<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<itemContainer xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/browse?collection=4&amp;sort_field=Dublin+Core%2CCreator&amp;sort_dir=d&amp;output=omeka-xml" accessDate="2026-07-13T00:21:05-07:00">
  <miscellaneousContainer>
    <pagination>
      <pageNumber>1</pageNumber>
      <perPage>500</perPage>
      <totalResults>2179</totalResults>
    </pagination>
  </miscellaneousContainer>
  <item itemId="2102" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1183">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/21/2102/Febab_C_B_B_D_V_I_Joao_Pessoa_v1.pdf</src>
        <authentication>caee802ed234ccd37173947ee6f7655f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="26041">
                    <text>CONC^SSO
CONèlESSO
Pi
DE
i
E

BRASILEH»)
BRASlLEHid;

Bl^iOTECONOMlA
BlBLlOTiCONOMlA
POCUMiHTACAO
DOCUMENTAÇÃO

T

ÍV'
..a .
AN
ANA
AI
I

.J

-Í .&lt;
t'' '

VOLUME I
TEMA CENTRAL E SUB-TEMAS
JOÃO
PESSOA-Pb"'^'
JOÄO PESSOA-PB
‘associação
ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL
profissional de
DE bibliotecários
BIBLIOTECÁRIOS da
DA paraíba
PARAI'BA
1982
, i

cm

1

Digitalizado
gentil mente por;
gentilmente
por:

♦

I

11

12

13

�•

■.

•

(

4

3

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
stem
I GereocUupvnto

�ANAIS te
XÍ CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA
ft) xi
E

DOCUMENTAÇÃO

Pessoa^ 17 a 22 de janeiro de 1982
Pessoa,

Volume

1

TEMA CENTRAL E SUB-TEMAS

JoÃo Pessoa-PB
AssociacÃo Profissional de Bibliotecários da Paraíba
19 8 2

Digitalizado
gentilmente por:

�Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, 11., João Pessoa, 1982.
Anais. João Pessoa, Associação Profissional de
Bibliotecários da Paraíba, 1982.
2v.
Conteúdo: v.l Tema central e sub-temas. v.2 Tra
balhos oficiais e recomendações.
1. BIBLIOTECONOMIA - CONGRESSOS. I Associação Pro
fissional de Bibliotecários da Paraíba. Tl
II Titulo.
CDU: 02:374.9
02:374.9(81)
(81)

Digitalizado
gentilmente por:

�Sumário
Volume 1
TEMA CENTRAL: BIBLIOTECA E EDUCAÇÃO PERMANENTE
BIBLIOTECA POBLICA E BIBLIOTECA ESCOLAR - UMA INTEGRAÇÃO NE
CESSÄRIA, por Cléa Dubeux Pinto Plmentel
CESSAria,
Pimentel

1

RECURSOS BIBLIOGRÁFICOS E EDUCAÇÃO CONTINUADA, por Lella
Leila Ma
galhães Zerlotti Mercadante e Tereza da Silva Freitas Oli'
OM
veira

17

A BIBLIOTECA.
BIBLIOTECA UNIVERSITÄRIA
UNIVERSITARIA ESPECIALIZADA NO PROCESSO DF EDU
CAÇÃO FORMAL; ESTUDO PARA AVALIAÇÃO DE HABITO
HÄBITO DE LEITURA,
por Lúcia Helena Pimenta Lima e Maria Piedade F. Ribeiro
Leite
I
BRINCANDO COM O TEXTO, por Maria Cecilla
Cecilia M. R. A. da Silva
e Maura Duarte Moreira Guarido

54

A importAmcia
IMPORTÃICIA das
DAS BIBLIOTECAS
bibliotecas no
NO processo
PROCESSO EDUCACIONAL,
educacional,
Paul Kaegbein

71

A BIBLIOTECA ESCOLAR E 0O SEU PAPEL NO
por Raimunda Augusta Queiroz

cm

t

29

por

SISTEMA EDUCACIONAL,
81

A BIBLIOTECA INFANTO-JUVENIL COMO ALICERCE DO FUTURO USUÄ
USUA
RIO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS E UNIVERSITÃRIAS,
UNIVERSITARIAS, por Roseli Te
reza Silva Leme e outros
j

95

BASES PARA UMA POLItICA
POLlTICA EDUCACIONAL PARA AS BIBLIOTECAS PO
BLICAS; ALGUMAS CONSIDERAÇÕES, por Suzana Pinheiro Machado
Mueller

116

BIBLIOTECA, COMUNIDADE E INFORMAÇÃO UTILITARIA;
UTILITÁRIA; UM ESTUDO
DE COMO CIRCULA A INFORMAÇÃO UTILITARIA
UTILITÁRIA NO BAIRRO DE POM
PÉIA EM BEIX3
BEID HORIZONTE, por Ana Maria Athayde Polke e ou
tros

131

BIBLIOTECA E EDUCAÇÃO PERMANENTE'
PERMANENTE - BANCO DE DADOS CULTURAIS,
por Angela Maria íiinaral
Aimaral Rébula

160

A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO NUMA COMUNIDADE
DE INTERNAÇÃO PEDIAtrica,
PEDIÁTRICA, per
por Anna Franclsca Martlnez
Martinez Pas
Pa£
sos

179

CARRO-BIBLICTECA DA ESCOLA DJ BIBLIOTECONOMIA DA UFMG; UMA
ANAlise DA
ANÁLISE
da demanda
DEMANDA DE
de MATERIAL
material de
DE LEITURA, por Jeannete M.
Kremer

190

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�CAIXAS-ESTANTES; INSTRUMENTOS A SERVIÇO DA CULTURA E DO LA
ZER NA EMPRESA MODERNA, por Liana Marya Abdala Oliveira ...

209

A BIBLIOTECA POBLICA E O ATENDIMENTO AO IDOSO, por Maria da
Conceição Carvalho

218

A ATUAÇÃO DO GRUPO DE BIBLIOTECÄRIOS
BIBLIOTECÃRIOS EM INFORMAÇÃO E DOCÜ
DOCU
MENTAÇÃO TECNOLOGICA DO PARANÃ
PARANÄ VISTA PELAS CHEFIAS DAS BI
BLIOTECAS PARTICIPANTES, por Beatriz Moura e outros

233

AVALIAÇÃO DA BIBLIOTECA ESPECIALIZADA PELOS USUÃRIOS,
USUÄRIOS,
Beatriz Marçolla Lott e Maria de Lourdes Rodarte

252

por

BIBLIOTECA POBLICA BRASIIíIIRA;
BRASILEIRA; OBJETIVO E MISSÃO
SOCIAL,
por Carolina Angélica Barbosa Saliba e Ann Marta Pinheiro .

273

A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO,
no Vieira

por Cila Mila
287

A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO,
das Chagas de Souza

por Francisco
299

INFORMAÇÃO INDUSTRIAL; SITUAÇÃO ATUAL E ALTERNATIVAS
TRABALHO, por José Rincon Ferreira

DE
306

A BIBLIOTECA ESPECIALIZADA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO.
O SISTEMA DA BIBLIOTECA DA FUNDAÇÃO OSVALDO CRUZ; UMA EXPE
RIÊNCIA, por Lucilia Meyer Friedmann e Nelson Chagas
■

332

BIBLIOTECAS pOBLICAS
PÚBLICAS NA PARAlBA:
Neusa de Morais Costa

347

UM DIAGNÖSTICO,
DIAGNOSTICO, por Maria

EXPERIÊNCIAS INOVADORAS NA BIBLIOTECA MINSSEN,
Zietlow Duro

por

Yvette
367

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL DE FÉRIAS; UMA EXPERIÊNCIA NA BIBLIOTE
CA INFANTIL MONTEIRO LOBATO, por Aldérica S. Ferrari

379

REFLEXÕES SOBRE IDEOLOGIA E BIBLIOTECAS,
doso de Andrade

391

por Ana Maria Car

BIBLIOTECA POBLICA:
PÚBLICA: AÇÃO COMUNITÃRIA,
COMÜNITÃRIA, por Célia Mediei Be
zerra Silva e outros

398

A ATIVIDADE DE EXTENSÃO DA EBC/üFBA
EBC/UFBA NA BIBLIOTECA PÚBLICA
"ERNESTO SIMÕES FILHO" DA CIDADE DE CACHOEIRA, por Esmerai
da Maria de Aragão

417

BRASILIA TEIMOSA; UMA BIBLIOTECA PÚBLICA INFANTIL EM ÄREA
BRASlLIA
ÃREA
CARENTE, por Margarida Maria de Andrade Matheos de Lima ...

430
4 30

Digitalizado
gentilmente por:

�A TRANSFORMAÇÃO
TRANSFORKAÇÃO DA BIBLIOTECA PÜBLICA DE MINAS GERAIS
NO
ATUAL CENTRO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE, por Maria de Lourdes
Cortes Romanelli e outros

442

DIVULGANDO O0 FOLCLORE EM MINAS GERAIS, por Marília
Marllia
Gontijo

462

Salgado

AUDIOVISUAL PARA TREINAMENTO DE USUÃRIO EM BIBLIOTECAS ESCO
LARES, per Enriqueta Graclela Cuartas e Gilca Martins Gatti

469

INTERESSES DE LEITURA DE USUÃRIOS
USUÄRIOS DA SEÇÃO CIRCULANTE DA BI
BLIOTECA PÚBLICA
POBLICA ESTADUAL "PRESIDENTE CASTELO BRANCO", por
Maria das Graças de Liitia
Liita Melo

482

Digitalizado
gentilmente por:

^Scan

ÉÊáÍ^
0

11

12

13

�DA CULTOR?. : IX
.’*■ ■ -MV? -y.C-'.it :j-v
|fe-’ ^
,-ax;!Ä,-io&gt; aAMTH &lt;■? 4ix.i^?-AD|.fí&gt;v^íB
a
P
,
,)||lpfji/o..I 9b' stifi« -foq .:rr»I3BlAMS31
i'J '»ITM'iO .lAiJ'jÄ,.
I.
SO1Í0J 9 XiIsa£&gt;‘iioK -ia:íiõD
f
A AWÜSnW
.t.'TEXÄaJC'; EW riJrOR'fto’'
. ■'■
S'
a^'*Ji';.v?.iU'7i3
^Vi ■- ■ ■•’"•y.-V.'.’ ^ o.vt» • • ■i.'-■• • •■• • •
f
A«t5
p •

MM)». '-1S- 'WA.Af.l

^

^priiausia i|B'
»'.«ii-O -ff

iSno.» saohivoxova

f
Í.Ò'
I'
Ip',
t-i
E^r
ji.

fff
1»&gt;:A4U3KX3 -OAjiaasA,q
&gt;^9 ÄHJ'ipJ *'.i &gt;».iä^oi-.i ::rMi
pói &lt;*j*.r«1.&lt;wpA*w -oaaif«.. 491 iaxsaa«"
lapsi. AautíÇia'
o.n.iJ -3f’. ■■'
n-i&amp;M
A »IBlVcW..»
'• !.&gt;?.i^f:'^VO^.VI«?;^.■.^ ,
I» Vlalr«

1^'
1^-

J1ÍPORMR.ÇÂ0 iMoebTaui;
•
«»»AtHOi. f»Or
fi'i-K«*- •

« BIBUOyRCx m r.'.•■
4*s Ckagß» de fcoov».

' ,?U'xTí;,
- ,r:Au c .vi. ■ x-a: ■. ■/■
- r.i

A »IBLJOTECA ESE'S'OI.fel.l
- - i'.OSi.'.
0 SISnCHA DA SI.a^£yííNUA »V-- :■ ."- .■ c^; ■'.V;
Vaei .1
|SÉHCI&gt;., por I.o-;liic
- .* -ÍOM.tOTí:CAÍ' PÜBLICAS N7-,
Mm«« de Morel» «coe-ca ....

i&gt;

•riS* .

Í.

-IBBMtp.rfllROtAÜ liiOVADORM; Ro fe &gt;■■•■
B^rr.
-»jf-tciAL Dt ! '
IMBps-k
/«• 4. . 1 .,.’■
lÄW^'tsiao
JXit'ATi.

I&lt;

illffßUiglSm mmkr. .r-EOLfCiA r h.-::
&lt;Se;.4Mfíís*“

VV '
■ • . .

'fc
m

r“'-^^iirrfsm'-'- r» cioAßr oe .'.vo.uf
M
^í.J.1^;4lVTí;CA %'CiA\ IC.K

Digitalizado
gentilmente por:

I

an
stem
0

11

12

�APRESENTAÇÃO
O XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Doou
Docu
mentação teve como objetivos principais despertar o bibliotecário
brasileiro para o papel que a Biblioteca pode e deve desempenhar
no sistema formal e não-formal de educação e conscientizar os pro
flsslonals da área de educação de que sem bibliotecas o processo
educativo não atingirá a sua eficácia.
0O evento teve como tema central "BIBLIOTECA E EDUCA
ÇÃO PERMANENTE" e OS seguintes sub-temas: Biblioteca na Educação
Formal, Biblioteca nos Programas de Alfabetização e de
Fomal,
Educação
de Adultos, A Biblioteca no Processo de Desenvolvimento,
Blbllo
Biblio
teca e Cultura Local e Os Meios de Comunicação de Massa e o Háb^
Hábl
to de Leitura.
Os Anais do XI CBBD reúnem os trabalhos oficiais soli
soll
citados pela Comissão Diretora e os trabalhos selecionados
pela
Comissão Técnica, para serem apresentados nas Sessões Plenárias.
Neste 19 volume estão reunidos todos os trabalhos se
lecionados referentes ao tema central e aos sub-temas. No segundo
serão publicados os trabalhos oficiais e as recomendações do Con
gresso.
A idéia
Idéia de publicar apenas os trabalhos relacionados
com o tema central e seus sub-temas constituiu uma tentativa de
dirigir a produção cientifica dos congressistas, de modo a subsl
dlar os debates, recomendações e conclusões do evento, bem como,
diar
de criar ou formalizar uma visão global da influência
Influência das blbllo
biblio
tecas nos diversos nlvels
níveis da educação nacional.
A Idéia refletiu, ainda, o desejo de evitar a disper
dlsper
são, a fim de concentrar esforços no sentido de conscientizar as
autoridades e os profissionais da área para a importância
Importância das BI
Bi
bllotecas, especlalmente públicas e populares, na educação do po
vo e, consequentemente, para o progresso cientifico e tecnológico
de uma região em vias de desenvolvimento: o Nordeste brasileiro.
Oonlssão MxeLaca
Rrasnelro
OoBlssão
Diretora do XI Congresso Brasileiro
Blblloteccncnla e Docwentação
Docunentação
de Blblioteccncnia

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�uX’^ATOSBaHTA
gaoC 3 Biiao«oo»iöiXdia 9b oiiaiiseia oaaöTpno'J IX O
Oi-*âo9íoi liicJ o leiiaqsab «i»ql3fi.íaq aoviiatdo o.uot) ■»voi o«?B.Jfi9m
»»rinsq»i9«ab 9vs£) 9 aboq eosJoildifl ß mjp laqa-i o fti«q a-ii»XiBßia
Oaq ao ißSiinsXoanoo a oiyßoub» ab í&amp;m^oi-oêfi a Xí.«*toi anadaie on
oaaaoüTq o esoaíoUdid rnse aup »b oÍ7K0«jb9 sib taiß ßt&gt; ai^ncisai"!
.ßtoßolla Bij» ü Siipniiß o£n ovxísoubíf
^XKB a A3HTOIJ8I€" Xßiüiso *m9í omoo avsj oínava
oiçMübJ en ßoaJoUdxa ;aeras-J-dua «-»JnXwçsB ao a "3T431íâ&gt;WSS OÃ:^
oiqasüfaa«
ab a osjRx.tíadslXA ab asmßipo-x'l sort &amp;rsoioi ídia ,X8r-no'ä
2ildia
.-i’
,aSn»íiilvíovn9s9&lt;j 9b oeasooi"! on eoa.toiXdxa A ,ao3ixíbA ab
o a Bea«K ab oßpßoXouffKaO sb aoXaM aC a Xso-t^I
9 ;,-oad
.BLUjlBJ t&gt;b o.t
lios «IßlolSo aorilBdüxá bo manCao aaao XX ob aisoA aO
b/9C|
*oí&gt;Ânolo©í98 sodXßdßii ao 9 cxods'ild o£b®-í?kk)3 6j.sq acifojidixmmi3t 8908*92
II
.Mi^&amp;naXa
asn aob&amp;dn»s9-i&lt;ja msTtaa siaq ,e-ino5T :&gt;Se«.ijs-oD
a« «oiílBdBid ao
' 8&lt;Xbod aobirjusi oSís* smuXciw 9X «dartil
€M
r:4'T
olbaupM oM .«s«*d-di.'a
. •* '- aoB 9 XEidnsb sta»? Oß aßinswiai. aobfinoiosi
*?■■ ob
CÍ ••oyabnsaiooaT
«'-r'. ;.;-r
goO
aß s aisioi^o soflX&amp;ds^ii ao aobßoiidoo osxss
.oeas^rp
•obanoboaXox aorlXBdßid ao asneqe xBoitdoq «6 alSbi A
^ gvXil^iMi ^nttJ i/iudiianoo eaioí-clt/s aose » Xsidn»o Euad o "'jeJtadua B obo® 9b ^aßdaXaaeip/ioo sob ßolXldnaxo oftçuboiq ß
,Ofl»o asd ,odn»v9 ob aaösoXonoo « agöjßbnwiBcoert »asdedac s«;’ i-'.tb
giXdid BBb ßiofÄulini ßb XßdoXp oXeiv ßati ibsXXamioi uo "SBixo sb
■ XßfjoioßR oBjsoübs «b Bxsvtn ioeiavib son e.Ao*-'
a*qäX&amp; ft xodlws «b ot^esb o ,ßbnxß .oxJaiiai ßiäfai A
as xesXíí5®ix&gt;8íioo ob obtdnaa on aoyio^s ' laíJaaoaoo 9b fix'*, t. ,oí&gt;a
18 aftb ftlorfidxcKjml s exaq asxs sb aXe.í“oia»Xlo'xq ao 9 aobsi j soji'S
oq ■ ofc osçsoi/bo *tt ,a9XftXocjoq 9 asDXIdõq o.-toamXßXoftqs-s ^aso»!«.!: T ;i
oalpôloaosl » ooiiílnslo oaaaxpoxq .i ßx«q .o.insKnadßairpae.TOO , •■■
.oxisXlaftxd »laabio« c loxc'sniivtovnaBoi,: ofc aexv m9 ORipoi e.w si'
fnlallcrSH ««aaBrrpfl»^'^ IX 'H* «naad-arxia íjí»..íZt«iO
oÍ!}edR9aBio«a
a sXjaoar.'3SJo.tX&lt;U8 afo
'»• r

Digitalizado
gentilmente por:

�Tema Central:
EDUCACÂO PEP/iANENTE
PEP/lANENTE
BIBLIOTECA E EDUCACÃO

Digitalizado
gentilmente por:

�:JAr,T.-'5j AMsl
OAQAij'JT 1 A53T0IJ8ig

Digitalizado
gentilmente por:

Gemulannito

I :í

�CDD 021.3
CDU 027.4:371.64

BIBLIOTECA PÚBLICA E BIBLIOTECA ESCOLAR
- UMA INTEGRAÇÃO NECESSARIA
NECESSÄRIA -

CLÉA DUBEUX
DUBEÜX PINTO PIMENTEL
. Professora Adjunta do De
partamento de Biblioteco
nomia da Universidade Fe
deral de Pernambuco.
. Bibliotecária CRB-4/61

RESUMO
Sugere a necessidade de integração das
das" bibliotecas escolares e públicas e da introdução de uma nova
filosofia
de trabalho cooperativo entre essas bibliotecas, vinculado
ao
programa de extensão da biblioteca pública, de tal maneira que
seja possível ajudar aos alunos e demais membros da comunidade a
aprenderem como descobrir o conhecimento e assim
assim, se tornarem capazes de acompanhar a educação permanente.
Considerando que as bibliotecas públicas desenvo_l
desenvoj.
vem atualmente atividades próprias de biblioteca escolar, e que
a maioria das escolas não possuem bibliotecas, são feitas recomendações para criação de um programa de extensão na biblioteca
pública destinado às escolas locais, envolvendo, além dos alunos
e professores, todos os demais membros da comunidade.

1

Digitalizado
gentilmente por:

�1.

INTRODUÇÃO

E condição essencial para o desenvolvimento harmônico de uma
vima comunidade que haja uma maior integração entre todos os equipamentos educacionais existentes numa mesma localidade .
A tendênci?
tendência atual é a de encarar a educação como
uma vasta rede de atividades na qual o tipo comum de educação não
é, senão, um dos elementos. O conceito de educação permanente,
a integração gradual da educação formal com atividades culturais
e o papel cada vez mais importante desempenhado pela biblioteca
pública, constituem algumas provas desta tendência.
De um modo geral, os serviços bibliotecãrios
bibliotecários entre nós
nôs não se acham integrados aos planos nacionais e setoriais
de educação, seja pelo seu número reduzido, seja — o que é mais
importante — pelo conceito errôneo que ainda persiste de se que
rer separar, no Brasil, a biblioteca pública da biblioteca escolar, e considerar a biblioteca somente como um "posto de empréstimo" de publicações, sem usâ-la
usá-la de acordo com as reais possibilidades que oferece para a promoção da educação individual e de
grupos, além de ser o principal Instrumento
instrumento para fomento de
um
programa de educação permanente.
Há um forte argumento em favor da integração
Hã
da
biblioteca pública e da biblioteca escolar, como forma de resolver o angustiante problema da biblioteca pública que, na prática, costuma substituir a biblioteca escolar, que quase não existe. O0 caminho mais econômico e efetivo é, sem dúvida, a concentração de recursos por parte dos governos, adotando-se a centralização de atividades educativas através do estabelecimento
de
uma política de bibliotecas públicas e escolares que permita um
uso mais racional dos serviços bibliotecãrios
bibliotecários e atue de forma ocrj
ocm
pleta para a disseminação do conceito de educação permanente.
A educação adequadamente orientada é um investimento necessário ao crescimento econômico, e não slitçilesmente
simplesmente um
2

Digitalizado
gentilmente por:

�serviço de consumo. Para os educadores, assim como para os governos aos quais o sistema educacional estiver vinculado, os recursos destinados àã educação precisam ter um beneficio
benefício bem calculado. Dentro dessa expectativa os recursos educacionais, colo
cados ã disposição do Sistema, não podem ser usados exclusivamen
te por um grupo de usuários bastante limitado. Esses
recursos
(escolas, oficinas, centros culturais, bibliotecas) devem serdes
ser d^
tinados a toda comimidade
comunidade com atividades que se desenvolvam complementarmente ãs das escolas, vinculadas ou não ãs
âs disciplinas
curriculares, procurando propiciar maiores oportimidades
oportunidades de educação aos alimos
alunos e professores, assim como aos seus pais, famiU
family
ares e demais membros da comunidade que residam em suas proximidades .
Dentro dessa nova concepção, e considerando que a
verdadeira biblioteca escolar ainda é irnia
uma utopia no Brasil, a b^
blioteca pública deverã
deverá fimcionar
funcionar integrada ã rede escolar da c^
dade, com atividades vinculadas ao planejamento curricular
das
escolas, enriquecendo-as e tornando-as mais dinâmicas,
através
de oportunidades educativas proporcionadas aos alunos
alimos e professo
res, além das atividades culturais próprias da biblioteca públiconstituir
ca destinadas ã comunidade.
comimidade. Essas atividades devem
parte rotineira do Programa de Extensão da Biblioteca Pública.

2.

0 PROGRAMA DE EXTENSÃO DA BIBLIOTECA PÚBLICA

Uma das características do trabalho de
extensão
da biblioteca pública é a criteriosa programação das atividades
a serem realizadas junto
j\mto ãs comunidades. Esse Programa
const^
tui-se na razão de ser do próprio sistema de atuação bibliotecátul-se
ria, devendo ter as seguintes características:
- ser baseado na realidade local;
- estar voltado para as necessidades da comunidacomimidade;
- ser permanente e flexível;
- ser educacional, continuo
contínuo e evolutivo;
3

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�- ser cooperativo;
cooperativo:
- possibilitar a avaliação dos resultados alcança
dos.
Extensão é, essencialmente, cooperação entre todos. Assim, um bom Programa de Extensão deve estabelecer as oportunidades e formas dessa cooperação. Não sendo possível
ãs
entidades que atuam no mesmo lugar resolverem por si só suas dificuldades, é necessário que o Programa de Extensão preveja a co
operação entre todas, estabelecendo o papel que cada uma
vmia desempenhará.
2.1.

Elaboração do Programa de Extensão

0O conhecimento das necessidades mais prementes da
comunidade em relação ã educação e cultura, oferecem subsídios
ao bibliotecário para definição das formas mais adequadas de atu
ação da Biblioteca Pública
Publica jianto
junto ã comunidade. Considerando que
o Programa de Extensão
Exrensão representa um entendimento dos membros de
lama comunidade com a Biblioteca em relação ã situação enqontrauma
da, aos objetivos visados e ãs soluções para alcançá-los, o Programa de Extensão, em todas as fases, estará na dependência
de
uma atitude receptiva da comunidade, que
q\je deverá evoluir para o
plano de uma participação ativa e até entusiástica.

3.

A ATUAÇÃO DA BIBLIOTECA PÚBLICA JUNTO ÃS ESCOLAS

Ê inegável que os serviços de uma biblioteca púespecíficos
blica possuem objetivos comuns a alguns objetivos
das bibliotecas escolares. Assim, os serviços prestados
pelas
bibliotecas públicas devem estar i.nber-relacionados
i.nter-relacionados ãs atividades
das escolas locais para que seja possível oferecer um melhor atendimento aos alunos que costumam ser os seus principais usuários .
Essa inter-relação, entretanto, será mais produti
va se a Biblioteca Pública desenvolver um Programa de Atividades
4

Digitalizado
gentilmente por:

�Educativas, como trabalho de Extensão da Biblioteca, envolvendo
todas as Escolas, sejam elas públicas, particulares, grandes ou
pequenas, com os seguintes objetivos;
a)
b)

c)

d)

e)

f)

Cooperar com as escolas para satisfazer as ne
cessidades de aprendizagem dos alunos,
dos
professores e demais membros da comunidade;
Estimular e orientar os alunos, em todas
as
etapas do seu aprendizado, para que façam le^
satisfaturas adequadas e possam encontrar
ções crescentes em estudar;
Dar oportunidade aos jovens para que desenvol
vam os conhecimentos adquiridos na escola, ga
rantindo-lhes a oferta de programas culturais
rantlndo-lhes
específicos;
Ajudar, tanto as crianças como aos demais mem
bros da comunidade, a usarem com habilidade e
discernimento os materiais da biblioteca, tan
to impressos como audiovisuais e cartográficos ;
Habituar as crianças a encontrarem respostas
para suas tarefas escolares na biblioteca,de£
biblioteca,des
de as primeiras Idades,
idades, e a cooperarem
com
seus esforços para estimular a continuidade de
de sua educação quando estiverem fora da esco
la;
Trabalhar conjuntamente com os professores na
elaboração de programas educativos que visem
ao contínuo aperfeiçoamento profissionale cul
tural do próprio corpo docente dos jovens que
já deixaram as escolas e dos demais membros da
comunidade que desejam manter-se informados.

Estes objetivos focalizam diretamente a função
mais importante da atuação da biblioteca na escola: o trabalho
conjunto
conjvinto com os professores em benefício
beneficio da comunidade como tm
um
todo. Cada um dos objetivos pode ser dividido em muitas partes
e cada vim
um deles envolve diretamente a ação da biblioteca pública como instrumento eficaz da educação.
3.1.

0 alcance do Programa de Atividades Educativas

^
A Biblioteca Pública deverá desenvolver um Progra
ma de Atividades Educativas que seja típico de biblioteca escolar. Para isso será necessário adotar os seguintes princípios:
5

Digitalizado
gentilmente por:

^Scan

ÉÊ^
0

11

12

13

�a)
b)
c)

3.2.

Despertar o interesse dos dirigentes de escolas pará
para o programa preparado pela Biblioteca
Pública;
Influenciar os professores para que façam uso
da biblioteca escolar, após a implantação do
programa em cada escola;
Criar um Grupo de Trabalho para coordenar e
supervisionar o Programa de Atividades Educativas .

0 Grupo de Trabalho
0 Grupo de Trabalho deverá ser formado por:
. 1 bibliotecário - representante da Biblioteca Pú
blica
. 1 professor - representante da Secretaria de Edu
cação
. 1 professor - representante das Escolas do 19
Grau
. 1 professor - representante das Escolas do 29
Grau

Competirá ao referido Grupo de Trabalho a superintendência geral
do Programa, promovendo a integração das escolf 3s com a Biblioteca Pública.
Todos os membros do Grupo de Trabalho devem
se
conscientizar de que todas as crianças, jovens e toda a comunida
de têm direitos iguais às bibliotecas a a uma educação que lhes
permitam aspirar a melhores níveis de vida. Dessa forma, o Gruum
po de Trabalho deve elaborar irai Plano global que proporcione irai
tipo próprio de serviços e recursos bibliotecários para cada cr^
cri
ança, jovem e adulto, baseado em disposições q\je
q\;fâ compreendam:
a)

b)
c)

Normas sobre coleção de materiais, acervo e
locais para funcionamento das bibliotecas escolares já existentes e outras que poderão ser
criadas;
Requisitos necessários para o pessoal que atu
ará nas bibliotecas escolares e na própria b^
bJL
blioteca pública;
Requisitos necessários para os professores
dos quais sejam exigidos, como parte de
sua
preparação profissional, conhecimentos de uW
uti
lização de materiais impressos e audiovisuais

6

iJL..
cm

Digitalizado
gentilmente por:

-

�d)

adequados aos diferentes tipos de idades dos
alunos;
Conhecer as necessidades existentes quanto aos
recursos bibliotecários disponíveis e
atuar
para que seja obtido apoio financeiro suficiente para execução do Programa.

O0 Grupo de Trabalho deverá orientar-se para execução dos Planos de Trabalhos, de acordo com os segmntes
seguintes princípios :
a)

b)

c)

d)

3.3.

bibli
Incentivar a criação e funcionamento da bibU
oteca escolar junto ã direção de cada Escola.
Dessa forma, a responsabilidade pela organiza
ção das bibliotecas escolares será do Grupo
de Trabalho e não da Biblioteca Pública;
A responsabilidade do Grupo de Trabalho deverá ser estendida também ãs
ás pequenas
escolas
que, devido ãs
ás condições de funcionamento,não
necessitam possuir gma
úma biblioteca própria.Ne£
própria.Nes
se caso, o Grupo de Trabalho prestará uma assessoria para estabelecimento de planos coope
rativos com a Biblioteca Pública;
Para que
gue o Grupo de Trabalho possa atuar com
eficiência, todos os seus membros deverão ter
conhecimento de como se desenvolvem bons serviços bibliotecários pelas bibliotecas escola
res. Para isso, a Biblioteca Pública promove
rá palestras, seminários, mesas redondas etc.,
com especialistas, de forma a permitir um melhor engajamento de todos os participantes do
Programa e permitir que os objetivos visados
sejam alcançados;
0O Grupo de Trabalho também deverá conhecer os
métodos cooperativos sobre centralização dos
processos técnicos, centros de recursos audio
processes
visuais, centros interescolares de atividades
artísticas etc., para utilização pelo Sistema.

Supervisão das bibliotecas escolares

Todo trabalho escolar necessita ser, perlodicamen
periodicamen
te, supervisionado para melhorar a qualidade do programa docente. A supervisão junto ás
ãs bibliotecas escolares visa a melhoria
dos serviços prestados pela biblioteca em cada escola. Os princípios básicos para a execução dos trabalhos de supervisão
das
7

Digitalizado
gentilmente por:

�bibliotecas escolares são os seguintes:
a)

b)
c)

d)
3.4.
3,4,

Fazer visitas com a finalidade de observar o
funcionamento das bibliotecas, observar
os
planos de ensino dos professores, informar-se
acerca do planejamento didático e assessorar
os professores quando necessário;
Promover o entrosamento das atividades docentes com a biblioteca, colaborando na programa
ção a ser cumprida;
Estreitar o relacionamento com os pais dos alunos, participando das reuniões sociais das
escolas e oferecendo programas especiais para
os mesmos;
Programar atividades com a participação dos
alunos.
alunos,

Coordenação dos planos de ensino e os programas da blblioteca

Para que haja perfeita sincronia entre os planos
de ensino dos professores e os programas de atividades da biblio
teca escolar, o Grupo de Trabalho deverá coordenar o trabalho através das seguintes atividades:
a)

b)
c)

Implantar programas educativos conjuntos para
as escolas por meio dos quais diversos tipos
de livros, filmes e outros materiais
possam
ser usados por diferentes alunos e professores ;
Adotar um plano anual, amplo, que proporcione
os mesmos serviços e recursos bibliotecários
a todas as escolas;
Estabelecer um programa cultural como complementação didática.

Tanto os professores como o Grupo de Trabalho deverão trocar informações relacionadas com os interesses, necess^
dades, habilidades, comportamento, aproveitamento e execução de
atividades pelos alunos. Isto proporcionará um maior incentivo
aos que estiverem ainda distanciados, ao mesmo tempo que obterá
o reconhecimento dos professores pelos bons resultados alcançados ,.
R

Digitalizado
gentilmente por:

�4.

0 PROGRAMA DE ATIVIDADES EDUCATIVAS

O Programa de Atividades Educativas deverá ser de
senvolvido inicialmente com vistas ao atendimento integrado
da
Biblioteca Píiblica
Pública com as escolas existentes.
4.1.

Pessoal
Devem ser adotados os seguintes princípios:
a)

b)
c)

d)

4.2.

1T
As escolas pequenas que possuem bibliotecas
poderão designar um dos seus professores para
atuar na biblioteca sob a responsabilidade do
Grupo de Trabalho;
As grandes escolas deverão possirLr
possuir um bibliotecário que receba um treinamento especializa
do em bibliotecas escolares;
As escolas que não tiverem condições de colocar um professor ã disposição na biblioteca,
contarão inicialmente com o auxílio da Biblio
teca Pública, que designará um
um. bibliotecário
para que, ao menos uma vez por semana,
seja
encarregado dos trabalhos com grupos de alunos e participe, juntamente com os professores, do planejamento didático;
0 número de escolas que poderão ser beneficia
das inicialmente
Inicialmente com a programação dependera
não apenas do número de alunos existentes em
cada escola, mas do tempo necessário para locomoção de uma a outra escola e da proximidade com a Biblioteca pública.
Pública. Desta forma, de
verão ser feitos estudos iniciais para determinação das metas a serem alcançadas, ou seja, da fixação do número de escolas integrantes do sistema, na primeira fase e nas sucessivas .

Materiais

Cada escola deverá possuir sua própria biblioteca
cuja organização permita o fácil acesso dos alunos e
professores. Essa biblioteca deverá ter um acervo moderno e apropriado,
podendo ser constantemente complementado com materiais da Biblio
teca pública,
Pública, cedidos por empréstimo a curto e longo prazo.

9

Digitalizado
gentilmente por:

�&lt;k

A parte fundamental da coleção de materiais
que deverão contar as escolas será formada pelo seguinte:
a)

b)
c)

d)

e)

f)

4.3.

com

Uma coleção básica
bãsica de livros textos e outros
complementares que sejam freqüentemente utili^
util^
zados pelos alunos e professores durante oano
escolar. A quantidade de exemplares e o tamanho do acervo poderá variar dependendo
do
número de matriculas,
matrículas, recursos financeirosdi£
financeirosdis
poniveis, teto orçamentário e convênios
que
sejam estabelecidos;
Uma coleção de 10 a 15 revistas, no mínimo,pa
ra atender aos planos de estudos e das pesquT
sas escolares dos alunos;
Uma moderna coleção de obras de consulta, alguns dicionários lingülsticos
lingüísticos e de
assuntos
específicos, uma enciclopédia moderna, um atlas_universal
tlas
universal e mapas avulsos;
Uma coleção de recortes, folhetos,ilustrações
diversas, trabalhos selecionados
preparados
pelos alunos como atividade escolar, fotografias etc., para constituir um arquivo
vertical;
Discos, filmes, "slides" que serão usados com
freqüência durante o ano escolar e que poderão estar disponíveis na Biblioteca
Pública
para circulação em todas as escolas do sistema;
Brinquedos, quebra-cabeças, bonecas, instrumentos musicais deverão também fazer parte da
coleção depositada na Biblioteca Pública, para circulação entre todas as escolas.

Localização

Serão feitas recomendações âs
ãs escolas quanto ã lo
calização da biblioteca para que fique situada em área
ãrea central e
seja suficientemente grande que permita a todos os alunos de uma
mesma classe visitá-la todos jimtos
juntos e sentarem-se em suas mesas.
Deverá dispor, ainda, de espaço suficiente para a coleção bãsica
básica
e outros materiais cedidos por empréstimo pela Biblioteca Pública.
Entretanto, se a escola não puder dispor de
uma
ãrea especial para a biblioteca, deverá ser adaptada uma
área
ãrea
área
qualquer para guardar os materiais ou mesmo em armários na coor10

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�deriação. Neste caso, o planejamento será diferente porque as atividades terão que ser realizadas n'a
na própria sala de aula.
4.4.
4.4,

Participação da Biblioteca Pública como biblioteca central
do sistema

A participação da Biblioteca Pública como biblioteca central poderá ser realizada da seguinte forma:
a)

b)

4.4.1.

A Biblioteca Pública deverá destinar uma área
para reunir todo material'
material destinado às Escolas. Deverá, também, destinar uma sala para
reunião do Grupo de Trabalho cojn os bibliotecários das escolas, diretores,
professores
etc.;
A Biblioteca pública,
Pública, inicialmente, deverá ter
vim bibliotecário encarregado de atuar
um
junto
às escolas e coordenando os trabalhos técnicos que serão realizados. Tanto quanto possível, os serviços de preparação dos_
dos livros,
como sejam, classificação, catalogação^
catalogaçãoprep»
prep»
ração de bolsos, etiquetas etc., deverão ser
realizados por alunos, nas próprias escolas,
como atividade programada pelo professor
de
Comunicação e Expressão, devidamente assistidos pelo bibliotecário.

Processos Técnicos

O tratamento técnico bibliográfico do acervo deve
rà obedecer a critérios bem simplificados, contando sempre com a
rá
participação efetiva dos alunos e professores, de forma que eles
possam sentir-se integrados ao sistema e possam aprender muito
mais sobre os autores e suas obras.
4.4.2.

Cooperação

A Biblioteca pública
Pública desenvolverá um programa coo
perativo a ser realizado junto ás
peratlvo
às escolas, da seguinte maneira:
a)

Estabelecimento de convênios com órgãos públ^
COS e grivados
privados para intercâmbio de documentos
e doaçao
doação de coleções básicas para as escolas
e a Biblioteca Publica;
11

Digitalizado
gentilmente por:

-

�b)

c)

d)

e)

Formação de coleções do tipo profissional para os professores e para os bibliotecários.E£
bibliotecários.E^
sas coleções deverão ficar na Biblioteca Pública ã disposição de todos que estiverem interessados ;
As coleções de catálogos e materiais didáticos, catálogos de editoras etc., serão formados na Biblioteca Pública e providenciada sua
circulação entre todas as escolas para que os
professores tomem conhecimento dos seus conte
údos;
A Biblioteca Pública reunirá de forma centralizada os livros e outros materiais descartados pelas escolas, e que possuam valor informativo e cultural, permitindo assim que
outras escolas possam consultá-los, quando necessário;
Deverá haver, de forma centralizada na Biblio
teca Pública, coleções de livros especiais e
materiais audiovisuais para empréstimo a curto prazo às Escolas. Essas coleções poderão
incluir os seguintes tipos de materiais:
materiais;
- livros e audiovisuais de pouca consulta e
de custo elevado;
- filmes, discos e outros materiais sonoros;
- álbuns seriados, cartazes, fotografias;
- instrumentos musicais e. partituras;
- bonecas, jogos e brinquedos;
- equipamentos
eqxiipamentos de projeção e gravação, aparelhos de televisão, máquinas fotográficas
etc.;
- materiais de ensino para os professores;
- textos suplementares e textos básicos
não
obrigatórios;
- obras gerais de consultas;
- literatura infantil, juvenil e clássicos di
versos.

Algumas atividades cooperativas poderão ser desen
volvidas pela Biblioteca Pública visando a integração de
todas
as escolas e bibliotecas. São as seguintes:.
-

-

Promover o empréstimo interescolar referente ã
exposições de materiais que tenham sido preparadas pelos alunos e professores;
Servir como promotora de festivais, para -presentação de Corais, Conjuntos musicais, compositores e outras manifestações culturais;
Preparar exposições de artesanato feito pelos
alunos dos cursos promovidos, tanto para
par^ ''s aItinos da própria escola como para a comu iade.
lade,

12

Digitalizado
gentilmente por:

-11/ .00

11

12

13

�com_a finalidade de incentivar sua comercialização;
Promover exibições de filmes,
filmes^ dentro de um pro
profes
grama educativo, destinados aos alunos, profeF
sores e demais membros da comunidade;
~
Organizar palestras, conferências e seminários
nas escolas, em datas comemorativas, dentro do
planejamento escolar anual, com a participação
dos lideres comunitários, professores, pais de
alunos, autoridades, convidados etc.;
Promover programas especiais para os pais dos
alunos oferecendo cursos de curta duração, den
tro dos interesses dos mesmos. Preparar concursos e atividades em grupos, como Clubes
e
Centros de Pesquisas, para participação tanto
de alunos como dos pais dos alunos e outros itan
mem
bros da comunidade.
comiinidade, Podem ser organizados;
organizados: ~~
- Clube de Filatelia
- Clube de Aeromodelismo
Clube de Cinema
- Clube de Fotografias
- Clube Agrícola
- Clube de criação de pequenos animais e aves;
Preparação e divulgação de boletins, folhetos
e© noticiários sobre as atividades da comunida—
Pt’Gpärados pelos alunos das classes mais a
P^spâtados
diantadas das escolas dentro de um sistema dê
rodízio permanente;
Manutenção de ima
uma serie
série de oficinas, principal
mente_de pequena mecânicaj^
mecânica^ de eletricidade, dê
mente^de
®I®tronica, de encadernaçao, de tipografia, de
®í®hronica,
hidráulica, de trabalhos em ferro, couro, carpintaria, marcenaria etc., destinadas aos alunos das escolas, preparando-os profissionalmen
te, e® também
também para
para os
os ex-alunos
ex-alunos ee toda
toda aa comuni
comunT
dade. Essas Oficinas deverão ser centraliza-“
centraliza-~
Centrç Interescolar, se possível,
ou
das num Centro
mesmo, numa área de alguma escola que disponha
dependênde espaço suficiente e, ainda, nas
cias da Biblioteca Publica,
Pública, se for o caso. As
Oficinas deverão atender;
atender:
- ã reparação e conservação das escolas;
- a conservação da Biblioteca Pública;
a todas as disciplinas curriculares para de
monstraçoes e©^preparação
preparação de material didátl
didáti
CO destinado as
às mesmas;
“
~
para
- ã fabricação de objetos de utilidade
os alunos;
- ã realizaçao
realização de trabalhos sob encomenda, co
mo forma
for^ de iniciar os alunos na realidade~
realidade“
economica, destinando-se os lucros para
a
melhoria das oficinas, gratificação dos pró
prios alunos.
—
13

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�5.

CONCLUSÃO

Está evidenciado que o fato das escolas possuirem
coleções de livros e recursos audiovisuais não êé suficiente.
Ê
preciso dinamizar as coleções, dar sentido novo ao trabalho educacional, tornando a aprendizagem um fato rotineiro. 0 reconhecimento da importância das atividades bibliotecárias decorre mais
da convicção de que a personalidade não se desenvolve somente através do intelecto, mas, através de todos os aspectos da vida
mental, notadamente o afetivo. Mas, ainda, que os alunos podem
diferir na maneira de melhor desenvolver e firmar a sua personalidade, podendo processar-se em uns, com mais ênfase por meio do
aspecto intelectual; em outros, por meio do sensório-motriz;
sensõrio-motriz;
e
em outros, por meio do emotivo. Isto ê, o desenvolvimento
da
personalidade pode ser favorecido por aquelas práticas e situações que provoquem maiores vivências e proporcionem maior identi^
identi
ficação dos alunos com as mesmas.
Considerando que a promoção social do
indivíduo
na comunidade e da própria comunidade, num contexto mais amplo,
ê conseqüência direta do seu grau de informação, a Biblioteca Pú
PÚ
blica
bllca assime
assume um papel altamente educativo que visa a formação do
homem integral, de modo a propiciar-lhe a participação como agen
te e beneficiário — no processo de melhoria da qualidade de vi
da — no seu próprio ambiente.
Pelas suas características de atuação,
atviação, a Bibliote
ca Pública deverá assegurar a manutenção de atividades de extensão em caráter permanente, contribuindo para proporcionar
aos
membros da comunidade o seu aperfeiçoamento contínuo,
continuo, possibilitando-lhes acompanhar a transformação social sem ser marginalizado, representando assim um forte fator de mobilização para os
programas pedagógicos.

14

Digitalizado
gentilmente por:

-

11

12

13

�Bibliografia consultada

AGUAYO, A. M. Didática da escola nova. São Paulo, Cia. Editora
Nacional, 1968.
AZEVEDO, F. A educação e se\is
seus problemas. São Paulo, Cia. Edito
ra Nacional, 1937.
BRASIL. Miilistério
Mlrflstérlo da Educação e Cultura. Ensino do 19 e 29
Graus (atualização e expansão). Brasília, 1970.
CARVALHO, D.Q. Bibliotecas escolares. Brasília, FENAME, 1972.
DOUGLAS, M. P. A Biblioteca da escola primária e suas funções.
Pxjbllcado de acordo com a UNESCO. Rio de Janeiro, INL/Conse
Publicado
Iho Federal de Cultura, 1971.
LANCOUR, H. The School library
llbrary supervisor. Chicago, ALA, 1956.
LIMA, L. O. Mutações em educação segundo McLuhan. Petrópolls,
Petrõpolis,
1973.
Vozes, 19
73.
MARTINS, M. G. Planejamento bibliotecário. São Paulo, Pioneira
em convênio com INL, 1980.
PENNA, C. V. et alii.
alll. Serviços de Informação e Biblioteca; tm
um
manual para planejadores. São Paulo, Pioneira em convênio
com INL, 1979.
TAVARES, D. F. A Biblioteca escolar. São Paulo, LISA em convênio com INL, 1973.
YUSPA, I. N. .La
La biblioteca escolar. Buenos Aires, EUDEBA, 1968.

15

Digitalizado
gentilmente por:

�Abstract

It is suggested an integration of school and public
librarias being introduced a new philosophy of cooperativa
libraries
cooperative
Work
work between these librarias,
libraries, as part of an extension program
in the public iibrary. In this way it will ba
be possible to help
students and other members of the community to learn how to
gain knowledge, and consequently to make possible a process of
permanent education. As public libraries carry out now some
activities suitable to school libraries and most of schools
don't have libraries, it is recommended the implementation of
extension programs in the public
pi±)lic library
Iibrary for local schools,
including not only students and teachers but also the whole
community.

16

Digitalizado
gentilmente por:

�CDD 370
CDU 37: (05)

RECURSOS bibliográficos
BIBLIOGRÄFICOS E EDUCAÇÃO CONTINUADA

*Leila
*Ueila Magalhães Zerlotti Mercadante - Diretora da Bilrlio
Bürlio
teca Central da IJNESP
UNESP e Professora do Curso de Biblioteconomia, da Faculdade de Edu
cação.
cação, Filosofia, Ciências So
ciais e da Documentação de Ma
rília - UNESP.
rilia
**Tereza da Silva Freitas Oliveira - Diretor Técnico
do
Serviço de Documentação e Informática da Biblioteca Cenformãtica
tral da UNESP e Professora do
Curso de Biblioteconomia, da
Faculdade de Educação, Filoso
fia. Ciências Sociais e
da
Documentação de Marí
Marllia-UNESP.
lia-UNESP.

RESUMO
Os "Alertas Bibliográficos" e/ou “Sumários
"Sumários de Periódicos Correntes" como dispositivos bibliográficos para a Educação Continuada.
As vantagens e desvantagens desses recursos a serem oferecidos
pelas bibliotecas universitárias como meios de atualização e qualificação de profissionais, associações de classes e entidades em
era geral. O modelo de estruturação dessas publicações, adotado para a re
de de bibliotecas da UNESP.
17

Digitalizado
gentilmente por:

�1 - INTRODUÇÃO
Consequência do desenvolvimento educativo operado em praticamen
te todos os países nas últimas décadas, os limites da educação foram alargados, aceitando-se hoje como verdadeira a afirmaçãcy
afirmaçãc? de que
a educação é um processo contínuo que ocorre durante toda a vida do
indivíduo, e não somente nos bancos escolares.
Fonte dessa nova visão do processo educativo encontra-se na geração constante e acelerada de novos conhecimentos, e na impossibilidade da sua transmissão completa no intervalo de cursos formais,
aliadas ã imperiosa
inperiosa necessidade de atualização profissional e
ao
fenômeno do rápido envelhecimento dos conhecimentos.
Assim vista, a educação contínua ou educação permanente tem o
objetivo de continuar o trabalho das escolas e estender a formação
profissional daqueles jã não mais participantes do processo regular
de escolarização.
Reconhecida a educação continuada como requisito para habilitação e manutenção da qualidade dos serviços profissionais, os países
mais desenvolvido
desenvolvido-, têm destinado maciços recursos materiais e humanos para sua realização. Analisada sob esse aspecto, a
educação
continuada torna-se inprescindível
imprescindível em uma sociedade em evolução, im
portante tanto para o profissional, o professor e o especialista,co
mo para a proteção da sociedade.
Dois veículos podem ser considerados no processo da
educação
continuada: cursos de reciclagem, extensão, etc, e recursos bibliográficos colocados ã disposição dos profissionais.
0O aspecto que focalizamos está exatamente na proposta de oferecimento de recursos bibliográficos como instrumento de educação con
tinuada (EC), e que poderia ser incluído nos programas das Bibliote
cas Universitárias, pelos setores de referência, destinando
tais
serviços aos profissionais, mesmo não pertencentes aos quadros
da
Universidade.
Trata-se dos Sumários de Periódicos Correntes ou Alertas Biblio
gráficos já publicados, regularmente, por algumas Bibliotecas e Ser
viços de Documentação e que, normalmente, atendem ãâ demanda apenas
18

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�dos seus próprios usuários.
Ê óbvio que para que essa publicação seja manipulada como
uma
estratégia para a EC, deve extravasar dos limites da clientela esco
lar. Então, o que preconizamos éê a oferta e extensão desse tipo de
publicação ã comunidade em geral: associações de classes, sociedades, sindicatos, pesquisadores individuais, indústrias, etc.
Scibemos que a prestação de serviços pelas bibliotecas universitárias está normalmente condicionada ao tempo de escolarização, ou
seja, atende ao usuário enquanto aluno ou docente daquela instituição. A prorrogação do atendimento deveria ser estendido àqueles já
não mais submetidos ao processo regular de escolarização, de tal mo
do que esse privilégio perdure para os que, na condição de ex-alunos ou profissionais categorizados em diferentes graus, necessitem
de constante atualização.
Para a efetivação desse tipo de serviço tomou-se como modelo a
estruturação dos Sumários de Periódicos Correntes da UNESP (SPC),pu
blicados pelo Serviço de Documentação e Informática da Biblioteca
Central dessa Universidade. E importante esclarecer que, no presente momento, esses sumários não funcionam como um instrumento de edu
cação permanente, pois se destinam apenas ãâ comunidade filiada
ã
Universidade. No entanto, a demanda por parte de associados e profissionais de classe já é bastante grande, levando-nos a estudar es
e£
sa possibilidade.
Aspecto positivo para a extensão de tais serviços é que
seria
empregada técnica idêntica ã já adotada por esta Universidade, com
pequenas modificações do sistema, requerendo apenas o acréscimo do
número de cópias xerográficas e adaptação ãs necessidades dos usuários .
2 - "SUMÃRIOS DE PERIÕDICOS
PERlOPICOS CORRENTES DA UNESP"
2.1 - Atribuições da Biblioteca Central
2.1.1 - Fornece a cada biblioteca da rede a lista seletiva dos títulos das revistas, cujas tcibelas
tabelas de con
teúdos devem ser xerocados, ã medida que os fascl
fasc^
culos chegam ãs unidades.

19

Digitalizado
gentilmente por:

�2.1.2 - Providencia/ no esquema inicial, a cada
chefia
de Departamento (DP) a relação das revistas assinadas para toda a UNESP, devendo cada chefe,
de
comum acordo com
cora os demais
deraais membros, assinalar ape
nas os títulos dos quais desejam receber os respectivos sumários.
inicio de cada ano, a lista das novas
2.1.3 - Fornece, no início
, assinaturas, a fim de serem eliminados e/ou inclu
Idos os títulos de interesse.
2.1.4 - Atribui, a cada unidade departamental, um número
sob o qual esta será identificada.
2.1.5 - Mantém atualizado o Catálogo de Desiderata,
por
ordem alfabética dos títulos das revistas, com a
indicação dos números correspondentes aos DPs que
desejam o recebimento daqueles sumários.
2.1.6 - Recebe as cópias dos sumários das publicações periódicas que deram entrada em cada biblioteca da
rede e, mediante catálogo de desiderata, acrescen
ta no verso os números dos DPs e o total das cópias a serem reproduzidas.
2.1.7 - Envia esse material ã Seção de Reprografia, para
serem duplicadas tantas cópias quantas são as un^
dades departamentais interessadas.
2.1.8 - Distribui o total de cópias de cada título
titulo respec
tivamente em pastas numeradas para os DPs.
2.1.9 - Ao final do més reúne, por ordem alfabética
de
títulos, as cópias arquivadas em uma mesma pasta,
formando o "Sumário Especial"
2.1.10- Remete o "Sumário Especial" ãs chefias dos
para consulta e circulação.

Digitalizado
gentilmente por:

DPs

�Ui(0
éS

Princípios Ativos
te Toxicolpgia
Ibxicolpgia

^
oOdá.*
“
~

Horticulturo
Horticultura
Agricultura eé
Silvicultura
Sílviculturo

ád N
0»
^Q Oí

Botânica

“o 0&gt;

Botânica

dm
10
“Q 0&gt;
o&gt;

FItotscnia
Fitotscnio

ot

Bíoquimica
Bioquímico

om
&lt;A
iio
iU
&gt; «&gt;
'»
c?!

Defeso
Defesa
Fitossanítdrío
rítastanítdrla
Ciènckit
Ciências
Agrdrias
Agrárias
Bíolagío aplicada
Biologia
a Agropecuòrla
Agraptcudrío

é*
\é^

Defeso
Defesa
Fítossonítdrio
Fitossanitória

Ä»
éio

Botânica

p 3 .
I
21

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�2.2 - Atribuições das Bibliotecas da Rede
2.2.1 - Enviam bimensalmente (la. quinzena do mês até dia
20 e 2a. quinzena até dia 5 do més
mês segulnté)
seguinté)
ã
Biblioteca Central, mediante lista seletiva, cópias xerox dos sumários das revistas assinadas e
recebidas.
2.2.2 - Fixam em cada tabela de conteúdo ao alto e ao lado direito, o carimbo da biblioteca e a data de
recebimento do fasciculo
fascículo
2.3 - Atribuições das Chefias dos DPs
2.3.1 - Remetem ã BC lista devidamente assinalada dos títulos de revistas, de que gostariam de consultar
os sumários.
2.3.2 - Recebem diretamente da BC os fasciculos
dessa
publicação e colocam ã disposição dos
interessados .
Demonstrativo da demanda dos "Sumários de Periódicos Correntes
da UNESP" pelóò
peloõ departamentos que integram os campi.
de Departamentos—
Departamentos
Campi Unlversitáricfs
Universitáricfe N9, de.
Campl
^%
N9 de SPC fornecidos
Araçatuba
8/8
100,00
Araraquara
24/19
79,16
40.00
Assis
5/2
40,00
Botucatu
35/30
85,71
Franca
3/3
100,00
Guaratinguetá
Guaratlnguetá
6/6
100,00
50.00
Ilha Solteira
12/6
50,00
Jaboticabal
15/15
100,00
Marllia
Marllla
8/7
87,50
40.00
Pres. Prudente
5/2
40,00
Rio Claro
10/10
100,00
Inst.Artes Planalto
2/2
100,00
S.J. dos Campos
8/7
87,50
75.00
S.J. do Rio Preto
8/6
75,00
TOTAL

149/123

22

Digitalizado
gentilmente por:

82,54

�«Õ-M w ♦(!!• N ••$ -M wS^S ^8
Mw
"TI I I I I I I I I I I I i I I I I ) t I I II I I I I 1 ( I I I II
Aroçotutxi

'•»• •• Jl 4 *• *

Aroraquora
Assis
Botucotu
Franco
Guarotir&gt;gueta
Ilho Solteiro
Joboticobol
Morilio
Pret. Prudente
Rk) Ctoro
Inetituto de Artes
do Ptonolto
S.J.doe Campos
S.J.do R, Preto

23.

cm

1

1
2

I

I
3

Digitalizado
gentilmente por:

.0

11

12

13

�3 - CONSIDERAÇÕES GERAIS
O sistema foi implantado em dezembro/77 com estruturação bastan
te diferente da atual. A publicação dos sumários obedecia ã divisão
em três grandes áreas: Ciências Biomêdicas,
Biomédicas, Ciências Exatas e Tecno
logia e Ciências Humanas, ficando sob a responsabilidade dos biblio
tecârios-chefes a circulação entre os DPs de cada campus.
tecários-chefes
Mediante avaliação de questionários e sugestões dos próprios usuários, em julho/79 os sumários foram reestruturados, adquirindo a
forma atual e atingindo um número maior de usuários.
A preocupação, que não é somente nossa, mas sim de todo profissional, em saber se o que se oferece satisfaz ã necessidade e desejo dos usuários, fica amenizada, pois tais serviços não representam
qualquer imposição da Biblioteca Central, e são montados a partir
das decisões tomadas a nível de Departamento, menor unidade dentro
da estrutura universitária.
4 - CARACTERÍSTICAS DOS SPC E/OU AB
4.1 - Âmbito da UNESP
Podemos evidenciar algumas características, que considera
mos bastante significativas, especialmente para os usuários
da
UNESP.
4.1.1 - A relevância da informação está assegurada,
uma
vez que o Sumário éê montado ã partir das necessidades do Departamen
to, não se publicando atualmente senão sumários completamente diferentes entre si.
4.1.2 - Como não se condiciona a escolha ã área de atuação dos pesquisadores, ficam esses livres para indicar as revistas
das quais desejam os sumários, sejam elas especificas,de
específicas,de
formação
geral ou áreas correlatas.
4.1.3 - Ainda&gt;
Ainda', a escolha é feita entre todos os periódicos assinados pela Universidade, independente do Campus que os rece
be, aumentando portanto o leque de ofertas.
4.1.4 - Outro parâmetro fundamental está nos subsídios que
esse serviço vem oferecendo para a avaliação das assinaturas
na
24

Digitalizado
gentilmente por:

�UNESP. A partir da freqüência dos pedidos dp
äß sumários de uma mesma
revista, justificamos a aplicação da verba.
4.1.5 - Um outro aspecto é a retroalimentação
contínua
que essa notificação propicia ao Serviço de Comutação Documentária,
pois o fluxo dos pedidos de artigos científicos no âmbito da UNESP
é muito intenso no período subseqüente e imediato ã publicação
de
cada fascículo dos SPC.
4.1.6 - Ainda no que se refere ao Serviço de
Comutação
Documentária, essa publicação vem possibilitar o intercâmbio direto
entre as bibliotecas da rede em termos de solicitar e receber artigos científicos.
4.2 - Âmbito Extra-UNESP
Ê óbvio que as vantagens descritas para o âmbito da Universidade são extensivas àqueles profissionais não vinculados ãâ me£
mes
ma e que encontram nesse tipo de publicação uma alternativa de EC.
Não obstante, outras variáveis podem ser analisadas:
4.2.1 - Oportunidade de tornar acessível a consulta ãs re
vistas estrangeiras, pois, em uma enquete sobrè meios e recursos de
atualização e qualificação de profissionais de diversas categorias
assina
no Brasil, verificou-se
verlflcou-se que um número muitissímo
muitíssimo reduzido
revistas, e mesmo assim as aquisições são de periódicos nacionais,
em pequeno número.
A ausência
ausincia das revistas estrangeiras é justificável. Sabe
mos das dificuldades em se proceder a assinaturas individualmente ,
das taxas bancárias bastante elevadas, superando por vezes o preço
da revista em sl,
si, e da transação cambial por demais burocrática.
4.2.2 - Outra expectativa para os usuários de um serviço
ou*no
como este, está na possibilidade de reciclagem em casa ou'no
próprio local de trabalho, em tempo e horários convenientes âs
ãs ativida
des de cada um.
Sob esse particular, são feitas críticas âs
ãs entidades patrocinadoras de.
de Cursos de Educação Continuada, as quais os promovem
na maioria das vezes apenas nas grandes,
grandes capitais, exigindo transpor
te a grandes distâncias, e oferecendo horários inoportunos e escolhidos em função dos ministradores e não dos frequentadores.
25
/

Digitalizado
gentilmente por:

�4.2.3 - Há ainda os que dão preferência aos sumários como
instrumentos de atualização pelos preços mais acessíveis, pois
os
cursos forma:\s resultam em despesas com inscrições, transportes, es
tadia, alimentação, etc.
tadla,
Para fins de determinação dos custos podemos efetuar estu
dos considerando os gastos despendidos por um profissional da cidade de Marilia,
Marxlia, SP, para frequentar um Curso de EC, ministrado
na
Capital e, paralelamente, os.gastos desse mesmo profissional com a
opção de EC, através dos SPC e/ou AB.
Há no entanto, a considerar, desfavoravelmente aos

sumã
sumá

rios:
4.2.4 - Essa alternativa de EC não concede créditos e/ ou
certificados, de maneira que não há equivalência cora
com cursos
formais. Considerando porém que, em nosso país, os cursos EC não são
reconhecidos como requisitos para o ingresso em sociedades clentíf^
cientlf^
cas, nem para a obtenção da licença para a prática profissional, es
e£
se argumento se atenua consideravelmente. Ainda, cursos de pequena
duração, ainda que com certificados, pouco representam num currículo.
4.2.5 - Outra falha desse recurso de EC estaria na ausência das orientações práticas e o predomínio da fundamentação teórica. A este respeito, lembramos que considerável parcela das
revi£
revis^
tas publicadas atendem não somente às prerrogativas do conhecimento
especulativo, mas principalmente às
ãs técnicas laboratoriais clínicas
e essencialmente
essenclalmente práticas.
prãticas.
A propósito, parece-nos que do mal da teoria também sofrem os Cureos
Cursos formais, uma vez que, conforme afirmam
estudiosos
no assunto, as recomendações dominantes são no sentido de torná-los
mais práticos e menos teóricos, mais objetivos e tanto quanto poss^
poss£
vel, de aplicação imediata.
4.2.6 - Os recursos bibliográficos favorecem a EC individualista, ao contrário dos cursos acadêmicos, que concorrem para au
mentar o convívio e a união das classes. Essa característica acentuar-se-ia, âã medida que esses mecanismos fossem fornecidos somente
tuar-se-la,
aos profissionais em particular. No entanto, as associações de cla^
cla£
ses, sociedades, clubes e sindicatos, requisitam esse tipo de publi
26

Digitalizado
gentilmente por:

�cação a fim de colocá-lo ã disposição de seus associados e membros,
por ocasiões de reuniões, encontros, horas de lazer e outras atividades .
4.2.7 - Teríamos
Terlamos ainda que examinar o argumento de que as
bibliotecas universitárias em nosso pais
país não são capazes de atender
às
ãs necessidades reais dos próprios usuários, quanto mais de reverter recursos a outros leitores, em detrimento do sistema normal de
atendimento.
Parece-nos que esse temor se desfaz, ã proporção que
as
bibliotecas universitárias passam a agilizar os seus acervos hemero
gráficos, fornecendo cópias de
cie artigos científicos, gerando
assim
recursos que poderiam ser enpregados
enç&gt;regados na melhoria dos serviços
usuais.
5 - CONCLUSÃO
ÊE necessário frisar que tais mecanismos constituem mais uma opção de EC, e que, apesar de não concederem créditos ou certificados,
concorrem para o processo de reciclagem, atualização e especializa
ção de cada profissional em nosso pais.
A nosso ver, caberia, além da extensão de tais serviços
aos
profissionais fora dos quadros da Universidade, um estudo dos usuários recém-egressos das faculdades e institutos, no sentido de manãs bibliotecas.
ter os novos profissionais vinculados às
Finalmente, diriamos que as bibliotecas universitárias podem e
devem compartilhar da responsabilidade da EC em nosso pais,
ofere
cendo recursos bibliográficos do teor dos SPC ou Alertas Bibliográficos aqui expostos. Através desses meios, as bibliotecas universitárias estarão contribuindo para a manutenção e melhoria do desençie
desempe
nho profissional, e cumprindo uma de suas finalidades, que é a de
prestação de serviços de informação ã comunidade. Isso poderia ser
realizado tão somente com a exploração adequada dos recursos já existentes, não irtf)licando
irtçjlicando em alocação de outras veriaas.
verbas.
ABSTRACT
"Bibliographic Alertings" and/or "Summaries of Current Periodicals" as bibliographic resources to Continuing Education.
The
27

r
cm

Digitalizado
gentilmente por:

-

Q

II

12

13

�advantages and disadvantages of these resources to be offered
by
the universlty
university librarias
libraries as a means of updating and
qualifying
professionals, class associations and entities in general.
The
library
structure model of such publications adopted for use in the librarynetwork of UNESP.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÄFICAS
BIBLIOGRÁFICAS
BELL, Joan.
The role of library schools in providing continuing
education for the profession.
J.Education for Librarianship,
p. 248-59, Winter, 1979.
CARVALHO, A.C.P. &amp; MADEIRA, M.C.
Enquete sobre cursos dè
de educação continuada Ars Cvrandi em Odontologia, 7(8):364-7, 1980.
CASEY, G.M.
A educação continuada na área de
Biblioteconomia
nos Estados Unidos. R.bras.Bibliotecon. e Doc. 13(1/2):79-83,
jan./jun. 1980
FURTER,P.
Educação Permanente e desenvolvimento cultural. Trad.
Trad,
FORTER,P.
de Teresa de Araújo
Araujo Penna. 2.ed. Petrõpolis, Vozes, 1975.
224p.
STIEG, M.F. Continuing education and the reference librarian in
the academic and research library.
Library Journal, (15) :
2547-51, dec. 1980.
TANURI, Leonor Maria.
datilografadas.

Ensino supletivo.

28

Digitalizado
gentilmente por:

Trabalho Inédito.
inédito. 20 pãgs.

�CDU: 028:027.7
CDD: 028.9072
A BIBLIOTECA UNIVERSITÄRIA
UNIVERSITÁRIA ESPECIALIZADA NO PROCESSO DE EDUCAÇÃO
FORMAL; ESTUDO PARA AVALIAÇÃO DE HÄBITO
HÃBITO DE LEITURA

Lúcia Helena Pinentã
Piirentã Lima CRB
6/27 3 - bj.bliotecária
6/273
ü.'.bliotecäria do Depar
tamento de Ciência Política FAFICH - UFMG
Maria Piedade F. Ribeiro Leite
CRB-6/601 - Bibliotecária
da
Faculdade de Medicina da UFMG

Caracterização de usuários de duas bibliotecas especializadas atendendo a cursos de pós-graduação, nas áreas
Biomédicas e de Ciências Sociais, objetivando o estudo
do hábito de leitura e traçar o perfil do usuário,
no
que se refere a utilização de dados informacionais.

1. INTRODUÇÃO
Pensando em uma verificação do grau de utilização do acervo de Bibliotecas Universitárias Especializadas, ê que resolvemos
fazer um estudo do perfil e hábito de leitura do usuário de duas
áreas diferentes, isto ê. Ciências Sociais e Ciências Biomédicas.
Procuramos levantar o maior número de dados possível, sendo para isto, aplicado um questionário na população investigada.
Nosso trabalho de pesquisa e tabulação de dados foi desenvolvido no período de março a agosto do ano em curso.
Um dos nossos objetivos, ê detectar os obstáculos ãâ acessi
acess^
bilidade de documentos, levando-se em conta fatores que
direta
ou indiretamente, interferem no processo de recuperação da infor
29

Digitalizado
gentilmente por:

�mação. Conhecendij
Conhecendö a precaritíade
precarisdade dos recursos humanos, alocados
em nossas bibliotecas e centros de informação; a localização de
documentos, ou seja, o desconhecimento das formas e locais em que
estão armazenados os mesmos; o prazo para atendimento de pedidos de busca; a necessidade premente de um catálogo coletivo na
cional; a carência de programas objetivos e práticos de subvenção ã educação e mais especificamente
especificamente,, a subvenção e o incentivo ao
maior veículo
veiculo de comunicação e divulgação da cultura de um povo
que é a biblioteca.
Outro objetivo é verificar se existem diferenças substanciais quanto ao número e tipo de material utilizado para estudo,
ensino e pesquisa e estabelecer um paralelo das duas áreas. Se
esta colocação estava ao nível da hipótese, podemos agora dizer
que ela não encontra razão, uma vez que nio
não identificamos diferenças, a não ser com relação a própria especificidade da área
médica. Quanto ao material bibliográfico, os jornais e revistas
são ainda os mais procurados, sendo logo seguidos pielos livros
(V. TABELA 11).
11) .
Embora conhecendo alguns fatores, resolvemos testá-los e
fazer uma avaliação dos serviços prestados na Biblioteca da Fa
culdade de Medicina, no que diz respeito ao Curso de
Cirurgia
Abdominal e na Biblioteca do Departamento de Ciência Política,
ambas vinculadas âã Biblioteca Central da Universidade
Federal
de Minas Gerais.
Sendo duas Bibliotecas de áreas e tipos diferentes de cli
enteia, acreditamos ser necessária uma melhor caracterização das
dois departamentos ora estudados.
1.1. CURSO DE MESTRADO EM CIÊNCIA POLlTICA (DCP)
0O Departamento de Ciência Política (DCP) está subordinado ã Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais. Mantêm
Mantém o curso de mestrado em Ciência Política desde 1967. Tem como objetivo aprimorar a formação do estudante, a
produtividade intelectual, o treinamento profissional na área
de Ciências Sociais. Possue mais de 30 (trinta) teses já defend^
defendJ.
das em suas cinco áreas de concentração:
1. Análise Política: Teoria e Métodos;
30

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�2.
3.
4.
5.

Política BrasileirajBrasileira)•
Políticas Públicas;
públicas;
Política Comparada Latino-Americana;
História do Brasil.

A Biblioteca do DCP foi criada também em 1967, para atender ã demanda de dados informacionais exigida por professores e
alunos do mestrado em curso. Atualmente conta com um acervo aperló
proximado de 11.000 volumes de livros e de 306 títulos de perió
dicos, além de 4.000 textos, separatas
separates e fotocópias.
Esta Biblioteca está vinculada ã Biblioteca Central da UF
MG, seguindo portanto todas as instruções daquele órgão no que
se refere a procedimentos técnicos da área.
ÊÉ importante informar que é uma Biblioteca Departamental
e seu acervo concentra-se basicamente nas áreas acima citadas.
Com relação a Laboratórios de Pesquisa, embora com consti
const^
tuição e características diferenciadas, o DCP possue entre outros: - Laboratório de Estudos Latino Americanos;
- Laboratório de Estudos Sociais e Urbanos;
- Laboratório de Estudos Internacionais;
- Laboratório de Estudos de Eleições Brasileiras.
1.2. CURSO DE MESTRADO E DOUTORADO EM CIRURGIA ABDOMINAL
(CCA)
O Curso de Pós-Graduação em Cirurgia Abdominal da Fa
culdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, foi
criado em 1972, com o objetivo de formar professores unlversitâ
universitá
rios e de preparar médicos para o exercício profissional. Possue
mais de 10 teses defendidas na ârea.
área. Tanto o mestrado quanto o
doutorado estão assim divididos:
1.
2.
3.
4.

Areas de Concentração;
Âreas
Areas Conexas;
Areas Especiais;
Areas Suplementares.

Possue um total de 18 disciplinas sendo que o aluno deverá obter 9 créditos ãà sua escolha entre as disciplinas da ârea
área
conexa. Deixamos de apresentar as disciplinas enumeradas nos íI,31

Digitalizado
gentilmente por:

�tens 2, 3, 4 pelo grande número das mesmas. Citamos portanto,so
mente a área de concentração para fornecermos uma visão da espe
cialização da comunidade estudada.
Area de Concentração:
A- Cirurgia do Aparelho Digestivo;
B- Cirurgia Urolõgica Abdominal;
C- Técnica Cirúrgica e Cirurgia Experimental.
Com relação a Biblioteca, este curso utiliza-se dos servi
ços da Biblioteca Central do Campus da Saúde, não possuindo por
tanto, uma Biblioteca só desta área. Cabe-nos ressaltar que
a
Biblioteca acima citada possue mais de 25.000 livros textos; aproximadamente 1.800 títulos de periódicos e mais de 3.000 teses e dissertações. Contando ainda com um moderno equipamento e
instalações para a utilização de material audio-visual, entre e
les aparelho de televisão para projeção de video-cassetes. Sua
construção é moderna, funcional e dentro de padrões técnicos es
e^
tabelecidos.
Outro dado de suma importância é que os laboratórios
de
estudo e pesquisa oferecidos aos pós-draduandos
pós-qraduandos são de elevada
categoria técnica, pois estão adequadamente equipados.

2. METODOLOGIA
Para coleta de dados foi aplicado um questionário nos pro
fessores e alunos dos dois departamentos da UFMG. O tipo de amostragem adotada foi a Randómica e o contato direto com os entrevistados foi relativamente pequeno, visto que, as
informaforam fornecidas pelo questionário 1V. ANEXO 1).
ções necessárias fcram
Inicialmente fizemos um levantamento de 50 questões e após o pré-teste
prê-teste e ouvidas algumas autoridades em pesquisa, conseguimos reduzi-las ao máximo de 23 perauntas.
perguntas.
Análise des dados
Houve coincidência na porcentagem de respostas obtidas,ou
seja, cerca de 32% em cada departamento, devolveram o questiona
rio. O0 universo da comunidade estudada ê composto de 220 pessoas
entre professores, alunos e pesquisadores. O retorno total
de
32

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�.questionários foi de 32%. Constitue para nós ur
urti quadro sicnificativo, dada a dispersão de local de trabalho, as dificuldades
de localizar os médicos nos hospitais, no curso ou consultórios
de'localizar
particulares. 0 mesmo não aconteceu com o Departamento de Ciên
cia Política onde os usuários estavam m.ais
mais próximos da Bibliote
ca, mas a mudança de prédio e a entreaa de trabalhos exerceram
influência na fase de coleta de dados.
Cumpre-nos colocar que, quando se pensa em
em. fazer uma pesquisa, deve-se ter em
em. mente a época certa, pois, como m.uitos são
estudantes, a aplicação do questionário não deve coincidir com
entreaa de trabalhos. É este um fator que
provas ou prazo para entrega
retarda a obtenção dos
doS’ dados.
Na tabela 1 observamos a diversidade de áreas de formação
profissional da comunidade investigada. Encontramos no curso de ci
rurgia Abdominal 50% de pessoas com a mesma formação profissional, uma vez que ê uma área privativa do médico. O mesmo não se
dá, com o Departamento de Ciência Política, cuja área está indâ,
terligada com outras áreas do conhecimento humano. Um médico po
de fazer dó mestrado em Ciência Política, mas a recíproca
reciproca não ocorre. O maior afluxo de pessoas ao DCP vem do curso de Sociolo
gia e Antropologia 16%; seauido
seouido de História 9%; e de Economia 7%. Nos próximos anos, estes dados, devem tomar outro rumo, já
que foi criado, no ano em curso, o mestrado em Sociologia e Antropologia. A tabela 1 esclarece a distribuição dos usuários por
áreas de formação profissional {V.
(V. TABELA 1).
Como na maioria das pesquisas realizadas na última década,
encontramos 50% de pessoas na faixa etária de 20 a 30 anos; 37%
na. de -dL
31, a 40 anos e somente 13% com mais de 41 anos. A explica
na.de
ção para o fato de 50% estar entre 20 e 30 anos deve-se àá neces
sidade do mercado de trabalho, exigir cada vez mais, um
alto
grau de especialização do ser humano. Estes 50% incluem estudan
tes e alguns professores e nos 37% predominam os professores.
Se considerarmos a clientela total investigada teremos os
dados acima, mas, se quizermos saber qual departamento
possue
maior, contingente de jovens vamos encontrar o DCP com 57%, contra o CCA com 43%.
Na classificação do usuário segundo o sexo, encontramos:
33

Digitalizado
gentilmente por:

�CC?i dä
CCíi
da totalidade pertencente ac
ao sexo masculino e 34% ao feminino. Detalhando a clientela vamos encontrar no DCP 46% do sexo fe
minino contra 54% do sexo m.asculino,
masculino, não existindo portanto
no
DCP uma enorme diferença como
com.o no caso do CCA, ou seja, 77% do se
xo masculino e 23% do sexo fem.inino.
Verificando a titulação da comunidade investigada
investioada encon tramos: 37% possuindo somente o titulo
título de bacharel; 25% já com
os créditos do m.estrado
mestrado concluídos, porém, sem tese defendida; é
relativamente pequeno o número de usuários com tese defendida ou
seja, que tenha preenchido todos os requisitas para a obtenção
do grau
qrau de mestre. £É mais baixo ainda o número de doutores (V.TA
BELA 2) .
Quanto ã qualificação profissional e/ou cargos exercidos
encontramos: 49% dos investigados como estudantes de pós-graduap5s-graduação; 24% são professores Adjuntos; 21% são professores Assistentes; é baixo, ou seja, 1% o número dos Titulares investigados (V.
TABELA 3) .
Outro dado relevante quando se estuda hábito de leitura e
ainda para traçar um perfil de usuário, êé o conhecimento de línguas. Encontramos portanto:39% no DCP conhecendo bem o espanhol;
22% o inglês e 31% o francês; 37% do CCA conhecendo bem o inglês
e o espanhol; 19% o francês.
No total investigado 38% das pessoas conhecem e preferem
o espanhol; 30% o inglês; 24% o francês. Somente 5% do total co
nhecem o italiano (V. TABELA 4).
Quanto às atividades desempenhadas pelos usuários encontramos: 33% ligados àã área de pesquisa; 30% ao ensino e 21% envolvidos com projetos de tese. Considera-se 21% um número bastante razoável se levarmos em conta que em 14 anos o DCP publicou somente 30 teses. O CCA em 10 anos publicou 10 teses. Este
crescimento de produção literária beneficiará os departamentos
bem como nossas bibliotecas (V. TABELA 5).
Quando questionamos, os objetivos de estudos e os interesses particulares por alguns assuntos, obtivemos a confirmação para a tabela acima citada, ou seja, 42% visam obter informações para o desenvolvimento de projetos de teses, 30% visam a
pesquisa, 13% visam o magistério e 15% visam a atualização
de
34

Digitalizado
gentilmente por:

Q

11

12

13

�conhecimentos. Se particularizarmos encontraremos: no DCP, 33%
envolvidos com as teses, 36% com pesquisas, 17% com o magistémagisté-'
rio e 14% preocupados com a atualização de conhecimentos.NO CCR,
OCR,
51% é o número de usuários cujos objetivos de estudos são as te
ses, 23% visam as pesquisas, 10% visam o magistério e 16% a atu
alização de conhecimentos.
Para verificação dos meios de atualização encontramos co
mo veículos: 26% do total consultando bibliografias; 24% consu^
tando bibliotecas; 22% participando de congressos e reuniões.
Através destes dados podemos ressaltar a importância das
bibliotecas na formação da comunidade acadêmica dos dois depar6)..
tamentos (V. TABELA 6)
Quanto às
ãs razões que influenciaram a leitura do último
livro temos: 24% lendo o último livro por influência de um professor e 23% por interesse pelo assunto; 16% lendo porque
são
leituras obrigatórias ou seja,para cursos frequentados ou mini^
mini£
trados e 11% lendo o livro por simples interesse pelo autor (V.
TABELA 7) .
Quanto a fatores indicadores da leitura de artigo de periódico temos: 42% dos investigados lendo artigos influenciados
pelo assunto; 19% motivados pelo autor; ressalta-se a importância das citações bibliográficas jâ que 13% indicaram-nas como
fator de influência para a leitura e 11% são as leituras dirigj.
dirig^
das, isto ê, indicadas por especialistas (V. TABEIA
TABELA 8).
Verificando as razões que influenciam a procura de infor
mações cientificas,
científicas, encontramos: 20% procurando informações cientificas para realização de suas teses, relatórios; 16%
entíficas
para
pesquis^as,
pesquisas, e ainda 14% preocupando-se, entre outras coisas, em
alargar os horizontes do conhecimento pessoal; 13% procuram as
cientificas para preparar discussões e debates e a
informações científicas
mesma porcentagem, isto é,
ê, 13% fazem esta busca quando da elabo
ração de trabalhos científicos (V. TABELA 9).
várias são as formas de obtenção de informações, entre
elas, temos: 20% confirmando a importância do especialista e/ou
professor para obtenção de informações, outros 20% consultando
bibliografias, índices e resumos; 18% obtendo informações através dos periódicos e finalmente 17% recuperando através da Bi35

Digitalizado
gentilmente por:

�blioteca do Curso, os dados informacionais necessários para suas
várias atividades (V. TABELA 10).
Sob o aspecto do tipo de dqcumentos
dqcunientos e frequência de uso
pela comunidade investigada temos: 34% no DCP e 43% no CCA utilizando muito os jornais e revistas; 24% no DCP e 29% no CCA utilizando muito os livros; 10% no DCP e 7% no CCA utilizando
utilizandorrai
rrai
to as teses; 15% no DCP e 3% no CCA utilizando muito os textos,
separates, fotocópias em geral (V. TABELA 11).
separatas,
Sob o aspecto do tipo de documentes raramente usados, te
mos: 29% no DCP e 10% no CCA utilizam raramente os manuais; 21%
no DCP e 29% no CCA utilizam raramente as teses. EÉ importante
notar que nos dois departamentos não encontramos pessoas que rar
ramente utilizam livros, isto é, o livro ainda se constitue
a
uma mola mestra do ensino (V. TABELA 11).
Sob o aspecto do tipo
dos, .temos:
temos: 46% no DCP e 26%
rial'audiovisual; 21% no DCP
e folhetos; 12% no DCP e 26%
BELA 11) .

de documentos que nunca foram usano CCA nunca utilizaram-se do mate
e 22% no CCA nunca usaram catálogos
no CCA nunca usaram manuais (V. TA

Sob o aspecto dos tipos de fontes de informações e
sua
frequência de uso temos: 18% no DCP e 13% no CCA utilizam muito
multo
os contatos pessoais para a obtenção de informações; 16% no DCP
e 14% no CCA utilizam multo bibliografias e'índices
e índices como fonte
de informações; 14% no DCP e 17% no CCA utilizam multo
muito artigos
originais (antes de serem publicados); 8% no DCP e 15% no
CCA
utilizam multo as revisões de literatura (reviews) (V. TABELA 12).
Sob o aspecto dos tipos de fontes de informações e sua
frequência de usos temos: 14% no DCP e 15% no CCA raramente usam
os resumos analíticos como fonte de informação; 14% no DCP e 12%
no CCA raramente usam o serviço de informações da Biblioteca; 9%
no DCP e 18% no CCA raramente usam teses como fonte de informação; 9% no DCP e 12% no CCA raramente usam apostilas como fonte
de informação (V. TABELA 12).
Sob o aspecto dos j:ipos
tipos de fontes de informações
frequência de uso temos:
41% no DCP e 35% no CCA nunca utilizam
utilizara as conferências.
Na verificação do grau de frequência ã Biblioteca
36

cm

Digitalizado
gentilmente por:

e

sua

vamos

�encontrar: 42% frequentando várias vezes por semana, 16% várias,
vãriasi
por mês. Entretanto, encontramos 12% utilizando a Biblioteca 1
vez por dia e a mesma porcentagem, isto é, 12% mais de 1 vez por
dia sendo ainda 12% a porcentagem dos que usam a Biblioteca 1 vez
por semana. Particularizando os 2 departamentos encontramos um
dado significativo que é: no DCP 58% frequentam a Biblioteca vã
rias vezes por semana e somente 23% do CCA o faz. Em. compensação a utilização da Biblioteca em. pelo menos 1 vez por semana en
contra maior ressonância no CCA, cuja porcentagem
porcentaaem éê de 23% contra 3% do DCP (V. TABELA 13).
Com relação aos propósitos para utilização do material a
locado nas bibliotecas encontramos no CCA 40% dedicando-se a um
trabalho científico e/ou pesquisa, enquanto que no DCP a porcen
tagem é de 22%. Vamos encontrar no DCP 30% de usuários utilizan
utllizan
do material para leitura básica de curso e no CCA apenas 15%.Na
leitura geral feita para os cursos frequentados encontramos 24%
do DCP e 9% no CCA. Acreditamos que esta alta porcentaaem tanto
para leitura básica como para leitura oeral encontrada no
DCP
deve-se ao fato de que nas Ciências Sociais os cursos são mais
teóricos que -a área biomédica.
blomêdica.
Quanto as razões da utilização da biblioteca encontramos:
a biblioteca do DCP é mais utilizada para estudos individuais
com o material da biblioteca que a biblioteca do CCA, isto é,
23% contra 18%. No DCP encontramos 22% fazendo uso do Serviço
de empréstimo domiciliar
dom.icillar enquanto'que
enquanto que no CCA encontramos apenas
9%. No CCA êé grande a utilização da biblioteca com
cor o pronósito
prooósito
de realizar pesquisas, ou seja, 20% contra 14% no
nc DCP (V. TABELA 14) .
A respeito do grau de frequência mensal de leitura vamos
encontrar no DCP 45% com a média de leitura de 6 a 10 documentos por mês, contra 29% no CCA com o m.esmo
mesmo número de leituras.
Encontra-se ainda no DCP 29% de pessoas que lêem mensalraensalmente de 11 a 15 documentos contra 20% do CCA. Enquanto isso no
CCA encontramos 29% que lêem de 1 a 5 documentos mensais contra
10% no DCP. Verificamos ainda que 14» do CCA lêem de 16 a 20 do
cumentos mensais contra 10% no DCP. Somente
Som.ente 6% no DCP e 3%
no
CCA lêem mais de 25 documentos mensais. Se considerarmos o grau
de maior frequência mensal de leitura vamos observar que 36% da
37

Digitalizado
gentilmente por:

�comunidade estudada lêem de 6 a 10 documentos por mês (V. TABELA 15) .
Ao questionarmos as dificuldades na localização de material, 77% responderam que não encontraram problemas na recupera
ção de dados informacionals.
informacionais. Apenas 23% responderam que sentent
sentem,
dificuldades. Uma vez que a maioria encontra facilidade na loca
lização de material, resolvemos investigar se também conheciam,
e utilizavam os serviços das bibliotecas em questão. Para nossa satisfação 81% conhecem e utilizam os serviços, contra apenas
19% que demonstraram desconhecimento. Foi importante para nós a
constatação de cjue
tjue 69% saem parcialmente satisfeitos com relação ã obtenção de material nas bibliotecas investigadas; 23% saem
totalmente satisfeitos e somente em 8% o grau de satisfação é ne
gativo.
As razões da insatisfação no tocante ã obtenção de material informacional situam-se no fato de: 38% no DCP e 37% no&lt;XA
no CEA
não terem encontrado o livro, quando da busca do mesmo; em segui
da 43% no DCP e 13% no CCA saíram insatisfeitos das bibliotecas
porque o livro estava emprestado, logo concluímos a insuficiência de exemplares de um mesmo livro em ambas bibliotecas. fiE relevante a situação do periódico, pois 29% no CCA e 14% no DCP sa
iram insatisfeitos porque as bibliotecas investigadas não possu
iam a revista desejada (V. TABELA 16).
Investigando as razóes
razões da insatisfação quanto ao material que as bibliotecas possuem, vamos encontrar 88% no CCA e 35%
no DCP de pessoas insatisfeitas com o acervo devido a sua desatualizaçãoj somente no DCP encontramos criticas quanto ao número de exemplares e com relação a livros que cobrem campos muito
específicos (V. TABELA 17).
Indagando sobre os problemas relativos ã utilização
da
biblioteca encontramos: 33% no CCA e 16% no DCP de pessoas que
reafirmam a desatualização do acervo; 32% no CCA e 16% no
DCP
colocam como empecilho ao estudo no recinto das bibliotecas, o
excesso de barulho; 21% no DCP e 16% no CCA acusam como proble-,
ma a horário insuficiente. Somente 10% no DCP e 8% no CCA apontaram como problema a demora na localização do material (V. TA-"
TABELA 18) .
Na busca de sugestões para melhorar o acervo bibliogrâfJL
bibliogrãf^
38

Digitalizado
gentilmente por:

*

�CO, vamos encontrar: 32% no CCA e 28% no DCP sugerindo a aquis^
aquisi
ção de mais obras especializadas; 30% no CCA e 23% no DCP solicitando um maior número de periódicos dentro da especialidade
das áreas inquiridas; 18% no DCP e 14% no CCA apontam como sugestões a assinatura de bibliografias correntes. Após estas colocações que serão transmitidas aos interessados da área conclu
Imos ser de enorme impoptância
impoftância as sugestões recebidas, já
que
se espera acompanhar o desenvolvimento das duas áreas em questão (V. TABELA 19).
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os objetivos propostos foram alcançados. O trabalho levou-nos a uma leitura direcionada e ao mesmo tempo despertou-nos
para a realidade, que é, a necessidade de se fazer periodicamen
te uma análise da utilização das coleções de nossas bibliotecas
e dos serviços prestados, além da.parada
da parada obrigatõria
obrigatória para a atu
alização de conhecimentos. Sempre pareceu-nos muito clara a ado
ção destas medidas, que aliás, não são novidades para nós, mas,
fatores diversos contribuiram para o adiamento e efetivação do
fatcres
estudo.
Quando analisamos o conhecimento de línguas nos dois cur
sos de pós-graduação o fizemos para verificação e questionamento de, até que ponto o acervo é composto por material bibliográ
bibliogrâ
fico nas línguas já citadas. Foi curioso chegarmos a conclusão
que o Espanhol êé mais utilizado, isto é, 38% contra o inglês oan
30%, muito embora nossas bibliotecas possuirem farto materialem
material em
inglês (60%) e pouca coisa em Espanhol
Espanhol{10&lt;).
(10&lt;) .
Em seguida, indagando sobre os meios de atualização utilizados pelos usuários em questão, encontramos um forte motivo
para justificar novos projetos de aquisição. Ora, se 26% atuali
atual^
zam-se através de consultas a bibliografias e 24% quando frequen
frequ^
tam as bibliotecas, fica assim, patente a importância destes ser
viços dentro de uma instituição, dispensando até maiores comenviçps
tários em torno do assunto.
Encontramos entre as duas comunidades estudadas uma certa homogeneidade nas respostas obtidas. As duas bibliotecas são
muito frequentadas, mas, uma das maiores e mais sérias críticas
criticas
são relativas ã'desatualização
â'desatualização dos acervos.
39

Digitalizado
gentilmente por:

�Enquanto os serviços prestados para a disseminação da in
In
formação estão se tornando cada vez m.ais
mais conhecidos, os recursos audiovisuais estão muito aquém do que poderiam oferecer aos
usuários.
Averiguando o grau de frequência mensal de leitura temos
que considerar como acima da média (de acordo com algumas estarealizadas).. 0 maior grau de leitu’"a
leitura obtido é o de 6 a
tísticas realizadas)
10 documentos ao mês.
EÉ alto o grau de satisfação em torno da obtenção do mate
rial necessário mas, temos ainda que lutar muito para a obtenção de, no mínimo, cinco exemplares dos livros mais consultados.
A insatisfação aflora quando o usuário busca o material e o mes
mo está emprestado ou desaparecido. Urgem soluções rápidas e efetivas.

«I PI

Finalizando, os usuários consideraram como indispensável
o papel da biblioteca para o acompanhamento dos cursos, isto ê,
é,
76%, tendo o restante colocado a biblioteca como bastante nece
nece^
sária. Agora, motivados pelos usuários, ou seja, através das su
s
gestões oferecidas, estamos ao mesmo tempo terminando este estu
do e empreendendo dois outros com relação â utilização do acervo e que divulgaremos brevemente.
Agradecemos aos que direta ou indiretamente colaboraram
para a realização deste trabalho.

40 ._

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�ABSTRACT

Characterization of users of two specialized libraries of
Federal University of Minas Gerais in Graduate levei
level courses in
Biomedical
Biomedioal and Social Science areas aiming at knowing the reading
habits and tracing the users profile.

4. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1. ACOSTA HOYOS, L.E. Características
Caracteristioas do processo de comunica
comunioa ção entre pesquisadores agríoolas
agrícolas brasileiros. In: REUNIÃO
BRASILEIRA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 2, Rio de Janeiro,
1979. 41p. mimeogr.
2. AH-TIN AH TON &amp; VALERIO,
VALE RI 0, D.H. A formação dos usuários nomeio
universitário: uma revisão bibliográfica (1974-1978). In:
CONGRESSO B. B. E DOCUMENTAÇÃO, 10, Curitiba, 1979. Anais
... Curitiba, 1979. p. 177-200.
3. ALMEIDA, M.C. de &amp; FALKENBACK, A.B. Estudo do perfil do usuâ
rio das empresas de energia elétrica...
elétrioa... Rev. Bibliotecon.
Brasília, Brasília, 3(2): 163-75, jul./dez. 1975.
4. BRAGA, G.M. Distribuição da Informação. In: REUNIÃO B. DE C.
DA INFORMAÇÃO, 1, Rio de Janeiro, 1975. Anais... Rio de Ja
neiro, IBICT, 1978. v. 1, p. 195-200.
5. FERREIRA, S.C. Avaliação da coleção
ooleção bibliográfica da B. Central da UFRN. Rev. Bibliotecon. Brasília, Brasília, ^(1):
44-51, jan./jun. 1980.
6. FIGUEIREDO, N.M. Avaliação da coleção e estudo de usuário.
41

Digitalizado
gentilmente por:

�Brasília, ABDF, 1979.
Evaluation In
in a user education programme.
7. FJALLBRANT, N. Evaluatlon
programitie. J.
librarlanshlp, London, 9^(2):
llbrarlanshlp,
9^(2) x 83-95, 1977.
8. KREMER, J.M. A técnica do incidente crítico. R. Esc. BiblioBibllotecon. UFMG, Belo Horizonte, ^(2):
9^(2) x 165-76, set. 1980.
9. LANCASTER, F.W. Acessibilidade da Informação em pesquisa ci
c^
entifica em processo. Cien. Inform., Rio de Janeiro, _4(2):
entíflca
^(2):
109-17, 1975.
10. MALLEN, M.C. Une methode
méthode pour I'etude
l'étude des besoln des utlllsa
utllisa
teurs: l'enquête
I'enquete par questlonalre.
questionaire. Documentaliste,
Docuroentaliste, Paris,
11(4): 116-70, déc.
dec. 1974.
11. SPINELLI, L.G. et alll.
alii. Perfil do usuário de uma_biblioteca
especializada em pesquisa educacional. In: CONGRESSO B. DE
B. E DOCUMENTAÇÃO, 9, Porto Alegre, 1977. Anais... Porto
Alegre, 1977, p. 140-54.

42

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 1
formaçAo profissional da comunidade investigada
B«lo Horitonta
Horisenta —- 1961
1981
(Em porc*nt«o«m)
poreantagam)
As$lft«ntt social
Asaiftanta
focial
Comunicaçffo
Comunieaçfo
Diraito
DIralto
Economia
Enfarmagam
Filosofia
Filoaofía
Hiitórla
História
Jornalismo
Madicina
Padagogta
Padagogia
Psicologia
Sociologia
FONTE: P9tqul$ê
Ptiquiê» com u$uárÍos
usuários ds
dê duês
duss bibUotêCêt
blbllotscss êspêciêíizêdêt
ospsclollzados do
dê UFMG.
TABELA 2
titulaçAo da populaçAo investigada
Balo Horizonta
Horlxonta — 1981
1661
(Em Poreantagam)
Pereantagam)
oiscriminaçAo
OISCRIMINAÇAO
6acharal
Bacharal
ücanciatura
Ueandatura
Mastra (com tasa dafandida)
dafandidal
Mastra (sam tasa dafandida)
Doutor
TOTAL

OCP
■ Wda—
N9~dã
Raspe stas
ftas
Raspo
24
8
6
6
4

CC A
—Fpraã—r
FWTi r
Raspostas '|
Ra^Mstas
50
17
12
12
9

7
0
10
16
3

I
I
I'
'

TOTAL GERAL
N? da
NV
Raspo ftas
Raspostas
20
290
29
43
86
100

37
10
19
18
26
89

31
8
16
21
7

FONTE: Fosquísê
PêêQuiêê com usuários
uêuérioi dê
do duêi
duos bibllotocês
b/bdotêCê$ ospoclollzodés
êtpêciêUiêdêt do
dê UFMG.

TABELA 3
QUALIFICAÇAO da pofulaçAo
qualificaçAo
POPULAÇAO INVESTIGADA
investigada
Bab Horizonta
Balo
Horixonta -—1661
1981
(Em poreantagam)
OCP
“KTTi
wa#' »
“NT“da
n4 da
Raspostas I
Raapostas
Raspostas
Raapostas
Professor
Profassor Titular
1
0C ,
0
Profsaaor Adjunto
Profassor
14
30
86
Profassor Asalstanta
Profaasor
Assistants
86 '
13
12
Pasquisador
1
3 I,
6
Estudanta da Curso da Pós-graduaçSc
Pós-graduaçio
24 '
61
17
-I-r
TOTAL
47
100
FONTE: Pêsçulsê
Pêêçultê com usuários
usuáriot dê
do duês
duos bfbUotêCês
blbllotocos ospoclollzodos
ê$pêclêllzêdê$ do
dê UFMG.
qualificaçAo
OUALIFICAÇAO

3
16
32
3
46
48

total oeral
TOTAL
GERAL
N&lt;f
W da
Raspostas
1
1
20
I 24
21
18
4
I
6
41
I 49
84

43

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�TABELA 4
CONHECIMENTO DE LÍNGUAS DA POPULAÇAO INVESTIGADA
Btlo Horizonta
Balo
Horizont« — 1961
1981
(Em porcantagaml
porc«ntag«m)
M d«
daDCPT“
NP
Raspoftas I
Rvspoftai
19
26
33
2
4
1

inglls
lngl£i
Francês
Espanhol
Alemêo
italiano
Italiano
Latin
Latín
TOTAL

CC A
' N*? da
d«
Raspo ttat
Rttpottai
35
16
18
351
6
0

22
31
39
2
6
1

TOTAL GERAL
NP d«
NV
da
j 9
Raspo stat
Rtipoft««
54
30
44
24
66
68
38
3
2
10
5
1
1

37
19
37
1
6
0

FONTE: Ptsquisê
Pêsquis» com usuários
utuiriot de
dt dues
du9s bibUotecet
bibUotccts tsptckííisdts
especieUiedes de
d» UFMG.

TABELA 5
distribuição oas
das atividades desempenhadas pelos usuArios
Balo Horizonta
Horizont« — 1BB1
1981
(Em porcantagam)
DCP
OCP
■NPTa
NTTa I”
1“
Raapostas j,
Raspostas
4
7
16
25
33
21
17
27
1
2
4
6
0
0

ATIVIDADES

fW da
FJTTã
Raspoftas
Raapostas
3
11
22
22
7
0
1

AdmInIstrsçSo «a planajamanto
Administraçêo
Projeto da Tcm
Projato
Tasa
Pesquisa
Pasquisa
Ensino
Orientaçfo da
Oríantaçfo
de Tasa
Tese
Estudo
Cirurgia
TOTAL:
FONTE: Ptsquis*
Pesquise com usuérhs
usuários da
de duês
dues bibllotccês
bibiioteces aspac/a//zadas
especieilzedes da
de UFMG.

TOTAL GERAL
NP da
N9
Raspoftas ■;—
Raapostas
7
6
27
21
43
33
30
39
6
6
3
1
I 100

5
17
33
33
11
0

TABELA 6
TABELAS
MEIOS DE ATUALIZAÇAO UTILIZADOS PELA COMUNIDADE INVESTIGADA
Balo Horizonta
Horizonte - 19B1
1981
(Em porcantagam)
porcontagom)
MEIOS DE ATUALIZAÇAO
Assistindo Aulas '
Participando da
de congrasso
congresso a raunISas
reuniOes
Frequentando a bibliotaca
Fraqúantando
biblioteca
Serviços de
Sarviços
da resumo
rasumo
Consultando bibliografias
Consultando ravistas
revistas ae Jornais
Assinatura de
Aulnatura
da revistas
ravlstas
TOTAL:

DCP
NP da—'—
da
Raspoftas I
Respostas
20
17
20
6
24
6
0

21
18
21
7
26
7
0

CC A
NP da
N?
do ^
^
Raspoftas I
Respostas
12 '
22
23 '
4
23 'I
0
52 -I'
88

%14
25
27
56
27
0
2

TOTAL GERAL
NP do I1
Raspoftas
Respostas
32
18
39
22
43
24
10
6
47
26
6
3
2
1

FONTE: Fcsquisê
Pesquise com usuários de
da dues
duês bibiioteces
bibliotecas especlen^edes
especíeff^êdes de UFMG.

44

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�TABELA 7
razOes
RAZÕES oue
QUE influenciaram
INFLUENCIARAM NA
na LEITURA
leitura do
DO último
ÚLTIMO livro
LIVRO
Belo Horitont* — 1981
B«io
1991
(Em porc«nt*gam)
porecntagtm)
RAZÕES
razOes

DCP
N9
NQJ-Cid&lt;
d*
R«tportat
RMpoitat
13
2
10
3
2
11
3
0
2.
11
2

CCA
N9 d«
d&lt; I
R«tpoftat ‘
Ropoftas
3
98
5
12
1
2
0
0
1
2
13
31
1
2
0
0
0
0
14
33
3
98
1
2

Livro par«
para o curto ministrado
Através da
de catálogos
Intarasse
Interesse paio
pelo autor
Encontrei na astanta
Encontrai
estante por acaso
acato
Li a primeira
primaira página ae gostei
gostai
interatsei paio
Intaratsai
pelo assunto
Gostei do titulo
Gostai
título
IndicaçSo do(a) bibliotacárlo(a)
Indicaçfo
bibliotecério(a)
Indícaçfo da
Indicaçfo
de um emigo
amigo
Irtdicaçlò da
Indica^
de um profatsor
professor a/ou
e/ou colaga
colega
LíLi o0 sumário ea gostai
gostei
Frequentando livrarias
Fraqüantando
TOTAL
FONTE: PtSQuisa
Pttquisã com usuários
usuérhs d»
dê duas
duêt bibliotecas
b/bliotecê aspecialiiadas
êspêciê/izêdêt da
dê UFMG.

TOTAL GERAL
N9
d« ^ ^
N9di
R«tportat
R«»poftai
16
16
7
7
11
11
3
3
3
3
24
23
4
4
0
0
2
2
24
25
5
5
2
2

TABELAS
9 DE UM^ARTIGO DE PERIÓDICO
FATORES OUE
QUE INFLUENCIARAM TABELA
A LEITURA
Belo Horizonta
Balo
Horizonte —- 1991
1961
porcentagem)
(Em porcantagam)
DCPP
DC
“MTBã
W de
Respostas
Raspo
stas
21
9
9
11
56
28
29

CC A
N9 da
de
;■
Raspo stas
Respostas
4
98
9
19
18
4
98
4
8
4
2
54
28
29

Autor
25
CitaçOas
11
CitaçSes bibliográficas
' ??
Revista am
Ravista
em qua
que á publicado
' 11
Irtdicaçio de
Indicaçlo
da especialistas
aspadallstas
13
Título
■ 56
Assunto
34
^^
TOTAL
! 100
FONTE: Pêêquitê
Paaguisa com usuários dê
da duês
duas bibllo
bibUotacas
facas êspêciêlizêdês
aspacialUadas dê
da UFMG.

TOTAL GERAL
■“NW
"NV da
Respostas
Raspo
stas
25
19
18
19
13
13
10
11
15
7
5
56
42

TABELA 9
RAZÕES QUE
OUE INFLUENCIARAM A PROCURA DE INFORMAÇÕES CIENTIFICAS
CIENTi^lCAS
Balo Horizonta
Horizonte — 1881
1981
(Em porcantagam)
porcentagem)
RAZÕES

W de
m
&lt;u
Raspo stas
Respostas
12
9
17
13
21
24
20
13

CC A
-JK 6ã :
Raspostas
Respostas i
98
2
4
15
22
12
9
19

Preparar cursos
9
Praparar
7
Realizar provas ou exames
Raallzar
axamas
Realizar saminários
Raalizar
seminários
13
Elaborar trabalhos clantíficos
científicos
10
Elaborar tasM.dlstartaçOas.ralatórlos
teses, dissertaçdss, relatórios
16
19
Raallzar
Realizar pasquhas
pesquisas
19
Preparar dIscuasOas
dIscuasSas ae dabatas
debatM
16
19
Praparar
Alargar os horizontas
horizontes passoais
pessoais
10
TOTAL
FONTE: Pêêquisê
Paaguisa com usuários da
dê duas
duês bibUotacas
bibllotêcês espêclêliudês
espacializadas da
dê UFMG.

Ò
2
4
17
25
13
10
20

TOTAL GERAL
NV da
Raspostas
Respostas
20
9
11
5
21
10
13
28
43
20
16
19
36
29
13
14
31

45

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�TABE^ 10
TABELA
FORMAS DE DBTENÇAD
OBTENÇÃO OE
DE INFORMAÇAO
INFDRMAÇAO
B«io Horiúint«
B«Ío
HoriMnta — 1981
(Em porcfitagtm)
porcufOfn)
-frrsi—I
M d«
9T
W d«
N9
da r
RMpottat
RMpOttM I
Rttpoftai
,RMpetu&gt;
EapKialItta da éraa a/ou profanor
EtpKialItta
27
30 .
Convtrtando com o bibliotecário
Convarundo
bibliotacário
7
8
Na lua
tua biblioteca
bibllotaca particular
8
89
Contultando a bibliotaca
Consultando
biblioteca da atcola
eecoia
19
16
20
16
15
Consultando
Contultando bibliografias, fndicei,
fndices. resumos
ratumoi
17
15
24
pariódicot
Em periódicos
20
18
16
Em livros a manuais
lí
lf
9
4
Sarviço de
da computador9IREME
computador —| BIREME
Serviço
0
0
1
TOTAL
FONTE: Ptiquim
Pttquim com usuários
usuiriot dê duês
dum bibllotêàaê
bibiiotêiês êspêciêiixêdês
mpêeiêUiêdêt dê UFMG.

13
89
9
21
26
17
4
1

TOTAL QERAL
GERAL
—f¥rsi—I"—%~Wf
6ê i
RMpOfUS
RttpOftM
42
20
17
8
18
19
9
36
17
41
20
36
18
19
16
15
7
1
1

%
0
10
29
20
22
19
0

~0CP
DCP '%%
0 0
4 12
3 9
7 21
4 12
15 46
0 0

discriminaçAd
discriminação

TABELA 11
TIFOS
TIPOS DE OOCUMENTD9
DOCUMENTOS
E FREQUÊNCIA
DE USD
U80
Balo Horizonta
Horlzonta
-— 1981
1961
(Em porcentagem)
porcarrtagam)
MUITO
RARAMENTE
DCP ^%
ték %
òéA
DCP %
ÍCA
Livros
38 24
39 29
0 0
0
Manuais
15 10
10 8
19 29
98
Tasas
15 10
9 7
14 21
25
Catálo0os a Folhatos
Catálogos
Folhetos
9 6
3 2
12 18
17
Taxtt&gt;s, saparatas,
Textos.
separatM. fotocófotocó*
pias am geral
garal
24 '! 5
4 3
10 15
19
Material audiovisual
2 1
10 8
9 14
15
16
Jornais a ravistas
revistas
53 34
58 43
0
TOTAL
FONTE: Fêsguisê
Pê$quitê com
eom usuários dê duês
duss bibiiotêCês
bibiiotêcês êspêciêiiiêdês dê UFMG.
TIPOS
TIFOS

~^C A
0
8
3
7
5
8
0

%■
0
26
10
22
16
26
0

TABELA 12
TIPOS DE FDNTES
TIFDS
FONTES DE
OE INFDRMAÇÔES
INFORMAÇÕES E FREQUÊNCIA DE USO
Balo Horizonta
Horizonts — 1981
1991
(Em porcentagem)
porcantagam)
RARAMENTE
TIFOS
TIPOS
DCP %K |CCA
[CCA % DCP % ICC AA~%% DCP % ]C6A
Tc CA ^
Rasumoa analíticos — (abstracts)
Resumoé
10 7 ' 17
107
1799 15 14 17 15 3 7,00
Ravisóas da literatura
RavisOesda
litaratura (revIeMs)
(raviaws)
12 98 I 27 15 14 13 ' 4 3 19 41 ■&gt; 11 19
Bibliografias, fndices
fndioas
24 16 , 26 14
6 6,
6,32
32 2 4 4 7
Artigos originais
22 14 ' 32 17
98 7*54
7 ' 5 4 0 0 Ii 0 0
Confarêneias, raunióee.
Conferências,
rauniôas, seminários
saminários
16 10 I 23 13 10 9 , 76
19
7
6 0 0 5 9
Sarviço da
Serviço
de informaçlò
informaçfo da bibliotaca
biblioteca
89 96 ., 12 7 15 14 I 14 12 6 13 I1 4 7
Contatos pessoais
passoais
28 1B
29
18 I 23 13
3 3
9 98 0 0 0. 0
Apostilas
13 9.9
8,6 3 10 9 I 14 12 4 9 I 11 19
Tasas
Teses
15 10 ' S8 3 10 9 , 21 19
18 0 0 5 9
Procaadings
Proceediitgs
0 0(0
0 I 0 0
I 14 24
Saparatas
Saperatas
4 3 11
143 133 I1 176 15
165 75 15
11 I 3 I 6
-+~
“T“
TOTAL
163
153 100 ,193
,183 100 108 100 I 117 100 46 100 .^ 57 100
FONTE: Pêsquisê com usuários dê duês bibUotêcêS
blbUotêCês êSpêciêiixêdês
êspociêiliêdm dê UFMG.

.46

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 13 •
TAftELA
GRAU DE FREQUÊNCIA
PREQUiNCIA A BIBLIOTECA
Mo HorlMifta
B*lo
HorteeiM - 1BB1
1M1
(Em porpwrtium)
porwntigtm)
GRAU DE FREQUÊNCIA

DCF
~m~si—
RMpovtat
4
6
1
22
0
2
4

üj
. . m aa
Rmpomm

Uma vaz por dia
10
Mai« da uma vaz por dia
13
Uma vaz por lamana
3
Vériaa vazaa por tamana
58
Manof da uma vaz por mli
0
Uma vaz por mit
Vériaa vazaa por mia
TOTAL
FONTE: Pnquím eom umjéiios d» dum bEtlhfcm mpêcMítãdm dt UFMG.

TOTAL GERAL
~fmr
15
12
23
23
6
0
21

9
9
9
30
2
2
11

12
12
12
42
3
3
16

TABELA 14
RAZÕES da
RAZOES
DA UTILIZAÇAO
UTILIZAÇAD DA
da BIBLIOTECA
Bale beriMnta
8alo
bgrizonta —1981
-1981
(Em percantagaml
poreantagam)
RAZÕES
razOes

N9 da Ir
W
“W da
“NÇ'da
Raapoftaa i
RaapotUt
Haapoatai
Raapoataa
astudot individuaii
mu próprio matarial
Para astudoa
individuaia com
côm aau
16
15
15
4
Para aatudoa iridividuait
Pwa
irKiividuaia eom
com matarial da bibiiotaca
23
23
18
Mrviçoa prastadoa
Para raquarar aarviçoa
praatadoa pA&gt;ibliotaca
pAiibliotaca
7
7'
17
Para aatudoa am grupo
4 .1 4
1
Para raaliar paaquiMS
Pararaallzar
paaquisaa
14
14
20
I lí
Para praparar aulaa
5
5
16
15
atualixaçlo
Para atualizaçlo
10
10
16
18
Raaliar ampiiatlmo
Raaiizar
ampfóatimo
23
22
9
TOTAL
101
I 100
F»$qul$ê eom.
com usuários
uêuériot do
FONTE: F»$qulm
dê duos
dum bibllotoeot
btbUotêCês aapac/a//zadaa
êspêcMhêdês da
dê UFMG.

4
18
17
1
20
16
15
16
9

TOTAL GERAL
W da
NT
Raapoataa
Raapoflas
19
9
41
20
24
12
5
3
34
17
20
10
26
13
32
16

TABELA 15
16
GRAU DE FREQUÊNCIA MENSAL DE LEITURA
Balo Horizonta—
1981
Horisenta ~ 1081
(Em pereantagam)
poreantagam!
NUMERO DE DOCUMENTOS
jI NÚMERO

N9 da
Raapoataa
H3
14 &gt;
9 I
3 1
0
2

CC A
NV
N9 da Ir
Raapoataa
10
I'
10
7
I
5
2
I
1

1 a 56
10
6a 10
45
11a 15
29
29
16a20
10
21 a 25
0
Mala da 25
Maiada25
6
TOTAL
FONTE: Pêsqulsê
FONTE;
Fatquiaa com usuários
uauéríoa dê
da dum
duas blbllotêcês
bibUotacat mpêclêlliêdês
atpaclalizadaa da
dê UFMG.

S~
29
29
29
20
14
®53

TOTAL GERAL
“TW
Raapoataa
13
20
24
36
16
18
24
8
12
2
13
3
5

47

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 16
RAZÕES DA ÍNSATÍSFAÇAO
INSATISFAÇAO NA OBTENÇAO 00 MATERIAL BIBLIOGRÁFICO
B«lo Horizont#
Btlo
Horizontt — 1881
1981
(Em porcontagtm)
pore«ntagtm)
DA INSATISFAÇAO
RAZÕES OA

W do
Nü"dt
Rtspoftai
Rtipoftts

W dt
N?
do I[
Rtfpottis I
Rtspottai

Faltou t8 ajuda do blbllotacárlo
bibliotacário
0
38
NSo tinha o livro
Nfo
43
Tinha o livro mas estava
astava emprestado
amprastado
14
Nio tinha a ravista
N8o
revista
Tinha a revista
ravista mas
mai estava emprestada
amprestada
5
TOTAL
I 100
FONTE: Pttquíu
Pêsquitt com usuários d%
d&amp; duos
duas bibliotecas
bibUotacas aspacmlizadas
aspocia/izadas da UFMG.

8
37
13
29
13

TOTAL GERAL
~vrr
NU dt
R«ipoftai
Rtipoftt*
2
17
38
12
27
22
10
4
9

TABELA 17
RAZflES OA
razOes
oa INSATISFAÇACCQUANTO
insatisfaçAccquanto AO
ao MATERIAL
material QUE
que Aa BIBLIOTECA
biblioteca possui
POSSUI
Belo Horionzte
Baio
Horíonzta — 1981
1881
(Em porcantagam)
porcentagem)
RAZÕES OA
RAZÕE8
DA INSATISFAÇAO
ÍNSATÍSFAÇAO

OOP
DCP
NU
da 1
W de
Respostas |I

Cobram campos muHo
Cobrem
muKo amplos
0
Cobrem campos muKo
Cobram
muito aspacifloos
específicos
30
Poseuem indicas
indices ruins
Possuam
0
Nio sio atualizados
NSo
36
35
Poucos axam
exemplares
piaras
36
35
TOTAL
FONTE: Pasquisa com usuários da duas bibUotacas
bibliotecas aspaclallzadas
aspaciaiizadas da UFMG.

N9 de
“N9“da
Respostas
2
0
23.1
0

I
I
I
'
I

8
0
J

TOTAL GERAL
“N9 da 1 %Respostas
2
5
5
12
1
2
29
67
B
14

tabela 18
TABELA
PROBLEMAS QUANTO ÁA UTILIZAÇAO
UTILIZACAO DA BIBLIOTECA
Belo Horizonte »— 1981
Balo
19B1
(Em porcantagam)
porcentagem)
PROBLEMAS

W do J
Raspostas |
Respostas
4
7
9
16
6
10
0
0
3
6
86
10
9
16
18
21
12
4
2
6
10

“TWTã“
U'i~aa~
Respostas
Raspo
stas
1
19
18
1
1
0
5
20
10
2
1

Muita gantana
gente na biblioteca
Multo
Muito baruiho
barulho
Difícil compreender a organizaçfo
Oiffcll
organizaçSo
Pessoai
Pessoal nfo atencioso
Bibliotecário nfo conhecia o auunto
assunto
Demoraram muito para encontrar
Acervo desatualizado
Horário Insuficiente
insuficiente
Nio tiveram problemas
problenrtas
NSo
Nlo responderam
Nfo
TOTAL
Pasquisa com usuários da duas bibliotecas
bibUotacas aspeeíallzadas
aspaciaiizadas da UFMG.
FONTE: Pesquisa

48

Digitalizado
gentilmente por:

2
32
2
2
0
8
33
16
3
2

TOTAL GERAL
N4 da
de
N9
Respostas
4
5
24
28
7
6
1
1
3
3
11
89
25
29
22
19
18
4
3
7
6

�TABELA 19
TA8ELA
SUGESTÕES PARA MELHORAR O ACERVO BIBLIOGRÁFICO
SISLIOGRAFICO
B«lo Horiiont*
8«lo
Horizonte — 1981
(Em porc*nt«g«m)
porctntagtm)
SUGESTÕES

N«
fi9 d«
óê
Rêtpotíêt
Rtfpottaf
26
22
3
9
5
17
8
1
2
1
0
0

Mail
Msit obras
obrai especializadas
Mpacíalizadai
Mais pariódicoi
Maii
periódicos daiua
de sua aipeciatidade
especialidade
Biografias
Siografiai
Obras de
Obrai
da referértcia
rafaráncla
Dicionários especializados
Dicíonárioi
aipecializadoi
Bibliografias correntes
Siblíobrafiai
corrantai
Obras de
Obrai
da outros
outroí auuntos
aiiuntoi
Manter o acarvo
Mantar
acervo atualizado
número da
de axampiarei
exemplares
Maior nCimaro
AtuaiizaçSo
Atualizaçáo doi
dos iivroí
livros importadoi
importados
Náo tiam
NSo
tiem lugaitffo
sugestfo
Na'o responderam
Náo
raipondaram
TOTAL
FONTE: Pêsquitê
Pesquitê com usuár/os
usuários dê
d» duês
duos bibiiotêCãs
biblhtêCês êtpêciêlizêdêt
ospociê/iiêdês dê UFMG.

N9 dt
dê .
R«tpoM«l ' I
RMpostit
21
32
20
30
0
0
4
6
4
3
14
9
0
0
4
6
0
0
0
0
•1
2
4
6

TOTAL GERAL
N9 d«
dê
RMpofUi
RMpOfU*
47
26
29
42
26
3
2
8
13
5
8
16
26
8
6
3
5
1
2
1
1
1
1
3

49

Digitalizado
gentilmente por:

*

�ANEXO 1
PERFIL E HÄBITO
USUÄRIO DE BIBLIOTECA ESPECIALIZA
HABITO DE LEITURA DE USUARIO
DA
Estamos realizando uma pesquisa para que possamos planejar e melhorar os serviços da nossa biblioteca.
Contamos com a sua cooperação ao responder estas perguntas que não tomarão mais de 10 minutos de seu tempo.
Agradecemos seu Interesse
interesse e a oportunidade de
de obtermos um
verdadeiro quadro do uso e* utilidade da biblioteca.
.•1.
1.
1.1.
1.2.
1.3.

Identificação
Formação profissional
Especialização atual
Títulos que possui:
—^
( ) Bacharel
( ) Licenciatura
( ) Mestre (com tese defendida)
( ) Mestre (sem tese concluída)
( ) Doutor
( ) Outros. Especifique:
2.
Idade: de 20 a 30 anos ( )
de 31 a 40 emos
cmos ( )
mais de 41 anos ( )
2.1. Sexo: Feminino
( )
Masculino
( )
3.
Qual é a sua qualificação?
( ) Professor titular
( ) Professor adjunto
( ) Professor assistente
( ) Pesquisador
( ) Estudante de curso de pós-graduação
( ) Outros. Especifique:
4.
Quais os Idiomas
idiomas que você lê?
( ) Inglês
( ) Chinês
( ) Francês
( ) Russo
( ) Espanhol
( ) Italiano
( ) Alemão
( ) Japonês
Outtos.
Outitos.
Especifique:
5.
Que atividades ocupa maior parte de seu tempo?
Enumere de acordo com a prioridade.
( ) Administração e planejamento
( ) Projeto de tese
( ) Pesquisa
( ) Ensino
( ) Orientação de tese
( ) Outros. Especifique:
6.
6eu objetivo mais imediato de estudos e interesse ê:
( ) Tese
( ) Pesquisa
( ) MagisÇêrio
MagisÇério
( ) Atualização de conhecimentos
( ) Outros. Especifique:
50

Digitalizado
gentilmente por:

-JL?

�7.

8.

9.

10.

11.

12.

Como você toma conhecimento dos trabalhos científicos recentemente publicados?
( ) Assistindo aulas
( ) Participando de congressos e reuniões
( ) Frequentando a biblioteca
( ) Serviços de resumo
( ) Consultando bibliografias
({ ) Não tem necessidade
({ ) Outras fontes:
fontes;
Como você se tornou interessado pelo último livro que leu?
( ) Livro para curso ministrado
( ) Através de catálogos
( ) Interessei pelo autor
( ) Encontrei na estante por acaso
( ) Li a primeira página e gostei
( ) Interessei pelo assunto
titulo
( ) Gostei do título
( ) Indicação doía)
do(a) bibliotecário(a)
( ) Indicação de um amigo
( ) Indicação de um professor e/ou colega
( ) Li o sumário e gostei
( ) Outros;
Qual o fator que o leva a leitura de um artigo?
( ) Autor
( ) Citações bibliográficas
( ) Revista em que éê publicado
( ) Indicação de especialistas
( ) Título
Titulo
({ ) Assunto
( ) Outros: Especifique:
Porque procura informações científicas?
cientificas? Para.'..
Para...
( ) Preparar cursos
( ) Realizar provas ou exames
( ) Realizar seminários
( ) Elaborar trabalhos científicos
( ) Elaborar teses, dissertações, relatórios
( ) Realizar pesquisas
( ) Preparar discussões e debates
( )Alargar os horizontes pessoais
( ) Outros;
Outros: Especifique:
Onde costuma gedlr
gedir auxilio
auxílio para conseguir os livros e outras informações para seu trabalho?
( ) A um es^cialista da área e/ou professor?'
( ) Conversando com o bibliotecário
( ) Na sua biblioteca particular
( ) Consultando a biblioteca da Escola
( ) Consultando bibliografias, índices, resumos.
( ) Em periódicos
( ) Diretamente em livros ee.manuais
manuais
( ) Outros;
Outros
Quais os tipos de documentos você está mais acostumado a
usar? Classificar de acordo com o grau de utilização.
M = Muito
R = Raramente
N = Nunca
( ) Livros
( ) Manuais
51

Digitalizado
gentilmente por:

�( • ) Teses
( ) Catálogos e folhetos
( ) Textos, separatas,
separates, fotocópias em geral
( ) Jornais e Revistas
Outros;
( ) Outros:
^
13. Quais as fontes de informação que você mais usa para sua a
tualização? classifique de acordo com o grau de utilização.,
utilizaçãõ._
M = Muito
R = Raramente
N = Nunca
( ) Resumos analíticos (abstracts)
( ) Revisões de literatura (reviews)
( ) Bibliografias, índices
( ) Artigos originais
( ) Conferências, reuniões, seminários
( ) Serviço de informação da biblioteca
( ) Contatos pessoais (com colegas de trabalho)
( ) Apostilas
( ) Teses
( ) Proceedings
( ) Separatas
Separates
( ) Outros;
14. Com que frequência você usa a biblioteca?
( ) Uma vez por dia
( ) Mais de uma vez por dia
( ) Uma vez por semana
( ) Várias
várias vezes por semana .
( ) Uma vez por mês
( ) Menos de uma vez por mês
( ) várias vezes por mês
15. Com quais propósitos você tem utilizado os materiais da bi
• blioteca? Para...
( ) Reciclagem
( ) Obter conhecimento adicional por iniciativa própria
( ) Leitura geral para cursos
( ) Realização
Realizaçao de um trabalho científico e/ou pesquisa
( ) Por recomendação do professor e/ou colega
( ) Outros:
Outros;
16. Com que propósito você usa geralmente a biblioteca?
( ) Para estudos individuais com seu próprio material
( ) Para estudos com material da biblioteca
( ) Para requerer serviços prestados pela biblioteca
( ) Para estudos em grupo
( ) Para realizar pesquisas
( ) Para preparar aulas
( ) Para atualização
( ) Realizar empréstimo
( ) Outros
( ) Não uso a,
a biblioteca
17. Quantos documentos de interesse em sua área (artigos, tese,
etc) lê usualmente por mês?
( ) 1 - 5
( ) 6 - 10
( ) 11 - 15
,,
( ) 16 - 20
( ) 21 - 25
( ) Mais
52

Digitalizado
gentilmente por:

�18.

Sente dificuldade em localizar o material em sua biblioteca?
( ) SIM
( ) NÃO
nSo
( ) Por que?
19.
19 . Você conhece e utiliza os serviços prestados pela blbliote
bibliote
ca?
“
~
( ) SIM
( ) NÃO
( ) Por que?
20. Quando você vai ã biblioteca obter informação ou material
você geralmente sai:
( ) Totalmente satisfeito
( ) Parclalmente
Parcialmente satisfeito
( ) Não satisfeito porque?
( ) Faltou ajuda do bibliotecário
( ) Não tinha o livro. Assunto
( ) Tinha mas estava emprestado
( ) Não tinha a. revista. Qual
( ) Tinha mas estava emprestada
21. Está satisfeito com o material que a biblioteca possui?
( ) SIM
( ) NÃO
( ) Por que?
( ) Cobrem campos multo
muito amplos
( ) Cobrem campos multo específicos
( ) •ossuem
.ossuem índices ruins
( ) Não são atualizados
22 . Alguma vez teve problemas em utilizar a biblioteca?
22.
Assinale os motivos:
( ) Muita
Multa gente na biblioteca
( ) Muito barulho
( ) Difícil compreender a organização
( ) Pessoal não atencioso
( ) Bibliotecário não conhecia o assunto
muito para encontrar
( ) Demorou multo
( ) Acervo desatualizado
({ ) Horário insuficiente
( ) Outros
23. Sugestões para melhorar a biblioteca
( ) Mais obras especializadas
({ ) Mais periódicos de sua especialidade
( ) Biografias
( ) Obras de referência
( ) Dicionários especializados
( ) Bibliografias correntes
( ) Obras de outros assuntos. Especifique:
( ) Outros. Especifique:

53

Digitalizado
gentilmente por:

-

�CDD- 028.9
CDU- 028.6
PROJETO: " BRINCANDO COM O TEXTO "
* Maria Cecília Mattoso Ramos Alves
da Silva
** Maura Duarte Moreira Guarido
RESUMO
•Este projeto refere-se ã criança e aplicação de leitura,cu■Este
jo pressuposto fundamental é a leitura prévia de um texto.
Os
ob^jetivos
ob'jetivos básicos dos jogos dizem respeito a: - desenvolver e/
ou avaliar habilidades de leitura compreensiva - desvincular o
ato.de ler de atividades aversivas'que via de regra, se lhe seguem. Os jogos de leitura propostos constituem material inédito
e, orientando-se pela classificação de jogos estabelecidos por
Jean Piaget, distribuem-se em operatórios,
operatórlos, dramáticos e regulados. A área de atuação deste projeto abrange cinco(5)
escolas
públicas e uma(l) escola particular da cidade de Marllla(SP).Os
sujeitos são alunos de 3a. série do 19 Grau. Pré-teste e pós—
teste de leitura oral e leitura compreensiva, avaliados por (3)
trés
três professores estranhos ao projeto, constituem limites
de
uma série de dados intermediários colhidos através de gravações
fita magnética e registradas, em fichas de avaliação. Estes
em fita-magnética
últimos dadds
dadãs receberão tratamento estatístico e serão analisados pelos pesquisadores.
*
Professora do Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação ,
Filosofia, Ciências Sociais e da Documentação de Marllla- UNESP
** Bibliotecária-Chefe do Catálogo Coletivo da Biblioteca Central da UNESP e Professora do Curso de Biblioteconomia da Facul
Facu]^
dade de Educação, Filosofia, Ciências Sociais e da Documentação
de Marllla
Marilia - UNESP.

•s*
'5«

Digitalizado
gentilmente por:

�1 - INTRODUÇÃO
Refere-se o presente projeto à aplicação de um conjunto
conjimto de
jogos de leitura destinados a desenvolver e a avaliar hablllda
habilida
des de leitura compreensiva. A principal característica de novidade dos jogos de leitura está no pressuposto básico da leitura prévia de um texto qualquer, sem o que se torna impossível a participação no jogo.
Sabe-se, que nos dias de hoje, a existência
existSncia de vários meios de comunicação de massa, que transmitem informações através
de abundante apoio visual, contribui para
çara o decréscimo dos
dosí índices de leitura de textos compactos, cuja decodlflcação
decodlficação exige
imia
uma série de habilidades. Como, nem sempre o-leitor
o leitor domina .tais habilidades, tende.a
tende a afastar-se do texto escrito que lhe po
pD
deria oferecer informações muito
derla.oferecer
multo mais consistentes e duradouras do que as obtidas através de meios audio-visuais, pois estes últimos, via-de-regra,
vla-de-regra, não oferecem oportunidades de rele^
tura ou revisão da informação.
A fim de promover o desenvolvimento da capacidade de ler e
de, consequentemente, minizar a distância leitor-texto, criar'
cria—'
mos uma série de jogos cujo objetivo principal é o de favorecer a aquisição e a avaliação das habilidades de leitura compreensiva. Acreditamos que tais jogos contr£buem
contribuem para acelerar
a aquisição das habilidades de leitura compreensiva,,
compreensiva, necessária ã decodlficação
decodificação de qualquer texto - recreativo ou informar
tivo - o que significa economia de tempo no que se refere
ã
aquisição do próprio conhecimento.
Sob o ponto de vista pedagógico, tais jogos, além de irem
ao encontro de necessidades e interesses de pequenos leitores,
oferecem significativa contribuição ao desenvolvimento do in&lt;Ü
indl
vlduo como pessoa humana pois:
viduo
a) colocam-no em situação de treino para a aceitação da vi
tória e da derrota;
b) exigem rapidez de raciocínio e prontidão de respostas,
além de precisão de gestos e palavras;
c) propiciam o desenvolvimento de operações de pensamento
e de linguagem;

66
55

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�d) oferecem oportunidades para a expressão de sentimentos e
emoçSes;
emoções;
e) favorecem a socialização do leitor, mediante a realização de atividades cooperativas.
Utilizando textos como ponto de partida e fichas como estimulo, é possível realizar uma série de jogos que, de acordo
tímulo,
com sua natureza e forma de desenvolvimento, agrupam-se
em:
dramáticos, operatérios e regulados. Podem também combinar -se
entre si, quando se objetiva a realização de atividades
mais
complexas, como as que se configuram nos jogos de síntese.
2 - OBJETIVOS
2.1 Geral: Despertar e/ou desenvolver o gosto pela leitura de narrativas.
2.2 Específicos: desenvolver habilidades características da
leitura compreensiva.
2.2.1 Identificar personagens
2.2.2 Relacionar personagens com as respectivas ações:
ações;
2.2.3 Relacionar personagens com os respectivos atribu
tos;
2.2.4 Interpretar personagens;
2.2.5 Julgar ações ou atitudes de personagens;
2.2.6 Relacionar ações com o local de sua ocorrência;
2.2.7 Relacionar ações com a época de sua ocorrência;
2.2.8 Ordenar personagens segundo determinados critérios (importância, ordem de aparecimento, etc.);
2.2.9 Ordenar fatos de acordo com o critério cronolõgi
cronológi
co;
2.2.10 Emitir juízos apreciativos sobre a leitura
da
obra.
3 -

Area de atuação

o projeto "Brincando com o texto" está sendo desenvolvido
junto a cinco escolas públicas de 19 grau da cidade de Marília
Marilia
SP, e a uma escola particular, "Colégio Cristo Rei".
Para a determinação das escolas públicas, foram estabelecidos contatos com a XI Divisão Regional de Educação de Marília
Marilia
66
56

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�e com a Delegacia de
dé Ensino de Marllia,
Marilia, que se comprometeram a
fixar critérios para a escolha, apresentando—nos um total, de
dez(lO) escolas, dentre as quais escolhemos cinco (5)
Relação das escolas:
E.E.P.S.G. "Prof. Amilcare Mattel";
Mattel":
E.E.P.G.
"Prof. Antonio Augusto Neto";
E.E.P.G.
"Prof. Antonio Reginato";
E.E.P.G.
"Bento de Abreu Sampaio Vldal";
Vidal";
E.E.P.G.
"Profa. Carlota de Negreiros Rocha";
Colégio Cristo Rei
4 - POPULAÇÃO ABRANGIDA
O projeto destina-se a alunos de 3^. série de 19 Grau de
cinco (5) escolas públicas da cidade de Marllia“,
Marllia", e *de
“de. uma escola particular, "Colégio Cristo Rei".
O0 número de participantes não será determinado, pois os alunos serão convidados. Não há nenhuma obrigatoriedade e
os
leitores podem freqüentar a sala de leitura quanto lhe apraz.
5 - RECURSOS
5.1 Humanos
O projeto conta com a participação de dois (2) professores - supervisores, um (1) coordenador e doze (12)
alunos
estagiários. Estes últimos foram orientados quanto:
a) âã condução do processo de leitura èé respectiva cole
ta de dados;
b) ã aplicação dos jogos de leitura e coleta de dados
relativos aos mesmos.
Os alunos estagiários receberam um treinamento de dois
(2) meses, cujo cronograma segue em anexo.
5.2 Materiais
A execução do projeto requer quinze (15) exemplares de
cada obra de Literatura Infantil selecionada, e mais os jogos
de leitura derivados dos textos.
A Biblioteca Central da Universidade Estadual Paulista
colocou os serviços de gráfica
grafica e reprografia âã disposição
do
projeto.

67
57

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

-

�Os ejcemplares
exemplares das obras de Literatura Infantil foram
adquiridos pelo Campus de Marilia.
Relação das obras■utilizadas:
obras utilizadas:
ALMEIDA, Fernanda Lopes de. Pinote, o fracote e Janjão o fortão.
são Paulo, Atica, 1980.
CARR, Stella.
Três voltas ã esquerda.
São
são Paulo, Pioneira
1973.
ALMEIDA, Fernanda Lopes de. A fada que tinha idéias. São Pau
lo, Atica, 1978.
NUNES, Lygia Bojunga. Os colegas.
Rio de Janeiro, José Olym
pio, 1971.
. Angélica.
Rio de Janeiro, Agir, 1978.
Tanto as obras de Literatura Infantil, quanto os jogos
de leitura delas derivados serão, ao final do projeto, doados
ãs
às escolas públicas.
Quanto ao "Colégio Cristo Rei" os alunos fizeram a aquisição do material, com recursos próprios.
6- CRONOGRAMA
Como a leitura lúdica respeita o ritmo individual
do
leitor, não serão fixados prazos. Previmos apenas a realização
de duas (2) sessões semanais de leitura, com a duração variável de até três
tris (3) horas, em horário diferente do período nor
mal de aulas.
O0 trabalho total compreende três etapas:
1^. - aplicação do projeto e coleta de dados (8 meses)
1®.
2®.
2^. - transcrição das gravações e análise dos
(01 ano) :;

dados

3®.
3^. - redação das conclusões finais.
7 - obstAculos previstos
Os
a)
b)
c)

obstáculos previstos diziam respeito:
ã receptividade dos alunos;
ã receptividade dos professores;
professores?
ã disponibilidade e adequação dos locais em que serão desenvolvidas as atividades;
d) ã locomoção dos alunos para a escola, fora do perío
perlo

58

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�do normal das aulas.
A fim
flm de neutralizar a ação desses obstáculos propomos
a) realizar um trabalho de preparo psicológico dos alu
nos a fim de que se sentissem motivados a participar
das atividades;
b) realizar palestras com os professores, com o intuito de inteirá-los dos objetivos do projeto.
c) estabelecer contatos prévios com o Diretor da
XI
D.R.E., o Delegado de Ensino e com os Diretores das
escolas para verificar a viabilidade de se
contar
com um local fixo para a realização das sessões de
leitura, após o que buscamós
buscamos soluções de emergência
para resolver problemas que se colocaram (disposi-/
ção de carteiras, luminosidade, etc.)
d) realizar as sessões de leitura em horários fixos ,
com a duração elástica, a fim de diminuir o número
de deslocamentos necessários,
8 - MATERIAL
8.1 Gravadores;
60 minutos;
8.2 Fitas K.7 de 6Q
8.3 Obras de literatura infantil;
8.4 Fichas de avaliação e testes de leitura,;
leitvjr^;
8.5 Jogos de leitura.
8.5.1 Descrição dos Jogos de Leitura
8.5.1.1 Jogos Operatõrios
Os jogos operatõrios privilegiam a ativi
dade individual e o desenvolvimento intelectual
pois treinam, cada uma a sua vez, babllldades
babllidades es
pecificas
peclflcas de leitura, respeitando o ritmo de a—
aprendizagem do leitor.
Empregam-se diversos tipos de fichas con
tendo nomes ou figuras de personagens e cenários
ou ainda, frases relativas ao conteúdo do texto
lido. O conteúdo das fichas varia de acordo com
o texto-base no qual se apoiam as propostas de a
tividades lúdicas. As fichas devem ser classifi59

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�cadas, ordenadas, relacionadas ou distribuídas
sobre carteias ou tabuleiros ou, ainda, combinadas entre si, segundo determinados critérios orientadores da atividade lúdica.
Seguem-se alguns example's
exemplos de jogos opera
tórios de leitura.
-Baralho Narrativo
0 baralho narrativo "Brincando com o tex
to" constltul-se
constitui-se de fichas distribuídas em cinco
grupos: A.B.C.D.E. As fichas do grupo A, contém
figuras de personagens; as do grupo B,
frases
que descrevem ações de personagens; as do grupo
C, adjuntos adverbiais que localizam as ações no
espaço (lugar): as do grupo D, adjuntos adverb^
ais que indicam a época da ocorrência dessas ações e as do grupo E, adjuntos adverbiais
que
indicam a causa determinante das ações.
Os leitores, após a leitura do texto, ba
ralham os diversos grupos de fichas (A,B,C,D eE)
e tentam formar sequências, relacionando inicial
mente dois grupos de fichas e acrescentando, aos
poucos, novos grupos até alcançar a
seqüência
completa:
Personagem + Ação + Espaço + Tempo + Causa.
Avalia-se a atividade, mediante consulta
Avalla-se
a uma chave de correção (auto avaliação). 0O professor, ou bibliotecário - supervisor da ativida
atlvida
de - interfere apenas para esclarecer possíveis
dúvidas. Os baralhos serão utilizados nos seguin
tes jogos: "Onde Foi?", "Quando Foi?","Por que
Foi?" e,
e "Ampliando a Estrutijra",
Estrutura",
-Dominó Narrativo
-Domi.nó
As fichas do dominó natrativo
narrativo são retangulares' e divididasgulares
divididas ao meio, de moiío
modo a formar do
is quadrados. A ficha Inicial
inicial do jogo tem o qua-

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�drado do lado esquerdo vazio; do lado direito da
ficha há uma legenda que se inicia com letra mâl
mâi
úscula e termina com reticências.
há legendas nos
dois
Nas demais fichas hã
quadrados: as do lado esquerdo começam com reticências e terminam com ponto final. As fichas de
vem ser agrupadas de tal modo que se formem frases condizentes com o conteúdo do texto lido.
A ficha final do jogo apresenta o
drado direito vazio.

qua-

0O leitor procura relacionar* as fichas de
modo a obter sempre frases cujo conteúdo não con
trarie oO texto lido.
A avaliação da atividade eletua-se
eíetua-se
mediante a consulta a uma chave de correção, pre—
pre- .
vendo-se a presença de .terceiros
terceiros (professores ou
bibliotecários), apenas para dirimir dúvidas.
-Seqüência Narrativa
-Seqflência
As fichas sequenciais apresentam, na sua
parte da frente, pequenas frases relacionadas oom
os fatos mais significativos do texto. No verso,
estão presentes elementos orientadores da ordena
ção dos fatos: letras do alfabeto, números ou co
res.
Durante a atividade, que prevê a ordenação dos fatos de acordo com a época de sua ocor
rência, os leitores trabalham com as fichas, com
rêncla,
a face que contêm as inscrições,
Inscrições, voltada para ci
c^
ma. Para avaliar a tarefa, vira as duas primeiras fichas: se a seqflência
seqüência (alfabética, númerica
númerlca
ou cromática)
for
mantida
é
porque
a
ordenação
/
cromãtlca)
está correta. A quebra da seqflência
seqüência significa er
ro. Repete-se a operação com todas as outras fichas .

61

Digitalizado
gentilmente por:

�-Tombola Narrativa
-T&amp;nibola'
As ^Ichas'
fichas da Tômbola
Tombola Narrativa "BRINCAN
DO. ÇOM O TEXTO..." apresentam figuras ou pala
DO
vras'relativas aos elementos básicos da narratl
narrati
va. Tais fichas devem ser encaixadas em
carte
las que apresentam
Ias
apresentara subdivisões, em
era cada uma das
quais há uma frase incompleta.
Incompleta. O preenchimento
das lacunas requer um dos elementos básicos da
narrativa (Personagem, Ação, Tempo, Espaço,etc)
Durante a atividade o leitor toma
uma
das carteias e fichas de Tipo 4 e procura encal
xar as fichas nos claros existentes na carteia,
de modo a completar as frases.
Sempre que possível, as questões propos
propo£
tas pelas fichas dos jogos operatórlos
operatõrios
devem
admitir respostas objetivas, a fim de que o pró
prio leitor proceda ã avaliação de seu desempe
nho, consultando a chave de correção.
Existe uma hierarquia dos jogos operató
Existe'
operatõ
rios, de acordo com o grau de complexidade das
operações envolvidas. A passagem de um tipo de
jogo a outro depende da obtenção de determinado
nível de rendimento considerado aceitável.
8.5.1.2.Jogos Dramáticos
Os jogos dramáticos, ou jogos de faz-de
conta, desenvolvem-se em grupo e funcionam como
meio de expressão utilizados pelo leitor para
melo
exteriorizar sua interpretação da realidade retratada pelo texto. Traduzem-se em pantominas e
dramatizações: enquanto as primeiras baseiam-se
apenas na expressão corporal, as últimas aliam
a esta a expressão verbal.
Através dos jogos dramáticos "BRINCANDO
COM O0 TEXTO..." que utilizam textos como ponto

Digitalizado
gentilmente por:

♦

.0

11

12

�de partida ,ee fichas com textos e figuras
estímulo, os leitores:

como

a) relacionara-se
relaoionam-se afetivamente com personagens e
situações;
b) identificam personagens;
c) caracterizam personagens;
o)
d) relacionam personagens com as respectivas ações;
e) relacionam ações ou fatos com locais e épocas de sua ocorrência.
Os jogos dramáticos são comandados por
fichas contendo figuras ou textos que
indicam
personagens e/ou ações que o jogador deve repre
sentar ou evocar. As tarefas contidas nas
fichas aumentam de complexidade ã medida que
o
leitor revela-se capaz de realizá-las, ou seja,
há diversos tipos de fiohas-tarefa,
fichas-tarefa, cada um dos
quais constitui pré-requisito para a passagem ao
tipo imediatamente posterior.
As fichas dos jogos dramáticos "BRINCAN
DO COM 0 TEXTO..." dividem-se em cinco grupos:
A,B,C,D, e E. As fichas do grupo A preveem a es
colha livre de determinado tipo de personagem a
ser representado pelo leitor. Assim, por exemplo
pede-se ao jogador-leitor que escolha a persona
gem de que mais gostou, imitando-a em seguida
para que os companheiros, todos leitores do mes
mo texto, a identifiquem.
Identifiquem. As fichas podem prever vários critérios orientadores da escolha oo
co
mo, por exemplo:
-personagem
-personagem
-personagem
-personagem
-personagem
-personagem

mais
mais
mais
mais
mais
mais

simpática;
antipática;
agradável;
desagradável;
falador:
falador;
alegre, etc.
.63
63

Digitalizado
gentilmente por:

�As fichas do grupo B propõem a imitação
de determinada personagem, deixando a cargo do
leitor a escolha da ação a ser representada para que os participantes a identifiquem: " Faça
de conta que você ié a Personagem X e imite uma
de suas ações para que os colegas adivinhem quan
você está imitando".
As fichas do grupo C, orientam o pensa
mento do leitor em relação a determinada perso
gern e propõem sua representação com base
gem
nas
características mais acentuadas. Exemplo:"Pense
na Personagem X e interprete-a, procurando, através de gestos mostrar como ela é".
travês
As fichas do grupo D, solicitam a inter
pretação de determinada personagem, mediante a
seleção de suas principais ações. Exemplo:"Pense na Personagem X e imite as principais ações
praticadas por ela, para que seus colegas a i1dentlfiquem".
dentifiquem".
As fichas do grupo E, ao invés de deixa
rem o leitor para escolher quais as ações ou atributos que deseja imitar, contém
contêm a indicação a
ser representados. Exemplo: "Imite a ação
ou
características X do Personagem Y.
Os diferentes grupos de fichas correspondem a cinco diferentes níveis de jogo, cada
um dos quais constitui pré-requisito para o seguinte. Os jogos dramáticos desenvolvem-se
da
seguinte maneira.
8.5.1.3 Jogos Regulados
são jogos de sínteses que servem para
avaliar, em situação grupai, todas as habilidades de leitura treinadas através dos jogos operatórios e dramáticos.
Desenvolvem a socialização do individuo
indíviduo

Digitalizado
gentilmente por:

-11/

�e ofejrecejn-lhe
oferecejn-lhe oportunidade para defrontar- se,
de modo equilibrado, com situações que envolvem
tanto o ganhar quanto o perder.
Podem utilizar o mesmo material dos jogos operatõrlos
operatórios (baralho, dominó, seqüência,tôm
seqflência,tôm
bola) e dramáticos porém abrigara
bola]
abrigam um novo componente-- um conjunto complexo de regras nente*que
tanto pode resultar da aceitação de todo o grupo que a elas submete voluntariamente,
voluntaricimente,
quanto
representar o resultado de discussões do grupo.
Em outras palavras, os jogadores ou aceitam regras prontas ou criam
cricim suas próprias regras.
Os jogos regulados desenvolvem-se de acordo com diversos-tipos de comandos(piões, dados, etc.) e supõem a atribuição de pontos aos
participantes, de acDrdo
acOrdo com a complexidade da
tarefa exigida do jogador.
pelo
A avaliação das jogadas é feita
próprio grupo, prevendo-se a intervenção do supervisor de leitura nos casos polêmicos.
Os jogos de leitura podem aplicar-se a
textos de qualquer natureza, porém os textos in
formativos e/ou científicos não admitem várias
interpretações como ocorre, por exemplo,
com
textos literários.
0 jogo de síntese utilizado constava do
seguinte material:
a) um tabuleiro com um trajeto dividido
em casas numeradas.
b) marcos individuais que servem para
indicar a posição dos jogadores no tabuleiro.
c) comandos (dados óu piões)
d) fichas de valores unitários decenais
ou centenãis
centenáis que o jogador recebe ou paga após
cada jogada.
e) fichas de questões sobre o texto li65

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�do, cujo valor varta de acordo com a dificuldade da íarefa
-Carefa a executar. Tais fichas referem-se
ãs seguintes habilidades baslcas
às
basicas de leitura: es
tabelecimento da seqüêncla
tabeleclmento
seqüência básica de fatos; relacionamentos-personagem-ação, ação-lugar, ação
tempo, ação-causa. Interpretação não verbal de
ações e personagens; julgamento de ações è personagens; julgamento de ações ou atitudes •. de
personagens, e flnalmenté,
finalmente, apreciação da obra.
9 - Método
9.1 Escolha das obras de Literatura Infantil.
Os critérios adotados para selecionar as obras de Literatura Infantil, Integrantes
integrantes do projeto foram os de aumento
do texto e das dificuldades' de leitugradativo da extensão do.texto
ra; além disso, ã medida que esses fatores se acentuõim,
acentuam, diminui o número de ilustrações.
Ilustrações.
0O programa se inicia
Inicia com um texto de estrutura extremaorganização
mente simples, até chegar ao último livro, cuja organização_
narrativa é bastante complicada, chegando mesmo a Inserirno
inserlrm
enredo um texto teatral.
9.2 Constituição dos Grupos (Experimental-e de Controle).
Os alunos que se apresentaram voluntariamente para participar do projeto foram divididos em dois grupos,
cuja
composição levou em conta algumas variáveis.
9.2.1 Variáveis controladas.
9.2.1.1
9.2.1.2
9.2.1.3
9.2.1.4

Sexo;
Idade;
Nível Sócio Econômico;
Rendimento Escolar no ano anterior»
anterior.

9.3 Procedimentos Comuns aos dois Grupos.
9.3.1 Pré-teste:
P ré-teste;
Como pré-teste, cada aluno após leitura
leitora silenciosa com a duração de quinze (15) minutos fez uma leitura
.66

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�oral 4e
(Je três minutos
miautoa e respondeu oralmente, a uma
vma série
or^l
de questões aohre
sohre um texto de aproximadamente quarénta
(401
C40) linhas que constituía
constituia uma célula narrativa comple-^
conçle-^
(P mesino
ta. (0
mesmo texto da leitura oral)
orall Tais questões referlam-se ãs habilidades a serem treinadas pelos jogos.
riam-se
As fitas gravadas foram avaliadas por três
professores não envolvidos no projeto. As notas foram somadas e verificou-se a média aritmética.
9.3.2 Sessões de leitura.
As sessões de leitura foram realizadas uma
vez
por semana, em horário diferente do horário dè
de aula, e
tiveram duração variável de até três horas. 0O aluno teve liberdade de entrar e sair quando queria, porém
o
tempo de permanência na sala de leitura foi controlado.
Durante todo o desenvolvimento do projeto houve gravado
res na sala de leitura, a fim de registrar os
principais eventos.
9.3.3 Põs-teste,
Pós-teste, que seguirá a mesma orientação do prête.
Observações: 1) Gravadores estiveram próximos aos aluObservações;
nos, desde o momento da inscrição dos alunos voluntários
que podiam manipulá-los e "brincar com eles" . Este procedimento objetivava a evitar que os gravadores
cons
tituissem fator de inibição.
2) 0 estagiário devia observar (e anotar) durante os jogos regulados, mas não interferir na avaliação.
9.4 Procedimentos específicos para o Grupo
Griç&gt;o Experimental.
Após a leitura de cada livro, os alunos realizaram,
realizarõim, indi
vidualmente, uma série de jogos operatórios, segundo a
seguinte hierarquia: Seqüência
Seqflência Narrativa, Quem Foi?, Onde Foi?
Quando Foi?, Por que Foi?
Cada Alimo,
Aluno, após concluir o jogo recebeu do estãgiario u
auto—avaliação.
ma chave de correção e fichas de auto-avaliação.
A fim de garantir a fidedignldade
fidedignidade dos dados colhidos através dessa ficha de auto avaliação, havia, em cada sala ,
travês
;67

Digitalizado
gentilmente por:

�apenas!
1 (um) es
apenaá mna
uma chave de corjreção, de modo que sempre l(um)
tagi,á»£o superviiS'á;onava
tagi^ãBio
supervte'i;onava o preenchimento da ficha.
Se o aluno conseguia, em cada jogo operatõrio,
operatório, mais de
50% de acertos, podia passar ao jogo seguinte. Caso contra
rio repetia o jogo,'
jogo, devendo, antes, consultar novamente o
texto.
Depois de ter realizado todos os jogos operatórios, o
aluno passava a jogar com companheiros, segundo regras pre
viamente estabelecidas.
No caso dos jogos regulados, a ficha de avaliação foi
preenchida pelo próprio aluno, mas as jogadas eram avalia
das pelo grupo. OO,orientador
orientador da atividade Cestágiario)
(estãgiario) intervinha apenas para resolver casos pendentes.
O orientador de leitura só interferia diretamente
na
avaliação dos jogos de síntese, quando solicitados; grupos
constituid •}5 de cinco (5) alunos participavam deles depois
de terem passado por todos os jogos regulados.
Após isso, os alunos eram submetidos a uma avaliação de
leitura compreensiva atravis
através de entrevista com o estagiário
cujo roteiro incluia questões relativas às habilidades de
leitura treinadas pelos jogos. As entrevistas gravadas serão transcritas posteriormente, para facilitar a avaliação.
Teve-se o cuidado de formular perguntas que admitissem res
postas precisas, mas que obrigassem o aluno ã articulaçãode suas idéias.
Idéias.
O resultado dessa entrevista será lançado em fichá
ficha a—
propriada, cuja elciboração
eleiboração será discutida oportunamente.
Esses mesmos procedimentos se repetem ao final da leitura de cada um dos livros integrantes do projeto.
9.5 Procedimentos específicos para o Grupo de Controle.
Os alunos do grupo de controle, terminada a leitura de
cada um dos livros, submetem-se ã mesma avaliação de leitu
ra compreensiva, porém antes de realizarem as atividades ^
dicas.
68

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�0o projeto está em desenvolvimento e, até a época
da
realização do Congresso, já disporemos de resultados parciais a serem relatados.
0 material utilizado será também apresentado em painéis ou através de transparências. Aproveitaremos a oportunidade para apontar alguns problemas que já identificamos no material e esperamos contar com a colaboração dos
colegas para aperfeiçoá-lo.
A realização das atividades lúdicas após
ap5s a leitura tem
funcionado como fator ou motivação para o ato de ler. Per
cebendo o jogo como atividade agradável e gratificante, o
aluno tem-se dado conta de que o não ler o impede de participar de momentos felizes.
Motivos circunstanciais levaram-nos a desenvolver o
projeto junto a escolas, mas entendemos que o ideal seria
que esse tipo de atividade se desenvolvesse em locais ane
xos ã Biblioteca Infantil, num trabalho integrado
entre
professores e bibliotecários. Estes deveriam,
deveríam, em conjunto
determinar os objetivos da atividade lúdica, a fim que o
bibliotecário, que vai supervisionar a leitura, esteja em
condições de orientar os usuários que se refere ãá consecu
ção das metas pretendidas. Além disso, estando inteirado
e integrado no trabalho, poderá observar as dificuldades
encontradas pelos pequenos leitores, e apresentar sugestões para o aperfeiçoamento do material lúdico.
ABSTRACTS
This project refers to the formulation and application
Thls
of reading games based on a preliminary reading of a text.
The essential purposes of such games are;
are:
a) to develop and/or evaluate reading comprehension abilities .
tles.
b) to dlsentail
disentail the reading act from the unpleasant activities usually associated with it.
The reading games here are a novel material and,following Jean Piaget's game classification, they can be
.69
69

Digitalizado
gentilmente por:

-11/

�operatory, dramatlc
dramatic and regulated. Th,e
The application
area
of tUis
this project comprises five public schools and one
private school in th.e
the city of Marília,
Marilia, State of São Paulo.
The subjects are third grade students of Elementary School
A pre-test and a post-test on oral and written reading
comprehension, evaluated by three teachers who did not
_take part In
in the project, provided the elements for a
series of intermediáte
intermediate data collected through recordings
on magnetic tape and registered in evaluation cards. These
last data will first be interpreted statiscally and then
analysed by the researchers.

Digitalizado
gentilmente por:

-li/ Q

II

12

13

�A IMPORTÂNCIA DA BIBLIOTRCA
BIBLIOTECA NO PROCESSO EDUCACIONAL
Paul Kaegbein
Univeraidade de Colônia
Universidade
República Federal da Alemanha

RESUMO
dos critérioa
critérios da"
da moderna aociologia
sociologia aobre
sobre
Partindo doa
a importância da comunidade local para cada indivíduo, analisa-se o papel e aa
liaa-ae
as influênciaa
influências poasíveia
possíveis daá
das bibliotecaa
bibliotecas
dentro doa
dos diversos
diveraoa graus
graua de educaçio
educação e de instrução.
inatrução. Examina-ae.
mina-se. tanto oa
os problemaa
problemas especiais
eapeciaia daa
das regiõea
regiões de alta
densidade demográfica como também aa
denaidade
as poaaibilidadea
possibilidades que
ocorrem naa
nas éreaa
áreas menoa
menos habitadaa.
habitadas. São conaideradaa
consideradas aobresobretudo aa
as condições
condiçõea naa
nas regiõea
regiões não altamente induatrializaindustrializadas e noa paíaea
daa
países com um aumento populacional progresaivo,
progressivo,
nos quais
noa
quaia as
aa questões
queatõea de alfabetização, formação primária
profissional estão em primeiro plano nos interesses para
e profiaaional
o0 desenvolvimento. Neata
Nesta perspectiva o livro aaaim
assim como outros meioa
meios de comunicação eatão
estão incluidoa
incluídos como elementos
das atividades bibliotecárias. Discute-ae
daa
Discute-se aa
as condiçõea
condições
ideais da aua
ideaia
sua utilização com base noa
nos resultados daa
das pesquisas sobre
aobre o usuário. A partir destes
deatea critérios
critérioa foram
formuladas aa
as teses
teaea conclusivas a serem
aerem discutidas no grupo
de trabalho "A biblioteca na educação formal."

.71
71

Digitalizado
gentilmente por:

^Q

II
11

12
12

13
13

�Uma pesquisa Delphi sobre "The impact of a
paperless society on the research
r.psearch library of the future",
futurs",
dirigida pelo Library Research Center da Universidads
Universidade ds
de
Illinois, afirma, entre outras ooiaas,
Illinoia,
coisas, que mesmo no ano 2000
vão continuar existindo
exiatindo publicações impressas no csmpo
campo cultural e recreativo. Assim, aa
as tarefas atuais das bibliotecas
nestes astores,
setores, entre as quais se
neates
ae inclui também
tambsm o ensino,
snaino,
podem aer
ser consideradas a longo prazo como de importância fundamental para a sociedade. 0 prognóstico de um tal desenvoldsssnvolvimento justifica
Justifica a atenção especial que se pode dar àè posidas bibliotecas dentro do sistema
ção daa
sistsma da educação.
sducação.
Também do lado sociológico existem argumentos neste
nests
sentido. Segundo importantes especialistas deste campo, o futuro estilo de vida de cada indivíduo, dsterminado
determinadí) pelo
pslo rapirspidíssimo aumento da população global, vai depender
dísaimo
dependsr essencls].ssssncisjmente daa
das possibilidades culturais se sducscionaia
educacionais oferecidas
pelo meio ambiente. Isso pode ocorrer principslmente
principalmente noa
nos centros de alta densidade demográfica, mas o problema
problsma ae
se apresen
aprsaen
ta também nas regiões do interior. Nsste
Neste contexto, ao lado de
tem um pspel
papel
outras instituições sobretudo a biblioteca local tsm
predominante e a asguir
seguir será analisada sob o aspecto da sua
aus
função educadora.
Inioialmente, a fim de qus
Inicialments,
que o assunto seja delimitado, aeguem-ae
seguem-se aa
as palavras do conhecido professor de letras
clássicas e de retórica Walter Jens
Jans (Universidade
(Univsrsldads de
ds Tübinger.)
ele
sobre como
sle
considera uma biblioteca: "Para mim, uma
biblioteca é como o centro espiritual ds
de uma cidads,
cidade, um lugsr
lugar
de encontro sincero: de
da crianças, de
ds velhos, de pessoas
psssoas multo
muito
frágeis. Ninguém áé ridicularizado se domina o sentimento humanitário; aa
as crianças passeiam, uns conversam com os outros,
outroa,
alguém tira um livro, examina-o com curiosidads,
curiosidade, verificando
ainda alguma coisa, dá uma volta, fala. A biblioteca
bibliotecs s,
á, por
assim dizer, um centro de comunicação, a nossa prefsiturs.
aaaim
prefeitura,
das pessoas simples... Por iaso
isso se deve apoiá-la, poia,
pois, na
verdade, é ali o centro ds
de comunicação mais
maia perto do povo,
onde as pessoas se encontram sempre
aemprs com a possibilidade de
onda
obterem uma ligação objetiva com as riquezas do passado, onds
72
72.

Digitalizado
gentilmente por:

�36 cultiva e6 ae
se
se vive as
aa heranças
herançaa culturais es onde domina
domins
ums verdsdeirs
uma
verdadeira oomuniosçso
comunicação sem fronteirsa
fronteiras hierárquicas, um
intercâmbio amistoso, as amizade no sentido de Brecht, qual
intercSmhio
seja o0 sentido que ele deu à amizade. Assim deve aer,
ser, para
mim e acho que para muitos,
muitoa, as biblioteca."
Bando-se ênfase sa eate
este pspel
papel da biblioteca como um
Dando-ae
centro de
ds comunicação,
oomuniosçso, isto é, um lugsr
lugar atraente
strsente para
psra muitos
e especialmente para as pessoas
pesaosa msia
mais Jovens,
jovens, ficam bem clsclaTsa
ras as
sa possibilidades de influência que pode exercer
sxeroer no campo da educação. Assim, a questão
queatso é em que âmbito
êmbito e de que maneira sa biblioteca deve realizar as
as-tarefas
tarefas então decorrentes.
Deve-se tomar
os resultados
Dsve-se
tomsr em consideração
oonaidersção que, segundo oa
resultsdoa de n£
n^
vas pesquises,
vsa
pesquisas, oriançss
crianças e jovens
Jovens até 15 anos
snoa representam
representem cerca
oeros
de 20^ do totsl
total dos usuários das biblioteosa
bibliotecas públioss,
públicas, enquanto que o grupo dos que estão estudando represente
representa cerca
oeros de 43^(
439^1
isto corresponde mais ou menos sà porcentagem dos usuários entre
anos e sasim
assim oeros
cerca de 60^ dss
das tsrefsa
tarefas dsa
das biblioteoss
bibliotecas
15 e 25 snoa
públicas se
setor ds
da educação.
públioss
ae concentram no astor
Trsdioionalment-e
Tradlcionalmente ae
se pode dividir todo o osmpo
campo da educação e do ensino em quatro fases:
Prá-escolar/Jardim de infSnois
infância
Prá-esoolsr/Jardim
Escola (primaria
Eaools
(primária e secundária)
Formação profissional (terciária)
(teroiáris)
Aperfeiçoamento profissional
Em todas
todss estas
eatss fsses
fases não só o exemplo de
ds outras pessoas como também sa
as próprias leituras têm um papel importante
no processo do aprendizado. A importância ds
da leitura eatá
está há
muito reconhecida e muitas instituições em nível nacional e
mesmo internacional estabeleosrsm
estabeleceram como objetivo sa luta contra
o0 analfabetismo es o apoio à leitura. Neste contexto sa biblioteca tem, Juntaments
juntamente com as escola, um papel
pspel preponderante, atraatrevés de aslaa
ves
salas de leiturs
leitura strsentes
atraentes para oriançss
crianças e outroa
outros meios
de comunicação psrs
para intensificar a capacidade de ler e compreender. Horas
Horss pars
para ouvir histórias,
hiatóriss, concursos, apresentação
spreaentsção
de peças ds
d#
de tsstro
teatro e exposições são
aão algumas
algumss das
dsa stividsdes
atividades que
podea *er
aer oitsdsa
citadas as j..i,
;vi, p.
'cipalmente psrs
para os lugsres
lugares de baipodeá
pr '.oipalmente
xa dsneidads
xe
densidade demográfica, nos qusis
quais os soonteoimentos
acontecimentos culturais
oultursis
73

Digitalizado
gentilmente por:

-

Q

II

12

13

�não sio'täo
aão‘tão variadoa
variados como
oomo naa
nas .cidades.
cidades.
Crianças e jovens
Criançaa
jovana podem aprofundar as suas
auaa experiências diárias
oiaa
diáriaa com
oom livroa
livros de leitura e de figuras.
figuraa. Atravéa
Através da
leitura a criança aprande
aprende a comparar, a ampliar oa
os horizontea
horizontes
do seu ambiente local ou regional e a se
ae comportar, completando aasim
assim as
aa experiências
experiSnciaa oferecidas
ofereoidaa em casa, na escola e na vizinhança. Prinoipalmente para aa
as famílias oom
com muitas criançaa
crianças
é em geral difícil adquirir individualmente livros
livroa infantis
infantía para ajudar a ampliar oa
os horizontes dos
doa filhoa,
filhos, salvo
aalvo oom
com raraa
raras
exceções.
Aaaim,
Assim, sobretudo as
aa bibliotecas públicas com
oom ooleçõea
coleções
infantis devam
devem garantir uma oferta deate
deste gênero, sede livros infantía
lecionando, dentro da grande
granda variedade de novaa
novas publihaçõaa,
publihações, M
vros utilizáveis no campo da pedagogia. Aqui a estrutura social
vroa
aooial
e a situação cultural da população local deve ser
aer tomada em con
oon
sideração.por
aideração
..por cada biblioteca destinada a uma determinada região. Para as
aa crianças
criançaa em idade pré-eaoolar,
prá-escolar, maa
mas também para aa
es
que já estão no primário, os
oa jogos têm um papel importante alám
além
livros e devem aer
ser oferecidoa
oferecidos pela biblioteca. Até hoje em
dos livroa
dia aprender brincando á,
é, sob
aob o ponto de viata
vista pedagógico, um
dos caminhos que merece a mais alta atenção.
doa
Em geral aa
as crianças não têm possibilidade, em casa,
caaa,
de entrar em contato oom
com outroa
outros meioa
meios de comuniçação,
comunicação, como fitas oaasete
cassete e disooa,
discos, porque não existem aa
as condições técnicas
pressupostas. Aqui também a biblioteca pode entrar como
oomo elemento educador, não aó
só para tranamitir
transmitir oa
os textoa
textos e as múaioaa,
músicas, cooomo também para enainar
ensinar o manejo técnico doa
dos aparelhoa
aparelhos neoeaaánecessárioa.
rios. Artoteoaa
Artoteoas como uma aeção
seção aapeoial
especial da biblioteca publica
pública
incentivannos jovens a compreensão pela arte.
inoentivannos
Desta maneira, crianças
criançaa como usuários
uauárioa de bibliotecas
podem exercitar sem pressão
podam
preasão a sua
aua capacidade de ler ea compreender ae asaim
assim se
ae prepararem para as
aa exigências que são
aão feitas
faitaa naa
nas
escolas neste
neate sentido.
Os livros eaoolarea
escolares aão
são importantes para aa
as aulas
Oa
em quase todas aa
as matérias - primeiro, aervam
servem para aprofundar
os conhecimentos
que já foi ensinado; aeseoa
oonheoimentoa e para relembrar o qua
gundo, servem
guiído,
aarvem para praparar
preparar um novo tema. Quando oa
os alunoa
alunos
meios para comprar seus
livros escolares,
não têm meioa
seua livroa
aaoolarea, a biblioteca,
74

Digitalizado
gentilmente por:

�e neste caso sa ■biblioteca
biblioteca eaoolsr,
escolar, deve procurar adquirir
o0 material neoeaasrio
necessário em quantidade suficiente para cada
classe e fszer
fazer um empréstimo de um ano a todos os alunos,
alunos. No
caso em que o material escolar
osso
eaoolsr já é oferecido gratuitamente
grstuitamente
pela escola os
pels
oa livros podem ae
se tornar propriedade dos alunoa.
alunos.
Es^ts
Esta atividade
stividsde do lado da biblioteca aó
só funoions
funciona
com uma
ums cooperação decisiva entre sa biblioteca e oa
os professores 0 programa de ensino e o material a ser utilizado devem
ras
ser oomuniosdoa
comunicados sa biblioteca a tempo, a fim de que todo o necessário aejs
seja adquirido e o planejamento financeiro aejs
seja feito de acordo.
Ao lado
Isdo dos materiais tradicionais de aula, sos
aos
quais pertencem outros meios alem dos livros, como
qusia
como'filmes,
filmes,
mapas, "slidea",
"slides", etc., existem, prinoipalmente
prinoipslmente pars
para as olasclasses msis
aea
mais adiantadas,
sdisntsdas, uma série
aérie de materiais informativos pars
para
assuntos específicos, que podem ser necessários para
pars consultas dos slunos
alunos e pars
para o uso dos professores também.
tsmbém. Aqui se
deve prever a diaponibilidade
disponibilidade de literatura especial para aprofundar cada matéria enainada
ensinada nas escolas - desde
deade as
ss ciências naturaia
naturais e as geografia, paasando
passando por questões da
ds vida
prática de csda
cada dia
dis até todos
todoa os campos sobre a herança cultural de um povo e sobre
aobre conhecimentos análogos do desenvolespecialmente importante eé
vimento de outros
outroa países. Um campo espeoialmente
o que se refere ,so
ao aprendizado dss
das línguas estrangeiras, que
não deve ae
se apoiar
spoisr somente naa
nas aulss
aulas e nos vocabulários, mas
também em outroa
outros meios fornecidos pels
pela biblioteca.
Para os slunos
Pars
alunos de todas as faixas de idsde
idade sa biblioteca tem ainda
sinds uma outrs
outra função importante sa cumprir. Ela pode estimular por assim dizer as auto-confiança para
pars se lidsr
lidar
com livros e outros meios, familiarizando cada um com aa
as possibilidades da biblioteca e sinda
ainda introduzindo o uao
uso dos
apoios bibliográficos para a busca ds
spoioa
da litersturs
literatura - como ostscatálogos e bibliografias. Independentemente de qual o caminho
logoa
profissional que cada um seguirá maia
mais tarde, seja como oper^
oper£
rio, comerciante, administrador ou como um profissional aoad£
acad£
mico, de algums
alguma forma ele vsi
vai preciasr
precisar um dis
dia de uma informação no aeu
seu ramo. 0 próprio aluno não pode em gersl
geral adqu^
75

Digitalizado
gentilmente por:

�rir as obraa
obras que contém estas informações e deve procurá-las
procurá-laa
nas bibliotecas
bibliotacaa respectivas.
Também se deve aqui chamar a atenção
atençio para o fato de
que na atual
stual geraçio
geração de alunos de colégio existem futuroa
futuros
líderes que mais tarde deverão tomar decisões, como questões
provenientes dos órgãoa
órgãos que subvencionam as
aa bibliotecas ou
de várias
categorias de. grêmios, sobre os orçamentos das
daa
bibliotecas e a política a aer
ser adotada. A impressão que um
aluno sdquire
adquire quando jovem sobre os serviços bons ou sobre
08 poucos serviços bons da "sua" biblioteca e que ao longo
os
dos anos pode ser sedimentada será, sem dúvida, um fator
para a sua atitude em relação à biblioteca em geral.
decisivo -psra
Esta experiência pode ser confirmada quando se observa os
exemplos dos países que já têm uma longa tradição de biblioteca pública.
^o
^o campo da formação terciária (profissional)
(profisaional) deve-se
dave-se
tomar em consideração diferentes pontoa
pontos de viata
vista de acordo com
os diversos ramos específicos. Alem
Além das
daa escolas profissionais
de nível médio e nível superior exiatem
existem as faculdades que
oferecem diferentes eatiloa
estilos de formação e cujas bibliotecas
devem colocar à disposição o material correspondente. Isto é
válido psra
para os
oa dois tipos de usuários,
uauárioa, tanto para oa
os professores como para os estudantes.Para
estudantes.Fara os primeiros,
primairos, o material considerado é daatlnado
destinado ao preparo das aulas e deve
dave ser
aer adquirido
com uma boa margem, correspondendo àa
às necassidadea
necessidades de cada
'inclui, eventualmente,
matéria. Aqui também se •inclui,
eventualmenta, a literatura
estrangeira mala significativa.
algnifIcativa. Do lado dos
doa estudantes se
espera, para os alunos dos
doa primeiros semestres, em primeiro
lugar que os livroB
livroa básicos mais importantes sejam
aejam colocados
à disposição em quantidade suficiente. As exigências do grupo
de estudantes dos semestres mais adiantados se aproxima à.a
à.s
dos professores no que concerne à especialização; para o preparo dos trabalhos escritos do semestre e doa
dos examea
exames é necessário uma literatura especial de acordo com o tema, o que só
pode ser conseguido através da biblioteca.
Aqui a biblioteca tem uma tarefa no campo de cada
formação profissional específica, isto é, a de facilitar a
obtenção de literatüra
literatura e de informação mesmo quando ela
76

Digitalizado
gentilmente por:

�própria não tem os meios para adquirir este material e
também quando não tem as condições ideais financeiras, de
espaço ou de pessoal, o que na maioria das vezes acontece.
eapaço
Neste caso
Neate
caao cresce o dever da biblioteca no sentido de descobrir meios e soluções para também obter o material nos casos em que a literatura necessária não esteja diretamente à
disposição no aeu
seu acervo.
Por outro lado, iato
isto aó
só pode acontecer em cooperação
com outras bibliotecas que possuam já o material requisitado.
A condição prévia para uma cooperação eficiente é, em primeiro lugar, a existência de meios auxiliares que possam informar sobre os acervos de outras bibliotecas, como os catácataloges coletivos de livros ou de periódicos. Partindo daí se
logos
pode também considerar o sistema de coleções concentradas em
campos específicos, segundo o qual certas bibliotecas têm uma
responsabiblidade específica em determinado assunto, alivianrsaponsabiblidade
do assim as tarefa de outras bibliotecas com um sistema de empréstimo que funcione reciprocamente
reoiprocamente com este objetivo.
No campo do aperfeiçoamento profissional, que interessa de uma ou de outra maneira todaa
todas as camadas da população, 8a biblioteca não tem só a tarefa de colocar à disposição
obras ds
de interesse profissional. Com o objetivo de um fornecimento básico de livros estabelece-se
estabelece-ae uma unidade de comunicação por habitants;
habitante; para aa
as necessidades em níveis superiores a orientação seria a de duas unidades por habitante. Na
era da comunicação de massas se
ae deve dar uma ênfase particular a este objetivo ideal', pois segundo as novaa
novas pesquisas
sobre o nauário
usuário em 37^ doa
dos casos a leitura de um livro é estimulada pela televisão. Neate
Neste contexto um aspecto essencial
se fornecer determinadas informaé também a possibilidade de ae
ções que são de interesse atual para a população. Para aqueles que devem fazer uma pesquisa especial o resultado maiaim
mais im
portante é, finalmente, uma informação concreta sobre o assun
to. Uma simples indicação da biblioteca sobre os
oa passos inter
mediários para se chegar a uma resposta é, em muitos casos,
apenas um meio caminho andado. Frequentemente a biblioteca
spenaa
pode pesquisar a informação concreta e transmiti-la direta77

Digitalizado
gentilmente por:

�mente ao usuário. Eate
Este procedimento áé aempre
sempre razoável quando ae-trata
se-trata de dados e fatoa
fatos que poasam
possam aer
ser rapidamente vemais alto deste
rificados. 0 grau maia
deate tipo de atividade de inforser visto nos
mação pode aer
noa serviços
aerviçoa de fornecimento de dados
dadoa e
fatos dos bancos de dados nacionais e internaoiojiaia
internacionais em diver
sas especialidades, e isto com a ajuda db
aas
de terminaia.
terminais. Eata
Esta at^
vidade, porém,
porám, até agora aó
só foi realizada por um número relativamente pequeno de bibliotecas, uma vez que a procura ainda
não á aufioientemente
sufioientemente intensiva.
Considerando-se a função educativa e instrutiva das
Conaiderando-se
bibliotecas, a tendência final deve ser a criação de redea
redes
de bibliotecas em nível local, regional e inter-regional. Uma
rede deate
deste tipo torna o aerviço
serviço muito maia
mais fácil, pela possipoaaibilidade da diviaão
divisão do trabalho e do apoio reoíprocro
recíproo-o entre aa
as
bilidada
bibliotecas. Pela multiplicidade de exigências que o campo da
educação faz em diversos níveis
se pode trabalhar maia
mais intenníveia ae
intansivamente em colaboração do que ae
aivamente
se cada biblioteca funcionar
das outras.
isoladamente daa
Com base em todaa
todas essas
essaa observações geraia
gerais pode-se
poda-se
formular aa
as aeguintaa
seguintes teses
teaea para o trabalho de bibliotecas no
campo geral da educação
aduoação e da cultura:
1. Na luta contra o analfabetismo e para a intensificação da capacidade de ler
lar e compreender,os
compreender,oa livroa
livros para
crianças e jovena
jovens podem prestar uma grande ajuda com um material viaual
visual bem selecionado.
2. Além doa
dos livros para crianças ae jovena,
jovens, sobretudo
oa jogos
os
jogoa e os
oa meios
maioa auditivos, visuais
viauaia e audio-viauaia
audio-vlsusis contribuem para que oa
os jovena
jovens se
ae sintam
aintam em caaa
casa na biblioteca.
os alunoa
alunos de colégio todos os
3. Para oa
oa livros
livroa didáticos necessários
neceasárioa para ceda
cada matéria assim
aaaim como materiais eapeespeciais de informação devem estar
oiaia
eatar à disposição
diapoaição nas
naa bibliotecas
escolares.
eacolarea.
4. Se poaaível,
possível, as bibliotecas escolares
eacolarea devem prolaboratórios de línguas para facilitar o
curar instalar laboratérioa
78

Digitalizado
gentilmente por:

Q0

II
11

12
12

13
13

�aprendizado. Deve ser então garantida uma colaboração eaestreita com os professores.
professores,
5. A biblioteca escolar é o lugar adequado para
familiarizar os
oa alunoa
alunos com o manejo de catalogos
catalogoa e bibliografias, para aaaim
assim facilitar metodicamente as
aa suas futuras
pesquisas literárias.
6. A ajuda que as bibliotecas escolares prestam
preatam
deve aer
ser acoessivel
acoeasivel a todos os alunoa
alunos igualmente. 0 capital
investido neata
nesta área é bem aproveitado levando-ae
levando-se em conta
inveatido
as consequências no futuro.
7. Naa
Nas escolas
eaoolas superiores em todos os níveis e todos os campoa
campos a biblioteca deve considerar igualmente a necessidade dos professores e doa
dos estudantes. Espeoialmente oa
os
livros básicos e as
aa obras
obraa de referência,necessários
referência.necessários para os
primeiros aemeatres,devem
semestres,devem ser colocados a disposição em núnumero suficiente.
As necessidades especiais para a pesquisa e o
8. Aa
aperfeiçoamento profissional aó
só podem ser satisfeitas pela
biblioteca através de uma cooperação; com esta finalidade devem aer
ser preparadas listas de acervos correspondentes aasim"
assim
como coleções concentradas em campoa
campos específicos, a fim de
que o intercâmbio posaa
possa funcionar com o princípio da reciprocidade .
9. No campo da educação aa
as bibliotecas não têm só
aó
o0 papel de fornecer literatura, maa
mas também informações e respostas preciaaa.
precisas. Um acervo suficiente em obras de consulta
geral e especializada serve aqui como base.
10, Através de atividades de relações públicas,
10.
publicas, as
bibliotecas de todos os níveis, que representam um grupo de
instituições importantes para o futuro cultural, econômico
seu povo, devem agir de maneira que os órgãos
e técnico do aeu
79

Digitalizado
gentilmente por:

�mantenedorea forneçam aa
mantenedores
as verbas neoeasáriaa
neoessarias para poderem
cumprir as auaa
suas tarefas.
Detalhes sobre
aobre essas
easaa teaes,
teses, que aão
são oa
os preasupoapressupostos para as medidas aqui mencionadas,e
menoionadaa,e oa
os metodoa
métodos para ae
se
os objetivoa
objetivos aqui poatulados
postulados podem aar
ser diaoutidos
discutidos no
obter oa
grupo de trabalho "A biblioteca na educação formal."
(Tradução do alemão: Rosa
Roaa Maria Müller-Bochat)
Müller-Boohat)

8(
a

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�CDD : 027.8
CDU : 027.8:371
A BIBLIOTECA ESCOLAR E O SEU PAPEL NO SISTEMA EDUCACIONAL

RAIMUNDA AUGUSTA DE QUEIROZ
Professora do Departamento
de Biblioteconomia da Uni^
Un^
versidade Federal do Esp^
rito Santo
CRB - 7/2047

Questiona o papel da biblioteca escolar
junto ao sistema educacional brasileiro.
A sua importância para a aquisição do há
hã
bito de leitura. Aponta alguns problemas
decorrentes da ausência da biblioteca jm
to ã escola. Sugere como medida para

so

lução desses problemas inna
uma ação conjunta
de professores e bibliòteoários.
bibliotecários.

81

Digitalizado
gentilmente por:

-11/

�1. INTRODUÇÃO

Embora seja lugar-comum em quase toda introdução,
queremos deixar explicita aqui a despretensiosidade deste

traba

Iho.
Na verdade, não obstante ele resultar da
preocupação para com os problemas das nossas bibliotecas

nossa
escola

res,nada traz de original e tampouco apresenta soluções para

es

ses problemas.
Tão complexos eles se apresentam que acreditamos
ser necessário muito mais que uma forte dose de idealismo

para

solucioná-los. Suas raízes extrapolam os limites da ■ Bibliotecono
mia, pois vamos encontrar suas ramificações nas malformações
sistema educacional brasileiro, nos interesses políticos e

do
econõ
econô

micos, enfim, em todo um emaranhado contexto sõcio-cultural.
sócio-cultural.
Longe de nós porém, a intenção de nos omitirmos,
deixando que o problema seja repassado a outrem, ou mesmo
gá-lo por nos faltar o ânimo de

rele

batalhar pela sua causa. Temos a

clara ciência de que esta é uma luta de aliados e só nos restajun
tar esforços, emprestando a nossa cooperação,cumprindo assim

com

a nossa parte, a nossa responsabilidade.
Eis porque aqui estamos,com esta modesta

contr^
contri

buição,cujo
buiçãojcujo objetivo não vai além de questionar alguns pontos cru
ciais que afetam as nossas bibliotecas escolares.Pontos esses,que
sabemos, já
jâ foram por demais debatidos,mas que nunca é demais

re

petir,pois esperamos com isso angariar mais e mais adeptos e

for

talecer as nossas fileiras de luta em prol das bibliotecas
lares.
8?

Digitalizado
gentilmente por:

esco

�2. 0 bibliotecário
BIBLIOTECÄRIO Ee 0o SEU
seu PAPEL
papel DE
de EDUCADOR
educador

Partindo da premissa de que educar não éescolar^
zar,deveriam ser proporcionados ao educando instrumentos que

lhe

facultassem um outro tipo de educação. Uma educação que fugisse ã
tradicional organização constituída de currículos,exames,notas,oer
tificados, etc. (3)
Essa modalidade de educação (que resultaria de uma renovação
escola atual) daria ênfase maior aos interesses, aptidões e

da
habi
hab^

lidades de cada indivíduo. Entre os educadores já existe uma preo
cupação a respeito dessa renovação da escola e a constatação

da

necessidade de se criar outras instituições que propiciem a

ut^

lização de nov.
nov s e diversificados recursos educativos. A bibliote
ca escolar figura sem dúvida como uma dessas instituições e

pode

Icomo também deveria) ter um papel de destaque no processo
ria (como
ducativo,dada a imensa gama de instrumental que ela poderia
ducativo(dada

e
ofe

recer. No entanto, temos consciência de que para assumir esse
pel a biblioteca escolar teria que passar por uma séria

pa

modifica

ção (como que uma
\ima metamorfose),
metamorfose) , que lhe imprimisse um novo

cará

ter, uma nova feição e conceituação.Desenvolvendo novas

funções

e atividades,a biblioteca escolar seria um elo entre a

educação

formal e a não-formal, ou permanente.
Paralelamente a essa preocupação dos educadores
nota-se entre os bibliotecários uma tomada de consciência quanto
a sua responsabilidade social no processo educacional.O
educacional.0

bibliote

cário, cujo papel é e deve ser sempre o de um agente educador, e^
es
tá no momento empenhado em revelar ã sociedade esta face de

suas

funções que, por incompreensão (ou desconhecimento) em relação
sua profissão, permaneceu até agora oculta ou despercebida.

a

Para
83 .
83.

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�fazer emergir de si essa nova imagem ele deverá transformar

a

sua atuação,de modo que ela reverta em contribuição concreta

e

evidente para a comunidade ã qual sua ação está afeta.Tornar per
ceptivel o fruto do seu trabalho, eis o que cabe ao

bibliote
biblioté

cário fazer (particularmente o bibliotecário escolar).
A biblioteca escolar, um campo de ação que

re

clama a presença do bibliotecário, é p local por excelência onde
este poderá desempenhar plenamente seu papel de educador

junto

ã comunidade, visto que ela propicia o contato com a clientela
mais adequada ao tipo de trabalho que ele necessita desenvolver
e que esta mesma clientela é também carente desta ação.Em outras
palavras, ambos se necessitam mutuamente.
mutucimente.

3. NECESSIDADE E IMPORTAnCIA
IMPORTÂNCIA DA BIBLIOTECA NA ESCOLA
Existem poucos estudos sobre a situação
das bibliotecas escolares

no Brasil. E estes poucos que

atual
existem

não são feitos em profundidade.Por falta de dados fidedignos

so

bre o assunto,sabe-se quase que empiricamente, ou como resultado
de observações, que a biblioteca escolar é, quase sempre,um
gão sem vida dentro do ofganismo
otganismo escolar, quando não é

õr

constata

da a sua ausência. Essa inexistência,segundo Leny Wemeck(13)não
Wemeclt (13)não
chega a ser generalizada, nem chega a ser um fato real, pois, em
bora incipientes e em condições precárias dp funcionamento,
bibliotecas

as

escolares existem. E, ainda segundo a mesma autora,

elas "surgem, crescem e ás vezes desaparecem aleatoriamente".

O

que nos falta, na realidade, são dados(oficiais) que comprovem a
sua existência, prova evidente do descaso a que estão fadadas.
84

Digitalizado
gentilmente por:

V

�Entretanto, pelo menos teoricamente, é

reconhe

cida a importância e necessidade da biblioteca escolar para que
a escola proporcione uma educação de alta qualidade.Alguns

edu

cadores referem-se ã necessidade de uma rede de bibliotecas,

pa

ra servir, não somente a professores e estudantes, como tambémao
público. De fato, estender os serviços e recursos da biblioteca
escolar ã comunidade seria a

concretização da nossa filosofiaem
filosofiaan

relação ã educação permanente. Pois, os benefícios
benerícios advindos

do

uso da biblioteca não se restringiriam àqueles que frequentassem
a escola o que, muitas vezes, já se constitui um privilégio.Ser^
privilégio.Seri
am estendidos àqueles que, mesmo tendo deixado a escola,

pro^
pro£

seguem com a sede de conhecimentos, em busca de lazer, ou da sua
realização pessoal.
Através do programa de co-edições e distribuição
de livros da FENAME o governo canaliza alguns milhões de

cruze^
cruzei

ros em livros didáticos para as escolas. Seria isso talvez

um

indicio de que a presença do livro êé necessária na escola.Porém,
indício
só o livro didático seria necessário? Supriria ele todas

as

necessidades intelectuais do educando e do professor?
Se se pensa em termos de educação através

da

leitura, o livro de literatura é igualmente necessário nas

esco

Ias. Entretanto, a sua produção (através de co-edições) e distr^
buição encontram-se quase estagnadas. Pode-se constatar este

f^

to com um simples confronto das estatísticas relativas âã

distri
distr^

buição de um e de outro tipos de livros. Isso nos leva a

dedu

zir que, muito embora a escola de hoje tenha incluído em sua po
lltica preocupações para com o desenvolvimento pessoal do
lítica

edu

cando, e outras típicas da filosofia da educação centrada no
divlduo,ensino individualizado, etc., ela continua jogando
dividuo,ensino

in
com
85

Digitalizado
gentilmente por:

-li/ Q

II

12

13

�os
OS mesmos instrumentos do ensino tradicional: o professor e

o

livro didático. Falta não somente a coleção de materiais

educa

tivos (biblioteca escolar), como também a criação de uma

in

fra-estrutura na escola para assegurar o uso mais racional desse
material e,

evidentemente, o máximo aproveitamento dos

recur

sos investidos. E, todos nós sabemos, a melhor
melhcr maneira de
atingir

se

esses objetivos seria através de um sistema de bibliote

cas escolares.
A ausência deste sistema traz como consequência
prejuízos não só para o público ao qual se destinaria diretamente, mas também para alguns outros segmentos da população.Citando
novamente Leny Werneck: ... "Todos perdem. Perdem os

editores

que deixam de vender livros para um público existente e carente.
Perdem educadores

e administradores pela falta de meios

quados para alcançar os fins a que se propõem.
pró^õem. Enquanto o
didático ê

ade
livro

ainda o instrumento natural para uma atividade cole

tiva proposta pelo professor, o de referência, o de ficção,

poe

sia ou informação, componente da biblioteca escolar,significa

a

leitura como opção ou ato individual ou de pequenos grupos.E

éê

este tipo de leitura que alicerça o hábito de ler. Perdem, sobre
tudo e irremediavelmente as crianças, que sem outros livros além
dos didáticos para cultivar o prazer da imaginação e o gosto

da

curiosidade intelectual, deixam de desenvolver a técnica

re

cém-adquirida
cêm-adquirida

da leitura". A criação do hábito de leitura viria

certamente romper o inevitável círculo
circulo vicioso da baixa demanda
e oferta escassa,pois formaria

um público numeroso e estável pa

ra a indústria editorial, que por sua vez, estimularia os
res, fomentando a sua vocação e criação.
86

cm

Digitalizado
gentilmente por:

♦

auto

�4. FUNÇÃO POLlTICA
POLITICA DA BIBLIOTECA ESCOLAR
Vejamos primeiramente qual a função básica

da

biblioteca escolar. Citando C.V. Penna(9), a biblioteca escolar
tem como função precipua "tornar livros e outros materiais

didá

ticos acessíveis a professores e alunos, em apoio ao programa de
ensino, e promover o desenvolvimento intelectual geral de um e^
es
tudante, era
em especial desenvolvendo a habilidade no uso de livros
e bibliotecas. Deve desempenhar papel ativo no processo educacio
nal»persuadindo corpo docente e discente a ler e usar livros,dan
nal,persuadindo
do orientação na leitura, e encorajando leitura de qualidade mais
mis
elevada e a formação do hábito de leitura por prazer e auto- edu
cação. Pode também, eventualmente, atuar como biblioteca

públi

ca, em especial no atendimento de todas as crianças de uma

comu

nidade".
A biblioteca escolar tem, portanto, uma

respon

sabilidade perante a sociedade, que pode ser resumida em apenas
três vocábulos, por si só
s5 tão abrangentes: informar»instruir,edu
informar,instruir,edu
car. Para que ela leve a cabo essa responsabilidade seria neces
nece^
sârio- uma mudança de atitude por parte da empresa educativa, com
sáriorelação às técnicas de ensino-aprendizagem. Tanto na educação for
mal como na extra-escolar a escola deveria aplicar métodos

peda

gógicos que favoreçam a busca do conhecimento,estimulem a

refle

Xão e levem o indivíduo
xão

ao pensamento crítico e construtivo. A

través de atividade^s
atividades deste tipo ela conseguiría incentivar e

in

cutir nos alunos o gosto pela leitura,sem o que a escola não

en

sinaria a ler. Nesse trabalho a biblioteca escolar teria a

sua

participação,constituindo-se numa verdadeira força educativa den
tro da escola e aí o trabalho do bibliotecário como

complementa
87

Digitalizado
gentilmente por:

�ção do trabalho do educador é fundamental. Colocada desse

modo,

a "função da biblioteca na educação é subsidiária e complementar,
mas indispensável" (4)
Se a biblioteca escolar tem uma função

educati^
educati

va, infere-se que ela deveria ser parte indispensável do

siste

ma educacional atual. A biblioteca escolar e o planejamento

edu

cacional devem ser interdependentes, unos e inseparáveis,
diz M.A.Barroso(2).
M.A.Barroso (2) .

como
’

4.1 - A educação como fator de desenvolvimento
Considerada a educação como fator de desenvolv^
desenvolví^
mento e como requisito básico para a vigência do regime democrático,ela deve ser entendida como uma oportunidade ao alcance
todos, para que cada pessoa consiga através do domínio das

de
téc

nicas da leitura e da escrita, colocar-se numa posição vantajosa
no processo de criação de riquezas. ÉE ainda a educação que
assegurar ao indivíduo uma participação mais efetiva nos

vai
desti
dest^

nos políticos da Nação e habilitá-lo ao pleno exercício de

sua

cidadania. Num esquema de desenvolvimento ela funcionaria ainda
_
II
como fator de distribuição mais justa e mais eqüitativa
equitativa da rique
za criada(11).
criada(11) .
Acrescente-se aqui o pensamento de FlorestanFer
nandes, citado por 0.Romanelli(11),
O.Romanelli(11), sobre a necessidade que
países subdesenvolvidos têm da educação:...
educação: . . . "Tais países

os
prec^
preci^

sara da educação para mobilizar o elemento humano e inserl-lo
sam
inserí-lo

no

sistema de produção nacional; precisam da educação para alargar
o horizonte cultural do homem, adaptando-o ao presente e a

uma

complicada trama de aspirações, que dão sentido e continuidadeãs
continuidade às
tendências de desenvolvimento econômico e de progresso social; e
88

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�precisam da educação para formar novos tipos de personalidade

,

fomentar novos estilos de vida e incentivar novas formas de rela
ções sociais, requeridas ou impostas pela gradual expansão

da

ordem social democrática. Todavia, esses países não encontram,na
situação sõcio-cultural herdada, condições que favoreçcun
favoreçam
uma boa

quer

compreensão dos fins, quer uma boa escolha dos meios pa

ra atingí-los.
atingl-los. Mesmo os recursos materiais,himanos
materiais,humanos e técnicos,mo
bilizados efetivamente, acabam sendo explorados de maneira exten
samente irracional e improdutiva."
4.1.2 - A educação no Brasil
Observando-se a educação no Brasil no momento a
tual vamos constatar que ela não foi planejada para atingir
fins propostos acima.Em primeiro lugar, porque não se

os

pode

con

siderar ensino democrático um sistema de ensino que privilegia u
ma pequena parte da população e marginaliza a sua grande

maio

ria. Em segundo lugar porque,por motivos vários,ao sistema

edu

cacional vigente não são assegurados os meios que o levem

a

atingir tais fins. Quando Florestan Fernandes refere-se ã herança sõcio-cultural
sócio-cultural dos países subdesenvolvidos para explicar

as

falhas do sistema educacional, na verdade, podemos incluir
Incluir aí
ma série de fatores que irão influir nesse contexto.Dentre

u
es

tes,destaca-se a incapacidade dos nossos políticos de compreende
tes,deStaca-se
rem a educação como um fator de desenvolvimento.Daí as
ções da legislação do ensino no Brasil, que foram sempre

malforma
refle

xos das lutas ideológicas reinantes. Os interesses políticos aca
bavam sempre por ditar os destinos da educação,em detrimento das
reais necessidades que o contexto sõcio-econõmico
sócio-econõmico reivindicava.
89

Digitalizado
gentilmente por:

�Otaíza Romanelli(11) nos mostra com clareza
Otaiza
aberrantes contradições existentes entre a nossa legislação

as
do

ensino e a adequação do conteúdo e dos objetivos dessa

legis
legis^

lação âs
ãs necessidades reais do nosso contexto social. E

ainda

entre esse

conteúdo e a sua aplicação prática. Vale lembrar ain

da que para que a lei seja aplicada áé necessário que haja

condi^
cond^

ções de infra-estrutura. Para tanto,seria necessário,por

sua

vez, que essa legislação•fizesse
legislação • fizesse parte
parte, de um plano geral de
formas. Ilustrando a tese

da autora

re

poderícimos
poderiamos desfiar um ver

dadeiro rosário de depoimentos de educadores,cujas críticas

e

preocupações com relação ao sistema educacional vigente nos

pro

porcionam

uma visão pouco alentadora dos problemas da educação

no Brasil.
Numa interpretação grosseira da análise da auto
ra citada, pode-se afirmar que a educação no Brasil tem sido tra
tada como um órgão

apendicular no corpo da vida social do país,

quando, na realidade, ela é um órgão motor de vital importância
para esse corpo.
Levando em conta todas as distorções do
sistema educacional é fácil

nosso

concluir-se qual o produto que este

nos oferece. Fala-se atualmente de escola renovada,de ensino

ba

seado na pesquisa,de ensino profissionalizante,etc. No entanto,a
escola não foi aparelhada, era termos de recursos humanos e

mate

riais,para levar a cabo as tarefas decorrentes dessas renovações.
Reportando-nos apenas ao aspecto que nos
respeito mais de perto: como pode a escola levar o aluno a

diz
pes
pes^

quisar se ela não lhe oferece os meios para isso? Onde iriam os
alunos pesquisar? No livro texto adotado pelo professor?Nos seus
cadernos de anotações? São esses os meios com que,em suma,contam
90

Digitalizado
gentilmente por:

�OS estudantes das nossas escolas de 19 e 29 graus. Porque,
os

co

mo já afirmamos, a biblioteca escolar quando existe é uma exce
ção (e raral).
Poderemos ver no nosso estudante egresso da e^
cola de 19 ou 29 grau

esse indivíduo preparado para o pleno e

xercício de sua cidadania, capaz de participar efetivamente nos
destinos políticos da nação, etc., conforme citação acima?
deríamos levantar mais questões a respeito. Entretanto,

Po
como

diz Lauro de 0.
O. Lima, se a escola fosse preparar os jovens
hoje para a vida que os espera, teria que revolucionar

de

tota^

mente os modelos dos projetos educacionais, pois o que a

esco

la forma atualmente são indivíduos totalmente sem‘imaginação.
Realmente, a nossa escola não produz

indiv^
indivl

duos dotados de imaginação criadora porque ela teria antes de
^*
^^^
••
tudo, que ensina-los
a ler, isto e,
a cultivar o hábito
de leJ^
le^
tura, sem o qual é impossível o desenvolvimento do intelecto.
E o resultado dessa omissão do sistema acha-se muito bem

ex

presso nessa passagem do artigo de Leny Werneck;
Werneck: "A falta

de^
des

se hábito (de leitura), um imenso contingente humano emerge * ,
cresce e vive com seus valores e comportamentos sociais
lados. Os resultados imediatos da dificuldade de acesso ã

estio
in

formação contida no livro são a não oportunidade do exercício
do pensamento crítico e da imaginação, alêm da fragmentação da
expressão desse pensamento. Todo um processo de comunicação hu
mana prejudicado, com graves e irrecuperáveis consequências."
5. CONCLUSAO
CONCLUSÃO
A biblioteca junto ã escola é fundamental para

91

Digitalizado
gentilmente por:

�a criação de um público consciente dos recursos disponíveis

nos

livros e outros materiais que a compõem e para que esse

público

adquira prática em utilizá-los. O0 hábito da leitura,como

tantos

outros de comportamento

diante da vida,é formado na primeira in

fância.Dal a necessidade de um trabalho conjunto do professor e
do bibliotecário para incutir e incentivar no educando o gostope
la leitura.
Não é fato recente o reconhecimento da bibliote
ca escolar como única instituição capaz de desempenhar esse

pa

pel no sistema educacional.Do mesmo modo que não é recente( infe
lizmente) a constatação da sua quase inexistência.Hoje,como

há

40 (quarenta) anos atrás, as nossas escolas prescindem de uma

fon

te de recursos como a biblioteca,que ser-lhes-ia de imensurável
ajuda no processo de desenvolvimento intelectual do educando.
O próprio Ministério da Educação reconhece
mo falho o sistema educacional brasileiro.Os educadores da

co
1^
li^

nha liberal estão cientes de que o sistema educacional vigente
visa principalmente dar continuidade (ou manter) um sistema

r^
r£

gido e seletivo,onde o ensino deixa de ser uma oportunidade

co

locada ao alcance de todos para ser privilégio de uma minoria e
litista.
Tendo a biblioteca escolar uma função

educate
educat^

va e sendo reconhecida a sua necessidade dentro do sistema edu
cacional,como se justificaria a sua constatada ausência?

Certa

mente,esse não existir tem a mesma finalidade atribuída ao nos
so atual sistema educacional,segundo Lauro de O.Lima:"

deixar

Imensa rigidez, para
que a escola forme uma raça intelectual de imensa
que sejam eliminadas do poder as inteligências criadoras."
It questions the role of the school libra
ry on the edu^ational
educational process in Brazil.
92

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�Analyses its importance for the acquJ^
acqui
sition of reading habits.Some

losses

resulting from the failure of

the

library in the learning process

are

pointed. It is .-uggested a joined action
among teachers,and
teachers and librarians for the
solution of these problems.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1 - ALA. AMERICAN ASSOCIATION OF SCHOOL LIBRARIANS. Normas

para

las bibliotecas escolares. Washington, Uni5n
Ias
Union Panamericana,
1963. 131 p.
2 - BARROSO, M.Alice. A biblioteca escolar: laboratório de

apren

dizagem. Comunicação, 7(25): 16 - 9, 1978.
3 - CERDEIRA, Theodolindo. A biblioteca escolar no planejamento e
ducacional. R. Blbliotecon.
Bibllotecon. Brasília,
Brasilia, ^ (1):35-43,jan/jun.
1977.
4 - CARVALHO, Carmem P. de. A biblioteca e os estudantes. R. Esc.
Blbliotecon.
Bibliotecon. UFMG, n2)
1_(2) •.: 196-211, set. 1972.
5 - CUNHA,. Luís
Luis A. Educação e desenvolvimento social no Brasil.
3. ed. Rio de Janeiro, F. Alves, 1978. 291 p.
6 - A ESCOLA- pouco risonha e menos franca. A Gazeta, Vitória,

3

mar. 19 77. p.
p.22
7 - OLIVEIRA LIMA, L. de. Mutações
Mutaçóes em educação.Petrópolis,

Vozes,

1978, 64 p.
93

Digitalizado
gentilmente por:

�8 - PENNA, C.Victor. La interación-educaciõn
interación •educación -biblioteca-comuni
-blblioteca-comuni
caciõn social, vista por un' bibliotecário. B.Unesco Bibl.
cación
^
28 (6):
(6); 336-40, nov./dic. 1974.
9 - PENNA, C.V, et alii. Serviços de informação e biblioteca.
são Paulo, Pioneira/INL, 1979.
São
10 - POLKE, Ana M.A. A biblioteca escolar e o seu papel na forma
ção do hábito de leitura. R.Esc.Bibllotecon.UFMG,2
R.Esc.Bibliotecon.UFMG,2 (1) :
60-72, mar. 1973.
11 - ROMANELLI, Otalza de O. História da educação no Brasil(1930/
1973). Petrópolis, Vozes, 1978.
19 78. 267
26 7 p.
12 - SINGER, Paul. A crise do "milagre". 2 ed. Rio de Janeiro
Paz e Terra, 1976. 168 p.
13 - WERNECK, Leny. Eles são 20 milhões e não têm o que ler;

to

dos perdem com a falta das bibliotecas escolares. Jornal
do Brasil, Rio de Janeiro, s.n.t.

94

Digitalizado
gentilmente por:

�CDD 027.625
CDU 001.8]:378

A BIBLIOTECA INFANTO-JUVENIL COMO ALICERCE DO FUTURO
USUÄRIO das
usuArio
DAS bibliotecas
BIBLIOTECAS pOblicas
POBLICAS eE universitArias
UNIVERSITARIAS

Roseli Teresa Silva Leme * (Coordenadora)
Vera Lucia Janela *
Izilda Santos Silva *
Maria Luiza Gomes de Matos *
Maria de Lourdes Del Nero Segall *
Maria Rejane Lima Holanda *
Míriam Edith Bolsoni Pesce *

RESUMO

O trabalho procurou conhecer os hábitos, interesses específicos e di
d^
ficuldades de usuários, que são alunos de 79 e 89 série das Escolas
da Rede Estadual de Ensino de São Paulo.
Os dados para o estudo foram coletados através de questionários, que
foram respondidos pelos alunos das Escolas Estaduais situadas nas Re
giões Administrativas de Vila Mariana e Ipiranga, na cidade de
São
Paulo.
Os objetivos do trabalho são: avaliar a necessidade de melhor
ade
quação das Bibliotecas a seus leitores e programar um serviço formal
e sistemático de educação e treinamento dos usuários.
Visa-se então criar condições para que os atuais usuários
superem
suas dificuldades e possam futuramente estar aptos a frequentar, com
alto aproveitamento, qualquer tipo de biblioteca.
*

Bibliotecária do Departamento de Bibliotecas Infanto-Juvenis
Município de São Paulo.

do

. 95

Digitalizado
gentilmente por:

-

11

12

13

�SUMÄRIO
sumArio

1

INTRODUÇÃO

2

METODOLOGIA

2.1

Planejamento da Pesquisa

2.2

População e Amostra

2.2.1

Quadro da População e Amostra

2.3

Instrumento de Coleta de Dados

3

ANÃLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

4

CONCLUSÃO

5

PROPOSTA

5.1

Itens básicos para implantação do programa
de treinamento bibliográfico
BIBLIOGRAFIA

Digitalizado
gentilmente por:

�1

INTRODUÇÃO
Pouco se tem escrito sobre a função educativa das Bibliotecas

Infanto-Juvenis de São Paulo.

Alguns trabalhos, entre outros,

abor

daram este assunto de primordial importância em bibliotecas escola 9.
res^2 e universitárias
universitárias^.
res
O presente trabalho é um estudo piloto e tem por objetivo ava
liar uma situação para formulação de hipóteses que orientarão possíveis trabalhos, fornecendo subsídios necessários para tal.
Não estamos verificando hipóteses sobre hábitos de leitura
não há a preocupação de se conhecer a percentagem da população

e
que

não frequenta bibliotecas e os motivos pelos quais não o faz.
O objetivo central do estudo é determinar, cora
com base nas res postas dos entrevistados, quais suas necessidades, interesses espec^
ficos e ainda quais as dificuldades que encontram quando

procuram

utilizar o acervo das Bibliotecas Infanto-Juvenis mais próximas.
2
,2.1

METODOLOGIA
Planejamento da Pesquisa
A área delimitada para estudo está situada nas Administrações

Regionais de Vila Mariana e Ipiranga, no Município de São Paulo.
A escolha recaiu nesta área porque há três Bibliotecas Públicas Infanto-Juvenis e um potencial de usuários significativo, representado pelos alunos de estabelecimentos de Estado da Rede Oficial.
•3
Para a realização da pesquisa foram escolhidas as dez escolas
mais próximas das três bibliotecas mencionadas.
Na Fig. 1, estão representadas as Administrações Regionais de
Vila Mariana e Ipiranga, bem como a área delimitada para estudo e

a

97

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�distribuição de bibliotecas e escolas estaduais.
2.2

População e Amostra
A apopulação alvo da pesquisa é formada pelo total de alunos

de 79 e 89 séries do período diurno dos 10 estabelecimentos de ensino englobados pela área delimitada.

tFlg.
tFig. 1)

Foram escolhidos apenas os alunos de 79 e 89 séries

porque

constituem uma população que mais provavelmente frequentou de maneira sistemática uma ou várias bibliotecas durante sua vida escolar.
2.2.1

Quadro:

População e Amostra
POEULAÇSO
POEULAÇSD E AMDSTRA
Ibtal Quest.
Oiest.
Respondidos
Pespondidos

Total Alunos
Matrlculcrios
Matriculados

Porcentagem
Porcentagem

1. Escola E.stadual
E.stad\MT de I Grau
"Fabiane Lozano"
"Fabiano

147

168

87.5
87,5

2. Escola Estadual de I Grau
"Marefchal Floriano"
Floriane"

136

175

77,7
77.7

3. Escola Estadual de I Grau
"Lasar Segall"
"lasar

194

231

84,0
84.0

4. Escola Estadual de I Grau
"Professor Pedro Voss"

97

108

89,8
89.8

5. Esoola
Escola Estadual de I Grau "Profa.
Vfeldcmira CoUaço Balrão"
Vfaldcmira
Bairão"

50

59

84,7
84.7

6. Escola Estadual
E.stadual de I Grau "Cel.
Pau
Rau Humaitá Villa
Vllla Nova"

110
UO

184

59,8
59.8

7. Escola
Esoola Estaducú.
RqtadiHl de I e II Grau
"Antonio Alcântara Machado"

88

320

27,5
27.5

8. Escola Estadual
F.stadiial de I Grau
"Erico de Abreu Sodré"
"firlco

136

149

91,3
91.3

9. Esoola
Escola Estadual de I e II Grau
"Prof. Poldão
Roldão Lopes de Barros"

175

224

78,1
78.1

85

102

83,3
83.3

1218

1720

70,8

Ncme das Escolas

10. Esoola Estadual de I Grau
"Professor Gemes Cardim"
TCTAL
TCrCAL
98

Digitalizado
gentilmente por:

III
-li/ 0

11

12

13

�CIDADE DE SAO
SAD PAULO
ADMINISTRAÇÕES REGIONAIS DE VILA
MARIANA E IPIRANGA
BIBLIOTECAS INFANTO-JUVENIS E ESCOLAS PRÓXIMAS

SANTO
AMARO

CONVENÇÕES
■
□
■
O

Divisa
Diviso de Administrações Reglanais
Regionais
Areo delimitado
delimitodo pelo estudo
Bibliotecos Infonto-Juvenis
Bibliotecas
Infonto - Juvenis
Escolas Estaduais de 1^ e 2^ graus

gg
99

Digitalizado
gentilmente por:

-li/

�2.3

Instrumento de Coleta de Dados
Para obtenção de dados foi montado um questionário, que

foi

preenchido pelos próprios alunos de 79 e 89 séries, das Escolas

da

rede estadual de Ensino.
Os questionários foram entregues aos alunos através da Orientadora Pedagógica de cada estabelecimento.
As questões em sua maioria contém perguntas de alternativas
fixas.

Algumas questões foram elaboradas na forma de questão aberta,
•
para que o entrevistado pudesse dar sua opinião pessoal sobre Itens
considerados importantes para atender aos objetivos do trabalho.
3

anAlise e discussão dos resultados
Para efeito de análise optamos pela apresentação dos resulta-

dos em forma de tabelas e os resultados obtidos para cada questão re
ferem-se ao total de amostra, representado pelo somatório dos alunos
de 79 e 89 séries dos estabelecimentos de ensino pesquisados.
Para facilitar a composição dos quadros, foram empregadas abre
viaturas.*
Questão 1 - Você frequenta bibliotecas?
Séries
séries

não

s.r.

N

%

N

%

N

%

593

89,6

68

10,3

1

0,1

89

516

92,8

36

6,5

4

0,7

TOTAL

1109

91,0

104

8,5

5

0,4

79

BIJs
L
KN
n.s.a.
s.r.

sim

-

bibliotecas infanto-juvenis
leitura
número de respostas obtidas
não se aplica
sem resposta

100

Digitalizado
gentilmente por:

�0o quadro acima mostra um percentual bastante elevado de

re£
res

postas afirmativas, o que dá uma indicação segura de importância

da

Biblioteca Pública Infanto-Juvenil na vida do estudante da comunidade.
Os 1218 questionários respondidos indicam que 91,0%

desses

alunos entrevistados frequentam as três Bibliotecas Infanto- Juvenis
escolhidas para o estudo.
Questão 2 - Com que finalidade?
Series
79

Atividades

89

total
TOTAL
%

N

%

6

1,1

20

1,6

4,7

17

3,1

48

3,9

462

69,7

424

76,2

886

72,7

pesquisa e 1. livre

45

6,8

32

5,7

77

6,3

1. livre e recreação

7

1,1

2

0,4

9

0,7

pesquisa recreação

10

1,5

14

2,5

24

2,0

todas alternativas

21

3,2

24

4,3

45

3,7

4

0,6

1

0,2

5

0,5

68

10,3

36

6,5

104

8,5

N

%

recreação

14

2,1

1. livre

31

pesquisa

s.r.
n.s.a.

N

As Bibliotecas Infanto-Juvenis, do Departamento de Bibliote cas Infanto-Juvenis da Prefeitura Municipal de São Paulo, oferecem a
seus usuários várias atividades ligadas â leitura e outras ligadas âã
receração.
Verifica-se que um dos motivos mais fortes que levam o entrevistado a frequentar bibliotecas é a necessidade de fazer suas pes quisas escolares.
101

Digitalizado
gentilmente por:

-

�3
W
D

(0
P

rt
O
D(flDj
rt
0
3DP
rt
p&lt;D
(fl

O
ÜJ

►O0
(0
iQ3
P*
(fl
D
0 0
0PO 0P ►O0
O (0
0DP 0P iQ3
D
«O «O PDl
O ODl

►O0
7)
iQ3

UI

00

.Cb

o
«vj

Ni
«vj

CTl
o&gt;

O

Ni
O

«vJ

««J

Ni

00
(jj

O
««J

O
CTl

Ni
rf».

&gt;&gt;J
o

o

Ni
00
N)
.Ch

O
Ni

CTl
00

CTl
Ni

UI

cn

•Ck
CTi

iN
üJ

O
ÜJ

iCb

o
■«o

o
«vj

o&gt;
lO

o&gt;

üJ
CTl

N)
0&gt;

00

u&gt;
O

Ni
u&gt;

Ol
cn

iCb
«vj

o

00
00

00
cn

N&gt;

102

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem *y.
JJJJ.
Clereaclaracnto

Questão 3 - Em que época mais a frequentou?*

(DOh- ft
rt O C ro3 pj»13
M WCnPfi) l-{MCUpj Sg (DH£ü
CL - p)Dí C&gt;
WtnflÍD» ODj
Cl h{M OJPJh{H{
• OW (D g3 H3 p)CU CU
ro COW Oop. Oo 0,
-'w hM
Oo oO Oo
ooOP WwP»P 3HCs ^0
^ o3gO 0t{o
D3 rt (-•
h-* (t&gt;ro h{h
wC/l D&gt;SP» PJrt M of-h
hti ÍDro
H3 3DDl Vi
ft
Pi cr
ClJ
tr
Oo IIt{O rt
(DO 01
n&gt;i 0(D Oj
Pi P)p Q)
t{0h 3g gDl3p) o g3 H&gt;-h fD0 (D0 o D3
C1 OHi
o 3 (flWO o rt
O(D
W0(D P&gt;I-ÍP 0rt
O Oo WCO3 T3
3
h-«
HHh{
Pi rt
0ft
O
O3O 0C0 wCOP)P -'h{PJD» (D0tjt{Dj
íü
p)
CL -P&gt;D) &lt;0
*
O (flCO3 Dj
CL» «Opi
p&gt;i
s p. p)pCc: cCO ■Dj
çu
fi
o
O
5
‘
(nCO Dj
(fl
03(D t{h{0CDPi pjtuCO (Dfl) fi)tu 0n&gt;Di
Pi
p&gt;P (-•‘-JW Ww
MLJ.
i-íi-{ pj
P
rt
p)£u w rt
0wCOCD Wp)P tít{0CD - CD0h{M Ppj
'OO • 0P3 CD0Dj
P wCO pjft
rt
COw rt Oo PÜ*
cr
rt
o
HH* H COw (D0hP)ps O
p&gt;pC3 &lt;pp&gt; *0 rt
tl)p pH
3
(fl
p)
(0
CO
P
CO
^ P
Dj
(Dl
P O • 4Ä. O CD»
DO
-0 Hcr
DP•^: &lt; OW D^
^3 w*0
H* 0(D3
0(Dth pCO pi-{pt{ COh{CD»
CL
01 rt
Dj 0OCD
D D Ht{ «Wtup 0)COWw
0CDhti h-*
H*
p.
D»
H^pc 0CD •. P»
rt 3C iQ
h{h
0O^ W0COO CD0 cOC0 W
Pp*
td O
Dj
3
g
pi
3
CD0 hh
Hl Pí
Pi P
pj ^Q
iQ
P- O 0CD h3
^0hjh{ (D0C
rt NHDP CD0 PicnpHhLnpcr
*0 03O 0CDCOW
C3 3t{DPi-c WCOoWCO O
H-*
p
Pi Ml
P*
D
fpP^
&lt;iOPD pD 3gCD0 00 ^
»0
P«
p- th
p
Pi
Dl
O
O
•0 - «ODtli
O
O
TJ
-«. T3
fp 0 WCO
•O PtcCD 01
CD» O0 PD3
O OPl
PP
Dl P*
pj
Ptt (flCO rt
PPTD0CD ^0
►O
P (D0 DP 0(D
Dj
t{ TDtjOP (0O0 • C3P* W
Pi
P^
OP PD (0COO W
td O3 3É3
ODj
TD 3rt (0CO PD
^0
0 P
Dj t{ rt CD0
3 P3DCD DPDj
(D0 0CDp fpX
P(
Dl
tj H
P P
PP*
O WCO OWCOP 3Drt
3DP PO
0(flCO 33 Dj
rt
g
O 0(Dp ^-oO iQ
^Q *0
&gt;0PD
O Dj
P CO(fl 3C Pi
Dl
H*
H
O
rt
3
0
CD
O
3*
W
CO
D
P
3
H*
P
PP
Dj
Dj COW prt
P TDO oOCOW
0O CD0pt{ COOoW pp
rt cr
WCOO0 p
P
CO(fl (flW Dp CDp0tj
P
'O H*
►O
^03
3 PC
TDO ►O
^
CD0 WO PTD
Dj^O s
P
tí I I I Ot(|6
P|5?

�Questão 4 - Você vai ã biblioteca por quais motivos?
Series
79

Motivos
não disponho de material
éê mais agradável
posso trabalhar em grupo
outros motivos

TOTAL

89

N

%

N

%

N

%

288

43.4

262

47,1

550

45,1

96

14.5

59

10,6

155

12,7

148

22,4

139

25,0

287

23,6

62

9,4

60

10,8

122

10,0

68

10,3

36

6,5

104

8,5

A importância das bibliotecas para os estudantes é evidencia
da pelos resultados que este quadro apresenta.
Portanto, orientá-los para que possam usufruir mais proveito
samente de tudo o que elas lhes oferecem é tarefa que merece espec^
al atenção.
Alé, dos Itens citados no quadro acima resumiu-se outros

mo

tivos que levam a criança ã biblioteca.
- a tranquilidade e o silêncio
- um acervo maior âã disposição
- recreação

103

Digitalizado
gentilmente por:

�Questão 5 - Quando você vai ã biblioteca fazer uma pesquisa
informe quais os assuntos mais frequentes.
Series
7&lt;?
79

Assuntos

89

N

%

N

%

ciências

245

19,2

208

18,8

história

400

13,4

312

28,2

geografia

222

17,5

238

21,5

O.S.P.B.

-

-

70

6,3

ed. trab.

18

1,4

19

1,7

mat./port.

66

5,2

46

4,1

literat.

26

2,0

15

1,3

6

0,5

6

0,5

biografia

28

2,2

10

0,9

datas cívicas

36

2,8

4

0,4

100

7,9

113

10,2

artes

21

1,6

20

1,8

s.r.

38

3,0

11

1,0

n.s.a.

68

5,3

36

3,2

atualidades

assuntos variados

1274

TOTAL

1108

De grande importância são os dados constantes neste quadro co
mo subsídios para melhor adequação do acervo às
ãs necessidades dos con
sulentes.
Conclui-se também que o acervo atual éê adequado, porque

in

clui ampla variedade de assuntos de interesse imediato dos usuários.
Quase sempre os assuntos buscados referem-se a pesquisas
riculares solicitadas.
104

Digitalizado
gentilmente por:

cur

�Questão 6-0 material (enciclopédias,
{enciclopédias, livros didáticos,
nuais, recortes) necessário ã sua pesquisa ou

ma
e£
es

tudo, você encontra na bibliotecas
Series
Séries
Alternativas

TOTAL

89

79
N

%

N

%

N

%

sempre

282

42,6

201

36,1

483

39,6

frequentemente

266

40,2

290

52,2

556

45,6

38

5,7

26

4,7

64

5,2

nunca

2

0,3

-

2

0,2

s.r.

6

0,9

3

0,5

9

0,7

68

10,3

36

6,5

104

8,6

raras vezes

n.s.a.

Possuir aceirvo
acervo adequado às
ãs exigências'
exigências de seus usuários êé

fa

tor principal para que a biblioteca seja eficiente e cumpra sua

fun

ção social.
O0 acervo das B.I.J.s, objeto de estudo, está satisfazendo qua
se que plenamente as necessidades dos leitores, como mostra o quadro
acima.
Questão - Você recebe instrução na escola de como proceder pa
ra fazer sua pesquisa na biblioteca?
Alternativas

Series
79

89

TOTAL

N

%

N

%

N

%

sim
Sim

80

12,1

62

11,1

142

11,6

não

259

39,1

284

51,1

543

44,6

ãs vezes

300

45,3

205

36,9

505

41,5

23

3,5

5

0,9

28

2,3

s.r.
S.r.

105 .

cm

i

I
3

Digitalizado
gentilmente por:

can
2yst e m
0

11

12

�A falta de correta orientação bibliográfica dos

professores

aos alunos, com referência às pesquisas a serem feitas, faz com que
caiba ãs bibliotecas o encargo de orientar seus consulentes na real^
reali
zação de seus trabalhos.
Questão 8 - Assinale com um X o tipo de orientação que é dada:
Séries
Tipos de Orientação

8&lt;?
89

79
7&lt;?

TOTAL

fornecem nome do autor

77

11,6

45

8,1

122

10,0

fornecem somente assun
to da pesquisa
tnfpLquisr
“

^85
285

,
43,1

...
204

,, _
36,7

...
489

.. ,
40,1

orientam como encontrar material na bibl.

40

6,0

21

3,8

61

5,0

não fornecem orientaorieiii-ações

208

31,4

216

38,8

424

34,8

52

7,8

70

12,6

122

10,0

.

Pode-se concluir que os alunos vêm das escolas sem uma orien-

tação bibliográfica, por mínima que seja, e que lhes permita um ra zoável aproveitamento dos recursos disponíveis na biblioteca.
Questão 9 - Você é capaz de encontrar sozinho o assunto
sua pesquisa?
Series

Alternativas

79
7&lt;?

89
8&lt;?

TOTAL

N

%

N

%

N

%

sim

195

29,5

.218
218

39,2

413

33,9

não

&gt; 48

7,2

45

8,1

93

7,6

ãs vezes '390
390

58,9

278

50,0

668

54,8

4,4

15

2,7

44

3,6

s.r.

29

106

Digitalizado
gentilmente por:

de

�A maior parte dos alunos entrevistados demonstrou insegurança
insegurançar
na sua capacidade de localizar sozinho o assunto de sua pesquisa. Es
E£
ta insegurança vem do fato de não conhecerem os procedimentos bási COS para localização do assunto do seu interesse.
Questão 10 - Como você faz para localizar o assunto de

suas

pesquisas?
Séries
Alternativas

79

pelo guia de assuntos
das estantes
pede ajuda aos
funcionários
através dos catálogos

89
N

%

93

14,0

111

20,0

2,04

16,7

383

57,8

295

53,0

678

55,7

19

2,9

39

7.0
7,0

58

4,8

7

1,3

7

0,6

4,1
4.1

64

5,2

10

0,8

197

16,2

outros meios
pelo guia das estantes
e ajuda do funcionário

41

6,2

23

s.r.

10

1,5

-

116

17,5

81

n.s.a.

TOTAL

14,6

A maioria dos estudantes consultados (55,7%) optou pela ajuda
dos funcionários quando da localização do assunto de sua pesquisa, o
que demonstra desconhecimento das normas básicas para consulta

numa

biblioteca.
Ressalte-se que a utilização dos catálogos, para o que é

im

prescindivel uma orientação de base, denotou o menor índice percentu
prescindível
al (4,8%) que éê pouco significativo em relação ãâ alternativa

"pede

ajuda aos funcionários".
A falta de iniciativa da criança em valer-se do guia das

es

tantes está perfeitamente indicada no baixo percentual (16,7%).
107

Digitalizado
gentilmente por:

�Estes resultados tornam-se mais alarmantes considerando-se se
rem as séries consultadas (79 e'
e 89) as duas últimas que permitem

a

frequência do estudante ã biblioteca infantil e consequentemente

a

ajuda do funcionário.
ajuda'
Questão 11 - Você sabe o que êé um catálogo ou fichário
fichãrio de uma
biblioteca?
Series

sim

s.r.

nao

N

%

N

%

N

%

79

315

47,6

322

48,6

25

3,8

89

293

52,7

248

44,6

15

2,7

TOTAL

608

49,9

570

46,8

.40

3,3

Pelo resultado acima obtido, verifica-se que um considerável
fichário ou catálogo, mas 46,g%
46,8% ainda o des
de£
contingente sabe o que êé fichãrio
conhece, ou seja, apenas metade dos usuários entrevistados

conhece

um fichãrio.
fichário.
Questão 12 - Você sabe consultar os catálogos (fichârios)
(fichários) das
bibliotecas?
Series

sim

nao

n • s «'â •

s.r.
S.r.

N

%

N

%

N

%

N

%

79

251

37,9

67

10,1

322

48,6

22

3,3

89

244

43,9

57

10,2

248

44,6

7

1,3

TOTAL

495

40,6

124

10,2

570

46,8

29

2,4

Da questão 11 verificou-se que aproximadamente 50,0% dos
nos conhece fisicamente os catálogos.

alu

Por esta questão, (n9'12), vê

-se que apenas cerca de 40,0% do total de usuários sabe consultar os
catálogos.
108

Digitalizado
gentilmente por:

�Questão 13 - Onde aprendeu a usar os catálogos?
Series
Séries

escola
biblioteca
esc/bibl.
escola
biblioteca
esc/bibl.
s.r.
n.s.a
%
N%N%N%N%N%
%
N
%
N
%

79

34

5,1

219

33,1

89

18

3,2

220

39,6

4

0,7

9

TOTAL

52

4,3

439

36,0

4

0,3

29

20'
20
3,0

*

389

58,8

1,6

305

54,9

2,4

694

57,0

Na questão 12 ficou evidenciado que apenas cerca de 40,0%

do

total de usuários sabe utilizar o catálogo.
Observa-se pela tabela desta questão que 36,0% do total

de

usuários aprendeu a consultar os catálogos na própria biblioteca.
Isto significa que a atuação das bibliotecas, no tocante ao

ensino

da técnica de utilização dos catálogos, é preponderante, porque 88,7%
dos alunos que- usam normalmente os ficháriòs
ficháriós aprenderam a fazê-lo na
biblioteca.
Questão 14 - Qual sua opinião sobre os catálogos (ficháriòs)
(ficháriós)
das bibliotecas?
Series
Séries
Alternativas

79

TOTAL

89

N

%

N

%

N

%

231

34,9

217

39,0

448

36,8

64

9,7
9.7

44

7,9

108

8,9

6

0,9

4

0,7

10

0,8

opinião pessoal

21

3,2

19

3,4

40

3,3
3.3

s.r.

18

2,7
2.7

24

4,3

42

3,4
3.4

322

48,6

248

44,6

570

46,8

melhor melo
meio de se chegar ao assunto desejado
difíceis db
dh consultar
não sei para que servem

n.s.a.

Pode-se observar que, entre aqueles que sabem usar os catâlocatálo109
.109

Digitalizado
gentilmente por:

�gos, a grande maioria conhece também a sua utilidade
utilidade.
Isto demonstra que receberam a orientação correta e completa
sobre este meio de recuperação da informação.
Questão 15 - Você acha necessário que se dê uma orientação
prévia sobre a melhor maneira de se usar os re cursos da biblioteca?
sim

Series

s. r.
s.r.

nao

N

%

N

%

N

%

79

605

91,4

31

4,7

26

2,9

89

526

94,6

22

4,0

8

1,4

1131

92,9

53

4,3

34

2,8

TOTAL

O grande percentual de respostas afirmativas demonstra a

ne

cessidade urgente de orientação para os usuários, sobre técnicas

de

recuperação de informação.
Questão 16 - Em que lugar deveria ser dada esta orientação?
Séries
Siries

escola
N%

biblioteca

esc/bibl.
escAiibl-

s.r.

n.s.a.

N%N%N%N%

79

362

54,7

209

31,6

40

6,0

20

3,0

31

4,7

89

333
33359,9

166

29,8

33

5,9

2

0,4

22

4,0

TOTAL

695

475

30,8

73

6,0

22

1,8

53

4,3

57,1

As respostas
resfjostas a este quesito indicam a preferência dos interes
intere£
sados em receber, na escola, a orientação sobre como utilizar o mate
rial da biblioteca.
Esta percentagem (51,0%) revela a importância que o

escolar

desta faixa etária atribui ã entidade escola, como fonte de informação e orientação.
110

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�A perfeita integração educacional do usuário é atingida quan
do há um entrosamento entre a escola como elemento básico e a biblio
teca como elemento complementador indispensável.
Questão 17 - A biblioteca é importante para você?
Séries

sim
N

%

79

620

93,6

89

535
1155

TOTAL

s .r.
s.r.

nao
%

N

%

23_
23,

3,5

19

2,9

96,2

20

3,6

1

0,2

94,8

43

3,5

20

1,6

N

Entre os motivos pelos quais a biblioteca é importante

para

Ds
3S entrevistados, compilou-se os principais:
1) Possui no seu acervo, os livros necessários ãs consultas ,
leituras e demais trabalhos e que são de difícil aquisição.
2) Auxilia aos alunos nas pesquisas e demais trabalhos escola
res.
3) Dispõe de um acervo completo, incluindo recortes de jor
nais, gravuras, que complementam suas pesquisas.
4) Proporciona divertimento, estudo, pesquisa e leitura.
5) Permite fazer reuniões de grupo.
6) Gozjí-se
Goz{i-se de um ambiente ideal para se estudar por ser tranquilo e silencioso.
7) Empresta livros, permitindo a leitura e. consulta em casa.
8) Enriquece os conhecimentos daqueles que a frequentam e

os

desenvolve intelectualmente.

111

Digitalizado
gentilmente por:

�4

CONCLUSÃO
Fatos constatados:
1) Há grande procura das B.I.J.s. por parte dos estudantes
das escolas estaduais próximas.
2) As bibliotecas escolares da área são deficientes.
3) Os estudantes não recebem orientação básica para poder

fa

zer suas pesquisas bibliográficas.
4) Metade dos estudantes pesquisados nem sequer sabe o que

é

catálogo ou fichârio
fichário de biblioteca.
5) Os estudantes foram quase unânimes em expressar o

desejo

de receber uma orientação prévia para a realização de suas
pesquisas curriculares.
6) 0 atual acervo das B.I.J.s. revelou-se satisfatório

pela

sua variedade e abrangência.
'sua
7) Os estudantes que receberam orientação nas B.I.J.s., mesmb
e em caráter informal, revelaram alto aproveitamento

e

grande desenvoltura na utilização dos recursos da bibliote
ca.

Por outro lado, aqueles ainda não orientados sentem
senbem -

se perdidos e dependem exclusivamente dos funcionários.
5

PROPOSTA

As B.I.J.s. públicas estão suprindo a deficiência da rede ofi
2
ciai de bibliotecas escolares .
Tendo em vista que as B.I.J.s. têm condições de colaborar
suprir as deficiências das bibliotecas escolares, somos de

e

opinião

que esta participação no processo educativo da criança seria

ainda

mais eficiente se os leitores viessem até elas já de posse de conhe112

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

�cimentos básicos de pesquisa bibliográfica.
Propomos, então, um programa de treinamento bibliográfico dos
estudantes e usuários.
O programa de treinamento seria executado por bibliotecários
da rede de Bibliotecas Infanto-Juvenis, com a participação e colabo
às áreas da Educaração dos órgãos estaduais e municipais, ligados ãs
ção e Cultura.
5.1

Itens básicos para a implantação do programa de treinamento
bibliográfico
1) Elaboração de um programa padrão de trabalho, criado

de

modo a manter a homogeneidade das atividades a serem desen
volvidas pelas várias equipes.
2) Designação de equipes móveis de bibliotecários da rede

de

Bibliotecas Infanto-Juvenis do Município de São Paulo, que
iriam até as escolas e ministrariam as aulas teóricas.
3) Autorização das Secretarias de Educação Estadual e Municipal, para que fósse possível ministrar pelo menos 4 horasaulas, a cada inicio
início de semestre, nas próprias escolas.
escolas, 'ès
E£
tas aulas constituiríam a base teórica.

Após esta fase

o

aprendizado seria completado com aulas práticas nas biblio
blblio
tecas, onde haveriam
tÊcas,
haveríam condições para que todos os leitores
pudessem por em prática os ensinamentos recebidos.
4) Fornecimento de instrumentos de trabalho constituídos

por

Filme Super-8 sobre o Departamento de Bibliotecas InfantoJuvenis, slides e cartazes padronizados.
5)

’ Autorização das B.I.J.s. para que est
fosse aplicado nas próprias bibliotecas da rede, aos usuáãs
rios que não tivessem participado ou assistido âs

aulas
113 .

cm

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�nas escolas.
6) Uma divulgação eficiente e metódica do programa de treinamento do usuário, para que houvesse conscientização da sua
importância por parte dos estudantes e usuários em geral.
ABSTRACT
This paper searches to determine the habits, specific interests
and difficulties of young readers, who are 7tt
7tb and 8th grade high
school students of the São
são Paulo State High School Network.
NetWork.
Data for the study were
wete gathered
gathefed through
t^rough questionnaires
questionnaireS that
were filled in by the students of State High Schools located in Vila
Mariana and Ipiranga Municipal Districts of the City for são
São Paulo.
The purpose of the paper was to assess the need of a better
suitability Of Libraries to its readers and to plan a formal and
sistematic training program for users.
It was meant to creat conditions so present users could
overcome their difficulties and be able to attend and take full
advantage of any kind Library in the future.
BIBLIOGRAFIA
1. AGUIARI, C.S.A.L. et alii.
gráfica:
gráfica;
IN:

Curso de técnica de pesquisa biblio-

programa - padrão para a Universid2Kie
Universidade de São Paulo.

CONGRESSO BRASILEIRO, 99

JORNADA SUL RIO GRANDENSE

BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAçAo,
DOCUMENTAÇÃO, 59.

DE

Porto Alegre, 177..
177. Anais,
Anais.

Porto Alegre, 1977, p. 367-85.
2. CARVALHO, Altira Eckro F
tro.

&amp;

FERREIRA, Carminda Nogueira de Cas-

Projeto de pesquisa sobre bibliotecas escolares do Muni

cipio de são Paulo.

IN:

CONGRESSO BRASILEIRO, 99

JORNADA

114 .

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�SUL RIO GRANDENSE DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 5a.

Por

to Alegre, 1977.
3. CERVO, A.L.

&amp;

BERVIAN P.A.

Metodologia científica para uso dos

estudantes universitários.
Brasil, 1978.

2.ed.

São Paulo.

Mc Graw Hill do

144 p.

4. A CRIANÇA e o acesso ao livro.

IN:

SEMINÃRIO LATINO- AMERICANO

DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL, 29.

São PaulO,
Paulo, Fundação Na

clonal do Livro Infantil e Juvenil, 1978.
cional
5. FOSKETT, D.S.

Serviço de informação em bibliotecas; trad.de Age

nor Breguet de Lemos.

São Paulo, Polígono, 1969.

6. FRACCAROLI, Lenyra Camargo.

Bibliotecas infantis.

Instituto Roberto Simonsen, 1975.
7. GOODE, Willian S.

&amp;8

HATT, Paul K.

São Paulo

(apostila)
Métodos em pesquisa social;

trad, de Carolina Kartusceli
trad.
Fartusceli Bori.
nal, 1969.

160p.

3.ed.

são
São Paulo, Nacio -

488p.

8. LITTON, Gaston.

Como orientar o leitor na escola; trad.
trad, de

Cé-

lia de Queiroz Baltar . São Paulo, Mc Graw Hill do Brasil, 1975.
9. REIS, Maria Angela Lagrange M.

Avaliação da produtividade

da

disciplina "pesquisa bibliográfica" no processo educativo.
IN:

CONGRESSO BRASILEIRO, 99

JORNADA SUL RIO GRANDENSE

BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAçAo,
DOCUMENTAÇÃO, 5a..
Anais.

DE

Porto Alegre, 1977.

Porto Alegre, 1977, p.271-6.

10. SPIEGEL, Murray R.

Estatística:

resumo da teoria 875 problemas

resolvidos, 619 problemas propostos; trad.
trad, de Pedro Consenti- ■
no.

são Paulo, Mc Graw Hill do Brasil, 1976.

11. TAVARES, Denise Fernandes.
je.

580p.

As bibliotecas infanto-iuvenis
infanto-juvenis de ho

Salvador, Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, 1970
115

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�CDD
CDU 027.000.37
BASES PARA UMA POLITICA
POLÍTICA EDUCACIONAL PARA AS BIBLIOTECAS
PÚBLICAS: algumas
POBLICAS:
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
SUZANA PINHEIRO MACHADO MUELLER
DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA
UNIVERSIDADE DE BRASIlIA
BRASÍLIA
RESUMO:
RESUMO;

A educação pode ser vista como um instrumento para

desenvolvimento e para tanto ser dirigida.

Ao aceitarmos

o

como

própria a função educativa para as bibliotecas públicas teremos
que, necessariamente, considerá-las como parte

integrante

do

sistema educacional do país.
pais. Tal ação educativa exigirá definição de seus objetivos maiores, e planejamento, pois ações isola
das, por mais bem intencionadas, não terão significado

social.

A definição de objetivo^
objetivos por sua vez, exige uma tomada de

posi-

ção em relação ã educação em geral. Exige tcimbém
também uma interpreta
ção de necessidades, o que no caso de clientelas de baixa renda
reenforça a necessidade daquela tomada de posição, tendo-se

em

vista a relação existente entre a educação, a economia e a

es-

trutura social. A política educacional brasileira tem apresenta
do contradições que emergem de choques de interesses econômicos
e políticos, contradições óbvias entre as intenções oficiais co
mo.expressas
mo expressas nos planos de desenvolvimento e leis sobre

educa-

ção, e a realidade.
realidade, Éfi destas contradições que se pode

tirar

espaço para a atividade educacional bibliotecária.

política

A

o

de ação educativa para as bibliotecas não
nao pode ser desvinculada
da política educacional total, assim como esta não pode ser entendida independentemente da política econômica e da

estrutura

do poder. Embora educação por si só não seja capaz de nos levar
a uma sociedade mais jus'ta,
jus-ta, pode contribuir muito para a formação de um cimbiente
ambiente mais propício
propicio para que cheguemos lã.
lá.
116

Digitalizado
gentilmente por:

�BASES PARA UMA POLITICA EDUCACIONAL PARA AS BIBLIOTECAS
PtjBLICAS: algumas
POBLICAS:
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

1.

INTRODUÇÃO
introduçKo
A aceitação da função educativa da biblioteca está

plícita no temário deste Congresso,
Congresso. Se aceitarmos

esta

im-

função

como própria da biblioteca pública, seus programas e atividades
deverão ser considerados de acordo com os objetivos educacionais
que vê a educação
a que se propõe. Isto é, através de um prisma
prisma'que
como instrumento
Instrumento de desenvolvimento individual e nacional, e no
nosso caso, a partir da perspectiva das necessidades

brasilei-

ras, sobretudo das populações urbanas mais pobres, já que éê eses
ta a realidade que nos interessa. Pois assim como a educação e£
colarlzada pode ser considerada como instrumento para o
colarizada

desen-

volvimento e para tanto ser dirigida, também a educação

extra-

escolar como a que se poderia oferecer através da biblioteca po
r
de ser mainlpulada
mcinipulada segundo os objetivos que se queira conseguir.
Desta forma, um conhecimento inicial do sistema educacional bra
sileiro
slleiro apoiado em conhecimento teórico da relação entre educação e desenvolvimento se faz absolutamente necessário como base
para qualquer planejamento de serviços bibliotecários com fins
educativos específicos, como os implícitos pelo

temário'
temário deste

Congresso.
2.

BIBLIOTECA POBLICA E EDUCAÇÃO
Hlstoriccunente foi a crença nas possibilidades
Historicamente

da bi-

blioteca como agente da educação que motivou o aparecimento das
117

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�bibliotecas públicas como entidades sustentadas pelo Estado e
"dirigidas
dirigidas às camadas mais pobres da população urbana.

O ponto

que se quer dar ênfase neste trabalho ficará mais claro

com o

exemplo da biblioteca pública Inglesa,
inglesa, cuja autorização oficial
pelo Parlamento se deu em 1850. Ao lado dos sentimentos altruls
tas que motivaram os pioneiros de uma biblioteca aberta
2d}erta pãba
pata o
povo, outros sentimentos, de natureza bem diversa, contrlbulrcun
contrlbulrêun
com Igual,
igual, senão maior peso para a sua aprovação. Pois a propo£
ta teve como defensores não só aqueles que viam na educação

e

no acesso ãâ informação
Informação um direito de todos os cidadãos, mas tam
taim
bêm aqueles que viam na biblioteca pública uma alternativa mebém
nos drástica para a lel
lei da universalidade do ensino.^

Para es-

tes, a biblioteca oferecia ainda a vantagem de permitir um ace£
so ã informação
Informação estrltamente
estrltcunente controlado e dirigido para a fom^
ção de uma faixa de tr2d&gt;alhadores
trabalhadores necessária para a

indústria,
Indústria,

além de, esperavam, contribuir para a melhoria do comporteunento
comportamento
público. Mesmo,
Mesmo o penséunento
pensamento liberal de auto-ajuda e

liberdade

de escolha que tanto impulsionou
Impulsionou o desenvolvimento da blblloteca pública no seu Iniclo,
inicio, nos parece hoje um tanto Ingênuo.
ingênuo.
Keste tr2d&gt;alho
Neste
tr€d&gt;alho pretendemos apresentar alguns pontos relativos ãâ educação como função das bibliotecas públicas, com a
finalidade de alertar para necessidade de uma definição

clara

dos objetivos que se pretenda conseguir. Achcunos que um planeja
inicial, flexível, mas entrosado no contexto maior do pro
mento Inicial,
pzo
blema educacional êé essencial a qualquer ação educativa pelas bi
U
bllotecas. Pois ações Isoladas, por mais recomendáveis

em sl,
si,

não terão efeito social significativo. Para que haja alguma dian
chan
ce de sucesso ê necessário sobretudo a compreensão ampla da fun
ção a ser desempenhada, dentro dos limites Impostos
impostos pela nature
118

Digitalizado
gentilmente por:

-li/

�integremte do sl£
si£
za de uma biblioteca, agora considerada parte Integreinte
tema educacional e cultural do pais.
país. Portanto, como parte deste
sistema, a ação educativa da biblioteca, assim como a

da esco-

la, será dirigida para atingir determinadas metas. Seus serviços deverão corresponder às necessidades de suas clientelas. No
país marcado por diferenças geográfi
geográf^
entanto, sendo o Brasil um pais
cas e sociais tão grandes, as bibliotecas públicas
reconhecer e Interpretar
interpretar necessidades das clientelas
cas a que Irlam servir. E é justcimentè nesta

terlam que
específiespecifi-

Interpretação
interpretação

de

necessidades, especlalmente quando consideramos as camadas
ccimadas mais
pobres, que está o ponto crucial para as decisões que serão tomadas. A Interpretação
interpretação das necessidades de informação
Informação e os obje
ti VOS dos serviços
tlvos
seirvlços que seriam prestados, vai exigir uma

tomada

de posição com relação aos objetivos da educação em geral. Embo
ra mais flexíveis quando comparados a programas

escolares,

serviços bibliotecários não podem se Isentar de uma
xima

os

definição

dos seus objetivos sociais, sob pena de se tomarem
tornarem irrelevantes.
3.

EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
EDUCAÇXO
A relação fundamental que existe entre educação, a eco-

nomia e a estrutura social é hoje levada em consideração

pela

maioria dos países, industrializados ou não. Nos países em desenvolvimento tem se tentado aplicar a educação como instrumento para o desenvolvimento e transformação social, prlnclpalmenprincipalmente voltado
voLtado para a formação de mão de obra e- a modernização

só-

cio-cuitural.
clo-cuitural. Tradicionalmente, porém, a educação tem desempenhado um papel de seleção e um meio
melo de ascensão social.^
De qualquer forma, quase todos os países tem atribuído
119

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�ã educação o papel de fomentar e possibilitar o desenvolvimento
social e econômico. Segundo Cunha, a educação tem sido reconhecida como uma variável política estratégica, podendo ser usada
para itensificar o crescimento da renda nacional, para produzir
a modernização, ou para construir uma sociedade mais justa. 4
Como fator intensificador da renda nacional, a educação
seria dirigida para formar recursos humanos qualificados, nece^
neces
sários ãà produção. Já os teóricos da modernização, que considesârios
ram o estágio cultural e educacional de uma sociedade como

fa-

tor responsável pela possibilidade de modernização, viram na educação o meio de forçar a evolução de um estado primitivo, tra
t
dicional não industrializado, para um estado mais adiantado, in
dustrializado. A educação teria o papel de criar novas atitudes
e comportamentos "favoráveis" àã modernização, erradicando hábitos tradicionais,
tra(Jicionais, não desejáveis. Para Cunha, aquele seria o "es
"e£
pírito de empresa".^
pirito
Na terceira alternativa, a educação é vista como um ins
trumento capaz de produzir alterações na estrutura da sociedade,
reorganizando-a de forma mais justa, de forma que cada

indiví-

duo teria a oportunidade de se desenvolver conforme seus
tos e motivações. Uma das correntes que vê este como

méri-

sendo

papel principal da educação, a corrente liberal, cujas

o

origens

vêm dos ideólogos da Revolução Francesa, atribui ã educação um
papel equalizador da sociedade. Ainda segundo Cunha, este seria
o pensamento que mais se aproxima da política educacional
cialmente adotada no Brasil, como expressa em seus

ofi-

documentos.

As razões da contradição evidente entre o que ê proposto oficioflcialmente e a realidade, êé interpretada como o resultado de

cho-

ques de interesses entre o poder político e interesses econõmieconômi120

Digitalizado
gentilmente por:

�cos, Se as bibliotecas públicas pretendem contribuir para
COS.
nar a educação de fato acessível à maior parte dos

tor-

brasileiros

sig_
em qualidade e duração, se pretendem participar ativamente e sig.
nificantemente do sistema educacional, então se faz

necessária

a formulação clara de seus objetivos, emanados de um entendimen
to e posicionamento em relação ã estrutura educacional. 0O conhe
cimento das características principais desta estrutura se

tor-

na, portanto, necessário.
4.

A EDUCAÇSO
EDUCAÇÃO NO BRASIL
A história da educação no Brasil tem suas

origens

nos

tempos coloniais, e, segundo alguns autores, pouca coisa foi mu
dada na maneira de encará-la que nos foi legada pelos jesuítas.
jesuítas,
A evolução de nosso sistema de ensino está intimamente

ligada,

como não poderia deixar de ser, ã nossa herança cultural, è evo
lução econômica do país
pais e ãâ estruturação do poder político.®
político.^
Ao longo de sua história, a educação brasileira tem sido objeto de várias
vãrias reformas e definições, numa tentativa de can
cm
ciliar forças opostas que a influenciam. Em tempos mais

recen-

tes, o ensino brasileiro tem passado por várias
vãrias crises, que ta^
tal.
vez sejam melhor entendidas se consideradas como parte dos acon
tecimentos políticos e econômicos ocorridos desde

1930.

evolução se pode perceber a disputa de facções opostas,

Nesta
cujos

interesses às vezes convergem, mas onde, de forma geral, tem pra
pre
valecido o ponto de vista conservador, favorável a ura
um

controle

quantitativo e qualitativo da expansão do sistema. Assim, através de dispositivos legais diversos, o sistema se tomou
do, seletivo e discriminante, socialmente falando,

rígi-

favorecendo

um conteúdo voltado para o ensino acadêmico que inibiu a expan121

Digitalizado
gentilmente por:

�são do ensino técnico.^
técnico. 7

A crescente Insatisfação
insatisfação despertada pe

lo sistema provocou, já no final da década de 50, pressões forespecial
tes a favor de mudanças. Mas foi a partir dos anos 60, especia^
mente após 1964, com o remanejamento do poder político e a adoçao de um novo modelo econômico, que estas mudanças começaram
ção
começar^ a
ser propostas. O sistema de ensino foi então repensado, numa ten
tativa de adequação aos novos objetivos de modernização e
lhor integração do país
pais no capitalismo ocidental.

As

me-

reformas

sofrereun influência bastante grande dos Estados Unidos
sofrercun

através

de acordos de cooperação para o seu planejamento, mas os resultados e decisões finais obedeceram também aos interesses nacionais como interpretados pelo Governo.
O sistema educacional de um pais, para que possa ser en
tendido com alguma clareza, deve ser considerado no

seu

todo,

isto ê, nos seus diversos níveis e modalidades. Mesmo quando te
mos em mente uma clientela de ensino básico, como ê o nosso caso, se faz necessário um conhecimento da estrutura geral do si£
sis
tema, para que se possa entender as causas prováveis e as impl^
cações das leis e regulamentações que o regem, ou da forma real
que tomam. Por sua vez, o entendimento do sistema como um

todo

exige que o consideremos dentro de um contexto maior, da pollti
pollM
ca econômica e da organização do poder político.

Desta

embora nos limitemos aqui a alguns comentários sobre o

forma,
ensino

básico que nos parecem mais relevantes para este trabalho, deve
ficar claro que o planejamento de serviços bibliotecários
os pretendidos, não poderia ser considerado fora

da

como

estrutura

geral do sistema.
A obrigatoriedade e gratuidade do ensino básico foi determinada pela Constituição de 1949 em 4 anos,

para

todos

os

122

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�brasileiros. Ein
Em 1961, a Lei de Diretrizes e Bases, e mais
mals

tar-

de, a Constituição de 1969 reformularam
reformulareim esta obrigatoriedade, es
e£
peclflcando as faixas etárias que deveriam
deveríam ser atendidas, atrapecificando
vés do ensino gratuito. Finalmente a Lei de Diretrizes e
de 1971 extendeu a escolaridade obrigatória de 4 para
Esta ampliação trouxe consigo uma extensão da

Bases

8.
8 anos.

responsabilidade

do Estado pelo oferecimento de ensino gratuito em quantidade tal
que nio
não seria possível atender, conforme exigia a lei,
lel, em curto
prazo. No entanto, esta ampliação da obrigatoriedade do

ensino

para 8 anos também
tcimbêm significou uma vontade do estado em aumentar
as possibilidades de acesso e continuidade do ensino, agora vo^
tcunbém para a formação de habilitação profissional, nas
tado tcimbém
tlmas séries do 19 e 29 Graus.
A estrutura do ensino regular não podería absorver o au
mento da demanda ocasionada pela reforma. Havia também o proble
ma representado pelos adultos analfabetos, que o Governo por ra
zões diversas parecia disposto a encarar. Assim, medidas parale
Ias ãà escolarização
escolarlzação regular foram tomadas, com a finalidade

de

expandir a oferta de ensino, através de meios alternativos como
o Movimento Brasileiro de Alfabetização — MOBRAL — o projeto Mi
nerva (rádio) e as televisões educativas. A estrutura atual

do

sistema oficial de ensino básico, com a qual a biblioteca públ^
sls£ema
ca irá
Irã interagir,
Interagir, deve portanto ser entendida como compreendendo o ensino regular através das escolas; e os meios
do_o

alternati-

vos promovidos e sustentados pelo Estado.
Apesar das intenções
Intenções da reforma do ensino de 19

e

29

Graus,^ e do esforço que possa ter sido feito, os dados dispon^
vels mostram
veis
mostreun que estamos ainda longe de alcançar metas

propos-

tas ao sistema educacional. Mesmo uma visão superficial da

si123

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�tuação escolar aponta desníveis incríveis no acesso e na qualidade do suprimento oficial de ensino. Estes desníveis se refletem no comportamento dos alunos em r'elação ã freqflência,
freqüêncla, àâ época de início,
inicio, desempenho, e evasão escolar. Também não é necessário muito para perceber que as piores escolas e os piores desempenhos ocorrem nas regiões mais pobres das cidades e nos meJos
meios
rurais.
5.

’

BASES PARA A PROGRAMAÇSO
PROGRAMAÇÃO DA AÇXO
AÇÃO EDUCATIVA DAS BIBLIOTECAS
Até agora nos limitamos
limitcimos a uma tentativa de expor certos

aspectos da educação em geral. Principalmente frisou-se o

fato

de que o setor educação não pode ser visto como Independente
independente de
fatores políticos e econômicos, nem a política educacional pode
ser entendida fora deste contexto. Na maior parte das vezes,

e

assim tem sido no Brasil, a política educacional serve a objet^
objetl
vos políticos e econômicos, cedendo ãs
às pressões mais fortes. O0ra é instmmento
Instrumento perpetuador da situação vigente, ora é dirigida a conseguir determinadas mudanças de comportamento e atitude
que se julga política — ou economiccimente
economicamente desejáveis. Sendo que
o tema deste trabalho diz respeito a uma camada
Ccimada especifica
específica
sociedade, junto a qual a biblioteca terla
teria uma função

da

educati-

va, ela, como a escola, estará sujeita as mesmas Influências
influências

e

fatores que determinam o sistema como um todo. As bases para um
programa de ação para estas bibliotecas não poderão,
progrcima

portanto,

ser desvinculadas da política educacional, sob pena de não
brevivência.

so-

'

Assim, como ponto de partida, voltcunos
voltcimos a chamar a atenção para a importância de um estudo preliminar da política
desenvolvimento nacional, fi das contradições entre os piamos
piemos
124 .

Digitalizado
gentilmente por:

de
e

�intenções declaradas para o setor educação, e a forma como dela
se servem os outros setores para criar condições favoráveis para atingir suas metas que surgirão os pontos de apoio para a de
finição da ação educativa para as bibliotecas, inclusive a iden
tificação de objetivos prioritários.
A existência de documentos oficiais cujos conteúdos são
consonantes com alguns dos objetivos que se pensa possível e de
sejável conseguir através das bibliotecas públicas, dá às bibl^
otecas a possibilidade de legitimar, junto ã administração

na-

cional, um plano de ação, como se deles decorrente. Um bom exem
pio de tais documentos são os Planos Nacionais de Desenvolvimen
to. 0O III Plano Nacional de Desenvolvimento explicitou os objetivos e linhas de atuação governamental para o período de 19801985.^^
1985.^®

Ainda que este plano seja apenas documento de

inten-

ções, não oferecendo maior compromisso para execução do exposto, seu conteúdo com relação ao setor educação poderia ser bem
explorado como uma base oficial necessária ao plano de ação das
bibliotecas, possibilitando reivindicações de apoio. Veja-se,
por exemplo, que entre as cinco prioridades fundamentais listadas pelo III PND para o setor educação, cultura e desportos, e^
tão:
" - educação nas periferias urbanas, procurando

condi-

ções mais efetivas de democratização das oportunidades, bem como visando àã redução de tendências seletivas contrárias às popu
lações pobres urbanas, especialmente quando migrantes."
" - desenvolvimento cultural, inclusive,
inclusive como cimbiente
ambiente
próprio de educação em sua dimensão permanente,

privilegiando-

-se as manifestações de criatividade comunitária de estilo

não

elitista."
125

Digitalizado
gentilmente por:

�o0 documento declara também que "...as
"... as prioridades se con
centram na educação básica eé na promoção cultural" e que a política do setor será vista e administrada como atividade comprometida com a cultura brasileira, "instrumento
"Instrumento de democratização de
oportunidades e de melhoria de distribuição de renda, com ênfase
voltada para os objetivos da universalidade de ensino básico e
qualificação de recursos humanos para o desenvolvimento nos
quallflcaçáo

di-

versos níveis e áreas."
6.

CONCLUSÃO
É claro que no momento em que se aceita e se toma a dec^

são de desenvolver ação educativa através da biblioteca, assume-se também uma posição em relação ãà educação como instrumento
Instrumento pa
ra o desenvolvimento individual e nacional, ainda que tal tomada
de posição não seja formulada. Ao se pensar nas atividades

pro-

priamente ditas que seriam
sericim desenvolvidas, a consciência deste po
sicionamento se tomará indispensável. A biblioteca, pela sua na
slclonamento
tureza, tem a capacidade de ultrapassar as ações mais

limitadas

do ensino regular fornecido pela escola, porque não se atém a cvm
cur
rículos ou conteúdos prê-estabelecldos.
prê-estabelecidos. Por isto mesmo, se toma
mais importante ainda que seus objetivos educacionais maiores se
jam identificados com multa
muita clareza. Fará multa
muita diferença para a
orientação que se pretende dar às atividades da biblioteca se as
prioridades forem, por exemplo, a preparação para o trabalho,
mudança de hábitos e adoção de novos valores e atitudes

a

visando

determinados objetivos econômicos ou políticos, ou a reorganização da vida social através da aprendizagem, da participação Ind^
vidual nas decisões nacionais,
vldual

da tomada de consciência de

seu

próprio valor, do estimulo
estímulo àã criatividade e a formulação de asp^
aspi
126 .

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�rações individuais e coletivas.
fi evidente que grandes mudanças sociais, ou mesmo a ascensão social ou a renda não se dará

somente

pela

preparação

profissional, pelo acesso àã educação ou a informação.
informação, fiÉ evidente que tanto a escola quanto a biblioteca não resolverão os pro
blemas sociais. Mas nem tão pouco serão estes problemas resolv^
dos por decisões de governo, apenas. Segundo Pedro

Demo^^,

"a

história dos países industrializados revela que o projeto de re
dução da pobreza teve como característica maior a

articulação

política do trabalhador... estabelecendo o ambiente democrático
da negociação conjunta."

Ora, a aquisição da capacidade de de-

fender seus direitos e expressar aspirações depende, em boa par
-^ducação e ã informação.
te, de acesso a ■'ducação
0 que nos interessou neste trabalho, foi introduzir alguns tópicos que nos parecem importantes quando se pensa na biblioteca pública como capaz de desenvolver uma ação

educativa.

Tradicionalmente se tem considerado a biblioteca como neutra, e
de certa forma, a própria informação tem assim sido considerada.
Mas no momento em que se aceita uma responsabilidade educativa,
tal neutralidade não é mais possível.
A proposta para uma política de ação educativa da bibli
oteca, além de se condicionar ao âmbito de ação próprio

ã

sua

natureza, deve estar condicionada às possibilidades

e

do sistema educacional, assim como este sistema

condiciona

se

limites

ao sistema econômico e político.
político.’ Mas dentrò destes limites,

e

principalmente, das contradições encontradas é que, nos parece,
poderiamos buscar espaço para a ação das bibliotecas. Ainda que
não seja possível, realisticamente, atingir metas de uma sociedade inteiramente justa e equalitãria, a biblioteca, como a es127

Digitalizado
gentilmente por:

�cola, pode contribuir com seus serviços para que as chances de
autovalorização, acesso à renda e ascensão social, sejam mais
bem distribuídas.

128

Digitalizado
gentilmente por:

�BIBLIOGRAFIA E NOTAS
1. A lei da educação universal sõ
só foi aprovada na Inglaterra no
final do século XIX.
2. A este respeito veja, por exemplo, Jevons Stanley. The ratio
nale of Free Public Libraries. In. GERARD, David. Libraries in society. London, Bingley, 1978. p. 16-20. Jevons,
rias
em um artigo datado de 1881, defende as bibliotecas públicas como bom investimento, cujos dividendos em forma de um
melhor comportamento público, iria significar menores gastos com policia, prisões, asilos e cortes de justiça, com
a vantagem de oferecer um "divertimento sadio, inocente".
3. ECHEVARRIA, Jose
José Medina. Funções ,da
da educação no desenvolvimento. In: PEREIRA, LUIZ. Desenvolvimento, Trabalho e Educagão. 2.ed. Rio de Janeiro, 1974, p. 17-29.
ducação.
4. CUNHA, Luiz Antonio. Educação e desenvolvimento social
no
Brasil. 5.ed.
S.ed. Rio de Janeiro, F. Alves, 1980. 218p. p.l623.
5. CUNHA, L. A. op.cit., p. 13.
6. ROMANELLI, Otalza de Oliveira. Histõria
História da educação no Brasil, 1930/1973. Petrõpolis, Vozes, 1978, 276p. p.l3.
7. ROMANELLI, O. de O. op.cit., p. 16.
• 8. ROMANELLI, O. de O. op.cit., p. 257.
9. ROMANELLI resumiu os principais pontos da reforma de 1971 nos
seguintes itens:
itens; extensão da obrigatoriedade escolar para 8
anos; eliminação de parte do esquema seletivo das escolas;
eliminação do dualismo educacional (ensino secundário x ensino profissional; profissionalização em nível médio; coope
ração das empresas na educação; Integração geral do sistema
educacional desde o 19 grau aò
ao superior. ROMANELLI, O. de O.
op.cit., p. 253.
10. BRASIL. Presidência. Plano Nacional de Desenvolvimento, III.
1980/1885. Rio de Janeiro, IBGE, 1980. p. 67.
129

Digitalizado
gentilmente por:

�11. DEMO, Pedro. Política social de educação e cultura. Educação, Brasília,
Brasilia, MEC, £9^ (33): 65-80, jan/mar. 1980.

Abstract: The educational function as a pviblio
public libray activity
will require a definition of purposes in relation with the
wider objectives of education itself. In its turn, this
identification is possible only when educational policies are
Identification
seen as a result of the economic and political interests of
the Government, responsible for administering education.
Educational policies in Brazil presents incongruências
incongruencies which
can only be understood when seen as part of the whole
national context, cultural, political and economic. Public
libray policies may find bases and inspiration in the
differences between Government intentions and the real
situation.

130

Digitalizado
gentilmente por:

�CDD - 307.76072
CDU - 02:303.425.3
UTILITÄRIA;
BIBLIOTECA, COMUNIDADE E INFORMAÇÃO UTILITARIA;
um estudo de como circula a informação
utilitária no bairro da Pompéia em Belo Horizonte
Ana Maria Athayde Polke/CRB-6/4
Prof. Adjunto da Escola de Bibliot£
conomia da UFMG
Deisa Chamahum Chaves
Madalena Sofia Hitiko Wada/CRB-8
Selma Azevedo de Carvalho Alcici/CRB-6
Alunas do Curso de Pós-Graduação em
Administração de Bibliotecas da E£
cola de Biblioteconomia da UFMG.

Estudo exploratório realizado no Bairro Pompéia,
Belo Horizonte, tendo o objetivo de verificar como
a informação utilitária circula na comunidade,quais
são as informações
informaçóes necessárias ao seu dia-a-adia e
nue tipos de dificuldades enfrentam na sua busca.
respostas mostraram que a informação mais u
As respostas,
tilizada por essa população ê a informação
oral,
obtida de vizinhos, amipos e parentes. Nas camadas
de nível sício-econômico
sácio-económico mais alto, a informação
registrada ou impressa ê utilizada para comnlemen
tar a informação oral. Nos níveis mais baixos i£
so
não ocorre por causa do analfabetismo, falta de
so.não
hábito de leitura e baixo poder aquisitivo. A ob
tenção da informação ê tanto mais difícil e penosa
quanto mais baixo o nível sócio-econômico do ind£
indi^
víduo que a busca.
A demanda por informação na área de emprego i£
velou ser a mais premente, e onde a comunidade e£
barra em inúmeros obstáculos. Existem instituições
emprego),mas
que prestam assistência (balcão de emprego)
,mas ,na
opinião dos que as utilizam,não atendem as suas n£
cessidades.
O0 vasto "não público" de biblioteca da Pompéia
indica para o bibliotecário as possibilidades de_a
de a
tuação no que se refere ãâ provisão de
informação
utilitária.

INTRODUÇÃO
A crescente literatura estrangeira sobre Biblioteca e Co
munidade, e principalmente um dos seus aspectos - Biblioteca e
131

Digitalizado
gentilmente por:

�Informação utilitária - vêm influenciando os
bibliotecários
brasileiros que também começam a se ocupar do tema.
Um ponto a ser considerado éê se tentaremos reproduzir no
País as experiências alienígenas, repetindo o mimetismo tantas
vezes cometido no passado ou se assumiremos uma posição
mais
criticar, á
crítica:,
à de situar o tema Biblioteca e Comunidade dentro do
processo histórico e de referí-lo ao conceito de ação cultural
ligada a métodos e teorias de inspiração nacional.
Durante as discussões do tema biblioteca-comunidade-in_
biblioteca-comunidade-i^
formação utilitária em nosso curso de Biblioteca Pública
do
Curso de Mestrado da Escola de Biblioteconomia da UFMG reconhe
ceu-se que o maior ou menor acesso ã informação registrada es
e^
tá diretamente ligado ao nível sócio-econômico
sõcio-econômico do indivíduo. A
comunicação oral, informal, é intensificada para obtenção
de
informação utilitária na medida em que o acesso Eâ informação
l^egistrada
registrada é dificultada porque o iniJivíduo
indivíduo não sabe ler, não
interpreta o que lê por falta de hábito de leitura ou escolari^
escolari
dade deficiente ou porque não
nao tem recursos para comprar
jornais, revistas, etc. Reconheceu-se, por outro lado, que as bi^
bliótecas públicas têm tradicionalmente coletado a informação
bliòtecas
registrada em materiais bibliográficos e audiovisuais e têm or
ganizado esta informação para disseminação a pessoas alfabetisõcio-econômico médio e alto.
zadas e de nível sócio-econômico
A preocupação em torno das vastas camadas da
população
que deixam de receber qualquer tipo de serviço bibliotecário,
pela marginalização em que se encontram, nos levou ãâ
questão
da possível intervenção 'do profissional bibliotecário nessa si^
tuaçâoj Reconhècendo
tuaçâo;
Reconhecendo que não êé possível desenvolver qualquer a
ção de intervenção sem que se conheça a realidade,
decidimos
empreender um estudo no sentido de conhecer como circula a in
formação utilitária entre um grupo de pessoas, numa determine
determina
da região geográfica. Tivemos presente que, mesmo em se tratan
do apenas de informação utilitária, do tipo: a que serviços mê
mé
dicos tenho acesso, onde procurar emprego, que documentos são
necessários para se obter carteira de trabalho, estão
estãoem
em jogo
um certo nível de crítica e discernimento, um certo elenco de
alternativas e possibilidades. A indagação então êé se a comu
nicação "informal,
informal, veiculada oralmente por vizinhos, parentes e
132

Digitalizado
gentilmente por:

�amigos, num meio culturalmente
culturalraente carente, é satisfatória
to de dispensar outras formas de comunicação.

ao pon

METODOLOGIA
Dentre as chamadas categorias de informação utilitária^^^
utilitária^ ^ ^
selecionamos para o nosso estudo as seguintes: saúde, emprego,
legislação, educação, lazer e moradia. Vários autores
citam
outras categorias mas estas nos pareceram a.s
as essenciais para u
ma primeira abordagem.
Escolhidas as categorias a serem investigadas no trabalho
de campo, tentamos explicitá-las para estabelecerão itinerário
das entrevistas. Esta etapa do trabalho ocorreu quando já tí
nhamos ouvido a história do bairro da Pompéia contada por seus
antigos moradores e líderes. Tínhamos também a amostra de 50
familias do bairro, constituída a partir dos registros do Gru
po Escolar São Rafael com indicadores sócio-econômicos, o que
éê apresentado em outra parte do trabalho.
As nossas categorias podem ser descritas assim:
SAODE:
Problemas com: assistência médica, hospitalar e dentária ,
como, onde e a quem recorrem para a solução de
problemas
ligados ã saúde; planejamento familiar, prevenção
|Jrevenção de doen
ças, vacinação.
EMPREGO:
Problemas de obtenção de emprego, estabilidade ou
flutua'
ção no emprego, agências de emprego, a conciliação do tra
balho fora de casa com as tarefas domésticas.
LEGISLAÇÃO:
Problemas com: obtenção de documentos,
conhecimento de
direitos e deveres legais, assistência jurídica,existência
de associação de moradores, aposentadoria e obtenção de b£
nefícios.
EDUCAÇÃO:
EDUCAÇAO:
Problemas com: obtenção de vagas no Grupo Escolar, abandono da escola pelos filhos, repetência, alfabetização de ^a
dultos, educação profissionalizante, obtenção de bolsas de
estudo, orientação sexual para os filhos, educação
para
13?

Digitalizado
gentilmente por:

�adultos (escola de pais, trabalhos’manuais, artesanato).
LAZER:
Problemas relacionados ao lazer, quais os tipos preferidos
de distração, obstáculos ao lazer, papel da televisão e do
rádio, leitura de lazer (o quê, como, para quê se lê), co
c£
nhecimento do carro-biblioteca do Centro de Educação Perma
nente "Prof. Luis de Bessa".
MORADIA:
Problemas com posse de terra, aluguel, desfavelamento, in
vasão de terrenos, serviços de água, esgoto e luz, condições da residência, vizinhança.
Optamos pela entrevista não-estruturada, dado o caráter ex
ploratório da pesquisa e a diversidade das pessoas a serem en
ploratõrio
trevistadas.
As entrevistas duraram em média 1 (uma) hora cada. Procura
mos incentivar a livre expressão do entrevistado,
entrevistado,- permitindo a
digressão até níveis toleráveis, buscando com certa cautela, r£
conduzir a conversa ao assunto da pesquisa. 0 nosso
intuito
era estabelecer um clima de diálogo que favorecesse o processo
de interação entrevistador-entrevistado.
Através das entrevistas procuramos:
. observar como circula a informação utilitária na comunidade
da Pompéia, no que se refere ãs categorias: saúde.emprego,l£
gislação, educação, lazer e moradia.
. observar o nível de percepção e a forma de expressão da popu
lação entrevistada quanto ãs suas necessidades de informaçãa
informaçâcn
. conhecer as possibilidades de lazer, tomo
como as pessoas utilizam seu tempo livre e se a leitura se inclui entre as formas
de lazer da comunidade.
0 maior entrave na obtenção de respostas esteve.justamente,
na dificuldade de explicar aos entrevistados a finalidade
do
estudo, já que não podíamos adiantar um aproveitamento das in
formações ouvidas para algum tipo de aplicação que as
beneH
benef£
ciasse.
Outra dificuldade surgiu a partir de suposições a respeito
de nossa possível vinculação com órgãos ou instituições
mal
vistas pelos entrevistados. Este fato causou mal-estar e
um
134

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�certo receio nas pessoas, podendo ter influenciado nas respo^
tas.

0 AMBIENTE DA PESQUISA
Para melhor compreensão da população a ser entrevistada,
consideramos importante conhecer a história da
formação do
bairro, de onde vieram as pessoas que hoje moram na Pompéia,
como ocupam o espaço e como se organizam para viver. Neste
sentido entrevistamos moradores antigos e líderes do bair
bai£
ro. Os líderes que
nos foram apontados estão ligados
a
instituições assistenciais (médicos,’
(médicos, enfermeiros, assisten
tes sociais).
Aparentemente não existe na Pompéia uma 1^
derança no interior das camadas mais pobres. Na impossib^
lidade de ouvir a história da formação da favela, através de
seus próprios moradores, recorremos ao estudo de Le Ven
que
nos ofereceu um referencial para a compreensão desta parte do
Kbairro.
•
(8)
bairro.^
^ '
0 bairro Pompéia resultou, há 45 anos aproximadamente,
de um loteamento do antigo Banco da Lavoura de Minas
Gerais, através de seu presidente na época, Dr. Clemente
de Faria. Com o nome de Vila Parque Cidade Jardim, apresentava ruas encascalhadâs
encascalhadãs e pequenas casas de três cômo
dos (quarto, sala e banheiro) em que havia luz,
embora
nas ruas não houvesse. Muitas famílias compravam as
casas
â vista e outras, ã prestação: os que não pagavam em dia,
com
eram obrigados a deixar o imóvel, o qúe ocorria
frequência.
Entre as famílias que vieram do interior, apenas perman£
perman^
ce no local a Família Dutra, cujo chefe, Sr. João Dutra, fal£
fale
ceu'há pouco tempo, deixando família numerosa: seus onze filhos, com exceção de um (que é contador), inclusive as moças,
são dentistas, como ele, e vários mantêm consultório na Pom
pêia e participam de todos os movimentos comunitários da Paro
Paró
quia, vivendo com simplicidade no bairro que os viu nascer. Ou
135

Digitalizado
gentilmente por:

�tras famílias que evoluiram, não permaneceram e buscaram locais melhores.
0 bairro, predominantemente médio e pobre, apresenta de^
níveis sociais, desde favelas (Pedreira, do Arrudas, da Avenj^
Aveni^
da Belém e algumas de fundo de quintal) até casas
confortáveis e com bom aspecto arquitetônico, embora em pequena quan
tidade.
A população é de aproximadamente 37.000 habitantes. Os an
tigos moradores se lembram do início do bairro, quando as pe^
pe£
soas andavam a pé ou a cavalo por longas distâncias e os pou
COS veículos existentes circulavam por estradas precárias
e
poeirentas. Uma pequena farmácia foi o primeiro estabeleci mento comercial, ao qual se seguiram outros. Hoje, a Pompéia
conta com comércio relativamente bom, moderno super-mercado e
lojas variadas. A indústria, em bases artesanais, não
é ex
pressiva e há uma usina de asfalto e exploração de pedreiras
por parte de firmas de engenharia.
Em 1938, chegaram os Padres Capuchinhos que se estabelece
estabelec£
ram em mod.’Stos
mod.’stos barracões e eram apoiados pelas famílias. C£
lebravam na capela da Abadia e nas regiões citadas, iniciando
seu apostolado, até que, em 1950, foi lançada a pedra
funda
mental da atual Igreja de Nossa Senhora da Pompéia. As obras
sociais subsequentes foram feitas em grande parte pela Congregação dos Capuchinhos, sem grande comprometimento da comu
nidade, o que levou o povo a certa dependência. As Obras Sociais Nossa Senhora do Rosário de Pompéia foram fundadas
em
1949. Estão localizadas em uma área anexa âã Paróquia
e con
tam com dez salas de aulas equipadas, cada uma atendendo
ãs
características próprias dos cursos, uma secretaria, um almo
xarifado, seis instalações sanitárias e um galpão, onde os a
lunos aguardam seus instrutores e se confraternizam.
Em convênio com a UTRAMIG (Fundação Universitária do Tra
balho de Minas Gerais) PIPMO (Programa Intensivo de Preparação de Mão de Obra) SENAC e SETAS (Secretaria do Trabalho
e
Assistência Social) são oferecidos os seguintes cursos: Aux£
Auxd^
liar de Contabilidade, Eletricista Instalador, Comandos Elétricos, Bombeiro Hidráulico, Solda Elétrica, Corte e Costura,
Calceiro e Camiseiro, Cabelereiro, Manicure e Pedicure, Esté
Este
136

Digitalizado
gentilmente por:

�tica Facial e Datilografo. A taxa dos cursos é modesta e há
bolsa para ferramentas. Até 1979, haviam passado pelos
cur
sos 11.215 alunos.
Como há saturação no mercado de trabalho para a maioria
destas profissões, o que não ocorria antes, pensa-se na orga
nização de cooperativas em que as pessoas trabalhariam no pró
prio bairro para grandes firmas. As cooperativas em Governa
dor Valadares, área de atuação dos Padres Capuchinhos, estão
funcionando bem, o que os estimula a repetir a experiência em
Belo Horizonte.
No Centro Comunitário, há ainda clube de mães e outras a
tividades da LBA, tais como centro de informações operado por
assistentes sociais, sala de costura, assistência aâ velhos. U
ma unidade móvel odontolõgica,
odontológica, atende irregularmente
e foi
doada pela Associação Cristã de Moços.
0 local do antigo cinema foi alugado ao Super Mercado Epa,
ficando o lazer reduzido a um clube que -funciona
funciona nos terrenos
da paróquia e tem sócios pagantes. Também o local
construí
constru^
do para Hospital foi alugado a particulares, em convênio com
o INAMPS. Ouvimos que os padres "estão muito comercializado^,'
arrecadando recursos para a expansão de suas óbras,
obras, inclusive
no interior.
0 Posto de Saúde, localizado em prédio da Sociedade
São
Vicente de Paulo, apresenta serviços médicos, odontológicos,
psicológicos e de assistência social, além de enfermagem com
programa intensivo de vacinação. Este posto pertence ao Est£
do, e o serviço pré-natal,
prê-natal, ao INAMPS. A LBA atua com programação auxiliar.
No Posto, são atendidos os moradores da Zona II, que in
clui.alêm
clui,além da Pompéia,
Pompêia, outros 11 bairros. 0 Posto atua intensamente e vai ampliando cada vez mais sua prestação de servi^
ços. Para uma população de cerca de 79.000 habitantes, há 5
equipamentos de saúde, inclusive o Posto, sendo a
população
infantil a mais beneficiada, contando também com tratamento
ambulatorial e internamento especializado. O Posto de Saúde
faz encaminhamento para outros locais, conforme percebemos a
través das entrevistas.
Uma creche, mantida pelos Vicentinos da Paróquia
encon137

Digitalizado
gentilmente por:

-

Q

II

12

13

�tra-se ao lado do posto e as Irmãs Batistinas mantêm um • Orf£
tja-se
Orfa
nato, próximo da Igreja.
0 bairro é muito bem servido de transportes, havendo várias linhas de ônibus que se dirigem aos bairros vizinhos,pa£
vizinhos,pa^
sando pela Pompéia.
Não há
hã posto policial na Pompéia e apenas policiamento 0£
tensivo ã noite. A popplação é ordeira e não se caracteriza
por altos índices de criminalidade, e, como em todos os bair
ros, muitos jovens fazem uso da maconha.
Há um grande número de escolas particulares (entre
Hã
jardins de infância e de 1’ e 2'
2’&gt; graus) e dois grupos escolares
do governo, com 1’ grau incompleto. Um dos três colégios se
cundários, com cursos profissionalizantes, tem cerca de 2.300
cundârios,
alunos. O Grupo Escolar Municipal São Rafael, de onde retira
mos nossa amostra, presta muitos serviços ã comunidade, inclu
sive informando sobre campanhas, ajudando aos favelados, ofe
of£
recendo inúmeros serviços além das atividades escolares.
Já houve várias enchentes que atingiram principalmente as
Jã
favelas. Em épocas de calamidade, as lideranças do bairro,par
ticipantes da Sociedade de São Vicente de Paulo, da Paróquia,
Assembléia de Deus, Adventistas do !’&gt;
7’ Dia se unem na assistên
cia aos necessitados. Muitos favelados foram indenizados, ou
tros permaneceram no local e reivindicam melhorias
para as
ruas e casas.
Le Ven que estudou 6 favelas e 4 bairros populares de Belo
Horizonte com o objetivo de conhecer as estratégias de sobr£
sobre
vivência de classes baixas no meio urbano, mostra que as fave
Ias de Belo Horizonte foram formadas pari passu com a própria
cidade, desde a sua fundação no fim do século passado. A ocupação do espaço ocorreu por permissão temporária
tempofária quando
se
tratava de propriedade pública, ou por "invasão”
"invasão" de
proprie
dades particulares. Esta ocupação não se fez por opção, mas
na análise de Le Ven"obedeceu a critérios objetivos, originários tanto das condições estruturais de vida dessas
populações (renda,tipo de ocupação) e dos padrões impostos pela e^
trutura jurídica da própria cidade (leis da prefeitura, espa
ços vazios onde se dá certa tolerância por parte dos orgãos
públicos com relação ã ocupação) quanto das necessidades
im
138

Digitalizado
gentilmente por:

�postas pela origem de classe ou pelo posicionamento na escala
de estratificação social".^r 81'^
As favelas tendem a desaparecer por imposição do progre^
so e muitas já não existem mais. A Ação Comunitária do Bai£
ro da Pompéia conseguiu junto Es
ãs autoridades a retirada da
ã,a re
presa do Rio Arrudas, o que ainda não eliminou totalmente
o
problema da poluição. Com a canalização do Rio Arrudas, que
vem sendo feita gradativamente, as famílias serão fatalmente
fatalraente
removidas para outros locais;
locais.
Estes dados foram obtidos através de entrevistas com:
1. Dra. Marina Nogueira de Rezende Santos, Diretora do Posto
de Saúde da Pompéia.
2. D. Terezinha Mendonça Caldeira, Enfermeira-Chefe do Posto
de Saúde da Pompéia.
3. D. Dedamina Gomes de Oliveira, Chefe da Ação Social Comuni^
târia da Paréquia
tãr.ia
Paróquia de Nossa Senhora do Rosário da Pompéia.
4. Frei Cássio de Carvalho, da Congregação dos Frades Capuch^
nhos e da Ação Social Comunitária da Paréquia
Paróquia de Nossa S£
nhora do Rosário da Pompéia.
5. Cecília Maria dos Santos Rocha, Secretária do Grupo
Esco
lar São Rafael.
6. Efigênia Isabel Teodoro dos Santos, Supervisora do Grupo
Escolar São Rafael.
7. Dr. Hélio Fontoura Dutra, Presidente da Associação dos Mo
M£
radores da Pompéia. Antigo morador do Bairro.
8. D. Maria Fontoura Dutra, moradora mais antiga do Bairro.
9. D. Carolina Fontoura Gomes, moradora antiga do Bairro.
As tabelas seguintes oferecem dados sécio-econômicos
sócio-econômicos
amostra de nosso estudo.

da

139

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 1
NfVEL DE INSTRUÇÃO DOS PAIS OU RESPONSÁVEIS
NlVEL
RESPONSÃVEIS
N = 50
PAIS FAti
FA^4&lt; FAit
FAít MAES
MÃES FAt
FA^ i FA tI f
NTVEIS
NlVEIS
Analfabeto
Semi-analfabeto
la./4a.Série incompleta,
la.^/4a.Série completa...
la.-/4a.Série
5a./8a.série incompleta.
5a./8a.série completa...
2’ grau completo
Sem informação
TOTAL

5
1
19
11
5
1
4
4
50
"sõ”

10
12
50
72
82
84
92
100

100
90
88
50
28
18
16
8

14
2
15
10
4
2
1
2
“sõ”
~5Õ~

28
32
62
82
90
94
96
100

100
72
68
38
18
10
6
4

A tabela 1 mostra que 50i dos pais ou responsáveis do se
xo masculino não completaram a 4a. série e esta
porcentagem
sobe a 624
62% em relação ãsí
ãs mães. Somente 84
8Í dos pais e 44
4i das
mães completaram o 2’ grau (nível de educação
fundamental
e compulsório). Não ocorreu nenhum caso de ' escolarida
de superior.
O analfabetismo entre os homens chega a lOí
104 e sobe a 14i
144
entre as mulheres. Salta ã vista a menor escolaridade
das
mães em relação aos pais. Os quatro casos sem informação para
os pais referem-se a mães solteiras. A moda dessa distribu^
ção é la. a 4a. série incompleta.
TABELA 2
PROFISSÃO DOS PAIS OU RESPONSÁVEIS
RESPONSÃVEIS
N = 50
NÍVEIS*
NÍVEIS'

MÃES
PAIS FAí4/
FA4j&gt; FA41' MAES

FA4 4&lt;
FA4T
FAi
4&gt; FA\T

1. Ocupações não qualifi100
45'
46 100
23
cadas
45** 90
2. Ocupações de nível in54
16
78
ferior de qualificação
qualificaçao
3. Ocupações de nível mê
mé
10
96
22
3
dio
7
6
90
100
4
2
1
92
10
4. Ocupações superiores..
4
Sem informação
100
8
50
TOTAL
50
* Foi utilizada a escala ocupacional de Guide § Gerra IXiarte,
Duarte, publicada
nr»
1 Al T*Q de PcfllrInQ
PaH» Onffl
^ 9 Tl 1 ! fií ••82 jul./set.
na Revista Rt*oci
Brasileira
Estudos Pedagógicos,
52(115):65-82,
1969.
**Incluímos
"Incluímos nesta categoria as que declararam ser ”doméstica_do
"doméstica_do lar"pois
a grande maioria contribui para a renda familiar com lavação de roupas, faxina, etc.
140

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�0 nível de qualificação tanto da raie
mãe como do pai é baixo.
781
784 da amostra atinge o nível 2 da escala ocupacional citada.
Embora a escala compreenda 5 níveis, na amostra somente
um
pai pôde ser considerado do nível 4 e nenhuma mãe atingiu e£
e^
te nível. Enquanto 6 pais atingiram o nível 3, somente duas
mães o atingiram. Os outros níveis, pelo número de casos,são
inexpressivos em termos gerais. 0 nível 1, o de maior incidência, compreende profissionais como: pedreiros,carpinteiros,
bombeiros hidráulicos e serventes. Também lavadeiras, cozinheiras, costureiras e faxineiras foram incluídas no nível 1.
Assim, em 90í
904 dos casos, as mulheres realizam tarefas qüe não
exigem qualquer qualificação, sendo mais baixo o
percentual
para homens (401)
(4043 nesta mesma condição. Para garantir
esses
dados, indagamos durante as entrevistas sobre cursos
profÍ£
sionalizantes ou sobre treinamento específico. A maioria nun
ca fez qualquer curso, aprendeu em serviço, "com o tempo".
TABELA 3
RENDA FAMILIAR DOS ENTREVISTADOS
N = 50
RENDA*

famílias

FAU
FA41

FAt
FA^

Menos^de 1 salário mínimo
1 salário mínimo
1 salário mínimo e meio..
2 salários mínimos
mínimos..
2 salários mínimos e meio
3 salários mínimos
4*-6 salários mínimos
4l-6
8 salários mínimos
10 salários mínimos
Sem informação

10
7
5
10
1
6
6
2
1
2

20
34
44
64
66
78
90
94
96
100

100
80
66
56
36
34
22
10
6
4

50
TOTAL
*0 salário considerado ê sempre o salário mín^
mo vigente na região.
64%
cerca
de
644 recebem até 2 salários mínimos, isto é,
Cr$ 17.000,00 mensais. Encontrou-se apenas um caso em que a
Cf$
renda atingiu 10 salários mínimos. Dada a disparidade de ren
das não calculamos a "renda média". Na situação observada e^
e£
te tipo de cãlcula
cálculo serviria para diluir as diferenças existen
tes e mascarar a realidade.
141

Digitalizado
gentilmente por:

�I

A distribuição é bimodal: "menos de um salário" e "2 salä
salá
rios", com 10 respostas cada. Através destes dados é eviden
te o baixo nível sócio-econômico da população considerada.
Qualquer destes dois níveis de renda confrontados com o cus
cu£
to de vida não permite condições mínimas de subsistência,prin
cipalmente se considerarmos o número de filhos das famílias,
o que veremos a seguir.
TABELA 4
nOmero de filhos por família
N = 50

O0 número de filhos por,família
por família é alto,considerando-se que
66% tem entre 3 e 8 filhos e que 40Í
40t tem entre 6 e 14 filhos.
661
A moda é de 3 a 5 filhos, com 20 casos.
O cruzamento entre número de filhos e renda familiar será
distorcido se considerarmos que nem todos vivem com os pais.
Considerando-se em termos absolutos,o nível de renda da maio
ria das famílias,
famílias,oo número de filhos sé
só tenderá a melhorar ou
piorar o quadro, mas não o alterará fundamentalmente, ou seja,
"2 salários" ou "menos de um salário" é insuficiente para qual^
quer indivíduo se manter, quanto menos para manter uma
famí
famf
lia.
A precariedade das condições de vida da população se tor
to£
na explícita, quando se examina o tipo de moradia onde habita .

142

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�TABELA 5
TIPO DE MORADIA DAS FAMÍLIAS
N = 50
MORADIA
FA^t
famílias FAU
FA44, FAít
Favela
Cortiço
Barracão
Casa pequena
Casa pequena
Casa grande
Casa grande

alugada
própria
dlugada
própria

TOTAL

14
9
5
6
7
1
8

28
46
56
68
82
84
100

100
72
54
44
32
18
16

50

Utilizamos o conceito de "casa grande" para qualquer mora
dia coni 5 ou mais cômodos, incluindo banheiro. Se considerar
mos que em situações normais ninguém dorme no banheiro ou na
cozinha, na realidade estamos falando de qualquer casa com 3
ou mais cômodos "úteis" e que não é tão grande como parecia ã
primeira vista. "Casa pequena" se refere a qualquer moradia
com menos de 5 cômodos inclusive o banheiro.
De acordo com os dados apresentados , a maioria vive em fa
velas, cortiços,
cortiços , barracões e casas pequenas, em condições mu^
to precárias. Essas famílias constituem 84i
841 da amostra, isto
é, uma esmagadora maioria. Nas favelas ê comum que a cozinha
sirva também de dormitório e que um grande número de pessoas
tenha que se acomodar em espaços reduzidíssimos.
A amostra de famílias da Pompéia, apesar do bairro se ca
racterizar por contrastes na aparência das moradias,
tendeu
para os mais baixos níveis de renda/profissão, escolaridade e
tipo de moradia. 0 Grupo Escolar São Rafael, de onde retira
retir£
mos a amostra, localiza-se em frente ãE favela da Pedreira, o
que explica em parte essa tendência. Por outro lado essa amostra veio ao encontro do desejo dos entrevistadores, o de
estabelecer contato com a população mais marginalizada social^
mente, e por suposto, mais carente de informação.
Como as famílias da Pompéia se informam sobre a saúde
e
outros itens vitais, é o nosso próximo relato. Tentamos sinte
sint£
tizar o qúe
que o grupo ouviu e percebeu durante as entrevistas.
143

Digitalizado
gentilmente por:

-

�RESULTADOS DA ENTREVISTA
SAODE:
. Em caso de doença, todos os entrevistados sabem aonde ir
e a quem recorrer. Geralmente as informações são dadas
por
amigos, vizinhos, ou no próprio emprego. Para os casos crôn^
crônj^
COS ou de rotina, procuram, de preferência, os postos
do
INAMPS mas, para os casos de urgência recorrem a
hospitais,
tenham eles convênio ou não com o INAMPS. 0 grande problema
são as longas filas que exigem tempo e disposição das pessoas.
Nem todos têm conhecimento muito claro sobre o Centro de
Saúde da Pompêia,
Aqu£
Pompéia, mas ouviram falar que é "muito bom".
les que o frequentam confirmam a boa qualidade de seus serv£
servi^
ços, especialmente com relação ao pré-natal e casos mais sim
pies. Quando há necessidade, o próprio Centro encaminha
as
pessoas para outros locais, como Hospital das Clínicas,
Cen
tro de Saúde Carlos Chagas ou mesmo, INAMPS. Poucas pessoas
procuram médicos particulares, sempre com a ressalva de
que
são parentes ou barateiros.
Outras instituiçóes
instituições ligadas ao emprego das pessoas foram
citadas, tais como IPSEMG, Hospital Militar, Serviço Médico
de Sindicatos, Cooperativa do DER, serviços de firmas comerciais, Funrural.
Algumas doenças foram citadas com maior frequência: "ner
voso", "sofro da cabeça" (geralmente homens e crianças), "fra
queza" e "desânimo" (mulheres e crianças)
crianças),, "inflamações"
e
"hemorragias" (mulheres)
(mulheres),, "Pressão alta" (homens e mulheres).
Citam nomes de remédios de maneira truncada e a maioria para
nervos. As mulheres entrevistadas nem sempre têm noções cia
ras das doenças de que sofrem e nem do tratamento a que
se
submetem. "Já
"Jâ fui operada seis vezes, mas não sei
explicar
bem porque".
Já a assistência dentária oferece um outro quadro. Entre
os de baixa renda, nota-se o mau estado dos dentes e a maio
ria não os trata. Parece haver uma deficiência nos serviços
públicos,
públicos , tanto no INAMPS como nos postos de saúde em que se
dá preferência ã extração de dentes em vez de tratamento,
dã
o
que ãs vezes é uma opção pelo preço mais baixo.
Foram ouvidas observações como "estou pelejando para fazer ficha", significando que não há vaga ou que a fila de e£
144

Digitalizado
gentilmente por:

■LJ

�pera já dura meses. Houve quem recorreu a dentista,"baratei_
dentista."baratei^
ro" por indicação de amigos, mas quando lhe foi exigido pelo
dentista o atestado de saúde, desistiu. Obter
o atestado
significaria passar uma noite na fila, o que "não aguento ,
sou cardíaca".
As pessoas de nível melhor recorrem mais a clínicas particulares, buscando dentistas
"que cobram mais
barato",
ou
que "são amigos e dão prazo
para pagamento" .
As crianças, em grande parte,
são atendidas
pelo
posto dentário do Grupo São Rafael, mas sabe-se
que
esse posto faz apenas tratamentos mais simples,
não
tira radiografias e nem trata canais.
Verificou-se que a maioria entrevistada
não conside.ra
consid.e_ra
tratamento dentário algo essencial, provavelmente devido ã
oferta insuficiente de assitência dentária e ao baixo nível
de informações evidenciado através das versões
contraditórias sobre o mesmo serviço e a mesma instituição, ouvidas du
rante as entrevistas.
Quando a dor de dentes aperta, usam poções
preparadas
por pessoas "entendidas" da própria vizinhança e assim, nas
favelas e nos cortiços, as pessoas vão perdendo seus dentes
por falta de tratamento.
Notamos a existência de "gate keepers" e usamos a expreß
expre^
são por ser mais conhecida dos bibliotecários, e que são as
pessoas a quem recorrem para ler bula de remédio, ler cartas,
aplicar injeções, fazer curativos, benzer, preparar poções,
emprestar dinheiro, informar sobre empregos.
Quanto ao planejamento familiar, percebemos que óé mais
fácil tratar do assunto com pessoas de baixa renda que falam
espontãneamente sobre o assunto, como o caso de uma entrevi^
espontaneamente
tada que, exibindo sua barriga, declarava: "este será o último". Através da médica do Posto de Saúde, já está encami^
nhada para ligar as trompas após o parto.
Quando há orientação, corre, em grande parte, por

conta

. 145

Digitalizado
gentilmente por:

�dos médicos e enfermeiras das instituições hospitalares e não
notamos dificuldades de aceitação do planejamento familiar a
não ser em três casos, por motivos religiosos. Algumas mulh£
res se informam com as próprias amigas e houve quem dissesse
que "dá o seu jeito", sem maiores explicações.
EMPREGO:
As informações sobre empregos parecem ser as mais
difíceis de serem obtidas. Em geral, ficam sabendo de vagas atra
vés de vizinhos e amigos, e quanto mais conhecidos no bairro
são, mais possibilidades de serem procurados. Ainda assim,n£
assim,no
ta-se uma dificuldade generalizada, pois nem sempre as info£
mações levam a obtenção do emprego desejado. Há casos em que
as pessoas desanimam logo no início, prevendo os gastos
com
passagens de ônibus, a incerteza da informação, a perda
de
tempo. "Se eu souber que há um emprego de lavação
lavaçâo de
roupa
certo, eu vou. Procurar s5,
só, não". No entanto, a maioria^ em
nossa pequena amostra,que tem emprego, tem estabilidade e não
notamos flutuação. Esta não flutuação de emprego se explica
porque o biscate, a construção civil e o trabalho
doméstico
de faxina e lavação
lavaçâo de roupa ocupam a maioria de homens e mu
lheres da Pompéia. São ocupações não qualificadas e de mais
baixa remuneração. Muitas mães trabalham e mesmo, avós;
os
irmãos , quando maiores, trabalham também.
irmãos,
Quando hã
há necessidade de emprego, um ou outro recorre
a
jornais, quase sempre emprestados, mas a dificuldade se colo
ca pelo fato de nem sempre o jornal ser do dia, pelo
grande
número de pessoas que comparecem, muitas vezes possuindo qua
lificação acima da exigida no anúncio. A pouca especificação
de exigências requeridas, nos anúncios, faz com que as
pessoas compareçam sem as devidas qualificações também.
Outros
fatores que influem sobre a rejeição do jornal, como fonte de
informação: a dificuldade na leitura e o preconceito generali.
generali_
zado, especialmente em se tratando de domésticas, de que nem
sempre os empregos de jornal, embora muitas vezes ofereçam al^
tos salários, são bons. "Vai ver que estão botando no jornal
é porque tem algum problema, não está parando gente lã".
lá”.

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�Poucas pessoas têm conhecimento de agências
especializa
das de empregos, tendo sido citado apenas um caso de sucesso.
Foi mencionado, por uma familia de classe média, a Adservice,
uma agência que entrevista, aplica testes e encaminha para em
pregos variados.
Alguns disseram que recorrem aos guardas;"eles
guardas:"eles não mentem
e sempre sabem tudo". "0 guarda ê a própria informação".disse
informação",disse
uma dona de casa.
Um dos grandes entraves ãâ obtenção de empregos se prende
ao fato de que o nível de qualificação é baixíssimo. Todos
querem emprego, mas não se acham preparados e a maioria acaba
aprendendo o ofício no próprio local de trabalho. Uma "salga
deira" desempregada havia aprendido o ofício na fábrica que a
dispensara. £E mãe solteira e até o momento da entrevista
o
único emprego que aparecera era para o estado do Espírito San
to.
Há pouca citação para cursos profissionalizantes e mesmo
Hã
cursos considerados bons, como os do Centro Social Comunitá
rio da Igreja da Pompêia, são desconhecidos pela maioria dos
entrevistados.
Percebe-se, ainda, uma descrença generalizada quanto âã £
ficácia dos meios oficiais (Ministério do Trabalho, Abrigo da
ficãcia
Cidade, Secretaria do Trabalho e Assistência Social) com rela
çâo ã obtenção de empregos.
ção
Independentemente do nível sócio-econômico dos entrevista
dos, ê a informação oral,irifomal
oral, irifomal que realmente predomina e,
apesar das ínfimas possibilidades oferecidas pela informação
de "vi
vi zinhos e amigos, ê ainda nesta que confiam mais para ob
ter emprego.
LEGISLAÇÃO
Muitas famílias estão com problemas de remoção (desfávela
(desfàvel£
mento ou desapropriação para a construção da Via Expressa) e
vivem em situação de insegurança. Apesar disto, poucas sabem
que existem instituições que trabalham pelos favelados - a Igreja e a Associação dos Moradores do Bairro. Algumas
pessoas afirmam que jã
já participaram de reuniões, mas deixaram de
ir porque "não adianta". Mesmo os que tiveram suas casas ma£
mar
147

Digitalizado
gentilmente por:

�cadas pela Chisbel, ainda dizem;
dizem: "Não vai acontecer nada. Vi£
ram aqui há muito tempo e até hoje estamos aqui". A maioria
não tem a mínima idéia de seus direitos e de como lutar.
Na
verdade, sentem-se totalmente impotentes frente ãE situação. U
ma dona de casa disse;
disse: "Ninguém diz coisa com coisa". Parece
que o prolongamento da situação leva âã descrença na eficácia
de qualquer movimento. "Estou aqui há vinte anos e nunca aconteceu nada".
Quanto a documentos, não há problemas pois de qualquer ma
neira, conseguem informação, sempre oralmente. Houve comentários de que se perde muito tempo andando mas "quando a gente
precisa de documento, tem que ficar por conta mesmo".
Houve
sugestões de que se montasse um posto no bairro para
tirar
documentos, pois ficam rodando pela cidade, perguntando a um
e a outro, e muitas vezes têm que ir mais de uma vez.
era
A maioria declara que nunca teve problemas legais no
em
prego, mas um recorreu a advogado indicado por colega. "Um ad
vogado muito bom, pois sé cobra se ganha a causa". No seu ca
so, ganhou e recebeu. Também um caso de usocapião foi reso^
resol,
vido por advogado conhecido da família (classe média baixa).
Na amostra, os policiais, os bancários e os funcionários
públicos têm assistência jurídica institucionalizada.
Nota-se um grande respeito pelos policiais, muito
especialmente como fonte de informação: "são sérios, falam sempre
a verdade".
Poucas mulheres têm todos os documentos, mas os
maridos
têm todos. 0 que as mães valorizam muito são as carteiras de
INAMPS,Cruz Vermelha, Posto de Saúde ou Hospital das Clínicas,
considerando-as como documentos. As certidões de idade
são
guardadas com cuidado, "são muito importantes".
EDUCAÇÃO
EDUCAÇAO
Embora a grande maioria dos pais seja de nível primário,
notou-se muito interesse pela educação e instrução dos
filhos . Somente em uma familia, nem todas as crianças em idade e£
colar estavam matriculadas em alguma escola. Em alguns casos,
a necessidade de trabalhar impede a continuação dos estudos,o
que é lamentado. Na verdade, as escolas públicas da comunida
quê
148

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�de atendem somente da la. ã 4a. série do 1'^ grau. De 5a. ã 8a
8a.
as crianças devem buscar bolsas de estudo ou, então, as esco
Ias da rede particular.
Entre os favelados e famílias de renda mais baixa, surg^
surgi^
ram muitas referências ao problema de repetência e do
atraso nos estudos.
Eé explicado que a criança "não dá
para o estudo",
"sua cabeça não ê boa"
ou
"não ê mu^
to ligado nessa coisa de estudo".
No entanto, a escola
ê percebida como o mei-o
raei*o de
de. ascensão social mais acessível a essas camadas.
Nas casas de classe média, as crianças vão
muito
bem, são adiantadas.
"0 Leonardo até trouxe para casa
uma ficha com o nome de 3 colégios prá gente marcar
qual queria para continuação dos
estudos
dele.
Isto
porque era muito adiantado. Hoje está fazendo a 5a. s£
sê
rio do IMACO".
0 Grupo Escolar "São Rafael" éê muito
conceituado
entre as famílias, pois dá alimento ãs
Es crianças, além de
liberar as mães parte do dia, para o trabalho.
Surge
como centro de informações básicas para a população que
o0 circunda.
Avisa sobre a época de vacinação
das
crianças, sobre a necessidade de exames
laboratoriais
(fezes, urina) indicando, inclusive, o local onde
os
mesmos podem ser feitos.
A participação das mães
nas
reuniões convocadas pelo Grupo é freqUente, principalmen
te entre aquelas que moram próximo ã Escola. Como ju£
tificativa para não participação, foram colocados: a fal^
ta dé tempo, o horãrio
horário das reuniões que coincide com o
trabalho, principalmente das mães.
Além disso, o Grupo dá cursos de educação sexual, tan
to para os pais quanto para as crianças (^é
(çle' 3a. e 4a.
séries somente).
Outra instituição que tem penetração na
comunidade
através do Grupo êé a "Escola de Pais".
Quando ela
sur
giu, foi sempre através do Grupo "São Rafael”.
Rafael".
Algumas
149

Digitalizado
gentilmente por:

�pessoas fizeram
questão de mostrar o certificado
de
participação. Outras ouviram falar da Escola de Pais mas
não participam das suas atividades por falta de tempo, ou
a existência de crianças pequenas as quais não têm com
quem deixar.
Quanto aos que se declararam analfabetos ou incapazes de
ler (apesar de terem frequentado escola), a maioria sabe onde
pode frequentar o MOBRAL, mas justifica sua não matrícula
a
fatores como idade "já estou velha para o estudo", dificulda
des de conciliar o estudo com tarefas domésticas, e di£
di^
tância.
tãncia.

LAZER
A maioria da população entrevistada ocupa seu tempo livre
em frente da televisão, ou ouvindo rádio. A existência de a
parelhos de TV nas casas pode surpreender num primeiro momen
to, face ã pobreza e carência quase generalizada dessas famí
lias. ÉE preciso lembrar, entretanto, que o favelado tem seu
barraco em terrenos da Prefeitura ou de outrem. Vive na ihs£
gurança esperando ser removido ou ter que remover-se a qua^
qual^
quer momento. Nestas circunstancias,
circunstâncias, o bem que procura adqu^
rir é aquilo que pode levar consigo, quando tiver que mudar
ou levar para lugar mais seguro, para proteger das enchentes.
Naquelas casas onde a pobreza ê absoluta, não há TV ou rádio,
se havia anteriormente, foi vendido para suprir as necessida
des mais prementes.
0 Parque Municipal apareceu como opção de lazer para algu
mas pessoas. Disseram que "não vão muitas vezes, porque
a
condução está cara". Fundamentalmente é a situação finance^
ra que determina as formas de lazer. Em famílias de classe
média, apareceram passeios de carro,viagens (a Cabro Frio,São
150

Digitalizado
gentilmente por:

^Q

II
11

12

13

�Paulo, a sítios no interior do Estado).
Por essa razão é que a TV surge tão maciçamente. 0 indiví
indiv^
duo pode, sem sair de casa, divertir-se durante algumas horas.
No entanto, não foram citados somente programas de entretenimento. Alguns entrevistados assistem noticiários e outros têm
essas informações através do rádio. Dessa forma suprem nece£
sidade de informações normalmente veiculadas por jornais que,
como vimos, são de difícil acesso.
Outra forma de preencher o tempo livre, bastante citada,
êé visita ã casa de parentes. A frequência dessas visitas tam
bém não é maior, devido ao custo do transporte.
bêm
A leitura foi pouco mencionada. A maioria dos que lêem, o
fazem esporadicamente. Leituras mencionadas: "Histórias
em
quadrinhos, livros infantis (mais para o cumprimento de tar£
fas escolares)
escolares),, os produtos de "evasão" ou leitura de "escapé'
"escapd'
novelas, revistas ("Amiga", "Carícia", "Carinho"),romances e a
Bíblia. Os quo
que têm mais recursos compram, inclusive,enciclopédias,
pédias , os outros trocam, emprestam. 0 acesso ao jornal foi
mais frequente nas famílias de nível econômico mais alto.Quan
alto.Ouan
to aos livros infantis, as crianças retiram mais na Biblioteca do Grupo Escolar São Rafael. As crianças que já
jâ sabem ler^
ler
afirmaram usá-la de vez em quando para leitura recreativa.
Ouvimos algumas expressões relativas ã leitura: "Não go£
to de ler. Quem gosta é o meu tio. Ele lê tanto que já
está
meio doido", "Eu não retiro livros no carro-biblioteca. Quem
retira são as meninas ali de frente. Elas estudam", "A Silva
na não gosta de ler, mas eu obrigo. Na língua portuguesa,
o
que manda mesmo é a leitura".
Houve casos de regressão ao analfabetismo, como o de uma
senhora de meia idade: "Já gostei muito de ler. Li muitas coi^
co£
sinhas. Agora esqueci, não sei mais ler", e de problemas com
a vista: ãs vezes tento ler, mas a vista doi muito
e tenho
que parar". A leitura de jornais ê limitada pelo baixo poder
aquisitivo. "Está muito caro, ãs vezes compro aos domingos".
Sendo o .bairro
bairro da Pompêia servido por um carro-biblioteca
do Centro de Educação Permanente "Professor Luis de Bessa" ,
procuramos saber se retiram livros no mesmo. A maioria nunca
ouviu falar. Os que já ouviram, ou perceberam o carro
esta
161
1B1

cm

1
i

Digitalizado
gentilmente por
por:

Sc a n
st e m
GeraMancnto

^

^

�citinado
ci'onado ao lado da Igreja de Nossa Senhora da Pompéia, tinham
muitas informações incorretas sobre^ o mesmo. 0 desconhecimen
to é geral, ocorre tanto entre pessoas de favela quanto entre
os de classe média. Na verdade, o conhecimento da existência
do carro parece estar muito ligado ã proximidade da moradia
do local onde ele fica. As informações incorretas dizem re£
peito ãà questão de pagamento para o uso, da documentaç^ão
documentaçtro necessária para obter o cartão de matrícula, do tipo de usuário
permitido: "pensei que era só para estudante".
Quanto aos problemas detetados, no uso do carro,citamos:
1) A sua localização num ponto "elitista'*’, em termos do bai£
bair
ro. Além disso, a existência de uma Escola ao lado, realmente
leva as pessoas a pensar que é só para estudante; 2) o seu
horário de permanência no bairro, de 15 em 15 dias,
somente
das 14:30 Es
ãs 17:30 horas. Uma das garotas que lê (é
(ê da fave
fav£
laj disse que se inscreveu duas vezes, mas desistiu
porque
la)
nesse horário está na escola e não há ninguém que possa tirar
os livros para ela.
O0 único caso em que há
hâ uso sistemático do carro-bibliotecarro-bibiioteca, é numa família de classe média, em que as moças e um garo
gar£
to retiram romances e livros didáticos, provavelmente pela fa
cilidade de acesso, já que moram a cerca de 3 quadras da Igr£
ja.
pe
A aparente falta de divulgação dos serviços prestados p£
lo carro-biblioteca limita ainda mais o seu uso.
P0 lazer é pobre e pouco variado. A leitura é vista
como
como'
algo estranho ou associado exclusivamente ã escola.
MORADIA
As moradias dos entrevistados incluem desde barracos pr£
pre
caríssimos em favelas, até casas de tijolos muito boas, em
era l£
lo
cais predominantemente de classe média. O problema cruciai de
muitos entrevistados é a não posse da terra, nas favelas, e a
exploração nos cortiços. As terras são invadidas e pertencem
ã prefeitura ou a particulares, que mais dia, menos dia, ex^
ex£
gern a retirada dos invasores. No desfavelamento, as pessoas
gem
acabam ^endo
pendo empurradas para longas distâncias, com condução
cara e difícil. Nota-se a exploração, nos cortiços, que é fei
fe^
152

Digitalizado
gentilmente por:

-

Q

II

12

�ta pelo dono dos cômodos ao cobrar alto aluguel dos inquilinos, considerando-se as precárias condições oferecidas. As ca
sas e cortiços próximos da favela têm péssimo aspecto, geralmente escuros e fétidos, muitas roupas e cobertas amontoadas
nas camas'
camas'-‘ee sujeira aparente. Em muitas casas, nota-se a ausência prolongada da dona da casa, que é obrigada a passar
grande parte do dia fora, ficando os cuidados da casa e ali^
mentação por conta das próprias crianças.
e
A informação sobre áreas para serem ocupadas nas favelas
e em regiões banhadas pelo Arrudas, cômodos para alugar, são
fornecidas por parentes e amigos, muitas vezes vindos do me£
me^
mo local no interior. A expressão "colegas"
"colegas” é frequentemente
usada mais com o sentido de companheiros na marginalização so
ciai. do que como entendemos, com relação a escola, serviço ou
profissão.
Alguns favelados ouviram dizer que no Rio muitas pessoas
estão resolvendo o problema da posse da terra, mas não sabem
detalhes e poucos conhecem a UTP (União dos Trabalhadores da
Periferia) ou frequentam congressos de favelados. Não
vimos
nas casas visitadas, as publicações que estão sendo feitas e^
e£
pecialmente para os marginalizados sociais, onde o
problema
da posse da terra e outros são expostos em linguagem fácil.Há
uma certa descrença e acomodação. Não pensam em melhorar o a£
pecto ou criar condições melhores de habitação (não 'têm
têm esgo
to, água encanada, luz própria) pois a insegurança de permanencia ou nao no local os persegue. Nos cortiços, a situaçao
não iS muito agradável e visitamos alguns em que existem
ap£
nas dois banheiros para oito ou 12 famílias.
Segundo pudemos perceber o que caracteriza o cortiço
é
ser ele uma habitação coletiva, que tem proprietário, ao qual
os Inquilinos pagara
pagam aluguel, e são por ele muitas vezes ‘expio
expl£
rados. 0 controle sobre a luz e a água chegam a ser irritan
tes e o terreno é pequeno para tantas moradias (que têm ’ um
número só, na rua) e que se voltam para uma área central, um
beco cimentado alongado ou circular. Ao contrário do barra
barr£
CO de favela, que é geralmente de tábuas, o cortiço é de■àlv£
de alv£
naria.
•
' '
Os barracos de favela são localizados em terrenos invad^
invadi.
153

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�(terras desvalorizadas, de preferência na beira de córr£
corre
dos Ctsrras
gos) que pertencem ã Prefeitura ou a particulares. Além
de
minúsculos e sem nenhum conforto, não oferecem segurança pela
não posse da terra. A água provem de uma torneira comum a to
dos e a luz éê ligada em bico coletivo. Não têm esgoto e as
ruelas irregulares e sujas, são densamente povoadas, especia]^
especia^
mente por crianças que brincam, ou pessoas que se encontram para
conversar no fim do dia. 0 boteco é ponto de reunião e de in
formação também. A proximidade das casas faz com que
todos
se conheçam e busquem uma maneira de viver mais solidária.
0 barracão de fundo de quintal se localiza, muitas vezes,
ao lado de residências boas em flagrante contraste.
Oferece
mais privacidade, embora muitas vezes tenha condições
precá
rias.
Na escala social, o barracão de fundos precede o cortiço,
enquanto o barraco de favela seria a última e mais
humilde
condição de moradia.
SERVIÇOS DE BIBLIOTECA QUE SERVEM 0 BAIRRO
Em Belo Horizonte, o Centro de Educação Permanente "Professor Luís de Bessa" ocupa um local privilegiado da zona re
sidencial de alto poder aquisitivo. 0 Centro tem um Carro-b£
Carro-b^
blioteca que atende a 17 (dezessete) bairros da cidade com u
ma capacidade de 5.000 volumes, circulando com uma média
de
3.000 volumes. Visita as comunidades a cada sete ou
quinze
dias, conforme escala prévia.
Uma anãlise
análise dos títulos emprestados no bairro da Pompéia,
alvo de nosso estudo, mostrou a predominância absoluta de tex
tos didáticos e a análise de fichas de leitores evidenciou a
quase totalidade de estudantes de 1’ grau. De acordo com si£
temática do carro-biblioteca são os seus leitores
divididos
entre menores e maiores, abaixo e acima de 18 anos, respecti334
vamente. Há, na Pompéia,425 leitores inscritos; sendo
menores e91
e 91 maiores. Dos menores, 321 são estudantes e dos
maiores, 30 também o são. De uma amostra de livros
emprestados no dia 04/06/81, tivemos: maior incidência dê
dé emprésti^
emprést^
mos de textos infatis e .didáticos,sendo
didáticos,sendo que muitos dos livros
infantis são leituras requeridas pelos programas escolares.
154

Digitalizado
gentilmente por:

4^
♦

�Hä indicações de que o Carro-Biblioteca do Centro de Edu
Hâ
cação Permanente Prof. "Luis de Bessa”
Bessa" está,
principalmente,
sendo usado como apoio escolar. Notamos que, a partir da es
timativa de 37.000 habitantes para o bairro Pompéia, o carrobiblioteca atende, teoricamente, a apenas l,lí da populaçãoalvo. A visita quinzenal pode ainda reduzir este pequeno nú
mero de atendidos.
■'Descontados
Descontados os analfabetos adultos e as crianças
ainda
não alfabetizadas, este índice de l,li
1,1^ continua sendo
muito
baixo. ■

CONCLUSÃO
Em todos os temas trabalhados neste estudo observou-se a
quase total predominância da informação não formal, ou.
ou
vida de■vizinhos,
de vizinhos, parentes e amigos.
As informações sobre o
emprego que ocupam, o terreno onde ergueram o barraco, a
escola dos filhos, o endereço do Posto Medico foram con
seguidos através de comunicação oral.
Nas famílias
de
rendas mais altas êé também muito comum a informação o
ral, mas ê complementada ou validada pela informação es
crita a que têm acesso pelo domínio
da leitura
leiturr e pelo
maior poder aquisitivo.
A informação circulada se reveste de um certo grau de a
cidentalidade, e ê muitas vezes fragmentada ou incorreta. Es
pelha as carências do proprio
próprio meio onde circula. Por outro la
do éê baixo o nível de percepção coletiva das dificuldades de^
des
necessariamente enfrentadas. Tendem a situar as dificuldades
em termos de obtenção/não obtenção do que necessitam. Em ou
tras palavras, o tempo consumido com idas e vindas, o dinhei
ro gasto com a condução não contam, se no final, o documento,
por exemplo foi obtido.
A falta de informação contribui para a não
participação
em movimentos comunitários quando são discutidos temas como
"desfavelamento" e "alta de custo de
de.vida".
vida". Na Pompéia, onde
esses movimentos parecem vir exclusivamente de fora, ouvimos
155

Digitalizado
gentilmente por:

�dizer "é sempre a mesma coisa", significando que não há infor
mações novas, ou ainda como se expressou uma favelada em rela
ção ã.
ã CHISBEL (órgão encarregado do desfavelemento em .Belo
Belo Ho
rizonte) - "não dizem coisa com coisa".
coisa",.
Entre as categorias estudadas, as informações'sobre
informações sobre oferta
de emprego são as mais difíceis de serem obtidas. As entre^vistas
entrevistas
com os moradores confirmaram a preocupação da assistente sòcial
social do Posto
Médico da Pompéia, que procura coordenar a demanda e a oferta
de .empregos
empregos no bairro, enfrentando muitas dificuldades. A aconjugados
tual recessão econômica e o crescente desemprego,
com a baixa qualificação dos moradores da Pompéia, configuram
um quadro que aponta para a urgente necessidade de algum
com
promisso por parte da biblioteca pública na organização e di£
seminação de informação no setor. Este pode ser, talvez,
na
Pompéia, o núcleo gerador de informação utilitária ‘organizada
para a comunidade e com a comunidade. A transmissão oral de^
de£
sa informação é uma dimensão com a qual os bibliotecários terão que,conviver.
Conhecendo de perto as carências de uma população da per^
feria urbana e tentando identificar o que está ligado ã informação/desinformação, emergem para o bibliotecário as possibiH
dades de atingir o "não público" de nossas bibliotecas, na ex
pressão de Flusser.^
ainda
A nossa observação do carro-biblioteca na Pompéia,
que superficial, nos leva a reconhecer que ê relativo o conce^
concei_
to, tão generalizadamente aceito, de que o livro é levado
ao
leitor através do carro-biblioteca. Há limitações quanto
ãâ
frequência de visitas do carro, do seu tempo de
permanência
nos locais e no próprio tamanho do acervo que pode ser
tran£
portado em cada visita. Estas são as questões objetivas.
Há
função
ainda as subjetivas, como no caso da Pompéia, onde,em
do local de parada do carro, (junto ao colégio) ele passa
a
ser visto como algo ligado apenas ao
ao,ensino,
ensino, o que é reforçado
pelos alunos uniformizados, seus leitores quase que exclusivos.
Essas limitações talvez expliquem'
expliquem a pouca divulgação do carrobiblioteca entre os moradores da Pompéia.
Este nosso estudo na Pompéia sofreu os limites de ter sido
isolado e não articulado com outros movimentos de ação social
156 ■

Digitalizado
gentilmente por:

�no bairro, e de ter sido uma aproximação de fora para dentro,
sem uma demanda explícita dos moradores do bairro.
Se foi possível vislumbrar um caminho, este pareceu-nos so
bretudo um caminho a ser trilhado passo a passo
com as pró
prias pessoas que alí vivem. Desde o incentivo ã
elaboração
de necessidades de informação por elas próprias, até as formas
de organização para provê-las.
E preciso ter em mente que não se trata apenas de articular pessoas e instituições, como se as primeiras fossem objeto
das segundas. Para explicitar este ponto, pode-se tomar como
quadro de referência as experiências de bibliotecas estrange^
ras no que se refere ã provisão de informação utilitária. Segundo Childers^^^
Childers (1) visualizamos dois níveis de atuação nas bi^
b^
bliotecas americanas. Num primeiro nível, temos a provisão de
informações simples (telefone, endereço) até a provisão de in
formações que envolvem negociações, inclusive
auxílio ativo
por parte da biblioteca contactando fontes externas. Num segun
do nível, as bibliotecas avaliam as fontes externas, trabalham
para remover obstáculos que se interpõem, acompanham o proce£
proce^
so de obtenção, retroalimentam com dados as agências sociais e
planejadores, e ainda ajudam as pessoas a solucionarem
seus
problemas pessoais sem recorrer a outras fontes.
Parece-nos que, neste quadro de atuação, fica bastante re^
r£
forçada a biblioteca como um meio unilateral de comun^
comuni^
cação.
A seleção de fontes externas e sua avaliação,
o
encaminhamento do usuário e todo o processo que
se s£
gue são prerrogativas absolutas da biblioteca. Não se vi£
lumbra nesta relação de comunicação a bi-lateralidade que
possibilite ao usuário tornar-se ele próprio um
informante e vice-versa.
Se os recursos materiais de
uma
sociedade, como a americana, possibilitam enorme alcance
na
nas facilidades o
provisão de informações utilitárias e _nàs
ferecidas ao usuário, diminuem as possibilidades de comunicação bilateral, pois todos os problemas são resolvidos a nível
da biblioteca apenas.
•Estas observações procedem, pois o quadro de referência de
que falamos acima pode vir a ser o modelo inspirador de futuras ações de bibliotecas brasileiras, ainda que não se possa
157

Digitalizado
gentilmente por:

V

�reproduzir localmente as facilidades materiais do modelo. E o
portuno ressaltar que qualquer movimento que se inscreva
no
conceito de ação cultural deve visar a continuidade autônoma
do processo, e isto s5
só é possível quando os usuários são su- ■
jeitos e não objetos do processo.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1 CHILDERS, T. Trends in public library í § R Service.
service. Library
Journal. 104(17):2035-39 , Oct. 1979.
Journal,
2 COSTA PINTO, L.A. As classes sociais no Brasil. In:
Sociologia e desenvolvimento. Rio'de Janeiro, Civilização
Brasileira, 197Õ.
197Ö.
3 ESTABROOK, L. Emerging trends in community library Services.
services.
Library Trends,
Trends. 28(2):151-64
28(2) : 151-64 , Fali
Fall 1979.
4 FREÍRE,
FREIRE, Paulo et alii. Vivendo £
e aprendendo. São Paulo, Brasiliense, 1980. 128p.
síliense,
5 FLUSSER, Victor. Uma biblioteca verdadeiramente pública.
R.Esc.Bibliotecon.UFMG,
R.Esc.Bibliotecon.UFMG. 9(2):131-8, set. 1980.
6 GUIDI
GUIDI,, M.L.M. § GUERRA DUARTE, S. Um
Urn esquema de caracteriza.ção sõcio-econômica. Rev. Bras. Est. Pedagógicos, (52(115):
65-82, jul./set. 1969.
7 KOCHEN, M. § DONOHOE, eds. Information for
for.the
the community. Chicago, American Library Association, 1976. Z82p.
8 LE VEN, Michel Marie. Estudo de 6 favelas e 4 bairros populares de B.H. Praxis,Belo
Praxis.Belo Horizonte: 19-39.'
'99 LEVANTAMENTO de ações sócio-educativas e culturais desenvolvidas por instituições públicas e privadas junto às populações
carentes da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Belo Ho
rizonte. Universidade Federal de Minas Gerais,,
Gerais^, Pró-Reitaria
Prõ-Reitaria
de Extensão, 1980. 76p.
10 THIOLENT, Michel J. M^ Crítica metodológica, investigação
in-vestigação sor
sot
ciai ^e enquete operária^ Eãõ
São Paulo, Polis, 1980. 2270'p.
70J).

