimulando o
desenvolvimento pessoal e organizacional.
Diante do exposto pode-se afirmar que conciliar estes novos papeis traz para todos
profissionais, independente da sua formação, um turbilhão de emoções, as quais devem
ser conhecidas, estudadas e analisadas, com o intuito de tornar o ambiente de trabalho
um local que promova crescimento profissional através da aprendizagem e das vivencias
diárias.
Dessa forma, a questão central de nossa investigação refere-se à caracterização do
assédio moral como decorrência da globalização e suas repercussões na produtividade
organizacional. ASSÉDIO MORAL - DEFINIÇÃO E

Assim, o objetivo do presente estudo é provocar a discussão sobre importância
da emoção no fazer diário do profissional do bibliotecário. Tentando perceber como este
tema tem sido tratado e qual o destaque que tem ocupado nas discussões sobre o
bibliotecário e seu o ambiente de trabalho. Para tanto, realizou-se uma análise dos temas
dos trabalhos apresentados no principal evento da área da Biblioteconomia que é o
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação e Ciência da Informação –
CBBD

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 EMOÇÕES

Existe uma dinâmica no mundo atual que nos encaminha a agirmos de acordo
com nossa razão, mas sem nos esquecermos de levarmos em consideração nossas

�emoções e sentimentos no momento de tomarmos alguma decisão importante, tanto em
nossa vida pessoal, quanto em nosso local de trabalho.
Para Gondim e Siqueira, 2004, o estudo das emoções no ambiente de trabalho é
um tema bastante recente, entretanto, muito importante, pois na prática profissional, a
realização de trabalho emocional para se ajustar às normas sociais e levar em conta os
sentimentos das outras pessoas são características cada vez mais valorizadas. Assim, o
que se requer de um profissional, na atualidade é que o mesmo saiba lidar com pessoas,
consiga interpretar suas ações e a partir desta aprendizagem construa relações que
possibilitem ao mesmo se desenvolver como pessoa e também contribua para que sua
prática se traduza em crescimento para a organização.
Percorrendo pela literatura percebe-se que conceituar emoção não é uma tarefa
fácil, por este motivo, para facilitar nossa compreensão sobre tal conceito recorremos a
Bonfim (2008, p. 30) que com base nos seguintes autores Gibson, 2006; Mayer &amp;
Salovey, 2007; Salovey &amp; Mayer, 1990, assim a define:
As emoções são respostas a eventos específicos que têm significado para
o indivíduo, seja positivo ou negativo. São geralmente mais focadas, de
curta duração e mais intensas que sentimentos e humores. Envolvem
vários subsistemas psicológicos, incluindo os fisiológicos, cognitivos,
motivacionais e experimentais.
As emoções adquirem importância e insere-se de forma preponderante como um

requisito que afeta o desempenho profissional e o crescimento das organizações. E seu
delineamento se processa a partir dos contatos que são realizados com o outro, seja
este, o empregador, o empregado, ou o usuário dos serviços prestados pela a
organização, onde o profissional está atuando. Rouleau (2001, p. 229) observa:
as emoções contribuem para ativação do estoque de conhecimentos
práticos, comuns ou subjetivos que permite os agentes perceber a
sequência de evento e comportamento dos outros. Desse modo, por
conseguinte, aquele mesmo agente pode orientar sua ação. Logo, as
emoções são parte integrante das estratégias e dos jogos dos atores
sociais.

Considerar a emoção como um importante componente tanto no momento de
tomar decisões, quanto nas relações interpessoais é possibilitar uma aprendizagem que
ultrapassa as fronteiras organizacionais e chega ao ambiente familiar, pois as

�experiências vividas no ambiente de trabalho reflete no relacionamento familiar e viceversa.
Anielson Barbosa da Silva em seu livro intitulado: Como os gerentes aprendem?,
faz uma analise da emoção e afirma que
o tema emoção no trabalho pode gerar polemica porque as pessoas
precisam estar predispostas a expor o que para muitos pode se configurar
como uma fraqueza ou dificuldade e assim preferem não expressar as
sensações emocionais, nem procuram entender como reagem a elas.
(SILVA, 2009, p. 223).

Ainda , segundo Silva (2009, p. 230)
Em seu dia a dia, o gerente depara com situações em que as emoções se
manifestam de várias maneiras e o processo de aprendizagem pode
ocorrer por meio da interação, da reflexão e também do processo de
autoconhecimento, que visa levá-lo a compreender as sensações vividas
em suas experiências, sejam elas ligadas a reações físicas,
comportamentais ou atitudinais. A capacidade de lidar com as emoções
pode estar associada ao desenvolvimento de habilidades, à reflexão
sobre as experiências em determinado contexto ou à busca de maior
compreensão sobre a maneira como o organismo reage diante de uma
situação.

O autor supracitado ainda enfatiza que é necessário que os profissionais
aprendam a lidar com as emoções pois
é um processo de busca do autoconhecimento, decorrente da
identificação dos fatores que influenciam a ação gerencial, do
estabelecimento de um processo reflexivo em busca de uma maior
compreensão sobre o significado das experiências vivenciadas em um
contexto social. (SILVA, 2009, p. 234)

Diante destas afirmativas e do conhecimento, adquirido a partir das discussões
realizadas na Disciplina Psicologia das Organizações, do mestrado Gestão de Unidades
de Informação, sentimos a necessidades de estudar quais as emoções presentes no
caminhar de um bibliotecário, durante suas vivencias na organização onde atua.

Lembramos, no entanto, que embora emoções e sentimentos caminhem juntos,
ambos se diferenciam pelo seguinte motivo, enquanto a primeira é passageira e visível,
os sentimentos são mais prolongados e não é facilmente identificado

�2.2 O PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO
Levando nossa reflexão para o campo da prática profissional do bibliotecário e as
emoções presentes no seu cotidiano no ambiente de trabalho, pode-se afirmar que essa
é uma discussão que ainda precisa ser estudada, pois ao fazermos uma pesquisa sobre
este tema, percebe-se a carência de publicação. No entanto, temas como o perfil do
bibliotecário e sua inserção no mercado de trabalho é recorrente na literatura da área da
Biblioteconomia e todos os autores preconizam algumas características necessárias
para que o profissional seja bem sucedido, dentre estes citas as competências técnicas
as quais são necessárias para que o mesmo seja considerado um profissional
competente, a necessidade de realizar um atendimento de qualidade, visando a
satisfação do usuário de seus serviços, trazem também a exigência dos mesmos
buscarem a aprendizagem continuada, alertam para a necessidade de se aprimorar nas
áreas da administração, principalmente em relação ao gerenciamento de pessoas, a
desenvolver a liderança, além de se especializar na área de marketing com o objetivo de
se manterem preparados a responder as questões propostas pelo mercado de trabalho
.
Esta realidade é de certa forma justificada, pois conforme a Classificação Brasileira de
Ocupações necessitam de uma grande variedade de competências pessoais:


Manter-se atualizado;



Liderar equipes;



Trabalhar em equipe e em rede;



Demonstrar capacidade de análise e síntese;



Demonstrar conhecimento de outros idiomas;



Demonstrar capacidade de comunicação;



Demonstrar capacidade de negociação;



Agir com ética;



Demonstrar senso de organização;



Demonstrar capacidade empreendedora;



Demonstrar raciocínio lógico;



Demonstrar capacidade de concentração;

�

Demonstrar pró-atividade;



Demonstrar criatividade (BRASIL, 2002)

Além disso, muitos estudos confirmam que o papel do bibliotecário está sendo
transformado, pois como em todos os setores sofreu o impacto que as novas tecnologias
da informação e comunicação causaram em toda sociedade. Neste novo contexto, a
informação se configura como um bem bastante valioso e cabe ao bibliotecário, enquanto
profissional da informação, criar estratégias que oportunizem aos usuários encontrar a
informação de qualidade, no tempo certo, a qual o possibilite a sanar suas dúvidas e
solucionar seus problemas.
Entretanto, em nenhum momento se encontra na literatura estudos que
demonstrem a preocupação de se pesquisar o que sente o bibliotecário no
desenvolvimento de suas atividades.
Afinal o que representa para o bibliotecário pertencer a uma determinada
organização, ocupando um determinado cargo e desempenhar tarefas especificas?
Quais seus sentimentos quando se deparam como surgimento das novas tecnologias
que cada dia mais, traz a promessa de facilitar o acesso a informação e a vida do seu
usuário, quando

não houve o mínimo de investimentos nas unidades de informação

onde ele está atuando e as carências (falta de recursos humanos, acervo desatualizado,
etc) são tão grande que ele não consegue atender as necessidades básicas de seus
interagentes?
Como nos alerta Mendes (1995, p. 35) o “trabalho como parte do mundo externo
ao sujeito e do seu próprio corpo e relações sociais, representa uma fonte de prazer ou
de sofrimento, desde que as condições externas oferecidas atendam ou não a satisfação
ou desejos inconscientes.”
2.3 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO- CBBD
Realizado pela primeira vez em 1954, na cidade de Recife, o CBBD ocorre a cada
dois anos. Tem por objetivo reunir especialistas nacionais e internacionais com o intuito
de discutir e debater questões relacionadas a Biblioteconomia, Documentação e a
Ciência da Informação.

�Trata-se de um evento tradicional e o mais importante encontro da área da
Biblioteconomia, Documentação e da Ciência da Informação. É um momento onde o
profissional tem a oportunidade de refletir sobre sua profissão e atuação, pois este evento
proporciona trocas de experiências, práticas e difusão da produção técnico-científica,
apresenta os produtos e serviços relacionados às bibliotecas, sistemas de informação,
documentação e redes de bibliotecas, de unidades de informação, ensino e pesquisa no
Brasil e do exterior, no contexto da sociedade da informação e do conhecimento.
Nos dias 07 a 10 de julho de 2013, foi realizado na cidade de Florianópolis-SC, a
25ª edição CBBD, com 1500 (mil e quinhentos) inscritos e trazendo como tema central:
Bibliotecas, Informação, Usuários –Abordagens de transformação para a
Biblioteconomia e Ciência da Informação.
De acordo com a página do evento o mesmo ofereceu ao seu público a
oportunidade de participar dos seguintes momentos:
O evento contemplará a Apresentação de Trabalhos Orais, Eventos
Paralelos e Sessões plenárias com palestras e conferências; Sessões
temáticas e Mesas redondas, que darão a oportunidade aos participantes
de conhecer fundamentos teóricos e experiências implementadas pelas
unidades de informação sob os ângulos das Bibliotecas, da Informação e
dos Usuários e as abordagens de transformação para a Biblioteconomia
e Ciência da Informação, das Tecnologias de Informação e Comunicação
para a organização e acesso à informação, Transcompetências:
diferenciais dos usuários e do profissional da informação, as Bibliotecas
e serviços de informação num cenário de transformações e a
sustentabilidade. O evento proporcionará espaço para o debate e a
formulação de recomendações, aperfeiçoamentos e ampliação de ações
na área (CBBD, 2013)

Para aqueles que tinham interesse em apresentar trabalhos durante o
fórum. A organização do evento definiu as seguintes áreas temáticas, com suas
respectivas especificações, no intuito de orientar aos palestrantes, sobre em que área
deveria ser submetido seu trabalho:

Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

Especificidade e aplicabilidade em Bibliotecas e Serviços de informação. Características
das tecnologias versus ambientes de informação e seus usuários. Relações profissionais
e pessoais em ambiência digital. Políticas, metodologias e aplicativos para gestão e

�curadoria de acervos bibliográficos, memoriais e institucionais. Aplicações 2.0 e
experiências em redes sociais online. Livros e leitura digitais e portabilidade.
Competências e tecnologias na era digital. Avaliação da usabilidade de recursos de
tecnologias da informação.

Temática II: Transcompetências: diferenciais do usuários e do profissional da informação

Competências na ambiência das Bibliotecas e Serviços de Informação. Formação dos
profissionais da informação. Metacompetências e transcompetências em Bibliotecas e
Serviços de Informação. Competências de acesso e uso da informação para a construção
do conhecimento. Perspectivas e tendências de estudos e pesquisas sobre
Competências em informação. Advocacy. Defesa de interesses, engajamento, ativismos
e atuação dos profissionais da informação.
Temática

III:

Bibliotecas,

serviços

de

informação

&amp;

sustentabilidade

Inovação e sustentabilidade em Bibliotecas e Serviços de Informação. Projetos e alianças
estratégicas. Compromisso social e responsabilidade em Bibliotecas e Serviços de
Informação. Promoção do desenvolvimento sustentável em Bibliotecas e Serviços de
Informação. Requisitos e valores para uma economia sustentável em Bibliotecas e
Serviços de Informação. Bibliotecas Verdes. Avaliação de bibliotecas e serviços de
informação.
De acordo com os Anais foram apresentados 536 (quinhentos e trinta e seis)
trabalhos, durante o XXV CBBD. Distribuídos da seguinte forma: 36(trinta e seis) na
temática, Bibliotecas Escolares, 34(trinta e quatro) na temática Bibliotecas Públicas,
263(duzentos e sessenta e três) na temática Tecnologias de informação e comunicação
– um passo a frente, 107(cento e sete) na temática Transcompetências: diferenciais dos
usuários e do profissional da informação e 96(noventa e seis) na temática Bibliotecas,
serviços de informação &amp; sustentabilidade.
Dentro de cada área temática, as apresentações dos trabalhos foram divididas
pôster, relatos de experiências e em trabalhos científicos.
Ressaltamos que a partir da análise de todos os títulos e de alguns resumos destes
trabalhos e nenhum esteve presente a preocupação dos estudiosos em relação aos
sentimentos e emoções do bibliotecário no seu ambiente de trabalho.
Quanto à metodologia, o estudo se configura como pesquisa exploratória-descritiva, já
que envolve técnicas peculiares a ambos os tipos de pesquisa. A pesquisa exploratória é utilizada
para realizar um estudo preliminar do principal objetivo da pesquisa que será realizada. Uma

�pesquisa pode ser considerada exploratória, quando envolve levantamento bibliográfico,
entrevistas com pessoas envolvidas no âmbito da pesquisa, experiências práticas com o
problema pesquisado e análise de exemplos que estimulem a compreensão. As pesquisas
exploratórias visam proporcionar uma visão geral de um determinado fato, pouco explorado,
objetivando uma maior aproximação do tema. Já a pesquisa Descritiva tem por premissa buscar
a resolução de problemas melhorando as práticas por meio da observação, análise e descrições
objetivas, através de entrevistas, ultilização de questionário. Esse tipo de pessquisa tem por base
observar, registrar e analisar os fenônemos sem, entretanto, entrar no mérito de seu conteúdo.
Por tanto, foi realizado um estudo de caso envolvendo levantamentos bibliográficos, entrevistas,
bem como quantificação dos dados e das informações coletadas na COOPERCAJU através de
entrevista e aplicação de questionários, estruturado e não-estruturado, junto à gestora da
cooperativa, que contribuiu de forma satisfatória aos questionamentos relacionados à cooperativa
e os associados, objetivando responder à problemática em questão. A relevância sobre o assunto
se dá, pelo amplo debate que o mundo vem trazendo sobre a Economia Solidária, bem como
suas ações sócio-econômicas desenvolvidas no âmbito do cooperativismo, onde milhares de
agricultores familiares, cooperados, estão gerando economia de escala a nível local e global em
condições de concorrência através do comércio social e solidário. As atividades da
COOPERCAJU são de extrema importância socioeconômica para a comunidade local. Promove
a geração de emprego e renda para dezenas de família há vários anos, sendo o ponto forte da
pesquisa o fato da Cooperativa, mesmo enfrentando tantas dificuldades, atuar no mercado
internacional com um produto alimentício oriundo de agricultura familiar, beneficiado
artesanalmente, buscando se aperfeiçoar ano a ano, implementando melhorias em qualidade,
diversificação e maior aproveitamento do produto. Tudo isso no âmbito da agricultura familiar
através economia solidária e justa, promovendo o bem estar comum.
Sendo assim, buscou-se aprofundar a referida relação, Neste estudo, através da análise
da institucionalização da profissão no Instituto Federal de Educação, Ciência

Com relação aos fins que se destina, trata-se de uma pesquisa exploratória que, de acordo
com Silva (2004), visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo
explícito ou a construir hipóteses. No que diz respeito ao meio da pesquisa, este será de caráter
bibliográfico e documental. Quanto à abordagem da pesquisa a mesma se configura como que
de acordo com Gil (1991) apud Silva (2004), uma pesquisa quantitativa no qual considera que
tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para

�classificá-los e analisá-los. Tendo como foco desse trabalho de pesquisa, o Estudo de Caso, que
para Révillion (2003), examina um fenômeno em seu ambiente natural, pela aplicação de diversos
métodos de coleta de dados, visando obter informações de uma ou mais entidades. Essa
estratégia de pesquisa possui caráter exploratório, onde nenhum controle experimental ou de
manipulação é utilizado. Para a pesquisa de campo foi elaborado

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O bibliotecário enquanto profissional da informação se configura na atualidade
como um profissional de fundamental importância, tendo em vista seu papel social, de
levar informação para todos aqueles que dela necessita, seja para resolver uma questão
imediata ou para desenvolver um projeto que irá perdurar por um longo período de
tempo, ou ainda para adquirir conhecimentos necessários para ser inseridos no mercado
de trabalho.
Diante das novas possibilidades que as tecnologias de informação possibilita aos
usuários, os bibliotecários precisam estudar, conhecer e até dominar estas novas
ferramentas, visando possibilitar que o acesso a informação seja cada dia mais um
momento de prazer para aqueles que dela necessita. Assim o fato da maior parte dos
trabalhos apresentados no XXV CBBD ter voltados para esta área, justifica-se.
Entretanto, acreditamos que não devemos esquecer que uma instituição como uma
biblioteca, é composta por pessoas. Estas pessoas, como todo ser humano, carrega uma
história de vida, que influencia a forma como ela desempenha seu trabalho. E embora,
considerando o usuário como o motivo mais importante da existência de uma Unidade
de informação. Chamamos a atenção sobre a necessidade de se estudar sobre as
emoções e os sentimentos presentes, no cotidiano destes profissionais, que diante de
tantas novidades tecnológicas se veem impossibilitados de oferecer novos conteúdos
informacionais

para seus interagentes. Muitos destes profissionais

não tem

oportunidades de se qualificarem e atualizarem constantemente seus conhecimentos,
pois no contexto onde estão inseridos a carência é tão grande que eles

são até

impossibilitados de demonstrar sua importância e de prover meios que contribua com o
crescimento dos membros da organização.

�No que se refere ao procedimento, o presente trabalho caracteriza-se como um estudo de caso,
utilizado amplamente nas ciências sociais e intimamente usado na área de administração.
Segundo Matias-Pereira (2007) realiza-se quando o fenômeno é atual e acontece em um contexto
da vida real. Caracteriza-se pela análise aprofundada de um objeto ou grupo de objetos, que
podem ser um sujeito ou uma organização (ACEVEDO e NOHARA, 2007).
O PRAZER DE APRENDER: PRÁTICAS AFETIVAS NA SALA DE AULA Ana Rita Silva ALMEIDA
1. INTRODUÇÃO Nas últimas décadas intensificou-se na literatura (ALMEIDA, 1999; DANTAS,
1992; GALVÃO, 1998; LEITE, 2002; MAHONEY, 2004; SOUZA &amp; BUSSAB, 2006) as
discussões a respeito das relações entre afetividade e inteligência, retomando os estudos
sobre a participação da emoção no desenvolvimento humano. Essas pesquisas partem do
princípio de que o desenvolvimento é um processo progressivo de construção da afetividade
e da inteligência, destacando a importância de considerar o indivíduo em sua totalidade, ou
melhor, de investigar a criança sem subestimar a estreita relação entre esses aspectos.
2. . CONCLUSÕES A satisfação das pessoas no trabalho nos últimas décadas vem sendo
bastante estudada nas mais diversas instituições de pesquisa do país e do mundo. O tema
é importante para as pessoas que fazem parte das organizações, pois busca entender e
consequentemente melhorar seu ambiente de trabalho. Existem várias teorias que objetivam
explicar quais são os fatores que contribuem para asatisfação das pessoas. A teoria de
Frederick Herberg mostra que pessoas para se sentir satisfeito em seu ambiente de trabalho,
necessita de cinco fatores, são eles: Realização profissional no seu trabalho,
Reconhecimento do seu tabalho, Oportunidades de promoções e crescimento na instituição,
Autonomia e responsabilidade recebidas no seu trabalho, Conteúdo (atividades)do seu
trabalho. Os procedimentos metodológicos permitiram alcançar os objetivos do estudo e
contribuíram para a sua realização.

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SILVA, A. B. da. Como os gerentes aprendem? São Paulo: Saraiva, 2009.

Abstract: This article is a reflection on the role of emotion in professional practice, from the analysis
presented in the work by librarians in CBBD XXV, which happened in the city of Florianópolis, in

�July 2013. Concludes by calling attention to the need for studies on the topic, considering that at
this juncture the excitement became a highly valued component within work organizations.

Keywords: Emotion. Librarian. Brazilian Congress of Librarianship and Documentation and
Information Science

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                <text>O presente artigo faz uma reflexão sobre o papel da emoção na prática profissional, a partir da análise realizada nos trabalhos apresentados pelos bibliotecários no XXV CBBD, que aconteceu na cidade de Florianópolis, no mês de julho de 2013. Conclui chamando atenção sobre a necessidade de estudos sobre o tema, tendo em vista que na conjuntura atual a emoção se tornou um componente muito valorizado dentro das organizações de trabalho.</text>
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                    <text>Modelo 1
XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Resumo expandido

Arquitetura e Visualização da Informação: Perspectivas e Aplicações.
Carlos Alberto Ferreira
Doutorando em Ciência da Informação pelo convenio IBICT/UFRJ
Professor Assistente da Universidade Federal do Estado do R. Janeiro – UNIRIO
Palavras-chave: Arquitetura de Informação; visualização da informação;
Usabilidade; Interação Humano Computador; biblioteconomia recuperação e uso
da informação.
Introdução:
O homem moderno, com novos valores e novos padrões de necessidades
e de consumo, exige mais e melhores serviços. Às organizações, sejam de
natureza pública e privada, cabe a adequação às mudanças e o atendimento às
exigências de seus usuários, se quiserem permanecer vivas em qualquer
ambiente, principalmente em ambientes virtuais.
As organizações e os portais de informação “modernos”, precisam
adequar seus processos e procedimentos organizacionais à nova economia do
conhecimento. Por um lado, as várias facilidades de acesso à informação e aos
mais diversos produtos e serviços disponíveis na web trouxeram para as
organizações como um todo um alcance maior de público. Assim a informação é
vista como um instrumento gerador de crescimento, riqueza e elemento
relevante ao crescimento da sociedade. É diante do cenário que situaremos o
Portal de Informação.
A representação da informação é aqui visto como um dos principais
elementos da descrição de conteúdos no ambiente virtual possuindo potencial
relevante para a recuperação da informação em Portais de Informação.
Com tal cenário, o presente trabalho procura mostrar como a arquitetura
da informação pode auxiliar na estruturação de portais de informação no âmbito
da visibilidade de informação e na usabilidade de ambientes web, mas também
poupar o tempo dos usuários nestes Portais.
A escolha do tema proposto, se faz devido à necessidade de que os
Portais de informação apresentam estruturas de representação da informação
com relevância necessária para atender às expectativas de busca de
informações dos usuários reais e potenciais. A relevância nos resultados das
buscas pode auxiliar aos usuários com conteúdos informacionais de qualidade.
As estruturas de classificação e os modelos utilizados para a
representação da informação no contexto da web, influenciam diretamente o
processo de recuperação da informação nos Portais dos mais diversos fins.
Reconhecidamente apontados como locais de concentração de usuários dos
mais diversos perfis.
A organização do conhecimento em Portais de Informação, pressupõe
uma série de questões que a priori devem ser consideradas e respondidas com
um olhar no interesse primeiro desta atividade que é, a recuperação de
informações e conhecimento disponibilizados nos ambientes web.

�O presente trabalho busca na ciência da informação instrumental teórico
metodológico no processo de representação e organização da informação
visando agregação de valor aos Portais Web.
Nesse sentido Ranganathan, considera importante que a classificação
do conhecimento seja representada por um pensamento multidimensional numa
forma unilinear, ficando sempre algo que se perde, sendo que um dos propósitos
dos esquemas é tentar minimizar esta perda.
Na afirmação de Ranganathan, temos a constatação de que em
Ambientes virtuais, a utilização de estruturas de Organização da informação,
deve ser caracterizada por um pensamento com o objetivo básico da
recuperação da informação com o menor índice de perda de relevância no
conteúdo.
Vickery ressalta que em vários momentos dividido o universo do
conhecimento em um restrito e pequeno número de entradas principais,
conhecido como classes e que, essa restrição e seu uso são insatisfatórios. A
significância de estruturas de representação da informação elaboradas para os
Portais da Web é importante para facilitar a recuperação de informações
relevantes frente às necessidades específicas dos usuários.
Metodologia:
Procuraremos analisar e verificar a função dos Portais de Informação e
conceitualmente o que seria um Portal de Conteudo Web, com grande
quantidade de usuarios e diversidades de informações.
Como prisma metodológico, o presente trabalho pretende estudar os
Portais de Informação como o exemplificado da Globo.com, uol.com.br e
terra.com.br, e a estrutura da Arquitetura da Informação nele agregada, e
fazendo um viés de análise e de forma histórica desde a sua criação e o advento
evolutivo de sua pagina.
Efetuaremos coletas de dados específicos sobre como se representa a
informação nestes Portais, contextualizará com a função dos Portais e sua
vinculação com Websites da Internet, procurando ver se tais ferramentas
conseguem alcançar seu objetivo que seria trazer informações relevantes para
que os tomadores de decisão e os pesquisadores que atuam no País consigam
ter manancial de informações relevantes aos seus interesses.
Será verificado se há um ciclo documental e como se faz a análise de tal
para assim gerar a estrutura classificatória dos Portais, tendo ou não o alcance
de uma usuabilidade favorável as pessoas que ali acessam.
Por fim acreditamos que ao agregar o referencial teórico pertinente a
Ciência da Informação e as técnicas que são dominadas pela Arquitetura da
Informação estas possam trazer um novo olhar para a organização da
informação, mais especificamente nos ambientes virtuais facilitando assim ao
usuário encontrar a informação certa no menor tempo possível.
Resultados e Discussão:
É Possível que uma Estruturação de informação seguindo os preceitos de
Representação e Visualização de informação aumente o nível produtivo dos
Portais de Informação na Web.
O processo de concepção e construção de websites é constituido pela

�visão do profissional de desenvolvimento, que em sua maioria das vezes
esquecem ou desconhecem requisitos que são considerados importantes para a
efetiva recuperação da informação armazenada, que seria a Arquitetura da
Informação a Usabilidade e por fim a Organização da Informação, dificultando
com isto o processo de navegação e busca com a devida recuperação da
informação.
A amostragem de informação estruturada e não estruturada sobe a ótica
do profissional de informação.
Considerações Finais ou Conclusões:
Quando falamos em organização da informação em ambientes virtuais,
nos lembramos logo da Internet e do “caos” que muitas vezes esta se encontra.
Na construção de um portal, seja ele corporativo, seja ele universitário, ou de
qualquer outra natureza, uma efetiva representação da informação é de
fundamental importância.
Ao ser efetuado o levantamento bibliográfico de uma Área ainda não
consolidada como a Arquitetura da Informação, deparamo-nos com definições
de conteúdo semântico diferente e até divergentes. Este fato indica a não
sedimentação do conceito em si ou problemas de abordagem prática em
ambientes de natureza diferentes.
Na área de Arquitetura da Informação, várias vertentes abordam este
ponto no contexto de uso e “navegabilidade” dos Portais indicando a
necessidade de uma estrutura classificatória consistente.
Os resultados de melhoria do Portal tanto na parte estética quanto de
conteúdo, obtidos de análises em base de elementos de investigação próprios
da Ciência da Informação e da Arquitetura da Informação, indicam que ciência,
técnica e arte trazem parâmetros importantes de abordagem deste ambiente.
Da análise realizada constatamos dois pontos fundamentais: que a figura
do usuário deve estar presente no início, meio e fim do processo de elaboração
e implementação de um portal, e que a taxonomia e organização dos conteúdos
disponibilizados nos portais são fundamentais para o seu sucesso.
A necessidade de organização da informação em espaços virtuais se
baseia essencialmente no ato de classificar como processo inerente ao ser
humano. Num segundo momento ressaltamos a necessidade de princípios de
organização mostrando-se cada vez mais necessários no ambiente web onde
lida com mais de um bilhão de páginas e com expectativa de crescimento
exponencial latente.
Em base das várias definições, podemos concluir que a Arquitetura de
Informação perpassa desenhos, arte, esquemas ou mapas. Pode ser
considerada uma estrutura conceitual aplicável a qualquer ambiente
informacional que busque tratar de forma relevante o conteúdo disponível nos
Sistemas de Informação atendendo assim a usuários dos mais diversos perfis e
interesses.
No labirinto chamado Internet, quando fornecido uma lanterna, chamada
Arquitetura da Informação contendo uma luz intitulada Ciência da Informação, o
usuário tende a encontrar com mais facilidade a porta da saída levando consigo
a informação tão desejada.

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                <text>O homem moderno, com novos valores e novos padrões de necessidades e de consumo, exige mais e melhores serviços. Às organizações, sejam de natureza pública e privada, cabe a adequação às mudanças e o atendimento às exigências de seus usuários, se quiserem permanecer vivas em qualquer ambiente, principalmente em ambientes virtuais.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

RESTABELECIMENTO DA POLÍTICA DE SERVIÇOS E MELHORAMENTOS NA
BIBLIOTECA FRANKLIN CASCAES

Cirlei Oraci Dias de Campos – Universidade Federal de Santa Catarina
E-mail: cirleidcampos@gmail.com
Emanoel Quartiero da Silva – Universidade Federal de Santa Catarina
E-mail: emanoel.quartiero@grad.ufsc.br
Resumo:
Este trabalho relata a experiência de aplicação de um plano para uma melhor ordenação do
espaço e eficiência dos serviços da Biblioteca Franklin Cascaes, situada na Escola Básica
Municipal Professora Herondina Medeiros Zeferino, em Florianópolis. Partindo-se do
princípio de que a qualidade constitui o elemento essencial à existência das diversas
organizações, propôs-se, por meio da análise dessa unidade e consequente constatação da
existência de um problema de desorganização, a execução de atividades que solucionassem as
carências detectadas e pudessem contribuir para a instituição de melhorias. Portanto, possuiuse o objetivo de Organizar a Biblioteca para melhorar os serviços prestados e manter a
preservação do acervo. As causas do problema foram identificadas com o auxílio do
Diagrama de Ishikawa ou Espinha de Peixe e, o grau de prioridades de ação foi estabelecido
com a utilização da Matriz de GUT. O Plano de ação 5W2H foi o instrumento utilizado para
detalhar os procedimentos a serem efetuados e, um quadro de avaliação relatou os resultados
obtidos com a aplicação das ações.
Palavras-chave: Biblioteca escolar; Gestão da qualidade; Problema em biblioteca; Melhorias
em bibliotecas.
1 INTRODUÇÃO
No cenário atual, em que a informação impera como sendo um produto imprescindível
para tomada de decisões, elevando o mundo dos negócios e dos serviços, é de extrema
relevância pensar na qualidade dessa informação, assim como avaliar continuamente a
qualidade do que é oferecido pela organização ou instituição em questão, pois sua
sobrevivência dependerá disso.
Dessa forma, quem dispõe de conhecimentos necessários para filtrar, avaliar e saber
usar a informação possui um diferencial diante de seus concorrentes. Segundo Varvakis,

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Fachin e Santos (2003, p. 86), “à medida que a informação assume importância cada vez
maior nos dias atuais, os usuários de serviços de informação passam a ser cada vez mais
exigentes”.
A biblioteca como uma unidade de informação deve preocupar-se com seus usuários,
em identificar suas necessidades e para isso deve haver contínua avaliação e análise dos
serviços oferecidos. Um bibliotecário, ao gerenciar uma unidade de informação, precisa
identificar problemas na política de serviços em vigor, no cumprimento das tarefas rotineiras,
no grau de satisfação dos seus clientes/usuários, entre outros aspectos, pois uma unidade de
informação precisa estar adequada para receber e atender seus usuários, o que exige um
repensar contínuo da qualidade. Conforme Oliveira e Amaral (2012, p. 2),
a principal função das unidades de informação é a prestação de produtos e serviços
que possibilitem a acesso ao conhecimento da demanda de sua comunidade. Para
que esses serviços satisfaçam os usuários, devem estar arrolados aos princípios de
eficiência, eficácia e efetividade, sendo avaliados e readequados continuamente.

Diante dessa preocupação buscou-se implementar um projeto de gestão de qualidade
na Biblioteca Franklin Cascaes, inserida na Escola Básica Municipal Professora Herondina
Medeiros Zeferino, localizada no bairro Ingleses, Florianópolis. É considerada a maior
biblioteca do município, atendendo hoje à aproximadamente 1200 alunos, porém com
probabilidades de aumentar de forma considerável esse número, o que implica em um
repensar constante na política de serviços e no processo de gestão, necessitando de mais
funcionários para atendimento na biblioteca, mais aquisições para o acervo, entre outras
questões, sempre em busca da melhoria da qualidade. De acordo com Varvakis, Fachin e
Santos (2003, p. 85), a busca de melhoria da qualidade também é prioridade nas organizações
que prestam serviços e a gestão dos processos passa a ter papel fundamental nas organizações
voltadas à prestação de serviços de informação, como é o caso das bibliotecas.
Dessa forma, verificou-se que na Biblioteca Franklin Cascaes o problema se
encontrava na sua desorganização, o que levou a seguinte pergunta: Como melhorar a
organização dessa Biblioteca?
A partir daí, traçou-se o objetivo de: Organizar a Biblioteca para melhorar os serviços
prestados e manter a preservação do acervo.
A metodologia empregada para alcançar esse objetivo foi adotar o mapa de causa
Diagrama de Ishikawa para esboçar melhor as causas. Este “permite, a partir dos grupos
básicos de possíveis causas, analisar tais causas até os níveis de detalhe adequados à solução
do problema” (VILAÇA et al., 2010, p. 7). Em um segundo momento foi empregada a Matriz

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de GUT para definir os critérios de prioridade, as ações a serem executadas e sua ordem de
execução. A matriz “tem por finalidade a seleção de problemas e desafios, escalonar os
problemas levando em conta o impacto positivo e negativo de sua correção” (MEDEIROS,
2013, p. 2). Por fim, adotou-se o plano de ação 5W2H para estabelecer o que fazer, o porquê,
como atuar, contabilizar os custos, quem fará, onde fará e quando serão realizadas as ações.
Conforme Medeiros (2013, p. 3), a técnica 5W2H consiste em equacionar o problema,
descrevendo-o por escrito: como afeta o processo, as pessoas, que situação desagradável o
problema causa.
Com isso, espera-se otimizar o trabalho da bibliotecária para que a informação seja
disponibilizada em menor tempo, bem como incentivar a preservação do acervo.

2 IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE AÇÃO PARA ORGANIZAR A BIBLIOTECA
FRANKLIN CASCAES
Ao analisar o cenário da Biblioteca Franklin Cascaes foi detectado o problema de sua
desorganização, com isso usou-se o Diagrama de Ishikawa ou Espinha de Peixe para levantar
as causas do problema. Através desse diagrama foram encontradas três causas: má ordenação
das estantes conforme a classificação; má visibilidade das etiquetas de classificação nas
estantes; deficiência no sistema de devolução, ocasionando as subcausas perda de acervo pela
não devolução dos itens e perda de acervo por maus cuidados com os mesmos. Como pode
ser verificado no diagrama abaixo:
Figura 1: Diagrama de Ishikawa ou Espinha de Peixe.

Fonte: Elaborada pelos autores.

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Em seguida, houve necessidade de priorizar as causas que deveriam ser atacadas
primeiro, para isso, foi usada a Matriz de GUT que possibilita pontuar o grau de gravidade,
urgência e tendência de cada causa, analisando o quanto cada uma delas contribui para o
problema geral. Cada etapa é numerada de 1 a 5 e depois multiplicada entre si, gerando um
determinado número que indicará o grau de relevância de atuação sobre a causa.
Quadro 1: Matriz de GUT.

Fonte: Elaborado pelos autores.

Logo após, foi feito um plano de ação para resolver o problema da desorganização na
unidade de informação. Utilizou-se o plano de ação 5W2H para execução e controle de
tarefas, cuja meta/porquê fazer - centrou-se em melhorar os serviços prestados e garantir a
preservação do acervo. Através do 5W2H foi possível identificar o que fazer, como fazer,
quem fará, onde, quanto tempo levará e quanto custará.
Para a primeira causa, deficiência no sistema de devolução, foi feita uma política de
empréstimo com a bibliotecária responsável em que foram definidos alguns critérios para o
empréstimo dos materiais tanto para alunos, como para professores e a comunidade escolar
(funcionários e parentes de alunos). A conversa com a bibliotecária durou aproximadamente
30min e aconteceu no dia 02 de outubro de 2013, das 12:30h às 13:00h, no espaço de estudos
da biblioteca, envolvendo uso de papel e caneta. Depois, usou-se papel A4, computador e
impressora ao fazer registro impresso para arquivamento. Os materiais citados foram cedidos
pela escola. Segue em anexo o documento que registra formalmente o que foi definido na
política de empréstimo.
Ainda para a primeira causa foi realizada uma segunda ação, palestra educativa
reforçando cuidados com os livros e responsabilidade com os prazos de empréstimo. Os
responsáveis pelo projeto confeccionaram um folder explicativo com diversas cópias para

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serem distribuídas aos alunos, cujo conteúdo refere-se a alguns cuidados básicos que se deve
ter ao usar os materiais da biblioteca, e mais cinco cartazes, três com os regulamentos do
serviço de empréstimo, um com frase de estímulo à leitura e outro com o conteúdo do folder.
Os cartazes foram afixados nas paredes da sala de estudos. A confecção do material ocorreu
no dia 11 de outubro de 2013 e o tempo total gasto para concluir a tarefa foi de 5 horas, das
09:00h às 14:00h. Com relação à palestra/conversa com os alunos a respeito dos cuidados no
manuseio dos livros e responsabilidade com a entrega dos materiais, foram pré-selecionadas
dez turmas, sendo cinco do período matutino (36, 41, 71, 72 e 81) e cinco do vespertino (33,
35, 53, 64 e 83). O tempo de duração dessa conversa durou em torno de 10 a 15min com cada
turma. Os alunos foram aconselhados a usar o folder como marca texto, cujo objetivo é a
visualização frequente do que foi explicitado nele. As palestras ocorreram entre os dias 21 a
25 de outubro de 2013, sendo que as turmas 71, 72, 81, 64 e 83 foram atendidas no dia 21/10,
a turma 36 no dia 22/10, a 41 no dia 23/10, a 53 no dia 24/10 e as turmas 33 e 35 no dia
25/10. As atividades executadas nessa ação aconteceram no espaço de estudos da biblioteca e
para isso foram gastos os seguintes materiais: aproximadamente 7 cartolinas, 100 folhas A4,
tinta e pincel atômico, computador pessoal, computador e impressora da Equipe Pedagógica
(a escola cedeu o necessário). Observação: custo de apenas R$ 5,40 com transporte coletivo.
Para a segunda causa, correspondente a má ordenação do acervo conforme a lógica de
classificação, foi feita a transferência de todos os itens do acervo, estes foram retirados dos
locais em que se encontravam para serem colocados em outras estantes, sendo ordenados de
acordo com a classificação usada pela biblioteca, Classificação Decimal de Dewey - CDD.
Essa tarefa foi executada pelos integrantes do projeto, na sala onde está localizado o acervo,
no dia 29 de outubro de 2013. O tempo gasto na tarefa foi de 6h30min e o custo foi de R$
2,70 para transporte coletivo e mais R$ 17,00 para lanche.
Por conseguinte, a terceira e última causa a ser sanada refere-se à má visibilidade das
etiquetas de classificação nas estantes. A ação realizada foi a substituição das etiquetas
antigas, desbotadas, despadronizadas e feitas manualmente por etiquetas padronizadas,
digitadas, impressas e plastificadas. O acervo da biblioteca é constituído também por obras de
literatura infantil que se encontram em um local especial. Esse acervo não foi alterado de
lugar, mas as etiquetas que lá existiam deram lugar às padronizadas. Etiquetas estas com a
indicação dos anos escolares, referindo-se às idades adequadas aquele tipo de material;
etiquetas sinalizando gibis; contos; poesias; só ilustração, que diz respeito a livros que só
possuem desenhos. Foi confeccionado também um cartaz com o significado das cores
encontradas na lombada dos livros. Os componentes fizeram todo o trabalho de digitação,

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impressão, plastificaram e colaram as novas etiquetas nas estantes do acervo. A atividade foi
realizada entre os dias 5 e 12 de novembro de 2013, com duração média de 3h por dia, das
10:00h às 13:00h. Não houve custos, pois a escola disponibilizou computador, impressora e
papel contact. Em anexo, fotos do processo de execução do plano de ação.
Finalizada a aplicação das ações sobre as causas, parte-se para uma avaliação de
desempenho para verificar se os resultados foram alcançados. Constatou-se que para todas as
ações propostas, em todas as causas, houve nível máximo de êxito, pois as tarefas foram
cumpridas e dentro dos prazos estabelecidos. O nível de execução teve nota máxima em cada
uma das ações – nota 10, sendo que foram consideradas notas de 0 a 10 para a avaliação.
Abaixo, três quadros com a avaliação de desempenho.
Quadro 2: Avaliação de desempenho – causa 1.

Fonte: Elaborado pelos autores.

Nota-se que a política de empréstimo é uma ação que não precisa ser repetida, pois a
biblioteca possui registros que orientarão os funcionários e usuários em caso de dúvida.
Porém, há necessidade de se repetir a palestra educativa, pois é um processo contínuo de
educação que deve ser reproduzido a cada três meses para que os objetivos propostos sejam
assimilados e interiorizados pelos alunos.

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Quadro 3: Avaliação de desempenho – causa 2.

Fonte: Elaborado pelos autores.

Nesse caso, percebe-se que não há necessidade de se repetir a ação, já que o acervo foi
todo modificado. Com a nova ordenação os alunos se dispersam menos pelo espaço, o que
evita desordem nas demais estantes.
Quadro 4: Avaliação de desempenho – causa 3.

Fonte: Elaborado pelos autores.

A confecção de etiquetas para as estantes é uma tarefa que não precisa ser refeita, a
não ser que as mesmas sejam retiradas das estantes.
Buscou-se também, para melhor avaliação, consultar a pessoa responsável pelo local, a
bibliotecária, e assim verificar seu grau de satisfação. Foi feito um questionário, enviado por
e-mail, contendo três perguntas, uma relacionada à má ordenação do acervo e má visibilidade
das etiquetas e duas referentes à deficiência no sistema de devolução. 1ª – A nova organização
do acervo facilitou seu trabalho ou se manteve inalterado? Resposta: Facilitou bastante e ficou
mais organizado na questão do acesso ao acervo. 2ª – Em relação ao sistema de empréstimo,

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os números de atraso e danificação de materiais foram reduzidos? Resposta: O número de
danificação diminuiu considerável, pois os usuários tomaram mais consciência do valor do
patrimônio da escola que pertence a eles também. Agora, quanto ao atraso, não alterou muito
não. 3ª – A atual política de empréstimo supre as necessidades da unidade e está de acordo
com os padrões da mesma? Resposta: Supre as necessidades da unidade, mas deveria ter um
padrão em toda unidade escolar da rede para melhor controle do acervo, e como é uma escola
pública, fica difícil colocarmos uma regra que possa ser cumprida por toda essa comunidade.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Unidades de informação, assim como todas as outras organizações, não permanecem
isentas de adversidades. Tanto bibliotecas como arquivos, museus ou quaisquer outros centros
informacionais apresentam conflitos das mais variadas formas, e, que muitas vezes podem
evoluir para complicações de uma maior dimensão. Para que se cumpra o ideal proposto por
tais instituições, que é o de fornecer informações aos seus usuários de maneira rápida e eficaz,
sem que haja comprometimento do funcionamento de seus serviços, torna-se fundamental a
constatação de problemas e a proposição de soluções para tais adversidades. Partindo deste
princípio, visualizou-se a situação da Biblioteca Franklin Cascaes – inserida na escola
municipal Profa. Herondina Medeiros Zeferino – e constatou-se a necessidade de reparos.
Detectar o problema não fora tarefa difícil, de modo que se pôde verificar, por meio
de instrumentos e observações, tratar-se de um caso de desorganização. A conclusão deveu-se
às causas de deficiência no sistema de empréstimo e as possíveis dificuldades de localização
de itens no acervo, causadas pela má ordenação das estantes conforme os números de
classificação, e a má visibilidade das etiquetas onde estão contidos os números e assuntos. A
proposição de soluções também ocorreu de maneira simplificada, mediante a análise das
causas, levando a crer na necessidade de formulação de uma política de empréstimo, em uma
nova ordenação das estantes que comportam o acervo e na substituição das etiquetas de
classificação.
A execução dos procedimentos ocorreu dentro do período previsto, com os recursos
idealizados e de maneira satisfatória. Apenas duas pequenas dificuldades foram encontradas
durante o processo. A primeira foi certa resistência por parte da bibliotecária em relação à
mudança de algumas estantes do acervo. Esta, inicialmente, evidenciou sua preferência pela
não alteração das estantes relativas à classe de literatura, periódicos e material de referência,
porém, com sua ausência na instituição por motivos de saúde, tomou-se a liberdade de fazer

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todas as modificações necessárias, e o resultado foi que, ao retornar, a bibliotecária aprovou a
modificação realizada.
Outro fator diz respeito à impressão dos panfletos, destinados a comunicação aos
alunos da escola, expondo cuidados a serem tomados com os itens do acervo e recordando da
devolução. Na data anterior à agendada para impressão ocorreram problemas como a falta de
folhas A4 e a incompatibilidade do sistema operacional do computador da escola com os
formatos de leitura de arquivo exigidos pelo mesmo, devendo-se a razão desse ter sido
produzido em computadores pessoais, os quais possuem outro sistema operacional. Portanto,
teve-se que esperar até o dia seguinte para realizar a prática.
Acredita-se que o trabalho desenvolvido poderá sim aperfeiçoar os serviços
prestados na unidade, como pode ser percebido com a fala da própria bibliotecária. Porém, em
relação à preservação do acervo, a tarefa encontra-se nas mãos de seus próprios usuários,
principalmente dos alunos, os quais representam a maioria. Ainda que se realizem agora
palestras ou conversas educativas referentes aos cuidados com os itens e estabelecendo um
novo sistema de empréstimo e devolução, torna-se relevante a repetição das conversas, pois o
público estudantil é formado por crianças e pré-adolescentes, o que pode implicar em certa
imaturidade e falta de responsabilidade para com os materiais da biblioteca. Contudo, convém
afirmar que é de grande importância que seja seguida a política de empréstimo estipulada,
pois ela atua como um auxílio na organização e controle do acervo.
Além das causas apresentadas neste plano de melhoramentos, havia-se verificado no
princípio do projeto a existência de algumas outras causas para a desorganização da unidade,
sendo elas a ausência de porta no hall de entrada e a falta de instalação da internet no
ambiente. Como suas soluções não estão ao alcance no momento, sugere-se que essas causas
venham a ser solucionadas em projetos futuros, acreditando que continuam sendo prioridades
para melhorar e desenvolver a unidade. Dessa forma, se conquistaria o tão sonhado silêncio
de um ambiente de estudos, bem como a agilidade e eficiência no atendimento por meio da
consulta ao Sistema Pergamum.
REFERÊNCIAS
MEDEIROS, Carlos Henrique de A. C. Um modelo de gestão de risco para o controle do
desempenho das ações de segurança em barragens, utilizando a técnica da matriz GUT e
método 5W2H. XXIX Seminário Brasileiro de Grandes Barragens. Porto de Galinhas:
Comitê Brasileiro de Barragens, 2013. 8 p. Disponível em:
&lt;http://dataevent.azurewebsites.net/anaisxxixsngb/files/Tema109/A%2028%20%20Carlos%20Henrique%20de%20A.%20C.%20Medeiros.pdf&gt;. Acesso em: 29 nov. 2013.

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OLIVEIRA, Greissi Gomes; AMARAL, Roniberto Morato do. Mapeamento de processos
em bibliotecas: estudo de caso em uma biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia de São Paulo. XVII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias. Gramado:
[s. n.], 2012. 15 p.
SANTOS, Luciano Costa; FACHIN, Gleisy Regina Bóries; VARVAKIS, Gregório.
Gerenciando processos de serviços em bibliotecas. Ci. Inf., Brasília, v. 32, n. 2, p. 85-94,
maio/ago. 2003.
VILAÇA, Luísa Lemos et al. Melhoria do controle de peso de leite em pó enlatado em
uma fábrica de laticínios. XXX Encontro Nacional de Engenharia de Produção. São Carlos:
Associação Brasileira de Engenharia de Produção, 2010. 10 p. Disponível em:
&lt;http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2010_TN_STP_114_747_15926.pdf&gt;. Acesso
em: 29 nov. 2013.

APÊNDICE A – POLÍTICA DE EMPRÉSTIMO
Florianópolis, 02 de outubro de 2013.
POLÍTICA DE EMPRÉSTIMO DA BIBLIOTECA FRANKLIN CASCAES
A atual Biblioteca está instalada no prédio da Escola Básica Municipal Herondina Medeiros Zeferino,
sendo pertencente à mesma.
Este projeto foi baseado em um estudo feito a partir de problemas encontrados na unidade de informação
e objetiva otimizar as condições de trabalho dos funcionários que lá atuam, bem como melhorar o atendimento
aos usuários, conscientizando-os quanto à preservação do acervo.
Conforme reunião com a bibliotecária responsável pela gestão do espaço ficou estabelecido que:
ALUNO
Empréstimo de 1 livro de literatura - Prazo: semanal (1º ao 5º ano) ou quinzenal (6º ao 9º ano).



Direito a uma renovação após o primeiro empréstimo, desde que não esteja em atraso.
Perda de livro ou danificação que prejudique o uso do mesmo – PENALIDADE: pagamento com o
mesmo título ou outro equivalente, o que dependerá da análise feita pela bibliotecária.

PROFESSOR
Empréstimo de no máximo 3 livros (literatura e paradidático) - Prazo: 15 dias.
Periódicos – máximo 3 itens - Prazo de entrega para o dia seguinte.
1 CD ou 1 DVD - Prazo de uma semana.



Os livros de literatura ou paradidáticos podem ser renovados uma vez.
Exceção – atrasos de até uma semana ainda serão tolerados para que se faça a renovação, porém passará
pela análise da bibliotecária, pois a ação não se consumará se o exemplar for único.

FUNCIONÁRIO
Empréstimo de 1 livro de literatura - Prazo: 15 dias para livro infantil, sem direito à renovação; uma
semana para livro infanto-juvenil e demais literaturas, sem renovação.

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Empréstimo de 1 livro paradidático (exceto os da área de Educação que são exclusivos para professores) Prazo: 15 dias com direito a uma renovação (exceto se houver apenas um exemplar).
COMUNIDADE ESCOLAR - PAIS DE ALUNOS, IRMÃOS, AVÓS, TIOS...
Empréstimo de 1 livro paradidático ou de literatura - Prazo: 15 dias para livros de séries finais com
direito a uma renovação (possibilidade inviável se houver apenas um exemplar no acervo); uma semana para
livros de séries iniciais, sem direito à renovação.


O empréstimo será feito em nome do aluno, mas faz-se necessário verificar o histórico do mesmo, pois se
estiver com livro em atraso não será possível efetivar a saída do referido material.

Obs.: A penalidade citada anteriormente, para casos de perda ou danificações que prejudiquem o uso do item,
valerá também para os demais usuários.

APÊNDICE B – FOTOS DAS ETAPAS DO PLANO DE AÇÃO
Foto 1: Folder educativo.

Foto 2: Legenda das cores.

Foto 3: Processo de arrumação para ordenamento lógico conforme a classificação.

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Foto 4: Produção das etiquetas de classificação.

Fotos 5 e 6: Antes e Depois da Estante 050 – Periódicos Gerais.

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Foto 7: Má ordenação e Ordenação atual – classe 100, 200 e 300.