158

Digitalizado
gentilmente por:

-

Q

II

12

13

�ABSTRACT
Exploratory study conducted in Bairro Pompéia, Be
lo Horizonte, with the aim o£
of verifying how vital in
formation flows in that community and detecting
the
of the required
barriers that might hinder the search o£
information.
The results showed that vital in£ormation
information obtained
through neighbors, friends
£riends and relatives is £ar
far more
used than printed in£ormation.
information. Witli
With regard
to the
higher social strata printed in£ormation
information is used
to
complement oral in£ormation
information whereas printed in£ormainformation is not used by the lower social classes due to
illiteracy, lack’o£
lack'of reading and low economic resources.
It was veri£ied
verified that the lower the socio-economic class
cl^s
the harder the process of
o£ acquisition of
o£ information
in£ormation
is.
The category employment was proved to be the most
troublesome for that community. In spite o£
of the exis
tence o£
of agencies that provide information about joE
joF
offers the users of such agencies stated the services
óffers
Services
were not efficient.
The^great
The_great number of non-users of library Services
services
in Pompéia area indicates to J.ibrarians
librarians the
various
possibilities of working towards ■■nieeting
laeeting the needs of
that community with regard to vital information.

159

Digitalizado
gentilmente por:

�cdu: 061.68:37:621.3»
cdd: 025.0037
621.38
"BIBLIOTECA E EDUCAÇÃO PERMANENTE - BANCO DE DADOS CULTURAIS"
Angela Maria Amaral Rébula - Chefe do
Setor de Documentação e
Informações
Administrativas da Fundação MOBRAL.
Membro do Conselho Regional de Biblio
teconomia - 7a. Região.
RESUMO
Baseado na evolução tecnológica e utilizando os meios de comunicação como recurso, apresenta toda a operacionalização do projeto "Banco de Dados Culturais MOBRAL-TELERJ". O referido projeto
é o resultado de um convênio celebrado entre a Fundação Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL e Telecomunicações
do
Rio de Janeiro S.A. - TELERJ, que desenvolveram juntas um siste
ma de atendimento educacional por telefone. Seu objetivo
funda
menta-se na popularização da informação proporcionada pela faci
lidade e simplicidade da rêde telefônica existente ao alcance de
todos. Para \iabilizpVj.abilizf&gt;- ,.,ce
,^ce sistema cabe a Fundação MOBRAL através do Setor de Documentação e Informações Administrativas
SEDIN, prover a montagem do projeto, utilizar o seu acervo
na
área de Ciências Sociais, fornecer salas e mobiliário. Quanto a
TELERJ cabe prover todo o equipamento técnico necessário
para
sua implantação. Os recursos humanos são fornecidos por ambas as
partes conveniadas. Este sistema visa proporcionar a população ,
em sua primeira fase, conhecimento relativos aos conteúdos
de
História do Brasil da Area de Estudos Sociais do 19 Grau e
do
MOBRAL, bem como estimular o mecanismo de leitura e pesquisa, a
fim de ampliar o universo cultural da comunidade. A partir dessa
fase o Setor de Pesquisa do MOBRAL, através de um instrumental de
"Pesquisa e Avaliação", fará o registro de freqüência de assuntos para possibilitar a extensão do projeto âã outras áreas
de
estudo.
1 - INTRODUÇÃO
A execução deste trabalho, foi motivada não só pela

experiência

obtida nestes três meses de atuação do Banco de Dados

Culturais

MOBRAL-TELERJ, como também pelo conhecimento acumulado

durante

um ano, desde que iniciamos os estudos do projeto, e a

vontade

160

Digitalizado
gentilmente por:

�de compartilhar nosso enriquecimento na área de Documentação

e

Comunicações.
Localizado no Setor de Documentação e Informações Administrativas - SEDIN da Fundação MOBRAL, o Projeto Banco de Dados Cultu rais, é a mais nova área do referido Setor que é composto

pelas

áreas de Correspondência, Arquivo Central, MicrofiImagem,
Microfilmagem. Centro
de Memória, Biblioteca e Documentação.
Podemos afirmar, que iniciamos nossos estudos partindo do univer
so de nossa área de Biblioteca e Documentação, ou seja, uma
blioteca tradicional de empresa, com sua área de

Bi-

especialização

voltada para o campo '^■•'s
'’■“s Ciências Sociais.
Empenhados, passamos a conhecer e a pesquisar profundamente

uma

forma de dinamizai nossos serviços, utilizando conhecimentos

de

igação de informações documentárias,
sistemas de div igeção

aliando-os

ao desenvolvime,:to da área de telecomunicações. A finalidade
era chegar a um sistema de informações educacionais não só
patível com a realidade da organização MOBRAL, onde a

com

responsa-

bilidade maior da Educação Pc:Pc - .^nente
.^r.ente ê a tônica constante, como
támbêm
também a um compromisso com uma clientela maior, definida
carente, já usuária dos demais programas do MOBRAL. Uma

como
outra

vertente, seria a comunidade em geral, que em dado momento

vi^
vi£

lumbramos atingir, utilizando um acervo até
atê então voltado princJ.
princ^
palmente para o desenvolvimento funcional de nossos

técnicos.

Nosso objetivo maior, era levar a uma clientela mais ampla

as

informações de um acervo rico e desconhecido na área de Ciências
161

Digitalizado
gentilmente por:

�Sociais e até então restrito aos servidores da Fundação e pesqui
sadores de entidades afins.
Passamos a abordar, portanto, alguns tópicos referenciais
nos levaram a somar duas ãreas
áreas básicas. Documentação e

que

Comunica

ção e que propiciaram uma coerência interna necessária ã

implan

tação e operação do nosso Banco de Dados:
-

A filosofia da Educação Permanente, norteadora dos

programas

e projetos do MOBRAL, que se baseia na interpretação da

educa

ção "como um processo que deve prolongar-se durante toda a vida
adulta";
- O avanço da tecnologia, a era da comunicação, e o ser

huma

no, com a gama de conhecimentos que lhe é ofertado, com a neoe£
neces^
sidade de continuamente se reciclar, tanto para seu

desenvolví
desenvolví^

mento profissional, como para seu crescimento social;
-

A necessidade da constante atualização já sentida em todas as

camadas sociais e nas mais diversas faixas etárias, por

todos

que desejam aproveitar plenamente seu potencial intelectual;
- As mais avançadas concepções de Bibliotecas e Centros de

Do

cumentação, que hoje espelham o repositório da cultura nacional,
oumentação,
em sua% diversas ãreas
áreas de especialização e prlncipalmente
principalmente

sens^

blllzadas
bilizadas para os aspectos das mudanças sociais numa tentativa de
acelerar o processo de interação Biblioteca/Comunidade em geral;
- A necessidade de cada vez mais veicular nosso produto "ã

in-

formação", dinamizando os serviços-fins de bibliotecas;
- A popularização da informação;
A facilidade e simplicidade proporcionada pela utilização
rede telefônica existente ao alcance de todos, não só
dos telefones particulares, como públicos.
162

Digitalizado
gentilmente por:

da

através

�2.

PROJETO BANCO DE DADOS CULTURAIS MOBRAL-TELERJ

2.1 - Justificativa:
Considerando que:
.

o MOBRAL é um órgão de educação de massa empenhado em

perse

guir a concretização da filosofia da educração
educação permanente;
.

a educação deve procurar beneficiar-se da evolução

tecnológ^

ca, utilizando-se dos meios de comunicação como recursos;
.

a TELERJ dispõe de uma infra-estrutura capaz de suportar

a

operacionalização de um Projeto que se utiliza do telefone co
mo recurso informativo;
.

a utilização dessa tecnologia tornará a aprendizagem

mais

acessível ã clientela, permitindo um atendimento individualizado com melhor rendimento, e a garantia da mensagem

direta

em resposta ãs expectativas da população;
.

a oportunidade de educar e ser educado apresenta-se em

todos

os eventos, momentos e situações.
Optou-se por Instituir
instituir um Projeto que se utilize do telefone

co

mo melo
meio informativo e recurso didático, para ampliação do univer
so de conhecimentos da população.
2.2 - Objetivo Geral;
Constituir um Banco de Dados Culturais que através da

utiliza

ção de um sistema de informações pelo telefone, propiciará ã po
pulação, conhecimentos relativos aos conteúdos das
diferentes
163 .

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�aréas
areas do ensino de 19 grau e do MOBRAL.
2.3 - Objetivos Específicos;
.

Prestar informações específicas
especificas sobre os programas e.
e ativida
des do MOBRAL e os serviços que ele oferece ã comunidade;

.

Proporcionar conhecimentos relativos ãs
às áreas de Estudos
ciais, Ciências Físicas e Biológicas, Comunicação e

So

Expre£
Expres

são, a nível de 19 grau;
.

Estimular, na clientela, mecanismos de leitura e pesquisa,

a

fim de ampliar o seu universo cultural;
.

Constituir a médio prazo um banco de dados sobre os

assuntos

de maior interesse da comunidade;
comunidade:
.

Implantar um sistema de acompanhamento, controle e

avaliação

do Projeto, visando verificar principalmente o desempenho

do

Banco de Dados e da clientela.
2.4 - Abrangência;
O Banco de Dados Culturais está atingindo o município do Rio

de

Janeiro e áreas periféricas.
2.5 - Clientela;
Clientela:
O Banco de Dados Culturais está atendendo ãà clientela do MOBRAL
e ã comunidade em geral.
3. - Operaclonallzação!
Operacionalização;
164

Digitalizado
gentilmente por:

�3.1 - Capacitação dos Recursos
ReCursos Humanos:
Cabe ao MOBRAL, o treinamento e orientação dos elementos envolv^
dos no Projeto abordando os seguintes aspectos:
.

formas de operação do sistema;

.

conteúdos das diversas áreas;

.

mecanismos de acompanhamento e avaliação.

3.2 - Implantação:
Na fase de implantação,
Implantação, o Projeto está
estã abrangendo informações
Informações re
lativas ao MOBRAL, e conteúdos de História do Brasil da Area
latlvas

de

Estudos Sociais do 19 grau.
A partir dessa fase o Setor de Pesquisa do MOBRAL, através

de

um instrumental
Instrumental de "Pesquisa e Avaliação" (em anexo), registrará
a freqüêncla
freqüência dos assuntos, possibilitando assim que o Projeto se
estenda a outros conteúdos relativos áâ mesma área de estudo

e

gradativamente ã outras áreas.
gradatIvamente
3.3 - Divulgação:
Cabe ã TELERJ, em conjunto com a Gerência de Comunicação

Social

do MOBRAL-GECOM, a divulgação do Programa.
3.4

Montagem do Banco de Dados:

0O Setor de Documentação e Informações Administrativas - SEDIN
165

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�em um prazo de 3 meses:
etn
Promoveu a montagem do acervo de referência da área de estudo
escolhida para la. fase;
Efetuou o cadastro das informações básicas referentes aos con
teúdos de História do Brasil, 19 grau;
Efetuou o cadastro das informações básicas referentes aos Pro
gramas do MOBRAL;
Executou a formatação, tratamento e montagem do Banco de

Da

dos Culturais.
3.5 - Estrutura do Sistema;
3.5.1. - Fluxo de atendimento
Para a fase de implantação do Projeto, cada conjunto de duas
nhas tem, como responsáveis: 1 técnico pesquisador e 1

1^

estagia

rio (na área de Comunicação, Pedagogia ou Biblioteconomia).
3.5.2. - Seqüência
Seqflência do Atendimento;
-

O0 estagiário atende ã chamada telefônica, pelo fone de telefo
nista.

-■-&gt; A pergunta, é ouvida pelo técnico pesquisador ao mesmo

atra

vés do fone normal;
vês
Paralelamente, enquanto o pesquisador inicia a pesquisa,

no

Banco de Dados, ou diretamente em obras de referência, ou

pu

blicações didáticas (caso ãa pergunta ainda não se encontre ca
dastrada) o estagiário dará continuidade ao atendimento,

for

166

Digitalizado
gentilmente por:

I
^Q

I
II
11

I
12

13

�mulando ao cliente as questões contidas no instrumental de pes
quisa e avaliação (nome, endereço, escolaridade, etc)
qulsa
- A resposta poderá ser:
a) Imediata
imediata

- por parte do estagiário
- por parte do pesquisador

b) posterior

- pergunta não cadastrada no Banco de Dados, que
requeira pesquisa complementar por parte

dos

responsáveis pelas respostas.
A resposta será dada por qualquer um dos

ele

mentos cujo ramal se encontre disponível.
A pergunta/resposta se identificará por um cõ
digo, dado ao cliente quando da formulação

da

pergunta;
c) remlsslva
remissiva

- pergunta com grau de complexidade que requeira
pesquisa complementar, por parte do cliente

,

em Bibliotecas Públicas ou Particulares, Inst^
insti
tulções especializadas no assunto questionado,
em nossa Sala de Estudos^etc.

3.6. - Horário de Funcloncimento:
Funcioncimento;

Na fase de implantação, o projeto está funcionando em regime

de

dois expedientes imeuihã/tarde)
imcuihã/tarde),, tendo em vista que se condensarmos o atendimento num dos dois expedientes, parte da
19 grau, pela diversidade de horário, deixará de ser
de 1&lt;?

clientela
atendi
atendí

da.
Horário da Manhã:
Meuihã: 9:00 às 12:00
167

Digitalizado
gentilmente por:

�Horário da Tarde: 14:00 às 18:00
3.7 - Recursos Humanos:
Os recursos Humanos na fase de implantação do Projeto são os

se

guintes:
3 Pesquisadores 1 - Pesquisador Historiador
1 - Pesquisador Professor de 19 grau
1 - Pesquisador Bibliotecário
- 8 estagiários em tempo parcial 4 - estagiários no turno da Manhã
4 - estagiários no turno da Tar
de
- 2 bibliotecários para controle da linguagem, atualização,
matação e arquivamento das informações
datilõgrafos.
- 2 datilõgrafos.^
3.7.1. - Caberá ao MOBRAL:
Fornecer os seguintes elementos:
- 3 Pesquisadores
- 2 Bibliotecários
- 2 Datilógrafos.
Datilõgrafos.
3.7.2. - Caberá a TELERJ:
TELERJ;
Fornecer os seguintes elementos:
- 8 estagiários
168

Digitalizado
gentilmente por:

for.

�3.8.

Recursos Materiais:

3.8.1. - Cabe ao MOBRAL:
MOBRAL;
Prover o Projeto de todos os recursos materiais necessários

a

sua implantação, e desenvolvimento:
.

Salas para o funcionamento do sistema.

- .&lt;&gt;
O'

.

Mobiliário e Equipamentos de Escritório.

.

Promoção da montagem e atualização do acervo de obras de

re-

ferência e material didático.
3.8.2. - Cabe a TELERJ:
Prover o Projeto de todo o equipamento técnico necessário a

sua

implantação, a saber:
.

sistema KS GTE 829 com três aparelhos - duas teclas por apare
Iho e uma tecla de conversação interna.

.

seis linhas tronco de entrada em consecutivo com busca aleatõ
aleató
ria.

.

uma linha em aparelho comum bidirecional para consultas exter
nas.

.

cada aparelho terá um fone de telefonista em paralelo ao fone
normal.

4. - Acompanhamento e Avaliação:
Cabe ao MOBRAL através do Setor de Documentação e

Informações.
Informaçõesf

169

Digitalizado
gentilmente por:

�Administrativas - SEDIN, o acompanhamento do Projeto,

bem como

a realimentação imediata dos técnicos nele envolvidos.
Os responsáveis pela execução deverão, ao final de cada mês, rea
lizar as seguintes tarefas:
.

auto-avaliação de seu desempenho;

.

avaliação cooperativa com os demais elementos envolvidos

no

Projeto sobre a incidência das perguntas:
perguntas; a utilização e

a

adequação das fontes bibliográficas para atendimento aos inte
resses e necessidades da clientela;
replanejamento e realimentação tendo em vista as

avaliações

feitas.
O0 Setor de Pesquisa xlo
do MOBRAL com a colaboração do SEDIN,

elabo

rarã um plano de avaliação do Projeto, procurando verificar:
rarâ
.

a receptividade da comunidade em relação ao Projeto;

.

a contribuição do Projeto para ampliação e aquisição de conhe
ciinentos por parte da clientela;
cimentos

.

a utilização e eficiência dos diversos materiais de consulta;

.

outros aspectos relacionados ao desenvolvimento do Projeto

,

visando subsidiar a sua expansão.
5. - CONCLUSÃO
Criado através de um convênio entre a Fundação Movimento
lelro de Alfabetização - MOBRAL e a Telecomunicações do Rio
leiro
Janeiro S.A. - TELERJ, assinado em 30 de março de 1981, o
ma começou a operar a 6 de abril, pelo telefone 2665522, de

Brasi
de
siste
se

170

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�gunda ã sexta, de 9 ãs 12 e de 14 ãs 18 horas.
Funcionando há três meses, o crescimento das chamadas faz sentir
nitidamente o Interesse
interesse despertado na comunidade:
Abril

6 97
697

Maio

923
92 3

Junho

1.189

Preparado para atender Inlclalmente
inicialmente História do Brasil, a

nível

de 1?
19 grau, e atividades do MOBRAL, o Banco de Dados tem respon
dido também a outras áreas que nos tem sido solicitadas pelos
dldo
suárlos
suãrios tais como História Geral, Geografia, Ciências e

u

Conhecí
Conhec^

mentos Gerais.
Estas respostas são fornecidas utilizando nosso material de refe
rência e prlnclpalmente
rêncla
principalmente acervos de Bibliotecas e Centros de Docu
mentação especializados, tais como "Centro de Documentação
Casa de Rui Barbosa", Biblioteca do IBGE, Biblioteca da

da
Petro

brás. Biblioteca de Furnas e as Regiões Administrativas do
brãs.

Rio

de Janeiro.
As respostas, são fornecidas, ao nível mais simples, sintéticas,
sempre Informando
informando nossa fonte de consulta, quer seja uma publica
ção ou uma entidade como fonte externa.
0 nível que denominamos "Remlsslvo"
"Remissivo" é caracterizado pelo

pesqui

sador, quando o mesmo detecta que o cliente quer desenvolver
trabalho mais complexo, ou seja nas áreas iniciais
Iniciais de

um

atendi
atendí

mento do projeto, onde Incentivamos
incentivamos o usuário a vir pesquisar em
171 .

Digitalizado
gentilmente por:

�nossa Sala de Estudos, ou seja em outras áreas, pois estamos man
tendo atualizado um cadastro de Bibliotecas Regionais, de Biblio
tecas Especializadas, de Centros de Documentação, de Serviços de
Comunicação Social de Empresas, que fornecemos aos Clientes;

o

nome do órgão, seu endereço, seu telefone.
Nossa meta tem sido atingida, pois temos alcançado os

objetivos

propostos no projeto tais como:
- Atingir a faixa de clientela de 19 grau, havendo portanto
encaixe com a política global do MEC, a prioridade do

um

ensino

de 19 grau;
-

Seguir a filosofia do MOBRAL, de proporcionar ã

comunidade

oportunidades de ampliar o seu universo cultural;
- Otimizar a utilização do acervo da Biblioteca do MOBRAL acumu
lado ao longo de dez anos;
-

Promover o intercâmbio de informações educacionais entre

Bi

bllotecas e demais órgãos especializados;
-

Incentivar a utilização educacional de um recurso da área de
Telecomunicações;

- Acompanhar a evolução das áreas de Documentação, Informação e
Telecomunicações.
6. - ABSTRACT
Operacionalização do projeto "Banco de Dados Culturais

MOBRAL-

TELERJ" que visa proporcionar a população conhecimentos

relat^
relati

vos aos conteúdos das diferentes areás do ensino de 19 grau
do MOBRAL.
172

Digitalizado
gentilmente por:

e

�INCIDÊNCIA
INCIOÉNCIA
A
500 --

ATENDIMENTO SEGUNDO FAIXA ETXRIA

450 --

400--

350--

. MESES
LEGENDA
7 A 14 ANOS
15 A 21 ANOS
22 A 35 ANOS
+ DE 35 ANOS
,73.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

4&gt;

�INCIDÊNCIA DE CHAMADAS SEGUNDO GRAU DE ESCOLARIDADE
INCIDÊNCIA
II
1000 --

JAN

-+—
FEV

f-

MAR

ABR

MAI

OUN

LEGENDA
|9 GRAU
29 GRAU
SUPERIOR
174

1
2

I

I
3

Digitalizado
gentilmente por:

jÁ Sc a n
GeraMancnto

^

.0

11

12

�ASSUNTOS ATENDIDOS
INCIDÊNCIA
1000--

900--

800 - -

700--

600--

500--

400 --

300--

200--

I00--

0 I

JAN
JAN.

j

FEV

MAR.

LE6EN0A
LEGENDA
HISTÓRIA 00
DO 8RASIL
BRASIL
CONHECIMENTOS GERAIS
OUTROS ASSUNTOS

cm

I
3

Digitalizado
gentilmente por:

ABR

MAI.

JUN.

�NÚMERO DE CHAMADAS TELEFÔNICAS
INCIDÊNCIA
2.000 --

l.800--

1.600 --

1,400 - -

1200--

176

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�CADASTRO DE INFORMAÇÕES MOBRAL/TELERJ
MobrdL
MobrjL
ABBUNTO
[ZZ
c

cdplBO
cdoiBo
DATA
TIMFO
TEM^O Ot
OE DITIUÇAO
RETIRCAO
i-U.I I' II ■' J!,
I, I I iI 1I II Jif'
JF■ II ill
' I ' lZ
I '
-TCLtFONCMA&gt;AiRwo/yuM&gt;efiMO
tAIRRO/MUMIcfRIO
FRCFIXO UF.
RMFIXO
[ .........
»HTICULAII I I I [_[ ,0.u..
&gt;Ú«LICO 12
[ 2 I I M I I I I I rrn
I I I I 1111111111
I I I I I I I I I I iI ■I iI ij
I
.FAIXA
- FAIXA CTARIA
ETARIA •
"■ ■ ■
SIXO
2 I II tt k
i.-i.*.:!.-]' 1 «T I H A ■! Il^l~J
I ^T~]
|«]~j
...oil,...
I iT~11
IzT
■” m
1*1
...OIL,..!■!
11
rn
I
ui~~ii
47
4&gt; I ........
4f I I 4&gt;inr-"r^i
EITUOA F
1I
- taCOLADIDADC
ESCOLARIDADE •
f|o|
I'l
Jf^TiTírT]
U.....|e|
[ *'**1^1^^jrrriT]
I W*0 ' * ^ 4 lI AWALfAUTO
I I |~J lU\\\.........131
[ MUIAI, |Z [ fTu^HTIVO | 3 | j[7....M
| I* tWAU | ^ | ^|
| ■* MAU ^ ^ ^ [lUPHIOl
l^ ^
^1^
m
I I FAHTICgLAR | In| 1l I| PlltLICA
PÚBLICA 1^ I
"t?
t*Tt
- TRASALNA
TRABALHA f •
OCUFAÇiO
cdoiBO
C^OISO
I.M O JBEL
I “to I '
Q
•COMO
COMO eONNBCIU
CORMECEUOOBKRVIÇO
SERVIÇO •
1
-FONTC
FORTEOCOE CONSULTA
CORSULTA • •
|4|J I.111^11„»y.?..121^|
I ^|..o.c.|z|_||......|3|J[~
I I I I Awilwio |z I I I tteov.A [s]
Ifi.".».. 1^1
ÍJ
AOiTENtOl
FRtIHCNIOO FOR
RREERCRIOO

lOW NOVAMENTE
HOVAIttHTC IK
cLIAM
SALA
OALA
OE
DC
CDTUDOA
EITUiOl
[
DIBITADO FOR
OISITADO
J.

L.

177

Digitalizado
gentilmente por:

�7. BIBLIOGRAFIA

BERRY, John. A tlp
tip from Detrolt.
Detroit.
(13): 1287-90, Jul. 1975.

New York, John N. Berry,

100

FAURE, Edgar et alli.
alii. Aprender a ser; la educaclõn
educacion dei
del
futuro^
Apprendre ã étre/Version espanola de Carmen Paredes de
C$
tro. Paris, Unesco, 1974. 426 p.
MIRANDA, Antônio.
Antonio. Planejamento bibliotecário no Brasil; a
inlibrary and informaformação para o desenvolvimento/Pfanning
desenvolvlmento/Plannlng llbrary
Information Systems
systems (NATIS) for Brasil; a master dlssertatlon/Rlo
dissertation/Rio de
da
Janeiro, Livros Técnicos e Científicos; Brasilia,
Brasília, Editora &lt;fe
Universidade de Brasília, 1977. 135 p. Bibliografia.
Brooking. Serviços ao usuário na biblioteca pública.
NEGRÃO, May Brooklng.
In: Jornada Sul - Rio - Grandense de Biblioteconomia,6, 1980.
Anais... Rio Grande do Sul, 1980. p.59-79.
SILVA, Solon Benayon da. Telemãtica. Revista Brasileira de TelecomunlcacSes.. Rio de Janeiro, Telebrasil, ^ (4):67-71, juL
comunicações
/ago. 1979.
SILVA, Solon Benayon da. Telemãtica. Revista Brasileira de TelecomunicacSes.. Rio de Janeiro, Telebrasil, 21 (l):64-65, jan.
comunicações
/fev. 1980.
O VIDEOTEXTO estã
está chegando. Revista Nacional de
TelecomunicaTelecomunlcações.
c5es. são Paulo, Bandeirante, ^2 (14):8-12, jun. 1980.

178

Digitalizado
gentilmente por:

�CDD - 028.5
CDU - 027.6
A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO NUMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO PEDIATRICA.
TERNAÇSO
PEDIÄTRICA.

Anna Francisca Martinez Passos
CRB-10/375
Bibliotecária Chefe do Serviço de
Biblioteca, Documentação e Infor
mação Científica do Hospital de
Clínicas de Porto Alegre.

RESUMO
O trabalho apresenta uma das atividades

desenvolvidas

pela Biblioteca do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, junto a
Unidade de Internação Pediátrica, servindo de elo entre a Biblio
teca e o paciente, visando facilitar a sua recuperação.

179

Digitalizado
gentilmente por:

�1 - INTRODUÇÃO
A fábula e o conto surgiram como as primeiras manifestações do psiquismo social, como animadores da vida e, assim, ca
minharam ao longo da evolução dos povos.
Através dos tempos, foram se expandindo; através da di
dJL
vulgação oral, foram enriquecidos pela imaginação, na busca

de

realismos simbólicos.
Paralelamente aos contos, fábulas e outras

formas

de

literatura, a sociedade cresceu numa evolução que acompanhou uma
a outra.
Sempre que se fala em fábulas, contos, automaticamente,
surge, ã nossa frente, a imagem infantil, ou seja,
criança.

a

imagem

da

Daquela que, através da sua imaginação limitada,se tor

nou a razão maior da existência desta expressão literária.
A criança dá crédito ã história e ao mito. Nas asas da
fantasia, ela viaja por mundos misteriosos.

E, mais tarde,

se familiarizando até o ponto de alcançar o equilíbrio

vai

completo

de suas faculdades.
A história nasceu da necessidade de fantasia.

Na sua

fase didática, a história éê necessária para a criança, pois vem
a ser o sonhar acordado;
de fantasia;

o encontro da criança com o seu mundo

a busca do equilíbrio.

As histórias são, para o psiquismo infantil, como o alimento êé para o organismo;
ê:
é:

como o ar é para os pulmões.

Isto

"coisa vital".
Por tudo isso, se deve dar ã criança a história cuida-

dosamente preparada, principalmente para a criança doente.
As restrições impostas pela doença e pelo ambiente hos
180

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�pitalar, levam a criança doente a uma necessidade básica de car^
cari
nho e atenção, por parte dos adultos, a fim de sua pronta recupe
ração.
A recuperação estâ
está relacionada ao cimbiente onde a cri^
criM
ça se encontra.

Uma criança enferma que desfruta de um local de

prazer e lazer, associados ã ventura, onde possa ver coisas, falar com pessoas, perguntar e obter respostas ãâ altura de sua com
preensão, ler, cantar, contar, fazer projetos e, muitas

vezes,

torná-los realidade, dependendo de cada caso clínico específico,
tornã-los
e assim terá amenizadas suas limitações que as condições de

en-

ferma lhe impõe.
As restrições impostas pela doença e pelo ambiente hos
pitalar, devem ser previstas em um planejamento de programa.
Um traualho desta natureza exige seriedade e deve ser
desenvolvido num clima de harmonia, despreocupação, entretimento
e alegria entre os participantes do programa.
AÄ criança que se encontra hospitalizada e usa os servi
serv^
ços da Biblioteca, chamamos de paciente e leitor.

Daí, a termi-

nologia leitor-paciente que iremos aplicar no desenvolver deste
trabalho.
O sucesso desse programa depende da observação da seguinte formação:
- Respeitar a sua própria personalidade e a do leitor
-paciente;
- Reconhecer suas limitações;
- Conhecer o desenvolvimento intelectual

e

emocional

do leitor-paciente;
- Ter sensibilidade aos elementos sutis de comunicação;
- Suportar hostilidades, sem reagir;
181

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�Ser bom observador.

2 - OBJETIVO
Pensando em tudo Isso,
isso, foi que a Unidade de Internação
Pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre,juntamente com
a equipe de profissionais que trabalham nessa Unidade,

criou o

Serviço de Recreação.
Sendo a Biblioteca do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, integrante do Grupo de Apoio Assistencial, dividimos

as

nossas atividades com o Serviço de Recreação.
O0 nosso objetivo a esse Serviço é educar, instruir, atender as dificuldades individuais, desenvolver e despertar o gos
to pela leitura e principalmente, preencher as horas ociosas com
amor e carinho, oferecer um pouco de alegria, ao leitor-paciente,
que passa seus dias dentro de um hospital.
Não são contadas, ao leitor-paciente, histórias que ve
nham, de alguma forma identificá-lo
identificâ-lo a alguns de seus problemas,
de seus complexos, bem como história onde se possa transmitir me
do, ou impor determinados tipos de condutas, como punir a curiosidade,, a desobediência, impor horário de comer ou de dormir. Tam
sidade,,a
bém não são recomendadas histórias com enredos e finais tristes.

3 - POPULAÇÃO - ALVO
Crianças baixadas em uma Unidade Pediátrica.
Estamos realizando este trabalho, que não chega a com182

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�pletar 2 (dois) anos de funcionamento.

Neste período foram in-

ternados 1.900 pacientes.
Em uma Unidade de Internação Pediátrica, a faixa
ria dos pacientes é de zero aos 12 (doze) anos.
no hospital é muito variável.
torze) dias.

etá-

Sua permanência

A média é de 4 (quatro) a 14 (qua

Há porém, casos excepcionais, em que os

pacientes

permanecem por longos meses.
O leitor-paciente que é baixado nessa Unidade, ele vem
em média de um nível sócio-econômico
sõcio-econômico baixo.
ciência de alfabetização.

Crianças com

defi-

Elas são oriundas da periferia da ci-

dade ou do interior do Estado.

4 - METODOLOGIA
Quando se tem um público certo para ouvir, ler e

con-

tar história, pode7se
pode-se fazer uma introdução que antecede ã narração, cantando uma música, batendo palmas, etc.
As crianças, no caso os leitores-pacientes,ficam ãâ von
tade, sentadas no chão, ou num colchão, em circulo,
círculo, ou semi-cir
semi-cír
culo, ou, ainda, em
era torno de mesinhas especiais

para

crianças,

de modo que elas possam se sentir confortáveis e possam ver a pe£
soa que irá lhes contar a história.
Na hora do conto, ilustramos a história
bem coloridos.

com

cartazes

Eles têm uma seqüência de exposição semelhante a

de uma história em quadrinhos.

Estes cartazes são colocados mm
num

flanelógrafo, a fim de despertar maior interesse no leitor-pacien
te.
Todas as histórias devem atingir o final esperado.

É
183

Digitalizado
gentilmente por:

*

�preciso observar a expressão dos olhos da criança, para que possamos captar suas expectativas.
Um conto infantil é considerado bom, quando

a

reação

da criança é positiva.
0O ideal é contar história simples, curta, de no máximo
5 (cinco) minutos de duração.
COS em gravuras.

Os livros utilizados devem ser ri
ri^

Seus temas devem versar sobre palhaços,animais

domésticos, tais como:

patinhos, pintinhos, gatinhos, burrinhos,

porquinhos, etc.
Segundo Doris Hasler, "As crianças enfermas gostam de
histórias rimadas e humorísticas".

Gostam de rir dos

aconteci-

mentos cômicos.
Não são contadas, ao leitor-paciente, histórias que ve
nham, de alguma forma, identificá-lo a alguns de seus problemas,
de seus complexos.

Bem como história onde se possa

transmitir

medo ou impor determinados tipos de condutas, como punir a curio
sidade, a desobediência, impor horário de comer ou de dormir. Tam
bém não são recomendadas histórias com enredos e finais tristes.
Para crianças alfabetizadas, emprestam-se livros.
tes empréstimos seguem também um certo critério, quanto ã

Esrela-

ção história e leitor-paciente.
As principais características que uma história

infan-

til deve ter são as seguintes:
- repetir - esta característica da história infantil,vi
sa levar o auditório a intervir e participar;
- ficção - humanização dos personagens;
- imaginação - constitui todo o enredo da história, detalhes e o final.

EÉ a história em si;

- clareza-o
clareza - o enredo deve ser simples e claro;
184

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�- rapidez de ação - quando não há descrição. A

histó-

ria ritmada tem mais ação;
- alegria - deve caraterizar sobretudo no final.
Aos leitores-pacientes, residentes na cidade, que freqüentam a escola, a Biblioteca empresta livros didáticos,

para

que possam fazer seus trabalhos escolares, trazidos por seus pais.
Uma vez feitas as lições, estas são devolvidas ã escola.
Realizamos também atendimentos individuais com
res-pacientes em isolamento.

Esse atendimento consiste

leitoem

em-

préstimos de livros didáticos e leitura infanto-juvenil. Para os
menores emprestamos livros para que seus familiares
as histórias.

lhes

leiam

Estes também participam da hora do conto.

Todos os materiais utilizados imprescindem de um trata
mento especial.

Para isolamento protetor, o material éê estiril^
estirili

zado antes do seu uso e depois que foi utilizado, quando se trata de material contaminado.
Os livros que vão para o isolamento devem
uma encadernação resistente.
grampeados ou com tima

ser

livros

Pois,como já foi

exposto acima, após o seu uso, eles são recolhidos e encaminhados, devidamente preparados ao Centro de Esterilização.
Tendo em vista a pequena permanência do paciente hospi_
hosp^
talizado não êé necessário'
talizadp
necessário’um
um acervo tão grande e que pode perfe^
tamente satisfazer a demanda.
Vimos, com a nossa experiência a falta do hábito
hãbito de le^
lej.
tura familiar, e de formação cultural.

Portanto, mostramos aos

pais, o quanto ê importante a formação do hábito
hãbito de leitura. De£
de cedo, deve-se lèvar
levar a criança a ter contato direto com os livros e procurar desenvolver o hábito
hãbito de ler.
senvolvimento de pensar,

Isto permite o de-

leva a tima
uma reflexão rápida do que leu.
leu,
185

cm

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�desenvolve o raciocínio e estimula a imaginação.
Os interesses pela leitura devem ser estimulados

con-

forme a idade que pode ser:
2 a 4 anos - Gostam de ficar folhando

as

páginas

de

qualquer livro bem ilustrado. Seu interesse prin
cipal nos livros são reconhecer os objetos
lhe são familiares.

que

Gostam de animais, de olhar

gravuras sobre trem, automóveis, avião, isto

é,

coisas que tenham movimentos.

Repetição das i-

déias mesmo mudando a imagem.

Nessa fase gostam

de um companheiro imaginário, por isso

apreciam
aprecicim

histórias de animais que se comportam como gente.
Possuem interesse por outras crianças e pessoas
de fora de sua casa.
5 a 7 anos - Adoram histórias em que a criança, como e
la, tem aventura imaginária.
fasia.

São ávidas por fan

Está ainda mais interessada no que se pa£
pas

sa a sua volta.
7 a 9 anos - Nessa faixa de idade inicia-se a diversificação de interesses entre os meninos e as men^
nas.

As meninas preferem histórias de fadas, de

reinos encantados, princesas, etc.

Os

meninos,

ação, heroísmo, aventuras emocionantes.
10 a 12 anos - Os meninos preferem fatos,histórias ver
dadeiras, ficção científica, como Tarzan,
rix, Lucy Luche, Júlio Verne, etc.

As

Astemeninas

tendem para o lirismo, novelas românticas, sent^
mentais, e ainda aventura policial.
186

Digitalizado
gentilmente por:

Q0

II
11

12

13

�5 - IMPLEMENTAÇÃO
Os leitores-pacientes recebem desde o início,até o fim
de sua permanência, uma carga de conhecimentos, que nem
nemoo seu lar
e nem a sua escola podem proporcionar.
Paralelamente ao trabalho que realizamos com os nossos
leitores, pacientes recebem outras atividades, que vão desde cinema, teatro de fantoches, jogos, discos, etc.
Além da Bibliotecária, essas atividades envolvem um grji
grja
po de multi-profissionais, tais como, psicólogas, assistentes so
ciais, grupo de enfermagem, recreacionistas, etc.

6 - CONCLUSÃO
Um dos principais fatores para a recuperação de crianças doentes êé mantê-las ocupadas e alegres.
Ociosidade e tristeza, são os maiores aliados da doença.

Daí a importância do trabalho da Biblioteca, numa

Unidade

de Internação Pediátrica.
Aos pais, cabe o importante papel de colaborar
esforço de recuperação.

neste

Por isso, mostramos aos pais quanto é im

portante a continuação do hábito da leitura.

Importa desde cedo,

levar a criança a ter contato direto com os livros e a

procurar

desenvolver o gosto de ler.
Que cada resultado de nossa experiência, onde todos aprendem e crescem, seja uma constante, e a criança hospitalizada,
a beneficiada.
Com o decorrer do tempo, muitas coisas poderão

sofrer
187

Digitalizado
gentilmente por:

�modificações, novos programas, trabalhos, métodos, surgirão.
Ê muito importante salientar que o nosso processo

de

desenvolvimento cultural, numa Unidade de Internação Pediátrica,
não é esporádico, mas, um trabalho diário.
Achamos que uma Biblioteca Hospitalar, além de atender
a seu corpo médico, como também a administração e funcionários,
pode dedicar algumas horas a pacientes, entretanto, sem intervir
nas atividades médico-enfermagem, ou outros serviços prestados.
Por mais simples e despretencioso que seja o que possa
mos oferecer, poderá se tornar um grande benefício a um ser huma
no hospitalizado.
Pelo exposto, fica evidente, que a Biblioteca Hospitalar êé um setor que exerce grande influência na vida do hospital,
quer se considere a Biblioteca médica, quer se considera

a

Bi-

blioteca dos pacientes.
Muitos hospitais poderiam oferecer uma assistência mais
duradoura se na sua organização dessem ã Biblioteca o seu valor
real.

ABSTRACT
The work
Work presents one of the activities
activlties developed by
the Hospital de Clínicas de Porto Alegre Library, along with
the Pediatric Internation Unit, working as a bond between the
Library and the patient aiming to make faster his recuperation.

188

Digitalizado
gentilmente por:

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
BIBLIOGRÄFICAS
AGUIAR, Vera Teixeira de. ßue
(Jue tÁ.\)&gt;io
lÁ-vKo ■Lndíc.a.;
■ind-Lca.; íntzKziiz
-intuHíHí do tz-itoK
tíLton
jovím. Porto Alegre, Mercado Aberto/IEL, 1979. 80p.
jooím.
DURO, Yvete Zietlow. Tendências atuais do serviço de referência
para crianças e adolecentes - uma abordagem. In: JoAnada
Jofinada Sul
Sal
-Klo-GAandínií
-fUo-GAande.me. dt
de BlBllotíconomla
BlSlloteconomla e Vocumcntaçdo,
Vocum&amp;ntaçdo, 6. Porto A
legre, 1980. p.41-57.
FREITAS, Nair Marques Lisboa. Um livro de história para o garotinho doente. K&amp;vlita
Rzolita Paaliòta
Vaullita de
de. Hoipltali, 9(10): 32-3, out.,
1961.
GAELZER, Lênea. A criança e a recreação infantil hospitalar, 2.
Conaelo do Pooo, Porto Alegre, 14 agosto 1979. p.l2.
CoAAZÍo
HOELTGEBAUM, Mario Mira. A Biblioteca Pública e o menor carente. In: CongAZiio
Congfitiio BAaill&amp;ÃAo
Bnailleiao de B-Lbtlot^conomla
Biblioteconomia e Vocumenta
Vocumnta
ção, 10. Curitiba, 1979. p.852-63.
MacEACHERN, Malcoln T. Hoipltal
Ho-ipltal oAga.nlza.tlon
ofiganlzatlon and management.
manage.me.nt.
Chicago, Physicians' Record, 1951. p.707-12.
NEGRÃO, May Brooking. Serviços ao usuário na Biblioteca Pública.
In: JoAnada
Joanada Sul-Rto-GAandenie
Sul-Rlo-Gaandeme de Biblioteconomia e Vocumenta
ção, 6. Porto Alegre, 1980. p.59-79.
RIBEIRO, Circe de Melo. Recreação nos hospitais de longa permanência. Peolita
Reolita Paullita de Hoipltali, 13(9):
Í3(9): 16-22, set.,
1965.
SANDRONI, Laura Constância. A luta em defesa do hábito de leitu
ra. 0 Globo, Rio de Janeiro, 5 abril 1981. Jornal da Família, p.8.
. Literatura infantil, um esforço que vingou.
12 abril 1981. Jornal da Família, p.3.
SILVA, Maria do Carmo. Biblioteca do hospital.
t’a
t'a de Hoipltali, 15(2): 30-4, fev.
fev.,, 1967.

0 Globo,

Reolita Paulli-

189

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�C.D.D. 021.2
C.D.U. 021.2(815.1)
CARRO-BIBLIOTECA DA ESCOLA DE BIBLIOTECONOMIA DA UFMG: DMA
UMA ANÄLI
ANALI
SE DA DEMANDA DE MATERIAL DE LEITURA

Jeannette M.Kremer
B^ '
Professora da Escola de Bi
blioteconomia da UFMG
Associação dos Bibliotecárics
Bibliotecárice
de Minas Gerais
CRB/6 n9 123

Com o objetivo de verificar os princ^
princi.
pais fatores que influem na demanda '
feita ao Carro-Biblioteca da
Escola
de Biblioteconomia da UFMG, foram ana
lisadas algumas características
dos
seus usuários, suas preferências
a
respeito de material de leitura, razões para escolha de obras e
outras
alternativas existentes nos locais pa
ra obtenção de material de leitura por
empréstimo. Foi dado destaque aos títulos de obras mais citados pelos usu
ãrios, com ênfase especial para
os
contos de fadas. Foi feita uma critica âã atuação das bibliotecas públicas
locais.
1- A PESQUISA NO CARRO-BIBLIOTECA
O Centro de Extensão da Escola de Biblioteconomia da UFMG, através de um convênio com o Instituto Nacional do Livro, mantém desde 1973 um serviço de carro-biblioteca. Cinco localida
têm
des da região metropolitana de Belo Horizonte (cidades de Contagem, Ibiritê,
Ibirité, Raposos, Santa Luzia e distrito de Sarzedo)são
atualmente atendidas por esse serviço. Cada cidade é visitada'
uma vez por semana. Os empréstimos são feitos por um estagiário da Escola de Biblioteconomia.
190

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�0 objetivo desta pesquisa é analisar a demanda de material de
leitura em cada uma das cidades visitadas pelo carro-biblioteca. Com esta finalidade foram entrevistados duzentos e quatro
usuários no período de 7 de abril a 19 de junho de 1981. 0 roteiro de entrevista é apresentado em anexo.
Através das respostas obtidas durante as entrevistas procurouse analisar os seguintes aspectos diretamente ligados ã demanda: a) características dos usuários; b) características das obras do carro-biblioteca que mais atraem os usuários; c) prefe
rências dos usuários a respeito dos vários tipos de material '
de leitura; d) alternativas para obtenção de material de leitu
ra: bibliotecas locais e obras existentes nas residências dos
usuários.
Este estudo apresenta um caráter eminentemente descritivo e ex
ploratório, mas com algumas tentativas para analisar em profun
didade alguns dos aspectos pesquisados. ÊE importante mencionar
que procurou-se apenas analisar a demanda ao carro-biblioteca,
sem maiores pretensões de verificar as necessidades de informa
ção dos usuários.
Os dados obtidos através das entrevistas foram inicialmente analisados separadamente por localidade. Como não foram encontradas diferenças significativas entre os resultados de cada '
lugar, foi julgado conveniente apresentar aqui apenas os números e percentagens totais.
2- A POPULAÇÃO ESTUDADA
As características dos usuários do carro-biblioteca que se pro
curou verificar foram: o número real de pessoas atendidas
em
cada local durante o período da pesquisa, sexo, idade, número
de volumes que os usuários costumam levar por empréstimo, núme
ro de pessoas que lêem as obras emprestadas, tempo de uso e co
mo os usuários ficaram sabendo da existência do carro-bibliote
ca.
A tabela 2.1 indica a média de usuários atendidos em cada visi^
visi
ta do carro-biblioteca em cada localidade no período da pesqui
pesqui.
sa, mostrando que o número médio total de usuários foi de 317.
Desses usuários 204 forcim
foram entrevistados, sendo 30,9% do
sexo
masculino e 69,1% do sexo feminino, que é portanto o sexo predominante .
191

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 2.1Usuarios; do carro-blblioteca
UsuáriOE
carro-biblioteca no período de 07/04/1981 a 01/06/1981
Média de usuários
atendidos
ContageiT!
Contagem
Ibirité
Raposos
Santa Luzia
Sarzedo
Total

Usuários
entrevistados

34
77
4444
86
76

37
48
36
42
41

317

204

A média de usuários atendidos foi baseada nas estatísticas of^
ciais do carro-biblioteca, coletadas pelos estagiáfios que rea
lizam o serviço de empréstimo. Verificou-se que esses
egses números
são obtidos através da simples contagem do número de cartões ds
de
leitores em cujo nome foram feitos os empréstimos. No entanto,
analisando-se o número de volumes levados por empréstimo por
cada usuário entrevistado, chegou-se ã conclusão que apenas 79%
dos usuários levaram por empréstimo até dois volumes
(máximo
permitido por pessoa) e que, portanto, 21% deles levaram obras
emprestadas utilizando-se dos cartões de leitores de outras pe£
soas que não tinham comparecido (geralmente parentes).
Os 204 entrevistados tinham-se
tlnham-se utilizado do nome de 70 outras
pessoas (28 em Santa Luzia) para poderem retirar mais
livros
por empréstimo, o que não deixa de ser uma prova do seu gosto
e interesse por leitura. Subtraindo-se esses 70 nomes dos 317
oflcialmente atendidos, pode-se verificar que não mais de 247
oficialmente
pessoas foram realmente atendidas, das quais 82,6% foram entre
vistadas. Isso torna bastante significativos os resultados de£
des
ta pesquisa.
A tabela 2.2 mostra a idade dos usuários entrevistados. A moda
se apresentou na faixa de 10 a 12 anos, com 50, 49% dos usuários, o que demonstra que essa é a idade áurea para leitura.Se
nessa idade fossem criados mais incentivos ã leitura, quem sabe se os adultos de amanhã estariam mais interessados em ler '
livros?
192

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�TABELA 2.2
Idade dos usuários entrevistados
Anos de idade

N9 de usuários

%

Freqtlência acumulada (%)

36
103
37
11
5
12

17,65
50,49
18,14
5,39
2,45
5,88

17,65
68,14
86,28
91,67
94,12
100,00

Total

204

100,00

Moda
Idade mínima
Idade máxima

10 - 12 anos
7 anos
64 anos

1
10
13
16
19

&gt;

9
12
15
18
21
21

A população atendida pelo carro-biblioteca apresenta um
ura caráter bastante flutuante, como pode ser verificado pela tabela
2.3. A maioria das pessoas (70,59%) eram usuários há não mais
TABELA 2.3
Tempo de uso do carro-biblioteca pelos usuários
Tenpo
Taipo de uso

N9 de usuários

la. vez
Menos de 1 mês ....
1-2 meses
3-4 meses
5-6 meses
&gt; 6 meses &lt; 1 ano
1 ano
2 anos
3-4 anos
&gt; 4 anos
Total

%

Frecjüência acumulaaa (1)
(',)

2288
28
30
14
18
3
23
2288
18
14

13,73
13,73
14,71
6,86
8,82
1,47
11,27
13,73
8,82
6,86

13,73
27,46
42,17
49,03
57,85
59.32
59,32
70,59
84.32
84,32
93,14
100,00

204

100,00

do que um ano e desses 27,46% o freqüentavam havia menos
de
um mês. Não se conhecem exatamente as causas dessa grande flu
193

Digitalizado
gentilmente por:

�tuação, mas sabe-se que esse fenômeno vem ocorrendo desde o
início dos serviços.
Sendo tão flutuante a população atendida, foi
interessante
verificar como os atuais usuários descobriram a existência '
do carro-biblioteca. O resultado é que 38,73% foram informados por um colega, amigo ou vizinho; 25,98% por um parente,
geralmente um irmão; 24,51% descobriram o tarro por livre iniciativa; 4,41% receberam essa informação de uma professora
ou diretora de escola e 6,37% não se lembravam. Em vista dis
di£
so, seria bom empreender uma campanha de esclarecimento nas
cidades atendidas, para que o conhecimento dos serviços pres
tados pelo carro-biblioteca não ficasse mais tão ao acaso.
Aparentemente, não é muito grande o número de pessoas atualmente atendidas pelo carro-biblioteca. Para verificar
esse
fator, perguntou-se aos usuários quem iria ler as obras leva
das por empréstimo. Os resultados não deixaram de
dO surpreender. Das 204 pessoas entrevistadas, 201 pretendiam elas me£
rae^
mas ler as obras, mas essas obras seriam lidas também
por
178 irmãos dos usuários, 26 mães, 12 vizinhos e outros paren
tes, 10 filhos e 8 pais, num total de 435 pessoas, o que
éê
um número bastante elevado e que poderá aumentar mais ainda
no futuro próximo.
3- CARACTERÍSTICAS DAS OBRAS EMPRESTADAS
Durante as entrevistas foi anotado que obras cada pessoa ti
ti^
nha retirado por empréstimo e procurou-se saber por quais mo
tivos essas obras tinham sido escolhidas.
A tabela 3.1 apresenta a classificação das obras emprestadas,
mostrando que 72,84% são obras da literatura infanto-juvenil
em geral, o que está bem de acordo com a média da idade
da
população atendida. A isso pode-se somar ainda 7,32% de empréstimos de contos de fadas clássicos (de Andersen, Perrault
e irmãos Grimm), o que eleva esse total para 80,16% dos em '
préstimos. As menções a contos de fadas clássicos são sempre
apresentadas separadamente neste estudo para chamar a atenção para a sua enorme importância. São obras que estão sempre emprestadas e que se destacariam ainda mais se no acervo
tivesse mais exemplares delas.
Os leitores de literatura infanto-juvenil não são apenas cri^
cr^
194

Digitalizado
gentilmente por:

�anças. Os aaultos
adultos maiores de 18 anos retiraram 31 obras

as-

TABELA 3.1
Número e classificação das obras levadas por empréstimo
Classificação das obras

N9 de obras enprestadas

%

Infantil (geral)....
(gorai)....
(geral)....
Juvenil (geral)
....
Ficção brasileira...
Contos de fadas
Ficção estrangeira..
Poesia, Teatro
Outras

211
167
42
38
35
13
13

40,66
32,18
8,09
7,32
6,74
2,50
2,50

Total de obras.

519

100,00

N

202 *

usuários

Média de anpréstlmos
anpréstimos por usuário

2,6

* Dois usuários não levaram obras por empréstimo.
sim classificadas, das quais 21 eles mesmos pretendiam ler,
sendo as outras dez obras retiradas para filhos ou irmãos me
nores. Entre essas obras figuravam seis contos de fadas, cin
ein
co dos quais seriam lidos pelos adultos. Esses adultos levaram outras 24 obras por empréstimo, classificadas como ficção brasileira e estrangeira, poesia e teatro. A preferência
é portanto pela literatura Infanto-juvenil
infanto-juvenil mesmo entre os adultos. Entretanto, uma das causas disso não deixa de ser o
carro-biblioteca é mais rico em llte
lite
fato de que o acervo do carro-blblloteca
ratura infanto-juvenil do que noutras áreas, de forma que po
de-se suspeitar que é a oferta que realmente causa esse tipo
de demanda e que também atrai mais crianças e menos adultos.
A tabela 3.2 mostra quais são os fatores que mais atraem os
usuários quando estão escolhendo livros para levar por
empréstimo. 0O mais forte fator de atração está na apresentação
física dos livros (ilustrações e capas atraentes), que correspondeu a 37,92% dos motivos de escolha de um livro. ÊE interessante notar também que 8,21% dos livros foram escolhidos porque havia um bicho qualquer numa ilustração ou no tl195

Digitalizado
gentilmente por:

�tulo. Poucos livros (4,90%) foram escolhidos porque foram re
TABELA 3.2
Motivo da escolha das obras levadas por empréstimo
Motivo da escolha *

N9 de motivos relatados

%

Ilustrações
Capa
Assunto
Titulo
Tipo de obra
Bichos
Recomendação
Autor
Releitura, renovação.
série
Outro

139
101
89
75
58
52
31
29
24
7
28

21.96
15.96
14,06
11,85
9,16
8,21
4,90
4,58
3,79
1,11
4,42

Total de motivos.

633

100,00

202
* Podia ser dado mais de um motivo de escolha por obra.
comendados por alguém, sendo que apenas 0,79% foram recomendados pelo estagiário do carro-biblioteca, o que éê muito pou
CO, pois orientar os usuários deveria ser uma das suas principais funções.
É interessante notar que uma das principais características'
das obras emprestadas é que elas se destinam ao lazer dos ,uusuários que é, além do fator educativo que lhes é inerente,
suãrios
uma prova do grande valor social do carro-biblioteca.
4- PREFERÊNCIAS A RESPEITO DE MATERIAL DE LEITURA
Para poder-se determinar as preferências dos usuários a respeito de material de leitura, foi-lhes perguntado que
tipo
de livro mais apreciavam, qual era o seu livro predileto
e
como tinham conseguido esse livro para ler, quais eram
as
suas revistas prediletas e se o carro-biblioteca sempre trazia o que desejavam ler.
A tabela 4.1 mostra as preferências dos usuários a respeito'
196

Digitalizado
gentilmente por:

�de várior tipos de livros. A principal preferência é pela 1^
li^
teratura infantil (52,72%), sendo interessante notar que
'
16,32% dessas pessoas preferem contos de fadas. As crianças
mais novas gostam muito de livros que falam de bichos. Roman
TABELA 4.1
Preferências a respeito de tipos de livros
Tipos de livros

N9 usuários

Infantis
- em geral
- contos de fadas.
- bichos
Romances
Aventuras
Policiais, espionagem,
suspense, terror
Juvenis (geral)
Didáticos
Poesias
Sem opinião
Total.

76
39
11
33
29

52,72

18
11
10
8
4
239

100,00

ces e histórias de aventuras estão em segundo e terceiro lugares de preferência. Ê curioso que alguns usuários citaram
livros didáticos (geralmente de História do Brasil) como sen
do seu tipo predileto, em vez de alguma obra mais amena, mais
adequada ao lazer. ÊE possível que essas pessoas ainda não t^
ti
vessem lido um número suficiente de livros para formar
uma
melhor opinião a respeito do que gostam de ler.
Baseando-se nas respostas ã pergunta de qual livro
tinham
mais gostado, foi possível listar os dez livros prediletos '
dos usuários, que são:
19 lugar: Branca de Neve e os Sete Anóes, dos
Irmãos Grimm (14 votos).
29 lugar: A Ilha Perdida, de Maria Josê Duprê'
(10 votos).
197

Digitalizado
gentilmente por:

�39 lugar: Pinocchlo,
Plnocchlo, de Carlo
Cario Collodi (7
{7 votos).
49 lugar: A Montanha Encantada, de Maria José
Dupré {6
(6 votos).
59 lugar: Atlrla,
Atirla, a Borboleta, de Lúcia MacliaMachado de Almeida; Joãozinlio
Joãozinho e Maria, dos
Irmãos Grimm; Chapeuzinho
Cliapeuzinlio Vermelho,'
Vermellio, '
de Ctiarles
Charles Perrault (5 votos cada).
69 lugar: All-Babá
Ali-Babã e os 40 Ladrões; A Gata Borralheira, de Ctiarles
rallieira,
Charles Perrault;
Meu
Pé de Laranja Lima, de José Mauro de
Vasconcelos (4 votos cada).
Realmente, o número de votos dados (64) para esses dez
livros não parece muito significativo, mas corresponde a
25%
dos livros citados como os prediletos dos usuários. Os outros
75% dos votos foram para um número bastante grande de livros,
nenhum consenso.
consenso, Efi interessante not^r que a maioria dos
sem nenlium
livros citados são clássicos da literatura infanto-juvenil e
que quatro deles são contos de fadas.
Analisando-se as respostas dadas sobre os livros prediletos,
foi interessante ver que a grande maioria (90,35%) dos usuários foi capaz de citar os títulos dos livros de uma
forma
quase sempre correta, enquanto que o nome do autor só
foi
lembrado por 11,2% dos usuários (tabela 4.2).
TABELA 4.2
Tipo de recordação dos livros de que os usuários mais gostaram
Usuários se lembravam de:
Usuáries
SÓ do
Autor
SÓ do
SÓ da
SÓ do

título
e título
assunto
série
autor

Total

N9 livros citados

%

208
26
17
5
3

80,31
10,04
6,56
1,93
1,16

259

100,00

Treze pessoas não foram capazes de dizer qual é o seu livro
predileto. Dessas, 92,31% usavam o carro-biblioteca liá
há menos
198

Digitalizado
gentilmente por:

�de 2 meses, sendo que 53,85% estavam retirando livros
pela
primeira vez. Isso mostra de uma forma indireta
Indireta que é o ser
viço do carro-blblloteca
carro-biblioteca que molda o gosto pela leitura
na
população atendida. Aliás, isso
Isso é confirmado na tabela 4.3,
pois 63,71% dos livros prediletos tinham sido emprestados pe
lo carro-biblioteca.
carro-blblloteca. A segunda melhor alternativa é a compra
de livros, coisa difícil para esse tipo de população, const_i
constl
tuída na sua maioria por pessoas cujo nível sõcio-econômico'
sócio-econômlco'
é geralmente baixo. EÊ espantoso o triste papel das bibliotecas públicas, nas quais s5
só 2,7% dos livros de que os usuários
gostaram foram encontrados.
TABELA 4.3
Medo de obtenção dos livros de que os usuários mais gostaram
Modo
Modo de cbtenção
obtenção dos livros

N9 livros citados

%

Htpréstimo do carro-biblioteca..
Elrpréstimo
carro-blblloteca..
Coipra *
Ccnpra
Orpréstimo de parente, colega &lt;
Elrpréstimo
amigo
Bipréstimo de biblioteca escolar
Elrpréstimo
Presente recebido.
BiÇiréstimo de biblioteca pública
Bipréstimo

165
35

63,71
13,51

27
15
10
7

10,42
5,79
3,86
2,70

Total.

259

100,00

* Livro comprado pela própria pessoa ou por alguém da família.
A tabela 4.4 mostra as preferências dos usuários a respeito'
de revistas. As mais lidas são da Mónica
Mónlca e da sua turma (86
votos), do Walt Disney (78 votos) e Capricho (21 votos).
E
interessante notar que as revistinhas da Mónica
Mónlca e de sua tur
ma derrotaram Walt Disney na preferência dessa população. Não
êé motivo de espanto que uma população constituída na sua maio
ria de crianças prefira revistas Infantis
infantis em quadrinhos, nem
de que as fotonovelas têm a preferência das adolescentes. Mas
foi curioso verificar que 13% das crianças de 7 a 12 anos ci^
c^
taram algum título de fotonovela como sendo sua revista predileta e ainda três dessas crianças são do sexo masculino. O
que provavelmente ocorre éê que essas crianças não dispõem de
199

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 4.4
Preferências a respeito de tipos de revistas
Tipos de revistas

N9 de_
citações

Revistas
N9 de
mais citadas citações

Infantis em quadrinhos....
Fotonovelas, histórias de
anor
amor
Juvenis em quadrinhos
Honem, mulher, sexo, fiHctnem,
lhos, decoração, culinária, moda, etc
Notícias

190

64,19

Monica.

63

66
17

22,30
5,74

Capricho.
Fantasma.

21
5

13
10

4,39
3,38

Claudia.
Manchete.

6
6

Total.

296

100,00

revistas infantis para ler em casa, talvez porque a mãe, vizinhas e irmãs maiores só
sô compram fotonovelas. Isso é provavelmente a razão porque várias crianças declararam que
não
liam revistas porque não gostavam de fotonovelas. Aliás 28
pessoas (13,73% dos usuários entrevistados) declararam que
não gostam de ler revistas. Metade dessas pessoas são de Ibi
Ib£
rité, onde o número de crianças entrevistadas foi maior.
Examinando-se a tabela 4.5 nota-se que os usuários
parecem
estar satisfeitos com o acervo do carro-biblioteca,
pois
54,37% sempre encontraram o que procuravam e, entre aqueles
que não encontraram determinada obra, 20,87% resolveram
o
problema levando outro livro. Isso demonstra que a coleção é
mais usada para lazer, pois proporcionalmente são em menor
número os que procuram livros para trabalho de escola, sendo
estes últimos mais persistentes para achar uma obra e chegam
mesmo a comprá-la
comprâ-la quando não a conseguem logo por empréstimo.
Analisando-se as características dos usuários que sempre en
contraram o que procuravam, foi interessante constatar
que
65,17% deles tinham menos de um ano que usavam o carro-biblio
teca. Isso explica em parte porque ainda não tinham sofrido
nenhuma frustração.
As obras procuradas e não encontradas podem ser classificadas como: a) ficção brasileira e estrangeira (30,43%); b) ccn
con
200

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 4.5
Capacidade do carro-biblioteca em atender ã demanda
denanda
Declarações dos usuários
Senpre acharam o que procuravam

Número de usuários
112

Não encontraram o que procuravam e:
a) Levaram outra c±ira
dara
43
b) Esperaram que o carro-biblioteca'
trouxesse a obra
ctora desejada
21
c) Pediram a obra ertprestada noutro'
6
lugar
d) Desistiram de ler a obra desejada
5
e) Coipraram a obra
'Caipraram a obra 2
17
f) Não disseram que atitude tarariam
tonariam
Total

206

%
54,37
20,87
10,19
2,91
2,43
0,97
8,25

2

100,00

Nota: alguns usuários citaram,
citaram mais
rrais de um caso de frustração.
tos de fadas clássicos (22,83%); c) obras didáticas, dicioná
dicionâ
rios (15,22%); d) infantis (13,04%); e) juvenis (6,52%); f)poe
sias (6,52%); g) revistas (5,43%). Os títulos mais citados '
foram: 19 - Chapeuzlnho
Chapeuzinho Vermelho (8 citações); 29 Branca
de Neve e os Sete Anões (7 citações); 39 - Coleção Para Gostar de Ler (4 citações); 49 - Pinocchio; Gata Borralheira; '
Meu Pi
Pé de Laranja Lima (3 citações cada). A grande
maioria
das outras obras mencionadas não foi citada por mais de uma
pessoa.
5- ALTERNATIVAS PARA OBTENÇÃO DE MATERIAL DE LEITURA
Outro fator que pode influir na demanda de material de leitura ao carro-biblioteca ê a existência ou não de outras alternativas para obtenção de empréstimos,
empristimos.de
de obras.
A tabela 5.1 mostra que a maioria dos usuários (61,5%)
não
tem ou não conhece outras alternativas. Os que dispõem de bi.
bliotecas públicas geralmente não as usam e, quando as usam,
só o fazem esporadicamente para fazer um trabalho de escola.
sõ
Alguns usuários expressaram bem porque as bibliotecas públicas são tão pouco usadas por eles:
201

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 5.1
Alternativas para obtenção de enpréstimos
enpréstlmos de obras se o
carro-biblloteca não atendesse no local
carro-biblioteca
CUtro local para obtenção
Outro
empréstimos
de enpréstimos

N9 de usuários

Nao tem
Biblioteca pública local
- usada
- não usada
Biblioteca escolar
- usada
- não usada
Colegas, amigos, parentes..
CJolegas,
Biblioteca do MOBRAL
MCBRAL
Biblioteca em outra cidade.
Biblioteca particular
- an
em casa
- noutro lugar...

131

61,50

14
29

6,57
13,62

20,19

11
7
7
6
4

5,16
3,29
3,29
2,82
1,88

8,45

3
1

1,41
0,47

Itotal.
Total.

213

100,00

"Não gosto porque os livros de lã são chatos, não entusiasmam a gente, têm gravuras feias" (Roseli, 11 anos,
Ibirité).
Ibiriti).
"Lã tem de pagar taxa, só
s5 pode ficar dois dias cora
com o H
1^
vro" (Elza, 31 anos. Santa Luzia - nunca entrou na Biblioteca Pública de Santa Luzia).
"Biblioteca só tem livros grossos e só deixa um dia" '
(Jaime, 10 anos, Raposos).
Todos os usuários do carro-biblioteca o preferem, mesmo quan
do existem alternativas. As razões dessa preferência
são
óbvias: acervo de literatura infante-juvenil
infanto-juvenil bem melhor
do
que nas bibliotecas públicas locais, mais liberdade para escolher obras, prazo flexível (7 dias prorrogáveis), livro le
vado para perto deles (fator acessibilidade), não ficam de-

202

Digitalizado
gentilmente por:

�vendo favor a ninguém (como seria o caso se tomassem livros
emprestados com amigos), serviço gratuito.
0 fator acessibilidade é ainda mais importante em Santa Luzia, onde o carro-biblioteca atende ao bairro Carreira Compri^
Compri
da, que fica bastante afastado da parte alta da cidade, onde
se localiza a Biblioteca Pública. Para as pessoas desse bair
ro é como se a Biblioteca Pública de Santa I.uzia nem existis^
existis
se. Bibliotecas públicas em outras cidades, como Belo Horizon
te, são ainda mais Inacessíveis.
inacessíveis. As bibliotecas escolares, '
oquando existem, costumam ser pobres ou então têm apenas
bras de referência. Uma única biblioteca do MOBRAL foi encon
trada, localizada no prédio da Prefeitura de Raposos. Só
Sõ em
Sarzedo foram mencionadas bibliotecas particulares, com mais
ou menos cem obras em cada acervo.
Outras alternativas para obtenção de material de leitura seriam obras existentes nas residências dos usuários.
A tabela 5.2 apresenta uma estimativa da quantidade de
lirevi tas existentes nas residências dos usuários. Povros e revi'tas
de-se verificar que são poucos que têm uma quantidade razoável de obras, pois 62,26% tim
têm no máximo dez livros e 85,29%
têm no máximo dez revistas em casa. Dos livros
existentes,
75,98% dos usuários têm livros didáticos e apenas 40,2% têm
livros que não foram comprados por exigência de escola.
Em
relação aos periódicos, 38,73% dos usuários possuem revistas
infantis, 25% fotonovelas e 8,82% indicaram revistas juvenis
em quadrinhos.
Os modos de aquisição das obras foram os seguintes:
81,37%
(ê bom mencionar que livros d^
di.
dos usuários compraram livros (é
dáticos são geralmente sempre comprados); 20% ganharam
livros de presente e 3,9% tim
têm livros emprestados em casa. Dos
revistas
usuários, 50% compraram revistas, 20,59% ganharam
de presente e 9,8% indicaram revistas que tomaram empresta '
das.
Também foi incluída no estudo uma análise dos hábitos de le^
tura de jornal dos usuários. Foi interessante notar aue 45,1%
dos entrevistados lêem jornais e 54,9% não lêem.
liem. Os jornais
mais lidos são Estado de Minas (27,94%
(27,'94% dos usuários entrevis
entrevi^
tados) e Diário da Tarde (13,24%). Os jornais locais são 11^
l_i

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�TABELA 5.2
Estimativa de quantidade de material de leitura existente
nas residências dos usuários

dos por apenas 4,4% das pessoas. A forma de aquisição
mais
comum é por compra (34,31% dos usuários). A conclusão
mais
significativa é que o hábito de leitura de jornal
aumenta
proporcionalmente ã idade, pois a percentagem de leitores de
jornais em cada faixa de idade é a seguinte:
7 - 9 anos:
30,55%
10 - 12 anos:
36,89%
13 - 15 anos:
54,05%
16 - 18 anos:
63,64%
19 - 21 anos:
80,00%
Mais de 21 anos
anos:: 100,00%

204

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�6- CONCLUSÕES
O acervo do carro-biblioteca é formado de aproximadamen-te .
5.000 livros, mas em cada viagem pode carregar apenas 1.500
obras. Cada localidade é visitada apenas uma vez por semana
e o carro não pode geralmente permanecer lá por mais de duas
horas, por causa da distância de Belo Horizonte. As despesas
com manutenção do carro, pagamento do motorista e principalmente com a gasolina são pesadas. Por quanto tempo esse serviço poderá ser mantido?
O carro-biblioteca não é a solução ideal para resolver
os
problemas de acesso a materiais de leitura nas cidades onde
presta serviço, mas apenas um pobre paliativo. O ideal é uma
biblioteca pública local, com sucursais fixas em bairros afastados, e com uma coleção que não seja só formada de obras
didáticas e de referência. Literatura para lazer é tão impor
tante quanto obras didáticas, e tem o mesmo valor educativo.
Pessoas com
cora baixa renda, mesmo que gostem de ler, não poderíam fazê-lo nessas localidades se não fossem servidas pelo
carro-biblioteca. Não se pode esperar que fiquem dentro
de
uma biblioteca pública onde os livros "são chatos, não entusiasmam a gente, têm gravuras feias" como explicou uma menina de Ibirité.
Ibiritê. "Para que uma estória realmente prenda a aten
ção da criança, deve entretê-la e despertar sua curiosidade.
Mas para enriquecer sua vida, deve estimular-lhe a imaginação: ajudá-la a desenvolver seu intelecto e tornar
claras
suas emoções; estar harmonizada com suas ansiedades e aspira
çõe^; reconhecer plenamente suas dificuldades e, ao mesmo tem
po, sugerir soluções para os problemas que a perturbam."(1)
perturbam." (1)
Nesta pesquisa o resultado mais fascinante foi constatar
o
grande prazer experimentado pelos usuários quando descobrem'
as- obras clássicas da literatura infanto-juvenil universal,
algumas delas versões que descendem de contos que existem há
algumas centenas de anos. Entre elas destacaram-se os antigos contos de fadas, que geração após geração, há tantos anos, encantam crianças do mundo inteiro. Para finalizar, nada mais conveniente do que a seguinte explicação de Bettelheim:
^BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Tradução de Arlene Cae
tano. 3.ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1980. p.l3
205

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�"...
... os
OS contos de fadas ensinam rouco
pouco
sobre
bobre
as condições específicas da vida na moderna so
ciedade de massa; estes contos foram inventados muito antes oue
aue ela existisse. Mas através deles pode-se aprender mais sobre os problemas interiores dos seres humanos, e sobre
as soluções corretas para seus predicamentos'
em qualquer sociedade, do que com qualquer ou
tro tipo de estória dentro de uma compreensão
infantil." (2)
7- AGRADECIMENTO
As alunas do Curso de Pós-Graduação em Administração de Bibliotecas da Escola de Biblioteconomia da UFMG: Ana
Maria
Silveira Barone, Deisa Chamahum Chaves, Madalena Sofia
Mitiko Wada, Maria Cecília Diniz Nogueira e Vera Lúcia
Fürst
Furst
Gonçalves Abreu, pela valiosa ajuda na aplicação das entre
vistas.
The objective of this study is to verify the
main factors which determine the demands made
to the Bookmobile of the Library
Librarv School of the
An
Universidade Federal de Minas Gerais.
analysis is made of some of the users'
characteristics, of their reading preferences,
of their reasons for choosing a book and of
the other local alternatives for
obtaining
books and periodicals. The most popular titles
of books and periodicals are presented, with
special emphasis on falry
fairy tales. The role of
the local public libraries is criticized.

^Ibid., p.l3.
206

Digitalizado
gentilmente por:

�8- ANEXO
Local:
N9 de seqüência:
.Data:
Data:
Entrevistador:
ROTEIRO DE ENTREVISTA
Fazer estas perguntas após
apôs os usuários teren
teren&gt; sido atendidos no
carro-biblioteca.
Nome:
Idade:

anos

Sexo:

(
({

) masc.
) fem.
fern.

A - Se o usuário não estiver levando nenhuma obra por empréstimo, perguntar a razão disso:
Saltar para a questão 3.
B - Anotar obras levadas por empréstimo (autor, título e class^
classi
flcação):
ficação):
1. Por que você
vocé escolheu esse(s) livro(s) (e/ou revistas)?
(0 que mais lhe chamou a atenção em cada um deles: autor, t^
tí.
tulo, capa, ilustrações, assunto?)
2. Você
Vocé mesmo(a) vai ler esses livros (e/ou revistas) ou esco '
lheu para outra pessoa? (Neste caso, para quem?)
3. Qual éê o tipo de livro de que vocé
você mais gosta? (Procurar ano
tar palavras do informante)
você já leu na sua vida, de quais
4. De todos os livros que vocé
'
mais gostou? (Se não lembrar de nenhum título, perguntar assunto)
5. Como conseguiu esses livros? (Comprou, emprestou, carro-b^ '
blioteca, outra biblioteca?)
207

Digitalizado
gentilmente por:

�6. Tem livros na sua casa? Quantos? Que livros são esses? Foram
comprados, emprestados ou ganhou
cjanhou de presente?
7. De que revistas você mais gosta?
8. Tem revistas na sua casa? Quantas? Quais? Foram compradas,
emprestadas ou ganhou de presente?
9. Vocè
Voce lê jornal? Qual? E comprado ou emprestado?
10. Desde quando você usa o carro-biblioteca? Como ficou sabendo
do carro-biblioteca?
11. Já procurou alguma coisa no carro-biblioteca e não
trou? O que era? O que fez então?

encon-

12. Se não tivesse carro-biblioteca, você teria outro lugar para
conseguir livros e revistas?

208

Digitalizado
gentilmente por:

�CDU 021.65
CDD 021.62

CAIXAS-ESTANTES
INSTRUMENTO A SERVIÇO DA CULTURA E DO LAZER NA EMPRESA MODERNA

Liana Marya Abdala de Oliveira
Bibliotecária do Serviço Social
da Indústria - Departamento Regional do Paraná
CRB - 9/210

RESUMO
Visa o presente trabalho oferecer uma visão objetiva
da atividade que vem sendo desenvolvida pela Biblioteca da Divisão de Educação do Serviço Social da Indústria - Departamento Regional do Paraná, através do serviço de caixas-estantes.
Essa atividade desempenha papel relevante no meio em que atua,
proporcionando, por meio do contato com bons livros, especialização, lazer e auto-didatismo aos industriários.
industriãrios.

209 ■':

Digitalizado
gentilmente por:

�"Sem a escrita, privilégio do homem, cada indivíduo
estaria reduzido a sua própria experiência e seria forçado a
recomeçar a carreira que seu antecessor tivesse percorrido".
Diderot

210

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�1 - INTRODUÇÃO
O livro é instrumento cultural de grande significado
para o desenvolvimento intelectual dos povos.
Esta afirmação reflete a importância da biblioteca,
considerando que grande parte das obras editadas são inacessíveis em decorrência do preço.
O0 SESI, entidade de âmbito nacional, demonstrando alta
compreensão do valor da leitura, procurou, desde a sua fundação,
criar bibliotecas destinadas ao trabalhador, objetivando a promoção do ser humano como pessoa, sempre mais aperfeiçoado na
arte de bem viver e de saber conviver, numa sociedade em continua evolução.
O Departamento Regional do SESI do Paraná, através da
Biblioteca da Divisão de Educação, mantém
mantêm o serviço de calxascaixasestantes, com a finalidade de atingir o maior número de beneficiários, pr■porcionando
pr porcionando aos trabalhadores fácil acesso a
obras necessárias ao seu desenvolvimento técnico-cultural.
têcnico-cultural.
"As bibliotecas do SESI representam investimento dos
mais produtivos, cujos lucros são somas significativas de Humanidade, Esclarecimento e Progresso". Theobaldo De Nigris
2 - OBJETIVOS
-

Difundir a boa leitura;
fazer da literatura um bom passatempo;
incrementar o hábito da leitura;
facilitar o acesso a bons livros;
possibilitar o aperfeiçoamento têcnico-profissional;
técnlco-profissional;
fornecer subsídios objetivando o crescimento cultural..
ral

211

Digitalizado
gentilmente por:

�3 - FUNCIONAMENTO
Mediante o recebimento de um oficio da empresa, endereçado ã chefia da Divisão de Educação, solicitando o recebimento da caixa-estante, são tomadas as seguintes providências:
- Contato pessoal:
pessoal; bibliotecária e assistente social
Através desta entrevista são esclarecidos os seguintes pontos: número de funcionários que a empresa possui, níveis de escolaridade dos funcionários, setor da economia em
que a empresa
emp'resa atua.
- Perfil de interesse do futuro usuário
Com base nos dados colhidos, através da entrevista, é
elaborado um questionário, a ser distribuído entre os industriários, que servirá de apoio na seleção de livros para a organização da caixa-estante.
- Organização
A caixa-estante ê organizada, levando-se em consideração os resultados obtidos através dos questionários.
A média de livros enviados varia entre setenta e cem
livros.
0O acervo, criteriosamente selecionado, ê dotado de
obras clássicas e inúmeras outras, considerando-se que as indústrias possuem funcionários em todas as faixas de escolaridade.
Posteriormente, de acordo com as necessidades dos
•leitores
leitores que a freqüentam, há acréscimo continuo de obras.
Ê organizado um fichário
fichãrio individual da empresa,
através do qual êé feito o controle de empréstimos e as inscrições dos leitores.
Acompanha a caixa-estante uma pasta contendo: manual
de funcionamento, folha de estatística a ser preenchida e devolvida no final do semestre, ficha na qual devem ser anotadas sugestões de livros e assuntos do interesse dos leitores e
impressos para utilização em empréstimos avulsos.
No lado interno da porta da caixa-estante são afixados :

212

Digitalizado
gentilmente por:

�Regulamento; relação alfabética, por sobrenome de autor,
dos livros contidos na caixa-estante;data de retorno da caixaestante ã biblioteca.
A caixa-estante é trocada periodicamente, e há rigoroso
controle de livros afim de que a empresa não receba obras já enviadas .
viadas.
A pessoa encarregada do controle dé.
de. empréstimos na empresa é a assistente social, com a qual é mantido contato permanente .
Considerando-se que a caixa-estante visa ap
ao empregado e
seus familiares, nela são inseridos livros que interessam a todos os membros da família.
A biblioteca presta, por conseguinte, relevante contribuição ao aperfeiçoamento profissional do empregado, articulando-se a inúmeras atividades, especialmente ãs educativas.
Anualmente, com base nas estatísticas recebidas e nas
opiniões dos encarregados, é realizado um levantamento,
levantcimento, cujo
resultado permite conhecer as condições de funcionamento
funcioneimento das
caixas-estantes nas empresas, e revela, ainda, as preferências
dos leitores, caracterizando-os quanto a faixa etária e grau de
escolaridade, permitindo que os livros sejam selecionados de
acordo com os interesses e necessidades da clientela.
4 - ATUAÇÃO SOCIO-CULTURAL
SÖCIO-CULTURAL DA CAIXA-ESTANTE NA EMPRESA PARANAENSE
A necessidade da biblioteca na empresa não se restringe
apenas ãâ recreação, mas também ãâ especialização e auto-didatismo
dos industriãrios.
industriários.
0 serviço de caixas-estantes, prestado pelo SESI, é beneficio tanto do empregado quanto da empresa, sendo que a empresa se beneficia de obras sempre atuais, que contribuem para o
desenvolvimento cultural de seus funcionários.
A presença da caixa-estante na indústria desempenha papel importante no progresso gradativo de empregados que galgam
os degraus hierárquicos na empresa.

213

Digitalizado
gentilmente por:

�A renovação periódica do acervo, selecionado criteriosamente de acordo com as necessidades e interesses dos leitores,
e a mobilidade do material que se desloca até os funcionários,
estimulam a leitura e asseguram atingir com eficácia os objetivos estabelecidos.
5 - AVALIAÇÃO
0 SESI procurando atingir sempre o usuário no ambiente
em que se encontra, através da descentralização de suas unidades
de serviço na direção dos núcleos industriais do pais, tem como
verdadeiro que a prestação desses serviços capacitará o trabaverdadeiro,que
lhador para melhor executar suas tarefas,' predispondo-o ao aperfeiçoamento de sua eficiência e ãâ elevação de sua produtividade,
contribuindo, assim, para acelerar o processo de desenvolvimento
nacional.
A leitura de bons livros, desde há muito, deixou de ser
privilégio das classes sociais mais abastadas.
Para beneficiar diretamente o Industriário,
industriário, o serviço
de caixas-estantes leva ás
às fábricas e âs
às residências dos operários livros de alto valor cultural: de todos os gêneros literários, científicos, técnicos, segundo a sugestão dos interessados .
A caixa-estante tem_
tem, sido elemento de grande aceitação
este demonstrado através de contatos pesnas empresas, fato
fato.este
soais com industriários,
industriârios, encarregados, estatísticas e correspondências recebidas.
várias empresas solicitam sua inserção no quadro de
atendimento, e aguardam com ansiedade o inicio das atividades.
A caixa-estante.tem
caixa-estante tem atuado como agente incentivador,
abrindo perspectivas,'demonstrando
perspectivas,' demonstrando ao industrial a necessidade
da formação de uma biblioteca
bibllotèca em sua empresa, para que ela forneça aos operários, elementos necessários ao aperfeiçoamento
técnico, visando a nível melhor de produtividade.

214 .

Digitalizado
gentilmente por:

�6 - CONCLUSÃO
Através da exposição do trabalho conclui-se que o serviço de caixas-estantes da Biblioteca da Divisão de Educação do
SESI/Pr., como instrumento de cultura e lazer, tem alcançado com
eficácia os objetivos propostos, atingindo o trabalhador no ambiente em que se encontra, possibilitando ã classe sõcio-econôsócio-econSmica carente o acesso ao livro, veículo
veiculo de comunicação, que permite a continuidade dos bens culturais impereciveis,
imperecíveis, e contribui
para que as potencialidades do homem sejam desenvolvidas, proporcionando-lhe o verdadeiro sentido de humanidade.

ABSTRACT
The present work aims at providing an objective
appraisal of the activities which are being developed by the
Library of the Education Division of the Social Services to
Industries - Paranã
Paraná Regional Department, through the use of
box-type bookstands. This activity plays an important role
by making good books available to workers in the industrial
sector, bringing them specialized information,
Information, leisure and
self-teaching opportunities.

;2i5
215

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

0

11

12

13

�LONDRINA

ATUAÇÃO

DAS

CAIXAS

ESTANTES

NO

PARANA'

Art«fato«
d« Borrocho
Borroeho Rtcord
Rteord S/A. -• Curitibo .•
Artifatot dt
Arttx S/A. Fdbrieo
Artti
Fóbrieo d«
dt Arttfotot
Art«foto« Ttittit - Sôb
Sob Jott dot
ddt PinKoit
Pinholt •.
Attociocoo dot
Assaeioçõo
do« Cmprtgodot
Emprtgodot da Pttrobr^t
Pttrobrtft tm
«m Aroucório
Aroueório - Aroue^rio.
Arouedrio.
Automoton lr)d.
Ind. t Com. ds
dt Moqumoo
Moquinot •t Ptootieoo
Plotticot Ltdo. - Cidodo !?duttríol.
t^duitrioi.
Automotor)
Ctntro ds
Csritra
dt Atividadss
Atividodtt Ursulo
Urtulo Ds
Dt Mori -• Curitibo.
Ciplot* Ínt«rom«rÍeor)o
Ciplos*
inttromtrieono ds
dt Ptostieos
Plottieot • Cidodt Ír)dutfrÍoÍ.
Indutfriol.
Civtmo •- Componhio
Civsmo
Comporihio ds
dt Vsíeuias
Vticulot Morumbi •&gt; Curitibo.
Comobro - Componhio
Alimtnlot do Brosll
Brotil S/A. •- Ponto
Comobra
Comporihio dt
ds AÍimsr)tos
Por)to Grotto.
Orosss.
Copsl
CoptI &gt;• Componhio
Compor)hÍo Poronotnto
Poror)Osr)s* ds
dt Er)srgio
Entrgio EÍs'trieo
Elttrico -• Curitibo.
Eseolo
Eicolo Mur)ieÍpol
Municipal Euglr)io
Euglnio Cruz S. ToÍomÍr)Í
Tolomini • Soo Joss'
Jott dos
dot Pinhoit.
PÍr)hoÍs.
Fiot Lus
Lux Fo'sforos
FoTtforot dt
ds Ssgurar)ça
Stguronco S/A. - Curitiba.
Curitibo.
Furukowo tnduttriol
lr)dustrÍoÍ S/A. - Cidodt
Cidods Induttriol.
Ír)dustrtol.
Iko S/A. - Curitibo.
ínspor
Intpor S/A. Ír)dústrÍo
Induttrio ts Cor)Struçdss
Conttruç3^tt - Cidods
Cidodt Ír)dustriol.
Induttriol.
Mirtillo Trombini
Trambir)! S/A. -• Curitibo.
Nutrimtntol 8/A.
Nutrimsr)tot
S/A. Ind.
ir)d. ts Com. dt
ds Alimtntot
AÍÍmsr)tos - Sob
Soo Jom
Joss' dot
dos Pinholt.
Ptr)hois.
Potrobrot S/A. •- Soo
Pstrobros
Sob Motsus
Motout do Sut.
Sul.
Philip Morrlt
Phtitp
Morris BrosÜsiro
Brotiloiro S/A. • Cidods
Cidodt Industriol.
Induttriol.
Quimbrotil Químico Ír)dustríol
Quimbrosil
Induttriol Brosilsiro
Brotiloiro S/A. -• Partto
Ponto Grotto.
Grosso.
Rtfrigtroçd’0 Poronó
RsfrigsroçJo
Porono' S/A. • Curitiba.
Curitibo.
Robtrt Boseh
Botch da
do Brosil
Brotil Ltdo. -&gt; Curitibo.
Robsrt
Sontpor - Componhio ds
dt Sonsamsrito
Sontomtnto da
do Paror)d
Porond •- Curitibo.
Sarispar
Sindicato dot
Sir)dieoto
das Trab,
Trab. not
r)os Indúttriot
ir)dústrÍos Gro'f.
Gròt. ds
dt Curitibo - Curitibo.
UltrofsVtil
Ultroftrtil S/A.
S/A.'ir)d.
• Ind. ts Com. dt
ds Ftrtilizonttt
FsrtÍIÍzor)tss -• Aroueório.
Aroucório.
Usino Apueorar)ir)ha
Usirio
Apucoroninho (Copsl)
(CoptI) - Lar)drir)o.
Londrino.
Utino Chamir)s'
Usirio
Chomint (CoptI)
(Copsl) •- Sdo
SÓo Joss'
Jott dot
dos Pir)hois.
Pinhoit.
Usir)o
Utino Figusiro
Figutiro (CoptI)
(Copsl) • Ooit
Dois Vizinhot.
VÍzÍr)hos.
Utino Guoricono
(CoptI) - 80*0
Sdo Joss'
Jott dot
Pinhoit.
Usino
Guoricano (Copsl)
das Pir)hois.
Usir)0
Júlio
ds
Mssquito
Filha
(Copsl) - Curiúvo
Curiúvo.
Utino
dt Mttquito Filho (CoptI)
Utino Mourío
Usino
Mourdo I (Copsl)
(CoptI) -• Campo
Compo Mourdío.
Mourdo.
216

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�^Í2D|lO

DE
de

Digitalizado
gentilmente por:

CAIXAS
CAIXAS

ESTAMTF»;
ESTAMTF«;

�CDD 0027.622
27.622
CDU 0027.6-053.89
27.6-0 53.89

A

BIBLIOTECA PÚBLICA E

O

ATENDIMENTO
ATENDI.MENTO

AO IDOSO

Maria da Conceição

Carvalho

Professor Assistente do Cur
30 de Biblioteconomia da UFES
so

Res umo
Considera o problema do idoso na socie
dade moderna, em especial nb
nò Brasil.
Analisa o papel da biblioteca

pública

ém relação a esse grupo de idade,
rindo programas e serviços.

Digitalizado
gentilmente por:

suge

�1. INJRODUÇÃO
Já se tornou lugar comum denominar o Brasil
"Nação Jovem", conceituação usada indistintamente pelos

de

ufanis_

tas ingênuos ou pelos grupos interessados em aumentar suas

ven

das através da propaganda dirigida aos jovens, estes, consumidores ativos.
Essa 3upervalorização
supervalorização da juventude e de seus

va

lores implícitos - beleza, sexo, consumismo e, sobretudo,produt^
sotxetudo,produtl^
vidade, coloca o indivíduo com mais de 60 anos de idade em pos^
çâo de desconfortável isolamento dentro da nossa sociedade.
ção
Pois se é verdade que mais da metade da

popula

çâo do país tem menos de 20 anos, a minoria de 5.43% (segundo Cen
ção
so 1980) com mais de 60 anos não deixa de representar o

número

considerável de 6 milhões e 600 mil pessoas. Além disso, êé prec^
so lerttrar
leiíihrar que a expectativa de vida no Brasil está aumentando
aumenteindo
progressivamente, devendo o tempo de vida atual de 59 anos

atin

gir a idade média de 71 anos no final do século.
A preocupação com os problemas da chamada terce^
tercei^
ra idade ainda não assumiu a importância devida nos paises

em

desenvolvimento,segundo alerta a Organização Mundial de Saúde,em
bora pesquisas demográficas adiantem que no
tora

já próximo

ano
ano.

2.000 cerca de 60% da população idosa do planeta estará

vivendo

nos paises do terceiro mundo.
Por tudo isto, o presente estudo pretende des
desper
per
tar as bibliotecas
Ubliotecas públicas brasileiras para a discussão do

pro

blema do idoso em nosso país, pois, como agências a serviço

da'
da

às outras instituições sociais
comunidade,elas devem se unir ãs

na

organização de um sistema coordenado de distribuição de

serviço
219

Digitalizado
gentilmente por:

�àquele grupo de cidadãos.

2. CONHECENDO O IDOSO
A segregação física e psicológica do idoso

no
no.

mundo moderno é um fato evidente, decorrente das profundas mudan
ças sociais do último século em que as sociedades pré- industri
industry
ais de l^e agrária, dentro das quais o velho tem autoridade
prestígio,.passam
prestígio, passam pelo processo de urtanização
urlanização e

e

industrializa

çao, com a fragmentação dos laços, familiares tradicionais e
ção,

o

enfraquecimento da autoridade do chefe patriarcal;
patriarcal.
A valorização do indivíduo em função de sua

ut^
uti^

lização econômica conduz os grupos idosos a uma inevitável margi
marg^
nalização com a chegada de aposentadoria. Neste momento seu

pa

pel social é trin
tru.camente
camente mudado, passando de cidadão ativo a ina
tivo,
ti
vo, independentemente de sua auto-£&gt;ercepção
auto-percepção

ou de sua

dispo

sição para o tratalho.
tralalho.
Robinson (8) a perda do papel ocupacional êé
Para Rohinson
que ocasiona, mais do que as mudanças biológicas, a descaracter^
descaracteri
zação do indivíduo

como adulto normal e a aceitação da velhice.

A elevada competição no mercado de trabalho
tralalho e
supremacia numérica de jovens faz com que, no Brasil, muito
tes da aposentadoria,jâ
aposentadoria,já por volta dos 45 anos de idade,o
tes'da
duo seja relegado, de maneira geral, a uma inatividade

a
an

indiv^
compulsó

ria, com todas as consequências psico-sociais que isto pode acar
retar.
Assim, torna-se inevitável que, ã luta pela

so

brevivência física, a pessoa que chega aos 65 anos de idade - ou
220

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�antes, talvez - se empenhe do mesmo modo na luta pela sobrevivên
cia psicológica. 0 idoso, como qualquer pessoa, necessita

des em

penhar papéis que sejam significativos para a sociedade como

pa

ra si próprio. Eles querem .continuar
continuar servindo ã comunidade,

ao

invés de apenas serem "mantidos" por e-la.
eia.
Existem, evidentemente, as mudanças biológicas e
psicológicas inerentes ao processo de envelhecimento.Entretanto,
há toda uma série de falsos estereótipos limitando a percepção e
a ação das instituições púklicas e privadas e da sociedade

em

geral em relação aos idosos. Costuma-se encará-los

se

como

"constituíssem" um grupo uniforme de pessoas inativas,dependen tes, estagnadas intelectualmente, fornecendo-lhes uma

assistên

cia paternalista (alrigo,
(atrigo, alimentação e vestuário) sem se

preo

cuparem com a promoção humana do idoso através do fortalecimento
da posição deste na própria família e na comunidade.
Torna-se-lhes, desse modo, cada vez mais difícil
satisfazer suas próprias necessidades: tém
têm agora rendas menores,
já não convivem com seus iguais mas com pessoas mais novas ■

que
quea

pensam e sentem de maneira diferente. Começa, para grande

maios
maio

ria dos idosos
idosos,, o período doloroso de dependência real ou

ima

ginária.

POBLICA
3. 0 PAPEL DA BIBLIOTECA PpBLICA
Como agir, diante de um quadro tão som trio?

0

grande uesafio, para titliotecas como para outras instituiçõesso
instituições so
ciais, êé tentar conhecer as necessidades e interesses
inter^ses dos idosos
na comunidade. EÉ importante notar que, embora gostem de ter

aW
at^
221

Digitalizado
gentilmente por:

�vidades que se coadunem com seu grupo de idade,eles não

gostam

de se sentir isolados dos outros adultos, ou seja,não gostam da
implicação de que não sejam capazes de fazer o que outros

este

jam fazendo. Apenas aqueles com deficiências físicas deverão ser
considerados como grupo específico.
A pessoa que atinge

os 60 anos de idade

num

processo normal de envelhecimento continuará tendo necessidade de
atividades interrelacionadas, tais como trakalho,
trabalho, recreação,est^
recreação,estl
mulo educacional e intelectual, satisfação religiosa e pessoal ,
auto-manutenção e relações sociais. O indivíduo recorrerá

ãs

instituições que lhe estejam próximas ou que ofereçam o s.erviço
serviço
relacionado com sua necessidade. Vale a pena pergunl^ar:
pergunÇar: em

que

proporção o cidadão brasileiro
trasileiro com mais de 60 anos procura a
tlioteca? Ou: Em que medida estão as bibliotecas
blioteca?
tibliotecas públicas

1^

prepá

radas para atender satisfatoriamente esses cidadãosí
cidadãos V
Não conhecemos pesquisas brasileiras para
minar o us o da biblioteca púllica por parte desse grupo
soas. Entretanto, acreditamos ser possível arriscar a

deter
de

pes
pes_

afirmação
afirmação-

de que idosos us
usam
am a biblioteca
hi tlioteca pública menos do que qualquer ou
tro grupo
grupo.de
de idade.
Seria desejável que cada biblioteca
tí. blioteca desenvolvesse pesquisas a esse respeito e, caso se confirmasse a situação a
cima sugerida, que se analisassem

as causas
cais as e consequências da

mesma, assim como pcssíveis
possíveis mudanças.
Efi possível que muitas bibliotecas púbJ.icas
públicas se

e

ximam de respons
responsabilidade
a b. lidade de atender os idosos de sua comunidade
por terem estabelecido como prioridade o atendimento a

outros

grupos de idade. Outras estarão placidamente "abertas a todo

ci

dadão, independentemente de raça, cor, sexo ou idade", sem perce
222

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�berem que, desde o acesso físico ao prédio até o coftteúdo
coflteúdo

e

forma de acervo, poderão estar solenemente rejeitando os

cida

dãos maiores de 60.
Nesta época de carência de recursos

financeiros

é compreensível que o estabelecimento de serviços prioritários re
caia sobre a faixa de usuários .jovens, que constituem a
maioria da nossa população. Entretanto a U.
fcLllioteca
tlioteca

grande

pública,não

podendo tomar a si a responsabilidade de atender ãs
âs necessidades
de informação e lazer dos' idosos dentro da comunidade,o que

se

ria proibitivo para seus magros orçamentos,não precisa renunciar
ao princípio humanitário de servir a todos os cidadãos,inclusive
aos que chegaram ãâ idade avançada;
avançadaj poderia se associar às
âs outras
instituições sociais que jã
já estejam atuando com esse grupo (paro
(parõ
quias , comunidades de base , clubes recreativos , ins tituições of^
ciais. Lions
ciais,
Lions,, Rotary etc.) fornecendo material,participando

do

planejamento dos programas, convocando voluntários,fazendo publ^
publi
cidade, etc. Aliás, os bibliotecários interessados em

desenvob^
desenvol^

ver programas de informação gerontolõgica devem
devera se lembrar

que

precisarão, qualquer que seja o programa que pretendam

desen

volver, da assessoria de outros profissionais-médicos,

sociõlo

gos , assistentes sociais, educadores, psicólogos - para

ident^
identi^

ficar problemas e obter informações que lhes permitam atender os
idosos tão eficientemente quanto possível.
J. 1 -ESTABELECENDO
J.l

PROGRAMAS

Os programas de serviços de informação para

ido

sos podem ser vistos de duas maneiras:
aj programas desenvolvidos na biblioteca
hb hlioteca
b) programas para grupos especiais de idosos (em asiles,
asilos,
hospitais, casas de repouso, nas residências, etc.)
223

Digitalizado
gentilmente por:

�A) Ao se pensar neste tipo de programa a questão
inicial i: em que medida as necessidades de informação dos

ido

sos diferem das necessidades dos adultos em geral?
Baseados

em pesquisas de preferência

de

leitu

ra (ou temas) dos ides
idosos,
os, será possível definir que tipo de mate
rial (conteúdo e formato) será apropriado. E preciso lembrar
lemlrar que
o idoso normal, saudável, conserva os mesmos interesses que

pos

suía na juventude e maturidade e continua desenvolvendo outros.
A idéia comumente aceita de que os idosos preferem romances

com

finais . felizes, histórias religiosas e de que rejeitam histórias
de sexo, violência e ficção científica pode estar apenas

refle

tindo preconceitos.
A idade, por si só, não modifica os interessesda
interessesd®
pessoas, embora seja necessário admitir, como lemtxa
lem)a:a FISCHER(4),
"background"
que o idoso iê produto de uma época, tem um "badcground"

cultu

ral semelhante ao das outras pessoas de sua idade fato que

se

refletirá nas idéias e preferências desse grupo de idade. Portan
to, a conclusão êé ainda de FISCHER (4) são as experiências

ante

riõres e não a velhice em si que determinam as suas preferências
rlOres
de leitura.
Como já foi dito, as pessoas idosas se ressentem
de serem tratadas como "grupo uniforme". Na seleção do
deve-se fugir desse estereótipo, escolhendo matetial

material
tão varia

do quantos forem os interesses dos indivíduos do grupo.

Faltam

pesquisas sobre-hábitos
s o Ire-h á ti tos de leitura de idosos no Brasil,como

de

resto para outras faixas de idade. Nos E.U.A., Genevieve Casey ,
citada'em Fischer (4) menciona as seguintes áreas de necessidade
informacional de americanos que passaram dos 65 anos de idade;
idade:
224

Digitalizado
gentilmente por:

*

11

12

13

�- Informação so
solre
Ire os recursos da comunidade;
- Informação sobre como minimizar as dificuldades do

idoso

e maximizar as suas oportunidades;
- Informação sofre
sotre as necessidades especiais do idoso

em

áreas como ha
habitação,
fitação, renda, emprego,saúde, nutrição,etc;,
nutrição,etc;
- Preparação para a aposentadoria;
- Orientação para dar a sociedade novos conceitos de

velhi
velh,i

ce, em que o homem idoso volte a ocupar um lugar de

res_

peito e de valia.
0O formato do material éi outro ponto importante a
ser considerado. Devem ser lembradas as transformações físicas ^
nerentes ao processo de envelhecimento como enfraquecimento

da

visão,, artrite, diminuição da audição, assim como uma relutância
natural a usar material audio-visual. Desse modo, deverá haver
l
livres com tipos de
grande variedade de formatos, incluindo livros
im
pressão grandes, brochuras (mais fáceis de manusear,para
tem artrite) filmes, diapositivos, livros falados. Além

quem
disso,o

bibliotecário deverá estar atento para familiarizar- a pessoa ido
sa com os mistérios das máquinas audio-visuais,fotoduplioadoras,
audio-visuais,fotoduplicadoras,
eto.
etc.
Muitas pessoas da comunidade, inclusive os

ido

sos, deixam de ter acesso â coleção, seja pelos problemas já men
oionados de forma e formato do material, seja por problemas rela
cionados
tivos âã arquitetura e mobiliário do prédio da biblioteca,

como,

por exemplo, a ausência de rampas e elevadores, portas muito

pe

ssadas
adas e difíceis de abrir, móveis pouco anatômicos
anatômicos,iluminaçãopre
,iluminaçãopre
cária, etc.
cãria,

A hL
biblioteca
hlioteca que desejar atender adequadamente

aos

idosos deverá dar atenção ãa esses aspectos.
Voltando ãâ questão inicialmente proposta,veremos
226
225

Digitalizado
gentilmente por:

�que, com raras excessões,
excessoes, a orientação táslca
tásica de um serviço para
idosos em ti
titllotecas
tliotecas pútlicas
pútllcas será principalmente a de

Inte
inte

grar esse serviço ao já existente para o púlllco
pútlico adulto em
ral. Mesmo considerando-se as preferências e necessidades

ge
indl^
ind^

viduais dos idosos não há neoessidade
vlduals
necessidade de segregá-los dentro

da

hL hlioteca.
tlioteoa. Os serviços e materiais preparados tendo-se em vista
H
o usuário idoso serão usados também por outros segmentos da popu
lação, o que não deixa de ser uma justificativa de custos e

tem

po gasto pelo staff.
Aliás, segundo especialistas no assunto,

ativ^
ativl^

dades passivas e segregativas
segregatlvas são exatamente o que os idosos não
precisam. Ao que parece, os programas que alcançam mais êxito são
os que conseguem umum envolvimento ativo das pessoas idosas em pro
jetos,, discussões, programas integrados com pessoas de outras fa^
jetos
fai^
xas de idade.
Eis alguns programas de que tivemos notícias
noticias ,

e

xecutados em H
ti lliotecas
lliotecas- brasileiras e estrangeiras:
- pessoas idosas contam histórias para grupos de

crian

ças na "hora do conto";
oriados na região gravam a hlstõ
histõ
- idosos nascidos e/ou criados
ria do lugar, taseados
laseados em suas remlniscências;
reminisoênoias ;
- idosos ajudam na compilação de material de valor histó
histõ
rico (retratos, recortes de jornais,cartas,documentos
de família, etc.);
- na seleção do acervo, usuários idosos são

convidados

a dar seu parecer;
- grupos de discussão entre jovens e idosos debatendo um
tema da atualidade.
226

Digitalizado
gentilmente por:

�Ampla pullicidade
putlicidade dos programas desenvolvidos de
ve ser feita pela tLtlioteca,
titlioteca, de modo a atingir o maior
possível

de usuários, assim como para despertar nos

de qualquer idade o desejo de auxiliar os tratalhos
tralalhos

número
cidadãos

litliotecá
ti tliotecá

rios na qualidade de voluntários
voluntários..
B) É preciso lemhrar
lemlrar da grande quantidade

de

pessoas idosas confinadas em asiles, hospitais ou em suas

pró

prias residências, que só serão beneficiadas com serviços

bl^

lliotecãrios
lliotecârios se a ti
lillioteca
tliotecá pútlica dispuser de sistemas alter
nativos d.e disseminação da informação. Ainda uma vez,
vez,antes
antes

de

mais nada, serâ
será necessário investigar em que medida essas

pes^

soas carentes, com prollemas
pro tlemas físicos e em diferentes estágios de
"perda do seu papel social", podem ser leneficiadas
teneficiadas pelo

trata
traia

Iho do lihliotecário.
ti tliotecãrio. Sobretudo nesse tipo de programa se

fará

necessária a conjugação

de serviços com outras entidades

so

ciais e principalmente a cooperação da própria instituição,

na

pessoa dos diretores, assistentes sociais,enfermeiros,etc.
Os sistemas de carro-ti
carro-li tliotecá
blioteca e caixas - estan
tes podem ser moülizados
molilizados para esses casos e voluntários da
munidade podem ser recrutados para atuar sob a orientação

co
dos

hi lliotecârios.
ti
tliotecãrios.
Para qualquer um dos tipos de programas citados,
atenção deverá ser dada ao treinamento das pessoas envolvidas
(bL tliotecãrios
(tL
lliotecârios e estagiários). Devem receter
receber informações seguras sobre conceitos gerontolõgicos , seja em forma de leituras so
Ire o assunto, seminários ou contatos informais com profissio tre
nais da área de saúde. Além disso,para lidar com pessoas em

fa

se de importantes transformações físicas e psicológicas é prec^
preci^
227

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�so ter uma personalidade madura, sensi
sens! tL
li lidade e

empatia.

4. EDUCAÇÃO PERMANENTE
O seminário sotre
sobre Educação Permanente

realizado

em Buenos Aires, em 1 970 ( 6), estateleceu
estaheleceu como conceito de educa
ção permanente

"o aperfeiçoamento integral

e sem solução

de

continuidade de pessoa humana, do seu nascimento até a sua

mor

te. "
Pesquisas realizadas nos E.U.A.(8)
E.U.A. (8) demonstram
demons tram que
as pessoas idosas que continuam se instruindo são mais felizes
mais satisfeitas consigo mesmas e adoecem com menos frequência.
Além disso, permanecem mentalmente alertas e tendem a

conservar

pcsitiva a sua auto-imagem.
positiva
O conceito de deterioração da capacidade

inte
infce

lectual do adulto parece estar sendo contestado, acreditando-se
que a única limitação para o aprendizado do idoso
idcso êé uma

veloc^
veloci^

dade menor das operações intelectuais, sem desmerecer a sua capa
cidade.
Existe, éê verdade, uma atitude negativa e

discr^

minatõria da sociedade, muitas vezes vinda do próprio idoso,
minatória

re

jeitando o processo educativo até a idade avançada.
Com a chegada da aposentadorià
aposentadoriá o indivíduo sofre
uma perda do seu status ocupacional, há uma quetra
quekra no seu
rio diário, etc. A educação e o aprendizado poderiam

horá
horã

constituir

suIstitutivos aceitáveis para essas mudanças.
Bi hliotecas
tliotecas púUicas
púllicas americanas já iniciaram sua
participação na educação permanente do idoso criando cursos
228

Digitalizado
gentilmente por:

de

�rápida duração na própria hitlioteca, ao mesmo tempo que

promo

vem palestras, delates, projeções de filmes, etc., sohre
sotre

temas

variados. Ou asscjciam-se
assqciam-se a escolas ou universidades que

este

jam preocupadas em atrair pessoas com mais de 60 anos para seus
cursos de verão ou outros de uma semana. A tillioteca
ti llioteca pútlica
púhlica a
tua, nesses casos, como fornecedora de material de informação e
de pesquisa, fazendo tamtém putlicidade dos cursos
cursos..
A avaliação de tais programas tem mostrado

que

"a aprendizagem" tem aceitação entre os idosos,que na condição
de estudantes encontram uma atividade comparável ao tra
tratalho,es^
talho,es^
tatelecem novos contates
contatos sociais. Além do mais,a atualização

e

ampliação dos seus conhecimentos permite que eles continuem

a

ser força de tratalho útil, participando mais efetivamente
meio social e

mantendo um nível de integração individual

no
mais

adequado ao processo de envelhecimento.

5. CONCLUSÃO
Nosso mundo em transformação colocou a

socie

dade diante de um impasse: a tecnologia tornou possível o

pro

longamento da vida humana mas as instituições sociais ainda não
apresentaram soluções de como tem
hem aproveitar esse tempo da

ve

Ihice.
Os primeiros passos para o tratamento da questão,
no Brasil, foram dados a partir de 1974, com a criação de

um

programa de assistência aos idosos
idcsos pela Previdência Social, que
a funcionar em praticcimente
passou a.funcionar
praticamente todos os Estados da
ção, mas que infelizmente sõ atende 25% das pessoas com

Federa
mais
229

Digitalizado
gentilmente por:

�de 60 anos através da aposentadoria.
Há, segundo TAPIOCA ( 9) , deficiência de dados re
ferentes ao idoso e

seu atendimento, decorrente da carência de

estudos que englobem todos os aspectos envolvidos na pro tlemát^
ca.
Uiotecário que se proponha a usar os
O li tliotecãrio

recur

sos da tihlioteca
ü. tlioteca criativamente em favor dos idosos deve,tanto
quanto possível, integrar o seu programa a canais já existentes,
na tentativa de superar problemas
protlemas sérios como a carência de
cursos financeiros,dificuldades de identificar

as pessoas

re
ido

sas na comunidade, dificuldade de recrutar profissionais e para
profissionais interessados na tarefa.
Acreditamos que a melhoria do padrão de serviço
das instituiçõés,
instituições, inclusive
inclisive da Bitlioteca
Bi llioteca Pútlica,s5
Púllica,só acontecerá
aoontecerá
quando houver uma mudança de mentalidade em relação ao

perfil

psicossocial do idoso, capaz de redefinir o seu papel como ser
pleno de dignidade e capaz de realizações.

230

Digitalizado
gentilmente por:

�9_
9. TAPIOCA, M.P. O idoso nos programas sociais-comunitários
no
Brasil.
Brasl
1. Brasilia,
Brasília, Ministério da Previdência e Assistência
Social, 1976
1 976 .
10.. VIEDMA, C.
10
1 97 9.

Um desafio mundial. A saúde do mundo, v.
v.3,atril
3,atril ,

váth older adults. Dre
11. WEBB, B. Gr^ and growing: programning vd.th
xel Library
Litrary QuarterlyQuarterlylS
15 (2): 45-53, 197 9.

Als tract
Ats
It considers the problem of older adults in the
modern society, with emphasis
emjSiasis in Brazil.
lysis of the puhlic library's
li trary's role in
to tíiis
this age group. It suggests prograiis
programs

Ana

relation
and

services.
Services.

231

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1. BALKEMA, J.B. Interagency cooperation for service
Service to older
adults.. Drexel LI
adults
Li trary Quarterly

15 (2)
( 2) : 2 9-42,1
9- 42,1 97 9.

2. CANDAU, M.C. Situação atual e tendência da prollemática
protlemãtica do
idoso no Brasil. Conjuntura Social 1 (2) : 1919-20,1978.
20,1978.
3. CASINI, B.P. &amp; APPEL, J. Some introductory remarks on

li_
li^

Irary
trary and information
Information services
Services for older adults. Drexel
Li trary

Quarterly 15 ( 2): 1-4, 1 97 9.

4. FISCHER, M.W. The needs of older adults: material and
access.. Drexel Li trary Quarterly 15 ( 2): 20 -8,1
access
-8,197
97 9.
5. FREYRE, G. O idoso válida como uma descoterta
descolerta da nossa épo
ca. Brasilia, Ministério da Previdência e Assistência So
ciai, 11976
976..
6. LUDOJOSKI, R.L. Andraqoqia
Andraqoqla o educaciõn dei adulto.

Buenos

Aires, Guadalupe, 1 972.
7. MONROE,M. Continuinq
Continuing education of older adults. Drexel

Li

trary Quarterly 15 (2): 71-81, 1S7
1 97 9.
8. ROBINSON, N. Meeting
Meetinq the psycoloqical
psycological and social needs
olSer adults: the li trary's role. Drexel Li trary
ol5er
terly 15 ( 2): 5-1 9, 1 97 9.
.232

Digitalizado
gentilmente por:

of
Quar

�A ATUAÇÃO DO

CDD

026.698162

CDU

027.021.8162

GRUPO DE BIBLIOTECÁRIOS EM

INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TECNOLÕGICA
TECNOLÓGICA DO PARANA
VISTA PELAS CHEFIAS DAS BIBLIOTECAS PARTICIPANTES
* Beatriz de MOURA
CRB-9/151
Bibliotecária do CEFET-PR
* Denise Perozzi ROSA
CRB-9/205
Bibliotecária da COREL
COPEL
* Helena Maria de Oliveira VITA
CRB-9/163
Bibliotecária da COPEL
COREL
* Irene Westphalen KLISIEWICZ
CRB-9/33
Bibliotecária do CEFET-PR
* Lucia Cavalcanti POPADIUK
CRB-9/21
Bibliotecária do CEFET-PR
* Maria Lucia MUller
Möller REDI
CRB-9/64
Bibliotecária.do
Bibliotecária,
do CEFET-PR
RESUMO
Resultado de pesquisa realizada com o objètivo
objetivo de saber
a opinião das Instituições mantenedoras das bibliotecas participantes do Grupo de Bibliotecários em Informação e Documentação Tecnológica do Paraná - GBIDT-PR, sobre a atuação do Grupo,
resuJL
são apresentadas as opiniões sobre os objetivos do Grupo, resu];
tados da sua atuação, e dos projetos desenvolvidos; são
tadas pelas bibliotecárias das Instituições
instituições as atividades
desenvolvidas pelas suas bibliotecas, e sugeridas

aponjá

outras para

o Grupo desenvolver.
* Bibliotecárias do Grupo de Bibliotecários em Informação
informação e Do
oumentação Tecnolõgica
cumentação
Tecnológica do Paraná
233

Digitalizado
gentilmente por:

�1.

INTRODUÇÃO
Dentre as várias conceituações sobre Grupo, destacou-se a

encontrada no Novo Dicionário da Língua Portuguesa de
Buarque de Holanda Ferreira:

Aurélio

"Pequena associação ou reunião de

pessoas unidas para um fim comum..."
comUm..." (3).

Este é o sentido de

Grupo que se aplica ao Grupo de Bibliotecários em Informação e
Documentação Tecnológica do Paraná, GBIDT-PR, criado em 1972 e
filiado ã Associação Bibliotecária do Paraná.

Segundo seu Re-

gimento Interno, "congrega bibliotecários em tecnologia, a fim
de atender ao maior número de estudiosos na área" (1).
Os bibliotecários ingressam nas atividades do Grupo, atra
vés do cadastramento da sua biblioteca.
vês
dora de cada biblioteca participante

A Instituição mantene

GBiDT-PR,
do GBIDT-PR,

recolhe ao

Grupo uma taxa anual, equivalente ao menor valor de referência
vigente no País, a fim de captar recursos
projetos.

Atualmente, o GBIDT-PR está

para a execução

de

constituído por 26 bi-

bliotecas da área tecnológica (Anexo 1).
Nos últimos anos, procurou-se intensificar

a atuação

do

GBIDT-PR, através dos Planos de Metas 1979/80, 1980/81 e 1981/
82, compostos de vários projetos: Cadastramento

das Bibliote-

cas, Levantamentos Bibliográficos, Publicação do

Boletim Bi-

bliográfico, Indexação Cooperativa de Artigos

de

Divulgação das Atividades do Grupo, Cursos

Treinamento,

e

Periódicos,
e

Atualização do Catálogo Coletivo de Periódicos.
Procurando sintonizar as atividades do Grupo com os interesses das Instituições mantenedoras, são enviadas
imediatas das bibliotecas, os relatórios anuais,
trabalhos desenvolvidos
a par dos trabalhps
234

Digitalizado
gentilmente por:

às chefias
colocando-as

e possibilitando o entrosa-

�mento a nível Empresa-Biblioteca.
Einpresa-Biblioteca.
No momento, quando as preocupações do País estão voltadas
para o desenvolvimento tecnológico, é de se esperar
uma conscientização por parte das
tecnológicas, quanto ao
ção.

que

haja

instituições científicas
científicas' e

aproveitamento dos canais de informa-

As bibliotecas devem ser canais de transferência

formação, agentes da comunicação técnica,

de in-

imprescindíveis

ao

processo de desenvolvimento.
Com esse propósito, o GBIDT-PR procura

compatibilizar-se

com as diretrizes do III Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - III PBDCT, aprovado pelo
85.118, de 3 de setembro de 1980 (2),

Decreto

em vigor até

aponta de maneira incisiva o funcionamento ativo

e

dos canais de
le comunicação da Informação em Ciência e

nÇ
n9

1985

que

integrado
Tecnolo-

gia, como essencial para o desenvolvimento científico e tecnológico do País.
Com as atividades do GBIDT-PR em processo

de desenvolvi-

mento, procurou-se saber se os resultados da atuação do
foram sentidos pelas Instituições mantenedoras,

Grupo

especialmente
especialmenté

as atividades que correspondem ao período de junho de 1979 até
junho de 1981.

Para esse fim elaborou-se um questionário

que

foi aplicado às chefias imediatas das bibliotecas do Grupo.
r
2.

HIPÖTESES
hipOteses
Foram consideradas as seguintes hipóteses para

a

reali-

zação deste estudo:
a) as Instituições mantenedoras das bibliotecas

atribui-

riam ao Grupo objetivos diferentes dos estipulados no Regimen235

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12
12

13
13

�to Interno;
b) as atuais atividades do Grupo
tados percebidos pelas

vêm apresentando resul-

Instituições mantenedoras das bibliote

cas;
c) das Instituições poderiam emergir sugestões para o desenvolvimento de outras atividades pelo Grupo;
d) os projetos desenvolvidos pelo Grupo estariam

corres-

pondendo às expectativas das Instituições.

3.

0 QUESTIONÃRIO
QUESTIONÄRIO
Estruturado de maneira a obter respostas

subjetivas,

questionário constou de duas partes (Anexo .2).
2).

A primeira se

refere ã identificação das bibliotecas; a segunda,
tui de quatro perguntas destinadas a revelar

o

se

const^

a opinião das In£
Ins

tituições sobre os objetivos do GBIDT-PR; verificar quais os re
sultadoS conseguidos pela participação da biblioteca da Instituição no Grupo; saber que outras atividades

o Grupo

poderia

desenvolver em prol das Instituições, e verificar o grau de sa
tisfação das Instituições em

relação

aos

projetos desenvol-

vidos pelo -Grupo.
Aplicou-se o questionário em
ras de
ção

bibliotecas

limitou-se

bibliotecárias
de
nho

ãs
às
de

pertencentes ao

ás
ãs
se

16

Instituições
instituições
GBIDT-PR.
GBiDT-PR.

chefias imediatas

do

1981.

Foram

com maior

Grupo no período de
devolvidos

do-se 93,75% de taxa de retorno.

236

Digitalizado
gentilmente por:

Essa

das bibliotecas

fizeram presentes

reuniões

mantenedo

15

aplicacujas

assiduida-

junho de 1979 a ju
questionários, obten

�4.

-OBJETIVOS atribuídos
ATRIBUÍDOS AO GBIDT-PR PELAS CHEFIAS IMEDIATAS
DAS BIBLIOTECAS
Os quinze informantes atribuíram ao GBIDT-PR 26 objetivos

que foram condensados em 8 itens.
QUADRO 1 -

OBJETIVOS ATRIBUÍDOS
ATRIBUlDOS AO GBIDT-PR PELAS CHEFIAS

OBJETIVOS

N9
Respostas

INTEGRAÇÃO E INTERCÂMBIO
1 - Integração das várias bibliotecas
do Grupo

19,2

2 - Intercâmbio das técnicas de Blbliote
Bibliote
conomia visando seu aperfeiçoamento

7,6

3 - Divisão das atividades comuns num
processo cooperativo

3,9

4 - Agilização das atividades das várias
bibliotecas do Grupo

11,5

5 - Obtenção de maior economia através
da maximização do uso das bibliotecas

3,9

Sub-total

12

46,1

TRANSFERÊNCIA DA INFORMAÇÃO
6 - A ação de integração do Grupo prop^
cia aos usuários informações tecnológicas
7 - Intercâmbio efetivo do acervo biblio
gráfico

7,6
10

38,4

8 - Divulgação das informações tecnológicas

7,6

Sub-total

14

total

26

53,8
100%

237

cm

i

I
3

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�Os itens de 1 a 5,

com

46,1%

das

respostas referem-se

ã integração das várias bibliotecas do Grupo;

intercâmbio das

técnicas de Biblioteconomia; divisão das atividades comuns num
processo cooperativo; agilização

das

atividades das bibliote

cas, e maior economia através da maximização do uso das biblio
tecas.

Os itens 6 a 8 cora
com 53,8% das respostas, sio
são sobre inte

gração do

Grupo, intercâmbio bibliográfico

e divulgação

das

informações tecnológicas.
As chefias atribuem ao GBIDT-PR os mesmos objetivos estipulados no Regimento Interno do

Grupo, não se confirmando,des

se modo a primeira hipótese de que seriam atribuídos
atribuidos objetivos
diferentes (Quadro 1).
5.

OPINIÕES DAS CHEFIAS SOBRE OS RESULTADOS CONSEGUIDOS PELA
PARTICIPAÇÃO DAS BIBLIOTECAS NO GBIDT-PR
Cada instituição apontou mais de um resultado; apenas uma

não os mencionou.
O0 maior número de respostas foi sobre os

resultados

que

podem ser resumidos em duas idéias principais: integração e in
tercâmbio.
tercâirfDio.

Os demais itens, mostram existir outras atividades

que merecem maior incentivo pela sua importância, mas que
foram suficientemente sentidas pelas Instituições por

não

estarem

ligados aos serviços internos da biblioteca.
O acesso rápido e a facilidade na obtenção de informações
obtiveram 74,3% das respostas, e 20,5% mencionaram os projetos
que vêm sendo desenvolvidos pelo Grupo.
As atividades do Grupo foram percebidas

pelas

Institui-

ções, comprovando-se a segunda hipótese (Quadro 2).
23P

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�QUADRO 2 -

OPINIÕES DAS CHEFIAS SOBRE OS RESULTADOS
RESULTADOS

INTEGRAÇÃO E INTERCÂMBIO
1 - Bom entrosamento do Grupo
2 - Padronização de técnicas entre as
várias bibliotecas
3 - Maior divulgação da biblioteca e
aumento das consultas
4 - Acesso rápido ao acervo da área
tecnológica
5 - Facilidade na obtenção da informação
6 - Maior intercâmbio de informações
7 - Atendimento a consultas especiais
8 - Consulta e empréstimo de obras que
fogem ã especialidade da biblioteca
resultando em economia na aquisição
de material bibliográfico
Sub-total
PROJETOS DESENVOLVIDOS
bibliogrâfi
9 - Divulgação do material bibliogrãf^
CO através do Boletim Bibliográfico
10- Conhecimento da existência de outras
fontes de consulta
11- Cooperação na indexação de artigos
de periódicos
12- Treinamento do pessoal auxiliar de
bibliotecas
13- Atualizaçao
Atualização dos bibliotecários através dos cursos divulgados ou oferecidos pelo Grupo
Sub-total

N9
de
Respostas

%

4

10,3

1

2,5

1

2,5

8

20,5

8
5
1

20,5
12,9
2,5

29

2,5
74,3
5,1
5,1
5,1
2,5
2,5
20,5

OUTROS
1414- Troca de bonus da UNESCO
15- Não respondeu devido ao pouco tempo
de exercício na Chefia do Setor ao
qual a biblioteca se subordina
Sub-total
TOTAL

2,5
2,5
39

100%
239

cm

i

3

Digitalizado
gentilmente por:

�6.

ATIVIDADES SUGERIDAS PELAS CHEFIAS DAS BIBLIOTECAS AO
GBIDT-PR
Dos quinze informantes, 3 (20%) limitaram-se a aprovar os

trabalhos desenvolvidos; 5 (33%) não deram sugestões, e 7 (47%)
Sugeriram
sugeriram atividades a serem desenvolvidas.

As sugestões foram

transcritas textualmente (Quadro 3).
Observa-se que as expectativas das Instituições quanto às
atividades do GBIDT-PR, se dirigem ao atendimento dos usuários .
De um modo-mais direto, nos Itens
itens 1 a 5 (31,3%),

sugerindo

o

atendimento a todas as pessoas da Instituição a que a bibliote
ca pertence; recrutamento de usuários; reuniões com os usuários
e seu treinamento na área da metodologia da pesquisa,
pesquisa,ee orienta
ção sobre as atividades do bibliotecário.

Nos Itens

6

a

10

(31,3%), verifica-se a preocupação com o acervo, cujos efeitos
finais tcimbém reverterão em melhor atendimento aos usuários, sugerindo a disponibilidade do acervo não técnico; elaboração de
fichãrio
fichârio de catálogos técnicos; informação dos trabalhos técnicos realizados ou em elaboração, a fim de evitar duplicação de
trabalho; organização e divulgação do material técnico

gerado

nas Instituições, e atualização do Catálogo Coletivo de Periód^
Periódi
COS.

Quanto aos Itens 11 a 13 (18,7%), as sugestões foram para

automação; promoção de um curso de computação para
paxa as bibliotecárias do Grupo; automação dos serviços das bibliotecas e do Ca
tâlogo Coletivo.

Nos, Itens 14 a 16 (18,7%)

as atividades suge

ridas foram para o intercâmbio e entrosamento com as

bibliote-

cas de outros Estados e com Associações de Classe, a fim de facilitar o acesso ãs
às informações, e cibertura
abertura de novos centros de
informática a nível
infomâtica
nivél nacional e internacional.

240

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�QUADRO 3

ATIVIDADES SUGERIDAS AO GBIDT-PR PELASPELAS'
CHEFIAS DAS BIBLIOTECAS
ATIVIDADES

N9 de
Ativ.

U S U AÄ R I O S
1 - Atendimento a todas as pessoas da
Instituição a que a Biblioteca per
tence
2 - Recrutamento de usuários
3 - Reuniões com os usuários
4 - Treinamento do usuário na área da me
todologia da pesquisa prática
todologla
5 - Orientação aos usuários das atlvlda
ativida
des do bibliotecário sobre a utiliza
ção do potencial que representa como
responsável pela transferência da in
In
formação
Sub-total
AACERVO
C
R V O
6 - Disponibilidade de acervo não técnico
7 - Elaboração de um fichário
flchárlo de catálogos técnicos
8 - Informação dos tr:i
tri -alhos
alhos técnicos rea
lizados ou em elaboração, a fim de se
llzados
evitar duplicação de trabalho
9 - Seleção, organização e divulgação do
material técnico gerado nas Instituições
10 - Atualização do Catálogo Coletivo de
Periódicos
Sub-total
AUTOMAÇÃO
11 - Promoção de um curso de computação pa
ra os bibliotecários do Grupo
12 - Criação de um projeto para automação
dos serviços das várias bibliotecas
13 - Automação do Catálogo Coletivo
Sub-total
I N T ercAmbio
14 - Intercâmbio com bibliotecas de outros
Estados
15 - Entrosamento do Grupo com as Associações de Classe, para melhor acesso às
informações
Informações
16 - Abertura de novos centros de informâM
Informát^
ca a nível nacional e internacional
Internacional
Sub-total
TOTAL

31,3

31,3

18,7

16

18,7
100%
241

Digitalizado
gentilmente por:

�As

respostas

confirmam a terceira hipótese, de que

das

Instituições poderíam
poderiam emergir sugestões para o desenvolvimento
de outras atividades do Grupo.
7.

OPINIÃO DAS CHEFIAS SOBRE OS PROJETOS
PELO GBIDT-PR
Das quinze Instituições que responderam ao

DESENVOLVIDOS
questionário,

uma observou que não poderia opinar devido ao pouco tempo

de

exercício na chefia do Setor ao qual a biblioteca se.
se.subordina.
subordina.
As restantes foram de opinião que os projetos desenvolvidos pe
lo GBIDT-PR atendem às
ãs necessidades e interesses das Instituições, comprovando-se a quarta hipótese.
8.

QUESTIONÁRIO APLICADO ÃS BIBLIOTECÁRIAS
QUESTIONÄRIO
BIBLIOTECÃRIAS DAS INSTITUIÇSES
INSTITUIÇÕES
MANTENEDORAS DAS BIBLIOTECAS
Nesta fase do estudo, elaborou-se um questxonãrlo
questionário dirigi-

do ãs
às bibliotecárias das Instituições (Anexo 3), relacionandose as atividades sugeridas e indagando quais as já desenvolvidas pelas bibliotecas,
volvidas pelo Grupo.

e

quais

as

que

poderiam

Todos os 15 questionários

ser desen

distribuídos

foram respondidos.
As atividades foram subdivididas em quatro grupos: no pri.
prl
meiro, as atividades se referem aos usuários; no segundo se re
ferem ao acervo; no terceiro, ã automação das bibliotecas e ao
Catálogo Coletivo, e no quarto, ao intercâmbio a nível nacional
e internacional (Quadro 4).
Apenas quatro atividades não são desenvolvidas pelas bibliotecas do Grupo: as três referentes âà automação,e aabertura
a abertura
de novos centros de informática a nível nacional e internacional.;
nal
As atividades que requerem trabalho cooperativo
242

Digitalizado
gentilmente por:

são

me-

�nos desenvolvidas pelas bibliotecas e foram mais indicadas para serem desenvolvidas pelo Grupo (5, 6, 7, 8, 10, 11, 12, 13,
15 e 16), demonstrando a importância da existência do Grupo.
QUADRO 4 - RESULTADO DO QUESTIONÄRIO
QUESTIONARIO APLICADO AS BIBLIOTECÄRIAS
BIBLIOTECARIAS
DAS INSTITUIÇÕES MANTENEDORAS DAS BIBLIOTECAS
Biblioteca
já
;ã desenvolve

ATIVIDADES
usuArios
S U Ä R I O S
1 - Atender todas as pessoas da Instituição
2 - Recrutamento de usuários
3 - Treinamento do usuário na metodolo
gia da pesquisa prática
4 - Reuniões com usuários
5 - Orientação aos usuários, sobre a
atividade do bibliotecário como
responsável pela transferência da
informação
A C E R V 0
ACERVO
6 - Elaboração
Elaboraçao de um fichário
fichario de catálogos técnicos
7 - Informação dos trabalhos técnicos
realizados
realizacãos ou em elaboração, a fim
de evitar duplicação de trabalho
8 - Seleção, organização e divulgação
do material técnico gerado nas Ins
In£
tituições
9 - Disponibilidade de acervo não técnico
10 - Atualização do Catálogo Coletivo de
Periódicos
A U T O M A Ç Ã O
AUTOMAÇÃO
11 - Automação do Catálogo Coletivo
12 - Criação de um projeto para automação dos serviços das várias blblio
biblio
tecas
13 - Promoção de um curso de computação
para as bibliotecárias do Grupo
INTERCÂMBIO
intercâmbio
14 - Intercâmbio com bibliotecas de
outros Estados
15 - Entrosamento com
cora as Associações de
Classe, para melhor acesso as informações
16 - Abertura de novos centros de infor
mática a nível nacional e internamâtica
cional

P/Grupo
desenvolver

11
8
5
6
10
12
14
12
5
11
14
14
13
12

10
13
11
243

cm

i

3

Digitalizado
gentilmente por:

jÚSc a n
st e m
Gereaclancnto

—'y
^

.0

11

12

�9.

CONCLUSÃO
Das quatro hipóteses formuladas três tiveram confirmação,

menos a primeira, pois não foi constatada diferença de objeti
vos entre

os estipulados

no Regimento Interno

os apontados pelas chefias imediatas das

do GBIDT-PR,e

bibliotecas

partici

pantes.
Os

resultados percebidos evidenciam que as Instituições

vêem o GBIDT-PR como um Grupo integrado, cujo principal objeti
vo é o intercâmbio do acervo bibliográfico.

Os projetos já exe

cutados vêm de encontro aos interesses das Instituições

e

as

sugestões de novas atividades demonstram que as chefias sentem
que o Grupo tem condições de desenvolver atividades

de

maior

complexidade.
Do contato dos bibliotecários com as respectivas
imediatas, possibilitando identificar os objetivos

chefias

atribuídos

ao GBIDT-PR, e verificar os resultados dos trabalhos

realiza-

dos, decorrem informações que permitem continuar uma

política

de ação condizente com as expectativas das Instituições.
ABSTRACT
ÁBSTRACT
The Group of Librarians for Technical Information and Documentation of the Paraná Library Association queried the heads
the institutional units to which the participating

of

libraries

are subordinated, in order to ascertain their views on the aims
e«
and activities of the Group. The librarians contributed to the
second pãrt
part of the study listing the activities

already per-

formed by their libraries and suggesting others to

be

under-

taken by the Group as a whole.
244

Digitalizado
gentilmente por:

-

Q

II

12

13

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BIBLIOGRÄFICAS
1. 'ASSOCIAÇÃO bibliotecária
BIBLIOTECAriA DO PARANA.
PARANÄ. Grupo de Bibliotecários em Informação e Documentação Tecnológica do Paraná.
Regimento Interno. 3 f. mimeo.
2.

BRASIL. Leis, decretos, etc. Decreto n.85.118, 3 set.
1980. Aprova o III Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - PBDCT. Diário Oficial, Brasília,
4 set. 1980. Seção I, p.17474-501.

3.

BUARQUE DE HOLANDA, Aurélio. Novo dicionário da língua
portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Frc.iteira, 1975.
19 75.
1499 p.

245

Digitalizado
gentilmente por:

�ANEXO 1
BIBLIOTECAS PARTICIPANTES DO GBIDT-PR
DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL
* 1. CENDI - Centro de Desenvolvimento Industrial
Biblioteca
Bibliotecária: Célia Maria Peres Lacerda
TECNOLÖGICA
EDUCAÇÃO TECNOLÕGICA
* 2. CEFET-PR - Centro Federal de Educação Tecnológica do
Paraná
■ Biblioteca "Prof. Rosário Farâni Mansur Guérios"
Bibliotecárias: Beatriz de Moura.
Moura
Irene Westphalen Klisiewicz
Lucia Cavalcanti Popadiuk
Maria Lucia Müller Redi
3. EOEAer - Escola de Oficiais Especialistas da Aeronáutica
Departamento de Ensino - Biblioteca
Atualmente não tem bibliotecária
4. FUEL - Fundação Universidade Estadual de Londrina
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Exatas e
Centro de Ciências Rurais e de Tecnologia
Bibliotecárias: Graça Maria Simões Luz Pisa
Terezinha de Jesus F. Gondo
Yara Maria Pereira da Costa Prazeres
5. SCET - Setores de Ciências Exatas e Tecnologia da UFPR
Biblioteca "Prof. Plínio Alves Monteiro Tourinho"
Bibliotecárias: Dulcinéia Gomes Delattre .Levis
Liliana Luiza Pizzolato’
Pizzolato'
Maria Beatriz Sternadt
Tharcila Boff Maegawa
Virgínia de Castro Rodrigues

246

Digitalizado
gentilmente por:

�* 6. SCET-G - Curso de p5s-Graduação
Pós-Graduação em Ciências Geodésicas da
UFPR
Biblioteca
Bibliotecária: Eliane Maria Stroparo
ENERGIA
* 7. COREL
COPEL - Companhia Paranaense de Energia
Divisão de Biblioteca
Bibliotecárias: Denise Perozzi Rosa
Helena Maria de Oliveira Vita
HIDRÄULICA E sanitAria
hidrAulica
SANITÄRIA
* 8. CEHPAR - Centro de Hidráulica e Hidrologia Prof. Parigot
de Souza
Divisão de Ensino e Põs-Graduação
PÓs-Graduação - Biblioteca
Bibliotecária: Marina Cordeiro Lopes
9. SANEPAR - Companhia de Saneamento do Paraná
Bit ’ ioteca
Bibliotecária: Maria Luiza Rodrigues Lecheta
* 10. LHISAMA - Laboratório de Hidráulica, Saneamento e Meio
Ambiente da Universidade Católica do Paraná
Biblioteca
Bibliotecária: Lígia de Castro Deus Almeida
indOstria eE comércio
INDUSTRIA
COMÉRCIO
* 11. SEIC - Secretaria de Estado da Indústria e Comércio
Biblioteca
Bibliotecária: Denise Cristina Mansur
indOstria Ee CONSTRUÇÃO
INDUSTRIA
construção
12. INEPAR - Indústria e Construção
Biblioteca
Desligada do GBIDT-PR em 1981

247
?47

Digitalizado
gentilmente por:

V

�PAPEL E CELULOSE
13. KAMYR - Kamyr do Brasil Técnica de Celulose Ltda
Biblioteca Técnica
Bibliotecária: Jussara de Mello Toledo
PETROQUÍMICA
petroquímica
PETROBRÄS/REPAR - Refinaria Presidente Getúlio
Getülio Vargas
14. PETROBRAs/REPAR
Documentação Técnica
Bibliotecária: Diva Rosa Malucelli de
Oliveira
PETROBrAs/SIX - Superintendência da Industrialização do
15. PETROBRAs/SIX
Xisto
Documentação Técnica
Bibliotecárias: Maria Inês Bara Araújo
Glória Regina Ribas
PLANEJAMENTO
16. IPPUC - Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de
Curitiba
Biblioteca
Bibliotecária: Marilda Ferreira Capriglione
PROCESSAMENTO DE DADOS
17. BAMERINDUS - Banco Bamerindus do Brasil S/A
Biblioteca Técnica
Bibliotecária: Tânia Maria Moisa
* 18. BANESTADO - Banestado S.A. Processamento de Dados e
Serviços
Biblioteca
Bibliotecária: Sandra Maria Ferreira Fontes
Dalmolin
* 19. CELEPAR - Companhia de Processamento de Dados do Paraná
Setor de Documentação e Biblioteca
Bibliotecárias: Maria José Resmer Baroni
Olga Maria Soares da Costa
248

Digitalizado
gentilmente por:

�2t).. SERPRO - Serviço Federal de Processamento de Dados
Biblioteca
Bibliotecária: Regina Célia Fernandes Sanches
TECNOLOGIA DE ALIMENTOS
* 21. NUTRIMENTAL - Nutrimental S.A. Indústria e Comércio de
Alimentos
Biblioteca
Bibliotecária: Maria Dacechen
TELECOMUNICAÇÕES
* 22. TELEPAR - Telecomunicações do Paraná
Biblioteca
Bibliotecária: Maria da Luz Sadiha
TRANSPORTE
%
* 23. DER - Departamento de Estradas de Rodagem
Biblioteca
Bibliotecária: Selene Maria Di Lenna Sperandio Nicz
* 24. DNER - Departamento Nacional de Estradas de Rodagem
99 Distrito Rodoviário Federal
Biblioteca
Bibliotecária: Eva da Rosa Benites
* 25. RFFSA - Rede Ferroviária Federal S.A.
Unidade de Documentação
Bibliotecária: Nádia Regina Moreira Cesar da
Costa
* 26. SET - Secretaria de Estado dos Transportes
Biblioteca
Bibliotecária: Alcione Brenneisen Mayer
*

Instituições que responderam aos questionários
(Anexos 2 e 3)

249

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�ANEXO 2
ASSOCIAÇÃO BIBLIOTECÁRIA DO PARANÁ
GRUPO DE BIBLIOTECÁRIOS EM INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TECNOLÖGICA
TECNOLÓGICA DO PARANÁ
CBIDT - PR
GBIDT

A IDENTIl
IDLNTIMCAÇÁO:
TCAÇÃO:
I.], Nome da Instituição.’
Instituição:.
2. Nome da Biblioteca:
Biblioteca; .
Imdercço:
3. lindercço:
3.1. Telefone;
Telefone:
4. Subordinação:
Subordinação; . . . .
5. Chefe
Cliefe Imediato:
Imediato; . . .

BB-- .AFL.AÇÃODOGBIDT-PR
A rc.AÇÃo DO c;bidt--pr
I.I, A Biblioteca dessa Instituição participa das atividades do GBIDT-PR. No seu entender, quais os objetivos deste
GRUPO?
2. Quais os resultados conseguidos pela participação da Biblioteca dessa Instituição no GRUPO?
3. Que outrasoutras atividades o GRUPO podería
poderia desenvolver em prol dessa Instituição?
4.4, O último Relatório enviado pelo Grupo, foi o de Atividades desenvolvidas em 1980 e Plano de Metas/81. Os
projetos apresentados vão dc
de encontro aos interesses dessa Instituição?
250

Digitalizado
gentilmente por:

�ANEXO 3
ASSOCIAÇÃO bibliotecária
BIBLIOTECÁRIA DO PARANA
PARANÃ
GRUPO DE bibliotecários
BIBLIOTECÁRIOS EM INFORMAÇÃO
INFORMAÇAO E DOCUMENTAÇÃO
DOCUMENTAÇAO TECNOLÖGICA
TECNOLÓGICA DO PARANÁ
PARANA
GBIDT - PR

A - identiucaçAo
IDENTIFICAÇÃO
1. Nome da Instituição:.
2. Nome da Bibboteca: .
3. Nome da Bibliotecáiia:
Biblíotecáiia:
B - ATIVIDADES
Assinale colocando:
B ~- quando sua Biblioteca já desenvolve a atividade;
G - se você acha que poderá ser desenvolvida pelo Grupo.
12 -~
345-

Atendimento a todo universo de pessoas da Instituição a que a Biblioteca pertence.
pcrtcncc.
□
Recrutamento de usuários para a Biblioteca.
□
Treinamento do usuário na área da metodologia da pesquisa prática.
□
Reuniões com os usuários da Biblioteca.
BibUoteca.
Orientação aos usuários, das atividades do profissional bibliotecário sobre a utilização do
□
potencial que representam como responsáveis pela transferencia da informação.
□
6 - Elaboração de um fichário de catálogos técnicos.
7 - Informação dos trabalhos técnicos realizados ou em elaboração, a fim de
dc se evitar duplicação
□
de trabalho.
□
8 - Seleção, organização e divulgação do material técnico gerado nas Instituições.
□
9 - Disponibilidade de acervo não técnico.
10- Atualização do Catálogo Coletivo de Periódicos.
□
11- Automatização do Catálogo Coletivo de Periódicos.
□
12- Criação de um projeto para automação dos serviços das várias Bibliotecas.
□
13- Promoção de um curso de computação para os bibliotecários participantes do Grupo.
□
□
14- Intercâmbio com Bibliotecas de outros Estados.
15- Entrosamento com as Associações de Classe, para melhor acesso àsás informações.
□
16- Abertura de novos centros de informática a nível nacional e internacional.
□

□
□
□
□
□
□
□
□
□
□
□
□
□
□
□
251

Digitalizado
gentilmente por:

�CDD
CDU

AVALIAÇÃO

027.69
027.2.001.8-052.8

(079.5)

DA BIBLIOTECA ESPECIALIZADA
PELOS

USUÄRIOS
USUÃRIOS

BEATRIZ MARÇOLLA LOTT
Bibliotecária da Companhia Siderúrgica
Belgo Mineira - Divisão de Sabarã
Sahara
Sahara
Sabará
CRB n9 507

MARIA DE LOURDES RODARTE
Bibliotecária da Companhia Siderúrgica
Belgo Mineira - Escritório Central Administrativo - Belo Horizonte
CRB n9
nÇ 170

Pesquisa realizada nas Empresas Especializadas de Belo Horizon
te, para conhecimento da valorização da Biblioteca por
seus
usuários. Análise dos resultados e apresentação de sugestões
para maior divulgação.

252 _

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�1.

INTRODUÇÃO

Sentindo a necessidade de se conhecer a valorização da Biblioteca através da opinião dos usuários, e com o objetivo
de
descrever suas reações e expectativas em relação aos
serviços
que lhe são prestados, foi feita a presente Pesquisa, tomando '
por base os cargos de Presidência a Chefia de Seção de 32 Empre
sas de Belo Horizonte, das quais 75% enviaram resposta.
De 905 questionários^ enviados, houve um retorno de 359, per
fazendo um total de 39,6%, sendo que 7,8% foi devolvido
devolvjdo em bran
co.
CO.
Nas Empresas pesquisadas, a maioria, ou seja, 91% possue Bi
blioteca (Tabela 3). A maior incidência de respostas deu-se por
parte dos Engenheiros - 43,8% (Tabela 1), sendo que a faixa etá
etã
ria mais abrangida foi de 30 a 35 anos - 31,8% (Tabela 2).
TABELA 1
TOTAL

PORCENTAGEM

Engenheiro
Economista
Não Especificado
Administrador de Empresas
Advogado
Industriário
Contabilista
Técnico Mecânico
Geólogo
Técnico em Administração
Técnico em Contabilidade
Psicólogo
Médico
Pedagogo
Técnico Industrial
Administrador de Recursos Humanos
Jornalista
Desenhista
Publicitário
Químico
Outros
Sem Resposta

157
36
34
24
12
7
6
6
6
5
5
4
4
3
2
2
2
2
2
2
10
28

43,8
10,0
9,5
6.7
3.4
2,0
1.7
1,7
1.7
1.4
1,4
1,1
1,1
0,9
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
2.8
7,8

TOTAL

359

100,0

PROFISSÃO

253

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA

2
IDADE

TOTAL

PORCENTAGEM

33
114
31
93
23
33
32
359

9,2
31.8
8,6
25.9
6,4
9,2
8,9
100,0

TOTAL

PORCENTAGEM

Sim
Foi desativada
Não
Em fase de implantação
Sem resposta

327

91,0

3
1
28

0,9
0,3
7,8

TOTAL

359

100,0

Ate 30 anos
De 30 a 35 anos
De 35 a 40 anos
De 40 a 45 anos
De 45 a 50 anos
Acima de 50 anos
Sem resposta
TOTAL

TABELA

3

SUA EMPRESA POSSUI BIBLIOTECA
OU CENTRO DE INFORMAÇÃO
INFORMAÇAO ?

2.

ANÃLISE DOS DADOS

Pelas tabelas apresentadas, levando em consideração os resultados obtidos, constatou-se que 42,3% dos usuários consultam
a Biblioteca freqüentemente (Tabela 4), atribuindo-se a maior '
incidência desta respcsta
resposta ao fato de considerarem esta consulta não apenas pela presença física âã Biblioteca, mas também através da circulação de periódicos, recebimento de Boletim, xerocópia, etc., ou seja, por meio da Disseminação da Informação.
rocépia,

254

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�TABELA 4
COM QUE INTENSIDADE CONSULTA
A BIBLIOTECA ?

TOTAL

PORCENTAGEM

Diariamente
Semanalmente
Mensalmente
Frequentemente
Raramente
Não Consulta
Sem Resposta

27
43
36
152
67
4
30

7,5
12,0
10,0
42,3
18,7
1,1
8,4

TOTAL

359

100,0

A Biblioteca é procurada principalmente para Desenvolvimento de Trabalhos Técnicos - 32,1% (Tabela 5), observando uma pequena porcentagem para Lazer - 2,1%, o que nos leva a crer que
a Biblioteca não tornou-se um hábito e sim uma fonte de informa
neces
ção estritamente técnica, utilizada apenas para sanar uma neces^
sidade preemente.
TABELA 5
COSTUMA USAR A BIBLIOTECA
PARA:

TOTAL

PORCENTAGEM

Lazer
Meio de obter informações rápidas
Aperfeiçoamento do Conhecimento
Técnico
Desenvolver algum trabalho técnico
Aprimoramento Cultural
Sem Resposta

14
164

2,1
25.2

190
209
39
35

29.2
32,1
6,0
5,4

TOTAL

651

100,0

Merece toda a atenção o fato de que 29,9% dos usuários consultarem primeiramente outras fontes de informação (Especialistas, Professores, Bibliotecas Particulares, etc) enquanto
que
apenas 20,5% pede auxílio ãâ Bibliotecária de sua Empresa. Notase aí uma lacuna da Biblioteca, pelo fato de um número maior de
usuários não a consultarem primeiro (Tabela 6).
255

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 6
COSTUMA PEDIR AUXiLIO PARA A LOCALIZA
ÇÃO DE PUBLICAÇÕES E OUTRAS INFORMAÇÕES CONSULTANDO: (No caso de mais de
uma resposta, numerar por prioridade)

TOTAL

PORCENTAGEM

148

24,3

38

6,2

87

14,3

O BIBLIOTECÁRIO
BIBLIOTECÄRIO DE SUA EMPRESA
.125 - 20,5
Prioridade 1
. 45 - 7,4
Prioridade 2
. 6 - 1,0
Prioridade 3
. 3 - 0,5
Prioridade 4

179

29,4

bibliotecário DE
BIBLIOTECÄRIO
de outra
OUTRA EMPRFSA
EMPRF.SA
13
Prioridade
2,1
7
Prioridade
1,1
12
Prioridade
2,0
Prioridade
6
1,0
Prioridade
1
0,2
2
Prioridade
0,3

41

6, 7

LIVi^ARIA
LIváARIA
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade

60

9,8

UM OUTRO ESPECIALISTA
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade

84
34
22
6
1
1

13,8
5.6
3.6
1,0
0,2
0,2

UM PROFESSOR
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade
Prioridade

13
7
9
5
2
1
1

2,1
1,1
1,5
0,8
0,3
0,2
0,2

SUA BIBLIOTECA PARTICULAR
52 Prioridade 1
21 Prioridade 2
12 Prioridade 3
2 Prioridade 4

14
13
17
9
5
2

8,5
3,4
2,0
0,3

2,3
2,1
2,8
1,5
0,8
0,3
Continua ....

256 .

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 6 (Continuação ...)

Quanto aos serviços prestados pela Biblioteca, 58,5% "Conhece alguns serviços" (Tabela 8), havendo pois uma defazagem
na divulgação, t,^ndo
tt;ndo em vista gue
que apenas 32,3% "Conhece
todos
os serviços", talvez esteja aí
al o motivo da preocupação por parte dos usuários em terem uma participação maior no contexto da
Biblioteca, pois o maior índice 18,9% acha que os serviços deve
riam ser definidos pelo Bibliotecário e o Usuário de comum acor
do (Tabela 9). De modo geral pode-se afirmar que a biblioteca
tem correspondido ás necessidades dos usuários - 45,2% (Tabela
7), podendo entretanto serem melhorados os serviços de Atualiza
ção do Acervo - 15,0% e Circulação de Periódicos - 14,5% (Tabela 10), sendo estes dois os maiores responsáveis pelas insatisfações demonstradas, incidindo na menor porcentagem apresentada
Item "Sempre tem correspondido" - 40,4%. Isto decorre da
pelo item
não conscientização dos usuários sobre a grande diversidade de
assuntos necessários ao acervo de uma Biblioteca de Médio e Gran
de Porte, além do problema orçamentário, não podendo portanto,
na maioria das vezes, ser encarado como um serviço deficiente,
mas sim como uma limitação da Biblioteca. Quanto ã circulação
de periódicos, este é um problema que temos certeza, atinge
a
todas as Bibliotecas, não tendo sido ainda encontrado o método
ideal, pois o êxito deste serviço está diretamente ligado a par
257

Digitalizado
gentilmente por:

�ticipação dos usuários. 0O que sugerimos é uma reeducação dos
mesmos a fim de levá-los a cooperar e, desta maneira, conseguir
mos uma sensível melhora deste serviço.
TABELA 7
OS SERVIÇOS QUE VEM RECEBENDO POR
PARTE DA BIBLIOTECA TEM CORRESPON
DIDO A SUAS NECESSIDADES ?

TOTAL

PORCENTAGEM

Sempre tem correspondido
Na maioria das vezes tem correspondido
Poucas vezes tem correspondido
Nunca tem correspondido
Sem resposta

145
16
1622
17

40,4
45,2
4.7

35

9.7

TOTAL

359

100,0

TOTAL

PORCENTAGEM

Sim, conheço todos
Conheço alguns
Não conheço nenhum
Sem resposta

116
210
1
32

32,3
58,5
0,3
8,9

TOTAL

359

100,0

TOTAL

PORCENTAGEM

68
38
36
34
25

18,9
10,6
10,0
9.4
6,9

23

6.4

TABELA 8
CONHECE OS SERVIÇOS PRESTADOS POR
UMA BIBLIOTECA AO LEITOR ?

TABELA 9
OS SERVIÇOS A SEREM PRESTADOS PELA
BIBLIOTECA DEVEM SER DEFINIDOS:
Pelo'Bibliotecário
Pelo Bibliotecário e pelos usuários
Diretoria,Setor e pelos usuários
Pelos usuários
Pelo Bibliotecário
Pelo Setor e pelos usuários
Pelo Setor ao qual a Biblioteca está
subordinada

Continua . . ,
258

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 9

(Continuação ...))

OS SERVIÇOS A SEREM PRESTADOS PELA
BIBLIOTECA DEVEM SER DEFINI'D0S:
DEFINI'DOS:
Pelo Bibliotecário e pelo Setor
Pelo Bibliotecário, Diretoria e pelos Usuários
Pela Diretoria e pelos usuários
Pelo Bibliotecário, Diretoria, Setor e Usuários
Pela Diretoria
Pelo Bibliotecário, Diretoria e
pelo Setor
Pelo Bibliotecário e pela Diretoria
Pelo Setor, Usuários e Outros
Pelo Bibliotecário, Setor e Usuários
Pela Diretoria e pelo Setor
Por Outros
Pelo Bibliotecário, Diretoria, Setor
Usuários e Outros
Pelo Bibliotecário, Setor, Usuários
e Outros
Pelo Bibliotecário, Setor e Outros
Sem Resposta
TOTAL

TABELA

TOTAL

PORCENTAGEM

20

5,6
5.6

20
19

5.6
0,6
5.3

13
10

3.6
2,8

5
3
2
2
2
2

1.4
0,8
0,6
0,6
0,6
0,6
0,3

1
1
34

0,3
0,3
9.4

359

100,0

10

ASSINALE ABAIXO OS SERVIÇOS QUE
JULGA PODER(EM) SER MELHORADOS
EM SUA BIBLIOTECA
Empréstimo
Atendimento ao Leitor
Atualização do Acervo
Circulação de Periódicos
Boletim da Biblioteca
Indexação
Pesquisa Bibliográfica
Catálogo de Livros
Outros
Nenhtun
Nenhum
Sem resposta
TOTAL

TOTAL

PORCENTAGEM

15
19
89
86
46
62
53
60
23
89
50

2,5
3,2
15,0
14.5
7.8
10.5
9,0
10,2
3.9
15,0
8,4

592

100,0

259.
259

Digitalizado
gentilmente por:

�De acordo com as tabelas 11 e 13, a Biblioteca foi conside
radâ muito importante (41,5%) e importante (40,4%) para o Desen
volvimento Cultural e Profissional dos usuários e 51,5% achou
acliou '
que ela faz muita falta em relação ao seu trabalfio.
trabalho. Mesmo assim,
de conformidade com as respostas dadas, não é possível dizer qre
qte
a Biblioteca é considerada como um setor de importância na Estrutura Organizacional das Empresas, uma vez que 43,7% a colocou hierarquicamente
Iiierarquicamente como seção (Tabela 12)
12),, o menor nível cita
do em nossa pesquisa.
TABELA 11
QUAL O GRAU DE IMPORTANCIA DA
BIBLIOTECA EM RELAÇÃO AO SEU
DESENVOLVIMENTO CULTURAL E
PROFISSIONAL ?

TOTAL

PORCENTAGEM

Muito Importante
Importante
Pouco Importante
Sem Importância
Sem Resposta

149
145
29
3
33

41,5
40,4
8,0
0,9
9,2

TOTAL

359

100,0

TOTAL

PORCENTAGEM

Assessoria da Direção
Divisão
Departamento
Seção
Outro
Sem Resposta

54
32
48
157
25
43

15.0
8,9
13,4
43,7
7,0
12,0
12.0

TOTAL

359

100,0

TABELA 12
EM QUE NlVEL ORGANIZACIONAL
COLOCARIA A BIBLIOTECA ?

260

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�TABELA 13
ACHA QHE A BIBLIOTECA EM RELAÇÃO
AO SEU trabalho:
Faz muita falta
Faz alguma falta
Não faz falta alguma
Sem resposta
TOTAL

TOTAL

PORCENTAGEM

185
135
7
32
359

51.5
37.6
2,0
8,9
100,0

Analisando a Tabela 14 constatou-se que 81,4% considera a
Bibliotecária de sua empresa capacitada profissionalmente, enquanto apenas uma pequena porcentagem - 3,6% foi de opinião con
traria.' Observou-se, porém, uma grande diversificação de justi
traria.’
jusM
ficativas, notando-se que no Item "SIM" a maioria - 52% não especificou sua resposta, 10,7% achou que tem correspondido às ne
cessidades, 7,5% por ser eficiente e 5,5% por ser um profissional, seguindo-se outros índices de menor porcentagem. No Item
"NÃO" concluiu-se pelas justificativas apresentadas, que o fundo do problema éê o relacionamento Bibliotecário x Usuário e
a
falta de dinamismo da Bibliotecária (Tabela 14).
TABELA 14
TEM CONFIANÇA NA CAPACIDADE PROFISSIONAL
DA BIBLIOTECÃRIA DE SUA EMPRESA ?

TOTAL

SIM:
292
. Não. especificado
152-52,0
. Correspondido as necessidades.. 31-10,7
8- 2,7
. Bem atendido
. Por ser um profissional
16- 5,5
. Eficiente
22
22- 7,5 .
. Alta Capacidade Intelectual ....
..
2-0,7
2- 0,7
. Excelente Profissional
9- 3,1
. Qualidade organização dos serviços.
8- 2,7
. Capacidade profissional
14- 4,8
. Bem informada ’
33-1,0
1,0
. Demonstra prática
3- 1,0
. P.ela experiência
3- 1,0
. Versátil e dinâmica
2- 0,7

PORCENTAGEM
81,4

Continua ...
261

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 14 (Continuação ...)
TEM CONFIANÇA NA CAPACIDADE

TOTAL PORCENTAGEM

SIM:
. Faz o melhor com os recursos
disponíveis, necessita maior
apoio financeiro
2- 0,7
. Bem preparada tecnicamente e
tem boa vontade
2- 0,7
. Trabalha na empresa há vários
anos
2- 0,7
. Outros
11- 3,8
. Segurança na informação
2- 0,7
TOTAL
29
29 2-100
2-100,0
,0
NÃO:
Não especificado
2-15,3
Biblioteca estática
1- 7,7
Age como burocrata
1- 7,7
O mais importante é a especialização técnica no ramo
da empresa
, 11-7,7
7,7
Problema funcional/gerencial
que parece ser defeito do
curso
1- 7,7
Não é bibliotecário e sim
secretária
1- 7,7
Pelas deficiàncias demonstradas
1- 7,7
Não consulta a biblioteca com
frequência
freqüência
1- 7,7
Nível cultural muito baixo .. 1- 7,7
Dificuldade em atender pedidos específicos
1- 7,7
Produção sem significado .... 1- 7,7
Não demonstra dinamismo
1- 7,7
TOTAL
113-100,0
3-100,0

133,6
13
3,6

Sem

47

Resposta

13,1

Não tem opinião formada

1,1

Não tem Bibliotecária

0,8

TOTAL

359

100,0

Por ser uma questão aberta, a Tabela 15, apresentou alguns
problemas na apuração, devido talvez ao desconhecimento
dos
262

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�termos por parte dos usuários. 18% não respondeu a questão, e
9,9% das respostas não puderam ser computadas por serem incoerentes. A fim de facilitar a apuração dividiu-se a questão por
itens, concluindo-se que 4,9% dos usuários não sabem o que uma
Biblioteca faz, alcançando igual porcentagem a Atualização
do
Acervo como sendo sua principal função. De modo geral pode-se
afirmar que na realidade a maioria dos usuários só tem conhecimento dos serviços rotineiros, não se conscientizando do potencial de uma Biblioteca especializada.
TABELA 15
A maioria
MAIORIA das
DAS PESSOAS
pessoas NÃO
Não SABE
sabe Oo QUE
que
UMA BIBLIOTECA FAZ, MAS QUAL A IDÉIA
GERAL QUE TEM SOBRE ISSO ?
Sem resposta
Não pode ser computada
Não sabe o q-e uma Biblioteca faz
Atualização do acervo
Circulação de periódicos
Pesquisa bibliográfica
Indexação
Atualização do usuário
Divulgação de informação
Organização de informação
Ajuda na localização da informação
Empréstimo
Intercâmbio entre Bibliotecas
Catalogação
Aquisição
Atendimento ao leitor
Ajuda na execução de trabalhos técnicos
.Centro
Centro de informações técnicas
Centralização da informação
Armazena, organiza e administra informa
ções necessárias a sua empresa
Recolhe a informação e põe a disposição
do usuário
Boletim da Biblioteca
Tradução
Fornece cópias
Classificação
Instituição dinâmica com obras necessárias para informação de maneira ráp^
da e correta

TOTAL

PORCENTAGEM

80
42
21
21
19
18
16
16
15
14
14
13
11
9
9
9
8
8
8

18,8
9.9
4.9
4,9
4.5
4.3
3,8
3.8
3.5
3.3
3.3
3.1
2.6
2.2
2,2
2,2
1.9
1,9
1,9
1,6
1.4
1,2
1,2
0,9
0,9
0,9

Continua
263

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 15 (Continuação...)
NÃO SABE O QUE
A MAIORIA DAS PESSOAS NAO
UMA BIBLIOTECA FAZ, MAS QUAL A IDÊIA
GERAL QUE TEM SOBRE ISSO ?
Ajuda na solução dos problemas da empresa
Possibilita a atualização do conhecimento
Atende as necessidades de lazer
Local de consulta
Local para guardar livros
Possibilita aprimoramento, atualização e
acesso ã informação para resoluções
de problemas
Local onde se procura informação
Fonte de pesquisa
Seleção de Obras
Arquiva documentos
Registro
Ajuda os usuários com diversos tipos de
serviços
Unidade de atividades culturais
Organiza arquivos
Centraliza periódicos
Catálogo de produtos e fabricantes
Atualização de Normas Técnicas
Perfil do usuário
Depósito de idéias
Catálogo de livros
Instrumento de trabalho fundamental
Importante órgão de suporte
Banco de Dados
Lugar público ou privado onde se pode
fazer estudos
Conservação de livros
Estatística
TOTAL

TOTAL

PORCENTAGEM
0,7
0,7
0,7
0,7
0,7

2
2
2
2
1
1

0,5
0,5
0,5
0,5
0,2
0,2

1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1

0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2
0,2

1
1
1

0,2
0,2
0,2

426

100,0

preci
Para uma maior valorização (Tabela 16) a Biblioteca prec^
sa ser mais divulgada (24,6%) através de seus serviços (51,8%),
e demonstrando sua importância (20,2%). Segundo a opinião
de
alguns usuários esta divulgação deveria ser feita de uma forma
simples e direta, sem palavras técnicas, a fim de alcançar a to
dos Indistintamente.
indistintamente. De uma forma mais genérica sugeriu-se a
divulgação através dos meios de comunicação; jornais, TVs, revistas, etc.. Outros fatores destacados foram o aumento de ver
264

Digitalizado
gentilmente por:

�ba (2,7%) para melhoria do acervo e do pessoal/e a administração da Biblioteca (2,7%) através de seu dinamismo e mudança de
sua imagem de simples "Almoxarifado de Livros".
TABELA 16
TERIA ALGUMA SUGESTÃO A SER DADA A FIM DE
UMA MELHOR VALORIZAÇÃO DA BIBLIOTECA ?

TOTAL PORCENTAGEM

DIVULGAÇÃO
. Maior divulgação dos serviços
51
. Divulgação da importância da
Biblioteca
20
. Promoção a fim de motivar o pessoal
a comparecer ãà Biblioteca
8
. Divulgar para desenvolver o hábito
da leitura
6
. Contacto mais frequente com os
usuários
'44
. Incentivar consultas âã Bibliotecas
Públicas e especializadas .......
2
. Fazer propaganda e ter material de
lazer, pois assim as pessoas a
conheceriam também do ponto de
1
vista técnico
. Divulgação através dos meios de comunicação (jornais, TV, revistas, etc) com a colaboração
do
governo
1
. Promover seminários sobre estrutura,
operação e uso da Biblioteca ....
1
. Atuação mais direta junto às
ãs chefias
funcionais e diretoria
1
. Apresentar exposições de fundo cultural (quadros, esculturas,etc)..
1

99

24,3

ADMINISTRAÇAO
ADMINISTRAÇÃO
. Que se valorize a fünção
fdnção da Bibliotecária no contexto das empresas. Até agora ela tem sido restrita â função de "Almoxarifado
de livros"
. Melhor utilização de sua potencialidade
. Atingir ou ir além das expectativas, administrando com técnica
e perseverança insuperáveis ....
. Ser dinâmica '

11

2,7

2
1
1
1
Continua
265

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�TABELA 16 (Continuação
{Continuação ...)
TERIA ALGUMA SUGESTÃO A SER DADA A FIM DE
UMA MELHOR VALORIZAÇÃO DA BIBLIOTECA ?
. A Biblioteca deveria ser gerida por
um grupo de especialistas nos vá
rios campos da empresa que não '’
precisariam de dedicação "full
time" para esta atividade
. Dinamizar o estabelecimento, tornan
do plena e incontestável a util^
utili
zação de todo o acervo a ele con
fiado
. Que seus serviços sejam bem definidos e objetivos
. Definição do papel a ser desempenha
do na empresa
. Ser mais objetiva em seus propósitos
. Desde que a Bibliotecária esteja
consciente que dirige um setor
importante, porém de asssessoria e que dentro da empresa ele
é um meio
melo e não um fim ela terá
seu trabalho valorizado e reconhecido pelos usuários
VERBAS
. Necessita-se de verbas para a melho
ria do acervo
. Necessita-se de verbas para a melho
ria do pessoal
. Maior dotação orçamentária
. Incentivos dirigidos para melhoramentos e conservação
SERVIÇO DE REFERÊNCIA
. Melhor atendimento ao
ao'leitor
- leitor
. Eficiência e rapidez no atendimento
. Modernização do atendimento (xerox,
microfilme, etc)
. Atender as necessidades reais dos
usuários e não as supostas
. O canal de comunicação tem de ser
-nos dois sentidos, de forma que
o usuário sempre se lembre que
qualquer informação deva ser
guardada na Biblioteca
. Melhor relacionamento BibllotecáBibliotecá. rio X Usuário

TOTAL

PORCENTAGEM

11

2,7

10

2,4

1
1
1
1
1

1

4
3
3
1
4
1
1
1

1
1
Continua

266

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 16

(Continuação ...)

TERIA ALGUMA SUGESTÃO A SER DADA A FIM DE
UMA MELHOR VALORIZAÇÃO DA BIBLIOTECA ?

rOTAL
TOTAL

PORCENTAGEM

A presente pesquisa, por si sõ,
só, já
é um dos bons recursos para uma
adequada aproximação Biblioteca/
Leitor
DISSEMINAÇÃO
. Ser mais agressiva na disseminação...
. Envio de cópias de artigos para áreas
especificadas
. Catálogo anual ou semestral por assun
to
. Boletim mensal, informando assuntos..
ATUALIZAÇÃO
. Manter atualização dos assuntos
. Mudar a imagem da Biblioteca
. Tornar evidente, com urgência, as diferenças que existam entre Bibliotecário e guardador de livros, uma
Biblioteca e um arquivo morto ....
. Atualização e abertura para modificações
. Ter documentos não convencionais ....
. Atualização metódica feita por especialistas em cada assunto
. Ser mais atualizada em termos de métodos e processos de trabalho ....
. Ser mais desvinculada de conceitos e
critérios ultrapassados, e que não
se aplicam a uma realidade empresa
rial
ACERVO
. Maior dinamismo na atualização do
acêrvo
. E preciso definir o âmbito do interesse geral da empresa
. Manter periódicos atualizados para
consulta
SETOR DE INFORMAÇÃO/DOCUMENTAÇÃO
. Associar a idéia de livro com a de
informação seletiva para facilitar
e possibilitar consultas em menor
tempo

2,2
2
1
4
2
2,0
1
1
1
1
1
1
1
1
1,7
5
1
1
1,7
1
Continua
267

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�TABELA 16

(Continuação ...)

TERIA ALGUMA SUGESTÃO A SER DADA A FIM DE
UMA MELHOR VALORIZAÇÃO DA BIBLIOTECA ?
Atuar mais no Setor Documentação/
Informação
Informações e dados mais atualizados .
Ser mais dinâmica e atuante na capta
ção e processamento da informação ...
Partir para sistemas maiores nacionais,
Latino-Americanos e Mundiais

TOTAL

PORCENTAGEM

2
2
1
1

FORMAÇÃO ESCOLAR
. Atuar no nível escolar para que a
biblioteca se torne um hábito...
. Começar a ensinar as crianças e ado
lescentes a consultar mais de um
livro para as pesquisas,fazer
pesquisas, fazer bi^
b^
bliografias,sinopses,resumos....
. Maior ação das bibliotecas nas universidades
. 0 sistema educacional muito pode
contribuir

1,5

JÃ ÉE VALORIZADA

1,5

CIRCULAÇÃO
. Circular periódicos em tempo hábil
pois é vagarosa
. Solicitar aos leitores urgência na
circulação
. Aumentar o n9 de periódicos a fim de
que a circulação não se atraze...
. Eliminar da circulação as revistas
não técnicas

1,2

INDEXAÇAO
. Participação dos leitores na indexação
. Indexação realizada por área de interesse da empresa
. Indexar o maior n9
nÇ possível de assun
tos
. Melhorar a indexação de periódicos..

1,2

FORMAÇÃO PROFISSIONAL
. Conhecimento profissional raramente
atende as exigências dos usuários
devido a falta de especialização
técnica nos vários assuntos especificados inerentes ã organização
que opera em determinado ramo....

2
1
1
1
1,0

1
Continua

268

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 16

(Continuação ....)

TERIA ALGUMA SUGESTÃO A SER DADA A FJM DE
UMA MELHOR VALORIZAÇÃO DA BIBLIOTECA ?

TOTAL

PORCENTAGEM
porcentagem

. Funcionário especializado
1
. Ter rapidez e conhecimento técnico .. 1
. O valor de uma Biblioteca depende diretamente da capacitação de um bibliotecário e de seu acervo
1
INTERCÂMBIO
. Intensificar o intercâmbio entre
Bibliotecas
. Poder se comunicar no exterior mais
eficientemente, na troca de infor
mações
. Atender com dados externos
LOCALIZAÇÃO
. Localização mais central
. Descentralização física em função de
grupos usuários

1,0
2
1
1
1,0

3
1

CRIAÇÃO DE BIBLIOTECAS
. Organização de Bibliotecas Regionais ... 1
. Maior disseminação de Bibliotecas.... 1
. Criar incentivos fiscais visando a
regionalização e interiorização
interior!zação
das bibliotecas
1

0,7

INSTALAÇAO
INSTALAÇÃO
. Melhorar as instalações,iluminação,co
locação de mesas,cortinas,poltronas, etc
1
. Sala adequada
1
. Ambiente tranquilo e asseado
1

0,7

TRADUÇÃO
. Melhorar serviço de tradução
. Serviço de tradução mais rápido

0,5

1
1

TREINAMENTO
. A biblioteca poderia promover cursos,
seminários,encontros , tendo em vis^
seminários,encontros,tendo
vi£
ta o aperfeiçoamento de seu quadro 1
. Treinamento de funcionários
1

0,5

AQUISIÇÃO
. Racionalização na aquisição de publicações

0,2

CLASSIFICAÇÃO
. Participação de engenheiros da equipe técnica na classificação
classificaçao por
assuntos

1
0,2
1
Continua
26P
269

Digitalizado
gentilmente por:

�(Continuação ...)
TABELA 16 • (Continuaçio
TERIA ALGUMA SUGESTÃO A SER DADA A FIM DE
UMA MELHOR VALORIZAÇÃO DA BIBLIOTECA ?

TOTAL

PORCENTAGEM

CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA
. Uso obrigatório do registro no Conse
Iho Regional de Biblioteconomia... 1

0,2

MICROFILMAGEM
. Serviço de Microfilnjagem
MicrofiImagem

0,2

1

PROCESSAMENTO DE DADOS
. Utilização intensiva para processamen
to de dados
1

0,2

SERVIÇO DE REPRODUÇÃO
. Manter serviço de reprodução mais
eficiente

0,2
34

8,4

SEM RESPOSTA

163

39,9

TOTAL

409

100,0

NÃO TEM SUGESTÃO

3.

SUGESTÕES PARA A VALORIZAÇÃO DA BIBLIOTECA E CONSCIENTIZAÇÃO DO USUÃRIO
USUÄRIO

De um modo geral, pode-se afirmar que a atual fase de desen
volvimento do Pais exige uma radical mudança de atitude do Bibliotecário em face dos usuários, atuais e potenciais, quanto a
divulgação da Biblioteca, do acêrvo,
acervo, dos serviços e principalmente de sua importância.
Vferificando um grande desconhecimento por parte dos usuários
Vierificando
em relação a vários de seus serviços e procurando melhorar seu
atendimento, propomos:
. Divulgação constante junto aos usuários através da Disseminação da Informação.
. Elaboração de um Manual descrevendo todos os serviços prestados pela Biblioteca de uma forma prática e objetiva. Este Manual deverá ser distribuído a todos os funcionários da Empresa, inclusive aqueles que forem sendo admitidos.
270

Digitalizado
gentilmente por:

�. Programar juntamente com o setor de Treinamento, palestras aos
atingindo’todos
funcionários a respeito da Biblioteca, atingindo’
todos os níveis hierárquicos desde o mais alto até o operariado.
. Maior cooperação entre Bibliotecas para complementação dos acêrvos, limitados pelo problema de verba, procurando desburo
cratizar este serviço a fim de que os mesmos sejam prontamente atendidos.
. Dispensar maior atenção ao usuário, pois isto influencia dire
tamente em seu julgamento quanto aos serviços, não adiantando,
a nosso ver, a existência da mais bem organizada Biblioteca ,
se o Bibliotecário, por si próprio, não se imbuir
Imbuir de sua função social e de seu imiportante papel no relacionamento com os
usuários.
As Associações Profissionais devem assumir o papel que lhes
compete nesta divulgação, além de manter periodicamente programas de atualização para Bibliotecários, divulgar, em sentido '
mais geral a Biblioteca, através do rádio, TV, revistas, etc..
O Conselho Federal de Biblioteconomia, como entidade de âmbito nacional e líder autêntico da classe Bibliotecária, deveria empenhar-se para igualar o curso de Biblioteconomia aos outros cursos universitários, passando o mesmo para 04 anos, equ^
equl^
parando assim os profissionais aos outros de nível universitário.
4.

CONCLUSÃO

Conforme jâ
já se mencionou a Biblioteca Especializada encontra-se em um nível médio de valorização. E considerada, pela '
maioria, apenas como uma fonte de informação que auxilia seu tra
balho, mas não ê imprescindível.
Precisamos, a curto prazo, tentar minimizar este desinteres^
desintere£
se tornando-nos indispensáveis e fazendo com que sintam
nossa
presença.
Esperamos ter conseguido demonstrar através desta Pesquisa,
a urgência em se divulgar mais a Biblioteca, utilizando de
todos os meios que estiverem ao nosso alcance, não importando
a
maneira utilizada,mas sim o objetivo a ser alcançado: o usuário.
271

Digitalizado
gentilmente por:

�Gostaríamos de realçar que esta Pesquisa já foi uma forma
de divulgação, sendo inclusive citada em um dos Itens da Tabela 16 como uma forma de aproximação Bibliotecário X Usuário, '
despertando o interesse dos mesmos em conhecer os serviços da
Biblioteca.
ABSTRACT
This research was realized in Belo Horizonte especialized
enterprise, for knowledge of the library's valorisation by your
usuares. The analysis of the results and the introduction
of
suggestions for larger spread.
BIBLIOGRAFIA
1. BURSTEIN, Sara; SCHULT, Maria da Luz Falce; DELÀTTRE,
DELATTRE, Dulcinéia Gomes.
Gomcs. A Biblioteca na Empresa: atualização,
auto
educação e especialização do pessoal. R. Blbllotecon.,Bra
Bibliotecon.,Bra
silia, 5 (2):663-668, jul./dez. 1977.
2. FESTINGER, L.G.Katz.
ciências sociales.

Los métodos de investlqaclõn
lnvestlqaci5n en
las
Ias
Buenos Aires, Paidos, 1972. 590p.

3. GOODE, William Josiah &amp; HATT, Paul K.
social. são
São Paulo, Nacional, 1977.

Métodos em
488p.

pesquisa

4. LOPES, Jeanete da Silveira; DENIZOT, Eliane Ribeiro; NASCIMENTO, Cecília Maria Pereira do. Biblioteca de Empresa '
com função educacional, social e cultural. R. Blblloi:econ.
Blblloj:econ.
Brasília, 55(2):669-683,
(2):669-6 83, jul./dez. 1977.
5. PFROMM NETTO, Samuel. A Biblioteca como instrumento da tecno
logia educacional. R.Esc.Blbllotecon.,
R.Esc.Bibliotecon., Belo Horizonte, '
£(1):19-39,
4(1):19-39, mar. 1975.
6. SELLITIZ et alii. Métodos de pesquisa nas relações
São Paulo, E.P.U.,
são
E.P.Ü., 1974. 687p.

272

Digitalizado
gentilmente por:

♦

sociais.

�CDD 027.481
CDU 021:027.4(81)
BIBLIOTECA PÚBLICA BPASILEIRA : OBJETIVO E WISSÃO
I^ISSÃO SOCIAL

Carolina Angélica Barbosa Saliba CRB-6/482
CHB-6/482
Márcia fâlton
Milton Vianna
\'ianna Dunont
Dumont
CRB-6/407
CFB-6/407
Mônica
Pônica Cardoso Pittella
Pitbella
CFB-6/256.
CRB-6/256
Professores da Escola de Biblioteoononia
Biblioteoonania
da U.F.M.G.
Marta Pinheiro Aun
Aluna do Curso de PÓs-Graduação
Pós-Graduação em Administração de Bibliotecas da Escola de Bi
blioteconçnáa da U.F.M.G.
blioteconoida
RESUrt'
Os fatores que
coje determinaram a origem e o de
senvDlvimento da Biblioteca Pública nos E^
senvolvimento
Es
tados Unidos, Inglaterra e Brasil no século
XIX. Discussão sctore os ctojetivos
ciijetivos estabe
lecidos pela Unesoo
Unesco para a biblioteca públi
ca e sua aplicabilidade às bibliotecas pu
blicas brasileiras.

1 - INTRODUÇÃO
INTRODÜCÃO
O século XIX marca a introdução da biblioteca pública
nbs Estados Unidos, Inglaterra e também no Brasil.
Nos Estados Unidos diversos fatores contribuiram para
a implantação desta Instituição.
instituição. Supridas as necessidades bá
sicas, como alimentação,saúde e educação, os novos americanos
273

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�partiram para a obtenção de vantagens culturais assegurados por
condições econômicas favoráveis. 'Esta
Esta folga econômica além de
favorecer a criação de bibliotecas, despertou para a necessidade da existência de recursos bibliotecários que fossem acessíveis e gratuitos a todos da comunidade que deles necessitassem.
Para uma terra nova a necessidade de preservação juntamente com a importância de pesquisas históricas, decorrente do
surgimento de uma classe de acadêmicos, fizeram com que os homens se unissem para a criação de uma instituição que pudesse
preservar os registros de sua história e formação cultural. Ou
insti^
tro fator importante para o desenvolvimento deste tipo de inst^
tuição foram as disputas regionais pelo prestlgió
prestigiô e liderança e
conômica, o que levou o povo a procurar na realização cultural,
conómica,
uma forma de positivar tal domínio, através da criação de biblio
tecas cada vez maiores e com coleções cada vez melhores. A b^
bi
blioteca era assim um meio através do qual os homens de recur sos e de cultura exibiam suas realizações ou garantiam o supor
te cultural que supriria suas necessidades profissionais.
Também o crescimento da importância social da educação
pública universal, para a formação de uma sociedade democrática,
valorizou a biblioteca como uma agência que possibilitaria
ao
povo a auto-educação.
A igreja e as bibliotecas paroquiais também contribui ram de certa forma para a demanda de bibliotecas públicas. A re
es
ligião sedimentou a idéia de que a moral e os bons costumes e£
tariam preservados através de leituras adequadas.
E o crescimento industrial e social criou a necessidade
de novas agências sociais, que viessem auxiliar e complementar
a educação.
Observando-se as origens da biblioteca pública na Inglaterra, vamos encontrar fatores comuns que foram importantes
no desenvolvimento desta instituição, também
tõimbêm na América. 0 de
senvolvimento da biblioteca pública na Inglaterra foi inicialmente uma atitude filantrópica. Os homens de classe mais alta,
viam nas bibliotecas, uma forma de aliviar ou atenuar os pro 274

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�blemas sociais. Vemos então que as bibliotecas foram criadas co
mo iniciativa de pessoas de altas camadas sociais e políticas ,
e de membros da classe bibliotecária, e dessa forma foram impin
gidas ao povo, sem terem sido resultado de uma demanda pública
espontânea. Na inglaterra deve-se destacar a lei de criação de
bibliotecas públicas, de 1850, que impulsionou o aparecimento
de muitas destas agências, que eram consideradas elemento impor
tante para a educação e recreação.
Os movimentos industriais passavam também a exigir uma
mão-de-obra mais especializada. Assim o trabalhador inglês, já
distante da escola, teria na biblioteca uma forma de se aprimorar técnicamente
tecnicamente e melhorar seu nível cultural.
Na Inglaterra assim como nos Estados Unidos, a religião
teve um papel importante na criação de bibliotecas. As bibliotecas paroquiais organizadas por preceitos morais e religiosos
tinham por objetivo manter ocupados os cidadãos, para que estes
não se tornassem ociosos ou entregues a vícios.
Uma das características marcantes do desenvolvimento de
bibliotecas públicas, tanto na Inglaterra como nos Estados Un^
dos, e que foi refletida posteriormente no Brasil, é a de seu
desenvolvimento em benefício de determinadas classes de pessoas
e seus interesses, e consequentemente a característica erudita
de sua coleção. Se as bibliotecas eram produto do desejo de uma
classe, o óbvio é que suas coleções refletissem o interesse
e
as necessidades de tais classes.
No Brasil, país importador de idéias, dominava um interesse pela cultura estrangeira, sem que houvesse um questiona mento a respeito da validade de tal cultura adaptada ã nossa re
alidade. Nossa elite social, de formação estrangeira, procurou
então buscar no exterior modelos de cultura, o que fez com que
nossas bibliotecas se tornassem uma réplica das de outros países, com uma coleção formada por livros clássicos e edições fran
cesas.
Uma diferença deve ser notada no desenvolvimento de bi^
bi
bliotecas ao se confrontar a formação brasileira com a dos Esta
dos Unidos e Inglaterra. Pois se nestes dois paises a bibliote275
Digitalizado
gentilmente por:

�ca era defasada dos interesses sociais, privilégio e produto de
uma minoria, por outro lado era fundamentada em objetivos que ,
embora não utilitários, correspondiam a características destes
paises. E no Brasil não só
s5 a estrutura de biblioteca foi trans
plantada, mas também os seus objetivos importados. E como o de
sempenho destas bibliotecas sempre estivesse voltado para uma
minoria, a verdade é que não satisfez as necessidades da sociedade em geral, o que resultou num desenvolvimento lento das mes
mas.
Partiu-se então para a adoção de objetivos baseados nas
necessidades e aspirações do público em geral, que jresponderia
ã condição básica de uma biblioteca pública.
0 Brasil, novamente aproveitando idéias estrangeiras ,
assimilou tais objetivos para uso numa sociedade completamente
diferente, com um nível cultural, social e econômico bem divergentes daquelas sociedades para as quais estes objetivos foram
estabelecidos.
Examinando-se os objetivos de bibliotecas públicas numa
perspectiva histórica, vemos que cada sociedade em seus diferen
tes momentos deve mostrar divergências quanto ao uso da leitura
e às funções de suas bibliotecas não dentro dé moldes ideais e
abstratos, e sim de razões concretas.

2 - OBJETIVOS GERAIS DAS BIBLIOTECAS PÚBLICAS
A Unesco em seu"Manifesto sobre a Biblioteca Pública" ,
afirma que esta deve ser uma instituição democrática de educa ção, cultura e informação, cujo valor reside no livre acesso a
todos os conhecimentos e idéias dos homens e ás
às criações de sua
imaginação. Ela tem como missão a renovação do espírito do ho
mem, a ajuda aos estudantes através do conhecimento da informação atualizada e oferecimento da oportunidade de lazer.
Deve
ser promotora da difusão do conhecimento, educação e cultura pa
ra todas as categorias da população, de acordo com as suas ne 276
Digitalizado
gentilmente por:

�cessidades. Para atingir tais realizações, ela deve desenvolver recursos e serviços capazes de promover o auto-didatismo
de seus usuários para que estes possam se integrar na sociedade e no ritmo da época com opiniões próprias, espírito crítico
e criatividade. Terá de oferecer a informação sob quaisquer
formas atendendo a todos os gostos, ideologias, crenças, neces
sidades e diferenças culturais. A Biblioteca Pública pode a£
as
sim contribuir para a solução de problemas sociais como a soli
dão, desemprego, deficiências físicas e mentais. Deve estar
sempre a serviço da comunidade, coordenando suas atividades com
oom
as de outras instituições educativas, sociais e culturais, ao
promover, as artes e trabalhando conjuntamente com a escola.
Estas diretrizes estabelecidas pela UNESCO, são universais, e
não consideram as características de cada povo e num sentido
mais restrito, de cada comunidade.
0O destino da biblioteca pública tem sido colocado
em
questão. Martim (1) afirma que a posição desta agência nunca
foi verdadeiramente segura em termos de uso geral ou manuten ção pública, exceto nas grandes cidades e por pequenos perío
perlo dos de marcante progresso nacional.
Também os aumentos populacionais, a diversificação pro
Também'OS
fissional, o desenvolvimento das técnicas, dificultam o trabalho dos bibliotecários na elaboração de objetivos que respon dam ás verdadeiras necessidades da sociedade e da época a que
a Biblioteca deve servir. Tanto assim que estes objetivos
e
linhas de desempenho estabelecidos universalmente para as bibliotecas públicas acabam por ficar em defasagem com as expectativas da sociedade. Parece então haver uma disparidade entre os papéis
estabelecidos para o desenvolvimento de biblio
tecas públicas e a prestação de serviços desta instituição. E^
Es
te desencontro éê sentido mesmo nos países de cultura e econo mia desenvolvidas. Destacamos também que estes objetivos que
estão sendo questionados nos países desenvolvidos são muito
mais utópicos quando os enquadramos ã realidade brasileira.

277

Digitalizado
gentilmente por:

�3 - TRANSPOSIÇÃO DOS OBJETIVOS GERAIS DE BIBLIOTECA POBLICA
PARA A REALIDADE BRASILEIRA
Quando se questiona o problema da biblioteca pública ou
do papel que ela desempenha em uma sociedade, não podemos
des
vinculá-la de todo um contexto social, econômico, político e cul
tural dessa mesma sociedade.
Analisando a situação brasileira percebemos que todos
os aspectos sociais e culturais estão dependentes da política e
conômica do governo que se encontra em fase de recuperação
da
economia nacional, visando o desenvolvimento do país. E inte ressante destacar que este "desenvolvimento" não passa de um de
senvolvimento dependente, já que o nosso país continua importan
satisfe^
do modelos de países que tem suas necessidades básicas satisfei
tas e onde o desenvolvimento econômico éê um segmento natural ,
xima
uma exigência social de conforto e melhores condições de vida.
Parece que o nosso país está se transformando em uma "potência",
sem a menor consciência de que para tal ê necessário uma aten ção especial voltada para a educação brasileira como um todo.
Como afirma Lauro de Oliveira Lima (6), no mundo atual não há
potências sem cientistas e não há cientistas sem educação popu
lar. A ciência ê,
é, por outro lado, o resultado intelectual
da
liberdade política.
A educação tem funcionado principalmente como suporte ã
formação de indivíduos que garantam a expansão industrial, que
êé o interesse primordial da "política de desenvolvimento".
uma potência apoia-se num sistema escolar ca
No entanto xima
paz de fornecer um ensino, não voltado para a quantidade, como
ê o caso do Mobral - Movimento Brasileiro de Alfabetização- mas
para a homogeneidade e qualidade que garantam o desenvolvimento
de todos.
Dados fornecidos pelo Mobral indicam que de 1971 a
1975 o índice de analfabetismo da população brasileira na faixa
de 15 anos foi reduzido de 33 para 20%. Sabemos entretanto que
estes dados não são representativos já que o Mobral tem se preo
cupado com o número de alfabetizados e não com a qualidade
do
ensino fornecido. Se formos analisar o processo de populariza278

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�ção do ensino, torna-se claro que esta massa que está sendo oan
om
siderada "instruída", não apresenta de modo algum, o índice ml
nimo necessário ao desenvolvimento individual e consequente de
senvolvimento da nação.
Outra das características marcantes do ensino brasile^
brasilei
ro é a sua elitização. Sabe-se que, da grande massa de pessoas
que tem ingresso no ensino primário, é muito reduzido o número
que conclui as quatro primeiras séries e mais reduzido ainda
os que tem acesso aos cursos secundário e superior. O produto
êé uma mão de obra relativamente qualificada e barata, um "exér
"exêr
cito de reserva" formado por aqueles que concluem cursos superiores para os quais não existe demanda, e como resultado mais
importante, cidadãos sem consciência democrática. O0 ensino
brasileiro não desenvolve a opinião pessoal, o espírito
espirito críticritico e a formação do hábito de leitura, essencial ao autodidatis
autodidati£
mo.
Por outro lado, sentimos uma ausência de definição po
lltica no país,
pais, o que vem refletir na falta de objetivos sociais
sodais
lítica
e educacionais de aplicação concreta. O reflexo desta indefinição éê uma descontinuidade política que não aponta responsã
responsá veis pela ausência de metas realizáveis que venham favorecer o
desenvolvimento individual e consequentemente social da popula
ção. E mesmo quando algumas metas são estabelecidas não há uma
vnna
preocupação com a continuidade das mesmas. O bem geral perde
terreno para a vaidade dos homens de poder.
A biblioteca pública brasileira que deveria ser uma a
gência atuante no desenvolvimento social, torna-se inoperante
em tal sentido, já que, como outras agências, transplanta obje
tivos que não respondem ã demanda da sociedade a qual serve.
Assim os objetivos clássicos e universalmente estabele
cidos para a biblioteca pública nos parecem abrangentes demais
completamente inadequados, quando nos deparamos com uma realidade tão distante de sua concretização.
Os bibliotecários como parte do sistema, junto a outros
profissionais, estão enquadrados nessa falta de definição
de

Z79
279

Digitalizado
gentilmente por:

�objetivos aplicáveis, alienados da sociedade a qual devem servir. Por isso formam imagens teóricas de usuários que não cor
respondem aos nossos usuários potenciais, e com isso, cada vez
mais, a biblioteca vai perdendo terreno, prestígio
prestigio e reconhec^
reconhecí^
mento político e de toda sociedade.
Miranda (7) afirma que se a biblioteca for útil, ela
será estimada, apoiada e prestigiada,e
prestigiada e que se ao contrário, ela
for uma "avis rara", alienada dos interesses locais, existir
ou não existir, não fará a menor diferença para o cidadão
co
mum (grande parte de nossa população) e Ortega e Gasset, citado por Miranda (6) completa dizendo que a sociedade pune com a
bandono os que não a servem devidamente...
Esta parece a situação das bibliotecas brasileiras.
Pesquisas realizadas junto a usuários de bibliotecas públicas,
demonstram que ela é quase que exclusivamente utilizada por e£
es
mas
tudantes de 19 e 29 graus. Não que isto seja uma falha,
demonstra que é ..ma minoria de pessoas - já que a classe estudantil é uma pequena parte de nossa população - que utiliza a
biblioteca, uma instituição que poderia ser explorada e ter
participação ativa na vida de nosso país. Na verdade esses fre
quentadores assíduos da biblioteca são a ela levados por obrigação escolar e apesar de muitos já terem um grau de escolaridade satisfatório, parece que não têm desenvolvido o hábito
de leitura, fator importante para formação de uma sociedade es
clarecida, voltada para a integração do homem em seu meio.

4 - A MISSÃO SOCIAL DA BIBLIOTECA PÚBLICA
POBLICA NO BRASIL
E fato comprovado que a biblioteca pública tem sido
frequentada em grande parte por estudantes. Briquet de Lemos
(4) afirma que os estudos realizados mostraram que elas corres
pondem a cerca de 90% do total de frequentadores da biblioteca,
e que os outros 10% dos leitores de bibliotecas públicas
são
constituídos de adultos que a utilizam para leitura recreativa
280

Digitalizado
gentilmente por:

�ou cultural. Esta é uma demanda real que a biblioteca não de£
des
conhece e que tem tentado atender. E de uma certa forma pode
mos dizer que a biblioteca se acostumou a esta situação, e na
bibli
da tem feito para popularizar-se. Para popularizar-se a bibM
oteca precisa conhecer não só estes usuários que jã
já utilizam
seus serviços com certa regularidade, mas também aqueles
que
por motivos que ela própria não questiona, não demonstram necessidade de frequentá-la. Esta fhlta
falta de questionamento êé ge
de
neralizada, mas ainda torna-se mais óbvia quando se trata
frequência às bibliotecas públicas brasileiras. Parece que a
biblioteca ainda não se conscientizou de que estes 100%
não
são nada significativos quando comparados ã população total de
nosso pais.
As bibliotecas públicas há muito vêm assumindo o papel
de escolares, mas este tem sido desempenhado inadequadamente.
Analisando criticamente podemos afirmar que o desempenho da b^
blioteca assemelha-se ao de um coadjuvante improvisado.
Ela
tem sido chamada de escolar por atender escolares, mas na ver
dade não desempenha o papel que caberia a uma instituição
Instituição
de
tal tipo. Os escolares que a frequentam representam uma classe estudantil privilegiada, com um bom nível de escolaridade ,
que se limitam'a
limitam a utilizar a coleção da biblioteca jã
já seleciona
da de acordo com suas necessidades. Mesmo em relação ao desen
volvlmento do hábito de leitura destes usuários, não existe,
volvimento
por parte da biblioteca pública, uma atenção ou mesmo uma preo
cupação neste sentido. Tanto assim que as "pesquisas" escolares se limitam a cópias fiéis de textos prontamente localiza dos pelos bibliotecários.
E os usuários que não frequentam a biblioteca e já
jâ são
alfabetizados? Onde estão? Figuram fazendo número nas listas
das Secretarias de Educação mas na verdade são semi-analfabe tos. Não sabem o que ler depois de decorada a cartilha.
Não
há uma coleção apropriada para eles. E não havendo material
de leitura para esta faixa da população tão significativa, não
há portanto leitores nesta mesma faixa. ÉE um circulo vicioso.
seleção de um material adequado, de voccúduNecessário seria a seleçáo
vocabu281

Digitalizado
gentilmente por:

-li/ 0

11

12

13

�lário'graduado, para atender a uma escolaridade média de dois a
lãrio'graduado,
três anos de curso primário, e que este material fosse baseado
na linguagem corrente deste povo com inclusão gradual de vocabu
lário novo. Para ser leitor não basta ser alfabetizado. É ne
lãrio
cessário que se conheça e se desenvolva o seu nível de leitura.
cessãrio
0O conteúdo deste material deve ser útil. Informações sobre seus
direitos, conhecimento e utilização dos serviços sociais e méd^
médi
COS, horários e localização de meios de transporte, cursos noturnos, aproveitamento de horas livres e etc., quando se tratar
de alfabetizados adultos. Para tanto a biblioteca precisaria
se envolver com as outras entidades educacionais responsáveis
pela alfabetização de adultos. Este contato permitiçia ã blblio
biblio
teca conhecer melhor as necessidades da população. Poderia en
tão programar seus serviços e atividades, selecionar seu material e sua coleção com base na necessidade e futura demanda so
ciai.
E necessário também que a biblioteca não descuide
das
crianças. E nessa fase que o hábito de leitura pode ser mais
facilmente adquirido e também nela que a criança pode melhor se
adaptar ã biblioteca como uma agência social que teria utilidade durante toda sua vida. Mais uma vez a importância do material e das atividades que motivarão este tipo de usuário
são
muito importantes. Para atender a essas prioridades que pare cem ser*mais
ser-mais emergentes na sociedade brasileira, ela não pode
negligenciar os seguintes papéis: o de biblioteca escolar que
lhe tem sido atribuído pela sociedade, e a verdadeira função de
biblioteca pública (do povo) inserida totalmente na comunidade
para a qual foi criada. No
Ho papel de biblioteca escolar ela não
pode limitar-se a fornecer livros e material de pesquisa a estu
dantes, devendo atuar ativamente no processo educativo.
Para se popularizar ela tem que primeiramente ir ao po
vo. Distribuir-se pela comunidade através de sucursais e carros biblioteca, pois préxima
próxima do povo ela terá melhores condições
de acompanhar o seu desenvolvimento e as mudanças sociais
que
ocorrem. E necessário que ela popularize a cultura, atuando
junto com as entidades culturais no oferecimento gratuito de
shows, cinemas, espetáculos de dança, promoções musicais e de
282

Digitalizado
gentilmente por:

�lazer. A biblioteca é pública pois é sustentada pelo dinheiro
do povo, mas até agora não tem sido uma exigência desse mesmo
povo que paga para que ela exista, desconhecendo seus próprios
direitos e o valor que ela terla
teria para o seu auto-crescimento e
desenvolvimento da nação. A biblioteca pública tem sidcprodu
sido produ
to da vaidade de políticos, e muitas vezes marcada pela descon
tinuidade política que caracteriza o nosso país. Podemos ver
isto pela criação de algumas bibliotecas, que tiveram seus mo
mentos de glória e logo a seguir sua decadência, marcada
mentps
por
troca de governo. A Biblioteca Pública do Paranã
Paraná seria um exemplo evidente. E estes altos e baixos da biblioteca a enfre
quecem junto ao povo. Se a biblioteca fosse um reflexo da von
tade social, haveria reciprocidade: ela atuaria no desenvolvimento da consciência da sociedade e esta a valorizaria, sentin
do-a útil, o que aumentaria suas forças.
Isto facilitaria a
formação da sua coleção dentro dos aspectos e exigências
sociais, pois não tendo material disponível no mercado, ela teria condições ue pressionar o sistema editorial a atendê-la.
Ainda submissa às
ãs verbas orçamentárias, a biblioteca pública
hoje corre o risco de tomar o caminho mais fácil: seguir
as
inclinações da classe média, restringindo seu público, e desse
modo quase se isolando totalmente da população urbana. Se atingir, no entanto, o papel social que lhe cabe, o governo não
terá outra opção senão apoiá-la, ao senti-la uma força social
viva.

5 - CONCLUSÃO
O0 papel social da biblioteca pública êé muito complexo
o que dificulta uma definição exata do mesmo. Isto porque ca
da biblioteca é única - não existindo duas bibliotecas iguais.
E ela deve existir em função dos grupos a que vai servir,
e
tais grupos são sempre diferentes.
Em decorrência disto, as atribuições que a sociedade
dá âã biblioteca são às
ãs vezes muito pesadas, o que dificulta sua
283

Digitalizado
gentilmente por:

�realização de uma maneira completa e satisfatória. Além disto ,
um único tipo de biblioteca não será o suficiente para atingir
uma sociedade em todas as suas camadas, muito menos uma única bi
b^
blioteca pública para-atender
para.atender a todo um munícipio, composto de
diferentes camadas sociais.
Isto porque a biblioteca deve ser um reflexo da demanda
da sociedade indenpendente de sua qualidade, e tal demanda irá
ser diferente de acordo com o meio no qual nasce. Quando nos re
ferimos ao problema de qualidade é porque na maioria das vezes,
aos bibliotecários e administradores, interessa uma coleção "boa"complexa, clássica, não sujeita ãâ criticas por seu conteúdo - e
não uma coleção que vã atender ao povo como um todo. E apegados
a isso não se conscientizam que tais coleções não têm interesse
na medida que não respondem ã necessidade da sociedade a que ser
vem.
Esta falta de conscientização já
jâ nasce da própria forma
ção do bibliotecário, voltada para a instituição biblioteca alie
nada da força e importância do conhecimento do usuário. Somente
conhecendo o usuário o bibliotecário será capaz de definir a de
manda real para sua biblioteca, desenvolvendo assim habilidades
no envolvimento com a comunidade. E necessário que os bibliotecários estejam conscientes do papel do usuário, pois é para ele
que a biblioteca existe, e tentem desenvolver objetivos e progra
mas que estejam completamente
completcunente centrados no usuário e em suas ne
cessidades. Mas para isto ele precisa conhecer também a socieda
de na qual este usuário está inserido.
Não se pode moldar as bibliotecas sem se considerar os
condicionamentos políticos, sociais e econômicos que envolvem u
ma sociedade em todos os tempos e lugares.
Como diz Briquet de Lemos (4) a biblioteca não pode e£
tar acima dos interesses de classe, intocável na sua imparcialidade cultural, protegida pela aura de uma cultura universal, des
de£
comprometida, sublime e quase angelical.
A biblioteca pública que foi durante muito tempo uma
instituição fechada deve agora, mais do que nunca se envolver
tivamente com a comunidade.
284

Digitalizado
gentilmente por:

♦

a

�De modo geral podemos atribuir ã biblioteca funções divididas em duas áreas : de um lado a função educativa, informat^
informati
va e de pesquisa e de outro a função cultural, social e recreate
recreati
va.
Por serem áreas interrelacionadas é importante que não se
estabeleça uma linha divisória rígida isolando-as.
Atendendo a
todas essas funções ela estará cobrindo as necessidades da comu
nidade a que serve.
Para isso deve preocupar-se não só com os
usuários que a frequentam como também com aqueles que a evitam .
A biblioteca pública deve procurar levantar os motivos que levam
as pessoas a não encontrarem utilidade nela, a não sentirem nela
uma resposta ãâ sua necessidade de crescimento.
A partir
daí
dal
então, e de uma determinação de suas características a bibliote
ca deve procurar as respostas necessárias que correspondam às de
mandas da comunidade. Pois só respondendo ã comunidade é que e
la se torna útil e realmente necessária.

ABSTRACT
The factors that determined the origin and
developitEnt
develofment of the publica library in the
United States, England and Brazil, in the
19th century. DÍscussion
Discussion about the general objectives established by Unesco for
the public library and its applicability
^plicability
to Brazilian public libraries.
BIBLI0(3®FIA
BIBLIOGRAFIA
1.

AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION. Public Library Association.
A strategy for public library change : proposed public 1^
brary goals - feasibility study. Allie Beth Martin project coordinator. Chicago, ALA, 1972. Cap. 1-3.

2.

THE BRANCH library in the City
city ... options for the future.
Library Journal, 102 (1) : 161-173, Jan. 1977.

3.

HARVEY, G. Public library impact ; breaking down the barriers. Assistant Librarian, 66 (7) : 110-113, July ,
't
1973 :; ^
66 (8) : 128-130, Aug. 1973.
285

Digitalizado
gentilmente por:

4^
.0

11

12

13

�4.
5.

LEMOS, A.Ã.Briquet
A.A.Briquet de. A biblioteca pública era
em face da deraanda social brasileira. llp.
manda
lip. (Apostila)
. A função da biblioteca pública.
7 jan. 1979. Supleraento
Suplemento literário.

Estado de São Paulo,

6.

LIMA, Lauro de Oliveira.
s.n.t., p.166-167.

7.

MIRANDA, Antonlo.
Antonio. A missão da biblioteca pública no Brasil.
Brasilia, Capes, 197Ô. 7p.
Brasília,

8.

PAIVA, Vanilda.
p.167-168.

9.

SHERA, Jesse H. Foundations
public llbrary.
library.
Foundatlons of the publlc
go, The Shoe String, 1974.

10.

Com medo da democracia.

Pais de fraca memória.

Veja,

Veja,

s.n.t.,
Chica-

SUAIDEN, Emir. Perspectiva das bibliotecas públicas no
Brasil. R.Bibliotecon.Brasília,
R.Bibliotecon.Brasilia, 6 (1): 77-82, jan./jun.
1978

286

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�CDU 027.3
A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO
Cila Milano Vieira
Bibliotecária e Pro
fessora do Departamento de Biblioteco
nomia e História da
Fundação Universida
de do Rio Grande.
RESUMO
O processo cultural como fator de elevação
do homem. A importância das Bibliotecas Públicas no processo de desenvolvimento. Aspectos históricos da fundação de uma importante Biblioteca Pública de Direito Privado. A diversidade de atendimento. O rico acervo e o processamento técnico já executado. A crescente utilização da Biblioteca
Rio-Grandense na pesquisa cientifica. Neces
sidade de expansão das Bibliotecas
Públi-Públiáreas carentes, com vistas ã erradicas em ãreas
cação da subcultura ou de culturas
anticientificas.
Introdução
0O tema desenvolvimento centraliza irremediavelmente todos
os
campos da atividade humana, mesmo considerando-se a multiplicidade com que se manifestam. Não há, verdadeiramente, uma ativi
dadé
dade profissional cujo produto não adicione uma contribuição ao
que se entende como processo de desenvolvimento.
Há, contudo, uma forte conotação entre o vocábulo desenvolvimen
to e a atividade econômica, como que a indicar que as etapas su
periores da produção e organização econômica fossem responsâ287

Digitalizado
gentilmente por:

�veis intrinsecamente pelo curso do processo de desenvolvimento.
As,interações
As,
interações no âmbito dos fenômenos sõcio-econômicos- culturais modelam um tipo de civilização, ditando rumos a serem seguidos numa determinada época. As inovações e as conquistas obtidas na marcha das civilizações dependem muito mais do aprimoramento intelectual do que propriamente do modo
de
produção
stricto sensu. O homem ou sociedades podem
podem, produzir da mesma maneira, com os mesmos métodos e as mesmas concepções durante séculos ou até milênios. Várias culturas nacionais ainda hoje se
comportam como seus antepassados imemoriais. 0O processo produti
vo não os livrou de condicionamentos paralizantes, deixando-os
mergulhados em práticas estagnadas por longos períodos.
Hoje,
tais sociedades oferecem o notável contraste entre o passado e
o presente da humanidade. Qual teria sido o fator primeiro,priprimeiro(primordial,, responsável pelo desnível de culturas e do prõprio
mordial
próprio estágio de evolução mental do homem? Está claro que somente o pro
cesso produtivo não foi suficiente para romper o círculo da rotina de trabalho no qual giram, ainda, milhões de pessoas. Talvez se possa afirmar com grande segurança que foi exatamente a
atividade produtiva a responsável por um padrão de comportamento, inibidor de qualquer iniciativa nova. Ao processo produtivo,
portanto, ê necessário adicionar-se outras forças capazes de ven
cer determinada fase inercial. Isso significa que outros fatores
são de suma importância no desencadeamento das forças
mentais,
propiciadoras de novos avanços rumo ao conhecimento. São, precisamente, essas forças as responsáveis pela visão aberta por onde
se expandem os poderes da inteligência. Os homens em várias sociedades do passado e de algumas do presente viveram e vivem os
rituais condicionantes das crenças e costumes. São forças endóge
nas na sociedade e contra as quais qualquer luta deixa uma estei
ra de sacrificados. Outras sociedades, porém,reagiram e oonsegui
consegui
ram pensar, refletir, abrir caminho a novas idéias, formando um
processo cumulativo de conhecimèntos.
conhecimfentos. Esse processo praticamente
arrancou o homem da barbárie primitiva, conduzindo-o ao quadro
do homem contemporâneo. Atualmente, mesmo ainda arraigada a hábitos anticientlficos,
anticientificos, a humanidade ou parte dela caminha para
etapas mais avançadas do conhecimento científico e dos limiares
288

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�de uma civilização tecnológica superior.
A já longa caminhada da humanidade pelas diversas civilizações
e organizações sociais teve seus pontos críticos, com impasses
rompidos pela forte luz irradiada por mentes que rasgaram os es
treitos horizontes de eventos de uma determinada época. O
rol
de acontecimentos que iniciaram novas eras foi sustentado pelas
teorias de sábios e estudiosos de vários ramos do conhecimento.
A criaçãô de novas formas de pensamento abriu caminho ã derrocada do obscurantismo sustentado por várias e sofisticadas mani
festações do misticismo.
A luta permanente pelo aprimoramento da inteligência conduzirá,
sem dúvida, ao aperfeiçoamento da própria espécie humana e
ao
domínio de tecnologia superior no futuro. O0 homo sapiens poderá
tomar-se uma das forças vitais do universo desde que não se in
verta o processo de oonfieibilidade
confiabilidade entre a ciência e o misticis
mo. O grande perigo
perr^o e paradoxo do mundo atual é precisamente o
aumento das crenças no sobrenatural. Isso deixa claro que ocres
cimento desordenado da população carrega uma formidável
carga
de insuficiência no processo educativo. Ä
A baixa cultura corresponde a alta ignorância e essa éê o caminho mais curto ao misticismo.
0 processo cultural será, indubitavelmente, a poderosa
alavan
ca a remover o misticismo que ainda domina amplas parcelas
da
humanidade. Está claro que se trata de um processo cultural livinculações com aparelhos ideológicos ou ele
próprio
vre, sem vinculaçóes
um aparelho ideológico.
Nenhum repositório cultural é mais importante para a
perfeita
compreensão do tempo histórico do que os acervos existentes nas
Bibliotecas Públicas. A compreensão do fenômeno tão importante
do declínio de potentes civilizações do passado poderá ajudarnos a interpretar os avanços e a decadência de impérios modernos. Mas as Bibliotecas Públicas têm muito a falar sobre o presente e as perspectivas do futuro. ÊÉ preciso conhecê-las melhor
289

Digitalizado
gentilmente por:

�e analisá-las a partir de suas próprias realidades.

A Biblioteca Pública
A história das Bibliotecas Públicas no Brasil oferece aspectos
de notáve] dedicação, abnegação e amor ã cultura desenvolvidos
por pessoas nem sempre ligadas diretamente a ela. A Biblioteca
Rio-Grandense com seus 132 anos de funcionamento
ininterrupto
revela claramente a importância do intercâmbio cultural
entre
diferentes regiões do mundo. Ao confinamento geográfico
quase
sempre corresponde a estagnação social. Rio Grande, com seu por
to maritinvo,
marítimo, manteve um contato permanente com os grandes centros de cultura do mundo. O ativo comércio de exportação e importação evitou que Rio Grande, nos limites do mundo português
e espanhol, ficasse irremediavelmente ã margem do processo evolutivo intelectual em brilhante efervescência no limiar da 2a.
metade do século
sécu^to XIX. A via oceânica trouxe o brilho das idéias
novas e com elas a própria renovação dos métodos de organização
e gerência dos negócios. O parque industrial riograndino
teve
suas bases formadas no caldeamento das idéias que representavam
o novo, vindo de fora, e o conservador jâ
já estabelecido.
Foi, precisamente, no período de transição entre as velhas e no
vas idéias que o século XIX tão extraordinariamente viveu, prin
cinqüentenârio, que em Rio Gran
cipalmente ao aproximar-se seu cinqüentenário,
de um grupo de homens voltados aos avanços
avcinços da cultura e dedicados ao próspero comércio de exportação e importação fundou a Bi
blioteca Rio-Grandense. Isso em 15 de agosto de 1846:
1846; em 19 de
janeiro de 1847 foi, então, instalada a Biblioteca Pública em
Rio Grande.
Ao longo de mais de um século o acervo da Biblioteca Rio-Grandense cresceu em quantidade e qualidade, tornando-a hoje,
aos
132 anos e 210.000 volumes um dos monumentos culturais do país.
pais.
A manutenção não tem sido fácil. Por tratar-se de uma institui290

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�çio de Direito Privado não conta com auxílios suficientes do Po
ção
der público.
Público. Basicamente vive das contribuições de seus associa
dos. Contudo, a grande abnegação de seus dirigentes a tem mantido em pleno funcionamento e correspondendo aos ideais que ani
maram seus fundadores.
Vemos assim, pelo esboço acima, que a fundação da
Biblioteca
Rio-Grandense deveu-se aos anseios culturais de pessoas ligadas
ao comércio exterior da época. 0O porto do Rio Grande, na
sua
condição de porto marítimo, abriu amplo canal de comunicação en
tre o extremo sul do Brasil e os grandes centros culturais
do
país e do próprio mundo. Essa circunstância reforça a perspectl
pais
perspecti
va de que o sopro das idéias que se renovam ao largo de socieda
des provincianas pode nelas penetrar, no caso por condição geográfica, promovendo o des
desencadeamento
enc ade amen to de um processo cultural.
Situando a posição da Biblioteca Rio-Grandense no contexto
cial da cidade, do Estado e do país podemos reconhecer os
guintes tipos de atuação:
1
2
3
4

-

atendimento
atendimento
atendimento
atendimento

sose-

geral ao público
especifico a estudantes
específico
especializado
de consultas

0 atendimento ao público em geral, usuários, tem sido definido
como a função essencial da Biblioteca Pública. Ele representa, inegavelmente, uma fonte de sustentação financeira da instituição. são pessoas dotadas de inclinação pela leitura em geral
que mais comumente se associam às
ãs Bibliotecas Públicas. A literatura de romances responde pela maior movimentação estatística.
Os leitores de jornais são também assíduos frequentadores da sà
sg.
la de leitura. No caso particular da Biblioteca Rio-Grandense é
uma verdade inconteste. Mesmo considerando-se o rico e importan
te acervo, com destaque para o material especicil, ele é, na ver
dade, pouco movimentado. Contribui para isso o esquecimento de
tais componentes do acervo- geral e a falta de processamento têc
téc
291

Digitalizado
gentilmente por:

�nico. Após,
Apôs, porém, o levantamento e o processamento das obras
raras e/ou preciosas e do material especial de fotografias anti
gas houve uma maior procura e utilização de dados neles contidos. Outros, não menos importantes permanessem, no entanto, ain
da cobertos pela tão decantada poeira
poej ra das prateleiras.
Esse tipo de atendimento é responsável por
pnr uma sensível melhoria cultural de massa, tanto pelos benefícios da leitura especl
ficamente, como pela obtenção de dados de análise e interpretação .
ção.
O0 atendimento especifico a estudantes responde pela movimentação
de obras de caráter didático, principalmente para 19 e 29 graus.
Os alunos de 39 grau têm, a não ser como fonte suplementar
de
consulta, menor participação.
O0 atendimento especializado êé feito às
ás pessoas interessadas na
obtenção de dados ãà elaboração de teses de mestrado e doutorado.
Trata-se de um atendimento mais problemático, pois, para tanto,
seria necessário o processamento técnico de todo o acervo. Como
ainda não foi possível completar essa importante tarefa,
as
consultas se tornam lentas e por vezes exaustivas.Especialistas
em fase de elaboração de teses nos campos da história, geografia, ciências econômicas, jurídicas e oceanogrãficas têm obtido
dados importantes a seus trabalhos. Algumas teses de mestrado e
doutorado defendidas por especialistas do Rio Grande do Sul tiveram como decisiva base de apoio o acervo da Biblioteca
RioGrandense.
O atendimento de consultas tem um caráter especial. São pessoas
que buscam dados eventuais ou um conhecimento mais aprofundado
sobre determinados assuntos que subitamente ganham notoriedade.
Mas há outro tipo de atendimento nesse item: são professores,es
critores,
cri tores, historiadores e juristas que procuram material a seus
trabalhos. É comum a procura de fontes para reconstituições his
tõricas em vários campos do conhecimento. Mas hâ
há também uma fitóricas
oura estranha, encoberta de mistérios: éê o auto-proclamado his292

Digitalizado
gentilmente por:

�toriador, geralmente um leigo, gato refinado de documentos históricos e que acaba montcuido
montando um arquivo histórico particular ãs
custas das Bibliotecas Públicas.
A atuação das Bibliotecas Públicas é, portanto, muito divèrsifi
divérsifi
cada, podendo representar um poderoso instrumento de qualificação de massa. EÉ clara, todavia, a necessidade de se Intensifl
intensifi car a divulgação do acervo através de catálogos próprios. O fato de modemamente as Bibliotecas Públicas coexistirem com as
bem montadas bibliotecas universitárias impoim-lhes uma necessi
dade imperiosa de atualização técnica. As bibliotecas universi
universl
tárias contam com recursos necessários âã utilização dos mais atãrias
perfeiçoados meios técnicos, incluindo a computação.Contam, tam
bém, com pessoal altamente
alteimente especializado a nível de pós-graduação e participação constante em congressos, seminários e cursos
de aperfeiçoamento.
As Bibliotecas Públicas, de Direito Privado especificamente, ao
contrário, lutam desesperadamente para sobreviver. Não dispondo
de recursos suficientes são, em muitos casos, operadas por pessoal leigo e, principalmente, sem treinamento técnico; a conseqüência imediata é o alheiamento do rico acervo por falta
de
tratamento técnico.
0 Poder Público oferece pouco ã Biblioteca Pública, embora exal
te muito sua importância. O discurso público reconhece a utilidade dessas centenárias instituições, porém o auxilio
auxílio financeiro é minguado. Um recurso que tem sido utilizado, sendo o caso
especifico da Biblioteca Rio-Grandense, é o de conveniar com universidades. A Fundação Universidade do Rio Grande tem contribuído decisivamente para o levantamento
leveintamento e processamento técnicos do acervo da Biblioteca Rio-Grandense.
Mas
Mcis isso é pouco. As Bibliotecas Públicas devem ser revitalizadas em obras e técnicas biblioteconômicas modernas, voltando a
constituir-se em focos de expansão da cultura. Será triste vêlas como antiquários
antiquârios de livros, procuradas mais para a pesquisa
do conhecimento passado. A Biblioteca Pública não deve, pois, a
penas abrir túmulos históricos, mas irradiar o conhecimento a293

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�tual, tornando-se um centro dispersor dinâmico da vida cultural
culturaL
Ao apoio do Poder Público ãs Bibliotecas Públiccis
Públicas deve corresponder uma administração moderna, dentro das técnicas mais atua
lizadas. A Biblioteca Pública é uma alternativa ã grande
grcmde maio
lizadcis.
ria da população que não freqüenta a universidade, ou porque por
ela já
jâ passou ou simplesmente porque por ela não passou. Por ou
tro lado, é bom considerar que as bibliotecas escolares e universitárias são muito especificas,
específicas, não oferecendo o caráter geral e amplo do universo cultural das grandes Bibliotecas Públicas. É precisamente esse universo, duplo de certa forma, cultural e atendimento, que singulariza a Biblioteca Pública.
A Biblioteca Rio-Grandense com seus 210.000 volumes‘é uma das
mais importcintes
importémtes do pais.
país. Até a criação da Universidade do Rio
Grande era o único grande centro de conhecimento bibliográfico
do município, além de fonte obrigatória para os estudiosos
do
Estado do Rio Grcinde
Grande do Sul. Sua sala de leitura e o seu salão
de conferências marcaram profundamente a evolução cultural
do
Rio Grande.
A criação da Universidade do Rio Grande abriu, é claro, novos
caminhos âà intelectualização popular. Com sua própria biblioteca, a Universidade ampliou a área de estudo e consulta,
porém
serve-se da Biblioteca Rio-Grandense como fonte de apoio em várias áreas do conhecimento. Para melhor utilização e valoriza dispôs-se a colaboção da centenária Biblioteca Rio-Grandense dispós-se
rar no processamento técnico de seu importante acervo .

O ACERVO
Do acervo da Biblioteca Rio-Grandense, como resultado do convênio com a Fundação Universidade do Rio Grcinde,
Grande, foram executadas
as seguintes tarefas: "Levantamento Bibliográfico de Obras Raras e/ou Preciosas"
e "Processamento Técnico do Valioso Acervo de Fotografias da Centenária
Biblioteca Rio-Grandense"
Rio-Grandense (2).
294

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�Em fase de anteprojeto está sendo programada a organização
do
arquivo da sala da Alfândega e da mapotecar
mapoteca: para o futuro o levantamento e processamento técnico dos manuscritos.
Do primeiro trabalho resultou inclusive a confecção do catálogo
impresso, cuja publicação brevemente responderá a inúmeras
Inúmeras necessidades de pesquisadores e estudiosos brasileiros. Obras de
grande importância e antigüidade revelam o esmero com a formação do acervo da Biblioteca Rio-Grandense. Dele pode-se
dizer
ainda que abriu perspectivas novas de utilização do acervo, pos
to que, o processamento técnico permite uma melhor
utilização
de obras antigas tão necessárias ã compreensão de fatos e regis
tros do passado e que, muitas vezes, têm repercussão destacada
no presente.
O0 processamento técnico do material fotográfico permitiu, face
ã própria carêr -ia
ia bibliográfica, criar uma técnica própria de
trabalho, envolvendo a seleção, ordenamento e numeração das fotografias. Também foi criada uma ficha catalogrâfica
catalogrãfica considerada apropriada. 0 resultado foi o armazenamento ou arquivamento
hoje
técnico das fotografias em álbuns, pastas e envelopes,
constantemente consultados tcuito
tanto por pessoas curiosas em conhecer paisagens, tipos e acontecimentos do passado, como técnicos
em busca de detalhes ou ainda para divulgação na imprensa.
0 arquivo da sala da Alfândega é constituído por um rico e subs
tancial volume de documentos. £E um verdadeiro repositório
de
leis, atos legislativos e executivos que podem, em determinado
momento, representar grande interesse. Também os relatórios de
exportação são peças documentais de grande valor no campo da economia. Como rica fonte de consulta a vários interesses dentro
da sociedade, esse arquivo, após o processamento técnico necessário, representará um material especial de grande valor.
Quanto aos manuscritos éê possível prever seu processamento para etapas futuras. Desconhece-se o conteúdo desses documentos,
porém, dados fragmentários revelam tratar-se de documentos que
295

Digitalizado
gentilmente por:

�retratam fatos âa
&lt;äa vida oficicil e de correspondências particulares de valor histórico. Provavelmente será aberta uma. nova-fonte de consulta no vasto acervo da Biblioteca Rio-Grandense, per
mitindo, quem sabe, aos historiadores e estudiosos novos esclarecimentos sobre acontecimentos históricos ainda um pouco nebulosos .

CONCLUSÃO
Tudo o que foi exposto neste trabalho visa, sobretudo, mostrar
a grande e decisiva participação das Bibliotecas Públicas
no
processo geral de desenvolvimento. A insistência em mencionar a
Biblioteca Rio-Grandense prendeu-se a dois aspectos principais:
19) é, provavelmente, a maior Biblioteca Pública existente em
cidades do interior brasileiro e, seguramente, uma das maiores
do Brasil considerando-se as capitais; é uma instituição de Direito Privado, não sendo mantida pelo Poder Público, dele recebendo, apenas, pequenas concessões de recursos financeiros.
Por outro lado, tem sido decisivo o papel da Biblioteca
RioGrandense no desenvolvimento cultural do Rio Grande do Sul.
fi
bom lembrar que as modernas bibliotecas universitárias são quase
exclusivas ao meio universitário, ainda que dispenssem atendimento público. Mas, inegavelmente, não têm o caráter público de
atendimento geral â população.
Povo desenvolvido êé povo culto ou, inversamente, povo culto é
poVo
povo desenvolvido. Não importa muito a ordem do dito e, atê,ele
próprio, mas é inegável
inegáVel a condição sine qua non da cultura para
o alcance
cilcance de etapas superiores de desenvolvimento. Toma-se, em
nossa época, indispensável um gigantesco esforço para levar
a
cultura a imensas massas humanas onde ela é alarmantemente ausente. A ignorância e a subcultura se irradiam
irradicim mais rapidamente
do que a própria cultura.
cultura, Éfi fácil compreender o fenômeno, pois
o processo cultural exige grande esforço. Talvez a partir dessa
análise possa-se melhor entender a grave preocupação com
ps
ps296

Digitalizado
gentilmente por:

-li/

�três Pis: poluição, população e poder (energético). A expansão
não controlada da população alarga o domínio da subcultura
e
com tal senso é aceita passivamente a violação do meio ambiente.
A luta pelo estabelecimento de uma fronteira ã expansão da popu
Icição é no fundo a preocupação com o ilimitado crescimento
da
subcultura ou de culturas einticientíficas.
anticientíficas.
0 estabelecimento de Bibliotecas Públicas em áreas carentes cul
turalmente talvez venha a constituir-se
oonstituir-se num meio eficaz de combate ã ignorância. Não, certamente, as chamadas bibliotecas iti
nerantes,- mas as que chegam para ficar e ficam para iluminar.

297
297.

Digitalizado
gentilmente por:

�ABSTRACT
The cultural process as a factor of the man's rise. The importance of the Public Libraries in the developping process. Historical aspects of the foundation
foundatlon of an important Public Library on Prlvate
Private Law. The diverslty
diversity of the attendance. The
rich
holdings and the technical processing
Processing already done.The increased utilization of scientific research. Necessity of the Public
Library expansion in destitute areas in order to eradicate the
subculture or the anti-scientific cultures.

Bibliografia
1 - VIEIRA, Cila Milano
Mllano &amp; JAEGER, Leyla Maria Gama
Levantamento bibliográfico de obras raras e/ou preciosas. Revista do Departamento de Biblioteconomia e História. Rio Grande, 1(1): 60-4, jul/dez. 1978.
&amp;
Processamento técnico do valioso
aceivo
de fotografias da centenária Biblioteca Rio - Grandense.
Histéria.
Revista do Departamento de Biblioteconomia e História.
Rio Grande, 1(3): jul/dez. 1979.
&amp;
Processamento técnico do valioso
acervo
de fotografias da centenária biblioteca
Rio-Grandense.
In: - Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, lo. Curitiba, 1979. Curitiba, Associação Bibliote
cária do Paraná, 1979. V. 1, p. 419-433.

298

cm

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�CDD n27.3815
027.3815
CDU 027.082
A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO
FRANCISCO DAS CHAGAS DE SOUZA*
- Técnico da Fundação Instituto de PI;\
Pl£
(IPLANCE}
nejamento do Ceará (IPLANCE)
- Bibliotecário CRB-3/299 (CE, PI, 't\)
'U)

RESUMO
A incompetência do
de certos ór.Tãos
õr.çãos em desenvolver
dc
propostos programas de comutação de cópias
de
desonvolviartigos êé uma realidade e entr.ava
entrava o desenvolvimento brasileiro.

0 aspecto substantivo de uma reunião científica

ou

de

da([ueles (jue
([ue lidai.i dire^
diro^
trabalhadores intelectuais, notadamente daciuelos
tamente com o público, ê o levantamento dos probleiiias
problemas

existen-

tes no seu labor de todo o dia.
É£ claro que isso não elimina o surgiiaento
ções cientificamente valiosas.

Estas,

contudo,

de aguçar os problemas, bem como redirecioná-los,

de

contribui_

têm o caráter
proporcionan

do que sejam vistos sob outros ângulos.
Assim parece que uma reunião de bibliotecários

cujo teni£

rio circunscreve-se â BIBLIOTECA E AX EDUCAÇAO 1’ERMANENTE,
PERMANENTE, torn£

*

‘ ^
^»
Preparando Dissertação de Mestrado para o Curso Pos-Graduaçao
em Administração de Bibliotecas;
Bibliotecas, da Escola
1'scola do Biblioteconomia
da Universidade Federal de Minas Gerais.
299

Digitalizado
gentilmente por:

V

�pronensas
se muito propícia a gerar ou agravar questões prooensas

a

lon

gos estudos nos próximos anos.
Quem objetiva ver á biblioteca sob tantos pontos-de-vista
quantos foram propostos nesse 11' CBBD decerto permitirá
nermitirâ a apre
apr£
sentação não apenas de trabalhos científicos e relatos de

expe

riências, mas também as agruras pessoqis de pesquisadores

que,

como tais, ao utilizarem serviços bibliotecários viram-se tolhi^
dos de andar mais rápidos, posto que, esperando um bom atendi mento (rapidez, pelo menos)
menosj de um serviço de informação para
poiar suas tarefas tiveram que perder precioso tempo no

a

preen-

chimento de formulários para solicitação de cópias,
cópias xerográficas
xerogrãficas
de material periódico.
Este pesquisador colocaria seu problema dentro do subtema
"Biblioteca no Processo de Desenvolvimento" e perguntaria

aos

Senhores: que espera a Biblioteca para desempenhar
SEU PAPEL NO PROCESSO DE DESENVOLVIMEN
sôcio-econOmico, científico
TO SOCIO-ECONOMICO,
CIENTÍFICO E TECNO
LÖGICO?
LOGICO?
Que pode a Biblioteca fazer para nos ajudar

a

caminhar

mais rápido?
Que ela precisa mais se ao lhe darmos as fontes, autores,
títulos de artigos, volumes, fascículos
fascicules e dqmkis
dqmáis dados biblio gráficos não nos atende com presteza?
Que caminhos deveremos seguir se ao termos

e oferecermos

todas as informações bibliográficas a Biblioteca não pode preen
eher os formulários que acredita necessários para busca?
cher

3Ö0
3Õ0

Digitalizado
gentilmente por:

.

Q

II

12
12

13
13

�A CONSCIENTIZAÇÃO DO POBLICO'E DAS
AUTORIDADES QUANTO AO VALOR DA BI^
BLIOTECA ocorre quando?
Quando estes se admitirem ineptos para encontrar a informação?
Quando estes estão emaranhados nos seus problemas de pe^
quisa e parecem estar sob a guarda do aparelho

biblioteconômi-

co?
Se o pensamento for esse então devemos aceitar
mos adotando uma filosofia destrutiva.

que

est^

Jamais o pesquisador sé
s£

rio, mesmo novel, se deixarã
deixará abater por tal estado de coisas.
Conscientizar o público do valor da Biblioteca
cer-lhe o serviço e não pedir-lhe atestado de

é

ofere-

idoneidade moral

e honestidade. Quem solicita informação séria e dispõe-se a p^
pa
gá-la, devia parecer suficientemente capaz de poder recebê-la.
Conscientizar as autoridades do valor da Biblioteca

deve

ser feito com burocratismo?
Para que tantos papéis?
Por que quando buscamos certos órgãos que promovem a comu
tação da informação - para comprarmos cópias de artigos necess£
necess^
rios para enriquecermos os argumentos em nossos
tificos; para
tíficos;

trabalhos cien

conhecermos aspectos novos, explorados em nossa

área de interesse; ou mesmo material que conhecemos mas não

os

temos e não nos ocorre outro meio de recuperá-lo - eles .em
em vez
de buscarem através das informações completas que lhes

oferece^

mos nos enviam blocos de formulários de pedidos para

301

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�preenchermos A MÄOUINA
MAoUINA (sic)?
Quais autoridades conscientizar-se-ão do valor da Biblioteca se ela com seus nanéis e formulários nos obriga

a

fazer

trabalhos incompletos e nos força a gastar tempo precioso?
Quais autoridades ou empresários tencionam saber que seus
técnicos ainda náo
não receberam o material solicitado no mês nassa
do porque
porque neste mês (após quinze dias) sua lista foi
juntamente com blocos de formulários para
nara que se

devolvida

preenchesse a

cada três vias
- Nome e endereço do solicitante
- Tipo de reproduçáo
reprodução
- Dados bibliográficos completos (???)
Será que o
PAPEL DA BIBLIOTECA NO PROCESSO DE
MOCRATIZACAO NACIONAL
MOCRATIZACÄO

DE

ê desempenhado ao obrigar o pesquisador
nesquisador que envia uma lista,an£
xa a uma carta assinada, a recebê-la de volta e preencher os da
dos dos trinta artigos que solicitara nos formulários

de

três

em três vias e assinar cada conjunto de formulários, porque
4 - É indispensável a ASSINATURA DO SO
^*■
LICITANTE (???)
Ao meu ver parece claro que quem oferece um serviço
pode instrumentalizá-lo através de formulários deve ter,
cionalmente admito, pessoal para preenchê-los.
nreenchê-los.
tas o solicitante está oagando.
nagando.
302

Digitalizado
gentilmente por:

Afinal

Ou será que querer

e só
exce£

de

con

obrigá-lo

�a preencher formulários faz parte do nrocesso de
EDUCAÇÃO PERMANENTE DO USUÁRIO ???
EDUCAÇAO
Obrigar um pesquisador a receber sua lista de volta, jun
tamente com blocos de formulários, para castigá-lo com o preen
chimento de noventa formulários, isto é, trinta conjuntos

de

três vias; fazer trinta assinaturas em vez de uma apenas;

per

der duas semanas entre ir as listas e vir os blocos éê positiva
mente querer obstruir
0 PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO.
É lamentável dizer que muito mais coisas existem. 0 fato
de citarmos apenas estas, até agora, decorre unicamente por e£
tarmos seguindo a
NOTA EXPLICATIVA SOBRE 0 TEMÁ
TEMÃ
RIO
do
XI CONGRESSO BRASILEIRO DE B^
BI^
DOCUMENTAÇÃO.
BLIOTECONOMIA E DOCUMENTACÁO.

De que depende a

FORMAÇÁO DE INFRA-ESTRUTURA PA
FORMAÇÃO
RA 0 DESENVOLVIMENTO
sob a ética
ótica do Bibliotecário?

303

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

0

11

12

13

�Como seria proposto o
PLANEJAMENTO BIBLIOTECÁRIO
no Brasil?
Da forma acima dita? Castigando o ncsquisador
nesquisador para
EDUCA-LO
educA-lo
PARA CONSCIENTIZA-LO E
As AUTORIDADES
PARA TORNA-LO UM
um SER
DEMOCRÁTICO
democrático
(???)
Sob tais óticas o
PAPEL DA BIBLIOTECA NO PROCESSO DE
desenvolvimento SOCIO-ECONOMICO,C^
S(1CI0-EC0NÔMIC0,CT_
DESENVOLVIMENTO
-NTlFICO E TECNOLfIniCO
-NTÍFICO
TECNOLOOICO
está invertido.

E êé de bom alvitre contemporizarmos alguma coi^
coj^

sa.
Dar ao nesquisador duas semanas de atraso em
cm uma solicita
ção de compra de artigos node ser fatal.
Nesse caso específico, conte-se ainda mais uma semana
ra
2 - Preencher em três vias, a (sic)
(sie)
mAquina
MAQUINA
mais um dia para assinar seus trinta pedidos.
Desse jeito qual o

304

cm

Digitalizado
gentilmente por:

na

�PAPEL DA BIBLIOTECA NO PROCESSO DE
DESENVOLVIMENTO SOCIÜ-ECONOMICO
SÖCIÜ-ECONOMICO , CI_
ENTiFICO E TECNOLOGICO?
Aonde vamos chegar?
Fica lançada a pergunta.

Afinal esta contribuição

foi

oferecida no sentido de mostrar o outro lado:
a parte que não costumamos sentir com frequência.

O0 lado do

pesquisador.
0 tão falado, adorado e desgraçado usuário

(talvez um modis-

mo 1))
mo!
• (EM DISCUSSÃO)

ABSTRACT
The sppply
supply of photocopies of articles is so
poorly organised in some institutions as to
be an adverse factor in the country's
development.

305 .

Digitalizado
gentilmente por:

�INFORMACAO INDUSTRIAL:
INFORMAÇAO
- situaçAo atual e alternativas
DE TRABALHO

José Rincon Ferreira
. Bibliotecário, Gerente' de Informação e
Documentação da STI/MIC, Mestre em Bi^.
blioteconomia

RESUMO

A necessidade de se implantar uma rede de informações
em tecnologia industrial é indiscutível. No entanto, e de
forma
prioritária, para estabelecimento dessa rede as bibliotecas preci
sam re-avaliarem suas atividades e objetivos. ÉÊ imprescindível In
in
corporar ao pessoal administrativo das bibliotecas/centros de do
cumentação/informação, técnicos especializados para que estes as
sumam os serviços de perguntas e respostas possibilitando ao usuá
rio o acesso a informação sem delongas de tempo.
Palavras-Chave:

Informação Industrial
Rede de Informação em Tecnologia Industrial
Avaliação de Serviços Documentários
Serviços de Informação para a Indústria

306

Digitalizado
gentilmente por:

�introdução
INTRODUÇÃO
A ausência de uma Rede de Informações em
Tecnologia Industrial tem sido lamentada por uma boa parte de ' docu
nientaristas. A esse "vazio" atribui-se toda responsabilidade
itentaristas.
gover
namental.
Bem se.sabe que se, em parte,
esta colo
cação do problema é correta, é igualmente correto que essa Rede de
Informações não surgiu, também, pela apatia de algumas
bibliotecas
no desempenho de sua missão.
Operando de forma tradicional sem procu
rar interdependèr de outras bibliotecas e concentrando
enfaticamen
te sua força de trabalho no processamento técnico do material adqu^
rido, esses centros de documentação ou bibliotecas perdem,
a cada
dia, novos leitores quando não desestimulam a pesquisa industrial.
Os que trabalham no assunto sabem a rapidez com que o usuário indu£
trial muda de interesse e perspectivas
de trabalho, necessitando
asSim, de forma permanente, da cooperação de outras bibliotecas.
Outro aspecto a ser considerado é a c£
ca
rência de recursos humanos adequadamente treinados e ainda o desco
nhecimento dos usuários oriundos de um sistema educacional
incent^
vador do uso de apostilas e livros textos e que não leva aã pesquisa
bibliográfica. Enfim, é uma formação estereotipada,
calcada apenas
na educação sistemática baseada na experiência do professor.
EÉ pre
pr£
ciso mostrar os demais recursos; a biblioteca é apenas mais
um de
les, mas talvez o mais rico e o mais palpável,
pois está ao nosso
alcance.
Este trabalho pretende contribuir não só
âã necessidade de refletir mais uma vez sobre a Rede'
Rede’ de Informações
em Tecnologia Industrial, mas principalmente oferecer a comunidade
de bibliotecas industriais alguns instrumentos de trabalho válidos
para qualquer biblioteca. Antes porém, desejamos oferecer o
mesmo
àã colega NORETH CERQUEIRA RIBEIRO, da Petrobrás/SENBA, Salvador/BA,
pelo esforço com que sempre atendeu os seus usuários e com quem mui
to aprendemos.

307

Digitalizado
gentilmente por:

Q0

II
11

12
12

13
13

�1 - TENTATIVAS
TENTATIV/VS DE ESTRUTURACAO
O II PBDCT (06), lançado em 31 de março de
1976, deu como encargo ã STI a implantação e desenvolvimento da Rede
de Informação Tecnológica Industrial, compreendendo as seguintes eta
pas:
- Estabelecimento de um plano básico para
o sistema pela criação de um Núcleo Coordenado .
- Reorganização e expansão do Centro de In
formações Tecnológicas, integrando-o com o Centro de Informações so
bre Patentes.
- Implantação do sistema e estabelecimento
de uma Coordenação Central a partir do Núcleo Coordenador.
- Operação do Sistema.
O0 mesmo PBDCT determinava que além da coor
denação da STI, deveriam participar outros órgãos do Ministério
da
Indústria e do Comércio, com atuação na área da Informação Tecnológ^
ca Industrial.
Desde 1970, as Metas e Bases Para a Ação
ao Governo apud de Costa (10), colocava a cargo do mesmo para 1970/
do
/73 a implantação do Sistema sobre Ciêncj.a
Ciincj.a e Tecnologia, sob a coor
'
denação do então Ministério do Planejamento e Coordenação Geral
(MINIPLAN), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério da
Indústria e do Comércio (MIC), Ministério da Aeronáutica (MA) e
o
Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq).
Ressalta-se que, de acordo com o plano, de
veriam participar da elaboração deste o Instituto Nacional de Tecno
logia (INT), e o Banco de Patentes, evidentemente o INPI.
Estabelecidos os grupos de trabalho em 27
de janeiro de 1972, estes trabalharam até 4 de maio de 1973, quando
então foi redigido um Decreto de criação do SNICT, o qual nunca ehe
ohe
gou a ser assinado.
Para uma maior elucidação a respeito do a£
as
suiiLO, sugerimos consultar as referências bibliográficas JOAO FRAN
KLIN DA COSTA (15) e JOSÊ
JOSÉ RINCON FERREIRA (19).
308

Digitalizado
gentilmente por:

�De acordo com o plano, o SNICT dever-se-ia
compor dos seguintes subsistemas:
- Informação Científica
- Informação Tecnológica Industrial
- Informação sobre Infra-Estrutura e Serv^
ços
- Informação Agrícola
- Coleta de Informação no Exterior
0 II PND (1975-1979) (7), embora não.
não mais
se referindo ao SNICT, continuou valorizando a Informação Científica
e Tecnológica, considerando-a elemento básico de apoio para a formula
ção das políticas governamentais, com influência no processo
decisó
rio a nível político, administrativo e técnico-científico.
técnico-cientifico. Seus prin
cipais produtos seriam os dados cadastrais e as informações especiali
especial^
zadas, sendo dois os projetos prioritários:
- Informações centralizadas pelo CNPq
- Informações descentralizadas (existentes
nos diversos órgãos públicos e privados)
0 CNPq foi encarregado de implementar
um
sistemá de informação voltado para a comunidade científica e tecnoló
sistema
gica, que criou o IBICT - (Instituto Brasileiro de Informação Cient^
Cientí
fica e Tecnológica), o qual, segundo alguns analistas brasileiros da
informação tecnológica, foi criado nos modelos do que deveria ser o
SNICT (30).
2 - A BIBLIOTECA E A INF0RMACÄ0
INFORMACAO INDUSTRIAL
Uma das críticas mais fortes que se
tem
feito ã informação industrial é a de que os sistemas de
informação,
i-nformação,
até agora planejados, têm partido de "modelos perfeitos" ou "ideal" e
não de uma necessidade dos usuários.
Talvez este descrédito se deva ã forma com
que o usuário da informação industrial tem sido tratado em nossas b^
bi

309

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�bliotecas. 0 industrial é normalmente um homem prático, ele não se in
teressa em ler exaustivamente um assunto, mas sim chegar rapidamente
ã informação desejada. Por exemplo, é normal este tipo de
pergunta:
"Qual é a embalagem usada....?" ou "Qual é a temperatura que deve-se
usar no transporte deste produto Químico
?", etc, etc.
E no entanto, com raras exceções, as bibli
otecas industriais não possuem entre o seu pessoal, técnicas especia
lizados com capacidade de utilizarem o acervo e elaborarem uma respo£
respo^
ta ao usuário. Recorda-se ainda que uma grande parte dos usuários não
êé capaz de ler documentos em língua estrangeira e, no entanto, neces
sita das informações nessas línguas.
Daí opiniões como a de Rogério
Cerqueira
Leite.
(29),
que
"bibliotecas,
equipamentos,
patentes,
etc,
não
são em
Leite
si representativos em tecnologia, se não houver equipes técnicas capa
citadas de serem receptoras dessa tecnologia".
Harris, apud de Angela Pompeu (32), também
se coloca em'Uma
em uma posição crítica, em relação ã biblicteca:
biblioteca:
"documen
tos não são em si mesmo informação. Um documento pode tornar-se infor
mação se
se. existir um homem que saiba usá-lo. A fim de usá-lo ele deve
ter tido treinamento formal ou experiência equivalente e deve
estar
na posição de extrair informações de outros serviços de informação e
comunicação".
Um dos perigos, a nosso ver, nesse proces
so de transferência da informação via documento seria, faltar-lhe, no
caso da pouca convivência do técnico-pesquisador com o assunto deseja
do, o sentimento crítico necessário âã análise da informação, gerando
assim uma dependência econômica ainda maior, entre os centros
desen
volvidos ée periféricos.
Seria então de se considerar a biblioteca
ou centros de documentação industrial impotentes no processo de trans
tran£
ferência, inovação e adaptação de tecnologia?!
tecnologia?'.
Não, a não ser que tenhamos em mente a bi
blioteca industrial realizando os seus'serviços
seus serviços no mesmo modelo
das
bibliotecas’públiqas
bibliotecas públicas ee' universitárias. Bem se sabe que os serviços de
informação ã indústria diferem dos objetivos das bibliotecas universi
tárias e públicas por serem essas responsáveis não só pela dissemina
ção do conhecimento, mas também pela transferência efetiva desse
cão
co
nhecimento e o seu uso.
310

Digitalizado
gentilmente por:

�3 - ASSUNTOS COBERTOS PELA INFORMACAO INDUSTRIAL
Baseado na análise de várias categorias
de usuários em informação industrial, a UNIDO (33) listou como as
áreas de informação industrial:
Macroeconomia e meio ambiente:
- política econômica
- infra-estrutura social e econômica;
serviços públicos, energia e transpor
tes.
- força de trabalho, educação e
treina
mento
- geografia humana, distribuição da popu
lação, emigração e imigração
- Desenvolvimento econômico
Microeconomia:
- Administração, contabilidade , organ^
zação, publicidade
- Análise de custo, custo da produção ,
produtividade
- Problemas financeiros, capital, bancos,
empréstimos, financiamento
- Organização da produção, produtividade,
racionalização, promoção de vendas, ad
ministração técnica
- Economia industrial
- Produção: mundial, regional e
nacio
nal, comércio internacional e domést^
CO
co
- Consumo de Mercado: suprimento e deman
da
- Organização industrial:
industrial; padrões

311

Digitalizado
gentilmente por:

�Leis industriais:
* Estatutos
* Taxas
* Tarifas
* Propriedade Industrial, leis trabalhi^
trabalhi£
tas, leis sobre controle salarial
* Intercâmbio e regulamento
4 - características da informação industrial
Antes de apresentarmos as atividades a se
rem desenvolvidas na organização de um serviço de informação
indus
trial, analisemos os tipos de usuário e os assuntos que cobrem a
in
formação industrial.
Segundo a UNIDO (33), os usuários da infor
mação
industrial
podem
ser
classificados
em 3 tipos distintos:
maçáo
- 0 Governo
- As indústrias
- Os consumidores
4.1 - Governo
0 Governo utiliza a informaçáo
informação industrial
na definiçáo
definição de política e objetivos a serem seguidos no processo
de
desenvolvimento industrial. Sendo ela considerada imprescindível para:
- Elaboração de planos econômicos e
soc^
ais, particularmente quando a matéria se refere a objetivos
indu£
indu^
triais;
- Aconselhamento aos investidores
nacio
nais e internacionais;
- Est+imulo a firmas nacionais na prepara
ção, apresentação e implementação dos seus investimentos;
cão,
- Estabelecimento de uma responsabilidade
maior do Estado nos projetos industriais;
Poderiamos ainda acrescentar:
- Facilitar o intercâmbio a nível interna

312

Digitalizado
gentilmente por:

�cional com instituições que desenvolvem trabalhos similares em outros
países;
- Fomentar a cooperação e interdependência
entre os centros de documentação e bibliotecas industriais. Evitando
a duplicidade de esforços e recursos financeiros, aquisição, processa
mento de documentos técnicos, elaboração de resumos de interesse
da
indústria.
- Detectar informações sobre
tecnologias,
oportunidades e caminhos para a pesquisa industrial;
- Acelerar o desenvolvimento da indústria '
nacional com a disseminação de informação sobre novas
tecnologias,
produzindo equipamentos que venham substituir os atualmente
importa
dos, normalização de produtos e componentes.
4.2 - As indústrias e os industriais
A informação industrial aqui
apresentaria
características de cordo com o perfil da indústria.
De acordo com a dimensão da indústria:
Este critério varia para a grande, pequena, média e de artesa
nato.
De acordo com o método de produção:
Por exemplo, quando a produção é feita por processo
contínuo
(tal CQmo
cqmo na química ou petroquímica) e descontínuo (como na engenha
ria e metalurgia).
De acordo com a fonte do investimento:
Quando os empresários são nacionais ou estrangeiros, empregan
do capital importado ou não, capacidade e tecnologia.
De acordo com a dimensão geográfica:
Se está parcial ou totalmente dentro do contexto da
economia
nacional
De acordo dom o tipo de atividade pública:
Se mista ou privada. Se auto-suficiente ou pertence a um grupo
de empresas

313

Digitalizado
gentilmente por:

-li/

�4.3 - Consumidores
Foi feito pela UNIDO (33) uma distinção e£
e^
pecial entre as informações para o usuário comerciante e o^
o
peoial
interessa
do específicamente nos aspectos técnicos como equipamentos.
do■específicamente
Naturalmente não se encontrará no
acervo
de uma Biblioteca/Centro de Documentação ou mesmo uma Rede, toda
a
informação requerida pelo usuário.
Maria Luoia
Lucia Garcia (22), ao estudar o pro
cesso de comunicação da informação
inforlhação científica e tecnológica,
reesta
beleceu as diferenças entre os canais formais e informais da
oomuni
comuni
cação. Os canais formais seriam representados pelas publicações pri
márias, secundárias, terciárias, e pelos oentros/serviços de Informa
ção e Bibliotecas. Os informais seriam representados por diferentes
modalidades dè
dé intercâmbio inter-pessoal, como conversas,
correspon
dências, telefonemas e reuniões de caráter restrito.
Segundo a mesma autora, estudos dos canais
formais e informais nos países desenvolvidos têm evidenciado
dlferen
diferen
ças de preferência e utilização dos mesmos, conforme a
especialidade
científica ou técnica. Assim os pesquisadores e docentes tendem a se
orientarem mais para os canais formais, enquanto técnicos e admini£
tradores preferem e utilizam mais os canais informais.
Consideramos assim que, além da necessida
neoessida
de de pessoal especializado para uma análise de informação, é
também
missão da biblioteca industrial promover seminários, conferências, pa
lestras, etc., possibilitando assim aos consumidores da informação in
dustrial a transferência de informação téonico/têcnioo.
téonico/técnioo.
5 - atuacao
ATUACÄO DA
da STI
Através do convênio 01/79 entre o Ministê
Ministe
rio da Indústria e do Comércio e os Secretários de Indústria e do Co
mércio dos Estados foi criado o SISNIC - Sistema Nacional dos Ôrgãos
mircio
Órgãos
Governamentais da Indústria e do Comércio (05). Entre as
oompetênoi
competênci
as dos Órgãos
Ôrgãos do Sistema está o estudo para a implantação e
dinamiza
ção de áreas responsáveis pela coleta de dados, documentação e aquisi
ção de informações.
314

Digitalizado
gentilmente por:

V

�Em 14 de maio de 1980, a Secretaria de Tec
nologia Industrial resolveu dar maior dimensão ao então Setor de Do
cumentação
cumerttação e Informação, criando a Superintendência de Documentação
e Informação.
Os objetivos atuais dessa são:
- Envidar esforços no sentido de realizar
a determinação do II PBDCT; estimular no
País a Rede de Informação em Tecnologia
Industrial.
- Criar mecanismos que favoreçam uma maior
integração entre as bibliotecas dos
ór
gãos vinculados ãE STI (INT, INPI
e
INMETRO).
- Acelerar o desenvolvimento da indústria
nacional com a disseminação de
informa^
informa
ção sobre novas tecnologias, produção de
equipamentos que venham substituir os atu
almente importados, normalização de pro
dutos e componentes
- Oferecer uma melhor estrutura de informa
ções no acompanhamento e execução
dos
projetos de pesquisas financiadas com r£
cursos concedidos pela STI
- Colaborar no estabelecimento no País, de
bases científicas e tecnológicas capazes
de promover, o desenvolvimento da indÚ£
tria brasileira.
- Servir de suporte ao planejamento de at^
vidades para a STI, detectando
informa
cam^
ções sobre novas oportunidades e
cami
nhos para a pesquisa industrial.
- Favorecer um maior intercâmbio entre
a
inaústria e a STI
Considerando a impossibilidade de se inçlan
iiiplan

315

Digitalizado
gentilmente por:

♦

0

11

12

13

�tar, a curto prazo, a Rede de Informação em Tecnologia Industrial, e
dado às
ãs necessidades urgentes de informações em Energia:
Energia; conservação,
economia e fontes alternativas, optou-se pela criação de um Sub-si£
tema com esse assunto, dentro da Rede de Informação em Tecnologia In
dustrial. As atividades desse Sub-sistema serão:
- Proporcionar ã STI os meios para estabe
lecer e desenvolver a política institucional de documentação e infor
mação no campo de fontes alternativas de energia.
- Assessorar, informar e documentar, atra
vés de órgãos integrantes do sistema os órgãos governamentais no ãm
bito municipal, estadual e federal e os institutos de pesquisa,
os
organismos internacionais, as empresas particulares e indivíduos in
teressados nas atividades relacionadas com fontes alternativas de e
nergia (específicamente: documentação, biblioteconomia,
bibliogra
fia, etc.)
- Suprir em informações os projetos de pe£
pe^
quisa financiados pela STI em Biomassa, Conservação e Economia
de
Energia e outras alternativas.
- Colaborar com o Ministério da Indústriá'
Indústria'
e do Comércio na execução do SISNIC coletando e difundindo as infor
maçóes
mações com as Secretarias de Indústria e Comércio dos Estados em Bio
massa.
- Criar mecanismos para a indexação de do
cumentos brasileiros gerados sobre o assunto.
5.1 - Trabalhos já realizados ou em realização:
- Projeto: "Informações Técnicas em Economia Industrial"
Início:
06/11/80
Término: 06/05/82
A ausência de bases de dados no País em "E
nergia: Conservação e Economia", fez com que a STI fomentasse a cole
ta, processamento e disseminação de informações nesse assunto, possi
poss^

316

Digitalizado
gentilmente por:

-11/

�bilitando assim ao Setor Industrial uma redução nos seus gastos ener
géticos.
Daí a razão do Projeto de Informação Técni
Técni^
ca em Economia Industrial desenvolvido pela Fundação Centro Tecnoló
Tecnolo
gico de Minas Gerais - CETEC, financiado pela STI o qual para
cum
prir esta tarefa, realiza:
Intercâmbio de informações com
institui,
institui
ções nacionais e internacionais que trabalham no assunto;
Coleta, seleção e processamento de documen
tos existentes no assunto, nas principais bibliotecas brasileiras;
Coleta e seleção de Patentes no assunto, o
riginãrias dos principais países do Mundo disponíveis no
riginárias
Instituto
Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em Energia: Conservação e
Economia;
Coleta e seleção de informações sobre
o
conteúdo de doci entos indexados nas principais bases de dados aces
síveis no País;
Prestação de serviços de informação técni^
co-científica através da elaboração e publicação mensal de 30
resu
mos de documentação
doeumentação técnica considerada relevante para o desenvolví
desenvolv^
mento técnico gerencial do Setor Industrial, em veículo de ampla . di.
d^
vulgação;
Fornecimento, sob demanda, de cópia
cõpia dos do
cumentos selecionados.
- Õleos
Óleos vegetais para fins Energéticos
Bibliografia Seletiva, trilingue
(portu
(porru
guês, francês e inglês), com 1140 documentos indexados sobre
Óleos
Õleos
vegetais empregados como fins energéticos, indicando a biblioteca ar
mazenadora do documento.
Esta bibliografia e sua atualização
atualização,consti
consti
tuirã uma base de dados no assunto.
tuirá

317

Digitalizado
gentilmente por:

�- Banco de Bibliografias
Trata-se de um Banco de Bibliografias existentes
nas bibliotecas do INT, INPI e INMETRO.
- Bibliografia da STI
Relação de todos os documentos editados
STI e seus técnicos desde a criação até março de 1980.

pela

6 - AVALIAÇAO
avaliacao de
DE serviços
SERVIÇOS documentários
DOCUMENTÁRIOS
Como já dissemos, talvez um dos males na
infor .,
mação industrial do País, se deva ã própria apatia das bibliotecas em
relação a um trabalho mais criativo.
Por paradoxal que pareça, embora com
honradas
exceções, as Bibliotecas/Centros de Docum.entação Industrial montados'
no País, seguiram os modelos de bibliotecas univeristârias
univeristãrias em que
o
usuário recebe um tratamento quase que em grupo. Poucas são as que lu
tam por convencer a administração superior sobre a necessidade de ter
mos junto is
ãs nossas coleções, técnicos especializados que auxiliem na
interpretação e disseminação da informação desejada.
Já num artigo anterior (19), chamavamos a
Jã
aten
ção pela ausência do Brasil no Projeto Especial de Informação iâ Indus
IndÚ£
tria, no qual participavam desde 1972 os seguintes países;
Bolívia,
Colômbia, Chile, Equador, México, Peru s Venezuela. Se a
integração
do Brasil num projeto como esse, dado os poucos
pjucos recursos disponíveis
disponiveis
não solucionaria o problema, pelo menos, iniciaria um processo de re
flexão sobre "novos serviços".
Não acreditamos na estruturação e eficácia de re
des se não possuirmos em cada Centro de Informações ou
Bibliotecas
pessoas criativas e antes de tudo abertas a uma cooperação onde o lu
cro maior seja a satisfação do usuário e a interdependência.
Portanto, antes de mais nada ê necessário uma a
valiação de serviços e até de posturas.
Um trabalho excelente e completo sobre
o

318

Digitalizado
gentilmente por:

�assunto do bibliotecária canadense André
Andre Cossette (38), L'Evaluation
de L'efficacite de la bibliotheque, no qual o autor afirma:
"A biblioteca é um sistema de comunicação
da informação, que assegura a transferência, a difusão dos
conhecí
mentos científicos e humanos. Como sistema de comunicação da
infor
mação documentária, a biblioteca desempenha um papel importante
no
desenvolvimento pedagógico, cultural, tecnológico e econômico dentro
de uma nação. Para cumprir o seu papel, um centro documentário deve
ser de início eficaz, quer dizer, ser capaz de comunicar aos seus u
suários os documentos que eles têm necessidade, no momento em que
eles têm necessidade. Cada biblioteca deve fixar os seus
objetivos
operacionais explícitos e mensuráveis. A análise da eficácia de uma
biblioteca pressupõe a exigência de objetivos operacionais e mensura
veis. Não é possível se analisar um serviço documentário que não po£
sui estabelecidos objetivos operacionais explícitos, pois os objeti
objet^
vos servem de critério para a eficácia. Sem esses critérios de eficá
cia, não é possível se proceder um julgamento sobre a qualidade
de
desempenho de uma biblioteca".
biblioteca" .
Swanson apud de Cossette (38),
apresenta
de forma reunida os componentes essenciais para uma metodologia váli
vál^
da do estudo da eficácia de um sistema documentário:
Primeira Etapa: Identificação do sistema documentário estudado,
de
seus componentes de suas características e dos obje
tivos de análise. Nesta primeira etapa serão ident^
identi
ficados os elementos da biblioteca que serão medidos.
Segunda Etapa:

Especificação dos critérios de análise, das medidas,
do desempenho assim como das unidades de medida. Tra
ta-se de se precisar de que maneira serão
medidos
os elementos obtidos durante o estudo, de
identifi^
identify
car as normas sobre as quais serão comparados os re
sultados e de explicitar as hipóteses o procedimento
utilizado.

Terceira Etapa;
Etapa: Identificação das variáveis que influenciaram no
sempenho do sistema.
serapenho

de

319

Digitalizado
gentilmente por:

♦

.0

11

12

�Estas variáveis são as políticas
política 3 e as operações de
serviços técnicos (INPUT)
(INPUTi assom como os elementos
dos serviços públicos (OUT PUT) e a interação pro
duzida entre o usuário e o sistema
sist ema documentário.
Quarta Etapa:

Construção de um modelo de análise que permite me
rae
dir a eficácia de
do um sistema em função das
rela
ções existentes entre as variáveis em causa.
As variáveis integradas dentro do modelo analítico
devem ser submetidas a uma conceituação e a
uma
quantificação adequada.

Quinta Etapa:

Comparação entre o desempenho (indicador)
(indicadorl ce o cri
tério de análise e identificação das variáveis que
produzem melhor resultado, como tainbé.m
também os que são
responsáveis por resultados medíocres; Apresentan
do uma conclusão e formulando recomendações.
Esta última etapa consiste em analisar ce interpre
tar os resultados do estudo, de determinar as
ra
zões do sucesso dos resultados obtidos,
modifica
ções no sistema, visando melhorar o desempenho do
serviço documentário no futuro.

o»l co|

Acreditamos que qualquer modelo de avali
ação adotado trará
açao
trara a biblioteca melhores serviços.
sei’vigos. 0 importante ée
que se reflita no que se faz. 0 usuário deve sentir que a bibliote
ca é um centro dinâmico cujo objetivo é antes de tudo um
suporte
âs
às suas necessidades de informação. Esta avaliação levará
conse
cons
quentemente a um estudo de usuário sobre o que não trataremos nes
ne
te trabalho. No entanto, sugerimos aos interessados a leitura
do
Projeto 003 (27). Outro aspecto que consideramos importante eé o es
tabe1ecimento de objetivos, os quais deverão constituir
tabelecimento
desafios
e consequentemente tornar uma força ao crescimento da Biblioteca/
/Centro de Documentação.

320

cm

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�7 - OS
os SERVIÇOS DE INFORMACAO PARA A INDÚSTRIA
É de Foskett apud de Instituto de Pesquisas
Rodiviárias (27), a afirmação de que "um serviço de informação não é,
e,
ou não deveria ser, algo tão espectacular,
espeotaoular, tão somente para ter ou pa
ra mostrar a visitas importantes. Precisa
Preoisa ser parte integrante da vi^
v^
da da organização, exatamente oomo
como a própria informação é parte inte
grante da vida de um indivíduo. Se somente uma pequena fração de
re
r£
oursos
cursos gastos no uso de equipamentos extremamente caros
oaros para
proce£
sar grândes
grandes quantidades de inutilidades, fosse destinada aã pesquisa,
ãs reais neoessidades
necessidades dos usuários, não poderiamos lamentar sua
apa
tia em relação ao uso de nossos serviços"
E é justamente sob esse aspecto
aspeoto integração
com o usuário que a biblioteca ou centro de informação industrial de
ve conduzir suas atividades.
Diversas são as experiências e trabalhos pu
blioados
blicados sobre a informação e a indústria. Desxes
Destes mais comuns são;
sio:
- Serviço de perguntas e respostas
- Serviço de resumos
- Serviço de referência ou Guias de Informa
ção
- Serviço de bibliografia
- Serviço de busca retrospectiva
- Serviço de tradução.
tradução
7.1 - Serviço de perguntas e respostas
0 CONICIT da Venezuela (15), chama a este
tipo de serviço de "enlace industrial". Para Pompeu .(32), consiste ba
sicamente na interação de um indivíduo com um problema ou uma dúvida,
e uma pessoa capaz de solucionar o problema, ou fornecer elementos pa
ra a solução do problema ou esclarecimento da dúvida.
duvida.
Dado a essa característica, este tipo
de
serviço nem sempre será resolvido com a consulta ao material
biblio
gráfico. Muitas vezes, o técnico responsável pela sua execução
tera
de recorrer ao auxílio de consultores, podendo assim com a resposta
321

Digitalizado
gentilmente por:

�levar até ã geração de documentos até então inexistentes. Para bem rea
lizar as tarefas de pergunta e respostasj a biblioteca necessitarã:
necessitará:
- cadastro de consultores disponíveis no País, por especialida
de. Esse cadastro, se realizado só no âmbito institucional,
poderá ser também uma fonte auxiliar para elaboração de
per
fis de usuários personalizados.
- catálogo ou lista das principais obras de referência dispon^
veis no assunto e que propõem oferecer respostas técnicas ar
mazenadas nas bibliotecas locais.
- banco de bibliografias
7.2 - Serviço de Resumos
Consiste na elaboração de resumos de documen
tos ou notícias técnicas de interesse ao usuário.
Poderão ser incluídos, dentro dos
serviços
de resumos, os serviços de disseminação da informação
automatizados,
onde o usuário explicita através de palavras chave os assuntos de seu
interesse.
7.3 - Serviços de Referência ou Guias de Informação
Os guias de informação devem ser objeto per
manente de elaboração por parte das bibliotecas. Através dos Guias
a
biblioteca poderá compor redes sobre cada assunto específico.
Sugerimos como roteiro para elaboração de um
Guia a seguinte estrutura, a qual foi montada após consulta aos seguin
tes documentos, referenciados sob os números (3), (21) e (36).
a) - Introdução
Deve delimitar-se o âmbito do(s) assunto(s)
abrangido pela guia. Faça-se também, referência a quaisquer guias que
existam sobre outros domínios relacionados com o assunto.
322

Digitalizado
gentilmente por:

-y
*

�,b) - Organizações
.b)
Deve fazer-se uma seleção nacional e inter
nacional. Os tipos de organizações a serem consideradas, com vistas
a uma inclusão no guia são:
- instituições de organismos de âmbito internacional
(Ex.: ONU, UNESCO, etc)
- instituições internacionais e regionais
- instituições regionais
- associações de investigação
- institutos de pesquisa
- companhias industriais e comerciais, (em especial as que pos
po£
suem departamentos de pesquisa de informações em geral ou de
informações confidenciais, e bibliotecas).
- instituições profissionais e sociedades culturais
- universidades, colégios universitários e escolas
- quaisquer outras organizações, em especial as que possuirem
a
uma biblioteca ou um serviço informativo relacionado com
especialidade abrangida.
- As entradas para essas organizações, devem incluir:
-

Nome completo da instituição
Endereço
Número de telefone e telex
Plano das funções, âmbito das atividades e relações especlf^
específ^
cas com os domínios abrangidos.

c) - Consultores
Lista de nomes e endereço dos
mais conhecidos sobre o assunto.

consultores

d) - Diretórios
- especializados
- secundários
** As referências bibliográficas devem vir acompanhadas do
323

Digitalizado
gentilmente por:

�endereço do editor e comentários sobre o conteúdo da publi^
publi
cação.
e) - Fontes estatísticas
Mercado e outros dados econômicos:
- dimensão internacional
- dimensão regional
- dimensão nacional
f) - Manuais e livros básicos
Incluir apenas as referências bibliográficas
g) - Normas e Patentes
Principais normas e patentes incluindo endereços de onde adqui
adqu^
ri-las.
h) - Periódicos
Correntes

Encerrados

i) - Bibliografias, abstracts, e índices de periódicos
j) - Anais de Congressos,
CongresSos, Papers e relatório
A UNIDO vem editando excelentes guias
informação. Até o momento foram editados os seguintes:
Meat-processing industry
Cement and Concrete Industry
Leather and Leather Goods Industry
Furniture and Joinery Industry
Foundry Industry
Industrial Quality Control
Vegetable Oil Processing Industry

Digitalizado
gentilmente por:

de

�Agricultural Implements and Machinery Industry
Building Boards from Wood and Other Fibrous Materials
Pesticides Industry
Pulp and Paper Industry
Clothing Industry
Animal Feed Industry
Printing and Graphics Industry
Non-alcoholic Beverage Industry
Glass Industry
Ceramics Industry
Paint and Varnish Industry
Canning Industry
Pharmaceutical Industry
Fertilizer Industry
Machine Tool Industry
Dairy Product Manufacturing Industry
Soap and Det -gent Industry
Beer and Wine Industry
Iron and Steel Industry
Packaging Industry
Coffee, Cocoa, Tea and Spices Industry
Co££ee,
Petrochemical Industry
Poderiamos ainda enumerar os seguintes Gui^
Gui
as Kline e Information Resources Series publicados pela Jefferey Nor
ton Publishers, The use of Chemical Literatures (4), How to find out
about the chemistry Industry (11), Metal Chemistry, Information Retri
Retri.
eval Documentation inChemistry (17), A Short of Guide to Chemical Li
Li^
terature (18), A Brief Guide to Sources of Metals Information
Chemi
Cherny
cal Publications (25).
7.4 - Serviço de localização de documentos
Consiste na busca e localização de documen
tos de interesse do usuário.
Poderiam ser indicadas como fontes auxilia
res os Catálogos Coletivos de Peri+ódicos, os Cadastros de Endereços,
325

Digitalizado
gentilmente por:

�OS Catálogos Coletivos de Livros, os Anais, Proceedings, etc.
os
7.5 - Serviço de Tradução
Consiste na tradução de documentos em lín
guas não acessíveis ao usuário.
A biblioteca industrial, para bem real^
reali
zar este serviço, necessitará organizar um catálogo de tradutores por
assunto.
Deverão servir como suporte aos serviços
de tradução os seguintes documentos:
- Guide to Soientifio
Scientific and Technical Journal in
Translation
(24),, Index Translatinum (35)
(241
(35),, List of Technical Translations (31)
(31),,
Catalogie of Translation 1971/1974 (13)
(13),, ASM - Translation Index (2),
Technical Translation Bulletin (34) , Journals in Translation (10).
8 - CONCLUSÃO
CONCLUSAO
A necessidade de estruturar uma rede
de
informação em tecnologia industrial no País é indiscutível. Somente
através da integração de bibliotecas/centro de Informação Industrial
é que poderá haver uma interdependência concreta de utilização de do
cumentos e experiências.
oumentos
No entanto, no plano individual as biblio
tecas/centros de informação industrial também devem modificar as re
lações com o usuário. Estas não podem mais funcionar dentro de esque
mas tradicionais, onde só o documento êé a fonte de informação. 0 usu
ãrio da indústria requer que alguém localize ou oriente-o na informa
ção que necessita, sem que perca longa parte do seu tempo em
fazer
pesquisas bibliográficas. É preciso que se valorize e estimule a co
municação informal através da biblioteca. A respeito da escala
de
prioridades para se fazer pesquisa, Zeferino Vaz apud Cavalcanti (14),
afirmava que estas deveriam assumir a seguinte ordem: "a) cérebros;
b) cérebros; c) cérebros; d) bibliotecas; e) equipamentos; f) edifícios" .
Portanto, o elemento humano é comprovante
o mais eficaz no processo de transferência da informação. A organiza
ção dos serviços documentários êé de vital importância para a pesqui
326

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�sa, mas "A pesquisa - boa pesquisa, de,/e
deve ser portanto, um veículo que
não se sirva passivamente das bibliografias, deve ao contrário
deba
tê-las examinar sua qualidade" (14).
Com respeito àã rede de informação e o cara
ter pluridisciplinar dos assuntos existentes na informação industrial
será necessário criar vários subsistemas dentro da Rede de
serã
Informa
ções em Tecnologia Industrial.
9 - RECOMENDACOES
RECOMENDAÇÕES
a) Que as bibliotecas cooperem com as in^
ciativas da Secretaria de Tecnologia Industrial, no sentido de estru
turar uma Rede de Informação em Tecnologia Industrial.
b) Que as bibliotecas se convençam da ne
cessidade de recrutar também para a sua equipe pessoal de outras áre
as.
c) Que o estabelecimento de
subsistemas
de redes não fique s5
só a critério da STI, mas das necessidades de
in
formação que porventura venham a apresentar.

327

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�Referências Bibliográficas
1 - ASH, Janet E. ed. Chemical information Systems.
systems. Horwood, 1974.
309p.
2 - ASM TRANSLATION INDEX. A quartely source and authoi'
author index
to
the avaiable translations in to english
enRlish of technical papers
in metals
metais and materials.
materiais. Ohio, 1977. v.
3 - ASWORTH, Wilfred. Manual de bibliotecas especializadas e de
serviços informativos. Lisboa, Gulbenkian, 1971. 707p.
4 - BOTTLE, R. T. The use of chemical
Chemical literature. 2. ed. Hamden
Archon Books, 1969. 294p.

tI

,

*
5 - BRASIL. Ministério da Indústria e do Comércio. Convênio SISNIC
n9 01/79. Brasília, 1979.
nÇ
II PBDCT: II Plano Básico de
6 - BRASIL. Presidência da República. 11
Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Brasília, s.d. '
217 p.
7 - BRASIL. Presidência da República. II Plano Nacional de
volvimento: 1975-1979. Brasília, s.d.

Desen-

8 - BRASIL. Presidência da República. III PBDCT: 111
III Plano Básico
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico 1980/85. Bras^
lia, CNPq, 1980. 77p.
9 - BRASIL. Presidência da República. 111
III Plano Nacional de Desenvolvimento . Brasília, Secretaria de Comunicação Social,
'
1980. 103 p.
10 - BRITISH LIBRARY LENDING DIVISlON,
DIVISION, Boston, International Trans
tion Centre, Netherland. Journal in Translations,
Boston,
1978. 181p.

328

Digitalizado
gentilmente por:

�11 - BROWN,
BROVJN, Russell. CAMPBEY, G. A. How to find out about the Chemical industry. Oxford, Pergamon, 1969. 219p.
12 - BURMAN, Charles Raymond. How to find out in Chemistry.
Pergamon, 1966. 226p.

Oxford,

13 - CATALOGUE of translations 1971/1974. Balsham, V. E. Riccansky ,
Technical Translations, 1979.
14 - CAVALCANTI, Clovis.
Clóvis. Males da ciência no Brasil. Jornal do
sil , 2 ago. 1981, caderno especial, p. 4

Bra-

15 - CONICIT. Red Nacional de Informacion Tecnológica e Industrial :
documento base y programas. Caracas, Centro Nacional de
In
formacion Cientifica y Tecnologia, 1976. s.p.
16 - COSTA, J. F. da. 0 sistema Nacional de Informação Científica e
Tecnológica (SNICT). Revista de Biblioteconomia de Brasília,
1(2):95-107, jul/dez. 1973.
17 - DAVIS, Charles RUSH, JamesE.
James E. Information retrieval and Documentation in chemistry. Westport, Greenwood Press, 1974. 284p.
18 - DYSON, G. A short guide to Chemical
chemical literature. 2 ed.
Longmans, Green, 1958.

London,

19 - FERREIRA, J. R. Redes de informação para a ciência e tecnologia.
Boletim Técnico do CEPED, Camaçari, 4(1/3):55-93
4(1/3): 55-93 ,
jan/jun.
1977 .
1977.
20 - FERREIRA, J. R. Sistemas e serviços de informação para ciência
e tecnologia: a informação on-line. Boletim Técnico do CEPED,
Camaçari, 5(4/6):33-150, jul/dez. 1978.
21 - FRANCILON, Mery. Information retrieval: a vieu from the enquiry
desk. Journal of Documentation, 15(4):
15(4):18
18 7-198 , 1959 .

329

Digitalizado
gentilmente por:

Q0

II
11

12
12

13
13

�22 - GARCIA, M. L. A. A informação científica e tecnológica no Brasil.
Ciência da Informação, Brasília, 9(1/2):41-81, 1980.
23 - HALL, J. L. On-line information
Information retrieval sourcebook. London,
lib, 1977. 26/
267 p. il.

As
A£

24 - HIMMELSBACH, D. J. &amp; BROCINER, 6.E. A Guide to scientific and tech
nical journals in translation. 2 ed. New York, Special
Libra
ries Asscoiation,
Association, 1972.
25 - HYSLOP, Marjorie. A brief Guide to sources of metais
metals Information.
information.
Washington, Information Resources Press, 1973. 180p.
26 - IBBD, Cadastro de tradutores. Edição preliminar. Rio de
1974. 115p.

Janeiro,

R0D0VIÄRIAS. Acervo bibliográfico do
27 - INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIArIAS.
IPR
no computador - Projeto 03. Rio de Janeiro, Contrato DNER
/
CRUB, s.d. 191p.
28 - KAISER, F. E. Translators and translations: services
Services and sources
science and technology. New York, Special Libraries
Science
Associa
tions, 1965. 214p.
29 - LEITE, Rogério Cerqueira. Tecnologia e mão de obra. Folha de
Paulo, 28 set. 1975, p. 2

São

30 - MIRANDA, A. Planejamento bibliotecário no Brasil;
Brasil: a informação pa
ra o desenvolvimento/Planing and Information Systems. Rio
de,
de
Janeiro, Livros Técnicos e Científicos, Brasília, Ed. da Unv.
de Brasília, 19-7. p. 58.
31 - NATIONAL RESEARHC COUNCIL OF CANADA. List of technical
tion. Ottawa, 1975. 197 f.

transia

32 - POMPEU, Angela L. Variedades de informação em organização de pesquisa. S. Paulo, PACTO, 1976. 38p.
330

Digitalizado
gentilmente por:

�33 - Seminar on Industrial Information for the French speaking coun
tries of the ECA Region, Rabot, Morocco, june, 4-14, 1973 .
Report! prepared by Secretariat of UNIDO, anuary, 1974,
34 - TECHNICAL TRANSLATION BULLETIN. Londres, ASLIB, 1955196636 - UNESCO. Index translationum 26!
35
26; repertoire international
International des '
traductions (1973), Paris, Les Presses de 1'UNESCO,
I'UNESCO, '
1976,
36 - UNIDO, Guides to Information Sources. New York, 1980,
1980.
Abner Lellis Correa.
37 - VICENTINI, Abnér
Corrêa, Relatorlo
Relatorio final sobre projeto
para a criação de um Centro Nacional para a Coleção, Análise e Disseminação da Informação na área de educação.
Brasília, s. ed,,
ed., 1972,
1972. s.p,
L'evaluation de l'efficacité
1'effioaoitl '
38 - WILSON, Lise &amp; COSSETE,
COSSETE» André.
André, L'lvaluation
de la bibliothèque,
bibliothèque. In: CONGRES
CONGRÊS ANNUEL DE ASSOCIATION POUR
L'AVANCEMENT DES SCIENCES ET DES TECHNIQUES DE LA DOCUMEN
TATION, 5,
6. Montreal, 1979,

331
Digitalizado
gentilmente por:

�CDD 026.61
CDU 026.61
A BILIOTECA ESPECIALIZADA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO .
O SISTEMA DE BILIOTECAS DA FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ , UMA EXPERIÊNCIA.
'

Lucilia Meyer Friedmann
Chefe da Biblioteca Central da
Fundação Oswaldo Cruz
CRB7
Nelson Chagas
chagas
Mestrando em Ciências da
Informação

Resumo: Evidencia a figura do famoso cientista Oswaldo Cruz
como um dos precursores da Educação Permanente. Mo£
tra a estrutura do Sistema de Bibliotecas da Fundação Oswaldo Cruz e o papel que nele desempenha a Bi
blioteca Central. Ressalta a importância dos Serviços de Alerta e de Comutação Bibliográfica no pro cesso de Educação Permanente facilitando o acesso
do especialista ã literatura especializada. Conclui
mostrando que é possível manter um bom nível de desempenho num Sistema de Informações apesar de escassos recursos humanos e financeiros.

332
Digitalizado
gentilmente por:

�SUMÄRIO
sumArio
1
2
3
4

INTRODUÇÃO
OSWALDO CRUZ E A EDUCAÇÃO PERMANENTE
O SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
SERVIÇOS.DE
SERVIÇOS
DE ALERTA

1
2
4
7

4.1 Bibliografias Correntes
8
4.1.1 Órgãos beneficiados com o Serviço de Bibliografias
correntes
' 9
4.1.2 Clientela em potencial da Instituição que usufrui
do serviço
10
4.2 Sumários Correntes
10
4.2.1 Órgãos beneficiados com o Serviço de Sumários
Correntes
, 10
4.2.2 Clientela em potencial da Instituição que usufrui
10
do serviço
4.3 Circulação Dirigida
■ .
4.3.1 Clientela em potencial que usufrui do serviço .

10
11

4.4

Publicação de Bibliografias

11

5

BIBLIOGRÄFICA
COMUTAÇÃO BIBLIOGRÃFICA

12

6

CONCLUSÃO

12

7

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÃFICAS
BIBLIOGRÁFICAS

13

8

ABSTRACT

13

333

Digitalizado
gentilmente por:

�1

INTRODUÇÃO
Para que a biblioteca possa integrar-se no processo de Edu
cação Permanente é necessário que se tenha bem claro este con ceito.
O termo "Educação Permanente" é um termo novo aplicado a uma
prática relativamente antiga. Conscientemente ou não, o ser humano não cessa de se instruir ao longo de toda sua vida, seja
através dos livros ou das experiências que vêm modelar seu comportamento, sua concepção de vida e os conteúdos de seu saber .
As próprias bibliotecas surgiram para atender ã necessidade do
ser humano de ir sempre em busca de novos conhecimentos.
Pierre Further define Educação Permanente "como um processo
ininterrupto de aprofundamento, tanto da experiência pessoal co
mo da vida coletiva, que se traduz pela dimensão educativa que
roo
cada ato, cada gesto, cada função assumirá, qualquer que seja a
sltuaçao em que nos encontramos, qualquer que seja a etapa da
situação
existência que estejamos vivendo".
O papel da biblioteca especializada no processo de Educação
Permanente ê o de propiciar ao especialista seu constante aperPenocunente
feiçoamento profissional. E a biblioteca que lhe vai permitir
bl
tomar contato com
cora os últimos avanços têcnlco-cientlficos
técnico-cientificos ce o bi
bliotecárlo deve lutar para que assim o seja, fazendo com que
bliotecário
as adsiinistrações
administrações se conscientizem da relevância da biblioteca
em qualquer instituição cientifica ou técnica.
Este trabalho tem por finalidade divulgar o Sistema de Bibliotecas da Fundaçao Oswaldo Cruz e suas atividades, no sentido
de tornar seu acervo dinâmico e um agente da Educação Permanente,
utilizando os recursos de que dispõe. Seu lema ê o da "espera
ura serviço ideal, mas ,
consciente e ativa", ou seja, lutar por um
trabalhaur com os recursos disponíveis.
enquanto se luta, trabalhar
Procuzou-se mostrar no seu desenrolar:
Procurou-se
. A figura de Osvaldo
Oswaldo Cruz no processo de Educação Permanen
te;
. A estrutura do Sistema de Bibliotecas da Fundação Osvaldo
Oswaldo
Cruz;
. Os serviços de alerta que realiza;
. A comutação bibliográfica.
334

Digitalizado
gentilmente por:

-li/

�2

OSWALDO CRUZ E A EDUCAÇÃO PERMANENTE
Embora a Idéia
idéia de Educação Permanente só tenha passado a
ser usada oficialmente em 1960, no Congresso Mundial de Educação de Adultos, realizado pela UNESCO no Canadá, a idéia de
educação como "necessidade permanente" não é nova. Muitos che
ehe
garcun a citá-la e Oswaldo Cruz, sem ser educador, intuiu que
garam
um dos imperativos que deve preencher a Educação Permanente é
a necessidade que todos tém
têm de sempre aperfeiçoar sua forma ção profissional.
Ao criar, em 1900, o Instituto Soroterápico de Manguinhos,
Mangulnhos,
que mais tarde passou a ter o seu nome, dando nascimento â
primeira Escola de Medicina Experimental no Brasil, dotou
a
Instituição de uma biblioteca com o que havia de mais moderno
e representativo na literatura cientifica,
científica, assegurando aos
seus pesquisadores a garantia de informação permanente para o
desenvolvimento dos seus trabalhos de laboratório. Graças
a
este espfrito de grande visão, a Biblioteca Central da FEOCRÜZ
FTCCSUZ
possui em seu acervo coleções completas de periódicos médicos
e paramédicos, cuja significação êé de difícil avaliação.
Trata-se de material bibliográfico que pode ser considera
do raro. Algumas de suas coleções remontam há quase dois sécu
los. Ã guisa de ilustração citaremos algumas: Annales de ChiChlmie et de Physique, desde 1789; Annalen der Physik,desde
Physlk,desde 1790;
Proceedings of the Royal Society of London, desde 1800; Flora
der allgemelne
allgemeine Botanische
Botanlsche Zeitung, desde 1819; Lancet, desde
1824; Justus Liebig's
Liebig’s Annalen der Chemle,
Chemie, desde 1832;Vlrchows
1832;Virchows
Archiv fur Pathologische Anatomle
Anatomie und Physiologie
Physiologle undKllnisdie
undKllnisdK
Medizin, desde 1847; Berlchte
Medlzln,
Berichte der Deutschen Chemlschen
Chemischen Gesellschaft, desde 1868; Zoological
Ischaft,
Zoologlcal Record, desde 1864; e multas
outras em coleções completas. De todos os ramos da ciência lí
1^
gados aos Interesses
interesses da pesquisa, possui a Biblioteca obras
clássicas, como: RABENHORST, L.-Kriptoqamen-Flora,1881;SaOCftBPO,
L.-Kriptoqamen-Flora,1881;SaCCaBDO,
P.A.- Sylloqe funqgrum omnium hubusque coqnitorum , 1882; KOIXE
KOLLE
und WASSERHANNWASSERMANN- Handbuch der pathogenen
pathoqenen Mikroorganismen,edi
Mlkroorganismen,edi ções de 1902, 1912 e 1927;SCHULZE,F.E.
1927;SCHHLZE,F.E. ed. - Das Tiereich ,
1896; WITSMAN,P. ed.- Genera insectorum, 1902; BEILSTEIN,F.K.
-Handbuch der organischen Chemie,1893 e 1918; MARTIUS-Flora
335
Digitalizado
gentilmente por:

�brasillensls; 1840; ABDERHALDEN, E- Handbuch der biologischen
bioloqlschen
Arbeits methoden, 1925, etc...
Porém, ele
eie não apenas equipou a biblioteca com material bi
bliográfico atualizado e de primeira linha. Incentivava os pe£
quisadores, seus discípulos, ã leitura sistemática. Contam os au
tores que registraram a história do Instituto
Institute Oswaldo Cruz que
todas as quartas-feiras, dia da semana em que, até hoje, por
tradição ,são trocados os periódicos, em exposição, Oswaldo Cruz
ia para a Biblioteca com os pesquisadores e ali presidia uma
sessão, tomando parte ativa, como qualquer outro, no resumo dos
artigos das revistas. Selecionava os artigos de acordo com os
interesses é tendências de cada um e indicava quem os deveria
ler e resumir. Estes resumos eram lidos e debatidos pelo gru po. Muitos, a um só tempo, tomavam contato com as notícias e pro
gressos científicos. Existem na Biblioteca periódicos com a indicação de próprio punho de quem os deveria ler.
Haveria forma mais eficiente do que esta de manter um grupo
de especialistas atualizado e integrado? Manguinhos não era só
uma Escola de Medicina Experimental, era, sobretudo, uma Escola
de Educação Permanente funcionando já no início do Século XX.
Cita Emília
Emilia Bustamente, em um trabalho publicado sobre a Bi
blioteca do Instituto Oswaldo Cruz, que de tal ordem era o inte
resse e a preocupação de Oswaldo Cruz pela Biblioteca que,certa
vez, ameaçada a Instituição de cortes de verba e preocupado ele
era resolver esse problema, alguém sugeriu fosse diminuída a dotação orçamentária para aquisição de livros e assinaturas de pe
riódicos, ao que ele retrucou: "Corte-se até a verba para ali mentação, mas não se sacrifique a Biblioteca".
Oswaldo Cruz teve uma vida curta. Faleceu aos 44 anos.Dei
anos.Del xou-nos, entretanto, um legado, seu exemplo de tenacidade e uma
casa de ciência para que as gerações futuras dessem continuidade ao seu trabalho. Seu lema era "não esmorecer para não desme recer"..
recer"
É um orgulho trabalhar na Fundação Oswaldo Cruz. Ser bibliotecário desta casa é um privilégio; porém, é,
ê, também uma grande
responsabilidade, prlncipalmente,
principalmente, se tiver em conta que se terá
de dar continuidade ao trabalho tão bem desempenhado durante qua336

Digitalizado
gentilmente por:

�se 30 anos por Emilla
Emilia Bustamante, bibliotecária que soube ,
com seu dinamismo e inteligência, honrar a classe de biliotecá
billotecá
rio.
3

FUNDAÇAO OSWALDO CRUZ E SUAS
0 SISTEMA DE BIBLIOTECA DA FUNDAÇÃO
ATIVIDADES

Em 1970, o Instituto Oswaldo Cruz foi transformado
transforniado em Fun
dação e a ele foram incorporados
Incorporados vários órgãos do Ministério da
díi
Saúde. Sua área de ação passou a abranger pesquisa, desenvolví^
desenvolví
mento tecnológico e formação de recursos humanos para a saúde.
vários destes órgãos eram possuidores de biblioteca. Para
um melhor aproveitamento dos acervos dessas bibliotecas e o em
prego mais racional dos recursos financeiros, surgiu a necessi
dade de reuni-las e a melhor solução encontrada foi a de organizá-las em forma sistêmica.
Criado, oficialmente,
oficlalmente, em 1979, por Ato do Presidente da
Instituição, o Sistema de Bibliotecas da Fundação Oswaldo Cruz
ficou , assim, constituído:
Biblioteca
Central -- antiga
antiga Biblioteca
Biblioteca do
do Instituto
Oswaldo
§i^ii2£§Sã ÇêD'*^tal
Instituto Oswaldo
Cruz
Bibliotecas
êi2ii2£fSâ§ Setoriais
§i£2EiSiS __ situadas:
situadas:
. Na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) no campus da
Fundação Oswaldo Cruz
. No Instituto Fernandes Figueira (IFF) no Bairro de Botafogo, Rio de Janeiro
dB2i2 S222S)êD2ãi
ÒB2Í2
2221íS2S£âi
. Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz em Salvador, Bahia
. Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães em Recife,Pernambuco
. Centro de Pesquisas Renêe Rachou em Belo Horizonte,Minas
Gerais.
Não obstante existissem idéias grandiosas para a organiza
ção do Sistema, restrições de várias órdens, prlncipalmente
principalmente financeiras, fez com que se levassem em consideração, na elabora
ção do projeto de sua implantação, alguns pontos que se apresen
tavam como fundamentais:
337

Digitalizado
gentilmente por:

�a) racionalização dos recursos financeiros e bumanos,sem
preocupação de sofisticação;
b) que O projeto se coadunasse âã realidade nacional, isto
Isto
é, pronto a enfrentar os problemas econômicos e financeiros por que passa a Nação. 0 Sistema terla que funcionar de forma continua, apesar da conhecida escassez
de recursos.
A época da elaboração do projeto o quadro existente na Biblioteca Central era o que se segue:
seque:
Recursos Humanos s: 1 blbllotecárlo-chefe
4 bibliotecários
10 auxiliares de biblioteca
1 continuo
Recursos Bibliográficos: 5 717 titulos
títulos de periódicos
1 050 titulos de periódicos corren
tes
Aproxlmadeunente
Aproxlmadzunente 40.000 livros
Criado o Sistema, foi feito planejamento orientado no sent^
senti
do de que as atividades pudessem atingir seus objetivos,que são:
a) Disciplinar a formação, uso e a conservação do acervo
bibliográfico e documental da Fundação Oswaldo Cruz;
b) Fixar critérios técnicos e operacionais para a organização e funcloncunento
funclon^unento das unidades que compõem o Sistema;
c) Prover as bibliotecas que o integram
Integram das informações
Informações necessárias ã atualização de seus usuários através de aqui
sição. intercâmbio
slção,
Intercâmbio e disseminação de material bibliográfico;
d) Manter intercâmbio
Intercâmbio com bibliotecas e sistemas de informa
Informa
ção nacional e internacional;
Internacional;
e) Adotar modernas técnicas de tratcunento
trateunento bibliográfico e
disseminação de informações;
Informações;
£) Preservar o acervo bibliográfico e documental da Fundação
f)
Oswaldo Cruz,através da restauração, mlcrofllmagem
mlcrofilmagem e encadernação de livros e documentos.

338
Digitalizado
gentilmente por:

�Para fajllltar
£a.;llltar o acesso do usuário ã Informação,foram
informação, foram adotadas algumas estratégias prioritárias para o desenvolvimento do
processo, tais como:
a) Aquisição centralizada - Tendo em vista as restrições fj^
íí
nanceiras adotou-se como medida de racionalização de renancelras
cursos não se adquirir material bibliográfico em duplica
ta, com exceção de algumas obras de referência.
Os recursos obtidos com a adoção destas nedldas
i edidas seriam dlrl
diri
gidos para a aquisição de novos títulos, o que vlrla,
viria, certamengldos
te, contribuir para a atualização do acervo.
b)

Conhecimento e localização do acervo - 0 o
pal desta estratégia seria o de agilizar o processo
de
busca ã informação.
Informação. Para pragmatlzã-la, foram adotados os
seguintes mecanismos:
I - Elaboração na Biblioteca Central de um Catálogo Coletivo das Bibliotecas Setoriais e Centros de Apoio Do
cumental - Foi estabelecido um sistema de codifica ção em fichas coloridas, para cada órgão
õrgâo do Sistema ;
para as publicações periódicas, utlllzou-se
utllizou-se o flchá
flchã rio Kardex e, para os livros, as fichas padrão modelo
12,5cm X 7,5cm.

Para a formação do Catálogo Coletivo, as fichas são envia das pelos diversos õrgãos
órgãos do Sistema para a Biblioteca Central.
0 acervo de periódicos das Bibliotecas Setoriais foi levantado Integralmente.
integralmente. Entretanto, para a formação do Catálogo Coletivo de Livros não foi possível, por falta de recursos huma nos, fazer um levantamento Integral
integral dos acervos. Só as publicações adquiridas a partir de 1980 passaram a Integrar
integrar o Catálogo
Coletivo de Livros . A codificação usada foi a mesma do Catálogo Coletivo de Periódicos. 0O Catálogo de Autores da Biblioteca
Central passou a funcionar como Catálogo Coletivo de Livros ,fa
cintando, assim , a recuperação da informação.
Informação.
II - Intercâmbio de listagens de publicações recebidas pelas
bibliotecas - A Biblioteca Central, semanalmente, e as
Setoriais, quinzenalmente, elaboram e permutam listas
339

Digitalizado
gentilmente por:

�de publicações recebidas no período,
periodo, permitindo,desta forma, que o Sistema se mantenha atualizado no que
diz respeito ao seu acervo.
c) Política de aquisição e de formação de acervo - A pollti
politi
ca adotada foi:
I - Adquirir para as bibliotecas que compõem o Sistema,
publicações da especialidade do órgão onde está sediada;
II - Manter na Biblioteca Central as publicações de carácará
ter geral;
III- Transferir da Biblioteca Central para as Setoriais
as publicações que são de sua especialidade. Nesta
política observou-se , entretanto, o uso destas pu
blicações na Biblioteca Central. Se muito usadas ,
optou-se pela não transferência. As Bibliotecas Seto
riaj,s se beneficiam, nestes casos, com os serviços
riaxs
de alerta, como ver-se-á
ver-se-ã mais adiante.
d) Política de circulação - Obedece à seguinte sistemática;
sistemática:
I - Emprestar ,por 15 dias, para as Bibliotecas Setoriais,
após período de exposição, os periódicos de sua espe
cialidade e que, pelo exposto no Item III anterior ,
não puderam ser transferidos para as mesmas;
mesmas:
II - Manter o empréstimo entre as bibliotecas do Sistema,
sem limitação do número de publicações, para que o
usuário tenha, no menor tempo possível, a informação
em suas mãos;
III- Elaborar regulamentos de empréstimo próprios para ca
da classe de usuário (pessoal efetivo, alunos e resi
dentes) para que possam retirar publicações, por em
prêstimo, de qualquer biblioteca integrante do Siste
préstimo,
ma.
4.

SERVIÇOS DE ALERTA

Dentro do espírito
espirito que moveu a implantação do Sistema ,
isto êé , tornar seu acervo dinâmico e um agente de Educação Per

340

Digitalizado
gentilmente por:

*

�manente , os serviços de alerta têm papel de destaque.
Não se pode mais compreender biblioteca como um repositã
repositá rio de livros e periódicos ã espera do especialista para consultá-lo, mesmo em se tratando de biblioteca especializada.
A vida moderna não mais permite que o especialista vã ã biblioteca em busca da informação para sua atualização. A biblioteca necessita ir de encontro a ele, propiciando-lhe esta atualização. Os papéis se inverteram. Não é que o especialista não
tenha interesse em se atualizar, em ir ã biblioteca em busca dos
últimos avanços técnico-cientificos; mas, com a explosão biblio
gráfica ocorrida após a 2a. Grande Guerra, torna-se impossível
a familiarização com todo material publicado e uma posterior
seleção dos artigos de seu interesse. Cabe ã biblioteca reali zar esta seleção, facilitando o acesso do especialista ã litera
tura especializada.
Esta éi a filosofia que rege o Sistema. Entretanto, os recur
sos para elaborar programas de disseminação da informação,não
eram muitos na época de sua implantação. Ter-se-ía
Ter-se-Ia de optar por
serviços simples e que pudessem ser desenvolvidos
desenvolvidos,exclusivamen,exclusivamente ,pelo pessoal da Biblioteca.
Frente a esta realidade procurou-se definir:
a) a clientela a que se destinariam os serviços de alerta;
b) as formas de disseminação da informação;
c) a seleção do material a ser disseminado.
Definida a clientela, estabeleceram-se os serviços de alerta que seriam executados:
4.1 Bibliografias Correntes - A partir de um questionário
enviado aos chefes de Departamento do Instituto Oswaldo Cruz fo
ram identificados os assuntos de pesquisa prioritária na Fundação Oswaldo Cruz e estabelecidos macro-perfís.
macro-perfIs. Passou-se,então,
a se fazer levantamentos bibliográficos semanais nos periódicos
recebidos pela Biblioteca Central sobre os assuntos selecionados,
processando-se da seguinte forma:
Análise dos Bgtiôdicos
petiódicos _ Todos os periódicos recebidos por compra,doação ou permuta, antes de registrados são analisados para
identificação dos trabalhos sobre os assuntos selecionados;
•?41
241

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�Bs£§£êD9í£§ ^ièíiS3£êêiÇê§ ~ Apôs
EêíSKSUSíiiS
Após a Identificação dos assuntos
são elaboradas, em fichas, referências bibliográficas de cada
artigo.
&amp;í§£ã3S!S âã§ £ê£§£ÍQSíã§
£§£§£ÍSSiâ§ ^i^íi93£§££Sã§ ~ As referências
separadas por assunto e listadas.

são

Distribuição das listas - As quartas-feiras as listas são envia
5i§££ibuição
das aos interessados.
Interessados.
ò£33íYâ!üêS£2 â§§
âêS ££9^§S ~ As fichas são arquivadas por assunto
ò£93íYã!!}ê5£9
na ordem cronológica de publicação, e obedecendo, dentro desta,
a ordem alfabética de autor.
Assuntos

levantados

Bacilus
Bacllus
Bactérias
Blastomicose
Blastomlcose sul americana
Doença de Chagas
Esqulstossomose mansônica
Esquistossomose
mansónlca
Filariose
Hepatite a virus
vírus
Influenza
Leishmaniose
Poliomielite
Pollomlellte
Raiva
Rotavirus
Tecnologia de Vacina
Toxoplasmose

N2 de
&lt;te_ref^Jnçlas
N9
referências
90
293
28
78
122
21
128
61
47
3
8
4
16
43

• Período
Esáodo
1? semestre de
19
1981

4.1.1 - Órgãos
Qrqãos beneficiados ocm o Serviço de Bibliografias Correntes
Instituto Oswaldo Cruz
Escola Nacional de Saúde Pública
Instituto Fernandes Figueira
Centros Regionais de Pesquisa C Recife
( Salvador
( Belo Horizonte

342

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�4.1.2

Clientela em potencial da Instituição que usufrui do
serviço
Pesquisadores
Médloos
Médicos
Tecnologlstas
Tecnologistas
Professores
Biotécnioos
Blotécnloos
■TOTAL
TCriAL

145
105
49
41
7
347

4.2 - Sumários Correntes - Este serviço visa a atender aos
tecnologlstas, médicos e pesquisadores, cujo trabalho não se
tecnologistas,
engloba dentro dos assuntos selecionados para a elaboração de
bibliografias correntes.
^
Cada unidade selecionou os periódicos de seu intere^
Intere^
se, a partir de uma lista fornecida pela Biblioteca Central e
passou a receber,semanalmente,os sumários dos mesmos.
4.2.1- Órgãos beneficiados ccm
octn o Serviço de Sumários Correntes
Orqão
N9 de
los
Instituto Fernandes Figueira
Biológicos
Laboratório de Tecnologias
Tecmloglas em Produtos Blológloos
de Mangulnhos
^tenguinhos
Instituto Oswaldo
Oswalde Cruz(Departamento de Bacteriologia

títu63
18
43

4.2.2. Clientela em potencial da Instituição que usufrui
do serviço
Instituto Fernandes Figueira
Laboratório de Tecnologia em Produtos
Blológloos
Biológicos de Manguinhos
Mangulnhos
Instituto Oswaldo Cruz(Departamento de
Bacteriologia)

68 médicos
13 tecnolo glstas
glstcis
18 pesquisadores

4.3 - Circulação Dirigida - Algumas unidades não se satisfazem com as bibliografias e sumários correntes. Sentem necessidade do manuseio e leitura de todos os artigos publicados
nas principais revistas especializadas em sua área. Para aten.343.
343

Digitalizado
gentilmente por:

�der a esta necessidade, a Biblioteca Central estabeleceu uma
rotina de circulação dirigida. Após
Apôs o período de exposição do
periódico na Biblioteca Central, ele é transferido para a Unidade solicitante e, ai,
aí, permanece por um período preestabelec^
do, de acordo com o número de especialistas interessados na leitura .
tura.
está sendo realizada com:
A experiência estâ
Instituto Fernandes Figueira

-5 títulos especializados
em Pediatria

Instituto Oswaldo cruz(Departamento
cniz (Departamento de linunologiaIraunologia- 12 títulos especializados em Iraunologia
4.3.1-Clientela em potencial que usufrui do serviço
Instituto Fernandes Figueira
68 médicos
Instituto Oswaldo Cruz(Departamento de Imunologia)-8
Iraunologia)-8 pesquisado
res
4.4 - Publicação de Bibliografias - A Biblioteca Central apro
veita os eventos importantes da Instituição para publicar bi bliografias, reunindo os levantamentos bibliográficos realizados durante um determinado período.
Exemplos:
Centenário de nascimento
nâgSiSgnto de Carlos Chagas ocorrido em 1979
Foi lançada durante o Congresso Internacional sobre Doença de
Chagas, uma bibliografia sobre este assunto com referências bi
bliográficas de trabalhos publicados no período de 1973 a 1978
bliogrâficas
e constantes do acervo da Biblioteca Central da Fundação Oswal
do Cruz.
Primeira
Missis Joma^
í2S}§Éã ÇiÊ2£ííi£§ ^
^ Fun^ção
EüDÉâ2Í2 Oswaldo
9Sãi22 Cruz
Cruz ocorrida
ocorrí^ em
em dezembro
dezenteo
de
1980
Éf 1980 - A Biblioteca
Biblio^teca Central publicou levantamentos bibliogrâ
bibliográ
ficos sobre:
^
Doença de Chagas
trabalhos publicados em 1980
Blastomicose
Blastoraicose sul-americana- trabalhos publicados de 1977 a 1980
Leishmaniose
trabalhos publicados de 1979 a 1980
Esqulstossomose mansônica
Esquistossomose
mansónica - trabalhos publicados em 1980
344

Digitalizado
gentilmente por:

�5.

COMUTAÇÃO

BIBLIOGRÃFICA

Uma biblioteca especializada não pode prescindir de um
Serviço de Comutação Bibliográfica. Sõ
Só na área médica são pu blicados, atualmente, mais de 10.000 títulos de periódicos.Por
melhor que seja o acervo de uma biblioteca é inteiramente im possível possuir todas as publicações dentro de sua área.
O Sistema de Bibliotecas da Fundação Oswaldo Cruz procura,
através de seu Serviço de Comutação Bibliográfica, atender não
só aos seus usuários, mas aos de toda rede de Bibliotecas Mé sõ
dicas do País.
Pais. Sua Biblioteca Central faz parte da Rede de Bi bliotecas Médicas coordenado pela BIREME, atuando como subcen tro e constitui Biblioteca-base do Programa de Comutação Biblio
gráfica (COMUT), coordenado pelo IBICT e pela CAPES.
O movimento do Serviço de Comutação Bibliográfica vem aumentando dia-a-dia. Para ilustrar, seguem-se os dados referen tes ao movimento de 1980 e do 19 semestre de 1981
1981 (19 semestre)
Solicitações recebidas das bibliotecas da Rede 1980
TS4'9
r549
4 134
Solicitações encaminhadas às
ãs bibliotecas da Re273
209
de
6.

CONCLUSÃO

A experiência realizada no Sistema de Bibliotecas da Funda
ção Oswaldo Cruz indica que um acervo pode ser tornado ativo e
agente da Educação Permanente, mesmo com poucos recursos huma nos e materiais. Com apenas 4 bibliotecários e 10 auxiliares de
biblioteca, a Biblioteca Central da Fundação Oswaldo Cruz man tém,
têm, além dos serviços meios e fins normais a qualquer bibllote
bibliote
ca, quatro (4) tipos de Serviços de Alerta, fornecendo informações a uma clientela de 347 pessoas composta de pesquisadores ,
tecnologistas, biotécnicos,
biotêcnicos, médicos e professores e um Serviço
de Comutação
comutação Bibliográfica, que atende não sõ
só ao pessoal da Ins
tituição, solicitando a outras bibliotecas o material inexisten
te no Sistema, mas, também, a toda Rede de Bibliotecas Biomédicas do Pais,
País, fornecendo cópias xerogrãficas do material existen
te em seu acervo.

345
345.

Digitalizado
gentilmente por:

�7.

REFERÊNCIAS

BIBLIOGRÄFICAS
BIBLIOGRAFICAS

BUSTAMANTEjE.BUSTAMANTE,E.- As bibliotecas especializadas como fontes
de orientação na pesquisa cientifica. Rio de Janeiro,
Instituto Oswaldo Cruz, 1958
COLLET, H.G.- Educação permanente,uma abordagem metodolómetodolõgica.
qlca. Rio de Janeiro, SESC, 1974
DIAS,E.- O0 Instituto Oswaldo Cruz; resumo histórico (1899 1918) Rio de Janeiro, 1918
FAURE,E. et alii - Aprender a ser; la educación
FAÜRE,E.
educaclón dei futuro
Madrid, Alianza/Unesco,
Allanza/Unesco, 1974
FERRAZ,T.A.&amp; FIGUEIREDO,R.C.- O Serviço de "Disseminação Se
letiva de informação" executado na Divisão de Informação e Documentação Cientifica do Instituto de Energia
Atômica de São Paulo. R.Bibljntpnnn-.
R.Bibljntprnn,. Brasília,^:127-37,
Brasília,127-37,
1978.
RElS,O.M.- Informação médica e educação permanente.R.Bibliotepermanente.R.Blbllotecon., Brasília,
Brasilia, ^ • 37-9,1975
SOUZA,C.G. &amp; BRIGHENTI,N.C.- Disseminação seletiva da infor
Infor
mação, um serviço de referência. Bol.ABDF Nova Série,
Brasília, £: 28-37, 1981
8. ABSTRACT
Makes the figure of the famous sclentlst
scientist oswaldo
Oswaldo Cruz
evident as one of the pioneers
Education.Shows
evldent
ploneers of Permanent Educatlon.Shows
the structure of the System
system of librarles
libraries of Oswaldo Cruz
Foundation and the role played by the Central Library wlthln
within
this System.
system. Points
Polnts out the importance
Importance of alerting
alertlng and
blbllographlc
bibliographic commutatlon
commutation In
in the process of permanent
Permanent Educatlon
Education
by facllltatlng
facilitating the speclallsfs
specialist's access to specialized
speclallzed literature. Concludes demonstratlng
demonstrating the posslblllty
possibility of malntalnlng
maintaining
a hlgh
high level
levei of performance of an Information System despite
desplte
of scarce human and financial resources.

346

Digitalizado
gentilmente por:

*

�CDD
027.4813
CDU 027.4(813.4)
BIBLIOTECAS PÚBLICAS NA PARAÍBA: UM DIAGNOSTICO

Maria Neusa de Morais Costa

Profa. Assistente do Departamento de
Bi
blioteoonomia e Documentação do Centro diê
blioteaonomia
ãê
Ciências Sociais Aplicadas da. UFPb .Assoei^
,Assooia_
ção Profissional de Bibliotecários
Bibliotecárijos da
Pa
P£
raiba.
raíba. Associação de Bibliotecários
do
dõ
Distrito Federal e CRB-4.
Analisa-se a situação das bibliotecas públicas do Esta^
Esta
do da Paraíba, enfocando os aspectos referentes a
re
cursos humanos, recursos financeiros, recursos
mate
mat£
riais, nível organizacional e localização geográfica .
Sugere-se, com base na atual precariedade de condições,
devido ã falta de apoio governamental, a participação
de cada comunidade como força de pressão para desenc^
desenca
dear o processo de mudança a nível municipal.

INTRODUÇÃO

A informação assume, atualmente, importância vital para
o progresso da civilização. Entretanto, não há ainda,
por
parte dos governos, a consciência de que é de sua responsabil^
responsedail^
dade coletar, organizar e disseminar informações de todos
os
tipos, de modo a que todos os indivíduos possam participar do
processo de desenvolvimento do pais.
país.
Inexistência de políticas nacionais vo^
Disso resulta a inexistência
tadas para o desenvolvimento das infraestruturas necessárias ao
347

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�planejamento e execução dos serviços de informação e bibliote
ca.
0 Estado da Paraíba reflete essa situação geral, sobre
tudo, na ârea
área de bibliotecas públicas onde, apesar da iniciat^
va do INL em criar um Sistema Estadual de Bibliotecas,elas con
tinuam sem o apoio governamental e sem exercer qualquer papel
tlnuam
na vida informativa, cultural, educacional e social da comun^
dade paraibana.
0O presente trabalho tem por objetivo analisar a situação das bibliotecas públicas da Paraíba e, a partir dela, apre
sentar sugestões que possam modificar a situação vigente.
Na realização deste trabalho, foi utilizado um levanta
mento feito pelos alunos do Curso de Mestrado de • Bibliotecono
Bibllotecono
mia da UFPb, em agosto de 1979, que atingiu 66 das 83 biblio
blblio
tecas públicas existentes no Estado (79,5%), abrangendo 11 mi
crorregiões das 12 em que se distribui o espaço territorial da
crorreglões
Paraíba.
Essa análise se efetivou a partir dos fatores comumen
te apontados na literatura corrente como responsáveis pelo de
sempenho das bibliotecas, a saber: recursos humanos, recursos
financeiros, recursos materiais, nível organizacional e locall
locali
zação geográfica.

1 - CARACTERIZAÇÃO SUMARIA
SUMÁRIA DO ESTADO DA PARAÍBA

Conforme concenso geral, compete ã biblioteca um papel
dinâmico, criativo e transformador dentro da comunidade ã qual
pertence, ao mesmo tempo, em que recebe dela influências llm^
limi
tativas ao seu pleno desempenho. A biblioteca deve ser encara
tatlvas
da como uma célula viva em permanente interação com o organis
organls
mo social no qual está Inserida.
inserida. Ao avaliar, portanto, o
de
sempenho das bibliotecas públicas da Paraíba, é indispensável
ter-se em conta o quadro sóclo-econômlco
sõcio-econômico que compõe a realida
348 _

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�de estadual essencialmente marcada de pobreza e desafios.
E a partir dessa lógica que se apresenta uma caracteri
caracter^
zação sumária do Estado da Paraíba nos aspectos mais
relevan
tes e que, direta ou indiretamente, mantém certa relação com a
função da biblioteca pública.'
- territorial da Paraíba mede 56.372 Km2 ,
A extensão
o
que representa, apenas, 3,5% do território compreendido pela
Região Nordeste.
Em 1980, registrava-se uma população de 2.772.571
2,772.571 habi
hab£
tantes, com uma taxa de incremento anual de apenas 1,52% no pe
ríodo 1970/80.
riodo
A partir dos dados censitários, detecta-se que a Paraí
ba sofreu um intenso fluxo migratório, quer interno, no senti
do rural-urbano, quer, principalmente, pela transferência
de
sua população do âmbito do Estado para outras regiões do país,
notadamente, o Centro-Sul. Em relação a esse fenômeno, a
es
e£
tatística censitãria constata uma intensa drenagem da
tatistica
popula
ção ativa para outros centros, em decorrência da pouca oportu
nidade de emprego ofertada por uma economia, visivelmente, em
declínio, a partir dos anos sessenta.
No balanço das trocas populacionais, no penúltimo
re
censeamento, a Paraíba exibia o segundo maior saldo negativo
dentre os Estados do Nordeste, expresso por uma taxa de 20,8 %
sobre a população presente. Estima-se que já existam cerca de
800.000 paraibanos fora da terra de origem. E isto um indica
dor de que escasseiam as oportunidades de sobrevivência no Es
tado, confirmado, inclusive, pela perda de posição em termos
'Nessa caracterizaçao, foram usados os dados
das
seguintes
obras :
1. FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PLANEJAMENTO DA PARAÍBA.Coordena
doria de Estudos e Pesquisas. Estudos básicos para
o planejamento estadual. João
Joio Pessoa, 1979. v. 2.
2. PARAÍBA. Governo do Estado. Secretaria do Planejamen
to e Coordenação Geral. Plano de ação
açao do
governo
da Paraíba - PLANAP. João
Joao Pessoa, A União,
1980.
14 6 p .
146
349

Digitalizado
gentilmente por:

�de renda "per oapita"
capita" que, em 1950, era maior que a do Norde£
te e, já em 1975, representava apenas 73% da registrada para a
região.
Por outro lado, a distribuição de renda apresenta-se,
cada vez mais, assimétrica. Com efeito, o rendimento mensal
familiar estava, em 1970, abaixo do salário mínimo para
68%
das famílias, enquanto apenas 2% se situavam nonivel
no nível de rendimento superior a 7 salários mínimos.
Nessa realidade, em que a atividade agrícola tem peso
substancial na formação da renda interna do Estado, ê importan
te evidenciar que a tendência concentraclonista
concentracionista de renda tam
bém êé espelhada pelo comportamento da estrutura fundiária. A£
sim, o índice de GINI^ que expressa a concentração da
terra
era de 0,792, em 1970, e já atingia 0,814, em 1975.
Enquanto
isso, o tamanho médio dos estabelecimentos menores de 100 hec
tares diminuía de 3,2 para 2,7 ha, ao tempo em que o tamanho
médio dos grandes estabelecimentos aumentou de 727,4
para
1.864,8 hectares.
Uma das vias, através das quais se realiza o processo
de ascensão social das pessoas, é a educação. No Estado da Pa
raiba, os programas educacionais estão muito longe de desemperaíba,
nhar esse papel, ou seja, o de tornarem a estrutura social mais
permeável aos estratos que se situam na base da pirâmide
so
ciai.
Alguns indicadores podem ser utilizados com vistas
evidenciar esta assertiva.

a

Com efeito, no período 1970/77 não ia além dos
dois
terços a população de 7 a 14 anos, que teve acesso ã escola.
Com referência ã evasão, constata-se que, da 1- para a
2- série do 19 grau, registra-se um índice acima de 50%. Há in
*0 índice GINI representa o grau de concentração de proprie^0
dade da terra. Quanto maior se apresenta este índice-,mais
assimétrica é a distribuição da terra, isto é, poucas pes
soas com muita terra e muitas pessoas com pouca terra.
350

Digitalizado
gentilmente por:

�dlcações que levam a acreditar que esse fenômeno está ligado,
dicações
além da situação de emprego e renda familiar, a
outros fato
res impeditivos, como "inexistência de vagas nas escolas,incom
patibllldade
patibilidade entre o ano agrícola e o ano escolar,
migração
sistemática dos trabalhadores e suas famílias, a
inadequação
curricular, etc."’
A deficiência do setor educacional se reflete, também,
no nível de rendimento escolar dos alunos expresso por uma ele
vada taxa de repetência que, na zona rural, chega
a atingir
es
74,8%. Esse rendimento pode ser explicado pelo fato de os e^
tudantes, além de submetidos a um regime permanente de s\A&gt;nusubnutrição, estarem sujeitos a um currículo inadequado
trlção,
Inadequado e a uma si
s^
tuação de quase total inexistência de material didático.
Por outro lado, o nível de qualificação do professora
do está multo
muito aquém da exigência mínima que se pode
esperar
do papel a ser desempenhado por um professor. Mais da
metade
dos docentes pertence âã administração municipal e desses ape
nas 8% têm o 19 grau completo.
Com relação ã alfabetização de adultos,
tomando
o
MOBRAL como referência, parece ter havido um declínio no desem
penho desse programa, a julgar pela taxa de aprovação
que,
em 1971, foi de 52% e, já em 1977, decresceu para 38%.
A saúde pública, na Paraíba, apresenta aspectos repre
sentatlvos do baixo nível de renda e do baixo nível
sentativos
educacio
educado
nal da população.
Em 1975, o coeficiente de mortalidade por 1.000
hab^
tantes se situava em 13,0, no Estado,contra 11,8 no Nordeste .
Na faixa de 1 a 4 anos, a mortalidade era de 15,8, slgnificat^
significat^
vamente, acima do Nordeste que no ano de referência, foi de,
apenas, 8,6. Já os óbitos de pessoas menores de um ano conf^
cond
guram, nesse mesmo ano, um coeficiente de mortalidade infantil
’FUN0AÇÃ0
’fundação instituto de planejamento da paraíba. Coordenadoria
de Estudos e Pesquisas. Estudos básicos para o planejamen
planejaraen
to estadual. Joao Pessoa, 1979. p. 78.
351

Digitalizado
gentilmente por:

�na ordem de 70,81. Essa alta taxa de mortalidade é influencia
da, basicamente, por ocorrência de enterites e outras doenças
diarrêicas, causas perinatais e pneumonia.
diarréicas,
Ê, portanto, nesse contexto de problemas econômicos e
sociais tão complexos que se localizam as bibliotecas, cuja s^
sl^
tuação se passa agora, a analisar,
analisar.
Como já foi mencionado, a unidade amostrai do trabalho
cada uma das 66 bibliotecas estudadas e que
foi constituída de cada-uma
representam 79,5% do universo de bibliotecas públicas do Esta
do da Paraíba.
Tenta-se aqui, esboçar o perfil da amostra selecionada,
mostrando como se apresenta ela do ponto de vista de cada um
dos fatores básicos considerados capazes de interferir no
de
sempenho das bibliotecas públicas.

2 - RECURSOS HUMANOS
Do ponto de vista dos recursos humanos, verificou-se ,
nas 66 bibliotecas visitadas, um total de 175 pessoas ocupadas
de acordo com a tabela abaixo:
TABELA 1
PESSOAL OCUPADO NAS BIBLIOTECAS POBLICAS, SEGUNDO O NlVEL DE
INSTRUÇÃO — ESTADO DA PARAIBA — 1979

Nível de instrução
Superior
29 grau
19 grau
Sem instrução
TOTAL

N9 de pessoas ocupadas
% sobre o total
Total
6,3
38.4
44.5
10,8
100.0

11
67
78
19
175

Verifica-se, de acordo com a tabela acima, que o maior
352

Digitalizado
gentilmente por:

*

�número de pessoas tem o curso de 19 grau.
Quanto ao pessoal de nível superior, está localizado em
7 das 66 bibliotecas, havendo maior concentração na Biblioteca
Pública Estadual de João Pessoa. Vale esclarecer que nem todo
pessoal de nível superior, que atua nas bibliotecas públicas do
164
Estado, tem o Curso de Biblioteconomia, e que 72,7% das
pessoas de nível não superior não tiveram qualquer treinamento
específico para atuar nas bibliotecas.
especifico
0 quadro, que ora se esboça sobre a realidade paraibana, demonstra claramente que é critica
crítica a situação das biblio
tecas do Estado, em termos de recursos humanos. Há deficiin
deficiên
cias quantitativas (em 19
1970
70 havia um "deficit"
"déficit" de 1'69 bibliotecariod’ e qualitativas.
tecáriod’
Os treinamentos levados a efeito pelo INL e Secretaria
da Educação e Cultura do Estado não têm conseguido mudar essa
feição, em 19 lugar, porque, de modo geral, o pessoal que vem
participar desses treinamentos não é submetido previamente
a
qualquer critério de seleção pelas prefeituras e, em segundo ,
é grande a mobilidade funcional: as pessoas treinadas
pelo
PROTIAB não são mantidas pelas prefeituras, sobretudo, por im
■plicações
■plicaç5es financeiras e polltico-partidãrias.
político-partidárias.
Uma consequência grave dessa situação éê o desconheclmen
to quase total da função da biblioteca e a dissociação comple
ta entre o pessoal ali existente e a realidade sobre a qual de
ve influenciar. Isso se reflete na sua preocupação maior,qual
seja, a de "comprar livros" para os possíveis leitores, quando
a sua clientela potencial é constituída de elevado número
de
analfabetos e, dessa forma, deveria ser alcançada através
da
prestação de outros serviços. Há um desconhecimento quase to
tal das necessidades da comunidade. Os seus problemas
funda
mentais, como analfabetismo, subnutrição, condições precárias
de saúde, elevada mortalidade infantil, além de outros,
são
biblibliot e'‘CUNHA, Murilo Bastos da. Necessidades atuais de biblibliote‘‘CUNHA,
cãrios no Brasil. Revista de Biblioteconomia de Brasília^
Brasília,
2(l):15-24, jan./jun. 1974.
353

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�desconhecidos por essas pessoas. Essa desinformação, em ter
mos das ocorrências sociais, econômicas, políticas,históricas
e recreativas locais, leva a biblioteca a uma total alienação
cum
cultural, distanciando-a da comunidade e impedindo-a de
prir a sua função maior, qual seja, a de servir aos seus inte
resses de educação, informação, cultura e recreação.

3 - RECURSOS FINANCEIROS
No que se refere a recursos financeiros, apurou-se que
83,0% das bibliotecas visitadas não têm recursos próprios eque
não há destaque de verba orçamentária específica para as bi
b^
bliotecas públicas, inclusive para a estadual.
Os parcos recursos aí aplicados provêm de verbas
con
signadas no orçamento sob elementos de despesas de denominação
genérica, sem especificação que identifique uma relação direta
com as bibliotecas.
Essa situação provoca seríssimas dificuldades ás
às
b^
bi
bliotecas que ficam impossibilitadas de adquirir, por compra,
qualquer tipo de material, bem como, de promover qualquer ati
vidade informativa, educativa, recreativa ou cultural que
ne
cessite de apoio financeiro.
Se, por um lado, há inexistência e insuficiência de re
cursos internos, por oútro, nunca são procurados os recursos
externos, não apenas pelo desconhecimento que os administrado
tes têm de carreá-los, mas também, pela pouca importância atri^
atri
bulda ã biblioteca.
Dessa forma, ficam as bibliotecas a depender do
grau
de conscientização dos administradores municipais, quanto
ãâ
importância dos serviços bibliotecários. Essa conscientização
quase inexiste e esse fato éê agravado pela incompetência
do
pessoal da biblioteca para conscientizar as autoridades, pela
simples razão de também não estar conscientizado.
354

Digitalizado
gentilmente por:

�- RECURSOS MATERIAIS

Na análise desse fator, diversos problemas foram cons
tatados. As coleções apresentam sérias dificuldades, como a
pouca existência de periódicos (14,1%) e folhetos (3,1%), oca
sionando, dessa forma, a predominância do livro como material
de leitura num percentual de 82,8%. Esse fato é agravado por
problemas, tais como, coleções estragadas (25,4%),
desatual^
desatuali_
zadas (30,5%), incompletas, difíceis e insuficientes (18,2%).
Ademais, o acervo bibliográfico é constituído por doações, qua
se sempre, do INL e a sua formação inicial permanece como única, até hoje, na grande maioria das bibliotecas. Quando espo
radicamente se adquire, por compra, algum material bibliogrâf^
bibliográf^
CO, com recursos quase apenas das prefeituras municipais, essa
compra éê feita, geralmente, pelo prefeito do município (64,8%),
sem qualquer critério de seleção.
A coleçãc
coleção apresenta, portanto, deficiências quantitati
quantitat^
vas e qualitativas. Com relação ã quantidade, a Paraíba
dis^
dis
punha, em 1974, de apenas 9,73 livros para cada 100 habitantes,®
habitantes/
situação essa que não se acredita haver modificado nas áreas v^
sitadas.
Os esforços encetados pelo INL, no sentido de efetivar
doações anuais às
ás bibliotecas públicas, parecem pouco
contri
buir ã mudança dessa situação na Paraíba, sobretudo, por dois
motivos: não há regularidade nessas doações (não cabe aqui te
cer considerações acerca das causas, embora se tenha
ciência
de que elas se relacionam muito com o comportamento das prefe^
turas municipais) e, de modo geral, os livros doados não aten
dem ã realidade local.
Quanto aos prédios de funcionamento das bibliotecas ,
40,9% pertencem às
ãs prefeituras municipais. Os demais são alu
gados ou constituem dependências de prefeituras e escolas, em
geral, utilizados em forma de cessão. E quando as duas últ^
últi
®McCARTHY, Cavan. Bibliotecas
^McCarthy,
Btbllotkcas Brasileiras; exemplos de dados e
indicadores situacionais,
siCuacionais, elaborados com base em dados do
(mimeografado).
IBGE. Joao Pessoa, s.d. (mlmeografado).
355

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�mas circunstâncias ocorrem, o pensamento corrente é o de que
a biblioteca é uma instituição que existe em função da comuni
dade escolar ou de pessoas da corrente político-partidãria do
prefeito.
As consequências imediatas desse fato são que, quando
a biblioteca se localiza, na escola ela não somente perde
as
suas características de biblioteca pública, como grande parte
da população não a procura, ou por julgá-la como instrumento de
função exclusiva da escola ou pela vaidade de não querer se con
fundir com os escolares.
A situação é ainda mais grave quando a biblioteca é lo
calizada dentro da prefeitura municipal. Nesse caso, a instituição é considerada como um instrumento polltico-partidãrio e,
de modo geral, não apenas, deixa de ser procurada pelo grupo
oposicionista, mas também,
tambim, depreciada através de
comentários
que, cada vez mais, comprometem a sua imagem já desgastada na
comunidade.
Vale, ainda, salientar que ê grande a pobreza em
mos de equipamento e mobiliário.

ter

5 - NÍVEL ORGANIZACIONAL
Os dados estão a demonstrar um nível muito baixo de or
ganização nas bibliotecas públicas da Paraíba.
Em 90,5% das bibliotecas pesquisadas, não há qualquer
estatuto, regulamento ou regimento que disponha sobre as b^
bi
bliotecas e suas atividades.
A primeira conseqüência
conseqflência desse fato está expressa na
indefinição de objetivos para a instituição e, consequentemen
te, na não especificação dos serviços a serem prestados àâ comu
nidade e das atribuições dos funcionários da biblioteca.
O
baixo nível organizacional se evidencia, ainda, na ausência de
planejamento das atividades, o que ocorre em 89,1% das biblio
blblio
tecas.
356

Digitalizado
gentilmente por:

�näo eleiboram
elciboram relatórios e 71,9%
81,7% das bibliotecas não
não têm qualquer registro estatístico, o que as leva ã imposs^
bilidade de informar sobre circulação, sobre número de
usuã
usuá
rios inscritos, bem como de demonstrar a efetivação de
qua^
quer trabalho.
A inexistência ou deficiência de processamento imposs^
bilita a informação precisa acerca do seu acervo, tanto com re
ferência a número de títulos, quanto de volumes.
Vale acrescentar que há uma ingerência bastante
acen
tuada do prefeito do município nos assuntos pertinentes ã b^
blioteca, tanto nos aspectos administrativos (em 32% das
b^
bliotecas), quanto técnicos (em 13,6%). Em 64,8% das
biblio
tecas visitadas, o prefeito é a pessoa que indica o material b^
bi
bliográfico a ser cortprado
comprado para as bibliotecas quando
quando,esporad^
,esporad^
camente, qualquer aquisição é efetivada.
Esse baixo nível organizacional se constitui, sem dúv^
da, num fator impeditivo ao cumprimento, por parte das biblio
tecas públicas municipais, da função social que justificou a
sua criação.

- LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
GEOGRAFICA
Há dois pontos que merecem reflexão, quanto ã localiza
ção geográfica: um diz respeito ãá associação entre número de
habitantes e desenvolvimento da biblioteca e o outro se
refe
re ao número de bibliotecas por habitantes, conforme se
pode
observar na tabela seguinte:

357

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�TABELA 2
SITUAÇÃO DOS MUNICÍPIOS VISITADOS, SEGUNDO O TAMANHO DA
POPULAÇÃO, POR NOMERO DE BIBLIOTECAS - ESTADO DA PARAlBA
1979
Tamanho da população por
Município
mais de 50.000
30 a 50.000
20 a 30.000
10 a 20.000
07 a 10.000
menos de 7.000
TOTAL

Municípios
visitados
06
09
11
16
13
09
64

Número de
Bibliotecas
08
09
11
16
13
09
66

Tem-se, portanto, através da tabela acima, a
indicação
de que hã
há mã
má distribuição entre o número de bibliotecas e o con
tingente da população. Os municípios mais populosos têm
igual
número de bibliotecas com relação aos menos habitados. Essa s£
si
tuação demonstra a pouca importância e a pouca função que tem a
biblioteca pública na vida dos municípios; daí a quase convenção
da sua existência, apenas, nas respectivas sedes. Ã
Ä exceção de
João Pessoa e Santa Rita hã,
há, apenas, uma biblioteca em cada muni
cípio visitado.
Essa ocorrência não teria qualquer significação, se
as
bibliotecas destinadas a servir a maior contingente populacional
estivessem num nível de desenvolvimento compatível com essas co
si
munidades. Entretanto, os dados estão a demonstrar que tal
tuação pouco ocorre, ou seja, que as diferenças de condições
e
organização entre as bibliotecas são pouco relevantes e que elas
estão longe do desejável em relação ã qualidade dos
serviços
prestados.
Isso leva a crer que, quanto maior for o município, maio
res são as probabilidades de piores ofertas de serviços por par
te das bibliotecas, por não estarem aptas para atender a maior
demanda.
. 358

Digitalizado
gentilmente por:

�Dessa forma, o tamanho do município, em face da pouca
compreensão dos serviços bibliotecários pelas autoridades e pe
Ias próprias pessoas ligadas ã instituição, não está contribui^
contribuin
do ao desenvolvimento da biblioteca e ã melhoria dos serviços
que oferece ã comunidade.
Da análise feita nas páginas anteriores, depreende-se ser
caótica a situação das bibliotecas públicas na Paraíba, com re
lação a fatores que determinam, de forma substancial, o
seu
desenvolvimento. E, nessas circunstâncias, que esperar aelas
em termos de desempenho das suas funções informativas, educat^
vas, recreativas e cuiturais?
culturais?
Respostas para essa indagação poderão ser deduzidas
análise que se apresenta a seguir

da

7 - FUNÇÕES D/SBIBLIOTECAS
Tenta-se, agora, fazer uma análise sumária do que é rea
lizado pelas bibliotecas públicas da Paraíba, no sentido
do
desempenho de suas funções culturais, informativas,recreativas
e educativas.
Em relação ao aspecto cultural, 95,0% das
bibliotecas
não promovem qualquer atividade, seja por sua própria iniciat^
iniciatj^
va, ou associando-se a outras instituições da comunidade. Nada
é feito no sentido de promover a reunião de pessoas, de apoiar
ou preservar e difundir a cultural local, de elevar o nível cu^
cuJL
tural da população através de cursos, palestras, debates, expo
sições, campanhas, etc.
Em pouco difere a situação referente ã informação .61,3%
das bibliotecas não fornecem qualquer tipo de orientação quan
qucin
to ãâ sua utilização, e 73,8% nada divulgam acerca do material
existente na biblioteca e dos serviços que podem oferecer
ã
comunidade. Nem mesmo a informação utilitária, do dia a dia ,
e de que as pessoas tanto necessitam e que seria, sem dúvida ,
um instrumento eficiente para atrair os adultos ã biblioteca ,
359

Digitalizado
gentilmente por:

�é prestada ã população.
Essa atitude das bibliotecas é muito nociva ã
popula
ção. E de conhecimento geral que as pessoas vivem desesperada
mente buscando informações de todos os tipos, seja a técnica,a
cientifica ou utilitária.
científica
Quanto ã função recreativa, apenas algo é digno de men
ção, ou seja, o fato de sê ter disponível, no acervo, boa quan
tidade de obras literárias (53,0% do acervo total) que, quando
solicitadas, constituem uma forma de lazer da população.
Horas do conto, lei'tura
lei’tura de lazer são atividades recrea
tivas tão importantes, mas tão pouco realizadas ou incentiva
das pela Biblioteca Pública que, dessa forma, deixa um enorme
espaço a ser preenchido, quase exclusivamente, pelos meios de
comunicação de massa, já tão pobres em termos de programas re
creativos.
vejamos
Vejamos o que ocorre em relação ã função educativa.
Devido ã ausência de bibliotecas escolares no Estado, a
grande clientela das bibliotecas públicas, tanto da estadual
(situada na capital), quanto das municipais, èé o escolar,
ou
seja, o estudante de 19 e 29 graus, num percentual em torno de
90%.
Entretanto, nenhum trabalho educativo é feito com
e£
es^
ses estudantes. A biblioteca limita-se tão somente a colocar
o livro solicitado ã disposição do escolar - quando existente
no acervo - para quê
que proceda às
ãs suas "pesquisas",
entendidas
como tais, cópias de folhas inteiras de livros, enciclopédias
ou outros materiais
materiais..
Dentre as várias causas apontadas como responsáveis pe
lo baixo nível de rendimento escolar na Paraíba,
destacam-se
a permanência dos estudantes no regime de subnutrição, a inade
quação do currículo e a quase total inexistência de material
didático. E aí está uma grande omissão das bibliotecas públi-

360

Digitalizado
gentilmente por:

�cas que, por nao estarem aptas e engajadas, de fato, no proces
so educacional, falham em não colocar ã disposição dos estudan
tes obras didáticas e de referência, a fim de complementar
a
atividade escolar.
Ao trabalho que, no momento, realizam as
bibliotecas
com relação ao escolar, não se pode chamar "educação", quando
muito, poder-se-ia denominá-lo "escolaridade".
Essa tarefa educativa poderia ser desenvolvida na
b^
blioteca no sentido de ajudar a criança a estudar, de
traba
lhar com ela, apoiando, dessa forma, a escola que dispõe de um
professorado"aquém da exigência mínima que se pode esperar
do
papel a ser desempenhado por um professor (mais da metade dos
docentes pertence ã administração municipal e desses
apenas
8,(1% têm o 19 grau completo) . *■
Se a Biblioteca Pública da Paraíba pouco faz em benef^
cio da educação formal, onde reside a sua principal clientela;
clientela,
bem menos ou n-da faz em relação ã educação não-formal e infor
mal. Atividades educativas, como palestras, campanhas, cursos,
exposições são realizadas apenas por 9,0% da amostra.
Essa negligência, com relação a esse trabalho
educatl^
educat^
vo, êé prejudicial âã grande maioria da população carente de at^
vidades educativas em torno de problemas básicos, como mortal^
mortali
dade infantil, controle de natalidade, analfabetismo, nutrição
e outros que tanto afetam as populações de mais baixa renda e
de mais baixo nível social, educativo e cultural.
Enquanto o "problema do analfabetismo tem
recebido
atenção mundial e no "International Symposium on Literary" (se
está
tembro de 1975) advertia-se que o número de iletrados
crescendo constantemente",’
constantemente",^ as bibliotecas públicas da Paraíba,
®Ver . p. 5
^ANEÂADE, Ana Maria Cardoso de &amp; MAGALHÃES, Maria Helena de An
’aNDJIADE,
drade. Objetivos e funções da biblioteca pública. Revista
da Escola de Biblioteconomia da ÜFMG,
48-59 , mar.1979.
UFMG, 8(l):
8(l):48-59,
361

Digitalizado
gentilmente por:

�onde há um percentual de 60,6% de analfabetos, segundo os
dos censitãrios
censitários de 1970,® nenhum serviço lhe oferece.

da

O trabalho do MOBRAL, bem como do Departamento de Ens^
no Supletivo da Secretaria de Educação e Cultura do Estado, ®
não encontra nenhuma ação de continuidade nas bibliotecas
pú
blicas paraibanas, e o retorno das pessoas recém-alfabetizadas
ao estado de analfabetismo se torna inevitável, uma vez
que
nenhuma outra instituição assume essa tarefa.
Pode-se concluir este trabalho, deixando com o leitor a
certeza de que as bibliotecas públicas da Paraiba, ã
exceção
de um pequeno número, pela sua pobreza e timidez, apenas perma
neoem de portas abertas, numa prova de que, heroicamente,ainda
necem
sobrevivem, a despeito da insensibilidade e da negligência das
autoridades estaduais e municipais.
Desprovidas de material adequado e de pessoal capaz de
dinamizá-las, constituem-se em pequenos depósitos de livros ,
sem qualquer função social, nos municípios em que estão locali
locaM
zadas.
Com relação ãs
às suas funções, fazem, portanto, um pouco
de lazer, fornecendo obras literárias aos leitores e apoiam um
pouco a escolaridade, áã medida em que oferecem ao escolar as
obras utilizadas nas suas "pesquisas". Nada fazem com relação
às atividades informativas, educativas e culturais.
ás
Apesar dos esforços encetados pela UNESCO, a nível
in
ternacional, e da ação paciente e motivadora do INL, a nível
' FUNDAÇÃO
FUNDAÇAO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA
ESTATiSTICA Cen
Ceií
so demográfico - Paraíba. VIII
VlII recenseamento geral - 197&amp;.
Rio de Janeiro, 1973, v. 1, t. 1, p. 22-23.
Rib
®"Com relação ãs atividades desenvolvidas pelo Departamento de
Ensino Supletivo, de modo geral, tem
têm por finalidade ofere
cer oportunidade de estudos e/ou
e/oú orientação pedagógica
a
adolescentes e adultos que não tenham recebido
educaçao
educação
pãgi
regular". Essa informação está contida no volume 2, pági
na 100, da publicação da Fundação Instituto de Flanejamen
Planejamen
to da Paraíba, intitulada "Estudos básicos para o planejamento estadual", publicado em João
Joao Pessoa, no ano de 1979.

362

Digitalizado
gentilmente por:

�nacional, continua-se a assistir, na Paraíba, àã tragédia
do
anonimato e da mediocridade das bibliotecas públicas,
graças
ao descaso e ã inconsciência governamental.
Uma atitude tem que ser tomada pelas autoridades com re
lação ã Biblioteca Pública, na Paraíba: ou dinamizá-la ou fe
chá-la. Dessa forma, pouco útil e alienada da realidade
chã-la.
e
dos interesses locais, "existir ou não exist...r
existir não fará a me
nor diferença", de acordo com Antônio Miranda, e conforme "Or
tega y Gasset, a sociedade pune com o esquecimento e o abando
no os que não a servem devidamente
devidamente..."''

8 - CONCLUSÃO
A falta de conscientização acerca da contribuição
que
pode dar a biblioteca pública ao desenvolvimento cultural
e
educacional das comunidades conduz as autoridades ao descaso,
quase total, com relação ã funcionalidade dessa instituição qu^
desprovida de todo tipo de recursos, constitui-se em depósito
de livros sem qualquer função social.
Por outro lado, a comunidade, também ainda não
desper
tada para a importância da biblioteca, não exerce qualquer ti
t^
po de pressão sobre as autoridades para tratar o problema
ao
nível de prioridade compatível com a sua relevância.
Dessa forma, fecha-se al o circulo
círculo vicioso da inércia :
a biblioteca não atua por falta de condições e, desse modo,não
cria expecattivas na comunidade acerca da contribuição que ela
pode dar ao seu desenvolvimento; a não exigência da comunidade
provoca o comportamento apático das autoridades com relação às
condições da biblioteca.

^"MIRANDA,
’'miRANDA, Antônio. A missão da biblioteca pública no Brasil.
Revista de Biblioteconomia de Brasília, 6(l):69-75, jan./
jun. 1978.
363

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�9 - SUGESTÃO
Para a modificação da situaçao vigente, em termos de
bliotecas públicas, na Paraíba, é indispensável que se
rompa
o círculo da Inércia
inércia que se estabeleceu, atacando a variável
mais estratégica que tudo indica ser a comunidade.
Assim sendo, como primeiro passo, a alternativa que
apresenta é capacitar pessoal para mobilizar a comuniaade.
comunicade.

se

Para tanto, urge que os Cursos de Treinamento Intensivo
para Auxiliares de Bibliotecas promovidos pelo INL sejam.
sejam reo
rlentados
rientados de modo a permitir que os treinandos absorvam essa
realidade e sejam capacitados a modlficá-la.
modificá-la, A ênfase do tre^
tre£
namento estará, sobretudo,não na parte interna da biblioteca ,
mas no contexto, no exterior, na comunidade, de modo a que os
treinandos a mobilizem, de forma a desencadear o processo
de
mudança.

ABSTRACT
The paper presents an analytical survey of public library
provision in the state
State of Paraiba, Brazil, paying particularparticular
attention to questions of staff, buildings,
equipment,
equlpment,
administrative structures, geographlcal
admlnistrative
geographical dispersion
disperslon
and
financial constraints. Changes in both function and structure
are seen to be an urgent necessity. In view of the low level
levei
of past and current government support, the author stresses
the need for each community to act as a pressure-group to
promote development in its own locallty.
locality.

364

Digitalizado
gentilmente por:

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 - ANDRADE, Ana Maria Cardoso de &amp; MAGALHÃES, Maria Helena de
Andrade. Objetivos e funções da biblioteca pública. Re
vista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, 8(l):48-59, mar. 1979.
2 - BRASIL. Instituto Nacional do Livro. Projeto para implan
tação do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. Revista de Biblioteconomia de Brasília, 7(2):236-49, jul./
dez. 1979.
3 . Programa de Bibliotecas. Serviço de Extensão.
Analise
Análise dos relatórios dos
dos_^treinamentos
treinamentos do pessoal responsável por bibliotecas públicas municipais que mantêm
convênio com o INL. Brasília, 1979. 12 p.
4 - COSTA, Maria Neusa de Morais. Situação das bibliotecas pú
blicas municipais do Estado da Paraíba. Boletim ABDF.
Nova série, Brasília, 3(3):30-3, jul./set. 1980.
5 - CUNHA, Murilo Bastos da. Necessidades atuais de bibliotecários no Brasil. Revista de Biblioteconomia de Brasília, 2(l):15-24, jan./jun. 1974.
6 - FEDERAÇÃO J.NTERNACIONAL
^NTERNACIONAL DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÃRIOS.
BIBLIOTECÁRIOS.
Seçao de Bibliotecas Públicas. Normas para bibliotecas
biblioteccis
públicas, rstandards for public librarie^l
libraries.! . Sáo
São Paulo,
Qulron; Brasília, INL, 1976. 52 p.
Quiron;
7 - FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA.
Bibliotecas por unidades da federação e municípios das
capitais, segundo a categoria. In:
. Bibliotecas
brasileiras. Rio de Janeiro, IBGE; Brasília, INL,1980.
p. 4.
8 - FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PLANEJAMENTO DA PARAlBA. Coordenado
ria de Estudos e Pesquisas. Aspectos educacionais.
In^^
In£
. Estudos básicos para o planejamento estadual.
João Pessoa, 1979. p. 68-101.
9 - McCARTHY,
McCarthy, Cavan. Bibliotecas brasileiras; exemplos de dados e indicadores situaclonals,
situacionais, elaborados com base em
dados do IBGE. João Pessoa, s.d. (mimeografado).
10 - MIRANDA, Antonio. A missão da biblioteca pública no Brasil. Revista de Biblioteconomia de Brasília, 6{1):696(1) :6975, jan./jun. 1978.
11 - PARAlBA. Governo do Estado. Secretaria do Planejamento e
Coordenação Geral. Plano de ação do governo da Paraíba
- PLANAG; uma nova estratégia para o desenvolvimento.
João Pessoa, A União, 1980. 146 p.
12 . Plano
Plemo de ação do governo - PLANAG 1976-79. João
Pessoa, A União, 1975. 242 p.

365

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�13 - PENNA, Carlos Victor et alii. Recursos humanos. In:
.
Serviços de informação e biblioteca; uma manual para
planejadores ^National
jNational library and Information
information Services;
services;
a handbook for planners^. São Paulo, Pioneira; BrasiBrasília . INL, 1979. p. 124-133.
14 - SUAIDEN, Emir José.
Jose. Biblioteca pública brasileira: desempenho e perspectivas. São Paulo, LISA; [graslli^
[Irasíli^ ,INL,
fINL,
1980. 82 p.
15 - WHEELER, Joseph L. &amp; GOLDHOR, Herbert. Administración
practica de bibliotecas públicas. FPractical
rPractical
administration of public librarie^].
libraries]. México,
Mexico, Fondo de
Cultura Econômica, 1970. p. 15-34, 177-90.

366

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�CDD: 027.625 e 027.626
CDU :025.5: [027.625+027.81

EXPERIÊNCIAS INOVADORAS DA BIBLIOTECA LUCILIA MINSSEN

YVETTE ZIETLOW DURO
Diretora da Biblioteca Lucilia
Minssen da Secretaria de Cultura,
Desporto e Turismo, do Rio Grande
do Sul.
Professora da Faculdâde de Biblio
teconomia e Comunição da UFRGS.
CRB 10/92

RESUMO
Serviços desenvolvidos pela Biblioteca Lucilia Minssen decorrentes da utilização do livro genérico e da participação at^
va de crianças, jovens e adultos.
1. SERVIÇOS bibliotecários PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA
ATUALIDADE
Os mais recentes trabalhos que tratam dos serviços

desendesen^

volvidos em bibliotecas infanto-juvenis
infante-juvenis referem-se ãs alterações
que vêm sendo introduzidas no sentido de otimizá-los. Se o cres
cimento dessas instituições vem ocorrendo qualitativamente, não
se pode dizer que tenha havido um aumento quantitativo de.biblio
de biblio
tecas infante-juvenis.
infanto-juvenis. Existe flagrante desproporção entre o nú
367

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�mero de bibliotecas e seções infanto-juvenis existentes e a população que deveria utilizá-las, principalmente em países em de
senvolvimento. Considerando esse aspecto, pode-se afirmar que o
atendimento é muito limitado ou mesmo inexistente, pois é muito
expressivo o número de crianças e de jovens que jamais entraram
em uma biblioteca, existindo ainda aqueles que jamais leram.
Porém se isso ocorre, existe o atenuante
atenua ite de que essas bibliotecas sempre desenvolveram atividades com o objetivo de ins
truir e de orientar os leitores. Pode-se afirmar que sempre

se

voltaram para o Serviço de Referência, embora, como é natural,
os bibliotecários pioneiros se preocupassem mais com a organiza
ção do acervo.
Verifica-se que atualmente tem havido uma busca no sentido
de desenvolver atividades que atraiam clientela. Isso demonstra
que estão sendo atingidos os objetivos que visam a oferecer con
dições para que crianças e jovens se preparem para ser um usuário adulto.
Fala-se com freqüência em avaliação de serviços, o que leva áã uma retomada dos objetivos propostos. Embora não possa haver um modelo integral e internacionalmente aceito,

em

linhas

gerais, os objetivos se assemelham, resguardadas as características da clientela a que servem. E interessante notar que alguns
dos objetivos de determinadas bibliotecas podem ser

atingidos

simultaneamente.
0 que existe porém, é o consenso generalizado de que a biblioteca deve estar preparada para competir com outros meios que
propiciam atividade de lazer âã criança e ao jovem, que deve ser
uma instituição dinâmica, atuante junto ã comunidade.
368

Digitalizado
gentilmente por:

Q

ii

12

13

�2. EVOLUÇÃO DE ATIVIDADES
O maior desenvolvimento de serviços bibliotecários infantojuvenis ocorreu nos Estados Unidos, onde desde o início do sécu
lo XIX vêm
vim sendo criadas bibliotecas infantis.^
Existe um programa de intercâmbio com países

estrangeiros

que possibilita que bibliotecários sejam treinados para se tornarem elementos multiplicadores em seu retorno. Atualmente é bem
menor do que em períodos anteriores, o numero de bibliotecários
estrangeiros que participam desse programa.®
A experiência foi levada a diferentes países, em alguns lo
grou obter mais êxito do que em outros. Os bibliotecários tiveram que adaptar-se ã realidade de seus países pois encontraram
situações diferentes da que tinham vivenciado, mas

procuraram

adequar-se ao seu universo.
Tem havido, no entanto, um crescimento em relação ao perío
do inicial. Houve um aumento gradativo

dos

limites de idade,

passaram a dar atendimento ao prê-escolar. 0 temor pela possível
danificação dos materiais foi substituído pelo interesse em que
a criança desde pequena se familiarize com a biblioteca.®

Con-

seqUentemente, pais e professores passaram a freqüentar
seqtlentemente,
freqtlentar as bibliotecas com maior assiduidade, participando também das atividades oferecidas.
0O crescimento,
crescimento verificou-se também ijo
i}o raio de ação
açãodabiblio
da biblio
teca, as atividades extramuros foram uma conseqüência do objeW
objeti
vo de maior integração com a comunidade, que

foi

estabelecido

após constatação de que grande parte da população não tem condi
ções de usufruir dos serviços da instituição. Essa ajudae apoio
369

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�não se limita aos que têm baixa renda, mas também aos que estão
impossibilitados fisicamente.
Houve intensificação na inter-relação com entidades que tra
balham com crianças, atualmente são desenvolvidos trabalhos em
instituições assistenciais, escolas e hospitais.
0 acervo das bibliotecas infanto-juvenis ampliou o número
de materiais, a clientela utiliza com o mesmo desembaraço tanto
o material impresso, como o fônico, como o lúdico e "a lista é
limitada somente pela imaginação do bibliotecário".^
SiNTESE DE 25 ANOS DE ATUAÇÃO
3. SlNTESE
A Biblioteca Lucilia Minssen desde 1955

vem

atendendo

a

crianças e jovens de Porto Alegre e de algumas cidades dos arre
dores.
Foi orgar.'.zada
organ zada segundo padrões trazidos dos Estados Unidos
por Lucilia Minssen. Desde seus primõrdios
primórdios desenvolveu atividades como a Hora do Conto, orientação ã leitura.
leitura, Instrução
instrução no uso
dos livros e da biblioteca.
Antes mesmo de ser inaugurada, fazia o atendimento de crianças das imediações, teve condições de conhecer os reais

fre-

quentadores e os em potencial, sondou seus interesses, conheceu
o alunado das escolas das imediações, enfim iniciou em condições
ideais.
Em recentes entrevistas em que foram ouvidos os primeiros
leitores da biblioteca, constatou-se que a instalação da instimuita relevância para as crianças
tuição foi um acontecimento de multa
das imediações. Um dos depoimentos mais marcantes é o de que du-

370

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�rante ima
uma partida de futebol os meninos souberam que a bibliote
ca já estava em funcionamento. Essa notícia fez com que o jogo
fosse interrompido, os meninos abandonaram a pracinha para conhe
cer o que lhes parecia um mundo maravilhoso,

diferente de tudo

o que conheciam. A partir daí os jogadores passaram a usar tamhouves
bém a biblioteca como lazer. Mesmo que naquela época não houve£
se a concorrência da televisão, havia o cinema, havia o futebol,
havia a possibilidade de brincar tranquilamente nas praças e cal
ca^
çadas.. .
çadas...
A Biblioteca funcionou durante três anos no mesmo local com
uma clientela assídua. Posteriormente foi instalada no mesmo pré
dio da Biblioteca Pública do Estado, o que interrompeu a realização de atividades ao ar livre e das que ocasionassem ruídos.
Em 1973, por motivos de ordem administrativa, a Biblioteca
permaneceu fechada por 10 meses, reabrindo em local bem próximo
àquele
ãquele no qual iniciara
..niciara suas atividades. Porém as condições eram
completamente diversas: instalada em um edifício, para a clientela que atendera durante 14 anos, era distante, o ruído de ve^
culos

intenso e incessante, a dificuldade de acesso tornava ne

cessaria a companhia de adultos.
A mudança de local e os meses em que suspendeu o atendimen
atendlmen
to foram fatores decisivos para a diminuição do afluxo de dien
clien
tes.
Encontrava-se com o acervo atualizadíssimo,

inclusive com

audiovisuais, com equipamentos e móveis modernos, mas

com

uma

clientela pequena. A época da reabertura coincidiu com a proximidade do término do período letivo, a divulgação foi ampla mas
o aumento da clientela não atingia ao desejável.
371

Digitalizado
gentilmente por:

�Foram traçadas novas diretrizes de ação, foram programadas
atividades e partiu-se para a execução. As limitações e dificul
dades para implantação do programa foram superadas e

a partir

dal a Biblioteca se tornou um centro de animação cultural.
4. A NOVA LINHA DE ATUAÇÃO
4.1 - Atividades com crianças e adolescentes
No primeiro período de férias escolares após a mudança,

a

Biblioteca ofereceu um Curso de Xadrez. O0 número de participantes atingiu ao que fora previsto e, após a leitura dos livros so
bre xadrez, as crianças começaram a se interessar por outros li
vros. A avaliação demonstrou que houve extrapolação nos resulta
dos e a partir desse curso têm sido realizados cursos de Xadrez
nos dois períodos de férias escolares e também durante o ano.
O0 desafio de oferecer uma atividade que levasse adolescentes ao interesse pela leitura foi vencido com a execução

de um

curso sobre a História Universal durante o ano letivo. 0O poder de
comunicação do professor, sua capacitação profissional, adaptabilidade aos alunos, grande conhecimento de literatura e habili
habili^
dade para promover o livro através de recursos audiovisuais oca
sionaramo aumento de leitores. Também para adolescentes foram o
ferecidos Cursos de Fotografia, em que os participantes realiza
ram alqumas
algumas atividades em laboratório fotográfico, nos quais se
pode verificar a criatividade dos participantes.
Outras atividades que estão sendo desenvolvidas
tados positivos são as realizadas no período de férias
tados'positivos

com resul
escola-

res. Já foram realizados vários cursos de Iniciação âã Expressão
Dramática

para crianças e para adolescentes. O Projeto Conhece

372

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�tua Cidade enseja a possibilidade de os participantes

conhece-

rem a história da cidade e do Estado através de visitas

a

pré

dios e locais de significado histórico, visa sensibilizar para
a importância da preservação do patrimônio histõrico-cultural.
histórico-cultural.
ativi^
0O Projeto Vamos Brincar como Antigamente, através de ativi
dades lúdicas possibilita que os participantes criem seus brinquedos com sucata doméstica, que conheçam brincadeiras das quais
participavam seus pais e avós. A participação de pais nas brincadeiras confere maior importância ãâ atividade, pois além da in
tegração,dá condições para que essas brincadeiras continuem em
casa.
As programações regulares de projeções e de audição de dis
dis^
COS já constituem rotina e alguns espetáculos teatrais são oferecidos quando oportuno.
0 Projeto o Mundo da Carochinha recentemente executado desenvolveu atividades com crianças de 4 a 6 anos foi de muita va
lia pois conseguiu despertar o interesse pela leitura e pela b^
blloteca.
blioteca.
As atividades culturais visam também atingir as crianças da
periferia urbana. 0 Projeto de Sessões de Narrativas de Estórias
desde 1976 éê realizado em praças, creches e hospitais de

Porto

Alegre. Os narradores são treinados para usar somente a voz e o
gesto ao narrar, essa técnica tem atraído não só a crianças, co
mo a adultos, mesmo idosos, que acompanham o cronograma de execução para participar da atividade. Nesse projeto, a mesma esto
cidade,
ria é narrada no mesmo dia e horário em várias praças da cidade*
formando assim um elo entre as crianças da cidade.
Em 1980 foi organizada com o Instituto Estadual do Livro a
Ilâ Feira do Livro Infantil, com o patrocínio de outras entidaIia
373

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�des. Nessa feira — o que não ocorreu na anterior — 2.500 escola
res da periferia tiveram oportunidade de escolher para si,livre
mente, um livro

dentre 350 títulos diferentes. Dessas crianças,

algumas visitavam o Parque Farroupi,lha
Farroupilha pela primeira vez e a pO£
sibilidade de escolha de um livro para seu próprio uso foi muito gratificante.
Segundo Fasik, desenvolver o interesse pela leitura
antigo objetivo que não deve ser abandonado.^

é

um

Para que isso o-

corra é preciso que todos estejam informados sobre lançamentos
de livros, principalmente de Literatura Infantil. A produção de
Literatura Infanto-Juvenil Brasileira intensificou-se

de

tal

forma que dificilmente as pessoas podem ler a todos. Para contor
nar essa dificuldade, as proformas que são preparadas para

os

serviços técnicos e que trazem resumo da obra, circulam com as
aquisições por todos os funcionários, antes de serem arquivadas
junto ao balcão de empréstimo. Dessa forma, todos têm condições
de orientar na escolha de livros quando

da

impossibilidade da

pessoa encarregada.
Para que os leitores encontrem facilidade

na

localização

de livros nas estantes, foi elaborado um catálogo visual,

que

utiliza uma codificação cromática que também aparece na lombada
dos livros.
Para promover o uso mais efetivo da coleção são

montadas

vitrines e estantes especiais. A possibilidade de compulsar os
os livros tem levado a resultados compensadores pois livros que
jamais haviam sido manuseados, passaram a circular.
O atendimento de turmas de alunos que visitam a biblioteca
para conhecer seu funcionamento sempre gerou dúvidas
374 .

Digitalizado
gentilmente por:

quanto

ã

�eficácia. Sabia-se que certos aspectos e funções da biblioteca
passavam despercebidos, que havia pouca rentabilidade em relação
ãs atividades desenvolvidas. Em caráter experimental foram orga
nizados módulos de instrução que permitem que todos os visitantes participem das atividades que a biblioteca oferece regularmente. Os resultados demonstraram que houve grande interesse dos
visitantes e que muitos passaram a freqüentar

a

biblioteca, o

que não ocorria anteriormente. O elemento lúdico utilizado para
»
a organização
organizaçao dos módulos exige apenas a criatividade do biblio
tecário, sem a necessidade de recorrer a recursos sofisticados e
tecãrio,
onerosos.
Se a criança não pode ir àã biblioteca, esta deve prever atividades extramuros. A integração biblioteca-escola se faz atra
vês de cestas-estantes, atingindo a crianças que por razões sõcio-econõmicas
cio-econômicas não têm acesso ã leitura recreativa. As crianças
hospitalizadas que pertencem ã baixa camada sõcio-econõmlca
sócio-econômica des^
des
de 1973 vim
vêm recebendo a assistência da Biblioteca, com ênfase es
e£
pecial em datas de Páscoa, Natal, São João, Dia da Criança.
4.2 - Atividades com adultos
Sabe-se que a criança e o jovem não liem
lêem resenhas .bibliobibliográficas, desconhecem fontes que informam sobre Literatura Infan
to*-Juvenil e que não estão habituadas a escolherem sozinhas seus
to*-Juvenll
livros. Na grande maioria das vezes, as crianças lêem livros in
dicados por pais e professores, sem possibilidades de escolha.
dlcados
O freqüentar a biblioteca limitava-se
llmitava-se ã consulta para complementaçâo de trabalho escolares e ao empréstimo de livros, ge
plementação
375

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�ralmente indicados pelos professores.
Essa situação indicava que alguma atividade deveria ser en
dereçada aos adultos que trabalham com a criança e com o jovem.
Foram organizados cursos dirigidos a esse público adulto e

aos

funcionários da Biblioteca. Vários cursos de Literatura Infantil
já foram ministrados por especialistas nacionais e estrangeiros,
a Biblioteca passou a ser um centro de informações sobre o assun
to, houve uma mudança na clientela.
Paralela e posteriormente foram oferecidos cursos e seminã
rios de Psicologia Infantil, Psicologia Evolutiva e Psicologia
das Relações Humanas, visando a oferecer melhores condições para o adulto que trabalha com a criança.
Cursos sobre História era
em Quadrinhos,

sobre Teatro de Fan-

toches, sobre Dinâmica e Funcionamento de Bibliotecas para Crianças foram temas apresentados para adultos.
Recentemente foi realizado um Seminário de Literatura

In-

fantil com a participação de especialistas em Literatura Infantil, História em Quadrinhos, cinema, teatro, jornal, rádio, televisão, psicólogos, psiquiatras, escritores e ilustradores

de

livros infantis. 0 interesse das pessoas inscritas suscitou debates, depoimentos e questionamentos que contribuiram para o al
cance dos objetivos propostos.
Com a inclusão no acervo de livros destinados ãleitura
ã leitura con
junta de pais e filhos e com a ampliação da faixa etária de aten
dimento para crianças de 18 meses, os adultos passaram afreqüen
tar mais a biblioteca, a se integrar das atividades oferecidas e,
o que parece muito importante, não interferem na escolha de livros pelas crianças.
376

Digitalizado
gentilmente por:

-li/

�Houve realmente uma alteração na clientela, mas ao que tudo indica, está havendo uma busca para solucionar a falta de in
teresse pela leitura.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A falta de recursos humanos e materiais não constitui barreira para que uma biblioteca infanto-juvenil se torne um centro
de animação cultural, pode mesmo representar um desafio

para o

bibliotecário.
0O conhecimento da clientela e dos recursos da comunidade,
bem como os informes estatísticos do movimento

da

biblioteca

são elementos valiosos para um estudo das possibilidades de atua
ção.
A pesquisa é um outro instrumento que possibilita o conhecimento de dados importantes para a dinami2ação
dinamização da biblioteca.
Porém esses instrumentos de nada valem se

o

planejamento

de atividades não estiver sendo avaliado constantemente. Essa a
valiação
valiaçâo permite identificar quais as alterações que devem

ser

feitas, quais os serviços que realmente são adequados ã cliente
la, não importando os resultados auferidos por outras instituições ao executar os mesmos serviços.
A avaliação pode ser feita em termos quantitativos

quando

se pretende atingir a uma meta, porém a avaliação em termos qua
litativos deve ser uma constante, embora seja de difícil execução.

Desenvolver atividades que tornam a biblioteca infanto-ju-

venil mais dinâmica é o que se pretende para preparar o usuário
de bibliotecas do terceiro milênio.
377

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�FONTES CONSULTADAS
1. BENNE, Mae. Educational and recreational Services
services of the Public
'Library for chlldren.
‘Library
children. The Llbrary
Library Quarterly, Chicago, 48(4):
499-510.
499510. Oct. 1978.
2. CHELTON, Mary K. Educational and recreational services
Services of
the Public Library for young adults. The Library
Llbrary Quarterly,
Chicago, ^{4):
£8(4):476-98.
476-98. Oct. 1978.
3. FASIK, Adele M. Research and measurement in library Service
service
to chlldren.
children. International Library Review,
Revit w, London,New
London, New York,
12(1):95-104.
12
(1):95-104. Jan.1980.
4. MARSHALL, Margaret. Libraries and literature for teenagers.
London, A. Deutsch, 1977. 300p.
5. PATTE,Genevieve.
PATTE,Geneviève.
293p.

Lalssez-le lire.
llre. Paris, Ouvriêres,
Ouvriires, 1978.

6. PELLOWSKI, Anne. The changing role of Chlldren's
children's library
service. Wilson Library Bulletin, New York, 554(2)
4 (2) ;: 94-8.
Service.
94-8 . Oct.
1979.
Library work with young people. London, C.
7. PINCHES, Stella. Llbrary
Bengley, 1966. 70p.
8. RAY, Colin. Tendencies
Tendências de Ias
las bibliotecas para ninos. Boletin de la Unesco para Ias
las bibliotecas. Paris, ^(4):201-5.
28(4);201-5.
Jul./Ago. 1974.

ABSTRACT
Services developed by Lucilia Minssen
Mlnssen Library

through the

use of the generlc
generic book by the active participation of chlldren,
children,
young adults and adults.
378

Digitalizado
gentilmente por:

-li/

�CDD 027.62509814
CDU 027.625(814.21)
PROGRAMAÇÃO ESPECIAL DE FÉRIAS
UMA EXPERIÊNCIA NA BIBLIOTECA INFANTIL MONTEIRO LOBATO
Autoras:
Aldérica S. Ferrari - CRB-5/345
Carmelinda C. Leal - CRB-5/426
Moema F. Brasileiro - CRB-5/86
Equipe de execução:
Aldérica Sampaio Ferrari
Angela Ma. Araújo Guimarães
Arlinda Cerqueira
Carmelinda Cantolino Leal
Damiana Brito de Oliveira
Dorilda Souza de Almeida
Grupo Mirim Monteiro Lobato (12
jovens)
Isabel Cristina de O. C. da Cruz
Joselita Embirussu Baptista
Leopoldina Souza Tourinho
Maria Alda Machado Santana
Moema Figueiredo Brasileiro

RESUMO
Da necessidade de dinamizar a Biblioteca nos meses de
baixa frequência, causada pelas fériq^
féri^ escolares, motivou a ela
boração de um "Programa Especial de Férias"
Ferias” com
cora o objetivo
de
atrair o público não pesquisador aos Setores de Recreação Infan
til e de Leitura.
dá uma visão do desenvolvimento das
O presente trabalho dã
tarefas diárias, focalizando a atuação dos participantes e dos
recurpos humanos e materiais que a Biblioteca utilizou para atin
gir os objetivos propostos.
379

Digitalizado
gentilmente por:

�1.

INTRODUÇÃO

O hábito de ler começa em casa entre os familiares que
cultivam esse hábito. Vai além quando as babás, pais e avós come
çam a contar estórias para divertir a criança e recreá-la. Com a
idade, vai se desenvolvendo o gosto pela leitura que a
escola
exige para a resolução das tarefas diárias. No lar, quando esse
hábito devia ser cultivado, sabemos que a família brasileira em
geral não tem o hábito de ler e a situação econômica impede
de
adquirí-lo.
adquiri-lo.
Acresce aindâ que a criança só tem contato com o livro
ao chegar ã escola. Embora a situação seja esta sente-se que
a
tendência é a melhoria do livro infantil tanto em texto como em
ilustração.
A literatura infantil já não está em plano secundário;
seu lugar já merece destaque e, atualmente, cresce o número
de
adultos preocupados em escrever para crianças e isso é um bom co
meço.
Novos lançamentos são feitos, muitos de excelente qua
lidade contribuindo, assim, para enriquecer o acervo de bibliote
cas infanto-juvenis., Partindo dessa realidade e na procura de um
maior incentivo ã leitura a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato
(BIML) divulgou a "Programação Especial de Férias" para com ela
promover o hábito de leitura através de suas variadas atividades.
É necessário descobrir e por em prática novos métodos
para assegurar que a leitura seja ao mesmo tempo uma experiência
agradável e "uma porta para o conhecimento".
Autoridades do Estado, da comunidade e da escola, pro
fessor.es e pais devem se convencer da importância da leitura e
dos livros para a vida individual, social e cultural. Esse mesmo
aspecto precisa ser transmitido aos leitores os quais
deverão
ser encaminhados a adquirir o hábito de ler para favorecer o seu
desenvolvimento cultural.
O livro sempre foi privilégio de poucos e acessível
uma elite, até surgir a Biblioteca Pública no século passado.
No século atual, com o desenvolvimento tecnológico
380

Digitalizado
gentilmente por:

a
e

�econômico, a leitura especializada tomou-se assim um imperativo.
imperativo,
0o hábito de leitura formado não cria obstáculos ã leitura de com
pêndios para aprender e progredir.
A primeira motivação para ler é simplesmente a diver
são proporcionada pelo exercício de habilidades recém-adquiridas,
o prazer da atividade intelectual recém-descoberta e do domínio
de uma habilidade mecânica.
Foi divertindo a meninada, com uma programação que jul
gamos adequada nos meses de janeiro e fevereiro, que procuramos
atrair nada menos de mil crianças e jovens para a leitura
que
mais lhe conviesse, no ritmo que mais lhe agradasse. "Essa
"Essa.flexi
flexi
bilidade assegura o continuado valor da leitura assim para a edu
bllidade
cação como para entretenimento".
2.

A BIBLIOTECA INFANTIL MONTEIRO LOBATO

fi desde 1974 uma das unidades integrantes da Fundação
Cultural do Estado da Bahia e recebe orientação e avaliação dos
serviços da Coordenação de Bibliotecas.
2.1 - Histórico
A BIML foi idealizada
Idealizada por Denlse
Denise Fernandes Tavares pa
ra servir de centro de cultura, socialização e recrea
ção da criança e do jovem.
trcibalho durante 24 anos foi merecedor da admira Seu trabalho
ção de todos pelo ceurlnho
carinho com que sempre a dirigiu. A
Inauguração
inauguração da BIML se deu a 18 de abril de 1950, con
tando&gt; agora, quase 32 anos de atividades renovadas,to
tando,
voltad^Ls para o leitor.
das elas voltad^LS
Vale ressalteu:
ressaltar a meinelra
maneira com que Denlse
Denise se
empenhou
junto às
ãs autoridades, o poder público e particulares pa
ra realizar o seu plano de dar ã Bahia uma ' Biblioteca
Infantil. Foi esta a sua maior luta e mais tarde
sua
glória em tornar realidade tudo aquilo que plcUiejou.Pa
plsmejou.Pa
ra'exemplificar o seu desejo de criar uma Casa que aco
lhesse crianças para ler e recrear-se, Denise
Denlse
conse
gulu a casinha de um belo jardim
judim onde eram guardados
os materiais de jardinagem da Prefeitura. DurMte
Durante
3
381

Digitalizado
gentilmente por:

�anos funcionou no "chalet" do parque, mais tarde demolido, para construção de um prédio de linhas
funcio
nais e em 1967, foi inaugurado o atual, amplo, acolhe
dor e em condições de atendimento a um maior número de
leitores.
2.2 - Atividades recreativas e culturais
Tendo por base que é na primeira infância que se adqui^
adqul^
re mais facilmente o hábito de leitura, cabe a Biblioteca, como subsidiária da escola, ter como meta buscar
novos leitores, criar atividades que envolvam o
usuá
rio, objetivando contribuir para a sua participaçao
participação e
integração na sociedade e na cultura do mundo contempo
râneo. Essas atividades são
ráneo.
sãc desenvolvidas por meio de
programação e coordenação artístico-literárias,
artlstico-literárias, e
na
BIML são feitas por intermédio dos Setores de
Inicia
ção e Recreação Infantil e de Leitura e constam de:tea
trinho, hora do conto, palestras, jogos educativos
e
recreativos, projeções, exposições, dramatizações,dese
nhos, modelagem e pintura.
Estas atividades fazem parte do programa anual da
B^
blioteca, programa este elaborado de acordo com o
Ca
lendário Cultural fornecido pela Coordenação de Biblio
tecas.

:
^

Durante anos observamos a evasão de leitores nos meses
de janeiro e fevereiro, o que sempre preocupou os
Bi^
Bi
bliotecârios
bliotecários da BIML, surgindo, daí, a idéia de elaboração de um programa recreativo especial, como
expe
riência pioneira, para o período de férias escolares .
As crianças e jovens baianos estão habituados a s5
sõ pro
curarem a Biblioteca para resolver tarefas escolares,e
quase nunca como opção de lazer. Sabemos que a Biblioteca infanto-juvenil é ura
tUii centro de multimeios que vi
sa adaptar-a
sã
adaptar a criança ã vida. Segundo Shores "a Biblio
teca êé uma instituição da sociedade que comunica os co
nhécimentos
para'aa humanidade através do livro genérinhecimentos para
eo.E
co.'E, o que é livro genérico? E mais do que publicação.
Pode ser definido como a soma total das possibilidades

382

Digitalizado
gentilmente por:

Q

ii

12

13

�de comunicação do homem... Vida é comunicabilidade e o
livvo genérico
livro
genêriao éi a evidência da vida, passado e presen
te e, provavelmente, futuro".
3.

PROGRAMA DE FÉRIAS
Experiência pioneira na BIML
3.1 - Viabilidade e objetivos
É sem sombra de dúvida a importância da Biblioteca co
mo instrumento de cultura, educação, informação e
la
zer, sua contribuição para o desenvolvimento do gosto
pela leitura e o seu valor para o aprimoramento
inte
lectual.
Pensando em trazer crianças e jovens até ã Biblioteca
no período de férias, surgiu a idéia de uma
programa
ção que motivasse a comunidade
commidade infanto-juvenil a
fre
quentá-la.
Foi, então, elaborado um programa com aprovação da Fun
dação Cultural e Coordenação de Bibliotecas que, além
do objetivo principal — frequência no período de eva
são — deveria atingir outros:
a) Mostrar às crianças e jovens o que ê uma Biblioteca
e os serviços que a mesma oferece aos seus frequen
tadores;
b) Desenvolver o hábito de leitura pela divulgação dos
autores infanto-juvenis,•
infanto-juvenis;
c) Promover atividades de lazer com vistas ao desenvo^
vimento de habilidades psico-motoras;
c) Estimular a criatividade artística-literâria;
artlstica-literãria;
e) Promover a socialização entre os participantes.
3.2 — Programa elaborado
Com a finalidade de disciplinar as atividades que
se
riam desenvolvidas foi elaborado o seguinte programa:
- As segundas-feiras: jogos recreativos - dominó,dama,
jogos de armar, xadrez e outros;
- As terças-feiras : hora do conto, com dramatização
383

Digitalizado
gentilmente por:

�e toatrinho
teatrinho de bonecos;
- As quartas-feiras : projeção de estórias infantis;
- As quintas-feiras : tarde de lazer - pintura, modela
gem,' desenho, confecção de bone
cas de pano, flores, colagem;
- As sextas-feiras : audição de discos
infanto-juve
nis e shows musicais.
3.3 - Dinâmica do trabalho
Com base no programa o trabalho foi assim desenvolvido:
3.3.1 - Jogos recreativos
Separados previamente, com o objetivo de btin
gir as faixas etárias (4 a 16 anos)
anos),, os jogos'
jogos’
eram expostos nas mesas e as crianças, conforme a idade, formavam pequenos grupos
assist^
dos por funcionárias escaladas para aquela ta
refa. Muitos participantes traziam seus
pró
prios jogos e trocavam entre si, aumentando as
a£
sim a variedade.
3.3.2 - Hora do conto
A responsável pelo Setor de Iniciaçãoe
Iniciação e Recrea
çâo Infantil selecionava 2 estórias que seriam
ção
contadas em cada tarde, tendo em vista atingir
2 faixas de idade: de 4 a 7 e 8 a 12 anos, em
bora o interesse demonstrado pelos assistentes
fosse muito grande, independente da idade. íUi
An
tes de iniciar a atividade era feita a apresen
tação do livro e rápida biografia do autor.;^«s
autor .í^ós
um ttabálho
trabalho
a estória contada, desenvolvia-se xim
de avaliação da mensagem contida e de enriquecimento. As crianças e jovens dramatizavcim, a
presentavam teatrinho de fantoches, armavam ma
quetes, desenhavam e escreviam sobre as
esto
estõ
rias, personagens e autores.
Para exemplificar transcrevemos, na integra
Integra ,
uma cartinha de Bete, 10 anos, para um dos per
sonagens de uma das estórias contadas — A ne
384

Digitalizado
gentilmente por:

�ta da neta da Galinha Ruiva, de Lucia Monteiro
Casasanta:
"Querida amiga Neta da Neta da Galinha Ruiva.
Achei boa a sua idéia.
Se eu fosse você eu faria a mesma coisa,porque
iria dar um lucro inorme.
Querida amiga gostei do
seu trabalho. Não vou me oferecer, mais gosta
ria de ser convidada para trabalhar com
cora você
pois eu estou precisando de dinheiro!
Beijos
de
Sua amiga
com o
Bete
trabalho
10 anos
tudo se
realisa.
A pá.
pâ. "
As crianças foram estimuladas a contar outras
estórias, o que faziam com muita graça. Crian
ças de atê
até 3 anos, si:ibiram
subiram em cadeiras e conta
ram estórias como Chapêuzinho Vermelho, Branca
de Neve e os Três Porquinhos. As vezes, nem en
tendíamos direito o que falavam, porém a mensa
gern era dada. No fim da atividade foi
gem
distr^
buída uma lista pela Coordenação do
Programa
oferecendo sugestões para possíveis
leituras
de livros existentes no Setor Circulante, est^
esti
mulando-os, assim, a se inscreverem
Inscreverem naquele Se
tor.
3.3.3 - Projeção de dlafllmes
diafilmes
A programação constou de 2 partes:
Primeira: foram projetados filmes de curta me
tragem, destinados a assistentes de 10 a
16
anos, cedidos pela Coordenação de Imagem e Som
da Fundação Cultural.
Segunda: projeção de diafilmes de estórias

in
385

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�fantis existentes no Setor de Iniciação e
Re
creação. 0O público infantil vibrava com as e£
tórias e sempre pedia que fosse apresentada ou
tõrlas
tra. Mesmo com o acervo reduzido, a repetição
assis
não prejudicou o interesse da numerosa
assi£
tência que, em meio ao entusiasmo, ia se
che
ehe
gando âã tela improvisada, talvez num desejo de
misturar-se aos personagens.
3.3.4 - Tarde de lazer
Esta atividade teve como objetivo principal,e£
timular a criatividade infanto-juvenil com de
senhos, trabalhos em guache, lápis cera, pintu
ra em telas, confecção de bonecos de pano, fan
toches, trabalhos em feltro, talagarça, couro,
modelagem, usando barro e massa. Contamos com
o auxílio de alguns funcionários da Casa
e
mães que, além de ajudar, nos davam apoio can
material e palavras de incentivo.
Para a confecção de bonecos,fazia-se previamen
te a seleção dos modelos e do material que se
ria utilizado naquela tarde, cabendo aos
fun
cionãrios atuantes a orientação dos trabalhos.
clonãrios
No entanto, ficava a critério do participante
a escolha do que gostaria de fazer.
3.3.5 - Shows musicais
Em atenção ã solicitação do "Grupo Mirim I'on
teiro Lobato", estas tardes foram comandadas
telro
pelo grupo, com a supervisão de uma
funciona
ria e da Chefe da Seção. 0 show
Show constou de au
dição de discos infanto-juvenis, números mus^
cais, ccan
com programa de calouros mirins, dança e
canto.
4.

AVALIAÇÃO

As atividades escolhidas■para a "Programação Especial
de Férias", aliadas âã ação operante, viva e cuidadosa dos fundo
funcio
386

Digitalizado
gentilmente por:

�nãrios,
nários, romperam a monotonia de um
ura período já reconhecido como de
ausência de público. A programação
progrcimação em si teve grande receptivida
de com participação total do público, porém, a "hora do conto" e
a "tarde de lazer" foram os pontos altos da programação, pois le
varcim
varam as crianças e jovens a exercitarem a imaginação literária
e artística, além de desinibí-las. Também tivercim
tiveram a oportunidade
de desenvolver e mostrar suas aptidões manuais,
mcuiuais, criando maquetes,
fazendo bonecos de pano, fantoches, pintando em papel e tela, mo
também
delando em barro, não sõ personagens das estórias, mas
objetos frutos de suas criatividades.
Foi realmente uma experiência gratificante e contamos
com a presença de crianças e jovens, não só
sõ do nosso bairro, mas
de outros mais distantes e até visitantes de outras Cidades e Es
tados que aqui se encontravam
encontravcim em férias. Pessoas envolvidas
na
área de educação — pedagogos, psicólogos, professores, além de
médicos, dentistas e artistas, em geral acompanhantes, muito nos
estimularam no decorrer das atividades, valorizando a iniciativa.
estimularcim
Como exemplo temos o depoimento da Sra. Terezinha de
Oliveira
Guimarães, orientadora educacional e mãe de uma das
participan
tes, o qual transcrevemos na íntegra:
Integra:
"Salvador, 29 de janeiro de 1981.
A Biblioteca Monteiro Lobato está desenvolvendo desde
o início de janeiro do corrente ano uma Programação Es^
E£
pecial para Férias, com diversas atividades educacionais recreativas através de suas abnegadas e competen
ccsnpeten
tes profissionais.
A progrcimação
programação tem como principal objetivo proporcionar
às crianças horas de lazer num convívio social salutar.
Sinceramente, iniciativa como essa merece todo
nosso
apoio, nossos aplauso?
aplausos e divulgação. Somos frequentado
res assíduos, nossa filha adora; a programaçãp
programação êé diver
sificada e muito bem orientada. Tenho testemunhado
o
carinho e a dedicação com que professoras e auxiliares
tratam as crianças no desempenho das atividades.
A Biblioteca todas as tardes está sempre cheia de crien
crian
ças felizes, ativas e participantes:
pcurticipantes: de jogos,
pintu
ras, histórias, danças, filmes, etc.
.387
387

Digitalizado
gentilmente por:

�Realmente está de parabéns toda a equipe
da Biblioteca Monteiro Lobato.

batalhadora

Faço votos que essa experiência repita-se nos próximos
anos para a felicidade de nossas crianças.
Terezinha de Oliveira Guimarães."
5.

CONCLUSÃO

A repercussão do trabalho extrapolou a expectativa, em
se tratando de uma experiência pioneira na BIML, haja vista que
os meses de
&lt;ie férias escolares são de pouquíssima frequência.
A programação desenvolvida teve também um saldo positi
posit^
vo no Setor Circulante onde o empréstimo domiciliar, atingiu um
total, até então, não alcançando naquele período. 0O que também
concorreu para a afluência de crianças e jovens foi a divulgação
feita pelo Serviço de Difusão Cultural da Fundação
Fundação-que
que se emp^
empe
nhou junto aos veículos de comunicação em divulgar, diariamente,
as atividades, dando cobertura no momento da atuação. Digna de
nota a gentileza de algumas casas comerciais que nos cederam re
talhos de couros, plásticos e tecidos, além da colaboração do Di^
D^
retor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia,
que nos doou barro especial para os trabalhos de modelagem.
A programação envolveu de tal modo os funcionários da
Casa que tivemos grandes revelações de aptidões. Funcionários ou
tros não ligados diretamente aos setores envolvidos na programa
ção, prestaram sua colaboração com destaque.
A presença de um palhaço, caracterizado por uma biblio
blbllo
tecária, e a distribuição de livros e lanches durante o encerra
mento muito alegraram a criançada.
Alcançado os objetivos visados, esperamos continuar ccm
oan
a Programação de Férias para janeiro e fevereiro dos
prõximos
anos uma vez que a Biblioteca tem também uma função social quan
do propicia aos jovens que a procuram um ambiente culturalmente
sadio e scbretudo acolhedor.
Este trabalho, sem grandes pretensões, nasceu de um de
sejo de dar conhecimento aos nossos colegas bibliotecários,
so
bretudo os que atuam em bibliotecas infanto-juvenis, o quanto se
388

Digitalizado
gentilmente por:

m..
♦

�pode fazer com um mínimo de recursos e o máximo de boa vontade.
0O incentivo de divulgar essa experiência da Biblioteca
Infantil Monteiro Lobato, deveu-se também a Esmeralda Maria Ara
gão, mestra e amiga, e testemunha do trabalho desenvolvido.
A idéia principal nasceu de Aldérica Sampaio Ferrari,
naquela época ã frente da Seção de Formação e Informação
Cultu
ral.

Abstract
The need for increasing the library attendance in the
lower seasons, caused by school vacation, has motivated the
organization of a "special vacation program" with the
purpose of attracting readers to the entertainment and
children's reading section.
children‘s
The present work tries to present a picture of the
daily routine, focusing the performance of the participants
and of the human resources and basic materiais
materials used by the
library in order to reach the proposed goals.

389

Digitalizado
gentilmente por:

�6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

1 - SHORES, Louis. Llbrary
Library educatlon.
education. Littleton, Libraries
Unlimited, 1972, l87p.
187p.
p.11-12.
2 - TAVARES, Denise Fernandes. As bibliotecas Infanto-juvenis
Infanto-juvenls de
hoje. Salvador, Biblioteca Infantil Monteiro Lobato,1970,
52p. il.

390

Digitalizado
gentilmente por:

�CDD - 027.4
CDU - 027.4.001

REFLEXÕES SOBRE IDEOLOGIA E BIBLIOTECAS

Ana Maria Cardoso de Andrade
Prof.Assistente da Escola de
Biblioteconomia da UFMG.
CRB-6/161

RESUMO: Reflexões sobre a posição ideológica das bibliotecas
públicas. Cultura popular e cultura de massa. Atuação
das bibliotecas como aparelhos ideológicos do Estado. Ouestio
namento da atuação social das bibliotecas públicas, dos profis
sionais bibliotecários e das escolas de Biblioteconomia
como'
como
forma de facilitar a análise crítica
critica de sua prática.

"Eu quero novas bandeiras
quero a coragem de dizer que as quero
quero, sobretudo, não ter medo
de queimar as que apodreceram
nas mãos que ora comandam
a pública função das idéias e dos fatos".
(Moacyr Felix)
No momento em que um congresso de classe se propõe a
estudar a cultura popular, éê importante que se tente

refletir
391

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�sobre a posição ideológica oculta por trás dos conceitos debatidos. E em se tratando de bibliotecas é conveniente esclarecer
seu envolvimento com a cultura popular para a correta percepção
de sua atuação social.
Este trabalho pretende questionar a atuação

social

das bibliotecas brasileiras no momento atual, baseado na crença de que o questionamento constante facilita a análise críticritica (embora arriscando-se a assumir uma posição

exclusivamente

conjectural) e que a prática orientada pela compreensão racional dos fatos pode levar a resultados mais eficazes dentro

do

contexto histórico de um país
pais com população analfabeta e caren
te.
A evt
evc ução das bibliotecas separou-as em ramos diferentes de um tronco comum plantado sobre o conhecimento. Ou se
ja, algumas instituições voltaram-se para a informação - enten
dida aqui como fragmento do todo maior: o conhecimento.
Desta forma, condicionaram-se a colaborar com o decientífico e tecnológico, agindo em um
senvolvimento cientifico

ambiente

que exige rapidez e constante atualização. O dinamismo

tor-

nou-se imperativo.
A este respeito, no 19 Congresso Latino-Americano de
Biblioteconomia e Documentação, GOMES &amp; SCHLEYER (1) demonstra
ram como a transferência de informação, sob o disfarce da neutralidade cientifica,
científica, acarreta de fato uma real dependência econômica aos paises
países ditos centrais.
Por outro lado, a preservação da integridade do
mem, como ser que, agindo, transforma a natureza sem
to

Ho-

no entan

perder as características compreendidas no "cogito", exige

392

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II
11

12
12

13
13

�a existência de outro tipo de instituição.

São as bibliotecas

destinadas ã conservação e divulgação do conhecimento, patrimô
nio acumulado através dos tempos, cultura entendida em seu sen
tido antropológico - "modus vivendi", visão

do mundo

e constantemente recriada pela expressão individual.

herdada
Bibliote

cas públicas, adjetivo que foi tão bem apresentado por BRIQUET
DE LEMOS (2): "público: relativo, pertencente ou destinado

ao

povo, ã coletividade".
ÊE este o grupo de bibliotecas que tem maior comprome
tlmento com a cultura popular, e que por isso mesmo
timento

necessita

perceber o seu papel na transmissão da ideologia, que
M.CHAUI (3) "é a maneira necessária pela qual os

agentes

ciais representam para si mesmos o aparecer social,
politico, de tal sorte que essa aparência,
e político,

segundo
so-

econômico

por ser o

modo

imediato e abstrato de manifestação do processo histórico, é o
ocultamento ou a dissimulação do real".
Neste enfoque, pode-se perceber um problema, no mín^
mln^
mo inquietante: a exploração, ou ainda mais, a apropriação

do

homem brasileiro ("... povo, coletividade"...) pela cultura de
massa, aquela que éi produzida para o consumo

indiscriminado,

transmissora dos padróes
padrões de uma elite que detém o poder,

sufo

cando através de estruturas de consolação a concepção do

mun-

do, advinda do esforço comum "para compreender melhor o que se
passa em,
em volta de nós e explicar aos outros" (4)
(4).. Tal ocorrência tem sido bastante discutida em literatura
literatuta sociológica.
A cultura de massa idealizada para a difusão da ideo
logia dominante vem sufocando a cultura popular. "A cultura d^
ta "de massa" ê a negação de uma cultura democrática, pois

em
393

Digitalizado
gentilmente por:

0

II

12

13

�uma democracia não há massa; nela o aglutinado amorfo de seres
humanos sem rosto e sem vontade é algo que tende a desaparecer
para dar lugar a sujeitos sociais e políticos válidos" (5).
Qual tem sido a atuação das bibliotecas públicas fren
te ã situação apontada?
As bibliotecas públicas atuam comprometidas

com

o

discurso competente, definido por M.CHAUI (6) como "aquele que
pode ser proferido, ouvido e aceito como verdadeiro ou autorizado porque perdeu os laços com o lugar e o tempo de sua

ori-

gem" , portanto foi apropriado por não conter mais nenhum

ris-

co para os seus promotores.
0O que salta aos olhos ao se examinar o

acervo

bibliotecas públicas é a preocupação com a composição

de

coleção representativa da cultura ocidental de herança
co-cristã/greco-romana.
co-crlstã/greco-romana.

das
uma

judai-

Tal fato não merece desaprovação,

no

entanto, o compromisso com o público, com a coletividade, colo
ca a questão: este acervo é representativo da cultura do

povo

brasileiro? Não estariam por acaso, as manifestações do envolvimento do brasileiro com a natureza, com o mundo, com a histó
histõ
ria, sendo perdidas em favor da cultura-erudição?
As bibliotecas públicas, bem como os profissionais a
elas ligados, têm-se voltado acriticamente para o popular, con
denando tudo que não seja sancionado pelo discurso competente.
A posição assumida, mesmo por aqueles ditos

"libe-

rais" é paternalista, pensando em "elevar o nível cultural
população", sem perceber que a própria ideologia oculta
trâs deste objetivo já destról
trás
destrói qualquer valor da

da
por

produção do

povo, atribuindo-lhe o papel de crianças a serem conduzidas

a

comportamentos aceitos socialmente.
soclalmente.
394

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�A conseqüência mais visível deste posicionamento {mui
{mui^
tas vezes, até inconsciente) êé a importação de modelos

sem a

necessária análise de sua adequação com vistas ao momento histórico. Exemplo disto ié a proliferação da idéia de bibliotecas
públicas como centros de promoção cultural. Será este realmente o caminho indicado para marcar a presença

das

bibliot.ecas

públicas na busca de uma democracia efetiva?
A ideologia subjacente na

orientação das

bibliote-

cas, coloca-as como instituições neutras que se propõem

a di-

fundir o conhecimento de forma a promover a liberdade intelectual e o profissional bibliotecário, como defensor da

"liber-

científica e da dignidade humana".
dade da investigação cientifica
Ènquanto a biblioteca se empenhar na manutenção da
situação estabelecida sem o cuidado com a "vigência social" (7)
da informação, será assim como a escola, um "aparelho

ideoló-

gico do Estado" {usando
(usando a expressão cunhada por Althusser), per
petuando uma ordem social classista.
As perguntas levantadas permanecem sem resposta,

ou

tras mais podem ainda ser colocadas:
- comprovado como está, pela teoria e pela prática expressas '
na literatura da profissão, que as bibliotecas públicas

não

estão atendendo âs
às necessidades educativas, de informação
de laZer
laíer da população, não seria o caso de se procurar

e
uma

prática mais efetiva baseada em uma percepção consciente das
relações sociais?
- o caráter cíclico da evolução das bibliotecas públicas

tem

dependido de fatores alheios ã realidade socio-economica,
mais ligados a contingências políticas momentâneas. 0

e

estãestâ.395
395

Digitalizado
gentilmente por:

Q

ii

12

13

�gio em que se encontra a educacão
educação formal no país, não

pode-

ría ser aproveitado como propício para mudanças nas características e funcionamento das bibliotecas?
bibli,otecas?
- a consciência de classe (média) expressa na atuação

profis-

sional dos bibliotecários pode
oode ser considerada como responsa
vel para a manutenção das bibliotecas numa linha elitista

e

elitizante? Como então tornar possível a mudança?
- de que forma as Escolas de Biblioteconomia têm encarado

a

responsabilidade social da formação de profissionais? Os cur
rículos adotados estão adequados ã realidade? E os

professo

res estão conscientes do papel de duplicadores? ■•
"As instituições não são nem podem ser movidas pelas
mesmas, isoladamente do conjunto social,

elas existem para

e

em nome da sociedade global. Pretender "mudar" uma instituição
nela mesma ié esquecer que ela tem sua garantia na formação social inteira".(8)

A sociedade brasileira está
estã passando por rã

pidas modificações. O0 homem que se dirige às bibliotecas públ^
cas hoje difere bastante daquele de dez, ou até de cinco

anos

atrás. As tensões, os interesses, a alimentação, a vida

enfim

é outra. Serão as bibliotecas atuais diferentes de suas simila
res a igual tempo passado? Não terã
terá acaso o seu tradicionalismo contribuído para a sua restrita participação social?

396

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�ABSTRACT:
Presents some considerations about
ahout the
position of public libraries,
ideological posltlon
concepts on popular culture

and

mass

culture. The role of libraries as a State
state
ideological apparatuses. Ouestions
Questions

the

social performance of public libraries,
of librarians and of schools of
librarianship as a way
wav to facilitate
critical analysis of their praxis.
criticai
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
BIBLIOGRÄFICAS
SCHLEYER, J.R. Transferência da informação
GOMES, M.Y.F. &amp; jCHLEYER,
e
democracia. In: CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 1. Salvador, 21-26. set.1980.
LEMOS, A.A.B. A função da biblioteca pública.
Paulo; suplemento cultural. 7 Jan.1979.

O0 Estado de São

CHAUI, M. Cultura e democracia:
democracia; o discurso competente e outras
falas. são Paulo, Ed.Moderna, 1980, p.3
BOSI, E. Problemas ligados ã cultura das classes pobres.
Encontros com a Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 3:21i,
3:2X4,
set.1978.
CHAUI, M.

op.cit. p.8
. op.cit. p.7

LEMOS, A.A.B. A transferência da informação entre o norte e o
sul: utopia ou realidade? In;
In: CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 1. Salvador, 21-26, set.1980.
ESCOBAR, C.H. As instituições e o poder. Tempo Brasileiro, Rio
de Janeiro (35):4, out/dez. 1973.

397

Digitalizado
gentilmente por:

�CDU

CDD 021.260981411
021:301.360981411

BIBLIOTECA PObLICA:
POBLICA: AÇÃO COMUNITÃRIA
CÉLIA -MEDICI
MEDICI BEZERRA DA SILVA
EDNA ALVES DE ALMEIDA MOREIRA
HELENA GOMES DE OLIVEIRA
LAILA GEBARA SPINELLI
MARIA DE LURDES MARQUES MARTINS
SILVIA MARIA
.MARIA MOTTA
Bibliotecárias do Departamento de Bibliotecas Públicas da.Prefeitura
da Prefeitura do Mu
nicipio de São Paulo.
RESUMO
A observação dos rumos tomados pela Biblioteca Pública em
São Paulo incita a uma análise comparativa entre a sua antiga feisão
ção e a nova, derivada do ajustamento de sua filosofia aos valores
emergentes na época. A obsolescência da política adotada pela Biblioteca pública tradicional gera um questionamento que faz surgir
a Biblioteca Pública: ação cultural, alicerçada por princ.ípios
princípios reno
vadores impulsionados por perspectivas condizentes com o momento.
Para despontar em uníssono com os demais setores da vida da nação ,
ela adquire uma nova roupagem que visa retirá-la do confinamento '
provocado por uma visão um tanto anacrônica e estéril. Essa nova '
performance se manifesta através de uma fértil e bem planejada programação artístico-cultural, que a transforma no Centro Cultural da
comunidade. O material bibliográfico ê realçado a cada programação
o que o mantém
mantêm como um dos sustentáculos do sistema bibliotecário.
Todas as mudanças vislumbradas emanam de atitudes coerentes, que '
procuram materializar os princípios traçados pelo Manifesto da
'
UNESCO.

398

Digitalizado
gentilmente por:

�SSUM
U M Ã RIO

Apresentação
1. Introdução

2

2. Biblioteca no processo de desenvolvimento

3

2.1 Biblioteca Pública: ação cultural
2.2 Funções da Biblioteca Pública
2.3 Conscientização do público e das autoridades quanto ao valor
da Biblioteca Pública
2.4 Programa de ação do Departamento de Bibliotecas Públicas do
Município de São Paulo através da Rede de Bibliotecas Ramais
2.4.1 Retorno decorrente do programa de ação

3
5
7
9

11

3. Conclusão
4. Bibliografia consultada

15

399

Digitalizado
gentilmente por:

�APRESENTAÇÃO

Este trabalho tenta mostrar que a Biblioteca Pública deixou
de se limitar ãs estreitas linhas dos padrões antigos, para assumir
um importante papel diante da comunidade. A nossa intenção, como b^
b£
bliotecãrios, é mostrar que a atual Casa de Cultura abre suas portas
a qualquer tipo de indivíduo, letrado ou não, em consonância com os
princípios estabelecidos pelo Manifesto da Unesco.
No decorrer das páginas enfatizaremos toda uma mentalidade
ativa e idealista, ressaltando muitas das atividades promovidas pela
Rede de Bibliotecas Ramais do Departamento de Bibliotecas Públicas '
do Município de São Paulo.
A elaboração do trabalho calcou-se em experiências próprias
e em considerável bibliografia nacional e estrangeira.

400

Digitalizado
gentilmente por:

Q

ii

12

13

�1.

INTRODUÇÃO

Desde a Antiguidade, temos noticias da existência de Biblto
tecas, como sendo uma reunião organizada de livros, em um determinado espaço físico.
Nosso interesse, porém, recai sobre a Biblioteca Pública ,
que se revelou no século XIX, resultante da valorização do indivíduo
em uma época de sensíveis mudanças sócio-polltico-culturais.
sõcio-polltico-culturais.
Por volta de 1870 as bibliotecas ampliaram seu campo de '
ação, levando ãs Universidades palestras que versavam sobre temas de
interesse para a comunidade local e exposições,,as mais diversas, '
que revelavam todo o potencial artístico dos moradores da região. Ou
tro programa oferecido compunha-se de apresentações musicais muito '
concorridas. Logo, as bibliotecas ficaram conhecidas como centro de
desenvolvimento da cv''tura
cVtura social.
O desenvolvimento total de suas atividades, como Casa de '
Cultura, enquadrado nas necessidades gerais da região, floresceu no
inicio do século XX, quer pela melhor ocupação do tempo livre, quer
pela busca de informação e cultura.
Assim, as bibliotecas consideradas anteriormente lugar pa• ra livros e leitura, assumiram nova configuração.
No Brasil, a primeira Biblioteca Pública foi instalada em
1811 na Bahia. Se analisarmos a literatura sobre bibliotecas públicas brasileiras, veremos que sua trajetória, visando ação cultural,
públ^
foi lenta. No entanto, já existem, hoje, redes de bibliotecas púbM
cas bastante atuantes e dinâmicas.
Antes de nos voltarmos ao cerne do trabalho propriamente '
dito, houvemos por bem conceituar Biblioteca Pública e Comunidade.
Segundo o Manifesto da UNESCO, a Biblioteca Pública é uma
instituição democrática de ensino, cultura e informação, objetivando
"estimular a educação, fornecer a informação, promover a cultura e '
proporcionar o lazer a todo e qualquer membro da comunidade, sem di£
tinção de raça, cor, nacionalidade, idade, sexo, religião, língua,s^
língua,si^
tuação social ou nível de instrução, de modo que a utilizem livremen
401
401.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�te e em igualdade de condições"!.
condições"1.
Comunidade deve ser entendida como: grupo de pessoas que r^
sidem em um certo espaço geográfico, ligadas por laços naturais, visando interesses comuns, gerando união e cooperação espontâneas.
Ê
praticamente impossível dissociar a verdadeira Biblioteca Pública da
Comunidade, pois uma completa a outra, visando lançar mão da experiên
cia individual de seus membros, para atingir o campo sem limites do
saber de toda a humanidade: esta é a atuação da Biblioteca Pública:
Ação - Comunitária.
2.

BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO

2.1

Biblioteca Pública: ação cultural

Em épocas remotas, quando as manifestações artlstico-culturais passaram a ser objeto de consumo de minorias privilegiadas, estabeleceu-se, em contra-partida, o não público, "a ‘grande
grande maioria da
população: todos aqueles a quem a sociedade quase não fornece os
'
meios para optar livremente"2, fruto de um sistema político-econômico estratificante.
Por contingências históricas, o não público foi sendo postergado em detrimento das prerrogativas desfrutadas pela classe dom^
domi
nante.
Tal situação foi se arrastando, e fez com que toda entidade
de cunho artístico-oultural
artístico-cultural tivesse como base objetivos elitistas e
elitizantes, uma vez que o status quo era mantido. Com esse pano de
fundo, assume lugar de destaque a Biblioteca Pública, com uma preten
sa mentalidade inovadora.

1. Apud FERREIRA, Carminda Nogueira de Castro. Biblioteca Pública é
biblioteca escolar? R. bras. Bibllotecon. Doc., São Paulo, 1^
11
(1/2): 10, jan. jun. 1978.
2. JEANSON, Francis apud FLUSSER, Victor. Uma biblioteca verdadeira
mente pública. Revista da Escola de Biblioteconomia UFMG, _9(2)
J(2) :
132, set. 1980.
402

Digitalizado
gentilmente por:

�Por princípio, uma biblioteca para ser concebida como verda
deiramente pública, deve, como afirma Victor
Vlctor Flusser, tentar atender
democraticamente aos reclamos do chamado não-público.
Para que isso ocorra, postula-se a necessidade de se promover minuciosos levantamentos e estudos da comunidade. Procede dal a
exigência precípua da Biblioteca Pública estabelecer, rigorosamente ,
seus objetivos e funções entendidos resoectivamente como produtos finais a serem obtidos e meios de atingi-los.
Fixadas as metas e as diretrizes, os indivíduos deverão ser
despertados para o valor da Biblioteca Pública. Para tanto, será pre
ciso que o bibliotecário, como personalidade representativa da comun_i
comun^
dade ou como agente de grande força social, assuma integralmente esse
papel de destaque, atentando para as pretensões e predisposições dessa mesma comunidade, traçando o perfil de interesse de seus membros ,
o que desenvolverá a sua capacidade de empatização.
Compete ao bibliotecário perspicaz e sensível, evitar alhe^
alhear
-se ãs
ás reais necessidades e interesses daqueles que o cercam, mostran
mostran^
do-lhes que a Biblioteca Pública é um organismo vivo, dinâmico e atum
atu^
te, ã disposição de todos.
A esse mesmo bibliotecário compete, sobretudo, dar a palavra ao não público. Aliás esse conceito assume caráter figurado, uma
vez que ao não público, que consiste da maioria da população que ainda • desconhece a existência da Biblioteca, seria não só facultado o d^
d£
reito de verbalizar idéias e aspirações,
asoiracões, mas, também, o de materializá-las, contribuindo para melhorar sua qualidade de vida.
Em suma, a Biblioteca Pública: ação cultural contrasta com
a Biblioteca tradicional, principalmente, no que tange âã sua qualidade de simples armazenadora de livros, em que o bibliotecário se situa
como mero guardião do acervo e como seguidor empedernido de cânones '
alienígenas quanto a normas técnicas.
Na "nova" Biblioteca Pública, observamos que uma ótica mais
moderna foi adotada, pois, o leitor outrora relegado, passou a ser a
mola mestra a impulsionar os serviços bibliotecários.
Para fazer jus a essa nova conceituação, cumpre ã Biblioteca Pública assumir, na plenitude, todas as suas funções.
403

Digitalizado
gentilmente por:

-y
♦

�2.2

Funções da Biblioteca Pública

As funções educativa, informativa, cultural e recreativa, a
ludidas pelo Manifesto da UNESCO, merecerão um maior realce, por
se
constituírem em condição sine qua non, para que os objetivos sejam '
viabilizados.
Convém salientar que todas elas se diluem, sendo muitas ve
zes difícil distinguir até que ponto a Biblioteca está cumprindo uma
ou outra função especificamente.
A primeira função, a educativa, permeia todas as demais, já
que a Biblioteca Pública contribui para a educação permanente, e tordeixam os ban
na-se, ainda mais marcante no momento em que as pessoas delxeun
COS escolares no afã de adquirir novos conhecimentos. A Lei 5692, im
plantada em 1971, reformulou o ensino de 19 e 29 graus, instituindo '
aos estudantes a pesquisa obrigatória. A partir de então, a Bibliote
ca pública tomou impulso e passou a ser reconhecida por mais algumas
autoridades, como instituição indispensável âã formação educacional e
cultural da comunidade.
A função informativa é exercida em três níveis:
- fornecimento de material de apoio a estudantes como complementação de informações obtidas na escola. Esse nível éê bastante
polêmico, pois muitos questionam se a Biblioteca Pública ê Biblioteca
Escolar. Julgamos o assunto apaixonante, contudo reservamo-nos o direito de não explorá-lo aqui, pois seriamos
serícimos levianos, tratando-o com
superficialidade;
- fornecimento de informações de utilidade pública, para so
lucionar problemas do cotidiano. Por exemplo: orientação quanto ao
preenchimento de formulário de Imposto de Renda, problemas relativos
ã Previdência Social, orientação vocacional, profissional e outras '
mais.
- fornecimento de informações ás
às pequenas e médias indústrias que tanto carecem de assistência
assisércia nesse sentido. Além do que, ê
válida a criação de progrcimas
programas convidativos, preenchendo o intervalo '
de almoço dos funcionários.
A Biblioteca Pública assumiu uma função cultural, bastante
relevante, que por vezes coincide com a de outras entidades que possuem escopo semelhante. O que constatamos ê que a Biblioteca Pública, por estar bem próxima da comunidade, ou por se empenhar nisso, '
404

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�sente-se na obrigação de satisfazer os anseios do público e do não '
público, ainda que a ela atribuam uma pseudo usurpação de
programas
tido como de terceiros. As atividades de extensão, como: cursos, palestras, reuniões, espetáculos, cerimônias, homenagens, exposições e
outras, incluem-se nesta função.
A tentativa de se fazer com que o brasileiro desperte para o
hábito de leitura, está incluída na última função, a recreativa, que
reputamos a mais espinhosa já que por tradição o brasileiro é um povo
que pouco lê. Isto se evidencia, principalmente,
prlnclpalmente, no momento atual, '
em que as pessoas são alvo do assédio sub-reptício dos veículos de co
munloação
municação de massa. Comprovadamente, no Brasil, lê-se basicamente '
por obrigação e não devemos poupar esforços para mudar este estado de
coisas.
O0 escritor Domingos Pellegrini
Pellegrlni Junior manifesta, pesaroso, '
todo o seu desagrado com a situação reinante, quando afirma: "Vejo '
tantos escolares lendo por obrigação e em seguida detestando livros '
para o resto da vida. Me dói
dôi ver isso. Acredito que ê missão de todos nós
educadores, bibliotecários, escritores, pais
estrá
tar e tornar proveitosas e agradáveis as relações entre os livros e
os jovens. Esta éê uma das mais complexas e importantes campanhas em
que se podem empenhar esforços e ciência"3.
ciêncla"3.
Diante disso, ocorre-nos parafrasear aquele famoso "slogan"
oficial, colocando que: povo culto êé povo desenvolvido. Esse lema de
veria ser compartilhado por todos, que se irmanam
Irmanam de alguma forma, na
tentativa de despertar para o valor da leitura.
Concluindo, diriamos que as características básicas que distinguem a Biblioteca Pública tradicional da Biblioteca Pública: ação
cultural, são basicamente duas:
- o bibliotecário que sai a campo para se integrar com a comunidade, atuando com desvelo e boa vontade, no sentido de criar condições para melhorar a sua qualidade de vida;

3. PELLEGRINI JUNIOR, Domingos apud MILANESI, Luis Augusto. Bibliote
cas brasileiras vistas por bibliotecários e usuários. R. bras.
oas
de Bibliotecon. eé Doc., 13(3/4): 231, jul./dez. 1980.
405

Digitalizado
gentilmente por:

�- o leitor que conquista seu lugar de destaque junto aos
sistemas bibliotecários, fazendo-o oscilar segundo as suas nuanças '
comportamentais.

2.3.

Conscientização do público e das autoridades
quanto ao valor da Biblioteca Pública

0 termo "conscientização" merece ser definido, devido ãs
várias conotações que pode assumir. Segundo o Novo Dicionário da Lín
Lin
gua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, éê o "ato ou '
efeito de se conscientizar. Conscientizar: V.t.d. Tomar consciência
de; ter noção ou idéia de"^.
de"'*.
Assim, se enquadra nessa formulação, o ato de sensibilizar •
o público e as autoridades, sobre o valor da Biblioteca Pública
no
contexto sõcio-polltico-cultural.
sécio-polltico-cultural.
0O termo "público" resulta abrangente demais, principalmen
te quando aposto
apôsto ã p..lavra
p, lavra conscientização, o que impele a uma verda
deira maratona catequista. Assim, o objetivo final acaba por ajustar-se ãs necessidades especificas
específicas de cada componente da comunidade
local.
Referimo-nos ao público que se dirige ás Bibliotecas Públicas: o estudante, o profissional de diversas áreas, as donas de '
casa, o neo-alfabetizado, os pesquisadores, os cientistas e outros.
No trabalho de conscientização, de tão diversificadas categorias, ne
cessãrio
cessário se faz a elaboração de programações dirigidas.
Engajada nesse trabalho, compete â Biblioteca:
a) promover a boa leitura, dando ao indivíduo a oportunidade de se instruir, informar e distrair;
b) fornecer material adequado ao neo-leitor;

4. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua
portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1975. p.368.
406

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�r
c) oferecer ao usuário, meios pelos quais ele possa part:
cipar na vida política e sõcio-cultural de seu pais;
d)

preservar a história local;
local ;

e)

integrar-se em redes e sistemas.

Vale lembrar, no entanto, que todo esforço no sentido
de
fornecer serviços cada vez mais abrangentes e complementares ã formação do indivíduo, deve caminhar paralelamente ao fornecimento adequado de um serviço de referência e assistência aos leitores. De nada '
adianta a ação cultural, desvinculada de uma de suas maiores funções:
a de sensibilizar para a leitura.
É fundamental que a Biblioteca Pública deixe transparecer
uma atmosfera de entusiasmo e hospitalidade em seu recinto, dando ao
indivíduo a certeza de que ele eé desejado all, e que dele depende
a
existêrcia da Instituição. Isto pode ser aferido, através de constata
ções inequívocas, como por exemplo, quando um leitor deixa a sua região e continua prestigiando a Biblioteca, ou quando ele se torna oO'''
porta-voz dos serviços por ela prestados.
Para que o público se conscientize do real valor da Biblio
teca Pública, ê imprescindível que ela cumpra, na Integra, as suas '
funções. A afirmação do bibliotecário Antonio Miranda de que: "Se a
Biblioteca for útil, ela será estimada, apoiada e prestigiada"^, é '
bastante pertinente.
Nenhuma Biblioteca deve medir esforços no trabalho de cons
con£
cientização do seu público, pois o seu desempenho será melhor aquilatado, quando da maior frequência de usuários. "Afinal, o que não se
justifica são as salas de leitura vazias e a baixa rotatividade dos '
livros nas estantes"®.
estantes"^. E quando se torna elemento indispensável para
Pública se creden
o bem estar de determinada comunidade, a Biblioteca pública
cia junto ás
às autoridades, e órgãos competentes, reivindicando recursos, justificando a sua existência e manutenção, uma vez que subsiste
às expensas dos cofres públicos. Desta forma, as autoridades serão '
ás

5.

MIRANDA, Antonio. A missão da Biblioteca Pública no Brasil.
Blbliotecon. Brasília, £{1): 72, jan./jun. 1978.

66..

Id.,, ibid.,
Id.
ibid.', p.74.
p. 74 .

R.

407

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�compelidas a dar uma resposta a este público.
Ainda, empenhada no trabalho de conscientizaçir.
conscientizaçã"'. a Biblio
teca Pública deve adaptar os seus serviços às
ãs necessidades da Educação, abrangendo o ensino de 19 e 29 graus, superior e a educação de '
adultos. Desta maneira, mais fácil será fazer compreender ás
às autoridades, o valor dos serviços bibliotecários, como complementares e essenciais ã Educação. A própria Lei 5692 de 1971, se constitue num '
primeiro passo significativo a indicar que as autoridades já se aperceberam dessa peculiaridade.
A preocupação das autoridades com o desempenho da Biblioteca Pública data de outras épocas. No Brasil, em 1937, foi criado '
pelo governo, o Instituto Nacional do Livro, com a finalidade de propiciar meios para a produção e o. aprimoramento do material gráfico, e
melhoria dos serviços bibliotecários.
Com efeito, essas considerações objetivam caracterizar o
valor da Biblioteca Pública como importante recurso comunitário.
Há.
Há
que se considerar, no entanto, que com a demanda cada vez maior, a Bi
blioteca Pública carece de recursos financeiros para um atendimento ã
altura.
A precariedade de recursos financeiros e humanos gera o '
baixo desempenho, refletindo negativamente junto ã Comunidade. Acre£
Acres
ce-se a isso, a sua nova caracterização como Centro Cultural, que exi^
ex^
ge um melhor tratamento por parte dos órgãos competentes.
No trabalho de conscientização, quanto ao valor da Biblio
teca Pública: ação cultural, deve estar presente o bibliotecário, em
condições de dincimizar os serviços existentes e planejar novos sistemas, atraindo recursos financeiros e consequente envolvimento dos órgãos governamentais, persuadindo de que o custo dos serviços bibliote
cários, nada mais é do que uma aplicação de capital no desenvolvimento cultural da comunidade.
A Biblioteca Pública torna-se uma preocupação das autoridades, na medida em que possa repercutir na administração e no desenvolvimento do pais,
país, estado e município, daí a diligência com que deve
ser tratada.
2-4

Programa de ação do Departamento de Bibliotecas
Públicas do Município
.Município de São Paulo através da '
rede de Bibliotecas Ramais

408

cm

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�A partir de 1979, a nova Biblioteca: ação cultural,
do
Departamento de Bibliotecas Públicas do Município de São Paulo, iniciou uma mobilização no sentido de dinamizar as Bibliotecas pertencen
tes ã sua rede.
Os primeiros resultados demonstraram que a Biblioteca Pú^
blica poderia atuar incrementando e promovendo atividades, assumindo,
integ-ralmente, as lunções de uma Biblioteca verdadeiramente pública.
integralmente,
Assim, desenvolveram-se várias atividades, visando uma in
tegração
tegraçâo Biblioteca-Comunidade, numa tentativa de incentivar, o hábito de leitura, como mais uma opção de lazer:
a) Cursos artísticos, culturais e profissionalizantes
Ex.: Trabalhos Manuais, Pintura, Xadrez, Cinema, '
Teatro, História Local, Datilografia e Outros.
b) Espetãculos,
Espetáculos, Cerimônias e Homenagens
Ex.: Desfiles, Projeção de Audiovisuais, Artes Cênicas, Musicais, Recitais Poéticos, Jograls,
Jograis, Homenagens aos Patronos, etc.
c) Palestras
Ex.: Palestras de Entidades de Classe, Encontros '
com Escritores, entre outros.
d) Concursos e Campeonatos
Ex.: Concursos Literários (de poesias, crônicas e
contos), concursos de incentivo áâ leitura (A Biblto
Bibllo
teca e Você), campeonato de jogos educativos (Torneio de Xadrez inter-bibliotecas),
inter-bibllotecas), etc.
e) Exposições
Ex.: Trabalhos Manuais, Artes Plásticas, Literárias
e Outras.
f) Eventos Promocionais de Data Fixa
Compreende-se por data fixa, aquela representativa
no calendário oficial, cujas programações são acom
panhadas de exposição dc material bibliográfico.
Ex.: Semana da Comunidade, Semana do Meio Ambiente,
Imigração Japonesa, Datas Cívicas, Religiosas e Ou
tras.
g) Diversos
Ex.: Tardes de Lazer, Projeto PAICE

(Projeto de '
409

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�Ação Integrada Cultura - Educação), PAF/TV (Programa de Alfabetização Funcional pela TV), Telecurso 19 e 29 graus, troca de livros entre leito
res, lilstõria
história oral, excursões culturais e recrea
tivas, murais informativos e outros.
Lembramos que o êxito de qualquer atividade, se faz sentir em conformidade com as formas de divulgação empregadas, que são '
atípicas, pois cada comunidade apresenta estrutura, costumes e hábiliãbitos característicos que precisam ser observados.
2.4.1

Retorno decorrente do programa de ação

0O retorno do público e do não público ãà Biblioteca, deno
ta resultados auspiciosos, detectados de várias formas:
a) Participação do não público, que ao descobrir as progrcunações culturais e de lazer, identifica-se com a Biblioteca, na '
gramações
medida em que se oferece, voluntariamente, para colaborar com as programações, prestigia os eventos tornando-se leitor assíduo, na maioria das vezes a partir das primeiras recomendações feitas pelo biblfc
bibljo
iniciação neste hábito.
tecário, responsável pela sua Iniciação
liáblto.
b) Participação da biblioteca nas atividades da comunida
comunlda
de, que se apercebe de sua atuação e solicita a presença de seus representantes, em eventos por ela promovidos.
Concursos literários, de escolas de samba e outros em
que o bibliotecário atua como juiz;
Reuniões de Delegacias de Ensino, de Distritos Policiais, de Associações Comerciais, de Associações de '
Amigos de Bairro e outros;
Comemorações relevantes, em que o bibliotecário é solicitado para atuar como membro da Comissão Organizadora (Semana do Verde, Semana da Criança, Festas de '
Aniversário de Entidades de Bairro e outras);
Campanhas Filantrópicas;
Ccunpanlias
Feiras, Festivais, Lançamento de livros. Recitais, a
convite de usuários;
c) Solicitação do espaço físico da Biblioteca para sediar programações da comunidade:
Cursos, palestras, espetáculos, homenagens,
liomenagens, comemorações, solenidades, em que, por vezes, o bibliotecário
410

Digitalizado
gentilmente por:

�êé um dos convidados de honra;
d) Solicitações ao bibliotecário, enquanto ser humano, em
situações que pressupõem um relacionamento afetivo com o público,
'
(prestigio às atividades profissionais e convites que induzem ã forma
ção de laços familiares).
Somam-se a todas estas modalidades de retorno, a frequência do público habitual às programações culturais, acrescida dos altos
índices de rotatividade do acervo.
Algumas iniciativas do Departamento de Bibliotecas Públicas obtiveram tal êxito, que a população de determinadas regiões,
'
acostumadas com eventos de certa periodicidade, como as Tardes de Lazer, se oferece, antecipadamente, para colaborar na sua realização.
O retorno que consiste, genericamente, na somatória de '
leitores atendidos e de participantes de eventos, êé facilmente mensurável através de estatísticas, como explicita o quadro abaixo, que to
ma maio, como mês base.

O Departamento de Bibliotecas Públicas do Município de '
são Paulo, através da Rede de Bibliotecas Ramais, atendeu em 1979, '
40.384 pessoas, e em 1981, constatou que esse número foi acrescido '
de 52%, o que indica que uma ampla divulgação aliada a uma diversif^
diversifi
cação de atividades, contribui, sobremaneira, para um retorno deveras significativo.
O expressivo aumento de 262% de participantes de eventos
culturais, ratifica a validade dessa nova configuração assumida pela
Biblioteca Pública: ação cultural.
411

Digitalizado
gentilmente por:

*

�3.

CONCLUSÃO

Existem depoimentos que muito dignificam e enobrecem a Biblioteca pública,
Pública, fazendo crer que ela como instituição democrática '
de cultura tem realmente conseguido lavrar muitos tentos na escalada
da popularização da leitura.
Muitas pessoas de certa projeção têm decantado, que muito
do que são agora, devem ã possibilidade de ter frequentado bibliotecas, assentindo que existem marcas indeléveis na sua formação, provocadas pela boa leitura que desfrutaram no transcorrer de suas vidas.
As próprias estatísticas são comprobatórias, pois atestam
o empenho que vem sendo envidado no sentido de levar o livro a todas
as camadas da população, esteja onde estiver.
Os números falam por si, e demonstram a eficiência das Bibliotecas Públicas
públicas na luta em prol da melhoria da qualidade de vida '
de seus usuários.
Todo í( 'se manancial inestimável de recursos, serviços e in
formações deve ser continuamente aproveitado e reconhecido. Compete
Competa
às autoridades constituídas subsidiá-lo sempre, não só
ás
s5 no sentido financeiro como humano, deslocando profissionais conscientes e competen
tes que o impulsionem, para evitar que caia no descrédito popular.
Por outro lado, essas constatações são ainda mais eloquentes na medida em que a biblioteca tem diante de si o desafio imposto
pela penetração incomensurãvel
incomensurável dos veículos de comunicação de massa.
Apesar deles, as bibliotecas têm atraído pessoas, através de programa
ções culturais que induzem âã leitura. Esse éê um dado inquestionável,
que comprova a eficácia da fórmula encontrada.
Um outro dado que corrobora a importância inconteste da Bi
blioteca Pública é o fato de contarmos no Brasil com apenas 600 livra
rias, enquanto que em Paris existem 1.200 delas.
Esse fato éê ainda mais desalentador se nos detivermos
no
ônus que a produção editorial representa nos dias de hoje, o que faz
com que só uma minoria, ávida de leitura e com maior poder aquisitivo,
tenha condições de consumí-la.
consumi-la.
Isso tudo leva a crer que a Biblioteca Pública: ação comunitária carece de maior empenho, de quem de direito, através da adoção de medidas protecionistas que denotem uma justa e bem planejada '
412

Digitalizado
gentilmente por:

♦

Q

ii

12

13

�política de descentralização cultural, e que a engagem em movimentos
de popularização do livro.
Finalmente, a Biblioteca Pública deve acompanhar a evolução dos tempos, pois só assim ela será incluída no processo de desen
volvimento global do país.

A B S T R A
ACT
C T S

The observation of the courses taken by the Public Library in São Paulo stimulates to a comparativo
comparative analisys between its
'
previous aspect and its newone, derived from adjustment of its philo
sophy to the values incidents from that time. The obsolete of the '
policy adopted by the traditional Public Library originated the ques
tion which results in the appearance of the cultural function of the
Public Library, based on renewal principles
principies stimulated by perspectives suitable to the moment. It undergoes a reform to coinside with
the appearance of the other sectors of the life of the nation and '
whose aim's at liberating from confinement provoked by an anachronic
and static view. This new performance is expressed by a correction
and a very well planned artistic-cultural reform and which will
'
transforme it into a Community Cultural Center. The bibliographic '
material is showed in every programming presented. Every change
'
that takes place appears slowly from the coherent
coherent.attitudes
- attitudes which '
try to put into effect the rules adopted by Unesco Public Declaration

413

Digitalizado
gentilmente por:

�4.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

1. AfJDRADE, Ana Maria Cardoso &amp; MAGALHÃES, Maria Helena de Andra- '
de. Objetivos e funções da biblioteca pública. R. Esc. Bibliotecon. UFMG, Belo Horizonte, ^(1):
8^(1): 48-59, 1979.
2. COMUNITY and the library. In: ENCYCLOPEDIA of library and inforInformation Science.
science. New York, Marcei
Marcel Dekker, cl971. p.470.92.
3. DAVIS, D.W. Library as cultural center. In:
. Public librallbrcfries as culture and social center: the origen of the concept.
Metuchen, N.J., Scarecrow, 1974. p.76-96.
4. FERREIRA, Carminda Nogueira de Castro. Biblioteca pública é biblioteca escolar? R. bras. Bibliotecon.
Bibllotecon. Doc., são
São Paulo, 11(1/2
9-15, jan./jun. 1978.
5. FLEMINE, Louis U. Comunity
Comunlty and Public llbraries:
libraries: cooperatlon
cooperation or
conquest? Wilson Library Bulletin, New York, ^(4): 319-23,
1977.
6. FLUSSER, Victor. Uma biblioteca verdadeiramente pública. R. Esc.
Bibllotecon. UFMG, Belo Horizonte, £(2)
Bibliotecon.'UFMG,
£(2):: 131-8, set. 1980.
7.

GARDNER, Frank M. Finalidades y objetivos de Ias
las bibliotecas '
públicas. Boletin de la UNESCO para Ias bibliotecas, 27(4):
27(4);
'225-30,
225-30, jul./ago. 1973.

general. in:
In:
8. KRAMER, Garnetta. Bibliotecas públicas en general,
.
Notas bibllotecolõglcas.
blbliotecolõqlcas. 2. ed. México, Editorial Pax-MéxiPax-Méxlco, 1972. p.27-38.
9. LAKATOS, Eva Maria. Comunidade e sociedade. In:
. Sociologia geral. 3. ed. são
São Paulo, Atlas, 1979. p.273-6.
10. LENHARD, Rudolf. Comunidade e Sociedade. In:
geral. são
São Paulo, Pioneira, 1971. p.v37-v38.

.

11. LIBRARY TRENDS. Group Services
services in public llbraries.
libraries.
V.17, n.l, jul. 1968.

Sociologia

Urbana, 111.,

414

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

�12. MANIFIESTO de la Unesco sobre la biblioteca pública. Boletin de
la UNESCO para Ias bibliotecas, ^(3): 134-6, 1972.
13. MARTINS, M. de Gusmão. Serviço de referência e assistência aos '
leitores. Porto Alegre, Ed. da Universidade do Rio Grande do
Sul, 1979. 257p.
14. MILANESI, Luis
Luís Augusto. Bibliotecas brasileiras vistas por biblto
tecários
tecãrios e usuários. R. bras. Bibliotecon.
Blbllotecon. e Doc., São Paulo,
13(314): 228-42, jul./dez. 1980.
15. MIRANDA, Antonio Lisboa Carvalho de. Cecily ou a missão do biblJp
bibljp
tecário. R. Esc. Bibliotecon. UFMG, Belo Horizonte, ^(1)
£(1):: 7-18,
1979.
16.

. Considerações sobre o desenvolvimento de redes e siste
mas de bibliotecas públicas no Brasil. R. Bibliotecon. Brasília, 7(2): 230-5, jul./dez. 1979.

j./.
i;.

. A missão da biblioteca pública no Brasil.
con. Brasília, 6(1): 69-75, jan./jun. 1978.

18.

. Planejamento bibliotecário no Brasil.
da Universidade de Brasília, 1977. 135p.

R. BlblloteBibliote-

Brasília, Ed. '

19. NEGRÃO, May Broo)&lt;ing.
Broo)cing. Por uma biblioteca mais atuante. R. bras.
Blbllotecon. e Doc., São Paulo, ]^(l/2):
Bibliotecon.
]A(l/2): 73-5, jan./jun. 1978.
20.

. Serviços ao usuário na biblioteca pública. In: JORNADA. RJO GRANDENSE DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 69
6Ç Porto
Alegre, 1980. p.59-79.

21. PLAFF JUNIOR, Eugene. Oral history: a new challeng for public li
braries. Wilson Library
Llbrary Bulletin,
Bulletln, New YÓr)&lt;, 54 (9): 568-671, '
May, 1980.
22. STEVENSON, Gordon. Popular culture and the public library. Advances In
in llbrarlanshlp,
llbrarlanshlp. New Yorlc, Academic Press, 7^:
1_- 177-224,
177-224 ,
1977.
415

Digitalizado
gentilmente por:

�23. SUAIDEN, Emir José. Biblioteca pública brasileira: desempenho e
perspectivas. São Paulo, LISA/INL, 1980. 82p.
24.

. Perspectivas das bibliotecas públicas no Brasil.
Blbliotecon. Brasília, £(1):
6(1): 77-82, jan./jun. 1978.

^
R^_ '

416

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�CDU
CDD

021.6
021.2

A ATIVIDADE DE EXTENSÃO DA EBC/UFBA NA BIBLIOTECA PÚBLICA "ERNESTO SIMÕES FILHO" DA CIDADE DA
CACHOEIRA

Esmeralda Maria de Aragão
Prof. Adjunto da UFBA
Coordenadora das atividades de Extensão
do Departamento de Biblioteconomia
Associação Profissional
dos
Bibliotecários do Estado da Bahia - APBeb
CRB/5 n9
n? 40

417

Digitalizado
gentilmente por:

�S U M A R I1 0o

1 - introdução
2 - PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DA
CIDADE DA CACHOEIRA PRODESCA
2.1 - Siíb-projeto
Sub-projeto nÇ
nV 1/77 - A Biblioteca
Pública e a Comunidade
2.2 - Sub-projeto n9 2/78 - Instalação da
Biblioteca Pública "Ernesto Simões
Filho"
2.3 - Sub-projeto nÇ
n? 3/79 - Técnicas Bibliote
conômicas de apoio a Escola
2.4 - Projeto 80-81 - A formação do hábito de
ler na comunidade cachoeirana
3 - REFLEXÕES

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
st e m
GeraMancnto

^

^

�UMA EXPERIÊNCIA DE ATIVIDADE DE EXTENSÃO DO
DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA DA UFBA EM
CACHOEIRA, Ba.
Esmeralda Maria de Aragão
Prof. Adjunto da UFBa.
Coordenadora das atividades de Ex
tensão do Departamento de Biblio
teconomia

RESUMO; Relato das atividades de extensão
RESUMO:
desenvolvidas
pelo Departamento de Biblioteconomia e Documentação da
UFBA,
junto ao Projeto de Desenvolvimento da cidade
da
Cachoeira
1977-79 - PRODESCA envolvendo, por intermédio de três sub-proje
tos, alunos e professores com a comunidade cachoeirana, no pro
cesso de desenvolvimento sõcio-cultural da cidade.Programa subsequente ao téinnino
término do projeto a partir de 1980 e seus
prime^
ros resultad''s.
resultad's. Reflexões em torno da experiência, perspectivas
de se formar e desenvolver o hábito de leitura na comunidade.
1 - INTRODUÇÃO
A oportunidade que oferece o XI Congresso Brasileiro
de
Docvunentação aos bibliotecários, professores
Biblioteconomia e Documentação
e estudantes de Biblioteconomia de pensarem na realidade bras^
brasi
leira que vive a "Biblioteca Pública", instituição criada para
aprimorar a educação continuada do homem, êé sobremaneira importante no momento histórico que vivemos.
Ressalte-se e louve-se a feliz escolha do tema
central:
"Biblioteca e educação permanente", com o objetivo de
extrair
dele reflexões, conhecer experiências e desenvolver novas ações
em direção ao apoio formal da Administração Governamental
e
Privada para a solução dos seus problemas. É uma
perspectiva
animadora.
Realmente, refletindo na importância da comunicação de ex
periências desenvolvidas ou em execução, decidiu-se
relatar
419

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�neste Congresso o que tem feito o Departamento de Bibliotecono
mia e Documentação da Escola de Biblioteconomia e
Comunicação
da UFBa., em atividade de extensão, vivenciada por grupos
de
alunos durante cinco anos em Cachoeira, a história "cidade
mo
numento" do reconcavo baiano.
O trabalho esteve sempre voltado para djis
dois objetivos prin
cipais: a) levar o estudante de Biblioteconomia a refletir na
realidade da Biblioteca Pública
Publica Brasileira, como campo de trei
namento para o processamento técnico do acervo e atuaremna mon^
toria de cursos, b) conquistar a comunidade a colaborar
com
as atividades programadas, sondar suas aspirações e
projetar
seus valores sócio-culturais.
sõcio-culturais.
2 - PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DA CIDADE DA CACHOEIRA-PRODESCA
Uma experiência em atividade de extensão realizada
pela
Universidade Federal da Bahia, na gestão Augusto Silveira Mas
Mcis
carenhas com 0 PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DA CIDADE DA CACHOEI
RA - PRODESCA de 1977/79, MEC, contou com a participação
da
Escola de Biblioteconomia e Comunicação da UFBa.
Sub-projetos interdisciplinares visando ativar a
comuni
comun^
dade cachoeirana para uma necessidade de mudança
sócio-econô
sõcio-econô
mica-cultural, e que colocasse a velha histórica cidade no es
paço justo de suas tradições, foram solicitados pelo presidente
do projeto,
projeto. ProfÇ
Prof? Fernando Luiz da Fonseca às seguintes
Unida
des: Arquitetura, Enfermagem, Economia, Biblioteconomia, Belas
Artes, Nutrição e outros.
O Departamento de Biblioteconomia foi convidado,
inicial
inicia^
mente, a prestar assistência ao PRODESCA fazendo o levantamento
de uma coleção particular doada ao ginásio local. Dal nasceu a
oportunidade de se conhecer melhor os objetivos do projeto, e a
possibilidade de entrosamento para elaborar sub-projetos
que
estimulassem professores e alunos de Biblioteconomia a realiza
rem atividades ligadas a área. Uma exigência condicionou a apro
vação dos sub-projetos: que desse oportunidade de estágio
ou
treinamento aos grupos de alunos envolvidos, e que se
dirigis^
dlrigi£
sõcio-culturais.
sem ãà comunidade propondo mudanças sócio-culturais.
420

Digitalizado
gentilmente por:

�2.1 - SUB/PROJETO n9 1/77 - A Biblioteca Pública e a
Comunidade
0 objetivo principal deste sub-projeto foi de atrair
a
comunidade para os cursos de informação que evidenciavam a B^
Bi
blioteca Pública como centro da atividade cultural da
cidade,
enfatizando a necessidade de participação de todas as
pessoas
no processo cultural.
Aquela época.
época, Cachoeira não dispunha de uma biblioteca,mas
apenas uma "sala de leitura" num velho casarão, onde os
leito
res faziam suas consultas às obras de referência para
elabora
ção de trabalhos escolares.
Foram assim realizados cursos intensivos com carga horá
ria variando de 8 a lOhs., no Ginásio local, visando esclarecer
a comunidade sobre a importância da Biblioteca Pública,
como
funcionam suas várias seções, fontes de informação e sua utili
util^
'zação,
zação, preparo do trabalho escolar, e fases da pesquisa.
Esses cursos tivereun como objetivo, provocar debates,
de
sinibir os seus participantes, na maioria colegiais e professo
slnlblr
res de 19 e 29 graus, atralndo-os
atraindo-os para a perspectiva da utiliza
ção dos serviços da Biblioteca a ser instalada
Instalada no "Solar Estre
la", casarão do Séc.
Séc, XVIII em fase de restauração pelo Patrimô
nio Artístico e Cultural do Estado. Mais de 80 pessoas de
nlo
vá
vã
rias faixas etárias, com escolaridade e formação diversas, Ins^
ins
crevetam-se e participaram dos mesmos.
crevefam-se
Enquanto isto, os alunos de Biblioteconomia se viam
vicun envo^
vidos com as tarefas de registro de obras doadas, na "sala
de
leitura". Os resultados desse período forám maiores no campo da
comunicação, no conhecimento por parte de alunos e professores
de figuras da comunidade, na própria participação aos
cursos,
numa demonstração do interesse e vontade de crescer
cultura^
mente.
AO tempo em que se
Ao
a Biblioteca, na Escola
bendo a participação de
trabalhos voltados para

restaurava o velho solar para
abrigar
de Biblioteconomia o PRODESCA
PRDDESCA ia
rece
professores nas salas de aulas,
com
a cidade da Cachoeira. Assim foi
no
421

Digitalizado
gentilmente por:

�tável a colaboração das alunas no segundo semestre de 77, nas
disciplinas Seleção, Classificação, Catalogação, Organização e
Administração de Bibliotecas. Em Seleção, foram feitas
pesqui
sas sobre a cidade, visando reunir requisitos para a
seleção
do acervo. Cerca de 500 livros de literatura brasileira e
ou
tros assuntos, doados pela então Diretora da Biblioteca
Cen
trai do Estado, Profa. Eurydice Pires de Sant'Anna, foram cias
sificados e catalogados pe.las alunas das respectivas disciplinas .
Elaborou-se um questionário para conhecer as preferências
de leitura da comunidade, sendo aplicado por uma bolsista
de
História que lá residia, e se engajou ao projeto. 100
questio
nários foram aplicados, indicando preferências de autores e tí
tulos de obras, atingindo crianças, jovens e adultos.
Serviu
para análise e relacionamento das primeiras listagens de aquisi
aquis^
ção.
2.2 - SUB-PROJETO ny
n? 2/78 - instalação da Biblioteca
O governo do Estado, na época o Prof. Roberto Santos, que
vinha mantendo convênios com a UFBA em Cachoeira, mostrou-se in
teressado, juntamente com o seu vice-governador,
vice-govemador, Dr.
Edvaldo
Brandão Correia em dotar a cidade de uma boa biblioteca,
pro
porcionando,não só a restauração do prédio como também
enca
minhando providências para a instalação dos serviços. Um
con
vênio foi firmado entre a ÜFBA/Govemo
UFBA/Govemo do Estado/Fundação
Cu^
Cuj^
tural/Prefeitura Municipal da Cachoeira com esse propósito.
Desse modo, o sub-projeto nÇ,
n9. 2 contou com a participação
da Profa. Kátia Maria Carvalho Silva, coordenadora de bibliote
Fiandação Cultural como executora do
cas, representando a Fundação
con
vênio, a chefe do Departamento de Biblioteconomia e
Documenta
ção, Profa. Dinorá Luna de Assis Quaresma e a coordenadora do
Colegiado e dos projetos anteriores, Profa. Esmeralda Maria de
Aragãq.
O projeto foi elaborado com o estudo da planta, cedida
pia pelos construtores.
422

Digitalizado
gentilmente por:

có
cõ

�o0 convênio fixou as atribuições das partes convenentes, ca
bendò ao Departamento de Biblioteconomia pela UFBA realizar o
processamento técnico; àã Coordenação de Bibliotecas a responsa
bilidade de compra do material permanente e ã Prefeitura a ma
nutenção do acervo, limpeza e segurança do prédio. Objetivamen
te, a sua execução dependeu da entrega do imóvel, prevista para
o mês de março, convergindo as atenções,
atenções para o espaço
dispo
nível das seções, aquisição do mobiliário e processamento
do
acervo, ampliado com doações. As turmas conciuintes
concluintes dos 2
se
mestres de 78 colaboraram com interessantes doações de mapas, car
tazes ilustrativos, recortes de jornais organizados em pastas
sobre a cidade, sua história e tradição.
Embora o prédio já estivesse restaurado em março, por mo
tivo de não cumprimento de cláusula do convênio pela Prefeitu
ra, só em outubro foi entregue ã Universidade, para que se
f^
zesse com a Coordenação de Bibliotecas, a instalação dos
ser
viços. A partir daí, até a aquisição do mobiliário em fins
de
novembro, cuidou-se de distribuir os acervos, e processá-los.
No dia 15 de fevereiro, finalmente, foi inaugurada a nova
Biblioteca Pública Municipal denominada "Ernesto Simões Filho",
do Governo do Estado ao fundador do jornal
"A
uma homenagem dp
Tarde", cachoeirano ilustre. A EBC promoveu com o apoio
da
Coordenação de Extensão da UFBA pela sua titular Solange Lamego
Borges, uma exposição com fotografias e cartazes intitulada: "A
Universidade Federal da Bahia em Cachoeira" mostrando os
tra
balhos e atividades dos departamentos envolvidos com o PHODESCA,
PRODESCA
2.3 - STO-PROJETO
2.3SUB-PROJETO n9 3/79 - Técnicas Blblioteconõmlcas'
Biblioteconómicas como ins
Ins
trumento de acesso a informação
Objetivos;
Objetivos:
1) Desenvolver, por intermédio da organização técnica da
Biblioteca, um programa de estágio para os alunos de Bibliote
conomia.

423

Digitalizado
gentilmente por:

�2) Preparar a comunidade para ter acesso
existente nas várias secções da Biblioteca.

a

informação

Perseguindo esses objetivos, foram realizados os seguin
tes cursos: "A informação processada e sua recuperação",
a
Cargo das Profas. Dinorá
cargo
Dinorã Luna de Assis Quaresma e
Esmeralda
Maria de Aragão e as alunas monitoras: Gerluce M. Guimarães e
Isaura L. Perdomo; "Participação Comunitária nas Atividades da
Biblioteca", a cargo das Profas. Felisbela de Matos
Carvalho
e Maria de Lourdes do Carmo Conceição enfocando,
respectiva
mente, o novo conceito da Biblioteca Pública e as
atividades
que a comunidade pode colaborar com a Biblioteca; "A Seção de
Periódicos - utilização do seu acervo", a cargo da Profa. Car
mélia Regina de Matos com a monitoria de Adalice Gustavo
da
Silva; "A Seção de Documentação Histórica da Cachoeira"
que
contou inicialmente,
inicialroente, com duas palestras: do Prof.
Francisco
Soares, da Faculdade
Facu3dade de Arquitetura sobre "monumentos arquite
tônicos da Cachoeira", Prof. .Antonio Loureiro de Souza sobre
"A História da Cachoeira", seguindo-se a participação
da
Profa. Eurydice Pires de Sant'Anna com o curso de "Planejamen
to da Seção de Documentação Histórica da Cachoeira". Duas
pa
lestras da Profa. Maria José Rabello de Freitas sobre a "Apre
sentação de trabalhos e relatórios escolares" e Mar,,a%ida
Mar^a^ida Pin
to de Oliveira sobre "As fases da pesquisa". "A seção de
re
ferência e sua utilização no trabalho escolar",
escolar"; a cargo
da
Profa. Marinha de Andrade, com a monitoria de Marlene
Deiró
Mello; "0
"O programa de extensão da Biblioteca Pública - o
car
ro Biblioteca" pela Profa. Kãtia
Kâtia Maria Carvalho.
Concomitantemente, neste período, as alunas de
Bibliote
conomia apresentavam os seguintes resultados no processamento
técnico.
2.500 obras registradas
200 fichas catalográficas
catalogrãficas
50 títulos de periódicos catalogados.
Com o sub-projeto n9
n? 3 encerrou-se o PRODESCA, alegando o
seu patrocinador o MEC/DAU falta de recursos para lhe
dar
prosseguimento.
424

Digitalizado
gentilmente por:

-11/

�Desse modo, todas as unidades que implantaram ali suas ati
aW
vidades as encerraram, ficando apenas Enfermagem,
financiada
pela Fundação Rockfeller e Biblioteconomica, com o
Convênio
com a Fundação Cultural e Prefeitura.
2.4 - Projeto /80-81 - A formação do hábito de ler na
dade cachoeirana

comuni-

Um balanço das atividades de Biblioteconomia nos
animou
a prosseguir apenas com a ajuda do INL, com bolsas para
os
ÜFBA.
alunos, e pequena ajuda da Coordenação de Extensão da
UFBA.
Dessa maneira, a escolha de um tema ou nova ação para ser
de
senvolvida durante o exercício de 80 foi idealizado. Imaginouse iniciar uma estratégia que estudasse a possibilidade de for
mar e desenvolver o hábito de ler na Biblioteca "Simões
F^
Iho".
Realment-. este projeto não poderia durar apenas um
pe
ríodo letivo e teria que envolver professores locais, chefes de
família, jovens, a comunidade no seu todo, para se atingir os
seguintes objetivos,: conhecer, formar e desenvolver o
hábito
de ler. De pronto se nos apresentam duas classes de problemas:
a) verificar o hábito de ler nos adultos; b) iniciar uma
pro
gramação envolvendo a criança na formação .de
de hábitos de
lei^
le^
tura. Estaria a comunidade, a essa altura, conscientizada
da
importância da Biblioteca na sua cidade?
Elaborou-se, como estratégia, um questionário procurando
saber que cursos os leitores gostariam que fossem
dados
na
Biblioteca com a finalidade de desenvolver habilidades,
apti
does. Este questionário, respondido por 60 pessoas,
dões.
indicou
um interesse em cursos de música, pintura, marcenaria, técnico
de TV, encadernação, etc...
Deduziu-se assim, que as pessoas desejavam ter novas
ha
bilitações e, proporcionar cursos desse tipo, seria uma atração,
para cumprimento dos objetivos traçados.
O primeiro curso, solicitado há
hã muito por um grupo de sen
horas foi o de "Bonecas de Pano", um artesanato muito
bem
elaborado por uma senhora, D. Júlia Soares, e que não tinha
425

Digitalizado
gentilmente por:

�seguidoref
seguidoreF nem similares no Estado. Deu-se início ao mesmo em
janeiro, mas em fevereiro, uma terrível enchente
paralizou
todas as atividades da cidade durante dois meses. Depois
de
recomposta a cidade foi reativado o curso em abril, encerrando-se em maio,com uma exposição das 100 bonecas confeccionadas
pelos 25 participantes. O sucesso foi tão grande que
perma
se
neceu aberta ã visitação pública até 25 de junho quando
festeja a liberação do jugo portugês em 1823.
As alunas de Biblioteconomia participaram desse
curso
planejando a exposição e recepcionando os visitantes.
Proje
tou-se, desse modo, um artesanato bonito, tomando-se
tornando-se
conhe
cida a artesã D. Júlia em todo Estado , e até com entrevista
pela TV.
Um segundo curso entrou nas cogitações dà
da
coordenação:
coordenação;
encadernação, solicitado por um grupo razoável de pessoas.
Foi elaborado o programa e entregue a sua execução ã b^
bliotecãria e professora Carmelinda Cantolino Leal da Biblio
teca Infantil Monteiro Lobato. Ministrado nos fins de semana,
contou o mesmo com a participação de 35 pessoas (o limite
foi
30) e no final 25 receberam certificados. Dois objetivos nor
tearam o curso;
curso: a) ensinar a técnica visando uma
iraia opção de em
prego ou atividade paralela; b) encadernar os , livros da
B^
Bi
blioteca.
Os.resultados foram também de grande alcance: 280 livros
Os,resultados
foram encadernados pelos alimos;
alunos; duas funcionárias da Prefe^
Prefei
tura que fizeram o curso, foram encarregadas de encadernar jor
nais e documentos fiscais, prestando assim um grande
ser
viço a atual administração municipal. Dois outros
alunos
estão trabalhando particularmente na técnica. As alunas de Bi
B^
blioteconomia que funcionaram como monitoras, Jucélia Olivei
Olive^
ra Santos e Eliece Helena Santos Araújo elaboraram um "Manual
de Encadernação" para servir de texto para novos cursos.
O 29 semestre de 80 foi ativado com dois
interessantes
concursos: "Como vi a viagem do Papa João Paulo II ao
Bra
sil" após a visita do Sumo Pontífice e, posteriormente, o
426

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�Concurso: "A capa do Livro que vou escrever" na "semana
do
livro".Ambos os concursos, lançados nos dois colégios de 19
e 29 graus tiveram uma participação interessada e proveitosa.
Premiou-se com livros doados pela Fundação Cultural do
Esta
do e pequena inportância
importância em dinheiro dada pela Coordenação de
Extensão da UFBA. Fez-se uma exposição dos trabalhos muito v^
vi
sitada por familiares
fainlliares dos participantes.
Também durante ãá "semana do livro" foram convidados
a
realizarem palestras sobre a leitura, o livro e a biblioteca
as seguintes pessoas: a diretora da Biblioteca Infanto - Juve
nil "Monteiro Lobato", Profa. Moema Figueiredo
Brasileiro;
Prof. Raimundo Correia do Ginásio local e o Sr. Emanuel
Sil
Si^
va, gerente do Banco Econômico de São Félix.
No final do ano, um curso de lembranças e enfeites para
o Natal foi desenvolvido por grupo de senhoras,
terminando,
terminando
com exposição e venda em benefício da Biblioteca.
No exercício de 81, nova enchente atrapalhou os
planos
e atividades, mas deu-se continuidade aos mesmos a partir de
abril.
De uma relação de 45 alunos inscritos para estagiar no
projeto, foramforam selecionados 5 que receberam uma pequena
aju
da do INL para em 45hs. desenvolverem,na Biblioteca,atividades
de processamento, organização da seção infantil e aplicação
de questionário para verificar os títulos, autores
mensa
gens de livros lidos pelos leitores. A fim de despertar
a
comunidade para o tema: O0 hábito de leitura, convidou-se
a
Profa. Maria Bety Coelho Silva, Assessora especialista no as
sunto da Coordenação de Bibliotecas do Estado, para proferir
uma palestra no Ginásio local, no dia 5 de junho,
intitu
lada: "A importância da leitura na vida do homem". Esta pa
lestra desenvolvida com segurança e clareza transmitiu
a
mensagem, a um grande público e posteriormènte
posteriormente um
vun novo
con
vite deverá ser formulado âã Bety para falar a professores do
Ginásio das Sacramentinas o que possibilitará uma nova abor
dagem do assunto. No próximo ano, teremos a sua participação
Biblio
na pesquisa do projeto: A formação de hábito de ler na Biblio,
teca "Ernesto Simões Filho".
427

Digitalizado
gentilmente por:
por;

♦

�Decidiu-se acatar as solicitações de pessoas da
comun^
coraun£
dade para a realização de cursos àã noite ,na Biblioteca ,
com
a condição de que deixassem como lembrança,
lembrança,um
um livro da
rela
ção "para adquirir". Assim, dois cursos estão sendo
realiza
dos: de Contabilidade, para candidatos a concurso do
"Banco
do Brasil" e Inglês, para um grupo de funcionários da
firma
que desenvolve o projeto da "Pedra do Cavalo". Um dirigente da
"Lira Ceciliana" pediu a colaboração da Biblioteca
para
um programa comemorativo dos seus 125 anos de fundação.
im
Su
geriu-se então im
um curso de música, ministrado pelo regente da
Banda e que teria participação do Chefe do Departamento de
Música do Seminário de Música da UFBA; Prof. Horst
Karl
Schwebel. Para o encerramento do curso a 2 de outubro,
está
programada uma retreta com a participação das duas
bandas,
isto é, da Lira e UFBA, na praça da Aclamação ém
em frente
ã
Prefeitura.
Colocou-se ã disposição dos alunos desse curso, 35
ao
todo, biografias de compositores brasileiros, Carlos Gomes e
Vila Lobos, e outros estrangeiros. A leitura dessas
biograf^
as será avaliada e incentivado o empréstimo de outros
1^
vros da coleção, no final do curso.
Está programado o lançamento também para outubro, do
1^
vreto: "Três jovens poetas cachoeiranos" como incentivo ã pro
dução poética de 3 jovens que participaram das comemorações da
"Semana do Livro" o ano passado, com apreciação critica
crítica pelo
Prof. Antonio Loureiro de Souza, cachoeirano e membro
da
Academia de Letras da Bahia, numa promoção do Departamento de
Biblioteconomia com a colaboração da Fundação Cultural do Es^
Es
tado.
3. REFLEXÕES
0 exaustivo relato das atividades elaboradas e
desenvol
vidas em Cachoeira pela EBC por intermédio do seu
Departa
mento de Biblioteconomia e esta Coordenação, pretendeu
mos
scáaretudo, focalizar
o
trar resultados, envolvimentos e, sobretudo,
trabalho do aluno, do futuro bibliotecário e o
resurgimentr
resurgimentr
428

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�de uma comunidade, graças a programação idealizada em torno
suas aspirações e tendências.

de

Convém destacar que Cachoeira pode delimitar, hoje,
sua
atividade cultural com o marco: PRDDESCA. Antes, ou seja,em 1976,
a cidade, apesar das suas tradições históricas e culturais
era
parada, sem vida, esquecida, abandonada. O quadro agora é tota^
tota]^
mente diverso, com uma estrutura sõcio-econômica em ascenção, as
a£
sistica pela Universidade, incrementado o seu turismo pela Bahia
tursa, suas atividades artísticas e culturais têm sempre o apoio
e a participação da Fundação Cultural do Estado, do Patrimônio
Artístico e Cultural, Fundação Pró Memória e outras.
A cada semestre, novos grupos de alunos se dirigem a esta
Coordenação solicitando engajamento nas atividades, com uma
re
compensa material mínima, mas oportunidades várias de ver de per
to o trabalho de uma Biblioteca Pública.
O prosseguimento das ações virá fortalecer, não só os obje
tivos da Biblioteca Pública, como instituição a serviço da educa
ção permanece, mas sobretudo acrescentará aos estudantes uma v^
são mais concreta dos problemas das comunidades
ccmunidades interioranas.
ABSTRACT
Activities of Extension were developped by Departamento de
Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal da Bahia
together Projeto de Desenvolvimento da Cachoeira,
1977-79,
(PRODESCA), with the participation
parricipation of students, teachers and
community of Cachoeira in process of sócio-cultural
development of the cuty. Analyses of their results
and
reflections about the experiences and perspectives to develop
the habit as reading in the commun:^ty.

429

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�CDD-027.62581341
CDU-027.6(813.41):308
CDU-027.6
(813.41) :308

BRASÍLIA
BRASILIA TEIMOSA, UMA BIBLIOTECA POBLICA
PÜBLICA INFANTIL EM ÍREA
f.REA
CARENTE.

PE ANDRADE
AIÍDRADE MATPFOS DE
DF LIMA,
MARGARIDA MARIA DE
CRB-4/117, CEE.
CFF.
Diretora da Biblioteca Fúb]ica
Fúb)ica Estadual

e

do Sistema de Bibliotecas
Fibliotccas de Pernambuco.
Pernamtucc.
Representante Estadual do Instituto Nacio
nal do Livro.
Reoresentante Fstadue"'!
Representante
Fstadual da Fundação

Kr.cir
Nacir

nal do Livro Infantil e Juvenil.
Coordenadora da Comissão de ftica
sional do Conselho Federal de

Prcfis
Profis

riblictocoritlictcco-

nomia.

RESUMO
Biblioteca Pública Infantil de Brasilia
Brasil ia Teimosa,
Pernambuco, origem, implantação e situação atual.

430 ,

Digitalizado
gentilmente por:

Ppcife
Peclfe

�SUMÄRIO
sumArio

1.

introdüçAo
INTRODUÇÃO

1

2.

OBJETIVOS

1-2

3.

IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO

2

3.1

Escolha do Local ]|

2-3

3.2

População

3

3.3

Comunidade

3

4.

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

4

4.1

Recursos Humanos

4-5

4.2

Recursos Financeiros

5

4.3

Acervo Bibliográfico

5-6

4.4

Organização da Biblioteca

6

5.

RESULTADOS OBTIDOS

6-7

5.1

Frequência

7

5.2

Inscrição

7

5.3

Empréstimos e Consultas

7-8

6.

CONCLUSÕES

7.

REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA
BIBLIOGRÃFICA

8-9
10

431

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�1.

INTRODUÇÃO
A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil(FNLIJ), Se

ção Brasileira
BrasiJeira do IBBY, propôs ã Secretaria de Assuntos Culturais
do Ministério da Educação e Cultura, um projeto de

implantação

de Bibliotecas Públicas Infantis em áreas carentes, projeto este
aceito pela
oela SEAC-MEC.
De inicio, foram selecionadas quatro capitais
cjpitais para a

expe

riência a saber: Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro e Rec^
riincla
fe.
No entanto, somente no Recife ié que o Projeto_foi
Projeto, foi desenvo^
desenvol.
vido e hoje se constitue uma realidade gratificante
gratlflcante para a Secre
taria de Educação de Pernambuco, tendo em vista os resultados ob
tarla
tidos.

2.

OBJETIVOS
O principal objetivo desejado é incutir na criança o

háb^

to de leitura. Talvez pareça despropositado levarmos livros e ou
tras atrações culturais para uma zona social e economicamente de
finida prèvlamente
flnida
prèviamente como área carente. No entanto temos de

cons.i
cons_l

derar que por não existir no Brasil a tradição do hábito de

leí.
le^

iniciativa
tura ou do fácil acesso ao livro, é oportuna esta Iniciativa

de

desencadear um movimento comunitário para atender ãs
ás crianças na
faixa etária de 6 a 13 anos e satisfazer a uma necessidade a no^
so ver das mais prementes nestas áreas periféricas de um dos grai
gr^
des centro urbanos do Brasil, como é o Recife.
Como objetivos específicos
especificos desta Biblioteca Pública
432

Digitalizado
gentilmente por:

-y
♦

Infan

�til temos:
. Propiciar ãs
às crianças das áreas carentes o acesso ao
vro.
. Iniciar a formação de um público leitor.
. Integrar os elementos da comunidade na criação e manuten
ção da Biblioteca.
3.

IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO

3.1

Escolha do local
0O local escolhido, Brasilia Teimosa, tem uma história

cidade do Recife. Foi reservado para ser uma opção ao

Aerooorto

dos Guararapes, há quase 30 anos atrás, quando a praia de

Boa

Viagem não existia como o atrativo bairro que é hoje, centro
ciai e comercial. Assim, as autoridades escolheram a

na

so

peninsula
península

entre a Bacia do Pina e o mar, para ali imolantar o novo aerooor
to, bem próximo
próximo, âã zona central da cidade. All
Ali estava na éooca
iooca lo
calizado uma pequena colônia de pescadores e seria fácil removêlos para outro local. Mas, ã medida que o esperado aeroporto não
vinha, chegavam os barracos.
A principio, afrontando ,aa clandestinidade, crescendo ã som
bra de uma ou outra asa de generoso politico. Depois, abertamente, de foro conquistado pelo investimento e pela esperança. Cre^
ciam residências de porte médio, esgueiravam-se
esguéiravam-se barracos nos cor
redores e intervalos, tudo muito espontaneamente, tudo muito

de

mocraticamente.
0 código de urbanismo não prevalecia contra a teimosia
bairro. Pois se ele não tinha existência legal... Euas
Suas ruas

do
e^
e£
433

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�treitas e sinuosas constrastavam com a determinação de sua

gen

te trabalhadora e corajosa. Brasilia Teimosa era o fato consumado.
Também assim não nasceu o Recife, "metade roubada ao mar ,
metade ã imaginação"?
Hoje, numa area
de 1 km 2 , Brasilia Teimosa e uma realidade
irramovivel no Recife.
irreanovivel
3.2

População
A densidade demográfica do bairro é grande, constituída de

vinte e cinco mil habitantes, assim distribuídos:
Crianças até 8 anos

15%

Adolescentes 8 a 15 anos

13%

Jovens 16 a 21 anos

10%

Adultos 21 a 65 anos

58%

Idosos a partir de 65 anos

3.3

04%
100%

Comunidade
Contando com variado comércio próprio, linha de ônibus,qua

tro(04) escolas de 19 grau, sendo duas(02) Estaduais e duas (02)
Municipais, uma
uma(01)
(01) de 29 grau e trés(03) Pré-escolares, e agora
uma biblioteca pública, temos um perfil de comunidade pobre más
mas
que procura se afirmar e aperfeiçoar.

.434
434

Digitalizado
gentilmente por:

�4.

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
Em outubro de 1980, depois da nossa indicação como Coorde^
Coorde

nadora Estadual do Projeto, e após a escolha definitiva do
cal, isto é, Brasilia Teimosa, realizamos a primeira

lo

reunião

com o Conselho de Moradores. Conseguimos o difícil
dificil consenso

d£
de

pois de muitos debates, com opiniões prós e outros contras,

de
d^

cididos positivamente numa reunião final em 12 de novembro

do

mesmo ano.
Vale ressaltar neste momento, a ajuda, a colaboração

e

compreensão do Padre Jaime Khmetscher, Pároco de Brasilia Teimo
sa, que soube nos acolher e desde o inicio alcançou os

benef^

cios que irlam
iriam surgir para as crianças com a implantação do pro
jeto.
O0 local cedido estã
está localizado anexo ao Salão Paroquial e
mede 4,35 metros de frente por 8,00 de comprimento.
0 endereço é sugestivo, para uma zona praieira:
pralelra: Rua

Cara
Car^

peba, 311.
instalações não estavam em condições de serem utilizaAs Instalações
das de imediato e o Conselho de Moradores se encarregou de

ex^

cutar os serviços necessários, sendo o material adquirido com a
verba da FNLIJ. Assim foram comprados tintas, para pintura

g^
ge

ral do prédio; madeira e tijolos, para as estantes; fazenda

e

enchimento, para confeccionar almofadões, trabalho este,

execu

tado pelo Clube das Mães. Procedeu-se â compra e pintura de me
mje
sas, tamboretes e 1 filtro dágua.
4.1

Recursos Humanos
1 Bibliotecário p/ Coordenador Estadual
435

Digitalizado
gentilmente por:

�2 Bibliotecários
2 Auxiliares administrativos
1 Auxiliar de Serviços Gerais
Estes três últimos funcionários foram recrutados na

comu

nidade e treinados durante 03 meses na Secáo
Secão Infantil da Biblio
teca Pública Estadual.
Temos ainda como colaboradores eventuais 06 (seis) outros
voluntários da comunidade.
4.2

Recursos Financeiros
Os recursos financeiros disponiveis e empregados foram re

lativamente poucos, pois a Fundação Nacional para o Livro Infan
til e Juvenil, liberou apenas CR$
CRÍ 2P7.000,00 (duzentos e oitenta
e sete mil cruzeiros). Esta verba foi distribuida na seguite pto
porção:
254.600,00(duzentos
Rubrica p/Pessoal- CR$ 254.600,00
(duzentos e cinquenta

e

quatro mil e seiscentos cruzeiros).
Rubrica p/ Material
de Consumo-

CRÍ
CR$

32.50
32.500,00
0,00 (Trinta e dois mil

e

quinhentos cruzeiros)
4.3

Acervo Bibliográfico
O acervo bibliográfico da Biblioteca foi doado pela FNL14,
FNLI4,

um total de 230 títulos.
A Biblioteca Pública Estadual doou 175 volumes

incluindo

também as enciclopédias Barsa e Delta Junior.
Atualmente contamos com 424 volumes pois passamos a

rec£
rece

436

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�ber doações de particulares.
4.4

Organização da Biblioteca
Como em Pernambuco existe o Sistema de Bibliotecas,

opta

mos por seguir normas simplificadas já testadas e agilizarmos '
os trabalhos técnicos.
Por exemplo Fi= Ficção Infantil
Fj= Ficção Juvenil
030= Enciclopédias, etc.
Foi elaborada também uma programação anual de eventos cu^
cul^
turais ã semelhança dos desenvolvidos nas Seções Infantis

das

Bibliotecas Públicas Municipais de Pernambuco.
Durante os meses de fevereiro, março e abril, a Equipe

,

isto é, os técnicos e os auxiliares recrutados receberam diari^
diaria
mente treinamento na Biblioteca Pública Estadual, preparando os
livros e trabalhando com as crianças da Seção Infantil para

um

melhor desempenho e familiarização das futuras funções em Bras_i
lia Teimosa.
Finalmente, a 30 de abril de 1981, com a presença do

Se

cretãrio de Educação de Pernambuco, Dr. Joel de Hollanda Corde^
cretário
ro, de D.. Marina Martinez, Coordenadora Geral do Projeto e
presentante da FNLIJ,
ENLIJ, Autoridades e a comunidade de

Re

Brasilia

Teimosa, na Semana Nacional do Livro Infantil, foi solenemente'
inaugurada a nossa Biblioteca Pública Infantil.
5.

RESULTADOS OBTIDOS
Em primeiro lugar temos que considerar que o período

le
437

Digitalizado
gentilmente por:

�vantado éi o inicial, isto é, tres (03) meses - maio, junho e

ju

Iho-, e apenas referentes aos dias úteis.
Assim temos

5.1

maio

20

junho

18

julho

20

Total:

58 dias

Frequência
Neste período obtivemos uma frequência de 4.039 usuários ,

o que nos dá uma média diária de 70 usuários.
A Biblioteca funciona das 2as ãs
às 6as feiras no período das
8 ãs 18 horas, sem fechar para almoço.

5.2

Inscrição
Já temos 205 leitores inscritos até o dia 31 de julho

de

1981, assim distribuídos.

5.3

maio

= 90 inscritos

junho

= 70 inscritos

julho

= 37 inscritos

Empréstimos e Consultas
SÓ iniciamos o empréstimo domiciliar, 15(quinze) dias após
S5

a inauguração, tendo em vista uma tomada de posição inicial dian
dlan
te dos pequenos usuários. Desenvolvíamos atividades de lazer
recreativas, com a finalidade de fazermo-nos conhecidos

ou

pelas

438

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II
11

12
12

13
13

�crianças. Eram
Ereun as "hora do conto" com dramatização, pinturas

,

danças, jogos recreativos. Enfim era o atrativo para conquistar
os mais inibidos.
Ao iniciarmos os empréstimos tivemos somente resultados '
gratificantes pela confiança na pontualidade e zelo

demonstra-

dos pelos pequenos usuários.
Tomando por base os tres meses já mencionados isto é,maio
junho e julho,

obtivemos o seguinte quadro:

maio

306 empréstimos

junho

767 empréstimos

julho 1.033 empréstimos
Total:2.106 empréstimos
Considerando os 43 dias de funcionamento do serviço de em
préstimo domiciliar,temos uma média diária de 49 empréstimos, o
que para um acervo tão pequeno não deixa de causar admiração

a

rotatividade obtida.
No mesmo período de tres (03) meses registramos 199 consul^
tas. Contrapondo este baixo quantitativo de consultas aos

exce
exc^

lentes números de frequência e empréstimos já citados, concluimos que Brasilia Teimosa funcionou caracteristicamente como uma
Biblioteca Pública, completamente distanciada das demandas

ele

vadas de consultas, próprias de uma Biblioteca Escolar
6.

CONCLUSÕES
Cremos que a experiência que acabamos de relatar, pode le

var-nos a algumas conclusões, capazes de desmistificar alguns '
preconceitos há muito arraigados até mesmo entre nós, profissio
439

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�nais de Biblioteconomia.
A primeira opinião, disseminada sem uma comprovação

razoa
razoã

vel i a das Bibliotecas Públicas, em particular as infantis,

s^
se

rem acessório supérfluo sem possibilidade de prosperar e impraü
impratJ^
caveis, portanto, em estratos sociais carentes. Este falso

con

ceito foi, como já narramos, o primeiro obstáculo a superar, não
só entre alguns altos escalões, como iniclalmente
inlclalmente no seio da pró
pria comunidade experimentada, que repeliu a idéia na

abordagem

inicial, declarando que prioridade ié "feijão na panela".
Como se constatou nos levantamentos estatísticos de

fre
fre^

quéncia, assiduidade e adlmplencia
quêncla,
adimplencia do nosso público, desmentiu se este preconceito.
Outro julgamento arraigado entre nós é o da

Inevltabilida
inevitabilida

de de altos dlspêndlos
dispêndios financeiros que se fariam necessários

In
in

vestir na instalação de Bibliotecas Públicas.
A exposição contábil deste trabalho também desmente

este

conceito. Mostramos que existindo um núcleo organizador montado
e operante, éê possivel, a baixo custo, disseminar satélites, con
tando com algum apoio oficial ou institucional e a

participação

operante e efetiva da comunidade destinatária.
O núcleo técnico experiente é capaz de organizar em curto
prazo as Instalações,
instalações, o acervo bibliográfico, treinar a nivel sa
tisfatório a equipe de suporte e dar partida ãâ Iniciativa,
tlsfatõrlo
iniciativa, mesmo
com reduzido núcleo Inicial
inicial de obras.
6E o que Pernambuco, através da sua Secretaria de Educação
está fazendo.

440

Digitalizado
gentilmente por:

�7.

REFERÊNCIA

BIBLIOGRÄFICA
BIBLIOGRAFICA

BRASILIA Teimosa tem onde ler... Educação Informa. Recife,
BRASÍLIA
2(9):2, abr. 1981.

441

Digitalizado
gentilmente por:

�CDU
CDD

027.4 (815)
027.4098151

A transformaçAo
TRANSFORMAÇÃO DA
da biblioteca
BIBLIOTECA pOblica
POBLICA de
DE minas
MINAS gerais
GERAIS no
NO atual
ATUAL
CENTRO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE
MARIA DE LOURDES CORTES ROMANELLI
- Coordenadora dos Grupos Especializados da
Associação dos Bibliotecários de Minas Ge
rais; bibliotecária do Centro de Educação
Permanente (CEP)
LiDIA DE CARVALHO SERPA
- Coordenadora do Grupo
blicas e Escolares da
bliotecários de Minas
ria do CEP

BRITO
de Bibliotecas PúAssociação dos BiGerais; bibliotecá-

MARIA DE NAZARETH SOUTO MAIOR FILIZZOLA
- Assessora Técnica do CEP
Com a colaboração do Grupo Representativo '
dos Bibliotecários do CEP e de Lúcia Helena
Pimenta Lima, presidente da Comissão Brasileira pela Valorização e Divulgação Profissional da FEBAB.

RESUMO
Os bibliotecários do Centro de Educação Permanente "Prof. Luiz
de Bessa" analisam a transformação da Biblioteca Pública de Minas Gerais em Centro de Educação Permanente, através de sua his
tória, competências legais e dotações orçamentárias. Fazem uma
tõria,
avaliação geral dos trés
três anos de experiência, apôs
ap5s a transforma
ção, evidenciam a necessidade da estruturação do órgão e a importância da redefinição da Biblioteca Píõblica
Píiblica de Minas Gerais
Es
no sistema cultural e educacional do Estado e alertam outros E^
tados para situações semelhantes que neles possam ocorrer.
442

Digitalizado
gentilmente por:

�SIGLAS

UTILIZADAS

BP
BPMG CEP
DAE/SEE

Biblioteca Pública
Biblioteca Pública de Minas Gerais
Centro de Educação Permanente
- Diretoria de Assistência ao Educando/Secretaria de
Estado da Educação
DBCAS - Diretoria de Bibliotecas
SEE
- Secretaria de Estado da Educação
SETAS - Secretaria de Estado do Trabalho e Ação Social

1 - INTRODUÇÃO
0 tema central do XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação - Biblioteca e Educação Permanente - de su
ma importância no momento cultural e educacional do pais,
vem
de encontro aos interesses e questionamentos atuais dos bibliotecários mineiros e, em especial, dos bibliotecários do Centro
de Educação Permanente "Prof. Luiz de Bessa", que há três anos
vivenciam a experiência da transformação da Biblioteca Pública
de Minas Gerais em CEP.
Ocorre que essa transformação não foi alicerçada numa po
lltica
e
numa filosofia condizentes com a amplitude que deveria
lítica
ter o novo órgão em termos de educação permanente. 0O que houve,
ao ser publicado o Decreto n9 19.173 de 09 de maio de 1978, que
dispôs sobre a mudança, foi a adoção de uma nova denominação a de Centro de Educação Permanente - para a Biblioteca Pública
de Minas Gerais, entidade que sempre desenvolveu o processo de
educação permanente através de seus objetivos de promover cultu
ra, informação, educação e lazer.
Ao invés da dinamização de vários segmentos inerentes ã
política cultural e educacional voltada para a Educação PermaPeraenente, e do fortalecimento e ampliação da BPMG, o CEP, de acordo com os objetivos da SEE/MG, a que se vincula, vem, na prática, se trcinsformando
transformando prioritariamente em um núcleo pedagógico,
direcionado notadamente para o trinômlo
trinómio professor/aluno/escola,
na ãrea
área de 19 e 29 graus.
443

Digitalizado
gentilmente por:

�Como resultante caracterizam-se, de imediato, quatro sérios problemas:
- a perda da Identidade
identidade da Biblioteca Pública de Minas
Gerais;
- a perda do seu espaço cultural, já conquistado na comu
nidade;
- a ausência de definição que caracterize a natureza e
os princípios de um Centro de Educação Permanente;
- a ausência, na entidade,
ebtidade, de uma estrutura orgânica ofi
ofi^
cializada, após
ap5s o Decreto de transformação.
Os problemas são avultados pelo fato de que, tratando-se
de realidades tão interdependentes e de naturezas tão complexas
como Biblioteca Pública e Educação Permanente, torna-se difícil,
senão inviãvel,
inviável, centrar a consecução dos objetivos da BP, acres
cidos de outros da Educação Permanente, em um só órgão.
Os bibliotecãrios
bibliotecários do CEP, com o apoio da Comissão Brasileira pela Valorização e Divulgação Profissional e das lideranças dos Grupos da Associação dos Bibliotecãrios
Bibliotecários de Minas Gerais,
notadamente do Grupo de Bibliotecas Públicas e Escolares da BPMG,
objetivam com este trabalho, apresentar aos congressistas as '
considerações e conclusões a que chegaram em torno da experiência vivida, entendendo contribuir com outros estados para estudo prévio de situações similares que possam ocorrer.
Sustentam a convicção de que o trabalho apresentado sofre
râ precioso enriquecimento com as avaliações e proposições por
parte da classe bibliotecária e dos demais congressistas.
Acreditam, também, poder sensibilizar a todos para o que
consldefam um problema afeto não apenas ã BPMG, mas ao próprio
oonsidefam
espaço da biblioteconomia brasileira.
2 - EDUCAÇÃO PERMANENTE E BIBLIOTECA
Em 1960, por iniciativa da UNESCO, realizou-se o Congre£
Congres
so Mundial de Educação de Adultos, resultando deste evento uma
feliz reformulação do conceito de Educação, emitido por uma comissão de educadores representantes de 23 países.
444

Digitalizado
gentilmente por:

�Na opinião destes estudiosos/
estudiosos, registrada no comentário do
conhecido relatório Edgard Faure, "a educação deve objetivar antes de tudo, envolver o indivíduo em um complexo de motivações e
estímulos, de desafios e valorizações que o motivem a aprender a
ser, a desvendar a cortina do'desconhecido,
do desconhecido, a propor e a partici
par das mudanças que se efetuam ã sua volta".
i
Com esta proposição, originou-se o termo Educação Permanente, indicando um processo de auto-educação ao longo da vida '
do indivíduo, e, ao qual, conseqtientemente,
conseqttentemente, estão a serviço vários segmentos da sociedade, diversas entidades de natureza cien
tifica, educacional e cultural.
cultural, Instituições
instituições artísticas e recrea
tivas... enfim, tudo o que concorre para motivar, estimular
estimular. ,ee
facultar o crescimento e desenvolvimento do homem, capacitando-o
âã maior participação no contexto sõcio-econômico-cultural em que
vive.
j.
O0 assunto Educação Permanente, como ainda está sendo visto, entendido e interpretado, é passível de muitos questionamentos, avaliações, aprovações e refutações. Mas, consoante a sua
abrangência e complexidade, evidencia-se
evidencla-se que as respostas ãssuas
demandas não podem ser apresentadas por uma instituição isolada.
Dentre as várias entidades educativas e culturais
que
desenvolvem o processo de Educação Permanente, situa-se a Biblio
teca, sob diferentes modalidades, entre as quais a BP.
A Biblioteca Pública áé um dos principais organismos que
visa proporcionar a todos o livre acesso aos registros do conhe
cimento e das idéias do homem, bem como ás
ãs expressões de sua
imagem criadora. Define-se como a instituição democrática
a
serviço da educação, cultura, informação e lazer, aberta a todo
e qualquer membro da comunidade.
"A Biblioteca Pública, em condições normais, êé um "campo
neutro", onde todos ou pelo menos a maioria das pessoas se sente âã vontade. Esta é uma verdade que pode ser dita de muito '
poucas Instituições
instituições públicas e que serve de base a um planejamento constante do trabalho de bibliotecários de Bibliotecas Pú
blicas". (24)
445

Digitalizado
gentilmente por:

�"Por isto, é indispensável que a Biblioteca Pública não
desenvolva, mesmo não intencionalmente, atividades voltadas só
dejsenvolva,
para uma instituição ou classe de l.eitores, mesmo que estes
'
constituam forte contingente.
Seus acervos, seus serviços e suas atividades devem refletir um equilíbrio para motivar a freqüência
freqllência de todos os segmentos da comunidade, com materiais adequados ao maior número '
possível deles". (24).
Além dos objetivos comuns a todas as Bibliotecas Públicas, a Biblioteca Pública Estadual é, para o seu Estado, o que
uma Biblioteca Nacional é para o seu País - "responsável pela '
aquisição, preparação e preservação de um acervo que corresponda ao que de melhor se puder coletar em todos os ramos do conhe
cimento, constituindo uma característica especial sua, a guarda
desse patrimônio como bem público, inatingível, intransferível
e inalienável". (2)
A Biblioteca Pública Estadual deve manter um equilíbrio
entre conservação e mudança: de um lado protegendo o patrimônio
cultural existente em seu acervo e, de outro, renovando-se e atualizando-se, principalmente tendo em vista seu amplo universo
de leitores, que é o povo.
£s Bibliotecas Públicas, em qualquer sistema de AdminisÂs
tração Pública a que pertença, cabe atender a esse universo de
leitores. Deve apoiar o ensino formal também por competência e
principalmente por necessidade prática, uma vez que o sistema '
prlnclpalmente
educacional do país ainda precisa e precisará das Bibliotecas '
Públicas no assessoramento do ensino. Mas, sem abdicar de sua
condição de biblioteca do povo.
A Biblioteca Escolar éê a agência diretamente responsável
pela tarefa de secundar a ação educacional das escolas, devendo
ser preparada, organizada e voltada para o seu público específi
específi^
CO,
co, interessado em diferentes tipos de respostas para os temas
programãtlcos.
dos conteúdos programâticos.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação reforça a necessidade das Bibliotecas Escolares, ao enumerar como condições es
senciais de ensino:
senclals
ensino; a) tipo de estudo dirigido; b) livros exis446

Digitalizado
gentilmente por:

-11/

�tentes na biblioteca, sua organização e efetiva utilização.
A escola instrui - a biblioteca amplia e reforça esta ins
in£
trução - ambas educam.
3 - A BIBLIOTECA POBLICA DE MINAS GERAIS, ATUAL CENTRO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE
3.1 - Aspectos históricos e competências
A BPMG foi criada pela Lei nÇ
n9 1.087, de 02.06.54, com o
objetivo de "promover, pelos meios ao seu alcance, a difusão da
cultura geral”.
geral". Entre as suas competências, citava-se a de "coo
perar na criação e manutenção de bibliotecas públicas do interior do Estado".
Quando de sua transferência para a Secretaria de Estado '
do Trabalho e Cultura Popular, em 1963, persistiram
persistircim as competências a ela atribuídas anteriormente, as quais foram regulamentadas pelo Decreto n9 6.884, de 19.03.63.
Transformando-se aquela Secretaria em See.
Sec. de Estado do
Trab, e Ação Social, pela Lei n9 4.429, de 09.02.67, a BPMG conTrab.
tinuou a pertencer âã sua estrutura orgânica. 0O Dec. n9 10.426,
de 22.03.67, que regulcimenta
regulamenta a SETAS,- trata em seu Art. V da
'
BPMG. Nota-se, então, entre as competências dessa, a de "manter
Setor especializado de bibliografia concernente ao Estado de Minas Gerais e de documentação mineira", atribuição condizente com
a sua característica de Biblioteca Estadual.
0 Decreto n9 16.125, de 04.03.74, ao reorganizar a SETAS,
reestruturou a BPMG; o último organograma desse órgão, oficialmente estabelecido, data daquela época.
Considerando-se a administração por sistema implantada no
Estado,.o
Estado,,o posicionamento da BPMG com o objetivo de difusão cultu
ral revelou-se impróprio na SETAS, pela falta de identidade
de
objetivos.
Em consonância com a política cultural delimitada pelo '
Plano de Governo de Minas Gerais para 1975/79, a BPMG vinculouse, através do Dec. n9 17.113, de 22.04.75, ãâ Coodenadoria
de
447

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�Cultura do Estado, cujo objetivo é "coordenar as atividades dos
órgãos e entidades de promoção, incentivo e apoio ãs manifestações culturais e de preservação do patrimônio histórico e artístico do Estado de Minas Gerais, bem como a política editorial de
interesse artístico, literário e científico". Tal vinculação '
conferiu ã BPMG subordinação similar ãâ da Biblioteca Nacional, '
vinculada ã Secretaria de Cultura do MEC.
Por injunções políticas então vigentes, a BPMG não teve '
oportunidade de se firmar em definitivo na Coordenadoria de Cultura do Estado, passando, um mês depois, a integrar o Sistema '
Operacional de Educação, por força do Dec. n9 17.165, de 23.05.
75.
a
0O Dec. n9 17.323, de 18.08.75, transferiu a BPMG para
Secretaria de Estado da Educação e fez lotação de cargos.
Essa Secretaria foi reorganizada através do Dec. n9 18.749
de 13.10.77, tendo "por finalidade a consecução de objetivos
e
metas estabelecidos no planejamento global do Estado para o setor de educação". Nesse Decreto, a BPMG figura como Departamento da Superintendência Educacional, cujo objetivo operacional éê
"promover a implementação da política educacional através da
'
ação pedagógica", reunindo em sua composição as Diretorias
de
Ensino de 19 grau, de 29 grau, de Ensino Supletivo, de Assistência ao Educando, de Ensino Superior, a Diretoria de Bibliotecas
e a BPMG.
Através do Dec. n9 18.749, acima referido, foi criada
a
DBCAS (que até então funcionava como Coordenadoria), com os obje
tivos operacionais de "supervisionar e coordenar as atividades '
relacionadas com o Setor de Bibliotecas integrantes do Sistema";
ã BPMG foram atribuídos os objetivos operacionais de "executar a
política do setor de Bibliotecas do Sistema" subordinando-se tec
nicamente ã DCAS.
Sete meses após,
apôs, quando da reabertura da BPMG ao público,
após a reforma física por que passou, visando dotá-la de condições para ser órgão central do sistema bibliotecário, a entidade foi transformada pelo Dec. n9 19.173, de 09.05.78, em Centro
de Educação Permanente "Prof. Luiz de Bessa", com os objetivos
448

Digitalizado
gentilmente por:

�operacionais de "propiciar recursos de apoio ã educação formal
e complen.ento ao processo educativo informal, de maneira a assegurar o desenvolvimento integral e harmônico da comunidade".
Ao CEP, subordinado administrativamente ã Superintena
dência Educacional/SEE e tecnicamente ã DBCAS, é retirada
competência de executar a política do Setor de Bibliotecas.
Ã DBCAS são estabelecidos, então, como objetivos operacionais: "supervisionar e coordenar a execução da política do
setor de bibliotecas" (Anexo I do Dec. n9 19.173, de 09.05.78).
Com a transformação da BPMG em CEP, vão se transferindo
para este os programas culturais antes atribuídos, entre outros,
ã competência da DAE/SEE, cuja área de atuação atinge a prê-es
pré-es
colarização, as Diretorias de Ensino de 19 grau, de Ensino de
29 grau, de Ensino Supletivo e instituições comunitárias emtra
em tra
balho integrado com instituições escolares.
A Ordem de Serviço n9 28/79, do Senhor Secretário de Es
tado da Educação encarregou a Superintendência Educacional de
promover a mudança do Setor de Programas Culturais da DAE/SEE
para o CEP, a partir do dia 23.07.79 "tendo em vista a maior
racionalização dos serviços de Assistência ao Educando (DAE) e
do Centro de Educação Permanente "Prof. Luiz de Bessa" (CEP) e
a fim de evitar duplicação de esforços para fins idênticos".
3.2 - Dotações Orçamentárias
Enquanto órgão autônomo, a BPMG contava com verbas próprias, fator de primordial importância para a sua instalação,
a crescente consecução de seus objetivos,e, particularmente,pa
ra a formação e ampliação de acervo que, então, pôde ir se enriquecendo de valiosas obras bibliográficas.
Como Departamento da Sec.
See. de Est. do Trab.
Trab, e Cultura Popular, depois SETAS, obteve desta todo o empenho no sentido de
lhe serem facultadas condições de desenvolvimento, mas a BPMG
já se ressentia de dificuldades de obtenção de recursos financeiros satisfatórios. O seu acervo era adquirido através
da
See. de Est. da Administração;as verbas para aquisição de periõ
Sec.
perió
dicos regionais e estrangeiros, a conservação do acervo, a iitplan
inplan
tação de novos serviços e para atividades culturais,
publicações, manutenção e despesas de custeio, faziam parte das dota449

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

Q0

II
11

12
12

13
13

�ções orçamentárias
orçcunentãrlas da SETAS. Aquela época, créditos especiais
foram abertos ã SETAS, através de Decretos, para a
aquisição
das Bibliotecas Prof. Tancredo Martins e Prof. Mário Casasanta,
destinadas a se Incorporarem ao acervo da BPMG.
3.2.1 - Reforma do prédio da BPMG
Em 1976, foi destinada ã BPMG, jâ
já Incorporada ã SEE, ver
ba da SAREM (Secretaria de Articulação entre Estados e Municípios; recursos financeiros federais,-ora
federais, ora extintos) no valor de
Crí 4.310.000,00 (quatro milhões, trezentos e dez mll
Cr$
mil cruzeiros) , para: - reforma e adaptação do prédio da BPMG; - aperfei
aperfe^
çoamento de recursos humanos para Bibliotecas Comunltãrlas;
Comunitárias;
estudo e análise da estrutura de recursos materiais e humanos
da BPMG;'- aquisição de móveis e equipamentos.
Essa dotação fora prevista no projeto "Bibliotecas Comunitárias", da Coordenadorla de Bibliotecas da SEE, do qual
nltãrlas",
a
BPMG seria o órgão executor.
Para 1977/78, o Projeto "Sistema Nacional de Bibliotecas
Públicas - Sub-sistema
Sub-slstema de MG", também da Coordenadorla de Bibliotecas, programou para a BPMG, que seria a entidade executo
ra da política bibliotecária mineira, a aplicação de recursos
do MEC/INL, da ordem de Cr$ 1.000.000,00 (hum milhão de cruze^
cruzei
ros) facultando-lhe as melhorias:
melhorias; - Instalação
instalação da Divisão de
Apoio Escolar; - reaparelhamento da Divisão Infantil; - instaInsta(Multimeios).
lação do Centro de Atividades Culturais (Multlmelos).
3.2.2 - Dotações Orçamentárias 1978/82
Bm 1978, a dotação orçamentária para o CEP foi a destina
verbas
da anualmente ã sua "Manutenção", onde se incluem
Incluem as
para Diárias de Viagem, Transporte e Acondlcionamento,
Acondlclonamento, Impressão e Encadernação, Aquisição de Jornais e Revistas e outras '
menores.
com
Com a transferência das promoções culturais da DAE/SEE '
para o CEP, repassaram-se para este., nos anos de 1979/80,
19 79/80,
as
verbas daquela Diretoria destinadas às
ãs referidas promoções (a£
(as
sinaladas com asterisco no quadro de Dotações Orçamentárias).
slnaladas
Essas verbas, em 1981, englobaram-se na dotação orçamentária pa
450

Digitalizado
gentilmente por:

�ra a "Manutenção do CEP", sob rubricas adequadas.
Em 1980, foi implementado o PRODIARTE (Programa de Desen
volvimento Integrado Arte/Educação), para o 19 grau, com verba da QFSE (Quota Federal Salário Educação - repartida entre '
Estados e Municípios, de acordo com projetos de âmbito nacional; ação prioritária;
prioritária: educação).

Em 1981 foi liberada verba da QFSE para o projeto PromoCulturais, parte da qual destinou-se ao PRODIARTE - Cr$..
ções .Culturais,
2.200.000.
00 (dois milhões e duzentos mi
1.242.000.
00 (hum milhão, duzentos e qua
zeiros) para projetos voltados para a Educação Permanente.
Para 1982, além da anual dotação orçamentária para "Manu
tenção" serã
será liberada para o CEP verba da QESE (Quota Estadual
Salário Educação - destinada a projetos para o 19 grau), no va
lor de Cr$ 5.350.000,00 (cinco milhões, trezentos e cinquenta
mil cruzeiros) para aplicação no projeto "Melhoria da Educação
Geral", voltado para o 19 grau, de acordo com os critérios básicos determinados pelo MEC: - ações preferenciais para crianças de la. a 4a. série; - escola e professor. A verba para o
PRODIARTE, no valor de Cr$ 3.300.000,00 (trés
(três milhões e trezen
tos mil cruzeiros) estará incluída na dotação da QESE.
Sem recursos financeiros, dentro do orçamento da SEE, a
programação bibliotecária apresentada para 1982: - projeto de
organização do Setor de Obras Raras; - dinamização de atividades pertinentes ã Coleção Mineiriana
Hinelriana (como implantação de projeto "Memória falada de Minas"): - aplicação dos serviços
de
extensão bibliotecária; - dentre outros relevantes.
(A seguir, quadro global de Dotações Orçamentárias 1978/
82) .

451
4^1

Digitalizado
gentilmente por:

�ANO
19 78
1979
1980

1981
1982

DESTINAÇAO
DESTINAÇÃO
PROJETO (P)
ATIVIDADE (A)
A
A
A
A
A
A
A
P
P
A
.P
A
P

VERBA ANUAL FONTE DOS
(em Cr$l,00) RECURSOS
212. 000
212.000
619.000
000
619.
350.000
000
350.
540.000
540
. 000
838.600
838.
600
400.700
400
. 700
300
230.300
230.
350
350.000
. 000
1.950.000
1.950.
000
2.346.000
2.346.
000
3.442.
3.442.000
000
3.510.
3.510.000
000
5.350.000
000
5.350.

Manutenção do CEP
Manutenção do CEP
Concursos Literãrios*
Literários*
Publicação/Divulgação*
Manutenção do CEP
Concursos Literários*
Publicação/Divulgação*
Educação Artística*
PRODIARTE
Manutenção do CEP
Promoções Culturais
Manutenção do CEP
Melhoria da Educação Geral

Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
Tesouro
QFSE
Tesouro
QFSE
Tesouro
QESE

3.3 - Verbas para acervo
Ã BPMG não vêm sendo liberadas verbas para compra de livros, de maneira sistemática, conforme amostragem abaixo, relativo ao período 1973/81 (não houve liberação de verba nos anos
que não figuram no quadro; em 1977, a Biblioteca esteve fechada
para reforma):

ANO
1973
1976
1978
1979
19
79
1980

QUANTIDADE DE
LIVROS
TiTULOS VOLUMES
1.800
3.600
2.789
132
162
50

VERBA ANUAL
(em Cr$l,00)

3.000
4.883
6.711
622
1.619
888

97.170
373.029
738.933
34.550
100.016
105.644

OBSERVACOES
Livros
Livros
Livros
Livros
Livros

considerados M.Permanente
considerados M.Permanente
didáticos (M. Consumo)
didáticos (M. Consumo)
didãtioos (M. Consumo)
didátioos

As aquisições de 1976 e 1978 (livros considerados como Ma
terial Permanente) foram efetuados através de recursos do Tesouro, destinados ãà manutenção da SEE e negociados pela Coordenadoria de Bibliotecas; os livros didáticos foram adquiridos com ver
bas de Material de Consumo, daquela Secretaria.
Até o presente momento, não se efetivou compra de materim.ateriais audiovisuais para a CEPLB; o pequeno acervo desse tipo, exis
tente ,deve-se ã doações.
452

Digitalizado
gentilmente por:

�Para 1982 não está prevista liberação de verbas para com
pra de livros e de materiais audiovisuais.
4 - anAlise
ANÄLISE dos
DOS problemas
PROBLEMAS
4.1 - Perda da identidade da BPMG e do seu espaço cultural já
conquistado na comunidade
Analisando-se o Decreto que transformou a BPMG em CEP,vêse que as competências a este atribuídas enquadram-se nas de B^
blioteca Pública: "I - Reunir e organizar acervos bibliogrãfibibliográficos e audiovisuais para colocá-los a serviço da comunidade; IIPromover atividades visando ao desenvolvimento de outras lingua
gens como meio de comunicação; III - Incentivar o uso do livro
como fonte bãsica
básica de informação e lazer; IV - Pesquisar e reunir bibliografia relativa a Minas Gerais, colocando-a ã dispôs^
ção dos usuários" {Dec.
(Dec. nV 19.173, de 09.05.78, anexo 2, item
4). Nota-se uma minimização dessas competências em relação
ãs
às
estabelecidas em Decretos anteriores para a BPMG, uma vez
que
não ê atribuída ao CEP a competência de atuar como órgão central
do sistema regional de bibliotecas públicas.
Considera-se o CEP como Biblioteca Pública, ao subordinálo tecnicamente ã Diretoria de Bibliotecas. Nota-se, entre as
competências desta Diretoria, as de:
supervisionar, coordenar, acompanhar e avaliar as atividades das bibliotecas integrantes do Sistema e do Centro de Educação Permanente "Prof.
Luiz de Bessa"; - desenvolver atividades visando àã formação da
rede estadual de bibliotecas escolares, escolares-comunitãrias
e públicas, para apoio ao sistema formal de ensino e ãâ educação
permanente" (Dec. n&lt;?
nV 19.173,de 09.05.78, Anexo I,item 3, parágrafos III e IV).
Paradoxalmente não figura no CEP nenhuma identidade de B^
Bi
blioteca Pública; tal Identificação
identificação nominal persiste apenas of^
ciosa e tradicionalmente - o povo continua chamando o órgão de
"Biblioteca Pública".
A ausência dessa identidade ocasiona, entre outras,dificu^
outras,dificul
453

Digitalizado
gentilmente por:

�dades de caracterização das Divisões e Setores Bibliotecários.
Designações específicas
especificas de serviços bibliotecários, como: Proces
sarnento Técnico, Divisão de Referência, Divisão Circulante, etc.,
não definem o seu conteúdo, quando inseridas em um organograma '
de Centro de Educação Permanente. Questiona-se: o que significa
ria uma Divisão Circulante, em um CEP ? Da mesma forma. Divisão
de Referência, Divisão de Processamento Técnico ...
dlspendldos para manter o ór5rApesar de todos os esforços dispendidos
gão atuante como Biblioteca Pública Estadual, este vem perdendo
a possibilidade de consecução satisfatória dos objetivos inerentes a tal tipo de organismo.
A sua capacidade de atendimento aos lèitores
leitores vem diminuindo ,
vez que não existe constante e planificada aquisição do acervo '
bibliográfico, por falta de dotações orçamentárias suficientes,
o que, faça-se justiça, vem se comprovando há tempo. Paralelamente, não se adquirem, através de compra, materiais audiovisuais, indispensáveis numa Biblioteca Pública moderna.
As Bibliotecas Públicas desenvolvem uma ação educativo-cul
tural, e, concomitantemente, representam um "produto"
"produto” de cultura,
produto esse traduzido em forma de acervo e que, notadamente em
se tratando de Bibliotecas Públicas Estaduais, é patrimonial, de
vendo ser preservado, enriquecido, organizado e colocado ã dispo
slção do público.
sição
O critério de distribuição de recursos financeiros, dentro
do atual
atu^l sistema, para os projetos e atividades do CEP constitui
um entrave ao desenvolvimento dos serviços específicos da área '
bibliotecária, previstos e necessários ao bom desempenho do órgão.
Ações prioritárias para o CEP vêm sendo os projetos e atividades voltados para o 19 e 29 graus, concordantes com as diretrizes para a aplicação das verbas liberadas para a educação, '
com os objetivos operacionais e competências da Superintendência
Educaclonal/SEE.
Educacional/SEE.
A desfiguração da BPMG como Biblioteca Pública Estadual
a sua configuração numa espécie de grande biblioteca escolar
454

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

e
e

�de apoio aos objetivos do sistema operacional da educação,refor
ça a assertiva da deficiência da rede de bibliotecas escolares
do Estado.
4.2 - Ausência de definição que caracterize a natureza e os
'
princípios de um centro de educação permanente; ausência,
no CEP, de uma estrutura orgânica oficializada, após o De
ereto de transformação
A definição e execução de qualquer política ou programa
de ordem educacional, cultural, administrativa ou social supõe
a adoção de uma filosofia conceituai e operativa que defina os
termos de seus objetivos e de seus processos organizatõrios;que
organizatórios;que
estabeleça as regras de ação interpretando a realidade onde ela
se processará; que estabeleça os princípios capazes de fundamen
tar a ação proposta.
Dentro desses critérios, foi criada a BPMG. Dada a complexidade e abrangência da Educação Permanente, torna-se difícil
conceituar o que devesse ser um "Centro de Educação Permanente"
ou mesmo delimitar ãreas de sua atuação.
No caso da BPMG, nota-se que a desativação do órgão, para
dar impulso a outro, não foi precedida de uma prudente análise
e definição da exata natureza do CEP.
Dal, verifica-se nesse órgão, estabelecido basicamente na
estrutura jâ
já existente da BPMG, uma forma operativa que vem abrangendo atividades complexas e diversificadas, características
de Biblioteca Pública e outras especificamente da área
ârea de Educa
ção, voltadas para o trinômio
trinõraio escola/aluno/professor.
A organização do CEP, na estrutura orgânica da SEE, é
'
classificada a nível segundo (Diretoria da Superintendência Edu
caclonal/SEE), quando devido âã complexidade e diversificação de
cacional/SEE),
suas atuais atividades, somadas ás
ãs muitas outras que um "Centro
de Educação Permanente" pode desenvolver, exigiríam
exigiriam que o órgão
fosse estabelecido a nível de organização mais elevado, comportando Diretorias interdependentes, mas autônomas.
Qucinto
Quanto ã organização interna, não se efetivou oficialmente a necessária reestruturação do órgão, após sua transformação.

455
455,

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
- Todas as instituições que exercem ou podem exercer
fluência sobre o Homem, são agentes de educação permanente;

in-

- torna-se bãsico
básico para essa educação permanente a existên
cia de condições internas que independem da instrução formal (do
prõprio
próprio ser humano); e externas (econômicas, políticas, sociais
e culturais), que propiciem a auto-educação;
- além dessas condições, é preciso que a própria sociedade se organize favoravelmente para motivar o auto-desenvolvimento do indivíduo, ativando todos os órgãos capazes de facultar a
sua educação permanente;
- interessando-se as autoridades competentes em oficializar a educação permanente (acelerando seus processos naturais através de serviços e atividades que visem ã auto-educação,
no
período de vida mais produtivo das pessoas, tendo em vista um re
torno prático no investimento - educação), éi necessário que os '
órgãos responsáveis por esta educação permanente oficializada se
õrgãos
jam o mais possível autônomos, com competências abrangentes
e
recursos amplos, que lhes permitam concorrer de fato para melhoria de vida do maior número possível de pessoas, nas mais diferentes faixas etárias e diferentes níveis de'instrução;
de instrução;
- a Biblioteca Pública é reconhecida ,internacionalmente
internacionalmente '
como um dos agentes básicos da educaçao
educação peri^anente
periçanente em qualquer '
nação, estado ou comunidade;
- segundo o Manifesto da UNESCO (16) a Biblioteca Pública
"deve ser estabelecida ãâ base de dispositivos legais inequívocos
que regulem a prestação de um serviço de alcance nacional. É indispensável que as Bibliotecas Públicas cooperem entre si de for
ma organizada, para que haja plena utilização de todos os recursos nacionais e para que os mesmos possam estar â disposição de
qualquer leitor";
-"a Biblioteca Pública deve, para que possa desencumbirse de sua missão, conservar sua identidade própria, permanecendo
como uma instituição independente" (16)

456

Digitalizado
gentilmente por:

�-"os custos do serviço de biblioteca pública devem ser
cobertos com recursos públicos proporcionados pelo governo central ou pela administração local, ou por ambos. Principalmente
nos países em desenvolvimento, o governo central deve desembolsar uma ajuda substancial para esse fim. Têm que ser previstas
as fontes que assegurarão o financiamento de forma contínua, e,
todas as autoridades locais que detenham algum grau de responsa
bilidade pela supervisão, deverão ter a faculdade concedida por
lei, de levantar recursos financeiros" (16);
- o espírito
espirito da legislação que criou os Sistemas Operacionais da Administração Pública em Minas Gerais definiu com cia
reza a finalidade desses Sistemas, qual seja, "a de reunir orgãos e entidades afins, integrados por vinculação ou cooperação,
sem prejuízo da respectiva natureza jurídica, visando ã consecução de objetivos e metas governamentais interdependentes" (Art.
69 do Dec. n9 14.446, de 13.04.72, que define o Sistema Operacio
nal da Administração Pública);
- a criação da Coordenadorla
Coordenadoria de Cultura, pelo Decreto n9
17.112, de 21.04.75, com o objetivo de "coordenar as atividades
dos órgãos e entidades de promoção, incentivo e apoio às manife£
manifes
tações culturais ..." vem, em sua amplitude, ao encontro da atua
ção das Bibliotecas Públicas Estaduais e Municipais, no contexto
sõcio-cultural e educacional de suas comunidades;
- o Decreto n9 17.113, de 22.04.75, que indica a composição dos Sistemas Operacionais da Administração Pública Estadual,
veio, de forma positiva, ratificar a deliberação governamental '
de reunir órgãos afins; em seu Art. 59, item 3, h, inclui a BPMG
entre os órgãos vinculados ã Coordenadorla
Coordenadoria de Cultura;
- é coerente que o posicionamento da BPMG, na Administração Pública
pública Estadual, seja estabelecido a modelo da Biblioteca '
Nacional, no âmbito federal.
6 - CONCLUSÃO
A reflexão crítica
critica suscitada pela situação do CEP conduz
a diversas conclusões, registrando-se as mais expressivas:

457

Digitalizado
gentilmente por:

♦

-11/

�- o fato da transformação da BPMG em CEP não alcançar os
resultados desejados, seja no sentido de se implantar um verdadeiro "Centro de Educação Permanente", na inovação que a idéia
exprime, seja no sentido de fortalecer a entidade já atuante co
mo Biblioteca Pública Estadual;
- pontos positivos são notados na experiência, citando se entre outros: - um melhor atendimento ã educação voltada
'
principalmente ao 19 grau, meta prioritária do atual governo; liberação de verbas para promoções culturais, antes alocadas na
DAE/SEE e agora transferidas para o CEP, aplicadas em projetos
e atividades que, vez por outra, beneficiam serviços e atividades da área de Biblioteconomia; - instalação da Sala de Musica,
Música,
prevista desde a criação da BPMG; - a implementação das Assesso
rias Cultural e Administrativa.
Em decorrência dos problemas ocasionados ã BPMG
pela
transformação, o Grupo Representativo de Bibliotecários do CEP,
no presente momento, ou seja, em agosto de 1981, está empenhado
na elaboração de um documento a ser enviado ao Senhor Secretário de Estado da Educação, onde analisa a transformação da BPMG
em CEP, suas consequências e a avaliação da atual situação.
Pretende, com essa iniciativa, defender a necessidade de
acionamento de uma política de melhoria que atenda aos requisitos de dinamização e modernização dos serviços técnicos bibliotecários e sensibilizar as autoridades competentes para tomada
de decisões que redefinam a Biblioteca Pública de Minas Gerais,
que a revalorizem e lhe concedam meios de atingir, a nível satisfatório, a consecução de seus objetivos.
ABSTRACT
The librarians of Centro de Educação Permanente "Prof.
Luiz de Bessa" (Permanent Educational Center "Prof. Luiz
de
Bessa") analise the transformation of the Public Library of
Minas Gerais in Permanent Educational Center throught its
history, legal competence and budget. An avail
avaliation
at ion carried out after
458

Digitalizado
gentilmente por:

�three years of experience showed, after the transformation, a
necessity to create a new structure and redefine the Public
Library of Minas Gerais into the cultural and educational
system of the State. They also call the atention of the other
System
states for similar situation that they can face.
States

BIBLIOGRAFIA
1 - ANDRADE; A.M. de. A educação de adultos e a biblioteca. Minas Gerais. Suplemento Pedagógico, Belo Horizonte, 2.1_ (52):
7, maio, 1978.
2 - CARVALHO, C.P. de. A biblioteca e os estudantes. R.Esc. BiBlbliotecon. UFMG, Belo Horizonte, ^1^ (2): 196-211, set.
set.1972.
1972.
3 - COLLET, H.G. - Educação Permanente; uma abordagem metodolõg^
metodológi^
ca. Rio de Janeiro, Serviço Social do Comércio, 1976. lllp.
4 - CORREA,
CORRÊA, A.L. Educação permanente e educação de adultos no
Brasil / Brasília / MEC, s.d.
5 -

. Educação permanente e novas tecnologias educacionais.
Rio de Janeiro, IPEA/CNRH, 1971.

6 - FAURE, E. Aprender a ser. 2. ed. Lisboa, Bertrand; São Pau
lo, Difusão Européia do Livro, 1977. 458 p.
lo.
BIBLIOTECÄRIOS. SEÇÃO DE BIBLIOTE
7 - FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS.
CÃS'POBLICAS.
CÃS’
pOblICAS. Normas para bibliotecas públicas. São Paulo,
Quíron; Brasília. INL, 1976. 52p.
8 - FIÚZA, M.M. A biblioteca pública como uma organização. Minas Gerais. Suplemento Pedagógico, Belo
Belo- Horizonte, 21_ (52):
6, maio, 19
1978.
78.
9 - FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Política cultural. Belo Horizonte,
s.d. 408 p. (MG 1975/79. Estudos básicos para o plano de
governo, 4).
10 - FURTER, P. Educação permanente e desenvolvimento cultural.
Petrópolis, Vozes, 1974. 224p.

459

Digitalizado
gentilmente por:

�11 - GARCIA, M.L.A. O leitor e a biblioteca pública. Rev. Esc.Bibliotecon. UFMG. Belo Horizonte, £ (2): 186-97, set.
1975.
12 - GARCIA, W. Educação brasileira contemporânea:
contemporânea; organização
e funcionamento. São Paulo, McGraw-Hill do Brasil; Brasília, Fundação Nacional do Material Escolar, 1978. 277p.
13 - GARDNER, F.M. Finalidades y objetivos de Ias bibliotecas
públicas. Boi. Unesco Bibl. Paris, ^
22 (4): 225-30, jul./
ago. 1973.
14 - HIGHET, G. O.inconquistável espírito humano.
Ibrasa, 1963. p.lOl.

São Paulo,

15 - LENGRAND, P. Introdução ã educação permanente. Porto,
vros Horizonte, 1971, 126p.

Li-

16 - MANIFESTO DA UNESCO sobre bibliotecas públicas. R. Bras.
Bibliotecon. Doc. São Paulo, T.1_ (4/6); 157-158, cibr./jun.
abr./jun.
1976.
17 - NEGRÃO, M.B. Por uma biblioteca pública mais atuante.
R.Bras. Bibliotecon. Doc. São Paulo, 1£
11 (1/2): 73-5,
jan./jun. 1978.
18 - PERES, O.C. &amp; FULGÊNCIO, C.M. Pesquisa sobre os usuários
da Biblioteca Pública de Minas Gerais "Prof. Luiz de Bessa". Rev. Esc. Bibliotecon. UFMG. Belo Horizonte, 1 (2):
101-12, set. 1972.
19 - PLANO MINEIRO DE EDUCAÇÃO; carta compromisso. Minas Gerais;
Suplemento Pedagógico. Belo Horizonte, v. 6, n. 51, out.
1977. Número Especial.
20 - REVISRA DE BIBLIOTECONOMIA DE BRASiLIA.
BRASÍLIA. Brasília, V. 7. n. 2r
2,
jul./dez. 1979 (Número especial dedicado a Biblioteca Pública no Brasil).
22 - STOLJAROV, J.N. Amplitud óptima
õptima de los fondos de bibliotecas públicas. Boi. Unesco Bibl. Paris, 27 (1): 23-9, ene.
feb. 19 73.

Digitalizado
gentilmente por:

*

�23 - SUADEIN, E.J. Biblioteca pública brasileira; desempenho e
perspectivas. São Paulo, LISA; Brasília, INL, 1980. 82p.
24 - TAYLOR, J. &amp; JOHNSON, I.M. Public llbrarles
libraries and thelr
use. London, Dept,
Dept. of Education
Educatlon and Sicence,
Slcence, 1973, p. 60.

461

Digitalizado
gentilmente por:

-y
♦

�DIVULGANDO O FOLCLORE EM MINAS GERAIS

CDD 398.0981
CDU 398 (81)
Marilia Salgaío Gontijo - CRB -6 244
Rcmanelli - CRB-6 113
Maria de Lourdes Cortes Ratanelli
Regina Mariné
Marine da Cunha Fleischer - CRB-6 088

RESUMO

Relato de experiência realizada pelo Grupo de Bibliotecários de Ciên
cias Sociais e Humanidades de Minas Gerais no campo do folclore,con^
folclore,cons
tando de: bibliografia de obras encontradas em três importantes bi bliotecas
bllotecas do Estado, bibliografia de bibliografias de folclore e exposição de trajes e objetos folclóricos das festas mineiras.

Todos os anos acontece a mesma coisa nas bibliotecas
de Belo Horizonte no mês de agosto. Os alunos de 19 e 29 graus precisam de informações sobre folclore e não as encontram nas bibliote
cas. As perguntas são muitas
multas e as respostas insuficientes. Se não
houvesse realmente material, nada poderiamos fazer. Mas, na verdade,
os livros, revistas, discos e jornais estão nas bibliotecas, mas co
mo não foram analisados na integra, não são também recuperados. Por
essa razão, o Grupo de Bibliotecários de Ciências Sociais e Humanida
des da Associação dos Bibliotecários de Minas Gerais teve a idéia de
levantar todo o material existente no Estado sobre o assunto; uma b^
bliografià exaustiva que serviria
serviría não só aos estudantes, como aos es
e^
tudiosos do assunto. Foi feita uma reunião do Grupo com profissionais
de outras áreas, para se traçar o programa de trabalho. Dessa reunião
surgiram várias idéias. O objetivo principal seria atrair a atenção
462

Digitalizado
gentilmente por:

�do público
publico em geral para a bibliografia. Ficamos bastante entusiasma
das e resolvemos participar da Semana do Folclore, promovida pela
Coordenadoria de Cultura do Estado de Minas Gerais. Procuramos o ilu£
tre folclorista,
folclorlsta. Prof. Saul Martins, e expusemos-lhe nossos propósitcs
propõsitcs
Com ele, eliminamos algumas idéias e chegamos ã conclusão de que o ideal seria organizar uma exposição de trajes folclóricos de Minas.F^
zemos um planejamento inicial da exposição, que constou de;
de:
1. Identificação das festas folclóricas em Minas.
2. Seleção dos grupos folclóricos das cidades do interior de maior
significação em cada uma das festas.
3. Localização dos dirigentes dos grupos folclóricos.
4. Escolha de local para a exposição.
5. Orientação de museólogo competente para a apresentação da mostra.
6. Publicidade do evento.
7. Visita das escolas de Belo Horizonte ã exposição.
8. Orientação aos visitantes.
9. Avaliação da exposição através de questionário aos visitantes.
Entregamos o plano ã Coordenadoria de Cultura, que
convocou uma reunião da Comissão Mineira de Folclore. Essa Comissão
aprovou nossas idéias. A Coordenadoria deu-nos seu apoio. Faltava ain
da o patrocinador. Solicitamos entrevista com a Presidente do Conselio
Conseüho
Estadual de Cultura, Sara Avila.
Âvila. Levamos-lhe o esquema de trabalho e
uma estimativa do custo total da exposição. Em sessão plenária, o Con
selho aprovou nosso piano
plano e resolveu patrocinar a mostra.
Contando sempre com o inestimável apoio do Prof. Saul
Martins, entramos em contato com os dirigentes dos grupos folclóricos
mineiros, por carta e por telefone. Fizemos uma lista dos trajes e ob
jetos que seriam enviados a Belo Horizonte.
Escolhemos para a realização da exposição a Grande Galeria da Fundação Clovis Salgado, por ser o local mais aprppriado e
mais central da cidade. Convidamos a museóloga Conceição Piló para or
ganizar a exposição propriamente dita. Sob sua orientação, foram toma
das as seguintes providências:
- Confecção de manequins para os trajes - blocos de isopor colados e
modelados (trabalho feito pelas próprias bibliotecárias do Grupo)
- Ampliação de fotografias das festas mineiras para colocação em pai463

Digitalizado
gentilmente por:

♦

Q

ii

12

13

�néis vizinhos aos trajes, dando ao visitante uma idéia da festa vi
néls
v^
vo.
- Desenho de mapa do Estado de Minas Gerais com a localização das c^
dades representadas na exposição.
- Cessão de vitrines pelo Museu de Arte de Belo Horizonte para colocação de jóias e peças de prata e ouro.
- Preparação do catálogo.
A publicidade ficou a cargo da Coordenadoria de Cultu
ra que mandou confeccionar o cartaz comemorativo da Semana do Folclo
re e imprimir o catálogo da exposição. Encarregou-se ainda da distri
buição dos cartazes pela cidade, além dos anúncios e reportagens nos
meios de comunicação (rádio, televisão e jornais).
Através da Secretaria de Estado da Educação, enviamos
a todos os grupos escolares da Grande Belo Horizonte, convite para
visitar a exposição. As
Äs escolas particulares foi também enviado o me£
mo convite, pela Coordenadoria de Cultura.
A fim de orientar os visitantes e, principalmente, as
escolas, foi organizado rodizio
rodízio dos 25 membros do Grupo de Bibliotecários de Ciências Sociais e Humanidades de Minas Gerais para todos
os dias da exposição, turnos da manhã, tarde e noite. Para isso, as
bibliotecárias compareceram
compateceram ã exposição e receberam instruções do
Prof. Saul Martins e dos chefes dos grupos folclóricos,antes de sua
inauguração. Além das bibliotecárias que atuaram como Cicerones,
cicerones, o
Grupo contratou três recepcionistas, uma para cada turno, que ficaram
encarregadas da distribuição do catálogo e da marcação de horários
para as visitas das escolas.
Ao lado da exposição, oferecemos também vários filmes
documentários das festas folclóricas mineiras. A Fundaçã'o
Fundaçãb Clovis Sa^
gado conta com excelente sala de projeção, a Sala Humberto Mauro, com
100 lugares. Os filmes foram exibidos a intervalos regulares, várias
vezes ao dia. Desse modo, quase todos os alunos das escolas que fizeram visitas programadas ã exposição, tiveram oportunidade de assistilos. A bibliotecária cicerone também fazia breves comentários, antes
de cada filme a ser exibido.
Para avaliar a exposição, foi elaborado questionário
aes visitantes, que contribuiram bastante com idéias e sugestões. Eis
aos
algumas delas:
464

Digitalizado
gentilmente por:

I
-11/ Q

I
II

I
12

13

�- "A exposição deveria ter contado com a colaboração de mais cidades
mineiras, tendo em vista a grande riqueza do folclore do nosso E£
tado."(12 respostas)
- "Continuem mostrando-nos coisas do nosso Pais.
País. Cultura nunca é demais ."
."
- "Espero que vocês não parem aqui e organizem mais exposições. Dessa
forma, estarão contribuindo para a valorização da cultura do nosso
povo." (11 respostas)
- "Levar a exposição a outros estados, se possível a outros países."
- "Precisamos incentivar nossos costumes e tradições. Não podemos per
pe£
mitir que as tradições mineiras sejam sufocadas pelo progresso."
- "Deveria constar junto ã capa e coroa dos reis da Congada o nome d£
de
les, procedência e o nome da Guarda."
- "Excelente a iniciativa de propagar costumes tipicamente brasileiros. £E bem completa a mostra, alêm da gentil apresentadora que,
com muita paciência, respondeu a todas as minhas perguntas. Obrigada);""
gada
- "Lindo cartaz)
cartaz! Diz tudol"
tudo!"
- "A exposição está excelente. Não podería
poderia ser melhor. Parabéns!£
Parabêns)£ Isom
a gente ver de perto o folclore brasileiro."
- "Gostei do incentivo ã arte popular mineira."
- "Deveria ser criado o Museu do Folclore. (2 respostas) (Observação:
existe, mas não ê conhecido).
Ele já existe,,
- "Deveria ser feita pesquisa sobre o folclore rural de Minas (ex:ch£
(ex:che
gada do milho)."
- "Realização de festas folclóricas ao vivo em Belo Horizonte para o
povo conhecer de perto suas próprias manifestações." (3 respostas)
- "Valorizar mais nossa cultura com mais exposições, filmes e prcpagan
da."
- "Intensificar as atividades relacionadas ã nossa cultura popular e
ãâ nossa arte em geral, com constante apoio governamental nos níveis
estadual e federal."
0 saldo da exposição foi compensador: comparecimento de
16.000 pessoas e de um grande número de escolas da rede estadual é da
rede particular. O Grupo certamente contribuiu muito para a Semana do
Folclore em Minas Gerais em 1979. Alêm de atrair a atenção para a bibliografia a ser elaborada, tornou mais conhecida e respeitada a cla£
465

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�se profissional de bibliotecários, facilitando para o futuro o apoio
dos órgãos do Governo do Estado às
ãs nossas iniciativas.
Pretendiamos, incjalmente,
incialmente, fazer a pesquisa bibliográ
bibliogrã
fica apenas nas bibliotecas ligadas ao Grupo. Posteriormente, sentimos a necessidade e a oportunidade de estender a pesquisa a outras
bibliotecas, tanto da Capital quanto do interior do Estado. Essa pr^
pri
meira fase do trabalho foi desenvolvida na Capital com recursos próprios das bibliotecas e membros do Grupo e com a colaboração dos bibliotecários das instituições pesquisadas. No interior, os dados foram levantados pelas prefeituras municipais, com a colaboração dos
departamentos de Educação e Cultura, bibliotecários, responsáveis per
bibliotecas públicas e comunitárias,representantes do MOBRAL, foi cloristas e outras pessoas interessadas na pesquisa.
Até setembro de 1980 foram os seguintes os resultados
do trabalho, relativos âã pesquisa bibliográfica:
1. Levantamento de Bibliografia das Bibliografias já existentes.
2. Levantamento de dados novos, na Capital.
Bibliotecas já pesquisadas;
pesquisadas: Centro de Educação Permanente Prof.
Luiz de Bessa (Biblioteca Pública do Estado), SESC, SENAC, Fundação João Pinheiro, Escola de Belas Artes, Centro de Recursos Huma
nos João Pinheiro, Faculdade de Educação, Faculdade de Filosofia
e Ciências Humanas e Centro Pedagógico da UFMG, parte da coleção
particular do Prof. Saul Martins.
3. Levantamento de dados novos, no interior.
Recebemos respostas de cerca de 190 municípios mineiros, com grande número de dados, incluindo trabalhos inéditos e outros
em fase de preparação para publicação.
A apresentação do plano de trabalho e da pesquisa bi bliogrâfica na Coordenadoria de Cultura motivou a Comissão Mineira de
Folclore e demais representantes de entidades ligadas ao assunto, a
planejar e realizar, durante a Semana do Folclore, "Simpósio para Co
municações de Pesquisas em Andamento". O primeiro, realizado em 1979
municaçóes
contou com a apresentação de 9 pesquisas. No segundo, realizado em
1980, foram apresentados 16 trabalhos, incluindo pesquisadores de vã
rias áreas (arquitetos, urbanistas, geógrafos, musicistas, comunicõlogos, jornalistas) todos preocupados com os problemas da permanên cia X desvalorização de nossa cultura popular.
466

Digitalizado
gentilmente por:

*

�o0 Grupo apresentou o projeto inicial da pesquisa no
19 Simpósio, tendo recebido muitas sugestões dos especialistas inte
ressados pelo trabalho (alguns deles colocaram suas coleções particulares ã disposição do Grupo, para serem pesquisadas, porque conhe
cem a dificuldade de localização de obras sobre o assunto. No 29 Sim
pósio o Grupo pôde apresentar o primeiro resultado do trabalho que é
o levantamento das bibliografias gerais, regionais e especiais existentes.
Os dados já.levantados no Centro de Educação Permanente Prof. Luiz de Bessa (Biblioteca Pública do Estado), SESC e
SENAC e a dificuldade de concluir a pesquisa bibliográfica no momen
to presente nos levaram a pensar em publicar uma primeira parte do
trabalho. O preparo constou de:
- Conclusão da normalização dos dados.
- Elaboração dos índices de assunto e geográfico.
- Elaboração do prefácio (Prof. Saul Martins) e sumário.
- Datilografia.
- Revisão.
Gostaríamos de salientar alguns fatos a respeito do
trabalho relatado:
- O0 trabalho foi feito sob forma de colaboração, i.e., os bibliotecários compilaram o material existente em suas instituições dentro
do seu esquema de trabalho, o que nos sugere que todos estão aptos
a fazer o mesmo desde que se disponham.
- A receptividade foi enorme: pessoas do interior (não bibliotecários)
enviaram levantamentos em resposta âã solicitação do Grupo. E uma
forma de recuperar informações ainda não sistematizadas ou publica
das e que podem revelar novas riquezas ou curiosidades do nosso
Ccimpo a ser explorado. Por outro lado,
folclore. Trata-se de vasto campo
foi tão grande a quantidade de material recebido que há necessidade de elementos para o trabalho de normalização, não podendo a tarefa ser executada de modo semelhante aos levantamentos feitos den
tro da instituição.
- Em nosso País, onde as bibliotecas são pequenas e pobres, vemos
nesse tipo de trabalho uma forma de melhor divulgar o potencial in
formative das coleções, não só na área de folclore, como também em
formativo
vários outros assuntos.
467

Digitalizado
gentilmente por:

�ABSTRACT

Report on what on done by the Grupo de Bibliotecários
de Ciências Sociais e Humanidades de Minas Gerais on folklore in
the period of 1979 to 1981: bibliography of works found on three
important libraries of the State of Minas Gerais, bibliography of
bibliographies of folklore and exhibit of clothing and various items
of our popular events.

468

Digitalizado
gentilmente por:

-

Q

II

12

13

�CDD:027.800208
CDU:028:027.8(084.12)

AUDIOVISUAL PARA TREINAMENTO DE USUÄRIO
USUARIO
EM BIBLIOTECAS ESCOLARES

ENRIQUETA GRACIELA D. DE CUARTAS
GILCA MARTINS GATTI
Professoras do Departamento de
Biblioteconomia e História da
Fundação Universidade
do Rio
Grande.

RESUMO

Planejamento e roteiro de um treinamento
de
usuários de biblioteca escolar através de audiovisual. Acompanha questionário de avaliação.

469

Digitalizado
gentilmente por:

�1. Introdução
O desconhecimento por parte da clientela escolar
da utilização dos serviços da biblioteca e do acesso às
ãs fontes
de referência; a carência de recursos humanos especializados em
biblioteconomia que possam divulgar anplamente
aitplamente a utilização dos
serviços oferecidos pelas bibliotecas escolares e os problemas
e dificuldades na obtenção de verbas para aquisição de acerves
pertinentes e relevantes torna necessária uma atuação mais enér
gica por parte de bibliotecários e educadores envolvidos no pro
cesso educativo.
Como consequência, surgiu a idéia de montar um
audiovisual que instruísse os usuários das bibliotecas escolares quanto a recursos e serviços que a mesma pode oferecer. Para isso, contando com a colaboração da 189 Delegacia de Ensino, sediada na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul,
apresentou-se um projeto ao Programa para o Desenvolvimento
de
Recursos Humanos na Região de Fronteira do Brasil
Breisil com o
Uruguai-PRODERF, visando o patrocínio na montagem do
audiovisual
que ora apresentamos e que está baseado no "Manual do Aluno da
Biblioteca Escolar" editado pelo Centro de Documentação da Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul.
Aprovado o projeto, combinou-se que a clientela
incluiría os alunos pertencentes às
ãs escolas das cinco
Delegacias de Ensino sediadas na região da entidade
patrocinadora,
atingindo ãâ faixa etária de 6 a 14 anos.

2. Objetivos
2.1. Objetivo geral: incentivar a freqüência ã biblioteca
colar, tornando-a um centro educativo, fonte inesgotável
informações e estimulo para o desenvolvimento intelectual
cultural da clientela escolar.
2.2. Objetivos específicos: após a assistência
a clientela deverá ter condições de:
470

Digitalizado
gentilmente por:

ao

esde
e

audiovisual

�- conhecer e utilizar os recursos e serviços da biblioteca
escolar;
- manusear corretamente as obras de referência, tais como
enciclopédias, dicionários, etc.;
- identificar e utilizar materiais não bibliográficos como folhetos, revistas, cartazes, recortes, etc.;
- reconhecer a fonte de lazer que é a biblioteca escolar;
- localizar assuntos nas obras, através de consulta
correta, a índice e sumário;
- participar das atividades de extensão da biblioteca escolar.

3. Conteúdo
- Apresentação da biblioteca e seus objetivos;
- Acervo da biblioteca: tipo
ordenação
uso
- Fichãrio:
Fichário: manuseio
utilidade
- C livro: suas partes
■ cuidados
- 0 uso da biblioteca: leitura na sede
pesquisa
emprés
empréstimo
timo
- 0 uso do material de referência: dicionários
enciclopédias
atlas
- Pesquisa: passos
redação
apresentação
- 0O trabalho social!zante
socializante
- Atividades de extensão: dramatização
jornal mural
exposições
jornal escolar
471

Digitalizado
gentilmente por:

�feira do livro
hora do conto

4. Recursos humanos
As responsáveis pela elaboração do projeto junto ao PRODERF, Bibliotecárias Enriqueta Graciela
Graciel a D. de Cuartas
e Gilca Martins Gatti, professoras do Departamento de Biblioteconomia e História da Fundação Universidade do Rio Grande conta
ram com a colaboração da Professora Alba Maria Dourado Corrêa,
responsável pela Biblioteca Escolar Castro Alves, Professora Ma
ria Isabel Xavier da Silveira, coordenadora das bibliotecas da
189 Delegacia de Ensino, Professor Flavio Figueiredo, e equipe
técnica da Fundação Universidade do Rio Grande.

5. Desenvolvimento
5.1. Características: o audiovisual constará de diapositivos co
cg
loridos realizados na Biblioteca Escolar Castro Alves anexa
ã
Escola Brigadeiro José da Silva Paes, acompanhados de texto explicativo gravado em fitas com fundo musical sugestivo.
5.2. Roteiro:
- Slide 1:
]: No mundo da Biblioteca
- Slide 2: Projeto realizado pela Fundação Universidade do
Rio Grande e 189 Delegacia de Ensino sob o
patrocínio
do Programa para o DCiSenvolvimento
Desenvolvimento de Recursos
Humanos
na Região de Fronteira do Brasil com o Uruguai-PRODERF.
- Slide 3: Realização das professoras Enriqueta Graciela D.
de Cuartas e Gilca Martins Gatti com a colaboração
das
professoras Maria Isabel Xavier da Silveira e Alba Maria
Dourado
Corrêa.
Do
urado'Co
rré a.
- Slide 4:
4; Orientação do Professor Flavio Figueiredo.
Fotografias da Fundação Universidade do Rio Grande, efetuadas na Biblioteca Castro Alves da Escola Fundamental
472

Digitalizado
gentilmente por:

-li/

�Brigadeiro
Brlgadelro José da Silva Paes.
- Slide 5:
5; Baseado no "Manual do Aluno da Biblioteca Escolar" da Secretaria de Educação - Porto Alegre, RS.
mundo do livro.
- Slide 6:
6; No inundo
- Slide 7; Através dos livros conhecemos as tradições,
o
folclore dos diversos países, novas raças, povos...
- Slide 8; podemos entender o que dizem, as pessoas de outras partes do mundo...
- Slide 9; entrcimos
entramos no mundo do cinema, da fotografia, da
televisão....
televisão..
- Slide 10; descobrimos como o homem chegou a lua...
- Slide 11; penetremos
penetramos no mundo fabuloso dos animais...
- Slide ]2;
]2: entramos no mundo encantado das fadas, da aven
tura. ..
..
- Slide 13; o livro é a.a chave para novos conhecimentos, a
abertura para novos horizontes.
- Slide 14;
14: Você
Vocé sabe o que é a biblioteca escolar? Não é
somente uma coleção de livros, é muito, muito mais... E6
a extensão .da
da sala de aula, onde você
vocé e seus professores
encontram material para complementar seus estudos e traencontrem
balhos .
- Slide 15;
15: ÉE nela que vocé
você satisfaz sua curiosidade e esclarece suas dúvidas, consultando seus livros, recortes,
mapas. Lã,
Lá, você também pode passar seus momentos de lazer .
zer.
- Slide 16; Lã ainda, vocé
você encontrará a bibliotecãria
bibliotecária para auxiliá-lo, orientando-o quanto ao uso do material e
aconselhando-o sobre suas leituras de estudo e
recreação.
- Slide 17;
17i Vamos ver como a Biblioteca está organizada?
Livros, folhetos, revistas, recortes, mapas,
gravuras,
são ordenados separadamente.
- Slide 18;
18: Perto da porta da biblioteca, você encontrará
as enciclopédias, os dicionários, os atlas e os almanaques que são os livros de referência e que você sõ
só pode^
poderá consultar no local.
rã
- Slide 19: Os outros livros estão ordenados nas estémtes
estantes
473

Digitalizado
gentilmente por:

�-

-

-

-

-

-

-

-

por assunto: literatura.literatura. História,
história, geografia, português,
matemática, ciências... Nas prateleiras, existem etiquetas que identificam os assuntos dos livros.
Slide 20: Estes, você poderá levar emprestado para casa.
Slide 21: As gravuras e recortes estão guardados em pastas ou caixas por assunto.
Slide 22: As revistas estão colocadas em estante separada, ordenada por titulo.
Slide 23: Exd.ste,
ExJste, também, para os estudantes menores,que
ainda não sabem ler, um cantinho com livros só de gravugravuras .
Slide 24: Os livros estão representados por fichas de au
tor, titulo e assunto. Essas fichas são guardadas em fichários, que são chamados "catálogos".
chãrios,
Slide 25: A ficha de cima está em ordem alfabética pelo
sobrenome do autor. A do meio, está ordenada pelo tituordem, allo, também alfabeticamente, e a de baixo, pela ordem
fabética de assunto.
Slide 26:
26; Você sabe o nome das diferentes partes do livro? A primeira capa e a última capa servem para proteger o livro, o dorso ou lombo é o lugar onde as folhas
ficam presas por costura ou coladas. O livro, como você,
tem cabeça e pê.Tem
pê. Tem ainda a frente e as abas ou orelhas
orelhas..
Slide 27;
27: Abrindo o livro, temos a folha de rosto, onde
você encontra o nome do autor, o titulo e outros
dados
identificadores da obra. Essas informações lhe serão úteis na hora de registrar os livros consultados em seus
trabalhos de pesquisa.
Slide 28:
28; Apôs
Após a folha de rosto, você encontra o sumário
que ê uma relação dos assuntos na mesma ordem em que se
apresentam no livro.
Slide 29:
29; No fim do livro,há o índice que permite
achar
rapidamente, através da ordem alfabética, o assunto que
você procura.
Slide 30: Como já falamos antes, a coleção de referência
está formada por:
estã
Slide 3l;
3\: dicionários: são livros sobre osignifiçado
o significado das

474

Digitalizado
gentilmente por:

�-

-

-

-

-

-

-

palavras e que
çue enriquecem seu vocabuláriôy
vocabulãrlC)&gt; apresentando
novos vocábulos que você poderá usar nas suas conversas
e trabalhos;
Slide 32: enciclopédias: são obras que trazem informações resumidas sobre a vida de pessoas famosas,dados geo
gráficos e históricos, descobertas e invenções. Para você consultá-los, deve conhecer o alfabeto, pois geralmen
te a ordenação deste material éê alfabética;
slide
Slide 33: atlas: são conjuntos de mapas que representam
sua cidade, seu estado, seu pais e o mundo em geral.
Slide 34: Ao iniciar sua pesquisa reúna, primeiro,todo o
material de que vai precisar.
Slide 35: Leia o texto para ter uma idéia geral do assun
assim
to, nio
não copie, mas anote somente um resumo com os dados
essenciais os quais servirão, mais tarde, como roteiro,
para você escrever com suas próprias palavras.
Slide 36: Não esqueça de indicar, no final do trcibalho,
trabalho,
os livros consultados, escrevendo o nome do autor, (inisobrenoiTie) , o título,
titulo, o local de puciando pelo último sobrenonie)
blicação, a editora e a data. Como você já viu, essas in
formações estão na folha de rosto.
Slide 37: Também para os trabalhos em grupo, você poderá
utilizar a biblioteca.
Slide 38: Você pode enriquecer o seu trabalho,consultando também, a estante das revistas, onde os assuntos estão mais atualizados. ■
Slide 39: Ou ainda, as folhas soltas e os recortes guardados em caixas ou pastas.
Slide 40: Para levar um livro por empréstimo, você deve
deve•
inscrever-se como
coixi leitor da biblioteca. O empréstimo tem
um regulamento que você deve seguir.
Slide 41: No fim do livro, existe um bolso que
guarda
dois cartões. Esses cartões substituem o livro na biblio
teca quando você o leva emprestado.
Slide 42: Nesta papeleta, também colada ao fim do livro,
a bibliotecária anotará a data em que você deverá devol
vê-lo. Não esqueça de cuidar bem do livro que você leva
475

Digitalizado
gentilmente por:

�para casa.
- Slide 43; Outro serviço que a biblioteca oferecé
oferece para vo
cê é a "Hora do Conto", quando
queindo a bibliotecária conta his
tôrlas.
tórias.
- Slide 44; Você sabe o que é uma dramatização? fií! a representação da historinha que você ouviu através de gestos.
gestos,
fiÉ um teatrinho.
- Slide 45:
45; As novidades que acontecem na Biblioteca e os
livros novos que íhegam são anunciados no quadro
mural
ou através de exposições, abertas âã escola e àã comunidade .
- Slide 46!
46; Algumas bibliotecas divulgam noticias da escola e de interesse dos alunos no "Jornal Escolar".
- slide 47!
47; Uma vez por ano, realiza-se
reallza-se a "Feira do Livro"
para angariar fundos que ajudam a Biblioteca Escolar
a
crescer. Você pode ajudar, confeccionando convites, cartazes de divulgação e até mesmo vendendo os livros.
- slide
Slide 48:
48; Outra ajuda que você
TOcê pode dar a Biblioteca de
sua escola é montando
montcindo folhas soltas, colando bolsos e pa
peletas nos livros, forrando caixas, restaurando livros,
confeccionando cartazes de divulgação das atividades da
biblioteca.
- Slide 49;
49: Agora que você já sabe tudo o que a biblioteca
escolar pode oferecer, convide sua família e seus amigos
para visitá-la.
- Slide 50; Mostre-lhes a variedade de assuntos e materiais que lá
lã existem. A Biblioteca Escolar não atende somente alunos e professores. Ela está aberta a toda a comunidade..
munidade

6. Avaliação
Serão realizados dois tipos de avaliação:
avaliação; o primeiro através do preenchimento de quadros estatísticos
pelos
proffessores
profèssores que
qitó atuam nas bibliotecas escolares, a fim de compa
rar o desempenho antes e depois do audiovisual (anexos 1 e 2) e
476

Digitalizado
gentilmente por:

_Q

ii

12

13

�o segundo através de visitas das responsáveis pelo projeto
às
Delegacias de Ensino sediadas na Região do PRCDERF
PBCDERF a fim de ava
liar, junto ãs Coordenadoras de Bibliotecas das respectivas Delegacias a qualidade e validade da expériência realizada
conforme os Itens
itens apresentados no anexo 3. Esses deslocamentos se
justificam devido a comprovada ineficácia dos questionários en-'
enviados por Correio, pois somente 30% dos mesmos são geralmente
devolvidos.

7. Cronoqrama
Ve r anexo
Ver
ane xo 4 .

8. Conclusões
Como o presente projeto ainda se encontra.em
Corroo
encontra em fase
de execução e o prazo para apresentação de trabalhos a este Con
gresso expira em 31 de julho do corrente, as conclusões, que só
poderão ser aquilatadas após a realização da avaliação programada para agosto, conforme demonstra o cronograma (anexo 4) serão apresentadas oralmente, caso este trabalho seja aceito.

ABSTRACT
A training planning and guide-book of school library usuaries,
through audiovisual technic. Valuation questionarias
questionaries come along
with.

477

Digitalizado
gentilmente por:

�Noias da Bscola:
Noma
Nome da Biblioteca:
Noffie
localidade:
Localidade:
Be:
De:
Professora responsável:
Turnos de funcionamento:
Escolaridade:
N2 de al\mos matriculados:
audiovisual
1 - Desempenho da Biblioteca Escolar em relação ao audiovisual:
DISCEElIKAÇãO
DISCEIin:K.A.ÇãO
Empréstimos
Consultas
Participação nas atividades de extensão
Sugestões de aquisições
Doações
Socios

478

Digitalizado
gentilmente por:

ANTES

DEPOIS

�S5A5R0_ESTATÍSTIÇ0_-_^^X0_2
9?^?9_55?è?ÍSTICO_-_^^XO_2

Hoae da Escola;
Hone
Kons da Biblioteca:
Koae
Localidade:
De:
Be:
Professora responsável;
responsável:
Turnos de funcionaaento:
funcionanento:
■Escolaridade:
N2 de alunos aatriculados;
natriculados;

2 - Desenvolvimento
Besenvolvinento da Biblioteca Escolar em relação ao audiovisual;

479

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�95?2TION-ÍHIO^p^miLIAÇlO_-_ANSX

Iooalifi2.de:
looalid2.de:
e€:
d£:
Coordenadora:
H2 de bibliotecas atendidas:
N2
Quanto ao conteúdo

aizn em parte
axm

nao

1. Os objetivos propostos foram atendidos?
•^s estratégias escolhidas estavam de aoor
acor
2. ■^s
do com 03 objetivos?
3. Houve mudança de comportamento do usuário?
tornou-se mais
4. A atuação da coordenação tomou-se
solicitada?
5. 0 visual retrata as situações reais viven
5«
ciadas pelos alunos?
6. Quanto a
à forma
6. As fotos foram bem selecionadas?
7. 0 texto estava à nível do usuário?
otimo
SOM
iUMINOSrD.\EE
LUMINOSID-VDE
DURAÇãO
DUR.A.ÇÍO
SSQTfíNCIA
ssqtj2ncia
QUAIROS
QUADROS
CONJUNTO
mtJsica
luTÍSICA

480

cm

Digitalizado
gentilmente por:

bom

regul
regiil

�TC
N

■st
o
X
H

CO
03
&lt;!&lt;
&lt;
s:
sz
N

&lt;

N

481

Digitalizado
gentilmente por:

�XI CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
João Pessoa, 17 a 21 de janeiro de 1982.

TEMA CENTRAL - BIBLIOTECA E EDUCAÇÃO PERMANENTE
SUBTEMA 5 - MEIO DE COMUNICAÇÃO DE MASSA E O HÃBITO
HÄBITO DE LEITURA

INTERESSES DE LEITURA DE USUÃRIOS
USUÄRIOS DA SEÇÃO CIRCULANTE DA BIBLIOTECA POBLICA ESTADUAL "PRESIDENTE CASTEL
LO BRANCO"

por

MARIA DAS GRAÇAS DE LIMA MELO
xMARIA
Professor Adjunto e Chefe do Peparteunento
pepartamento de Biblioteconomia da Universidade Federal de Pernambuco
Presidente da Comissão Brasileira de Documentação em
Ciências Sociais e Humanidades - FEBAB/CBDCSH

482

Digitalizado
gentilmente por:

�CDU

027.6:026.5

CDD

027.6

INTERESSES DE LEITURA DE USUARIOS DA SEÇAO CIRCULANTE DA BIBLIOTECA PÚBLICA
POBLICA estadual
ESTADUAL "PRESIDENTE CASTELLO BRANCO"

MARIA DAS GRAÇAS DE LIMA MELO
Professor Adjunto e Chefe do Departamento de Biblioteconomia, do

Centro

de Artes e Comunicação, da Universida
de Federal de Pernambuco
Presidente da Comissão Brasileira

de

Documentação em Ciências Sociais e Hu
manidades - FEBAB/CBDCSH

Síntese histórica e infra-estrutura da Biblioteca Pú
síntese
blica Estadual "Presidente Castello Branco", enfatizando a Seção Circulante, seu funcionamento,
ços e rotinas.
tentes.

servi-

Análise dos dados estatísticos exis-

Pesquisa sobre os usuários da Seção

Cir-

culante, destacando faixa etária, sexo, escolaridade, interesses de leitura, finalidade da freqüência
ã Biblioteca e satisfação quanto ãâ coleção,
mento e horário.

atendi-

Apresentação de tabelas.

483

Digitalizado
gentilmente por:

�1.

INTRODUÇÃO

A Biblioteca Pública Estadual "Presidente
Castello
Branco" comemora seus 130 anos. Alcançou momentos áureos, consi
derada por uns como "templo do saber" e, por outros, como "depósito de livros", num quase abandono total.
Funcionou em vários lugares: Liceu Provincial, Colégio das Artes, Convento do Carmo e na antiga Cadeia Pública
(ã
rua do Imperador) de onde saiu para o seu prédio próprio, no Par
que 13 de Maio, em 1971, quando recebeu a denominação atual, através do Dec. nÇ
travês
n9 2309, de 17/2/1971.
Foi criada em 5 de maio de 1852, pela Lei
Provincial
nÇ 293. Era Governador da Província Francisco Antônio Ribeiro e
teve como 19 bibliotecário o Pe. Lino do Monte Carmelo Lima.
Está subordinada ã Secretaria de Educação e Cultura e
apresenta a seguinte estrutura organizacional;
organizacional: Diretoria; Serviços administrativos com os setores de Comunicação,
Comvinicação, de Patrimônio, de Pessoal e Secretaria; Divisão de Processamentos Técnicos , com as seções de Seleção e Aquisição, de Catalogação e Cias
Cla£
sificação e de Reprografie;
Reprografia; Divisão de Referência, com as
seções de Assistência ao Usuário, de Pesquisa e Divulgação e de Atividades em Grupo; Divisão de Coleções Especiais
Espeçials e suas seções:
seções;
Iconografia, Manuscritos e Obras Raras, de Audiovisual e Música
e Periódicos; Divisão de Extensão, com as seções;
seções: Infantil,Cir
culante, de Bibliotecas Depositárias e Ambulantes e Braille.
1.1. Na Divisão de Extensão é salientada a Seção
Seçãií Clrculan
Circulan
te, objeto deste estudo. Esta tem por objetivo o empréstimo a
domicilio. E, para a grande parte dos usuários, o departamento
que causa maior impacto e que atende às necessidades de estudo e
de recreação da Comunidade.
Comvinidade. Visa a incentivar o hábito de lei
leitu
tu
ra através de livre acesso às
âs estantes, onde os livros estão dls
dis
postos em ordem topográfica, pelo número de chamada.
1.2. Para utilização de seus serviços, o usuário faz
documentos;
inscrição, apresentando os seguintes documentos:

sua

484

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�cédula de identificação
2 fotografias
Preenchimento do cartão de inscrição
Pagamento da taxa de Cr$ 20,00
A inscrição éê válida por um ano, e cada usuário tem
direito ao empréstimo de dois livros ou folhetos, por um prazo
de 15 dias.
Pelo cartão de assinatura, é feita a estatística diâ
diá
ria, que se apresenta mais alta nos períodos letivos, com
uma
média mensal de 3.000 empréstimos.
1.3. Catálogo - Possui, com as entradas divididas por autor, titulo
título e assunto. Adota a Classificação Decimal Universal CDU - e recebe o jogo de fichas devidamente preparadas pela Divisão de Processamentos Técnicos.
1.4. Coleção - 7.500 livros e folhetos, aproximadamente,
com rodízio regular. Não possui'periódicos.
possui periódicos. A atualização e o
crescimento da coleção se vém
vêm fazendo através de doações do Instituto Nacional do Livro, algumas aquisições por compra feita pe
la Secretaria de Educação e Cultura e doações da Comunidade. Co
bre os vários.ramos
vários ramos do conhecimento humano, com pouquíssimos exemplares para atender às demandas. Recebe sugestões dos usuários para aquisição de livros que venham enriquecer o acervo bibliográfico.
1.5.

'Verba
Verba - Não possui dotação orçamentária.

1.6. Clientela - Constituída por pessoas das mais variadas profissões, faixa etária, camada social, sendo a classe estu
dantil de 19 e 29 graus a predominante, o que é justificável pela ausência de bibliotecas escolares nas diversas Unidades Educa
cionais da Cidade.
1.7.

Horário - Das 8 às 22 h. e no sábado das 8 às 17 ho-

ras .
1.8. Pessoal - 01 bibliotecário, responsável pela Seção?
Seção;
06 auxiliares, dos quais 03 possuem curso superior (Pedagogia) e
485

Digitalizado
gentilmente por:

�01 agente administrativo.
1.9.

Penalidades - Cobra Cr$ 5,00 por dia de atraso.

no
l.ir
Divulgação - Faz exposições de livros novos e,
"hall" principal da Biblioteca (no 19 andar), expõe um cartaz com
a frase: "Visite a Seção Circulante. Leve livros emprestados".
Os livros não retirados por empréstimo são expostos e logo encon
tram o "seu leitor".
2. OBJETIVO - Pesquisar o comportamento do usuário
da
Circulante e a predominância quanto ao sexo, ã faixa etária,
ã
escolaridade, ■ãã finalidade da freqüência, ao interesse de leitura e sua satisfação quanto ã coleção, ao atendimento e ao horário.
3. METODOLOGIA - Para a pesquisa, foram aplicados questionários aos usuários dessa Seção, durante todo um
vim dia de expediente, cujas respostas devem demonstrar a relevância ou não dos
serviços oferecidos.
4.

ANÄLISE eE interpretaçAo
anAlise
INTERPRETAÇAO dos
DOS dados
DADOS
TABELA 1
Faixa etária

%

15-21
22-30
31-40
41-50
mais de 50

59
27
6
6
2

bs jovens foram os grandes freqüentadores, com 59%, le
vados, na maioria, por motivos relacionados com seus estudos.
O sexo masculino esteve presente com 43%, enquanto se
nota vantagem, embora pequena, para o sexo feminino, com 57%.
486

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 2
Escolarldade/grau
Escolaridade/grau

%

19
29
39
Não estudam ou concluiram os estudos

8
46
29,5
17/5
17,5

A percentagem de 46% mostra, perfeitamente, que a Se
ção Circulante oferece os seus serviços, quase exclusivamente,aos
estudantes de 29 grau, o que comprova mais uma vez a necessidade
de uma interação entre Biblioteca e Escolas para um
resultado
mais satisfatório.
A Biblioteca Pública é mais usada por aqueles que e£
tão em formação, ao contrário da linha de ação que deve ser voltada para a euucação
educação permanente dos adultos.

TABELA 3
Finalidade de frequência ã Biblioteca

%

Estudo
Recreação
Ambas

65
21
14

Esta tabela pode evidenciar que a pressão exercida
pela carência de bibliotecas escolares faz com que a Seção Circulante exerça, como a Biblioteca Pública, no seu todo,
função
de biblioteca escolar. 0 baixo poder aquisitivo de publicações
didáticas leva os alunos às Bibliotecas Públicas, em busca de ma
terial didático.
Historicamente, o empréstimo de livros era o
único
serviço que se oferecia ao público nas Bibliotecas Públicas. Ho
je, há vários outros e, até
atê os de referência e de assistência ao
usuário, que surgiram posteriormente.
■4487
87

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�o serviço de empréstimo domiciliar deve preocupar-se
mais com os adultos. Trazê-los ã Biblioteca. Oferecer-lhes at^
ati
vidades mais atrativas e impressionantes, pois sua função prime^
primei
ra está no fomento ã leitura dos adultos, embora se possa reconhecer que a tarefa êé bastante difícil, de valoração complexa, o
que não deve ser o motivo de desestimulo por parte da Biblioteca
Pública.
TABELA 4
Obtenção de docianentos
documentos desejados

%

Sim
Não
As vezes

41
0
59

Isto faz ver, claramente, que nem todos os
usuários
têm resposta ãs solicitações. O percentual ao item "âs vezes"
revela, possivelmente, a pobreza quantitativa e qualitativa da
coleção, em relação ao número de usuários.
TABELA 5
Tipo de docvimento
documento mais lido

%

Livros
Revistas
Revistas em quadrinhos

95
42
14

Analisando as respostas, pode-se constatar que o item
livros obteve maior percentagem, certamente, não só pelo que há
de tradicional no manejo desse tipo de documento, como também,pe
lo fato de que a Seção não oferece outras opções: ou livros ou
folhetos (e o usuário sabe fazer a distinção?...)

488

Digitalizado
gentilmente por:

I
11

12

13

�TABELA 6
Assuntos preferidos, segundo a CDU

%

1
2
3
5
6
7
8
82
9

16
15
31
43
15
34
44
63,5
33

Psicologia
Teologia
Educação
Biologia
Medicina
Música
Língua Portuguesa
Romance brasileiro
História

deram mais de tima
uma resposta.
Observa-se que alguns dereim
A literatura foi responsável por mais de 50% das res
re£
postas, sendo prioridade do sexo feminino. 0 romance brasileiro
é o mais procurado, possivelmente, pelas exigências dos
Excimes
Exames
Vestibulares. No corrente êmo estudcim:
estudam:
ASSIS, J. M. M. de.
de, Quincas
Qulncas Borba;
Severina;
MELO NETO, J. C. de. Morte e vida Severltia;
AZEVEDO, A. O MUlatO.
Ê gratificante que a literatura seja motivo de leitu
ra e de recreação. Ela enriquece o espírito.
espirito.
Mais uma
imia vez, é Icimentãvel
lamentável a escassez de exemplares
de literatura. São poucos os que têm acesso aos romances, acima
mencionados, por falta de exenplares
exemplares suficientes.
o
O acervo da Biblioteca Pública, em relação ãâ literatura, é rico. Entretanto, por motivos organizacionais, sõ
só uma
parte vai para a Seção Circulante.
Com a intenção de detectar mais informações
Informações a respe^
to do comportcimento
comportamento do usuário da Seção Circulante, constareim,
constar^un, a
inda, do questionário.
Inda,
questionário, Indagações
indagações quanto ã satisfação dos
que
freqüentam a Castello Branco - Seção de Empréstimos,
se
freqüentcim.
Hinprêstimos, no que
coleção, ao horário e ao atendimento de seus funcionárefere âã coleção,’
• rios.
rios .
489

Digitalizado
gentilmente por:

�TABELA 7
Satisfação do usuário, quanto a

Coleção
Horário
Atendimento

14
68
70

Significação das letras, acima;
R (regular) e D (deficiente).

48
29
26

26
3
4

12
0
0

0 (ótimo); B (bom);

Embora seja reconhecida a deficiência dos serviços
bibliotecários das Bibliotecas Públicas, motivada por vários fato
res, em sua maioria, alheios aos profissionais, veflflca-se
verifica-se que
os usuários dessa Seção estão relatlvcimente
relativcimente satisfeitos com o ho
rãrio e o atendimento. Houve, já, quem dissesse que o comportarárlo
mento do "staff" Influi
influi grandemente no bom atendimento ao
usuâ
usuá
rio. Multo
Muito da deficiência da coleção pode ser complementada
coir.plementada pela qualificação do profissional da Informação
informação que, vai buscar, em.
em
outras fontes aquilo que deseja o usuário. A competência dos bl
b^
bliotecários que trabalham
bllotecárlos
trabalhaun em serviços ao público deve ser a tônica principal.
A disposição em ajudar os usuários foi constatada
durante as observações feitas na aplicação do questionário.
ÉÊ
bom lembrar, aqui, uma frase de WHEELER &amp; GOLDHOR: "La cortesia
simple incluye
slmple
Incluye buenos modales por telêfono,
teléfono, la sonrisa
sonrlsa agradable
al saludar, el recordar el nombre y los gustos de lectura de un
usuário, y la dlsposlclón
dlsposlclõn de interrumpir
Interrumplr un trabajo en curso o
la conversación
conversaclôn con un colega, para servir a un lector".
"...
La cortesia no tlene
tiene preclo
precio y, sln
sin embargo, no cuesta nada"?'^®
5.

CONCLUSÕES

Uma feliz expressão de DECAUNES prova que "Savoir
"Savolr lire,
llre,
n'est pas llre”,
lire", 2 '"• 29 isto e, se uma criança ou um adulto Scübe
sabe ler,
não significa que tenha ou venha a adquirir o hábito de ler,
o
interesse pela leitura. O hábito de ler ê,
Interesse
é, como todos os demais,
damals,
490

cm

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�um hábito adquirido.
Castello
A Biblioteca Pública Estadual "Presidente
Branco, através de sua Seção Circulante,
Circulahte, vem tentando desempenhar a sua finalidade de incentivadora do hábito e do interesse
de leitura de seus usuários, talvez iniciados na infância.
Entretanto, foge ã sua função, quanto ã preocupação de reanimar o
espírito dos adultos em sua educação permanente.
Na maioria, as pessoas que fazem empréstimo na Seção
Circulante, o fazem porque tém
têm algum interesse de estudo. O per
centual de adultos não estudantes foi baixo. Inexiste, ao que
parece, um trabalho mais dirigido para atrair os cidadãos que ocm
põem essa faixa etária.
A impossibilidade de adquirir todos os livros didáM
didãt^
COS e a ausência de uma rede de bibliotecas escolares
explicam
por que os estudantes procuram a Biblioteca, o que não
demonstra, evidentemente, que haja interesse pela leitura, como hábito
de ler.
Há necessidade de maior número de documentos para atender ã demanda, assim como, maior espaço físico que abrigue a
coleção âã medida em que se desenvolva.
A divulgação deixa muito a desejar, embora seja
um
lugar comum dizer-se que a Biblioteca ê uma agência de comunicação e que a publicidade ê um estímulo direto para a leitura e o
uso de livros pelos adultos.
A estatística só revela o "quantum". Não há
preocupação com a qualidade do serviço. Não se pergunta ao usuário
se a informação foi válida. Até
Atê o "bom leitor" ê avaliado pelo
número de livros que lê. Não se conhece a maturidade para a le^
lei
tura dos usuários.
E preciso sempre detectar a relevância da informação
levada aos usuários.
Urge, que a Biblioteca ofereça uma cultura literária
viva, dinâmica. Que haja, enfim, interação entre ela e a reali491

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

-

13

�dade de sua comunidade.

ABSTRACT
historical synthesis and background of the State
A hlstorlcal
Public Library "Presidente Castello
Gastello Branco" emphasizing the
Lending Section, its functions, its services
Services and its routines.
routines,
Analysis of the statistics data available,
available. Research made through
a que'stionaire
questionaire among the rea'ders
rea’ders of the above mentioned Lending
Section, pointing out their age, sex, schooling, main reading
coming to the Library and also their
interests, reason for Corning
appraisal about schedule, performance of staff, and usefulness
of the collections. Presentation of statistical tables.

492

Digitalizado
gentilmente por:

*

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÄFICAS
referencias
bibliográficas

1.
2.
3.

4.

5.

COLLET, H. G. Educação permanente - imia
uma abordagem metodológica. Rio de Janeiro, SESC, Departamento Nacional, 1976.
DECAUNES, L. La lecture. Paris, Seghers, 1976. p. 29.
LINS, M. S. G. V. Levantamento e análise do "status quo” da
seção de Circulação da Biblioteca Pública do Amazonas. R.
Bibliotecon. Brasília, 7(2):132-50, jul./dez. 1979.
Bibllotecon.
PERES, O. C. &amp; FULGÊNCIO, C. M. de O. Pesquisa sobre os usu
ários da Biblioteca de Minas Gerais "Prof. Luis de Bessa".
R. Esc. Bibliotecon. UFMG., Belo Horizonte, 1(2):101-12,
set. 1972.
WHEELER, J. L. &amp; GOLDHOR, H. Administración practlca
practica de bibliotecas publicas. México,
Mexico, Fondo de Cultura Economia,
1970. p. 306

493 .-

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

�Índice
Indies de Autores
Volume

1

ALCICI, Selma Azevedo de Carvalho
ANDRADE, Ana Maria Cardoso
ARAGÃO, Esmeralda Maria
AUN, Marta Pinheiro
BRASILEIRO, Moema F
BRITO, Lldla de Carvalho Serpa
CARVALHO, Maria da Conceição
CHAGAS, Nelson
Nelscai
CHAVES, Delsa
Deisa Chamahum
COSTA, Maria Neusa de Morais
CUARTAS, Enrlqueta Graclela
DUMONT, Márcia Milton Vlanna
DURO, Yvette Zietlow
ZleUow
FERRARI, Aldérlca
Aldérica S
FERREIRA, José Rlncon
FILIZZCLA, Maria de Nazareth Souto Maior
FLEISCHER, Regina Marlné
Marine da Cunha
FRIEDMANN, Lucllla Meyer
hfeyer
GATTT,
GATTI, Gllda
Gilda Martins
GONTIJO, Marllla Salgado
GUARIDO, Maura Duarte Moreira
HOLANDA, Maria Rejane Lima
JANELA, Vera Lúcla
Lúcia
KAEGBEIN, Paul
KLISIEWICZ, Irene Westphalen
KREMER, Jeannete M
LEAL, Carmellnda C
LEME, Roseli Tereza Silva
LEITE, Maria Piedade F. Ribeiro
LIMA, Lúcia Helena Pimenta
LIMA, Margarida Maria de Andrade Matheos de
LOTT, Beatriz Marçolla
MARTINS, Maria de Lurdes Marques
MATOS, Maria Lulza Gomes de
494

Digitalizado
gentilmente por:

131
391
417
273
379
442
218
332
131
347
469
273
367
36 7
379
306
442
462
332
469
462
54
95
95
71
233
190
379
95
29
29
430
252
398
95

�Marla das Graças de Lima
MEIiO, Maria
MERCADANTE, Leila Magalhães Zerlotti
MOREIRA, Edna Alves de Almeida
MOTTA, Silvia Maria
MOURA, Beatriz de
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado
MOELLER,
OLIVEIRA, Helena Gomes de
OLIVEIRA, Liana Marya Abdala de
OLIVEIRA, Tereza da Silva Freitas
PASSOS, Anna Francisca
Freincisca Martinez
PESCE, Mlrian
Mirian Edith Bolsoni.
Bolsonl.
PIMENTEL, Cléa
Clia Dubeux Pinto
PITTELLA, Monica
MSnica Cardoso
POLKE, Ana Maria Athayde
POPADIUK, Lúcia
Lucia Cavalcanti
QUEIROZ, Raimunda
Ralmunda Augusta
RÊBULA, Angela Maria Amaral
REDI, Maria Lucia Muller
RODARTE, Maria
Marla de Lourdes
ROMANELLI, Maria
Marla de Lourdes Cortes
ROSA, Denise Perozzi
Perozzl
SALIBA, Carolinã
Carolina Angélica Barbosa
SEGALL, Maria
Marla de Lourdes dei
del Mero
Nero
SILVA, Célia Mediei
Medici Bezerra
SILVA, Isilda Santos
Marla Cecilia
SILVA, Maria
Cecília M. R. A. da
SOUZA, Francisco das Chagas
SPINELLI, Laila Gebara
VIEIRA, Cila
Clla Milano
VITA, Helena Maria de Oliveira
WADA, Madâlena
WAOA,
Madälena Sofia Mitiko
Mltiko

.■

482
17
398
398
2 33
116
398
209
17
179
95
1
273
171
233
81
160
2233
33
252
442
2233
33
273
95
398
95
54
299
398
287
2 33
131

495

Digitalizado
gentilmente por:

�.v'-l'tt«; .'?‘;..i»iV.''‘isfeia &lt;»6 BiiyeiO aßö ßii«M ,00»!
VI
&gt;;&gt;&gt;vnt.AaipXigS aaerfiopHM dial ,STtlAaASK3M
aet
ßßlwjiIA ab gavIA *nt&gt;a ,AKI3HaM
«€« . • V ‘ * t
f,,,,, f,,,.,. fliisM. 6iviis lÄ'rrcM
«. ,. .^'.
A
J1! ,* * ■^i'T * *^*I’*iT *'* '.-!&gt;■»«..■- • r •.•/■■•/ f -• !.^, J.
9i' JciJiesiö
^
1^
,.^ » ‘“"it ?T-.i
, 0ÍI9!iai9. anssya .aa-ixSOM
A'
f *:"'-^r» » • ^ » .•••••••.•-•• r ! /.• í, r..,. 9t&gt; 39BI0Í) s.nsXaa .ÄJU'SVWO
£ *i*!‘&gt; • •'■^ '■■'»*» • •/••-•••.■,•-.•
•
Í f •/ I ,. 9Ö sXs&amp;olA, ßY^fsM «iialj, «AaiaiilJO
. *’■. - .«._.j.;.^ .., edl?'?’?. evIIS. e&amp;. essttaT. ,äaraifXio
'.^'1 •■" &gt;n ■;• •,»s9nii-taM. çpslpfteía. stjoft »aosSAa
,, „Ipoaloa, íljiba.aalíiK ,si83a
CH^^''.v-i, • ^■■'* • ■" ■**1
^
CH^VHS ; '
^
•r■r
(?:iOia JCUydyO e5iO ,43TWaK'! Í
;•• *^» V* Í, ígpísioo taincM . AJoatTiq
CuiR^-.S—ÄiÍ-ÍÍ tü
ít^YsAíA «iisM.ÄoA. ,siiooa
‘MÄt* * % '.rf ? f *■
. Uwyievso, »ioMj »auioAaoa
I&gt;Ui^, y^-rrr^ • Í
«aavwA wnuuuftH , .sosiJioo
kl; *A • -*1*/■*
“•
i»7s^,6i7§M el^efjÄ. ,AooöSa
F
^ aRA
sIpuo 6ii.#M ,i«aa
Fi
■ &gt;&gt;.! * ?■« »■ • • • .-f^ • ^ .1 f y 1 f •
síabT.Uçd 9)3 Al-jßM , ,3TaA(30H
Í. ^ ^fl • &gt;■ j f J. , 9. ^ ,,,-«94935 aafa-Míço 9fc *i9äM ,,íoj:íHAííOa
•*»,-?.-..*■i* v/f r • % *
issQi«“? sei.Tsa V.Aaoa
■!ä^, ■■ 1 re-•: * K.»- &gt;■ * ly.''
ßso49«a eoiXieriA 6ailo9«5 .AauAS
'&gt;
IJO; •
*
Q991Í lab gabiyQO 96 aiinM ,44Aö3a
699999S
6,tii0 ,AVOIS
C^‘^^.i&gt;0» * H'i*»*-« • * I'*.« * Í
r Í .* ■
. .&gt;1,,,
aoi .cMsS ebXial ,A'Mia
,.*s,. • V«‘ * a-‘ 4 vri • - *
ßi&gt; .A ,a ,M ellloso »iits« ,A%iie
:■■ ,*.) • •-y.i- ^ T r *- « •' I' I
• aasort’O «öb ooslons^a .ASíJOS
X■ '-v&lt; ■* f ^ . -r. . Vf
cisdao «XisO .iJ.iaHiqa
K kT'^1^ • • '"f'*. &lt;•;*:•■*' f- • 4'.* •
q.-teiÍH siio . ,Aa.iaxy
^ (.'&gt;. r*'j*
«9t9ViiQ,9fi
apslai: ,A'HV
-i
•*.*;*. Ç- ,
, ,, 0JÍ44ÍM eiloa öösXAöbW ,ä&lt;1AW
1-i^. ■ TS, Mi-. ' . • 3 .^. Í-XKA,
&gt; ■'.ÍÍ'i»';iV ■ &gt;
LÍM^.
X
IjOTT, y.^:-i. ^
Hi'iHrr.RR,
..!*’ u..- i5 '■ eK.W .1 I..;:r-u •■Aifei»

Digitalizado
gentilmente por:

�Digitalizado
gentilmente por:

�T-Sf

Tf?*-“
Í

;•*■ J
Í'*f

#
i»

\
\

i*;'
i’f.

«

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
stem
Gemiclimivnto

�&lt;B&gt;
Este trabalho foi
Impresso nas oficinas gráficas da
Editora Universitária/ UFPb/ FUNAPE
em Janeiro
janeiro de 1982

Digitalizado
gentilmente por:

�f" ^

-?r

“'

i^
PRESIDENTES DE HONRA:
BResiDENT.ÊS
-'

' -'.'

COMISSÃO PIRÈTORA;
DIRETORA;
COMISSXÔ
.

’

Prof. Tarcísio de Miranda Burity •
GoveAador
Governador do Estado da Paraíba
- Prof. Berilo Ramos
Rainos Borba
Reitor da ÜPPb
UPPb

f

■

'

'&gt;■ '

'1 f"' .
'

í-

••

‘
-

Presidente: ’
. ’
Jeruzà
Lyra
Lucena
Jeruza

•

:

~

. &gt;

’

;-l

* ■ Vice-Presidente: ,
■&gt; '
í
Vânia
Vânia Maria Jurema Coutinho

.

-

•&gt;;

Relator Geral: '
Luiz Antonio Gonçalves da Silva ’
Secretário Geral:
Maria Neusa de Morais Costa
¥i!COMISSÃO
TÉCNICA: * ..c" , COMISSXO'TÊCNICA:
** Coordenação: Sebastião dè
dé SoUzá"
SoUza
COMISSÃO ORGANIZADORA:

'

'

Coordenação:
. Edna Maria Torreão
Torreão Brito

’

-/
‘

% ■' V iJi&gt;.
.t• •
"i'. '
;

&gt;■

Subcomissões:
.4 r
^
.
Berta Margarete Gois Sitônio
Sltônip. - Secretaria
fecretaria
, Babyne Neiva de Gouvea
Gouvêa Rlbeiríi;''"
Ribeiro - bivulgação
Divulgação
;V Zulelde
Zuleide Medeiros Ôe
de Souza - . Finanças
.
I^urence
Laurence Hallewell*Hallewell - Editoração &gt;
Walklria Toledo de Araújo - Atividades Sociais
Lêda Maria 'Jurema
Lida
Jurema Dutra - Hospedagem e Transportes
Raulino Maracajá Coutinho - Apoio
fiaulino
. Rachel Joffily Abath&lt;Abath - telações
Relações Internacionais

i
cm

1

2

3
3

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a
Sy

S*"
0

11

12

13

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
      <file fileId="1184">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/21/2102/Febab_C_B_B_D_V_II_Joao_Pessoa_v2.pdf</src>
        <authentication>5fd0628fbb060a500a7f871b4bbc3f48</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="26042">
                    <text>CONOI^ESSO
CDN(»ESSO
BE
DE
E
i

BRASILin»)
BRASILEH»)

BIBUOTECONOMIA
BOCUMENTACÂO
DOCUMENTAÇÃO

ANAIS
', 4-

■

VOLUMl: II
TRABALHOS OMCIAIS

JOÃO PESSOA-PB
ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS DA PARAI'BA
1982
,
'

cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st e m
I Gemclanmts

0

11

�%

i-

Digitalizado
3 gentilmente por:

AmI Scan
stem
I GereacbiniCTito

10

�XI CONGRESSO BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA
E DOCUMENTAÇÃO

ANAIS

Volume

II

Trabalhos Oficiais
V
João Pessoa-Pb

Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba
1 9 8 2
19
Z

Digitalizado
gentilmente por:

^

"I"
IO

�PRESIDENTES DE HONRA:
Prof. TarcTsio
Tarcísio de Miranda Burity
Governador do Estado da Paraíba
ParaTba
Prof. Berilo Ramos Borba
Reitor da UFPb
COMISSÃO DIRETORA
Presidente:
Jeruza Lyra Lucena
Vice-Presidente:
Vânia Maria Jurema Coutinho
Relator Geral:
Luiz Antonio Gonçalves da Silva
Secretário Geral:
Maria Neusa de Morais Costa
COMISSÃO TECNICA:
Coordenação:
Sebastião de Souza
COMISSÃO ORGANIZADORA:
Coordenação:
Edna Maria Torreão Brito
Subcomissões:
Berta Margarete Gois Sitõnio - Secretária
Babyne Neiva de Gouvia
Gouvêa Ribeiro - Divulgação
Zuleide Medeiros de Souza - Finanças
Lawrence Hallewell - Editoração
Cawrence
Walkíria
WalkTria Toledo de Araújo - Atividades Sociais
Leda Maria Jurema Dutra - Hospedagem e Transportes
Raulino Maracajã Coutinho - Apoio
Rachel Joffily Abath - Relações Internacionais
ASSESSORIA ESPECIAL:
Anibal Rodrigues Coelho

Digitalizado
gentilmente por:

�ANAIS DO XI CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA
E DOCUMENTACAO
JoAO Pessoa^
JOAO
PESSOAy 17 aA 22 de
DE janeiro
JANEIRO de
DE 1982

VOLUME
yOLUME

II

TRABALHOS OFICIAIS

João Pessoa - PB
AssocíacXo Profissional de Bibliotecários da ParaIba
AssociacXo
19 8 2

Digitalizado
gentilmente por:

^

Q

II

�Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
11., João Pessoa, 19B2
11João
1982
Anais. João Pessoa, Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba,
ParaTba, 1982.
2v.
Conteúdo: V. 1 Tema central e sub-temas. V. 2
balhos oficiais e recomendações.

Tr^
Tr£

1 BIBLIOTECONOMIA - CONGRESSOS I Associação ProfÍ£
Profis
sional de Bibliotecários da ParaTba.
Paraíba. II Título
CPU: 02:374.9(81)

Digitalizado
gentilmente por:

�SUMARIO
sumario
VOLUME

2

HOMENAGENS ESPECIAIS
HOI^ENAGENS

7

APRESENTAÇAO

9

DISCURSOS DE ABERTURA

11

TRABALHOS OFICIAIS

25

CONFERENCIA na sessão solene de abertura do
DD XI CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO SOBRE O

TE

PERMANENTE,por
MA CENTRAL - BIBLIOTECA E EDUCAÇAO PERMANENTE
,por Pierre
Furter

29

DEBATEDOR: Edson Nery da Fonseca

53

SUB-TEMA 1: A BIBLIOTECA NA EDUCAÇAO FORMAL

61

CONFERENClSTA:
CONFERENCISTA:

63

Aloisio Sérgio Magalhães

DEBATEDORES: Ana Maria Athayde Polke
Paul Kaegbein
SUB-TEMA 2: BIBLIOTECA NOS PROGRAMAS DE ALFABETIZAÇAO
EDUCAÇAO DE ADULTOS

75
67
87
E
91

CONFERENCISTA: Paulo Freire

93

DEBATEDORES:

111
127

Etelvina Lima
Pierre Furter

4IÜB-TEMA
-SUB-TEMA 3: A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO.

133

CONFERENCISTA: Walter Esteves Garcia

135

DEBATEDORES:

151
161

Antonio Agenor Briquet de Lemos
Ronald Charles Benge

Digitalizado
gentilmente por:

�SUB-TEMA 4;
4: BIBLIOTECA E CULTURA LOCAL

165
166

CONFERENCISTA: Vi
Victor
ctor Flusser

167

DEBATEDORES:

Myriam Gusmão de Martins

197

Robert Escarpi t

225

SUB-TEMA 5: OS MEIOS DE COMUNICAÇAO
COMUNICAÇÃO DE MASSA E OD

HABITO
HÄBITO

DE LEITURA

235

CONFERENCISTA: José Marques de Melo

237

DEBATEDORES:

Luis Augusto Milanesi

283

Martin Goff

287

RELATÖRIO FINAL (CARTA DA PARAlBA)
RELATÓRIO

295

DISCURSO DE ENCERRAMENTO

305

Digitalizado
gentilmente por:

•V

�HOMENAGENS ESPECIAIS
Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque
PRESIDENTE DO CNPq
Myriara Gusmão de Martins
Myriani
bibliotecária

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�sm-um 4; »ISifOHc:* t culT'jí?. lúr.n
fí?'.'
'0..

CONF£R£NC;STR. V.:t;.- r:u44«»&gt;
D£8AT£ 0Oií£S:
Gj^.’iüo ,ie hjr-ir'

f ;'.■
fc.-.
|;.

^.ob e rt (■ í í.?-p&gt;
. SI»-ftHA s

Cíi («.'us (!f Ci&gt;«!.f»:fAw*G ttt
^f: í-uruRA

CONFFRtíí-,

^

Df BAÍf DOPf!, .

y,c

-if

Ag&gt;.,. tf &gt;&lt;í

.i

■* íri r,, ,,
Rí-i-A i G í C f í fVíi ■

í R ■r-ft

DISCURSO Df f RriR)jAt«t-’(Tf.

^1AI33'^^3 eM33AM3MOH
9up-i9upudíA 9b iJnBrjísveO obf«iT.&lt;.J
pSMO OÖ ■3rH3G,'í3Rq
í;.
ifiri'tsM eb obíí'2i;3
AISÂ33fr!jgia

k’.p"3!f- .
&gt;■ '■'

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

Gem^nnito

C. o

�APRESENTAÇAO

0 XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Document^
çio teve como objetivos principais despertar o bibliotecáriobr^
bib1iotecãrio br^
sileiro para o papel que a Biblioteca pode e deve
no sistema formal e nio-formal
não-formal de educação e

desempenhar

conscientizar

profissionais da área de educação de que sem bibliotecas o

os
pr£
pro

cesso educativo não atingirã
atingirá a sua eficácia.

0 evento teve como tema central "BIBLIOTECA E
PERMANENTE" e os seguintes sub-temas;
sub-temas:

Biblioteca na

EDUCAÇAO
EDUCAÇÃO
Educação

Formal, Biblioteca nos Programas de Alfabetização e de Educação
de Adultos, A Biblioteca no Processo de Desenvolvimento, Bibli£
Biblio
teca e Cultura Local e Os Meios de Comunicação de Massa e o

Há

bito de Leitura.

Os Anais do XI CBBD reúnem os trabalhos oficiais

solici_

tados pela Comissão Diretora e os trabalhos selecionados

pela

Comissão Ticnica,
Técnica, para serem apresentados nas Sessões Plenárias.
No 19 volume estão reunidos todos os trabalhos seleciona,
seleciona
dos referentes ao tema central e aos sub-temas.

Neste

volum
volunM

estão publicados os trabalhos oficiais e o Relatório Final

d®
do

Congresso - Carta da Paraíba.

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

&lt;/• ^

-

11

12

13

�A idiia.de
idéia, de publicar no 19 volume apenas os trabalhos
lacionados com
cora o teraa
tema central e seus sub-teraas
sub-temas constituiu

re
uma
uraa

tentativa de dirigir a produção científica dos congressistas.de
modo a subsidiar os debates, recomendações e conclusões do eveji
raodo
evejn
to, bem como, de criar ou formalizar uma
uraa visão global da
fluência das bibliotecas

iji
ijn

nos diversos níveis da educação nacio

nal..
nal
A idiia
idéia refletiu, ainda, o desejo de evitar a dispersão,
a fira
fim de concentrar esforços no sentido de conscientizar as

ajj
a^

toridades e os profissionais da ãrea
área para a importância das

Bj_
Bi^

bliotecas, especialmente públicas e populares, na educação

do

povo e, consequentemente, para o progresso científico e tecnolõ
glco
gico de uraa
uma região era
em vias de desenvolvimento:

o Nordeste

br^

slleiro.

Comissão Diretora do XI Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação

2

Digitalizado
gentilmente por:

Gerenciamento

�s C U R s 0 S

Digitalizado
gentilmente por:

D t
DE

abertura

�A

iá#

fiO

j'••-■■$

VO'! U^íi? 3p$n-2^ C«‘/

í*;'

Jâ€íe»ii»éií S cí&gt;« o íe«4 ceaUàí .*■ sem yt;-Te^Ti,is corr^ r \ iui &lt;j
urií
'
'
-■* ;l«*tt»tí»» 4c ilri^i r « pro.-iuçíu ci •••t; f í M c i aos con.;*'.- • s‘---S.íí:
f «»éo » subsiillír nú aepjifts, recofne!tdâi,i-C‘\ “
t», 6«» cowrs, de f.rlar c-j
fl«5«c&lt;4 das i&gt;-í 0 t i 0 te câs

t í íj '.é'. lo ove?i

jma vlsdo .siití'

-.i

?tjs di vefiPS 'iTíe^s &lt;Sa f-cu,

iri
f , :: •;

A idéia refletiu, ainda, o ■ ‘.■•seja ia e v i f.a! .'. J ’ f»rs *-,■
8 fi« de concentrar esfar-yi;, na se-, .iü, dí* t, on s c i “ r :-r

i

i.-j

teridades e cs profissionais -a irtsa sara e. i»port9o,;i » des
Ullctecas, espec ’ a i »ent-- piiOíiCü, i, pop^-ia-e», ■!,. e iora', ú.povo e, cons esi^ien tç-«eri te , parr

proíjrasso , . r. r • i t'‘ .-y c oecntj:-,

aico de uma região '.w vias oe •'itsen y:;. Iví»,^íjí,j;
slieiro.

ASUTS38A

n,-

JÜ

,j

í-í.,. . . ,

&gt; .»

etíZRUJÍIÜ

Cessissí» Oiretor» do X| CoogresiO Braslieirr, de
Blbiioteconowf* e ÜorumenrâíidO

cm

2

3

^Scan
]ÊÊf^
Digitalizado
gentilmente por:
íiíPii; .0
Gem^neato

11

12

13

�DISCURSO DE SAUDAÇAO AOS-CONGRESSISTAS
AOS CONGRESSISTAS DO XI CONGRESSO BRASILEI
RO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO
DOCUNENTAÇAO

Jeruza Lyra Lucena
PRESIDENTE DO XI CBBD

Alegra-me poder, neste momento, senhoras e senhores,

v£

ler-me de um tópico das Letras Sagradas, como palavras iniciais
deste discurso de saudação a todos vós, conterrâneos e de
tras regiões do PaTs:

"é
"i bom e agradável que os irmãos se

ojj
o^
coji
cojn

greguem na unidade".
E para esta unidade fraterna que esta Cidade abre

s'uaà
suas

portas, melhor dizendo, abre seus braços para acolher-vos

num

caloroso amplexo de boas vindas a todos vós de ideal e de

voc^
woca

ção decidida a serviço generoso e constante da Biblioteconomia,
que, graças a Deus, em cada encontro dessa natureza mais seafi£
ma no cenário cultural do PaTs, como um dos pontos basilares da
cultura. Congresso e? convivincia, i conjunção de esforços,

5é

emulação, i confronto e ié meditação.
Meditação sobre o que somos, o que temos feito, o que vi^
mos fazendo e, sobretudo, o que nos resta fazer.
periências convergentes para integral

E fluxo de.
de ex

domínio
domTnio dos estudos

a

que nos propomos, neste Congresso, cujo tema diz plenamenteaqui_
plenamenteaqui^
lo po.r que nos congregamos - BIBLIOTECA E EDUCAÇAO
EDUCAÇÃO PERMANENTE.
13

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�Creio que nio
não há
hã brasileiro com um mTnimo de consciincia
de seus deveres cTvicos, que não se aperceba de que
vãlida a sentença de Miguel Couto:
valida

continua

"0 maior problema do

Br^
Bra^

sil é a educação do brasileiro".
Sob essa inspiração pode-se, paralelamente, aditar:
solução desse problema (a educação) não se efetivarã sem

"a
bj^
bi^

bliotecas que sejam o veTculo
veículo desse desiderate".
desiderato".
Daí concluir-se que não se pode pensar em educação
DaT
manente sem a presença da biblioteca, sem o bibliotecãrio
bibliotecário
a dinamize, que lhe di a destinação a ela inerente:
a cultura entre os usuários.
sabedoria, o truismo:

que

difundir

E velho e por ser velho rico

um PaTs
País se constrói com homens e

vros, ou seja, com homens que tenham livros para ler e que
leiam, sob a orientação de alguim
alguém convocado e preparado
ajudã-lo: o bibliotecário, a quem tão sabiamente se

per

de
li_
li^
os
para

considera

"o servo dos servos da ciincia".
Somos um país
pais de imensas carências,
carincias, marcadamente em
terminadas regiões e muito particularmente neste Nordeste,

d£
de
d£

safio permanente para quem tem o "ônus" da "Res publira".
publica". Dõinos confessã-lo, mas urge ter a coragem de fazê-la
fazi-lo p^ara
p’ara

que

nos conscientizemos das incertezas que nos acena o amanhã

trã

gico que nos aguarda, se não tomarmos a decisão corajosa

de

aceitar o desafio aos nossos brios cívicos,
cTvicos.
Não estamos aqui para diagnosticar o mal que nos infirma,
nos entristece.

Ja
Já o conhecemos. Aqui vimos para equacionar o

problema e empenhar-nos na busca de soluções, pelo menos, a mi
mê
14

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem 4^
Ciereaclancnt»

�di0 prazo.
dio

Não divisamos outro remédio
remidio para o mai
mal que nos inibe

de

desenvolvimento, senão a criação e manutenção de Bibliotecas P5
blicas e Bibliotecas Escolares, nas regiões subdesenvolvidas.
Vimo-las como recurso externo para a recuperação de
vimo-las

mi_

Ihões de iletrados, que serio
serão sempre um peso morto na vida

s£
so

ciai, não lhes seja propiciado o enriquecimento do espírito

pe
p£

la
1 a 1leitura.
eitura.
Luc Dicaunes,
Décaunes, no seu admirãvel
admirável livro - La Lecture - ins£
re a respeito de certa senhora a quem se indagara por que

lia:

"leio para enriquecer meu espírito".
Ler não éi apenas um prazer, i também, e sobretudo, um di
di_
reito, sobre ser o dever do cidadão.
Se é direito que a ele atendam os poderes públicos,, não
frustrando cidadãos a quem faltam
faltara outros benefícios.

Esse ate£
aten^

dimento se farã,
fará, prooritariamente, através de uma rede de

b£
bi_

bliotecas para tanto equipadas.
Temos todos uma semana para anãlise
análise do tema central e dé
dè
seus sub-temas, que aqui nos congregam, na variedade de

seus

aspectos.
Temos, por outro lado, a certeza de que os que acorreram
a este Congresso, trazem a valiosa contribuição de seu saber

e

de sua experiência em dissertações e debates que projetarão

n£
no
15

Digitalizado
gentilmente por:

�vas luzes sobre o fascinante e permanente tema da educação

de

nossos concidadãos, e como contribuir para sua efetivação.
Daqui sairemos conscientes de nossa realidade, sem pessi
mi sraosdeprimentes, mas decididos a dar o melhor de nós
mismosdeprimentes,
n5s mesmos a
causa em que estamos conscientemente comprometidos:

educar

o

brasileiro através
atravis da Biblioteca.
Unem-nos os mesmos propósitos; demo-nos as mãos,

distrj^

buamos alguma coisa com os usuários que de nós necessitam,

que

têm os olhos voltados para esse Encontro, na esperança de

que

desta Cidade, hoje Centro da Biblioteconomia Nacional, que

vos

acolhe com tanto calor humano, surjam idéias
idiias de que se

valham

os responsáveis pelos nossos destinos.
Se tal ocorrer, valeram todos os nossos esforços; náo
não f£
fo
ram em váo
vão as nossas canseiras.

E, ao final, com a alegria

do

encontro fraternal, a inexcedTvel alegria do dever cumprido.
encóntro
Sede bem-vindos.

A cidade é vossa.

A cidade poeticamen^
poeticameii

t«-cognominada por José Américo de Almeida de "Cidade
que Ié una
uma festa permanente para os olhos.

Vegetal"

Vossa éi a Paraíba.
ParaTba.

Muito abrigada

16

cm

i

3

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto
Gervoclannito

&lt;/• ^

-

11

12

13

�DISCURSO DO excelentíssimo
EXCELENTÍSSIMO PRESIDENTE DE HONRA DO XI CBBD

Dr. TarcTsio de Miranda Burity
GOVERNADOR DO ESTADO DA PARAlBA

Em nome do Governo da Paraíba desejo trazer a todos

os

senhores os melhores votos de boa estada em nossa região.

A P^

raíba sente-se profundamente honrada em poder ser a sede

deste

XI Encontro Nacional de Biblioteconomia e Documentação. Temos a
cotisciincia no Brasil de hoje da importância de Congressos
cohsciincia

de^
de£

ta natureza sabemos que deste Congresso sairão diretrizesmuito
diretrizes muito
objetivas, muito práticas,
praticas, no sentido de salvar um dos

valores

fundamentais para que a nossa sociedade brasileira cada vez mais
tenha consciência
consciincia de si própria que é a sua memória.

A Paraíba

sente-se feliz porque nestes instantes o governo do Estado,

-aa

Universidade Federal e todas as entidades que se preocupam

com

a cultura e com a educação, estão, antes de tudo, não

apenas,

profundamente sensibilizada, mas sobretudo, conscientes de
nós não podemos deixar passar o tempo, aqui, em nossa

que

região

principalmente como no Brasil,
Brasil,em
em geral, de se fazer
fazer,um
um .grande
grande
esforço, mas, sobretudo de tomar medidas eficientes para que se
salve e se consolide essa salvação da memória nacional.

Hã pojj

COS dias nós inaugurãvamos
inauguravamos com toda a alegria a Fundação

Casa

de José Amirico
Américo de Almeida e o objetivo maior que presidiu

a

essa decisão consistiu exatamente na preocupação de se salvar a
memória brasileira e geral; e paraibana em particular,

através
17

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�de uma das maiores expressões da política,
polTtica, do pensamento social,
da literatura e do homem público que foi José Américo de Almeida.

Eu dizia naquele instante, permitam-me,
Eudizia
perraitara-me, os senhores,

que

repita, apenas, algo do que nõs expressavamos naquele instante.
Dizíamos que da mesma maneira que a memória no plano individual,
no plano psíquico, ela dã aquele traço de continuidade ã pessoa,
a fim de que a pessoa saiba quem ela foi, que ela é, e que

ela

será, assim também, a memória coletiva, o culto do passado,

a

preservação dos valores culturais, nada mais era de que a

pr£

servação dessa memória nacional que iria fazer com que um

país

tenha consciência do que ele foi, do que ele é e do que ^le
rã.

E um povo na verdade que não sabe o que ele foi, no

s^
S£

pass£
pass^

do, ele não terã a consciência nem o sentido do seu futuro. Eis
porque, meus senhores, creio que este Congresso, assume a
importância vital, aqui estão os maiores especialistas

sua
nacio
naci£

nais, especialistas em biblioteconomia e em documentação,porta£
documentação ,portaji
to, especialistas deste laboratório extraordinário de

preserv£
preserve

ção de nossa memória, de preservação, diga-se, portanto, da no£
sa própria identidade nacional.
recebe,
A Paraíba os recebe festivamente, mais os recebe*

sobre
sobr£

tudo, consciente de que são os senhores que com o seu' trabalho,
com a sua inteligência, com a sua experiência, no silêncio

das

bibliotecas e nos ambientes também, silenciosas da documentação
e dos arquivos, os senhores,
senhores^ na verdade, estão salvando a nossa
memória, portanto, a nossa identidade nacional.
Eu parabenizo o Senhor Reitor Berilo Ramos Borba e as or
ojr

1»
lá

Digitalizado
gentilmente por:

�ganizadoras, as bib1iotecônomas
bibliotecônomas da nossa Universidade que conse
guiram atrair para o estado da ParaTba este Conclave. Felicitoas,pela idéia. Felicito-as, pela organização. Felicito-as,
que i uma honra fazer com que a ParaTba seja a sede de

por

tantas

reflexões, reflexões da mais alta imoortãncia
imoortância para a nossa

cul^
cuj^

tura e a nossa educação.
E, evidentemente, como bem frisou a professora Jeruza, éi
preciso que daqui também saia não apenas a consciência da impor
tincia de se salvar a memória nacional, de se preservã-la, como
se preserva a própria identidade mas, sobretudo, de

diretrizes

também, práticas, de multiplicação do acesso desses acervos
maioria da nossa população, a maioria dos estudiosos ou

ã

daque

les que querem na verdade tomar consciência e alcançar esses ar
quivos a fim de conhecerem a importância dessa documentação, em
qúivos
outras palavras, em democratizar, cada vez mais, o acesso ao 1_[
lj[
outr.as
vro, 0 acesso a documentação, ã grande maioria do povo,
palmente chaqueles
(taqueles mais carentes. DaT a importância da

princi_
princi^
multiplj^
multiply

cação das bibliotecas públicas, porque não é fãcil,
fácil, nem todomun
todo mun^
•do
do tem 0 indispensável para ter biblioteca particular ã

altura

das suas aspirações
aspiraçóes intelectuais, e da necessidade do progresso
Icultural
icultural do PaTs.

Mas são as bibliotecas públicas,,
públicas, elas

que

munda industrial em que vivemos, têm a única maneira de
hoje no mundofazer com que possamos ter os grandes acervos de livros e
faier

docjj
doc^

mentos, e ao mesmo
niesmo tempo de se oferecer um acesso fácil
fãcil ãqueles
que são sedentos de cultura e de educação permanente.
Com essas palavras eu deixo aqui também as grandes

espe
esp£

19

2

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanmta

�ranças do Governo da ParaTba para que aqueles que não

conhecem

ainda a nossa região saibam que na verdade, nesta região norde^
tina, e dentro do nordeste, aqui nessas paragens, da

ParaTba,

aqui nasceram os primeiros movimentos nativistas, aqui nasceu a
primeira consciincia de pãtria, portanto, um dos aspectos
importantes da nossa memória e da nossa nacionalidade.
to-os e faço votos para que este Congresso seja

mais
Felicj^
Felici^

profundamente

rico, rico de sugestões, rico de contribuições fundamentais téc
tÕ£
nicas e intelectuais para
para-que
que ele não seja apenas, mais um
gresso, mas

seja de fato o Congresso da Do.cumentaçao
Do.cumentação e da

Co£
Bi^

b1ioteconomia.
blioteconomia.
Com estas palavras eu parabenizo e felicito todos
les que aqui compareceram.
:les

20
ÍO

Digitalizado
gentilmente por:

obrigado.
Muito obrigado.’

‘‘

aque

�DISCURSO DO EXCELENTÍSSIMO PRESIDENTE DE HONRA DO XI CBBO
CBBD

Prof. Berilo Ramos Borba
REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARATBA
PARAÍBA

A Universidade Federal da Paraíba,
ParaTba, como Instituição copr£
motora do XI Congresso de Biblioteconomia e Documentação, deseja
transmitir aos congressistas os votos de boas-vindas e a expect^
expect£
tiva de uma feliz e frutuosa estada entre nós.

Nosso desejo éi de que o conclave, que tem como tema
trai a Biblioteconomia e a Educação Permanente, encontre na

ceji
P^
P£

raiba a oportunidade de aprofundar o debate em torno de questões
raíba
tão palpitantes e.muiti-facetadas
e multi-facetadas como a do papel que a Bibliote^
Bibliot£
Informal.
ca pode desempenhar no sistema de Educação Formal e Informal'.
Julgamos
■Julgamos ser importante que se crie entre Bib1iotecãrios
Bibliotecários,,
Documentalistas
Docurnen
ta 1 i s tas e Educadores uma integração de objetivos
ob jet i vos , vi
visando
sando
explorar todo um potencial de oportunidades que a Biblioteca

p£

de oferecer para tornar o Sistema Educacional mais efetivo e efi_
caz
caz..
A nossa Universidade que se tem caracterizado como
instituição voltada para busca de solução que melhor

uma

responda

aos anseios e desejos da região, também está preocupada com que^
que£
tões como estas que formam núcleo central da temãtica deste

Coji
Co£
21

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

' '

�gresso.
Tal preocupação se expressa primordialmente
primordi almente pela

manute^
manuteji

ção de cursos de graduação em Biblioteconomia e Educação e

de

cursos de Mestrado nessas mesmas ãreas,
áreas, com ênfase na Biblioteca
Pública e em Educação Permanente.

Os nossos pesquisadores

bém tim enfocado essa temática em .seus estudos e
científicas.
cientificas.

investigações

A própria administração da Universidade,

do debate em torno da implantação do Sistema de

tam

através

Biblioteca

trál,, tem tido uma preocupação constante quanto a esses
tra'1

Ce£

proble

mas, 0 que demonstra a relevância e a atualidade desses assuntos.
Desejamos expressar através dessas palavras o nosso

agr^

decimento ã Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba
ParaTba
pela confiança depositada na Universidade Federal da ParaTba
Paraíba

e

os votos de que o XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia

e

Documentação alcance o seu pleno êxito e a total realização

de

objetivos
objeti
vos..
Muito obrigado.

22

Digitalizado
gentilmente por:

�SAUDAÇÃO DE HERBERTO SALES, DIRETOR DO INSTITUTO NACIONAL DO L^
LJ[
VRO, AOS PARTICIPANTES DO XI CONGRESSO DE BIBLIOTECONOMIA E

DO

CUMENTAÇÃO, REALIZADO EM JOÃO
CUMENTAÇAO,
JOAO PESSOA-PB, DE 17 A 22 DE JANEIRO82

No momento em que se realiza em João Pessoa o XI Congre^
so de Biblioteconomia e Documentação, quero trazer aos bibliot£
bibliote
cãrios brasileiros aqui reunidos o meu caloroso e

irrestrito

apoio pessoal, visto que me acho particularmente
particu1 armente ligado a

essa

tão importante comunidade de trabalhadores intelectuais desde a
honrosa homenagem que dela recebi em sua totalidade de

expreß
expre^

são, através do seu órgão de classe.
0 meu apoio pessoal eu o trago a esse XI Congresso de B^
blioteconomia e Documentação não porque o julgue reievante,mas,
reievante ,mas ,
unicamente, por imposição do dever e impulso do coração.
Na qualidade de Diretor do Instituto Nacional do Livro ,
também trago o meu apoio a este importante evento, ao qual o õr
gão que dirijo está por natureza ligado, além de ser um
seus promotores, dentro de uma linha jã tradicional de

dos
partici_
partici^

pação efetiva,
efetiva.
Por motivos alheios ã minha vontade mais legitima,
pude comparecer a esta reunião nacional de bibliotecários,
bi bliotecãrios ,
vando-me assim do prazer de rever os'inúmeros
os inúmeros amigos que

não
prj^
prj_
tenho

na classe, e de com outros fazer amizade, no ensejo desse encoji
enco£
23

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem 4^
Ciereaclancnt»

�tro tio oportuno ê significativo.
0 Instituto Nacional do Livreo, entretanto, está
presente.

aqui

Ele aqui se faz representar, por delegação minha, na
Ele.aqui

bibliotecária Walda de Andrade Antunes, sua
pessoa da bibliotecãria

funcion^
funcion£

ria e sua coordenadora do Programa de Bibliotecas e do

Sistema

.Nacional
Nacional de Bibliotecas, as duas vertentes que, sem chegar rigo
rig£
rosamente a se separarem em qualquer momento, se unificam
esforço final em favor de uma política bibliotecária que
efetivamente assegurar aos brasileiros um verdadeiro

num
possa

processo

de democratização da leitura.
Todos sabemos que sõ através da biblioteca,a
biblio teca,a leitura

se

democratiza.
Sejam estas as minhas palavras de saudação a todos ospa£
os par
ticipantes deste XI Congresso de Biblioteconomia e Documentação.

Herberto Sales
DIRETOR DO INL

24
24:

Digitalizado
gentilmente por:

�trabalhos

Digitalizado
gentilmente por:

oficiais
OFICIAIS

^

T'

�&gt; ••• '

^i

i y- i, &gt;

‘'*&gt;á C • ' '

’ &lt;tr . t .

,j.í- . .

«i■ ■ 1

rí- .• ••..

•• , • í ‘

a« ■ •

.

: ..

.í-‘.fCUT‘-- ,5.'3,

úf&gt; i^^erK' ; '-r , .i,

''*’ , ■• *■

&lt;t*j

. .;.J If ; ; -rr.

i?lii*3íTy
^&lt;iHJÄKÄ?ír
•
•■ ji*» •.•. •• -.
^ - .j ri.»••' .s ♦ ,x*ii. .-■.

D) I

24
d
cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
stem
st
em
Gemulanirato

.0

11

12

13

�TEMA CENTRAL:

CONFERENCISTA:

BIBLIOTECA E EDUCAÇÃO
EDUCAÇAO PERMANENTE

PIERRE FURIER
FURTER
Professor da Universidade de Genebra

DEBATEDOR:

EDSON NERY DA FONSECA
Superintendente do Instituto de DocjJ
mentação
mentaçio da Fundação Joaquim Nabuco.

27

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

.0

11

12

�«* ' ■ Kn

1M

^ á L i r\ f. .i ]

.

^íAlOltô
•• f
■

•

. ■:* \ X , f l _n
...

■'•-l’« 'i &lt;••

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
stem
Gemulanirato

�LES BIBLIOTHEQUES ET L’EDUCATION
L'EDUCATION PERMANENTE

PIERRE FURTER*

The public library is a practical demonstration of
democracy's faith in universal education as a continuing and
lifelong process, in the appreciation of the achievement of
humanity in knowledge and culture.
The public library is the principal means whereby the
record of man's thoughts and ideas, and the expression of his
creative imagination, are made freely available to all.
Creative
The public livrary should be active and positive in its
outlook, demonstrating the value of its services
Outlook,
Services and encouraging
their use.
UNESCO Public Library Manifesto 1972
»
I hear and I forget
I see and I remember
I read and I understand
Old Chinese Proverb.
*Professeur de la FaPSE et l'IUED
I'lUED de l'Universitê
I'Universite de Genêve.
Geneve.
29

Digitalizado
gentilmente por:

�Quand un usager prend 1a parole
Ayant été
iti choisi pour introduire
Introduire ã vos débats, il ne
m'appartiendra pas de commencer par la fin, c'est-ã-dire de
conclure.

N'attendez donc
done pas de ma collaboration
col 1aborati on un modile
modele

que vous pourrez ensuite appliquer aveuglement et automatiquement
ã vos
VOS problimes particuliers.

Ceei
Ceci d'autant moins que je n‘ai
n'ai

ni votre compétence
competence technique, ni votre expirience
experience
professionnelle
professionnel1e pour le faire.

Ce que je peux vous proposer

par contre est un cadre de rifirences
references base d'une part sur
l'expirience
I'expirience que j'ai aceumulie
accumulie au sujet du développment
culture! (DC) et du rôle
culturel
role que la formation peut et pourrait y
1'education permanente (EP); d'autrepart,
jouer sous la forme de 1'éducation
sur mes pratiques d'usager de bibliothèque,
bib1iothique, de bibliophile et
de collaborateur intime de bib1iothécaires
bib1iothicaires et de documentalistes.
Ce qui d'ailleurs correspond ã ce que je crois être
etre une des
fonctions essentielles de l'EP
1'EP ãi savoir:

itre un principe

collectif de construetion
construction d'un DC avec et grâce
grace ã la coopiration
cooperation
ihstitutionnelle et interdisciplinaire
interdiscipiinaire d'autresspicia 1istes.
Afin d'exprimer encore plus clairement cette intention,
je vais tout d'abord résumer
resumer mon point de vue en une serie
série de
theses que je commenterai ensuite.
thêses

Celles-ci devraient (du

raoins je I'espire)
moins
l'espere) vous inspirer dans la suite de vos travaux
afin d'élaborer
d'elaborer les recommandations et les conclusions que vous
jugerez utilespour
utiles pour divelopper la situation que vous connaissez
mieux que moi.

30

Digitalizado
gentilmente por:

�Cinq thèses
theses
1.

Face aux difis de l'EP,
I'EP, les bibliothèques
bibliothiques ne doivent
pas pour autant renoncer ã leurs fonctions
spicifiques de conservatoires.
conservatoires et de depots
dépõts des écrits
indispensables au DC d'une région
region ou d'un pays..
pays.

2.

Si les bibliothèques
bib1iothiques doivent contribuer au DC, alors
elles doivent faire partie integrante d'une
d^une Strategie
stratégie
qui vise ã établir des réseaux d'EP dans un
territoire donni.

3.

Une bibliothique
bibliotheque est aussi un lieu de participation.

4.

Lire, c'est aussi écrire.
ecrire.

5.

II n'y pas d'EP pour un DC sans la liberte
1iberté
d'express!on, sans une libre circulation de
d'expression,
1'inforraation, sans un droit ã la discussion.

Les bibliothèques
bibliotheques face aux défis
defis de 1'education
1'éducation
permanente
Bien que les exigences de l'EP
I'EP soient souvent riduites
reduites
et risumies
résuraies par celle de la continuite
continuitè que I'on
l'onpritend
pretend donner
ãi une forraation
formation initiale (par exemple:

divelopper la lecture

apres avoir alphabitisi;
après
alphabetise; se perfectionner
perfect!onner après
apres avoir éti forme

31

Digitalizado
gentilmente por:

�professionnel1ement; continuer ã itudier après 1'icole,
professionnellement;
l'école, etc...)
1'ensemble de celles-ci mettent en cause bien plus que cette
l'ensemble
continuité.

L'EP comme Ideologie
idiologie s'est constituée
constituie d'abord dans

les sociitis
sociétés postindustrielles
posti ndustriel 1 es

puis elle
eile s'est diffusée dans

toutes les sociitis
sociétés qui sont profondément
profondiment travaillées
travaillies par le
changement et par conséquent
consiquent par le sentiitient
sentiment et le disir
désir de
lütter contre toutes les formes d'obso1escence
lutter
d'obsolescence c'est-ã-di
c'est-ä-dire:
re: le
viei
vi
ei 11issement prématuré
primaturi des connaissances , des savoirs
professionnels,
professi
onnels, même
mime parfois des valeurs et des visions du
monde.

L'EP suppose done
donc une revision permanente des acquis
acouis
^
•
et une quete infinie de nouvelles techniques et de nouveaux
savoirs.

L'EP exprime dans le domaine de la formation cette

puissante force que E. BLOCH a appeli
appelé le Principe
Príncipe Esperance

et

qu'il voyait iã 1'oeuvre
l'oeuvre sur tous les fronts de l'activité
l'activ1ti
humaine.
humai
ne.
Si ces perspectives et ces exigences sont exaltantes et
qu'elles ripondent
répondent ã des 'Situations que l'on
1'on qualifie
normalement "en voie de divel
développment",
oppment", elles correspondent
aussi ãi une conception prométhéenne
promithienne de l'existence
1'existence (comme l'a
bien montri
montré I. ILLICH) qui cherche sans cesse ã se dépasser.
dipasser.
D'oü une viritable
véritable passion, sinon une obsession du moderne et
du nouveau. Ce qui s'exprime dans la bibliothéconomie
bibliothiconomie par la
bib1iotheques
manie de "moderniser" les fonds des bib1
i othiques afin de les
mettre au goút
gout du jour.
des aspects positifs.

Or ces perspectives n'ont pas seulement
Non seulement, l'EP mine 1'identiti
l'identité

individuelle et collective, maiselle
mais eile peut aboutir ã une
viritable
véritable fuite en avant qui se traduit par un itourdissant
étourdissant

32

Digitalizado
gentilmente por:

«

�Perpetuum mobi1e".
perpetuum

Identite et conservation
Identité
n est ici important de rappeler
II
rappeier que la continuité,
continuite, le
prolongement et le renouvellement de la formation n'ont de sens
et ne sont oossibles qu'ã
qu'i la condition expresse qu'une formation
initiale ait
alt été
éti pleineaent
inltlale
pleinenent maitrisee.
maTtrlsée. De mime, il n'y
n‘y aura de
OC’Que pour autant qu'il existe déjã une iden*tité
DC-que
iden*titi qui se
reconstitue et qui mue dans le processus de dive
développment.
1oppment. Sinon
nous risquons de nous perdre dans un chaos
iious
chãos et dans un
deracinement catastrophique.
diracinement

En d'autres termes et vu du point

de vue
yue des bibliothiques, il n'y a de développment
diveloppment possible
qu'i la condition qu'il existe un héritage,
qu'ã
heritage, ce qu'on appelle
Justement et Symboliquement
symboliquement le fonds de bi
bibliothique.
bliothique.

Ce qui

nous rappelle que, malgri tous les difis et les pressions des
militants de l'EP, les bibliothiques doivent maintenir leur
spicificiti et surtout leurs spicificitis
spécificiti
spécificités premieres
premiires et
originelles, c'est-ä-dire
onginelles,
c'est-a-dire d'etre
d’itre des depots
dépõts et des
conservatoires des écrits;
ecrits; d'itre les lieux d'une mémoire
memoire
collective grâce
coltective
grace ã ce qui a éti
été icrit
écrit dans un espace et un
"temps
temps donnis.
donnés.

Ce contexte pouvant itre national - les

"bibliothiques nationales", souvent lieux du dipõt
“bibliothiques
depot officiel et
obligatoire

mais aussi et surtout régional
regional et local.

Notre

thise
these est donc
done qu'il n'y a pas de raison impirieuse du point de
vue de l'EP pour que les bibliothiques abandonnent cette
function bien qu'elles puissent et devraient sans doute avoir
fonction
aussi d'autres et de nouvelles fonctions.
functions.

33

Digitalizado
gentilmente por:

�Precisions briêvement ce que nous entendons par fonds ou
Pricisions
heritage iã conserver:
hiritage
1 - n s'agit tout d'abord d'ouvrages fondamentaux et de
reference qui servent d'instrument de travail
rifirence
travai! ou
oD chacun peut se
documentor et oü
documenter
oi] i!
il peut consulter des études
etudes qui permettent de
comprendre le contexte et
èt de se reperer
repirer dans un lieu et une
Periode diterminis.
piriode
determinis.

Or n'est-il pas inquietant
inquiétant pour les Latino-

amiricains
americains par exemple que les Américanistes estiment souvent
bibliotheque de riférence
reference sirieuse
serieuse sur l'Amérique
I'Amerique
que la seule bibliothique
Latine se trouve ã... Austin au Texas?
2 - Ensuite d'un
d‘un choix de ce qu'on peut estimer itre
être les
classiques d'une culture donnée.

Ainsi chaque culture scolaire

renvoie ãi des ouvrages de riférence,
reference, des repires
repêres précis,
precis, des
oeuvres qui devraient itre
être disponibles.

A ce sujet, insistons

qu'il est terriblement dangereux de constituer ce fonds de
qu'i1
"classiques" grãce
grace aux collections que les Encyclopidies ou
autres entreprises culturo-commerciales proposent aux bourgeois
de 1laa ,culture
culture..
3 - Des documents enfin sous toutes les formes
inattendues et innombrables que nous offrent aujourd'hui la
1a
multitude des moyens de reproducti
reproduction:
on:

periodiques',
piri odiques', cartes,

photographies, disques, cassettes-vidio, etc...
Oe ne tiens pas ã entrer dans plus de details
Je
ditails car je
reagis seulement comme usager et c'est ã vous avec les usagers

34

Digitalizado
gentilmente por:

OemcIanKnt«

^
&lt;/ ^

-^

11

12

13

�d'établir
d'itablir les critires precis
précis qui permettraient de constituer
un ou plusiPurs modeles adéquats.
Mais les bibliothèques
bibliothiques sont aussi des espaces sociaux,
c'est-ã-dire des 1ieux.propices
c‘est-ã-dire
lieux propices ã 1'information,
1 ' i nformation, ã la
consultation de documents, ãi la lecture, au prit, etc... Pour
ceci passons ãi la deuxiime
deuxieme thise.’
these.

Les bíbliothèques
bibliothèques comae lieux de culture
En effet le développment
developpraent le plus notable, ã notre avis,
de la
évolution 1 a pratique bibliothiconomique est sa nette evolution
quand les conditions et les moyens existentl
existenti - pour
pourfaire
faire de ces
f "conservatoires" et "dipôts",
"depots", des lieux de rencontres,
d'echanges, de discussions, donc
d'échanges,
done de donner une dimensio.n
dimension socioculturelle conforme aux perspectives du DC.
solutions institutionnelles.
institutionnel1 es.
par diverses Solutions

Ce qui se traduit
Pour les uns, il

faut par consiquent
consequent construire des “Maisons
"Maisons de la Culture"
gigantesques autour d'une bibliothique dont la caricature se
dxesse en plein Paris:
dresse

le Centre Pompidou.

Une autre solution

o*t d'adjoindre au travail habituei
»4t
habitue! des bibliothécaires un
nouveau travail
travai 1 d'animation culturelle.

Ce qui implique dans

certains exemples un recyclage et/ou une education
éducat.ion continue ã
I'intention des bibliothécaires
l'intentión
bibliothêcaires afin de leur donner une
neilleure formation psycho-sociale.

Dans d'autres cas, on a

Introduit dans le personnel des bibliothèques des animateurs
introduit
specialises dans le DC et I'EP.
spécialisés
l'EP.

Mais on pourrait aussi - et ça

sera notre option parce qu'elle est réalisable,
realisable, economique
économique et

35

Digitalizado
gentilmente por:

�efficace - régionaliser
rigionaliser 1a
la couverture territoriale des
bi bliothèques en les insérant dans des riseaus
bib1iothiques
rêseaus d'une EP conçue
pour le DC rigional
regional et local.

Examinons de plus prês
près cette

ultime alternative qui nous semble conforme ã 1'evolution
l'évolution
actuelle des conceptions de l'EP.

La couverture territoriale des bib1iothèques
bibliothèques
Tout d'abord i1
Tüut
il y a beaucoup plus qu'un problème
problirae de
conception architectonique.

Rien ne serait plus faux, pour ne

pas dire plus stupide, que de construire une "bibiiothèque
"bi bliothique
la capitale... Cest
C'est du problème
probleme de 1alocalisation
1a localisation
modele" dans 1a
de l'ensemb1e
1'ensemble des bi
bibliothèques
bliothiques dont il
i1 s'agit fondamentalement.
Constatons tout d'abord qu'aussi bien en Suisse qu'en Atnirique
Amirique
Latine 1a
la couverture territoriale laisse fortement
forteraent ã disirer.
désirer.
Citons comme exemple un rapport de 1980 de Madame A. SCHMITT
qui dicrit ainsi la situation dans 1a
la partie francophone de la
p
Suisse:
"Nous avons donc
done considere qu'une bibliotheque
bibliothèque devait
avoir le libre accès aux rayons, itre
être ouverte au moins six
heures par semaine, possider
posseder 30% de livres "documentaires"
(c.-ã-d.

des livres autres que des romans), être gratuite et

toucher, si possible, le 10% de la population."
nous pouvons tirer de cette enquite.

Voici ce que

Le bilan est plutõt

maigre: 9 localitès
localités de plús
plus de 5000 habitants et 12 localités
de plus de 3000 n'ont pas de bibliothèques.
bib1iothèques.

36

Digitalizado
gentilmente por:

�Parmi les 70 bibliothèques recensées, 15 ne sont
ouvertes qu'une ã deux heures par semaine, 23 comptent moins de
100 lecteurs (p. ex. Moudon: 3700 hab/40 lecteurs, Tavannes:
3800 hab/30 lecteurs, Fleurier: 4100 hab/60 lecteurs, Estavayer:
3400 hab/90 lecteurs, etc...).
etc...)31 bibliothèques
bibliothiques ne proposent pratiquement que des
romans. Ces trois caracteres:
caracteres; peu d'heures d'ouverture, peu de
lecteurs et une grande majorité de romans nous montrent qu'il
s'agit de bibliotheques
bibliothiques anciennes, presquer confidentiel1 es,qui
ne correspondent en rien aux besoins du public d'aujourd'hui.
d'aujourd'hui .
En fait, on ne trouve en Suisse romande que 30
bibliotheques dignes de ce nom et une dizaine de bib1iobus(dans
bibliothiques
le Jura, le canton de Neuchâtel,
Neuchãtel, les environs de Geneve,
Genive,
Lausanne

et Vevey).

Une bibliotheque
bibliothique devrait itre gratuite,

ouverte si possible tous les jours.

Les lecteurs doivent y -

trouver des livres documentaires
documentai res sur les sujets les plus
varies,
variis, des periodiques
périodiques iã consulter, un coin tranquille oü lire
1ire
ou travailler, si possible des disques et des cassettes pouvant
itre empruntis.
erapruntis.

.

.

Une bibliothique
bibliotheque vivante attire du monde et donne envie
de 1ire.
lire.

Nous sommes obligees
obligies de constater que sur les 30

bibliothiques
bibliotheques valables que nous avons dicouvertes, la moitii
seuleraent atteignait au moins ^0%
seulement
"iOX de la population...
population. . .

Si nous prenons par exemple le canton de Vaud, nous

Digitalizado
gentilmente por:

�trouvons de grandes regions
régions sans aucune bibliothèque "digne de
I
ce nom, par exemple, 1a
la Broye et la Vallée de Ooux.
Joux. Mais dans
le mime temps, le long de la Riviera, on trouve trois
realisations ã5 Vevey, La Tour-de-Pei1z et Montreux sans liens
rialisations
entre elles,
eiles, avec des politiques d ' acquisitions, dd'implantation
' implantation
et d'ouverture totalement differentes."
diffirentes."
De telles
feiles disparites
disparités régionales
regionales se retrouvent bien sür
súr
Amirique Latine.
en Aminque

Ainsi au Venezuela.

Alors que par exemple

46^ des chercheurs se trouvent dans la capitale et 23% dans la
46%
region centrale, voici comment s'y distribuent les bib1iothèques
région
bi bliothiques : ,
Tableau I;
I: Distribution spatiale des 225 bibliothèques
bibliothiques
venezueliennes
Tot.al
Total
Capitale
Region centrale
Région
Region centreRégion
occidentale
Region nordRégion
orien.tale
Les Andes
Region de Gualana
Région
Zulia
Moyenne

Sciences
Humanisme Economie ‘ Biologie
technologie Agronomie iducation
education sociologie midecine
médecine

73,3%
5,3%

77%

4,4%

5%

4,9%
6,2%
0,9%
4,9%
100%

7%
5%
2%
4%
25%

45%
18%

83%
5%

79%,
79%
4%

78%
3%

2%

4%

3%

10%
16%

2%

2%
6%

3%
17%

7%
17%

6%
23%

3%
5%
3%
5%
16%

SOURCE: Rapport du groupe de travai
travail1 sur la Bibliothèque Nationale Caracas(mimeo) s.d. (1980?)
(miineó)
Ce rapport venezuelien contient encore d'aures données
donnies

OO
Digitalizado
gentilmente por:

�fort significatives.

Ainsi, de ces 225 bib1iothiques
bibliothiques,, 2/5 sont

universitaires, 2/5 gouvernementales et le reste est prive ou
dipend d,'organismes
d'organismes de cooperation
coopiration internationale.

Parmi les

bibliothiques privies,
bibliothêques
privées, on compte les quelque 30 bibliothiques
bibliothêques
qui disposent de plus 200.000 bolivares par an pour leurs achats
alors que dans .les
les deux premiires catégories
categories se toruvent les 100
qui ont moins
inoins de 50.000 bolivares
significative et
significativa

mime
même

par an. Encore plus

profondiment
profondément

inquiitante est la

constatation qu'en moyenne 1/3 des ressources totales vont pour
les achats et 2/3 pour les remunerations
rémunirations du personnel
personnel..

Cette

proportion s'accentue encore dans le cas des bib1iothiques
bibliothiques
“humanistes et d'iducation" ou
"humanistes
oü M%
17% seulement est consacri aux
achats et 63% aux rémunirations
remunerations des fonctionnaires.

Par ces

deux exemples, on comprend aisiment qu'une simples approche
spatiale permettrait dijã
diji de comprendre pourquoi il y a tant de
bibliothiques dans le monde sans lecteurs comme 1'indique la
proportion entre le pourcentage de la population desservie et
le pourcentage de lecteurs inscrits de la population totale de*
de‘
14 pays "diveloppis" (Cf. Tableau 2).

39
Digitalizado
gentilmente por:

Sea n
stem
Gereaclanenta

�C/i

o o

o a z

n-ri!
íií4
I ^
I

I

f

s s i s i r p f y
£ õ " s S
e s I
I
3

I

'

' -S ê I s Ç U P f I «
I i I
i
I
í; ê£ S '
S
p p s =
i
'

i

i i i

íf
lí

I

'í'r^ r&amp;fu
i!

g iisiss ^ürii
I
i
I i I
i

if

S i 5 f E 2 Í s» a
i S
s • 5
i r I ■ I

|g
S |S2 I sS K ■?r ss 15
i i=
ê
I
iI °i
I 5 : - 5
i

I

gg siiii^i
S S i “ ■£
i ° ° I
I
I
I 1 g■g ' s^gS g2
I

I
8i
I .“■“o I -3S I s2
3
Ii

CBg í. *.
!” 5 i
%S
§i

=£
r
“ Í§ If
I gi I
2g S5 Sõ
f r'
ii|i
I®
I
I i Ii
g=
r
“S 55 S=■“ Sg a,s
r
ill
I I I
I IS-• W1s“^
i' '-SS i“

n
if

^I II
I
I S
Ii
I

H
ti
11

s£ “!
s
§I
— CJ
Si Ii

II
ii

ii
lí

Ss s gs 5 - a PPI.
p
= 5
a''
g“■
°o§ °o8 82i
I
i
1§
i S
SI Is
s=
'Si
ã5 IiSS:
S § ^ ' -ig i'
'» i" SI 8i
:io
oJj
go
So§
8
°
I
I

I I I '

Digitalizado
gentilmente por:

2S! §5
1“
íiíro S°Q
§Q
I' is

1!
H
Is
ii

S2 gs S
SsUI I s
8IU)
I

I Sc a n
I
Gerenciamento
^ .Gervoclannito
1. •.f„rm.ea,.

li

•
&lt;9

�Les bib1iothèques
bibiiothèques dans 1'Education Permanente
Avant d'examiner les solutions
Solutions possibles,rappelons
possibles .rappelons quelques
caractéristiques du DC. On oublie souvent que la culture est
aussi un ensemble de biens et d'objets. LorsquMl
Lorsqu'il s'agit de la
diffuser, ces objets et ces biens sont lourds et encombrants.
Leur trahsport
transport est três onireux. Mime si nous sommes dans une
ire de la reproduction (sous toutes ses formes), il n'en reste
pas moins que par cette dimension-1ã, la culture reste
strictement soumise aux lois du marche et aux conditions
matirielles de son existence. II faut done
donc tenir compte:
1) des conditions de reproduction selon les techniques disponibles
comme des droits d‘auteurs,
comtne
d'auteurs, sans oublier la matiire permière
permiire et ses coúts
coiits (le
problime
Probleme du papierl);
papier!);
2) des couts
coüts de transoort et de la necessite
nécessiti de disposer de riseaux
de distribution qui sont aussi importants que les moyens de productiqn;
production;
3) d'un marche
marchi organisi
organise du livre et de 1'imprimi puisque nous
sitóuns
sitouns dans des pays d'iconomie capitaliste et niocapitaliste.
Sinon: une politique
politiquedu
du livre sans une économie
écononie du livre
n'est qu'un leurre.
Ceci dit, revenons ã nos propositions de politique de
Ceei
rigionalisation des bib1iothiques. Nous la concevons dans les
régionalisation
suivantes:
perspectives suivantés:
1) Les bibliothiques doivent exister aussi bien au niveau
national que regional, local - en particulier lã
li oD
oli se trouvent
les marches riguliers - qu'au niveau familial.

Chacun de ces

niveaux renvoie ã des fonctions diverses, des fonds diffirents,
un nombre moyen de volumes minimum distinct, etc..
41

Digitalizado
gentilmente por:

�2) Leur localisation doi
doitt tenir compte de la mobiUté
mobiliti
des populations.

Aussi bien
bien. du fait qu'elles changent

friquemment d'habitat: que des régressions
regressions dimograpliiques
constante» ou de leur isolement et de leur dispersion.
constantes

La

Couverture stabilisée
doublee et complitie
complitee par des
couverture
stabilisie doit itre doublée
elements mobiles ou
ilitnents
oü peut-itre le vieux modele du colporteur ã
pied ou ã bicyclette est plus important que les coüteux
couteux
bibliobus1
bibliobus 1
3) A chaque bibliotheque
bibliothique correspond une aire de
recrutement des publics qui doit itre sans cesse explorée
explorie
pour reconnaTtre
reconnoitre les "non-pub
"non-pub1ics
1 ics ".

Pour intégrer
integrer les publics

marginalises, il convient d'utiliser
marginalisis,
d'utiMser des moyens
raoyens qui s'insirent
s'inserent
dans des stratégies
strategies globales de DC comme par exemple mettre
des points de vente, de prits, etc.,

dans des projets

spicifiques de divel oppement communautaire, de formation
sanitaire, de coopirativisme, etc..
4) Le personnel doit itre recycli en fonction de ses
expiriences tout en ne le transformant pas en personnel
d'animation ã bon marchi. Grace
Grãce ã son EP spicifique, il
apprendra iã maitriser des techniques en fonction de ses
diverses taches reelles.
rielles.
5) Une
Urie action d'une telle ampleur n'est possible que
si l'on
I'on tient compte des stratégies
strategies de formation proposies
soit par l'UNICEF
1'UNICEF pour l'iducation
1'education non-formelle ou par de
nombreux Europiens pour la criation
creation de districts scolaires

42

Digitalizado
gentilmente por:

�et/ou culturels.

- III
Ill Les bibliothiques comne lieux de participat1on
participation
Dans la plupart des statistiques, on considere la
comrae synonyme de friquentation et/ou de prit
participation comme
d'une bib1iothèque.
bib1iüthèque.

Une bibliothêque
bibliothique possède un indice élevé
élevi

de participation de ses usagers lorsque ceux-ci constituent
une partie importante de la population totale - mesurie
raesurie par
le nombre
norabre d'inscrits - et/ou 1orsqu'ils
lorsqu'ils emprunterit
empruntent un nombre
élevé d'ouvrages.
élevi

Méme s'il n‘est
n'est pas tris
trés correct de
Mime

considérer cette participation comme
considirer
corame "passive - lire
1ire n'est
jamais un acte passif, mais bel
bei et bien un comportément
comportement actif,
créateur et volontaire - nianmoins
criateur
néanmoins ce type de participation
ne manifeste qu'une des possibilitis
possibilités sociales des
bibliothiques dans les perspectives de l'EP.

En effet ne

conviendrait-i1 pas aussi de qualifier et de tenir
tenif compte
campte de
la qualiti des rapports, des échanges
ichanges et des col1aborations
collaborations
entre les usagers et le personnel bibliothécaire?
bibliothicaire?

En d'autres

terraes de s'engager dans la question dicisive
termes
décisive de la qualiti
qualité
de ce Service
service public de DC qu'est également
igalement la bibliothêque
bibliothique
publique?

Ceci
Ceei est possible en considérant
considirant les suggestions

et les critiques des lecteurs quant au fonctionnement, ã la
composition du fonds de la bibliothique.
bibliothêque.

En
Er associant

43

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

OemcIanKnto

' '

�étroitement les représentants des usagers des différents
publics de 1’aire
l'aire de recruteraent aux organes de décision
decision et
de gestion.

En d'autres terraes
termes en accentuant les diraensions
dimensions

de la sociabilité et de la démocratisation des bibliothèques.
Cette orientation est d'autant plus conforme ã 1'EP
l'EP qu'un de
ses apports originaux est justement de déspécialiser les
soi-disants experts, de remettre
reraettre ã leur place les competences,
compitences,
d'eviter des exclusives professionnel1 es qui ne sont que
d'éviter

les

expressions dipassies
dipassées de positions corporatistes.
Et surtout il ne faudrait pas croire que la spicificite
spicificité
des bi
bibliothiques
bliothèques signifie que les usagers n'y comprennent
comprennerit
rien et n'ont rien ã dire.

La spécificiti
spicificite n'entraTne
n’entraine ni

l'isotirisme ni la chasse gardie.
l'isotérisme
gardée.
L'apport technologique
Bien des choses sont actuellement possibles grãce
grace ã
11'introduction
' i ntroducti on massive de nouvelles technologies.

En effet

pendant longtemps les bibliothécaires
bi bliothicaires opposaient des
difficultis concrites
concretes rielles:
reelles:

l'accis aux rayons et aux

bibliothiques est difficile et complique parce que les
bibliothèques
publications sont trop nombreuses; les catalogues trop
compliques.
compliquis.

D'ailleurs cette recherche individua1isie
individua1isée se

traduirait surtout par des pertes de temps et par une
augmentation sensible des vols ãi l‘étalage.'
l'italage.’

Tout d'abord

ouvrir des b.i
bi bliothèques
bl i othiques au libre accès
accis ne signifie nullement
la disparition des bi
bibliothécaires
bliothicaires comme conseillers et comme

44

Digitalizado
gentilmente por:

�surveil lants, bien au contraire.

Mais surtout 1'ordinateur

permet maintenant de presilectionner
présélectionner ce
çe que l'on desire.
désire.
L'usager peut procider par itape.
L'usaaer

D'autre part i1
il n'a plus

besoin de se deplacer
déplacer car 1'ordinateur peut itre
être aisément
aiseraent
coupÜ ã un tilex ce qui rend également possible la
couplé
constitution de riseaux
réseaux régionaux
rigionaux et locaux d'une part;
internationaux, d'autre part.

Un autre exemple d'apport des

techniques nouvelles est 1'usage des microformes
niicroformes (film et
fiche) qui non seulement demandent moins de place - et sont
moins coüteuses - mais surtout qui peuvent itre envoyés
envoyis
aisiment par la poste.
aisément

Ce qui permet d'augmenter
d‘augmenter sensiblement

le volume des fonds. ' Ces différentes
differentes solutfons
solutions cependant ne
dipassent pas le niveau technique des problimes
problèmes soulevis
soulevés par
la participation.

II serait lamentable d'en rester ã ce point

de vue purement technologique quand 'la
la participation demande
des solutions
aes
Solutions soeio-politiques et par consequent
consiquent des mithodes
méthodes.
sociologiques d'intervention.
Un dernier commentaire sur cette troisiime
troisième these:
thèse: il ne
faudrait pas oublier que ces mesures techniques et sociales,
technologiques et sociologiques n'auront de résultats
technólogiques
risultats que
dans la mesure oü celles-ci sont appliquies également en
dehors des bibliothèques,
bibliothiques, c'est-i-dire
c'est-ã-dire dans tout le réseau
riseau
culture!.
culturel.
- IV Lire, c'est s'exprÍHer
s'exprioer
Dans un texte étrange,
et ran ge, le philosophe allemand G.W.
LEIBNITZ arrivait iã une conclusion que nous considirons
considérons

45

Digitalizado
gentilmente por:

�essentielle ã nos yeuK;
yeux:
"... On pourrait introduire un caractere
caractère universel fort
populaire... si pn
on employait de petites figures ãi la place
des mots, qui representassent
reprisentassent les choses visibles par

leurs

traits et les invisibles par des visibles qui les accompagnent,
de certaines marques additionnel1 es,
Y joignant de.certaines
es , convenables
pour faire entendre les flexions et les particules.

Cela

servirait d'abord pour communiquer aiseraent
aisément avec les nations
éloignées; mais si on 1 ' i ntrodui sa i t aussi parn.i nous sans
iloignies;
renoncer pourtant ãi l'icri.ture
I'icriture ordinaire.

L'usage de cette

maniire d'icrire
d'ecrire serait d'une grande utiliti pour enrichir
1'imagination et pour donner des pensées moins sourdes et
moins verbales qu'on n'a maintenant.

II est vrai que l'art
I'art

de dessiner n'étant
n'etant point connu de tous, il s'ensuit qu'excepti
qu'excepte
imprimes de cette façon (que tout le monde
les livres imprimis
apprendrait bientõt ã lire) tout le monde ne pourrait point
s'en servir autrement que par une manière
s‘en
maniire d'imprimerie, c'est-ãdire ayant des figures gravies toutes prites pour les imprimer
sur du papier et y ajoutant par après
apris avec la plume les marque-s
des flexions ou des particules.

Mais avec le temps tout le

monde apprendrait le dessin dis
dès la
Ta jeunesse pour n'itre point
prive de la commoditi de ce caractere
privi
caractère figure qui parlerait
viritablement
viri
tablement aux yeux et qui serait fort au gri du
comme en effet

^

pe.iip.le,
pe.iiple,

diji certains almanachs qui
les paysans ont dijã

qu’ils
leur disent sans paroles une bonne partie de ce qu'ils
demandent.

Et je me souviens d‘avoir
d’avoir vu des imprimis

satiriques en taiile douce qui tenaient un peu de 1'Enigme,
ou il y avait des figures signifiantes par elles-mimes, milies

46

Digitalizado
gentilmente por:
por;

�avec des paroles, au lieu que nos lettres... ne sont
si gni f i cati ves que par ia
significatives
1a volonti
volonte des
dès hommes..."
homines..."
(G.W. LEIBNITZ: Nouveaux essais sur 1'entendement
humain, livre IV, chapitre VI.)hunain,
VI.).
‘ I,
Cette insistance sur 1a
la volontê
volonte des hommes n'est pas
seulement l‘expression
1‘expression des convictions de LEIBNITZ; eile
elle
souUgne remarquablement
souligne
remarquabl ement un element
iliment fondamental de l'EP, ãi
savoir que lire
1ire c'est pour finir aussi un acte prodult
produit par
d'innombrables lecteurs qui multiplient l'acte initial de
l'ecrivain.
l‘icrivain.

C'est ã la fois un acte dynamique et un acte
Cest

efficace puisqu'il
puisquMl produit quelque chose: un commentaire, une
jouissance, un plaisir, d‘autres
d'autres idees
idies et pourquoi pas de
nouvelles inspirations pour icrire ã son tour. II ne s'agit
done nullement
donc
nulleraent d'un iliment
element de la consommation, mais
raais bel
bei et
bien d'une piece
piice centrale de la communication sociale.
Examinons cet acte singulier de la lecture ã la lumiire
lumiêre d'une
thêorie de la communication.
thiorie
communicâtion.

Corauniquer, c‘est
Conuniquer,
c'est prévoir
privoir
La communi
communication
cati on par sa dimension d‘information
d'information d’une
d'une
B.art íc'est-ã-dire
fi.art
(e'est-S-dire le contact avec la nouveaute
nouveauti d'un événement
ivinement
q-u'elle perraet) d'autre part, par sa signification
q.u'e.l1e
significatlon (e'est-i(c'est-ãreference ã une intention imise par une autre
dire par sa refirence
personne) est tout entiire orientie
orientee vers la decouverte
dicouverte du
possible et du futur.

De lã ses rapports etroits
itroits avec le

developpeaent aussi bien aux niveaux individuel, collectif
que national et universe!.
universel.

47

Digitalizado
gentilmente por:

Sea n
stem
Oereaclamento

�Si nous avons commence
commenci par rappeler la fonction conservatrice
des bibliothiques,
bibliothêques, il convient maintenant de souligner aussi
leur fonction anticipante.

Dans une perspective d'EP
d‘EP c'est

justemeiit
justement cet autre volet qui est plutõt mis en valeur.
ur
ür
Or et surtout dans nos sociétés modernes, la coraunication
comunication
caracterise par son caractère
caractere probabi1iste
probabi1iste,, c'est-ã-dire
c'est-i-dire
se cáractirise
par la nécessiti
necessite d'une traduction, d'une interprétation
interpretation et
d'une reponse
riponse d'adhesion
d'adhésion et/ou de rejet. Elle implique par
consequent des risques eleves
consiquent
ilevis d‘incomprehension,
d‘incomprihension , de rupture,
être affrontis
affrontés et risolus pour qu'ils
de conflits qui doivent itre
ne diginirent
dégénèrent pas en violence.

Neanmoins,
Nianmoins, ils sont

indispensables si 1'on veut se developper.
développer.

C’est
C‘est bien pourquoi

toute politique protectionniste et de censure né
ne peut
qu'entretenir le statu quo et selon le principe de I'entropie,
l'entropie,
conduire iã 1'appauvrissement de 1‘information.
1'information. C'est
Cest par
1'existence d'espaces et de temps sociaux propices ã la
l'existence
constitution d'ichanges et de partages de 1’information
1'inforraation que la
communication peut dipasser
comnunication
depasser I'entropie
l'entropie en reinterprétant
réinterpretant et
en multipliant ce qui est donni
donne initialement.