�</text>
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                  <text>CBBD - Edição: 26 - Ano: 2015 (São Paulo/SP)</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>Este trabalho relata a experiência de aplicação de um plano para uma melhor ordenação do espaço e eficiência dos serviços da Biblioteca Franklin Cascaes, situada na Escola Básica Municipal Professora Herondina Medeiros Zeferino, em Florianópolis. Partindo-se do princípio de que a qualidade constitui o elemento essencial à existência das diversas organizações, propôs-se, por meio da análise dessa unidade e consequente constatação da existência de um problema de desorganização, a execução de atividades que solucionassem as carências detectadas e pudessem contribuir para a instituição de melhorias. Portanto, possuiu-se o objetivo de Organizar a Biblioteca para melhorar os serviços prestados e manter a preservação do acervo. As causas do problema foram identificadas com o auxílio do Diagrama de Ishikawa ou Espinha de Peixe e, o grau de prioridades de ação foi estabelecido com a utilização da Matriz de GUT. O Plano de ação 5W2H foi o instrumento utilizado para detalhar os procedimentos a serem efetuados e, um quadro de avaliação relatou os resultados obtidos com a aplicação das ações.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
AS BIBLIOTECAS DOS COLÉGIOS DE APLICAÇÃO FEDERAIS: UM ESTUDO
SOBRE A MEDIAÇÃO DA LEITURA E DA INFORMAÇÃO
Tatyanne Christina Gonçalves Ferreira Valdez. UFRJ. (taty.valdez@ufrj.br)
Alberto Calil Junior. UNIRIO. (caliljr@unirio.br)

Introdução
A atuação e presença da biblioteca escolar devem ocorrer tanto no interior de
seu espaço quanto fora dele – ou seja, em outros espaços da escola e da sociedade,
tendo em vista a sua participação no currículo escolar, a sua interação com a sala de
aula e a responsabilidade na construção do hábito de leitura através da promoção do
acesso ao livro, como também a outros suportes informacionais. No entanto, para que a
biblioteca realmente possa desempenhar um importante papel no processo ensinoaprendizagem, destaca-se a necessidade da realização de ações de mediação da
leitura e da informação.
Com base nisso, este trabalho ressalta as questões relativas às bibliotecas
escolares que fazem parte do cotidiano das IFES brasileiras, a partir da criação dos
Colégios de Aplicação (CAp). Esses colégios foram criados através do Decreto-Lei
Federal n. 9053, em 12 de março de 1946, que estabeleceu a obrigatoriedade de todas
as Faculdades de Filosofia manter ginásios de aplicação, destinados à prática docente
dos alunos dos cursos de Didática. Visto que os Colégios de Aplicação têm um
importante papel na comunidade acadêmica e na sociedade, pois tem o
comprometimento de formar cidadãos críticos por meio de uma prática pedagógica
autônoma e da livre experimentação de metodologias e estratégias de ensino, sendo
um espaço referencial para a formação dos discentes dos cursos de licenciatura. Nessa
perspectiva, é importante verificar quais são as ações de mediação da leitura e da
informação que são realizadas por essas bibliotecas.
Método da pesquisa
A metodologia adotada foi a realização de um levantamento bibliográfico sobre
os conceitos de mediação da leitura e mediação da informação, buscando o
entendimento dos mesmos no contexto da biblioteca escolar. Foi feito também, um
levantamento bibliográfico nos anais das três últimas edições do Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias (SNBU), como também nos dois últimos anais do Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD) e o 1º
Fórum de Pesquisa em Biblioteca Escolar, a fim de identificar trabalhos sobre

�bibliotecas dos Colégios de Aplicação das Instituições Federais de Ensino Superior
(IFES).
Primeiramente, buscou-se saber quais eram os colégios das IFES e através do
sitio do Conselho de Dirigentes das Escolas Básicas das Instituições Federais de
Ensino Superior (CONDICAP) foram identificadas dezessete escolas. Por conseguinte,
foram verificados os trabalhos que tratam sobre a mediação da leitura e da informação
no âmbito das bibliotecas das escolas das IFES.
Resultados e Discussão
No que concerne ao embasamento teórico deste trabalho, destacam-se na
literatura da área os trabalhos de diversos autores que abordam as ações de mediação
da leitura e da informação na biblioteca escolar, são eles: Kuhlthau (2004); Girotto e
Souza (2009); Petit (2009); Almeida Júnior (2009); Bortolin e Almeida Júnior (2009);
Campello (2013); Castro Filho (2013) dentre outros.
Em relação a pesquisa nos anais dos eventos, a edição do SNBU do ano de
2008, apresentou apenas um trabalho que apenas citava a biblioteca do Colégio de
Aplicação no sistema. Já a edição do SNBU de 2010, nenhum trabalho abordou as
bibliotecas dos Colégios de Aplicação das IFES durante o evento. Por conseguinte, o
SNBU do ano 2012 oito trabalhos apresentaram discussões que abrangeram os
Colégios de Aplicação Federais, destes apenas dois trabalhos aprofundaram seus
estudos sobre mediação da leitura e da informação no espaço da biblioteca escolar.
Deste modo, no que se refere aos trabalhos encontrados no SNBU 2012,
percebeu-se que as ações da mediação da leitura e da informação na biblioteca escolar
foram apresentadas como essenciais para os processos de aprendizagem dos alunos,
uma vez que, de acordo com a narrativa presente nos textos, os sujeitos precisam ser
leitores competentes para buscar e usar a informação para suprir necessidades
pessoais, como também para produzir conhecimento de maneira autônoma e coletiva.
No que se refere às edições do evento CBBD, no ano de 2011, não apresentou
trabalho que abrangesse alguma das bibliotecas dos Colégios de Aplicação das IFES.
O evento do ano de 2013 também não apresentou nenhum trabalho que mostrasse
algum estudo ou relato de experiência sobre esse tipo de instituição, apesar da
submissão dos trabalhos contemplarem a temática sobre Bibliotecas Escolares visando
à participação dos mesmos no evento simultâneo – 1º Fórum Brasileiro de
Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática.
Nos anais do 1º Fórum de Pesquisa em Biblioteca Escolar, realizado em 2012 e
organizado pelo Grupo de Estudos em Biblioteca Escolar (GEBE), foram mencionadas
quatro bibliotecas dos Colégios de Aplicação das IFES como um dado estatístico dos
estudos apresentados, são elas: biblioteca do CAp – UFRJ; biblioteca do Centro de
Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação CEPAE – UFG; biblioteca do Colégio de
Aplicação – UFSC e biblioteca da Escola de Educação Básica e Profissional – UFMG.

�Considerações Finais
Em relação às discussões que envolveram as bibliotecas dos Colégios de
Aplicação, a análise demonstra que houve um aumento na incidência de trabalhos
sobre os Colégios de Aplicação nas edições do SNBU. No entanto, a baixa produção de
trabalhos aponta na direção da urgência da reflexão sobre as bibliotecas dos Colégios
de Aplicação enquanto partícipes de uma estrutura composta por bibliotecas
universitárias. Com base nisso, é possivel considerar que os profissionais das
bibliotecas escolares dos Colégios de Aplicação ainda não perceberam o potencial de
interlocução oferecido pelo SNBU, assim como outros eventos científicos, em especial o
1º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática que é um evento
simultâneo ao CBBD. Entende-se que a leitura é uma competência essencial para a
formação de um indivíduo que precisa viver em uma sociedade cada vez mais
informacional. Neste sentido, as bibliotecas dos Colégios de Aplicação das IFES devem
se preocupar na construção de ações que favoreçam o estímulo da leitura e o
desenvolvimento de habilidades informacionais.
Palavras-chave: biblioteca escolar; mediação da leitura e mediação da informação
Referências:
ALMEIDA JUNIOR, Oswaldo Francisco de. Mediação da informação e múltiplas
linguagens. Pesq. Bras. Ci. Inf., Brasília, v.2, n.1, p.89-103, jan./dez. 2009. Disponível
em: &lt; http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?dd0=0000007770&amp;dd1=36548&gt;.
Acesso em: 10 abr. 2014.
ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco; BORTOLIN, Sueli. Bibliotecário: um essencial
mediador de leitura. In: SOUZA, R. J. (Org.). Biblioteca escolar e práticas educativa.
Campinas: Mercado de Letras, 2009. p. 205-218.
CAMPELLO, Bernadete Santos et al. Pesquisas sobre biblioteca escolar no Brasil: o
estado da arte. Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da
informação, v. 18, n. 37, p. 123-156, mai./ago., 2013.
CASTRO FILHO, Cláudio Marcondes de. Roger Chartier e práticas de leitura: uma
abordagem para o campo da informação. In: SEGUNDO, José Eduardo Santarem;
SILVA, Márcia Regina da; MOSTAFA, Solange Puntel (Orgs). Os pensadores e a
Ciência da Informação. Rio de Janeiro: E-papers, 2012. p. 25-36.
GIROTTO, C. G. S.; SOUZA, R. J. de. A hora do conto na biblioteca Escolar: o diálogo
entre leitura literária e outras linguagens. In: SOUZA, R. J. Biblioteca Escolar e
práticas educativas: o mediador em formação. Campinas, SP: Mercado de Letras,
2009.
KUHLTHAU, Carol. Como usar a biblioteca na escola: um programa de atividades
para o ensino fundamental. 2. Ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.

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                <text>A atuação e presença da biblioteca escolar devem ocorrer tanto no interior de seu espaço quanto fora dele – ou seja, em outros espaços da escola e da sociedade, tendo em vista a sua participação no currículo escolar, a sua interação com a sala de aula e a responsabilidade na construção do hábito de leitura através da promoção do acesso ao livro, como também a outros suportes informacionais. No entanto, para que a biblioteca realmente possa desempenhar um importante papel no processo ensino-aprendizagem, destaca-se a necessidade da realização de ações de mediação da leitura e da informação.</text>
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                    <text>A ANÁLISE DE REDES SOCIAIS APLICADA À ARQUITETURA DA
INFORMAÇÃO: ESTUDO DE CASO
Autor: Camila da Silva Teixeira. Universidade Federal do Rio de Janeiro.
milarine.teix@gmail.com
Josimara
Dias
Brumatti.
Universidade
Federal
Fluminense.
josimara_uff@yahoo.com.br
Introdução: As redes sociais constituem num grande fenômeno atual em virtude
da internet, estando inserida em várias áreas do conhecimento. No entanto, ela
surgiu muito antes deste fenômeno que a popularizou. Both nos anos 70 em seu
livro “Família e rede social” já conceituava rede social, assim como Barnes nos
anos 80, em seu artigo "Redes sociais e processo político", sendo atrelada a uma
perspectiva de estudo que é demarcada pelo conjunto de trabalhos que vai
fundamentar o próprio paradigma da Análise de Redes Sociais (ARS)
(RECUEIRO, 2014).
Uma rede social é qualquer conjunto de indivíduos que possuem
característica ou atividades em comum e em função disto se relacionam entre si,
formando uma rede de relacionamento, construindo assim como diz Tomaél e
Marteleto (2009) uma estrutura social.
Buscou-se averiguar se a Análise de Redes Sociais (ARS) pode ser
utilizada para estudar a navegabilidade. Objetivou-se verificar o acesso dos
usuários ao blog a partir dos hiperlinks visitados, adotando ARS para mostrar as
páginas centrais, sua direção e as páginas isoladas. A pesquisa foi ambientada na
Biblioteca do Centro de Filosofias e Ciências Humanas da Universidade Federal
do Rio de Janeiro (BT CFCH/UFRJ) e visa auxiliar na criação de um site para a
biblioteca.
A partir desta demanda foi realizado um estudo no blog da BT CFCH/UFRJ
(http://btcfchufrjbr.blogspot.com.br/), baseado nos conceitos de medida de
centralidade empregados por Tomaél e Marteleto (2009) e no sistema de
navegabilidade citado por Morville e Rosenfeld (c2007), com isso pretende-se
responder as seguintes questões: Que tipo de informação o usuário procura?
Quais são as páginas mais e/ou menos acessadas? Analisando assim, o fluxo de
informação e de navegação, no período estudado.
Método da pesquisa: O corpo de análise, ou seja, os atores da rede são
representados pelas páginas/abas que compões o blog. Para cada página, que
corresponde a uma aba no blog, foi atribuído um código: Início (P1); Sobre a
Biblioteca (P2); Consulta (P3); Publicações (P4); Bases de Dados (P5); Serviços
(P6); Portal CAPES (P7); Contatos (P8); Espaço Anísio Teixeira (P9); Obras Raras
(P10); Vitrine da Memória (P11); Ferramentas (P12). Fazendo um paralelo com a
Arquitetura da Informação, correspondem aos itens presentes na navegação
global (menus fixos). Através dos links presentes no texto de cada uma destas
páginas (navegação ad hoc) foi monitorado o caminho percorrido pelo usuário
durante o processo de navegação.
O período estudado foi o primeiro semestre de 2014, na cidade do Rio de
Janeiro, restringindo-se aos usuários de com idade entre 18 e 35. A partir disso foi
gerada uma matriz que apontou a frequência que a interação entre as páginas

�ocorre, gerando uma matriz de modo 1. Estes dados foram então inseridos no
software UCINET1 que através do NetDraw permitiu a visualização da rede.
Resultados: Através da figura 1 se verifica que P1 e P3 movimentam a maior
parte do fluxo de direcionamento de páginas, estes atores são responsáveis por
encaminhar os usuários para todos os conteúdos disponíveis no blog. Identifica-se
P1 como a página mais acessada, com 1650 usuários e P9 como a menos
acessada com 47 usuários. Destaca-se ainda, que nenhum ator apareceu isolado
na rede.
No que tange a centralidade da informação, P1 têm maior probabilidade de
transferir e receber informações de toda a rede, detendo o maior número de
caminhos nela. Observou-se, durante a coletada de dados, que esse ator possui a
maior quantidade de conteúdo.
Quanto à centralidade do grau o ator que mais recebeu direcionamentos na
rede foi P6, indicando a importância deste para complementar as informações não
localizadas nos outros atores.
Observou-se que dez páginas da rede não possuem nenhum poder para
intermediar a informação que flui pela rede (P2, P4, P6, P7, P8, P9, P10, P11 e
P12). Dois atores alcançaram índices de intermediação de 37.879 (P1 e P3) e um
ator (P5) obteve 0.605. Considerando esses fatores podemos afirmar que o poder
de intermediação está concentrado em cerca três atores que possuem os únicos
índices de intermediação.
Centralidade de Proximidade, os atores mais centrais em relação à
proximidade são P2, P9, P10, P11, P12 que possuem um pequeno índice (0.875)
de diferença de P4, P6, P7 e P8. Seguidos de P5, P1 e P3, estes dois últimos com
uma diferença relevante em relação aos demais (em torno de 40%).
Esta medida traduz a independência dos atores, indicando a possibilidade
de comunicação com muitas páginas uma rede, com um número mínimo de
intermediários. Sendo assim quanto menor o índice, maior a proximidade. No caso
do blog, indica as páginas nas quais os usuários precisam fazer um caminho
menor para chegarem ao conteúdo que desejam a partir da página principal,
menos cliques, maior a facilidade de navegar.
Figura 1- Centralidade

Fonte: Autoras, 2015.
1

UCINET é um pacote de software para análise de dados de rede social. Ele foi desenvolvido por Lin
Freeman, Martin Everett e Steve Borgatti e vem com a ferramenta de visualização de rede
NetDraw. (UCINET, 2014)

�Discussão: A ARS mostrou-se um instrumento importante para estudar a
navegabilidade e a assim testar o fluxo da informação. Comprovou-se através dela
que o ator P1 é o mais acessado, justificado pelo seu conteúdo – postagens com
assuntos atuais, revelaram-se as informações mais procuradas pelos usuários – o
que aponta a necessidade deste tipo de conteúdo ser adotada no futuro site da BT
CFCH. Outra página que obteve grade número de acessos foi P3, enfatizando a
questão da consulta ao Catalogo Bibliográfico Online da UFRJ, que pode indicar a
necessidade da criação de um ícone evidenciando ainda mais sua localização no
site. P9 por sua vez obteve o menor índice de acesso, correspondendo à página
“Espaço Anísio Teixeira”, aqui pode ter ocorrido um problema de rotulagem, talvez
a terminologia a adotada não seja de fácil compressão para usuário, identifica-se
aqui a necessidade de estudos futuros, como pesquisas de campo para tentar
validar esta hipótese e, caso seja confirmada, averiguar juntos os usuários qual
rótulo seria mais adequado.
Considerações Finais: Observou-se que a Análise de Redes Sociais constituiuse em uma importante ferramenta para mapear o fluxo de informações digital
dentro do blog da BT CFCH/UFRJ. Os dados obtidos neste mapeamento serão
utilizados no processo de construção da Arquitetura da Informação do site da
biblioteca, direcionando-o assim, as necessidades dos usuários.
Palavras-chave: Fluxo de Informação; Ciência da Informação; Arquitetura da
Informação; Navegabilidade; Análise de Redes Sociais.
Referências:
BARNES, J. A. Redes sociais e processo político. ln: FELDMAN-BIANCO, Bela
(org.). Antropologia das Sociedades Contemporâneas. São Paulo, Global,
1987. p. 159-193.
BOTH, Elizabeth. Família e rede social. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1976.
MARTELETO, Regina M. A pesquisa em Ciência da Informação no Brasil: marcos
institucionais, cenários e perspectivas. Perspectivas em Ciência da Informação,
Belo Horizonte, v. 14, n. especial, p. 19-40, 2009. Disponível em:
&lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/915/605&gt;. Acesso
em: 09 mar. 2015.
RECUERO, Raquel. Contribuições da Análise de Redes Sociais para o Estudo das
Redes Sociais na Internet: o caso da hashtag #tamojuntodilma e
#calaabocaDilma. Revista Fronteiras (Online), v, 16, 2014. Disponível em:
&lt;http://www.raquelrecuero.com/fronteirasrecuero2014.pdf&gt;. Acesso em: 11 mar.
2015.
MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis. Information architecture for the world
wide web. 3th ed. Sebastopol, CA: O’Reilly Media, c2007
UCINET
Software.
Versão
6.535.
Disponível
em:
&lt;https://sites.google.com/site/ucinetsoftware/home&gt;. Acesso em 30 dez. 2014.

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                <text>As redes sociais constituem num grande fenômeno atual em virtude da internet, estando inserida em várias áreas do conhecimento. No entanto, ela surgiu muito antes deste fenômeno que a popularizou. Both nos anos 70 em seu livro “Família e rede social” já conceituava rede social, assim como Barnes nos anos 80, em seu artigo "Redes sociais e processo político", sendo atrelada a uma perspectiva de estudo que é demarcada pelo conjunto de trabalhos que vai fundamentar o próprio paradigma da Análise de Redes Sociais (ARS) (RECUEIRO, 2014).</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

BIBLIOTECA ESCOLAR PÚBLICA E PRIVADA: similitudes e disparidades através
da visão do aluno

Autores: Danielle Joice Prudente da Fonseca. joice.prudentef@gmail.com.
Alessandra Martins Rosalba. alerosalba@gmail.com.

Introdução: Ao mencionar biblioteca, independentemente da tipologia, é nítido que o
foco principal são os usuários e suas necessidades. É de extrema importância verificar
se os usuários das bibliotecas escolares estão sendo plenamente atendidos,
embasado nas diretrizes e no manifesto da Federação Internacional de Associações
e Instituições de Bibliotecários (IFLA) / Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para bibliotecas escolares e na própria
percepção do aluno, visto que as primeiras séries do ensino fundamental são cruciais
para determinar o início da frequência à biblioteca (ELY, 2004), além do contato direto
com a leitura e o livro. O presente trabalho tem como assunto principal a biblioteca
escolar, assim como o bibliotecário escolar, mais especificamente, esta pesquisa
adota como objetivo a observação e análise de disparidades entre a percepção de
alunos de colégios públicos e privados acerca da biblioteca e do bibliotecário assim
como suas funções na atual escola.

Metodologia: Adotamos uma abordagem de pesquisa qualitativa com dois eixos de
análise que se complementam. Primeiramente foi realizada uma pesquisa bibliográfica
e, posteriormente, uma pesquisa de campo utilizando como coleta de dados entrevista
individual semiestruturada focalizada que prevê seguir um roteiro com tópicos para
facilitar o discorrer do relato ainda que o entrevistador tenha possibilidade de fazer
outras perguntas (MARCONI; LAKATOS, 2008). A pesquisa foi realizada com oito
crianças e adolescentes, de ambos os sexos, do município do Rio de Janeiro, sendo

�metade de um colégio privado, localizado na zona sul, e metade de um colégio público
federal, localizada na zona norte. Optamos por escolher dois colégios de grande porte
para que a comparação seja equiparada. Por se tratar de crianças, o termo de
consentimento foi dirigido e assinado pelos pais. Houve a gravação na íntegra e
transcrição das partes consideradas mais importantes para a realização da pesquisa,
para assegurar maior fidedignidade ao que foi dito pelos entrevistados (MARTINS,
2008), e para garantir que não fossem reveladas as identidades dos entrevistados
estes dados foram descartados. Posteriormente foi feita a análise de dados através
da análise de conteúdo que permite a categorização dos assuntos de acordo com a
emersão destes nos discursos analisados (CAREGNATO; MUTTI, 2006). Desta forma
as categorias analisadas foram espaço, acervo e profissional.

Resultados e discussão: As similitudes se fazem mais presentes no que tange o
espaço físico. Em ambos os casos o local é detentor de temperatura, espaço e
iluminação agradáveis, na visão do aluno, o qual não se faz desfavorável ao uso, pelo
contrário é mostrado como ponto positivo, um atrativo. As pessoas do colégio privado
afirmam ter aparatos tecnológicos, contudo não são usados, já os alunos da escola
federal informam que não se faz presente estes patrimônios, demonstrando assim que
de certa forma as diferenças não causam nenhum efeito, pois apesar de se fazer
presente no ambiente não é utilizado, sendo até exposto como diferencial a frequência
do local, que se tivessem esses aparatos devidamente disponíveis seria mais
agradável. O acervo é um ponto negativo em diversos aspectos ao olhar do usuário,
independentemente da escola. Não há disparidades nessa categoria, apenas
semelhanças, como reclamações sobre a falta de atualização do acervo e livros pouco
atrativos para a faixa etária estudada. O bibliotecário em ambas as situações é um
profissional sem reconhecimento, pelo menos com a tal denominação, mostrando
neste ponto semelhança. No que se refere ao trabalho deste, não é feito um trabalho
agregado ao plano de aulas, não são efetuadas ações culturais, a biblioteca
possivelmente não abraça o projeto pedagógico da instituição ou esta não se deixa
ser abraçada pela biblioteca.

�Considerações finais: Perceptível que existem mais similitudes, na visão do aluno,
acerca da biblioteca de colégios privados e públicos, do que disparidades. Situações
como o ambiente, o profissional e o acervo em seus pontos de vista se assemelham,
tanto positiva quanto negativamente como pode ser observado ao longo do trabalho.
A biblioteca escolar, diversas vezes, é inexistente, ou tratada com tamanho descaso,
que aparentemente, passa despercebida aos olhos de muitos, parecendo
desimportante no contexto escolar. Na amostra estudada é explícito que os alunos de
ambas as organizações são atraídos a biblioteca de certo modo, mas como não existe
um trabalho dinâmico, para aproveitar esta brecha as crianças acabam por
desconhecer o que está ali tão perto, mas tão distante que é a leitura, socialização e
cultura.

Palavras-chave: Biblioteca escolar. Escola. Biblioteca. Usuário.

Referências
CAREGNATO, Rita Catalina Aquino. MUTTI, Regina. Pesquisa qualitativa: análise de
discurso versus análise de conteúdo. Texto Contexto Enferm., Florianópolis, v. 15,
n. 4, p. 679-684, 2006.
ELY, Neiva Helena. Dimensões da biblioteca escolar no ensino fundamental. Rev.
ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 9, p. 46-53, 2004.
MARCONI, Marina de Andrade; Lakatos, Eva Maria. Metodologia científica. São
Paulo: Atlas, 2008.

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                    <text>PRÁXIS EM CATALOGAÇÃO: ESTUDO DO PERFIL DOS CATALOGADORES NA
CONTEMPORANEIDADE EM FACE DAS PERCEPÇÕES DOS DISCENTES
1 INTRODUÇÃO
A utilização das novas tecnologias da informação nas práticas bibliotecárias
desencadeou a necessidade de redefinições a respeito dos instrumentos, dos processos e
dos recursos utilizados pelas unidades de informação na contemporaneidade.
Não podemos afirmar que apenas a revolução tecnológica viabilizou tantas mudanças
no âmbito da Biblioteconomia, pois a necessidade de reformulação e, tendo em vista
adaptar-se a diferentes contextos é um fato que acompanha as bibliotecas desde os
primórdios, permitindo que essa instituição fosse adaptativa ao longo dos tempos.
No entanto, com a adesão às tecnologias contemporâneas, sobretudo com o
aparecimento do ambiente virtual e dos diferentes suportes para materializar a informação,
as atividades biblioteconômicas sofrem mudanças substanciais. Por conseguinte, a fim de
garantir seu espaço de trabalho, o bibliotecário deve acompanhar essas mudanças,
adquirindo características, competências e habilidades outras que extravasem o tecnicismo e
garanta sua participação na gestão e controle das informações registradas.
No que se refere às atividades de catalogação, atividades essas que perfazem o
contexto da organização ou tratamento da informação, observa-se que "[...] O aumento da
produção científica, aliada à crescente interdisciplinaridade entre as áreas do conhecimento
que vêm ocorrendo nas últimas décadas torna o trabalho de organização e tratamento da
informação cada vez mais árduo e complexo" (NAVES, 2001, p. 189).
A catalogação sofreu grandes transformações a partir de meados do século XX, haja
vista a necessidade de se instituir em nível mundial padrões para descrever a informação, de
modo que ela pudesse ser compartilhada. Diversos eventos propuseram-se a discutir essa
uniformidade, como Conferência de Paris (1961), Reunião Internacional de Especialistas em
catalogação (1969), dentre outros.
Mey e Silveira (2009) afirmam que o século XXI iniciou-se com vários estudos
concomitantes sobre a catalogação e viabiliza continuidade à tendência do final do século
XX: compartilhamento de dados bibliográficos, revisão de conceitos e práticas catalográficas
e internacionalização dos padrões de representação.
A literatura especializada é exaustiva ao abordar as transformações ocasionadas às
técnicas, métodos, aos instrumentos, recursos, enfim, o processo de catalogação vem sendo
muito abordado nas últimas décadas, sobretudo com o surgimento das novas tecnologias e
suas contribuições com as práticas de representação e recuperação da informação.
Todavia, analisando a literatura observa-se escassez de estudo no que tange ao papel
ou perfil do catalogador do século XXI. Atrelados ao desenvolvimento acentuado da
catalogação, alguns questionamento nos instigam: Quais as características do catalogador
contemporâneo? Como esse profissional vem se preparando para o futuro? Quais as
principais competências e habilidades necessárias para sua permanência? Estaria preparado
para utilizar novos códigos e seguir os padrões internacionais de catalogação?
O estudo de Santa Anna (2013), por exemplo, apresenta de forma superficial a
necessidade do conhecimento em novas mídias, passando o catalogador a atuar no
ambiente virtual, como cibertecário, uma vez que o tratamento da informação em espaço
virtual requer a construção/domínio de novas linguagens e instrumento para representação.
Sendo assim, este estudo prévio faz parte de uma pesquisa maior, cujo objetivo é
conhecer o perfil necessário conferido aos catalogadores do futuro, de modo que possam
atuar em diversos ambientes de informação. Para tanto, a pesquisa foi sustentada em

�objetivos específicos, que são: conhecer a percepção dos alunos de Biblioteconomia (os
futuros catalogadores) sobre o catalogador do futuro e investigar o perfil dos catalogadores
atuantes no mercado contemporâneo. Logo, este resumo expandido limita-se, tão somente, à
primeira parte da pesquisa, qual seja, analisar a percepção dos alunos sobre o catalogador
moderno.
2 MÉTODO DA PESQUISA
A pesquisa será conduzida por meio da aplicação de estudo focal e questionário. A
primeira técnica aplicou-se a trinta e cinco alunos matriculados na disciplina Representação
Descritiva I, do curso de Biblioteconomia. Essa investigação foi realizada no final da
disciplina, tendo em vista que nesse momento os alunos estavam familiarizados com a
temática. A segunda técnica de pesquisa, o questionário, será aplicada a um grupo de
bibliotecários que atuam em diferentes bibliotecas e contextos, atuando na catalogação, no
âmbito de um município.
O estudo focal realizado sustentou-se em um roteiro de perguntas previamente
elaborado, contento perguntas reflexivas e abertas, cuja finalidade era coletar informações a
respeito do que os alunos entendiam sobre o perfil do catalogador do século XXI. Assim,
durante a aplicação dessa técnica, realizada na última aula de Representação Descritiva,
foram ouvidos e anotados os relatos sobre a percepção desses sujeitos quanto à atuação do
catalogador e suas competências e habilidades no contexto da contemporaneidade.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A primeira pergunta direcionou-se à atuação do catalogador na sociedade do futuro,
enfatizando os novos campos de trabalho desse profissional. Os alunos foram unânimes ao
considerar que as possibilidades de trabalho para os profissionais que organizam a
informação, especialmente no ambiente web, tentem a aumentar.
Todos concordam que essas possibilidades somente virão à tona, tendo o bibliotecário
reconhecimento para ocupar essas demandas, se o próprio profissional impuser-se, de modo
a demonstrar suas amplas competências. Segundo a maioria dos alunos analisados, o
profissional precisa ser mais ousado, inovador e divulgador de suas capacidades.
Mais da metade dos participantes do estudo considera que o catalogador precisará
adquiri habilidades tecnológicas, de modo que haja um trabalho mais efetivo na estruturação
das linguagens documentárias, das bases de dados, vocabulários controlados e dos
formatos de descrição e compartilhamento. Um aluno destacou: “Precisamos entender a
linguagem da TI, visando fornecer informações precisas, lógicas e seguras na elaboração
dos catálogos eletrônicos e dos formatos de descrição”. Outro discente argumenta: “Se não
dominarmos os recursos informáticos como vamos aplicar a RDA, no que tange aos objetos
digitais?”.
Inúmeros estudos demonstram a necessidade da ampliação das habilidades do
bibliotecário. No âmago da catalogação, segundo pesquisa realizada por Santa Anna (2013,
p. 18), “Para que catalogadores adquiram as novas competências exigidas para atuação em
ambiente digital, transformando-se em cibertecários, vislumbra-se a necessidade de
adquirirem as competências de um moderno profissional da informação, tendo a formação
continuada como principal aliada nessa conquista [...]”.
Os discentes concordam com a importante funcionalidade da formação continuada.
Discorrem acerca dessa questão frisando que “[...] se o catalogar não buscar capacitar-se
por meio de treinamentos no uso da RDA, cursos de informática, entendimento das
características das fontes de informação eletrônica, cursos de idiomas, cursos de internet
básica e avançada [...], pode correr o risco de ficar excluído”. Corroborando, Santa Anna

�(2013, p. 18) também defende que é urgente e necessária a participação do profissional em
cursos e treinamentos acerca da catalogação em ambiente digital, familiarizando-se como
novos formatos, linguagens e formas de representação digital. Assim, o catalogador será um
cibertecário em atuação, representando a informação digital da forma mais adequada para
seu gerenciamento e recuperação.
Em linhas gerais, verificamos que os discentes discursaram acerca dos novos
conhecimentos a serem aprendidos pelos catalogadores a ponto de eles passarem a atuar
em diferentes instâncias, contextos e demandas do ambiente virtual. Alguns alunos
atribuíram essa responsabilidade também às academias, enfatizando que os currículos dos
cursos devem priorizar mais disciplinas na área de TI, assim como criar disciplina específica
de catalogação na internet.
Além das habilidades tecnológicas, os discentes discursaram acerca das qualidades
básicas para sucesso de qualquer profissão, independente do local de trabalho, dos recursos
e métodos utilizados e da cultura vivenciada. Assim, algumas características são básicas e
fundamentais no delineamento do catalogador do futuro. Como dispõem Mey e Silveiro, o
catalogador deve gostar de ler, estar atualizado, conhecer seus usuários, saber dialogar, e,
principalmente, deve respeitar o passado e, ao mesmo tempo, preocupar-se com o novo ou
desconhecido, por si próprio e por seus usuários.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através do estudo realizado com os discentes de Biblioteconomia, após terem cursado
a disciplina de Representação Descritiva, fica claro que todos consideram o ambiente virtual
como um novo e oportuno espaço para desenvolvimento das práticas de catalogação.
Constatou-se que as novas tecnologias ampliam as possibilidades de representação da
informação, além de viabilizar novos instrumentos de busca e novos formatos de
visualização e compartilhamento dos registros bibliográficos. No que tange ao perfil do
catalogador no século XXI, os discentes, em geral, são unânimes ao reconhecer a
necessidade do catalogador no ambiente digital, sendo necessário que esse profissional seja
inovador, invista na formação continuada, principalmente através de cursos de qualificação,
eventos para discussão e domínio das novas mídias, formatos e plataformas.
Além das habilidades tecnológicas, faz-se necessário que o catalogador mantenha suas
qualidades tradicionais, atuando de forma humanista, conhecendo seus limites, valorizandose e reconhecendo as necessidades de seus usuários. Se assim fizer, certamente terá seu
espaço de trabalho respeitado e continuará contribuindo com a disseminação da informação.
As limitações desses resultados viabilizam a concretização da segunda parte da
pesquisa, ou seja, a análise do perfil dos catalogadores atuantes no mercado
contemporâneo.
Palavras-chave: Ambiente Virtual. Catalogador. Perfil Profissional. Habilidades profissionais.
REFERÊNCIAS
MEY, E.; SILVEIRA, N.C. Catalogação no plural. Brasília, DF: Brinquet de Lemos, 2009.
74-85, jan./abr. 2009.
NAVES, Madalena Martins Lopes. Estudo de fatores interferentes no processo de análise de
assunto. Perspect. Cienc.Inf., Belo Horizonte, v. 6, n. 2, p. 189 - 203, jul./dez. 2001.
SANTA ANNA, J. A (r)evolução digital e os dilemas para a catalogação: os cibertecários em
atuação. In: ENCONTRO INTERNACIONAL DE CATALOGADORES, 9; ENCONTRO
NACIONAL DE CATALOGADORES, 2, Anais Eletrônicos. Rio de Janeiro: Biblioteca
Nacional, 2013. Disponível em: &lt;file:///C:/Users/aluno-ccje/Downloads/21-185-1PB%20(2).pdf&gt;. Acesso em: 15 mar. 2015.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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                <text>A utilização das novas tecnologias da informação nas práticas bibliotecárias desencadeou a necessidade de redefinições a respeito dos instrumentos, dos processos e dos recursos utilizados pelas unidades de informação na contemporaneidade. Não podemos afirmar que apenas a revolução tecnológica viabilizou tantas mudanças no âmbito da Biblioteconomia, pois a necessidade de reformulação e, tendo em vista adaptar-se a diferentes contextos é um fato que acompanha as bibliotecas desde os primórdios, permitindo que essa instituição fosse adaptativa ao longo dos tempos.</text>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/19/1477/Trab14400216320150331_000000.pdf</src>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
SERVIÇO DE INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE À INFORMAÇÃO (SIAI):
EXPERIÊNCIA DA REDE DE BIBLIOTECAS DA UNESP
Autor:
Breno
Luiz
Ottoni,
breno@bauru.unesp.br.
Éder
Pires
de
Camargo,
camargoep@dfq.feis.unesp.br. Eduardo José Manzini, manzini@marilia.unesp.br. Laura Odete D.
Jardim, laura@franca.unesp.br. Maria Luiza Carpi Semeghini, luiza@assis.unesp.br. Rafael
Joubert Vallezi, rvallezi@fct.unesp.br. Sandra Manzano de Almeida, smanzano@marilia.unesp.br.
Vanda Maria Silveira Reis Fantin, vania@marilia.unesp.br. Vivian Rosa Storti, vstorti@rc.unesp.br.
Uilian D. Vigentin, uilian@fclar.unesp.br. Universidade Estadual Paulista (UNESP).

1. INTRODUÇÃO
Segundo Manzini e Corrêa (2014) é necessário que haja uma discussão e
reflexão sobre o acesso, permanência e sucesso de alunos com deficiência nas
instituições de ensino. Essas discussões também estão relacionadas às condições
de acessibilidade, que poderão contribuir ou dificultar para a inclusão de alunos
deficientes na etapa de formação de nível superior (MANZINI; CORREA, 2014).
No Brasil são poucas as bibliotecas universitárias que possuem serviços
voltados para os usuários com deficiência visual, e raras as que incorporam ao
seu planejamento garantias de acesso a seus produtos e serviços, envolvendo o
atendimento no setor de referência com uso de recursos, tecnologia e
profissionais especializados para o atendimento desse usuário.
O presente trabalho traz o relato de experiência de uma etapa do projeto
elaborado pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) da Universidade
Estadual Paulista (UNESP), iniciado em 2012, com o objetivo de adequar e
permitir às bibliotecas da rede da universidade, o acesso à informação por meio
da tecnologia assistiva e pessoal capacitado para atendimento aos usuários que
possuem deficiência visual.
Para desenvolvimento e implementação do projeto, foi instituído o Grupo de
Acessibilidade da Rede de Bibliotecas UNESP (GARBU) com a finalidade de
estudar, planejar e implementar ações voltadas à acessibilidade para a
comunidade acadêmico-científica da UNESP e ao cidadão com necessidades
especiais, permitindo o acesso à informação e a utilização dos serviços oferecidos
pelas bibliotecas da rede.
A primeira ação do grupo foi a implementação do Serviço de Inclusão e
Acessibilidade a Informação (SIAI), por meio da aquisição de equipamentos e
capacitação da equipe voltada para o atendimento e manuseio dos equipamentos.
Para a promoção da acessibilidade aos recursos informacionais destas
unidades, cada biblioteca recebeu equipamentos de tecnologia assistiva, ao que
seguem os relatos de experiência.

�2. RELATOS DE EXPERIÊNCIA
Inseridas na Rede de Bibliotecas da UNESP, as bibliotecas que possuem
alunos com deficiência 1, passaram por uma série de adaptações, como
sinalização braille, piso podotátil, balcão de atendimento com altura mínima e
máxima, mapa em braille do prédio da biblioteca e treinamentos de abordagem e
capacitação no atendimento e no uso de equipamentos, sendo lupa eletrônica,
linha Braille, scanner e software leitor de tela e leitor portátil de livros em Daisy e
de arquivos no formato word e txt.
Após capacitação dos servidores das bibliotecas e divulgação do serviço,
os equipamentos do SIAI foram utilizados tanto pela comunidade externa e interna
das unidades.
Em linhas gerais, o scanner é o equipamento mais utilizado do SIAI, com
relação ao leitor de tela, é possível perceber que quase todos os usuários do
serviço têm familiaridade com a ferramenta, não necessitando tanto de auxílio dos
funcionários das bibliotecas. A linha Braille não é muito utilizada visto que, dos
usuários que utilizam o serviço, a maior parte não possui conhecimento e prática
em Braille.
Na biblioteca do câmpus de Franca, o serviço é utilizado diariamente por
aluna do curso de Serviço Social, que digitaliza trechos de livros e textos utilizados
em sala de aula. Os textos digitalizados são salvos em dispositivo de
armazenamento para uso posterior de outros alunos com deficiência. Para
facilidade de acesso, alguns textos são convertidos em áudio (mp3).
Ocasionalmente ocorrem erros de leitura no momento de digitalização de
obras danificadas por riscos e/ou comentários escritos nas laterais das páginas.
Quando o sistema não realiza a correta leitura dos textos, os funcionários da
biblioteca auxiliam na revisão e tratamento dos mesmos.
Mesmo com a utilidade do serviço, as bibliotecas encontram dificuldade no
na frequência do uso pois, após suspensão das atividades das bibliotecas em
decorrência de greve dos servidores públicos e a conclusão dos cursos pelos
alunos deficientes, o fluxo de pessoas utilizando o serviço apresentou grande
declínio. Visando maior utilização do SIAI, as bibliotecas procuraram, contato com
associações de deficientes das cidades, contudo, ainda não foi possível efetivar a
ida da população local para a unidade. A diminuição do uso do SIAI é algo que
encontra-se em estudo para que seja possível propor melhorias e soluções para o
uso dos equipamentos.
A direção da Biblioteca do câmpus de Franca, observando os benefícios
que o uso dos equipamentos proporciona aos usuários, bem como a facilidade de
transformar os textos digitalizados em áudio (mp3), efetuou a realização de testes
com os artigos do periódico eletrônico CAMINE: Caminhos da Educação. A
possibilidade de disponibilizar os textos em formato de áudio agradou a equipe do
periódico, resultando no trabalho colaborativo entre biblioteca e periódico na
1

Para mais detalhes da implantação do Serviço de Inclusão e Acessibilidade à Informação (SIAI) recomendase a leitura do artigo: OTTONI, B.; CAMARGO, E. P.; MANZANO, S. de A.; FANTIN, V. M. S. R.; STORTI, V. R.;
VIGENTIN, U. D. Promover a acessibilidade aos deficientes visuais e baixa visão à rede de bibliotecas da
UNESP. 2014. Apresentado no VIII Seminário Nacional de Bibliotecas Braille (SENABRAILLE).

�disponibilização dos artigos, retroagindo a primeira edição de 2009.
Acrescentamos o uso do programa DSpeech, para criação dos abstracts em
aúdio.
A biblioteca da unidade de Assis recebeu a visita de pessoa com deficiência
visual, familiar de uma aluna, que mostrou interesse em conhecer os
equipamentos, e que elogiou a iniciativa e afirmou sentir falta de um serviço
parecido em outras bibliotecas e faculdades.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O serviço criado pela rede de bibliotecas da UNESP é de extrema
importância para a promoção da acessibilidade no ensino superior para alunos
com deficiência. Apesar de as unidades que possuem o SIAI ainda apresentarem
baixa frequência de uso dos equipamentos, a disponibilidade desses
equipamentos pode permitir o acesso a textos que antes não ocorria, promovendo,
em certa medida, a inclusão escolar dessa parcela de alunos da universidade.
Independente dos motivos em relação à baixa frequência de uso, quer devido ao
número restrito de estudantes no ensino superior, quer devido a outras
dificuldades, é dever da UNESP promover condições de acessibilidade ao seu
aluno com deficiência.
Palavras-chave: Acessibilidade. Tecnologia assistiva. Universidade Estadual
Paulista (UNESP). Serviço de Inclusão de Acessibilidade à Informação (SIAI).
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: acessibilidade
a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2004.
MANZINI, E. J.; CORRÊA, P. M. Avaliação de acessibilidade na educação
infantil e no ensino superior. São Carlos: ABPEE, 2014.

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                <text>Segundo Manzini e Corrêa (2014) é necessário que haja uma discussão e reflexão sobre o acesso, permanência e sucesso de alunos com deficiência nas instituições de ensino. Essas discussões também estão relacionadas às condições de acessibilidade, que poderão contribuir ou dificultar para a inclusão de alunos deficientes na etapa de formação de nível superior (MANZINI; CORREA, 2014).</text>
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                    <text>Repositórios Institucionais: padrões para registro em diretórios
oficiais de Acesso Aberto
Autor: Maria Betânia de Santana da Silva
Bibliotecária da Universidade Federal Vale do São Francisco
Betania.silva@univasf.edu.br
Introdução:
Referindo-se as bibliotecas digitais, autores como Tammaro e Salarelli (2008,
p.147), os relaciona a um fenômeno social da informação, por se tratar de um
produto da sociedade e de sua necessidade de organização do conhecimento,
por valores econômicos, pessoais e sociais, com intuito de tornar a sociedade
mais “participante da vida social” ou uma “sociedade inclusiva”. No caso dos
repositórios, são ferramentas que portam em si grandes potenciais para
inclusão e crescimento da sociedade científica de um país, e a participação de
instituições que pensam, produzem e consomem ciência, em uma ampla rede
de divulgação científica mundial. Diante do crescente uso dos repositórios
digitais em todo o mundo, diretórios oficiais surgem como um “agrupador” para
intermediar e ampliar todas as possibilidades advindas da interoperabilidade,
como se apresenta o Open Doar (2014), considerado em estudos da
Universidade de Johns Hopkins como principal diretório de repositórios de
acesso aberto. Em 2009 este diretório continha 1.583 repositórios registrados
em sua rede, num crescente para os atuais 2.726 registros em novembro de
2014, dentre os quais o Brasil é o 10º da lista, evidenciando o trabalho das
Instituições de pesquisa brasileiro em participar e contribuir para a ampla
socialização da informação científica. No período de 2012, o Open Doar
realizou uma “limpeza” em sua base, como indica Mellis (2013) retirando
registros ou recusando solicitações que, em geral, não se adequavam aos
padrões e os conceitos do acesso aberto. Diante do exposto, este trabalho tem
como tema os critérios que qualificam o repositório a interoperabilidade através
do diretório Open Doar. O objetivo deste trabalho é evidenciar o que qualifica
um RI ao compartilhamento em rede mundial de acesso aberto, com metas a
visibilidade, evitando-se desperdícios de tempo e com ganho a credibilidade da
equipe gestora, o que igualmente justifica-se pela importância das discursões
prévias de planejamento, sob a hipótese de que assim evita-se a adesão
excessivamente simplista, com base apenas nas tecnologias do acesso aberto,
em detrimento de etapas simples, porém importantes e talvez determinantes
para a divulgação da Informação Científica produzida na instituição.
Método de pesquisa:
As informações foram obtidas através de pesquisa exploratória e descritiva no
site do OpenDOAR, bem como da análise de alguns dados recebidas da
equipe administrativa do referido
diretório. O que torna a abordagem
qualitativa a esta pesquisa, Cervo e Bervian (2007, p. 49). Com fundamentos
na revisão de literatura, especialmente das recomendações do Instituto
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia para as Boas Práticas na
implantação de repositórios, Leite (2012) e SNBU (2014).

�Resultados:
No site do Open Doar, em geral, apresenta-se como critérios de validação
naquele diretório: site navegável, conteúdo útil para pesquisadores
acadêmicos, textos completos e abertamente acessíveis. Apresentamos na
tabela abaixo uma comparação entre as recomendações do IBICT através de
Leite (2012) e Amaro (2014) com os itens ou situações que o diretório
OpenDoar identifica como um repositório inadequado:
OpenDOAR - rejeita

IBICT recomendações

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Sem POLÍTICAS DE PRESERVAÇÃO

Formatos dos doc explícitos na política do RI

Sem REVISÃO POR PARES

Inclusão de material já publicado

Sem USO DE METADADOS

Uso de vocabulário e metadados

ou

orientações

Tabela 1 - Elaborado pelo autor.

Atualmente o OpenDoar rejeita cerca de um quarto das sugestões de registros
de RI, como demonstra o gráfico a seguir. O número anual global de sugestões
tem crescido de forma constante, mas a taxa de rejeição se manteve estável
em cerca de 22% das sugestões. Este refinamento realizado pela equipe ajuda
a manter a qualidade do diretório, segundo o site e contatos via mail com
equipe administrativa do OpenDOAR (2014).

Gráfico 1 - Fonte: OpenDoar jan.2015.

De 2006 a 2014, segundo dados enviados pela equipe OpenDOAR, 139
instituições brasileiras fizeram um total de 230 solicitações de registro. Entre
outras situações, algumas repetiram a solicitação após se adequarem, outras,
aproximadamente 40, foram rejeitadas pelas situações descritas no gráfico 1.

�Discussão:
Os diretórios tem exigido conformidade a alguns padrões e muitos repositórios
brasileiros tem recebido observações para se adequarem, o que pode
demandar retrabalho, inclusive de cunho financeiro, além de credibilidade da
equipe gestora do RI pela comunidade cientifica local.
Considerações finais:
Certamente o IBICT tem contribuído no crescimento da adesão ao acesso
aberto, no entanto, evidencia-se a necessidade de discussões regulares sobre
cada etapa da implantação, na troca de experiências entre equipes
administradoras de RI, dos diretórios, etc, mas especialmente do envolvimento
e participação do governo brasileiro no incentivo ao conhecimento e uso das
possibilidades tecnológica do acesso aberto, inclusive na criação de diretrizes
nacionais para estruturação de RIs como parte de uma política estratégica do
governo brasileiro para maior compartilhamento, visibilidade e fluxo da
produção científica brasileira.
Palavras-chave: Diretórios oficiais; Publicações científicas; Repositórios
Institucionais.
Referências:
AMARO, Bianca; MÉLLIS, Fernanda. Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias 13, 2014, Belo Horizonte, 2014.
CERVO, Amado; BERVIAN, Pedro. A. Metodologia científica. 4. ed. São
Paulo: Makron Books, 1996.
LEITE, F. et.al. Boas práticas para a construção de repositórios
institucionais da produção científica. Brasília: Ibict, 2012. Disponível em:
http://livroaberto.ibict.br/handle/1/703. Acesso em ago.2014.
MELLIS, M.F.M. Os critérios para cadastramento no OpenDoar e os
repositórios institucionais luso-brasileiros. InCID: R. Ci. Inf. e Doc., Ribeirão
Preto, v. 4, n. 2, Ed. esp., p. 20-33, jul./dez. 2013. Disponível em:
&lt;http://www.revistas.usp.br/incid/article/download/69268/pdf_3 &gt;. Acesso em
dez.2014.
RODRIGUES, Maria Eduarda; RODRIGUES, António Moitinho. Indicadores de
desempenho–ferramentas para avaliação de repositórios institucionais.
In:Actas do Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e
Documentalistas. 2012. Disponível em: file:///C:/Users/Sibi/Downloads/3041194-1-PB.pdf. Acesso em: dez.2014.
THE DIRECTORY OF OPEN ACCESS REPOSITORIES. About openDOAR.
Disponível em: http://www.opendoar.org/about.html. Acesso em: jan.2015.
TAMMARO, A.M.; SARELLI, A. A biblioteca digital. Brasília: Briquet de
Lemos, 2008. P. 309-335.

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                <text>Referindo-se as bibliotecas digitais, autores como Tammaro e Salarelli (2008, p.147), os relaciona a um fenômeno social da informação, por se tratar de um produto da sociedade e de sua necessidade de organização do conhecimento, por valores econômicos, pessoais e sociais, com intuito de tornar a sociedade mais “participante da vida social” ou uma “sociedade inclusiva”.</text>
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                    <text>BIBLIOTECA ESCOLAR E SALA DE LEITURA DO ENSINO MUNICIPAL:
UMA CONSTRUÇÃO COMUNITÁRIA
Gilmara dos Santos
Universidade de São Paulo – Escola de Comunicações e Artes– Departamento de
Biblioteconomia e Documentação
e-mail: gilmara.santos@usp.br

Profª Drª Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos
Universidade de São Paulo – Escola de Comunicações e Artes – Departamento de
Biblioteconomia e Documentação
e-mail:cibeleac@usp.br

Introdução
Com a finalidade de identificar formas de dinamizar e aumentar a frequência à
Sala de Leitura da Escola Municipal de Ensino Fundamental Jardim Paulo VI,
pesquisou-se junto aos alunos que utilizam o espaço propostas de ações que
envolvam também outros setores da instituição os quais tradicionalmente pouco
se utilizam do espaço.
Desta forma, dentro da perspectiva da pesquisa-ação, realizou-se
levantamento bibliográfico sobre o tema, entrevistas e implementação da ações de
melhoria do espaço como a instalação de equipamentos já adquiridos pela
unidade, a organização de uma coleção de história da formação docente, de uma
coleção de revistas em quadrinhos, ações para a divulgação de produtos,
serviços, eventos e produções, como a Imprensa Jovem, a manutenção do blog e
a divulgação de produtos e serviços em rede social, além da promoção de saraus
e palestras periódicas.
Relato da experiência
Localizada no distrito Raposo Tavares, à rua Engenheiro Hugo Takahashi, nº
20, a Sala de Leitura da Escola Municipal de Ensino Fundamental Jardim Paulo
VI, constitui-se num espaço de priorização do conteúdo curricular de disciplina
específica. Coordenada pelo Professor Orientador de Sala de Leitura – POSL – o
espaço atende primordialmente o público escolar. Mas isso não impede que sejam
elaboradas ações e serviços para atingir os diversos segmentos abarcados pela
escola. Ao contrário, existe uma série de orientações da Secretaria Municipal de
Educação para ampliação do número de usuários e, principalmente, da promoção
da leitura.
Dentro desta perspectiva, de agosto de 2013 a julho de 2014, aplicou-se
projeto de iniciação científica, o qual, por meio de estudo teórico do campo da

�Biblioteconomia e da Educação e intervenção prática, sob a ótica da metodologia
da pesquisa-ação, elencou-se através do estudo de usuário e das necessidades
apresentadas, formas de identificação e dinamização do espaço de leitura com o
objetivo de aumentar a frequência à Sala de Leitura da unidade educacional,
buscando práticas para envolver setores que tradicionalmente não se utilizam do
espaço.
Para tanto, organizou-se uma coleção de história da formação docente,
uma coleção de revistas em quadrinhos, realizou-se ações para a divulgação
produtos, serviços, eventos e produções, como a Imprensa Jovem, a criação
uma página em rede social a manutenção do blog da unidade e a promoção
saraus e palestras periódicas.

de
de
de
de

Pode-se afirmar que houve um sensível aumento na frequência no segmento
dos professores em virtude da disponibilização de materiais destinado à formação
docente, recebidos por meio de doação. Nos outros segmentos, a frequência à
Sala de Leitura foi notada apenas nos dias de saraus, especialmente em três
datas: na ocasião da visita do poeta Edgard Izarelli em novembro de 2013, na
palestra do diretor da ETEC Uirapuru em fevereiro de 2014 e na visita e roda de
conversa com ex-secretário da educação da cidade de São Paulo, Alexandre
Schneider em abril de 2014.
Outra ação a qual gerou bons resultados foi a formação da Imprensa Jovem
com alunos do chamado Ciclo Autoral (estudantes do 7º, 8º e 9º anos), sob a
supervisão compartilhada da Professora orientadora de informática educativa
(POIE) e da professora orientadora de Sala de Leitura (POSL).
O término do período de vigência do projeto de Iniciação Científica não
significou o fim dos esforços na Sala de Leitura da EMEF Jardim Paulo VI. As
ações passam a ganhar cada vez mais espaço e em fevereiro do presente ano, foi
aberta a página no Facebook da Unidade para divulgar ações voltadas para a
promoção da leitura, bem como a divulgação de produtos e serviços. O resultado
é positivo, uma vez que o objetivo de aumento de frequência e a ampliação dos
serviços para segmentos diversificados foi atingido. Estes resultados da Iniciação
Científica suscitaram a submissão e aprovação do projeto pelo Programa
Aprender com Cultura e Extensão da USP visando sua continuidade.
Considerações Finais
O papel da Sala de Leitura ganha relevo com a diversificação de produtos e
serviços oferecidos, na intenção de atrair e fidelizar diversos segmentos da
comunidade escolar além de usuários do entorno. Nesta perspectiva, foi primordial
entender as necessidades informacionais do público, através do estudo da
história, do nível socioeconômico, do tipo de emprego, do desenvolvimento
econômico da comunidade escolar estabelecendo uma estreita relação entre o
papel do educador e da estudante de biblioteconomia na promoção de um serviço
de informação adequado para a EMEF Jardim Paulo VI.