Le caractere
caractère

"anticipant, projectif, pridicatif et normatif" (0.L.ARANGUREN)
(d.L.ARANGUREN)
le reel,
de 1'information permet de percevoir mieux;
mieuxle
riel, de se
huraain, d'imaginer les
reseigner sur le milieu naturel et humain,
tendances d'une ivolution,
evolution, bref de prévoir 1'accomplisseraent
1 ' accom.pl issement
des événements,
évênements, de les éviter
iviter ou de les modifier, ce qui est
essentiel pour rigler notre action.

La maTtrise et la

richesse de 1'information dans la communication sociale est
done une condition essentielle de 1'adaptation
donc
l'adaptation ou non des horames
hommes

48

Digitalizado
gentilmente por:

�aux processus de diveloppement
développement .et
et de leur capacite ã en
influencer le cours.

l'idee si importante pour
Nous retrouvons l'idée

les iconomistes
economistes de l'ouverture et de 1'approfondissement
1 'approfondi ssement de
1'horizon afin que la rialité
l'hori2on
réalité se révèle réellement
rielleraent un champ
du possible (MOTA).
- V -

Sous-development et communication
Sous-dévelopment
coninunication
On peut admettre que les pays du Tiers-Monde sont de
raauvais conducteurs d'inforraation
mauvais
d'information (A. BOUDIBA) et par
consequent qu'ils ne favorisent pas la communication sociale.
consiquent
De nombreuses raisons eXpliquent
expliquent cette situation:
Situation:
- les "elites" ont tendance ã monopoliser 1'information
et ã la redistribuer selon leurs intérêts
intérits immédiats;
- la strucutre "paternaliste" des relations humaines
ne favorise pas ni la reciprociti
réciprociti ni l'echange;
l'échangé;
- la politique linguistique selon laquelle la langue
peut en dominer d'autres, mais aussi le vi
viei
ei 11issement
du langage "officiel" qui rend la communication entre
les ginirations
generations difficiles;
regions et/ou pour certains groupes,
- dans certaines rigions
la digradation
degradation de leur culture vécué
vecue est si profonde,
profonde.

49

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
sí em
Gervoclannito

.0

11

12

13

�“leur culture de la pauvreté" manifèste un tel degré
"leur
d'anomie qu'ils ne sont
sent plus en condition de renouveler
d'adopter de
ni leurs valeurs ni leur hierarchie;
hiérarchie; -d'adopter
nouvelles attitudes ni de transformer leurs
representations;; qu'ils sont devenus par consequent
représentations
conséquent
incapables de faire face iã la culture exogene;
exogène;
- le dialogue entre les techniciens,
techniciens , les responsables
politiques du développement
dêveloppement d'une part et les
populations d'autre part est de plus en plus précaire;
precaire;
eile tend 5i une relation de domination qui exprime un
elle
veritable "colonia 1isme interne";
viritable
- les populations peripheriques
périphériques et margina1isees
marginalisées
prennent de plus en plus l'habitude
1 'habitude de communiquer
par le rumeur et d'informer de façon ésotérique
êsotérique ("El
hablar en clave" A. PASQUALI).
II n'est done
donc pas exagere d'établir
d'etablir un parallèle
parallele entre
US - dive1oppement
la coation au niveau moral,
ce so
sous-déve
1oppement cultural
culturel et la'coation
la frustration au niveau psycho-social et l'aliénation
1'alienation au
niveau existentiel,
existential, bref tout ce qui exprime humainement le
sous-d?ve1oppement.
sous-déve
1oppement.

Ce qui bloque la diffusion libre et

empiche la discussion.
Du droit ãi 1'information
1'inforraation ã 1'usage de 1'information
1 'infomation
A cette situation

qui resulte d'une 11aisser-faire
aisser-faire et

d'un- 1 aisser-al
d'un‘
ai s se r-al 1 er
e r parce qu'on a trop souvent considere

50

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

-

11

12

13

�1'information et la communication sociale comme des sous1'1nformation
produits suprastructurels
sup rastructure1s de oroblemes
oroblèmes infiniment plus
fondamentauX, il convient de rappeier
fondamentaux,
rappeler qu'il existe aussi un
droit ãi 1'information
1‘information - qui inclut aussi bien le droit d'itre
d'etre
informe que de s'informer - indispensable
indispensab1e ã 1'étab1issement
1‘établissement de
veritables circuits de communication, condition sine qua non
viritabies
du DC.

Une des responsabi1itis professionnelles des

bi bliothicaires - comme des autres techniciens engages
bibliothicaires
engagis dans
l'EP - est de lütter
i'EP
iutter pour qu'un tel droit soit respecté
respecte et
appiiqui.
applique.
Nous n'avons pas ici iã donner des recettes ã ce sujet.
Mais nous souhaitons poser queiques
quelques questions qui nous semblent
importan tes:
importantes:
1) Peut-on au nom de ce droit admettre 1a censure?

Si

oui , dans quelies
quelles limites?
2) Un teV
tel droit suppose que les moyens de la
communication sociale dite de "masse" doivent itre
envisages comme des services
envisagis
Services publics.

Cette exigence

peut-elle itre
être compatible avec l'idie
1'idee de la libre
entreprise?

de la concurrence sauvage?

du monopole

national ét/ou
et/ou transnational non seulement dans la
multiplication
mui
tiplication des imetteurs, mais aussi dans
1'organ
1'
organ i ssati
at i on de la riception
reception et de la consomntati
consommation?
on?
Quel rõle
role faut-il attribuer ã l'Etat
1‘Etat pour qu'il
puisse intervenir dans ce domaine afin d'en faire

51

Digitalizado
gentilmente por:

Scann
Sea
stem
st
em
GereoclanCTita
Gereaclanent»

�service public tout eti
en
respecter le caractère de Service
riduisant au maxirauin
maximum son role
rõle de censeur?
3) II est evident
évident que ces questions touchent aussi les
bibliothecaires , mais que ceux-ci ne peuvent tout
bibli0thécaires,
faire.

specifique
Quelle est leur contribution spécifique

dans une telle politique nationale de 1 ' information
et de la communication sociale?
4) Une telle politique n'est
n‘est pas possible sans ressources
financiires et humaines.
financiêres

Qcels
Qtels moyens - renforces
renforcés

ou ãi créer
creer - pourraient soutenir le role
rõle nouveau
nouyeau des
bibliothèques?
bib1iotheques ?

52

3

Digitalizado
gentilmente por:

�Edson Nery da Fonseca

Em
Era outubro de 1961, atendendo a um convite de Marco Auré
lio de Alcântara, tomei parte numa Semana de Promoção

Social,

realizada no Recife, sob os auspícios do Governo do Estado
Pernambuco, então chefiado por Cid SampaiOn
Sampaio»

Minha

de

comunicação

- “Importância da biblioteca nos programas de alfabetização
educação de base" - foi posteriormente publicada pela

e

Revista

(I).
do Serviço Público (1).
Convidado pela comissão organizadora do XI Congresso Br^
Bra
sileiro de Biblioteconomia e Documentação, para debater uma co£
ferência de Pierre Furter sobre "bibliotecas e educação

perma
perrn^

nente", reiT
relT aquela comunicação de 1961, verificando que

ela

pode ser útil a quem deseje saber como o problema evoluTu.sendo
oportuno falar, vinte anos depois, sobre seu estado atual.**

0 fato mais importante foi-,
foi, sem dúvida, o questionamento
*

Professor Titular da Universidade de Brasília, ã
disposição
da Fundação
Pundaçao Joaquim Nabuco (Recife) para exercer o cargo
de
superintendente do seu Instituto de Documentação (Rua Dois tr
l£
maos, 92, Apipucos, 50.000 Recife.FE,
Recife.PE, telefone: (081)268-0780).
Graça-s, ainda, ãa generosidade de Marco Aurélio de Alcantara,a
6raça‘s,
Alcântara,a
comunicação de 1961 está
esta sendo
çendo reeditada por ocasião
ocasiao do
XI
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação com o
título do presente comentário.
53

cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
sí em
Gereaclanimto

.0

11

12

13

�da pedagogia tradicional e, consequentemente, o da
escolar.

instituição

Parafraseando conhecida observação de Karl Marx, pode^
pod^

mos dizer que os pedagogos trataram até agora de interpretar
educação, sendo necessário transformã-la.

El o que Pierre

a
Fuj^

ter denomina, em livro publicado no ano de 1973, "a passagem da
pedagogia ã andragogia" (2, p. 70).

A educação é hoje encarada,

como assinala magistralmente Furter, "um processo em que
um aprende a se formar e a se informar a fim de

cada

transformar-se

e transformar o mundo" (2, p. 73).
Do questionamento da instituição escolar surgiram várias
vãrias
constatações.

Uma delas éi a de que a alfabetização não tem

fim em sT mesma nem i um valor absoluto.

Gilberto Freyre'
Freyre

üm
foi

quem primeiro, no Brasil e talvez no mundo, desmoralizou o mito
da alfabetização tout court, com a maravilhosa trouvaille

de

que "um analfabeto da Espanha vale mais, como personalidade

h^

mana, do que um
ura congresso inteiro de rotarianos reunido em

Chi_

cago" .
Também deixou de ter sentido a tradicional

dicotomia ejn
en^

tre formação da criança e do adulto. Como observa Pierre Furter
era outra de suas notáveis obras, não i mais possível
em
possTvel
a vida humana em
era duas partes distintas:

o tempo da

gem (da infância até a adolescência) e o tempo da

"dividir
aprendize^
aprendiz^
maturidade,

onde se goza do aprendizado" (3, p. 64).
Mas, como assinala Bertrand Schwartz, a Pedagogia e a Ajn
dragogia "não podem ser concebidas senão no contexto da

54

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

' '

Educ£
Educa^

�ção Permanente" (4, p. 42). Gomo Purter, Schartz ié autor de tr£
balhos indispensáveis a quem deseje’
deseje' aprofundar-se na matéria. 0
extenso e profundo reiatõrio‘por
reiatõrio■por ele apresentado ã Fundação
ropéia da Cultura, jã
já publicado no Brasil, está cheio de

Eju
Ejj
refe
refe^

rincias ao papel da biblioteca em qualquer política nacional de
cultura (5, p. 69, 204-205, 208, 229-279 e 288-400).

No conceito de Educação Permanente está
esta implícita

a

idéia de continuidade do processo educativo, que se inicia
infância e prossegue por toda a vida.

Mas, quando em todo.

na
o

mundo a alfabetização de adultos jã
já havia sido substituida pela
Educação Permanente, surge entre nós
nés o Movimento Brasileiro
Alfabetização.

de

E surge com a arrogância típica dos impostores,

exibindo gráficos, diagramas, organogramas, fluxogramas e

toda

a parafernália com que os tecnocratas costumam iludir políticos
e governantes incautos.

0 MOBRAL foi um daqueles

"paliativos

rápidos e violentos" a que se refere Pierre Furter, aludindo ás
ãs
chamadas campanhas de alfabetização (2, p. 26).

E seu fracasso

se explica, entre outros motivos, por não dispor o Brasil

de

uma rede nacional de bibliotecas públicas, tal como esse*
esse

tipo

de biblioteca êé entendido em outros países, principalmente
principal mente
e desde longa data - pelos ingleses e norte-americanos (6).
Aqui é onde a sob outros aspectos notável conferência de
Pierre Furter merece um reparo da parte dos especialistas
biblioteconomia.

em

Ele parece não conhecerja
conhecer a distinção■essencial
distinção essencial

entre biblioteca nacional e biblioteca pública, ao

enumerar ejn
en^

tre as funções específicas desta as de ser "conservatório e

de

55

Digitalizado
gentilmente por;
por:

OemclanKnto

&lt;/• ^

-

11

12

13

�pösito dos escritos indispensãveis’ao
põsito
indispensáveis ao desenvolvimento
de uma região ou de um pais"
paTs" (grifos dele).

cultural

Sua crítica ao Ceii
Cen^

tro de Arte e Cultura Georges Pompidou, que chama

injustamente

de "caricatura em pleno centro de Paris", decorre dessa

indis_
indi^

tinção, lamentável numa comunicação tão rica de sugestões

para
nara

os bibliotecários.
bibliotecãrios.
Parece hoje definitivamente assentado entre

especiali^

tas no planejamento de sistemas nacionais de informação que uma
rede bibliotecária deve ser integrada por diferentes tipos
unidades, a saber;

de

bibliotecas nacionais, bibliotecas universi^
univers1_

tãrias, bibliotecas especializadas e bibliotecas publicais
p. 51-52 et passim).

(7,

E claro que esses diferentes tipos ou

c^

tegorias de bibliotecas devem funcionar como os "elementos

em

interação" de que fala Bertalanfy em seu conhecido conceito

de

sistema.

de

Todas devem contribuir para a política nacional

Educação Permanente.

Mas compete ã biblioteca'púb1ica
biblioteca pública o

mais importante e o envolvimento mais vertical nessa

papel

política.

As bibliotecas nacionais, as universitárias e as especializadas
tim outros objetivos primordiais.
0 Centro Pompidou i, como observa Pierre Furter, uma

Ca

sa da Cultura gigantescaraente
gigantescamente construida em torno de uma bi61io_
biblio
teca;
teca-, entretanto, longe de ser uma caricatura, como pensa

Fiir.
Fur-

ter, trata-se de instituição modelar.

a11
all

Basta recordar que

se estabeleceu, pela primeira vez em todo o mundo, a supremacia
da informação sobre o documento:

em vez da tradicional

ção dos documentos segundo a natureza de cada um,-

56

Digitalizado
gentilmente por:

separa’
sepár^'

bibliogrãf1_
bibliográfl^

�cos, iconográficos, cartográficos, fonogrãficos,
COS,
fonográficos , audio-visuaisestão todos reunidos de acordo com os assuntos de interesse dos
usuários.

Por isso ela se chama Biblioteca Pública de

Inform^

ção (8).
çio
Se 0 que Pierre Furter considera "caricatura" for o esti^
estj^
lo
1o arquitetônico do Centro Pompidou, ée porque, para ele, os edj[
edj_
fTcios de bibliotecas devem ser augustos e solenes. Podemos con^
co£
cordar em que os das bibliotecas nacionais continuem com o
pecto de "templos do saber".

a^
as

A arquitetura da biblioteca píbli_
ptibli^

ca, entretanto, deve ser aberta e transparente, exatamente como
especia
acontece com o Centro Pompidou,
Pompitfou, do qual afirma o grande especi^
lista em animação cultural que i Jacques Rigaud:

"Beaubourg
"Beaubourg,ce
,ce

doit itre 1a
la culture sur la place, non plus dans le temple" (9,
p. 88).
Estes reparos, entretanto, não me impedem de

reconhecer

0 que hã
há de positivamente criativo na comunicação de

Pierre

Furter, cujos trabalhos anteriores muito contribuiram para

e^
es

clarecer minha própria posição com referência
referincia ã supremacia

da

educação permanente em relação ã pura e simples alfabetização ,
ediKaçio
•no
no estabelecimento de uma política nacional de cultura.

Ele de

senvolve 5 teses, estando eu em desacordo apenas com a primeira.
N«o que desconheça a necessidade - mais importante ainda empaT
K«0
em paT
ses era processo de um desenvolvimento quase sempre descaracteri_
STBS
descaracteri^
zador de culturas nacionais, regionais e locais - de

contribui^

rem as bibliotecas nacionais para a preservação das

heranças

culturais das respectivas nações.

quan^
0 depósito legal, tanto qua£

57

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
sí
stem
em
Gerenciamento
Gervoclannito

11

�to a publicação das bibliografias nacionais retrospectivas

e

correntes, são alguns dos meios de que as bibliotecas nacionais
se utilizam com este objetivo.

As bibliotecas públicas tim
têm

o^

tros objetivos, mais adequados aos programas de Educação Permanente .
nente.
Pierre Furter diz muito bem, na segunda tese.de
tese de sua com^
comjj
nicação que somente quando fazem parte integrante de "uma estr^
tégia que visa a estabelecer redes de educação permanente",
tigia

po

dem as bibliotecas contribuir para o desenvolvimento cultural".
Tese tão indiscutTvel
indiscutível quanto a terceira:
bim um^^lugar
um lugar de participação".

"a biblioteca éi

tam

0 que me faz pensar - perdoe-se

a nota pessoal - em
era minha própria definição de bibliotecas,
bibliotecas , ,que
ié menos uma coleção de documentos do que assembliia
assembléia de usuãrios
usuários
da informação (10).
Na quarta tese - "ler é também escrever" - Pierre Furter
desenvolve idéias apresentadas em algumas das melhores
de seu jã citado livro Educação peraanente
pemanente e
cultural.

páginas
pãginas

desenvolvimento

Reagindo contra o primado da leitura nos

programas

de alfabetização, ele defende "uma pedagogia da expressão"
conclui:

e

"Uma alfabetização oVientada
o'rientada para a expressão e

não

para o consumo é também uma alfabetização que faz do outro

s^
su

jeito de sua própria atividade e,
e ,■ consequentemente, agente

da

sua transformação social.

Não se trata somente de ampliar

circulo de informação, mas de permitir que as massas
círculo

o

marginais

e marginalizadas participem da criação social" (2, p. 57).

58

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc
Scan
an
stem
sí
em
Oereaclanento
Gervoclannito

&lt;/
♦

-

11

12

13

�Chegamos, finalmente, ã quinta tese, na qual o

autor d£
de

senvolve um dos pontos da Declaração Universal dos Direitos
Homem:

do

aquele que se refere ã liberdade de expressão, de livre

circulação da informação e de discussão.

Recordo, para

cluir, que tais liberdades foram incorporadas pela

con
co£
American

Library Association ã Carta dos Direitos da Biblioteca,

sendo

evidente que, sem elas, não existe Educação Permanente (11).

1

FONSECA,
FDNSECA, Edson Nery da.

"Importância da biblioteca nos

gramas de alfabetização e educação de base".

prq
pro

Revista do ^e_r
Ser

vi ço Público
Públ i co (Rio de Janeiro) v. 94, n. 3, p. 99-108,
99-1 08,
viço

jul/.

set. 1962.
2

FURIER, Pierre.
FURTER,
ral..
ral
1974.

3

4

Trad.
Trad, de Teresa de Araujo
Araújo Penna.
221 p.

73 p.

Petrõpolis, Vozes

,

(Col. Educação e tempo presente, 11).

FURTER, Pierre.
1966.

desenvolvi men to cultu
cu1 tu
Educação permanente e desenvolvimento

Educação e reflexão.

Petrõpolis,
PetrSpolis,

Vozes,

(Col. Educação e tempo presente,1).
presente,!).

SCHWARTZ, Betrand.

"Reflexões sobre o desenvolvimento

educação permanente".

Revis ta Brasi1 eira de Estudos

da
Pedagõ

gi COS
cos (Rio de Janeiro) v. 51, n. 113, p. 41-60, jan./ma
j an./ma r .1969.
5 SCHWARTZ, Betrand.
5-

Educação amanhã; um projeto de

educação

permanente, promovido pe1
pelaa Fundação Européia da Cultura
Cultu ra .Trad.
. T rad.
de Paulo Rosas.

Petrõpolis, Vozes, 1976.

407 p. (Col.Educ^
(Col.Educa^

ção e tempo presente, 12).

59

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanenta

�6

TOTTERDELL, Barry, ed.

Public
Pub1ic 1ibrary purpose, ^
£

reader .

London, Bingley; Hamden, Conn.
Conn.,, Linnet Books, 11978.
978. 159
1 59
RAYWARD, W.B., ed.
prospects.
7^

p.

The pub1ic
public 1ibrary:
1 ib ra ry: circunstances

and

Chicago, University of Chicago Press, 1978.162 p.

PENNA, Carlos Victor et alii.
ti on servi
services:
ces :

National 1ibrary
1ib ra ry and

£ handbook for pl
pi anners .

informa

London ,Butterworths,
, B utte rwo rths,

1977. 230 p.
8

AFFEULPIN, Gustave.

ssoi
o i --di
d i ssan
a n t utopie
utopi e du Centre Beaubourg.

Paris, Editions Entente, 1976.
MOLLARD, Claude.

199 p.

L'enjeu
L'enj e u du Cen tre Georges Pompido
Pompidou.
u.

de Robert Bordaz.

Pref.
Préf.

Paris, Union Générale
Generale d'Editions, 1976

308 p. (Col.
(Col . 10/18. 1104)
1104)..
BORDAZ, Robert.
ges Pompidou.

Le Centre Nati
National
onal dd'Art
' Art et de Culture
Cul t ure Geo
Georr
Paris, Sociite
Société d'Edition et de

Diffusion des

Produits de Presse et Audi
Audio-visueles,
o-vi suei es, 11977.
977. 98 p.

(Separata

do n. 46 de CREE, jan./fêv.
jan./fev. 1977.
9

RIGAUD, Jacques.
1975.

La
ILa cul
culture
ture pour vivre.
vi vre.

Paris,

Gallimard,

307 p.

10 FONSECA, Edson Nery da.
e acaba em livro".

"Tudo o que no mundo existe

começa

Ciência da Informação (Brasília) v.

10,

n. 1 , p. 5-11
5-11,, 1981.
11 OBOLER, Eli M.

"Censorship and intellectual freedom".

In;
In:

ency cl opedi a of 1ibrary
1 i b rary and information
i nformati on services.Chi
servi ces . Chi cago,
ALA encyclopedia
American Library Association, 1980. p. 124-127.

60

Digitalizado
gentilmente por:

Sea n
stem
Oereaclamento

�SUB-TEMA 1: A BIBLIOTECA NA EDUCAÇÃO FORMAL

CONFERENCISTA:

SERGIO DE HAGALHAES
MAGALHAES
ALOlSIO SÉRGIÜ
Secretário de Cultura do Ministério
da Educação e Cultura

DEBATEDORES:

ANA MARIA ATHAYDE POLKE
Professora da Escola de Biblioteconomia da UFMG
PAUL KAEGBEIN
Professor do Departamento de Biblio
Bibli£
teconomia de Colônia - Alemanha.

Digitalizado
gentilmente por:

�mpsi

*

U!\

m.

ü.^,
^

■.

. S:,-'; . . '1
..ôntic'" &gt; F • -'^ ■ ' v

■’ ’

, ., ‘ . ■

^

'■ r 1.

*^.t
• •
r’^--

•

'•

■.

‘

•*’’■.

_!' .1*

*'_• ‘ ...•.’. "

, •".

li#" • 0*;AWßJ Al! A^ÍIOUSI« •A
iKMStO^

.'jA H : ■ n Af-' 10 ,'j:Sjí’ 'lAfG.iA
Ü-ir
f 1 ^I í* í M
,^'t '. !■ ■'

i- i- \i , &gt;.1 7 u J ^ i ; "n ä t

' ■•

' ■

f.-*j;'ijJ '?
.
■ ■ -

j|U f '
í ÍÍ^T-SIjí

; AT'’I ,'&gt;■':;■«»
)’1*“'. ‘

ui!
êc
- '

”*
';&gt;.IC" X-.
ji! I'fi'■
• I;'■* I-, iPAÍ"' \dA
tí'.' í
•■.' r*t' ■ ' i \
•'
- O &gt; !f ■ C3 M fi í rt *í b 1-. &gt; 0 • ^ .1 ^ j è 0 ? &gt;
^

: r. jJiOj M f'! m

;í*-’‘4iJ ôb bfaoi’
J ■ V-

« .
.'■jíaVía;^

ar

o 1 f"* f ^• SL
. •; ‘ n«j t7to ♦.!
tf
Oü ■&lt; j * &gt; ;ll
••»0'^
*l
í';itr-:• •■ A, ^^.:‘•^••' ».';v 1 ci i. '
s, vtfeii’ii í “ .b}/ioio3 '»b «li
r- r* ár 1 “ ■: í ■; V .
T'- f : .

I«

71 i.grK.i'!'
/I
/,
í.i5-'

Al ^A
li
A^ír» 1 &lt; 4= h

■

^,
rf '
V ;
:'yy
'■■■
b é »• y» fc V . , . . “ .

(i

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
JÊÊ^
stem
st
em
GercflcUmimto
Gervoclannito

.0

11

�sr j I'

ÀA BIBLIOTECA NA EDUCAÇÃO
EDUCAÇAO FORMAL

Aloisio Sérgio Magalhães

Meus amigos participantes deste Congresso:
pessoalmente bibliotecário e não sendo também

hão
não

sendo

' documentalista

"strictu sensu", entre correr o risco de ser demasiadamente for
mal, didático, na abordagem deste tema, prefiro correr o

risco

de trocar idéias, de apontar hipóteses, e de pedir a vocês
voces
sigam este raciocínio
raciocTnio na busca de um entendimento, na

que

busca da

educ^
formulação de linhas de conduta em relação a este tema, a educ£
ção formal e a biblioteca, oque talvez seja mais válido do
propriamente uma exposição linear e didática sobre este
assunto. Creio que na base de toda esta reflexão

que
mesmo

acumulada

no

espaço brasileiro sobre a biblioteca e a sua função pública

no

sentido genérico, cabem algumas questões, cabe uma série

de

'Indagações
indagações e talvez reavaliações, retomadas e revisões
tuais.
tuals.

concei_
concei^

Porque me parece importante, prudente e necessário

que

algumas idéias sejam colocadas, no sentido de rever

conceitos,

(ISlIiasiadamente explícitos ou demasiadamente formais.
áÇHiasiadamente

A própria

hõção
noção dê
de educação formal e educação não formal ou informal
cisaria, a meu ver, de algumas elaborações e reflexões.

pre^

Se par

"timos
tlmos para uma ideia
idéia de que o processo de conhecimento, de

que

0 processo educativo como um todo, de que a formação do cidadão,
éê uma coisa única, é uma unidade em si, vemos que o

importante

não éi alfabetizar no sentido formal da palavra, que o importante não é letrar o indivTduo,
indivíduo, que o importante não é

suprir uma
63

Digitalizado
gentilmente por:
por;

Sc a n
stem
Oereaclanenla

�lacuna que possa existir na formação do homem,
horaem, mas
raas o importante
i preparã-lo para a vida democrática e livre, que o

importante

i dotar o cidadão dos apetrechos, dos requisitos que são

iridi^
itidi£

pensãveis a uma ação do homem integrado ao seu contexto, ã
cultura.

Temos, portanto, a rigidez, temos portanto, o

sua
form^

lismo, a cristalização de determinadas palavras em torno de cot»
coji
ceitos.

A prSpria
própria idéia de educação permanente,
permanqnte, a meu ver, vem

demolir até, se é o caso, o conceito de educação
educaç^ão formal e educ£
ção não formal.

Porque se na verdade a educação permanente

e£
e^

sa idéia da integração completa do homem, ao conhecimento sobre
sobr^
tudo, ao conhecimento do universo do conhecimento próximo a ele,
que lhe interessa como cidadão, se este é o espírito da

educ£

ção permanente, temos que ter muito com a dicotomia do que
uma coisa formal e do que é uma coisa informal.

i,
i

Ambas as

for
fo£

mas de aprendizado e de conhecimento são igualmente válidas

e

provavelmente a educação formal é a educação no seu sentidomais
tradicional e permanente ocorrendo muito mais o r-isco
risco de

rigi_
figj.

dez, 0 risco de uma fixação demasiadamente formal, formalista ,
quebrando, abalando, diminuindo toda a possibilidade da
ção e da liberdade.

invert
inveri

Por outro lado, a educação informal

soz1_
sozi_

nha, ou seja, o "laissez-faire",
"1 aissez-faire", o andamento do aprendizado atr^
vis de um demasiado sentido informal, pode oferecer o risco

de

privilegiar determinadas áreas, de ser uma formaçãt)
formacãt) lacônica

,

uma formação com especificidades mais fortes e outras mais

fr£
friT

cas, em outras palavras, de ser o contrãrio
contrário da educação formai'«
formàí-*
posturas radicais seriam danosas e seriam inevitável^
1nev1tavel_
e ambas as
as.posturas
mente deficientes para a formação do indivíduo.
a noção de educação permanente.

64

Digitalizado
gentilmente por:

Surge, então ,

E nesta própria noção de educa
educ£

�ção permanente, creio-, que cabe.m
cabem muitas questões a serem coloca
coloc^
das., que carecem de explicitações e, sobretudo, a educação

pe£

manente carece de ser vista ã luz das realidades em que o homem
está inserido.

Peço licença a vocês para, sem propriamente

petir-me, mas querendo, ao contrário, reiterar certas

idéias,

contar dois pequenos episódios
episõdios que ilustram de maneira clara
natureza das rainhas
minhas inquietações.

0 primeiro episódio
episõdio

a

refere-

se a um insistente pedido de uma senhora na cidade de

Tiraden^

tes-MG, quando lã estava examinando-as
examinando as obras de restauro

da M£

triz, para que eu examinasse
exarai nas se uma pasta de velhos documentos
ela tinha guardado.

r£
re

que

E eu me recusei, resisti" muito ã idéia

de

ver os documentos, na medida em que verdadeiramente nós
nõs não nos
ocupamos da compra genérica de documentos.
refa.

Não era a minha

t£

Mas fòi
fOi tal a insistência que eu, por uma questão de

d£
de

licadeza, resolvi aceder e examinar os documentos’.
documentos.

Era uma

rie de autógrafos, havia cartas, documentos de uma certa

sé
sê

impo£

tãncia, ligados ao Segundo Reinado, mas, no final dessadessa pasta,
eu me deparei com
cora alguns documentos que me chamaram e que me to
t£
caram profundamente.

exercTcios
Tratava-se de uma série de exercícios

e£
es

colares, de caligrafia, do príncipe D. Pedro menino. Retive

e£

ses documentos que me flagaram de uma maneira muito
até que pude entender do que se tratava.

especial,

E que debaixo, por de
d£

trãs, escondido no estudo simplesmente formal da caligrafia
trás,
de como a letra devia ser um elemento e um indicador
legível, por detrás dessa pura e formal aplicação

simbólico

metodológica

do aprendizado do escrever, por detrás de tudo isto, se
diam conceitos.

e

esco£
escon^

E o príncipe
príncipe'tinha
tinha que escrever e repetir dez£

nas, centenas de vezes, aquelas frases, para que ele aprendesse

65

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

�a escrever corretamente, mas que, provavelmente, era muito mais
importante que ele aprendesse do ponto de vista conceituai.
príncipe deve fazer tal coisa, o príncipe não deve tal

0

coisa.

E£ próprio ao príncipe comportar-se dessa maneira, ié próprio
príncipe não comportar-se dessa maneira.

E o que se

disso é que se tentava fazer a cabeça do príncipe.

ao

deduzia
Se

tentava

impingir na cabeça da criança indefesa, aberta, sensível.plasmã^
sensível,plasm£
vel a qualquer pensamento, se procurava fazer a cabeça do

prÍ£
prin

cipe, lhe enchendo a cabeça de idéias preconcebidas.
Isso me deixou perplexo diante da realidade de constatar
que existe uma educação do príncipe, e essa educação do

príncj_
prTncj_

pe i, de certo modo, aquela a que todos nós fomos submetidos ,ou
seja, as idéias, os conceitos, as frases, os textos, os

livros

são, em grande parte, impostos ao aprendizado sem que uma maior
verificação, sem que uma mais profunda análise da adequação de£
de^
te texto, da propriedade desta informação, da adequação

deste

conceito, seja, verdadeiramente, a educação do homem. E,por
E.por coji
cojn
traponto, imaginei a situação contrãria,
contrária, numa forma

dialética

entre a educação do príncipe e o que eu chamei a educação

para

a liberdade.
A educação do príncipe é de cima para baixo e obedece

a

todo um programa impositõrio,
impositório, compulsório, do conhecimento e da
criança.
A educação para a liberdade éi livre, éi espontânea é
ta ã base de um aprendizado direto com a realidade.

fei_
fej^

E£ de baixo

para cima.

66

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanmta

0

11

12

�A educação dc
de príncipe pretende a continuidade do proces
so civi 1izatõri0, mas nessa continuidade se mascara a idéia
permanincia, do controle, da inevitabilidade de uma
permanência,

da

continuida

de formal do aprendizado do homem.
A educação para a liberdade, ao contrário, leva-o ao
perimental, leva-o ao real, leva-o ao contato

ex

verdadeiramente

com as coisas.
cora
A educação do príncipe impõe
irapõe conceitos, a educação

para

a liberdade faz que o horaem
homem experimente
experiraente realidades, entre

em

contato com formas reais e próximas a ele e sõ
só a posteriori

l£
le

ve a conceituações.
concei tuações .
Em tudo éi o0 oposto uma da outra.
Era
nos interessa fazer.

Essa reflexão acho que

Está
Estã na hora de um país como o nosso,

Brasil, uma nação com as nossas potencialidades se

o

aperceba de

que não deve temer e que não deve dar continuidade ãs
por imposição, raas
mas que deve procurar, refletir, e da

coisas
reflexão

encontrar o seu próprio caminho.
Nada mais importante na nação brasileira de hoje do

que

a introdução do conhecimento na cabeça das crianças.

Não hã ne

nhum produto nacional bruto, não hã nenhuma forma de

economic^
econoraic2

dade, não hã nada no que diz respeito ãs dinâmicas

desenvolv^
desenvolvj^

mentistas do processo civi 1izatório
1izatõrio tecnocrático,
tecnocrãtico, que tenhamais
importância para o nosso país do que a introdução correta
conhecimento na cabeça das crianças.

v

.

do
•

1 sv 1

f.

67

Digitalizado
gentilmente por:

�E é natural mente ã base disso que o processo de conheci_
mento, assim visto, depende .enormemente,
enormemente,
extraordinariamente,
das pessoas que introduzem esse conhecimento e dos instrumentos
necessários a que esta trajetória
trajetSria seja corretamente desenvolvida .
Fala-se muito na idéia de que a leitura ié um hábito

a^
ad

quirido logo no início
inTcio em que a criança entra em contato com as
formas de conhecimento.
E talvez nesse sentido ié que se deva chamar educação
educaçáo fo£
for
mal, ou seja, tomar no sentido verdadeiro da palavra e não
néo cai£
cair
mos no risco da cristalizaçáo do conceito da educação
educaçáo formal co^
co
mo sendo, simplesmente, a educaçáo
educação iimpositõria-,compulsõria,
mpos i tõri a-, compul sõri a , mas
sendo a maneira de atrair a criança no seu universo imaginário,
no seu universo da visáo
visão dos fenômenos do mundo, de

maneira to

tal, de como mostrar áã criança que esse conhecimento

profunda
profund^

mente afetivo, emocional, vivencial das coisas, necessita e

ca
c^

rece de uma certa ordenação.
Nesse sentido, a palavra formal me parece
correta.

absolutamente

Mas ié preciso que essa idéia do formal em nada

prejii
prejjj

dique o0 que se chamaria de leitura voluntária, por exemplo, que
é justamentè uma expressáo
expressão cunhada nas necessidades de

modif£
modify

car a idéia da leitura ou do conhecimento formal.
Toda vez que o homem sente-se diante da necessidade ‘ de
criar uma coisa nova é porque a sua anterior forma de
çio estava errada.
çáo

utilize
utiliz£

Náo
Não precisariamos falar de leitura informal

68

Digitalizado
gentilmente por:

�não éi necessário que se classifique, especifique que a

leitura

informal, espontânea, é muito rica e muito mais correta. Esta éi
a única maneira da
da. leitura.

Então a dicotomia éI criada por nós,

pelo acúmulo de erros, pela rigidez e fixação de conceitos onde
não deveria haver, onde o fluir do conhecimento, a troca,

jogo

de vai e vem, entre o jovem e o adulto, se fizesse num fluxo n^
tural e espontâneo.
dizado.

Esta éi a única e verdadeira forma de apreji

Ainda mais;
mais: nos exemplos da dicotomia ou do

contrapoii
contrapon,

to, entre a educação do prTncipe
príncipe e a educacão para a liberdade,
existe algo que me
rae parece muito importante de ser relembrado, o
fato de que o aprendizado para a liberdade i geralmente

feito,
feito

através dos ofícios. Do exercTcio
exercício direto do aprendizado, do

f^

zer, desse aprendizado acumulativo, do aprendizado do ofício,
ofTcio, Ié
que emerge posteriormente a capacitação de uma consciência nTtj^
nítj^
da daquele fazer ou daquele conhecimento e, consequentemente,coji
celtos podem ser emitidos.
ceitos
Ainda sobre a relação entre leitura, educação formal

e

informal, leitura voluntária e leitura compulsória, penso

que

seria muitò
muito importante nós tentarmos fixar He maneira mais

cl^

ra 0 problema que eu chamaria "a pega" da leitura.

0 , momentOj
momento

em que a criança adquire, aprecia, entende e valoriza o
da leitura.

Esta pega éi o momento definitivo na

no sentido do aprendizado desta criança.

hábito

orientação

Ou ela se faz e

criança terá uma grande probabilidade de emergir ao longo -

e
a
de

seu processo de vida de maneira mais harmoniosa ou esta criança
terá tropeços e dificuldades e muitas vezes até a total impossi_
terã
impossj_
bilidade de üm
úm conhecimento mais ordenado.
bilidãde

Mesmo que a pega

e

C9

Digitalizado
gentilmente por:

�0 hábito da leitura venha a ser feito ao longo de outras idades
que não a inicial, o indivíduo,
indivTdub, o adolescente, o homem, só
sõ terá,
inevitavelmente, a perda da leitura no seu tempo próprio. E que
na verdade, meus amigos, existem coisas que devem ser
ma determinada idade.

lidas n^
njj

Existem coisas que não adianta se querer

antecipar ã leitura, como existem coisas que se perdermos o
mento correto da sua leitura, estã inexoravelmente

m£

sacrificado

esse ser humano da gratificação de ter lido na hora certa

as

coisas do seu tempo.

po
p£

Isso é tão verdadeiro que nos leva a

der afirmar, com absoluta segurança, que se a leitura foi feita
no tempo adequado nunca mais o indivíduo perde o prazer e o
leite de reler esse texto.

de_
d£

Mas a reciproca não é ve
rdadei ra. Ojj
verdadeira.0£

tro ponto a ser examinado é a situação em que todo o formalismo
is vezes a gente tem que
que se procura tomar como básico e que ãs
aceitã-lo na inexorabi1idade do tamanho do Brasil, na inexorabi_
inexorabi^
lidade dos imensos problemas que nós temos de defrontar,

esse

formalismo pode tomar prevalincia, na medida em que i fácil,
muito mais simples, estrutura-se uma educação ã base de

concej_
concei^

tos extraordinariamente fixos, tidos como imutáveis, do que
construção de um processo de aprendizado ã base da
Isso nos leva, no
nó caso brasileiro, a uma consequincia
consequência
mente inexorável:

é
a

liberdade.
absolut^
absolut£

a descentralização.

Um paTs com este tamanho, com essa diversidade de

compo

sições, étnicas com a diversidade de climas, de situação geo-po
iTtica e geo-econômi ca não éi possível se pensar numa forma
tralizada de aprendizado.

Dessa forma, centralizar

ria a morte do país, a morte da
dá invenção, a morte da

70

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanenta

ceji
cer^

signifies
signific£
fantasia.

�a morte da liberdade.
Isso não sou eu quem diz, isso estã
está implícito em

concei_
concei^

to de outras áreas de conhecimento como a física por exemplo,o£
exemplo,ojn
de está
estã provado que hã
há um grau de heterogene!dade
heterogeneidade e de vida

do

sistema energético,
energitico, que faz esse sistema poderoso e permanente.
E na medida em que esse sistema heterogêneo diminua
seu grau de diferença e de diversidade que ele entra em
nio e vai até iã morte.

o
declí
decn

A hemogeneidade ié a inverdade. Todas as

camisas são iguais, todas as calças são iguais, todos os
res são iguais, todas as comidas são iguais, todos os
são iguais e assim sucessivamente.

talh£
talhe
sabores

Essa homogeneização do
do-

mem éê insuportãvel
insuportável ã sua própria natureza e faz com que a
dência, a perda de energia e de força se instale e se
dincia,
no processo civi 1izatório.

ho
h£
dec£

instaure

0 que tem um país como o Brasil

a

ver com isso?
Certamente a nossa maior riqueza ié a nossa diferença,que
ié a nossa diversidade, éi a nossa heterogeneidade.
heterogenei dade. Este é o gran
grajn
de tesouro que o Brasil contém.

E o que nós estamos assistindo

ié uma corrida, jã
já nessa altura bastante acelerada?
acelerada, na

direção

contrária ã manutenção deste universo riquíssimo, ou seja,

o

aceleramento de uma corrida em busca da homogeneidade, das

ed^
edjj

cações formais, dos modelos pré-estabelecidos, das coisas tidas
como imutáveis e permanentes.
0 crescimento dói e o crescimento tem que ser ã base
aprendizado, tem que ser ãâ base das diferenças das formas

do
pec£
pecjj

71

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanmta

�liares de cada contexto cultural da nação, êé uma tarefa extrem^
mente difTcil e não corresponde a muito das necessidades,
pressões desenvol vi
vimentistas
menti stas , na medida em que é

das

inevi
i ne vi tavelmeji
ta vel meji

te mais lento.
AT entra o conceito de educação permanente.
cação permanente?

Mas que edu
edjj

Em que contexto estamos falando?

vel sõcio-cultural da comunidade?

Em que

Em que parte, em que

pedaço

da nação brasileira queremos aplicar a noção de educação
nente?

ni]
n£

perrn^
perm^

Quis vos falar de várias educações permanentes, de

in0
in^

meras formas de educação permanente, da diversificação ■ dentro
do diverso espaço cultural brasileiro.

Qual éi

a forma de

edu
ed]J

cação permanente para uma comunidade próxima ãs das
das-nossas
nossas

Tji

dios que, iinfelizmente,
nf el i zrjente , continuam separados da sociedade
nal?

nacio
naci^

Que tipo de educação permanente tem que se aplicar ao

ci_

dadão de São Paulo, do ABC de São Paulo, do extraordinário movi_
mento de modificação tecnológica que se processa nessa
Evidentemente, não são os mesmos.
ma forma de estrutura.

região?

Evidentemente não tem a

De educação permanente sim, mas

me£
me^
educ£

ção permanente absolutamente adequada ãs diversas real
realidades
i dades cu^
cu2
turais do contexto brasileiro. 0.universal não ié apenas o igual.
0 universo ié o diverso que se estende, que se interfaceia, é co
mo um cristal de múltiplas faces e que de cada face a luz e
ito

o

sol remete o seu raio de compreensão.
Finalmente termino com uma pequena história, como
cei..
cei

Uma história parafraseada de Guimarães Rosa.

Numa

na cidade do interior de Minas Gerais, uma pequena Escola
pre 0 seu ofTcio diário.

com£
peque
cum

A professora, para atender a sua cla^
cla£

72

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanent»

0

11

12

�se, caminha, diariamente, 5 quilômetros para ir e 5 quilômetros
para voltar, porque não hã outra forma de acesso ao lugarejo. 0
salário que recebe esta professora esses dados são ura
um pouquinho
antiquados, têm
tira 2 ou 3 anos era de Cr$ 125,00 por mis.
mês.

E assim

mesmo ela não deixava de comparecer diariamente ao séu
seu ofTcio
ofício .
Na pequena classe, composta de crianças da redondeza, havia

um

menino chamado Miguelin, que era uma criança ã parte.
Miguelin era remelento, preguiçoso, não aprendia nada,não
nadã,não
conseguia se fixar nas coisas.
jeito.

E era jã tido como um caso

Quando ura
um dia passa pelo lugarejo ura
um médico e

resolve

visitar a escola e na visita mostram a ele Miguelin como
pio do impossível de ser resolvido.

sem
exem

E o médico examina a crián_
crián^

ça e diz simplesmente o seguinte:
- Esse menino é míope.'

E Miguelin míope ficou, ou seja,

0 médico foi embora, as coisas continuaram no seu ritmo, e

Mi^

guelin remelento, triste, solitário, continuava na escola.

Me^
Me

ses depois o médico voltava a esse lugarejo e traz no bolso

um

par de óculos e vai ãi escola e põe os óculos no nariz e na cara
de Miguelin, e aí o extraordinário e miraculoso fenômeno:

Mj^
Mj_

vi os colegas, a professora, a e£
e^
guelin passa a ver e Miguelin vé
cola, 0 ambiente, olha pela janela e vé
vi o espaço, as plantas,as
coisas, volta para casa, reconhece o pai, a mãe, os irmãos e Mi_
guelin vi a paisagem e Miguelin nunca mais voltou ãi escola!

0

real, o seu contexto, era muito mais forte, muito mais poderoso
do que lhe ensinaram na escola.

Até que ponto nós estamos

fa
f^

zendo progredir "Miguelins" nas nossas escolas?

73

Digitalizado
gentilmente por:

�E que falta.0 médico que lhes traga os éculosl
õculosl

Até

que

ponto a nossa responsabilidade é justamente de identificar

a

alegria das nossas crianças e deixá-los ver a realidade?

Até

que ponto a evasio
evasão escolar do nosso paTs,
país, que atinge uns certos
contextos a (60% das crianças que ingressam no primeiro ano
19 ciclo não chegam ao 49 ano), até que ponto a

responsabi1id^

de estã
está sendo nossa, de não criar dentro da escola o
que Miguelin de óculos passou a ver?

universo

Acho que o meu recado

esse, podemos passar agora a conversas mais livremente sobre
assunto.

Muito obrigado.

74

Digitalizado
gentilmente por:

do

ê
o

�EDUCAÇÃO FORMAL
BIBLIOTECA E EDUCAÇAO
(Exposição preliminar para o debate)

Ana Karia Athayde Polke
Prof. Adjunto da Escola de Biblioteconomia
da UFMG

Reconhecemos que a educação acontece em situações e esp^
esp£
ços que não são necessariamente o espaço e a situação da escola
formalmente constituída.

Reconhecemos ainda que a educação

vida, fora da escola e da influincia dos profissionais do

na
ensj^
ensi^

no, contrariamente ã educação formal, ^jode
pode não estar marcada pe
1a discriminação que reproduz as classes
la
clasyes sociais e as
de dominação.

relações

Mas, devemos admitir que o ensino conferidor

de

graus e diplomas*
diplomas, "habi
" habi 1 i tador" de p/essoas
p)essoas para o exercício das
profissões é o ensino formal desenvolvido pelas escolas de

19,

29 e 39 graus.

Biblioteca e educação
educaçao foraa!
foraal
A biblioteca desempenha em relação ao ensino formal

o

papel de agência de apoio aos objetivos das escolas, colégios e
universidades.

Vincula-se, estreitamente, ao que estas
Vin.cula-se,

cias de ensino fazem.

0 verbo apoiar, indicador da função

bilioteca, já
jã baliza as formas de sua atuação.

agên^
agin
da

Pode-se argumen^
argumeji

tar que a biblioteca, junto ãs instituições de ensino, não

ape^
ape
75

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanmta

�nas ap5ia,
apõia, mas ela própria educa o seu leitor.
0 processo de educação no contexto da biblioteca se

rea

liza de modo mais visTvel através dos chamados "cursos
“cursos de educa
ção do usuário", cujo conteúdo se volta para o domTnio de técni
cas relativas ao uso de fontes de informação e dos

respectivos

instrumentos bibliográficos, que permitem o acesso aessas
a essas
tes.

0 princTpio
princípio de participação ativa do estudante no

fon

proce^

so de sua educação e da independência na condução de seus

estu

dos informa ou fornece a base filosófica para os cursos de

edu

usuário.
cação do usuãrio.
Não se pode ignorar, todavia, que tanto o conteúdo

como

0 princTpio
principio orientador desses cursos não são fatores independen
independeji
tes.

As competirfcias
competin'ci as e habilidades adquiridas perdem

sentido

para o estudante se não estiverem integradas ao conteúdo do cur
rTculo e ã metodologia adotada, de tal modo que a aplicação dos
conhecimentos e habflidades
habilidades adquiridos nos cursos de
do usuário seja imediata, concomitante ã sua formação.

educação
A parti_

cipação ativa do estudante no processo de sua educação fica

na

dependência direta das funçóes
funções desempenhadas pela escola, na me^
dida em que o que se ensina^e
ensina-e como se ensina, são

decorrências

das funçóes,
funções, desempenhadas, de fato, pela escúla
escola na sociedade.
Ora, 0 ensino primário brasileiro tem sido seletivo
seietivo
discriminador, o secundário também seletivo éê

e

principa1 mente

propedêutico ao próximo nível de ensino», e a universidade

éê

conhecJ_
identificada antes como transmissora do que criadora de conhecj^
mentos.

Estas tendências dificilmente incentivam participação,

76

Digitalizado
gentilmente por:

�1ndependincia e desenvolvimento de espTrito crTtico.
independincía
crítico.

Reforçam,
Reforçara,

antes, a memorização passiva de conteúdo meramente
raeraraente informativo.
Por outro lado, o papel que o bibliotecário

geralmente
geralraente

se atribui i mais relacionado com
cora a execução de tarefas e menos
como planejamento e desenvolvimento de idéias e estratégias
ação.

Hã, era
em escala considerável,
considerãvel , evidências de que

de

naquelas

profissões mais frequentemente ligadas a instituições, tais
rao
mo a Biblioteconomia, seus profissionais são vistos como

co
c£

erapr£
empre^

gados submetidos aos requerimentos das organizações a que

sej^
ser_

vemi
vertí;
0 ensino da biblioteconomia tem, conseqüentemente,
conseqüenteraente, refo£
refor
çado era
em seus estudantes a importância da autoridade burocrãtica
burocrática
mais do que a contribuição independente do profissional.
0 conteúdo curricular orienta a atuação do bibliotecãrio
bibliotecário
na linha predorainanteraente
predominantemente de execução de tarefas quando

apr£
apr^

funda a técnica ée não leva era
em conta o ambiente contextual

onde

esta se aplica.
Estas observações iniciais encaminhara
encaminham para o pressuposto
que queremos apresentar a esta Mesa para discussão, o de que p^
p£
ra 0 bibliotecãrio
bibliotecário é tão importante conceber tí biblioteca
agência estreitaraente
agincia
estreitamente vinculada ã instituição de ensino

como
quanto

não perder de-vista
de vista as conexões entre a escola e'o
e o meio social.
A abrangência do tema educação formal (que se inicia

no

77

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnta

^
&lt;r ^

- W0

�pré-primiri0, atinge a põs-graduação,
pós-graduação, avança até
ati os estudospõspri-primãri0,
doutorais e inclui também os estudos supletivos) nos leva a
limitar esta discussão a uma etapa - a do ensino

d£
de^

fundamental

(1- a 8- séries) e ã biblioteca que lhe corresponde - a

bibli£
biblio^

teca escolar.
Com relação ã biblioteca escolar pouco existe.como
existe como

teo^
teo

ria ou preocupação com a sua função, predominando em
era muitomaior
muitoraaior
proporção a tendência prática, voltada para a solução de probl£
proble
mas de seu funcionamento.
0 ensino fundamental tem sido analisado em suaj conexões
com 0 meio social e é dessas análises que reunimos alguns

pon^
po£

tos numa tentativa de ampliar e aprofundar o pressuposto coloca^
coloC£
do anteriormente.
A repetência e a evasão na escola fundamental - o fator
extra e o fator intra-escolar.
46% das crianças são reprovadas na 1- série do

ensino

fundamental, (1) ou seja, no limiar da escolaridade que a

lei

5.692/71 assegura ser um direito de todos os brasileiros,

cuja

idade se situa na faixa etária de 7 a 14 anos.
58% a 95% de crianças faveladas são classificadas
AEs(2) que significa "alunos excepcionais", "atrasados
ciais" ou "alunos deficientes mentais educãveis".

Estas

ças são separadas em turmas especiais, não são exigidas e

78

Digitalizado
gentilmente por:

de
esp£
criaji
sua

�promoção não corresponde freqllentemente,
treqüentemente, a um aprendizado efetj_
efeH
vo.
59% das crianças "evadem" ou são expelidas da

escola an
aji

tes de completarem as quatro primeiras séries do ensino
mental.

funda
fund£

Finalmente, 9% completam o ensino fundamental (8

sé

ries) deixando para trás,
trãs, portanto, 91% dos seus colegas.
A escola fundamental i,
é, deste modo, discri minadora.

Não

desenvolve uma ação discriminatória qualquer, mas discrimina as
crianças originárias
originãrias do melo
meio rural pobre e da periferia da cid^
cida
de.

Estas são as crianças que trazem para a escola a

marca da

fome e da pobreza de estímulos do meio ambiente em que nascem e
vi vem.
Sabe-se que a fome atinge a criança de modo
jã no útero materno.

irreparãvel

A merenda escolar supre, desse modo, a fo

me do momento, mas não consegue reparar os danos da fome do pa^
sado.

Pois bem, essas crianças que jã carregam em si as marcas

da desigualdade social, entram na escola e esta impõe-lhes

um

conteúdo cultural estranho ã sua experiência quotidiana.
"A escola (...) cumpre o seu papel de intrumento de

coji

trole social sob o manto de uma perspectiva ideológica que

pre

tende dar a todos, e de forma indistinta, uma cultura geral .Ocor
.0co£
re, no entanto, que esta cultura geral é a própria cultura domj^
nante, que busca a reprodução da força de trabalho, além de

iji

culcar regras de moral, de consciência cívica e de ética profi^

79

Digitalizado
gentilmente por:

�sional".(3)
sional ".(3)
As análises de repetincia e reprovação escolares

apoji
apori^

tam para a atuação da escola como força de mudança ou de

oposj_

ção ãs
is condições e estilos de vida das comunidades rurais e

pe

riféricas urbanas.

po

A ação desintegradora da cultura dessas

pulações responde em grande parte por seu fracasso na escola.
A tentativa de construir alternativas na biblioteca
Se a escola legitima o saber dominante, quais as estratã
estraté
gias possTveis
possíveis de serem traçadas no seu interior, para

possibj[
possibj^

litar a emergincia do saber dominado?
A biblioteca escolar por sua posição subalterna junto
instituição de ensino não foi ainda utilizada como um dos

ãi

mec^
mec£

nismos de discriminação na escola.
Observa-se que não recaem sobre a biblioteca,quando-exi£
biblioteca,quando exi£
te, programas pri-estabelecidos, normas e controles rígidos.

A

posição tanto das instituições escòlares
escolares da rede oficial quanto
da privada tem sido mais a de omissão
opiissão em relação ã
efetiva de bibliotecas escolares.

implantação

Não iê tambim comum a

presen^

ça do bibliotecário nas bibliotecas escolares, que em

muitas

estâncias funcionam sob a direção de professores com a

supervj^
supervi^

são de bibliotecários, como i o caso da rede municipal de
no de Belo Horizonte.

ensi^
ensi_

a bibliote
Esta situação configura para a.

ca maior liberdade na definição de seus próprios objetivos,

80

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanent»
nmts

no

�encaminhamento de est'atigias de ação e na escolha de suas

pr5
pró

•pri as prãti cas .
0 que estamos sugerindo é a possibilidade de uma

propo^
propos^

ta alternativa
altern ativa de polTtica
política de biblioteca e de seus programas
program as na
escola.
Se ao aluno pobre ié oferecido pela cartilha escolar
mais do que fragmentos de um universo distanciado de sua

não
reali^

dade quotidiana (do tipo "Lili toca piano"), a biblioteca pode,
era contrapartida, oferecer-lhe um espaço para a expressão
em

de

sua cultura.
A palavra espaço aqui, é inspirada nos movimentos

brasj,
brasj^

leiros de educação popular e pode serentendido como o local (bi^
blioteca) onde o bib
bibliotecário
1 iotecãrio se encontra com os alunos e

os

incentiva ã expressão oral e escrita de suas experiências
experiincias de v^
vj^
da familiar e comunitária, sua vivincia
vivência afetiva, a cultura - de
seu meio, enfim.
A língua
iTngua que a criança fal*a
fala êi um elemento fundamental da
sua identidade pessoal e cultural.

Portanto, encorajar a criari
criani

ça do meio pobre a exprimir-se ei contribuir para a mediação

eji
eri

escolares.
tre as experiências de sua vida
vi da e as exigências es
colares.
Tal contribuição se torna possível
possTvel pela criação no
rior da biblioteca de um espaço para a manifestação

int^
inte^

cultural

(escrita e falada) de crianças oriundas das classes sociais mar
mar^

81

Digitalizado
gentilmente por:

�ginalizadas.

São as classes para cujo fazer cultural, não

se

abrem os teatros, as salas de exposição, os museus e as bibliotecas.
Explicitando, essas crianças seriam incentivadas a escre^
escre
ver e contar histórias
historias de suas famTlias, do seu ambiente.

0 re

sultado, escrito ou gravado, seria incorporado ao acervo da
blioteca, após as correções na fala e na escrita, sem
iguais correções no conteúdo.

bi_

sofrer

Incorporado ao acervo ,receberiam
,receberiani

esses produtos o mesmo tratamento que recebem os outros

livros

na biblioteca para estarem disponíveis para a leitura de outros
a 1 unos .
(val£
Importante ié que a criança sinta que a sua cultura (val_o
res, crenças, costumes) por ser incentivada a manifestar-se
por ser o seu resultado incorporado ao acervo cultural da

e
bi_

blioteca, não i inferior, não i rejeitado.
Importante ainda que o aprendizado da expressão

correta

da escrita e da fala se faça, ainda que parcialaente, a

partir

da própria cultura da cri
criança*
ança’ pobre.
A leitura dos outros livros da biblioteca contribui riapa
riap^
ra a apreensão de outras culturas, sentindo a criança que
outras culturas, mas não a cultura.

são

A idéia de que "o desenvoJ_

vimento intelectual da criança i, em grande parte,

determinado

pelo tipo de anibiincia
ambiincia e pelos estTmulos
estímulos recebidos do mundo

ejc
e)ç

terior encontra apoio em Piaget (1970), Jersild (1973), Baldwin
(1973) e Bee (1977).

Sustentam esses autores

82

Digitalizado
gentilmente por:

que a

inteligên^
intellgin^

�cia nata seria meramente uma potencialidade, que poderia

ser

mais ou menos desenvolvida, de acordo com o treinamento e

esti^
estj_

mulação recebidos a partir d’ mais tenra idade". (4)
0 encontro entre as experiincias da biblioteca e as
vidades da sala de aula i um alvo a ser perseguido, nessa

ati^
pro
pr£

posta alternativa de atuação bibliotecária.
A menina Maria Braz Dias, moradora de lindéia (bairro p£
rifirico de Belo Horizonte) respondendo a um questionário sobre
leituras (5) escreveu tris títulos de livros.

Após um deles

,

chamado "A borboleta e o vagalume", escreveu: "feito por mim" .
As palavras de Maria Braz Dias expressam muito melhor o que,

e£
e^

tivemos tentando dizer aqui.

83

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�NOTAS E referencias BIBLIOGRAFICAS
BIBLIOGRÄFICAS

reprovaçio referem-se ã rede estadual de
1 - Os dados da reprovação
Gerais - perTodo 1971 /1978.

Minas

Fonte: CEDINE - Centro de Docjj
Docju

mentação e Informações Educacionais - Belo Horizonte-MG.
2 - Os dados referentes aos AEs são da tese de mestrado de
rith Schneider:

As classes esquecidas:

Do

os alunos excepcio
excepcio^

nais do Estado da Guanabara.
Apud:

CUNHA, Luis Antonio.

ciai no Brasil.

4.ed.

Educação e desenvolvimento

so
s£

Rio de Janeiro, Francisco Alves,197?
Alves,1975

293p. p. 214.

3 - GARCIA, Pedro Benjamim.
dência?
dincia?

Educação: modernização ou

depen-

Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1977. 132p.

p.

59.
4 - ARAOJO, Terezinha Lopes.

Determinantes do desempenho esco-

1lar
ar da cliente 1 a da 1 - série do ensino de 19 grau.

Belo

1977íteHorizonte, Universidade Federal de Minas Gerais. 1977(tese de mestrado ).
5 - Questionãrio que estã sendo aplicado por Selma de

Carvalho

Azevedo Alcici para sua tese de mestrado.
6 - BRANDSO,
BRANDAO, Carlos Rodrigues.
lo, Brasiliense, 1981.

0 que é educação. 2 ed. São Pau
PajJ
116p.

Í.84
84

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Oereaclanenl»

&lt;&gt;

-^

�7 - BRANDAO,
BRANDÃO, Carlos Rodrigues.
popular■

A ques tão política
poiTtica da

Sio
São Paulo, Brasiliense, 1980.

8 - CUNHA, Luiz Antonio.
Brasi1.

educação

198p.

Educação £ desenvolvimento social

no

4 ed. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1979. 293

P9 - HARPER, Babette et alii.

Cuidado,
Cuida do, Escola.
Escola .

mesticação e algumas saídas.
se, 1980.

Desigualdade,d£
Desigualdade,do

2 ed. São Paulo, Brasilien-

117p.

10-- PEREIRA, Luiz. Rendimento e deficiincias do ensino primãrio
primário
brasileiro.

In: DIAGNOSTICO de uma situação educacional.

São Paulo, Centro Regional de Pesquisas Educacionais Prof.
Queiroz Filho, 1968. 235p. p. 11-24.

85

cm

1
i

22

3
3

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Oereaclanenla

&lt;&gt;

-^

�■

£Íií£âÍM li:,

i Oij o;,r,sv:. ;

.yfip!

. ,r$».yi'&gt;‘cã c',;I'e.^ ,l;,nü«Af!S

,(!í-;v; , 9in? r ■ í

18 .cIi^sã oc.

'

■I'L'l.'jOS

^ota:. i -'í. 1 f sí*f(f'■ i-v í r»! , o-:''4i.M u‘A',
Si! .f»i-.l? £iJ3Siir.''J» oe^t.ub -i
n.- •... -p» ; v ; íii-íu.í • «
r € S . èíÉ f , .í V I A ■; .:&lt; £ f ,&gt; n ft r “I ,. 0'x r 9 ^ b „ :•:. ■: r / , ü A
! í í * ■' 8

■ . . "r

' j- E rO!), 9Íi6b í bup i.?-,;-J
-n-sr'U&amp;i'-j

, '■i'--;,:
Oíc

. ■ •'

&gt;•.*

u

í*''«4V4;i’if*E ■ f
. ;■!: '■ •": i&gt; z ;• btri.p I r, e) 0Í&gt; . «i ■&gt; r íôfc

''

' Ti/*
O f "1 fim í li; 0(1 r ,■■:&gt;&gt; &gt;&gt;i f-,1 ■' lí&gt; 1 p ( VÊít. J 600 í :'t fi juhs ,üüí-*■'r 6,u ■* i;2
„ f'i
-&gt;0'i &lt;1 ■ ' 60í;' j: i, f. j i.A 2 f n p ? s
:■■ • fi t ’ rí:
?s -;

0 ; ■'St? ’ t iisi'1

P,.irS,

-‘‘•''.P,'
Qr;..

r

■j

Cf-

n. ■ 0

J; .1 '
, ij

.

n ■-

s ii. ,i ,S/4-3SjH
J

,T.

,jW UíV.|4,. Af-ÍPcCf .oof' ' &gt;ütfS(„,i

-

' '

-.t li j r'r - . .1;=■!
...‘li,-,

I ‘t

, • 0 *' • - 1

■* ». ■ • 1' &gt;

‘ ‘-iv

J,
■

*' ' Í* • . : &lt; , •••, á
í"

••

'
■

1 '' S« . l ;

M A* :

ii -1 1 e •
T. Cl

an

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
stem
Gemulanirato

"i'/!'
c.

■. ‘í
7

*, 'J

�A BIBLIOTECA NA EDUCAÇAO FORMAL

Paul Kaegbein
Aloisio Magalhães e Ana Maria Polke expuseram suas idéias
consideram uraa
uma biblioteca.
sobre como considerara
Walter Jens, professor de retórica muito conhecido,consi_
conhecido , consi_
dera a biblioteca como o centro esoiritual de uraa
uma cidade, ura
um Ijj
gar de encontro voluntário e sincero, de crianças, velhos e pe^
soas muito frágeis.

Ninguém é ridicularizado, domina.o

sentj^
sentj_

mento de humanidade.

As crianças passeiam, conversam
conversara e

exarai_
exami^

nam cora
nara
com curiosidade o que os livros contém.

As bibliotecas são,

por assim dizer, umcentro de comunicação, como que uraa
uma
ura-centro
tura do povo.

prefei^
prefej_

E Walter Jens considera a biblioteca como ura
um cen
cen^

tro de comunicação ideal.

E importante ressaltar que as bibli£
bibli^

tecas devera
devem dar apoio aos seus usuários e ao uso do acervo, não
esquecendo a parte profissional ou a parte didática do usuário'.
usuário.

Através de uma
uraa tal integração a biblioteca consegue
tão ajudar na educação permanente.
tio

E ura
um objetivo

en

fundamental

princi palmeji
da escola não apenas transmitir conhecimentos mas, principalraen^
te, formar indivíduos.
Na educação do 39 grau um
ura ponto de vista importante a cori
coji
siderar é que a formação universitária deve ser dirigida no sen^
sejn
tido de permitir o estudante a relacionar os conhecimentos
ricos cora
com os conhecimentos práticos.

Não sõ
só o conhecimento

teó
jã
87

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanmta

�estabelecido deve ser transmitido mas aqui serÜ
serã preciso aplicar
novos resultados de pesquisas.

As bibliotecas são chamadas

p£

Falando de um modo geral,

as

ra ajudar nesse desenvolvimento.

bibliotecas devem estar também integradas no desenvolvimento s5
sÕ
cio-regional da comunidade.
As bibliotecas

não trabalham no vazio e devem ser

como

grandes empresas de administração, apresentando uma diversific£
diversifies
ção nas suas funções.

Suas diversas funções e seus

serviços devem,ser
devem ser adequados aos diferentes tipos de
e, no caso das bibliotecas

diversos
diyersos
usuãrios
usuários

escolares, devem dar um certo cuid^

do especial para as crianças das mais diversas camadas
e conter material adequado ãs suas necessidades.

sociais

E para que e^

te objetivo seja alcançado i importante que, além do livro,

ojj

tro tipo de material seja conhecido para familiarizar as crianças, sobretudo, com a biblioteca.
As diversas definições da biblioteca dentro dos diversos
degraus da educação formal sõ podem ser suficientemente
feitas se os bibliotecãrios responsáveis tiverem uma
adequada ã sua função.

sati£
sati^
educação

E de grande importância que a ação

bibliotecário não seja apenas formal no seu trabalho.

do

Durante

a sua formação profissional o bibliotecário não deve reeeber
receber so
mente conhecimentos formais mas a sua formação deve levá-lo
levã-lo
ter capacidade de formar gerações.

Desta maneira ele pode

ber tomar decisões acertadas e de acordo com as condições

a
sa_
sa
sõ

cio-eulturaiss nas quais a sua biblioteca se encontra. Neste coiV
cio-culturai
con
texto devemos também ressaltar que, especialmente nas

88

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnt«

' '

bibliote
bibUote

�cas escolares, deve haver desde o inTcio a colaboração de trab^
Iho entre professores e bibliotecários.

Os professores não

veiTi apenas transmitir conhecimentos aos alunos, e tais
vera

d£

conheci^
conheci_

mentos baseados nas suas próprias leituras e seu próprio
raentos

uso

das bibliotecas, mas sim incentivar os alunos a procurar as

bi^

bliotecas e utilizá-las, especialmente nos paTses em que há

a

necessidade de formar o hábito de leitura e de alfabetização
alfabetizaçáo de
crianças.

Este objetivo só poderá ser alcançado se houver

uma

colaboração entre professores e bibliotecários.

89

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Oereaclanenl»

&lt;&gt;

- ^0

11

12

�,|&gt; '“’oi 11 ^*^V**9Va“•/n ''*C

'•'á ^á^&gt;í*sWti -^-«n«-.^. í

fasrfnaarl&gt;•Já-f.-fwii. Ím-ív „.
I)it&gt;1i3t«ci’i dt!ví'3 íí'sr r
Oil!
of'^MO’^q ií‘J? ■» í fi *q í : ®P! 6 r -i ÍH &lt;f ' ? é‘íÍ ?íí" i»»«í ? ■ ■ * • »t.ftSft .
C í 0-r&lt;» 5 í Tm: I I (íit t«;!nul\ 1 cfaoe-.
; (&gt; J « J à r! 1 í ■'! i » D
N ?6 TSTUJOTO 6
f f' ■ ’» ( ! ■ fl 9-'H ' I &lt; •''
é
Í5f*
t ny.T i X. r j&gt;ti'S , ß . • *.’; f &gt; " M f» c íj&gt; ■ '^* ^ &lt;í ■ ‘^'•
'*•**»*
rt H-'-‘í?'"''.-iv
0S}»il l- ?9dÃ'^
‘ f- ^ *'\ '.,
^ ítki '*’V?ihii lí
9t OTrrJRÇlfi^’ft0 .»...IPT
i r 't t'i 4^ «lí 5 •■ 1*1 (• ^ ..; « .1 t ^
. ^, j
.
Xffli. ^9V.-0,1 ;,/cRív^ors, '-Ví ‘tVsVo'V
,#-i &lt;idi .^as
/■)' VííV^íVífttW^' 4*1 ?''«»•-o#
&lt;5fv«3;
■í, -lí; iiiO

Í Jt •!}!.*■-!.&gt; i ,v
t!;sH;-tfíí5

ufer^A‘f^ . ipei

-'.-ol^râ;.,

4.4 1-s,r".. li ii ! ;.■ •»&gt;■;( 3r ■■. r ■ 3»;, .? &lt;; .j&gt;.
•; n.iHi'-r &lt;!ir. t « !' ; .j i 5 litf qu j c ;,
tD‘ 0-ti^íi;; ,0 »ç^,í a'Ua!.

veS3 «f. ,-i!
■.

».a i j &lt;íi v»’r

j, im,3j tl

, j.jr.'^

^ i í ;i

..

;,.,
: , r &lt; a. i

'.V'-' • ;.t f

fl Iji , .* ! éie a ■

t i ^(0 oe íiiid! . ' i ii ' f,r . -1 ■

.■ par i ra» 1 '.' í .• ”■&gt; r i ■

' -í ’

Ç«i» sehr«* uaj , i .•»« -i i&gt;.. ' •
í’.i ■í-,cri(j', Cn! í i'i , r oB , •'4 ti 11; 1 i-•. tü ,:.. íí'. t',&gt; j - ■ „
4ít^??ua. ,(ta fil'JCi' ■_ .

fía.-^íi

.j '^.

.

-fir-aS »f os. :;lo! iiití&gt; S • ., ,

- »q-J-i-., i •... ■

íáiíC!üOÜ» « 5U3 f:.i-. ir

.r..., ,í

'

■■ q.ja íí.)a

ii»H

í Hs,«. ■ufa’iC'iC pr„f ■
'&lt;&gt;«■ ^k%,r\ L 0 nhft C 1 ff^-T r '■
4k ■ ''í ^-i

Í4í?r
OO'UISI

' ■
.quai ^ .1

ti^^rTC: !..#ar;T

. •

. 5,.

»S

1 i.- ri»i ; } j S' H S "

Ä'.'itf '.■* i 1»* --V •*• t:'"'fi 4

*

&gt; »"'.Íiíi;.'-; ■ fli

,., 1,1-.•

. fnt-*í r,■I
. y :i ■ t i . t-.k f (i ■ .

,„.
t

, ,,„

^:,

1-,.t;

■■ ip

•' r' t

í íj

■ ■ ' .-.■ ■' ;S O' ' ri

• f I' i|' fn .i „ f .-

e»*-^ l';!( aui;; , r-^j; ,, ' i- t-’r-''- ■—r ■&lt; . -

,,

!■•!', i-,5.« .-■, i.,. ç.,;;íL-.‘

:■ .. I

,1 uí-

t ■„ P 3 ■. ' d I 5.; n ' í ni.

m

Digitalizado
gentilmente por:

'- ;ü

Gerculannito

I -i

’ í, ]-. f) *..

,

�SUB-TEMA 2: BIBLIOTECA NOS PROGRAMAS DE ALFABETIZAÇAO
SUB-TEHA
E DE EDUCAÇAO DE ADULTOS

CONFERENCISTA:

PAULO FREIRE
FAULO
Professor da UNICAMP

DEBATEDORES:

ETELVINA LIMA
Professora da Escola de Biblioteconomia da UFMG
PIERRE FURTER
Professor da Universidade de Genebra.

91

Digitalizado
gentilmente por:

.0

�Oä;&gt;ASIT38A'ÍJA 10
W 2AHASaüSiS ^0í! ADlfOnaiÖ ;S Ai'il-aoi
fèU iíV
ZÚtJÜQA M
QAjÄDUai 30
^ IU/l-rl&lt;l4
Itf 13

381'in OjUAI

: ATci.’^.i833H0:‘

•*1.
«:
i
••IMA3IKÜ'
i&gt;i) -lOíí-jTC^
awi I Atl’.v :T3 '
• üno3-j
^ I '’ 0 . 't *1*
rir 8 'äb si'..'

6b

o, _

■ 2 380033A83o

o-i'i

[3aM ■} l) 61; if'”
\t ♦
3 3r8U3 388-113
4« 9&gt; o''1I
)t ob sb i ? !St
SV ; iiU ob ’1 o-’;

rc
re

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Stern
GemuUinirato

Q

I II

I 12

13

�A EDUÇAÇAO
EOUÇAÇAO DE ADULTOS E BIBLIOTECAS POPULARES
CONSIDERAÇÕES PRELIHINARES
PRELIMINARES

PAULO FREIRE

As rainhas
minhas priraeiras
primeiras palavras são de agradeciraento
agradecimento

ãs

i deal i zadoras e organizadoras deste Congresso por me
id^alizadoras
rae terem
terera

co£
con^

vidado para nele participar, falando em
era torno de um
ura tema
teraa que

a

mim serapre
raim
sempre me
rae interessou.
Falar de alfabetização de adultos e de bibliotecas
lares é falar do problema
probleraa da leitura e da escrita.

Não da

tura de palavras e de sua escrita em
era si prSprias,
próprias, corao
como se
lás e escrevi-las
escrevê-las não iraplicasse
implicasse nuraa
numa outra leitura, prévia

popjj
lej^
lie

concomitante àquela - a leitura da realidade raesraa.
mesma.
A compreensão crTtica da alfabetização, que envolve
compreensão igualraente
igualmente crTtica da leitura, demanda a
são crTtica da biblioteca.

*

Ao falar, porém, de uma visão crTtica,

a

compreeji
compree^i

L
autenticando-se

nuraa
numa prãtica
prática da raesraa
mesma forma crTtica da alfabetização, reconheço
e não só
s5 reconheço, mas sublinho, a existência de uma

prãtica
pratica

oposta e de uma compreensão também, que em ensaio há
hã muito

tem

po publicado, chamei de ingênua.*
‘FREIRE, Paulo - A Alfabetização de adultos - Crítica de sua
sao iugêuua.
ingênua. Compreensão de sua visão crítica. Em: Açao Cu_^
Cu_l
tural para a Liberdade e outros escritos. Paz e Terra.
5
ed., 1981.
93

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanenta

�Seria enfadonho insistir aqui, exaustivamente,
exaustivaraente, era
em pontos
referidos era
em outras oportuni
oportunidades
dades era
em que tenho discutido o
blema da alfabetização.
bleraa

De qualquer raaneira,
maneira, contudo, rae
me

pr£
pare
pare^

ce importante,
iraportante, raesrao
mesmo ocorrendo o risco de repetir-rae
repetir-me ura
um pouco ,
tentar aclarar ou re-aclarar o que venho chamando
charaando de prática
compreensão crTticas
corapreensão
críticas da alfabetização, era
em oposição ã
ã “astuta".
"astuta".

e

inginua e

Idinticas as duas últiraas
últimas do ponto de vista objeti_
objeti^

vo, distinguera-se,
di sti nguem-se, porira,
porim, quanto ã subjetividade de seus agentes.
0 raito
mito da neutralidade da educação que leva ã negação da
natureza polTtica
política do processo educativo e a toraã-lo
tomã-lo corao
como

ura
um

engajamos a serviço da huraanidade
humanidade
quefazer puro, em que nos engajaraos

e£
en^

tendida corao
como uma
uraa abstração, éê o ponto de partida para

corapreeji
compreeji

dermos as diferenças fundaraentais
derraos
fundamentais entre uma
uraa prática ingênua,uraa
inginua,uma
prática "astuta" e outra crTtica.
crítica.
Do ponto de vista crítico
crTtico êé tão irapossTvel
impossível negar a
reza polTtica
política do processo educativo quanto negar o caráter
cativo do ato político.
polTtico.

nat]j
natii
ed£
ed]j

Isto não significa, porem,
poréra, que a

nat£
nat]j

reza política
polTtica do processo educativo e o caráter educativo

do

ato polTtico
político esgotem a compreensão daquele processo e deste ato.
Isto significa ser impossTvel,
impossível, de ura
um lado, corao
como já

salientei,

uma educação neutra, que se diga a serviço da humanidade,
huraanidade,
seres humanos era
em geral; de outro, uma prática polTtica
política
da de significação educativa.

dos

esvazi^
esvazi£

Neste sentido ié que todo partindo
parti-do

político é sempre educador e, como tal, sua proposta
polTtico

política
polTtica

vai ganhando carne ou não hã relação entre os atos de denunciar
e de anunciar.

Mas.
Mas, éê neste sentido também
tarabira que, tanto no

94

Digitalizado
gentilmente por:

caso

�do processo educativo quanto no do ato político, uma das

que£
que^

tões fundamentais seja a clareza
dareza em torno de a favor ^
de quew

e

do que, portanto, contra que*
quea e contra o que fazemos a educação
e de a favor de quem e do que, portanto, contra quem e contra o
que desenvolvemos a atividade política.
ta£
Quanto mais ganhamos esta clareza através da prática tajn
to mais percebemos a impossibilidade de separar o inseparãvel:a
inseparável:a
educação da política.

Entendemos então, facilmente, não

possível pensar, sequer, a educação, sem que se esteja

ser
atento

ãi questão do Poder.
Não foi, por exemplo, - costumo sempre dizer - a

educ^
educ£

ção burguesa a que criou ou deu forma ã burguesia, mas a burgue
burgu£
sia que, chegando ao poder, teve o poder de sistematizar a
educação.

sua

Os burgueses, antes da tomada do poder, simplesmente

não poderiam esperar da aristocracia no poder que pusesse
prática a educação que lhes interessava.

em

A educação burguesa ,

por outro lado, começou a se constituir, historicamente,
antes mesmo da tomada do poder pela burguesia.

muito

A sua sistematj^
sistemati_

zação e a sua generalização i-que sõ foram viáveis com a burgu£
sia como classe dominante e não mais contestãria.
contestaria.
Mas, se, do ponto de vista crítico, não eI possível
sar sequer a educação sem que se pense a questão do poder;

pejn
peji
se

não é possível compreender a educação como uma prática autônoma
ou neutra, isto não significa, de modo algum, que a educaçãosí^
educaçaosi£
temática seja uma pura reprodutora da ideologia dominante.

As

95

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gerenciamento

�rclaçóes entre a educação enquanto sub-sistema
relações
sub-sisteraa e o sistema maior
sao relações dinâmicas, contraditõrias
Sao
contraditórias e não mecânicas.

A educ^
educ£

çao reproduz a ideologia dominante, i certo, mas nâo
não faz

apenas

isto.

Nem mesmo em sociedades altamente modernizadas, com clas-

ses dominantes realmente competentes e conscientes do papel

da

educação, ela é apenas reprodutora da ideologia daquelas classes.
As contradições que caracterizam a sociedade como estã
está sendo p£
pe
V
—
netram a intimidade das instituições pedagógicas
pedagõgicas em que a educai
educ^
sistemática se estã dando e alteram o seu papel ou o seu
ção sistemãtica

e£

forço reprodutor da ideologia dominante.
Na medida em que compreendemos a educação, de um

lado,

reproduzindo a ideologia dominante, mas, de outro-,
outro, proporciona^
proporcionan
t
^
do, independentemente da intenção de quem tem o poder, a negação
!&gt; '
daquela ideologia (ou o seu desvelamento) pela confrontação
e£
e^
tre ela e a realidade (como de fato estã sendo e não como o

di£

curso oficial diz que ela é)
5) vivida pelos
pelos, educandos e pelos
" 'V
•
cadores, percebemos a inviabilidade de uma educação neutra.

edjj

A partir deste momento, falar da impossível
da educação jã nâo
não nos assusta ou intimida.

neutralidade

E que o fato de não

ser 0 educador um agente neutro não significa, necessariamente ,
que deva ser um manipulador.

A opção realmente

liberdadora nem

se realiza através de uma prática manipuladora, nem tampouco por
meio de uma prática espontaneTsta.
autoritãria.
por isso autoritária.
responsável.

A manipulação é

castradora,

0 espontaneTsmo eé licencioso, por isso

0 que temos de fazer, então, enquanto educadoras ou

educadores, i aclarar, assumindo, a nossa opção, que ié política.
educadores,-i

96

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

-

11

12

13

�e ser coerentes com ela na prática.
A questão da coerência entre a opção proclamada e a prãtj^
ca ié uma das exigências que educadoras e educadores críticos
fazem a si mesmos.

se

C que sabem muito bem que não é o discurso o

que ajuiza a prática, mas a prática a que ajuiza o discurso.
n5s, educadoras e ed£
Nem sempre, infelizmente, muitos de nós,
edu
cadores, que proclamamos uma opção democrática, temos uma

prãti_

ca em coerência com o nosso discurso avançado. DaT que o

nosso

discurso, incoerente com a nossa prática, vire puro

palavreado.

DaT que, muitas vezes, as nossas palavras “inflamadas",
Daí
"inflamadas", contradj^
tadas, porém, por nossa prática autoritária, entrem por um

ouvj^

do e saiam pelo outro - os ouvidos das massas populares,

cans£
cans^

das, neste país, do descaso e do desrespeito com que há

quatro
quatr£

centos e oitenta anos vêm sendo tratadas pelo arbTtrio
arbítrio e pela a£
ar
rogincia dos poderosos.
rogância
Um outro ponto que me parece interessante subiinhar,cara£
subiinhar.cara^
terTstico de uma visão crítica da educação, portando da alfabet£
terístico
alfabeti^
zação, êé 0 da necessidade que temos educadoras e educadores

de

viver, na prática, o reconhecimento óbvio de que nenhum de

nós

está sõ
só no mundo.
e com os outros.

Cada um de nós éê um ser no mundo, com o mundo
Viver ou encarnar esta constatação,

evidente,

enquanto educador ou educadora, significa reconhecer nos
enquanto,educador
- não importa se al
alfabetizandos
fabetizandos ou participantes de cursos

outros
un£
unj_

versitãrios;
versitãri
os; se alunos de escolas do primeiro grau ou se membros
de uma assembléia popular - o direito de dizer a sua palavra. D£
D2

97

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Ciereaclanent»

�reito deles de falar a que corresponde o nosso dever de escutãescutálos.

De escutá-los
escutã-los corretamente, com a convicçáo
convicção de quem

cum

pre um dever e não com a malícia
malTcia de quem faz um favor para rece
rec£
ber muito mais em troca.

Mas, como escutar implica em

falar

também, ao dever de escutã-los
escutá-los corresponde o direito que

igual_
igual^

Escutã-los no sentido acima
mente temos de falar a eles.
eles." Escutá-los

ref£
refe

rido i, no fundo, falar com eles, enquanto simplesmente falar a
eles seria uma forma de não ouvT-los.
ouví-los. Dizer-lhes sempre a nossa
palavra, sem jamais nos expormos e nos oferecermos ã deles,

a£
ar^

rogantemente convencidos de que estamos aqui para salvá-los

éê

uma boa maneira que temos de afirmar o nosso elitismo, sempre
semprea^
ajj
toritãrio.
toritário.

Este não pode ser o modo de atuar de uma

ou de um educador cuja opção é libertadora.

educadora

Quem apenas fala e

jamais ouve; quem "imobiliza" o conhecimento e o transfere a e^
tudantes, não importa se de escolas primárias ou universitárias;
quem ouve o eco apenas, de suas próprias palavras, numa espécie
de narcisismo oral, quem considera petulância da classe

trab^
traba

lhadora reivindicar seus direitos; quem pensa, por outro

lado,

que a classe trabalhadora é demasiado inculta e incapaz,

nece^

sitando, por isso, de ser libertada de cima para baixo, não tem
realmente nada que ver com libertação nem democracia.

Pelo con
cojn

trãrio, quem assim atua e assim pensa, consciente ou inconscieji
temente, ajuda a preservação das estruturas autoritárias.
Um outro aspecto ligado a este e a que gostaria de me r£
re
ferir, é o da necessidade que temos os educadores e as

educado^
educad£

ras de "assumir " a irigenuidade
ingenuidade dos educandos para poder,
eles, superá-la.
superã-la.

98

Digitalizado
gentilmente por:

com

�Estando num lado da rua, ninguém testará
estará em seguida,
outro, a não ser atravessando a rua.

no

Se estou no lado decã,nno
decá,n:io

posso chegar ao lado de lã, partindo de lã,
lá, mas de cã.

Assim

também ocorre com a compreensão menos rigorosa, menos certa, da
tambim
realidade.

Temos de respeitar os nTveis de compreensão que

os

educandos - não importa quem sejam - estão tendo de sua propna
própria
realidade.

Impor a eles a nossa compreensão em nome da sua

Ij^
1^

bertação é aceitar soluções autoritárias como caminhos de libe£
dade.
Mas, assumir a ingenuidade dos educandos demanda de
a humildade
h umiIdade necessária para assumir também a sua

nõs
nós

cri
criticidade,
ti cidade,

superando, com ela, a nossa ingenuidade também.
tambim. Sõ as

educado

ras e os educadores autoritários negam a solidariedade

entre o

ato de educar e o ato de ser educados petos
pelos educandos; sõ

eles

separam o ato de ensinar do de aprender, de tal modo que ensina
quem se supõe sabendo e aprende quem ée tido como quem nada saoe.
saPe.

Na verdade, para que a afirmação "quem sabe ensina

a

quem não sabe" se recupere de seu caráter autoritário é preciso
que quem sabe saiba sobretudo que ninguém sabe tudo e que

nin

guém tudo ignora.
guim

0 educador, como quem sabe, precisa reconhecer,primeiro,
nos educandos em processo de saber mais, os sujeitos, com ele ,,'
deste processo e não pacientes acomodados; segundo,

reconhecer

que 0 conhecimento não ié um dado aT,
ai”, algo imobilizado,

conclui

do, terminado, a ser transferido por quem o adquiriu a quem ain
da não o possuir.

99

Digitalizado
gentilmente por:

�A neutralidade da educação, de que resulta ser ela enteji
dida como um quefazer puro, a serviço da formação de um

tipo

ideal de ser humano, desencarnado do real, virtuoso e bom,

é

uma das conotações fundamentais da visão inginua
ingênua da educação.
inti_
Do ponto de vista de uma tal visão da educação é na inti^
consciências, movidas pela bondade dos corações, que
midade das consciincias,
0 mundo se refaz.

E jã que a educação modela as almas e recria

os corações, ela iê a alavanca das mudanças sociais.
dê car
Em primeiro lugar, porém, é preciso que a educação dica£
ne.
ne e espTrito ao modelo de ser humano virtuoso que, então,
taurarã uma sociedade justa e bela.

in^

Nada poderá
poderã ser feito

ãji
a£

tes que uma geração inteira de gente boa e justa assuma a
fa de criar a sociedade ideal.

tare^

Enquanto esta geração não surge

algumas obras assistenciais e humanitárias
humanitãrias são realizadas e com
as quais se pode inclusive ajudar o projeto maior.
Hã
Há um sem número de outras características da visão ingi
ingê
nua a que me estou referindo e que o tempo desta exposição
me permite analisar. Sublinhei apenas algumas das mais

não

grita^
gritari

tes de suas marcas, para, em seguida, me fixar em outras ao
vel da alfabetização de adultos.

nT

0 carãter
caráter mãgico
mágico emprestado ã

palavra escrita, vista ou concebida quase como uma f)alavra
palavra

sa]_

vadora iê uma delas.

"ho
"h£

0 analfabeto, porque não a tem',
tem, é um

mem perdido", cego, quase fora da realidade.

E preciso,

pois,

salvã-lo e a sua salvação está em passivamente
passivaraente receber a

pal^
pala

vra - uma espécie de amuleto - que a "parte melhor" do

100

Digitalizado
gentilmente por:

mundo

�lhe oferece benevolamente.

Daí
DaT que o papel do analfabeto

não

seja 0 de sujeito de sua própria
pr5pria alfabetização, mas o de pacieji
pacien
te que se submete docilmente a um processo em que não tem

ing£

rinci a .
rincia.
Do ponto de vista crTtico
critico e democrãtico,
democrático, como ficou mais
ou menos claro nas análises anteriores, o alfabetizando e não o
analfabeto, se insere num processo criador, de que ele é também
sujeito.

Desde o começo, na prática democrática e crftica,
crítica,

a

leitura do mundo e a leitura da palavra estão dinamicamente juji
j uji
tas.

0 comando da leitura e da escrita se dá
dã a partir de

pala^
pal£

vras e de temas significativos ã experiência comum dos alfabeti_
zandos e não de palavras e de temas apenas ligados ã

experiin_
experiên^

cia do educador.
A sua leitura do real, contudo, não pode ser a repetição
mecanicamente memorizada da nossa maneira de'
de ler o real. Se

as
a^

sim fosse, estaríamos
estarTamos caindo no mesmo autoritarismo tão constan
constaji
temente criticado neste texto.
Em certo momento desta exposição disse que, se, do ponto
de vista objetivo, os ingênuos se identificam com os “astutos"*,
se distinguem porém subjetivamente.

Na verdade,

objetivamente

uns e outros obstaculizam a emancipação das classes
dasses e dos
pos sociais oprimidos.

Ambos se acham marcados pela

gr£
gru

ideologia

A propósito de ingênuos e "astutos" ver FREIRE, Paulo. O
pa
p_a
pel educativo das igrejas na América
America Latina em Açao Cultural
Culturalpa
pa^
ra a Liberdade e outros escritos, p. 105.

101

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanents

�dominante, elitista, mas so
sõ os “astutos",
"astutos", conscientemente, ass£
mem esta ideologia
ideoloyia como própria.
propria.
mente reacionários.
reacionãrios.
ra tática.

Neste sentido, são consciente^
conscient£

Por isso éi que, neles, a ingenuidade é

p^
pii

Assim, a única diferença que hã
há entre mim e um

edjj

cador astutamente inginuo, com relação ã compreensão
Compreensão de um

dos

aspectos centrais do processo educativo, estã
está em que,

sabendo

ambos, ele e eu, que a educação não é neutra, somente eu o afir.
afi£
mo..
mo
Me parece importante chamar a atenção para a

diferença

entre o inginuo não malicioso e o inginuo astuto ou tático.

E

malicio
que, na medida mesmo em que a ingenuidade daquele não ié malici£
sa ele pode, aprendendo diretamente de sua prática, perceber

a

inoperãncia de sua ação e, assim, renunciando ã ingenuidade mas
rejeitando a astúcia ou a malTcia, assumir uma nova posição.Ag£
ra, uma posição crítica. Se antes, na etapa da

ingenuidade não

tática, a sua adesão aos chamados pobres era ITrica,
lírica, idealista,
agora o seu compromisso se estabelece em novas bases.
Se antes a transformação social era entendida de

forma

simplista, fazendo-se com a mudança, primeiro, das consciincias,
como se fosse a consciência, de fato, a transformadora do real,
agora, a transformação social i percebida como processo

hist£

di al eti camen^
rico em que subjetividade e objetividade se prendem dialeticameji
te.

Já não hã como absolutizar nem uma nem outra.
Jã
Se antes a questão da justiça social era vista

como pr£

blema de caridade, agora, sem negar o ato caridoso, percebe que

102

Digitalizado
gentilmente por:

�i preciso, primeiro, fazer justiça; depois, caridade.
adu’tos era tratada e
Se antes a alfabetização de adu''tos

realj_

zada de forma autoritária, centrada na compreensão mágica da p^
p£
lavra, palavra doada pelo educador aos analfabetos; se antes os
textos geralmente oferecidos como leitura aos alunos
muito mais do que desvelavam a realidade, agora, pelo

escondiam
contrá-

rio, a alfabetização como ato de conhecimento, como ato criador
e como ato político
politico é ura esforço de leitura do mundo e da

pal^
pal£

vra.
Agora, já não é possTvel
possível texto sem contexto.
Por outro lado, na medida mesma em que vai superando
visão mágica e autoritária da alfabetização, começa a dar
atenção necessária ao problema da memória mais oral em

a
certas

áreas do que em outras e que exige procedimentos educativos
peciais.
péciais.

Em áreas cuja cultura tem memória

oral e não há nenhum projeto de transformação

a

e^

preponderantemente
infraestrutural

em andamento*, o problema que se coloca não i o da leitura

da

palavra mas o de uma leitura mais rigorosa do mundo, que sempre
precede a leitura da palavra.
Se antes, raramente os grupos populares eram estimulados
a escrever seus textos, agora i fundamental fazi-lo, desde o c£
meço mesmo da alfabetização para que, na pós-alfabetização,
*

se

V
• - •
T*T»
^
Ver a este proposito, FREIRE, Paulo. Cartas ÄA guine
gume Bissau.Paz
e Terra.

103

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent.

�va tentando a formação do que poderá vir a ser uma pequena
vã

bi

blioteca
blloteca popular, com a inclusão de páginas escritas pelos

pró

prios educandos.
0 importante, porém, ao renunciar ãi "inocência"
"inocincia" e ao

re

jeitar a esperteza, é que, na nova caminhada que começa até

os

oprimidoá, se desfaça de todas as marcas autoritárias e comece,
oprimidoi,
na verdade, a acreditar nas massas populares.

Já não
náo apenas f£

le a elas ou sobre elas, mas as ouça, para poder falar comelas.
A relevância da biblioteca popular com relação aos
gramas de educação e de cultura popular em geral e não

pr£
pro
apenas

de alfabetização de adultos, creio que é apreendida tanto

por

educadoras e educadores numa posição ingênua, ou astutamente i£
genua, quanto por aquelas e aqueles que se inserem numa perspe£
tiva crítica.

0 em que se distinguem é na concepção - e na sua

posta em prãtica
prática - da biblioteca.
Deixemos de lado a posição ingênua não astuta e

tomemos

esta última como ponto de referência para a nossa reflexão.
seu ângulo, assim como o processo de alfabetização de

De

adultos

autoritariamente se centra na doação da palavra dominante -

e

da temática
teinãtica a ela ligada - aos alfabetizandos,
alfabeti zandos, com as quais

a

area popular é culturalmente invadida, as bibliotecas populares
ãrea
serão tão mais eficientes quanto mais ajudarem e intensificarem
esta invasão.

Se, nesta prãtica
prática da alfabetização, durante a sua

primeira etapa, os textos aapoucò
pouco e pouco oferecidos ã capacida^
capacid£
de crescente de leitura dos alunos, ora tim
têm muito pouco que ver

104

Digitalizado
gentilmente por:
por;

�com
dramaticamente
grupos populares
cora a realidade draraati
camente vivida pelos cjrupos

,

ora, emistificando o concreto, insinuam que ele ié o que não

e^

tã sendo, o pequeno acervo da biblioteca não tem por que ser dj^
d^
ferente.
Do ponto de vista autoritariamente elitista, por

isso

mesmo reacionãrio,
reacionário, hã uma incapacidade quase natural do Povão .
Incapaz de pensar certo, de abstrair, de conhecer, de

criar,

eternamente de menor, permanentemente exposto ãs idéias
das exóticas, o Povão precisa de ser "defendido".

A

cham^
chama

sabedoria

popular não existe; as manifestações autênticas da cultura
povo não existem, a memória de suas lutas precisa de ser

do
esque

cida ou aquelas lutas contadas de maneira diferente; a

"prove£
"prove^

bial incultura" do Povão não permite que ele participe

ativ£

mente da reinvenção constante da sua sociedade.

Os que

pensam

assim e assim agem defendem uma estranha democracia, que

serã

tão mais “pura" e perfeita, segundo eles, quanto menos povo

ne

“Elitizar" os grupos populares com o desrespeito,
la participe. "Elitizar"
obviamente, de sua linguagem e de sua visão do mundo, seria
sonho jamais, me parece, a ser logrado, dos que se põem

o

nesta

perspectiva.
Contra tudo isso se coloca a posição crTtico-democrãtica
da biblioteca popular.

Da mesma maneira como, deste

ponto

vista, a alfabetização de adultos e a põs-alfabetização

de

impl£
implj^

cam em esforços no sentido de uma correta compreensão do que

ié

a palavra escrita, a linguagem, as suas relações com o contexto
de quem fala e de quem lê e escreve; compreensão portanto da r£
re

105

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�lação entre "leitura" do mundo e leitura da palavra, a

biblio-

teca popular, como centro cultural e nao como um depósito sileji
cioso de livros, é vista como fator fundamental para o

aperfej_
aperfei^

çoamento e a intensificação de uma forma correta de ler o texto
em relação com o contexto.

DaT a necessidade que tem uma

bj_
bj^

blioteca popular centrada nesta linha de estimular a criação de
horas de trabalho em grupo, em que se façam verdadeiros

seminã

rios de leitura, ora buscando o adentramento crTtico
crítico no texto ,
procurando apreender a sua significação mais profunda, ora

pr£

pondo aos leitores uma experiincia estética, de que a linguagem
popular é intensamente rica.
Um excelente trabalho, numa área
ãrea popular, sobretudo

cam

ponesa, que poderia ser desenvolvido por bi
bibliotecãrios,documeji
bl i ote cãrios ,documeji
talistas, educadoras, historiadoras seria, por exemplo, o
levantamento da história da área
ãrea através de entrevistas

do
grav^

das, em que as mais velhas e os mais velhos habitantes da ãrea,
área,
como testemunhos presentes, fossem fixando os momentos fundamen
fundamen_
tais da sua história comum.
acervo de

Dentro de algum tempo se teria

estórias que, no fundo, fariam parte viva da

um

Histó

ria da ãrea.
Os vultos populares famosos, o "doidinho" da viía,
sua importância social, as superstições,
superstiçóes, crendices, as
medicinais, a figura de algum doutor médico, a de

com

plantas

curandeiros

e comadres, a de poetas do povo.
Entrevistas com
cora artistas da ãrea, os fazedores de

106

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
sí
em
Oereaclamento
Gervoclannito

bone

�cos.de barro ou de madeira, escultores quase sempre de mão cheia;
COS,de
com as rendeiras que por ventura ainda existam, com os rezadores
gerais, que curam amores desfeitos ou espinhelas caídas.
caTdas.
poderiam ser feitos folhetos,
Com este material todo poderiamser
0 respeito total ã linguagem - sintaxe, semântica,
dos entrevistados.

com

prosódia
prosSdia

Estes folhetos, bem como as fitas gravadas ,

poderiam ser usados tanto na biblioteca mesma, em sessões

pró
prõ

prias, quanto poderiam ser material de indiscutível valor

para

os cursos de alfabetização de põs-alfabetização ou para

ativid^

des outras no campo da educação popular na mtsma
mesma área.
Na medida em que pesquisas como esta pudessem ser

feitas

em diferentes áreas
ãreas da região, todo o material escrito e gravado
poderia ser iintercambiado.
nte rcambi ado.

E possível que, em certas áreas
ãreas

r]£
r^

rais, em função do maior nível de oralidade, os grupos populares
prefiram ouvir as estórias de seus companheiros da mesma zona em
lugar de li-las.

Náo
Não haverá nisso mal nenhum.

Um dos inúmeros aspectos positivos de um trabalho como e^
te i, sem dúvida, fundamental mente, o reconhecimento do
que 0 Povo tem de ser sujeito da pesquisa que procura
melhor.

direito
conhecê-lo

E não objeto da pesquisa que os especialistas fazem

torno dele.

Nesta segunda hipótese, os especialistas falam

bre ele, quando muito, falam a ele, mas não com ele,- pois só

em
so
o

escutam enquanto ele responde ãs perguntas que lhe fazem.
E claro que uma pesquisa como esta demanda uma

metodolo

107

Digitalizado
gentilmente por:

�gia - que não
näo cabe aqui discutir -* que implique naquele
nhecimento acima referido - o do Povo como sujeito do

rec£
reco
conhec£
conhec1_

mento de si mesmo.
EZ evidente que a questão fundamental para uma rede de bi_
bliotecas populares, ora estimulando programas de educação
de cultura popular (de que fizessem parte atividades no

ou
campo

da alfabetização de adultos, da educação sanitária, da pesquisa,
do teatro, da formação técnica, da política
polTtica em suas relações com
a fi)
fé) ora surgindo em resposta a exigências populares

provoc^
provoc£

das por um esforço de cultura popular, é política.
polTtica.
A forma como atua uma biblioteca popular,popular, a constituição
do seu acervo, as diferentes atividades que podem ser
vidas no seu interior e a partir dela, tudo isso,

desenvol_

indiscutivel_

mente, tem que ver com técnicas, métodos, processos,

previsões

orçamentárias,
orçamentãri
as, pessoal auxiliar, mas, sobretudo, tudo isso
que ver com uma certa polTtica
política cultural.
aqui também.

Não hã

te»
te«

neutralidade

Como aqui também vamos encontrar a mesma

1ngenu_1
ingenui^

dade não astuta de que falei, a mesma ingenuidade puranente
puramente
tica e a mesma criticidade.

ti

A mesma compreensão mãgica aa pai£

vra escrita, o mesmo elitismo reacionário minimizador do
mas 0 mesmo espírito
espTrito crTtico-democrãtico
crítico-democrático de que tanto

Povo,
precisa
precisa;

mos neste país
paTs de tão fortes tradições de arbítrio.
arbTtrio.

*

A este propósito, ver FREIRE, Paulo - Pedagogia do Oprimido
Opriaido
Paz e Terra III
Capítulo e Criando Métodos de Pesquisa AJte£
111 Capitulo
A^jlter
nativa - aprendendo a faze-la
fazê-la através da ação. Em:
Eb:
Pesquisa
Participante. Org. Carlos Rodrigues Brandão. Editora Brasiliea
Brasiliea^
se, 1981.

108

Digitalizado
gentilmente por:

�0 Brasil foi "invontado"
"inventado" de cima para baixo, autoritaria «
mente. Precisamos re-inventã-1 o em outros termos.
Si liATI AO ;
B18I.‘OTfCA MOS PftOSSAHAS ôt MrAB£T!ZAÇj»
'&gt;t i noCÂi, AO Dl

?0S

r:.. ^

s (P-. ,-cJi,--. C!

f.:■» , ( or arte íeriir.-. .« . o

rr- ri' /-.r- .1 -os d
■’ í í e

C0.-;aM.r- 0

para este

&lt;íe r;.,.SC rps-r-:. .'0S'rí.,as.

-ír iuao
i'e

c r , l t « ' ♦ «■

que

ro í-a-,'.! S r;o £,.ttr^cr. d

&lt;í,s
proCV

f a "ur . úf u)i&gt; potiíve; er. - rí.i j.rentb entre a&lt;j.ie;«s

pro

■&gt; : N ,,;i + ei;s&gt;

dii.-u .

■fr --.esr.f.on te-‘ ,
• ■■■;? rio-.

ii, con

&gt;.-.jrer-.ei»nrte . nada éft
rr

ivo

pretandi
■'3;

‘ f at)T-. r i ' ,ir-.i'-Mlto- , a essência
-.Tà .„.-r.si re í-..'

• P8&gt;'dç 10 .1f nr.cen
■í '* a: didático
didático âa partir
partir do’'
• , vMl ^ ’,'5 tí'
jp'. i svi- a i fafceti aèjJo.

/'.'’KÍ!’
Mt- í., *r, r•oulos íe

-

.■•«ma-; íc- pôs- 3 ! faoeti zação. nos denoeiinadoi
. '■•'-•'••n 5» fa’a em bibMografiâs
recomenda .

'•
'■ ■ ■ • -'
.... 0.,..^,.,. _ •.•.■ifc

i’istiis

do

-’.ualquer 11 vo utilizado: os textos |»|.
jirccesso educativo, saio gerados no d«

'-1 ■
bosierioraente .condensados pelos
-irupi- central.

..®1

#»pe

1 109

2

3
3

^Scan
Scan
Digitalizado
st em
gentilmente por:
Gerçulannito
Cercada
nmts

rjiíAiií 0

11

12

13

�gtiíí
»n*9 «i«Oví»S* "ôiKà^.Mva^iP'!
iô
'i ,V :7 , • . .
4íti#tt»ent.o- àcieoiinst ■ ?é-5J:i;tí «9 ■« I &lt;•»»asifOí-iasi ...açísíe i ;íí®'|S
)»«nt&lt;s de

V»t.ô

i ‘*t-%ou

t f'-itfp’.e .,„6 â

‘..I'fj,,;r.r-*nta1

■• «,■■■-,

lí -í^ •';

teliotstis o ■'.;-J'■ ■!'"f--. . C;f',‘. •■ ‘rr,';,»!,' a »"ôy &gt;■ ‘ •'. 1 í. ,ie t. ■■
(Je ((jiters iKjpU'it' ■ je

.■■■ f ' i ■■ .'-n.i ; d' te- x- ■ &gt;&lt; \-la í&gt;.; ■' ' ■

!c .j«ju ’• to'&gt;, ;!* i du .^a;» ■; a n ■ • ä r 1 a , .0

&lt;t« «) fatjf f 1
&lt;ia

■■■■,.:•'■

O.;
.J'ff.ü

:-;ji . ’■• «,

oa j.'i; 1 i’’ ' i &lt;!-•" -jj-«'. fv , tç-.i..'? • ■?!

íjò fariij',ir ié..

ce ■. p ;.i a c» i ijenc 1 « s p apa • i rt

S-fê} orA
4 AV ÍÍV r' 'I

p f ' ( •’ a de L u ^ t w a p ap J ' d r ,

P. ' .

.V

rif-d •■ ■•.i'o atii-p un;a ã ; t-1 1 c‘e ca pvpu'af _
i« sep a.,.e'’vp., «c rfi fsrertes

í p'■. c i i.u{ ç ic»

Jadec hí*í! pode«- Sp«'

s eti ?'

»idas rtO S&lt;ic (rffrißr e ; pírt''!' Je’-», : i;di. i-, pa.
(Beete, te.'i pjc ,er '.um ícc.^ícav ,

ô.dc"* . ; • . .e'i, i n.
ae». , ■, p-c'-et

orçasen tã r i a j . pfss-jai

Q«ie v*e : ■• '•• jma r: 11 à p* J i t ■ »0 r-«'! a»,r« &gt;
«qa&lt; tape««.

Ca-'10

{jeevHíei

. fydti isso

;««« hi

ta«; ;-n va««»t encontrar a (*ei*ã

d»áe hão »it(itä Ci' ijoc
tit» e d mesitä r, r't i • ■, a*C!i.

i_|

*. !&lt;"• Í t.-t r amp re e &gt;'■ ■ Í Í b-dii; c» p« P'v*

*«i o »ecaio a$p'r’i!o ■'ri *:'&lt;.?■-c-úí ‘
«0$ ntttR p&lt;?Ti &lt;lr &lt;.-ia

1 i»«»avj

1 rifsin? iri'je^ul d?du pif'CkwWtar.»!

a rrec^-c ei 1 i ■;.-nc ^ r'j ■: j'crti r ,.; s: ■ ", •"-'t/.;!«!' de

vra

1:®;-.-

dt ,ue

I'csy,
p'-eriä*

■ rs ■■': çííp r i-:- .ärs'i.p!',.

A «*te
■ I. v*,-' fSt'iU , ti u
r't U
^
'•r r i ft
?«* « 'OrT.i ) i J C'.ip'ii 1 ■■■
Mt-íniirs ■. - ^
u • ~ sr -A.lt«--'
Bifttiv« "" Äp-11 fl »S ft
A
Ä r i 0 ' ■ ,i d d Ä;a*i, '-Ji
■Pa 11 V ii }&gt;« n ; Í ö:g- (.'«fCos Er'C ( t ,.;u-í ■" Uranti.i;- E c! ( , " - j *( i ü-i » ä'•■■ “i «
aa, líín

I
3

Digitalizado
gentilmente por:

Gem^nnito

.0

11

12

�DEBATE AO SUBTEMA:

BIBLIOTECA NOS PROGRAMAS DE ALFABETI2AÇAO
ALFABETIZAÇAO E
DE EDUCAÇAO DE ADULTOS

ETELVINA LIMA

Na impossibilidade de conhecer, com antecedincia, o

que

0 Professor Paulo Freire viria nos dizer, limitei-me, para este
debate, a conhecer o pensamento dc
de nosso mestre ilustre,as
crições de suas experiincias,
experiências, no Brasil e no Exterior, ã

de^
prqqu
prqtjJ

ra de indicações de um possTvel
possível entrosamento entre aqueles

pro

gramas e as bibliotecas púolicas.
Confesso que me desapontei, pois, aparentemente, nada en
contrei nos livros que lí,
IT, com referência ao objetivo

pretendí^
pretendi^

do.
Em programas de alfabetização de adultos, a essência

do

sistema consiste na preparação de material didãtico a partir do
universo temático e da vivência do grupo\ a ser alfabetizado.
Mesmo em programas de põs-alfabetização,
pôs - a 1fabetização, nos denominados
Círculos de Cultura, pouco se fala em bibliografias
CTrculos
das e mesmo em título
tTtulo de qualquer livro utilizado:

recomenda
recomend^
os textos
textospa
p^

ra os debates, núcleo do processo educativo, são gerados no
correr das discussões e posteriormente condensados pelos

de
espe^
esp£

cialistas do grupo central.
111

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanmta

0

11

12

�Entretanto, fascinada pela amplitude dos conceitos educ£
educ^
tivos,
ti
vos, tão simples, mas tão ricos em potencialidade,
potencial ida de, eu
mesma
parti para a reflexão e a definição do universo da

bibliotecã

ria que sou, passando, sem dar conta, a adotar em minhas

refl£
refle

xões a própria terminologia do método Paulo Freire.
Com surpresa, encontrei então pontos em comum na

filos£

fia do método Paulo Freire e em minhas reflexões a respeito dos
problemas das bibliotecas públicas, no Brasil.

E, daf,
daF,

brei as possibilidades de um trabalho em comum, com o

vislum
objetivo

primeiro de desenvolver o senso crTtico da imensa parcela

de

brasileiros, marginalizados nas periferias urbanas ou no
rural, valorizando sua experiência de vida, de forma a
los conscientes da grandeza de sua participação nas

meio
tornátornã-

transform£
transform^

ções sociais.
soei ais.
Antes de prosseguir, gostaria de deixar bem clara a

m_i_
mj_

nha posição frente ao problema da instituição biblioteca pública no contexto social brasileiro.
A biblioteca pública, tal como a aprendemos e

ensinamos

nas escolas de biblioteconomia, é uma instituição fadada a
transformar em uma repartição pública, mornamente

se

cumprindo r£

tinas pseudo-técnicas
pseudo-técni cas ou administrativas, complicando es-sas
tinas na ânsia de valorizã-las - perdendo, assim, a visão

ro
obj£
obje_

tiva de soa
sua razão de ser, de sua missão essencia 1 mente educativa .
Qual a razão deste pessimismo, quem sabe exagerado?

112

Digitalizado
gentilmente por:
por;

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanenta

Ta2
Tal_

�vez a tentativa de, pela caricat
ca ricaturização,
urização, dar enfoque ao

absur

do de se querer transplantar, sem a menor crítica,
crTtica, para

nossas

comunidades, uma instituição moldada por pressões de sociedades
inteiramente diversas em suas características e exigincias.
exigências.
Falta aos bibliotecários de nossas bibliotecas
0 entusiasmo gerado pelo sentimento de utilidade, no
to de suas tarefas.

cumprimen

Utilidade, por estar V-espondendo is
ás

das e exigências de seus usuários.
vamente, procuram

públicas

Nem mesmo quando,

dema£
dema^
exaustj_
exaustj^

atender os pedidos aflitos de escolares

u£

soberbados com a preparação de trabalhos que, raramente,

lhes

despertam um mínimo de interesse, nossos bibliotecários

encon
encoji

tram estímulo profissional.

A própria distorção desta situação,

contribui para a "burocratização" desse atendimento;
atendimento: atender e^
es
tudantes éê próprio de bibliotecas escolares - aprendeu-se
curso de biblioteconomia.

no

Nas bibliotecas públicas americanas,

nem mesmo se encontram os livros de texto adotados nas

escolas

locais.

pouquí^

Mas, no Brasil, cerca de 90% dos usuários das

simas bibliotecas públicas existentes são, justamente, estes es
e^
col ares..
colares
A frustração profissional cresce com a ausência de
tro.s tipos de usuários, aqueles que seriam o próprio objeto

Ojj
o^
da

concepção liberal da biblioteca anglo-americana-membros da comi[
comu
nidade ã procura de informação específica ou de livros para con
tinuar sua educação.
Toda a teoria de "estudos de usuários" i evocada para re^
re

113

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnta

^
&lt;/ ^

-

11

12

13

�solver 0 problema.

Os usuários reais talvez não encontrem

livros que procuram, estudos provam que as coleções estáo
letas, defasadas.

os
obso

Os usuários em potencial desconhecem as

van^

tagens oferecidas pela biblioteca pública, há que planejar

cam

panhas de publicidade, para vender-1hes■nosso peixe.

E a situ£
situ^

ção perdura, os resultados são
çáo
sáo pouco significativos.
Alguma coisa deve estar errada.
própria concepção de biblioteca pública?
prõpria
dendo atingir o leitor errado?

Náo
Não seria, talvez,
Não estaremos

Muito diferente do

a

preten^
preteji

romantismo

do poeta, quando bendiz o que semeia livros, livros a mão cheia
... Parece que os livros não são tão
...Parece
táo férteis, como
Castro Alves.

imaginava

Pelo menos, quando caem em terreno árido e perrn^
perma

necem como estranhos objetos de adorno... Há entretanto, um va^
to campo para o trabalho com os livros, ã espera da
de dos bibliotecários brasileiros:

criativid^

é a educação popular, fund^

mentada em necessidades reais das comunidades.
Realmente, não sou tão descrente quanto pareço.Acredito,
pareço.Acredito ,
ed^
veementemente, no livro como instrumento de informação e de edjj
cação - desde que essa informação seja necessária ao leitor

e

que elé
ele tenha liberdade de escolher a leitura como recurso para
se distrair ou melhorar seus conhecimentos.

Esta opção só
sõ pod^
pode^

rã ser feita se ele atingiu certo nfvel de crTtica, de consciiji
consciin^
cia da realidade que o cerca e de seu posicionamento dentro
la.

A leitura exige um grau de habilidade acima da

ção.

114

Digitalizado
gentilmente por:

d£
de

alfabetiza
alfabetiz^

�Como se consegui
conseguiría
ria isto?

Como se acoplaria este

trab^

Iho ao da educaçio
educação popular, como a vi
vê o Professor Paulo Freire?
E 0 que tentarei esboçar, policiando-me para não

inco£
incor

rer em erros de interpretação do método Paulo Freire e tampouco
cair no fácil caminho da utopia, desejando o impossível

dentro

das condições sõcio-econômicas que nos cercam.

1 - Criação de Bibliotecas Populares
Denomino bibliotecas populares as bibliotecas
cujo objetivo é o de atender is
ãs oopulações menos

públicas

privilegiadas

das áreas urbanas e, se possível, extender esse atendimento
comunidades rurais.

As bibliotecas populares se

ás
ãs

diferenciam

das grandes bibliotecas públicas pelo acervo, menor e mais esp£
cificamente vinculado ao grau de desenvolvimento e aos
ses específicos do grupo a que atenderá.

Distingue-se,

das grandes bibliotecas públicas pelo atendimento mais

intere^
também
persona
person^

lizado que dispensa a seus usuários, visando criar condições p£
p^
ra a continuação de sua educação, empregando, para isto, outros
recursos, além dos impressos.

Por analogia, poder-se-ia

dizer

que as bibliotecas populares seriam as bibliotecas do^
do oprimido
- instituições nas quais a prática educativa levasse os

leito

res/educandos áã busca de conhecimentos e de instrumentos que a£
ai£
mentassem seu poder de intervenção sobre a realidade.
A biblioteca popular assim concebida não fará restrições
a tipos de leitores - atenderá a todos procurando, entretanto ,

115

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

' '

�agrupar interesses, para melhor atendê-los.
atendi-los.

Assim,exercerá tam

bem,
bém, funções de biblioteca escolar, se a isto for solicitada.
A biblioteca popular não pode ser uma dádiva dos poderes
públicos, de beneméritos, políticos,
politicos, nem mesmo de educadores.$£
rá, ao contrário, resultante da vontade de um grupo,

manifest^

da no decorrer de reuniões, onde se discutam problemas de

int£
inte

resse comum, sob a coordenação de alguém
alguim com experiência de tr^
balho social ou animação cultural.

A idiia
idéia de fundação da

bi_

blioteca poderã
poderá emergir no decorrer de programas de educação po
p£
pular e certamente não será das primeiras manifestações de
tade do grupo.

voji

De fato, em condições normais de vida, não

sente a necessidade de bibliotecas, nem mesmo, quando
grande vontade de "aprender".

se

existe

Nossa tradição de aprendizado

é

pela prática, daí
daT o pouco sucesso alcançado pelas coleções

de

livros "Faça isto você mesmo", no Brasil.

as

pessoas que

Pouquíssimas são

procuram aprender pela leitura - o que exige,

cer
ce£

tamente, habilidades nem sempre desenvolvidas, nem mesmo na
cola.

Quando existem grupos formados visando a educação

E£
pop£
popjj

lar - como as Comunidades Eclesiais de Base, os grupos

sindj^
sindj_

cais e as cooperativas rurais - talvez se possa levar seus
ticipantes a compreender a função da informação impressa

par
pa£
como

base do conhecimento ou, paul
paulatinamente,
atinamente, levã-los
levá-los a usufruir

o

prazer estético da leitura de um texto literário.
Em grupos de Pais e Professores, a idéia poderá
poderã
espontaneamente, ao se discutirem as dificuldades de

surgir
aquisição

de livros e materiais escolares - problema angustiante que

116

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

se

�coloca anualmente
anual mente is
ãs famílias brasileiras.
A motivação para levar um grupo ãi manifestação da

idéia

de criar uma biblioteca requer planejamento cuidadoso,1evado
cui dadoso, 1 evado
efeito por um núcleo dirigente, com a participação de

a

especia
especi£

listas, entre os quais, evidentemente, o bibliotecãrio.
bibliotecário.

Serão

te
realizadas pesquisas iniciais para identificação do universo t£
mãtico do grupo - o que conduzirá aos estudos de composição
acervos e de serviços a serem oferecidos.

As sondagens

sobre

alternativas de suporte dá futura biblioteca são básicas e
vem preceder a motivação do grupo, para que não se criem
/
tativas de realização improvãvel.
improvável.
Percebe-se facilmente que este trabalho de

de
d£

expe£

planejamento

se realizarã
realizará com maiores probabilidades de ixito,
êxito, se a comunid^
de visada participar da programação, dos Círculos de

Cultura,

ap5s a alfabetização pelo método Paulo Freire.
após
0 núcleo central de especialistas envolvidos na programa
ção dos Círculos de Cultura acrescido de bib1iotecãrio(s ) , farã
fará
a integração dos trabalhos.

2 - Manutenção das Bibliotecas Populares
• -1 - ‘
Sem dúvida, as bibliotecas populares deveriam fazer
te de um sistema educacional mais amplo, integradas a

outras

instituições tais como escolas, oficinas, creches, etc., com
mesmo objetivo - o de desenvolver as potencialidades da

par
pa£
o

popul£

117
Digitalizado
gentilmente por:

�ção hoje marginalizada.

Isto representaria uma seria
séria opção

p£
po

iTtica cuja decisão foge ãs possibilidades de grupos
litica

isolados.

E uma opção de governo, que não rae
me parece em vias de

realizar-

se em nosso PaTs.
Pais.
Bibliotecas não existem gratuitamente, são

instituições

onerosas que, sem a injeção permanente e sistemãtica
sistemática de
sos, fenecem rapidamente.

recur

Na impossibilidade de deflagar

mov£
movi_

mento que leve ã criação de sistemas de bibliotecas populares ,
aciedito que pequenas unidades possam vir a ser criadas e

sU£
su£

prõprios de um grupo interessado em
tentadas com recursos próprios

sua

existência, pela cobrança de razoável contribuição individual ou
pelo acréscimo a contribuições de sindicatos, cooperativas
outros programas quaisquer.

Mesmo assim, o amparo

ou

governameji
governameri

tal seria indispensável, quer no provimento de pessoal em convê
convi
nio, para fazer a biblioteca funcionar, quer pela doação

dire-

ta de verbas.
Se bem sucedidas, as experiências de funcionamento
poucas bibliotecas populares seriam estímulo
estimulo para a criação
outras e - quem sabe? - atê
até para a sensibilização dos

de
de

poderes

públicos para o problema.

3 - Formação
Forinação do Acervo das Bibliotecas Populares
A pobreza do mercado de livros e materiais

audiovisuais

adequados a uma ação educativa com base na prática de vida
em necessidades imediatas dos educandos éê crucial.

118

Digitalizado
gentilmente por:

Com o

e
que

�se encontra ã venda, dificilmente se consegue formar
para desenvolver o trabalho pretendido.

coleções

Nem mesmo com os

lj[

vros distribuídos por õrgãos
órgãos públicos, como o INL e a FENAME.
As casas editoras, estabelecidas com fins comerciais
portanto visando lucros, baseiam seus programas editoriais

e
em

pesquisas de marketing, que lhes indica, certamente, quem
tituirã 0 seu mercado de venda.
tituiri

con^
j
As escolas e os escolares, em

primeiro lugar, são os grandes compradores de livros.

Uma

p£
pe

quena elite de poder aquisitivo acima da midia,
média, constitui o me£
mer
cado para as obras de literatura, infantil ou de adultos. A uni^
versidade e seus membros integram a fatia de compradores de
vros e periódicos ticnico-cientTficos.

li^
Ij^

Como editar livros para

grupos que não os desejam e não os podem pagar, como os que
pretende atingir com as bibliotecas populares?

se

E, mais ainda ,

como produzir este material a preços acessíveis, de maneira

a

que possam ser vendidos?
Não basta que os livros sejam selecionados entre os

me^
m£

Ihores da literatura nacional e que sofram um trabalho de
tação ou condensação.

ada£

Nem que sejam traduzidos os manuais

pro
pr£

paTses, pois os processos e
fissionais de sucesso em outros países,
quinas que originaram as informações que transmitem, são

mã
dif£

rentes dos utilizados em situações reais, em nossa indústria ou
agricultura.

As experiências levadas a efeito pelos adeptos do método
Paulo Freire - a de gerar textos em grupos de discussão,

para,

depois de condensados por especialistas, serem utilizados

como

119
Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gerenciamento

11

12

13

�ternas de discussão de outros, ou dos mesmos grupos em
temas

circun^

tãncias diferentes, parece-me válida, nos trabalhos iniciais de
tâncias
um grupo.

Mas, se repetida por longo perTodo,
período, parece-me limit£
limit^

dora da ação educativa.

Há
Hã de chegar a hora em que os

educaji
educa£

dos tenham de assumir sua posição em comunidades maiores e
poder de crTtica
crítica e decisão será
serã grandemente ampliado se

seu

souber

buscar, sozinho, as informações que precisa, no universo biblio
bibli£
gráfico comum.
A este propósito, chegou-me ãs
ás mãos o projeto de pequena/
pequenas
editora de Belo Horizonte, que, pareceu-me i.idicar os

caminhos

para o problema de acervo bibliográfico de grupos de

educação

e/ou de•bib1iotecas populares.
Esta firma - Mazza Editora é o seu nome - considerando a
efervecincia

de novas forças reivindicatõrias,
rei vindicatõrias ,

associações de bairro, que reivindicam novas

tais como

as

condições de

vi^
v£

da; as comunidades eclesiais de base, já
jã em número bastante cori
co£
siderável no Brasil e as organizações sindicais, entre outras ,
siderãvel
se propõe a desenvolver um trabalho editorial expressamente

d£
dj^

rigido a estas organizações, criando séries
siries de

g£

publicações

rais e específicas, cujo tema sejam questões de ^rdern
ordem

estrutjj
estrut£

ral e conjuntural, oferecidas 'ã grande massa.
Para isto procurará identificar, por meio de .pesquisas,
assuntos que constituam preocupação prioritária desses grupos .
Seria como que o estabelecimento
estabelécimento do universo temático dos
pos, diria eu.

120

Digitalizado
gentilmente por:

gru
gr£

�A partir desta definição, seriam escolhidos temas

para

iniciar o trabalho, com o planejamento inicial de títulos
publicação em série denominada "As claras".

para

A preparação

dos

textos serã entregue, então, a especialistas vinculados ã Edito
ra e submetidos ã apreciação dos grupos e/ou organizações
possam se interessar pelo assunto.

As críticas desses

que

futuros

utilizadores serão analisadas e incorporadas, e o texto,
enriquecido e desenvolvido, serã impresso.

assim

Para assegurar

tiragern serã determinada pela
distribuição da série, sua tiragem

a
enco-

menda prévia das organizações consultadas, assegurando-se,

de^

ta forma, o retorno do capital despendido, acrescido de pequena
margem de lucro, para possibilitar a sobrevivência do projeto.
Se realizado, este plano parece-me um grande passo

para

facilitar a formação do acervo das bibliotecas populares,em sua
parte informativa.
A seleção de obras de ficção - indispensáveis ã ação edjj
edji
cativa através dos sentidos - serã feita de acordo com o

valor

accessibi1idade da linguagem e acredito que a
literário e a accessibilidade

co

leção
leçio de textos preparados para as bibliotecas e cursos doMobral
preencham os requisitos acima apontados.
Os recursos audiovisuais, indispensáveis ao

desenvolví^
desenvolvi_

mento do trabalho em bibliotecas populares, podem ser

gerados

das discussões dos prõprios
próprios grupos, ou pVeparados,
preparados, com
dincia, pelos coordenadores.
déncia,

Os Centros de Ensino

antec£
antece^

Supletivo,

criados pelo MEC, dispõem de material riquíssimo para o

estudo

121

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Ciereaclancnta

�individual a nTvel
nível de 19 e 29 graus.

Acredito que esse

mate
mat£

rial, bem como os necessários aparelhos para sua utilização, po
p£
derã ser concedido em comodato, para bibliotecas populares

que

venham a ser criadas.

4 - Bibliotecário e Bibliotecas Populares
0 bibliotecário, com a formação que recebe, hoje, em cur
cu£
sos universitários de graduação em biblioteconomia, estará

pre
pr£

parado para se responsabi1izar pelas bibliotecas populares?
Parece-me que não.
Currículos e programas mostram a preocupação natural
preparar os bibliotecários para a missão de agente de
ções técnico-cientificas.
técnico-cient1ficas.

em

inform^
informa

E não poderia ser de outra forma,uma

vez que o desenvolvimento de bibliotecas especializadas e servi_
servj_
ços de informação i real, ao passo que as bibliotecas

públicas

passam por um período de estagnação e as bibliotecas populares,
tal como a descreví, inexistem.
Não acredito ser a hora, ainda, de se introduzir a
cialização de áreas de formação em cursos de graduação.
0 recurso da especialização, após
apôs a graduação.

Esta

esp£
espe
Mas. há
hã

especiali_

zação certamente será apoiada pela CAPES ou pelo Instituto
cional do Livro, junto aos cursos regulares.

E poderá

ser of£

recida também sob o patrocínio das associações de classe.

122

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
sí
em
Oereaclamento
Gervoclannito

N£
N^

�A definição do conteúdo programãtico da especializaçãoem
especialização em
bibliotecas populares merece estudos aprofundados.

Deixo,aqui,

a sugestão para que se estude o processo de treinamento

de

coordenadores e educadores de programas de alfabetização e põsp5salfabetização pelo método Paulo Freire e estou certa que os su^
sTdios alT encontrados serão valiosos.
Eú preciso sempre lembrar que o bibliotecário não serã
será
único profissional a agilizar a biblioteca popular:

ele

o

inte^
inte

grarã um grupo de especialistas envolvidos no processo, e

para

isto ié que deverá ser treinado.
Resta, ainda, considerar o aspecto da remuneração do pro
p-o
fissional envolvido em tarefas de educação popular.
Além das possibilidades de convênios com órgãos
érgaos públicos,
a que me referT
referí anteriormente, não me parece viável a

abertura

de campo de trabalho em pequenas bibliotecas populares, criadas
a partir da manifestação de vontade de um grupo.

Esta

ção, entretanto, não considerou as possibilidades do

afirm^
trabalho

voluntário di
dn bibliotecários que'
que vejam na educação popular
missão, a ser executada fora do horário regular do

uma

trabalho re^
r£

mune rado.
Será uma forma, realmente válida, de realização pessoal.
Serã
São estas as reflexões a que me' levou a leitura de

Ij^

vros de Paulo Freire e de alguns de seus intérpretes.
Deixo em aberto o debate sobre o assunto.

123

Digitalizado
gentilmente por:

�00 iiRwsißQ-uj oíjusí noo otj OSDtnrlab A
■f-lJ;. At Pt ■,-).-.■•íj,» es',n
A..« ,,•, -&lt;!ÔÍ&gt;«^Pü\P,-^p6.,íobuí^a
««.&gt;..«•
^
,90â-(éw 29T6luqai;
263s3Qrfd-A
'
.
‘- s ,;âri ?,,■«■ »T^ i.'ajao,
IA*
■«&gt;-*••• t«» 9b
&lt;) ,9,„^^9^,0'lq
• t (&gt; ( 0, Sbiií2^
^rl
aur. s-íoq oêJaapLe t
•■!•■■'■'' :•. 'O.i-:' ' .
. PRs p.iC
-yl^S.S Oípf^f •Jspfrí
u
9b
íÈins-ipoTO
9b
fSiohCiUbs
-i t ao ob 5 nab'&lt;ooo
V • I &lt;JÜ»«'■■ ■ *
dU2 ^20 »ÜÇI 6JT.O
9I 9 , . 9VI
i . UÜ.329
—
I ofusS• ofcOTÍ.f«
■'?«••'«• aíop C£ JÈ !. M 9b b&gt; ! í,
.2O?0f|.6V 06192 2Ob51JP0jn.) 3 f j, 20 ßr2
ttibt :ote. ír;n e &lt;! i b ! w&gt;^ ^ ^

«

Oí, 619.- Otn Of'

! í' d 0 9l,p tsicimgr s ípcisd 02: f .»iij 1
^3 n f
í ü - 1 / u ' .j L í^ •' fp' ••' 6’ò'6'.'j rr?f, t ■ íiNo-^-í;'í i-tij'o‘. ffli,
'.vr'iilÄ
■ Èieqr:::b'';-r;y;V9
pí» r#&lt;Jo * • • •■i* -1 t
*
• tf
. 01) b n f -j^ B t '1 r* V t ‘&gt; u P
üí? ■
•f' Ò .
O'" Q OL' ■•»fc-

nie .,•• •
e.TL.r f-r i D

■' J 4^ E 5 1 r

b í ?'

» £• j tf -j '^
I ■, t, . u D 'i "*í’- í' Ö 'í 9"í í&gt;3 ín ' -i '&gt;D í 0 V 3 ^ f 'i ' - ^ í ^
V p--^. ..-‘Ai ■ . ... ^
.
.
y
‘
os r ) b Ti-; tí-f :, V-, i- f'
' f-

'J»
«t
I^2ÍU

'o:'' ’ '■•
•.-o't,„6A, f,o ^'.1

..;..:"r:*’

a ó!;',
y ;•■•&gt;•»,/“ ^'''
nr. a 06i.
‘ .1V,v. , ',t
lev. jog'f'f ?, ..bs 6 0 -ael-jv o.o .oi •. i. ■ al .j; i .&lt;. &gt;• -, a :-u.--,'u ! nv

tmtj

t9'! onr&amp;^jí6-i^^
^rr
Cii’í24'.
&gt;r
«

. ^p_9i .j;-161b ft Ob

;■■ ■; , ■■.

0 tiC
I • '

'■ n

tbf, •,

, •, ,f'ta?ía'
.■,■:) 1 , jf.off

,,
■V • ■/;!
f ' 6 »' 9)191? :j|jí)1 ,6;

tlfl) r:19?

C i Oíie ; r. •

'
•■ ■
.1 " •
,
ii t rt 4 • **1»#^ ^' 6 Ü,U'Í 9 r ■* . . 3». P 6 '’lOxoT^SI 2:;. tf-Í29 .'../
«m4 9iqi‘j:0 i 2012 9t) JdUpff. st, 9
. ?9)
r ,&lt;q

,

■ OlnUiOf. f 9ld0? 9.t6d9) 0 OÍ1'jd6 :; J 0.'.-'vC

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:
por

^Scan
Genaclamtnta

ÉÊ^
jp?
_ç^

11

12

13

�QUESTÕES A SEREM
SEREN PROPOSTAS AO CONFERENCISTA, CASO
NAO SEJAM
SEJAN ABORDADAS EM
EN SUA EXPOSIÇXO
EXPOSIÇÃO

Hã noticias de programas de educação popular, com o
prego do

método Paulo Freire, desenvolvidos em
mitodo

em

biblio-

tecas públicas?
Como 0 Professor Paulo Freire vê a possibilidade de

re£
rea

lização de CTrculos de Cultura em biblioteca populares?
Com os modernos -meios
meios de comunicação eletrénica
eletrônica e a

im

portância do aprendizado na e pela prática, qual o papel
portãncia
da leitura na incorporação, pelo educando, da

cultura

cientifica universal?
cientTfica

125

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Ciereaclancnt»

�O^ÄD .lltfjjfcu
, ATZnnJSJlHOO OA eAT20&lt;J03q, (&lt;“•
«3«32
V ♦A 230Tt’3Up
Io* »'»â
OAjIZOqxi é**
AU2 •*
M3 2A(1A0S08A MAt32
OAií
«ítm !/•

£9

0 mOD ,T6Íuq0q 06;)B3ub9
«&gt; MC» 9b ?6.‘t!6TgO'q fsb ^Si■
• ^&lt;rJO'1 uH

-oKdfd

iTte sobfv
fovnsísb .s'lfSTl
qíueI
'
'■•l*
iJCI f obo.tsn.
&lt;»&lt;«»

cb o,..siq
t)»

VeftjMduq
^9*T

9b 9bÊbir^rdrá&lt;;oC( 6 sv

oTysS
'i0229"^0"tS
o cfiíoJ
I n.
. I
t sb oé^íu-í
VesTEÍqqoq* -EjgJoirdjd
*Hm« í/T rr:'. e-iwj.'uJ gb ^oru-J-^T.^

® 6 q r [1 Õ T9 I 9 o C J S 3 í flucidb 9b 2G ! 9ln . lí 0 fl (yt OtT' „0
Í9Qsq 0 l6Uf• » ,63fJ6Tq
••'I • tf^jq 9 iit cbKíibnsTqs
ob crocÉíToq
• I
iiuilijD

6b (Cbneyuca ci«q , oípfiütnoan í sn Baul^yf .-.j-,
f-: í &gt; 7l n» r :■

asr

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
stem
Gemulanirato

.0Q

ii
11

12

13

�DEBATE AO SUB-TEMA:

BIBLIOTECA NOS PROGRAMAS DE ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS
ÇXO

PIERRE FURTER

Meu caro Paulo - eu tão pouco sabia que ia encontrar

mo
vo

cê por aqui e, na realidade, aceitei substituir
subst.ituir a diretora, Vi£
Vij^
ginia Bittencourt, da Biblioteca Nacional da Venezuela - a

que
qu£

rida Virginia Bittencourt que não estã aqui, porque o pai

dela

morreu de repente e realmente ela ficou tão traumatizada que e^
tã fugindo, no momento, a qualquer atividade oficial.

Por

sequência, foi uma grande surpresa e eu diria, pensando
nesses 20 anos de diãlogo
dialogo contínuo,
contTnuo, que para mim e

coti
con^

também

seguramente

para você também, muito me impressionou pensar que nós

estamos

aqui porque o pessoal com quem nós trabalhamos faz 20 anos,
condições sumamente difíceis, e sabemos o que isso

em

significa,

continuou quando nós
nõs estávamos
estãvamos os dois em Genève.
Genéve. E para mim
uma grande emoção pensar porque, como sempre a gente fazia

é
na

sua casa, tão fabulosa, quando ã noite você na sua rede e eu,ao
pé da rede estávamos
estãvamos discutindo noites inteiras afinal, a

av£

liação do educador, é que as coisas continuam quando ele não e^
tâ aqui.

Eu acho impressionante pensar que a presença de

hoje, e atenção com você, e a impaciência dessa gente para
vir você, éê a melhor demonstração de que o que você fez

você
o^
ainda

continua agora, não sõ eu disse como estou repetindo que você é
0 mais extraordinãri0
extraordinário violeiro pernambucano que eu conheço, mas
127

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

' '

�vou topar o desafio.

Eu vou hoje jogar pimenta no que você diz,

de maneira a começar ou a continuar, melhor dizendo, continuaro
desafio de violeiros que faz 20 anos que começamos. Eu acho que
i 0 desafio mais longo da história do Nordeste.

E vou jogar

5

coisas a partir do que voei disse:
Começando por esse aspecto da oralidade - eu acho que vo
ci sem 0 ouvT-lo, acentuou ainda o que Edson nos disse
ã noite:

domingo

uma biblioteca para mim não ié um conjunto de livros,i

um conjunto de pessoas que discutem.

Então eu diria aqui,agora

a este pessoal altamente dignificado, bons profissionais, o que
nós dois não somos, somos uns vagabundos violeiros que

jogam

idéias: este pessoal tem hoje um critério, um indicador,
indicader,
dizia na nossa época o pessoal da SUDENE.
Brasilia, não?
BrasTlia,

como

Hoje é o pessoal

Indicadores para medir o que é uma

biblioteca

viva, ativa, não é o número de livros, não é o número de
res, é 0 barulho que existe na sala de leitura.

de

leito
leit£

Olha, eu

acho

isso fundamental, porque como voei
vocé disse antes - o modelo da Bi_
blioteca que foi introduzido no Brasil, éi um modelo bem
bém

calvi^
calv^

nista da biblioteca silenciosa, o que me parece mais uma

prova

desse autoritarismo, de que você
vocé falou hã pouco.

Sendo

uma biblioteca com modelo desse tipo a bibliotecária tem o
pel de polTcia militar, manda a gente calar.
sou um grande leitor.

que,
p^

Eu sei, porque eu

Eu desapareço assim de vez em quando

d^

rante o dia, aqui, porque não vou ler não, numa piscina inclusi_
ve seria difícil, existem tantas flores que seria um pouco dif^
difí
cil, ainda que não veja bem, no entanto, eu estou

absolutamen^
absolutameji

te consciente que existe um silêncio necessãrio,
necessário, mas que

128

Digitalizado
gentilmente por:

deve
oeve

�ser funcional e não imposto e &lt;qui
^.qui vou me referir a uma
muito
mui to querida
que rida que i a filha maior do Paulo.

Com ela eu

amiga
estive

num Projeto da SUDENE na Zona da Mata, você se lembra, e eramuj_
eramui^
to interessante depois voltar e discutir com voei
você o que a gente
fazia, porque isso também fazia parte do nosso trabalho...
pre criticar a nós mesmos.

Primeiro a gente chegava aT com

carros negros, os carros pretos da SUDENE.
fugia.

sem
os

Então, ja
jã o pessoal

AT vem os chatosl Mas a sua filha tinha algo que o

pre

feito de Natal dessa época, aplicou uma pessoa sem sapatos

i

uma pessoa, e não um animal.
pessoal deixa.

A sua filha Ta sem sapatos como o

Então a gente jã podia quebrar a primeira

culdade dos carros pretos da SUDENE.
com essa gente.

difj^
dif^

Mas o problema era

falar

E foi aqui, e foi nessa convivência, que

eu

entendi o drama que, para voei
você representa, o silêncio do Norde^
te.

E que, mesmo nas relações humanas, eu diria, mesmo

entre

pais e filhos, para nem falar de relações
rei ações matrimoniais no

ca
c£

sal, não existe diãlogo, não se fala, se pega, se briga.

Então

eu acho como instituição dominada para o silêncio iÍ um problema
sumamente sério.
sirio.

Nesta perspectiva de vocÍ
você por isso eu

adrairãvel
muito feliz ontem quando houve o debate da admirãvel

fiquei

exposição

do professor AloTsio Magalhães, Ana Maria da UFMG, lembrou

a

importância da expressão - eu acho que éê a resposta, a única re£
posta.

Olhe bem, isso coloca outros problemas, por exemplo, eu

fico muitTssimo
muitíssimo preocupado, como professor universitãrio
universitârio da
nia da j^e.rox,
jçe.rox, porque nem os meus estudantes tomam mais
mentos, copiam na xerox.

apont^
apont£

Eu acho, tremendamente preocupante ho^
h£

je, ver o que se gasta nas Bibliotecas e nas Universidades
zendo xerox, porque,
porqüe,' a gente nem faz mais fichas de leitura,

f£
e

129

Digitalizado
gentilmente por:

�você se lembra o trabalho que a gente fazia nesse sentido, age£
a gejn
te nem faz mais, ou toma mais apontamentos, e eu dizia então,i£
so i uma 2- jogada de pimenta.

Para mim, uma verdadeira bibli£

teca i um sTtio onde exista uma imprenta, e inclusive
camente, isso existe i o mitodo Freire.

pedagogi_

Para ele, uma bibliote

ca popular, não i difusão de folhetos ao povo, isso é mais
ternalismo.

p£

Isso ié simplesmente aumentar a clientela, mas

ié mudar, radical
mente, as relações.
radicalmente,

Uma verdadeira

não

biblioteca

popular, como voei diz muito bem, éi uma biblioteca produzida p£
ra os leitores.

Isso éi o que fez René
Reni com os seus alunos,

pr£

vando onde tem e em certas comunicações, eu vT, que uu
ou estã
está co£
tinuando experiências
éxperiincias no Brasil ... (incompreensível) ... E

i£

so de produzir, de comprovar que até o povo éi capaz de escrever.
Então, a partir daqui, eu acho que um terceiro

problema

estã se cqlocando e eu acho que a gente não deve fugir a
problema, e o que merece estar numa biblioteca?

este

Porque a

blioteca tem também uma função tremendamente perigosa no
do de que faz uma seleção do que merece estar lã.

bi_
b£
sentj_
senti_

Ora, se voei

fez uma pequena pesquisa não i necessário pedir nema
nem a CAPES nem
a SUDENE, mas a SUDENE não dã muito mais dinheiro não, enfjm
enfim ao
pessoal que dã dinheiro, muito dinheiro para
pára fazer isso.
seria interessante ver o que existe numa biblioteca e a que
povo, estã lendo de verdade.
pessoal, 0 povo,.estã
0 povo não estã na Biblioteca?

Então, por que o

parece, e a palavra é significativa nesse conceito,

1

2

3

que

nos

literatura

Literatura de cordel é uma expressão sumamente neg£

130

cm

o

Com que direito estamos exclui£
excluin

do das salas de leituras e da documentação em geral, o que
de cordel.

Mas,

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

' '

�tiva, se eu entendo português, quer dizer - literatura de nada.
Então não é uni
um papel - este i o meu 39 ponto - puramente
CO - não êé que temos a necessidade, se queremos uma

têcni
técni

biblioteca

popular, de abrir, de democratizar o acervo das bibliotecas?
E aqui eu estou chegando a 2 pontos;

últimos pontos que

eu quero realmente, porque tenho isso sobre o coração;
coração: 19)

o

quarto ponto - hoje e seria, inclusive, nesse desafio de violei_
violei^
ros, interessante

saber o que o Paulo acha, e é a minha perguji

ta ao Paulo.

Antes de alfabetizar não êé necessário uma

polTti^

ca do livro?

Por que, afinal, se não existe livros que

vamos

meter na Biblioteca?

Hã que serve afinal, aprender a ler, quajn
quaji

do não existe nada para ler?

E olha, se tivéssemos tempo,

eu

levaria você além de Campina Grande, para ver o que éê o
cultural do interior.
ta.

Porque eu vi
vivi.
vi .

nada

Isso ié a minha

pergun
perguji

Não êé hoje, hoje-,
hoje, faz 20 anos, serã distinto, faz

vinte

anos a alfabetização e temos de lembrar, era uma jogada

funda-

mental na democratização do paTs, porque êé necessário dar,
fim, 0 direito de votos a metade da população.

eji
en

Isso era o jogo,

que a gente conscientemente, inclusive, jogava.
Hoje eu acho que estamos numa situação em que isso fica,
mas não serã que devemos produzir e ter uma polTtica
democrática do livro?
última êi para vocês;
vocês:

popular

Isso éê a minha pergunta ao Paulo.

E

a

vocês aplaudiram, eu não muito quando

o

Paulo se referia do machismo porque infelizmente eu sou
Então eu não posso aplaudir a denúncia do marchismo.
posso m-udar de sexo.

Inclusive, seria bem fe’to.

macho.

Eu

não

Mas, me

ch£
cha

131

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanent»

.0

11

�mou a atenção a sua reação porque não foi uma reação demagógica
e que enfim, alguim
alguém aqui reconheceu que a maior parte de
são mulheres.

Então a minha pergunta é:
ê:

vocês
voeis

Por que se fala

tão

pouco neste Congresso do papel das mulheres nas Bi
Bib1iotecas
b1 i ote cas ,quari
.quan^
do ié uma história de mulheres?

E aqui eu quero insistir

um aspecto que me parece sumamente importante:
1-^ leituras das crianças.
lher nas 1-^'leituras
ceira, que tem 10 anos.

sobre

êé o papel da m^j
mjj

Eu tenho uma menina, a te£

A minha mulher, como vocês todas,

pensa em liberação da mulher e coisas destas, então briga
go e me proibiu comprar livros,para
livros para a criança, a filha,
eu só
sõ comprava para ela livros machistas.

só
sõ
comi_

porque

E êi verdade que hoje

existe uma literatura para as filhas, escritos para.dar
para dar nas prl
pri_
meiras leituras a consciência, a conscientização que elas
mulheres e que pertencem ao que se chama não público.

são

Então,eu

acho aqui que hã uma coisa, sumamente, importante porque, ao 1^
l£
do da biblioteca pública deveria também existir a biblioteca da
família.

E durante muito tempo, o que éê a

lia senão a Bíblia?

Ao

menos

Biblioteca

para os protestantes.

da FamT
E

eveji
eveja

tualmente o jornal, então, e al
aT eu acho um aspecto sumamente im
portante, e eu estranhei e fiquei muito feliz que o Paulo jogou
isso - super-pimenta. Este éê problema da mulher e - por
que quiz vir aqui.

Obrigado.

132

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
sí em
I Gervaclannito

_0

isso

�SUB-TEMA 3: BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVDLVIKENTO
DESENVOLVIMENTO

CONFERENCISTA:

WALTER ESTEVE GARCIA
Coordenador de Educação e Cultura

do

CNPq
DEBATEDORES:

ANTONIO AGENOR BRIQUET
BRIOUET OE
DE LEMOS
Bibliote
Professor do Departamento de Bibliote^
conomia da UnB
RONALD CHARLES PENGE
Bi bl,i otecãri 0 do Serviço Central

de

Informação de Londres.

133

Digitalizado
gentilmente por:

^

I

I"

�»t*íí A 4 l«tJ. Ir«

■i .-v&gt; í

S qií.« ttsf.i*, -• ■ I'
% ão a*«l

-,

áC' L-0 4-upi

*'.'*• ■» ■ O' l;“i.

•5-'l i d. »liU«*'-'?» '

^iP»

&gt;■• ir.v

vi'tPii,
Íí«’H%i C»

d^:’'s

„.L- ,i .i..;10r p’-'.e flíf

J.j J

Pc: d U ‘ i,«' fa'"«

ll.-.'

f. ,!!. • . . '• 5. T. t -| r

^UtJiCl* P&lt;- .W.MJ-'.’

i &lt;* : ' „-i- o ■•íis
í«i. .0 Al-;í, .

f :&lt;! i.r'.''; í

vn^t.-óc ; ;

. on r p

iá 0

,i J

’ í '4 i-br.’’:

ilí« ?&lt;l(í (i i il r. , &gt; f. e.

'i.r, ''j *'l

ton?’.--

.■ : 1-’ ‘,.^1;) ?ú rtiU'h(&gt;' # &gt; .) t ■ A

'J'J * "•

Vjv»'-

áai' i.M.'hc-’''- '■!■,•.% "• ■ l’■ ■ u ta r-i,s ,y1 0

do •’? u*'-í ‘
■&gt;í'. &gt;iá'. 1

I-

H.-.sv i I- -'-i jí Iiju-r.!» í-

pouc* ■■-.-. :,!••■ ■, • -ÍM-. 1 ij
*'

(&gt;í&gt;

,1', r i •

ç'

Pfí

, ''f-Sd

4 (;r'i,iii;d. d

«u jíi ci“i|jr 6 ■(■•.) .jA-’ ,.»! j ■'í'"';', ipi«.. :

t " ‘.ep-inio uj&lt;p

*■ A '■ &gt;'&lt;■ ■ ■ ■ t.(ü
es
OTH («IVJ0y^•^^3O 30 02?33ÜÍH Ot! ADiroUBiS
5 &gt;■ .1 . . .
i ,,■■■ If ■■ . . ' i-1. C

1-,)i {.«-‘-a ai»&gt;' ■■»?! r?'-E
i&gt;
i'-i-d är-'s
SÃO

«•tiinpres r últc jis'r * ■'t ■,i(n. a' ii .s ■ .?

.••ò.!

. ,

rníao .«o

a. PU, 4,,li. '•.ve
p-s u
?âf*íí 1 ‘

u3^'9" õí/sHiit'3'líb"'0 cSifiéf'it-ob^
i v.i.,*’ j- tc
j;
C’

^ i b r r d '4 .5 C&lt; 3 i 1 i i ?

r» 5 " Cl C- i, t.&gt; ' ■■■ \ ■-

.‘&lt;0

t. f-^í? ■.. sr T; &gt;•
*^õK.i'3 bü'riooisV
P»;‘"t
v»i » I
Ç&gt;'
sicfiard

' c*í-... ,. 3 ....
l'. ' k ■&gt; •
^ -à d * ^ rs t

háôt««, '

-■? ^ ií*- .

í

■' V« *

■c:3ÍÍ^'SíT'í,h3Í:"

{•ob
■ s uí&gt;ç r - n ’. Í^At'

. JI.

&lt; r,-. ' •■•’-u
Sb í-Ifio
'Í.I i ^ VI r- .) i j ;
".K ' I '■• ■ --ív
•4
ip#!
a 1 jHAíbí. ..1 JAViQíi

*é&gt;

i&gt;p
,-^sibfjo.J

0 í t í ^ jo ;J d mí
ObVÊ-fii-^aVi I

:u
ar

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
b stem
GemuUinirato

.0

11

12

13

�A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO
'

t

WALTER E. GARCIA

INTRODUÇÃO

A abordagem adequada do tema proposto exige um

esclare

cimento privio sobre o sentido que se atribui ã palavra

desen^
desen

volvimento, mesmo porque, nos últimos 20 anos, ela tem sido
tensivamente utilizada para designar alterações
e importantes em dado estado de coisas.

iji

significativas

Inclusive, quando

em

pregada com o prefixo sub, sua conotação valorativa sempre

foi

exaltada, a revelar a necessidade de se passar de um

estágio
estagio

presumivelmente inferior (sub-desenvolvimento)
{sub-desenvolvi men to) a outro

reconhe

cido como superior (desenvolvimento).

Embora hoje jã se

tione nos paTses
países do terceiro mundo o conceito de

que^

desenvolvimeji
desenvo 1 vi men

to como algo que i qualitativamente melhor em rei
relação
ação a uma
tuação anterior, em realidade ele apresentaapresenta um emprego

si^
sj^

univer

sal como o sentido de algo que implica em valor positivo,

dese

jado, e.portanto
e portanto melhor do que aquele que se busca superar.
Nos limites deste trabalho, vamos encarar

desenvolvimen^
desen vol vi meii

to como a superação de uma etapa considerada social ou

histori^
historj[

camente defasada em relação a necessidades emergentes, que

eii
e£

carnam um sentido de melhoria em relação ã situação que se quer
135

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereaclanent»

O'

-^

�vencer.

Desta forma, o exame do papel da Biblioteca no

so de desenvolvimento supõe que sejam analisadas as
que esta pode estabelecer para melhorar o nível
nTvel
cional da população.

proce^
proce£
relações

cultural/educa^
cultural/educ^

Aliás, o tema central nos socorre

nesta

interpretação adotada, ao nuclear as discussões em torno da
BLIOTECA E EDUCAÇAO
EDUCAÇÃO PERMANENTE.

Portanto, as interações

BI^
BI_

entre

a Cultura, em sentido amplo, e a Educação, como componente esp£
cTfico
cífico capaz de garantir a continuidade cultural, deverão

ser

examinadas como plano de fundo da ação que as Bibliotecas podem
desenvolver para melhor se atualizarem e cumprirem
te suas funções.

adequadamen^

De outra parte, como as Bibliotecas expressam

as culturas que as engendram, não
nio se pode pensar em

modificar

as funções da Biblioteca sem, concomitantemente,"
concomitantemente, imaginar novos
padrões culturais que diem respaldo ãs novas proposições.
advertência se faz necessária para que não sejamos tentados
advertincia

Esta
a,

ingenuamente, repetir concepções de que o "livro libertará o ho
mem da servidão" ou de que "basta abrir bibliotecas e todos

os

problemas estarão superados".
Analisar o papel da Biblioteca no processo de

desenvol_
desenvoJ_

vimento implica, pois, em examinar os condicionamentos

histõri_

co/culturais aos quais ela se
se.encontra
encontra presa e, a partir

daí,
daT,

verificar em que medida surgem condições efetivas para um

novo

tipo de atuação.

Esquematicamente, vamos destacar alguns

tr£
tr^

ços da cultura dominante, da cultura popular, a crise qUe se es
tabelece neste confronto e que papel a Biblioteca pode
nhar neste contexto.

136

Digitalizado
gentilmente por:

deseniQ£
desem|)£

�A CULTURA DOMINANTE

A divisão da sociedade em classes, com seus

interesses

e nTveis
níveis de atuação polTtica
política bem definidos, faz com
cora que

os grii
gr^

pos que detêm
detim o poder - em seu sentido mais amplo - sejam porta
port£
dores do que denominamos cultura dominante.

Ela é padrão de re

ferincia para os demais grupos e as instituições sociais têm-na
como inspiradora dos valores que orientam as ações dos
organismos sociais.

vários

A Escola e a Política
PolTtica estão embasadas

orientações da cultura dominante
dominante.. - Esta êé sedimentada

historie^
histórica

raentè, transmitindo continuamente ãs novas gerações uma
mente,
de mundo que procura se ijapor
impor em todas as direções.

nas
visão

Não se

de perder de vista, portanto, que esta cultura dominante

po
alem
alêm

de ser algo concreto tem um sentido ideolõgico
ideológico profundo, a

màr
ma^

car as instituições e as práticas sociais.
Analisar a cultura dominante obriga-nos a reconhecer que
ela estã
está fortemente impregnada do sentido de privilégio. Apenas
os iniciados, portanto aqueles merecedores de uma forma

sup£
supe

rior de vida, podem aspirar,
aspirar a um saber elevado, desinteressado,
que permite o deleite espiritual, mesmo porque as condições
teriais e sociais concretas pouco tempo lhes tomam.

Os

mentos desta cultura podem ser encontrados com nitidez na
guidade clássica e a partir daT
daí asiste-se a um contínuo
mento desta visão de que o homem culto êé um ser
destacado dos demais mortais.

m^
ma

fund^
anti_
anti^
refin^

privilegiado,

0 renascimento introduz

novos

requintes a este padrão, exaltando as virtudes do "genti
"genti1-homem"
1-homem".

137

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem 4^
Ciereaclancnt»

�0 gosto pelos estudos clássicos completa o perfil deste novo-h£
mem, que de preferincia deve ter boa memória para recitar

seus

poetas preferidos.
0 sistema educacional, que começa a se formar nos
los XVIII e XIX, expressa e aprimora as técnicas de '
deste homem assim concebido.

0 avanço da sociedade

séc£
sicjj

formação
industrial

assiste passivamente a massificação e generalização de uma
são educacional concebida para poucos.
são"educacional

v£
V£

E assim chegamos ao no£

so século
siculo com um sistema educativo que conseguiu massificar uma
concepção educativa origina
originalmente
1 mente pensada para uma minofia.
ta ié uma contradição histórica que os paTses
países de

industrialiZ£
industrialize

ção avançada ainda não conseguiram superar e que apenas
timidamente, vão ensaiando novas proposições.

E£

agora,

Cultivada
Cult iva da sob

signo do privilégio, porque sua base material se fundamenta

o
na

divisão social do trabalho e na posse "dos
dos bens que ele propicia,
esta cultura dominante impregna todas as instituiçóes
instituições

sociais

que historicamente vão se formando, a configurar assim todo

um

arcabouço jurTdico-institucional
jurídico-institucional que marca toda a chamada soci£
dade ocidental. As leis, o direito consuetudinãrio,
consuetudi nãri o, os

valores

e significados socialmehte
socialmente aceitos, transpiram estç

universo

cultural ée legitimam a existência de diferenciações
diferenciaçóes e

discrimj^
discrimi^

nações, da mesma forma que permitam o surgimento de inúmeros m£
canismos capazes de garantir sua auto-reprodução.
As bibliotecas e as escolas representam, a nosso ver,for
ver,fo£
mas de garantir a continuidade da cultura dominante.

Ambas cul_
cu^

tivam, fundamentalmente, a-'cultura
a cultura impressa, de coisas do pass£

138

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�do, portanto estão
estao mais voltadas para a conservação do jã

oco£oco£

rido do que com o porvir ou cora
com aquilo que está se passando
passando..Taii
Tajn
to a escola quanto as bibliotecas

exigem que seus

benéficiã
beneficiã

rios sejam iniciados, quer dizer, dominem as técnicas de
ra e escrita, utilizem certos códigos de interpretação

leitjj
leit^
sõcio-

linguTstica e vivam no mundo de significados que legitimam
uso destas instituições.

A escola se dã por satisfeita

0 aluno vence a barreira dos "ritos" e "eximes".
"ex-^mes".

o

quando

A Bib
Biblioteca,
1 i oteca j"

com seu saber acumulado, recebe os iniciados para sedimentar
ampliar-lhe o domínio deste universo.
culo.

E assim, fecha-se o

A cultura dominante, excludente daqueles que não

e
cír

partj^
parti_

lham de seus ritos e significados, cria instituições que

gara£
gara]i

tem a continuidade deste mundo assim engendrado.
E alguim
alguém poderia perguntar:

0 que ocorre com a

imensa

maioria que não desfruta destas oportunidades da cultura ■ adomi_
dornig
nante?

Diriamos que a maior aparte se submete a estes padrões ,

criando formas paralelas ou ajustamentos que revelam a inadequ^
ção da proposta cultural dominante.

Assim o processo

cultural

vai cri
ando novos1
,estabelecendo
criando
novos padrões, provocando acomodações
acomodações,estabelecendo
^cotomias e, enfim, provocando um distanciamento cada vez
áicotomias
vezmaior
maior
eatre a cultura dominante, referendada por todas as

institui^
instituí.

;ÕÈs socia'is-que
socia'is que são fonte de poder, e as novas formas
formas*
ÍÉais,
»•ais, que estão ã margem das instituições legalmente
legalraente

cult£
cultu
instituí
instituTi

^as e engl\)bam
englt)bam a maior parcela da população.
populaçao.
cuj^
Em qualquer hipótese, entretanto,fi ca claro que esta cul^
tura dpminante
dominante atende bem a uns poucos indivíduos.

As

outras

139

Digitalizado
gentilmente por:

�formas de vida cultural, que são partilhadas por um número cada
vez maior de pessoas, e que não tem o aval do padrão cultural do
d£
minante, não tem ainda instituições capazes de dar respaldo
suas inquietações e anseios.

Em realidade, os grupos

ãs

majoritã

rios da população excluídos do padrão cultural hegemônico
riot

são

submetidos e quase sempre descartados como inconvenientes pelos
iniciados.

Criam-se assim, condições para começar-se a

falar

da cultura dos que não estão abrigados pela chancela dominante,
dos que estão "por fora" (1).

A CULTURA POPULAR

Torna-se muito difícil examinar a configuração da

cultb
cult^i

ra popular, principalmente quando esta análise parte de
que integra o grupo dominante.

alguém

A rigor, o povo fala de sua cul_

tura fazendo-a, expressando-a de diferentes formas numa plurali_
p1ura1i_
dade que representa a primeira característica diferencial em r£
re
lação ã cultura dominante.

A cultura popular não éi apenas

1e
l£

trada, ela expressa formas as mais variadas, incluindo desde
falar até as estratégias de sobrevivência.

E está muito

o

presa

ãs condições concretas da existência, razão pela qual suas

ma
m£

nifestações ocorrem em múltiplas direções.

^ ^Neste ponto recorremos a textos inéditos de Antonio Huniz
Muniz 'de
de
Rezende (UNICAMP), Carlos Guilherme Mota (üSP).‘e
(USP).*e
Theotonio
dos Santos (UFMGS)
(UFMG) sobre Cultura no Brasil. No entanto, . en
nenhum momento eles devem ser responsabilizados pela utiliza
çao livre qué
que fizemos de suas idéias.

140

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
A stem 4^
Ciereaclanente

0

11

12

13

�A expressão desta pluralidade não
não-estã
está voltada
vo1tada apenas p£
ra 0 passado como na cultura dominante.

Ela está
estãfundamentalràen^
fundamentalmen^

te comprometida com o presente e com o devir, engendrando
mudanças de significado cultural e lingUTstico que não
escapar ao observador mais atento.

até
ate
podem

Isto sem contar que

esta

cultura, que abrange a maior parcela das populações do

mundo

ati
subdesenvolvido, se desenrola em paralelo, ou ãs vezes até

em

confronto, aos padrões da cultura dominante que é,‘repetimos,
i, repetimos, a
que dã o "veredictum“
"veredictum" sobre os valores culturais hegemônicos. E
este confronto tem sido penoso para muitos.

3em
Sem voz para

rei_
rej_

vindicar um espaço cultural adequado para sua maneira de

ser,

ainda que nisto lhes fique negado um mTnimo
mínimo de condições

para

atendimento ãs necessidades básicas
bãsicas de sobrevivência,

imensas

camadas da população assistem ã penetração cultural que a
e a todos domina, da mesma forma que constatam a

tudo

incapacidade

das elites em contribuir para realçar os traços mais

marcantes

da identidade nacional.
As instituições sociais que deveriam contribuir para

re
r£

forçar os laços comuns da nacionalidade estão impregnadas desta
cultura dominante, em tudo e por tudo alheia a esta cultura

do

povo, que se forma da pobreza e das condições adversas da

exi£

tência.

estjj
est^

A escola praticamente expulsa a maior parte dos

dantes ainda nas primeiras siri
séries
es do primeiro grau.

A Uniwersi_
Universi_

dade apenas chegam aqueles que inevitavelmente a ela devem
cender.

E assim, fecha-se novamente o círculo.

Biblioteca neste contexto?

a^

0 que dizer da

Hoje quer nos-parecer
nos parecer que ela

ape

nas reforça o papel excludente junto aos grupos majoritãrios
majoritários da

141

Digitalizado
gentilmente por:

�rauito difícil imaginar-se uma função diferente para
E£ muito

a

Biblioteca em nossa sociedade, quando o sistema educacional ap^
ap£
nas estimula e reforça os estudantes das camadas médias e
tas da sociedade.

Numa cultura que valoriza apenas o

al_
aj[

símbolo

escrito, a palavra impressa e as honrarias que isto confere, as
manifestações populares, o -canto, a dança, as tradições e

os

costumes pouco tem a ver com este caráter altamente seletivo

e

erudito da Biblioteca.

a

Evidentemente esta distância entre

cultura dominante e a cultura popular é algo que tende a
car certas tensões e crises que, se bem exploradas e

provo

examina-

das, podem deixar algumas brechas em torno das quais se
pensar.

2

'

pode

E o que tentaremos ver a seguir.

i
A CRISE CULTURAL

AÄ medida em que se tornam progressivamente mais difíceis
as condições de existência de .amplos
amplos segmentos sociais, vão

se

distanciando mais e mais os padrões da cultura dominante em

r£

lação àqueles gerados na luta pela sobrevivência.

Este

embate

não tem sido fácil de equacionar, mesmo porque ele implica
repensar padrões consagrados e estruturas cristalizadas,

em
sem

que a recíproca possa oferecer algo jã acabado e pronto para et^
en_
trar em vigor.

Em alguns estudos jã efetuados com grupos margi_
margj_

142

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�nalizados (2), observa-se que estes tim uma percepção bem
tinta da realidade, tal qual esta é interpretada pela
dominante.

di^

cultura

A generalização destas percepções leva os grupos ma^
m^

joritãrios a criar e alimentar seus próprios
prõprios códigos e padrões,
com consequências
consequincias difíceis
difTceis de avaliar, por ora, para todo o con
cO£
junto da sociedade.
No caso brasileiro em particular, estamos assistindo
multiplicação de iniciativas de grupos sociais em luta
te pela afirmação de sua identidade cultural.
cultural .

ã

cresceji
cresce^

Muitas destas ini^

expontaneTsmo; jã
ciativas apresentam uma elevada dose de expontaneísmo;

em

outras percebe-se um mTnimo
mínimo de organização compatível com os o^
ob
jetivos visados.

De qualquer forma, entretanto, a maioria

das

iniciativas surge em paralelo ãs iniciativas jã consagradas ,bu^
cando um espaço maior de expressão social e política.
cando melhor tais iniciativas, para os objetivos deste

Especifj^
Especifi^
Encon-

tro, diriamos que na ãrea
área educacional esta mobilização tem

g^
ga

nho espaço sob a denominação genérica de Educação Popular.
A Educação Popular.
Embora possam surgir diferentes acepções para qualificar
esta expressão (3), vamos concebê-la genericamente como um tipo
(2) A
- .
.
proposito, veja-se, entre outros, Edenio Valle e Jose
S.
Qeelroz -&lt;org.)
Queirós
{org.) A Cultura do Povo
Poxro (S.Paulo, Cortez e Morais ,
■ Educ., 1979), Eclea Bos. Cultura
Cultura-de
de Massa e Cultura Popular;
Popular:
leituras operárias (Petrõpolis, Vozes, 1972), Maria LuciaVÍ£
LuciaVi£
lànte, O Dllena
lAnte,
Dilema do Decente Malandro (S.Paulo, . Cortez e Aut£
res Associados, 1981).
i
(3)
Para Carlos Rodrigues Brandao, um dos estudiosos desta que£
tao, "Educaçao Popular envolve o nome de todas as
modalid£

143

cm

i

3

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanente

�de proposta educacional que se dispõe a expressar com maior pro
priedade os anseios e reclamos dos segmentos majoritários da S£
so
ciedade e que não encontram no sistema convencional uma
ta adequada ãs suas necessidades e aspirações.

respo£
respos^

Via de regra

a

Educação Popular desenvolve uma prática alternativa ao
ao- sistema
convencional, quando não atua complementando as lacunas e

defi^
defi_

ciências deste, naquilo que ele significa de barreira e entrave
ciincias
aos grupos majoritários.

A associação entre o sistema

conven
conveii

cional e a cultura dominante éi por demais óbvia
õbvia paraque
para que
discutT-la aqui.
mos a discutí-la

volt£
volte

Vale a pena lembrar, entretanto, que r£
re

cente estudo do Ministério da Educação e Cultura (4) indica que
ainda estamos longe de eliminar o caráter elitista e

altamente

seletivo do ensino primário.
Consequência ainda desta crescente organização dos

gr^j
gru

pos sociais que lutam por uma educação voltada para seus anseios
e necessidades é o extraordinário alargamento da distância exi£
e■necessidades
exi^
tente entre a educação formal e a educação não-formal.
não-formal .
tiraa, por representar uma resposta ãs necessidades
tima,

Esta úl^

emergentes

apresenta um dinamismo e uma pluralidade de manifestações que a
educação convencional não é capaz de atender.
Esta ampliação do campo de atuação da educação

não-for

des de prática
prãtlca pedagógica dirigidas ã atualização
atualizaçao de sujeitos jovens ou adultos das "camadas populares". (Da Educação
Fundamental ao Fundamental da Educação).
Educaçao).
- Cadernos do CEDES, n9
nÇ 1, - Concepções e Experiências
de
Educaçao Popular - S.
S, Paulo.
As sociados/CEDES, 1981.
Cortez/Autores Associados/CEDES,
Desafio Educacional - Brasil 1970-1980.
Brasil 1980 - 2000. MEC/SEPS/SEAD (MIMEO).

144

Digitalizado
gentilmente por:

�mal, que envolve não apenas atividades de educação bãsica
básica
também outros tipos de iniciativas como, por exemplo

mas

atendimen
atendimen^

to a grupos minoritários,
mi nori tãri os , atendimento a mães que trabalham, etc.,
não tem encontrado apoio naquelas instituições que
te dão suporte ã educação convencional.

habitualmen^

Neste caso, poderiamos

mencionar as Bibliotecas, as Editoras, as Associações de Pais e
Mestres, entre outras.

A estas tem faltado maior imaginação

e

maior capacidade operacional para alterar o modelo cultural que
as domina.

Como as Bibliotecas poderiam agir neste contexto

é

que tentaremos esboçar a seguir.

ALTERNATIVAS DE AÇAO PARA AS BIBLIOTECAS

Encontrar um novo modelo de ação, para que a

Biblioteca

possa desenvolver efetivo papel no desenvolvimento do paTs

im

plica, de inicio, em questionar o que ela vem desempenhando até
então.

Na nossa ótica este papel, salvo honrosas e

felizes e^i
e£

ceções, estã
está fortamente comprometido com a cultura dominante
com todas as implicações que isto traz.

Persistir neste

cami_
camj_

nho é 0 mais fãcil
fácil e o mais seguro, mesmo porque a tradição
civilização ocidental recomenda-o como de elevado valor.
sar 0 trabalho da Biblioteca implica em rever toda sua

e
da

Reperi^
Repen^
conce£

ção como estrutura de saber e de conhecimento.
E esta revisão a nosso ver não ié fãcil.
fácil.

De inicio,
inTcio, dev£

riamos nos perguntar a que públicos deveria servir.

Que

tipo

145

Digitalizado
gentilmente por:

�de conhecimento deveria ser acumulado para possível
pelos usuários?

utilização

Numa outra dimensão, poderiamos indagar,ainda,

se estas funções não deveriam estar mais diretamente ligadas

ã

solução dos problemas emergentes não resolvidos pela cultura d£
do
minante.
Supondo que estas questões venham a ser esclarecidas com
cora
0 tempo ou possam configurar um impasse ao nível conceitual,uma
outra estratégia poderia recomendar ãs Bibliotecas uma

maior

abertura em direção ã cultura popular - conduzindo-as assim

ao

encontro das necessidades e aspirações de outros grupos sociais.
Era abono desta proposição convém
Em
convim mencionar que as

Bibliotecas,

habitual e diferentemente das Escolas, tem esquemas de funcion^
mento mais felxíveis e menos sujeitos a injunções burocráticas.
Por outro lado, eventuais mudanças na linha de atuação de

Bi^
Bi_

bliotecas estariam menos sujei-as a pressões do que aquelas que
se abateriam sobre a escola convencional nas mesmas

condições,

embora em alguns tipos de Bibliotecas, como as Universitárias ,
por exemplo, existe a identificação muito grande com o tipo

de

ensino ministrado (5).
0 reconhecimento da ampliação dos limites daedücação
daeducação nãõnãóformal, pode indicar-nos algumas ações capazes de viabi1izaruma
era busca de outros
ação mais efetiva das Bibliotecas em
que não os habituais usuários da cultura dominante.

públicos
Ousariamos

respeito das Bibliotecas Universitárias, veja-se o
traba
Iho de Lusimar Silva Perreira,
Ferreira, Bibliotecas
Universitárias
Brasileiras: Analise de estruturas centralizadas e
descen
tralizadas. S. Paulo: Pioneira, (Brasília): INL.,
XNL., 1980.

146

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oercflclamento

�recomendar as seguintes ações, não antes de serem elas

testadas

através de projetos-piloto ou outros mecanismos para uma

poste
poste^

rior e possível generalização.
19 - Rever a função tradicional da Biblioteca como acervo
documental e bibliográfico, incorporando outras

fO£
for.

mas de saber humano.
Esta proposição êé decorrência da análise que vimos
do.

fazen.
fazen^

A revisão da função tradicional começa com a possível dive£

sificação de serviços, abrangendo outras atividades

culturais,

de tal forma que a Biblioteca possa incorporar outros meios capj[
cap^
zes de atingir novos segmentos sociais. E como dissemos, a cultjj
ra que não ié dominante ainda está se processando e êé

extremamen^
extremamen

te diversificada, razão pela qual seria necessário também

enco£
encoji

trar mecanismos institucionais capazes de representar os diferen^
difereji
tes setores na estrutura diretiva das Bibliotecas.

Algo como um

Conselho Consultivo, por exemplo, de acordo com a vocação de

cà
c^

da Biblioteca, poderia indicar o melhor caminho a seguir, na bus^
bu^
ca de um novo tipo de atuação.
29 - Reformulação

das PPrãti
rãti cas ' habi tuai s .

Esta proposição indica, num primeiro momento,
momento,' que a

Bj^

blioteca em sua função tradicional estã estruturada para um tipo
de atuação que depende da cultura letrada, mais voltada para

o

saber jã acumulado e que depende fundamentalmente da cultura

e^

colat.
colah.

E este enfoque condiciona enormemente as práticas das bi^
bi_

147

Digitalizado
gentilmente por:

�bliotecas, os horários de funcionamento, o acervo existente,
tipo de serviço prestado; tudo, enfim, funciona quase que
uma sequência de certas práticas escolares.

o
como

Aliás, certas

bliotecas Especializadas já conseguiram superar estes

Bi^
Bi_

condicio

namentos para agir muito mais diretamente sobre os interesses

e

necessidades de seus usuários. 0 ideal seria que todas as Bibli£
tecas seguissem em direçio
direção ao usuário potencial, deixando a

po£

tura tradicional de expectativa e de repositório de saber.
Assim sendo, seria o caso de pensar em horários mais eli£
elá£
ticos, com abertura nos fins de semana, diversificação dos servi_
ços, incluindo também outras atividades como sistematizaçáo
sistematização

de

conhecimentos de outros segmentos sociais, edição de material de
interesse dos usuários, registro de eventos culturais variados ,
etc.

Evidentemente esta proposição implica era repensar a

estrjj

tura habitual da Biblioteca, onde deve-se prever, inclusive,
existência de outros profissionais técnicos além do
rio.

a

Bibliettci
BiÜlietecá

Desta forma, a Biblioteca estaria se aproximando de

uma

agência de educação permanente, o que aliás é mais condizentecom
as características e necessidades do mundo de hoje.
39 - AuxTlio para afirmação da identidade cultural

dos

grupos majoritários.
No modelo de análise adotado, restaria ainda insistir
necessidade da Biblioteca completar sua atuação através de
atenção mais detida ãs expectativas e eventos ligados ã
popular.

E isto seria feito, talvez, com a ajuda dos

148

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

na
uma

cultura
próprios

�grupos interessados na afirmação de sua identidade cultural.
não se diga que este novo papel implicaria em negar as
tradicionais.

E

funções

E ponto pacífico
pacTfico que qualquer afirmação de uma n£
no^

va identidade cultural deve, necessariamente, passar pelo

domí
domT

nio e pela posse dos valores da cultura dominante, inclusive

co
C£

condição para sua ultrapassagem.

Admitindo como verdadeira esta possibi
possibi1ida
1 i dade
de ,convi
, convi ri
riaa pen
peji
sar mais detidamente na possibilidade de atuação de
nos mais variados ambientes:

Bibliotecas

de trabalho, de lazer, de

estudo,

entre outros, envolvendo as pessoas, especialistas ou não, na dj_
di^
reção delas.

Assim pensada, a Biblioteca iria se

transformando

pouco a pouco num centro de convivincia, local propício e adequ^
adequ£
do para a gestação de um novo espaço cultural.

149

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanenta

�W^'-‘
3
.íüTuJfuj 5b6t;fjn»bf suí ^
sb
í&gt;n ij»«r t&gt;mb íoqyfg
♦ YM
hijots-'äs- P* bctâriyj -ia ^&gt;j&gt;i«. i on á!Tw&gt; n to , 0 3cervo
I s ' f^n te ,
|4iyn|\
2íÕ3nu3
a6t 'líçan ms *si-i&amp;arlqrar
''^•!••\ fsqBq
••&gt;* ovon í*|#
sJas aup» '£C?b- M
sa oro
'
11 pb 4^
qrei'iai;; ‘‘júo , f-nfim, fyncior.B ;;iíast-qu«
:c3i-'
on smu 9b
sup oanTiÊq oJnoq
-• oiíRm-irís
Il^i»» Tsypfsup
^Cla-' »«
«ly^ 3 . afROorofbe-ií
»
"ümá s€''-)ü^n í .!B
p»’rtfí-:.í'
o í eà ff.-^ . Ariss, ;í'rP&lt;
::
|ail»
^
«I
jj
.
•
•«•»
4(
«•,«►;
I
.
ilí.
mm
Tmqb
olsq iRaaRq , sinsme íisaasjan ,avob Irtu-íTuj sbRbfína&amp;f |j
sw
■S'l'-i' *' ' ■:■'■.'•.! i-'.i-■ ,1.5
‘-i'
estes
Londic''-,I -V .aJnRnrmob
•- M»l
• • aúb
-«a »■
-m mí» mftm
03 sviíufDnr
RiuJtua m
sb aatoÍRV
»aaog&lt;j *Rfsq
oío
T!a«ent.-:í ; ■ . .. .jgir- &gt;Rm’.e ■ .
.: ' 'et.-iPer: íe çnpre . -1* ss t i »
. •M|%*iwt'
msg 5aa6Q8T f I u sua sif.q
í i&gt;-« oãjfbnoD
«f|
ne'. e s s 1 c-.'dl-‘
jS elôeel s r .■ a que i.orií- ■; ■
tetâi s e qu &gt;f, (:h direç.:.u ao usuarlo po ' c
! , ';e js-d- a p-;f "j " j,3b *qb pf f ^ f ♦'“»
a ^og
tfbsbisy .qiuqo obri r ,1 •*
rmbA
r» **1
M
li'Vi'«t*
I" al
«»&gt;* 9b •
»m m
=‘1bb^ t Jsb arsu lâ.?
a639íorIdf8
9b o&amp;jruJb
sbtb i f i ti r aaoq
ro sinatiiRb
,obu3a9, 9t} .isifif -âb .jrifsdSTt
; asJnsrdint aobRHbv zi&amp;m
aoo
•*■ • lse sbíe ||í»
e^
pon-, or-•. I* o o rs ri*^*'
o-- ■.; -*,T^
s ';;j"
ib.iP
I .oen
&gt;. í»UQ„ap;at
&lt;^|&gt;
♦Tcos,
T^e.r • l-' .s f e tísaas
, •» .asoaasq
â&lt;5 sep’tiäas, qbnsvfov-ns
díy
; V e '‘ . f : e j .aouuo
c ^ 0 •■» aaJna
ser-i
se s.nf «J'3ÍÇ
a'raaA .íRÍsb
* •aq^ií
t»™ tMft
|fm--||i • .^sbRanac;
T- •tlliai^pí^'
- *"
*
^
f*39| , 6 f^nqy ívno3^|b oi (nep
men ^ojeoq q oíuo^
•ígpg{íÇ,ljj,.g{3;q()Tq
•*•
.'Tl,
.[fcuujfua
mu 9b
oiastaíip
e risü ~
ofa
■■.' . rt-q ♦ujRqaq
■** .jn ovon r-.l-,.,
*eu““íra;i
#♦-'#--'*■•
inter«sse :n-,
u■;«a^^os
?'«■?
va-iadí;.
etc.

L V i-..e I-; eme n t e está pt opus i ■;-.u i m;.-! ' Ct, j» le;,-'

e♦ s! V ^ t en .' ■ 3 fti- .lüCros p ' » ^ t s ç i oe ar t.-i.qrt; 05'
rio
..fc

'. . '1.'".'». • • is 1 r-'

agínria
nr eoi,.
^
3 S C Ä ,** .'3 t (' ■' 1 1 t ■ .1 .

'•ir,-.'

.*. ■■

1 s-. 9I ísav
',c;jd 1 yejite
"
■■ j1e . -j , 'll . c
, 0 e
1 ''&gt;1 , ,ii., iá
...

’.i :veo? • de anäli'^i

-'li-''ode

í. :r&gt;d.is‘9 ; . ■ t 1'

y-itAr'a

- .v&gt; i s í,: e

!■■■

-.ofr)' e t' r ■ ■- ■'

1- ‘ -sie as 'i/pt 'o-.í-.-aq ...
!

í.

.■. . **

■ ■ .i ■• í ' ' J 5.*:,'T-

1*1.....

' ^...

v j T. a ' ' .i s6 a |&gt; r j í&gt;•,.«.-«
' " r-,'U.- de
tK-

peri-'., .coce

n"C«ss -'ie' y,i 5 . b.! i
pOf^Oiir

s

I.
óa «..•S i b i i o»_
'■■i;, r ■-.&lt;»■ e

í
tura

• ..f,: ■

i■

■; . ..nr'» feite, crivei, ....n a n-cea

■ ■ je» ; Oí

et^rI
t48

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
stem ^
Gemulanirato

Q

12

13

�DEBATE AO SUB-TENA:
SUB-TEMA:

A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO

ANTONIO AGENOR BRIQUET DE LEMOS

Foi uma satisfação muito grande ouvir a apresentação

de

Dr. Valter Garcia a qual colocou segundo o meu entendimento

uma

forma muito clara as relações que existem entre estes dois temas
que são do maior relevo para todos nós bibliotecários
bib1iotecãrios que são os
temas da cultura dominante, e da cultura popular ou cultura
grupos dominados, assim dizer, e do conflito, que existe

dos
entre

esses dois tipos de cultura.
Eu creio que a sua colocação é extremamente relevante
ra as nossas preocupações com o desenvolvimento de
públicas no Brasil.

p^

bibliotecas

Essas bibliotecas, conforme jã foi dito

em

outros trabalhos de outros autores em outras oportunidades, prin^
cipalmente nos últimos anos, elas tendem realmente a

contribuir

para o enaltecimento de formas culturais que são privilégio, apa^
ap^
nãgio e fruto de todas as relações de existência

desenvolvidas

pelas chamadas classes dominantes ou grupos dominantes
domihantes dentro de
uma sociedade.
Eu creio que isso é extremamente importante e merece real^
reaj^
mente 0o aprofundamento por parte não sõ de elementos que

querem

contribuir para o desenvolvimento da Biblioteconomia como os Ed]j
Ed£
cadores, como também de nossa parte,
parte. Bibliotecãrios.
Bibliotecários.

Hã toda uma
151

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gerenciamento

11

12

�questão ai
aT importantíssima a ser levantada também com relação

a

grjj
isso que éi o problema da abolição das desigualdades entre os gr_u
pos sociais de nosso País.

Na realidade o processo de

Desenvo^
DesenvoJ_

vimento envolve uma busca constante de superação dessas desigua2
desigua^
dades.

0 conceito de desenvolvimento, ele é um conceito, quando

bem expresso, que procura, que implica numa abordagem
ria.

E lógico que nós sabemos que certas atividades

igualitã
igualit£
realizadas

a nível de super estrutura, e elas podem contribuir para a

redjj

ção dessas desigualdades, mas evidentemente, Jamais
jamais terão a

po£
po^

sibilidade, exatamente por estar em nível de superestrutura

de

eliminar todas as desigualdades.

E interessante até

mencionar

aqui uma pesquisa da qual tomei conhecimento recení;emente
recen1;emente

fora

de nossa ãrea que estudou a atuação do serviço Nacional de Saúde
na Inglaterra.

A Inglaterra conta com o melhor Serviço Nacional

de Saúde do Mundo Ocidental.

Quanto a isso não hã dúvida. E que

existe na sua forma atual desde 1948.

E esse Serviço de

procurou sempre lutar para que toda população inglesa

Saúde
pudesse

dispor de um mesmo nível de atenção ã saúde naquele País.

Pois

bem, estudos realizados recentemente mostraram que, apesar de to
t£
dos os esforços, as desigualdades em nível de morbidade e

mort^

lidade segundo comparativamente com as classes sociais, e

nível

de renda dessas classes sociais continuavam impersistindo,
seja, concluiram os pesquisadores, que somente quando se

ou
reso^

vessem os problemas econômicos que geram as distorções de distrl^
distri
buição de renda é que, se poderia pensar efetivamehte
efetivamente na eTiminâ
etiminâ
ção dessas desigualdades a nível de prestação de Serviço de
de.

Então, nos
nós não podemos ter a ilusão de que a atuação

Educação, a atuação da Biblioteca e de outraS
outraí

152

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

instituições

SaS
Sa8
da
des

�se tipo poderíam era
em si contribuir para eliminar essas

desigual^

dades, raas
mas sem dúvida alguma, contribuirão para atenuá-las e tara
tam
bim, sem dúvida, contribuirão para que nós possamos ter uma con^
bira,
ciência mais crítica a respeito disso.
ciincia

£í interessante mencionar essa preocupação com
cora a

questão

da Biblioteca, assim como da Escola, como instituições que visam
visara
a reprodução da Cultura dominante e a reprodução das formas
poder dessa cultura dominante.

Do meu ponto de vista se

de

parece

bastante válido, mas
raas creio que nós não podemos reduzir de

uma

forma ura
um tanto mecanicista
raecanicista essa questão, tratã-la de uma
revolucionista.

£E claro que esse processo, o processo

forma
educaci£

nal, e dentro disso, colocada a Biblioteca, ele contém era
em si,
sua própria negação.

E um
ura processo dialético.

a

Então, a Escola,

ela está
estã sempre contribuindo para perpetuar essas formas de

n£

meação.
raeaçáo.

os

Existem mecanismos através dos quais é possível que

produtos oriundos dessas escolas tenham condições de
num processo de libertaçáo.
libertação.
forma.

participar

E no caso das Bibliotecas, da mesma
raesraa

£E lógico,'
lógico, as Bibliotecas, elas acumulara
acumulam os produtos,

registros gráficos da Cultura Dominante.

Mas esses

os

registros

gráficos também podem ser utilizados para denunciar essas formas
de dominação
dorainaçáo e inclusive podem até mesmo servir para a

constru
constr^j

çáo de modelos alternativos de Organização Social, e talvez
ção

o

exemplo Histórico mais contundente que existe a respeito da

Bi_

blioteca do Museu Britânico por Karl Max ao redigir sua obra

o

“Capital", a qual até hoje, está
"Capital",
estã criando problema por aí.
Outro dado importante é da Biblioteca no Processo de

D^
De

153

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

&lt;/• ^

-

11

12

�senvolvimento que creio que, dentro das preocupações de

Walter

Garcia, como Educação, ele
e1e propositalmente
proposital mente deixou de contemplar,
a questão da Biblioteca especializada, que nos colocã uma
preocupação.

outra

Ora, a gente não pode tratar no âmbito da Bibliote^

ca especializada o tema da cultura Dominante, da Cultura Popular
da forma como o colocamos na Biblioteca Popular.

E esse tema da

Biblioteca Especializada tambim
também está
estã ligado ao processo de Desejn
Desen
volvimento, mas apropriadamente ao processo de
científico
cientifico e tecnológico.
tecnolõgico.

desenvolvimento

Inclusive, jã tivemos oportunidade de

mencionar aqui nesse Congresso em outra seção de que é

evidente

para todos nós que foi n,o bojo das preocupações com o

desenvol^
desenvoJ_

vimento tecnológico,
tecnolõgico, o desenvolvimento econômico no Brasil

que

as Bibliotecas Especializadas adquiriram um grande impulsos
impulso^ E se
hoje elas são melhores do que as Bibliotecas Públicas, isso
grande parte se justificaria pela preocupação em tornar

em

disponi]
dispon^

veis informações técnicas, científicas e de outro tipo que pude£
pude^
sem contribuir para esse desenvolvimento econômico.
Agora, o que se pode é levantar um tipo de negação
tante, que seria, por exemplo:
crítica

Em que medida, a importação,

desorientada, desorganizada de informações

a

contribuem,

efetivamente,para
efeti
vamente, para o agravamento da chamada dependência
ca?

impo£

econômi_
econômi^

Então nôs
nõs temos um tipo de desenvolvimento que é o desenvoJ_
desenvol^

vimento dependente no Brasil.

E um desenvolvimento q.ue está,ele
estã,ele

não é totalmente autônomo, ele estã diretamente ligado a

doming
domin^

ção econômica exercida pelos Países hegemônicos, pelos

Países

centrais, pelos Países Industrializados, considerados avançados ,
centrais,pelos
que exercem então pelo Processo de, poderia até usar a

16«
154

Digitalizado
gentilmente por:

palavra

�Controle, embora seja ura
um pouco forte, das Estruturas Econômicas,
dos PaTses em vias desse desenvolvimento.

E interessante, inclu
inciu

sive lembrar de que o conceito de Desenvolvimento, ele está

in

dissoluvelmente ligado ao conceito de subdesenvolvimento. São ca
tegorias que se iabricaa,
labrlcaa, que se interrelacionam,
interrelacionara, nós não
mos falar de desenvolvimento de modo isolado.
atrelado ao outro.

pode

Um
Ura estã

sempre

Inclusive, seria ati
até mesmo o caso de nôs
nós per

guntarmos se o processo de efetivo desenvolvimento não

depender^
dependen^

te, não criará uma situação caótica, crítica, nas economias
té,
países gue atualmente são hegemônicos.

dos

Certaraente
Certamente existe,

essa

preocupação donde,
donde esses PaTses
Países de mil
rail formas tratarem onde

re

tardar o processo de desenvolvimento independente das

ex-colô

nlas ou ãs vezes, de tratar por assim dizer, cooptar esse

desen
dese£

volvimento, de tratar cora
com esse desenvolvimento a estar cada

vez

■ais vinculada a economia dos PaTses
mais
Países Centrais.
era nosso entender
Ora, as bibliotecas especializadas
especi alizadas em
muito
multo

haver com toda essa ques
questão
tão na medida que ela

contribui

para veicular um tipo de solução de problemas técnicos
ticnicos e
consentãneos com
cora as
ficos que talvez não sejam os mais
ma is consentâneos
des efetivas de um país subdesenvolvido.
subdesen volvido.

tira
tim
cientí
cient£

necessid^
necessida

0 caso, por exemplo,da

economia brasileira que se industrializou
Indus trializou nos últimos anos,visan
do a produção de bens de consumo duráveis estã encaminhando hoje,
hoje.
Ao momento atual, uma situação de
pôprio
ifo
d e impasse para o p'õprio
vmlvimento futuro dessa economia.
vplvlmento
economia .

desen
desen^

Evidenteraente,
Evidentemente,aa produção

des^
de^

ses begs
beps de consumo duráveis no país visava muito mais a atender
a* necessidades de outros países que desejavam importar
«S

esses

frrodutosa do que propriamente as necessidades do consumo
frròdutost

interno

155

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�brasileiro.

Evi lientemente, isso
i sso tem algo a ver com a informação.
Evidentemente,

tJl timaraente, tem surgido muito na área da tecnologia, a
UItimamente,

questão

da chamada tecnologia apropriada, ou seja, caberia aos paTses em
desenvolvimento tratar de desenvolver formas de tecnologias

que

fossem mais apropriadas ãs condições de subdesenvolvimento

aT

existentes.

Formas estas que valorizassem, por exemplo, o empr^
empre^

go de matérias primas locais que valorizassem a utilização

de

mão de obra intensiva, ao contrãrio das indústrias baseadas

em

capital intensivo, que rompessem com os esquemas da
industrial dos paTses desenvolvidos.

organização

Essa - a difusão da

Tecno

logia apropriada ela i, deve ser uma preocupação das bibliotecas
especializadas e das bibliotecas

públicas,

também dos

paTses

em desenvolvimento. E aqui é um paTs importante a se colocar.
so eu jã tive oportunidade de citar em outras ocasiões.

Mõs
Nõs

de
d£

vemos inclusive reger a própria
prõpria tipologia de bibliotecas e as H
Ij^
mitações que essa tipologia importada de paTses desenvolvidos co
locam para o nosso exercTcio profissional.

Então, dividir

bi^

bliotecas em compartimentos estanques públicas, especializadas ,
universitãias , etc., isso constitui também para a importação
universitãias,
um modelo que se de alguma maneira entrava, essa

de

democratização

do acesso ãs Bibliotecas que Walter Garcia colocou aqui tão bem.
Não sõ essa topologia como também a existência de cliente
Ias cativas de Bibliotecas.

Então a Biblioteca da instituição X

estã voltada para os usuãrios da instituição X.
rarTssimas excessões, era
Não se pensa, com raríssimas
em permitir

a

existência de um mecanismo de vasos comunitantes entre as Biblio

1S6
156

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanmta

�tecas com o objetivo de permitir uma otimização maior da utiliz^
utlliz^
ção dos recursos dessas Bibliotecas.

Bem, fechando o parintesis,
parêntesis,

voltando a falar da questão da tecnologia apropriada ou

tecnol£

gia intermediária é importante que nós ao nos preocuparmos com
cora a
difusão de informações nesse setor,

não façamos de forma acrTti_

ca como jã estamos fazendo com relação ã tecnologia dita

não

apropriada, ou seja, a tecnologia sofisticada, oriunda de outros
outrospaíses desenvolvidos.

Porque a mistificação excessiva da tecnol£
tecnolo

gia apropriada pode implicar num retardamento da absorção de con^
co£
quistas tecnológicas mais avançadas e que sejam relevantes
bém para a própria natureza diversificada da sociedade
ra, que não éi uma sociedade totalmente hegemônica em
desenvolvimento que aqui existe.

tam
tara

brasilei_
brasile1_
relação ao

A diferenciação que existe

tre Nordeste e Sul, Centro-Oeste, etc., conota exatamente

en_
en^
esse

tipo de preocupação, que se uma tecnologia éi apropriada para

o

Nordeste talvez ela não seja apropriada para o Sul, e assim

sjj

cessivamente.

C£

Por outro lado, o processo de desenvolvimento

locado de uma perspectiva política,
polTtica, de uma perspectiva preocupada também com econômico e com social nos vai mostrar que a infor
info£
mação científica
cientifica e tecnológica não 5é a única informação
ciai.

esse£

E que se nós estamos realmente, efetivamente interessados

em conhecer a nossa decantada realidade.

Se nós estamos realme£
realiheji

te interessados em mudar essa realidade, ou seja, em provocarmos
mudanças sociais, um tipo de informação que será
serã extremamente rê
levante, muito mais do que a informação tecnológica, serã a
formação da área
ãrea das Ciincias
Ciências Sociais.

liij
1»^

A informação do campo da

História para que possamos melhor conhecer o nosso desenvolv1ma£,
desenvolvima£
to Histórico, para que possamos melhor conhecer todas as

conse
consa

167
157

Digitalizado
gentilmente por:

�quincias que os tatos de colônia provocou em nosso desenvolvimen^
desenvolvimeii
to.

0 que éi a informação do campo da Filosofia para que

poss£
poss^

mos pensar e repensar sobre a própria sociedade brasileira. A i£
formação do campo da Sociologia, a informação do campo da

Econo
Econ£

mia, e a informação do campo da Política.

obse£

EF interessante

var por exemplo, que talvez estas áreas sejam as áreas mais

c^
C£

rentes no que diz respeito ã organização bibliográfica

neste

País, principalmente
pri ncipal mente no que se refere a organização da

produção

bibliográfica nacional.
Isso talvez até seja sintomático.

E o mais importante

salientar neste ponto i que a importaçáo
importação de bases de dados
bliogrãficos do exterior não nos vai dar a informação
bliográficos

a
b£
bj^

relevante

nesta área, a não ser de uma maneira marginal.
Mas, 0 essencial da produção bibliográfica éi aquela

que

deve ser aqui controlada, ié aquela que deve ser aqui disseminada.
E disseminada como espírito crítico conforme mencionou o

profe^

sor Walter Garcia, ou seja, nós
nôs temos que descobrir quais
aqueles conhecimentos que devem ser reunidos nessas

são

bibliotecas

e que podem, que deverão ser difundidos afim de propiciar

aqu£
aque

Ias mudanças de atitudes dos indivíduos e aquelas mudanças na so_
so
ciedade que todos nós esperamos.

Evidentemente,que
Evi
dentemente, que a questão da Biblioteca no processo

de

desenvolvimento,?é muito mais ampla do que o que nos
desenvolvimento,
nós poderemos c£
locar aqui, não sõ na apresentação principal desta manhã
nos debates que se estão
es tão seguindo.

158

Digitalizado
gentilmente por:

como

�Mas, nós acreditamos que este Congresso, estas conotações,
a conotação do Dr. Walter Garcia certamente contribuirão

para

que nós possamos dentro de algum tempo ter uma idéia mais

clara

nós possamos dentro de algum tempo desencadear de
e que nÕs

forma

mais efetiva mecanismos que tornem realmente a Biblioteca e a iji
formação elementos atuantes, elementos críticos na geração do d£
de
senvolvimento social, econômico, político
politico e cultural deste País.
PaTs.
Era sõ isso.

159

Digitalizado
gentilmente por:

�ssP%V ^teseí»íi«çreK8lair:i» ,wp»®aBí»'Hô9TCâ»,'i5(ihf''i.««♦*: íví:.:»
'&lt;Biíq 0 qic*-(írw»í(SiíWar;^'*3»tB((iífJ Wí»'T•&amp;■í:KS^*a■ nsis/'iW A.Tjtt^'titi »isje

«

, «»6 Ip*“ n íaífrsi*' Ê?1^(teíf'&gt;B*w «aíJf^iotifiíiJ! «BJ&gt;pU -.«b.. tnP n»i;'
ftomöft:, Í0 &lt;Éít&gt; ■:*)«&gt;«&amp;* &gt;» áSafc''xxq«tijpJ 6i !»h',

swfj

-feornsaetiq í£n ati-.p s

flrttei i * «3i9#6(:f'fí0t&lt;í® 05 iflS riíwftf®&gt;i.»iíínritík «up. «cWi^hrfSrO«» «.v&gt;f*&gt;9^9.’i2 j-eo
«tí' ato &gt;Dá8?í^l*t’ i'*/i íMK) r'Jif&gt;T0P «ccífoíoe iís (,.c«í-níEi;&lt;â * eo írtam» ! 9- o«^? sm-i-o »
r.arftssq; g»*»gíb-'8r

fiao; pEt-£f r.»qi voa^r»íOTH3».

ffi J&lt;&gt;e' ’oJaismív

fiíi. pfi nc i pa 1 mer’te no que se refere a u r-;; jH •■ ,• 5i, i

.. ciear

jsrfij

blblioqrifica oaclonel.
Isso ti! ve 7 até

r.'Ir- s i n t OíRÕ t i c o.

f '?

salientar neste ponto é coe'a Importação íe .
bl iogrãfl COS do extenor ni,. nos vai dar a

^

rr-ft. ír:,.»
cr liaií ".

nri.iç ão

r-.-) o

nesta área, j n«a ;.í •■ ae on-.a 5&gt;ar'»;r.,! m,vrçiína
Mas. 0 esienriai da p’-odMCao ;■ • b ' i c a r ã ■ ' , a '.
d»ve ser dqoi

ontrcíada, é iqprla qae citve

-

iou'

ira a,4.

£ disseminada corns espírito críMco conforn»?- ■
*
sor Walter fiarei a . ou se j? , rc - tcwos -jue d&lt;.-s ísu t i
aqueles conhec i-ter ’ os que drvem ter 'cunidvs ,
■e que podeir, tju£ üé/erã.. i«r difuric'-'jc.
Ias muusíiças de atitudes dos 1 iid ( v Tc, u o

H.

.;.•

s ..

,

prc e.
i/.

■. l. .

ie'f.c

çr&gt;p c ;. ■

optíar rp

3.

tledade que todos rés espt-ramos
Ev i der temen te, u jc c qi.es'

da Bifei I'tccg 00 c-ofosí

desenvolvlwantp. e uiuito m» 5 s .am;*' 0 ao que ~

, psiecewcs vc

Jqçar aqui, «ao võ na aprtsen taças ;&gt; r 1 n c 1 p a •■ dt st» i- &gt;• •■
«os debates aur, se «sta: sfenii’riio
»

'• •
. co

�LIBRARY OBJECTIVES AND THE POLITICAL PROCESS
RONALD C. BENGE

My contribution to the discussion is, to some degree
based on my recent publications especially my last book and
our article in the current Journal of Librarianship.
In these and other publications I have concentrated on
political and social processes in developing countries in order
to examine their impact on the setting up of libraries.

It

has always seemed to me that library literature tends to
neglect political factors to an almost farcical degree.

This

is particularly noticeable in writings on international
internati onal
1ibrarianship.

And Unesco publications, excellent as some of

them are - especially those dealing with the national planning
of library Services,
services, - necéssari
necessari ly have to leave out political
factors in particular countries.

There is, in consequence, a

concentration
concentrati
on on technical and administrative
administrativo aspects: it is a
literature writen for and by technocrats.
all planning, a key element is obviously that of
In al1
policy, objectives or ideals.
ideais.

In communist bloc countries

these are quite clear and they are not relevant to my argument
here.

Unesco library purposes, as set out for example in the

original Public Library Manifesto, were based firmely on
concepts worked out in liberal capitalist democracies notably

Digitalizado
gentilmente por:

�in the U.S.A., Britain and Scandinavia.

The library objectives

in those countries were, and to some extent still are, not so
much social as concerned with the needs of individuais
individuals
particularly the right to develop themselves.
Because of this the social implications were not followed
up.

For example:
example;

the educational functions of libraries were

fully appreciated but there was a tendency to emphasise that
the only true education was self-education which is why
libraries were thought to be important.

Similarly, information

work was thought of as a service
Work
Service to individuais
individuals without reference
refeVence
to the social functions of information and these have still not
been effectively examined.

Librarians and information work

itself were considered to be neutral amidst the political
process.

We seen to find it difficult to grasp that

"information", is not something out there:
there; it does not consist
of factual data alone - if at all.
Illich;
niich:
as it is.

In my book I quoted Ivan

"The world does not contain any information.

It is

Information about it is created in the organism

through iits
ts interaction with the world.

They yield information

when they are looked upon".
In our content here these notions are relevant because
when library services
Services came
carne to be set up in the post-colonial
world, (.1 am thinking especially of Africa),
África), the planners
tended to take these objectives as they had existed en the
"West" and then consider
cohsider how they should be midified to suit an
indigenous situation.

Whereas I claim that the enviroment

162

Digitalizado
gentilmente por:

�should be considered first.

If this is not done underdeveloped

enviroments become so many obstacles to a "proper" library
librar.y
Service
service - the problem is stood on its head.

This is

particularly apparent in the case of Illiteracy.
illiteracy.

The

illiterate majority in the rural areas becomes an irritating
obstruction to a library service; and library Services
services are
therefore not considered relevant in the countryside.

(I

am

not, here, concerned with practical Solutions).
solutions).
For reasons which cannot be explored now, the ruling
elites
ilites in many countries welcome this appoach because, as
members of an ambryionic middle class, they share the
assumptions on which the doctrines were originally based. They
therefore are likely to stress that the primary obstacles to
library development are econonlc.
econonic.

This, conveniently for them,

ignores the fact that the key factor in national development
is the nature of human
hutnan resources which means that development
depends on changing human attitudes - it is sometimes called
the decolonisation of the mind.

Once librarians can accept ‘

that this should be a primary objectives for education and
libraries, the implications are both radical
The "liberal
“liberal concept that be

and revolütionary.
revolutionary.

should not interfare
interfere with

people s brains then has to be abandoned.
I consider therefore that librarians in the countries we
are discussing cannot be politically neutral but should be
wholly committed to social change.

What form their activities

should take will naturally very from country to country and

163

Digitalizado
gentilmente por:

�cannot be follqwed
followed up in this short paper.
In the Latin American context and which regard to adult
education the approach I am advocating has been pursued, as I
am sure you are all fully aware, by Paulo Freire.

It is time

that we worked out more carefully the practical implications
for librari.ans.
librarians.

REFERENCES::
REFERENCES
1 - BENGE, Ronald C.
third world.

Cultural crisis and 1ibraries in the
London, Bingley, 1979.

i■
2 -

.

PIanning factors in the development
deve 1opment of 1ibrary

education in English-speaking black Afri
Africa.
ca. With Anthony
• 01den.
01 den.
.;9h
i!9h

164

Digitalizado
gentilmente por:

�SUB-TEHA 4;
SUB-TEMA
4: BIBLIOTECA E CULTURA LOCAL

CONFERENCISTA;
CONFERENCISTA:

VICTOR FLUSSER
Professor da Ccole
Ecole Nationale de Music
de Chalon sur Soône - França

DEBATEDORES:

MYRIAH GUSMAO DE MARTINS
MYRIAM
Bi bl i oteciri
otecãri a
ROBERT ESCARPIT
Professor da Universiti du Gascogne ,
Bordeaux.

166

Digitalizado
gentilmente por:

^

I

Q

I
II

I"
12

�eíRBOt be foPai*#'

Ui' e í^Oft piper,.
■zari i\i 4'^

In the lítin í.««rr i w âV- .(jr,te».t at,;
V
é:

education th.-?- app-^oata : ;iip .14/oca t i r n rj'. 4;

h.

that we »orKeJ .ou*

I

for Iler.-; = n s

»« Sure ji'au «r« al! fpV '

l -1 .

; r&lt;- , ■■ ,
Hf&gt; * vM •• t ■• - 111 . C ■ 1

REFESÍMÍ
r -

JA30J AHUTJU3 3 A33T01J81g .» AíIÍT
t h ’ r-1) w ;■

^
nénii'"' f renvnoi'iiloy
OfiuK 9*.J»f*.f&gt;Otj6h: 3}o.5r 6É ^ OiiSlövF «JB6-i3 - snõoí tu? nnisriD eb
ÍHITRAM 3Q OAMc'bS MAISv«

/.iDtlCij’ Ac.IQ

b Í n 6 3 s J 0 f [ .J; ä
mi!.A3a.' rs3&lt;iöÄ
, »ngoDieS cb 5j i annv f .n‘j tb n o ..i o-i i

Digitalizado
gentil mente por:

T
q

; f C , -5 ;

�A BIBLIOTECA COHO
COMO UN INSTRUMENTO DE AÇAO CULTURAL

VICTOR FLUSSER*

Gostaria de iniciar a rainha
minha comunicação sobre a

bibliot£
bibliote

ca como um instrumento de ação cultural, por um pequeno
do Padre

texto

Vieira, que ao meu ver coloca as bases de um pensamen^
pensamer^

to sobre a ação cultural.

Diz o Padre Vieira no Sermão da

Ter

cei ra Dominga do Advento, cujo tema é a profecia;
profecia:
"Os discursos de quem não viu, são discursos de quem viu,
sio profecias.
são
Os Antigos, quando queriam prognosticar o sacrificavam os
animais, consultavam-lhes
cônsultavam-1hes as entranhas, e conforme o que viam n£
ne
Ias, assim prognosticam.

Não consultavam a cabeça, que ié o

a^

sento do entendimento, se não as entranhas, que é o lugar

do

amor; porque não prognostica melhor quem melhor entende,

senão

quem mais ama.

antes

E este costume era geral em toda a Europa

da vinda de Cristo, e os Portugueses tinham uma grande
ridade nele entre os outros gentios.

Os outros consultavam

entranhas dos homens. A superstição era falsa, mas a
era muito verdadeira.

singul^
as

alegoria

Não hã lume de profecia mais certo no muri
mun

do que consultar as entranhas dos homens.

E de que homens?

De

Doutor em animaçao cultural pela Universitê
Université de Sorbonne,France.
167

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

�todos?

Não.

Dos sacrificados. (...) Se quereis

profetizar

futuros, consultai as entranhas dos homens sacrificados:

os

consul_
consuj^

tem-se as entranhas dos que se sacrificaram e dos que se sacrifj^
sacrifi_
cam; e o que elas disserem, isso se tenha por profecia. Porém
Poremcon
coji
sultar de quem não se sacrificou, nem se sacrifica, nem hã

de

sacrificar, é não querer profecias verdadeiras; é querer cegar o
presente, e não acertar o futuro."'
Para podermos refletir sobre o problema da biblioteca
mo um instrumento de ação cultural, creio ser necessário
sarmos primeiro o que e a ação cultural, quais os seus

co

anali_
parim^
parâm^

tros de base, quais as definições de seus termos específicos,quais
as suas metas e quais as suas limitações.

Em seguida

esboçar o problema da ação cultural de um ponto de vista

tentarei
especT
espec^

fi
fiCO
CO da biblioteca
biblioteca..
Anal
Analisarei,
i s are i, portanto, nes
nesta
ta minha intervenção, primeiro
seguintes termos da ação cultural:
cultural;

a dupla definição de

cultu
cultjj

ra, a dupla maneira de se situar diante da herança cultural,
diversas ideologias da política cultural, a função do

os
as

animador

cultural e finalmente algumas justificativas da ação cultural.Em
segui da, tentarei analisar a relação da biblioteca-ação

cultural

(quer dizer a biblioteca como instrumento de ação cultural)
0 seu público, a relação entre a biblioteca e o centro
e finalmente a maneira pela qual êi encarado o livro e a

com

cultural
leitura

em uma biblioteca-ação cultural.
E evidente que cada um dos itens que venho de mencionar po

168

Digitalizado
gentilmente por:

�deria

ser

tema de um congresso inteiro, e não tenho a

pretensão - nem intensão - de me aprofundar neles.

menor

A minha

0£

çao i a de situar, em rápidas pinceladas, a questão da ação
ção

cuj^
cul

tural na biblioteca, para que vocês, profissionais na área,

pos

sam aprofundar a reflexão e realmente criar uma nova biblioteca.
uma definição correta
A definição de cultura, isto i, não ujna
nem definitiva (me perdoem o jogo de palavras), mas a

determine
determin^

ção do campo que consideraremos como sendo cultura, é da

maior

importância para a reflexão e gesto da ação cultural, assim como
para a prãtica
prática da biblioteconomia.

Gordon Stevenson, no seu

to Popular Culture and Public Library, i categêrico
categórico ao

tex

afirmar

que cultura, não importa como definida, éê o domínio do bibliotecário, mas como ela i especificamente

definida ê que faz toda a

diferença em o que o bibliotecário faz atualmente, para quen
quem ele
0 faz e como ele o faz.
Direi que de uma maneira extremamente suscinta,

duas

sições gerais podem ser destacadas face ã conceituação de
ra, posições estas que determinam duas atitudes faae
face ao
ma cultural.

cultjj
cult£
proble

Ou cultura é considerada como sendo o conjunto

objetos, obras, coisas feitas pelo homem, ou então como sendo
sua visão de mundo, conjunto de suas práticas sociais ou
duais.

po

de
a

indivi_

for
Segundo a primeira conceituação a cultura i um acervo
acervofo£

mado pela natureza informada, isto é, pela matéria que
forma através do trabalho humano.

adquire

Este trabalho seria o result^

do da interrelação entre a resistência da matéria e a incidência
da idéia do homem.

Cultura neste sentido é a síntese da

oposj^

169

Digitalizado
gentilmente por:

�çio dialética entre idéia e matéria.
ção

Mas a própria idéia do

mem ji pode ser considerada cultura, não no sentido de

h£
ho

sistema

de pensamento ordenado (que sem dúvida também jã
ji ié determinadO‘p£.
determinado'P£.
la resistência do mundo ã vontade humana).

As próprias

idéias

do homem, a sua maneira de pensar e agir, podem ser consideradas
como sendo a sua cultura, que neste caso não é mais somente

sTii
sTti

tese dialética entre o trabalho do homem e a natureza, mas

tam

bém e f un damen ta 1 men te , sTntese das relações
relaçóes i nter-humanas .

Cul_
Cu]_

tura neste sentido não serã mais objeto, mas representação.

0e£
De^

te ponto de vista não hã mais acervo cultural mas contexto cuitu
ral .
ral.
Para o propósito de uma ação cultural, as duas

posições

diante da cultura - acervo e contexto - devem ser constantemente
consideradas, pois a ação cultural é basicamente mediação e cri£
cri3[
ção de acervo, inseridas em contexto cultural bem definido.
Esta diferença de conceituação de cultura implica em dife
dif£
rentes maneiras de analisar nosso contato como a cultura,
dizer nossa relação com a herança cultural.

quer

Se por um lado

coji
co£

siderarmos que os bens da cultura, quer dizer nossa relação

com

a de analisar nosso contato com a cultura, quer dizer nossa rel£
ção com a herança cultural.

Se por um lado considerarmos que os

bens da cultura são a herança universal - hipótese baseada

no

conceito de cultura vista como um conjunto de objetos, acervo,is_
acervo,
to é, como a acumulação que se faz sem parar de todas as

rique
riqu£

zas criadas pelo homem, por um outro, podemos considerar a heraii
herati
ça cultural como incluindo igualmente as tradiçóes
tradições e

170

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Ciereaclancnt»

••UJ

experiÍ£
experiiri

�cias de lutas políticas e sociais, transmitidas por aqueles
nos precederam. Este ponto de vista é baseado no conceito
cultura

que
de

como relação do homem com o seu meio e com os outros ho

mens, no conceito de cultura viva, cultura conte/to, isto é,
i,
cultura como um "esforço dos homens para dar um sentido

de

àquilo

que eles fazem.Em outros termos, a herança cultural pode ser
vista sob forma da 5- sinfonia de Beethoven, do teatro.

'lo
'.o japo

nis, dos Ibejis do Senegal, ou sob forma da candura do

camponez

brasileiro, da necessidade de um segundo carro para a classe

mé
nè

dia americana, do elo que liga o operário japonis ã firma naqual
na qual
trabalha.
Estas duas maneiras de determinar a herança cultural,

im

plicam numa divergência fundamental quanto ã sua assimilação. Se
por um lado a posição que afirma a herança cultural ser um

co£
coji

junto unitário, composto pelas memórias de todos os homens,

de

todas as classes, de todos os países
paTses e tempos, se esta

posição

portanto, considera que a assimilação e o desenvolvimento

cultu

ral se concretizam na continuidade do processo cultural sem

iin

terrogação dos valores veiculados, - o objeto cultural êé

neste

caso considerado como um bem em si, por outro, a posição

que

afirma que a cultura, a herança cultural, é a relação do

homem

com 0 mundo, i a sua visão de mundo, situa o centro da

problemã
problema

tica da assimilação e desenvolvimento cultural, na análise crTtji_
crTtJ_
ca desta herança cultural.

Em outros termos poderiamos dizerque

as duas posições se diferenciam da seguinte maneira: para uma

o

elemento do passado - que ele seja politico,
político, artístico, cientTfj_
científj_
CO - éi visto como um dado estável, imutável; para outra,

este

171

Digitalizado
gentilmente por:
por;

I Scan
st em
I Gereaclanmta

�elemento muda conforme a nossa abordagem.

Se para a primeira p£
po^

sição, por exemplo, os quadros de Bosch ou as composições de

Ge^
Ge

sualdo são um valor imutável de$^de
deç^de os séculos XV ou XVI, até

ho

je em dia, para a segunda a pintura de Bosch-é outra a partir de
experiência do surrealismo e a música de Gesualdo "muda"
“muda" a
tir do trabalho de Stravinsky.

par

0 processo da assimilação

cult£
cult^i

ral é nos dois casos a continuidade da herança cultural; mas num
caso ela é acumulativa e estática,
casoela
estãtica, enquanto quedo outro ela

5?

acumulativa e dinâmica.
Resumindo, existem duas maneiras de herdar a cultura: ati_
vamente,

reelaborando o que recebemos, e passivamente,

do 0 que recebemos sem modificá-lo.
modificã-lo.
náo
não importa o que:

aceita£
aceitan^

Herdar é portanto receber ,

"um privilégio, a sífilis,
sTfilis, uma lembrança

família, ée de maneira mais geral, o mundo no seu todo, este
do no qual aparecemos sem ti-lo escolhido."’

Mas esta

de
mu£

posição

implica em que nós somos "receptãculos"
"receptáculos" onde são depositados el£
mentos, elaborados ou não.

Mas serã que estes receptãculos
receptáculos

náo

são, eles mesmos, jã
sáo,
já determinados pelo nosso passado-passado náo
não
pessoal mas cultural, histórico?

Ao reelaborarmos a cultura, ao

analisarmos criticamente a herança cultural, fazemõ-lo
fazemô-lo a
de quais critérios?

partir

não êé sõ pessoal,ela
Nossa escala de valores náo

êé fruto de uma formação, formação esta baseada justamente
uma herança cultural.
a herança cultural:

sobre

Temos portanto dois níveis de relação com
um subjetivo - nós
nõs somos o resultado de uma

herança cultural, outro objetivo - nõs
nós somos confrontados a
herança cultural fora de nõs
nos mesmos.

ConseqUentemente
Conseqüentemente é

uma.
uma
impo£
impor

tante que tenhamos uma visão crítica, tanto objetiva (em relação

172

Digitalizado
gentilmente por:

�ã herança cultural que nos circunda), quanto subjetiva (era
(em
ção ã nossa própria forraação).
formação).

Deveraos
Devemos tentar ter uma

posição

crTtica diante de nossa posição crTticã
crTtica frente ã herança
ral.

rela
rel^
cultu
cult^

Serã
Será possTvel?
Do ponto de vista da prãtica da ação cultural, as

rela
rel^

ções cora
com a herança cultural, as formas de assirailã-la
assimilã-la e de

uma

maneira geral, a tentativa de pensar e viver a crTtica de

sua

própria postura crTtica, é extremamente
extreraaraente importante, pois permite
a decodificação tanto do acervo cultural quanto do contexto
tural cora
com o qual se estiver atuando.

Pois o que

caracteriza

ação cultural, i a constante superposição das relações
manas e "objetivas“.
"objetivas".

a

inter-hjj

Em outros termos, o animador cultural estã
Era

sempre diante do problema de sintetizar os dois termos
equação:

cuj[
cuj^

desta

acervo cultural e contexto cultural.

Isto dito, aproxiraerao-nos
aproximemo-nos ura
um pouco mais do problema
/
cTfico.dà ação cultural. Qual a diferença que hã entre um
ura
um animador musical, entre ura
um bibliotecário
bibliotecãrio e um
CO e ura
ura

esp£
espe
músi^

animador

bibliotecárd0,
bibl
iotecãr.i 0, entre ura
um arquiteto e um
ura animador arquiteto?

A

animação musical, bibliotecária, arquitetural nada mais ié que

a

injeção de ura
um pensamento polTtico na prãtica musical,
cãrla, arquitetural.
cãria,

bibliote
bibliot£

Mas esta incorporação da problemática

so
s£

dal no gesto profissional não éi uma caracterTstica a aais,porém
ciai
mais,porém
•um
um elemento que transforma radicalmente
radicalraente este gesto profissional.
A prãtica da ação cultural, a animação, éê a prãtica política

de

uma profissão.
una

173
173'

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Ciereaclancnta

�Para que esta prática política, por exemplo da
conomia, possa ser a mais Vúcida
lúcida possível, creio ser

bibliotenecessária

a decodi fi cação dos discursos que existem sobre a política cultji
cultjj
ral, política que engloba a ação da biblioteca.

Baseando-se

em

Pierre Gaudibert, autor do livro "Action culturelle: integration
intégration
et/ou subversion", podemos distinguir os seguintes discursos

so
so^

bre as políticas ou ideologias da cultura, ou em outros termos ,
sobre a cultura enquanto um aparelho ideolúgico
ideológico de estado.

Como

a própria definição dos aparelhos ideológicos de estado jã

evi^

dencia, as diversas políticas culturais -são
são manipulaçóes
manipulações do

si£

tema cultural afim de perpetuar - de maneira flexível e mal ideii
iden^
tificãvel - a hegemonia da classe dominante.
Pierre Gaudibert distingue dois tipos de ideologias
cultura.

da

As ideologias implícitas e as ideologias explícitas.As

ideologias implícitas da cultura se caracterizam pela

tendincia
tendência

de não
náo se declararem ideglógicas
ideqlógicas ou representantes de uma classe
social.

Elas se subdividem em:

ideologia do consenso cultural,

das necessidades culturais e da inocência
inocincia cultural.
0 consenso cultural êé baseado na pretensa neutralidade da
cultura, que não seria determinada socialmente e que portanto não
veicularia elementos de tensão ideológica.

As obras da

cultura

seriam somente o produto do espírito humano dentro
dentro.de.
de. um
contextual.

vazio

Esta constatação se revelando problemática, um

con^
coin

senso fundamental éê avançado, e toda a discussão e ação prãtica,
prática,
se concentra em uma operacionalidade de um projeto de
cultural.

política

Através deste aparente e arbitrãrio
arbitrário consenso, as

174

Digitalizado
gentilmente por:

ver
ve£

�dadeiras questões polTticas
poiTticas da cultura são evitadas ou
das.

esvazi^

A ideologia das necessidades culturais se baseia na

idéia

de que a política cultural deve ser orientada pelos desejos

de

uma população dada - paTs,
país, cidade, associação, indústria, centro
cultural, etc.

Não éi porém tomado em consideração o fato que e^

tes desejos, estas necessidades, não serem uma emergência
emergincia

natju
natjj

ral da liberdade de escolha de um indivíduo, mas que eles são so
lidamente condicionados.

E através da educação, da publicidade,

dos meios de comunicação de massa, por exemplo, que são

determi^
determj^

nadas as necessidades culturais dos homens, homens estes

encar^

dos não como sujeitos participantes, mas como sujeitos consumido^
consumid£
res.

A ideologia das necessidades culturais ié um reflexo da lei

da oferta e da procura; ela ié uma posição comercial diante do o^
jeto cultural. A produção e a difusão de uma cultura - dominante
- é justificada pelas aparentes necessidades de um grupo,necess^
grupo,necessj^
dades de um grupo, necessidades criadas elas mesmas pelo sistema
dominante.

Poderiamos dizer, como Jean Baudrillard, que somente

na necessidade por que o sistema as necessita.
Um outro aspecto ainda chama a atenção: o carãter

reaci£
reacio

nãrio que teria a produção cultural se ela fosse determinada
Ias necessidades culturais de uma “população", pois na

p£

realid^

atravis da “novidade",
"novidade", atr^
de, todo progresso cultural se opera através
vês do “revolucionãrio",
"revolucionário", do “não
"não habitual".

Estimo porém,

somente uma política cultural que tomaria em conta a cultura
tintica de uma população, poderia participar no
geral de uma sociedade mais justa e humana.

que
ajj
aji

desenvolvimento

Uma cultura libert^
liberty

dora não consideraria as necessidades culturais como um pretexto

175

Digitalizado
gentilmente por:

�para alimentar um sistema comercial ou ideológico, mas se engaj^
engaja^
ria em primeiro lugar, num processo que visaria dar a cada homem
a possibilidade de descobrir suas verdadeiras necessidades correntes de sua cultura - contexto

- para num segundo

lhe dar as possibilidades de satisfazi-1as
satisfazi-1as..

d£
de

tempo,

Somente assim

que

poderá ser evitada uma cultura elitista, alienada ou reacionária.
A característica fundamental da ideologia da

inocincia

cultu''al
cultural é que a relaçáo
relação entre o homem e a cultura éi

apresent^

do como se estabelecendo a um nível direto, espontâneo, natural.
Nenhum conhecimento ié necessário para o prazer artístico.

A

litica
1íti
ca cultural e a ação cultural baseada nesta idéia se

opõem

ao gesto pedagógico, e tim como primeira função propor
tros íntimos" entre um público e a cultura.

p£
po

"encoji

0 objeto

cultural

se revela ao homem, o qual só
sÓ tem necessidade de ter uma disponi_
bilidade interior para captar toda a sua riqueza.

São assim ev^

cuados todos os outros fatores determinantes da situação do
mem - econômicos, sociais, psicológicos, etc. -, frente ao
to cultural.

obje^
obj£

Enquanto a ideologia do consenso cultural neutrally
neutrali_

za a obra cultural, a ideologia da inocência cultural,
za 0 público.

h£

neutralj^

0 resultado ideológico ié o mesmo.

Quanto ãs ideologias explícitas da cultura, que
das implícitas por se declararem ideológicas, Pierre

diferem
Gaudibert

apresenta, entre outras, as ideologias da democratização

cult]^
cultii

ral, da salvação cultural e da religião cultural.
da.democratização cultural tem as suas raízes
A ideologia da,democratização

176

Digitalizado
gentilmente por:

�na idéia da democracia política.

Da mesma forma que todos os ho

mens tim
têm direito ao trabalho, ã saúde, ã educação, ao lazer,
dos os homens também tem direito ã cultura.

Notemos porém,

afirraação:todos
a afirmação:
todos os homens tem direito ã cultura;
culturai é uma

que
decla
decla^

ração de um direito único ã pessoas diferentes, e que assim

não

é considerado um problema da maior importância, a saber, o
realização concreta do acesso ã cultura.

da

A tensão entre uma po£

sibilidade teórica, potencial - todos .os
,os homens tem direito
cultura - e uma possibilidade prãtica,
prática, feal
deal - determinada
condições sõcio-econõmicas
sõcio-econômicas

t£

ã
pelas

dos homens - não é tomada em consid^
consid£

ração pela política da democratização cultural.

0

mecanismo

ideológico relega, mais uma vez, a cultura-contexto a um

plano

secundãrio
secundário e insignificante.
Para a ideologia da salvação cultural a função da cultura
é a de antídoto da sociedade industrial que mecaniza o homem.Atr^
homem.Atr£
vés da cultura, - ato de fé do homem contra a civilização

robot

- um novo equilíbrio home^/natureza/sociedade é estabelecido,equi_
estabel eci do,equ£
líbrio que levárã
levara o homem ã sua reumanização.

0 elemento

prinr
prin-

cipal da ideologia da salva'ção cultural é a criatividade, o meio
cipalmais eficaz de proteger o homem contra a burocratização é
lhe a capacidade da imaginação.

Notemos por ora, e

dar-

falarei ai£

da sobre isso, que a relação entre criatividade e criação é

to

talmente ausente desta ideologia da cultura, e que o aspecto

da

subjetividade é de tal maneira amplificado, que ele se substitui
ã todas as determinações objetivas.
A ideologia da religião cultural, de mesma forma que

a

177

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�salvação cultural, visa promover um
ura humanismo baseado na

comjj
com^

nhão de todos os homens, que se encontrariam naquilo que os supe
sup£
ra, na sua fantasia, nos seus sonhos.

A comunhão se

estabelece

ao nTvel espiritual e a cultura é vista como um participante pri_
pri^
''vilegiado
'vilegiado deste 'reinado".
reinado".

EZ na experiincia cultural que os

h£

mens transcendem sua individualidade e estabelecem entre si rel£
çòes profundas.
ções

A ideologia da religião cultural é

reunificad£
reunificado

ra e se opõe a todas ãquelas que são "divisoras", pois todas

as

tensões e lutas, sejam elas sociais, políticas ou econômicas, p£
po
dem ser superadas'por
superadas por esta pretensa comunhão.
Um animador cultural deve possuir o conhecimento das

d£

versas ideologias da política cultural, para ter meios de

dec£
deco

dificã-las, inclusive ao nível
nTvel dos seus discursos, com os

quais

na sua atividade profissional ele será
serã frequentemente confrontado .
do.
Uma pergunta poderia agora ser colocada. Se o

animador

cultural deve estar atento ãs diversas políticas
polTticas culturais a fim
de se manter distante delas, qual é a orientação de base da ação
cultural?

De que maneira o trabalho da animação cultural

pode

ser delimitado?
Disse hi
hã pouco que a ação cultural é a injeção de um

pe£
pen

sarnento político
polTtico em uma atividade profissional, ou era
em outros te_r
te£
raos, que ela éê a síntese da interação entre moral econhecimento,
mos,
entre polis e logos.

Esta síntese, por comportar uma opção poH
polí

tica,
ti
ca, pode ser orientada - grosso modo - em duas direções,

178

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

dir£

�ções essas que não são mutuamente exclusivas, mas somente
terizadas pela motivação de base que as orienta.

cara£
carac

Poderiamoscla£

sifirar estas duas motivações como sendo uma motivação
sificar

manipul^

dora e outra que visaria promover a emergincia cultural.
meira seria normativa e a segunda transformadora.

pr^
prj^

Segundo a pri^
pri_

meira motivação, a cultura (e portanto no nosso caso

especifico
especTfico

a biblioteca) éi vista como um elemento que çontribue
contribue ã
ção do sistema soeio-econõmico.
sõcio-econõmico.

A

manuten^

Para a segunda, a cultura é'vi£
i vi^

ta como um meio de expressão criativo, e a animação cultural
mo um instrumento de libertação social,
social e cultural.

co

Paulo Freire,

a quem tanto devemos neste campo de atividades e reflexão, chama
a primeira de ação cultural de domesticação e a segunda de

ação

cultural de libertação.
Esquematicaraente poderia dizer que a ação cultural manip^
Esquematicamente
manipjj
lativa, de domesticação, age tanto ao nível
nivel da produção exemplo:
balhadores

por

música nas fábricas para aumentar o rendimento dos tr^
ao nivel
nível do consumo - cumpre o primeiro

fasciculo
fascículo

da revista fie ganhe o segundo -, quanto ao nivel
nível de lazer"
lazer'* exemplo:

leis, vã ao cinema, escute música, para no dia

por

segui£
segui^

te produzir e consumir bem, e para que, e isto é fundamental
fundamental,ter
,ter
interiorizado os valores aceitos pela sociedade.

i

A ação cultural emergente, libertadora, que éi evidentemen^
evidenteme^
te a ação cultural proposta aqui, se articula em torno de
problemas.

tris

A invenção, a formulação e a criação. .

Por invenção entendo o desenvolvimento de uma

criativid^

179

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�de própria, a descoberta de suas potencialidades de

imaginação.

A invenção ê também dar a cada homem, através da animação

cult^

ral (e bibliotecãria) os meios de inventar o seu código cultural
(e 1literãrio).
i terãri o) .
Por formulação entendo a passagem de um know-how,para que
a invenção, a criatividade emergente, para que o código cultural
próprio aos homens com quem se trabalha, possa vir a se
lar.

artic^
artic^i

A formulação por esta razão, engloba tanto a percepção,

decodificação, quanto a realização técnica de uma idéia.
e isto ié muito importante, toda a animação cultural (e

a

Porém,
bibliote
bibliote^

cãria) que tenha como meta o desenvolvimento da formulação cultjj.
cult^,
ral e literãria de um modo emergente e não mani pul ador ,deve
siderar que a linguagem cultural e literãria ée um meio de

coji
con^
exte

riorizar o modo de pensar, o modo de vida, os sentimentos de
grupo determinado.

um

Toda tentativa de iniciar um grupo em

uma

técnica de linguagem cultural ou literãria outra que a sua, (me^
(me£
mo que mais autêntica e adaptada ã realidade de vida deste

gru
gr^

po), deve consequentemente utilizar os modos, os meios de expreß
expre^
são próprios ã linguagem utilizada pelo grupo, ao mesmo tempo
tempoque
que
se referir ao vocabulário
vocabulãrio e iã gramática
gramãtica característicos da

nova

técnica de linguagem.
A criação é a articulação da invenção e da formulação.

A

criação é meta de toda a animação cultural que promove a emergêji
emergê^
cia, pois somente a criação (não confundir com a

criatividade)

faz com que o indivíduo supere suas limitações exteriores e

tr^

ce 0 caminho da transformação, da verdadeira revolução.

180

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnta

&lt;/ ^

-

11

12

13

�Vejamos agora em que sentido que é proposto o

engajamen
engajameji

to do animador cultural e quais as justificativas sociais de tal
engajamento.
engajamen
to.
Abraham Moles escreve no texto "Análise Sistimica
Sistêmica da

So
$£

ciedade como Máquina", que n5s
nós vivemos num mundo onde o conceito
de sociedade involui em direção do conc eito de sistema social ,
onde a idéia do "contrato social entre indivíduos",
indivTduos", cede lugar a
um "mecanismo de funcionamento social".

Segundo Moles, os

ho

mens não
náo são mais fundamental mente interligados entre si,
isolados emsuas
em suas células; eles o sáo
são somente através do

mas,
sistema

social e mais precisamente, através da estrutura de duas dastrés
redes principais deste sistema:

a rede de serviços - através da

dual a máquina social "alimenta" os seus componentes (por
oual

exem

pio a cultura, a saúde, as vias de transporte), e a rede das re^
trições - através da qual a sociedade, a máquina social estabele^
estabel£
ce os seus controles
contmles (por exemplo os impostos, a obediência
leis, 0 serviço militar).

ãs

A terceira rede social que Moles defj_
defi^

nsi
ne, êé a rede de coleta de informações, que tem por função

reali_
reali^

nentar o sistema com as opiniões dos homens, isto é, com
mentar

sua s^
s£

tlsfação ou insatisfação; consequência direta do equilíbrio
ttsfação

en^
en

tre as duas outras redes.

r^
r£

Como esta rede de feed-back - em

zao do progresso.da telemãtica
telemática e da■informática
da informática - opera continu^
continue
mente eê de maneira imediata, a sociedade como máquina

funciona

por reação continua ãs informações constantemente recebidas.

E

como diZ‘-"ainda
diz-ãinda Moles, um sistema reacional e igualmente um

si^

tema reacionário, na medida em que ele normalise,
normalisa, na medida

em

que ele evita a anomia e tende ã uma homeostasia cada vez

mais

181

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanenta

�perfeita.

Existe porém uma possibilidade de escapar a esta

sj_
si_

equilíbrio total, a saber pelo contato entre os homens
tuação de equilTbrio
fora das redes sociais.

Ainda que Moles nos previna que isto

?é

um fenômeno raro, que em todo caso teria uma incidência

neglj_
negli_

genciivel sobre o sistema social, ele é o único modo de

recoil
recoii

quistar a criatividade e parar de funcionar para viver.
Segundo a posição que é apresentada aqui, o animador
por função o de

tem

engajar na ativação destes encontros fora

do

sistema; ele deve propiciar a eclosão da criatividade e da

cri^

ção, para que assim o homem-indivTduo passe a ser homera-cidadão.
homem-cidadão.
Uma curiosa contradição aparece aqui, pois a ativação dos

encoji
encoii

tros entre os homens fora do sistema, ié uma estimulação da

vida

privada, e ée justamente ela que pode suscitar a mudança de

indj^
indj_

vTduo ã cidadão, quer dizer, a participação do indivíduo ã

vida

pública.

Porém esta aparente contradição é superada quando

damos conta, de que é justamente este caráter
carãter passivo, ou

nos
como

diz Moles, equilibrado, normalizado, homeostãtico, que impede os
homens de atingirem o conhecimento e assim assumirem sua
ção de vida.

condi_

Pois como escreveu Lucien Goldmann no seu livro "A

Criação Cultural na Sociedade Moderna",

todas as formas de

aM
ati_

vidade cognitiva são, por um lado, ligadas de maneira mediata ou
imediata ã uma praxis individual social, e por outro,

constttu^

das pela relação entre multiplicidade de dados sensíveis e aacria
cri a
ção ativa de uma invariante, isto é, que as formas
constituem uma síntese entre passividade receptiva e
orqanizadora.
organizadora.

182

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanenta

cognitivas
atividade

�c u1 tu ra1
cultural

Digo, portanto, que a tarefa primeira da ação

e da animação cultural e bibliotecária i de ativar, seja criando
as condições para um encontro entre os homens, seja
uma atividade cognitiva.

estimulando

A tarefa da animação é, então, como jã‘
jã

afirmei antes, polis e logos.

E se a animação fosse s5
sõ

engaja

mento social, ou sõ procura de conhecimento, ela não operaria
sTntese dialética que mencionei, e ela seria incompleta e

a

conde

nada a fficar
i car estéri
es téri1.
1.
Permitam-me insistir ainda uma vez nesta relação entre en.
en
gajamento e pesquisa na animação cultural.

Afirmei que aa-

cultural éi uma sTntese entre ciência e polTtica, entre
e moral e me baseei para dizê-lo, também nas quatro

ação

pesquisa
definições

de cultura apresentadas por Edgar Morin no seu artigo "De
culturanalyse ã 1a
la politique culturelle".

la

Ele diz que a cultura

pode ser definida antropo1ogicamente,
antropologicamente, etnograficamente ou
Antropologiearnerte
logicamente. Antropologicamente

cultura

pode ser

socio
soci£

considerada

como oposta ã natureza, e neste sentido ela êé expressão da

orga

nização e da estruturação própria
prépria ao homem, ou então, ser

consi^
consji^

derada como tudo o que tenha um sentido.

Neste caso ela

também

seria a expressão da organização e estruturação humana. Etnograficamente o sentido do cultura'1
culturãl se opõe ã técnica e engloba cren
ças, ritos, normas, valores ou modelos de comportamento.

Socio-

logicamente, 0 cultural contém as noções não assimiláveis

pelas

disciplinas econômicas e demográficas, e engloba o domTnio psico
afetivo, a personalidade e a "sensibilidade".
•Podemos com Edgar Morin, reduzir estas quatro

definições

183

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Ciereaclanenta

••UJ .0

11

12

13

�a uma dupla articulação que permitiría revelar a razão da

sTnt£
sTnte^

se conhecimento-engajamento da ação cultural.

A cultura serã.ou

código, ou modelo.

"Se devemos encon_

E como disse Edgar Morin;
Morin:

trar um sentido para a noção de cultura, ele sera
serã aquele

que as_
a£

sociaria a obscuridade existencial ã forma esiruturante. Em
Era

o_u
oji

tros termos, por um lado o sistema cultural extrairía
extrairia da existifl
existên
cia a experiência que ele permitiría assimilar, e por outro,
sistema cultural daria ã existência os moldes e estruturas
assegurariam, dissociando ou associando a prãtica e o

o
que

imagin^
imaging

rio, seja a conduta operacional, seja a participação, o prazes,o
êxtase".
Isto dito, vejamos o problema a ação cultural de um ponto
de vista mais específico da biblioteca. Em primeiro lugar

obse£
obsej^

vemos como a ação cultural na biblioteca pode ser um instrumento
para a superação do poder do especialista.

Em seguida abordamos

a problemática - talvez a mais importante - que ê a relação

da

ação cultural e da biblioteca, com o seu público.
Consequência do sistema da divisão do trabalho, o conhebjl
conhecj
mento, o saber, pertencem a especialistas, a experts.
que têm a palavra, que agem em nome de.

São

eles

Eê por exemplo um expert,

ou como diria Moles, um
ura "decididor", que nos diz que estamos.doen
estamosdoep
tes, e depois que estamos em boa saúde; iê um expert quem nos diz
que somos culpados ou inocentes; éê um expert que nos diz

quais
quafS

livros ler, e ê também um expert aquele que nos diz se o que nos
nós
lemos era de boa ou mã qualidade.

184

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

�A ação da biblioteca tradicional se insere nesta

situa-

ção, mantendo, e talvez até aumentando a rutura existente

entre

0 saber do especialista-bibliotecãrio
especialista-bibliotecirio e a ignorância do usuário.
Os gostos, as preferências ou aversões dos usuários não
muito.

0 bibliotecário sabe quais livros devem ser

contam

consultados

e considerados como bons, ou não consultados - estes livros

na

sua maioria nem se encontrarão na biblioteca - e considerados C£
co^
-mo
fflo ruins.

A Biblioteca porem,
porém, encarada como um instrumento

de

ação cultural, pode se engajar na eliminação do papel do expert.
Se na biblioteca o usuário tem a possibilidade de pronunciar
sua própria palavra, tem uma influência sobre quais os

a

livros

que compõe o acervo, se sente apto a ter uma opinião, ele poderá
ti-la igualmente em outras atividades.
tê-la

Se numa biblioteca,

usuário pode se inventar, se formular e criar, o poder dos
cialistas poderá um
ura dia ser ameaçado e talvez até
atê
Como diz 0 velho ditado chinês:

o
espe
esp£

desaparecer.

o maior caminho começa por

um

pequeno passo.
Vejamos agora o problema do público num pensamento

da

cultural ee especificamente,
especificamente, de
de como
como numa
numa biblioteca
biblioteca
se
mo cultural
se
transformando em um centro de animação cultural, ele éê encarado.
0 desenvolvimento de espTrito
espirito individualista burguês • modi^
modi_
ft!í£OM d&amp;raarreira
Ifiídoü
d&amp;maffeira significativa, por um lado, a relação do
cam A cultura (entendida aqui como acervo) e do outro a
^ chiador
criador com o seu público.

homem
relação

Se na Idade Média a criação artT£
arti”^

%1ca tinha uma utilidade social globalmente aceita, era um
%ica

'bem
bem

^j^õlico,
I^ljnj&gt;ã1
i CO, pertencia ao domínio público; com a Renascença,

ela

185

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnt«

^

�tende a ser uma fruição individual e um bem econômico.

Se

na

Idade Média e criação artTstica
artística era orientada para o povo, na R£
nascença ela começa a se voltar para o público.

Esta

modifier
modific^

ção de povo em público é o início
inicio de um processo de distanciame£
to entre alguns grupos sociais e a cultura, esse processo se ac£
ace
lerando pouco a pouco até chegar a uma rutura, que criará
criarã de

um

lado um público efetivo ou potencial do fenômeno cultural, e

do

outro um público deixado de lado.

Chamemos este público que não

0 é mais, de não público, o qual ié definido por Francis Jeanson,
autor do Livro "L'Action Culturelle dans la Cité",
Cite", como sendo "a
grande maioria da população:

todos aqueles a quem a

quase não fornece (ou recusa) os meios para optar

1ivremente".A

diferença entre público (mesmo em estado potencial) e
co éi fundamental.
CO
ciai pode vir a ser
jamais.

sociedade
não-públj^
não-públi^

Se no nosso sistema cultural o público

poten^
poteji

público efetivo, o não público não o

será
serã

Se graças a uma maior difusão, uma redução de

preços,

uma descentralização cultural, se, enfim, graças a uma

política
polTtica

de democratização cultural, conseguir-se transformar o

público

potencial em público efetivo, o não público não serã
será
do.

Este continuará a ser marginalizado e esquecido.

transform^
transforma
Para

uma biblioteca possa vir a ser uma biblioteca-ação cultural,
necessário que ela se volte para o não público.
a Fraqcis
Francis Jeanson quando ele diz:

éê

Assoeiemo-nos

"0 que nós
nôs reivindicamos

que 0 não público possa romper com o seu isolamento atual,
do gueto situando-se de maneira cada vez mais das

que

éi
sair

mistificações

que tepdem
tendem a fazi-lo
fazê-lo cúmplice das situações reais que lhe são ijn
i]i
f1ingidas"
f1ingidas“..

Digitalizado
gentilmente por:

�E portanto necessário romper com o isolamento do não

pG
pu

blico, isolamento este náo
não circunstancial, mas essencial. A

cuj^

tura na sua pluralidade de expressão não lhe diz respeito.

Não

se estabelece um diálogo entre o não público e a cultura um

diã

logo.

Por um lado o não público não "compreende" (não faz senti^
sentj^

do para ele) a "palavra" da cultura, e por outro, ele não

tem

possibilidades de formular a sua ""cu11ura-pa1
cul t ura-pal aavra"
vra" (que

faria

sentido para ele).

silê£
silêji

A cultura do não público é cultura do

cio, e como diz Paulo Freire "somente quando as classes e grupos
cio,'
dominados, o Terceiro Mundo do Terceiro, transformam revolucion£
revoluciona^
riamente as suas estruturas i que se faz possível realmente
sociedade dependente dizer a sua palavra.

ã

E através desta tran^

formação radical que se pode superar a cultura do silêncio".
A bib1ioteca-ação cultural éê a transformação

estrutural

da biblioteca tal como existente hoje, em uma biblioteca que par
pa£
ticipe do processo de dar a palavra ao não público.

E

dizer

a

sua palavra, é como escreve Paulo Freire, "um comportamento hum£
no que envolve ação e reflexão.

Dizer sua palavra num

sentido

verdadeiro, éi o direito de expressar-se e expressar o mundo,
criar, e recriar, de decidir, de optar."*

Ao dar a palavra,

de
a

biblioteca-ação cultural responde ã aspiração fundamental
bib1ioteca-ação

de

igualdade, pois como dizem tão bem os rapazes de Barbiana:

"s5
"sõ

a língua dã a igualdade.

Um igual ié aquele que sabe exprimir-se

e compreender a expressão dos outros."

E necessãrio
necessário que a

blioteca-ação cultural e o não público “falem a mesma
b1ioteca-ação

bi^
bi_

língua" e

que 0 fosso cultural que separa o não público da cultura seja su
sjj
perado.

187

Digitalizado
gentilmente por:

�De que maneira uma biblioteca pode vir a ser
mente uma biblio
bib1io teca-ação
teca - ação cultural?

verdadeira^

De que maneira uma

teca pode "substituir" os seus usuários (que reificam

bibli£
biblio
bibliot£
bibliote

ca e bibliotecário) em um público participante (que dialoga
eles)?

com

Quais as relações estruturais entre uma biblioteca e uma.
uma

bi b 1 i 0 teca-ação cultural?
biblioteca-açáo

Para podermos compreenoer estas

ind£
inda^

gações, vejamos os pontos em comum e as diferenças entre uma

bi_
bi^

blioteca e um centro cultural, e tambim as suas respe,ctivas

fu£
fun^

ções.

Tradicionalmente a biblioteca é lugar de livros.

lugar de informações.

Arquivo de cultura.

Museu.

Isto é,
ê,

Sua

função

seria a de oferecer estas informações, este acervo cultural a um
un
grupo de pessoas.

A biblioteca seria fonte de informações,

qual uma população sedenta de cultura viria se desalterar.

na
Nas

isto, como acabo de dizer ié visão tradicional.
^ .

Oeste mesmo ponto de vista, ura
um centro cultural ê

rado como uma ampliação da biblioteca.

cons1d£
conside

Além
Alêra de livros, o centro

cultural oferece informações em forma de quadros, música, cinema,
cintau,
teatro, etc.

A estrutura êé a mesma.

pação de venda.
paçáo

Serã?
Será?

Supermercado.

Sem

i^reocu,
|^reoC£

Se não houver um númerq
número iTalmo de empri£
empris

timos ou consultas de livros, a biblioteca arrisca ser
ser fe-chada^
fmchadaj
se não houver um público roTnimo
mínimo nos concertos, teatros,

filmes,

exposições, o centro cultural arrisca ser desativado.
Outra caracterTstIca
característica não menos fundamental '*‘^sta*
‘‘‘^sta* estrutu
mstrutu
ras tradicionais, iê que tanto as blbliotecaf
bibliotecas qaimco
qai»c« os
culturais são Implantados.
Implantadas.
minada realidade.

centros
centres

Algo
Aígo de fora • calocado
colocado em uma deter

E£ come
comç todo Implante,
implante, as blbimtecas e

188

Digitalizado
gentilmente por:

cen
cen^

�tros culturais estão sujeitos ao fenômeno da rejeição (a

dita

falta de leitores ou público).
Has existe outra possibilidade.
Mas

C a não tradicional.

Em vez de implantação de estruturas, será
Ein
serã desenvolvido um
programa que suscite uma emergincia
eraergincia cultural.

Bibliotecas e cen
ce£

tros culturais terão condições favoráveis para nascerem,para
desenvolverem a partir de uma realidade dada.
tanto 0 fenômeno da rejeição.

Não existirá

por
por^

Não serão mais supermercados

ou

fontes de cultura, mas sim núcleos de uma expressão cultural
va.

se

será mais de dar, oferecer cultura âã um
Sua função não serã

vj^
gr^

po de pessoas, mas a de propiciar e desenvolver uma dinâmica cu^
tural, de favorecer uma ação cultural, com um grupo de
(não para um grupo, mas com ele).

pessoas

Na biblioteca e centro

ral tradicionais, existe consumo de cultura; na biblioteca
criaçao cultural.
centro cultural novos, criação
mos mais separar estas duas estruturas.

Nesta ótica não

cult^j
cultji
e
pode
pod£

Tanto é possível uma bi^
bj^

blioteca ser um centro cultural (bib1ioteca-ação cultural), como
cu11ura 1-bib1io
um centro cultural ser também biblioteca (centro cultural-biblio
teca) .
Mas de que maneira uma biblioteca poderá ser também
centro cultural?

Uma vez claro que a função da

um

bib1ioteca-ce£
bib1ioteca-ce^

tro cultural ou bi bl i oteca-ação cultural não será
serã a de dar

li^

vros, mas a de suscitar uma cultura (literária) viva, (o que não
implica de maneira nenhuma na negação do "dar livros para ler"),
entendo as suas atividades desenvolvidas em três
tris nTveis:
níveis:

primej_
primei^

189

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Cvereaclanenta

�ro, uma pesquisa da realidade com a qual se irã trabalhar; em se
S£
guida o desenvolvimento de estruturas que permitam a

emergincia
emergência

da cultura, da leitura e, o que i o mais importante, que

permi_

tam através da atitude "literária", o acesso a uma maior

con^
con£

ciência de sua condição cultural; e finalmente uma constante anã
lise do trabalho efetuado,a fim de evitar um movimento de distan
ciamento da prática com os dados da realidade com a qual se

tra
tr^

balha .
balha.
Em termos práticos, a bib1ioteca-centro cultural eê um ceti
tro que, a partir da cultura literária, irradia estímulos
estTmulos em

di_

reção de um grupo de pessoas determinado (estTmulos
reçio
(estímulos estes, frutos
de um trabalho de interação biblioteca-centro cultural com a
pulação ■ dada)
dada),, que tem por meta o desenvolvimento cultural
grado da comunidade.

po
int£
1nte

Este desenvolvimento tem duas dimensões.Por

um lado, o conhecimento da cultura existente - tanto o

acervo

quanto 0o contexto cultural - que concerne a comunidade em

ques

tão, e por outro, a criação de uma cultura que está constantemen
te a se fazer.
gl£
Uma biblioteca-centro cultural responde desta maneira glo
balmente ã sua vocação primeira na vida cultural na qual ela
tiver engajada.

es

0 novo bibliotecário, o bibliotecário animador,

será 0 agente catalisador desta ação, ação cultural.
Para terminar a minha intervenção, gostaria de tecer algij
alg£
mas rápidas considerações sobre o objeto de base da biblioteca e
de seu manuseio, dentro de uma visão da ação cultural.

190

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
sí em
Gervoclannito

Como

e

�encarado o livro e a leitura dentro de uma bib1ioteca-ação
bibl ioteca-ação cult^
cultii
ral?

Para responder esta pergunta me baseio no livro de

Rober

to Escarpit "Le litteraire et le social".
A caracterTstica primeira do livro numa

bib1ioteca-ação
biblioteca-ação

cultural i que ele não ié mais objeto, mas elemento em uma cadeia
comunicolõgica.
comunicol5gica.

Segundo a dupla definição de cultura que dei no

inTcio desta intervenção, o livro não é coisa, mas concretização
de contexto.

Ele não éi mais, nem metro quadrado em estante, nem

unidade de acervo, nem mesmo unidade de estatísticas de empréstj_
emprésti^
mos ou consultas.

Ele i,
e, como diz Roberto Escarpit, uma máquina

de difusão da palavra, um meio para que autor e leitor se comunj^
quem.

E êé um meio específico, artístico, pois mesmo não

permi^

tindo um feedback entre leitor e autor (salvo algumas reações pe^
pe£
soais, críticas ou estatísticas), ele éi um meio que pode e
ser fundamentalmente dialõgico.
objetivado na obra.

0 leitor dialoga como o

deve
autor

Em termos comunicolõgicos
comunicolõgicos,, o receptor

(lei_
(lei^

tor) interage (tem um feedback) com o emissor (autor), não

atr^

vis do meio (livro), mas no meio.

Autor e leitor se

no livro, que i um espaço de diálogo.

encontram

Neste sentido o livro

tem valor de realidade enquanto estiver sendo lido.

E a

sõ

leitjj
leit£

ra, 0 diãlogo
diálogo do leitor com o autor, que faz o livro existir, ou
como disse Sartre no seu ensaio "Qu'est ce que la litterature" ,
citado por Escarpit:

"0 objeto literário éi um estranho

que sõ
s5 exídte em
era movimento.

pião,

Para o fazer aparecer, éi preciso um

ato concreto, que se chama a leitura, e ele dura o tempo que
Ita leitura durar.
papel.

e^
e£

Fora disso, sõ existem trações pretos sobre o

"E Sartre continua:

“E
"E o esforço conjugado do autor

e

191

Digitalizado
gentilmente por:

�do leitor que farã
fará surgir este objeto concreto e imaginário

que

é a obra do espirito".
Acabo de dizer que leitor e autor dialogam no livro. Este
diálogo porém náo éi ,um
um diálogo cora
com o outro real, mas com o outro
imaginado.

Leitor e autor, como disse Escarpit, dialogam na

se de uma mitologia recíproca.
um diálogo com o autor real.

Seria possível ao leitor

ba^
b^

tentar

Através de estudos biográficos

de
d£

talhados, o leitor poderia saber mais pu menos exatamente

quem

é, ou era, o autor de um livro dado, e qual o .seu
seu projeto

real

ao escrever o livro.

Mas, como afirma Escarpit, esta pesquisa é

"acrobacia intelectual realizável mas completamente gratuita". ,C
.C
que é importante, e lembremos do que falamos sobre as formas

de

assimilação da herança cultural, é, e citemos ainda uma vez

E^

carpit:

se

"saber o que se pode fazer de um livro.

Ora, o que

pode fazer em uma outra situação histérica
histórica - outro grupo

social

ou étnico, outro século, outra civilização é necessariamente

di^

ferente do que o autor queria conscientemente que se fizesse

de

sua obra."
Toda a assimilação Crítica,
crítica, viva, da herança cultural, to
da a leitura crítica, vida, e tradução da intenção do
E toda tradução é traição.

escritor.

Traduttore, traditore.

0 gesto prático em uma biblioteca como instrumento de ação
cultural, é necessariamente, e basicamente, um trabalho de leitjj
leit^
ra.

E leitura no amplo sentido de - como disse Paulo Freire - ,

repensar historicamente, sociologicamente, tanto o acervo

192

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

cult^
cult^j

�ral que nos circunda, quanto o nosso contexto cultural, para que,
ra1
nura processo de tradução, de decodificação, para que, num
num

pr£
pro

cesso de busca de sempre maior consciência, se trair as

inteji

ções de normalização social presentes na cultura, e se dar

vida

aos elementos emergentes de nosso contexto cultural.
Termino esta rainha
minha intervenção como a comecei:
citação:

por

uma

a definição de livro, de Roberto Escarpit, que engloba

tanto 0 aspecto da liberação da invenção, fantasia-criatividade,
quanto o0 aspecto da formulação, da articulação desta criatividade - a criação.
ura conteúdo int£
inte
“Porque em um volume pequeno, ele possue um
lectual e formal de alta densidade, porque ele passa

facilmente

de mão em mão, porque ele pode ser copiado e multiplicado ã

vori
voji

tade, 0 livro ê o instrumento mais simples que, a partir de

um

ponto dado, seja capaz de liberar toda uma massa de sons, de ima^
im^
gens, de sentimentos, de idéias, de elementos de iinformaçãaabrin^
nforraaçãíiabriii
do para eles as portas do tempo e do espaço, para depois,

junto

com outros livros, reconcentrar estes dados difusos em direção a
uma multiplicidade de outros pontos esparsos, através dos
los e continentes, numa infinidade de combinações todas

séc^
sécij
difereji

tes, umas das outras."

193

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�NOTAS

1 - In Carlos Guilherme Mota, Ideologia da cultura brasileira,p.
XVII.
2 - Francis Jeanson, L'action
L'actlon culturelle dans la cite, p. 53.
3 - Op. cit.
cit.,, p. 131.
Friedman, no
4 - Este lazer i definido por Georges Friedraan,

seu

livro

"Ces aerveilleux
aervellleux instruMents",
Instrunents“, corao
como sendo o terapo
tempo liberado ,
tempo livre.
que ele opõe ao terapo

0 tempo
terapo liberado êe o tempo
terapo pl^

sistema, enquanto que o terapo
tempo livre êé o
nificado pelo sisteraa,
que 0 horaera
homem usa para si raesrao.
mesmo.

Adorno define este terapo
tempo

berado corao
como sendo ura
um terapo
tempo vazio sem
sera trabalho mas
raas com
cora
nua falta de liberdade.

(In:

tempo
terapo
li_
Ij^

contT

Filosofia da nova MÚsica).
núslca).

5 - Nesta frase Paulo Freire resurae
resume os três grandes aspectos
ação cultural tratados aqui:

da

a ação e reflexão, polis e

lo

gos; a criação;
criação: direito ã decisão.

BIBLIOGRAFIA SUNARIA
FREIRE, Paulo.

Ação cultural para a liberação e outros escritos.

Lisboa, Moraes Editores, 1977.
Educação coao
COBO prãtica
prática da liberdade. São Paulo, Paz e Terra
1971.

,

194

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�Pedagogic des oppriaés.
Pêdagogie
opprlaês.
GAUDIBERT, Pierre.
sion.

Action culturelle, intégration
integration et/ou

subver

Paris, Casterraann, 1977.

GOLDMANN, Lucien.
ne.

Paris, Maspéro,
Haspêro, 1977.

La création
creation culturelle dans la sociêtê
société

raode^
noder

Denoôl, 1971.
Paris, DenoSl,

JEANSON, Francisc.

L'action culturelle dans la cite.
cité.

Paris,

Seuil , 1973.
Seuil,
MORIN, Edgar.

De la
1a cul turanalyse ã la politique cul
culturel
t ure 11le.''Com
e .''Com

munications".

Paris, n9
nÇ 14, 1969.

SARTRE, Jean Paul.

Qu‘est-ce
Qu'est-ce que la littérature?

Collection

idees N.R.F., Paris, 1948.
idies
Rapazes da escola de Barbiana.

Carta a una
uma professora.

Lisboa,

Presença, 1977.

I! 195

Digitalizado
gentilmente por:
por;

.0

11

12

13

�esfj 9fge2»b«‘í
j t*yi&lt;|(i*.. HA'J4
, 9Í íâTiiHua. nef JiA
s
, ríl3fl ÍGi^ ■».,.
" ^■ ív . . M--T-,,^. -.:&gt;.-j.. 5 ieiiiçxfiií 4a
í-r^ »i'í?-rs ,/..
«y,.
.»'vPf , PlIBÍ^T ?&lt; ? JB J ,il'l,^ ,nOt?'
í ISÍJO«,, Sflswoe
»f io*l&gt;
«tl9T»lÍ83
noíJtsTí
J-.';.;
-Xíc^i^n,
T ,-rí-tac
CHnur^,\e
á«*? ftjJ., ,•&lt;1« . i. .,. .//'AtíQ
r, .
. íf® I ,
■• i '■'
tfí
3 - Ôí&gt;.
«íf-ts*?

:&gt; : 3,
»)TH »í snsb »{fsiwíflij rtoi'ia»

■jr;»'!
■-■ tpr

■■; -ÍC'1».-

4 ' í*rg =s,s, t

.f-i-

“C»« w$r««(; »^s-x 1 p-i.trCÍ--

' ' '■'■ ■ M :.. í- r 5 dí
r "ria
’6eè3 ,*?íáOP‘■ív ' -3 ísapo p;• Paer .t» 'Pn ,.»^1 3
.»noíafc .íoüa
¥ • -.'.le tü íj i;s* £ t f
.' k !■■ i -i ‘ ij»;'. . .
tjUi? !j V5.«ts) -íií J,,jr;. &gt;.í p-'!,«io
Hpf;.....
■,
&lt;’04a}.i?ii03..
í»UiJ6t9lJír
&amp;r
9«p
S,j-Jâ9'i;v
,'UB'I
f!f&lt;âL ,3v:^n,
. . ,
te-,
.i,E,
, 5,. , .
^
-Sípr . -4
. . i Í.I« ?09Í. r
nuí Í4.,.d :fe
metsru
■ íflBÍjjTíB tft filO'.:?* Bb ífi'n:í.i
-'êr iPí- ív. ■
■ tüs 4a
,83rt»? = -í4
. ; V : ■ í- r- • «■ •uçr
, i 'Mi i-

. «ÍOÍÍftTOKi *»l» « ..Í'i6j
• • P; / ê .' .1 -(;••■.- r ■, ,HÍJ

è

»vi« ■ í ■' V»- í ) »'.'■iria'. i ,
V'VS; J i.’-iii,..

B ? 3 U wf. ? 4 r í íi t. e^íâ«! &gt;.

?t?. ÍÂB'1 -í?it'3.'P- ■’-nn.

:

'

ptíih.'. ia !í' .

■m
m

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
stem ^
GercflcUminilo

I"

�A BIBLIOTECA COMO INSTRUMENTO DE AÇAO
AÇÃO CULTURAL

Debate ã comunicação de VICTOR FLUSSER
Myriam Gusmão de Martins, CRB-1/736
por Hyriam

Linita o assunto ao problema da AC eni
LíMita
em pequenas

comunida-

des do Terceiro Mundo, em particular, no Brasil.
"A Biblioteca como instrumento de ação cultural" (l:l)foi
(l;l)foi
como Victor Flusser intitulou sua comunicação a este XI
so Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação.

Congre^

Desde o prime^
primei_

ro, realizado em 1954, em Recife e, portanto, também no Nordeste,
este agora ié o único a se ocupar, com exclusividade, .da
da

matéria

e domínio
domTnio de que é feita nossa profissão, ou seja:

Cultura

a

(HOMEM/NATUREZA/VISÄO DO HUNDO/RELAÇOES
(HOMEM/NATUREZA/VISAO
MUNDO/RELAÇÕES INTER HUMANAS) e de
objetivo (a prática política
polTtica de nossa profissão através da AC

seu
e

a animação bibliotecária) (1:4).
Se tem havido fracasso em nossa profissáo,
profissão, foi justamente
por sõ
s5 após
apôs 28 anos do primeiro Congresso, haver nos alertado de
que aT é que estava o problema - nos aspectos culturais de nosso
povo e de nós
nús mesmos, profissionais da Biblioteconomia.
Parece que agora já conseguimos a maturidade

necessária

para aceitarmos isto.
197

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

^

.0

�0 título "A Biblioteca como instrumento de ação cultural",
poderia ser completado com um dado locacional:
ceiro Mundo".

"em país do

Te£
Ter^

Mas a própria citação, pelo expositor, do "Sermão

da Terceira Dominga do Advento", do Padre Antonio Vi
Vieira
eira,es
,escri
cri to
no século XVn
XVII,, mostra bem a delimitação do enfoque a ser

dado:

"Não hã lume de profecia mais certo no mundo que consultar as en_
e£
tranhas dos homens.

E de que homens?

De todos?

Não.

Dos

s^

crificados (...)" (1:1).
Portanto, a Biblioteca como instrumento de ação

cultural

S£
tem que ser aqui encarada levando-se em conta tão somente "os s^
crificados":

usuãrios e bibliotecãrios de um país do

Terceiro

Mundo.

Analisa a forraaçao
formação do bibliotecário
bibliotecãrio brasileiro face ã AC
Analisarei o documento de Victor Flusser somente do ponto
de vista de um profissional da Biblioteconomia, envolvida e

tr^

gada durante quase quatro décadas pelos problemas específicos de
bibliotecas e bib1iotecãrios de um país do Terceiro Mundo, obse£
vando-os sob as diferentes facetas que funções e encargos da pr£
fissão me propiciaram.

Analisarei assim a herança cultural

do

bibliotecãrio brasileiro, as ideologias da política cultural br£
bibliotecário
br^
sileira e sua influência sobre o bibliotecário
bibliotecãrio brasileiro,a omÍ£
são dos aspectos e problemãtica Cultural na formação e

legisl^

ção bibliotecãria
bibliotecária,, a necessidade e barreiras para se dispor

de

bibliotecários para a função de Animador Cultural em país do te£

198

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanenta

�ceiro Mundo, e considerações visando que qa ação cultural

seja

viável no Brasil, ou, pelo menos, no Nordeste do Brasil,

como

prática da Biblioteconomia.
Para isto tentarei responder a seis perguntas:
Que se entende por bibliotecário, no Brasil?
Bibliotecário i "aquele que superintende uma biblioteca"e
0 bib1ioteconoraista
bib1ioteconomista éê um
ura "especialista em
era Biblioteconomia" (2).
Os cursos que preparam
preparara o«s
ok futuros bibliotecários, são cha
ch^
mados, no Brasil, de Cursos de Biblioteconomia.
raados,

Isto parece ter

influenciado sobremaneira a formação dos futuros- bibliotecãrios.
Biblioteconomia quer dizer "conjunto de conhecimentos

r£
re

ferentes ã organização e administração de bibliotecas" (2).
Enquanto era
em outros paTses as denominações de tais

cursos

variara
variam de acordo cora
com a concepção de cada povo sobre o que se

de
d£

ve ensinar a ura
um futuro bibliotecário, como por exemplo,- na

prõ
pró

pria América do Sul, os curso-s de Bi bl i otecol ogi
ogiaa , acepção

mais

abrangente pois ié o "estudo ou conhecimento das bib1iotecas"(2)
bib1iotecas"(2),,
no Brasil o curso em
era seu currículo
currTculo mTnimo,
mínimo, portanto o

oficial

preocupa-se com a organização e administração, com
cora exceção de P£
História do Livro.
leografia e Histõria

199

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanent»
nmts

.0

11

12

13

�Coao são selecionados os futuros bibliotecários?
Biblioteconomia,
A partir de 1960 o ingresso nos Cursos de Biblioteconomia»
no Brasil, foi.num crescendo de 232 matrículas em 1960, para 647
graduados em 1978 (3) e até agosto de 1981 haviam 11.125

bibli£

tecãrios registrados em Conselhos Regionais deBiblioteconomi
tecirios
de Biblioteconomi a(4X
Alguns fatos contribuiram para o crescimento de

candid£

tos ãi profissão de bibliotecário:
a) em 1962 a Lei 4.084, de 30 de junho de 1962, que

di£

põe sobre a profissão e a sua regulamentação pelo

d£

ereto n9
nÇ 56.725 de 16 de agosto de 1965;
b) os vestibulares unificados com a possibilidade de

até

3 (três) opções e a possibilidade de vaga em curso
perior quando as primeiras e segundas opções não

sji,
su,
fo£
fO£

consegui das ;
sem conseguidas;
c) entre as décadas de 40 a 50 a organização das universi_
dades federais nos Estados, com garantia de

salários

maiores que os oferecidos por órgãos locais, assim
mo a oportunidade de um status profissional

co

respeitã
respeitá

vel segundo os padrões provincianos.
Se alguns futuros bibliotecários vieram ã procura de

um

curso que lhes proporcionasse "ampliação de conhecimentos",

"IjJ

gar onde se tem possibilidade de encontrar pessoas cultas"

ou

200

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnt«

^
&lt;/ ^

-^

11

12

13

�porque "gostavam
“gostavam muito de ler", a maioria ingressou no curso

ã

cata de "emprego", porque o vestibular da ãrea
área onde se situa

Bi^
Bi_

blioteconomia "não exige Matemática, Física e Química", ou

po£

que a terceira opção, era Biblioteconomia e nela foram parar(5).

Características destesnovos profissionais
A. maioria pertence ã geração TV; aos apartamentos como o£
0£
ção financeira de moradia; ãs famílias de pais que trabalham

fo

ra, isto é, pai e mãe, quase sempre não fazendo refeições conjujn
conjuii
tas que propiciem troca de idéias
idiias e experiências;
experiincias; com

preferi£
preferên^

cia por horas de lazer ao ar livre ou fora de casa e em

grupos

jovens; com ausência de oportunidade de conversação com gerações
Jovens;
mais velhas “mesmo
"mesmo a conversação no sentido restrito (...)

uma

forma subalterna de realização do intelecto" (6:153).
Entre pagar um livro, um disco, um cinema, um lanche,

o

livro serã o primeiro excluído.
Os alunos de Biblioteconomia, em.
em geral , são menos

politi_
polity

zadps e participantes, mas têm medo da manipulação por parte dos
zados
mais ve^^hos
nais
velhos e rejeitam
rejeitant certas estruturas da sociedade.

0 desejo

de reformar o mundo continua a ser uma das preocupações
ciais dbs
dos grupos de adolescentes e jovens adultos.

esse£
essen

Nisto se

a£

semelham a jovens de outras culturas (7).
s'ene'1ham
Penso que o rejeitar as atuais estruturas e o desejo

de

201

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�reformar o mundo são dois pontos positivos para que
-que se levem

os

em AC através da Bi^
jovens futuros bibliotecários ao engajamento era
blioteca.

Onde são feitos os bibliotecários?
Os bibliotecários são formados era
em 30 cursos, dos quais 19
em capitais de.estados,
de estados, sendo 16 cursos em
era
era universidades
rais.

fede

Apenas 11 cursos funcionara
funcionam em
era cidades do interior,

consj_
consi_

derando-se que o Curso de Niterói foi, ati bem
bera pouco tempo,

era
em

capital de estado.

mjj
rajj

Desses 11 cursos, 7 estão localizados em
era

nicTpios do Estado de São Paulo, onde ba
ha a maior concentração de
bibliotecários:

3.533.

0 outro estado que possui, a

seguir,

maior número de profissionais registrados ié o do Rio de Janeiro,
cora
com 2.906 (4).
Ati
Até os anos 40 a capacitação de bibliotecários era

feita

ou no Rio de Janeiro (Biblioteca Nacional e Departamento Admini^
Adrairii^
trativo do Serviço Público) ou em São Paulo (Colégio

Mackenzie

em curso
era
cuíso elementar. Departamento de Cultura de São Paulo e
la de Sociologia e PolTtica).

Só
Sõ a partir de 1942 começaram

ser formados bibliotecários em
era suas próprias regiões.
regióes.

Ora,

Esco
Esc£
a
hã

trinta anos atrás, qualquer cidade brasileira,
brasiléira, mesmo capital, e^
tava para o Rio e São Paulo como estariam, na época, o Rio e São
Paulo para Paris.

0 modelo de biblioteca a ser transferido para

as cidades menores, entretanto, baseava-se na BibliotecaNacional
e nas ministeriais do Rio, então Capital Federal ou

202
Digitalizado
gentilmente por:

Distrito Fe

�deral ou na Biblioteca Municipal Mário
Mãrio de Andrade, no
da capital de São Paulo.

município

Estas, por sua vez, calcavam-se

em mo
m£

delos europeus e americanos e,’
e,' durante décadas, foram nossos

p£

radigmas a Library of Congress - organização, cabeçalhos de

a£

suntos, fichas impressas - e a Biblioteca Apostólica Vaticana
regras de catalogação.
Assim, os bibliotecários brasileiros, em sua maioria

pr£

cedem de cursos localizados em áreas metropolitanas, com maiores
oportunidades culturais e maior possibilidade de absorção de mão
de obra, deslocando-se ãs vezes de seu habitat apenas para

os

grantes centros.

Quem faz os bibliotecários
Ques

Como a maioria dos professores de cursos de

Bib1iotecono^
Bibliotecon£

mia, nas capitais, surgiu depois dos anos 40 com a criação
cursos em universidades federais, e foram eles que formaram
geração que agora os substitui, é interessante olhar para

dos
a
essa

geração de professores, hoje já
jã em vias de extinção e na qual me
incluo.
Incluo.

Confronto entre gerações de professores
A herança cultural do bibliotecário brasileiro dos
40 e 50 foi bem diferente daquela que a sucedeu - viemos da

anos
era

203

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
OemclanKnt«
Gervoclannito

^
&lt;/ ^

-.0

11

12

13

�pré-televisio.
pri-televisão.
Os primeiros cursos de Biblioteconomia, quer do Rio e São
Paulo, quer dos primeiros iniciados em outras capitais,

tinham

por alunos adultos originãrios
originários na sua maioria da alta classe
dia.

Vinham de famTlias em que predominavam as profissões

m£
libe

rais, com fartas bibliotecas particulares, que desde cedo se

h^
h£

bituaram ãs
is expressões corretas no linguajar diãrio,
diário, que em

g£
ge

ral liam e/ou falavam

corretamente o francis,
francês, o inglês
inglis e o esp£

nhol,, e que podiam fruir de
nhol
dè espetáculos e outras
culturais prõprias
próprias ao seu meio:
meio;

oportunidades

teatros, concertos, clubes

cinema, galerias de arte, conferências.

e

Pautaram sua infância e

adolescência pelo modelo europeu e aceitaram, em parte, na idade
adulta, a influência americanizante do apõs-guerra.
após-guerra.
Os cursos que se implantaram nas décadas de 40 e 50

tive
tiv£

ram como seus primeiros alunos adultos graduados em outras áreas,
ãreas,
ou adultos com experiência de magistério, ou pessoas possuidoras
de razoável carga de leitura, senão frequentadores assíduos
assTduos

de.

concertos e salões de arte, pelo menos conhecedores, através

de

leitura e discos, dos principais compositores e gêneros

musj^
musi^

cais, dos grandes pintores e escultores e suas escolas e obras .
Tal conhecimento não lhes vinha por serem frequentadores de
bliotecas públicas, mas de suas prõprias
próprias bibliotecas e

discot£
discote

cas, das de amigos ou por ocasião de viagens ao estrangeiro-,
estrangeiro,
Rio e a São Paulo.

bi^
bj^
ao

Naquela década - anos 50 - somente 0,01% dos

brasileiros haviam completado cursos superiores (3).

204

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�Os bibliotecários professores da atual geração de

doceji
doceri

tes eram portanto frutos de uma cultura elitista, alienada e até
reacionãria.
Já a nova geração de p^.essores
p -.essores de Biblioteconomia

dife^
dife

re em muito da geração que a precedeu.
Nos últimos trinta anos as diferenças foram se acentuando
e aos docentes que ora integram os novos quadros se lhes oferec£
oferece
ram oportunidades não desfrutadas pelas gerações anteriores,

ou

seja:
a) bibliotecas em funcionamento hã
há vãrios
vários anos,

organiz^
organize

das segundo os moldes padronizados pelo ensino da

Bj_

b1ioteconomia e dirigidas por bibliotecãrios
blioteconomia
bibliotecários graduados
em Biblioteconomia, a braços e tropeços causados

pela

adoção de modelos desvinculados de nossa realidade,
que lhes propicia uma percepção e crTtica dos

o

valores

veriam ter sido levados em conta
e objetivos que de
deveriam

ao

se planejar a biblioteca;
b) maiores oportunidades de treinamento, especialização e
pós-graduação oferecidas por cursos patrocinados pelas
Associações de classe, os Departamentos de

Biblioteco

nomia e pelos convênios com instituições estrangeirase
nacionais, congressos, seminãrios,
seminários, encontros, etc.;
c) a libertação a certos preconceitos e tradições,

permj^

205

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

&lt;/• ^

-

11

12

13

�migração para locais de estudo ou trabalho que
tindo a raigraçao
mais lhes interessem;
raais
d) a abertura em relação aos que são considerados

como

marginais na sociedade e confraternização rãpida
rápida e sem
complexos com aqueles de sua geração com opiniões opo£
opo^
tas ou de origens étnicas ou sociais diferentes.
A esta geração de professores será
serã mais fácil o

trabalho

de alertar seus alunos quanto ã prática da ação cultural e a anl_
an1_
mação, como prática política de uma profissão.

Para quem sao
são feitos os bibliotecários
Os bibliotecários brasileiros são feitos para atender uma
uraa
consUnir
suposta clientela urbana, com instrução suficiente para consumir
0 conteúdo das obras existentes nas coleções de bibliotecas

de

metrópoles, quase que exclusivamente compostas por livros e
metrõpoles,

p£

riõdicos impressos.
Os bibliotecários são feitos para o grande empregador
0 Governo - em seus órgãos da administração direta e indireta,fe
derais, estaduais e as federais nas vãrias
várias regiões da Federação.
As Universidades, desde que criadas, têm
tim sido as principais

em

pregadoras onde os órgãos federais ainda escasseiam e onde os
ós s"^
lãrios estaduais e municipais são irrisórios.

As Bibliotecas Pú

blicas Estaduais - mas são apenas 32 (trinta e duas) - após

206

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

os

�incentivos do Instituto Nacional do Livro, começam a formar seus
quadros com profissionais legalroente
legalmente habilitados. Apenas a

Bi^
Bi_

blioteca Municipal Mário de Andrade e sua rede de Bibliotecas iji
fantis, em São Paulo (Capital), absorveram desde o inTcio
soai oriundo dos cursos locais.

pe£
pe^

As empresas - em geral

socied^

des de economia mista - jã
já recrutam parcela razoável de

profi£

sionais.

Restara as
Restam

3.200 (tris mil e duzentas) bibliotecas

blicas municipais e salas de leitura espalhadas pelo
nacional (8).

AlT não
náo chegam os bibliotecários.

pG
pú

território

CE terra de ni^
nin

guim.
guim;
são feitos
De qualquer forma, os bibliotecários náo sáo

para

servir ãs pequenas comunidades, aos mais carentes, aos menos in^
truTdos, aos "sacrificados".
Toda a formação dada pelos Cursos de Biblioteconomia é na
suposição de'
de atender uma clientela de especialistas,

pesquisado

res, docentes e alunado do ensino superior e atender

administr^

dores ciosos da preservação do patrimônio bibliográfico de

suas

instituições.
Instituições.
E só
sõ examinar o conteúdo programático
prograraático dos diferentes

cur

sos existentes.

0O usuirio, 0o grande desconhecido
Visando neutralizar a preocupação de um ensino voltado e2Ç^
e)(

207

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

0

11

12

�cl US i vamente para as técnicas de serviços-meio,
clusivamente
servi ços-meio, o Instituto
cional do Livro, a partir de 1972, celebrou convinios com Univer
Unive£
sidades Federais mantenedoras de Cursos de Biblioteconomia, para
possibilitar alunos bolsistas de seus Cursos como estagiários em
Bibliotecas Públicas Estaduais em serviços exclusivamente destinados ao público, isto i, serviços-fim:

Referência, Assistência

aos Usuários, Consulta e Carro-Bib1ioteca
Carro-Biblioteca..

Entretanto,

ainda

que recebessemos relatórios que justificavam a razio da bolsa
estágio em serviços ãá comunidade - em alguns casos os

estagiá

rios eram desviados para tarefas rotineiras em servi ç.os-mei
ços-mei o. En^
tende-se.

0 sistema educativo, portanto,escravo do mercado, pr£

para um bibliotecário para áreas metropolitanas, para

grandes

instituições principalmente governamentals, centrais ou

para-g£
para-go

vernamentais, pois estas sáo
são as que, supõe-se, podem absorver
produto dos cursos de Biblioteconomia e oferecer aos

o

biblioteca
bibliotecá

rios melhores salários, em
eiji locais onde há, acredita-se,

melhor

qualidade de vida.
Assim, a formação
formaçáo dos profissionais esteve muito mais vo]^
voj^
tada para a cultura-objeto:

preservação
preservaçáo e conservação
conservaçáo das

col£

ções e ás
ãs práticas que assqgurassem esta preservaçáo
preservação e seu

cori
cojn

trole.
Incrível como pareça, a idéia do usuário sõ veio a

ser

despertada quando o computador entrou em cena, isto ê,
é, quando bi^
bj_
bliotecários
bliotecãrios brasileiros tomaram conhecimento de 35^^ Conference
and Congress of Documentation - FID, na Argentina»,
Argentinav, em 1970

na

qual todo o0 evento foi dedicado ã comunicaçáo,
comunicação, treinamento e in^

208

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�trumentos para o usuário - de computadores.

Quando o bibliotecário éê usuário da cultura local
Ouvimos, dois meses atrás, observação de professor em cu£
so para p5s-graduados,
pós-graduados, referindo-se ã dificuldade que os

alunos

(todos bibliotecários, graduados em Cursos de Bi bl i oteconomi
oteconomí a) en^
eji
contravam na busca e organização das informações para
etapas do trabalho acadêmico.
acadimico.

realizar

Ouvindo a observação, respondi:"0

nosso bibliotecário, na sua maioria, ie sõ bibliotecário, não

é

usuário de biblioteca".
Se 0 bibliotecário desde a infância fosse frequentador a^
sTduo de bibliotecas organizadas, isto é, com os serviços

que

ela deve oferecer, com catálogos eficazes e um serviço de orientação e atendimento correto, naturalmente que teria, ao
ao Curso de Biblioteconomia, um passado-b1bliotecário
passado-bibliotecãrio .

chegar
Ora,

frequincia ãs bibliotecas organizadas, de modo geral, se
frequência

a

inicia

entre os 17-18 anos, por ocasião do ingresso na Universidade,pois
durante o vestibular o regime éê de apostilas fornecidas

pelos

“cursinhos".

seguj^

Se o bibliotecário desde a infância tivesse

do uma seqüenciação que o levasse ao hábito de leitura, isto

é,

canção de^ninar,
de ninar, história contada ou lida a hora de dormir -

li_

vros de figuras e pequenas legendas - textos fáceis em

caract£

res próprios acompanhados de ilustração, e se fossem criados
casa com livros, com o exemplo de pais ou responsáveis e

em

pareji
pare£

tes que estivessem sempre lendo ou comentando leituras, então

o

209

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Ciereaclancnta

�futuro bibliotecário chegaria ã adolescência com hábitos de
tura já formados e interesse por livros.
isto não êé s5
sõ no Brasil.

Tal não
náo acontece -

lei_
e

Há um ano atrás a revista francesa

L'Express - publicou 's resultados de uma pesquisa sobre a queda
de leitores, na França.

As horas vagas foram tomadas

principal
principa2

mente pela televisão e, sobre isto, há literatura suficiente

pa
p£

ra nos assustar.
Desde os primõrdios
primárdios do ensino da Biblioteconomia no

Br^

sil tem-se observado que os alunos egressos de cursos superiores
áreas, tim
têm melhor desempenho como leitores e
de outras ãreas,

pesquis^

dores que aqueles vindos diretamente do segundo grau para o
so de Biblioteconomia.

Isto nos leva a crer que ã formaçáo
formação

Cu£
Cur
de

um bibliotecário deve ter não s5
sõ como pré-requisito certa maturi^
matur^
dade como também um lastro de conhecimento em algum campo espec^
fico e correspondente experiência de estudo e pesquisa neste cam
po.

Biblioteca e cultura local
Cultura local ou cultura da pequena comunidade, a
dade que Robert Redfield considera como

"um dos poucos

comunj^
comun^
proemj^
proem^

hentes todo-humano. Conhecida diretamente, e mesmo sem muito
nentes

e^

forço para analisá-la ou classificá-1 a,provê aquela espécie

de

entendimento que é dado a conhecer uma pessoa, a história de

um

povo,a*sua literatura" (9:157),mas também, como escreve

Chipoy:
Chinoy:

"Mantêm-se num nTvel pouco acima do mTnimo
mínimo necessário ã subsistéji
subsistén
cia, pouco produzindo do excedente necessário ã edificação de uma

210

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanent»
nmts

�cultura cada vez mais complexa e diferenciada" (10:374).

0

vel pouco acima do mínimo necessário ã subsistência", no

Tercej^

ro Mundo, nem chega, is vezes, a ser alcançado.

"nT
"nf

Entretanto,

considerarmos ainda com Chinoy que "... de importância

se

central

na definição da' cultura ié o fato de ser ela ao mesmo tempo,apren^
tempo,apreii
dida e partilhada", e que "os homens (...) não herdam seus

hibj[
hãbj^

tos e crenças, suas habilidades e conhecimentos; adquirem-nos d£
rante o transcurso de suas vidas [^e^ o que aprendem lhes vem dos
grupos em que nasceram e nos quais vivem." (10:58),

explica-se

como ié possível, em comunidades paupérrimas como, por

exemplo,

Tracunhaém, no interior de Pernambuco, existir uma comunidade
Tracunhaim,

a

perpetuar a arte da cerâmica e, na geração atual, encontramos as
surpreendentes e belas peças eróticas de Carlos Roberto da Silva,
0 Betinho, agora já com seus discípulos, tão criativos e

desini_
desini^

bidos quanto o mestre (11:35-37).
Mas que dizer das bibliotecas dessas comunidades?
tas, apenas uma sala de leitura; em outras, nem isto.

Em muj^

A coleção,

em geral pobre, repetida, desatualizada e inadequada ao nível de
conhecimento da maioria local, cresce a quota de doações do
tituto Nacional do Livro e de escassas compras, sabe Deus

In^
base^

dos em que critérios de seleçãp, realizadas pela Municipalidade.
Entregues ã direção de leigos em perpétua rotatividade,

pouco

efeito pode-se esperar dos ensinamentos proporcionados

pelos

treinamentos intensivos do Instituto Nacional do Livro,o PROÍIAB
PROTIAB
ni^
(Projeto de Treinamento Intensivo de Auxiliares de Bi bl i oteca,i
oteca,ini_
ciado em 1973).

211

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�A criação do Sistema Nacional de Bibliotecas, pelo

Insti_

tuto Nacional do Livro, em 1977, procura contornar tais deficiên^
cias.

Mas a questão estã na formação de hãbitos
hábitos de leitura

em

indivíduos que mal sabem ler e que, quando poderiam se iniciar ,
encontram livros acima de suas possibilidades de decodificação.O
decodi f icação.0
projeto de edição de livros para neo-leitores, iniciado em
pelo convinio entre Instituto Nacional do Livro e MOBRAL
mento Brasileiro de Alfabetização) que seria ura
um passo

1973
(Movi-

positivo

para suprir o hiato alfabetização - leitura corrente, foi desati_
desatj_
vado ap5s
após umas poucas obras editadas.
Como vimos, os bi
bibliotecários
bl i otecãri os não são feitos para as
bliotecas das pequenas comunidades rurais e suburbanas.
preparados para seus problemas nem elas lhes oferecem

bi_

Não são
atrativos

capazes de arrancã-los
arrancá-los ãs facilidades oferecidas pelos

grandes

centros,
centros.

Medidas e atividades positivas visando a AC bibliotecária
Mas se ainda que de forma tinue, considerando a magnitude
do problema, algumas
a 1gumas políticas
polTticas e ações têm sido tomadas

visando

a melhoria das condições culturais através da biblioteca.
Em 1972 0 Instituto Nacional do Livro chegou ã

conclusão

de que, sem o apoio dos bibliotecários, seu Programa de Bibliot£
Bibliote
cas Públicas não poderia ser executado.

Com a finalidade de

tegrar os responsáveis pela formação, associação e

212

Digitalizado
gentilmente por:

iji
iri

fiscalização

�de profiss1onais•de
profissionais de Biblioteconomia, foi realizado o "I Encontro
de Responsáveis nela
nola Execução do Programa de Bibliotecas no

Br^

sil", de 19 a 21 de abril de 1973, em BrasTlia-DF (12). Entre as
nove recomendações geradas pelos cinquenta e seis participantes,
vale ressaltar a de nÇ
n9 3.

'

"Considerando-se que o bibliotecário é um agente

social

por excelência que, para atingir os seus objetivos, deve se
ler de sua formação técnica como um meio, mas que na

v^
va

realidade

nacional, contudo, não está agindo como tal por deficiências
deficiincias deco£
déco£
rentes de condições concretas e desfavoráveis; recomenda-se que:
a) sejam corrigidas as falhas ocasionadas pela falta

de

planejamento bibliotecário;
b) venham a ser assumidas providências para sanar a carêji
carÍ£
cia de auxiliares de bibliotecas;
c) ocorra
ocorra-mudança
mudança na orientação excessivamente tecnicista
do ensino da Biblioteconomia, a fim de

possibilitar

aos futuros bibliotecários exercer efetivamente o

pa
p£

pel de agentes sociais. (12:10)
i &gt; •'
Como resultado, o ensino de "Planejamento Bibliotecário "
foi ministrado pela primei-ra
primeira vez em 1975, como curso de

especi^
especi£

lização, na Universidade Federal de Pernambuco/Departamento
lizaçáo,

de

Biblioteconomia e vem sendo repetido com 1igeiras
ligeiras variações

n^

quela Universidade, na Universidade Federal da Paraíba,
ParaTba, na

Unj_
Unj^

213

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanenta

�versidade de BrasTlia,
Brasilia, Universidade de Sio Paulo,

Universidade

Federal do Paraná,
Parana, Universidade Federal do Maranhão, ora em
era

cu£

sos de pós-graduação, ora como
corao disciplina do currTculo
currículo de Mestr£
Mestr^
do, ora incluído em Administração, dentro do currículo
currTculo mínimo de
graduação de Biblioteconomia, corao
como acontece desde 1978 na Unive£
Univer
sidade Federal da Paraíba.
Outra resultante foi a realização de dezenas de cursos de
treinamento intensivos de auxiliares de Biblioteca - o PROTIAB a partir de 1973, era Municípios polos do território Nacional.
Quanto ã "mudança na orientação excessivaraente
excessivamente

tecnicis^
tecnici^

ta", várias tentativas têm
tem sido feitas para mudança do currículo
aprovado pelo Conselho Federal de Educação.
Vale ressaltar a recente reformulação apresentada pelo De^
partamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Paraná,
partaraento
baseada nas "mudanças sociais e suas implicações,
iraplicaçóes, em
era relação

ã

Biblioteconomia", que entre outras decisões indue
inclue na disciplina
"Fundamentos de Biblioteconoraia'^
Biblioteconomia'^ (90 horas e 6 créditos) a

uni-

dade "Biblioteca e Sociedade" cora
com o objetivo de "proporcionaruma
"proporcionar uma
visão da situação atual da biblioteca e suas perspectivas" e, co
co^
mo sugestões ã reformulação do currículo mínimo, um
rao
ura

reagrupameri
reagruparae]i

to das matérias inCluindo
inÇluindo entre matérias de fundamentação geral,
entre outras. Comunicação e Problemas

Sõcio-político-econôraicos
SÕcio-político-econômicos

do Homem Brasileiro e, entre as matérias instrumentais, entre ojj
tras. Psicologia Social (13:3-40).

214

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�Se não i possTvel

a inclusão
inclusio no currículo atual de assun

tos específicos corao
como Animação
Aniraaçio e Ação
Açio Cultural, em parte a lacuna
poderã ser suprida era
poderá
em cursos de pós-graduação a nTvel
nível de aperfej^
çoamento, especialização ou mestrado;
çoaraento,
mestrado,' corao
como ocorreu na Universid^
Universida
de Federal da

Paraíba e dp que o temãrio
teraãrio deste Congresso é

fr^
frjj

to.
Quanto aos trabalhos com
cora comunidades interioranas,
interioranas ,
0 projeto de carro-biblioteca no eixo Marabã-Santarêm
Marabã-Santarim da

houve
Transa
Trans^

mazônica, mantido pelo Instituto Nacional do Livro e cuja
raazônica,

expe
exp^

riência bem poderia ser relatada em
riincia
era documento pela bibliotecária
responsável pela execução do projeto. Professora Maria Célia Ch^
Ch£
gas Cunha, de Belém.

Outro carro-biblioteca do INL, cedido

em

comodato ao Departamento de Biblioteconomia da Universidade Fede
Fed^
ral do Rio Grande do Sul realizou trabalho profícuo

despertando

nos alunos estagiários
estagiãrios verdadeiro erapolgaraento
empolgaraento pelo trabalho(14).
Durante o X Congresso, era
em Curitiba, foi relatado o resultado

do

serviço de extensão da Biblioteca Pública Central do Estado

da

Bahia (15:1141-49) e era
em Recife, era
em aglomerado urbano sub-norraal,
sub-normal,
a Biblioteca Pública Estadual de Pernambuco Castelo Branco, está
desenvolvendo junto ã comunidade de Brasília Teimosa, área
pérrima, ura
pirriraa,
um trabalho que será rel.atado neste Congresso por

pau
pa^
Harg£
Marga

rida Maria de Andrade Matheos de Litna,
Lima, diretora do Sistema de BJ^
Bi^
bliotecas Públicas do Estado de Pernambuco.
Aos poucos, bibliotecários brasileiros estão sendo

cham^
chama

dos a participar de seminários cora
com sociólogos, pedagogos,

antr^
antro^

põlogos e coraunicólogos.
comunicólogos.

Não que sua formação acadêmica lhes t£

215

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�1
nha dado base para discutir hábitos de leitura e aspectos

cult^

rais da Biblioteconomia, mas, como escreve em espirituosa carta,
a bibliotecária Mareia Cruz, do Departamento de Bibliotecas

In

São Paulo/Biblioteca Infantil
fanto-juvenis do Município de Sáo

Mot)
Mo£

teiro Lobato "porque eu, mesmo sem todos os tTtu
tl tu 1 os .tenho
,tenho a

vi_

vencia" e poude dar sua contribuição ao 39 Congresso de

Leitura

do Brasil, em Campinas, SP, junto a Otávio lanni, Moacir Gadotti,
Eliana Yunes, Marisa Lajola, Regina Silberraan
Silberman e Ligia Averbruch.
Assim também foi chamada Margarida Matheos de Lima como exposito
ra convidada pela Fundaçáo
Fundação Nacional do Livro Infantil e

Juvenil

do Rio, em Seminário sobre hábitos de leitura, realizado na

Bi_

blioteca Central, em outubro deste ano de 1981, como promoção da
Pr5-Reitoria de Assuntos Comunitários da Universidade Federal de
Prõ-Reitoria
Pernambuco.
Mas tudo 0 que foi feito, até agora, éi pouco, muito pouco.
São ações esparsas individuais, são projetos descontinuados, são
Sáo
experiências eventuais sem grande respaldo e sem duradouros efej_
efei_
tos..
tos
Hã também algumas interrogações que cabem aqui fazer."Até
fazer.“Ati
que ponto o bibliotecário aceitará os hábitos e padrões
naquela comunidade (onde serve)?

usados

Até que ponto terã para

significaçáo
significação interior aquela forma de conduta?

ele

Ati
Até que pontoele

será capaz de exteriorizar a aprovaçáo
aprovação da forma de conduta dessa
comunidade e ao mesmo tempo perceber que a forma de conduta

des

sa comunidade não é a adequada para levar a cabo um programa

de

desenvolvimento econõmi
econõmico-social
co-soci al e tentar modificã-la?"(16:102).

216

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

�Que subsídios
subsTdios recebeu o bibliotecário durante sua formaçao
formação

para

se engajar consciente e efetivamente
efetivaraente num programa de Ação - Cultjj
Cultji
ral ?

Poder bibliotecário e Ação Cultural
Cultura!
0 expositor ao abordar a "ação cultural de um ponto

de

vista mais especifico
especTfico da biblioteca", observa que a AC na bibli£
teca pode ser "um instrumento para a superação
superáção do poder doespeci£
lista", no caso, o bibliotecário.
Lembro ao expositor que no Brasil não ocorre na
do bibliotecário o que ocorre em países da Europa.

formação

A regra éi

aluno sair do ensino de segundo grau, ingressar no Curso de

o
Bi_
Bi^

b1ioteconomia
b 1 ioteconomia e dele sair após
ap5s um aprendizado dirigido para maté
mat£
rias de formação profissional objetivando a organização e

adm^
adn',i_

nistração de se
serviços-meio
rvi ços-mei o (preservação
(pres-ervação e controle do acervo)

e

muito pouco voltado para os aspectos humanísticos.
0 bibliotecário de uma biblioteca agrícola, não é um agrô
agrõ
nomo com um curso de Biblioteconomia, nem o é, na Biblioteca

de

Medicina, um médico com curso de Biblioteconomia.

bi_
bi^

0 caso de

bliotecários que depois de graduados fossem realizar cursos
bliotecãrios
tinentes ã área

pe£

em que desempenhassem suas tarefas, não é o

mum, embora conheça algumas exceções demonstrando o zelo

co

profis

sional em bem servir.

Os bibliotecários estiveram mais .vo
voltados
1tados para os

servi_

217

Digitalizado
gentilmente por:

�ços-meio e durante décadas deixaram o atendimento dos
entregues a leigos.

usuários

Felizmente o quadro vem se modificando rapi_

damente, mais o pesquisador ainda nio
não depende do

bibliotecário

como orientador ou consultor em suas pesquisas (17). Portanto, o
bibliotecário não ié um "decididor" que diz quais livros ler

ou

não.

eji
e£

Ele i ainda aquele que encontra livros, ele sabe onde

contrar pistas para buscar informações, mas ele não pode avaliar
conteúdos simplesmente porque ele não i especialista, como o éi o
usuário,'em
usuãrio, em determinado campo da ciência ou das artes, da fllos£
flloso
fia, etc.

Ele, em geral, nem leu, nem estudou as obras da

cialízação da biblioteca.
cialização

esp£
espe

0 bibliotecário sabe apenas o que fòi
foi

editado e divulgado sobre o assunto e nem sempre o sabe.
0 ideal seria que o usuário conseguisse exprimir,

artic^
articjj

lar, comunicar aquilo que necessita e então o bibliotecário habi_
litado a compreendê-lo, tentaria adquirir, tornar acessível ,aqui^
,aqui_
lo que ele pedisse sem interferência, sem preconceito.

Livro e leitura como instrumento
Instrumento dialõgico em áreas em
desenvolvi mento
desenvolvimento
"Uma biblioteca pública, ê um serviço prestado aos

leito

res, mas não a sede de uma atividade comunitária" (18:91). A atj_
ati^
vidade - individual - da leitura se processa unicamente no
(19:305).
tor (19:
305).

Vei^
Vei_

reali^
El possível ã biblioteca pública programar e reali_

zar atividades que podem

despertar ointeresse pela leitura

e

aprofundar o conhecimento adquirido com a leitura - refiro-me ãs
horas do conto para crianças e clubes de leitura para

adolesceji

218
Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnta

^
&lt;/ ^

-^

11

12

�tes e jovens (20 e 21) - mas, o ato de ler é, excl usivamente,obra
us i vamente,obra
do leitor. Sõ quando estamos lendo, nós
nõs mesmos, vamos criando
construindo, de acordo com nosso acervo de informações, de
sas associações, de nosso passado cultural, e compondo o

e
no^
nos

quadro

- a nosso modo - daquilo que o autor quis comunicar, isto i,

o

■

que ele pensou e o que ele escreveu.

0 processo da percepção exata do real sõ pode ser tentada
a medida que tenhamos mais e mais informações sobre o objeto per
cebido.

Ora, qual o estoque de informações que possue.m

aqueles

onde se desenvolverá a AC e a animação bib1iotecãria?
bibliotecária? Hoje,ouvem
rãdio,
rádio, vim
vira televisão, vão até a cinemas.
dos, um borbotão de palavras e imagens.

Ouvem e vim, em segunMas o que

representam?

0 que significam?
Que associações terã
terá um estrangeiro, que jamais saiu e vi^
vj^
veu além
alim das fronteiras de seu paTs, lendo este trecho
traduzido:

embora

"Então ele virou na formiga quenquem e mordeu Iriqui

pra fazer festa nela.

Mas aa,moça
moça atirou a quenquem longe.(Então
longe. Então

MacunaTma virou num pi de urucura.
urucum.
sementes se faceirou

A linda Iriqui riu, colheu as

toda pintando a cara e os distintivos.

Fj^
Fj_

cou lindíssima" (22:22).
Por outro lado, como um rurTcola alfabetizado, mas que ou
Mobral , entenderã,
entenderá,
tra coisa não leu senão os cadernos do Mobral,

isto

i, criarã
criará mentalmente as imagens e associações quando se deparar
com este trecho:

"Esta é5 a cara daquele gorducho andrajoso

que

estava sentado na sala de Twitchett, hã
há tantos anos jã, quando a

219

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnta

^
&lt;/ ^

-^

11

12

13

�velha Rainha Bess veio jantar aqui; e eu o vi", continuou

Orlan

do, agarrado outro daqueles trapos de

mesa,

cores, "sentado

iã

quando espreitei, ao descer a escada, e tinha os olhos

mais

pantosos", dizia Orlando, "que jamais se viram, mas quem
era ele?" perguntava Orlando, porque aqui, a memória

diabo

acrescent^
acrescenta

va ã testa e aos olhos, primeirp,
primeiro, uma gorjeira ordinária e
benta, e depois um gibão pardo, e finalmente um par

es

de

se

grossas

botas, como usam os cidadãos em Cheapside." (23:240-241).
Que estoque mental seria preciso ele ter para decodificar
não sõ as palavras mas o sentido, a idéia do autor?
Entretanto há
hã livros que são entendidos em sua

inteireza

quando lidos a analfabetos. Não livros "fáceis". Guimarães

Rosa

pode ser compreendido por qualquer nordestino, ainda que

suas

histórias se passem nos Campos Gerais.
Geráis.

suas

Mas a matéria de

histórias é a mesma de que é feita a vida do nordestino
(segundo nós).

inculto

Por isto eles entendem, eles têm
tim a percepção ex^

ta doreal,
do real, através do diálogo autor-ouVinte.
Conclusão
Para que o bibliotecário brasileiro possa assumir a

"prã^

tica política
polTtica de nossa profissáo
profissão através da AC e a animação

bj^

bliotecãria" (1:4), é necessário que haja várias mudanças.

Por

exemp1
o:
exemplo:
V- - Para compreensão por parte dos responsáveis pela for
fo£

220

Digitalizado
gentilmente por:

�mação de futiiros bibliotecários de que é um risco a adoção de m£
maçãõ
mo^
delos importados.

Nossa cultura com suas peculiaridades não
não' p£
po

de nem deve ser tratada pelas regras adotadas em paTses de form£
ção étnica histórica e condições geográficas completamente dive£
sas do Brasil.

Não basta a inclusão em currículo de disciplinas

fundamentais ao desempenho da Animação e da Ação Cultural,

iinj_
nj_

cialmente hã que pesquisar muito para chegar ãs diretrizes do eji
e£
sino.
2- - Para que se entenda que a fo.'mação do

bibliotecário

brasileiro não pode ser estanque, voltada ãs técnicas da inform£
informa
ção exclusivamente, hã que se considerar a continentabi1idade
continentabi1 idade do
Brasil, e a necessidade de um desenvolvimento harmõnicoe
harmônico e
gético tanto econômico, tecnológico, científico como,
gitico

sine£

principal_

mente, cultural da sociedade brasileira.
3- - Para que se estenda, de forma direta ou indireta,
ação do bibliotecário no interior do paTs, quando

a

efetivamente

integrado ao Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.
4^ Quando se estabelecer o diálogo bibliotecário -

usuã

ri 0, então, poderemos pensar'em Ação Cultural e Animação.

221

Digitalizado
gentilmente por:
por;

�BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

1 - FLUSSER, Victor.
tural .■

A Biblioteca como instrumento de ação cul-

João Pessoa-Pb, XI Congresso Brasileiro de Biblio
Bibli£

teconomia e Documentação, 1982.
teconotnia

(Texto original).

2 - FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda.
iTngua portuguesa.

Novo dicionário

da

Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1975.

3 - ANUÄRI0
ANUARIO estatístico
ESTATÍSTICO do
DO BRASIL,
brasil. Rio de Janeiro, 'nstituto Bra
sileiro de Geografia e Estatística, 1950, 1960 e 1980.
4 - CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA.

Cadastro.

BrasTlia-DF,

1981 .
5 - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO, CURSO DE BIBLIOTECONOMIA.
Pesquisa entre alunos do curso de Biblioteconomia

sobre

razões que o levaram a escolha da profissão e conceito da
profissão.

Recife, 1966.

6 - FLUSSER, Vilem.
7 - LIMBOS, Edouard.
cultural.

LT
Llngua
ngua e realidade.

São Paul o ,Herder,l963.
,Herder,1963.

Prática e instrumentos da animação

sõcio-

Lisboa, Livros Horizonte, 1976.

8 - INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO.

Cadastro.

222

Digitalizado
gentilmente por:

I ^can
st e m
I Gereaclanmta

BrasTlia-DF,1981.

�9 - REDFIELD, Robert.

The littie
little cominunity:
community: viewpoiots
viewpoints for

the

Study of human whole. Chicago, Uni
study
University
versity of
ofChi
ChicagoPress
cago Press ,
1 955.
10 - CHINOY, Ely.

Sociedade:

uma introdução ã Sociologia (Socie
(Socie^

ty: an introduction to Sociology, 1961). São Paulo,
trix, 1969.

Cul^

.-i

11 - COIMBRA, Silva Rodrigues e outros.

0 reinado da Lua:

tores populares do Nordeste. Rio de Janeiro,

escul,
escul

Salamandra,

1 980.
1980.
12 - CORREIO DO
00 19 ENCONTRO DE RESPONSÁVEIS PELA EXECUÇAO DO
■

GRAMA DE BIBLIOTECAS NO BRASIL.
1973.
1 973.

PRO

BrasTlia-DF, MEC/1NL , Maio,

.

13 - NOTA PREVIA BIBLIOTECONDMICA, Curitiba, Universidade Federal
do Paraná, v. 1 (1), jan./jun. 1981.
14 - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL.
BLIOTECONOMIA/INL.
BLIOTECONOHIA/INL.

i.
FACULDADE DE

BI^
Bj_

Carro-Bib1ioteca n9 1: reiatõrio
relatSrio.. Po£
Por

to Alegre, UFRS, 1978.
^r .•

j

.■

15 - SILVA, Kãtia Maria de Carvalho. Serviço de extensão
extensão-em
em
blioteca pública através carros-biblioteca
carros-biblioteca::
de um programa.

implantação

Em: Anais do X Congresso Brasileiro

Biblioteconomia e Documentação.
bliotecária do Paraná, 1980.
bliotecãria

bi^
bi_

Curitiba, Associação

de
Bi^

v.3, p. 1141-1149.
!' ' ,

223

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a II
stem
st
em
I Gereaclanmta
Oereaclanenl»

�16 - MARTINS, Myriam Gusmão de &amp; RIBEIRO.
RIBEIRO, Maria de Lourdes
rães.
ries.

Guima

Serviço de Referincia
Referência e Assistência aos Leitores ,

Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul ,
1 979.
17 - CUNHA, Murilo Bastos.
em Minas Gerais.

Necessidades de informação do geSlogo
Belo Horizonte, 1978. Dissertação

apr£
apre

sentada ã Escola de Biblioteconomia da Universidade de Mj_
Mi^
nas Gerais para obtenção do grau de Mestre em

Bibliotec£

nomia.

18 - RIGAUD, Jacques.

La culture pour vivre.

Paris,

Gollimard,

1 975 .
19 - ESCARPIT, Robert. (Discussão ã) Formação operãria e pensaraen
pensamejn
operário sobre a cultura em França a partir de
to operãrio

meados

do século XIX por Marcei David. Em: ECOLE
ECDLE PRATIQUE

DES

HAUTES ETUDES-SDRBDNNE.
ETUDES-SORBONNE.

so-

ciais.

Níveis de cultura e grupos

(Niveux de Culture et Groupes Sociaux, 1967)

Co
C£

lõquio da Escola Superior de Paris, 7 a 9 de maio de 1966.
Lisboa, Cosmos; Santos, Martins Fontes, 1974.
20 - LARRICK, Nancy.
2D
crianças.

Guia dos pais na escolha de livros

para

(A parents guide to children's reading).

São

Paulo, Centro de Biblioteconomia para o Desenvolvimento .
1969.
21 - CACERES,
CACErES, Genevieve
Geneviève e outros. Regards neufs siir
sur la
1a lecture.Pa
ris, Ed. du Seuil, 1961. (Peuple et culture, 2).

Digitalizado
gentilmente por:

�22

ANDRADE, Mário de.

MacunaTma: o herói sem nenhum caráter

São Paulo, Circulo do Livro, 1980.
23 - WOOLF, VirgTnia.
Virginia.

Mrs. Dalloway Pe"! Orlando. São Paulo,Abril

Cultural , 1972.

225

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�me)!

• í**j,*"ff?*y
.ab oMEM
.äOAflüMASítiís*
- SS
MlM.fk6, Hari8
de Lourrt«»
,0®Cf ,otvN ob oiuDirD .ofufcS oÍ2
Referâftçja g A$si $ tine i £ acgs Leitgi^es ,

Atjfre, Uni vei^i 1 da de Federal do
Srande do Set
OÍ2 .obn&gt;i[tQ ja j ^ewoffeO . eiM .ßfnrgTrV ,U0QW - £S

, ,t NdA, 0

.S';er ,r»iujfu3
i»''
fl » CüiWA, Hur ! t 0 Bastos,
CK Hinas Gerais.

Necass idades de 1 nf oraiação es jet) i o^o
Selo Horl3ante, 1S78. OHserííção

apre

sentada 'i Escois de Sibl ioteconoaia de Uni varsiä,5de de Mi
nss Sernis para obtenção do grau de Mestre es:

ßjblioieco

nomi a
j;. 18 - RlßAüO, Jacques.

l. a cu'ture pour ’i i_v « .

bans,

G a 11 ’ í«a »• a ,

1975.
i-r#
19 - ESCARPU, RoDert. .'üísciiisío a) Fcrraãiçeo

8 pensainen

to operírto sobr* a cultur* p!s França ap.srtir de

weaflos

do sêcult' üít ecr *tarce' Uevid, £«: £C0U PfíATIOUf'

Df.5

HAUTES ET UOr 5 - ác.SSõXME .

sü-

ciais.

Mfyeis de cultura t grjpns

tiiiresjjt 4ú Culture eí Groupes bôcíaax, &gt;557)

Cc

Tóquio da Escola Superior de Paris, 7 a 9 de-««io de («66.
Lisboa. Cosnc'5 i Santos, Martins Fontes, ’974,
W.
W 20 - LARRICK, Nancy
TIH-.

Guie.dos pai: «a escpiPa de 11yros

para

(A parents guide to children's ’^■díng').'

São

Aâulo, Centrf' de Bi b !ia te . anosip, para o Dríeftvül yí*«nio ,•
1969.
CERP.S, Senev1?ys s outros. Regards neufs ser 's lectuí-e.PK
ris, E d . d -j S e u í ! , '951. . P e u p 1 e et c u 11 ■ r r . / &gt;

cm

1

3

Digitalizado
gentilmente por:

�LA BIBLIOTECA VY LA ACCION CULTURAL

el Professor ROBERT ESCARPITT
por e1

Nadie nunca ha podido definir 1a
la cultura.

En francês s£
S£

lo existe una sola palabra para culto y cultivado.

AsT es que

cuando se ire
tre habla de cultüra,
cultura, siempre
sierapre pregunto quien es

el

cultivador, quien siembra, quien cosecha y quien vende el

pro
pr£

dueto.

Y a veces tambien
tatnbien me pregunto si no hay mas encanto en

um baldTo con sus flores agrestes que en un campo de nabos

,

cualquier sea su rendimiento
rendiraiento por hectãrea.
Si desconfio dei concepto de cultura, aún más
mis dudoso
parece il de acciõn cultural.

me

La palabra acciõn supone que al_
a]_

guien actua, pero quien es ese alguien?
La verdad es que la acciõn cultural es
un problema de poder y de gobierno.

fundamenta
fundamentalmente
1 mente

Naturalmente existen

mas de acciõn cultural de parte de fuerzas ideolõgixias
ideolõgi.cas que

fo£
no

estan en el poder, pero son parte de su estratégia para llegàr
llegár
a il y preparar el terreno por su futura política.
sigio 19, 1a Ligue de 1'Enseignementfué
1'Enseignementfüé
En la Francia dei siglo
uno de los primeros ejemplos de una organizaciõn

enteram&gt;ente
enteramiente

dedicada a la acciõn cultural con un objetivo ideolõgico,pui«,
ideolõgico,pués ,
bajo fil.
el. império de Napoleon Tercero, preparaba lo
1o que se

11a

227

Digitalizado
gentilmente por:

�mõ despuis
después "la reconquista de la República por los
nos".

republica-

CosechÕ el fruto de sus esfuerzos culturales quando los
Cosechú

republicanos llegaron al poder y fundaron la escuela laica,gr^
laica,gr£
como, preci s^
tuita y obligatoria hace justo un siglo este aíio, como.preci
mente, medio de acciSn
acciõn cultural dei nuevo régimen.
Por supuesto se puede concibir una forma de cultura

en

la cual el cultivador es el individuo mismo que siembra en

sT

la semilla que escoje libremente y cosecha la fruta por su pr£
pro
vecho proprio. Si hay acciún
acciõn cultural entonces, se debe

limi_

tar a aconsejarle, a facilitarle el cultivo, inclusu
incluso a ensefia£
le cierto numero de técnicas que le permitiran mejorar

su pro
pr£

ducciõn segun sus gustos y suj
ducciún
sUj necesidades. Pero
Pero. en ningun

ca
c£

so tal acciún
acciõn debe someter el individuo a un proceso que

no

tendrTa
tendria otro objeto que de hacerle mas productivo
productive de

benefi_

cios econômicos o polTticos para los invertidores de la

indu£

tria cultural.
trTa
cultural .
Claro es que no rechazo por completo la cultura como
rencia.

La conciencia de pertenecer a una historia, de

h£
he

parti_

cipar a una identidad colectiva, sea étnica o nacional, de

r£
re

conocerse en tal o tal creaciõn dei genio humano tambien es un
elemento esencial que permite la elaboraciõn de la cultura

ijn
iji

dividual.

r\a
n£

Pero se trata de una herencia viva que no tiene

da que ver con un conservatorio de obras maestras o como
compêndio de sabiduria desecada.

Si la Iglesia Católica
Catõlica

tiõ - y a veces todavia comitê - el
tiú

Digitalizado
gentilmente por:

com£
come

error de ser clerical, es

precisamente porque caiõ entre Ias manos de los clérigos,

228

un

es

�decir de los guardianes de la herencia que se dice kléros
griego.

en

lambien siempre ha existido en Ias
las academias, en

Ias
las

universidades, un clericalismo cultural cuyo papel es proteger
la herencia en lugar de ponerla a la disposicion
disposiciõn de cada

indj^
indi^

viduo para que se la aproveche, para que la haga suya segúnlas
segünlas
exigencias de su propio desarrollo.
exigências
Browning que dice:

Hay un verso de

Robert

"The thoughts of the dead are digested

the guts of the living", es decir:

"Los pensamientos de

in
los

rauertos se digieren en las
muertos
Ias tripas de loo vivos".

Prescindiendo ahora de generalidades, se puede tratar de
precisar cual puede ser el papel de las
Ias bibliotecas en el tipo
de ambiente cultural que acabamos de definir. Etimologicamente,
la biblioteca es un dep5sito
depSsito de libros.

Nadie puede negar

la

necesidad de conservar no solo libros, sino tambien toda clase
de documentos y de objetos que son la traza permanente de
actividad cultural de los antepasados.

Pero no tendrTa
tendría

sentido tal conservaciõn si no era parte de un proceso

la
mucho
mucho

mas amplio de comunicaci5n.
comunicaciõn.
Esto quiere decir que la organizaciõn
organizaci5n misma de la biblio
bibli£
teca debe ser dirigida hacia una utilizaciõn activa por
individuos de los tesoros que conserva.
indivíduos

los

Guando se habla de un

servicio de documentaci5n, se trata de um sistema de

comunic^

ciõn què
qufe no solo permita a cada utilizador
uti 1 i zador la
1 a utilizaciõn
uti 1 i zaci õn actj^
actj[
va dei contenido de la biblioteca, pero tambien que vaya

ad£

lante de los deseos y de Ias necesidades de cada utilizador s£
se
gún sus propios critérios.

229

Digitalizado
gentilmente por:

�Quiere decir tambien
tambien.que
que la biblioteca no sea

estática,

pero que evolucione en el tiempo y se mueva en el espacio.
Todo eso ya se sabe aunque no se aplique en todas partes,
pero se puede admitir por lo menos que la mayorTa de los
bliotecarios ya saben que su papel no se limita a
y conservar libros.

bj^
bi^

catalogar

Queda por convencer Ias autorida
autoridades
des

poH

ticas, pero eso es otra historia.
De toda manera. Ias autoridades polT\,icas,
polTcicas, sean
ticas 0 totalitarias, liberales o autoritarias,
autoritarias , se

democri

desconfian

de los libros aunque, a veces, en forma inconsciente.
temente, yo

Reciein
Recieji

terminaba un reporte sobre el desarrollo de

la

lectura por la frase "Books are a nuisance", libros son una mo
1 es ti a .
lestia.
Y precisamente porque son una moléstia, tienen un
valor de informaciõn.

alto

Por definiciõn misma, la informaciõn es

algo que rompe el orden establecido, el equilíbrio de Ias
mas.

no£
nor

Y la clase de informaciõn que proporciona la lectura

libros tiene un valor particular porque es un producto

de

origi^
origi_

nal de cada lector individual.
En su contribution
contribuciõn sobre La biblioteca como medio
acciõn cultural, Victor Flusser senala los tres problemas
una acciõn cultural libertadora:
ciõn.
va.

Yo anadiría

de
de

invenciõn,
invention, formulaciõn,creaformulation,crea-

un cuarto parâmetro:

la crítica

productj^
producti_

S.i difiero un poco de Victor Flusser, es que yo considero

230

Digitalizado
gentilmente por:

�que la
1a lectura de textos es üna actividad cultural distinta de
todas Ias otras y que sus características hacen de ella el
dispensable elemento liberador que desbarata Ias

i£
in

intenciones

mas 0 menos clandestinas de los iniciadores de la acci5n
acciõn cultjj
ral .
Se puede citar un ejemplo clãsico que podremos
conectar con el caso ya senalado

después

de la Ligue de 1'Enseignement.