�O serviço de uma biblioteca é um conjunto de prestações que o usuário espera
como valor agregado do produto ou serviço que está recebendo, desta forma,
atuar na instituição por meio de ações e promoção de sequência de atividades,
envolvendo tanto o espaço de leitura, a equipe administrativa, os pais e os alunos
significou um desafio instigante em prol da frequência à Sala de Leitura, a fim de
oferecer um lugar de cultura, lazer e conhecimento numa comunidade carente de
aparelhos culturais.
Investigar as necessidades da comunidade local e propor serviços para o
atendimento das mesmas é um processo dinâmico e essencial para o acesso e a
produção do conhecimento. Neste sentido, o trabalho de mediação em espaços de
leitura deve-se pautar na cooperação e na formulação de projetos comuns que
agregue as funções de bibliotecário e professor, ou simplesmente, educador,
visando o usuário.
Ao longo desta pesquisa, o principal confronto travado não foi para o das
dificuldades de atendimento das necessidades dos usuários, na aplicação de
ações ou na conquista de usuários potenciais, mas foi a mistura de papéis do
professor e do bibliotecário no cumprimento das atividades na Sala de Leitura da
EMEF Jardim Paulo VI.
Palavras-chave: Biblioteca Escolar, Sala de Leitura, Educação
Agências financiadoras
Iniciação Científica sem bolsa realizada de agosto de 2013 a julho de 2014 pela
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

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                <text>Com a finalidade de identificar formas de dinamizar e aumentar a frequência à Sala de Leitura da Escola Municipal de Ensino Fundamental Jardim Paulo VI, pesquisou-se junto aos alunos que utilizam o espaço propostas de ações que envolvam também outros setores da instituição os quais tradicionalmente pouco se utilizam do espaço.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

PROGRAMA DE MULTAS ALTERNATIVAS:
o papel social das bibliotecas

Alesandra Saraiva de Sousa – UFMA alesandra.saraiva@ufma.br
Jousiane Leite Lima - UFMA, jousiane.leite@ufma.br
Marla de Sousa Rosa Bertolla – UFMA, marla.bertolla@ufma.br
Nádia Lusiane Silva Pereira – UFMA, nadia.lusiane@ufma.br

Introdução: As bibliotecas universitárias são comprometidas em disseminar a
informação visando subsidiar o ensino, a pesquisa e a extensão, mediante acervo
disponível. A responsabilidade das bibliotecas é fazer com que o acervo esteja
disponível a todos através de empréstimos. Os empréstimos domiciliares
permitem que os usuários tomem posse temporária de materiais do acervo, com
prazo para devolução. O retorno desse material para a biblioteca influi no uso
coletivo deste, pois outros usuários podem desejar realizar empréstimos do
mesmo material. Sendo assim, a rotatividade do acervo das bibliotecas faz com
que sejam criadas normas de empréstimos, e quando do não cumprimento dessas
normas, surgem as penalidades. É comum as bibliotecas estabelecerem
penalidades que não favorecem à conduta do usuário. Pelo contrário, dificultam
ainda mais o relacionamento do usuário com os procedimentos das bibliotecas.
Portanto, as Bibliotecas Setoriais da UFMA de Imperatriz – MA/CCSST
propuserem estabelecer um bom relacionamento com os usuários de forma a
restaurar a sua conduta no cumprimento de seu dever com as bibliotecas e
oferecer alternativas nas penalidades por atraso do material emprestado. Relato
da experiência: As bibliotecas das Instituições de Ensino Superiores Federais
(IESF) tem em sua prática o pagamento de multas, em dinheiro, por atraso dos

�materiais tomados de empréstimos, mediante Guia de Recolhimento da União
(GRU) e pagas somente no Banco do Brasil. As Bibliotecas da Universidade
Federal do Maranhão (UFMA) estabeleceu R$0,50 (cinquenta centavos) por dia de
atraso e por material, incluindo finais de semana e feriados. O usuário só pode
renovar ou realizar um novo empréstimo, após o pagamento da multa e
apresentação do comprovante na biblioteca. A agência mais próxima do Campus
Bom Jesus fica a 12km, que não favorece o pagamento da multa e a realização de
novos empréstimos. Com base nisso, idealizou-se o Programa de Multas
Alternativas com objetivo de oferecer alternativas de pagamento de multas;
facilitar o fluxo do processo de renovações e empréstimos; tornar o usuário um
parceiro na prestação de serviços da biblioteca; envolver os usuários com as
necessidades da comunidade através das doações e promover a atuação da
biblioteca na sociedade. O programa funciona com o a doação de brinquedos
pedagógicos; livros, material escolar, alimentos não perecíveis e materiais de
higiene pessoal. A cada R$3,00 (três reais) de multa o usuário pode doar um item
de higiene pessoal, um item de material escolar, um quilo de alimento não
perecível e um livro. E cada R$30,00 (trinta reais), um brinquedo pedagógico. A
aplicação desse programa, nos meses de janeiro a março de 2015 desencadeou a
reeducação do usuário, levando a uma postura consciente de utilização coletiva
do acervo; confiança nos serviços prestados, satisfação no pagamento da multa,
empatia pela biblioteca. Houve uma ótima receptividade pela comunidade
acadêmica, pois contribuiu para o retorno de materiais com muitos dias de atraso.
A forma diferenciada de punição permitiu que os usuários sentissem-se como
parte da integrante das iniciativas das bibliotecas, de forma a envolvessem com a
mesma considerando que as medidas estabelecidas como punição apresentam
um caráter cooperativo entre usuário, biblioteca e sociedade. A aplicação desse
programa desencadeou na entrega de alimentos não perecíveis a um asilo da
cidade, Lar São Francisco, doação de materiais escolares de higiene pessoal;
brinquedos pedagógicos, para um orfanato, Casa da Criança. Os livros serão
inseridos no acervo e os que não se adequarem serão disponibilizados em um
quiosque no Terminal de Integração de Ônibus da cidade, no projeto “Parada

�Literária”, para que toda e qualquer pessoa possa levar e ter a oportunidade de
ler. Assim sendo, são atendidas as necessidades dos usuários quanto ao uso dos
produtos e serviços das bibliotecas e as bibliotecas por sua vez dão retorno para a
sociedade a qual ela está inserida com a participação dos usuários.
Considerações Finais ou Conclusões: Constatou-se uma mudança na
comunidade acadêmica quanto ao pagamento de multas, visto que o programa
permite uma forma flexível de penalidade. A partir dessa experiência percebeu-se
que é necessário realizar levantamentos estatísticos e pesquisas com os usuários
para avaliação do programa. Destaca-se que a aplicação do programa requer que
a biblioteca assegure o cumprimento de disseminar a informação e ao mesmo
tempo oferecer um sistema de pagamento de multas justo e transparente, para
desenvolver a confiança e educação na conduta do usuário. Para tanto, faz-se
necessária credibilidade na função educativa do programa que é gradativa.

Palavras-chave: Produto e Serviço da Biblioteca. Ação social. Disseminação
Informacional.

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22 a 24 de julho de 2015

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

IMPLANTAÇÃO DO SERVIÇO DE EMPRÉSTIMO DE TABLETS E NETBOOKS NA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE
FORA: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autor:
Adriana A. Oliveira
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
adriana.oliveira@ufjf.edu.br

Introdução:
As grandes mudanças ocasionadas pela utilização das tecnologias da
informação e comunicação (TICs) na vida das pessoas ocasionaram também grande
impacto e transformações dos produtos e serviços prestados pelas bibliotecas.
Atentos a questões importantes nos dias atuais como acesso, mobilidade e
agilidade, a apropriação das TICs para atendimento das exigências e das
expectativas dos usuários é uma realidade em muitas Bibliotecas brasileiras. As
unidades de informação que não se apropriaram destes recursos permanecem
estagnadas. Referindo-se à implantação de um novo serviço na Biblioteca de sua
instituição, Oliveira et al. (2012, p. 12) cita que tornar acessíveis as novas
ferramentas inovadoras de busca e acesso à informação propiciou à Biblioteca uma
nova leitura do seu papel junto aos usuários.
Bibliotecas não devem ficar alheias a esta questão e em um mundo
cada vez mais dinâmico, precisam redefinir suas missões, objetivos e
metas, adequando-os às reais necessidades e interesses de seus
usuários para que possam atender as expectativas dos clientes.
(OLIVEIRA, 2014, p.4)

Neste contexto, utilizando as tecnologias disponíveis para oferta de serviços
que favoreçam o rápido acesso e a facilidade no uso da informação, foi implantado
na Biblioteca Universitária (BU) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) o
serviço de empréstimo de tablets e netbooks para a comunidade acadêmica, cuja
experiência é relatada neste trabalho.

�Relato da experiência:
A disponibilização do serviço de empréstimo de tablets e netbooks para a
comunidade acadêmica da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) começou a
ser amadurecida em 2012, logo após a aquisição / assinatura de várias fontes de
informação online. A implantação do serviço previa o incentivo à utilização destas
fontes, democratização do acesso à informação científica disponibilizada tanto no
acervo online da UFJF, quanto em outras fontes externas como Portal de Periódicos
da CAPES, além de incentivar a permanência dos usuários na Biblioteca.
Em 2013 a Biblioteca adquiriu os equipamentos, 50 tablets (modelo Tablet
Samsung GT P5100) e 50 netbooks (modelo Netbook Acer modelo Aspire One
D270-1894), destinados ao empréstimo para usuários.
O serviço foi implantado em agosto de 2014 na Biblioteca Universitária (BU),
juntamente com a disponibilização da rede de acesso sem fio à internet gratuita.
Para definir a política de aquisição e empréstimo destes equipamentos,
servidores das Bibliotecas da UFJF realizaram, além de contatos telefônicos e troca
de e-mails, visitas técnicas em duas instituições que já prestavam o serviço de
empréstimo de netbooks: Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC).
O planejamento previa a implantação do serviço na Biblioteca Universitária
como um projeto piloto e posterior difusão nas Bibliotecas das Unidades e nas
Bibliotecas do Campus Avançado de Governador Valadares.
O empréstimo dos tablets e netbooks é facultado a toda comunidade
acadêmica, sendo que os tablets são emprestados somente para utilização nas
dependências da BU. É permitido o empréstimo domiciliar para os netbooks, por um
período de 10 dias.
Para realizar os procedimentos de empréstimo e devolução dos
equipamentos, os funcionários do setor devem seguir as rotinas estabelecidas
previamente, que verificam entre outros procedimentos, o funcionamento do
equipamento na presença do usuário e confere os itens que compõem o kit que
acompanha o equipamento (pasta, encarte com o regulamento, bateria, carregador e
pino do carregador).
A dúvida entre optar pela aquisição de tablets ou leitores de livros digitais foi
dirimida a partir da constatação de ausência de um equipamento de leitor digital no
mercado, na época da aquisição, que fosse compatível com todas as fontes de
informação já adquiridas e disponibilizadas pela UFJF. Importante registrar a
experiência do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Uberlândia
(SISBI/UFU), que também implantou este serviço e definiu um modelo de leitor
digital compatível com os recursos online já disponibilizados naquela Instituição.
(SOUZA, 2013)

�Considerações Finais ou Conclusões:
Em seis meses de implantação do serviço, percebe-se uma demanda maior
pelo empréstimo dos netbooks, o que pode ser justificado, principalmente, pelo fato
da disponibilização do empréstimo domiciliar por dez dias, para estes equipamentos.
Neste período, houve necessidade de adequação de alguns procedimentos a
serem realizados no momento de empréstimo e devolução do material, bem como
no regulamento específico do serviço. Foi registrada uma ocorrência de estrago do
equipamento, com quebra da tela do netbook e, conforme previsto no regulamento,
o usuário é responsável pelas despesas com o reparo do mesmo.
Em avaliação geral, os benefícios para usuários e Biblioteca, justificam o
aumento do acervo dos equipamentos, priorizando a ampliação da quantidade de
netbooks que apresentam uma demanda maior de empréstimo.

Palavras-chave: Tablets. Netbooks. Leitor digital. Biblioteca Universitária.

Referências:
OLIVEIRA, Adriana A. Inovação e disponibilização de serviços nas Bibliotecas da
Universidade Federal de Juiz de Fora. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 18., 2014, Belo Horizonte. Anais... . Belo
Horizonte: UFMG, 2014. p. 1 - 12. Disponível em:
&lt;https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/trabalhos/628-2017.pdf&gt;.
Acesso em: 20 mar. 2015.
OLIVEIRA, Nivaldo et al. Tecnologia da informação como instrumento de
Democratização e acesso à informação: estudo de Caso de empréstimo de
computadores portáteis, Netbook, na biblioteca da UFLA. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 17., 2012, Gramado. Anais... .
Gramado: UFRGS, 2012. p. 1 - 16. Disponível em:
&lt;http://www.snbu2012.com.br/anais/pdf/4QTQ.pdf&gt;. Acesso em: 20 mar. 2015.
SOUZA, Kelma Patrícia de. Aquisição de tablets. [mensagem pessoal] Mensagem
recebida por: &lt;adriana.oliveira@ufjf.edu.br&gt; em: 04 nov. 2013.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Implantação do serviço de empréstimo de tablets e notebooks na biblioteca universitária da Universidade Federal de Juiz de Fora: relato de experiência</text>
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                <text>As grandes mudanças ocasionadas pela utilização das tecnologias da informação e comunicação (TICs) na vida das pessoas ocasionaram também grande impacto e transformações dos produtos e serviços prestados pelas bibliotecas. Atentos a questões importantes nos dias atuais como acesso, mobilidade e agilidade, a apropriação das TICs para atendimento das exigências e das expectativas dos usuários é uma realidade em muitas Bibliotecas brasileiras.</text>
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                    <text>COMPETÊNCIAS INFORMACIONAIS: O CASO DOS PROFISSIONAIS DA
INFORMAÇÃO DE UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

Elaine Cristina Tomás Pimenta
Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
elapimenta@yahoo.com.br

Introdução: As bibliotecas universitárias vêm acompanhando ao longo dos anos as
mudanças ocorridas na sociedade com o advento da globalização e das novas
Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), onde se faz necessário a
melhoria de seus serviços e produtos. Para isso é necessário que os profissionais que
atuam nessas bibliotecas possuam competências informacionais e que tenham
capacidade em aprender e renovar seus conhecimentos, bem como desenvolver
habilidades inerentes a profissão, para que possam desempenhar da melhor forma o
seu papel que é atender as necessidades de informação de seus usuários, visando o
sucesso organizacional. Os profissionais da informação de uma biblioteca
universitária estão capacitados para informar sobre os serviços disponíveis aos seus
usuários nas diversas seções da biblioteca? O objetivo desta pesquisa é identificar se
os profissionais que atuam em uma Biblioteca Universitária conhecem as atividades
desenvolvidas nas diversas seções desta unidade, e verificar se estes profissionais
necessitam de treinamento para uma melhor atuação profissional Estudiosos da
Biblioteconomia reconhecem a especificidade da função da biblioteca e apontam a
relação com o usuário como sua maior missão onde é preciso que o profissional da
informação tenha uma atuação que possibilite oferecer serviços de qualidade aos
seus usuários. A gestão da informação e do conhecimento no campo da Ciência da
Informação se solidifica a partir das noções de aprendizagem organizacional e
compartilhamento de conhecimento onde é necessário o desenvolvimento
coordenado de um conjunto de práticas e ações de informação e conhecimento
ambientadas num movimento dinâmico do processo de conhecer, onde se faz
necessário que o profissional da informação possibilite o fluxo e o uso da informação
(SOUZA; DIAS; NASSIF, 2011). Em uma organização a gestão da informação obriga
os indivíduos a terem o domínio dos diferentes tipos de informações que são
manipuladas na organização, onde também é preciso conhecer a dinâmica de seus
fluxos, o ciclo de vida de cada informação e o conhecimento das pessoas acerca da
manipulação da informação e sua cultura informacional (PONJUÁN DANTE, 2007). E
para isso se faz necessário o envolvimento, os estudos e as práticas gerenciais que
permitam a construção, a disseminação e o uso da informação. Esse processo
engloba a gestão de recursos informacionais, a gestão de tecnologias da informação
e a gestão das pessoas envolvidas nesses sub-processo, possibilitando, assim, o
fluxo informacional e o uso da informação (SOUZA; DIAS; NASSIF, 2011). É
importante que a organização apoie e estimule as atividades criadoras de
conhecimento dos indivíduos ou que proporcione os contextos apropriados para elas.
O processo de criação organizacional deve ser entendido como um processo que
amplifica o conhecimento criado pelos indivíduos e através do diálogo, discussão,
compartilhamento de experiências do grupo se cristaliza (TAKEUCHI; NONAKA,
2008). Método da pesquisa: A organização em questão é uma Biblioteca
Universitária, atende 99 cursos de graduação, 52 cursos de mestrado e 22 de
doutorado. Atende cerca 2.000 usuários/dia, e tem em seu quadro 56 funcionários, e

�possui 10 seções de trabalho: Seção de Circulação; Seção de Referência; Seção de
Coleções Especiais; Seção de Periódicos; Seção de Processamento Técnico; Seção
de Controle Bibliográfico; Seção de Preservação e Conservação; Seção de Aquisição;
Divisão de Tecnologia de Informação e Comunicação (DTIC); e Secretaria
Administrativa. A fim de alcançar os objetivos propostos, foi realizada uma pesquisa
qualitativa e para melhor redirecionar os aspectos metodológicos quanto à obtenção
dos resultados, dividiu-se a pesquisa em duas etapas, na literatura e foi feito um
estudo de caso. A coleta de dados utilizou-se de instrumento básico em pesquisa
social, o questionário, que foi estruturado com perguntas fechadas, perguntas
dicotômicas e perguntas de múltipla escolha. O questionário foi aplicado a 40
funcionários da Biblioteca Universitária, sendo 14 Bibliotecários, 7 Auxiliares
Administrativos, 14 Assistentes Administrativos e 6 outros cargos: Recepcionista,
Contínuo e Secretária Executiva. Resultados: Dos entrevistados 28% trabalha a
menos de 4 anos na Biblioteca, 10% trabalha entre 4 e 9 anos, 28% trabalha de 20 a
24 anos e 34% trabalha a mais de 25 anos. Podemos notar que existe um número
maior de funcionários (62%) que trabalham a mais de 20 anos na Biblioteca e um
número grande de funcionários que trabalham a menos de 4 anos (28%). Foi
perguntado os entrevistados a quanto tempo trabalham naquela seção, e 50% dos
entrevistados estão a menos de 4 anos, e apenas 16% estão a mais de 20 anos
trabalhando na mesma seção. Nota-se que nos últimos quatro anos foi feito um rodízio
com alguns funcionários que estão a mais tempo na organização, e isso faz com que
esses funcionários, aprendem a aprender, tenham novas atitudes, desenvolvam
habilidades, gerem novos conhecimentos, e assim desenvolvem competências
informacionais (BELLUZZO, 2005; ARAUJO; ROCHA, 2006). As seções que os
funcionários mais conhecem as atividades que são desenvolvidas, são: Seção de
Circulação (90%) e Referência (87%), seguida da Seção de Periódicos (65%), Seção
de Coleções Especiais (63%) e Seção de Processamento Técnico (60). A DTIC (45%)
e a Secretaria Administrativa (35%) são as que possuem as atividades menos
conhecidas pelos funcionários. Mesmo tendo um número grande de funcionário que
trabalham a muito tempo na organização apenas 11 dos entrevistados conhecem
todas as seções. Podemos verificar que nesta Biblioteca se faz necessário que os
funcionários tenham o conhecimento das atividades desenvolvidas na maioria das
seções, tendo em vista que apenas as Seções de Empréstimo e Referência possuem
um número grande de funcionários que conhecem suas atividades. Foi perguntado
aos entrevistados que não conhecem todas as atividades desenvolvidas nas seções
se eles tinham interesse em conhecer, 79% tem interesse e 21% não tem interesse,
e é importante que 79% dos funcionários que não conhecem as atividades de todas
as seções tenham interesse em conhecer. Em relação ao treinamento que recebeu
para desenvolver as atividades no setor em que atua 25% dos entrevistados acham
que foi muito adequado, 55% que foi adequado, 10% pouco adequado e 10%
inadequado. Foi perguntado se as seções possuem manual das tarefas que são
desenvolvidas nela e 65% dos entrevistados disseram que não, 23% disse que sim,
mas não para todas as tarefas e 13% disseram que sim. Para fazer a Gestão do
Conhecimento é necessário está envolta em processos, indivíduos, sistemas,
manuais e procedimentos que se utilizam da Competência Informacional para agregar
valor à organização do conhecimento, e esses “atores” são resultados do processo de
institucionalização da Aprendizagem Organizacional (BEM; COELHO, 2014).
Considerações Finais: Mesmo a organização promovendo treinamento adequado
para executar o trabalho na seção onde o funcionário atua, é importante que se tenha
manuais das tarefas que são desenvolvidas na seção, isso irá auxiliar a gerenciar o

�conhecimento organizacional e proporcionar o compartilhamento de informações
organizacionais. Podemos notar que os profissionais da informação desta biblioteca
poderão ter dificuldades em informar sobre os serviços prestados nesta organização
uma vez que não conhecem as atividades desenvolvidas em todas as seções.
Conhecer a dinâmica de fluxos da informação na organização para estes profissionais
é fundamental para que se tenha uma boa gestão da informação, tendo em vista que
a maioria dos funcionários tem interesse em conhecer as atividades executadas nas
demais seções, a organização deve promover reuniões e treinamentos onde todos
funcionários devem passar por todas as seções conhecendo as atividades
desenvolvidas nelas, e assim promovendo a aprendizagem organizacional, uma vez
que o conhecimento deve ser gerenciado para que as organizações tenham um bom
desempenho e garantindo uma prestação de serviços de qualidade e eficiência no
atendimento aos usuários.
Palavras-chave: Competência informacional. Gestão da informação. Gestão do
conhecimento. Conhecimento organizacional. Aprendizagem organizacional.
Referências:
BELLUZZO, Regina Célia Baptista. O conhecimento, as redes e a competência em
informação (COINFO) na sociedade contemporânea: uma proposta de articulação
conceitual. Perspectivas em Gestão &amp; Conhecimento, João Pessoa, v. 4, Número
Especial, p. 48-63, out. 2014. Disponível em: &lt;http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.
php/pgc/article/view/21276&gt;. Acesso em: 10 mar. 2015.
BEM, Roberta Moraes; COELHO, Christianne Coelho de Souza Reinich. A relação
entre competência informacional e aprendizagem organizacional: um olhar partir do
framework do 4 I(s). InCID: R. Ci. Inf. e Doc., Ribeirão Preto, v. 5, n. 2, p.112-127,
set. 2014/fev. 2015. Disponível em: &lt;http://www.revistas.usp.br/incid/article/view/
64337&gt;. Acesso em: 10 mar. 2015.
PONJUÁN DANTE, Gloria. Gestión de información: dimensiones e implementación
para el éxito organizacional. Gijón: Trea, 2007.
SOUZA, Edivanio Duarte de; DIAS, Eduardo José Wense; NASSIF, Mônica
Erichsen. A gestão da informação e do conhecimento na ciência da informação:
perspectivas Teóricas e Práticas Organizacionais. Informação &amp; Sociedade:
estudos, João Pessoa, v. 21, n. 1, p. 55-70, jan./abr. 2011. Disponível em: &lt; http:
//www.ies.ufpb.br/ojs/index.php/ies/article/view/4039 &gt;. Acesso em: 30 mar. 2015
TAKEUCHI, Hirotaka; NONAKA, Ikujiro. Gestão do conhecimento. Porto Alegre:
Bookman, 2008.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>As bibliotecas universitárias vêm acompanhando ao longo dos anos as mudanças ocorridas na sociedade com o advento da globalização e das novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), onde se faz necessário a melhoria de seus serviços e produtos. Para isso é necessário que os profissionais que atuam nessas bibliotecas possuam competências informacionais e que tenham capacidade em aprender e renovar seus conhecimentos, bem como desenvolver habilidades inerentes a profissão, para que possam desempenhar da melhor forma o seu papel que é atender as necessidades de informação de seus usuários, visando o sucesso organizacional.</text>
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                    <text>O FUTURO DA BIBLIOTECA À LUZ DA FUNÇÃO SOCIAL: TRANSFIGURAÇÃO DE
AMBIENTES DE INFORMAÇÃO A ESPAÇOS DE CONVIVÊNCIA
1 INTRODUÇÃO
A biblioteca é uma das instituições mais antigas do mundo. Embora tenha sido
estruturada, utilizada e gerida de forma diferente ao longo dos tempos, sua capacidade de
adaptação em face das transformações sociais torna-a um organismo mutante, o qual
acompanha as mudanças e se renova constantemente, garantindo sua perpetuação.
Das páginas em argila às páginas da internet, a biblioteca vem servindo o ser humano,
principalmente à atividade de organização, tratamento, preservação e disseminação da
informação produzida na sociedade.
É claro que o modelo de biblioteca na qual o concebemos na modernidade muito se
distancia da concepção adotada nos diferentes períodos históricos, sobretudo diante de
sistemas ideológicos e hegemônicos. No entanto, percebe-se no decorrer dos tempos, que a
biblioteca sempre se colocou a serviço de alguém, logo, ela torna-se uma instituição auxiliar,
que contribui, que oferece, que acolhe, que tenta solucionar problemas, que transforma.
A literatura apresenta grande quantidade de discussões a respeito das diversas funções
exercidas pela biblioteca. No mundo contemporâneo, diversos estudos confirmam sua função
informacional e educativa, mas também reconhecem o seu papel social, de modo que
biblioteca e sociedade sejam cúmplices na produção de conhecimento e na melhoria da
qualidade de vida dos indivíduos.
Com a chegada do século XXI, diante das transformações socais, com o aumento da
produção bibliográfica e com a utilização das tecnologias contemporâneas, parece que a
biblioteca perde, para alguns, essa parceria e reciprocidade que possui com o ser humano.
De forma equivocada e até exagerada, muitos se arriscam a afirmar que ela poderá ser
extinta da sociedade do futuro.
É evidente que a evolução tecnológica viabilizou novas formas de gerenciamento da
informação. De forma estratégica, a biblioteca utiliza dessas tecnologias, permitindo que as
práticas bibliotecárias presentes nas bibliotecas físicas sejam transferidas para a realidade
virtual, sem, contudo, dispensar as práticas biblioteconômicas.
Não se pretende neste texto discorrer acerca dessa nova realidade que se afora para a
biblioteca moderna, pois muitos estudos já versam sobre essa temática. Nem, tampouco,
discutir a realidade atual, em que muitas bibliotecas estão se tornando ambientes híbridos,
oferecendo produtos e serviços em diferentes formatos, tecnologias e recursos de acesso.
Mas, convém destacar que, as tecnologias contemporâneas não excluem as práticas
bibliotecárias, ao contrário, ampliam a cada dia as possibilidades da atuação bibliotecária.
Por conseguinte, pode-se afirmar que a biblioteca do futuro não será extinta, como
consideram alguns, mas, ao contrário, será disponibilizada no novo ambiente de
socialização: o ciberespaço. Sendo assim, as bibliotecas físicas, certamente deixarão de
existir ou transformar-se-ão em verdadeiros “museus”. Essa constatação, embora esteja
provado que exigirá muito tempo para ser concretizada, vem sendo bastante discutida.
Este estudo traz à baila fundamentos teóricos e reflexões que refutam a constatação
acima descrita. Ora, pensemos: se há consenso, na atualidade, de que a biblioteca possui
uma dupla função, ou seja, função informacional e função social, logo, através das
bibliotecas virtuais, a função informacional passará a ser desempenha por essas
modalidades de biblioteca. Porém, ainda restará às unidades tradicionais (bibliotecas físicas)
a realização da função social, de modo que a função social caracterizará a biblioteca como
ambientes de socialização, de trocas de ideias, experiências, um verdadeiro espaço de
convivência.

�2 MÉTODO DA PESQUISA
Devido ao aspecto teórico desta pesquisa, a metodologia será sustentada na pesquisa
bibliográfica, realizada por meio de levantamentos bibliográficos em livros, artigos e trabalhos
acadêmicos que descrevem a função social da biblioteca. Por meio do embasamento à
função social da biblioteca, será discorrido acerca da importância dessa função e sua
contribuição para assegurar a existência da biblioteca no futuro.
Também serão utilizados como fundamentos teóricos para garantir alcance do objetivo
proposto, reflexões propostas por alguns autores brasileiros da área que também concordam
com essa visão, considerando a transformação da biblioteca em ambientes de convivência,
garantindo, assim, sua permanência por longas gerações.
Os livros utilizados na pesquisa referem-se a publicações renomadas da área de
Biblioteconomia e Ciência da Informação. Os artigos e trabalhos acadêmicos foram
recuperados do portal de periódicos da Capes e do acervo da biblioteca virtual Scielo.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
As sociedades modernas trazem como principal fator de inovação no comparativo com
as sociedades antigas, a preocupação com alguns conceitos, como: cidadania, igualdade,
democracia, diversidades, cultura, multiculturalismo, dentre outros.
O Estado democrático possui em sua essência, o dever de garantir o pleno respeito
pelas diferenças, tornando possível que indivíduos usufruem de seus direitos e deveres,
comportando-se como cidadãos vinculados a uma nação. Ao analisarmos esses conceitos,
percebemos o quanto a função social do Estado vem à tona, sobretudo em uma sociedade
diversificada, considerada como multicultural. E, garantir a concretização dessa função é um
dever que compete a governantes e instituições.
O conceito “biblioteca multicultural” foi proposto pela IFLA e Unesco, em 2008 e, referese, sobremaneira, às bibliotecas públicas que devem disponibilizar acesso a todos de forma
igualitária. Segundo esse manifesto, a igualdade e o respeito devem prevalecer nesses
ambientes, configurando-os como legítimo espaço público, cujo objeto principal seja
[...] atender as demandas sociais, oferecendo oportunidade igualitária e democrática a
todo cidadão que faz uso do seu espaço, não apenas para buscar conhecimento ou
cultura, mas também para fazer deste espaço, palco para as reflexões diárias, para
o debate participativo de todos os problemas sociais e necessidades de cada
cidadão (BARROS, 2002, p. 133, grifo nosso).

Observa-se que as bibliotecas ao exercerem a função social, estão cumprindo o dever
de serem instituições sociais que se colocam a serviço de acolher os indivíduos que estão
inseridos no multiculturalismo. A função cultural atribuída às bibliotecas há muito tempo vem
sendo tratada pela literatura. Aquino (2004) considera que as mutações sofridas pelas
bibliotecas caracterizaram-nas como espaços de informação, saber, conhecimento e cultura.
Mey e Silveira (2009) defendem que as bibliotecas existem para viabilizar alternativa,
possibilidade e oportunidade às pessoas. Ainda discutem que as bibliotecas são espaços de
liberdade, capazes de mudar a história da humanidade.
De acordo com Ribas e Ziviani (2007), as bibliotecas devem se tornar ambientes de
convivência, oferecendo diversas atividades culturais, recreação, entretenimento e lazer,
dentre outras atividades procuradas pelos cidadãos da comunidade. No entendimento
dessas autoras, o papel social do profissional da informação, juntamente com a biblioteca
moderna é de extrema utilidade, atuando de forma estratégica na disseminação da
informação e utilizando-a como instrumento e recurso de mobilização nas lutas por melhores
condições de vida da sociedade.
As bibliotecas tendem a se tornar centros de referência, um papel que, segundo
Almeida Junior (1997) já deveria caber à biblioteca pública. Segundo esse autor, as

�bibliotecas devem estar abertas para fornecer informação utilitária para a sociedade, ou seja,
um centro de acolhimento que fornece informações sobre emprego, saúde, cultura, lazer,
dentre inúmeras necessidades existentes no cotidiano das pessoas.
Além de fornecer serviços utilitários à comunidade, ao caracterizar-se como ambientes
de convivência, a biblioteca torna-se espaços abertos para a comunidade, permitindo que os
objetivos da biblioteca “[...] sejam moldados conforme as necessidades e desejos deste
grupo, incluindo os referentes ao lazer” (GONÇALVES, 2011, p. 134-135). Ainda discutindo
acerca do lazer, entretenimento e ações culturais, é importante mencionar, segundo proferido
no manifesto da Ifla e Unesco (2013), a respeito do papel das bibliotecas públicas que deve
fornecer recursos e serviços em diversos suportes, de modo a ir ao encontro das
necessidades individuais ou coletivas, no domínio da educação, informação e
desenvolvimento pessoal, e também de recreação e lazer. Conforme disposto nesse mesmo
documento, as bibliotecas desempenham “[...] um papel importante no desenvolvimento e
manutenção de uma sociedade democrática, ao dar aos indivíduos acesso a um vasto
campo de conhecimento, ideias e opiniões (IFLA, 2013, p. 13, não paginado, grifo nosso).
Discutindo acerca do papel do bibliotecário no futuro, dissertam que esse profissional
poderá atuar em vários segmentos onde demande informação, cultura e lazer
(DARABENSTOTT; BURMAN, 1997).
Proferem ainda que as bibliotecas e seus profissionais deverão oferecer serviços
voltados à capacitação dos usuários e o mais importante a esse profissional será saber “[...]
trabalhar com indivíduos e grupos em vários tipos de disciplinas e, mais ainda, estar
habilitado ao manejo de bens culturais, intelectuais” (DARABENSTOTT; BURMAN, 1997,
p. 12, grifo nosso).
A função social da biblioteca está intensamente imbricada nas questões culturais. Santa
Anna, Gregório e Gerlin (2014) evidenciam que o bibliotecário deve atuar de forma social,
preocupado com a formação cidadã dos indivíduos, inserindo-se no contexto cultural,
atuando como agente que dissemina e preserva a cultura de uma localidade.
Por fim, vê-se que na atualidade, pelo menos na realidade brasileira, as bibliotecas
exercem com mais intensidade as funções informacionais do que sociais. Se a sociedade
passasse a perceber a função social da biblioteca, certamente novas percepções seriam
construídas a respeito do futuro da biblioteca. Na realidade brasileira ainda estamos presos à
função informacional apenas, no entanto, como exemplifica Lemos (2008), no contexto
europeu, essa realidade já vem sendo percebida, garantindo a permanência da biblioteca
nas sociedades vindouras.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através dos argumentos propostos neste estudo, percebe-se a importância que a
biblioteca exerce na sociedade, extravasando as atividades puramente informacionais e
institucionalizadas, como consideram muitos. Constata-se que, a trajetória evolutiva
demonstra o quanto a biblioteca é adaptativa e estratégica ao buscar novas formas de
intervenção na sociedade. Acredita-se, com base nessas considerações, que a função social
da biblioteca abrirá novos espaços de trabalho, tornando-as centros de convivências, o que
garantirá sua permanência no futuro, refutando, assim, previsões exageradas e equivocadas.
Palavras-chave: Novas tecnologias. Biblioteca. Função social – Biblioteca. Cidadania.
REFERÊNCIAS
AQUINO, M.A. Metamorfoses da cultura: do impresso ao digital, criando novos formatos e papéis em ambientes
de informação. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 33, n. 2, p. 7-14, maio/ago. 2004.
BARROS, P. A biblioteca pública e sua contribuição social para a educação do cidadão. Ijuí: UNIJUÍ,
2002.

�DRABENSTOTT, Karen; BURMAN, Celeste. Revisão analítica da biblioteca do futuro. Ci. Inf., v. 26, n. 2, 1997.
GONÇALVES, Maria da Graça Simão. A Biblioteca Pública do Paraná como instrumento de ação cultural:
atividades e mediação da informação. Londrina: UEL, 2011.
IFLA; UNESCO. Manifiesto IFLA por la Biblioteca multicultural: la biblioteca multicultural: portal de acceso a
una sociedad de culturas diversas en diálogo. 2008. Disponível em: . Acesso em: 22 mar. 2015.
______. Diretrizes da IFLA sobre os serviços da biblioteca pública. 2ª ed. Lisboa: De Gruyter saur, 2013.
LEMOS, Agernor Briquet de. Bibliotecas. In: CAMPELLO, Bernadete; CALDEIRA, Paulo da Terra. Introdução
às fontes de informação. Belo Horizonte: Autêntica, 2008
RIBAS, Claudia; ZIVIANI, Paula. O profissional da informação: rumos e desafios para uma sociedade inclusiva.
Informação &amp; Sociedade: Estudos. João Pessoa, v.17, n.3, p.47-57, set./dez. 2007.
SANTA ANNA, Jorge; GREGÓRIO, Elaine; GERLIN, Meri Nadia. Atuação bibliotecária além da biblioteca: o
espaço de leitura do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (HUCAM). Revista ACB, Florianópolis,
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                <text>A biblioteca é uma das instituições mais antigas do mundo. Embora tenha sido estruturada, utilizada e gerida de forma diferente ao longo dos tempos, sua capacidade de adaptação em face das transformações sociais torna-a um organismo mutante, o qual acompanha as mudanças e se renova constantemente, garantindo sua perpetuação. Das páginas em argila às páginas da internet, a biblioteca vem servindo o ser humano, principalmente à atividade de organização, tratamento, preservação e disseminação da informação produzida na sociedade.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência

CAPACITAÇÃO DE SERVIDORES DOCENTES E TÉCNICOADMINISTRATIVOS EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ
DE FORA (UFJF) NA UTILIZAÇÃO DO ENDNOTE BASIC ATRAVÉS DO
MOODLE

Autora:
Adriana A. Oliveira
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
adriana.oliveira@ufjf.edu.br
Introdução:
O EndNote Basic
é um serviço online de gestão de referências
bibliográficas, desenvolvido pela Thomson Reuters e disponibilizado a todas as
instituições que possuem acesso do Portal de Periódicos CAPES. Este serviço
permite pesquisar, armazenar e organizar as referências bibliográficas localizadas
através de pesquisas efetuadas em recursos licenciados ou em fontes de acesso
livre.
Através do recurso de busca online, disponível no próprio sistema, ou
pesquisa em bases de dados é possível adicionar as referências selecionadas
diretamente na conta pessoal do EndNote Basic. O sistema permite também a
inclusão automática de citações e referências armazenadas, diretamente no texto.
Trata-se de ferramenta importante na elaboração de trabalhos acadêmicos, na
utilização rotineira de pesquisadores e cuja utilização deve ser divulgada e
facilitada pelos bibliotecários.
Através do Programa de Capacitação e Aperfeiçoamento (PROCAP)
bibliotecárias oferecem curso de capacitação com objetivo de introduzir os
participantes na utilização do EndNote Basic e otimizar seu uso na UFJF. A
utilização do ambiente virtual Moodle e das ferramentas utilizadas no ambiente da

�educação a distância (EAD) oportunizaram o rompimento de barreiras geográficas
com participação de servidores dos dois campi da Universidade Federal de Juiz de
Fora (UFJF) que se localizam em cidades diferentes.

Relato da experiência:
Desde 2007 a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) disponibiliza o
Programa de Capacitação e Aperfeiçoamento (PROCAP) dos servidores TécnicoAdministrativos em Educação, aprovada pelo Conselho Superior (CONSU) da
Instituição, por meio da resolução 09/2007 . Desde então, o Programa de
Capacitação tem sido oferecido sistematicamente, procurando estimular, criar e
aprimorar habilidades, competências, qualificações e melhorar o desempenho
individual e da equipe.
Com objetivo de capacitar os participantes na utilização do EndNote Basic,

disponível em todas as instituições que acessam o Portal CAPES, e otimizar seu
uso na UFJF, o curso de capacitação foi oferecido aos docentes e servidores
técnico-administrativos em educação, compondo o calendário de cursos de
capacitação da instituição, a partir de 2013. A demanda superou as expectativas
e neste mesmo ano foi disponibilizada a segunda turma, com 30 participantes
cada. Os participantes são docentes, em busca de conhecimento da ferramenta
para utilização em atividades de ensino e pesquisa e servidores técnicos também
em busca de conhecimento para utilização da ferramenta nas atividades
profissionais e em seus projetos de pós-graduação.
A utilização do ambiente virtual e das ferramentas da Educação a Distância
(EAD) possibilitaram o rompimento de barreiras geográficas com participação de
servidores dos dois campis da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) que
se localizam em cidades diferentes: Juiz de Fora e Governador Valadares.
O curso acontece em um ambiente virtual de aprendizagem, disponibilizado
pela UFJF, com utilização do Moodle. Antes da oferta do curso, as instrutoras
foram capacitadas na utilização da ferramenta, bem como nas possibilidades e
recursos disponíveis na modalidade de ensino a distância.
O material do curso é disponibilizado semanalmente com textos, imagens e
vídeos que facilitem a aprendizagem. Uma intensa troca de informações,
dificuldades e solicitação de esclarecimentos ocorre nos fóruns. Neste ambiente
de aprendizagem coletiva foram compartilhadas as informações sobre o EndNote
Basic, desde noções básicas do sistema e seu funcionamento, até a instalação e
utilização do plugin Cite While You Write.

�As avaliações sobre o curso foram sempre muito positivas e a partir das
sugestões apresentadas, melhorias foram implementadas e este ano será
oferecida a sexta edição da capacitação, em ambiente virtual, destinada aos
docentes e técnico-adminsitrativos em educação da UFJF.
Considera-se a especialização do bibliotecário cada vez mais
premente quanto ao uso de Novas Tecnologias da Informação e
Comunicação (NTICs), para que mais profissionais possam se
inserir nessa realidade pungente por busca de informação. A
tangível presença tecnológica torna os usuários mais exigentes e
sedentos por conhecimentos cujo proceder compõe o fazer ciência
na academia. (CARDOSO; FRANÇA; MARIANI, 2014)

Palavras-chave:
Capacitação. Formação continuada. Competência em informação.

Referências:
CARDOSO, Antonio Luiz Mattos de Souza; FRANÇA, Cláudio Márcio de;
MARIANI, Ana Maria de Matos. Formação de usuários para competência
informacional em ambientes virtuais. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 18., 2014, Belo Horizonte. Anais... . Belo
Horizonte: UFMG, 2014. p. 1 - 10. Disponível em:
&lt;https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/trabalhos/128-1747.pdf&gt;.
Acesso em: 25 mar. 2015.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA. Resolução n. 09, de 27 de junho
de2007. Juiz de Fora, 2007. Disponível em
&lt;http://www.ufjf.br/prorh/files/2009/02/resolucao-09-2007-procap.pdf&gt;. Acesso em 25 mar.
2015.

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                <text>O EndNote Basic é um serviço online de gestão de referências bibliográficas, desenvolvido pela Thomson Reuters e disponibilizado a todas as instituições que possuem acesso do Portal de Periódicos CAPES. Este serviço permite pesquisar, armazenar e organizar as referências bibliográficas localizadas através de pesquisas efetuadas em recursos licenciados ou em fontes de acesso livre.</text>
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22 a 24 de julho de 2015

A GESTÃO INFORMACIONAL DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DA UEPB:
implantação do repositório institucional Dspace

Luciana Dantas de Medeiros
Universidade Estadual da Paraíba
luciana@uepb.edu.br
lucianamedeiros4@gmail.com

1 INTRODUÇÃO
A gestão da informação continua sendo bastante discutida nos diversos
tipos de organizações, principalmente nas instituições de ensino superior.
Sendo assim, extremamente importante, tendo em vista que são práticas
gerenciais que permitem a construção, a disseminação e o uso da informação,
e são delas que provem todos os recursos de informação de forma seletiva e
organizada.
Dentro desta perspectiva, a Universidade Estadual da Paraíba - UEPB
implantou a partir de 2010 o repositório institucional

Dspace,

gestão informacional da sua produção científica, criando

inovando a

um ambiente

organizacional dinâmico, favorável a criação, ao uso e compartilhamento da
informação.
Por ser um tema interdisciplinar discutido principalmente na área de
ciência da informação, onde exibe crescente relevância na literatura da área, e
por este ser um assunto de grande importância para o desenvolvimento e
crescimento da instituição, visto que sua aplicabilidade especificamente nas
unidades de informação, permite mudanças positivas nas rotinas de trabalho,
otimizando os processos que envolvem a produção, transmissão e uso do
conhecimento. Por tudo isso é que justifica-se este trabalho.
2 RELATO DE EXPERIÊNCIA

�O Dspace foi implantado em todas as bibliotecas que compõem o
Sistema Integrado de Bibliotecas da UEPB, a partir de 2010.
Seu uso mudou as rotinas de trabalho, com a implementação da
gestão informacional em meio eletrônico, melhorando a comunicação cientifica,
ampliando a acessibilidade, o uso e a visibilidade da produção cientifica da
Universidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
A implementação da gestão informacional da produção cientifica da
UEPB com o uso do repositório institucional Dspace, impactou as atividades
desenvolvidas pelos bibliotecários da instituição e o serviço de utilização do
repositório pelos usuários da instituição e público em geral.
Compreende-se que a plataforma Dspace é uma ferramenta
indispensável para disseminação do conhecimento cientifico produzido pela
Universidade, além de permitir o acesso democrático à informação e à
apropriação do conhecimento.

PALAVRAS-CHAVE:
1. Gestão da Informação. 2. Produção Científica. 3. Repositório Institucional Dspace.

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22 a 24 de julho de 2015

UMA PROPOSTA PARA O AUTOARQUIVAMENTO DE DISSERTAÇÕES E
TESES NO REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL UNESP

Autores
Fabrício Silva Assumpção - fabricio@reitoria.unesp.br
Juliano Benedito Ferreira - julianoferreira@reitoria.unesp.br
Ana Paula Grisoto - grisotoana@reitoria.unesp.br
Flávia Maria Bastos - fmbastos@reitoria.unesp.br
Silvana Aparecida Borsetti Gregorio Vidotti - vidotti@reitoria.unesp.br
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Introdução
Para atender a Portaria nº 13, de 15/02/2006, da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que institui a divulgação
digital das dissertações e teses defendidas nos programas de pós-graduação
reconhecidos, a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP)
tornou obrigatória em 2006 a entrega de uma cópia digital de cada trabalho
defendido em seus programas de pós-graduação para inclusão na C@tedra, a
biblioteca digital de teses e dissertações da UNESP.
Com
a
implantação
do
Repositório
Institucional
UNESP
(http://repositorio.unesp.br) em 2013, a Universidade atentou para a oportunidade
de, por meio do autoarquivamento, redefinir o fluxo de trabalho para a
disponibilização online das dissertações e teses. Assim, este relato de experiência
tem por objetivo apresentar o fluxo de trabalho definido para o autoarquivamento
das dissertações e teses no Repositório Institucional UNESP.

Fluxo de trabalho atual para a disponibilização das dissertações e teses
Atualmente, a disponibilização online das dissertações e teses defendidas
na UNESP ocorre da seguinte forma:
Após a defesa, o aluno realiza as alterações necessárias em seu trabalho e
entrega a versão final nos formatos impresso e digital (em CD ou DVD) na Seção
Técnica de Pós-Graduação (STPG). O prazo para a entrega e a quantidade de
exemplares são definidos por cada programa de pós-graduação. O aluno entrega

�também uma autorização para a disponibilização online de seu trabalho. Na
autorização, ele opta pela disponibilização imediata do conteúdo integral ou parcial
e, caso tenha optado pelo conteúdo parcial, indica a data a partir da qual o
conteúdo integral poderá ser disponibilizado. Não há um prazo limite para a
disponibilização do conteúdo integral.
A STPG realiza os procedimentos internos necessários à homologação do
título de mestre ou doutor e encaminha o exemplar impresso, o CD ou DVD e a
autorização para a biblioteca da unidade universitária. A biblioteca cataloga o
trabalho no sistema de bibliotecas, inclui o exemplar impresso em seu acervo e
encaminha o CD ou DVD e a autorização para a Coordenadoria Geral de
Bibliotecas (CGB).
A CGB verifica a autorização, armazena no servidor uma cópia digital do
trabalho e inclui no registro MARC 21 um link para o arquivo armazenado. Nos
casos em que o aluno optou pela disponibilização imediata apenas do conteúdo
parcial, são armazenadas duas cópias do trabalho: uma com o conteúdo integral e
outra com o conteúdo parcial. O link incluído no registro MARC 21 direciona para o
arquivo com o conteúdo parcial. Após a data escolhida pelo aluno, o link é
modificado, passando a apontar para o arquivo com o conteúdo integral.
Fluxo de trabalho com o autoarquivamento das dissertações e teses
Com o autoarquivamento, a disponibilização online dos trabalhos ocorrerá
da seguinte forma:
Após a defesa, o aluno prepara a versão final de seu trabalho nos formatos
impresso e digital e acessa o Repositório com o endereço de e-mail e a senha
utilizados por ele no acesso ao sistema da pós-graduação.
O aluno inicia a submissão preenchendo os dados sobre seu trabalho. Em
seguida, escolhe a versão do trabalho deseja disponibilizar online imediatamente:
conteúdo integral ou parcial. Caso tenha optado pelo conteúdo parcial, o aluno
deve escolher quando ocorrerá a disponibilização do conteúdo integral. Para isso,
são apresentadas as opções: 6, 12, 18 ou 24 meses após a defesa. O aluno envia
o arquivo digital com o conteúdo integral de seu trabalho, concede a licença para a
disponibilização online e conclui a submissão.
Os responsáveis pelas dissertações e teses na CGB recebem
automaticamente uma notificação por e-mail. A partir daí, é necessário que
verifiquem os dados e o arquivo enviados pelo aluno, façam as correções
necessárias e aceitem ou rejeitem a submissão. Se o aluno optou pela
disponibilização imediata do conteúdo parcial, o arquivo enviado será mantido em
acesso restrito até a data escolhida (6, 12, 18 ou 24 meses após defesa) por meio
da funcionalidade “Embargo” do DSpace, e uma cópia do arquivo com o conteúdo
parcial será incluída no Repositório para acesso imediato.

�O aluno recebe um e-mail informando sobre o aceite, deve imprimir e
entregar o e-mail na STPG junto do exemplar impresso do trabalho. A quantidade
de exemplares impressos fica a critério de cada programa de pós-graduação. A
STPG realiza os trâmites necessários à homologação do título e envia o exemplar
impresso para a biblioteca.
Periodicamente, os registros criados no Repositório são convertidos em
registros MARC 21 e incluídos no sistema de bibliotecas como “registros
provisórios”. A biblioteca, ao receber o exemplar, completa o registro provisório e
inclui o exemplar impresso em seu acervo.
Para o novo fluxo de trabalho serão definidos os seguintes prazos: o aluno
terá até 60 dias após a defesa para realizar o autoarquivamento e entregar a
versão impressa e o aceite na STPG; a CGB deverá concluir a verificação e o
aceite/rejeição da submissão em até 10 dias úteis; e a STPG deverá encaminhar o
exemplar impresso para a biblioteca em até 10 dias úteis após a homologação.
Considerações finais
Os principais fatores que levaram à necessidade de redefinir o fluxo de
trabalho atual e propor o autoarquivamento são: a demora na disponibilização
online dos trabalhos; a dificuldade da CGB em corrigir os erros identificados
(autorizações preenchidas indevidamente, arquivos digitais incorretos, etc.); a falta
de um prazo limite para a disponibilização do conteúdo integral; e a falta de
padronização dos procedimentos realizados na Universidade.
Com o autoarquivamento, espera-se que os problemas identificados no
fluxo de trabalho atual, principalmente a demora na disponibilização dos trabalhos,
sejam minimizados no âmbito da UNESP. Além disso, entende-se que o
autoarquivamento permitirá uma melhor racionalização dos recursos humanos
disponíveis nas bibliotecas e na CGB.
A viabilidade do autoarquivamento foi averiguada pela Equipe Técnica do
Repositório e pela CGB. Foram realizadas reuniões com as bibliotecas e as
STPGs, de modo que puderam ser incorporadas sugestões ao fluxo de trabalho e
feitas as devidas correções. No momento, a proposta do autoarquivamento está
em análise pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação. Se aprovado, o
autoarquivamento das dissertações e teses entrará em vigor 90 dias após a
publicação da resolução que o regulamentará.

Palavras-chave:
institucional.

Autoarquivamento.

Dissertações

e

teses.

Repositório

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Para atender a Portaria nº 13, de 15/02/2006, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que institui a divulgação digital das dissertações e teses defendidas nos programas de pós-graduação reconhecidos, a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP) tornou obrigatória em 2006 a entrega de uma cópia digital de cada trabalho defendido em seus programas de pós-graduação para inclusão na C@tedra, a biblioteca digital de teses e dissertações da UNESP.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

A BIBLIOTECA DO SESC LER PAULO AFONSO COMO FONTE DE
CONHECIMENTO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Naiara Andrade Malta Santos
SESC Bahia - Serviço Social do Comércio do Estado da Bahia
nmalta@sescbahia.com.br

1 INTRODUÇÃO
A biblioteca escolar é um espaço diferente dentre outros no ambiente escolar,
pois neste espaço é possível que ocorra a troca simultânea conhecimento através da
interação entre os alunos, auxiliares de bibliotecas, bibliotecário e professores. Pois, a
utilização de obras que compõem o acervo da biblioteca escolar por alunos de
professores podem expandir e ampliar os horizontes dos estudantes. Desta forma, é
necessário que a biblioteca esteja sempre de portas abertas da comunidade estudantil
que serve.
Segundo Caldeira (2010, p.12), a proposta pedagógica apresentada pelos
parâmetros curriculares nacionais
“reforçar o papel da biblioteca dentro da escola. Ela se
constituirá no espaço coletivo para o compartilhamento dos
recursos didáticos que as novas metodologias irão exigir. Fica
evidente que esses recursos deverão estar próximos dos alunos,
não se justificando mais soluções paliativas que sugeriam que a
biblioteca pública poderia substituir a biblioteca escolar.”
.
As bibliotecas da Rede Sesc Bahia são caracterizadas como bibliotecas públicas,
contudo as Unidades do Regional Bahia possuem o público escolar que também são
atendidos nas bibliotecas da rede, a cidade de Paulo Afonso , situada no sertão Bahia, é
a única do Estado que possui a Unidade Sesc Ler que contém uma particularidades entre
as demais unidades da Rede Sesc do Regional. Por se tratar de um projeto que
“oferece educação integrada para jovens e adultos [EJA] não
escolarizados, de acordo com a diversidade cultural e necessidade das
regiões brasileiras. Sob o conceito abrangente de alfabetização, o Sesc

�Ler promove educação por inteiro. Não apenas ensina a ler, mas
mostra a importância da leitura e a escrita no cotidiano de cada um e
integra o ensino formal com cultura, lazer e saúde.” (SESC, 2015, site
(http://www.sesc.com.br/portal/educacao/EJA/SescLer/. Acesso em:
10.03.2015)

O Projeto Sesc Ler foi criado em 1998, porém somente no de 2007 o Sesc Ler
chegou na Cidade de Paulo Afonso-Ba, contendo na sua estrutura duas Bibliotecas,
sendo uma destinada para o público infantil e outra para os jovens e adultos, com o
acervo voltado para a formação de leitores, tendo assim como temática principal para o
desenvolvimento de suas coleções a literatura brasileira.

No ano de 2013, foi contratada para Unidade do Sesc Ler Paulo Afonso, uma
bibliotecária para compor o quadro funcional da biblioteca, que realizou uma pesquisa
de usuários e diagnosticou que os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) não
frequentavam a biblioteca. Visualizando esse cenário foi elaborado o projeto “Chá de
livros” com o objetivo de atrair esses usuários para a biblioteca que é um espaço de
aprendizagem e de conhecimento.

2 RELATO DA EXPERIÊNCIA
A análise de estudo de usuários ocorreu no período de 05/03/2014 a 30/04/2014.
O método utilizado foi o quantitativo, o instrumento de tratamento dos dados foi uma
planilha contendo o numero de empréstimos e consultas locais dos alunos que
frequentam a biblioteca. Verificou-se assim que os alunos do EJA não frequentavam a
biblioteca. Após o diagnostico foi realizada uma reunião com o a coordenadora
pedagógica e as professoras da EJA para apresentar os resultados da pesquisa
enfatizando a necessidade de desenvolvimento de atividades pedagógicas de cunho
literário envolvendo a biblioteca. Assim foi criado o “Chá de livros”.

O projeto iniciou-se em junho maio de 2014 com o objetivo de atrair os alunos
do EJA. Os professores criaram uma rotina para os alunos do EJA. Eles visitam uma
vez por mês a biblioteca do Sesc. Onde são realizadas apresentações de autores de obras
que compõem o acervo além também de recitais de poesias. No mês de outubro de 2014
aconteceu à culminância do projeto, um banquete de livros e chás. Após a execução do
projeto verificou-se que os empréstimos de obras literárias para os alunos da EJA

�cresceram significativamente e os alunos começaram a frequentar a biblioteca e
consultar as obra literária.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Verificamos que a biblioteca escolar possui um valor social importante dentro de
uma instituição de ensino, pois as atividades e promoções de leituras desenvolvidas por
ela podem contribuir imensamente para o desenvolvimento intelectual e literário dos
alunos. Conclui-se que a biblioteca do Sesc Ler vem desempenhando um papel
significativo nas rotinas dos alunos.

Palavras-chave: Biblioteca Escolar; Educação de Jovens e Adultos. Incentivo a
Leitura.
Referências:
CALDEIRA, Paulo da Terra. Espaço físico da biblioteca. In: CAMPELLO, Bernadete.
(Org.). Biblioteca escolar: temas para uma prática pedagógica. Belo Horizonte:
Autêntica, 2002. p. 47-49.
SESC.
Educação
de
jovens
e
adultos.
Disponível
em:
http://www.sesc.com.br/portal/educacao/EJA/SescLer/ &gt;. Acesso em: 10 mar. 2015

Agências financiadoras: Sesc Bahia.

&lt;

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                <text>A biblioteca escolar é um espaço diferente dentre outros no ambiente escolar, pois neste espaço é possível que ocorra a troca simultânea conhecimento através da interação entre os alunos, auxiliares de bibliotecas, bibliotecário e professores. Pois, a utilização de obras que compõem o acervo da biblioteca escolar por alunos de professores podem expandir e ampliar os horizontes dos estudantes. Desta forma, é necessário que a biblioteca esteja sempre de portas abertas da comunidade estudantil que serve.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO: em pauta o ensino/ a aprendizagem de
fontes de informação
Niedja Nascimento BARROS
Universidade Federal da Paraíba
niedjabiblio@gmail.com
Eliane Bezerra PAIVA
Universidade Federal da Paraíba
paivaeb@gmail.com
1 Introdução
A emergência da globalização econômica aliada às Tecnologias da
Informação e da Comunicação (TICs) no cenário mundial tem ocasionado profundas
transformações em diferentes profissões. E na atuação do bibliotecário não é
diferente; inúmeras mudanças surgem cotidianamente alterando o seu fazer: a
emergência das bibliotecas digitais, ddos blogs, os chats, de listas de discussões e
muitas outras inovações que afetam o comportamento informacional dos usuários e
exigem do profissional novas competências.
A atuação do bibliotecário nesse novo ambiente, exige uma maior preparação
na sua formação profissional. Nesse sentido, o projeto de monitoria configura-se
como uma proposta interessante para que o aluno de biblioteconomia possa adquirir
uma formação mais adequada às novas circunstâncias.
O presente texto descreve a implementação do programa de monitoria na
disciplina "Fontes Especializadas de Informação" do Curso de Graduação em
Biblioteconomia da UFPB, nos períodos letivos 2013.2 a 2014.1, demonstrando a
importância do ensino/ aprendizagem das fontes de informação para a formação do
bibliotecário. O projeto de monitoria da referida disciplina constitui um Plano de
Ação integrado ao Projeto "Ensino em Biblioteconomia e Arquivologia: teoria e
prática", que é coordenado pelo Departamento de Ciência da Informação (DCI) do
Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da Universidade Federal da Paraíba
(UFPB). O objetivo da pesquisa foi viabilizar o aprofundamento da relação teoria e
prática proporcionando aprendizagem na formação acadêmico/profissional dos
alunos em Biblioteconomia.
2 Método da pesquisa
Os procedimentos metodológicos adotados na disciplina pautaram-se nas
seguintes atividades:
a) Levantamento bibliográfico: realizado para compor o referencial teórico do
estudo. Inclui um levantamento sobre fontes de informação e sobre o ensino dessas
fontes. Conforme Gil (1999), a pesquisa bibliográfica constitui-se uma exigência nos
trabalhos científicos.
b) Atividades em sala de aula: incluindo o planejamento e elaboração do
programa de curso da disciplina, em parceria com o professor orientador;

�acompanhamento das atividades docentes em sala de aula; auxiliar os professores
na realização das atividades práticas da disciplina.
c) Atividades em grupo: participação de planejamento e execução, com a
Coordenação do projeto e outros professores orientadores, de atividades de
motivação e aprendizagem contínua; elaboração e apresentação de relatos de
experiências em eventos internos e externos à universidade; aplicação e análise de
instrumentos de avaliação semestral da disciplina.
d) Atividades de orientação:
leituras e debates sobre fontes de
informação e sobre os métodos de ensino da disciplina.
3 Resultados
As atividades da monitoria da disciplina "Fontes Especializadas de
Informação" desenvolveram-se através de reuniões de trabalho semanais,
agendadas previamente, nos dias de aula e em outros dias, configurando-se as
seguintes: a) elaboração e acompanhamento exercícios em classe e extra-classe; b)
participação na elaboração e avaliação de provas; e apresentação do Laboratório de
Tecnologias Intelectuais – LTI como fonte de informação.
O desenvolvimento da disciplina, ou seja, como os conteúdos da disciplina
foram encaminhados aos alunos, ocorreu em três momentos principais: o primeiro,
relacionado às questões introdutórias como definição, variedade, objetivos e
importância das fontes de informação especializada; em um segundo momento, os
alunos foram levados a desenvolver práticas na Biblioteca Central (BC) da
Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em fontes especializadas de informação
das áreas de ciências humanas, ciências sociais, ciências puras e tecnologia. E, no
último momento da disciplina, o terceiro, foram desenvolvidos seminários,
procurando aplicar conhecimentos teóricos a questões práticas e buscando aspectos
metodológicos relacionados às fontes especializadas de informação.
Também foram feitas apresentações do Portal de periódicos da CAPES, na
Biblioteca Central da UFPB, realizadas pela bibliotecária responsável pelo serviço,
quando a mesma fez uma explanação sobre as estratégias de busca que podem ser
desenvolvidas no referido portal e sobre o cadastramento dos usuários no sistema.
Nos dois períodos letivos (2013.2 e 2014.1), em dois dias, designados pela
professora da disciplina, ocorreu a apresentação do Laboratório de Tecnologias
Intelectuais - LTi aos alunos da disciplina, quando a monitora em questão
apresentou o passo a passo de como fazer uso desse laboratório como fonte de
informação, mostrando os tutoriais (como fazer o currículo Lattes), vídeos, projetos
de pesquisa e extensão e revistas da área.
Os procedimentos de ensino da disciplina discutidos em reuniões e
realizados em sala de aula foram: aulas expositivas, com projeção de slides e
práticas; leituras orientadas e debates; e seminários.
Todo este trabalho deu-se a partir da execução de um cronograma de
atividades, elaborado pela professora e que incluía as atividades a serem
desenvolvidas, a periodicidade, os responsáveis pela realização das atividades e os
recursos empregados.
4 Discussão
No Brasil, o tema Ensino de Fontes de Informação ainda é pouco explorado, o
que evidencia uma carência de pesquisas acerca do Ensino de Biblioteconomia. Em
seu artigo sobre a produção de material instrucional para o ensino de Fontes de
Informação, Bohn e Brighenti (1998) relatam a falta desse tipo de literatura e

�apontam a ausência de análises e discussões, por parte dos profissionais da área,
acerca do processo de ensino/aprendizagem nesse campo do conhecimento.
Moraes (2011) relata o papel no bibliotecário em relação ao acesso à
informação na contemporaneidade e questiona a formação do bibliotecário,
apontando as mudanças ocorridas nos currículos dos cursos de biblioteconomia
para a atender à mudança de paradigma centrado no acervo para o paradigma
centrado na informação. Assim, os currículos tiveram que se adaptar às novas
exigências do mercado, especialmente no que diz respeito ao trabalho com os fluxos
da informação.
Entendemos que os cursos de biblioteconomia devem ministrar conteúdos
voltados para o paradigma da informação, chamando a atenção para a
responsabilidade social do bibliotecário.
Daí a importância do ensino/aprendizagem das fontes de informação, visto
que, o bibliotecário não pode prescindir do conhecimento de tais fontes pois, como
pode ser o mediador da informação não sabendo como encontrar e/ou mediar as
fontes de informação?
5 Considerações Finais
O estudo da literatura pertinente ao ensino das Fontes de Informação assim
como a experiência de ensino-aprendizagem na disciplina "Fontes Especializadas de
Informação" deixa claro que o manuseio das fontes de informação e os seminários
são os procedimentos que mais despertam interesse dos alunos da disciplina.
A educação e a formação continuada de professores e monitores colaboram
para que estes possam ensinar os alunos da disciplina a usarem os recursos
informacionais e realizarem um melhor uso da informação.
O encerramento das atividades de monitoria demonstrou que a principal
técnica adotada para o ensino da Fontes de Informação é o laboratório, pois, sendo
uma disciplina de caráter teórico-prático, os alunos aprendem fazendo e, assim, se
tornam sujeitos de seu processo de conhecimento.
Concluímos que a formação do bibliotecário deve ser voltada para esse novo
contexto, marcado pelas TICs e que o ensino/ a aprendizagem das fontes
eletrônicas podem colaborar para tornar esse profissional apto a assessorar,
orientar, treinar os usuários na busca e uso da informação.
Palavras-chaves: Formação profissional. Bibliotecário. Fontes de Informação.
Monitoria
REFERÊNCIAS
BOHN, María del Carmen Rivera; BRIGHENTI, Neide Caciatori. Produção de
material instrucional para o ensino de Fontes de Informação. Encontros Bibli:
revista eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Florianópolis, n.5,
abr. 1998.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed.São Paulo:
Atlas, 1999.
MORAES, Marielle Barros de. A formação do bibliotecário nas tessituras do
contemporâneo; a responsabilidade social e o acesso à informação na ordem do dia.
Revista EDICIC, v.1, n. 2, p. 103-121, abr./jun. 2011.

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XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Resumo expandido

ARQUITETURA DE INFORMAÇÃO: CONSTRUINDO UM SITE PELO
PRISMA DE UM BIBLIOTECÁRIO ARQUITETO

Priscila Rodrigues Campos, Licencianda em Biblioteconomia (2015.1), pela
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, Formada como
Tecnólogo em Design Gráfico (2006.1), pela Universidade Estácio de Sá UNESA. priscilacampos0302@gmail.com

Palavras-chave: Arquitetura de Informação;
Acessibilidade; Interação Humano Computador.

Bibliotecário;

Usabilidade;

Introdução:
A tecnologia é só um meio e não um fim, ela deve ser usada de modo a
facilitar a vida do usuário da informação. Para usarmos a tecnologia devemos
trabalhar com valores humanos, entender o que se passa nos pensamentos do
usuário, nos colocarmos por diversas vezes no lugar dele, Com o objetivo de
simplificar o uso da informação sem perder a qualidade do serviço. Com um site
na web não é diferente, várias ferramentas são utilizadas na construção de um
ambiente virtual no qual o cliente, (usuário) é o foco de toda criação, tudo deve ser
pensado diretamente para ele, a Arquitetura de Informação utilizada como
ferramenta para um Bibliotecário, vem trazendo um novo olhar organizacional
sobre o ambiente web.
Este artigo trata especificamente de apresentar as ferramentas e conceitos,
que darão base para o pleno funcionamento da Arquitetura de Informação pelo
prisma de um Bibliotecário Arquiteto, como ela (AI) se comporta em sua total
interdisciplinaridade, trabalhando em conjunto com o Design e o Desenvolvedor.
Serão apresentados o passo a passo da construção de um site no ambiente web,
e como o profissional Arquiteto da Informação é importante e fundamental para o
sucesso de um projeto.
Segundo Titão e Viapiana (2008), o princípio do século XXI traz um grande
marco, a sociedade é chamada agora de “sociedade do conhecimento” por conta

�da globalização. A internet, que para muitos trata-se de um mundo ainda inóspito,
mostra-se a cada momento como um “eldorado” para algumas áreas, este cenário
se apresenta bastante convidativo para os profissionais de informação, visto que
em sua formação desenvolve competências e habilidades referentes ao uso e
disseminação da informação, seja registrada em
livros ou periódicos e,
atualmente, em ambiente digital.
Metodologia:
A metodologia utilizada para esta investigação foi de natureza bibliográfica,
pois recupera o conhecimento científico publicado sobre o tema e aplicada pois
estabelece o passo a passo na organização de um site por um Bibliotecário
arquiteto de informação. Adota a abordagem qualitativa uma vez que os dados
obtidos são avaliados indutivamente.
Resultados e Discussão:
Segundo Agner e Silva (2003) o Arquiteto de Informação é o profissional
dedicado a tornar as informações mais compreensíveis e de forma ordenada,
diante disto, o profissional que tem em sua formação competências que o tornam
aptos a organizar, classificar, disseminar e recuperar a informação é o
Bibliotecário, sendo eficiente na entrega do serviço. O Arquiteto deve possuir
senso crítico e estar ligado em diversas áreas para ampliar o seu conhecimento
junto a (AI), ele deve interpretar tarefas, conhecer novas tecnologias, saber como
funcionam os procedimentos junto aos seus parceiros de Design e Desenvolvedor,
pois este profissional não trabalha sozinho.
Devemos salientar, que não é obrigatório que um Arquiteto de Informações
seja um Bibliotecário, mas mostrar esse ponto como um grande diferencial neste
profissional, pois sua bagagem como Bibliotecário vem abastecida de ferramentas
e ideias que são extremamente úteis para um Arquiteto de Informação, dentre elas
o fato de que um Bibliotecário é direcionado a organizar seu pensamento
classificando e, na maioria das vezes hierarquiza as informações a partir de algum
padrão, assume o usuário da biblioteca como seu público alvo e cria essa
interação com o usuário de forma “real” no ambiente físico (biblioteca), sendo
assim, porque não pensar neste bibliotecário trabalhando no ambiente virtual ?
Quanto à atual arquitetura do ciberespaço, nota-se que ela ganha
ares de cunho científico, onde os arquitetos podem ser engenheiros
do conhecimento, desenvolvedores de interfaces, criadores de
softwares, cientistas da informação, etc., assumindo um papel
semelhante ao dos arquitetos tradicionais responsáveis por produzir
o ambiente material. No mundo virtual estes seriam responsáveis
pelo ambiente do pensamento, da percepção e da comunicação do
século XXI. Esta arquitetura serviria para organizar o que facilmente
se desorganiza, objetivando facilitar a vida de seus habitantes, em
uma comparação intuitiva, a informação seria organizada porque
ela facilmente se desorganiza por possuir um caráter expansivo. A

�virtualização da arquitetura do ciberespaço implica em um
desprendimento do aqui e agora. (PAIVA, 2014 p.4)

O Bibliotecário Arquiteto de Informação, deve utilizar seus conhecimentos
como bibliotecário ao máximo, contextualizar sua experiência junto aos livros,
periódicos e tantas outras fontes de informação, dentro da sua nova possibilidade
como Arquiteto, ele tem a chance de mostrar a interdisciplinaridade tanto da
biblioteconomia como da Arquitetura de Informação, e criar uma forma de
solucionar o problemas de seus usuários, criando conteúdos organizados com
clareza, garantindo assim sua usabilidade e acessibilidade como veremos
contextualizado neste artigo.
Considerações Finais ou Conclusões:
Este artigo atinge seus objetivos, conduzindo o leitor o passo a passo da
criação de um site web pelos olhos de um Bibliotecário Arquiteto e demonstra o
uso de cada uma das ferramentas envolvidas no processo. O Arquiteto de
Informação quando planeja um site, deve seguir um protocolo, ou seja,
hierarquizar procedimentos para alcançar o sucesso em seus projetos.
Um site que apresenta conteúdo muito denso de informações, com o
carregamento de diversas telas, sabendo que seu público alvo tem a característica
de ler pequenas informações e logo obter a resposta que deseja, será fatalmente
descontinuado e cairá em desuso por seu público. Segundo Ellis e Vasconcelos
(1999) que falam sobre o filósofo Ranganathan, devemos “Poupar o tempo do
leitor” e cabe ao Bibliotecário Arquiteto realizar uma síntese do conteúdo de forma
organizada que junto ao Design, estabelece um ambiente estável, confortável e
eficaz para navegação. Transformar o complexo em simples, poupar o tempo do
navegante e por fim procurar evitar que os usuários não se percam a cada
“clique”, está no cerne deste artigo.

Referências:
AGNER, Luiz; SILVA, Fabio Luiz Carneiro Mourilhe. Uma introdução à arquitetura da
informação: conceitos e usabilidade. In: 2º Congresso Internacional de Pesquisa em
Design. Artigo. Rio de Janeiro. 2003.
ELLIS, D.; VASCONCELOS, A. Ranganathan and the Net: using facet analysis to search
and organise the World Wide Web. In: Aslib proceedings: New information
perspectives. Emerald, 1999. p. 3-10.
PAIVA, Rodrigo Oliveira de. Um olhar para a arquitetura da informação no ciberespaço.
DataGramaZero - Revista de Informação , v.15 n.5 out., 2014.
TITÃO, Fábia Porto; VIAPIANA, Noeli. A importância da organização da informação no
século XXI: reflexões. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina,
Florianópolis, v. 26, n. 1, p. 26-36, 2008.

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22 a 24 de julho de 2015

DESENVOLVIMENTO SOCIOCULTURAL POR MEIO DE PRÁTICAS
LEITORAS NA BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL AVERTANO ROCHA

Maria do Socorro Baia dos Santos
Fundação Cultural do Município de Belém
Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha
bpmar205@gmail.com
socorrobaia2005@hotmail.com

INTRODUÇÃO
A Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha (BPMAR), criada em 21
de julho de 1972, localizada no Distrito de Icoaraci, é um Departamento da
Fundação Cultural do Município de Belém, vinculada a Prefeitura Municipal.
Desenvolve projetos socioculturais por meio de práticas leitoras de interesse
social, cultural ou educacional, como oficinas, exposições, apresentações
teatrais, saraus literários, recitais poéticos, exibição de filmes, varal de poesias,
mediadas por arte educadores na condução da experimentação e de interação
das diversas linguagens artísticas realizadas tanto no espaço interno quanto
em atividades de extensão em praças públicas e áreas ribeirinhas.
Os projetos Bloco Carnavalesco Literário Infanto-Juvenil Rabo da Cutia e
Boi Paraense desenvolvido pela BPMAR foram contemplados com o Prêmio
Boas Práticas e Inovação em Bibliotecas Públicas 2014 do Ministério da
Cultura. As manifestações culturais são base para o processo de estimulo a
leitura, proposto por arte-educadores, bibliotecários, mestres da cultura e
artistas populares em conjunto com a comunidade, com o intuito de se
tornarem protagonistas de sua própria história e da sociedade, desenvolvendo
sua tradição e cultura regional.

�Os projetos culturais, carnavalesco e junino, desenvolvidos durante os
meses de fevereiro e junho estimulam a leitura por meio de ações realizadas
com as comunidades valorizando as identidades regionais e a memória local
que resultam em formas, cores e sons poéticos e simbólicos da natureza.
Expressam tanto a vivência cotidiana, do trabalho, do lazer, do transporte,
quanto a experiência fantástica, com os animais, com o rio, com as lendas das
comunidades, resultando na valorização da cultura popular, no reconhecimento
dos mestres da cultura e no desenvolvimento e formação sociocultural das
comunidades.

RELATO DE EXPERIÊNCIAS
O Projeto Bloco Carnavalesco Literário Infanto-Juvenil Rabo da Cutia
homenageou em fevereiro de 2015 o Escritor Paraense José Arteiro com o
enredo “O Mundo da fantasia de José Artheiro onde brinquedos e frutas sabiam
falar’. Desenvolveu as atividades com crianças, jovens e idosos a partir de
leitura, oficinas de criação textual, rodas de leituras, audição musical,
confecção de fantasias e adereços baseados nos personagens dos livros.
Envolve as comunidades do entorno com a finalidade de aproximar o público
da Biblioteca e consequentemente ao livro de forma lúdica e criativa,
desenvolvendo atividades baseadas nas obras do escritor homenageado,
abrangendo os diversos aspectos sociais e culturais incorporados ao carnaval
paraense e inovado pela

comunidade, trazendo personagens da cultura

amazônica, possibilitando a integração da comunidade na vida artística.
O Projeto Boi Paraense divulga a cultura junina do Boi-bumbá por meio
da dramaturgia, oficinas de musicalização, bordado, indumentárias, teatro,
palestras, contação de histórias, criação textual, confecção do boi, confecção
de instrumentos musicais, como preservação dos valores da cultura regional e
das atividades dos Mestres de Boi. A manifestação cultural do Boi-bumbá é
umas das mais importantes manifestações do Município de Belém que ocorre
no mês de junho que tem como trama a morte e ressurreição do boi, o qual
acontece no imaginário do homem amazônico.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando que no decorrer do desenvolvimento dos projetos se
identificou aspectos relevantes como incentivo a práticas leitoras e ações
integradas entre os escritores paraenses e a comunidade leitora ou em
potencial, como forma de difundir a leitura e a literatura; Proporciona a partir de
atividades de leitura, cultura e lazer e inclui por meio da arte literária o hábito
de ler, ouvir e sentir; Aproxima a comunidade à Biblioteca integrando atores
culturais com a comunidade nas diversas linguagens artísticas, tendo como
base a linguagem literária; Valoriza as manifestações culturais de expressão
cultural do Município de Belém, despertando em crianças, jovens e adultos e
idosos uma identidade por suas tradições culturais, proporcionado por meio da
leitura à criação de textos e da própria pesquisa acerca das temáticas,
contribuindo

na

construção

do

conhecimento

intelectual, utilizando seu

cotidiano e cultura local para retratar em seus escritos, suas vivências, como
também dos seus antepassados e assim disseminar a cultura de sua região.

Palavras-chave: Cultura popular; Formação de leitores; Leitura; Cidadania
cultural.

Agências financiadoras
No ano de 2015 os projetos Bloco Carnavalesco Literário Infanto-Juvenil
Rabo da Cutia e Boi Paraense foram financiados por meio dos recursos
oriundos do Prêmio Boas Práticas e Inovação Em Bibliotecas Públicas 2014 da
Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura, que
premia e fomenta iniciativas reconhecidas como boas práticas, ou inovadoras,
que vêm sendo aplicadas em bibliotecas públicas, municipais e estaduais, a fim
de promover ações em andamento voltadas para a qualificação dos serviços
oferecidos e a sustentabilidade desses equipamentos culturais.

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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text> Cidadania (aspectos culturais)</text>
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                <text>A Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha (BPMAR), criada em 21 de julho de 1972, localizada no Distrito de Icoaraci, é um Departamento da Fundação Cultural do Município de Belém, vinculada a Prefeitura Municipal. Desenvolve projetos socioculturais por meio de práticas leitoras de interesse social, cultural ou educacional, como oficinas, exposições, apresentações teatrais, saraus literários, recitais poéticos, exibição de filmes, varal de poesias, mediadas por arte educadores na condução da experimentação e de interação das diversas linguagens artísticas realizadas tanto no espaço interno quanto em atividades de extensão em praças públicas e áreas ribeirinhas.</text>
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                    <text>A BIBLIOTECA ESCOLAR E A PEDAGOGIA DOS MULTILETRAMENTOS.
Vagner Amaro
Vagner.amaro@bol.com.br
1. Introdução
Este resumo expandido trata das perspectivas de uso de uma pedagogia de
multiletramentos em bibliotecas escolares, considerando o referencial teórico sobre
letramento informacional elaborado pela Biblioteconomia e objetivando indicar
estratégias para, a partir das relações dialógicas teóricas entre multiletramento,
letramento informacional e letramento literário, aplicar às tradicionais ações
realizadas nas bibliotecas escolares de orientação a pesquisa, promoção literária e
formação do leitor, recursos que estejam de acordo com as novas práticas de leitura
e com o desenvolvimento de habilidades informacionais.

Aborda o papel do

bibliotecário como educador e mediador com base nos referenciais teóricos
estudados.

Com base nas perspectivas de letramento informacional no Brasil,

apresentadas por Campelo (2010) que considera incipiente a ação dos bibliotecários
nesta prática educativa, compreende-se que ao buscar interseções nos objetivos da
pedagogia dos multiletramentos, torna-se possível enriquecer as estratégias dos
bibliotecários escolares nas suas práticas de letramentos.
Cabe garantir, para um bom entendimento do objetivo desta pesquisa,
apresentar os conceitos relacionados à multiletramentos, letramento informacional e
letramento literário e letramento.

A necessidade de uma pedagogia dos

multiletramentos foi afirmada pela primeira vez em 1996, resultante de um colóquio
do Grupo Nova Londres, nos Estados Unidos, que após uma semana de discussões
publicou um manifesto intitulado Uma pedagogia dos multiletramentos – desenhando
futuros sociais.

Os estudos do Grupo de Nova Londres a respeito de uma

pedagogia dos multiletramentos indicaram a necessidade de a escola focar novos
letramentos emergentes na sociedade (multimodalidade), já que os jovens utilizam
diversas ferramentas de acesso à comunicação, além de contemplar também a
diversidade cultural no currículo (multiculturalidade) (ROJO, 2012). O termo
letramento informacional surge nos EUA na década de 70, quando se cunha a
expressão Information Literacy. Os estudos sobre o assunto intensificaram-se
principalmente a partir das duas últimas décadas, chegando ao território brasileiro no

�início deste século (GASQUE, 2010) De acordo com Campello (2003), o termo
Information Literacy foi mencionado, primeiramente, por Caregnato (2000), que o
traduziu como ‘alfabetização informacional’, mas optou pelo emprego de ‘habilidades
informacionais’ como seu equivalente em língua portuguesa. Apesar de constarem
na literatura brasileira os conceitos supracitados, Information Literacy tem sido
traduzido no Brasil comumente como competência informacional (GASQUE, 2010).
Por Letramento literário entende-se como o processo de apropriação da literatura
enquanto construção literária de sentidos (PAULINO e CONSSON, 2009). O termo
letramento chegou ao vocabulário da Educação e das Ciências Linguísticas na
segunda metade dos anos 80. Seu significado corresponde a resultado ou ação de
ensinar ou de aprender a ler e escrever: o estado ou condição que adquire um grupo
social ou um indivíduo como consequência de ter se apropriado da escrita. No
Brasil, este termo surge como resultado da mudança na maneira de considerar o
significado do acesso à leitura e à escrita, da mera aquisição da tecnologia do ler e
do escrever à inserção nas práticas sociais de leitura e de escrita. Refere-se aquele
que usa socialmente a leitura e a escrita, pratica a leitura e a escrita, responde
adequadamente às demandas sociais de leitura e escrita.

(SOARES, 1998).

Embora apareçam em trabalhos científicos como semelhantes, alfabetização e
letramento, se distinguem, de forma que alfabetização diz respeito a aprender ler e
escrever e letramento é o que as pessoas fazem com as habilidades de leitura e
escrita, em um contexto específico, e como essas habilidades se relacionam com as
necessidades, valores e práticas sociais. (SOARES, 1998). Letramentos diversos
dizem sobre o fazer biblioteconômico e as derivações empregadas sobre este termo
devem ser analisadas e, se coerentes, absorvidas pela área. Segundo Gasque,
(2010) a transposição dos conceitos de alfabetização e letramento para o universo
informacional pode auxiliar na construção do arcabouço conceitual do letramento
informacional, visto que tratam do processo de aprendizagem. Pode-se identificar
convergências entre tais conceitos, como as ideias de processo, de funcionalidade,
de produção de conhecimento, dentre outras. Soares (2002), ao discutir as práticas
de leitura e escrita na cibercultura, enfatiza a ideia de que “diferentes espaços de
escrita e diferentes mecanismos de produção, reprodução e difusão da escrita
resultam em diferentes letramentos”, reconhecendo a existência de diversos
processos de letramento.

�Tradicionalmente a biblioteca escolar esteve envolvida com os processos de
alfabetização e letramento, em especial o letramento literário. Segundo Campelo
(2010), com as mudanças ocorridas na sociedade em geral, na educação em
particular, marcadamente a partir da década 1990, destaca-se outra esfera de
atuação do bibliotecário. As referidas mudanças requerem que as pessoas adquiram
competências para localizar, avaliar e usar as informações, o que implica, por parte
dos bibliotecários em ações mais complexas, pois as pessoas além de tornarem-se
leitores necessitam desenvolver habilidades informacionais. Assim, as práticas de
educação de usuários nas bibliotecas integra hoje a noção de letramento
informacional (ALA, 1989), partindo-se do pressuposto de que o bibliotecário detém
conhecimentos que ajudarão os usuários no desenvolvimento dessas habilidades,
ampliando-se a função educativa desse profissional.
2. Métodos
Para este trabalho foi realizada pesquisa bibliográfica das áreas de
Biblioteconomia, Educação e Ciências Linguísticas atentando-se para o período de
surgimento de cada termo e suas aproximações e distinções.

Com base neste

referencial teórico, elaborou-se uma prática pedagógica, que vise multiletramentos, a
ser realizada na biblioteca da escola Sesc de Ensino Médio, com um grupo de
estudantes do Pré-Enem.

Seus resultados serão apresentados no XXVI CBBD,

com algumas falas dos participantes e apontamentos sobre os efeitos obtidos no
sentido da apreensão dos conteúdos trabalhados.
3. Discussão
Diante do exposto, cabe indagar quais estratégias podem ser adotadas por
bibliotecários para, com base nas ações que já desempenham de colaboração nos
letramentos literários e informacionais, aplicar as diretrizes propostas pelo grupo
Nova Londres em 1996, e realizar uma pedagogia dos multiletramentos nas
bibliotecas escolares.

Estas estratégias implicam em: enriquecer acervos com

material multimídia; estruturar a biblioteca com equipamentos e dispositivos
tecnológicos; valorizar as coleções pessoais dos alunos, de acordo com culturas de
referência destes e propor um diálogo constante entre esta coleção e o acervo
selecionado de acordo com os cânones curriculares das diversas áreas; atualizar as
estratégias de promoção da literatura, tais como círculos de leitura, leituras

�compartilhadas, encontros com autor, narração de histórias dentre tantas outras de
mediação de leitura com uso de tecnologias digitais. Considerando a multiplicidade
cultural das populações e a multiplicidade semiótica de constituição dos textos por
meio dos quais eles se informam e se comunicam (ROJO, 2012), fazer uso destas
ações para realizar um multiletramento que desenvolva nos alunos habilidades
específicas para se relacionar com os diversos gêneros, suportes e mídias de textos
escritos, para entender seus processos de produção e divulgação, para fazer uso
das tecnologias digitais e seus dispositivos na produção de áudio, vídeo, aplicativos,
blogs, sites, games e no uso das redes sociais com finalidade pedagógica, tendo
como fim, a imersão no mundo na escrita e da leitura e o aprimoramento nas
atividades de busca e uso da informação.
Palavras chave: Letramento. Letramento informacional. Multiletramentos.
4. Referências

1. CAMPELO, Bernadete Santos. Letramento informacional: função
educativa do bibliotecário na escola. São Paulo: Autêntica, 1989.
2. CAMPELO, Bernadete Santos. Perspectivas de letramento informacional
no Brasil: práticas educativas de bibliotecários em escolas de ensino
básico. Encontros Bibli, Florianópolis, v. 15, n. 29. 2010. Disponível em:
&lt; https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/15182924.2010v15n29p184&gt; Acesso em 25 mar. 2015.
3. COSSON, Rildo. Círculos de leitura e letramento literário. São Paulo:
Contexto, 2014.
4. GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias.

Arcabouço conceitual do

letramento informacional. Ciência da Informação, Brasília, v. 39 n. 3,
p.83-92, set./dez., 2010.
5. Educação no Século XXI: multiletramentos. São Paulo: Fundação
Telefônica, 2013.
6. ROJO, Roxane; MOURA, Eduardo (Orgs.). Multiletramentos na escola.
São Paulo: Parábola Editorial, 2012.
7. SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. São Paulo:
Autêntica, 1998.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>Este resumo expandido trata das perspectivas de uso de uma pedagogia de multiletramentos em bibliotecas escolares, considerando o referencial teórico sobre letramento informacional elaborado pela Biblioteconomia e objetivando indicar estratégias para, a partir das relações dialógicas teóricas entre multiletramento, letramento informacional e letramento literário, aplicar às tradicionais ações realizadas nas bibliotecas escolares de orientação a pesquisa, promoção literária e formação do leitor, recursos que estejam de acordo com as novas práticas de leitura e com o desenvolvimento de habilidades informacionais.</text>
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                    <text>PLANEJAMENTO DE MARKETING PARA BIBLIOTECAS:
DIVULGANDO SERVIÇOS
Magda de Oliveira Guimarães1
E-mail: maggui73@gmail.com

Resumo: O presente estudo2 teve como objetivo elaborar um planejamento em marketing
a partir da identificação do perfil do usuário e do nível de satisfação e conhecimento dos
serviços prestados por uma biblioteca universitária, no sul do Brasil. Foi escolhido para
mensurar a satisfação e conhecimento dos usuários, o serviço de comutação que consiste
na solicitação de documentos acadêmicos a outras bibliotecas participantes de um acordo
cooperativo. O envio é realizado através de cópias reprográficas enviadas pelo correio ou
através de documentos digitalizados enviados por correio eletrônico. Para a escolha desses
documentos é necessário a busca prévia das referências bibliográficas, onde o acadêmico irá
escolher o mais significativo para a composição de sua pesquisa. A pesar das facilidades da
busca que a internet permite na obtenção de informação, a pesquisa acadêmica possui seus
diferenciais, sendo necessário que a informação seja autêntica. O acesso da informação
através de fontes fidedignas como as bases de dados, asseguram esse requisito tão
importante. Porém o acesso a bases de dados como o Portal da Capes não é universal, pois
depende do tipo de instituição (pública ou privada) e dos demais requisitos que determinam
seu acesso. Assim o serviço de referência nas bibliotecas acadêmicas é de extrema
importância para divulgar outros meios de pesquisa e para apoiar os acadêmicos na busca
pela informação. A percepção da pouca utilização do serviço de referência e
consequentemente da comutação na biblioteca universitária escolhida, foi o mote para a
realização desse estudo. Pretendeu-se neste trabalho desenvolver uma pesquisa para
conhecer os motivos que este serviço foi pouco utilizado assim como o conhecimento
desse recursos, posteriormente a isso, o desenvolvimento do planejamento de marketing
objetivando divulgá-lo, torná-lo conhecido e melhor explorado pela comunidade
acadêmica.
Palavras-Chave: biblioteca universitária, serviço de comutação, planejamento de marketing

1

Mestre em Educação, Arte e História da Cultura, Mackenzie (2014); Especialista em Marketing,
ULBRA (2006); Graduada em Biblioteconomia, UFRGS (1997). Atuou por mais de 10 anos em
bibliotecas universitárias do setor privado.
2
O estudo foi realizado como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Marketing pela
Universidade Luterana do Brasil, ULBRA em 2006.

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                <text>O presente estudo teve como objetivo elaborar um planejamento em marketing a partir da identificação do perfil do usuário e do nível de satisfação e conhecimento dos serviços prestados por uma biblioteca universitária, no sul do Brasil. Foi escolhido para mensurar a satisfação e conhecimento dos usuários, o serviço de comutação que consiste na solicitação de documentos acadêmicos a outras bibliotecas participantes de um acordo cooperativo.</text>
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                    <text>XXXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 - de julho de 2015

ULTRAPASSANDO OS MUROS DAS INSTITUIÇÕES CIENTÍFICAS:
ACESSO À BIBLIOTECA E AO ARQUIVO DO INSTITUTO VITAL BRAZIL

Livia da Silva Nascente. Instituto Vital Brazil. E-mail: lilamdi@yahoo.com.br
Marcelo L. F. Moreira. . Instituto Vital Brazil. E-mail: mlfmoreira2011@gmail.com

O presente trabalho discorre sobre o importante papel dos centros de informação
como meios de interlocução entre o conhecimento produzido nas instituições científicas
e a população leiga. Apresenta a experiência da Biblioteca e do Arquivo do Instituto
Vital Brazil (Niterói, RJ) no que tange ampliar a circulação de informação para além da
comunidade científica, permitindo que grupos não especializados tenham acesso às
informações produzidas pela instituição. O objetivo desta exposição é demonstrar a
importância da divulgação científica em diferentes linguagens – para que o maior
número de pessoas tenha acesso a estas informações – e mostrar a importância das
instituições científicas permitirem que a comunidade geral tenha acesso as suas
dependências e contato com os seus pesquisadores.
A percepção de que o conhecimento científico não poderia ser restringir ao
grupo médico ou aos dirigentes do Governo fez parte de todo o trabalho desenvolvido
pelo médico sanitarista Vital Brazil (1865-1950). Fundador Instituto Vital Brazil
(Niterói, RJ) e, anteriormente, do Instituto Butantan (São Paulo, SP), o cientista Vital
Brazil acreditava que as instituições deveriam estar sempre abertas para qualquer
cidadão que tivesse interesse de conhecê-las e/ou necessitasse das informações por elas
produzidas. Vital Brazil trabalhou no combate de diferentes epidemias como membro
do Movimento Sanitarista, no período da Primeira República, no Brasil. E ficou
mundialmente conhecido pela descoberta da especificidade dos soros antiofídicos. Vital
Brazil dedicou grande parte de sua vida acadêmica nos estudos sobre ofidismo.
Entretanto, para Vital Brazil ter em mãos o soro capaz de neutralizar as toxinas
das serpentes não era suficiente e um programa de divulgação científica, contemplando

�as medidas profiláticas e a utilização do tratamento correto era o caminho possível para
diminuir o grande número de óbitos e pessoas com sequelas, por conta dos acidentes
com serpentes peçonhentas. O programa ficou conhecido como ‘A defesa contra o
ofidismo’. O objetivo era que o maior número possível de pessoas pudesse ser munido
de informações suficientes para reconhecer e distinguir serpentes venenosas e não
venenosas, saber como evitar acidentes e agir caso fosse mordido. O programa,
entretanto, não levava somente a ciência para fora dos muros institucionais, mas
também trazia a comunidade para dentro da instituição de pesquisa.
No Instituto Vital Brazil – laboratório oficial de produção e pesquisa de soros e
medicamentos, fundado em 1919 - a preocupação com a divulgação científica e
popularização da ciência integraram-se à missão da instituição, seguindo as diretrizes de
seu fundador. O Instituto Vital Brazil se propôs, desde o principio, a ser um órgão de
real utilidade pública e intelectual. Neste contexto, a Biblioteca da instituição não ficou
limitada a atender aos pesquisadores ligados às áreas de Biomedicina e Veterinária,
dando acesso livre a todos aqueles que tinham interesse em tais assuntos. Tal acesso era
amplamente divulgado, pois constavam nos periódicos científicos e em folhetos
informativos (distribuídos para o público leigo), produzidos pelo próprio Instituto Vital
Brazil, sobre profilaxia de determinadas doenças e os seus respectivos tratamentos.
Além do acervo bibliográfico, encontrava-se na Biblioteca do Instituto Vital Brazil parte
da coleção científica de animais em vidros e empalhados e objetos em cera (para ilustrar
algumas fisiopatologias) e, por isto, a biblioteca, por um período, foi denominada de
Biblioteca Museu.
Ao longo de várias décadas, a Biblioteca do Instituto Vital Brazil passou por
algumas perdas em seu acervo e diminuição de seu espaço físico, entretanto o acesso ao
público não foi interrompido. Junto com a renovação das pesquisas e atividades de
popularização da ciência promovidas pela nova gestão da instituição, a partir de 2009, a
Biblioteca também buscou revitalizar os serviços prestados para o público geral. Era
importante integrar a Biblioteca às atividades de popularização da ciência, que o
Instituto Vital Brazil já estava desenvolvendo, a exemplo: do Centro de Exposição
Permanente, da Extração Pública de Veneno e Férias Científicas.
Em 2011, foi organizado um espaço infanto-juvenil na Biblioteca. Com
mobiliário próprio para a faixa etária e livros com linguagem acessível e imagens de alta
qualidade, para que as crianças tivessem contato com o universo da ciência através de
uma literatura lúdica. Na coleção infanto-juvenil foram incluídos livros de contos

�populares e mitos relacionados aos animais peçonhentos, aproximando a ciência do
universo cultural e construindo uma imagem mais positiva destes animais. A ideia de
criar um espaço específico para as crianças residiu na percepção de que elas possuem
maior fascínio e destemor pelos animais peçonhentos, fazem perguntas de forma mais
espontânea, além terem maior pré-disposição em apresentar para outras pessoas tudo o
que aprendeu e, por isto, se tornam ótimos canais de transmissão de informação entre o
conhecimento científico disponibilizado pelo Instituto Vital Brazil e seus amigos,
familiares, colegas de escola, professores etc.
Outra iniciativa realizada pela Biblioteca foi o projeto de monitores para o
Centro de Exposição Permanente, em parceria com os setores do Serpentário e
Aracnário do Instituto Vital Brazil. Percebemos que com a presença dos monitores é
possível atender de forma diferencia os mais diferentes perfis de visitantes. Além disto,
é uma forma de potencializar o próprio trabalho da Biblioteca, pois os monitores
indicam leituras para aqueles que demonstram interesse em aprofundar seus
conhecimentos sobre animais peçonhentos, tanto para adultos como para crianças e
adolescentes (com os livros do espaço infanto-juvenil).
Para além dos serviços prestados pela Biblioteca, o acesso ao acervo do Arquivo
Permanente do Instituto Vital Brazil também faz parte das iniciativas da instituição para
a popularização da ciência e na ampliação do acesso à informação. O Arquivo
Permanente reuniu não só documentos importantes para a memória institucional ou da
ciência, mas a própria memória Fluminense e do desenvolvimento do bairro Vital Brazil
(onde a instituição é sediada). O Arquivo ainda está em na fase inicial de organização,
mas mediante o agendamento prévio, parte de seu acervo já pode ser consultado.
Conclui-se que sem negligenciar a função principal dos centros de
documentação - responsáveis em fornecer informações para os pesquisadores das áreas
afins – é possível dialogar de forma mais próxima com a sociedade geral, estreitando o
relacionamento entre o cidadão e as instituições produtoras de conhecimento científico.

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                <text>O presente trabalho discorre sobre o importante papel dos centros de informação como meios de interlocução entre o conhecimento produzido nas instituições científicas e a população leiga. Apresenta a experiência da Biblioteca e do Arquivo do Instituto Vital Brazil (Niterói, RJ) no que tange ampliar a circulação de informação para além da comunidade científica, permitindo que grupos não especializados tenham acesso às informações produzidas pela instituição. O objetivo desta exposição é demonstrar a importância da divulgação científica em diferentes linguagens – para que o maior número de pessoas tenha acesso a estas informações – e mostrar a importância das instituições científicas permitirem que a comunidade geral tenha acesso as suas dependências e contato com os seus pesquisadores.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Eixo III: Advocacy: defesa e promoção dos serviços das bibliotecas e da
profissão de bibliotecário. Os movimentos associativos.
O COACHING NA ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO
Adriana Maria de Souza. Mestre em Ciência da Informação (ECA/USP). Docente da
Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação – FABCI/FESPSP –
adrianamaria1976@uol.com.br

Introdução: Apresenta um estudo sobre a abordagem do coaching no contexto
da atuação do Profissional da Informação em Serviços de Informação, como
um método eficaz de planejamento e aperfeiçoamento pessoal e profissional
que este pode trilhar em suas práticas de trabalho. Dessa maneira, na
Sociedade da Informação e do Conhecimento torna-se vital a aquisição de um
‘novo olhar’ por parte desse profissional, no que se refere às novas formas de
atuação, de novos saberes, bem como de aprendizagem vitalícia. Para tanto,
buscou-se refletir sobre a aproximação do coaching à prática do Profissional da
Informação em três grandes eixos: na reflexão e no planejamento de sua
carreira profissional; na gestão e liderança de equipes de trabalho e na atuação
em serviços de referência e informação, uma vez que a capacidade de
planejar, tratar, organizar e gerir com eficiência esses ambientes surge quando
este profissional adquire consciência e empoderamento de conhecimentos e
habilidades necessários ao direcionamento, planejamento, funcionamento e
avaliação relacionados ao seu campo de atuação.
Método da pesquisa: A metodologia da pesquisa segue o caráter exploratório,
tendo como método de coleta, questionário. Realizou-se levantamento
bibliográfico com as temáticas a seguir: o coaching na atuação, na gestão e
nos serviços de referência e informação do profissional da informação.
Resultados: A partir da literatura pesquisada e através dos dados coletados, o
Profissional da Informação pode utilizar o coaching dentro de sua práxis
profissional, podendo atuar como coach ou ser o idealizador dessa abordagem
em ambientes de informação, bem como no desenvolvimento de sua carreira.
Discussão: Assim como ocorre com a Biblioteconomia e a Ciência da
Informação e em outras profissões emergentes, a revisão da literatura confirma
que o coaching é uma profissão híbrida que experimenta os efeitos da
modernidade e da fragmentação (BROCK, 2008, 2010; FLAHERTY, 2010;
BEHNKEN, 2013). A nova geração de profissionais está mais informada e
disposta a assumir desafios, buscando crescimento e aprendizado, estando
menos propensas ao conceito de emprego para toda a vida, aspirando por
lideranças baseadas em orientação e suporte (ARTHUR &amp; ROUSSEAU, 1996;
HALL, 1996, 2002; DUTRA, 1996, 2008). Como enfatiza Longo (2007, p. 46),
informação e conhecimento são conceitos centrais aos negócios deste século,
assim, aos Profissionais da Informação não cabe mais apenas o papel de
adquirir, processar e indexar documentos com o objetivo de disseminar
informações (VALENTIM, 2004; NEVES, c2005; NINA, 2006; STUEART &amp;
SULLIVAN, 2010; ROLFE, 2010; METZ, 2011). Os Serviços de Informação devem
se destacar como espaços privilegiados para o processo de aprendizagem
individual e coletiva (BRITO &amp; VERGUEIRO, 2001; SENGE, 2002; ALMEIDA,
2007; GALLWEY, 2013).

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
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Considerações Finais: Assim como as organizações, as pessoas também se
desenvolvem e crescem num contínuo inseparável. Existe dentro de cada ser
humano o desejo de aprender sem precisar de imposições ou regras, numa
forma de gestão não-diretiva, sem julgamento. O indivíduo se sente envolvido e
motivado no local em que trabalha quando encontra espaço e situações
propícias em que se percebe participante ativo em sua condição humana
integral. Para tanto, os líderes precisam se afastar do "comando e controle" dos
estilos de liderança tradicionais, e se aproximarem das pessoas sem desprezar
seus repertórios de conhecimentos, mas sim privilegiando suas experiências e
vivências adquiridas ao longo da vida, ou seja, ao reconhecer que cada pessoa
já tem inata seus próprios meios de realizar as coisas, da forma mais básica a
mais complexa, nos quais se manifesta todo o potencial inesgotável de
aprendizagem e auto-invenção que habita em cada um. Assim, os Profissionais
da Informação podem, a partir da prática do coaching, buscar extrair o melhor
de seus colaboradores, acolhendo o que essas pessoas já angariaram ao
longo das experiências de trabalho, o que faz com que atinjam o máximo de
seus potenciais, numa perspectiva inclusiva e participativa, ao perceber que os
espaços ocupados por esses trabalhadores têm sua própria dinâmica que os
distingue entre si, sendo necessário o desenvolvimento de competências e
habilidades essenciais e desejáveis para a satisfação no trabalho.
Palavras-chave: Coaching. Atuação do Profissional da Informação. Serviços
de Informação.
Referências:
ALMEIDA, Daniela Pereira dos Reis de. Aprendizagem organizacional em
ambientes informacionais. In: VALENTIM, Marta Lígia (Org.). Informação,
conhecimento e inteligência organizacional. 2. ed. Marília: FUNDEPE,
2007. p. 55-69.
ARTHUR, Michael B.; ROUSSEAU, Denise M. The boundaryless career: a
new employment principle for a new organizational era. Oxford: Oxford
University Press, 1996.
BEHNKEN, Sergio Paulo. Coaching e educação corporativa. In: STAREC,
Claudio (Org.). Gestão da informação, inovação e inteligência competitiva:
como transformar a informação em vantagem competitiva nas organizações.
São Paulo: Saraiva, 2013. p. 183-200.
BRITO, Gisele Ferreira de; VERGUEIRO, Waldomiro. As learning organizations
e os profissionais da informação. Perspectivas em Ciência da Informação,
Belo Horizonte: UFMG, v. 6, n. 2, p. 249-260, jul/dez. 2001.
BROCK, Vikki G. Grounded theory of the roots and emergence of
coaching. 2008. 513 s. Dissertation (Degree of Doctor of Philosophy in
Coaching and Human Development) - International University of Professional
Studies, Maui.
BROCK, Vikki G. The secret history of coaching: what you know and what you
don’t know about how coaching got here and where coaching is going in the
future. EMCC, Dublin, 18-20 sep. 2010. Diponível em:
&lt;http://www.vikkibrock.com/wp-content/uploads/2010/11/emcc-2010-secret-ofcoaching-history-paper-brock.pdf&gt;. Acesso em: 24 abr. 2012.
DUTRA, Joel Souza. Administração de carreiras: uma proposta para
repensar a gestão de pessoas. São Paulo: Atlas, 1996.

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
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DUTRA, Joel Souza. Gestão de pessoas: modelo, processos, tendências e
perspectiva. São Paulo: Atlas, 2008.
FLAHERTY, James. Coaching: desenvolvendo excelência pessoal e
profissional. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2010.
GALLWEY, W. Timothy. The inner game: a essência do jogo interior. São
Paulo: New Book, 2013
HALL, Douglas T. Protean careers of the 21st century. Academic of
Management Executive. v. 10, n. 6, p. 8-16, 1996.
HALL, Douglas T. Careers in and out of organizations. Thousand Oaks, CA:
Sage Publications, 2002.
LONGO, Rose Mary Juliano. Gestão do conhecimento e unidades de
informação. In: VERGUEIRO, Waldomiro e MIRANDA, Angélica C. D. (Orgs.).
Administração de unidades de informação. Rio Grande do Sul: FURG, 2007.
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METZ, Ruth F. Coaching in the library: a management strategy for achieving
excellence. 2nd. ed. Chicago: American Library Association, 2011.
NEVES, Elisabete da Cruz. Profissional da informação: reflexões sobre sua
atuação na gestão do conhecimento. In: SOUTO, Leonardo Fernandes (Org.).
O profissional da informação em tempo de mudanças. Campinas: Alínea,
c2005.
NINA, Renée Rosanne Vaz. Profissional da informação: o bibliotecário e
suas representações das competências profissionais e pessoais para atuar em
bibliotecas. 2006. Dissertação (Mestrado) – Ciência da Informação,
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
ROLFE, Jo. Change is a constant requiring a coach. Library Management,
California: Emerald, v. 31, n. 4/5, p. 291-303, jan. 2010.
SENGE, Peter M. A quinta disciplina: arte e prática da organização de
aprendizagem. 11. ed. São Paulo: Nova Cultural, 2002.
STUEART, Robert D. &amp; SULLIVAN, Maureen. Developing library leaders: a how-todo-it manual for coaching, team building, and mentoring library staff. New York: NealSchuman, 2010.
VALENTIM, Marta Lígia (Org.). Atuação profissional na área de informação. São
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Resumo expandido de comunicação científica
O USO DO NOME E O NOME EM USO: apropriações para a Embrapa
empregadas em publicações científicas
Autores: Alessandra Rodrigues da Silva, Embrapa/UnB, alessandra.silva@embrapa.br;
Roger de Miranda Guedes, Fundação João Pinheiro/UFMG, roger.guedes@fjp.mg.gov.br
Introdução:
A organização da informação envolve processos variados dos quais um de grande
destaque à comunicação científica é a normalização terminológica, por ser fundamental à
recuperação de informações, bem como preocupação de instituições, universidades e
empresas, em especial, em relação a forma como são referenciadas.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) criada há mais de quarenta
anos e estruturada em unidades distribuídas nos diferentes biomas do Brasil –
(atualmente, a Empresa possui 17 Unidades Centrais, localizadas em Brasília, 46
unidades descentralizadas, localizadas nas várias regiões do país, 4 Laboratórios e 3
escritórios no exterior), se insere nesse contexto, já que ora é referenciada enquanto
empresa única, ora como empresa que possui diversas unidades e representações fora
do país (EMBRAPA, c2015).
Sob este olhar, objetivou-se apresentar um panorama das diferentes formas como a
Embrapa é referenciada na Web of Science (WoS) e propor algumas recomendações à
Empresa no intuito de melhor gerir este elemento para a organização das informações
científicas e tecnológicas disponibilizadas. O estudo justifica-se pelo fato de que o
monitoramento, a avaliação e a identificação de tendências da produção das informações
científicas e tecnológicas, bem como a conformidade da organização dessas informações,
constituem fatores essenciais para que uma instituição de pesquisa que possui como
missão a socialização de conhecimentos possa continuar contribuindo para o crescimento
agropecuário, tal como o tem feito nos últimos quarenta anos (EMBRAPA, 2014).
Método da pesquisa:
A base de dados escolhida para a análise foi a WoS por possuir reconhecimento
internacional, ampla indexação (mais de 12 mil periódicos científicos, com alto fator de
impacto, em sua maioria) e possibilitar a reunião das variantes de nome de instituições
por meio do índice do campo de busca ‘Organização Consolidada’. Dessa forma,
recorreu-se ao índice disponível no campo citado da Coleção Principal da WoS
(assinatura padrão do Portal Capes para as instituições federais de ensino superior
brasileiras, a partir de 1945), com a utilização da estratégia de busca ‘Embrapa’.
O índice da WoS unifica diferentes formas de entrada para instituições a partir de
parametrizações automáticas que são validadas por profissionais da informação. A partir

�das entradas recuperadas, fez-se a categorização dos resultados com o objetivo de
identificar entradas que representassem unidades semelhantes e apresentar um
mapeamento do que está consolidado para a entrada Embrapa na WoS.
Resultados e discussão:
Foram recuperadas 6681 variantes de nome reunidas sob a designação Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) - Brazilian Enterprise for Agricultural
Research. Desse total, apenas 25 referenciavam a Embrapa enquanto Empresa única, já
que as demais em sua maioria apresentavam diferentes formas de citar as unidades da
Embrapa (mais de 600 referências) e outras relacionavam o nome Embrapa a instituições
parceiras.
O universo de 25 entradas, foco dessa análise, é constituído basicamente por três
conjuntos de representações da Organização: i) pela sigla a que é convencionalmente
reconhecida; ii) por seu nome em extenso (ou parcialmente abreviado) em português; iii)
por seu nome em extenso (ou parcialmente abreviado) em inglês. O que diferencia as
entradas recuperadas em cada conjunto é a redação dada, como se vê, em alguns
exemplos reproduzidos no Quadro 1:
Sigla
Embrapa
;
Empraba.

Quadro 1 – Exemplos de entradas recuperadas para a Embrapa na WoS
Nome português
Nome inglês
Empresa Brasileira Pesquisa Agropecuaria; Brazilian Agr Res Corp; Brazilian
Empesa Brasileira Pesquisa Agropecuaria;
Res Agr Corp; Ctr Brazilian Agr Res
Empresa Brasileira Pesquis Agropecuaria;
Corp; Brazilian Agr Res Corp;
Empresa Brasileira Pesquisa Agropeciaria;
Brazilian Agr Res; Brazilian Agr Res
Empresa Brasileira Pesquisa Agropecuciria; Enterprise; Brazilian Agr Res Org;
Empresa Brasileira Pesquisa Agropecudria. Brazilian Agropecuary Res Corp.

Fonte: Elaborado pelos autores com base em pesquisa na Web of Science, c2015.