A princípios
principios dei siglo
sigio 19, se diõ cuenta, en Francia, la

sur

gente burgesia industrial que el analfabetismo de la claseobr£
claseobre
ra y de los campesinos era un mal cálculo y que el rendimiento
econômico exigia la inclusion
inclusiõn de los trabajadores en la
red de comunicaciõn de masas *exi
'exi sti endo entonces, es
imprenta y la lectura.

decir la
1a

Por una ley de 1833,
1 833, se decidiõ
decidiô

ces la creaciõn en cada pueblo o ciudad de escuelas
que, por supuesto, no eran ni gratuitas, ni laicas.
inversion enorme y el resultado fué
inversiõn
fui impresionante.

única
ento£
entoji

públicas
Fué
Fui

una

En 17 anos

el porcentaje de analfabetos en la poblaciõn masculina de Fraii
Fraji
cia bajõ de 70% a 30%.
ral?

Puede llamarse tal hazana acciõn cuitu
cu1t£

Indudablemente sT.

Los políticos de entonces se

ufana
ufan^

ron de su iniciativa- generosa y humana, olvidando que en

los

roismos
mismos debates de la Câmara de Diputados a1
al argumento decisivo
había sido el interes econômico.

Natural mente, se tomaron

didas estrictas para limitar el peligro.

m£
me

El maestro de

escue
escue^

la quedaba bajo la vigilância estrecha dei comisaria de

po1i_
poli^

cia, dei alcalde, dei
del prefecto y dei obispo.

Se le

prohibía

ensenar cualquier otra cosa que la lectura elemental y
dimentos de cálculo.

Quedaban estrictamente prohibidas

rjj
los r£
Ias

231

Digitalizado
gentilmente por:

�ideas cualquieres sean, y solo la letra dei catequismo

intr£
intro

más que lo puro utilitário en la ensenanza.
ducTa algo mis
Lo que no habTan previsto es que, aun a tal humilde
vel, la lectura es un proceso de anãlisis crítico que

ni_
ni^

entrena

el lector a producir su propia informaciõn, es decir a hacerse
culto por su propia iniciativa.

En otros términos, una

cultu

ra otorgada con intenciones de explotaciõn
explotaci5n o de dominaciõn, si
incluye la lectura, tiene un contra-efecto que pone entre

Ias

manos dei lector las
Ias armas de su liberaci5n cultural.
Los nuevos alfabetizados de la escuela de 1833

estaban

listos en 1848 para leer, aprovechar, profundizar y digerir el
Manifiesto Comunista de Harx
Hanifiesto
Marx y Engels.

Los promotores de

la

ley de 1833 lo descubrieron después de la Revoluciõn de
y impusieron entonces nuevas leyes escolares que
la responsabi1ida
responsabi1idadd cultural dei maestro al cura.
demasiado tarde.

1848

transferTan
transferían
Pero ya

Los Franceses tenTan
tenían el medio de su

era

cultura

que desfiaba cualquier acciSn
acci5n cultural opresiva.
Es lo que entendieron bien los republicanos. Hombres C£
co
mo el editor Jules Hetzel (quien publico obras de Gérard
Nerval, de George Sand, de Hugo y particularmente de

de
Jules

Verne) o como el periodista Jean Mace que se asocio
asociõ con el

p£
p^

ra crear en 1864 el Nagasin d'éducat1on
d'education et de récréatlon,es
recreation,es d£
de
cir una revista de lectura popular.

Jean Mace habTa
había ya tornado
tomado

la iniciativa de lanzar un movimiento de bibliotecas

públicas

fundo la Ligue Fran
Françai
y fué el en 1866 que fundõ
çai se de 1 ' Ensei gnemen t.

232

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sea n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Cvereaclanenta

�Como ya lo dijé, la Ligue de 1'Enseignement
1'Ensei gnement fui
fué un

fo£

midable movimiento de acciõn cultural destinado a difundir

la

ideologia de la república liberal burguesa que entonces

i£
in_

cluTa un patriotismo belicoso inspirado por el espiritu

de r£

vancha contra Alemania.
Hasta cierto punto, se puede decir que este

proyecto

tambien quedo desbaratado por los propios contra-efectos de la
acciõn.

La Lique
Ligue de 1'Enseignement, asT como 1?
Ia escuela laica

que fui
fué su intrumento principal, evolucionaron por completo en
un siglo bajo la presion misma de los hombres y de Ias mujeres
cuya fuerza cultural hcbTan despertado.

Ahora, la Ligue

de

1'Enseignement se llama Liga de la ensenanza y de la educaciõn
permanente.

profé
En cuanto a la escuela, se debe recordar la profi

tica advertência dei estadista Emile Deschanel, padre de

Paul

Deschanel que fui
fué Presidente de la República durante la

Prim£

ra Guerra Mundial.

EscribTa en 1851 que, a pesar de la

hipo

cresia de sus iniciadores, la escuela y la alfabetizacion
a 1fabetizacion
suscité "supõ hacer liberales bajo la Restauraci5n,
suscito
Restauraciõn,
nos bajo la Monarquia
MonarquTa de Julio y■soei
y■socia1istas
a 1istas bajo la
ca".

que

republic^
Repúbli^
Repúbli_

En el siglo 20, el mismo fenomeno continua a producirse.

Tal es la virtud singular de la lectura que siempre de£
de^
pierta el hombre de manana. Claro es que hay otras formas

de

cultura, no solo la música, el teatro a Ias bellas artes, sino
tambien la cocina y el deporte.

Claro tambien es que la

pal^
pal£

bra humana se expresa ahora no solo por el texto, sino tambien
por la difusiõn oral de la radio y la imagen fija o animada,mu
animada,m£

233

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�da 0 parlante que ofrecen el cinema y la televisiõn.
television.
Gracias a Ias
las nuevas tecnologias, la invenciõn, la
mulaciõn, la creaciõn ya no quedan encerradas en la carcel
un elite clerical.

fo£
fO£
de

Yo soy de los que creen en la profesional£
profesionali^

dad de la creaciõn y se desconfian de la nociõn de una cultura
popular espontânea.

No hay canciõn que no tenga un autor y un

compositor, no hay baile que no tenga un inventor, no hay cueti
cue£
to que no tenga un narrador inicial.

La tradiciõn popular tie

ne el doble y contradictorio papel de codificar la obra

para

hacerla transmisible y de modificaria para hacerla viva.
Desde la imprenta hasta los últimos anqs,
anos. Ias

tecnol£
tecnolo

gias de la comunicaciõn y los invertimientos que suponen,
gTas

han

tendido a aumentar la codificaciõn y a valorizar el poder

dei

creador, imponiendose la nociõn de propriedad cultural.
el problema es como reforzar el poder de modificaciõn.

Todo
Si com

prendo bien Victor Flusser, es asT que entiende la acciõn

CUj^
cuj^

tural .
Naturalmente estoy de acuerdo.
en el papel decisivo de la lectura.

Solo insistiría yo
Hay una diferencia

ciai entre un bibliotecário y un animador cultural de

mis
eseji

música

0 de cualquier otra forma de arte: es que el bibliotecário

m£

neja la palabra escrita sin la cual todo el resto no es mis
más que
juguete.

Talvez sea posible infundir una ideologia a una músi_

ca, a una forma de baile, a una pintura, a una arquitectura.Pe^
arquitectura.P£
ro siempre sera en forma indirecta, sugerida y al fin y al

234

Digitalizado
gentilmente por:

ci
c£

�bo codificada.

La palabra escrita se expresa en forma

cita, directa y no tiene necesidad de codificacion
codificaciõn como
1 abra

axpli^
expli^
la p^
pa

oral
oral..
La retroaccion
retroacciõn dei
del indivíduo sobre la obra musical

plástica no puede ser mas que simbólica y, en la mayoría
mayorTa
los casos, afectiva.

o
de

Claro es que asT tambien se puede

reac-

ción desnuda, despojada de Ias ilusiones afectivas y de
ciõn

los

enganos dei simbolismo, es decir conciente, puramente humana.
Que se me entienda bien:
bien; no digo quel el hombre
horabre solo vi_
vi^
ve dei pan de la razõn.

La calidad de la vida se mide tambien

en emociones, en senti mientos, en creencias, en estados de ãni^
mo que estan al iTmite
limite de lo físico y de lo espiritual. Yo ha^
ta diría que el gozo de la vida se situa en este terreno

ambi^

guo en el cual se integran en forma original y única la natur^
leza fisica, biológica y mental de cada indivTduo.
indivíduo.

Una

vida

sin actos de fi, sin actos de comunión extra-raci
extra-racional
onal serfá
seria una
larga pesadilla.
Pero sin la chispa de razon lúcida, critica,
crítica, autônoma ,
seria una larga esclavitud.

Es esa chispa que alumbra y

man^
man

tiene 1laa 1ectura.
lectura.
Esto quiere decir que el bibliotecário debe ser un
mador cultural y algo más.

ani^
anj^

No puede ignorar todas Ias manife^

taciones de la vida cultural y tiene que aprovercharse de

to

das Ias creaciones, de todos los médios que permitan al indivi_
indivi^

235

Digitalizado
gentilmente por:

�duo la expresiõn de su personal
personalidad.
i dad.

Pero tiene una

respons^
response

bilidad suplementaria que consiste en establecer un enlace pro^
pr£
ductiVO entre el lector y el libro.
ductivo
Por eso, y tal sera mi conclusiõn,
conclusion, Ias
las bibliotecas
ben integrarse a todos los niveles a la red de

d£
de

comunicaciõn

cultural como la garantia omnipresente de la libertad humana.

236

Digitalizado
gentilmente por:

Sea n
stem
Gereaclanent»

�SUß-TtMA 5:
SUB-TEMA

OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA E 0O
HÄBITO DE LEITURA
HABITO

CONFERENCISTA: JOSE MARQUES DE
OE MELO
Professor da Universidade de São Paulo
DEBATEDORES:
0E8ATE00RES:

LUIS AUGUSTO MILANESI
MI LANES I
Professor da Escola de Comunicação e Ar
tes da USP
MARTYN GOFF
Coordenador da Brodford Book Flood
Experiment.

237

Digitalizado
gentilmente por:

�áVd ÍK tH-íMiüíSw &lt;»»■ s&lt;í 09!*f6n*Hd*d.

Pero t1ínt» uís

responsa

btíláBd su9Í«i»*«t(,r1 ,j qy» cronsíste

«‘stafi K’Cer un enlíC* pro

ducti vo ««t»-« * &lt; lector y el Mtiro.
Par tio, y tal sora *i i cenr 1

■! õii, ias h i b ’'■ o í e ca s

befl tstegrarse « todos ’os "iveie;, 9 !a rrd de

cowor;'» Ci

íe
5r

ç«ltari"i '.ono lá garsntTí owo t ora s an’’.6 de Is libertsd ni.oüaoa.

0 3 A22AN 3Ü 0ApAaiHU«03 30 2013« 20

2 ASU-SUS

AHUTÍ3J 30 OTíaAH

0j3M 10 23UPPAM 3201 ;AT2 !3HISII201
S

of-uídi 062 sb ab&amp;breosvrnU eb íoj?93o'í3

illii.AilM 0r?i;3UA 2IUJ
2^.9 oepeo rournoD ob fefoojö 6b ooess^oiO
320 6b aaj
3303 2yr«A«
boof3 3oo8 b'io3bqo8 &amp;b Tobínsboool
.ínsmroaqxl

cm

1

3

Digitalizado
gentilmente por:

Gereulannito

:23fl0fnTAS3ô

�os
OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA E O HÄBITO
HABITO DE LEITURA

JOSE MARQUES DE MELO

Crise da leitura
Hi uma constatação irrefutável:
Hã

o uso dos meios

sos de comunicação i hoje reduzido, em todo o mundo.

impre^
impres^

Tanto

acesso quanto o tempo dedicado pelo público ao rádio
radio e ãi

o
televi^

são são maiores que aqueles destinados ao livro, ao jornal e ã re
vista.
Existe assim uma supremacia quantitativa dos veículos ele
trônicos sobre os veículos impressos.
A partir dessa evidincia configura-se uma crise da

leitjj
leit^J

ra.
Historicamente a crise começa a se esboçar quando, no
meço do siculo,
século, rompe-se o monopólio da cultura impressa.

co

Desde

então a leitura passou a constituir ua dos processos de apreensão
do conhecímehto,
conhecimehto, coexistindo com aqueles outros criados pela

m£

derna tecnologia,
tecoalogia, que dispensam, ou reduzem sensivelmente, a

m£
me

diação do código alfabético.
Parece, no entanto, um paradoxo falar-se de crise da

le£

239

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

' '

�tura. Se examinarmos
examinamos as estatísticas de desenvolvimento dos meios
de comunicação veremos que a imprensa continua a crescer em ritmo
elevado.

0 consumo das mensagens impressas vem aumentando, donde

se conclui que o número de leitores é hoje bem maior do que

foi

no passado
passado.
"Em 1971, a produção mundial de livros era de cerca
500 mil títulos por ano.

de

Em volume, isso significa de 7 a 8

bi_

Ihões de exemplares, a taxa anual de crescimento situando-se

por

volta de &lt;\%
à,t para títulos e 6% para exemplares.

Entre 1 950 el
el970,
970,

a produção mundial de títulos
cítulos duplicou e a de exemplares

triplj_

cou- No mesmo período, levando-se em conta os adultos que se alf£
cou.
alfa^
betizaram e as crianças que frequentaram escolas, a população mu]i
mu£
dial de leitores elevou-se a mais do dobro.

Esses dados

mostrara
mostram

que 0 consumo individual de material oe leitura aumentou. Por
so podemos dizer, com certo grau de confiança, que o livro

i^
estã

mantendo sua posição mesmo em uma era de comunicação de massa"(E£
massa"(E^
CARPITT e BAKER)^

Numa outra perspectiva, porém, avulta a crise da leitura.
Ela assume duas dimensées
dimensões específicas:
a) 0 volume de leitores não tem logrado se reproduzir
proporção comparável ã redução das taxas de analfabetismo, ã

em
e^
ejç

pansão da rede escolar e ao ritmo de crescimento da própria
prõpria indú^
indÚ£
tria editorial.

Estatísticas referentes aos países que tem larga

tradição de cultura impressa demonstram que o hábito de
não tem se expandido adequadamente.

Ou seja, o público

240

Digitalizado
gentilmente por:

2c a n
stem
Oereaclamento

leitura
leitor

�não cresceu o bastante, o que significa a existência de um
contingente populacional que possui o domínio do código

vasto

alfabéti^

CO - chave da leitura - mas não a pratica regular e permanenteme^i
permanentemen
te.

caracteristico . das
E que a leitura continua a ser um hábito característico

classes ociosas.
"Nos países que se desenvolveram hã muito tempo, o

povo

ainda tem, em relação ao livro, uma atitude que remonta ao

tempo

em que ele era instrumento de comunicação interna de uma
de iniciação
Iniciação reservada ã elite que sabia ler.

cultura

Pela força das ci£
cir

cunstâncias o livro massificou-se,
mass i f i cou-se , mas por muito tempo ainda
tinuarã prisioneiro de seus mitos e lendas.

con
coji

Até certo ponto, me^

mo nos países mais desenvolvidos, o fato de ler livro ié consider^
pratica sofisticada ã qual se dedicam principalmente
do uma prãtica

os

que não têm capacidade para a atividade física"
fTsica" (ESCARPPITT

e

BAKER)^.
b) 0 volume da produção editorial, apesar de

mostrar-se

crescente, não tem sido suficiente para atender ã demanda dos
vos leitores.

no

E que a maior produção de material impresso ocorre

exatamente naqueles países ou regiões chamados desenvolvidos,
seja, os países do capitalismo avançado e os países
paTses
do Leste Europeu.

ou

socialistas

As áreas
areas sub-desenvolvi das - componentes

■perceiro Mundo - mostram-se defasadas no campo da produção
Terceiro

do
edit£
edito

Hal.
"Se considerarmos os 34 paTses
países formados pela Europa,União
Soviética, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e

Ja

241

Digitalizado
gentilmente por:

�pão, veremos que em 1969 eles produziam 81% dos livros do
páo,
(em títulos), embora eles representem cerca de 30% da
mundial.

mundo

população

Isso significa que todos os outros países do mundo,

ou

seja, 70% da população, produziram apenas 19% do número total

de

títulos naquele ano. (...) Utilizando dados que abrangem um perío
do de 20 anos como base, podemos formar uma idéia da escassez que
afeta mais de 2/3 da raça humana e ver como isso aconteceu. Podese calcular que, em 1950, a Africa,
fifrica, a América Latina e a Asia
fisia (ej&lt;
(e^
ceto 0 Japão) tinham cerca de 37% dos adultos alfabetizados
tentes no mundo e 42%.da
42% da população escolar.
regiões produziam 24% dos livros do mundo.

Naquele tempo

exi£
essas

Por volta de 1970

e£

tavara produzindo apenas 19%, apenas de contarem com cerca de
tavam

50%

dos adultos alfabetizados e 63% da população escolar. (...)

Des
De^

ses dados salta um quadro geral: metade das pessoas que sabem ler
vive em regiões que produzem apenas 1/5 do material de leitura do
mundo". (ESCARPPITT e BAKER)^.
A crise da leitura afigura-se portanto como um

fenômeno

c1a£
que não pode ser avaliado senão como produto da sociedade de cVa^
ses e como decorrência da vigente ordem econômica mundial,
do respectivamente uma desigualdade entre as classes

gerari
gera£

proprietã
propriety

rias e as classes trabalhadoras e entre países ricos e países

po

bres, 0 que se projeta na esfera'
esfera cultural.

Enfrentando um preconceito
Jã se tornou lugar comum, pelo menos no Brasil,

atribuir

242

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanent»

0

11

12

�aos meios de comunicação de massa a responsabilidade pela

crise

da leitura.
Tenho ouvido sistematicamente de educadores, escritores ,
editores, religiosos, e até
ati mesmo de autoridades governamentais ,
a acusação de que os modernos MCM estão matando a leitura.
Trata-se em verdade de um preconceito difundido sobretudo
nas camadas cultas da sociedade e que não encontra sustentação o^
jetiva na realidade.

E possTvel
possível que algumas aparências
aparincias possam r£
re

forçã-lo.
forçã-10.
Infelizmente existem poucas pesquisas sobre o uso

dos

meios de comunicação em nosso país,
paTs, tornando-se difícil a

tarefa

de neutralizar aquele preconceito. Sua disseminação advêm do fato
- irrefutável - de que a maioria da população brasileira ouve

ri
rã

dio e vi
vê televisão, sendo minoritária a parcela que li revistas ,
livros ou jornais.
Um dos raros estudos que examina a questão êi a tese
mestrado de Luis Milanesi - 0 Paraiso via Embratel ,

de

naturalmente

circunscrita ã cidade de Ibitinga (São Paulo) e cujas observações
náo podem ser generalizadas para todo o paTs.
não
país.

Mesmo assim,

evidências mensuráveis para comprovar a
nesi náo
não encontrou evidincias
de que os MCM são
sáo poderosos inimigos da leitura.

Mil£
Mil^
tese

Ele examina

a

questão no plano hipotitico,
hipotético, não
náo concluindo absolutamente sobre a
relação negativa entre uso dos novos MCM e uso do livro.

0

ele observa éi a maior audiência
audiincia conquistada pelo rádio e pela

que
te

243

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

�levisão, permanecendo a leitura circunscrita àqueles segmentos da
população que frequentam a escola pública e que adquirem a obriga
ção de ler.
"Em Ibitinga, desde a inauguração da estrada de ferro, os
textos impressos chegaram, quer as obras desti
dest i nadas a um público mais
irais
escolarizado, quer o produto destinado a um consumo mais amplo.As
revistas ilustradas sempre tiveram uma divulgação maior que o

li^
li_

vro, este sempre restrito a um público menor.

m]j
mjj

Mesmo assim, o

nicipio, sempre teve uma ou outra biblioteca pública (...).
A partir da terceira década do século, assinala-se uma al_
teração nos hábitos de leitura não considerada obrigatória, ou se
S£
ja, de lazer.

Se antes de 1930 o entretenimento restringia-se

a

passeios, conversas, bailes, teatro, circo, cinema ou leitura,

a

partir dessa data o rádio
rãdio começou a ocupar uma parte do dia antes
empregada em atividades que não fossem profissionais.

A leitura ,

provavelmente, foi uma das primeiras sacrificadas, principalmente
aqueles que eram buscadas como passatempo.

0 rádio
rãdio aparecia como

um passatempo melhor. (...)
As leituras longas passaram a sofrer restrições cada
maiores:

vez

as pessoas não tinham mais tempo para longos textos. Djj
D]J

rante o dia, existia a ocupação profissional ou as atividades

d£
do

mésticas:

te
t£

levisão.

ã noite, oferecia-se o rãdio,
rádio, e, posteriormente, a

0 horário dividido rigidamente, a pouca disponibilidade

para o lazer e o oferecimento de novos meios de comunicação foram
fatores que reduziram a leitura longa para um público mais erudi-

244

Digitalizado
gentilmente por:

�to e menor.
raenor.

0 sucedâneo da novela do rádio
radio i a fotonovela e

aprimoramento da fotonovela éi a telenovela.

o

Se a fotonovela

re

sistiu e resiste éi porque ocupou espaços não preenchidos pela
levisão, por uma inconveniincia, e pela leitura mais longa,

te
por

uma conveniência (...).
Numa educação mais ampla capaz de chegar a um
umnúmero
número maior
possível de pessoas, o livro teria no rádio e na televisão
possTvel
poderosos concorrentes que, sobrepujando o livro quanto áã
dade, informam e formam a população.

dois
quanti^

Enfim, o fornecimento

diã

rio de duas horas de programação de TV satisfaz as pessoas e

i ni^
ni_

be as aspirações de leitura e mais conhecimento, camuflando as ne
cessidades que em outras circunstâncias poderiam ser visíveis. E^
sa afirmativa não leva ã conclusão que a TV matou o livro. Ressal^
ta-se apenas que numa cidade pequena como Ibitinga, o período inj_
ini_
ciai de expansão da TV foi inibidor da leitura, qualquer que
se,

fos^
fo£

menos aquela obriqatõria, imposta pela Escola Pública".(MILA

NESI)^.
Todavia, a literatura internacional sobre comunicação
rica em evidências que põem por terra a tese de que os MCM

é

matam

ou sufocam a leitura.
Vejamos algumas dessas conclusões:
a) Lazarasfeld
Paul Lazarasfeld foi um dos pioneiros na análise do

uso

245

Digitalizado
gentilmente por:

�especialraente da
que a população norte-americana fez dos MCM, especialmente

so

breposição de audiincias. Ele estudou de forma sistemática

os

efeitos decorrentes do aparecimento dos novos meios - sobretudo o
rádio e a televisão - e as modificações ocorridas no consumo

das

suas mensagens.
A conclusão principal dos seus estudos é que o surgimento
de novos meios acarreta mudanças na estrutura de produção.determi^
produção .determi^
nando alterações na polTtica comunicacional dos já existentes,mas
não elimina o seu uso. Cada meio passa a ter um espaço
de atuação, atendendo a expectativas e necessidades

definido

.específicas

do público receptor.
Tanto assim que, entre os "Princípios que regulam
regulara o
dos MCM" formulados por Lazarsfeld e Kendall, o princípio
i 0 de todos-ou-nenhum.

uso
básico

Ou seja, o usuário dos MCM tende a

complementarmente vários meios.

usar

Quem vi televisão também ouve r£
rã

dio, li livros, jornais, revistas, vai ao cinema, etc.,etc.

Por

sua vez, o cidadáo
cidadão que tem pouca oportunidade de usar um meio
seja 0 jornal, a TV ou o rádio - mostra-se pouco predisposto

a

ter contacto com os demais.
"Os estudos, desde o advento da televisão, não tim negado
iste princípio.

Indicam bem claramente que os proprietários

pi£
pio

neiros de aparelhos tendiam a ser mais conscientes dos meios

de

comunicação do que os não proprietários.

Assim, os que

primeiro

adquiriram aparelhos de televisão tinham lido mais revistas,
nham ouvido mais o rádio, tinham ido mais frequentemente ao

t|
tj
cine

246

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnta

^
&lt;/ ^

-

11

12

13

�ma do que os outros.

Os estudos sugerem, também, que passado

momento da novidade inicial, a televisão não atingiu
(exceto 0 cinema) o uso dos outros meios.

o

seriamente

0 que parece ter afeta

do foi as razões para o uso dos outros,
outros meios de comunicação.
pessoas, ao que parece, usam a televisão principalmente em
de diversão e como válvula de escape.

As
busca

Quando apareceu, voltaram-

se para a mesma, em substituição ao cinema, ãs revistas em quadri^
nhos e ãs obras de ficção leve.

Assim, a televisão parece ter to

raado
mado 0 lugar dos meios impressos como fonte de diversão e de esca
pe, mas não parece tê-los afetado como fonte de informação

séria

e ítil"
íitil" (PETERSOli,
(PETERSON, JENSEN e RIVERS)®.
RIVERS)^.
Em sTntese,
síntese, o aparecimento de um novo meio, ao invés
se afigurar como desestimuiador
desestimulador para o uso dos demais na
atua como incentivador.

de

verdade

Quem vi
vé um filme sente-se motivado a ler

0 livro que contém o texto original da obra.

Quem assiste uma te

lenovela pode ser estimulado a comprar o disco que contém a
lha sonora.

trj^
tri^

Quem lê
lé uma reportagem no Jornal
jornal pode ser induzido a

procurar informação complementar numa revista ou na televisão.

E

assim por diante.
E exatamente o princípio
principio de todos-ou-nenhum que explica a
articulação de toda a engrenagem da indústria cultural. Raramente
uma empresa da ãrea
área de comunicação limita-se a comercializar
único produto, tendo a tendência de manter, dentro de uma

um
mesma

organização, várias unidades que aproveitam os sub-produtos (not^
(notT
cias, música, filmes, etc.)&lt;
etc.)- da empresa principal ou das empresas
agregadas, lançando-os no mercado para usufruir os efeitos da
tivação gerada junto ao público consumidor num determinado

mo

mome£
momen

247

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�b) Haccoby
Maccoby
A pesquisadora Eleanor Maccoby inventariou as

pesquisas

realizadas sobre os efeitos da televisão, nos anos 50, uma década
ap5s 0 seu funcionamento regular em países como os USA,
após

Canadá,

Inglaterra, Austrália, França e Alemanha.
Ela concluiu que o uso da televisão pelas crianças

não

afeta negativamente o seu rendimento escolar, nem tampouco

reduz

0 interesse pela leitura.
"Antes de tudo,.parece
tudo, ,parece que eram infundados alguns dos pri_
meiros temores quanto aos efeitos danosos da televisão. Ela
prejudicou a visão das crianças.

não

E as melhores provas parecem i£

dicar que também não produziu grandes diferenças no comportamento
escolar. Isto é, quando se comparam crianças que têm
tim televisão em
casa com outras que não a tim,
têm, pouca diferença se nota quanto

ao

interesse pelos trabalhos escolares; os dois grupos executam

bem

os deveres de casa e têm êxitos semelhantes nas provas.

A

exceção nos vem do Japão, onde setuanistas que dispunham de

única
tele
tele^

visão dedicavam menos tempo aos trabalhos escolares e acusavamcer
ta deficiência nos testes de leitura em relação a um grupo
lhante de moços

que não tinham televisão.

Mesmo no Japão,

sem£
seme
não

se verificou esse fato com rapazes mais jovens. (...)
Hã indTcios de que a TV seja uma experiência
Há

248

Digitalizado
gentilmente por:

estimulante

�para crianças pequenas, pois as que assistem a programas no perTo
do pri-escolar enfrentam a escola com vocabulários mais
vidos.

desenvoJ_
desenvol_

Entretanto, a diferença cedo se desfaz ao impulso

dos

exercTcios escolares, permitindo admitir que esse Tmpeto antecip^
exercícios
antecipa^
do náo
nao constitui vantagem duradoura.

Surpreendentemente,
Surpreendentemente , a

tele
tele^

visáo
visão nao
náo parece interferir de maneira substancial com a leitura:
as crianças apresentam mais ou menos o mesmo Tndice de leitura,te
leitura,t£
nham nu
ou náo
nao televisão em casa.

E há provas documentadas de que a

apresentação
historia ou peça clássica desperta in
apiesentaçao pela TV de uma história
Wifsse pela leitura do original, provocando um súbito aumento de
tetesse
l-iíiiura nas bibliotecas.
prc/íura

Mas a televisão exerce claramente

um

^ -t
■t it.n
ito sobre 0o rádio e sobre a leitura de revistas em quadrinhos:
■

as formas de distração e a TV parecem substituir-se
substituir-se..

Assim,

111'indo a criança
in.indo
(riança começa a assistir a maior número de programas
progrrinas de
tí lf-visao. passa a ouvir menos rádio e a ler menor quantidade
tflevisao.

de

rcuis!„s cm quadrinhos " (ELEANOR MACCOBY)^
MACCOBY)®
rovir.t.is

( ) Escarpitt
Escarpitf e Baker
Em estudo realizado pt.ra a UNESCO.
DNESfO. Roberto Escarpitt

e

Ronaldo Baker inventariaram as pesquisas mais recentes sobre essa
questão.
questão

Baseando-se exatamente nos resultados compulsados,

os

dois especialistas europeus sâo
são enfáticos: os MCM, em geral, e

a

TV, em particular, não constituem
ronstituem absolutamente empecilhos para a
1 e i tu
t u ra .

"Jã sabemos mediante inquéritos que, de um modo geral, os
meios de comunicação de massa não influiram significa
significativamentenos
tivamentenos

249

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gereaclanmta

�hábitos de leitura.

Estatisticamente isso significa que quem

livro não utiliza esses meios nem mais nem menos do que quem
li.
lê.

Por mais desapontadora que seja, essa conclusão pelo

lê
não

menos

cTrculos
permite livrar-nos de um preconceito muito difundido nos círculos
intelectuais, ou seja, que os meios audiovisuais são inimigos

pe_
pe

rigosos do livro.

po
p£

Parece mesmo, na medida em que a diferença

de ser notada, que a introdução da televisão em um país contribui
para promover a leitura.

Esse tem sido o caso nos países
paTses

dese£

volvidos" (ESCARPITT e BAKER)^
d) Bamberger
Richard Bamberger não apenas confirmou tais conclusões

,

mas as reforçou, mostrando que os MCM induzem ã leitura.
"Investigações provaram que os livros discuti dos nos meios
de comunicação de massa e os que fornecem motivo para filmes

tor

nam-se best-sellers e são muito populares nas bibliotecas. Muitas
pessoas que não tim o hãbito
hábito de ler ou não estão

familiarizados

com as possibilidades de escolha de livros são a miúdo 'induzidas
ã leitura' por apresentações dos meios de comunicação de massa ou
O
cora os atores"
atores“ (BAMBERGER)
pela familiarização com o assunto e com
Essa tendência pode ser ilustrada com
cora um caso
ocordido recentemente no Brasil.

concreto

Ao participar de um programa de

entrevistas na televisão, o cantor e compositor popular Chico Buarque de Holanda informou, de passagem, que estava lendo um deter
dete£
minado romance, e pouco tempo depois houve umestouro de vendas 4o
do

250

Digitalizado
gentilmente por:

�livro 9 .

-~ da venda
■
~ adap
Ou com a intensificação
de obras de ficção

tadas para a televisão, como é o caso de algumas telenovelas. Jo£
ge Amado, Ligia Fagundes Telles,
Teiles, Erico
Frico Veríssimo, José de Alencar
e tantos outros escritores tiveram seus livros reeditados e

com
cora

prados massi vamente, como decorrência da promoção feita pela tele
novela.

Fatos semelhantes jã haviam sido constatados na Europa e

nos Estados Unidos em relação aos livros adaptados para o cinema.

Reexaainando ua
ReexaHínando
um ai
Mito
to
Com a mesma intensidade com que se acusa os MCM de respon^
respoji
sãveis pela crise da leitura, atribui-se ã escola a principal re£
ponsabi1idade na formação do habito
hábito de ler.
Efetivaraente a escola é a instituição fundamental para e^
Efetivamente
timular a leitura, pois se trata de um ato intelectual que press^
pressjj
põe 0 domínio do código alfabético.

E na escola que se aprende a

ler e a escrever.
E também durante o período escolar que se pratica exausti_
vamente a leitura, na busca de
de- informações que complementem ou r£
re
forcem as atividades da sala de aula.

Tanto assim que o livro dj_
di_

dãtico representa uma parcela considerãvel
considerável da produção editorial,
em qualquer p.aís.
era

No caso brasileiro, chega a ser majoritária

,

atingindo quase 70% de toda a produção nacional.
Mas serã
será que a escola efetivamente educa para a

leitura?

Em outras palavras: o leitor formado pela escola torna-se um

lei_
lei^

251

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

' '

�tor permanente?
Essa crença existiu durante muito tempo.

Toda
Todavia.estudos
vi a,estudos

mais recentes, que examinaram a questão de modo aprofundado, come
çam a dar uma resposta negativa.
Ganha força a tese de que não é a escola que forma - leito
res.
po.

A escola pode levar ã leitura compulsória durante algum tem
Mas 0 leitor formado obrigatoriamente a partir das

tarefas

escolares deixa de ser leitor quando abandona a escola.

Torna-se

um leitor ocasional, casual.

Porque esse leicor formado pela

e^
es

cola adquire a sensação de que leitura é algo vinculado a

rotina'

da aprendizagem; portanto, uma atividade chata ,.cansa
, cansativa
ti va ,

desin
desi£

te ressante .
teressante.
A pedido do Sindicato Nacional dos Editores de Livros,Car
los Alberto de Medina revisou as pesquisas sobre leitura no

SraBra-

sil, encontrando reforço para esse ponto de vista.
"Os dados apresentados tocam numa das idéias correntes: a
do mercado do livro didático
didãtico em.expansão dada a ampliação do núme
núme^
ro de vagas nas escolas.

Se hoje se aceita a idéia de que

saber

ler e escrever éê essencial, que, mais ainda, é indispensável

que

toda a população tenha um nTvel
nível escolar mínimo, não necessariamen
necessariameri
te isto irã
irá repercutir numa maior utilização do livro.
E que uma coisa éi o valor do estudo disciplinado de
ter individual e/ou em grupo - que dã
dá autoridade ao livro - e

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanent»

cará
cari
ou
o^

�tra coisa é o valor do acesso ao diploma através do

cumprimento

das obrigações escolares, estas restritas ã matéria do exame
pode ser resumida em algumas páginas de caderno, livro ou

que

aposti_
apostj_

1 as.
Se a instrução é um fator predominante para os hábitos de
leitura, se o número de leitores cresce com o nível de instrução,
convém chamar a atenção para o fato dos hábitos de leitura
pais influenciarem a atitude dos filhos.
liem, sob

dos,
dos

Assim, quando os

pais

o nível de leitura dos filhos em todos os níveis

de

instrução, donde a progressão da leitura ser feita em duas

ger^
ger£

ções, quando as pessoas são pouco ou mais ou menos instruídas.
ta expectativa, de longo prazo, entretanto, corre o risco de

não

se concretizar como nos mostram os resultados apresentados. Incljj
sive pelo dado indicado de que a TV se encontrou

particularmente

ás necessidades dos grupos sociais para quem a sociedade
adaptada ãs
tradicional, como modo de expressão da imaginação, nunca levou em
consideração, ou, em outros termos:
vros.

aqueles que nunca liem

IJ^

A TV adaptbu-se
adaptòu-se melhor àqueles
ãqueles cujo comportamento

hab^
habj[

.tual
tual estava de acordo com a estrutura de cultura anterior ã

sua

introdução, como ocorria e ocorre no Brasil hoje". ((C.A.MEDlNA)^^
C . A.ME Dl NA)^^
No plano internacional, essa mesma idéia é sustentada por
Escarpitt e Baker.
"A fragilidade dos hábitos de leitura tem causas mais
motas, que recuam ã idade pré-escolar.

í provavelmente

r£

nessa

idade que se formam as atitudes fundamentais diante do livro.

A

253

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
st em
Cercada nmts

�criança que toma contato com o livro pela primeira vez quando
tra para a escola costuma associar a leitura com a situação
lar, principalmente se não hã leitura no meio familiar.

eii
en
esco
esc£

Se o tr^
tr£

balho escolar ié difTcil e pouco compensador, a criança pode

a^

quandodei^
quirir aversão pela leitura e abandonã-la completamente quandade^
xar a escola.

E conveniente então que o livro entre para a

da criança antes da idade escolar e passe a fazer parte de
brinquedos e atividades cotidianas". (ESCARPITT e BAKER) 1 7?

vida
seus

0 hãbito de leitura não se aprende, pois, de forma campuj_
campuj^
sÕria na escola.
sõria

E algo que faz parte dos padrões culturais

um paTs, de uma comunidade.

E uma atividade que se nnicia no

cleo de educação informal que é a família e encontra
na vida comunitãria.
comunitária.

de
n^

sustentação

A escola ^õntribui
contribui para sedimentã-lo,

mas

não para lhe dar projeção na histõria
história do indivíduo.
Como ato intelectual, a leitura s5
só tem sentido dentro

de

um contexto específico, que pressupõe dos fatores essenciais:

a

utilidade e o prazer.

Faz parte integrante da mentalidade de

povo ou de uma classe social.

utí
unf

E sõ
s5 se consolida dentro de um pro
pr£

•cesso de transformação das estruturas da sociedade.

Por um novo conceito de leitura
Pensar a leitura não é pensar apenas o ato de
ção da palavra escrita.

Pois, como diz Paulo Freire: a
do mundo precede a leitura da palavra. 1 3

Digitalizado
gentilmente por:

decodific£
decodific^
leitura

�Ler 0 mundo é assumir-se como sujeito da História.

C ter

consciincia dos processos que interferem na sua existincia

como

ser social e ser polTtico.
político.
Só 0 indivíduo
indivTduo capaz de fazer uma leitura permanente

do

mnndo, tentando captar os signos do seu dinamismo para nele inte£
mundo,
inter
ferir e atuar, sente-se motivado para a leitura da palavra.
Assim sendo, a leitura da comunicação impressa só
sõ se
tiva e se reproduz quando está
estã ligada ao ambiente em que o
ou a mulher se sentem sujeitos, atores decisivos para

ef£
efe
homem

configurar

a ação existencial de que participam.
Como é um ato de liberdade, de escolha individual, a

le£
1ej_

tura pressupõe uma finalidade, um objetivo, um propósito. E tanto
a leitura utilitãria quanto a leitura que dã prazer são

ativid^

des motivadas pela insersão no mundo, determinadas oela
oola

leitura

do mundo.
A leitura se dã,portanto, em espaços definidos: o do traba
Iho (leitura que produz conhecimento e ajuda a solucionar os

pro

blemas que a vida antepõe ao indivíduo)
indivTduo) e o do lazer (leitura que
preenche os momentos de ócio, produzindo sensações estéticas).
No primeiro caso, trata-se de uma atividade que, na socie
socÍ£
dade de classes, é desempenhada peculiarmente pelos segmentos

s£
so

ciais que_
que não despendem esforço fTsico.
físico.

ao

Resume-se quase que

fazer e agir dos intelectuais.

I. 255

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanenta
nmts

�No segundo caso, pressupõe terapo
tempo livre, momentos
raoraentos de ócio,
além de condições ambientais para tornã-la possTvel.

E, por

i£

so, converte-se em privilégio virtual da burguesia.
0 hábito de leitura depende assim do equilíbrio
equilTbrio trabalholazer, em qualquer sociedade.
E são as classes trabalhadoras as excluídas da leitura. A
grande maioria das pessoas não li
lê porque a leitura pouco (ou
da) significa no mundo do trabalho.

A ação produtiva,

na^
n£

realizada

através de operações mecânicas, fragmentadas, repetitivas,

impõe

enorme dispindio de energia física, tornando a prãtica
prática da leitura
meramente casual ou residual.

São essas mesmas pessoas que

encontram na leitura fonte de prazer estético.

não

Ora porque

não

dispõem de tempo livre e condições econômicas para tal. Ora
«
que vivem exaustas, consumindo todas as energias no trabalho
na locomoção.

Desta maneira, não se mostram predispostas

po£
pO£
ou

para a

leitura, nem se sentem gratificadas.
Referindo-se aos operários brasileiros, Ecléa Bosi

acre£
acre^

centa a essas causas da não-leitura a circunstância do seu

deseji

raizamento cultural.
lê?
"Por que o operário não lé?
lares liem
lêem menos do que se espera?

Ou, por que as classes

popjj
pop^

As causas são várias: em

pri_

meiro lugar, o isolamento social das classes trabalhadoras,
vivem segregadas das outras pessoas da sociedade, curvadas
a matéria que elas transformam.

sobre

E essa segregação do trabalhador

256

Digitalizado
gentilmente por:

que

Sc a n
stem
Oereaclamento

�é um fenômeno unive'
unive sa'!"^&gt; Jornada longa e intensa, transporte
ficil, moradia distaiit
distant

falta de lazer, de bibliotecas em

dj^
bai£

ros e 0 salário gasto na sobrevivência.
Uma causa importante tambim
também é o desenraizamento
do migrante.
nhança,

cultural

Arrancado de seu lugar, de sua gente, de sua

vi zi_

de suas festas, e até da sua maneira de louvar a

Deus,

ile perde - ao perder a tradição do seu passado - o poder de
êle
nhar com o futuro.

E um homem sem raTzes.

so

Aqui il
ilee não éi

um criador de cultura, êle éi um consumidor passivo.

mais

Então,

falta de significação encontrada pelo migrante é uma das

essa
causas

que 0 afasta de todas as formas de cultura, inclusive da leitura.
No caso da mulher, ela sofre todas essas causas, acrescidas

pela

fadiga do operário não qualificado que ela é, além do trabalho do
mêstico e da criação dos filhos" (ECLEA BOSI)^^
mistico

Lições da História
A divisão cultural entre as poucas pessoas que lêem e
grande maioria que não lê encontra-se bem dimensionada na

a

Histõ

ri a.
E£ importante lembrar que a passagem da civilização

oral

para a civilização escrita demandou grande espaço de tempo. A di£
seminação da escrita se fez de modo bastante lento.

Por que?

Justamente pela significação polTtica
política da

escrj^
escrj_

ta. Durante muito tempo a vida das comunidades esteve regulada p£

257

Digitalizado
gentilmente por:

�la memória
memoria dos anciãos, que, acumulando o conhecimento herdado das
gerações anteriores, tornavam-se naturalmente detentores do poder.
Com a escrita, essa mediação tornou-se dispensãvel.

0

registro

do passado assumiu configuração objetiva, oferecendo-se ã decifr^
ção de qualquer contemporâneo e eliminando o controle dos

mais

velhos .
Deslocando-se o centro de poder da memória oral para a me
mõria escrita, éi evidente que os detentores do poder cuidaram

de

exercer rigoroso controle sobre o novo instrumento de comunicação,
conservando a estrutura de mando intocável.

fosse o
Quanto menor fos,se

número de pessoas habilitadas ao manejo da escrita maiores seriam
sériam
as possibilidades de manutenção da ordem vigente.
McMurtie captou com precisão a causa do

desenvolvimento

vagaroso da escrita e da sua transição da forma ideogrãfica

para

a representação fonitica.
fonética.
"Milhares de anos foram necessários para se completar
ta evolução, a que Mason chamou
mem .

a mais notável realização do

e£
ho
h£

Realmente, parece um tempo excessivamente longo, mesmo daii^
da£

do-se de barato a lentidão com que -as novas idéias se

enraizaram

e desenvolveram nos primitivos séculos da história da humanidade.
Mas a explicação desse desentranhar, moroso em extremo, dum

si£

tema de escrita puramente fonético pode encontrar-se em ter

ele

sido, como parece, desde o inicio,
inTcio, privilégio das classes

ecle-

siásticas e dominantes que tinham sem dúvida as suas razóes
razões
não permitirem que este misterioso processo se tornasse muito

258

Digitalizado
gentilmente por:

para
co

�nhecido da população vulgar, pelo que o conservaram abstruso
esotérico o tnais
esotirico
mais possTvel
possTvel..

e

Assim, até
ati com o sacrifício do

pr^
pró

prio desenvolvimento da verdadeira utilidade da escrita, as
ças conservadoras mantiveram-na mais ou menos rígida, de

for

maneira

que servisse melhor os fins dos antigos representantes do

'privj^
‘privj^

ligio especial"'
especial'" (McMURTRIE
(McMURTRIE)^^
)^^
Tanto na sociedade escravocrata quanto na sociedade

fejj
fe^i

dal 0 domínio da escrita e da leitura permanecem como privilégios
do clero e da nobreza.

Sua vulgarização sõ
só vai ocorrer no

bojo

da Revolução Burguesa, pela necessidade que tem a nova classe
minante de agilizar o sistema produtivo no comércio e na

d^
d£

indÚ£
indú^

tria, contando para isso com trabalhadores intelectualmente

mais

ãgeis.
ãgei
s.
Mesmo assim a educação das classes trabalhadoras limitouse aos processos elementares da contagem e do registro alfabético.
E isso jã foi suficiente para conduzí-las ã revolução popular

de

1848, na França, como analisa Escarpitt.^®
0 domínio do código alfabético significa sem dúvida

a

passagem da consciência mágica para a consciência histórica.

Si£

nifica 0 acionamento da capacidade de abstração que converte

o

homem em agente do seu próprio destino.

Significa a chave

para

a sua inserção no terreno do conhecimento, libertando-o da

igno-

rância, abrindo caminho para que se torne sujeito da História.
Tem sido a possibilidade de compreensão do mundo, seguida

259

Digitalizado
gentilmente por:
por;

�do desejo de transformi-1
transformã-1 o, que a prática da leitura provoca
qualquer cidadão, o motivo pelo qual a sua democratização
democratizaçio

era
em

prosS£
prosse

gue lentamente,
lentamerte, sobretudo nas regiões pobres que integrara
integram o

Te£

ce i ro Muncjo.
ceiro
Munuo.

Evitando a ingenuidade
A leitura não i um ato que se dã
dá apenas pelo domínio alf^
alf£
bético.

Trata-se de uma ação dotada de profundo sentido social -

participação, cri
criação,
ação, construção.

Logo, a sua democratizaçãonão
demoeratização não

se produz com medidas exclusivamente culturais: mais escolas,mais
livros, mais bibliotecas.
Tudo isso é importante e desejável, mas não suficiente.
Por outro lado, a democratização da leitura não serã
será obti_
da paternalisticamente,
paterna 1isticamente, por doação ou como resultado de campanhas
salvacionistas.

absolutamente a partir da
Não florescerá absolutaraente

ação

unilateral de bibliotecários, educadores ou animadores culturais.
E uma questão que tem implicações mais vastas.
bricada na democratização da sociedade.

Está

im
ira

A abolição do privilégio

da leitura depende da abolição dos demais privilégios da

minoria

dominan
domin an te.
Torna-se indispensável, pois, evitar a ingenuidade,

espe
esp£

rando que cruzadas de cima para baixo - a persuasão para a ,leitji
leitjj

260

Digitalizado
gentilmente por:

�ra - resolva o problema.
Muitas tentativas tem sido feitas nessa direção.

E

os

seus resultados demonstram que ações isoladas, regidas por uma p^
iTtica culturalista , estão fadadas
êxitos imediatos.
Sxitos

ao fracasso.

Podem conseguir

Mas não passam de vitórias
vitõrias de Pirro.

Fenecem

com 0 tempo.
Porque a questão da leitura tem raTzes
mais profundas.

soeio-econõmicas
soeio-econômicas

Não basta persuadir alguém
alguim que jã
já sabe ler

para

se tornar leitor assíduo.
polTtica
A crise da leitura é reflexo da crise social, política

e

econômica da sociedade de classes.
A leitura tem sido um privilégio das classes abastadas
a burguesia e setores avançados da classe media.
média.

Tanto assim que

os pesquisadores da comunicação geralmente associam o hábito

de

leitura com duas outras variáveis básicas:
básicas; o nível
nTvel de renda e

o

nível educacional.

São, aliãs.,
aliás., duas variáveis interdependentes ,

pois 0 aumento do nível
nTvel educacional subordina-se
te ao nível
nTvel de renda.

indiscuti velmeji

A ascenção na pirâmide educativa vem

se

constituindo um privilégio dos mais aquinhoados economicamente.
Referindo-se ã sociedade norte-americana, Peterson,

Jeji
Je£

sen e Rivers confirmam a tese de que a leitura de livros estã
está con^
cor[
centrada nas faixas mais educadas e de maior poder aquisitivo.

261

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
sí
em
Oereaclamento
Gervoclannito

�"Os estudos das leitpras
leitoras tim
tira mostrado, consistentemente ,
que ler livro e educação andam de mãos dadas.

Na medida em

que

0 nTvel
nível da educação formal abaixa, também o faz o Tndice
índice de leit^j
leit£
ra de livros.

Algumas das outras características do público

livro podem ser explicadas parcialmente por iste fator de
ção.

do
educ£
educ^

Por exemplo, embora os jovens adultos leiam mais livros

do

que os velhos, a idade não i necessariamente o critério decisivo,
de vez que quanto mais velho fôr o grupo da população, tanto
nos serã a educação formal recebida.

Semelhantemente, o

rae
maior

vojume de leitura dos habitantes urbanos poderia ser explicado pe
lo níval
nival mais alto de educação nas áreas
ãreas urbanas. Obviamente, C0£
coii
tudo, isso envolve mais do que a educação.

0 residente de

ãrea
área rural tem acesso menos imediato aos livros do que o
te da cidade.

uma
habitan^

A pessoa de baixa renda não pode dispor de

dinhei_

ro para gastar em livros" (PETERSON, JENSEN e RIVERS)^^
Ampliando a anãlise
análise para os outros meios impressos de
municação, chegam a idênticas conclusões sobre o papel

co
c£

desempe-

nhado pela educação e pelo nível econômico para determinar a

lei

tura.
"0 volume de leitura do jornal tende a crescer com a
cação, como ocorre com o uso sério do jornal.

edjj
ed£

0 leitor típicc de

revista é propenso a ter cerca de cinco anos a mais de escola

do

que a pessoa que não lé
lê revistas.

r£
re

Além do mais, o número de

vistas lidas por centenas de pessoas na população aumenta
mente na medida em que o nível de educação sobe.

Os mais

dos léem mais livros do que o resto da população. (...) Não

262

Digitalizado
gentilmente por:

rapidr
rap1d£
e.duca
so

�mente cresce a leitura do jornal com o estado econômico, mas

tam

bém 0 faz a atenção ao conteúdo sério, como, por exemplo, os

edj_
edj^

toriais ou a matéria acerca das questões públicas, dos
sociais, da economia e da ciincia.

problemas

Os que tim
têm alta renda sãomais

propensos a serem leitores de revista do que os que tim
têm baixa reji
da.

Cerca de 90 por cento dos que pertencem ao grupo de

renda

alta são leitores de revista; somente cerca da metade dos que têm
tim
renda baixa o são.

Os que tim
têm grande renda tendem, também, a ler

maior número de revistas.

0 número de livros lidos cresce, igual^
iguaj^

mente, na medida em que a renda sobe". (PETERSON, JENSEN

e

RI^

VERS)^®
Quando, numa sociedade, amplia-se a faixa dos que partici^
pam melhor do produto social e se beneficiam de uma maior

distri^

buição do conhecimento, naturalmente avoluma-se o Tndice de leit£
ra.
possível constatar uma diferença quality
Nesse sentido, ié possTvel
qualit^
tiva entre o papel da leitura nas sociedades socialistas e nas s£
ciedades capitalistas.

Nos paTses socialistas a leitura é

hoje

mais difundida, não apenas pelo barateamento do preço do livro,mas
pelas condições criadas no plano cultural e pelas conquistas obt£
das no plano
olano social e econômico - nTvel de vida mais adequado, m£
Ihores oportunidades educacionais, mais tempo livre. etc.
via, 0 fato sem dúvida preponderante éê a criação de

Tod£

mecanismos

que coldcam
colcícam o livro em todos os lugares - na escola, na fábrica ,
no lar.

0 gosto pela leitura popularizou-se, tornando-a uma

at£
ati_

vidade intelectual duplamente útil e gratificante.

263

Digitalizado
gentilmente por:

�Como dizem apropriadamente Escarpitt e Baker;
"0 lugar da leitura em uma sociedade e o papel que ela po^
de e deve desempenhar dependem em primeiro lugar das

estruturas

da sociedade e das instituições que as refletem" (ESCARPITT

e

BAKER)^^.

Para democratizar a leitura no Brasil
Pensar a democratização da leitura no Brasil é

sobretudo

política da nossa sociedade e a
pensar a democratização polTtica

trahsfo_r .
trahsfoj^

mação das
dss suas estruturas sociais e econômicas.
Trata-se.portanto.de
Trata-se,
portanto,de uma luta política,
polTtica, que passa
conquista de melhores condições de vida para as classes

pela
trabalh£
trabalh^

doras; melhores salãrios,
doras:
salários, pleno emprego, transporte barato e
ciente, moradia digna.

efj_
ef^

Alim
Além disso;
disso: democratização do conhecimen-

to, 0 que significa ensino público e gratuito em todos os níveis,
expansão da rede de bibliotecas populares e produção de

livros

baratos, em grande escala, acessíveis a todos os cidadãos.
Pensar de modo diferente a democratização da leitura, is£
lando-a das demais lutas sociais e políticas, i,
é, senão

ingenuid^

de, uma atitude elitista, que confunde a popularização da leitura
com a criação pura e simples
sijnples de novos espaços destinados ao livro
(bibliotecas) e com a mera expansão da indústria editorial.
No primeiro caso estaríamos simplesmente incorrendo

264

Digitalizado
gentilmente por:

no

�equívoco de pensar que a expansão do mercado de trabalho para os
equTvoco
bibliotecários depende da criação de bibliotecas por decreto.
decreto, tL
no segundo, concorreriamos tão somente para alimentar a sede

de

lucros de muitos editores que se preocupam exclusivamente com

a

venda dos livros que produzem, pouco lhes importando

se são

IJ^
I2

dos ou não.
E possível que ações isoladas, e que geralmente se preten
dem apolíticas,
apolTticas, como as referidas hã pouco, possam dar resultados
a curto prazo.

Mas seus resultados são enganadores.

bliotecas e mais livros não significa grande coisa.
também que os tenhamos.

Ter mais bi^
E importante

0 fundamental porém serã fazer com que a

população brasileira'leia
brasileira leia mais, cada vez mais, e faça da

leitura

um instrumento para que cada indivíduo empreenda a conquista
cidadania.

Sõ assim teremos resultados mais duradouros e

da
logra

remos obter que a leitura se reproduza natural mente.
Em recente debate sobre a crise da indústria editorial, 0o
presidente da Câmara Brasileira do Livro, Hãrio
Mário Fittipaldi focali^
focalj^
zou muito bem essa questão.

Ele mostrou como não se pode

dir democratização da leitura com o' crescimento das
de produção do livro.

confun
confuji

estatísticas

E tomou como ponto de referência 0o

caso

brasileiro, cuja indústria editorial cresceu bastante como

deco£
decor

rincia do "milagre econômico", tornando-se o0 maior parque

livrej^
livre^

ro da América Latina, sem que isso tenha significado a

expansão

da leitura, a criação de novos leitores, se considerarmos 0o

cre^

cimento da prpjlação
população e da rede educacional.

265

Digitalizado
gentilmente por:

�"... existem em nosso PaTs duas crises do livro e não uma
crise apenas.

A mais visível, que nos afeta no momento, é a

se que esta
estã afetando a economia do PaTs.

cri^

Seria ingênuo
inginuo supor que

um paTs afetado na sua contextura econômica pela crise que nôs
nós co
co^
nhecemos, tivesse uma indústria do livro imune.

Vamos dar a

es^

sa crise o nome de crise sazonal, perfeitamente
perfeitarnente superãvel...(...)
Mas hã um outro tipo de crise na indústria do livro, que é o
poderTamos chamar de crise estrutural.

Temos uma produção

de 240 milhões de livros, o que dã uma relação de dois
anuais por habitante.

que
atual

livros

Mas, desses 240 milhões, nós temos que

de
d£

duzir, do volume físico de produção, quase 70% de livros

didãtj_

tris níveis ... (...) Hã
Há uma outra produção muito
COS nos três

grande

de literatura de consumo, de coleções de crediário, cujo

volume

fTsico
físico éê muito grande, que sio
são vendidas de porta a porta. De

so£
sor

te que o livro que nos interessa, para essa discussão, que éê o li^
vro que vai para a livraria - ficção e não ficção - deve
resumido a entre 15 e 20% deste total da produção.

A

estar

verdadeira

questão êé que temos que partir do principio
princípio que esta produção que
sustenta uma indústria editorial florescente, cuja produção,

em

volume fTsico,
físico, êé muito superior ã da Argentina e México, que eram
os dois grandes produtores.

A questão éê saber, partindo-se

do

princípio de que a massa de-leitores no Brasil é um percentual mui^
princTpio
to pequeno, que indústria do livro fabulosa poderTamos
poderiamos ter se

e^

se potencial de leitores fosse aumentado, se colocássemos no

rol

de leitores em potencial a grande massa de cidadãos no Brasil que
não lêem
liem ou não têm
tim acesso ã cultura.

Este é o âmago da questão.

Saber por que hã uma grande massa de não-leitores e saber como se
20
pode fabricar leitores dentro dessa massa". (FITTIPALDI)

266

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
st em
Cercada nmts

�A questão levantada por Mário Fittipaldi não é tão
pies de ser enfrentada.

sim

Ela comporta evidentemente dimensões

truturais, que se relacionam com o modelo econômico vigente
pais, concentrador de renda, e com o modelo polTtico,
país,
poHtico,
crãtico.

es
e£
no

anti-dem£

Um povo cujo salário mal permite a sobrev
sobre vii vin
vinci
ci a física

(alimentação, vestuário, moradia, transporte), sequer pode sonhar
com dispêndios para a compra de material de leitura, a não
aquele indispensável ã educação dos filhos.

ser

Um povo que

pouco

tem exercitado a participação política, não elegendo seus

gove£
gover

nantes e não sendo chamado a intervir nas grandes decisões

naci£

na is, pouco se sente estimulado, quando dispõe de algum
riais,

exceden-

te financeiro (caso da classe média), a fazer da leitura um

in£

trumento de educação permanente e de reflexão social.
Mas hã também variáveis especificamente culturais que

p£

dem ajudar a entender a crise da leitura no Brasil.
stori caitie£
Talvez a mais significativa, porque enraizada hi
historicame£
te, é a tradição oral do nosso povo.

0 analfabetismo a que

nos

condenaram durante muito tempo os colonizadores portugueses -

e

cujos efeitos ainda permanecem - ensejou um padrão cultural típico:

0 gosto pela palavra falada, a recusa da leitura.

Jã
Já nos r£

ferimos a isse
ésse aspecto em trabalho anterior:
"Um dos traços marcantes da evolução cultural
é sem dúvida a resistência âã leitura.

brasileira

Somos um país onde

poitco
pou-co

se lé.
lê. (...) ... 0 fenômeno reproduz situações criadas pela
ginalização escolar que atinge grandes contingentes das

mar

classes

267

Digitalizado
gentilmente por:

�trabalhadoras, gerando um analfabetismo crônico, que inclui

os

que não
nio aprenderam a ler e os que foram induzidos a não gostar de
ler.

Antonio Cândido explica a questão, apontando para a

nature

za oral da cultura brasileira, estigmatizada pela retórica, pelos
discursos, pelo palavrório.

E mostra também a distorção que

se

criou em torno da leitura, aceita bem menos como algo útil,

que

dã prazer, e bem mais como atividade aborrecida, trabalhosa,

tor
to£

turante" (MARQUES DE MELO)^’
Essa situação i reforçada e reproduzida pela própria esco
esco^
la.

A escola brasileira iuma instituição elitista, autoritária ,

repressiva.

Ela não apenas reflete o autoritarismo dominante

toda a vida brasileira, nas duas últimas décadas, como ainda

em
cu^

tiva a tradição da oralidade impregnada no comportamento cultural
da nossa população.

Toda a ação educativa que ali se

desenvolve

tem como polo principal a autoridade do professor, a palavra
professor.

do

Ela fomenta um ensino discursivo, cuja mediação

a realidade pode se dar eventualmente através da leitura.
se, contudo, de uma prática que ao invés de conduzir,
conduzir ã

com
Trata-

reprodjj

çio da leitura, proporciona a sua castração, porque compulsória ,
ção
obrigatória.

Apesar das pequenas mudanças que ocorrem em

alguns

centros educacionais das maiores cidades do paTs (e significativa
mente identificados mais com a escola privada do que com a escola
pública), 0 panorama geral do país pode ser descrito nos

mesmos

e^
termos que o fiz, hã
há quase dez anos, num encontro de editores, es
cri tores e educadores am Porto Alegre;
critores
Alegre:
“A escola brasileira ainda não estimula a leitura.

268

Digitalizado
gentilmente por:

0

e£
e^

�tudante não adquiriu o hábito de ler, de buscar subsTdios na

bi

blioteca; limita-se is anotações de aula, ãs apostilas ou ao
blloteca;

ma

nual único.

Não pesquisa, não aprofunda, não cria.

menos para a vida do que para o exame.

Estuda muito

Consequentemente, tem

um

universo cultural reduzido, restrito, limitado. (...) A rigor, p£
po
derTamos afirmar que a escola brasileira ainda não descobriu
livro.

o

Ainda não preparou o estudante para ter no livro uma base

cultural, sólida,
solida, eficiente, crítica, desafiadora.

Em muitos

c^
c£

sos, a escola faz do livro um inimigo do estudante, porque é algo
que deve ser decorado para o exame.

A leitura é ainda

considera
consider^

da como obrigação, e não como atividade a que o aluno deve ser iji
i.n
troduzido espontaneamente, como deleite, como pesquisa ou

como

fonte de educação permanente." (MARQUES DE MELO)^^
Deve-se também ressaltar o problema do custo do livro,que
0 afasta de grandes faixas de consumidores potenciais -

cidadãos

que se beneficiaram do conhecimento transmitido pela escola e que
dispõem de pequena poupança capaz de ser dirigida para o
de produtos culturais.

consumo

Mas, em sendo o livro um produto caro,qua
caro,qua^

se sempre as camadas médias da população e certos segmentos

do

operariado qualificado terminam por fazer outras opções de consumo cultural.

lamen^
Cria-se então um circulo vicioso: os editores lameii

tam que o livro é caro porque as tiragens são reduzidas.

E

as

tiragens não aumentam porque, além de caros, os livros

disponf
disponT

veis nem sempre correspondem ãs expectativas das classes trabalh^
doras, em conteúdo e em forma gráfica.
Ecléa Bosi, em duas ocasiões, chamou a atenção dos

int£
inte

269

Digitalizado
gentilmente por:

�lectuals e editores para esse problema.
lectuais
Na pesquisa sobre leituras de operárias, ela
ficou no seu grupo de entrevistadas um interesse

identirevelador

pela leitura, que se neutralizava por dois obstáculos: os li^
vros que lhe são
sáo acessáveis
acessíveis alem
além de terem preços

exorbitan-

tes, apresentam uma temática distanciada do seu cotidiano:
"Os livros sáo
são fenômeno saltuário
saltuãrio e não cíclico;
cáclico; daí,
daT,
a disparidade e variedade das leituras do momento. Doze

H
Ij^

vros estavam sendo lidos na ocasiáo
ocasião da entrevista. (...) ...
podemos agrupá-los deste modo: romances 41%, conhecimento 25
%, bíblia
bTblia 17% e poesia 17%. (...) Apenas 29% compraram algum
livro em toda a sua vida.

Na lista de livros comprados(onde
compra dos(onde

opção do sujeito),
éi provável ter havido um grau mais alto de opçáo
encontramos mais títulos de instruçáo
instrução que de distração.

As

enciclopédias sobre Educação Sexual, Arte, Culinária,

orien^
orien

tação da criança ocupam lugar de relevo. (...) Onde

foram

comprados esses livros?

A maioria na porta da fábrica,

de

uma Perua Kombi que ali e’staciona,
estaciona, fazendo exposição do

seu

material.
nal.

E de volante^, livrarias de bairro, bancas de jor
jo£

Na maior parte dos casos, ié o livro que se põe no cam£
cami^

nho da operária, e não o contrário.
ao que se apresenta.
é a fonte mais comum.

A escolha ié

restrita

Empréstimo ou doação de pessoas amigas
(...) Procuramos conhecer o

vendido pela Perua Kimbi, aguardando sua chegada.
mos os preços, os livros mais procurados.

material
Interroga

Os volumes

eram

atraentes, com encadernações vistosas, letras douradas e pre
pr£
ços altíssimos (...), pagos em prestações mensais a .combinar.
combinar.

270

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
sí em
OemclanKnt«
Gervoclannito

^

.0

�(...) Perguntamos ao ver.dedor se ele nunca trouxera livros
baratos.

mais

Ele nos respondeu que trouxera, um dia, uma coleção de

José de Alencar, que se esgotou em poucas horas.
Josi

Não era de seu

interesse repetir essa venda menos lucrativa. {...). E

ampla

a

esfera virtual de interesses da operária tal qual se revela pela
indicação das obras que ela desejaria ler.

Começa pelo concreto,

onde se exercem suas qualidades femininas (educação sexual e afe
af£
tivas, enfermagem, puericultura, prendas domésticas, relações hji
hu
manas, educação), mas não ié alheia ã filosofia, ã literatura,
ciência.

Isso ié admirável da parte de quem recebeu muito

no terreno da cultura.

ã

pouco

Tão admirável como seria o mundo

que

elas fossem chamadas a construir e a transformar com todas

as

virtualidades de sua pessoa, não apenas com a força do trabalho".
virtua1idades
(ECLEA BOSI)^^
No debate de que participou com os editores na

Folha

de São Paulo, ela suscitou a dificuldade de leitura que tem
trabalhadores, pelo fato de os livros serem compostos em

os

letras

miúdas .

"Entre os motivos físicos da não leitura, uma
simples e óbvia que eu encontrei éi a vista cansada.

0

causa
operário

tem a vista cansada porque ele a aplica muitas horas no
Iho.

trab^

Então ele se afasta da leitura, achando mais fácil ver

te

levisão, ainda que ela possa eventual
eventualmente
mente cansar muito mais

os

olhos.

Os crentes, que a gente encontra muito nos bairros,fazeji
bairros,faze£

do sua missão de protestantismo popular, eles compreendem
esse fato que limita a leitura das classes pobres.

muito

Por isso

se

271

Digitalizado
gentilmente por:

�vocês pegarem um folheto religioso dos crentes, ou na Bíblia pro
pr£
voeis
testante, voeis vão ver que a letra i enorme, muito agradável de
ler. (...)

Esse problema da letra grande, pelo enorme contingeri
contingeji

te de leitores populares e pelo enorme contingente de idosos que
li, deveria merecer maior atenção dos editores.
leitores especia
especialmente
1 mente atentos e vibrantes.

Os idosos

são

Eles jí
jã não liem p^

ra alcançar status ou para competir numa carreira, mas liem

pro

cora
curando compreender a substância da vida, confrontar memória com
experiência com experiincia.
experiência.
memória experiincia
^eu leitor ideal.
ta com oeu

confroji
No idoso o escritor confrori

0 livro com letra miúda i uma especul^

ção comercial, i uma avareza que desfigura e amesquinha a

pró

pria fonte de leitura". (ECLEA BOSI)^^
Como a matriz da composição gráfica, poder-se-ia acre^
centar o obstáculo representando pela própria linguagem com
os livros são escritos.

que

De um modo geral, os escritores

form^
form^j

Iam a sua mensagem ficcional ou educativa, uti1izando uma

matriz

linguística peculiar ãs camadas cultas

da sociedade (ãs

quais

obviamente pertencem) e deixam de ser lidos pelos setores popul^
popul£
res, cujo nível de compreensão está aquém dos padrões
padróes ali

empre

gados.

Outros obstáculos para a leitura nas classes

popul^

res poderiam ser levantados. Agora, a pergunta que surge inevit^
velraente i a seguinte:
velmente
seguinte;

até que ponto os editores, certamente os

mais interessados na popularização do livro, dedicam atenção
problemas dessa natureza?
perar tais impasses?

De que forma eles contribuem para

a
sii
su

Lamentavelmente a realidade é desanimadora.

272

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

�Enquanto corporação empresarial, os editores no Brasil

parece

que dedicam todos os seus esforçoá
esforçoí para reclamar subsídios e
das governamentais ou para lamentar

aju

as dificuldades das suas in

dústrias, mas concretamente pouco (ou nada) fazem para encontrar
soluções que ajudem a baratear o livro ou a produzir livros

efe^

tivamente destinados ãs
is camadas populares.
Por exemplo, se os editores realmente estão dispostos
a conquistar o mercado potencial daqueles que sabem ler, mas não
adquiriram o hábito da leitura, seria de esperar que reservassem
uma parcela, ainda que mínima, dos seus lucros, e

patrocinassem

estudos e pesquisas para dimensionar muitas daquelas questões que
Eclea Bosi e outros cientistas sociais e educadores jã
ram.
rara.

Ou então que apoiassem os cursos superiores de

anunci^
editoração

implantados em algumas universidades brasileiras, estimulando as^
a£
sim a reflexão sobre as alternativas para a editoração de
no país e para a busca de uma linguagem média capaz de

massa

permitir

a expressão do real e do vivido ao nível do entendimento e do iji
teresse da maioria da nossa população.
Nesse ponto, porém, os industriais do livro

seguem a

velha tradição do empresariado brasileiro, que permanece ãa
bra do Estado, reivindicando benesses e facilidades, mas

som
pouco

oferecendo como contribuição efetiva ã sociedade.
0 Estado, por sua vez, possui uma grande "responsabi
responsabili^
li^
dade na crise da leitura.

Até
Ate agora tem adotado um papel omisso,

sem uma política definida nesse campo.

Ou melhor, revelando

a

273

Digitalizado
gentilmente por:

�mesma atitude de descompromisso que vem imprimindo no campo
cacional.

ed^
edu

Da mesma maneira que retrai os investimentos para

expansio do ensino público gratuTto, o Estado brasileiro
expansão

a
foge

da sua missão de editar livro barato, em grande quantidade, para
abastecer a fome de leitura e de conhecimento que está
estã imersa em
grandes contingentes da nossa população letrada.
grandescontingentes
As ações que o Estado brasileiro tem empreendido
se campo ou são ambíguas
ambTguas ou são equivocadas.

ne^

Vejamos dois exem-

plos.
A titulo de incentivar a indústria editorial, o

Esta
Est^

do tem carreado recursos para a compra de livros, produzidos

p^
pe

Ias empresas privadas, distribuindo-os gratuitamente ãs bibliot^
bibliote
cas públicas.

Essa prãtica
prática indiscutivelmente tem sido

apoiada

por alguns editores, os beneficiários
benef i ciãri os diretos da transação.

Pe^^
Per

gunta-se:

recebendo tais subsídios, qual a contrapartida

dos

editores em termos de barateamento dos outros títulos que

col£
colo

cam no mercado?

E ainda: não seria mais econômico o próprio

tado assumir a responsabilidade de produzir diretajnente
diretamente

E^

essas

edições - principalmente dos clássicos da nossa literatura distribuT-1
di
s tri buT - 1 as em massa não só
sõ ãs bibliotecas públicas e

e

escol^

res, mas também vendi-las aos alunos da rede pública de ensino,a
preços reduzidos?

Quem sabe, desta maneira, o Estado

ria a concorrência, peculiar ao mercado capitalista,

dinamiz^
dinamiza
retirando

muitos editores da letargia e despertando-os do berço esplêndido
em que vivem convenientemente...
Outra ação que merece anãlise
análise êi a desencadeada

pelo

274

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnto

&lt;/• ^ '

-^

11

12

13

�Mobral,, de repente transformado numa gigante casa editora, prodji
Mobral
zindo livros e outros textos escolares e para-escolares ,
minados por todo 0 paTs.

Nio
Não fora o sentido altamente

disseproselj^
proseli^

tista contido nessa iniciativa, e a proposta educativa profundaraente alienante que forjou, (25) e seu projeto editorial
mente
de 'alguma maneira louvável.

Afinal de contas,

seria

são (ou eram) lj_
li_

vros e impressos que se destinavam ãs classes trabalhadoras.Mas,
trabal hadoras.Mas,
mesmo assim, tal projeto não escapou ãs pressões daqueles que co
mandam a indústria da anti-estatização
an ti-es tatização e pa.'ece
pa.ece estar em

proce£
proce^

so de desativação, pelo menos no que se refere iã produção

edito

rial
ri
al .

0O que esperar da biblioteca
E qual 0 papel da biblioteca na superação da crise da
leitura?
E preciso reconhecer que a biblioteca, enquanto instj^
tuição cultural, pouco tem feito para democratizar a leitura.Ela
tem sido um espaço burocrático, onde se guardam livros, e

onde

trabalham profissionais, hoje de nTvel elevado, mas que perdemde
perspectiva a finalidade educativa a que se destinam.
brasileiro, particularmente, as bibliotecas nem sempre

No

caso
privily
privil£

giam seu principal alvo - o leitor -, cultivando muitas

vezes

distorções' 1amentãveis,
1amentãveis , como a de privilegiar a conservação
coleções e o tratamento técnico dado ã recuperação das
ções bibliográficas.

das

inform^

Com isso, deixam de servir aos leitores

e

se tornam repartições inócuas.

275

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclanenla

�Hipõlito Escolar traça um perfil contundente da

rel£
rel^

ção distanciada que historicamente
historicarnente a biblioteca manteve em

rela^
rel^

ção ao leitor.
"A biblioteca tem sido, desde seu aparecimento
apa reci men to .emineji
,emi neji
temente conservadora e minoritária. Sua principal missão foi man^
majn
ter ordenados os poucos livros que se produziam e se

incorpor^

vam a ela para que fosse possível transmitir, de geração
ção, 0 acervo cultural da humanidade.

a ger^

Também eram poucos os 1ei_

tores, pois s5 um reduzido número de pessoas estava

capacitado

para li-los e compreender o seu conteúdo. (...) Na segunda

met^

de do século XX as coisas evolui ram, considerando que os bibliotecários tem um conceico
conceito superior de bi
bib1ioteca■púb1ica...
b 1 i ote ca púb 1 i ca . . . A fu£
fujn
ção essencial da biblioteca não pode ria
ri a continuar sendo a conse£
conse_r
vação dos livros para que possam ser utilizados pelas
seguintes, mas de procurar que sejam lidos. (...)

gerações

Todavia,

as

bibliotecas não estão mais que teoricamente a serviço de todos ;
realmente sõ o estão a serviço de uma minoria, que as utilizam,e
que é mais ou menos ampla de acordo com o país ou a 1ocalidadeon^
1 ocal i dade or^
de esteja a biblioteca, permanecendo porém uma minoria. (...)

A

principal causa deste fato estã
está èm que, preocupados com a catal£
catalo
gação, classificação, bibliografia, em uma palavra, como o livro
e sua organização, os bibliotecários não deram a devida

atenção

ao leitor, o grande esquecido da biblioteconomia, cujo serviço ,
paradoxal mente, é o único fim da sua atividade.
paradoxalmente,

A mensagem

um autor não tem nenhum valor se não é assimilado por um
e 0 livro não tem outra razão de ser que a de ser lido.

de

leitor
{••.)
(...)

A biblioteconomia tradicional desenvolveu-se partindo do livro e

276

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�nele se baseia; a biblioteconomia do futuro terá de ser

fecund^

da a partir do leitor, nele baseando-se" (HIPOLITO
(HIPÖLIT0 ESCOLAR)^®
Para democratizar a leitura êé indispensável que a
blioteca assuma uma nova postura.
rã suficiente.

Evidentemente sõ isso não

bi^
bj^
S£
s£

Mas constituirá um importante ponto de apoio.

Nesse processo de transformação, torna-se urgente que
os bibliotecários repensem o próprio
prãprio conceito
conceit.o de biblioteca.
redimensi
redimensionem
onem a sua atuação profissional.

E preciso romper o ajj
a^

toritarismo, tanto da instituição quanto dos profissionais
ali servem.

E

A biblioteca não pode continuar a ser uma

que

entidade

de mão única, onde o bibliotecário tem poder sobre o

conhecimen^

to ali estocado e concede o seu uso aos leitores.

biblioteca

A

não pode permanecer como espaço cultural comprometido apenas com
a cultura gutembergiana.

A biblioteca precisa democratizar-se ,

abrindo-se para a participação ativa do leitor, ampliando-se

p^
p£

ra a preservação de todos os bens culturais e se tornando um cen^
ce£
tro de vivência
vivincia comunitária.
comunitãria.
Jã não tem mais sentido, na sociedade contemporânea ,
manter lugares sagrados, dedicados exclusivamente ao culto

dos

livros, onde impera o silêncio dos usuários passivos.

não

■mais
mais se concebe que sejam lugares distorcidos por uma
elitista;
elitista:

Já
Jã

assepsia

o santuário
santuãrio da “boa"
"boa" cultura, da "boa" literatura, oji

de não penetram os produtos "espúrios" da indústria cultural

ou

as obras "vulgares" da editoração popular.

277

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanenta
nmts

�Cul
t ural men te , a biblioteca 5i uma instituição em
Culturalmente,

de^

cadincia, resquTcio
resquício de um passado aristocrático e discriminatória
A recuperação e a difusão da cultura sõ possuem sentido hoje

em

centros de documentação e comunicação, onde estejam presentes t£
to
das as formas de registro do conhecimento - livros, jornais,
vistas, fascTculos, discos, filmes, tapes, cassetes,

r£
re

computado

res, etc - e onde a presença do público ocorra de modo dinâmico,
criativo, envolvente.
A imagem da nova biblioteca, concebida não mais
centro de outorga do conhecimento livresco, mas como um

como

autinti^
autintj_

CO núcleo de comunicação cultural, está
estã bem traçada por

Esca£
Escar. '

pitt e Baker:
Baker;
"... éi preciso que a biblioteca - não mais apenas

d£
de

põsito, mas também centro de distribuição - abra-se para o públj_
públi_
pósito,
CO e atraia gente para os livros.

Isso sõ pode ser

conseguido

estando ela presente em locais onde as pessoas se reunem e conv£
conv_L
dando-as a ler - a ler e a falar.

A biblioteca não pode

mais

ignorar nenhuma das linguagens utilizadas pela comunidade humana,
as linguagens tradicionais que envolvem a palavra falada, o
to ou a imagem, ou as novas linguagens audiovisuais.

ge£
ge^

A bibliot£
bibliote^

ca precisa ser um forum onde os livros possam estar em

contato

ativo com todos os meios de comunicação - dança, teatro, jornal,
televisão - que exprimem as alegrias, os sofrimentos e as
cupações da vida diária, seja nos esportes ou na política,

preona

tecnologia ou no amor, nos problemas sociais ou religiosos". (E^
(ES^
CARPITT e BAKER)^^

278

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclanenl»

�Metamorfose!ando-se dessa maneira, a biblioteca

est£
est^

ri dando um grande passo rumo ã democratização da leitura e
rã
democratização da cultura.

ã

Mas serã imprescindível que a biblio^

teca se desloque dos núcleos onde vivem e estudam os

segmentos

privilegiados da sociedade e se instale também no espaço
lha
lhado
do pelas classes subalternas.

partj^
parti^

í preciso que a biblioteca

teja também na fãbrica e outros locais de trabalho, nos

e^
e£

bairros

periféricos, nos sindicatos, nas organizações de base, nas igrejas, nas associações
assoei ações comunitárias.
comunitãrias.

Enfim, nos locais onde

concentram os grandes contingentes de não leitores.

E ali

se
colo^

car livros e outros produtos culturais capazes de interessá-los,
interessã-1 os,
animã-los, gratificã-1
gratificã-los.
os.
Para democratizar a leitura é indispensável
i ndi spensãvel não someii
somen
te motivar o leitor, mas sobretudo levar o livro e todos os bens
culturais ao leitor.
Assim procedendo, as bibliotecas e os

bibliotecários
bibliotecãrios

estarão contribuindo, no seu âmbito peculiar de atuação, para en
eji
frentar a questão básica que tanto nos angustia e muitas

vezes

nos desanima.

A batalha de leitura
Certamente uma ação eficaz de motivação para a

leit£
leitjj

ra - nunca dissociada dos movimentos que situem o cidadão

como

sujeito da Historia
História

(leitor do mundo) - produzirá a médio e 1 oji
on

go prazos resultados duradouros.

Converter o livro e os

demais

, 279

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc
Scan
an
stem
sí
em
Oereaclamento
Gervoclannito

&lt;/

-

11

12

13

�instrumentos de documentação cultural em objetos familiares

ãs
is

gerações atuais, impulsionando-as para o seu uso livre e inventj_
vo, significa um ponto de partida fecundo para gerar os leitores
de amanhã.
A tarefa de criar novos leitores, expandir o

habito
hábito

de leitura, democratizar a cultura, i antes de tudo a tarefa

de

forjar cidadãos críticos, conscientes da sua força coletiva

no

processo de trans
transformação
formação social.
A batalha pela leitura i uma batalha a ser

protagoni_

zada pelos que hoje são excluídos do mundo da cultura impressa,e
na qual os intelectuais - bib1iotecãrios,
bibliotecãrios, escritores, educadores
- deverão figurar como coadjuvantes.

Não coadjuvantes passivos,

mas animadores estratégicos.
Sem que os próprios beneficiãrios - os trabalhadores lutem pelo direito de ler, lutando também pela conquista dos
mais direitos que hoje são negados, a batalha da leitura

d£
d^
não

tri unfarã.
0 nosso papel nesse embate é seguramente o de

encor^

ji-los, fortaleci-los e apoia'-los
jã-los,
apoif-los para a conquista decisi
deci si va
va,para
,para
a construção de uma nova sociedade.

280

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanent»

�Notas de referincia
referência
1er.
1 - ESCARPITT, Robert e Ronald BAKER - A fome de ler.

Rio

de

Janeiro, Fundação Getúlio Vargas, 1975, p. 1.
2 - ESCARPITT e BAKER - idem, p. 4-5.
3 - ESCARPITT e BAKER - idem, p. 7-8.
4 - MILANESI,
HILANESI, Luís
Luis - 0 Paraiso Via Embratel■
Embratel.

Rio de Janeiro,Paz

e Terra, 1978, p. 146-150.
5 - PETERSON, Theodore e outros - Os meios de comunicação e a so
cidade moderna. Rio de Janeiro, Edições GRD, 1969.
6 - MACCOBY, Eleonor - Efeitos da televisão sobre as crianças

,

In: Panorama da Comunicação Coletiva. Rio de Janeiro, Fun^
do de Cultura, 1964, p. 100.
7 - ESCARPITT e BAKER - idem, p. 144-145.
incentivar o hãbito de leitura.São
8 - BAMBERGER, Richard - Como Incentivar
Paulo, Cultrix, 1977, p. 90.
3 - HOLANDA, Chico Buarque - I love Cuba. Pasquim, nÇ
S
n9 666,

01.

4.82, p. 9.

281

Digitalizado
gentilmente por:

••UJ

�10 - MELO, José Marques de - Subdesenvolvimento, Urbanização
Comunicação.

e

Petrõpolis, Vozes, 1976, p. 16-18.

11 - MEDINA, C.A. de - A função social do livro na atual realidadade brasileira.
bras i 1 ei ra.

Rio de Janeiro. Centro

Latino-America-

no de Pesquisas em Ciincias
Ciências Sociais. 1975. mim. p. 22.
12 - ESCARPITT e BAKER - idem, p. 122.

13 - FREIRE, Paulo - Conferência
Conferincia de Abertura do III Congresso Br^
sileiro de Leitura - Campinas, UNICAMP, Novembro de 1981.
14 - BOSI,
BOSI , Eclia
Eclêa e outros - A crise não êé de livros, "Folhetim" ,
nO 214, Folha de São Paulo, 22.02.81, p. 12.

15 - McMURTRIE, Douglas C. - 0 livro.

Fundação Calouste Gulbenkira

1969, p. 18.
16 - ESCARPITT, Robert - Conferincia
Conferência no XI Congresso
de Biblioteconomia e Documentação.

João Pessoa,

de 1982.
PETERSON, Theodoro
Theodore e outros - idem, p. 183-184.
17 - PETERSdN,
18 - Idem - p. 185-186.

19 - ESCARPITT e BAKER - idem - p. 124.

282

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanent»
nmts

Brasileiro
Janeiro

�20 - FITTIPALDI, Mário e outros

- A crise não é de livros.

"Fo^
"F£

lhetim", n9
Ihetim",
nÇ 214, Folha de São Paulo, 22.02.81, p. 12.
21 - MARQUES DE MELO, Jose
José - Presença do Jornal na Escola: Inici£
ção ao Exercício da Cidadania, In: Comunicação e Libertação .

Petrõpolis, Vozes, 1981, p. 68.

22 - MARQUES DE MELO, José - Retri bal
ba 1ização
i zação e decadência de cultiu
cult£
ra impressa: reflexões sobre a tese de McLuhan, In:
desenvolvimento., Urbanização e Comunicação.
desenvolvimento

Sub-

Petrõpolis ,

Vozes, 1976, p. 17-18.
23 - BOSI, Eclia
Ecléa - Cultura de Massa e Cultura Popular de Opiniões.

Leituras

Petrõpolis, Vozes, 1972, p. 142-151.

24 - BOSI, Eclia
Ecléa e outros - A crise não êé de livros, "Folhetim" ,
nÇ 214, Folha de São Paulo, 22.02.82, p. 12/13.
nQ
25 - A respeito das distorções pedagõgicas
pedagógicas do Mobral, iê recomendã
recomenda
vel a leitura do texto de Moacir Gadotti - "0 Mobral:

a

pedagogia do colonizador a serviço da dominação cultural",
I n: Educação e Poder - Introdução ã Pedagogia do Conflito.
São Paulo, Cortez / Autores Associados, 1980, p. 101-104.
26 - ESCOLAR, Hipõlito - El lector, la lectura, le comunicaciõn
Madrid, ANABA, 1972, p. 9-16.
27 - ESCARPITT e BAKER - idem - p. 143.

283

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanent»
nmts

�•

.««rfif f

i« ,«1# Hp A -

,2í .!} ■ I |,S^SD, SS

iCi'J-iiJp , 9 ,,o;Í'!Íí.i^

oã? 3b 6«ío3

Í4«i90*2 'H ;£í\';üt. ob
»ti'iSdfJ ã;,ffÃyâO

í‘'
,0;.ir

;pl .«fpslísbfj tb o r
,y-3 .

,Sài?! ,,;r’iOV ,áill &lt;VlJ

3ÍJ s f viOpfif ■-jí;;.-, ,íi oí jai i i á.0 f'&lt; J iSi .- 9«c' .
-4u i

: I! I ,nfirtt.iJjM 9fc !»293 S f-TUO^ ^9Õ&lt;9fíS(
,.i;6p&lt;5.i r ■V, ftcO s

:i.oáys ,jJo '•J'
•'ií-u .í;

. ! ?,í -

i

,3b 3 ui" 9Í'M-- A ■■ ,;C)p..U &gt;1 3

.tf,'.sr, ,y , i; SC ss .

ii&gt;nsmo3f9i ã

^_?à.

fl'■-■*'»'. úo ?s3 íonç^í«}. 2.ocv('}jri^ &lt;í. ;■

;i'9'!dOf'í b'" -

,*'f sb tf J í u 9

it-b6,cM sto oP,vt,9p 61; 'i'iv'j '

i ftfoh f, .;fvT9? í. 1 ot) o i r li.'i f . yh .

.oJ?nbü3 ob »
.. AP-J -JOtív . Q

ví‘. e

'1êL'-'-3í'1Jji' ■ •
; , . r, , S'f; , J9IÍ.V , ^ i Ofj'!-'!,'s ■i ■• , -1Í'

. "« f Jj »íi fißV

6

a'

oí-^iiboblfi : ■ jjb-''!,J .'?/V®
' ^.?ofti»f^022A. 29'ioJyA \ ':í-u .- ,

np ?.D í.&gt;,f:Akl 1110 9 9 f: , ^ Tb.j y 9 [ 6 ■" ,1 ,.‘ ? 3 ä f f'j -

),. 'ü

. C í‘- f , q - JB r&gt;b : - 'i “ »^

C8S •

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
stem
Gemulanirato

�DEBATE AO SUB-TEMA:. OS MEIOS DE COMUNICAÇAO
COMUNICAÇÃO DE MASSA E
O HABITO
HÄBITO DE LEITURA
LUlS
LUTS AUGUSTO MILANESI

Em relação ao confronto entre a leitura e os meios

de

comunicação de massa a afirmativa mais comum éi drástica: eles,
de maneira decisiva, desestimulam
desestimulara a prática da leitura.

Em
Era

paraTso via Eabratel
paraíso
Embratel pôde ser constatado que o público
público- na
sência da TV preferiria sair de casa ou ler.
sincia

Tal

O
a£
a^

conclusão ,

apesar de significativa, náo
não sugere a existência
existincia de um
ura

confli_

to entre a televisão e a leitura. De fato, as redes de TV

rojj
rou

baram um espaço que anteriormente
barara
anteriorraente era, em
era parte, dedicado

aos

livros ou revistas, principalraente
principalmente os de lazer.

No

Isso não pode levar 1ã conclusão de que a população
isso
letrada tenha diminuído o seu índice de leitura.
ra que a TV está a historia
história do país.
pais.

entanto,
brasileira

Mais formad£
forraad£

A formação brasi1
brasileirafoi
eirafoi

estigmatizada por 400 anos de analfabetismo.

Nessa perspecti-

va, os raeips
meips de comunicação não devera
devem ser postos como bode

e£
ex

piatõrio de culpas ancestrais.

Se o brasileiro na década

de

.80 do século XX, comparado a outros povos ainda li
&gt;£0
lé pouco,

a

culpa não deve ser atribuída a STlvio
Sílvio Santos ou Chacrinha. Num
certo sentido, pode ser dito que a TV acelerou
acel.erou o processo
moden tzbçã.o
moderr
izaçã,o do pais,
país, mudando o comportamento e valores.
Mulher contribuiu nesse processo de forma muito mais
que a educação patrocinada pela escola pública.

de
Malu

efetiva

Enquanto Malu

Mulher levou a milhões de pessoas elementos de polêmica, a
Nulhfr

ro
r^

285

Digitalizado
gentilmente por:

0

11

12

13

�tina pedagógica da escola pública, ainda fundamentada na prãtj^
prãtj_
ca do magister dixit, autoritária e castradora, provoca enfado.
A escola pública brasileira exige que os seus alunos

reprod^j
reprod^

zam pacotes de informações que os pedagogos oficiais

oetermi^
oetermi_

nam como úteis ã coletividade.

Deve ser observado que Halu Hu
Mu

lher (e outros programas) estiveram sob a mira da censura,
quanto a escola é condicionante, censurando e levando ã
censura.

Isso, na prática, i oposiçáo áã leitura.

e^
e£

auto-

A

escola

brasileira ensina a ler e, paradoxal
paradoxalmente,
mente, destrõi a

prática

da leitura.

Os alunos liem
lêem para passar de ano, ou seja,

uma obrigação desagradável.

como

escola náo
não ensina o prazer
A escpla

leitura, ela náo
não abre espaços para que os alunos desqubram
desçubram
suas próprias verdades.

Em suma, a escola cerceia o

vimento do espírito
espTrito da pesquisa.

da
as

desenvoj^
desenvo_l_

Se Halu Mulher provoca

mais

discussão que uma aula sobre as capitanias hereditárias, cert^
discussáo
Malu Mulher será um estímulo maior áã leitura. Isso
mente, Halu

não
náo

quer dizer que a TV no Brasil seja um veículo estimulador

da

leitura ou de discussões em seus propósitos básicos.

A TV br^

sileira, gerada pelo capitalismo e conformada áã forma que

ele

impõe, leva em última instância ãá formação
formaçáo compatível com

o

sistema econômico.

Mas, existem as contradições em seu bojo .

Essa multiplicidade de estímulos deve ser analisada criticameti
criticamen^
te pela população.
populaçáo. A TV náo
não oferece obstáculos aós
aos analfabetos
- analfabetos das letras.

Os livros, jornais, revistas exigem

0 domínio da técnica de leitura.

No entanto, não
náo éi essa técnj_
ticni_

ca que exclusivamente determina a capacidade de análise e
tica.

cr^
cri^

Sílvio Santos pode ser rejeitado por um analfabeto e Ma

1u Mulher pode ser odiado por uma alfabetizada.
lu

286

Digitalizado
gentilmente por:

Dessa

const^
const£

�tação éê possTvel concluir que a alfabetização e o hábito de 1 ei^
ej^
tura não são condições fundamentais ã leitura da TV.

Aprender

a ler para ler Capricho não altera a vida.

0 que deve ser pro
pr^

curado como objetivo éi a reflexão crTtica.
crítica.

E essa pode

oco£

rer na leitura de um programa de TV ou de um livro. Sabendo-se
que os livros estão menos sujeitos ã censura econômica ou

do

Estado que os programas de televisão, abrem-se as perspectivas
para as bibliotecas que, basicamente, trabalham
trabalhara com textos
terãrios.

li^
1i^

Se a TV chega aos analfabetos, as bibliotecas devem

moldar-se a essa missão, acompanhando todo o processo de desco
desco^
berta não apenas das letras, mas da vida.
bibliotecário:

Aí,
AT, muda o papel do

ele deixa de ser o coadjuvante de uma

escola

que reproduz e passa a ser um agente ativo no processo da
coberta e da criatividade.

de£
de^

A TV e a escola tem os seus claros

limites ideológicos; a biblioteca ié informação organizada e
bibliotecário êé o co-participante nessa busca que os

o

usuários

empreendera pelos dados, pela reflexão.
empreendem

287

Digitalizado
gentilmente por:

OemclanKnta

^
&lt;/ ^

-

11

12

13

�$í9^èéfdíirM'di(-i^'-% ■wif'íiíí;'í%‘fe5“f^¥®ííc-'! »"Sh^s
lAé *■ á-lif .H^è‘f"

'*ifí'éí! 4%!i'1^t!Tt® ^

seif 'Ó '•■«tTPy ÍV
i2&gt;Si'
i®*®
fe
|%j.;

"J j 1 '.-(iC : ^

ií t fí

CfSAi W?íH&lt;iÍ3 •'■t

':

í 'fiff ■ »■»f; '.

&lt;W.1 '#f.f; i í !í »t vil? ;.&gt;:&amp;3 ' átí *í; ,

fi!4H'è^•' à"it&gt;f'f‘'«u 9&amp;‘-'tTO' VT '^íf'%iji'aVç- »v.{^ »■■■.. «if? a“!!-,'??
rt

íí^fflSiíBâs "dsíiini'» -3 vfutír-Bgv^v et •»»«■ tB-Jev í.on^f* . jot««-.
ÍÍ6 "âfiSíif r-ií-f ■;»*.■--'**!
1 .^&lt;s:? sur. fsSsiaJ

lil
* «OJÍ»f'í»Of «ms»»»«*-« í'9f4W»iíXr«l! &gt;P , Hlíípv iA"3 ,'o^f iJ r;j*i ä é-h ví r
?-;; . í?fit Jn't5v«fci'*sS&gt;»3f15(ií a 1«t f
W” e ac wtattias*
i'..

4â baíft»'4b oésssfsq 0 s»et. c»í!'»i'*.í&gt;i;{j.iKiír»É rf;:.&gt;3&gt;íít(' *?'C’ i v&gt;.••■ ^sb&gt;í-jíp

?*

U«4 &lt;aOl(BS,*fi')0 SfeWfSqt i# ? , í.sii rv Ã6Íl-';i4(« •*, Sfi-bvíSi.

it .

(eí

Ä ÄWäa’ilJ'.sJi'b^tiiioifa :;iji -tst. ■./»(&gt; -m fi»fe -Hit, ■,.

sueeesjl».".

.«v^e^yen^-.o^, ovf^ %»M|aes «mi, cs.f*% *•■ •*&lt;'.a*&lt;i.. » saBp^^ita .^íh-

•,..

PiméWf-fi '#;• 2ín»í'eot

7.f i!»e« .vfcn
»ör&lt;i

^fe/íW-Jí* ' ’-s- Sfc p ttifd-a
.-i V-V»-í'&gt;'-i.ííWÀ ft. ,_;,-íCi-.f^t; 05.br «ajuti

»■
quêí dUrr

■ ,\

■ 3, &gt;, 5Í3ff •».•&lt;iôfcb rj.v.íaq

• 1«1f"Ui4 ■:-■.&gt; í\ü vi! ~ '„ais ■'■:
,

S í 1 s&gt; i r 3 , ÇS-3Ü1 . ' '
itsboe, l€ íii i;? .■ i

í-í SOVS p'?S !..; , 3 .

s i ■.-■ i t, 5 ?■&gt;'•,;'.li ,

n f i; ÍTi.
■ í&lt;:] f. ’ :'j ■;.

-í.

W

£ií aíVtf, ;•' ■: í -j ‘ , /'.

P

- âfib ! fabrta:, jí,-

pT

g docTni'. :’c t-• ri I, j ví,.'. '. r ,'Ä

Ei"

ía qi)« v.L.iiiÇ, . ■ ■ If iirte-.■' '

Ü-13 . t- b ■)

V
?

£s;a 3iuit';iii ' 's .U rii - ■-;, i'c't. • c. "f-rf ■ .:■! .na

^ t Cd .

^

1 .'=.■&gt;&gt;■!
■.-'-i
; ; v.

a ^ : '5 ;c .i’’ -';.i'; ■ ‘ '»-.•■ ;•■ :?

'S ■-’j í" -‘it'irt'.

Ev',

'■■'jif c

.-.

-â.

'. ,
1,; ' ■

;!■■■'. r i ' ,'■

; ■
' ^ .í ' .'Sçví^,-..-

'■ i 1 a •'&lt; = , j• .

. •

.■í^ .■'■■ib?a

at,?.! u.-. J

Ví*)' !'' S ■ ü í ..

, ', ■

-- ' .

■r

' -:

'V ' .

í e Ku'her p,,-! " ?■.': :.v.'• nix .n ■■ u'^.v’t a;': v (‘:

i-

R- ■

Digitalizado
gentilmente por:

^Sca^
Gem^nnito

ÉÊj^
.0

11

12

13

�DEBATE AO SUB-TEMA:

MEIOS DE COHUNICAÇAO DE MASSA E O HABITO
DE LEITURA
MARTIN GOFF

It was Dan Boorstin, Librarian of Congress in the USA,
who pointed out that each new art or invention modified
did not displace its predecessor.

but

So photography altered

painting but did not replace it; the cinema affected the
construction and presentation of plays; the gramophone
increased attendances at concerts; and so on.

The chances are

that television will increase the market for books,
books , but this
will only become true if those responsible for the book authors, critics, publishers, booksellers and librarians - make
sure that they enlist the mass media; and don't just wait about
while people's leisure time is totally absorbed by all the new
technologies.
technol
ogi es.
The first need then is a positive approach above all
to the television companies.

They have to be constantly

encouraged to put on book programmes, to interview authors, to
give credit to the book on which so many programmes are based.
Those responsible for promoting books and reading must
carefully cultivate relationships
reiationships with television and radio
programme controllers and producers.

They must suggest to them

both books and series of books that are particularly suitable
for TV

adaptation and also programmes about books.

289

Digitalizado
gentilmente por:

�Television has already shown that it can have a
tremendous effect on the interest in and sales of a book or
books.

This was clearly seen in Britain in the Seventies when

the screening of an adaptation of Galsworthy's Forsyte Saga led
to enormous sales of what had become a very slow moving
raoving series
of titles; and sales, moreover both in hardback and paperback
0 rm.
f orm.
Equally, of course, there are books that arise from the
television series and thereafter have a special place in the
regard of the viewer.

Here one thinks of the Kenneth Clark

series on Civilisation, the subsequent book selling hugely, or,
on an even larger scale quantatively, David Attenborough's
Life On Earth.
But whether television (or radio) raids the book or
the book derives from a programme or series of programmes,
programraes., tht
the
resulting appeal will be largely to those who are already
committed readers.

What one would look to the mass media for

are programmes that actually stimulate either the marginal
non-reader or the lapsed reader.

The basic thesis here is

that the non-reader is unlikely to be set on the reading path
unless he or she can identify with someone on the screen for
whom he or she has a special regard.

So, if in a book

programme, a famous
faraous footballer or cinema star is asked his
opinion about a book that he has just read, his enthusiastic
answers are likely to persuade a considerable number of viewers
who rarely read to buy or borrow the book under review.

290

Digitalizado
gentilmente por:

A

�discussion programme where some of those taking part have majoi
reputations in non book fields does much to motivate the nonreader to read than a programme of book critics discussing new
books (which the non-reader would in any case quite quickly
turn off).
However, both in the case of wider-based programme and
that of the more specialised one, the essential concommitant
is to make sure that the books being discussed or featured are
easily and quickly available.

It is fatal to engender a great

deal of enthusiasm for a book through a mass media programme,
only for the customer to find that it is nowhere in stock.
This is what happened when the BBC put on its Paperback Writer
programme a few years ago.

This programme, utilising writers,

film stars and other well known people to discuss usual and
unusual paperbacks, resulted in people flocking next morning
to bookshops, only to find their impulse thwarted because the
shop did not have the book available.
The National Book League then persuaded the programme
producers to let them nave a list of the titles to be dealt
dealt'
with at least fourteen days in advance and arranged the
distribution of this list to a large number of book wholesalers
and retailers. This meant that in most cases the books were
avai1ablp^when the customer went into the shop, the day after
avai1ablPjwhen
the transmission
transmission,, to ask for them.
Just as famous personalities
personaliti es arouse the interest of the

291

Digitalizado
gentilmente por:

�non-bookish, so do occasions which are in themselves
spectacular.

One of the most obvious of these is the

presentation of major literary prizes which can be made to make
good TV.

In Italy the Prêmio
Premio Viareggio is filmed live on two

separate television programmes when the prizes are presented
and great interest is aroused across the country through this.
In the United Kingdom in 1981 the filming live of the
presentation of the £ 10,000 Booker McConnell Prize for the
best novel of the year was watched by a large audience. There
is little doubt that among that audience were people who would
not normally regard themselves as bookish and who were, at
least in some cases, motivated to seek out the book so honoured
and read it.
Of course, interviews with major authors, providing
always that those authors are photogenic in television terms,
can arouse great interest in their books whether by the bookish
or non-bookish.

Once again it is of great help if there can

be a small publication available to those watching the
programme to fan their interest for the particular authors.
When Angus Wilson was interviewed at lenght by Melvyn Bragg
for the South Bank Show on British TV, the National Book League
prepared a small leaflet giving the brief biographical details
of Wilson together with a complete list of all his work in
cased and paperback editions.

This was sent to anyone who

bothered to send in a stamped addressed envelope (thus
obviating both the trouble of addressing hundreds of envelopes
and the cost of sending them by post).

The same scheme was

292

Digitalizado
gentilmente por:

Sea n
stem
Ciereaclancnta

�followed for a series of programmes on the Mitford sisters.

From the foregoing it will be seen that the first task
is to convince the TV companies that books are an inexhaustible
source for programmes and that they can be produced in a way
ê«
that the "ordinary" public find interesting. The companies
must also be shown how in various countries book programmes,
particularly those with celebrities of all sorts taking part,
can attract the reader and non-reader. Although this might
still be for minority audiences, the fact that the Paperback
programme in the UK reached 6,000,000 at its height shows what
i s possible .
What, following those steps, is important is to make
sure that the interest aroused is not instantly killed by the
difficulty in obtaining the books featured.

This can be

obviated by national book promotion organisations arranging
the notification to bookshops and libraries of the book being
dealt with some weeks in advance.
The mass media can give a tremendous boost to the
reading habit, even outside narrow educational fields,
reãding
providing it is constantly reminded of the need for and success
of such programmes.

The watchword is constant lobbying of TV

and radio, whatever the setbacks from time to time.

293

Digitalizado
gentilmente por:

�whírh vit-f ifr th 6^®G l&gt;‘ I V‘f* ^
-..IntJa í« ©'í^Tírw &amp;nj ro 2smw6'tpo’t&lt;? to
í|^t»Cí»l«r‘, Sfií of Ihs fiO'it sí-vlí)!! . of t.hí-íü
'■■&gt;,■

b^ív/otía“^

Is í.» í &gt; (&gt;&gt;■. 2* »»''ftr !&gt;'^i-íir ••••í
*Mcf&gt; • in !).• ,- j ■' r- o •&gt;(»
í«irl 9rtí IsflJ naae ad Tffw ,í í çfirogaTOf 9'ú íhoiI
^Ty. lí^
thö *^rí'd!}io Viáftícui;: ^
.,.,r&gt;
KKj^ ,
f&gt;5 9"!f- afood fsrtí ísfnjsQnoa VT edJ sr'niVTro ', j i;
tf 1« V1-s i oí: p rO'i --iimtíf'- i^T'.yrx t*"'- pf',,ro ■ ,i
i
\(»w 5 nf faaouboiq sd ruo yarti JerU bns .'arimg-rno-i'q lot 9;-iunj
«a-ô ^rtãt ir.te-res t H ».rotiscd ac^-üs •*!€
.nt-j .'■■■.,■
&lt;-.
a*fn«qraoo 9dT , ^x! f.! 29i «tf n i bnif o/.duq
s n f h-í o “ ,1j Jàíi."
t*i« ü«Ued Kir, qdi;x &gt; r ’qíil &gt;
^,'í''' ( Í9B!B&gt;61 go"! q .Jootí -3 9 i"&lt; í "003 iOlJf'KiV nf wOrt nwod? Sd (J 1 b J UJb
i&gt;t ion -f í.he S
,
t,i. ,&lt;-■ ;
c?r.j}l6í aíToa fu io i» i í í nd!? I « &gt; dírw
! u ■ Ki&gt; bq
V, „
^ 0 0 V 5 í !'j f t" di t V s ?. ’ ^ d» t ^ . V ' '4^
3 r' d,.
»«'■
■ídefjs dçj.j:.'
? í íU rtpuorijfA
bfto 19l&gt;{ 9-1 í»d )t íasiíjs
nsd •
gVf»- • I, Httlé
tnit 4»i.--r. .T»0*»1
•. &gt;».,• -.10f!
■,
■■
&amp;dJ bfcdd
í*.fd (f^jnsfbuís yf
xn n
gq rfrq Sôt oqravãVijd egsf'; v.‘'t.-; '«.'■
-.. ■
•; ,; '•,.,
awod? iriersd íJr U OOü.OCD.ö ba.bfiii )lü anJ nr ^-.yií^ípcTn
t«»St if! S rMí.e rat,o^_ rr-'ti .. ',.j ■ í--o,
■
.'
'^^0
■,,
i
F
ííití read i
9)iSiü 0.1 J r Jntí-iOQMÍ i ,2qoqe aaó/ii aniwofroí ,jr.;'V
yf vCy-'... 1 ;i le ■í-^s v, i:-au'.-iwr-, . : -■
*i«íys that -^! 's;'bsíiJOKáii
.-'s pnctogen ' .te-jy-rín:
■■■■,. -)ri;
i i tfri^&gt; sin,-'
.
e.n

BS^

l*’' tf«

&amp;

Sr #ÃÍt"o®ÂV:,n*Wt?: ']f
fct"«ffCWí'-*' ’-..-‘’•í* fí^íodiígo^.oí, .1^f.•!;&gt;.'&gt;fi&lt;*« 9ri:
f;"' ijr's-^rastmf to ^3í- rr.e*r
iíhf,n

W1 ,'^üfi

• r í p-* y ‘'-r-' • r-\ i

for

•'■

p' preeo red' f

iJfl c

cm

1

^ l:‘ nii í i.«.1: y; 4 j ..^of ;j r.,0.,4
íf;; q ‘ fo

Prf .í*®/3^'•; #''5.'.';'»i?-'i i'w

s: thf.-*, f.rr„

r&gt;yt : the X-0'jt-'.

3

x, •„

? S:3íS .Ti ■; g

F»?/Xy J

;•;, iWS ffte cost . ;

•«£*&lt;

ftt. 4t-'Jú , nsv 5 ,ficed í.;íõ£^-.
.,10., ,-b

^e. 0Í»«Í «t ■;

.r w -jií-'ífc

r»'! r--.
-1«'!?««*

1^1

^3' -^íífiiSFed

■ op-o ?

íí

1qI ^

od.x

fndj'njj- t &gt;■

^Scan
]ÊÊf^
Digitalizado
T
gentil mente por:
q
gentilmente
12L^ .0
Gem^nnito

11

12

13

�RELATÕRIO FINAI

(CARTA

Digitalizado
gentilmente por:

DA

PARATBA)

�lAUÍl 0IÍIÔTAJ3IÍ

(AalASAq

Digitalizado
gentilmente por:

AQ

AT«A.:&gt;)

�RELATÖRIO FINAL
RELATORIO
PARATBA)
(CARTA DA PARAÍBA)

O0 XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documen^
Docume^
tação foi realizado na cidade de João Pessoa, Estado da

ParaT

ba, no período de 17 a 22 de janeiro de 19B2,
1982, promovido

pela

Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba - APBPb.
Biblioteca e Educação Permanente constituiu o tema of_i_
ofj[
ciai do Congresso, desdobrado nos seguintes subtemas:

A

BJ_
Bj_

blioteca na Educação Formal; A Biblioteca nos Programas de

A^
AJ^

fabetização e de Educação de Adultos; A Biblioteca no Processo
de Desenvolvimento; A Biblioteca e a Cultura Local e Os

Meios

de Comunicação de Massa e o Hábito
Hãbito de Leitura.
As discussões sobre o temãrio foram desenvolvidas
cinco painéis, cinco sessões plenárias e cinco grupos de

em
estjj
est^

ainda, cinco sessões onde foram apresentados comu
comjj
do, havendo,
havendo,■ainda,
nicados sobre experiências profissionais.

Os trabalhos

veram cerca de 1.100 participantes entre inscritos e

envol^
envoJ_
convid^

dos .
Conforme determina o § 40
49 do Art. 39 do Regimento

do

XI CBBD, passo a apresentar o Documento final do Congresso que
engloba a síntese dos trabalhos desenvolvidos nas sessões
nãrias.
nárias.

Painéis e Grupos de Estudo.

Pl£

Este documento será deno^

minado CARTA DA PARATBA.
PARAlBA.

297

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Gereaclanenta
nmts

�be recorrermos is linhas de conteúdo dominantes dos új^
timos Congressos de

Biblioteconomia e Documentação, não é

fTcJl detectar como os profissionais da área vim
fTcjl
vêm se

di^

reposicio^
reposicio

nanao em relação,
nanqo
relação ao papel que devem desempenhar no contexto so^
so
ciai e, mais precisamente, frente aos problemas da comunidade.
Esse comportamento começou a emergir no 89 Congresso

Brasilej^

ro de Biblioteconomia e Documentação, realizado em Brasília,em
BrasTlia,em
1975.
Congres
Posteriormente, em Porto Alegre e Curitiba, os Congre^
sos abriram espaço para o fortalecimento da idéia de que o pr£
pro^
fissional de Biblioteconomia deva superar os limites convenci^
convencio
nais daquelas atribuições dominantemente
dorainantemente técnicas, uma vez que
jã alcançou maturidade necessária nessa ãrea
área especTfica.
específica.

Tudo

indica que é chegada a hora de imprimir um sentido humano e so
s^
ciai a essa eficiência.
Na oportunidade deste Congresso, caminha-se de forma de
cisiva para alcançar o consenso de que a análise dos problemas
das bibliotecas brasileiras somente ganhará sentido,

quando

realizada em um quadro de referência em que se considere a

f£
fj^

naiidade social da biblioteconomia face ãs necessidades
nalidade

da

maioria da população.
A sociedade brasileira vive o limiar de uma fase
que se retoma o processo do diálogo polTtico,
político, para cuja

em
conti^
cont£

nuidade e expansão se faz necessário ampliar o debate e a

paj^
par

ticipação de todos os segmentos da sociedade.

que

298
29H

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem 4^
Ciereaclancnt»

E mais do

�oportuno que, em sua área, os bibliotecários ocupem os espaços
abertos, em busca desse debate e dessa participação.
Por outro lado impõe-se identificar pontos de interse^
intense^
ção e de afinidade com outros campos de estudos e áreas profi£
profi^
sionais.

A primeira tentativa de inter-relacionamento
inter-reiacionamento com

área de educação, levada a efeito neste Congresso, aponta

a
si
sj_

nais promissores de efetiva conjugaçáo
conjugação interdiseip1inar.
interdisciplinar. Cabe,
agora, avançar o diálogo em direção a outras áreas, com a

cer_
ce£

teza de que esta visão i essencial para o desempenho da profi^
são.
Neste documento, usa-se a palavra Biblioteconomia

na

sua forma ampla, abrangendo tanto esta área em seu sentido re^
re£
trito, como as outras disciplinas afins que lidam com a organi_
organi^
zação p a difusão da informação registrada em suportes

conven^
conveji

cionais e não-convencionais.
não-convencion ais .
0 termo biblioteca engloba todas as instituições

que

atuam de acordo com o objetivo acima indicado
indicado,independentemen, independentementemente do tipo de clientela e do nTvel de serviços que

pre^

tam.
A palavra bibliotecário é, portanto,usada para

desi£

nar, de forma abrangente, todos os profissionais de informação,
conforme o contexto acima expresso.
Educação i considerada em seu sentido mais amplo,tanto

299

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

�como transmissão de conhecimentos, como formação da

individu^
individu£

lidade, seja a nível da escola ou a nível das demais

organiz^
organiza^

ções sociais.
As discussões levadas a efeito nos trabalhos do

Con^
Con

gresso chegaram ãs seguintes conclusões:
A prestação de serviços de biblioteca deverã
deverá ser
porcionada de acordo com objetivos que reflitam as

pr£

variações

regionais e as aspirações diferenciadas das comunidades no que
se refere aos anseios de bem-estar social.
Reconhece-se a validade da atuação governamental
ultimamente, tem sido orientada para o ordenamento e
ção do setor.

que,

coordena^

As necessidades do país exigem, porém, que

e£

ses esforços sejam acelerados e que essa coordenação se

faça

de forma também regional e hierarqui zada em níveis de complexi_
dade crescente, ressalvando-se sempre a oportunidade de

ampla

participação das comunidades de profissionais do setor e

dos

usuários efetivos e potenciais no planejamento e implementação
dessa coordenação.
A participação mais intensa e conseqílente
conseqilente da

bibliote

ca no processo de desenvolvimento requer que a mesma esteja si_
S£
tuada, nas diferentes estruturas administrativas, em nível

de

hierarquia compatível com sua importância social e integrada ã
ãrea técnica competente de modo a contribuir efetivamente para
área
a utilização das informações que coleta e organiza.

300

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Ciereaclancnt»

••UJ

�A participação da biblioteca no processo de desenvolvj^
desenvolvi_
mento devera
deverá ocorrer de modo harmônico, em todos os setores

,

sem detrimento da organização e difusão das informações no cam
po das ciências
ciincias sociais.

Aos bibliotecários cabe a tarefa pri^
prj^

mordial de, proporcionando um melhor acesso a informações

hi£

tõricas, filosóficas, econômicas, sociais e políticas, em

n£

vel de igualdade com a informação ticnico-científica,
ticnico-científi ca,

contrj^

buir para o processo contínuo de conhecimento da realidade

e

de mudanças exigidas pela sociedade brasileira.
A busca de um desenvolvimento científico e tecnológico
não-dependente requer a plena utilização dos resultados de pe^
quisa, experiências
experiincias e estudos realizados pelas instituições n^
na
cionais.

A organização, difusão e acesso ã informação

no país deverá ser incentivada e assumida pelas

gerada

bibliotecas

nos respectivos setores.
No exame das relações entre a biblioteca e os leitores,
lio
estes, em sua expressão mais social que indivi
individual,deverão
dual .deverão ser
solicitados a contribuir para a definição dos objetivos

das

bibliotecas e a determinação de seu acervo.
Na reforma e adequação
lia
adeqjação das bibliotecas públicas ãs

n£
no^

vas demandas sociais e a sua ligação com o setor educacional ,
ou outro setor, dever-se-ã
dever-se-á especial atenção em manter a identi_
dade essencial da biblioteca p”'blica
p''blica - a saber, o atendimento,
sem discriminação, de todos os setores da comunidade e
as categorias de usuãrios
usuários - evitando-se que uma concepção

todas
un^
uni^

301

Digitalizado
gentilmente por:

�lateral de sua função educativa acabe por transformã-la em

d£

pendincia da escola.
As bibliotecas públicas, especialmente sucursais

em

áreas periféricas ou rurais, caberão participar de programas de
natureza interdisciplinar,
interdiseip1inar, devem os bibliotecários integrar-se
a grupos constituídos de profissionais de diferentes áreas.
A biblioteca pública deverá ser o ponto de encontro

e

de troca de informações para a comunidade, permanecendo sempre
aberta para novas experiências e inovações através de seu

coji
co£

tato com essa mesma comunidade.
Deverão ser identificados, apoiados e promovidos meios
de manutenção de bibliotecas emergentes em pequenas

comunid^

des que já
jã se encontram conscientes da necessidade de serviços
bibliotecãrios.
Os meios de comunicação de massa, integrados no
Iho desenvolvido pela escola, pela biblioteca e também

trab£
trab^
pelas

organizações de mani
manifestação"
festaçáo' sõcio-culturais
sõcio-eulturais da comunidade, de
d£
verão atuar no sentido de desenvolver o hábito de leitura, per
pe£
raitindo, assim, que se ampliem os estímulos
mitindo,
estTmulos ã busca de inform^
ção.
Os bibliotecários, como mediadores entre a

informação

e 0 público, deverão favorecer o acesso amplo ã informação

p^
p£

ra que o usuário possa desenvolver a sua capacidade de análise
e crítica, inclusive em relação aos meios de comunicação

302

Digitalizado
gentilmente por:

de

�massa.
0 Ensino da Biblioteconomia e áreas afins, como a Ciiji
CiÍ£
cia da Informação, deverá estar voltado para a análise crTtica
do contexto social, econômico e político,
polTtico, no qual se situam as
bibliotecas e demais órgãos que lidam com a informação.

Est^
Est]j

dos de história da educação brasileira, dos movimentos de
cação popular e da visão social do livro deverão ser

ed£
edi[

alguns

dos elementos dessa anãlise
análise crítica,
crTtica, induzindo o aluno ã

pe^
pe£

quisa de .campo,
campo, a fim de que ele se torne um conhecedor da re^
rea
lidade local.

As expectativas desse ensino deverão estar

voJ_
vo^

tadas para o desenvolvimento de uma consciincia crTtica
crítica dos fjj
fii
turos profissionais da ãrea.
área.

A formação profissional do

bi^

bliotecário requer, tanto a nTvel
bliotecãrio
nível de graduação quanto de

pós-

graduação, uma crescente i nterdi
n terdisci
sei pl i nari dade .

303

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclamento

�l8í«rt; iií »V« •'».!v&gt;tf'«Putativ« 4UÄ*S« por í r«.,i

fí-.í-i S ,r.

,*■ . B ?^s#.r

píttií«íítí tá da í?s&gt;.n;a.
niíD 6 omoD .inr’ifi asíctíi' s s ríiioiio jaJo í í tí i 6 gb oiirjn3 O
^díiw»;‘9fWi.41^

«t’All-í'*’ V'--^ft*• ^íf&gt;^*r

^fr'5
ftÍ30i 0ÍX9ÍH0J of)
Sre»5 piS*,
a«â, TaV-P; úfi ,
pp (KÓ/ioag
Ü ’ ..
. , ■ -. &gt;5f
natureiají:*-! errt.&lt;?Ã-?-6#',^o&gt;;,fvf. e-.jup. m&amp;BH wf íoíçtõ eiof^oo » íssadarfaíti
» gr«pn«bs - í!^-afí.t»9f»!í.Kíífih**?».&lt;* o«.?«3wb9 tb BMôJef &lt;f ob
ínygfft

SÍ'

T98 06'l9V9b OTVri ob {it:&gt;Oí f.l8^tv Sfc 3 'IBfifi^OO ofjÉ',' ,

Í3? t á ..OíW.tê 0 , íjbil f,5vií)

f t' !b 9^^ff6-«6^ heíOL' eOÍ f»M9Í9:ÍÍP*

d-e trocs6*í sb fjOMíbsáBO p ,,ipb. 9ni jí 05 .9i'» aup ab n: f3 g .ôcjsis.í afc
•
.'..if .
,^^,«ijçrts f.jio» ft-5(6* ?9-oSi.ayafc o(|f209
p.vfíf&gt;íJaqx-&gt; aA .isje! sfcill? r_MV
tâto cofíUl-seb 6{ f 3 Tts. Bi 5f!? tjanc&gt;3 aifru 90 ú3 r»9w ;. f cvriaast» 0
id

ob ! 6110 f as i'i 03í! oSjBiPTOl A

.gaia ca :: sno i a'a Hs-hp ao’ít)í

ÜíÕiQr.iOb-. oíri6^&gt;- üpjtuôBip sb f?v[n 6,33ns* «TOufdt oii*3»'ÂÍÍ.{í
. Bbiii'fiçi (jyf 1 b3*),'nr 33n9,)a*ii3 smu
' ' '■’■ ■
‘
■ ■'
■ ■ 'a? ■ oí

de raanutnRçÀo ü-, :;'&gt;-

; !i'-çf3:

des iíUtí já se encof,.
bib’ 10 fe í. ê r ; ■' .1,
íK

i.' ■ de

Üâ
iHo desenvo’

Ce

-:;0| '

■

organiaaíões de e-ar. ■

‘ 'P ■
í ■'

ÜO

‘U'i

1

ver.ie. ji^»r ■■:
'»itiiidu,, Ä'eifi, 'I,'"
ÇÃO-,
Os H 1 b ■;
e d p«‘lií1e.j, df
+•£ qie 0 üsi.-sri.
• CrTr Cí, in:,!'

')■;.■■■

eoe

fJSSf&lt;£^^
cm

i

3

Digitalizado
gentilmente por:

^Scan
Gem^nnito

]ÊÊf^
.0

11

12

13

�DISCURSO DE ENCERRAMENTO

Digitalizado
gentilmente por:

�0TH3MÂí!a J3M3 30 0eíUi3^ÍQ

Digitalizado
gentilmente por:

Gereulannito

~%Í3JÍA1SJ

�DISCURSO PRONUNCIADO NA SESSAO
SESSÃO SOLENE DE ENCERRAMENTO
PELO REITOR BERILO RAMOS
RAHOS BORBA

A UFPb, como uma das instituições promotoras deste

Coji
Con^

gresso, se sente, em realidade, profundamente gratificada pelo
sucesso que este conclave alcançou. Com mui bem se expressou o
Prof. Célio
Cilio da Cunha, a maior amostra do interesse e da motiv^
ção que este Congresso despertou ié justamente de ver que,

em

todas as atividades, sempre tivemos casa cheia, não obstante a
proximidade da praia e um sol tão agradãvel que, na

maioria

desses dias, tivemos aqui em João Pessoa.
A motivação, porém, meus senhores, a motivação de

todos

pela participação foi realmente grande e a nossa alegria justa_
justa^
mente é de verificar que o XI CBBD abriu um novo espaço

para

os profissionais desta ãrea, numa discussão que ultrapassou um
pouco aquelas preocupações técnicas profissionais para umaãrea,
como por exemplo de colocar o bibliotecário
bibliotecãrio e o documentalista
documenta 1istã
ao lado de outros profissionais como responsáveis,
responsãveis, realmente ,
ou como agentes da cultura, da comunicação e da prõpria

educa
educ^

ção.
Acreditamos que a partir de agora, este Congresso ou
contribuição dada pelos senhores aqui neste Congresso, a

a
con^
coji

tribuição dos mestres aqui representados pelo mestre de nõs t£
to^
dos que é o Furter, na ãrea de educação permanente, e de todos
aqueles especialistas, tanto da ãrea de biblioteconomia e docjj
docii

307

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
sí
em
Oereaclamento
Gervoclannito

�mentação quanto da própria área de educação, que durante estes
dias refletiram em conjunto aqui, certamente vai servir de su^
sTdio valioso para que nós possamos orientar a nossa ação

tan^

to na ârea
ãrea da educação como na ãrea da documentação, da bibli£
biblio
teconomia e de todas as ãreas que tenham realmente
realraente afinidade.
Nós não poderiamos deixar de agradecer neste momento,
contribuição valiosa que foi prestada a este Conclave

a

pelo go
gu

INL,pela
verno do Estado da ParaTba, pelo MEC, pelo CNPq, pelo INL,pe1a
ENDE, pela UNESCO e pela Associação Paranaense de
SUDENE, pelo FNDE,
Bib 1 iotecãrios.
Bib1iotecãrios.
0 agradecimento dos organizadores deste Congresso a
dos aqueles ôrgãos
Órgãos e Instituiçóes
Instituições que nos apoiaram e que
permitiram, com efeito, a realização deste Conclave, aqui
João Pessoa.

to
lhes
em

Também em nome da própria Universidade,gostaría-

mos de expressar aqui o nosso reconhecimento ao trabalho

que

foi realizado por todos os organizadores deste Congresso,

os

quais isto nós podemos testemunhar para os senhores, se

emp£
empe^

nharam e trabalharam com desvelo, entusiasmo e com muito amor,
durante bastante tempo, a fim de oferecer aos congressistas as
condições necessãrias
condiçóes
necessárias para que este evento se realizasse.
Queríamos, pois, em nome da Reitoria e aa
oa Universidade ,
deixar aqui patente o nosso agradecimento e o nosso

reconh'ecj^
reconh'ec2

mento a um trabalho que, nos parece, foi de todo um

trabalho

de sucesso.

bastante
bastante,

Queríamos, também agradecer de maneira

emocionada a todos aqueles que se deslocaram dos seus cômodos.

308

Digitalizado
gentilmente por:

�que se deslocaram das paragens as mais. distantes do Brasil
porque não dizer, do mundo, visto que nós temos aqui o

e,

Pierre

Furter, e que aqui
aqüi compareceram para trazer não apenas a

sua

contribuição, mas o seu incentivo e a sua presença, para

que

este Congresso pudesse atingir os seus objetivos.

Nós

quere
quer£

mos ainda, deixar aqui patente a nossa satisfação pelo compare^
cimento de todos os que aqui estão e o nosso desejo de que pos
sam retornar ã Paraíba quando quiserem.

Deixamos, também,

os

nossos votos de que -não
não se trata aqui de um adenes, de um

atè
até

logo, desejando, então, em nome de todos os organizadores

de^

te Congresso e também do préprio governo do Estado, que nos au
torizou fazi-lo, um bom retorno a todos o que aqui

comparece-

ram, ao tempo em que deixamos também um convite para que

vo_l_
voJ_

tem ã Paraíba e que levem na lembrança aquilo que de bom

acon
acon_

teceu, relevando e apagando da memória aquilo que, realmente ,
não foi bom.
Nós fizemos o esforço para que todos tivessem,

nesses

dias, horas de alegria, horas por exemplo de profunda reflexão,
e horas também de muita satisfação.

Certamente nem tudo

reu como desejâvamos,
desejãvamos, mas temos a certeza de que, pela

co£
cor
genero

sidade de todos os senhores, saberão relevar aquilo que

não

agradou e de levar bem alto na memória aquilo que realmente foi
gratificante, aquilo que realmente foi

útil.

0 nosso desejo,

sinceramente, é de que os senhores possam, ao sair daqui, apro
veitar as mensagens que este Congresso proporcionou de maneira
tão abundante e a nossa expectativa também de que na terra

c^

tarinense possam, comparecer èé continuar este trabalho que vem

309

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�sendo realizado através destes encontros, destes

congressos

nacionais, para elevar cada vez raais
mais alto o nome da bibliotec£
biblioteco
nomia e da documentação, elevando, evidentemente ao
noniia

reconhec^
reconhecj^

mento da nação, ura
um trabalho que i extreraaraente
extremamente importante

e

que talvez no silêncio dos gabinetes e salas de bibliotecas

e

arquivos os senhores exercem com tanta dedicação e cora
com

tanto

amor. Esses congressos nos parecem
parecera serão oportunidades de, ef£
efe
tivamente, dar conhecimento a um público maior, e ã
nação da importância desse trabalho que deve ser

própria
incentivado

por todos.
Com muita alegria, nós, então, damos por encerrado o
Cora

XI

CBBD, não esquecendo, evidentemente o nosso agradecimento
agradecimentomaior
maior
a APBPB que foi realraente
realmente o grande promotor deste Congresso
Muito obrigado a todos e um até logo.

310

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

�&amp;
Este trabalho foi composto e impresso nas
Oficinas Gráficas da Editora Universitária/FUNAPE
em Junho de 1983

cm

Digitalizado
gentilmente por:

.0

11

12

13

�S#PÖ'.. r&gt;.

fio olr-jyTo

«•Acifi-íííS,

..-n£ Ol’ t r;i5 .
„iCii

■ nö&lt;tt:.i f -i. .:•, ■,w„.,

J

.. 4va-’d&gt;, e v

oj &lt;13,-0.

4*ÚI'- Ess.-'

vi-^

- ,.

...Ktrrcco cg."
. . -, ■

flíçov ■--&gt; -i-.p,,, gIg ., 1 .

,j,

,

áed;..

. .'.•jr.fj. r&gt;c

Í1 v-iS!i!&lt;l tB . Já r

ir,'ip;,:-f »-:■

«j .

qiie * -1 ■&gt; «c i nu -.i lei.dic .io«
Jri|aiv(.\ 0'

r-^

,• .

- .GiC ü^ f
.

\
1h■

.1- ,;P , ,

,

m. ,
, .

, ,

PC'" ’oáo'-,
■ Ç,
C8S0. ni-a MG OB i',
,
,, *
, .
. .
im oitsiqmi 'j okoqmos toi öifiistJüTi s";«''*
6 ÄPE!''Ei j/ii-B MiAi»!a.lVl«i£}ki3/tM).««otilsa ak-íB£)iS,r»;ó tínhi.Hi,Ki.iro'.'.tif Íç-J-G í

5f&gt; 0'&lt;!ta&gt;- fTIÍ

$Í4Í

Digitalizado
gentilmente por:

Gerçulannito

^

I :í

T'

�;:!U... :

ü Í4 M
&gt;*L»v-v

&lt;a:

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
sí em
I Gervoclannito

�Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="21">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23669">
                  <text>CBBD - Edição: 11 - Ano: 1982 (João Pessoa/PB)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23670">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23671">
                  <text>FEBAB &amp; Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23672">
                  <text>1982</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23673">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23674">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23675">
                  <text>João Pessoa (Paraíba)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26043">
                <text>Anais do XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26044">
                <text>Anais</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26045">
                <text>Anais do XI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação apresentado em 2 volumes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26046">
                <text>FEBAB &amp; Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26047">
                <text>1982</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26049">
                <text>João Pessoa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66065">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="2099" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1179">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/21/2099/Febab_C_B_B_D_V_I_Joao_Pessoa_12.pdf</src>
        <authentication>93ab974c33c0c643cbe1cbd78a9fa9f0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="26020">
                    <text>CDD - 028.5
CDU - 027.6
A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO NUMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO PEDIATRICA.
TERNAÇSO
PEDIÄTRICA.

Anna Francisca Martinez Passos
CRB-10/375
Bibliotecária Chefe do Serviço de
Biblioteca, Documentação e Infor
mação Científica do Hospital de
Clínicas de Porto Alegre.

RESUMO
O trabalho apresenta uma das atividades

desenvolvidas

pela Biblioteca do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, junto a
Unidade de Internação Pediátrica, servindo de elo entre a Biblio
teca e o paciente, visando facilitar a sua recuperação.

179

Digitalizado
gentilmente por:

�1 - INTRODUÇÃO
A fábula e o conto surgiram como as primeiras manifestações do psiquismo social, como animadores da vida e, assim, ca
minharam ao longo da evolução dos povos.
Através dos tempos, foram se expandindo; através da di
dJL
vulgação oral, foram enriquecidos pela imaginação, na busca

de

realismos simbólicos.
Paralelamente aos contos, fábulas e outras

formas

de

literatura, a sociedade cresceu numa evolução que acompanhou uma
a outra.
Sempre que se fala em fábulas, contos, automaticamente,
surge, ã nossa frente, a imagem infantil, ou seja,
criança.

a

imagem

da

Daquela que, através da sua imaginação limitada,se tor

nou a razão maior da existência desta expressão literária.
A criança dá crédito ã história e ao mito. Nas asas da
fantasia, ela viaja por mundos misteriosos.

E, mais tarde,

se familiarizando até o ponto de alcançar o equilíbrio

vai

completo

de suas faculdades.
A história nasceu da necessidade de fantasia.

Na sua

fase didática, a história éê necessária para a criança, pois vem
a ser o sonhar acordado;
de fantasia;

o encontro da criança com o seu mundo

a busca do equilíbrio.

As histórias são, para o psiquismo infantil, como o alimento êé para o organismo;
ê:
é:

como o ar é para os pulmões.

Isto

"coisa vital".
Por tudo isso, se deve dar ã criança a história cuida-

dosamente preparada, principalmente para a criança doente.
As restrições impostas pela doença e pelo ambiente hos
180

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�pitalar, levam a criança doente a uma necessidade básica de car^
cari
nho e atenção, por parte dos adultos, a fim de sua pronta recupe
ração.
A recuperação estâ
está relacionada ao cimbiente onde a cri^
criM
ça se encontra.

Uma criança enferma que desfruta de um local de

prazer e lazer, associados ã ventura, onde possa ver coisas, falar com pessoas, perguntar e obter respostas ãâ altura de sua com
preensão, ler, cantar, contar, fazer projetos e, muitas

vezes,

torná-los realidade, dependendo de cada caso clínico específico,
tornã-los
e assim terá amenizadas suas limitações que as condições de

en-

ferma lhe impõe.
As restrições impostas pela doença e pelo ambiente hos
pitalar, devem ser previstas em um planejamento de programa.
Um traualho desta natureza exige seriedade e deve ser
desenvolvido num clima de harmonia, despreocupação, entretimento
e alegria entre os participantes do programa.
AÄ criança que se encontra hospitalizada e usa os servi
serv^
ços da Biblioteca, chamamos de paciente e leitor.

Daí, a termi-

nologia leitor-paciente que iremos aplicar no desenvolver deste
trabalho.
O sucesso desse programa depende da observação da seguinte formação:
- Respeitar a sua própria personalidade e a do leitor
-paciente;
- Reconhecer suas limitações;
- Conhecer o desenvolvimento intelectual

e

emocional

do leitor-paciente;
- Ter sensibilidade aos elementos sutis de comunicação;
- Suportar hostilidades, sem reagir;
181

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�Ser bom observador.

2 - OBJETIVO
Pensando em tudo Isso,
isso, foi que a Unidade de Internação
Pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre,juntamente com
a equipe de profissionais que trabalham nessa Unidade,

criou o

Serviço de Recreação.
Sendo a Biblioteca do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, integrante do Grupo de Apoio Assistencial, dividimos

as

nossas atividades com o Serviço de Recreação.
O0 nosso objetivo a esse Serviço é educar, instruir, atender as dificuldades individuais, desenvolver e despertar o gos
to pela leitura e principalmente, preencher as horas ociosas com
amor e carinho, oferecer um pouco de alegria, ao leitor-paciente,
que passa seus dias dentro de um hospital.
Não são contadas, ao leitor-paciente, histórias que ve
nham, de alguma forma identificá-lo
identificâ-lo a alguns de seus problemas,
de seus complexos, bem como história onde se possa transmitir me
do, ou impor determinados tipos de condutas, como punir a curiosidade,, a desobediência, impor horário de comer ou de dormir. Tam
sidade,,a
bém não são recomendadas histórias com enredos e finais tristes.

3 - POPULAÇÃO - ALVO
Crianças baixadas em uma Unidade Pediátrica.
Estamos realizando este trabalho, que não chega a com182

Digitalizado
gentilmente por:

^

11

12

13

�pletar 2 (dois) anos de funcionamento.

Neste período foram in-

ternados 1.900 pacientes.
Em uma Unidade de Internação Pediátrica, a faixa
ria dos pacientes é de zero aos 12 (doze) anos.
no hospital é muito variável.
torze) dias.

etá-

Sua permanência

A média é de 4 (quatro) a 14 (qua

Há porém, casos excepcionais, em que os

pacientes

permanecem por longos meses.
O leitor-paciente que é baixado nessa Unidade, ele vem
em média de um nível sócio-econômico
sõcio-econômico baixo.
ciência de alfabetização.

Crianças com

defi-

Elas são oriundas da periferia da ci-

dade ou do interior do Estado.

4 - METODOLOGIA
Quando se tem um público certo para ouvir, ler e

con-

tar história, pode7se
pode-se fazer uma introdução que antecede ã narração, cantando uma música, batendo palmas, etc.
As crianças, no caso os leitores-pacientes,ficam ãâ von
tade, sentadas no chão, ou num colchão, em circulo,
círculo, ou semi-cir
semi-cír
culo, ou, ainda, em
era torno de mesinhas especiais

para

crianças,

de modo que elas possam se sentir confortáveis e possam ver a pe£
soa que irá lhes contar a história.
Na hora do conto, ilustramos a história
bem coloridos.

com

cartazes

Eles têm uma seqüência de exposição semelhante a

de uma história em quadrinhos.

Estes cartazes são colocados mm
num

flanelógrafo, a fim de despertar maior interesse no leitor-pacien
te.
Todas as histórias devem atingir o final esperado.

É
183

Digitalizado
gentilmente por:

*

�preciso observar a expressão dos olhos da criança, para que possamos captar suas expectativas.
Um conto infantil é considerado bom, quando

a

reação

da criança é positiva.
0O ideal é contar história simples, curta, de no máximo
5 (cinco) minutos de duração.
COS em gravuras.

Os livros utilizados devem ser ri
ri^

Seus temas devem versar sobre palhaços,animais

domésticos, tais como:

patinhos, pintinhos, gatinhos, burrinhos,

porquinhos, etc.
Segundo Doris Hasler, "As crianças enfermas gostam de
histórias rimadas e humorísticas".

Gostam de rir dos

aconteci-

mentos cômicos.
Não são contadas, ao leitor-paciente, histórias que ve
nham, de alguma forma, identificá-lo a alguns de seus problemas,
de seus complexos.

Bem como história onde se possa

transmitir

medo ou impor determinados tipos de condutas, como punir a curio
sidade, a desobediência, impor horário de comer ou de dormir. Tam
bém não são recomendadas histórias com enredos e finais tristes.
Para crianças alfabetizadas, emprestam-se livros.
tes empréstimos seguem também um certo critério, quanto ã

Esrela-

ção história e leitor-paciente.
As principais características que uma história

infan-

til deve ter são as seguintes:
- repetir - esta característica da história infantil,vi
sa levar o auditório a intervir e participar;
- ficção - humanização dos personagens;
- imaginação - constitui todo o enredo da história, detalhes e o final.

EÉ a história em si;

- clareza-o
clareza - o enredo deve ser simples e claro;
184

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�- rapidez de ação - quando não há descrição. A

histó-

ria ritmada tem mais ação;
- alegria - deve caraterizar sobretudo no final.
Aos leitores-pacientes, residentes na cidade, que freqüentam a escola, a Biblioteca empresta livros didáticos,

para

que possam fazer seus trabalhos escolares, trazidos por seus pais.
Uma vez feitas as lições, estas são devolvidas ã escola.
Realizamos também atendimentos individuais com
res-pacientes em isolamento.

Esse atendimento consiste

leitoem

em-

préstimos de livros didáticos e leitura infanto-juvenil. Para os
menores emprestamos livros para que seus familiares
as histórias.

lhes

leiam

Estes também participam da hora do conto.

Todos os materiais utilizados imprescindem de um trata
mento especial.

Para isolamento protetor, o material éê estiril^
estirili

zado antes do seu uso e depois que foi utilizado, quando se trata de material contaminado.
Os livros que vão para o isolamento devem
uma encadernação resistente.
grampeados ou com tima

ser

livros

Pois,como já foi

exposto acima, após o seu uso, eles são recolhidos e encaminhados, devidamente preparados ao Centro de Esterilização.
Tendo em vista a pequena permanência do paciente hospi_
hosp^
talizado não êé necessário'
talizadp
necessário’um
um acervo tão grande e que pode perfe^
tamente satisfazer a demanda.
Vimos, com a nossa experiência a falta do hábito
hãbito de le^
lej.
tura familiar, e de formação cultural.

Portanto, mostramos aos

pais, o quanto ê importante a formação do hábito
hãbito de leitura. De£
de cedo, deve-se lèvar
levar a criança a ter contato direto com os livros e procurar desenvolver o hábito
hãbito de ler.
senvolvimento de pensar,

Isto permite o de-

leva a tima
uma reflexão rápida do que leu.
leu,
185

cm

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�desenvolve o raciocínio e estimula a imaginação.
Os interesses pela leitura devem ser estimulados

con-

forme a idade que pode ser:
2 a 4 anos - Gostam de ficar folhando

as

páginas

de

qualquer livro bem ilustrado. Seu interesse prin
cipal nos livros são reconhecer os objetos
lhe são familiares.

que

Gostam de animais, de olhar

gravuras sobre trem, automóveis, avião, isto

é,

coisas que tenham movimentos.

Repetição das i-

déias mesmo mudando a imagem.

Nessa fase gostam

de um companheiro imaginário, por isso

apreciam
aprecicim

histórias de animais que se comportam como gente.
Possuem interesse por outras crianças e pessoas
de fora de sua casa.
5 a 7 anos - Adoram histórias em que a criança, como e
la, tem aventura imaginária.
fasia.

São ávidas por fan

Está ainda mais interessada no que se pa£
pas

sa a sua volta.
7 a 9 anos - Nessa faixa de idade inicia-se a diversificação de interesses entre os meninos e as men^
nas.

As meninas preferem histórias de fadas, de

reinos encantados, princesas, etc.

Os

meninos,

ação, heroísmo, aventuras emocionantes.
10 a 12 anos - Os meninos preferem fatos,histórias ver
dadeiras, ficção científica, como Tarzan,
rix, Lucy Luche, Júlio Verne, etc.

As

Astemeninas

tendem para o lirismo, novelas românticas, sent^
mentais, e ainda aventura policial.
186

Digitalizado
gentilmente por:

Q0

II
11

12

13

�5 - IMPLEMENTAÇÃO
Os leitores-pacientes recebem desde o início,até o fim
de sua permanência, uma carga de conhecimentos, que nem
nemoo seu lar
e nem a sua escola podem proporcionar.
Paralelamente ao trabalho que realizamos com os nossos
leitores, pacientes recebem outras atividades, que vão desde cinema, teatro de fantoches, jogos, discos, etc.
Além da Bibliotecária, essas atividades envolvem um grji
grja
po de multi-profissionais, tais como, psicólogas, assistentes so
ciais, grupo de enfermagem, recreacionistas, etc.

6 - CONCLUSÃO
Um dos principais fatores para a recuperação de crianças doentes êé mantê-las ocupadas e alegres.
Ociosidade e tristeza, são os maiores aliados da doença.

Daí a importância do trabalho da Biblioteca, numa

Unidade

de Internação Pediátrica.
Aos pais, cabe o importante papel de colaborar
esforço de recuperação.

neste

Por isso, mostramos aos pais quanto é im

portante a continuação do hábito da leitura.

Importa desde cedo,

levar a criança a ter contato direto com os livros e a

procurar

desenvolver o gosto de ler.
Que cada resultado de nossa experiência, onde todos aprendem e crescem, seja uma constante, e a criança hospitalizada,
a beneficiada.
Com o decorrer do tempo, muitas coisas poderão

sofrer
187

Digitalizado
gentilmente por:

�modificações, novos programas, trabalhos, métodos, surgirão.
Ê muito importante salientar que o nosso processo

de

desenvolvimento cultural, numa Unidade de Internação Pediátrica,
não é esporádico, mas, um trabalho diário.
Achamos que uma Biblioteca Hospitalar, além de atender
a seu corpo médico, como também a administração e funcionários,
pode dedicar algumas horas a pacientes, entretanto, sem intervir
nas atividades médico-enfermagem, ou outros serviços prestados.
Por mais simples e despretencioso que seja o que possa
mos oferecer, poderá se tornar um grande benefício a um ser huma
no hospitalizado.
Pelo exposto, fica evidente, que a Biblioteca Hospitalar êé um setor que exerce grande influência na vida do hospital,
quer se considere a Biblioteca médica, quer se considera

a

Bi-

blioteca dos pacientes.
Muitos hospitais poderiam oferecer uma assistência mais
duradoura se na sua organização dessem ã Biblioteca o seu valor
real.

ABSTRACT
The work
Work presents one of the activities
activlties developed by
the Hospital de Clínicas de Porto Alegre Library, along with
the Pediatric Internation Unit, working as a bond between the
Library and the patient aiming to make faster his recuperation.

188

Digitalizado
gentilmente por:

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
BIBLIOGRÄFICAS
AGUIAR, Vera Teixeira de. ßue
(Jue tÁ.\)&gt;io
lÁ-vKo ■Lndíc.a.;
■ind-Lca.; íntzKziiz
-intuHíHí do tz-itoK
tíLton
jovím. Porto Alegre, Mercado Aberto/IEL, 1979. 80p.
jooím.
DURO, Yvete Zietlow. Tendências atuais do serviço de referência
para crianças e adolecentes - uma abordagem. In: JoAnada
Jofinada Sul
Sal
-Klo-GAandínií
-fUo-GAande.me. dt
de BlBllotíconomla
BlSlloteconomla e Vocumcntaçdo,
Vocum&amp;ntaçdo, 6. Porto A
legre, 1980. p.41-57.
FREITAS, Nair Marques Lisboa. Um livro de história para o garotinho doente. K&amp;vlita
Rzolita Paaliòta
Vaullita de
de. Hoipltali, 9(10): 32-3, out.,
1961.
GAELZER, Lênea. A criança e a recreação infantil hospitalar, 2.
Conaelo do Pooo, Porto Alegre, 14 agosto 1979. p.l2.
CoAAZÍo
HOELTGEBAUM, Mario Mira. A Biblioteca Pública e o menor carente. In: CongAZiio
Congfitiio BAaill&amp;ÃAo
Bnailleiao de B-Lbtlot^conomla
Biblioteconomia e Vocumenta
Vocumnta
ção, 10. Curitiba, 1979. p.852-63.
MacEACHERN, Malcoln T. Hoipltal
Ho-ipltal oAga.nlza.tlon
ofiganlzatlon and management.
manage.me.nt.
Chicago, Physicians' Record, 1951. p.707-12.
NEGRÃO, May Brooking. Serviços ao usuário na Biblioteca Pública.
In: JoAnada
Joanada Sul-Rto-GAandenie
Sul-Rlo-Gaandeme de Biblioteconomia e Vocumenta
ção, 6. Porto Alegre, 1980. p.59-79.
RIBEIRO, Circe de Melo. Recreação nos hospitais de longa permanência. Peolita
Reolita Paullita de Hoipltali, 13(9):
Í3(9): 16-22, set.,
1965.
SANDRONI, Laura Constância. A luta em defesa do hábito de leitu
ra. 0 Globo, Rio de Janeiro, 5 abril 1981. Jornal da Família, p.8.
. Literatura infantil, um esforço que vingou.
12 abril 1981. Jornal da Família, p.3.
SILVA, Maria do Carmo. Biblioteca do hospital.
t’a
t'a de Hoipltali, 15(2): 30-4, fev.
fev.,, 1967.

0 Globo,

Reolita Paulli-

189

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="21">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23669">
                  <text>CBBD - Edição: 11 - Ano: 1982 (João Pessoa/PB)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23670">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23671">
                  <text>FEBAB &amp; Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23672">
                  <text>1982</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23673">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23674">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23675">
                  <text>João Pessoa (Paraíba)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26012">
                <text>Relatório Final (carta da Paraíba)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26013">
                <text>João Pessoa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26014">
                <text>FEBAB &amp; Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26015">
                <text>1982</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26017">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26018">
                <text>Relatórios</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="26019">
                <text>Relatório final a respeito do XI CBBD</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66063">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="2054" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1134">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/20/2054/cbbd1979_volume-1.pdf</src>
        <authentication>f937b6e5fd465a6147e71d393ab33ac4</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="25486">
                    <text>W:.

\

t :/■

lOP CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

Curitiba, 22 a 27 de julho de 1979

ANAIS

VOLUME I
TEMA CENTRAL E SUBTEMAS

Curitiba
Associação Bibliotecária do Paraná
1979

cm

12
i

3

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

I Scan
♦

11

12

13

14

�lOP
lop Congresso
èONGRESSO BRASILEIRO
brasileiro DE
de BIBLIOTECONOMIA
biblioteconomia E
e DOCUMENTAÇÃO
documentação
Presidente de Honxa:
Honra; Jaime Lerner, Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal de Curitiba.
COMISSÃO DIRETORA
Presidente: Yara Soeli Bassani Veiga
Presidente;
Vice-Presidente: MarlaMâder
Maria Mäder Gonçalves
Relator-Geral: Aníbal Rodrigues Coelho
Secretária-Geral;
Secretária-Geral: Célia Maria Peres Lacerda
SUBCOMISSÕES
Apoio - Clio Petterle
Divulgação - Sara Burstein
Finanças - Helena Maria de Oliveira Vita
Atividades Sociais - Déa Catharina Reichmann
Cursos — Maria Theresa Brito de Lacerda
COMISSÃO TÉCNICA
Coordenadora; Maria Iphigenia Ramos May
Coordenadora:
Secretária: Maria Augusta de Castio
Secretária;
Castro Correia
Membros: Maria de Lourdes Barbosa Borba
Belinda Kohler
Relinda
Subcomissões - Integrantes; Aimara Riva de Almeida Pierre, Aimê Saquelli, Aymara Feuerschuette ■
Ribas, Beatriz Trevisan de Moura, Bernadette Trzeciak, Cecília Lícia Silveira R. de M.
Fabiano, Déa Christino F. Walter, Denise Perozzi Rosa, Denise Hauser Valério, Dora
Regina Seben, Dulce Maria Bastos Metchko, Dulcinéia Gomes Delattre Levis, Edith Dias,
Erlicléia Siqueira, Esfie Rosy Riskalla, Ester Carneiro Giglio, Fátima Fernandes Bracht,
Germana Moreira, Graça Maria Simões Luz Piza, Helena Maria de Oliveira Vita, Irma A. 1.
I.
Lorenzo Welffens, Ivailda Gazziero, Ivete Tazima, Laci das Neves, Léa Terezinha
Belczack, Leila Maria Bueno de Magalhães, Leiva de Castro Moraes, Lucília de Godoy
Garcia IXiarte,
Duarte, Maeve Lis Marques, Marcelina Dantas, Maria Graça ^let, Maria Helena
Barbieri Imayuki, Maria Helena Kurihara, Maria Isméria Nogueira Santos, Maria de
Lourdes Tavares, Maria Máder
Mäder Gonçalves, Marilda Carraro Merlin, Marina Zeni Guedes,
Regina Maria de Campos Rocha, Sonia Maria Breda, Sonia Maria Merlo Pósnflc,
Pósnik, Suzana
Guimarães Castilho, Tharcila Boff Maegawa, Vera Maria de Almeida Pinto, Vilma A.
Gimenez da Cruz, Virgínia
Virginia de Castro Rodrigues, Yara Loyola Rocha, Yara Maria Pereira
da Costa Prazeres, Zaira Bark, Ziloá Marge.
COMISSÃO DE RECEPÇÃO
Coordenadora: Nancy Westphalen Corrêa
Coordenadora;
Comissão de Apoio ao 3.°
3? Seminário de Publicações Oficiais
Oflcíais Brasileiras
Braãleiras e Exposições
Coordenadora: Maria Augusta de Castro Correia
Membros; Aymara Feuerschuette Ribas, Dulcinéia Gomes Delattre Levis, Ester Carneiro Giglio, Léa
Membros:
Terezinha Belczack, Maeve Lis Marques, Maria Helena Barbieri Imayuki, Regina Maria de
Campos Rocha, Suzana Guimarães Castilho, Vera Maria de Almeida Pinto, Virginia de
Castro Rodrigues, Zaira Bark.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentil
gentilmente
mente por:

4^
-

iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|i
II
12
13
14

�• ^ •'

;v

.‘Ö

ívibifOT^iofKi-mià ö l'íoetiR*efHaçifi

' • • ■ ■ Uaíf. í.&gt; ?. 2“ d» stííbtf d* 1979

Cíirítâbs
At*wCí:*çAr/ 8tbíio*e«í!r!3 do Piffá^Á
i979

• • -ífc
Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�.&gt;• ^

.

^

IMit«K 4» WmgtK haim
Hl)ííí#tjj^:
iwawiirtii

m m’Xrwrimm&gt;-K e wi^^taçâo
•
•
' ■,
««»hw
Ü&lt;KíKy|*«; *f c;««ti*»*.

'%Si«
I#« -í *■'»•

'^ - ■

ü^:. • tw#-f^5íi~.

€W«»s.l*':- «*&lt;■■*!« fc- ,
esiw4tBi*áo)«' R»«-»
;,. a.
Sisa«iiít*, M»sa Aw©im»
t*-; ."
,-,!^ HfombíOi; Mjßtt íte 'Li3ltiW#í:( ilitf hjkstP j(fi ■ ..
■ '
Reiíiuu KoííWí
•V'';5&lt;:
Sabtomis«'»®« ~ ÍB-teeranfii';; Aíiwiíè tor, •■
r
aüjuw, Bt'anu Tmiew* m
■
SOf.i '
;■;.'
’ Tisfeíisto, l&gt;b CíwjsíiB«.l&gt; *Vi«», *Ví*frRíffàW
f&gt;jSíN!-Mie*»-*»&gt;--':■•■
^ VvÂ
i4&lt; .y,
' ErítiMí*-í(íff}lí*%ir, Euftr ^«»T■
.: . •
'■f'* ■
Ciwí«»imí *ibw»Ma
•«»»'")•&lt;.- i «, •
•- ;'i2. I S,^ '
LôíWaf 'íW&amp;^ASii fesWSffl«í Hiekas««* l^ôí
-vsi^i-rjste ,
■uíweiii Sfoít#»-«, Mí*vf è.‘.- »iM's-«
■ D* •
'
B«feteri laSi-.-'B*!, Hma
::■!: *'..:
y,
homéMi
■ 'k.t' Vtíikl-'
P-%
R«pn'í Mail» ilf Csfa^Hj» ■ '■
-• Hí'
■»?%ií:!-. . V
üaiaiarfci t aWiCís«-. TlwR'Mf. 'í
tlfnie(«;í tia C'tmi Vh^^ih^^: /
daCosta FTactfffí*. Z*ui Í-.Í.“! ’
Ç 1: at'

,í
' ., íí'4eta
■í- *f M,
■f:- CkjW
• .• »
- jíth Lmk.
Í-- few&lt;ta,
:•-. , i v!r}?ta 4. 1
r-irsj’.-.t,' ..'. ■• Vf.'.
\i''.’:i.'-,. » , ■ Ju Jt '-jtit'..'''
.-t.\'-' ,'-tííi;' H'-ti'tt V íc-'.i
•-Í Mj.

,v,€Éí«Si.s \o m: RECtíç \o
«ae«sfe!i--fs; Sjiacy Westphgk-n (. r..r,
CoÂttJ-fci:&lt;íe -Apoie ío -5P .Satitmário ek \iv-fl aÍ4..&lt;íi4
■ ^^KScnailofft. Maria ^uyusta lic Cstr; ,X;rr«- iii
^.dlllíitòTOs; ^ynwtra
i-ciitrs-h-iv,;!; Ritij? ;5tticMv."-;
évfVri
ereamUti ■^ekea»:'».. M;-icv&lt;- ix 'á-s,'j- - *íf'*mpc.-4 . &gt;a. -Su.M:;a C/unnaj'itrr
^ ^ «It*?
Ztin Râík.

(TÍtí-:
I#-: •-

cm

i

Digitalizado
1 gentilmente por:

^ca n
st e m

•'•'■■ &gt;£■*•■
■•
r'v. "ttíjfwite i&gt;-

�Anais do lOP
10? Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação

Curitiba, 22 a 27 de julho de 1979

Volume 1
Tema Central e Subtemas

Curitiba
Associação Bibliotecária do Paraná
1979

cm

Digitalizado
4gentilmente
gentilmente por:

�Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, 10.,
Curitiba, 1979.
Anais do 10. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação. —
- Curitiba: Associação Bibliotecária do Paraná,
1979.1979.
3v. ;: U.
ü.
Conteúdo : v.l : Tema central e subtemas. — v.2:
v.2; Áreas
especializadas . — v.3 : Temário oficial.
1. Biblioteconomia — Congressos. 2. Documentação —
Congressos. I. Associação Bibliotecária do Paraná. II. Título.
CDD 020.6381
CDU 061.3.055.5(81):02 + 002

cm

1

Digitalizado
^gentilmente
gentilmente por:

�Sumário
Volume 1
TEMA CENTRAL: BIBLIOTECONOMIA BRASILEIRA: AVALIAÇÃO CRITICA
CRiYlCA E PERSPECTIVAS
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
TEMÂRIOS DO I AO V CONGRESSO'
DOCUMENTAÇÃO, por Rosalina Bitencourt
..
BIBLIOTECONOMIA BRASILEIRA - UM PROBLEMA DOS BIBLIOTECÁRIOS, por Maria
Isabel Santoro Brunetti e Valéria de Assumpção Pereira da Silva . . . ■
BIBLIOTECONOMIA BRASILEIRA: AVALIAÇÃO, CRfTICA
CRÍTICA E PERSPECTIVAS, por Paulo
Py Cordeiro
'
.
1954-1979 JUBILEU DOS CONGRESSOS DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO;
TEMÂRIOS, AUTORES, TRABALHOS APRESENTADOS, RECOMENDAÇÕES, por CamiinTEMÃRIOS,
da Nogueira de Castro Ferreira, Maria do Rosário de Castro Ferreira Toledo e Ruthe
Roíthe Helena
Camargo Ferreira
O BIBLIOTECÁRIO E SUA ATUAÇÃO PROFISSIONAL, por Cléa Dubeux Pinto Pimentel
O BIBUOTECÃRIO:
BIBLIOTECÃRIO: AVALIAÇÃO CRÍTICA E PERSPECTIVAS
O BIBLIOTECÁRIO: AVALIAÇÃO CRÍTICA E PERSPECÜVAS,
PERSPECTIVAS, por Cecília Andreotti
Atienza, Linda Haydée Liebert e Vera Lúcia Silveira Fagundes
MOBILIDADE DOS BIBLIOTECÁRIOS REGISTRADOS NO CONSELHO REGIONAL DE
BIBLIOTECONOMIA - 9? REGIÃO CONSTANTES COMO ATIVOS EM CURITIBA, por
Telma Regina Espanhol de Barros
Tebna
ENSINO DE METODOLOGIA DA PESQUISA EM BIBLIOTECONOMIA, por Relinda Kohler e
Jussara de Melo Toledo
A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO BIBLIOTECÁRIO,
por Jane Lovalho Mourão, Rosália Paraíso Matta, Maria de Lourdes G. Santos e Maria de
Fátima B. Ribeiro
ESTÁGIO INTEGRADO: UMATENTATIVA
UM ATENTA TIVA DEAPERFEIÇOAMENTO,
DE APERFEIÇOAMENTO, por
porFcrnandalvoNeves
Fernanda Ivo Neves
O ESTÁGIO REMUNERADO EM BIBLIOTECONOMIA; ENQUETE REALIZADA NO
PRIMEIRO SEMESTRE DE 1978, por Margarida Pinto Oliveira e Maria de Lourdes do Carmo
Conceição
,
AVAUAÇÁO DO EMPREGO DA ESTATÍSTICA EM BIBLIOTECAS TECNOUIENTÍFICAS,
AVAUAÇÃO
por Maria Angela Lagrange M. Reis e Sérgio de Souza Telles
Teiles
ESTUDO DO CORPO DISCENTE DO CURSO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ, SEGUNDO SEMESTRE DE 1978, por
Marina S. Tatara
O USUÁRIO: A REFERÊNCIA EM QUESTÃO
.
A FORMAÇÃO DOS USUÁRIOS NO MEIO UNIVERSITÁRIO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA (1974-1978), por Ah-Tin Ah-Ton e Denise Hauser Valério
AVALIAÇÃO DO SERVIÇO DE REFERÊNCIA; ALGUMAS CONSIDERAÇÕES, por Ana
Maria Cardoso de Andrade e Maria Helena de Andrade Magalhães

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

1
11
27

50
63

74
86
98

114
123

133
144

156

177
201

14

�os SERVIÇOS DO CENTRO DE INFORMAÇÕES NUCLEARES COMO UM ELEMENTO DE
OS
REFERÊNCIA À DISPOSIÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO BRASILEIRO, por Selma Chi Barreiro
e Maria Emilia
Emília Frade de Mello
INFORMAÇÃO* REALIZAÇÃO
A BIBLIOTECA OU EQUIVALENTE, COMO . FONTE DE INFORMAÇÃO'
PROFISSIONAL PARA O BIBLIOTECÁRIO, E BASE PARA O DESENVOLVIMENTO
NACIONAL
INOVAÇÃO E PESQUISA EM BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, por
Tania Mara Guedes Botelho
A BIBLIOTECA OU EQUIVALENTE COMO FONTE DE INFORMAÇÃO, REALIZAÇÃO
PROFISSIONAL PARA O BIBLIOTECÁRIO E BASE PARA O DESENVOLVIMENTO
NACIONAL, por Léa Almeida Chaves
A IMPORTÂNCIA DE UM CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO NA EMPRESA, por Maria Tereza
Cortez e Rita Luisa Larroude
SERVIÇOS BIBUOTECÃRIOS,
BIBLIOTECÁRIOS EM BIBLIOTECAS DE SOCIEDADES DE ECONOMIA
MISTA DO ESTADO DO PARANÁ: SITUAÇÃO E OPINIÃO DOS USUÁRIOS, por Elizabeth
Dorigo
O PROCESSAMENTO DA INFORMAÇÃO
CATALOGAÇÃO NA FONTE; AVALIAÇÃO E CRÍTICA, por Esmeralda Maria de Aragão e
Carmélia Regina de Mattos
PLANO PARA IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE MICROFILMAGEM NA BIBLIOTECA
DA FUNDAÇÃO DE AMPARO À
Â PESQUISA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL FAPERGS, por Aida
Alda Beatriz Lopes Carvalhal,
Cárvalhal, Maria Cristina Lisboa e Neusa de Sousa Casali .
TRATAMENTO DE MATERIAIS ESPECIAIS, por Cirano Cisilotto
Çisilotto e Eloi Maria Pereira Petrucci
Petrueei
UM SISTEMA AUTOMÁTICO DE RECUPERAÇÃO DE INFORMAÇÕES EM BIBLIOTECA,
por Olga Maria da Costa, Lucília
Lueília Conter e Ademir da Mata
CATALOGAÇÃO DAS MICROFORMAS, por Sonia Maria Trombelli de Hanai
FORMAS DIRETAS E INDIRETAS DE COOPEíUiÇÃO
COOPERrtÇAO ENTRE BIBLIOTECAS ESPECIALIESPEOALIZADAS A NÍVEL INTERNACIONAL, por Paul Kaegbein e Renate V. H. Sindermann ...
. . .
SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA PARA MANUAIS TÉCNICOS DO
COMPUTADOR IBM 1130, por Isabel Cristina S. Louzada e Ivete Lúcia Orlandi
CONTROLE DE VOCABULÁRIO NA INDEXAÇÃO DE DOCUMENTOS MICROFILMADOS,
por Mariza de Castro Martau e Helen Beatriz Frota Rozados .
SISTEMA CALCO/UFRGS; RELATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO 1978/1979, por Heloisa
B. Sehreiner,
Schreiner, Maria de Lourdes A. Mendonça e Maria Hedy L. Pandolfi
ANÁLISE DO PANORAMA EDITORIAL NÃO OHCIAL
ANÁUSE
OFICIAL DE CURITIBA SOB O ASPECTO
DA CONTRIBUIÇÃO AO CONTROLE BIBLIOGRÁFICO, por Clarice Hain Taborda ....
ATUALIZAÇÕES DA CDU; CLASSE 33, por Evangelina de Azevedo Veiga e Maria Olivia
Bandeira Martha
'.
PROCESSAMENTO TÉCNICO DO VALIOSO ACERVO DE FOTOGRAFIAS DA CENTENÁRIA BIBLIOTECA RIO-GRANDENSE, por Cila Milano Vieira e Leyla Gama Jaeger ....

Digitalizado
gentilmente por:

208

216
226
231

247

262

271
283
294
307
313
330
342
357
373
393
419

�APRESENTAÇÃO

Sendo o tema central dolOP Congresso Brasileiro de BiblioteconomiaeDocumentação: “Biblioteconomia Brasileira: avaliação critica e perspectivas”, de interesse geral para
os congressistas, a Comissão Diretora optou pela realização de Sessões Plenárias, sem reuniões paralelas, para apresentação dos trabalhos oficiais e os de livre iniciativa do congressista, versando sobre o tema central e seus subtemas
subtemas. Os trabalhos referentes às diversas
áreas especializadas foram apresentados
apresen todos em reuniões especificas. Esta mesma programação
serviu de base para a organização dos textos nos Anais, que ora apresentamos aos congressistas
sistas.
01? volume contém os trabalhos referentes ao tema central e seus subtemas
subtemas. No 79
volume estão os trabalhos das áreas especializadas
especializadas. Não constam desses volumes os trabalOP Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, que serão
lhos oficiais do 10?
impressos no 3? volume, juntamente com os Painéis, Conferências, Recomendações e Resoluções.
A diversidade de impressão dos diversos trabalhos deve-se à forma de reprodução
adotada pela Comissão Técnica, que optou pela redução fotográfica dos originais conforme
enviados pelos autores, para evitar possiveis
possíveis erros na composição e agilizar o processo.

Comissão Diietora do 10? Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia
BiUioteconomia e Documentação.

Digitalizado
gentilmente por;
por:

11

12

13

14

�■&gt;.. -Ut "ih
i, (jrt'í%Vms&lt;4
-.V.'
-»STOWVEWÖ.iiasmDno'j'iStijJt'i'Ä
oasxf^ixi 4vVviA;\5«u'’&gt;'t
tiv.". ivn'i%
\vfr.’A &gt;■•'&lt;'‘5‘í' *"- -i l'3
' í■*-‘ ■
to!';&gt;-&lt;'i C&gt;'ô')s\?.\íi'íô •’.m AVttnP, ;-/i‘.v. -.i . '..■v .v .í.id“ /d',
i.!»í‘jZ
&gt;4. Oi6')í&gt;^\o'*%
v: ■ . tj’. ''sV&gt;T\ üuVy&gt; s^ uar^sCi ',iiuaw&gt;i 5i ,'.,';:''4'.í' / jy^y^ ífí
*uí'í
wtâí
“ât
-n zo ■"i ?iwsc\o
. ’■ v,&lt;&gt;!\’ví..''^tví\ /'n&gt;
-i^\%rvoo ob Wísüwoiw
:m‘\ .nr.-,\"U&gt;â^ íwfsi
zssns'db-?.»
^ '. • . '! "'l*.'.

tod’tedm^ ifò
■ •'• icwvvby jv.w &gt; \t--nws')

GÍq!ans«?,crt&lt;:ialzâ ?.i&gt;’íÍ\V3Mízí&gt;

o ■M«'? •k.w.t.vn jA?k

-ihví;^ w?» /tAiü'' «:y. hí’,;', n-iv.i ib-,'

to» ZOSTOtn^'i1í\0 C\0'S^TV

, ?&gt;&gt;?&lt; v.d’yjl «ib Gtl‘&gt;V iU^Vf^i. ;

■ 'yçtíi iViSi^ü
'•*•,

■_ ü'A
■,, issnratduz
i.? ziKk't
ík, a VaiVn-j-i
.
^
oazabm-iV^^ züidaat''«’ ’•■ í- ,•■&gt;:'?
‘íl v t
«r
-■ “A zo
tC
-üdín\
.7.übabi\ii'j3~,''i . '.yiTi -;.,V. ii .^'rzicn'. '•&gt; (iV ?,' '»ivuii- w
Oita'S® 3»\i"ícJ&amp;;^'^nGn\vrií'&lt;i í u\mGiVóosio’«4'Â'ib G^bv\■.;^'^/^ü &lt;&gt;z?.-í&lt;uw: ’;'. ■ ■Vi
?i«d
-•S'5'3
-^5l"^t90^bn%5'.wwS\

‘

&gt;

»•

my■! ■í^iv»ntí4\a\lv ,t«nr.i\.'! dí. t ■s^ (.'vzw,4v,í
■
43Õ'íi.''.’-)'

c^:jUÍbG'\c^ã'\ íb aItt^bVá az-a'i'sb züdteóirr. 7ozyj&lt;&lt;i’u í&lt; b

b . v,*bV(^a'i-b i ,

í&gt;wlc&gt;\«o'&gt;. áaHT%r«ii
:4*.i&lt; V - ■ tob
? wivXä’i^oit^
■ y. . ■ » &gt;' oi-^ítefíR vi-wi ütiUi&lt;i •'■.■f. ,,a-5\!''&lt; j ^ •.. &gt; tó« u\A. &lt;&gt;ba
'' ■: vi.-tv»c&gt;.;«

o-UKÂViE -3 owjfeocimcn'wt t&lt;ms ?hsw.i&lt;&gt;Ci AtíVri» vw;

oibiken^ o^89nl8íKJ^ %í oí&gt; eiot«iK! ofesáiwoD
.oSç^íttamirKiQ
oâ^íitoDmyjoQ »»»•»&lt;&gt;;?:•:
Bàr0O0O'j9íoil.ita sè
■-*

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
st em
Cercada nmts

^k3^.
♦

11

12

13

14

�Tema Central:
Biblioteconomia brasileira:
avaliação crítica e perspectivas

Digitalizado
gentilmente por:

INI
m..
■¥

11

�:(6Tlne3 6msT
;etÍ9lizKKÍ BÍmono3eíoildi8
zevi7asq2iBq e 63iíli3 oêpfiilsvs
«M»

»

Digitalizado
gentilmente por:

11

�1

CDD 020.6381
CDU 02+002(81)(063)
02+002(81X063)
"1954/67"

TEMXRIOS DO
TEMÃRIOS
do I AO
ao V CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

ROSALINA BITENCOURT
- Aluna do Curso

de Bi-^

blioteconomia e DocumenUFPr,
tação da UFPr.
- Estagiaria
Estagiária do BADEP

RESUMO
Estudo comparativo dos temãrios
temários do I ao V Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação.

Análise dos temas, subtemas e numero de tra-

balhos apresentados, distribuidos
distribuídos por tema.

Visa observar a sua orientação

no percurso da biblioteconomia brasileira, abrangendo o período de 1954 ■ a
1967.
1 - INTRODUÇÃO
Os Congressos Brasileiros de Biblioteconomia e Documentação tem
têm por finalidade desenvolver entre os bibliotecários estudos sistemáticos dos problemas de biblioteconomia e documentação, promovendo o intercâmbio da expePais, visando a unidade e simplificação
riência dos profissionais de todo o País,
serviços biblioteconSmicos
biblioteconômicos e estabelecendo programas de cooperação e melhoria dos padrões, nos setores de formação profissional, processos técnicos.

Digitalizado
gentilmente por;
por:

II

12

13

14

�2
informação científica,
cientifica, movimento associativo de classe, tipos de bibliotecas
e outros.
Os congressos profissionais vêm proporcionando tribuna útil ã formulação e difusão de idéias, permitindo aos bibliotecários, discutir e associarse no cumprimento e conquista de objetivos e metas traçadas para a profissão
no seu empenho de servir ã comunidade.
Â finalidade dos temários dos Congressos éê abranger temas de interesse
comum ã classe, incorporando idéias e fatos que refletem as necessidades puramente locais, indicando as diretrizes gerais da profissão no contexto social brasileiro.
0 objetivo deste trabalho é comparar os temários do I ao V Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, analisando temas, subtemas e o
número de trabalhos apresentados, arranjados por tema, observando a orientação dos Congressos no percurso da biblioteconomia brasiléira no período

de

195A a 1967.
1954
As informações e os dados utilizados foram extraídos do trabalho Levantamento dos trabalhos apresentados do I ao V Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação localizados em Curitiba e breve estudo sobre

sua

apresentação, apresentado como requisito de conclusão da disciplina de metoapresentaçao,
dologia da pesquisa em biblioteconomia II, o qual se encontra arquivado na
biblioteca do Departamento de Biblioteconomia e Documentação do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná.

2 - temSrios
2.1 - TEMAS
Os temários propostos nos cinco primeiros Congressos Brasileiros de BiMIRANDA, A. L. C. Informação para o desenvolvimento; o planejamento biblioteconômico no Brasil.
teconSmico
Brasi.1. Rio de Janeiro, Livros Técnicos, 1977. p.lO

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�3
biblioteconomia e Documentação foram reunidos em quinze temas, a saber:
- Arquivologia
- Bibliografia e documentação
- Bibliotecas gerais
- Bibliotecas especializadas e universitárias
- Biblioteconomia e documentação como profissão
- Edifícios de bibliotecas, cooperação entre bibliotecários e arquitetos
- Educação através da biblioteca
- Formação profissional
- Instrumentos audio visuais
- Movimento associativo de classe
- Processos técnicos
- Relação entre editores, livreiros e intercâmbio
- Reprografia
Reprografie
- Situação atual do leitor brasileiro
0 tema bibliotecas gerais inclui bibliotecas ambulantes, bibliotecas circulantes, bibliotecas depositárias, bibliotecas geográficas, bibliotecas escolares e bibliotecas públicas.
Destes quinze temas, os propostos com maior frequência sao: bibliografia
e documentação; bibliotecas gerais, bibliotecas especializadas e universitárias, formação profissional, movimento associativo de classe e processos te£
nicos.

Estes seis temas poderiam ser considerados os temas básicos dos cin-

co Congressos.
Outro aspecto observado é a inovaçao e a evolução dos temarios dos Congre£^
Congrej^
sos.

Cada Congresso propõe temas novos, a saber:
I CBBD - Situação atual do leitor brasileiro

II CBBD - a)Relações entre editores, livreiros e bibliotecários
b)EdifIcios de bibliotecas, cooperação entre bibliotecários
b)Edifícios

Digitalizado
gentilmente por:

e

IIII|IIII|IIII|IIII|IIII|IIII|IIII|IIII|I
ii
12
13
14

�4
arquitetos
IV CBBD - a)Ârquivologia
b)Educaçao através da biblioteca (tema central)
b)Educação
V CBBD - a)Reprografia
a)Reprogra£ia
b)Instrumentos audio visuais
Apenas o III Congresso não propõe temas novos, no entanto ei o único
não apresentar subtemas.

a

Também o IV CBBD é o único a propor tema central:

educação através da biblioteca.

2.1.1 - SUBTEMAS
Ao observar os subtemas, estes revela que os aspectos propostos com maior frequência nos temas em geral, sao: normalizaçao, intercâmbio/permuta,cooperação, mecanização,
mecanizaçao, terminologia e atualização.
atualizaçao.
Os subtemas propostos com maior frequência no temãrio em geral sao:
são:
- Aquisição centralizada e cooperativa
- Bibliotecas infantis
- Bibliotecas especializadas
- Bibliotecas universitárias
- Catalogação centralizada e cooperativa (catálogo coletivo)
- Currículo em Biblioteconomia e Documentação.
- FEBAB
- Formação e professores de biblioteconomia e documentação
- Normalizaçao
Normalização da catalogação
- Normalização da classificação
- Normalização da técnica bibliográfica
- Terminologia em Biblioteconomia e Documentação
Todos os subtemas arrolados acima sao
são propostos em três dos cinco Con-

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�5
gressos.
Observou-se que ao agrupar os subtemas aquisição
aquisiçao e catalogaçao
catalogação cooperati
cooperat^
va e centralizada, normalização da catalogação, da classificação e da técnica bibliográfica; este agrupamento permite deduzir uma tentativa de conduzir
ã normalização e simplificação dos processos técnicos.
Ao mesmo tempo, agrupando os subtemas currículo de escolas de Biblioteconomia e Documentação, formação e intercâmbio entre professores de Bibliote^
conomia e Documentação e cursos, incluindo cursos de graduação, pós-graduação, extensão, atualização, doutorado, intensivos e de emergência, deixam
refletir a preocupação com a formação e aprimoramento profissional do biblÍ£
tecãrio nos mais diversos aspectos da Biblioteconomia.
No tema Movimento associativo de classe, o subtema mais proposto é Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários - FEBAB, o qual é subdividido em vários aspectos, tais como seus estatutos, associações filiadas ,
conselhos, regulamentação da profissão do bibliotecário e legislação de bibliotecas..
bliotecas
E finalmente reuniu-se os subtemas bibliotecas infantis, bibliotecas especializadas e bibliotecas universitárias; os quais sao
são propostos em quatro
dos cinco Congressos, que compreendem o estudo das técnicas e atividades aplicadas ã tipos de bibliotecas.
2.1.2 - TEMXrIO
TEMÃRIO
Ao comparar os temários do I ao V CBBD, observa-se que estes se assimilam
.
.
(2)
aos preponentes da profissionalização estabelecidos por LITTON
, a saber:
a) No tema processos técnicos ocorre a proposição da normalização dos
processos técnicos, propondo a adaptação e criação de normas brasileiras de
2 LITTON, Gaston. Arte e ciência
da biblioteconomia.
do Brasil, 1975. p.169-70.

cm

Digitalizado
4gentilmente
gentilmente por:

-~ Paulo, McGraw-Hill
.
Sao

11

12

13

14

�6
catalogação: entrada de autores; normalização da classificação e da técnica
bibliográfica, também a preocupação com o aspecto terminologia da Biblioteco
mia e Documentação e outros, que correspondem ao primeiro preponente que é
assegurar certas normas de perfeição do trabalho;
b) Os temas relações públicas e intercâmbio, cujos subtemas propõem estu
dos a um Código
CÕdigo de Ética profissional, o intercâmbio, publicidade e deontolo
gia, assegura a preocupação em alcançar os objetivos expostos no segundo pre^
ponente, quanto ãâ estabelecer normas de conduta dos membros no trabalho;
c) 0 terceiro preponente refere-se a desenvolver nos profissionais o sen
tido de responsabilidade, o que é proposto através do tema Biblioteconomia e
Documentação como profissão, dando-lhes ampla visão nos mais diversos aspectos da profissão;
d) 0 quarto preponente fala em estabelecer critérios para a formação dos
profissionais, preocupação que ocorre quando na proposição do tema formação
profissional, cujos subtemas propoem
propoeiri estudos quanto ã currículo mínimo, ensi
no da Biblioteconomia e Documentação e formação
formaçao de professores;
e) 0 quinto preponente refere-se a assegurar certa proteção aos profissionais associados, assim o tema Movimento associativo de classe, propõe estudos sobre Movimentos associativos nacionais e internacionais, destacandose como subtema a FEBAB, subdividindo-se em associações filiadas, regulamentação da profissão e legislação de bibliotecas;
f) 0 último preponente refere-se a dar certo prestígio social ao grupo,
dentro da sociedade onde opera.

Este preponente pode ser satisfeito através

da observação dos itens anteriores e podem ser acrescentados outros temas
que colaboraram para assegurar os objetivos deste preponente, como Situação
atual do leitor brasileiro, relações públicas e intercâmbio e relações

en-

tre editores, livreiros e bibliotecários.
Diante disso, conclui-se que a orientação geral dos Congressos, expressa

cm

2

3

Digitalizado
4 gentil mente por:
4gentilmente

4^
-

iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|i
II
12
13
14

�7
através dos temários,
temãrios, corresponde ã abordagem dos aspectos que conduzem ao
processo de profissionalização da Biblioteconomia e Documentação.
2.1.3 - NÜMERO
nOmero DE
de trabalhos
TRABALHOS apresentados
APRESENTADOS
Observando a tabela anexa, consta que os cinco Congressos reuniram 213
trabalhos, os quais estão arranjados por tema.

Nota-se que os temas que reú

nem os números mais expressivos de trabalhos correspondem aos temas propostos com maior frequência, os quais são: bibliotecas gerais que perfazem 19,2
% dos trabalhos; seguido pelo tema bibliografia e documentação com 18,3% dos
trabalhos; processos técnicos abrangendo 16,9%; formação profissional
14,01% do total.

com

Seguidos pelo tema bibliotecas universitárias e especiali-

somente em quatro Congressos, obteve 12,6%
zadas, que embora proposto sómente

dos

trabalhos.
0 que talves ocorra ée que as bibliotecas universitárias e especializadas
na epoca, proporcionalmente absorviam o maior número de profissionais
com
- universitária
.
. - . (3) , ocorrendo a existencia de grupos de estudos em
formaçao
áreas específicas e a própria dinâmica destas bibliotecas, permitiam e exigiam um maior número de experiências e estudos.
No tema formação profissional, que reúne 14,01% dos trabalhos apresentaas preocupações da época.
dos, corresponde ãs

Ocorre que o País tinha doze es-

colas de Biblioteconomia e Documentação e ainda não contavam com um currículo mínimo obrigatório, o que só foi conseguido com a Resolução do Conselho
Federal de Educação de 16 de novembro de 1962, homologada em 04 de dezembro
do mesmo ano, que fixa currículo mínimo e duração
duraçao de tres
três anos letivos para
os cursos.

Após fixar o currículo mínimo, continuam as preocupações quanto

3MEC. INL. Guia
...
...
. .
das bibliotecas brasileiras:
referente a 31 de dezembro de
1965. Rio de Janeiro, INL, 1967.
^Ibdem.

Digitalizado
gentilmente por:

II
11

12
12

13
13

14
14

�8
às inovações e objetivos do ensino da profissão e currículo.
Ja o tema bibliotecas gerais ocorre que, apenas as bibliotecas escolares
e públicas correspondiam a 86,5% das bibliotecas brasileiras em 1965 e con.
» .
~ universitãria^^^
(4)
tava proporcionalmente
com o mínimo
minimo
de pessoal com formação
formaçao
universitária
ocasionando problemas, cujas soluções eram sugeridas através da unificação,
simplificação, centralizaçao e cooperação dos profissionais e suas técnicas.
técniícas.
Outro fato que ocorre no tema bibliotecas gerais, refere-se ao número de tra
balhos apresentados sobre Bibliotecas do SESC e SESI, que correspondem

à

29,2% do total de trabalhos apresentados no tema.
Nota-se também que os sete temas novos propostos, sao
são também os que reuniram o menor percentual de trabalhos, isto é, arquivologia com 0,93%; instrumentos audio visuais com 1,3%; reprografia 0,93%; situação atual do leiléitor brasileiro corresponde à 0,45% e o tema central do IV Congresso, Educação através da biblioteca com 0,93% do total.
È interessante notar que os temas: arquivologia, instrumentos audio visuais e reprografia, embora temas novos, jã haviam sido propostos anteriormente
•nente como subtemas.

3 - CONCLUSÃO
Os temérios
temarios em geral, apresentam inovações, evoluindo com a proposição
de temas novos.

Os temas mais frequentes e que reúnem o maior número de tra

balhos, são
sao respectivamente: bibliotecas gerais; bibliografia e documentação
processos técnicos; formação profissional e bibliotecas universitárias e especializadas.
Os subtemas evidenciam que os aspectos propostos com maior frequência
nos temérios
temarios em geral são: normalização, intercâmbio/permuta, cooperação,
mecanização, terminologia e atualização.
Observou-se a evolução quantitativa de trabalhos apresentados, evidenci-

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�9g
ando uma maior participação dos profissionais nos Congressos.
Conclul-se que a orientação geral dos Congressos, proposta através

dos

temarios do I ao V Congresso, corresponde ã abordagem dos aspectos que conduzem ao processo de profissionalização da Biblioteconomia Brasileira.

ABSTRACTS
Comparative study of the list of intems
Comparativa
interns of the First and Fifth Brazilian
Congress of Bibliotheconomy and Documentation.

Analysis of the theme, sub-

theme and number of the works presented, arranged by theme.

It aims

to

observe its direction in the course of the Brazilian Library Science in the
period between 1959 and 1959 and 1957.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.

,. 2.
3.

BITENCOURT, Rosalina. Levantamento dos trabalhos apresentados do I ao V
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação localizados em
Curitiba e,
e breve estudos sobre sua apresentaçao. Curitiva, 1978. 83p.
LITTON, G. Arte e ciência da biblioteconomia.
do Brasil, 1975. 196p.

São Paulo, McGraw-Hill

U
MEC. INL. Guia das bibliotecas brasileiras;
brasileiras: referente a 31 de dezembro
de 1965"^ Rio de Janeiro, INL, 1967.

Digitalizado
gentilmente por:

�10
a
Pu
c
on(Uo&gt;
vO «o
«o
(UI
o P&gt;i
o(Ui

H
1-3
oO

(U&lt;
n&gt;i
PI
CL
Pu
p0&gt; n&gt;P
H»
ft
rt
Oo•i
H»
Oft o*
P •i►ip(U
POP(U

s
*dp1-1
*0
00o•i
(Up
i-h
í-h
H»
PP3

I
I

o

OI
o
ro I
to
Cn
Ui
VO
vo

I

no
COrt
o(D
•i
(0M
O
i
0
rt (up COrt
o\ n»W O
Pl
OP (Uc:
n&gt;
H» o*
a
Pft
H»
&lt;O
3ft
Ou
O.
P1-1
Po
P H»
&lt;i-(
roH»
O«
n&gt;
o*
H«
O*
H»
Oft
PPO(D
0»\
P)
•inH»
H*
O

I

cm

1
i

«OPP)
P)t
Pi
oO
*tí
*d
Oo
»-h
H*

CL
(D
OH«
O*

•-Í•iP0
t-»
M
•iOP(UOi
•O
01
pMCO(0
P&lt;D
3
ft
1-1HP(0
O*
H»
O*
M
H«
Ort
3

o o
Oíh-*
W M

I

Od &gt;
U bÜ
bd
Od
W
bd
bd
H;
H»
H»
H* H«
H»
cr
cr
»o
cr
C7*
o* Ä
O'
M
!-•
h-*
CO
H»
H»
O
O &lt;OH*
rt
00
(P
P3 •i t-*
IPOP3 Hh
P3l*t» 00Oo
O3O
H
3
P
H*
H*
O
P3 3P
00
g.
»3p3 •iHp3p3 Ou
*d
(X
pOH» H» OPO
Ou
o p3M
»-•
H*
P3
p H»
N
3ft
rt
Ou
p(0 P3a
3
»0P
•O
3rt pw33
31
Pi
oO
•OP3
«O
31
Pi
O
pO0
1
»3
*d•i rt
OHh Pl
31
Hí
H«
H*
3Wcn 33
31
Pi
oO

H
P3
B
P3
p3

P3
.0
»o
oC

o
to
N&gt;

I

lOOOl
I &lt;vj
o
o Lo
o
"si u&gt;
u&gt;
0000
o
o o o
hoa^LnOO
to
cj\ Ui 00

•O
•o
n

1

to
ro
•o
n
o

lOlOOlOIOlOOl
lOIOOlOIOlOOl
Ui
Ln
00 t-*
00
ÍN
'.o
vo Cn
cn

CO
•o
•O
o
Ci

lOlOOlOI
o
o o
to
CO I
ro I «oON
*o
ov I o

IOMi-&gt;0
o ro
»-*»-•
cotocnro
CO
C/l o
to

l-*
o CaJ
o 00
o I
|l-‘000|
to
ro CO
CO

|i-&gt;mOI
h-*
o I
h-*
to
1-* »-•
ro 00

IlOI
O
to (

vo cn
CO Ln

CL
a
H«
H*

lOOlOi
I'■ O
ON
o^ O
ro I o
^ I

01
o
^

O
O O
o
ro
to M
to
O
O

5«
(DPd
P»-*
M
P
«O(DPi
o0»I

O
u&gt; U&gt;
o
O
Cn
C/1

DISTRIBUIÇÃO DOS TRABALHOS POR TEMA

101
»-•

5«
p(Dt-*
I-*
P(U
«OOi
OI
P
*0
*o
&amp;•'
t-*
H»
pp

!-•
O M
O
o
ON ON
o
O

Digitalizado
gentilmente por;
por:

o
to M
^ CO
ro
ON -s4
vo o
IO
O
o
ro to VO
to
00 Ov (O

•-*
!-•
w00
CO

o
O
&gt;*VO
CO

•O
•o
o
Ci
cn
•O
•o
n
Ci
OH

Ci
n
o
003•i
p3p3p3
oOp3

�Tema Central;
Central:
Biblioteconomia brasileira;
brasileira:
avaliação critica e perspectivas

Digitalizado
gentilmente por:

INI
♦

11

�&gt;'1

Cf

1

:)ii'ínsO emsT
;sii»lie6icí iimonccislosWifi
íBvttosqrtsíj s

oSwitavs
í *o

....,-L-. J

t
i
-Ir
»¥ f4

..

.

- C.- , j

Digitalizado
gentilmente por:

^ca n
st e m
11

�1

CDD 020.6381
CDU 02+002(81)(063)
"1954/67"

TEMÃRIOS do
TEMSrIOS
DO I AO
ao V CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

ROSALINA BITENCOURT
- Aluna do Curso

de
de.Bi-^
Bi-^

blloteconomia e Documenblioteconomia
tação da UFPr.
- Estagiária do BADEP
BADE?

RESUMO
Estudo comparativo dos temários do I ao V Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação.

Análise dos temas, subtemas e número de tra-

balhos apresentados, distribuidos por tema.

Visa observar a sua orientação

no percurso da biblioteconomia brasileira, abrangendo o período de 1954 • a
1967.
1 - INTRODUÇÃO
Os Congressos Brasileiros de Biblioteconomia e Documentação têm
tem por finalidade desenvolver entre os bibliotecários estudos sistemáticos dos problemas de biblioteconomia e documentação, promovendo o intercâmbio da experiencia dos profissionais de todo o País, visando a unidade e simplificação
riência
serviços biblioteconomicos e estabelecendo programas de cooperação e melhoria dos padrões, nos setores de formação profissional, processos técnicos.

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�2
informação cientifica, movimento associativo de classe, tipos de bibliotecas
e outros.
Os congressos profissionais vêm proporcionando tribuna útil ã formulação e difusão de idéias, permitindo aos bibliotecários, discutir e associarse no cumprimento e conquista de objetivos e metas traçadas para a profissão
no seu empenho de servir ã comunidade.
A finalidade dos temários dos Congressos êé abranger temas de interesse
comum ã classe, incorporando idéias e fatos que refletem as necessidades puramente locais, indicando as diretrizes gerais da profissão no contexto social brasileiro.
0 objetivo deste trabalho é comparar os temários do I ao V Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, analisando temas, subtemas e o
número de trabalhos apresentados, arranjados por tema, observando a orientação dos Congressos no percurso da biblioteconomia brasileira
brasiléira no período

de

1954 a 1967.
As informações e os dados utilizados foram extraídos do trabalho Levantamento dos trabalhos apresentados do I ao V Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação localizados em Curitiba e breve estudo sobre

sua

apresentação, apresentado como requisito de conclusão da disciplina de metodologia da pesquisa em biblioteconomia II, o qual se encontra arquivado na
biblioteca do Departamento de Biblioteconomia e Documentação do Setor de E~
Educaçao da Universidade Federal do Paraná.
ducação

2 - TEMÃRIOS
2.1 - TEMAS
Os temários propostos nos cinco primeiros Congressos Brasileiros de BiMIRAMDA, A. L. C. Informação para o desenvolvimento;
MIRANDA,
desenvolvimento: o planejamento biblioteconSmico no Brasrl.
teconémico
Brasil. Rio de Janeiro, Livros Técnicos, 1977. p.lO

Digitalizado
gentilmente por:

IIII|IIII|IIII|IIII|IIII|IIII|IIII|IIII|I
ii
12
13
14

�3
biblioteconomia e Documentação foram reunidos em quinze temas, a saber:
saber;
~- Arquivologia
- Bibliografia e documentação
- Bibliotecas gerais
- Bibliotecas especializadas e universitárias
- Biblioteconomia e documentação como profissão
- Edifícios de bibliotecas, cooperação entre bibliotecários e arquitetos
- Educação através da biblioteca
- Formação profissional
- Instrumentos audio visuais
- Movimento associativo de classe
- Processos técnicos
- Relação entre editores, livreiros e intercâmbio
- Reprografia
Reprografie
- Situação atual do leitor brasileiro
0 tema bibliotecas gerais inclui bibliotecas ambulantes, bibliotecas circulantes, bibliotecas depositárias, bibliotecas geográficas, bibliotecas escolares e bibliotecas públicas.
Destes quinze temas, os propostos com maior frequência sao: bibliografia
e documentação; bibliotecas gerais, bibliotecas especializadas e universitárias, formação profissional, movimento associativo de classe e processos téc
nicos.

Estes seis temas poderiam ser considerados os temas básicos dos cin-

co Congressos.
Outro aspecto observado é a inovação e a evolução dos temãrios
temários dos Congres
sos.

Cada Congresso propõe temas novos, a saber:
I CBBD - Situação atual do leitor brasileiro

II CBBD - a)Relações entre editores, livreiros e bibliotecários
b)Edifícios de bibliotecas, cooperação entre bibliotecários

Digitalizado
gentilmente por:

4^
-

e

iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|i
II
12
13
14

�4
arquitetos
IV CBBD - a)Arquivologia
b)Educação através da biblioteca (tema central)
V CBBD - a)Reprografia
b)Instrumentos audio visuais
Apenas o III Congresso nao propõe temas novos, no entanto é o único
nao apresentar subtemas.
não

a

Também o IV CBBD é o único a propor tema central:

educaçao através da biblioteca.
educação

2.1.1 - SUBTEMAS
Ao observar os subtemas, estes revela que os aspectos propostos com maior frequência nos temas em geral, são: normalização, intercâmbio/permuta,cooperação, mecanização, terminologia e atualização.
Os subtemas propostos com maior frequência no temãrio em geral são:
- Aquisição centralizada e cooperativa
- Bibliotecas infantis
- Bibliotecas especializadas
- Bibliotecas universitárias
- Catalogação centralizada e cooperativa (catálogo coletivo)
- Currículo em Biblioteconomia e Documentação,
Documentação.
- FEBAB
- Formação e professores de biblioteconomia e documentação
- Normalização da catalogação
- Normalização da classificação
- Normalização da técnica bibliográfica
- Terminologia em Biblioteconomia e Documentação
Todos os subtemas arrolados acima são propostos em três dos cinco Con-

Digitalizado
gentilmente por:

4^
-

iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|i
II
12
13
14
11
12
13
14

�5
gressos.
Observou-se que ao agrupar os subtemas aquisição e catalogação cooperati
va e centralizada, normalização da catalogação, da classificação e da técnica bibliográfica; este agrupamento permite deduzir uma tentativa de conduzir
ã normalização e simplificação dos processos técnicos.
Ao mesmo tempo, agrupando os subtemas currículo de escolas de Biblioteconomia e Documentação, formaçao e intercâmbio entre professores de Bibliote
conomia e Documentação e cursos, incluindo cursos de graduação, põs-graduação, extensão, atualização, doutorado, intensivos e de emergência, deixam
refletir a preocupação com a formação e aprimoramento profissional do biblio^
bibli£
tecirio nos mais diversos aspectos da Biblioteconomia.
tecário
No tema Movimento associativo de classe, o subtema mais proposto é Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários - FEBAB, o qual é subdividido em vários aspectos, tais como seus estatutos, associações filiadas ,
conselhos, regulamentação da profissão do bibliotecário e legislação de bibliotecas .
E finalmente reuniu-se os subtemas bibliotecas infantis, bibliotecas especializadas e bibliotecas universitárias; os quais são propostos em quatro
dos cinco Congressos, que compreendem o estudo das técnicas e atividades aplicadas ãá tipos de bibliotecas.
2.1.2 - TEMÃRIO
TEMÄRIO
Ao comparar os temários do I ao V CBBD, observa-se que estes se assimilam
aos preponentes da profissionalização estabelecidos por LITTON (2) , a saber:
a) No tema processos técnicos ocorre a proposição da normalização dos
processos técnicos, propondo a adaptação e criação de normas brasileiras de
2

cm

LITTON, Gaston. Arte e ciencia da biblioteconomia.
do Brasil, 1975. p.169-70.

Digitalizado
44gentilmente
gentil mente por:

.
Sao Paulo, McGraw-Hill

11

12

13

14

�6
catalogação: entrada de autores; normalização da classificação e da técnica
bibliográfica, também a preocupação com o aspecto terminologia da Biblioteco^
mia e Documentação e outros, que correspondem ao primeiro preponente que é
assegurar certas normas de perfeição do trabalho;
propoem estia
est^
b) Os temas relações públicas e intercâmbio, cujos subtemas propõem
dos a um CÕdigo
Código de Ética profissional, o intercâmbio, publicidade e deontolo^
deontol£
gia, assegura a preocupação em alcançar os objetivos expostos no segundo pr£^
pre^
ponente, quanto âã estabelecer normas de conduta dos membros no trabalho;
c) 0 terceiro preponente refere-se a desenvolver nos profissionais o seri
seii
tido de responsabilidade, o que é proposto através do tema Biblioteconomia e
Documentação como profissão, dando-lhes ampla visão nos mais diversos aspectos da profissão;
d) 0 quarto preponente fala em estabelecer critérios para a formação dos
profissionais, preocupação que ocorre quando na proposição do tema formaçao
profissional, cujos subtemas propõem estudos quanto ãâ currículo mínimo, ens^
no da Biblioteconomia e Documentação e formação de professores;
e) 0 quinto preponente refere-se a assegurar certa proteção aos profissionais associados, assim o tema Movimento associativo de classe, propoe estudos sobre Movimentos associativos nacionais e internacionais, destacandose como subtema a FEBAB, subdividindo-se em associações filiadas, regulamentação da profissão e legislação de bibliotecas;
f) 0 último preponente refere-se a dar certo prestígio social ao grupo,
dentro da sociedade onde opera.

Este preponente pode ser satisfeito através

da observação dos itens anteriores e podem ser acrescentados outros temas
que colaboraram para assegurar os objetivos deste preponente, como Situaçao
atual do leitor brasileiro, relações públicas e intercâmbio e relações entre editores, livreiros e bibliotecários.
Diante disso, conclui-se que a orientação geral dos Congressos, expressa

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�7
através dos temãrios,
temários, corresponde à abordagem dos aspectos que conduzem ao
processo de profissionalização da Biblioteconomia e Documentação.
2.1.3 - NOMERO
nOmero de trabalhos apresentados
APRESENTADOS
Observando a tabela anexa, consta que os cinco Congressos reuniram 213
trabalhos, os quais estão arranjados por tema.

Nota-se que os temas que reu
re^

nem os números mais expressivos de trabalhos correspondem aos temas propostos com maior frequência, os quais são;
são: bibliotecas gerais que perfazem 19,2
% dos trabalhos; seguido pelo tema bibliografia e documentação com 18,3% dos
trabalhos; processos técnicos abrangendo 16,9%; formação profissional
14,01% do total.

com

Seguidos pelo tema bibliotecas universitárias e especiali-

zadas, que embora proposto somente em quatro Congressos, obteve 12,6%

dos

trabalhos.
0 que talves ocorra é que as bibliotecas universitárias e especializadas
na época, proporcionalmente absorviam o maior número de profissionais
com
~ universitária
(3) , ocorrendo a existência de grupos de estudos em
formaçao
áreas específicas e a própria dinâmica destas bibliotecas, permitiam e exiãreas
giam um maior número de experiências e estudos.
No tema formação profissional, que reúne 14,01% dos trabalhos apresentados, corresponde ãs
ás preocupações da época.

Ocorre que o País tinha doze es-

colas de Biblioteconomia e Documentação e ainda não contavam com um currículo mínimo obrigatório, o que só foi conseguido com a Resolução do Conselho
Federal de Educação de 16 de novembro de 1962, homologada em 04 de dezembro
do mesmo ano, que fixa currículo mínimo e duração de três anos letivos para
os cursos.
3

Após fixar o currículo mínimo, continuam as preocupações quanto

MEC. INL. Guia das bibliotecas brasileiras: referente a 31 de dezembro de
1965. Rio de Janeiro, INL, 1967.

^Ibdem.
Ibdem.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�8
ãs
as inovaçoes
inovações e objetivos do ensino da profissão e currículo.
Ja o tema bibliotecas gerais ocorre que, apenas as bibliotecas escolares
e públicas correspondiam a 86,5%
86,5Z das bibliotecas brasileiras em 1965 e contava proporcionalmente com o mínimo de pessoal com formação universitãria^^^
universitária^^^
ocasionando problemas, cujas soluções eram sugeridas através da unificação,
simplificação, centralização e cooperação dos profissionais e suas técnicas.
Outro fato que ocorre no tema bibliotecas gerais, refere-se ao número de tr£
balhos apresentados sobre Bibliotecas do SESC e SESI, que correspondem

ã

29,2% do total de trabalhos apresentados no tema.
Nota-se também que os sete temas novos propostos, são também os que reuniram o menor percentual de trabalhos, isto é, arquivologia com 0,93%; instrumentos audio visuais com 1,3%; reprografia 0,93%; situação atual do lèileitor brasileiro corresponde ã 0,45% e o tema central do IV Congresso, Educação através da biblioteca com 0,93% do total.
E interessante notar que os temas: arquivologia, instrumentos audio vijã haviam sido propostos anteriorsuais e reprografia, embora temas novos, já
mente como subtemas.

3 - CONCLUSÃO
Os temãrios em geral, apresentam inovações, evoluindo com a proposição
de temas novos.

Os temas mais frequentes e que reúnem o maior número de tra
tr£

balhos, são respectivamente: bibliotecas gerais; bibliografia e documentação
processos técnicos; formaçao profissional e bibliotecas universitárias e especializadas .
Os subtemas evidenciam que os aspectos propostos com maior frequência
nos temãrios em geral são: normalização, intercãmbio/permuta, cooperação,
mecanizaçao, terminologia e atualização.
mecanização,
Observou-se a evolução quantitativa de trabalhos apresentados, evidenctevidenci-

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

IIII|IIII|IIII|IIII|IIII|IIII|IIII|IIII|I
11

12

13

14

�9g
ando uma maior participação dos profissionais nos Congressos.
Concluí-se que a orientação geral dos Congressos, proposta através

dos

temários do I ao V Congresso, corresponde ã abordagem dos aspectos que contemãrios
duzem ao processo de profissionalização da Biblioteconomia Brasileira.

ABSTRACTS
Comparative study of the list of intems
Comparativa
interns of the First and Fifth Brazilian
Congress of Bibliotheconomy and Documentation.

Analysis of the theme, sub-

theme and number of the works presented, arranged by theme.

It aims

to

observe its direction in the course of the Brazilian Library Science in the
period between 1959 and 1959 and 1957.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.

BITENCOURT, Rosaiina.
Rosalina. Levantamento dos trabalhos apresentados do I ao V
Congresso Brasileiro~~de
Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação localizados em
Curitiba e breve estudos sobre sua apresentaçao. Curitiva, 1978. 83p.

2.

LITTON, G. Arte e ciência da biblioteconomia.
do Brasil, 1975. 196p.

3.

MEC. INL. Guia das bibliotecas brasileiras;
brasileiras: referente a 31 de dezembro
de 1965"^ Rio de Janeiro, INL, 1967.

Digitalizado
gentilmente por:

São Paulo, McGraw-Hill

II

12

13

14

�10

H
O

w
S’
S?
cu
&lt;D ?d
n&gt;ft5?
cnoa
•Ofi•ifl) i-*
H*
P&gt;
o&gt;
0)
O
*o
*&lt;o
«0
Pi
P&gt;1 OQto0&gt;fi»-&lt; 0{
o oPi
i-h
H)
(Uft
H» *T3
0) C\
CV
a*
o*
§fDl
CU
P
O*
H»
O*

n&gt;
H»
rt
O
fi
O*
H0&gt;(0o*
COMH»
I-*
M
Oa&gt;
H»
riHO

?o
S’
o&lt;DI-*
i-*
P&gt;
p
«0
*&lt;o
P&gt;)
Pi

ri
OOn&gt;

CO
?

fin&gt;

(D\
Onpp\
fD H» oo
a OO H»
Prt
HO&lt;
O.
O*
n&gt;

§*
o*
H»
O

MCOp

^
&gt;-«oO
9
*o
lOpP&gt;
p}(
fiM
o
*ori
Oo
H)
Hi
H«
H»
COCOH»
OoC3
0&gt;to0

to
ro
o&gt;.
o\

o

loi

I

CL
a
oo

•«op
5s•3 Oo
oO
§
*o
fio
H)
COCOH»
P&gt;)
(»l
O

N
P&gt;CL
P&gt;

H
OQrit1O
Pp&gt;H)
hh
H*
0&gt;
(P
CL
O*
oO
oO
n&gt;fOC3&amp;
ft
rt
oP&gt;
O
0&gt;{
Pi
Oo

.a
•O
c
&lt;OH»
hoI-»
OQOH»
p)

pp)
•Ori•ic
»Q
H»

lOOlOI
j O
O I ^
o I
0^ K)
to

IlOOOl
o U&gt;
o (jJ
o
*»J
»O
to
U&gt;

I

lOlOOlOlOOOOl
loiooioiooooi
to h-*
I—*
to
tOQNt/100
•P'
u&gt;
ro
^OO^L^OO

■

•

I OI
00|
OI ^
OI vo
oo
lOIOOIOlOIOOl
Ln
00
I-*
00
VO
tn
C»
l-*
CO
4&gt;
Ln

I

ÍOIOOIOI
lOIOOlOI
to
ro
«sjov
-o Os
00

lOI
I O
to I
ro

•o
n
o
to
ro
•o

lOMh-O
lOMMO
wroLnro
tototnto

0»
•O
•o

I!l-'000|
O u&gt;
O 00
O
roLou&gt;oo
to to

||_i|_»oi
»-*
•-•rooo
I-* •-*
to O
00 I

Ln
•o
•O
o

W
M
CO
Wl-'OtO
ON
CO
0&gt;tOtOO
o

I

O to
U3 O
o
O^'oJI'-'VOtO
ro

o
MOOi-ONONh-»^
OV

I

0i-&gt;h-*»-&gt;0
o
o
rotovooo«
ro WWW
ro vo 00 vo
www^vo
00
ON ro CO CO
OOOVtOUltO

o
o
o
to I—*
ro
!-• to
ro
o
O O O Cn
O
o
VO ^ VO «tn
vo
CO
U&gt; tn (jj &gt;-•

H
n&gt;(0
a5
ppi
CO

cp§
H«
H»
&lt;O(D
riCOGO
ftH»
rt
P&gt;1
riH»
P3(UCOGO

•

OI
t^
Ní

o
o
o
o

nO&lt;0
h!-•
•o01
0
Oi
n&gt;(0

»
H.
H»
O*
•-•
H»
Ort
n&gt;(0
o
COpp&gt;GO
OQn&gt;(D
ri
P
COH»

I

DISTRIBUIÇÃO DOS TRABALHOS POR TEMA

H»
Ort
n&gt;(D
oo&gt;\
rip\
»iH»
OH«

W W
w
w
Q«
H« H.
H»
H*
O'
O*
O*
»-• »-•
M
H»
H* H»
Ort
ft O
on&gt;Oo
po
g.
0&gt;

Digitalizado
gentilmente por:

o
o
p
&amp;
OQrin
COCOp(D
oCO

�11
CDU 02:174:304 (81)

BIBLIOTECONOMIA BRASILEIRA - UM PROBLEMA DOS BIBLIOTECÁRIOS

MARIA ISABEL SANTORO BRUNETTI
Professora de Administração e Organiz£
ção de Bibliotecas da Escola de Biblio
teconomia e Documentação de São Carlos.
Bibliotecária da Biblioteca do

Campus

de Araraquara, da Universidade

Est£

dual Paulista "Júlio de Mesquita

t

.

Iho".
Membro do Conselho Federal de Bibliot£
Bibliote^
conomia.

valería de
DE assumpção
ASSUMPÇÃO pereira
PEREIRA da
DA silva
SILVA
Bibliotecária da Biblioteca do Campus
de Araraquara, da Universidade

Esta^
Est^

dual Paulista "Júlio de Mesquita

F^

Iho".

RESUMO
0 presente trabalho aborda o problema do "status" so
s£
ciai do bibliotecário brasileiro. Analisa em linhas gerais o com
portamento do profissional e propõe uma modificação coletiva

de

atitudes profissionais visando uma unidade de

n£
n^

ação a nível

cional.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Gereaclanent»

11

12

13

14

�12
BIBLIOTECONOMIA BRASILEIRA - UM PROBLEMA DOS BIBLIOTECÄRIOS
BIBLIOTECÁRIOS
1- INTRODUÇÃO
IUm país em desenvolvimento como o Brasil, que está assistindo a
uma brusca transformação
transformaçao político-social, economica, técnico-cientí
técnico-científ^
ca, precisa realmente de uma infra-estrutura cultural e

consequent^

mente de uma política de informação,
informaçap, de Biblioteca e de

Documentação

que condicione o tao
tão almejado controle bibliográfico nacional.
Para atingirmos esse objetivo é necessário que os profissionais
ligados a área da informação sintam a necessidade e a

responsabi1id£
responsabilid^

de social a que está vinculada esta proposta.
Sõ conseguiremos um trabalho significativo a nível nacional
SÓ

se

efetivamente dermos nossa cota como parte do sistema. Nossa participa
çao pode ser analisada sob dois aspectos:
ção
aspectos;
a) A instituição Biblioteca
b) 0 profissional bibliotecário
Em qualquer tipo de biblioteca que estivermos atuando é
cindível o estabelecimento de um trabalho integrado com: a

imprej^
impre^
Institu^

ção a qual a Biblioteca está filiada e com outras Bibliotecas, princ^
palmente as do mesmo tipo.
Da integração á que depende a tao sonhada Política Nacional

de

Informação, e essa será a infra-estrutura para estabelecimento do si£
tema.
E evidente que o elemento que condiciona o trabalho integrado i
o bibliotecário, que, consciente desse objetivo, deve fixar o

inte£

câmbio entre as entidades. Portanto, na realidade, o trabalho da
cambio

In£
Ins^

tituição Biblioteca nada mais á,
é, do que o reflexo das atitudes,
ciativas, programações, etc, què
que o profissional bibliotecário se

pr£
pro^

põe a desenvolver.
Concluímos daí que todo o problema da nossa Biblioteconomia

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
^ca
R stem
st e m
Oereaci*
Crereflclanento
mento

11

12

13

se

14

�13
concentra no profissional bibliotecário.
cúncentra
0 Bibliotecário, como um profissional que atua isoladamente
numa instituição, mesmo que consciente e responsável pelo seu tra
balho, está beneficiando especificamente essa entidade. Porém

se

ele estiver aberto aos problemas da sua classe profissional,

se

estiver sensível a responsabilidade a que sua Biblioteca

desempe^

nha no contexto social ele poderá beneficiar a naçao.
Nesse sentido é5 que chamamos a atençao dos colegas,
que nossos trabalhos, nossas atividades sejam voltadas para

para
essa

contribuição: cada um de nós é um elemento-chave na Biblioteconomia brasileira, portanto os problemas dessa Biblioteconomia

sao
são

nossos e só nós poderemos resolvê-los.
Nada mais útil aqui, do que uma rápida análise sobre:
- o nosso trabalho propriamente

dito,

- as nossas atitudes em relação a colegas de profissão e
- a nossa responsabilidade social a nível de comunidade

,

municipio, estado e principalmente país.
2- ANÄLISE
anAlise de
DE atitudes
ATITUDES
É realmente o momento de nos posicionarmos em relação
relaçao ã pr£
fissão que exercemos, e para isso colocamos as seguintes

quej^
que£

tões :
- Estamos satisfeitos com a nossa produção?
- Esse é o limite da nossa capacidade de trabalho?
- Não temos condições de produzir mais?
- Ou falta vontade para isso.
Para respondermos^isso necessariamente devemos fazer

alg^

mas anális
anã 1is ees:
s:
2.1 - Is
Isolamento
o 1 amento
Essa atitude, muito bem estudada por A. Miranda (10),é

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a c
stem
Oe reads ncnto

11

12

um

13

14

�14
fato concreto entre os bibliotecários. Somos uma

classe

, que se

preocupa apenas com a Instituição onde desenvolvemos nosso trabalho.
Assistimos, por exemplo, os seguintes casos:
casos;
~Bibliotecas Universitárias que só abrem suas portas para os
“Bibliotecas
elementos da própria Universidade, o público da municipalidade

não
nio

tem acesso ã coleção;
-acervos de periódicos que nao podem ser emprestados, ãs

v£
-ve_

zes, nem mesmo para uma cópia xerografica;
xerogrãfica;
-bibliotecários que nunca efetuaram um serviço de " Emprésti
mo entre Bibliotecas";
-e outras situações que preferimos não registrar.
Sentimos que o dever social da Biblioteca está seriamente

pre

judicado e vem repercutindo na imagem do profissional, que se traduz
na interpretação de que o bibliotecário é um elemento estático,

que

permanece fechado entre as quatro paredes da Biblioteca e preso

as

atividades de rotina, principalmente ao processamento técnico da

c£

leçao (o famoso fazedor de fichinhas).
leção
"Os nossos críticos mais agudos costumam acusar as nossas

B£
Bi

bliotecas e congêneres de serem "fechadas", elitistas, preferenciais,
isoladas do contexto em que devem atuar e excessivamente

voltadas

para os serviços meios que se transformam em seus próprios fins ( n£
tadamente os processos técnicos, a burocracia e a vigilância e

pr£

servaçao do patrimônio)" (11).
Realmente, o que temos apresentado para modificar essa imagem?
Quantas sao as Bibliotecas que já implantaram pelo menos um

Serviço

de Referência?
citamos esse serviço porque acreditamos ser o principal objet£
Citamos
vo da Biblioteca o atendimento ao usuário, e,
e^ um usuário bem

atendi

do êe o melhor propagandista da Biblioteca.
Notamos que mesmo realizando outras tarefas, o

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a c
stem
Oe reads ncnto

11

bibliotecário

12

13

14

�15
nao tem conseguido modificar a figura que representa. Esses "
tros serviços" não
nao estão sensibilizando ou atingindo

ou

diretamente

o usuário, a ponto de alterar o conceito que ele tem sobre

esse

profis sional.
profissional•
Qual seria então, o real motivo dessa situação? Se entre os
próprios bibliotecários existisse uma interação, onde

houvesse

troca de experiências
experiencias «de
•e de informações, divulgação de novas
cas , poderiamos chegar a um

ticni
técni

consenso e a definição de padrões

objetivos. Teríamos também atitudes profissionais coletivas

e
que

concretamente favoreceriam uma reestruturação no nosso status

so_
so^

ciai .
ciai.
2.2 - Bibliotecário x Usuário
Através da observação dos trabalhos rotineiros da

Bibliote^
Bibliot£

ca, principalmente o atendimento ao usuário, verificamos que
pendendo do grau de relacionamento que os bibliotecários

de
de^

mantem

com seus leitores, oferecem melhor nível de informação ao solicitante. Vejam: numa Biblioteca Universitária onde o

Bibliotecário

mantém constantes contatos com, por exemplo, cinco

professores

porque estes são
sao os que mais assiduamente frequentam a

Bibliot£

ca; automãticamente,
automaticamente, o bibliotecário fica conhecendo as

áreas

de interesse desses docentes, suas necessidades e o nível de

in

formação que procuram (um relacionamento frequente leva a isso).
Consequentemente

a esses usuários é oferecido um melhor serviço,

ou seja, a informação precisa, concreta e mais rápida.
Concluímos que o conhecimento do usuário é condição

fund£

mental para o bom atendimento. E esse conhecimento só se concret^
concreti
zará
zarã se o bibliotecário estiver consciente disso, como

necessid£
necessida^

de fundamental, para desenvolver sua programação
programaçao de serviço.
De acordo com Coelho Neto (2) "o receptor estimula a
ao precisar de uma informação e utiliza-a conforme seus
Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
sí
stem
em
Gerenciamento
Gcrvoclannito

11

12

fonte

próprios

13

14

�16
interesses". Portanto, a Biblioteca precisa condicionar o conhecimen
i;"
"
'
to desses interesses.
Â atividade de montagem do perfil do usuário, a análise e
A

a

adaptação dos serviços que a Biblioteca oferece ãs suas necessidades
exige do profissional bibliotecário:
- grande responsabilidade;
- consciência e crença no trabalho que vai desenvolver

e

posteriormente oferecer;
- uma abertura quanto a possíveis mudanças e adaptações

em

seus serviços e, principalmente, um posicionamento de firmeza na

d£

cisão, açao e divulgação de seus serviços.
0 profissional consciente dos problemas atuais da Bibliotecono
mia precisa certamente de uma mudança de atitude, no sentido de

res

tabelecer seus objetivos profissionais, redefinir seus meios e proce
dimentos para atingir os objetivos e mais ainda acreditar na sua

ca

pacidade profissional.
Bibligtecário x Bibliotecário (descrédito ãs
às iniciativas de c£
2.3 - Bib1igtecário
legas)

'
Esse aspecto já apresentado pelas bibliotecárias Angela B.

L.

Farias e Lígia M. Silva (5) tem nos preocupado bastante.
Nosso trabalho, na realidade, não vem sendo reconhecido por au
toridades, outros profissionais, e ãs vezes até pelos usuários,
rêm, nao podemos permitir que as novas propostas sejam
rém,

p£

desacredita
desacredit£

das pelos próprios colegas,
Todo estímulo deve ser dado a qualquer iniciativa bibliotecon£
mica, e se discordarmos de algumas proposiçoes, e isso ée muito

pos£

tivo que se faça, devemos contrapropor soluçoes;aí estaremos efetiv£
mente mantendo uma colaboraçao e integração a nível de classe profis_
profÍ£
sional..
sional
Quantos bibliotecários

cm

nao devem ter desacreditado no TAÜBIP?
TAUBIP?

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a c
stem
Oe reads ncnto

11

12

13

14

�17
No entanto, isso se tornou realidade, não apenas porque prefeitos e
autoridades de São Bernardo do Campo despenderam recursos e

acred^

taram no sucesso do sistema a ser implantado, mas,sim,
mas sim, porque
equipe de bibliotecários apresentou um projeto propondo uma

uma
automa
autom^

ção dos serviços de Bibliotecas aproveitando e aplicando
çao

racional^
raciona^^

mente os recursos e canalizando-os em sentido objetivo e

concreto

de: oferecer o melhor serviço possível no menor espaço de tempo

e

para um maior número possível de usuários.
Hoje o TAUBIP áé oferecido a todas as Bibliotecas públicas

Bras^

leiras (III Encontro de Bibliotecas Públicas e Escolares do

Estado

de são Paulo e o V Encontro de Bibliotecas do Interior do

Estado

de são
Sao Paulo)»
Paulo).
Será que ao lado de toda problemática financeira, da

conscient^

zação de autoridades e da população,
populaçao, em relaçao ao valor e importaii
cia da Biblioteca, também nao
não nos deparamos com um profissional ap^
apâ
tico, isolado, ãs vezes egoísta e até desinteressado em relaçao:
- ã carreira profissional dos colegas bibliotecários?
- aos caminhos das nossas entidades de classe?
- e aos problemas biblioteconômicos
bib1ioteconômicos nacionais?
Terlamos uma série de situações para exemplificar esse problema,
porém vamos nos deter apenas em mais uma, a qual julgamos muito

se^

ria: infelizmente ée um fato concreto que Bibliotecários chefes de signam oficialmente para substituição pessoas nao habilitadas,

£
^

brindo precedentes, a ponto dessas pessoas até
ate ficarem definitiva mente nestes cargos, quando os chefes se aposentam. Isso em

entid^

des que possuem outro bibliotecário. Situaçao essa que revela muito
bem a falta de confiança entre colegas de profissão.
2.4- Desconhecimento da entidade Biblioteca pela populaçao
- Ja
Já afirmamos que: um usuário bem atendido ée o melhor
dista da Biblioteca, mas nao podemos depender só disso.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

propagan
Primeiro

�18
porque nem sempre isso acontece, segundo porque ele divulgaria

a

Biblioteca numa comunidade muito restrita
Muito oportuno seria lembrar a frase da colega Márcia Cruz:
"...0 grande público nao conhecendo as vantagens de uma biblio
teca, deixa de reivindicã-la
reivindicá-la junto ãs autoridades". (3)
Consequentemente, é responsabilidade total nossa (biblioteca rios) a divulgação do que é Biblioteca, o que essa entidade ofere^
ofer£
ce ou pode oferecer 5á comunidade, etc.
Para isso sugerimos que através da ABEBD
ÂBEBD e das Entidades
Classe fosse estudada a possibilidade de uma campanha
visando, não
nao s5
sõ a divulgação, mas também uma melhor

de

unificada
conscientiz£
conscientiza

çao e utilização de nossas Bibliotecas pela população.
E que, os problemas das nossas Bibliotecas, principalmente

da

Biblioteca Pública Municipal, comecem a ser problemas do povo.

3- PROPOSTA
- Considerando que nossa area
área de atuação é num município do In
terior do Estado de São Paulo,
- Considerando que, por esse motivo, sentimos que dentro de

_uu

ma mesma cidade as informações se desencontram,
- Considerando que as Bibliotecas não
nao desenvolvem nenhum trab^
traba
Iho integrado, em benefício da comunidade,
- Considerando que os profissionais também nao apresentam

um

bom índice de interação,
- Sentimos a necessidade de propor:
19 Que os profissionais façam uma reflexão em relaçao
relação ao

seu

trabalho frente a classe e aos problemas da Biblioteconomia Bras£
Bras^
leira.
29 Que cada um decida estudar uma maneira de integrar sua

Bi

blioteca numa Política Nacional de Informação.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

CiercacUnicnto

11

12

13

14

�19
Conscientesdisso nós apresentamos uma pequena contribuição
qne, se aprovada, poderá ser mais profundamente desenvolvida
que,

,
e

ate aplicada, como projeto piloto, em algum município:
até
Sentimos que, em hipótese alguma nosso trabalho pode

continii
continu

ar isolado; portanto, o fortalecimento da Biblioteca Nacional

co

mo a entidade que efetivamente controla toda produção Bibliogrãfi
Bibliográfi
ca Nacional e a possível coordenação, por parte dessa mesma

ent^

dade de um intercâmbio de informação entre todas as

Bibliotecas

Brasileiras visando atingir concretamente o controle

bibliogrãf^
bibliográf^

co seria, a nosso ver, a única solução.
CO
É evidente que respeitamos aqui o excelente trabalho das redes
e sistemas de informações existentes, como: BIREME, BINAGRI
BICENGE, IBICT, etc. A Biblioteca Nacional continuaria

,

atuando

nas áreas em claro, onde efetivamente não há controle.
Exemplificamos, através de uma comparação de trabalho que

uma

Biblioteca realiza isoladamente e o que poderia ser realidade

se

existisse um vínculo das Bibliotecas de um município com um sist£
siste^
ma nacional.
Ao nosso ver a Biblioteca Pública Municipal poderia, além

de

executar suas tarefas normais, exercer as funções de elemento
ligaçao entre as Bibliotecas do Município, as Bibliotecas

de

Estadu
Estad^

ais e a Biblioteca Nacional.
Em municípios onde não existe Biblioteca Pública essa atividade poderia ser exercida por outro tipo de Biblioteca ou pela

Bi^
B^

blioteca Pública mais próxima.
Para a descrição das atividades das Bibliotecas haveria

nece^^
nece£

sidade de um estudo muito mais aprofundado, porém gostaríamos
exemplificar nossa proposta num rápido quadro objetivando

de

anal^

sar a idéia , que, se aceita poderá ser posteriormente detalhada.
No quadro a seguir temos de um lado uma de nossas
Digitalizado
gentilmente por:

Scan
k System
sí em
C.ereaclaro«nto
Gerencia
ncnto

ysjjULiJ 11

Bibliotecas

�20
jã existentes e do outro a Biblioteca Pública Municipal que exerc£
jS
ria o controle a nível municipal. Essa teria acumulada as suas

^

tuais funções, além das que estamos propondo.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I 2c a n
stem
I CiercacUnicnto

II

12

13

14

�BIBLIOTECA municipal
MUNICIPAL CONTROLE
biblioteca
controle

�22

cm

Digitalizado
por:
gentilmente por

^Scan
Ciemclanento

ÉÊÊÍÍ2
”

12

13

14

�E outros trabalhos que mereceríam melhor estudo; porém

23
desses

trabalhos queremos destacar um que seria uma atividade unificada:
programaçao cultural integrada,ou seja,,
Desenvolvimento de uma programação
seja,;
por exemplo, um município a tal ponto interligado em suas programações culturais, que entidades como:
- Comissão de Arte e Cultura
- Biblioteca Pública
- Bibliotecas universitárias, escolares, infantis, e outras
- Clubes de serviços (Rotary, Lions, etc.)
- Clubes recreativos e Sociais
- Casa do artista - Grupos teatrais, etc.
poderíam, orientados e auxiliados por bibliotecários, que

est^
esta^

riam integrados num objetivo comum, melhorar o nível cultural

do

povo brasileiro, desenvolvendo um único plano de atividades, onde
pelo menos uma vez por mes, aquele município tivesse uma

grande

promoção e onde cada entidade promovería um tipo de atividade. l£
Is
to seria programado de acordo com interesses da coletividade
diferentes locais e o município seria beneficiado nos

em

seguintes

aspectos:
- haveria constantemente uma atividade cultural,
- as promoçoes seriam melhor organizadas e programadas,
- as promoçoes seriam realizadas cada vez em um local

diferen^
diferen

te, permitindo assim a divulgação e promoção de todas as

entida
entid£

des..
des
Alem de outras considerações uma, talvez das mais significativas, seria termos Bibliotecários como elementos divulgadores

da

cultura num trabalho de íntegraçao com a comunidade.

4- CONCLUSÃO:
Gostaríamos que
(}ue desse Congresso o bibliotecário brasileiro
Digitalizado
gentilmente por:

se

�24
_
definisse em relaçao a sua participaçao e colaboraçao efetiva dian
te do Sistema Nacional de Informação.
Informação,
Nossa proposta insiste numa mudança coletiva de atitudes profi^
profÍ£
sionais que proporcionará ã classe de bibliotecários uma

unidade

de açao a nível nacional.
"Mas, para que tal fato ocorra é necessário que esse

profissÍ£

nal tenha sensibilidade para mudança e esteja preparado tecnicamei^
tecnicamen
te para exercer as novas funções decorrentes da evolução

histõr^
histõri^

ca .
Assim, para que possa ocupar seu lugar, deverá ser sempre
profissional aberto ãs novas idéias e métodos, de forma

a

um
poder

atender ãs novas e maiores exigências inerentes ao trabalho com

a

informação" (4).

ABSTRACT
The presente study deals with the problem of the social status
of Brazilian librarian.
Is general terms it shortly analyses the conduct of the
professional worker and recommends a collective modifications

of

pr of es s i ona 1 ''a 11 i tude s having in mind a uniformai actions through
professional'attitudes
out the nation.

10- BIBLIOGRAFIA
1- BRASILIENSES não sabem aproveitar bibliotecas. Jornal de Brasília, Brasília, 28 jan. 1979, 14
2- COELHO NETO, J.T. - A bibliotec

como modelo de sistemas de co-

municação. R.Bras. Bibliotecon. Doe., Sao Paulo, 11 (1/2):
29-32, jan./jun. 1978.
3- CRUZ, Márcia - Leitura de lazer. Boi. ABDF - Nova Série, Bras^
lia, 2(2): 13"IS,
13 15, abr. jun. 1979.
Digitalizado
gentilmente por:

Scan
k sí em
Ciereaclaro«nto
Gerencia
nento

♦

11

12

13

14

�25
4- CUNHA, Murilo Bastos da - 0 papel do bibliotecário na

socieda^
socied^

de brasileira. R. Esc. Bibliotec. UFMG, Belo Horizonte,

7

(1): 7-26, mar. 1978.
5- FARIAS, Angela B. Leal &amp; SILVA, Ligia Maria - Integração

do.s

bibliotecários em dez municípios do Interior
interior de Sao Paulo:
In: ASSEMBLÉIA DAS COMISSÕES PERMANENTES DA FEBAB, 4, São
Paulo, 1979. Anais ... Sao
são Paulo, 1979, p. 153-172.
6- HAVARD-WILLIAMS, P. - S.E.O.: A biblioteconomia no Brasil. R.
Bi1io
tecon. , Brasília, 3 (1): 3-15, jan./jun. 1975.
Biliotecon.,
Leonidas - Em defesa dos bibliotecários. Boi
Boi.. Inf.
7- HEGENBERG, Leônidas
Bibl.
Bi bl . C.
C^. ITA (S.J.Campos),
(S. J. Camp os), 6 (1): 20-30, jan./jun. 1974.
8- LEMOS, Antonio Agenor Briquet de - A função da biblioteca

pá
pu

blica. 0 Estado de Sao
São Paulo, Sao Paulo, 7 jan.
jan.,, 1979,
Supl. Cul. 6.
9- hACÇDO,
MACEDO, Celeste de Azevedo - A integração dos sistemas de informação no desenvolvimento nacional, sua rapidez e sua
profis^
eficácia dependem da consciência e responsabilidade profi^
sionais dos bibliotecários. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BJ[
BJ^
BLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 9, Porto Alegre, 1977. Anais
... Porto Alegre, 1977, p. 665-668.
10- MIRANDA, Antonio - Análise conjuntural das bibliotecas das
Universidades federais do Nordeste do Brasil. Trab.
Trab, apres.
apres .
a la. Reunião de Diretores de Bibliotecas Centrais das Un^
ün^
versidades Federais do Nordeste, Fortaleza, CE, 1977
1977,, 8p.
11-

- Diretrizes para uma política nacional

de

informação. Trab.
Trab, apres. a 2a. Reunião Brasileira de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, RJ, 1977. p. 11
12-

- A Missão da biblioteca pública no Brasil
Trab.
Trab, apres. ao 19 Encontro Catarinense de Biblioteconomia
Florianópolis, SC, 1977. 8p.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
sí
em
I Gerencl
C*ereaclaniaro«nt
CTIto

12

13

14

�26
13- NOVAES, Leila &amp; HEGENBERG, Leonidas - Biblioteconomia centra
da no consulente. R. Bras. Bibliotecon. Doc., São Paulo,
11 (1/2) : 21-27, Jan./jun. 1978.
14- TAYLOR; Peter J. La educacion
education de los usuários y el cometido de
la evaluacion.
evaluation. Boi. Unesco Bibl., Paris, 32 (4): 271-279,
jjun./ago/.
un./ago/, 1978.
19 7 8.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Sy st
em
GereacUracnt»
Ciereoclannita

11

12

13

14

�27

CDD: 020.981
CDU; 02(81)
CDU:
BIBLIOTECONOMIA BRASILEIRA:

CRÍTICA E
AVALIAÇÃO, CRITICA

PERSPECTIVAS

PAULO PY CORDEIRO - M.L.S.
CRB - 1/370
Responsável pelo Setor de Atividades de
Biblioteca da BINAGRI - Biblioteca Nacional de Agricultura.
Tesoureiro da
CBDA - Comissão Brasileira de Document^
Documenta
çao Agrícola.

RESUMO
Análise da problemática geral da biblioteconomia brasileira,
enfocando a formação
formaçao profissional, o planejamento, a política bj.
bj^
bliotecária, a organização e a administraçao
administração de Bibliotecas.

1 - INTRODUÇÃO

0 tema central do 109 CBBD - "Biblioteconomia Brasileira: avaliaçao
avaliação cr^
tica e perspectivas", bem como os seus sub-temas, efetivamente, se bem enf£
enfo^
cados e abordados pelos autores dos diversos trabalhos a serem apresentados,
concorrera, para o pretendido "estudo avaliativo do estado atual do universo
concorrerá,
biblioteconômico brasileiro".
biblioteconSmico
0 109 CBBD, representa, ao comemorarmos 25 anos de encontros, a nível
nacional, dos bibliotecários brasileiros, o grande momento e a feliz iniciativa sugerida, para podermos realizar a "análise dos problemas gerados pela
própria ciência biblioteconômica e das condiçoes nacionais, soluções já en
contradas e revisão crítica
critica de projetos inçjlantados
implantados e/ou em andamento".
Acrescentaríamos que o 109 CBBD, realiza-se ao limiar das duas últimas
décadas do presente século, período em que o nosso universo observa um fab^
fab^i
loso desenvolvimento cientifico
científico e tecnológico, refletindo sobremaneira nas
areas socio-economicas e culturais.
No Brasil, a fase em que vivemos é a de uma naçao que busca emergir do
subdesenvolvimento, concentrando-se em um real processo de desenvolvimento .

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�28
■" visando atingir em etapas sucessivas, o desenvolvimento propriamente dito.
Se adotarmos a máxima mundialmente reconhecida: de que a informação éi
a etapa preliminar de toda açao ou decisão a ser tomada e, se dermos a essa
maxima uma abrangência e aplicação
máxima
aplicaçao a todos os processos técnico/administrativos, cientifico/culturais e sõcio/econômicos
sócio/econÔmicos estaremos colocando a biblioteconomia e a documentação, entre os instrumentos básicos para transferência
rencia da informação, concorrendo assim para as grandes aberturas, metas e
açoes pretendidas pela sociedade brasileira.
Este êe o grande desafio que a naçao lança ã nossa biblioteconomia,
e
nao será por demais repetir a importância da qual se reveste o tema central
do 109 CBBD ao avaliar, criticar e buscar as perspectivas da bibliotecono mia brasileira.
A exemplo do que ocorre em outras áreas e setores nacionais, a biblioteconomia no Brasil, também possui problemas e situações anômalas.
Observa-se um maior desenvolvimento na área das bibliotecas especializadas e centros de documentação, sem contudo contarmos com um contingente
maior de profissionais, efetivamente capacitados para o planejamento e a or
ganizaçao dos serviços de informação e documentação.
As bibliotecas universitárias, com honrosas exceções, apresentam
um
quadro negativo, e a negatividade nao deve ser pura e simplesmente debitada
ãa desorganização das bibliotecas e desatualizaçao
desatualização das coleções.
coleçoes. No passivo
e no débito, também se encontram os usuários das bibliotecas universitárias,
de um modo geral, desabituados ao uso das bibliotecas.
0 problema surge e tem o seu ponto básico, na falta de uma política na
cional de bibliotecas, que venha englobar diversos sistemas, segundo as variadas características e tipos de bibliotecas: escolar, pública, universitá
ria e,especializada.
e especializada.
Como um Pais
País de contrastes, observamos no Brasil, o surgimento de bi bliotecas especializadas e centros de documentação, com características de
"network" e utilizando complexos sistemas de teleprocessamento, tendo ao la
do carentes e falidas bibliotecas públicas, em que pese as recentes ações
açoes e
programas, encetados pelo INL - Instituto Nacional do Livro.
Aumenta-se o número de escolas para a formaçao graduada em biblioteconomia, sem que para tanto se faça uma análise da efetiva necessidade desse
aumento, bem como da qualidade do ensino ministrado.
Implantam-se cursos de biblioteconomia em nível de põs-graduaçao,
pós-graduaçao, medi
da da mais alta significação, porém nem sempre voltada para a realidade das

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�29
necessidades brasileiras, em termos de seus conteúdos curriculares e localizaçao geográfica.
Ao desafio imposto ã biblioteconomia brasileira, somamos o nosso, ou
seja, o de apresentar ao 109 CBBD, um trabalho que atenda a temática central formulada.
Procuraremos desenvolver em nosso trabalho, alguns aspectos que julg£
julga^
mos úteis para melhor avaliar a biblioteconomia nacional e esboçar as suas
futuras perspectivas.
2. FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Formação profissional graduada e pós-graduada na biblioteconomia
A Formaçao
brasileira, tem sido objeto de vários trabalhos de estudiosos no assunto e
da preocupação por parte instituições como a ABEBD - Associação Brasileira
de Escolas de Biblioteconomia e Documentação e a CAPLS - Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de NÍvel Superior do DAU/MEC.
A literatura sobre o tema, envolvendo trabalhos de autores estrangeiros, foi largamente comentada e analisada, em excelente e profundo estudo
do problema, coordenado por Nice Figueiredo (15) e editado pela CAPES.
2.1 0 Relatório CAPES e outras observações
Segundo a apresentação feita pelo Professor Darcy Closs, então Dire tor Geral da CAPES, o Relatório... "Visa oferecer uma visão das oportunid^
oportunida;
des da biblioteconomia no Pais, equacionar a sua problemática de expansao
e aprimoramento e oferecer subsídios para a introdução de uma Política de
desenvolvimento de Recursos Humanos na área".
Participaram também do referido Relatório, como membros da equipe, os
Professores: Abigail de Oliveira Carvalho (IBICT/UFRJ), Antonio Miranda
(CAPES/UnB) e Maria Martha de Carvalho (UFMG).
0 Relatório da CAPES enfatiza a situação do pessoal docente e é dividido em 3 volumes, com os seguintes conteúdos: V-I - Análise e caracteriz^
ção das entidades e do pessoal docente; V-II - Cadastro de professores de
biblioteconomia no Brasil; V-III - Análise da literatura recomendada no eri
en
sino da biblioteconomia no Brasil.
Em que pese a importância de que se revestem os conteúdos dos volumes
II e III, nossa atenção se concentrará no conteúdo do volume I, principalmente na análise e caracterizaçao das entidades de ensino da bibliotecono-

Digitalizado
gentilmente por:

�30
mia, pois julgamos que a análise e a caracteirizaçao
caracterizaçao do pessoal docente,
e
uma consequência direta do estado e do meio, pelo qual se desenvolve a for^
maçao dos profissionais bibliotecários no Brasil.
mação
Conforme descrito nas páginas introdutórias do V.I, o estudo, baseado
em questionários encaminhados ãs
ás escolas de biblioteconomia, por se tratar
de um estudo pioneiro... "teria que ser, necessáriamente, exploratório e g£
ge^
neralizante", indicando a necessidade de serem realizados estudos mais det£
detja
lhados... "encomendados sobre aspectos mais específicos (curriculum, biblÍ£
grafia básica, objetivos dos cursos por região, etc...)".
Apesar da introdutória ressalva, o Relatório CAPES, ao estudar e ava liar o ensino da biblioteconomia brasileira, através de seus 29 cursos
de
graduaçao e de 4 a nível de pós-graduação, constata ter ocorrido... "um gran
graduação
gran^
de salto quantitativo porém lento, gradual, mas seguro aprimoramento de cur
sos, apesar da irregularidade, assistematizaçao e improvisação deste desenvolvimento" .
Conclui-se, portanto, que o desenvolvimento pode ser analisado,
mais
em termos quantitativos, do que própriamente qualitativos.
Os "comentários gerais" do Relatório CAPES, aborda ainda 3 outros aspectos, que consideramos da mais alta importância.
Referimo-nos em primeiro lugar, áã desconcentraçao das escolas de biblio
'teconomia do eixo Rio/São
Rio/Sao Paulo, com a consequente interiorização
interiorizaçao das escolas, fato que deveria determinar, por seu turno, a interiorizaçao
interiorização dos pro fissionais bibliotecários.
Ocorre, que em alguns casos, a tentativa de interiorizaçao,
interiorização, é realizada sem uma análise mais efetiva das necessidades de recursos humanos na R£
gião.
Destarte, também observa-se em determinado Estado, a existência em á
reas contíguas, de mais de uma escola de biblioteconomia, motivadas talvez
mais por razao de interesses ou conflitos de grupos diretivos de escolas ou
universidades.
A trilogia ABC (Arquivologia, Biblioteconomia e Ciências da Informação),
foi constatada, como quase absolutamente desvinculada das escolas brasilei ras de biblioteconomia.
Segundo a Comissão Coordenadora do Relatório CAPES, arquivologia, biblio^
biblio
teconomia e ciência da informação, deveriam fazer parte de um mesmo sistema
de controle, processamento e disseminação da informação, conforme internacio^
internacio
nalmente vem sendo demonstrado.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�31
Importante se faz neste ponto anotar, que as considerações anterior mente feitas, integram também os estudos elaborados pelo CFB ~- Conselho Fe
deral de Biblioteconomia, no "Anteprojeto de reforma da Lei 4084, de 30 de
junho de 1962" (7), pretendendo regulamentar e reunir em único Conselho,
os arquivistas, os bibliotecários, bem como os mestres e doutores em biblioteconomia e ciência da informação.
Infelizmente a proposição do CFB, nao foi bem aceita, ou entendida '
por parte da Classe dos bibliotecários, gerando descontentamento e até me^
mo desentendimentos entre os dirigentes da classe e de representações asso
ciativas.
A última das "considerações gerais", por nós anotada e julgada como '
das mais importantes e significativas, refere-se ao comentário de que:
"Os egressos de nossas escolas, a diferença do que acontece nos pal ses desenvolvidos, nao têm
tem em geral, a oportunidade de trabalhar em organ^
organi^
zaçoes bibliotecárias com boa estrutura e tradição
tradiçao que lhes sirvam de ma£
ma^
CO de referência ou emulaçao para o seu treinamento. Ao contrário, quase '
sempre eles enfrentam a situaçao de ter que planejar e organizar, sem expe^
riência própria, sem a orientação adequada e sem os recursos necessários ,
os serviços que vao
vão dirigir".
0 fato é analisado e descrito com feliz e profunda oportunidade
de
constataçao
constatação de um problema básico, e tem suas origens em certas inadequa çoes e falhas existentes nos currículos de nossas escolas de biblioteconomia, falhas estas, que interferem fundamentalmente no planejamento, organi^
organ^
zaçao e administração das bibliotecas brasileiras.
Sobre o mesmo assunto, o Professor Briquet de Lemos (4), citado em um
excelente artigo das Professoras Ana da Soledade Vieira e Etelvina Lima
(25), analisando as tendências do ensino da biblioteconomia no Brasil, entre outros, enfoca os seguintes pontos:
pontos;
1. "predominância do ensino prático (tecnicista), em detrimento do e£
tudo dos aspectos teóricos e fundamentais dos problemas bibliotec£
nômicos";
2. "ausência de uma abordagem integrada das atividades e serviços de
Biblioteconomia/Documentação que faça uso das técnicas de análise
de sistemas e encare as diversas disciplinas como um todo orgânico
e nao como partes isoladas e estanques".
A colocação
colocaçao em tela, leva-nos ao raciocínio de que, dentre as falhas

cm

Digitalizado
gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�32
de nossos cursos de biblioteconomia, está a ausência ou falta de um
tim melhor
ao
delineamento de uma
uma' disciplina, ou conjunto de disciplinas, relativas
planejamento, aã organização e ã administraçao
administração de bibliotecas, enfocando a
integração das atividades meio e fim, dos serviços bibliotecários.
Permitimo-nos, inclusive, tomar a liberdade de polemizar com o Professor Antonio Miranda 00,
CC», que ao analisar a missão da biblioteca pública no
Brasil, conceitua que... "a biblioteca é um fenomeno histórico em regime de
mútua e permanente influência
influencia (interação)
(interaçao) com o meio ambiente e também por
que toda instituição (apesar dos tecnocratas e dos apologistas da "administraçao por objetivos") está umbilicalmente ligada aqueles que a organizam ,
tração
que a fazem viver, que emprestam a ela a marca de sua vontade e de sua personalidade". (0 grifo é nosso)
Discordamos do Professor Antonio Miranda, por nao acreditarmos em admi
adraj.
nistraçoes carismáticas, pois julgamos que o planejamento, a gerência e a ^
nistrações
a^
dministraçao por objetivos, se melhor fosse enfocado em nossos cursos de bi.
blioteconomia, nao terlamos os aspectos negativos coletados e analisados pe^
lo Relatório CAPES, indicando que egressos dos cursos de biblioteconomia ,
em geral, não têm a oportunidade de trabalho em bibliotecas bem organizadas,
bem como não recebem orientação adequada de como melhor planejar, organizar
e administrar nossas bibliotecas.
As conclusões e as recomendações do Relatório CAPES, embora indicati vas e genéricas, oferecem as bases para estudos mais detalhados, que venham
propiciar um planejamento global do sistema de ensino da biblioteconomia no
Brasil.
2.2 Análise de um sistema educacional
Roger A. Kaufman (18) Ph.D., pela New York University e Professor
de
comportamento Humano, na Graduate School of Human Behaviour, da United
'
States International University, formula urn
um conceito sobre planejamento de
sistema educacional, visando determinar o "que deverá ser feito", antecipadamente ao "como fazê-lo", enfatizando na análise dos problemas, o planejamento das e etapas que deverão ser realizadas.
"Abordagem sistêmica", é a expressão encontrada por Kaufman para melhor
definir o processo de análise de um sistema educacional, no qual as necessi^
necess^
dades são
sao identificadas, os problemas são
sao determinados, as soluções
soluçoes e as al^
al
ternativas sao escolhidas, os métodos sao avaliados, e as revisões ao siste^
ma, em seu todo, ou em partes, sao feitas ate
até a eliminação das
necessi^

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�33
dades e dos problemas,
A base da "abordagem sistêmica", formulada por Kaufman éi o planejameii
planejamen
to como um processo para identificar e resolver problemas educacionais, de
modo contínuo, ao ponto de permitir o constante acompanhamento das mudan ças ou inovaçoes no processo educacional.
Planejamento i definido por Kaufman como uma projeção das açoes e metas a serem realizadas, identificação e documentação das necessidades, se
se^
leção das metas prioritárias, das alternativas e estratégias possíveis e '
dos instrumentos (métodos e meios).
0 planejamento no conceito da "abordagem sistêmica", é entendido como
um processo gerencial, o qual aplicado em programas educacionais, possibilita a identificar os problemas, determinar e selecionar soluções, imple mentar estratégias específicas, assim como determinar uma efetiva perfor mance ao revisar e reavaliar os problemas e as necessidades, em qualquer
fase do processo educacional.
0 delineamento e a caracterizaçao da "abordagem sistêmica", e sua a
plicaçao em programas educacionais, resulta em um processo que inclui planejamento, projeto de implementação, controle, avaliação
avaliaçao e revisão, e como
taetodos e meios para o desenvolvimento do sistema, as seguintes análises '
inétodos
básicas, sao requeridas:
a) Analise
Análise da missão: ou missão objetivo, é o procedimento de avaliar
as necessidades e delinear os problemas, identificando os objeti vos gerais e mensurando os critérios de açao;
b) Análise de função: é o processo para determinar os requisitos para
a execução de cada elemento identificado na análise de missão;
c) Análise de tarefas: é a forma, "do que é ou do que deve ser feito",
em uma análise de sistema;
d) Análise de métodos/meios: é a identificação de possíveis estraté gias e dos instrumentos para atendimento ãs diversas missões encetadas .
tadas.
0 esquema a seguir, procura dar uma visão global da "abordagem sistêmica", formulada por Kaufman bem como uma orientação de como aplicar e tes
tar seus conceitos, na análise do planejamento do sistema educacional da '
biblioteconomia no Brasil.

Digitalizado
gentilmente por:

�métodos-meios

34

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sc a n
Sy st em
Ciereoclannita

11

12

13

14

�35
3. POLiTICA
POLITICA E PLANEJAMENTO
planejamento BIBLIÔTECARIO
BIBLIÖTECÄRIO
A política e o planejamento de bibliotecas no Brasil, vem sendo abordadas, discutidas e estudadas por muitos, sem contudo se alcançar um equacionamento, soluções, alternativas e o estabelecimento de um programa de
metas e açoes.
Sabemos, conforme comentado anteriormente, que dois pontos básicos im
ad£
pedem o melhor desenvolvimento da biblioteconomia brasileira: 1) maior ade^
quaçao na formaçao profissional; 2) inexistência de uma política e de um
planejamento a nível nacional.
A longa espera pelo estabelecimento do SNICT - Sistema Nacional de Iii
formação
formaçao Científica e Tecnológica, previsto entre os objetivos do Plano N£
Na^
cional de Desenvolvimento (PND - 1973/74) e do Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PNBCT - 1973/74), impede, a concretização
e o desenvolvimento de um sistema que, partindo de uma coordenação central,
descentralize-se em subsistemas de informações, aos quais seriam agrupadas
unidades caracterizadas por áreas de assunto, regiões geográficas e funções.
Vinculado a um programa de governo, lógico seria esperar que um siste^
sist£
ma de informação científica, viesse a se efetivar de modo coordenado, se gundo os campos específicos e as necessidades de informação, dentro de uma
integração sistemática de planejamento, análises e estudos.
Assim é observado nos países desenvolvidos, onde as informações cult^
cultu
rais, científicas e técnicas sao consideradas como recursos nacionais, por
intermédio dos quais, torna-se possível alcançar o desejado estágio social
e economico.
Ao nosso entender o ponto fundamental da questão, consiste, principal
mente, na falta de estudos e de uma análise sistêmica que leve a melhor de
terminação de programas e projetos e ao estabelecimento de uma estrutura '
funcional, que permita de modo racional e efetivo, o equacionamento
dos
problemas e ao atendimento ãs necessidades de informação em todas as áreas
ou setores do conhecimento humano.
3.1 Bibliotecas Públicas
As bibliotecas públicas, no contexto de um sistema nacional de informações culturais, científicas e técnicas, deveriam se constituir na base '
angular do referido sistema.
0 Professor Antonio Miranda &lt;■20 de quem anteriormente discordamos, re^

cm

Digitalizado
gentilmente por:

O'

11

12
12

13
13

14
14

�36
cebe agora a nossa total concordância e admiraçao pela inteligente colocação sobre a missão da biblioteca pública no Brasil, caracterizando-a como
um "elemento de integração nacional", através da: 1) "promoção do idioma e
das publicações nacionais"; 2) "fornecer publicações oficiais para que os
cidadaos possam informar-se sobre leis, instituições e serviços que afetam
a sua própria vida"; 3) "fornecer livros e outros materiais para o estudan
te engajado em tarefas escolares formalizadas, ou para o autodidata"; 4)
"ser depositária do acervo da inteligência e da história local"; 5) "forne
cer serviços de informação técnica comercial ãs firmas locais, ãs novas e
futuras indústrias, bem como sobre as oportunidades para o turismo".
Emir José Suaiden C2^ analisando as perspectivas das bibliotecas públi
púbH
cas no Brasil, comenta que o "Sistema Nacional de Bibliotecas" está sendo
implantado com o objetivo maior de solucionar os problemas enfrentados pela biblioteca pública,
publica, criando condiçoes
condições para que esta possa cumprir satis
fatoriamente sua missão.
0 Serviço Nacional de Bibliotecas (SNB), criado no Ministério da Educa
çao e Cultura, em 1961, por força do Decreto-Lei n9 51223, nao
ção
não conseguiu £
e
fetivamente se estabelecer e ser desenvolvido. Posteriormente o Decreto
Lei n9 62239, de 1968, incorporou o SBN ao INL, e, em 1977, foi implantado
o "Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas", ao qual já se encontram inte
int£
grados 11 Estados brasileiros.
0 objetivo e a meta principal é a criação de uma biblioteca pública em
cada município do Pais, ,em
em um projeto com a duraçao prevista para 4 anos ,
contando com recursos do MEC/FNDE.
0 fato representa um grande avanço, assim como um enorme desafio
ao
qual se lança o INL, dado nao só as nossas dimensões continentais, somadas
aos milhares de municípios existentes e ao "quase tudo" ainda por ser fei
to, no espaço de tempo previsto.
3.2 Biblioteca Universitária
Na área das bibliotecas universitárias, a Assessoria de Planejamento
Bibliotecário da CAPES, vem realizando um excelente trabalho de assessoramento técnico, estudos e avaliaçao de serviços e programas.
A contribuição das bibliotecas universitárias ao sistema de informação
científica e técnica do País, está representada pela tradiçao de suas cole
çoes bibliográficas e documentárias já reunidas, assim como por competir '
ãs universidades quanto a formaçao de recursos humanos nas várias
espe

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�37
cialidades científicas
cientificas e técnicas para atender a demanda de técnicos e especialistas no País.
Embora se reconheça a importância das bibliotecas universitárias no '
contexto da informação científica no Brasil, sabemos também que, em geral,
as mesmas precisam ser melhor analisadas quanto ã: 1) dispersão e duplicação de coleçoes; 2) falta de maior e melhor integração com as instituições
congeneres e ou especializadas; 3) aperfeiçoamento do seu pessoal técnico;
4) estabelecimento de uma política a nível nacional, objetivando melhor '
i)
distribuir os recursos materiais e humanos, introdução de sistemas e métodos tecnico/administrativos
técnico/administrativos necessários ã racionalizaçao dos serviços
bi
bliotecários e programas especiais de treinamento de pessoal.
bliotecãrios
As Observações
observações anteriores, em grande parte integram o Relatorio/Dia
Relatório/Dia gnostico do Grupo Nacional de Diretores de Bibliotecas Centrais Universitá
rias (CNBU), realizado em 1972, através de questionário enviado a 43 uni versidades, abrangendo estabelecimentos oficiais e particulares.
0 Relatõrio/Diagnõstico
Relatõrio/Diagnéstico da CNBU (16), apresentado durante a realizaçao
do 79 CBBD, de 1973, em Belém do Pará, conjuntamente com a realizaçao do '
II Encontro Nacional dos Diretores de Bibliotecas Centrais Universitárias,
ensejou ao Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), promover também em 1973, o I Seminário para Estudo dos Problemas de Adminis traçao e Funcionamento das Bibliotecas Universitárias .
0 Seminário teve como objetivo debater a situação e as perspectivas '
da biblioteca no contexto universitário brasileiro, reunindo em torno das
discussões, administradores universitários e bibliotecários.
Os temas apresentados, os resultados dos debates e as recomendações,
foram reunidos no v. 4, no. 1, da Revista da Escola de Biblioteconomia da
UFMG, especialmente dedicado ao evento.
A complexibilidade do processo de planejamento das bibliotecas unive_r
unive£
sitárias'brasileiras
sitárias brasileiras e os problemas ainda existentes, persistem nas preoc^
paçoes
pações do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, que programa
promover ainda este ano, com o apoio da CAPES, o II Seminário para Estudo
dos Problemas de Administração e Funcionamento das Bibliotecas Universitárias,, a ser realizado na Universidade Federal da Paraíba.
rias
3.3 Bibliotecas Especializadas
ÉE o setor da biblioteconomia brasileira onde se observa o maior desen
volvimento na prestaçao de serviços aos usuários.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�38
0 fato é uma consequência lógica da reunião de várias implicações, an£
tando-se entre as mesmas: 1) a característica executora e nao coordenadora
de uma política nacional, pelo antigo IBBD, hoje IBICT, em um País de di mensao continental como o Brasil; 2) a carência das bibliotecas universit£
mensio
university
rias brasileiras e a sua não integração nos programas de informações científicas e tecnológicas, atravÓs do binômio ensino/pesquisa; 3) o isolamento da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, as deficiências pelas quais a
mesma atravessa, somadas com a defasada legislação do depósito legal, o '
que impede maior determinação e exigências quanto ao seu cumprimento; 4) a
falta de uma planificação
planificaçao a nível nacional, regional e estadual, envolvendo os diversos tipos e serviços de bibliotecas.
No processo de desenvolvimento das bibliotecas especializadas brasilei
ras, importante se faz anotar a atuaçao
atuação da FEBAB - Federaçao Brasileira de
Associações Bibliotecárias, que congrega diversas "Comissões Nacionais" de
bibliotecas em áreas específicas, onde se destacam os trabalhos das Comissões e dos grupos Estaduais em Agricultura, Medicina e Tecnologia.
E ê realmente nas 3 citadas áreas em que o desenvolvimento se observa
com a característica de rede nacional, ã qual se integram não só
s5 as bibli£
tecas especializadas propriamente ditas, bem como as bibliotecas universitárias ligadas ãs diversas especialidades.
0 primeiro programa, a nível de rede nacional, ocorreu com a implantaçao no Brasil, da BIREME - Biblioteca Regional de Medicina, em convênio da
Organização Panamericana da Saúde - OPAS, com o governo brasileiro, atra vês do Ministério da Educação e Cultura e do Ministério da Saúde.
A BIREME, procura estabelecer e desenvolver os seus programas, por intermédio de Subsistemas e Subcentros Regionais, que por seu turno, coordenam as bibliotecas e os centros de documentação na área de suas atuações e
influências.
Entre os programas básicos da BIREME, está o de propiciar aos seus Sub
centros, a-instalaçao
a instalaçao de terminais do sistema MEDLINE ("Medlars-on-line"),
extensão do MEDLARS - "Medicai
"Medical Literature Analysis and Research System", '
propiciando assim a recuperação automatizada das informações contidas nos
principais periódicos científicos da literatura biomêdica,
biomÓdica, acelerando, con
sequentemente, a prestaçao de informações e serviços.
No Campo agrícola, observava-se de forma isolada, a atuaçao de 3 redes
de bibliotecas, a saber: 1) da EMBRATER - Empresa Brasileira de Assistên cia técnica e Extensão Rural, através da CID/Coordenaçao de Informação
e

cm

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

14

�39
Documentação - NIDOC/NÚcleo
NIDOC/Nucleo de Informação e Documentação; 2) da EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, através do SITCE - Sistema de
Informação Técnica Científica, organizado pelo DID - Departamento de Infor
mação e Documentação; 3) do MEC - Ministério da Educaçao e Cultura/DAU
Departamento de Assuntos Universitários, por intermédio do PRODECA - Pro grama de Desenvolvimento do Ensino das Ciências Agrárias e da UCAP - Unid£
Unida,
de Central de Avaliaçao e Planejamento de Ciências Agrárias.
Paralelamente ã formaçao das 3 redes de bibliotecas citadas, um estudo diagnóstico realizado com a assistência técnica da FAO, objetivando conhecer a situação
situaçao da documentação e informação agrícola no Brasil, resul tou no projeto para a criaçao do Sistema Nacional de Informação e Documentação Agrícola - SNIDA (Projeto PNUD/FAO/BRA/72/020).
Como consequência das diversas etapas e dos vários estudos realizados
por um Grupo de Trabalho, integrado por representantes do SNIDA, da BiblÍ£
teca Nacional do Rio de Janeiro, da BIREME, da CBDA - Comissão Brasileira
de Documentação Agrícola, do IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia, da FGV - Fundação Getúlio Vargas, da EMBRAPA e da EM
BRATER e da ABDF - Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal, foi
proposta a criaçao de uma Biblioteca Nacional de Agricultura - BINAGRI, C£
c£
mo unidade central e operacional do SNIDA.
Acolhida a proposta, a Portaria Ministerial n?
n9 325 de 28/04/78, criou
a BINAGRI, como órgão
õrgao da administração direta, vinculada ã Secretaria Geral do Ministério da Agricultura.
"0 papel da Biblioteca Nacional de Agricultura - BINAGRI, como unidade central do SNIDA", é objeto de um detalhado e descritivo trabalho, £
laborado por Yone Chastinet (5).
Importante se faz assinalar a função coordenadora que compete ã BINAGRI, junto a rede de bibliotecas agrícolas (ensino, pesquisa e extensão) ,
bem como quanto a descentralização de suas atividades, através da implant£
çao das BEAGRI's - Bibliotecas Estaduais de Agricultura.
A terceira e a última das redes de bibliotecas especializada, por nós
nos
destacada, refere-se ao setor tecnológico e encontra-se na fase embriona implantaçao.
ria de seus estudos de implantação.
Desenvolvido de modo integrado entre o MEC/DAU, GRUB,
CRUB, ABENGE - Assoei
açao Brasileira de Ensino de Engenharia, o "Projeto BICENGE - Biblioteca '
ação
Complementar de Engenharia" (1), é resultante do "Relatório Preliminar da
Situaçao das Bibliotecas na Area
Srea de Ensino de Engenharia" (2) efetivado £

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�40
través de contrato entre o DNER - Departamento Nacional do
de Kstradas e Rodagem/lPR - Instituto de Pesquisas Rodoviárias e o CRUB - Conselho de Reito gem/IPR
res das Universidades Brasileiras.
0 Projeto BICENÇE,
BICENGE, têm
tem como área de atuação as Bibliotecas e os
Centros de Documentação e Informação em Engenharia, e como função, apoiar e in
tegrar as Bibliotecas e os Centros de Documentação das Instituições de ensi
no, pesquisa e aplicaçao da Engenharia, mediante açao complementar de acervos e serviços, estímulo ã transferência
transferencia de informação e acessos aos docu mentos.
Recentemente foi firmado um convênio tripartite de cooperação entre a
Secretaria de Ensino Superior do MEC(ex-DAU), o CONFEA - Conselho Federal '
de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e o CNPq/lBICT. A execução do convênio e a implantação
implantaçao do Projeto BICENGE, coube ao CONFEA.
3.4 Perspectivas Futuras
Efetivamente a biblioteconomia brasileira, caminha quanto ã sua pollti
ca e ao seu planejamento, em direção ã implantação de sistemas e rede de bi^
bliotecas em áreas específicas.
0 direcionamento requer análise e estudos mais aprofundados, visando '
as metas a serem cumpridas, através da seleção das necessidades básicas, so
luçoes e alternativas viáveis para a implementação de um plano estratégico.
Não representaria tentar ser adivinho, ou possuir uma "bola de cris
tal", para anotar entre os direcionamentos previstos, a formaçao e a implan
taçao de outras bibliotecas nacionais, em áreas especificas, a exemplo da
BINAGRI, o que, em futuro deverá ocorrer na área médica com a BIREME e na á
rea tecnológica com a BICENGE.
No plano das ciências sociais e humanas e ao da cultura em geral, a in
fraestrutura sistêmica poderia ser possibilitada através do Sistema Nacio nal de Bibliotecas Públicas, integrado com a Biblioteca Nacional do Rio de
Janeiro e fortalecido em suas metas açoes em total interaçao com as Secreta
rias de Educaçao dos Estados Brasileiros.
Para a concretização dos objetivos e das diretivas indicadas, alguns '
pontos devem ser considerados, como fatores básicos e determinantes para o
alcance das metas pretendidas:
a) Planejamento a nível nacional, com análise e estudos setoriais e re
gionais;
b) Adequação
Adequaçao da formação graduada e pós-graduada de recursos humanos ,
integrada com as especializações necessárias e um processo de educaçao con-

Digitalizado
por:
gentilmente por;

4^
II

12

13

14

�41
tínua.
4. ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO BIBLIOTECÁRIA
Vários tem sido os esforços no sentido de dotar as bibliotecas brasileiras de um processo técnico/administrativo, que lhes permita melhor orga
nizar e operacionalizar os seus serviços.
As deficiências neste sectido,
sentido, anotadas anteriormente entre as falhas
na formaçao de nossos bibliotecários, sempre se configuram quando análises
e ou diagnósticos sao efetuados.
Ocorre, em geral, que as análises e os diagnósticos, sao realizados ^
£
través da aplicaçao de questionários enviados ás bibliotecas, nem sempre ^
bordando o universo dos problemas existentes, tabulados e analisados ã dis
tancia, sem a observação "in-loco", de problemas específicos, que nao sao
detetados.
Por outro lado, as bibliotecas questionadas e analisadas, recebem em
retorno, soluçoes, alternativas e estratégias por demais abrangentes dos
problemas, como um todo, de modo geral nao oferecendo as mesmas, . maiores
detalhes de como melhor agir, com eficácia e objetividade.
0 escopo básico do presente segmento é o de oferecer ãs
is bibliotecas
brasileiras, condiçoes para que as mesmas auto-identifiquem os maiores pro
pr£
blemas que afetam o desenvolvimento de seus serviços, ao mesmo tempo orien
tá-las na pesquisa de soluçoes e alternativas para a elaboraçao de um plano estratégico, e o consequente conhecimento das necessidades a serem im
plementadas, através de açoes e métodos.
A metodologia envolve, em um primeiro passo, a avaliaçao geral
dos
serviços prestados pela biblioteca, consistindo em um programado e orient£
orienta
do "Questionário/Entrevista" a ser aplicado. 0 segundo passo, refere-se ãa
analise e as observações do Questionário/Entrevista". 0 terceiro passo
é
reservado a elaboraçao de soluçoes e alternativas, consolidadas em um plano estratégico. 0 quarot é o último
ultimo passo, consiste em testar e aplicar na
prática, o plano estratégico elaborado.
0 esquema representa uma combinação dos principios da "administraçao
"administração
por objetivos", incluindo métodos técnico/cientificos
técnico/científicos em programas organizacional-administrativos, integrando-os com o "processo de adaptaçao",
e
seus conceitos humanísticos, presentes e identificados em todas as organizações e serviços.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�42
4.1 Aspectos Tecníco-Administrativos
Técnico-Administrativos
A "Administração por Objetivo" foi selecionada por representar uma meto
dologia sistêmica de abordagem, que envolve modelos teóricos e técnicos
de
organização em processos administrativos, assim como por se constituir
em
uma filosofia e um estilo gerencial, no qual os objetivos são identificados
no sentido de ser elaborado um plano estratégico, acompanhado de uma estrutu
ra organizacional que permita a execução da ação programada.
Os detalhes 'ee os aspectos a seguir assinalados, em nosso entender, deve^
dev£
riam ser seguidos na análise e nos estudos sobre o desenvolvimento dos servi
ços bibliotecários:
1. A Biblioteca e a Instituição Mantenedora: a) Objetivos e finalidades;
b) planejamento e controle organizacional; c) organizaçao estrutural;
d) tomada de decisões.
2. A Biblioteca e os Usuários: a) Numero, tipos e categorias; b) direitos e deveres dos usuários; c) interesse dos usuários e os serviços
prestados; d) satisfaçao e expectativa dos usuários; e) relacionamen
to entre o usuário e o pessoal da biblioteca.
3. Serviços Técnicos: a) Seleção e aquisiçao: política de seleção e aquisiçao, coleçoes existentes, usos e preservação das coleçoes, proindexaçao:
cessos de seleção, processos de aquisiçao; b) análise e indexação:
sistemas aplicados (TEMPO E CUSTO), controle da informação bibliogr£
fica, perfil do usuário, relacionamento com o setor de Referência.
4. Serviços aos Usuários: a) Referência: filosofia do Serviço de Refe rência, coleção básica de referência, organização e acessibilidade
réncia,
das coleçoes, espaço físico, "background" do pessoal de Referência ;
b) circulação de materiais: política de circulação dos materiais, con
sulta interna e empréstimo domiciliar, livros em reserva, empréstimo
entre bibliotecas.
5. Aspectos Gerais: a) Controle organizacional: estrutura formal, regimentos, fluxogramas das atividades, manual de serviços, supervisão e
coordenação; b) Pessoal: número, categorias e funções, seleção e seus
processos, treinamento, salários e progressões, relacionamento inte£
inter
no; c) Instalaçao e equipamentos: áreas de circulação, escritórios,
e
serviços técnicos, coleçoes de referencia, de periódicos, gerais
coleçoes especiais, área para leitura,
etc.,
avaliaçao de ex-

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�43
pansao; d) programa orçamentário; política orçamentária, fontes or
çamentãrias, performance orçamentária, controle orçamentário, neces
çamentárias,
sidades e suplementaçoes.
suplementações.
A.2 Aspectos Humanisticos
4.2
Em todo contexto organizacional, o estudo dos fatores humanos são
sao analisados com base nos conceitos da "adaptaçao". 0 processo de adaptaçao, é '
uma idéia central, no processo de entender o "homem", diante da situaçao de
trabalho e as tarefas ao mesmo designadas, enfatizando dois subprocessos :
1) "assimilaçao e acomodaçao".
"Assimilação", representa a capacidade do elemento humano, ao reagir e
ou assimilar novas idéias, tarefas, serviços ou situações dentro da organizaçao. "Acomodaçao", descreve o sub-processo de alternativas, através
das
quais a organizaçao se torna capaz de administrar situações, em principio
dificeis de serem realizadas.
Em um sistema organizacional, o processo de "adaptaçao", pode ocorrer'
segundo as seguintes situações:
1. Adaptaçao do homem ao trabalho: a) Informação ocupacional: histórico, características pessoais, tipo de trabalho ou tarefas, treina mento, salário, seguridade social, etc.; b) análise do trabalho; c)
seleção e recrutamento; d) critérios de avaliaçao.
2. Adaptaçao do trabalho ao homem: a) Racionalizaçao das tarefas;
b)
condiçoes ambientais: espaço, iluminação, temperatura, etc., barucondições
lhos e outras interferências, facilidades gerais; c) processo de co^
c£
municação; d) período de descanso; e) segurança e higiene do trabalho.
3. Adaptaçao do homem ao homem: a) Características individuais; b) relacionamento interpessoal; c) liderança; d) comunicação e comunicabilidade.
A. Adaptaçao do homem ã organizaçao: a) Ambiente organizacional; b) w
4.
t£
mada de decisões; c) atuaçao da Chefia ou Gerência; d) motivaçao ao
trabalho; e) grupos, divergências, normas; f) satisfaçao salarial;
g) promoçoes, avaliações, acessos; h) relações públicas; i) seguridade social.
A. 3 Resultados a serem alcançados
4.3
Combinando a aplicaçao do sistema da "administraçao por objetivo" e os

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�44
conceitos do "processo de adaptaçao",
adaptação", a análise e o estudo sobre o desenvol
vimento dos serviços de uma biblioteca, poderá oferecer os seguintes resultados práticos:
- identificação dos problemas
- análise dos problemas
- seleção de alternativas e soluçoes
- teste das alternativas selecionadas
- implementação da açao
0 processo organizacional de uma biblioteca ou empresa, deve ser enten
dido e definido como um processo gerencial, no qual as funções sao defini cido
das em 5 sequencionais e integradas partes, a saber:
a)
b)
c)
d)
e)

Planejamento;
organizaçao;
direção;
controle;
avaliaçao.

As diversas etapas dos trabalhos de avaliaçao e diagnóstico
diagnostico de um serviço bibliotecário, sao detalhadas a seguir, bem como um gráfico demonstrativo do processo administrativo, a ser aplicado na organizaçao e administra
çao de Bibliotecas.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

4^
II
11

12
12

13
13

14
14

�45

ETAPAS
Primeira

Segunda

cm

TRABALHOS DE AÇÃO

SEQUÊNCIA niAcSEQUENCTA
DIAS nr
DE
TEMPO/TRA
tempo/tra^^^balho
TRABALHO
BALUO
BALHO

Pesquisa
. Entrevistas: estabelecimento de contexto/mo
contexto/m£
tivaçao para o entrevistado, etc.
. treinamento para entrevista de grupo
. aplicaçao de entrevistas
. Entrevistas-Questionãrios: formulário e pe_r
guntas por sequencia/projeto
sequência/projeto de questionário
. treinamento em questionário de grupo
. aplicação
aplicaçao de questionário
. relatório
relatorio preliminar
Análise e Avaliação
. coletar e analisar dados
i . interpretação dos resultados/identificar
problemas
. desenvolver conclusões
. discussões
. relatório preliminar

Terceira

Plano Estratégico
. desenvolver os objetivos do sistema
. busca dos resultados de experiencias
. estudo de soluçoes e alternativas
Formaçao de Objetivos e Metas
. identificar as implicações com os usuários
. determinar área para ênfase do desenvolvimento
Elaboraçao de Plano
. objetivos do alcance prioritário
. estabelecer especificações do desempenho
. identificar as configurações do sistema
. determinar parâmetros de objetivos para r£
cursos
. desenvolver custos em vista do sistema pro^
pr£
posto
Relatório Preliminar

Quarta

Plano de Teste
Avaliaçao
. alteraçao
. correção
. revisão

Digitalizado
gentilmente por:

11

�46

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

�47
ABSTRACT
General analysis of brazilian
Brazilian librarianship problems, emphazing human resources, planming and library's policy, as well as libraries organ
orgaii
ization and administration.

BIBLIOGRAFIA
1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO DE ENGENHARIA, São Paulo.
Projeto
BICENGE: biblioteca complementar de engenharia. São
Sio Paulo, 1978 .
97p.il
2.

. Relatório preliminar da situaçao
situação das bibliotecas na área de
ensino de engenharia. Rio de Janeiro, DNER, CRUB, MEC/DAU, 1978 .
40p.

3.

. Resultado preliminar da pesquisa sobre hábitos e
necessida
des de informação na área de ensino e pesquisa de engenharia. Rio
de Janeiro, DNER, CRUB, MEC/DAU, 1978. 39p. Projeto BICENGE. anexo
9.1

4. BRIQUET DE LEMOS. A.A. Estado atual do ensino de biblioteconomia no
Brasil e a questão da ciência da informação. In;
In: SEMINÄRIO
SEMINARIO LATINOAMERICANO SOBRE PREPARAÇÃO DE CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO, México, DF,
1972. Seminário latino-americano sobre preparação de cientistas da
informação, 23/25 de agosto. Rio de Janeiro, IBBD, 1972, p.11-9
5. CHASTINET, Yone S. 0 papel da Biblioteca Nacional de Agricultura
BINAGRI como unidade central do Sistema Nacional de Informação
Documentação Agrícola - SNIDA. Brasília, 1979. 19p.

e

6. CONSELHO DE REITORES DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS, Rio de Janeiro .
Pesquisa sobre: necessidades e hábitos de informação de engenhei ros e recursos das bibliotecas na área de engenharia - manual
do
entrevistador. Rio de Janeiro, DNER, MEC/DAU, 1977. Projeto BICENGE. Anexo 9.1
7. CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA, Brasília. Ante-projeto de reforma da Lei 4084 de 30 de julho de 1962. Brasília, 1978, 47p.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�48
Avaliaçao e atualização
atualizaçao dos serviços de referencia
8. CORDEIRO, Paulo Py. Avaliação
referência
dos SID's. Brasília, EMBRAPA, 1978. (Trabalho apresentado no 39 Encontro de Bibliotecários da EMBRAPA, Fortaleza, CE)
9.

. 0 núcleo de documentação da UFF com subcentro regional da BIREME. Niterói, Universidade Federal Fluminense, 1975. 15p.

10.

. A participaçao
participação da biblioteca universitária no sistema nacio nal de informação científica e tecnológica e em outros sistemas de
informação. Revista da Escola de Biblioteconomia da Universidade Fe
deral de Minas Gerais, Belo Horizonte, 4(l):79-89, mar. 1975

11.

. A System
system study on library development. Nashville, TN, 1977 .
(Master of Library Science - School of Library Science, Peabody Co^
Col.
lege)

12. DRUCKER, Peter F. Management, responsabilites, practices. New York
Harper and Row, 1973
13. DUNNETE, Marvin R., ed. Handbook of industrial organizational psychology. Chicago, Rand McNally, 1976.
14. FAYOL, Henry. Industrial and general administration. Geneva, Interna tional Management Institute, 1929.
15. FIGUEIREDO, Nice. 0 ensino da biblioteconomia no Brasil: relatório de
pesquisa sobre o'status quo' das escolas de biblioteconomia e documentação com ênfase na situaçao do pessoal docente. Brasília, CAPES,
1978. 3 V.
16. GRUPO DE IMPLANTAÇÃO DA COMISSÃO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÃ RIAS, Niterói. Relatório diagnóstico sobre a situaçao das bibliotecas universitárias brasileiras. Belém, 1973. Anexo 2 /Mimeografado/
Trabalho apresentado ao 79 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia
e Documentação e 29 Encontro Nacional de Diretores de Bibliotecas
Centrais Universitárias, Belém, 29 jul. - agosto 1973.
17. HERSEY, Paul &amp; BLAUCHARD, Kenneth H. Management of organizational be haviour, utilizing human resources. 2 ed. Englewood Cliefs, N.J.,
1978
18. KAUFMAN, Roger A. Educacional system
System planning. New Jersey, Prentice Hall, 1972

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�49
19. KIRK, Frank G. Total system development for ínformation
information Systems.
systems. New
York, J. Wiley, 1973
20. Miranda, Antonio. A missão
missao da biblioteca pública no Brasil. Revista de
Biblioteconomia de Brasília, Brasília, ^(l):69-75, jan./jun. 1978
21. NOCETTI,
NOCETTl, Milton A. Estudo analítico da informação agrícola no Brasil .
Rio de Janeiro, 1978. 161p. (Dissertação apresentada ao IBICT/UFRJ
para obtenção do grau de Mestre em Ciências da Informação)
22. RAIA, Anthony P. Management by objectives
Engl. 1974

Glenview - III, Bringhton ,

23. STUEART, Robert D. &amp; EASTLICK, John T. Library management. Littleton ,
Colo. Libraries Unlimited, Inc, 1971. (Library Science Text Series)
24. SUAIDEN, Emir José. Perspectivas das bibliotecas públicas no Brasil.
Revista de Biblioteconomia de Brasília, ^(l):77-82, jan./jun. 1978
25. VIEIRA, Anna da Soledade &amp; LIMA, Etelvina. Põs-graduaçao
Pós-graduaçao em biblioteconomia e a formaçao de uma liderança nacional. In: - FIGUEIREDO ,
Nice. 0 ensino da biblioteconomia no Brasil: relatório de pesquisa
sobre o'status quo' das escolas de biblioteconomia e documentação
com ênfase na situaçao do pessoal docente. Brasília, CAPES, 1978
V. 1, p.137-143

Digitalizado
gentilmente por:

*

11

12
12

13
13

14
14

�50
C D U - 02 + 002 ;: 061.36

1954 - 1979
JUBILEU DOS CONGRESSOS DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

TEMÁRIOS
TEMÀRIOS
AUTORES
TRABALHOS APRESENTADOS
RECOMENDAÇÕES

POR
Carminda Nogueira de Castro Ferreira — CRB—8/874
Maria do Rosário de Castro Ferreira Toledo
CRB-8/Proc. 160/79
Ruthe Helena Camargo Ferreira
CRB-8/Proc. 180/79

Digitalizado
gentilmente por:

�51
CDU - 02+ 002:061.36
1954 - 1979
JUBILEU DOS CONGRESSOS DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
TEMÄRIOS
TEMARIOS
AUTORES
TRABALHOS APRESENTADOS
RECOMENDAÇÕES

Resumo: Enumera os temas e tTtulos dos
trabalhos apresentados e recomendações
feitas desde o I - C.B.B.D. ao
IX C.B.B.D.
Destaca os aspectos mais relevantes, recomenda a adoção de normas para apresentação dos Congressos e dos Temas e a
criação de um Secretariado
Permanente
dos C.B.B.D. Junto
iunto ã FEBAB.

1.

Aoresentacão
Aoresentacao e Objetivos
Obietivos do Trabalho

Ao elaborar este trabalho, as autoras estabeleceram como obietivo orincioal a coleta ordenada das recomendações feitas nos
nove Congressos
Brasileiros de Biblioteconomia e Documentação realizados no decorrer de
um quarto de século. 0 período
perTodo 1954-1979 éi importantíssimo para a futura
história da profissão, e não pode prescindir de quaisquer referências,por
historia
menores ou menos valiosas que pareçam, dado que documentam sobretudo a lu
1l[
ta de alguns pioneiros cujos nomes merecem perpétua gratidão.
Como objetivos secundãrios, as autoras propuseram-se recomendar
uma
normalização na apresentação dos dados referentes a futuros Congressos,
visando a recuperação fãcil e todas as demais vantagens que a normaliza ção acarreta.

Digitalizado
gentilmente por:

�52
Por não ser possível
possTvel dar ao trabalho precisão, exatidão e bases cieji
tificas suficientes, não se objetivou fazer uma avaliação crTtica
tTficas
de
sõ alcança o máximo de sua si£
tudo 0 que foi feito. Qualquer avaliação s5
nificação, quando realizada em função de objetivos bem determinados. E
a maior dificuldade de um trabalho avaliativo dos eventos realizados cojn
coji
sistiria, exatamente, na quase total ausincia
ausência de formulação de objetivos
claros e precisos para a realização de cada um dos Congressos. Sõ dos
títulos do temãrio, do contexto polTtico-social da época da realização ,
e das próprias recomendações podem ser deduzidos alguns objetivos subjacentes..
centes
Nada melhor que um X - Congresso de Biblioteconomia e Documentação p£
ra apresentar o que jã foi recomendado nos nove anteriores.
0 presente
trabalho não deverá aparecer como corpo estranho ao atual evento ,
mas
dele fazer parte integrante, servindo como meio de controle de qualidade, assegurando que este Congresso alcance resultados mais evidentes,efj[
evidentes,efi^
cazes e eficientes do que os anteriores, como éi natural.

2. Antecedentes
Num interessante trabalho, as bibliotecárias Maria Alice de Toledo Lej^
Leji^
te (SESI) e Maria CecTlia Pimenta Pinheiro (SESI) apresentaram no IV Congresso um estudo comparativo das resoluções aprovadas nos tris primeiros
Congressos, com o que foi realizado.
"Para que os bibliotecários do Brasil possam verificar,
nitidamente, o grande esforço despendido pela classe,
em apenas nove anos, para a consecução de direitos há
tantos anos almejados"
Apõs cada resolução, as autoras informaram sobre as medidas tomadas, a
realização ou não das sugestões, ou esclareciam sobre as respectivas competências..
petências
Concluindo o trabalho, extenso e meticuloso, as autoras recomendam que
"as conclusões a que chegarem os vindouros Congressos
de assuntos biblioteconõmicos e documetãrios
sejam
.de
de caráter essencialmente prático e objetivo, para
uqe possam ser satisfatoriamente observadas".

cm

Digitalizado
gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�53
3. Os Congressos
I-C.B.B.D:
1954 - RECIFE
Na Universidade Federal de Pernambuco, bibliotecários re^
nidos discutem problemas então enfrentados pela classe. Havia
quase quarenta anos que fora instalado o primeiro curso de Bj[
Bi
b1ioteconomia
bl
i oteconomi a e os profissionais saTdos desses cursos pionei_
ros,, autinticos bandeirantes da profissão, estavam
ros
perfeit^
perfeit£
mente conscientizados da necessidade de fixar rumos mais coji
eretos, fundamentação e estruturas legais mais definidas
ã
bib1iotecãrio.
carreira de .bib1iotecãrio.
As reivindicações consideradas justas foram levadas a deb£
te, visando sempre um maior presti^gio
presti'gio da profissão, o aprimo
aprim£
bibli£
ramento da formação tienico-eultural e a divulgação da biblio^
teca como agente social da maior importância.
Cursos de Biblioteconomia integrados ãs Universidades foi
uma recomendação audaciosa jã que o curso na ipoca
época era consi_
derado de nivel médio. E ãs Universidades também foi solicit^
da a criação de uma Comissão Nacional de Bibliotecas Universi_
tãrias .
As implicações tarifárias na importação de livros meceram
também as atenções dos bibliotecários, preocupados não sõ com
os aspectos financeiros, mas também (e pr
principa1
i nci pa 1 mente , deduzi_
mos) com os aspectos ideológicos, pois uma das recomendações
reclama das arbitrariedades de governos (?) cometidas contra
a livre expressão do pensamento. Semelhante recomendação
de
põe a favor dos bibliotecários da época que não se limitavam
pó
a funções puramente técnicas e assumiam vaiorosamente,
va 1orosamente, de p^
blico, em posicionamento em favor da liberdade intelectual.
Notável, e muito atual a recomendação visando
"assegurar
as bibliotecárias subsistência alheia aos azares da sorte".

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
a II
stem
sí
em
CiereacUnento
Gereacl
aniCTits

11

12

13

14

�54

II-C.B.B.D.
1959 - SALVADOR (Ba)
No berço da civilização barsileira, os bibliotecários mo^
mo£
tram-se abertos, com um senso prospectivo enorme,para uma for
for^
ça que pressentem poderosíssima: a propaganda. Por isso, rec£
rec^
mendam que uma publicidade bem orientada e eficiente das
bi_
bliotecas seja feita aos quatros ventos....
Para rebater a falsidade e demagogia do lema"1
lema"1979
Para.rebater
979 - Ano 1
da Criança Brasileira" nada melhor que recorrer ãs reiteradas
recomendações feitas, (em 1959), neste Congresso, sobre a n£
cessidade não sõ da criação e proliferação de bibliotecas i£
iji
fantis, mas tambim
também sobre a necessidade de um critério rigoro
rigor£
so na seleção de revistas em quadrinhos para que não
conste
de seu acervo literatura nociva ã formação mental da criança.
Além disso foi recomendado aos bibliotecários que dessem e£
pecial importância ao ajustamento social dos pequenos
leit£
res.
E que dizer sobre a atualidade e originalidade da criação
de bi bl i otecas-fami 1 i ares em conjuntos residenciais ? Tal r£
comendação seria dirigida ã Caixa Economica Federal e ao Ba£
Baji
CO Nacional de Habitação ,
solicitando que os contratos
de
todas as construções residenciais da responsabilidade desses
órgãos governamentais, que abrigassem mais de duzentas
õrgãos
fam^
fam£
lias, contivessem uma cláusula de obrigatoriedade de instala
ção de bibliotecas-fami1iares.
p^
Curiosa é a recomendação feita ás bibliotecas públicas p£
ra que em seus regimentos internos admitissem o acesso de m£
me^
nores de doze anos, e de escolares, em caráter supletivo. To
mando conhecimento de tal recomendação^e dela fazendo estudo
exegéti CO, não nos admiramos que os adultos de hoje na
exegétiCO,não
faixa
etária de 27 a 35 anos não gostem de ler....
Neste Congresso,algo muito importante para as
associ£
assocÍ£
ções de classe foi recomendado e aprovado: a criação da Féde^
Fed£
ração Brasileira de Associações de Bibliotecários (FEBAB)
e
sua Secretaria Geral, com sede em São Paulo.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
k sí em
C:ereaclaro«nto
Gcreaclancnto

11

�55
III-C.B.B.D.
1961 - CURITIBA (Pr)
A preocupação com a formação profissional toma maior vul_
to, e custa acreditar que este período não tenha sido escrito
hoje:
"As Escolas de Biblioteconomia tenham em mente que estão
preparando elites ticnicas
técnicas e não "fornadas" de
bibliotec£
rios".
Ou este, em que se delineia jã o conceito de
formação
contínua:
"...Escolas de Biblioteconomia com curriculos bem ree^
truturados que permitam aos bibliotecários jã formados volt^
volt£
rem aos bancos escolares para se atualizarem nas ticnicas
ren
técnicas da
Documentação".
E que mentalidade moderna a do profissional que,numa pr£
pr^
fissão ainda de nível secundário, recomendava ãs escolas
um
procedimento que em sofisticada análise sistêmica, se
chama
hoje diagnostico
diagnóstico do meio ambiente.
"... 0 ensino seja fundamentado no conhecimento da reali_
realj_
dade, treinando os futuros bibliotecários na observação
do
meio social para dar base sólida ao planejamento de seu trab£
trab^
Iho junto ao público".
técnicos eram também uma ■• preocupação
Como os processos ticnicos
constante e se acreditava no trabalho em grupo, recomendou-se
desde logo a criação de uma Comissão Brasileira de
Catalog^
ção.
Conscientes de que as tarefas e funções dos
bibliotecã
rios eram algo mais do que a realização de tarefas
rotinei_
ras , todos os participantes aprovaram a organização, nas Esco
ras,
Esco^
Ias de Biblioteconomia, de um Curso de auxiliar de biblioteca
pedindo ãs autoridades competentes a criação desse cargo
no
quadro de funcionalismo.
E, não querendo fazer comparações com o que hoje acont£
ce, ao recomendar o aprendizado obrigatório de Inglês
Inglis e
Al£
Ale^
mão, foi observado que
"... outras línguas como o Espanhol, o Italiano
e o
Francês, não apresentam dificuldade para o bibliotecário br^
Francis,
br£

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
C*ereaclaro«nto

11

12

13

14

�56
si leiro".
1 eiro".
IV-

C.B.B.D.

1963 - FORTALEZA CCe)
Sob 0 símbolo
sTmbolo poético
poitico das jangadas, este Congresso recl^
mou de S. Excelincia,
Excelência, o Presidente da República, maior
ateji
atejn
ção para o problema das Bibliotecas brasileiras, de modo
ge^
ral .
Reclamou também a participação de bibliotecários em
C£
missões de Planejamento das Universidades, além de 5% do orç£
mento total universitário para os serviços bibliotecários.
Duas preocupações atualíssimas
atualTssimas também foram discutidas:
a equiparação dos vencimentos dos bibliotecários com os venci_
mentos dos professores titulares, contratados em regime de de
dicação plena, e a instalação de cursos de põs-graduação
em
Biblioteconomia e Documentação, visando o contTnuo
contínuo aperfeico£
mento dos serviços bibliotecários.
V-

C.B.B.D.

1965 - SAO
SÄ0 PAULO
Foi um Congresso de enorme repercussão. Autoridades est£
duais e municipais deram total apoio ã iniciativa que, aliado
ao trabalho e entusiasmo da Comissão Organizadora, deu proj£
ção internacional ao evento.
Preocupações com o ensino uniformizado e com as
infr£
ções ã Lei 4084/62 geraram múltiplas e redundantes recomend£
ções: protesto ã USP pela separação do ensino da biblioteco
bibliotec£
nomia e Documentação na estruturação da Escola de
Comunic£
ções e Artes; pedido ãs escolas de uniformização da Nomencl£
Nomencl^
tura das disciplinas e da seriação curricular;
incorporação
das Escolas nas Universidades e muitas outras.
"A CAPES e ãs Universidades foi, de novo, feita a
rec£
mendação de estabelecerem programas de assistência para
im
plantação de cursos de põs-graduação, aperfeiçoamento, e
ex
ex^

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�57
tensão nas Escolas e em Departamentos.
A vivincia do desenvolvimento no campo da
Documentação
levou alguns participantes a proporem a adoção
de sistemas
de aquisição planificada e de Centros de Permuta de duplic^
duplica^
so
tas e a restauração da Comissão Brasileira de C.D.U., dela so_
licitando prestações de serviços.
Como emenda
ào
projeto-de-lei do depósito
depõsito legal foi
solicitada a criação de Biblitecas Depositarias
Depositárias Regionais.
AÄ FEBAB foi solicitada a realização de um novo levant^
levant£
mento das Bibliotecas Públicas
Públicas,, visando promoções futuras.
De novo, ãs Universidades, foi solicitada a importância
de 5% de suas verbas totais para o desenvolvimento ee,manutenmanutenção de suas bibliotecas.
Bibliotecas nas penitenciárias - eis .urna
uma generosa idéia
proposta, para ser introduzida no novo Código
Cõdigo Penal.
Quatro recomendações importantes, aprovadas por unanimidade, que, até hoje, não foram postas em prática:
a) a mudança da data das comemorações^da
comemorações da Semana Nacional
da Biblioteca (de 1 a 7 de outubro), permanecendo o
dia 12 de março como o,Dia
o Dia do Bibliotecário;
b) a frequência obrigatória de Cursos de Didática, pelos
profissionais que se destinam ao ensino;
c) a obrigatoriedade de introdução em todos os cursos
universitários e secundários, da disciplina Orientação Bibliográfica;
d) criação de uma Divisão de Bibliotecas, na
de Educação, no Estado de São Paulo.

Secretaria

Estas quatro recomendações, pela importância de seus pr£
pro
pósitos
põsitos mediatos, mereceriam ser incluídas
incluTdas em outros Congre^
Congre£
sos .

VI- C.B.B.D.
1971

-

BELO HORIZONTE (MG)

Vamos escolher um Hino do Bibliotecário?

cm

Digitalizado
gentilmente por:

A

idéia

foi

�r
58
lançada no VI Congresso mas do Concurso proposto para a esco
esc^
lha não houve notícias.
A fiscalização do exercício da profissão, uma constante
em todos os Congressos, sobressai neste pela apresentação de
grande número de moções a serem enviadas a órgãos governamer^
governameji
tais e particulares (citados nominalmente) , recomendando
a
observância da Lei 4084/62. Essas moções poderiam ser repeti_
repeti^
das até
ati hoje . . .
Ao Conselho Federal de Educação foi feita uma importante
recomendação: que sõ seja autorizado e reconhecido o
funci£
funci^
namento de escolas superiores que contem com bibliotecas org£
nizadas, com um mínimo de 4.000 volumes de acervo e com
bi_
bliotecârio registrado no CRB.
A dispersão de temas e o grande número de participantes,
que criam problemas sérios is
ãs Comissões Organizadoras, foram
minimizadas através das recomendações que se referem ã prom£
promo^
ção de Cpngressos ou Encontro de Estudantes e ã exclusão, em
futuros eventos, de discussões de assuntos referentes ao ens£
ensi_
no e ã formação profissional, assuntos que devem ser examin^
examin£
dos pela Associação Brasileira das Escolas de Biblioteconomia
(ABEBD) em suas reuniões e encontros. Os resultados dos trab£
trab^
Ihos desenvolvidos pela ABEBD deveriam ser, posteriormente
posteriormente,re
,r£
latados aos Plenários dos Congressos, segundo a recomendação.
A constante preocupação com a formação profissional
profi ssi onal ,i
,ide£
deji
tifica em todos os Congressos, também o foi neste: ãs
is Unive£
sidades foram solicitados Cursos de Formação de
Professores
de Biblioteconomia e ã ABEBD que volte sua atenção para o e£
e^
tudo de um novo Curriculo Mínimo que incluisse no ciclo bâs2.
bãs£
CO Metodologia do Trabalho Intelectual, Linguística, Fundame^
Fundamein
tos da Matemática, Estatística e Introdução aos Computadores.
VII-C.B.B.D.
1973 - BELEM (Pa)
Uma importante recomendação deste Congresso foi dirigida
ãá CAPES para que incluisse bibliotecários entre os benefici£
benefici^
rios de bolsas de estudo.

Digitalizado
gentilmente por:

�59
Outra, foi sobre a obrigatoriedade da catalogação na foji
fo£
te e 0 emprego db
do ISBN. Outra ainda, sobre normas para elab£
ração de trabalhos.
Mas a mais importante mesmo, e que hoje tem para todos os
bibliotecários brasileiros saudoso significado foi a recomeji
dação para que se enviassem ao Ministro Jarbas Passarinho V£
tos de congratulações efusivas: um Ato de Sua Excelência,
Excelincia, um
verdadeiro ato de justiça e de Bom-Senso, dera aos bibliotecã
bibliotec^
rios uma vitória - a nomeação de duas grandes bibliotecárias
para a Direção da Biblioteca Nacional e do Instituto Nacional
do Livro (INL). Vitória efêmera,
efimera, diga-se de passagem, já que
a conquista alcançada áã força de persistência, de eficiência
e de bom relacionamento humano, se evaporou...
As restantes recomendações repetem quase "ipsi litteris"
as recomendações do Congresso anterior: novo curriculo, 5% do
orçamento universitário para a biblioteca, criação de bibli£
infantis,, etc,
tecas infantis
VIII-C.B.B.D.
BRASILIA
BRASTLIA
Como convêm a uma jovem capital, BrasTlia
Brasília deu uma feição
diferente ás recomendações
recjomendações e um arranjo moderno ã
apresent£
ção dos trabalhos e da publicação final.
Assim, em vèz
vez das recomendações, foi apresentada uma d£
claração de principios sobre a necessidade de um planejamento
sistêmico para bibliotecas públicas e escolares.
A necessidade de"uma entidade forte e dinâmica", sediada
em Brasilia sob uma direção que represente uma autêntica 1id£
lide
rança da classe bibliotecária, foi ressaltada, mas nada
de
mais claro e objetivo foi proposto, para cerrar fileiras, em
defesa dos interesses profissionais, ao lado da FEBAB e
das
associações filiadas, as quais
i« "... devem assumir imediatamente o lugar que lhes compe
comp£
te pois são 0 foro apropriado para debate e estudo das
sol£
ções que atendam ã melhoria dos serviços bibliotecários
no
PaTs".
Os dois Seminários realizados concomitantemente apreseji
Digitalizado
gentilmente por:

�60
taram recomendações de interesse específico dos assuntos
sados .

ve£
ver^

IX-C.B.B.D.
1977 - PORTO ALEGRE (RS)
Recomendação muito importante, na prática, foi apresent^
apresent£
da neste Congresso: que os órgãos máximos da Biblioteconomia
(C.F.B., FEBAB e ABEBD) delimitem e sistematizem as respecti_
vas atribuições
atribuições..
re^
0 aprimoramento da formação profissional através da
formulação do currículo e da criação da Licenciatura em
Bi_
blioteconomia , foram recomendados.
b1ioteconomia,
De acordo com as recomendações da UNESCO, foi solicitada
a isenção de censura sobre as publicações importadas.
Inform^
A implantação, de fato, do Serviço Nacional de
Inform£
ção para desenvolver o Projeto Internacional NATIS/BRASIL.
Providências para a sindicalização do bibliotecário
fo
f£
ram recomendadas e enfatizadas.
4. CONCLUSÕES
apresentar
uma
Em rápidas pinceladas as autoras quiseram lipresentar
nove
visão panorâmica do muito que foi falado e escrito nos
Congressos, destacando,da enorme quantidade de recomendações,
casos curiosos e importantes. A totalidade dessas
recomend£
recomend^
ções encontra -se em anexo a este trabalho, anexo que i mais
valioso sob o aspecto documental do que o próprio trabalho.
recomenda-se:
Ao concluir recomenda-se;
a) que sejam adotadas normas para apresentação dos novos
Congressos, de forma a facilitar a iinformação,apresen^
nformação ,apreseji
tando os seguintes dados na ordem citada:
1.
2.
3.
4.

cm

LOCAL
CIDADE-SEDE
PERÍODO
ANO

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
CpercacUncnto

11

12

13

14

�61
5. patrocínio
6. ORGANIZAÇSO
ORGANIZAÇÃO
6.1. COMISSÃO ORGANIZADORA
7.
8.
9.
10.

APOIO
NOMERO de inscritos
nOmero
INSCRITOS
OBJETIVOS
PROGRAMA
10.1. TEMA CENTRAL
10.2. TEMAS ESPECIAIS
10.3. TOTAL DE COMUNICAÇÕES

11 . EVENTOS PARALELOS
12. RECOMENDAÇÕES
13. CONVIDADOS

b) sejam adotadas como normas-padrão, para apresent^
ção de trabalhos em futuros Congressos, as normas
estabelecidas pelo X-CBBD
c) "que seja constituído, junto ã FEBAB, um Secretariai
Secretaria
do Permanente dos Congressos de Biblioteconomia e
Documentação, com o propósito básico de promover ou
envidar esforços para a concretização das proposj^
proposJ_
ções aprovadas, trazendo ao Congresso seguinte um
balanço das consequentes realizações". (Belo Hori zonte, VI - CBBD - Recomendações).

FERREIRA,
CRB-8/874

Carminda Nogueira de Castro

FERREIRA, Ruthe Helena Camargo
CRB-8/Proc.180/79
TOLEDO, Maria do Rosário de Castro Ferreira
CRB-8/Proc. 160/79

3

Digitalizado
por:
gentilmente por;

�62

DEVIDO A
Ã SUA EXTENSÃO, OS ANEXOS(TEMÃRIO E RECOMENDAÇÕES)

DO

PRESENTE TRABALHO NÃO FORAM PUBLICADOS NOS ANAIS, PODENDO SER
OBTIDOS COM AS AUTORAS.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�63

CDD (15.ed.) 021.8
CDU 02-050.52

O BIBLIOTECÁRIO E SUA ATUAÇÃO PROFISSIONAL
Cléa Dubeux Pinto Pimentel
Clia
Prof, do Departamento de BiblioProf.
teconomia da Universidade Federal de Pernambuco.

RESUMO
Definição de uma política profissional que diga respe^
respei
to aos interesses da maioria dos bibliotecários e a ser conduzida pelos órgãos de classe na luta pela defesa da profissão. São
feitas considerações no sentido de análise sobre a atuaçao profissional dos bibliotecários e apresentadas algumas propostas pa
ra melhoria do padrão da biblioteconomia atual.

11..

INTRODUÇÃO

0 trabalho do bibliotecário e a forma como o mesmo
se realiza, tem sido motivo de constante preocupação, tanto por
parte dos órgãos de classe que congregam e representam os biblio^
bibli£
tecários,
tecarios, como por nos,
nós, professores, responsáveis por sua formação profissional.
0 motivo principal da formulação deste
documento
foi a constataçao de que, sempre ao ser discutida a problemática
relativa ao exercício profissional, a maioria dos bibliotecários
possuem grandes idéias individuais que nunca chegam a ser reunidas, somando forças para que seja encaminhada, objetivamente,uma
discussão coletiva que possibilite o estabelecimento de uma poli
pol^
tica que responda aos anseios da totalidade dos
bibliotecários
brasileiros.

Digitalizado
gentilmente por:

�64
0 tema proposto neste trabalho, em forma de tese,
para aprovação e discussão dos participantes deste 109 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, jã
ji foi
objeto
de uma Moção ao 99 CBBD, em Porto Alegre, não tendo sido, entretanto, apresentado ao Plenário. A preocupação em evitar que
a
oportunidade seja,
seja,novamente,des
novamente, des perdiçada éi que estamos insistindo no assunto, na certeza de que a ocasião
ocasiao não
nao poderia ser
melhor para o debate e conscientização de todos os bibliotecários,
uma vez que o assunto continua sendo, em 1979, tão atuante como
era em 1977.
Assim estabelecemos, como objetivo norteador deste
documento, a compreensão dos limites da atuaçao profissional do
bibliotecário, a partir de sua inserção no quadro geral da prodii
prod^
ção brasileira.

2.

A POLÍTICA
POLITICA profissional
PROFISSIONAL DOS BIBLIOTECÁRIOS
BIBLIOTECÃRIOS NA ATUATÜAL CONJUNTURA DA SOCIEDADE BRASILEIRA

Para a definição, nos dias atuais, de uma política
profissional que diga respeito aos interesses da maioria dos bibliotecários, exatamente quando a profissão vem conquistando, po^
CO a pouco, a sua condição de profissão liberal e podendo obter
uma maior afirmaçao nesta categoria, o que vem caracterizando a
sua prática, entretanto, éi o desfavorecimento do exercício autônomo, pela sua inserção na competição do mercado de serviços do
setor terciário, característica da atual fase da nossa sociedade .
0 conceito de comunidade profissional nao se presta para explicar a situação atual da profissão. As relações do
trabalho, no mercado profissional, caracterizam uma absorção diferenciada dos bibliotecários por esse mesmo mercado. 0 processo
de crescimento econômico, em curso no Brasil, trouxe, como conseqllência, uma maior oferta de empregos nas grandes empresas públ^
qUência,
cas ou privadas, em Serviços de Informações e Serviços de
Documentação. Esta produção de serviços ié realizada por profissio
profissio^

Digitalizado
gentilmente por:

CiercacUnicnto

12

13

14

�65
nais recem-graduados, ou por alunos estagiários, em regime de as
salariamento, condição que é predominante, com tendências a ter
continuidade permanente.
Podemos afirmar que o trabalho básico do bibliotecário - organizar bibliotecas e serviços de documentação - pres
supoe um desígnio, mas, na realidade, o bibliotecário não escolhe
e nao interfere na sua definição, sendo tudo uma decorrência da
situaçao do trabalho, ditada, sobretudo, pelos interesses dominantes pelo empregador.
Portanto, a criaçao de novas bibliotecas, a organi
zaçao de serviços dinâmicos e a reorganização
reorganizaçao de alguns Serviços
de Informações obsoletos, baseiam-se em relações definidas sobre
as quais prevalece o interesse dominante dos empresários e dirigentes governamentais.
Assim, a atividade dos bibliotecários tem seus limites e estes so podem ser compreendidos a partir da própria com
preensao geral da sociedade brasileira, segundo seu modo de produção predominante, qual seja, o modo capitalista com as suas re
laçoes sociais especificas no momento atual, pois, caso
contrá
contr^
rio, manteremos a mistificação que só poderá conduzir as
posições ilusórias sobre o papel do bibliotecário na sociedade.
Desta forma, a criação de bibliotecas, de serviços
bibliotecários e outros serviços de informações necessários ã so
ciedade e, fundamentalmente, as
ãs atividades econômicas, acompanha
o processo de produção, evidenciando o controle efetivo dos interesses ditados,tanto pelos aspectos da açao política dos gover
nantes, como pelo capital, segundo suas necessidades dominantes.
Reconhecendo que, nessas condiçoes,
condições, a maioria da população brasileira se encontra marginalizada dos benefícios que
um Sistema de Bibliotecas públicas, escolares, universitárias,
etc., podem gerar, os bibliotecários devem se aliar ao processo
político em vigor, por melhores condições
condiçoes de ensino e de vida,e^
vida,en
tre as quais estão, em primeira prioridade, as bibliotecas
bibliotécas públi
públ^
cas e escolares, processo em que se concretizará o mercado efeti

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
sí
em
Ciereaclaro«nto
Gerencia
ncnto

♦

�66
vo dos bibliotecários. Na conquista do mercado potencial para
suas técnicas, os bibliotecários devem considerar, também,
a
problemática das populações rurais, submetidas as mais durascon
diçoes de vida pelas distorções do mesmo crescimento econômico
dições
que estabelece uma falsa dicotomia entre cidade e campo e as d^
ficuldades do pequeno empresário que não tem condições de contratar um bibliotecário em regime permanente de trabalho.
A elaboração e afirmação de princípios
técnicos
deve se dar na medida do diálogo com os usuários, organizada na
expressão de seus interesses e necessidades num processo
de
conscientização ampla do bibliotecário e da comunidade.
A nossa posição política, para ser conseqllente, de
de^
ve transcender os limites de nossa categoria profissional e pro
curar as bases de apoio para as transformações que se
colocam
como necessárias. A grande maioria dos bibliotecários é compos
ta de funcionários públicos, outra parte, bem menor, de emprega_
emprega
dos em empresas privadas e só
s5 uma parte bem ínfima, são profissionais autônomos, não detendo, portanto, os meios de produção
dentro do quadro econômico vigente. Apesar de ser uma situação
um pouco privilegiada na estrutura de classe de nossa sociedade,
em relaçao
relação as classes trabalhadoras, esta situação deve viabil^
zar a união dos bibliotecários ã maioria da população na
luta
pelo seu bem-estar.
Dentro deste prisma ée que devemos conduzir a luta
pela defesa da nossa profissão. Neste sentido, é um
pelai
aspecto
fundamental o fortalecimento da FEBAB como entidade que
deva
criar ou dar origem aos SINDICATOS, para que obtenham o respaldo político para canalizar as críticas dos bibliotecários
aos
problemas da comunidade em apoio as suas reivindicações mais im
portantes.

3.

ATUAÇÃO PROFISSIONAL

Nestes últimos anos, estamos verificando que
as
empresas privadas e algumas entidades governamentais vem presti

cm

Digitalizado
gentilmente por:

CpercacUracnto

12

13

14

�67
giando e reconhecendo o valor do trabalho realizado pelos biblio^
bibli£
tecãrios no tratamento das informações. Estamos assistindo
a
crescente convocação de bibliotecários para integrar, no mais al
al^
to nível, alguns órgãos
õrgãos de decisão nacional, colaborando ao lado
de outros especialistas no planejamento de Sistemas de Informações, Rede de Bibliotecas e no tratamento adequado ã documentação técnica e científica. Embora ainda não exista um verdadeiro
mercado aberto para os bibliotecários, capaz de absorver toda a
mao-de-obra disponível, ainda assim, os que vém
vêm atuando nesta fa^
xa tém
têm conduzido a profissão a níveis mais elevados.
Todavia, isto não
nao éê o bastante. Estamos certos de
que o bibliotecário, atualmente, precisa se elevar tanto culturalmente como tecnicamente, para conseguir alguns tipos de rei^
vidicações consideradas necessárias e que os órgãos de classepor
força de suas estruturações nao conseguem encaminhar a contento.
As nossas Associações foram criadas para acionarem os instrumen^
instrumen
tos de luta ao seu alcance e obter resultados compensadores que
justifiquem sua existência como órgão de classe. Isto significa
dizer que torna-se necessário atuar de forma compatível com a re^
alidade sócio-económica
sócio-econômica em que vivemos e, para isso, torna-se ne^
cessário que os problemas sejam identificados, qualificados
e
quantificados e que se estabeleçam critérios de estratégia e ação .
ção.
providencias a ser definida é a de conheUma das providências
cer melhor quais as formas de relacionamento e atuação
atuaçao dos bibl^
otecários com seus usuários. Saber como os usuários utilizam os
serviços bibliotecários; como os bibliotecários se comportam d^
ante de diferentes tipos de usuários; como seu trabalho é reconhecido e interpretado e se os bibliotecários exercem, plenamente, suas atribuições, etc. NÓs devemos ver com simpatia a ampl^
ação do mercado de trabalho, tanto no setor público
publico como privado, mas, devemos ver essa mesma ampliaçao
ampliação com certa preocupação,
sabendo que muitos bibliotecários, apoiados em métodos de trabalhos já ultrapassados, onde, via de regra, está ausente a idéia
xdéia
de que o usuário é o elemento mais importante do sistema, implan
tam serviços com total ausência de criatividade, sem conseguirem

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�Ii
68
atingir os principais objetivos visados e, conseqllentemente,to£
conseqllentemente, tor^
nando desacreditada a profissão. Sabemos que hã bibliotecários
que se distanciam dos seus usuários. Mesmo nas bibliotecas especializadas e nas bibliotecas universitárias, o relacionamento
do bibliotecário com seu.público
seu público já nao áé tao
tão freqllente: criouse a imagem de que o bibliotecário á profissional de,
de gabinete e
que, para conhecer o usuário, á bastante aplicar questionários
e saber estatística.
Talvez, por isso, o bibliotecário ainda
esteja
participando em uma parcela muito pequena na educaçao
educação cultural
do povo brasileiro, tarefa que lhe pertence por formaçao.
formação.
Sugerimos que estudos devem ser incentivados
no
sentido de que os bibliotecários apliquem técnicas mais modernas .de
de tratamento da informação, técnicas mais compatíveis com
os tipos de usuários existentes, técnicas mais adaptáveis
as
condiçoes sõcio-econômicas das nossas Instituições, para que se^
ja resolvida uma das nossas principais carências: o déficit
de bibliotecas que atuam com eficácia.
Sabemos, também, que outros déficits são extremamente penosos para todos nós. 0 Instituto Nacional do
Livro
tem afirmado que hã déficit de Bibliotecas Públicas no Brasil.
A maioria dos nossos Municípios que possuem bibliotecas públicas, possuem serviços precários e sabemos que não será
fácil
mantê-las vivas e atuantes, apesar dos Programas especiais ora
em desenvolvimento. Acreditamos, entretanto, que devemos deser:
desen
volver estudos para criaçao obrigatória em todos os Municípios,
de bibliotecas escolares funcionando com pessoal que, possuindo
uma melhor escolaridade, possam fazer o seu papel servindo, tam
bem, a comunidade que as cerca. Os bibliotecários precisam estar aptos a colaborar para o desenvolvimento integrado de sistje
siste^
mas bibliotecários que visem a criaçao, instalaçao e funcionamento de bibliotecas escolares, de acordo com as características da área de atuaçao, nível social dos usuários e disponibili
disponibil^
dade de recursos financeiros existentes.
Acreditamos que compete aos bibliotecários ponde-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sy st e m
CiercacUnicnto
C^erenclancnto

12

13

14

�69
rar aos governos federais, estaduais e municipais, a necessidade imperiosa de uma maior agressividade no atendimento do setor
bibliotecário, no atendimento de serviços bibliotecários ás
às comunidades.. Nao pretendemos dar solução para todos os aspectos
munidades
da problemática entre nós, mas, desejamos proporcionar o desencadeamento de um processo na busca de soluçoes,
soluções, pelo menos naquilo que o bibliotecário, como bibliotecário, pode oferecer.Es_
tamos conscientes que esses problemas não serão resolvidos sem
esforços e sacrifícios, mas, estamos, também, ciosos de que nas
atuais condições em que esses trabalhos se desenvolvem, os bibliotecários fatalmente se acomodam.
A verdade é que ainda nao conseguimos motivar os
dirigentes de órgãos
õrgaos públicos e empresários quanto ao verdadeiro valor dos serviços bibliotecários e acreditamos que isto se
deva, em parte, a baixa qualidade dos serviços produzidos
em
muitas bibliotecas, comprometendo a biblioteconomia no seu papel de agente social e cultural. Em parte, a formação profissi^
profiss^
de
onal do bibliotecário tem concorrido para isto. Os Cursos
Biblioteconomia devem ser modificados para o atendimento dos no^
vos mercados surgidos e os currículos abandonando o seu carater
de amontoados de disciplinas isoladas e desvinculadas da realidade, que sõ
só descaracterizam qualquer tipo de formação profiss^
onal, possam atender as exigências do mercado de trabalho, tal
como ele está, atualmente, estruturado. As novas técnicas, os
novos processos de trabalho nem sempre penetram na estruturação
dos Cursos de Biblioteconomia. Aos estudantes, resta o assalariamento através dos Estágios, numa precoce experiência profissional que, muitas vezes, provoca distorções na formaçao do estudante através do contato autorizado com a realidade imediati^
ta do mercado e constituindo-se numa concorrência indireta aos
profissionais habilitados. Os estágios interessam mesmo as empresas e demais õrgaos
orgaos públicos, que garantem uma mao-de-obra
semiprofissional barata e sem obrigações trabalhistas.
Com a compreensão desses problemas, estamos procurando caracterizar os condicionantes atuais do exercício
da
nossa profissão. Exatamente porque os bibliotecários estão teil
ten^

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

11

12

13

14

�70
do oportunidades de ampliaçao
ampliação do seu campo de atuaçao,
atuação, ée que reafirmamos nossa preocupação com a formação
formaçao profissional e
sua
pós-graduação através de cursos de aperfeiçoamento e especializa^
especializa_
ção, para responderem ãs solicitações que lhes estão sendo impo^
impos^
tas .
Reafirmamos, pois, o caráter abrangente da atuação
do bibliotecário e reafirmamos ser a Biblioteca o núcleo fundamental de sua educação. Todos os outros aspectos da diversifica_
diversifica^
ção profissional nela encontram apoio e, por sua vez, enriquecem
sua visão. A biblioteconomia é uma profissão altamente complexa
e sofisticada e, um bom trabalho, exige a utilização de
muitas
variáveis. 0 bibliotecário deveria ser a peça fundamental na or^
ganização de uma coleção bibliográfica e de serviços de informações e, nem sempre, isso acontece. A nossa profissão esta
está minada por toda sorte de infiltrações com graves cons
conseqllências
eqllênc ias para
os bibliotecários recém-graduados, que pretendem disputar o que
conseguiram por direitos adquiridos.

4.
4.

CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

Das considerações feitas no sentido de análise sobre a atuação profissional dos bibliotecários e, aproveitando a
oportunidade em que estamos reunidos neste 109 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, solicitamos seu exame e
uma posterior fixação
fixaçao de diretrizes na tentativa de solver
tao
importante problema que também interessa a todo o Pais,
País, pela melhoria do padrão
padrao de nossa biblioteconomia, como seja:
a)

exigência do cumprimento efetivo das disposições legais que regem o c-xercicio da profissão
do Bibliotecário, no que se refere aos
estágios, impedindo-se a atividade irregular do exercicio profissional que tantos prejuízos tem
xerclcio
trazido a classe e a sociedade. Desta forma,
sugerimos que sejam aprofundados os estudos re^
lorentes
forentes as relações de emprego dos alunos es-

Digitalizado
gentilmente por:

CpercacUracnto

12

13

14

�71
tagiãrios, procurando criar normas e remuneração mínimas, bem como definindo melhor o tipo
de prestação de serviços pretendida pelo estudante, criando condiçoes para uma atuaçao nao
aviltante. As normas devem coibir qualquerfor^
ma de concorrência desleal ao profissional bibliotecário;
ampliação do campo de atuação do bibliotecário
através da criação
criaçao de mecanismos de divulgação
dos trabalhos executados por bibliotecáriosjun
bib 1 iotecãrios juii
to aos órgãos públicos de planejamento nacional, regional, estadual e municipal, explicando o que o profissional bibliotecário está apto a realizar e a importância de sua
atuaçao
nesses mesmos Organismos;
libertar os bibliotecários de esquemas preconcebidos de pensar e agir, sobretudo nos novos
bibliotecários. Tal objetivo deve partir
do
próprio desenvolvimento dos Cursos de Bibliote^
Bibliote
conomia, e sustentado pela própria atuaçao dos
profissionais;
solicitar que a ABEBD conduza com firmeza seus
propósitos de revisão do Currículo Mínimo
de
Biblioteconomia, assumindo um posicionamento
compatível com as condiçoes reais de ensino no
Brasil, cabendo-lhe:
-

-

assessorar a organizaçao de novos Cursos no
Brasil, dentro de objetivos mais realistas;
fornecer informações e subsídios para a retomada de um amplo debate nacional
sobre
FORMAS DE ENSINO e conteúdo programãticodas
programático das
disciplinas;
incentivar os Cursos a se empenharem na revisão dos seus Currículos Plenos, tentando
um ajustamento entre a situaçao ideal e as
próprias possibilidades de cada Curso, adequando cada um ã própria realidade e definindo sua atuaçao presente e futura;

Digitalizado
gentilmente por:

�72
e)

solicitar que a FEBAB desenvolva estudos em ca
ráter de urgência para definição das condições
indispensáveis ao pleno exercício profissional
do bibliotecário, compreendidos nos seguintes
pontos:
pontos :
-

-

f)

que os Fundos de Assistência aos Municípios
prevejam em suas dotações,
dotaçoes, verbas destinadas
áã contrataçao de bibliotecários para suprir
as necessidades de serviços bibliotecários
nas prefeituras carentes de recursos, deven
deven^
do nao somente estimular a criação de bibl^
otecas públicas como de bibliotecas escolares em caráter permanente, mas, também, os
CARROS-BIBLIOTECAS para atendimento da pop^
lação rural, com equipes móveis dinamizando
e viabilizando este tipo de prestaçao
de
serviço;
ponderar ao Governo a necessidade de criaçao de um Sindicato para os Bibliotecários
ção
com a finalidade de obter respaldo político
para suas reivindicações, e canalizando as
criticas dos bibliotecários aos problemasda
críticas
problemas da
comunidade;
que sejam difundidas e incentivadas a prestaçao de serviços dos profissionais na
tação
ãrea de consultoria e tratamento técnico de
coleçoes, sob a modalidade de AUTÔNOMOS, co_
co^
mo forma de aumentar as possibilidades
de
trabalho para todos os bibliotecários e cor^
rigir as distorções existentes;
preparar roteiros para elaboraçao de projetos para criação de Bibliotecas e Serviços
bibliotecários especiais;
normas de contrataçao
contratação para prestaçao
prestação de ser^
se_r
viços como autônomo;
autonomo;
critérios para preparaçao de uma Tabela de
Honorários; e, finalmente,

estimular a permanente atualizaçao dos profissionais, especialmente no contato com outras ^
a_
reas de conhecimento, saindo do isolamento em
que se encontra dentro do todo social, da Universidade, dos demais profissionais liberais e
da própria classe.