Os três conjuntos de entradas recuperadas sugerem alguns apontamentos:
i) A sigla Embrapa é reconhecida nacional e internacionalmente, sendo que em
vocabulários de autoridade de nomes, como o da Fundação Biblioteca Nacional (Brasil), a
entrada autorizada é Embrapa com remissiva para ‘Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária’ e ‘Brasil. Ministério da Agricultura. Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária.’
ii) A designação da organização em português também é de amplo conhecimento, sendo
que o catálogo de autoridade de nomes da Biblioteca do Congresso Americano (Library of
Congress) a designa como forma autorizada para a Organização.
iii) A designação da instituição em inglês é muito utilizada, já que a Organização possui
Laboratórios e escritórios no exterior, bem como convênios, contudo é um dos conjuntos
mais problemáticos, já que é aquele que possui maior variação e que não há um nome
oficial que a designe2, uma vez que se trata da tradução do nome que possui
1

2

Foram recuperadas 670 referências, mas dois registros foram descartados por não estarem
relacionados à Embrapa.
O Manual de Identidade Institucional, disponível na intranet da Embrapa, não apresenta
traduções para o nome por extenso, apenas para os órgãos aos quais hierarquicamente a

�originalmente em português. No site da Embrapa há o recurso de leitura em inglês, ao
selecionar esta opção o nome da instituição é traduzido como ‘Brazilian Agricultural
Research Corporation’, o que se associado ao exposto no Quadro 1 marca um
posicionamento para a tradução de empresa como corporation e não enterprise, como se
viu em algumas entradas.
Considerações finais:
O uso do nome das organizações em publicações por elas editadas ou, em que seus
empregados publicam, é um elemento fundamental para a recuperação da informação. A
partir da busca realizada, percebeu-se que a Embrapa é designada de diferentes formas,
o que é compreensível dado a presença que possui tanto no Brasil, quanto no exterior.
Contudo, essa proliferação de formas, acarreta alguns problemas, como a grafia errada
(Embraba e Empresa, por exemplo), abreviações não padronizadas, diferentes formas de
tradução do nome da instituição, o que gera dificuldades na compilação de sua produção
científica e na gestão do universo informacional com o qual trabalha.
Conclui-se que, apesar da necessidade de se respeitar as diferentes formas de
identificação das instituições, é fundamental que se dê destaque à normalização
terminológica de como a Organização [se autodenomina] por meio da análise de
instrumentos e ações diversificadas como diretrizes institucionais, planos diretores,
eventos e sites. De tal forma que a identificação preconizada, reflita na tomada de
consciência daqueles diretamente envolvidos nos atos de representação da Organização
a partir da denominação terminológica – em especial, os empregados e colaboradores –
bem como no desenvolvimento/manutenção de listas de autoridades por órgãos externos.
Apresentam-se como principais recomendações à Embrapa: i) realização de estudo
exaustivo sobre a forma como a instituição está representada em documentos, formais e
informais, por exemplo, em planos diretores, regimentos, manuais de identidade visual,
redes sociais e assinaturas de e-mails; ii) cotejar essas informações com aquelas
localizadas em fontes externas de representação como bases de dados e eventos; iii)
criar grupo de estudo para estruturar possíveis formas de minimizar as questões descritas
por meio de orientações sobre a forma de citar a Embrapa (em toda a sua completude)
em publicações, eventos e outros, inclusive internacionais.
Palavras-chave: Organização da informação. Normalização terminológica. Embrapa.
Referências
EMBRAPA. c2015. Disponível em: &lt;www.embrapa.br&gt;. Acesso em: 20 mar. 2015.
EMBRAPA. Visão 2014-2034: o futuro do desenvolvimento tecnológico da agricultura
brasileira. Brasília, DF, 2014. 194 p.
WEB OF SCIENCE. c2015. Disponível em: &lt;webofknowledge.com&gt;. Acesso em: 15 mar.
2015.

Organização está vinculada: Brasil, Governo Federal, Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento.

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XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Eixo VI "2º Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar: pesquisa e prática".
O trabalho descreve a atuação da tutoria presencial na segunda edição do Curso
de Especialização em Gestão de Bibliotecas Escolares na modalidade EaD. A
temporalidade compreende os anos de 2014, no qual dois tutores presenciais
desenvolveram atividades administrativas e pedagógicas, no referido curso. O
relato caracteriza-se como exploratório e descritivo, a fim de compartilhar
experiências. Por fim, ressalta-se a função do tutor presencial nos cursos em
EaD, sendo ele o responsável por organizar e compartilhar informações, como
também, acolher, ouvir, orientar e motivar os alunos.

ORGANIZAÇÃO E COMPARTILHAMENTO DE INFORMAÇÕES NA
TUTORIA PRESENCIAL: uma experiência no curso de Gestão de
Bibliotecas Escolares (UFSC)

Introdução
O Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão de Bibliotecas
Escolares na modalidade a distância é uma iniciativa do Departamento de
Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É o
pioneiro no Brasil ao capacitar os profissionais atuantes em bibliotecas escolares
e outras utilizando-se do ensino a distância, particularidade essa que amplia seu
alcance e otimiza esforços para a melhoria da realidade das bibliotecas
escolares brasileiras. Sua primeira edição, ocorrida entre 2009 e 2011 foi uma
marco tanto para os professores quanto para os alunos, tendo em vista as
novidades da EaD. Depois dessa experiência de sucesso, a segunda edição do
curso foi lançada em 2013.
Segundo o plano pedagógico do Curso, seu objetivo é capacitar os
profissionais (bibliotecários e professores) atuantes em bibliotecas escolares,
públicas e particulares, bem como de centros de documentação e/ou informação,
salas de leitura, salas de estudo, entre outros espaços ligados à informação,
fornecendo-lhes conhecimento suficiente para gerenciar de forma adequada
estas instituições, fomentando a leitura e proporcionando a disseminação de
informações entre seus usuários. (UFSC, 2009)
Para atender a esse objetivo, o Curso visa especificamente: a)
compreender, discutir e participar da implantação de políticas públicas para o
desenvolvimento das bibliotecas escolares; b) entender o processo de
desenvolvimento pelo qual passa a sociedade atual, buscando rumos
alternativos de atuação para os profissionais da informação responsáveis pelas
bibliotecas escolares; c) aplicar conhecimentos teóricos e práticos de gestão no
planejamento e funcionamento de bibliotecas escolares; d) gerir atividades de
seleção, análise, armazenamento e restauração de coleções e do acervo em
geral; e) aplicar técnicas de organização e tratamento de documentação e
informações em bibliotecas escolares; f) conhecer e aplicar as tecnologias de
informação para uso em bibliotecas escolares; g) realizar atividades de
mediação da informação e de incentivo à leitura, junto aos usuários de

�2

bibliotecas escolares. Portanto, suas disciplinas estão direcionas aos tópicos
supracitados apresentando uma dimensão social, técnica, política e pedagógica.
Em sua primeira edição, o Curso foi ofertado em quatro polos, a saber:
Braço do Norte (40 vagas), Chapecó (40 vagas), Canoinhas (40 vagas) e
Florianópolis (40 vagas). As 160 vagas foram preenchidas. 48 alunos concluíram
o curso, perfazendo um percentual de 30% do total de alunos. (UFSC, 2011).
Na segunda edição (2013 a 2015), a oferta do Curso se deu nos polos de
Braço do Norte (40 vagas), Indaial (40 vagas) e Florianópolis (80 vagas). Todas
as vagas foram preenchidas, estando 88 alunos elaborando suas monografias.
Para atender a demanda inicial de 160 alunos, além dos professores
responsáveis pelas 13 disciplinas, foram selecionados oito tutores. Destes,
quatro são tutores a distância (tutores UFSC) e quatro presenciais (tutores
polos), sendo que cada turma dispõe de um tutor a distância e um presencial.
Essa denominação dos tutores está baseada no tipo de atividades
desempenhadas por cada um; enquanto o tutor a distância está voltado para
auxiliar o professor na avaliação das atividades com foco nos conteúdos, o tutor
presencial está direcionado ao aluno, pois cabe a ele estar disponível durante 20
horas semanais no polo, atendendo o aluno, seja presencialmente ou pelo
ambiente virtual. Cabe ao tutor presencial verificar se o aluno acessa o ambiente
virtual, realiza as atividades e posta os trabalhos. O tutor presencial acompanha
as aulas presenciais, videoconferências e aplica provas. É sua responsabilidade
estar atento à vida acadêmica do aluno, observando as faltas e notas ao longo
dos trimestres. Além dessa perspectiva administrativa, o tutor presencial está
disponível para ouvir as dificuldades do aluno, auxiliar na solução de seus
problemas que muitas vezes ultrapassam a dimensão acadêmica. Colaboram
como mediadores entre professores, tutores a distância, alunos e instituição.
Cumprem o papel de auxiliar do processo de ensino e aprendizagem ao
esclarecer dúvidas de conteúdo, reforçar a aprendizagem. Contudo, sua missão
principal é prestar auxílio e manter a motivação dos alunos, contribuindo para
evitar a evasão, muito observada nos cursos a distância.
A seguir, apresenta-se o relato de experiência dos tutores presenciais do
Polo de Florianópolis vivenciado nos anos de 2014 e 2015.
Atuação da tutoria presencial no Polo de Florianópolis
No Curso, a tutoria presencial tem sido muito importante e destacada no
Polo de Florianópolis. De acordo com as atribuições do Guia do Aluno, esses
tutores têm o papel de: a) aplicar as avaliações presenciais da disciplinas; b)
realizar atividades sob supervisão do professor da disciplina; c) acompanhar e
coordenar as videoconferências juntamente com o coordenador do polo e; d)
organizar grupos de estudo com os alunos que estão sob sua responsabilidade.
Para atender as atribuições que lhe competem, os tutores presenciais no
Polo de Florianópolis de 23/2/2014 a 23/3/2015 organizaram suas atividades
conforme a descrição a seguir.
Criaram no Google Drive uma pasta chamada GBE (Gestão de
Bibliotecas Escolares) e dentro desta, outra nomeada de Tutoria Polo Floripa.
A partir dessa delimitação foram criadas as sub-pastas necessárias para cada
tipo de informação. Atendimento Alunos – Planilha de agendamento de
atendimento dos alunos no Polo; Aulas Presenciais – Controles referentes as
aulas presenciais no que concerne, por exemplo, a agendamentos com os
professores. Diário de Tutoria – Registros dos dias de trabalho no polo por tutor.

�3

Fotos – Arquivo dos registros fotográficos dos alunos nas aulas presenciais,
videoconferências e provas realizadas. Módulos – Controle de atividades por
disciplina com: módulo, disciplina, nome do aluno, descrição da atividade e data
de realização. Monitoramento dos Alunos – Controle de acessos dos alunos
por disciplina. Registro de Frequência – Planilha em branco para ser assinada
pelos alunos. Relatório – Relatórios em geral referentes a semana, mês,
disciplina e módulo. Reuniões – Registro de Reuniões. Videoconferências –
Documentos referentes aos dias de exibição das videoconferências. Contatos
dos Alunos – Planilha em que estão registrados os contatos dos alunos.
A partir dessa organização, os tutores de Florianópolis compartilharam
com todos os envolvidos no curso, coordenação, professores, tutores a
distância, tutores presenciais dos outros dois polos e com a coordenação do Polo
Florianópolis a pasta geral com todos os arquivos. Dessa forma, todos têm
permissão para visualizar os arquivos e alguns para editar, quando necessário,
o acompanhamento dos alunos.
Essa dinâmica de trabalho facilitou a comunicação e acompanhamento
do ensino e aprendizagem dos alunos, pois todos detinham conhecimento das
mesmas informações e assim puderam trabalhar em equipe mesmo distantes
fisicamente, porém próximos graças à conexão em rede e pelas informações
compartilhadas nela.
Considerações Finais
Diante do exposto fica claro que o tutor presencial atua a partir de duas
dimensões, primeiramente a administrativa que trata de organizar e compartilhar
as informações relativas ao aluno e curso. A segunda dimensão possui um
caráter mais pedagógico e humanístico. Estando mais próximo do aluno e
conhecendo suas habilidades e limitações o tutor consegue suprir suas dúvidas
relativas ao conteúdo e ao mesmo tempo trabalha a questão emocional, ao
instigar sua motivação. Percebe-se que, muitas vezes, a dificuldade do aluno
não reside apenas no conteúdo e sim no fato de sentir a falta do ambiente
tradicional de ensino. De fato, o aluno quer interagir, sentir-se protegido e ouvir
palavras de apoio, além de ver supridas suas dúvidas temáticas e de conteúdo.
O Curso de Especialização em Gestão de Bibliotecas Escolares está em
sua etapa final, e foi graças a atuação conjunta dos tutores presenciais com os
a distância que conta atualmente com 88 alunos elaborando suas monografias.
O resultado final do trabalho desenvolvido pelos tutores e professores será
visível com as defesas das monografias. Espera-se que os aprendizados
adquiridos sejam postos em prática. Até lá, o apoio dos tutores presenciais será
ainda mais importante para estimular os alunos a finalizar suas pesquisas e
concluir o curso com sucesso.
Palavras-chave: Bibliotecas Escolares. Tutoria Presencial. Biblioteconomia a
Distância.
Referências
UFSC, Universidade Federal de Santa Catarina. Guia do Aluno. Florianópolis:
CIN/CED/UFSC, 2009.
________________. Relatório Geral da Especialização em Gestão de
Bibliotecas Escolares. Florianópolis: CIN/CED/UFSC, 2011.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>O trabalho descreve a atuação da tutoria presencial na segunda edição do Curso de Especialização em Gestão de Bibliotecas Escolares na modalidade EaD. A temporalidade compreende os anos de 2014, no qual dois tutores presenciais desenvolveram atividades administrativas e pedagógicas, no referido curso. O relato caracteriza-se como exploratório e descritivo, a fim de compartilhar experiências. Por fim, ressalta-se a função do tutor presencial nos cursos em EaD, sendo ele o responsável por organizar e compartilhar informações, como também, acolher, ouvir, orientar e motivar os alunos.</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

BVS ADOLEC: DO AMBIENTE VIRTUAL AO ESPAÇO FÍSICO
Autores:
Andrea Benazzi. Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente (UERJ) andreabenazzi@hotmail.com
Angela Velho. Rede Sirius – Biblioteca Biomédica A (UERJ) –
angela.velho@terra.com.br
Thais Vieira. Rede Sirius – Biblioteca Biomédica A (UERJ) – thaisfevi@gmail.com

INTRODUÇÃO
A Biblioteca Virtual em Saúde do Adolescente (BVS Adolec Brasil),
inaugurada em 1999, tem como objetivo promover o acesso online, eficiente e
equitativo, à informação científica e técnica relevante sobre a temática saúde de
adolescentes e jovens no Brasil. A criação e desenvolvimento da BVS Adolec foi
promovida pelo Ministério da Saúde do Brasil (Área de Saúde do Adolescente e do
Jovem), pela Organização Pan-Americana da Saúde (Unidade de Saúde da Criança
e do Adolescente) e pelo Centro Latino Americano e do Caribe em Ciências da
Saúde (BIREME).
Com a assinatura do Termo de Cooperação entre o Ministério da Saúde e a
Organização Pan-americana da Saúde, a operação da BVS Adolec foi retomada em
2012, em parceria com o Núcleo Estudos da Saúde do Adolescente (NESA) da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Em continuidade e, buscando consolidar parcerias, o NESA contactou a
Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ/Biblioteca Biomédica A (CB-A) e firmaram
Termo de Cooperação Técnica, com a finalidade de fortalecer a BVS Adolec, nas
atividades do Comitê Executivo e da Secretaria Executiva da Rede BVS Adolec
Brasil. Os objetivos propostos incluíam mapear, recuperar e reunir a produção

�acadêmica, originados na área de cobertura temática, bem como os serviços
demandados sobre atenção ao adolescente.

RELATO DE EXPERIÊNCIA
Após celebração da parceria entre NESA e Biblioteca Biomédica A (CB-A),
formou-se a equipe, composta por analista de rede, bibliotecárias, médica e web
designer. Percebeu-se a necessidade de ambientação com a metodologia BVS,
houve treinamento de um integrante da equipe na Universidade de São Paulo
(USP), em parceria com a BVS Psicologia. Em 2013, foram realizadas reuniões da
Secretaria Executiva da Rede BVS Adolec Brasil. e do Comitê Consultivo composto
por Instituições de Ensino Superior, Centros de Pesquisa e Associações
relacionados à temática Adolescente e Jovem no Brasil, além de participação no
Comitê Técnico da Rede BVS Brasil.
Buscando parcerias intra e extramuros, para capacitação da equipe e
captação de recursos, em 2013, o NESA, em parceria com a Biblioteca CB/A,
submeteu o projeto Modernização da infraestrutura física e tecnológica da BVS
ADOLEC BRASIL – saúde do adolescente à Fundação Carlos Chagas Filho de
Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) _ Apoio às
Universidades Estaduais – UERJ, UENF E UEZO. O projeto foi contemplado. Entre
seus objetivos encontram-se: preparar a estrutura física da Biblioteca Biomédica A,
para a criação da Estação BVS Adolec; promover a sustentabilidade aos projetos de
pesquisa stricto sensu; capacitar discentes no uso das bases de dados em Saúde;
produzir material educativo online para profissionais da área de Saúde, adolescentes
e familiares; reestruturar o Espaço Jovem na BVS Adolec, para maior interação com
os adolescentes na web.
A Biblioteca CB/A, voltada para as áreas de Ciências Biológicas
(Biotecnologia e Saúde) e Medicina atende cerca de 115 usuários/dia. No seu
espaço há amplo salão de leitura, salas de monitoria, sala de recursos audiovisuais
e de serviços técnicos e sala de informática - atualmente reestruturada em Estação
BVS Adolec.
A Estação BVS Adolec, inaugurada em outubro de 2014, possui espaço
climatizado e de acesso livre. Constitui-se em ambiente integrado por bibliotecários
e usuários, com acessibilidade a portadores com deficiências físicas. No espaço há

�10 microcomputadores, conectados à Internet, e destinados à pesquisa e aos
treinamentos em bases de dados.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Bireme possui um Programa de Educação Permanente na BVS que tem
como objetivo socializar o modelo BVS entre os profissionais de informação, da
Região da América Latina e Caribe e, assim, fortalecer a operação das redes de
fontes de informação em saúde, de forma cooperativa e descentralizada.

Para

tanto, o investimento na criação de novas parcerias, tanto internas, na Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, quanto externas, é fundamental como elemento
agregador

e

propulsor

no

desenvolvimento

da

BVS

Adolec

Brasil

e,

consequentemente, na disseminação da informação.
O apoio de agências de fomento constitui-se em fator preponderante, para
ampliar as pesquisas, garantindo o nível de excelência.

PALAVRAS-CHAVE:
Captação de recursos; Socialização da Informação; Biblioteca Virtual; Saúde do
Adolescente.

REFERÊNCIAS
BVS ADOLEC BRASIL. Saúde de Adolescentes e Jovens no Brasil. Disponível em :
&lt;http://www.adolec.br/php/index.php&gt;. Acesso em: 30 de mar. 2015.
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Edital FAPERJ no 31/2013.
Modernização da infraestrutura física e tecnológica da BVS Rede Adolec – Saúde do
Adolescente. Rio de Janeiro, 2013.

AGÊNCIA FINACIADORA
Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro
(FAPERJ).

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                <text>A Biblioteca Virtual em Saúde do Adolescente (BVS Adolec Brasil), inaugurada em 1999, tem como objetivo promover o acesso online, eficiente e equitativo, à informação científica e técnica relevante sobre a temática saúde de adolescentes e jovens no Brasil. A criação e desenvolvimento da BVS Adolec foi promovida pelo Ministério da Saúde do Brasil (Área de Saúde do Adolescente e do Jovem), pela Organização Pan-Americana da Saúde (Unidade de Saúde da Criança e do Adolescente) e pelo Centro Latino Americano e do Caribe em Ciências da Saúde (BIREME).</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Eixo V: Comunicação científica, formação do bibliotecário e o ensino de
biblioteconomia.
O TRABALHO INTEGRADO COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA DAS
DISCIPLINAS TÉCNICAS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM
BIBLIOTECONOMIA DA FaBCI/FESPSP

Adriana Maria de Souza. Mestre em Ciência da Informação (ECA/USP). Docente
da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação – FABCI/FESPSP adrianamaria1976@uol.com.br
Andréia Gonçalves Silva. Doutora em Ciência da Informação (ECA/USP). Docente
da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação – FABCI/FESPSP andreiabiblio@uol.com.br
Introdução: As Instituições de Ensino Superior (IES), a partir do advento das
Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) têm se debruçado na
investigação e na busca de novas práticas pedagógicas dentro e fora da sala de
aula. A proposta está ancorada nos princípios filosóficos da própria instituição e no
estímulo ao desenvolvimento dos alunos, com foco no aprender a aprender, na
construção de saberes que demandam a preparação de um corpo discente
estruturado e consciente de suas responsabilidades como profissional, cidadão e
ser humano. No curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da
FaBCI/FESPSP, os trabalhos integrados se inserem nas questões do próprio
curso e têm como objetivo integrar as disciplinas dos núcleos comuns e técnicos,
propiciando ao discente a percepção conjunta dos conteúdos curriculares
ministrados e o desenvolvimento dos estudos de maneira sistêmica, rompendo a
distância, a departamentalização, bem como os resultados isolados e
individualizados das disciplinas. Nesse sentido, o docente é desafiado a ser um
mediador do processo de ensino-aprendizagem, conforme aponta Tébar (2001, p.
128) ao afirmar que o “professor mediador situa-se na dinâmica do processo
educativo, superando a segmentação. A cristalização e a assimilação das
estratégias e os próprios conhecimentos exigem um sequenciamento de projetos
integrados”. De acordo com Vaill (1996, tradução nossa), a aprendizagem não é
um fenômeno fácil de definir, pois é um processo, não um estado, e isso ocorre
tanto como comportamento observável e evidente, quanto como uma condição
interna de atitudes, ideias e sentimentos de seus atores. É sabido que a
aprendizagem envolve a aquisição de habilidades para se fazer algo, sendo
frequentemente descrita como saber como (do inglês know-how). Entretanto, além
de “saber como”, o indivíduo precisa saber o quê (do inglês know-what) e saber

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
por que (do inglês know-why). Essas três dimensões potencializam e ressignificam
o processo de ensino-aprendizagem centrado no aluno e tendo o docente como
seu mediador. A partir dessa reflexão, aprendizagem é entendida como:
“mudanças que um indivíduo faz em si mesmo que aumenta o saber por que e/ou
o saber o quê e/ou o saber como que a pessoa possui com relação a um
determinado assunto” (VAILL, 1996, p. 21).
Relato da experiência: O Trabalho Integrado é uma atividade interdisciplinar
unificada entre as três disciplinas técnicas, ministradas no 3º semestre, do curso
Biblioteconomia e Ciência da Informação da Faculdade de Biblioteconomia e
Ciência da Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo
(FaBCI/FESPSP). As disciplinas pertencem ao eixo “Tratamento e Organização da
Informação” e são denominadas: Indexação e Resumos, Representação
Descritiva Automatizada e Linguagens Documentárias Pré-coordenadas. O
Trabalho Integrado foi sistematizado como prática pedagógica regular no curso de
Biblioteconomia e Ciência da Informação a partir de 2011, com a reestruturação
do projeto pedagógico da FESPSP. Essa prática pedagógica pretende, além do
objetivo geral do semestre, que é o de apresentar ao corpo discente noções
fundamentais da base técnica da profissão, aliar e integrar conjuntamente as
abordagens apreendidas durante as aulas para compor um manual teórico-prático
referente ao Tratamento da Informação. O Manual de Tratamento da Informação,
que materializa o Trabalho Integrado foi idealizado pelas docentes com o
propósito de apresentar ao discente, a integração das disciplinas e sua
interdisciplinaridade. As diretrizes e as etapas para a elaboração do Manual são
disponibilizadas num roteiro que apresenta o “passo a passo” de como deve ser o
conteúdo teórico e prático do Manual. Inicialmente os discentes, que podem
trabalhar individual ou coletivamente, são convidados a selecionar três obras
monográficas: técnica, literária e biográfica. Em seguida eles são orientados a
realizar a leitura documentária das obras. E, sequencialmente desenvolvem a
catalogação das obras selecionadas. Para contemplar o conteúdo das disciplinas,
tanto nos aspectos temáticos quanto nos descritivos, os discentes realizam a
indexação, o resumo informativo, a classificação (CDD e CDU), a notação de autor
(PHA e CUTTER) e a atribuição das etiquetas MARC 21 (bibliográfico e de
autoridade) nas três obras. O desenvolvimento do trabalho, que é realizado ao
longo do semestre, conta com a supervisão e mediação das docentes. Além das
orientações em sala de aula, os discentes realizam exercícios direcionados no
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e utilizam a Biblioteca da
FaBCI/FESPSP para o manuseio dos instrumentos de apoio à Organização e
Tratamento da Informação. Para a complementação do que é estudado, os
docentes contam com o auxílio de alunos monitores e também das oficinas
oferecidas no Programa de Enriquecimento Curricular (PEC) da FESPSP.

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Juntamente com a elaboração da parte prática do Manual, os discentes são
orientados a desenvolver a parte teórica utilizando a bibliografia de cada disciplina.
Considerações: A experiência do Trabalho Integrado na FaBCI/FESPSP tem
trazido resultados positivos. Ao concluírem o Manual teórico-prático os discentes
percebem a integração entre as três disciplinas e entendem que organizar e tratar
a informação não são atividades mecânicas, pelo contrário, exigem a adoção de
critérios e parâmetros que sejam condizentes ao objetivo da Instituição e às
necessidades do público-alvo. Ademais, aprendem a manusear os instrumentos
de apoio à Organização e Tratamento da Informação e a compreender as relações
entre as disciplinas do eixo estruturante do curso, a partir de políticas e
procedimentos adotados em cada unidade de informação, tendo como foco e
objetivo final, o usuário da informação. Já as docentes, percebem a cada aula a
evolução dos alunos que, por muitas vezes, iniciam a elaboração do Trabalho
Integrado sem saber, ao menos, como manusear um livro.
Palavras-chave: Práticas pedagógicas. Trabalho Integrado. Faculdade de
Biblioteconomia e Ciência da Informação. Graduação em Biblioteconomia.
Disciplinas técnicas. Organização e Tratamento da Informação.
Referências:
FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO. Projeto
acadêmico-pedagógico. Disponível em: &lt; http://www.fespsp.org.br/sobre-afespsp/institucional/pedagogia/projeto-academico-pedagogico&gt;. Acesso em: 28
mar. 2015.
TÉBAR, Lorenzo. O perfil do professor mediador: pedagogia da mediação.
Tradução: Priscila Pereira Mota. São Paulo: Editora Senac, 2011.
VAILL, Peter B. Learning as a way of being: strategies for survival in a world of
permanent white water. San Francisco: Jossey-Bass Publishers, 1996.

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                <text>As Instituições de Ensino Superior (IES), a partir do advento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) têm se debruçado na investigação e na busca de novas práticas pedagógicas dentro e fora da sala de aula. A proposta está ancorada nos princípios filosóficos da própria instituição e no estímulo ao desenvolvimento dos alunos, com foco no aprender a aprender, na construção de saberes que demandam a preparação de um corpo discente estruturado e consciente de suas responsabilidades como profissional, cidadão e ser humano.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
BIBLIOTECA PÚBLICA EM REDE: O BIBLIVRE E A DEMOCRATIZAÇÃO DAS
BIBLIOTECAS POLOS CEARENSES
Maria Aparecida de Lavor
Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Ceará (SEBP/CE)
marialavor@yahoo.com.br
Maria Cleide Rodrigues Bernardino
Universidade Federal do Cariri (UFCA)
cleide.rodrigues@ufca.edu.br
Introdução: O presente trabalho traz a experiência do Sistema Estadual de
Bibliotecas Públicas do Ceará (SEBP/CE) na implantação da rede de bibliotecas
polos. Com o objetivo de descrever as ações da coordenadoria na implantatação e
contribuir para a democratização das subcoordenadorias (polos). O SEBP/CE conta
com dez bibliotecas polos que exercem coordenação junto às bibliotecas municipais
das oito macrorregiões de planejamento do Estado. Nossa hipótese é que a
implantação da rede de bibliotecas polos maximizará resultados quanto aos
registros bibliográficos e permitirá o compartilhamento de boas práticas nessas
bibliotecas. A concepção de biblioteca pública em rede dialoga com Romani e
Borszcz (2006, p. 12) que afirmam que as redes de informação são um “conjunto
de unidades informacionais, que agrupam pessoas e/ou organismos com as
mesmas finalidades, onde a troca de informações é feita de maneira organizada e
regular, por meio de padronização e compartilhamento de tarefas e recursos”. Neste
caso, os autores completam que as redes assumem um importante papel, em que
“o principal objetivo é fundamentado na promoção, geração, adequação,
transferência e disseminação das mesmas” (ROMANI; BORSZCZ, 2006, p. 12)
permitindo a articulação dos procedimentos em consonância com a satisfação das
necessidades informacionais da clientela. Bibliotecas funcionando como rede tem
uma característica principal que é a agilidade (TAMMARO; SALARELLI, 2008).
Neste sentido, a agilidade dos serviços de catalogação através do
compartilhamento de registros, e, no caso das polos, de projetos exitosos. O
SEBP/CE utiliza para os registros bibliográficos o BibLivre, um software gratuito
para automação de bibliotecas, licenciado pela Lesser General Public License
(LGPL) da Free Software Foundation. Para a implantação da rede de bibliotecas
polos, é necessário um servidor com internet Banda Larga para a interligação das
dez polos e o SEBP/CE. O processo teve início em meados de 2006, quando a
Sociedade Amigos da Biblioteca Nacional (SABIN), sob a presidência do Dr. Paulo

�Marcondes Ferraz, propôs o primeiro projeto de desenvolvimento de uma nova
versão ampliada de um conjunto de programas de computador conhecido como
BibLivre, que tinha como objetivo informatizar bibliotecas dos mais variados portes
e propiciar a comunicação entre elas. Na ocasião, a proposta foi aprovada pelo
Ministério da Cultura, sob os auspícios da Lei Rouanet de incentivo ao
desenvolvimento sociocultural, Lei 8.313/91 e patrocinada pela IBM Brasil. O
BibLivre foi completamente realizado já sob a presidência do Dr. Jean-Louis de
Lacerda Soares, com apoio da COPPE/UFRJ, no desenvolvimento das versões, 1.0
e 2.0. O projeto previu, desde o seu início, que os programas desenvolvidos fossem
oferecidos livremente às bibliotecas que desejassem utilizar esta tecnologia na
modalidade conhecida atualmente como “programas livres” (software livre ou free
software). Devido a esta característica, o projeto passou a se chamar Biblioteca
Livre. Desde o início a motivação do projeto foi promover a inclusão digital através
da informatização de bibliotecas pelo uso de softwares livres. No final de 2006, o
grupo Itaú inteirou-se do objetivo e da relevância social e cultural do projeto e
decidiu patrocinar o BibLivre.
Método da pesquisa: Trata-se de uma pesquisa exploratória junto às dez
bibliotecas polos do Estado do Ceará, nos municípios: Acaraú, Crateús, Iguatu,
Itapipoca, Juazeiro do Norte, Maranguape, Quixeramobim, Russas, Sobral e
Tianguá.
Resultados e Discussão: Os resultados foram coletados do cadastro atualizado
das bibliotecas polos que apontam o número de bibliotecários em cada biblioteca,
o acervo cadastrado no BibLivre e o que ainda falta para ser informatizado. Todas
as dez bibliotecas têm o BibLivre instalado, entretanto, nem todas estão com o
software em pleno funcionamento. O SEBP/CE cumprindo sua função está
articulando junto as bibliotecas polos para que todas possam ter bibliotecários e
com seus acervos informatizados
Quadro 1: Bibliotecas polos com bibliotecário e acervo informatizado.
BIBLIOTECAS POLOS
1
BPM de Acaraú
2
BPM de Crateús
3
BPM de Iguatu
4
BPM de Itapipoca
5
BPM de Juazeiro do Norte
6
BPM de Maranguape
7
BPM de Quixeramobim
8
BPM de Russas
9
BPM de Sobral
10
BPM de Tianguá
Fonte: Cadastro SEBP/CE.

BIBLIOTECÁRIOS
Sim/Não Quant.
Não
Não
Sim
1*
Sim
1
Sim
2
Sim
2
Sim
2
Sim
1
Não
Não
Sim
1
Não
Não

Total
11.330
20.000
20.000
12.000
21.456
19.010
16.036
18.155
37.356
10.000

ACERVO
Informatizado
Não
Em Processo
Em Processo
700
Em Processo
15.855
Não
Não
37.356
Não

�Quadro 2: Equipamentos das bibliotecas polos.
BIBLIOTECAS POLOS
1
BPM de Acaraú
2
BPM de Crateús
3
BPM de Iguatu
4
BPM de Itapipoca
5
BPM de Juazeiro do Norte
6
BPM de Maranguape
7
BPM de Quixeramobim
8
BPM de Russas
9
BPM de Sobral
10
BPM de Tianguá
Fonte: Cadastro SEBP/CE.

Computadores
1
3
1
2
14
2
1
2
17
1

EQUIPAMENTOS
Impressora
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1

Copiadora
1
Não
Não
Não
Não
Não
Não
Não
1
Não

Considerações Finais ou Conclusões: O processo de informatização do acervo
das bibliotecas polos e consequentemente a implantação do sistema em rede
requer um trabalho em equipe. Aqui descrevemos as ações do SEBP/CE com o
intuito de constituir a rede de bibliotecas polos do Estado. Para tanto, é necessária
competência tecnológica por parte das subcoordenadorias (polos) e, sobretudo, por
parte da coordenação geral (SEBP/CE), que precisará disponibilizar um servidor,
que deverá ser monitorado por bibliotecários e técnicos do programa BibLivre, a fim
de garantir a eficiência da rede.
Palavras-chave: Bibliotecas Públicas Municipais; Bibliotecas Polos; Informação de
Acervo; Biblioteca em Rede.
Referências:
OLIVEIRA, Jacqueline Pawlowsky. Proposta para implantação da biblioteca virtual
da rede Pergamun. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 14, 2006, Salvador, Anais... Salvador, 2006.disponível em:
http://www.pergamum.pucpr.br/redepergamum/trabs/SNBU2006_BV.pdf Acesso
em: 20 mar. 2015.
ROMANI, Claudia; BORSZCZ, Iraci (Orgs.). Unidades de informação: conceitos
e competências. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2006.
TAMMARO, Anna Maria; SALARELLI, Alberto. A biblioteca digital. Brasília:
Briquet de Lemos, 2008.

Agências financiadoras:
Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Ceará (SEBP/CE).

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

O LUGAR DO BIBLIOTECÁRIO

Ilemar Christina Lansoni Wey Berti
Universidade Federal de Minas Gerais
ilemar.berti@gmail.com

O lugar parece comum, estantes, livros, periódicos, alguns computadores
e o vai e vem de leitores. O bibliotecário, está ali! Mas para quê? Certamente, a
primeira resposta logo intervém, para gerenciar os processos informacionais do
lugar – biblioteca. A preservação, organização e a disseminação dos registros
de informação, rapidamente ocupam o lugar. No entanto, a retórica à luz das
mudanças do mundo atual, provoca o deslocamento do espaço para as mesmas
e outras necessárias ações, que está além do visível da unidade de informação
e coloca o bibliotecário em outros tempos e espaços que indicia as
transformações.
Para compreender a mudança do lugar do bibliotecário, Castells (1999)
destaca que, os tempos e espaços foram modificados por meio das redes de
internet, capazes de se reconfigurarem constantemente, permitindo uma
organização diferente nas esferas sociais que extrapolam os limites do registro.
Essa reconfiguração impacta diretamente o conhecimento produzido pela
humanidade, tendo em vista que a tônica está na preponderância do indivíduo
coletivo, produtor do conhecimento e não pode passar despercebido pelos
profissionais bibliotecários.
O lugar incomum do bibliotecário, seja na biblioteca e para além dela
anuncia a necessidade de não limitar a informação aos saberes registrados. Para
compreender a complexidade do lugar incomum e das mudanças que provoca,
é necessário desencadear reflexões em virtude da fluidez das informações do
mundo atual, no espaço invisível ou virtual em que a circulação da informação
necessita dos processos convencionais manipulados pelo bibliotecário, que
perpassam a historicidade dos usuários, para ser organizada, etnografada e

�compreensível para suas necessidades. A vanguarda eminente da profissão
demanda posturas desafiadores num novo tempo, com características
diferentes, conforme anuncia Latour (2000):
“Em vez de considerar a biblioteca como uma fortaleza isolada ou
como um tigre de papel, pretendo pintá-la como um nó de uma vasta
rede onde circulam os signos, não matérias, e sim matérias tornandose signos. A biblioteca não se ergue como o palácio dos ventos,
isolado numa paisagem real, excessivamente real, que lhe serviria de
moldura. Ela curva o espaço e o tempo ao redor de si, e serve de
receptáculo provisório, de dispatcher, de transformador e de agulha
a fluxos bem concretos que ele movimenta continuamente.”

Em corroboração com o lugar incomum, Latour (2000) discorre sobre o
risco de limitar os lugares do saber, dos signos ou a simples matéria do escrito,
estimulado pelas disciplinas como a história e a sociologia que em suas análises,
apontam para a impossível dissociação do corpo do conhecimento registrado
aos fenômenos da vida real, evidenciado nos movimentos das redes sociais e
provocando a reflexão do profissional bibliotecário. O desafio refere-se ao
conhecimento reconhecido como não estático, com vida e movimento, que
dimensiona num aspecto reducionismo e outro de ampliação por tudo que
anuncia.
Nessa perspectiva, o conhecimento reduzido, categorizado para fins
didáticos referentes a forma, ocupou o lugar de importância relacionado as ações
do bibliotecário, relacionados a conservação. Porém, traduziram um limite físico,
vivenciados nas práticas bibliotecárias que apesar de considerar a história da
humanidade, não conectava grande número de pessoas a tempos e espaços
diferentes. No aspecto de ampliação do conhecimento é o fator mais desafiador
nesse novo lugar incomum, por evidenciar o poder de alcance da apropriação
que anuncia a força do conhecimento promovido por esses novos espaços.
Sobre essa perspectiva, sem limitar qual o aspecto tem mais importância,
tem-se a necessidade de reforçar os três tempos do “verbo” conhecimento em
ação, ou seja, o antes, o agora e o anuncio do que produz para os que o
encontra, e aí está o movimento que não pode ser limitado ainda que reduzido
para o registro. Compreendendo-o, o bibliotecário encontra o lugar incomum,
sem limites, por se tratar de um movimento, de uma relação entre tempos
infinitos.

�PALAVRAS-CHAVE
Biblioteca; Bibliotecário; Conhecimento Registrado

REFERÊNCIAS

CASTELLS.M. A Sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

LATOUR, BRUNO. Redes que a razão desconhece: laboratórios, bibliotecas,
coleções. In: BARATIN, Marc, JACOB, Christian. O Poder das Bibliotecas: A memória
dos livros no ocidente. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2000.

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22 a 24 de julho de 2015
O ESTUDANTE DE ENSINO MÉDIO E AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS
SOBRE A BIBLIOTECA ESCOLAR NO DISTRITO FEDERAL
Yaciara Mendes Duarte. Universidade de Brasília. yaciara18@gmail.com
Introdução:
A escola é um dos mecanismos de inserção do indivíduo na sociedade, que
capacita o indivíduo além das habilidades de leitura e escrita, mas também para a
convivência em grupo. A biblioteca escolar, por fazer parte deste espaço, tem
importância crucial na construção do aprendizado e da autonomia humana.
Dentro da perspectiva da educação básica, em especial a fase final de
escolarização, o ensino médio prepara o jovem para o ingresso no nível superior
ou para desenvolver habilidades profissionalizantes. Com os índices de avaliação
cada vez mais decrescentes, pergunta-se o que pode ser feito para aprimorar esta
etapa, possibilitando ao jovem que está prestes a fazer parte do mundo do
trabalho, melhores oportunidades para seu futuro. Qual o papel da biblioteca nesta
etapa? Como o estudante a enxerga depois de tantos anos na escola?
A teoria das representações sociais originou-se na Europa a partir dos
estudos sociológicos em psicologia social. As representações sociais não são
unanimes entre os grupos. São julgamentos que muitas vezes se divergem, mas
coexistem entre si, fazendo parte do imaginário dos indivíduos variando a partir de
situações e particularidades inerentes a cada pessoa. Em um contexto social onde
as imagens são programadas e direcionadas com uma finalidade, Moscovici
(2012, p.37) argumenta que:
Elas [as representações sociais] são impostas sobre nós, transmitidas e o
são o produto de uma sequencia completa de elaborações e mudanças
que ocorrem no decurso do tempo e são resultado de sucessivas
gerações.Todos os sistemas de classificação, todas as imagens e todas
as descrições que circulam dentro de uma sociedade, mesmo as
descrições científicas, implicam um elo de prévios sistemas e imagens,
uma estratificação na memória coletiva e uma reprodução na linguagem
que, invariavelmente, reflete um conhecimento anterior e que quebra as
amarras da informação presente.

Com a sacralização da biblioteca e estereótipos negativos do bibliotecário
durante séculos, historicamente criou-se uma distância entre os cidadãos do
espaço informacional. Ainda hoje, é possível encontrar sinais desse pensamento
que permeia a imaginação dos indivíduos e podem fazer parte do universo
consensual da população, inclusive dos estudantes de ensino médio.
Para os profissionais e estudiosos da área de Ciência de Informação é claro
o papel da biblioteca, dentro do universo reificado (científico), pois é objeto de
estudo da área em questão. Contudo, este conhecimento pode estar distante do
universo consensual (senso comum) dos estudantes, já que para eles, as
concepções a respeito da biblioteca, grande parte das vezes é construída pelas

�opiniões, do senso comum, da mídia que estereotipa o profissional e o espaço e
de experiências que nem sempre se passam com um bibliotecário.
O objetivo deste trabalho é refletir sobre a relação do imaginário dos
estudantes de ensino médio e a realidade encontrada nas bibliotecas escolares e
sua influência na imagem construída. Para isso, foram aplicados questionários em
quatro escolas públicas de ensino médio do Distrito Federal, buscando
compreender fatores culturais, midiáticos e familiares que fortalecem a imagem da
biblioteca escolar e seu papel na vida estudantil.
Método da pesquisa
A abordagem metodológica deste trabalho pode ser caracterizada como
qualiquantitativa, já que para análise dos dados, serão utilizados métodos
qualitativos e quantitativos, sendo definida como “a natureza discursiva e
qualitativa, associada à representatividade e generalização dos resultados”
(LEFREVE, LEFREVE, 2012, p. 16). Os instrumentos para coleta de dados são:
questionário e roteiro de entrevista semi-estruturada aplicado aos estudantes.
Para a coleta de dados foi criado um roteiro de entrevista e aplicação do
questionário. Foram escolhidas aleatoriamente 4 escolas públicas para aplicação
da pesquisa, obtendo 13 respostas de estudantes diversos.
Resultados
Nas perguntas realizadas no grupo focal e nas entrevistas individuais, os
alunos foram convidados a atribuir cinco adjetivos à biblioteca. As palavras mais
citadas foram:
Figura 1 – Nuvem de adjetivos sobre a biblioteca

Fonte: Elaboração da autora

É possível verificar nesta amostra que fatores de conforto ambiental são
lembrados de forma enfática pelos estudantes. A temperatura e a acústica foram
determinantes na atribuição de adjetivos (calorenta e barulhenta). Além da
questão da organização, que também é ressaltada, alguns adjetivos negativos são
dados ao espaço, como chata, vazia e tediosa. É importante analisar a perspectiva
da palavra desinteressada x interessante. Ao dar a biblioteca o adjetivo de
interessante, é possível inferir que algo desperta a curiosidade destes alunos para
o espaço. Ao afirmar que a biblioteca é desinteressada, pode-se perceber existe
implicitamente a sensação de abandono da biblioteca ao estudante, como se esta
não possuísse o interesse nele ou em suas necessidades.
A segunda pergunta relaciona-se em relação ao discurso familiar sobre a
biblioteca. Neste aspecto obteve-se duas respostas: pais e familiares que
comentaram sobre a biblioteca escolar e sua importância e pais que não
comentam sobre a biblioteca escolar. Percebe-se a presença maternal como

�grande influenciadora na utilização do espaço escolar. Pelo laço afetivo que
costuma ligar mãe e filho, o aluno entende a importância que a mãe atribui à
biblioteca e pode utilizá-la como recurso de aprendizagem.
A influência da mídia sobre a construção da imagem sobre a biblioteca não
foi detectada nos diálogos realizados. A mídia, de acordo com os estudos de
Moscovici (2012) colabora/reforça/moodifica, juntamente com as experiências
pessoais para a elaboração das representações sociais.
As experiências positivas vividas na biblioteca envolvem desde à castigos,
encontros afetivos e momentos de leitura. As negativas são intervenções
agressivas de funcionários, momentos obrigatórios de leitura, ambiente
fantasmagórico.
Considerações preliminares:
Com tais situações que marcaram as histórias individuais de cada
estudante, implicando sensações e reações ao vivenciarem novos momentos na
biblioteca. As representações sociais vão sendo alteradas a partir de novos
momentos, quando estes causam impactos emocionais. Na interação do ser
humano com o mundo, o inconsciente, as experiências, a mídia e o grupo no qual
o individuo está inserido, influenciam na forma de perceber as partes que
compõem a estrutura de diferentes meios no qual ele faz parte.
No caso das bibliotecas escolares não é diferente. Com a história do Brasil
que não favoreceu a construção e consolidação de muitos espaços com estrutura
eficaz a atender a comunidade escolar, é possível que exista uma resistência e
até um distanciamento dos estudantes com este espaço de possibilidades, de
aprendizado e interação.
Os resultados preliminares obtidos mostram que a negligencia com as
vivências na biblioteca escolar, favorece o distanciamento do estudante, criando
barreiras na comunicação e mediação da informação, colaborando talvez para que
no futuro, tal distanciamento se perpetue por meio das interações grupais e
compartilhamento de experiências.
As RS que compõem o imaginário do estudante variam de forma positiva e
negativa. Por mais que algumas falas sejam carregadas de sentimentos negativos
e de repulsa, com investimento, criatividade e integração com o projeto
pedagógico é possível transformar tais imagens em positivas, garantindo assim,
uma maior abertura para outros espaços informacionais fora da escola.
Palavras-chave: Biblioteca escolar pública – Distrito Federal. Representações
sociais. Ensino Médio.
Referências:
LEFEVRE, F.; LEFEVRE, A. M. Pesquisa em representação social: um enfoque
qualiquantitativo. 2. ed. Brasília: Liberlivro, 2012.
MOSCOVICI, Serge. Representações sociais: investigações em psicologia
social. 9.ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2012.

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                <text>A escola é um dos mecanismos de inserção do indivíduo na sociedade, que capacita o indivíduo além das habilidades de leitura e escrita, mas também para a convivência em grupo. A biblioteca escolar, por fazer parte deste espaço, tem importância crucial na construção do aprendizado e da autonomia humana.</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação 22 a 24 de
julho de 2015

ESTUDO DA SINALIZAÇÃO DA BIBLIOTECA PÚBLICA DE SANTIAGO DO
CHILE

Autora: Solange Mendes e Silva Santos. Universidade Anhembi Morumbi. E-mail:
solange.internet@gmail.com

Introdução: Bibliotecas são onde a comunicação é praticada e para onde
convergem alguns frutos das experiências humanas. Seu espaço pode e deve
contribuir na experiência do usuário, já que todo espaço emite sinais, positivos e
eficazes ou não, como aponta Kurpersmith (1980, p. 55), dizendo que estes
podem ajudar ou ser obstáculo, à medida que a biblioteca pode usa-los “como
ferramenta de instrução.” (KUPERSMITH, 1980, p. 55, tradução nossa). Barbalho
(2000, p. 97-98) aponta a necessidade de usar esse espaço e a comunicação
visual para alcançar seus objetivos. Destaca a sinalização, citando (2000, p. 4344) seu potencial na construção da identidade da biblioteca e empatia com o
usuário. Quanto ao termo “sinalização”, Magalhães&amp;Velho (2006, não paginado)
referem-se à sua importância na organização dos espaços, utilização segura,
difusão de informação, e marketing. Sánchez Avillaneda (2005, p. 40), refere-se a
um “conjunto de sinais gráficos” ou “estímulos”, para “regular a mobilidade social
no espaço”, além de “tornar mais aproveitáveis os serviços”. Daí a importância de
reflexão no desenvolvimento do projeto. Tanto mais se aplica isso à biblioteca
pública, que, segundo Fonseca (2007, p. 56) é por excelência, destinada a todos.
E, diante dos atuais desafios, a Biblioteca Pública de Santiago (BPS) no Chile é
um modelo inovador, onde buscamos investigar o quanto sua peculiar sinalização
contribui para seu sucesso.

Método da Pesquisa: Além das teorias, optamos por trabalhar com um exemplo
real como a BPS. Realizamos revisão bibliográfica com termos-chave, como:
“comunicação”, "sinalização", “mediação de sentidos”, “bibliotecas públicas”,
utilizando fontes primárias e secundárias. A multiplicidade de sentidos e de
agentes nos levou a usar pesquisa de campo e observação in loco (ambos com
roteiro). Utilizamos uma metodologia qualitativa exploratória: entrevistas
semiestruturadas aplicadas a 20 usuários e 3 funcionários.
BSP e uma Sinalização Humana: Semelhantemente ao assinalado por Teixeira
Coelho (1997, p. 78) que diz que a biblioteca atual deve ser um centro de
informação, discussão e crianção, a BSP, segundo seu desenvolvedor, Oyarzún
(2005, não paginado) busca criar redes, experiência, aprendizagem, reflexão e

�comunicação. Dividida em salas para cada perfil de usuário e interesses, lá “a
informação é administrada intersetorialmente”, como um conjunto de pequenas
lojas especializadas, “onde o ser humano é o principal” (OYARZÚN, 2005, não
paginado, tradução nossa). Essa abordagem criativa coloca o usuário como
cliente e a sinalização mais próxima do design e do marketing. Com efeito, o
projeto traz uma unidade peculiar expressa por cores, grafia e um “traço” próprio
que harmoniza com a decoração interna do edifício, propondo uma rede de
sentidos, onde cada parte mescla pictogramas de traços simples (porém de
sugestões complexas de comportamentos e preferências), com expressões
adaptadas com a mesma expertise, como a imagem abaixo nos sugere:
Figura 1: Junção de 2 fotos: a primeira de uma estante da sala “Juvenil” e, a segunda, ao lado, da
estante do tema correspondente na sala “Colecciones Generales”.

Fonte: arquivo pessoal

O pictograma da Sala Juvenil (imagem da esquerda) sugere um comportamento
peculiar, e usa expressão adaptada, em comparação com a usada na estante da
Sala “Colecciones Generales” que une os pictogramas das outras salas, e usa
uma expressão mais diretas. As entrevistas revelaram que esse cuidado surte
efeito de compreensão e integração com a biblioteca, ainda que outros usuários,
em menor número, tenham expressado preferência por métodos mais
tradicionais. Já entre os funcionários há a percepção de que os usuário não
percebem sequer a existência da sinalização, recorrendo sempre aos
funcionários. Para aproximadamente metade dos usuários, principalmente
adolescentes, o entretenimento em geral é o foco principal da utilização da
biblioteca, e para estes a sinalização é incompreensível. Desses usuários a
biblioteca não prescinde, vendo neles potencial, ou simplesmente deixando-os
livres. Entre os usuários mais experiências em bibliotecas a sinalização é
compreendida e usada quase que integralmente, mas a constante entre todos os
perfis é a empatia e a identificação com a biblioteca, seus serviços e
programação, havendo também desejos expressos de maior participação, mérito
não exclusivo da sinalização, mas do conjunto que forma a BSP.

Considerações Finais: Mobiliário, iluminação e decoração adequados tornam um
ambiente mais agradável e, isso é sentido por toda a convidativa BPS. Mas
quando não se têm recursos, a dedicação dos profissionais a esse objetivo é

�percebida positivamente pelo usuário, e nisso a sinalização é pode contribuir
muito. Ainda que existam os usuários que não se deixam seduzir por esse
ambiente, há os que fazem da sinalização uma aliada, gerando, em muitos casos,
frutos para além da participação no cotidiano e programação da biblioteca. Para
cada idade há um aspecto da sinalização que mais seduz ou contribui. E, como
sempre vão existir diferentes reações e posturas, é importante que haja
sinalização diversificada e de qualidade. Semelhantemente, sempre existirão os
que preferem “bibliotecas tradicionais”, mas, para a biblioteca pública sobreviver
precisa renovar-se, mesmo com outros processos contrários em curso em nossa
sociedade, como o declínio da cultura escrita (assunto em voga na atualidade).

Palavras-chave: Sinalização de Bibliotecas; Comunicação visual; Bibliotecas
Públicas; Biblioteca Pública de Santiago.

Referências:
BARBALHO, Célia Regina Simonetti. Sob o olhar do usuário: um estudo
semiótico da Biblioteca Pública do Estado do Amazonas. 2000. 234 f. Tese
(Doutorado em Comunicação e Semiótica)--Pontifícia Universidade Católica de
São Paulo, São Paulo, 2000.
FONSECA, Edson Nery da. Introdução à biblioteconomia. Brasília, DF: Briquet
de Lemos, 2007. 152 p.
KUPERSMITH, John. Informational graphics and sign systems as library
instruction media. Drexel Library Quarterly, Philadelphia, n. 16, p.54-68, jan.
1980.
MAGALHÃES, Cláudio Freitas de; VELHO, Ana Lucia. Sinalizar é comunicar a
informação a alguém, em um determinado espaço. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EM DESIGN, 7., 2006.
Curitiba. Anais... Curitiba: AEND Brasil, 2006. Não Paginado.
OYARZÚN SARDI, Gonzalo. Biblioteca de Santiago: una biblioteca pública para el
Siglo XXI. Pez de Plata. Bibliotecas Públicas a la Vanguardia. Revista de
Opinión para el Desarrollo de las Bibliotecas Públicas, n. 5, 2005. Não
Paginado. Disponível em: &lt;http://eprints.rclis.org/7043/1/vanguardia.pdf&gt;. Acesso
em: 01 fev. 2014.
SÁNCHES AVILLANEDA, María del Rocío. Señalética:
fundamentos. Buenos Aires: Alfagrama Ediciones, 2005. 184 p.

conceptos

y

TEIXEIRA COELHO. J. Dicionário crítico de política cultural. São Paulo:
Iluminuras, 1997. 383 p.