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
Scan
stem
^Sy sí
em
C»ereaclaro«nto
Gcreaclancnto

�73
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ALMEIDA, E. O desenvolvimento econômico e social.
NE, 1971.
BORROMEU, C.

A pessoa e a comunicação.

MUNOZ AMATO, P. Flanej
Planej amento.
Rio, FGV, 1966.
NOVAES, P.

Educação e Trabalho.

Recife, SUD^

Recife, CECOSNE, 1978

Trad.
Trad, de Benedicto Silva. 3. ed .

Rio de Janeiro, MEC, 1970.

PRICE, D.J.de Solla. 0 desenvolvimento da ciência.
neiro, LTC, 1976. 96 p.

Rio ue
ae

Ja-

STEVENS, N.S. O0 eterno conflito: biblioteca versus escola de b^
bi^
b1ioteconomia. Rev. Bibliot. Brasília. 1 (2):151-58, jul./
dez. 1973.

ABSTRACT
/
A professional policy defínition
definition for the interests of most
librarians to be led by the class unions in their struggle
for the profession of librarian.
Considerations are made as to analyzing the librarians's
professional performance and some suggestions are presented
in order to unproved the current 1ibrarianship pattern.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sea a
stem
GereacUraent«

11

12

13

14

�3QU2 ,9Íid9S
~

'^WÁíjúài^oâ^iNA^oofma
í ã t K r tie &gt;jr^?nc'ia ;ara de; i n i &lt;; a í cTãs CL-udiç ••;.&gt;
i nd i S-; P8t's jivjíi s ao plenii í
'd
' 4 ■ iA^rmn
. iBíDoa s oaxmonoaa od naax viovn o aa b 0 - .J ..saiJMJA
ÍT3 i&gt;. í, i ■ :''t ecã r 1
■ oen;&gt; r t &lt;■ ■ ; i '■' ;■ ■•. ' ' ' i ^ ç t ^ 'fT

8í:ei ,3«a033D .aliaaS

&gt;oa?8;a,,S , 9
A • J iU;í&gt;'Oíí»0;i
-T i; a •• l-' I ■ e s , -. ■ . X)ü ■■-&gt;-■ .
. Í59 .L .BVÍia odDibaítsS éb^íiieiT ioj W9MB t
3 ; 3 i-OTAKA Sfiàii?í
!• V•- f s b i d.:oeTi TíTr v i c '; .l- »b ’ a*,í-- ■ •» x ;
f7ôf
,ox&gt;:
- ^ V ; t' C V- i
t» . Cl.-1 • íi!. c s -&gt;,,d,aeí
c
‘
f - " . :_
'i. * lí • • •.• "T; c j'i C e ír i&gt; t. I »T» 'vi 1 ,=» r ■* V' • ■ .. ir.:': r •■ . : i
.OXVl ,33M ,0TÍ9H8t" 9&amp; ÔÍ8 ■ x,ôíiíBtiB-íT&lt;U ofijaiubS a. &lt;í ,a3AV014
^
ca- Gr ■ • r man i.
. la'
&gt;' US i &gt;'' : âT' '
:.'U : ;
- ■! “ V i. ■
o i H ■ feíonsip eb odnagiv roygg^gii , à. .^fíoí é&amp;.L.ÍÍ ,S^Iíf'í
-êL
1 ;
ãíe.âlÇi; ,àlài^i,OJÍ;jii
V

/ ■'
' /
id 9b eIoo39 b!,iki9v p, 3 9 í O S I fj í d : ol ? I lnô3 ■ oiitBd 9 0. ÍÍ-. , e i?â V rl‘; ?•
~
,
r
h &lt; -I '
'
\.Iui, ,8í-,iei;(l) 1 „BÍlá8B.?e . dpi 1 d; 8 v^a .ai?9«o:^9ÍoH ^
âÇ-'.. ••■••■’ ‘61 V ; ...;
.. ;s , •: &gt; Pitei ; ssb '■
.' t .1.
■- bjbl
i
arioo " . , ■ *:
I

,,
■ .'
' ■
r ■ - ■■ .
' c i .1
- ■? í

T3AST8SA

■■ /
íac/tn ic ã3:‘.9i9íni arij toII noiljniiab ;(OÍJoq I eso i se 9’1 q iq P.
sIfjsuTds lisfiJ ai paoiíitf »eaia ariJ ^d.bsX 9cf od arrei ifi i d t !
■ ^
.
.. nfciaeadii iv ooieasíoiq sdj igi
■3 ' SHE i T81 di I 9'dd Jílls^ítRE oiji'aE dbiffl 97» fc f I O I 3 B 7 9 b i 2 H O 3
b9in9S97q 97 S aft‘òi4èaaâ‘üa
leitoxgsale.iq
,, , . , ,. V V . . ’'smbü
, ,. ^ ^ fcA*''‘Vj;jhAõrtü^7'9q^
„I.
.m9l3Bq qirígnEÍ7B7d"ri l níiTíWJ 9n1 bsvoTqnu oJ 79b7ó iix
ra
t ')

r s r : r. u i ■;
j ;)«; r C‘ .1 •■ : ■
&amp; í o í . a ! , C :■ £' I 1 . 1’ t
r» 5 f.
c .i'; G ; ; r.! ;j t a
■ ■ ]•■ ■■ ;■ c r; u :i l r a t;" n t ■
dc â
r : &lt;*. :: . a -s

Digitalizado
gentilmente por;
por:

Scan
stem
GerenclMimta

.i - a 1 ' .
■

'

■ •

, .

11

12

13

14

�Sub-tema:
Sub-tema;
O bibliotecário: avaliação crítica e perspectivas

Digitalizado
por:
gentilmente por;

�74
CDD 023
CDU 023.4
O BIBLIOTECÁRIO
AVALIAÇÃO CRITICA E PERSPECTIVAS
cecIlia ANDREOTTI ATIENZA
CECÍLIA
CRB 8/186
Diretora do Centro de Documenta ção e Informática da Câmara
câmara Munic^
pal de são
Sao Paulo.
LINDA HAYDÉE
HAYDÊE LIEBER!
LIEBERT
CRB 8/ Processo 257/79
Bibliotecária do Centro de Documen
tação e Informática da'
da Câmara
câmara Mun^
Muni^
cipal de Sao
São Paulo.
VERA LOCIA
lOCIA silveira FAGUNDES
CRB 118/79
Bibliotecária do Tribunal de Con tas do Estado do Rio Grande do Sul,
ã disposição da Câmara Municipalde
Sao Paulo.
são
RESUMO
Análise da posição do bibliotecário no contexto
sõcio-econô mico e cultural brasileiro.
Visão
histórica, passando pela abordagem técnico-educacional e profissional da atualidade, com vistas aos novos horizontes que se descortinam
a
este profissional.

1

INTRODUÇÃO
Como objeto de nossa investigação procuraremos abordar o

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
CiereacUnKnto

12

13

14

�75
problema do posicionamento do bibliotecário dentro do cenário so
s£
cio-econômico e cultural brasileiro. Nosso intuito, em princí
princl pio, é analisar a problemática fundamental e característica
de
uma profissao,que procura se firmar dentro de um contexto cient^
fico, tecnológico e social. E, atentando para o desempenho profissional do bibliotecário, descobrir como vem contribuindo,para
desfazer a imagem de que o Brasil ainda se encontra hibernando ,
em termos de informação e, até que ponto desenvolveu a consciência da responsabilidade»que lhe cabe nesse particular.
2

DESENVOLVIMENTO

2.1

Abordagem histórica

2.1.1

Antes da era tecnológica

0 conceito tradicional de biblioteca, advindo de séculos,
prendia-se ã1 imagem de organismo destinado á conservação de do cumentos, exigência esta, nascida do próprio desenvolvimento intelectual do Homem, que, num dado m-omento
momento histórico, traduziu-se
na necessidade de transmitir seus pensamentos e experiencias,nao
mais através das tradições orais, mas através dos caracteres ,sim
sim
histori bélicos da linguagem escrita. Ao inicio
início de um esboço históri
CO do papel do bibliotecário e sua atuaçao junto ao meio socio
sócio cultural, vamos encontrá-lo nos antigos mosteiros e palácios
,
onde se armazenava um acervo composto quase so de obras raras. 0
desenvolvimento da literatura em prosa aumentou a necessidade das
as pesqu^
consultas áa biblioteca, que passou a servir de veículo ás
sas. É certo que a invenção da imprensa veio a dinamizar sensivelmente a situaçao, contribuindo mesmo para difundir o livro ,
popularizar a cultura e a própria figura do bibliotecário. En tretanto, segundo Murilo Bastos da Cunha "a profissão de bibliotecário, que até o,século
o.século XIX era representada por homens eruditos, de ciências, escritores e sobretudo, por grandes leitores ,
mudou muito sua imagem nos últimos 70 anos. Assim, era comum re^
presentar o bibliotecário como homem silencioso, oculto entre as
pilhas de livros - muitas vezes com poeira secular - ranzinza
quando perturbado por algum leitor. Essa imagem, quase carica tural, representou uma época em que a principal missão do biblio^
tecário era ser guardião
guardiao do acervo existente na bib1ioteca"^^^.
bib 1 ioteca"^^^ .
Essa mudança, na imagem do bibliotecário, deveu-se ãs
as varias
cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem 4^’
CiercacUnicnto

II

12

13

14

�76
transformações sofridas pela Humanidade. 0 próprio conceito tra
dicional de biblioteca evoluiu através dos tempos, passando
de
mero depósito a centro eminentemente social de difusão dos conhe
conhe^
cimentos e da informação.
2.1.2

Explosão documentaria
documentária do século XX

Acarretada pelo grande avanço tecnológico ocorrido após o
término da Segunda Guerra Mundial, redundou na gama de conheci mentos especializados sobre os mais variados assuntos. Este fenômeno contribuiu para embasar ainda mais o conceito moderno de
biblioteca e da posição do bibliotecário como profissional.
0
progresso científico
cientifico vertiginoso tornou, por sua vez, expressiva
a necessidade metodológica
metodologica da documentação, tendo em vista o aumento considerável da produção de documentos e a crescente busca
de informações por parte dos pesquisadores. Afirma o Prof. Silva,da Fundaçao Getúlio Vargas, que vivemos "na era da informação
diluvial". Realmente, hoje em dia, somos agredidos através
da
informação veiculada pelos meios de comunicação em massa, queir^
mos ou nao. Este fato, aliado ã procura voluntária da informa çao, para fins de estudo e pesquisa, gerou a necessidade de sele
cionar, armazenar, recuperar e divulgar,o que realmente interessa, objetivando-se a um plano de prioridades pragmáticas e so
bretudo de atualização
atualizaçao e, se esta necessidade eé produto desta n£
no
va exigencia, procuraremos nos ater com maior cuidado ã análise
do binonio INFORMAÇÃO - BIBLIOTECÁRIO , visando a realidade de
seu desempenho, também como informata, pois "a ciência da informação dara
dará apoio ãa Biblioteconomia, orientando-a para que chegue
rapidamente, a um estágio mais avançado, ao estabelecer um con junto de noçoes gerais comuns, que sirvam ã solução dos seus pro^
blemas específicos, na prestaçao de serviços eficientes a um maior
'
-r
(2)' .
numero
de pessoas e ao menor custo possível"''
possível"'
2.2

Abordagem didátíca-prpfíssiona1
didática-prpfissiona1

2.2.1

Perfil profissional do bibliotecário brasileiro

Nestes quase oitenta anos de século XX evoluiu muito, não
nao
só nos países mais adiantados, mas também no Brasil, todavia,sem
poder chegar ainda ao ponto de ombrear-se com outras profissões
mais antigas, universalmente conhecidas, reconhecidas e respeita

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

II

12

13

14

�77
das. A verdade.é
verdade&gt;e que a maioria das pessoas desconhece a nossa
profissão e nao sabe quem ié o bibliotecário, ainda visto no nosso contexto, como "um arrumador de livros nas estantes", burocra
ta, executor de tarefas complicadas e, ate
até mesmo, desnecessárias,
ocultando do mundo o carater
caráter interdisciplinar de seu trabalho ,
pois "o bibliotecário é o supremo 'ligador do tempo' e a sua dis^
di^
ciplina é a mais interdisciplinar
interdiscip1inar de todas, pois e a ordenaçao ,
relaçao e estrutura dos conhecimentos e dos conceitos"'
conceitos" ' .
A
profissão de bibliotecário no Brasil tem caráter essencialmente
feminino, fenômeno este que se deve ãá emancipaçao da mulher, sobretudo com a problemática de pós-guerra,
pos-guerra, que a compeliu a assumir um papel
papel- mais produtivo dentro da realidade socio-economica
vigente. Este fato,teve alcance não
nao apenas no Brasil, mas de s£
so^
bremodo nos países mais duramente atingidos pela eclosão bélica.
Nos Estados Unidos e na Suécia, segundo Anita R. Schiller, a biblioteconomia situa-se entre as "ocupaçoes" rotuladas como tipicamente femininas, sendo este enquadramento uma forte evidencia,
evidência,
de que há discriminação nessa área.
area. De fato, deve-se levar
em
conta o determinismo biológico, que obriga as mulheres a optarem
por profissões que melhor se adatem, como a biblioteconomia, as
suas características bio-psiquicas: qualidades espirituais, senso de colaboràçao
colaboraçao e o instinto domestico de dona-de-casa
dona-de-casa.. Estes,
inclusive, foram os fatores apontados por Justin Winsor como razoes para justificar a conclamaçao da mao-de-obra feminina a for^
ça de trabalho bibliotecário, após a crise econômica de 1930
1930,nos
,nos
Estados Unidos. Nesse país,a
pais,a representação profissional mascu lina na área bib1ioteconômica
bib1ioteconÔmica é maior do que no Brasil, e isto ,
talvez se justifique pela exigencia atual de dinamismo e
pela
saturação
saturaçao de mercado de trabalho em outros setores. Estudo re centemente elaborado, para se determinar o "status" homem-mulher
dentro da biblioteconomia americana, veio comprovar que os ho
mens, ainda que exercendo
exercendo'uma
uma atividade "dita essencialmente feminina", recebem melhores salários e ocupam as posiçoes chaves.
A explicação para este fato seria a internalização,
internaiizaçao, em nível inconsciente, do conceito de que os homens, atuando nos a3rttrs~T«&gt;«-.
alrtt)'S~pt&gt;«tos, fariam com que o "status" da profissão se igualasse ao das
demais, sem se falar na tradiçao cultural atavica de que o Homem
é ser superior e, portanto, detentor do poder de mando. No Brasil, a situaçao
situação éi muito mais séria, como sociedade tradicional mente patriarcal e preconceituosa que é, onde a mulher "enfrenta
Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
CpercacUracnto

ii

12

13

14

�78
obstáculos de várias naturezas, além dos citados: em primeiro lu
gar, ha a desconfiança generalizada quanto ã sua competência e a
discriminação que lhe dificulta o acesso a postos de maior impor
tancia e responsabilidade; em segundo lugar, está a organização
domestica a exigir o desempenho de papéis que interferem com
a
atividade profissional; em terceiro lugar, encontram-se os con flitos psicológicos e o custo emocional que podem resultar
de
sua situaçao de "desviante", de indivíduo que foge ãs normas do
grupo. Alem disso, o processo de socialização a que sao
são subme tidas as meninas brasileiras faz com que grande parte delas não
adquiram as capacidades e as características de personalidade ne
cessárias ao exercício de atividades científicas"^^^
cessarias
científicas"^.. 0 fato é
que a feminizaçao da biblioteconomia no Brasil é um dos fatores
responsáveis pela falta de status e pelo baixo salário,
é
sabido^que as areas onde predominam as muIheres,ficam como
que
marginalizadas, sem conseguir reconhecimento de seu verdadeiro va
lor. Essa nossa afirmação é embasada pelas palavras de P. HavardWilliams: "Os bibliotecários culpam, pelo baixo status do biblio tecário e os conseqüentes
conseqUentes salários baixos, a falta de interesse da
sociedade em geral. Esse é um fato corriqueiro em todo mundo, nao
sendo específico do Brasil. Representa, não
nao obstante, uma atitude
totalmente errônea. Quem promove a mqlhoria da posição dos médi COS, advogados, arquitetos, livreiros ou edidotres? É a própria
profissão que tem de dar seus passos em sua marcha rumo a um nível
mais elevado. A tendência
tendencia dos bibliotecários ãá introspecção,
introspecçao, le va-os a cuidar mais dos livros do que dos leitores ou mais destes
do que dos responsáveis pela elaboração dos orçamentos"^^^. E,con
siderando-se que a biblioteconomia é a mais "interdiscip1inar" de
todas as ciências e, nao sendo nenhuma delas dona absoluta do universo do conhecimento, cabe aqui ponderar-se, ainda, sobre a neces
sidade de ater-se a um estudo mais profundo,a respeito da admissao
de profissionais de outros campos da cultura,na área de nossa competência. Em verdade "isso, de certa forma, já esta acontecendo.
Bibliotecas universitárias e de pesquisa estão tratando de empre gar pessoal com qualificações em outros campos do conhecimento para o desempenho de atividades especializadas. Na realidade, porém
os bibliotecários e que deveriam estar dando sua colaboraçao pa ra o trabalho nesses campos especializados (...). Não êé somente ,
uma questão de ter conhecimentos mas é uma questão de poder dialogar com os leitores na linguagem de suas especializações e,
até
mesmo, de assumir atitudes simi1 ares"^^^
ares"^ . Urge, pois, uma mudança

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Scan
sí em
GereaclaniCTits

*

11

12

13

14

�79
radical e incontinenti dos bibliotecários, uma vez que o fator
concorrência existe, não
nao apenas, por parte dos profissionais de
outras areas que se interessam pela ciência da informação, mas ,
sobretudo por estagiários do Curso de Biblioteconomia. Estes úl^
timos, ao realizarem estágios de comp1ementaçao
complementação curricular em em
presas particulares, exercem funções privativas de bibliotecá rios, restringindo oportunidades no mercado de trabalho, pois ,
estas, ao término do mesmo,preferem contratar novos estagiários,
com salarios
salários inferiores, em vez de reformular os contratos com o
ex-estudante, agora como profissional. Como alternativa decisõria: ou se realizaria uma efetiva fiscalização do exercício profissional, ou se reformularianas
reformular iam as bases do,
do estágio, que pode
ria ser desenvolvido nas próprias escolas, em bib1iotecas-1aborabib1iotecas-1 aboratórios. Quanto aos outros, seria uma solução eficiente, permi tir que se associassem aos bibliotecários, o que apresenta dupla
vantagem, pois, neutralizaria a concorrência, alêm
alem de estimular
a melhoria do nível de nossa classe.
2.2.2

Perfil educacional do bibliotecário brasileiro

Para se situar o preparo do bibliotecário brasileiro den
tro da atualidade, éê necessário revermos a evolução dos currículos. "o ensino de biblioteconomia no Brasil data de 1915, quan do a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro deu início ao primeiro curso destinado ã formaçao de bib1iotecários"^. Nesse curso inicial, baseado na Escola de Chartes, as disciplinas eram:B^
bliografia. Diplomática, Iconografia e Numismática. Quando
da
criaçao do curso pelo Instituto Mackenzie de Sao Paulo, em 1929,
o currículo passou a constituir-se de: Catalogaçao, Classifica çao. Referência e Organizaçao, seguindo exemplo norteamericano.
nortearnericano.
Somente em 1962, o Conselho Federal de Educação ao regulamentar
a profissão, aprovou o currículo mínimo constituído de: Documentação, Paleografia, História do Livro e das Bibliotecas, Histó
Histo ria da Literatura, História da Arte, Introdução aos Estudos Históricos e Sociais, Evolução do Pensamento Historico
Histórica e Cientifi —
CO, Organizaçao e Administração de Bibliotecas, Catalogaçao
e
Classificação, Bibliografia e Referência. Atualmente, formou-se
uma Comissão do Conselho Federal de Educaçao, visando a reformulação deste currículo, por nao mais adequar-se ãs
as necessidades
brasileiras, inclusive ã reforma universitária. Objetivando maior
nível profissionalizante, criou-se em 1970, o Curso de Pos-Gra cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Scan
sí em
GereaclaniCTits

*

11

12

13

14

�80
duaçao em Ciência da Informação do IBBD, atualmente IBICT,
a
nível de Mestrado. Em 1976, o Curso de Mestrado em Administra çao de Bibliotecas,na Universidade Federal de Minas Gerais e"a
posteriori" , mais três
tres cursos de Mestrado, na Universidade de Bra
silia, na Pontifícia Universidade Católica de Campinas e no Esta
do da Paraíba. Existe uma preocupaçao,no sentido de se formarum
tipo de profissional mais acurado, através do estabelecimento de
uma nova estrutura de ensino bib1ioteconômico,que venha a aten der a crescente demanda da técnica da informação e mudar as tendências gerais do ensino atual, de estrutura essencialmente prag
pra^
matica, métodos empíricos e baseados em doutrinas superadas. Es
sa mudança radical de posição se faz necessária frente ãs exi gencias do mercado de trabalho, que requer pessoal de alto nível
de especia 1izaçao,nas
1ização,nas mais diversas áreas do conhecimento. E,pa
ra que esta realidade se concretize, faz-se mister:
19) Ter em mente uma nova escola de biblioteconomia, mediante algumas conceituaçoes
concei tuações , tais como: a melhoria da qualidade do
ensino, pois, muitas escolas não se interessam pelo
pelo- aperfeiçoa mento de seus profissionais, nem os liberam, sob hipótese algu freqUentar curso de atualizaçao ou de formaçao,
ma, para freqllentar
formação, esque cendo-se de que a beneficiada seria ela própria, uma vez que con
taria com um corpo docente mais preparado e mais responsável. 0
professor deveria adquirir uma mentalidade de análise crítica e
de reflexão e ao iniciar sua atividade docente, deveria ter lastro suficiente para continuar pesquisando, experimentando, jul gando e inovando, pois só assim, poderia enfrentar os problemas
do dia-a-dia didático. Dever-se-ia criar uma didática dinâmica,
situacional, pois nao basta possuir alguns princípios gerais, va
wa
gos, muito bem estabelecidos. Precisaria agir de acordo com
a
realidade existencial de sua atividade, adquirindo o hábito
de
submeter seus conhecimentos ao crivo da realidade, reformulando,
reestudando sempre seus conceitos e práticas e imbuindo-se do f^
fa
,
zer educativo. Realizar, experimentar, praticar, mas também
analisar, criticar, julgar, aceitar ou rejeitar, de acordo
com
os dados obtidos. 0 critério principal da validade de seus prin
cipios seria a eficiência em situações concretas. Didática é vida em forma de aluno. Deveria experimentar novas técnicas,
ou
adaptar técnicas já em uso, de acordo com as necessidades, pos sibilidades e exigências do seu ambiente. Precisaria dispor de
recursos vários, nao sofisticados, mas eficientes. Professores

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�81
29) Ter em mente a possível Implantação
implantação de um Centro
de
Treinamento, para: revisão do conteúdo e técnicas de ensino;
especialização (não
(nao podemos deixar de reconhecer como absolutamente imprescindível aa,posse
posse de conhecimentos profundos na ãrea
área
de especialização); atualização pedagógica, com ênfase ã ava liaçao do rendimento escolar; cursos rápidos e.intensivos
e intensivos
de
formaçao ou treinamento; exames de suficiência (com curso preparatório) que constituem solução de emergência, onde não
nao hou ver outras possibilidades; cursos obrigatórios em períodos de
fácil acesso aos professores, esp^cialmente nas férias ou
em
fins de semana;
39) Finalmente, o crescimento desordenado de escolas
no
país,
pais, levou a algumas atitudes, que compoem um quadro, que pode^
riamos chamar de síndrome
ríamos
sindrome do crescimento. Torna-se, pois, indÍ£
indij^
pensável fixar metas e introduzir no sistema um estabilizador ,
que impeça o seu crescimento desordenado, estabelecendo-se critérios para a expansão, a fim de se evitar conseqUências como :
inflacionar o mercado de trabalho com profissionais excedentes,
ou o que éê muito pior, inflacionar o mercado de trabalho
com
profissionais,que sem culpa própria,
propria, nao dispõem de preparo ade^
qUado
qllado .
2.3

Abordagem técnica-cu1tural
técnica-cultural

2.3.1

Perfil sócio-cu1tural
sócio-cultural do bibliotecário brasileiro

"A biblioteca êé uma instituição social. Para atingir
sua finalidade precisa refletir a sociedade da qual faz par
te, evoluindo de acordo com o seu progresso"^.
progres so"^ . Tendo em vista
esta assertiva, somos obrigados a considerar a realidade brasileira, de país
pais em desenvolvimento, onde o nível socio-cultural
se reflete nos elevados índices de analfabetismo. Somente desta maneira,haverá condições de verificar^se os profissionais
profissionais bi^
bliotecários vêm atuando de forma compatIve1
compatível,ao
, ao meio em que exer^
cem suas atividades. Independentemente disto, convém
convem enfatiza_r
enfatizar^
mos ainda mais, outro aspecto importante da nossa analise e que
se prende ao desnível do desenfreado progresso tecnologico na cional, em contraposição ao despreparo técnico-cultural
têcnico-cultural do povo,
o que demonstra a ausência de infra-estrutura, impedindo um desenvolvimento concomitante e harmonioso. Esta despropor.ciona
desproporciona -

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
Sy st
em
CpercacUracnto
Cierenclancnto

II
11

12
12

13
13

14
14

�82
lidade, de fato, atinge também o âmbito do ensino de biblioteco
bibliotec^
nomia, cujas "diretrizes (...) muitas vezes se distanciam da re£
lidade; de um lado, encontramos uma orientação tecnicista
que
descuida da fixaçao de princípios e estabelecimentos de uma teo
ria cientifica que localize a área de estudos bibliotecários ,
dentro do contexto sócio-economico brasileiro; por outro lado ,
a preocupação exagerada em dirigir as atividades profissionais
para o campo das ciências ligadas ã Eletrônica e Cibernética (co
mo se o cumputador, inusitadamente transformasse o até
então
"guardador de livros" em "cientista da informação"). Entre
a
tradicional posição do bibliotecário e as tentativas de desen volvimento da profissão em direção ãs máquinas e seus produtos
permanece um vazio subjacente, uma defasagem entre a realidade
das bibliotecas brasileiras e seu público e a moderna tecnolo gia aplicada (muito acertadamente em alguns casos) (GRIFO NOSSO)
a centros de^pesquis
de^pesquisas
as e bibliotecas"' ' . Quanto a posição do
bibliotecário frente aos modernos e imprescindíveis meios de d^
fusão da informação - a automaçao - é importante adotar-se uma
atitude coerente ã nossa realidade econômica-cultural,
economica-cu11ura 1, deixan do de copiar modelos importados de países mais desenvolvidos ,
sem a previa adaptaçao ãs nossas condiçoes locais. De fato
,
"(...) a automação das bibliotecas é uma tônica da literatura e
nas rodas profissionais, mas a utilização de elementos mecani COS e eletrônicos na biblioteca é apenas uma atividade auxiliar
no desenvolvimento e modernização de nossas bibliotecas (...) .
Antes da automaçao temos de criar uma linguagem técnica nacio nal, temos de uniformizar e racionalizar nossos processos téc nicos, etc. (...)"
. E, para finalizar, é importante termos
sempre em mente, as palavras de Fosket, que tão bem traduzem a
expressão da verdade: "Quando todas as lições do passado tiverem sido aprendidas e compreendidas, e tiverem sido levados em
conta os objetivos e as aspirações dos que produzem e dos
que
utilizam o conhecimento; quando as realizações tecnológicas tiverem sido dominadas e postas a serviço do - Homem -, e não
o
contrário; quando bibliotecários e técnicos de informação encararem o seu papel como o que proporciona ativamente a transfe rência do conhecimento, e também a custódia dos registros; te remos então planejado e constuído uma organizaçao que coordenará o esforço social em pról
prõl da consecução de um propósito so cialmente válido"^^

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

II

12

13

14

�83
3

CONCLUSÃO

Cabe, pois, a nós bibliotecários a adoção de uma atitude
profissional mais amadurecida, que possibilite o incremento, din^
mizaçao e a evolução de atividades-meio tradicionais, de uma forma homogênea em todo o território, de modo a construir uma estrutura, que sirva de base ã implementação de meios mais sofistica dos, passíveis de englobar e suprir as necessidades do usuário,em
carater nacional. Além disso, êé importante atingir-se um estágio
de colaboração, altamente desenvolvido, tendo em vista um firme
propósito:
proposito: o de compreender, com bastante nitidez, que não
nao basta
ter nomes vinculados a grandes empreendimentos, mas sim colaborar
com aqueles (empreendimentos) que provarem sua eficácia, ou que
tenham condiçoes
condições ou prê-requisitos
pré-requisitos para serem eficazes, lembran do, que todo ser humano éê sempre um devedor áã sua profissão. E ,
finalmente, devem ser abolidos certos hábitos já arraigados
da
classe, como o de tecer criticas indiscriminadas que, por motivos
ideológicos ou falho conhecimento do assunto, ainda se fazem alea^
ale^
toriamente; já êé tempo de superarmos uma das notas característi
caracteristi cas das culturas subdesenvolvidas, que consiste numa atitude hi percrltica, levada ao extreno patológico de autof1agelaçao.
percritica,
autoflagelaçao.
0
que interessa nos assuntos mais delicados, éê a análise objetiva e
serena dos fatos, a começar por suas raízes
raizes históricas. Estas ,
enfim, seriam algumas das formas de se alcançar e promover um coii
coti
ceito mais moderno, dinâmico e atuante da biblioteconomia, contr^
buindo-se, inclusive, para a melhoria de nossa imagem dentro do
contexto s5cio-cu1tural
sócio-cultural brasileiro.
ABSTRACT

Analyse of the librarian position in the social,
economic and cultural brazilian context. His toric Vision,
vision, outstanding the technical, educacional and profissional aspects in the present
time and, considering the new
horizons
that
appear to him.

Digitalizado
gentilmente por:

Sea n
stem
CiercacUnicnto

II

12

13

14

�84
REFETRÊNCIAS bibliogrAficas
referencias
BIBLIOGRÄFICAS

1

CUNHA, Murilo Bastos da. O bibliotecário brasileiro na
atualidade. R. E4c.
Eic. BÃ.bZÃ.otzcon.
B-ibllotzcon. tiFMG.
UFMG. Belo Horizon
te, 5(2) :189,
;189, set. 1976.

2

SAMBAQUY, Lydia de Queiroz. Da biblioteconomia ã infor
mãtica. C-c.
Ct. In^. Rio de Janeiro, 2^1)1978.
7^(1) :55, 1978.

3

SHERA, Jesse. Epistemologia social, semântica geral e
biblioteconomia. C^.
C-c. In^.
Jn^. Rio de Janeiro, ^(1):11,
1977.

4

BARROSO, Carmem Lúcia de Melo. Por que tão poucas mu lheres exercem atividades científicas. C^.
C-c. e CaZt. ,
27(7):709, jul. 1975.
22(7):709,

5

HAVARD-WILLIAMS, P. A biblioteconomia no Brasil.
Blbtiotzc. BA.a.iZZia,
BZbZZotzc.
B^cuZZZcl, 2d)!5-6, jan./jun. 1975.

6

LEMOS, Antonio Agenor Briquet de.
de.,

R.

Estado atual do en -

sino de biblioteconomia no Brasil e a questão da ciên
cia da informação. R. BZbZZotzcon.
BZbtiotzcon. BfiaiZZZa,
BfiaiZi-ia, 1(1)
1_(1)"51,
:51,
jan./jun. 1973.
7

cm

1
i

OVERMYER, La Vahn Marie. Libraries, technology and the
need to Icnow.
know. C-c.
CZ. In^. Rio de tTaneiro,
Janeiro, 1(2) :67.
iSl.
1972.

8

FARINAS, Vera Helena Pimentel. Sobre biblioteconomia.
R. BZbZZotzcon. B-iaií-f-ca,.
BKaiZZZa., 13^(2)
(2) ::142-143,
142-143 , jul./dez.
1973.

9

FOSKET, D.J. Alguns aspectos sociológicos dos sistemas
formais de comunicação do conhecimento. R. BZbZZotzcon, BKaòZZZa,
con.
BfiaiZZZa, 1(1):12-13,
1(1);12-13, jan./jun. 1973.

Digitalizado
por:
gentilmente por;

ii
11

12
12

13
13

14
14

�85
BIBLIOGRAFIA SUPLEMENTAR

CUNHA, Murilo Bastos da. O papel do bibliotecário na
sociedade brasileira. R. E^c.
Eic. BZbiZotzcon.
B.iblÁ,otzcon. UFMG.
Belo Horizonte, 5^(2) ;178-194,
;178-194 , set. 1976 .
FERREIRA, Maria Luiza Alphonsus de Guimarães. Seminã
rio sobre a formação do bibliotecário face ãs exi gências profissionais da atualidade. Relatório.
R. Eic.
E-ic. BZblZotzcon.
EÃ.bliotzc.on. LIFMG.
UFMG. Belo Horizonte, 2(2)
2(2)::
251-263, set. 1973.
GUARNIERI, Alice Camargo. A docuiíientação
docuihentação em sua rela
ção com a biblioteconomia. 1967.
Explosão documentária.
1973.

o-O-o

Digitalizado
gentilmente por:

(Notas de aula).

�86
CDD 023.50981621
CDU 023.084.1:331.6(816.21)

MOBILIDADE DOS BIBLIOTECÁRIOS REGISTRADOS NO
CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA - 9? REGIÃO CONSTANTES COMO ATIVOS EM CURITIBA

\l

Telma Regina Espanhol de Barros
- aluna do curso de Biblioteconomia e
Documentação da Universidade Federal
do Paraná
- estagiária do Centro de Desenvolvimento Industrial - CENDI

RESUMO

Por meio de formulário respondido por 104 bibliotecários formados de 1952 a
1977, levantaram-se as suas características predominantes como: é jovem, casado, graduado pela Universidade Federal do Paraná. Permanece por mais tempo em órgãos públicos quando nomeado; se contratado, muda mais de emprego.
Geralmente procura melhores perspectivas nos futuros empregos.Atualmente encontra-se satisfeito com o emprego e considera compatível o salário com a
jornada de trabalho. Atualiza-se principalmente através de cursos e
conferências, fenômeno este que não influi diretamente na sua mobilidade, o profissional aposentado encontra ocupaçao profissional esporádica.

1. INTRODUÇÃO
Verificar o tempo de permanência do bibliotecário nos empregos
por
ele ocupados durante a carreira foi o principal objetivo desta pesquisa.
Sendo a biblioteconomia"
biblioteconomia^ uma profissão relativamente nova,
nova,, regulamentada pelo Decreto 56.725/65, tentou-se averiguar que motivos levam o
profissional a mudar de emprego e em que circunstancias este fenomeno ocorre.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

114

�87
Considerou-se para estes fins a mobilidade social no sentido horizontal, que é o deslocamento de pessoas de um grupo para outro, sem a implicação de mudanças de classe social.^
A pesquisa foi dividida em quatro partes, referindo-se a dados
pessoais, dados relacionados com o trabalho, dados concernentes ãa atualizaçao e
ã atividade profissional após a aposentadoria.
Nos dados pessoais, caracterizou-se o tipo de profissional através da
idade, estado civil, instituição onde realizou o curso de Biblioteconomia e
Documentação e o ano de formatura.
Levantaram-se dados relacionados com o local de trabalho, o tipo de
tarefa exercida pelo profissional, assim como os motivos que o levaram a uma
mudança de emprego, e em que tempo da carreira este fator ocorre com mais
frequência. Obtiveram-se informações referentes aos profissionais que optaram pelo magistério superior. E ainda o nível de satisfaçao em relaçao ao
atual emprego, juntamente com a jornada de trabalho.
Alcançaram-se dados relacionados com a atualizaçao do profissional através do número de concursos e as características destes concursos,congressos, conferências, cursos de atualizaçao e também o numero
número de trabalhos publicados. Verificou-se a quantidade dessas formas de atualizaçao, visto que
um profissional mais preparado pode encontrar melhores oportunidades de trabalho.
Procurou-se coletar dados a respeito de profissionais aposentados e
Procurou—se
verificar a existência de novas oportunidades de trabalho.
considerou—se todos os bibliotecários insComo universo da pesquisa, considerou-se
critos no Conselho Regional de Biblioteconomia —- 9. Região ate julho de 1978
inclusive, e que residem na cidade de Curitiba.
Os dados foram coletados através de um formulário remetido aos
189
bibliotecários - salvo a tres profissionais que estão no exterior para fins
de estudo. Foram entregues pessoalmente 100 questionários com um retomo de
80; e o restante, que foi enviado pelo correio, com uma devolução de 24 atr^
atra^
vés do mesmo meio. Oito dos bibliotecários nao foram localizados,■dois estão
trabalhando em outra cidade no momento e um recusou-se a responder alegando
que a coleta visa a consecução de dados estritamente particulares. 0 universo ficou reduzido a 104 dos 175 formulários devidamente encaminhados, ou seja, houve um retomo de 59,43%.
^DICIONÃRIO de sociologia. Rio de Janeiro, Globo, 1963. 377p. p.266
^DICIONÁRIO

Digitalizado
gentilmente por:

JÇs?
♦

11

1
12
12

1
13
13

14

�88
2.

características dos bibliotecários registrados no conselho REreGIONAL
gional DE BIBLIOTECONOMIA - sf
9? REGIÃO CONSTANTES COMO ATIVOS EM
CURITIBA: ANÃLISE DOS DADOS.
-i
2.1 - Dados Pessoais

Quanto ãs características pessoais dos profissionais,constatou-se que
etn relaçao ao estado civil 45,19% sao solteiros, distanciando pouco dos casa^
cas£
em
dos, com 47,12%; sao desquitados 4,81%, enquanto que divorciados I,92%e
1,92%e apenas um viúvo, ou seja, 0,96%.
Situa-se na faixa etária de 20 a 25 anos o total de oito profissionais (7,69%); de 26 a 30 anos 28,85% onde se encontra o maior número,seguindo depois de 31 a 35, 19,23%. Entre 36 e 40, e 41 e 45 anos respectivamente
17,31% e 6,73%. Bibliotecários na faixa etária de 46 a 50 anos há um número
de onze (10,58%) e de 50 em diante uma representação de 9,62%.
Pretendeu-se mostrar com a naturalidade a existência ou não
nao de elementos provenientes de outros Estados. Entretanto, quase a metade dos pesquisados (43,27%) não fez distinção entre naturalidade e nacionalidade,
e
respondeu como sendo brasileiro. Assim pelos elementos conseguidos, o índice
mais alto foi atingido pelos paranaenses com 49, representados por 47,12%.
Procedentes da Bahia e Rio Grande do Sul, verificou-se um elemento de cada
Estado com 0,96% individualmente. Vindos de Sao Paulo e Santa Catarina, foram respectivamente 2,88% e 3,85%, e, ainda um nascido
no Cairo,
Egito
(0,96%).
TABELA I
Instituições nas quais os bibliotecários se graduaram

Instituições

Respostas

Universidade Federal do Paraná
Universidade Santa Ursula do Rio de Janeiro
Universidade Estadual de Londrina
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Escola de Biblioteconomia de São
Sao Carlos
Fundação da Escola de Sociologia e Política de
St3 Paulo
Sao
100,00

Total

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�89
Verificou-se que a grande maioria (94,24%) fez o curso na Universidade Federal do Paraná e aqui permanece. Ocorre com os elementos graduados em
outras instituições de ensino superior uma mobilidade pequena (5,74%). Apesar de geograficamente a distância ser maior, a Universidade do Rio de
Janeiro está aqui representada com 1,92%, contrastando com outros locais mais
próximos como Londrina, com 0,96%.

2.2 - Dados relacionados com o trabalho
TABELA II
Relaçao entre o tempo de permanência e a
natureza do órgão em que trabalha

Tipos
Federal
Estadual
Municipal
Empresarial
Particular
Total

Tempo de permanência
t~ n9
nÇ de respostas
media de anos
64
72
11
29
64

6,0
6.4
6,0
2.4
2,8

25,42
27,12
25,42
10,17
11,87

240

23,6

100,00

Foi considerado o total de números de empregos ocupados pelos bibliotecários durante sua carreira, o que'soma
que soma a 240 empregos.
inicio e término do serviço, verificou-se o
Através do ano de início
tempo
de permanência no emprego de acordo com a natureza do órgão. Notou-se que o
bibliotecário tende a ficar por mais tempo em órgãos públicos, com uma média de 6 anos nos federais e municipais, e 6,4 anos nos estaduais, representando um total de 77,96%. Nos empregos particulares, embora com um
número
de 64 respostas, a duraçao ié pequena, dando uma média de 2,8 anos (11,87%).
Nos orgaos empresariais, onde foram considerados todas as empresas, inclusive aquelas de economia mista, o profissional permanece por um tempo
mais
curto, com a média de 2,4 anos (10,17%).
Com relaçao ao lipo
tipo de vínculo
vinculo de trabalho, o mais frequente na
ligaçao empregaticia
empregatícia é o contrato, atingindo 50%, sendo que o bibliotecário

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�90
tende a permanecer durante a vigência desse contrato, atingindo uma diferença 12,09% dos profissionais nomeados. Já
Jã fizeram
trabalhos
particulares
10,83%. No que diz respeito a outros vínculos, significa que 1,25% dos pesquisados tiveram a sua remuneração através de convênio ou verba especial.
Ocupando o mesmo emprego, dois dos informantes (0,83%) foram contratados
e
nomeados sucessivamente.

2.2.1 - Cargo ocupado no magistério
Dentre os informantes, 31 jã
já serviram no magistério superior. Alguns
foram trabalhar em bibliotecas ou em outras funções relacionadas com a biblioteconomia depois desta experiência; entretanto 7 optaram pelo magistério
e ali continuam atuando. Como colaboradores e assistentes do ensino, constatou-se respectivamente 19,36% e 16,13% e somente 12,90% ocuparam o cargo de
adjunto. Quanto aos professores titulares, ptrovaveImente
provavelmente o conceito de cargos no magistério superior varia de instituição para instituição, o que se
deduz do elevado número 16,13% atingido pelos professores titulares, considerada a dificuldade de acesso e importância do cargo na carreira.
Observou-se que 25% desses informantes lecionaram em diferentes instituições de ensino superior, e que, após certo tempo de ausência, voltaram
a trabalhar em Curitiba, mas nao no magistério.

2.2.2 - Cargo ocupado na biblioteca
0 número total de empregos ocupados êé 209. Quanto ao cargo na biblioteca, observou-se que os profissionais tem atuado mais como bibliotecários e
técnico-executivos, sendo respectivamente 50,24% e 41,63%. Apenas uma pequena parte ocupou cargos de diretoria ou assessoramento representada por 3,35%
e 4,78%. Houve três casos dentre os pesquisados que ocuparam no mesmo emprego dois cargos, sendo bibliotecário e têcnico-executivo,
técnico-executivo, bibliotecário e assessor e bibliotecário e diretor, com um total de 1,44% nesta situaçao.

2.2.3 - Tipos de bibliotecas
Verificou-se que os tipos de bibliotecas em que o profissional trabalha, atinge quase um mesmo índice de bibliotecas públicas e universitárias,
com 21,53% e 23,92% na ordem. Nas bibliotecas escolares 14,35%, distancian-

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�91
do muito das bibliotecas infantis caracterizadas por 1,92Z.
1,92%. Constatou-se que
outros tipos de bibliotecas foram especificadas como sendo particulares com
um total de 1,92%;
1,92Z; as especiais alcançaram 5,26%.
5,26Z.
0 maior número foi atingido pelas bibliotecas especializadas (31,10%).
(31,10Z).
Este fator se justifica porquanto sao as que oferecem melhores oportunidades
de trabalho. Através de uma coleta de recortes de jornais feita pela bibliotecária Silvia Maria Peres Lacerda, contendo anúncios de empregos,verificou-se que sao oferecidas excelentes condiçoes de trabalho, inclusive com assistência mêdico-odontolõgica
médico-odontolSgica extensiva aos familiares, sábado e domingo livres, 30 dias de férias, 139 salário, gratificaçao de férias, etc.
Uma observação quanto ãa natureza do órgão
érgão e o tempo de
permanência
(TABELA II), parece revelar que apesar das condiçoes de trabalho, o profissional permanece pouco tempo na biblioteca especializada, tratando-se
aqui
da biblioteca empresarial, visto que os amíncios
amincios se referem a este tipo de
biblioteca.
TABELA III
Motivos alegados para mudar de emprego '

Motivos

Respostas

Salário baixo
Sobrecarga de seirviço
serviço
Falta de ambientação
Conhecimentos inadequados
Melhores perspectivas de trabalho
Mudança de residência
Outros
Total

100,00

Constatou-se que houve 134 mudanças de emprego por vários motivos. 0
salário baixo e a oportunidade de encontrar melhores perspectivas de trabasalario
lho foram fatores que atingiram 26,86% e 23,13% respectivamente. A falta de
ambientaçao e os conhecimentos inadequados não influiram muito namobilidade,
tendo atingido um total de apenas 3%. Verificou-se que 9,7% dos bibliotecários mudaram de emprego por sobrecarga de serviço
seirviço e o mesmo número foi constado por mudança de residência.

Digitalizado
gentilmente por:

�92
Motivos outros, porém, 27,61% superaram os acima discriminados. Foram
especificados onze que serão analisados individualmente e considerados como
100%. Com o término do serviço 35,14% perdeu o emprego. 0 maior número dos
profissionais que fizeram concursos foram nomeados para outros órgãos
Órgãos e este
também foi um fator para a mobilidade e ocorreu com sete bibliotecários, ou
seja 18,92%. 0 motivo "cansado da profissão" aconteceu com 10,81%. Bibliotecários que ocuparam o cargo temporariamente porque estavam
substituindo,
deixaram-no quando o titular voltou, representando 8,11%. Com a extinção da
biblioteca, dois (5,41%) perderam o emprego; este mesmo índice ocorreu com
fatores como aposentadoria e o término de contrato. Motivos como a falta de
valorização
valorizaçao da profissão, problemas particulares, viagem e doença também contribuiram para a mudança de emprego e foram representados por 2,7% individualmente .
dualmente.
Verificou-se que a maioria dos bibliotecários (85,52%) trabalhou logo
V
no inicio da carreira, ou melhor, logo no primeiro ano de formado, enquanto
que 4,81% e 3,85% demoraram respectivamente 1 e 2 anos após graduarem - se.
Com 3 anos ou mais após a formatura 5,77%.
Os pesquisados mudaram mais de emprego no início da carreira, fenômeno que ocorre principalmente nos primeiros cinco anos após a formatura. Para
a constataçao dos dados foi feita a média do número de anos.
Os bibliotecários formados no período de 1952, quando iniciou o Curso
de Biblioteconomia e Documentação na Universidade Federal do Paraná, a 1956
e estando atualmente com mais de vinte anos de profissão foram os que tiveram mais oportunidades de mudar de emprego no decorrer da carreira; em contraste, os profissionais graduados após 1973 só tiveram chance de mudar de
emprego nos primeiros anos que iniciaram na carreira. Entretanto, apesar da
diferença de tempo disponível para efetuar as mudanças ser de cinco anos em
oposição aos primeiros que tiveram vinte anos a mais, houve um número elevado de mudanças neste grupo, atingindo uma média variável de 3,85 em 1973 e
1,11 em 1977.
Observou-se que nos anos intermediários, ou seja, no período de 1957
a 1961, onde os profissionais com até vinte anos de carreira tiveram oportunidades de mudança com características diferentes, entretanto a concentração
maior coube nos primeiros cinco anos. 0 mesmo fator ocorreu nos anos seguintes, entre 1962 e 1971, apesar de neste período o bibliotecário ter mudado
de emprego mesmo estando com ate dez anos de profissão. Verificou-se que o
maior índice nestes anos concentrou-se no início, variando de 100% em 1965

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�93
até 50% em 1968, onde se registrou a maior porcentagem.

2.2.4 - Aspectos profissionais
0 maior numero de respostas em relaçao ao atual emprego,está concentrado em razoavelmente satisfeitos (30,30%) e satisfeitos (45,46%). Apenas
10,10% dos bibliotecários estão insatisfeitos, equilibrando com 14,14% que
estão muito satisfeitos.
0 salário que recebe proporcionalmente ã jornada diária de trabalho é
razoável, visto que este item obteve o maior índice (45,45%).Este fato ocorreu também
tanibem num estudo feito em Belo Horizonte, onde os pesquisados apresen- .
2 Consideram
.
...
taram essas mesmas características.
insuficiente
em relaçao ao
número de horas que trabalharam em contraste com o que recebem 1,11%.
Os
itens suficiente e bom atingiram a 28,29% e 15,15% respectivamente.
Com relaçao ao número de empregos ocupados atualmente, a grande maioria (81,82%) dos bibliotecários ocupa um emprego. Entretanto 17,17% exercem
atividades em dois locais ao mesmo tempo; e ainda 1,01% ocupam três empregos.
Nao foi constatado bibliotecário algum que tenha mais de três
tres atividades empregatícias simultâneas.
Verificou-se que na jornada diária de trabalho, grande parte dos pesquisados (54,32%) trabalha oito horas por dia, considerando uma semana de
cinco dias; 27,16% atuam seis horas, enquanto que 11,11% cinco horas e apenas 6,17% trabalha meio período, ou seja, quatro horas. Somente 1,24% exerce
a profissão durante tres horas diárias. Nao ocorreu o número
numero de sete horas de
trabalho.
Dos bibliotecários com uma jornada diária de trabalho em diferentes
empregos, somou o número de 18. Onde 5,55% atuam doze horas diárias,
sendo
oito horas em um e quatro em outro emprego. Ocorre com onze horas 16,66% e
11,12%, totalizando 27,78%, sendo que o número de horas de um e outro éê diferente, com 11,12% acontece no total de oito e quatro horas. 0 informante
que trabalha em tres empregos atua cinco, três e uma hora respectivamente,
com 5,55%.
0 maior número de bibliotecários trabalha seis horas em dois
turnos
* Houve a omissão de respostas por cinco pesquisados, sendo 4 deles
aposentados e um por nao estar atuando como bibliotecário.
2
.
..
- .
POIKE, Ana Maria
Mana Athayde et alii. Analise do mercado de trabalho do
bibliotecário em Belo Horizonte. Rev. Esc. Bibliotecon. UFMG, Belo
Horiset.i &gt; .
zonte, ^(2):171,
5(2):171, set.l

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�94
cota 22,22%. Verifica-se entretanto que aqui também nao ocorre o número
con
numero de
sete horas de trabalho. Agrupando-se as horas, verifica-se que 44,45% dos bi^^
bi^
bliotecários trabalha de dez a doze horas e 55,55% entre seis e nove horas.
bliotecãrios

2.3 - Dados relacionados com as formas de atualizaçao
Procurou-se verificar a possibilidade do bibliotecário mais atualizado ter condiçoes de mudar de emprego com mais frequência. Foi considerado como sendo formas de atualizaçao o número de vezes que o bibliotecário participou de concursos, cursos de atualizaçao, congressos, conferências, e ainda a quantidade de trabalhos publicados e concursos em que foi aprovado.
Uma análise parcial dos dados revela que os bibliotecários
formados
nos primeiros cinco anos do Curso de Biblioteconomia e Documentação, ou seja
de 1952 a 1956, foram os mais beneficiados em relaçao as formas de atualizaçao, com um total médio nestes anos de 35,57%; entretanto as
oportunidades
ção,
de emprego variaram de 2 a 19 no período.
Analisando o período de 1972 a 1977, verificou-se uma quantidade maior
de transiçao nos empregos, quantidade esta que os informantes tiveram entre
cinco e vinte e sete empregos; no entanto o nível de atualizaçao eé baixo,
girando em torno de 5,19% e 1,07% neste período, totalizando 14,20%. A porcentagem menor nesta fase justifica-se pelo fato de os profissionais formados nestes anos nao terem tido grandes oportunidades ainda.
Na fase intermediária, entre 1957 e 1961 houve uma queda em relaçao
aos anos anteriores, apesar de 1961 estar sem nenhum representante, o total
é de 14,70%, variando de 3% a 5,8% concernentes a atualizaçao. Nos cinco anos
que sucedem, embora exista também um ano sem representantes, ocorre uma melhora no nível de atualizaçao que está em tomo de 4% a 5%, a diferença entre os números é pequena, totaliza 17,75%; e os bibliotecários deste período
tiveram de dois a três empregos. Novamente entre os anos de 1967 e 1971 ocorre outra queda nas formas de atualizaçao, que vai de 2,5% até
ate 3,8% totalizando 14,78%, praticamente o mesmo índice que ocorreu no período de 1957 a
1961.
Verifica-se uma oscilaçao no decorrer dos anos, em períodos de cinco
em cinco anos, ocorre uma alta e sucessivamente uma queda.
Com uma análise vertical dos dados foi possível perceber que dentro
das formas de atualizaçao o profissional é mais dado aos corsos
cursos e as conferências, visto que estes atingiram as maiores médias; e menos a publicar tra-

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�95
balhos. Nao ocorre uma participação
participaçao muito assídua nos congressos. Entre o número de concursos do qual o pesquisado jã
já participou e aquele onde foi aprovado ocorre uma diferença pequena, verificando que existe grande
aprovaçao
nos concursos de que os bibliotecários participam.
Verifica-se que a atualização nem sempre influi diretamente nas mudanças de emprego, o fato é que o fenômeno ocorre, mas nao na mesma proporção..
ção
Observou-se entretanto que os professores da Universidade Federal do
Paraná, excluindo os professores colaboradores, são os profissionais
mais
atualizados.
Procurou-se verificar a possibilidade de o profissional encontrar melhores oportunidades de emprego através de concursos; entretanto foi analisado somente a respeito da natureza do último concurso. Assim sendo,da grande maioria dos bibliotecários (81,08%)
(81,08Z) o último concurso prestado foi público, onde os profissionais tiveram a chance de mudar de emprego quando aprovados, e apenas 18,92% prestaram concurso interno, visto que a ascensao dentro do próprio emprego nao ocorre com frequência.
Observou-se características do último concurso em que os bibliotecários já tiveram a oportunidade de participar. Características como prova de
títulos e "curriculum vitae", alcançaram a porcentagem de 6,76% para cada
um; enquanto que para prova de conhecimento 16,22%, número elevado em relaçao
ção ãs características anteriores. Nos concursos prestados, ãs
as vezes, diversas características somam a combinação dos tres itens citados acima. 0 maior
índice foi atingido pelo item que reune as três alternativas com um total de
29,72%. Depois, 16,22% que fizeram prova de títulos e de conhecimentos, contrastando com a combinação de prova de conhecimentos e "curriculum vitae" ,
com 6,76%. Em relaçao
relação a alternativa que destinou-se a outros concursos,atingiu-se a 4,05% e foi especificado como sendo prova didática.

2.4

- Dados relacionados com a aposentadoria

Procurou-se verificar as possibilidades de aproveitamento do bibliotecário depois de aposentado. Entre os
os’ informantes cinco encontram-se nesta •
situação,
situaçao, sendo que três deles continuam atuando profissionalmente e
dois
deixaram de trabalhar; estão representados respectivamente por 60% e 40%.
Destes que continuam exercendo a profissão, notou-se que o
trabalho
desenvolvido está diretamente relacionado com a carreira anterior.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II
11

12
12

13
13

14
14

�96
A participação
participaçao do profissional aposentado é mais desenvolvida nos serviiçps esporádicos, atingindo uma porcentagem de 66,67%. Ocorreu apenas um
vidos
pesquisado atuando no serviço público.
publico. Verificou-se que nem sempre o serviço esporádico é o particular.
0 aposentado encontrou várias formas de desempenhar o seu papel
sem
depender de uma obrigaçao fixa. Desenvolve atividades relacionadas ã organizaçao de bibliotecas, faz referenciaçao bibliográfica de trabalhos, e ainda
serviços de catalogaçao e classificação. 0 profissional que está no serviço
público atua no magistério.

3.

CONCLUSÃO

Realmente existe uma mobilidade de trabalho dos bibliotecários. Parece ser este fato um bom sinal, visto que se ocorrem mudanças, satisfatórias
ou nao, o profissional tem oportunidade de encontrar algo melhor.
As principais mudanças ocorridas durante os vinte cinco anos
foram
principalmente em virtude da má remuneração e falta de estabilidade funcional. Hoje em dia, há mudanças por estes motivos, mas elas estão mais
relacionadas com a possibilidade de melhores perspectivas de trabalho, procurando o bibliotecário cada vez mais desempenhar o seu verdadeiro papel.

ABSTRACT

Through a questionnaire answered by 104 librarians, graduated between
1952 and 1977, their main characteristics could be established, such as:
being young, married, graduated by the Federal University of Paraná. They
stay for a longer time in public jobs, when appointed for them; if they only
work by contract, they change their job frequently. Usually they look for
Work
better prospectives in future jobs. For the moment, they are happy with their
jobs and they consider the salary levei
level reasonable related to their job
level. They actualize themselves through courses and lectures, a fact that
levei.
has no direct influence on their mobility. The retired professional finds
professional occupations from time to time.

cm

Digitalizado
por:
gentilmente por;

�97
A.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA - 9? REGIÃO.
pesquisados. Curitiba, 1978.

Lista de endereços dos

2. CUNHA, Murilo Bastos da. O0 bibliotecário brasileiro na atualidade.
Esc. Bibliotecon. UFMG, Belo Horizonte, ^(2):I78-9A,
_5(2) : 178-94, set.
set.I976.
1976.

3. DICIONÁRIO
DICIONÄRIO de sociologia.

Rio de Janeiro, Globo, 1963.

Rev.

377 p.

A.
4. HAVARD-WILLIANS, P. S.E.O..:
S.E.O.,: A biblioteconomia no Brasil.
^(1):3-15, jan./jun.1975.’
jan./jun.1975.
con. , Brasília, ^(I):3-I5,

Rev. Bibliote-

5. POLKE, Ana Maria Athayde et alii. Análise do mercado de trabalho em Belo
Horizonte. Rev. Esc. Bibliotecon. UFMG, Belo Horizonte, ^(2):l65-77,
^(2):165-77,
set.I976.'
set.1976.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�98
CDD 020.7
CDU 02:37: 001.8
ENSINO DE METODOLOGIA DA PESQUISA EM BIBLIOTECONOMIA

RELINDA KOHLER
BELINDA
Prof. Assistente
Dep. Biblioteconomia
Univ. Federal do Paraná
Parana
JUSSARA DE MELO TOLEDO
Bibliotecária
Lic.
Lie. em Química

RESUMO
Por meio de revisão bibliográfica comprova a preocupação de bibliotecá
rios brasileiros, e do ensino da Biblioteconomia, com a metodologia da pesqui
sa. Apresenta argumentos pró validade e viabilidade respectivamente do ensino
e da disciplina. Exemplifica-as

com a experiência do Curso de Bibliotecono -

mia e Documentação da Universidade Federal do Paraná. Deixa em aberto a questão da efetividade dessa experiência.

1. Introdução
Uma revisão de literatura - exemplificativa, sem pretensões a exaustividade - indica a latência da preocupação de bibliotecários e de alguns Cur sos de Biblioteconomia e Documentação brasileiros pela metodologia da pesquisa.
Igualmente a título
titulo de exemplo são
sao indicadas justificativas para

a

inclusão da disciplina no currículo, mostrando a sua validade.
Do ponto de vista da Biblioteconomia a inclusão da disciplina interessa para que se reflita com mais propriedade sobre a sua natureza e para

que

se recolham subsídios válidos e fidedignos, registrando as mudanças que

se

operam nos seus elementos. A decantação desses elementos parece um processo

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�99
mais promissor que a simples discussão para definir a velha questão se a Biblio^
teconomia éi arte, ciência ou técnica.
Metodologia da pesquisa em Biblioteconomia i viável como disciplina

:

há conteúdo, literatura de apoio, metodologia. Ha
Há objetivos, bastando definilos. Ha
Há critérios para avaliação, bastando selecioná-los.
A validade e a viabilidade da disciplina são exemplificadas com a experiência do seu ensino no Curso de Bibliotecnomia da Universidade Federal

do

Paraná. A abordagem dessa experiência é feita, por um lado, tomando como fonte os trabalhos de pesquisa realizados pelos alunos durante os nove anos

em

que se ensina a disciplina; por outro lado, tomando as opinioes de alunos que
acabaram de concluir seu trabalho.
Se o número de publicações dos bibliotecários que tiveram a disciplina
no seu currículo fosse a única evidência da efetividade desse ensino, tal efje
tividade não teria ocorrido.

2. Metodologia da Pesquisa e o Bibliotecário Brasileiro
A pesquisa em Biblioteconomia vem aparecendo como preocupação de bibli£
tecários brasileiros pelo menos há vinte anos.
Depois do Congresso de Salvador (1959), quando foi apresentada na categoria de trabalho^, voltou a constar no Congresso de Fortaleza (1963) dentro
.
- . 2
do trabalho que discutia a formaçao do bibliotecário e, sob este mesmo aspe£
aspec^
to em Porto Alegre (1977) 3 e, ainda neste Congresso, novamente como trabalho. ^
1. AMORIM, Maria José Theresa de. Encoragemos as investigai^ões
investigações em Biblioteconomia e na Documentação. 10 f. mimeo. (2. Congresso Brasileiro de BiblÍ£
teconomia e Documentarão,
Documentação, Salvador, 1959).
2. MACEDO, Neusa Dias. Formação integral do bibliotecário - documentarista brasileiro. São Paulo, Associação Paulista de Bibliotecários, 1963. (2l)
f. mimeo. (Tv Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, Ceará,
1963).
3. FIGUEIREDO, Nice. Currículo de Biblioteconomia: uma questão de mudança
de orientação. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO ,
9., Porto Alegre, 1977. Anais. v.l, p. 258-63.
4. FERRERI, Gabriela Menni. Natureza da pesquisa científica
cientifica em Bibliote conomia. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 9., Po£
to Alegre, 1977. Anais. Porto Alegre, 1977. v.l, p. 253-57.

Digitalizado
por:
gentilmente por;

�100
No inicio
início da década de setenta era publicado um manual de autora brasi
leira^ e, pouco mais tarde, um artigo de periódico, relatando o que se fazia
na Inglaterra e nos Estados Unidos na área de pesquisa em Biblioteconomia ^ .
Ambas as autoras dedicavam-se, na época, ao ensino dessa disciplina em dife rentes cursos de Biblioteconomia e Documentação.
Por essa época eram também traduzidas e publicadas
For
publicadás no Brasil algumas
obras, entre as quais duas que enfatizavam o assunto: a primeira abordava -o
*^71 e a segunda lhe era inteiramente dedicada 8g .
num dos seus capítulos
Enquanto isso proliferavam no exterior publicações sobre o assunto.
Se por um lado se discutia a importância teórica da pesquisa e a ade~
-r
quaçao dos métodos -~a Biblioteconomia 9 ’ 10 , por outro lado ja- era possível
fazer uma revisão da literatura^^, bem como apresentar uma relação
relaçao de 782 ref^
refe^
rências de e/ou sobre pesquisa em Biblioteconomia, agrupadas estas
réncias
pelos
-12
.
.13
respectivos métodos de elaboraçao ou sugeridas para a area de ensino
No terço final desta mesma década, o mais recente levantamento

das

disciplinas componentes dos currículos plenos dos Cursos de Biblioteconomia e
. .
14
....
.
Documentação brasileiros
revela que apenas tres dos vinte e nove cursos
5. AMORIM, Maria José Theresa de. Introdução ã metodologia da pesquisa;
resumo da matéria. Curitiba, Departamento de Biblioteconomia da Universidade
Federal do Paraná, 1972. 35 p.
6. GARCIA, Maria LÚcia Andrade. A pesquisa em Biblioteconomia. R. Esc .
Bibliotecon. UFMG.,
UFH1., ^(1):7-11,
1^(1):7-11, mar./set. 1972.
7. BUTLER, Pierce. Ifltrodução ã ciência da Biblioteconomia. Trad. Maria
Luiza Nogueira. Rio de Janeiro, Lidador, 1971. 86 p.
8. GOLDHOR, Herbert. Pesquisa científica em Biblioteconomia e Documentação.
Tradução de Leila Novaes... Revisão e edição de Abner Lellis Correa
Corrêa Vicentini.
Brasília, VIPA, 1973. 224 p.
9. VICKERY, B. C. Methodology in research. Aslib Proceedings, ^(12) :
597-606, Dec. 1970.
10. GOLDHOR. Op. cit.
11. WHITEMAN, Philip M. Review of the origins and development of research:
tradition, innovation and research in the library. Aslib Proceedings, 22(11):
531-37, Nov. 1970.
12. WYNAR, Bohdan S. Research methods in library Science;
science; a bibliographic
guide with topical outline. Littleton, Colo., 1971. 153 p.
13. BORKO, Harold. Targets for research in library education. Chicago ,
American Library Association, 1973. 239 p.
14. FIGUEIREDO. 0 ensino...

Digitalizado
gentilmente por:

ii

12

13

14

�101
existentes no Brasil oferecem disciplina denominada Metodologia da Pesquisa em
Biblioteconomia.
início da década, mas,
Dentre estes não
nao consta um dos que a oferecia no inicio
por outro lado, constam dois cursos de criação relativamente recente. Apenas
num dos cursos mais antigos a disciplina permanece.
0 citado levantamento relaciona somente os títulos das disciplinas. Assim, é possível que o assunto seja desenvolvido nos cursos mas sob outra den£
deno
minação, como ocorre naqueles que adotam determinado manual de documentação.^^
É igualmente possível que as disciplinas de Orientação, Investigação ou
Pesquisa Bibliográfica, oferecidas em diversos cursos segundo o mesmo levant£
mento, sejam mais abrangentes do que a denominação indica.
Outras disciplinas como Análise da Informação e Bibliometria requerera
requerem conhecimentos de pesquisa. Por outro lado. Métodos Quantitativos Aplicados

Sã

Biblioteconomia, disciplina preparatória da maior importância como pré-requisito para a de Metodologia da Pesquisa em Biblioteconomia, é oferecida

por

curso que suprimiu esta última.
No entanto, de um modo ou de outro, há cursos enqienhados
empenhados em oferecer ao
aluno alguma coisa nesta linha: num oferece-se um seminário final em bases
teõricas^^, enquanto em outro
teóricas^^,
outro.se
se exige um trabalho de caráter monogrâfico^^
monográfico^^
Aquele, num dos temas, orienta
orienta.aa elaboração de instrumentos para a coleta

de

dados - logo, aspectos de metodologia científica
cientifica - enquanto neste não há evidência de preparação teórica para a realização da tarefa.
Estes são dois exemplos colhidos a esmo, de.registros
de registros acidentalmente áã
mão, mas que fazem supor a existência de experiências as mais variadas

no

15. LASSO DE LA VEGA, J. Manual de documentación; Ias técnicas para la investigación y redaccion de los trabajos científicos y de ingenieria. Barcelo^
Barcel£
na. Labor, 1969. 829 p.
16. FIGUEIREDO, Nice. Tópicos modernos em Biblioteconomia. Brasília, Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal, 1977. 42 f.
17. TRABALHOS de conclusão de curso. Os Bibliotecários, S. Luis, 1(1):
13-15, dez. 1978.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�102
computo geral de ensino brasileiro de Biblioteconomia. Uma delas será relatacoiiçuto
da, sob alguns aspectos, neste trabalho.
Cabe aqui mencionar que parece haver um consenso quanto àã relevância
dos conhecimentos de métodos e técnicas de pesquisa para a formação
formaçao do bibli£
biblio^
tecário. Isto pode ser afirmado com base nas sugestões remetidas pelos Cursos
tecério.
âã Comissão

criada pela Associação Brasileira de Escolas de Biblioteconomia e
/
Documentação (ABEBD) para elaborar 'uma
intia proposta de currículo mínima.
Na proposta. Metodologia da Pesquisa é considerada matéria de fundamen
^taçao
~ geral,18
Apenas um dos Cursos ofereceu uma alternativa, sugerindo que a nível
de graduação sejam estudados Métodos Quantitativos Aplicados ã Bibliotecono . .
19 .
mia no lugar da materia
matéria
indicada

3. Metodologia da Pesquisa em Biblioteconomia como Disciplina
No ensino da Biblioteconomia ainda não estã resolvido o problema da
.20
_~
20
ponte entre os ciclos basico e profissional , bem como nao esta devidamente
resolvido o problema do entroncamento dos conhecimentos, habilidades e experiências adquiridas pelo aluno durante o curso, de modo a lhe dar uma visão
globalizante da profissão e das suas perspectivas.
Neste sentido hã pelo menos duas tentativas bem conhecidas: a do sem
nãrio de final de curso e a da apresentação de um trabalho monogrãfico individual mais desenvolvido que os outros solicitados durante o curso.
A disciplina de Metodologia da Pesquisa em Biblioteconomia, além

de

18. MUELLER, Suzana Pinheiro Machado, et alii. Currículo mínimo de Biblio
teconomia; proposta de alteração a ser apresentada ao Conselho Federal de Edu
caçao. Brasília, 1978. f. 12.
19. A correspondência recebida pela Comissão encontra-se nos arquivos da
ABEBD.
20. POLKE, Ana Maria Athayde. Relatório dos seminários do Curso de Método^
logia do Ensino em Biblioteconomia. R. Esc. Bibliotecon. UFMG, 2.(1)*
7^(1): 159 ,
mar. 1978.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

-Ü7 11

12

13

14

�103
merecer, por sua própria relevância, ser incluída no currículo, reune o poten
pote^
ciai daquelas duas experiencias, enriquecendo-as com o que Ferreri chama
"atitude mental"

de

e Figueiredo de "noçoes de métodos científicos e de esta -

tistica para poderem contribuir (os bibliotecários) com soluções criativas pa
tística
ra os problemas de administraçao e avaliaçao, bem como para os de organização,
— da informação"
— 22
controle e disseminação
Convém, pois, que o bibliotecário seja capaz de desenvolver as

suas

atividades profissionais com um mínimo de rigor cientifico,
científico, capacidade

que

lhe deve ser possibilitado exercitar como um dos aspectos da sua formaçao,
formaçao.
E ao bibliotecário que tiver inclinação pessoal para tanto devem

ser

oferecidos os conhecimentos básicos de metodologia da pesquisa para que possa
contribuir para o desenvolvimento da Biblioteconomia, estudando-a com o objetivo de ampliar, corrigir ou modificar as práticas e os conhecimentos da espe^
ciaiidade.
ciaiidade,
E mesmo que o bibliotecário "não venha a realizar essa pesquisa, a as_
as^
similação dos princípios o tornará um estudioso crítico,
critico, inteligente, capaz
23
de avaliar a pesquisa alheia"
Essas são algumas razões para a inclusão da disciplina no currículo.
Quanto ã organização da disciplina, há vários fatores a considerar,
considerar.
Na seleção dos conteúdos e mesmo no trabalho com os estudantes pode ser
de valia o concurso de professores das áreas de Ciências Sociais e Estatística
Estatística.
Ä literatura é abundante e um dos'.pontos
A
dos pontos chaves quanto ao conteúdo

é a

boa escolha dos textos.
Outro fator de importância para o bom resultado nesta disciplina é a ex
eoç
periência e o gosto tanto no magistério quanto na pesquisa indispensáveis

ao

21. FERRERI. Op. cit. p. 54.
22. FIGUEIREDO, Nice. Currículo de Biblioteconomia: uma questão de mudança
de orientação. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 9.,
Porto Alegre, 1977. Anais. Porto Alegre, 1977. v. 1, p. 260.
23. GOLDHOR. Op. cit. p. 18.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�104
professor encarregado.
Além dessas características, vivência como bibliotecário, atualizaçao
permanente, criatividade, calor humano...
E tempo. No período em que os alunos estão envolvidos com as pesquisas
individuais o tempo do professor deve ser calculado pelo número de alunos
que não podem ser numerosos.
Para efeitos tanto didáticos quanto administrativos, convêm que o estu
est^
do da metodologia da pesquisa se estenda por dois períodos ou semestres.
No primeiro período, em sessenta horas, ê‘possível
ê possível trabalhar um conteú
do que dê ao aluno condições
condiçoes de iniciar a sua pesquisa. 0 trabalho pode

ser

desenvolvido com uma turma comum,' de vinte a trinta alunos.
No segundo período ê útil intercalar trabalhos em grupo e com toda
turma com os trabalhos individuais, de modo a que cada aluno enriqueça o

a
seu

aprendizado com as experiências
experiencias dos colegas.
0 trabalho com a turma toda presta-se multo
muito bem para o aprofundamento
de questões metodológicas, visto que as pesquisas correm paralelamente.

For

outro lado, a atividade nos grupos menores presta-se justamente ã integração
dos conteúdos específicos da Biblioteconomia. Ao funcionar como um seminário
informal, tal atividade permite a revisão, o acréscimo, o aprofundamento,

o

questionamento, a crítica, e mesmo a rejeição de noçoes trazidas do curso ou
acumuladas de outra maneira.
Cada problema de pesquisa pode funcionar como um centro organizacional
para o grupo em que ê tratado. AÍ podem interagir os objetivos do aluno expre^
expreß
sos no problema de pesquisa por ele escolhido, os objetivos e os conteúdos da
disciplina, assim como os objetivos do professor e a metodologia de trabalho.
assegurar organicidade ê, por exemplo,
Um modo de asse^rar
exetiq&gt;lo, programar o conteúdo
num enfoque sistêmico.
Quanto aos objetivos da disciplina, fixados no início, antes poucos

e

atingíveis. Os conteúdos e as estratégias selecionados podem ter, dentre ou -

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�105
tros propósitos, os de propiciar ao aluno:
- formaçao baáica
basica que o capacite a planejar, organizar, executar e apre^
sentar estudos e pesquisas academicamente aceitáveis;
- elementos para compreensão do papel da pesquisa no avanço do conhec^
mento cientifico, particularmente na Biblioteconomia;
- noçoes
noções úteis
uteis para realizar pesquisa profissional continua, por meio
do domínio dos métodos e técnicas de pesquisa.
A nível de professor, a disciplina pode ter tantos objetivos quantos fo^
fo_
rem os alunos, multiplicados tanto pelas suas dificuldades quanto pelas

suas

potencialidades.
0 professor pode, por exèmplo, ajudar o aluno a aperceber-se de certas
atitudes fundamentais da pessoa humana e do profissional. A
Â solidariedade,

a

tolerância, o respeito pela diversidade de aptidões; a boa vontade de coope rar; o estar devidamente informado acerca do próprio trabalho e da sua profÍ£
são, de modo a fornecer fatos e dados precisos; a opinar de maneira fundamentada e objetiva;
objetiva;' a ter e a sustentar uma posição diante dos acontecimentos
aconteclmenfos

,

das perspectivas, da vida; a desenvolver crítica sadia e construtiva.
Pela reflexão sobre o desenvolvimento da Ciência pode encorajar a humildade diante da provisoriedade dos conhecimentos, o zelo pela auto-educaçao
contínua e a abertura para as mudanças.
Pode tentar ajudar a criar-se o espírito de turma, ausente das univer^
sidades desde a Reforma, espírito esse indispensável como a preparaçao do espírito de classe, indispensável este iâ consolidação da profissão.
A nível de aluno, é de extraordinário valor o trabalho individual devidamente, mas sobriamente orientado. Do início ao fim do curso o aluno

tem

poucas oportunidades de determinar o que deseja fazer, mas a sua perplexidade
desaparece ao ver que, em Biblioteconomia, tudo esta
está para ser explorado. Se o
tema foi objeto de estudo recente, há sempre uma abordagem nova a ser desco berta.

cm

*

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�r106
Depois, é gratiflcante
gratlflcante para o aluno deixar a universidade com a alegria
de tef
ter contribuído de algum modo, com o seu trabalho, para o melhor conheci mento da sua área profissional.
Mesmo que se possa arguir de simplistas e/ou de ingênuos os trabalhos
de pesquisa realizados a nível de graduação,
graduaçao, eles registram e organizam fatos
e dados que, num dia, talvez não muito remoto, constituirão a massa com

a

qual se poderá trabalhar em níveis de pesquisa mais avançados.

3. Características da Pesquisa como um Produto
Para representar uma contribuição ao conhecimento ou ã solução de deter
dete£
minado problema de pesquisa, o relatório ou informe ou monografia que a tra duz deve apresentar diversas características, todas atingíveis a nível

de

graduação.
graduaçao.
Essas características podem ser agrupadas sob os seguintes itens: tema,
tratamento, fontes, método, instrumentos, estrutura, redaçao
redação e apresentaçao.
apresentação.
Tema:
- relevância para a Biblioteconomia (mesmo local) ou área afim;
- abordagem que revele curiosidade, conhecimento, aplicação, criatividade do pesquisador;
- delimitação claramente formulada;
propostos..
- exploração dos aspectos propostos
Tratamento:
- consistência, pela integração das etapas da pesquisa;
- coerência entre o problema, o método, os instrumentos e o tratamento
dos dados.
Fontes:
- busca metódica;
- adequação ao tema e ãs características do pesquisador.

Digitalizado
gentilmente por:

�107
Método;
Método:
- adequação ao tratamento do problema;
- explicitação devidamente enunciada na introdução.
Instrumentos: ■
- adequaçao ã hipótese e ã amostragem;
- qualidade, quanto a validade e fidedignidade.
Estrutura:
- parte preliminar destacada do texto;
- sumário
sumario em numeração
numeraçao progressiva e caracteres que indiquem subordina
ção;
- introdução, descrevendo a metodologia e o desenvolvimento da pesqui
sa;
- corpo devidamente estruturado; equilíbrio entre as partes;
- conclusão coerente com a proposta;
- notas de referência ou notas de rodapé corretas e consistentes;
- referências bibliográficas normalizadas;
- anexos, os que nao forem supérfluos e numa sequência correspondente
ã do texto.
Redação:
- clareza de enunciados;
- precisão vocabular;
- correção ortográfica e sintática;
- simplicidade do conjunto;
Apresentação:
- papel formato A-4;
- datilografia em espaço dois;
- quadros, tabelas, gráficos, ilustrações pertinentes e bem situados.
0 que parece distinguir uma pesquisa realizada a nível de graduaçao
daquela realizada em níveis subsequentes são a complexidade do problema e

cm

Digitalizado
gentilmente por:

a

�108
sofisticação do tratamento,
tratamento.
Como pesquisa exploratória - cujo volume constitui como que o alicerce
sobre o qual se vai edificando uma ciência - tanto o produto quanto a difusão
dos métodos e técnicas sao
são válidos neste nível.
Os maiores obstáculos para um pesquisador em potencial, são, hoje ,

a

insuficiência de conhecimentos básicos de mateínática
mate&amp;âtica e de língua, por serem
de recuperação difícil.
Por outro lado, o gosto e o hábito de lidar com minúcias ê certamente
uma característica do bibliotecário, de valia no pesquisador. É possível mesmo que aproveitando essa característica no trabalho científico
cientifico a atenção

do

bibliotecário seja desviada de minúcias supérfluas.

4. Experiências de um Curso de Biblioteconomia e Documentação no Ensino

de

Metodologiá da Pesquisa
Metodologíá
A disciplina Metodologia da Pesquisa em Biblioteconomia foi introduzida no Curso de Biblioteconomia
Biblioteconomia,ee Documentação da Universidade Federal do Par£
ná em 1970. Nestes nove anos os alunos produziram um total de 139 trabalhos
de pesquisa. Verificou-se que durante os sete primqiros
primeiros anos, o assunto mais
explorado, e em maior proporção, éê tipos de bibliotecas, num tratamento quase
que totalmente descritivo. Em 1977 os'^ssuntos
os assuntos passaram a ser o uso de determinadas bibliotecas, seguido, quantitativamente,
quantitatiyamente, pelo seu tipo. Em 1978 desaparece por completo o estudo meramente descritivo de bibliotecas, para

dar

lugar ao estudo do usuário e suas opiniõesÇ
opiniões^ aspecto esse, vale dizer, que apa
receu constantemente como uma das abordagens
abordagens^em
em determinados trabalhos. 0 bi%aí. como acontece com o usuário,
bliotecário e a formação profissional, Çal

vêm
vem

sendo objeto de pesquisa desde a introdução"
introdução' da disciplina, e, mais ^ssiduamen
assiduamen
te, em 1978. Dos últimos cinco anos pode-se observar uma diversificação

dos

assuntos agrupados em torno de documentação, informação, controle bibliográf^
bibliograf^
CO e cooperação bibliotecária. Um estudo comparativo do currículo pleno, nes-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�109
te período, podería indicar as razoes da abertura de interesse dos alunos,cons
tatada na mudança de enfoque dos seus trabalhos.
Quanto aos diferentes materiais, o uso de monografias para o referen ciai teórico assume a maior proporção em qualquer dos anos. Pode-se observar,
porém, que o uso de artigos de periódicos, publicações oficiais, trabalhos
apresentados em congressos etc. e documentos internos, vem aumentando gradativamente. A utilização de material mais especializado para o referencial teó
rico vem demonstrar mais desenvoltura quanto ao uso de fontes de informação ,
o que se reflete positivamente na pesquisa.
Um levantamento sobre os locais onde as pesquisas foram desenvolvidas
e/ou as instituições que serviram de base para investigação, mostrou uma maior
concentração de interesses nas bibliotecas especializadas, seguidas pelas un^
versitãrias. Estas bibliotecas geralmente são as mesmas nas quais os alunos
estagiaram. Pode-se notar, portanto, a importância do estágio supervisionado
para chamar a atençao dos alunos para problemas de pesquisa.
Quando o local de pesquisa difere da sede do Curso, geralmente se tra^
tr^
ta das cidades de origem dos pesquisadores.
Apesar de, em alguns casos, os informes de pesquisa resultantes serem
superficiais, são de valia, e, como únicos no gênero, ji
ja utilizados, inclusive, alguns, como fonte para estudos mais avançados.
A contribuição desses trabalhos para o conhecimento da situaçao biblio^
tecária local, em termos de serviços e materiais oferecidos pelas bibliotecas,
tecãria
tomadas como foco ou local de investigação, êé valido
válido também como alerta

aos

alunos sobre as suas potencialidades em termos de fomento ã investigação.
Dos trinta e cinco alunos aprovados em Metodologia da Pesquisa em Bi blioteconomia II em 1978, vinte e seis responderam a um questionário aberto
sobre; dificuldades encontradas na elaboraçao do trabalho, atitudes
opinando sobre:
que tomariam ao iniciar uma pesquisa, sugestões aos colegas que vao cursar

a

disciplina e procedimentos e atitudes que deveríam ser intensificados durante

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�r
110
o curso, para favorecer o gosto pela pesquisa.
Quanto ãs dificuldades, constatou-se uma grande incidência no fator
língua, pois a quase totalidade dos alunos admitiu as suas limitações de expressão. Em ordem numérica foram apontadas ainda como dificuldades;
dificuldades: o enca deamento das etapas da pesquisa; insuficiência de tempo para o trabalho, demonstrando Inabilidade
inabilidade no planejamento; na análise
analise dos dados e na escolha do
tema.
Quanto ãs atitudes, a maioria dos alunos afirmou que o mais importante em face de uma pesquisa é bem informar-se sobre o tema, isto e,
é, ler tanto
quanto possível.
Relacionada com esta e imediatamente após, vem a atitude que diz respeito ã definição do problema, que deve ser a mais antecipada possível.
Aos fututos alunos da disciplina foi oferecida a sugestão de que

é

importante informar-se bem: selecionando a literatura pertinente; lendo muito;
fichando as leituras - o que é uma forma de enfatizar dificuldades encontradas .
A segunda sugestão diz respeito iã seleção de problemas: definição de
critérios, objetividade, interesse para o aluno, consciência para a importân
importãn
cia do trabalho. Ao tratar do problema, ser metódico, organizado, manter

a

calma.
As sugestões referentes ao desenvolvimento do gosto pela pesquisa são
endereçados ao currículo pleno do Curso, que deve incentivar também a prática de elaboração de diversas monografias menores; incentivar o hábito da le^
tura; favorecer o aprimoramento da expressão - reiterando mais uma vez

as

próprias dificuldades.
Os alunos indicam ainda como útil a existência de um roteiro para

a

elaboração do trabalho, tal como existe para a sua apresentação.
Esta sugestão pode ser atendida, mas parcialmente, com cautela: pri meiro, porque cada problema determinará, em parte, o encadeamento ou

cm

Digitalizado
gentilmente por:

*

-li/ 11

12

curso

13

14

�111
Ill
do trabalho; segundo, porque ha
hã o risco de favorecer-se o comodismo do aluno
em vez de a sua criatividade.
As etapas comuns a todos os trabalhos estão evidentes na forma sistãi^
sist^ni
ca de tratar o conteúdo.
No que pese a experiência de lidar com metodologia da pesquisa no perío^
do da sua formaçao
formação universitária específica, os bibliotecários formados pela
Universidade Federal do Paraná não se estão sobressaindo quantitativamente co
co_
mo autores de trabalhos publicados.
Dessa constataçao decorrem algumas questões para estudo:
- a realizaçao
realização de uma pesquisa a nível de graduação não á suficiente pa
p£
ra desenvolver a habilidade e o gosto necessário aos trabalhos dessa natureza;
- a formaçao bibliotecária relega as questões de comunicação e/ou in tercâmbio de experiências profissionais;
tercãmbio
- o bibliotecário não entende como dirigidos a ele os pedidos de colab£
periSdicos especializados.
rção feitos pelos periódicos

. 5. Conclusões
A metodologia da pesquisa tem sido preocupação de bibliotecários

e do

ensino de Biblioteconomia, mas com ênfase variável.
Há justificativas, conteúdo e metodologia suficientes para sustentar e^
e£
sa disciplina no currículo pleno de Biblioteconomia.
Pesquisas realizadas a nível de graduação,
graduaçao, quando apresentam determinadas características, sao contribuições efetivas para o conhecimento da situação da biblioteconomia e, como tal, são bases sobre a qual se pode pesquisar
em outro nível.
Os trabalhos apresentados como requisito da disciplina Metodologia da
Pesquisa em Biblioteconomia na Universidade Federal do Paraná, caracterizam se pela evolução quanto ã abordagem de tópicos, constituindo-se em contribuições ao conhecimento da realidade biblioteconómica
hiblioteconõmica local.

Digitalizado
gentilmente por:

ii

12

13

14

�112
Abstract

Through a bibliographic revision the concern of both Brazllian
Brazilian librarians
and Librarianship teaching with research methodology is demonstrated. Argumensts
for the validity and feasibility of the teaching and discipline respectivily are
presented and exemplified with the experience of the Federal University

of

Parana. The question of the effectiveness of this experience is left open.
Paraná.

6. Referências Bibliográficas

1. AMORIM, Maria Jose
José Theresa de. Encoragemos as investigações em Biblioteconomia e na Documentação. 10 f. (2. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, Salvador, 1959)
2.

. ' Introdução ã metodologia da pesquisa; resumo da matéria. Curitiba, Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Paraná ,
1972. 35 p.

3. BORKO, Harold. Targets for research in library education.
Library Association, 1973. 239 p.
4. BUTLER, Pierce. Introdução ã ciência da Biblioteconomig.
Biblioteconomi&lt;r.
Janeiro, Lidador, 1971. 86 p.
Nogueira. Rio de Jaiieiro,

Chicago, American

Trad. Maria Luiza

5. FERRERI, Gabriela Menni. Natureza da pesquisa cientifica
científica em Biblioteconomia.
In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 9., Porto Al£
gre, 1977. Anais. Porto Alegre, 1977. c.l, p. 253-57.
6. FIGUEIREDO, Nice. Currículo de Biblioteconomia: uma
umá questão de mudança de
orientação. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO,
9., Porto Alegre, 1977. Anais. Porto Alegre, 1977. v.l, p. 258-63.
7.
8.

cm

.

0 ensino de Biblioteconomia no Brasil.

. Tópicos
TÕpicos modernos em Biblioteconomia.
bliotecários do Distrito Federal, 1977.

Digitalizado
gentilmente por:

Brasília, CAPES, 1978.

3v.

Brasília, Associação dos B^
B£

II

12

13

14

�113
9. GARCIA, Maria LÚcia Andrade. A pesquisa em Biblioteconomia.
tecon. UFMG., 1^(1):7-11,
1^(1);7-11, mar./set. 1972.

R. Esc. Biblio

10. GOLDHOR, Herbert. Pesquisa científica
cientifica em Biblioteconomia e Documentação .
Tradução de Leila Novaes... Revisão e edição de Abner Lellis Corrêa
Correa Vi
centini. Brasília, VIPA, 1973. 224 p.
11. LASSO DE LA VEGA, J. Manual de documentaciõnt
documentaciõn; Ias técnicas para la investigaciõn de los trabajos científicos y de ingenieria. Barcelona, Labor,
1969. 829 p.
12. MACEDO, Neusa Dias. Formação integral do bibliotecãrio-documentarista bra
sileiro. são Paulo, Associação Paulista de Bibliotecários, 1963. (21)
f. mimeo. (IV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação ,
£.
Ceará, 1963).
13. MUELLER, Suzana Pinheiro Machado, et alii. Currículo mínimo de Biblioteco
nomia; proposta de alteração a ser apresentada ao Conselho Federal
de
Educação. Brasília, 1978. 13 £. mimeo.
14. POLKE, Ana Maria Athayde. Relatório dos seminários do Curso de Metodologia
do Ensino em Biblioteconomia. R. Esc. Bibliotecon. UFMG, 7(1):149-200,
mar. 1978.
15. TRABALHOS de conclusão de curso.
dez. 1978.
16. VICKERY, B. C.
Dec. 1970.

1^(1) : 13-15 ,
Os Bibliotecários, S. Luis, ni):13-15

Methodology in research. Aslib Proceedings, 22(12);597-606,

17. WHITEMAN, Philip M. Review of the origins and development of research
:
tradition, innovation and research in the library. Aslib Proceedings ,
22(11)- 531-37. Nov. 1970.
22(11)!
18. WYNAR, Bohdan S. Research methods in library science;
Science; a bibliographic guide
with topical outline. Littleton, Colo., Libraries Unlimiteds, 1971.
153 p.
ARC/79
Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�114
C.D.U. 371.133:02

A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO
ESTÃGIO NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL
DO BIBLIOTECÁRIO

Jane Lovalho Mourao - Bibliotecária do Centro de Informações
Técnicas da Prefeitura da UFMG
Colaboraçao de:
Rosâlia
Rosália Paraíso Matt
Mattaa
Maria de Lourdes G. Santos
Maria de Fatima
Fátima B. Ribeiro
Alunas do 59 período do Curso
de Biblioteconomia da UFMG

SINOPSE

Situaçao atual da classe bibliotecária e diretrizes
para
uma
tomada de consciência profissional, enfocando
o
estágio como fator preponderante para a formaçao do aluno
de Biblioteconomia.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
CpercacUracnto

11

12

13

14

�115

prefScio
PREFÄCIO

Quando nos propusemos a realizar o presente trabalho,
tínhamos em mente alertar a classe para uma tomada de posição
em relaçao a profissão que se propôs abraçar.'
abraçar.
A princípio pareceu-nos por demais pretencioso que
este sinal de alerta partisse de nós; nao seria por acaso esta
preocupação infundada? Estaria este tipo de preocupação envolvendo a classe e nos faltava apenas informação?
0 futuro profissional estaria consciente de sua responsabilidade? E o profissional, estaria consciente de sua parcela de participação para valorização da classe? Uma classe pequena como a nossa nao deveria unir suas forças para fazer-se
grande? 0 profissional de biblioteconomia se faz por si, ou éi
uma classe de relevo na sociedade? E nos questionando informalmente, começamos a lançar a dúvida para além de nossos horizontes e sentimos que mesmo adormecido o problema existia. E
nao
seria ele um "gigante adormecido", capaz de derrubar a classe?
Decidimos então, que acordar o gigante seria a salvação.
Conscientizar a classe, propondo métodos de conduta, é
a tarefa que pretendemos realizar neste trabalho, tarefa
esta
árdua, devido a falta de literatura nesta área.
Sendo um campo inexplorado, contamos com a falta de
uma bibliografia especializada que pudesse nos auxiliar,
tendo
por isto, todo o trabalho sido embasado em experiências próprias,
próprias.
Observações, pesquisas, questionários e entrevistas.
observações,
Agradecemos a todos, alunos e profissionais que
de
uma forma ou de outra nos ajudaram na realizaçao deste trabalho,
permitindo-nos observar o funcionamento de suas bibliotecas, respondendo as nossas entrevistas, e dando sugestões.

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
Sy st
e m 4^
CpercacUracnto
Cierencl«ncnto

11

12

13

14

�116
INTRODUÇÃO

O primeiro lugar da turma de formandos, orgulhoso no
momento solene de formatura, tendo seu nomenome destacado,recebendo
prêmios e aplausos, será daí a alguns anos a
o profissional
respeitado dentro da organizaçao a que serve, e modelo para a
sua classe?
Parece-nos já
jã bastante comprovada a distância que
separa a teoria da prática e nao resta dúvida que só
s5 se
aprende praticando, porém há uma série de conhecimentos
e
técnicas sem as quais o futuro profissional não poderá vencer
as barreiras com que irá deparar.
Exercícios práticos, situações simuladas, podem destacar um elemento, que colocado no mesmo quadro em situaçao
real, terá reações diferentes. Portanto não
nao resta dúvida da
importância do estágio, não o estágio feito como serviço prestado somente em troca de um salário, mas o estágio bem planejabusca
do
do, bem dirigido, tendo como objetivo maior a
aperfeiçoamento profissional, o complemento final ao currículo
escolar. Já lhe passou pela cabeça selecionar o bibliotecário
com quem irá trabalhar? Seria bem honesto onsigo mesmo o
estagiário que agisse desta forma, nao aceitando apenas ser selecionado, em troca do salário. Nao é o aluno selecionado quando
lhe oferecem um estágio? ÉÊ justo que aceite passivamente esta seleção sem pensar se o bibliotecário tem algo a lhe oferecer em troca de seus serviços?
Nenhum de nós pode mais ignorar a importância
desse
introsamento profissional/estagiário,
prof issional/estagiário, com consciência de ambos
os lados, pois ele é o passo decisivo e primordial para
progressos vindouros.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
sí
em
I Gereaclsncnto
C*ereaclaro«nto

�117
2. UM ENFOQUE DO CURSO
Area relativamente nova e pouco divulgada, sendo um
Ärea
dos cursos superiores de menor duraçao, nao se sabe ao
certo
dentro das organizações o que a biblioteconomia abrange, e os
serviços que um bibliotecário pode oferecer.
Se o período em que o curso é ministrado, e se a
carga horaria é suficiente para abarcar o seu conteúdo,
é
problema que embora de importância, nao
não discutiremos aqui.
ate que ponto positiva
0 que pretendemos enfocar, é até
ou negativamente, ele nos ensina a encarar a .profissao.
profissão.
Teoricamente o curso nos propoe uma visão global a
respeito do que eé especificamente o campo da biblioteconomia, e
de um modo geral e o que acontece praticamente com todos os
cursos superiores moldados ao sistema educacional brasileiro.
Ver leigos ou estagiários sem um titular, exercendo
a profissão, atendendo ao usuário com o mesmo desembaraço de um
profissional, usando técnicas arbitrárias para a recuperação da
informação e nao atingindo nem 20% dos objetivos que
poderia
atingir, e quadro quase que comum em bibliotecas de empresa, onde os administradores, por ignorância da área, acabam
por
chegar ãa conclusão de que biblioteconomia é isto que se lhes
apresentou, e um bibliotecário formado, exigindo salários
ãâ
altura da profissão, é pessoa completamente dispensável em seu
quadro de funcionários.
Cabe ao curso lançar no mercado,
profissionais
realmente capazes de levar iâ estas empresas, a imagem do
técnico da informação, que supere aquele com o qual estão acostumados a lidar.
A formaçao destes técnicos, só
sé será completa a partir
do momento em que de posse das técnicas bib1ioteconômicas ,
ele
parta para a aplicaçao das mesmas, numa prática dentro de
um
contexto real.
Esta prática, que vai assegurar ao aluno de uma maneira viável, sua futura profissão, só
sé se faz possível através
de um estagio
estágio supervisionado por um profissional, tanto o estágio feito como um-discip1ina
um-d isciplina obrigatória
obrigatéria oferecida pela esco la como o estágio extra-escolar, isto é, fora do período de aul^

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
sí
em
I Gerencl
C»ereaclaniaro«nt
CTIto

12

13

14

�118
em horários estabelecidos pelo local de trabalho no qual o aluno
irá estagiar, recebendo uma remuneração.
Em resumo, colocamos o estágio como uma complementaçao
do curso de biblioteconomia, enfatizando sua importância no sentido de proporcionar ao aluno, juntamente com o acompanhamento
teórico, uma visão da profissão, cuja escolha se fez livremente.
3. 0 ESTÃGIO
ESTÄGIO COMO SUBSIdIO PARA A PRÃTICA DOS SERVIÇOS BIBLIOTECONÔMICOS
3.1. A CONDUTA DO ESTAGIÁRIO
ESTAGIÃRIO
Ao decorrer das matérias isoladas dentro do curso, dificilmente o aluno poderá ter uma visão real do dia a dia, ou
seja,da rotina de uma biblioteca.
Esta visão só poderá ser captada depois de um certo
período dentro da realidade, o que vale dizer, que só será possível através do estágio.
Em busca dessa pratica, cabe ao aluno a responsabilidade para com ele mesmo, visando sua formação
formaçao profissional.
É necessário que se tenha consciência de que o fim
principal do estágio
estagio nao ée a remuneração,*
remuneração,' e sim a prática
bem orientada da profissão.
0 primeiro passo então, sera
será selecionar,
tendo como
meta, encontrar uma biblioteca dinâmica, onde o bibliotecário,
esteja realmente satisfeito e preocupado com o seu trabalho,
podendo assim o aluno captar experiencias
experiências valiosas e positivas.
Neste ponto, e importante notar, que o estágio nunca
deve ser feito, em bibliotecas onde nao haja um titular. Um estagiário que assume sozinho uma biblioteca, está agindo deforma
de forma
deplorável, mostrando ser um futuro profissional sem a menor
consciência de classe, alheio ao seu próprio futuro, tomando o
seu proprio campo.
Nao tendo adquirido a prática que o estágio
dirigido
por um profissional tarimbado pode lhe proporcionar, ele provavelmente nao terá condiçoes de cercar todos os problemas técnicos e administrativos com que possa se deparar, e cometerá
falhas, e se omitirá em várias situações, dando uma imagem errada

Digitalizado
gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�119
do profissional de biblioteconomia, e tornando sua figura
dispensável. A partir daí, se formará então um círculo
vicioso ao receber o diploma, ele exigirá maior salário
pelo
mesmo
serviço; a empresa se desculpará, ele será demitido e outro
estagiário será contratado; e no quadro de funcionários daquela empresa, desaparecerá a vaga de bibliotecário.
sõ
Este áé um problema de consciência de cada um, que só
pode ser cercado, se cada aluno se convencer de que é
melhor
ser um estagiário mal remunerado, do que Mm profissional barato .
to
0 segundo passo, após a escolha consciente,
e
estar
atento, a tudo em sua volta, procurando com olhos críticos e
curiosos, captar as experiências
experiencias técnico-administrat
tócnico-administrativas,
ivas, discernindo pontos negativos e positivos, sabendo descartar aqueles
e
assimilar estes, para aplicá-los em sua conduta futura.
0 objetivo do estagiário, deve ser antes
de
tudo,
aprender, e ele não deve ter receio de perguntar, de errar, de
vasculhar, ou de partir para outras experiências, se o bibliotecário, mesmo que inconsciente, comece
a bitolá-lo, fazendo-o
executar serviços rotineiros, e não permitindo que
ele passe
por todo tipo de experiência.
Um ponto importante no estagiário é o dinamismo e
a
boa vontade para executar tarefas - estas qualidades irao faze-lo simpático ao profissional, que por sua vez
terá
maior
disposição em ajudá-lo.
Em si tratando do relacionamento usuário/estagiário, boa
vontade, interesse e simpatia, sao pontos de grande importância,
que nao devem nunca ser . esquecidos
esquecidos,, pois um estagiário
que nao
atende bem ao usuário, nao se esforçando para fornecer-lhe a informação que necessita, deixará logo de ser procurado, ou então
será afastado desta tarefa pelo profissional. Em decorrência disto, perderá este contato pessoal tão necessário, deixando de passar por experiência tao enriquecedora, e sõ
só possivel através
do
estágio.

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
sí em
GereaclaniCTits

�120
3.2. O PROFISSIONAL: UM EDUCADOR DA PRÃTICA,
PRÄTICA, OU UM UTILIZADOR
DA MÃO-DE-OBRA ESPECIALIZADA EM FORMAÇÃO?
Ao sair da escola, o profissional de biblioteconomia
deve estar imbuido do seu valor na sociedade, como
qualquer
outro profissional, e do que ele pode oferecer.
Numa sociedade onde a especialização se torna cada
vez maior, e o fluxo de informações nos bombardeia a todo momento, o técnico da informação torna-se uma figura de grande
relevo.
Numa organização, onde os especialistas
de
cada
área estão cada vez mais se aprofundando em sua especialidade,
o bibliotecário entra como figura preponderante, na seleção, e
divulgação das informações, fazendo com que as mesmas cheguem
a tempo e hora nas mãos dos especialistas, facilitando
assim
o seu trabalho, e possibilitando ‘aos
'aos mesmos atualizar
seus
conhecimentos, tornandó-se
tornando-se cada vez mais úteis ã organizaçao.
Depende exclusivamente dele, o bibliotecário, a dinamização da informação, fazendo-se elemento útil
util dentro
da
empresa, tornando a biblioteca um setor dinâmico, e eficiente
suporte de informações técnicas para a área a que serve.
Sendo um profissional formado para administrar, vai
exercer além dos serviços de processamento técnico da área, a
administração da biblioteca que lhe foi confiada, devendo por
isto mesmo, saber se impor perante a administraçao da empresa,
e perante os colegas de outras áreas, exigindo que suas idéias
e opiniões sejam ouvidas, debatidas e acatadas.
E é neste nível, de profissional útil ã organizaçao
a que serve que o bibliotecário deve receber o estagiário que
lhe bate ã porta da biblioteca.
Trazendo uma bagagem teórica junto com oo.entusiasmo
entusiasmo
de iniciante, uns mais conscientes do seu papel, outros anciosos,, curiosos e inseguros, outros ainda, apenas em busca de um
sos
salário que possa ajudar no custeio de seus estudos, e o estagiário, figura maleável, que vai receber grande
influencia
influência
do profissional.
ÉÊ neste momento que se inicia a tarefa de mestre, e
o profissional a partir daí, deve estar sempre preocupado, que

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
sí
em
CiereacUncnto
Gereacl
aniCTits

*

11

12

13

14

�121
doravante será o espelho onde o outro irá se mirar, e que sua
conduta vai influenciar na formaçao daquele que ele aceitou como auxiliar de serviços técnicos, e que os dois juntos, formam
uma parcela da classe, devendo portanto estarem em perfeito introsamento para que esta seja forte.
Colocar este estagiário em constantes servi ços de rotina, cansativos as vezes para o bibliotecário, é bitola-lo, e não
tolá-lo,
nao permitir que ele cresça, impedindo assim o crescimento da classe.
0 bom bibliotecário, preocupado com o conceito de classe, dá ao estagiário possibilidade de tornar-se elemento útil, sentir-se importante, permitindo que o mesmo perceparece
ba sua conduta, e mesmo, fazendo-o perceber o que ele
nao estar captando.
Na entrevista de seleção, o profissional deve
já olhar o candidato com olhos críticos, procurando perceber em
que tipo o mesmo se enquadra.
Conscientizar o futuro profissional da importância da profissão, ie tarefa que se inicia na seleção, e
so
só
termina quando o contrato de estágio é cancelado.
Esta conscientização se processa através
de
fatos e atitudes, procurando, como pessoa mais experiente que e,
mostrar quando falhou e porque, e o modo de agir para acertar.
Ao lado da prática dos serviços técnicos,
o
estagiário deve ser colocado em contato com o usuário, tendo liberdade de agir, pois este é o único campo no qual ele pode praticar, visto que exemplos e situações simuladas, que
qualquer
escola possa oferecer, estão longe de se aproximar do real.
0 estagiário nao é o menino de recado da biblioteca e seu contato com o usuário não pode se restringir
em
levar publicações ás
as salas dos mesmos; seu contato deve ser direto, nos serviços de referencia, solucionando problemas de pesquisas, sob o olhar supervisor do bibliotecário.
Ter medo que o estagiário falhe com o
usuário, na busca de uma informação, parece-nos mais problema de insegurança do bibliotecário, que se esquecendo que também ja foi
principiante , nao permite que o outro passe pelo processo
de
ensaio e erro, que o levará a encontrar suas próprias soluçoes.

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
Sy st
e m 4^
CiercacUnicnto
Cierenclancnto

11

12

13

14

�122
4. CONCLUSÃO
Passar todo tipo de experiência técnica e administrativa para o estagiário, mostrando os pontos positivos e negativos éi merecedor de louvores, que vai permiti-lo crescer, e só
pode engrandecer o profissional, comprovando que ele nao vê
ve no
estagiário um concorrente, e sim um colega, que ao sair dali, sõ
só
poderá cita-lo como exemplo, e o que é mais importante, estará
capacitado para implantar ou administrar outra biblioteca, com
a mesma capacidade, valorizando cada vez mais a profissão.

The current situation of the librarian
class and the lines of action toward
the
professional
consciousness,
focusing the training period
as
a
Bibliotheconomy
major factor on the
Bib1iotheconomy
apprentice's development.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I 2c a n
stem
I CpercacUracnto

II

12

13

14

�123

CDD (18. ed.) 020.711
CDU 378.141:02(81)
ESTÄGIO INTEGRADO: UMA TENTATIVA DE APERFEIÇOAMENTO
ESTÃGIO
Ferníinda Ivo Neves
Ferncnda
Professor Assistente
Departamento de Biblioteconomia
Centro de Artes e Comunicação
UFPE

RESUMO
A moderna concepção de Bibliotecas exige a formação de
profissionais com novas características. Atendendo a esta necessi
dade, o Curso de Biblioteconomia da UFPE implantou um Estagio
Estágio Integrado com a duraçao de um semestre letivo para oferecer ao aluno um melhor embasamento profissional.

1 . INTRODUÇÃO
Durante muitos séculos a Biblioteca foi considera
da como guardia da cultura, sendo sua tarefa mais importante a de
preservar documentos.
Nos últimos anos porém, esta imagem vem se trans
formando de maneira acelerada e a Biblioteca passou a ser encarada sob um novo prisma, a ser considerada um subsistema que inter^
age com outros para atender a uma necessidade social: o conhecimento e a utilização da informação. Ela passou a ser um pélo
polo gera
dor do desenvolvimento cultural da sociedade.
A mudança do caráter da Biblioteca e do papel que
ela deve desempenhar na sociedade requer aà presença de novos profissionais, com mentalidade diferente dos que existiam, anteriormente. Assim sendo, torna-se evidente a necessidade de reformular
a formaçao profissional do bibliotecário.

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
CpercacUracnto

II

12

13

14

�124

ICV |^-■

Alguns estudos vêm
vem sendo feitos no Brasil com a
intenção de modificar o currículo mínimo fixado, em 1962,
pelo
Conselho Federal de Educação e que não mais corresponde ãs neces_
sidades da atual demanda do mercado. Infelizmente, nada foi reaté o momento.
solvido atê
Entretanto, a flexibilidade oferecida pelo siste^
ma de créditos e a organização
organizaçao dos cursos em períodos semestrais
tem permitido algumas modificações no currículo pleno tornando-o
tornando—o
mais próximo das necessidades reais.
0 Colegiado de Curso de Biblioteconomia da UFPE
fez alguns estudos que permitiram modificações no currículo pleno, organizando-o de maneira que possibilitou a introdução,
no
ultimo semestre do curso, de um estágio obrigatório com 375 h.de
último
duração.
duraçao.
studos realizados partiram da evidência
de
Os eestudos
que a educaçao profissional
profi ssional deve incluir, alêm
alem do
conhecimento
especializado acumul
acumulado,
ado, uma experiencia
experiência pratica
prática no ramo escolh^
escolh'
do, visando assegura
assegurarr confiança tanto ao profissional como ao ppii
blico, tendo assim o estudante de biblioteconomia necessidade de
se envolver em trabalhos
traba Ihos práticos antes que venha a se tornar um
dente. Esta êé sua oportunidade de obter uma
profissional indepen
independente.
visão global da biblioteca
bibl ioteca como uma empresa em ação.
açao.
opósito principal deste trabalho êé explanar
0 pr
propósito
o programa de estági
estágioo em operaçao no Curso de Biblioteconomia:o^
Biblioteconomia: o^
jetivos, característ
características
icas das bibliotecas participantes, planos.
2. OBJETIVOS DO ESTÃGIO
Os cursos dados nas escolas de graduaçao têm que
atender necessidades teóricas e como o conhecimento profissional
continua a multiplicar-se, o ensino deve ser complementado com a
inclusão de trabalhos práticos.
Mas os trabalhos práticos devem ser organizados
de modo a se tornarem uma ilustração e ampliaçao do ensino universitário formal e não um fim em si mesmo.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

sj.-,
System ty?
C*ereaclaro«nto

11

12

13

14

�125
2.1 Objetivos para o aluno
0 principal objetivo do estágio é dar ao
aluno
uma oportunidade de conhecer uma biblioteca de primeira ordem
e
sua equipe em pleno funcionamento.
Este contacto direto proporciona ao aluno uma pos
sibilidade de pôr
por em prática os processos e técnicas
aprendidos
no correr do curso e de conhecer a administraçao,
administração, os problemas e
as relações da biblioteca com o seu usuário.
Ele deve permitir que o aluno, através de suas o^
servaçoes, possa estabelecer um padrao de conduta profissionalcom
o qual possa comparar-se em anos subseqüentes
subseqUentes e enfatizar as suas
possibilidades de realizaçao profissional.
2.2 Objetivos para as bibliotecas cooperantes
Para as bibliotecas cooperantes foram
lembrados
os seguintes objetivos:
a) ajudar a formar melhores bibliotecários,
contribuindo
com a prática o que nenhuma escola pode oferecer, o que lhe perm^
tirá posteriormente a aquisição
aquisiçao de melhores profissionais.
b) introduzir, de maneira indireta, um treinamento intens^
vo para os chefes de serviços. Este treinamento é feito no momento em que entrando em contacto com o estagiário, o bibliotecário
tem que tomar uma atitude mais crítica
critica do seu trabalho e justificar de maneira racional a metodologia usada.
2.3 Objetivos para o Curso
Conduzir o corpo docente para mais perto dos problemas das bibliotecas e permitir uma verificação do ensino feito
no Curso, suas qualidades e praticabilidade.

3. NORMAS PARA ESCOLHA DAS BIBLIOTECAS PARTICIPANTES
Para escolha das bibliotecas participantes, foram
usados os seguintes critérios:

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
sí
em
CiereacUncnto
Gereacl
aniCTits

*

-li/ 11

12

13

14

�126
a) que a biblioteca fosse importante, em seu tipo;
b) fosse bem organizada;
c) a demanda de serviço fosse pesada e variada para poder
apresentar uma verdadeira vi-sao das possibilidades de
serviços
mantidos nas bibliotecas de igual tipo.
Obedecendo a estes critérios, 3 bibliotecas foram escolhidas: uma biblioteca pública (Biblioteca Pública Est^
dual Presidentie
Presidente Castelo Branco), uma universitária
(Biblioteca
Central da UFPE)
ÜFPE) e uma especializada (Biblioteca do
Instituto
Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais).

ESTÄGIO
4. PLANEJAMENTO DO ESTAGIO
0 estágio foi programado com a duração de 375 ho^
ras, devendo ser cumprido no último período letivo do curso
e
foi designado, pela Comissão Diretora do Departamento, um profe£
profe^
sor para atuar como coordenador.
Para matricular-se, o aluno deve ter obtido
no
mínimo 80% dos créditos totais exigidos para integralização
do
Curso.
Para facilitar o cohtrole,
cotatrole, o estágio foi dividido em 6 etapas, com a seguinte distribuição:
1. Etapa introdutória
75 horas
2. Serviços de seleção e aquisição
75 horas
3. Serviços de catalogação e classificação
80 horas
4. Serviços de referência
referencia e empréstimo
80 horas
5. Serviços especializados (resumos, microfil
magem, audiovisuais, etc.)
80 horas
6. Serviços administrativos
20 horas
4.1 Etapa introdutória
Visa dar ao aluno uma visão da realidade local e
da diversidade de campos de atuação do bib1iotecário.Mostrar-lhe
que, durante o estágio, a função do estudante é a mesma da equipe. Aprender a trabalhar, dia após dia, em qualquer tarefa
que
lhe ée atribuída, agradável
agradavel ou não,
nao, é, em si, uma iniciação
iniciaçao
ao

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
CiereacUncnto

�127
trabalho profissional.
A etapa introdutória foi dividida em duas
uma de palestras e outra de visitas.

fases:

4.1.1 Pales
Palestras
tras
Na fase de palestras os alunos tiveram os seguintes esclarecimentos:
a) sobre o estágio em si (feitos pelo Coordenador): objeti
objet^
vos, estrutura, atividades programadas, orientação e supervisão,
meios de avaliação
avaliaçao e trabalhos a apresentar;
b) sobre as bibliotecas participantes do programa
(pelos
respectivos diretores), dando-lhes uma visão global das mesmas e
explicando como os departamentos e setores interdependem uns dos
outros..
outros
■
Cada palestra era seguida de um debate onde os alunos levantavam todos os problemas que encontravam quanto
ao
funcionamento do estágio e suas relações com as Bibliotecas cooperantes. Os problemas gerados pela falta de entendimento do que
se pretendia foram superados com novas explicações. Algumas obje^
çoes, realmente validas,
válidas, foram estudadas e aproveitadas na
implantação do programa.
4.1.2 Visitas
■
A fase de visitas foi preparada com a finalidade
de permitir o contacto do aluno com todas as Bibliotecas partic^
partici
pantes, uma vez que ele iria permanecer, para execução das
demais etapas, em uma Biblioteca determinada, conforme sua
escolha.
4.2 Etapas técnicas
Após
Apos as visitas, a turma foi dividida em equipes
e recebeu o cronograma de cumprimento das demais etapas.
Para estas etapas, foram preparados Manuais
de
Procedimento onde se procurou enfatizar e encorajar hábitos
de
trabalho, de questionar e investigar problemas de bibliotecas e

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

�128
desenvolver a capacidade de decidir.
Cada Manual continha as seguintes informações: o^
jeüivos, comportamento de saída, procedimentos, bibliografia.
jet-ivos,
bibliografia.A fixação de objetivos específicos para cada etapa visou motivar melhor o aluno para o,
o trabalho. No comportame^
comportamet»
to de saída foram enunciadas as condições que seriam exigidas ao
término da etapa. Os procedimentos apresentavam alternativas para que o estagiário pudesse atingir todos os comportamentos
de
saída exigidos. A bibliografia foi apresentada como ponto de apoio, para que o aluno ao desenvolver o seu trabalho tivesse po£
pos^
sibilidade de enriquecer os seus conhecimentos.

5. ACOMPANHAMENTO DO ESTÃGIO
Uma supervisão correta é um dos elementos mais im
portantes de um
um'estágio
estágio bem sucedido. Isto não significa uma supervisão asfixiante, pois o estagiário deve ser encorajado a de^
senvolver sua iniciativa enquanto cresce em confiança.
0 aluno éI supervisionado e avaliado pelo Curso e
pela Biblioteca Cooperante.
5.1 Acompanhamento pelo Curso
0 professor coordenador encarregou-se da implant^
çao da infra-estrutura necessária ãs atividades sob sua responsa^
response
bilidade, tais como: planejamento didático, formas de controle e
avaliaçao do estágio e redaçao dos manuais.
avaliação
0 acompanhamento foi feito através de
contactos
permanentes com os alunos e com o bibliotecário supervisor, obje^
tivando o intercâmbio permanente de informações sobre a realização de cada etapa e esclarecer dúvidas quanto ao fiel cumprimento dos manuais. A avaliaçao foi feita com a análise dos
relat^
relat£
rios dos alunos e de fichas preenchidas pelos bibliotecários nas
quais eram anotadas informações sobre o desempenho do aluno nas
tarefas técnicas, relacionamento com a equipe, interesse por novos serviços etc. e que possibilitam o estabelecimento de concei^
concei
tos .

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
C.ereacUinKnto

-li/

�129
Acompanhamento pela Biblioteca Cooperante
5.2 Acoinpanhaincnto
No correr do estágio o aluno trabalhou sob a supervisão imediata de vários membros da equipe da Biblioteca. Ca^
da um desses bibliotecários supervisores avaliou a qualidade do
trabalho do estagiário sob sua responsabilidade na ficha prepara^
da pelo Curso.
5.3 Avaliaçao final
A avaliação final para obtenção de notas que irão
constar do histórico escolar do aluno foi procedida pela:
a) análise dos relatórios dos alunos sobre a execução das
tarefas de cada etapa. Nesta análise serviram como parâmetros os
comportamentos de saída, exigidos nos manuais. Para cada comportamento de saída, foi atribuído um coeficiente que permitiu uma
avaliação criteriosa e igual para todos os alunos;
b) análise das fichas de avaliação parcial apresentada pelo bibliotecário orientador de cada etapa;
c) análise do relatório final apresentado pelo aluno, onde
e feito uma apreciaçao geral do estagio.

6. CONCLUSÕES
Os objetivos estabelecidos para a execução do pr£
pro^
grama foram atingidos satisfatoriamente, sendo necessário apenas
alguns ajustes para que este grau de satisfaçao seja maior.
Embora o estagiário trabalhe sob a supervisão ime^
im£
diata de vários membros da equipe da Bibliotecá,
Biblioteca, mudando
cada
desi£
vez que muda de um serviço para outro, faz-se necessário a desig^
naçao de um supervisor geral.
Antes do início das atividades um bibliotecário de^
ve ser designado pelo chefe da Biblioteca para esta função. Ele
será o elemento de ligação
ligaçao entre o professor coordenador e a Biblioteca. Caberá aos dois, de comum acordo, solucionar os proble^
mas surgidos no decorrer do estágio, evitando que haja prejuízo
para os estudantes no seu aprendizado ou para a Biblioteca
em

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
CpercacUncnto

�130
suas rotinas. Muito do sucesso do estágio dependerá do bom
tendimento entre estes dois elementos.

en-

6.1 Do ponto de vista do aluno
Os estudantes foram sempre encorajados a apresen
tar, nos seus relatórios, uma avaliação franca de sua experiência. Todos aprovaram o programa considerando que lhe
permitiu
adquirir uma visão mais objetiva e correta dos ensinamentos recebidos no decorrer do curso, possibilitando uma valorização da
sua instrução.
As sugestões apresentadas foram muito desiguais,
o que se justifica pelo fato de alguns estudantes nunca
terem
freqüentado biblioteca antes do seu ingresso na
Universidade.
Mesmo assim, muitas críticas
criticas apresentadas foram justas e mostra^
ram a capacidade dos alunos de detectar problemas embora
nem
sempre soubessem encontrar a melhor solução.
A grande maioria dos alunos sugeriu que a duraçao do estagio
ção
estágio fosse ampliada, permitindo uma melhor e mais pro
pro^
funda observação de cada um dos serviços da Biblioteca.
6.2 Do ponto de vista das bibliotecas cooperantes
Inicialmente, alguns bibliotecários ao
tomarem
conhecimento do programa de estágio o criticaram sob a alegaçao
alegação
de que era difícil a sua realizaçao, levando-se em conta
os
constantes problemas de recursos humanos e econômicos com
que
se debatem as nossas bibliotecas. 0 correr dos fatos veio provar que a critica era infundada, desde que a flexibilidade
da
programaçao permitiu a superaçao dos obstáculos surgidos e o en
tusiasmo dos alunos fez com que eles se integrassem nas equipes
nao se constituindo em entraves ã realização das rotinas,
mas
em mao-de-obra auxiliar.
Em geral, os estudantes foram avaliados de mane^
ra mais benevolente pelas bibliotecas do que tinham sido pelos
professores do Curso.
Muitos bibliotecários acharam possível aumentar
o número de estagiários sob sua responsabilidade, nos próximos

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
sí
em
CiereacUnKnto
Gereacl
aniCTits

*

11

12
12

13
13

14
14

�131
períodos.
6.3 Do ponto de vista do Curso
Faz-se necessário programar para os próximos
proximos estágios algumas reuniões durante o período, entre o corpo docente e os alunos para troca de idéias e sugestões, a fim de haver
reavaliaçao do enum maior entrosamento que possibilitaria uma reavaliação
sino, por parte dos professores.

7. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
7.1 ASSUNÇÃO, Jandira Batista de S8 FIÚZA, Marysia Malheiros. Reformulação do currículo do Curso da
Escola
de Biblioteconomia da UFMG. Revista da Escola
de
Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, ^(2):21833, sset.
et. 19
1974.
74.
7.2 CESARINO, Maria Augusta da NÕbrega.
NÓbrega. 0 ensino da bibli£
teconomia: um currículo a ser mudado. Revista
t.economia:
da
Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte,
^(1):43-59, mar. 1973.
7.3 DAVINSON, Donald. Trabajo de una gran escuela de
bib1iotecologia
b 1 iotecologia con funciones múltiplas. Boletin
de
la UNESCO para Ias Bibliotecas, Paris, 30(3) :157-60,
mar. 1976.
7.4 FIGUEIREDO, Nice. Currículo de Biblioteconomia:
uma
questão de mudança de orientação. In: CONGRESSO BRA
SILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. 9. Porto
Alegre, 1977, Anais. Porto Alegre, 1977. v. 2,p.
258-63.

1

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

ii

12

13

14

�r

132
7.5 MATTOS, Maria Antonia Ribas Pinke Belfort de. Educação
para a biblioteconomia a nível de graduação no Brasil, In;
In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO. 9. Porto Alegre, 1977. Anais.
Porto
Alegre, 1977. v. 1, p. 158-181.

ABSTRACT
A new way of preparing professional staff for libraries is
needed in face of the new conception of libraries. To meet
that need the "Curso de Biblioteconomia da UFPE" has a
program of practical work during a school term, giving the
students a more sound professional formation.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sea a
stem
GereacUraent«

�133

CDD 020.711814
CDU 02:331.122(814)

O ESTÄGIO
ESTÃGIO REMUNERADO EM BIBLIOTECONOMIA
Enquete realizada no primeiro semestre de 1978
Enquête
Margarida Pinto Oliveira
Maria de Lourdes do Carmo Conceição
Professores do Departamento de Biblioteconomia e Docvimen^
Documei^
taçao da Escola de Biblioteconomia da UFBA.

Resultado da pesquisa realizada com o objetivo de conhecer
a situação do estágio remunerado e bolsa-trabalho oferecidos aos estudantes de Biblioteconomia da Universidade Fede^
ral da Bahia (UFBA)
(UFBA).. Evidenciou-se que 35% dos alunos, iii
i^
gressos de 1976, 1977 e 1978, já exerciam atividades remuneradas em Bibliotecas ou Arquivos ou Serviços de Documentação, com predominância para as bibliotecas especializadas e para atividades profissionais. Destacou—se
Destacou-se o tercei^
ro semestre do Curso como o de maior aceitação
aceitaçao no estudo
em pauta.

1 - INTRODUÇÃO

0 Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola
de Biblioteconomia e Comunicação da UFBA. encontra—se
encontra-se cada vez mais voltado para o conhecimento da situaçao existente em materia
matéria de estagio para o
seu corpo discente. Este documento se constitui numa amostra que comprova o
acima exposto, pois tem como objetivo apresentar os resultados do
estudo
realizado para conhecimento das instituições que direta ou indiretamente pro
Contou-se com a colaboração de professores e alunos do curso no levantamento dos dados, merecendo menção especial os nomes dos alunos Denise
Gomes
Mascarenhas, Ana Luiza Veiga e Joanete Maria Cacique.

Digitalizado
gentilmente por:

rlL' 11

12

13

14

�134
piciam bolsa-trabalho ou estágio remunerado aos alunos do curso.Procurou-se
também, através desta pesquisa, identificar as atividades requeridas no âmbito da Biblioteconomia, Documentação e Arquivo, pelas referidas institui ções.
çoes.
2 - MATERIAL E MÉTODOS
0 estudo em questão realizou-se através "Enquête" que abrangeu todos os alunos que cursavam 39, 59 e 79 semestre do curso, no primeiro
período letivo de 1978.
Usou-se como instrumento de trabalho um questionário,
(em
anexo), que incluiu as instituições que propiciam estágios, os vários tipos
de bibliotecas, natureza das atividades desenvolvidas durante os referidos
estágios.
3 - RESULTADOS OBTIDOS
0 Departamento contava ã época com 240 alunos, dos quais 60
(25%) recentemente admitidos na Universidade. Assim, 180, ou seja 75%,
r£
re^
presentavam o universo da pesquisa. Constatou-se, a seguir, que apenas
65
ou 36% dos alunos já desenvolviam atividades biblioteconômicas e documen tais remuneradas.
A distribuição desse alunado por semestre do curso resultou
na tabela 3.1 que apresenta o seguinte resultado:
Tabela 3.1 - Distribuição dos estagiários por semestre

do

curso.

cm

2

3

Semestres

Alunos

%

39
59
79

28
16
21

43,0
24,7
32,3

Total

65

100,00

Digitalizado
gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�135
Por outro lado evidenciou—se
evidenciou-se a flutuação
flutuaçao dos alunos entre biblio^
tecas no mesmo semestre; alguns dos questionários respondidos indicavam o es
tagio em mais de uma biblioteca, embora nao concomitante.
in
Tal fato justifica a diferença que se observa entre os dados in^
dicados na Tabela 3.1 e o total apresentado na tabela 3.2, onde 32
alunos
eram do 39 semestre, 29 do 59 e 43 do 79.
Analisando ainda o inicio do estágio ao longo do curso, vez que
a pesquisa abrangeu ingressos de 1976, 1977 e 1978, verificou-se que: 4 alunos iniciaram o seu estágio no 19 semestre do curso (6,15%); 11, no 29 semej^
tre (16,15%); 27, no 39 (41,5%); 4 no 49 (6,15%); 2 no 59 (3,07%); 2, no 69
(3,07%); e 1 no 79 (1,5%), sendo que 16,15% das respostas (11 questionários
nao revelaram o começo do estágio).
Estes dados proporcionam uma comparaçao com os resultados obti —
dos sobre continuação de estágio, tabela 3.3.
Tabela 3.3 - Distribuição dos alunos por inicio e continuação de
estágio.

Dados
SEMESTRE S

Continuação

Inicio

Observados

Observados

cm

Percentuais

19
29
39
49
59
69
79

04
11
27
04
02
02
01

7,8
21,5
53,0
7.8
4,0
4,0
1.9

01
0
06
07
12
04
08

2,6
0
16,0
18.4
31.5
10.5
21,0

Total

51

100,0

38

100,0

Digitalizado
por:
gentilmente por;

�136

Eatatiüloa por
Eatat^arioa
ocBcacra
•cBcctr*

T«b«l«
Tab«l&gt; 3.2
S.2 - DUtribulçSo
Slitrlliultãa dot
4ol

«atM^

Diatribuíçao dos
DistribuíçAO
doa etcagisrios
«atagiárioa por
se7«strr do Curso
ac7«*cra
Corso

Toc
■p*rTõ3
period
Pcsqu
Pasqu

xbstitvzçQxs
ibstitvzçQbs

22.
2L II,
Cl. XaaoeiaçM
A«soeia;Õo Coacrcial
Coscrclal do
4a BoUo
laU«
C2. Zaseo
Easeo Soráaata
Sordcata Braail
Brasil
03a Caioa
C3.
Caiaa Eceeoeia
Eeeeoeia Fadaral
04. Caaa
Paizoto
Casa Coltvro
Coltura A. Baizot»
05. CEPE3
C6. Cecatl.Ceocaa
C&amp;.
Coesal.CoDtaa Mmiclpio
Ikmiclpi*
07. currzxA
SX4T321A
C7.
08. Eacela
Escola Tac.Fadaral
Toe.TadaraZ Baliio
Batia
C8.
C9. FCrZ/Ubliataca
FCTE'BitUotcca
10. $C£S*Caerdcsação
!XE3 *Coerdcsaçâo libliotacao
Bitllatacaa
11. TCtinízmwv
TCZiriti*€u Arta
Arca Sacra
12. rczs/BX».
!2.
rsi/BCS.
F7ACB
13. FFACl
u. FTSES/CETZZ
14.
FrsES/cmz
15. ITSES/Coordaa.
FTSESa'Coordca. EpidasiolSg.
EpidaniolSg.
18^ 'rrsn/?iASS
Fr^S/?IA$S
16.
17. Tsat.
Isst. Ccogr.
Coogr. Bist.
Biat. labia
Bahia
18. Zr»$
ZKPS
19. E;sp:tal
Eospital Xacoaljritorioo
Xacoal^Vitorloo
2G. Hcs7i:al
20.
Efisrical Xartagâo
Xartagao Ccscaira
Ccatalra
21. Falãcie
Palácio da Aelcacão
Aclcacão
PXS/3ibliet«ca
22. P}lS/2ibliotcca
23. ?;S/£MI/S1ES/Uicnra
P!5/£!£/::ES/UÍCva
24. ?rec,:7adoria
Prec^aieria Ccral
Coral Eatado
BaCada
25. FBO£E2?02I
PB«CIZ?02T
26. Sacrat.Âgricolt.
Socrct.l&gt;;ric«lC. CEfA
CEPA
27. Sacrat.
Secret. ?^&amp;aa
Minas Eacrgia
Eaargia
23. S*?lJL\2IC/CFE
S£?lJLN22C/CPt
29. SIsC - «ibliecaca
Sibliococa
32. Tribvia
Tribicca da 8ahia
Sabia
31. Trsb-.^al/dcatiça
7rib-.^al/JcaCiça * libliotaea
Bibliotaca
32. C?IA./3ibZiataca
0rZA./3ibIiocaca Contrai
Central
33. C724./Cecrdacaçao/Ezt€&amp;aao
rrSa./Cecrdcnaçao/Extocsaa
34. CTZA./Zsccla
ITZA./Iaccla Solas
Balaa Artaa
35. C?S4./Escola
C734./Eac6la EcfarBagai
E&amp;fomagsa
36. CF£4./Eacola
CPSA./Eacola Faralc^
Paraãc^
37. tT2A./Iacela
tTSA./Iscola Svtricãa
5«trição
38. CFEA./P.r.C.B.
CFZ4./7.F.C.1.
39. CFZA./Taccldada
crSA./Tactldada da
4a Kadiclaa
Ka4ÍcÍna
40..*
40v CF34./&amp;aitoria
CTSA./Aoitoria
41; r.Z.t.B.
F.Z.1.1.
32 29 43 104 5 1 11 0 27 6 5 8 2 12 2 4 2 9 14
U 15 30
5 I CLAS
CE7E9
CEPEO *^ Caetro
Coecro da
do Fasquiaa
Pesquisa a OaaciiaelviBCiica
TTrsmrolTíaenfo
PmiÃSft - Espraaa
E?MlE3£a
Espresa da
4o Aaaiatcocia
Aasistôneia Tccoica
Tãcoica oa Exteuão
Extanaãa laral
Inral 4a
da Bahia
FCZB
FCES “•~ Poadaçao
Fondaçao Cultural do
de Estado
Eatado da Bahia
FCSB/SDS.
Bibliotaca Znfaocit
lefaotil Koatairo
Lobato
PCEB/5DC. - Siblietoca
Kosteiro lobato
77ÂC3 ^- Fundação de Patrlsõeio
r?ACS
Patrisõoie Artiatice
Artístico Cultural da Bahia
Bahio
TCtZiiZVni. ^• Fuodação
FUSCS/CSTZã
Fuodaçao da
do Saúda
Saudo do
4o Eacade
Estado da Bahia/Ccecro
Bahía/Concre da Traioaaaoto
Troinanonto
F2ScB/?IIl5S ^ Pregraaa
FCSôB/?Ul5S
Fregraaa do
da latcrierixação
latarioricação do
da Açõaa
AçÔea do
da Saudo
Saúda ao SaDosocoto
Saoaanaote
P.Z.E.S. ^' Fadaração
F.Z.E.B.
Podorsção do
da Xadustriaa
laduatrioo do Estado
Eatado da Bahio
Bahia

Digitalizado
por:
gentilmente por;

^^}JJ II
ii

12

13

1

�137

ârios por Xostituiçco
•rio»
Inttltulçlo • âtlvidodoo
«tiTidodc* dcMovolvida»
dttooirolvld*«
Tipo* dc
Tipos
d* Bibliotccâs
Bibliotoe**
sinilsr
ou *iwn«r
ja wom
M tal

Serviços Desenvolvidos
$«rviço«
DcconvoWldos
Serviços Técnico»
Técnicos
Sfrvico»
Strviçoc^d*
Serviços^do
Inf oTT^aeto
orr^aeso
Tnf
Materisl Esof
Especial
Materíol
—9 —e
xr« ^»“

Legi»!*^
Lcgislsi
Coot.Adi
P*»4id*i
fetq.dei
Agrleul
Agricul
irt«/r*l]
irct/rel|
Arquit*
Bioaõdic
Bioocdic
hict.goc
hist.gcc
BioBcdii
BioQcdic
Bieacdic
Bioocdic
BioaSdic
Bioocdic
Diroito
Direito
Coo«r/*x
Coacr/ex
AgrieulC
Agricult
Geologie
Ccologi*
PlsneJ
Pl*o*j*m
Direito
Diroito
Art*»
Artes
Bieacdic
Biencdic
Bionédic
BicnÕdic
Sutriçso
Sutriçco
Filosof
Filocof
Biosedicc
BioBcdic&lt;
Indústri
Indúctri
2» n

6 21 7

FKS/SKE/CIBS-Secretsria Municipal
PMS/SKE/CIRS-S«cr*t*ri*
Muoicip*! de
d* Educação/Cnipo
Educ*ç*o/Cnipo Int*r*»colar
latereseolar B.Silva
B.SiW*
PCE “ Frocur*dori*
Procuradoria Ccrcl
Geral do Ect*do
Estado
PBOMOEXPORT * Frogm»
FROMOEXPORT
Programa Regional
Bcgioocl de
d* Proaeção
Froaoçõo de
d* Exportcçõ**
Exportações
CEPA -“ CoDÍssao
CEFA
Cooi»»«o Estadual
E»t*du«l de
d* PlanejaDento
Fl*o*j&gt;m«oto Agrícola
Agricol*
SEPLANTEC/CPE * Secretaria
SEP1A!&lt;TEC/CPE
S»crct*ri* de
dc Planejaacnto
Fl*n*jaD«oto Ciência
CiSoci* e• Tecoologia/'B.
T«cDOlogi*/Y» F*»qal«*
Pesqnlsa
SESC “ Serviço Soci*l
Social do CooiÕrcio
Cooerclo
UFBA. *- Vniv*r»idad*
Universidade F*dcr*l
Pederal d*
da Babl*
Bahia
UFBA*

Digitalizado
por:
gentilmente por;

Serrlçoo
ScnrlçM
Adal«lKtca$ã
Adnl«ls£ca(ãi

�138
Analisando as instituições que recrutaram alunos de Biblioteconomia, em relação ã área de atividade a ser coberta, destacaram-se as Bibliotecas, num total de trinta e três; seguiram-se os Arquivos com o total
de seis e, por último, os serviços de Documentação com apenas dois, embora
ãs atividades de Biblioteca fossem somadas também atividades de Document^
Documenta^
ção e Arquivo, como pode ser visto pela comparação das colunas respectivas
na tabela 3.2.
Vale ressaltar que no grupo biblioteca foi a Biblioteca Especializada que atingiu o maior índice, vinte e quatro (24), sendo que a Biomédica destacou-se com um total de oito. Seguiram-se as da ãrea
área de Direito com
três Bibliotecas, as de Artes, três; Agricultura duas e outras, com apenas
uma.
As outras Bibliotecas foram: seis de caráter geral ou públicas,
incluindo uma de ensino superior e duas escolares.

Tabela 3.4 - Ãreas
Areas das instituições que contaram com alunos estagiários.

ÃREAS
Areas

total
TOTAL

^

Bibliotecas(geral 6, incluindo uma de
ensino superior; escolar 2; especializada, 24, incluindo 6 de ensino superior)

32

78

Arquivo

07

17

Documentação

02

05

TOTAL

41

100

Os serviços desenvolvidos abrangeram os administrativos, os téc^
têc^
nicos e os de informação, como se vê na tabela 3.2. Os primeiros atingiram
um percentual irrelevante se comparado com os índices registrados para os
outros dois tipos de serviços. Somente seis instituições se interessaram pe^
lo desempenho de tarefas administrativas, concomitantes ou não com outras

Digitalizado
por:
gentilmente por;

4^
II

12

13

14

�m
139
atividades. Ve-se na coluna apropriada que o material bibliográfico
ainda
e o que concentra maior demanda de mao
mão de obra, registrando—se,
registrando-se, contudo, o
interesse pelo material especial (fotografias, diapositivos,
díapositivos, mapas e ou
ou—
tros), notadamente por bibliotecas da area de artes, agricultura, saúde, mi
nas e energia. 0 periodico
periódico oferece campo de demanda especial sendo
citado
independentemente do livro. A oferta de trabalho eé pequena para seleção em
comparaçao com o tratamento do material bibliográfico, o que se justifica
pelo nível intelectual requerido para o desempenho da tarefa e pela necessi
dade de experiencia de trabalho e consequente conhecimento do usuário atual
e em potencial.
Quanto ao serviço de informação, destacou-se a Referência,
Referencia, executada em bibliotecas, muitas vezes simultaneamente com a Pesquisa Biblio —grafica e outras atividades menos relevantes.

4 - ANÁLISES
ANÃLISES E CONCLUSÕES
Os dados observados descritos no Item precedente levam
a
certas ponderações que, associadas a aspectos conhecidos, possibilitam alg^
alg_u
mas conclusões.
Na maioria dos casos, a instituição que necessita de mão
mao de
obra e a patrocinadora
patrocinadora-do
-do estágio. Existem, entretanto, oportunidades ofere^
cidas pelo INL e Fundação
Fundaçao MUDES por período de tempo determinado (3 e 6 meses), cada ano.
A absorçao de mao de obra iá maior por parte de instituições
publicas, comparadas àquelas dedicadas ao ensino e a pesquisa.
0 semestre de grande aceitaçao de estágio remunerado ié o 39,
onde se observa o maior percentual de alunos em fase de estágio,
havendo
uma redução acentuada nos semestres seguintes. A comparação
comparaçao destes percent^
ais com os observados para continuação (tabela 3.3) proporciona uma visão
do crescimento da taxa no 59 e 69 semestres e o declínio em seguida.
Supoe-se que a justificativa para o descrescimo
descráscimo do número
de alunos em estágio remunerado nos últimos semestres seja uma consequência
natural do percentual de alunos no final do curso. Outro fator a ser considerado e a preferencia
preferência das instituições por alunos não
nao concluintes, ou se-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

JÇs?

1
12

1
13

14

�140
ja, aqueles que nao estão
estao nos últimos semestres do curso, face o trabalho e
o tempo necessário para recrutamento e seleção. Os selecionados, a depender
da fonte patrocinadora, poderão permanecer na instituição até a
formatura
quando há o desligamento ou a contratação profissional.
Há maior procura do aluno, como éi do conhecimento geral, para o desempenho de atividades profissionais, em detrimento às
ãs atividades administrativas, que muitas vezes sao desenvolvidas conjuntamente (concomitante ou não) numa Biblioteca. Isso ocorre não s5
sõ pela natureza da própria profissão que oferece condições
condiçoes de serviços técnicos entremeadas ãs
às de atendi mento ao usuário, mas, também, pelo nível da maioria das bibliotecas locais,
que ainda nao dispõem de ambiente propicio
propício ao estabelecimento de várias seções, independentemente. Nota-se, contudo, ao comparar as colunas dos "Serv^
ços Desenvolvidos", na tabela 3.2, que algtimas
algumas instituições contam com o es^
e£
tudante para solucionar problemas ocasionais ao confiar-lhe a execução de de^
terminada atividade, supervisionada ou não
nao por um profissional. ÉE o caso,por
exemplo, do aluno executar apenas o tratamento técnico do livro, ou o registro apropriado do periódico, ou a indexaçao de material especial, tarefa que
lhe coube face a carência de profissional em setores que despertaram para a
organização bibliográfica; esta, requerida nao tanto pela busca de informa
organizaçao
ção corrente mas, principalmente, pela presença das publicações que vão
se
acumulando dia a dia.
Finalmente, vê-se nestas conclusões subsídios para um trabalho mais elaborado e completo sobre o mercado de trabalho e, de certa forma,
elementos que comprovam os pontos onde devem ser intensificados os estágios
do aluno como disciplina curricular obrigatória para a sua formação.

cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

-li/

�141

SUMMARY

Report of a survey undertaken in order to find out when and where Library
Science students of the Federal University of Bahia
bahia carry out remunerated
semi-professional work. The results show that 35% of the students enrolled
in 1976, 1977 and 1978 have perfonned
performed this kind of work in libraries,
archives and documentation centers; there is evidence that special libraies
were most frequently preferred as well as professional tasks. Most students
involved in this kind of work were attending their 3rd semester at the
University.

Digitalizado
gentilmente por:

14

�Cdüu o*1^
• •H
i-cCd«d
CU
«H
d&gt;
T3
•!-*
*j U*
cr Uo
4J
Oo &lt;Ud3o&lt;
•H
«-( Cd&lt;u0) CU
Uito
^ \cdHM (d
Cd
•w
•H
(Q MU 4J
«
4-»oO
CUd&gt; Cdo •H
•H »H
f-t
oOCU
^
43
P. -O3cs *H
«ri PQ
pa
•H
H *H
^

uUOo
CU
o*
a&gt;&lt;1&gt;CO03
Cd(d
Cdu
Q)d)
C3a
iscu
U

ícdOo
icd
O»
4JCd
C3CQ&gt;0)
ã
3Oo
Oo
Q

M-lO
&lt;1&gt;0)
TJ
O
•H&gt;O
O*
U*
u
&lt;
-ií
OO3
Cdu
4J&lt;1&gt;0)
•HO
rO
•H
P3
T30)
CA0)
T3Cd
'3
»H5&gt;
«pH
ti
T3oO
§gN

4HoO
•HC33
to0)
T3OCd
T&gt;
CO03
oO
oO
•HXCd
•sCd

Cd
M&lt;id)&gt;
\cd
‘«n
&lt;UO
^
Oi&lt;U
CO
CA

Cd
•HCU
U
•H
CS
I
Cdo
uVu
'3oOCd3
•H3cs
oOoO
4J}-«
u
CdCd3
Pu
)cd
&lt; 3oObO
OUM

Oi
Pi
(d
•HO
bo
bO

U
TJOCd
&gt;
COCd

\9
Pu

a
Pu

Cd
9
Cd

. \0
Pu
oO
í1 3«do
O*

Cd
Pk

(d
. Pu

PL4
Pu

3C3CUd)
CO0)
CUd)uM
S§•

Cdd) H
V4 PQ
O
Cd
Q)
^4uCd
g
•u^
MCd
CU
Oé
CU
s
M Q
aQ&gt;
'
o
O
P3
pq
(d
Cd

Cdu
&lt;u
Pu&lt;u

OCU
Ou
4)U
oOCO0)

Autarquia; E - Empresa; P - Particular; PE - PGblica Estadual: PM - PGblica Municipal; F - Federal
Salvador,

I
&gt;c4
\cd
u

19?8

142

Cd
(d
.

0OO
O'
}UuCU01
•3&lt;UOi
(d
CdCS3
13Oo
tcd
•H0«
3
3
3

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

Cd
I
Pu

&lt;UU
(di'

9
O*
}U
4JCd
-3

CU
4Ju
CO
53 &lt;usB
f-4
&lt; CO3&lt;u

�143

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

1

14

�144

CDD 020.212
CDU 31:02

AVALIAÇÃO DO EMPREGO DA ESTATIsTICA
ESTATiSTICA EM
BIBLIOTECAS TECNO-CIENTIFICAS

MARIA ANGELA LAGRANGE M.REIS
Bibliotecária do CCS/UFRJ
Professora da USU e FEFIERJ

SÉRGIO DE SOUZA TELLES
SERGIO
Bibliotecário do IMPA/CNPq

RESUMO

Situação das es
estatísticas
tatisticas em ciência e tecnologia. Nor
No£
malizaçao
maliza
ção de definições e de Itens
itens empregados em formulários. 0
ensino da estatística aplicada
apl içada a bibliotecas como gerador de mu
profissional
danças na atuação profiss
ional do bibliotecário. Resultado de uma
amostragem
amostr
agem aleatória envolvendo
envo Ivendo quarenta e duas (42)bibliotecas.
Conclu
Conclui-se
i-se que ocorre uma conscientização profissional
oriunda
dos pr
próprios
óprios bibliotecários
bibliotecári os e não do universo em que atuam.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�145
1

INTRODUÇÃO

Inlcialmente,
Inicialmente, foi realizado um levantamento bibliogrã
biblio grã
fico da literatura especializada
especiali zada em estatística
estati itica de bibliotecas
bibliote cas
e publicada no Brasil nos úl
últimos
Localizou-se
timos oito (8) anos. Localizou
-se
cinco (5) artigos (12 a 16); destes, apenas três (3) são oriun
or iun
dos de autores brasileiros e tema principal de seus trabalhos.
trabalho s .
Esta ffalta
alta de informação pertinente nos levou a extra
polar o assunto para as areas
áreas mais amplas da ciência e da tecno
tecn£
logia, como uma tentativa de aferirmos a posição da estatística
nesses universos
universos,, por serem as norteadoras dos métodos a serem
empregados pelos seus bibliotecários. Verificou-se quais as m£
didas tomadas at
atéi então para normalizar e coordenar a coleta de
dados estatistic
estatísticos
os necessários ao desenvolvimento de atividades
específicas em cciência
especificas
iência e tecnologia.
Sendo a estatística objeto de estudos diversos, eman£
eman^
dos em geral de organismos internacionais, . objetivando a racio^
racÍ£
nalizaçao dos itens e termos empregados, efetuou-se também, um
nalização
levkntamento bibliográfico visando o conhecimento de algumas"re^
levcintamento
algumas"rje
comendações" para normalizar este aspecto da estatística.
Outro fator considerado foi o ensino da estatística
para bibliotecários, com uma tentativa de ser aferido o conhec^.
conhec^
mento especializado destes profissionais.
Finalmente, através de uma amostragem aleatória col^
cole
tada por intermédio de bibliotecários atuantes em bibliotecas
bib1iotecasde
de
ciência e tecnologia procurou-se sondar quais os itens mais con
con.
siderados para aferições estatísticas.

2

LITERATURA ESPECIALIZADA

No Brasil,
Brasil Stumpf &amp; Saraiva (15) frisam que a compila
r
■ * 'i-iS-LUi
V»
_
^
ção regular diária.
diaria, mensal e anual deve ser um embasamento e£
e^^

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUnictito

�h
146
sencial para se comprovar a eficiência e crescimento de uma
bi
blioteca, como possibilidade para comparação de bibliotecas. Lem
bram também a necessidade de serem seguidas as recomendações da
os
UNESCO para normalizaçao dos itens estatísticos e enumeram
principais tipos de estatísticas para bibliotecas.
Silva (13 e 14) em dois trabalhos apresentados, disco£
discor
re sobre diversas avaliações a serem efetuadas
efetuad as através da coleta
de dados estatísticos e estuda o movimento de
d e empréstimo e consulta de dez (10) bibliotecas universitárias subordinadas ãa Uni
Un^
versidade Federal de Pernambuco. Este estudo foi alicerçado
em
índices estipulados pelo autor.
Bo
A UNESCO (16) publicava periodicamente
period icamente uma seção no ^o^
letim de la Unesco para Ias bibliotecas para informar sobre a s^
tuaçao da estatística em geral — países, bibliotecas, normasnormas da
tuação
própria UNESCO.
Dias (3) nota a importância de uma determinada obra e£
tar presente em várias bibliotecas, como indicador de sua qualidade,
dad
e, um fator válido para a avaliação da mesma.

|P- |c

A metodologia estatística foi vista por Rza
Rzasa
sa (ll)como
ioteca.O au
au^
detectora
detec
tora de muitas das razões para frequência aã bibl
biblioteca.0
tor cconsiderou,
onsiderou, através de um questionário distribuido
distribuid o entre alu
al
razões
princ£
nos ddaa Purdue University que dentre as onze (11) razõ
es
princ
pais citadas como motivos para idas ã biblioteca, as de
número
um (1
(1)) e a sete (7) podem ser descobertas através de
metodologia eestatística.
statística. São
são elas — encontrar e ler material exigido pa
ra de
determinado
terminado curso, ler material para aperfeiçoamento
aperfeiçoamen to por con
ta pr
própria,
material
lei
Spria, ler por distração, tomar emprestado mater
ial para le^
tura posterior, pesquisar para trabalho a ser apresentado
pa
apresen tado ou p^
rraa um livro a ser publicado.
Nos Estados Unidos (8) a Comissão de Relatórios e Est^
Est£
tisticas da Medicai Library Associantion (MLA) publica com fretísticas
quência notas no Bul1etin
Bulletin da MLA. Tem como meta coletar e unifor
unifo£
mizar estatísticas de bibliotecas que possam ser comparadas com
as de outras bibliotecas. Entre os trabalhos almejados está o de

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

�147
desenvolver linhas de atuação
atuaçao e reunir uma relação
relaçao de termos
tatisticos e de definições para as bibliotecas biomédicas.
biomidicas.

3

es

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Em 1972, o Dr. Frank R. Pfetsch (10) da Universidade de
Heidelberg, Alemanha, foi comissionado pela UNESCO para escudar
estudar
a situação e os problemas da estatística relacionada ã ciência e
tecnologia no Brasil. Esta missão escava
estava incluída no contexto de
um projeto piloto visando o desenvolvimento de estatística em al^
a^
guns países latino-americanos selecionados anteriormente, nesse
mesmo ano, pelo Departamento de Estatística da UNESCO. Entre as
sugestões oferecidas escava
estava o treinamento e a educação da equipe
que iria coordenar os serviços especializados, o papel do então
IBBD como coordenador do projeto no Brasil e a assistência têcn^
ca proporcionada pela UNESCO. 0 IBBD ceve
teve uma participação ativa
nos escudos
estudos do Dr. Pfetsch que voltou no ano seguinte, quando m^
nistrou um curso sobre aplicação de estatística em ciência e te£
niscrou
ce£
nologia.
A turma era composta essencialmence
essencialmente de bibliotecários
e o objetivo do curso foi o de preparar pessoal para coletar
e
analisar informações para uma política científica enfatizando m£
m^
todologia e técnicas para iniciar e conduzir pesquisas,aplicando
codologia
conhecimentos estatísticos com o objetivo de analisar dados qua^
quan
titativos.
cicacivos.
Devido a mudanças de diretrizes seguidas pelo CNPq, o
projeto foi desativado. Mas, dele nos ficou a consciência de de^
d£
fasagem da aplicação de estatística em ciência e tecnologia
em
geral e em bibliotecas dessas áreas em particular.
t
Na biomedicina a estatística ê empregada regular e nojc
no£
mativamente devido ã atuação da Organização Mundial da Saude(0MS)
que, de cinco em cinco anos atualiza a codificação internacional
aprespde doenças.
ÊÉ a única área em ciência e tecnologia que aprese-ta
»
. • — i; »ta
w
uma normalizaçao
normalização estatística aceita por grande numero
número de países.
parses.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

*

11

12

13

14

�148
•*

ENSINO

Alguns currículos plenos dos cursos em nível de gradua
ção de biblioteconomia apresentam "estatística" como disciplina
optativa. Entre estes, podemos citar a Universidade Federal Flu
minense (UFF) e a Universidade
tJniversidade de Brasília (UnB) que no seu Cur
so de Biblioteconomia oferece a disciplina Probabilidade e Estatística.
tistica.
Em relaçao ao conteúdo da disciplina, hã um inconvenien
te a ser evitado: a teorizaçao
teorização exagerada da estatística, isto é,
e,
ausência de ensinamentos práticos. Tal situação provoca desinte
resse do aluno pela matéria.
Esta falta de motivaçao também ocorre em outras áreas,
tendo Feinstein (4) chamado atençao para que há mais de oitenta
(80) anos os próprios estatísticos tenham dúvidas sobre
quando
ensinar estatística para outros profissionais e também, em ^ que
nível deve a estatística ser ensinada —'segundo,
— 'segundo, terceiro,ou quar
to grau? Qual a orientação a ser dada a este ensino?
Snfase em
"teoria" ou"prática"? Qual deve ser a formaçao do professor? Ba
se principalmente de estatística, matemática ou familiaridade com
as aplicações da estatística? Um relatório apresentado por Theodore Colton e citado por Feinstein,op cit, nos informa que trin
ta e cinco por cento (35%)
(35Z) de professores entrevistados em facul
dades de medicina consideraram que a maioria dos estudantes con
siderava o curso de estatística com desagrado ou aborrecimento.
Tais sentimentos sao
são compartilhados pelos estatísticos que responderam a um questionário durante uma conferência sobre estatís
tica médica realizada na Inglaterra em 1971 (4). No ítem"Como de
ve a estatística ser ensinada aos alunos (de medicina)" assinal£
assinala
ram "Não deve"
deve"..
Mas, ex
existem
istem diversas alternativas para este dilema.As
sim, uma das solu
soluções
ções é que a estatística conste do currículo em
nível de segundo grau para dar um embasamento geral e que conhe^
cimentos posterio
posteriores
res sejam adquiridos no último período do curso
iblioteconomia, quando o aluno já tiver conhe
de graduação
graduaçao de bbiblioteconomia,

cm

Digitalizado
gentilmente por:

CiercacUnicnto

*

12

13

14

�149
cimentos profissionalizantes adequados para uma aplicação da e£
tatistica aprendida. Outra solução é a disciplina ser ministrada
como curso de extensão. Poderá então entender o valor da estati£
estatis
tica como instrumento de avaliação de tarefas executadas,da atu£
atua
ção da biblioteca e de aperfeiçoamento.
A situação atual nos leva a considerar que talvez a
falta de conhecimentos estatísticos leve certos bibliotecários a
nao perceberem toda a potencialidade do conteúdo dos dados cole^
colje
racionalmeii
tados ou possiveis de serem coletados permanente e racionalme^
te .
te.
Os procedimentos metodológicos devem compreender:
1.

Métodos para estipular e conduzir pesquisas

2.

Métodos para reunião e apresentaçao
apresentação de dados

33..

Métodos para aqalisar os dados para determinar
associações, fazer comparações e tirar conclusões .

ignifica que o estudo da estatística parabiblio^
0 que ssignifica
parabibli^
tecários deve ser criativo, adequado a situações
profissionais
teórico
ico sem exageros, visando um objetivo definido.
pertinentes, teor

5

NORMALIZAÇÃO

A normalização de estatísticas em bibliotecas tem sido
objeto de vários estudos a ponto de gerar uma seção no boletim da
UNESCO (Cap.2). Este mesmo organismo internacional elaborou uma
recomendação em 1970 que foi seguida de resoluções diversas e de
complementaçoes resultantes de trabalhos da International Standard
Organization (ISO) e da International Federation of Library Ass£
Asso
ciations (IFLA).
A parte dedicada a definições ée bem extensa refletindo
a preocupação com a possibilidade de interpretações duvidosas.

Digitalizado
por:
gentilmente por;

�150
0 problema das definições es
estatísticas
igualmente
tatisticas foi
igualmente
indicador
sua
visto por McCarthy (7) como um indicad
or que se destaca por
por
sua
falta de precisão,
precisão. Segundo este autor, nunca se sabe o sentido
sentido de
de
"um volume" nem se pode avaliar a util
utilidade
idade dos mesmos.
Nao há
ha dúvida
duvida que as definições devem ser simples, ser
vindo de diálogo entre bibliotecários e usuários. 0 emprego da ter
minologia técnica é importante e não conflitante com uma linguagem natural
natural..
atenta para a normalização de estatísticas
A MLA atanta
como
possibil
possibilidade
idade para obtenção de uma coleção permanente de dados,um
banco de dados nacional para as bibliotecas. Este é o objetivo fi
nal cuja
cujass metas sao
saoaa identificação e relação
relaçao do universo das biblioteca
bliotecass biomédicas nos EEUU e, um relatório continuado
deste
universo.
universo

6

COLETA DE DADOS ESTATÍSTICOS

Tem sido uma constante nos úúltimos
Itimos encontr
encontros
os de bibli£
biblÍ£
tecários e cientistas da informação a queixa de muit
muitos
os expositores sobre a falta de dados estatísticos
estatístico s para um melh
melhor
or embasamenSentimoss também a fal
falta
ta de análise
to dos trabalhos apresentados. Sentimo
outras
dos dados reunidos. A ausência de dados
dado s tem ocorrido em
áreas.
Lima (6) clama por dados estatísticos ou
atualizaçao
dos mesmos, tendo de apresentar quadros estatísticos com
"dados
estimados" e publicar uma obra já defasada ao ser editada.
Alves &amp; Silva (1) enfocam a falta de análise de
dados
coletado s em relação ao uso do material e frequência ãs bibliot£
coletados
cas consideradas,
cons ideradas, fazendo com que os estudos realizados ate
até então,
puramentee quantitativos, não espelhassem os hábitos e atitudes dos
purament
usuários.
usuário
s
Procurando sondar a situaçao
situação atual da coleta de

Digitalizado
gentilmente por:

dados

�151
estatísticos, distribuiu-se um questionário entre sessenta (60)
bibliotecários, representantes de.bibliotecas em ciência e te£
nologia. Visou-se principalmente os dados relativos ã seçao de
eirculação dessas bibliotecas.
Circulação
Foi uma amostragem aleatória de um universo a ser po£
(45) questionários
teriormente melhor examinado. Quarenta e cinco (45)questionários
terem
foram respondidos, tendo sido três (3) inutilizados por
suas respostas prejudicadas.
e
As respostas aproveitadas foram oriundas de vinte
tre
sete (27) bibliotecas de instituições de ensino superior, de tr^
ze (13) biomêdicas
biomédicas e de duas (2) tecnológicas.
A pergunta sobre quem determinara os tipos de formula
formula^
rios empregados foi respondida que pela:
"equipe de biblioteca"
- 13
"responsável pela biblioteca"
- 19
"responsável pelapela Seçao de Circulação"
Circulação"-- 3
"comissão da biblioteca"
- 7
0 Item
item relativo a frequência da coleta de dados
respond ido:
respondido:

foi

"diariamente"
-36
iariamente"
- 6
"determinadas horas diariamente"
d
em
Todas as bibliotecas responderam
respond eram afirmativamente
relaçao ãs coletas clássicas
relação
classicas de consulta
consul ta e empréstimo de livros,
livros.
dados sobre
sobre consultas
consultas
Já trinta e nove (39) responderam coletar
cole tar dados
nalam
o
movimento
de con
de periódicos e vinte e sete (27) assi
assinalam o movimento de
con
sultas e folhetos.
As verificações de livros consultados ou emprestados
e editados em determinada ocasião não são feitas,
como pelo
título do livro ou quais os títulos menos procurados. Estas v^
rificaçoes sao realizadas em bibliotecas norte-americanas.
Pela determinação dos formulários empregados sentiu-se
Digitalizado
por:
gentilmente por;

*

ii

12

13

1

�152
que ainda há
hã falta de espírito de equipe entre os bibliotecários.
A resposta de que sete(7) formulários foram elaborados pela comis
sao da biblioteca (geralmente composta do bibliotecário-chefe
bib1iotecário-chefe e
profissionais da área a que a biblioteca éá ligada) surpreendeu^
surpreendeu pe
lo caráter de irregularidade que marca estas comissões.
0 fato de col
coletas
etas em determinadas horas serem executa
das apenas por seis (6) bibliotecas explica-se pelo movimento in
tenso que ocorre nessas bibliotecas.

7

CONCLUSÃO

A estatística não pod
podee ser considerada como instrumento de avaliação de serviços de bibliotecas científico tecnolõgi
tecnológi
cas no status em que se encontra,
encontr a, pois falta uma visão analítica
da estatística realizada.
Geralmente, a coleta de dados estatísticos á feita au
tomaticamente, sempre havendo incidência de alguns itens (volumes, número de leitores, assunto) e desconsideração de outros(for
outros(fo£
maçao dos usuários, edição e título dos volumes emprestados,títu
los de periódicos). Nota-se a ausência de definições; os cabeça
Ihos dos formulários prestam-se a diversas interpretações.
Algumas bibliotecas centrais precisam iniciar a coord£
nação dos serviços relacionados a estatísticas e realizados nas
bibliotecas da rede bem como normalizar as coletas estatísticas.
Entretanto, deve ser permitida uma certa criatividade das bibli£
tecas que fazem parte da rede. Esta criatividade almeja uma ha£
har
monia global sem perda da notação de dados específicos que costu
mam caracterizar algumas bibliotecas.
A conscientização por parte de muitos
bibliotecários
tem provocado uma normalizaÇao
normalizaçao de formulários estatísticos. Isto
acontece já em caráter executivo, como no caso da rede de biblio
tecas da Universidade do Rio Grande do Sul (URGS) ou em
etapa

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

�153
preliminar de estudo do problema, como estã
esta ocorrendo no Núcleo
de Documentação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Esta
atuaçao tem sido originaria
originária dos proprios
próprios bibliotecários e não
e um resultado de necessidades do universo onde atuam,ainda não
estruturado neste campo.
É preferível que os cursos
cu rsos de estatística
estatistic a sejam opt£
tivos ou de extensão mas voltado
voltadoss para a aplicação d a estatisti
estatísti
ca a realidades
não como gerad
gerador
r ealidades bib1ioteconômicas
biblioteconômica s e nao
or es de conhe^
ciment os puramente teóricos,
cimentos
teóricos. Dev
Devee ser levada em cons
co ns ideração a
grande força emanada da motivaçã
motivaçaoo do aluno através d a possibil^
dade de
d e uma aplicaçao
aplicação quase imediata
imed iata dos conheciment
conhecime nt os práticos
adquir idos .
adquiridos.
Concluindo-se, espera-se
esper a-se que a dinâmica dos bibliot£
cários interessados, conscientes
conscient es das falhas existentes e da
d a im
portância da estatística como instrumento de avaliação de servi
ços de bibliotecas, supere a situaçao
s ituação atual.

8

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Caracterização
L.
de bibliotecas: uma
da PUC/RJ. Ciência

1.

ALVES, Cecília M. &amp; SILVA, Paulo Afonso
'de
de usuários e adequaçao
adequação dos serviços
abordagem preliminar das bibliotecas
da Informação, T_\
T_‘. 13.24 , 1978.
1978 .

2,
2.

DARLING, Louise. Administration. IN: ANNAN, Gertrude L. et
alii. Handbook of medical
medicai library practice. 3d ed. Chic£
go, MLA, 1970. 411 p.

3.
3,

DIAS, Eduardo J.W,
J.W. OCLC: um novo conceito em cooperação b^
bliotecária. IN: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA
E DOCUMENTAÇÃO,
DOCUMLNTAÇÃO, 9. Porto Alegre, 1977. Anais. v. 1 p.
38-41.

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�154
4.

FEINSTEIN,Alvan R. Clinicai
Clinical biostatistics.XXXIII.On teaching
statistics to medical
medicai students. Clin Pharmacol Ther, 18:
121-6, July 1975.

5.

KOVACS, Helen. Analysis of one year's circulation at the
Downstate Medicai
Medical Center Library. Bull Med Lib Ass,
Ass. 54(1):
42-7, 1966.

6. LIMA, Lauro de Oliveira. 0 impasse na educação. 3. ed./Petrõpo
ed./Petrõp£
1is/Vozes/cl969/ 382 p.

7. MCCARTHY, Cavan. Biblioteconomia biomédica
biomidica nos palses
países em desenvolvimento. IN. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA
E DOCUMENTAÇÃO, 9. Porto Alegre, 1977. Anais, v. 1 p.565-75

8. MEDICAL LIBRARY ASSOCIATION. Committee on Surveys and
Statictics. Library statistics o£
of schools in the health
sciences: Part I. Bull Med Lib Ass, 54 (1): 42-7, 1966.
Sciences:

9. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAODE. Estatística sobre os serviços de
saúde e suas atividades. Belo Horizonte, Associação dos Ho£
pitais de Minas Gerais, 1971. 50 p.

cm

10.

PFETSCH, Frank R. The launching of a pilot-project i
statistics on science and technology in Brazil; report of an
information mission. Paris, UNESCO, 1973. 25 p.

11.

RZASA, Philip V &amp; BAKER, Norman R. Measures of effect
for a university library. J Am Soc Information Science, 23:
248-53, July-Aug 1972.

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�155
• ^.12estatl£
12- SCHICK, Frank L. A normalizaçao
normalização internacional das
estatís
ticas de bibliotecas. B Trim Bibl Waldemar Lopes, 4: 1-12,
abr/jun 1973.

13. SILVA, Antonio N. Avaliação
Avaliaçao estatística em bibliotecas espe
cializadas. IN: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 6. Belo Horizonte, 1971. 19 p.

14.

Índices estatísticos de dez (10) bibliotecas especiaíndices
lizadas da Universidade Federal de Pernambuco. IN:C0NGRE^
SO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 6. Belo
Horizonte, 1971. 28 p.

15. STUMPF, Ida R.C. &amp; SARAIVA, Heloisa M. Estatística em biblÍ£
bãbli£
tecas. IN:JORNADA SUL-RIOGRANDENSE DE BIBLIOTECONOMIA
E
DOCUMENTAÇÃO, 3. Porto Alegre, 1972. 12 p.

. 16. UNESCO. Estatísticas relativas a *bibliotecas: recomendações
da UNESCO. R Bras Biblioteconomia Doc, jB: 72-83, jul/set
1976.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

4^
11

12

13

14

�156

CDD 378.18098162
CDU 378.18(816.2):02

ESTUDO DO CORPO DISCENTE DO CURSO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

DA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÃ,

SE-

GUNDO SEMESTRE DE 1978.

MARINA S.TATARA
CRB-9/337

RE S UMO
RESUMO
O Curso de Bib1ioteconomi
Biblioteconomiaa e Documentação da Universidade
Federal do Paraná, criado em 1952, tem seu corpo discente

atual

eminino, a maioria solteira, joconstituído de elementos do sexo £feminino,
vem e exerce atividades relacionadas
relacionad as ã biblioteconomia. A escolha
do Curso deve-se mais a fatores se
secundários
cundários do que propriamente ã
vocaçao; no exercício da ptofissao espera ser útil aos outros e
obter boa remuneração. Considera

de menor importância ter prestí-

gio e exercer liderança. Prefere iniciar-se
i niciar-se no exercício da biblioteconomia trabalhando com mais profissionais.
pro fissionais. Gostaria de eliminar
do atual currículo as disciplinas filosõfico-culturais.
filosSfico-culturais. Considero
bom o relacionamento entre colegas e entre alunos e professores,
professores.
Tem preferência pela aula prática e pela prova de múltipla escolha.
escolha,
Mostra-se inclinado a cumprir o estágio
es tágio obrigatório antes do sexto
período.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

CiercacUnicnto

12

13

14

�157

1,
1.

INTRODUÇÃO

O estudo dos candidatos a determinada profissão pode contribuir para se definirem as expectativas da profissão em relação
aos que vao
vão exercê-la.
Este êé um estudo de caso, exploratório, e diz respeito ao
corpo discente do Curso de Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal do Paraná, do segundo semestre de 1978.
Procura-se abranger do corpo discente: suas características, aspectos culturais, motivos para aa-escolha
escolha do curso, expectativas quanto iã futura profissão, dando ainda oportunidade para que
se manifestem a respeito das disciplinas que compõem o currículo
pleno. Os alunos do sexto período opinam sobre os objetivos que estão sendo atingidos com o estágio supervisionado.
Para o levantamento dos dados que constituem esse estudo,
são utilizadas as listagens de alunos matriculados e aplicação de
questionários.
As perguntas são comuns a todos, com exceção das relacionadas com o estágio supervisionado, por caberem somente aos que estão cursando a disciplina.
Distribuíram-se 112 questionários, dos quais 70 foram preenchidos e devolvidos, conseguindo-se atingir 62,5% do corpo discen■ -&gt;

te .
te.

A amostra constitui-se de 70 alunos matriculados em disciplinas de segundo,quarto e sexto períodos, que são ofertadas sempre
no segundo semestre. Os totais que ultrapassarem

a esse numero, re-

ferem-se a dados que não foram exclusivos, ou por ter sido assinalada mais de uma alternativa quando nao
não solicitado.

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

�F"
158
Um estudo desenvolvido ^em
em 1970, sob o título: Opinião dos
alunos sobre o Curso de Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal do Paraná, referia-se ao corpo discente e docente^.

2. 0 CURSO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DO PARANÃ
PARANÄ

0 Curso de Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal do Paraná foi criado em 1952. Tinha como objetivo a habilitação de pessoal para a reorganização e ampliação da Biblioteca pública do Paraná. Era de caráter intensivo,.com
intensivo, com a duração de
um ano, sendo patrocinado pelo Instituto Nacional do Livro, Universidade Federal do Paraná e Secretaria de Educação e Cultura do
Estado.
Em 1954 o Curso passou ao patroc'inio
patrocínio exclusivo da Universidade Federal do Paraná, e em 29 de novembro de 1958 foi oficializado, sendo reconhecido pelo Decreto n957.749, de 4 de fevereiro de 1966.
0 atual corpo discente perfaz um total de 112 alunos que
freqUentam
frajUentam regularmente as aulas e de 148 oficialmente matriculado
doss .
Considerando-se o tempo mínimo para a conclusão do Curso,
isto e,
á, tres anos ou seis períodos, e o número d.e alunos que fre-qUentam
qUentam regularmente as aulas, constata-se que vinte e dois deles
-ultrapassam
ultrapassam as trinta
trint^ vagas estabelecidas por ocasião do

exame

vestibular. Esse feromeno pode ser explicado pelo fato de que cer-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sca n
stem
sí
em
I Gerencl
Ciereaclaro«nto
aniCTIto

�159
tos alunos, por motivos particulares, não podem assumir a carga 'ho.hc.rãria máxima oferecida no semestre, consequentemente acumulando disriria
ciplinas para os períodos subsequentes.
A reprovação em matérias que são pre-réquisitos, e ainda, estudantes
que após trancarem a matrícula por determinado período regressam ao
Curso, explicam também o número de alunos a mais.

3. 0 CORPO DISCENTE DO CURSO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO: ANÃLISE

lidade, cons
consConstata-se que o corpo discente, é, na sua tota
totalidade,
tituído de elementos do sexo feminino, dos quais 77,2% ée solteira.
A média de idade situa-se na faixa dos 24 anos.

TABELA I
Procedência
Local
Capital
Interior
Outro Estado
Outro País
TOTAL

48.5
21.5
30,0
100

Pouco mais da metade dos alunos procedem do interior e de ouou
tros Estados, perfazendo um total de 51,5%; desses, 58,4% vieram a Cu
Curitiba com o objetivo único de freqllentar
freqlientar um curso superior. Outros
30,5% vieram apenas acompanhar a família em mudança, nao tendo portan
portan-

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

�r'
158
desenvolvido ■eem
Um estudo desenvoIvido
m 1970, sob o título: Opinião dos
alunos sobre o Curso de Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal do Paraná, referia-se ao corpo discente e docente^.

2. 0 CURSO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DO PARANÃ

O0 Curso de Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal do Paraná foi criado em 1952. Tinha como objetivo a haharbilitação de pessoal para a reorganização e ampliação da Biblioteca pública do Paraná. Era de caráter intensivo,
intensivo,.com
com a duração de
um ano, sendo patrocinado pelo Instituto Nacional do Livro, Universidade Federal do Paraná e Secretaria de Educação e Cultura do
E s tado.
Em 1954 o Curso passou ao patroc'inio
patrocínio exclusivo da Univei^
Universidade Federal do Paraná, e em 29 de novembro de 1958 foi oficializado, sendo reconhecido pelo Decreto n957.749, de 4 de fevereiro de 1966.
0 atual corpo discente perfaz um total de 112 alunos que
freqllentam regularmente as aulas e de 148 oficialmente matriculados .
Considerando-se o tempo mínimo para a conclusão do Curso,
isto á,
é, três anos ou seis períodos, e o número de alunos que freqUentam regularmente as aulas, constata-se que vinte e dois deles
ultrapassam as trinta vagas estabelecidas por ocasião do

exame

vestibular. Esse feromeno pode ser explicado pelo fato de que cer-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sy st e m
C.erenclancnto

�159
tos alunos, por motivos particulares, não podem assumir a carga ’hc.homixima oferecida no semestre, consequentemente acumulando disraria maxima
ciplinas para os períodos subsequentes.
A reprovação em matérias que são pre-réquisitos, e ainda, estudantes
que após trancarem a matrícula por determinado período regressam ao
Curso, explicam também o número de alunos a mais.

3. 0 CORPO DISCENTE DO CURSO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO: ANÃLISE
ÇÃO;
ANÄLISE

Constata-se que o corpo discente, é, na sua totalidade, conscons
tituído de elementos do sexo feminino, dos quais 77,2% é solteira.
A média de idade situa-se na faixa dos 24 anos.

TABELA I
Procedência
Local
Capital
Interior
Outro Estado
Outro País
TOTAL

48.5
21.5
30,0
100

Pouco mais da metade dos alunos procedem do interior e de ouou
tros Estados, perfazendo um total de 51,5%; desses, 58,4% vieram a Cu
Curitiba com o objetivo único de freqllentar um curso superior. Outros
30,5% vieram apenas acompanhar a família em mudança, não tendo portan
portan-

Digitalizado
gentilmente por:

�160
to como meta definida a Universidade . Os 11,1% restantes apontam
outros motivos para justificar a sua procedência.
Do atual corpo discente,.
discente, 67,1% trabalha, sendo que desses,
68,2% executam tarefas que tem
têm relaçao direta com a biblioteconomia, 4,2% exercem atividades que estão indiretamente relacionadas
com a futura profissão e 27,6% desempenham outras atividades.
Pode-se afirmar que boa parte dos alunos, 72,4%, vem usufruindo dos conhecimentos adquiridos, aplicando-os ao trabalho

e

demonstrando interesse pela profissão escolhida, procurando relacionã-la,
cionâ-la, desde jã, com suas atividades extra-classe.
extra-ciasse.

3.1 Aspectos culturais do aluno.
ÊE intensão
intensao de 37,2% dos alunos ampliar seus conhecimentos em outros cursos superiores ou ate
até mesmo seguir outra carreira como: Arquivologia, 38,5%; Direito, 19,2%; Administração, Psicologia e Escola de Musica e Belas Artes com 11,5%; Artes Plásticas e Processamento de Dados, ambos com 7,6%; Historia e Odontologia com a mesma percentagem de 3,8. Dos cursos pretendidos,
que obteve maior percentagem esta diretamente

o

relacionado com a

profissão de bibliotecário, e vem complementar ou enriquecer

os

conhecimentos proporcionados pelo atual. Pelas demais opções constatadas, supõe-se que um terço dos alunos não estão satisfeitos
ou veem
vêem em

outros cursos melhores possibilidades de atuaçao

ou

realização
realizaçao profissional, uma vez que os mesmos divergem para campos distintos da biblioteconomia.
Do atual corpo discente, apenas 18,5% freqBntou
freqêntou ou

fre-

qllenta outro curso superior como: Geografia e Letras com o mesmo

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
sj.-,
System
sí em
I Gerencl
C;ereaclaro«nto
aniCTIto

11

�161
percentual de 23,3%; Comunicação Social, 15,4%; Direito, Educação
Artística, Estudos Sociais, Matemática e Pedagogia, com a percentr
percenítagem de 7,6% para cada um dos referidos cursos.
Para melhor aproveitamento da bibliografia existente em
biblioteconomia, eé fator importante o domínio fluente de um idioma. Observa-se porém,
porem, que 42,8% dos alunos têm
tem apenas noções de um
idioma, 38,6% conhece satisfatoriamente uma língua estrangeira

e

somente 18,6% domina fluentemente pelo menos um idioma.
Ê possível que esse fator venha dificultando aos alunos os
seus estudos e sobrecarregando o professor, que se preocupa em fazer traduções de textos e selecionar materiais que possam ser aproveitados pelos alunos em suas consultas.
Os idiomas de melhor compreensão por parte do corpo discente são, em ordem decrescente: espanhol, inglês, francês e alemão.

3.2 Motivaçao para a escolha do curso.
Curso.
TABEI.A II
TABELA
Motivaçao para a escolha do curso
Motivos

%

Vo
Vocação
cação
Opinião dos pais
Opinião dos amigos
Curios idade
Curiós
Relaçao com bibliotecários
Interesse monetário
Diploma Superior
Outro

30.2
4.2
8,5
17.2
18,6
1.4
1,4
4.2
15.7
15,7

TOTAL

100

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
CàercacUracnto

11

12

13

14

�162
Constata-se que a escolha do Curso deve-se mais a fatores
secundários, principalmente curiosidade e relacionamento com

bi-

bliotecários do que propriamente áã vocação.
vocaçao. Os alunos náo
não demonstram interesse no sucesso financeiro.
Inqueridos a respeito das suas opçoes por ocasiao do exame vestibular, 23,2% dos alunos deixaram de responder a questão.
Quanto ã ordem de opção, 42,8% apontou biblioteconomia como primeira, 30,0% decidiu-se pelo Curso como segunda e 40,0% indicou-a como sua terceira opção.
Assim não surpreende que 34,0% dos alunos demonstrem

in-

teresse em freqUentar outro curso superior, uma vez que biblioteconomia nao foi sua primeira opção. Entretanto, comparando-se

a

percentagem, anteriormente citada, de 37,2% dos alunos que optaram
por biblioteconomia como segunda ou terceira opção, deduz-se

que

o Curso nao
não está correspondendo ãs expectativas de 3,2% dos

alu-

nos que o indicaram como primeira opção.
Apesar dos diferentes motivos que levaram os alunos ãá escolha do Curso e das variadas opções
opçoes feitas por ocasião do exame
vestibular, constata-se que a maioria, 77,2%, está satisfeita

e

optaria novamente pelo Curso, com o conhecimento que tem dele agora; somente 22,8% está apenas conformado; ninguém mostra-se

ar-

rependido de tê-lo iniciado, o que demonstra uma certa incoerência nas respostas.
Na sua totalidade, os alunos pretendem atuar -na
na profissão, sendo indicadas como áreas preferidas, os seguintes tipos de
bibliotecas: especializada, 48,5%; escolar, 21,4%; universitária
e serviço de informação, 15,7% cada; pública e outro, 2,8% indiVidualment e.
vidualmente.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

CiercacUnicnto

11

12

13

14

�163
Observa-se que alguns estão bastante indecisos quanto ãs
suas reais pretensões, visto ora afirmarem que farão outro curso
superior, ora declararem que optariam novamente pelo atual e,
yuperior,

na

sua totalidade, indicarem que pretendem atuar como bibliotecários.

3.3 Expectativas quanto ã futura
profissão
As expectativas quanto ao exercício da profissão são as-^
as-r
sim expressas: 18,6% dos alunos quer ser útil aos outros; 16,7%,
pretende obter boa remuneração; 15,7% espera usar aptidões e capacidades pessoais; 11,4%, deseja renovar experiências; 10,7%, lidar
com mais pessoas; 10,0%, ser criador e original; 7,5%, ter futuro
estável e seguro; 6,1%, ser livre de supervisões e direções; 2,8%
exercer liderança.
Verifica-se aqui uma constradição no sentido de que 16,7%
dos alunos esperam obter boa remuneração, quando anteriormente inqueridos a respeito dos motivos que os levaram ã escolha de tal
curso, apenas 1,4% assinalou que optou por biblioteconomia visando
interesse financeiro.
Quanto a maneira como gostariam de iniciar-se na profissão
verifica-se que quase a totalidade, 95,7%, deseja atuar juntamente
com um ou mais profissionais experientes.
Justificam esta escolha através de vantagens que obteriam,
tais

como: troca de experiências e idéias, boa orientação, seguran

ça e esclarecimento de possíveis dúvidas. Apenas uma minoria, 4,3%,
deseja iniciar-se

na carreira como único profissional no

serviço,

justificando que, ao atuar sozinho, pode aplicar os conhecimentos

Digitalizado
gentilmente por:

�164
364
adquiridos na Universidade e no estágio. Refere-se ainda ã

satis-

fação qioe
qiue tería
teria ao ver uma biblioteca funcionando graças ao

seu

próprio esforço.

3.4 Estágio extra-curricular.
Estágio extra-curricular ou opcional é aquele que

pode

ser feito em qualquer biblioteca, com ou sem supervisão de um bibliotecário, após vencidas as disciplinas de segundo período.
Constata-se que 57,2% do corpo discente não faz estágios
atualmente, apresentando como justificativas: falta de tempo
80,0%; falta de oferta e baixa remuneração, ambos com 10,0%.
Supõe-se
Supoe-se também como uma das causas que possam justificar o percentual elevado de alunos que não fazem estágio atualmente, o fato da presente pesquisa englobar opiniões de alunos

que

ainda cursam disciplinas de segundo período e, portanto, não
preencherem os requisitos exigidos para a iniciaçao no estagio opcional, apesar de ter sido apresentado como maior motivo a falta
de tempo.

3.5 Estudo do currículo
0 curículo pleno do Curso de Biblioteconomia e Documentação Sé formado por disciplinas técnicas e culturais.
As disciplinas culturais pretendem formar no
aluno habilidade para uma análise crítica do
contexto onde vai atuar, fornecer a base filosófica, científica e humanística da profissão. As disciplinas técnicas, visam ã forma-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�165
çao do profissional em suas áreas específicas de
atuação: capacitã-lo
atuação;
capacitá-lo a criar, inovar, adaptar sis
temas e processos, de maneira a executar eficientemente o ciclo do sistema de informação: "Produção, identificação, organização e armazenagem, r£
re^
cuperaçao, dissiminaçao e uso da informação científica"^.
Solicitou-se aos alunos que indicassem até
ate três disciplinas
que eliminariam ou acrescentariam ao atual currículo, bem como três
disciplinas para as quais a carga horária seja excessiva ou insuficiente..
ciente
Questionados sobre as disciplinas que eliminariam do

atual

currículo, 31,4% dos alunos deixaram de responder a questão, 18,6%
apontaram apenas uma disciplina, 14,3% sugeriram duas e 35,7% apontaram tres disciplinas que gostariam de ver eliminados.

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sy st e m
C.erenclancnto

II

12

13

14

�r
166

TABELA III
Disciplinas a eliminar do currículo
Disciplinas

n9 de votos

Estatistica
Evolução do Pensamento Filosófico e Científico
História da Arte
História Contemporânea III
História das Literaturas
História do Livro e das Bibliotecas
Introdução ã Psicologia
Po1iografia
Poliografia
Metodologia da Pesquisa em
Biblioteconomia II
Sociologia

22
12
18
4
7
6
18
4
8

Observa-se que essas disciplinas, salvo Estatística

e

Metodologia da Pesquisa em Biblioteconomia II, são destinadas a
dar formaçao filosófica e humanística ao profissional.
Quanto âã inclusão de disciplinas, 24,3% dos alunos não
apresentaram sugestão, 37,2% anotaram apenas uma e 28,5% apontaram duas disciplinas, 10,0% citaram ató
até três disciplinas

que

gostariam fizesse parte do atual currículo.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
sí em
Sy stem
C.ereaclaro«nto
Gcreaclancnto

11

12

13

14

�167
TABELA IV
Disciplinas a incluir no currículo
Disciplinas

N9 de votos

Comunicação e expressão oral
Línguas (inglesa, francesa,
espanhola, portuguesa)

46

Redação oficial

14

Psicologia Social

4
11

Relações Humanas
Editoração

4

Restauração
Restauraçao de obras

2

Introdução ã computação

3

Pelas sugestões apresentadas nota-se em primeiro plano, que
o aluno sente falta das disciplinas de base, em segundo, preocupa-se
com o seu futuro relacionamento com o usuário e em terceiro plano coloca os problemas técnicos da biblioteconomia.
£Ê sugerida ainda a criação de uma biblioteca modelo e maior
número de aulas práticas.
Com relaçao ãs disciplinas consideradas com carga horária
horaria excessiva ou insuficiente, registra-se o seguinte:

.J
Digitalizado
por:
gentilmente por;

11

12

13

14

�168

TABELA V
Disciplinas com carga horária
excessiva
exce
s siva ou insuficiente

N9 de votos
carga horária
insuficiente

Discip1inas
Dis
ciplinas

16
5
5
20
8

Ar quiVIS 11ca
Arquivis
tíca
Catalogação I
Cl assificaçao I,II,III
Ciassificaçao
Documentação
Estágio Supervisionado
Fontes de Informações
Gerais
História do Livro e das
Historia
Bibliotecas
Meios de controle Bibliográfico Universal
Multimeios
Periódicos e Seriados
Pesquisa I,II
Planejamento e Administração de Bibliotecas
Seleção e Aquisição
Teoria da Classificação
Bibliográfica

11
3

0 maior índice de respostas em branco, 65,7%, registrouse quando solicitado aos alunos que citassem ate tres
três disciplinas
com carga horária excessiva; 17,1% citaram apenas uma disciplina
e 10,0% apontaram duas como tendo carga horaria demasiada; somente 7,2% citaram três disciplinas.
Pode-se deduzir que são poucos os que consideram exces-

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sc a n
stem
CpercacUncnto

�169
siva a carga horária e, ainda assim, de poucas disciplinas.
Quanto ã insuficiência de carga horária nas disciplinas,
35,7% dos alunos deixaram a questão em branco, 18,6% citaram uma,
24,3% anotaram duas e, 25,4% apontaram três disciplinas que consideram ter carga horária insuficiente.
Nota-se certa controvérsia no sentido de que a maioria
das disciplinas apontadas por alguns alunos, como tendo carga horaria excessiva, ée apontada por outros como tendo carga horária
insuficiente. Pode-se atribuir eventualmente tal contradição ao fato de que diferentes alunos tenham tido a mesma disciplina ministrada por diferentes professores. Ou talvez ao seu sucesso ou insucesso na disciplina, ou ainda simpatia ou antipatia pela disciplina ou professor.
Outra suposição possível é a de que os alunos apresentem
ritmos de aprendizagem bastante diversificados, uma vez que justamente as disciplinas que oferecem carga horária excessiva para alguns, sao deficitárias, neste aspecto, para outros.
Questionados a respeito dos conhecimentos proporcionados
pelo Curso, 65,7% dos alunos, opinam, como sendo suficientes, dos
34,3% que se manifestam como sendo insuficientes, 20,8% opinam que
o é,
ê, por falta de disciplinas, 33,4% por carga horária insuficiente,
45,8% assinalam como causa outros motivos, sendo: pouca aula prática e pouco estágio supervisionado.
Deve-se levar em consideração que dentre as opiniões coletadas aa;respeito
respeito dos conhecimentos proporcionados, estão também as
de alunos que cursam disciplinas de segundo e quarto períodos,e que
provavelmente nao possuem conhecimentos pessoais suficientes a respeito do currículo e da profissão para emitirem tal parecer.

Digitalizado
gentilmente por:

�170
3,6 Procedimento didático
3.6
sistemas de avaliação
TABELA VI
Procedimento didático preferido
Tipos de aula
87,1
10,0
8,5

Práticas
Demons trativas
Teóricas
Trabalho em
grupo
Visitas

4,2
4,2

Percebe-se que os alunos têm preferência pela aula prática, talvez por ser menos cansativa e monótona
monotona do que a teórica,esquecendo-se porém da importância da teoria que
além do caso especifico
alêm
específico de que se

permite ver

para

está tratando.

0 sistema de avaliação preferido pela maioria ê a

prova

de múltipla escolha, 19,2%.
19,2Z. É possível que o gosto por esse tipo
de avaliação seja um remanescente do seu treinamento para o concurso vestibular, ou porque certos alunos sentem dificuldade de

ex-

pressar-se na forma de redação.
Em seguida vem a prova com questões de falso e verdadeiro, 15,4%; exercícios, 13,3%;trabalho em grupo e trabalho individual, 11,4% apresentam número significativo de votos. Talvez essa escolha deva-se ao fato de que esses tipos de avaliaçao
avaliação

nao
não

tenham caráter tão
tao formal quanto o da prova escrita.
Seguem-se, questões abertas, 9,0%; interpretação de textos, fatos, situações, 7,5%; preenchimento de lacunas, 6,6%; soluções de problemas simulados, 3,8%; identificação de erros e seminários, com a mesma percentagem de 1,4%.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sc a n
stem
CiereacUnKnto

�171
171'
3.7

Relacionamento humano

'

0 relacionamento humano ée visto sob dois aspectos: entre
os alunos e entre estes e os professores.
0 grau de

entrosamento entre colegas é considerado como

otimo por 21,4% dos alunos, que afirmam haver ambiente de solidariedade, respeito e companheirismo, os colegas ajudam-se mutuamente, os "grupinhos"
"grupinhús" existem, mas são poucos e acessíveis. Para a
maioria, 55,8%, o relacionamento entre colegas eé bom, as aulas desenvolvem-se num ambiente simpático e amigável. As turmas sio
são

pe-

quenas, havendo dessa forma maior facilidade na comunicação. Os
18,6% que consideram suficiente o grau de entrosamento, afirmam que
o relacionamento se

restringe ao período de aula e que não se dá

valor ã união entre colegas para o melhor desempenho das atividades
futuras. Alguns são
sao de opinião que não
nao há coleguismo e que nem todos os alunos chegam a se conhecer por estarem na mesma turma em raros períodos. Uma pequena minoria, 2,8%, qualifica como ruim o relacionamento existente alegando falta de espirito
espírito de solidariedade. Somente 1,4%

afirma ser péssimo o grau de entrosamento.

0 relacionamento entre professor e aluno e classificado por
5,8% do corpo discente como sendo ótimo, pois os professores são cordiais e dispensam toda atençao
atenção aos alunos. Os 62,9% que consideram
como

bom o relacionamento existente, afirmam ser os professores aten-

ciosos e dedicados, procurando transmitir a bagagem de conhecimento
que com o tempo e experiência adquiriram.
Os professores têm dado apoio para todos os alunos. Uma percentagem razoável, 27,1%, aponta como suficiente o relacionamento entre professor e aluno, considerando, porém,
porem, pouco

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
sí
em
Ciereaclaro«nto
Gerencia
ncnto

o tempo existente

11

12
12

13
13

14
14

I

�p-'
172
para um entrosamento.maior,
entrosamento maior, havendo muita distancia, falta de compreensão e, mesmo que os professores não
nao tratam todos os alunos
com igualdade. Uma pequena minoria, 2,8%, qualifica como ruim

o

relacionamento, afirmando que os professores nunca têm tempo para
explicar ou dirimir dúvidas, não permitem diálogo. São radicais e
bitolados. Apenas 1,4% aponta como péssimo o contacto entre professor e aluno, por serem aqueles orgulhosos e desconhecerem boas relações..
lações
Por falta de interesse ou relacionamento, a maioria dos ‘
alunos, 74,3%, não sabe que está representada através de colegas
no Diretório Acadêmico Anísio Teixeira (DAAT), no colegiado

do

Curso de Biblioteconomia e Documentação e no Departamento de Biblioteconomia, embora deva ter votado nas eleições dós
dos seus representantes.

3.8 Estágio Supervisionado
Estágio supervisionado ê aquele previsto como atividade
curricular, obrigatória, e condição para graduaçao. 0 estágio êe a
aplicação prática, através de atividades desenvolvidas no

meio

profissional, dos conhecimentos adquiridos. Visa capacitar o estudante, através de métodos adequados, a amadurecer cientificamente e aprender a alcançar, por si, o melhor desempenho prático
dos conhecimentos. Dá ainda, orientação para a formação profissional e suplementa os ensinamentos da Universidade e sua aplica_~
- . 3
- .
...
. .
çao pratica . Por ser o estagio supervisionado uma disciplina de
sexto período e para que se possa ter uma visão mais concreta e
real sobre os objetivos que estãò
estaò sendo atingidos por essa disci-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
sí
em
I Gerencl
Ciereaclaro«nto
aniCTIto

�173
plina,. solicitou-se que as perguntas referentes a esses dados fos^.
fossem respondidas somente pelos alunos que a estão cursando.
Dentre os 22 alunos matriculados na disciplina atingiu-se
um total de 14

que vem constituir a amostra.

Solicitou-se que numerassem, em ordem crescente, as finalidades que estão sendo atingidas pelo estágio.
Constatou-se que as opinioes
opiniões áa esse respeito sao bastante
diversificadas. As
.\s que apresentam maior percentagem nas respostas
sao: 9,82 confronto entre a teoria aprendida na escola e a prática
adotada na biblioteca de estágio; 7,1% conhecimento da profissão em
condições reais; 5,3% visão de problemas administrativos; 4,4% participação na solução de problemas técnicos. As demais; visão de problemas administrativos e problemas relativos ao usuãrio,
usuário, apresentam
índices menos representativos.
Verifica-se que 78,5% dos alunos mostram-se favorãveis
favoráveis quanto ã realizaçao do estágio em mais de um tipo de biblioteca, afirmando que dessa forma há um contacto maior com a realidade, o que permite tomar conhecimento dos variados problemas e serviços prestados pelas diferentes

bibliotecas. Somente 21,4% mostram-se a favor da rea-

lização do estágio em um único tipo de biblioteca, salientando que

o

tempo é insuficiente para um rodízio pelas diferentes bibliotecas uma
vez que o estágio pode ser bem feito em um sS,
sõ, desde que o estagiário
tenha a oportunidade de praticar nos

diferentes serviços.

Nota-se, através da elevada percentagem, 78,5% que os alunos
são ávidos por conhecerem e participarem na solução dos problemas enfrentados na prática
pratica da profissão, tentando dessa forma, enriquecer
seus conhecimentos e aperfeiçoarem-se para um melhor desempenho futu-

Digitalizado
gentilmente por:

�174
ro.
Quanto ao sistema de avaliaçao
avaliação a ser empregado para constatar-se o aproveitamento do estágio, as opiniões são unânimes,
devendo ser realizado através
atravis de relatórios, pré e pós testes

e

ainda avaliação
avaliaçao por parte do bibliotecário supervisor.
Com relaçao ao período em que deveria o estágio obrigatório ser iniciado, as opinioes divergem bastante, apresentandose os seguintes percentuais por período: 14,3Z para o primeiro e
igual percentagem para o quinto; 7,1Z para o segundo; 28,5Z para
o terceiro; 33,8%
35,8% para o quarto do curso.
Os alunos nao estão satisfeitos com a duração do estágio supervisionado, pois não cogitam de fazê-lo no sexto período,
e as opções apresentadas vem
vêm confirmar que sentem falta de maior
carga horária para o seu treinamento.

4. CONCLUSÃO
0 atual corpo discente
discen te do Curso de Biblioteconomia e DoDo'
cumentação da Universidade Fe
cumentaçao
Federal
deral do Paraná éê predominantemente
jovem; procede de fora da capital
cap ital e tem apenas noçoes de um idio
idioma estrangeiro. Dediciu-se pe
pelo
lo Curso, influenciado mais por fatores secundários do que prop
propriamente
riamente por vocaçao. Apesar de nao
ver na profissão um
ura meio de subsistência,
s ubsistência, pretende exercê-la, dede
sejando sobretudo ser útil aos
ao s outros. Não manifesta desejo

de

liderança.
1iderança.
Gostaria de eliminar do atual currículo as disciplinas
fi losófico-culturais
losófico-cu11urais e as aulas teóricas.
ij i
Parece apresentar ritmo de aprendizagem mui
muito
to- diversi-

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

-li/

�175
ficado, pois a carga horária indicada por alguns como excessiva,
foi apontada por outros como insuficiente para a mesma disciplina .
Tem preferência pela prova de múltipla escolha.
Mostra-se inclinado a cumprir o estágio obrigatório antes
do sexto período.
Parece que o aluno está, de certo modo, confuso quanto ãs
suas reais pretensões com relação ao curso e tamhêm
também com a

futura

profissão.

ABSTRACT
A survey carried out in this aspect found out that
Lihrary
Library Science and Documentation Course, in The Paraná

the

Federal

University, created in 1952, has its present Student Body composed
by female students, most of them young unmarried girls that
hy

do

jobs related to Library
johs
Lihrary Science.
It was also found out that they have made their choice for
this career due chiefly to secondary aspects rather than to a
calling for it. They think they may be
he helpful to other peopel

in

the practice of their future career, and they also expect to get a
1
good pay for it. They consider it to he
be of minor importance whether
this career will hring
bring them some renown and liedership or not. They
would like to get their skill in this career by
hy working with peopel
who are working in this same job.
joh. They would like to see the subjects
suhjects
related to philosophy and general education eliminated from

the

present curriculum. They think their relationship with their

school-

be a good one. They prefer practice rather
mates and professors to he

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sea a
stem
GereacUnictito

11

12

13

14

�176
than theory, and multiple choice test s rather than any other than
theirr compulany other type. They would also like to accomplish thei
per iod of their
sory apprenticeship before the end o£
of the sixth period
course.

NOTAS DE REFERÊNCIA

^SANTOS,
SANTOS, Marilene. Opinião dos alunos sobre o curso de
Parana.
biblioteconomia e documentação da Universidade Federal do Paraná.
In: Trabalhos de Pesquisa,.v.2, Curitiba, 1970. p.132-328
2
...
CESARINO, M.A. da Nobrega. 0 ensino
ensxno da biblioteconomia: um currículo a ser mudado. R.Esc.Bibliotecon. UFMG, Belo
Horizonte, ^(1): 43-59 mar. 1973.

em

3
^UNIVERSIDADE
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANS.
PARANÃ.
biblioteconomia; normas preliminares.

—
Estagio
Estágio supervisionado
3p. Mimeografado.

REFERÊNCIAS
1 --- CESARINO, M.A. da Nobrega. 0O ensino da biblioteconomia: um
mudado. R.Esc. Biblioteconomia. UFMG.
currículo a ser miidado.
Belo Horizonte, ^(l):43-59, mar. 1973.
2

- POLKE, Ana Maria Athayde et alii. Análise do
do'corpo
corpo discente
da escola de biblioteconomia e documentação da Universidade Federal de Minas Gerais. R.Esc.Biblioteconomia.
UFMG. Belo-Horizonte,
Belo-Horizonte , ^(2):223-45,
i6 ( 2) : 223-4 5 , set. 1977.
1977 .

3

- SANTOS, Marilene. Opinião dos alunos sobre o curso de biblioteconomia e documentação da Universidade Federal do
Paraná. In: Trabalhos de Pesquisa, v.2, Curitiba, 1970.
p.152-328.

4

- UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÃ. Setor de Educação. Curso de
Biblioteconomia e Documentação. Curitiba, Entrevista com
lone Stoeberl de Campos, secretária do Colegiado, 26.09.
78.

t)è

-

., Estágio supervisionado em biblioteconomia; normas pre
liminares. 3p. Mimeografado.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�Sub-teina:
Sub-tema:
O usuário: a Referência em questão

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

�tH*«ry, »»4 *ultii&gt;)H* cholc« t«»t» tather than aay oth«r thaci
^K;'*'»»y otll«r typ*. They wotsíd also like to accomplish their nompal|M&gt;ry ep^rettticeehip before the end of the sixth period of their
B'

e»ara«.

SOTAS D£ kKF’iRfNClA

F ■
'

^SANTOS, Marilene. üpiniao dos aloaos so■&gt;J^^ ■■ cu.isi oc
( Ia i dade __ r‘«d «r a i do Parar.i, .
’»•
«• ■ e documentação da i’ni »er
blhiioteconoaiia
I&gt;
la; Trabalhos de Peaqiiiaa, v.2, Curitiba, 19; v . r.ll2-.i29

•i *t ua currículo
«»«I r I ' a-•• ser
- T mudado-.
•
nia:
K . F a f . &gt; b 1 i o c e c c' ■
—
««&lt;
•Iv •
4 •
BorlzooCei
^(1):
4 3► — 59 aar.
19 7 3.

•B

V

^UHIVFRSIBAPE FEDERAL BO FARANÃ.
"J?\
biblioteconcmi«;
tiorraa» pr e i im i iia t u s .
'VWVl-èkWl
;sfn*t-du8

3p .

v
1 S_i
iO .

á.v. i &lt;■
fi

0«mmO
oSiMup fiw
ms sionéwlsfi •b ;onèt»u
O
REFEalNClAS
I»

2

- iCESARIHO,
♦
»*
'9
M.A. da Kobreg».
. ..• '
• .a «er mudado.
currículo
■■» • florisöftte,
• &gt;»
«i • ,
,Belo

0 ensino da b ib 1 io t o r f-non. i a r
R . Esc . Sib 1 i otecoaoat « -..li
ai«r . Í 9 ? 3 .

^3»
'•^4 , Ana
•-4- Maria
*»•'♦»■Athayde
■«••/» e' alii. Análise,
- POLKE,
do co'p. -ihceur-►- ' açac da \ r. i v ■ r .:• e.scola
I , de bib
..I,. 1I iot*ecoaom; a •e «■•
da
doc umenf
4»
4» Federal
-íur»
I
dade
de Minas Gejais.
| R . f s c . B i b i ,i.o.t:«*g5-S£2i:-r: •
;} 5,•&gt; set.•:19?'/..
#• . BelO'
• • I - t , 6 ( 2) UFMG
HoriEonce
; 2 2 3~.4
•t44**l
•■tfVI*—•
•• 4 io*edo«
»►— •* -41
* ■■- 4 &lt;*-|.
SASTOS. Mariletve.
Opinj
alunos
sobre ■«., t urso «le b '
bliocedonomia
« t »♦•!»•••
. * a• doc
* «sent
- • ■ ação^^d
•
^ a Oni ve r s i (Mnde . 1* de f «1 ^do
- *tí Th:
•
• ■,
Parana.
T_rsbaThos
de P t; s çu Í ft av.2, Gar;: Ua, ;'77.0• •• I •
p.152-328,

- ■
È'.-

•• lllf t « FEOgRA.
• ••
ÜHIVERSIDADE
DC i A b A S Í. . C^.tof de Eduçaçao, ...ur-'
Biblioteconomia
e Do : ulae u t r ç =3 o . Curitiba, r. n t t v ) s . a
• «
«
loae Stoeberl de Campo«, ?■ ,. r 1 &gt;'r i a do ■ . ; k i a i
I•
78.
liriiv
feg

cm

S
^

1

, E»tã;&gt;io g uearvi s ionado ea b ib 1 i o t ec onoTT.i a : oortrsE
* ”' ■ .1 Isi'iiaVp eT^ip' '"Wimeogr s f ai’.o .

Digitalizado
gentil
mente por:
gentilmente

^Scan
Geiwlannito

JÊÊ^
^ ' '* ii
11

12

13

14

�177

A FORMAÇÃO DOS USUÃRIOS NO MEIO UNIVERSITÁRIO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
(1974-1978)
CDD

028.7

CDU

028:027.7

AH-TIN AH-TON*
Bibliotecária
DENISE HAUSER VALÉRIO*
VALÊRIO*
Bibliotecária CRB-9/192

RESUMO;
RESUMO:

Atualizaçao de um artigo de revisão publicado em 1974, por Alban Daumas
Bibliothèques de France, sobre a formação do usuário de bino Bulletin des Bjbliothèques
bliotecas no meio universitário. Analisa-se aqui, os artigos publicados de
1974 até meados de 1.978, enfocando aspectos deste ensino nos diferentes ancs
do curriculum universitário: orientação para os calouros e a formação biblÍ£
biblio^
gráfica propriamente dita para os bacharelandos, doutorandos e pesquisadores.
Finalmente, destaca-se os principais pontos a considerar no planejamento de
um programa de formação, visando preparar os leitores para um melhor uso de
bibliotecas e centros de documentação.

*•k
As autoras participaram do curso da "Ecole Nationale Superieure des
Bibliothèques" em Lyon (França) em 1978, tendo obtido o "Diplome
Superieur des Bibliothèques". Curso que deu origem a este trabalho.

Digitalizado
gentilmente por:

�178
Como as bibliotecas em geral e as brasileiras, em particular, sofrem com
sérias restrições orçamentárias e devem formular sua pdítica
pditica de prioridades,
torna-se indispensável refletir sobre os meios de aumentar sua eficácia, permanecendo fiel ãs suas funções essenciais. A formação
formaçao dos usuários para a uü
ud
lizaçao de bibliotecas é um assunto em pauta desde muitos anos e ié interessa^
interessan
te saber qual ié esta formaçao, onde é realizada, por quem e para quem ela
e
dirigida. A pesquisa foi deliberadamente limitada ao meio universitário onde
este tipo de formaçao tem sido mais desenvolvido.
referências foi assinalada através da consulta ao
Uma literatura de 63 referências^
Bulletin Signalétique du Centre National de la Recherche Scientifique (C.KRS.) ,
Section 101, e pda
pàa interrogação cb’^tograme
do^^tograme Applique
Appliqué ã la Selection
Sélection et ã
la
Compilation Automatiques de la Littérature" (PASCAL). Entretanto os artigos
sao na sua maioria teóricos nao
são
não indo muito além de recomendações e conselhos.
M.B.Stevenson diz, a respeito desse tipo de literatura, que se tem a impressão
de já ter lido os textos há alguns anos, pois não apresentam grandes novidades. 26 Quanto aos autores que relatam suas experiências práticas, embora
quase todos contem o mesmo, as informações variam conforme os países, estabelecimentos e até disciplinas de uma mesma universidade. Além disso certos a£
tigos se referem a uma disciplina numa instituição precisa de um pais determ^
determi^
nado, o que parece significar que esta formação
formaçao não
nao é válida para todo o pais.
Esta diversidade de aspectos obrigou o uso de quadros e tabelas para analisar
a literatura e reunir as tendências gerais.
0 ponto de partida deste estudo foi o artigo de Alban Daumas, publicado
em 1974 e que atualiza o assunto até esta data. Julgando interessante atuali
an
atuaK
za-lo a fim de ver o que foi feito desde então, esta pesquisa teve por base
os artigos que surgiram entre 1974 e 1978. Mas para estudo e análise do a£
sunto foi preciso selecionar os documentos. Escolheu-se sobre tudo os periódicos mais acessíveis para as autoras, ou seja, os encontrados na biblioteca
da Ecole Nationale Supérieure de Bibliothêques e nas bibliotecas universitárias de Lyon (França). A barreira linguística impossibilitou a análise dos
artigos russos, alemaes
alemães e finlandeses. Teria sido interessante desenvolver
entre os métodos de ensino utilizados, o aspecto "auxilio automatizado". Mas
por falta de tempo e não
nao por ausência de literatura, abandonou-se este capícapitulo da análise.
Segundo o que foi lido, uma primeira constataçao se impoe: é o meio cien
tifico, técnico e médico que empenha mais esforços neste tipo de formação.
tífico,
Porém isto é compreensível era
em virtude da quantidade de documentos que deve
ser dominada nestes campos. Quantidade cujo crescimento, embora sinal de v^
talidade, inquieta os membros das comunidades técnica e cientifica.
científica. Em ciên
cias humanas a necessidade de um ensino para o uso dos recursos de uma biblio_
bibli£
teca nao é tao premente, talvez porque o trabalho de base seja feito em texDigitalizado
gentílmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�179
tos e os
OS estudantes sejam automaticamente levados ã frequentar a biblioteca
universitária. Michel Butor diz que a universidade é antes de tudo uma biblioteca, em torno da qual existe um certo número de pessoas que ensinam os
U4 A biblioteca e portanto o centro dos estudos un^
outros como utiliza-la.
utxliza-la.
utilização dos seus recursos aparece como indispensável não
versitários e a utilizaçio
só aos estudantes mas a todos os que participam do mundo universitário, isto
é,
i, professores e bibliotecários. Entretanto em todos os domínios, cientif^
científ^
CO ou literário, a formaçao está longe de atender aos mínimos requisitos de
uma formação ideal atualmente, (ü- p. 17 ). Existe muito a ser feito e
a questão deve ser reconsiderada a fundo em certos países. É preciso bus,car
car na raiz dos problemas para tentar descobrir o que impediu até o presente o desenvolvimento deste tipo de aprendizado, sendo que talvez alí esteja
a solução.
soluçqo.

PONTO DE PARTIDA DO TRABALHO: UM ARTIGO DE ALBAN DAUMAS®
DAUMAS^
Na revisão bibliográfica apresentada em 1974 sobre a formação do usuário, A. Daumas partiu da constataçao que este problema esta
está na ordem do dia
desde há vários anos e que os bibliotecários conscientizaram-se que esta fo£
for^
maçao éi uma das condiçoes para uma melhor exploração das bibliotecas e dos
organismos de documentação.^
Este trabalho visa a atualizaçao
atualização do citado artigo até meados de 1978.
Nao foi seguido o mesmo plano de Daumas que falou da formaçao pais por pais.
Aqui o problema foi estudado a partir das suas conclusões, ou seja: que esta orientação nas universidades já existe em vários países e em diferentes
níveis. A.Daumas ressalta que nas escolas de biblioteconomia e documentaçac^
maior atenção deve ser dada ao papel de orientador, de formador de usuários
que devem ter os profissionais da informação, além de já disporem de certas
qualidades: elevado nível de conhecimentos, interesse, paciência, tenacidade, personalidade, clareza de expressão. Os responsáveis por estas escolas
devem insistir ninna
numa metodologia da pesquisa e na importância do conhecimento do usuário pois é importante conhecer sua psicologia, seu nível de instrução, sua mentalidade, suas necessidades presentes e prováveis num futuro
próximo. Importante é também poder separá-los em categorias definidas.
As
bibliotecas e centros de documentação além de manuais de orientação bibliográfica e metodologia documentaria, devem ter locais que se prestem aos tra^
tr£
balhos práticos. A formação bibliográfica deve beneficiar do apoio dos pr£
pro^
ensina^
fessores e poderes públicos e começar desde a escola primária ou do ensina»
secundário. Na França um passo já foi dado neste sentido pela criaçao de
vagas para encarregados do serviço de documentação e informação do segundo
grau.
cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

1

�180
Os programas de formação de usuários variam conforme são organizados em
universidades ou instituições especializadas, sendo então, mais gerais ou mais
específicos. Na maioria das vezes não
nao passamde exposições feitas no fim de ou
tro curso ou conferência cientifica e técnica. Deveriam sempre ser seguidostfe
seguidos tfe
trabalhos práticos.
Os principais pontos do programa de formaçao
formação devem enfatizar: necessidade
de informação científica e técnica no país interessado e no mundo inteiro, características gerais, importância e tipos de fontes de informação, organização
dos sistemas documentários e de redes de bibliotecas em nível nacional e inter
nacional, instrumentos de busca da informação (catálogos, fichários, bibliogr£
bibliogra
fias, periódicos, boletins, etc.), sistemas de classificação, técnicas modernas
de tratamento e recuperação da informação, tipos de trabalhos de documentação
(análise e estudos documentários) e as tendências da evolução da informação e
da documentação.
Tanto estudantes quanto bibliotecários frequentemente se queixam de insuficiência no acervo das bibliotecas. A. Daumas está convencido de que se os
acervos fossem melhor utilizados e explorados, eles seriam suficientes.

FORMAÇÃO DOS USUÃRIOS NO MEIO UNIVERSITÁRIO SEGUNDO OS ARTIGOS PUBLICADOS ENTRE
1974 e 1978.
A formação dos usuários de biblioteca universitária se faz geralmente em
três níveis:
j,jv.-.1. ^ ^
X.vjj, ingressar
•
cijjl , 5,8,9,10,21,23,
- para os debutantes
que acabam
de
na cujl
faculdade
26,29.
►
j ano e bacharelandos
vu-ij
1.3,5,8,9,10,17,19,21,
1,3,5,8,9,10,17,19,21,
- para os estudantes
de segundo
»»»»» » » » »
23,26.
.11 •* 3 ’* 5 •» 8 »* 9 &gt;»
- para os posgraduados
que preparam doutorado e os pesquisadores
10,17,19,21,22,23,26,28.
Os debutantes: a orientação
Para os calouros a formaçao é feita sob forma de orientação. Varia confor
estabelecimentos , mas em geral compoe-se de uma introdução ã biblioteca
me os estabelecimentos,
que serve para localizá-la fisicamente, tornar conhecido seu acervo em linhas
rais, sua disposição, seu pessoal, os serviços oferecidos e explicações
sobre
os catálogos e a classificação. Introdução esta que pode ser feita de diferentes
maneiras:
- visita ã biblioteca, acompanhada ou individual.
A visita guiada se faz em pequenos grupos sob a direção seja de um professor, oo
mo na secçao de ciências e letras da Biblioteca Interuniversitária de Gr^’Grf’- ble
(França), seja de um bibliotecário como comumente na ^nglaterra , e na AiblioàiblioDigitalizado
gentilmente por:

Scan
Sys

ii
ll

12

13

14

�181
31
teca Universitária de Lavai (Quebec) , seja
sejd de um membro pessoal da biblio- . 10
teca, como na Suecia
Suicia^*^.
As opinioes
opiniões estão divididas sobre este método. Pode oferecer vantagens
se colocada antes de uma conferência ou palestra, tornando os estudantes mais
receptivos ãs explicações do formador; se colocada depois pode servir de iliB
ilis
tração ã conferência.
conferência, Mas segundo Nancy^^Hlbrant^*^
Nancy FjJMlbrant^^ ela apresenta mais desvantagens a considerar: o guia não ê sempre um bibliotecário ou se ê, não ê
sempre que está bem preparado. Além do mais, estas visitas são feitas quando os estudantes não estão motivados para o uso da biblioteca, pouco partic_i
partic^
pando da aprendizagem e seguindo passivamente as diferentes fases da apresen
apreseti
tação. Na terceira ou quarta parte da visita, a maioria não escuta mais.
Do ponto de vista administrativo, estas visitas exigem muito tempo do pessoal
da biblioteca.
Na América do Norte e Inglaterra estão usando cada vez mais a televisão
e video tapes para substituir estas visitas. Alguns bibliotecários acham qie
— ã biblioteca 26
se trata do melhor meio de introdução
A visita individual é feita sobretudo com auxilio de material auto educativo: sinalizações visuais (coloridas de preferência), como an
em muitas bibli£
biblio
.
.
22
tecas universitárias de Lyon^;
Lyon . ; guias impressos, como na Faculdade de Arte da
.
de New York em Stony Brook21 , nas bibliotecas universitárias
State University
23
.
1•
inglesas em geral e na Faculdade de Medicina de Clermond-Ferrand (França) ’
21
.
~
, .
~
guias gravados (audiotapes)
e as informações dadas no proprio balcao de
~ como na maioria
. . das bibliotecas
. .
1 ’ 22
informações
- Material auto educativo.
Aparece como um método válido para ajudar os novos usuários pois permite que
procedam a seu próprio ritmo. Todavia é insuficiente se naõ for completado
por uma conferência ou visita guiada por um especialista. ÊÉ importante esc£
esco
lher o momento mais propicio para distribuir os guias impressos aos estudantes. Nunca no início do ano letivo, pois os estudantes recebem muitos documentos neste período e nao leem então tais guias. A biblioteca Universitária
de Chalmers (Suécia) distribui apenas uma folha sobre a biblioteca,sendo que
um guia ilustrado é entregue algumas semanas mais tarde. Ao planejar um guÊ
guia
o bibliotecário deve ter sempre o usuário em mente, evitando assim os jargos
profissionais. Além do mais ele deve ser pequeno,
pequeno,sintético
sintético e atraente^*^. Uma
comparaçao de oito guias de bibliotecas australianas, neozelandêsas e inglêccmparaçao
sas, mostrou que a maioria deles são medíocres do ponto de vista desenho e t^
pografia. Apresentam erros bibliográficos, de indexação e assuntos vagos.
Por outro lado, nos Estados Unidos estes guias são
sao mais leves, personalizadís
personalizadjs
.
26
e humorísticos^^.
humorísticos

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�s—
r
182
- Formação individual.
A formação individual no balcão de informações é considerada dos melhores m£
. todos para a orientação. Ê um atendimento personalizado, eficaz porque o estudante está motivado. Ele participa ativamente no processo de aprendizagem,
recebendo a informação de um profissional. Entretanto esta imagem nao coinci^
coinc^
de sempre com a realidade: fadiga do bibliotecário após muitas perguntas, timidez dos estudantes, a informação do bibliotecário responde um problema preciso do estudante e não todos ,os
os outros problemas não
nao formulados que o estudbn
estudan
...tenha
t, 10
te
- Conferências ou cursos.
Eles são um outro método bastante usado, sobretudo para grandes grupos como na
—
~
Suécia, na Biblioteca da Universidade Técnica
de Chalmers 8 ; algumas vezes são
.23
obrigatorios como na Alemanha e na Gra-Bretanha em Sheffield ; nos Estados
21
b£
Unidos, na Faculdade de Arte de Stony Brook ; na França, na Biblioteca de L£
tras de Grenoble e na Escola Superior de Comércio e Administração de Empresas
(E.S.C.A.E.) em Marseille Luminy, onde o bibliotecário primeiro atrai os estu^
estu
audiovisuais são frequentemen^
dantes com um curso de leitura dinâmica. Meios audbvisuais
frequentemen
sao muito empregados na Su^
Sué^
te usados para ilustrá-los. Filmes e video tapes são
cia^*^. Estados Unidos^^, mas pouco usados na Grã-Bretanha onde os slides sao
cia^^.
mais populares 26 , salvo em casos isolados como na Universidade de Liechester.
Entre as vantagens das conferências ou cursos, inclui-se o fato de ofer£
ofere^
cerem uma visão geral da biblioteca e para suscitar o interêsse. Podem também ser aplicados em auditórios de diferentes tamanhos. No que concerne os
incovenientes, as conferências dificilmente permitem um diálogo entre professor e alunos, e estes últimos raramente acompanham a elocução do professor,
motivo pelo qual este método foi criticado pelo estudantes^? Torna-se necessária a distribuição de folhetos após a conferência.
É importante frisar que os métodos de introdução ã biblioteca sao frequentemente combinados na maior parte das instituições, por exemplo: conferên
conferen
.
19,23
cias, guias, visitas
- Meios audio-visuais.
Têm a vantagem de poder reproduzir uma situação real que pode ser util:
- para introduzir um estudo de caso mostrando o comportamento do novo aluno
chegando na biblioteca. Isto provoca nos espectadores uma conscientização pe^
. ~ de situações
.
- 20 ;
-20
lo jogo de transposição
- para que o pessoal da biblioteca que não está em contacto com os usuários se
_
20
de- conta do comportamento destes 20
Os video-tapes podem ser apresentados em sistemas de televisão internos, utilizando os melhores professores disponíveis. Como material gravado, podem ser
usados muitas vezes e para auditórios de diferentes tamanhos proporcionando
• de pessoal 21 e coiqpensando
economia
compensando o custo do sistema.

cm

1
i

Digitalizado
gentilmente por:

ujyjj II

�183
As opiniões
opinioes divergem quanto ao melhor momento para ser dada esta orientação. Em geral ela é feita durante as primeiras semanas do ano letivo^*^.
letivo^^.
Este momento é talvez inadequado porque o estudante luta para se adaptar ã
vida universitária e tem outras preocupações do que biblioteca,
bibEoteca, que, no come^
comje
ço do ano tem uma vaga conexão com os estudos^^’.
estudos^*^’. Por isso, certas bibli£
tecas universitárias na Grã-Bretanha preferem organizar as sessões de introdução mais tarde durante o ano, quando os estudantes já experimentarem alguns
problemas no uso da biblioteca 26
Entretanto nesta primeira orientação ao calouro tudo áé variável;
não
há programa modelo: nem para o momento que dever ser aplicado, nem para o cm
teúdo, nem para forma e duraçao. Quanto ã duraçao, pode ir de dez minutos ã
~ demeia hora ou mais 26 . No que concerne os métodos, a escolha e apreciação
pende dos indivíduos. Hills afirma que o melhor é aquele que prende mais aü
vamente os sentidos do aluno^
aluno^, por exemplo, os audio visuais.Mas segundo
a enquete de A. Lanet, 48% dos estudantes interpelados em oito bibliotecas
universitárias de Lyon, preferem as sinalizações visuais, enquanto que apenas
. visuais
.
22
5% apreciam as conferências
ilustradas por meios audio
Library Orientation Instruction Exchange (LOEX) propõe entre outros, os
mesmos pontos correntemente usados na orientação dos calouros: visitas, guias
impressos, apresentações audio visuais^^.
Na Universidade de Lieges
Lièges (Bélgica) esta orientação corresponde ao nível
geral dos estudantes de segundo ciclo 19 . Na Biblioteca Universitária de Lavai
.
- Letras da Biblioteca
. .
.
(Quebec) 29 e em Montpelier
(Secçao
Inter universitária),
esta introdução é orientada para especialização do aluno de primeiro ano.

ESTUDANTES DO SEGUNDO E TERCEIRO CICLO: A FORMAÇÃO BIBLIOGRÁFICA
Esta formação bibliográfica consiste sobretudo numa introdução geral p£
ra o segundo nível e uma formaçaoimis
formaçao nais especializada para o terceiro ciclo,
em geral 23 , na KSHA.E.
como na Universidade de Leichester 3 , na Gra-Bretanha
E.SC.A.E.
Marseille-Luminy^.
Da mesma forma que para a orientação, seu conteúdo varia de um país a
outro, de um estabelecí
■r a outro e mesmo de uma disciplina outra numa
mesma escola 26 ’ 3 . Além do mais, numa mesma disciplina as necessidades variam
ao correr dos anos. Na Inglaterra, a formação bibliográfica é destinada ao
segundo nível mais do que ao terceiro, e aos estudantes em ciências e técni^
técni_
cas mais do que em ciências humanas. Esta formação se compõe principalmente de uma apresentaçao das fontes documentárias (literatura primária,
primaria, secun
dária, terciária), das redes de ihformaçao
informação (organismos de documentação), dos
principais instrumentos de referencia (seleção de bibliografias) e explica-

cm

Digitalizado
gentil mente por:
gentilmente

ii
11

12
12

13
13

14
14

�184
necessidades das disciplinas, opçoes
opções suplementares são anexadas ao programa
tais como: conhecimento e redação de resumos, patentes, publicações oficiais...
oficiais.
...e pesquisa documentaria automatizada (SDI, sistema em conversacional) ’
29.
Em geral o ensino bibliográfico é feito da seguinte maneira: conferên. cias, seminários,
trabalhos dirigidos3 ’ 14 introduzem a literatura do assunto ilustrada com audio visual. Isto prepara o usuário para os trabalhos piá
prâ
19
5
ticos que vem em seguida, como na Bélgica e na França . A ajuda individual
e a instrução pogranach
pDgranach sao
são também métodos aplicados nesta fase da formação.
- Conferências.
Sao um meio adequado só
sõ para uma introdução geral e não para a formação bibliográfica propriamente dita, pois seriam então um catálogo enumerativo de
- . bibliográficas.
referencias
Em Leichester3 e em Clermond Ferrand 1 , folhetos
são distribuídos após as conferências.
- Seminários.
Constituem uma outra tendência
tendencia para o ensino de pesquisa bibliográfica. Nos
Estados Unidos, na Faculdade de Arte de New York, estes seminários têm lugar
~ obrinum setor apropriado da biblioteca 21 . Na Inglaterra, em SMfield,
Sláfield, sao
- . 26
gatorlos
gatorios
- Meios audio visuais.
Os mais usados sao os slides sonoros (tape slides), como nas bibliotecas Un^
. suecas
■
8,10 e britanicas
.
17 , os video
. , tapes como em Lieges
,Lièges na Belversitárias
versitarias
br itânicas^^,
Bél19
.
.
5
gica os retro projetores como em Marseille-Luminy, na França . A Standing
Conference on National and University Libraries (SCONUL) coordena a produção
de slides sonoros para bibliotecas e suas fontes. Podem ser empregados para
formaçao dos leitores em todos os níveis, mas mais particularmente para o en
sino bibliográfico. Introduction to information retrieval e Güide to the use
siro
of literature in medicine and related subjects sao
são exemplos deste tipo de ma
m£
terial, usados na Suécia, secçao biomédica de Gothenburg. 0 segundo exemplo
feriai,
mostra que SCONUL prepara programas para disciplinas bem distintas e definidas 10,17
Os estudantes apreciam os slides sonoros porque têm efeito pedagógico
imediato. Segundo uma avaliaçao
avaliação de um destes programas: Guide to abstracting
and indexing Services,
services, mencionada num artigo de Nancy FjSllbrant^^,
Fjällbrant^^, ,90%
90% dos
alunos afirmam que este tipo de apresentação
apresentaçao lhes agradou e 80% achou útil.
Este é um instrumento pedagógico ideal para comunicar o tipo de informação
que se quer numa orientação bibliográfica, por exemplo: extratos de livros
de referência^^. Apresenta também outras vantagens:

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�185
-flexibilidade: pode ser usado tanto para ensino de grupo como para ajuda in
vidual;
disponibilidade constante: o usuário pode se servir sem a presença do bibliotecário, cada vez que achar necessário;
- simplicidade e facilidade de emprego e conservação;
- baixo custo de produção, sobretudo se preparado pelos próprios bibliotecários ;
- fácil atualização;
- possibilidade de mostrar as cores dos livros, permitindo ao estudante idai
tificá-los mais facilmente.
Os slides sonoros sao um método eficaz porque reúnem os sentidos auditivo e
visual^^. Conforme a enquete de N. FJÂlbrant
FJSlbfant em 197A,
1974, aproximadamente a metade de cinquenta e três universidade britânicas usa os meios audio visuais
e o emprego de slides sonoros aumentou^^.
Os dois outrosmeios de audio visuais, video tapes e retro-projetores têm o
incoveniente de serem caros. Além do mais o video tape êé dispensável nesta
etapa da formação pois o movimento não éi essencial para compreensão do ens^
no bibliográfico.
- Trabalhos práticos.
Compreendem a maior parte desta formaçao
formação pois o aluno pode colocar em prati^
práti^
ca o que aprendeu nas aulas teóricas, manipular o material de referência e
fazer uma pesquisa documentária na sua disciplina ou assunto de pesquisa.
0 uso inteligente dos recursos de uma biblioteca Óe uma habilidade que deve
ser adquirida pela prática e nao
não em cursos magistrais. Além
Alem disso o usuário
participa ativamente nos processos de aprendizagem através dos trabalhos pm
ticos; ele tem um problema em relação com seus estudos e ele o resolve por
que está motivado. Estes são exercícios que usam sua compreensão provocandí
provocando
uma retroação (feedback) porque o usuário assite aos seus próprios passos ,
- •
ij j
suas próprias
dificuldades
e seus progressos. A motivaçao aumenta 10,17,29
3 23 26
Os trabalhos práticos são empregados sobretudo na Inglaterra ’ ’ , na Bé_l
Bél^
19
X9
21 2A 31
1
gica , nos Estados Unidos ’ ’ , na França, em Clermont-Ferrand , na FaSué^
culdade de Letras e de Ciências de Grenoble e em Marseille-Luminy^ e na Su^
.
10
cia
Os seminários organizados pela National Lending Library sobre o uso da
documentação
entaçao em ciências naturais,
natura
medicina e ciências sociais têm
tem também va^
v^
10,17
lorizado os trabalhos práticos^^’^^.
práticos^
Auxílio individual.
- Auxilio
Embora apropriado para esta formação tem um inconveniente: há muitos estuc’.
estuda^
m
.17
,17
^ A Cl A
a1
era/^m irol
01
ooi-a
a ra^.an nn-rmip
r»nT*niiP
cm

1

2

3

Digitalizado
gentil mente por
por:
gentilmente

II
11

12
12

13
13

14
14

�186
os guias bibliográficos impressos sejam bastante usados na Inglaterra onde N.
Fjällbrant assinala que 58% das bibliotecas universitárias se servem. A infcr
FjHllbrant
infor
mação impressa sob forma de guia tem a vantagem de estar disponível quando o
leitor tem necessidade e uma demonstração visual pode ser anexada por meio de
desenhos ou figuras^^. Na Grã-Bretanha encontramos ®is
seis tipos de guias:
-Guias para fontes específicas, como o Chemical Abstracts;
-Guias para literatura de uma disciplina particular;
-Guias para orientação das técnicas usadas para redação
redaçao de dissertações, teses
relatórios...;;
relatórios...
-Guias para tipos específicos de serviços "abstracting and indexing Services";
services";
-Guias para diferentes gêneros de documentos conD
cono as publicações oficiais;
^
j Leitor
T •
26
-Guias
do
Para evitar duplicação de esforços , a British Library Lending Division
conserva uma coleção destes guias colocando-os ã disposição das bibliotecas in
teressadas^^. Na secção biomêdioa
biomédioa da Biblioteca Inter Universitária de Lyon
(França) um guia impresso: A pesquisa bibliográfica para uma tese de medicina,
de Annie Gachon, bibliotecária chefe da seção, foi publicado em 1974 e reeditado em 1975^^.
1975 . EÉ preciso frisar que na França há poucos manuais ou guias b^
bliográficos, mas nos últimos anos apareceram as obras de H.Desvals: Comment
organiser sa docimientation
documentatíon scientifique, 1975; de Jasques Archimbaud, bibliote^
cario na seção de Clermont Ferrand: Introduction ã la bibliographie; e Guide
pratique des etudes médicales,
midicales, de Jasques Herant, 1976.
-Instrução programada.
Pode ser realizada por uma variedade de métodos: livro, projeção automática de
slides e auxílio do computador (Computer
(computer - assisted instruction, C.A.I.).
ÉE
um bom método porque reune os quatro fatores,que,
fatores que, segundo Hills^^, garantem a
eficácia do ensino:
- Compreensão, o usuário trabalha a seu próprio ritmo;
- Atividade;
- Retroação (feedback);
- Motivação.
Motivaçao.
Entretanto a instrução programada isola os alunos, o que é bom para os in
trovertidos, mas incomoda os extrovertidos que precisam da companhia e da concorrência de uma classe para progredir. A Ohio State University, a Denver
University e a Illinois University adotam o C.A.I.^^’^^.
C.A.I.^*^’^^. Segundo uma comparaçao entre os estudantes que seguiram este tipo de formaçao e os que tiveram
tiveram- os
métodos tradicionais, nao foi notada diferença nos conhecimentos. Hã vantagens
na combinação de instrução programada e trabalhos práticos^^.
~ na Inglaterra ela varia de uma
No que concerne a duraçao,
duração,
ima a trinta horas 26
e na Universidade de Leicester, por exemplo, em Licença de Comércio, ela dura

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�187
só três horas; nos Estados Unidos, na Universidade de Medicina de Carolina do
Sul, dura oito horas 24 ; na Universidade Duke, Carolina do Norte, vinte horas
- sao
~ consagradas aos estudantes de enfermagem31 ; na Bélgica,
de formaçao
na
.
.
.19
Universidade de Lieges, ha um curso de quinze horas
e na Alemanha, os estudantes tem de dez a quinze horas-aula 23
formaçao, recai quase sempre antes de um trabalho (È
(i
Quanto ao momento da formação,
pesquisa no terceiro e quarto ano de faculdade, quando a motivação é mais forte e a necessidade imediata. Todavia, a variedade sendo uma das'
das principais
características da formação
formaçao dos usuários, no segundo ano de Licença em Ciências
Químicas da Universidade de Leicester, os alunos já são preparados para o trabalho de pesquisa do quarto ano ou para futura vida profissional nas industrias3

PLANEJAMENTO DE UM PROGRAMA DE FORMAÇAO
FORMAÇÃO DOS USUÁRIOS DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁ
UNIVERSITÃ
RIAS
Comparando-se o artigo de A.Daumas que trata da formação atê
até 1974 e os ar_
ar^
tigos publicados de 1974 a 1978 que foram aqui analisados, êé preciso dizer que:
- Daumas foi breve a respeito das razoes
razois pelas quais deve existir esta formaçao, enquanto os outros autores insistem mais sobre o assunto;
-nao houveram muitas mudanças neste campo.
Efetivamente, nada existe de novo desde que se tentou formar usuários segundo
as recomendações propostas pela Library Association, na Inglaterra em 1949 ,
salvo a introdução do auxílio
auxilio automatizado nos métodos de ensino, durante es.tes últimos
'I.-10,16,26
„ j
^
- esta evo
Ultimos anos
. Pode-se
perguntar então, se esta formaçao
luindo ou se atravessa um período de estagnação. Somos levados a crer, antes
na segunda hipótese. Para que este tipo de formação progrida, ê preciso concebe-la de novo, reconsiderar todos os pontos importantes no planejamento de
um programa de formação
formaçao de usuários, ou seja, seus fins e objetivos, as neces
sidades dos usuários, o conteúdo e os métodos, a integração do ensino, a coope
raçao, a sensibilização, a motivação, a avaliação...
- Fins e objetivos:
Trata-se de um dos passos mais importantes no planejamento, pois dele de
pendem todos os outros. No entanto para formular os fins e objetivos, êé indis
pensavel que se conheça antes as necessidades dos usuários. Estes últimos pre
pre^
cisam sentir-se ã vontade na literatura do seu campo, capazes de escolher e
dominar a informação que lhes será mais útil entre toda a massa documentária
que aumenta sem cessar. Por isso, o ideal seria uma combinação e uma cooper^
coopera^
Digitalizado
gentilmente por:

-li'

�188
ção entre bibliotecários, formadores, professores e estudantes para determinar
os fins e objetivos desta formaçao,
formação, em relação com as necessidades que infeliz
mente não são as mesmas para as diferentes categorias de pessoas concernentes:
- os professores pensam que a biblioteca permite que o estudante atinja sua ma
turidade intelectual afim de se tornar auto suficiente;
- os estudantes esperam encontrar na biblioteca, soluções para suas necessidades imediatas, isto é, seus estudos e seus exames;
- os bibliotecários são da opinião que esta formação permitirá aos estudantes
um uso mais inteligente dos recursos da biblioteca e dos instrumentos que dão
acesso ã documentação;
- os auxiliares de bibliotecário pensam que esta formaçao fará com que os estu
estü
dantes redijam corretamente um pedido de empréstimo^^.
empristimo^^.
Quais deverão ser portanto os fins e objetivos desta formação?
- Os fins:
- permitir que o usuário utilize ao máximo a biblioteca, isto é,
á,
da maneira mais inteligente e conveniente possível durante sais
estudos e adquira assim uma atitude positiva junto a documenta
ção, atitude esta que lhe será útil para toda sua vida profissional ;
- aumentar a exploração qualitativa e quantitativa da biblioteca;
- Os objetivos:
A formaçao deve atingir tres objetivos que visam mudanças nos usuários:
- no plano afetivo: a orientação aos calouros deve criar um cU
ma receptivo, tendendo a mudar a mentalidade e as atitudes dos
estudantes junto ãà biblioteca, se forem negativas no inicio;
- no plano cognitivo: conhecimento dos manuais, guias, materiais
de referência, redes de informação...
- no plano psico-motor: deve provocar o uso efetivo e regular des
recursos bibliográficos, integrando-os nas suas atividades
Eles devem coincidir com a finalidade educativa da universidade e da biblioteca universitária. Até o presente poucos bibliotecários formadores, formularam
seus fins e objetivos antes de programar seu ensino. Entretanto a tendênciamu
tendência mu
da nos Estados Unidos: cada vez mais fins e objetivos são definidos com antece
dência. Esta falta de formulação se explica, porque os bibliotecários não são
educadores e não estão portanto preparados para definir objetivos de formação.
Na Inglaterra, o programa dos slides sonoros do SCONUL
SCONÜL teve um efeito catalis£
catalisa^
dor. Proporcionou ocasião aos bibliotecários de tomarem consciência dos objetivos deste ensino. A orientação da Association of College and Research
Libraries (A.C.R.L.), para formaçao de usuários inclue
indue uma declaraçao modelo
dos objetivos de ensino bibliográfico para o segundo nivel ( undergraduates ).
A finalidade desta declaração modelo êá de estimular os bibliotecários a formu-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

ii

12

13

1

�larem seus próprios objetivos
este exemplo de formulação de
tecá Ss'fáfticular
äff ÇáFticular e mesmo no
~
terra, todos os objetivos são

189
e a elaborarem planos para realizá-los. Mas
fins e objetivos pode ser adaptado ã cada biblio
nível da orientação para os debutantes. Na In^
elaborados no plano cognitivo e não afetivo 26 ”

- Conteúdo e integração:
0 conteúdo da formaçao deve ser em relaçao direta com os programas de estudos
dos usuários e ser o mais pertinente possível para o ensino bibliográfico do sb
se
gundo e terceiro nível. Em geral quando os trabalhos práticos se apoiam num
trabalho de pesquisa, a formaçao é largamente suficiente; mas o problema éá que
ha tantos assuntos de trabalhos de pesquisa quanto estudantes . A relação con
am
teudo/programa de estudos é o principal fator de motivação para os estudantes,
que, infelizmente
infelizraente pensam sempre a curto prazo. 0 melhor neste caso é integrar
~ no curriculum universitário
_- considerado como
.
. -..14
. 14 . 0 ensino
.
a formaçao
e^- então
unidade de valor (crédito), como na Licença de Comércio e Administração PÚblica na Universidade de Leicester 3 , na City University e Paisley College na In^^
In^£
26
2X
terra
e na Faculdade de arte de New York . Pode inclusive apresentar coitro
les de aprendizado e exames como acontece para o certificado de fisiologia, na
. .
Faculdade de Medicina
de Lyon (França) 14 , na Universidade de Sheffield
na
26
23
London Business Scholl (Inglaterra) , em certas faculdades alemãs
e na Esc£
.
~ -e
la de Enfermagem na Duke University, Carolina do Norte 31 . Mas a integraçao
integração
difícil no que concerne os estudos interdisciplinares como: farmácia na Univer^
Unive£
- completos 3 . Por outro lado
sidade de Leicester onde os programas ja- estão
e
melhor aceita pelos que preparam tese, pois estes estão motivados pelas
próprias necessidades de pesquisa bibliográfica.
- Motivação:
A atitude dos professores também é fator de motivaçao importante pois eles tem
influência sobre seus alunos. A aceitaçao dos bibliotecários como formadores,
e a integração sistemática da biblioteca nos hábitos de trabalho dos estudantes
~ ho^
~ sao
depende muito do comportamento deles 17 ’ 28 . Em geral os professores nao
ho£
tis ã formação, mas são apáticos e indiferentes. Mesmo se estão de acordo para que tal ensino seja realizado, nada fazem para convencer os ffitudantes
studantes (b sua
importância. E, se os alunos percebem que podem dispensar o uso da biblioteca
para passarem de ano, eles não seguirão a formação^^.
formação
Um outro fator de motivação é o momento propício
propicio de situar este ensino.
Deve
ser dispensado quando percebido como útil e necessário, ou seja, antes de um
trabalho de pesquisa ou no caso dos cursos integrados e controlados por exames.
Como o valor desta formação não é reconhecido, aconselha-se colocar o ensino an
tes ou depois de um curso obrigatório ou importante do ponto de vista dos estu
lantes. Assim será melhor aceito pelos alunos pois já se encontram no local.
Digitalizado
gentilmente por:

�190
26
A escolha das horas e dias não deve ser negligenciada'
negligenciada

!»• Ifr

- Sensibilização:
Para atingir todos estes objetivos é preciso sensibilizar um certo número de
pessoas além dos usuários: diretores de estudos, professores, bibliotecários
e outros funcionários da biblioteca. A formação docvimentária
docvimentãria é um
vim conceito ã
28
implantar, repandir e fazer aceitar . Trata-se portanto de fazer publicida
de, que deve partir da própria biblioteca, cuja demonstração convincente de
seus bons serviços é a melhor argumentação. A seguir é preciso uma forma st.^
va de propaganda através de relações públicas, ir ter com as pessoas lã onde
se encontram: escritórios, laboratórios, restaurantes e cantinas, salas de au
la, residências universitárias... em suma por tudo onde se pode despertar o
interesse delas 26 . Cartas dirigidas aos professores mostrando os planos dos
programas de ensino, são um bom meio de publicidade, usado na Faculdade de Me
. .
.
.
24 . Mas e- evidente que nao
~_ tem~
dicina
de Carolina
do Sul nos Estados Unidos
o valor de um contacto pessoal.
Por que êé importante sensibilizar diretores de estudos e professores?
Com frequência eles mesmos
mesmas não estão familiarizados com os procedimentos
da biblioteca, porque não receberam tal formação durante seus estudos.
Alguns acreditam que os estudantes já adquiriram estes conhecimentos no ensino
secundário. Infelizmente, isto êé raro e mesmo se fosse o caso, os professores nao
não se dão conta de que a situação mudou: os estudantes passam de uma bi
blioteca de colégio para uma biblioteca universitária que tem novas coleções
de livros, nova classificação, novas indexações... e que suas necessidades do
cumentárias não são mais as mesmas.
Se os professores aceitam tal formação, a maior parte deles não está cm
ccn
vencida que os bibliotecários sejam competentes para desempenhar tal ensino,
a menos que sejam diplomados nas disciplinas específicas. 0 que explica por
que os bibliotecários são
sao melhor aceitos no nível escolar para o ensino liblio
Üblio
- . 21
,
~
grafico . Mesmo se os professores conhecem bem seu campo e as ultimas publi
cações no assunto, falta-lhes muitas vezes um novo índice ou obra que tendo
um aspecto interdisciplinar não expresso no título, que o bibliotecário êé mais
suscetível de estar ao par. Além do mais, os professores têm
tân pouco tempo,
poucos conhecimentos ou pouca inclinação para ajudar os alunos na pesquisa d&gt;
cumentaria. Listas bibliográficas não fazem dos estudantes, pesquisadores ii
teligentes de documentação.
Na verdade e uma incompreensão do verdadeiro papel dos bibliotecários
formadores e uma falta de comunicação entre professores e bibliotecários que
são a origem de tais atitudes.
sao
EÉ preciso sensibilizá-los também
tambãn para obter sua cooperação para trabalha
trabalia
rem em conjunto com os formadores. Sao as pessoas mais indicadas para esco-

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

-J3'

�191
lher junto com os formadores os assuntos dos trabalhos práticos os mais pertinentes ao ensino bibliográfico, Um professor universitário de medicina de
de^
finiu esta situação: "Uma biblioteca universitária de medicina só atinge seus
objetivos pelo efeito conjugado de duas competências: uma documentária ( os
bibliotecários; eles estudaram para isto), a outra médica (professores, pesquisadores, estudantes)"^^.
A sensibilização dos bibliotecários é indispensável para que eles reexa_
reex£
minem suas atitudes modificando-as em função das necessidades dos usuários.
É preciso refazer a imagem tradicional dos bibliotecários, fazendo-lhes ver
que a biblioteca i uma forma essencial de comunicação.
comvinicação. Este trabalho deveria
começar nas próprias escolas de biblioteconomia preparando-os já para a tare^
tar£
fa de formadores. Num determinado momento de seus estudos os alunos bibliotecários deveriara
deveriam estagiar em bibliotecas ou centros de documentação para qiE
pessoalmente se deem conta dos problemas que "os
os estudantes tem
têm para usar uma
biblioteca 27 . É interessante pedir-lhes que idealizem um projeto de orienta^
orienw
ção e de formação na biblioteca, um mini guia bibliográfico (Library
pathfinder), ou a montagem de um audio-visual para apresentaçao de uma biblio
teca real ou fictícia.
A sensibilização dos demais membros da biblioteca não deve ser neglige^
negligen
ciada. Visitas acompanhadas ou individuais-,^
individuais^ trabalhos práticos na biblioteca alân
além de incomodá-los cria-lhes trabalho suplementar sem que tenham para Í£
to qualquer compensação material. Uma das razoes da negligência
negligencia dos bibliotecários em relaçao ã formaçao dos usuários e que esta, demonstrando o mecafraquezas.
nismo de funcionamento da biblioteca dismistifica-a e revela suas fraquecas.
■ 1
Fraquezas estas em geral ocasionadas por uma falta de pessoal competente.
Mas isto pode ser também um estimulante para que os funcionaric.3
funcionárics deem mais
atençao ao seu trabalho cotidiano^^.
Esta sensibilização talvez já tenha começado
começado'em
em parte, através da ccop^
reaiiz£
ração que existe entre bibliotecários e formadores que deu origem as reaiiza^
ções LOEX, SCONUL e ACRL. Sobretudo LOEX através das "newsletters" estabel£
ceu contatos entre bibliotecários formadores que se informavam mutuamente s£
bre suas atividades e eficácia destas. 0 guia da
dá UNISIST^, publicado em 1977
pela Organizaçao
Organização das Nações Unidas para a Educação,
Educaçao, Ciência e Cultura JiNESCO,
(UNESCO,
para os formadores de usuários em informação
informação.cientifica
cientifica e técnica nao deixa
de sensibilizar os bibliotecários, que compreendendo então a importância
importancii de^
ta formação encontraraò
encontraraó diferentes maneiras de empreender este ensino. 2S pr£
pre^
ciso citar igualmente a açso
açeo proposta pelo giupo
grupo "formaçao”
"formaçao" do Bureau National
d'Information Scientifique et Tecnique
d’Information
Têcnique (BNIST) , para sensibilizar os usuários
em todos os níveis e que representa certamente, um elemento de sensibilização
tambãn para os bibliotecários. 0 grupo propoe uma açao a curto prazo e a Im
também
go prazo no quadro da educaçao nacional para que a aprendizagem sobre biblio^
bibli^
tecas
seja integrada nos programas escolares e universitários, tanto
tar.zo para
Digitalizado
gentilmente por:

�192
formação do indivíduo quanto para a preparação ã vida profissional.
As bibliotecas universitárias devem rever suas
Suas prioridades em função da im
portância que elas dao
á
esta
formaçao.
Reconhecendo
a necessidade deste ensidão ã
formação.
no devem fornecer meis adequados, pessoal, tempo e dinheiro para que não diminuam
seus serviços. ÊE o que compreendeu a universidade de Leicester onde estão empie
. .
- .
~3
~
gados desde 1972 quatro bibliotecários para formaçao
de usuários .
Sensibilizar os responsáveis pela formação e com eles.todos os que
nela
participam de uma maneira ou outra, é motivá-los, e esta motivação é uma garan
tia a mais para o sucesso desta formação.
- Avaliação:
,
Integra um planejamento pedagógico porque mostra se os fins e objetivos fi)r
for
mulados no programa foram atingidos. Fins e objetivos são
sao o ponto de partida ;
a avaliaçao final de todas as fases de um programa permite medir o impacto do
ensino, fornecendo informações ai partir das quais, modificações e melhoramentos
podem ser introduzidos..
introduzidos. Enfim, a avaliação
avaliaçao faz-nos chegar ã decisões racionais
8,26.
Até então, pouca avaliação tem sido feita, embora os bibliotecários forma
dores estejam cada vez mais conscientes desta necessidade. Qual seria a causa?
Parece que isto se deve a uma falta de formulação de fins e objetivos. Os únicos meis de avaliação até a alguns anos atrás eram:
- questionários distribuídos entre os que seguiram a formaçao;
formação;
~- nível bibliográfico das teses, dissertações e trabalhos;
- falta de lugares sentados nas bibliotecas;
- perguntas dirigidas aos bibliotecários e melhor uso das bibliotecas.
Nao passam estes de meios empíricos que provam que a avaliaçao ée ainda um campo
rico em especulações, mas surpreendentemente pobre em fatos reais. A avaliação
atualmente mede o efeito imediato, entretanto para medir os efeitos a longo pra
zo, nada existe no momento.
Parece que o melhor método de avaliação é o chamado método
iluminativo
8
26
—
"illuminative evaluation" ’ , onde a avaliação
avaliaçao é conduzida por uma pessoa estranha ao grupo formadores/usuários. Este método mencionado por Harris^^, usa
os meios clássicos: observação, entrevistas, questionários, testes... Inclui né
todos de avaliaçao quantitativa, mas também se apoia numa serie de dados que pa:
mitem descrever e avaliar não
nao só o ensino, mas o "meio ambiente" da formação.
formaçao.
Isto no que concerne tanto os estudantes, quanto os professores e a instituição
onde se desenrola o ensino.
Desde a implantação desta formaçao, a avaliaçao foi negligenciada porque é
difícil de ser feita, exigindo muito tempo
tanpo e dinheiro. Todavia, planejar e programar uma formaçao de usuários sem pensar em avalia-la,
avaliá-la, ocasionara
ocasionará certamente
uma perda de tempo e dinheiro.

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�193

Porcentagem do programa de formaçao dos usuários consa
grada ã orientação e ao ensino bibliográfico.

N9-01 -FORMAÇÃO
- FORMAÇÃO

IDEAL

26
Segundo M. B. Stevenson
válida para todos os países e disciplinas. A orientação constitui a
maior parte da formação durante o
19 ano de faculdade. A seguir o en^
en
sino bibliográfico torna-se mais im
portante. A formação 5é continua,
acompanhando as necessidades do es
tudante durante sua vida universitária.

Digitalizado
gentilmente por:

N9-02 -FORMAÇÃO ATUAL
Exemplo típico de formação na
Grã-Bretanha , que encontramos também
nos outros países. A orientação e separada do ensino bibliográfico durante
os anos universitários.
Em certos períodos, a formaçao
é ativa, em outros quase desaparece.

-li/

�194

n CONCLUSÃO

Baseando-se no artigo de A. Daumas e nos aqui analisados, um dos prime^
ros pontos a ressaltar i que a formação realmente não mudou. Alias, nao houveram grandes inovaçoes desde a época
epoca da National Lending Library ha
hámâ.s
mais de um
quarto de século... Isto sobretudo no que se refere ao conteúdo, pois nos m^
me^
todos surgiram algumas novidades. Por exemplo em Marseille-Luminy, uma experiência de ensino alternado é introduzido por um curso de leitura dinamica ,
bastante apreciado e que dã
dá bons resultados^. Nos últimos anos o computador
X6 26
tornou-se um auxiliar de ensino ’ , tendência
tendencia atual cujos artigos a falta de
tempo não permitiu analisar. Desde 1974, o Ministério da Educaçao da Inglatff
ra estuda a criação de seminários ambulantes (travelling workshops) que devem
levar a formaçao de um centro regional a outro, a fim de economizar nos custos,
custcE,
,
.
^
j
j 23,26
tempo e pessoal que exige esta formaçao em cada universidade^^’^^.
universidade
Falando-se em métodos, é difícil determinar o melhor pois em matéria
materia de
educação, o melhor método é uma questão de subjetividade;
subjetiviiiade; depende essencialmm
te da qualidade da apresentação. No entanto os métodos ditos tradicionais
(cursos mais auxilio
auxílio audio visual, trabalhos prãticos)continuam
práticos)continuam populares, ne^
nes^
26
mo nos Estados Unidos
Unidos^^.
0 importante na elaboração
elaboraçao de um projeto pecagógico, é a definição dos
programas segundo os tipos de usuários: calouros, estudantes de segundo e ter^
ceiro ano, doutorandos, profissionais, pesquisadores, e assegurar uma formado
formate
. . 12
. - .
...
pratica, modulada conforme os auditorios
auditorlos e os fins a atingir . Estes progr£
mas definirão os quadros de trabalho; os recursos humanos e materiais detera^
detem^
narão os meios para atingir os objetivos. Objetivos estes, que serão medidos
por uma avaliação cuja retroação permitirá melhorar o conjunto da estratégia
28,29
Nota-se que são as bibliotecas universitárias inglesas que mais têm tr^
tr£
balhado neste campo. Stevenson afirma que o número de aulas nesta área aumen
26
tou consideravelmente
na Inglaterra em 1973 . A maior parte das referências
%
reunidas para este trabalho são do período 1973-1974. xém-se
xêm-se a impressão que
este assunto atingiu seu ponto culminante na literatura profissional nesta epo^
%&gt;£
ca. Mas comparando-se a situaçao atual com
cem a de 1949, constata-se que esta
formação esteve sempre estagnante. A explicação talvez esteja no fato de que
os principais empecilhos que impediam o seu êxito, ainda existam
existam^^’^
’ :
- falta de dinheiro,
- falta de tempo dos bibliotecários e estudantes,
- indiferença dos professores.
Porém estes obstáculos não
nao sao
são insuperáveis. Podem desaparecer pelo estabele^
cimento dos seminários ambulantes, pelo ensino integrado, pela sensibilização
e cooperação.

cm

Digitalizado
gentilmente
gentil
mente por:

11

12

13

14

�195
Segundo a enquete de Melum , ainda não foi compreendido que a formação
do usuário só pode ser eficaz se aplicada num momento de necessidade (ó
(é impo^
impoj^
sivel obrigar um boi a beber água se ele não tem sede!) e que ela deve ser oon
a»
tlnua e aplicada aos poucos. Este aprendizado deve dar aos leitores desde mu^
tinua
to jovens, bons hábitos intelectuais para serem usufruídos durante os anos uii
ui^
versitários e mais tarde na vida profissional. É possível uma cooperação entre as escolas e as bibliotecas públicas da cidade para iniciar os alunos nas
pesquisas documentárias sobre assuntos, de preferência não escolares como a
experiência inglêsa em Sheffield . Em alguns lugares já foram tomadas inici^
inicia^
tivas em nivel primário, como o curso de iniciação aos métodos de pesquisa do
d£
cumentária no Lycêe de Nanterre (França). Cursos estes assistidos tanto por
alunos quanto por professores e os formadores notaram que os professores tem
tanto a aprender quanto seus alunos . Para os professores universitários cu
cu^
jo tempo escolar já
ja passou, êe possível fazê-los
faze-los seguir tal formação
formaçao durante e£
es
13 23
tagios
de reciclagem ’
A maior parte dos artigos que fizeram parte deste estudo são teóricos.
Têm-se a impressão que a formação dos usuários ê um campo onde "fala-se muito
e age-se pouco": "Parlons en toujours, n'y pensons jamais", como
ccmo bem o diz
. .
- .
- .
Mauperon 23 . Os bibliotecários
devem escrever e publicar suas experiencias
de
maneiras que toda a profissão tomando conhecimento possa progredir através do
relato destas realizações.
Ao final deste estudo acredita-se que a finalidade primordial da formaçío
formado
dos usuários ée a mudança de atitudes: quebrar a barreira psicológica inconscientemente erguida entre a biblioteca e os leitores; mas também levar os pr£
pr^
prios bibliotecários a tomarem consciência da missão pedagógica que lhes acar^
aca£
reta esta formação. Durante muito tempo a conservação foi considerada o aspec^
aspe£
to essencial das funções do bibliotecário, sendo esta mais valorizada em rel^
rel£
çao ãs outras, principalmente a difusão da informação. A biblioteca êé um ele^
el£
mento essencial do processo da comunicação: os bibliotecários devem ser antes
, tudo
, , profissionais
,. .
. da
, informação^^’^^’^^'
. ,
- 19,26,28.
de
informaçao
A "revolução" em matéria de formação de usuários virá não só graças ã
rição de novo métodos, mas quando as relações se tornarem mais realistas e qie
—~ mais clara do papel do outro 26
cada um tenha uma percepção
Aproximadamente em 1965 há somente irnia
uma quinzena de anos após as recomendações da "Library Association" sobre esta formação, que fatos realmente con
coii
eretas começaram a ser tentadas nas bibliotecas universitárias britânicas.
Outros quinze anos logo serão passados.
EÉ verdade que houveram experiências aqui e ali neste tempo, mas chegou a hora de agir para que esta formaçao
mereça o seu devido destaque e atençao.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�196
ABSTRACT:
Atualization of an article published in 1974 by Alban Daumas at the
Bulletín
Bulletin des bíblíotheques
bibliothèques de France about the user Information
information at the
University Libraries.
Libraries.There
There is an analysis about articles published
from 1974 until the middle •:. of 1978 - analysing aspects in different
years of the university curriculum: orientation to the students from
the first to the last years and to the reasearchers. Finally we point
out the main points to consider in a training program to prepare the
readers for a better use of the libraries and documentation centers.

REFERÊNCIAS BIBLICXIRÄFICAS
BIBLICXIRÃFICAS
1- ARCHIMBAUD, Jacques. La formation des utilisateurs ã la bibliotheque
bibliothèque de médecine, pharmacie et odontologie de l'Université
I'Universiti de Clermont-Ferrand.
Documentaliste, Paris, 13(1-2);47-50,
13(1-2):47-50, 1976.
du. service de documentation d'entreprise.
2- BENEST, B.J. La promotion du.Service
taliste, Paris, 13(2):55-58,
13(2);55-58, 1976.

Documen-

3- BRADFIELD, Valerie J., HOUGHTON, Beth &amp; SIDDAL, Patricia M. Librarians or
academics? Aslib proceedings, London, 29(3):133-142, 1977.
4- BUTOR, Michel. L'université
L'universite française est plus renfermée sur elle-mame
elle-meme aujourd'hui qu'avant 1968. Le monde de 1'education,Paris, (14):36, 1976.
5- CALIXTE, Jacqueline. L'enseignement de la recherche documentaire iã l'Ecole
I'Ecole
Supérieure
Superieure de Commerce et d'Administration des Entreprises de MarseilleLuminy. Documentaliste, Paris, ^(2):51-54,
l^(2):51-54, 1976.
6- DAUMAS, Alban. Comment :préparer
preparer les lecteurs ã mieux utiliser^les bibliothSbibliothiques; la formation des utilisateurs. Bulletin des bibliothèques de France,
Paris ,1^(4):
(4): 215-228, 1974.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

II
11

12
12

13
13

14
14

�197
7- EVANSt^/AvJ-»-,—lUIODES,
EVANSt"
MODES, R.G. S&amp; KEENAM, S. Formation des utilísateurs
utilisateurs de l'infor
I'infor
mation scientifique et techníque;
technique; guide de l'UNISIST
I'UNISIST pour les enseignants.
Pans, Unesco, 1977.
Paris,
8- FJRLLBRANT,
FJÄLLBRANT, Nancy. Evaluation
Evaluatlon in a user education
educatlon programme.
librarianship, London, ^(2):83-95, 1977.
1ibrarianship,
910-

. Planning a programme
progratnne of library user education.
educatlon.
London, 9(3):199-211, 1977.

Journal of

Journal of librarianship,

. Teaching methods for the educatlon
education of the library user.
^(4): 252-267, 1976.

Libri, Copenhagen,

11- FRANCE.
'FRANCE.
Bureau National
Bureau National
de 1'Information
de 1' Information
Scientifique
Scientifique
et Technique.
et Technique.
Rapport Rapport
annuel. 1973.
1973- Paris, BNIST, 1974. p.8, 24, 25.
12-

.

Rapport
. Rapport
du groupe
du formation.
groupe formation.
Paris, BNIST,
Paris, 1973.
BNIST, 1973.

13-

. Rapport du groupe formation; pour la sensibilisation des utilisateurs en
France. Documentaliste.
Documentaliste, Paris, 13(1);17-19,
13(1):17-19, 1976.

14- GACHON, Annie. La recherche bibliographique pour une these
thèse de medecine.
ACEML, 1975.

Lyon,

15- HERAN, Jacques. Guide pratique des etudes médicales;
medicales; du PCEM ã la thèse;
these;
1'internet. Paris, Flammarion Medecine-Sciences, 1976.
l'internat.
16- HlCKS, Jean Tomay. Computer-assisted instruction in library orientation
Services.
services. Bulletin of Medicai
Medical Library Association, Baltimofe
Baltimore , 64(2):
238-239, 1976.
17- HILLS, P.J. Library instruction and the development of the individual.
Journal of librarianship, London, ^(4):255-263, 1974.
18- HUMBERT, MarieAndrée. Les cours d'initiation aux methodes de recherche documentaire, tels qu8ils sont faits au Lycee
Lycée de Nanterre. Inter CDI,
GDI, Paris,
(27):11-18. 1977.
19- JEROME, S. La formation des utilisateurs; 1'exemple de l'uhité
1'unité de documentation de l'Institue de Chimie ã l'Université
l'Universite de Liige.
Lüge. Cahiers de documention, Bruxelas, 30(4):175-187, 1976.
20- KELLERMAN, Luce. Pour ume pedagogie
pédagogie de la communication
conraiuhication documentaire; premiipremiere ébauche
ebauche d8une étude.
etude. Documental
Documentaliste,
iste, Paris,
Páris, 13(3):
13(3)197-99,
97-99, 1976.
21- KOPPELMAN, Connie. Orientation and instruction in academic art libraries.
Special libraries,
libraries. New York, 67(5-6):256-260, 1976.
22- LANET, Annette. L'Information
L'information et la documentation dans les bibliothiqueg^d'enbibliothequeg-d*enseignement superieur et la formation des utilisateurs. Villeurbanne, ENSB,1976^
ENSB,1976;
23- MAUPERON, André.
Andre. La formation des utilisateurs en Grande-Bretagne et Repulique
FedSrale d'Allemagne. Documental
Fedirale
Documentaliste,
iste. Paris, 13(1)t13-16,
13(1) : 13-16, 1976.
24- POYER, Robert K. Improved library services
Services throught user education.
of Medicai
Medical Library Association, Baltimpre
Baltimore , ^(2)
65(2):296-297,
: 296-297, 1977.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

Bulletin

13

14

�198
25- STEVENSON, Malcolm B. Education in use of information in university and
academic environments. Aslib proceedings, London, 28(1);
28(1);17-21,
17-21, 1976,
26-

. Progress in documentation; education os users of libraries and
information services.
Services. Journal of documentation, London, 33(1):53-73,
33(l):53-73,
1977.

27- SUTTER, C. Stage et formation des spécialistes de ISinformation.
18information.
liste.
liste, Paris, ^^(3):
1^(3):100-103,
100-103, 1976.

Documen-

28- TESSIER, Yves. Apprendre Sã s'informer: les fondemente et les objectifs d'
une politique de formation documentaire en milieu unirsitaire. Documentation et bibliotheques,
bibliothèques, Montreal, ^(2):75-84, 1977.
j'
29. La formation documentaire et-l'apprentissage
et I'apprentissage vers una stratégie
Strategie efficace d'implantation. Documentation et bibliothèques,
bibliotheques, Montreal, 24(1):
3-10, 1978.
30- TOWARD guidelines for bibliographic instruction in academic libraries.
College research libraries, news, Chicago, (5):137-139,169-171, 1975.
31- VJALSER, Katina P. &amp; Kruse, Kathryn W. A college course four nurses on the
utilisation of library resources. Bulletin of Medicai
Medical Library Association,
Baltimore , ^(2):265-267, 1977.
Baltimpre

Digitalizado
gentilmente por:

�199
APÊNDICE
Suplemento bibliográfico nao
não analisado.
32 - BORGMAN, C.L. &amp; TRAPANI, Y. Novice user training of PIRETS. Inf■
Inf, revolution
proc. 38 th annu, soc. inf,
inf. sei, annu meet, A.S.I.S.,: 149-150, 1975.
tons les écoliers
icoliers deviennent des person
33 - DAHM, H. &amp; DRESSIER,
DRESSLER, I. Afin que tous
nalites pcEsédant
nalités
pcssedant une culture complete. Bibliothekar, Leipzig, 21.
31 (2):
122-125, 1977.
34 - DRESSLER,
DRESSIER, I. Ecoliers
Écoliers des classes 5 ã 10 en tant qu'utilisateure des bibliothiques. Bibliotekar, Leipzig, 21
bliothèques.
3^ (3): 154-160, 1977.
35 - DROOG, Y. The education of the Information
information user. International forum of
Information
information and documentation , The Hague, 21 (4)1 23-32, 197é.
1976.
36 - FITZGERALD, S. And effective approach to library instruction
instruetion in departmental
training courses. State librarian, London, ^
25 (2): 25, 1977
37 - FJALLBRANT, N. Library instruetion
instruction for atudents
students in universities in Britain.
Bfalioteket,
Bfclioteket, (335), 1974.
1'Information Scientifique et Technique. Ac38 - FRANCE. Bureau National de 1'Infonnation
tion de formation des étudiants iã 1'information scientifique et techn^
que dans les universites
universités et écoles
ecoles d'ingénieurs.
d'Ingenieurs. BNIST, 291-253, Paris ,
1976.
39 - GREENBERG, M. Utilisation de références
references demandées
demandees ã la bibliothèque
bibliotheque de
sciences de la vie et de midecine,
Sciences
medecine, Universite de Tel-Aviv. Israel society
of special libraries and Information
information centers bulletin, Tel-Aviv, 7 (2-3):
98-100, 1977.1977.
.40 - GUBANKOV, V.N. &amp; DRONINA, N.L. Etat actuel de la formation des spéciali^
tes de 1'information dans le domaine de la chimie. Zhurnal vsesoiuznogo
kimicheskogo ob va im. Moscou, ^
22 (4): 435-437, 1977.
41 - HARRIS, C. Iluminative evaluation of user education programmes.
proceedings, London, 22.
^ (iO):
(10): 348-362, 1977.

Aslib

42 - HERNON, P. The use of microforms in academic reference collections and
services. Microform review, Weston, 2
Services.
6 (1)(1): 15-18, 1977.
43 - HERNON, P. &amp; PASTINE, M. Student perception of academic librarians.
College and research libraries, Chicago, ^
32 (2): 129-139, 1977.
44 - KEKKI, S. Plan pour organiser la formation des utilisateurs ã I'Institut
1'lnstitut
d'Education de I'Universite
1'Université d'Helsinki. Helsinki, Institut d'Education
universitaire, Helsinki, 1975. 29p.
45 - KIEWITT, E.L. A user study of a computer
Computer retrieval sytem. College and
research libraries, Chicago, 3^
32 (6): 458-463, 1975.
46 - KIHLBERG, E. La formation des étudiants en odontologia ã l'utilisation
I'utilisation
specialises. Helsinki, Association
des bibliothèques et des ouvrages spécialisés.
finlandaise de docimientation,
documentation, Helsinki, 1973. 8p.
d'accroissement de l'orientation
1'orientation bibliothèconomique
47 - KIRPICHEVA, I.K. Moyens d'aceroissement
et bibliographique des savants et des specialistes.
spécialistes. Sovet, bibliotekoved, ^
Moscou (6): 43-54, 1975.
__ .m
cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�200
48 - KOLESOVA, N.T. Propaganda
Propagande des connaissances
coimaissances bibliothèconomiques
bibliotheconomiques at bibliographiques. Gos, publich.
publich, nauch. tech. Moscou, 29;
29: 167-180, 1976.
49 - LOHR, H. Premieres
Premières experiences
expiriences de la formation d'ingénieure
d'ingenieure de grandes
écoles ã la discipline de 1'information scientifique et■technique.
et technique.
Informatk, Berlim, ^
^ (4): 36-40, 1975.
50 - MADHU SUDAN GUPTA. Information retrieval techniques in the engineering
curriculum. I.E.E.E. transactions
trans.'ictions on education,
education. New York, 19 (4) :
165-168, 1976.
51 - MARX, B. Utilisation des bases de données en conversationnel. Bulletin
de la Pica,
Dica, Paris, ^ (5): 39-75, 1977.
52 - PELED, I. La bibliothique universitaire en sciences
Sciences de la vie et medèmedécine de Tel-Aviv:
Tel-Aviv; un profil. Isarael society of special libraries and
information centres. Bulletin, Tel-Aviv, 6 (1-2): 6-8, 1975.
53 - PRATT, G. &amp; VICKERY, A. The development of multi media teaching aides
for users or comuter-based information retieval systems. Program ,
London, ll
U (1): 10-15, 1977.
54 - REICHARDI, G. L'Information et la documentation, un domaine sous-develop
sous-dévelo£
pé dans lé
le secteur de 1'enseignemeht.D.F.W.
1*enseignement.D.F.W. Dokumentation information
Hannover, ^ (2): 35-40, 1977.
55 - SAMUELSON, N. Informates
Informatcs and general systems within universty education.
Informatics and development FU)
FID world congress 38, México,
Mexico, 1976. 1 p.
56 - SCHMIDMAIER, Freiberg.
ve de 1'information.
(1): 13-15, 1977.

Problemes pedagogiques
pédagogiques de la diffusion select^
sélect^
Zentralblatt für Bibliothekswesen, Leipzig, 9l_
9]^

57 - SÊMINAIRE
SÉMINAIRE de Bangkok sur la formation des utilisateurs (14-15/10/76).
UNISIST bulletin d'information,
d'information. Paris, ^ (4): 3-4, 1976.
58 - SÊMINAIRE
SÉMINAIRE de Rome sur la formation des utilisateurs (18-21/10/76).
UNISIST bulletin d'information.
d'information, Paris, ^ (4): 4-6, 1976.
59 - SMITH, J.R. User's education for on-line Services.
services. Proceedings of the
full board meetings Bethsda, Roma, ICSU-AB-S.D.: 27-29, 1976.
60 - SPAUDING, C. Teaching the use of microfilm readers. Microform review,
Weston, ^
6 (2): 80.81, 1977.
61 - STEIN, I. The corning
Corning community college library as a media center.
Bookmark, Carolina do Norte, 3^ (4): 90-93, 1977.
62 - TING, R.N. Library workshops for engineers: the Buffalo experiment.
Special libraries,
libraries. New York, ^ (3): 140-142, 1975.
63 - WILLIAMS, M.E. On line problems; research today, Solutions
solutions tomorrow.
Bulletin american society of information science, Washington, ^
3^ (4):
14-16, 1973.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�201

CDD
CDU

025.52
025.5.001.4

AVALIAÇÃO DO SERVIÇO DE REFERÊNCIA; algumas considerações

ANA MARIA CARDOSO DE ANDRADE - CRB/6- 161
Professora da Escola de Biblioteconomia
da Universidade Federal de Minas Gerais
MARIA HELENA DE ANDRADE MAGALHÃES- CRB/6-118
Bibliotecária da Escola de Biblioteconomia
da Universidade Federal de Minas Gerais

RESUMO
Avaliação como função importante no processo de planejamento.
0 que avaliar no serviço de referência, o porque, como, e as
limitações desta atividade. Consideração da avaliação
avaliaçao êm
em bibliotecas brasileiras.

1.

INTRODUÇÃO

Todo e qualquer sistema de recuperação de informações é planejado e colocado em funcionamento para atender objetivos pré-determinados. Esses objetivos
nem sempre são
sao definidos de forma clara e inequívoca, mas deixam patente que o
sistema existe para satisfazer necessidades de informação de indivíduos e grupos .
0 processo de planejamento inclui três fases básicas, da maior importância:
- Diagnóstico
Diagnostico - estudo da situação real existente;
- Indicação de cursos alternativos de ação, como apoio ã tomada de decisões;
- Avaliação do produto, fornecendo subsídios ã manutenção, modificação, e/ou
planejamento de serviços.

Digitalizado
gentilmente por:

�202
Estas três fases não se excluem - ao contrário, são constituídas por ativid£
ativida
des dinâmicas, permanentes e extremamente interrelacionadas. E é este inte_r
inter
relacionamento que justifica a abordagem da avaliação
avaliaçao do serviço de referência, mesmo sabendo que a inexistência desse serviço, em grande parte das bibliotecas brasileiras, tornaria mais apropriada uma discussão das razões
razoes da
indiferença em relaçao
relação a esta importante atividade bibliotecária.
2. 0 QUE AVALIAR
A avaliaçao do serviço de referência está diretamente relacionada com a
análise das seguintes variáveis:
.

Coleção - nao sõ em termos de tamanho, mas principalmente quanto ãa adequaçao ao público, de acordo com os objetivos e prioridades da
biblioteca, organização
organizaçao e facilidades de acesso.

.

Pessoal - refere-se ao número de funcionários, sua qualificação, treinamento, experiência e tempo dedicado ao trabalho.

.

Serviços prestados - diz respeito ãs tarefas específicas e serviços oferecidos aos usuários: respostas a diferentes tipos de consulta,
instruções no uso de índices e outros instrumentos de recuperação de informação, pesquisa bibliográfica, indicação de outras
/
fontes e serviços informativos etc.

.

Custos -

deve ser relacionada com tnna
inna avaliação
avaliaçao cuidadosa dos benefícios
decorrentes, pois a simples verificação dos gastos pode levar a
interpretações deturpadas e pouco significativas da eficiência
dos serviços.

.

Grau de satisfaçao do usuário - relativa aos serviços e materiais disponíveis, bem como ã demanda daqueles nao disponíveis imediata mente.

Analisando os elementos acima, fica claro que a maior dificuldade está na verificação da última variável, e também dos benfícios advindos do uso da infor
maçao. Existem muitos aspectos que precisam ser melhor observados, por exemplo: o aumento de habilidade na utilização dos serviços bibliotecários em con

cm

Digitalizado
gentilmente por:

ii

12

13

14

�203
sequência de um programa de treinamento de usuário; o grau de eficiência
do "browsing" para atualização e aquisição de novas idéias, sem falar na
utilização efetiva dos materiais da biblioteca e da influencia da propria
própria
informação na vida das pessoas.
3.

PORQUE AVALIAR

É no serviço de referência que se evidencia o contato pessoal do biblio^
tecário com o usuário da biblioteca.
tecãrio
As funções de atendimento ao público abrangem diferentes atividades,
como respostas a questões simples e complexas, instrução do leitor no uso
da biblioteca e recursos de informação, e todas as tarefas que visam ã organizaçao
ganização e disseminação da informação.
Partindo do princípio de que o serviço aos leitores constitui o produto
final de todo o trabalho bibliotecário, pode-se apontar algumas razoes
razões para
medir a eficiência deste serviço:
.
.
.
.
.
.

legitimar a existência da própria biblioteca junto ã instituição e ãa comunidade ;
justificar os custos do serviço, como argumento na alocaçao de recursos
financeiros;
justificar a aquisição, manutenção e remanejamento da coleção de refere^
referen
cia;
manter ou reorganizar as tarefas típicas do departamento de referencia,
visando ã sua maior eficiência;
demonstrar a necessidade de pessoal qualificado e treinado para o desempenho das tarefas específicas;
comprovar a adequaçao ou inadequaçao
inadequação do espaço frsico,
físico, materiais, equipa^
mentos etc, destinados ao serviço de referencia.

4. COMO
CCMO AVALIAR
Antes de abordar as técnicas de avaliação do serviço de referência, é
preciso lembrar que bibliotecas e outros serviços de informação fazem parte
de sistemas mais amplos, cujos objetivos não
nao podem ser relegados a um plano
secundário, e operam dentro de um contexto político, social e econômico.
Outro ponto que precisa ficar claro é que nao
não se pode pretender que todas

Digitalizado
gentilmente por:

�204
as necessidades de informação de todos os usuários, reais e potenciais, sejam atendidas num mesmo nível; daí a importância de considerar as prioridades de atendimento previamente estabelecidas.
Quanto aos métodos de avaliação, um estudo da literatura do assunto indica que as primeiras medidas utilizadas consistiram na simples enumeração
das questões recebidas pela biblioteca. Uma evolução deste método resultou
na classificação das questões de referência pelo tipo, assunto e propósito,
tentando categorizar as consultas, forma/conteúdo das respostas, e questões
não respondidas.
Posteriormente, estabeleceu-se o uso da estatística, empregada desde
1870 nas bibliotecas americanas, e até hoje amplamente utilizada pela maioria das bibliotecas. Apesar de ser um método quantitativo, com deficiência quanto ã confiabilidade e abrangência dos dados, os estudos estatísticos podem levar a resultados qualitativos, através da análise comparativa.
Mais recentemente, os métodos de avaliação do serviço de referência tem
recebido crescente atenção
atençao dos estudiosos, com aplicação
aplicaçao de modelos e técnicas matemáticas como a pesquisa operacional e a análise de sistemas. Podem
ser citados os estudos de Hamburg (5) para verificação dos benefícios da biblioteca, atuando de forma passiva ou ativa, e os modelos de análise desenvolvidos por Wessel (15): SCORE (Services components reliability and efficiency) que possibilita a determinação do desempenho da administraçao da biblioteca, no emprego de recursos para a maior eficácia, de acordo com os objetivos estabelecidos; SCOUT (Services components utility) que visa a conseguir uma condição de equilíbrio operacional entre os departamentos da biblioteca; CORE (Correlation, regression and effectiveness), uma forma de estabelecer padrões de desempenho, medindo o custo e a qualidade do produto; GAME
(Group attainment and methods) que é um tipo de análise operacional com o objetivo de desenvolver métodos e padrões de tempo e custos, para a normalização
do trabalho e eliminação de tarefas desnecessárias.
Outro método, citado por Katz (11) consiste em estudar o desempenho do bibliotecário de referência, com apresentaçao de uma lista de questões segundo
uma escala de dificuldade. 0 exame das respostas é feito segundo critérios de
exatidão e tempo dispendido. Há muitas variáveis que interferem nesta análise,
desde o tipo e grau de dificuldade das questões, até a formação, treinamento e
experiência do bibliotecário, mas o resultado pode sugerir, pelo menos, o nível
de qualidade do serviço prestado.
Além desses, são também empregados, em grande escala, os métodos da pesqui-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

JÇs?

1
12

1
13

14

�205
sa social, utilizando questionários, entrevistas, observação direta e outros.
Por serem suficientemente conhecidos, não cabe aqui discuti-los.
4.1

Limitações

Embora seja atividade da maior importância, a avaliação do serviço de referencia sofre limitações, e isto se deve a diferentes fatores.
A própria
propria conceituaçao
conceituação de serviço de referência ainda não foi estabelecida de forma clara e precisa. Nao
Não há um consenso quanto ã filosofia, objetivos
e abrangência dos serviços ao público.
Também as tarefas especificas
específicas do serviço de referência não
nao se encontram
bem definidas, o mesmo acontecendo com a unidade de medida a ser utilizada, a
questão de referência. Segundo M.C. Schendler (13) "a unidade de medida, no
caso do trabalho de referência, deve ser inevitavelmente a questão de referênCia •
Mas, nao há uma concordância sobre o que seja "questão de referência",
sendo os critérios de tempo de resposta, quantidade de fontes consultadas e
forma/conteúdo das respostas os mais utilizados para sua categorizaçao.
categorização. Este
problema contraria os requisitos mínimos para a eficiência de uma unidade de
medida, identificados por Richard L. Meier (13):
.
ser claramente definida, sem ambigUidades;
ambigílidades;
.
permitir comparaçao entre instituições que fornecem o mesmo serviço;
.
ser contada por técnicas fáceis e aceitas;
.
não ser maior que a menor transação típica.
Outro fator que concorre para limitar o trabalho de avaliaçao refere-se ã
inexistência e/ou inadequaçao
inadequação de padrões para o serviço de referencia, mesmo
nao são fórmulas mágicas na mensuração
mensuraçao de serviços
considerando que os padrões não
Examinando os padrões estabelecidos por diferentes tipos de biblioteca, verifica-se uma preocupação acentuada com a coleção (tamanho e forma) e pessoal, em
detrimento de maior consideração quanto ã qualidade dos serviços prestados.
5.

A AVALIAÇÃO EM BIBLIOTECAS BRASILEIRAS

.

No caso das bibliotecas brasileiras, a situação normalmente encontrada êé a
falta de atividades de avaliação de qualquer serviço. ÊÉ comum verificar-se uma
simples contagem, limitada a medir volume-e
volume e constatar o óbvio, sem uma preocupação maior com a análise qualitativa, que forneça subsídios para melhoria do

Digitalizado
gentilmente por:

ii

12

13

14

�206
desempenho. Tal fato se deve, muitas vezes, ao desconhecimento das técnicas
avaliação, e mesmo a uma certa indiferença quanto àã sua importância e nede avaliaçao,
cessidade para o processo de planejamento. Aliado a isto, o despreparo mat£
mate^
mático de grande parte dos profissionais de biblioteconomia coloca barreiras
mãtico
ao emprego de modelos operacionais mais complexos. São, no entanto, passíveis
de aplicação em nossas bibliotecas os diferentes métodos de pesquisa social,
além de estudos de usuários, que possibilitam o aumento de eficiência do serviço bibliotecário.
6.

CONCLUSÃO
Podemos resumir algumas conclusões:

..

A avaliação dos serviços de referência é incomparavelmente mais complexa
do que a realizada em outros setores da biblioteca, devido ao envolvimento de fatores pessoais e ãs características próprias desse serviço.

..

Há grande ênfase nos aspectos quantitativos e operacionais, em detrimento
de maior enfoque de outros fatores,como por exemplo: motivação, aprendizagem, interação do usuário com a biblioteca etc.

..

Existe uma grande deficiência de métodos de avaliação do serviço de referência, bem como de padrões aceitáveis que possam servir de base para essa
avaliaçao.
SUGESTÃO:
Diante dos problemas que envolvem o trabalho de avaliação do serviço de
referência, gostaríamos de sugerir que as técnicas de avaliação sejam estudadas de forma sistemática, possibilitando a criaçao de modelos aplicáveis ãs bibliotecas brasileiras.

ABSTRACT
The evaluation as an important function in the planning process. The what,
why, how, and limitations of evaluating reference Services.
services. A brief consideration of evaluation in Brazilian libraries.

Digitalizado
gentilmente por:

�207
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1.

CHILDERS,T.
CHILDERS,!. Managitig
Managltig the quality of reference/information service.
Service.
Library Quarterly, 42 (2) :212-17, Apr. 1972.

2.

CHURCHMAN, C.W. Operations research prospects for libraries: the realities and ideals.
ideais. Library Quarterly, 42 (1) :6-14, Jan. 1972.

3.

EVANS,E. et alii. Review of criteria to measure library effectiveness.
Bulletin of the Medicai
Medical Library Association, ^(1) ::102-10,
102-10, Jan.
Jan.1972.
1972.

4.

FIGUEIREDO, N. Evolução e avaliação do serviço de referência.
referencia. Revista
de Biblioteconomia da Brasília, 2 (2) :175-98, jul./dez. 1974.
1974"^

5.

HAMBURG,M. et alii. Library objectives and performance measures and
their use in decision-making. Library Quarterly, ^(l):107-28, 1972.

6.

HAWLEY, M.B.

7.

HOUSE, D.E. Reference efficiency or reference deficiency.
Association Record, 76 (11) :222-3, Nov. 1974.

8.

HUTCHINS,M. Avaliação e registro do trabalho de referência. In: IntroIntrodução ao trabalho de referencia
referência em bibliotecas. Rio de Janeiro, Fundaçao Getülio
Getulio Vargas, 1973. p"i
p^ 271-80. /Trad.Ada Maria Coaracy/

9.

JACKMAN, T. Why measure reference work?
Dec. 1959.

Reference statistics.

(2) :143-7, Winter 1970.
Library

Library Journal, 84(22) :3826-7,

10. JAH0DA,G. &amp; CULNAN,M. Unanswered science
Science and technology reference
questions. American Documentation, 19 (1) ;95-100,
:95-100, Jan. 1968.
11. KATZ,W.A. Evaluation of reference sources and reference Services.
services. In:
v.2,p.239-61.
Introduction to reference work. New York,McGraw-Hill,1974. v.2,p.23^61.
12. UU)END0RF,
LADENDORF, J. Information Service
service evaluation. Special Libraries, 64 (7)
: 273-9, July 1973.
:273-9,
I
13. L0PEZ,M.D.
LOPEZ,M.D. Academic reference service.
Service.
1^ (3) :234-42, Spring 1973.
14. MARTINS,M.G. Avaliação. In:
Serviço de referência e assistência aos leitores.. Porto Alegre,Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1972.
tores
p. 211-24.
15. MARTYN,J. Evaluation of information-handling Systems.
systems. Aslib Proceedings,
n (8) :317-24, Aug. 1969.
^
16. ROGERS,R.D. Measurement and evaluation. Library Trends,3(2) :177-87,1954.
17. WHITE, R.W. Measuring the immeasurable: reference standards.
:308-11, Summer 1972.

1_1
1^ (4)

(
Digitalizado
gentilmente por:

�r"
208
CDD 021.28
CDU 002,6
002.6
OS SERVIÇOS DO CENTRO DE INFORMAÇÕES NUCLEARES COMO UM ELE
MENTO DE REFERÊNCIA Ã DISPOSIÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO BRASILEIRO.
por
Selma Chi Barreiro e
Maria Emilia Frade de Mello
Bibliotecárias do Centro de Informa^
Informa
çoes Nuclearès - CNEN
ções
Resumo
automatiz ados ofereciOs serviços
se rviços bibliográficos automatizados
são. Nacional
dos pelo Centro de Informações Nucleares da Comis
Comissão
de Energia Nuclear são apresentados com detalhes,
detalhes. Enfatizam-se
etiva de
as características do Serviço de Disseminação Sei
Seletiva
In
ca Retrospectiva, tendo em vist
Busca
vistaa sua utiliza
utiliz£
formações e da Bus
ção plena pelos bibliotecários
bi bliotecários brasileiros.

1.
1, INTRODUÇÃO
0 avanço cientifico
científico e tecnológico das últimas dé^
cadas fez com que a produção bibliográfica mundial crescesse a
um ritmo exponencial. Novos métodos e técnicas de tratamento
da informação foram desenvolvidas para que se pudesse
acomp^
acompa^
nhar esse volume sempre crescente de material publicado.
Por outro lado, nossos usuários passaram
For
mais exigentes, solicitando cada vez mais e melhor.

a

ser

No Brasil, a instituição mais frequentemente ut^
lizada para fornecer informações é a biblioteca.
.No
No entanto,
dado o volume de documentos e a exigência do nosso leitor,
a
biblioteca encontra, muitas vezes, dificuldade em atender
as

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

�209
solicitações feitas e, em muitos casos o leitor fica sem uma
resposta, mas nao por falta de material no acervo, mas
sim
por nao se ter condiçoes
condições de recuperar o material de interesse
Esta situação, quando envolve pessoal que trabalha em Ciência e Tecnologia, é ainda mais problemática, pois
vários estudos já mostraram que a falta de informação no
mo
m£
mento exato representa perda de vários milhões de
cruzeiros
e que resulta num grande atraso no desenvolvimento científico
e tecnológico de um país.
Isto poderia ser amenizado caso as
bibliotecas
trabalhassem integradas com um centro de informações:
este
daria a informação de que documentos atenderiam aquele pedido
e a biblioteca participaria na localização e obtenção das c5
cõ
pias .
pias.
E nossa intenção neste trabalho tentar minimizar
a dificuldade que o bibliotecário brasileiro tem em atender a
certas solicitações, oferecendo os serviços automatizados de
disseminação e recuperação da informação do Centro de Informa^
Inform^
ções Nucleares.
2. SERVIÇOS OFERECIDOS
0 Centro de Informações Nucleares é o órgão bra^
br£
sileiro representante do Sistema Internacional de Informações
Nucleares(INIS). Desta forma recebe periodicamente a ^ase
base de
dados do sistema INIS, que contêm
contém as referências bibliográf£
bibliográf^
cas e os resumos da literatura internacional da área nuclear.
Esta base de dados, portanto, éê a utilizada para fornecer os
serviços de Disseminação Seletiva de Informações e de
Busca
Retrospectiva aos pesquisadores brasileiros.
2.1 - Disseminação Seletiva de Informações
Algumas estimativas feitas sobre a distribuição
do período de trabalho de um pesquisador e suas
atividades

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
C»ereaclaro«nto

12

13

14

�210
profissionais, mostraram que são gastos de 25%
25Z a 75Z
75% do seu
tempo, na tentativa de manter-se atualizado com os progressos
feitos no seu campo de interesse, e deste tempo, a maior par
te é gasta tentando localizar informações pertinentes.
Se o pesquisador já recebe selecionado, dos inú
meros itens publicados somente aqueles que são potencialmente
relevantes, seu esforço para localizar informações é muito me
nor, pois o número que lhe chega ãs
as maos não passa de algumas
dezenas.
de
zenas.
Este é o objetivo básico de um sistema de disse
minaçao seletiva de informações: canalizar informações onde
minação
a probabilidade de ser útil é grande.
Este serviço ié indicado quando o usuário
está
num projeto ou numa pesquisa de longa duração. Se o interesse do usuário muda frequentemente, este serviço, provavelmen
te será de pouca utilidade, visto que há um período experimen
tal de alguns meses, que só
sõ termina quando o usuário está sa
tisfeito com as informações recebidas.
2.1.1 - Usuários
Somente as pessoas que estão ligadas a uma insti
tuição que tenha por algum projeto, direta ou indiretamente
tuiçao
ligado ã área nuclear podem se cadastrar como usuário do CIN.
Como nosso acervo sõ contém informações já
num
nível especializado, estas nao
não sao
são de interesse para o estu
dante ainda na graduaçao;
graduação; sõ sendo de utilidade para o pesso
al de põs-graduaçao
p5s-graduaçao ou então ao técnico especializado.
2.1.2 - Cadastramento
usuário está interessado em participar
Quando o usuário-está
do nosso sistema, basta nos escrever fazendo este pedido que

Digitalizado
gentilmente por:

CpercacUracnto

12

13

14

�211
receberá, dentro de alguns dias, o material necessário
para
inscrição. Este material consta de um "Manual de Instruções"
e do formulário "Dados para a Formação do Perfil Profissional".
No Manual encontra-se as Areas
Ãreas de Interesse e as Palavras-Cha
ve que podem ser utilizadas bem como breve orientação de como
preencher o formulário. 0 usuário irá registrar no formulã
formula rio as áreas e as palavras-chave selecionadas, que terão
pe^
sos, dados pelo próprio usuário, que deverão indicar a maior
ou menor importância daquela área ou palavra na atividade de^
des
crita. Tanto as áreas como as palavras devem ser
coerentes
entre si, formando um todo harmonioso.
Normalmente cada usuário possui um só perfil, no
entanto, alguns usuários, por estarem envolvidos em mais
de
uma atividade profissional, têm necessidade de receber informações distintas para cada uma destas atividades.
Ao recebermos seu formulário de volta,
fazemos
uma análise
analise rápida, quando são
sao detectados erros grosseiros.
No período aproximado de um mes,
mês, ele receberá o primeiro gr^
gru^
po de informações selecionadas de acordo com seu interesse.
2.1.3 - Saída
Nosso SDI tem como saída dois tipos principais
de cartao. 0 primeiro cartão óé o que contém a referência b^
bliogrãfica
bliográfica e o resumo dos documentos selecionados para aque^
le usuário. Uma vez julgados como de interesse, estes
car^
tões devem ser arquivados da forma que melhor convier ao usu^
rio. Ao longo do tempo ele terá formado um arquivo individu
al com as publicações de interesse, o que faci1itará
facilitará .não
nao
só
as buscas retrospectivas como também as citações dos trabalhos.
0 segundo cartao é utilizado pelo usuário
para
avaliar as informações recebidas. Este cartao é
devolvido
posteriormente ao CIN que irá, baseado nas avaliações fornec^
das, propor mudanças que melhorem o perfil submetido.

Digitalizado
gentilmente por:

�212
Além de avaliar as informações, o usuário pode ,
caso necessário, nos solicitar o texto completo de até cinco
referências enviadas.
2.1.4 - Interação Usuário-Sistema
üsuário-Sistema
Ê£ extremamente útil para o sistema saber se está
ou não atendendo ãs necessidades de informação de seus usuários
Besta forma é imprescindível que o cartão de avaliação
Desta
dos
itens seja enviado em todas as remessas feitas. Sõ com esses
dados o CIN terá condições de reformular os perfis que
ind^
cam ter baixo índice de relevância.
2.2 - Busca Retrospectiva
A busca retrospectiva (RS), é indicada antes do
planejamento de um projeto, pois ela nos fornece o estado-das, sempre que um pr£
arte daquele assunto específico, e depoi
depois,
blema técnico ocorra.
Enquanto o SDI util
utiliza
iza apenas os itens recebidos
acervo
rvo de inf
informações
recentemente, a RS utiliza o ace
ormações acumulado
a cumulado
ao longo dos anos. No SDI o perfil
per fil é daquele
daq uele usuário;
usuár io ; jjáá na
RS o perfil é do assunto da pes
pesquisa
quisa ou então
e ntão do problema
su£
pr oblema sur
gido .
2.2.1 - Usuários
striçoes feitas para inscrições
de
As mesmas re
restrições
usuários no SDI, são feit
feitas
as também para utilização da RS. No
entanto, já se aceitam os alunos que estão na pós-graduação
põs-graduaçao
em início de preparação ddaa tese. A RS lhes dá um levantamento
exaustivo de tudo que foi publicado sobre o assunto de
sua
pesquisa.
2.2.2 - Interação Usuário-Sistema
A participação do usuário no processo de busca

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

%^Sys,e.
CiercacUnicnto

12

13

14

�213
retrospectiva e bem maior do que na do SDI. Os usuários sao
até incentivados a participar pessoalmente na hora da
sele
çao dos documentos.
Para receber uma bibliografia exaustiva de um
assunto pertinente ã base de dados INIS, o usuário preenche
um formulário onde ira descrever com detalhes sua necessida
de de informação. Deverá destacar métodos, instrumentos ou
processos que tenha interesse, sendo importante também
que
informe que aspectos nao lhe interessem.
A partir desta descrição, os especialistas do
assunto no CIN, formulam uma equaçao booleana, onde sao uti
lizados os conectivos e, ou e nao. Esta equaçao é utilizada
pelo computador para a seleção dos documentos.
Caso o usuário nao
não fique satisfeito com o
re
re^
sultado obtido, ele deverá formalizar isto através de um con
coii
tato pessoal ou numa carta, explicando principalmente o moti
vo pelo qual considerou aquelas referencias como de
nenhum
interesse. Baseado nisto, nova formulação é feita, até se
atingir o resultado desejado.
2.2.3 - Recursos oferecidos
Apesar da saída do RS ser uma bibliografia
ee^
xaustiva, o usuário pode desejar que esta seja compilada ou
num determinado período ou então somente em alguns
idiomas
ou ainda de determinado tipo de material bibliográfico. Des
ta forma no formulário o usuário pode solicitar as seguintes
restrições: língua(s), ano(s), área(s),
ãrea(s), país produtor, tipo
de material bibliográfico, etc.
2.2.4 - Saída
A saida da RS e uma listagem que possui
na
parte lateral direita um canhoto destacável. Neste canhoto.

cm

Digitalizado
por:
gentilmente por;

Sc a n
stem
CpercacUracnto

II

12

13

14

�214
ca existente na
encontramos uma copia
cópia da referência bibliogrãfi
bibliográfica
cópia
parte esquerda do formulário. Quando o usuário deseja
de algum documento selecionado, basta destacar este canhoto e
enviar ao CIN. Isto foi feito para evitar que o usuário,
ao
transcrever a referência bibliográfica cometess
cometessee algum erro, o
que dificultaria a obtenção do material.

3. CONCLUSÕES
Estes serviços estão ã disposição da comunidade
científica e tecnológica do Brasil. No entanto, para que se
consiga sua utilização plena êé importante a participaçao
participação
do
bibliotecário. SÓ
Só ele, com os conhecimentos de tratamento e
ou
recuperação da informação pode transmitir ao pesquisador
ao técnico a importância e a utilidade destes serviços. E a
biblioteca surge neste contexto com um papel de destaque: se
ria frustante se dar a informação, sem se ter meios para
se
fornecer o texto completo.
Desta forma, os centros de informações com seus
serviços não substituem de fo
forma
rma alguma a biblioteca, mas sim
otimizam sua utilização.
ABSTRACT
The automatic bibliographic services
Services provided by
the Nuclear Information Center of the Brazilian Nuclear Energy
Commission are presented in detail. Emphasis is given on the
Selective Dissemination of Information Service and the
Retrospective Search Characteristics, having in mind its use
in its full potencial
potential by brazilian librarians.

Digitalizado
gentilmente por:

CiercacUnicnto

12

13

14

�215
4 . BIBLIOGRAFIA
4.
1. REES, A.M. Functional integration of technical librarias,
libraries,
information centers and information
Information analysis centers.
In:
Contempory
Con
tempory problems in technical library
center management: a state
and information cantar
State - of-theart. Washington, ASIS, 1974. 211p.
2. SCHUSSEL,G. Advent of information and inquiry services.
Services.
Data management. ^(9): 24-32, Sep.1969.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�v'^.'
’•DCOntTaiB0 8 «*« CÕsi»-tí» rí f « rnru.í a b i b 1 i ogr * { ii; d existí-ute ;,õ
AIÍASOOIJHia
*“— ' p i .i
i4
pttt-tf. «»«}««rd» iio fwrwíí.latii». Qüand;, o asuavio - •*
2:
4« »lg»» 4»c»»»»»tií 9 * »,j» c i t3n ad 0 , basta dcstv.-ar
cíx- :
.»*i-i*adir l»9inria»3 1o noij^ísa^ni IenqÍ3onu'í .H.A ,Si3í
4nrríar -ä tiT(ICO •.
‘eito pir-a
■ ■
3js'.i.x_r &lt; ,
1 KiTíol rf í
.eia3093 aieviwis aoi 3 sm^ql qi bn* fi - . ■: oat; noi
tc » 5 t‘
up «r
tr*Q»r.T«v9r ‘ rí f« ?■* r. c;, a ■■ibli.'
; n]
IsainrissJ nt gmsido-io y'i oc[itt-&gt; j noO
(|«e
nrrç-irr rr-rfb&gt;-f-7T:-^-:—;—
: 3 nawagf. rvE-a rs3r:'&gt;3 no I .1 E.aa o 3 ;r i bnü
•9rf3~lo - s3e33
.qlIE .AVPí
,nr,j^aidí£.V .3a&amp;
€Ó3&lt;Ct,B$v£ s
Tesíivísa y^iüpni bnc noi 3 tmToln i lo jti iVbA .0,
.PdÇí.qa^ ,ÍF-í-n
' 3tn5i | ß n p m Ä 3 /. U
- t • s 3 e r ■■ i • 5 e )
ei«»t1í ica c s? c. r o l õ í, i 0 a d c- b &gt; 3 s
M1i
■■■ I C n a r } l
C* n 9 g » * u a
b i í&gt; J i í !. 9 ': á r i o
.;
r
í e t; WSS »• •-»q a c ba ' ; b ■ a* ar ; ■■■'■ Jiif
• fC'
d i ni'c r ' ä i.; d &lt; ^ u t •
b i b í í o t r c a a'x&gt;ít- rtac..- . .'
rí« írust an tu
cat i ní
f«f Ríé«r e c « X r &lt;&gt; ;• rvr I a t-.n a 3 r a y . t m . ■.
iMí r V i ç c s n a o s u u fi t i ' u »■ vr i .;
O t i «\i r X •■: -'
i! r i 1 i í i : ar .

Th ,■ au c -.j, - a í : 'r
tbe' toícleAf
r,x;». í - '■ ' ; J:
Co»«t 9 t r ap r e s t : i.- ,i
S« 1* t t i Y a . 1 !. s ea ; i- a t
’ &gt;í
ReKrr-«;;,. ' .
■■.&gt;_.,&lt; r«. h f ti ar .
In lí*
.
■ ■ 7'. \ ■ í. r V i&gt;v^i

Digitalizado
gentilmente por:

'T
i ri
i a .■

\Scan
GereorUuavnto

ÉÊ^
12

13

14

�Sub-tema:
A biblioteca ou equivalente, como fonte de informação,
realização profissional para o bibliotecário, e base para
o desenvolvimento nacional

Digitalizado
por:
gentilmente por;

Scan
Sysi

11

�216

020.072 CDD
001.38:02.007(81) CDU
INOVAÇÃO E PESQUISA EM BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Por
Tania Mara Guedes Botelho, BS, MS.
Cientista da informação,
trabalhou
no desenvolvimento
do
Integrated
Scientific Information System - ISIS
da Organização Internacional do Tr£
Tr^
balho (Suiça) e em vários projetos
de implantaçao de sistemas de info£
info_r
maçao. Atualmente trabalha em pesqu^
mação.
pesquj^
sa para suporte
de sistemas
no
Process^
SERPRO (Serviço Federal de Process£
mento de Dados).
Resumo:

0 objetivo deste trabalho é verificar mais de perto
as
inovaçoes ocorridas na Biblioteconomia e na Ciência da Iii
In
formaçao. A relaçao entre pesquisa e desenvolvimento é ^a
nalisada, bem como os objetivos em se
sc estabelecer um pr£
cesso de inovaçao. A pesquisa e investigação
científica
e sua fundamentaçao metodológica sao explorados tendo em
vista o delineamento de uma política de pesquisa em Biblio
teconomia e Ciência da Informação.

INTRODUÇÃO
0 objetivo deste artigo êé verificar mais de perto as inovações
inovaçoes
o_
o
corridas na Biblioteconomia e na Ciência de Informação e,
tentar
discernir sobre o processo de inovaçao se ê que existe, bem
como
aplicar a idéia a noções
noçoes atuais na realizaçao da pesquisa.
Inovaçao ê
talvez por
e política
Inovaçao éê
Inovação

cm

uma palavra que pode.
pode se tornar facilmente
tendenciosa
esse motivo escolhi discutir sobre inovação,
inovaçao,
pesquisa
de pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da Informação.
comunente vista como algo bom, pois implica em mudanças

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
sj.-,
System
sí em
C*ereaclaro«nt
Gerencia
ncntoo

11

�217
e em progresso. Entretanto, numa mudança para pior não se
tue em inovaçao.

const^

No campo de Biblioteconomia e Ciência da Informação, podemos
o^
servar duas áreas nas quais esta relaçao pode ser estudada. A pri,
meira área éê a prática científica e a profissão; e a segunda,
a
substância intelectual como base da Ciência e sua parte prática.
Uma importante faceta da segunda área diz respeito a
realizaçao
das atividades de pesquisa que permitam construir uma base profi_£
profi_s
sional e de conhecimento científico e, em fazendo isto tentamos de^
senvolver métodos para compreendermos o que fazemos ou o que
nao
podemos fazer, ou o que é melhor fazermos na prática. Os pesquisa,
pesquis^
dores sao
são muito conscientes da necessidade de se diminuir o hiato
entre teoria e prática, entre Ciência e Tecnologia ou entre pesqu^
sa e desenvolvimento. Como expressão porém, pesquisa e desenvolv^
mento mostram claramente a relaçao
relação entre pesquisa e prática, embo^
emb£
ra eu acredite que a palavra inovaçao deva também ser incluída.
A relaçao
relação entre pesquisa e desenvolvimento é baseada na idéia
ideia
de
mudança e progresso - as mesmas qualidades inter-relacionadas com
inovaçao. Na realidade, eu acredito que poderiamos nos referir
inovação.
a
pesquisa e inovaçao da mesma maneira que tradicionalmente nos refe^
rimos a pesquisa e desenvolvimento. Inovaçoes
Inovações sao desenvolvimentos
que trazem em si a idéia de fazer alguma coisa de modo mais posit^
vo e com objetivos e efeitos específicos.

PESQUISA E INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
A área de pesquisa e investigação científica está atualmente cre£
cre^^
cendo em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Este crescimento
quali^
tem se verificado junto com uma necessidade em se melhorar a qual^
dade do serviço aos usuários. Igualmente importante é acreditarmos
que a contínua implementação no serviço ao usuário pode ser espec^
ficamente expressa através de um processo de inovaçao. Uma
imple^
mentaçao positiva neste tipo de serviço depende de uma mudança dos
fatores da organizaçao, os procedimentos, os métodos, a tecnologia
tecnoloeia

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem Jty?
Ciereaclaro«nto

12

13

14

�218
e as Idéias. A implicação positiva éi que um processo sequencial ou
cíclico pode ser ativado para uma solução bem sucedida. A não
s£
sa
tisfação ou a deficiência nos níveis de serviço serão
observados
por administradores e usuários e, talvez, ainda haja uma queda na
demanda do serviço. A administraçao deve, portanto, identificar es
ta deficiência e corrigl-la.
Investigação e pesquisa fornecem estratégias e técnicas para imple
mentar a administração.
administraçao. Este é um processo que ocorre em bibliote
cas e na área de Informação, porém de modo simplificado. Ê através
da inovação
inovaçao que este desequilíbrio pode ser corrigido. Naturalmen
Naturalmeii
te, algumas inovaçoes
te,.
inovações são maiores de que outras. Entretanto, em g£
ral, o que importa para contribuir com o sucesso da correção
de
uma deficiência ou desequilíbrio é a consideração da inovaçao.
Se esta é uma visão muito geral sobre inovação,
inovaçao, ela deve ser acei^
ace^
ta pelo menos para se argumentar sobre o assunto em todos os esca
loes administrativos envolvidos no processo. Entretanto, o envolvi
mento no processo pode se dar de maneira diferente nos vários
es
e£
calões. A grande parte de inovaçoes ocorre no trabalho diário quan
do o ambiente mostra, na prática, caminhos alternativos que podem
levar a uma inovaçao. Ê neste ponto que exercemos nossa capacidade
de julgamento, muita vezes nos levando a um estudo paralelo sobre
preparação de uma pesquisa e, frequentemente, implementamos estas
inovaçoes práticas por um procedimento pouco rigoroso.
Por exemplo, suponha estarmos operando um serviço para uma bibli£
teca técnica e, após algum tempo, aparece vago um espaço em um ou
tro lado da instituição na qual a biblioteca está inserida. A
bi
b^
blioteca suponha, poderá usar este espaço para armazenamento. P£
deremos então colocar neste espaço, material pouco utilizado mais
que deve ser guardado. Nessas circunstâncias, terlamos maior espa^
esp£
ço na parte principal da biblioteca para talvez realizarmos
três
projetos. Um novo grupo de pesquisa foi contratado pela firma, por
po
exemplo, e deverão ser usuários intensos da biblioteca. Logo,
p£
deremos ter maior número de cadeiras e espaço para trabalho. Em s£
se^
gundo lugar, poderiamos ter um outro projeto que seria aumentar o

cm

Digitalizado
gentilmente por:

sj.-,
System ty?
Ciereaclaro«nto

11

�219
serviço de disseminação seletiva de informação e ter fotocopiadores instalados na área da Biblioteca em lugar do usuário ter
de
solicitar ã seção
seçao de reprografia em outra sala. Em
Em, terceiro lugar,
poderiamos considerar a futura integração de uma parte da biblioteca em desenho técnico ou outro tipo de coleção.
Qualquer uma das tres
três opções resultaria uma inovação
dependente
da retirada do material de pouco utilização. 0 processo todo pode^
ria facilmente acontecer com uma pequena investigação formal. Na
prática nao haverá necessidade de se implementar um projeto
de
pesquisa ou uma "survey", embora se tenha que desenvolver uma meri
men
suraçao formal de uma das alternativas e os efeitos em termos de
suração
custos, tempo, espaço e satisfaçao do usuário.
Este exemplo de uma biblioteca técnica é muito típico em relaçao
a problemas enfrentados por administradores em biblioteca. Nao e
possível se colocar um percentual neste tipo de evento nas biblio^
tecas, mas deve ser bastante alta a incidência. Tal inovaçao e le^
vada a efeito sem uma pesquisa formal. Entretanto, a maioria das
idéias que um administrador leva em consideração tais como as rje
re^
lacionadas com o baixo uso de stock e a locaçao das coleçoes com
respeito aos usuários, tem sido o tópico
topico formal de pesquisa e de^
senvolvimento.
senvo1vimento.

FOR UMA POLlTICA
POR
POLÍTICA DE PESQUISA
Qual é exatamente a situaçao do relacionamento entre pesquisa
e
investigação formal na area
área de Biblioteconomia, Ciência da Info^
maçao e os fenômenos que envolvem o usuário, e a produção de cam
po para inovaçao em lugares como a biblioteca técnica do
nosso
exemplo? 0 único elo que existe realmente ée a consciência do adm^
nistrador. Será que isto é bom quando se pensa no esforço colocado em pesquisa e investigação formal na área? Me parece faltar um
importante elo entre pesquisa, inovaçao e desenvolvimento. Enquan
to há o caso de pesquisa e investigação para gerar acumulo do co^

cm

Digitalizado
gentilmente por:

sj.-,
System
C*ereaclaro«nto

11

�220
nhecimento sobre várias atividades, também existe a necessidade
de se especificar os limites da atividade prática. É£ portanto de
sejável que a fundamentaçao
fundamentaçaò teórica de Ciência da Informação
e
da Biblioteconomia seja desenvolvida com o trabalho prático
em
Biblioteca e com a tecnologia da informação.
As idéias sobre uma definição de política em Biblioteconomia
e
Ciência da Informação tornam-se claras a este ponto. A grande fon
te de pesquisa e de investigação formal são diretamente integrados com parte da máquina governamental que administra os programas de financiamento. Inovação é um esforço importante para se
atingir altos níveis de desempenho e, nosso esforço de pesquisa
deveria ser dirigido para a pesquisa aplicada na prática através
de seu potencial em atender ao processo de inovaçao.
inovação. Uma instj^
inst^
tuiçao dedicada a pesquisa ou mesmo a um conjunto de projetos
nao irá na prática propiciar um processo de inovaçao somente pe
los esforços indiretos. Conhecimento científico
cientifico e profissional
na forma de dados, experiências e resultados de pesquisa
devem
ser explorados habilmente com finalidades especificas, incluindo
inovação; e também devem constituir-se num processo e num meca^
inovaçao;
meca_
nismo de controle, comunicação e estimulo. Esta êé a essência
essencia de
uma política de pesquisa.
Eu penso que podemos dizer ser necessário tal definição em uma p£
lltica de pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da Informação .
lítica
Uma inovação
inovaçao importante para este país
pais na área de Bibliotecono^
Bib1iotecono^
mia e Ciência da Informação seria uma política ligada aos problemas de administraçao e ao processo de inovaçao. Nao sei ainda c£
mo isso poderia ser atingido. Entretanto, farei algumas observa
çoes que podem ser úteis aos que tem a responsabilidade de formu
formu^
lar e ativar tal política.
Uma perspectiva histórica pode ser útil neste ponto. Olhemos br£
bre^
vemente para algumas mudanças que atingiram substancialmente a
área de Biblioteca e Informação na Inglaterrra.
1. 0 desenvolvimento da National Lending Library para Ciência

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

�221
Tecnologia (atualmente British Library Lending Division-BLLD)
pro
em Boston Spa. fornece urn
um exemplo muito bom de inovação
fissional. Dr.Urquart, primeiro Diretor e fundador da BLLD fa
lou de modo pelo quäl
qual a Biblioteca, por razões praticas,gerou
prãticas,gerou
uma demanda grande de periódicos científicos e técnicos,
a
qual nao
não poderia mais ser satisfeita pelos recursos existentes na Biblioteca do Museu de Ciência e na Biblioteca de Ref£
Ref^
rencia Científica.
rência
Cientifica. Isto se deve a demanda ocorrida face
aos
acontecimentos na pesquisa espacial Soviética. A solicitação
de publicações foi muito grande e o serviço de empréstimo foi
estabelecido para satisfazer países com alta demanda.
Dr.
Urquart expandiu a serviço de tal modo que a Boston Spa. hoje
êe um exemplo do tipo de inovação que falamos aqui.
22. A indexação coordenada é outro exemplo dessa inovação.
inovaçao. A se^
s£
qUência cronológica dos eventos é bastante conhecida a partir
de Mooers. Inovação
Inovaçao neste caso foi um processo de maturaçao
de certas idéias conceituais e intelectuais; isto monta a uma
pesquisa formal que precedeu ã inovação.
A inovaçao
inovaçao- aconteceu pela difusão da idéia em geral e através
de formas nas quais as técnicas de indexação
indexaçao manual e mecan^
ca eram mercantilizadas. De modo similar, também foi desenvol^
desenvo^
vida a idéia da Classificação
C1 assificaçao facetada. A atividade intelecimpl£
tual de Ranganathan e seus seguidores foi formalmente imple_
mentada antes de surgirem várias publicações sobre seu trab^
traba.
Iho .
Esta idéia e seus princípios tornaram-se inovação
inovaçao quando foram tomadas pelos cientistas trabalhando na elaboraçao de e^
como
quemas de cIassificaçao e, mais tarde, thesaurus, bem
por profissionais na área educacional preocupados em ensinar
princípios de classificação. A indexação
indexaçao coordenada e a cla^
sificação facetada dariam um bom estudo sobresobre a genesis ou
origem de uma inovação e sua subsequente difusão.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sc a n
stem
CiercacUnicnto

11

12

13

14

�222
3. Outros esquemas de Classificação como a CDU e a Bliss também
constituem-se em inovaçoes merecedoras de um estudo profundo
sobre sua origem. Entretanto, dos quatro casos mencionados,n£
nhum mostra estreita ligaçao entre atividade de pesquisa, financiamento, política de pesquisa e inovação. Mas
comumente
acontece que os fundos de pesquisa sao alocados para
áreas
areas
aonde o estágio inicial de genesis ou origem da inovação
já
aconteceu. Todos os estágios antes da inovação ocorrer são, a
meu ver, ponte de todo um cojunto; a Pesquisa contribue para
o desenvolvimento, refinamento e difusão do processo que leva
a uma inovaçao. E porque isto? Porque inovaçao ée um processo
continuo que ocorre em ambientes diferentes de modo cíclico e
seqUêncial. A difusão, por sua própria natureza leva a inova
inova^
çao a fases secundárias e subsequentes. A geraçao inicial de
idéias pode ser deixada dentro do processo expontâneo de com
bustao profissional.
4. Nosso último exemplo será
sera na área de aplicação
aplicaçao de computadores
em Biblioteca e Serviços de Informação. As inovaçoes ocorridas
ainda sao muito recentes para que se possa traçar um histor^
historj^
CO. Entretanto, vários sao os casos de aplicaçao de técnicas
de computação e de comunicação de dados sua area
área de Biblioteca
e Informação. Os cientistas da Informação nao inventaram o
computador mais fazem um uso bastante
bajtante grande desta máquina.
A pesquisa e investigação em Biblioteconomia e Ciência da In
formaçao tem se prendido mais a -difusão
^ifusao e aplicaçao do que
ãa
geração de idéias para inovaçaó. As implicações políticas di^
dis
seguintes: enrijecimento nas
so podem vir a ser as seguinte$:
políticas
de pesquisa no campo de aplicaçao enj
en( relaçao ãa taxa de difusão
através dos canais de disseminação. Por outro lado, é
menos
provável que se possa traçar uma
ufiià política de pesquisa voltada
âã geração de idéias dentro de um processo de inovaçao. Grande
parte do desenvolvimento acontece sem pesquisa e investigação
formalizadas e, uma política para ser objetiva teria de ser
voltada para problemas na área de administração e aplicação. A
credito que o conceito de Inovação
Inovaçao é mais especifico que o con

cm

Digitalizado
gentilmente por:

sj.-,
System
CiereaclanKnto

11

�223
ceito de desenvolvimento e, nossa profissão deve aprofundar os
conhecimentos teóricos de modo a distinguir entre os dois con
ceitos. Entretanto, a relação entre pesquisa e inovação ainda
nao está muito clara. Existem algumas inovaçoes práticas
com
pouca conexão direta com pesquisa como mostramos no exemplo da
biblioteca técnica. Está claro, porém que pesquisa e investiga
ção tem um papel substancial na difusão e na aplicação de in^
in£
vações quando as idéias iniciais já estão embutidas no esplr^
espíri^
to do profissional. Existem fortes razões
razoes para de desenvolver
uma ativa política de pesquisa na área e, se existirem finan
ciamentos possíveis, esta agência financiadora devera
deverá ser en
volvida com a definição de tal política.
Tomemos agora a relação
relaçao existente entre pesquisa e estagio
estágio primá
prima
rio da inovação, ou da geração de idéias
idéias.. Nao
Não há uma conexão dire^
ta entre geração de idéias e pesquisa como uma atividade profissÍ£
nal. A maior razao sendo que a geraçao de idéias esta embebida num
contexto maior. Profissionalmente, a atividade de pesquisa fornece
uma estrutura para este contexto maior. Nenhuma política de pesqu^
sa pode fazer muito sobre a presença ou ausência de
dé idéias.
Inovações se iniciam no teste de hipóteses, e estas se expandem
Inovaçoes
através da difusão. A máquina da pesquisa existe para facilitar o
que vem naturalmente ao pesquisador, e uma política nesta área de^
d£
ve ter mais o sentido de dar suporte do que dirigir os recursos da
pesquisa. Uma política científica que seja diretiva esta fadada ao
insucesso. Isto é uma maneira de dizer que a independencia e a 1^
berdade do pesquisador e do cientista devem ser protegidas. Qualquer política que não reconhece isto está fadada a falhar.
conclusSes
A fim de recapitularmos um modelo formal de inovação, sugiro a existência de dois elementos para reconhecermos um
processo de inovaçao:
(1) - a descoberta inicial leva a alguma forma de mudança;
(2) - o processo de inovação
inovaçao deve ser difundido.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Scan
Sy st e m
CpercacUracnto
Cierenclancnto

II

12
12

13
13

14
14

�224

formula clara que conecte pesquisa e
Nao existe uma fórmula
investigação nem os pontos (1) e (2) acima mencionados. Isto faz
com que a formulação de uma política científica
cientifica torne-se de difí
cil definição, em lugar de ser um simples exercício para ajudar
o financiamento da pesquisa. Entretanto, se pudermos ter um con
trole sobre o processo que se traduz do produto da atividade in
telectual para um produto que pode ser útil no fornecimento
de
um serviço aos usuários, estaremos reforçando nossa habilidade de
vender para uma empresa os serviços de Biblioteca e informação
que sabemos serem necessários.
Nossa habilidade em controlar a taxa de mudança em
nossa profissão está determinada na medida em que entendemos e
manipulamos o processo relacionado á
1 inovação. Esta manipulação
manipulaçao
nao poderá acontecer sem uma política e estratégias apropriadas
e, particularmente,
par ticulärmente, dentro de métodos de aplicaçao e pesquisa a
poiados por agentes financeiros.
Para as descobertas se encaminharem a um
processo
de inovação
inovaçao devemos considerar certas características, a saber :
(1)
(2)
(3)
(4)
(5)

-

Aleatoriedade e imprevisibilidade;
imprevisibi1idade;
brilho cientifico;
científico;
personalidade do pesquisador;
efeito do tempo e dos prazos;
receptividade do ambiente como um todo.

Estes fatores fazem o "acaso" que está muito ligado
ao processo de descoberta e inovaçao. Eles podem ser de
certo
modo planejados dentro de uma atividade sistemática. Sem uma bem
definida política científica,
cientifica, estes fatores tornam-se incontrolá
veis. Resumindo, existe um conflito entre a natureza da descober
descober^
ta, os diversos estágios da inovaçao e a realidade da vida profissional, bem como o desejo e a necessidade de se impor padrões
acima de tudo.
Algumas perguntas devem ser colocadas neste ponto :

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Sy st
em
GereacUracnt»
Ciereoclannita

II

12

13

14

�225
(1) quao inovadora tem sido a área da Biblioteca e informação
i.e; sera que.a
que a pesquisa tem sido mais parte de um desenino
volvimento do que parte de um processo de descoberta e ino_
vaçao?
(2) até que ponto podemos usar a atividade de pesquisa
para
promover, estimular e acelerar uma mudança e corrigir
s^
si^
tuaçoes que tendem a se deteriorar; isto quer dizer quanto acreditamos na pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da
Informação?
(3) será que a política educacional em nossa profissão ée suf^
sufi^
ciente para manter a geração
geraçao de idéias, de tal modo que a
pesquisa cientifica possa ser mantida e tornada efetiva p£
pa^
ra a difusão e aplicação de inovações?
(4) em relaçao a controle, será que estamos identificando cor^
cor_
retamente os pontos críticos de nossa profissão aonde ino^
in£
vaçao, provavelmente, deve ocorrer ou é mais necessária ,
na
unindo uma necessidade profissional com uma política
profissão?
(5) Finalmente, será
seri que temos estrutura institucional sufici
ente para desenvolver e explorar políticas relacionadas a
mudança e inovaçao, ou será que precisamos analisar de mo
do mais critico
crítico o corpo profissional, as agencias
agências de pesquisa, as escolas de Biblioteconomia e as estruturas
de
nossos sistemas, pequenos e grandes, e melhor adaptâadaptá- los
ao exercício da profissão?

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
C»ereaclaro«nto

11

12

13

14

�226

CDD 021.2
CDU 027.081:338(1)

A biblioteca ou equivalente como fonte de
informação, realização profissional para o bibliotecário e base para o desenvolvimento nacional

por
Lea Almeida Chaves

CRB-7a. n9 127

(Chefe da BMP
BHF da DMF/RJ)

Resumo:
A biblioteca como fonte de informação. 0 bibliotecário de referencia incentivando a pesquisa do usuário, auxiliando e informando.
A situaçao do bibliotecário nas repartições públicas
publicas e o desenvolvimento nacional.
A satisfaçáo
satisfação na realização do trabalho executado.

Digitalizado
gentilmente por:

�227
1.

A Biblioteca como fonte de informação
A Biblioteca e5 a fonte de informação permanente e auxilia a

formação dos futuros dirigentes do paTs^
Quando o livro se torna um objeto caro e pouco aquisitivo /
para o estudante, a biblioteca como centro de documentação transforma-se njj
ma fonte de cultura usando a pesquisa, como auxTlio ã informação.
1.1

A Pesquisa biblioteconômica
A pesquisa ée excitante e ao mesmo tempo um desafio ao

pro-

fissional que a faz. Para isso e necessário que o bibliotecário esteja sempre a par do que se passa nos meios bibliográficos para não ser apanhado de
surpresa e falhar nas suas pesquisas ou informações ao público carente,
carente.
1.2

0 Bibliotecário de referência
0 Bibliotecário de referência deve ser paciente, educado

,

atencioso, culto e um "expert" para adivinhar, interpretar e dirigir a pesquisa para o objetivo desejado.
desejado,
Na maioria das vezes a presença de espTrito aliada a cultura e o discernimento em saber procurar e localizar leva o leitor ávido

em

aprender, a se dedicar mais a pesquisa e tornar-se ate uma pesSoa
pessoa importante.
impprtante.
A referencia não se limita apenas aos livros que não saem /
da biblioteca, mas, também as revistas especializadas e que muitas vezes

/

trazem nos seus artigos assuntos novos e palpitantes que despertam maior i£
iji
teresse ao público que as consulta.
0 bibliotecário necessita conhecer o acervo da entidade

em

que trabalha, consultando, lendo, para poder informar dentro da especialid^
de da Biblioteca o livro mais adequado ou ainda o capTtulo do livro onde se
encontra determinado topico desejado pelo leitor.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�r

228
2.
E.

Experiência realizada
Ha pouco tempo tive uma experiência na Biblioteca do Ministé-

rio da Fazenda, os leitores estudantes universitários, procuravam algo sobre o
histórico do Ministério da Fazenda, porem não existe um livro que contenha todas as informações condensadas desde os primõrdios da criaçHo
criaçao do Erário

Regio

em 1808 no Brasil, ate a construção do Palácio da Fazenda em 1943 ou ainda as
várias reformas por que passou o Ministério da Fazenda. Comecei a pesquisar p^
varias
ra informar e quanto mais pesquisava, encontrava neste ou naqueles livros alg^
algjj
mas informaçSes,
informações, portanto resolvi tomar notas. No fim de algumas semanas o material conseguido era tão vasto que me propuz a escrever um livro sobre o histórico do Ministério da Fazenda. Assim ée que de uma necessidade nasceu uma modesta produção bibliográfica.
3.

Intercâmbio entre entidades
0 intercâmbio entre entidades, isto é bibliotecas, principal-

mente dos nossos campos de conhecimento, as reuniões periódicas ou mesmo a tro
ca de idéias por correspondência é muito importante para o bibliotecário de re
ferência, pois pode enviar o leitor aquela entidade que possue o livro desejado.
Na era da automação em que se pretende colocar a máquina
serviço do homem, não se justifica que se retenha a informação por mais de

a
E4
24

horas como acontece ainda em algumds instituições; a informação deve ser rápida, porém, precisa, detalhada, para satisfação do usuário e orgulho do bibliotecário.
4.

0 problema de pessoal nas instituições
0 problema mais sério das instituições federais é a falta

de

pessoal. As bibliotecárias se aposentam e não são substituTdas por outras, por

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�229
sua vez os contratos sffo
são assinados e ao aprenderem o serviço, quando poderiam
render para a entidade que as treinou e praticamente as formou, conseguem melhores colocações em outros mercados de trabalho com maior remuneraçcTu,
remuneração, ficando outra vez reduzido o numero de bibliotecários. Assim se melhor fosse o
vel salarial dos Bibliotecários no serviço público, ainda que para isso

nTfosse

necessário que aumentasse para mais um ou dois anos o currTculo escolar de biblioteconomia, talvez solucionasse esse problema.
4.1

A Biblioteca do Ministério da Fazenda
A Biblioteca do Ministério da Fazenda que ao ser instalada em

1943, a 35 anos atras,
atrás, tinha 30 bibliotecários formados esta reduzida a 6

bi-

bliotecários de carreira e 7 contratados que estão se demitindo para tomar po^
po£
se em outras entidades com melhores salários. A lotação ideal seria a de 24

a

30 bibliotecários para que es
os serviços além
alÕm de ser bem executados, nlio acumu lassem, ée porisso que sou sempre favorável a realização de concursos públicos,
porque pelo menos supririamos por alguns anos essa lacuna de pessoal.
4.2

Sugestões aos Conselhos de Biblioteconomia e Associações de
Classe
Os Conselhos de Biblioteconomia e as Associações de Classe d£
de

vem pensar nesse assunto com muita urgência, pois poderá tornar calamidade biblioteconômica a falta de profissionais nas repartições públicas federais e em
um futuro nao
não muito longTnquo.
longínquo.
5.

0 Desenvolvimento nacional
Como poderia haver o desenvolvimento nacional, com a falta de

seus profissionais técnicos em suas repartições públicas? Como dirigir uma Biblioteca sem bibliotecários? Como servir ao público
pÚblico cada vez mais numeroso

e

carente de saber e de cultura se nao temos profissionais que o sirva?

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�r
230
6.

A realização
realizaçao profissional
Para que haja realização profissional é
ê necessário ter amor a

profissão escolhida, concentração do dever a cumprir com o publico e consigo /
mesmo, Participar de conferêhcias,
conferências, reuniões, simpósios, congressos trocando

/

idéias, enviando trabalhos, enfim, participando intensamente de todas as campanhas para realização de melhores condições oe
ue trabalho, melhorar a simplificação das tarefas biblioteconômicas. Satisfazendo e contribuindo com as pesqui sas a fim de nunca deixar o público insatisfeito. Expor as idéias que venham /
ajudar a'carreira e por fim orgulhar-se de ser um bom profissional, enfim um /
Bibliotecário.

Abstracts:

The Library as a source of information. The incentive given
by the reference's Librarian to the customes' research, helping and
information them.
The situation of Librarians in the Public Departraents
Departments

and

the national deveiopment.
development.
The satisfaction as a result of the performance of the
Specific Tasks.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�231

CDU 002.6:656
A IMPORTÂNCIA DE UM
CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO NA EMPRESA

MARIA TEREZA CORTEZ
CRB-8/1315
ENCARREGADA DO CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO DA EMTU/SP. - Empresa Metropol^
tana de Transportes Urbanos/São Pau
lo
RITA LUISA LARROUDE - Colaboradora
CRB-8/1993
Bibliotecária-Chefe da Fundação Padre Anchieta - TV Cultura - Canal 2
RESUMO
O presente estudo consiste em uma proposta

a

implantação de.
de um Centro de Documentação em Empresas que possuam
material bibliográfico especializado. Tal proposta surgiu
vez que dentro das atuais organizações empresariais não

uma
existe

um consenso geral de se veicular todas as informações de interes
se público ou privado, a um mesmo local - que é o Centro de Docu
mentação. No presente estudo, reportaremo-nos a uma Empresa

de

Transportes Urbanos.

Palavras-Chaves: Implantação do Centro de Documentação - Transportes Urbanos
bocumentos
Documentos Centralizados

Digitalizado
por:
gentilmente por;

4^
II

12

13

14

�232
1. INTRODUÇÃO

O Brasil passa, nos tempos atuais, por uma fa
se de grande desenvolvimento tecnológico e podemos comprovar esta afirmação através da implantação do Metrô de São Paulo,

con-

forme informações a seguir.
No início da implantação do Metrô de São Paulo, por volta de 1974, quando começou a funcionar a linha comercial, na Linha Norte/Sul conseguimos o índice de 63% de nacionalização; isto equivale a dizer que os 63% do material

empregado

no Metrô era brasileiro. Na Linha Leste/Oeste conseguimos o índ^
ce de 82% de nacionalização, isto quer dizer que conseguimos
cõnseguimos 30%
a mais de nacionalização a partir das experiências primeiras

na

implantação do Metrô.
Podemos indicar o mesmo fato, isto é,
ê, do

de-

senvolvimento da tecnologia nacional, no campo aeronáutico

onde

a EMBRAER - Empresa Brasileira de Aeronáutica - juntamente com o
CTA - Centro Tecnológico Aeroespacial - conseguiram alcançar

o

alto índice de 69% de nacionalização.
Nesta área, o desenvolvimento de nacionalização está se processando em diversas etapas, cujos dados consegui_
consegui
dos damos a seguir, em
1975 - alcançamos 27% e em
1979 - alcançamos 69%; isto equivale a

dizer

que a variação dos índices de nacionalização, nesse período, foi
de 155%, possuindo ainda a perspectiva para 1984 de atingir

79%

da nacionalização em relação a 1979 e correspondendo a um acrésacres-

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�233
cimo de 14%.
Se está comprovado que o brasileiro se adapta e tem condições de desenvolver técnicas estrangeiras e nacio
nalizã-las, por que não se faz isto na área Biblioteconomica?
Por que o empresário não confia a

Implanta

ção de um Centro de Documentação a Bibliotecários brasileiros?
Por que as empresas destinam verbas
sas a empresas estrangeiras para que elas "estudem" e

vulto"conhe

çam” seus vários departamentos para a implantação de um Sistema
çam"
de Informação fora dos padrões da nossa realidade?
Cabe a nós, bibliotecários, conscientes
nosso papel, unirmo-nos e mostrar aos nossos empresários

do
que

temos capacidade para um trabalho de tal envergadura e, por e£
es^
sa razão, escolhemos este tema para ser apresentado no presente Congresso.
2. CONCEITUAÇÃO
0 Centro de Documentação é o local para onO
de devem convergir todas as informações e dados coletados; toda a documentação, independente de sua forma física, técnica '
ou não, gerada pelos técnicos da empresa ou recebida de entida
des congêneres de âmbito nacional e internacional, com a finalidade primordial de reunir, analisar, acumular e divulgar uma
bagagem de conhecimentos e experiências que se constitua em um
patrimônio importante dentro de determinado campo e em intere£
interes
se para o grupo a que serve.
1

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�234
3. OBJETIVOS GERAIS
3.1. Centralização do fornecimento da informação.
3.2. Estabelecer rotinas que canalizem'ao
canalizem ao Centro de Documentação a documentação técnica relevante, elaborada

den-

tro da Empresa e/ou por ela recebida.
3.3. Apoiar o desenvolvimento da tecnologia de

Transportes

Urbanos.
3.4. Desenvolvimento de fontes de informações internas e externas com qualidade e abrangência necessária.
3.5. Conscientização geral da importância da informação.
3.6. Manter contato com entidades e órgãos afins, colaborando com organismos congêneres nacionais e internacionais
para controle de intercâmbio de publicações e recebimen
to regular de informações necessárias.
3.7. A longo prazo o Centro de Documentação serâ
será

composto

Microfil
de: Biblioteca, Arquivo Técnico, Reprografia e Microfi^
magem com o objetivo de melhor disseminar a informação.
4. ORGANIZAÇÃO DO CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
Nenhuma empresa poderá sobreviver se não po£
suir um intercâmbio de informações dentro de qualquer área de a
ção em que atue, porque vivemos em um mundo que se encontra

em

uma fase de evolução, transição e transformação que afeta o indivíduo, a empresa e a própria sociedade.
Todo sistema de informação deve ser idealiza
do com a finalidade de atender ãs necessidades da empresa e

o

primeiro problema é definir essas necessidades.
Dentro da empresa, existe a necessidade

cm

Digitalizado
gentilmente por:

de

4^
II

12

13

14

�235
se definir o processo de fixação de tecnologia, através das
reas de pesquisas, de planejamento e de montagem de uma

ã
á

infra-

estrutura apropriada, geradora de documentos atuais dentro da ã
rea que opera, no nosso caso. Transportes Urbanos.
Existe também a necessidade de uniformização
de linguagem, classificação, manipulação e codificação das
formações, o que resolveria o problema de recuperação das

inmes-

mas .
É importante valorizar-se a experiência
amadurece o indivíduo e a equipe, isto i,
é, a tecnologia só

que
pode

ser considerada fixada quando se i capaz de exercer julgamento'
sobre a validade da informação tecnológica e, sobre ela,

criar

soluções adequadas ãs realidades nacionais, como foi feito

no

Metrô de São Paulo.
Paulo,
4.1. Metodologia de Trabalho
O Centro de Documentação atuaria como coorde
nador das atividades de captação, absorção, catalogação, recupe
ração e divulgação das informações tecnológicas.
Caberia ao Centro de Documentação também

as

seguintes atribuições:
4.1.1. Treinar, criar estímulos e conscientizar o pessoal

téc-

nico da empresa era
em relação ao objetivo primordial do Cen
tro de Documentação.
4.1.2. Empreender a pesquisa bibliográfica ampla.
ampla,
4.1.3. Registrar e controlar todo material bibliográfico,

isto

ê, os livros, periódicos, especificações de caráter técnológico, material audio-visual, etc.
4.1.4. Pesquisar, manter e divulgar a história dos

Transportes í

J
cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
sí em

♦

11

12

13

14

�236
Urbanos na sua região.
4.2. Grupos de Trabalho
Com a criação

do Centro de Documentação se-

ria necessário criarem-se Grupos de Trabalho com fixação de objetivos que levantem dados e elucidem fatos de tudo o que ocorre nos Transportes Urbanos da sua região.
Para melhor elucidar, no nosso caso, os grupos seriara
seriam compostos da seguinte maneira:
4.2.1. Estudando os problemas dentro do. comportamento da cidade
através de sociólogos, economistas, psicólogos, urbanistas e também através do pessoal que trata com

transpor-

tes dentro do Planejamento Urbano.
4.2.2. Distribuindo e divulgando, em âmbito regional e nacional,
os estudos, levantamentos, propostas e resultados alcançados para soluções dos problemas.
4.2.3. Estimulando a produção de documentos que registrem as ex
periências adquiridas através de:
a. artigos técnicos - publicação interna e externa (assinaturas de revistas técnicas);
b. comunicações internas: normas, relatórios,

especifica-

ções, planejamentos, plantas e desenhos, revistas
nicas, que auxiliem os indivíduos a registrar e

téctrans-

mitir suas experiências;
c. seminários e congressos com registro sistemático de suas
conclusões;
d. visitas e viagens de estágio com produção de relatórios'
e aquisição de informações.

Digitalizado
gentilmente por:

ty
12

13

14

�237
4.3. usuArio
USUÄRIO da
DA informação
INFORMAÇÃO
O acervo e a bagagem de conhecimentos
ser avaliados e, mais que tudo, preservados, pois eles

devem
existem

em função dos usuários da informação.
E quem é o usuário da informação? Ê todo

a-

quele que, tendo conhecimentos, adquiridos através de cursos re
guiares, de pesquisas, de necessidades de trabalho, (científico
ou não), ou adquiridos por ele mesmo; vai ao Centro de Documentação a fim de:
- ampliar seus conhecimentos técnicos;
- encontrar soluções para seus problemas pro
fissionais;
- conferir suas informações;
- pesquisar o acervo, a fim de se aprofundar
mais no seu campo de ação.
Cada empresa possui seus usuários próprios '
e, para a perfeita implantação, devemos conhecer aqueles a quem
iremos atender.
Dentro da nossa empresa, podemos classificálos em cinco categorias:
a. pessoas que participam ativamente da administração, responsa
veis pelo planejamento e tomada de decisões. Encontramos

a-

qui as autoridades em escalões superiores na hierarquia da '
empresa. Essas pessoas informam ãs mais altas autoridades do
Estado e do Município e entram em contato com autoridades do
país e com a economia nacional;
b. técnicos do mais alto nível responsáveis por estudos, projetos, planos e implantações de sistemas;

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�238
c. técnicos com formação universitária, encarregados diretamente da execução, do planejamento e controle dos projetos, estudos econômicos, operações financeiras e organização;
d. pessoas de formação acadêmica incompleta, colocadas em treinamento em qualquer das áreas existentes na empresa;
e. Pessoas interessadas em transportes em geral, que procuram a
Empresa para obterem documentos técnicos e vários tipos

de

informação.
5. FLUXOGRAMA DO SISTEMA DE INFORMAÇÕES TÉCNICAS
A seguir inserimos os fluxogramas de como de
ve funcionar um Centro de Documentação, incluindo a Produção de
Informações e as Fontes de Apoio que servirão de suporte para o
total atendimento ao usuário da informação.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
sí em
*

11

12

13

14

�239

PRODUÇÃO DE INFORMAÇÕES

ESTUDOS
REUATÖniOS
RELATÓRIOS
FOLHETOS
LIVROS
NORMAS TÉCNICAS
TÔNICAS
CATALOOOS
MANUAIS
ETC.

FONTES

DE

APOIO

CATA*LOOO COLETIVO
CATALOGO
DE SÃO PAULO

D£
SISTEMA NACIONAL 0£
INFORMAÇÕES CIENTIFICAS
E TECNOLÓGICAS -• SNICT

|

OUTRAS
BIBLIOTECAS
«p
Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�240

PROCESSAMENTO -CENTRO

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO

-li/ 11

12

13

14

�241

DIVULGAÇÃO

Digitalizado
por:
gentiimente por;

*

ii

12

13

14

�242

SERVIÇO

cm

i

DE REFERENCIA

Digitalizado
gentilmente por:

-li/ 11

12

13

14

�FLUXOGRAMA DO SISTEMA OE INFORMAÇÕES TE'CNICAS

243

Digitalizado
gentílmente por;

m

�244
6. CONCLUSÃO
Este trabalho foi elaborado com a

pretensão

de chegar até você - Bibliotecário Brasileiro - a fim de chamar
a sua atenção para uma auto-anãlise em termos profissionais

e

para que possamos realizar algo de bom e útil na nossa área

de

ação*que
ação*
que é a Biblioteconom.ia.
Biblioteconomia.
Ele é um desafio dirigido a você que é

res-

ponsável pelo recebimento e divulgação da informação. Por outra
parte, como estamos na época dos desafios, ele está
estã lançado por
que demonstramos,
demons tr cimos, através deste trabalho, que os Bibliotecários
Brasileiros têm condições de esquematizar e implantar um Centro
de Documentação baseado em sua própria experiência e com o

su-

porte de nossa realidade nacional. E evidente que, como toda im
plantação, deverá surgir, na prática, falhas a serem corrigidas
e conceitos novos a serem utilizados.
Devemos, porém, ter em mente que o importante é atingir o usuário da informação sem que, no entanto,

as

técnicas biblioteconômicas sejam esquecidas.
Uma das nossas maiores preocupações, ou

me-

lhor, nosso maior cuidado, é combatermos a criação de "Departamentos" que façam o mesmo trabalho e que possuam o mesmo fluxograma do Centro de Documentação, porque será duplicidade de ser
viços, gastos desnecessários e má utilização de

profissionais'

que deveriam estar trabalhando em conjunto..
Dessa auto-anãlise, dessa busca do que

se

estã
está fazendo em termos de atualização nos nossos Sistemas de In
formação, surgirá uma nova geração de profissionais - a geração
de bibliotecários dinâmicos, objetivos e conscientes da sua im-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�245
portãncia
portância e do seu valor profissional - que s5
só precisa se

unir

para se impor como profissional competente que é.
ABSTRACT
The present report consists of a

proposal

for the organization of a Central File in enterprises using employing specialized bibliographic material. This proposal

re-

sulted from the fact that in the existing entrepreneurial organizations there is no general agreement relative to the

trans-

mission of all public or private concern Information
information to

the

same place: the Central File. In the present report we shall re
fer to an Urban Transport Company.

Key-Words: Organization of a Central File
Urban Transport
Centralized Documents
Central!zed

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�246
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
BIBLIOGRÄFICAS

1. ASHWORTH',
ASHWORTH, Wilfred.

Manual de bibliotecas especiali-

zadas e de serviços informativos.

Lisboa, Funda-

ção Calouste Gulbekian, 1971.
2. CENTRO TECNOLÖGICO
TECNOLOGICO AEROESPACIAL,
AEROESPACIAL.

Instituto de Fomen

to e Coordenação Industrial.
Roberto Ricardo Izzo Pinto.
3. GUARNIERI, Alice Camargo.
viária.
viãria.

Palestra do Capitão
xerox.
xerox, 1978.

Classificação

metro-

São Paulo, METrO,
METRO, 1976,
1976.

4. LASSO DE LA VEGA, Javier.

Manual de documentacl5n.'
documentaciôn.'

Barcelona, Editorial Labor S.A., 1969,
1969.
5. PIMENTEL, Clea Dupoux.

Diretrizes gerais para

um

programa de treinamento em serviços de informações
empresariais.

Rio de Janeiro, CNPq/IBBD, 1978. '

Trab. apr,
Trab,
apr. 1— Reunião Brasileira de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, 1975.
6. SÃO PAULO-METRÕ.

p.67-74.

Relatório de atividades 1978.

são Paulo, Metrô:57,set.1978.
São
Metrô:57,set,1978.

cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

*

ii

12

13

14

�247
CDD 027.6
CDU 027.6:351.824(816.2)

SERVIÇOS BIBLIOTECÁRIOS EM BIBLIOTECAS
DE SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA DO ESTADO DO PARANÁ: SITUAÇÃO E OPINIÃO DOS
USUÁRIOS:

ELIZABETH

DORIGO

CRB-9/330

RE S UMO
Definição, função e características de biblioteca especializada e estudo da situação das bibliotecas das Sociedades
de Economia Mista do Estado do Paraná perante seus usuários.
Constataçao através da análise de dados coletados, que as mesConstatação
mas vem correspondendo ãs necessidades dos técnicos em relaçao
as informações indispensáveis para o seú trabalho.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sc a n
stem
C*ereaclaro«nto

11

12
12

13
13

14
14

�248
2. INTRODUÇÃO

Este é um estudo da situaçao
situação das bibliotecas de sociedades de economia mista, perante seus usuários, dada a importância da informação no campo técnico e científico para o desenvolvimento como também quanto ãs verbas gastas anualmente pelas entidades não só no tocante ao pessoal e equipamentos, mas também
HO que diz respeito ao material bibliográfico.
no
Levantou-se a hipótese de que as bibliotecas especializadas, através dos serviços que oferecem, vêm satisfazendo as necessidades de informações, permitindo bom desempenho no trabalho
dos técnicos.
tecnicos.
Foram analisadas as cinco bibliotecas de Sociedades de
Economia Mista do Estado do Paraná que contam com serviços

bi-

b1iotecários: Biblioteca do Banco de Desenvolvimento do Paraná,
bliotecários:
aqui citada como Biblioteca do BADEP; Biblioteca do Centro Eletrônico de Processamentos de Dados do Paraná, como Biblioteca
da CELEPAR; Biblioteca da Companhia Paranaense de Energia

Elé-

trica, como Biblioteca da COPEL; Biblioteca da Companhia de Saneamento do Paraná, como Biblioteca da SANEPAR; Biblioteca da
Companhia de Telecomunicações do Paraná, como Biblioteca da TELEPAR.
Realizaram-se visitas, nas quais se efetuaram observações
e entrevistas com as bibliotecárias. Para a obtenção das opiniões
dos usuários, foram entregues em cada empresa, 20 questionários,
os quais, num total de 100, foram todos devolvidos devidamente
preenchidos.

Digitalizado
gentilmente por:

%^Sys,e.
CpercacUracnto

12

13

14

�249
2,
2. BIBLIOTECA ESPECIALIZADA: DEFINIÇÃO
DEFINIÇÃO,
CARACTERÍSTICAS.
FUNÇÃO E características.
Segundo Herbert
Herbart Coblans, qualquer coleçio
coleção de material bibliográfico reunido para atender ãs necessidades de um determi1
nado grupo de leitores ée uma biblioteca especializada .
Tem como função, atender as necessidades do pessoal

de

uma entidade, adquirindo, organizando e disseminando materiais
e informações atualizadas que registrem investigações, descobrimntos e progressos realizados em determinado campo do conhecimento.
As bibliotecas especializadas nao sao todas iguais. Em
conjunto, tendem a ser relativamente pequenas, variando consideravelmente em sua potencialidade. 0 nível de serviço que prestam depende, naturalmente, dos recursos disponíveis e pode ser
c1assificado em mínimo intermediário e máximo. Porém, a possibicIassificado■em
lidade de uma biblioteca especializada atuar a um so nível

de

serviços é remota. Normalmente ela atua em•diferentes
em diferentes níveis,
2
adaptando-se a eles conforme suas necessidades .
Quase sempre o material informativo sobre uma descoberta
ou continuação de pesquisas aparece antes do livro em forma

de

folhetos, informes técnicos, artigos de periódicos, notícias em
jornais e deve fazer parte do acervo das bibliotecas especializadas^.
As coleçoes dessas bibliotecas precisam servir aos usuáusuarios, de modo que a sua qualidade e utilização devem estar

&lt;

de

acordo com as necessidades e nível de sua clientela.
As novas publicações devem.
devem, ser organizadas o mais rapi-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

II

12

13

14

�250
damente possível para que os técnicos e interessados possam aproveitá-las de imediato.

'

0 bibliotecário de uma coleção especializada, diz Gaston
Litton, não se limita a esperar que os usuários venham fazer-lhe
solicitações, mas pelo contrário, adianta-se a notificá-los

da

existência de informações de seu interesse, assim como da chegada
de novos materiais através do serviço personalizado e envio de listas de aquisições.

3. BIBLIOTECAS DE SOCIEDADE DE ECONOMIA
PARANÄ
MISTA DO ESTADO DO PARANÃ

Kelly Lopes Meirelles atribuiu ã sociedade de economia mista a seguinte definição:
As sociedades de economia mista sao pessoas jurídicas de direito privado, com participaçao do Poder Público e de particulares no seu capital e na
sua administraçao, para realizaçao de serviços de
interesse coletivo. Revestem a forma das empresas
particulares; admitem lucros e regem-se pelas normas das sociedades mercantis, se de outro modo nao
dispuserem as leis que as instituirem.
instituiram. São, entretanto, espécies do gênero paraestatal porque dependem do Estado, para sua organização e ao lado
do Estado desempenham as atribuições de interesse
público que lhes sao cometidas.
publico
As empresas têm-se dado conta de que o fornecimento de infor
mações oportunas e atualizadas é vital para o êxito de seus negómaçoes
cios e com tal fim, têm criado suas próprias bibliotecas para

su-

prir da melhor maneira suas necessidades de informações precisas e
correspondentes a seus campos específicos de interesse.
Percebe-se que todas as bibliotecas das sociedades de

eco-

nomia mista do Estado do Paraná vêm adquirindo, organizando e dis-

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

Sc a n
stem
GereacUracnt»

�251
senFÍnando informações, assim como preservando o material
senrinando

bi-

bliográfico existente.
Verificou-se que cada biblioteca apresenta mais de uma
especialização, sendo dessa maneira várias,
várias especializadas num
mesmo assunto. Dentre as cinco bibliotecas, quatro sao especializadas em direito e administração; três em economia; duas
em

engenharia elétrica; duas
duas. em engenharia hidráulica e duas

em hidrologia. Isto demonstra que elas podem vir a complementar-se, efetuando intercâmbio de informações.
A Biblioteca do BADEP é a que registra o maior acervo
em livros, contando com 8.574 volumes, embora seja a que apresenta a menor diverai-dade
diversidade em especializações (economia e agricultura). 0 menor acervo ê o da Biblioteca da CELEPAR com 652
volumes, apresentando entretanto cinco especializações (processamento de

dados, administração, economia, finanças e di-

reito). 0 número de assinaturas de periódicos mais significativo é o da Biblioteca da COPEL, com 522 títulos de periódicos .
Fazem parte ainda das coleções materiais não convencionais como
coino folhetos, normas, catálogos, manuais técnicos ,
relatórios e mapas, sendo que uma das bibliotecas dispõe

de

uma coleção de microfilmes.
Por se tratarem de bibliotecas especializadas, todas
deixam a seleção das obras a critério dos técnicos, que enviam seus pedidos ã biblioteca e a bibliotecária efetua a compra.
A Bibliotç^a
Biblioteca da SANEPAR faz circular catálogos de editores entre os tècijicos
tecpicos para que façam uma avaliação

cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

%^Sys,e.
CiercacUnicnto
C*erencl«ncnto

11

das

12

13

14

�252
obras e assinalem

as que devem ser adquiridas.

Para as aquisições, duas bibliotecas tem
têm verba anual; uma
verba mensalmensal e a Biblioteca da TELEPAR não tem uma verba estipulada, sendo adquiridos tudo que é considerado necessário, mediante
autorizaçao da direção da Companhia.
As bibliotecas têm suas obras classificadas conforme
Dewey Decimal Classification
C1 assification com exceção da Biblioteca da CELEPAR,
que nao classifica seu acervo. Em uma delas é usada também a Classificação Decimal de Direito
sificaçao

de Doris Queiroz Carvalho. As Normas

para Catalogação de Impressos

da Biblioteca Apõstolica Vaticana

são usadas em tres
sao
três bibliotecas; as outras duas utilizam o Codigo
Código
de Catalogação Anglo-Americana e a Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada respectivamente.
Os catálogos utilizados são, em três bibliotecas, de autor, título e sistemático. Na Biblioteca da TELEPAR o catálogo iê
dicionário e não há catálogos na Biblioteca da CELEPAR.
Há empresas que possuem departamentos distribuídos por toda a cidade, o que leva as bibliotecárias a fazerem empréstimos de
materiais aos departamentos por tempo indeterminado. Para os usuários individualmente o prazo de empréstimo varia de sete a quinze
dias, inexistindo apenas na Biblioteca da COPEL.
A circulação de periódicos é feita em todas as bibliotecas.
Ê enviada regularmente uma lista de títulos disponíveis para que
os usuários assinalem o que gostariam de receber. Na Biblioteca da
CELEPAR, o sistema funciona de leitor a leitor, passando por todos
os iBuários que solicitaram o periódico. A Biblioteca da TELEPAR circula os periódicos aos departamentos da Companhia, cabendo a estes

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sy st e m
C.CpercacUracnt
erenclancntoo

12

13

14

�253
circulá-los entre os funcionários. Na Biblioteca do BADEP.COPEL
BADEP,COPEL
circulã-los
e SANEPAR, os periódicos são enviados a um leitor retornando ã
biblioteca, que os enviará ao próximo interessado em lê-los.
Segundo as bibliotecárias, as bibliotecas não são muito
fireqUentadas pelos especialistas, que preferem consultar os maí^r&amp;qllentadas
teriais em suas salas.
A única biblioteca que conta com duas bibliotecárias éê a
da COPEL. 0 número de auxiliares varia entre um e dois, o mesmo
ocorrendo com o número de estagiários do Curso de Biblioteconomia e Documentação, com exceção da Biblioteca da SANEPAR que
nao tem auxiliares nem estagiários. Todas elas contam com os
serviços de um mensageiro.

4. anAlise
ANÄLISE dos
DOS dados
DADOS
Nos itens 4.4 (Utilização de materiais) e 4.5 (Divulgação das novas aquisições) a soma das percentagens ultrapassa a
100%, uma vez que foram assinaladas no questionário mais de um
item em cada resposta.

4.1 Adequação do acervo.
De modo geral, o acervo das bibliotecas em

questão es-

ta de acordo com as necessidades de informações de seus usuários. Um grande número de pesquisados (82%) afirmou que sempre
encontra o material bibliográfico necessário para seu trabalho.
Os motivos da inexistência de material necessário, para
os 18% dos usuários estão assim distribuídos:

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

II

12

13

14

�254
Para' 10% dos usuários há
Para*
hã um certo descuido em adquirir materiais de assuntos específicos, quando solicitados por um número
reduzido de técnicos.
Para 5% dos usuários, são
sao necessárias informações a respeito de assuntos que exigem materiais atuais, ainda inexistentes na
biblioteca.
Os 3% de leitores restantes, não estão contentes com a cole
ção
çao porque na maioria das vezes, necessitam de informações a resnao tratado em materiais nacionais e consequen
peito de um assunto não
temente mais dificeis de encontrar nas bibliotecas.

4.2 Utilidade do prazo de empréstimo
Dos usuários pesquisados, 81% consideram útil a fixaçao de
um prazo de empréstimo para que todos tenham oportunidade de utili
zar o que necessitam, havendo também o controle de entrada e saída
destes materiais. Isso evitava perdas e possibilitava uma previsáo
previsão
da disponibilidade das obras solicitadas. Há usuários que afirmam
que o prazo de empréstimo incentiva o leitor a pesquisar tendo em
vista o tempo de devolução da obra.
Segundo 19% dos usuários, a fixação de um prazo de emprésti
mo não é válida pelos seguintes motivos: a existência de materiais
que devem ficar permanentemente com determinado leitor; a falta de
disponibilidade momentânea de tempo para efetuar a pesquisa e a
existência de determinado material que exige algumas vezes um
ríodo de consulta maior que o prazo permitido. Estas ultimas

peduas

afirmações demonstram o desconhecimento, por a\guns usuários, da
possibilidade de renovaçao do prazo de empréstimo.

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
sí
em
CiereacUnKnto
Gereacl
aniCTits

12

13

14

�255
4.3 Disponibilidade de materiais

Grande número de leitores (65%) tem procurado na biblioteca materiais que estão emprestados a outros usuários. Considera-se esse o motivo pelo qual os usuários

acham
achara importante

um

prazo de empréstimo que permita a utilização dos materiais

por

todos.

4.4 Utilização de materiais

0 material que registrou maior índice de utilização nas
bibliotecas das sociedades de economia mista do Estado do Paraná foi o livro, demonstrando um percentual de 55% dos usuários
que sempre o utilizam. 0 segundo material mais procurado foi

o

periódico, com a percentagem de 49% vindo em seguida os manuais
técnicos com 16% de utilização.
A Biblioteca do BADEP foi a que apresentou maior número de usuários (75%) que sempre se utilizam de livros, sendo
também a que apresenta em seu acervo o maior número desse material. Os usuários que mais utilizam periódicos são os da Bibliteca da CELEPAR (65%) constatando-se uma insuficiência em
coleção

sua

nesse aspecto, por ser a que, dispõe do menor número

de assinaturas de periódicos.
Verifica-se que os outros tipos de materiais são raramente ou nunca utilizados. Por acomodação ou desconhecimento da
existência desses, os usuários se prendem mais em utilizar

li-

vros, contrariando a suposição de que o material mais utilizado
em bibliotecas especializadas seriam os periódicos por fornece-

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
Sy st
em
C.CpercacUracnt
erenclancntoo

11

12

13

14

�256
rem informações mais atuais.
Com base nesta

constatação pode-se deduzir que apesar de

todas as bibliotecas estarem dispensando atenção ã circulação de
periódicos, devem estar ocorrendo algumas falhas nos sistemas
adotados. Na Biblioteca da TELAPAR, onde se adota o sistema

de

circulá-los
circular os periódicos entre os departamentos e estes circulâ-los
entre os funcionários, registrou-se o menor índice de utilização.
A Biblioteca da CELEPAR, como já se citou, foi a que registrou

o

maior índice de utilização de periódicos, verificando-se que o
sistema de circulação de leitor a leitor adotado e o mais satisfatório..
fatório

4.5 Divulgação das novas publicações.

0 meio pelo qual o maior número de usuários (58%) áé informado a respeito das novas aquisições , é o boletim expedido pelas
bibliotecas. Em segundo lugar, vêm as listas de aquisições que informam a 36% estando as conversas informais com colegas em terceiro lugar, informando 22% dos usuários. Outros leitores, embora em
número reduzido, tomam conhecimento das novas aquisições por meio
de exposições , comunicados expedidos pela direção da empresa

e

outros nao especificados.
Constatou-se porém um certo descontentamento por parte
usuários, os quais afirmaram que as bibliotecas nao divulgam

dos
sa-

tisfatoriamente seus acervos. Os boletins, por serem de periodicidade irregular, fornecem muitas vezes informações de materiais já
desatualizados. Houve os que declararam que nem todas as listas de
aquisições chegam até eles.

Digitalizado
por:
gentilmente por;

Sc a n
stem
GereacUracnt»

11

12

13

14

�257
4.6 Solicitações de auxílio a
bibliotecária

0 motivo pelo qual os usuários mais pedem auxílio ã5 bibliotecária, áe para obter informações a respeito de um assunto
(74%). Ocorrem também pedidos de auxílio para localização

de

materiais nas estantes, utilização dos catálogos, elaboraçao de
pesquisas bibliográficas e outras solicitações nao especificadas .
das.
Na Biblioteca da CELEPAR, pela ausência de catálogos
foi onde se registrou o maior número de usuários (95%) que pedem auxílio para localizar materiais nas estantes, chegando

a

superar os pedidos de informações a respeito de assuntos (90%).
Um percentual reduzido de usuários (25%) solicitam pesquisas bibliográficas. A obtenção deste resultado atribui-se
tanto ao desconhecimento por parte do usuário da possibilidade
da biblioteca fornecer-lhe tal serviço, como por muitos considerarem a bibliotecária com uma certa limitação nos conhecimentos técnicos da especialidade da biblioteca.

4.7 Avaliação dos serviços de
pesquisa
Dos 25% dos usuários que solicitaram pesquisas, o nível de satisfação foi considerado excelente (20%). 0 motivo
da insatisfação dos 5% restantes foi justamente a falta de conhecimento mais aprofundado no assunto, por parte das bibliotecárias. Essa percentagem de 5% demonstra-nos que o problema

Digitalizado
gentilmente por:

�258
de limitação
limitaçao de conhecimentos por parte da bibliotecária não ié
tao acentuado quanto julgam alguns usuários.
tão

4.8 Classificação quanto ao
atendimento
Quanto ao atendimento dispensado, 83% dos usuários classificaram-no como bom, 17% classificaram-no como regular e nenhum o considerou insuficiente. Os motivos que levaram os usuários a classificaram-no como regular foram: deficiência no acervo, falta de divulgação das novas aquisições e a ausência de um
aperfeiçoamento técnico das bibliotecárias a respeito de assuntos específicos, para melhor localizarem e fornecerem informações..
ções
A Biblioteca da TELEPAR foi a que obteve entre todas

as

outras o melhor percentual (96%) de usuários que classificaram
seu atendimento como bom. Atribui-se esse resultado, ao fato de
ter sido também a que alcançou melhores resultados no que
respeito a adequação do acervo (90%), disponibilidade de

diz
mate-

riais (55%) e fornecimento de pesquisas bibliográficas satisfatórias (30%).
Os serviços prestados pelas bibliotecas poderiam ser mais
divulgados através de visitas das bibliotecárias aos departamentos das empresas; da distribuição de publicações que informem a
respeito da biblioteca: suas funções, acervo, serviços que podem
oferecer; ou até mesmo através da distribuição de cartões convidando-os a visitarem a biblioteca. Isso propiciar-1
propiciar-1hes-ia
hes-ia o conhecimento • do acervo técnico e a oportunidade de colaborar com o

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
sj.-,
System
sí em
I Gerencl
C.ereaclaro«nto
aniCTIto

11

12

13

14

�259
desenvolvimento da biblioteca, fazendo indicações de assuntos e
títulos a serem adquiridos.
Os usuários poderiam ter um atendimento mais satifatorio se fossem oferecidas ás
ãs bibliotecárias oportunidades de fazerem aperfeiçoamento nos assuntos da especialidade de suas bib1itecas.
blitecas.

5. CONCLUSÃO
Apesar da existência de alguns pontos falhos, os usuários estão satisfeitos com os serviços prestados pelas bibliotecas das Sociedades de Economia Mista do Estado do Parana.
Paraná. Esses serviços atingem o objetivo de suprir as necessidades

de

informações, contribuindo para o desenvolvimento nacional o que,
consequentemente, faz da biblioteca um bom investimento

por

parte das empresas.

ABSTRACT
Definition, function and characteristics
charac teristics of specialized
libraries, as v;ell as a comparative study of the present
conditions of the libraries of

five "Societies of Mixed

Economy" of the State of Paraná as seen by their users. The
analysis of the results abstained in the questionaire filled
in by the specialists concerned shows that the libraries are
fully satisfactory to the needs of the users.

Digitalizado
gentilmente por:

Sea a
stem
GereacUraent«

�r
260
t . NOTAS DE REFERÊNCIAS
t.

COBLANS, Herbert. Algumas notas sobre la organizaciõn
de bibliotecas especializadas. Boletin de la Unesco para Bibl iotecas . 1_2 ( 11/2
bliotecas.
/ 2)) : 261-6 , nov./dez. 1958.
2 STRABLE, Edward G.Ed. Bibliotecas
.
.
.
.
especializadas;
sus
funciones y administracion. Washington, Union Panamericana,
1968. v.l, p.7-11.
3
.
.
.
.
GUARNIERI, Alice Camargo. Bibliotecas especializadas.
1967 . 8p.
(Trabalho apresentasão Paulo, 8-15 de janeiro de 1967.
do no V Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação).
4 LITTON, Gaston. La biblioteca
...
especializada.
Aires , Bowker, 1974. p.21.

11eiro.
eiro.

Buenos

^MEIRELLES; Kelly Lopes. Direito administrativo Brasisão Paulo, Revista dos Tribunais, 1966. p.303.

7. REFERÊNCIAS
1. BANCO DE DESENVOLVIMENTO DO PARANÁ.
PARANS. Biblioteca. Curitiba.
Entrevista com Ruth Assmann, bibliotecária, 23.08.78.
2. CENTRO ELETRÔNICO DE PROCESSAMENTO DE DADOS DO PARANÁ:
PARANÃ: Biblioteca. Curitiba. Entrevista com Olga Maria Dea, bibliotecária, 18.08.78.
3. COBLANS, Herbert. Algunas notas sobre la organizaciõn de
bibliotecas especializadas. Boletin de la Unesco para
Ias Bibliotecas. J^(l/2):
12(1/2): 261-6, nov./dez. 1958.
4. COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA ELÉTRICA. Biblioteca. CuriCuritiba. Entrevista com Helena Maria de Oliveira Vita, bibliotecária, 14-08.78.

Digitalizado
gentilmente por:

�261
.5. COMPANHIA DE SANEAMENTO DO PARANÃ.
,5.
PARANÄ. Biblioteca. Curitiba. Enr
Entrevista com Maria Luisa Lecheta, bibliotecária, 28.08.78.
6. COMPANHIA DE TELECOMUNICAÇÕES DO PARANA.
PARANÃ. Setor de Documentação. Curitiba. Entrevista com Maria da Luz Falce
Schult Sadiha, bibliotecária, 16.08.78.
7. GUARNIERI, Alice Camargo. Bibliotecas especializadas. Sio
São
Paulo, 8-15 de janeiro de 1967
1967.. 8p
8p.. (Trabalho apresentado no V Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação) .
8. LITTON, Gaston. La biblioteca especializada.
Bowker, 197
1974.
4. 208p .

Buenos Aires,

9. MEIRELLES; Kelly Lopes. Direito administrativo brasileiro.
brasileiro,
são Paulo, Revista dos Tribunais, 1966. 303p.
10. PARANÃ.
PARANA. Governo do Estado. Sub-chefia da Casa Civil - Cerimonial. Livro de autoridades. Curitiba, 1976.
11. STRABLE, Edward G. ed. Bibliotecas especializadas; sus funciones y administracion. Washington, Union Panamericana,
1968. . v.l, 65p.

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
C.ereacUinKnto

-li/

12

13

14

�w :ift
■» *AIHHA*1M00
*^
O»- OTWaKÄSifAa
V
.ftosaoildH .ÄKAÄA9'/Oíl
. •í.
.8V.80.8S .*ÍTB3»3oHctÍd ,*59tl3Sj seiuj EÍIBK 1D02 S38ÍV913
E
tiw-*
iA«A*4&lt;* oa
'•4 aaõjADJHUMODsaaT
*ir:nj &lt;**“-»
- ac AJfrHAaMOj ..d
^ -«»«030® M
»b io3»z
.XvfAüAq
i&gt; I
kj &lt;ri!i’ ^
I ii»l y^dNÍ-tuy
•- ' &lt;“■ '•“i \ r^S'm- :
de tiTíj ■©«.»‘■■■.',?
Rrf''j
dfu-íí-í?
- ^ ..8V.XT’'','Vl'3ÍáVyd"i;í'ctt^'';
tfi " ■ ‘
'r f
■■ •
:
1 at-ec 4» , _l ' &lt; 1 ' ' &gt; . ■ tj 1 - ■ • tiv^'. .
P.
r
\

í
I
J:
^

oÍ2 . g
5 i J « i 3 9 q g s e &amp; -I -t n f I d j S .oj^iasaR'J s^ilA , I íia I i5K A JD .»
-»3 09 8»'»^^ CWttodB.liAi —»í8 , VÔW 3^ V»_XÍôrnç(,'_^Ji__AA."ft »
fwwtoQ í* !«i«Q»P-Âa'3ifijíí:ctAâ. «b o34(»íitasxa o.aaaíí-gnofí # on oE
Í96«. V. 1 , 1'. y- ! i .
• (oiyBJnaa
^g^-JXA sonaufí , B bß S i I B i 3 9 q 8 9 B3930Íld.Íd êJ ,n03SBí3 t^Or.riiT. .b
üt)AR.'j : £ii i ^ A I 1-—--n»«-—. I ^
'.'ÍYVC ,'}3:!voS- ' são P au i o , a - l
iü I ;i !i c 1 7'. i '7 f&gt; .■ .
■ . ;
do ao V COVljM-i TCIf. ■.r.9--.! ; .■ f J‘r R. hi
, '
.03X9ÍÍ8B3íf ovÍ3E338Ínimbs o3Í93Ín .asqoJ vliaH ;íaj.l3S13M
"
. qCOe .dâÇX .aienudiiX f.i»b Biaivsa ,oíubT oeZ
* i.; ttON , ,,,:
,.-A
,
A i r e s , -H aV ■ " r ,
l, p,. J 1 .
-9D - iivia b8s3 eh ßiisrIo-duE .obeJaS ob r,.'7P9vo;&gt; • .AVíAHAa . Ci
, á X 11 ,sdÍ3Íxo3 .aabEbipoluE 9b 7&gt;xvjJ . ÍEÍnomÍT
Hb i i&lt;K
h ; li 1 . y i o ím- &lt; . Py r r? vp
= ■«■ • i . ■ • ■ 7; i y 7^^ 1 r y ^
-nW^’%l#‘e
;
abEss'.
r'I'E
Iba
íj
a
9
a's
393
o
11
d
i'S
.bs
,3
-t%-&gt;v«ií
U^l lUKjL:#!» » -•
&gt;liiewb.-J
*•► ,a.iaA3T8
^
• .11
. BOB 3ai»«
J 3 stuBiT B^a fnolfíU , n O 3*«i
§n í 7Í 8 G•-'W , n o i D fc p .3 8 t É.'T X Tubij
“"i '{ aonoí:*
í ?
. qea
♦ f . ft. .■• , 8dp,f
• I

MScc
ÉÊ!^
Digitalizado
^^ystem
gentilmente por:
^}SÍ 11

12

13

14

�Sub-tema:
O processamento da informação

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�262

CDD 025. 32
CDU 025. 3

CATALOGAÇAO NA FONTE;
CATALOGAÇÃO
avaliaçao
avaliação e critica
crítica

Esmeralda Maria de Aragao
Carmélia Regina de Mattos
Professores do Departamento de Biblioteconomia
Documentação da UFBA.

e

Abordagem em termos de avaliaçao do programa "Cataloga ção na Fonte no Brasil", destacando as duas centrais de cataloga ção: câmara Brasileira do Livro CSP)
(SP) e Sindicato Nacional de Edit£
res e Livreiros CRio).
(Rio). Critica
Crítica aã adoção do programa por parte de
editores avulsos, que não apresentam a ficha normalizada. Soluções
para uniformização.

1 . INTRODUÇÃO

A Biblioteconomia Brasileira não conseguiu ao correr dos seus 68
anos de vida a partir de 1911, quando se criou o primeiro curso
na Biblioteca Nacional, uma efetiva soma de êxitos nos chamados ’
planejamentos nacionais de caráter oficial, notadamente. X
â
mercê
das benesses da política, esses planejamentos nascem, chegam
a
crescer, mas, não atingem o desenvolvimento desejado. As mudanças
políticas lhes cortam as possibilidades de manutenção e crescimento funcional.
0 SIC criado em 1940, no DASP, pela dinâmica bibliotecária Lydia Sambaquy e que teria sido um dos melhores recursos para
estimular e desenvolver a organização das bibliotecas brasileiras,
no que diz respeito iã organização dos catálogos, não conseguiu e£
e^
trutura para um funcionamento desejável. Assim aconteceu também ’'
com o "Serviço Nacional de Bibliotecas" que foi criado antes da re
voluçao e que se propunha coordenar, normalizar e incentivar
os

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Sy st
em
GereacUracnt»

II

12

13

14

�263
serviços das bibliotecas públicas brasileiras. Não
Nao temos, em ver^
ver
dadedade senão o INL como unica instituição que vem se mantendo, cum
prindo os objetivos de distribuir e divulgar livros.
Nao queremos, porém, neste trabalho, fazer uma analise
dos erros e acertos dessas instituições ou serviços, criados, re^
r£
criados ou mortos.
0 nosso intento ié justamente destacar, numa analise
análise im
parcial, o que consideramos ótimo em termos de programaçao cont^
nuada - a "Catalogação na Fonte" sob a responsabilidade da GamaCâmara Brasileira do Livro e do Sindicato Nacional de Editores e
vreiros.
0 estudo do assunto nos cursos de Biblioteconomia tem
proporcionado, a professores e alunos uma avaliaçao
avaliação crítica
do
trabalho que ambos realizam.
Esta é a nossa intenção; avaliar e sugerir, para con^í
nuo êxito do programa, normalização por parte de outras entida des que fazem a "Catalogaçao na Fonte" sem os cuidados de unifor^
midade técnica necessários e um respeito maior à qualificaçao ’
profissional.

2.

histOrico
HISTÖRICO

2.1 -

0 programa nos Estados Unidos
ünidos

A Catalogação "pré-natal" teria sido, realmente, a pr^
meira experiência realizada pelo Ranganathan na Índia,
índia, em
1948
e sugerida a L.C. para diminuir o tempo gasto entre a impressão'
de uma obra, o seu processamento catalográfico até chegar ás
as
'
maos do usuário. (2)
C2)
SÓ dez anos depois dessa experiencia ter sido realizada na índia e levada aos Estados Unidos é que a L.C. partiu para
testar as suas vantagens, tendo em vista os inúmeros problemas '
que enfrentava a Instituição para colocar em dia o seu processamento catalográfico face ao fluxo sempre crescente da produção '
bibliográfica nos Estados Unidos e no estrangeiro.
Assim, nasceu entre 1958 e 59 a CIS (Cataloging
in
Source) com subvenção da "Council on Library Resources" e com o

Ji
Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

14

�r ■
264
auxílio da Library of the United States of National Agricultura
auxilio
Agriculture
Library.
Etnbora contasse o projeto com o apoio dessas duas im
Embora
portantes instituições norte-americanas, e ficasse provada
a
sua viabilidade após o período de experiência
experiencia que durou de ju nho de 58 a fevereiro de 59, fatores subsequentes, determinaram
o fracasso ou sua nao continuidade. Entre êles, destacam-se: o
o'
alto custo da catalogaçao
catalogação pela admissao de maior número de cat^
logadores; a pressão dos editores sobre os catalogadores da LC
para apressar o trabalho, o que determinou grande número de êr^
er^
ros técnicos e outros, de menos importância, como a exigência
de datas de nascimento dos autores e a não
nao adoção
adoçao de pseudôni
pseudoni mos para entradas, cabeçalhos inadequados, etc.
Apesar do minucioso relatório publicado pelo Departamento de Processamento da LC ter relacionado outros dados, con^
tatou-se, posteriormente, que a grande maioria de editores
e
bibliotecários fora favorável ao projeto em caráter
caráter’permanente.
permanente.
Curiosamente, porém, mais dez anos se passaram
para
que o CIS voltasse a ser revisto em 1969 durante a Conferência
anual da ALA em Atlantic City pelo Comitê Mixto da Divisão
de
Recursos e Serviços Técnicos da Associação de Editores Americanos. 0 artigo de Joseph Wheeler pedindo reexame do programa de
pré-catalogaçao em 1970, seria analisado pelo relator que o
pré-catalogação
a^
presentou na Conferência Anual L. Quincy Munford com 11 perguntas C4).
(4). Posteriormente, a 20 de julho de 1971 a L.C. decidiu
fazer um programa experimental denominado então de CIP (Cataloging in publications).
Os resultados desse programa foram divulgados em
se^
tembro de 1976, na reunião de Washington na sede da L.C. quando
foram discutidos problemas e responsabilidades para o registro
de obras publicadas por editores internacionais.
2.2

Experiência Russa

Embora os norte-americanos só chegassem a admitir
a
importância da "Catalogação na Fonte" ou na publicação, como d£
de^
nominaram a partir de 1971, a URSS desde 1959 através da "Ordem"

Digitalizado
por:
gentilmente por;

�265
emitida pelo Comitê Central do Partido comunista sob o
título
"Condiçoes e medidas para melhorar os serviços das bibliotecas em
"Condlçoes
todo o país" dava instruções para organizar um sistema centraliz^
centraliza^
do de classificação
ciassificaçao e catalogação de livros.
livros, Vê-se,
vê-se, dessa forma,
"Instruções" tendiam para uma normalização e unificação *’
que as "instruções"
dos serviços através do sistema centralizado, amplamente divul gado naquele país. Citam-se as Câmaras
Cãmaras do Livro, Biblioteca
Nacional de Lenine,
Lenlne, Biblioteca Nacional de Literatura Estrangeira.
ÊÉ evidente que o programa centralizado em outros países
tendería
tenderia também para acordos entre editores e bibliotecários
ge^
rando projetos de "Catalogação na Fonte" além dos exemplos
dos
países citados. EÊ nosso intuito, porém, destacar o trabalho feito
no Brasil, apresentando um breve histérico, prosseguindo com
a
pretendida analise
análise ou avaliação do projeto executado por outras’
instituições fora das duas que se considera mais importantes.Câm£
importantes.Cãma^
ra Brasileira do Livro CS.P.) e Sindicato Nacional de Editores e
Livreiros CRio).
2.3

-

0 Programa no Brasil

2,3.1
2.3.1
câmara Brasileira do Livro CSP) - Verner Clapp, em seu ar^
tigo publicado no "Boletim da Unesco para as Bibliotecas" COpcit)
(Opcit)
refere-se com destaque ao trabalho iniciado em 1971 pela cãmara
câmara *’
Brasileira do Livro sob a coordenação de Regina Carneiro. Feliz mente, até hoje ela é a coordenadora do programa que se desenvolve muito
multo bem graças ã sua segurança e dinamismo.
cãmara Brasileira do Livro surgiu em julho de 1971 ’
A câmara
como resultado da proposta aprovada durante o 39 Encontro de Editores e Livreiros CS.P., 1970) e ratificada com o 49 Encontro (MG,
1971) .
Desde então, ela vem conseguindo maior número de edito res participantes, cobrindo a área do Estado de Sao
São Paulo,
o
maior parque editorial do País e outros estados próximos como Minas, Paraná e Rio Grande do Sul.
A partir de 1974, edita o anuário "Oficina de Livros" :
novidades catalogadas na fonte, apresentando índice de autores e ’
colaboradores, índice de Títulos, índice de editores e participan-

Digitalizado
gentílmente por:

*

11

12
12

13
13

14
14

�266
tes. 0 último anuário de 78 registra 1.748 obras catalogadas. A
tualmente, congrega 102 editores
editores.ee já
já.catalogou
catalogou 9.416 obras. Ex
cluem-se, por enquanto, publicações periódicas e seriadas, mate^
mat£
rial audio-visual e publicações de caráter efêmero.De acordo com
as informações de Regina Carneiro, o último anuário ainda no pre^
pr£
lo apresentará as fichas com a normalização do ISBD,.
Snel - 0 Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Rio
de Janeiro) iniciou suas atividades alguns meses depois de a Câmara haver começado o seu trabalho, exatamente em novembro
de
1971. Congrega menor número de editores participantes, cobrindo
o Rio de Janeiro, Espirito Santo e editores esparsos de outros ’'
estados. Publicou de 1973 a 77 o Resumo bibliográfico (RB),
b^
bliografia brasileira corrente. Posteriormente, fez convênio com
a Biblioteca Nacional, para remeter aesta,
a esta, cópia das fichas catalogadas que são divulgadas na Bibliografia Brasileira da BN.
2.4

OUTRAS CENTRAIS DE CATALOGAÇÃO
CATALOGAÇSO E A CATALOGAÇÃO NA FONTE

A grande repercussão que a "Catalogação na Fonte" teve’
através dos dois programas liderados pela Cêmara
Camara e pelo SNEL, mo
m£
tivaram o uso da ficha catalográfica em publicações editadas por
orgaos oficiais tanto do poder público como de empresas privadas
órgãos
brasileiras e, especialmente, nas Bibliotecas Centrais Universitárias. Rarissimas
Raríssimas são, assim, as publicações oficiais brasileiras que não
nao apresentam a sua "ficha catalográfica" numa crescente conscientização da sua importância para a publicação em si, e
bi
na simplificação do trabalho catalográfico realizado pelos
b^
bliotecarios em todos os setores de atuação profissional.
Isto ficou evidenciado quando o deputado José Roberto '
de Faria Lima apresentou dois projetos de lei "o 19 de n9 1168 /
73 e o segundo n9 450/75 determinando a obrigatoriedade da
in
clusão da ficha catalográfica, respectivamente, no estado
de
Sao Paulo e em todo o pais.
país.

3 . AVALIAÇÃO DIDÃTICA
DIDÁTICA E RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL
A catalogação
catalogaçao na Fonte, como unidade de programa de ca

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�267
maçao? E o que julgamos de grande importância, como contribui
ô
programa, se errado, para a organização dos serviços de bibliotecas do interior do Brasil? Sabemos que elas contam em sua grande
maioria, com bibliotecários para ver e corrigir os erros da ficha
impressa.
Para nao ferir os pruridos éticos
éticos*profissionais
profissionais muitos
dos exemplares recolhidos para estudo em aula, não divulgamos nes
te trabalho embora seja do domínio publico. Destacamos um apenas,
na suposição de nao ter sido feito por bibliotecário tal o contra
senso das informações alinhadas;
Ficha bibliográfica
Pimentel, Fernando Castim
Castlm
Souza, Inalda Rodrigues de
Machado, Nery
CURSO DE LIIERATURA:
LIEERATURA: literatura brasileira: conceitos
e
divisão; características dos "estilos de época"; dados biogrã
ficos dos principais prosadores e poetas; textos, la. edição.
Inojosa Editores. Recife, 1977. 172 págs.
pãgs.
Bibliografia
Testes de literatura brasileira.
CDD - B869.09 x
CDU - 82.869(81) x
X
refo rmulação total a esta
Os alunos fizeram uma reformulação
ficha
pois, ela está
esta errada desde a entrad
entradaa a descrição a começar pelo
titulo e sub-titulos
título
sub-títulos que nao sao
são os reproduzidos na pagina
página de ro^
to e a sequência
sequencia dos elementos não
nao eestã
Observa-se
stá correta. Ob
serva-se ainda,
a ausência da pista e notação
notaçao Inexat
Inexataa para o assunto.
assunt o .
Se uma ficha assim fosse colocada
c olocada num catalogo,
cat álogo, evidentemente recuperaria ou localizaria o livro pelos au
autores,
tores, mas
o
titulo poderia confundir ou tratar-se
título
tratar-s e de outro, porque
o
que
por que
aparece na página de rosto e;
é: "Liter
"Literatura
atura Brasileira
Brasileir a para o
29
grau e Vestibular". E o pior é que ssee fez uma ficha fora das nor-

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

II
11

12
12

13
13

114

�r
268
talogação na Escola de Biblioteconomia («aUFBA,
ca UFBA, tem
despertado
muito interesse por parte dos alunos, face à participação
dos
mesmos na analise da ficha.
Na verdade, no estudo da sala de aula os objetivos
do
programa sao enfatizados, especialmente como os relacionou Alice
Principe Barbosa Copcit).
Copcít). São
Sao eles: a) contribuir para a uniform^
zaçao
zação da catalogação
catalogaçao em âmbito nacional; b) facilitar a recuperação e o intercâmbio de informações bibliográficas; c) criar cond^
çoes para a integração do Brasil no sistema internacional de con
o
trole de informações bibliográficas; d) facilitar, sobretudo,
serviço das bibliotecas do interioe do Brasil, carentes de mão de
obra especializada de recursos financeiros e de material. Ora,vêse, claramente, que esses objetivos sõ
so poderão ser atingidos
se
o processamento catalográfico produzido nas centrais de catalogaçao forem uniformes, padronizados e sobretudo, que a sua responsa
responsa^
bilidade fique evidenciada pelo registro de quem, entidade
ou
profissional, a elaboroi.
0 que temos visto contudo, ressaltando-se o
trabalho
das 2 centrais de catalogação citadas Ccom menor incidência de er^
ros) ê uma enxurrada de fichas com erros que são anotados frequen
temente: a) entradas erradas; b) colocação dos elementos da ficha
desordenada; c) ausência da pista; d) erros na determinação da no^
tação dos sistemas de classificação decimal; e) cabeçalhos erra dos ou incompletos,
ÉÊ lõgico que essas frequências de erros determinan conflitos no estudante e cerradas críticas
criticas dos usuários principalmen
te quando são eles pesquisadores e observadores da técnica biblio^
teconomica. Por que se cometem tantos erros? Não há uma segurança
de dados para se determinar os assuntos ou falta preparo profis sional? são
Sao bibliotecários que fazem as fichas de todos os livros
das editoras? Por que todas as fichas não são feitas pela CBL ou
SNEL? Essas perguntas geralmente são respondidas com certa habili^
habil^
nao ferir a ética profissional numa tentativa de salvadade para não
guardar os princípios e os fundamentos da técnica.
Esses erros sao avaliados pelos alunos em função dos o^
jetivos; notando-se também os de padronizaçao ou normalizaçao que
jetlvos;
impedem uniformidade da catalogação; será fácil recuperar a infor^

cm

1

Digitalizado
gentilmente
gentil
mente por:

11

12

13

14

�269
mas e-i!
e denomina-se
denomlna-se ficha
flcha catalogrãfica

4 - SUGESTÕES PARA UNIFORMIZAÇÃO
UNIFORMIZAÇSO
4.1 - Avaliação
Decorridos oito anos da implantação,
implantação do Programa "Catalo_
"Catalo^
gaçao na Fonte no Brasil", achamos que e tempo suficiente
gação
auficiente para se
fazer uma avaliação criteriosa por parte dos responsáveis das
2
instituições (CBL e SNEL), com a participação de professores e
bllotecarlos que lecionam ou chefiam seções de catalogação.
bliotecarios
4.2 - Divulgação
Faz-se mister dar maior divulgação das normas adotadas*
pela câmara e SNEL para elaboração da ficha.
4.3 - Responsabilidade
Exigência do registro de responsabilidade técnica ou au
aii
toria da ficha.
4.4 - Normalização
Designação da normalização adotada catalogrãfica CCAA
ou ISBD CM)
Cm) ou bibliográfica e indicação dos sistemas de classificação .
REFERÊNCIA BIBLIOGRÃFICA
1 - BARBOSA, Alice Principe
Príncipe -— Novos rumos da catalogação:
catalogação;
■
*’ ’orga
orga^
nlzação, revisão e atualizaçao
nizaçao,
atuallzaçao de Elza Lima e Silva Maia.
Mala.
Rio de Janeiro, BNG, Brasilart, 1978. 246p.
2 - BOLETIM MENSAL; SNEL. Rio de Janeiro, SNEL, 1974
3 - CARNEIRO, Regina - Câmara
Camara Brasileira do Livro. Catalogação
na fonte. R. Bras. Bibliotecon. Doc. 3 '(4/6):
&lt;4/6); 174-175,
abr./jun. 1974
^4 “-

PÖVOA, Neyde Pedroso - 0 centro de catalogação *’
e POVOA,
na fonte da Cãmara Brasileira do Livro; atividades
e

Digitalizado
por:
gentilmente por;

II

12

13

14

�-270
270
perspectivas de cooperação. R. Bras. Bibliotecon.
Biblíotecon. Doc.
2C1/3); 62-79, jul./set. 1973.
2C1/3):

t

5 T CLAPP, Vetmer
Venner W. - Catalogaciõn
Catalogaclõn en publicacion;
publlcacion; um nuevo pr£
grama estadounldense
estadounidense de catalogaciõn
catalogaclõn previa a la publicaciõn con observaclones
observaciones referentes a alguns programas. B.
Unesco. Bibl.
Bíbl. Paris, 27
'2J_ CD?
CDs 2-11
2-11,, 1973.
6 - OFICINA DE IIVROS;
LIVROS: novidades catalogadas na fonte CCentro de
Catalogação na fonte, cãmara
câmara Brasileira do Livro) São Pa^
Pa£
lo, 1974.

SUMMARY
SÜMNART
Evaluating approach to cataloging
cataloglng in
In publications
publlcations program
in
Brazil emph.asizing
Brazll
emphasizing th.e
the two Cataloglng
Cataloging agencies: Câmara
Camara Brasileira do Livro CSP) and SNEL CRio).
(Rio).
Critical remarks on the way independent publishers adopt the caCriticai
taloging in publlcation.
publication. Proposals towards standards for cataloging.

Digitalizado
gentilmente por:

�271
CDU 025.17(816.5)
025.17(816.5);778.14.072.001.1
.-778.14.072.001.1
CDD 025.179
PLANO PARA IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE MICROFILMAGEM NA BIBLIOTECA DA FUNDAÇÃO DE AMPARO Ã PESQUISA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - FAPERGS
ALDA BEATRIZ LOPES CARVALHAL
Bibliotecária ã disposição da Casa Civil do
Governador do Estado do Rio Grande do Sul
Bolsista da Fundação de Amparo iã Pesquisado
Estado do Rio Grande do Sul - FAPERGS - Po£
to Alegre
MARIA CRISTINA LISBOA
Bibliotecária da Fundação de Amparo ã Pesquisa

do Estado do Rio Grande

do

Sul -

FAPERGS - Porto Alegre
NEUSA DE SOUSA CASALI
Bacharel em Biblioteconomia
RESUMO
Planejamento para a microfilmagem

de

parte do acervo da Biblioteca da Fundação
de Amparo ã Pesquisa do Estado do Rio Gran
de do Sul, constituída de trabalhos de pej^
quisadores, visando estabelecer um Sistema
de Recuperação de Documentos que reuna, em
jaquetas, toda a produção bibliográfica de
um autor, permitindo que este possa dispor
de uma microficha completa de seus

traba-

lhos no momento em que tiver necessidade.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�^ 272
1 - IDENTIFICAÇÃO

O presente projeto destina-se ãa Biblioteca da Fundação
Fundaçao de Amparo
ã Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul - FAPERGS - localizada ã Rua Vigário José Inácio, Galeria do Rosário, 149 andar, fones: 24-2674 e 25-1816,Po_r
25-1816,Po£
to Alegre.
Esta instituição foi criada pela lei n. 4.920, de 31/12/64, regulamentada pelo Decreto n. 17-280, de 24/04/65, alterada pela lei n. 5.788,de
07/07/69, e pelo Decreto n. 19.805, de 13/08/69.

2 - INTRODUÇÃO

A FAPERGS tem como finalidade auxiliar a pesquisa científica
cientifica
Estado, custeando, total ou parcialmente, projetos de pesquisa

no

considerados

aconselháveis por seus órgãos competentes; ajudando parcialmente a instalaçao
ção de novas unidades de pesquisa oficiais e sem fins lucrativos; mantendo e
publicando um cadastro das Instituições de Pesquisa, pesquisadores e suas

a^

tividades no Rio Grande do Sul.
0 principal objetivo de sua Biblioteca é a reunião de todos os tr^
balhos desses pesquisadores, visando:
a) servir de suporte ã organizaçao e publicação do cadastro;
b) auxiliar o estudioso em suas pesquisas, solucionando os proble^
probl£
mas de armazenamento de seus trabalhos, recuperação da inform£
inform^
çao desejada e a recuperação desses documentos quando necessáção
rio .
rio.
Foi tomada a decisão de microfilmar os trabalhos dos

pesquisado-

res objetivando a implantação de um Sistema de Recuperação de Documentos que
concentrasse num só local, todos os trabalhos de um pesquisador,

inclusive

aqueles em que participou como colaborador, racionalizando a sua recuperação.

Digitalizado
gentilmente por:

�273
facilitando o manuseio e proporcionando economia de espaço.

3 - ANÄLISE
ANÃLISE DO SISTEMA ATUAL

3.1 - Arquivamento
Os trabalhos dos pesquisadores encontram-se separados do restan^
restan
local^
te do acervo da Biblioteca com a finalidade de facilitar a sua rápida locaH
zação e recuperação. Apresentam-se sob diversas formas: teses, dissertações,
zaçao
resumos, relatórios, separatas, etc.
As teses e dissertações sao classificadas pela CDU e

cataloga-

das. 0 seu arranjo na estante é sistemático.
Os resumos, relatórios e separatas sao classificados sob cabeça^
Ihos de assunto e catalogados. Sua ordenação nas estantes, dentro de caixas,
ié alfabética de autor principal. Sob o mesmo autor, ordem cronológica de publicação dos trabalhos.
3.2 - Recuperação dos documentos
Embora os diversos tipos de documentos
docimientos encontrem-se

separados

nas estantes, eles são reunidos através dos seguintes catálogos:
a) autor;
b) título;
c) assunto (cabeçalho de assunto)
0 elo de ligação dos documentos
docimientos com o catálogo apenas diferente
no número
numero de chamada:
- Teses e dissertações - Numero de chamada
CDU
Cutter

Digitalizado
gentilmente por:

ii

12

13

14

�r
274
- Resumos,separatas

relatórios-Numero de chamada
TP (Trabalho de pesquisador)
Caixa. .. (primeira letra do sobreno^
Caixa...
sobreiw
me do autor principal)

3.3 - Reprodução de documentos
Para completar o acervo bibliográfico de cada autor recorre-se ao
empréstimo entre bibliotecas e aos próprios pesquisadores, reproduzindo-se os
trabalhos necessários pelo método eletrostãtico.
eletrostâtico. 0 equipamento de reprodução
pertence ã FAPERGS, mas está localizado na biblioteca da Faculdade de Paleon
tologia da UFRGS com a qual foi estabelecido um convênio de troca de

servi-

ços.

4 - PLANO

4.1 - Objetivos
4.1.1 - Gerais
a) implantar um sistema mais rápido e seguro de recuperação da informação e reprodução de documentos;
b) servir de suporte ao trabalho dos pesquisadores do Rio

Grande

do Sul.
4.1.2 - Específicos
a) reunir em jaquetas toda a produção bibliográfica de um pesquisador, quando autor principal ou colaborador, organizadas

pelo

seu sobrenome;
b) recuperar rapidamente toda a produção bibliográfica de um autor;
c) proporcionar segurança, no sentido de que a produção total

de

um autor esteja concentrada num só local e possa ser reproduzi-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�275
1
integralmente;
d) fornecer ao pesquisador uma microficha completa de seus

trabatraba -

Ihos.
4.2 - Iiq)lantaçao
Iiqjlantação
4.2.1 - Processamento do sistema
4.2.1.1 - Fluxograma de trabalho (em anexo)
4.2.1.2 - Especificações
Para a microfilmagem foram estabelecidas as seguintes

especifica-

ções:
a) microfilmadora: Planetária
b) método de microfilmagem: SIMPLEX, uma face do documento de cada
vez ocupando a área que lhe foi destinada;
c) forma: COMIC MODE, o texto dos documentos fica paralelo ao

com-

primento do filme, tendo em vista que este deve ser cortado para
inserção em jaquetas;
d) codificação: Flashes, indicadores visuais

(cartões

zebrados),

blips;
e) características físicas do filme: sais de prata
f) redução: 21:1
g) arquivo de segurança: rolo de 16 mm
h) arquivo de referência e circulação: jaquetas com cinco trilhas,
comportando doze fotogramas em cada trilha, ao todo sessenta fo^
togramas.
4.2.1.3 - Custo
0 cálculo do custo será baseado no contrato de serviços,

por rolo

de microfilme, com a firma especializada, na compra e montagem de

jaquetas

necessárias e na compra do equipamento relacionado no Item
item 4.2.2.2 - Materi-

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

II

12

13

14

^

�276
riais.
4.2.2 - Organização
Organizaçao dos recursos
4.2.2.1 - Humanos
As tarefas serão distribuídas da seguinte forma:
a) bibliotecários:
- levantamento da produção bibliográfica dos autores
- supervisão da organizaçao dos lotes de documentos
- revisão dos microfilmes
- supervisão da montagem das jaquetas
b) estagiários de biblioteconomia:
- auxílio
auxilio ao bibliotecário no levantamento da produção bibliobiblio gráfica dos autores
organizaçao dos lotes de documentos
- organização
c) firma contratada:
- microfilmagem dos documentos
- montagem das jaquetas
- duplicação das jaquetas
4.2.2.2

- Materiais
Deverão

ser adquiridos os seguintes

equipamentos:

a) uma leitora copiadora com equipamento adicional
b) uma leitora simples para jaquetas
c) uma leitora portátil de jaquetas
d) um arquivo de aço para rolos de 16mm (arquivo de segurança)
e) um arquivo de aço para jaquetas
4.2.2.3 - Financeiros
Os recursos

financeiros serão liberados ã medida que a implanta-

ção do sistema o exigir.
çao

cm

Digitalizado
gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�277
4.2.3 - Seleção dos documentos
A microfilmagem deverá abranger toda a produção bibliográfica dos
pesquisadores cadastrados na Biblioteca, não importando a forma física em
emque
que
se apresentem os trabalhos.
4.2.4 - Preparação dos documentos
4.2.4.1 - Ordenação
Para microfilmar os trabalhos de cada autor cadastrado, será

fei-

t£
ta uma pesquisa exaustiva para levantamento de sua produção bibliográfica to^
tal, uma vez que dentro das jaquetas individuais os trabalhos ficarao em ordem cronológica. Ä
Ã medida que este levantamento estiver completo, os

traba-

lhos serão preparados para a microfilmagem.
Os documentos deverão ser revisados para que sejam retirados

os

grampos, clips e feitas as restaurações necessárias.
Serão preparados lotes de documentos sob o sobrenome do autor,

em

ordem cronológica de publicação. Quando houver necessidade de duplicar im tra_
tr£
balho para completar o conjunto dos colaboradores será usada a reprodução pe^
p£
lo método eletrostático. A quantidade de documentos contidos nos diversos l£
tes deverão ser calculados de acordo com a capacidade do rolo de microfilme.
Serão colocadas as imagens de abertura e encerramento de acordo com
a exigência
exigencia da lei, visando o rolo de segurança.
4.2.4.2 - Codificação
0 rolo de segurança receberá as seguintes codificações:
a) Flashes - numerados, antecedidos e seguidos de espaços

claros,

para separar os lotes com os trabalhos de cada autor;
b) Indicadores visuais
- cartão de identificação do pesquisador, com os seus dados pes^
pe£
soais e profissionais;

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14

�i
278
”" cartao contendo o ano dos trabalhos publicados;
- cartão com a referência bibliográfica do trabalho que o segue;
c) Blips - pequenas marcas retangulares, sob a imagem de cada doc^
docu
mento, para futuro acesso automático.

4.2.5 - Microfilmagem
MicrofiImagem
Como o volume de documentos a serem microfilmados não justifica a
montagem de um laboratório de microfilmagem na sede da FAPERGS, os lotes

de

documentos preparados serão enviados para a empresa contratada.
AÃ medida que forem sendo recebidos os microfilmes, o bibliotecário fará a revisão para verificar a qualidade dos serviços.
4.2.6 - .Microformas
Microformas
4.2.6.1 - Montagem
A firma montará as jaquetas após a revisão de microfilme, do qual
serão eliminados os flashes e as imagens de abertura.
4.2.6.2 - Duplicação
A firma contratada duplicará as jaquetas em microfichas para

se-

rem distribuídas aos pesquisadores, a fim de divulgar o novo sistema de documentação.
4.3 - Implementação
4.3.1 - Identificação das microformas
Os rolos de segurança serão identificados por números, colocandose em sua etiqueta os nomes dos autores e as datas dos trabalhos neles

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

in-

13

14

�279
cluídos.
cluldos.
será identificada pelo nome do autor datilografado na sua
A jaqueta serã
margem superior com entrada pelo sobrenome e sua especialização.
Quando os trabalhos dos pesquisadores ocuparem diversas

jaquetas ,

estas serão numeradas.
4.3.2 - Elaboraçao de índices
0 catálogo existente na Biblioteca servirá de índice.
As fichas catalográficas receberão dois carimbos para

localização

dos trabalhos:
a) um identificando o rolo e o "flash" (Arquivo de segurança);
b) o outro, contendo o número que a jaqueta recebeu no grupo de jaquetas de um mesmo autor.
4.3.3. - Armazenagem
As jaquetas ficarao armazenadas num arquivo de aço especial, em ordem alfabética por sobrenome de autor. E os rolos se segurança serão

guard^
guarda^

dos em outro arquivo adequado iã sua forma, por arranjo numérico.
4.3.4 - Recuperação
A recuperação da informação sera feita através dos catalogos de a^
aij
tor, titulo e assunto, que remeterão ãs jaquetas e aos rolos de segurança.
0 acesso ã informação, pelos usuários, será somente através das ja^
quetas, com o auxílio do leitor-copiador, que extrairá cópias quando necess^
rio, porque os trabalhos originais serão enviados para outras bibliotecas.
5 - ATUALIZAÇÃO
Quando houver numero suficiente de documentos que ocupem um

rolo

de microfilme, estes serão microfilmados de acordo com os critérios estabele^
cidos no plano.

Digitalizado
por:
gentilmente por;

11

12

13

14

�r
280
6 - CONCLUSÃO
Através da implantação do Sistema de Recuperação da Informação que
é proposto neste projeto, ficará estabelecido um serviço de apoio ao pesquisador do Rio Grande do Sul que lhe permitirá uma maior maleabilidade
trabalho, uma vez que ele deixará de se preocupar com a recuperação
servação de sua produção bibliográfica que ficarão então, sob a

em seu
e

con-

responsabi-

lidade da FAPERGS.

ABSTRACT

Plan for microfilming part of the documents of FAPERGS

Library ,

consisting of researchers' works, establishing a Documentation Recuperation
System that puts together in jacs all the bibliographical production of

an

author, allowing him to have a complete microcard of his works at any time.

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

can
Sy stem

�,281;,
281
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

1 - BRASIL, Leis e Decretos, etc.

Decreto n.64.398, 24 abr. 1969. Regulamen-

tada a Lei n.5.433, 8 maio 1968 que dispõe sobre a microfilmagem de do^
cumentos e dá outras providências.

Diário Oficial da União,

Brasília,

28 abr. 1969. p.3588-97.

2 - NAKAMURA, Shin-Ya.

Curso de informação, arquivo e microfilmagem.

Alegre, Centrocópias, 1974.

3 - ROSA, Verônica Maria Santos da .

70p.

Plano para implantaçao
implantação de um sistema de

microfilmagem; pareceres da Consultoria-Geral do Estado do Rio
do Sul.

Grande

In: CONGRESSO BRASILEIRO, 9., &amp; JORNADA SULRIOGRANDENSE,5. DE

BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, Porto Alegre, 1977.

4 - SILVA, H.P.A.; THUT, M.C.S.; NAKAMURA, S.
cações .

Porto

Anais■
Anais.

p.609-23.

Microfilme; tecnologia e apli-

Sao Paulo, Associação Brasileira de Microfilme, 1972.

211p.

5 - UNIVERSIDADE Federal do Rio Grande do Sul. Departamento de Bibliotecono
Bibliotecono-mia e Documentação.
cumentos..
cumentos

cm

Notas de aula da disciplina de Reprodução de Do-

Porto Alegre, 1978/2.

Digitalizado
gentilmente por:

n.p.

�282

^ iwteio ^

clamificacAo
cmmjomçXo

CATAÜOMCJb

~K

C^D

cm

i

Digitalizado
por:
gentilmente por;

)

« trabalho DC KMUMOaRiT»ES. MSSCRTAfSrS
RERUMOe. WnWATAS.
RELAtânoc, rrc.

Scan
Sy st e m

ii

12

13

14

�283
CDD 025.17
CDO 025.17
CDU
TRATAMENTO DE MATERIAIS ESPECIAIS

.-t

CIRANO CISILOTTO
CRB - 10/N9PR0V.
10/N9PR0V; 03/79
ELOI MARIA PEREIRA PETRUCCI
PETRÜCCI
CRB - 10/A56
10/456
Bibliotecários da Divisão de
Docomentaçlto da Coordenação de
Documentação
Informática da Superintendência Adjunta de Planejamento da
SüDESüL.
SÜDESDL.

RESUMO
Apresentação da sistemática utilizada na Divisão
Divisão.de
de
Documentação ' da SUDESUL
SÜDESÜL no que
que-tange
tange ao processamento de mate^
mat£
riais especiais como: Polhetos,
Folhetos, Relatórios de Atividades e C£
tálogos de Editoras,
1l - INTRODUÇÃO
INTRODÜÇSO
0O acesso a todos os tipo de informaçães, de uma maneira rápida e precisa, vem exigindo, cada vez mais, uma solução adequa
adequa^
da aos diferentes problemas que encontramos. Desta maneira, t‘éc_
nicas de organização são adaptadas, modificadas e aplicadas aos
diferentes tipos de materiais bibliográficos.
Neste sentido, apresentamos aqui uma experiSncia
experiÓncia realizada
pela Divisão de Documentação da SÜDESÜL,
SUDESUL, como tentativa de cola
borar com outras bibliotecas, para uma organização prática
e
funcional dos materiais especiais, especificamente,
especificamente. Polhetos,R£
Folhetos,Re^
latórios
latõrios de Atividades e Catálogos de Editoras.
Editoras, São processos
simples, de fácil aplicação que não envolvem gastos financeiros
simples.,
elevados com equipamentos e pessoal.

Digitalizado
gentilmente por:

�284
2 - FOLHETOS
Sao considerados folhetos as publicaçães
são
publicações com menos de 80 pS
glnas.
ginas.
2.1 - Processamento

&gt;■

2.1.1 - Método
2,1,1
0 método utilizado para processamento dos folhetos ée o Sis^
SÍ£
tema KETSORX,
KETSORT, com fichas perfuradas nas margens.
margens, Sfi um processo
seminecanico, cuja característica principal ée o uso
manual ou semi&lt;^ecãnico,
de um cartão para cada documento.
As fichas KETSORX
KETSORT utilizadas.neste
utilizadas neste sistema foram planejadas por bibliotecários e técnicos especializados,
especializados. Mo
No estudo para elaboração da ficha
fichaiforam
foram levados em consideração os seguintes pontos: o tipo de documento, os assuntos para a recuperação,
o número e arranjo dos orifícios, o número de operações de sele
selje
ção, o tipo de equipamento a ser utilizado na seleção ec o espaço
para a inclusão de novos
noves assuntos.
assuntes.
Após este estudo, organizou-se os assuntos de maior relevância para os usuários e os que possam ser tratados nos documentos, colocando-os em ordem alfabética nas margens superiores
e inferiores da ficha. Nas margens laterais, no verso da ficha,
estão dispostos dados suplementares que podem se
se- referir tanto
ao conteúdo como ã apresentação física dos documentos. No centro da ficha, frente e verso, reservou-se um espaço destinado áà
identificação do documento.
documente.
2.1.2 - Rotina de Tratamento
2,1,2
Chegado 0o folheto na Divisão de Documentação parte-se
par te-se para sua análise, extralndo-se todos os dados essenciais que iden
tificam o documento: autor, titulo, editor, data e os assuntos
de que trata.
I« |t-

Baseado nestes dados é elaborada a referência bibliográfi^
bi bliográf’
ca que é transcrita na face da ficha. Ao alto e à
á dire
direita
ita do ees_
paço destinado ãa identificação do documento é colocado o código
de localização alfanumérico.
alfanumérico, Este cÕdígo
código é formado pel
pelaa letra
"f" Cfolheto) mais o número de chegada do folheto na Divisão.
Este número é controlado pelo último folheto processad
processado.
o.

cm

2

3

Digitalizado
por:
4 gentilmente por;

4^
II

12

13

1

�285
"A
Â codífícaçlto
A
codíficaçlto dos assuntos Cnas margens inferior e superior da ficha) é feita cóm o auxilio de um picotador manual fa
zendo-se um entalhe (alargando os furos até a margem) nos campos que indicam o assunto ou assuntos correspondentes ao documento analisado (anexo lA
lA.e
e Anexo IB)
IB)..
trans creve-se a refeDepois de elaborada a ficha KETSORT transcreve-se
réncia bibliográfica para
rência
pára uma ficha catalográfi
catalográfica.
ca. Estas fichas
ordenadas alfabeticamente formaráo o catálogo ddee autor que aux^
auxi^
liará na recuperação da informaçáo
ínformaçáo quando nos é solicitado
um
documento do qual se conheça o autor. ichário, semob£'
sem obe^
As fichas KETSORT sao
sáo armazenadas em um ffichário,
decer a qualquer critério de ordenaçáo, pois, a operaçao
operação de seleçao é feitá
leção
feita mecanicamente pela inserçáo de um estilete atra- ~
vés do orifício correspondente ao assunto pesquisado
pesqu isado e caem.as
caem as
fichas que estavam com o orifício entalhado até a margem.
As
fichas que permanecerem suspensas no estilete é que não
náo foram
codificadas naquele assunto.
No canto superior esquerdo de cada folheto é colocada uma
etiqueta com o cÕdigo
código de localização
localização'alfanumérico.
alfanumérico. Após,
ApÕs, os folhetos são armazenados em caixas plásticas especiais em ordem^
ordem '&gt;
sequencial crescente. Na lombada de cada'caixa
cada caixa é registrado o
número do primeiro e do último folheto que a caixa contém, facilitando sua recuperação e sua reposição na ordem numérica.
3 - relatOrtos
relatOrios de atividades
Os relatórios de atividades são de interesse limitado, pois
os dados ali publicados são os únicos .no-mom^nto,
no momento, ou por um cu£
cur_
to período, por isso, na Divisão de Documentação conserva-se os
relatórios por um período de 5 Ccinco) anos, eliminando-os
ou
substituindo-os, aproveitando os códigos vagos para publicações
mais atualizadas.
3.1 - Processamento
3,1
3.1.1 - nétodo
3.1,1
Método
SisPara tratamento deste tipo de material optou-se pelo Sistema UNITERMO
UNITERHO de indexação. Este sistema, também chamado de ininÀ
cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
sí em JÇs?
♦

11

1
12
12

1
13
13

114

�286

«I

dexação coordenada, baseia-se
dezação
basela'^se em
es cartS^es, utilizando uma
una ficha
para cada assunto, isto é,
e, uma ficha um assunto.
assunte. Consiste em es^
e
tahelecer uma ficha separada para cada conceito ou caracterlst^
tabelecer
caracterlst
cas determinadas nos documentos analisados. Aos documentos regis
trados no sistema de indexação
indezaçSo coordenada sAo
sao atribuídos, inicial
mente, números de registro em ordem crescente e continua, à
ã med^
da que são anexados ã coleção, independente do seu conteúdo ou
ou.
origem. 0 número de registro do documento servejcomo
serve como código
cõdigo de
localização do mesmo.
Os UNIXERMOS
UNITERMOS são palavras simples e livres, aplicadas na
forma de "palavras, frases, nomes próprios, marcas registradas,
símbolos numéricos, datas e números de contratos",
símbolos,
contratos'.', que definem
o assunto do documento. Assim, para cada UNITESHO
UNITERHO estabelecido
utiliza-se um ficha individual, onde o UNIXERMO
UNITERHO-é
é escrito ao al
to e ã esquerda. A ficha contém 10 Cdez) colunas numeradas
de
0 (zero) a 9 (nove)
(novel nas quais serão assinalados os .números
números
de
registro dos documentos nas colunas correspondentes as suas ter
minaçóes. Exemplo: Documento
minações.
Documente 83 na coluna 3.
Estes números são anotados na ordem em que se apresentam
sem posição pré-determinada. Após anotação arruma-se as fichas
em ordem alfabética no ficharío.
fichario.
3.1.2 - Rotina de Tratamento
Os relatórios de atividades que chegam na Divisão de Docu
mentação são encaminhados para o técnico encarregado, que efetua o processamento.
,
Ao alto dã
da ficha UNITERHO
DNITERMO é colocado o nome da entidade
ou a sigla, caso esta for mais conhecida, fazendo-se remissiva
para a forma usada.
■
_
t
0 UNITERHO é,então,
e,então, o nome da entidade.
Nas colunas registra-se
registra—se o número de chegada do relatório
na biblioteca seguido de barra mais os últimos algarismos
do
ano ao qual se refere o relatório. A identificação do ano é ne
cessaria, visto que a atualização
do documento é verificada
na própria ficha, não precisando ir para a estante onde são ar-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�287
mazenados os
oa relatÕríes
relatórios Canezo 2).
0 numero de chegada e controlado por um
nm placar (anexo 3)
que indica o ultimo numero utilizado ou os números vagos de relatórios descartados da coleçiio.
coleçlio.
No canto superior esquerdo de cada relatório e colocada'
colocada
uma etiqueta com o código alfanumérico, formado pela letra "R"
(relatório), seguido do número de chegada do documento.
(relatÓriol
Os relatórios sSo armazenados em estantes especiais em or_
dem sequencial crescente. Âs
As fichas ÜNITERMO sao ordenadas em
um fichãrio alfabeticamente por entidade.
4 - CATÄLOGOS
CATÃLOGOS DE EDITORAS
Catálogo de editoras sSo documentos de informações bastante
Dívisáo de Documentação também necessita
restritas, porem, a Divisào
desse tipo de informáçSo para auxiliar na aquisição.
aquisiçao. Assim, pr£
pro_
cura-se manter esses catálogos sempre atualizados, descartando
os mais antigos.
4.1 - Processamento

-

-

4.1.1 -- Metodo
Método

1

Utiliza-se,tambóm»o Sistema ÜNITERMO de indexaçao..
Utiliza-se,também»o
indexação.
4.1.2 - Rotiua de Tratamento
Na parte superior
da Editora, Livraria ou
Também'registra-se
Também registra-se pela
da por esta, fazendo-se

das fichas ÜNITERMO e registrado o nome
Distribuidora que publicou o catálogo,
catálogo.
sigla caso a Editora for mais'conhecimais conhecir em i s s iv a. q •
remiissivá.
~

Nas colunas da ficha e registrado o número de chegada do
catálogo na biblioteca, seguido de barra mais os
es dois últimos
algarismos que identificam o ano de publicação do documento. Fa^
ra o controle do número de chegada utiliza-se um placar onde e
assinalado o último número utilizado e os números vagos de catálogos que foram descartados.
Neste caso o ÜNITERMO Óe o nome da Editmra,
Editora, Livraria
Distribuidora, (anexo 4).
4)..

ou

.J
Digitalizado
gentilmente por:

-li/ 11

12

13

14

�288
No cante
canto superior esq.uerdo
esquerdo de cada eat'Sloge
cat'Slogo 'S
% colada uma
etiqueta coa
com o cõdigo
cõdige alfanumérico
alfanna^rico formado pela letra "c"
"C" Ccaté
CcatS
logo) mais o numero de chegada do documento. Os catálogos
catãlogos
são
armazenados em ordem sequencial crescente em caixas plãsticas
plásticas e£
peciais. Na lombada destas caixas anota-se o numero do primeiro
documento e o do ultimo, facilitando tanto a recuperação
como
o retorno do catálogo á ordem correta.
As fichas de UNITERHO
UNITEKHO são ordenadas em um arquivo alfabeticamente pelo nome da Editora, Livraria ou Distribuidora.

ABSTRACT
The paper deals vith
with the procedures felRwed
follwed at Division
of Documentation of the Superintendence for Development of the
Southern Region CSDDESDLl,
(SDDESDLl, Brazil, related to the processing
Processing of
special Kind of documents: Booklets C( eighty pages in maximum),
maximum).
Catalogs.
Reports of Activities and Publisher Cataloga.

BIBLIOGRARIA
BIBLlOGRATTA
1 - ZAHER, Celia Ribeiro. Introdução áa documenfação.
documentAção.
Rio de Janeiro, 1968.
' ’
2 - PRADO, Heloisa de Almeida.
Pollgno, 1970.
Poligno,

Técnica
Tecnica de arquiyar.
arquivar.

2.ed.
Z.ed.

São Paulo,

3 - JIMENfiZ-PLACER,
JIMENEZ-FLACER, Javier Lasso De La Vega. Wanual
Hanual de documentaciSn} Ias
tacíõnt
las técnicas para la investigation
investigacián y redacion de
los trabajes
trabajos científicos y
T de ingenieria. Barcelona, Labor, 1969.
I
_ t
'

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�2

ANEXO

FICHA KEYSOKT
KEYSORT - ANVERSO

289

3

Digitalizado
por:
4 gentilmente por;

�ANEXO IB

PICHA KEYSOHT - VERSO

'290
290

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
Scan
A stem
sí em
CiereacUncnto
Gereacl
aniCTits

-li/

�ANEXO

291

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

ii

12

13

14

�292

P
L A C A. R
PLACAR
jmc :»e«:

&gt;95:
&gt;«5:

&gt;ec
&gt;9€:

011

&gt;MC

:i»9:

&gt;«c

&gt;ts:
»35s:

&gt;íC,
&gt;*c,

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

031

032

033

034

035

036

037

038

039

040

041

042

043

044

045

046

047

048

049

050

051

052

053

054

055

056

057

058

059

060

&gt;asi
3»3:

3&gt;tC

ANEXO 3

Digitalizado
por:
gentilmente por;

*

ii
11

12
12

13
13

14
14

�ANEXO

293

cm

Digitalizado
gentilmente por:

-Jí; 11

12

13

14

�r
294

CDD
CDU
CDÜ

029.7
026:681.3

UM SISTEMA AÜTOMSTICO
ÜM
AUTOMÁTICO DE RECÜPERAÇSo
RECUPERAÇSo DE INFORMAÇÕES EM BIBLIOTECA

OLGA MARIA DA COSTA
Bibliotecária
LÜCiLIA conter
lucIlia
CONTER
Bibliotecária
ADEMIR DA MATA
Analista de Suporte

RESUMO
0O trabalho versa sobre o sistema desenvolvido pela
para automação do Setor de Documentação e Biblioteca.

CELEPAR
Utilizan-

do recursos computacionais, o sistema, alem de servir como

ins-

trumento de disseminação de informações daquele Setor, permite a
recuperação rápida via terminal de video
vídeo das informações do ace£
vo. As maiores dificuldades encontradas foram basicamente a

de-

terminação dos métodos de classificação, a composição de uma lis^
ta de descritores e a preparação do material, já que não
nao existia
nada previamente definido. Com o auxílio
auxilio de analistas de sistema,
as bibliotecárias solucionaram os problemas referentes a processamento de dados e telecomunicações, visto que o sistema utiliza
recursos de teleprocessamento.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

^AScan

jÊft ^
11

12

13

14

�295
1. APRESENTAÇÃO

,

'

,

A finalidade da apresentaçao deste trabalho no 109

,
Congresso

Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
Documentação,;éé relatar aa' experiência da Companhia de Processamento•de
Processamento de Dados do Paraná
Parana - CELEPAR, na utilização do computador para a recuperação das informações do Setor de Documentação e.Biblioteca
e Biblioteca - SEDOC, a título
titulo

de

encorajar a troca de idéias entre Instituições
Instituições.que
que estejam

tri-

lhando este caminho.

T:

Pretende-se mostrar a interaçao
interação entre a biblioteca e o -compucomputador, apresentando as facilidades, problemas e dificuldades encontradas no decorrer da implantaçao do sistema computadorizado.

2. INTRODUÇÃO

" 0

£

A evolução da tecnologia e o atual emprego de modernos veículos de comunicação, acarretam um acúmulo
acumulo de informações sobre os
mais diversos assuntos. A biblioteca deverá sempre estar

prepa-

rada para disseminar as informações de seu acervo, facilitando a
resolução de problemas, esclarecimento de assuntos,^
assuntos,

realizaçao

de pesquisas, atualização e aperfeiçoamento de seus usuários.
Com a utilização de recursos manuais, a disseminação de infor^
mações torna-se lenta e trabalhosa, surgindo como solução

mais

viável a utilização do computador.
A CELEPAR, dispondo de recursos próprios de processamento

de

dados, optou pela utilização do computador na recuperação das in
formações do acervo do SEDOC.
Uma vez que a recuperação das informações se caracteriza como
uma atividade que exige um tempo de resposta muito baixo e

cm

Digitalizado
gentilmente por:

ty
♦

11

12
12

que

13
13

14
14

�296
o próprio usuário ée quem recebe a resposta final, analisou-*se os
métodos de aplicação do computador na área, e com base nos
sultados desta pesquisa, chegou-se ã
á conclusão de que a
opção

remelhor

seria a utilização de um sistema on-line.*

Ao contrário dos sistemas convencionais computadorizados, nos
quais o tempo de resposta através de recursos de listagens

e/ou

microfichas torna-se quase tão convencional quanto ao método
catálogos manuais, um sistema on-line proporciona uma
automática

de

pesquisa

baseada nos recursos de banco de dados, contendo

as

informações atualizadas do acervo, num tempo considerado desprezível e numa forma altamente compreensível.

3. 0 SETOR DE DOCUMENTAÇÃO E BIBLIOTECA
0 SEDOC tem existência relativamente recente no

organograma

da empresa. Anteriormente, apresentava-se apenas como um depósito de livros, onde o material estava disposto nas estantes

sem

acompanhar um sistema qualquer de classificação.
Para a recuperação de qualquer informação do acervo, era
cessário uma busca exaustiva nas estantes, incluindo a

ne-

pesquisa

detalhada sobre o conteúdo de todo o material, acarretando

uma

grande demora para passar ãs mãos dos usuários as informações S£
s£
licitadas.

o
* Um sistema que utiliza recursos de telecomunicações entre
computador e terminais instalado
instaladoss distantes do centro onde as
informações são processadas. Est
Estas
as informações são recuperadas
e transmitidas para cUsuário
o usuário so
solicitante
licitante através de linhas de
transmissão e terminais (vídeos ou impressoras).

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�297
Após uma reestruturação, ficou estabelecido para este órgão,
nao so a guarda e controle do acervo,
mento e

implementação de rotinas e procedimentos visando

utilização racional do

uma

acervo e sua constante ampliaçao,

a qualidade da documentação
em um dos

mas também o desenvolvi-

pois

e sua fácil recuperação, constitu-

patrimônios mais importantes nas empresas.

4. PREPARAÇÃO DO MATERIAL
Para que um sistema automático de recuperação venha a funci£
nar a contento, requer um planejamento adequado. É
definir os métodos pelos

quais o sistema deve ser

desenvolvido e, deve-se ainda, analisar

necessário
analisado e

cuidadosamente os ins-

trumentos a serem utilizados na preparação

do material, sempre

levando em consideração, o tipo de acervo, usuário e

recursos
recursos,

de maquina disponíveis.
Tendo em vista que o acervo da biblioteca ainda não
preparado para

atender com rapidez

as solicitações dos

rios, e sendo este o primeiro passo para a automaçao,
se a coleta e análise dos

estava
usuá-

iniciou-

recursos disponíveis para a sua pre-

paração .
paração.
em processamento
Tratando-se de biblioteca especializada ém

de

dados, onde o assunto principal está sujeito a modificações

e

evoluções constantes, deparou-se
para encontrar materiais

com uma série de dificuldades
dificuldades'

que estivessem

atualizados, ou

por sua natureza de organização, permitissem atualizaçao e

que,
ex-

pansão .

Digitalizado
gentilmente por:

♦

12

13

14

�298
4.1

CLASSIFICAÇÃO

A principio planejou-se utilizar uma classificação para
acervo, pois embora seja uma biblioteca especializada,

todo
existem

publicações que abordam outros assuntos. Entretanto, isto

não

foi possível. Apõs
Após o estudo de duas classificações gerais,

che-

gou-se ã conclusão que estas eram falhas na parte de processamen
processame^
to de dados, desaconselhando-se a sua utilização.
A Classificação Decimal de Dewey (C.D-.D.),
(C.D.D.), primeiramente
tudada, ée organizada satisfatoriamente na maioria de suas
ses, mas na parte de processamento de dados estã

esclas-

desatualizada

e incompleta, podendo apenas ser utilizada por bibliotecas

onde

este não eã o principal assunto. Tentou-se expandi-la, porém

não

foi possível, pois sua estrutura seria totalmente modificada.
A Classificação Decimal Universal (C.D.U.), também

estudada,

mostrou-se inadequada para a classificação do acervo, pois é vo^
tada para a mãquina
máquina (hardware), sendo incompleta para a

parte

dos programas (software).
Eliminando
Elimin
ando a possibilidade de
d e se vir a adotar uma única classificação para todo o acervo, pensou-se
sificaçao
p ensou-se em utilizar duas classificações: uma específica
especifica para o material sobre processamento

de

dados e a C.D.D. para as demais publicações. Fassou-se
Passou-se então para a fase de coleta e analise ddas
especificas.
as classificações específicas.
Através de correspondências com entidades nacionais e estrangeiras especializadas, tomou-se conhecimento das classificações:
Automation Classification Code, Categoríes
Categories of the Computer Sciences Classification
Classifícation System for Computer Reviews - ACM e a classificação usada pelo Control Computer Abstracts.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�299
Após a analise
análise detalhada sobre o conteúdo destas

classifica-

ções, adotou-se a da ACM que se ajusta perfeitamente ao'tipo
ao tipo

de

acervo, agrupando os assuntos sem chegar a nível de.
de detalhe, nem
os generalizando demais. Para facilitar sua utilização, estada^
sificação foi traduzida e expandida, sem alterar o esquema
sificaçao

ori-

ginal .
ginal.
Partindo da premissa que seria adotada a C.D.D. para o restaii
restan
te do acervo, e para que a classificação da ACM não ficasse

em

desarmonia, achou-se conveniente empregar os quatro primeiros -a^,
al^
garismos referentes a processamento de dados da C.D.D.
seguido dos números da ACM.

(001.6),

^

4.2 ;/ DESCRITORES
Estabelecida a classificação que seria mais apropriada, iniciou-se o^^estudo
oNestudo dos descritores, para a recuperação dos

assun-

tos .
Empregando recursos mecânicos e, sendo uma biblioteca especia^
especi^
lizada, seria desaconselhãvel decidir-se pela utilização de listas gerais de descritores.Sendo
des critores.Sendo assim, passou-se diretamente

a

escolha das listas específicas de descritores em procesamento de
dados.
0 fato de não encontrar nenhuma lista especializada de descr^
tores em língua portuguesa, levou ã decisão de se utilizar:o
utilizar o NCC
Thesaurus of Computing lerms.
Terms.

Tratando-se de língua estrangeirai
estrangeiraj

ele requeria uma tradução. Entretanto, recorrendo a

dicionários

técnicos inglés-portugues existentes, notou-se que esta traduçao
seria impraticável, devido ã pequena incidência na

apresentaçao
. : ' i39

dos termos.

Digitalizado
gentilmente por:

JÇs?

1
12

1
13

14

�300
Mesmo estando a par das dificuldades que seriam

encontradas

com o trabalho de elaboraçã-o de uma lista de descritores,

que

exige não.sõ
não sõ mão-de~obra
mão-de-obra especializada em Biblioteconomia,

mas

também em Computação, iniciou-se
iniciou~se a compilação dos dados necessários para sua preparação.
Primeiramente, foram tomados como base os dicionários e glosFrimeiramente,
sários existentes, selecionando entre os termos traduzidos, aque^
aqu£
les mais significativos. Como em todos dicionários ocorrem sinônimos, o segundo trabalho foi o de locnlizá-los e o de
o termo que seria usado, fazendo remissiva

escolher

para os demais.

Apôs selecionadas todas as expressões que deveriam fazer parte da lista de descritores, estas foram convertidas em

arquivos

magnéticos * legíveis por computador e foi elaborado um programa
para que todas as expressões digitadas fossem "rodadas", isto é,
cada palavra da frase apareceria na primeira posição. Exemplo.
análise de sistemas
e
sistema, análise de

~ ^

Este trabalho foi feito a fim de tornar mais fácil a verifier
verifica
çãó da incidência da mesma palavra nas diversas expressões

que

compunham a lista, facilitando o agrupamento e padronizaçao

dos

termos. Uma vez escolhida a expressão que seria utilizada, a outra foi eliminada, ocorrendo da mesma forma para as demais expre£
expre^
sões.

* Um arquivo de marcas magnéticas que pode ser lido pelos dispositivos de um computador. Pode ser discos especiais, fitas ma^
néticas ou células de dados.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Kjíaux/iü/'

12

13

14

�301
Na área de processamento de dados, alguns termos sao mais conhecidos em inglês, outros não
nao tem tradução,
traduçao, portanto, o

traba-

lho seguinte foi de incluir estes termos, e no caso de haver

na

lista a tradução correspondente, foi feita a remissiva para

o

termo em ingles
inglês..
Após este trabalho foi possível emitir a lista definitiva

de

descriotores sujeita a modificações, conforme a necessidade -

e

iniciou-se a preparação do material da biblioteca, utilizando es^
e£^
ta lista de 3.548 termos.
Para que as bibliotecárias tivessem uma visão geral dos assun^
assun
tos abordados no material da biblioteca, e dos recursos

mecâni-

cos que iriam utilizar, compareceram a dois cursos ministrados na
própria CELEPAR: Introdução ao Processamento de Dados e um

cur-

so de treinamento com terminais de vídeo.
Apesar do conhecimento adquirido nos cursos, a maior dificuldade encontrada foi com a determinação exata do assunto das
blicações, por ser este um trabalho que requer um

pu-

conhecimento

profundo do assunto.
Tratando-se de publicações altamente especializadas, primeir^
primeira^
mente foi
fox necessário a colaboraçao
colaboração do pessoal técnico, os

quais

através da circulação de periódicos, ou mesmo em consultas infor^
infojr
mais, determinaram as palavras-chave das publicações,

deixando

para as bibliotecárias o trabalho de converte-las para descritores. Ã medida que foram fazendo a triagem dessas palavras-chave,
as bibliotecárias se familiarizaram

com a terminologia
terminologia.empregaemprega-

da, passando a absorver, gradativamente a totalidade deste encar^
go.
go-

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
CiercacUnicnto

11

12

13

14

�302
5. VlSÂO
VISÃO GERAL DO SISTEMA
Finda a fase de levantamento das necessidades básicas do
tema, toda a atenção foi voltada para o planejamento
de forma que num contexto evolutivo se atendesse

sis-

definitivo,

gradativamente

as áreas mais críticas.
criticas.
Por sua própria natureza de eespecialização,
specializaçao, o material mais im
manuaiss técnicos enviados pela Internaportante do acervo são os manuai
tional Business Machines - IBM. Como este material se caracteriza
como a principal fonte de pesqui
pesquisa
sa científica e operacional, deuse prioridade para a sua recuperação.
recuper ação. Em seguida, passou-se

para

o desenvolvimento da fase que vi
visa
sa atender, numa amplitude operacional mais abrangente, a área rreferente
pjs
eferente ao acervo de livros e p£
riódicos.
Basicamente o princípio de funcionamento dos sistemas é o mesmo, pois foi desenvolvido visando minimizar os procedimentos operacionais, não deixando transparecer uma idéia de sub-sis
sub-sistemas,on
temas, oii
de a dinâmica operacional torna-se prejudicada.
Este sistema utiliza recursos de teleprocessamento *

leçal,
loçal,

ou seja, usa um programa que controla uma rede de terminais ** a^
as_
sociado a uma série de programas desenvolvidos pela própria CELE-

Num sentido amplo, significa a utilização do processamento ele^
trónico de dados, associados aos recursos de telecomunicação.
trônico

** ÉÊ um dispositivo que permite transferir/receber informações j
cessadas num computador ã localidades distantes do mesmo, atr
at
vés de linhas telefônicas, micro-ondas ou satélites artifici
ais .
ais.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

ii

12

13

• I» Io
ilolo

*

14

�303
PAR, que atende as solicitações dos usuários provindas dos

ter-

minais de toda a rede.

5.1

PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS
0 usuário que estiver interessado em informações do SEDOC, d^

rige-se primeiramente a um dos terminais instalados nos diversos
locais da CELEPAR e, depois de atender aos protocolos normais de
entrada no sistema, está
esta apto para iniciar uma pesquisa.
Como o sistema eé conversational,
conversacionai, o usuário terá sempre no vívlo
deo telas auto-explicativas, que o orientarão na pesquisa.
*3
0 usuário transfere então ao terminal, o argumento de pesquisa, que pode ser autor, título
titulo ou descritor*, e ao pressionar
tecla "enter", o sistema pesquisará o banco de dados e

a

listará

no video
vídeo todos os registros associados ao argumento.
Os recursos de auto-recuperaçao do sistema garantem ao

usuá-

rio a continuidade do processo, mesmo incorra êle,
ele, num erro

de

operação; neste caso, uma tela auto-exp1icativa
auto-explicativa mostra-lhe a natureza do erro cometido e instruções de como continuar.
Uma vez terminada a pesquisa, o usuário anota a

codificação

do material desejado e dirige-se ao SEDOC, onde á atendido rapidamente .

* A lista de descritores encontra-se ã disposição do usuário
lado de cada terminal.

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem O'
CpercacUracnto

11

12

13

ao

14

�304
5.2

PROCEDIMENTOS ESPEClPICOS
ESPECÍFICOS PARA MANUAIS IBM
A recuperação das informações contidas nos manuais IBM

difere

dos outros materiais, apenas em um aspecto. Tratando-se
Xt atando-se de manuais técnicos, onde os títulos refletem exatamente
exatamen te o conteúdo

da

obra e levando em conta que a IBM padroniza os termos utilizados,
limitou-se a recuperar os assuntos pelas prõpr
próprias
t^
ias palavras dos tí^
tulos, pois achou-se desnecessário a inclusão de novos

termos

(descriores).
Ê necessário também salientar que os manuai
manuaiss chegam até a

bi-

blioteca já
jã classificados, num sistema próprio da IBM, o qual con
tém uma divisão de 100 assuntos (grupo) e um código
c ódigo de identifica
ção.

6. PERSPECTIVAS FUTURAS
Como jã
já foi mencionado, encontram-se operacionais as

rotinas

de recuperação das informações do acervo que poderão inclusive,
ser demonstradas no 109 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação, através de terminais.
Obviamente,

as aplicações que o computador possibilita em uma

biblioteca, são limitadas apenas pelos recursos disponíveis.

Em

princípio, é possível automatizar todas as rotinas manuais, sendo
este o objetivo. Na.realidade, o planejamento para o futuro é bas_
tante flexível, possibilitando ajustes em função dos

resultados

observados.
A próxima etapa do sistema é viabilizar e implantar o controle
do acervo em suas múltiplas facetas. Além dos recursos para
quisa, o sistema dispoe&gt;
dispõe&gt; em fase de implantaçao,
implantação, de varias
várias

cm

Digitalizado
gentilmente por:

ty
♦

11

12

pesroti-

13

14

�305
nas de apoio aã administração
adminis traçao de bibliotecas como-;
como-:
- Controle de empréstimos,
- Controle e manutenção dos arquivos,
- Recuperação de informações através de relatórios,
- Recuperação de informações por codificação.
Numa terceira etapa e intenção desenvolver as rotinas:
- Controle da circulação de periódicos,
- Controle de assinaturas,
- Elaboraçao de resumos,
- Perfil do usuário,
- Divulgação de novas aquisições.

7. CONCLUSÃO
Uma das mais importantes funções de uma biblioteca especializada, e sem sombra de duvidas, a disseminação rapida
rápida das informa^
inform^
çoes de seu acervo, visando manter seus usuários informados

de

todos os acontecimentos no seu campo. No entanto, sempre nos deparamos com uma série de problemas de ordem manual ou
ou'intelectuintelectual que normalmente interferem no ê^xito
d'xito de um planejamento

desta

natureza. Tendo em vista que o volume de informações a serem pr£
cessadas é grande e complexo, novas técnicas são exigidas para a
dinamizaçao dos processos envolvidos. Neste ponto, aparece o com
putador como a alternativa mais viável dada sua grande capacidade de manipulaçao de dados em tempo altamente reduzido.
A utilização do computador nas rotinas de uma biblioteca torna-se nos dias de hoje, um imperativo inevitável, mas em

tempo

algum vai dispensar a presença do bibliotecário. Deve-se

levar

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereocUracnt»

�306
em consideração que a metodologia científica de um sistema dinâmico de recuperação de informações de uma biblioteca, irã sempre
nascer do poder criativo e do senso de organizaçãoe planejamento
e da capacidade de indexação e controle dos processos, que cara£
terizam o profissional.

ABSTRACT
The Work
work meets over a CELEPAR system developed increazing the
procedures of its Setor de Documentação e Biblioteca.

Computer

resources had been used as a tool of library storage affair

in-

formation spread. This system allow user to retrieve quickly

by

screem terminals
terminais most of all information
Information in the library.
basic problemas have been found in the system design in

Some
several

areas like in the determination of an efficient method of sorting
in the composition of a specific keywork list and the data colle£
tion, because there was almost
lalmos^t nothing already designed

about

them before. A set of system analists kept over aboút
about system design, problem programs, data Processing
processing concepts and teleprocessing resources
resources..

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

^ ...

^

II

12

13

14

�307
CDU - 778,142:025,3
COU
778.142:025,3
CATALOGAÇÃO DAS MICROFORMAS
Por
SONIA MARIA TROMBELLI OE
DE HANAI'
Apresenta a catalogação das mimi—
crofornas, baseada nos princí croformas,
pios estabelecidos pela IS8D(M}.
ISBD(M).

1.

INTRODUÇÃO
INTROOUÇÃO
As microformas são reproduções feitas fotograficamente, ou

por

outros meios, em material transparente ou opaco, em dimensões muito
reduzidas, sendo sua leitura impossível a olho nu. Também é chamada
de microreprodução. Enquadram-se os microfilmes e as micmafichas,
microfichas.
2.

ENTRAOA
ENTRADA
Constitui a entrada principal do catálogo, o nome do autor, pes-

soa ou entidade coletiva, responsável pela existência da abra.
obra.
Em regra geral, a entrada para o autor pB'^soa
pe^^soa eá pelo sobrenome ,
seguido do (s) prenome (s) e outras partes do nome; do autor entidade, diretamente pelo nome, a não ser que as regras exijam entrada pe
lo lugar.
lugar,
3.

DESCRIÇÃO
Antes de se proceder a catalogação descritiva de microformas, d£
de

ve-se
VB-se ter dò cuidado
cuidada de se verificar se á microreprodução ou microed^
çao original, já que este detalhe influi na descrição.
As microreproduçoes são
sao catalogadas pelo original, indicando-seem notas o tipo, a imprenta e a colação da microforma; as microadi'microedi ções originais sao catalogadas de acordo com as regras para publicações originais em forma reduzida.

' Bibliotecária formada pela EBOSC, Professor-i
Professora titular de
do Catalo

-

gaçao e Catalogaçao
Catalogação de Material Especializado da mesma Escola,
Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�308
MICBOREPRODUÇÕES
MICnPREPnODUCaES

Ml
624.183 4
F837t
Franz, Gotthard.
FB37t
Tratado dei
del hormigón armado / Gotthard Franz
Franz;
traducldo de la última ediclón alemana por Enr^
traducido
Enr]^
que Zwecker. —•
— Barcelona : G. Glll,
Glli, 1970.
xl, 419 p. t 11. ; 25 cm.
586/75
S86/7S
Microfilme. Ann Arbor, Mich. :
Ueesc
™
Unlv/erslty fclcrofllms,
Uhiversity
Microfilma, 1971. 24 fot. ; 35
3S mm.
1. Ooncreto armado. I. Titulo.

microedicPes originais
microediçOes

Mi
ML
624.183
S735t

484/76
FESC

Stampinato,
Stamplnato, Agrlpino
Agripino R
Teoria y calculo de Ias hovedas
havedas cascaras
cilíndricas / ^riplno
Agripino R. Stampinato.
Stamplnato. —■• Ann
Arbor, Mich. ;: University lílcrofllras,
líicrofilms, 1960.
24 fot. ; 35 mm.
Microfilme.
1. Cascas cilíndricas.

4.

I. TÍtulo.

SISTEMAS DE FICHAS
Os catálogos podem ser elaborados através de dois sistemas: de fj^
f^

de ficha única, todas as
cha única ou de fichas variáveis. No sistema da
fichas têm a mesma descrição, ao passo que no variável, uma só ficha
éá completa, no caso a de autor e as demais abreviadas.

/
Digitalizado
por:
gentilmente por;

4^
II

12

13

14

�309
\
/
EXE^'pVo DE FICHA A93EV1ADA
EXE^PL0
A33EV1ADA

Ml
ML
624.183 4
624.1834
FB37t
Franz, Gotthard.
Tratado dei
del hormigón
hormigon armado ... 1970.
1970,

586/75
Ueesc

1

5.

TIPOS DE FICHAS
áo essenciais à elaboração
elaboraçao dos catálogos as fichas matriz, autor,

título e assunto, podendo ser acrescentados outros tipos em função das
necessidades de cada biblioteca. A seguir, daremos um modelo de cada pelo sisteme de ficha única.
5.1. Matriz
?
Mf
389.6 Hanai, Sonla Maria Trombelli de.
H197p
Padronização das publicações do CENAFOR / &amp;
nia Maria Trombelli de Hanai. — áío Paulo :
r‘ - —
CENAFOR, 1974.
16 fot, ; 35 mm.
(Normalização ; n. l)
1
SMTH
Microficha.
1, Publicações avulsas - Padronização, 1, TÍ
tulo. II. Serie.

.J
Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�310
S3 a biblioteca adotar catalogo
catálogo sistemático, na pista ao invés da
53
palavra que representa o assunto, coloca-se o número
numero de classificaçãa
classificação
Exemplo:
1. 389.6. I. Título.
TÍtulo. II. série.
5.2. Secundárias
As fichas secundárias têm as mesmas ceuracterísticas
ceuracterfstlcas da ma triz, exceto; número
numero de chamada em vermelho, desaparece o número

de

tombo e a pista, que sá
só á
é indicada no verso da ficha de autor, também
em vermelho.
AUTOR

tóf
Mf
389.6
H197p

SMTH

Hanal,
Hanai, Sonia
Sônia Liaria
Uaria Trombelli de.
Padronização das publicações do CENAFOR / &amp;
nla f/aria
Varia Trombelli de Hanai. — são
São Paulo :
nia
CENAFOR, 1974.
16 fot. ; 35 mm. —
—- (Normalização ; n. 1)
LUcroflcha.
^licroficha.

VERSO

i-

cm

Digitalizado
por:
gentilmente por;

*

ii

12

13

14

�TÍTULO
Mf
389.6
HQ97p
H197p

SMTH

Padronização das publicações do CENAFOR,
Hanai, Sonia lv'aria
t.'aria Trotnbelli
Trombelli de.
So
Padronização das publicações do CEMAFOR
CENAFOR / a
nia Varia Trombelli de Hanai. — sSo Paulo :;
CENAFOR, 1974.
1974,
16 fot. ; 35 mm,
mm. — (Normalização ; n. l)
Microficha.
Uicroficha.

ASSUNTO PARA DICIOnAriO
Mf
3Q9.6
309.6
H197p
Hl97p

SMTH

PUBLICAçBes
PUBLICAÇÕES AVULSAS
avulsas - PADRONIZAÇÃO.
PADRONIZAÇÃO,
Hanai, Sonia Varia
(/aria Trombelli de.
de,
Padronização das publicações do CENAFOR / &amp;
nia Maria Trombelli de Hanai. — áo Paulo :
CENAFOR, 1974.
16 fot, ; 35 mm, — (Normalização ; n. l)
Microficha.
Wicroficha,

A.
ASSUNTO PARA SISTEMÁTICO

Mf
fc!f
389.6
H197p
Hl97p

SMTH

389.6
Hanai, Sonia Varia TromlJolli
TromlJelli de.
Padronização das
dos publicações do CENAFOR / &amp;
Sa
nia Maria
Varia Trombelli de Hanai.
Hanai,.—
— âão
5ão Paulo :;
CENAFOR, 1974.
fot. ; 35 mm,—
mm. — (Normalização ; n,
n. l)
16 fot,
n
Microficha,

Digitalizado
gentilmente por:

iii|iii
II

12

�312
3t2
6,
6.

REGISTRO OU TOIHBAVENTO
REGI5TB0
TOMOAVENTO
O registro de livros e folhetos pode ser feito

em livros ou em

fichas. A forma livro tornou-se generalizeda
generalizeda. de modo que a Imprensa Nacional estabeleceu um modelo padrao.
ea
Para registro das microformas pode-se
pode-sc aceitar os dois tipos, l£
gicamente, fazendo-se algumas adaptações. A seguir apresentamos

um

modelo de ficha de tombo.
FRENTE
29.7.74
Hanei, Sonia
Hanai,
Sonla Maria Trombclli
Trombelli de.
Padronlzaçao das publicações do CENAFOR /
Padronizaçao
Sonia t^ria
Maria Trombelli de Hanai. — São Pau —
lo ;: CENAFOR, 1974.
16 fot. ; 35 mm. — (Normalização ; n. l)
29.7.74
Ooaçao

*

Mfvl
Mf»l

(

Português '
VERSO
Mf
389.6
3B9.6
Hl97p
CENAFOR
7.

comentArios
coventArios finais
0 sistema de catalogação das microformas ^qul
^qui aoresentado obedeceu

aos princípios estabelecidos pela ISSO*(Mj.
ISSO*(mJ.
Esperamos com Isto contribuir de forma mais simples no ensino deste assunto,
aesunto, aos alunos dos Cursos de Biblioteconomia, já
jã que as normas
não se mostram bastante didáticas, o que dificulta o entendimento

do

seu texto.
seu.texto.

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

1

�313
CDD 021,64
021.64
CDU 026:021.64(100)

FORMAS DIRETAS E INDIRETAS DE COOPERAÇÃO ENTRE
BIBLIOTECAS ESPECIALIZADAS A NÍVEL INTERNACIONAL

PAUL KAEGBEIN
Professor de Biblioteconomia,
Universidade de Colônia,RFA.
RENATE V.H.SINDERMANN
Bibliotecária, Biblioteca
Central - UFRGS

RESUMO
A nível internacional questões especiais surgem em conexão com a cooperação direta ou indireta entre bibliotecas espe^
cializadas. Após uma visão geral da situação
situaçao das bibliotecas es^
pecializadas em dois países (Alemanha e Brasil) são consideradas
_
.n
1
.j '
_
hipóteses e possibilidade de efetiva cooperação usando os exemplos relativos a convênios bilaterais, entre organizações oficiais e não
nao oficiais. Em conformidade com o caráter e funções das
bibliotecas especializadas, prioridades sao
são observadas na aquis^
aquisi^
ção da bibliografia em áreas especializadas e para a recuperação
de informação. Atividades e métodos de trabalho das bibliotecas

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�314
especializadas e seus aspectos econômicos são revistos em conexão com fontes de informação copiadas ou usando a própria informação. Importância ée dada ao impacto político dos diferentes t^
tj^
pos de cooperação.
I
Atualmente, a situaçao da informação especializada,
em todo
i-odo mundo, está sofrendo uma transformação. No passado,as
bliografias e resumos informavam ã clientela internacional sobre
as novas publicações de suas especialidades. Em nossos dias, os
bancos de dados unem estes processos em diversas esferas e os subs^
tituem parcialmente - pelo menos no que tange ã rapidez e auxiauxílio prestados - em pesquisas complexas. Também a produção destes
serviços de informação centralizada mudaram. Enquanto, em tempos
passados, a bibliografia especializada dos países era elaborada
de forma mais ou menos centralizada, atualmente, há
hã uma tendência
em descentralizar a indexação da literatura combinada com uma a£
mazenagem centralizada e um acesso descentralizado aos conteúdos
dos bancos de dados centrais ou núcleos mediadores regionais. Es
te desenvolvimento no campo da informação irã
irá influenciar as b£
bliotecas especializadas, as quais deverão, além da responsabil£
dade de aquisiçao
aquisição e conservação do material bibliográfico, colaborar diretamente com os centros de documentação através da inde
ind£
xaçao de documentos
xação
docume-tos e elaboração
elaboraçao de resumos especializados. A co
C£
operaçao entre bibliotecas especializadas da mesma área deverá
ser intensificada não apenas ã nível nacional porém também ã n£
vel internacional. Esta situaçao, óbvia para aqueles países nos
quais as bibliotecas especializadas possuem uma longa tradição e,
portanto, mais estreito contato, é väli'^a
válida também para os países
nos quais as bibliotecas especializadas se desenvolveram recent£
mente e procuram não apenas alcançar os padrões internacionais de
desenvolvimento, porém, receber também auxilio
auxílio de bibliotecas bem
equipadas de outros países.
A seguir procuraremos apresentar possibilidades de
cocperaçao dire‘.a
coeperação
dire'a e indii'eta
indireta com alguns exemplos extraídos do c£
nãrio biblioteconômico alemão e brasileiro. Será considerada e
nário

Digitalizado
gentilmente por:

CiercacUnicnto

12

13

14

�315
situaçao geral das bibliotecas especializadas em am
comparada a situação
bos os países bem como examinar as reais tendências para diversas formas de cooperação em algumas áreas especializadas.
1
II
Ã despeito do fato de terem as bibliotecas especial^
zadas, em geral, uma tradiçao
tradição que reponta ao século 19, na Alem^
nha, as associações especializadas foram, entretanto, criadas ape^
nas após a Segunda Guerra Mundial. Em 1945, a mais tarde denominada Associação de Bibliotecas Especializadas (ASpB) foi criada
segundo modelo da ASLIB, com um núcleo de bibliotecas das áreas
técnica, científica e econômica. A ASpB nao se limitou porém a
estas áreas e nos anos subsequentes ampliou suas atividades procurando incluir todas as áreas de especialização. Em seus congre^
sos, realizados a cada dois anos, a ASpB ocupa-se com questões
bib1ioteconômica e métodos de trabalho
fundamentais da prática biblioteconômica
de interesse de todas bibliotecas especializadas. Neste sentido
ela atua como uma associaçao
associação "teto" para todas as outras bibliotecas na República Federal da Alemanha orientadas para uma área
especifica do conhecimento.
As associações de bibliotecas reunidas por especial^
dades, tiveram desenvolvimento também durante as últimas décadas.
Estão organizadas mais ou menos livremente e preocupam-se com aque^
Ias bibliotecas que atuam dentro das respectivas especialidades.
A eLas
elas pertencem:
• Associação
gé1ica
• Associação
Associaçao
• Associação
rídica
• Associação
Associaçao
• Associação
• Associação
Associaçao
• Associação
Associaçao
cola

de Arquivos e Bibliotecas da Igreja Eva^
Evan
das Bibliotecas Teolôgico-Catô1icas
Teolõgico-Catõlicas
para Biblioteconomia e Documentação Jude Bibliotecas de Arte
Árte
j
de Bibliotecas Médicas
de Bibliotecas Parlamentares
para Biblioteconomia e Documentação Agrj^
Agr^

Estas associações realizam seus congressos separadaJ
cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sy st e m
C.erenclancnto

11

12

13

14

�316
mente, ou junto com outras associações alemãs de biblioteconomia
e documentação. Deve ser salientado que, na República Federal da
S£
Alemanha, existem, ao lado das associações de bibliotecários, se_
paradamente as associações de documentalistas, tais como:
• Associação Alemã para Documentação
• Associação Alemã
Alema para Documentação Medica
Médica e
tística
• Sociedade Alemã de Documentalistas

Esta-

Examinadas do ponto de vista de suas atividades e o_b
o^
jetivos,
jetivcs, existem relações particularmente estreitas entre as associações de documentalistas e as de bibliotecários especializados .
Existem na Alemanha ainda outras associações de bibliotecas, a maior parte de âmbito nacional, e que incluem todos
tipos de bibliotecas. Sao
São elas:
• Associação Al
Alemã
ema de Bibliotecas
Bibl iotecas (com um departamen
to para bibliotecas
bibli otecas especializadas)
espe cializadas)
• Associação de Bibliotecas
Bibli oteca s da Renânia do Norte
• Associação de Bibliotecários
Bibli ot ecá rios de Bibliote
Bibliotecas
cas Públicas
• Associação Alemã
Al ema de Bibliotecários
Bibl iotecários
• Associação dos
Bibliotecários
Bibliotecas
do s Bibl
iotec ários de Bibliot
ecas Cientificas
tíficas
Há, portanto, na Alemanha, inúmeras associações de bjL
b^
bliotecãrios trabalhando ã nível regional, a maior parte de forma totalmente independente.
Se compararmos esta situaçao com a do Brasil constataremos que o desenvolvimento das associações de bibliotecários
neste país,
pais, tomaram outro rumo. Há, por exemplo, no Brasil, asso
ass£
ciações de bibliotecários em diversos estados, ao todo vinte,
ciaçoes
todas subordinadas ã Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários (FEBAB) e atuando no campo da documentação e bibli£
biblio
tecas especializadas através de grupos de trabalho.
Cabe ainda ressaltar que no Brasil nao
não houve como na
Alemanha uma cisão entre biblioteconomia e documentação, porque

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

�317
as bibliotecas especializadas, de um mooo geral, tomaram a si o
trabalho de documentação. Conforme diz Briquet de Lemos (3) "Nao
se tendo verificado, no Brasil, a cisão entre bibliotecários e
documentalistas, que sé
se observou em outros países, menos por e^
pirito de conciliação do que por deficiência da estrutura sociopírito
economica de pais
país subdesenvolvido onde a demanda de informação tec^
nico-cientIfica se dava em nível compatível com a formaçao dada
nico-cientifica
aos bibliotecários, as escolas de Biblioteconomia incorporaram aos
seus currículos o ensino de Documentação, sem que houvesse prote£
proté^
tos relevantes".
Ãreas especializadas que merecem uma atençao maior,
e um estudo comparativo entre Brasil e Alemanha, são: biomedicina, agricultura, direito e esportes.
Observando a cooperação internacional vemos que ela
ainda não está muito desenvolvida entre as próprias associações.
Isto se deve, particularmente, ao fato de o objetivo principal de^
dej^
tas entidades estar mais dirigido a problemas internos. As associações de bibliotecários são sociedades de membros individuais
cujo interesse primordial repousa no tra'alho cooperativo interno enquanto que o trabalho de cooperação externa e mais ou menos
negligenciado. Entretanto podemos já encontrar nesta área alguns
pontos de uma positiva cooperação entre associações de bibliotecários de diferentes países e que no futuro poderão ter atuaçao
relevante. Assim, devemos considefar
considêfar de alt-o valor o convite de
representantes de instituições estrangeiras para tomarem parte
nos próprios congressos de Biblioteconomia. Deste modo, proporciona-se aos membros destas entidades informações sobre o esta^
est^
gio da biblioteconomia em outros países bem como conhecimentos e^
ej^
pecíficos através dos trabalhos apresentados pelos seus represei»
represeii
tantes. Como exemplo deste procedimento citaremos o convite rec£
rece^
bido pelo presidente da ASpB, em 1977, para tomar parte no 99 Con
gresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,realizado em
Porto Alegre, em julho de 1977, e vice-versa a participaçao da
presidente desse Congresso, em maio de 1978, na Alemanha, do Con
Co^
gresso Alemão de Bibliotecas.
Devido ã precariedade de recursos financeiros das aj^
sociaçoes e instituições afins tais convites permanecerão limita^

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

11

12

13

14

�F"
318
dos enquanto as autoridades governamentais não derem suporte financeiro para iniciativas deste tipo.
BiblÍ£
Na Alemanha existe uma Sociedade para Assuntos Bibli£
tecários Estrangeiros (Bibliothekarische Aus1
tecãrios
Auslandsste1le)
andsste1le) que desenvolve um programa de apoio financeiro a bibliotecários convidadrs dos mais variados países. Esta entidade pertence à Congregação Alema de Bibliotecas, instituição que congrega as associa
assocÍ£
çoes nacionais de bibliotecas.
Ill
III
Faz parte da tendência já mencionada no início,
inicio, a in
tegraçao, cada vez maior, das bibliotecas especializadas a nível
nacional, dentro dos planos nacionais para a construção de sist£
mas de informação e aquisição bibliográfica, promovido por autoridades governamentais.
Na República Federal da Alemanha isto acontece através da Comunidade Alemã
Alema de Pesquisas (DFG)
(DFG),, a qual entre seu pl£
no de estabelecer centros especializados também encarrega biblio”"
tecas, de significado nacional, para coletar material científico
cientifico
relevante, do exterior, e conservá-lo para a pesquisa futura. Is
to acontece nas áreas de criminologia, legislação de energia nu
clear, história contemporânea, geologia regional e livros texto.
Além disto, a DFG sugere, que todas bibliotecas conectadas a e£
e^
te plano, tornem acessível a bibliografia das respectivas áreas
especializadas através de modernos canais de informação. Com es
ta atividade as bibliotecas es&lt;ao
estão tomando a si algumas das funções pertencentes ao domínio da documentação e informação. A es
te grupo de bibliotecas também pertencem as bibliotecas universi
tarias. Cada uma tem a seu encargo a aquisiçao e guarda de umde
um de
terminado assunto, funcionando assim também, dentro da estrutura
deste plano, comoumn
como.umn biblioteca especializada para aquela área
de conhecimento.
dé
Nos últimos anos, as bibliotecas especializadas tem
sido colocadas sob o foco da «.tançao
*.tejiçao das autoridades, em confor
midade com o program-i do governo federal alemão, de promoção da
informação e documentação - o Programa I &amp; D. Para cada um dos

cm

Digitalizado
gentilmente por:

sj.-,
System
Ciereaclaro«nto

11

�319
sistemas de informação planejados será operada, no futuro,uma bi
blioteca central especializada ao lado do centro de documentação,
este competente para’a
para a informação cientifica e aquela para o pr£
vimento da literatura especializada. Desta maneij'a,
maneii'a, o governo sob
os aspectos de uma política econômica,
econômica,' cientifica
científica e de pesquisa dã
dá
uma nova significação ãs
Ss bibliotecas especializadas - como , cen-r
centrais especializadas em'um
em um sistema de informação, operando dendenr
tro de um pais
país em cooperação com todas bibliotecas da mesma esp£^
esp£
ciaiidade.
cialidade.
Queremos ainda salientar a cooperação direta dás^
das bi
bliotecas especializadas dentro de limites nacionais, incluindo
sistemas de informação isolados, dentro dos bancos de dados internacionais. Esta cooperação tem sido praticada em todos os catèrnacionais.
sos em que tem havido uma demanda relevante.
Também no Brasil podemos identificar uma tendência s^
milar. As bibliotecas estão integradas a programas de desenvolvi
mento nacional. Cabe cit.ir aqui os sistemas de informação operan
tes no Brasil tais como: PRODASEN (Processamento de Dados do SeAgropecuãria)e EM
nado), EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)e
BRATER (Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Ru
R^
ral) .
Papel de relevância, no desenvolvimento da informação e documentação no Brasil, tem sido executado pelo Instituto
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Dentro
de seus objetivos e tarefas, ao lado da preocupação com a põs-graduaçab
duaçao em ciência da informação, o IBICT age como um órgão coordenador dos sistemas de informação existentes nas diferentes en
tidades através de convênios.
Outro projeto, de grande importância para as bibliobr asi le i r a‘. , é o Sistema Nacional para
tecas especializadas brasileira';,
o
Desenvolvimento Cientifico
Científico e Tecnológico operado pelo Conselho Na
cional para o Desenvolvimento Científico
Cientifico e Tecnológico. Seus o^
o_b
jetivos sao o aperfeiçoamento das pesquisas e a recuperação da in
formaçã(i em ciência e tecnologia.
formação
Se compararmos a situação, no setor dos acordos gover^
namentais na promoção da documentação e informação, no Brasil - e

Digitalizado
gentilmente por:

�320
na Alemanha, veref.os
verev.os uma série de pontos em comum, apesar de ha
verem inúmeras
Inúmeras diferenças na forma de estruturação dos sistemas
de informação. Em ambos os casos eé importante a convicção de que
para dentro de um pais, a longo prazo, sob o aspecto de uma efetiva análise de custo, apenas sistemas de informação ã nível n£
na
cional serão econômicos. Bibliotecas especializadas e instituições similares deverão fazer parte de redes de informação que t£
te
nham um nõdulo central e diversos nõdulos regionais. A base de ca
da sistema de informação deve ser um assunto especializado, ,res
res
guardado de áreas afins. Em todas as redes de informação deverá
haver uma bem equilibrada relaçao
relação entre centro e periferia de ma
neira a assegurar o fluxo da informação. A bibliografia solicita
solicit£
da em um nõdulo regional, também, deve poder ser requisitada no
mesmo local nao assoberbando desnecessariamente o núcleo central.
Assim, esta parte do sistema não corre o risco de uma carga cxce£
exce^
siva e pode funcion.ir
funcion.ír mais intensivamente em conexão com casos
específicos de pesquisas e bibliografias difíceis de serem localizadas..
lizadas
A este nível de sistemas de informação, mantidos direta ou indiretamente por entidades governamentais, uma cooperação internacional através de contatos diretos entre os respectivos centros nacionais é re1
relativamente
acivamente fácil e de rápida organiza
çao. Esta eé uma área
area que deve merecer especial atenção
atençao em ambos
os países para um mútuo beneficio e aperfeiçoamento do serviço de
pesquisa e suas aplicações. Isto é verdadeiro especialmente,para
espec ia 1mente,para
as questões incipienes
incipien'. es no campo do provimento da literatura cien
cie£
cifica,
tifica, campo este que vem merecendo forte atenção internacional
por parte da Unesco e IFLA dentro do programa de Disponibilidade
Universal de Publicações (Universal Avaliability
Availability of Publications).
Ate hoje a cooperaçco neste campo limitou-se mais ou
menos a atividades individuais para a aquisição da bibliografia
necessária, seja para satisfazer as necessidades dos usuários já
jã
conhecidos ou mais sistematicamente, em conexão com a aquisição
aquisiçao
continua da literatura em uma determinada área especializada. Na
Alemanha, a internacionalmente conhecida biblioteca do Instituto
íbero-Americano,
Ibero-Americano, com sede em Berlim Ocidental, e com um acervo
especializado para a América do Sul, vem empenhando-se em promo-

Digitalizado
gentilmente por:

CpercacUracnto

12

13

14

�321
ver, regularmente,
r egularmer.te, viagens de aquisiçao bibliográfica através dos
países latino-americanos, possibilitando assim, a obfençao
obt'ençao daque^
la literatura de difícil acesso através do contato direto com b^
bliotecas e . instituições congeneres
congêneres nesles
nes'. es países. Se - ;Observarobservarmos os resultados destes esforços, os quais podem, também,
ser
constatados em outras bibliotecas alemãs responsáveis pela.ífripela África ou Ãsia, podemos identificar um sucesso digno de nota. A repii
rep£
taçao internacional do Instituto Ibero-Americano está -baseada,prin
baseada,prin
instai^
cipalmente, em sua biblioteca modelar tanto pelas suas instal£
çoes como pelo seu acervo.
Como um exemplo de colaboração
colaboraçao bilateral a nível g£
g^
vernamental, entre Alemanha e Brasil, podemos citar o convênio p£
valido também para a norm£
norm^
ra a padronizaçao de normas técnicas, válido
lizaçao na área de biblioteconomia e documentação. Por parte do
governo alemao, o Instituto Alemão de Normalizaçao (DIN)está
(DIN)esta pr£
parando material de ensino a ser usado em seminários no Brasil.
Não
Nao há dúvida que neste caso foi pensado na informação e documen
tação no campo geral da padronizaçao,
padronização, porém atençao devera ser
serd£
d^
da também ao campo especifico
específico da biblioteconomia e documentação.
Chamamos aqui atençao para a responsabilidade do NABD - Normas Tec^
Te£
nicas em Biblioteconomia e Documentação como parte do DIN,o qual
a nível internacional mantém estreitos contatos com a Internatio^
InternatÍ£
nal Standard Organization (ISO) através do
comitê
técnico
(ISO/TC 46) competente para a documentação. Cabe, neste sentido,
verificar até que ponto, dentro do convênio bilateral entre Alemanha e Brasil o NABD pode ser considerado competente para prom£
ver a padronizaçao brasileira em biblioteconomia e documentação.
Talvez fosse válida a transferência
transferencia direta das experiências que
obtiveram êxito na Alemanha, para sua "partner" brasileira.
No Brasil, a Associação Brasileira de Normas Técnicas possui inúmeros comitês de padronizaçao com grupos de estudo
competentes para o estabelecimento de normas determinadas.Alguns
anos atrás foi fundado adicionalmente o Instituto Nacional de M£
trologia, Normalizaçao e Qualidade Industrial (INMETRO). Seu o^
o_b
jetivo é difundir as normas brasileiras bem como dar validade as
decisões do Conselho Nacional de Metrologia, Normalizaçao e Qualidade Industrial (CONMETRO). 0 CONMETRO por sua vez é responsáresponsã-

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

II

12

13

14

�322
vel pelas decisões políticas sobre medidas, padronização e con~
controle de qualidade. Do ponto de vista da política biblioteconôm^
biblioteconomia
ca um ponto crítico
critico a ser salientado é que dentro da estrutura oir
or^
ganizacional do CONMEXRO,
CONMETRO, dentre os vinte e dois representantes
dos ministérios brasileiros, falta até hoje um representante do
Ministério de Educaçao
Educação e Cultura. Esta situação significa que até
o presente a normalizaçao da biblioteconomia e documentação não é
encarada com a relevância que eata
esta área terá no futuro.
As jã mencionadas áreas de associações de bibliotec£
biblioteca
rios, iniciativas promovidas por fundos públicos ou governamentais
para a cooperação na área da informação e documentação, incluindo a biblioteconomia, serão abordados através de alguns exemplos.
Tendo em vista as jã
já demonstradas tendências, devemos reconhecer
a necessidade de uma mais intensa cooperação, a este nível, para
o futuro. Nao apenas sob o aspecto econômico devemos esperar um
incentivo gradual. Também a política governamental de informação
parece engajar-se intensivamente nesta área especializada uma vez
que este engajamento permite ressaltar prioridades em diferentes
difere:ites
países.
IV
\RegÍ£
Na área biomédica, atua no Brasil, a Biblioteca Regio^
nal de Medicina - BIREME,. com sede central em São Paulo, para t£
das questões de informação e comutação bibliográfica. Estabeleci
da mediante acordo entre a Organização Fanamericana
Panamericana da Saúde e g£
go
verno brasileiro sob a responsabilidade do Ministério da Educação
e Cultura e Ministério da Saúde, está internacionalmente, conce£
concec
tada com o sistema MEDLINE e desta maneira pode suprir a inform£
inform^
çao biomédica necessária no Brasil.
Brasil.'
Esta situação
situaçao é semelhante on da Alemanha. Neste país
pais
o DIMDI- Instituto Alemão para Documentação e Informação Médica,
em Colonia, dispõe do banco de dados MEDLINE. Gradualmente, está
instalando terminais também nas bibliotecas universitárias.A aqui
aqu£
sição bibliográfica, porém, é feita de maneira diversa do que no
Brasil. De acordo com a já mencionada estrutura organizacional dos
sistemas de informação alemãos, é a Biblioteca Central de Mçdic£
Mçdici

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUraent»

�323
na, da Universidade de Cblonia,
Colonia, que tem o encargo de suprir toda
a literatura biomédica.
biomédicá. Uma boa cooperação entre o DIMDI e a Ceii
Cen
trai de Medicina se torna possível uma vez que ambos ficam localizados na mesma cidade.
A Biblioteca Central de Medicina pode ser encarada c£
co
t
' ^
3
"
~
mo uma parceira para pedidos de bibliografia biomédica
biomedica em lingua
alema, uma vez que ela está apta a fornecer cópias
copias de arí
ari igos com
encontrãveis em uma
rapidez para todos os casos em que nao sejam encontravais
‘t
'
’
■
’
l
'
biblioteca brasileira. Cabe aqui abordar, novamente, o problema
2
de um relacionamento equilibrado
equilibradc entre funções centralizadas
e
descentralizadas. 0 que é importante, em âmbito nacional,na área
de informação e aquisiçao bibliográfica, é mais importante ainda
em âmbito internacional. Da mesma forma pela qual a Associação
Alema de Pesquisa preconiza o uso, em primeiro lugar, das fontes
bibliográficas a nível local e regional antes de consultar o ser^
ser_
viço bibliotecário nacional, assim também os recursos nacionais
i
devem, primeiramente, ser esgotados, antes de subirmos o degrau
do serviço internacional. Apenas esgotados os recursos nacionais
devemos assumir os custos de tempo e dinheiro do serviço bibliotecário internacional, a fim de evitar que este serviço se torne
impraticável no futuro, devido ã sobrecarga dos centros nacionais. Esta filosofia do serviço inter-bibliotecário já presume
que o acervo bibliográfico nacional esteja representado, o mais
completamente possível, através dos catálogos coletivos. Também
devemos considerar que os títulos estrangeiros necessitados, mui^
mu^
tas vezes sao adquiriveis
adquiríveis no próprio país.
pais. Assim o serviço biblio^
tecário internacional pode restringir-se
rest ring ir-se àqueles materiais usados
menos- frequentemente, e nao adquirlveis
menoS'
adquiríveis pela biblioteca solicitan
t e..
te
No Brasil, o já mencionado IBICT, interéssou-se
interèssou-se , em
meados da década de cinquenta, em coletar informações acerca das
coleçoes de periódicos na área nacional. Em 1955, estabeleceu-se
uma comissão para o catálogo coletivo nacional, com o objetivo de
coordenar os catálogos coletivos regionais. Inicialmente, foram
publicados os catálogos regionais de periódicos. Assim, em 1961,
foi publicado pela Biblioteca Central da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, o catálogo coletivo de peri^

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sy st e m
Cierenclancnto

�324
dicos para o Rio Grande do Sul. Desde 1968, o IBICT vinha experj^
exper^
mentando automatizar o catálogo coletivo nacional de periódicos,
objetivo que foi alcançado em 1971. Aos poucos foi se caracterizando a tendência em dividir este catálogo coletivo nacional em grandes
áreas de assuntos. Assim, a partir de 1975, começaram a ser pubH
cados os catalogos
catálogos coletivos nacionais em ciências agrícolas e n£
na
turais, ciências biomédicas,
biomêdicas, ciência e tecnologia, ciências sociais e humanidades, os catálogos coletivos setoriais, os catálo
catál£
gos coletivos regionais, catálogos de bibliotecas e desde 1976 o
catálogo coletivo nacional em microfichas.
V
A documentação e informação na área agrícola, no Brasil, êé coordenada pelos sistemas de informação da Embrapa - Empresa Brasilei
Brasile^
ra de Pesquisa Agropecuária e Embrater - Empresa Brasileira de A£
sistência Técnica e Extensão Rural, ambas filiadas ao Ministério
da Agricultura. No plano internacional o sistema está conectado
com o sistema AGRIS, administrado pela FAO. Bibliotecas univers£
univers^
tárias ou especializadas que necessitem informações podem dirigir-se ã um dos núcleos da Embrapa ou Embrater. Podemos observar
um paralelismo na estrutura organizacional deste sistema com a
informação na área biomédica. Semelhante, também, é a situação na
Alemanha com a diferença de que a documentação agrícola não
nao está
ainda tão
tao bem estruturada como
'orno no Brasil. Há uma grande parte de
instituições trabalhando em partes específicas da documentação
agrícola, muito bem equipadas, como por exemplo: política agríc£
la, tecnologia agrícola, batatas e cereais, pesca, horticultura,
etc. Pertencem, porém, a diferentes graus da administração govejr
gove£
namental ou a instituições privadas. Esta situação torna difícil
a coordenação a nível nacional. Apenas a aquisição bibliográfica
é centralizada. Ela é executada pela Biblioteca Central de Agrj_
Agr£
cultura, em Bonn. No Brasil, a criaçao
criação da Biblioteca Nacional de
Agricultura, dentro do plano global de modernização do Ministério
da Agricultura, bem como
coiuo a implantação
implantaçao de bibliotecas estaduais
de agricultura êé considerada como fator decisivo na consolidação
da Rede de Coleta e Registro Bibliográfico, servindo de deposit£
deposita
rias para o acervo desta área.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

CiercacUnicnto

12

13

14

�325
VI
Na area do direito e legislação, comparando o siste
ma de informações brasileiro - Processamento de Dados do Senado
- Prodasen e o Serviço de Informação Jurídica “~ SIJUR, com o de
senvolvimento da informação jurídica na Alemanha, vemos que nes^
nes
te pais o sistema ainda nao está
estã concluído. Trabalhos preparatórios tem sido feitos desde o inicio dos anos setenta para implan
taçao do sistema JURIS, que pretende combinar a documentação cientifica com a documentação de dados. Talvez esta tentativa de conexão de dois níveis diferentes de documentação tenham sido razao
para o lento desenvolvimento do sistema.
Do ponto de vista do acervo devem ser mencionadas,no
Brasil, a Biblioteca do Senado e na Alemanha, a Biblioteca Prusdepositárias na
siana, de Berlim (Ocidental) como as bibliotecas depositarias
área.
ir ea.
A Biblioteca Prussiana é auxiliada, financeiramente,
pela Associação Alema de Pesquisa. Ela coleciona material jurldi
CO e legislação de outros países, servindo pois de excelente
excele.nte base para o intercâmcio
intercamcio internacional e estudos comparados. Se levarmos em conta, que esta biblioteca esta
está instalada no mesmo pré
dio do Instituto íbero-Americano,
Íbero-Americano, vemos que é possível uma boa
coordenação na aquisição
aquisiçao de material bibliográfico sul-americano.
VII
Pode ser constatado, com as disciplinas ji
já mencionadas, que uma cooperação direta entre bibliotecas especializadas,
no Brasil e Alemanha, acontece apenas em alguns pontos. Ao lado
disto, esta cooperação deve ainda ser medida, tendo em vista o
diferente nível de desenvolvimento que os sistemas de informação
isolados alcançaram em ambos os países.
Constatações mais concretas podem ser citadas no cam
po da educaçao física e desportos. Na realidade esta afirmação d^
di^
rige-se ao futuro. Entre a República Federal da Alemanha e Brasil
foi firmado um convênio para fomento do desporto no Brasil. Este
convênio inclui, nao apenas o desempenho desportivo e a constru-

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
CpercacUncnto

�326
ção de instalações desportivas, mas também a documentação e a in
formação desta área. Parceiros deste esforço são, por parte da
Alemanha, o Instituto Federal para Ciência Desportiva, e por pa£
par^
te do Brasil, a Secretaria de Educação Física e Desportos, do
nistério da Educação e Cultura (SEED/MEC). Primeiramente,
Frimeiramente, está sen
do desenvolvido um trabalho conjunto a fim de estabelecer as linhas básicas de um sistema de informação desportiva no Brasil.Pa
Brasil.P£
ra atingir este objetivo poderá ser utilizada a experiência col£
tada pelo instituto alemão no passado, como instituição central
para a informação e documentação desportiva a nível nacional
e
internacional que ê. Um conselho consultivo foi nomeado
pela
SEED/MEC, constituído por um representante da Secretaria, um da
área desportiva, um da área de biblioteconomia, um da área de d£
cumentaçao e um de uma instituição de documentação desportiva.
desport iva.An
tes de tudo será delineada a estrutura do sistema de informação
a ser criado e estabelecer a diferença entre documentação de dados e documentação científica.
A documentação científica vem existindo desde 1974,
quando durante uma reunião do Departamento Científico da Federa
Feder£
çao Brasileira de Medicina Desportiva foi criado o Centro de D£
cumentação e Informação em Medicina Desportiva (CEDIME), em Porcumentaçao
to Alegre. De conformidade com o alargamento do círculo de interesse, este Centro ampliou suas atividades passando a denominarse Centro de Documentação e Informação em Ciência do Desporto,em
bora a sigla CEDIME tenha sido conservada. Suas atividades, desde o início, dirigiram-se ao nível internacional. A revista MED^
CINA DO ESPORTE, editada pelo CEDIME contêm
contém regularmente a documentação científica que vem contribuindo decisivamente para to£
nar conhecido o trabalho desta instituição.
Quanto ao suprimento da literatura especializada podemos informar que, pesquisa realizada nos anos 1976/77,junto as
bibliotecas dos estabelecimentos de ensino superior em Educação
Física e Desportos revelou que apenas 15% das bibliotecas possu£
possu^
am um acervo entre 2500 e'3000
e 3000 volumes (9). Atualmente, está sen
do realizado um levantamento semelhante, sob responsabilidade da
SEED/MEC, para uma análise da situação das bibliotecas especially
especial^
zadas em desportos no Brasil. Este trabalho servirá para funda-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

CiercacUnicnto

12

13

14

�&gt;327
327
mentar o estabelecimento da rede de informações em educaçao
educação físi
fisi
ca e desportos no Brasil. Para o futuro será fundamental uma coordenação entre a documentação científica e a aquisiçao da biblio
grafia especializada bem como um aproveitamento racional dos resocursos humanos e materiais com o objetivo de estabelecer uma sólida base futura. Dentro deste aspecto será possível um auxílio
por parte da Alemanha, dentro da estrutura do convênio bilateral.
bilateral .
No aspecto cooperação internacional, cabe ainda citar a tradução
para o português, que está sendo elaborada em Porto Alegre,
do
Thesaurus Internacional em Desportos, compilado pela International Association for Sports Information.
Independentemente de a documentação cientificada área
desportiva ficar sob a responsabilidade da SEED/MEC, a documenta_
documenta
çao de dados por força da lei n9 6251/75 regulamentada pelo decre^
to nÇ 80.228/77 fica a cargo do Conselho Nacional de Desportos,
no Rio de Janeiro. Assim, já existe desde o início uma separaçao
entre duas áreas da documentação.
VIII
Esta breve visão geral sobre algumas áreas nas quais
uma cooperação direta ou indireta entre bibliotecas especializadas na Alemanha e Brasil parece praticável não pode apresentar to^
dos os aspectos consideráveis. Isto nao
não foi possível pela forma
deste trabalho como pelas diferentes estruturas da biblioteconomia e documentação das diversas áreas
areas nos dois países em questão.
Porem e uma tentativa de chamar a atençao para questões básicas
em conexão com os problemas abordados. Talvez este relato das po^
po£
sibilidades de cooperação entre os dois países adquira um significado paradigmal, talvez estimule a reflexão sobre como encontrar soluçoes equivalentes em casos similares. Neste sentido este trabalho poderá ser interpretado como uma contribuição para a
cooperação internacional entre bibliotecas.

Digitalizado
gentilmente por:

�328
ABSTRACT
f
At the international levei
level special questions arisein
arise in
connection with direct or indirect cooperation between special li
braries. After an overview of the special library situation
in
two countries (Germany and Brazil) suppositions and possibilities
of effective cooperation are considered using these examples
and
concerning also bilateral agreements between official and inofficial bodies. In accordance with the character and functions of
special libraries priorities are looked at for supplying literature in specialized fields and for ínformation
tura
information retrieval. In addition the activities and working methods of special
libraries
and their economic aspects are surveyed in connection with trainformation and with using the information
itself.
cing sources of Ínformation
Ínformationitseif.
Consideration is also given to political impact os the different
types of cooperation.
BIBLIOGRAFIA
1 - ALBUQUERQUE, C.A. A informação em Ciência e Tecnologia e o
IBICT. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCU
MENTAÇÃO, 9., Porto Alegre, 1977. Anais do 99 Congresso
Brasileiro e V Jornada Sul-Rio-Grandense
Sul-Río-Grandense de Biblioteconomia e Documentação. Porto Alegre, 1977. v.2, p.41-47.
2 - BIBLIOTHEKSAUSSCHUSS DER DEUTSCHEN FORSCUNGSGEMEINSCHAFT:
ueberregionale Literaturversorgung von Wissenschaft
und
Forschung in der Bundesrepublik Deutschland. Denkschrift.
Boppard, Boldt, 1975.
3 - BRIQUET DE LEMOS, A.A. Estado atual do ensino da Bibliotec£
nomia no Brasil e a questão da Ciência de Informação.R.Bi
bliotecon. Brasília, l(l):51-8, 1973.
BONDESMINISTERIUM FUER FORSCHUNG UND TECHNOLOGIE.
4 - BUNDESMINISTERIUM
Programm
der Bundesregierung zur Foerderung der Information und Do
Ü£
kumentation (luD-Programm) 1974-1977. Bonn, 1975.
5 - FANG, J.R. &amp; SONGE, A.H. International Guide
Guíde to Library, Ar
chival, and Information Science Associations. New York/
chíval,
London, Bowker, 1976.

Digitalizado
gentilmente por:

Sea a
stem
GereacUraent«

ii

12

13

14

�329
6 - KAEGBEIN, P. Libraries as special information systems.Special
systems .Special
Libraries (69) 1978 (in press).
Líbraríes
7 ~- KAEGBEIN, P. &amp; WEIMAR, V. Remarks on the present library s^
tuation in the Federal Republic of Germany. IFLA Journal
(2):93-6, 1978.
8 - REICHERT, M. Brasilianische Normung im Umbruch. In: DIN-Mitteilungen (57):686-9, 1978.
9 - SINDERMANN, R.V.H. Dokumentation und Information des Sports
in Brasilien. In: INTERNATIONALER KONGRESS FUER
EUER SPORTINFOR
MATIONS, 6., Duisburg, 1977. Sportinformation in Theorie
und Praxis. Schorndorf, Hofmann, 1978. p.169-72.
10 - WIEDER, J.
10 Jahre
karische

cm

Internationale Verflechtung der Bibliotheksarbeit.
Bibliothekarische Auslandsstelle.
Auslandsste11e. In: BibliotheKooperation. Frankfurt/Main, 1974. p.32-41.

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�330
CDD - 025.460016
CDU - 025.49:681.3

SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA PARA MANUAIS
TÉCNICOS DO COMPUTADOR

IBM 1130

Isabel Cristina S. Louzada
Prof, do Curso de Bibliotecono
Prof.
Bibliotecon^
mia e Documentação - UFES
Bibliotecária do NPD - UFES
Ivete Lúcia Orlandi
Bibliotecária formada na UFES

DESCRITORES
CLASSIFICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA - computadores: LIVROSprocessamento eletrônico de dados.

RESUMO
Apresenta o arranjo sistemático utilizado no "SERVI
"SERVI_
ÇO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO" do Núcleo de Processamento de
Dados da Universidade Federal do Espírito Santo para organizar
os manuais técnicos do computador IBM 1130.
Os códigos de assuntos empregados na própria biblio
grafia da IBM foram adotados e adaptados para a armazenagem

e

recuperação da literatura técnica.

INTRODUÇÃO
A organizaçao e o desenvolvimento do "Serviço de Bi^
blioteca e Documentação" - SBD do Núcleo
NÚcleo de Processamento

de

Dados - NPD da UFES trouxe ã tona um problema: a maior parte

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
C.ereaclaroento

12

13

14

�331
do acervo constitui-se de manuais técnicos para o computador
IBM 1130 e por ser este material muito especializado, não
possível

foi

a utilização de Sistemas de Classificação Bibliográf^
Bibliograf^

ca comumente adotados em Bibliotecas como CDU, CDD e outros.
Entretanto era grande a necessidade de arranjar si^
sis^
tematicamente esses manuais para facilitar a identificação e re^
r£
cuperação dos assuntos tratados.
cuperaçao
i■ 1- OBJETIVOS
Tendo sempre em mente um melhor atendimento ao usuário

e

a recuperação mais rápida e eficiente das informações contidas
nos manuais, adotou-se um Sistema que não sofresse as

modific^

çoes usadas pela IBM (ver 3.2) podendo ser considerado como

pa^
p£

drão .
drão.

2- SITUAÇÃO ENCONTRADA
2.1-

'

Codificação por letras

'

''

Quando iniciado o trabalho de organização do "SBD" havia
um critério de Ciassificaçao
Classificação que
qúe agrupava o material bibliogr£
bibliogr^’
fico da seguinte forma:

‘

- os manuais de programação recebiam a letra P;
—
■
- os de ap1icação,
aplicaçao, a letra A etc...
Esse

c
'

material técnico era armazenado em pastas identify
identif^

cadas pela letra de seu conteúdo, o que dificultava a consulta
pois cada pasta continha em média 6 manuais sobre um determina^
do assunto, enfocados dos mais diversos ângulos.
Para os não-profissionais o Sistema encontrado atendia
com perfeição aos usuário, mas os problemas foram

surgindo

quando iniciado o processamento técnico do acervo. 0 19

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
System
sí em
C*ereaclaro«nt
Gerencia
ncntoo

11

deles
deles'

�332
foi o crescimento da coleção tornando impossível armazenar e r£
re
cuperar as informações como vinha sendo feito, pois a variedade
de enfoques dificultava a busca do

manual solicitado, tendo em

vista que era necessário procurar nas pastas sobre o assunto

o

Por ex.: Se o usuário solic^
material mais específico desejado. For
tasse um manual sobre PROGRAMAÇÃO COBOL era necessário

consul^
consuj^

tar todas as pastas identificadas com a letra £ para então

ser

localizado o material desejado.
0 outro impasse foi a forma física como é apresentada

o

manual. Esse material é atualizado periodicamente através

das

"Technical Newsletter" - TNL e por este fator é impossível

sua

coti
encadernação. Então concluiu-se que o mais adequado seria a con
fecção das capas individuais com um sistema de regulagem ajust£
ajust^
vel a necessidade do manual em questão; e com esta decisão

f^

cou provado mais uma vez que a Classificaçao
C1 assificaçao até então adotada
realmente era inadequada, pois seria necessário afixar em todas
as capas dos manuais as letras que identificasse o assunto,

e

isto funcionaria como se o acervo estivesse sendo classificado
numa classe geral, o que é considerado insuficiente mesmo

que

para pequenas Bibliotecas.

2.2- Codificação da IBM
Todo o material bibliográfico da IBM, exceto a microforma;
microforma.
recebe uma codificação ALFA-NUMERICA estruturada do seguinte
modo:
2 dígitos ALFA;
2 dígitos NUMÉRICOS;
NUMERICOS; e
4 dígitos NUMERICOS,
NUMÉRICOS, separado do 29 grupo por —
(hífen); sendo que cada grupo de dígitos tem uma finalidade.

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
GereacUracnt»

�333
Os dígitos ALFA representam a

Identificação de Utilidade

(Identification of Availabi1ity)
Availability) do manual e cada um dos
dois elementos individualiza a situaçao
situação

seus

da literatura técnica;

e através de fontes da IBM conseguiu-se fazer a seguinte

inte£
inter^

pretaçao de condição para o primeiro dígito ALFA:
G = manual está a disposição do cliente através

do

representante da IBM, sem despesas;
S = o manual deverá ser comprado nas sucursais

da

IBM; e
L = o manual só
sé é utilizado com autorizaçao da IBM.
No tocante ao segundo dígito ALFA, a interpretação é a

se^

guinte:
A =

manuais de descrição geral da máquina; proced^
mento de operaçao;

periféricos

(Unidade

de

INPUT/OUTPUT) ou seja descrição do HARDWARE em
geral.
Ex.: GA26-5915
B =

— IBM 1130 Configurator

programas de aplicaçao.
Ex.: GB21-0580

— IBM 1130 Fortran to System/

3 ....
..
C =

manuais de uso e informações gerais sobre

os

programas do Sistema; tais como Compiladores,
Rotinas da PLOTTER, e outros que compoem ' i

o

SOFTWARE de suporte da máquina.
Ex.: GC26-3755
H =

IBM 1130/1800 Plotter

manuais de introdução, descrição de programas
e de funcionamento de programa produto.
Ex.: SH20-0969 -—Project
— Project Control System 11/
II/
1130 -program description e operations

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

Sea a
stem
GereacUraent«

II

12

13

14

�334
manual.
J =

listagem de programa do sistema operacional.
Ex.: GJDl-3060 — Source listings - IBM 1130
Remote Job Entry.

N =

technical newsletter, atualização dos manuais.
Ex.: GN20-1131 — TNL for IBM 1130 Biblio graphy.

T ou

Q =

manual de programa do sistema sujeito

a

substituição.
Y =

program logic manual; manual do Sistema

e

são para serem usados por técnicos envolv^
dos em suporte de programas.
Ex.: GY20-0064 — Civil Engineering coord^
nate geometry - system manual.
E mais outros códigos que poderão ser interpretados

^
£

través da Bibliografia do Sistema IBM 1130.
Para o primeiro grupo de dígitos NUMÉRICOS constatou-se
que é uma numeração sequencial para programas da IBM. E
ra o segundo grupo, também Numérico,nao hã
há

pa^
p£

uma convenção

decifrãvel, mas sabe-se que eles são constantes, independen
decifrivel,
te da condição de utilidade, exercendo papel de elemento in
dividualizador do manual. E o arranjo apenas por esses digi^
dig^
tos iria dispersar os assuntos, pois

estes não apresentam

nenhuma ordenação
ordenaçao que pudesse ser levada em consideração.
Foi com este grupo de dígitos que surgiu a condição

de

criaçao do Sistema ora apresentado.
criação
As microformas

são identificadas por um terceiro dlgidígi-

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

2c a n
stem
C.ereacUinKnto

12

13

14

�,335
335
to ALFA
ALFA.no
no primeiro grupo e o segundo segue os mesmos critérios
dos manuais, são
sao constantes.
Ex.: LYBO-0637 — 1130 Cobol Assembly listings - microfiche.
E como pode ser observado, esta situaçao mutável do dígito
ALFA não possibilita o arranjo sistemático dos manuais, pois es^
tes poderão ter alterada sua condição de uma edição para outra.
Com a explanação acima, concluiu-se que o primeiro grupo de
dígitos (ALFA-NUMÉRICO)
(ALFA-NÜMÉRICO) identifica o programa e o segundo grupo
(NUMÉRICO) individualiza o manual, sendo que o primeiro pode ser
desconsiderado para criaçao do Sistema do "SBD".
"S6D".
Ex.: .GH20L-.0799.—
X;H20l-.0 7 99 .— 1130 Cobol: general Information
information manual
11—t^ código individualizador
individua1izador do manual
&gt;cõdigo identificador do programa.

3- CLASSIFICAÇÃO ATUAL
Atualmente o Sistema de C1
Classificação
assificaçao Bibliográfica adotado no "SBD" tem base na "Listagem de Códigos de Assunto"^

/

(Subject Code Listings) que é constituida
constituída de dois índices:

um

numérico e outro alfabético.
3.1- índice Numérico (anexo 1)
Este índice é formado por notaçao
notação constituída
constituida de dois alga^
alg£
rismos arábicos, sendo que o primeiro dígito e o que determina
o assunto, e o outro representa uma sub-classe.
Pode-se concluir através do exame deste índice o seguinte:
0 inicial = codifica as informações gerais sobre
HARDWARE;

o

'

1 = equipamentos auxiliares;
2 = sistemas de programação (linguagens);
(linguagens):
(
Digitalizado
gentilmente por:

System
C.ereaclaro«nto

11

�336
3 = métodos de

acesso, administração de dados e

armazenagem;
4 = sistemas operacionais;
5 a 9 = classificação para itens das bibliografias.
Para as informações gerais sobre cada assunto, este ír^
ín
dice usa o algarismo

0, como a CDD.

O0 índice numérico também apresenta remissiva, remetendo de um termo nao usado para outro usado.
3.2- Tndice
índice

Alfabético

(anexo 2)

ÉS um instrumento auxiliar para o índice Numérico e seu
sistema de alfabecação
alfabetação é letra por letra, remetendo do assun
assu£
to para o código correspondente.
to'
3.3- Adaptação e criação do Sistema de Classificaçao
C1assificaçao Biblio
gráfica atual
Após um período de análise chegou-se a conclusão de que
era pe
perfeitamente
r f e i t amen t e possível
possI\/el e viável o uso dos códigos de a£
a^
sunto juntamente com o segundo grupo de dígitos numéricos.
0 código de assunto pode ser considerado como uma tab£
tabe_
la principal e os dígitos numéricos como o elemento identificador domanual individualmente.
A formaçao da notação
notaçao definitiva será da seguinte

fo£

ma::
ma
- 19 aplica-se o código de assunto que terá
tera

a

função de agrupar os manuais que tratem de um
mesmo
me smo assunto.
Ex.: 24-

= manual sobre programação COBOL;

e depois coloca-se o segundo grupo de dígitos

Digitalizado
gentilmente por:

CiercacUnicnto

12

13

14

�337
numéricos que individualiza o material no conjun
to, separando-os por — (hífen).
Ex.: 24-0799 = 1130 Cobol: general information
manual;
24-0927 = 1130 Cobol: operations manual;
24-0928 = 1130 Cobol: programmer's guide.
Para arrumar o material nas estantes, utiliza-se o

mes

mo critério aplicado nos conhecidos Sistemas de Classificação
Bibliográfica, destacando-se em primeiro lugar o código do as
sunto e depois o do manual.

4- INTERPRETAÇÃO E RECUPERAÇÃO
A interpretação do Sistema criado é feito através de con
sulta ao Índice
ÍNDICE numérico
NUMÉRICO ãâ disposição do usuário e afixado nas
estantes, como guia.
A recuperação da informação é feita com a identificação
da notaçao de assunto no lado esquerdo da ficha cata 1ogrâfica,
1ogrâfica ,
como sendo o número de Chamada.

24-0928
‘

International Business Machine Corporation
1130 Cobol: programmer's guide. 3
ed. White Plains, IBM , 1972.
240p..
240p

Digitalizado
gentilmente por:

Sea fl
stem
CfCreacUnicnto

-14/

�wr
338
5- CONCLUSÃO
O Sistema de Classificação Bibliográfica implantado

no

SERVIÇO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO deu-nos a certeza de

que

ãs vezes,é
vezes,á necessário a adaptação de um processo técnico

para

que possamos cumprir nossa principal finalidade: levar aos us^
ários informações exatas e eficientes, poupando-lhes tempo

na

recuperação do material desejado.

AGRADECIMENTO
Nossa imensa gratidão a Prof.
Frof. MARIA LUIZA L.R.PERO
TA (Coordenadora do Curso de Biblioteconomia e Documentação UFES) pelo incentivo e apoio , a JULIO CESAR HARTUNG (Programador do NPD - UFES)

pela paciência e interesse na orienta -

ção técnica; e aos Prof.
Frof. Aci Nigri do Carmo (Assessor de
bliotecas - UFES) e Maria

Bi-

Luiza F. Dumans (Prof,
(Prof. do Curso de

Biblioteconomia e Documentação - UFES)

pela colaboração

nos

retoques finais.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
1-'INTERNATIONAL BUSINESS MACHINE CORPORATION. IBM 1130 Bibliography .
bliography.

11.ed.

(GA26-5916).

Digitalizado
gentilmente por:

White Plains, IBM, 1973.

41p.

�1
339
ABSTRACT
The systematic arrangement development at the Library
and Documentation Service of Data Processing Center of the Federal
University of Espirito
Espírito Santo to store the technical manuais
manuals

of

the IBM 1130 Computer
computer is presented.
The subject codes used ,in
in the IBM bibliographies
bib1iographies were
adopted and adapted for the identificatior
identification

of

the

technical

1ite ra
nature.
ture .

I

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

�340
ANEXO

1

SUBJECT CODE DEHNITIONS
SUBJEXT
DEFINITIONS - NUMERICAL
NUMERtCAL INDEX
Information thasíc
(basic System Summarv.
Summary,
00 General System Informatiun
Bibliographies, all Confíguraturs)
Biblíographies,
Configurators)
01 Machíne
Machine System (CPU.
ICPU. Models,
MinJels. Channels,
ChanneU, Console/
02 Carü
Card Readers
Reaücrs aiiüAir
and/or Punches.
Huiichcs. Control
Coiilrol Units
03 Printers. Cuiitrtil
Control Units
04 OCR,
OCR. MCK
MCR tOptical/Magnctic
(Optical/Magnetic Character Readers),
Keaüers).
Control Units
Cuntrul
05 Magnetic Tape Units,
Units. ContruI
Control Units
06 Dísplay
Display Equipmcnt
Equipment
07 DASD (Direct
(Dircci Access Storage Devices).
Devices), Control
Cuntml Units
Devices. C&lt;iiitr&lt;»l
Control Units
08 Other Devices,
09 Communications Devices
10 Auxílíary
Auxiliary Equipmcnt
Equipment lüeviccs
(devices rnirmally
normally off-line)
13 Specíal
Special Features Infunnatíoii
Information
14 Cuslom
Custom Features and Supporting Prugrams
Programs
Physical Planning Information
information
15 Physícal
20 Programming Systems - General Information
21 Assembler
22 APL
23 BASIC
24 COBOL
25 FORTRAN
26 ALGOL
28 RPG,
RFC. RPGIl
29 PL/I
30 Access Methods.
Mctltods, Data Manageniciit,
Management. Storage/
Conimunicaiums Control Programs
Coniniunications
31 Support Programs(e.g..
Programs fe.g., Link Lüít,
Edit. Louücr)
Loader)
32 Utilities
33 Sort/Merge
Surt/Merge
34 Syttem
Syüem Ptaiiniiig,
Planning. Generatioii,
Generatitm. Installation,
Installatíoii. SMF:
SME:
Storage or Performance
Perf&lt;&gt;rmaiice Estimates.
Esiiiiiatcs, Release
Retease Guides
Guiües
Emulation. Simulatioii
Simulation tcaialogueü
(catalogued hy
by liost
host syslcin)
system)
35 Emulation,
36 Control Progruni
Program (e.g..
te.g.. Supervisor,
Supervisor. JCL. IPL.
IPL, Joh
Job
Management, Data Arcas.
Areas. Clicckp&lt;»ínt/Restart)
Checkpomt/Reslari)
37 RAS fRelíabílíty,
(Reliability, Availahilíty,
Availability. Servieeabílity):
Serviceability): Testing,
Testíng,
Service Aiüs.
Aids. Prohleni
Problem Deterniínalion
Deicrnhiiation
38 Reniote
Remote Job Entry
Eiitry (RJE.
tkJL. CHJE.
CRJE, RAX.
RAX, CRBE....)
CRBE,...)
39 Time Sharing. Interactive l-awíliiies
Facilities
40 System Operation
Operatioii (e.g.,
(e.g.. iiiessages
messages &amp;
Sl codes)
50 DB/DC
Db/DC fCICS,
(CICS. IMS. GIS. DL/I....)
ÜL/1....)
Industries-- General (industry
60 Industries
tiiidustry bibliographies,
bibliographics, etc.)
— Airlines (&gt;ec
&lt;&gt;ec Transportation)
62 Consultanls
Consultants
63 Disiributioii
Distribution te.g.,
(e.g., apparel, UhhÍ,
IihhÍ. agríbusiness,
agribusiness, Hotels)
hotels)
l.ibraries
64 Education, i.ibrarics
E.ngineering
65 língineering
67 Fíiiance,
Finance. Secuntícs,
Securities. Real h.\iate
I.state
69 Government,
Government. l-edcral
Federal
70 Government. State and Local
71 Insurance
72 Manufacturmg
Manufacturing
73 Media
74 Health
75 Process &lt;e.g„
(e.g., forest produets,
products, petrokum.
peirukum. paínl,
paint, texliks)
textiles)
76 Public Uiiltlies
Utilities
— Securities tsee
(see FínaiKe)
Finance)
78 Transportation
79 Cross-lndusiry
Cross-Industry fsee
(see aiso
also 81-83 for seledions)
seKrclions)
81 Cross*lndustry
Management. Planning. Project
Projcct Control
Cross-Industry - Management,
82 Cross-ltidusiry-MatHeniattcs
Cross-Industry-Malhematics and Science
83 Cross-lndusiry
Cross-Industry - Simulaiion
Simutaiioii
Texts
85 Data Processing - Introductory
Introduciory Manuals
Manuais and Texls
87 Education - Course Caialogs
Catalogs
89 Installalioii
Installation Forms
Furms and Suppiíes
Supplies
95 EWSlEarlyWarning
EWS (Early Warning System)
97 PTF IProgram
(Program Temporary Fix) Lislings
Listings
99 SCP and Type I Prograin
Program Lislings
Listings

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�341
ANEXO
ALPHABETICAL CODE INDEX
Access Mcthods
Methods 30
Airlines 78
ALGOL 26
APG/7 60
APL 22,82
Assembler 21
BASIC 23
Bibliographies
Bibliographíes

00,60

Card Equípment
Equipment 02
Curd
Channels 0]
01
Checkpoint/Restart 36
Checkpoim/Restart
COBOL 24
Codes, System
Codes.
system 40
Communications 09,30
Configurators 00
Consoles 01
Construction 72
Constructíon
Consultants 62
Control Program Sò,
J6, 30
Course Catalogs 87
CPU 01
Cfoss-lndustry 79-83
cfoss-lndustry
Custom
Ciistom Features 14
DASD 07,30
Data Arcas
Areas 36
Data Management 30
DB/DC 50
Diskette 08,30
OS, 30
Display 06,30
Distribution Industries 63
Education 64,87
Emulation 35
Engineering 65
EWS 95
Finance Industry 67
Forms 89
FORTRAN 25
General Information 00, 20,
20,60
60
Government 69,70
Graphics 06,30
Health 74
Hotels, Motels 63
Information Rctrieval
Retrieval 79
Insurance 71
I/O Control Programs 30
1/0
IPL 36
JCL 36
Job Management

36

Legal 62

2
ALPHABETICAL CODE INDEX
Libraries 64
Link Edit 31
Loader 3I
31
Magnetic Tape 03,
MagncticTape
Oi, 30
Manufacturing 72
Mass Storage 07, 30
Mathematics 82,22
MCR 04,30
Media 73
Medical 74
Medicai
' Messages, system 40
OCR 04,30
Operation, system 40
Performance Estimates 34
Physical Planning 15
Planning 34, 30,00.
30, 00. 81
PL/I 29
Printers 03
Problem Determination 37
Problcm
Process Industries 75
Project Control 81
Projcct
PRPQ 20-83
PSHRPQ 14
PTF 97
Public Utilities 76
RAS 37
Real Estate 67
Release Guides 34
Remote Job Entry 38
RPG 28
RPQ 14
SCP
Listings
SC P List
ings 99
Securities 67
Securíties
Service Aids 37
Simulation 35,83
Simulatíon
S3,83
SMF 34
Sort/Merge 33
Sort/Mcrgc
Special Features 13
Statistics 79,
Statisties
79. 82, 65
Storage 0/,
01, 30, 34
Supervisor 36
Support Programs 31
System Generation 34
System Instailatíon
Installation 34
System Management Facility 34
System Messages &amp; Codes 40
System Operation 40
System Planning 34
Tcicprocessing
Teleprocessing
Testing 37
Text Processing
Time Sharing
Transportation
Type 1I Listings
Utilities

Digitalizado
gentilmente por:

09,30
73,79
73. 79
39
78
99

I

J2.76
32,76

11

12

13

14

�342
CDÜ
CDU
CDD

025.4.05:025.17:778.14.072
029.5

CONTROLE DE VOCABüLArIO
VOCABULÄRIO NA INDEXAÇÃO DE DOCUMENTOS MICROFILMADOS

MARIZA DE CASTRO MARTAü
MARTAU
(CRB-10/144)
Diretora da Divisão de Documentaçao/CI, da Superintendência
ção/Cl,
do
Desenvolvimento da Região
Sul
- SÜDESÜL.
SUDESUL.
HELEN BEATRIZ FROTA ROZADOS
(CRB-10/368)
Bibliotecária da Divisão de Documentação/CI, da Superintendêncuoentação/CI,
cia do Desenvolvimento da Região
Sul - SÜDESÜL.
SUDESUL.

RESUMO

Apresenta-se uma experiência na adoção de um vocabulário
controlado ã linguagem livre até
atê então empregada na indexação de
recortes de jornais e artigos de periódicos microfilmados.

1 - INTRODUÇÃO
Com este trabalho pretendemos apresentar uma experiência que
está sendo realizada na SUDESUL, com' a indexação de documentos
microfiImados.
Trata-se de uma experiência concreta, atê
até agora bem suce-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

ii

12

13

14

�343
dida, que se pretende divulgar, pensando em ser útil a outros
profissionais ligados, tanto ã documentação, como ã microfilmagem.
0 Sistema de Indexação de Documentos se subdivide em duas
partes: 1) Subsistema de indexação de recortes de jornais e,
2) Subsistema de indexação de artigos de periódicos.
Os dois subsistemas integram o serviço de divulgação da Divisão de Documentação e foram implantados no final de 1974, com
a finalidade de atender ãs necessidades de atualização dos técnico s .
nicos.
0 grande volume de documentos gerados e incorporados aos
acervos dos setores, forçou a adoção de um sistema de microfilmagem. Para a agilização
agilizaçao da recuperação das informações criou-se um sistema de indexação por palavras-chave, conjugando-se,
assim, as técnicas de microfilmagem, indexação e processamento
de dados.
A aplicação de um controle no vocabulário empregado na recuperação se fez necessária pelo volume crescente e a diversidade de termos.
termos .
A linguagem natural empregada no processo de recuperação deu
lugar a uma linguagem controlada, onde houve o cuidado com a
padronizaçao dos termos, através de uma indexaçao temática estudada, normalizada e uniforme, procurando, com isto, que houvesse uma coincidência entre a linguagem de indexação
indexaçao e a linguagem de busca.

2-0 SERVIÇO DE DIVULGAÇÃO DE NOTICIAS
NOTiCIAS
2.1 - Estrutura
A Divisão de Documentação mantém um serviço de divulgação
de noticias
notícias jornalísticas, como uma de suas atividades rotineiras oferecidas aos técnicos da SUDESUL. Visa responder
responder, de mamap
.
.
~ necessidades de atualizaçao
~ dos técnicos
-.'-tí
neira
dinâmica,
dinamica,
ãs
as
atualização
'ee

Digitalizado
gentilmente
gentil
mente por:

�344
sistematizar a tarefa de análise de assuntos, maximizando a utilização dos documentos.
0 serviço se constitui na manutenção de um fluxo regular de
informações relevantes aos técnicos, de acordo com os seus interesses e necessidades, tendo em vista, principalmente, a distância física de alguns setores e a interdisciplinaridade
dos
projetos desenvolvidos.
ÉÊ de competência do setor a seleção, montagem, divulgação,
preparação para microfilmagem e indexação das notícias
noticias contidas
nos principais jornais da região, complementadas por jornais de
são Paulo e Rio de Janeiro.
2.2 - Seleção e Montagem
são selecionados recortes sobre 72 grandes assuntos, arrolados em uma lista alfabética, com codificação scqtlencial.
seqUencial.
Os
termos, até então usados para a descrição de assuntos, foram
escolhidos da formulação das consultas e dos contatos diários e
diretos com os usuários. A partir de janeiro de 1979, passou-se
a adotar um vocabulário controlado, tanto para a indexação de
recortes, como para artigos de periódicos, e que será detalhadamente descrito mais adiante.
*«
Os recortes são montados em folhas pré-carimbadas na parte inferior ã direita. Do carimbo constam dados que identificam
o jornal, espaço para a data da notícia
noticia e para o assunto não esclarecido na manchete.
vistahsneEsta montagem obedece tamanho limite, tendo em vista
hs necessidades da microfilmagem.
2.3 - Divulgação
Após a etapa de seleção e montagem, as notícias
noticias
gadas, seletivamente, de maneira a atingir, não só
sõ a
técnicos envolvidos em tarefas com objetivos
objetivo s comuns.
comuns,

cm

Digitalizado
gentilmente por:

são divulgrupos de
mas também

4^
11

12

13

1
14

�345
ãs
as necessidades individuais, segundo um
utn esquema de prioridades
e o "cadastro de interesses e interessados". Até março de 1979,
era feito um perfil dos usuários muito simples, porém
porem constantemente atualizado, de maneira a acompanhar os seus interesses
no desenvolvimento de suas funções. A partir de abril do mesmo
ano, foi implantado um novo sistema de conhecimento das necessidades dos usuários, através de um estudo individualizado dos
perfis.
Estabelece-se, e se controla rigorosamente, a escala
de
prioridades dentro de cada assunto, tendo em vista as funções e
tarefas dos setores onde os técnicos estão lotados.
Quando os documentos retornam ao setor, são arquivados em
arquivos convencionais, em pastas suspensas ordenadas pelos assuntos e obedecendo internamente uma ordem cronológica das notícias.
ticias.

3-0 SISTEMA DE MICROFILMAGEM

A coleta de noticias resulta em uma média mensal de 1.200
recortes, já expurgadas as noticias duplas ou de interesse temporário. Isto representa um volume assustador, no que se refere
ás condições de armazenamento. Pensando numa solução urgente para reduzir o espaço ocupado e agilizar a recuperação das informações microfilmadas, foi estudado, esquematizado e implantado
um sistema de microfilmagem. Foi levado em consideração que o
tempo típico de acesso em microfilme é de 30 a 60 segundos, desde que tenham sido planejadas e executadas indexação e codificação adequadas ãs características da documentação e ã solicitação dos usuários.
3.1 - Uso e Aproveitamento dos Documentos
SUA IMPORTÂNCIA
Todo o documento é gerado tendo em vista a pessoa ou o se-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

%^Sys,e.
CpercacUracnto

12

13

14

�346
tor interessado.
interes sado. 0 recorte de jornal poderá conter uma notícia
importante, mas se não houver cadastro de interesse registrado.
registrado,
se lecionado.
não será selecionado.
0 grande valor deste arquivo
ar quivo está fundamentado no fato de
ser excelente fonte para pesquisas
pes quisas retrospectivas. Por exemplo:
dentro dos assuntos "adminis
"administração
tração federal, estadual ou municipal" áé possível se traçar perfil
pe rfil do desenvolvimento do
pensamento político de seus admin
administradores,
istradores, durante determinado periodo ou gestão, pelas notic
ias e pronunciamentos publicados.
ríodo
notícias
Trata-se de uma pesquisa muito importante para os cargos diretivos do órgão.
VOLUME
VOLÜME DA DOCUMENTAÇÃO
Em 1975, quando foram microfilmadas as notícias
noticias coletadas
desde fins de 1974, já existiam 14.000 arquivadas. Até dezembro
de 1978, foram microfilmados 60.000 documentos. São coletadas
aproximadamente 18.000 notícias
noticias anualmente. Destas são expurgadas todas de interesse temporário e todas classificadas em mais
de um assunto. Estas circulam com cópia para os assuntos diferentes, porém são arquivados somente os originais.
ACESSO E FREQüENCIA
FREQUEnCIA DE CONSULTAS
Considerando o arquivo
ar quivo como instrumento de informação, pode-se classificar o pr
presente
esente caso como um arquivo dinâmico.Isto
é, os documentos são cconstantemente
onstantemente consultados e, por isso, devem ser de fácil acesso.
acess o .
A documentação arquivada
ar quivada e microfilmada é sempre considerada corrente, pois mesmo
me smo aquela tida como histórica, pode retornar ao ciclo de utilização,
uti lização, por uma necessidade qualquer.
E elevado o índice
Indic e de consulta de notícias
noticias atuais,
quanto o índice das pesquisas
pe squisas retrospectivas.

tanto

A forma de acesso é um parâmetro muito importante na ava1iação
liação dos resultados. pois está diretamente relacionada aá ra-

Digitalizado
gentilmente por:

ty
11

12
12

13
13

14
14

�347
pidez na recuperação da informação.
No acesso ao documento está
estã o ponto alto de um programa de
microfilmagem. 0 microfilme é usado fundamentalmente para propiciar técnicas capazes de substituir em eficiência, a recuperação da informação no seu formato original.
Sao dois os arquivos: um formado por recortes de jornais,
dos últimos 6 meses, arquivados por assuntos e, internamente,
em ordem cronológica.
cronologica. 0 acesso é direto; outro arquivo
estã
está
constituído pelas jaquetas ou microfichas em filme diazo ordenadas alfabeticamente por assuntos. 0 acesso pode ser
direto,
mas usualmente é feito indiretamente com a utilização do índice
KWIC .

3.2 - Preparação da Documentação
PREPARO
A documentação a ser microfilmada é toda preparada pelo pró
prio setor.
Como os recortes já
ja sao montados nos tamanhos limites
tipulados para a microfilmagem, a preparação consiste nas
guintes etapas:

esse-

- Seleção e expurgo de noticias
notícias de atualidade temporária;
- Divisão por assunto;
- Contagem;
- Elaboraçao de lista de assuntos com as respectivas quantidades de recortes;
- Relação das jaquetas incompletas.
Sao, então, enviadas ao biró
birô que realiza ooprocessarnento
processamento da
microfilmagem,
mi
crofiImagem, os recortes agrupados por assunto e já ordenados
cronologicamente e o conjunto de jaquetas.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
CpercacUracnto

11

12

13

14

�348
CODIFICAÇÃO
A utilização de flashes foi a codificação adotada por
recer a mais simples e indicada para o caso.
Ela s5 é valida
válida nos rolos do arquivo de segurança, que
ventualmente são usados para a copiagem de noticias.

pa-

e-

MICROFILMAGEM
Os documentos são microfilmados em birô especializado, como jã
já foi dito anteriormente, nos períodos semestrais.
Foi adotada a jaqueta por ser a microforma que melhor se
presta para constantes inserções e ao método de indexação a ser
utilizado.
Quando voltam do birô os documentos são detalhadamente revisados e os serviços são conferidos com as especificações fornecidas. As jaquetas com problemas retornam ao birô
para
as
devidas correções.

4 - INDEXAÇÃO

Passa-se ã fase de indexação
indexaçao dos recortes microfilmados que,
após o processamento dos dados pelo computador, dará origem ao
índice KWIC.
A indexação se constitui num ponto fundamental nas técnicas de organização de arquivos de documentação.
Complementada
pela codificação, compoe o método global de recuperação de informações microfilmadas.
4.1 - Indexação Pré-coordenada e PÔs-coordenada
PÕs-coordenada
A preocupação inicial e primordial na implantação do vocabulário controlado foi a determinação do uso da pré-coordenac;aípré-coordenação

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
C*ereaclaro«nto

�1

.349
349
ou da p5s-coordenação.
põs-coordenação.
Na indexação pré-coordenada os termos representam conceitos
simples e sao combinados no momento de sua preparação, ou seja,
os termos sao elaborados com o objetivo de identificar itens específicos. As expressões compostas, que expressam assuntos compostos, são previamente combinados, estando inseridas nos vocabulários controlados.
Na indexaçao pós-coordenada
põs-coordenada os termos são combinados
correlacionados no momento da pesquisa, para a recuperação
informação.
Prevendo-se o uso de uma recuperação"on-line"
recuperação "on-line" num
próximo, optou-se pela pós-coordenação,
proximo,
põs-coordenação, que oferece;
oferece:
a)

ou
da

futuro

diminuição sensível da quantidade de termos indexados;

b) maior trabalho na recuperação.
A adoçao de uma indexação põs-coordenada
pós-coordenada não exclui o uso
paralelo da pré-coordenação,
pre-coordenação, principalmente quando o significado dos descritores simples, pós-coordenados,
põs-coordenados, óé diferente de seu
significado no descritor composto, ou ainda, quando pode resultar em dois descritores diferentes, ambíguos.
A pos-coordenaçao
pos-coordenação éS usada quando a combinação de termos sim
pies nao leva ã ambigUidade por representar sempre o mesmo conceito .
não-descritor
4.2 - Descritor e nao-descritor
Passaremos a tratar por descritor e nao-descritor
não-descritor os termos
indexados autorizados ou não
nao autorizados.
Víò cfL-cio ^
Vzi
H e um termo selecionado, empregado para representar
sem ambigUidade, os conceitos. 0 descritor Sé o elemento de uma
linguagem documentária que pode ser usado, independente do texto, para armazenagem e recuperação dos conceitos que ele contém.
Por descritor se entende também que são termos

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

autorizados

11

12

13

14

�350
que o indexador atribui a um
utn documento, para descrever seu conteúdo temático.
Não díi
dzi CAãtOAe.i
C-fL-ito
são termos não autorizados que compreendem
sinônimos ou quase-sinônimos e formas diferentes das palavras.
são conhecidos também como termos de entrada.
4.3 - Principais Regras de Indexação
Exporemos, resumidamente, algumas das principais regras de
indexação, baseadas quase totalmente no SPINES Thesaurus e que
servem de base para o trabalho do setor.
4.3.1 - Substantivo
Os descritores são usados, sempre que possível, na forma
substantiva, ou no gerúndio; a forma verbal deve ser evitada bem
como a adjetiva.
Emprega-se o substantivo adjetivado quando, na pSs-coordepós-coordenação, os decritores reunidos resultam em conceitos diferentes.
4.3.2 - Adjetivos
Há certo número de casos em que o emprego do adjetivo ou
Ha
de outras formas não substantivas, são necessárias. Uma vez que
os adjetivos podem ser pré-coordenados com substantivos e terem
entrada como descritores compostos, a decisão de admitir adjetivos isolados deverá ser ditada por considerações de praticabilidade e flexibilidade.
Recomenda-se a pré-coordenação sempre que um adjetivo aparecer com muita freqllência
freqUência associado a outro termo particular.
4.3.3 - Número
Para determinar o número do descritor toraa-se
toma-se
sempre o termo como e usado na linguagem natural.

por

base,

Procura-se empregar no singular os termos indicativos de:

cm

Digitalizado
gentilmente por:

%^Sys,e.
CpercacUracnto

12

13

14

�351
- materiais;
-materiais;
- propriedades especificas;
- nomes próprios e disciplinas.
Usa-se o plural sempre que o termo for conhecido mais dessa forma ou que, quando usado em ambas as formas, tenha sentido
diferente em cada uma delas.
4.3.4 - Homógrafos
Os termos homógrafos - vocabulário com a mesma grafia, mas
com significados diferentes - devem ser diferenciados pela adjetivação_. Quando tal procedimento não é possível, os parênteses
jetivaçãoj
são utiLiz_ados incluindo-se, então, palavras de diferenciação.
4.3.5 - Abreviaturas e Siglas
As abreviaturas somente deverão ser usadas quando os seus
respectivos significados estiverem bem definidos entre o grupo
de usuários específicos e também internacionalmente, devendo existir vantagens de ordem prática na sua adoção. Caso contrário,
el s devem ser evitadas.
el-s
As siglas que formam um termo devem ser aceitas como descritor, quando bem conhecidas dentro da especialidade, bem como
aquelas que são familiares aos usuários do sistema.
4.3.6 - Algarismos
Os elementos numéricos de um termo indexador sãa
são sempre indicados em algarimos arábicos, quer se trate de números romanos
ou ordinais.
4.3.7 - Terminologia Cientifica
É dada preferência a adoção do termo usual em lugar do ter
mo cientifico.
4.3.8 - Ortografia
Adota-se a ortografia mais comumente aceita e fazem-se re-

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Sy st
em
GereacUracnt»
Ciereoclannita

II

12

13

14

�352
missivas das diferentes versões indicando sua
súa sinonímia.
sinonimia.
4.3.9 - Tradução
Muitos termos técnicos correntes foram formados pela tradução de palavras de outras línguas, mas, as vezes, um termo de
língua estrangeira moderna ou um termo grego ou latino éi incorporado ao vocabulário especializado de um determinado assunto. Quando o termo estrangeiro e sua tradução admitida coexistem com o mesmo significado, deverão ser Incluídos
incluídos no vocabulário, sendo um deles o descritor e o outro um não-descritor, fazendo-se remissivas para indicar a sinonímia.
4.4 - Descritor X Kwic
A primeira etapa de implantação de um vocabulário controlado usando-se descritores ao invés de palavras-chave, iniciou-se com o preenchimento dos boletins de implantação, a partir
dos novos recortes de jornais ou artigos de periódicos indexados, segundo a nova metodologia indexada.
Numa segunda etapa retomaremos a documentação já alimentada para as devidas normalizações.
0 controle de uso dos decritores e não-descritores, feito
através do estudo e autorização de termos, está a cargo de uma
equipe técnica. Os termos são levantados pelos técnicos responsáveis pela indexação do documento e submetido ã apreciação da
equipe, que por sua vez, autoriza ou não autoriza seu uso. Cada
termo é transcrito em ficha própria, onde, além do termo,haverá
suas remissivas, observações, definições, etc.
Os termos indexadores usados para o índice Kwic serão os
mesmos usados na indexação dos livros e publicações oficiais da
Divisão de Documentação. Pretende-se cora
com isto, uma linguagem éúnica de recuperação da informação, já que visa atender o mesmo
usuário.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

sj.-,
System
Ciereaclaro«nto

♦

11

�353
índ-ice Kwic de Recortes de Jornais
4.4.1 - Descritor e o ín&gt;i-ice
Sempr e que possiv^l
Sempre
possível se.farã,a
se fará a modificação necessária,
necessária
no próprio titulo,da
titulo da
que possa ser determinado o descritor no.prSprio
cia jornalística,
jornal ística, mas quando tal fato não ocorre, quer seja
ficação necessária descaracterizaria o titulo,
que a modi
modificação
título, o
olocado
entre
barras.
critor é colocado
c

para
not^
pordes-

comum,Sé o.aparecimento
0 cas
casoo mais comum
0 aparecimento de sinônimos.^Neste
sinônimos. Neste caescritor autorizado,está
titulo da notícia, ,basta
so, se o ddescritor
autorizado está no título
basta
marcá-lo;; caso contrário áé usado o descritor autorizado
marcã-lo
autorizado, entre
barras.
. ■
,
'
^ i f■ . ^ - p
0 uso do singular e plural, bem como o problema
problana dehomografos
dehomografos^
não oferecem maiores dificuldades, principalmente no segundo canao
so, pois um titulo
título de noticia
notícia dificilmente ié compostode
composto de uma sso
palavra e um homôgrafo, uma frase não deixa margem a dúvidas
duvidas
quanto a seu significado.
' ~

\0

0 mesmo ocorre com as outras normas, tendo sofrido algumas
adaptações, sempre que necessário e sendo estudados constantemente os casos isolados.
isolados .
4.5 - Manutenção»e
4.5Manutenção e Atualização do Vocabulário Controlado
•^o i
Para.atualização
Para atualização e manutenção do vocabulário contro
controlado
lado fazemos verificações periódicas sobre:
a) Análise de freqUência de utilização dos descritores;
b) Análise da existência de descritores que sao, na verdade, sinonimos;
sinónimos;
c) Eliminação de descritores nuncft
nuncQ utilizados por serem redundante s ;
dundantes;
T
^
d) Eliminação e/ou substituição dos descritores que se tor■
' '' .
naram ultrapassados;
.‘ !■ ■A ,. wi J.í&gt; , í
o
■
'■
e) Subdivisão de descritores que reúnem grande quantidade,
de documentos, isto ê,
é, aumento
aumento,de,especificidade
de especificidade
dos
termos de indexação.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
C.ereaclaro«nto

11

12

13

14

�354
For outro lado, a seleção de novos descritores
Por
descricores decorre da
necessidade de inclusão no sistema, de conceitos novos, que devam ser analisados conforme as normas usadas para a escolha inicial de termos indexadores.
5-0 SUBSISTEMA
SÜBSISTEMA DE INDEXAÇÃO DE ARTIGOS DE PERIÖDICOS
PERIODICOS
0 crescente^e
crescente e assustador volume da produção cultural divulgada em periódicos, sobrecarregou as'dependências
as dependências
disponíveis da Divisão de Documentação. A redução na utilização do espaço só foi conseguida com a adoção da microfilmagem das coleções de periódicos. 0 processo adotado propiciou
dois outros
importantes benefícios: a complementação das coleções, lisualJsualmente com falhas, e a indexação^dos
indexação dos artigos de maior interesse.
PREPARAÇÃO PARA MICROFILMAGEM
0 preparo da documentação eé executado pelo pessoal do setor
e consiste das seguintes etapas:
- Seleção dos títulos (obedecendo critérios pré-estabelec^
dos) ;
- Complementação das coleções, através de empréstimo entre
bibliotecas;
- Seleção e indicação dos artigos a serem indexados;
~- Elaboração de lista contendo o número do último rolo da
coleção, em caso de atualizações.
0 material é enviado ao biró com todas as
possíveis.

especificações

CODIFICAÇÃO
A microforma
microforms escolhida foi o rolo com o flash como codificação. Antecedendo cada artigo selecionado como
significativo
na recuperação, é colocado um flash numerado para a identificação do código de endereçamento.

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

^
I Sc a n
stem

lll|lll
II

12

13

14

�355
É esta fase a mais importante na preparação, pois depende
deste detalhe (o flash numerado é colocado na posição exata) o
sucesso do sistema.
INDEXAÇÃO
A fase de indexação obedece a mesma rotina adotada para a
indexaçao de recortes. Varia somente quanto ao codigo de ender eçamento.
6 - CONCLUSÃO
Esta experiência, até certo ponto, jã
jâ implantada com suce^
suces^
so, está sendo divulgada para fins de intercâmbio técnico, com
outros centros de documentação ou bibliotecas, principalmente,
aquelas participantes da Rede Sul de Ihformaçao
Informação Documentária.

ABSTRACT

S -

A successful experience on use of vocabulary control
for
indexing microfilmed newspaper clippings and periodical articles.
artides.

BIBLIOGRAFIA

1 - CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE MICROGRÃFICA,
MICROGRÄFICA, 1., São Paulo, 7
a 10 de agosto, 1978. Anais. São Paulo, CENADEM, 1978.
2 - ISO.

Diretrizes para a elaboração de thesaurus.

3 - JIMÊNEZ-PLACER, Javier Lasso de La Vega.
tacion. Barcelona, Labor, 1969.
taciõn.

S.1.,1971.

Manual de documen-

4 - LANCASTER, F. K’.
K'. Vocabulary control for information
Information retrieval . Washington, Information Resources Press, 1972.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sea a
stem
GereacUraent«

-137 11

12

13

14

�356
5 - SOERGEL, Dagobert. Indexing languages and thesauri;
thesauri: constrution and maintenance. Los Angeles, Melville Publishing,
Fublishing,
1974.
6 - SOUZA, José Luiz de. Análise de sistemas de microfilmagem;
microfilraagem;
microfilme, técnicas e aplicações. Porto Alegre, Souza
■FFerrari
errari -Sistemas de Microfilmagem, 1978.
(Poligrafo
(Polígrafo de
curso)
7 - SOUZA NETO, João Wagner de.
CENADEM, 1977.

0 microfilme.

São Paulo,

8 - UNESCO. Diretrizes para a elaboração e desenvolvimento de
thesauri monolíngUes
monolingUes destinados ã recuperação de informações . Paris, 1971.
9 - UNESCO. SPINES thesaurus; a controlled and structure vocabulary of Science
science and technology for policy-making, management and development. Paris, 1976.
10 - ZAHER, Celia e GUIMARÃES, Yone Chastinet D. Sistema KWIC
versus descritores. IN: CONGRESSO REGIONAL SOBRE DOCUMEN
TAÇÃ0, 2., Rio de Janeiro, 1969. Anais. Rio de Janeiro,
TAÇÃO,
IBBD, 1970. p.195-206.
i

Digitalizado
por:
gentilmente por;

4^
*

11

12

13

14

�357
CDD 025.350285
CDU 025.3:681.3UFRGS
SISTEMA CALCO/UFRGS
Relatório de Desenvolvimento
1978/1979
Heloisa B.Schreiner,
Heloísa
Diretora da Biblioteca Central da
UFRGS.
Maria de Lourdes A. Mendonça,
Divisão de Processos Técnicos da
Biblioteca Central da UFRGS.
Maria Hedy L. Pandolfl,
Pandolfi,
Divisão de Processos Técnicos da
Biblioteca Central da UFRGS.
Resumo
Apresentação do produto final do Sistema CALCO
/UFRGS em 1979. Descrição do programa de desenvolvimento do Si£
tema para o perTodo
período 1980-1984.

1. Introdução.
A presente comunicação tem o objetivo de apresentar o pro
duto final do sistema na data de hoje e descrever seu programa
de desenvolvimento para os próximos quatro anos.
As razões que determinaram a adoção de sistema automatiza
automatize
do de processamento técnico na UFRGS bem como as suas especificações e custos jã foram registrados em outros documentos apresentados em reuniões cientificas.de
cientificas de ãmbito
âmbito nacional (4,5). Con^
tam também do último trabalho as tabelas comparativas abaixo re
lacionadas.de
laclonadas de grande utilidade para o pessoal ligado ã área
ãrea de
processamento técnico automatizado em bibliotecas.
1. CALCO 1973 e ISO 2709;
2. CCAA, ISBD e CALCO 1973;
3. CALCO 1977 e CALCO 1973 e
4. UNIMARC e CALCO 1973.

Digitalizado
gentilmente por:

*y.

ii

12

13

14

�358
Um quadro comparativo entre o UNIMARC e o CALCO 1978 foi
Uro
apresentado pela
pe1a Biblioteca Nacional e pelo CIHEC
CIMEC na 2a. ReuInformação, no Rio de Janeiro, em
nião Brasileira de Ciência da Informação»
março de 1979 (2). Complementando esta série, apresentamos em ^
nexo 0 quadro comparativo entre o CALCO 1973 e o CALCO 1978, evldenclando, assim, a compatibilidade entre os dois formatos.
2. Situação
SItuação atual.
2.1

BC

^

Catálogo de autores. Exemplo:
Catãlogo

BOÜaNT#
80U»NT» Ee
,
,
DlCTIONNAlRE-MANUEL-ILLUSTRf oES
DICTIONNAIRE-MANUEL-ILLÜsTrc
OES SCIENCES uSUELLES#
uSüELLES#
PAR E*
Et BOUANT*
BOUANT. S.EOt
8.C0* PARIS» ARMAND CCILIN»
CflLIN» 1908.
814P. IL,
81AP.
IL. 1«CM. (BIBLIOThEOUE OE OICTIONNAIRES
DICTIONNAIRES
MANUELS)
,

I

5/6(038)
5/6(036)
OICTIONNAIRE-MANUEL-ILLUSTrE des
oictionnaire-manuel-illustre
oes SCIENCES
Sciences
USUELLESt
USUELbES*
(BIBLIOTHEQUE OE OICTIONNAIRES
MANUELS)
(BXBLIQTHCQUC
OICTIQNNAIRCS,MANUELS)
R5/6C038)
R5/6(03S)
B7520
87520
BtEOt
8*£0t

2.2

BC

Catálogo de tTtulos.
Catãlogo
títulos. Exemplo:

OICTIONNAIRE-mANUEl-ILLUSTRC oes
OICTIONNAIRE-MANUEL-ILLUSTRE
OES SCIENCES USUELLES.
BOUANT» t
. DICTIONNAIRE-MANUEL-ILLUSTre
OlCTlONNAIRE-MANUEL-ILLUSTRe OES
DES
BOUANTt 8.E0.
a.EO. PArIS»
PARIS»
SCIENCES USUELLES» PAR E. BOUANT*
ARMAND COLIN» 1908. 6l4P. IL. 16CM.
18CM. (BIBLIoTHEOUE OE
OICTIONNAIRES MANUELS)
DICTIONNAIRES
5/6(038)
oictionnaire-manuel-illustre OES
OICTIONNAIRE'HANUEL-IlLUSTrE
des SCIENCES
USUELLESt
USUELLES.
(BIBLIOTHEQUE OE DICTIONNAIRES
OICTIONNAIRES MANUELS)
(BiBLiOTHEQUE
R5/6Í038)
87520
6 .• EO *t

Digitalizado
por:
gentilmente por;

ii

12

13

1

�359
2.3

Catálogo de séries.
siries. Exemplo:

3C

CDIftLIQTrtEOUE OE DOICTIQNNAIrES
iSlSLIQTr^tOUE
IC T lONN A laES MANUELS)
rouant. CE
ÍIOUANT.
. DICTTONNATRE-MANUEL-ILLUSTrE
OICTÍQNNATRE-MiNUEL-ILtUSTRE oes
OES
SCIENCES USUELLES/ PAfl E. SnUÃNT.
BnuÃNT. fl.ED.
fl.E3. PArIS^
PARIS/
8UP. IL. Í8CM.
ííCM. (BlBLlOTHEOUE
(BISLloTHEOUE OE
ARMAND COLIN/ 1908. 81flP.
OICTIOnNAIRES MANUELS)
OICTIONNAIrES
5/0(038)
5/6(038)
DICTIONNAIRE-MANUEL-ILLUSTrE der SCIENCES
OICTIONNAIRE-manuEL-ILLUSTrE
USUELLES.
CBiBLiOTMEgUE DE DICTIQnnATRES
(BlBLlOTHEOUE
DICTIQNNA IRES MANUELS)
P.5/6(033)
R5/ó(033)
a:’520
87520
ã.EOt
â.EO.

2.4

Catálogo de assuntos. Exemplo:

DC
OC

s-^óíosa)
5''6(038)
BOUANT/ E
BOUANT#
. OICTIONNAIRE-MANUEL-ILLUSTRE
OlCTiaNNAIRE^MANUEL'ILLUSTRE OES
SCIENCES USUELLES#
USUELLES/ PAR E. BOUÃNT.
BOUÃnT. 8.E0.
S.EO. PARIS/
PArIS#
ARMANO
ARMAND COLIN#
COLIN/ 1908. 8UP. IL. 18CM. (BIBLIoTHEOUE
(BIBLIqTHEOUC OE
01CTrON^MIRES MANUELS)
OICTIONIMIRES
5/6(038)
5/0(038)
OICTinNNAIPE-HANUEL-lLLUSTRE oes
OICTIONNAIPE-hanUEL-ILLUSTrE
OES SCIENCES
USUELLES.
(BlBLlOTHEaUE 0E
OE DICT1QNNAIRES
0ICT)OnnA IRES MANUELS)
(BlBLlOTHEOUE
R5/6(03B)
R5/6(039)
B7520
6 • EO.
EO •

2.5

Tndice alfabético
índice
alfabitico de assuntos. Exemplo:

'^ICIGNARIüS
"’ICIGNAsIuS
5C03:)
5(03t)

CIENCIA
ciência
CiGNCiA E T-ICnOlCGIA
TECnDeCGIä
ClENClA
CIEnC IaS NATusaIS
CIENCIAS
NATUPa is

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

1

�360

2.6

Tndice nunSrIco
índice
numérico de assuntos. Exemplo:

5/6(01)
5/6
(Ol)
3IBLI06BAFIAS » CIÊNCIA E TECNOLOGIA
bibliografias
5/6(031)
5/6 (031)
Enciclopédias « ciência
ciencia e tecnologia
5/6(036)
5/6 (036)
tecnologia
GUlAS St CILNCIA
CltNCIA E TECNOLOGIA
5/6 (038)
5/6(038)
tecnologia
OICIONARIGS «i CIÊNCIA
dicionários
CI encia Ee TECNOLOGIA
5/6(038)»00
5/6 (038)^00
dicionários poliglotas «&gt; CIEnCIA
DICIONÁRIOS
ciencia eE tecnologia
TECnOLOGIA

.7

Catalogo de registro de volumes. Exemplo:

02365
BOUANT» E
BOUAnT*
. OICT IONNAIRE-MANUEL-ILLUSTre
ONNAIRE-MANUEL-ILLUSTre oes
OES
SCIENCES
USUELLES# par
PAR eE . BDUaNT.
SC
IENCESlUSÜELLES/
a.EO. PARiS»
PARIS»
BnUANT. R.EO.
AewANO COLIN&gt;
COLIN# 1908. 81ítp
81ap . iL.
AeviANO
IL. lacM.
18CM. (BIBLIoThEquE
cbiblioTheque DE
de
OICTIONNíIRES MANUELS)
5/0(033)
DICTICNNAIrE-maNUEl-ILLUSTpE oes
OES SCIENCES
USUELLES.
(BIBLIOTHEQUE OE
DE DICTIOnnAIRES
DICTIOnNAIRES mANUELS)
MANUELS)
'f/6C''38)
~F/6(''38)
S’320
ä « ^D «
3.^0.
7r-0J?96
7T-01896

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�J
361
2.8

Catálogo de registro de obras. Exemplo:

3
O
CD
00
QT
&lt;
a.

uj
UI
3
UI
CO
3
UJ
O
UJ
UI
3
2
4/1
UJ
Ui
o

c
£C
U.
O
o
o
lu
tu

o
(\í
fVI
a: flCl
cn
Q1
U_
U OQ
03

CO
3

UJ
UI
3
Z

flO
ÍO
o

CO
l/&gt;
UJ
q:

2
z
Z
O
o
I—
O
o
oXI
oo
CT)
&lt;n IUJ
o •-&lt;
^o
2o
O
&lt;
4M
tf) 1UJ
X 3
q: • Io
tt:
4 _J
3
CD •-«
OQ
tf» m
•o
CD I
«o o
O CO CO
&lt;c
*-i
rn fO
ro
*-« CO
CO •• 3 0 0
fO ^
ww
^
•— a.
►-*
(L OQ
OC ^
oc
4* »-«
►-« 'O
»o 'O
nO
4 —• 03 V. "S.
'S.
0_ CO V-»
Q_
S-* in
m in
44
&lt;
&lt; &lt;
4&lt;
4&lt;
4
tf) tf)
«o
tf) VI
tf) kO
«o
«o

UJ
or
UJ
&lt;t
U
4
CO
z
&lt;o m
•.^ 2
z
o o J- O
o
o V-»
V-. m
Q»
in 2
«-4 &lt;0
•-4
&lt;o o «X
o
4 h►—o
«/) V. m 3 OUI
c/)
O UI
Xm
in CM O
f~~i *—4 •
z a:
or o CD OCO
O CO
o &lt; «&lt;
4 &lt;
4^
4&lt;
4
Qn tf» hO
kO «A
V) tf)
•A
tf)
ao
CO .
CO X
to
O
0 &lt;t
4 o
0 OQ_ Q_^
Q_*-í Q 3I *—
J- 1— 3
NJ X u
Ui CL •-■o
»—O Q.
Zo
X
O Uj
U &lt;
4o
O
N-í O tC
r^o
oc Ui
UI J—UJ
UJ •-k
O
U&gt; tf)
CO O
oo
O
'O
o*
Q»
CO
o
t
rc

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�■ 362
Ati 0 final de 1979, o Sistema ainda produzirá o catálogo
topográfico; a partir de julho,
julho. Inicia a emissão
emissáo de etiquetas
gomadas para a lombada, registro e fichas de empréstimo concorol^
concoml^
tantemente com a catalogação das obras.
3. Programa de desenvolvimento: 1980-1984.
0 programa de desenvolvimento do Sistema CALC0/UFR6S
CALCO/UFRGS para
0 perTodo de 1980-1984 constará de duas atividades principais:
verifier
1 - Desenvolvimento de programação para realizar verlflc^
.ções automáticas de consistência durante o registro de dados,
cora a finalidade de facilitar a conferência visual.
2 - Desenvolvimento de programação para realizar recuper^
recupera
ção seletiva de Informações, através da combinação de etiquetas.
Assim, poderemos, por exemplo, compilar automaticamente bibliografia de obras publicadas era
em um determinado país,
paTs, sobre um determinado assunto, em um determinado perTodo.
Coincidirá com o término desta programação o final do pro
cessamento técnico da coleção da Biblioteca Central, o que, cer
tamente, dará ao Sistema maior valor, tendo em vista a riqueza
do acervo.
4. Bibliografia consultada.
1. BARBOSA, Alice Príncipe.
Projeto CALCO:
CALCO; catalogação co£
coo
perativa automatizada.
Rio de Janeiro, IBBD, 1973.
130p.
2. BIBLIOTECA NACIONAL &amp; CIMEC.
0 formato CALCO: um formato de Intercâmbio.
In: Reunião Brasileira de Ciência
da Informação, 2a., Rio de Janeiro, 1979.
Anais.
Rio de Janeiro, IBICT, 1979.
p.830-9.
3. BIBLIOTECA NACIONAL &amp; CIMEC.
Instruções de preenchimento da folha para catalogação CALCO.
Brasília, 1978.
239p.
4. SCHREINER, H.B. et alll.
Processamento técnico centralizado automatizado na Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul:
Sul; Relatório da primeira
fase de Implantação.
Porto Alegre, UFRGS,
UFR6S, 1978.
^Trabalho apresentado ao 19 Seminário Nacional de B1-

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

�363
bliotecas Universitárias, Niterói, 1978, e ao III Encontro de Bibliotecários da UFRGS, Porto Alegre, 1978j
1978]
5. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL.
Biblioteca
Central.
Catálogo de teses da Universidade Federal
do Rio Grande do Sul: projeto piloto de aplicação do
formato CALCO no Sistema de Bibliotecas da UFRGS. In:
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, 99, Porto Alegre, 3-8 de julho, 1977. Anais.
Porto Alegre, 1977.
V.l, p.415-7.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
CiereacUnKnto

-li/

�364

o
3
O»
0;
in

o
o.
E
rO
u

c
&lt;
o

COMPARATIVO

c
c
Qi

Qi
O
O
c
o

IQ
4-&gt;
O
3
er

IO IQ
4-) 4-&gt;
oj o;
3 3
O' O’
4-&gt; +J
LU LU

00
LU

QUADRO

ro
m
r&gt;.
r*-

O
h&lt;
q:
o

1/1
C
ÜJ
Qi

o
Q. L.
E Qi
IQ 4-&gt;
u u
IQ
O STD ta
u
O
4-&gt; O
C TD
O
E O
•f- I/O
i. o
C..fE in
O O
O O-

Etiqueta

o
o
«c
o

«/»
t/)
O QJ
o
-O I/»
L.
o o
4-» O
■c «O "O
1/1 S.
IQ O &lt;0 O
«3 U 0i*0 I/O
0*1
U •I- TO
’r- -c ID t/1 IQ
J- O O H- CIO O U
O; l-tfO •f- U *0 •*“
C U 4J t.
■C t/i CT CJ CJ &lt;L&gt;
O O "C t: in TD
o XJ Ci«f“ C &lt;U X.IQ O
o
OJ f—
c &lt;/&gt; ^ ^ *o "O
OJ OJ *f- fO ra C O)
E to O X) TD TD Ly TD
•f- 0*0 •r- ‘r- O
t. *r- (O 4-» +-&gt; V- Q
O 4-&gt;
O -O O E CIQ C
E c o. &amp;. IQ "O C
Qi O O •»“ O 3 3 C O
UJ CJ O f— U. CrO-LU Lu
O

&lt;0
u

Digitalizado
gentilmente por:

/Çs?

1
12

1
13

1'"
14

�2

3

Digitalizado
por:
4 gentilmente por;

11

12

13

14

�366
368

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�367:
367

u
4-&gt;

ro
rs.

o
o
&lt;
c
o

O
u
ÍÍO
c
ta
ÍO Ee
&gt; Oí
(D
•I- 00
•»lO
4-&gt;
O)
a&gt; t— t— 00
&lt;/)
m o rO
03
fO
Oo u
U •T00u&gt; ü
o
00CO O)
&lt;D C
QJ *0(0»
O)
"0( 03
Q. 03
ro l.
O.
T3
XJ O)
Q)
&lt;D •»«rO)
ME 4-&gt; c
e
C
OCO
oco
00 Z
C/)
2Í LU
Lü o
LU I1 I I
O
O- o
dO tn
oo
LlJ LU
LiJ
CO Lü
LU LU
C CO
&lt;c
i/) OO
tn CO
tn

O
^
3
•M
WI
—
U
t/)

03
HE •4-&gt;
O
u 3
O
O 03
o
ro
o 73
■O O TLU íO
ÍO )03
ira
o. c O
o 03
ÍO
tn l.
i. 03
ÍO s^ O
o
O) •♦-» C373
0&gt;
c^*o
73
■o 4S- Oí3
0\Z3
13 03
to 03
03
•»- o
O U
u 00
too I—
t— +j
V) c
to
C 00to JO
X} c
C
CO T- 03
o; •r•I- *r•!- o
O
(/}
C fO
&lt;
03 = T3 J3
J2 U
O
l.
o
i»—4
&lt;JJ (U
»-« 0)
0) 03
OJ QJ
0&gt; 03
OJ
Ll_
Li- 03X5
0&gt;X3 73
~0 73
T&gt; XJ
73
KC
w:
(/)
10 t/)
(/) 00
to to
00 OO
to
t3
O 03 fO
03 fO
íO fO
&lt;0 fO
O •♦-»
-M -•-&gt; 4-&gt; -M 4&lt;&gt;
-M
H-. O O O o
O o
O
—J z z
CO
O
&gt;-*11111
I I
CO
CQ
t3
o LU
LiJ h—
I“ CQ
CO O
t/)
to O O O O O
&lt;zzzzz
c

tol/i
03
QJ
4.S.
tJJ
DO
Cc
o
O
o
u

4.
\(0
t03

o
O
L3
tj
X
&lt;.
L-&gt;
tu

O
o
IrO
110
O
4-&gt;
Cc
O
u

cm

1

103
tOJ 0) •&gt;
to ^ f— 00
to
ro O ro
IO
0&gt;QJ O O •
T3 00
“D
to U
a
to O
QJ c
C
to QJ
00
0) 73&lt;0)
-Dl QJ
lO CL
Q. ro
10 4i_ C
ro
4-&gt;
73
03 I-r4JO QJ T-O QJ
03 -r. I;
2C E -*-&gt; C
CONU
OCO
O
C O 4-&gt;
-MVr
Vr
I Z: LU O QJ
o&gt; h)XIII
*0-111
I
o
o o ^—
•-- o
0 o »—
o
I— •— X
o
^^
^ X
tu X
XX
o
-J
—t
CO
CQ

u
4-&gt;
0&gt;

to
OO
to
o
O
o
•r“
•r"
•r“
i4.
4.
\\to
03
f (O
&lt;r0
fO
cC
c
•»-&gt;
TCO
tn
to »03 e
E
c
3
e
03
•r- &gt;» QJ
I. 03
QJ
0« *r- to 03 ro oc
Qí
(O
to
' +J
4-&gt;
e
:
O
u
U
X
KC
4-&gt;
QJ
•
0&gt;
o ■r*r- O
4-. ü
o 0&gt;
QJ
O r— I— tO 0&gt; T-r- Mt*- z *—
»— •— to
&gt;— íO o ro
h—
- CU03
curo =5 ro o
Z O ü •»- •r-ÍO
4S- O O O •
to U C■\o
13 00
: 4-&gt; C73
CO LU to u
LO
CO 00
to QJ
03 C 3j O
LO 00
o
03 c
C
to QJ
LO
CO 0)
QJ "Dí
QJ
■DÍ03
o QJ
O
0&gt;
0&gt;QJ “OÍQJ
-D&lt;03
-M Oi
&lt; O.
C
D. íO S-$- o&gt; ■!-&gt;
05 OQ D.
O.
ro
i.
4.
-C QJ
*c
0)
• C
C QJ .r“O QJ
73
03
LU
UJ 0&gt;
QJ «r•r- t4M- *—3i 3
O
03
&lt;Q
O 03 ■r- tf.
£3
i/i 03
QJ c
c: e
E ■M
4-&gt; C
c •M&gt; 00
■M
C
e
E
-M
c
oco
o
C O Vr»• to l.
4- oc o
OCO
C O
LO
CO Z
z LiJ
LU o
O í—• CKC
Z Lü
LU O
CJ
&lt; w:
O
Z I I tI
I
I
I
—í
C Cla. O
o t/3
CO z
CC
=3
hO
to
oQ
Cl.
OC.J
O
tn
CO
oc c
t&gt;C
&lt; c &lt;C cc
X &lt;C
cc X
C to
LO LO
to t/í
CO
UJ o
LU
C_3 o o o
OO
o C3 QC
Oí Lü
LU LU
Lü LU
Lü
CO
CQ
&lt;
c
t_5
o

CL
3
O
ro
O •»-r|i0 tí_
irO
tfO ÍO
&lt;c Oà
Qi
00 Í. O* L.
O
o »—
&gt;—
•r- 0) •♦ro-» 4D^*0
•»01-X3
■
r
* to
ro “O S-í. Ot3
013 BE ro
«O
•f- ro 03
Qj •»T- &lt;D
Qj •- U
O
U U 00
to F—
&lt; 4~&gt; 00
to •-fQJ to Cc 00
0)
-O C U
o -M
&lt;M
to .O
O-'*- QJ
•»- •»- O rOVrc..*0) •*IO l-i00to ro = -D
»—
XJ XJ
X&gt; ü
O &lt;♦- I—
QJ í.4.
0&gt;
lO
ro
QJ QJ
QJ
QJ 0&gt;
0&gt;
QJ o&gt;
o&gt;
o&gt;
o&gt;
c
to 0)"D
00
o&gt;*o 73
XJ 73
X&gt; “D
XJ 73
X3
ro
«O
ro
to to to to
•*“&gt; t/)
to to t/)
to
t/) t/)
O ro ro rO rO
ro
ro ro
rO rO
4-&gt; ro 4_&gt;
4-&gt; u&gt;
O O O O O O
0 O
zz
tn
I I
mill
I I 1 I
o *—
^ cNj
csj X
^ tn
m Lo
CO o
oooooooro
OOOOOOOCO
ommmmmmm
otntntntnLntnLf)
o
O
_J
CO
CQ

Digitalizado
por:
gentilmente por;

uU
4-&gt;
QJ
0&gt;

03
e
U
4.
O
o
c
3
O
3
4-&gt;
VrZD
to

rO
IO
Cc
Oo
(J
•f"
T3
10
ro
O
3
•M
Vit/)
to
LU

to
03QJ
í,
4.
CO
DO
Cc
o
O
u

QJ0&gt;
í.
4.
CO
c
O
o
u

O
4.
c
to
‘fro ro B
E
to
&gt;0»
o
O
0)
•*—&gt; toO) 03
0&gt; •rQJ U
x&gt;
-D
E
e
O
•í*QJ
*&gt; 4.
L. U t4_
40&gt; 00
to t— ^
to o
—
00
O *r-^
-i-lro
rO
O
o ro o ro
CL
O. 4iZ O
x:
o Uü •»- •»-lo
•r-\0 Cn
cn
f—
*— to U C -M
-1^
O
o
ro to Q)o&gt; C
c
3
QJ
03
0 03
QJ X3I
O
73( QJ
O)
O CO
QJ CL tOro S.
0&gt;
4. O
X3 73
XJ O)
QJ t— C 00
ro 0&gt;
QJ ‘f•*- »4M- . 3 3 QJ
O E
B •♦-» C U
E
O C O -MV
-l-&gt;
O
1 Z LU tu
O QJ
0&gt; II“ X Z
LO I I I
to
O
o o »— o
OO
o •—
t—
o o *—
^ »— ro
CO LT)
m LT)
m
tu to
o
vo to to
LO to
LO to
LO to
LO

=

ro
i-4.
•*Iro
\ ro
4.
scC
líO
tro
•!TJ ro B
73
E
C ■&gt;0)
&gt; O)
3 -i- to 03
QJ O
o ro
U
Ê— C
£•“
Q; QJ •* 4.
03
S. Qj
43 O
00to »—
^ *— to
00 O »—
t— *rro O ro 4- ro U
to O O
ü•
•I- 4i. -iTtO
00
C ro "O
73
to QJ
00
O)
C
3
Q.
CL
ro
lO
QJ 73t03
X3 ( QJ
03
CL
Q. ro 4.
L. O O O
X» O)
73
QJ *— *— rQJ •!03
•*- 4- •333
E Cc U -4-»
4-&gt; +J 4-4-&gt;
O C O 4-&gt;V*-Vr-V*+JV*-Vr-fiI Z ILU O QJ
03 h- I—
h- hH
I I I
o
O
o o r—
•—
^— o LT)
mo
0
o o r*— *— CQ
CO ro
X
r*&gt;* rs.
r&gt;v
(u rs. fv.
o
rs. rs. rs. rs.

11

o
}Jro
ro
O
O'
ro
4-&gt;
C
03
E
03
CL
E
O
cu
O
CO
o
o
tu
o
o

14

�ANEXO 2
Folha de entrada de dados

Digitalizado
gentilmente por:

�;369'■

SISTEMA

ENTRRDR OEDRDOS

FGRMULPRIO DE

700'*&gt;M
^09 "iO»

CADBIB

cm

2

3

Digitalizado
por:
4 gentilmente por;

*

11

12

13

14

�370

e&gt;
tí
i

:

SISTEMR
CADBIB
ii
ra:
OD

FGRMULflRIDDE
ENTRHOR DEORDOS
s s
- I í

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�371

siSTEMP

CADBiB

FORMULÁRIO OE

ENTRRDR DE DRDOS

Pl
li

i■

íJ
X %

:

cm

122

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

♦

11

12

i

13

14

�1
372

cm

2

3

Digitalizado
por:
4 gentilmente por;

11

12

13

14

�373

CDD
CDU

070.5
655.4 (816.21):
(816.21);
01.008

ANÃLISE DO PANORAMA EDITORIAL NÃO OFICIAL DE
CURITIBA SOB 0O ASPECTO DA CONTRIBUIÇÃO AO
CONTROLE BIBLIOGRÁFICO
BIBLIOGRÄFICO

Clarice Hain Taborda
CRB N9 357

RESUMO

Análise da atividade editorial de Curitiba. Aborda os seguintes
guint
es aspectos: atuação das editoras, a

utilização das normas

da As
Associação
sociação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),

o controle

editorial
edito
rial através do International Standard Book Number (ISBN) e
a catalogação
cat alogaçao na fonte (CNF), o depósito legal e a divulgação e
comercialização
comer
cialização do livro.

1. INTRODUÇÃO

Este trabalho éi de caráter exploratório e
de exaustividade.

sem pretensão

Tem como objetivo analisar a atividade

torial em Curitiba.

Co
Contudo,
ntudo, constitui preocupação

tal a situação
situaçao do livro
livro,, partindo-se

do

edi-

fundamen-

pressuposto de Relinda
Re 1inda

Kohler que autores e ed
editores
itores locais não
nao contribuem para um con-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

System
C»ereaclaro«nto

♦

11

12

13

14

�374
trole bibliográfico.^

A pesquisa se propos
propôs a mostraranecessi-

dade de se introduzir o mais urgente possível, em Curitiba, mecanismos que possibilitem o efetivo controle das publicações.
Por esta razão, foram levantados diversos problemas que

possi-

bilitaram verificar situações relacionadas com a editoração:
1. como atuam as editoras;
2. a utilização das normas da Associação Brasileira de

Normas

Técnicas;
3. como se faz o controle editorial;
4. se as publicações são
sao editadas com a ficha catalogrãfica;
catalográfica;
5. se os editores contribuem para o depósito legal;
6. se os editores se filiam ao SUydicato
Sindicato Nacional dos

Editores

de Livros;
7. como se faz a divulgação e comercialização do livro.
Pela revisão bibliográfica feita observou-se

a

tência de estudos sobre o ramo editorial em Curitiba.
conhece sobre o assunto.

inexisPouco se

Parece que ainda nao se processou uma

conscientização dos benefícios dessa atividade para desenvolvimento cultural do povo.
Diante deste panorama, a pesquisa procura mostrar uma situaçao concreta a respeito do assunto.
Foi necessário, inicialmente o levantamento das editoras
locais.

Para este fim, utilizou-se o seguinte esquema

metodo-

^KOHLER,
KOHLER, Relinda.
Belinda. A bibliografia nacional como reflexo da cultura de um povo. Estudos Brasileiros, Curitiba, (2): 200,
dez. 1976.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�376
375
lógico: visitas ãs principais livrarias da cidadeecontatos telefônicos com todas as editoras registradas no Catálogo Telefônico do Parana, com o objetivo de se esclarecer quais eram
almente editoras locais.

A Junta Comercial de Curitiba

foi visitada, porém
porem sem resultados positivos.
positivos,

rere—

também

Não se obteve

a

relaçao dessas empresas locais, pois seus arquivos estão arranjados por ordem alfabética de proprietários.

A mesma

relação

foi solicitada àa Fundação Instituto Brasileiro de GeografiaeEstatisca (FIBGE) que se negou a cedê-la, pois seu trabalho ié sitatísca
giloso .
Utilizou-se como instrumento de coleta de dados

para

a

obtenção de informações o questionário.
De maneira geral as pessoas não colaboraram com este trabalho, ocasionando limitações que nao puderam ser evitadas.

2.

0 LIVRO NO BRASIL
No Brasil a produção de livros é escassa.

Depois de qua-

se cinqllenta
cinqUenta anos de existência da indústria editorial
edi torial brasileibrasi leira, ainda ée bastante precária a presença do livro no mercado do
pais.

No ano de 1978, o consumidor brasileiro

pouco, comprando poucos livros.

continuou lendo

A produção nacional de

livros

(cerca de 10.000 títulos e 200 milhões de exemplares) para

um

público potencial estimado em 25 milhões de leitores, não atinge ainda nem 25% do movimento editorial inglês, japonês ou alemao .
mão
0 alto custo do livro, ante o baixo poder aquisitivo predominante no País, a deficiente rede de distribuição disponível

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
6 stem
CiereacUncnto

�376
e principalmente a falta de tradição de leitura constituem bar2
.
' para o desenvolvimento
.
reiras
da atividade editorial no Brasil.
Olímpio de Souza Andrade aponta como solução para a maior
disseminação do livro a necessidade de criar e expand
expandir
ir ohãbito
o hábito
de ler, fundamentalmente nas crianças.
meãvel ao hábito de leitura".

A infância éi a"fasepera "faseper-

É£ preciso que a criança saia

do

curso primário dotada do amor pelo bom livro, aquele que acrescenta alguma coisa ao leitor, ajudando-o a compreender melhor o
mundo, ampliando o conhecimento e enriquecendo a alma.
É através da criança que se pode mudar o panorama editorial brasileiro: o livro infantil de hoje forma o homem de amanhã .
E e a tiragem em ascensao que mantém firme
.
.
■ .
economica-finance1ra
economica-financeira
deste ramo. 3

a

situaçao
situação

A Unesco preocupou-se com a urgente necessidade de
vros, principalmente nos países em desenvolvimento,

li-

para

que

através da leitura, estas nações pudessem ampliar seus horizontes e acelerar sua educaçao.

Defendeu que o direito de

escre-

ver, o direito de ler estão entre os direitos inalienáveis
í
homem.

do

Em 1972, no Ano Internacional do Livro, a Associação Internacional dos Editores elaborou a Carta do Livro, onde

mos-

trou a importância do livro para a educação, a vida espiritual,
2 FALTA leitor. Vej
Veja,
1978..
a, Sao Paulo, (519):112, ago.
ago . 1978
3
»
.
ANDRADE, Olímpio de .Souza.
Souza. 0 livro brasileiro; desde 1920. 2.
ed. rev. atual, e aum. Rio de J aneiro, Cátedra, 1978.
p.ll9-29..
-29

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sy st e m
CiercacUnicnto
Cierencivncnto

*

12

13

14

�377
o exercício da liberdade e o entendimento entre os povos.
A Carta compreende dez artigos, destinados
principais aspectos do livro, na tentativa de

a

cobrir os

sanar a sua fal-

ta que está ocorrendo em diversas partes do mundo.
Se todos se conscientizassem de que "ler é

um

fator de

progresso", e aplicassem os princípios enunciados na Carta,formariam um ambiente de preparação com laços íntimos com óo público leitor, escritores e editores.

0 livro seria protegido,cul-

tivado, melhorado e divulgado como a mais preciosa das

necessi-

dades básicas.
Aos poucos, a indústria editorial se desenvolvería
des envolveria a tal
ponto, que a Nação alcançaria a plenitude cultural que tanto se
4
almej a.

3. 0 CONTROLE BIBLIOGRÁFICO
A informação e a base essencial para o progresso
Naçao.

Mas para que se possa ter acesso a ela, i

domínio da produção intelectual do país, através de

de uma

necessário o
mecanismos

que possibilitem um controle bibliográfico efetivo, facilitando
o conhecimento do que está sendo escrito, onde está sendo

pu-

blicado, em que forma e como obter estes dados.
ocasionando
No Brasil nao existe o controle sistemático, ocas
ionando
que publicações permaneçam desconhecidas ou simplesmente escone s con-

4
^CARTA
CARTA do livro. In: BARKER, Ronald E. &amp; ESCARPIT, Robert.
A fome de ler. Rio de Janeiro, Fundação
Fundaçao Getúlio Vargas/Instituto Nacional do Livro, 1975. p.175-81.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sc a n
stem
C.ereacUncnto

�378
não-—tfe aperceberam
didas pelos próprios autores e editores que não--^e
do grande prejuízo que estão causando ã Nação.
£Ê preciso obter o controle
controleda
da produção

editorial brasi-

leira, contribuir para o progresso do conhecimento através de um
processo ordenado de comunicação.

Mas para que

isto aconteça,

é necessário que sejam observados certos requisitos como:
19) normalizar a apresentação das publicações;
29) estabelecer um controle editorial através do International
Book Number e a catalogação na fonte;
39) efetivar o depõs^.o
depósitp legal.

3.1. NORMALIZAÇÃO DE PUBLICAÇÕES
Há necessidade de se estabelecer uma regra,um modelo,uma
Ha
codificação para a editoração, a fim de que se apresentem

li-

vros que tipograficamente sejam os mais perfeitos, os mais

bem

acabados possível.
0 uso de princípios reguladores

permitirá uma recupera-

ção rápida e correta, como também uma melhor divulgação da
formação, favorecendo a democratização cada vez mais

in-

crescente

do livro.
estabelecimen to de normas conduz a uma racionalizaçao
racional i zaçao
0 estabelecimento
r" "
das edições, disciplin
das'edições,
disciplinando
ando a produção bibliográfica existente,
exi s tente,
o que valoriza mais a publicação.
A Associação Br
Brasileira
asileira de Normas Técnicas (ABNT)
órgão brasileiro de no
rmalizaçao. £ formada por Comissõe
normalização.
Comissõess

e

o
Téc-

nicas que estudam e el
elaboram
aboram as normas.

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

12

13

14

�379
Â Comissão de Estudo de Documentação, instalada em
A

1955,
1935,

produziu vários projetos e normas publicados pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD), na publicação Normalização da Documentação no Brasil.

Inclui doze normas,

refe-

rentes ã apresentação
apresentaçao de originais.

As normas e projetos já elaborados são:

NB

60

Abreviação de títulos de periódicos

NB

61

Apresentação de artigos de periódicos

NB

62

Apresentação de publicações periódicas

NB

69

Numeração progressiva das seções de um documento

NB

73

Revisão tipográfica

NB

83

Legenda bibliográfica

NB ■ 85

Sumário de periódicos e outros documentos

NB

Resumos

88

NB 106

Ordem alfabética

NB 113

Norma para datar

NB 124

índice de publicações

NB

Referências bibliográficas

66

PNB 217

Apresentação de livros e folhetos.

Parece faltar estímulo, no sentido de que todos os autores e editores sigam a rigor esta normalização,discip1inando
normalização,disciplinando assim a produção intelectual, que aparece de maneiras as mais

di-

versas,ãs vezes com elementos incompletos que afetam a

sua

es-

Cooperariam com a uniformidade da apresentação de

pu-

trutura.

blicações em todo território brasileiro e haveria uma normalização em âmbito nacional, o que beneficiaria o público

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
Sy st e m
Cierenclancnto

II

leitor e a

12

13

14

�380
divulgação da bibliografia nacional.
nacional.^
T
3.2. 0 CONTROLE EDITORIAL
Um dos aspectos mais importantes a ser considerado na normalização das publicações é o do controle editorial, pois

dele

depende a eficiência da disseminação da informação.
3.2.1. International Standard Book Number (ISBN)
0 ISBN é o elemento identificador e controlador,

inici-

almente, da produção da indústria editorial, assegurando o

en-

riquecimento do registro bibliográfico nacional e possibilitando uma contribuição significativa

ao

controle

bibliográfico

brasileiro.
0 ISBN viria controlar efetivamente a editoração de

pu-

blicações, facilitando a identificação de determinada obra, sua
divulgação e seu intercâmbio.
0 ISBN êé um sistema universalmente aceito para a numeração de livros.

fi simples e consiste de dez dígitos.

Consta de

quatro partes, precedidas da sigla ISBN:
1. identificador de grupo, país ou área idiomática;
2. identificador do editor;
3. identificador do título;
A. dígito de verificação.
4.

BIASOTTI, Miriam Mara Dantur de la Rocha. Normalização de publicações oficiais. Brasília, 1975. p.6-19 (VIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação).

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�381
Possibilita identificar um livro, de uma determinada edição, e uma vez fixada a identificação, ele só se

aplica àquela

obra, jraquela
jia^juela edição, não podendo jamais ser reutilizado.^

3.2.1.1.
3.2.1 .1.

ISBN no Brasil

Em 1971, durante o 49 Encontro dos Editores de Livros,em
Sao Lourenço, o ISBN foi apresentado aos editores e

livreiros,

que sentiram as vantagens de sua adoção. Foi criada,
Comissão Brasileira de Estudos para o Sistema

então,

Normalizado

a
de

Numeraçao de Livros.
Esta Comissão está formada por
guintes entidades: Sindicato

representantes

Nacional dos Editores

das
de

se-

Livros

(SNEL), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

(IBICT),

Biblioteca Nacional (BN), Fundaçao
Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (FIBGE) e Instituto Nacional do Livro (INL).
(INL) .
Submetida a proposta ià Agência Internacional, foi por esta aprovada, e estabeleceu-se o código 85 - por grupo linguístico - para as
obras publicadas no Brasil e em Portugal, embora este país
ainda
não tenha aderido o sistema. A Biblioteca Nacional foi escolhida
como agência Nacional, pois pelo depósito legal tem condiçoes
condições de
garantir o conhecimento da produção nacional, com a responsabilidade de atribuir ãs
às editoras seus códigos correspondentes.
A partir de janeiro de 1978, a Biblioteca Nacional iniciou o cadastramento das editoras brasileiras que irao
irão participar do sistema,
o qual terá sua automação
automaçao efetuada pelo Centro de Informática do
Educação e Cultura.^
Ministério de Educaçao

^BIBLIOTECA NACIONAL. Rio de Janeiro. Manual do
editor. Rio de Janeiro, 1977. p.1-7.

ISBN

para o

^BARBOSA, Alice Príncipe,
Príncipe. Novos rumos da catalogaçao.
janeiro, BNG/Brasilart,
BNG/Brasilart , 1978. p.l59.

Rio de
4

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

*

12

13

14

�382
362
3.2.2.

Catalogação na fonte (CNF)
Â
A CNF estã diretamente ligada ao controle

editorial.

ficha catalogrãfica
catalográfica impressa nas publicações permite que

Â
A

o li-

vro se identifique por si próprio da maneira maisacessivel,mais
precisa e mais informativa descoberta ati
até hoje.
A CNF possibilita o controle das

publicações

editadas,

bem como a divulgação das publicações enviadas ãs suas Centrais:
Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Cãmara

Bra-

sileira do Livro (CBL).
A CNF éi a operação realizada antes do

livro ser impres-

descrevem o doso; permite que todos os dados que identificam e descrevemo
cumento fiquem reunidos num único local, de fãcil
fácil acesso aos que
o manuseiam.
Na -ficha catalográfica
catalogrãfica estes

elementos

identificadores

apresentados de maneira normalizada informam:
1. os responsáveis intelectuais (autor, compilador,
compilador,'

tradutor,

editor, etc.);
2. o titulo;
3. número da edição;
4. local de publicação;
5. editora publicadora;
6. ano em que a publicação foi impressa e divulgada;
7. características físicas ou bibliográficas (páginas, volumes,
ilustrações, etc.);
8. cabeçalhos e/ou palavras-chave de assuntos que expressam seu
conteúdo;

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�383
9. cõdigo(s) ou nútnero(s)
núinero(s) de classificação
classificaçao bibliográfica;
10.ISBN.
Estes são os dados básicos necessários

a uma publicação,

informando suas características extrinsecas e intrínsecas.
A CNF pode ser considerada como a etapa mais

recente

no

desenvolvimento gradual do que se tem denominado de auto
auto-biblio- bibliografia, isto é, a técnica pela qual um livro anuncia sua
dade.

Ê o modelo da ficha principal, correspondente

identi-

iã

obra,

impressa pelo próprio editor, no verso da fo
folha-de-rosto.
lha-de-rosto.
0 Projeto de Lei n9
nÇ 1.168, de 1973, obriga a

'

inclusão da

ficha catalogrãfica nos livros publicados no País.
0 Congresso Nacional decreta que os editores
do País ficam obrigados a adotar o sistema de
g
fonte em todo livro publicado.
3.2.2.1.

e

autores

catalogaçao
catalogação

na

Publicações dos Centros da CNF no Brasil

A divulgação das publicações que chegam aos
CNF é feita através de: Oficina de Livros:

centros

novidades

gadas na fonte (da CBL) bimestralmente e do Resumo

da

catalo-

Bibliográfi-

co (do SNEL) mensalmente.
"Embora parciais, porque compreendem apenas os livros catalogados na fonte, constituem, no momento, o mais atualizado re-

g

cm

BRASIL. Leis, decretos, etc. Projeto de Lei n9 1168- de 1973:
obriga a inclusão da ficha catalogrãfica nos livros publicados no País e dá outras providências, f.l.

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
CiereacUinKnto

�384
pertorio das publicações recentes das editoras brasileiras**.
brasileiras".

3.3. DEPSSITO
DEPOSITO LEGAL
legal
"E do começo do século um decreto que

obriga os

impres-

sores (não os editores) a enviar dois exemplares de cada uma de
suas publicações para a Biblioteca Nacional, sob pena de sofrerem multa de 50 mil réis, 5 centavos
centavos..."^®
0 decreto n9 1825, de 20 de dezembro de 1907, dispõe sobre a remessa obrigatória de dois exemplares das obras

impres-

sas ã Biblioteca Nacional (BN) que deve atuar como órgão

res-

ponsável pelo depósito legal de toda a produção bibliográfica e
divulgar a bibliografia brasileira corrente.
Reter toda produção intelectual do país
pais

num

depósito

unico e divulgá-la
único
divulgã-la de maneira metódica, constitui o instrumento
inicial de se ter conhecimento de tudo o que é produzido no pais.
país.
E o primeiro passo para o controle e preservação

da

produção

bibliográfica nacional.
A publicação da bibliografia brasileira feita de maneira
metódica, objetiva, correta em intervalos
indispensável.

regulares de tempo é

A lista periódica de lançamentos é que possibi-

lita conhecer o verdadeiro movimento editorial do pais.
país.

^CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO S&amp; SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE
LIVROS. Catalogação na fonte; informações para
editores,
editores. "
são Paulo, Rio de Janeiro, 1978. p.5.
10
ANDRADE, p.73.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

JÇs?
♦

1
12

1
13

14

�385
A bibliografia nacional oficializada é o Boletim Bibliográfico da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, com

periodi-

cidade trimestral.

4. ATIVIDADE EDITORIAL EM CURITIBA
4.1. 0 QUE ÊÉ UMA EDITORA
A conceituação de editora foi a primeira dificuldade encontrada ao se tratar da atividade editorial em Curitiba.
Apesar da indústria do livro encontrar-se em

progresso,

o mercado editorial local é pequeno, o que faz com que cada empresa adquira características e peculiaridades próprias.

Podem

ser classificadas em tres (3) categorias: editoras industriais,
editoras comerciais e editoras industriais-comerciais.
industriais-comerei ais.
As editoras industriais são aquelas que possuem o parque gráfico, produzem o produto-1ivro. Agem como

empresas

de

prestação de serviço, obedecendo aos esquemas dos clientes.

Os

livros são compostos e impressos de acordo com aso1icitaçao
a solicitação dos
autores. As edições são entregues aos que as encomendam, e
tes fazem a própria divulgação e distribuição de suas

es-

publica-

ções. As editoras limitam-se a imprimir o original que lhes foi
apresentado.
As editoras comerciais são aquelas que nao
não contam

com o

parque industrial próprio e utilizam para a impressão dos

li-

vros, gráficas locais ou atá
até mesmo, de outras localidades

do

pais, propondo-se a editar, basicamente, obras de autores parapaís,
naenses ou residentes no Paraná.

Digitalizado
gentilmente por:

Estas firmas investem no

Scan
Sy st e m
C.erenclancnto

II

12

li-

13

14

�384
- . das publicações
.
~
pertorio
recentes das editoras brasileiras". 9

3.3. OEPOSITO
depOsito tEGAL
legal
"E do começo do século um decreto que
"£

obriga os

impres-

sores (não os editores) a enviar dois exemplares de cada uma de
soras
suas publicações para a Biblioteca Nacional, sob pena de sofrerem multa de 50 mil réis, 5 centavos..."^®
0 decreto n9 1825, de 20 de dezembro de 1907, dispõe sobre a remessa obrigatória de dois exemplares das obras

impres-

sas ã Biblioteca Nacional (BN) que deve atuar como órgão

res-

ponsável pelo depósito legal de toda a produção bibliográfica e
divulgar a bibliografia brasileira corrente.
Reter toda produção intelectual do país

num

depósito

único e divulgá-la
divulgã-la de maneira metódica, constitui o instrumento
inicial de se ter conhecimento de tudo o que é produzido no país.
E6 o primeiro passo para o controle e preservação

da

produção

bibliográfica nacional.
A publicação da bibliografia brasileira feita de maneira
metódica, objetiva, correta em intervalos
indispensável.

regulares de tempo é

A lista periódica de lançamentos é que possibi-

lita conhecer o verdadeiro movimento editorial do país.

^CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO &amp; SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE
LIVROS. Catalogação na fonte; informações para
editores. "'
são Paulo^
Paulo, Rio
RÍo de Janeiro,
Janeiro,1978.
1978. p.5.
10
ANDRADE, p.73.

Digitalizado
por:
gentilmente por;

4^
II

12

13

14

�385
A bibliografia nacional oficializada é o Boletim Bibliográfico da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, com

periodi-

cidade trimestral.

4. ATIVIDADE EDITORIAL EM CURITIBA
4.1. 0 QUE É UMA EDITORA
A conceituação de editora foi a primeira dificuldade encontrada ao se tratar da atividade editorial em Curitiba.
Apesar da indústria do livro encontrar-se em

progresso,

o mercado editorial local é pequeno, o que faz com que cada empresa adquira características e peculiaridades próprias.

Podem

ser classificadas em três (3) categorias: editoras industriais,
editoras comerciais e editoras industriais-comerciais.
As editoras industriais são aquelas que possuem o parque gráfico, produzem o produto-livro. Agem como

empresas

de

prestação de serviço, obedecendo aos esquemas dos clientes.

Os

livros sao compostos e impressos de acordo com a solicitação dos
autores. As edições sao entregues aos que as encomendam, e
tes fazem a própria divulgação e distribuição de suas

es-

publica-

ções. As editoras limitam-se a imprimir o original que lhes foi
apresentado.
As editoras comerciais são aquelas que não contam

com o

parque industrial próprio e utilizam para a impressão dos

li-

vros, gráficas locais ou até mesmo, de outras localidades

do

país, propondo-se a editar, basicamente, obras de autores paranaenses ou residentes no Paraná.

Digitalizado
gentilmente por:

Estas firmas investem no

li-

�386
vro, pagam direitos autorais e os distribuem no mercado, inclusive no mercado nacional.
As editoras industriais-comerciais são aquelas
utilizam de suas gráficas para imprimir

o livro

que

se

e responsabi-

lizam-se pela divulgação e distribuição dos mesmos. Oferecem um
auxilio técnico e financeiro ãs publicações.Tais

empresas são,

por isso mesmo, simultaneamente indústria e comércio.

Seu obje-

tivo primordial é promover os autores paranaenses.
Observa-se que em Curitiba o interesse pela
vem se desenvolvendo nos últimos vinte anos.

editoração

Antes, esta

vidade era uma tentativa. Algumas editoras surgiram e

ati-

passado

algum tempo, desapareceram.
Não houve apoio dos autores da época, pois editavam suas
obras em centros maiores, mais bem equipados e mais atualizados
tecnicamente.
te
cnicamente.
Nestas duas últimas

décadas, a atividade encontra-se em

desenvolvimento, houve um processo de modernização.
senta

ainda características conflitantes.

Mas

apre-

Há disparidade

na

produção de livros.
A maioria das editoras vim
vêm tentando que o livro se transforme numa "indústria básica" e cooperar com

o desenvolvimento

cultural do Paraná.
A partir de indagações feitas aos

editores,

a pesquisa

revelou que as casas editoriais estão preocupadas com livros escolares e educativos.Estes constituem grande parte de produção editorial em Curitiba. Procuram suprir a deficiência neste setor.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

CiercacUnicnto

12

13

14

�387
Ha carência de livros didáticos e paradidáticos tanto no
ensino medio
médio como também no ensino superior.
Devido a falta de livros técnicos,
na tentativa de atender aos estudantes.

editam-se
Apesar de

alegar que isto agrava ainda mais a falta de amor

apostilas
Osman

aos

Lins

livros,

tem sido um valioso auxiliar ao ensino.

4.2. TIRAGEM
Em Curitiba ainda é difícil publicar um livro. A tiragem
média é muito pequena - 10.267 exemplares por edição- em
ção aos países desenvolvidos, cuja tiragem média é de

rela-

"100.000

exemplares por uma edição.
0 processo de educação,
educaçao, de escolarização,
esco1 arizaçao, de alfabetizanao se
çao depende da leitura, mas em Curitiba não

encontra

muita

facilidade em publicar um livro. A maioria das editoras sao pequenas, sem muitos recursos financeiros e imprime livros de rápido consumo, que nada mais são que apostilas melhoradas.

4.3. USO DAS NORMAS DA ABNT
As edições deveriam manter uma certa uniformidade. A organicidade dos livros deveria atender ãs normas lógicas que
ABNT propoe.
propõe.

a

A disciplina do trabalho bem organizado só poderá

valorizá-lo e constitui um fator de maior aceitaçao pelo público.

^^ANDRADE,
ANDRADE, p.l25
p.125
12
^,
~
MAGALHAES, Aluisio et alii. Editoraçao hoje.
ro, Fundação Getúlio Vargas, 1975. p.v

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

sj.-,
System
Ciereaclaro«nto

.
Rio de

11

Janei-

�388
A normalizaçao da ABNT éi pouco usada nas editoras locais.
Muitas delas desconhecem estas normas. Apenas 26,7Z
26,7% das

edito-

ras utilizam diretamente, para suas publicações, pelo menos uma
das normas existentes. Conclui-se que 73,33%
73,33Z não se utilizam de
nenhuma das normas.
A maioria dos editores (79,33Z)
(79,33%) desconhecem as norr&gt;as
normas da
ABNT, porém as aplicam, empiricamente, pois quando da impressão
de publicações, baseiam-se em livros de editoras de âmbito

na-

cional .
Isto vem provar que não hã divulgação das normas da ABNT
em Curitiba.

Devem ser divulgadas e mostradas as vantagens que

podem trazer, para estimular o uso das normas e projetos por todos os editores, a fim de efetivar a normalização das

publica-

ções .

4.4. CONTROLE BIBLIOGRÁFICO
Verifica-se que o controle editorial através do ISBN

é

completamente desconhecido pelo meio editorial de Curitiba.
Por que se dã tal situação? Justifica-se o

desconheci-

mento pela falta de divulgação. Sabe-se que o ISBN é um

Código

numérico de iniciativa
Iniciativa estrangeira e de uso muito recente no Brasil.
Somente 46,67Z
46,67% das editoras dizem oferecer exemplares

de

suas publicações ã Divisão de Documentação Paranaense ãa Biblioteca Nacional. Isto quer dizer que não se tem condições de

co-

nhecer a verdadeira situação em termos de produção bibliográfica .
ca.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

*

ii
11

12
12

13
13

14
14

�389
Como se sabe, a lei do depósito legal é a solução

para

contornar aqueles obstáculos ã coleta de material bibliográfico
produzido no Pal

Entretanto, ela não é cumprida adequadamen-

te .

4.5.

DIVULGAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE LIVROS
Verificou-se que o principal bloqueio ã atividade do au-

tor paranaense é a falta de divulgação e a má distribuição

do

seu trabalho.
Talvez seja válido repetir que as editoras

classifica-

das na categoria de industriais entregam as edições para os autores que as encomendaram e estes, por sua vez, sujeitam-se
distribuição das publicações por terceiros, que geralraente
geralmente
tem condiçoes de imposição perante as organizações dos

aã
nao

livrei-

ros. E a divulgação das obras é feita através de publicações distribuídas gratuitamente a alguns interessados.
As demais se valem de diversos sistemas. Algumas
zam sedes montadas por firmas especializadas para a

utili-

distribui-

ção de livros em todo o território nacional; outras estabelecem
contatos diretos com as livrarias existentes. Nao existe uma organização distribuidora comum a todas as editoras.
0 que ajudaria a expansao do mercado seria a

divulgação

gratuita que se consegue através da imprensa. Os jornais
gem exatamente o público classe média que tem poder
para adquirir livros.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

atin-

aquisitivo

�390
ÊÉ perfeitamente válido o apelo ãs organizações trabalhistas de todos os tipos, clubes, sindicatos, associações outras,no
sentido de que auxiliem a capacidade produtiva abrindo novas perspectivas de lazer para os seus associados através da leitura.Estas entidades seriam também igualmente capazes de abrirnovos
abrir novos horizontes para o livro.

5. CONCLUSÃO

AÂ editoração em Curitiba está aos pou
poucos
COS se desenvolvendo,
porém, não há o controle da produção intelec
intelectual.
tual.
os editores dao uma contribuição assistemáti
ass istemática
ca
bliográfico.

Pode-se afirmar inexistente
inexis tente o

Na

verdade,

controle biao .controle

controle

editorial

através do ISBN, que é completamente desconh
desconhecido
ecido pelos editores
locais.

Os editores evitam contatos com as

entidades que congre-

gam a classe, dificultando assim, troca de experiências.

ABSTRACT
An analysis of the eeditorial
ditorial activity in Curitibafrom
Curitiba from the
following aspects: publishe
publisher's
work, use of the Associação
r's Work,

Bra-

sileira de Normas Técnicas (ABNT) rules,of the editorial control
through the

International

Standard

cataloguing in print (CIP), legal

Book

Number

(ISBN)

deposit (Copyright)
(copyright) and

and
book

promotion and sale.

Digitalizado
gentilmente por:

ii

12

13

14

�391

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. ANDRADE, Olímpio de Souza. Ò0 livro brasileiro; desde 1920.
2.ed. rev. atual, e aum. Rio de
dê Janeiro, Cátedra, 1978.
166p.
2. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Normalização da
documentação no Brasil. 2.ed. Rio de Janeiro,Instituto
Brasileiro de Bibliografia e Documentação, 1964. 127p.
3. BARBOSA, Alice Príncipe. Novos rumos da Catalogação,
de Janeiro, BNG/B
BNG/Brasi1
r as i lar
art,
t, 19 78. 243p.
243p .

Rio

4. BARKER, Ronald E. &amp; ESCARPIT, Robert. A fome de ler. Tradução de J.J. Veiga. Rio de Janeiro, Fundaçao
Getúlio
Vargas/Instituto Nacional do Livro, 1975. 188p.
5. BIASOTTI, Miriam Mara Dantur de la Rocha. Normalização de
publicações oficiais. Brasília, 1975. 27p. (VIIICongresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação)
Documentação)..’
■5 3
i
6. BIBLIOTECA NACIONAL. Rio de Janeiro. Manual do ISBN para
o editor. Rio de Janeiro, 1977. 9p.
f
- ■ u ,
■ ^ ei
7. BRASIL. Instituto Nacional do Livro. Relatório'*
Relatório de atividades do Instituto Nacional do Livro"^ 19
1976-1977.
76-19 7 7. Br as iília, 1978. 19p.
‘ I
8. BRASIL. Lèis
Leis,, decretos,
decretos^, etc. Projeto de Lei^n?
Lei n? 1168 de
1973: obriga a inclusão da ficha catalogrãfica
catalográfica nos
livros publicados no País e dá outras providencias. 2 f.
9. CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO &amp; SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES
DE LIVROS. Catalogação na fonte; informações para ediSao Paulo, Rio de Janeiro, 1978. 12p.
tores. são
10. CUNHA, Maria Luisa Monteiro.'
Monteiro.
suportes indispensáveis ao
versaíT São Paulo, 19
versal~
1975.■
75.
leiro de Biblioteconomia e

Planejamento e normalização,
controle bibliografico
bibliográfico
uni23p. (VIII Congresso jBrasiBr asiDocumentação, Brasíli a,1975)
a,1975)..

11. CUNHA, Murilo Bastos de. O0 controle bibliográfico da literatura científica e tecnológica no Brasil. Revista
da
Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal de Minas Gerais,
Gerais , Belo Horizonte, ^ (1):26-44,
(1): 26-44, mar. 1977.
19 7 7.
12. FALTA leitor.

Vej a, São Paulo, (519):110-2, ago. 1978.

13. FROTA, Lia M.A. Catalogação na fonte; resultado da colaboração entre editores e bibliotecários. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Sao Paulo,£
Paulo,2
(4/6)V"'n6-32,
(4/6):
126-32, out./dez. 1973.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
CàercacUncnto

12

13

14

�r
382
3K
14. GOMES, Hagar Espanha &amp; FROTA, Lia M.A. Bibliografia brasileira corrente; soluções para os problemas de exaustiviexausCividade, atualização é divulgação. In: JORNADA SUL RIO
GRANDENSE DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 4,Porto Alegre, 26 a 31 de maio de 1974. Cooperação nacional e regional . Porto Alegre, 1974. 15p.
15. KOHLER, Relinda. A bibliografia nacional como reflexo
da
cultura de um povo. Estudos Brasileiros, Curitiba, (2):
195-212, dez. 1976.
16.

.. Controle bibliográfico no Brasil; algumas reflexões.
In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO,, 9, Porto Alegre, 1977. Anais do 9.Congresso BrasiÇÃO
leiro &amp; V Jornada Sul Rio Grandense de Biblioteconomia
e Documentação. Porto Alegre, 3 ã è6 de julho de
1977.
Porto Alegre, 1977. v.l, p.71-80.

17. MAGALHÃES, Aluísio et alii. Editoração hoje. Rio de
neiro, Fundação Getúlio Vargas
Vargas,, 1975. 3Õ^0p.
3Õ0p.

Ja-

18. MARTENS, Alexander U. Em busca de leitura melhor. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação. São Paulo, 10 (4/6):211-3, out./dez. 1977. ^
19. PARANÃ. Leis, decretos,etc. Decreto n9 15.645 - de 7
de
agosto de 1964: regulamenta o envio ãa Biblioteca Pública
do Paraná
Pa-raná de obras editadas ou de edição subvencionada por órgão do Poder Executivo do Estado do Paraná. 2f.
20. PLANO integrado de mercado do livro. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, Brasília, 9^(4/6)
4/6):166-7,
: 166-7 ,
ab r./j un. 1977.
^
21. STEPANENKO, Alexis. Recursos humanos na produção e comercialização do livro no Brasil. Ciência da
Informação,
3^(l): 79-86, 1974.
Rio de Janeiro, ^(l):79-86,
22. TABORDA, Clarice Hain. Análise do panorama editorial
não
oficial de Curitiba sob o aspecto da contribuição ao controle bibliográfico.Curitiba, Universidade Federal 5õ
5F
Paraná, 1978T
19787 53 p.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

ty
♦

�393
CDU 025.45(CDU).001.7(048.072)
025,45(CDU).001.7(048.072)

ATUALIZAÇÕES DA CDU; classe 33

EVANGELINA DE AZEVEDO VEIGA
.
■
■
■
Professora da Faculdade de Bi
blioteconomia e Comunicação da
UFRGS
MARIA OLIVIA BANDEIRA MARTHA
Bibliotecária do Banco Regional
de Desenvolvimento do Extremo
Sul - BRDE - Agência de Floria^
nópolis
nõpolis
,
■ -

RESUMO
Quadro comparativo das classes 333, 337 e
339 da CDU, incluindo índices antigos e atuais.
Comentários sobre as alterações ocorridas, e^^
es
trutura atual da classe 33 e trabalho desenvo^
vido pela FID/CCC»
FID/CCC,
■
- 7t
i
1
1. INTRODUÇÃO

(-

•i

A 35 Reunião da Comissão IBICT/CDU, realizada no Rio de Janeiro, em
28.07.78, decidiu que os membros da Comissão preparariam,
préparariàih, para impressão,uma
coletaiiea de trabalhos sobre classificação
coletanea
clássificaçao e assuntos afins
afins7'
7
‘
&gt;
•
't1 ‘
_0lf
■
Atendendo a solicitação da presidência
présidencia da
dá Comissão, elaboramos o ' trab£
tfaba^
Iho "Atualização da CDU; classe 338". Nosso objetivo principal, ná
na ocasião,*
ocasião,
foi o de facilitar o trabalho de bibliotecários que atuam na área
área^ econômica
e que não
nao dispõem de tabelas atualizadas. Entretanto, com aquele trabalho,*a
trabalho, a
área econômica ficou coberta, em termos de classificaçao,
classificação, apenas em sua par^ l,

cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�394
te descritiva e aplicada, não incluindo a Teoria econÔraica
econômica (330), Terra e pro_
pr£
priedade (332), Organização econômica e industrial (334) e Comércio (339), as_
suntos estes que também sofreram modificações radicais, cujo conhecimento é
indispensável aos bibliotecários que atuam nesta area.
área. Por isso, elaboramos o
quadro comparativo das classes 333 (transferida para 332), 337 (transferida pa
p£
ra 339) e 339 (transferida, em parte, para 330), com os índices antigos
e
atuais. 0 quadro apresenta quatro colunas com as seguintes informações:
coluna
coluna
coluna
coluna

1
2
3
4

-

índice da edição media
média ou desenvolvida
Verbalização
Transferido para (índice atual)
Verbalização

- Informações nas colunas 1, 2 e 3 indicam transferência de índice sem altera
alter£
ção na verbalização (a)
- Informações nas colunas 1, 2, 3 e 4 indicam transferência de índice com al^
aj^
teração na verbalização (b)
- Informações apenas nas colunas 1 e 2 indicam cancelamento de índice (c)

Coluna 4

Ex.: Coluna 1

Coluna 2

Coluna 3

a)

333.3

Propriedade privada

332.24.012.32

b)

337.91

Tratados de comercio
União aduaneira

339.543.622

c)

339.444

Consumo econômico

Uniões alfandegárias

Como complementação ao quadro comparativo,
cos:parativo, apresentaows
apresentamos comentários
cosientários
s£
S£
bre as alterações ocorridas e um índice alfabético de assuntos para as novas
classes 330, 332, 334 e 339. Sendo este trabalho uma complementação
complesientação ao ante
rior (classe 338), os comentários sobre as alterações ocorridas,
estrutura
atual da classe 33 e o trabalho que vem desenvolvendo a Comissão Central de
Classificação da FID, são os mesmos apresentados naquele trabalho, uma vez
que a classe geral examinada foi a mesma.

Digitalizado
gentilmente por:

-li/

�395

ledo
líO
Cd(d
Xiu
o&gt;
&gt;0)

MCdCd
p.
P.
Oo
'O
t3
•iHu
•pH
cu&lt;ü
pCd
u
H

{«do
ltd

desenvolvida

Cd
.pu
(Ud)
&gt;

t3
IMCG OPG
V-u

{CdoOo»
ltd
Cdtd
•H&gt;
•pH
P.
ltdOo»
{«d
•HCdtd
UÇu
oU
P.
uX

(U0)
\o&gt;
B
tí
çO0)

T3CdCd
NM
{CdOoo»
ltd
Cd
•HN
Cd
G
•HOO
Cd
2;

4J
pP
{Cd
i oOtd
Gtí

Oo
Cd
&gt;
COto
GC
CQcud)
FO

ud)
H

C30
00
00
v£)
vO
cs
CM
CO
cn
cs cs
CM
CM cs
CM
cs
CM
cn
CO
cn

C'csJ
CO
CO

t3
Tí0)d)Cd
na
T3
•H(Ud)u
•p^
(X
G*
Oou
pO
PU \G
x&gt;
xp
PU
P.
T3CUd)Cd
t3
-o
T3
•H(Udl
•p^
Cdu uUçu
u(U PU
o
H PU

cs
CM
cn
&lt;0

i{CdtdOoo»
o*
•HCdtduU
•pH
PU
çu
uOoçu
Cdo*
t3
"XJ
o*'
{Cd
i CdO

v£)
CS
cs
CO
cn
CO
cn

cn
CO
cs
CM
cn
cs
CM

ltdoo»
{Cd
o
Cdtd
Cd
'pCdtd
&gt;
i{Cdtdoo»
o
CdtdN

m
lO
&lt;r
-d&lt;r
cn
CO
CO
cn
cn
CO cn
cn cs cs
CM
cs
CO
cn
cn
CO
cn

CO
cs
C30
cs
CM
CM
st
CO
cn
St
m
cs cs &lt;r
cs
cs
CO cn &lt;r
cn
CM &lt;r
cs
cs
cs cs
CMCMCMCMCMCMCMCM
cn
cn cn
m
CO
CO
CO
to in
cn
cn
CO CO
CO
CO CO
cn
CO CO
cn
CO
cn
cn CO
cn cn

O
■utdCd
cp
P
t3o
'p
o&gt; o
(Udj {Cd
i«d2 0a(Up
CdMu
u(Ud)
H

(U
M

Cd
'pCdpCdp
G
•H&gt;
•p^
IOu a uUlçu
‘ü Pi
cup
t3
'PQ)PCdP
CdP
-0 X3(UP
•rl(UPu
•p^
•HuU
•p^
çu
PU
PU
çu
o
o
PUu
PUUiu

'poCdp
ÒO
CtUiuO
á

•H
•pH
0&amp;o
•Hop
•lU
Pu

o
IP
{Pt&gt;»
U)P
*H
,Pp
73

cuP
T3
l OoPo»
{Cd
Uip
cPoO
oO
CdUiUP
CdPpx
Pi

(UP
\o&gt;
^o
0a

P(U
§•
gÍ3P
Pi
PU
lO(UPo»
{O
t&gt;»
■CduP M
P

CdPoÜ
■u(UP
4J
oOPU

T3(UPCdP
t3
t3
•r4(UP
•pH
UiMPU
oOu
pi
PU
t3
TÍCdp
{Cd
IPoOCOcn
GP(Up
0a

st
CO
00
CO
cn
CO
CO
cn
CO
cn
CO
cn
cn
CO
cn
CO
cn
cn
CO CO
cn
cn
CO cn
CO
cn CO
CO
cn CO
CO

Digitalizado
gentilmente por:

cs
CM
cn
CO
CO
cn
CO

cs
CM
CO
CO
CO

cn
CO
CO
cn
CO
cn
CO
cn

00
CM
cs
st
CO cn
cn
CO &lt;í
CO
cn CO
cn
CO
cn
CO
cn
CO
cn

cn
CO
CO
CO
CO

^ í.í7:í:?r?.“

^

�396
0CdCO
00
ao
0&gt;0
s
*s
&lt;0
&lt;cd
M-l
CM
&lt;
0
•H21-1
0
00
»0Cd00
Cd0oU
•H
U
VH
p-C
04oO
P4

,
_
Verbalizaçao

•H41
tS
sr

Transferido para:

CO

'I
0&gt;4)
»0
oO
\9ÍuM
aB

C^4
CM
vO
so
'4m
lO
o
I
&lt;í ps|
CM
C^4
CO CM
CO C^4
CM
vO
sO
vO
C^4
CM
CM
C^4
C^4
CM
í-H I
I
O
&gt;-✓
&lt;t &lt;í «4&lt;í vO
w «4nO P**
&lt;ÍOO&lt;ÍCOCOCO*^&lt;Í
oo&lt;r&lt;ocoro&lt;r
CM CM CO CO fO CM
CsIC^ICsICOCOCOeMCM
CMCMCMCMCMCMr*-r*^
CM psip^p^psic^p^r^r^
cocococococo*^&lt;t
cocococococo*^&lt;í
CO
cocococococococo
CO COCOCOCOCOCOCOCO

COu
cOCu

• pH
M
4-(0)CO
s
H

r*.
CM
po
CO
CO
cn

NO
CM
CO
cn
CO

Verbalização
^

CO
•HCOCQ
\(0u
•t-t
•H
.O
.o
•H
toCOo&gt;
4)
(O(JO
xo
Cdo*
COk4
4&gt;4)
a&amp;

índice ed. média
.
ou desenvolvida

co|
O4)

os
0\
CO
CO
CO
CO
fO

íS
sr
•HM
CO
.OM

»00

*HUcO
\(d
tco
pH
r&gt;l
o
(CdO’
.s
Cd
uoo4)
Pi
O.
»CO

CO
CO

B B
Q 0§
\o
\0
o§u0
*0o0
*p
•0o0Cd0
*0^M
•P
0
XO
«P
•i-t

•0CM
C^4
•O
CO
C^4
CM
CO

CO
lO
OS
CO
CO

CO
-4CO
m
os
O'
CO
CO

8
00
ao
(dCO
o4&gt;
•s
•S
•o.
•H4&gt;
P&lt;
Pi
Sa
P4
PL4

CO
CO

T3CO(dCdCO
*o
T3
*o
gS
Uu
(dCO
0&gt;4)
•§
'S
*o
•o
•H4)
O.
P«
PL&lt;sa
P4

,p
,0CdeOM
pO
4&gt;
o
*oCd(0
•O
*o
•Ho&gt;4&gt;u
Pi
p«
P4sa

.8o»
.s
o«
4J
4-&gt;a3
CO
0CO
O8
CdCOU
CdCOa
P«
CO
g§4)

COca
uM
o
tí
d
*0o0
»04&gt;
'O
*0Cd0
•H0»0)MV4
Pi
CU
}-lUO
04
P4

cOCdcaCO
0
t
*â
*o
*ao4&gt;
»0
'T4)3
0Cd
*0
*o
«H00»WM
&gt;H
Pi
OUW0«

Cd0uU
0
4J
pH
0
•HMO
.a
ã*
SP
O0u
xto
,p

Cd
3.
I
\cd
)0
0 «
04)oo&gt;
C1«
p.
Cl)4&gt;
*0
Td
4J
UOo
«H
*H
0M^
iri
«H
Q o o

\0uu
\p
Ö0
Cd0ao

•H0
u
10ao
\0
to
p
»00&gt;0
0P0

CO
•o
m
CO
os
CTv
CO
CO

Ck4oO
P4

m
CO
os
nO
ON
so
00 ON ON •«O'
CO
CO
CO
r*N
CO
CO
CO
CO CO
CO CO
CO
CO
CO CO
CO ÍO

Digitalizado
gentilmente por:

-^}jj 11

0
•CMp4
•H
MUp
•Hca
co
‘S
0&gt;U
•H&gt;

*j00
•p4
Pa
•HOoO
4J
UO0
OoMu
a
PJ
0

0Cdu
o0
g(dSp0
'S0
O
(Cd
)0oC&gt;
0mN
««-I
*H
I-«
&lt;M0P as &gt;H
o Pi
a P4
04o

••3'
*TÍ

CO
u0»4&gt;
4J
§4&gt;pca00
*oO4)

*HO
uo
'§
OO
*TÍ
•00&gt;0
4J00
i-l
O0oca
,p0Cd
iO
'V0o0Cd
*0
*0
*o^M
0
pO
,P0&gt;
-iM
t-4
1-3

sa
Pi
Oo
X0
*sp

�Verbalização

397

Transferido para:

o
CdN
Cd
Xiu
■ &lt;u
&gt;

Cd
Cdu
o.
o
•Hu
U-i&lt;uCO
g
H

Verbalização

)cdOo»
CdN
Cd
Xu
:&gt;

tS
)§
UUu
oCu
«X(U
&lt;u
-o0)
Cd60
Ö0
T)&lt;U0)Cc
&lt;cd
M-4
rH
&lt;j
&lt;3

Cd60
eiO
T3&lt;Uo&gt;
íS
ã

td
iS
4-1V4u
ocu
0
B.
1
*X30)
Cd60
00

Cd
•M
• MuV4
&lt;U0)
§
■s
■3
Cd
•H4Jo
VH
I—&lt;
PMO

&lt;cd
CM
iM
&lt;j
&lt;3

CN
CM
&lt;r
r&gt;.
CO
CO
cn
&lt;r
m
as
CO

)cdOç&gt;
Utd
u
oCM
&lt;uX
TJ(U

CM
&lt;r

m
CM
o

vO
CO
cn
CO
&lt;r
lo
Os
CO

\D

ICcc
4.c
CO
oa &lt;«dc

u
oCM
X0&gt;
to0&gt;O'
d)

m
CTs
o^
CO
cn
CO
cn
iã
4Jw
o
&amp;
&lt;u
Cd
C
CO
Cd
4J
o:3
cr
d)
T3
Cd
0
4J&lt;uCO
•H
W

m
CM
o
m
uo
0^
o^
CO
cn
cn
CO

Cd
*H
^cduU
o
CM
e
M0) Q&gt;CM
i Cdo*
*H
^
•!-«o
CMM

lO
lA
ON
o^
CO
cn
cn
CO

Ml
O
&amp;
/Cd
io
o

Ml
O
iCd
C
CO
o3
cr
&lt;u
TI

m
CM
o
\0
vo
m
OV
cn

CO
cn
cn
CO

M&lt;
O

Ml \cd
o Ml

Cd
*H
\CdMlMl
o
d)
tcdOo»

ü-&gt;
CM
o

aQ&gt; &lt;cdp3

ícdOcj^ lodlo^

o
PMMl

vO
vo
CO
cn
CO
cn

CM
O
o
CO
00
&lt;r
-d”
&lt;r
m &lt;r
UO
CA
ov
as
CO
cn
CO
cn

v£&gt; vO vO
vo
vO
0^ 0&gt;
OV
0^ CTs
o^ 0&gt;
CO
cn
CO
cn
CO
cn
CO cn
cn
cn
CO cn
CO ro

cn
CO
CO
cn

CMCd u'
&lt;UOG
•HG
d)
&lt;u
T3

Cd
••MHUB0Ml
PM
G4
I

Cd
MluuMl&lt;ud&gt;
5
dl&lt;U
TI
Cd
d)&lt;UUMl 0dl
(M
Cu
Pd
Pâ&lt;Ud)

T33
UMlO
CM
G4
Mluo0
CM
a
&lt;u01X O
icd

\&lt;uMl
\QI

{CdoOo
icd
'dOoCd &lt;u
uMl

o
•Hu
&lt;Ud)c
gCd
T)CdG3
O
{Cd
icdoo
&lt;uo^
dl •Mi
oV4Ml •H
Ö0
60
CM| Pd
pL4
Pidl&lt;y

índice ed. média
ou desenvolvida

•HCd cd
^&lt;U «H
B &gt;
(U

C

cm

1

00
cn
CO
UO
«dCA
CM
lA
•«d*
CO
cn
m vo
\o vo
sD vD
r*« r*. r*. r*.
CO &lt;t
cn
CO cn
cn
CO cn
CO cn
CO s£)
CO vD
CO 00
cn
cn
CO CO
cn CO
cn CO
cn cn
cn
CO
CO
CO
cn
cocococococococo
cncncncncncncncn
CO CO CO
cn
COCOCOCOCOCOCOCO
cncncncncncncncn

Digitalizado
por:
gentilmente por

as
OV
CO
cn
cn
cn

cn
cn

11

cn
cn
CO cn
cn
cn
CO cn
CO

�396

s
o

Verbalizaçao

U
•HCO
\&lt;oUbo
^&lt;0
00
&lt;uQi
’SCO&lt;0

Transferido para:

CM
cs
•«í
^
fO
cn
'u-&gt;
'í'
Om
Ch
o%
CO
CO

Verbalização
índice ed. média
.
ou desenvolvida
cm

1
i

CO
CO

MM(Q
•H
U
HCOtO

vO
SO
'•«aOCM
rs
^
m
o^
ON
CO
CO

BCi
3

ou
'io
u
•no0)0&gt;
»tf

O
tf&lt;u
4^0)

I
1
icO
)c0
líOOoO
o
u&lt;U0)
Oou
P4
Pm

lO
•H
â
B

cs
cs
vD
CO
u-&gt;
m
^
ON
fO
CO
CO

(0CO
0)
•tfcO
)&lt;0Oo
cf
N

«3COU

v£&gt;
vO
CO

COCd
• }MH
•H
'O&lt;U0)
»tf
rOg
*0COCd
•tf
Cd Cd

o
tf00)
Vi
MM&lt;u&lt;D
CM
COCd 0)0&gt;
•HV4&lt;u0» CO0)
tftícOCd CMCOCd &lt;u
T3tf3 •HuCOCd
»tf
COCd H wo

&lt;t
sf
^M
f-H
C^
Ch
CO
CO

\0
r—4
0&gt;
CO
CO

CO
00
»-M
iM
ON
CO
CO

LO
CM
cs
o
O
CM
cs
sD
u-&gt;
in
o&gt;
ON
CO
CO

v£&gt;
vO
««O'
CO
&lt;r
m
u-&gt;
o\
ON
CO
CO

««O'
-*í
rH
1-^
O
o

8'
OoIMM
0.
tf3Oo
§PO
•iMbO
•H
Mu
Oo
-30)4)
•tf

U

0&gt;| CO
Q CO
•Hu
HcOCd

»^1
a
X0)3

&lt;o
Oo

ttf
l§
u
4MS'
Mu
o
igT3tf3
•tf

COCd
»tfCOtf33
*3
CO0)Q)
{Oo»
o
1-MCOCd
f-H
(S
fS

CO
CO

Digitalizado
gentilmente por:

0
\oa
u

o
tftf
CMtf

COo
tftf
U

m
cs
O
cs
so
m
c\
ON
CO
CO

m
cs
o
v£&gt;
vo
U-&gt;
m
ON
o^
CO
CO

lA
cs
o
vo
m
ON
o^
CO
CO

U\
a
tfX3

o
t3o
{CO
COO*
3

,-i
rS
O
CO
CO

iO
íA
O
CO
CO

cs
CM
CO
CO
iO
lA
01
vâ
v£&gt;
tO
lA
O
CO
CO

CO3
•iMuO
•H
‘I
*8
8
tf3

{§
S'
4Mcf
oO
ICO
/3
3tf3
IO
)0o&gt;
•H
4MM
3
Cã3

'CO
OCO
CM
m
cs
vo lA

»tf
*3
O
tf
»tfCO
•tf
•Htf3 3NCO N3CO
MCM 3tf}MU tf3tf3
fO a*
O0^3*
u)M O *H
p4
Pm 04o Píí
tf*

Oo
}3
ICOO
4M3

tO
lA
O
CO
CO

CON
tftf
o*
3CO
•tf
■3

CO
íA
O
CO
CO

íã
lã
•i"
.y
Itf
33

O
4Ptf3
»H
•M
4M

ON
3\
O
o
CT\ On
On
3s On
3n O'
0&gt; 0^
ON
CO
CO CO
CO CO
CO
CO CO
CO CO

rv
CO
CO

11

�:399
399
0&gt;
T3

•HOÜO aUP»40)(U
Cd
•HV4U
Cd0)
(U0) Cd *0
»O&lt;Ü0)
atí(Uo&gt; MPi
•H a *§
'S0&gt;d)
tíc0&gt;
V4
&gt;0o
Cd
p
u
T3
Cu
p&lt;
Cd
0)
.§
.so»
•Ho* •Hoa
Cd
•HU&gt;
s Pi
P«
•H
Oé
Pi
T3Cdpc
01

Verbalização

)cdot»
CdN
Cd
u0&gt;
.&gt;

Transferido para:

í

pu
pPi
o
•Hu
p

CNJ
CM
CNJ
«■\o
d"
vo
m

pp
u
H

1-1Cd
Verbalização
^

IPo
o»
p
p
p
p
&gt;

índice ed. média
, .,
ou desenvolvida

P
*0 T3
'e
*0p
p
o
T3
P

cm

1

ddpOo
T3
u
P4
Pl

o&gt;
CO
CO

oO
•HoÜ
&lt;1
Ooo
pd c&gt;»
o»
•ã
V4o0
dOopd Pi
T3
01
V4 pd
uOi
d
Pi *0
T3O
icdOoO»
(P
p
pd
o.
a

vD
vO
p
m
nO
m

I *d
*0PCd
O

p
u
CdppCO
pd
cpQ) u
p
•H 9«
PPtí0)
0u&gt;O
Q*
pi
pCd
TS
•dpCd
•H&gt; .
'io uUpi
*0 pCdCu
"d
T3
PÖPd
Pi
01

S
. pCdN
Pdd
Pd*
' O*

p0)
T3o
*0
pCd
•HuU&gt;
Cu
pi

T3pCd
-d
.sO»
.S
•Ht»
•HU

CNJ
CM
CM
m CM
cn
p
o
o
cn
CO
CO CO

p
sD
CNJ
CM
O
o
cn
CO

«I
p

2
•H
d
•!-»
dCO
S
oo
*0p
p
o
*0V4
p
oopCd
p *0
*0p ‘ãQ lãç&gt;i

CO
P

rp
‘

»dppdCd
'O
»d

0poO
oO
pd o
o»
pCd
Cd
p
I—I
•d pdPi
*0
Oi
o001
pi
*0p dCdd
pCd
So rOo
u
*do •dCd
oo c

p
vO
CA
m
o
CO
CO •

p
m
o
CO
CO

pd
•Hpd
ppdd
&gt;o0
u
01
pi
dCd
*0
pCd
•H&gt;
Oi
Pi
dpCd
*0
pdpd
Pi
p:

CM
CNJ
CM
CM
&lt;r
vo
P
lA
O
o
CA
CO

*0pCd
d
O'
pc
pOpd
p
dpd
T3
{CdOoO»
)P
o»
Pd
u*
O*
&lt;3
&lt;

*0PCdPCd
d
•H&gt;
V4U
Oi
Pi
PCd
Pd
4J4-iPd
ui-i
p*Oo

o&gt;
CO
CO

Digitalizado
gentilmente por:

dppCdCd
*0
••HH&gt;U
Oi
Pi
dpCd
T3
Pd
Pá
P3

o»
Cdo

dCd
dd
u
dCd

*0pCd
d
pdpdV4

pdpd
' •H
•r-{Ba pCd
d d
*0
pd pd
Si
Pi
Pi P3
oi

*0
dPdpCd
d
*0
•Hpd
uU
O.
0V4uPi
01
Pi
*0p
T3
dpCd
PPdd
Pi
01

o&gt;
O'
CO o&gt;
CO

CO
CO
CM
o&gt;
CO
CO

o
I—I
PdOo p
,opCd
0^ p
pCd
uV4u

11

pd
'I
'i
•H
dpd
TS
dpCd
*0
pdpd
Pi

00
p

�(400
400
«0
T30)
«d
•T3H
.s
u
Cd
0)
*0

s'
a
•HoO
Cdc
T3Cd
c0)
M
*0Cd
iS

c
•H0)c
§!
g
p.
Cd
T3
c

)(do
íí
N
fO
u
&gt;0)

(dMU
CdCtf
O.
P.
o
T3
•HV&gt;U
CM0)CQ0}
C03CO
v&gt;
HM

&lt;r
CM
CM
'J'
vO
m
o
CO
cn
cn

vO
\0
CM
sO
vO
m
o
cn
fO
CO

r«fc
vO
m
o
m
fO
CO

M
O0)P
0â

*0Cdc
M0)
T3Cd
.s
5f
N

00
CO
i-M
o
O
vO
\o
m
o
CO
fO
CO

r*»
vO
in
o
ro
CO
cn
CO

03u
4Jp
Cdc
NCd0)
po*

T3Cd
T30)
0)
VH&gt;
z

r»*
vD
\D
m
O
o
CO
CO

vO
%£}
m
o
O
CO

m
o
CM
CM

CO
m
in
o
CM
CM

CO
in
io
o
CM
CM

CO
m
o
CM
CM

o
O
o
CO
CO CO
CO

sO
\D
m
o
o
CO
CO o
CO CO
CO

CM
m
o
O
CO
CO
T3o
»3

•HoU
\cdCO
tcO
0)0&gt;u}-i
i*
0)
*0
•oo
'OCdcO
T3
ctí0)
Pú
0â

.So
iS
O»
(dCON
•H
fd
uM
:&gt;
Cd3
•H
T3
*3
^3
B6
T3
'30)3

T3Cd3
*3
*H
&gt;

i

CO
CO
CM

2

&lt;0
'S0&gt;
cO
O60
0)M
&amp;
Ed
(d6

T3
•oCd&lt;0c
0)o;
Cd&lt;0
"O
*0
CdCO

o
•Ho
co
u0)
§CO
3
OV

c
uo

03v&gt;
Cd
3
4J
T3 Cdp
c
ip
CO
c
Cd3
oo
ae0)3
v&gt;
CO
Cu .p
Jd c3
p.
p
3
3
p
CO
CO u
w w
ÜoO

CO
in
fO CM
UO
&lt;jm ao
CO
&lt;f XT)

T3
■3
C3

cm

-H0)&lt;u
-a
v&gt;
*00)0»
0)
\4)ou
\0)
O*
p.
tdcn
M

CO
NCd30)3
p3cr

Cd
N
03P3
çr*
•Hu*
U
T3CdCO
.a
.§
cf
N §
(03
c3
u
OoO

3

CO
CO
CM
C&gt;l
3N
o&gt;
CO
CO

CO
CO
CM
O'
o&gt;
CO
CO

CO
CM
O'CO!
3^
o^
CO
CO

^
3»
o^
CO
CO

Digitalizado
por:
4 gentilmente por;

CO
&lt;r
&lt;r
3»
o&gt;
CO
CO

&lt;r
^
&lt;r
•3
^
3v
o^
CO
CO

uo
-3
&gt;3
3&gt;
o&gt;
CO
CO

iO
&lt;í
&lt;f
3*
O'
CO
CO

CM
m
lo
&lt;r
&lt;T\
0^
CO

&lt;r
in
m
&gt;&lt;3'
Oí
3n
CO

&lt;r
m
&gt;3
&lt;r
3»
o&gt;
CO
CO

&lt;f
m
xn
«3
«M3^
o&gt;
CO
CO

m
3\
o^
CO
CO

*HCd
up

�401
CO
'O
T3fOCO

b\
I
»0CdcO
'O
♦Ho
*oO3
icdoO
ICQ
o&gt;
CdcON(&gt;i
♦H
•H
rHCd
XiCOUu
.£5
'&gt;
E&gt;

COCdu
CdCO
a
&amp;
'Oo
•H
uo0)
u
H

O)o;
6 {o
to

*o
-o0)

bo

pC4o

ed. media

cm

•H
xi
\Q)
s

COCd
'd
'O
♦H
«H
&gt;
fH

o
u
•H
'O
c

gCO
Tdo;
O9

1

u
■oCOo
u

•HOU
^a;U
B
uo

•H
•p4
Q

u
•Ho
4J3
3X

Cd3
'O
-d

u3
\3u
6
Oo§
u

a
S§
o
Uu3
u

so
'i•‘d*
CM
cs
CS
CN
CM
fS
m
o^
o&gt;
o cn
a^
CO
CO
CO CO CO

•HCd
U
'OOCd
üu

(&gt;1
CdCON
CdcO
•s
&gt;0)
E&gt;

CO3
o3
too*
{O
Cd3u30»

T3CdcO
'O
CdCO
•HN
CdcCOâO
bO
V4u
o
{COoo*
tcd
•H
♦H
Xi3
*o

CÜ
•H§ CO
Uo 0)o
03
4JO0)CO o'
JJ
CdcO o
X
&lt;

CO
CdcO
{COoO
tcd

cs
CM
00
CO
CO
'Oo
nsCdcOCdCO
'O
•HN
c3CdCO
Õ0
oo
h}-)o
o
tcd
i«0
tcd
{COoO
•H(&gt;1
,£3O

CM
fS
00
CO
CO

a^
o\
CO
CO

00
00
cys
a^
CO
CO

a^
On
CO
CO
S'
2'
a

T3O3
X3
Oohu
a
p*

•3'
s
a
'Oo

T3
-oCdCOCdCO
33
bO
uV400
o
oCd i{3Cdo
0»
t{COCdoOO*
♦H
0)
Cá
0(i

vO
so
00
a^
Os
CO o&gt;
CO
CO

Digitalizado
gentilmente por:

CO
CO
'Oo
•wo
CJ
3
333
4-&gt;
3

2'
a
'O
T3o

c3Cd3oO
•H
uCd3Ü
c3
l{§§0»
•H
•H
3
Xi
*o

l§o
{§
•HO'
3
X^
*o

'OO3
TO
Cd3
•ã •HQJ JJoCO
2 233 ^
a Cd3
&amp;
s

a^
0»
00

o&gt;
ON
CO
CO

00
00
ON
o&gt;
CO
CO

'O
T303

,a03
fO

Scan
11

�402
3. CONCLUSÃO

A Comissão Central de Classificação, através de seus diversos órgãos ,
vem se propondo a atualizar a CDU, de acordo com os modernos princípios de
classificação, de modo a torná-la
tornã-la vnoa
uma classificação totalmente facetada.?£
facetada.
ra isto, várias propostas foram apresentadas para que, sem perda de tempo,os
trabalhos fossem iniciados.
Como se sabe, a CDU, baseada no esquema de Dewey e devido ã falta
ini^
in^
ciai de conhecimentos de teoria de classificação, vem sendo desenvolvida e
atualizada de forma muito pouco satisfatória. Embora os membros da CCC te
te^
nham tomado conhecimento de suas deficiências e apontado soluções,
pratica^
mente nada tem sido feito.
Se analisarmos o projeto apresentado, em 1975, por A.F. Schmmidt e J.H.
de Wijn, concordaremos que, de acordo com estudos realizados, a CDU deverá
sofrer uma modificação radical, se quiser corresponder ãs exigências da ind£
xação moderna. Embora este projeto não tenha sido ainda aprovado definitivamente, os membros encarregados das atualizações parecem
parecera ter desconhecido de
liberadamente as soluções apresentadas, as quais seriam de grande valia se
aplicadas, em parte, nas últimas Extensões.
A CDU apresenta uma estrutura basicamente facetada, prejudicada pela má
enumeração dos assuntos. Esta enumeração defeituosa ê uma consequência
da
análise do assunto em facetas feita de forma pouco consistente. Nas modernas
teorias facetadas, a única enumeração das classes nas tabelas ê a da hierar
quia dentro de uma faceta, isto ê, sao
são enumerados apenas os conceitos bás^
bási
cos, não prê-coordenados, dentro de categorias bem definidas
definidas.A
.A CDU,não obser^
obser
vando este principio,
princípio, muitas vezes arrola sob uma classe um conjunto de su^
classes derivadas de categorias diferentes, incluindo, portanto,
conceitos
prê-coordenados nas tabelas.
De acordo com o projeto acima citado, o qual deveria ser realizado em
etapas, o primeiro passo seria justamente a reformulação da CDU quanto a sua
estrutura interna (enumeração de conceitos básicos de acordo com categorias
bem definidas). Por
For que os membros encarregados de atualizar a CDU não tive_
ram ao menos a preocupação de tentar melhorar o esquema no que concerne ique^
ãque

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�403
le aspecto? Ao que parece, repetimos aqui, existe iiina
uma atitude deliberada de
ignorar os estudos existentes sobre o assunto, o que é demonstrado
através
da publicação de novas Extensões que se caracterizam por modificações, acres
cimos e transferências de símbolos sem qualquer alteração substancial.substancial.
Se observarmos o quadro geral das atualizações referentes ã Economia ,
concluímos que as alterações se restringem, em sua grande maioria, ã transfe^
transfe_
rência de símbolos, alguns inexplicáveis, como a passagem dos assuntos con
cernentes ao símbolo 333 para 332, onde conceitos compostos são arrolados em
profusão, como se pode ver no exemplo abaixo.
332.021.8

332.72
332.74

Reforma de bens imóveis (0 conceito de refor^
ma já vem expresso
através das div^
sões de ponto de vis^
vis_
ta)
Mercado de imóveis
Preço de imóveis

Por outro lado, o critério adotado anteriormente na CDU de colocar as
questões teóricas de Economia sob o índice 330 e as questões relativas a
sua aplicabilidade em 338 e 339 foi mantido apenas em parte, difilcultm
difilculto
do o trabalho de classificação. Exemplificando: os assuntos Riqueza nacio^
nal. Renda nacional e Consumo, antes sob os índices 339.2/.5, foram transf^
transfe^
ridos para as subdivisões de 330.5. Consequentemente, os assuntos refe^
refe_
.
.
.
~
^
■
0
rentes aã Distribuição da riqueza e renda nacionais, assim como o Consumo ,
ficarão, respectivamente, sob os índices 330.526, 330.564 e 330.567.2 ,
tanto do ponto de vista teórico como descritivo. No entanto, no que se r£
re^
fere aos assuntos Desenvolvimento e Crescimento econômicos, as questões
teóricas foram incluídas sob os índices 330.34 e 330.35, reservando-se o
símbolo 338.1 para as obras de caráter descritivo. Por que reunir ques_
ques^
toes relativas áã renda, riqueza e consumo e dispensar questões relat^
tões
vas ao desenvolvimento e crescimento econômicos? Por que nao empregar um
único critério, adotando a analítica .01 que se refere sempre ãs
is questões
teóricas? Seria impossível enumerar este assunto corretamente e vale£
valer^
se dos dispositivos sintéticos existentes na CDU, tanto através dos Aux^
liares especiais como dos Auxiliares gerais? Por que enumerar Economia su^
desenvolvida sob 330.342.21, Economia em desenvolvimento sob 330.342.22
e
Economia altamente desenvolvida sob 330.342.24, se existem os Auxiliares ge_
ge^

Digitalizado
gentilmente por:

*

11

12
12

13
13

14
14

�404
rais (1-772), (1-773) e (1-775) caracterizando aqueles conceitos?
No que diz respeito ã aplicaçao prática da nova tabela, achamos conveni
ente salientar alguns pontos que facilitarão o uso da mesma,
mesma.
1. 0 assunto Instrumentos específicos da política de comércio externo, sob o
índice 339.544, possibilita o uso da analítica .02 existente sob o
símbolo
339.13 - Mercado em geral. Observamos, entretanto, que os conceitos exprej^
expre^^
sos por aquela analítica e suas subdivisões, em 339.13.02, são comuns também
aos assuntos correspondentes aos símbolos 330.545/.56, devendo, portanto,ser
sua aplicação de caráter
carátermais
mais amplo, entendendo-se até o símbolo 330.565.
Ex.: Licença de importação - 339.562.025.3
Licença de exportação - 339.564.025.3

2. Os assuntos Riqueza e Pobreza, antes sob o índice 339.11/.12, foram tranj^
tran£
feridos, de acordo com a Extensão 9.3 da FID, para 330.567.4 - Utilização da
renda nacional. Entretanto, considerando-se que Riqueza e Pobreza são conseqUincias da distribuição e não da utilização da renda, os dois assuntos deve^
qUéncias
rão ser classificados em;
em:
330.5640
330.5640
Observe-se que o assunto Riqueza nacional será classificado em 330.52.
3. 0 assunto Política aduaneira, atualmente sob o índice 339.543 (subordinado ãá Política do comércio externo), poderá ser classificado em 336.4 quando
se tratar de Finanças públicas.
Como se pode concluir através do exposto, as modificações apresentadas
nas últimas Extensões não atingem a estrutura da CDU. A análise e síntese ,
processos fundamentais de uma classificaçao facetada, foram substituídas,ina
dequadamente, pela enumeração indiscriminada de assuntos compostos. Estudos
classificaçao, como Hans Uellisch
e^
realizados por teóricos da classificação,
VJellisch e A.C.Fosket en
tre outros, bem como os dos autores do projeto acima citado, não encontraram
eco na CCC que, obstinadamente, se nega a por em prática soluções valiosas
que provam ser a CDU um esquema capaz de persistir no futuro, desde que lhe
sejam aplicadas as devidas reformas. Do contrário, perecerá.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�405
ABSTRACT

Comparativa tables of CDÜ
Comparative
CDU classes 333, 337 and 339, including old and
new numbers. Commentaries
Conmentaries about changes occurred, actual structure of class
33 and developed work by FID/CCC.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRSFICAS
BIBLIOGRÄFICAS
1. DAHLBERG, I. Possibilities for a new Universal decimal classification.
Journal of documentation, London, ^(l):18-36,
27(1):18-36, mar. 1971.
2. EXTENSIONS AND CORRECTIONS TO THE UDC. Hague, FID, 1974-75.
3. FID. Classificação decimal universal ; edição média em língua portuguesa.
Rio de Janeiro, IBICT, 1976.
4.

. Classificacion decimal universal; edicion abreviada espanola. 3.ed.
Madrid, IRANOR, 1975.

5.

. Classification décimale universelle; 3, Sciences
sciences sociales
sociales.Bruxelle%
.Bruxelles,
Mundaneum, 1952.