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                <text>Bibliotecas são onde a comunicação é praticada e para onde convergem alguns frutos das experiências humanas. Seu espaço pode e deve contribuir na experiência do usuário, já que todo espaço emite sinais, positivos e eficazes ou não, como aponta Kurpersmith (1980, p. 55), dizendo que estes podem ajudar ou ser obstáculo, à medida que a biblioteca pode usa-los “como ferramenta de instrução.” (KUPERSMITH, 1980, p. 55, tradução nossa). Barbalho (2000, p. 97-98) aponta a necessidade de usar esse espaço e a comunicação visual para alcançar seus objetivos.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

A DESCRIÇÃO DOS RECURSOS ELETRÔNICOS SOB A PERSPECTIVA DO
AACR2, ISBD CONSOLIDADA E RDA: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS
Daniele Cristina Gonçalves Brene Pires – Mestranda PPGCI / ECA - Universidade
de São Paulo / – danielebrene@gmail.com
Denise Mancera Salgado – Mestranda PPGCI / ECA - Universidade de São Paulo
/ – dmanceras11@gmail.com
José Fernando Modesto da Silva – Professor Doutor PPGCI / ECA - Universidade
de São Paulo / – fmodesto@usp.br

Introdução: A catalogação tradicional dos recursos eletrônicos é um desafio para
o catalogador que, continuamente, depara-se com novas formas de disposição da
informação digital, que apresenta-se em uma estrutura dinâmica. Isso tem
impossibilitando que esses itens sejam descritos considerando suas
especificidades. Nesse sentido, acadêmicos e bibliotecários têm demonstrado
suas preocupações ao buscar atualização por meio de estudos que visam
identificar formas adequadas à descrição de recursos eletrônicos. Nesse trabalho,
cujo objeto de estudo é a representação descritiva dos recursos eletrônicos, a
catalogação é compreendida como o ato de descrever as informações para
individualizar e multiplicar as possibilidades de recuperação e acesso à
informação. Diante desses desafios, busca-se compreender e analisar as
orientações de três padrões relevantes para os bibliotecários, sendo o Anglo
American Cataloguing Rules (AACR2), a Consolidated edition of International
Standard Bibliographic Description (ISBD Consolidada) e a Resource Description
and Access (RDA), que figuram como as principais ferramentas para a
representação descritiva. O AACR2 tornou-se o código de catalogação mais
usado no mundo. Isso, em grande parte, devido aos projetos de catalogação
cooperativa desenvolvidos nos Estados Unidos, principalmente pela Library of
Congress (LC). No Brasil, o AACR passou a ter sua adoção efetiva em 1976,
durante o 1º Encontro dos Grupos de Trabalhos em Processos Técnicos da
FEBAB. Esta adoção foi considerada essencial pelo caráter internacional do
AACR (BARBOSA, 1978). Já, a RDA é a norma de catalogação que substitui as
AACR2. Publicada no RDA Toolkit em 2010, o seu início oficial foi reconhecido
pela comunidade biblioteconômica norte-americana, em março de 2013. “[...] a
1

�RDA fornece um conjunto de orientações e instruções para a formulação de dados
que representam os atributos e as relações associadas as entidades do FRBR de
forma a apoiar as tarefas do usuário relacionadas à descoberta e acesso a
recursos (TOSAKA; PARK, p. 652, 2013, tradução nossa). A ISBD consolidada
reune as regras de descrição para todos os tipos de recursos informacionais e tem
por objetivo eliminar a redundância e harmonizar a representação descritiva,
assegurando uma coerência para a catalogação atual e futura (BIBLIOTECA
NACIONAL, 2015). O objetivo deste trabalho, portanto, é comentar as
semelhanças e diferenças existentes na representação dos recursos eletrônicos,
manifestada no uso dos códigos em evidência na atividade bibliotecária, bem
como, orientar o catalogador sobre os procedimentos existentes (AACR2), e as
alterações propostas nas normas atuais (RDA e ISBD consolidada), e seus
possíveis impactos operacionais. Este trabalho justifica-se pelas necessidades de:
a) conhecimento das novas ferramentas de representação descritiva; e b)
atualização do catalogador em relação às novas revisões e versões dos códigos
catalográficos que têm a finalidade de aprimorar e aperfeiçoar as atividades de
tratamento técnico de documentos em seus novos formatos, especialmente digital.
Método da pesquisa: Esta pesquisa caracteriza-se como bibliográfica e
descritiva, sendo realizada por meio de levantamento bibliográfico que permitiu
analisar na literatura as determinações descritivas emanadas nos instrumentos
catalográficos e os procedimentos instruídos. Para a verificação das diferenças e
semelhanças existentes, aplicou-se a metodologia descritiva, comparando
instruções aplicadas sobre exemplo bibliográfico. Faz-se necessário expor que a
metodologia implicou na seleção de um recurso eletrônico, e na elaboração de
suas formas de representação descritiva, com o uso das ferramentas AACR2,
ISBD Consolidada e RDA, comparando e analisando as descrições geradas.
Resultados: Com a análise comparativa entre as representações descritivas,
estabeleceram-se tabelas entre as regras do AACR2, ISBD Consolidada e da
RDA, o que permitiu identificar como os padrões comportam-se em relação à
descrição de recursos eletrônicos. Foi possível, também, identificar e observar
suas funções, princípios, aplicabilidade e praticabilidade em relação a esses
recursos.
Discussão: A representação descritiva de recursos eletrônicos está sendo
aprimorada por meio das revisões e atualizações dos códigos e pelo surgimento
de novos padrões que visam suprir as carências dos modelos tradicionais.
Considerações finais: A análise comparada entre os elementos descritivos dos
padrões permitiu verificar semelhanças entre os elementos, uma vez que os
mesmos foram estruturados a partir de princípios teóricos equivalentes. Regras do
AACR2, da ISBD e RDA são metadados relacionados entre si, que representam
as mesmas informações com diferentes denominações. Essas semelhanças não
2

�são casuais, pois sabe-se que eles abrangem os fundamentos teóricos
desenvolvidos por Panizzi, Jewett e Cutter ainda no século 19, e reformulados por
Lubetzki no século 20. Em tempos de inovações tecnológicas e da expansão dos
ambientes digitais, a catalogação propõe-se a repensar suas práticas por meio da
busca e revisão dos seus fundamentos teóricos e conceituais que norteiam a sua
ação. A elaboração das formas de representação descritiva apresentadas serviu
não apenas para exemplificar ou demonstrar, de forma mais aplicada, o uso dos
padrões de representação da informação, mas, permitiu, também, identificar as
semelhanças existentes de modo a auxiliar bibliotecários catalogadores na
escolha do modelo de representação mais adequado às necessidades do público
a que se destina a unidade de informação.
Palavras-chave: Recursos eletrônicos. Representação descritiva. Código de
Catalogação Anglo Americano (AACR2). Descrição Bibliográfica Internacional
Normalizada Consolidada (ISBD Consolidada). Resource Description and Access
(RDA).
Referências
BARBOSA, A. P. Novos rumos da catalogação. Rio de Janeiro:
BNG/BRASILART, 1978.
BIBLIOTECA NACIONAL (Portugal). ISBD - Descrição Bibliográfica
Internacional Normalizada. 2015. Disponível em:&lt;
http://www.bnportugal.pt/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=491:isbd
&amp;catid=78:normalizacao&amp;Itemid=541&amp;lang=pt&gt;. Acesso em: 30 mar. 2015.
TOSAKA, Y.; PARK, J.R. RDA: Resourse Description &amp; Access: a survey of the
current state of the art. Journal of the American Society for Information Science
and Technology, v. 64, n. 4, p. 651-662. 2013.
MEY, E.S.A. ; SILVEIRA, N. C. Catalogação no Plural. Brasília: Briquet de
Lemos/Livros, 2009.
OLIVER, C. Introdução à RDA: um guia básico. Brasília: Briquet de Lemos,
2011.
WEBER, M. B.; AUSTIN, F. A. Describing electronic, digital, and other media
using AACR2 and RDA: a how-to-do-it manual and CD-ROM for librarians. New
York: Neal_Schuman, 2011.

3

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                <text>A catalogação tradicional dos recursos eletrônicos é um desafio para o catalogador que, continuamente, depara-se com novas formas de disposição da informação digital, que apresenta-se em uma estrutura dinâmica. Isso tem impossibilitando que esses itens sejam descritos considerando suas especificidades. Nesse sentido, acadêmicos e bibliotecários têm demonstrado suas preocupações ao buscar atualização por meio de estudos que visam identificar formas adequadas à descrição de recursos eletrônicos.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

O BLOG CAÇADORES DE BIBLIOTECAS E A CONSTRUÇÃO DE
CONTEÚDOS

Soraia
Pereira
Magalhães.
soraia.mag@gmail.com

Blog

Caçadores

de

Bibliotecas.

Introdução:
O Caçadores de Bibliotecas é um blog que possui conteúdo com temas
relacionados a espaços culturais diversos, com ênfase, porém para informações
sobre visitas in loco de diferentes tipologias de bibliotecas.
No dia 11 de abril de 2015, esse veículo informacional completará seu primeiro
qüinqüênio com um saldo de mais de 280 mil visualizações, 637 postagens, sendo
deste montante o total de 159 bibliotecas fotografadas e comentadas, bem como
informações sobre museus, entrevistas com bibliotecários engajados e dados
sobre o ambiente cultural de cidades do Brasil e outros países.
O objetivo desse relato é apontar o processo de criação que envolve os conteúdos
publicados no blog Caçadores de Bibliotecas e destacar o alcance midiático que
essa ferramenta pode favorecer na divulgação de espaços de atuação do
profissional da informação.

O Blog Caçadores de Bibliotecas

O Caçadores de Bibliotecas nasceu em um período em que atuei como professora
substituta do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do
Amazonas, em 2010, quando ministrei entre outras, a disciplina ‘Planejamento em
Biblioteconomia’.
Como atividade prática, havia solicitado aos alunos que visitassem no mínimo, dez
unidades de informação para que juntos apontássemos aspectos positivos e/ou

�negativos propondo estratégias de intervenção no planejamento de espaços, seja
por meio do ambiente físico, serviços e outros. A justificativa decorreu do fato de
achar confuso o processo de planejamento sem o conhecimento prévio do objeto
a ser analisado. Como ao longo de minha trajetória vinha visitando bibliotecas em
várias cidades e tinha registros fotográficos, pedi o mesmo procedimento aos
alunos e foi nesse contexto que surgiu o estímulo para a criação do Caçadores de
Bibliotecas.
Do ponto de vista acadêmico, um blog de acordo com ORDUÑA et al (2007, p. 6)
pode ser definido como “...um meio a princípio pessoal (embora haja blogs em
grupos), que funciona sem editores e sem prazos, sem fins lucrativos, e que é
escrito, em geral, pelo prazer de compartilhar informações ou como veículo de
expressão.” Tal conceito se encaixa perfeitamente no processo de nascimento do
Caçadores de Bibliotecas.
Os autores ARAUJO e TEIXEIRA (2013) no artigo intitulado Biblioteconomia
conectada: uma análise da biblioblogosfera brasileira refletem sobre o surgimento
de blogs alimentados por bibliotecários no Brasil, inclusive definem o Caçadores
de Bibliotecas como um blog pessoal. Concordo em parte com essa classificação,
contudo, creio que o trabalho segue uma proposta metodológica que vai além
desse aspecto, haja vista que a construção dos conteúdos envolve informações
produzidas na fonte.
Em 2010 tive o privilégio de ser bolsista do Programa de Apoio à Difusão da
Ciência (Comunicação Científica) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado
do Amazonas – Fapeam onde conheci de perto o cotidiano de uma agência de
comunicação, convivendo com um grupo multidisciplinar de 22 profissionais das
áreas de Jornalismo, Rádio, Publicidade, Fotografia, Designer, Biblioteconomia e
Letras.
Tal convivência proporcionou conhecimentos sobre etapas da construção de
produtos midiáticos em formato eletrônico, bem como a utilização de mídias
sociais para divulgação e ainda as etapas da criação de produtos impressos
(revistas, suplementos).
Esse entendimento foi adotado nas atividades de produção de conteúdos do
Caçadores de Bibliotecas, haja vista que o passo a passo que envolve a grande
maioria dos posts está centrado nas seguintes atividades: pesquisa de campo,
pesquisa bibliográfica, entrevistas, fotografia, edição de imagem, produção de
texto, edição, revisão, divulgação.

�Um elemento significativo relacionado ao Caçadores de Bibliotecas diz respeito ao
montante de 79 publicações ou postagens que retratam dados sobre o Movimento
Abre Biblioteca, em ação que pedia a reabertura da Biblioteca Pública Estadual do
Amazonas fechada desde 2007. O alcance das publicações extrapolaram
fronteiras nacionais e internacionais e possibilitaram com que eu pudesse figurar
no Movers &amp; Shakers 2013, premiação anual que ocorre nos Estados Unidos e
presta homenagem aos 50 bibliotecários que agitaram a profissão, isso graças à
contribuição e mobilização do bibliotecário Moreno Barros do Blog Bibliotecários
Sem Fronteiras.
O alcance da informação produzida por blogs em qualquer ramo do conhecimento
vem sendo cada vez mais valorizado e conforme destaca ORDUÑA et al (2007, p.
6) “Diante da ‘realidade jornalística’, o blog possui uma resposta mais rápida, mais
impressionista e mais pessoal do que os meios de comunicação tradicionais e, por
sua vez, contribui para ampliar as fronteiras da realidade midiática.”
O Caçadores de Bibliotecas é um blog que produz informações, muitas das quais
criadas de forma a marcar um momento como uma reportagem. Bibliotecas
visitadas há cinco anos, podem ser consultadas hoje como marcos de memória.
Escrever em um blog demanda motivações. Um dos aspectos mais significativos
dessa trajetória foi o desejo “caçar” ou investigar a existência de bibliotecas
públicas nos municípios do Amazonas. Esse intento gerou frutos e me favoreceu
inclusão no Programa de Doctorado en
Formación en la Sociedad del
Conocimiento, da Universidade de Salamanca, na Espanha.

Palavras-chave: Blogs de bibliotecários, Blog Caçadores de Bibliotecas,
Bibliotecas em blog de bibliotecários.

Referências
ORDUÑA et al. Otavio I. Rojas (org). Blogs: revolucionando os meios de
comunicação. São Paulo: Thomson Learning, 2007.

ARAÚJO, Ronaldo Ferreira de; TEIXEIRA, Josemar Coltt da Silva.
Biblioteconomia conectada: uma análise da biblioblogosfera brasileira. Revista
ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.18, n.2, p. 949-978,
jul./dez., 2013.

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22 a 24 de julho de 2015
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
INFLUÊNCIA DAS AÇÕES CULTURAIS NAS BIBLIOTECAS DA REDE
SENAC/SC
Ana Carolina de Melo Martins – Senac Saúde e Beleza –
ana.carolina@sc.senac.br
Jorge Moises Kroll do Prado – Faculdade Senac Florianópolis –
jorge.prado@sc.senac.br
Maria de Nasaré Oliveira Moraes de Oliveira – Faculdade Senac Caçador –
maria.oliveira@sc.senac.br
Matheus de Oliveira Soares – Senac Saúde e Beleza –
matheus.oliveira@sc.senac.br
1 Introdução
O perfil dos clientes das Unidades de Informação na atualidade é bastante
variado e eclético, com interesses e necessidades diversos uma vez que novos
aportes veiculados em mídias digitais, alargam espaços sociais e permeiam as
interações humanas, promovendo, entre outros, a facilidade no compartilhamento
de informações e a interação. Para a mesma pessoa, há diferentes possibilidades
de acesso à informação conforme cada aparato tecnológico (CANCLINI, 2008).
Diante disso, as Unidades de Informação estão cada vez mais desenvolvendo
estratégias, seja para aumentar a clientela ou melhor satisfazê-la, dentre as quais
se destacam as ações culturais em bibliotecas. Elas dinamizam o espaço e
apresentam novas demandas desse público, mais exigente e diferenciado, que
estabelecem novos desafios à gestão dessas instituições. Com esta mudança de
estereótipo, as pessoas se sentem mais à vontade na biblioteca, uma vez que não
há restrição para a interação e o compartilhamento.
Assim, em um cenário em que as mídias sociais perpassam todas as
relações, modificando as interações humanas e a sua forma de atuação no mundo,
é importante a reflexão sobre o alcance das ações culturais, enquanto processo que
visa promover a biblioteca, consolidando-a como espaço de aprendizagem, e de
leitura para fruição, lazer (Cerutti-Rizzatti, 2012). Neste sentido, como transformar
ações culturais em bibliotecas em produtos mensuráveis, cujo retorno, além do
empírico, determine processo(s) estratégico(s) e transformador(es) perante a
comunidade interna e externa é o que centraliza o objetivo do presente trabalho.
Para tanto, foi realizado um levantamento inicial das ações culturais
promovidas pela Rede de Bibliotecas do Senac/SC. Dentre elas, optou-se pelas
atividades relacionadas à Semana do Livro e da Biblioteca, realizada
tradicionalmente no mês de Outubro. Para verificar a influência deste evento,
levantaram-se dados do Sistema Pergamum referente aos meses de setembro,
outubro e novembro entre 2010 e 2014, para uma análise quantitativa e exploratória

�dos empréstimos e consultas locais realizados antes, durante e após a sua
realização nas bibliotecas que compõem a Rede Senac/SC.
2 Relato de Experiência
Atualmente as unidades do Senac/SC que possuem Bibliotecas ativas são
24, distribuídas pelo estado de Santa Catarina. Algumas Unidades de Informação
possuem elevado movimento, outras, de acordo com a região e alcance,
apresentam demanda menor devido ao público reduzido da Instituição.
Tabela 1 – Atividade das Bibliotecas de 2010 a 2014
Fator analisado
2010
2011
2012

2013

2014

Quantidade de Bibliotecas ativas

19

21

23

24

24

Bibliotecas que tiveram aumento no número
de empréstimos em Outubro

10

8

13

15

7

Bibliotecas que tiveram redução no número
de empréstimos em Outubro

6

10

6

7

15

Bibliotecas que não tiveram alteração no
número de empréstimos em Outubro

3

3

4

2

2

Bibliotecas que tiveram aumento no registro
das consultas em Outubro

11

7

13

12

8

Bibliotecas que tiveram redução no registro
das consultas em Outubro

7

9

7

11

9

Bibliotecas que não tiveram alteração no
registro das consultas em Outubro

2

3

2

1

7

Bibliotecas que tiveram aumento no número
de empréstimos em Novembro

10

3

5

6

5

Bibliotecas que tiveram redução no número
de empréstimos em Novembro

7

15

14

16

18

Bibliotecas que não tiveram alteração no
número de empréstimos em Novembro

2

3

4

2

1

Bibliotecas que tiveram aumento no registro
das consultas em Novembro

10

8

8

10

4

Bibliotecas que tiveram redução no registro
das consultas em Novembro

4

10

12

10

12

2

3

8

Bibliotecas que não tiveram alteração no
2
3
registro das consultas em Novembro
Fonte: Elaborado pelos autores, 2015.

Diante dos dados apresentados, é possível concluir que durante o período
analisado de cinco anos, a Rede de Bibliotecas do Senac/SC teve um crescimento,
sendo que em três anos houve influência positiva das ações, registrando aumento
nos empréstimos e nas consultas locais ao acervo. Todavia, em dois anos não
houve o alcance desejado das ações, o que demonstra a necessidade de maior
planejamento e divulgação das atividades. Além disso, salienta-se que a ausência
de registro de coleta de dados das consultas locais ao acervo compromete a análise

�dos resultados da ação, uma vez que impossibilita comprovar se houve aumento ou
diminuição do fluxo de visitantes à biblioteca, isto é, a falta de registro não significa
que não tenha havido consultas, apenas não há registro deste dado.
3 Considerações finais
O presente relato de experiência buscou apresentar os resultados
alcançados pelas bibliotecas que compõem a Rede de Bibliotecas do Senac/SC
após a realização das atividades da Semana do Livro e da Biblioteca ao longo dos
últimos cinco anos. As ações culturais realizadas, na maioria das vezes, trouxeram
visibilidade para as bibliotecas, bem como proporcionaram novos desafios em
termos de atender a satisfação dos clientes. No entanto, percebe-se a necessidade
de realização de estudos prévios a fim de verificar que ações poderiam atrair a
atenção dos clientes potenciais e reais da Rede. Esses dados são importantes para
a gestão realizar planejamento, avaliação, coordenação e possíveis melhorias dos
serviços prestados.
Para pesquisas futuras, sugere-se um aprofundamento maior na utilização
dessas informações, a fim de dinamizar o espaço e buscar a efetividade dessas
ações como estratégia para atrair mais clientes às bibliotecas, ampliar a quantidade
de empréstimos, divulgar os serviços disponíveis e, “[…] o mais importante: tornar
as bibliotecas espaços agradáveis, descontraídos e simpáticos. Um lugar onde as
pessoas se sentiriam a vontade e com interesse em retornar” (ANDRETTI,
CALEGARO e MACHADO, 2008, p.189).
A pesquisa mostra que as ações culturais desenvolvidas na biblioteca,
promovem significativo aumento quanto a sua visibilidade. O convite, através das
ações, é emblemático de uma atuação além da mera guarda de dados e
informações, tão comum ainda de se pensar o espaço das bibliotecas.
Palavras-chave:
Ação Cultural. Gestão de Unidade de Informação. Rede de Bibliotecas Senac/SC.
Referências
ANDRETTI, Cristiani R.; CALEGARO, Édina M.; MACHADO, Marli. Da lagarta
para borboleta: ação cultural como estratégia de marketing no Sistema Integrado
de Bibliotecas da Univali – SIBIUN. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa
Catarina, Florianópolis, v.13, n.1, p.189-200, jan./jun., 2008.
CANCLINI, Nestor Garcia. Leitores, espectadores e internautas. São Paulo:
Iluminuras, 2008.
CERUTTI-RIZZATTI, Mary Elizabeth. Formação de leitores. Florianópolis, SC:
SENAI/SC, 2012.

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          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>CBBD - Edição: 26 - Ano: 2015 (São Paulo/SP)</text>
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                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text> Prado, Jorge Moises Kroll do </text>
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                <text> Oliveira, Maria de Nasaré Oliveira Moraes de </text>
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                <text> Soares, Matheus de Oliveira</text>
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                <text>O perfil dos clientes das Unidades de Informação na atualidade é bastante variado e eclético, com interesses e necessidades diversos uma vez que novos aportes veiculados em mídias digitais, alargam espaços sociais e permeiam as interações humanas, promovendo, entre outros, a facilidade no compartilhamento de informações e a interação. Para a mesma pessoa, há diferentes possibilidades de acesso à informação conforme cada aparato tecnológico (CANCLINI, 2008).</text>
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                    <text>XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Resumo expandido de comunicação científica
MULTILINGUISMO NO AMBIENTE DIGITAL
Autor: Ma. Laís Carrasco (Unesp – laiscarrasco@hotmail.com), Dra. Silvana Vidotti
(Unesp - svidotti@gmail.com)
Introdução:
Em decorrência da rápida difusão de informação em ambiente Web, o acesso
multilíngue e a recuperação multilíngue da informação tornam-se cada vez mais
relevantes. Desta forma, é importante ressaltar que o acesso multilíngue ao
conteúdo é usado para aumentar e melhorar as possibilidades dos usuários
acessarem os repositórios culturais digitais e, nesse sentido, seu conteúdo poderia
ser acessado na língua nativa ou preferencial do usuário.
Além disso, pelo fato dos repositórios digitais de patrimônio cultural – como
bibliotecas, arquivos e museus – usarem diferentes padrões de metadados para
descrever seus recursos de informação, a harmonização de metadados a partir do
domínio do patrimônio cultural é um desafio, porque os modelos de dados são mais
projetados nas exigências da comunidade do que em requisitos de
interoperabilidade entre elas.
Com o objetivo de integrar informações de fontes heterogêneas, ontologias como tecnologias semânticas - já estão sendo usadas, por exemplo, na Europeana.
"Uma ontologia é uma descrição (como uma especificação formal de um programa)
dos conceitos e relações que podem existir formalmente por um agente ou uma
comunidade de agentes." (GRUBER, 2001). O Modelo de Referência Conceitual
(CRM) é uma ontologia muito proeminente usada para tais fins.
O objetivo desta pesquisa é comprovar a possibilidade de utilização da
ontologia CIDOC CRM para a representação de recursos informacionais disponíveis
em ambientes digitais com o objetivo de potencializar a recuperação multilíngue da
informação, mediande o uso de tecnologias semânticas e, assim, promover uma
melhor compreensão dos reflexos de tal abordagem no âmbito da área de Ciência
da Informação.
Método da pesquisa:
De acordo com Silva e Menezes (2005), a presente pesquisa pode ser
considerada, segundo sua natureza, uma pesquisa aplicada já que possui o objetivo
de gerar novos conhecimentos para aplicação prática e é dirigida à solução de
problemas específicos; do ponto de vista da abordagem do problema esta pode ser
considerada uma pesquisa qualitativa, já que a interpretação dos fenômenos e a
atribuição de significados são básicas em seu processo e o pesquisador tende a
analisar seus dados indutivamente. Tendo em vista seus objetivos é uma pesquisa
exploratória, pois visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas
a torná-lo explícito ou a construir hipóteses, envolvendo como base o levantamento
bibliográfico; e, por fim, quanto aos procedimentos técnicos é uma pesquisa

�bibliográfica e experimental, por estar elaborada a partir de materiais já publicados
e por se ter determinado um objeto de estudo, potencializando a descoberta de
novos métodos.
Resultados:
O CIDOC CRM (Conceptual Reference Model) surgiu do CIDOC
Documentation Standards Group no Comitê Internacional de Documentação do
Conselho Internacional dos Museus e tal ontologia foi aceita como ISO 21127, em
2006. O objetivo do modelo CRM é fornecer uma linguagem comum para sistemas
heterogêneos de informação, e permitir a sua integração, apesar de possíveis
incompatibilidades semânticas e estruturais. Dessa forma, informações do
patrimônio cultural podem ser trocadas e recuperadas, e as instituições de
patrimônio cultural podem tornar seus sistemas de informação interoperáveis, sem
comprometer as suas necessidades específicas ou o atual nível de precisão de seus
dados. (DOERR, 2007)
O modelo CIDOC Conceptual Reference Model é uma ontologia de alto nível
que permite a integração de informação do património cultural e sua correlação com
informação de museu, biblioteca e arquivo, que, portanto, pode ser facilmente
convertida em outros formatos legíveis por máquina, como RDF (Resource
Description Framework) e XML (Extensible Markup Language). Possivelmente a
aplicação mais ambiciosa do CRM é o desenvolvimento de ferramentas integradas
de consulta, sistemas de mediação e armazenamento de dados. Atualmente,
grande parte das informações armazenadas nos catálogos das bibliotecas,
inventários de arquivo e coleções de museus encontram-se como sistemas de
gerenciamento isolados. Diferentes fontes de informação normalmente precisam
ser consultadas individualmente, e as ligações entre os sistemas são raros. A
capacidade de combinar e integrar informações de várias fontes tem o potencial de
adicionar um valor significativo aos dados existentes - facilitando a pesquisa e
melhorando a qualidade da experiência do usuário. (ARTUR; CROFTS; LE BOEUF,
2002)
Discussão:
Diante do enorme fluxo de informações disponíveis na Internet em diferentes
idiomas e levando em consideração a possibilidade de que os usuários pesquisem
independentemente de sua língua nativa e, assim, possam recuperar informações
relevantes, a questão do acesso multilíngue e recuperação multilíngue de
informação tornou-se de grande importância na atualidade. Dessa forma, o
"multilinguismo refere-se tanto a capacidade de uma pessoa utilizar diversas línguas
e a coexistência de diferentes comunidades linguísticas em uma área
geográfica."(COM, 2005)
No mundo digital, há o predomínio da língua inglesa, e as segundas línguas
mais faladas são: francês, alemão, espanhol e russo. No entanto, as pessoas
preferem pesquisar na Internet em seu próprio idioma e geralmente dizem que
sentem falta de informação relevante, pois o conteúdo estava em uma língua que
elas não entendiam.(COM, 2005)

�Em síntese, o acesso multilíngue à informação permite aos usuários
procurarem por informações produzidas em diferentes idiomas sem ter que fazer a
sua consulta de pesquisa em cada um deles.
Considerações Finais:
O multilinguismo tornou-se um importante alvo para se alcançar, porque
multilinguismo significa muitas possibilidades de linguagens e, a fim de melhorar os
resultados da pesquisa, motores de busca associados a uma ontologia multilíngue
potencializam a acessibilidade e a recuperação da informação.
É importante notar que o multilinguismo também fornece integração
econômica, social, política e cultural dos países. Isso significa que o processo de
globalização coloca o desafio do multilinguismo em uma situação de oportunidade.
Como a língua não é neutra, o acesso e recuperação multilíngue de conteúdo
informacional é um tema para maior reflexão.
Palavras-chave: Multilinguismo, Ontologia CIDOC Conceptual Reference Model,
Metadados, Integração da Informação, Recuperação da Informação.
Referências:
ARTUR, Odile; CROFTS, Nicholas; LE BOEUF, Patrick.ELAG presentation Ontologies.Semantic
Web and Libraries.Library Systems Seminar (26). Rome, 17-19 April 2002. Disponível em:
&lt;http://www.ifnet.it/elag2002/papers/pap9.html&gt;. Acesso em: 20 abr. 2013.
Communication from the Commission to the Council, the European Parliament, the European
Economic and Social Committee and the Committee of the Regions - A New Framework Strategy
for Multilingualism.COM (2005) 596 Brussels. Disponível em:
&lt;http://ec.europa.eu/education/languages/archive/doc/com596_en.pdf&gt;. Acessoem: 10 fev. 2012.
CROFTS, et al. Definition of the CIDOC Conceptual Reference Model, version 4.0.ICOM/CIDOC
CRM SpecialInterestGroup, 2004. Disponível em:
&lt;http://zeus.ics.forth.gr/cidoc/docs/cidoc_crm_version_3.4.9.pdf&gt;. Acesso em: 17 jun. 2012.
DOERR, Martin. The CIDOC CRM – an Ontological Approach to Semantic Interoperability of
Metadata.AlMagazine, 24(3), 2003. Disponível em:
&lt;http://www.ics.forth.gr/isl/publications/paperlink/Doerr_V2.pdf&gt;. Acesso em: 10 mai. 2012.
______. The CIDOC Conceptual Reference Model - A New Standard for Knowledge Sharing
ER2007 Tutorial, 2007.Disponível em: &lt;http://www.cidoccrm.org/docs/CRM_Tutorial_ER2007.pdf&gt;. Acessoem: 20 mai. 2012.
DOERR, Martin; STEAD, Steve.The CIDOC CRM, a Standard for the Integration of Cultural
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&lt;http://soniaa.arq.prof.ufsc.br/roteirosmetodologicos/metpesq.pdf&gt;. Acesso em: 18 ago. 2008.

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Documentação&#13;
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                <text>Em decorrência da rápida difusão de informação em ambiente Web, o acesso multilíngue e a recuperação multilíngue da informação tornam-se cada vez mais relevantes. Desta forma, é importante ressaltar que o acesso multilíngue ao conteúdo é usado para aumentar e melhorar as possibilidades dos usuários acessarem os repositórios culturais digitais e, nesse sentido, seu conteúdo poderia ser acessado na língua nativa ou preferencial do usuário.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 2: resumo expandido de relato de experiência
Resumo expandido
O Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB) integra as
bibliotecas públicas municipais e comunitárias vinculadas, existentes no Estado.
Hoje, a rede é composta por aproximadamente 900 unidades, incluindo a Biblioteca
de São Paulo (BSP) e a Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), oficinas de práticas e
experiências do conceito Biblioteca Viva.
O SisEB é coordenado pela Unidade de Bibliotecas e Leitura (UBL), da Secretaria
da Cultura do Estado de São Paulo, e tem a SP Leituras – Associação Paulista de
Bibliotecas e Leitura, organização social de cultura, como parceira em sua
operação.
O SisEB tem como objetivo principal estimular e apoiar as bibliotecas públicas do
Estado de São Paulo na democratização do acesso à informação, ao livro e à leitura.
Suas ações são direcionadas para equipes e usuários de bibliotecas, para que elas
sejam “bibliotecas vivas”, isto é, espaços de leitura, pontos de encontro de pessoas
e de cultura, para formar cidadãos e estimular a relação com a comunidade.
Dentre suas ações estão a promoção da plena integração das bibliotecas;
assessoria técnica aos municípios para implantação e modernização das
bibliotecas; capacitações presenciais e a distância das equipes, por meio de cursos,
oficinas, palestras e eventos; publicações destinadas aos usuários e profissionais;
apoio à atualização dos acervos; e envio de mensagens e boletins de ações de
advocacy para gestores e dirigentes municipais.

1

�AÇÕES ESTRUTURANTES DO SISTEMA ESTADUAL DE BIBLIOTECAS
PÚBLICAS DE SÃO PAULO (SISEB)
Eixo VII: 4º Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas: “Inovação, Desenvolvimento
e Sustentabilidade".
Autores:
Adriana Cybele Ferrari. Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo –
acferrari@sp.gov.br
Pierre André de Ruprecht. SP Leituras. Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura
– pierre@spleituras.org
Marcos Kirst. SP Leituras. Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura –
marcoskirst@spleituras.org
Giovanna Carvalho Sant’Ana. SP Leituras – Associação Paulista de Bibliotecas e
Leitura – giovanna@spleituras.org
Evelyn Fonseca de Souza. SP Leituras – Associação Paulista de Bibliotecas e
Leitura – evelyn@spleituras.org
Vanessa Pereira de Sousa. SP Leituras – Associação Paulista de Bibliotecas e
Leitura – vanessasouza@spleituras.org
Introdução
Por entender e valorizar o papel da biblioteca na disseminação democrática do
conhecimento, como um espaço de convivência e de transformação social é que o
Governo do Estado criou em 1984, o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de
São Paulo (SisEB).
Integrado à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, e sob a coordenação da
Unidade de Bibliotecas e Leitura, o SisEB trabalha nesses 30 anos em colaboração

2

�com as prefeituras municipais para melhorar o padrão dos serviços prestados pelas
bibliotecas nos municípios paulistas.
O SisEB tem como público-alvo as equipes e usuários das bibliotecas e tem como
objetivos: Valorizar, qualificar e fortalecer as bibliotecas do Sistema; Integrar as
bibliotecas existentes nos municípios do Estado de São Paulo, criando uma rede de
serviços para universalizar o acesso e uso da informação; Estimular o
desenvolvimento e implementar programas, projetos e atividades que incentivem e
promovam a leitura e a construção do conhecimento no Estado; Apoiar e promover
programas e projetos de formação, capacitação e aperfeiçoamento técnico de
equipes que atuam nas bibliotecas, por meio de cursos, eventos, palestras e
atividades de ação cultural; Coordenar estudos, pesquisas e ações para o contínuo
aperfeiçoamento da gestão das bibliotecas;

Fornecer subsídios para o

desenvolvimento de coleções das bibliotecas; Elaborar publicações impressas e em
meio digital para orientar as equipes técnicas das bibliotecas em suas atividades e
incentivar o gosto pela leitura, promover a interação com o sistema entre os usuários
das bibliotecas; Orientar e apoiar ações das bibliotecas integrantes do Sistema
quanto à preservação e organização dos acervos; Dar assessoria técnica às
bibliotecas integrantes do Sistema para criação e/ou modernização dos seus
recursos materiais e tecnológicos.
Relato da experiência
O SisEB é um sistema democrático, inclusivo e participativo. Para isso, desenvolve
ações estruturantes que visam promover a transformação das bibliotecas públicas
existentes no Estado em bibliotecas vivas, como espaços para informar, questionar
e criar, tendo como linguagem própria e principal a leitura e a escrita, de forma a
contribuir na formação integral do cidadão.
Capacitações presenciais e a distância
Promover a capacitação dos profissionais por meio de eventos, palestras, cursos e
oficinas é uma das principais ações do SisEB. A disseminação do conhecimento em
diversas áreas relacionadas às atividades das bibliotecas tem como objetivo
3

�melhorar as práticas de gestão e aprimorar permanentemente os serviços
oferecidos ao cidadão.
Cabe ao SisEB atuar como agente de estímulo para o desenvolvimento pessoal e
profissional das equipes que mantêm as bibliotecas paulistas sintonizadas com os
tempos atuais.

As inscrições para as capacitações oferecidas são gratuitas e

dirigidas prioritariamente a equipes de bibliotecas, salas de leitura e programas de
incentivo á leitura.
Em 2014, o SisEB lançou seu primeiro curso de ensino a distância (Ação Cultural
em Bibliotecas), uma inovação destinada a ampliar ainda mais a rede de municípios
e profissionais atendidos.
Com atuação ampla e diversificada, entre 2011 e 2014, o SisEB promoveu 243
atividades de capacitação, como palestras, cursos e oficinas, abordando cerca de
70 diferentes temas relacionados com a melhoria dos serviços e aprimoramento das
equipes de biblioteca. Ao todo, 9.475 profissionais de 390 municípios do Estado de
São Paulo participaram dessas atividades.
Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias
Desde 2008, o SisEB promove o Seminário Biblioteca Viva, um espaço criado para
o intercâmbio de experiências e práticas, que reúne palestrantes e convidados do
Brasil e do Exterior.
O evento tem como objetivos promover a discussão entre os profissionais e
interessados na promoção e incentivo à leitura, valorização das bibliotecas,
disseminação da informação; apresentar projetos / programas nacionais e
internacionais de incentivo e promoção da leitura; estimular o desenvolvimento das
pessoas que organizam, planejam e prestam atendimento à população em
equipamentos culturais; e contribuir no fortalecimento da imagem das bibliotecas
como espaços de integração de pessoas e de acesso à informação e leitura.
O Seminário ao longo de suas sete edições (2008 a 2014) reuniu mais de 4.000
profissionais de diversas cidades de todo o país, além de palestrantes nacionais e
4

�internacionais. Sua importância para o setor de bibliotecas e leitura comprava-se
pela ampliação anual do número de participantes que não se restringem aos
municípios paulistas. Hoje, é um dos mais prestigiados foros nacionais para reflexão
e debate dos temas pertinentes ao papel dos profissionais e das bibliotecas na
construção uma sociedade democrática e participativa.
Distribuição de acervo
O SisEB atua de forma permanente para a atualização e renovação de acervos,
colocando à disposição das bibliotecas de acesso público, uma vez por semestre,
kits com aproximadamente 250 obras selecionadas, incluindo CDs, DVDs,
catálogos de arte, revistas, livros de crônicas, contos, poesias e romances.
Também de 2011 a 2014 foram distribuídos mais de 400 mil livros em
aproximadamente mil atendimentos às bibliotecas públicas e comunitárias do
Interior e Litoral.
Portal Aprender Sempre
O SisEB criou esse espaço para que os profissionais encontrarem oportunidades
para seu aprimoramento pessoal e profissional, por meio de capacitações, textos e
outras informações relacionadas ao universo das bibliotecas e do incentivo à leitura.
O portal Aprender Sempre destaca os principais assuntos de interesse do setor e
nele as equipes podem acompanhar todas as novidades do SisEB e encontrar o
calendário atualizado das capacitações programadas e o acesso ao sistema de
inscrições para participar de dezenas de ações realizadas em diversos municípios
do Estado de São Paulo.
Além disso, o portal tem muito material para consulta, publicações digitais, boletins
informativos, cadernos de práticas e todas as outras informações referentes ao
Sistema. É um lugar onde os profissionais que trabalham nas bibliotecas,
estudantes e outros interessados podem encontrar informações sobre assuntos de
seu cotidiano.

5

�Publicações
Notas de Biblioteca - coleção não periódica, abordando temas relacionados às
bibliotecas e relevantes aos objetivos do SisEB.
Espalhafatos - publicação não periódica, com o objetivo de estimular o gosto pela
leitura e reforçar o vínculo do público-alvo – crianças alfabetizadas de 7 a 11 anos
e adolescentes de 12 a 17 anos - com a biblioteca pública local.
Caderno de Práticas do SisEB – compilação de experiências e iniciativas
desenvolvidas pelas bibliotecas do Sistema. A ideia é que mais bibliotecas possam
assim conhecer, avaliar, reproduzir, implantar e, conforme a necessidade individual,
adaptar essas experiências, sempre visando a democratização e compartilhamento
do acesso à informação, ao livro e à leitura.
Práticas da Biblioteca de São Paulo – informações sobre alguns dos programas e
trabalhos desenvolvidos pela Biblioteca de São Paulo (BSP), que obtiveram
resultados internos e retorno da comunidade. Cada caderno explica como é a
prática, como surgiu, em que se fundamenta, o que é preciso para aplicá-la e como
avaliar.
Editais
Foram realizados três editais em 2014, com investimento do Governo do Estado em
mais de quatro milhões de reais. Contou com Programa de Modernização de
Bibliotecas Públicas Municipais, que contemplou 27 projetos; o projeto Agenda
Cidadã, um incentivo à melhoria dos serviços oferecidos às comunidades paulistas
que contemplou mais 35 bibliotecas municipais; e a Doação de “Coleção Básica”
que contemplou 170 municípios.
Advocacy
As ações de advocacy do SisEB tem como objetivo principal promover as bibliotecas
junto às suas administrações municipais, após perceber a falta de compreensão do
conceito “Biblioteca Viva” por parte dos gestores dos municípios cujas bibliotecas
públicas são subordinadas.
6

�Para melhorar essa visão, por vezes estreita, visando dar conhecimento sobre o
conceito é que o Sistema envia boletins e informativos, que são ações voltadas para
os dirigentes (secretários e diretores de cultura e educação e prefeitos municipais),
sobre o que a biblioteca representa hoje, suas possibilidades de atuação e a
contribuição que ela pode dar à própria administração.

Considerações finais
Todo esse conjunto de ações contínuas tem objetivos permanentes: qualificar
nossos profissionais, aprimorar os serviços, ampliar o protagonismo das bibliotecas
na comunidade, colocando os usuários sempre em primeiro plano.
O SisEB quer estimular a transformação das nossas bibliotecas em Bibliotecas
Vivas, porque “O SisEB somos nós!".
Palavras-chave: Sistema Estadual de Bibliotecas, Biblioteca Viva, Biblioteca
Pública, Biblioteca Comunitária.
Agências financiadoras
Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo
Unidade de Bibliotecas e Leitura
Contrato de Gestão nº 2/2011

7

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                <text>O Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB) integra as bibliotecas públicas municipais e comunitárias vinculadas, existentes no Estado. Hoje, a rede é composta por aproximadamente 900 unidades, incluindo a Biblioteca de São Paulo (BSP) e a Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), oficinas de práticas e experiências do conceito Biblioteca Viva.</text>
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        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/19/1508/Trab14400220420150331_000000.pdf</src>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Resumo expandido

PROPOSTA TEÓRICA DE AVALIAÇÃO DE IMPACTO DE BIBLIOTECA
ESCOLAR OU EDUCATIVA NA APRENDIZAGEM
Autor: Robinson Mascarenhas Almeida, DER Leste 4 da Secretaria de Estado da
Educação de São Paulo, Poloteca Lar Maria e Sininha/SP. E-mail:
estudanterobinsonma@yahoo.com.br
Introdução: O objetivo é propor instrumento de Avaliação de Impacto da
Biblioteca Escolar ou Educativa na aprendizagem do educando, tendo-se como
hipótese a possibilidade de verificação comparativa de conhecimentos anteriores e
posteriores a pesquisa escolar, supondo-se correlação entre rendimentos do aluno
tanto na pesquisa escolar quanto na sua disciplina específica. A proposta se
justifica por avançar na construção de instrumentais em competência e letramento
informacionais com impacto na aprendizagem escolar embasada em teorias e
práticas
pedagógicas
construtivistas,
comunicacionais,
socioculturais,
informacionais e institucionais. Método da pesquisa: Utilizou-se conjunto de
instrumentais
teórico-práticos
pedagógicos,
culturais,
informacionais,
socioculturais e comunicacionais; Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN’s,
Currículo da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e documentos
correlatos; bloco de conteúdo disciplinar do currículo; fichas da Avaliação de
Impacto da Biblioteca Escolar da Rede de Biblioteca Escolar de Portugal - RBE e
habilidades de letramento informacional na Educação Básica, tecnologias de
informação e comunicação, fontes de informação bibliográficas, digitais e
instrumentais de pesquisa escolar e avaliação para aprendizagem, além de
disponibilização do instrumento na internet/web. Resultados: Elaborou-se um
documento com um bloco de conteúdo disciplinar contendo campos de disciplina,
nível de ensino, série/ano, título do tópico de estudo, conceito/definição,
exemplo/exemplar/demonstração, palavra-chave; bloco de habilidades de
disciplinas do currículo e um bloco de habilidades informacionais. Em todos os
blocos há campos de avaliação com nota e percentagem de rendimento na
pesquisa escolar e de disciplina específica em aula. O instrumento em caráter
experimental e como recurso educacional aberto estará disponível na URL
https://preetextos01.wordpress.com e pelo autor. Considerações Finais: Foi
alcançado o objetivo da construção de proposta de instrumento de avaliação para

�rendimento do educando na pesquisa escolar, supondo-se verificação de
consequente impacto no desempenho/rendimento na aprendizagem.
Palavras-chave: Biblioteca escolar. Pesquisa escolar. Avaliação de impacto na
aprendizagem. Recursos Educacionais Abertos (REA).
Referências
ALMEIDA, Robinson Mascarenhas; MUCHERONI, Marcos Luiz. Arquitetura da
informação, design instrucional e desenvolvimento de recursos educacionais
abertos (REA’s): proposta de configuração de uma nova configuração de uma
nova ecologia da informação. Florianópolis, 2013. p. 1701-1716. Anais...
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação,
de 07 a 10 de julho de 2013, Florianópolis, SC. Disponível em:
&lt;http://portal.febab.org.br/anais/article/download/1380/1381&gt;. Acesso em: 29 mar.
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D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática. 5. ed. São Paulo: Ática, 1998.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1994.
GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias. Letramento informacional : pesquisa,
reflexão e aprendizagem. Brasília: Universidade de Brasília, Faculdade de Ciência
da Informação, 2012. 183 p. Disponível em:
&lt;http://leunb.bce.unb.br/bitstream/handle/123456789/22/Letramento_Informacional
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KUHLTHAU, Carol. Como orientar a pesquisa escolar: estratégias para o processo
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PORTUGAL. Ministério da Educação e Ciência. Gabinete da Rede Bibliotecas
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de Ross Todd, Carol C. Kuhlthau e Jannica E. Heinstrom. Lisboa: RBE, 2012.
(Biblioteca RBE, 2). Disponível em: &lt;http://rbe.min-edu.pt/np4/463.html&gt;. Acesso
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ROMISZOWSKI, A. J. Um pequeno “atlas” de “mapas” sobre “mapeamento de
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VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente. São Paulo: Martins
Fontes, 1988.

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                <text>O objetivo é propor instrumento de Avaliação de Impacto da Biblioteca Escolar ou Educativa na aprendizagem do educando, tendo-se como hipótese a possibilidade de verificação comparativa de conhecimentos anteriores e posteriores a pesquisa escolar, supondo-se correlação entre rendimentos do aluno tanto na pesquisa escolar quanto na sua disciplina específica. A proposta se justifica por avançar na construção de instrumentais em competência e letramento informacionais com impacto na aprendizagem escolar embasada em teorias e práticas pedagógicas construtivistas, comunicacionais, socioculturais, informacionais e institucionais.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica
A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO E A COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA: UMA
ANALISE DE SUAS INTER-RELAÇÕES
Autoras:
Carolina Akemi Kano. Fiocruz. E-mail: carolina.akemi.k@gmail.com
Taís Silva. Sistema Firjan. E-mail: Tesilva@firjan.org.br
Thalita Oliveira da Silva Gama. Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro. E-mail: thalita.gama@unirio.br
Introdução:
A sociedade da informação traz mudanças para todos os setores da sociedade,
os profissionais de todas as áreas necessitam de atualização e capacitação para
incorporar positivamente a sua rotina essas mudanças. A mudança de foco da
organização do acervo para o atendimento das necessidades do usuário
ultrapassou as paredes da biblioteca exigindo do bibliotecário o desenvolvimento
de estratégias para manter-se no mercado de trabalho. O presente trabalho
expõe e discute o resultado de uma pesquisa realizada com bibliotecários
através de um formulário com questões pertinentes a carreira acadêmica,
frequência de interesse e motivação nessa área. Mostra um panorama real e
amplo sobre as perspectivas e desafios enfrentados pelos bibliotecários na área
cientifica. Tem como hipótese inicial o porquê da classe bibliotecária escrever
tão pouco, seria um reflexo da educação e (falta) de incentivo que temos durante
a graduação? Justifica-se por ser um tema importante e essencial para o
fortalecimento da profissão. Analisar nossas falhas e apontar melhorias é o
primeiro passo para conseguirmos superar nossas deficiências e tornarmos a
carreira acadêmica e a comunicação cientifica em eventos cada vez mais
comuns entre nossos pares. O embasamento teórico é um paralelo com outros
trabalhos similares.
Método da pesquisa:
Optou-se pela elaboração de um formulário pelo google docs, divulgado entre as
redes sociais e listas de discussões. O único pré-requisito exigido para participar
da pesquisa era ser bibliotecário formado. Foram recolhidas 130 respostas ao
todo. As respostas foram organizadas e analisada.
Resultados e Discussão:
Na presente pesquisa não houve a preocupação em determinar a sexualidade e
idade do bibliotecário, mas sim em identificar a motivação e o interesse na área
acadêmica e na comunicação científica.
Partindo do pensamento de Souza (2001):

�Por falta de uma visão clara que articule à profissão os múltiplos papéis que o
bibliotecário pode exercer na sociedade, o discurso da Escola visa formar um
bibliotecário, na maioria das vezes, para uma biblioteca universal abstrata. Isso
faz com que, tanto o aluno quanto o egresso fiquem perdidos em relação a que
discurso identitário defender e com qual imagem se apresentar.

Conseguimos perceber as dificuldades inerentes a qualificação que recebemos
como profissionais e mais ainda de como ultrapassar essa barreira no ensino.
Analisando as respostas vindas dos questionários podemos estabelecer
algumas considerações:










As respostas foram equilibradas tanto os formados recentemente quantos
os com mais de 10 anos de carreira se interessaram em participar da
pesquisa.
A maioria não participou de um evento acadêmico no último ano. Em
contrapartida a segunda questão mais sinalizada foram entre 2 e 4
eventos mostrando que quem se interessa pela área de comunicação
científica normalmente busca uma participação mais efetiva.
A grande maioria diz que se interessou no pós-formatura a escrever
artigos acadêmicos. Como segunda opção tivemos o não interesse e na
terceira o desejo existiu mas encontrou dificuldade de efetivação.
Pouca motivação durante a universidade foi um ponto alto de afirmações.
Quando perguntados sobre o que traria mais motivação os resultados
mais votados foram: Tempo livre e incentivo financeiro.
E sobre os que já escreveram algo temos como os principais motivos:
divulgar uma pesquisa já feita e pela inserção em um programa de
Especialização/Mestrado/Doutorado.

Considerações Finais ou Conclusões:
A valorização dos profissionais da informação entre eles o bibliotecário, enfrenta
muitos problemas na sua formação profissional, os currículos estão defasados
em relação às exigências do mercado. O perfil ideal almejado pela Sociedade da
Informação depende da forma como cada profissional atua no mercado de
trabalho. É necessário, acima de tudo, uma formação político-crítica e criativa
que responda às necessidades e aos anseios da maioria da sociedade, aquela
que não alcançou os índices mínimos de qualidade digna de vida.
Neste estudo os questionamentos realizados, permitem vislumbrar a falta de
perspectiva acadêmica para uma grande parcela dos formados em
biblioteconomia. Apesar da existência de eventos e especializações falta um
maior incentivo por parte dos profissionais para seguir esse caminho. Pode-se
dizer que a pesquisa realizada possibilitou identificar as necessidades básicas
de um profissional bibliotecário atuante, bem como conhecer as deficiências
existentes nos sistemas utilizados. Foi possível também identificar a demanda
por profissional da informação mais atuantes na área acadêmica, bem como
conhecer os critérios que deverão ser considerados no eventual
desenvolvimento de um curso de atualização para este profissional visando a
atuação. Além disso percebe-se através das respostas e sugestões oferecidas

�que existe uma carência de investimento financeiro na renovação dos recursos
materiais (ambiente de estudo, hardware, etc.) e no auxílio aos estudantes
(bolsas de iniciação científica ou de aprendizagem de prática acadêmicoprofissional no campo, por exemplo) para que se dediquem, fortemente, no
estudo de uma biblioteconomia capaz de produzir transformação social. Além de
um estímulo a longo prazo pós-formatura para que esse potencial bibliotecáriopesquisador se mantenha ativo e pensante.
Palavras-chave: Comunicação científica. Formação do bibliotecário. Produção
acadêmica. Pesquisa.
Referências:
ANDRADE, Thiago Fernandes. Formação do bibliotecário escolar: estudo de
caso sobre o curso de biblioteconomia e ciência da informação da UFSCAR.
Biblioteca escolar em revista, v. 2, n. 1, 2013.Disponível em:&lt;
http://revistas.ffclrp.usp.br/BEREV/article/view/260&gt; Acesso em: 23 mar.2015
CAMPELO, Bernardete. Competência informacional e formação do bibliotecário.
Perspect. ciênc. inf., Belo Horizonte, v.10 n.2, p. 178-193,jul./dez.
2005.Disponível
em:&lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/2/150&gt;.
Acesso em: 15. mar. 2015
MORENA, Edinei Antônio et al. A formação continuada dos profissionais
bibliotecários: análise do conteúdo dos sites das entidades de classe. Revista
ABC.
V.12.n.1,
2007.
Disponível
em:&lt;
http://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/494/637&gt;. Acesso em: 23.mar.2015
SOUZA, Francisco das Chagas de. A escola de Biblioteconomia e a ancoragem
da profissão de bibliotecário. Revista Informação &amp; Sociedade: Estudos, v. 11,
n.
2,
2001.
Disponível
em:
&lt;http://www.informacaoesociedade.ufpb.br/issuev.11n.201.html&gt; Acesso em:
22. mar. 2015

�Apêndice 1 - Tabelas e Respostas do formulário aplicado na pesquisa

��1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
14.
15.
16.

Opções apontadas:
Dar Continuidade a pesquisa de graduação
Menos burocracia nos padrões das revistas
Profissionalização da ciência
Ajuda de outros colegas
Estar atuando na área acadêmica
Mais incentivo das instituições de ensino, como cursos
A própria academia
Participar de congressos
Desejo de ser pesquisador
Aumento da visibilidade do bibliotecário
Menos vaidade e orgulho entre pesquisadores e docentes
Aumento do conhecimento
Desenvolvimento profissional
Maior conhecimento e salário maior
Pesquisa ser mais estruturada
Produzir para ajudar os colegas da área

�Pergunta 7 – O que você colocaria como sugestão a uma maior inclusão e
motivação dos bibliotecários para a área acadêmica?
1.
Incentivo desde a graduação para escrever artigos
2.
Aumentar o nível de exigência nos eventos profissionais. SNBU e CBBD
tem muita coisa boa que fica escondida no meio de muitos outros trabalhos
duvidosos/mal escritos/sem propósito.
3.
Maior incentivo durante a graduação; força de vontade
4.
Dinheiro
5.
Publicações focadas em experiências práticas
6.
Professores mais capacitados e dispostos a dividir o conhecimento.
7.
Incentivo financeiro, projetos interdisciplinares relacionados a outras áreas,
maior reconhecimento aos alunos que optam por atividades no meio acadêmico
dentro do próprio curso.
8.
Incentivá-los já na graduação, no começo do curso, com disciplinas
voltadas para o periódico científico, comunicação científica e redação,
editoração, normalização e áreas afins. Não são todos os alunos que tem a
oportunidade de fazer iniciação científica, por exemplo.
9.
Acho que os professores deveriam incentivar mais. Porém, eles
desempenham muitas atividades e às vezes falta tempo para o professor
incentivar, motivar e orientar os alunos.
10. Educação científica de fato e de verdade

�11. Incentivo durante a graduação para escrever relatos de experiência, e não
apenas publicações de TCC e grupos de pesquisa.
12. Acredito que as cobranças, como a exigência de produção de um número
mínimo de artigos por ano, contribui para a desmotivação dos profissionais a
seguirem a carreira acadêmica.
13. Nos cursos de Biblioteconomia o currículo deveria ser mais voltado para
pesquisa.
14. Reflexão sobre a atuação do bibliotecário e da biblioteca
15. Sugiro mais eventos para profissionais e cursos de formação continuada.
16. O incentivo em que ser plantado na faculdade e depois ele só vai aumentar.
17. Maior apoio e incentivo na faculdade e instituições que trabalhamos..
18. Motivação dos professores em ensinar, em dar uma boa aula, em transmitir
o conhecimento
19. Estudo e oportunidade
20. Regulamentação de Pesquisador como profissão formal.
21. Escrever em conjunto com outros colegas é bem menos cansativo, porém,
os bibliotecários precisam sair desse comodismo eterno que parece ser o mau
da profissão. Já convidei alguns amigos para escreverem artigos comigo e
muitos não quiseram por preguiça.
22. A visibilidade da profissão passa pela capacidade de produção acadêmica.
Então, é importante pesquisar, escrever e apresentar trabalhos em eventos.
23. Eventos mais baratos.
24. Formar bons bibliotecários depende dos próprios bibliotecários; somos
responsáveis pelos novos trabalhadores que estão se formando. nós precisamos
ajudá-los e incentivá-los a continuar a busca pelo conhecimento.
25. Mais motivação durante a graduação por parte dos professores, de modo a
aproximar os alunos das particularidades acadêmicas, como trabalhos segundo
normas da ABNT, apresentações, rodas de conversas, valorização do tcc, e do
próprio currículo, que muitas vezes prioriza mais a formação técnica.
26. Penso que nossa área apresenta dificuldades em consolidar-se como
campo acadêmico dinâmico, e são as novas gerações que podem renovar e
ampliar esse campo do conhecimento.
27. Incentivo dos professores e estimulo do curso para os alunos produzirem
28. No meu caso, não fui estimulada na faculdade a participar de congressos e
escrever artigos.Depoia de um tempo de formada percebi que precisava
escrever para meu melhor desempenho na área
29. Haver mais Concursos
30. Fazer pibic na graduação e participar de grupos de pesquisa
31.
Uma maior pesquisa crítica acerca das atuações na prática e suas
colaborações num estudo preditivo
32.
Uma maior pesquisa crítica acerca das atuações na prática e suas
colaborações num estudo preditivo
33. Maior incentivo durante a graduação
34. Mais vagas na área da pesquisa e mais aceitação nos artigos enviados para
as revistas favorecendo a aprovação nas seleções de mestrado e/ou doutorado.
35. Valorização da profissão
36. Q tenham vontade de produzir para contribuir e não para apenas competir
e ter currículo maior/ melhor
37. liberdade de metodologia
38. Construção de artigos

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                <text>A sociedade da informação traz mudanças para todos os setores da sociedade, os profissionais de todas as áreas necessitam de atualização e capacitação para incorporar positivamente a sua rotina essas mudanças. A mudança de foco da organização do acervo para o atendimento das necessidades do usuário ultrapassou as paredes da biblioteca exigindo do bibliotecário o desenvolvimento de estratégias para manter-se no mercado de trabalho.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
21 a 24 de julho de 2015
Fornecedores e livros digitais para bibliotecas
Auto(a): Jorge Luiz Cativo Alauzo. Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
jorge.cativo@inpa.gov.br.
Autor(a): Danielle de Lima
danyellylima2007@gmail.com

Silva.

Universidade

Federal

do

Piaui.

Introdução:
A necessidade de inclusão do livro digital e a implementação e uso de novas
tecnologias vem afetando as relações entre a comercialização, aquisição e oferta
de conteúdos informacionais em bibliotecas, instituindo novos modelos de negócios
e papeis a fornecedores e agentes: editores, distribuidores, agregadores de
conteúdo e lojas virtuais.
Esses modelos de negócios, se considerado o ciclo da produção editorial,
envolvem algumas questões sobre custos implicados consoante a modalidades de
aquisições distintas, controles de acesso, permissões e proteções de direitos
autorais, exigindo a participação de um profissionais na negociação, ciente de seu
papel e de sua responsabilidade em relação a recursos humanos e tecnológicos
disponíveis e carências e necessidades do público atendido.
Para tal, é necessário que os agentes e as novas formas de comercialização
vigentes do mercado editorial sejam de conhecimento desse profissional,
garantindo a inclusão de publicações digitais nas bibliotecas. Tal competência,
facilita na negociação e escolha da adequada modalidade que venha atender sua
realidade em detrimento de interesses comerciais dos diversos fornecedores
existentes. E priorizando as reais necessidades da biblioteca e das demandas de
seus usuários.
Este resumo pretende discutir os diferentes papeis de alguns fornecedores
de livros digitais para bibliotecas. Objetiva alertar sobre a importância das
bibliotecas nesse cenário de mudanças em que a imaterialidade dos conteúdos
também são instrumentos de registro, controle, guarda e disseminação em
instituições criadas para este fim.
Método da pesquisa:
Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de caráter exploratório e descritivo
com o intuito de apresentar algumas reflexões acerca dos agentes do processo de
comercialização de publicações digitais e seus papeis no contexto das bibliotecas.

�Resultados e Discussão:
Tanto as bibliotecas quanto o setor editorial respectivamente, enfrentam
novos desafios com a oportunidade de oferta e comercialização de publicações
digitais por meio de suas coleções. Surgem novos atores de fornecimento de
publicações eletrônicas como agentes responsáveis pela comercialização de
publicações digitais a bibliotecas.
Santaella (2013) compara que “[...] nas publicações digitais, em vez de serem
enviados para uma gráfica, eles passam pelas mãos de programadores e outros
profissionais que vão inseri-lo de hiperlinks e multimídias [...]” sendo posteriormente
comercializados ou disponibilizados em fornecedores.
Ademais, surgem algumas questões pertinentes de ao ciclo informacional
que relacionam fornecedores, profissionais e a própria biblioteca: a formação das
coleções; as modalidades de aquisição; a criação e manutenção de plataformas de
gerenciamento; a importação e migração de metadados - poupando tempo e
esforços da equipe de colaboradores da biblioteca - a integração dos catálogos
online; os empréstimos digitais e os métodos de acesso simultâneos ou não pelos
usuários.
Este são alguns dos fatores diretamente ligados aos custos estabelecidos
em diferentes modelos de negócios propostos pelos fornecedores de publicações
digitais. Frisa-se que “[...] alguns editores ainda insistem em pensar que o seu
negócio é o livro e, na verdade, o negócio do editor dos novos tempos é o conteúdo.”
(PROCÓPIO, 2010, p. 69).
Nesse cenário, em que o conteúdo ganha o âmbito digital, cabe esclarecer
algumas características dos principais fornecedores de publicações digitais. Sobre
isso, Serra (2014, p. 42) descreve que:
Existem diversos tipos de fornecedores de livros digitais e, conforme o
modelo de negócio utilizado, as possibilidades de comercialização são
variadas, assim como os serviços que oferecem. Basicamente, existem
cinco tipos de fornecedores: os editores, os agregadores de conteúdo, os
distribuidores, as lojas virtuais (varejo) e os próprios autores.

Apresentam-se a seguir, alguns dos aspectos de três desses fornecedores:
a) Os editores são empresas profissionais que além de editarem livros digitais,
fornecem publicações periódicos a bibliotecas, possuem plataformas proprietárias
amigáveis, dispensam intermediários na negociação com a biblioteca e por isso o
custo e o tempo para aquisição são menores. Limitam-se porém, apenas a suas
publicações e algumas preferem não formalizar contratos diretamente com as
bibliotecas. Além disso, não é vantajoso financeiramente pra as bibliotecas, obterem
publicações de várias editoras.

�b) Agregadores de conteúdo possuem plataformas únicas e próprias, disponibilizam
obras individuais ou coleções de diferentes editoras, com variados custos a partir
de diferentes modelos de negócios, dependendo do agregador. Eventualmente
disponibilizam metadados – o que pode poupar tempo e esforço da equipe da
biblioteca – permitindo a inclusão e disponibilidade no catálogo online da própria
biblioteca. No entanto, limitam-se apenas à oferta de obras licenciadas,
c) Os distribuidores vendem livros de editoras, auxiliando no processo de vendas,
sendo diferenciados dos agregadores por não possuem plataformas proprietárias,
permitindo uma negociação flexível, formalizando contrato único, ofertando
publicações de diferentes editoras e sendo intermediários entre editoras,.
Considerações Finais:
A inclusão de livros digitais em acervos das bibliotecas brasileiras é um
desafio que ainda carece de algumas discussões e reflexões envolvendo o mercado
editorial e suas nuances, ainda que o modelo de negócio vantajoso a ser definido,
dependa de diversos fatores.
Embora diversos países da Europa tenham consolidado um cenário
diferente, no Brasil, seja pela baixa diversidade de títulos em português ou pela
percepção e importância da biblioteca como agente e ator desse papel de guarda e
memória da produção humana, independente de suporte ou formato, os livros
digitais não fazem parte do acervo de muitas bibliotecas.
É necessária a discussão sobre o papel das bibliotecas no atual cenário de
transformação e inclusão de novos conteúdos nascidos e produzidos em meio
digital, conhecendo aspectos e peculiaridades dos modelos de negócios impostos
por distribuidores, editores, agregadores de conteúdos e lojas virtuais,
principalmente se considerado o papel e a importância da atuação profissional
nesse contexto de mudanças.
Por fim, cumpre dizer que “[...] o livro como conhecemos não acabou. O livro
apenas está evoluindo, como é de se esperar, para os novos suportes ou
plataformas tecnológicas”. (PROCÓPIO, 2010, p. 22)

Palavras-chave: Modelos de negócio. Livro digital. Fornecedores.
Referências:
PROCÓPIO, Ednei. O livro na era digital: o mercado editorial e as mídias digitais.
São Paulo: Giz, 2010.
SANTAELLA, Lucia. Comunicação Ubíqua: repercussões na cultura e na
educação. São Paulo: Paulus, 2013.
SERRA, Liliana Giusti. Livro digital e bibliotecas. Rio de Janeiro: FGV, 2014.
188p.

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XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

TERMOS GÊNERO/FORMA: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DA ECA/USP

Autor: Sarah Lorenzon Ferreira. Escola de Comunicações e Artes/USP.
sarahloren@usp.br

Introdução: Pretende-se destacar a importância dos termos de gênero / forma
para a indexação de documentos de uma forma geral, utilizando o campo 655 do
formato MARC, a partir da experiência das bibliotecárias da Biblioteca da Escola
de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) adquirida
com a indexação de documentos audiovisuais.
Relato da experiência: Desde os anos 70 algumas bibliotecas vêm utilizando os
termos gênero/forma, para a indexação de coleções de livros antigos ou raros,
materiais gráficos, audiovisuais, etc. Mas, seu uso não foi expandido fora deste
âmbito. E, percebe-se que muitas dessas bibliotecas indexam seus registros
bibliográficos com assuntos que deveriam ser, na verdade, gênero/forma.
Os termos gênero/forma se referem, no caso de documentos textuais, às suas
classes em função do estilo ou modo de expressão de seu conteúdo, como
biografias, ensaios, hinos, etc. Os termos de forma servem para designar tipos de
documentos em função de suas características físicas, seu conteúdo intelectual ou
o tipo de informação que reúnem, como por exemplo, publicações periódicas,
anuários, diretórios, etc. No caso dos documentos gráficos, estes termos se
referem a diferentes tipos de materiais em função de sua finalidade,
características do autor ou método de representação.
Segundo García Rodriguez (2013), os termos gênero/forma servem para
descrever como uma publicação/obra é, e não seu conteúdo temático. O gênero
se refere a categorias de obras que se caracterizam por terem argumentos, temas,
cenários, situações ou características similares, enquanto que a forma se define
como uma característica de obras com um formato ou propósito concreto. Pode-se
dizer então, utilizando os conceitos do Resource Description and Access (RDA)
que os termos gênero/forma têm como objetivo descrever a expressão da obra,

�não sua manifestação. Ou seja, os cabeçalhos se referem à expressão intelectual
ou artística da obra, não ao seu suporte.
A representação dos materiais audiovisuais da Biblioteca da ECA sempre teve
como foco o público a que se destina: estudantes de cinema, música, artes
visuais, etc. Para as obras musicais “assunto” é um conceito problemático, pois,
geralmente música não tem assunto, e sim, forma, gênero e instrumentação.
Svenonius (1994, p.604) a partir da análise do processo de indexação por assunto
de documentos visuais e musicais, sustenta que a acepção de assunto em música
não é a mesma que habitualmente se usa em documentos textuais. Assim, para o
tratamento e recuperação de partituras, a forma musical e o meio de expressão
(instrumentos) são fundamentais.
Com relação à recuperação de informações, no caso da indexação de filmes, com
a utilização dos termos gênero/forma os usuários encontram muito mais facilmente
uma lista de filmes de um determinado gênero.
A Biblioteca da ECA já tem como prática indexar seus materiais utilizando termos
gênero/forma, e como resultado percebe-se que a utilização desses termos na
indexação permite aos usuários encontrar todo tipo de obra em uma única busca,
não sendo necessário que exista correspondência entre os cabeçalhos de assunto
e um dos termos gênero/forma, ou vice-versa.
Considerações Finais ou Conclusões: Desde 1980 a Library of Congress
Subject Headings (LCSH) vêm desenvolvendo termos gênero/forma. Inicialmente
criaram tesauros para materiais gráficos, programas de rádio, e imagem em
movimento (Moving Image and Radio Program Genre/Form). Diferentemente do
que se imagina, a utilização dos termos gênero/forma já era prevista pela LCSH
desde 1995. Inicialmente aprovaram a utilização da forma como subdivisão dos
assuntos tópicos (subcampo v, do campo 650 do formato MARC). Mas, ainda na
década de 90, muitos bibliotecários (de instituições internacionais principalmente)
perceberam as limitações das subdivisões de forma e a necessidade de termos
gênero/forma. Assim, solicitaram à Library of Congress (LC) que desenvolvessem
os tais termos. Em 1997, o campo 655 foi criado no formato MARC, e em 2007 a
LC implementou a utilização do campo 655 em seus registros. Desde então, mais
5 tesauros foram desenvolvidos: Direito (Genre/Form Terms for Law Materials),
Música (Genre/Form Terms for Musical Works), Literatura (Genre/Form Terms for
Literary Works), Materiais cartográficos (Genre/Form Headings for Cartographic
Materials) e Religião. 1 Em junho de 2010, a LC anunciou a separação formal dos
termos gênero / forma que até então estavam embutidos na LCSH, para um novo
1

As listas aprovadas podem ser consultadas em:
http://www.loc.gov/catdir/cpso/genreformgeneral.html.

�tesauro independente chamado Library of Congress Genre/Form Terms for Library
and Archival Materials (LCGFT) lançado agora em 2015.
Assim, diante do cenário internacional apresentado de forma breve,
percebe-se que para a Biblioteca da ECA a indexação utilizando termos gênero /
forma já faz parte de sua metodologia há muito tempo, desde o início da
organização de seu acervo de partituras na década de 70.

Palavras-chave: Termos gênero/forma. Tesauros. Indexação

Referências
SVENONIUS, Elaine. Access to non-book material: the limits of subject indexing
for visual and aural languages. Journal of the American Society for Information
Science, v.45, n.8, 1994, p.600-606.
García Rodríguez, Marta. Aprendamos: qué son los términos de género/forma?
03.10.2013. Disponível em: http://www.auxiliardebiblioteca.com/index.php/2-sinespecificar/4248-aprendamos-que-son-los-terminos-de-genero-forma. Acesso em:
31 mar. 2015.
JIMÉNEZ HUERTA, Pascual. La investigación en vocabulários controlados:
normalizando autoridades de matéria y género/forma em la BNE. 2010.

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21 a 24 de julho de 2015
Bibliotecas na era do livro digital: reflexões e discussões
Auto(a): Jorge Luiz Cativo Alauzo. Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
jorge.cativo@inpa.gov.br.
Autor(a): Danielle de Lima
danyellylima2007@gmail.com

Silva.

Universidade

Federal

do

Piauí.

Introdução
A presença de livros digitais em bibliotecas vem exigindo que se
redimensionem os processos técnicos nelas envolvidos, sendo necessárias
discussões sobre o tratamento, gestão, acesso e uso de novos conteúdos digitais
em suportes e formatos diversos, com ênfase no atendimento de novas demandas
de usuários não presenciais.
Com base nesse cenário, profissionais precisam rever suas práticas e sua
atuação, considerando que as bibliotecas vivem um período de transição entre o
tradicional e o digital e a imaterialidade dos conteúdos passa pela chamada
convergência de suportes.
Por outro lado, as bibliotecas precisam analisar sua missão e objetivos,
adequando seu papel social e educativo reafirmando sua identidade de espaço
convidativo e ainda responsável pela reunião, guarda e memória da produção
humana ao longo dos tempos.
A pesquisa pretende discutir sobre algumas mudanças nas práticas
profissionais relativas a processos técnicos existentes nas bibliotecas a partir da
inclusão de livros digitais e das novas demandas de gerações de usuários.
Método da pesquisa
Quantos aos fins a pesquisa está definida como exploratória e descritiva, na
qual se trata de temática pouco investigada, em que se recorre a levantamentos na
literatura acerca do que se publicou em relação ao tema.
Quantos aos meios, trata-se de pesquisa bibliográfica que recorreu à luz da
literatura impressa e eletrônica para investigar e apresentar algumas reflexões
sobre as práticas biblioteconômicas, num cenário de imaterialidade e conteúdo em
meio digital. Fonseca (2002, p. 32) aponta que a pesquisa bibliográfica “[...] é feita
a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por
meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de websites”.

�Resultados e Discussão
As bibliotecas são instituições responsáveis pela reunião, registro e
processamento, guarda e disseminação da produção humana, tendo sido
constituídas com missão, objetivos e diretrizes ligadas à função social de atender
necessidades informacionais de um público alvo. Isto posto, é importante
compreender que seu papel vem sendo modificado a partir do cenário tecnológico
e das novas formas de criação, acesso e uso a partir da incorporação de livros
digitais.
Algumas dessas mudanças são relativas a práticas e processos técnicos - a
indexação social onde usuários passam a ter mesmo grau de importância na
atribuição de tags que representem os assuntos, dos novos modelos descritivos
como FRAD e FRBR, das ontologias e do compartilhamento de metadados, sendo
“[...] cada vez mais, profissionais da informação que atuam em diferentes áreas do
conhecimento chamados a se posicionar em relação a esses meios eletrônicos,
decidindo pela sua incorporação ao acervo”. (VERGUEIRO, 2010, p.43)
Avaliando mudanças associadas aos processos técnicos e o papel das
bibliotecas
[...] não basta alterar a representação descritiva, é necessário alterarmos
a forma como ocorre a atuação profissional, priorizando o serviço prestado
e a atividade desempenhada, utilizando as disciplinas técnicas como meio
e não como atividade-fim da profissão, tornando o espaço da biblioteca um
local convidativo de conhecimento, crescimento e troca. (SERRA, 2014,
p.16)

Essa visão originou um quadro reflexivo acerca das atuais práticas de
tratamento técnico que agora priorizam não apenas os suportes, mas seu conteúdo.
Indexação social, novos padrões descritivos com foco no usuário e um universo de
ontologias e metadados vêm estabelecendo novos padrões de categorização e
compartilhamento de dados.
Breitman (2010, p.43) afirma que nas ontologias, os conceitos são
categorizados em classes baseadas em características e propriedades que elas tem
em comum e “[...] não refletem a maneira com que os seres humanos pensam nem
classificam” criando uma nova maneira de organização do conhecimento que
possibilite a automação e a troca de informações.
Esse cenário, impõe uma atuação profissional atrelada a inúmeras reflexões
sobre as práticas biblioteconômicas envolvidas não só nas atividades técnicas da
biblioteca mas afetam a gestão, a visão sobre o uso de novos conteúdos a serem
incorporados e o comportamento e consumo informacional de novas demandas de
usuários.

�Considerações Finais
O gerenciamento de atividades e dos processos técnicos envolvidos no
âmbito das bibliotecas a partir da inclusão de livros digitais e conteúdos em meio
digital vem exigindo uma discussão sobre as atuais práticas tecnicistas voltadas ao
suporte de materiais impressos e não ao seu conteúdo.
Não se trata de criar um paradigma da a existência ou não de materiais
impressos nas bibliotecas, ou a permanência das bibliotecas em espaços físicos,
mas da percepção de que novas práticas vem sendo instauradas nesses espaços
com o auxílio da tecnologia, focando na nova demanda de consumo informacional
de usuários e dos próprios conteúdos em meio digital.
Por sua vez, os usuários não presenciais estão deixando compreender a
identidade e o verdadeiro papel das bibliotecas e dos profissionais nelas atuantes,
em detrimento de uma autonomia que os conduz à instantaneidade de buscadores
que aparentemente são significativos no atendimento de suas demandas.
Nesse patamar, novas coleções vem sendo formadas nos espaços
informacionais e diversas questões sobre hardware, software e conteúdo que
ultrapassam as atuais políticas e diretrizes estabelecidas nas bibliotecas deverão
ser do conhecimento de agentes que fazem parte desse processo.
Por fim, a criação e produção diretamente em meio digital e os novos
modelos descritivos e relacionais com foco no usuário, a indexação social, a
manipulação de metadados e a criação de catálogos online, culminam com novas
demandas e hábitos de consumo de uma informação em tempo real.
Palavras-chave: Livro digital. Bibliotecas. Conteúdos digitais. Processos técnicos.

Referências
BREITMAN, Karin Koogan. Web Semântica: a Internet do Futuro. Rio de Janeiro:
LTC, 2010.
FONSECA, João José Saraiva da. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza:
UEC, 2002.
SERRA, Liliana Giusti. Livro digital e bibliotecas. Rio de Janeiro: FGV, 2014.
188p.
VERGUEIRO, Waldomiro. Seleção de materiais de informação: princípios e
técnicas. 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos, 2010.

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                <text>A presença de livros digitais em bibliotecas vem exigindo que se redimensionem os processos técnicos nelas envolvidos, sendo necessárias discussões sobre o tratamento, gestão, acesso e uso de novos conteúdos digitais em suportes e formatos diversos, com ênfase no atendimento de novas demandas de usuários não presenciais.</text>
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22 a 24 de julho de 2015

Resumo expandido de relato de experiência

Biblioteca universitária na Web 2.0

Dempsey de Lima Bragante
Universidade Federal Fluminense
dempseybragante@yahoo.com.br

Alberto Calil Elias Junior
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
caliljr@unirio.br

�1 INTRODUÇÃO
O uso das novas tecnologias de comunicação vem crescendo no campo das
bibliotecas, principalmente das universitárias, mas é necessário um planejamento para
criar ou gerenciar uma mídia social.
A utilização da Web 2.0 nas bibliotecas universitárias, como serviço para
referência on-line se torna essencial. O bibliotecário deve se preocupar e buscar quais
são as redes que o seu usuário está utilizando. Como afirma Blattmann (2007, p. 192)
“em ambientes das bibliotecas, os bibliotecários precisam acompanhar a evolução
tecnológica do trabalho interativo realizado em redes de computadores”.

2 RELATO DE EXPERIÊNCIA
O estudo desse relato retrata a experiência da Biblioteca da Faculdade de
Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), que possui uma preocupação na
gestão das suas redes sociais. A biblioteca investe em sua fanpage no Facebook. Foi
realizado um levantamento com os alunos e foi verificado uma maior utilização dessa
rede. A partir desse ponto surge a proposta do investimento prioritário nesta mídia
social, também como mais um serviço de referência.
No primeiro semestre do ano de 2013, após uma sequência de estudos e
planejamento foi criada em 24 de maio de 2013 a página da Biblioteca da Faculdade
de Direito no Facebook, para ser instrumento de troca e comunicação com os todos os
discentes - graduandos, mestrandos e doutorandos. A página é atualizada diariamente
com informações sobre a universidade, sobre a Faculdade de Direito, sobre o campo
acadêmico e jurídico, e como instrumento de atendimento do serviço de referência online. Diversos serviços são realizados através dela, como respostas de dúvidas, auxílio
na padronização dos trabalhos acadêmicos, envio de ficha catalográfica e também no
desenvolvimento da competência informacional do aluno.
As atividades que acontecem na página são estruturadas dentro de uma rotina,
existe uma preocupação com as informações que são compartilhadas, visando sempre
o crescimento acadêmico do aluno, o foco principal sempre no usuário.

�O diferencial desse serviço é que a biblioteca programa suas publicações, ou
seja, utiliza a ferramenta programar do Facebook, assim não existe nenhum dia que
aluno fica sem uma nova postagem ou a página sem atualização. A cada semana o
bibliotecário responsável pela referência busca notícias e informações acadêmicas
para planejar as postagens daqueles próximos dias.
A partir do início de 2015 a biblioteca incrementou sua página da rede social online, criando abas com o catálogo on-line do acervo da universidade, o site para realizar
a renovação dos livros e próprio site institucional, que é atualizado com os informes da
biblioteca. Agora o discente não precisa preocupar-se em gravar endereços eletrônicos,
ele consegue acessar tudo facilmente através da página do Facebook da própria
biblioteca.
Esse trabalho de utilização das ferramentas da Web 2.0 nas bibliotecas
universitárias constitui também objeto de estudo de um dos autores do Mestrado
Profissional em Biblioteconomia do Programa de Pós-Graduação em Biblioteconomia
(PPGB) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diversas bibliotecas universitárias utilizam esses instrumentos da Web 2.0, como
é o caso da Biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense
(UFF), que utilização a página institucional no Facebook oferecendo diversos serviços
e auxiliando na troca com o usuário, tornando a biblioteca mais atrativo a ele.
Mas é necessária uma preocupação por parte do bibliotecário na gestão e no
compartilhamento das informações. A Web 2.0 vem corroborar com a missão da
biblioteca em agilizar o atendimento e a troca de informações com seus usuários, numa
atividade colaborativa. O bibliotecário administra a página institucional da biblioteca no
Facebook deve sempre elaborar novas atividades para a incentivar a participação e o
desenvolvimento das habilidades informacionais dos graduandos.
REFERÊNCIAS
BLATTMANN, Ursula; SILVA, Fabiano Couto Corrêa da. Colaboração e interação na
Web 2.0 e biblioteca 2.0. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina,
Florianópolis, v.12, p.192-215, jul./dez. 2007.

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                <text>O uso das novas tecnologias de comunicação vem crescendo no campo das bibliotecas, principalmente das universitárias, mas é necessário um planejamento para criar ou gerenciar uma mídia social. A utilização da Web 2.0 nas bibliotecas universitárias, como serviço para referência on-line se torna essencial. O bibliotecário deve se preocupar e buscar quais são as redes que o seu usuário está utilizando. Como afirma Blattmann (2007, p. 192) “em ambientes das bibliotecas, os bibliotecários precisam acompanhar a evolução tecnológica do trabalho interativo realizado em redes de computadores”.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
PERFIL DO ESTUDANTE DE MESTRADO PROFISSIONAL NA ÁREA DA
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Diego Monsani
Mestrando do PPGInfo/UDESC
diego@ifc-sombrio.edu.br
1 INTRODUÇÃO
Diante das discussões permeadas na área da Ciência da Informação, que
segundo Saracevic (1996) se configura como uma área de estudo interdisciplinar,
onde o profissional da informação herdou muitas das práticas da biblioteconomia e
possui uma relação de interdisciplinaridade com a computação, a ciência cognitiva e
a Comunicação. O seguinte trabalho teve como objetivo averiguar qual o perfil do
estudante que procura pelo mestrado profissional na área de Ciência da informação.
Este recorte em programas de mestrado profissional se torna interessante
pela proposta diferenciada que um mestrado profissional oferece, uma vez que ele
busca sanar problemas do mercado de trabalho e propor inovações e avanços para
a área. Tendo isto em mente, espera-se que o estudante que procura o programa já
esteja atuando na área e apresente um perfil profissional passível de ser traçado e
comparado com os apontamentos de Saracevic.
2 METODOLOGIA
O presente trabalho se configura com um viés exploratório. Para

realização

do levantamentos dos dados foi observado no portal da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) quais os cursos de
mestrado profissional que estão disponíveis na área da Ciência da Informação.
Após identificados os programas de strictu sensu, foram examinados os
currículos lattes dos alunos matriculados nos referidos programas em busca das
seguintes variáveis: sexo, formação acadêmia, atuação profissional atual e qual
regime de trabalho atende. A população foi composta por 85 sujeitos.

�3 APRESENTAÇÃO DOS DADOS
Dentro da área da Ciência da Informação foram encontrados três programas
de mestrados profissionais. Após o levantamento dos cursos, foi possível notar uma
distinção na orientação das linhas pesquisas, com cada programa orientando para
determinadas sub-áreas, tendo em comum apenas a preocupação com a gestão
informacional.
No quesito formação acadêmica a população não se mostrou muito
diversificada, sendo que, 57 dos sujeitos são formados por escolas de
Biblioteconomia e 23 sujeitos por escolas de Arquivologia, apenas 4 sujeitos
possuem formação fora da área da Ciência da Informação. Com uma população de
95% dos sujeitos formados nos cursos tradicionais de Biblioteconomia e Arquivologia
não foi possível constatar a interdisciplinaridade apontada por Saracevic nos alunos
de mestrado profissional da área de Ciência da Informação.
Esse dado demonstra que a Ciência da Informação ainda é realizada
majoritariamente por bibliotecários e arquivistas, ocorreram apenas quatro ocasiões
de alunos serem de áreas fora da Ciência da Informação, uma aluna formada em
História, mas atuando profissionalmente dentro de um centro arquivístico, dois
alunos formados em administração e uma aluna formada em Comunicação Social.
Como uma das propostas dos programas de mestrado profissionais é
desenvolver respostas para problemas do mercado de trabalho bem como produtos
inovadores, considerou-se importante levantar qual a profissão declarada pelos
alunos dos programas em seu curriculo lattes. Foi possível observar que metade da
população trabalha dentro de uma biblioteca e 18% dela trabalha dentro de um
centro de arquivos de documentos, isso totaliza 68% da população de profissionais
que estudam nos mestrados profissionais de Ciência da Informação atuam dentro de
ambientes considerados tradicionais por Saracevic.
Do restante dos sujeitos que declararam atuar profissionalmente em seus
currículos, foram dois administradores, uma sócia em empresa de alimentos, um
técnico administrativo e quatro professores. Constatou-se que 79% da população
atua efetivamente no mercado de trabalho, podendo contribuir com experiências
profissionais as discussões do programa de mestrado.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

�Conforme o estudo, é possível verificar que o estudante de mestrado
profissional vinculado a área de Ciência de informação possui um perfil considerado
tradicional de acordo com Saracevic. Grande parte dos estudantes são formados em
Biblioteconomia e atuam dentro de uma biblioteca, havendo praticamente nenhum
profissional que atue em outra unidade de informação que não seja as consagradas
(arquivo e biblioteca) desqualificando um pouco a colocação de Saracevic (1996) de
que o profissional da Ciência da informação é interdisciplinar e atua em um ambiente
de trabalho distinto dos profissionais da Biblioteconomia, bem como possui uma
agenda de pesquisa diferenciada.
Também foi possível retratar que a realidade, por enquanto, estudada dentro
dos programas é em grande parte de profissionais vinculados ao serviço público,
que por sua vez provavelmente utilizam seus locais de trabalho como amostra de
estudo ou espaço para desenvolver seus produtos e programas.
Sendo assim, existe a possibilidade de que o fazer diário do profissional da
informação possa ser composto por práticas de diferentes áreas do conhecimento,
mas sua formação e seus locais de trabalho ainda são tradicionais, ao menos entre
aqueles profissionais que buscam um aprimoramento dentro do mestrado
profissional de sua área.
Existe a possibilidade de que estes resultados se apresentaram dessa forma
devido ao fato de nenhum dos programas serem mais antigos que três anos,há a
possibilidade de que conforme os programas ganhem maior notoriedade atraiam
profissionais da informação de unidades não tradicionais e com formação distintas,
sugerindo-se que o estudo seja replicado futuramente.
Palavras-chave: Profissional da informação; Mestrado profissional; Ciência da
Informação.
REFERÊNCIAS
SARACEVIC, T. Ciência da informação: origem, evoluçãoe relações. Perspec.
Ci.Inf., Belo Horizonte, v. 1, n. 1, p.41-62, jan./jun. 1996. Disponível
em:&lt;http://www.eci.ufmg.br/pcionline/viewarticle.php?id=5&gt;. Acesso em: 10 dez.
2014.

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                    <text>PREVENÇÃO E CONTROLE DO CÂNCER: ANÁLISE DE MATERIAIS
INFORMATIVOS PARA O PÚBLICO LEIGO
Walma Belchior. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
E-mail: walmabelchior@gmail.com
Kátia Simões. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
E-mail: katia.simoes@gmail.com

Introdução:
A partir da Constituição Federal Brasileira de 1988 é assumido o compromisso
com o “conceito ampliado de saúde” (BRASIL, 2009), pensando na qualidade
de vida da população. A perspectiva para o 2015 é de aproximadamente 576
mil novos casos de câncer (INCA, 2014). A partir desses dados são realizadas
ações tendo como estratégia a produção de materiais informativos com objetivo
de informar com mensagens de entendimento fácil e agradável a prevenção e
controle do câncer. A proposta da pesquisa é analisar se a informação
disponível nos materiais informativos contribui para novos hábitos de vida do
público leigo.
Método da pesquisa
Para a realização da pesquisa será elaborado um roteiro para identificar as
características desses materiais como: tipos de linguagem, conteúdo, formato,
ilustrações, bem como as estratégias utilizadas para se compor cada
publicação. Para compreender as necessidades, usos e comportamentos
informacionais do público leigo, que buscam informações sobre o tema
oncologia, será aplicado um questionário, instrumento de pesquisa para coletar
e avaliar os dados.
O roteiro será construído com eixos temáticos com base nos materiais
informativos sobre: alimentação, tabagismo e câncer de pele, a serem usados
para construção do questionário.
A pesquisa será realizada no âmbito da Biblioteca Parque de Manguinhos, por
ser um espaço importante nas comunidades. Está localizada no Complexo de
Manguinhos, Rio de Janeiro.

�Os indivíduos serão abordados pelo examinador e convidados para participar
da pesquisa. Uma vez aceito o convite, todos os participantes serão informados
sobre os objetivos da pesquisa e confidencialidade dos dados. Também
deverão assinar um termo de autorização de utilização dos dados coletados na
entrevista.
Resultados:
Os resultados dos questionários aplicados pretender revelar se a linguagem
utilizada nos materiais informativos contribui para que o público leigo se
aproprie do conhecimento sobre doença, influenciando em seus hábitos de
vida.
Discussão:
A informação contida nos materiais informativos segundo Brasil:
[,..] esclarece consumidores e empodera cidadãos. A
informação é essencial para que consumidores façam
melhores escolhas [...] (BRASIL, 2014).

Diante disso, a pesquisa analisa de que forma a informação disponível nos
materiais informativos sobre prevenção e controle de câncer contribui para que
o público leigo se aproprie de conhecimento sobre doença e como repercutem
em seu modo de vida.
Considerações Finais ou Conclusões:
A partir da análise de conteúdo dos materiais apresentados por meio dos
resultados dos questionários será possível verificar se as ações implementadas
nos materiais informativos estimulam o público leigo a refletirem sobre a
doença e adotar novos hábitos em sua vida. Espera-se com o resultado da
pesquisa apontar que ações estão sendo bem sucedidas e quais ainda não
alcançam o publico leigo.
Referências:
BRASIL. Constituição (1988). Constituição Federal de 1988. Brasília, DF:
Senado Federal, 2001.

�______. Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS:
ParticipaSUS. Brasília, 2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira.
Brasília,
2014.
Disponível
em:
&lt;
http://www.incaper.es.gov.br/por_dentro_incaper/uploads/files/7abd8-brazilsdietary-guidelines_2014.pdf&gt;. Acesso em: 20 mar. 2015.
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA.
Coordenação de Prevenção e Vigilância. Estimativa 2014: Incidência de
Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2014.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text>A partir da Constituição Federal Brasileira de 1988 é assumido o compromisso com o “conceito ampliado de saúde” (BRASIL, 2009), pensando na qualidade de vida da população. A perspectiva para o 2015 é de aproximadamente 576 mil novos casos de câncer (INCA, 2014). A partir desses dados são realizadas ações tendo como estratégia a produção de materiais informativos com objetivo de informar com mensagens de entendimento fácil e agradável a prevenção e controle do câncer. A proposta da pesquisa é analisar se a informação disponível nos materiais informativos contribui para novos hábitos de vida do público leigo.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
Modelo 1: resumo expandido de comunicação científica, Eixo V

PERFIL DO BIBLIOTECÁRIO GESTOR:
UM ESTUDO DOS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NAS BIBLIOTECAS DE IES
PRIVADAS DE GOIÂNIA-GO
Luciana Candida da Silva, Universidade Federal de Goiás
candida.luciana@gmail.com
Eliany Alvarenga de Araújo, Universidade Federal de Goiás
y.alvarenga@gmail.com
Sandra Ferreira Melo, Universidade Federal de Goiás
sandra_melfes@hotmail.com
Maria de Fátima Garbelini, Universidade Federal de Goiás
mariagarbelini@gmail.com

1 INTRODUÇÃO
A presente pesquisa visa identificar o perfil e as características do
bibliotecário gestor de informação atuante nas instituições de ensino superior (IES)
de Goiânia-GO e as exigências de mercado impostas aos referidos profissionais.
Para atenderem à demanda do mercado é necessário que haja, além do
conhecimento adquirido na graduação, o desenvolvimento de competências,
habilidades e atitudes que permitem ao bibliotecário agir de forma multidisciplinar,
permitindo maior valorização e visibilidade profissional.
Silva (2004, p. 12) afirma que “o trabalho do bibliotecário está sendo cada
vez mais destacado nas atividades que exerce, unindo a sua capacidade técnica
ao seu campo de trabalho que está sendo cada vez mais expandido”.
Nos últimos anos houve um aumento de instituições particulares de ensino
superior que contribuiu para a expansão do mercado de trabalho na área
biblioteconômica, posto ser obrigatória, de acordo com o Ministério da Educação
(MEC), a presença de um bibliotecário em IES.

�Para Almeida Júnior (2002, p. 135) “o mercado está se transformando e
exigindo alterações nas posturas, atitudes e concepções das profissões
existentes”.
Para delinear o perfil profissional do bibliotecário que atua nas IES privadas
de

Goiânia-GO

este

estudo

abordará

os

temas

formação,

atuação

e

competências.
2 MÉTODOS DA PESQUISA
As metodologias adotadas foram de levantamento bibliográfico e dados
para a caracterização dos bibliotecários, por meio da técnica de coleta de dados.
Utilizou-se o questionário para descrever o perfil profissional caracterizado pela
formação, atuação e competências do bibliotecário que atua nas bibliotecas
universitárias de IES privadas em Goiânia.
Para verificar a existência de mercado de trabalho para o bibliotecário em
Goiânia utilizou-se de relatórios do IBGE, SEPLAN, Ministério de Emprego e
Trabalho. Para estudo da formação do bibliotecário em Goiânia, foram utilizados o
projeto pedagógico e documentos de criação do curso de biblioteconomia da UFG.
Foram enviados 23 questionários aos profissionais atuantes nas IES de
Goiânia, via e-mail. Desses obteve-se o retorno de 20 questionários respondidos,
correspondendo a 87% da amostragem selecionada.

3 DISCUSSÕES E RESULTADOS
Constatou-se que o perfil do bibliotecário que atua nas IES privadas de
Goiânia, no que se refere à formação profissional, é do profissional graduado há
mais de cinco anos e que buscam se especializar. A pesquisa apresenta que as
IES oferecem incentivos para capacitação em especializações lato sensu.
Participam de eventos realizados na cidade, conversam com colegas da área,
fazem leituras na internet e somente poucos participam de eventos fora da cidade
e no geral os bibliotecários não publicam e não conhecem outra língua.
Constatou-se que o bibliotecário gestor executa as atividades tradicionais
da biblioteca e fazem uso de tecnologias para gerenciarem suas atividades. As

�bibliotecas universitárias de Goiânia contratam em sua maioria um bibliotecário
que perfaz 44 horas semanais e recebem uma média de até R$2.500,00.
Observa-se que os bibliotecários que atuam nas IES privadas de Goiânia
possuem perspectivas de valorização e reconhecimento da profissão. Os
participantes demonstraram a preocupação com a atuação profissional ao
mencionar que o mercado de trabalho exige mais conhecimento do que é
ensinado no curso de Biblioteconomia.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa revelou que o perfil comum entre os bibliotecários que atuam
em IES privadas de Goiânia-GO é do tipo tradicional com tendências a se
modernizar pelas atividades desempenhadas. Os resultados mostram um
profissional que atua no mercado de trabalho em média de cinco anos, com
remuneração considerada baixa, uma extensa carga horária e muitas atribuições.
Outro aspecto a ser melhorado entre os bibliotecários é a busca pela educação
continuada e desenvolvimento de competências para atendimento de demanda do
mercado de trabalho.
Palavras-chave: Bibliotecário – Perfil profissional. Bibliotecário gestor. Mercado
de trabalho.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA JR., Oswaldo Francisco. Formação, formatação: profissionais da
informação produzidos em série.In: ______. Formação do profissional da
informação. São Paulo: Polis, 2002.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Ensino Superior. Disponível
em:&lt;http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=124
67&amp;Itemid=783&gt;. Acesso em: 30 mar 2015.
SILVA, José Fernando Modesto da. O impacto tecnológico no exercício
profissional em Ciência da Informação: o bibliotecário. In: VALENTIM, Marta Ligia
(Org.). Atuação profissional na área de informação. São Paulo: Polis, 2004.
SILVA, Luciana Cândida da. Competências essenciais exigidas do
bibliotecário frente aos desafios da sociedade da informação. Brasília, DF:
Universidade Nacional de Brasília, 2009.

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                <text>A presente pesquisa visa identificar o perfil e as características do bibliotecário gestor de informação atuante nas instituições de ensino superior (IES) de Goiânia-GO e as exigências de mercado impostas aos referidos profissionais. Para atenderem à demanda do mercado é necessário que haja, além do conhecimento adquirido na graduação, o desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes que permitem ao bibliotecário agir de forma multidisciplinar, permitindo maior valorização e visibilidade profissional.</text>
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                    <text>COMPARTILHAMENTO DE RECURSOS INFORMACIONAIS ENTRE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS

AUTOR: VAGNER ALMEIDA DOS SANTOS

INTRODUÇÃO

Este relato apresenta uma experiência em compartilhar recursos de informação em
bibliotecas universitárias pertencentes a instituições de esfera de governos diferentes entre duas
universidades. O objetivo aqui é apresentar as condições resultantes do compartilhamento de
informação e recursos informacionais entre as bibliotecas universitárias da Universidade Federal da
Grande Dourados – UFGD e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – UEMS no mesmo
ambiente. A UFGD está veiculada ao governo federal, a UEMS ao governo estadual do Mato
Grosso do Sul.
O local onde acontece a experiência é na cidade universitária no município de Dourados no
Estado de Mato Grosso do Sul.

PRESSOPOSTOS TEÓRICOS

O espaço da universidade está associado à produção, compartilhamentos e disseminação do
conhecimento. A informação é um elemento importante e fundamental neste processo. As pessoas
que constitui este ambiente são os sujeitos para os quais o acesso à informação deve ser garantido,
pois são elas que constroem o conhecimento. Dessa forma, podemos entender que promover o
compartilhamento de informação na universidade corrobora com sua missão e consequentemente
com a geração de novos conhecimentos.
Para que o processo de compartilhamento da informação seja efetivado de forma eficiente é
necessário que os colaboradores da organização desenvolva e gerencie meios apropriados que seja
capaz garantir essa relação.

Recursos compartilhados podem se entendido com “equipamentos, acervo, produtos e
serviços informacionais que podem ser utilizados por diversos usuários de organizações
cooperantes” (CUNHA; CAVALCANTE 2008, p. 308).
Compartilhamento da informação neste contexto da biblioteca universitária “é basicamente o
ato voluntário de tornar um conteúdo disponível aos outros, possibilitando a conversão do

�conhecimento individual em informações que possam ser entendidas, absorvidas e utilizadas
coletivamente (IPE apud ALVES, BARBOSA, 2010)”.

PORQUE ACONTECEU

Até 2008 a UEMS havia começado a construir o prédio da biblioteca universitária sobre o
terreno de propriedade da universidade federal. Por não ter conseguido concluir as obras, as duas
instituições firmaram um acordo ficando estabelecido que a UFGD cederia um lote de 11 (onze)
hectares em troca da construção já iniciada e ainda um espaço de mil metros quadrado para
alocação da biblioteca da universidade estadual.
O edifício da Biblioteca Central da UFGD foi inaugurado em 02 de outubro de 2012.
Atividades conjuntas entre as duas bibliotecas universitária no mesmo prédio permanecem até hoje,
não havendo previsão em romper o acordo uma vez que o pacto foi feito por tempo indeterminado.

DA EXPERIÊNCIA

A experiência aqui se refere ao uso comum de vários produtos e serviços de informação a
começar pelas instalações físicas em que convivem as duas bibliotecas universitárias.
Atualmente, o funcionamento entre as duas unidades apresentam acervos, atividades
técnicas/administrativas e gerenciamento desenvolvidos separadamente, mas o acesso aos espaços
de estudo individual e coletivo, aos terminais de consulta, ao acervo, aos materiais de informação e
principalmente os empréstimos domiciliares são partilhados.
O empréstimo pessoal e domiciliar dos materiais, sendo livro o principal deles, é o recurso
de informação que oferece a relação de compartilhamento mais efetiva. Tanto os acadêmicos da
UEMS podem emprestar livros pelo sistema da biblioteca da UFGD, como os desta universidade
fazerem empréstimos naquela.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Essa relação, além de aumentar às possibilidades de acesso a informação desejada a partir do
compartilhamento dos acervos entre as duas instituições de ensino, os acadêmicos trocam
informações e experiências no ambiente da biblioteca.

PALAVRAS-CHAVE

�Compartilhamento de informação; biblioteca universitária; recursos informacionais.

REFERÊNCIAS
ALVES, Alessandra; BARBOSA, Ricardo Rodrigues. Influências e barreiras ao compartilhamento
da informação: uma perspectiva teórica. Ciência da Informação. Brasília, DF, v. 39 n. 2, p.115128, maio/ago., 2010. Disponível em &lt;http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/1822&gt;
Acesso em: 20 fev. 2015.
CUNHA, Murilo Bastos da; CAVALCANTI, Cordélia Robalinho de Oliveira. Dicionário de
biblioteconomia e arquivologia. Brasília, DF : Brinquet de Lemos, 2008.

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                <text>Este relato apresenta uma experiência em compartilhar recursos de informação em bibliotecas universitárias pertencentes a instituições de esfera de governos diferentes entre duas universidades. O objetivo aqui é apresentar as condições resultantes do compartilhamento de informação e recursos informacionais entre as bibliotecas universitárias da Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – UEMS no mesmo ambiente. A UFGD está veiculada ao governo federal, a UEMS ao governo estadual do Mato Grosso do Sul. O local onde acontece a experiência é na cidade universitária no município de Dourados no Estado de Mato Grosso do Sul.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015 São Paulo - SP

Resumo expandido

O presente trabalho relata a experiência profissional de um bibliotecário fora do
seu ambiente natural de trabalho, apresenta a experiência profissional atuando
como chefe de comunicação do Instituto Federal do Paraná – Câmpus Curitiba,
nomeado em diário oficial para desempenhar como uma FG (Função Gratificada),
Fala do perfil do bibliotecário dentro da instituição , profissional e pessoal das
atividades que participou como colaborador de forma pró-ativa e do convite para
assumir o cargo de Chefe da Comunicação. Para Souza (2002), A busca de novas
posições [profissionais] numa dada escala de aceitação social, de valorização de
status e renda, faz parte do cotidiano das corporações. Como os institutos estão
sendo implantados e em franca expansão em diversas estados muitas
oportunidades de colaboração e atuação interdisciplinar surgem para diversas
demandas. Neste sentido a informação torna-se um insumo muito importante para
o público interno e externo, cabendo portanto a instituição delegar profissionais da
informação como o bibliotecário para promover ferramentas e alternativas que
possam gerenciar e disseminar as informações, sobretudo sobre a luz da lei da
informação e da transparência pública. Por conseguinte o Bibliotecário será o
mediador entre as diversas informações do câmpus e seus usuários, alunos,
professores, técnico-administrativo e usuários externos como candidatos no
processo seletivo, candidatos para concursos públicos, fornecedores freqüentes,
ou empresas em processo de licitação dentre outros, pois de acordo com Barros
(2003), informar continua sendo a função a função básica do bibliotecário, o que
muda, ao longo do tempo, é a maneira como ele assume (ou não assume) esse
papel, qualificando-o pela formação continuada, pela postura profissional, pelo
posicionamento social pelas estratégias e pelo instrumental adotado. Fala do
retorno positivo dos colegas de profissão e dos demais colegas dentro do Câmpus
dos trabalhos desenvolvidos na divulgação. Aponta algumas atitudes profissionais
que o bibliotecário têm que ter na era da informação, dos trabalhos em grupos, da
interação com seu meio, com as mídias sociais, com a educação continuada e de
iniciativas. Num segundo momento relata a experiência de trabalhar com o

�principal canal de comunicação do Câmpus que é site www.curitiba.ifpr.edu.br da
linguagem do Wordpress, das configurações, das pesquisas no google e no
youtube como fonte de informações e aprendizagem autodidata para melhorar,
lapidar e ampliar o alcance do site. Fala da criação de uma página no facebook,
outro canal de informação, para dar vazão a grande demanda existente do
Câmpus e do bom retorno dos alunos, dos demais servidores e da direção geral.

Referências:

BARROS, Maria Helena Toledo Costa. Disseminação da Informação. 2003.
Marília.
SOUZA, Francisco das Chagas de. Ética e Deontologia: Textos para profissionais
atuantes em bibliotecas. Florianópolis, 2002. Ed. da UFSC.
SOUTO, Leornardo Fernandes. O profissional da informação em tempos de
mudanças. Campinas, 2005. Alínea Editora.

�ALÉM DA ESTANTE: BIBLIOTECÁRIO COMO CHEFE DE COMUNICAÇÃO DO
INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ –CÂMPUS CURITIBA

.

Autor: Vivaldo Cordeiro Gonçalves . Instituto Federal do Paraná – Câmpus
Curitiba . vivaldo.cordeiro@ifpr.edu.br

Palavras-chave: Atuação profissional, Espaço de trabalho, Bibliotecário na
comunicação, habilidades profissionais, trabalho interdisciplinar.

Introdução:
O presente relato acrescenta informação dos poucos casos conhecidos ou
divulgados de atuação bibliotecário fora do ambiente tradicional , sendo muito
importante para que outros profissionais tenham iniciativas para promover,
disseminar a atuação além das estante de livros, pois os bibliotecários devem
aproveitar as oportunidades oferecidas por esse novo ambiente baseado em
comunicação e informação. Os Institutos federais de educação foram criados em
2008, sendo um importante órgão de promoção e oferta de educação técnica e
tecnológica. Além da oferta de vagas em cursos e níveis variados promoveu
conseqüentemente a oferta de inúmeras vagas de trabalho para servidores
professores e técnico administrativos, dentre estes muitos bacharéis em
biblioteconomia. Neste contexto que o presente relato expõe a experiência do
bibliotecário como chefe da seção de comunicação do Instituto Federal do Paraná-

�Câmpus Curitiba. O convite foi através do Diretor Geral, devido à grande
demanda de informações a serem divulgadas. Além da demanda o perfil e
características do bibliotecário e das suas relações com os alunos, professores e
com os demais colegas técnico-administrativos foi um dos motivos do convite. Já
tivemos conhecimento de diversos informativos e reportagens em que o
bibliotecário é o profissional que vai muito além da atuação na seu espaço
tradicional, a biblioteca. E que pode atuar também em centros de documentação e
informação, museus, arquivos, centros culturais, editoras, empresas de rádio e TV,
empresas privadas do terceiro setor, empresas publicas, bancos de imagens e
serviços de informação em geral, porém apesar dos diversos cenários de atuação,
poucos são os bibliotecários que atuam formalmente fora das bibliotecas. E
alguns, inclusive são discriminados pelos próprios colegas de profissão. Este
relato, portanto, promove e divulga a experiência prática da atuação do
profissional bibliotecário além das estantes de livros, mas sobretudo com o
principal elemento de trabalho: a informação.

Relato da experiência:
O inicio dos trabalhos foi difícil, pois além da falta de experiência, não havia algo
para ter uma referência, apenas um site a ser muito melhorado. Soma-se a isso a
enorme falta de estrutura física, pois não havia sala, mesa, telefone,computador e
outros objetos, móveis e ferramentas para proporcionar um trabalho razoável.
Inicialmente o trabalho foi feito simultaneamente com aos trabalhos da biblioteca,
para adaptação da equipe da biblioteca com a ausência de um servidor. O
principal e único canal de comunicação do câmpus é o site, que está rodando na
plataforma de linguagem de blog do wordpress, o site estava muito desatualizado,
difícil de navegar com uma má navegabilidade, com informações duplicadas e
sobretudo com falta de informações. Após orientações básicas de uma equipe de
apoio na reitoria do IFPR, começou um trabalho de tirar as informações
duplicadas, a separar informações como os cursos de ensino médio e integrado,
dos cursos superiores e de pós-graduação. Adicionar menus para separar
informações institucionais, acadêmicas e serviços. Passou-se a colocar uma
imagem em todas as noticias, quando não era uma foto específica da matéria,
procurava-se na web alguma imagem para representar a informação isso ajudou
a melhorar visualmente o site e uma base para os usuários se encontrarem e

�acompanharem as atualizações, como Curitiba é uma cidade em que o clima
oscila muito, colocou-se um informativo de clima durante a semana, a medida
agradou e também agregou mais acesso ao site. Como a demanda de
informações, noticias é muito grande o Câmpus Curitiba, criou-se uma página no
Facebook ampliando assim sua disseminação de informações, sobretudo para os
alunos, que receberam muito bem a página. Além das informações oficiais a
página do facebook deu vazão às diversas visitas técnicas feitas em Curitiba e em
outras cidades, dando uma maior cobertura aos eventos como SEPIN ( Semana
de Pesquisa e Extensão ) e Jogos inter câmpus. Neste projeto de implantação e
estruturação da Seção Comunicação, obteve-se ajuda de outros profissionais
como os técnicos de Tecnologia da Informação e a equipe de Comunicação da
reitoria que possui jornalistas, relações publicas, revisor de texto, designer,
técnicos em programação. Ao final deste projeto de implantação e estruturação
que durou de inicio de 2013 até o inicio de 2015, .a Estrutura física final da Seção
possui: Uma sala com 2 mesas, 2 computadores, linha telefônica direta, quadro
de controle mensal de serviços e até um frigobar. Canais de comunicação final:
Site com diversas melhorias, e-mail especifico comunicaco.curitiba@ifpr.edu.br no
qual divulgava informações especificamente para os professores e técnicos
administrativos Perfil do Câmpus Curitiba no Facebook e com de 47 murais
espalhados pelo campus e especialmente com aumento de colaboradores que
além do responsável pela seção consegui-se mais um servidor de nível médio e
mais um estagiário de nível superior para atender a demanda do publico e eventos
no período noturno.

Considerações Finais:
A dinâmica do mercado de trabalho já algum tempo aponta para oportunidades
diversas na área dos serviços de informação. A demanda, em vários casos,
contudo, não faz a reserva de mercado, pois vai promover aquele profissional que
possui as habilidades e características profissionais requeridas para as atuações
específicas. Portanto, bibliotecário além de discursos e teorias de uma ampla
atuação e possibilidades, deve ter uma atitude pró-ativa na prática, independente
da denominação do seu cargo, cabe estabelecer mudanças de seu perfil passivo
para um perfil pró-ativo. Independente de atuação dentro ou fora da biblioteca a
sugestão é que os bibliotecários procurem a educação continuada, em cursos de
pós-graduação, atualizações em cursos menores, workshop, participando
ativamente dos eventos da área, fazer trabalhos em equipes multidisciplinares e
sobretudo não ter receio e medo do desconhecido.

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22 a 24 de julho de 2015

DESAFIOS DA BIBLIOTECA PÚBLICA PARA ACESSIBILIDADE DO USUÁRIO
COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
Marcos Pastana Santos. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
E-mail: marcos.pastana@ifrj.edu.br

Introdução:
Acessibilidade é uma condição que supera ao conceito de edificações,
mobiliários ou espaços que possibilitem autonomia para as pessoas com
deficiência. Acessibilidade significa além desta análise conceitual antiga, a
disponibilização de sistemas e meios de comunicação (BRASIL, 2004).
A biblioteca pública ao longo da sua história tem a missão de possibilitar
acesso a todas aas pessoas. Oferecer atendimento e serviços para grupos
minoritários também faz parte da sua missão, em especial, as pessoas com
deficiência. Pessoas com deficiência auditiva e visual possuem uma vantagem,
pois há recursos informacionais acessíveis para este público. Com a difusão do
braile como código tátil de leitura e escrita para o deficiente visual e a linguagem
brasileira de sinais – LIBRAS para o deficiente auditivo facilitou a criação de
materiais de comunicação e informação para este público. Mas os recursos
acessíveis para as pessoas com deficiência intelectual? Há uma oferta clara de
serviços para este grupo de usuários? As políticas públicas de acessibilidade nas
bibliotecas públicas contemplam este usuário? (FUNDAÇÃO BIBLIOTECA
NACIONAL, 2013).
Método da pesquisa:
Este estudo partiu de uma pesquisa bibliográfica para a construção do
conhecimento nos aspectos gerais das pessoas com deficiência. Na pesquisa,
procurou-se seguir uma abordagem que interpretasse, confrontando as
informações coletadas com a conjuntura e a literatura investigada. A pesquisa
bibliográfica Marconi e Lakatos (2006, p.160) explicam:
Pesquisa bibliográfica é um apanhado geral sobre os principais trabalhos
já realizados, revestidos de importância, por serem capazes de fornecer
dados atuais e relevantes relacionados com o tema. O estudo da
literatura pertinente pode ajudar a planificação do trabalho, evitar

�publicações e certos erros, e representa uma fonte indispensável de
informações, podendo até orientar as indagações.

O acesso a diversas fontes de informação possibilita ao pesquisador uma
investigação mais ampla a cerca do objeto de estudo.
Resultados:
De acordo com o Censo do IBGE de 2010, o Brasil possui 45 milhões de
pessoas com deficiência, ou 23,9% da população total (BRASIL, 2012, p.8). Deste
universo, a população com deficiência intelectual representa 1,4%, o que
representa o menor percentual se comparar com outras deficiências. É possível
comparar os dados percentuais da deficiência intelectual com outras de
deficiências na figura 1:

Figura 1: Percentual de deficientes na população brasileira
Fonte: BRASIL (2012)

As políticas públicas de acessibilidade, desde 1994, com adoção de normas
técnicas NBR 9050, em sua primeira edição, possibilitam nos espaços públicos
condições de acesso e equipamentos acessíveis para as pessoas com deficiência.
No decreto n°5.296 de 2004, há normas gerais de acessibilidade para as
pessoas com deficiência mental1. Cabe à biblioteca interagir entre os profissionais,
a discussão a cerca de serviços acessíveis para as pessoas com deficiência
intelectual.
A pessoa com deficiência intelectual não faz parte da realidade do público
que frequenta a biblioteca pública.

1

Deficiência mental não é mais utilizado de forma conceitual desde 2010, por recomendação da Associação
Americana de Deficiência Intelectual e Desenvolvimento (AAIDD, 2010).

�Para Almeida Júnior (2013, p.207) o usuário em potencial, embora podendo
utilizar a biblioteca, não o faz por vários motivos, deve estar presente nas
preocupações da biblioteca de maneira semelhante aos usuários reais.
Considerações Finais ou Conclusões:
Tendo em vista o histórico apresentado sobre o desenvolvimento da
biblioteca pública ser acessível para todos, podemos destacar que o atendimento
e adoção de serviços acessíveis para as pessoas com deficiência intelectual não
está definido, requerendo uma série de discussões a respeito de ações inclusivas
para este público.
Palavras-chave: Acessibilidade; Deficiência intelectual; Biblioteca Pública.
Referências:
ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco. Biblioteca pública: avaliação de
serviços. Londrina: Eduel, 2013.
ASSOCIAÇÃO AMERICANA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E
DESENVOLVIMENTO. Definition: frequently asked questions on intelectual
disability. Washington, 2010.
BRASIL. Cartilha do Censo 2010: pessoas com deficiência. Brasília:
PR/SNPD, 2012.

SDH-

______. Decreto n.º 5.296, de 02 de dezembro de 2004. Regulamenta as Leis
nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às
pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece
normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas
portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.
Brasília, DF, 2004.
FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Edital de acessibilidade em bibliotecas
públicas.
2013.
Disponível
em:
&lt;
http://snbp.culturadigital.br/wpcontent/arquivos/2013/10/Edital-Acessibilidade-BPs-2013.pdf&gt;. Acesso em: 25
out. 2014.
INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS – IFLA.
Diretrizes da IFLA sobre os serviços da biblioteca pública. 2. ed. Lisboa: Rede
Nacional de Bibliotecas Públicas, 2013.

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                    <text>WEBSITE: DISSEMINAÇÃO DOS PRODUTOS E SERVIÇOS DO SISBI-UEFS
ATRAVÉS DAS FERRAMENTAS WEB
Autores
Abraão Vieira Maia &lt;abraao@uefs.br&gt;*; Isabel Cristina Nascimento Santana
&lt;icns@uefs.br&gt;*; Luis Ricardo Andrade da Silva &lt;lrasilva@uefs.br&gt;*; Maria do
Carmo S. Barreto Ferreira &lt;carmo@uefs.br&gt;*; Marijalma Oliveira Campos
&lt;maricampos@uefs.br&gt;*; Rejane M. Rosa Ribeiro &lt;rribeiro@uefs.br&gt;*.
*Universidade Estadual de Feira de Santana
Introdução
Na sociedade da informação e do conhecimento, as bibliotecas, principalmente as
universitárias, se preocupam cada vez mais com o desafio de satisfazer as
necessidades de seus usuários, ávidos pelas mudanças que as novas tecnologias
de informação e comunicação (TICs) proporcionam. O novo perfil de usuário
totalmente conectado às redes, através de notebook, tablet, smartphone e outros
dispositivos, levam as bibliotecas a se adequarem a essa nova realidade.
Em pesquisa realizada pelo Instituto DataFolha (2014), constatou-se que
aproximadamente 43 milhões de brasileiros utilizam a internet através de
dispositivos móveis.
Diante deste cenário, uma forma encontrada pelas bibliotecas para responder a
essas mudanças, foi a criação de websites cada vez mais interativos, que
aproximam e fidelizam o uso dessas novas ferramentas por seus usuários.
Segundo Gomes e outros (2015, p. 4) “A inserção mais ativa da biblioteca na web
potencializa as condições de interação com os usuários, redimensionando o seu
papel de mediadora do uso e da apropriação da informação”.
O Sistema Integrado de Bibliotecas (SISBI) da Universidade Estadual de Feira de
Santana (UEFS) buscou utilizar os recursos disponíveis na Internet para criar o
seu website, com o objetivo de atender as necessidades dos seus usuários e
melhorar a comunicação com a sociedade.

�Relato da experiência
Em 2004, o Sistema Integrado de Bibliotecas da UEFS reconhecendo a
necessidade de melhorar a divulgação dos produtos e serviços oferecidos, buscou
dentre as atividades realizadas no período a criação de um website. O serviço
ficou sob a responsabilidade de um analista de sistemas, contratado para tal, com
o acompanhamento da Direção e da Relações Públicas do SISBI. O trabalho
desenvolvido priorizou o acesso ao catálogo online do acervo, as informações
sobre serviços, seções e setores. A primeira versão foi bem simples, porém
atendia às necessidades da época. Entretanto, havia dificuldades na atualização
do website, não existindo uma autonomia do SISBI para realizar mudanças mais
significativas, pois dependia do suporte da Assessoria de Informática.
O SISBI realizou uma pesquisa de satisfação do usuário, no período de novembro
de 2013 a março de 2014, que avaliou os serviços prestados à comunidade
universitária. A pesquisa identificou que alguns serviços deveriam ser mais
divulgados, pois muitos eram desconhecidos. Dentre os resultados, constatou-se a
necessidade de melhoria na comunicação e divulgação dos produtos e serviços no
website.

Nesse

sentido,

em

2014,

a

equipe

do

SISBI

trabalhou

no

desenvolvimento da nova página, com a colaboração da Assessoria Especial de
Informática. A proposta era a criação de uma nova ferramenta, mais interativa, que
possibilitasse atualizações frequentes pelos próprios servidores do SISBI.
O site foi desenvolvido utilizando o Plone que é um sistema gerenciador de
conteúdo (Content Management System - CMS), software livre de código aberto.
Com essa ferramenta foi possível a criação, manutenção e gerenciamento de todo
o conteúdo através de uma interface amigável pelo navegador Web, permitindo de
forma intuitiva a publicação de textos, fotos, arquivos e vídeos dentro de um
conceito de repositório de conteúdos. A ferramenta permite ainda a divulgação de
notícias e eventos, além da disponibilização dos serviços oferecidos através de
links. O Plone também oferece segurança e integridade dos dados, trazendo
confiabilidade para os usuários (O PODER..., 2015).
O novo site traz espaços para: Notícias; Comunicados; Links de acesso rápido:
Catálogo Pergamum, Portal de Periódicos da Capes, ABNT Coleção, e outros.

�Entre as novidades, destaca-se o espaço das Redes Sociais: Facebook; Flickr e o
You Tube, criado para aproximar o SISBI dos seus usuários (UEFS, 2014). Além
das novas funcionalidades para os usuários, a nova ferramenta permitiu ao SISBI
desenvolver novas rotinas para atualização das informações de forma dinâmica.
Considerações Finais ou Conclusões
A criação do novo website modificou de maneira positiva a visão dos usuários em
relação ao SISBI - UEFS, propiciando a disseminação dos produtos e serviços
oferecidos, a melhoria na comunicação, além de promover a interação das
bibliotecas com a comunidade universitária.
Cabe ressaltar ainda, que o novo site permitiu mais autonomia a equipe do SISBI
na atualização das informações, não dependendo de suporte técnico da área de
informática, otimizando o tempo na comunicação com o usuário.
Palavras-chave: Website. Biblioteca universitária.
Referências
DATAFOLHA - Instituto de Pesquisas. 43 milhões de brasileiros acessam
internet por dispositivos móveis. Disponível
em:&lt;http://datafolha.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1400618-43-milhoes-debrasileiros-acessam-internet-por-dispositivos-moveis.shtml&gt;. Acesso em: 26 mar.
2015.
GOMES, Henriette Ferreira et al. Bibliotecas das IES na Web: inserção e uso na
mediação da informação. Disponível em:
&lt;http://www.sibi.ufrj.br/snbu2010/pdfs/orais//final_310.pdf&gt;. Acesso em: 10 fev.
2015.
O PODER do Plone 4. Training Tecnologia. Disponível em:
&lt;http://trainingtecnologia.com.br/o-poder-do-plone-4/&gt;. Acesso em: 30 mar. 2015.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA. Sistema Integrado de
Bibliotecas. BC Informa, Feira de Santana, ano 25, n. 45, out. 2014.

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                <text>Na sociedade da informação e do conhecimento, as bibliotecas, principalmente as universitárias, se preocupam cada vez mais com o desafio de satisfazer as necessidades de seus usuários, ávidos pelas mudanças que as novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) proporcionam. O novo perfil de usuário totalmente conectado às redes, através de notebook, tablet, smartphone e outros dispositivos, levam as bibliotecas a se adequarem a essa nova realidade.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015
BANCOS DE DADOS: contribuições para a área de biblioteconomia
Autor: Cenidalva Miranda de Sousa Teixeira – UFMA – cenidalva@gmail.com
José Rogério Rodrigues Viana – UFMA – rogeriorodriguez_slz@yahoo.com.br
Introdução:
Com o advento das novas tecnologias, a informação ultrapassou os
limites da biblioteca, chegando com rapidez aos usuários, o Bibliotecário repensou
sua forma de atuação, buscando estratégias para manter-se no mercado de
trabalho. Assim sendo, observamos que nas últimas décadas, as bibliotecas
passaram por profundas transformações, decorrentes da evolução das tecnologias
de informação e comunicação (TIC) e da emergência de novas formas de
disseminação do conhecimento.
Diante dessas transformações, os profissionais Bibliotecários sentiram a
necessidade de utilizar as novas tecnologias, pouco conhecidas por grande parte
destes profissionais, buscando através de cursos de extensão e pós-graduação se
apropriar dos conhecimentos necessários para dominar as ferramentas tecnológicas,
especialmente as ligadas às ciências da informação e comunicação.
Portanto, os bancos de dados são fontes de informações que podem
contribuir para a transferência e ampliação de conhecimentos necessários ao
desenvolvimento científico - intelectual dos discentes e docentes que integram a
universidade, principalmente do discente que irá atuar com sistemas de informação,
como é o caso do Bibliotecário.
Apesar do potencial informacional dos bancos de dados, Cunha (2008)
chama a atenção para “a inexploração ou subutilização destes no Brasil, sendo que
os poucos estudos existentes foram feitos, em sua maioria, nas décadas de 80 e 90
e carecem, portanto, de atualizações”. Nestes termos, observa-se que o tema é
relevante e atual, pois apresenta a importância do banco de dados como ferramenta
de trabalho para o profissional Bibliotecário, verificando as contribuições deste para
o desenvolvimento científico e profissional, uma vez que, gerenciar informações é
uma das atribuições deste profissional e utilizar novas ferramentas tecnológicas é
uma exigência do mercado de trabalho.
A pesquisa teve como objetivo identificar e compreender a importância do
banco de dados como ferramenta de trabalho para a área de Biblioteconomia,

�especificamente propôs-se expor aspectos teóricos e conceituais sobre banco de
dados, explorar o seu uso nos sistemas de automação de bibliotecas e nos
catálogos e repositórios on-line, para identificar qual sua contribuição no âmbito da
Biblioteconomia.
Método da pesquisa:
Para atender aos objetivos propostos utilizou-se a pesquisa exploratória,
baseada na consulta à produção literária, artigos, monografias, repositórios, normas,
manuais e legislação sobre o tema, caracterizando-se esta pesquisa como
bibliográfica e documental.
Discussão:
Os resultados obtidos apontam um fator de entrave para o uso dessa
ferramenta: a falta de familiaridade do Bibliotecário com banco de dados
(SAMBAQUY, 1978). Percebe-se que é imprescindível a incorporação efetiva do uso
de banco de dados nos currículos educacionais dos cursos de Biblioteconomia, uma
vez que, estes têm por missão formar profissionais capazes de gerenciar a
informação disponível nos mais variados suportes e estarem aptos a atuar em
bancos e bases de dados por meio das ferramentas tecnológicas atuais. Ainda
assim, é lamentável que das escolas 74 escolas Biblioteconomia no País, somente
um terço ofereçam em sua grade disciplinar cadeiras voltadas para a teoria e prática
de bancos de dados. Restando assim, que o profissional Bibliotecário busque na
educação continuadas tais conhecimentos, mesmo não estando de acordo com o
que preconiza o MEC em relação às qualificações do graduado em Biblioteconomia
(SARAIVA, PINTO, GONÇALVES, 2013).

Considerações Finais ou Conclusões
A formação do Bibliotecário requer o domínio de conteúdos de
Biblioteconomia, desenvolvimento de certas habilidades e competências que o
capacitem para atuar com proficiência e criatividade diante das demandas da
sociedade e exigências do mercado de trabalho. Aliada á formação teórica do
Bibliotecário, há também a necessidade da incorporação de conteúdos práticos

�como a base de dados e banco de dados, contribuindo para a consolidação dos
seus conhecimentos teórico-práticos, sendo que esta é uma necessidade do
mercado de trabalho onde esse profissional atua.

Palavras-chave: Banco de dados. Biblioteconomia. Uso de bancos de dados na
Biblioteconomia
Referências:
CIANCONI, Regina de Barros. Banco de dados de acesso público. In: Ciência da
Informação. Brasília, v. 16, n. 1, jan./jun. 1987. Disponível em:
&lt;http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/download/1598/1211&gt;. Acesso em: 9 jul.
2010.
CORTÊ, Adelaide Ramos, et. al. Avaliação de softwares para bibliotecas. 2 ed.,
ver. amp. São Paulo: Polis, 2002.
DATE, C. J. Introdução a sistemas de bancos de dados. trad. 8. ed. Rio e Janeiro:
Lsevier, 2003.
LEITE, Fernando César Lima. Como gerenciar e ampliar a visibilidade da
informação cientifica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto.
Brasília: IBICT, 2009. Disponível em: &lt; http://eprints.rclis.org/13776/1/RI__Fernando_Leite.pdf&gt;. Acesso em: 2 dez. 2014.
REZENDE, Denis Alcides. Tecnologias da informação aplicada a sistemas de
informação empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas de
informação nas empresas. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2008. p. 36 - 69.
ROWLEY, Jennifer. Informática para bibliotecas. Trad. de Antônio Agenor Briquet
de Lemos. Brasília: Briquet de lemos/Livros, 1994.
TAMMARO, Anna Maria; SALARELLI, Alberto. A biblioteca digital. Brasília.
Tradução de Antonio Agenor Briquet de Lemos, DF: Briquet de Lemos/Livros, 2008.
Agências financiadoras
Incluir o nome da agência que financiou o projeto.

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                <text> Viana, José Rogério Rodrigues</text>
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                <text> Biblioteconomia</text>
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                <text>om o advento das novas tecnologias, a informação ultrapassou os limites da biblioteca, chegando com rapidez aos usuários, o Bibliotecário repensou sua forma de atuação, buscando estratégias para manter-se no mercado de trabalho. Assim sendo, observamos que nas últimas décadas, as bibliotecas passaram por profundas transformações, decorrentes da evolução das tecnologias de informação e comunicação (TIC) e da emergência de novas formas de disseminação do conhecimento.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

RESUMO
A leitura para ser desenvolvida e estimulada depende de fatores externos que contribuem
para a eficiência e formação de hábitos de leitura. As estratégias utilizadas são de extrema
importância para que o hábito de ler seja um ato prazeroso e não somente obrigatório. A
Biblioteca deve ser um ambiente acolhedor, proporcionando opções que atinjam os diversos
leitores, respeitando suas escolhas, culturas e faixa etária. Dentro da escola há a
necessidade de desmistificar o ambiente apenas como utilizado para pesquisa e trabalhos
obrigatórios. Há de se levar em conta conforme afirma Paulo Freire, de que a leitura do
mundo, precede a leitura da palavra. Cada leitor tem suas vivências que devem e podem ser
aproveitadas. As diversas atividades realizadas tem o objetivo de oportunizar à todos os
leitores uma leitura de aprendizagem que transformasse numa ação eficiente aliada a
diversão e socialização do conhecimento. Os métodos, recursos e atividades desenvolvidos
tiveram a intenção de ampliar o conhecimento do aluno leitor, através da diversificação de
textos capazes de convencer o leitor e inseri-lo no processo, sem que houvesse uma
cobrança de resultados. A ludicidade foi o principal recurso independente da faixa etária que
incentivou e inseriu os leitores a desenvolverem o hábito de ler.

BIBLIOTECA ESCOLAR: UM LABORATÓRIO DE IDEIAS
Autoras: Rosilene de Melo Oliveira. FATEC SENAI Campo Grande - MS. E-mail:
rmoliveira791@yahoo.com.br; Ana Paula Soares. IESF – Instituto de Ensino
Superior
da
FUNLEC.
Campo
Grande
–
MS.
E-mail:
anapaulasoaressoares@gmail.com

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Escolar é uma ferramenta pedagógica que precisa ser explorada
e seu uso incentivado pelos profissionais envolvidos no ambiente de ensino. O que
se tem constatado, na maioria das vezes, é a obrigatoriedade do uso da biblioteca,
quando não a excluem, e na ânsia por atender uma sociedade que clama por alunos
leitores, apenas despejam-se livros para as crianças sem o cuidado de ambientá-las
no universo da leitura. O fato de oferecer livros aos alunos das escolas não significa
necessariamente que ocorreu o incentivo ao ato de ler, conforme Côrte e Bandeira
(2011, p.1) afirmam:
O ato de ler nos remete à ideia de reconhecer um sinal gráfico, de
entender alguma mensagem escrita, seja em um livro, em uma
revista, em um cartaz de rua, em uma receita, em uma bula de
remédio. A leitura é mais que isso. É uma experiência individual por
excelência. Abrange muitos significados. Ao ouvir uma música, ao
admirar uma pintura, quando sentimos o sabor de uma deliciosa
comida, o cheiro da terra molhada, o cheiro de um bebê, a força e a
massagem em nossos pés quando andamos na areia de belas
praias, o vento frio a bater no rosto, enfim, tudo o que sentimos,
vemos e ouvimos, está relacionado ao processo da leitura. A leitura
possibilita prazeres, saberes, reflexões e ações.

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Em outras palavras, ler significa mais do que apenas decodificar palavras,
significa perceber sentimentos que proporcionem prazer na leitura e, portanto,
momentos de aprendizado e não sessões de tortura, que podem até mesmo tornar o
leitor apático e desestimulado.
O trabalho desenvolvido na Biblioteca Profª Helena da Silva Barboza em
2012, teve por objetivo principal dar sentido à existência da Biblioteca Escolar
proporcionando que esta pudesse ser utilizada como uma ferramenta pedagógica
para a comunidade escolar auxiliando e fortalecendo os currículos, e não apenas
exercendo o papel de uma sala de leitura sem ações. A partir do conceito das
pesquisadoras Côrte e Bandeira (2011, p. 6) compreende-se o conceito correto do
ambiente da biblioteca:
Biblioteca escolar é parte integrante do processo de ensinoaprendizagem... Que serve de suporte aos programas educacionais
atuando como um centro dinâmico, participando, em todos os níveis
e momentos, do processo de desenvolvimento curricular e
funcionando como laboratório de aprendizagem integrado ao sistema
educacional.

A leitura é chave importante dentro da biblioteca e, para tanto, devem ser
desenvolvidos projetos de leitura. Pensando sobre a usabilidade da biblioteca como
um laboratório de aprendizagem apresenta-se o artigo “Biblioteca Escolar: um
laboratório de ideias” onde é possível proporcionar ao educador e educando o papel
de protagonistas do processo.

2 MATERIAIS E MÉTODOS
A metodologia adotada para o estudo segue os padrões de uma pesquisa
bibliográfica-documental, com análise e revisão de livros de autores especialistas em
biblioteca escolar, bem como de documentos da instituição que registram a história
da Biblioteca Profª Helena da Silva Barboza. Paralelamente, utilizou-se o método da
observação

participativa

que

esteve

associada

à

realização

das

ações

desenvolvidas pela equipe da Biblioteca, cuja duração foi de um ano, no local
escolhido para a pesquisa. Essa experiência foi vital para que se coletassem os
dados que efetivariam este estudo.
Segundo Dencker (1998, p. 103) a pesquisa pode ser realizada através da
observação, enquanto o pesquisador faz seus registros.

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Fazer pesquisa é observar a realidade. Todos nós constantemente
observamos para obter informações sobre o mundo. Muitos dados de que o
pesquisador necessita podem ser obtidos pela observação direta das
situações adequadas. A grande vantagem das técnicas de observação é o
fato de permitirem o registro do comportamento no momento em que este
ocorre.

No presente trabalho buscou-se demonstrar a importância da biblioteca
escolar dinâmica e colaborativa entre a equipe da biblioteca e os docentes da
escola. Tal processo exige do bibliotecário tato e sutileza ao abortar as ações que
pretende desenvolver na biblioteca, preocupando-se sempre em oferecer uma
ferramenta oportuna para o docente e discente, apresentando alternativas para
fortalecer o que foi ensinado em sala de aula. Campello (2002, p. 11) destaca o
trabalho que dever ser desenvolvido:
A biblioteca escolar é sem dúvida, o espaço por excelência para
promover experiências criativas de uso de informação. Ao reproduzir
o ambiente informacional da sociedade contemporânea, a biblioteca
pode, através de seu programa, vivenciar no seu dia-a-dia, como
profissional e como cidadão. A escola não pode mais contentar-se
em ser apenas transmissora de conhecimentos que, provavelmente,
estarão defasados antes mesmo que o aluno termine sua educação
formal; tem de promover oportunidades de aprendizagem que dêem
ao estudante condições de aprender a aprender, permitindo-lhe
educar-se durante a vida inteira.

Os métodos utilizados foram suficientes para responder ao problema da
pesquisa em questão, demonstrando que é possível transformar a biblioteca escolar
num espaço de laboratório de ideias.
Destacam-se algumas das ações desenvolvidas na Biblioteca:
 Por meio da parceria com o SENAC/MS o qual apresentou a palestra
“O adolescente e o mercado de trabalho” aos alunos do Ensino Médio,
foi possível que os mesmos tivessem a oportunidade de conhecer
profissões diferenciadas de modo a possibilitar a escolha consciente de
uma futura profissão (tabela 1):
Tabela 1 – O Adolescente no Mercado de Trabalho - 2012
Atividade

Público

Turmas

Idade

Participação

Ensino Médio

03

15 a 17

105

O Adolescente no
Mercado de
Trabalho

Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

 Em comemoração ao Dia Nacional do Livro foi lançado o Projeto
“Enigma na Biblioteca”. O livro desde Antiguidade tem o poder de

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envolver a todos que o leem, encanta com suas histórias, em cada
página uma nova descoberta e um mundo encantado. A Biblioteca
preparou oficinas simultâneas para os alunos da Educação Infantil ao
Ensino Médio: Descobrindo Autores, Livro Falante, Cantinho de Leitura,
Lendo Sete e Poesias. O Enigma na Biblioteca tem por finalidade
apresentar o acervo que a biblioteca disponibiliza; estimular o aluno a
conhecer os autores e suas obras objetivando uma leitura prazerosa
(Tabela 2):
Tabela 2 – O Enigma da Biblioteca - 2012
Atividade
O Enigma da
Biblioteca

Público
Jardim I ao Ensino
Médio

Turmas

Idade

Participação

24

03 a 17

587

Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

 A biblioteca em parceira com a CIPTRAN proporcionou um momento
de Educação no Trânsito. Diariamente os veículos de comunicação
relatam notícias sobre acidentes de trânsito. Muitas pessoas fazem do
seu veículo uma arma. Pensando nesta realidade e procurando
melhorar a atitude das pessoas a Biblioteca convidou a CIPTRAN para
ministrar a palestra “Segurança no Trânsito” ensinando e orientando as
crianças a ajudar a lembrar seus pais sobre questões de trânsito, que
na maioria das vezes são mais ouvidos, do que uma multa ou um
policial (Tabela 3):
Tabela 3 – Segurança no Trânsito - 2012
Atividade
Segurança no
Trânsito

Público

Turmas

Idade

Participação

Jardim I ao 5º ano

14

04 a 10

270

Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

 O 1º Concurso de Poesia e 1º Concurso de Pintura “Mãe no Mundo
Moderno”, em comemoração ao Dia das Mães. Nota-se que a relação
filho e mãe, em muitos momentos são interrompidas por conta das
obrigações das mães. Os filhos sentem a ausência das mães que por
buscar um padrão de vida que ofereça aos filhos melhores condições,
assumem compromissos que impedem um relacionamento mais
próximo entre ambos. Diante dessa situação muitos filhos se isolam e
culpam suas mães por falta de carinho e atenção. Este concurso teve
por finalidade estimular o amor e a relação entre filho e mãe

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incentivando o aluno a escrever e instigando-o à leitura. A biblioteca em
parceria com a Capelania aproveitou a ocasião e fez uma homenagem
as mães funcionárias do colégio (Tabela 4):
Tabela 4 – Mãe no Mundo Moderno - 2012
Atividade

Público

1º Concurso

Turmas

Idade

Participação

Produção

20

06 a 17

520

139 poesias

04

03 a 05

67

50 pinturas

01

23 a 50

21

1º Ano ao

de Poesia

Ensino Médio

1º Concurso

Jardim I, II, III

de Pintura

AeB

Homenagem

Funcionárias

as Mães

21 rosas e
marca página

Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

 O 1º Concurso de Paródia e 2º Concurso de Pintura “Pai”, em
comemoração ao Dia dos Pais. A rotina de trabalhos distanciou pai e
filhos, e muitos filhos não tem a oportunidade de compartilhar com seu
pai seus sentimentos, neste concurso os filhos tiveram a chance de
demonstrar seu carinho e amor de uma maneira bem descontraída e
animada. Este concurso teve a finalidade de incentivar pai e filhos a
passarem mais tempo juntos fortalecendo a relação entre ambos
(Tabela 5):
Tabela 5 – Pai - 2012
Atividade

Público

1º Concurso

Turmas

Idade

Participação

Produção

18

07 a 15

178

63 paródias

06

03 a 06

108

91 pinturas

2º Ano ao

de Paródia

Ensino Médio

2º Concurso

Jardim I ao 1º

de Pintura

Ano

Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

 Comemoração

ao

“Dia

dos

Professores”.

Preparou-se

uma

homenagem com o objetivo de valorizar o trabalho desse profissional
que são dedicados, atenciosos, pacientes, carinhosos, sábios e
amorosos. No dia a dia, os alunos acabam esquecendo a importância
que o professor tem em suas vidas. Esta atividade tem a finalidade de
aproximar professor e aluno e estimular uma relação de respeito e
carinho (Tabela 6):
Tabela 6 – Dia dos Professores - 2012
Atividade
Homenagem

Público
Jardim I ao Ensino
Médio

Turmas

Idade

Participação

24

03 a 17

587

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Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

 “Momento de Leitura” foi criado com objetivo de proporcionar um
espaço agradável à comunidade escolar para leitura prazerosa,
podendo ser agendada ou não. Os educadores são estimulados a
fazerem leituras junto com seus alunos ou individualmente até mesmo
no intervalo de recreio (Tabela 7):
Tabela 7 – Momento de Leitura - 2012
Atividade

Público

Momento de

Turmas

Idade

Participação

24

03 a 17

587

01

18 a 50

42

Jardim I ao Ensino

Leitura

Médio

Momento de

Funcionários

Leitura

Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

Com a biblioteca fortalecida com as atividades e ações, propomos nas aulas
de biblioteca, Projetos e fazer uma Biblioteca em Ação, ativa, onde todos tem a
oportunidade de participar:
 O “Grupo Drama” surgiu da necessidade de integrar os alunos do
Ensino Fundamental II (6º ao 9º Ano) e Ensino Médio. A biblioteca
atuou como participante no desenvolvimento acadêmico de cada aluno,
em parceira com o professor de literatura. Criou-se um de grupo de
teatro, onde os alunos tiveram a oportunidade de fazer leituras de
clássicos da literatura, interpretação de textos, criação de roteiros e a
dramatização, oportunizando aos alunos a habilidade de falar em
público (Tabela 8):
Tabela 8 – Grupo Drama - 2012
Atividade

Público

Grupo Drama

Turmas

6º Ano ao
Ensino Médio

10

Idade
11 a
17

Participação

Produção

14

03 peças

Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

 Como complemento da aprendizagem em sala, surgiu a dinâmica do
jogo

de

matemática

que

tem

como

objetivo

estimular

o

desenvolvimento do pensamento lógico-matemático. Brincando na
trilha da matemática, resolvendo situações-problemas, o aluno, do 3º
ao 5º Ano, aprende e desenvolve seu raciocínio lógico. A “Gincana da
Matemática” foi uma atividade saudável que deixou o aprendizado
divertido e prazeroso, trabalhando de forma individual e coletiva

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(Tabela 9):
Tabela 9 – Gincana da Matemática - 2012
Atividade
Gincana da
Matemática

Público

Turmas

Idade

Participação

4º e 5º Ano

04

09 a 10

87

Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

 A “Trilha Alfanumérica” apresenta números de 1 a 10 e o Alfabeto, onde
o jogador só avança casa quando descreve corretamente a figura.
Brincando na trilha o aluno, da Educação Infantil ao 3º Ano, aprende e
desenvolve seu raciocínio lógico, por meio de uma atividade saudável,
deixando o aprendizado divertido e prazeroso, no qual o educando
aprende a socializar-se e trabalhar o individual e o coletivo (Tabela 10):
Tabela 10 – Trilha Alfanumérica - 2012
Atividade
Trilha
Alfanumérica

Público

Turmas

Idade

Participação

Jardim II ao 3º Ano

09

03 a 08

187

Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

 A biblioteca apresenta de forma lúdica a leitura, pensando na qualidade
da leitura dos alunos. Esta atividade chamada de “Dado da Leitura” foi
composta pelas seguintes partes: título, autor, história, personagem, o
que mais gostou e o que menos. O aluno compartilha o livro que levou
para casa sendo estimulado a relatar oralmente, por meio de uma
brincadeira, a avaliação que fez do livro. Desta forma, apresenta a
história aos seus amigos, instigando-os a lerem o livro, compartilhando
a leitura e oportunizando trocas e reflexões sobre o texto lido (Tabela
11):
Tabela 11 – Dado da Leitura - 2012
Atividade
Dado da Leitura

Público

Turmas

Idade

Participação

1º ao 3º Ano

06

06 a 08

120

Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

 A dificuldade na escrita, pronúncia e interpretação do texto na maioria
das vezes se dá por não conhecer as palavras e seus significados.
Brincando com o dicionário, montando textos ou palavras, a criança
aprende qual o seu significado e qual sua escrita correta. A “Gincana
das Palavras” foi uma competição saudável em que o aluno foi
estimulado a provar quem conhece mais palavras (Tabela 12):
Tabela 12 – Gincana das Palavras - 2012

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Atividade
Gincana das
Palavras

Público

Turmas

Idade

Participação

4º e 5º Ano

04

09 a 10

87

Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

 A biblioteca acredita que a criança em formação deve ser estimulada a
ter hábitos saudáveis, valores e virtudes. Para tanto, deve-se ensinar
as crianças de forma divertida através de histórias. Assim surgiu o
Projeto “Banquinho da Cortesia”. Durante dez semanas foram
trabalhadas histórias com temas relacionados à Cortesia, onde cada
semana é escolhida quatro crianças para sentar-se no banquinho, tem
a oportunidade de contextualizar sua vivência, comparando com as
histórias contadas. (Tabela 13):
Tabela 9 – Banquinho da Cortesia - 2012
Atividade
Banquinho da
Cortesia

Público

Turmas

Idade

Participação

Jardim I, II, III A e B

04

03 a 05

67

Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

Essas ações surtiram um efeito positivo no colégio segundo o relato dos
próprios professores.
conseguiram

crescer

Os alunos também relataram que pelas atividades
em

seu

aprendizado,

tornando-se

leitores

assíduos,

incentivando seus pais a também ingressarem no universo da leitura. Muitos pais
também relataram às mudanças percebidas em seus filhos concernentes a melhora
do aprendizado e do convívio diário.

3 RESULTADOS PARCIAIS/FINAIS
Após as ações pedagógicas e relatos apresenta-se os quadros estatísticos
com os principais resultados da pesquisa, conforme descrito pela Figura 1.
Figura 1 – Quadro de Leitores por Turma - 2012

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Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

No Quadro de Leitores por Turma apresenta-se a situação dos leitores da
Biblioteca. Concernente a Educação Infantil os alunos estão em processo de
alfabetização e precisam de um incentivo maior dos professores bem como a
participação dos pais. Observa-se que não basta tão somente a ação da Biblioteca
nesse caso, mas a participação de professores e pais se faz necessário para que o
processo de leitura possa ocorrer, Kuhlthau (2006, p. 29) afirma que “[...] para fazer
com que as crianças desde cedo apreciem a leitura de histórias, é necessário que o
professor ou bibliotecário demonstre interesse na leitura, criando um ambiente
agradável e convidativo”.
.
No Ensino Fundamental I (1º ao 5º Ano), há um vasto acervo de literatura a
disposição, seus professores são os maiores incentivadores. Os leitores dessa faixa
etária são assíduos e participam de todas as atividades e projetos:
Crianças nesta idade gostam de seus colegas. São cooperativas e
capazes de trabalhar juntas. Através do trabalho em grupo as
crianças aprendem paulatinamente a fazer contratos, a cumprir a
palavra empenhada, a comprometer-se na elaboração de projetos
coletivos e a estabelecer relações reciprocidade. (KUHLTHAU, 2006,
p. 146)

No Ensino Fundamental II (6º ao 9º Ano), há uma procura muito grande por
literatura, trata-se de leitores independentes e exigentes e constatou-se que os livros
que a biblioteca disponibilizava já haviam sido lidos. A falta de reposição de acervo
foi impeditivo para a continuidade do processo de leitura. O Ensino Médio apresenta
pouca procura e participação uma vez que os gêneros desejados por essa faixa
etária não existem no acervo.
Figura 2 – Relatório Anual de Empréstimos – Livros por Turma

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Fonte: Portfólio Atividades e Projetos 2012

A Figura 2 relacionada aos empréstimos anuais apresenta a problemática da
falta de reposição de acervo como uma questão evidente uma vez que os
empréstimos no segundo semestre caíram drasticamente em relação ao primeiro
semestre. Sem reposição de acervo os alunos perdem o estímulo de frequentar o
espaço da biblioteca mesmo diante do esforço de propor projetos dinamizadores.
4 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
É evidente a observação concernente ao acervo da Biblioteca Profª Helena da
Silva Barboza. Mesmo diante de atividades e projetos que contribuíram com a
dinamização de seu espaço notou-se que a falta de reposição de acervo resultou
num quadro pouco favorável ao serviço de empréstimo. Evidentemente que não
apenas pelos serviços de empréstimos deve-se avaliar as bibliotecas escolares, no
entanto não é possível oferecer serviços e produtos sem alguns itens fundamentais
como acervo, ambiente físico e gestão bibliotecária minimamente atenta as
necessidades do ambiente escolar.
Outra questão considerada como essencial em atividades propostas por
bibliotecas escolares refere-se ao diálogo necessário entre o bibliotecário e a equipe
pedagógica de modo a alinhar o que foi aplicado na biblioteca com a realidade vivida
pelo aluno em sala de aula, Kuhlthau (2006, p. 144) corrobora:
A integração do programa da biblioteca com os conteúdos
curriculares compensa o esforço de ambos, bibliotecário e professor.
Mas as crianças são as principais beneficiarias de um programa
integrado. Aprendem a usar os materiais da biblioteca de forma a
serem capazes de buscar informação independentemente, seguindo
suas próprias inclinações e interesses. Começam a perceber que a
aprendizagem é um esforço individual para toda a vida, no qual a

�XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

biblioteca pode desempenhar uma função central.

Afinal, ter uma coerência entre os conteúdos trabalhados em sala de aula se
faz necessário para que o mesmo não caia por terra, afinal o aluno receptivo
aceitará com mais facilidade as atividades e projetos propostos pela biblioteca,
sendo assim, uma ferramenta e não um tropeço no ambiente escolar. Kuhlthau
(2006, p.144) declara: “para que o programa de biblioteca seja eficaz o planejamento
conjunto é essencial. Não se pode esperar que as crianças aprendam a usar a
biblioteca para pesquisar e fazer trabalhos sem integrar a aprendizagem com
assuntos significativos”. Concernente ao quesito relacionado a interação entre a
equipe pedagógica, administrativa e biblioteca notou-se uma articulação saudável
entre as equipes contribuindo para o sucesso dos projetos,
Aguarda-se que a administração da escola realize novos investimentos
relacionados a reposição dos acervos na Biblioteca Profª Helena da Silva Barboza
de modo que uma nova avaliação possa ser considerada em relação ao serviço de
empréstimo.
Palavras-chave: Biblioteca escolar. Práticas pedagógicas. Gestão bibliotecária.
Leitura.

REFERÊNCIAS
AMARAL, Ana Lucia Magalhães do. Atraindo leitores: biblioteca escolar cria agitos e
surpresas para estimular alunos. AMAE educando, Belo Horizonte, v. 31, n. 280, p. 1214, nov. 1998.
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pedagógica. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
CÔRTE, Adelaide Ramos e; BANDEIRA, Suelena Pinto. Biblioteca escolar.
Brasília, DF: Brinquet de Lemos, 2011.
DENCKER, Ada. Métodos e técnicas de pesquisa em turismo. 2 ed. São Paulo:
Futura, 1998.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam.
São Paulo: Cortez, 2002.
KUHLTHAU, Carol. Como usar a biblioteca na escola: um programa de atividades para
o ensino fundamental. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
PORTFÓLIO DE ATIVIDADES E PROJETOS 2012 DA BIBLIOTECA PROFª
HELENA DA SILVA BARBOZA. Campo Grande: Biblioteca CAC, 2012.
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memória profissional a um fórum virtual. São Paulo: SENAC: Conselho Regional de
Biblioteconomia 8ª Região, 2005.
MAROTO, Lucia Helena. Biblioteca escolar, eis a questão!: espaço do castigo ao
centro do fazer educativo. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009.

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      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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                <text> Administração de Biblioteca </text>
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                <text>A leitura para ser desenvolvida e estimulada depende de fatores externos que contribuem para a eficiência e formação de hábitos de leitura. As estratégias utilizadas são de extrema importância para que o hábito de ler seja um ato prazeroso e não so mente obrigatório. A Biblioteca deve ser um ambiente acolhedor, proporcionando opções que atinjam os diversos leitores, respeitando suas escolhas, culturas e faixa etária. Dentro da escola há a necessidade de desmistificar o ambiente apenas como utilizado para pesquisa e trabalhos obrigatórios. Há de se levar em conta conforme afirma Paulo Freire, de que a leitura do mundo, precede a leitura da palavra. Cada leitor tem suas vivências que devem e podem ser aproveitadas. As diversas atividades realizadas tem o objetivo de oportunizar à todos os leitores uma leitura de aprendizagem que transformasse numa ação eficiente aliada a diversão e socialização do conhecimento. Os métodos, recursos e atividades desenvolvidos tiveram a intenção de ampliar o conhecimento d o aluno leitor, através da diversificação de textos capazes de convencer o leitor e inseri lo no processo, sem que houvesse uma cobrança de resultados. A ludicidade foi o principal recurso independente da faixa etária que incentivou e inseriu os leitores a desenvolverem o hábito de ler.</text>
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                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Resumo expandido de comunicação científica

ESTUDO DE USUÁRIOS E PESQUISA DE MARKETING: APLICAÇÃO NA
GESTÃO DE COLEÇÕES DE LIVROS ELETRÔNICOS

Carlos Alberto Souza do Nascimento Junior. Universidade Federal do Pará.
carlosn@ufpa.br

1 INTRODUÇÃO
A implementação de livros eletrônicos (ou ebooks) tem se concretizado
em diversas bibliotecas pelo país, principalmente no que diz respeito às
bibliotecas universitárias e especializadas. O crescimento do mercado digital tem
confrontado muitos bibliotecários que atuam no Desenvolvimento de Coleções
com a necessidade de adquirir ou assinar conteúdos eletrônicos, à medida que
seus equivalentes impressos deixam de ser publicados no formato tradicional e
passam a ser disponibilizados apenas no ambiente virtual, ou mesmo devido à
demanda do corpo de usuários aos quais essas bibliotecas atendem.
A Universidade Federal do Pará (UFPA) iniciou a sua experiência com
livros eletrônicos em 2012, quando aderiu a um período de trial de três meses
para uma base estrangeira de livros eletrônicos, com títulos internacionais. A base
foi assinada no ano de 2013 e renovada para 2014, sendo mantido
initerruptamente o serviço de acesso para os alunos, docentes e servidores
técnicos-administrativos dentro dos campi da UFPA. Em uma análise do uso da
referida coleção eletrônica, constatou-se que diversas unidades acadêmicas
tendiam a não utilizar os conteúdos disponíveis para suas referidas áreas de
conhecimento (NASCIMENTO JUNIOR, 2014).
Notou-se a importância de conhecer o ponto de vista dos usuários para
embasar a tomada de decisão. Esta pesquisa busca compreender as razões pelas

�quais os usuários de determinadas unidades acadêmicas não acessam à coleção
de livros eletrônicos. A partir de uma observação prévia, foram elencadas as
seguintes hipóteses: H1 – desconhecimento do serviço; H2 – o conteúdo não é de
interesse dos usuários; H3 – os alunos têm dificuldade no acesso à base de
dados; H4 – o idioma das publicações não é acessível aos usuários. Leituras
prévias também contribuíram para a formulação das hipóteses e preparação da
metodologia, tais como as obras de Vergueiro (1988, 2010) e Barbosa (2011).

2 MÉTODO DA PESQUISA
Aplicou-se nessa pesquisa a seleção de amostras por clusters,
considerando cada unidade de informação identificada em estudo anterior
(NASCIMENTO JUNIOR, 2014) como uma parcela da população total. Por
questões de tempo e praticidade, para os fins desta pesquisa, utilizou-se somente
um dos clusters como universo da pesquisa, a saber, a Faculdade de
Biblioteconomia (FABIB) da UFPA. A metodologia adotada foi o survey, com
seleção aleatória de participantes, com a aplicação de questionários (102
participantes) em um universo de aproximadamente 300 alunos matriculados. Os
critérios de inclusão adotados foram: 1 – estar matriculado na FABIB, no curso de
Biblioteconomia; 2 – ter ingressado na Universidade entre os anos 2011 e 2014.
Os dados coletados foram analisados quantitativamente.

3 RESULTADOS
A partir da análise dos dados, verificou-se que a variável mais significativa
diz respeito à divulgação da base de dados: os participantes comentaram e
fizeram sugestões quanto à promoção do serviço, além de identificarmos que
38,24% (39 participantes) não tinham conhecimento do serviço e, dos que
conheciam, 61,9% (39 respondentes) indicou que a divulgação é insuficiente.

4 DISCUSSÃO
Com a redução de recursos disponíveis para investimentos em bibliotecas
do setor público e o aumento da demanda pelos serviços eletrônicos, torna-se

�cada vez mais necessário que o bibliotecário assuma o papel de gestor em
analisar dados antes da tomada de decisões. Embora todas essas ações, quando
estudadas e devidamente analisadas, possam ser benéficas para os usuários
reais e potenciais da biblioteca, é mister que se estabeleçam prioridades.

5 CONCLUSÕES
O presente estudo conclui, por meio da pesquisa descrita, que a melhor
alternativa para a situação apresentada é o investimento na divulgação da base de
livros eletrônicos, por meio de materiais impressos (folders, cartazes, panfletos
etc.), além de um trabalho corpo-a-corpo nas unidades em que se verifica um
baixo índice de uso dos conteúdos oferecidos.

Palavras-chave: Livros eletrônicos. Estudo de usuários. Pesquisa de marketing.
Gestão de bibliotecas. Bibliotecas universitárias.

REFERÊNCIAS

BARBOSA, Marilene Lobo Abreu; FRANKLIN, Sério. Controle, avaliação e
qualidade de serviços em unidades de informação. In: LUBISCO, Nídia M. L.
(Org.). Biblioteca universitária: elementos para o planejamento, avaliação e
gestão. Salvador: EdUFBA, 2011. p. 89-137.
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livros eletrônicos como base estratégica de marketing. Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, 18., 2014, Belo Horizonte. Anais eletrônicos... Belo
Horizonte: UFMG, 2015. Disponível em: &lt;https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wpcontent/uploads/trabalhos/442-1910.pdf&gt;. Acesso em: 19 mar. 2015.
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instrumentos para diminuição da incerteza bibliográfica. Revista da Escola da
Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 17, n. 1, p. 104-118, mar. 1988.
Disponível em: &lt;http://www.brapci.ufpr.br/download.php?dd0=13640&gt;. Acesso em:
14 mar. 2015.

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                <text>A implementação de livros eletrônicos (ou ebooks) tem se concretizado em diversas bibliotecas pelo país, principalmente no que diz respeito às bibliotecas universitárias e especializadas. O crescimento do mercado digital tem confrontado muitos bibliotecários que atuam no Desenvolvimento de Coleções com a necessidade de adquirir ou assinar conteúdos eletrônicos, à medida que seus equivalentes impressos deixam de ser publicados no formato tradicional e passam a ser disponibilizados apenas no ambiente virtual, ou mesmo devido à demanda do corpo de usuários aos quais essas bibliotecas atendem.</text>
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                    <text>O DISCURSO DA “SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO” NOS CURRÍCULOS
DOS CURSOS DE BIBLIOTECONOMIA

Elisabete Gonçalves de Souza
Universidade Federal Fluminense
elisagon@ig.com.br
Introdução
Com a globalização política e econômica a informação tornou-se o
centro das atenções dos governos e suas agências. Nesse novo cenário,
conforme ressalta Ribeiro (2013, p.11), “os sentidos da memória históricosocial das civilizações são desconstruídos em um jogo geopolítico que em que
as identidades coletivas são balizadas por conceitos genéricos como o de
sociedade da informação”, centrado na chamada na “economia do
conhecimento”, na gestão informação para a competitividade. Nesse contexto o
acesso ao conhecimento deixa de ser um direito para se tornar uma
mercadoria, reconfigurando o fazer dos profissionais de diversas áreas, em
especial daqueles que lidam com a organização da informação: os
bibliotecários.
O objetivo desta comunicação é mostrar como essas teses se
expressam nos currículos dos cursos de biblioteconomia ministrados no Estado
do Rio de Janeiro.
Metodologia
Para demonstrar o impacto da abordagem neoliberal, mais precisamente
do conceito “sociedade da Informação” e se seu discurso técnico-gerencial
foram analisadas as matrizes curriculares dos cursos presenciais de
Bacharelado em Biblioteconomia, ministrados sob a custódia de universidade
federais localizadas no Estado do Rio de Janeiro, a saber: UNIRIO UFF e
UFRJ.
Discussão e resultados
As teses do neoliberalismo afetaram a organização de instituições, como
a universidade expressando-se a partir de 1990 na organização de seus
currículos. Na área da ciência da informação, mas precisamente nos cursos de
Biblioteconomia nota-se a partir de então uma diminuição das disciplinas
humanísticas, voltadas para a discussão da função social das bibliotecas, em
favor de disciplinas voltadas para a temática da gestão da informação e do
conhecimento, inteligência organizacional, etc., entendidas como “novas
tarefas” do profissional da informação do século XXI (FREITAS, 2002)
Indo nessa direção, o objetivo desta comunicação é mostrar como o
conceito de “sociedade da informação” foi incorporando à matriz pedagógica
dos cursos de Biblioteconomia e de que forma vêm se expressando em seus
conteúdos programáticos. Avança relacionando essa abordagem com a

�questão da razão instrumental (GOERGEN, 2010), discurso que enfatiza a
visão utilitarista do conhecimento em detrimento da formação humana.
A análise das matrizes curriculares das três universidades estudadas
mostrou que no mínimo uma nova disciplina foi criada de modo a dar conta das
novas abordagens exigidas pela “sociedade da Informação”, incluindo em seu
repertório temáticas como inteligência organizacional, gestão do conhecimento.
Percebeu-se também a ausência de disciplinas voltadas para discussão de
temas relacionados à função social das bibliotecas, sendo essa discussão
abarcada por disciplinas introdutórias como “Introdução à biblioteconomia”
(UFF); Bibliotecas, Informação e Sociedade (UFRJ).
No currículo da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
(2010) – Curso de Bacharelado em Biblioteconomia – consta a disciplina
“Gestão Estratégica da Informação e do Conhecimento”, oferecida no 7º
período, cuja ementa ressalta que a proposta da disciplina é oferecer uma
”visão crítica da globalização e de seus reflexos nos campos geopolítico,
econômico, social, organizacional, informacional e na vida dos indivíduos”.
Ressalta que os egressos deverão ter conhecimento dos ”modelos gerenciais
adotados pelas organizações para sua permanência e evolução em um mundo
de contínuas transformações e acirrada competição”. A ementa se encerra
ressaltando “a contribuição da Biblioteconomia nos processos informacionais
adotados pelas organizações, em conexão com a Administração Estratégica:
Inteligência Competitiva e Gestão do Conhecimento. Os paradigmas que
norteiam a atuação dos bibliotecários frente aos processos de Inteligência
Competitiva e Gestão do Conhecimento. O Bibliotecário gestor da informação”.
No projeto pedagógico da Universidade Federal Fluminense (2000) Bacharelado em Biblioteconomia e Documentação - encontramos conteúdos
relacionados à “Gestão da Informação e do Conhecimento”, com ênfase nos
“processos de produção e tramitação de documentos no âmbito das instituições
públicas e privadas, devendo o egresso ser capaz de: “Identificar os processos
de produção e tramitação da informação no ambiente organizacional; interagir
e agregar valor nos processos de geração, transferência e uso de informação,
em todo e qualquer ambiente; elaborar, coordenar, executar e avaliar planos,
programas e projetos dentro de sua área de atuação”.
No currículo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2008) –
Bacharelado em Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação –
encontrarmos a disciplina “Gestão da Informação e do Conhecimento”,
oferecida no 5º período, cuja ementa tem como proposta discutir os conceitos
“era do conhecimento”,“ sociedade da informação” e “Inteligência competitiva”.
Destaca o papel do futuro bibliotecário como “gestor da informação”. Ressalta
os “recursos informacionais como fator de competitividade das organizações e
seus impactos nos processos decisórios da empresas”.
Considerações finais
Este estudo nos trouxe questões importantes e acerca do contexto
biblioteconômico contribuindo para pensar a formação do bibliotecário.
Demonstrou como o discurso da “sociedade da informação” foi absorvido pelos
currículos das escolas de biblioteconomia, se expressando em disciplinas cujos
conteúdos envolvem temas como gestão da informação, inteligência

�competitiva, entre outros. Em contrapartida, as disciplinas como ênfase na
função social das bibliotecas como lugares de informação, cultura e cidadania
são poucas quando comparadas àquelas que tratam das temáticas
relacionadas à gestão, tratamento, organização e recuperação da informação.
Cabe à universidade desconstruir o discurso da “sociedade da Informação”, lêlo a contrapelo, de modo a desvelar suas contradições, e poupar seus
currículos de serem enredados pela abordagem técnico-gerencial em
detrimento da formação humana.
Palavras-chave: Biblioteconomia. Currículo. Sociedade da Informação

Referências
FREITAS, Lídia Silva de. A memória polêmica da noção de sociedade da
informação e sua relação com a área de informação. Informação &amp; Sociedade,
João Pessoa, v.12, n.2, 23 p. 2002.
GOERGEN, Pedro. Educação Instrumental e formação cidadã: observações
críticas sobre a pertinência social da universidade. Educar, Curitiba, n. 37, p.
59-76, maio/ago. 2010.
MATTELART, Armand. História da sociedade da informação. São Paulo:
Loyola., 2002.
RIBEIRO, Géssika Karolyn Farias. Implicações acerca da noção de “sociedade
da informação”: caminhos e descaminhos de um discurso. Niterói, 2013.
Universidade Federal Fluminense. Monografai. Curso de Biblioteconomia e
Documentação.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UNIRIO.
Projeto pedagógico do curso de Bacharelado em Biblioteconomia. Rio de
Janeiro, 2010. Disponível em:
http://www2.unirio.br/unirio/cchs/eb/copy_of__Projeto Acesso em 20 de abril de
2014.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – UFRJ . Proposta políticopedagógica de implantação do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades
de Informação. Rio de Janeiro, 2008. Disponível em:
http://www.facc.ufrj.br/joomla/images/docs/Projeto_Pedag%C3%B3gico_CBG.p
df Acesso em 20 de abril de 2014

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE - UFF. Projeto Pedagógico do
Curso de Biblioteconomia e Documentação. Niterói, 2000.

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                <text>São Paulo (S