6. FOSKETT, A.C. The universal decimal classification. London, C. Bingley
1973.
7. MALTBY, A. Classification in the 1970's; a discussion of development and
prospects for the major schemes. London, C. Bingley, 1972.
8. MILLS, J. A modem
modern outline of library classification; London, Chapman and
Hall, 1960.
9. SCHMIDT, A.F. &amp; WIJN, J.H. de. Future development of the UDC. FID/CCC/D74
-4.
of'documentation,London,
10. WELLISCH, H. UDC; present and potential. Journal of
documentation,London,
27(l):75-89, mar. 1971.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�406
Indice alfabético de assuntos
Índice

-

Absorção de empresas, 334,751.2
334.751.2
Administração das divisas, 339.746
Agentes de comércio, 339.178.4
Agiotas, 339.178.2
Ajuda
ao desenvolvimento
cooperação econômica interna^
intern^
cional, 339.96
civil
movimento de pagamentos
in
temacionais, 339.726.2
militar
iii
movimento de pagamentos
in
temacionais, 339.726.3
Alfândegas
antidumping, 339.543.328
combativas, 339.543.33
de desenvolvimento, 339.543.324
de exportação, 339.543.37
de importação, 339,543.36
339.543.36
de manutenção, 339.543.322
espécies de, 339.543.3
executivas, 339.543.38
financeiras, 339.543.31
política aduaneira, 339.543
339,543
protecionistas, 339.543.32
retributivas, 339.543.33
Aluguel
forma de comércio, 339.187.62
Análise
de insumo-produto, 330.5.057.7
de mercado, 339.13.017
do "flow of funds", 339.72.015
Antidumping, 339.137.44
Aprovação de divisas para importa^
ção, 339.746.3
Armazéns
instituições de comércb,
comércij, 339.173
sistemas de venda, 339.372.2
Arrendamento
da propriedade, 332.28
perpétuo, 332.285.5
temporâneo, 332.285.6
forma de comércio, 339.187.62
339,187.62
Artesanato industrial, 334.742.2
Aumento do comércio de imóveis,
332.77.025.24
Autarquias,
teoria da economia exterior,
339.9.012.436
Avaliação da propriedade, 332.64

Digitalizado
gentilmente por:

(anexo)

Balanço
comercial, 339.5.053
econômico, 330.532
de pagamentos, 339.72.053
Bazares
sistemas de venda, 339.372.2
339.372,2
Bens, 330.12
comuns, 330.522.6
de capital, 330.123.71
330,123.71
de consumo, 330.123.4
de uso, 330.123.5
domésticos, 330.526.32
econômicos, 330.123
imóveis, 332
arrendados, 332.28
política dos, 332.02
teorias, 332.01
livres, 330.122
públicos, 330.526.34
sujeitos ã pensão
restrições ã'propriedade
ã propriedade terri
torial, 332.252.5
suscetíveis de aumento,330.123.1
suscetíveis de reprodução,
330.123.2
vacantes, 332.248
Blocos econômicos, 339.923
Bloqueio
comércio de imóveis,332.77.025.4
Boicote
mercado, 339.13.025.42
Bolsas
de mercadorias, 339.172
de produtos, 339.172
Bricabraque
comércio de antiguidades,
339.375.5
Bufet
sistemas de venda, 339.371.226
Cadeias de estabelecimentos
comejr
comer^
ciais,_^339.372.84
ciais,
339.372.84
voluntárias, 339.372.842
Cafeterias
sistemas de venda, 339.371.224
Caixas de compensação
organização industrial,334,752.3
industrial,334.752.3
Caixeiros viajantes, 339.178.5
câmara
de artífices, 334.788.2
de profissionais, 334.788.2
câmbio

*

-li/ 11

12

13

14

�407
diferenciado, 339.743.2
equilíbrio, 339.743.053
fixo, 339.743.42
flexível, 339.743.44
política das divisas, 339.743
Capacidade
comercial, 339.132.4
aproveitamento, 339.132.42
de compra, 339.133.3
de consumo, 339.133.2
de distribuição da venda,
339.132.4
&gt;
de produção, 339.132.2
Capital
acumulaçao, 330.146
acumulação,
angariado, 330.142.22
centralização, 330.147
circulação, 330.145
circulante, 330.142.26
coeficiente, 330.356.2
comercial, 330.142.24
como condição de produção,
330.14.012
como fator de produção,
330.14.014
concentração, 330.147
constante e variável,
330.142.21.04
consumo, 330.322.9
de banco, 330.142.222
de empréstimo, 330.142.22
de finanças, 330.142.23
de giro, 330.142.212
de investimento,
Investimento, 330.142.211
de produção, 330.142.21
de usura, 330.142.221
deterioração, 330.142.28
distribuição, 330.144
internacional, 330.144.2
nacional, 330.144.1
em mercadorias, 330.142.27
espécies de, 330.142
exportação de, 339.727.24
fictício, 330.142.28
fixo, 330.142.211
amortização, 330.142.211.4
formação, 330.146, 330.322,
formaçao,
330.567.6
formas de, 330.142
importação de, 339.727.22
intensidade, 330.356.4
investido, 330.142.2
livre, 330.142.1
lucro do, 330.143.1
nova formação, 330.32
permanente, 330.142.211

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Capital
produtividade do, 330.356.3
teorias, 330.14.01
Capitalismo, 330.342.14
clássico, 330.342.141
de estado, 330.342.143
monopolizador, 330.342.142
Cartéis, 334.753
*
de cálculos, 334.753.42
de condições, 334.753.22
de distribuição de lucros,
334.753.44
de exploração, 334.753.27
de exportação, 334.753.26
de ordem inferior, 334.753.2
de ordem superior, 334.753.4
de preços, 334.753.24
de produção, 334.753.28
de quotas, 334.753.44
de racionalização, 334.753.43
de territórios, 334.753.25
Centrais '
de compra e venda, 339.372.843
de troca
comércio de antiguidades,
339.375.8
Centros comerciais, 339.378.2
Ciência econômica, 330.1
aplicaçao de métodos científicos,
330.106
aplicação de métodos matemáticos,
330.105
Cláusula
tratados de preferência alfandegária
colonial, 339.543.642.4
dominial, 339.543.642.2
regional, 339.543.642.6
Cláusula de preferência
comércio exterior, 339.5.025.7
emprego, 339.5.025.72 ’
recusa, 339.5.025.74
Clearing
comércio, 339.162.5
movimento de capitais, 339.727.6
Coletivismo
330.877
escolas doutrinárias, -330.877
Comércio
a domicílio, 339.376.42
a prazo, 339.164.4
a retalho, 339.37
formas de, 339.371
abusos no, 339.192
medidas contra, 339.192.05
açambarcador, 339.338

11

12

13

14

�406
Comércio
ambulante, 339.172.2
ativo, 339.167.1
colonial, 339.5.012.438
com resíduos, 339.375.6
cooperativista, 339.16.012.34
de antiguidades, 339.375.2
de antiquãrios, 339.375
de bens imateriais, 339.166.5
de caravanas, 339.177.4
de comboios, 339.177.6
de compensação, 339.162.5,
339.167.3
de compra, 339.162.3
de gêneros alimentícios,
339.166.82
de gêneros não alimentícios,
339.166.84
de imóveis, 332.7
aumento, 332.77.025.24
bloqueio, 332.77.025.4
especulativo, 332.76
não especulativo, 332.77
regularização, 332.77.025.22
de mascates, 339.177.3
de matérias primas, 339.166.2
de mercadorias usadas, 339.375
necessários,339.163.2
de objetos necessários,339.1632
de ocasião, 339.376
de produtos acabados, 339.166.4
de produtos semi-industrializados, 339.166.3
de segunda-mão, 339.375.3
de trânsito, 339.168.6
de troca, 339.162.2
de venda, 339.162.4
direto, 339.35
em áreas públicas, 339.177
especial, 339.168.4
espécies de, 339.16
especulativo, 339.163.4
estatal, 339.16.012.332
exercido por funcionários,
339.376.44 _
exercido por não comerciantes,
339.376.4
exterior, 339.5
externo, 339.5
comunicações no, 339.56
monopólio, 339.524
movimento de, 339.56.055 •
organização, 339.52
política, 339.54
sistema, 339.5.012
na economia de mercado,
339.5.012.23

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Comércio
externo
sistema
na economia planifiçada,
planificada,
339.5.012.24
teoria, 339.5.01
teorias, 339.5.018
formas de, 339.18
geral, 339.168.2
ilegal, 339.194
intermediários do, 339.178
internacional, 339.5
interno, 339.3
liberdade de, 339.543.012.42
livre, 339.5.012.42
política aduaneira,
339.543.012.42
teoria da economia externa,
339.9.012.42
marítimo, 339.165.4
na economia de mercado,
339.16.012.23
na economia planificada,
339.16.012.24
passivo, 339.167.2339.167.2
por atacado, 339.33
privado, 339.16.012.32
quase por atacado, 339.34
questões diversas, 339.379
redes de, 339.378
socialista, 339.16.012.24
temporário, 339.376.2
terrestre, 339.165.2
Comissão comercial, 339.154
Comportamento econômico
elementos fisicopsicológicos,
fisicopsicolõgicos,
330.16
Compra
formas de comércio, 339.186
Comunidades econômicas, 339.923
Concessão de crédito,
finanças internacionais, 339.727
Concorrência, 339.137.2
de preços, 339.137.23
desleal, 339.137.27
medidas contra abusos,
339.137.2.025
na qualidade, 339.137.24
nascondições, 339.137.25
Condições
da produção, 330.111.6
e as forças produtivas
330.111^8
de distribuição, 330.111.64
de fornecimento, 339.182
de pagamento, 339.183

�409
Confederações, 334.76
de caráter econômico, 334.78
de empresas autônomas, 334.767.2
de empresas coin
com autonomia reduzida, 334.767.3
de empresas não
nao autônomas,
334.767.4
transitórias, 334.767.22
Consumo, 330.567.2
capacidade de, 339.133.2
de bens industrializados,
3^.567.223
330.567.223
de gêneros alimentícios,
330.567.222
de serviços, 330.567.224
do produto social, 330.544.2
em unidades de valor,
330.567.22.052.8
em unidades naturais,
330.567.22.052.7
pesquisa do, 339.133.017
privado, 330.567.22
social, 330.567.4
teorias do, 330.567.22.018
Contabilidade nacional, 330.53
• Contas da nação, 330.534
Contrastes econômicos, 339.982
Contratos
política das divisas, 339.742
Contratos de capital
movimento de pagamentos interna
cionais, 339.725
reinvestimentos de, 339.725.2
Contribuição para organizações in
temacionais
movimento de pagamentos
iii
in
temacionais, 339.726.7
Convênios
das moedas, 339.742.2
de compensarão,
compensação, 339.742.4
de cooperação
organizaçao industrial,
organização
334.752
de pagamentos, 339.742.3
política das divisas, 339.742
Convertibilidade, 339.744
Convertibilidadei
parcial, 339.744.2
total, 339.744.4
Cooperação econômica
entre empresas, 339.944
entre estados, 339.942
internacional, 339.92
Cooperativas, 334.1/.6
de compras, 334.4.095.1
de consumo, 334.5
de crédito, 334.2

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Cooperativas
de fornecimento, 344.4.095.1
de produção, 334.6
de seguros, 334.3
agrícola, 334.35
contra acidentes, 334.338.1
contra fogo, 334.311
de transportes, 334.32
de vida, 334.33
de trabalhadores, 334.6
de utilização, 334.4.095.3
de venda, 334.4.095.5
econômicas, 334.4
em geral, 334.1
Coprodução
economia exterior, 339.94
Copropriedade, 332.24.012.324
Corporações
Corporaçoes
organizações industriais,
334.784
Corretores, 339.178.2
Crédito
concessão
finanças internacionais,
339.727
direitos internacionais do,
339.727.732.44
instituições internacionais para,
339.727.732.4
movimento de capitais,339.727.7
Crescimento economico, 330.35
Crescimento'economico,
desequilibrado, 330.358.2
equilibrado, 330.358
extensivo, 330.352
fatores determinantes do,
330.354
intensivo, 330.353
Crise monetária internacional,
339.747
Custos
de exposições
movimento de pagamentos inte_r
inte£
nacionais, 339.724.56
de propaganda'
propaganda
movimento de pagamentos inter^
nacionais, 339.724.54
Depósito
formas de comércio, 339.187.64
Desenvolvimento
da produtividade, 330.341.1
das relações da produção,
330.341.2
econômico, 330.34
espécies de, 330.34.014
fatores do, 330.341
graus de, 330.342

*

11

12

13

14

�410
Desinvestimento,
Des
investimento, 330.322.9
Despesas do governo
movimento de pagamentos internet
intern^
cionais, 339.724.8
Desvalorização da propriedade,
332^6.055.3
Dimensão
da propriedade, 332.22.055.6
econômica, 330.131.3
Dinâmica econômica
experimental
escolas doutrinárias,
330.832.6
racional
escolas doutrinárias,
330.832.4
Discriminação
política do comércio exterior,
339.545
Distribuição
da renda nacional, 330.564
da riqueza nacional, 330.526
Dívida externa, 339.72.053.1
Dividendos
renda proveniente de bens,
330.564.222.6
Divisão do trabalho
economia exterior, 339.91
Divisas
administração das, 339.746
aprovação para importação,
339.746.3
liberação para exportação,
339.746.5
política das, 339.74
política de mercado das,
_ 339.745
Doações
mercado, 339.13.027
movimento de pagamentos interna^
intema^
cionais, 339.726
Doutrina
econômica, 330.101
racional,330.101.3
dedutiva e racional,
330.101.3
empírico-descri ti\a,330ll01.2
ti^a,330Ll01.2
normativa e teleolõgica,
330.101.4
marxista, 330.85
desenvolvimento, 330.853
formação, 330.852 .
marxista-leninista, 330.85
desenvolvimento,330.856/. 858
formação, 330.854
Doutrinas econômicas, 330.8
anarquistas, 330.862
antroposõficas, 330.876
antroposôficas,

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Doutrinas econômicas
corporativista-socialista,
330.865
estatais, 330.878
da igreja católica, 330.875.2
das igrejas protestantes,
330.875.3
dirigísticas, 330.878
do fabianismo, 330.864
do século XX, 330.83
do socialismo racional, 330.863
dos Papas, 330.875.24
jurídico-sociais, 330.87
keynesiana, 330.834
livres, 330.824
marxista, 330.85
não marxistas, 330.86
reformistas, 330.861
religiosas,
reli|iosas, 330.875
nao cristãs, 330.875.5
revisionistas, 330.861
social-democráticas, 330.861
socialistas, 330.85
solidarísticas, 330.873
Dumping, 339.137.42 .
Econometria, 330.115
Economia
altamente desenvolvida,
330.342.24
capitalista, 330.342.14
comunista, 330.342.152
desenvolvida, 330.342.23
dinâmica da, 330.3
em desenvolvimento, 330.342.22
estacionária, 330.34.014.1
exterior, 339.9
teoria, 330.9.01
familiar, 330.342.111
fins da, 330.112
formas primitivas, 330.342.11
internacional, 339.9
prognósticos, 339.977
livre, 330.342.172
objetos da, 330.12
privada, 330.567.28
cálculo da, 330.567.28.051
problemas especiais de método,
330.101.5
progressista, 330.34
social de mercado, 330.342.146
social-empírica, 330.101.22
socialista, 330.342.151
subdesenvolvida, 330.342.21
sujeitos da, 330.117
tribal, 330.342.112
vinculada, 330.342.173

12

13

14

�411
Elasticidade
da oferta, 339.132.057.2
da procura, 339.133.057.2
Embargo
política do comércio
comercio exterior,
339.545
Empresas, 334.7
de arrendamento, 334.728
fusão de, 334.751
grandes, 334.746.2
individuais, 334.722.2
medias,
médias, 334.746.3
mínimas, 334.746.5
multinacionais, 334.726
mistas, 334.726.012.35
privadas, 334.726.012.32
públicas, 334.726.012.33
participaçao através de ações,
334.751.4
pequenas, 334.746.4
privadas, 334.722
privadasi
9'
públicas, 334.724
estaduais, 334.724.6
municipais, 334.724.2
nacionais, 334.724.8
regionais, 334.724.4
tamanho das, 334.746
união de, 334.751 *
Empréstimos internacionais,
339.727.3
a curto prazo, 339.727.3.058.2
a longo prazo, 339.727.3.058.4
a médio prazo, 339.727.3.058.3
Escolas doutrinarias,
doutrinárias, 330.8
clássicas, 330.82
classicas,
de Cambridge, 330.831.4
ética, 330.826
histórico-sociolõgicas,330.828
historico-sociol5gicas,330.828
indutiva francesa, 330.838
londrina, 330.831.5
marxista-leninista, 330.85
matemática, 330.832
neoclássicas, 330.831
neoclassicas,
neo-românticas, 330.827.5
otimistas liberais, 330.822
psicológicas, 330.831
romântica, 330.827
sistema industrial, 330.821
socialistas,
anteriores a Marx, 330.84,
330.849
inglesas, 330.844
Especulação imobiliária, 332.76
Estabelecimentos comerciais,
339.372.8
com sucursais, 339.372.84

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Estabelecimentos comerciais
isolados, 339.372.81
Estoques, 330.123.3
Expansão
Expansao comercial, 339.152
Exploração da terra, 332.3
coletiva, 332.38.012.34
espécies, 332.38
privada, 332.38.012.32
pública, 332.38.012.33
pela comunidade,
332.38.012.334
pelo Estado,
_332.38.012.332
Exportação, 339.564
de acordo com paises compradores, 339.564.4
de acordo com paises consumidores, 339.564.2
*
de capital, 339.727.24
Exposições comerciais,‘339.174
comerciais, 339.174
Fabricas,
Fábricas, 334.744.2'
334.744.2
grupo de, 334.744.3
Fatores da produção, 330.111.4
Feiras comerciais, 339.174
Feudalismo econômico, 330.342.13
Fideicomisso
restrições iâ propriedade territorial, 332.252.4
‘
Finanças internacionais
comércio, 339.7
Fiscalizaçao
mercado, 339.13.025.2
Fisiocratisfiip, 330.813
Fisiocratisito,
Formaçao
Formação
da renda nacibnal,
naci^onal, 330.562
do capital, 330.146, 330.322,
330.567.5
do PIB, 330.552
do PNB, 330.552
do produto social, 330.542
Fornecimento
'
condições de, 339.182
9
mercado de, 339.146.2
movimento de compra e venda,
339.144
Fourrierismo, 330.843
Fretes
movimento de pagamentos interna
interna^
cionais, 339.724.2
Função da produção, 330.356.7
Fusão de empresas, 334.751
total, 334.751.6
Ganho comercial,
339.15.054.22
Garantias,
‘
mercado, 339.13.027.3

11

12

13

14

�412
Garantias
movimento de pagamentos interna
interM
cionais, 339.724.4
Gastos
com bens
industriais,
330.567.227
com gêneros alimentícios,
330.567.226
com serviços, 330.567.228
GATT, 339.54:061.2(100)
Grandes emgresas, 334.746.2
Gratificações
movimento de pagamentos interna
cionais, 339.724.52
Grêmios
organizações industriais,
334.782
Guerra
alfandegária, 339.548
comercial, 339.548
econômica,339.986
monetária, 339.748
Guildas
organizações industriais,
334.782
Holdings, 334.756
Ifoldings,
Imóveis, 332
332.
comércio, 332.7
aumento, 332.77.025.24
bloqueio, 332.77.025.4
especulativo, 332.76
não especulativo, 332.77
regularização, 332.77.025.22
distribuição, 332.774
mercado, 332.72
oferta, 332.722
preço, 332.74
aumento, 332.74.055.2
diminuição, 332.74.055.3
fiscalização, 332.74.021.24
mudança, 332.74.055
política, 332.74.021
regulamentação,332.74.021.22
suspensão, 332.74.021.4
procura, 332.723
renda, 332.68
Importação, 339.562
a baixo preço,
mercado, 339.137.47
de acordo com paises compradores, 339.562.4
de acordo com paises produtores,
339.562.2
de capital, 339.727.22
Imposto alfandegário adicional,
339.543.326

Digitalizado
gentilmente por:

Individualismo moderado, 330.823
Indústria
caseira, 334.742
como forma de organização,
334.744 _
Industrialização, 330.341.424
Institucionalismo , 330.837
Instituições internacionais
de compensação, 339.727.732.6
para concessão de crédito,
339.727.732.4
Integração
cooperação econômica internacional, 339.922
Investimentos, 330.322
autônomos, 330.322.013.2
brutos, 330.322.014.2
critérios de, 330.322.01
dimensão de, 330.322.014
em capital fixo, 330.322.21
em equipamento, 330.322.212
em provisões,
provisoes, 330.322.23
estrangeiros, 339.727.22
induzidos, 330.322.013.4
líquidos, 330.322.014.3
na construção, 330.322.214
no estrangeiro, 339.727.24
privados, 330.322.12
públicos, 330.322.14
rentabilidade dos, 330.322.5
medida da, 330.322.54
Joint ventures,
cooperação econômica, 339.944.2
Juros
renda proveniente de bens,
330.564.222.4
330^564.222.4
Leis econômicas, 330.11, 330.113
caráter universal, 330.113.2
modo de ação,
açao, 330.113.6
relatividade histórica,330.113.4
Liberalismo, 330.82
Liberação de divisas na exportação,
339.746.5
Liberalização
teoria da economia exterior,
339.9.012.421
Liberdade de comércio
absoluta, 339.543.012.422
com fiscalização aduaneira,
339.543.012.424
Licenças
movimento de pagamentos interna
cionais, 339.724.6
Liquidação,
formas de comércio, 339.187.28
Liquidez internacional, 339.721

�413
Lojas, 339.372
*y.
de descontos, 339.372.4
de preços únicos, 339.372.3
especiais, 339.372.7
mistas, 339.372.6
Macroeconomia, 330.101.541
Manufaturas, 334.743
Mardeting, 339.138
Marxismo, 330.85
Médias empresas, .334.756.3
334.756.3
Mercado, 339.13
análise, 339.13.017
autorizaçao, 339.13.025.3
. concessões, 339.13.025.3
contingentizaçao, 339.13.025.5
de fornecimento, 339.146.2
de imóveis, 332.72
de venda, 339.146.4
doações, 339.13.027
adiantamentos, 339.13.027.2
concessões de créditos públi
púbH
COS, '339.13.027.5
339.13.027.5
garantias, 339.13.027.3
saneamento, 339.13.027.7
subvenções, 339.13.027.4
equilíbrio, 339.13.053
perturbações, 339.13.053.1
espécies, 339.13.012
339.13.012
estrutura, 339.13.0l2
fiscalização, 339.13.025.2
influência do, 339.13.024/.025
instituições de comércio,
339.175.2
interdições, 339.13.025.4
internacional do capital e do
dinheiro, 339.72
livre, 339.13.012.42
monetário internacional, 339.722
monopollstico, 339.13.012.434
monopolístico,
nacionalização, 339.13.025.87
oligárquico, 339.13.012.432
pesquisa de, 339.13.017
proibigoes,
proibições, 339.13.025.4
proteção, 339.13.025.3
moral, 339.13.028
rapidez de saturação, 339.133.5
regulamentação, 339.13.025^2
339.13.025.2
regulamentado, 339.13.013.43
reprivatizaçao,
339.13.025.88
restrições, 339.13.025.4
com relação
relaçao aã origem geográfica, 339.13.025.42
com relação
relaçao áã segurança
e
saúde pública,
339.13.025.44 ,

cm

Digitalizado
gentilmente por:

, Mercado
restrições
com relação is
ás pessoas,
339.13.025.43
teoria, 339.13.01
339.13.012.1
transparência do, 339.13.012..T.
Mercantilismo, 330.812
alemao, 330.812.3
espanhol, 330.812.5
francês, 330.812.4
inglês, 330.812.2
italiano, 330.812.5
Métodos
científicos aplicados iá economia,
, 330.106
de produção, 330.111.2
matemáticos aplicados iã economia,
330.105
Microeconomia, 330.101.542
Microempresas, 334.746.5
Missões comerciais, 339.522.3
externo,
Monopólio do comércio
comércio.externo,
339.524.. r
339.524
Monopólios, 334.75
medidas contra, 334.75.025
Moradias
restrições ái propriedade
propriedadq territorial, 332.252.7
g,-.- Morgado
- , , ,,, - *
restrições iá propriedade territorial, 332.252.2
Movimentação do estoque
reexportaçao, 339.565.7
Movimento
alfandegário, 339.565.4
corporativista, 330.874
de capitais, 339.727.2
de compensação, 339.727.6
de compra e venda, 339.142
estrutura, 339.142.012.
339.142.012
rapidez, 339.142.058
volume, 339.142.055
de pagamentos intemacicnais, 339.72
Organizações para, 339.727.73
keynesiano, 330.834
Movimentos
conjunturais, 330.33.012
causas, 330.33.015
econômicos, 330.3
Mudanças estruturais;
estruturais, 330.341.4
Nacionalismo econômico, 339.984
Nacionalizaçao
da propriedade territorial,
332.26.025.87
do mercado, 339.13.025.87
Neoliberalismo.330.831.8 ,

11

12
12

13
13

14
14

�414
Neomarginalismo francês, 330.831.6
Nível de vida, 330.59
OCDE, 339.92:061.1
Oferta, 339.132
ativa, 339.132.6
de imóveis, 332.722
elasticidade da, 339.132.057.2
influência da, 339.132.024
superior ã procura, 339.132.053.2
Orçamento nacional, 330.534.4
Organizaçao
Organização
dos consumidores, 339.379.8
econômica, 334
formas de, 334.012
na economia de mercado,
334.012.23
na economia planificada,
334.012.24
horizontal, 334.008.052
vertical, 334.008.051
industrial, 334.7
Organizações
de empregadores, 334.786
econômicas com
ccm funções administrativas, 334.788
para o movimento de pagamentos,
339.727.73
Factos
alfandegários, 339.542.26
comerciais, 339.542.22
de mercadorias, 339.542.6
de pagamentos, 339.542.24
Pagamentos
provenientes de mercadorias,
339.723
provenientes de serviços,
339.724
Participação cm
em empresas através
de ações, 334.751.4
Patentes
movimento de pagamentos interna
cionais, 339.724.6
Pequenas empresas, 334.746.4
Perda comercial, 339.15.054.23
Pesquisa
de mercado, 339.13.017
do consumo, 339.133.017
Planejamento econômico internaci£
nal, 339^97
Planos econômicos internacionais,
339.97
comuns, 339.976.4
coordenação, 339.976.2
PNB, 330.55
cálculo, 330.55.051

cm

Digitalizado
gentilmente por:

PNB
formação
de acordo com ramo da economia, 330.552
de acordo com sujeito da ec£
nomia, 330.554
utilização, 330.556
Política
aduaneira, 339.543
protecionista,339.543.012.435
da economia exterior, 339.9
das divisas^
divisas, 339.74
de integração
cooperação econômica intemjs
intemja
cional, 339.924
de mercado de divisas, 339.745
do comércio externo, 339.54
do solo, 332.02
cooperativista, 332.02.012,34
estatal, 332.02.012.332
privada, 332.02.012.32
pública, 332.02.012.33
econrânica
econômica internacional, 339.97
protecionista, 339.54.012.435
Pool, 334.753.46
Postulados econrânicos,
econônicos, 330.131
Poupança privada, 330.567.25
Preço de imóveis, 332.74
aumento, 332.74.055.2
diminuição, 332.74.055.3
fiscalização, 332.74.021.24
mudança, 332.74.055
política, 332.74.021
regulamentação, 332.74.021.22
suspensão, 332.74.021.4
Preferência alfandegária,339.543. 64
tratados de, 339.543.642
Pricipios econômicos, 330.131
Pricipios'
Processo
de circulação, 330.314
de reprodução, 330.313
dé
Procura, 339.133
de imóveis, 332.723
dinâmica e estrutura, 339.133.6
elasticidade, 339.133.057.2
espécies, 339.133.4
influência, 339.133.024
pesquisa, 339.133.017
Produção
condições de, 330.111.6
meios de, 330.123.7
métodos de, 330.111.2
Produtividade do terreno, 332.66
aumento, 332.66.055.2
diminuição, 332.66.055.2
Produto social, 330.54

II

12

13

14

�,s415
ú4l5
Produto social
,
cálculo, 330.54.051
componentes, 330.546,
330.546
consumo, 330.544.2
diminuição, 330.54.055.3
estagnação, 330.54.055.4
formação, 330.542
incremento, 330.54.055.2
liquido, 330.56
cálculo, 330.56.051
utilização, 330.544
utilização,,
Prognostico da economia intemacio
339.977
“
nal, '339.977
,
Propriedade, 332
aquisição, 332.22
arrendada, 332.28
avaliação, 332.64
coletiva, 332.24.012.324 ,
..comunal,
comunal, 332,24.012.334 j,,
de família, 332.24.012.323
de sociedades cooperativas
cooperativas,! 332.24.012.34
,
.
de sociedades de capital, ,
332.24.012.325
desvalorização,
332.6.055.3
dimensão, 332.22.055.6 ’
dimensão:,,
espécies, 332.24
espécies,'332.24
estatal, 332.24.012.332 . •,. „
ii ; expropriação-,
expropriação, 332.264.3/'.4£,.
332.264.3/.4 s,
. grande, 332,22.055.62 - - ! ,
332.22.055.63
/
média, 332.22.055.63-,
mínima, -332,22
332.22.055.65
.055.65 ;
■ 'i
não morta, 332.24.012.327
332.24.012;327 i-t-iT
! í-ir
pequena, 332*22.055.64
332.22.055.64
, ,,j
privaçao, ,332.264.2
privação,
332.264.2 - . . -t l;„ j
privada, 332*24.012.32
332,24.012.32 / í-,-. '
proteção, 332,27332.27 .
;
péblica, 332,24.012.33 s, -? : ,
pública,332;24.012.33
reforma*
332.021.8
reforma, 332.021,8
territorial, 332.2
territorial,.
i
formaçao social,
formação
social,-332.262
332.262
limitações, 332.26
,t
restrições, 332.25
332,25
-y.
- vinculada, 332.-252
332.252 ' ■ , í-' i.i.:■
valor, 332.6
-■ ;, j j
valorização, 332.6.055.2
^
Proteção
, ■ .
ã bandeira
.
.
tratados comerciais, : .
339.542.46
mercado, 339.13.025.3 Protecionismo
r ' .
imperialista, 339.5.012.438
organizaçao do comércio
,exte
exte^
rior, 339.5,012.435
339.5.012,435,i.Z
y

Digitalizado
gentilmente por:

Protecionismo
política aduaneira,
-339.543.012.435
339.543.012.435
‘
teoria da economia exterior,
339.9.012.435 '
'•339.9.012.435
Provisões, 330.123.3, '330.522.4
330.522.4
Quota
’
de corte do lucro do capital,
330.143.122
. ■ T- ^
de investimento, 330.322.014.6
de mais valor, 330.143'.'22
330.143.22
do lucro, 330.143.12■
330.143.12
' ‘
Redes comerciais, 339.378
' '
centralizadas, 339.378.008.041
descentralizadas,
descentralizadas,"
‘
339.378.008.042
Redistribuição ■
Redistribuiçãò
'■•■•
da renda nacional,
nacional,' 330.565'
330.565
da riqueza nacional, 330.526
Reexportação, 339.565
339,565 ■'
Regulamentação do mèrcado,''
mercado,- '
339.13.025.2
339.13.025.2'
-fi
Reinvestimento idé
de contratos de capital, 339.725.2
Relações
'
''
' comerciais, 339.56
"-7econômicas internacionais,339.9
internaclonáis,339.9
Remuneração do trabalho
“.ííA
movimento de págáíaéntos
págaínéntos intèrna
interna
cionais, 339
339.'"724.7"*''^
"
:&lt;724.
Renda
' •
- '
" í’
''dà'‘'terra,
■da" terra, "332;68
'''332;68 •*-'■ ' *
de empresas-'coopétâtivas,
empresas cooperativas,
330;564.64 ^ ■
? “y *í
de emprièsas
emprésas estafcais*330.’564.62
estatais;330J564.62
de empresas sóciáiizadãs,
sociàiizadãs,
="330;S64.6
330;Sè4.6 ;^-.
de imóveis,
imóveis ,’’332.68
332.68
■" «.'.íí4
deduzida, 330.566,24
330.566.24
-- .
trIbuiçãoida, "330Z564
330.564
'
■?’dis
distribuiçãoída,
em befts',
beds , 33Ô';566í62í
33Ö';566;62t '''r '
em dinhéifo;
dinheiro; 330.'5Í66;63
330.566;63
Z"*
em serviços, 330.566.622 ‘“
^âspééies',
'^èspééíes, 330.-566.2 ■'= ■ í&gt;*í
formas, 330.566.6
sj; gíobál *dâ
dá 'í)opiiláçãò
população,,'''330
"530.'S64.2
'• 'èíbbáí
.'S64.2
iiâcional, 330.56 ‘
r, .^ nácional^'
'rJ-í
distribuição, 330.564 ■ “ '
formação, 330,562/.563
formação,'330.'562/.563
utilização, 330.567
natural, 330.566.22
primitiva, 330.566.22
privada, 330.564.22
proveniente de
atividades autônomas,
330.564.24 '

♦

11

12

13

14

�416
Renda
proveniente de
atividades empresariais,
330.564.224
atividades não autônomas,
330.564.26
bens, 330_^564.222
330^564.222
redistribuição, 330.565
teorias, 330.564.018
Rendimento
do Estado, 330.564.4
do terreno, 332.66
econômico, 330.131.5
máximo, 330.131.52
renda proveniente de bens,
330.564.222.2
Representação estrangeira
organização do comércio
comercio exte339.522
Reprivatização
mercado, 339.13.025.88
propriedade territorial,
^ 332.26.025.88
Reservas, 330.123.3
Restrições
política do comércio exterior,
330.545
Riqueza
do solo, 330.15
nacional, 330.52
cálculo, 330.52.051
de acordo com sujeito da £
e^
conomia, 330.526.3
distribuição, 330.526
potencial, 330.524
real, 330.522
redistribuição, 330.526.5
Risco econômico, 330.131.7
Royalties
movimento de pagamentos inte£
intejr
nacionais, 330.724.6
Saint-Simonismo, 330.842
Salários
renda individual, 330.564.262
Saldo
ativo das divisas,339.722.053.2
negativo das divisas,339.722.053.3
Self service
Sel£
Service
sistema de venda, 339.371.24
Serviços, 330.123.6
comerciais
receita proveniente de,339.15
rendimentos provenientes de,
339.156
de encomendas
comércio,339.188.22
formas de comircio,339.188.22

Digitalizado
gentilmente por:

Serviços
por meio de cartas
formas de comércio,339.188.24
foivias
Setores socioeconômicos, 330.111.66
Sindicatos
organizações industriais, 334.754
Sistema colonialista
teoria da economia exterior,
339.9.012.438.2
Sistema neocolonialista
teoria da economia exterior,
339.9.012.438.4
Sistemas de venda, 339.371/.372
Sociedades
de capital, 334.722.8
de economia mista, 334.723
empresas, 334.722.6
Socialismo
até o final do séc. 18, 330.841
utópico, 330.84
Subconsumo,
Subconsumo^ 330.567.22.053.3
Subestimaçao
política das divisas,
339.743.053.3
Subinvestimento, 330.322.4.053.3
Subvenções
mercado, 339.13.027.4
Superconsumo, 330.567.22.053.2
Superes timação
Superestimação
política das divisas,339.743.053.3
Superinves timentos, 330.322.4.053.2
Superinvestimentos,
Supermercados
sistemas de venda, 339.372.5
Tarifas alfandegárias, 339.543.4
constantes e globais, 339.543,43
339.543*43
diferenciais, 339.543.46
excepcionais, 339.543.642.66
graduais, 339.543.45
preferenciais, 339.543.42
proporcionais, 339.543.44
Tecnocracia, 330.836
Teoria do equilíbrio, 330.832.2
Teorias
do comércio externo, 339.5.018
do crescimento econômico,330.835
econômicas, 330.8
Terras, 332.3
conservarão, 332.37.055.4
exploração, 332.3
impróprias para exploração^ 33232
332.32
conserva
medidas para melhoria e conserv£
ção, 332.37
melhoria, 332.37.055.2
não cultivadas, 332.332.2
não utilizadas, 332.332
suscetíves de exploração, 332.33

JÇs?
♦

11

1
12
12

1
13
13

14
14

�417
Terrenos
a serem utilizados, 332.334.2
baldios, 332.332.4
conservação, 332.37.055.4
desvalorização, 332.6.055.3
escassez, 332.5.053.3
332.5.053,3
melhoria, 332.37.055.2
necessidade, 332.5
procura, 332.5
produtividade, 332.66
utilização, 332.334
fatores que influenciam,
332.36
intensidade, 332.34
utilizados, 332.334.4
valor, 332.6
aumento, 332.6.055.2
332.6,055.2
compensação,
compensarão, 332.6.055.5
diminuição, 332.6.055.3
valorização,, 332.6.055.2
Trabalho
a domicilio, 334.742.42
caseiro assalariado, 334.742.4
sob encomenda, 334.742.44
Tratados
aduaneiros, 339.543.2
comerciais, 339.542
de comunicação aérea,
339,542.44
339.542.44
de navegação, 339.542.42
de preferências alfandegárias,
339.543.642
Troca
formas de comércio, 339.185
Trustes, 334.757
Turismo
movimento de pagamentos interna
cionais, 339.724.1
União
das moedas, 339.738
de compradores, 339.379.6
de empresas, 334.751
forçada, 334.751.025
de oportunidades, 339.736
Uniões
alfandegárias, 339.543.622
cooperativas, 334.763
de acordo com grau de autonomia,
334.767
de acordo com ramo da indústria,
334.764
de empresas na economia planifi
cada, 334.76
econômicas, 339.923
entre empresas, 334.75
territoriais, 334.762

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Usufruto
formas de comércio, 339.187.64
Utilidade, 330.13
limites, 330.132.2
social, 330.131.5
Utilização
da renda nacional, 330.567
de terrenos, 332.334
controle, 332.54
do PIB, 330.556
do PNB, 330.556
do produto social, 330.544
Valor
comunitário, 330.133.6
da mão-de-obra,
mao-de-obra, 330.133.8
de compensação, 330.133.4
estimaçao, 330.132.6
de estimação,
de rendimento, 330.133.2
de troca, 330.133.3
de uso, 330.133.1
dos imóveis, 332.6
critérios, 332.63
de mercado, 332.622
especial, 332.628
fiscal, 332.624
ratificação, 322.77.025.3
econômico, 330.133
individual, 330.133.6
leis do, 330.13, 330.135
medição do, 330.133.7
teoria
da economia do trabalho,
330.138.13
do custo da produção,
330.138.11
do custo da reprodução,
330.138.12
do terreno, 332.6
do valor do tempo de trabalho^
trabalhcç
330.138.15
do valor do trabalho,
330.138.14
dos limites da utilidade, 330.138.2
teorias, 330.138
negadoras, 330.138.8
objetivas, 330.138.1
subjetivas, 330.138.2
subjetivas,,
Valores imobiliários,332.6.055.2
Valorizaçao da propriedade,
332.6.055.2
Venda
automática, 339.371.246
direta
comércio a retalho, 339.371.2
formas de comércio, 339.187.42
formas de comércio, 339.187

11

12

13

14

�418
Venda
forma extraordinária de,
forraa
339.371.5
obrigatória de mercadorias,
339.338.2
por meio de pessoal, 339.371.22
por serviço de entrega,
339.371.4

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Venda
"self-service", 339.371.24
sistema de bufet, 339.371.226
sistema de cafeteria,
339.371.224
sistema de escolha pessoal,
339.371.228
Zonas francas, 339.543.624

11

12

13

14

�'419
419

PROCESSAMENTO TÉCNICO DO VALIOSO ACERVO DE FOTOGRAFIAS DA CENTENÄRIA
CENTENÁRIA
BIBLIOTECA RIO-GRANDENSE.

Cila Milano Vieira
Leyla Gama Jaeger
Profs. do Departamento de BiblÍ£
Profs,
Bibli^
teconomia e História da Fundaçao
Universidade do Rio Grande, responsáveis pelo processamento tec^
tec
nico do acervo da Biblioteca Rio
-Grandense, por força de convênio .

cm

Digitalizado
gentilmente por:

JÇs?
11

1
12
12

1
13
13

14
14

�420
1 - RESUMO
O0 processamento técnico do acervo de antigas bibliotecas, estes verdadeiros monumentos culturais nascidos de iniciativas quase sempre particula^
particul£
res e pessoais, revela-nos, a cada passo,riquezas de imenso valor histórico. Resistindo aos efeitos do tempo e, por vezes, não sem razão, aos próprios homens, tais tesouros bibliográficos arrancados ao sono do passado ,
exigem,»dos técnicos, tratamento especial e, evidentemente, criativo.
exigem,*dos
0 acervo de fotografias da centenária Biblioteca Rio-Grandense,
de
grande valor para a reconstituição e acompanhamento de fases históricas das lutas por ideais e do trabalho construtivo do homem no extremo sul do
pais,
país, revelou e exigiu um tipo de procedimento técnico que muito apresenta
de pessoal, procurando-se, contudo, adaptar o mais aproximadamente possi
possl vel ãs
is regras biblioteconômicas.
biblioteconómicas.'
Foram cerca de 1.500 fotografias selecionadas e processadas,
elaboração da ficha catalográfica e o armazenamento.

com

a

2. A BIBLIOTECA RIO-GRANDENSE
2.1 - Esboço histórico.
Os anos avançavam pelo Brasil imperial quando um grupo de homens que
dedicavam atenção aos valores das conquistas espirituais, delineavam
a
criação de uma biblioteca. A época era marcada por forte ação mercantilista e a cidade do Rio Grande constituia-se, verdadeiramente, num grande empório de trocas, alimentado pela natureza geográfica, onde, o porto marít^
marit^
mo garantia-lhe vantajosa posição no tráfego de mercadorias.
A arquitetura, os costumes, o linguajar, as tendências políticas e as
artes estão impregnadas com as marcas da época. Em Rio Grande vicejavam os
aspectos mais conspícuos de uma sociedade devotada, com todas as suas forças, ao encantamento dos negócios.
As influências oriundas dos centros nervosos do grande mundo da época
chegavam ao Rio Grande, rapidamente, pelos camarotes dos navios de passa -

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�421
geiros ou pelas cabinas de comando e convés dos cargueiros. Os negócios,os
costumes e as tendências nas artes estavam presentes em Rio Grande com a
prestimosa atualidade dos homens que entravam e saiam do porto.
As circunstancias ditadas pela localizaçao geográfica da cidade impu nham aos grandes negociantes, um acompanhamento do que se passava no mundo
político e cultural das metrópoles.0 grande caminho de contato, rápido
e
permanente, representado pelo oceano,evitava o isolamento e o confinamento
cultural dos negociantes.
E natural, portanto, que iniciativas a deitarem raizes de futuros mon^
mentos artístico-culturais,
artistico-culturais, tivessem encontrado um fértil solo no estado
d'alma dos principais vultos da sociedade do Rio Grande, ao se atingir os
cinqllentenário no século passado.
limites do cinqUentenário
cuj^
Em 15 de agosto de 1846 um grupo de homens voltados aos valores da cul_
tura humana lançaram as bases da Biblioteca Rio-Grandense. Entre a data de
fundaçao e instalaçao, 19 de janeiro de 1847, decorreu pequeno período, ne^
cessario aos arranjos iniciais. De lá para cá são
cessário
sao 132 anos de atividades ininterruptas e o acúmulo de um acervo que chega a 210.000 volumes.
A Biblioteca Rio Grandense é uma instituição de Direito Privado, mantj^
da, com grande dificuldade, é claro, pelo recolhimento de mensalidades dos
associados. Por vezes, alguns recursos eventuais do poder público chegam ,
timidamente, a seu pequeno orçamento.
Se a Biblioteca Rio-Grandense é hoje um monumento cultural do pais, o
é também, e de maneira não menos dignificante, um exemplo de acentuada abnegaçao de todos os que ao longo de seus 132 anos souberam garantir-lhe a
sobrevivência e o crescimento.

2.2
- 0 ACERVO
2.2-0
0 rico acervo da Biblioteca Rio-Grandense é constituído por 210.000 v£
vo^
lumes, onde sobressaem cerca de 750 obras raras e/ou valiosas, uma rica m^
poteca com mapas de grande valor histórico e um importante acervo de fotografias antigas.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�422
Els alguns títulos de grande destaque entre as obras raras:
Eis

I - Século XVI
1 - Referência Bibliográfica
PTOLOMEUS, Claudius.
286,64p. mapas.

Geographia •. Venetiis, V. Valgrisium, 1562.

II - século
Século XVI
1 - Referência Bibliográfica
MAFFEIVS, Joan Petrvs. Rervm a societate lesu in Oriente. Colonia,
G. Calenium &amp; H. lohannis,1574. 472p.

III - século XVII
1 - Referência Bibliográfica
bíblia. Latim. Biblia sacra.
1625 I 984p.

Venetiis

] Typographia Vaticana,

IV - século XVIII
1 - Referência Bibliográfica
COUTINHO, André Ribeiro. 0 capitão de infantaria portuguez.
Lisboa, Officina Sylviana,1751. 2v.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�423
0 acervo esta
está localizado num antigo prédio de linhas neo-clSssicas,
neo-clássicas,
proprio, de três
próprio,
tres pavimentos, contando com ampla sala de consulta e um aud^
audi
tõrio.

2.3-0 CONVÊNIO COM A UNIVERSIDADE
Uma etapa importante na vida da Biblioteca Rio-Grandense processou- se
a partir de 06 de janeiro de 1977, quando a benemérita instituição assinou
com a Fundaçao Universidade do Rio Grande, um convênio de colaboração
e
assistência técnica. 0 espirito que presidiu as negociações para o estabelecimento do convênio foi:
foi; o que pode a Universidade oferecer ã Biblioteca
Rio-Grandense?
0 inicio
início dé
de atividades por parte das bibliotecárias da FURG junto i1 B^
blioteca Rio-Grandense, sob os auspícios do convênio, orientou-se para 3
(tres) prioridades;
prioridades: processamento técnico das obras raras e/ou valiosas ;
processamento técnico das obras de Direito e processamento técnico do acer^
vo de fotografias antigas.
As obràs
obras raras e/ou valiosas tiveram o seguinte tratamento: retirada do acervo geral e selecionados os títulos; referência bibliográfica; comp^
lação da folha de rosto; confecção do catálogo impresso; localização
em
sala adequada; segurança e organização.
organizaçao.
0 trabalho junto is obras de Direito foi interrompido, cedendo prioridade ao acervo fotográfico.
0 convênio com a Fundação Universidade do Rio Grande abriu novas perspectivas de benefícios mútuos a ambas as instituições. De parte da Biblioteca Rio-Grandense o apoio técnico de pessoal qualificado, enquanto que a
Universidade pôde dispor de um vasto acervo de consultas, além de oportun_i
oportun^
dade de especializar bibliotecárias,pela experiência vivida, em aspectos importantes da profissão e que só sao oferecidos pelas antigas bibliotecas.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

-li/ 11

12

13

14

�424
2.4-0 MATERIAL FOTOGRÁFICO
A Biblioteca Rio-Grandense dispõe de um'valioso
um valioso acervo fotográfico, re
tratando acontecimentos destacados na vida da comunidade local e estadual,
com interesse projetado a nível nacional.
c»vn
A fotografia é um testemunho relativamente novo no registro dos fatos
históricos. Todavia, pela natureza documentária que se investe, com apelo
ao recurso visual, marca mais fortemente do que o próprio recursos escrito.
0 recurso da imagem através do desenho e da pintura teve, nos tempos remotos, a mais destacada importância,permitindo, inclusive, o conhecimento ,
pelas gerações posteriores, da história primitiva. Quando associada, o que
nao ée muito comum em fotos antigas, ao texto, seu valor assume dimensões não
realmente grandes. A fotografia documenta cenas ao vivo, em cujos detalhes
pode-se buscar interpretações e reconstituições ambientais. Uma fotografia
fala por si mesma, guardando certas fidelidades quase sempre comprometidas
na escrita e, muito particularmente, nas versões e traduções.
No acervo da Biblioteca Rio-Grandense foram trabalhadas cerca de 1.500
fotografias, cuja data mais recuada é de 1865. As fotos cobrem, portanto ,
imagens de três
tres grandes capítulos da nossa história: segundo império, rep^
blica velha e a nova república. São
Sio pouco mais de 100 anos de movimentada
historia, com mudanças de regimes políticos, revoluções e o avanço material da civilização brasileira. Através do registro fotográfico é possível
desvendar-se, nos pequenos detalhes,algumas incógnitas
incognitas e incertezas históricas.
Os vultos que escreveram a história no passado ganham em força quando
se lhes observa a fisionomia, a postura, as vestimentas. Alguns traços da
personalidade podem ser detectados na configuração fisionômica, no modo de
sentar-se, na posição dos membros, na maneira de vestir-se. Enfim, anali sando-se uma foto antiga de revolucionários, por exemplo, vê-se
vé-se a grande
diferença com o chamado retrato falado ou até com os quadros pintados com
a arte dos grandes mestres.
As fotografias de importantes obras públicas e da paisagem urbana consagram o esforço do homem pelo progresso e bem estar das coletividades.
0 acervo trabalhado possui essa riqueza interpretative.
interpretativa. EÉ .luspicioso
.'luspicioso que a Biblioteca Rio-Grandense pudesse chegar a organização de seu acervo

Digitalizado
gentilmente por:

4^
II

12

13

1

�-425
425
fotográfico. Na verdade, é bom lembrar, ha
há uma trilogia histórica em torno
do acervo da centenária Biblioteca: obras raras e/ou valiosas; mapoteca de
antigos mapas e acervo de fotografias antigas.

2.4.1 - SELEÇÃO/PROCEDIMENTO
Quando, por solicitação do Presidente da Biblioteca Rio-Grandense, tomou-se conhecimento do acervo fotográfico, desde logo assumiu-se uma posição de inusitado interesse diante de tão
tao valioso material. As fotos encontravam-se em gavetas de velho armário, sem obedecer a qualquer ordem
de
sequência ou a qualquer tipo de organizaçao.
A primeira grande tarefa foi retirar, por partes, o material e separálo pelo objeto representado pelas fotografias.
Assim:
1 - acontecimentos (ação revolucionária, revolucionários, chegada ao porto de autoridades, etc.)
2 - edifícios
3 - grupo de pessoas
4 - monumentos
5 - obras públicas
6 - pessoas
7 - praças
Da seleção geral e arbitrária inicial partiu-se para ajustes nos
pos de fotografias, melhor definindo o objeto de interesse da foto.
nuiu-se, também, o ordenamento dos grupos,evitando-se repetições ou
das de categorias, embora, neste caso, haja forte inclinação pessoal
caráter interpretativo.
interpretative.

gruDimiduvi• de

Nesta fase sentiu-se a necessidade de verificação bibliográfica quanto
a procedimentos, porém nada foi encontrado ao alcance. Visitas a outras b^
bliotecas não resultaram em nada construtivo. Alguns trabalhos encontrados

Digitalizado
gentilmente por:

�426
salientavam mais o artista, ou seja, o fotografo, fugindo, pois, ao interes
se do trabalho desencadeado.
Portanto, e a ressalva é pertinente, trata-se de um trabalho de caráter
muito pessoal, buscando-se, como já foi dito, o máximo de aproximação
às
técnicas biblioteconSmicas.
biblioteconômicas.
Uma vez selecionadas e ordenadas as fotos,deu-se-lhes um número no verso. Uo
No armazenamento, posterior,o número foi repetido na folha-fundo.
Cumprida esta primeira etapa do trabalho, isto é, retirada do material
das gavetas, limpeza, ordenamento geral,ordenamento final, numeração, partiu-se para a elaboração das fichas catalográficas.

2.4.2 - ELABORAÇÃO DA FICHA CATALOGRÃFICA
Esta foi a etapa mais difícil pois, praticamente, era preciso criar,pr£
curando-se, contudo, seguir as normas de fichários já conhecidas. Após reflexão, detidos estudos, debates,chegou-se a algumas conclusões. E preciso,
entretanto, reconhecer que a identidade de pontos de vista entre as
duas
bibliotecárias que tomaram a si a tarefa,em muito facilitou o trabalho.
fi
também importante destacar a necessidade de se assegurar a maior fidelidade
ao quadro fotográfico e à época do ocorrido, o que, muitas vezes, exigiu v£
rias consultas a pessoas de idade mais avançada ou àquelas que tinham conh£
conhe^
cimento confiável dos fatos.
A elaboração da ficha catalográfica impunha dados de entrada com obsolu
ta segurança ou então com o mínimo de erro,neste caso em escala desprezível.
Ora, em se tratando de fotografias antigas,muitas vezes sem data, com acontecimentos nao
não registrados em textos ou com registro insuficiente, pode-se,
muito bem, avaliar a dificuldade do trabalho. E necessário, assim, grande
seriedade na condução da atividade.
A primeira determinação a ser tomada foi a de estabelecer o número - de
chamada, as entradas e o corpo da ficha.

Digitalizado
gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�427
Um exemplo:

Assim, o numero de chamada ficou composto dodo número do álbum e do núme
ro de registro da fotografia.
Mas, para melhor identificação da foto em cada ficha, foi especificado
o que ela representa.

Ex.: Floriane
Floriano Peixoto, Marechal (rua)
.Xavier
Xavier Ferreira (praça)
- .o • -

-I

Outra necessidade que pareceu pertinente foi a de fazer rápida observa
çao na ficha, com referencia
referência ao objeto central da imagem.

Ex.: Chalé. Rio Grande, 1940
Localiza-se. na praça Xavier Ferreira. Ali funcionou, antiga^
Localiza-se
mente, a Tabacaria Lages.
.1

I

riy

:

Quando mais de uma fotografia representava um mesmo local ou fato, foi
dada uma única entrada e no corpo da ficha os números de registro das fotos e outros dados considerados necessários.
Ex.:

cm

(Tamanho original das fichas: 12,5 x 7,5.)

Digitalizado
gentilmente por:

-Ü7 11

12

13

14

�428

A7
Fot.32/46

Revolução 1891 - 1894.

Rio Grande

Fot.32 - Is.d.l
js.d.l Acampamento militar.
Fot.46 - 11893
|l893|I Trincheiras na praça.

Se o quadro fotográfico apresentava assuntos que merecessem destaque e£
pecial, foram abertas, dentro da ordem alfabética, fichas especiais.

Assuntos: fatos, igrejas,monumentos, pessoas. Porto Novo,
Velho, praças, prédios, ruas, etc.

Porto

Exemplos de fichas com cada uma das situações estabelecidas:

1 Al
Fot.51/52

Vitorino, General (rua)

Rio Grande.

Fot.51 - 11910 I Prédio da Beneficência
Portuguesa.
Fot.52 - |s.d. I Aparece em 19 plano bon
boii
de puxado a burros.

Al
'
Fot.53

Paissandú (rua)

Rio Grande.

|s.d.|

Atual República do Líbano.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

ii

12

13

14

�429
3 Al

Jose da Silva Paes (monumento)
|l938|
Grande. |1938|

Rio

Fot.28/36
Fot.28 - Estátua pronta, ainda
sujeita a pequenas modificações.
29/30 - I s.n.I
31
- Monumento completo
32
- Foto ampliada para mostrar.
33/36 - Fotografias tiradas de diversos ângulos.

E2
Fot.331

Estação de Bondes.

Rio Grande. | s.d. |

Local onde hoje funciona o Colégio
Santa Joana d'Are.
d'Arc.

Obs.: A letra E significa que a foto esta armazenada em envelope.

5 A2
Fot.10/17

Biblioteca Rio-Grandense.

Rio Grande.

Fot.10
- |1926 I
11
- 11937 1
12/14 - I1939
|1939 I Construção da parte dos fundos.
15
- |s.d. 1
16/17 - Il952 1I Construção do novo
prédio.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�430

A2
Fot.225/6

são Pedro.

(Igreja)

Rio Grande.

Atualmente Catedral de São Pedro.
Fot. 225 - I s.d.
8.d. I
226 - I 1936 I

A3
Fot.340

Casa localizada ã rua Pinto Lima, entre
Marechal Floriano e Gen. Osório.
Rio
|s.d.||
Grande |s.d.
Uma das mais antigas de Rio Grande.

A4
Fot.2/7

Revolução de 1891 - 1894.

83 Rio Grande.

Fot.2 - |l891'|
11891 I Povo na praça General
Teiles festejando a queda do
Telles
Marechal Deodoro da Fonseca.
3 - I8/11/1891 I Guarda Nacional
e exército em passeata.
4 - II8/11/1891
8/11/1891 I Manifestação em
frente ã Câmara Municipal,
(continua)

cm

i

Digitalizado
por:
gentilmente por;

4^
II

12

13

14

�431
9 A4
Fot.2/7

(Ficha (2)
Revolução de 1891 - 1894.
1894, Rio Grande.
Fot.5 - 18/11/1891
I 8/11/1891 I Exército
Exircito e povo,
povo
carregando bandeiras de vávarias nacionalidades.
6 - I8/11/1891
I 8/11/1891 I Manifestaçao
Manifestação que
se dirige ã casa do juiz de
Direito da Comarca do
Rio
Grande.
7 - |s.d. I Fortificação do Porto
da cidade do.
do Rio Grande.

10 A7
Fot.772

Andrade, José Bonifácio de, 1763-1838.
Rio Grande |s.d.
| s.d. j

11
A7
Fot.827

Bacharelandos do Gymnasio Lemos Junior.
Rio Grande, 1919.
Atualmente Colégio Estadual Lemos
Junior.

2.4.3. ^- ARMAZENAMENTO OU-ARQUIVAMENTO
2.4.3.'
OU ARQUIVAMENTO

0 armazenamento do material é bem simples e não contém nenhuma técnica
mais avançada. As fotografias foram coladas em folhas-fundo, com a numera-

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

-li/ 11

12

13

14

�432
ção do
çio
do-verso
verso nelas repetidas.
0 arquivamento ocupou pastas (do tipo A-Z),
A~Z), envelopes e álbuns
prios para fotografias).

(pró-

Os diferentes tipos de armazenamento deveu-se aos diversos formatos e
tamanhos das fotografias. Foi conservada a grafia da época. A mudança de
nomes de ruas, praças e locais foi anotada no corpo da ficha, visando maior
facilidade ao usuário.
A identificação das pastas, álbuns ou envelopes é feita da seguinte m£
ma^
neira:
pastas e álbuns: anotação
anotaçao no dorso do numero
número de ordem da pasta
ou álbum e o número da primeira e última foto
grafia:
1
Fot.1/80
envelopes: a mesma anotação,porém
anotação,porãn na folha de frente.

3 - CONCLUSÃO
0 trabalho realizado junto ao acervo da Biblioteca Rio-Grandende e ora
apresentado ao 109 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
Docunentação,
representa um sincero esforço no sentido de caracterizar a atividade
do
bibliotecário não sú
sõ pelo que há de modelos,como, também, pela iniciativa
de se desenvolver técnicas, áinda
ainda que deficientes, em setores carentes da
biblioteconomia, particularmente em nosso pais.
0 processamento técnico de acervo de fotografias nao encontra, ainda,
muita acolhida na bibliografia especializada nacional. 6, portanto, natural que este trabalho contenha imperfeições e gere posições e opiniões con
trárias. Pode e deve proporcionar, também, contribuições a seu aperfeiçoamento. Como quer que seja, a contribuição dos autores está dada e o que re^
sultar posteriormente sú
sõ pode ser considerado como ação construtiva.

Digitalizado
gentilmente por:

4^
II

12

13

14

�433
4 - ABSTRACT
The Work
work is concerned with a model of technical processing
developed close
dose to the important holdings of old photographies of
the Rio-Grandense Library, Rio Grande - RS. The authors, librarians
of FURG Librarianship Department, that are responsable
by
the
technical processing of Rio-Grandense Library holdings, adopted
a
proper technique of selection,arrangement and numbering
of
the
photographies. They created models of cataloging cards and gave a
sense of arrangement that seemed to be more adequate. The sequence
of tasks was: material selection; separation by the
represented
object; elaboration of the cataloging card, the call number
being
composed by the record number of the photography and by the number
of the album, specification in the card of what is more representative in the photography; subjects detaching and finally, the types
storage: in bindings, envelopes and albums.

cm

2

3

Digitalizado
por:
4 gentilmente por;

�:&gt;imL
T:!A8T2aA - ^

rcfNMrlite«.

p*at.j?ts (áo tip^ ^V.) &gt; éíivipJupeÃ f
(pto^o íyfjofrr ß íí3 iw b6rn^:if!00 ai Atcm SíÍT

Íb

À'
89Írt&lt;jBiaojori&lt;j !jío i&lt;/ V5ni,btt)ri Jntlioqm; ■jrfJ o3 ‘&gt;ao!v faaqolsyüb
4Stí
^^ Í'y ífiííí.í Sp. n 'iÍa 'ã-iS~&lt;ixxk. s&gt;* 5
__ *,i-^ÁfétoiV’''/'ií^‘'i&lt;^^ií''''i^M‘triSíÍ^ofà io áiiJiaáícTq 'ií.r:Aíii!:.‘-&gt;J
»»uSfjo. gj, ibr:;. 1 n-'i'Mg.ißi 3B, ;;o i Jiiíi í as 3o auptti;iss3 TaíjOiq

liJfdlNlft

\ A idenAf iiíií^fc H»f8 ^i«â «&gt;•
llTâs
c

* ií&lt;*! wteãAo«-H'^alíina&lt;»e«*r .*^£i«|*'íg^ori-j

‘5'&gt;cioiipoa ‘ifiT . M :ír.£;p-&gt;F&gt;^s &gt;von; -J ^ t ii‘jm‘v''t- Jííi‘, ; .líotnrígnfc'!“!s: 3'« -j^íh íz
bo3niía£»'T''j‘j.T
&gt;í'^j
nor .ír-Tr^qo •: in-''! J’jmC'jk í ti i j lí^fn .j.-.IíU'
io
fSíWnôi; t- ‘íi^iíS^íC'’■ Wnf'bvwi'-ll
i^íJ-^íAiííJ
aiící.nun oíi: &lt;-í -iií%:
Jí»íi*
.iiai.i..qinor?-r3n-‘’&lt;-." í'[*'l -Tí-íM
■■■'■ '' ' iVl.r )&gt;.. &gt; f ] E
,-Üíí;'ÍÍt» '!;n IM
■ r-f+qyi -ji! j , ■/ F : i.f. ; ' Ijííi. íí.i&gt;'-‘- ■■'■' * ■' -'mÍv^V i
^'''
ru:«M t-, br ú d-it'^O í‘:í V-T*;? , ií^fj : Ufl I f1 íM
'Oi • C^'
«•flVÍ» \ Op**-

&lt;í ''■a e

i a * o j. ;a C tf

3 “ COÍKII-fi&amp;Âi^
C trAbâiríí: rí^áli^aóo ;&gt;.&gt;rií.o &gt;3o
. \.-. üâ Kioi i--**"^ ■i lY 'í»’
.rr;.
mpre»^nt&amp;tlà ao l.(.^ Congr* .-•«!•
•■ gp ^ígí ioi.■;V
t*l&gt;Ve«&lt;sr.ra iws sirsce-ro
•»£• í-joí.'U/ ri’- cír ,i." i»; ,;-.a£
■ ! r..
Jlibliot«&lt;cSrvc nar. aj pe3»i .•'* ■ •■ '&gt;f
-• * ■•ü. 3'&lt;í'f.
ÄBsesTVi-IvifT f.ecfiicn»?,
qo'* ■'.-f í r^ «r-' ••■'
•■
WMi«Catoai*í.ía, parcícu:arwí-r;: .í:! .■ ■':■ ■
^íj'-:^-,©
tetni-G ilt; âcvT^--^ ' &lt;■ -&gt;■■' ■ í* — '
liwlt» aeoliiíd* ua 3&gt;ibiíegra3 jíi. *ísp-v .&lt;.i?,..‘ò-. r,,..
:, i . .
Wl &lt;jpi^ Bftt« trabalho contí-iiVia íBip“'! í-;o..'. ■ s ''
•■;
,trÍrLM. i“©«!« t &lt;5eve 5»ropoicif.har. ' w.oe»CoEO íjusr qutí :ej-4, •'&lt; Cont&gt;-i
' • . ■ ■ - ■•
- j •.iC’iicK'
poatetioraent« aC iKxi« s«r
&gt; 3."'-íu. ■

cm

i

^Scan
||ÍÉ^
Digitalizado
gentilmente por:
Grreiulaninit»

11

12

13

14

�úidioe de Autores
Autcnes
Volume 1
177
201
262
74
208
86
1
216
11
271
271
226
283
133
294
27
231
294
247
74
50
50
307
419
313
98
231
74
271
330
201
342
393
294

AH-TINAH-TON
ANDRADE, Ana Maria Cardoso
Caidoso de . . .
ARAGÃO, Esmeralda Maria de
. . . .
AHENZA,
ATIENZA, Cecília Andreotti
Andieotti
BARREIRO, Selma Chi
BARROS, Telma
Tebna Regina E^anhol de . .
BITENCOURT, RosaUna
Rosalina
BOTELHO, Tania Mara Guedes . . . .
BRUNETTI, Maria Isabel Santoro . . ,
Aida Beatriz Lopes . . ,
CARVALHAL, Alda
CASALI, Neusa de Sousa
CHAVES, Lêa
Lea Almeida
CISILOTTO, Cirano
CONCEIÇÃO, Maria de Lourdes do Carmo
CONTER, Lucilla
Lucília
CORDEIRO, Paulo Py
CORTEZ,
COR
TEZ, Maria Tereza
COSTA, Olga Mara da
DORIGO, Elizabeth
FAGUNDES, Vera Lúcia Silveira . . . .,
FERREIRA, Catminda Nogueira de Castro
FERREIRA, Ruthe Helena Camargo . ,.
HANAI, Sonia Maria Trombelli de . . ,.
JAEGER, Layla Gama
KAEGBEIN, Paul
KOHLER, Relinda
LARROUDE, Rita Luisa
LIEBERT, Linda Haydée
LISBOA, Maria Cristina
LOUZADA, Isabel Cristina S
MAGALHÃES, Maria Helena de Andrade
MARTAU, Mariza de Castro
MARTHA, Maria Olivia Bandeira . . .
MATA, Ademir da

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

4^
II
11

12
12

13
13

14
14

�MATTA, Rosdlia
Rosalia Paiaíso
Paiaiso
MATTOS, Caimélia
Carmélia Regina de
MELLO, Maria Emília
Emilia Frade de
MENDONÇA, Maria de Lourdes A
MOURÃO, Jane Lovalho
NEVES, Fernanda Ivo
OLIVEIRA, Margarida Pinto
ORLANDI, Ivete Lúcia
Lúeia
PANDOLFI, Maria Hedy L
PETRUCCI, Eloi Maria Pereira
PIMENTEL, Cléa Dubeux Pinto
REIS, Maria Ângela Lagrange M
RIBEIRO, Maria de Fátima B
ROZADOS, Helen Beatriz Frota
SANTOS, Maria de Lourdes G
SCHREINER, Heloisa B
Valeria de Assumpção Pereira da . .
SILVA, Valería
SINDERMANN, Renate V. H
TABORDA, Qaríee
Clarice Hain
TATARA, Marina S
TELLES, Sérgio
Sergio de Souza
TOLEDO, Jussara de Melo
TOLEDO, Maria do Rosário de Castro Ferreira
VALÉRIO, Denise Hauser
VEIGA, Evangeüna de Azevedo
VIEIRA, Cila Milano

cm

Digitalizado
gentilmente por:

114
114
262
262
i208
357
357
114
114
123
123
. 133
133j
330
330
357
357
283
283
. . 63
144
144
. 114
342
342
114
114
357
357
11
11
313
313
373
373
156
156
144
144
98
98.
50
50
177
177
393
393
419
419

�iOjí! i "W 4iS fotani pá/Cisiírnt!'ic ,-rtíracm*â&lt;j-;
MK - Punilo Nscíwtsi de Desef?v&gt;:i&gt;kjíj«»fej &lt;tó Siíaô«^^
SUÜESUL ~ :^B|?eami!íí»«íé;i-r„i &lt;k&gt; I'»ítsa%«olWi»eiit» d4 Rsgiâo Sn*
Digitalizado
gentilmente por:

G«reiulaninit»

I :í 11

�r

«fr

MAÍ TA, Ro«áüa Parts i«j
_ MArr05_ Carif^tia Rfgtt'.t .i•MELLO, Mirsa
s
MENDONÇA Marw -äc f. 1.1
^ MOUR.V), Jane ■
V.
NEVL-;,
OLIVEift
-r;: &lt;'• f
ORE xNDl., ;
PA\OOl!'i '.t-r; .
, PETRLÍ -i.
’ • ..

!

cm

•

■

Rt.iS. M,ir&gt;r
•
RliJÍ IRC), M.;-. . ..
RO/
1Ç, i,.:'.;
SaNT-&lt;
.
SCHR!,tNi V i- .
SILVA, ■• •■;•■.1 &lt; ^
SINDER.
» 9*
»
lA&amp;ORtu
•
TArAR,'
* •-Li':-.
EU
U)i L' ■ '
,
{TOI
•
A. ' . .
valíR):;.
■;
VT.iGÁ, Evac-i.C
ViLiXA, ■; :L

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

íiíALi/

�Estes ANAIS foram parcialmente
paicialmente patrocinados por:
MEC —
- Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
SUDESUL — Superintendência do Desenvolvimento da Região Sul
Digitalizado
gentilmente por:

Nl|ll

�■i ■
■A ‘4
■4

Editora Ensino Renovado Ltda.
Rua Dr.
Dr, Faivre, 75 - Cx.P.
Cx,P. 531
Fone; 222-5223 - Curitiba --PR
PR
Fone:

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
      <file fileId="1181">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/20/2054/cbbd1979_volume-2.pdf</src>
        <authentication>ea8ae91517a2697afabbadba0edd2b2d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="26039">
                    <text>r
lOP CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBUOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
BIBLIOTECONOMIA

Curitiba, 22 a 27 de julho de 1979

ANAIS

VOLUME II
ÁREAS ESPECIALIZADAS

Curitiba
Associação Bibliotecária do Paraná
1979
)

cm

1

_ iViWUIJIllllllllllii' ^
T T
I I J
Digitalizado
2
4 gentilmente por:
por;
2

Syst
12

13

14

�109 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
10?
Presidente de Honra;
Honra: Jaime Lerner, Excelentíssimo Senhor Prefeito Murjicipal
Muqicipal de Curitiba.
COMISSÃO DIRETORA
Presidente: Yara Soeli Bassani Veiga
Vice-Presidente: MariaMâder
M aria Mader Gonçalves
Relator-Geral: Aníbal Rodrigues Coelho
Secretária-Geral: Célia Maria Peres Lacerda
Secretária-Geral;
SUBCOMISSÕES
Apoio — Clio Petterle
Divulgação - Sara Burstein
Finanças - Helena Maria de Oliveira Vita
Atividades Sociais - Déa Catharina Reichmann
Cursos - Maria Theresa Brito de Lacerda
COMISSÃO TÉCNICA
Coordenadora; Maria Iphigenia Ramos May
Coordenadora:
Secretária: Maria Augusta de Castro Correia
Membros: Maria de Lourdes Barbosa Borba
Relinda Kohler
Subcomissões - Integrantes: Aimara Riva de Almeida Pierre, Aimê Saquelli, Aymara Feuerschuette
Ribas, Beatriz Trevisan de Moura, Bernadette Trzeciak, Cecília
Cecflia Lícia Silveira R. de M.
Fabiano, Déa Christino F. Walter, Denise Perozzi Rosa, Denise Hauser Valério, Dora
Regina Seben, Dulce Maria Bastos Metchko, Dulcinéia Gomes Delattre Levis, Edith Dias,
Erlicléia Siqueira, Esfle
Esfie Rosy Riskalla, Ester Carneiro Giglio, Fátima Fernandes Bracht,
Germana Moreira, Graça Maria Simões Luz Piza, Helena Maria de Oliveira Vita, Irma A. I.
Lorenzo Welffens, Ivailda Gazziero, Ivete Tazima, Laci das Neves, Léa Terezinha
Belczack, Leila Maria Bueno de Magalhães, Leiva de Castro Moraes, Lucília de Godoy
Garcia Duarte, Maeve Lis Marques, Marcelina Dantas, Maria Graça ^let,
Zolet, Maria Helena
Barbieri Imayuki, Maria Helena Kurihara, Maria Isméria Nogueira Santos, Maria de
Lourdes Tavares, Maria Mâder
Mäder Gonçalves, Marilda Carraro Merlin, Marina Zeni Guedes,
Regina Maria de Campos Rocha, Sonia Maria Breda, Sonia Maria Merlo Põsnik,
Pòsnik, Suzana
Guimarães Castilho, Tharcila Boff Maegawa, Vera Maria de Almeida Pinto, Vilma A.
Gimenez da Cruz, Virginia de Castro Rodrigues, Yara Loyola Rocha, Yara Maria Pereira
da Costa Prazeres, Zaira Bark, Ziloá Marge.
COMISSÃO DE RECEPÇÃO
Coordenadora: Nancy Westphalen Corrêa
Comissão de Apoio ao 3?
39 Seminário de Publicações Oficiais Brasileiras e Exposições
Expoáções
Coordenadora: Maria Augusta de Castro Correia
Membros: Aymara Feuerschuette Ribas, Dulcinéia Gomes Delattre Levis, Ester Carneiro Giglio, Léa
Terezinha Belczack, Maeve Lis Marques, Maria Helena Barbieri Imajoiki,
Imayuki, Regina Maria de
Campos Rocha, Suzana Guimarães Castilho, Vera Maria de Almeida Pinto, Virginia de
Castro Rodrigues, Zaira Bark.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�"&lt;i-

» ' ' tí«

:&gt;■«*&lt;■ i?-"' •\M3C- ■ . •-, rííi‘,!- •
.'Í&gt;íf ■

Digitalizado
gentilmente por:

ví , ‘'■

�ás

íímí*í;

, EsE,cttSi)-lí‘S«tsí'.« SsímAo? Prefdií» Mawap#.' 4a CutiUbi.

asKiSKÀo mmit-fMA
fWütóífette: y*t» Sft*M Sksat.i! V"(»s!»
V*evPw&gt;jltí«'ts-. Hmn M&amp;lPt v:*açaJv?.i
ÄtlMot-O-’s' Aaifra)
Cvewí«
fsawtAíãhOír*«|-,
M«.rw&gt; ^rre» L*i^«ts
li-8cr.«t«íf*,Eâ
^
■
APi-n-'! CHí&gt; 5^ít“‘ *
jÔ»*v&lt;?píS-iít,-:. ^■ni iSj.-iiífáFtewH«» ' H'-'kisj K. iv.Â-ii- ■'5l,..S-j VÍÇ'#
iminv
.. .•■. ■ - ,, Si-í jijE;'*? S-'!íf..
:'ÍÍg*íir ■»
i.íS»'-&gt;.! H',;’.

■S-'

■'%•■■

., -i--- ■' -H'j-,í-;.;í'&lt;ts í''iíí's"icS*j^'tif
iiS;, "’i ■ ■
i«. -»-■» A. Í.V *í.
■..■'*-•.■■. ?■-»“■•■ &gt;.-!■,&gt;,:■ .*•■'■ ■ .««i ‘sÂ-ia, iv.-.ra
-•'*■ t •'«’íi. i-,sisf&gt;: Dis.j,
. -'»■C’S'.'" ' ■%! V
■ - ■■■»i'S? *..■«■■■.'.;-5
íi-,*-}»:. a ■'
■ ’:--ftíH ,Si '
‘ ■'-iá'*»-. '■ *i ísr^
■ ,.,-va
, jj,^T , .&lt;:.
■ ??. -'.j ■■

B/;:
Ä,.
■ ■is,'«

r.»

i

.-iísK*,

V;;fc-

'-v. 4ôíÍí(S' '

í»# !tt te"'". '

CI^ÍMÍSSÃO Ot, KU'ii^VA' *
•;.' ■C^i'Siiifei.iH'iM'ä.
^t

■- -íí.Vi-a

■lí'

^

íí*;» ,*í'’ -Vnv/v-.iíí--' É';ii*híí.-.feí
V • ;jii i'fufs 'vi:
-4 4* !Í
' íi-: ; 'içí? ■ f f tJii'jiSl
Irtte«»''"' ■'
í
CH .. r '.4 »-'•pT"!. rVí&lt;.íí..:
*''lí'%,^íV&gt;
Í©r#”Èiái-‘íi-!
-V ■ ^íT-íVf
'-‘A âfíJívr'-j ^.;'í&lt;ifri&gt;í.-1;^
fVKi .-.
' 'Vai
■.&lt;*,- ^*-ítíJ.
e%

t--

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

Gereulannito

11

12

13

14

�Anais do 10? Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação

Curitiba, 22 a 27 de julho de 1979

Volume 2
Áreas Especializadas

Curitiba
Associação Bibliotecária do Paraná
1979

cm

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

11

12

13

14

�Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, 10.,
Curitiba, 1979.
Anais do 10. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação. - Curitiba: Associação Bibliotecária do Paraná,
1979.3v. : il.
ü.
Conteúdo : v.l : Tema central e subtemas. — v.2:
v.2 : Áreas
especializadas . — v.3 ;: Temário oficial.
1. Biblioteconomia — Congressos. 2. Documentação —
Congressos. I. Associação Bibliotecária do Paraná. II. Título.
CDD 020.6381
CDU 061.3.055.5(81):02 + 002

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�Sumário
Volume 2
AREA AGRÍCOLA
PRODUÇÃO CIENTitiCA
CIENTÍFICA DOS PROFESSORES DA ESCOLA DE VETERINÁRIA DA
UFMG, 1970-74, por Paulo da Terra Caldeira
ACESSO À DOCUMENTAÇÃO PRIMÁRIA AGRÍCOLA NO BRASIL, por Yone Chastinet e
Ana Flávia Medeiros da Fonseca
USO DE BIBUOTECA E DOCUMENTAÇÃO AGRÍCOLA; UMA EXPERIÊNQA
EXPERIÊNCIA NO
CENTRO DE CIÊNCIAS DA UFPb, por Emeide Nóbrega Duarte, Maria do Socorro Azevedo
Felix, Bernadete de Lourdes de A. Oliveira e Maciel Nunes Duarte
ANÁLISE DA INTERAÇÃO DE USUÂRIOS/SERVIÇOS
USUÃRIOS/SERVIÇOS DE BIBLIOGRAFIAS PERSONALIZADAS EM AGRICULTURA (BIP/AGRI)-DSI, por Paulo Roberto Accioly Lobo, Enéas José
de Andrade Leal e Clarimar Almeida Valle
O MICROFILME COMO VEÍCULO DE DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÕES E A
RESISTÊNCIA DOS USUÁRIOS AO USO DAS MICROFORMAR, por Hugo Paulo N. L. Vieira
ÃREA BIOMÉDICA
ÂREA
BIOMÊDICA
ORGANIZAÇÃO DE DIAPOSITIVOS APLICADA Ã
Â ÂREA
ÃREA BIOMÉDICA,
BIOMÊDICA, por Rosaly Favero
Krzyzanowski e Leda Ogarita de Freitas Gonçalves
PROGRAMA COMPUTARIZADO DE PROCESSAMENTO DE ENDEREÇOS (EXPERIÊNCIA
DE INFORMAÇÃO NA ÂREA
ÃREA DA SAÜDE), por Aron Nowinski, Luiza Maria R. Cepeda,
Eduardo Fernando N. Fujii e Sebastião Santiago Barretto . . . .
INDEX MEDICUS LATINO-AMERICANO: NOVO MARCO PARA INTERNACIONALI. ZAÇAO
ZAÇÃO dos
DOS autores
AUTORES LATINO-AMERICANOS, por Maria Helena A. Piegas e Dinah Aguiar
Población
PERIÓDICOS BIOMÊDICOS
BIOMÉDICOS BRASILEIROS: PROBLEMAS DE PRODUÇÃO E NORMALIZAÇÃO, por Dinah Aguiar Población, Regina Célia B. BelluzZo, Ivani Gerola, Jurema Cardoso,
Maria Cecília Figueiredo e M. Julieta A. S. Camargo

434
450
475
495
508

515

ÂREA
ÃREA DE CIÊNCIAS SOCIAIS
ABORDAGEM CRÍTICA DA CLASSIFICAÇÃO BIBLIOGRÂHCA
BIBLIOGRÃHCA EM CIÊNCIAS SOCIAIS,
por Tânia Rodrigues Mendes, Marina dos Santos Almeida, Diva Andrade e Francisca Pimenta
Evrard

528

560
572

590

ÃREA JURÍbiCA
ÂREA
REFERENCIAÇÃO LEGISLATIVA: SUA METODOLOGIA NO SETOR DE DOCUMENTAREFERENCIAÇAo
ÇÃO E INFORMÂnVA DA DELEGACIA DO MINISTÉRIO DA FAZENDA NO RIO DE
JANEIRO, por Sonia Maria Oliveira de Castro e Tânia Cordeiro Alvarez
600
INDEXAÇÃO DE CONVÊNIOS; UMA EXPERIÊNCIA, por Maria Cristina G. Loureiro, Mísia
de Nazaré M. Fonsêca,
Fonseca, Maria Rosa F. Lourenço, Rose-Mary da Silva Sá e Maria Luiza B.Tandayai
B.Tandaya i 615
NORMAS BÁSICAS PARA USO DE EXPRESSÕES LATINAS, QTAÇÕES E REFERÊNCIAS
BIBLKXJRÂFICAS DE DOCUMENTOS JURÍDICOS, por Beatriz Marona de Oliveira, Laura
BIBLIOGRÁFICAS
Corrêa Oliveira, Regis Maria Domingues e Suzana Beatriz Stolaruck
633

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�Area tecnológica
INDÜSTRIAS, UVROS E BIBLIOTECAS; A UTILIZAÇÃO DE MATERIAL BIBLIOGRÁFIINDÚSTRIAS,
CO E CONTATOS COM BIBLIOTECAS DAS MAIORES EMPRESAS INDUSTRIAIS DE
JOÃO PESSOA E MUNIdPlOS
MUNICfrIOS VIZINHOS, por Cavan Michael McCarthy
SERVIÇO DE APOIO BIBLIOGRÁFICO:
BIBLIOGRÁFICO; SUGESTÃO PARA INTEGRAÇÃO DAS BIBUOESPEaALIZADAS EM ENERGIA NUCLEAR, por Gilda Gama de Queiroz e Odete
TECAS ESPECIALIZADAS
Coutinho Gonçalves ^
BIBLIOTECAS CENTRAIS UNIVERSITÁRIAS
CADASTRO AUTOMATIZADO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS;
PROJETO SISBIB (CAPES/IBICT), por Vicente Fonseca e Antônio Miranda
UM PRÉDIO DE BIBLIOTECA CENTRAL: O MODELO DA UFMG, por Marflia
Marília Júnia de
Almeida Gardini, Claudio
Cláudio Mafra e Vera Gláucia Mourão
MourSo Soares
UM SISTEMA CENTRALIZADO DE BIBLIOTECAS: O MODELO DA UFMG, por Marília
Marflia
Júnia de Almeida Gardini, Angela Lage Ribeiro, Otília Boija Pereira e Ferreira e Vera Gláucia
Mourão Soares
PROPOSTA DE UM SOFTWARE PARA CATÁLOGO COLETIVO DE LIVROS: MODELO DA
BIBLIOTECA CENTRAL DA UFMG, por Laertes Junqueira e Ângela Lage Ribeiro
SERVIÇO DE COMUTAÇÃO DOCUMENTÁRIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO
“JÜLIO DE MESQUITA FILHO”, por Tereza da SUva Freitas OUveira . .'
SUBSISTEMA DE CADASTRO DE LEITORES E EMPRÉSTIMO DE LIVROS, por Dolores
Rodriguez Perez, Floriiida
Florinda Harue
Harne Shinotsukae
Shinotsuka e Maria de Fátima Pereira Raposo
LIOTAÇÃO CONVITE: O MODELO DA UFMG, por Jourglade de Brito
UM PROCESSO DE LiaTAÇÁO
Benvino Souza
BIBLIOTECAS PÜBUCAS
PÚBUCAS E ESCOLARES
AVAUAÇÃO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES DE IP GRAU DA CIDADE DE LONDRINA, por Vilma
Vllma A. Gimenes
Glmenes da Cruz e Irma A. I. Lorenzo Welffens
A BIBUOTECAPÜBUCAE
BIBUOTECA PÚBUCA E O MENOR CARENTE, por Marli Mira Hoeltgebaum .....
USTAGEM DE OBRAS PARA O ACERVO BÁSICO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS, por
Maria Esther Ramos, Sonia Carvalhaes Xande, Maria Lucia Costa Salvadori,
Salvador!, Katia Maria de
Carvalho Silva, Isailda Britto Pereira e Cleonice Diva Guimarães

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

656
672

685
698

736
778
796
810
819

841
852
864

14

�y80dCd«?,«&gt;S0 ; &lt;KI5.
eid' ; tit : SOO : UOtX

^

: i'f« ' .
'•••■.pa.- t jaert"

^aí-tií Aa AiHÃma3T3V sa Ajooea aq Biflozca^oaí doa Aaitlxnaio oXíüüosí

aTi\d-fiA3 AsiaajAO ahhht au Iajuai
I
-oauti93uiTdi3 »b alusa3 (&gt;!. jop.aaV.'tSi
OK3U EÍ3 HÍüi

.aíj asíoHaaioxq ?,PÍ&gt; esii-Uftóio oejuhoxq sb aaiíbnA
-ÍIOH 0i'u6 as eaiupasq a oniana ab ospiuaijaiii íarsj
93fiajals'i ,,(DKTJ
ßixiifüxaJaV ab eíooéaj .adnos
í&gt;Js üx.ifel e. .ofcjeXax n»
a OVÇi aboboxjai^ ,ü»..
06 ,B3Íffi5b80« Ot-itJC-JO) S ,93n9:, í
^ B.0 B eíx
_ _
„
Area Agrícola
'iCvO 9t&gt; 809^10 1B3_ 06v*qÍ3Á9i6q 6 9 ojivxsg »b oqmaJ
=» i Í8BxS ofi-eeiypsaq * .oioqA £* OESxvxaquí, ,OB^6oab
■

. ^

âí
-i
'

.oxingosnEs on
.

I
.. .. ba
... oÄjHaep'm“
'
'■
\
■
’ '■
■ ' _
^ . i-.'c ■■.*. .í por&lt;}ue
-ivtovna.ssb o »-ugom pit^bifuxaça &amp;mi,sh^lii3a»io 96j*bP7&lt;IjA - . „ i
^
■' "
■ ■
t V O l i . /,p
' " k3s3.^ .obor j»:q_,Q_baí?xaiT939b m nojoasis ,
9|;j&gt;675
-sq,9 9B3Ínj93 8#3xs3 xsey 98 »up Sri oínsffivXpvosBab ,9889 j»5íX.6y»iv.pa |.9dÍ3

1

, , -oê^uXçv.s 6839
9up^|pi33£n£,
aobu389 80 obnEoilx8p93ífi »* aiav sjpsupni.b aon» 8pb xijiçq A ., , "■ '
• ' ' ' '‘''vx • X •» • ‘ ■• í
. COuU«.,-'x■ • &gt; qlS“*
®:
»89(193U6 ,aç&gt;b 63XÍXJB9XD
8 893n9Xp|p'^
■ • . : i? •
ü:;’.
.
■ «*sÁxí9aioÍX&lt;}xd gesXXiçij^ai^ ,|9V6jg
PSjwbQ^q^c »AÄißve 9i-uo:;ÇH30-igjp^X6&lt;Í6x3 sxssM
".9XÍ,«8bxM 9b i*i9bb3 9b8biex9viaU eb 8xiBaxx939y sb eXooea eb «axpaeejg^pj^
sxips»38b 6 .AxxÍ39,,8xisi £ ob?6Í»x »9 .sXapsiiQÜ 9X9« IÇS ,(3&lt;Ta-y3)
xõ ara 08jÂqÍ3x3xsq ã 9 opxvxsa »b oqmaJ ob ,eoimsfaBDB oBjannoi * ,s3naoob~~
«gíJBxíaa on a Xisaxa 00 saxupesq s oioqa 9 oaexvxsqua .oapßnBbxooo ab aoãg
.01

cm

Digitalizado
gentilmente por:

■^íüliXA.
AjÜliXAli/

i

�434
CDD : 029.9636089
CDU : 002 : 311 ;: 619
CDÜ

PRODUÇÃO CIENTIFICA DOS PROFESSORES DA ESCOLA DE VETERINXRIA
VETERINÁRIA DA UFM3,
UFMG, 1970-74

PAULO DA TERRA CALDEIRA CRB-6/176
Professor da Escola de Biblioteconomia da UFMG

Análise da produção científica dos professores de
uma instituição de ensino e pesquisa em Belo Horizonte (Escola de Veterinária da UFMG), referente
ao período de 1970 a 1974, em relação ã faixa etária, ã categoria docente, ã formação acadêmica, ao
tempo de serviço e áã participação em órgãos de coo£
denação, supervisão e apoio ã pesquisa no Brasil e
no estrangeiro.

INTRODUÇÃO
A produção científica de uma comunidade mostra o desenvolvimento que uma área do conhecimento alcançou em determinado período. Para m£
m^
Ihor se visualizar esse desenvolvimento há que se usar certas técnicas e parâmetros que indiquem essa evolução.
A partir dos anos cinquenta vem se intensificando os estudos
referentes ãâ avaliação da produção científica dos autores, principalmente a
través de análises bibliométricas.
bibliomêtricas.
Neste trabalho procurou-se avaliar a produção científica dos
professores da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Ge rais (EV-UFMG), em Belo Horizonte, em relação âã faixa etária, ã categoria
docente, ã formação acadêmica, ao tenq&gt;o
tenço de serviço e ã participação em órgãos de coordenação, supervisão e apoio ã pesquisa no Brasil e no estrange^
ro.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�435
Estudos semelhantes foram realizados sobre os trabalhos
UFÍffi
,
publicados pelos professores do Instituto de Ciências Exatas da UFMG
(2) e dos pesquisadores do Departamenda Faculdade de Saude Publica da USP
ÜSP
to
de Informação e Documentação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agro- . (1)
pecuaria
A ESCOLA DE VETERINÁRIA DA ÜFMG
UFMG
A Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas
Gerais áé uma instituição de ensino e pesquisa, criada pelo Decreto estadual
n9 6.503, de 30-3-1922, que regulamentou a Lei n9
n? 761, de 9-9-1920, para
funcionar em Viçosa, Minas Gerais. Somente em março de 1932 iniciou suas £
a^
tividades. Através do Decreto n9 824, de 20-1-1942 foi transferida para Be^
Be
lo Horizonte e em 30-1-1961, através da Lei n9 3.867, foi federalizada. Na
Universidade Federal de Minas Gerais a Escola de Veterinária faz parte do
sistema profissional e é constituída de quatro departamentos: Departamento
de Medicina Veterinária Preventiva (DMVP), Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária (DCCV), Departamento de Tecnologia e Inspeção de produtos
de origem animal (DTIPOA) e Departamento de Zootecnia (DZOO). Ministra cur^
sos de graduação
graduaçao e pós-graduação
pos-graduaçao (mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Medicina Veterinária e Zootecnia).
Considerando a importância do desenvolvimento intelectual
de um profissional para sua consequente produção científica, tomou-se por b^
ha
se o universo acima descrito a fim de se determinar quais sao os fatores que,
provavelmente, concorrem na produção de um trabalho científico. Isto porque
o "Matthew Effect", análogo ã lei de Weber-Fechner, base da Psicologia Experimental, estabelece que, em se tratando da produtividade de autores, há um
mesmo grau de dificuldade em se passar do primeiro para o segundo artigo do
que em passar do segundo para o quarto, ou do décimo para o vigésimo.
Em 1975 foi iniciada uma pesquisa sobre a "Produção, disseminação e uso da literatura científica dos professores do ICEX e da Escola de Veterinária da UFMG, no período de 1970 a 1974", sob os auspícios do
Conselho de Pesquisas da UFMG, tendo como objetivos:
a) analisar a literatura produzida pelos professores em exercício no ICEX e
na Escola de Veterinária da UFMG, no período de 1970 a 1974 tendo em vi^
vis^

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�436
ta: a forma bibliográfica, a origem geográfica da publicação, o idioma, o
tamanho da publicação, o ano, o número de citações, autoria única e múlt^
pia, intra e extra departamental, patrocínio, verificação da lei de dispersão de Bradford para a literatura periódica;
b) analisar a produtividade em função de características pessoais dos profe£
sores como sexo, idade, formação acadêmica, verificação da lei de produt^
vidade de Lotka/Solla Price;
c) analisar a disseminação da literatura produzida em função da indexação
indexaçao em
publicações secundárias (bibliografias, índices, "abstracts", etc.) naci£
nais e estrangeiros;
d) analisar as citações da literatura produzida em 1974 em função do seu
grau de obsolescência, das formas bibliográficas, periódicos e autores
mais citados.
Neste trabalho utilizou-se apenas os dados referentes ã Escola de Veterinária da UFMG e procurou-se analisar a produção bibliográfica
dos professores a fim de se observar as relações existentes entre o número
de publicações e as variáveis: idade, categoria docente, formação acadêmica,
tempo de serviço, participação em órgãos de coordenação, supervisão e apoio
áã pesquisa no Brasil e no estrangeiro.
Os dados para este estudo foram levantados no período de setembro de 1975 a fevereiro de 1976 e se referem ã produção bibliográfica de
1970 a 1974 dos professores em exercício na Escola de Veterinária da UF^K;,
UFMG,
em 1976.
CARACTERIZAÇÃO DOS PROFESSORES
No período compreendido de 1970 a 1974 a EV-UFMG contava com
67 professores em exercício nos seus quatro departamentos, assim distribuídos; 10 no Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, 26 no Departados:
mento de Clínica e Cirurgia Veterinária, 9 no Departamento de Tecnologia e
Inspeção de Produtos de origem animal e 22 no Departamento de Zootecnia sendo treze auxiliares de ensino, 28 professores assistentes, 12 professores
adjuntos e 14 professores titulares.
A Tabela 1 mostra que os professores da EV-UFMG são bastante
jovens: 40% estão na faixa etária compreendida entre os 25 a 36 anos, con-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�437

TABELA 1 - Faixa etária dos professores da Escola de Veterinária
da UFMG, por departamento, 1970-74
.• . ~ de
firmando a afirmativa de Derek de Solla Price (4) de que a distribuição
faixas etárias na ciência evidencia uma concentração e alta incidência de
j ovens.
jovens.
Dois terços dos professores possuem cursos de mestrado e
Dois-terços
um décimo possui cursos de doutorado e especialização (Tabela 2). Por esse
resultado v?-se
vê-se a ênfase que as universidades tem
têm dado ã preparação de seus
docentes visando habilitá-los para o exercício de suas funções nos cursos de
graduação e pós-graduação
graduaçao
põs-graduaçao e, ao mesmo tenqio,
ten^o, possibilitá-los para concorrer
a vagas na carreira de magistério.
Observa-se na Tabela 3 que quase um terço dos professores
participam de um órgão de coordenação, supervisão e apoio ã pesquisa no Est^
do de Minas Gerais e que mais de um quinto sao membros'
membros de órgãos de pesquisa
no Brasil. Quatro docentes participam de órgãos de pesqiúsa
pesquisa no estrangeiro,
mostrando a reputação científica desses profissionais no Brasil e no exterior.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�43B

:ro OE
PROFESSORES
TOTAL
forhàçXo
acadSmica
Graduação no Brasil

8

11.9

Graduação no estrangeiro

1

1.5

Especialização no Brasil

6

9.0

Especialização no estrangeiro

3

4.5

Mestrado no Brasil

28

41.8

Mestrado no estrangeiro

14

20.9

Doutorado no Brasil

3

4.5

Doutorado no estrangeiro

4

6.0

67

100.0

TOTAL

TABELA 2 - Formação acadêmica dos professores da Escola
de Veterinária da ÜFMG,
UFMG, 1970-74

TABELA 3 ~- Numero de professores da Escola de Veterinária da UFMG
com participação em órgãos de coordenação, supervisão e
apoio ãá pesquisa, 1970-74

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�'439
439
PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA
BIBLIOGRÄFICA
A produção bibliográfica dos professores da EV-UFMG, no perlo^
peri£
do de 1970 a 1974 somou um total de-,
de 787 trabalhos (teses, relatórios, livros,
capítulos de livros, apostilas, artigos de periódicos, publicações provisórias, resumos, comunicações em congressos e outros tipos de publicação), pro^
pr£
duzidos por 67 professores, perfazendo uma média de quase 12 trabalhos por
professor no período.
^
Artigo de periódico foi o material mais produzido, seguido
por resumo, evidenciando que, além do artigo ser um grande veículo de comunicação entre os cientistas, os professores dessa instituição procuram disseminar esses trabalhos na forma de resumos. Ainda dentro dessa linha de
raciocínio, observa-se que comunicações em congressos foi o terceiro tipo
de material mais publicado pelos docentes da EV-UFMG, mostrando que é através desses encontros que os profissionais tem
têm oportunidade de trocar idéias
e tomar conhecimento das últimas novidades em sua área de atuaçao, pois, se^
gundo Lancaster ^^^um trabalho demora cerca de trinta meses para ser publicado na forma de artigo de periódico. Há que se considerar como fator propulsor dessa grande produção bibliográfica o fato de que a instituição possui uma publicação periódica. Arquivos da Escola de Veterinária da UFMG, a
qual contribui para aumentar o número de trabalhos publicados pelos professores .
A seguir aparece apostila, constatando a deficiência de livro-texto na área, pois, nesse período, livros e capítulos de livros foram
fofam
os materiais menos produzidos.
Quase a metade dos docentes da instituição têm tese defendida, sendo a grande maioria em nível de mestrado, realizado no Brasil.
A Tabela 4 mostra que mais de um terço dos trabalhos foram
produzidos pelos professores assistentes (os quais são a maioria na EV-UFMG),
seguidos de perto pelos professores titulares. Se se considerar o número de
professores, observa-se que, na realidade, os titulares foram os mais produtivos e os auxiliares de ensino, os que menos escreveram trabalhos no período .
Dois terços dos trabalhos foram escritos por doceiU:«s—portar
docenjies-portar.
dores de cursos de mestrado e um terço por professores com cursos de doutorado, especialização e os que possuem apenas curso de graduação (Tabela 5).

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�440

TABELA 4 - Niímero
Número de trabalhos produzidos pelos professores da Escola de
Veterinária da UFM6,
UFMG, por categoria docente, 1970-74.

Digitalizado
gentilmente por:

�441

TABELA 5 - Numero de trabalhos produzidos pelos professores da
Escola de Veterinária da UFMG por formaçao acadêmica, 1970-74

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�442
0 baixo número de trabalhos produzidos por docentes com cursos de doutorado
faz crer que talvez esses profissionais estejam mais ligados a atividades
docentes e administrativas do que àã pesquisa.
Mais de um terço dos trabalhos foram escritos por professores
na faixa etária compreendida entre os 37 a 46 anos de idade, seguidos dos d£
centes na faixa dos 25 aos 36 anos (quase um terço). A menor concentração
(um sexto) está na faixa dos 47 aos 56 anos (Tabela 6).
Quase
um terço dos trabalhos foram escritos por professores admitidos no período compreendido entre 1970 e 1973 (Tabela 7), seguidos por um quinto dos que foram admitidos no período de 1966 a 1969. A menos produtividade verificou-se entre aqueles admitidos entre 1955 a 1958 (5%).
Esse resultado também confirma que os professores mais jovens e os admitidos
sao os mais produtivos.
mais recentemente na instituição são
Quanto ãa produção de artigos de periódicos em relação ã categoria docente (Tabela 8), verifica-se que, em termos numéricos, os professores asssitentes foram os que mais produziram esse tipo de material - e que
os professores do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária foram os
mais produtivos (51 trabalhos) - devendo-se levar em consideração que eles
representam quase a metade dos docentes da instituição. A seguir aparecem
os professores titulares e adjuntos. Observando-se o número de professores
titulares (14) eles foram, de fato, os mais produtivos, com um total de 103
artigos no período, perfazendo uma média de quase 15 artigos por professor.
PRODUTIVIDADE DOS AUTORES

Em 1926 Alfred Lotka, estudando a produção literária dos cientistas, verificou que, para cada 100 autores que publicaram apenas um arti
go, durante um longo período de tempo, espera-se que haja 25 autores com dois
trabalhos, 11 com 3, 6 com 4, etc. Posteriormente Solla Price (4) interpretando, corrigindo e associando outros dados a essa lei concluiu que um terço
da literatura é produzida por menos de um décimo dos autores; 50% da literatura é produzida por 5 a 10% dos autores e que 25% do total da literatura é
produzida por 75% dos autores.
Como o universo analisado e o período de tempo não se ajustam as condiçoes descritas por Lotka, o resultado também nao segue a lei des

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�443

TABELA 6 - Faixa etária dos professores da Escola de Veterinária da
ÜFMG por tipo de material, 1970-74

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�444

TABELA 7 - Numero de trabalhos produzidos pelos professores da
Escola de Veterinária da UFMG por tempo de serviço,
1970-74

Digitalizado
gentilmente por:

-li/ 11

12

13

14

�445

TABEIA 8B “ Múncro
TASEU^
NÚMro dc
de «rtigos
articoe de
d« perlõdicoa
periõdicot produaidoa
produxido« paloa
pelo« profaaaorea
profosorc« da
de Eacola
Eecole de Vcteriaãria
Veterinária da OFMC
UFMC por caCagoria
categoria
docente, 1970-74
docante,

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�446
crita pelo autor. Assim, tomada a Tabela 9 e ajustando-a em quatro zonas,
observa-se que 5 autores publicaram 1 artigo cada um; 11 publicaram de 2 a 3
artigos; 24 escreveram de 4 a 7 artigos; 10 produziram de 8 a 11 artigos e
7 professores publicaram de 15 a 23 trabalhos. Verifica-se também que cerca
de 15% dos professores da EV-UFIK não
nao publicaram
publicarem esse tipo de material no pe^
riodo. Em síntese, quase um quinto dos professores produziram menos de um
décimo dos artigos, enquanto que mais de um décimo dos docentes produziram
um terço deles.
Infere-se, portanto, que em qualquer ãrea
área do conhecimento,
hS
há uma elite de cientistas responsável pela grande produção de trabalhos em
sua especialidade.
CONCLUSÃO

Dos 67 professores em exercício na Escola de Veterinária da
UVMG
UFMG no ano de
1974, 40% estão na faixa etária compreendida entre os
25 a 36 anos, sendo que quase a metade pertencem ao Departamento de Clínica
e Cirurgia Veterinária.
Mais de 70% deles possui cursos de mestrado, observando-se
que esse título foi obtido, na grande maioria, no Brasil e o título de doutor, na mesma proporção, no Brasil e no estrangeiro.
A participaçao de docentes em órgãos de coordenação, supervisão e apoio ã pesquisa mostrou a importância dos professores da instituição, particularmente em órgãos locais e, em segundo lugar, no país. A part^
cipaçao em órgãos de pesquisa no estrangeiro, embora restrita, é bastante
cipação
significativa para a comunidade.
Artigo de periódico foi o material mais produzido e os
os.proprofessores assistentes, considerando-se que são a maioria, foram os que apresentaram maior produção. Entretanto a maior produtividade foi obtida entre
os titulares, com a média de mais de sete trabalhos por professor.
A produtividade dos autores mostrou a grande dispersão da
literatura: enquanto 7 autores produziram 134 artigos, 16 outros produziram
apenas 37 e outros ainda nada produziram no período analisado.
Finalizando, pode-se inferir que a produção cinetífica dos
professores da Escola de Veterinária da UFMG, no período de 1970 a 1974, foi
influenciada pela formaçao acadêmica, pela faixa etária, pelo tempo de serv^

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�447

TABELA 9 - Número
Numero de artigos produzidos pelos professores da Escola de Veterinária da UFMG por departamento, 1970-74

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�448
ço e pela categoria docente. Constata-se que mais de um quarto dos professores que escreveram trabalhos estavam na faixa etária compreendida entre'
entre
os 25 a 36 anos; noventa por cento tem cursos de pós-graduaçao;
põs-graduaçao; quase um ter
ter^
ço dos trabalhos foram produzidos por docentes admitidos ho
no período de 1970
a 1973 e os professores titulares foram, de fato (considerando-se eo seu número) os mais produtivos.
REFERÊNCIAS

1 ' ACOSTA HOYOS, L. E. Características do processo de comunicação entre
pesquisadores agrícolas brasileiros. In: REUNIÃO BRASILEIRA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 2, Rio de Janeiro, 1979. 41p. mimeogr.

cm

3

BRAGA, G. M. Distribuição da informação. In: REUNIÃO BRASILEIRA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 1, Rio de Janeiro, 1975. Anais...
Rio de Janei
Janei^
ro, IBICT, 1978. v.l, p.195-200.

2

ANDRADE, M. T. D. de et alii.
Análise da produção bibliográfico-cient^
fica numa instituição de ensino e pesquisa em saúde pública. In: REIJ
REU
NIÃO BRASILEIRA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 2, Rio de Janeiro, 1979.

4

BRAGA, G. M. Informação, ciência, política científica: o pensamento de
Derek de Solla Price. Ci. inf.. Rio de Janeiro, ^(2):155-77, 1974.

5

CALDEIRA, P. da T. &amp; CARVALHO, M. de L. B. de. Produção bibliográfica
dos professores do ICEX-UFMG, 1970-74. In;
In: REUNIÃO BRASILEIRA DE^CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 2, Rio de Janeiro, 1979. 18p.

6

FAIRTHORNE, R. A. Empirical Hyperbolic Distributions (Bradford-ZipfMandelbrot) for Bibliometric Description and Prediction. J. Doc.
^(4):319-43, Mar. 1969.

7

LANCASTER, F. W.
Acessibilidade da informação em pesquisa científica
em processo. Ci.'
Ci. inf.
inf.,, Rio de Janeiro, ^(2):
^(2):109-17,
109-17, 1975.

8

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, Belo Horizonte. Relatório das ati
vidade de 1975.
Reitor Eduardo Osório Cisalpino. Belo Horizonte,
1975. p.ll8.

9

VOOS, H. Lotka and Information Science.
July-Sept. 1974.

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

J.A.S.I.S., 25(4):270-2,

11

12
12

13
13

14
14

�449
Analysis of the productivity
productivity of the members
of an institution of teaching and research
in Belo Horizonte, Minas Gerais (The
Veterinary School), covering the period of
1970 to 1974, in relation to age, academic
position, academic background, tenure in
the institution, and participation in bodies
of coordination, supervision and support of
research in Brazil and in foreign countries.

* Este trabalho foi apresentado com o auxilio do CNPq.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

II

12

13

14

�450
CDU- 002.63:63(81)
CDD- 026.63
ACESSO X DOCUMENTAÇÃO PRIMÃRIA AGRICOLA
AGRiCOLA NO BRASIL

YONE CHASTINET,
CEASTINET, Chefe do Departamento
de Operações e Serviços da BINÄGRI
BINAGRI
ANA FLÃVIA MEDEIROS DA FONSECA, Chefe
da Divisão de Serviços aos Usuários

A experiência actamilada
acumulada pela BINAGRI em alguns anos de
operaçao de um serviço de fornecimento de copias,
cópias, permi
te estabelecer-se como principais obstáculos ao acesso áa
documentação primária os seguintes fatores: localização
dos documentos, recursos humanos, telecomunicações,
di
versidade de veículos para busca de cópias,
pagamento/
conversão de moedas e prazo de atendimento. As análises
dos dados obtidos durante o período operativo de 1977/78
favoreceu a identificação dos mecanismos mais adequados
para o desenvolvimento deste tipo de serviço.
A efetiva integração do acervo das bibliotecas ao Catá
logo Coletivo Nacional, a implantação de programas
de
aquisiçao planificada, a criaçao
criação de serviços específicos
de acesso ã documentação primária, a existência de telex
e leitoras de microfichas em maior número de bibliote
cas, a identificação de mecanismos que facilitem a troca
de moedas para pagamento no exterior e alguns outros fa
tores, parecem indicar o caminho adequado para prover o
usuário com a documentação primária referenciada nos ser
viços secundários gerados pelos sistemas de informação.
1- INTRODUÇÃO
0 tratamento da literatura têcnico-cientifica
técnico-cientifica através de modernas
técnicas resultantes dos estudos e pesquisas da ciência da informação, o ad
vento da utilização de processos automatizados para o armazenamento e recupe
raçao de dados e o desenvolvimento das telecomunicações, garantem a criação
e tomam acessível aos usuários os diversos serviços secundários - veículos
referenciais - os quais anteriormente não
nao ultrapassavam os limites de biblio

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�461
.45.1
ou dirigentes. s-'•=
' ' i--'
‘
tecas ou gabinetes de estudiosos ou‘dirigentes.
;c.•
-.;j
Atualmente pode-se afirmar que a literatura ‘tecnico-cientlfica
"tecnico-científica -dos
dos
países desenvolvidos encontra-se armaaenada,
e
frequentemente
duplicada,“
armazenada,'
duplicada, ■’* em
cercá
cerca de 300 bases
baseS de dadoS,
dados, que atravésatravés de agências
agencias especializadas,’.'vendem
especializadas," vendem
serviços a qualquer usuário. O acesso á literatura primária divulgada
divulgada? atr£
atr^
vés desses serviços, êé garantido pelas bibliotecas nas quais,
vês
quais,-independente^
. independent^
localização física, as coleções se
duplicam.
mente de sua
sua-localização
se-dupli^am.
Nos países que
que' ainda não dispõem de infra-estruturainfra-estrutura informacional
deste porte, ainda há que considerar-se
coiisiderar-se e estudar 'as
as melhores soluções ' para
o
acesso
a
serviços
secundários
e
á
documentação
primária.
..o
ã
.
Face ao crescimento exponencial da literatura têcnico-científica
técnico-cientifica e
áã crescente demanda dos usuários, os sistemas de informação especializados,
isolados, que não se utilizatn
utilizam de processamento automatizado e se propoem a
disseminar informação, jamais poderão ter a infra-estrutura necessária, con
siderando a multidisciplinariedade das ciências e escassez de recursos hum^
hum£
Por
nos, de maneira a possibilitar respostas aos usuários em tempo hábil.
outro lado, mais deficitários se tornam ainda estes sistemas, se nao
não tratam
de garantir o armazenamento e a recuperação da literatura de sua especial^
dade, gerada no próprio país.
A solução mais adequada atê
até então apresentada, parece ser a cri£
cria^
ção de sistemas nacionais especializados, que sob a coordenação de um órgão
responsável pela política de informação no país, garantam a criação de bases
de dados nacionais e o acesso ãs bases de dados geradas no exterior,
para
prestação de serviços.
A coordenação de esforços em cada área especializada possibilitará
maior aproveitamento dos recursos bibliográficos, humanos e informativos, e
a troca de informações entre os diversos arquivos especializados, com
uma
diminuição sensível de custos.
De qualquer maneira, não será apenas a criação de serviços secund^
secundá
rios especializados que contribuirá para o desenvolvimento científico
cientifico e te£
te^
nológico do país, objetivo final dos sistemas têcnico-científicos
têcnicd-científicos de
infor^
info_r
mação. Há que criar-se mecanismos que, apesar da'grande
da grande deficiência das ; ee
eo
leções das bibliotecas nacionais, assegurem a cientistas, pesquisadores, tê£
nicos e planejadores, o acesso ãá literatura referenciada nos serviços. ' Há
que evitar-se a grande frustração do usuário de, após várias solicitações
e
consultas, tomar conhecimento da literatura relevante para o desenvolvimento
de seu trabalho, mas sabê-là
sabê-la inacessível, situação esta que desde,o
desde o 'início
início
dos anos 70 vem sendo motivo de questionamentos e estudos na área de prestai
prest^

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�482
4S2
$io
inforaativoa no pala.
Eacaa crssesatss
craacaataa queationaatentoa
0£
(Í0 d*
ä» aerviçoa
MTviçoB inCenutlvos
p«ta. Estos
queseionaa«ntos sa s£
tudos« q^e
tudoa»
qus na
ns raalidade
raslldads reflatan
rsflstsn «noa
uns preaaão
pressso conatanta
constants doa
dos uauãrioa,
usuSrlos, parM
psnd
ten supor
tea
aupor qua
quo os
oa tsenicos
tãenicoa sa
ca infomacso
infonação jS
jã aatariaa
estsrisa so
ae prsocupando
praocupando nsls
nala sa
aa
coaplstsr o eiclo
coaplatar
ciclo in£oxaativo,ao
lnforaativo,so accaaar
acsssar a docuacntação
doeuaontaqio prlaãcia,
priaSrla, colocando
nuas poaição
nuaa
posifão da prioridade
pclocldada ralativa
relativa aa
as tãcnicas
técnicaa ae procsdiasntos
procediaantoa do trataasn
trataaen
to da infomaçio.
infocaaçio. (1)
O
0 objetivo
objativo do preaente
prasanta trabalho éã cbaaar a atenção
atanção para o aaaunto
assunto
ea
aa quaatão»
qusstãOf idantificar
identificar suas
auaa problaaãticas»
prOblenáticaa, apreaentar
sprasentar alguaas
alguaaa soluçõas
aoluçõea da
de
corrantas de
correntea
da alguna
alguns anos
anoa da
de e^eriência
axpariência ea da anãliae
análise da
de dadoa,
dados, propondo al^
guaas recoaendações
guaaa
recaaendaçõcs qua
que viaaa
visaa possibilitar
poaaibilitar novos
novoa procedimentos que
faciH
facil^
tea o acesso ã
á documentação priairia.
prinária.
2- ACESSO X LITERATUSA
LITERATUKA PRIMXRIA ATSAVES
ATRAVES DA BINAl!»!
BINAGRI
Em inícios de 1974 foi iniciada a implantação
inplantação do Sistema Nacional
de Infonnação
Informação e Documentação Agrícola - SNIDA que atualmente tem como uni&lt;^
unida
de central a BINAGRI,
BINAGRl, criada através da portaria ministerial n9 325 de 28 de
abril de 1978. (2)
0 Sistema manipula basicamente trés tipos de dados: documentários,
gerenciais e legislativos.
Possui uma base de dados docuoientários
documentários nacional com cerca de 40.000
itens; uma base de dados gerencial com informação sobre 380 instituições de
pesquisa, 6.353 pesquisadores, 1.590 programas e 9.750 projetos de pesquisa;
uma base de dados legislativa representada por terminal do FRODASEN e um ajr
ar^
quivo convencional que armazena 4.182 atos legais.
Através de convênios específicos com a Empresa Brasileira de Assi£
Assú
tência Técnica e Extensão Rural - EMBRATER, Empresa Brasileira de Pesquisa A
gropecuária - EHBRAFA
EMBRAPA e Ministério da Educação e Cultura - MEC, as três grim
gran
des redes do setor agrícola incorporam-se
incorporaai-se ao SNIDA: extensão, pesquisa e en
respectivaisente.
sino, respectivanente.
Atualmente 108 nõdulos da rede alisientam a base de dados document^
document£
rios e cerca de 750 instituições utilizaarse
utilizamrse de seus serviços.
2.1- Serviços que geram demanda
deiaanda de cópias
copias
Dentre os diversos serviços que a BINAGRI coloca ãa disposição das '
unidades participantes do SNIDA, destacam-se
destacasr-se alguns que geram demanda de d£
cumentos:

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�453
- Disseminação seletiva da informação - SDI, atendendo a cerca de
3.500 usuários, através de perfis, de grupo ou setoriais.
- Bibliografia Brasileira de Agricultura, em convênio com o Inst^
tuto Brasileiro de Informaçao
Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT.
- Bibliografias internacionais, produzindo 17 títulos, de
acordo
com as áreas e produtos prioritários do governo.
- Bibliografias nacionais retrospectivas, por produtos ou áreas de
interesse prioritárias do governo.
usii
- Bibliografias elaboradas face a solicitação específica do
usu^
ário.
A partir da demanda de cópias gerada pela utilização destes servi
ços, a BINAGRI vem fornecendo uma média mensal de 15.000 páginas, sendo que
destas,cerca de 90% destinam-se a usuários do SDI, o que poderia levar ã con
clusao de que a proporção de utilização dos serviços pelos usuários finais e
os intermediários (bibliotecários, documentalistas, etc.) apresenta-se
su^
su
perior ao desejado.
desejado.2.2- Formas de atendimento
De acordo com as facilidades existentes, as solicitações de cópias
de documentos podem ser atendidas de diferentes formas:
- Documentos localizados na BINAGRI, em outros centros do SNIDA ou
no exterior:
. em forma de cópia Xerox;
. em forma de microficha;
microfiche;
. em forma de filme de 35mm
- Quando se dispõe apenas de microficha do documento:
. em forma de microficha;
. em forma de cópia eletrostática
0 fornecimento de documentos em forma de microficha ainda tem po^
pou
ca aceitaçao tanto pela ausência de equipamentos de leitoras nas bibliotecas^
como pelo pouco hábito
habito que possui o usuário na consulta através de
micro
formas.
conçrovaram a
Os dados de levantamento recentemente realizado (3) comprovaram
existência de leitoras de microficha em apenas 14,39% das bibliotecas bras^
leiras, o que ocasiona a necessidade de constantemente fornecer-se ao usu^
rio cópias
copias eletrostáticas ao invés de microfichas, aumentando
considerável

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�454
4B4
mente o custo, jã que a copia
cópia eletrostãtica representa 50Z a mais em relaçio
relação
ao preço da microficha.
0 percentual de pedidos em forma de microficha é de 17,5Z, no pe
riodo 1977/78.
ríodo
3- PROBLEMÄTICAS
problemSticas identificadas
IDENTIFICADAS
A experiência da BINAGRI no processo de busca e fornecimento
de
cópias de documentos primários, permite a identificação de algumas problenâ
ticas que afetam o processo.^
processo.
3.1- Localização dos documentos
A ausência de instrumentos atualizados que permitam a rãpida
rápida loca^
lização do documento solicitado, se consideradas as falhas das coleções br^
bra^
sileiras, constitui-se em uma das maiores dificuldades dos serviços de aces_
so ã documentação primaria.
primária.

0 Catálogo Coletivo atualizado ê o instrumento
instrusiento básico
para o serviço de acesso a cópias de documentos.

Na BINAGRI, cujo acervo, de acordo com sua política de aquisição,
concentra-se em documentos nacionais, índices e abstracts gerados no
exte_
exte
rior, o acesso ã literatura estrangeira ê assegurado pelas bibliotecas mem
bros das redes de ensino, extensão e pesquisa, já formalmente
incorporadas
ao SNIDA. No entanto, o estado precário das coleções das bibliotecas,
det£
dete^
tado em estudo realizado pelo IBICT, que em suas conclusões aponta "a enorme
falha das coleções brasileiras e a desbalanceada distribuição geográfica dos
títulos" (A)
(4) faz com que, no momento atual, cerca de 55Z da documentação s£
licitada ã BINAGRI tenha de ser dirigida a centros estrangeiros. Neste caso,
as demandas são dirigidas aos membros da Agricultural Library Network
AGLINET,
ã British
Library -“BL,
BL, ao Centre National de la Recherche
Scientifique - CNRS, ã National Agricultural Library - UAL
NAL e ã outras Inst£
lnst£
tuições externas que aportam menor quantidade de cópias.
55Z da demanda de cópias ã BINAGRI ê encaminhada ao exterior

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�455
Os documentos solicitados ao exterior e fornecidos pela
BINAGRI
sao microfilmados e arquivados em forma de microficha. A incidência da utili
são
zação destas microfichas, mostra que jã
zaçao
já hã
há um percentual de 30 a 35Z
35% de repe
tiçao nas solicitações.
tição

Cerca de 33% dos documentos são
sao solicitados mais de uma
nnia vez

3.2- Recursos Humanos
Um recente estudo elaborado pelo Ministério da Educação e Cultura/
Departamento de Assuntos Universitários demonstra que nas bibliotecas da re^
de de ensino a proporção do numero de bibliotecários em relação
relaçao a auxiliares
é de 1 para 1. (5) Aliando-se a este dado, tido como generalizável para as
demais bibliotecas do setor agrícola, o número reduzido de bibliotecários,
pode-se identificar o problema da falta de infra-estrutura de pessoal para a^
tender a este tipo de serviço. Mais grave se toma a situaçao
situação se colocado um
dado adicional: a necessidade de controles rígidos e registros
exaustivos,
para acompanhamento e avaliação das funções
ftinções desempenhadas,
desenq&gt;enhadas, face a necessida
de de conhecer^se
conhecer-se a realidade interna e a dos orgaos
órgãos externos envolvidos na
ação, como prazos de atendimento, média de perda de informação, tipo de doc^
doc_u
mentos mais solicitados, documentos de menor acessibilidade etc. Em deternd
detemá
nado momento do planejamento há que decidir-se pela elaboração ou não
dos
controles, o que poderá significar um acréscimo de cerca de 20% no montante
dos recursos humanos.

0 número de pessoal auxiliar necessário ã busca e recu
peração de cópias de documentos primários aumenta
peraçao
em
20%, considerando os controles a serem efetuados para
acompanhamento e avaliaçao do serviço.

3.3- Telecomunicações
A ausência de uma rede de telex cobrindo todas as bibliotecas do
Sistema impossibilita um procedimento comum de busca de documentos, aumentan

cm

Digitalizado
gentilmente por:

ar:?
11

12

13

14

�do consideravelmente o tenq;)o
tempo de resposta. Atualmente, apenas 23,8Z dos
los do SNIOA
SNISÂ podem ser contatados por telex.

Apenas 23,8Z das bibliotecas do SNIDA, dispõe de
mento de telex.

nódu
nõdu

equipa
equipsi

3.4- Diversidade de veículos para busca de cópias
cSpias de documentos
Tanto no país
pais como no exterior a diversidade de formulários para
solicitação de cópias
copias ocasiona tempo adicional no preenchimento dos
dados.
Muitas vezes, devido ãs
ás falhas das coleçoes,
coleções, um mesmo titulo
título áó solicitado a
mais de uma biblioteca, em formulários diferentes.

A multiplicidade de formulários de solicitação de cópias
dificulta a operação do serviço.

3.5- Pagamento/conversão de moeda
Os 55X
55Z das solicitações de documentos ã BINAGRl,
BINAGRI, que por não exis_
exis
tirem no Brasil são canalizados para o exterior, representam a manipulação
de 34 moedas, o que causa graves problemas de ordem administrativa.

A remessa constante de pequenas quantias ao exterior causa
graves problemas ã administração.

3.6- Prazo de atendimento
Possivelmente em consequência das cinco grandes problemáticas an
teriormente levantadas, o prazo final de atendimento ãa solicitação de fori^
forn£
cimento de cópias é, algumas vezes, inaceitável pelo usuário. Isso sign^
fica que a fase crítica de necessidade de informação já teria sido superada
no momento em que esta se lhe torna disponível. No entanto, como o tempo
tenq&gt;o de
vida do dado documentário é relativamente longo, este obstáculo não deverá

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�457
conx&gt; comum ao universo dos usuários. 0 mais importante éá dar
ser considerado como
conhecimento aos usuários do tempo
tenq&gt;o medio de resposta do serviço.

Ha que detetar-se o prazo médio de atendimento
comunica-lo aos usuários.

e

4- SITUAÇÃO ATUAL DE ACESSO Ã DOCUMENTAÇÃO PRIMÃRIA AGRÍCOLA
AGRfCOLA
A analise dos dados registrados pelo serviço de fornecimento de cõ
pias de documentos, no período de 1977/78, permite esclarecer alguns pontos
relativos as problemáticas identificadas e embasar algumas possíveis recomen
dações sobre a questão.
4.1- Busca e recuperação de cópias
copias de documentos no Brasil
Verificando os dados do Anexo I identifica-se que no período
de
1977/78, a BINAGRI solicitou, atuando como intermediária dos usuários, 6.390
documentos (45% da demanda total) a 42 bibliotecas* integrantes do
SNIDA,
tendo recebido 4.664 unidades, o que implica em um percentual de perda
de
27%. No entanto, verificado que o prazo médio de resposta para o fornecimen
to do documento e de 1 mes e extendendo o período em estudo para janeiro de
1979, reduz-se o percentual de perda para 19%.
QUADRO I - BRASIL:
Documentos
solicitados
6.390

Acesso a cópias em 42 Centros

Documentos fornecidos
(até jan. 79)
5.168

Percentual de
perda
1‘9%

Prazo medio de
atendimento
30 dias

No Anexo II registram-se os 7 maiores centros fornecedores de
cS
C£
pias de documentos para BINAGRI, para os quais convergem 79,2% dos
documeii
documen^
tos solicitados no país.
* 0 maior centro fornecedor de documentos é o Departamento de Informação e
Documentação da EMBRAPA o qual congrega 17 centros, 18 UEPAES, 11 Empresas
estaduais e 5 Instituições de pesquisa.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�458
0 prazo médio de atendimento dessas instituições é de 1 mes e
o
percentual de perda corresponde a 20%,
20Z, o que significa pouca variação em re
r£
lação ao percentual de perda geral, mencionado no Quadro I. Este fato pod£
ria ser explicado pela grande concentração de solicitação aos maiores forne
cedores.
QUADRO II - BRASIL: Acesso a cópias nos 7 maiores centros
cedores.
Documentos Documentos fornecidos
solicitados
(até jan. 79)
6.028

4.699

Percentual de
perda

forne

Prazo medio de
atendimento

20Z

30 dias

Por outro lado, convém assinalar que, como previsto, todos
estes
7 centros fazem parte do Catalogo
Catálogo Coletivo Nacional do IBICT.
Isolando-se o maior centro produtor, que representa uma rede
de
cerca de 50 bibliotecas com distintas localizações geográficas, identificam
se os seguintes estados maiores fornecedores: Minas Gerais, Rio de Janeiro e
são Paulo, o que coincide com estudo realizado pelo IBICT sobre concentração
de coleções. (6)
4.2- Busca e recuperação de cópias de documentos no exterior
A análise do Anexo III permite a identificação de 72 bibliotecas
consideradas como fornecedoras permanentes de cópias para a BINAGRI. Nos re^
sultados obtidos verificou-se que de um total de 7.787 documentos
solicita^
dos (55Z da demanda total) apenas 2.860 foram obtidos até dezembro de 1978,
o que levaria a um percentual de perda de 63.3%. No entanto, se como na an£
aná
lise anterior, considera-se o prazo médio de atendimento, que é de 60 dias,
e analisa-se os dados referentes a documentos recebidos até fevereiro
de
1979, o índice de perda será de 45%,
45Z, com 3.530 documentos recebidos.
QUADRO III - EXTERIOR:

Acesso a cópias em 72 Centros

Documentos Documentos fornecidos
solicitados
(até fev. 79)
7.787

3.530

Digitalizado
gentilmente por:

Percentual de
perda

Prazo médio de
atendimento

45%
45Z

60 dias

�459
0 Anexo
Ânexo IV refere-se aos 9 maiores centros fornecedores de cópias
de documentos, aos quais foi encaminhado 65Z das solicitações dirigidas
ao
exterior. 0 prazo medio
médio de atendimento é de 75 dias e o percentual de perda
é de 14Z.
QUADRO IV - EXTERIOR:

Acesso a cópias nos 9 maiores Centros
necedores.

Documentos Documentos fornecidos
solicitados (até meados de março)
2.735

Percentual de
perda

2.274

fo£

Prazo médio
medio de
atendimento
75 dias

14Z

Note-se que o prazo de atendimento eé superior ao obtido através da
analise dos dados dos 72 centros e que o percentual de perda diminui sens^
análise
sensj^
velmente, o que demonstra que a seleção dos centros mais solicitados a forne^
cerem cópias, parece adequeida.
adequada. Outro dado importante a considerar ée que deti
den
tre os 9 centros citados apenas 2 não trabalham com bônus ou cupons,o que f£
f^
cilita, ou mesmo possibilita o acesso a seu acervo.
É interessante verificar-se, pelos dados ao Anexo II, a
distr^
buição geográfica dos 9 maiores centros fornecedores:
QUADRO V - Países fornecedores de documentos
Países
Costa Rica
França
Inglaterra
Espanha
Japão
Colombia
Itália
Chile
Austria
Áustria
TOTAL

Documentos solicitados
932
252
239
226
137
221
329
155
244
2.735

Documentos fornecidos
(até dez. 78)
721
176
168
166
143*
141
134
110
98
1.857

* 0 dado inclui documentos solicitados no período de 1976.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�460
0 problema da barreira linguística
ro, está demonstrado no quadro abaixo:

sentido pelo usuário brasile^
*

QUADRO VI - Regiões fornecedoras de documentos
Região

Documentos
solicitados

América
Latina
Europa
Ãsia
Xsia
Oceania

Documentos fornecidos
(até dez. 78)

Percentual
Doc.solicitado
Doc,solicitado

972
644
143*
98

13.080
1.046
137
244

52.3%
52.3Z
34.6%
■77.7%
.7%
5.2%

4.3- Comparaçao , dos dados obtidos no Brasil e no exterior
4.3.1- Concentração de solicitações e perda de informação
Comparando-se os dados dos maiores centros fornecedores de documen
tos no Brasil e no exterior (Anexos II e IV), verifica-se que hã
há uma concen
tração de solicitações muito maior no país (97.2% de pedidos
encaminhados
aos 7 maiores centros fornecedores) do que no exterior (65.5% das solicit^
solicita
çoes encaminhadas aos 9 maiores centros fornecedores) e que o percentual de
ções
perda no país (20%) ée superior ao do exterior (14%).
QUADRO Vll
VII - Concentração de solicitações
Maiores Centros
fornecedores
Brasil
Exterior

7
9

Percentual de
solicitação

Percentual
de perda

97,2
65,5

20
14

0 fato de haver maior concentração de solicitações no país do que
no exterior parece ser consequência da necessidade de, no país, polarizarem
se os pedidos para os centros que possuem melhores coleções, enquanto no ex
terior procura-se canaliza-los
canalizá-los para as bibliotecas
bibliotecsis - muitas vezes membros da
* 0 dado inclui docimientos
documentos solicitados no período de 1976.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�461
AGLINET - dos países produtores dos documentos. Este mesmo fato parece just^
ficar o menor percentual de perda registrado nas solicitações ao exterior.
4.3.2- Prazo de atendimento
A diferença no prazo de atendimento no Brasil (30 dias) e no ext£
rior (75 dias) não deverá ser interpretada apenas em função de
distâncias,
considerando que os serviços de comunicação aérea no país nao
não diferem muito
daqueles existentes no exterior.
A questão parece basear-se na existência, dentro dos centros
íor_
fo_r
necedores, de estrutura especifica
específica para prestação de serviço de fornecimento
de cópias.
Pelo Anexo III verifica-se que centros (como a British Library e
o Centre National de la Recherche Scientifique), que dispõem destes
tipos
de serviços, apresentam prazos de atendimento reduzidos.
No entanto, considerando a importância do acesso ã documentação não
convencional, que de maneira geral se encontra apenas nas bibliotecas
dos
centros produtores da informação, não hâ
há como evitar-se a demanda ãs
insti^
inst^
tuições de menor infra-estrutura no que se refere a fornecimento de copias.
5- CONCLUSÕES
Tendo em vista as problemáticas identificadas e a situação atual
existente no pais
país no que se refere ao acesso â documentação primária, propõe^
se as seguintes ações âs
ãs bibliotecas e centros de documentação:
documentação;
- Garantir a integração das coleções no Catálogo Coletivo Nacional, através
de uma ação efetiva dos centros regionais junto âs
ãs bibliotecas para a iden
tificação, registro e atualização das informações.
- Implantar programas coordenados de aquisição planificada, visando a comply
compl£
mentação e melhor distribuição das coleçoes,
coleções, através de uma política def^
nida conjuntamente entre os órgãos participantes dos diversos sistemas e£
e^
pecializados.
- Implementar serviços específicos de acesso â
ã documentação
docimientaçao primária, crian
do infra-estrutura necessária para a manutenção de controles que permitam
o acompanhamento e avaliação do serviço.
^
- Condicionar a prestação de serviços secundários ãâ existência de mecanismos

Digitalizado
gentilmente por:

�462
que assegurem o acesso à
ã informação referenciada.
- Desenvolver projetos específicos para assegurar a comunicação com
centros através de telex.

outros

- Implementar os mecanismos existentes para compra de cupons visando o
necimento de cópias (AGRINTER, British Library, National Agricultural
brary, UNESCO, etc.)

for
Li

- Estudar possibilidades de acordos ccm representações nacionais de agencias
agências
internacionais para facilitar a troca de moedas
- Proceder ã compra de leitoras de microfichas,
microfiches, de modo a minimizar os
tos ao usuário.

cu£

- Considerar todos os fatores específicos de cada instituição para decidir
da vantagem da concentração das solicitações de cópias em determinados cen
tros do país, considerando a dificuldade de acesso aos documentos não con
vencionais, uma vez já comprovado que a concentração não altera o prazo de
atendimento nem o percentual de perda.
- Considerar as vantagens da concentração das solicitações dirigidas ao exte
rior em determinados centros, uma vez que os dados analisados
conq&gt;rovam
conçrovam
que esta concentração atimenta
aumenta o prazo médio
medio de atendimento e diminui o pe£
centual de perda. Para decisão sobre a conveniência de concentrar-se
ou
nao as solicitações do exterior nos maiores centros fornecedores, há que
considerar a variável básica de forma de pagamento e o fato de que os docu
mentos convencionais dificilmente se concentram em determinado centro.
- Proceder, na medida do possível, a padronização de formulários de solicita
ção de cópias.
- Divulgar o prazo de atendimento a solicitações ao usuário, para que
decida do interesse em utilizar-se do serviço.

este

ABSTRACT
BINAGRI's accumulated experience operating a back up Service
service for
some years, allows the stablishment of the main constraints to primary
do
cumentation access as follows: doctiment
document localization, human resources.
resources, tel£
tele
communication, diversity of forms for copy search, payments/currency
and
attendance deadline. Analyses of the obtained data during the operative p£
riod of 1977/78 favoured the Identification
identification of better suitable
mechanisms

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�463
fojt the development of this kind of Service.
foB
service.
The effective integration of library holds to the National
Union
Catalogue, the implementation of planned acquisition programes, the creation
of particular Services
services for primary documentation access, telex and microfi
che
ehe readers availability in a higher number of libraries,
Identification
identification
of facilitating mechanisms of currency exchange for payments abroad.
abroad, and S£
so^
me other factors seem to show the proper way for providing the user with the
primary documentation referred to in the secondary Services
services generated by the
information Systems.
Information
systems.
6- REFERENCIAS BIBLIOGRSFICAS
BIBLIOGRÄFICAS
1. WOOD, D.N. Access to primary documents in the fields of Agriculture,food
and related subjects. Rome, FAO, 1974. 160p.
2. CHASTINET, Y. 0 papel da Biblioteca Nacional de Agricultura - BINAGRI co
mo unidade central do Sistema Nacional de Informação e
Documentação
Agrícola - SNIDA. Brasília. BINAGRI, 1979. 19p. DOC/TEC/79/005.
3. NOCETTI. M.A. Estudo analítico da informação agrícola no Brasil.
Janeiro, IBICT, 1978. 16p. Tese.
I

Rio de

4. PEREIRA, J.Q.; LOPES, I.; ROBINSON, L.C. 0 acesso remoto ã ICT;
ções e perspectivas. Rio de Janeiro, IBICT, 1979. 34p.

aplica

5. D'ALBUQUERQUE, J.M.
DAU, 1978. 22p.

Bibliotecas universitárias agrícolas.

6. Reunião extraordinária - IBICT/CBC.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Brasília, MEC/

Rio de Janeiro, 7 de março de 1979.

11

12

13

14

�464

ANEXO 1:I: FORNECEDORES DE
ANEXD
OE COPIAS ND
NO BRASIL
ORAStl 1977/1978

CENTROS(cn ordem
orden deerascanta
decrasctnte Doe.
CENTROS(em
de documentos
docienentos fornecidos) Solle.
Dapt? da
Dept?
de Informação
tnformeçoo e Documen
Oocumeji
teçeo da
tação
de EHBRAPA
EH6RAPA
~ $.^9
5.999
Escola Superior de Agr1c.Uvras
Agrlc. Lavres 295
2)5
Escola da
de Vatarinãrla
Veterinária da UFHG
)07
907
Comissão Nac. da
de Energia Nuel.
Ii7
47
Bib). Central da Univ. Fed. de
Blbl.
2o
Viçosa
28
Inst. Agron. da Coordenadorla
de Pasq.Agropee.
Pesq. Agropec. da Secretaria
de Agr. do Estado da
de SP
da
48
Blbl.
Bibl. Central da Fundação Os*
waldo Cruz
28
Fac. de
Fae.
da Ciências Mãd.
Héd. ae Blo1.de
Blol. de
Botucatu da Unlv.
Univ. Est. Paulista
Paul Ista
Júlio de Mesquita Filho
84
Blbl.
BIbl. Central da UnB
28
Unlv. Fed. Rur. do R.
B. da
de Jan.
15
Fac. Agronômica UFRGS
18
l8
Senado Federal
Sanado
18
Secretaria da Agricultura
Saeratarla
18
Esc. SupL
Sup. Agr. Luiz deQuel
deQual roz USP
72
Bibl. Central da UNtCAMP
Blbl.
UNICAMP
8
Inst. Adolfo Luiz da Secr. da
de
Saúde do Estado de S. Paulo
Saúda
5
Unlv. Fadarei
Federal da Bahia
9)
Empr. Parnamb.
Pernamb. da
de Pesq.
Pasq. Agropec.
Agropac.
39

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Doc.
Prazo
Prexo médio Inclusão
Incluseo no
ne
Fornee. atendimento
Fornae.
etendlmento Cat.
Cet. Col.
CoK Nae.
Nee.
k.Q\S
4.015
221
20$
205
25

20 dias
1 mes
20 dias
1 mês

X
X
X
X

24

1 mes

X

2)
29

1I mês

X

21

1 mês

X

17
IS
15
12
II
9
8
7
86

mes
I1 mãs
' 1 mês
mês
1I mes
1I mês
mês
1 mes
I mês
I mês
I mês

X
X
X
X
Não
X
X
X

4
93
39

2D
20 dias
mes
I mãs
15 dias

X
X
X

12

13

14

�465

Ooc.
Prazo médio
medio Inelusao
Inclusão no
Ooc.
Doc.
Solle. Fornec.
Pornee. atendimento Cat. Col.Nac
Inst, de Mat.
Hat. Pura
Pure e Apllc.
lnst«
kA
\
Inst. Piograndense
Riograndense do Arroz
3
Comissão Exec,
ComUtâo
Exee. do Plano da La
voura Caeauelra
Caeaueira
~
15
Empresa de Pesq. Agropec.
Agropee. do
Estado de Htnas
Ninas Gerais
2
Huseu Paraense Emfllo
Emílio Coeldt
Coeldl
10
Academia Brasileira de Ciências
CiSncIas 6E
Centro de Teenol.
Tecnol. da Univ. Fad.
Fed.
do Alo
Rio de Janelro
Janeiro
E6
Inst. Flol.
Eiol. da Coordenad. de
Pesq. Agrop. da Sec. de
da Agrie.
Agric.
São Paulo
do Est. de Sâo
12
Inst. Florestal da Coordenad.
Coordenad.de
de
Pesq. de Aee.
Rec. Naturals
Naturais da See.
Sec.
de Agr. do Est. de Sâo
São Paulo
2
Centro de Document.
Document, do Inst.
Inst.Nac.
Nac.
Amazonia
de Pesq. da Amazônia
Bibl. do Centro de CIêncles
•Ibl.
Ciências Agr.
da UFC
3
Comissão Financiamento da Prod. I1
} de Ciências Agr. da
Setor
de UFPR
UFPA
7
Setor de CIêncles
Ciências Exatas/Setor de
Tecnologia
Tecnologle da UFPR
UFPA
2
Oeptt Nec.
Nae* da Prud. Hineral
Htneral
I
Inst. iras.
Bras. de Rare,
Rerc. de Capitais
Cepltels 1I
Inst. Est.
Cst. de Oleeetes
Olaeetes e Endocrlmologla I.mIc
nelegle
tote Cafflglione
Cafflgilone
I1

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I mês
I mês
1I mês e melo
I1 mês
I1
I1

e melo
meio
mês
mês

1 mês
I1 mês
• 1 mês

X
..X!
■ X:

1I IMS
mês
I mis
mês e melo
I mês

X
Não
Nao
X

I1 mês
I mês
I mês

X
X
X

I mês
mis

11

12

13

14

�466

CENTROS

Doe. Doc.
Prêzo
môdto Inctuiao
Inclusão no
no
rrazo m*dto
SoUc. rornce.
Sollc.
rerntc. Atendtnento
Atondlftento
C*t.CoÍ.
Cct.CoI. N«c.
Mac.

tnst. NêC.
H«c. d«
de T«cno).
Teenol.
Pêtroqulsê/Petro&amp;rês Qu(ml
Rttroquitd/Retro&amp;ri«
Químl
cj S.A.
ce
“
Rrojoto Rsdanbraslt
Projeto
Redenbresll do Dept?
Dopt?
Nac. dê
da Prod. Ninerel
Minorat
Nee.
Coerdcnedorlê
Coordonadoria de AssUtêneie
Asitatôncia
Tôcoica Intogarat
Têcolee
Integerel da
de Soc.
See. de
Agrie. do Cst.
Agrle.
C«t. de São
Sio Peulo
Paulo
Oiviiãe de
DIvisêo
dê Informação
Informeçêo e Oocu
OocjU
mentação CientTfica
RicntêÇêO
Oentrflce do InttT
InstT
de Cnergle
Energia Atômica
Aionlcê
tnst. Seolõglco
fieotôgicc de
da Coordene*
Coordena*
dorta
dor
lê da
de Pesgulsa
Pesquise de Recursos
Naturais de^SêC.
Nêturels
da See. de
da Agric. do
Estado da
Estedo
de Sào
Seo Pauto
Peulo
iRst.
Cspêclels
tust, de Pesq. Espaciais

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

2

t1

1$ dias
dlês

X

1

t

-

X

1I

tI

15 diês
dias

X

1I

I1

tI mês

X

1

I1

I mês
ncs

X

1t
3

t1
I1

1 mês
2 mesas
meses

X
X

11

12

13

14

�B?b1. Central da Fundaçio Oswaldo Cruz
BIbl.

467

&gt;
93
§

O
VO
0.026

o
vo
z
m
o
m
o
o
vo

,0.021

o
Ok
•D
&gt;
(/)
S
IA

I mes
me?
SIm
Sim

cm

1

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�468

MEXO III:
III! FOXNECEOOXES
roWIECtOORES OE
BE COTIAS
COXIAS NO EXTENION D77/IS7A
1J77/IS70

Doc.SoU
C«ntros(«iR ordem do
C8ntre»(«m
dt
Doc.Soti
fernoctmento 4e*copies
fornecimento
d« cõptot
cttodo "
citedo
Fi^KTarm.Sarvi^es
BIbloTerm.Serviços
(Costa Aice)
(Coste
Aica)
932
332
Inat.Nat.Aecharcha AçronoMtque
Inst.Net.Recherche
A^rooomlqua
(Franca)
(Frence)
2$2
232
Brttiih lIbr.Lend.OlvUtoA
Brttish
Libr.Land.Otvialon
(tnqlatarra)
(inpteterre)
239
233
Cancro inf.Doc.CItncle
Centro
inf.Poc.CiancIa y Tecm
Tacrw
toqta
toqie
“~
(Espanha)
(Cspenhe)
223
226
The
Tha Jepen
Japan Inf.Cent«Science
Inf.Cant.Scianca
Taehnotofly*JISCT
Teehno1o9Y*JlSCT
(Japão)
137
(Jepio)
Cantro Inter.AprICoTropicel*
Centro
Intar.Agric.Tropical*
CIAT
(Colombia)
(Colomble}
221
■iln. deli*Apr1cu1tyre
da)t*Aqricu)tura ea delle
dalla
forasta. Oiree.
foreste.
OSraa. 6ao.
fiefi. Froduaiona
Frodueione
AçrleoU (Italia)
Aqrleole
(Itelie)
329
323
i
Inst.Invost.Aqrop.Bibl.Contrai
intt.lnvestoApropoIlbloCeotrel
(CMU)
(Chile)
133
ISS
Cantral inf.Ubr.ldItqrlel
Centrei
Inf.llbr.ldltorlal
Saction
Sectien
(Attsiralla)
266
(Attsirelle)
2U
Oentnerks
Baimarka Veto^JordbrvqsbiblIqtéli
Vat.JordbruBibibHotak
(Binanarca)
(Õlnemerce)
•
B9I
033
Invosc. Inf.
Inveet.
tnf. t)tf.
tU. ftiflistry
Klnistry ef
of
AsrUtfIture
end Forestry
ÃBricytturo and
Forastry
130
Th«
Tho Ifidon.Nat.FM)
IndonoNêtoFAO Coaialtao.Otpt.
CosMltM.OeFt.
«f
•F J^ricoltur*
ABricultwrd
097
i37

cm

1

Digitalizado
gentílmente
gentil
mente por:

Frexo m«d&lt;0
medio Forma
Forme
Ooc.
Fornac.O Atendirante
Fomec
Atendimento Fagemento
Façiamanto
72t

2 eieses
masas

173
17^

Bonus UN&amp;SCO
UNESCO
1I m./maio
n./melo fionus

13S

1 MS
mas

133
166

2 «./melo
m./maio Bonus
Sonus UNESCO

1^3

mes
1 (ms

Bonus UNESCO

161
UI

masas
2 meses

Cup.ACKINTER
Cup.ACRINTCR

136
133

2 n./melo
m./malo AJ
.nA/|IN/l ICA
AJ.HA/BIN/IICA

IIB
lie

2 «./«elo
m./maio Cvp.ACRINTCA
Cup.ACAINTEA

091
C3l

3 Mse$
amsas

AJ.ttA/BIN/llCA
AJ.ttA/BIM/llU .^

077
377

1 MS
mas

Bonus UNESCO

973
076

2 a&gt;./me1o
a»./sia!o Bonus UNESCO
IWC6C0

064
934

2 «tsdt
masat

I ^can
si em

Cap.AGIUKTEft
Cyp.AGRIKTCft

CupoBlLO
Cup.BlLO

lones
Bmnms UICSCQ
UIESCO

"i|iii
11
11

12

13

14

�469

Ooc.Soli Doc.
Ooc.SoIi
Pra/o
Prn/o nvdio
rcdlo ron;.t
rorr..i
cltado "~ Torncc.
citodo
end ♦ nrcnto P.icoin-nto
P.itio.-n-nti)
Forncc. At
Atcndíiicnto
Agricultura] Inf.Bank
Agricuicurel
(nf.Senk for Asia
Asie
(AISA) (PhlirppiMs)
(Phlirppines)
080
060
UAL (USA)
NAL
tUSA)
088
066
BIBibI
bl..Centr.Fac.Agronornia
Centr.Fac.Agronornie
(Argentina)
)9]
191
Savezni Cent.Obrazovanje
Savezn!
Aukovadecih
064
06A
Belat.Depart.Hin.Agrieul
Foreign Retec.Oepert.Nin.AgrlcuI
ture (Fgypt)
067_^
(Cgypt)
"” 087
Sveriges LentbruksunlversStccs
Svertges
Lantbruksunivcrsitets
Biblíotek
Bibtiotek
(Suécia)
(Sueclc)
061
Facuitê de Sciences Agronoml*
Fecultê
Agrononi*
ques de I'££et
1'E£at
(Betgica)
(Bélgica)
076
Internat.Develop.Research Centre
Internet.Oevelop.Reseerch
(lORC) (Canadá)
(iORC)
(Cenadâ)
069
Univ.'BibI .Bonn Abc.i^eotratblblio
Univ.*BÍbl.Bonn
Abt.ZeotrelbiblIo
theder Lendbanwissenscbeft
t^eder
Landbanwissenschaft
~
(Alemanha)
(Alemanhe)
310
Nationei
National Library
Librery of Malaysia
Halaysie
(Hatasia)
(Helesle)
OSS
All-Un.inst.of
AIl-Un.Inst.of ;ScÍent.Technlcal
Sclent.Technical
Inf.and Econ.Research
inf.end
Ccon.Research in
In Agric.
(USSR)
060
Serv.Bibl.v Oocumentecion.CENIAP
Oocumentacion.CENlAP
(Venezuela)
(Venezuele)
149
)lt9
The inter.Rice
Inter.Rice Reseerch
Research Inst.li*
Inst.Li*
brary &amp;6 Doc.
brery
Ooc. (Manila)
(HanMa)
OftA
Hin.Agric.Fisheries.Central Ll*
Nin.AgrIc.Fisherles.Centrel
Li*
brary (Nova Zelendia)
brery
Zalandia)
062

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

060
0S6

2 meses
2 meses

Aj.KA/BIN/lICA
Aj.nA/BlN/iICA
atrav.OIO/EMBRAPA
atrev.OIO/EMBRAPA

OSS

3 meses

Cup.AGRINTER
Cup.AGRlNTER

052
0S2

2 m./ntcio
m./mcío Bonus UNESCO
UMSCO

052
0S2

3 m./meio Aj.MA/BIN/iICA
Aj.HA/B1N/1ICA *

0S2

U4 meses

Bonus UNESCO

048
Qli8

2 meses

Bonus UNESCO

046
0li6

2 m./meio
ffl./meio Grátis

040
0li0

4k meses

Aj.mA/BIN/iICA
Aj.nA/8lN/i
ICA

040
01|0

I mes

Bonus UNESCO

037

ffi./meio Aj.MA/BIN/ttCA
Aj .MA/BIN/nCA
6 ffl./meio

035
03S

4 meses

Aj.KA/BIN/MCA
AJ
.nA/8IN/1 ICA

n^b

^\ meses .

Aj.HA/RIN/IIfA
Aj
.HA/RIN/I ir.A

03&lt;(
03&lt;t

I mes

)\.i.nA/6IN/l
\;.MA/BÍN/I ICA

4^
11

12

13

14

�470

Ooc.Sol^ Doc.
Pr«zo -Tédio
•'T«dlo Torno
Torna
Pr«70
Ooc.Sol^,
Ooc.
citado ~ Fcrnec.
Atendinento Paoanento
Pac«n«nto
clfdo
Fornac. Atenoirenio
Ubrory Agric.Univaraity
Library
Agrle.UnlvorsIty
(MetbarlaAd«)
(NetMrloods)
Cantr*
Cantra Doc.
Ooe. Intarn. IndustrUs
induttrUs
UtMIsatrlas
Utilitatria»
(Fran««)
(franca)
fANSOOC
rANSOOC (Itnfittdash)
(Bançladesh)
Cantra Nat.Doc.Sclant.Vacholqua
Contra
Nat.Doc.Sclant.Vachnlqua
(Balglqua)
(Balçlqua)
Contra
Cantra Agrlcfublishlng
Aqrtc fubiiahlng Ooc.»
Oec.•
(FUDOC)
(PUDOC) (Nothorlands)
(Natharland»)
•Ibl. Agrtcolo
•ibl.
Agrtcola Nacional
(naalcp)
(noaleo)
food Agric.Org.UftItod
Food
Agric.Orq.Unitad Notions
Natiant
Otalla)
Otollo)

ObJ
06$

032

UNESCO
2 a./«oio
«./«alo Sunus
Bunus UNCSCO

03A
036
038

031
029

•onut UNESCO
2 motas
masas
Oonws
UNC$C0
n./moio AJ.M/IIN/UNCSCO
AJ.HA/IIN/UNESCO.
2 M./naio

030

026

1I mas
nas

OonuS
lonut UNESCO
6NCSC0

063
0A5

822

'2"2 Msas
nasas

Oonus
lonut UNESCO

120

021

3 Mtat
nasas

AJ.NA/liN/ilCA
AJ.NA/IIN/IICA

070

020

3 ffiosat
nasas

até ICO
Critis ata
cogias (ajusta)
copias

016

3 n./oiolo
n./naio Oonus
OonuB UNESCO

016

3 n./Mlo
AJ.nA/IICA
ai./malo AJ.NA/IICA

019
015

Motas
6k nasas

Miftlstry
Aqric.Fish.ond food
Food
Hinistry Aqric.fish.and
(Cnqland)
(Cngla-nd)
087
Adm.SarvIca» Tochnlquos
Adm.SarvIcas
Tachniqua« t'Agri«
l'A9ri*
cultura Uuxombourg)
(Lvxatabourg)
037
057
fat. Cantra for Sciant. Tacbntcal.
»'at.
TacKAical.
Inf. Ift
In A^rlc,
Aqric., Food Indu». and 08A
forestry (Auls»rlo)
Forastry
(OulgarU)
086
Thai Nat.Ooe.Cantra
Thal
Hat.Doe.Cantro
062
(Thai land)
(Thalland)
Cantra do
Contra
da Doc.Agrícola
Ooc.Agrícola
016
OIA
(Zaira)
Uairt)
Central Agricultura Library
Contrai
LIbrary
(folenia)
(Folonio)
821
021
Koraan Seiant.Taehnological
Koroon
Sciant.Taehnological Inf.
Cantar (Korao)
(Koraa)
026

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

016
OIA

•onut UNESCO
Oonus
AJ.HA/IIN/IICA
S5 «./mIo
n./naio Aj.NA/SIN/IICA

012

2 natas
nasas

012
012

7 matas
nasas
Oonus UNESCO
AJ.HA/IIN/IICA
1I m./molo
n./naio AJ
.HA/OiN/1 lU

^

AJ.HA/IIN/IICA
AJ.nA/OIN/ttCA

11

12

13

14

�471

Prazo ^'êdio
Pédio Forca
rorr.a
Ooc.Sol^ Doc.
Doc.Sot£
Atcndinento Paga-cnto
Pana~cnto
ci f do *"~ Fornec. Atcnd*r,entQ
cif
lnst.Kec.de Invcstlgeclones
lnst.Kac.de
investlçadoncs Agr.
(Espanha)
012
Faculdad Ctcnc.Agronomtces
Feculded
Cicnc.Agronocnlcas
(EJ
Olilt
(ea Selv.dor)
Salvador)
044
Helsinki Unlv.Libr.Agriculture
Hcisinkl
UnW.Libr.Aürlculture
(Finland)
014
(FInUnd)
01'
Nat.Science Oevelop.Agency
Deve lop.Agency
(Nigeria)
(Higerie)
Inst.Agric.Research Statistics
Statísties
(India)Centre Nat.Doc.
(Indle)Centre
(Karocco)
(harocco)
Fac.Landbouwwetnschappen Centr^
Fac.Landbouwwetnscheppen
Gentry
le Fac.bibI.Centr.SibIiogr.DocT
Fac.bíb1.Centr.Bibliogr.DocT
Inst.Cienc.Tecnologia Agrícolas
Inst.Clenc.Tecnologia
Agricolas
(Guatemala)
(Guetemala)
Centro Ooc.Inf.Agricola
Ooc.Inf.Agrícola
(Honduras)
Of.Infor.Oivulgaclon Tcc.
Of.Infor.Olvulgacton
Tec. Min.
Agric.y Canaderla
Ganaderla
(Bolivia)
(Boltvie)
CIRA(Costa Rtee)
Rica)
Academiei Strinte Agr.Sllvtec
Acedemict
Agr.Silviee
(Roinania)
(RoRtania)
Irish Nat.FAO Convaltcc
irish
Coomltee
(Ireland)
(Ircland)
An Foras Voluntals
Voluntats
(Ireland) *
(Iretand)
Agrieultural
Agricultural Research Centre

012

2 meses

Sonus UNESCO
Bonus

on
OU

2 meses ‘

Aj.MA/Íl’í/1
Aj .MA/FMM/I ICA

010

2 meses

Bonus UNESCO

015
107

010
00$

3 m./meio
in./meio Grétls
Grátis
3 m./meio
m./ntcio Aj.KA/BlN/tiCA
Aj.NA/BIN/nCA

Oil
011

008

2 meses ' Aj.MA/6|N/lICA
AJ.MA/BIN/IICA

017

008

5 meses

Bonus UNESCO

023

007

2 meses

AJ.I^/BIN/I ICA
AJ.flA/BIN/UCA

01$

007

2 meses

Grit
Grêtis
Is

010
028

005
006
005

2 m./melo Cup.AGRINTER
3 m./meio Cup.AGRINTER

025

004

Aj.MA/BiN/lICA
7 meses '‘ Aj.MA/BtN/l
I CA

017

004

2 meses

011
007

004
003

1 mes
Bonus UNESCO
2 m./fflcto
m./meio AJ.MA/B
Aj .MA/BI.S/I
IN/IIICA
CA

Digitalizado
gentilmente por:

Bonus UNESCO

11

12

13

14

�472

Prãio Hvdio
Prd20
Hcdto forria
Foma
Ooc.Sol^ 0o&lt;.
0o€.
citado ” fornec.
citcdo*
Fornec. Atcndircnto
Atcftdircnto P^gat^-ento
Faga/nento
lASC.Sciont.Ttchiiicai Inf.Minis*
{n$t.Sct«nt.Tcchniea)
{nf.NInSsAffic.ond Fopd
Food
066
try of Agric.and
OM
Hunçarion Nêt.
Huns«rton
Nat. Co»ÍI&gt;«a
Coniho« Ko»»uIh
Kossulh
U90S (Httnsrlê)
(Hungria)
00)
L«9Q»
Sacracarta d«
$«crêuriê
da Agricultura
Agricultora
(A.0ominlc«r&gt;«)
0?)
(A.Oooinicana)
07)
Cantrc
Cantra Nat»Ooc»AgrÍceU
Nat.Doc.Agricola
(Tunísia)
(Tunítlê)
Oll
01I
Cantra Ooc.Agricoia
Ooc.Agrícola
(INAT) (TunUia)
(Tunisia)
002
tlnitad Natlon
Nation Oavalop.
Oavaloi». Pregrama
Frogranna
linitad
tnop
imOF (USA)
007
tibi.Cantr.Nin.Asvntos Cawpa*
•Ibl.Cantr.Nin.Atuntos
sinos Yy Agrop.
Agrop.(tolivla)
«ÍAO«
(ioiivia)
00)
Station fadarala
Statlon
Fadarala Rach.d'CcononÍa
tach.d'Ccononia
d'Cntarprisa at da CaaU
d*CntarprUa
Gania turai
Rural
(Syiça)
006
(Suiça)
Unlv.Wtst indits.Ubrary
UnW.Uaat
indlas*Ubrary Trinidad
Trlnldad
and Vobajo.
006
00b
lAEA(Austrla)
IAU(Au«trla)
002
Oriclna Manaj.da1
Oficina
FIanaJ.da1 Sater
Sator Agropi
cuarie (Coleobla)
(Colombia)
cuarlo
001
Kasatsart Univarsltr
Kaaauart
Univarsity
(Thaliand)
00$
(Thailand)
lib1.'*Para&lt; Ouarraro^*
llb1.'*Para&lt;
Cuarraro^*
(Ituador)
(Iguador)
00?
007
Oiv.AgrIc.Junta Nac.Planiflcaclon
Oiv.AgrIe.Junta
Nac.Flaniflcaeion
(Cguador)
01S
Escola Nat.Vatarlnaira d*Alfort.
Cacela
(França) ^
(frança)
—
001

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

00)
003

«./malo tonus
2 «./maio
Oonu» UNESCO
UN£SC0

00)

) aa»a«
taasas

002

2 n./tnaio
n./maie Criiis
Crâtl»

002

b6 a./iMaio
a./maio CrâtIa
Gratis

002

3) BWM»
msas

002

) a./maia
m./maio AJ.NA/tlN/lICA
AJ.nA/IIN/ltCA

001

) aa»a$
aasas

Cup.ACAINTEA
Cup.ACRINT£R

001

)3 masa»
masas

Bonus
Oonu» UNESCO
UftlSCO

001
001

s matas
Saasas
3) matas
aasas

AJ.MA/etK/ltCA
AJ.HA/BIK/IICA
Bonus
Bonut UNESCO
UN£SC0

001

2 •atas
aasas

Cup.ACRINT£R
Cup.ACRINTCR

00b
006

) oatat
oasas

AJ.nA/BIN/llCA
AJ.MA/BIN/IICA

001

$Saasas
matas

Aj.nA/BIM/lICA
Aj.nA/BIN/IICA

001

b6 natas
nasas

AJ.HA/BiN/lICA
AJ.MA/81N/IiCA

001

a./aaio Bonus
1I m./ataio
Oonut UNESCO

m.
&gt;

Aj
AJ.HA/IIN/IICA
.MA/BIN/1ICA

AJ.nA/RIN/llCA
Aj.MA/OIN/HCA

12

13

14

�473

Doc.So!I Ooc.
Ooc.Soli
Pfo/o
Pro/o Módio
Mrdio Forma
citad(»*~ Forncc. AtcnfMritnto
citadf»
Atciulirunto Panam&gt;»nto
Pan«imt»nto
Syndtcats RIzicuKeurs
Syndicats
RlzScultetjrs du
do France
(França/
(FrançaJ
001
DOI
Inst.lccnica
Inst.Tccnica e Prop.Agraria
(Italía)
(Italia)
016
0l6
Minlslry
Ministry Agr»c.
AgrIc.LItrary
L i lirary
(Jamaica)
(Júitiaica)
D02
002

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente
gentil
mente por:

001

bonus UNESCO
Bonus

001

Aj.MA/BIN/l!CA
Aj.MA/BIN/ltCA

001

Aj.MA/BlN/lICA
Aj.MA/OlN/lICA

II
11

12
12

13
13

14

�Anexo IV : NAiORES

2c c^.MAS tij £ÀííIr.lC.^ .S77/í

474

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sc a n
Scan
stem
k st
em
Gereaclanmta
Ciereaclancnt»

“UJ 11

12

13

14

�475
•CDD■CD»- " 029.96^
Ò29.96'3
CDU
002:63
USO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO AGRlCOLA;
AGRÍCOLA; 'UMA
UMA .^EXPERllNCIA
EXPERIENCIA NO
CENTRO DE CIÊNCIAS
CIÍNCIAS AGRÃRIAS &gt;^DA
DA UFPb.
;

.

•

»

'

. »• v-i'i

^ «• ' y r ^

r V- fc V .k ,

'f

*V*- ..

’ ? r

“ •s”; - 3 i •* % '" &gt;•

'

O» U * J :m
r

'

i- i tn-'í

&gt; ;• k
■ P' r ^ ?. «- 4
1. a í,. \ .&lt;r. -.j.■í. ..
Emeide Nobrega Duarte *
rr;'s .&gt;&amp;&gt;?
a&gt; i' : "í Í-. I ç *■ Y s• i-*iív ■«•'
s. •«tt
Maria do Socorro Azevedo Felix **
Bernadete de Lourdes de A. Oliveira **
**
.
“
Maciel Nunes Duarte ***
V &gt; »•'
í,
ii

'5 •{,

■* ^ t

'**.

RESUMO

0O Curso de "Uso de Biblioteca e Documentação

Agrico
Agrico^

la"; experiência realizada no Centro de Ciências Agrárias

da

Universidade Federal da Paraíba, ministrado pela equipe de
Bi
B^
...
• f 9
bliotecarios, tem demonstrado resultados satisfatórios na moti
vaçao para melhor aproveitamento dos recursos bibliográficos ao
vação
alcance do aluno-pesquisador.

Vem contribuindo,

efetivamente,

para o aumento da frequência ã Biblioteca, a melhoria de

sua

utilização e o aprimoramento dos trabalhos apresentados

aos

professores.

* Coordenadora da Biblioteca
** Bibliotecárias
*** Professor Colaborador do CCA/UFPb.

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereflclancnto

12

13

14

�476
l.
1. INTRODUÇlO

Com o constante progresso das ciências que

contr^

bui diretamente para o acúmulo da enorme massa de documentos

es_.

critos, dificultando a disseminação de informações» as obras

ge_
g£

rais foram cedendo terreno e terminaram suplantadas pelas
cações espceialisadas.
caçoes
cspccialitadas.

Principalmente porque os

pubH
publ^

conhecimentos

tendem ã especielisáção.
cspecielithção.

Os periódicos são hoje de importância capi
capital,
tal, pois
êã neles que se publicam em primeira mão, descobertas mais
ma is

receja
rece^

tes, que se acumulam dia a dia e que o pesquisador deve

conh£
conhe^

e«r, não sS
c*r,
sõ para evitar a repetição de observações jã ffeitas
eitas

e

descrever fenômenos jã discutidos.

Observa-se que a preocupação em treinar usuários
us uários p^
p_a
ra utilisar,
utilizar, eficasmente,
eficazmente, a informação, ê geral.

Não ssóõ por par^
pa£

te dos bibliotecários,
bibliotecários» como outros especi
especialistas
interè ssados pe^
alistas interessados
lo assunto.

0 treinamento de usuários em Bibliotecas Universitá
rias, nao e tema novo.

Novas são as metodologias empregadas

ra uma maior assimilaçao
assimilação dos assuntos abordados na
çao.
ção.

p£
pa

especializa

0 ensino do uso da Biblioteca áé feito em lugares e

tuições diferentes, apesar dos obstáculos enfrentados.

insti
Em

mui

tas instituições, onde os programas de estudo são rígidos e

não

existe conscientização dos benefícios que tais cursos podem

pro

porcionar, seus administradores apresentam resistência quanto ao
reconhecimento da disciplina.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�477
CUNHA et alii (4) enfatiza que a

interconexão,

usuario/biblioteca nao se completa na pratica
usuário/biblioteca
prática e tal situação re
quer que o estudante de nível superior seja instruído a

respe^
respei^

to da maneira de alcançar, facilmente, as informações de que ne^
cessita, para bem desenvolver seus estudos e trabalhos.

Essa

afirmativa éá parcialmente válida,
valida, considerando-se que, para
maximizaçao do êxito da aprendizagem, seria necessário um

a
tre^

namento gradativo, ou seja; do ensino médio ã pós-graduação.
põs-graduação.

Reforçando o pensamento, MIRANDA (6) sugere

que

"tal educaçao
educação deveria ser iniciada nas escolas primárias, deseii
desen
volver-se no ensino secundário, aprofundar-se na Universidade e
cristalizar-se nos cursos de pós-graduação
põs-graduação e no exercício
fissional dos indivíduos.

Deve fazer parte de sua vida

pr£
ordiná
ordin£

ria como uma necessidade básica, para estudo ou recreação".

'

Considerando a deficiência dos nossos estabelecí
estabelec^

mentos de ensino médio, no que diz respeito ã Bibliotecas,

tal

vez por culpa nossa, bibliotecários, refletidas nos alunos

que

ingressam nas Universidades, é que se pensou em
cursos de orientação bibliográfica. ^

proporcionar

...

Acatando as justificativas mencionadas, foi
o Centro de Ciências Agrárias, ex-Centro 'de
de Ciências e
gia, preocupou-se com o assunto.

que

Tecnol£

Em 1977, foi inserido no

cu£

rículo dos cursos de pós-graduação,
põs-graduação, a disciplina optativa

"Uso

de Biblioteca e Redação
Redaçao Técnica" com carga horária, de 30

h£
ho

ras/aula equivalendo a 1 (um) crédito.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�478
Em consonância com os objetivos do NÚcleo
Núcleo de

Apoio

Pedagógico do Centro de Ciências Agrarias,
Agrárias, no ano de 1978

foi

implantado o primeiro curso de "Uso e Manejo de Biblioteca e
teratura Cientifica”,
Científica", destinado a alunos de graduação.

L_i

Esse cu£

so constitui objeto de assunto do trabalho ora apresentado.

2. PLANEJAMENTO

Com o objetivo de proporcionar uma situação bem

0£
o^

ganizada, elaborou-se um Plano de Curso.

Em consonância com o nível de conhecimento dos
área do saber, procurou-se elaborar um programa
nos, nessa area
sivel sujeito a alterações, de acordo com a reação dos

al£
al^
aces
âces

alunos

em salas de aula e atuação na Biblioteca.

Xnicialmente,
Inicialmente, o curso funcionou com uma carga

horá
hori

ria de 30 horas/aula intitulado "Uso e Manejo de Biblioteca e Li
teratura Cientifica".
Científica".

Por se tratar de um treinamento em

docu

mentação bem especifica,
específica, passou a intitular-se "Uso e Manejo
Biblioteca e Documentação Agrícola".

A carga horária,

de

também,

sofreu alteração para 40 horas/aula.

Como a demanda de usuários ultrapassou a

expectati

va, surgiu a idéia
ideia de limitar a clientela, destinando-se

priori

tãriamente, a concluintes, objetivando o embasamento para a
târiamente,
graduação; para alunos-calouros com vistas ao uso adequado

pos
da

Biblioteca, no decorrer do curso de graduação.

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�479
.479
Na elaboração do Plano de Curso, foram considerados
certos aspectos, que se achou por bem anexar:

ementa, apresent£
apresent^

ção, conteúdo programãtico, objetivos, estratégias, recursos
dãticos, instrumentos de avaliação, frequehcia mínima exigida

d_i
e'

cronograma de atividades.

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

II

12

13

14

�480
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIENCIAS
CitNCIAS AGRXrIAS
AGRÄRIAS
BIBLIOTECA

1. PLANO DE CURSO

Instituição:

Promoção:

Curso:

UFPb/CCA

NAP/BIBLIOTECA

Uso e Manejo de Biblioteca e Documentação Agrícola.

Carga Horária:

Professores:

40 horas - Período:
Período; 16/10 a 10/11/78.

Emeide Nõbrega
NÕbrega Duarte
Bernadete de Lourdes de A. Oliveira
Maria do Socorro Azevedo Felix

Areia, 01 de outubro de 1978.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

II

12

13

14

�48.1.
4ai.
2. EMENTA: Uso

e Manejo da Biblioteca e Documentação

2.1. Organização da Biblioteca:

Agrícola.

Importância e função. Rede

do

Sistema de Informação, Atividades da Biblioteca.
2.2. Identificação e analise das obras de referencia:
referência:
rios, enciclopédias, atlas,
atlas. índices,
Indices, bibliografias,

dicion^
abstracts,

reviews e advances.
2.3. Pesquisa bibliográfica:

Fases, Elaboração.

2.4. Referências Bibliográficas:

Objetivos, Normas gerais,Publ^
ge r ai s , Pub l_i

cações avulsas e periódicas.

3. APRESENTAÇÃO:

0 treinamento do "Uso e Manejo da Biblioteca e
cumentação Agrícola" tem, por finalidade capacitar os

Ü£

usuários

para melhor exploração dos recursos disponíveis na Biblioteca.

0 Conteúdo programãtico
programático foi elaborado a nível
estudantes de graduação, considerando-se a sua
uso de Biblioteca.

de

inexperiência em

0 treinamento estruturado para atingir

horas/aula, desenvolvido por profissionais em

40

Biblioteconomia,

consta de aulas expositivas, práticas na Biblioteca, exercícios,
exposições de transparências, apresentações dos recursos

biblio^
bibli£

gráficos, discussões em grupo e avaliaçao.
avaliaçaõ.

0 curso será ministrado em caráter experimental, no
primeiro semestre de 1978.
4. OBJETIVOS GERAIS

,

4.1. Usar devidamente a Biblioteca explorando os recursos

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Ciereaclancnt»
nmts

11

12

biblj^
bibl£

13

14

�482
ogrãficos existentes,independentemente.
4.2. Conhecer as normas da ABNT referentes à referências

bibli£

gráficas.

4.3. Realizar uma pesquisa bibliográfica.

5. CONTEÚDO
conteOdo PROGRAMÃTICO

OBJETIVOS POR UNIDADES

3.1. Organização
Organizaçáo da Biblioteca

Manusear os fichários de

5.1.1. Importância e função de

autores, títulos e assun

uma Biblioteca.

tos dos livros.

5.1.2. Rede do Sistema de

In

formação da ÜFPb.
UFPb.

Usar o fichário

Kardex

5.2. Material

de periódicos e

locali
local£

bibliográfico:

identificação e controle.

zá-los nas estantes.

5.2.1. Publicações avulsas e
sua localização.
5.2.2. Publicações

Identificar o conteúdo
periódicas

das fichas

e sua localização.

catalográfi
catalográf^

cas .

5.3. Atividades da Biblioteca
5.3.1. Serviços Técnicos
5.3.2. Serviços com o leitor
5.3.3. Visita ã Biblioteca

CONTEÚDO PROGRAMÃTICO

OBJETIVOS POR UNIDADES

5.2. Análise das obras de refe
- Manusear as obras de

r^
r£

rSncia.
rencia.
ferência.
5.2.1. Dicionários,

enciclop£

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereflclancnto

II
11

12
12

13
13

14
14

�483

CONTEÚDO PROGRAMÃTICO
PROGRAMÄTICO

OBJETIVOS POR UNIDADES

'

dias e atlas.
5.2.2. Tndices
fndices
Recorrer sempre que

neces_
neces

5.2.3. Bibliografias
sãrio ã publicação
compat^
.
.b ■■
informação
deseja
vel com a informaçao
desej^

5.2.4. Abstracts
5.2.5. Reviews

da.
5.2.6. A.dvances
Advances
PF.OGRAMÄTICO
CONTEÚDO PF.OGRAMÃTICO

OBJETIVOS POR UNIDADES

5.3. Pesquisa Bibliográfica

' .^

d

Realizar uma pesquisa

com

5.3.1. Fases
5.3.1.1. Determinação

do

assunto.

método.

5.3.1.2. Identificação

dos

trabalhos.
5.3.1.3. Localização

Recorrer a outro Centro

5.3.1.4. Obtenção

Informação, quando

5.3.1.5. Armazenagem das in

rio..
rio

de

necess£
necess^

formações.
5.3.1.6. Redação do

traba

Iho.
CONTEÚDO PROGRAMÃTICO
PROGRAMÁTICO
5.4. Referências

Bib1iogrã

ficas
f i cas

Conscientizar da necessidade
de normalização
normalizaçao de

5.4.1. ABNT/PNB/66

cm

OBJETIVOS POR UNIDADES

-nor

Digitalizado
gentilmente por:

documet
documen

tos .

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Ciereaclancnt»

11

12

13

14

�484

CONTEÚDO programático
conteOdo
PROGRAMÃTICO

OBJETIVOS POR UNIDADES

mas gerais.
gerais•
5.A.2.
5.4.2. Obj
Objetivos
e tivos
. j .
5.4.3. Publicações avulsas coii
con
sideradas no todo e em parte.
5.4.4. Publicações

periódicas

consideradas no todo e em

pa£
par

te.

- Aplicar, corretamente,as
normas referentes ãs
as

re

ferências bibliográficas.

5.4.5. Apresentação da citação
bibliográfica no fim do texto.
estratEgias
ESTRATÉGIAS

DIDÃTICOS
RECURSOS DIDÁTICOS

Aulas teóricas expositivas

- Quadro Negro e giz

Aulas práticas na Biblioteca
Aulas práticas em Salas

de

~ Materiais bibliográficos

aula(análise de material

bi

- Transparências

bliográfico)
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO

FREQUÊNCIA mInIMA
MÍNIMA EXIGIDA

Continua:
- Frequência: 25Z
- Exercícios práticos;
práticos: 25Z
25%

70%
70Z em 40 horas

- Teste final: 50Z
50%

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente
gentil
mente por:

I Scan
st em

ii
11

12
12

13
13

14

�485

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�486
3. DESEMPENHO DO CURSO;

Numa tentativa de uma otimização da

aprendizagem,

procurou-se fazer com que os alunos atingissem o domtnio
domínio
dos objetivos do curso, assegurando a execução das

total

atividades,

de uma maneira bem operacional.
3.1. Organização da Biblioteca
Ressalta-se que as aulas sobre Organização de
blioteca, funcionamento dos catálogos e estrutura dos

sistemas

de catalogação e classificação, foram ministradas visando a

r£

cional utilização dos recursos bibliográficos e não com o intu^
intuj^
to de ensinar a técnica biblioteconômica
biblioteconÔmica que nao
não constitui obje^
tivo do curso.
tívo
3.2. Análise das obras de referência
Na Biblioteca, onde estão
estáo localizadas as obras
referência, faz-se uma apresentação das mais importantes e
respectivo manuseio.

Em salas de aula, analisa-se algumas

de
seu
de

maior interesse, com a turma dividida em grupos.
3.3. Pesquisa Bibliográfica
Seguindo a programação, a pesquisa
corresponde ãà terceira unidade.

bibliográfica

Esse tema êe abordado enfocando

ção e recuperação de informações relevantes:

onde e como

|n» Im

os principais objetivos, quanto áã importância, fases de elabor£
elabo
obre
ob

las..
Ias
No final da unidade, o aluno executa uma

pequena

revisão bibliográfica com tema livre.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

&gt;■

11

12

13

14

�487
3.4. Referências Bibliográficas
Estudar-se-a partindo dos objetivos do Projeto
Estudar-se-á
Normas Brasileiras ~- 66 da Associação Brasileira de Normas

de
Te£
Te£^

nicas, até a identificação e citação bibliográfic
bibliográficaa no texto

e

no final desse.
No início das aulas, expõe-se uma sub-unidade

e

distribui-see o material bibliográfico com os alunos, para serem
distribui-s
referenciad
referenciados,
os, consultando as normas e roteiro explicativo.

No término dessa unidade, o aluno conclui a

rev^
revi

são bibliográfica iniciada na unidade anterior.
sao

4. RESULTADOS
Com a aplicaçao do pré-teste, comprovou-se
comprovou~se que
assunto em páuta
pauta era novo para os alunos, exigindo uma

o

maior

participaçao e auxílio dos professores.
0 gráfico (1) a seguir, apresenta os resultados es_
e^
tatisticos colhidos na aplicaçao de um teste de avaliação

como

comprovação da funcionalidade dos objetivos do Treinamento. Dos
60 alunos, 55 preencheram o questionário e os resultados compro^
compro
varam a relevância do curso, como apoio e orientação ãs
ás

pesqui
pesqu^

sas inerentes a programação curricular.
Uma análise dp
do gráfico (2), demonstra a
da matrícula geral dos cursos de graduação

evolução

(Agronomia e Zoote£

nia) .
0 Gráfico (3), permite constatar a frequência

de

triênio 1976/I978,proporcionalmente ao
usuários âã Biblioteca no tricnio

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�488
número de alunos matriculados.

LEGENDA

DO

GRÁFICO
GRÃFICO

NV
N£

l

A - DESENVOLVIMENTO DO CURSO
Al- deficiente - 00

El- sim - 42

A2- regular

- 02

E2- não - 05

A3- bom

- 40

E3- em branco - 08

A4- ótimo

- 13

F- SEGURANÇA DO PROFESSOR

NO

ASSUNTO
B-

HOUVE SEQUÊNCIA
SEQUÍNCIA LOgICA
LÖGICA

Bl- em branco

- 02

Fl- muito grande - 13

B2- sim

- 53

F2- regular

- 42

B3- não
nao

- 00

F3- muito pouca

- 00

F4- em branco

- 00

C - AUXlLIO
AUXlHO VISUAL
Cl- insuficiente - 06
C2- adequado

- 47

C3- excessivo

- 01

C4- em branco

- 01

D - COMPLEMENTAÇÃO ENTRE
AS PARTES TeORICA
TEÖRICA E

G - AQUISIÇÃO DE NOVOS

CONHE

CIMENTOS
Gl- muto grande

- 45

G2- regular

- 10

G3- muito pouco

- 00

G4- em branco

- 00

H - nIvel
nIVEL de realização

PRÁTICA
PRÃTICA
Dl- muito boa

- 14

D2- regular

- 11

D3- suficiente

- 30

D4- excessiva
D4-,

- 00

D5- em branco

- 00

E - INCLUSÃO OU NÃO DO
CURSO NO CURRICÜLÜM
CURRICULUM

Digitalizado
gentilmente por:

dos
DOS

TRABALHOS
Hl- muito grande - 25
H2- regular

- 25

H3- muito pouco

- 00

H4- em branco

- 00

I - VOCÊ
VOCE ACHA QUE VALEU

TER

FEITO O CURSO

ar:?
12

13

14

�489
11- muito grande

- 18

M - MOTIVAÇÃO

12- regular

- 27

Ml- muito grande - 20

13- muito pouco

- 10

M2- regular

- 19

14- em branco

- 00

M3- muito pouco

- 15

J - ACOMPANHAMENTO DO CURSO

M4- em branco

- 01

Jl- muito grande

- 53

N - MELHORIA DA CAPACIDADE

J2- regular

- 02

RA EXTRAIR IDÉIAS E

J3- muito bom

- 00

CIMENTOS NOVOS

J4— em branco
J4-

—- 00

Nl—
Nl- muito grande —- 28

L - CHEGOU A DOMINAR OS

CO

NHECIMENTOS BÁSICOS
BÃSICOS

cm

Ll— muito grande
Ll-

-— 19

L2- regular

- 33

L3- muito pouco

- 03

L4- em branco

- 00

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

N2- regular

- 26

N3—
N3- multo pouco

—- 01

N4—
N4- em branco

-— 00

11

12

PA

CONH^
CONHE

13

14

�6RÀFIC0

(II-ALUNOS
(D-ALUNOS

PARTiaPANTES
PARTICIPANTES

X

PéNCIONALIOAOE DO
00 CURSO.

490

SONnTV

Digitalizado
gentilmente por:

l

Si em
Gereulaoinitv

�cm

PERÍODOS LETIVOS
períodos

GRÁFICO (2) - EVOUJCÃO
OA MATRICULA
NTATRICUliA DOS
EVOLUÇÃO DA
CURSOS OE
DE GRADUAÇÃO. (AGRONOMIA
E ZOOTECNIA
ZOOTECNIA)I

GRÁFICO

(31 - FREQUÊNCIA
(3)
BIBLIOTECA.

•&lt;

&lt;M
N
«
s

Digitalizado
gentilmente por:

11

PERÍODOS LETIVOS

DE USUÁRIOS
USUA'RI0S

491

N
CB

g
s

OOOOO OOOOOOOOOOO
OQOOO OOOOOOOOOOO
o » o, IO Q » o. n o IO o n o n o IO
CM
N
g

3
&lt;0
N

N
CM
9

soNmv
soNniv

12

13

14

�492
5. CONCLUSXO

A Implantação
iaplantação desse Curso veio consolidar e

ampl^

ar as ações desenvolvidas pelo Centro de Ciências Agrarias.
Agrárias.
Tem contribuído efetivamente para: o aumento

da

frequência S
1 Biblioteca, a melhoria de sua utilização e o

apr^i
apr_i

moramento dos trabalhos apresentados aos professores.

RECOMENDAÇÕES
6. recomendaçSes
Recomenda-se:
6.1. Que os cursos dessa natureza devam ser ministrados

por
p or es^
es_
estejam
es te j am

pecialistas em biblioteconomia e de preferência, que
em contato com os usuários;
6.2. Que os Conselhos de Biblioteconomia promovam

periodi
periodicamen
camen

te, cursos de didática para bibliotecários;
realizarem
reali zarem

6.3. Que os bibliotecários, na impossibilidade de
cursos de orientação bibliográfica regulares, treinem

ivid^
ind
individu

almente, os usuários na Biblioteca;
6.4. Que os cursos sejam práticos e com emprego de recurso
recursos8

áu

dio-visuais, disponíveis.

7. REFERfiNCIAS BIBLI0GR£FICAS
BIBLIOGRÃFICAS
01. ASTI VERA, Armando.

Metodologia da pesquisa

Porto Alegre, Globo, 1978.

223 p.

02. BORDENAVE, Juan
Jüan Diaz. Es
Estratégias
tratágias do ensino
Petrõpolis, Vozes, 1977.
03. CASTRO, Cláudio
Claudio de Moura.
lo, McGraw-Hill, 1977.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

científica.

aprendizagem

312 p. il.
A prática da pesquisa.

São

Pau

156 p.

II

12

13

14

�493
04. CUNHA, Lelia Galvão Caldas da. Metodologia da pesquisa docu
mentãria. Niterói, Universidade Federal Fluminense,1978.
F1uminense,1978.
13p. (Apresentado no 19 Seminário Nacional de

Bibliot^
Bibliote^

cas Universitárias, Niterói, julho de 1978).
05. LITTON, G. Como orientar £ leitor na es
escola,
cola. são
São
McGraw-Hill, 1975.

Paulo

238 p.

06. MIRANDA, Antonio. Planej amento Bibliotecário no Brasil;
informação para o desenvolvimento.

Rio de Janeiro,

vros Técnicos e Científicos, 1977.

134 p.

a
L£

07. MORETTI, D. M. B. et alii. Orientação Bibliográfica na área
^

agrícola. Piracicaba, 1977. 15 p. (Apresentado no 99 con
Biblio^
gresso Brasileiro &amp; V jornada Sul-Riograndense de BiblÍ£
teconomia e Documentação, Porto Alegre, julho de 1977).

08. REY, Luís.

Como redigir trabalhos científicos.

Edgard Blucher, 1972.

Sao
são Paulo,

128 p.

09. SALOMON, Delcio Vieira. Como fazer
f azer uma mono grafia;elementos
de metodologia de trabalho cientifico.
científico.
zonte, Interlivros, 1977.

5a.ed. Belo Hor^
Hor£

317 p. il.

10. SALVADOR, A. D. Métodos £ técnicas da pesquisa

bibliográfi

ca. 5a. ed. Porto Alegre, Sulina, 1976. 254 p.
11. SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científi
cientIfi
co; diretrizes para o trabalho didático-cientIfico
didático-científico
Universidade. 3a.ed. Sao Paulo, Cortez &amp; Moraes,

na
1978.

159 p.
12. SIQUEIRA, Lourdes Mesquita. Pesquisa Bibliográfica em tecno
logia.

são José dos Campos, ITA, 1973. 226 p.

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA. Centro de Ciências e Tecn£
13. UNIVERSIjDADE
logia.

Campus Agrário de Areia; elementos

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem ar:?
Gereflclancnto

informativos

11

12

13

14

�494
e programa
prograaa de açao.
ação.

Areia, 1978.

8. ABSTRACT

The Course "Use o£ Library and

Agricultural

Documensts" offered at the Center of Agricultural

Sciences,

Federal University of Paraíba, by the Library Staff

has

demonstrated satisfactory results as to the

and

availability

use of library material by the research students.

Is

has

effectivety contributed to increased attendance in the library
for its better utilisation
utilization and for improved
Improved quality of

work

presented to the professora.
professors.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�i.495
CDU - 002:63(81)
CDD - 026:63
anSlise
ANÄLISE da
DA interação
INTERAÇÃO de
DE usuÃrios/serviço
USUÃRI0S/SERVIÇO de
DE bibliografias
BIBLIOGRAFIAS
EM AGRICULTURA (BIP/AGRI) - DSI.

personalizadas
PERSONALIZADAS

PAULO ROBERTO ACCIOLY LOBO
EngV AgrÖnomo-Responsavel
EngÇ
Agrônomo-Responsavel pelo
BIP/AGRI - BINAGRI

Serviço

ENEAS
ENÉAS JOSE
JOSlI de
DE ANDRADE LEAL
Documentalista do Servio
BINAGRI

BIP/AGRI -

CLARIMAR ALMEIDA VALLE
Bibliotecária do Serviço
BINAGRI

BIP/AGRI -

Apresentação da interação dos usuários do setor agrícola ^
com um Serviço de Disseminação Seletiva da ^ Informação . '
(DSI). Através deste Serviço, denominado Serviço de
B^
bliografias Personalizadas em Agricultura (BIP/AGRI)
d£
de^
senvolvido pela Biblioteca Nacional de
Agricultura
(BINAGRI), verificou-se, com base na análise da frequen
cia de respostas dos usuários ao Serviço, a necessidade
de processos de conscientização dos técnicos do
setor
agrícola para a importância da Informação, podendo
ser
adotados programas de educaçao de usuários através
da
prestação de serviços relevantes»
relevantes. Programas de "Conscien
tanújem deverão ser adotados
tização de Dirigentes" também
como :
meio de se garantir a continuidade, a execução e o apoio
âs atividades da área de Ciência da Informação.
INTRODUÇÃO
No contexto político atual, a meta prioritária a ser atingida pelo
governo é a dinamização e maximização da produtividade agrícola.
agrícolai
E notório que o Ministério da Agricultura tenta alcançar este obje^
ob
tivo através das reformulações que vem adotando, as quais poderão ocasionar
a efetivação de um "ciclo - resposta" ãs metas estabelecidas.
Este "ciclo - resposta" foi montado, simplificadamente, de forma a
demonstrar as etapas interrelacionáveis do setor, as quais propiciam papel

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�496
estratégico importante para viabilização
viabilizaçao do processo de desenvolvimento da
agricultura nacional (1).
Podemos observar que a pesquisa, gerando inovações
tecnológicas,
proporciona resultados, que serão utilizados pela extensão rural no processo
de transferência de tecnologia ao agricultor. Este, por sua vez, tera
terá cond^
ções, através das inovações adotadas, para a obtenção de maior produtividade
e facilidades a nível de comercialização de seus produtos. Havendo maior pr£
dutividade, em âmbito nacional, supõe-se
supoe-se um melhor equilíbrio na balança co_
iKrcial, o que vem a viabilizar o abastecimento generalizado, com vistas
ãà
mercial,
agro-industrialização, ã exportação e ao consumo interno, estas medidas aca£
retarão, de acordo com a política econômica adotada, divisas e consequente '
apoio governamental ao ensino, ã pesquisa, ã extensão rural e ao agricultor,
incentivos fiscais en
através de políticas de crédito, de preços mínimos, de Incentivos
tre outras, (anexo 1)
Em todas as fases deste ciclo estabelecemos o importante papel de
bibliotecas ou sistemas de informação, como fornecedores de informação aos
usuários das várias etapas demonstradas (4). Para que a informação assuma
papel integrante no contexto estabelecido, faz-se necessária a ação de
bi^
b£
bliotecários técnicos e especialistas no sentido de proverem com qualidade,
rapidez e facilidades a difusão da informação; com
cora pertinência e exaustividade o fornecimento de documentos (6), adequando evolutivamente
evolutivaraente a metodologia de trabalho adotada para o atendimento e prestação de serviço aos usuá rios (3).
Outra ação que deverá ser adotada, sao programas sistemáticos de
educação de usuários. Estes programas
prograraas poderão ser desenvolvidos de distintas
maneiras: seja através da prestação de serviços, seja através de levantamentos avaliativos, seja através da aplicação de testes, questionários, entre vistas, cursos e seminários entre outros (9),
(9). Entretanto, o constante resultado que se objetiva alcançar é evidentemente a conscientização do usuário
para a necessidade, utilização racional e o valor real da informação.
Parece-nos, também, conveniente estabelecer breve parágrafo sobre
o processo de "sensibilização de dirigentes" para o valor da Informação, c£
mo açao paralela a esquemas de educaçao de usuários.
Neste sentido cabe também
tanfl&gt;ém aos bibliotecários, técnicos ou especialistas da área, apresentarem aos responsáveis pela tomada de decisões, serv^
serv£
ços qualitativos e funcionais, bem como programas de planejamento, cronogramas de execução de serviços e definições de ações práticas e objetivas, como
meio para o estabelecimento de custos - benefícios, que venham a motivar a

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�497
viabilizar a decisão final (7).
Dentre os trabalhos desenvolvidos, no Brasil, poucos resultados
encontramos a respeito de programas de educação que permitam atingir os líde
res governamentais e institucionais, objetivando garantir a continuidade e
apoio as atividades de bibliotecas ou sistemas de informação.
Neste trabalho abordaremos os resultados da avaliação de um Serv^
educaçao de
ço de Disseminação Seletiva da Informação (DSI) no processo de educação
usuários do setor agrícola. Este serviço, desenvolvido pela Biblioteca NacÍ£
nal de Agricultura (BINAGRI), eá denominado "Serviço de Bibliografias Person£
Personal
lizadas em Agricultura" (BIP/AGRI), (2) (5) (8)
MATERIAL E MÉTODO

&lt;

Para a execução deste trabalho o material necessário do levanta mento de dados foi coletado em tres dos seis arquivos do Serviço de Biblio grafias Personalizadas em Agricultura - BIP/AGRI - a saber:
1. Arquivo de usuários inscritos
2. Arquivo histórico dos usuários
3. Arquivo de listagens-controle de perfis processados'.
processados.
V
Através do primeiro arquivo foram obtidas as datas de
inscrição
dos usuários mais antigos no BIP/AGRI (anexo 2), as quais permitiram estabelecer o período mais adequado para seleção dos mesmos; no segundo, obteve-se
todos os dados relativos ã resposta dos usuários ã informação fornecida (referencias bibliográficas), ou seja respostas ã prestação de serviços (anexos
ma^
3 e 4); e no terceiro, foram detectados, os volumes e números das fitas mag
néticas exploradas para a prestação do serviço (anexo 5).
náticas
A metodologia adotada baseou-se na experiencia obtida em 4 anos
de operaçao deste Serviço, bem como, através de constantes observações acer^
ca do comportamento dos usuários do setor agrícola, face ao serviço.
Inicialmente estabeleceu-se que os usuários inscritos atá
até setem bro de 1976, seriam selecionados para a análise, considerando-se que o Servi
ço BIP/AGRI só iniciou sua fase operacional, a nível de processamento eletrS
eletr^
Até então o atendimento era estritamente ma^
nico de dados, em julho de 1976. Ate
nual. Assim sendo, uma margem de 3 meses foi adotada para a adaptação
dos
usuários ã nova metodologia de atendimento.
Deste resultado obteve-se um total de 340 usuários inscritos, dos
quais, 172 foram selecionados ao acaso, para a amostragem. A partir desta e

Digitalizado
gentilmente por:

�498
tapa, foram identificadas, no arquivo de listagens - controle de perfis pr£
cessados,
ceseados, 17 fitas magnéticas AGRIS que haviam sido processadas para o atendimento destes 172 ustiérios,
usuários, no que se refere a envios de listagens contendo
referências bibliográficas de assuntos pertinentes aos seus perfis de inte resse.
Como, em média, cada usuário do BIF/AGRl
BIF/AGRI eé atendido por dois pejr
pe£
fis e cada perfil corresponde à emissão de uma listagem, na verdade estes f£
fo_
ram atendidos por cerca de 34 listagens correspondentes às 17 fitas magnéticas processadas até dezendiro de 1978 (anexo 6}.
6).
De posse destes dados partiu-se para o levantamento do grau
de
resposta dos 172 usuários selecionados, através do material disponível no a£
quivo de histérico
histórico dos usuários.
Neste arquivo estão armazenados dados sobre a reação dos usuários
face seu atendimento (Ficha de inscrição, cópias
copias das correspondências e ci£
culares enviadas, correspondências recebidas, formulários de avaliação e de
solicitação de copias
cópias preenchidos e devolvidos, controle da qtiantidade
quantidade
de
doctjmentos fornecidos pela BlNAGRl,
doctnsentos
BINACRI, fichas de perfis qtie
que sofreram reajustes
e respectivos cartões perfurados).
Dentre toda esta gama de dados, estabeleceu-se como critério para
o levantamento, a análise do formulário de avaliação, cujo preenchimento e
devolução ao Serviço é obrigatório, visto ser tna
um dos meios constantes para
contato com o usuário, no sentido da obtenção imediata de dados para avaliação do grau de pertinência de seu atendimento.
Convém mencionar que cada listagem enviada é acompanhada de
um
formulário de avaliação (anexos 3 e4), no qual encontra-se indicada
data
de expedição, bem como o volume e o número da fita magnética processada (an£
xo 6}.
6).
Com base no exposto, a análise foi estabelecida com o intuito de
verificar:
- a quantidade de usuários com baixo grau de resposta no inicio
início '
do atendimento, passando a responder frequentemente ao serviço.
- a quantidade de usuários com alto grau de resposta,'desde
resposta, desde
o
início do atendimento.
inicio
- a quantidade de usuários com baixo grau de resposta durantg*--^.
durantg —
do o atendimento.

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

�499
RESULTADOS E CONCLUSÕES
CONCLUsSeS
- Do total de usuários selecionados, 92 (53,49Z) não responderam
média de .44 envios consecutivos
ao Serviço no início do atendimento (na media
ou
não de listagens), passando a responder ininterruptamente até
ate dezembro
de
1978. 0 que vem a comprovar a viabilidade do processo de educação
educaçao de usuã
usua rios através da prestaçao de serviços relevantes (anexo 7).
- Do total de usuários selecionados, 33 (19,19%), mantiveram um
alto grau de resposta desde o início de seus atendimentos (na média de menos
de 4 envios consecutivos ou não
nao de informações). Para a verificação do por que deste alto grau de resposta, foram levantados os níveis de formaçao pro^
pr£
fissional destes usuários, vindo a demonstrar que destes 33 usuários, 11 t^
nham formação a nível de bacharelado (33,33%) e 22 a nível de p5s-graduadosM.S. ou P.h.D.
F.h.D. (66,67%). Conclui-se desta maneira, que cursos de mestrado ou
doutorado beneficiam, indiretamente, os técnicos no processo de conscientiza^
conscientiz^
çao da necessidade e valor da informação como apoio
ção
apoio.aa seus desempenhos profissionais (anexo 7 e 8).
- Ainda do total de usuários selecionados, 47 (27,32%)
tiveram
resposta ao serviço (na média de mais de 4 envios, con
um baixíssimo grau de resposta.ao
secutivos ou nao, de informações). Desta forma também, foram
foreim analisados
os
níveis de formação
formaçao profissional destes usuários, demonstrando que destes 47
usuários, 36 tinham formaçao ã nível de bacharelado (76,60%) e 11 a nível de
pós-graduado- MS ou P.h.D. (23,40%), o que vem a reforçar a conclusão
do
item anterior (anexos
(anexos.77 e 8).
- Como dedução final, estabelecemos a necessidade de processos de
educação de usuários através da prestação de serviços adequados. Se progra educaçao
mas de educaçao de usuários forem montados, os serviços prestados por biblio^
bibli£
tecas ou sistemas de informação, passarao a surtir resultados mais imediatos
e menos onerosos. Contudo também, devemos ter em mente a extrema importância
dos processos de "conscientização de dirigentes" para o importante papel da
&lt;Jos
Informação e Documentação no contexto nacional, como meio de garantir a continuidade, a execução e apoio ãs atividades da área da Ciência da Informação.
ABSTRACTS
Presentation of agricultural sector users interaction with a Se
lective Dissemination of Information (SDI). Through this service,
Service, called Pe_r
Per
sonalized Bibliographies Service in Agriculture (BIP/AGRI), developed by the

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�500
National Library o£ Agriculture
Agricultura (BINAGRI), and based upon users response fre^
quency to the Service, it was noticed the need of
o£ awareness processess
for
agricultural techinicians towards the importance
inq&gt;ortance o£
of Information, with
ado
ption of users education programs thought weighty services
Services rendered."Leaders
Awareness" programs shall also be adopted as a means of ensuring continuance,
execution and support to the Information Science activities.
beferEncias bibliográficas
referEncias
bibliogrXficas
(1) CASTRO, A. C,
C. et alii. Evolução recente e situação atual da agricultura brasileira;
brasileira! síntese das transformações.
transformações.' Brasília, Biblioteca Na
cional de Agricultura, 1979. 270 p. il. (Estudos sobre o desenvolvimento agrícola, 7).
(2) CHASTINET, Yone S. et alii. Análise da expansão do Serviço de Biblio grafias Personalizadas em Agricultura (BIP/AGRI); um serviço brasile^
ro de disseminação seletiva da Informação. Brasília, Sistema NacÍ£
nal de Informação e Documentação Agrícola, Projeto
FNUD/FAO/BRA/72/
PNUD/FAO/BRA/72/
020, 1978. 12 p. Comunicação a ser apresentada no International S£
minar on Selective Dissemination of Information, Ottawa, 2 a 4 de ou
tubro de 1978.
(3) GANS, Carole. Education and training for the user and the Information
Specialist: on OverView.
Overview. Library Science with-a slant to Documentation. Bangarole, índia,
India, ^(2): 67-71, June 1978.
(4) M0NgE,F. Los usuários de la informacion agricola. Brasília
Brasilia
SNIR, 1976. 19 p. Comunicado apresentado na 8. Mesa
AgRINTER el.
AgRINXER
e 1. Reunião Nacional do Sistema de Informação e
ção Agrícola,
Af^rícola, Brasília, 8 a 11 de novembro de 1976.

EMBRATER/
Redonda
Documenta

(5) ROBREDO, Jaime. Documentarão de hoje e de amanhã. Brasília, Associarão
dos Bibliotecários do Distrito Federal,
pederal, 1978. 172 p,
p.
(6)

cm

problemática de la automatizacíon
automatizacion dei procesamiento
procesamíento de la informacion documentaria. Turrialba, Costa Rica, Asociacion Interamericana de Bibliotecários y Documentalistas Agricolas, 1978. 18 p.
(AIBDA. Boletin Técnico, 17)

Digitalizado
gentilmente por:

�501
alix.
(7) ROBREDO, Jaime et alii.

Uma avaliaçao
avallaçao do Serviço de Bibliografias

Pe^
Pe^^

sonalizadas em Agricultura (BIP/AGRI). Brasília, Projeto PNUD/FAO/
BRA/72/020, SNIDA, 1971. 11 p. Comunicação apresentada ao 9. Con gresso Brasileiro e 5. Jornada Sul-Riograndense de Biblioteconomia e
Documentação, Porto Alegre, 3 a 8 de julho de 1977,
1977. (DOC/TEC/78/015)
(8)

et alii.
alii, A base de dados AGRIS como suporte para o serviço
de
Disseminação Seletiva da Informação - BIP/AGRI.
BIP/AGRI, Brasília,
EMBRATER/
1976. 37 p,
p. (DOC/TEC/76/019)
(DOC/TEC/76/019)..
SNIR/Projeto PNUD/FAO/BRA/72/020, mai 1976,

(9) TAYLOR, Peter J,
J. La education
educacion de los usuários y el cometido de la ev^
eva.
luacion. Boletin de la Unesco para Ias Bibliotecas, Paris, 32(4):271luacion,
79, jul,/ago,
jul./ago. 1978,
1978.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�ANEXO 1: Fluxo "ciclo-resposta" da interelação dos vários setores da agricultura.

S02

Digitalizado
gentilmente por:

�503

SANTOS ni.no,
FIT.IIO, HERMES
iiermes PEIXOTO
peixoto

PERFIL:
PERFI1-:

üüll
EÜll

EMEUAPA
EMLUAPA
Centro Nac, de Posq.
CcnCro
Pcsq. dc
de
Mandioca c Fruticultura
Cx.Postal: 007
A^380 Cruz das Almas - BA
AA380
data
dala ínscr.
insrr.

Al'IEXO 2: Ficha de usuário
ANEXO

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

T1-Q8-76
31--08-76

�604
504

FORMUl/.mO OE
FORMUU.mO
OC AVALIAÇAO
|pr«•nc^• utn
|prMnc^•
um fonnwMfio
fomwUrio pt««
ptf« uó»
cada pvfill
parf il)
PERFIL tn lílMlil'-'
[iiQiiißiU
fCRFILW'
Ottttfttnirlo
Oatadtanirle
Dtti
4ê racabimamo
riotbitmww,
Oau da

LiiMmu
umim±j
i/iQ / ioi3i / ir'fii-.
líia_ZJ£l3LZ_!ÍllJ&lt;-&gt;

Vfc*r»dtt ao
VRarida
to miwita
fwjuttt da
dt Mu
Ml p^vfíl. o qua
qM implkarl
implfctrl num pr6«lmo
pr6«imo anv«
«itio )i|i lomtccndo
lomaccndo MannacÖei
Mormtcôei maif
mao partinaf^tt.
p«rtin«rt»i.
•o^ieitcnoi
ieH»o»i ao«
«oi mcm
ao^icMatnof »enjoRai
M«r&gt;s tbiixo.
abai«9. A ftNa
lalta a*
fl« dcvoluffo
davolucFe dcftt
dtata formuUrio.
furmulArio, apói
ap6« 3 tmioi
«miai fuecntvo*
tue«»««« dcfl« Nri9*ni
lir.aacna
dfda u^rAncia^
momltiia
ftfarAncMi^ (mpliecfi
tmpliecFl n«na
«i&lt;iomltita doStrvico.
flo Safwico.
UTlUrANOO-Sc OOS
1. RELAOONC.
RELAaONC. UTIU7AN00SC
DOS QilAORtbUOS
OUADRtblLOS A8AIX0.
ABAIXO. OS NÚMEROS DAS
OAS REFERENCIAS
SldUOGRAf ICAä
BIBttOGRÂf
ICAS OUlQUl O INTERESSAM (E8TCS
(ESTES NÚMEROS
t:ÚMEROS PRECEDEM
FRECEOEM CAOA REFERÉNO
REFEREnOAJAJ
i.-: I.I.I.M.I.I.I.M.I.I.I
I.l I I I I I I I I I I I I I I I I I I
7.9. ORCULE
CIRCULE NESSA RELAÇAO OS NÚMEROS
NÚ*^EROS OAS
DAS REFERCNOAS
REFERCnOAS OUE O INTERESSAM MAS OUE jA
iA
CONHECIA.

I * ) A»9p-*ic«wMdopJ}UBw&gt;r»a.
1*1
Aixp:icAchidop:.!3u;w&gt;rio.
ANEXO 3: ■ Fortitulãrio
Formulário de Avaliação - frente.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�505

5. Merrrt-fwi
Inforrrt-mt o número
númefo V»til
to?il 4rói rtftriititf
rc'«rjt4k»t biWpoyifcM
biblio^^ircii íft»cIon*d»t
fe(»ck&gt;n*d»t n*n» lifUjem
litUjem »mau,
«nnu, »• «rjalviti
it-mI vfti «mto
iodo
Mlisdt
miseda «tr*v&lt;i&lt;!c5U
«tr»v&lt;idc5Te Formullrb,
Fomullrio.

4. OeSERVAÇOES
08SERVAÇOE$

HERMB PeÍ/CTO
Hermes
Peíxctq 5fi»T0f,
^fiuTOf,
KOME UOISEL
UGIS EL '
NOTA •- Oir^s'!'cprcxijsdo
Oprtf; !.cp.'CXi»áo p*re
p«i'8 r«o,-,'
no,;-rrs‘iS9dtsiii»rif^íat
&gt;fn!ÇÍo d« íif»rtns&gt;«

&gt;
p.-rfil
f rcfcr«-«
rcfrrs-M ta AGUIM&gt;'
ACmM&gt;-:J^-. V. nd
n9
JLOiUS

OEWLVE« O PRESefrrC
DilWLVCR
PRErtírrC r0ft?.‘.UL/.rt10
r0ft?/.UL/.«10 A:
A;
SXP.VIÇ0 8IP/AGRI
scRvtçoerp/AfiRi
i- "
lUtillOTECA NACIOIJAL
MPL10TECA
NACIONAL E-E
:■£ AG«irULTÜRA
AGÍUpULTVRA EMNACni
RINAOni
8CN~C.N?-DI.*X“n9rj
C«&gt;u PcnjlPcml &gt;• 1CÍ4Ü2
10?4:t2
70.710
70.210 &gt;Gr«iill«Dr
rEr»il«* d:
■ 'r
ANEXO 4: Fonnulârio
anexo
Formulário de AvaliaçSo
Avaliação - Verso

Digitalizado
L gentilmente por:

*

'■li/ 11

12

13

14

�»fct

à*n («kp •

s-

-*^»5*1*4 «r&gt;

» ft

.&gt;»4K;«no?

1N»i 4«

líjü

4

"'*?. '■*''

yiw Ae *■»!»*•» «*« ♦'^
4 »« -•• »*
»ft»* ^ Iw w.«&gt;y.‘
Wí&lt;ró»tit~*eà ’’■Ç--'
- Se^&gt;' « tx-r4*. '5«+^
* '"•"
4« &gt;t«»&lt;lbnf«K. «nft^iri -t ftt Wj
{m vNríwd
W( vXí.WfcjriCAft^K-’.. t&gt;"'.
f; ;r-

-íaruAâ-J^TJtiÃ.

«4

^ • P4.1,’'í I-.'í

•CíU.C-«Wh'SíSC_'NÍâvt».li;-=í..ili,-

^.V , ' &lt;;*iCfA t» H-i'ih’«»V*/íc"!t'»»---.V^v^H*^■&gt;^*:*' j--«»-»»s xaíx. ^^! 'm"í-A“«‘&gt;'
noófL i&gt;}'i-'--' •' A,;..;, •
: : J i k.

I 4 11 { ». .
[J 2 ; : ■ b .
r ' ? ;
' «

l': ’

f

;

; .

•

; - i3íÂA*.v«o.?íví-M
r.. • . .I-ÍOAIUS»
i. vtft/(«.73»4Í«a
9 *í'rt«T- Of\.(n

•

,. '
..
!.-.-.
’ ■- i_.- I ’ . ^ ^ &gt; f. . . ,
%•- 4h's»»4 *■ ■•

oaiaV - oi?£ÍIevA. eb aiilímna^ :OXJÍÍ^A

Digitalizado
gentilmente por:

�507

Grau de resposta de usuários no serviço

Quantidade

Usuários com baixo grau de resposta no
início do atendimento (4 meses) passan
do a responder frequentemente ao serviço.

92

53,49

Usuários com alto grau de resposta
desde o início do atendimento.

33

19,19

Usuários com baixo grau de resposta em
todo o transcorrer do atendimento.

47

27,32

100

172

TOTAL DE USUÃRIOS
USUÃRI.0S

ANEXO 7: Tabela do grau de resposta de usuários ao Serviço.

Grau de
do resposta dos usuários

Níveis de formaçao
Níveis-'de
fo7*raaç.ao profissional
Bacharelado

Pos-grad.
Põs-grad.

Total

Usuários com alto grau de resposta ao serviço (
4 envios, consecutivos ou nao, de informações)

11 (33,33%)

22 (06,67%)
(66,67%)

33 (100%)

Usuários com baixo grau de res posta ao serviço ( 4 envios consecutivos ou não, de informação)

36 (76,60%)

11 (23,40%)

47 (100%)

ANEXO 8: Tabela do grau de resposta dos usuários/níveis e seus níveis
de formação profissional.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�508
CDU - 778.071:002
CDD 778.315
O0 MICROFILME COtíO
CCMO VEICULO
VEÍCULO 1®
I» DISSEMINAÇÃO
DISSEMINAçXo DE INFORMAÇOES
INFORMAÇÕES E A RESISTÊNCIA DOS
USUÃRIOS AO
usuSrios
ao uso
USO das
DAS MICROFORMAS
HUGO PAULO N.L. VIEIRA, Economista, analis_
anali£
ta de sistemas microgrãficos
microgrificos e responsável
pelo Setor de microfilmagem da Biblioteca
Nacional de Agricultura - BINAGRI.'
BINA(®I.
Embora a ciência da informação possua hoje em dia meios de
disseminação de informações altamente sofisticados, seus ^
ii
suários no Brasil ainda não se utilizam plenamente dos re^
r£
cursos que dispõem. Isso acontece com maior
incidência
quando observamos o uso do microfilme como meio de dissem^
nação, principalmente nas bibliotecas aonde a cópia ele^
trostatica ê mais solicitada do que a microficha, em que
trostática
pese que o custo do papel seja extremamente alto
quando
comparado com esta microforma. Os fatores que levam a tal
ocorrência originam-se na deficiência da formação dos usuários, desde a fase escolar ã academia e que muitas vezes
se prolonga ao contato com instituições de informação que
ainda não adaptaram técnicas avançadas para processamento
e armazenamento. Somente após a conscientização dos profi^
sionais, focos de disseminação de novos conhecimentos
e
costumes, nossos alunos e técnicos poderão romper as b£ff
bar_
reiras existentes no uso da microficha e passar a fazer de^
la o veículo de aquisição de informações.
1- INTRODUÇÃO
A comunicação e a informação tornaram-se nos últimos tempos as pri^
prin
cipais preocupações e tarefas do homem
hcmiem moderno e com justa razao,
razão, pois delas
depende todo o desenvolvimento técnico, científico, economico
econômico e social de t£
das as comunidades hiunanas.
humanas.
Visando uma melhor maneira de levar aos diversos setores de ativida
ativid^
des do homem a informação certa no momento exato, inúmeras estruturas e sistemas são constituidos e incrementados com relativa frequência. Com o desenvolvimento da tecnologia, estas estruturas e sistemas tornam-se dia a dia
mais sofisticados e racionais,
com a finalidade de acelerar
cada

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

&gt;

11

12

13

14

�r 509
vez mais o tempo de resposta.necessitado•
resposta-"necessitado,
Inúmeros meios de suporte,para
suporte para a informação são
sao disponíveis
atua_l
atua^
mente, graças ãs pesquisas e aos avanços tecnológicos deste século.
Um desses meios e o objetivo do presente trabalho: - o microfilme.
microfflme.
2- 0 MICROFILME E SUAS VANTAGENS

,

0 microfilme estã
está inserido no universo de técnicas de reprodução de
textos e imagens.
,
,
Embora largamente difundido nos países mais industrializados desde
antes da ultima grande,guerra,
grande guerra, somente foi introduzido no Brasil a cerca de
duas décadas e começou a ser mais conhecido e utilizado em fins dos anos 60,
quando deixou de ser manipulado somente em áreas estritamente fechadas e in^
ini^
ciou sua expansao para outros mercados mais comerciais.
Porem, em consequência de alguns anos de indisponibilidade como rotina nos meios de informação, não recebeu até o presente, por parte de seus
possíveis usuários, a percepção exata de sua utilidade como veículo de disse^
diss£^
minaçao. A viabilidade de sua utilização ã ampla e as vantagens
ofertadas
sao as melhores possíveis. Dentre as principais destacamos: . r ^
são
1- Segurança: - possui maior durabilidade, melhor e mais fácil conservação e possibilita um controle de assuntos tão eficaz como os dos sistemas convencionais de armazenamento de documentos, além de garantir integrida^
integrid£
de da informação.
•, ,
2- Redução de espaço: - possibilita maior economia de espaço para
armazenamento;
•
,
- .
3- Economia: - possui um custo de produção sensivelmente mais baixo
e possibilita um custo de manutenção interior ap
ao que geralmente se supõe,con
supoe,con
siderando a alta eficiência obtida, proporcionando ainda um menor custo de
aquisição e transporte;
* .
■
4- Rapidez de informação: - a principal característica do microfilme. A documentação possui uma maior facilidade de acesso quando microfilmada
corretamente, promovendo dessa forma maior rapidez de recuperação e consequentemente uma disseminação mais eficaz e econômica.
As vantagens de uso são evidentes e reais, tanto que o microfilme
hoje é uma realidade em todos os setores.
^
Na area biblioteconômica entretanto é que se observa, em vários pa^
paí
ses, uma utilização crescente e bastante aceita, o que é obvio em
em,função
função da
eficiência que o sistema proporciona em termos de aquisiçao e disseminação

Digitalizado
gentilmente por:

�510
de documentos, em microficha, (que é uma forma de apresentação do microfi_l
microfij.
me). Citamos como exemplo o grande império editorial McGraw, Hill Book que
há muito edita publicações através dessa microforma. Poderiamos enumerar uma
hã
série de exemplos, inclusive Universidades, na Améria e Europa.
No Brasil, em que pese a forte divulgação da técnica microgrãfica
micrográfica
nos últimos nove anos, nossas bibliotecas, em sua maioria, ainda não se utilizam de microfilme como fonte de consulta ou enriquecimento do acervo, bem
como, são raras as Universidade que se utilizam desse meio para instruir e
orientar seus alunos. Os motivos de tal fato são os mais diversos e abrangem
além de fatores ligados ã recursos financeiros até resistências de ordem ps^
colÕgica por parte dos usuários. E bem verdade que a tecnologia ainda é im
COlógica
portada e a falsa idéia de um alto custo de implantação de uma central de m^
crofilmagem, funciona como desincentivo ao sistema. Mas,’
crofilmágem,'
Mas, as principais bar^
ba£
reiras ainda são as existentes nos usuários de bibliotecas e algumas vezes,
nos próprios técnicos em informação.
I
■■
3- A RESISTÊNCIA DOS USUÁRIOS
USUÄRIOS DE BIBLIOTECAS XS MICROFORMAS
A falta de conhecimento e manipulação proporciona barreiras
ao
uso da microforma por parte de nossos usuários
usuários.estudantes
.estudantes e técnicos- e es^
tas surgem de tres maneiras:
- barreiras de ordem psicológica
- barreiras de ordem técnica
- barreiras de ordem financeira
e
Das três enumeradas, as principais são as de ordem psicológica
técnica, já que as de ordem finaneira poderão ser facilmente superadas, desde que as bibliotecas se equipem de leitores próprios para a
leitura das
microfiches.
microfichas.
A resistência de ordem psicológica éê a mais evidente e se apresenta
de diversas formas, tais como o "uso e costume" da busca da informação pelo
contato visual, ou seja, o primeiro contato com o livro e a sua forma visual
e as cores que possui, além do contato físico das mãos com o volume, resis tem em ceder lugar ao manuseio de um "pedaço" de filme com a
leitura
fria, mas objetiva, na tela de um equipamento. E as barreiras crescem ou di^
minuem de usuário para usuário, dependendo da constância do contato homem-nã
homem-má
croforma e da interação homem-máquina.
Mas as reações não se manifestam sempre dessa forma. Elas se divi dem em dois grupos intimamente ligados ao tipo de usuário: - os rotineiro e

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�-• 511
os eventuais e dentro das duas classificações e que se observa melhor o comportamento com relação ao uso da microficha e as restrições técnicas. Quando
a utilização das microformas na biblioteca é em caráter eventual as restri ções ou barreiras técnicas desaparecem para dar lugar ao atendimento da ne^
cessidade urgente da informação. Nesse caso, a motivação tem papel preponderante e qualquer falha do sistema de microfichas
microfiches deixa de existir, até que
o motivo da busca seja atendido. Por outro lado, a utilização rotineira não
possui a mesma motivação, ou seja, a busca da informação nao é em caráter ur_
ur^
gente e, neste ponto começam a surgir as restrições do usuário ao uso das m^
crofichas, entre as quais podemos citar: o tipo de leitor utilizado,oambien
te, a posição de leitura, a qualidade de microficha, o ponto de apoio para ^
notaçoes,
notações, enfim, toda uma gama de fatores que variam de pessoa para pessoa,
mas que tém como origem a falta de uso desde os bancos escolares, ou melhor
dizendo, a falta de contato ou familiarização com a microficha nas universidades. Acreditamos que atualmente esteja começando a ficar claro que os usu^
rios não são os únicos responsáveis pelanãoutilização, emlarga escala, da nú
croficha em bibliotecas. Essa falha nasce nas salas de aula e algtunas.
algumas vezes
no bloqueio do próprio bibliotecário devido a ainda não haver sido despertado em nossos profissionais o valor quantitativo da aquisição das informações
pelas microfichas.
Explicamos: - o apoio direto ã sala de aula com a microficha proporciona o
contato com a informação agregada através do conceito de coleção.
0 aluno passa a ter em mãos, com toda a facilidade, todas as publicações so^
S£
bre um mesmo assunto. Não
Nao podemos nos esquecer também que a microficha ,proproporciona, pela sua facilidade de disseminação, leitura simultânea de um mesmo assunto por diversas pessoas, além de possuir um custo extremamente baixo
quando comparado com o livro. Mas não paremos por aqui, fechando o circulo,
microfiches em sala de aula, depende e^
temos a dizer que um efetivo apoio de microfichas
fetivamente de reais sistemas biblioteconõmicos montados com esta visão.
0
quadro abaixo demonstra o ponto de vista exposto:

■4&gt; SISTEMAS BIBLIOTECONOMICOS

^SALA
SALA DE AULA

ALUNOS (OU USUÁRIOS)

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�812
Desta forma estaríamos construindo uma rotina de uso da microfiche
microficha
em bibliotecas mesmo apõs
apos a saída
saida do aluno dos bancos escolares, jã graduado,
e acreditamos também que os problemas encontrados pelos usuários no microfil
micro£i_l
me, como fonte de informação, deixariam de existir na sua quase totalidade.
4- A CENTRAL DE MICROFILMAGEM
MICROFILMAOTM DA BINAGRI
A Biblioteca Nacional de Agricultura - BINAGRI, possui uma Central
de Microfilmagem com o objetivo de facilitar o intercâmbio das informações £
xistentes no Brasil e em todo o mundo na área agrícola, assegurando e preservando, em espaço reduzido»
reduzido, a documentação nacional. Os pontos acima abordados
podem ser constatados através da nossa rotina de trabalho. Como ilustração
mostramos a seguir dados reais sobre a solicitação de cópias
copias dos documentos
que já existem em microfilme em nossa biblioteca. Antes porém,
porem, temos a dizer
que o nosso custo real de microficha é de Cr$ 5,00 e tem capacidade para receber até 60 fotogramas ou, traduzindo, 60 páginas, ou seja, corresponde a
um livro com 60 páginas. Por outro lado, uma cópia eletrostática a partir do
fotograma custa Cr$ 10,00, assim teríamos, que o mesmo documento em fotocó pia, a partir do microfilme custaria para o sistema de produção Cr$ 600,00.
A diferença é desproporcional: - Cr$ 5,00 para Cr$ 600,00.
Mesmo assim, devido a falta de conscientização dos usuários, a lenta proliferação do microfilme e a ausência de leitoras nas bibliotecas, ocasionam que o índice de solicitações e consultas de documentos, permaneça al
to em termos de papel eletrostátivo. Conforme mostram os quadros abaixo, em
1978, foram solicitados 2.043 documentos, dentre esses 1.410 foram em raicrofichas e 633 em cópias eletrostáticas. Em 1979, de janeiro ãi abril,
houve
1.751 solicitações, sendo 1.074 em microfichas e 677 em cópias papel, a partir do microfilme. Vejam que embora o custo do papel, em confronto com o fotograma, seja 12.048Z
12.048% mais cara, ainda permanece em nossos usuários a idéia
de que o sistema convencional, de cÓpia-papel,
cópia-papel, ainda é o melhor.
DEMANDA DE DOCUMENTOS MICROFILMADOS SOLICITADOS EM 1978:
espEcie
ESPÉCIE
Total documentos solicitados
Em microfichas
Em cópias-papel

cm

Digitalizado
gentilmente por:

QUANTIDADE

PERCENTUAL

2.043
1.410
633

1002
100%
69%
692
31%
312

�513
DEMANDA DE DOCUMENTOS MICROFILMADOS SOLICITADOS EM 1979 (janeiro ã abril)
ESPÉCIE
Total de documentos solicitados
Em Microfichas
Em Cõpias-papel

QUANTIDADE

PERCENTUAL

1.751

100%

1.074
677

61%
39%

A análise dos dados acima demonstrados, permite-nos obervar que
a
aceitaçao de copias
aceitação
cópias de documentos em forma de microficha
microfiche decresceu no primeiro trimestre de 1979, o que indica a ausência de algum fator novo de mot^
vação para a aceitação da microforma. A facilidade de disseminação e •’
vaçio
con
cori
centração de informações nas microfichas não estão ainda fazendo parte da ro^
r^
tina de trabalho dos usuários da BINAGRI.
5- CONCLUSÃO
Considerando os obstáculos identificados e os dados registrados na
Biblioteca Nacional de Agricultura no que se refere ã utilização da microficha pelos usuários, cremos indispensável desenvolver esforços para modificar
este quadro, conscientizando nossos técnicos e instituições sobre o sistema,
bem como nos preocupando com o nível de qualidade da nossa microfilmagem,pr£
microfilmagem,pro^
curando melhorar o padrao.
padrão. Hoje estamos, em termos de qualidade de produto,
bem próximos dos padrões da FAO que dissemina suas informações para todo
o
mundo em microfilme. Por outro lado, estamos também instituindo um sistema
de mala direta junto aos nossos usuários, principalmente àqueles
aqueles que se utilizam predominantemente das cópias papel, visando esclarecimentos das vantagens que podem ser obtidas com as microformas.
Esperamos de cada membro dos sistemas de informações que manipulam
com microficha como veiculo de disseminação, atitudes idencias
idências com vistas ãa
expansão do microfilme. Ainda temos a dizer que os bibliotecários de todo o
país, são os grandes responsáveis pela continuidade e pelocrescimento
das
nossas técnicas de informação nas nossas bibliotecas e consequentemente ju^
juii
to aos nossos profissionais.
ABSTRACT
ABSTRACT...
Although the Information Science has nowadays highly sophisticated

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�514
means for information diffusion, users in Brazil don't make yet a full
fúll use
of the available resources. It mainly accervs whenever we take the microfilme use as a means of dissemination specially in libraries where the hardcopy
is more requested than the microfiche, in spite of the extremely high paper
cost, in comparison whit this microform.
The factors leading to serch an occurrence have its origin in users
defective background, from school to university years, being it
extended
several times to the contact with information institutions which haven't yet
adopted advanced techniques for processing and storing.
Only through professional awareness, dissemination focuses for new
costumes and knowledge, our pupils and technicians will be able to break with
the existing barriers to microfiche use and make it the effective means
of
information.
6- BIBLIOGRAFIA CCWSULTADA
CmSULTADA
1- BIBLIOTECA NACIONAL DE AGRICULTURA (Brasil). Estatística de produção do
Setor de Microfilmagem
Microfílmagem - 1978/1979. Brasília, 1979. 16f. mimiog.
2- CENTRO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO MICROGRÍFICO,
MICROGRÄFICO, ed. Desenvolvimento de
sistemas microgrãficos avançados. S. Paulo, 1976. 154p. il.
3- GLEAVES, E.S. Creating an effective microform enviranment in limaries; a
self-instructional learning module. Nashville, School of Limary Science George Peabody college for teachers. 1976. 26p. il.
4- GRIEDER, E.M. Ultrafiche limaries: a limarian's view. Microform Review,
Review.
1: 85-100, am. 1973.
5- KOTTENSTETTE, J. P. Testing student reactions to educations microform:
many problems - a few answers. The Journal of Micrographic, 4(2): 738, jan. 1971.
6- RISNER, M.T. Micropublishing helps increase availamlity of non-book me dia references. The Journal of Micrographics,
Micrographics. 9 (1): 31-4. 120-2, set.
1975.
7- TAYLOR, R.S. Limaries and micropublication. Microform Review, 1: 25-7,
jan. 1977.
8- THOMAS, P.A. Microfiche in a special library.
43-4. fev. 1975.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

New Library World.
World, 76:
76;

�CDD
CDU

515
025.1773:610
778.25:61

ORGANIZAÇÃO DE DIAPOSITIVOS APLICADA Ã ÃREA BIOMEdICA

ROSALY FAVERO KRZYZANOWSKI
Bibliotecãria-chefe substituta da
Secção de Documentação Odontolõg^
Odontolõgi^
ca da Faculdade de Odontologia da
Universidade de Sao Paulo; CRB-8/
531
LEDA OGARITA DE FREITAS GONÇALVES
Bibliotecária do Setor de Inter câmbio e Divulgação da Secçao
Secção de
Documentação Odontolõgica da Fa culdade de Odontologia da Universidade de são
Sao Paulo; CRB-8/1533

RESUMO
As dificuldades atuais que se têm encontrado
na área biomidica,
biomédica, relativas ã organizaçao
organização de di£
dia^
positivos, motivaram a elaboração de um sistema p£
pe^
culiar de classificação,
classificaçao, armazenamento e recupera
recuper^
ção deste tipo de visual, na Disciplina de Patol£
gia Buco-Dental da FOUSP. Sua aplicaçao, visando
as necessidades específicas desta Disciplina, facilitou não
nao sõ a localização
localizaçao imediata dos diapos£
tivos, como a sua utilização simultânea pelos docentes, nas diversas programações didáticas e. de
pesquisa, em diferentes níveis e em assuntos correlacionados
re
lacionados..

INTRODUÇÃO
No mundo atual, o emprego de materiais especiais au-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�516
diovisuais vem se ampliando dia a dia. Desde seu aparecimento,
os livros e revistas encontraram um competidor nas bibliotecas,
passando aos poucos a abranger as novas formas de registro
da
informação e comunicação. Como conseqliência,
conseqllência, surgem’também
surgem também no ~vas regras de seleção, arquivamento e recuperação, uma vez que
08 audiovisuais requerem processos técnicos especiais para sua
os
organização, assim como, equipamentos específicos ã sua visuali^
visual^
zação e reprodução.
Em 1976, através de contato entre a Secção de Docu
mentação Odontolõgica
Odontologies e a Disciplina de Patologia Buco-Dental da
Faculdade de Odontologia da DSP,
USP, foi referenciada a necessidade
de organização dos dispositivos
diapositivos ali existentes, (cerca de 4.000),
por falta de uma metodologia definida ao seu armazenamento e ma
nuseio.
Os sistemas de classificação e códigos de catalog^
catalog£
ção existentes até então, relativos ao processamento técnico dos
audiovisuais 9, não atendiam aos objetivos almejados, dadas as
que
suas características gerais. Conscientes destas dificuldades que,
na realidade, ocorrem em todas as áreas da saúde, foi elaborado
um sistema de classificação e catalogação para completar as ex£
gências didáticas e de pesquisa daquela Disciplina, de modo
a
permitir não somente o arquivamento dos diapositivos e sua posterior recuperação, como também facilitar a intercalação daqueles já registrados, a partir da organização implantada.
Devemos deixar registrado que, de princípio, aventou-se a possibilidade deste tipo de material, existente em todas as disciplinas da FOUSP,
FODSP, ser centralizado na biblioteca,to£
nao hou
nando-o acessível para consulta e/ou empréstimo. Porém, não
ve aceitação por parte das mesmas, por acreditarem serem os di£
dia^
positivos de interesse específico para cada disciplina ou mesmo
para cada docente. Este fato deu origem aos trabalhos de elaboração do sistema ora descrito.

MATERIAL E MÉTODO
1.

Estrutura do sistema de classificação
Foram pesquisados diferentes sistemas de classifi-

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
ciem
st
em
*

11

12
12

13
13

1
14

�517
cação7&gt; 5, 8, 10, 12 e de catalogação^» ^» ^,nao sendo encação2,
contrado, no entanto, nenhum que se aplicasse ãs reais necessidades da Disciplina, principalmente, no tocante a re^
rea^
lização de esquemas de aulas.
Desta forma, foi elaborada uma lista preliminar dos
assuntos existentes no campo da Patologia Buco-Dental, com
base na obra de SHAFER^^.
Esta lista, após alfabetada, foi dividida basicabásica mente, em 17 (dezessete) grandes assuntos ou classes, para
os quais foram dadas notaçoes
notações alfabéticas:
A - Agressões físicas e químicas
B - cárie dental
C - Cistos e tumores odontogênicos
D - Dente, alterações regressivas
E - Distúrbios de desenvolvimento
F - Estomatodermatologia
G - Glândulas salivares, patologia
H - Infecções bacterianas, micõticas
micõticas,, parasitárias e virovirõt i cas
ti
I - Metabolismo, doenças
J - Nervos e musculos, doenças
K - Ossos e articulações, doenças
L - Patologia geral
M - Periodonto, doenças
N - Polpa dentária e periápice, doenças
0 - Reparação
P - Sangue e õrgaos hematopoiéticos, doenças
Q - Tumores benignos e malignos
A partir destas grandes classes, foram distribui dos os assuntos específicos, obedecendo o "princípio da se^
se
qlléncia
qUéncia útil", que significa a distribuição dos assuntos ,
partindo do geral para o particular.
Para os assuntos específicos, colocados também, em
ordem alfabética dentro dos grandes cabeçalhos correspon dentes, foi adotada uma notação numérica decimal de 000 a
999. Por exemplo, para o grande cabeçalho B - Cárie dental
foram relacionados os seguintes cabeçalhos específicos:
I ■

Digitalizado
gentilmente por:

■

■

I' V j j I " ■ q

�BIS
B18
B - cárie 4ental
dental
010 Cemento, cárie
020 Dentina, cárie
030 Esmalte dentário, cárie
040 Placa dentária
Como regra geral, nesta seqUência numérica adotouse intervalos de 5 em 5 ou de 10 em 10 casas decimais permitindo assim, uma elasticidade no tocante a intercalação
futura de novos assuntos.
Com a representação final de todos os cabeçalhos
gerais e específicos e dadas a eles uma notação mista (alfabética e numérica), originou-se uma tabela de classifica
classific^
ção alfa-numérica, complementada por um índice alfabético
de assuntos, que remete para as classes correspondentes no
corpo da mesma. 0 conjunto tabela e índice compoem
compõem o sistema de classificação alfa-numérico. Houve ainda, preocupação
por parte das autoras, em indexar os assuntos pelas
suas
palavras chaves, isto é, indexar diretamente pelo
assunto
abordado e não pelo aspecto sob o qual ele foi estudado. No
caso de cárie da dentina foi dada a entrada por dentina, cá
cá'
rie, o que facilita a localização direta do assunto desejarije,
do (cárie é o aspecto sob o qual a dentina está sendo abordada). No índice do sistema de classificação encontra-se a
remissiva: Cárje
Cárie da dentina vide Dentina,
Dentina. cárie (020) ,que eé
a forma pela qual foi indexado na tabela de classificação .
Isto faz com que o pesquisador localize sempre o assunto de
d£
sejado, independentemente da sua forma de indexação.

2.

Arquivo, registro e recuperação
Preparado o sistema para classificar os dispositivos, faltava ainda, definir as formas para registrá-los,a£
quivá-los e recuperá-los. Para isto, foram estudados vá quivã-los
rios aspectos entre os quais podemos destacar: economia de
espaço físico na Disciplina;valor dos equipamentos a serem
adquiridos e sua durabilidade;facilidade de acesso aos di£
dia
positivos e recolocaçao
recolocação dos mesmos no arquivo; capacidade

cm

Digitalizado
gentilmente por:

m.

11

12

13

14

�519
física interna do arquivo e, principalmente, a facilidade
de inserção de novos diapositivos
dispositivos na coleção, sem quebrar
a seqUência
seqllência do sistema de organização adotado.
2.1

Arquivo
Analisados todos estes itens e considerado ainda,
que a sala a ser utilizada para o arquivamento dos
diapositivos era suficientemente arejada e que estes
eram bastante manuseados, optou-se pelo uso do arqui
vo para pastas suspensas da marca "Bernardini" e pelas carteias de politileno, marca "Fotop1 ast",com c£
pacidade para 20 diapositivos cada uma. Para a indicação dos assuntos no arquivo,foram
arquivo,for am usadas sub-guias
especiais para pastas suspensas, da marca "Ruf".

2.2

Registro
Para registrar o diapositivo a ser inserido no
acervo da Disciplina de Patologia Buco-Dental, adotou-se um caderno comum, de capa dura e pautado. Nes
te caderno foi assentado o número de registro (tombo)
do diapositivo, seguido do seu assunto e seu número
de cIassificaçao
ciassificaçao (fig. 1). Como sabemos, através de^
de£
te livro de tombo, tem-se a possibilidade de controlar o numero de diapositivos existentes na coleção da
Disciplina, além de auxiliar na identificação de um
diapositivo, que porventura venha a se extraviar.

2

3

Digitalizado
gentílmente por:
4 gentilmente

I Sc a n
stem
I Gereflclancnto

11

12

13

14

�520
2•3
2.3

Recuperação
Para a recuperação

dos diaposicivos
diapositivos no seu acer-

vo, foi usado um fichãrio de identificação, formado
por fichas unitermo^»
Estas fichas (fig. 2),medin
do 15,8 X 21,3 cm., possuem um espaço na margem sup£
supe^
rior para a colocação
colocaçao dos assuntos. Na parte inferior, elas estão divididas em 10 colunas representadas pelos algarismos de 0 ã 9. Todos os diapositivos
de um mesmo assunto, sao registrados na ficha do assunto correspondente, na coluna cujo algarismo coincide com o final do número de tombo recebido pelo dia
dÍ£
positivo a ser arquivado. Após a anotação dos diapositivos, estas fichas sao rigorosamente arquivadas era
em
ordem alfabética de assunte.
assunto.
A ficha unitermo foi adotada, primeiramente, pela
facilidade no processo catalogrSfico,evitando-se
catalogrãfico,evitando-se dÍ£
criminaçoes tais como: título, tamanho, cor do diap£
sitivo, etc. que são exigidos em outros sistemas de
catalogação e que para a Disciplina de Patologia foram consideradas desnecessárias. Em segundo lugar,
por permitir uma visualização imediata quantitativa
dos diapositivos existentes sobre um determinado assunto. E, em terceiro lugar, como ponto considerado
altamente relevante, por possibilitar a indexaçao de
um mesmo diapositivo em mais de um cabeçalho de assunto. Exemplificando, ao c1 assificar-seassificar-se - um diapositivo em Dentina, cárie
carie (B020) e este servir ainda,pa
ainda,p£
ra estudos sobre o assunto Preparo cavitãrío,
cavitário, efeito
(A120) , o diapositivo será registrado, também, na f£
f^
cha deste último assunto, na área indicada para "assuntos secundários" (fig. 2 e 3). No entanto, o diapositivo será sempre arquivado sob o cabeçalho de as^
a£
sunto considerado primordial, neste caso, em Dentina,
cárie (B020)
(B020).. Com o recurso de indexar um mesmo diapositivo sob mais de um cabeçalho de assunto, partese naturalmente, para um melhor aproveitamento do acervo existente.

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc
Scan
an
stem
st
em
I Gereflclancnto
Gervulaoinitv

ii
11

12

13

14

�521

cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

’•IjJ 11

12

13

14

�522
3.

Aplicação do sistema
Até o momento, foram descritos os recursos emprega^
dos para a organizaçao dos diapositivos: o sistema de classificação; o arquivo; as carteias de politileno; o registro
e as fichas ünitermos.
unitermos. Neste ponto cabe informar como estes
i
recursos foram objetivamente aplicados e adotados como norma (fig. 4).
Existindo na Disciplina de Patologia Buco-Dental
diapositivos,, foi necessário, inicialmente,
cerca de 4.000 diapositivos
separá-los por grandes assuntos, tomando por diretriz a tabela de classificaçao já elaborada e, a partir daí, classificá-los dentro dos assuntos específicos. Para caracteri zar melhor cada diapositivo classificado, foi adotado o uso
de uma letra minúscula ao lado direito do seu número de cla£
clas^
sificaçao, determinando, desta forma a caracterizaçao
caracterização do
mesmo. Esta, originou-se do seguinte código:
clínico
radiográfico
esquema
histológico
macroscopico

=
=
=
=
=

c
r
e
h
m

Cada diapositivo ao ser processado
processado,recebeu
,recebeu uma et^
queta autoadesiva, da marca "Pimaco"
"Pimaco",, modelo Q-1226,onde
Q-1226 ,onde f£
ram colocados a sua classificaçao e caracterizaçao. Concom^
Concom£
tante, foi levantada do arquivo a carteia onde ele seria po£
teriormente inserido. Isto porque,dependendo do assunto, hou
ve grande quantidade de diapositivos, o que exigiu, mais de
uma carteia por assunto. Nestes casos, as carteias foram n£
meradas dentro dos assuntos, nao
não somente para facilitar a
localizaçao dos diapositivos no arquivo, como também, para
evitar dificuldades na recolocação das carteias (fig. 5).
Identificado o número da carteia, este foi acrescido na et£
queta autoadesiva do diapositivo.
A seguir, o diapositivo foi registrado no livro de
tombo e o número de registro foi, também, anotado na
sua
etiqueta autoadesiva (fig. 6).

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�523

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�524

ho 6 - DIAPPSITIVO
FIG
OIAPPSITIVO COM SEU NUMERO DE LOÇALI
LOCALI ■
ZAÇAO NO ACERVO (num«ro
(nuniaro d«
d* chamada)
chomada)

Formado o numero
nSmero de chamada, este foi anotado, por
fim, na ficha unitermo.
Neste momento, analisou-se o diapositivo quanto ao
seu aproveitamento sob outros cabeçalhos de assunto(assun
tos secundários).
Completados todos os registros, o diapositivo foi
inserido na carteia de politileno.
politileno, colando-se.
colando-se, antes porSm.uma etiqueta autoadesiva com o nSmero de ton^
tombo d'
d

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�525
positivo na "janela" que seria preenchida. A finalidade
desta etiqueta é a de facilitar a recolocaçao do diapos^
tivo, quando retirado da carteia.
As carteias foram arquivadas de acordo com o sis tema de classificaçao
ciassificaçao adotado, isto é, ordem alfabética
dos grandes assuntos e dentro destes, ordem numérica decimal dos assuntos específicos (fig. 7).

CONCLUSÕES
Um sistema de organizaçao de documentos tem por fi^
f^
nalidade a sua reunião - agrupando-os pelos seus assuntos coordenados e subordinados - e arquivamento de maneira a permitir:
recuperá-los, individualmente, dentro da coleção existente; retirá-los, com rapidez, para consulta; devolvê-los,
devolvé-los, sem dificuldades, ao seu lugar estabelecido dentro do arquivo; inserir novos documentos ã coleção sem quebrar a sua seqllência lógica.
Com base nestas considerações, verificou-se:
1. foi benéfica a implantação
implantaçao deste sistema de organizaçao
para os diapositivos da Disciplina de Patologia Buco-Den
tal da FOUSP , uma vez que atendeu plenamente aos quesi pré-estabe1ecidos e acima expostos;
tos pré-estabelecidos
2. os efeitos da implantação do sistema já atingiram outras

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereflclancnto

11

12

13

14

�526
disciplinas da FOUSP
FOUSF,, que passaram a adotã-lo, justifica
do pela sua praticidade;
3.

4.

5.

este sistema, apesar de ter sido dirigido àquela Disci plina, pode, no entanto, ser utilizado em qualquer área
especializada, bastando para isto, adaptar os
assuntos
e sub-assuntos de interesse àã tabela de classificação al
fa-numérica descrita neste trabalho;
os intervalos de 5 em 5 ou de 10 em 10 casas decimais,
deixados na seqUencia numérica da tabela de classifica çao, trouxe realmente, resultados positivos, uma vez que
já foram intercalados novos assuntos sem quebrar a sua
ji
seqtiência lógica;
seqUência
finalizando, e valido um alerta àqueles que desejem orga
nizar seus acervos de diapositivos,
dispositivos, pois que, apesar do
sistema aqui empregado ser bastante simples, os envolvimentos exigidos durante a sua aplicação provaram que,qual
quer que seja o sistema a ser adotado, deve-se avaliar,
com muito critério, os objetivos desejados e as condições
existentes para desenvolvê-lo, a fim de nao
não resultar numa atividade duplamente árdua: a reformulação do sistema
já implantado.

SUMMARY
The present difficulties found in the biomedical
area related to slides organization motivated the preparation
of a classifying system,storage
system,stor age and recuperation to this type
of visual material at Discipline of Oral Pathology of the
School of Dentistry of the University of São Paulo. Its appl^
appli
cation facilitated the immediate localization of slides and
their simultaneous utilization by the
the-facuity
faculty in several dilevels and related
dactic and research programs, in different leveis
subjects.
subj
e cts.

REFE,RÊNCIAS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AGUIARI, C.S.A.L.; PINHEIRO, M.C.P.; CAMPOS, E.C. - Diaposi^

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Sea n
stem
st
em
I Gereflclancnto
Gervulaoinitv

11

12

13

14

�527
tivos. Rev. Esc. Enf. USP, ^ (1):
(l)í 70-80, mar. 1971.
AMERICAN CÂNCER
CANCER SOCIETY, INC. -.Manual of tumor nomenclature and coding. New York, 1968.
ra
3. ANGLO-AMERICAN CATALOGING RULES. Chapter 12 revised: audio
audio^
visual media and special instructional materials.
materiais. North
American text. Chicago, A.L.A., 1975. 56p.
A. ASSOCIAÇÃO PAULISTA de BIBLIOTECÁRIOS - Método "unitermo" ou
4.
indexaçao coordenada. Sao
são Paulo, 1969^
1969"i 3p. //39
39 Curso de
atualizaçao profissional/
5. BLACK, A.D. - Classification
Cl assification for dental literature. Chicago,
A.D.A., 1972. 24p.
6. CATÁLOGO
CATÄL0G0 do USUÄRI0.
USUÁRIO. Rev. bras. Saúde ocupac., 33^ (9): 54-7,
54-7',
j an./mar. 19 75 .
7. CÕDIGO
CÖDIG0 de CATALOGAÇÃO ANGLO-AMERICANO. Trad,
Trad. e adap. por
Abner Lellis Corrêa
Correa Vicentini. Brasília, Edição dos Tradu
Tradii
tores, 1969
1969.. p.392-407.
nomenclature
8. COLLEGE of AMERICAN PATHOLOGISTS - Systematized nomenclatura
of medicine. Chicago, 1976.
1976 .
9. KRZYZANOWSKI, R.F. - Audiovisuais.
Audiovis uais. Sao Paulo, 1974. p.l
/Apostila de aula/
10. ORGANIZACIÕN
0RGANIZACIÖN PANAMERICANA de la SALUD - Cl assificacion
assificaciõn internacional de enfermedades: aplicada a odontologia y estomat o 1 ogiã~^
to
o g i~a~^ Washington , 19
1977 0.
0 . 107p . /Publicacion
/Publicaciõn cientlf
cientif ica n9 206/
11. SHAFER, W.G.; HINE
HINE,, M.K.; LEVY, B.M. - A textbook of oral pathology . 3.ed. Philadelphia,
thology.
PhiladeIphia, Saunders, 1974. 853p.
12. STRAUSS, C.D. - A suggested expansion of the NLM classification scheme for dentistry. Bull. med. Libr. Ass., 61 (3):
328-32, July 1973.
2.

Digitalizado
gentilmente por:

I Sea n
stem
I Gereflclancnto

11

12

13

14

�528

PROGRAMA COMPUTARIZADO DE

CDD 029-70216

PROCESSAMENTO DE ENDEREÇOS

3;058-7
CDU 68L 3;
058-7

(Experiência de informação na Ârea
írea da Saúde)

Dr. Aron Nowinski
Coordenador de Programas de Infor
maçao e Serviços da BIREME
Luiza Maria R. Cepeda
Bibliotecãçia da Divisão de Documentação da BIREME
Eduardo Fernando M. Fujii
Analista de Sistemas da Unidade de
Processamento de Dados da BIREME
Sebastiao Santiago Barretto
Analista de Sistemas da Unidade de
Processamento de Dados da BIREME

RESUMO
Experiência adquirida pela BIREME na elaboraçao de um programa computarizado de processamento de endereços, utilizando um mini-computador Digital PDP
11/34.

O programa permite um acesso rápido e fácil a um único banco de da-

dos de endereços, classificados por categorias e assuntos, resolvendo os pr£
blemas de uniformidade, economia de tempo e distribuição mais adequada

das

informações produzidas, ás instituições e usuários com os quais a BIREME
BIREMEman
man
têm contactos.

A recuperação dos endereços pode ser feita através de pes -

quisa "on line", de listagens ou de etiquetas gomadas, utilizando-se a combinação dos seguintes elementos registrados:
ria e assunto.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por;
por:

País, Estado, cidade, catego-

�529
INTRODUÇÃO
Com o propósito de recuperar informação necessária

ao desenvolvi-

adminis
mento dos programas de rotina biblioteconomica, de estatística, de adminis^
traçao, de elaboraçao de diretórios e de recuperação da informação produz^
tração,
produzj^
da na área da saúde, a BIREME adquiriu um mini-computador, Digital PDF 11/
34, implantando uma Unidade de Processamento de Dados.
Este programa de automatizaçao de sistemas de trabalho já conta com
os seguintes bancos de dados:
- DSI - Controle de Pedidos do LACRIP e INAN
r RNP - Registro Nacional de Patologia Tumoral
- USP - Registro de Patologia da USP
- CFI - Controle Financeiro
- FDP - Folha de Pagamento
- AMX - Controle de Almoxarifado
- INV - Controle de Inventário
- PER - Controle dos Periódicos
' - ETI - Recuperação de Endereços
- MSH - Lista dos cabeçalhos MeSH (Ingles-Português)
- LEG - Informações sobre Legislação em Saúde
- UBD - Banco de dados bibliográficos:
-

Index Medicus Latino-Americano
Literatura nao Convencional
Artigos sobre Nutrição
Artigos sobre Câncer
Artigos sobre Mal de Chagas

Este documento corresponde ãâ experiencia adquirida
de um cadastro de endereços, que figura como programa ETI de

na elaboraçao
Recuperação

de Endereços e constitui apenas um instrumento de trabalho na atividade di
ária da BIREME.

cm

2

3

Digitalizado
por:
4 gentilmente por;

12

13

14

�530
ANTECEDENTES
As dificuldades encontradas para um rápido e fácil manuseio dos en
dereços das instituições e usuários com as quais a BIREME mantém

contacto

levaram a buscar uma solução ao problema pois:
- cada seção possuía o endereço de uma mesma instituição de forma diferente;
- havia falta de comunicação entre as seções a respeito dos endereços

das

instituições com as quais a BIREME mantinha contactos;
~- encontravam-se dificuldades em
cm manter os endereços atualizados;
- não se tinha claro as áreas de interesse de cada instituição quando
fazia necessário o envio de material bibliográfico e correspondência,
que dificultava o envio de material ás
ãs instituições e usuários para

se
o
os

realmente relevante e útil;
quais o mesmo seria rcalmente
- havia impossibilidade de envio rápido e oportuno das . informações processadas pela BIREME.
Levando em consideração as dificuldades enconcradas e considerando
a experiência positiva da utilização do computador para os

participantes

do Programa de DSI em Câncer e Nutrição, resolveu-se elaborar um

sistema

centralizado de recuperação de endereços utilizando o mini-computador PDP11.
OBJETIVOS
Permitir a todas as seções acesso rápido e fácil a um único banco
de dados de endereços classificados por categorias e assuntos, resolvendo,
assim, o problema de uniformidade.
Fazer o envio adequado de qualquer informação aquelas
àquelas instituições
às quais a mesma será de real utilidade.
ás
Economizar tempo de trabalho do pessoal de secretaria que será liberado dos serviços de datilografia de envelopes, uma vez que o computador

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�531
fornecerá etiquetas com os endereços.
Utilizar um formulário de preenchimento de endereços a fim de

po-

dermos alimentar permanentemente o sistema, mantendo-o atualizado.
Facilitar a constante atualizaçao da mala de endereçamento de

re-

messas .
messas.
METODOLOGIA DO TRABALHO
A Seção de Informações Referenciais da Divisão de Documentação reu
niu as listas de endereços que eram utilizadas pelas diferentes seções
BIREME, selecionou, completou e uniformizou os endereços das
que seriam colocados no

da

Instituições

sistema.

Junto com a Coordenadoria dos Programas de Informação da BIREME fo
ram estabelecidas categorias e assuntos para as Instituições de acordo com
os interesses dos programas desenvolvidos pela BIREME.
A classificação
classificaçao das Instituições foi efetuada de acordo com essas
categorias e assuntos.
Solicitou-se também o assessoramento do pessoal da Unidade de Processamento de Dados da BIREME para que mediante os dados fornecidos, estudassem a forma de entrada e recuperação dos endereços no computador.
Elaborou-se uma codificação para acompanhar cada endereço.
Com esta codificação pretende-se recuperar os endereços por

meio

de um unico numero de entrada (mantendo também o número já
jã dado anterior mente aos participantes dos programas de DSI), por País, por Estado (no ca
so do Brasil), por cidade e por categoria e assunto.
Preparaçao do Manual para armazenamento e recuperação de endereços.

Digitalizado
gentilmente por:

�532
EXPLICAÇÃO DOS ELEMENTOS DO CODIGO
BRSP01/12N84

19 Elemento - PAÍS - Segue o codigo de países da tabela do Formato CALCO.
Ao preencher o formulário deve ser consultada essa t£
bela que integra o manual constituindo o Anexo 1.
Exemplo:
BR

29 Elemento - ESTADO - Usado só
sõ para o Brasil e Estados Unidos.

Para

o

Brasil segue o código dos Estados da tabela do forma
to CALCO.

Ao preencher o formulário deve ser con -

sultada essa tabela que constitui o Anexo 2.
sulcada

Para

os Estados Unidos da América do Norte foi preparada
uma tabela de acordo com pesquisas elaboradas. Anexo 3.
Exemplo:

SP

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�533
39 Elemento - CATEGORIA - As Instituições foram agrupadas de acordo com .as
seguintes categorias: Anexo A4
1
2
3
A
5
A
7
(3
9
10
11
12
13
lA
14
15

ASSISTENCIAL
CENTRO INTERNACIONAL
CENTRO NACIONAL
ENSINO
EXTENSÃO
FINANCIAPORA
FINANCIAUORA
OPAS-CENTRO
OFAS-CENTRO
OPAS-OIVISAO
OPAS-rnUISAO
OPAS-REPRESENTANTE
OFAS-REPRESENTANTE
OROAO DE
HE CLASSE
ORGAO
ORGAO GOVERNAMENTAL
PESQUISA
SUBCENTRO
EHITORA
EDITORA
BIBLIOTECAS COMPLEMENTARES

Nota: As instituições poderão ser classificadas até
Nota;
até.tres
tres (3) categorias.
Exemplo:

01 - Assistencial - Instituições nas quais a prestaçao de serviços de saúde a comunidade ée a função principal.
Exemplo:
C001/12N288
HOSPITAL SANATORIO SAN CARLOS
BIBLIOTECA
CARRERA 13 N. 28-A4
28-44 SUR
APARTADO AEREO 4973
BOGOTA
BOGOTÁ
COLOMBIA
02 - Centro Internacional - Instituições responsáveis pela coleta de infor
maçao em âmbito internacional.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�534

Exemplo:
C01303/131618N303
C01202/131618N303
CUD - IIIRC
IDRC
ClID
CENTRO I. INWEST. P/ EL HESARROLLO
DESARROLLO
BIBLIOTECA
BIPLIOTECA
CALLE 72»
72. N. 5-83 - PISO 8.
APARTADO AEREO.53016
AEREO. S301Ó
BOGOTA
DOGOTA
COLOMBIA
COLOliDIA
03 - Centro Nacional - Instituições responspaveis pela coleta de informa çao em âmbito nacional.
Exemplo:
CR03/19N39S
CR03/19N395
CONSEJO NAC CIENC Y TECNOLOGIA
APARTADO 10318
SAN JOSE
COSTA RICA

04 - Ensino - Instituições que se dedicam como função principal ao ensino.
Faculdades, Universidades, Escolas, Cursos, Centro de Educa çao.
Exemplos:
B004/MN260
B004/14N260
DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA
UNIVERSIDAD MAYOR DE S FRANC ZAVIER
ZAWIER
CALLE ESTUDIANTE»
ESTUDIANTE. 19
CASILLA 266
SUCRE
BOLIVIA
DOLIUIA

BRAL04/12N1
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAUDE
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
BIBLIOTECA
CAMPUS A.C. SIMÕES CIDADE UNIVERSITÁRIA
57000 - MACEIÓ - AL

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

s,

11

12

13

14

�535
05 - Extensão - Instituições que complementam as atividades de pesquisa e
atendimento ã comunidade.
Exemplo:
_ ~
BRSF05/16N86
CETESB
BIBLIOTECA
AU PROF HERMMAN JR»
AV
JRt 345
05459 - SAO PAULO - SP

06 - Financiadora - Instituições que dao suporte financeiro ãs atividades
de ensino, pesquisa e extensão.
-Exemplo:
Exemplo:
—
BRRJ06/N702
FINEP
AV RIO-BRANCOr
RIO.BRANCOf 124 - 9. ANDAR
20000 - RIO DE JANEIRO - RJ
FINANCIADORA
financiadora

07 - OPAS-Centro - Modalidade operativa da OPAS que procura realizar em d^
ferentes graus codas
todas as funções principais de investiga
ção, educaçao, prestação
prestaçao de serviços de assessoria e di
çao,
fusão de informação.
Exemplo:
JM07/13N464
DR. JOHN MICHAEL GURNEY
CARIBBEAN FOOD
FOOD'AND
AND NUTR.
NUTR.' INSTITUTE
UNIVERSITY OF THE VEST
UEST INDIES
P.O. BOX 140
KINGSTON
JAMAICA

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�536
08 - OPAS-Divisão - Componentes da estrutura interna da Organização Pan-Americana da Saúde.
Exemplo:
,
USDC08/N707
niUISION OF ENUIRONMENTAL HEALTH
DIUISION
PAN AMERICAN HEALTH ORGANIZATION
52S
525 TUENTY-THIRD STREET N.W.
WASHINGTON, HC
WASHINGTON.
nc 230037
ESTAKOS UNIDOS
09 - OPAS-Representántes
OPAS-Representantes - Ãreas da OPAS, Representantes de países.
Exemplo:
rAR09/N434
DR. DANIEL LOPEZ-FERRER
REPRESENTANTE DEL AREA VI
OFICINA SANITARIA PANAMERICANA
MARCELO T. DE
PE ALUEAR 6S4 - A.
4. PISO
BUENOS AIRES
ARGENTINA
1J
Orgão de Classe - Abrange associações, sindicatos, colégios,
10 - Grgão

acade -

mias, sociedades que representam as respectivascla£
respectivas cla£
ses profissionais.
Exemplo:
—
D010/12N234
SOCIEKAD DOMINICANA DE PEDIATRIA
HEROES
CENTRO DE LOS HEROF.S
SANTO DOMINGO
REPUBLICA DOMINICANA
—

&gt;

■»

11 - Orgão Governamental - Órgãos ligados ao governo Federal, Estadual, Mu
nicipal:

Ministérios, Secretarias, Divisões, D£

partamentos.

Digitalizado
gentilmente por:

�537
Exemplo:
—— —
—
BRSP11/16N153
SUPERINTEND. CONTROLE DE ENDEMIAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAUDE
BIBLIOTECA
R TAMANDAREf 693
01525 - SAO PAULO - SP

—\N

12 - Pesquisa - Institutos, Fundações, Centros, Laboratórios e outros

que

se dedicam como função principal ã pesquisa.
Exemplo:
BRRJ12/08N48
COMISSÃO NAC DE ENERGIA NUCLEAR
BIBLIOTECA
R GAL SEVERIANOf
SEUERIANOf 90 TERREO
BOTAFOGO
20000 -RIO
-.RIO DE JANEIRO - RJ
—

J

13 - Subcentros - Instituições convidadas pela BIREME para se responsabiH
zarem pela coordenação das atividades de informação

na

área da saúde na respectiva região e servirem de elo entre as instituições e a BIREME, integrando a Rede Nacional de Informação em Ciências da Saúde.
Saude.
Exemplo:
BRBA0413/N4
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
BIBLIOTECA CENTRAL
UNIU. VALE DO CANELA CAMPUS UNIV.
CIDADE UNIVERSITÁRIA
■40000 - SALVADOR - BA
40000

14 - Editoras - Estabelecimento ou Organizaçao que edita livros ou public£
public^
çoes seriadas.

Digitalizado
gentilmente por:

�538
Exemplo:
BRSP14/N708
BRSPI4/N708
MCGRrtU-HILL DO
no BRASIL LTDA.
TABAPUA. 1105
R TABAPUAt
ITAIM BIBI
04533 - SAO PAULO - SP

15 - Bibliotecas Complementares - Instituições convidadas pela BIREME pelo
fato de possuir acervo da area da saúde.
complementar ao acervo da BIREME, inte grando o Subcentro de São Paulo.
Exemplo:
BRSP0415/14N4SÓ
BRSP0415/14N4BÓ
FACULDADE DE ODONTOLOOIA
UNIVERSIDADE DE SAO PAULO
DOCUMENTACAO ODONTOLOOICA
ODONTOLOGICA
SECAO DE DOCIJMENTACAO
RUA TRES RIOSf 363
C.P. 8216.
01123 - SAO PAULO - SP
;
49 Elemento - ASSUNTO - Âs
4?
As Instituições foram agrupadas de acordo com

os

seguintes assuntos. Anexo 5

1
2
o
A
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
16
le
W

Nota:

AGRICULTURA
BIOCIENCIAS
BIOLOGIA
BIOMEDICINA
BIOQUÍMICA
bioquímica
EDUCACAO
EDUCACAO FÍSICA
ENERGIA NUCLEAR
ENFERMAGEM
FARMACIA
INFORMACAO E DOCUMENTACAO
MEDICINA
NUTRIÇÃO
ODONTOLOGIA
PSICOLOGIA
PSICOLOOIA
SAUDE PUBLICA
VETERINÁRIA
RECURSOS HUMANOS
TECNOLOGIA

0 código de assunto segue imediatamente a barra. Um mesmo endereço
pode ter ate
até tres (3) assuntos.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�539
Exemplo:

' ‘

59 Elemento - NOmeRO
NOMERO DE ENTRADA - EÊ o número de entrada do endereço no sÍ£
si£
tema.

Esse número vem precedido da

le-

tra N.
Exemplo:

. - (

N84

Explicação de um endereço completo
BRSP0112/12N132
• INSTITUTO DA
BA CRIANCA
UNIVERSIDADE DE SAO PAULO
PIBLIOTECA
AV DR ENEAS DE CARVALHO AGUIAR. S/N
CP 22067
05403 - SAO PAULO - SP

cm

BR

- País: Brasil

SP

- Estado: São Paulo

01

- Categoria: Assistencial

12

- Categoria: Pesquisa

/12

- Assunto: Medicina

N132

- Número de entrada no sistema: N132

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�540
ENTRADA DE
PE DADOS NO
«0 SISTEMA
SISTEHA
£j^gfessAr endereços no sistema
sisteme utiliza-se
utiliza“Se o formulário n9
Para ingressar
nÇ 1,
de acordo com as normas descritas a seguir:
a) Preenchimento do formulário
01 - NOME DA INSTITUIÇÃO, PESSOA
Campo com 35 caracteres, portanto quando necessário as palavras devem
ser abreviadas de acordo com a tabela de abreviaturas. Anexo 6
lElSlçLlDlELlMlElDL|ELiç|i|RLlDlELly!BlElR|L|A|MlD|ilA|_LLI
1- |E|s1çLId|eL|m|e|dLIeLIçIíIbLI2IeLIuIb1íIbIlIa|n|d|ÍIaLLU
02 - NOIE
NOME DA ENTIDADE A QUE ESTÍ
ESTÄ SUBORDINADA
Campo com 35 caracteres, portanto quando necessário as palavras devem
ser abreviadas de acordo com a tabela de abreviaturas. Anexo 6
ly!MlilyLlE!§lDÍElR!Alul_|D|ElJy|BlElBlblAlülDlilòl_LLLLI_l-l
2- |y|N|il^Ll£l§|D|E|R!A|LLlD|E|JU|B|ElBlk:lAlül2lil£iLLI_LI_l_U
03 - PREENCHA COM BIBLIOTECA OU BIBLIOTECA CENTRAL
Campo com 35 caracteres que deve

ser preenchido cora
com as palavras

M-

blioteca ou Biblioteca Central ou o nome específico da Biblioteca se
esta o possuir.
3- l&amp;lilèlulilolilElçlALLLLI_l_l_LI_l_LLLLLI_LU_LLl_Ll
3.
I&amp;IíI&amp;IlIíIo1iIeIçIaLLLLI_I_I_LLLLI_I_LI_I_LLI_LLLI_I
04 - ENDEREÇO
Campo que compreende duas linhas com 35"
35 caracteres cada uma.
ve constar:
constar;

Nele de

Rua, Número, Bairro, Caixa Postal ou Apartado Aéreo.

abreviaturas que devem ser usadas nesse campo estão relacionadas

As
em

nota no^rõprio formulário.
lÁlSíLIPlAÍB!Á|^LIS|/|NLI;iL|J|AlR|D|ilM!_|ylMly|A|R|AÍMl^LI_LI
lÁlSíLl£lAlB!ÁI^LIs0NLI-LIJ|A|R|DlilM!_|y|M!ylA!BlA|M|^LI_l_l
Continuação ão
do ENDEREÇO
lçl£Llál312LLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLI
lçi£Llál3l2LLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLI

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

�541
05 - CEP
Campo com 5 ou 6 caracteres.

Para o Brasil o número deve ser retira-

do do "Guia Postal Brasileiro - Código de Endereçamento Postal".
5. |3|8l4lo|o|_|
|3i8l4lo|oi_|

~ ^j O

06 - CIDADE
Campo com 22 caracteres.

0 nome da cidade deve ser colocado por

ex-

tenso.
6. lylBlElBlklAlülDlilALLLLLLLLLLLLI
lyiBiEiBlLlAlylDlilALLLLLLLLLLLLI
07 - UF
Campo com 2 caracteres.

Usado só para o Brasil ou Estados Unidos.

Consta do Código
CÓdigo das Unidades da Federaçao de acordo com a tabela do
formato CALDO para Estados Brasileiros. (Anexo 2)
Para os Estados Unidos da América do Norte foi preparada uma tabela de
acordo com as pesquisas elaboradas. (Anexo 3)
7. lyy
tolêi
08 - PAÍS
foT^po com 2 caracteres.
^=mpo

Consta do código de países, de acordo com a

tabela do formato CALCO. (Anexo 1)
8. iBiRl
09 - CATEGORIA (S)
Campo que compreende tres linhas com 2 caracteres cada uma.

ÉE preen-

chido com o número correspondente àã categoria atribuída ã Instituiçaa
Instituição
A cada Instituição podem ser atribuídas até 3 categorias.

Consultar

Anexo 4.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�S42
542
9.
9- !olâl
!q|ííiI

LU
LLl

Ijj
LLÍ

10 - ASSUNTO (S)
Campo que compreende'tres linhas com 2 caracteres cada uma.

£E preen-

chido com o número correspondente à categoria atribuída ã Instituição.
A cada Instituição podem ser atribuído até 3 assuntos.

Consultar A-

nexo 5.
10.
I1I2I
10- Iii2l

LLl
LLI

LLi
LLI

PROGMHA COHPUTARIZAOO
PROGRAW
COHPUTMIZAOO DE
0£ PROCESSAMENTO pE
pC ENOEREPOS
ENDEREÇOS
formulário de
FORMULÁRIO
DE ENTRADA NO SISTEMA
FORMULÁRIO
FORMJIARIO NP
N« 1
NCME
NOME DA
OA INSmUICAO
INSTITUIÇÃO OU PESSOA OU REVISTA
1.
1- IflslsLfelsLIöteteLteLlslilBLIßlsLIiite'ilBltWHielilALLLLLI
l§ISlçLl5lçLlí!tefeLteLl£Ü.lBLIelsLlkfe'ElBlil4lHlelÍlALU_LLI
NOME OA
DA ENTIQAOE
ENTIOAOE A oilE
QUE ESTA SUOOROINAOA
SUeCROINAOA
*• lylSlilyLlElIlBlElSlAltLlBlãLItílBlglBltlôlylSlilBLLLLLLLLLI
yiSlil^UElÉtelUsWtLlBteLlylBlglByAlíSlolilôLLLLLLLLLI
PREENCHA COn BIBLIOTECA
5I6LI0TECA OU BIBLIOTECA CENTRAL
iBlifelkülQlilEl&amp;lALLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLI
J- teliblklibtitei&amp;lALLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLI
ENDEftCÇO (vcA t¥)Xa.
ENDEREÇO
N0Xa aboóco)
■ &lt;• lAlíLfelÂlBlÃI^LlSUlllLlc.LIJlAl5l£lillil_l!ilalalAlBlBl£!lALLLLLI
lAhiLfelAlBlAl^LlÊlAflHLL.L!JlAlslsaiJíLtSílMlalAlBlA|MlALLLLLI
'Contiftua^O
■ CàntifiuaçSo do
ào EKOERCÇO
ENOERCÇO
lllllllllllllllllllllllllllullllllli
LLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLULLLLLLLI
CIDADE
UPT&lt;Ó
p/Fnuil •0
CEP
CIOAOC
UFfoó p/BraM
OSÁ)
XJSA)
S- êieiâlfilcLl
geiâtolcLI «•
6. lylBfebltlAlMlBlilAl_LLLLLLLLLLLI
|ob!elBlLWtitolilAl.LLLLLLLLLLLI 7. ôIêI
IüIê!
COOIGO 00
CÚOIGO
DO PAlS
ÇATECORIACS)
ASSUNTO(S)
ieajuactu mamai)
{coAàttttoA,
múirtuat)
(caiuutEoA
{eaiuuttaA. wutuat)
nuiutCI
(uiuiiCÁM
(cAPUoCòtA. manueZ)
mamai)
•- IBIBI
»■
teiBi
»• m
blâl LU
LLI LU w- Iil2l LLI
LLl LLI
LLl
HffTAt
LISTA de
OE abreviaturas
ABREVIAJURAS PARA
tnátAtç» inUxiaK
AnUxUK
MOTAi lista
para o0 ENDEREÇO tluU*t(a
A£ - Apartado
Conjunto
■ ■ '
Apartada Átroo
Aírae CJ - Coníwita
AL - ÁÍamtáa
CF - Oaim
Caixa foatal
Postal
AiaÊaada
CP
am -• Apartananto
Traça
A?
AparUsnênto
PC - Praça
AV - Aastti^a
Avanüb
R -* Am
Pua
BL - Blaoa
Blooo

b) Ingresso de novos endereços e correção dos jã existentes
Cada Seção do Departamento de Biblioteca e do Departamento de Administração disporá do formulário n?
n9 1 que deverá ser preenchido tanto para o ingresso de um novo endereço como para a correção de endereços já e-

cm

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

ar:?
12

13

14

�543
existentes.
0 formulário preenchido deverá ser entregue ao Setor de Informações Referenciais que realizará a revisão e autorizará o ingresso de acordo com as instruções do Manual.

RECUPERAÇÃO DE INFORMAÇÕES
A recuperação dos endereços pode ser feita através da
"on line" de listagens ou de etiquetas gomadas,
”on

dependendo da

pesquisa
finalidade

da recuperação.
Podem ser recuperados e combinados entre si os seguintes elementos :;

Cidade = (Cl)

Estado = (UF)

Categoria = (CA)

País = (PA)

Assunto'
Assunto = (AS)

0 sistema permite tantas combinações desses
desses'elementos
elementos quantas fo
rem necessárias.

Os conectores lógicos que podem ser usados nas

ções "on line" sao:
são:

e^;

ou;

e não.

A seguir damos exemplos de algumas pesquisas "on line e
em listagens e etiquetas.

combina»
saídas

Usamos para esse propósito os endereços dos Sub

centros da BIREME no Brasil, Bibliotecas Complementares e Bibliotecas colaboradoras de Subcentro de São
Sao Paulo, localizadas na cidade de São Paulo, iii
in
tegrantes da Rede de Informação na Ãrea
Ârea da Saúde.

Digitalizado
gentilmente por:

�544

RUHP8-U
V04B
HUNTS-11 U04S
UCII NOfttPAC
ucn
HGRIFAC
&gt;C ETI
CTZ
SELECIONE :I X1
8CUECX0NE
2
3
A4
S5

«4f
-

ENTRADA
ENTRAOA DE
OE DADOS
AUTERACAO DE DADOS
INFORHACAO DE ENDEREÇO
XNFORHACAO
LISTAS OU ETIQUETAS
RELACAO DE FAXSES
PAÍSES E ABREVIATURAS T4

(CI&gt;»CZDÂDE &lt;UF&gt;»E8TADO
(CI&gt;«CIDÀDE
(UF’&gt;«E8TADQ (rA&gt;«PAXS'&lt;CA&gt;»CATEOORIA
&lt;PA&gt;«PAIS'(CA)»CATEG0R1A (AS&gt;«ASSUNTO
&lt;AS&gt;«ASSUNTO
TERHO TSUBCENTRO(CA)
TERNO
TSUBCENTROCCA) # 1
17 REFERENCIAS
X7
TERNO T
TERHO
SELECIONE ft 1l • 2 3 A4 -

ETIOUETAS
ETIQUETAS
LISTA NO TERNINAL
TERHINAL
LISTA NA JNPRE8SORA
IMPRESSORA
CONTINUAR PESQUISA
PESOUISA ^^2
^2

NUMERO DA PESOUISA
PESQUISA TI
DEVE IMPRIMIR
INPRINIR BIBLIOtECA
BIBLIOTECA T8
TS

»RRN0413/N42
BRRN04t3/NA2
SERVIÇO CENTRAL DE
SCRVICO
DC BIBLIOTECAS
UNIV FEDERAL DO RIO GRANDE
CRANDE DO NORTE
AV lÍERHES
HERNES DA FONSECA» 7BO
780
STOOD - NATAL -* RN
STOOO

BRRS0413/t2NÓ4
BRRS0413/t2Nó4
FACULDADE DE MEDICINA
UNIV FEDERAL DO RIO CRANDE DO SUL
BIBLIOTECA
R SARMENTO LEITE» S/N
TOOOO - PORTO ALEGRE - RS
90000

BRSC0413/N72*
PR8C0413/N72
UNIV FEDERAL DE SANTA CATARINA
BIBLIOTECA CENTRAL
CAMPUS universitário TRINDADE
86000 - FLORIANOPOLIS
88000
FL0RIAN0P0L18 - SC

»RPI0413/N74
DRPI0413/N74
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PlAUI
PIAUÍ
BIBLIOTECA CENTRAL
CAMPUS UNIVERSITÁRIO
BAIRRO ININCA
ININGA
44000 - TERESINA
TERE8INA - PI
Pt

BRPR1304/12N77
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAUDE
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANA
BIBLIOTECA
R PADRE CAMARGO» 280
CP 1508
80000 - CURITIBA ~- PR
OOOOO

cm

2

3

Digitalizado
gentílmente por:
4 gentilmente

11

12

13

14

�545
PRAH0423/22N3
nRAn04!3/12N3
TACULKADC DE
FACUL2&gt;ADC
l*t CIÊNCIAS
C2CNC2AS DA
2'A SAUDE
FUNDACAO UNIVERSIDADE
FUNliACAO
UN2UERS12iAl*e DO AMAZONAS
D2DL10TECA
DIDLIOTCCA
AV DR. MARTINS
AU
MART2NS SANTANAt
SANTANA* I0S3
1053
69000 - HANAUS - AH
Ó9000
AM

BRBA0413/N4
DRDA0423/N4
UN2VERS1DADE FEDERAL DA BAHIA
UNIVERSIDADE
DAH2A
BIBLIOTECA CENTRAL
D2DL10TCCA
CAMPUS UNIV.
UN2V. VALE DO CANELA CIDADE UNIVERSITÁRIA
UN2VCRS2TAR2A
40000 - SALVADOR •- BA
40000.DA

PRCC0413/22N7
PRCE0413/J2N7
CCNTRO DE CIÊNCIAS DA SAUDE
UNlVERS12&lt;A2rC
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARA
DIDLIOTECA
DIDLXOTECA
R ALEXANDRE DARAUNA*
DARAUNAt 1019
PORANGADUCU
FORANCADUCU
Ó0000 - FORTALEZA &gt;• CE
ÓOOOO

BRDF0413/N8
DRDF0413/NB
UNIVERSIDADE DE
BRASILIA
UN1VERS2DADC
DC DRASILIA
BIBLIOTECA CENTRAL
DIDL20TCCA
AGENCIA POSTAL N.IS
AGENC2A
N.15
CAMPUS UNIVERSITÁRIO
UN2V.CRS2TAR20
70000 - DRASILIA
BRASÍLIA - DF

PRCS0413/N25
PRCS0413/N1S
CENTRO HEDICO
CCNTRO
MED2C0 DA UFCS
UFES
UNXV FEDERAL KO
DO ESP2R2T0
ESPIRITO SANTO
UN2V
DIDLIOTECA
D2DLX0TECA
CAMPUS MARUIPE
CAHFUS
MARUIFE
29000 -" VITORIA &gt;- ES
CS

BRMG0413/12N1B
DRMC0413/22Nie
FACULDADE DC
DE MCD2C2NA
MEDICINA
UNIV FEDERAL DC
UN2V
!•£ M2NAS
MiNAS GERAIS
BIBLIOTECA J. .DACTA
D1DL20TECA
BAETA V2ANNA
VIANNA
AV ALFREDO DALCNA*
BALENA. 190
30000 - DELO
BELO HORIZONTE
H0R2Z0NTC -• MG

DRRAO413/N30
DRPAO413/N30
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA
UN2VERS2DADE
DIDLIOTECA CENTRAL
D2DL10TCCA
CAMILO SALGADO 1 - GUAMA
R CAM2L0
CUAMA
CAMPUS UN2VCRS2TAR20
UNIVERSITÁRIO
66000 - DELEM «- PA
00000

DRPD0423/N33
BRPB0413/N33
, ,
^.
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAXBÀ'
UN2VERS2DADE
PARATDA^
BIBLIOTECA CENTRAL '~
D2DL20TECA
' ^
CH&gt;AD£ UN2VERS2TAR2A
UNIVERSITÁRIA
Cll*A2iC
56000 - JOAO PESSOA
P»
PB
-■ ‘• ^
-A V
.‘

DRPE1304/12N34
DRPE2304/22N34
CENTRO DC
CCNTRO
DE CIÊNCIAS
C2CNCXAS DA SAUDE
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PCRNAMDUCO
UN2VCRS1DADC
PERNAMBUCO
BIBLIOTECA
D1DL20TCCA
AV PROF MORAES REGO*
RECO* S/N
C12&lt;ADC
CIDADE UN2VCRS1TAR1A
UNIVERSITÁRIA
SOOOO - RECIFE - PE
50000

BRRJ0413/N38
DRRJ0423/N38
. 1*% ví &lt;ív
NÚCLEO 2*C
DE DOCUMCNTACAO
DOCUMENTACAO DA UFF
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
UN2VERS2DADE
R DENTO
BENTO MAR2A
MARIA DA COSTA* 125-A7r
tlS-A
CP 1050
f.
24000 - N2TER01
NITERÓI -&gt; RJ

nRRJ0423/12N46
DRRJ0413/12N46
CCNTRO
CENTRO DE
DC CIÊNCIAS DA SAUDE
UN2V
UNIV FEDERAL DO RIO
R20 DE JANEIRO
JANE2R0
BIBLIOTECA
D2DL20TECA
ILHA DO FUNDÃO - 2C
ZC 32
CIDADE UN2VERS2TAR2A
UNIVERSITÁRIA
20000 - RIO
R20 DE
DC JANC2R0
JANEIRO - RJ

BRRJX2I3/16N59
DRRJ22l3/léN59
INSTITUTO OSVALDO
2NST2TUTO
OSUALDO CRUZ
BIBLIOTECA
D2DL10TCCA
AV DRAS2L*
BRASIL* 4365
CP 926
20000 - RIO
R20 DE
DC JANE2R0
JANEIRO - RJ

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

ii

12

13

14

�546

TCRHO
TEKHO ?SAO
?9M rAUtO&lt;CI&gt;
PAUtO&lt;Cl&gt; • Ii
ta KCFEREMCIAS
92
KcreReNciAS
TERNO
TCRHO TOnONTOLOClR(RS&gt;
rOnONTOLOCXA(AS) t 2
25 RCFCRENCIAS
REFERENCIAS
TVCTERXNARIA(AS) t• 3
TERNO TVET£R1NAR1A&lt;AS&gt;
lé REFERENCIAS
TCRHO TBIOOUIHICA(AS)
TERNO
T»100U1HICA&lt;A$&gt; 9• 4
13
S3 REFERENCIAS
TERNO ?PSIC0L06IA(A$&gt;
TCRHO
?P$ICOLOGIA&lt;A$&gt; • S5
1S REFERENCIAS
TCRHO tl C 23 • é4
TERNO
1t RCFERCNCZAS
REFERENCIAS
TERNO ri CE 3 •4 7
TERHO
3 REFERENCIAS
TCRHO ri
TERNO
?1 CE 4 • a•
It REFERENCIAS
TFRHO TI
71 EC 5 • f9
I1 referencias
REFERENCIAS..
TERNO ?4
TERHO
T4 CU
OU 7 4• 10
16
4 REFERENCIAS
TERNO
TERHO
OU Ww •4 ti
11
5S REFERENCIAS
7£»Mn
fr»wn
OU 97 4• 12
4 REFERENCIAS
RCFERCNCZAS
TERNO rSlPLlOTECAS
TERHO
TBIRLXOTECAS COHFCenCNTARES&lt;CA&gt;
CONFtEHENTARES&lt;CA&gt; 4 13
5S REFERENCIAS
TERNO
TERHO ?I2
?!2 EC 13 4 14
RFFFf^rKrTAS
sS Rrrr^rtkrrAS
t«R5P04tS/0S10NS7
l«RSF04lS/0S10Ne7
CONJUNTO tiAS
I'A5 OUZHICAS
OUINICAS
»IRttOTCCA
MBtLIOTCCA
»LOCO 4 "&gt; CZtiAtiC
1*L0C0
ClKAIiC UNIVCRSITARIA
UNIVERSITÁRIA
OSSOa &gt;• SAO PAULO •- SR
05500
SP
PRSF0415/1SN137
PRSP041S/X5N137
(&gt;C FSICOLOOIA
PSICOLOGIA
INSTITUTO I&lt;E
UNI
UMÍIC !•£
umOE
r&gt;C SAO PAULO
»IPLZOTFCA
0I0L1OTFCA
C1C&gt;A1&gt;E
UNIVERSITÁRIA *- CP
CF 114S4
11454
C1»AIX UNIUCRSXTARIA
O5SO0 - SAO PAULO
05500
FAULO • &amp;F
SP
DRSP0415/14N44«
DRSF04IS/14N44»
FACULDADE DE ODONTOLOGIA
UNIVERSIDADE DE SAO PAULO
FAULO
SECAO DE DOCUNCNTACAO
SCCAO
DOCUHENTACAO ODONTOLOOlCA
ODONTOLOßICA
fcUA TRES
RUA
TRCS RIOS»
RIOSr 343
C.F.
C.P. 0214
8214
01123 - SAO PAULO
FAULO - SP
SF

Digitalizado
gentilmente por:

S&gt;RSF0415/17N11S
»RSP0415/17N11S
FAC I'E
(&gt;£ NEOICINA
HCOtCXNA VCTCR
VETER E ZOOTECNIA
200TECN1A
UNlVCRSlliAOC DC
UNlUCRSII»AC«
K SAO FAULO
PAULO
mPLlOTCCA
SlFLlOTECA
»LOCO 23 •- Cn&gt;AOE
{•LOCO
CZ&amp;ADC UNIVERSITÁRIA
UNIVERSITARZA
ossoe - SAO FAULO
05500
PAULO - SF
SP
»RSP1215/17Nt44
{•RSF1215/17N144
NUSEU DE ZOOLOGIE
HUSCU
ZOOLOGI/k
PAULO
UNIVERSIDADE DE SAO FAULO
»IDLIOTECA
DIDLIOTECA
AV NAZARC«
NA2ARE# 401
04243 •- SAO PAULO
FAULO ~- SP
$F

�547

#1UKrS-Ít
nunrS-lt V04B
uci: ii&amp;kieAC
tscii
noFtu&gt;AC
&gt;C ETI
SELECIONE t$ 1
2
3
4
5

«69
&gt;-'
•
-&gt;
•-

ENTRADA DE DADOS
ALTERACAO DE DADOS
XNFORNACAO
ZNFORMACAO DE ENDEREÇO
LISTAS OU ETIQUETAS
RELACAO DE.rAZSES
DE RAISES E ADREUZATURAS
ADREUIATURAS T4
?4

(CI&gt;*CIDADE (Ur&gt;«ESTADO
(CZ&gt;*CZDADE
(UF)*ESTADO (PA)-PAIS TCA&gt;«CAT£GORIA
&lt;&lt;CA&gt;*CAT£GQRIA &lt;AS)*ASSUNTO
(AS)*ASSUNTO
TERMO TSf&lt;UF)
TSfíüF) «# 1
131 REFERENCIAS
TASSISTENCIAL&lt;CA&gt; • 2
TERMO TASSZSTENCZAL(CA)
n REFERENCIAS
:. TI
TERMO TENSINO(CA)
TENSZNO(CA) #« 3
249 REFERENCIAS
TERMO ?PESOUZSA(CA)
TFCSQUISA&lt;CA&gt; « 4
52
S2 REFERENCIAS
^
TERMO TORCAO
TORGAO GOVERNAMENTAL(CÀ)
GOVERNAMENTAL(CA) • Z5 .
19 REFERENCIAS
Ti eC 2 «♦ 6
TERMO ?1
27 REFERENCIAS
-Sj
í

TERMO Tl
?1 ^É 3 ♦» 7 ^
39 REFERENCIASi
REFERENCIAS **?
?1 E 4 *'
♦ 8e
TERMO fl‘
18 REFERÉNCiAS
REFERENCIAS
A
?1 E 5 ♦ 9 ■
TERMO TI
5S REFERENCIAS
TERMO T
SELECIONE :t 1
2
3
4

cm

-&gt;
••-

ETIQUETAS
LISTA NO TERMINAL
LISTA NA IHF-RESSORA
IMPRESSORA
CONTINUAR
CONTINUAR, fÍESOUISA
ESOUISA ?3
T3

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

ar:?
11

12

13

14

�548

=
&gt; &amp;
ÍSü ».
;.
Oo 2"
V* n
••gtt
í••« 0&lt;k
íl
«•«
ãicO —.o—
r»«&gt;M MU
Mu um»:? Us1&lt; •&gt;25
Io
SS
|e
atr. L ou
TéX6.0K
oo w«. ?;gsss
■••«W
-• -j o
VVIK
«I
Sí^ 0*1^0^
ou *. M^ caomo
2S§8
e.»
a UM
ÇStf Oo&gt; ^ SiAAun
«oM
« T- e sot4
«*oSO
&lt;• S « &lt;9 «so*^
“~OO«« íU
CJM k&gt;(C
0*0
k&gt;« O(4

u
it »£4 «W
«
“&lt; &lt;Is 35
•• ‘K. jü5^ ^S
2S iS o
22
n M«uu S« _ 3s.
;;ssõ
tal « _*I
XV•«M«.UOUM^
o2T£2m
ãO MO^u Ov&gt;M&lt;« nno^
^
«*2*-,.
«tf w(0 Äp* &gt; er«
.^^222
A&lt;A«UO
A&lt;*&lt;00

8Sf
8
ãS
s3
c»

9í
)
o
r««4 ^ rc cd
ZM
^
2"«
. S(A*
X&gt;•rcr« UU
ou
U
13
tfCí«C£ wM^ wu2z e» »I
'•«M—X AAO
o M(A o
U«h.Ooo MMu LSM-u.• tfa «4M
tf mn
ceQÖ «-lA
*-•» MA {£tí c.Uu OM

s
§á
I !
z«s
o
rc•««z «’ &gt;ow ^o«
ou
uuwM Z2 MW
rcC«XV•cMUMtll
o ^ tiio cr&gt; iI
MoOmSoOV3_
So
Muorc— Wrc^
e.Cov»E
otttf »&gt;MZ(A uer«M
A A o*tf
,A M OA &lt;» oo
.»
oo

2,is
t:.S(
CAM n« tI
1=3
l-s
0*5
w(AV) •«*&gt;
u&lt;
•&gt;A' Woi
°&lt;Mo
°&lt;2o
«iM
« vt«
R5*5
t4U
mO
Xçeg.
K Sw I
SO^Nrt
U&amp;s«s
Vi «*
£S??

3h.
gSt o. “I
5 o &lt;
a X s§
S S I»-&lt;
2“
^ ã3
3S&lt;|
r«.M .MUf
MU &lt;•• 1&lt;
i*58
“‘S8„'
oSgjíiSS
-íM g®•
4.&lt;n talM
OJ• k.*
Ktfo M«
UM OU
*u
*4. “«•■•A

8
i«i
!o I§
i s
58
1^
S3
I'
MS
is
I
‘
23
IJl
tf C« tf&lt;1 q 1«
&lt;U
«o
S“ S3
8 uÜl
i SS8
£Sg
n.c S « «^ .mc e &gt;cM ««tf« o«tf
««o
W»
XC oou
oS u çu - S r«XN MOA
^snMiM uUwp*^ U(i
•M•4•Mt-a
LIuXz I
MMtf
op*e «n
o
imw
&gt;c
2m
iü
M
z
rc
n
P&lt;LI
U «M
AO«*
sr?sí:
^3SÍJ8
C3cn«tf Ot*2X M•«ZX AUAO
M. »«—A^ _orc. tfo AP&gt;9
Mto«_ ok5
M
&gt;no
z
z
AP»3
Atf
A^3 a«o
a -c on

8
sÇJ »*&gt;
g 3
«» a
II
^:
I %
2 o tf o e
âo §3
gtai ue
fi It: aJ»?
^22
gs!
- • ^zX O9
:s
.
_
íg
Zi9«
t*•« «uwu&lt; Itlo/W
S.Xu£ «ow&lt;
r&lt;r«ZX zX2X utf«
XN. «H
tf »- ou
OUu I*
?ou »&gt;oS"t•«u t4• o^ St2I“A
4.Mtn Miic Aau Ccu; tf«I-I Mo
A.uuu«n
oXz «Moe e»
zÕ»Ã&amp;M
« •« C aecao OM
e&gt;i-i&gt;« tfc«

i55 8
-5
£S
S3 *S»
.
Ilí«SS
«M
«a Í3
$o
|e
AO
z r o'
33
Mmm
*.cS»?
&gt;z OO
A«
X w nc U« aS
SS'
tf M
38 UA «O
t
Oo«

•M cn orc
2s«
t
**&lt;« n
«&lt;
MA
4, ZW
2f
“•à 2i
B«Z
UO
otfã
AU« U3
?U«
S2
«ií
ss-^aÍI
S5-*tfÍ|
fcr&lt;•«M1,'ooe) 9ouw uwu _^oO aA.
StalO^M
X—•• u4u w»V»q oej: í;&gt;a^.._It
o hltal M ue
UO
wjn
axotfsa:Sas-

I
a
«ÍÊl -5
q|
Xrcr« S«
AA&lt;tf ;
A•«XN AMM
a« hiuuA AAMKzc uI
AozAdto
zo
* ® Çc .
c.. u u o o

iíu ‘.áu
*» 52
3S io
£0
NS^SoS
mZIiI
m«ttf ^I
•«Zltl «MoS
Vtfta*
XZH
•MMo9 «o
tf «•MO MM
tf« •«
w&gt;Ulf«
6.«MU
MlAMA
M»&gt; AU utalM
ur*rc
SSõoS
SSSeS

o*

XA A« «o «• I'
uo AttZ
&amp; «oownArc
Mv)AU
csA oxev)
tf tfo.

su
8
Lf tf
McmN Oo
0*0
M«0 oA obn
*00
AXr:.S toOoA ou&lt;tf Oo&lt;tf
fC4 =r; “»“3 fMc"&gt;
X «»C •

cm

1

rí o
« no
£A X- «
tfAM
o
&lt;oo
o
••AM WMa tf«0MA Ooc4.
rcC42XAM &lt;ccCC« UuU&lt;« PUpu*1n 10&lt;M«
XV UUMA I
oAMu4 »•AAa OoAMu_j ooetf« rcr«NI»&lt;»
o oi-&gt; A “3 r»M.
Atf XM MA o:a oq’
amÃ

oMMo MZ 4
MX o o
(cC4zXA— u&lt;tf^ U«talW t:P-ztf&lt;Z M(O&lt;
XS «&lt; oMA uur^rs.Ml
Al
M4 AMu ott cr&gt;«nrcr&lt; oo&gt;
oc.4AM MAAO
u
o(COA
ntí A 4u Ab*b?
ftAU Or AaM cs Ckt.—
u Oo

o &lt;»,;
80
*A
« &lt;S5
«• aO
8S
MU
AO
ZS3
ZrcrtX MAz u« tfCSAOM C3MV»MO
MUA wAM MAtf« C_talw *3^•I
X—AN.AUO
ou4OM OO
AM Mj-x
Oo XMAOOo
ao&gt;
i-,V'CS. c4Ow** AAMUu Otfuík «&lt;Í«■•
£»
tf
aA Xr *£-■&gt;A 4 "&gt;M•»

Digitalizado
gentilmente por:

«O
-M
2
Ti
r»«•M MuZ 0AòU so4
rcMX2AM U«
W0 «tfZ2 M«tf0
VAMMO
S AUU
tf« MAO tftf«X I
OAAd
oc44UAtf
tf tf
^MM
V*V —uc f*rc
o11tfCMriM
AXQtfO

S'
rct4 O
.á
5
r«M ta.tf talMM 4«
LI O
M Z c WO
f*ZM M«
U&gt; ^oOuX o10«
UU
«
A
V-MO
&lt;
M
A O *Mt I
aa
oAÁ MM
44U
u
»•C- C AuA &lt;*
ccM
CXA

Sr i á
IOnr*z
AM Uu 4&amp;
r*x
AMX 3Xr « aztftf«c o«O^tf_
rcfjAM JUJou Oo otO
XAM mO
«tf AM oM U Ii
eco4 MM
AaOAUu talUUyiu Xtftfc3o n_tf&lt;
ol*.&lt;ets À4CM
l*c aÂA &gt; tfVi
^^
&amp;A : «A c« «v&gt;
&gt;-A Cc

S iM
£ ‘3
p 3C
0 2 ItlMU4
rétf«■ u3a OM o4 ao
&gt; oC
A
A
^
Xté o tfu UIA &lt;klO Xrcr« AM&gt;3 u«tf &lt;&lt; o«
XVmm3
«A
OO
«M XN
OC i&lt; AMXAM toOzUtal2 obiMAW CPfi2oA I
Afs
MM
AM
OaaO
ao
s.tf0 AA
tfoa
&amp;u
U
uo
UO nf*.íM*. Ook.4 c&amp; MAUu o-««0&lt; tf|nNa
1cC XrviCa
OmAaA AXÃ4 4LIi,L&gt; oO—tf* aAklfta klrXbO ÃaMAA weXU OoMA

�549

■M
IM O r) I
►4u«CA «o

O &gt;-« _lO
&lt; a 3
•O&lt; •-*Zr rzr&gt;4 0.«o.
ou
•4«-•z QioM &lt; oCA(A oc; o«
•4IMf\s.'•xV&lt; XuUz »-H'Uuo UUi_j-J «r44M
z«CA
«4-o ClU1=1 Mo «(=■C.4 o oI
A.à. _i_J (/)(A H-K Oo
fi:ZcaQCAM «ü.4li.Uu IMa•-&lt;Aa £MC; IOM2«z4 Oo^Oo

zZ 4« 4&lt; 4« «4
-•riN,N a4AUi«u Mo&gt;MaA*-i ►-uUH'u íí4zCC« CAu)»I
▼o4 aA_i_l UiUcrce MIMoO ce .«S)
af)W0. ou3 •-&lt;3:&gt; -Ia_iA aA- 4T&lt;rCMTi
ccC=aA L.b.4« 3Zz Aa^4M ^«43 o*4-4

rv►«o o 3«
z4T az -oo «o
IM«
IM a
Ou
•4 « * a«
onV UZu uU►- IM«K • «I
oaAM- uIM.Ou»4U 3z« nn-4 OO
u)(i) u aA z: c. 4Oo
oAaZ uli.4« aAUIIM aZ uUM(J *4«1

o ú.
CSa•M4 «oO
ua
aa
_o Uia a I o *
z I- aUi s.z«a
MlOM-4u aAoZO CA3W CAMUiU UaAUIIM
V)loO•4f&gt; zZoO «ZzaA4 uUUu«4 u(J4«uU Za»4UI
M-s.N4 Z4«a uOt OIMUIo»-K oOAa OoI
aAiOOu
UA «4 O^
O Uu Aa a-IO
IM3-&lt;4«
aOaZ ul_«4 3M10 UIAaIM UI3&gt;4

a -I
au 3«
•MU CA b-«o_|
uz au to44 «o
COaA oa
uoIM AUJ ^3uaa0O
^ui
nZ aIMAA a4«A ^IM
u z tobO»1«l
s.o4T au a44toA -Ob-uLi u3 I
OaA H.A UI3 &gt;M3-j a«4 03Oo
AiMirtboO
azotobO }-AtozbO IM3Az aAaAIMA íjawy)
Lí oO

fvO A3 Aa 3
Z O aA«4 uU4«
voVOA-4 Oou►- b-AUJI j *0■«I toI
oOaAM-4 33Z IM3AO-I UOu OttCD
toazCO OzZ aliAA o-I_nn
O /)
aA u(J Aa Aa voO

cm

2

3

O'0&gt;

oz cra«aoa «CA
aa (/)«u;
oo Uu0(A
c UZUiz oAua ACl«4Zz.
•4z a ^zZIM. «u
4 J «z
4HN,« acU o«Z:i u►-uU oz4:« U1
4T o I -4o•1 u.'c:—
o_i
cs rv— o
Mcsú.LO U«4u3 U3u ^4_i•-aA «£4z Q.a.n r)no^
aAL.Ú.
i_ Cl. Q au
cs U 4H

uo ò o3
z▼4 aooO oU4« o:Iz «^
N,4T&gt;H Uio OUiK UIUia Mn I»
o■4. a _i«4 o1.M0 bob1n oo
uU aQ*H ■) A.C. "0&lt;c^-4
craACAMcs i^a
a:cs u &gt;4-*
li.«4 A^'

4Z CSUI
UI 4
^»&gt; AaUiuj AujUIa
4 u(j4
C'ri•4««zZi uAUia aUIIMA««
X4 4Aa af&gt;Z r-oOLJUi .
&gt;•.«1.0^.
oO u UiU 3-I•••UI
Lo«aaA «4u3U &gt;Mzu.Z3 a-4.
A
CSausa
A L. 3 AUI .

az
cj«
I
oo
44n

OU
ou
4 a vorvm a6.
«IM
ZA
za
au
ZU
4»boCO
uz
Uzzuu OoaazbO I
U A &lt;4Zao^Uo
ua
uAUaaA«4 aA3
«34
Ajto _cUU
o&gt;»• o044
auao
o§£0,5?
a
O'OZ UZZ S.3«5 UU« U5-l li»
4TO aa «u 44O Oa 4f
atoLO luiL« &gt;&lt;3ij Aa-I z2« or*0
acua
AaZ LiUC UCOLO AAa ao
Z ^O4T

OiC4•4M Aua o Uuu
N,N 4« 4« I-K
oOaA4T4 a3-I»JA uaUA«4 OuIMUI-I aAIMaZ a«4uA ooOO
CA(i) Uu Zz aA aA oO
aAZa uU4« ali.3 MnA04 43 UIU O'O

CAaa A.«3
ua
AU O
^az hàCL
«« «
AaCOa AaIuu &lt; tobOI
Orv'XM AuaJAU
b/
▼4 «4U UaZ oOa 4f«1^ O
O0_iU*-*
COabOZaCS uUCAMoO zaAZ3 aÉbaA-IwJ Uvo.VOc. «3oaoAO
aA uU 3 OQ uU O

Digitalizado
4 gentilmente por:

oo*-• ú.43
►-oZ M4o
•HzZ Cl 4««
A i
▼4•M&gt;4 AuoLi "MAa UJUuLJ4 &gt;cC
N,N 4« CJt) V- :
oaú.▼4 3a_l_IA Uucr3cs -IoIM (&gt;Cb4&lt;
(Abl uU «4 aA
acslSA iLa4« 3Z AIMa &lt;.

o f^ú.
Z»4« &gt;4aZ 0&gt;CM IAI
U-i
►4O « -IU4 «3
UU 3 3
•4o uz a«a NIIM« z«o
•4 a u • a »r;riz uUI oO «u a«4 u«
• SN,-••44T4 a4AAa« oUUu4« OuLiAa ^Uou- I
,. oOuC 3-I3 Aac4 &gt;43uUI oOz oOoO
IAM Uu zZ aA rZ oO
aAaZ «4uU uU3 IMU.aA az uo44Ain

uo
WO
uo«to
4 to«&lt;
4A u4 UI'&lt;L_
O'cboOZ Aaua
UAU
V toa aU u2Z MV
4T.«
OaC. oO_|Ua3 -IaOU av
CaN
azoAtoCO UUuCAw 3ZaAz aAnAA 3«&lt;: cA

aa
I.
rvIM o«
•4C3« U« «o«
o Ui u
•4•4 H.0u au IM•••« uIM«
•4zZ OzoZ aA«4 «4• oO CC»4
•44T4N, ooOA CAa&gt;4A uH-UiUu uaAiZa aÚ.I
M- u a o a
aIAMo •(Jua &gt;4uj3-1Aa Aa«oo4«
aCSaA L.a«4 3z Q»4laM õrfi: 4Hrof*j

«Z IMÍN vo0&gt;M»- Ú.A..U►4 CA4* IMCM CAcn
Ouo
ZIM•4 auo« CAoU CA«z “1z3
N4T4N.•4 aaA«K
4Kuj IMoa
UZij I
oOa.A 3_i_J -4-IUIoO_l az«ZZ «4«4 ooO
IAMaZ 4«uU AA44a Uu IMUI-I nri
A U A aZ 3 44UI
nua

UCAZWHZAWUa 44 ZV)CA
A o CMna &lt;0•« I
ZaZOA
aA «O-4 aZ«4 -Io-i
uUH
CAH CAoO3 «4*4 uo
4U «43
bOn&gt; ZUuaA 43« X.AO
OaoA Uu aZ
zfiriZ Uu uU4« Oo uU CAH4«
s.X4T444~ IMUIWuZ oUAa aZ4A«a oüzAZ I
OaZ U Aa-iu uUiHCA U IMruaA
atozCOaO uL.«u4 AanaAA uza Za3«44
4 r&lt;O^ori

•MUZ 3&lt;CC
Au 4O
ZUi CSCCú:4 44T »&lt;■IM

•4z oz 4« 4•
4T4•4^ aaoA ouU Iu.csI
I
oC.4 Au 3o ZoUI mM■«. oo
oMacs Uu€4 Aa•-&gt;IM :3 c_ r-Jr^
aA (1.L. nA •4(J

o o ^ tfi
n•4 CJC3uUI &gt;*4UICA2 « o-)
z 4 &lt;c4 4o
zZC4Ti•4 UiCJaA Uu«
Uu U. (i)
N,&gt;-•4T4N aAa«4A aCSc3UC3 oH'UIO u.C3•4 &gt; I
Ou. 3J A »U_J Acsabo
a -oU")&lt;0 r&lt;iOC4o
csQU L.u4 li.3Z AAUI ^4 ^LI rjrv

aUi IMz
Z CA &lt;4 I .
O AUi Ui -J«b«4 A44
ZT4r&lt;i UJu 44UIU Uu«4 H'A43 C3A«4U ZZa«4
UIX &lt;A4 3Zz ACJUiK «4 «a4 I
s.44a
4 A NI uU
aAtoCOO 3uOJ azAZ u.aA-I_i •4NI« «-I oVOo
aaZA ul_4« uA3 au.IMA a 3IM fN-i

N33.J rvO A
CSU
«i M
CA«o C3« CA
a CJ« zU NIu
UIC3U
►4«
4 ú:a«a
3
OU
03
3-I4 UZ
z Ua «CA
CJ
«
4T «4a au . oOu IMAa
IM2ZoA0 ZimZ
zA2«4 4« ZIMAOC3oO
friA4 OAUl«4 UuU AO Zz
AO
N▼4 au
t-AOo zZt I»
ZmjUOZo _l-1*0
AIM • Oo
aoAMCAO UC3
UO
A
crZaA UO
«4 aZ IMaAAa aAaZ 44oCDArv
uo

WaZ A44
M- CA CA OC. aZ
03►T4U»-•« 3-I U«•&gt;: Z'5
Z- $
aN UZ «O aU a«4Z CAHI•
Oa4T Ua ou« Oa_i a« oo
toCO u zZ aA aI a
nAaZ u.u«4 uU3 naAA a' Mla

11

o CA
CJ«
x: z
CAH«4 aZZ
ÇjUaA U«4

rv
&lt;0vo
4 A.c/
zb- I
CAHzZ Zz4«
vo^ u « .. ua
uoOz.azA
ryz u «a u« z «
”1« I
azCAH U3u aA3 a-IU aAuUizzooaoA
oaZA uZ«4 3Zz QOAa oran

12

13

14

�560

uM o»&gt; I
üÃ
n ^UI ' u ou
«6a
■oe &lt;4•' z tfo
zZf^UI
r^uu
M«&gt;•N.•s Aa« uUI►U*- tfHUI • V»»
«r«ac
otf4. J-Jaa3 ►*-i..jo oa3 r-ina oo
4Bt)Ô
iau&gt;£
tfza «•■
&lt;tfu. MPa -íc: tf^
uo

M3 tf&lt;*. OJ
O U tf
MO» UI O&lt; U
«z u&lt;
«4t VItn o
h*)M*)Oo M»tiuiUUI uaUICl (AV&gt;&lt;
V.N.^ ib«HUKI
oOtfO. I-ikO
Mo^-J 3(AM.ú. *0r»r&gt;&lt;06^ oO*««6
►“
tr.CíSí
K
Vi
L'c;e:. nas
ZM
« tfe- nwr&gt;
Z« uu
a MO
MQ

o tf
« &lt;3 It tfa
*■•otf^
*««
o tfa_ K«&lt; V)(OI
oOo.J-JUCOon« Ml
tf««o
&gt;n&gt; a10V)MK. idaUIo m3
rrvr&gt;tf
o«
(rttftf
MZ UIId IdUI UItfaa
V)M-4 Q a«&lt; « M3Ui300tf«
noa
N.Nn H►O Ma&lt; uu 3zv)
zto
3 A»(0■'&lt; »-oM IdUI: I
M••« u-M3V1
otfa MM ubt3 M^ oao
4an
tf oo
tfnCC(Aa MoVIM
zZ 3MzZ aaM auo
MnIO

«3
o&lt;
wtf
awUI o • MI v&gt;I
osz &lt;uo
nr&gt;M V)« Ui
z u «tf 4&lt;
o«r«*V uzfc-ü)V)o-•a ►ULLIdI- •-•e O»
«r« uct
utfI co oUIO
»&gt;• a_j um^
aO
:3 Klo ao
is «

Mu atf
&gt;u
u »-o V) n
nlotf4 a4tf M I
K*
M «
tf n n Mu
zrs. uzU tfaz3 a-I Ao
MM ClM 4U U4 U4. *&gt;4
Ou
V I K.uj 4 I
o4U Ua IOo. o-JM Mo3 «o4»• ofs
oa 4uo« zuUIZ Ma oa
•a o
A U3
tf 3 Aa tt(( u 4M

cm

2

3

&lt;utj o'í.
O V)
M tf I
Su aUiotf
KO' wS fen30—.j
a «&lt; &lt;£0
so
z&lt;«•oZr&lt;n oC,ou
uUIUJ Uutttf*«•»
oN.&gt;. HI-3»3K
.•I O_«I
OtfA.« &gt;-0
MH.J
•&gt;&lt;^ tf&lt;k.oOO
tU)K Zx4
(A&amp; Uz oIOre

UlU
LiUu ►-(9OoK uo_
o0«&lt;
or»t\ a«&lt;
zZ &lt;4
au
ao
ZzsV »«u
mUI
XMznü» • oVII
V)
W
K
«r«o blM
fSO
tf o 3&lt; 0«6' 0
tfOU*^
4. •-■3-1
3.Ja &lt; n IOn«6'O
oOma«
tfZMMtf
a030
z
a sa•-&gt;•-«&gt;u
3 tjt &gt;«-*n

VN.♦« 3HK KOH «• »I
tfO4.uo »&gt;noM*- tf(LV»oUIUi •••a-Ie^ r»r*.-&lt;oOOoo
tf •««'T
otfe zM3
M 3z na►-&gt; uau-«

0H 4^ oM toa
*i 1.
âíIO ■^3
O4 K4
r«.tf4 3COatf Idluw MU
A3
as
ZMKlrM&lt;&lt; uztf4 aao4tf u4tf•' atf3D aMo
MU t
MK»N. I MUI
tf4o tfa uatfId10n MO^oH oi-in oI
tfa10 uIdü)w M3 a_jJ M «eo'S
c:VIasamuM
o Mo
oa 3z 5z AM uoo

j&gt; usz ro» u3tf
z w u uo _
Mtf45 aw «o4a aOMtfa «e4 n04otf
nV)MSUO
UCO
ao&lt;4 innM ucn
a ua Mor4 „I
ou
o»otfatf4 ^a3o uUJa3tf om
tf4 atf•«
• •*c*foMro
Utfa &lt;tfUu zM Utf
U4
U
U3
3
•- Oo-«
oe
WC
u
Ü
OU3
aus

~i tf
MuUz oun
OM
oouiw
nI
Moa nz
OZ
o
UIUSOM
» uU UI
COM
rK«eu
4tf4&gt;&gt; ua HMZzUIu oa
oCAas a43tf
tf4
f4riMZ auUI uujutf4 tfaUIU_
o
4 a KMI
SN&gt;tf4 4tfaO MOo amO
tf*»o
otfa JM
atf oO
3^ Mu•MI-.•«MM
o U3U
Mtfao
tfanua
«4 AM «A4
« Mnr-i
AUA
aco
tf&gt;34a«4

NO
td3U4
tfaa
tf MtA
U_
MO
3Z I
Utf
3 0 UO
UlO
nmSO
«u tfau3«
Mz ou
M oMtf
rs&gt;mo
* uo
•—atf
— A4
XOX—
uaM u4utf n-•I ntf
nsuou
X
«••« wuo Mc r&lt;N ■I
oau
tfUnuM
3 UM U*W*oOD
C&gt;oo
OUM
OO
ftac.a tfu«4 z3 oMAaKt on
un
uoa r.O

tf40o
«4K ^tf4
Uuiatf
uzZ «o4
UO
uUO
n oa
nc.
«e•e
no
f40
notf4 tf43
tfaM «a4
UM
rvw zu u u~)
-4MZ ua
o4«tfo4
MUJu ooO4 u oo
r&lt;no Mtf
&gt;3 On
«VS•4 aMo oUMtfa uMO MonO _»I
otf£. K»- UM
MOe
W M mO
.a*» M3zZ uÄaM*--I tfae
Ou-«-*
noe:C Ä4^«-&gt;
—3
ae -la
c c-nO

Z Ui Ui
110s. ao aa
4 UI M
noo ou
MzzaaUi UiuOz zZ *-M Idu
u
M M a tf4 z Aa
r&lt;iMz aZuaMtf tfU Mtfamcoz tfaM

Utf
a3 n
tf u
r• unau •
oa

otfa UM
UK&gt; 4a
A u4tf 3z AMc* :I
aU.3

otfU wu3 3u MU. •;4
Otfa (&gt;I«) Mz M*Ia :
aA tfu 3 ot &lt;

•»
sM
oo•
u

o_
*3~itf
tf_
o

Digitalizado
4 gentilmente por:

*

“UJ 11

12

13

14

�,551
551

tc in
uM o
n n
Z■-•c z oc:•-•£&gt;.Oi (j&lt;r
(X o
r&lt;j•-N. r&gt;«u &lt;c&lt;►- :&gt;M« orvrs oI
ú. » o o o
CrLT &lt;tceCl ^C&lt; crc1=. uCl •-n«

1
o-rs▼ _lO
•1 «■ o- ú.«
ZO•- cn« U&lt; ULJcc L*)o&lt;
-ru*r-iN « »-c t=_l I

&lt;í 3
U&lt;i 6.&lt;i
Zo ú;•-• (J« cn«
•sC4 «o oLij otc« I
ClL*&gt;— O.oz -Ii•-X&gt; -I&lt;&gt; b-)oO
crCi ,j« iS a: O•-•

coo
uo
0-0
«z &lt;cn
ono-j0 crOé0-1o« n (j a \j 4
•1z aIL. ur Cl z « u
•ir-jN, ucr« &lt;u zo:&gt; ocn« •-NT4 oa aa««CJ cn«u &lt;cnc
rsi•_ u u»- u I n•- ob- oM ►-tj uz -crs I
in
oib•i r-a —Io aOD T4«-ri
o M u M tt ri n
n Ln a o crao zb-cn z^ a&lt;-i_i :&gt;a ClC4 iinrro
crz*-&gt;a-r
a a &lt; CJ o * — X a L) o

cra a«o&lt;
-14
noz -IO
«
ou
« ou «cn
rsza uju
a
u
•Sri ooa a« I
•-1 u: —• z -•
nClír azuaa_j cn« rro

cm

2

cn
u-I &gt;sz n&lt;
u cn u«
nCD Zo OU
- a
ZOD uZ flca cr&lt;
Oa U U« «Z 4
ON. aua ua I
Cl OO Z
4— acr a-I Uu -O0^ Oo

3

&lt;•- o _io
• ou
3
L,Z• OjO U CD••- Cl«
rs ohJ «^ « » «O
'sb' U MCl U(j Lfu cn
N Cl Wcr ►-o «KJ I
ClL' inU3 I-u&gt; _l&amp;«-i «Z ncj«o
ccuz*-i:&gt;^Cl r o Q &lt; o

oz cr&lt; u&lt; zK cn&lt;
NT4 Uu. Ot-u U.« I
Cl «cr A-I ClCCOOblO
crClU (.1A
cj a: O^

Clz u oCl cn
L- ino u Ao
z u »o
■o oZ UCl ACJZ oUcn
•oz Zo Cl •-cn ”&gt;
mo u o
r-io flcz crc. «cn
N ZC CJU •-&lt; I
•- in :&gt; o
ocrCl oZX Cl_| Coo T4o
C3 a c: ri

&lt; o :&gt; I
u&lt;
&lt; cn cr&lt; o

o*-« &lt;o uOIo
uzcr uo «o
a -I
ua a&lt;
zn aoua cn o n• u CJ **16.
CJ o
X c «a uu uz cn« ooz o*- ai-i« CJCJ&lt; o«I cn«
f-f»-1o•- LHo►- crLjcn rict- crCl- *nI ri«N. -Nao ucncr «o «o
o▼ I
ClL*) b&gt;cn ^&lt;-i e_| a Vo oa a;* i»H. a_i I- oo
crci •-■z3z a•- &gt;COo cr z z c.a
e üc

a U o.
rsa O_|C3 aoO * —IO&lt;
a O ae 4
noZ aa «a
‘O o
&lt;a ao uU • o&lt;
N.Cl aO Ca OZ a0^ *
-NaiaOa^
4f) aCO a-1 U rs oa
a■4 aZ ao o5 U4 o•

zn o &lt;u z« cn&lt;
O•s oa au «ü: Ps I
a C r«
41-.a LLaxr. 4—1a CEã Pso •n&lt;&gt;
Cl4 aZ ao «U
:&gt; 4 oa

Digitalizado
4 gentilmente por:

•-• a
ri— b-ouu :«
'S Oa I
ucr Za
Loa
a aa &gt;;

aZ 4. « a&lt; o«
aN.&lt;« oao uau ajcn cnI
ri a o o
acnaai-&lt;i_.
a _| Cl a
cro azo aaa &lt;r&gt; 9an

Na a nO 4&lt;
z cn n
nu
a•s cn u&lt; OL cno&lt;
ri— li&lt; a41 ur es i
ao ã ao o r,c a
O4 na A_i 4ür &lt; nn
« a Cí c: 4 c

Z«ao
-I
o&gt;n z«a ce«cn . o-I«
ar oa a 4
n A -IO
noa Oa uu« aa« cn«
V oa o I
a4CM aaa _iaC úrA b'•« O•
L'lí1 OZ aA O 4 b'bl.
ãaC4uO

11

12

13

14

�552

n»&gt;srii/i?N0s
nf&gt;:;rii/i?NOS
CCNTRO
tICNTRO
JNF
IMF R£r
RCr
£H
CN ÍX(m£DXCXNA
»lOHCOIClNA
S£CR£1ARIA
SCCAC1ARIA
OC
D£ HICICNC
HXCX£N£
CE SAUDC
•»IHUOTCCA
a&lt;ll&lt;LXOT£CA
• r-AV »1AHUEL
*1ANU£t PC
D£ NOBRCCA
NOCiR£CA
TAPOUC IPIRAPUCRA
FAROUC
lÍiXRArU£RA
PAULO - SR
SP
04090 - SAO RAULO
BRSRll/lANlSe
BPSPÍ1/UN138
.INSTITUTO D£
PC SAUD£
SAUItC
BH-LIOTCCA •
B1IL10T£CA
AU X&gt;R
AV
PR ENEAS
£N£AS X&gt;£
PC CARVALHO A6UXAR»
AGUIAR* IBS
188
1.
1« ANliAR
ANPAR - CP 80?7
8027
OS403 - SAO PAULO - SP
05403
BRSP11/16N14A
8RSP11/1AN14A
PIVISAO PE
OIVISAO
D£ POCUnCNTACAO
OOCUn£NTACAO
SECRETARIA DE
5£CR£TAR1A
D£ ESTADO
£STADO DA SAUDE
$AUD£
^AV DP
DR ARNALDO»
ARNALPO« 351
0124A -• SAO PAULO &gt;' SP
O124A
BRSP11/16N153
BRSPM/I6N1S3
SUPCRINTCND« CONTROLE
SUPCRINTCND.
CONTROLC D£
DE CNDCHIAS
ENDEHZAS
GCCRCTARIA D£
SECRETARIA
DE ESTADO DA SAUDC
SAUDE
DJPLZOTCCA
DIDLIOTECA
R TAHANDARE*
TAKANDARC* 493 •
0152S - SAO PAULO - SP
01525
PRSPU/14N1S?
DRSP11/14N155
DIV £SF*£C
ESF'EC DC
DE SAUDE VALE DO RXDEIRA
RIBEIRA
SECRETARIA DE ESTADO DA SAUDE
nR 1 DE HAIO*
HAIO» 994
11900 -“REXnSTRO
-‘RCinSTRO - SP

cm

1

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�553
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA. CENTRO DE INFORMÁTICA.
ções de preenchimento da folha para catalogação CALCO.
1978.

Instru-

Brasília, CIMEC,

p. 216-221

MOSSBERG, T., BOGUE, E. J. e MULDER, R. -— ADDLIB .

A packaged Computer
computer

program for processing address
Family StudyCenter.
Study Center.

and libraryinformation.
library information.
Chicago and
•!
University of Chicago, 1976.
(Family Planning

Research and Evaluation Manual n. 9).

ABSTRACT
Experience acquired by BIREME in the elaboration óf
of a computer
Computer program for
address processing, by means of a Digital PDP-11/34 mini-computer. The pro
pr£
gram allows a fast and easy access to a sole data address bank, classified
by categories and subjects, solving problems such as:

uniformity,

time

saving and adequate distribution of information to users , and institutions
with which BIREME maintain contact.

Addresses are retrieved

by

on-line

searches, listings, or gummed labels,
labeis, using the combination of the following registered elements:

cm

2

3

country, State,
state, town, category, and subject.

Digitalizado
4 gentilmente por:

14

�554
ANEXO 1
RCLACAO POS
RELACAO
I&gt;OS PAÍSES
países PARA INPEXACAO
INCiEXACAO VE
PE ENVERECOS
ENPERECOS
AR ARGENTINA
AT AUSTRlA
AUSTRIA
AU AUSTRALlA
AUSTRALIA
PS BARBADOS
BB
SARSAPOS
SE SELGICA
BE
BÉLGICA
SO SULCARIA
BO
BULGARIA
SO BOLÍVIA
BO
BOLIVIA
SR BRASIL
BR
BZ BELIZE
CA CANADA
CH SUICA
SUXCA
CL CHILE
CN CHINA
CO COLOHSIA
COLONBIA
CR COSTA RICA
CU CUBA
DD ALEHANHA
OD
ALENANHA ORIENTAL
DE ALEHANHA OCIDENTAL
DK DINAHARCA
PO REPUBLICA DOHINICANA
rO
BOHINICANA
EC EQUADOR
COUAPOR
ES ESPANHA
PI FINLARDIA
finlaAoia
FR FRANCA
PR
GS CRA-BRETANHA
6B
GRA&gt;BRETANHA
OF GUIANA FRANCESA
6P
OR GRFCIA
CR
GRTCIA
OT GUATEHALA
6T
GV GUIANA
6T
HN HONDURAS
HT NAITI
HAITI
HU HUNGRIA
le IRLANDA
lE
IL ISRAEL
IN -INBIA
INDIA
18 ISLANDlA
IS
ISLANDIA
IT 11AL1A
ITALIA
JN
JH JAHAICA
JAMAICA
JP JAPAO
NO HARTINICA
MARTXNICA
HX HEXICO
NEXXCO
NICARAGUA
NI NlCARAGUA
NL HOLANDA
PA PANAHA
PANAMA
PE PERU
PL POLONIA
POLONlA
PR PORTO RICO
PT PORTUGAL
PY PARAGUAI .
PZ ZONA CANAL DO PANAHA
PANAMA

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

RO
SC
SE
SR
SU
8V
SV
TT
US
UY
ve
YU
ZA

ROMÊNIA
SUÉCIA
SUECIA
SURINAME
SURINAHE
UNIAO SOVIÉTICA
UNlAO
EL SALVADOR
TRINIDAD E TOBAGO
ESTADOS UNIDOS
URUGUAI
VENEZUELA
lUGUSLAVlA
XUGUSLAVIA
AFRICA
AFRlCA DO SUL.

11

12

13

14

�555
ANEXO 2
RELACAO DOS ESXADOS
RCLACAO
ESIADOS BRASILEIROS
AC
AL
AM
AH
AR
AP
DA
CE
DF
ES
cs
FN
GO
HA
HG
MG
MT
HT
PA
PB
PD
PE
PI
PR
RJ
RN
RO
RR
RS
SC
SE
SP

ACASOAS
AtTAGOAS
AMAZONAS
AMARA
AMAPA
BAHIA
Ceara
Distrito feberal
federal
ESPIRITO SANTO
FERNANDO DE NORONHA
COIAS
60IAS
MARANHAO
MINAS GERAIS
MATO GROSSO
PARA
paraíba
PARAÍBA
PERNAMBUCO
'i
PIAUÍ
PIAUI
PARANA
RIO DE JANEIRO
RIO GRANDE DO NORTE
RONDONIA
RORAIMA
RIO GRANDE DO SUL
SANTA CATARINA
SERGIPE*
SAO PAULO
RELACAO DOS ESTADOS NORTE-AMERICANOS
NORTE&gt;AMERICANOS
AK
AL
AR
AZ
CA
CO
CT
DC
DE
FL
GA
Hi
HÍ
lA
IA
ID
IL
IN
KS
KY
LA
MA
MD
HD
ME
Ml
MI
MN
MO

ALASKA
ALABAMA
ARKANSAS
ARIZONA
CALIFORNIA
CALIFÓRNIA
COLORADO
CONNECTICUT
CONNCCTICUT
DISTRlLl OF
DISTRILI
OFtOLUMBIA
COLUMBIA
DELAUARE
DELAWARE
FLORIDA
GEÓRGIA
GEORGIA
H^UAXl
Hi^UAII
lOUA
ÍOUA
IDAHO
ILLINOIS
.INDIANA
KANSAS
KENTUCKY
LOUISIANA
MASSACHUSETTS
MARYLAND
MAINE
MICHIGAN
MINNESOTA
MISSOURI

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

ANEXO
ÀNEXO 3
MS
HS
HT
NT
NC
ND
NE
NH
■NNJJ
NM
NH
NV
NY
OH
OK
OR
PA
RI
SC
SD
TN
TX
UT
VA
VT
WA
UA
UI
UV

MISSISSIPPI
HISSISSIPPI
- MONTANA
HONTANA
NORTH CAROLINA
NORTH DAKOTA
NEBRASKA
NEU HAMPSHIRE
NEU
NEW JERSEY
NEU MÉXICO
MEXICO
.NEU
NEVADA
NEU YORK
OHIO
OKLAHOMA
CKLAHOMA
OREGON
PENNSYLVANIA
RHODE ISLAND
SOUTH CAROLINA
SOUTH DAKOTA
TENNESSEE
TEXAS
UTAH
VIRGÍNIA
VIRGINIA
VERMONT
WASHINGTON
UASHINGTON
UISCOSIN
UEST VIRGÍNIA
VIRGINIA

11

12

13

14

�556
ANEXO 4

RCLACAO HAS
[IAS CATEGORIAS
CATCCORIAS INrCXADAS
INreXADAS PARA PECUPCPACAO
RECUFXRACAO 1&gt;C
DE ENDEREÇOS
ENOERECOS
1
2
3
4
5
ó6
7
8a
9
10
11
12
13
14
15

ASSXSTENCIAL
ASSISTENCIAL
CENTRO INTERNACIONAL
CENTRO NACIONAL
ENSINO
EXTENSÃO
FINANCIADORA
OPAS'CENTRO
OPAS&gt;CENTRO
OPAS-DIVISAO
OPAS-DXVISAO
OPAS-REFRESENTANTE
OPAS-REPRESENTANTE
ORCAO DE CLASSE
0R6A0 GOVERNAMENTAL
ORCAO
GOVERNANENTAL
PESQUISA
SUDCENTRO
EDITORA
»IDL10TECAS COMPLEMENTARES
DXDLIOTLCAS
COHPLEnENTARES

ANEXO 5
RELACAO DOS ASSUNTOS INDEXADOS PARA RECUfERACAO
RELACaO
RECUPERACAO DE ENDEREÇOS
1
2
3
4
5
Aé
7
8
9
10
11
12
13
14
15
ló
tó
17
18
19

cm

2

3

AGRICULTURA
fiXOCIENCIAS
aXOClCNCIAS
»IOLOG1A
3I0L0CXA
»XONCDICINA
DXONEDICINA
DIOQUXMICA
DIOQUXNICA
EDUCACAO
CDUCACAO
EDUCACAO FÍSICA
riSXCA
ENERGIA NUCLEAR
ENFERMAGEM
FARMACXA
FARMACIA
XNFORMACAO EC DOCUMENTACAO
MEDICINA
NUtRlCAO
NUtRICAO
ODONTOLOGIA
PSICOLOGIA
SAÜDE PUDLICA
SAÚDE
PUDLXCA
VETERINÁRIA
RECURSOS HUMANOS
TECNOLOGIA

Digitalizado
4 gentilmente por:

4^

�557
ANEXO 6
ABREVIATURAS.
A
ACADEMIA
ADMINISTRACAO
ADHINISTRACAO
ADMINISTRACION
ADHINISTRACION
AGRONOMIA

ACAD
ADMINIST
ADHINIST
ADMINIST
AGRONOM

ASOCIACION
ASSISTÊNCIA
ASSOCIACAO

ASOC
ASSIST
ASS

6fi
BIBLIOGRAFIA
BIBLIOTECA

BIBLIOGR
BIBL

BIOLOGIA
BRASILEIRO

BIOL
BRAS

C
CIÊNCIAS
CIENTIFICO

CIENC
CIENT

CIRURGIA
COLOMBIANO

CIR
COL

&gt;

DEP
DIV

BIVISION
DIVISION
DOCUMENTACAO
OOCUMENTACAO

DIV
DOCUMENT

&gt;

EDUC
EDUC
EN
ENFERM

ENFERMEDADE
ESCOLA
ESCUELA
ESTUDOS

ENFERM
ESC
ESC
EST

FAC
FAC
FARMAC

FEDERAL
FUNDACAO
FUNDACION
FUNDAClON

FEO
FED
FUND
FUND

D
DEPARTAMENTO
IiEFARTAMENTO
DIVISÃO
E
EDUCACAO
EDUCACION
ENERGIA
ENFERMIDADE
F
FACULDAD
FACULDADE
FARHACIA
FARMACIA
4
G
GINECOLOGIA

•

GINECOL

H
HOSPITAL

-

HOSP

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

11

12

13

1
14

�558
I
INrORKACAO
INFORKACAO
INGtNItRIA
INGENIERIA
INSTITUTO

•
-

INT
INVEST
INVEST

•

LAB

MH
Í1ATERNIPADE
MATERNITADE
HElilCINA
MEBICINA

-

MAT
MEO
MEP

MÉDICOS
HEPICOS
MISERICÓRDIA

•
-

MED
MISER

N
NACIONAL
NUESTRA SENORA

&gt;
•

NAC
NS

NOSSA SENHORA

•

NS

O
obstetrícia
ODONTOLOGIA

OBSTET
ODONTOL

0FTALMOL06IA
OFTALMOLOCIA

*

OFTAL

P
FANAMERICANA
PANAMERICANA
PEDIATRIA
PESQUISA

PANAM
PEDIAT
PESO

PROFESION
PROGRAMA
PUERICULTURA
PUERICULrURA

REF
REG

REPRESENTANTE

-

REPRES

sS
STA
SC
s
SCXENT
SCIENT

SERVIÇO
SERUICO
SOCXEDAD
SOCIEDAD
SOCIEDAHe
SOCIEDADE
SUPERINTENDÊNCIA
SUPERIOR

*

6CRV
soc
soc
SUPERINTEND
SUP

S
SAN
SANTA
SANTA CASA
SAO
SCIENTIFIC

2

INTEIÍNACIONAL
INTETÍNACIONAL
INVESTIGAÇÃO
INUESTICACAO
INVESTICAClON
INVESTI6AC10N

L
LAtiORATCRTO
LABORATCRTO

R.
K
REFERENCIA
REGIONAL

cm

INF
INGENIER
INCENIER
INST

3

•*•

Digitalizado
gentílmente por:
4 gentilmente

4-y

PROFES
PROG
PUERICULT

iii|ii
;L1
11

12

13

1
14

�559
T
TECNOLOGIA

-

TECNOL

U
UNIVERSIDAD
UNIV
UNIU
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SAO FAULOPAULOV
VIGILÂNCIA
VlGILANClA

3

-

UNESP

UNIVERSIDADE
-UNIVERSIDADE

UNIV

VIGIL
VICIL

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

II

12

13

14

�660
600
IKDEX
INDEX MEDICUS LATIKO-AMERICANO:
LATINO-AMERICANO: KOVO
NOVO MARCO PARA INTERNACIONALIZAÇÃO DOS AU
TORES LATINO-AMERICANOS.
CDD 016.610.98
CDU 016:61(80)

Maria Helena A. Piegas
Flegas *
Dinah Aguiar Poblaciõn **

RESUMO:
O Index Medicus Latino-Americano é mais uma biblio grafia na área da saúde editada pela BIREME. Os recursos da moderna tecnologia da computação são colocados ao alcance do usuário para recuperar as informações contidas em 216 títulos latino-americanos se_
s£
lecionados para serem cobertos alguns exaustivamente
e outros seletivamente. São apresentadas
algumas
mostragens de entradas e saldas
saídas pelo computador evidenciando vários controles inclusive o de vocabulá rio, de fasciculos
fascículos indexados e de autores.

*

Bibliotecária da Divisão de Documentação da BIREME

** Professora de Catalogação da ECA/USF.
ECA/USP. Bibliotecária da Escola FaulisPaulista de Medicina. Presidente da Comissão Brasileira de Documentação BÍ£
médica. Assessora da BIREME.

cm

1

Digitalizado
gentilmente
gentil
mente por:

11

12

13

14

�561
LATINO-AMERiCANO: novo marco para intemacionalizaçao dos au
INDEX MEDICUS lATINO-AMERiCANO:
tores latino-americanos.

INTRODUÇÃO

A subsistência dos indivíduos e da sociedade está na depen
dencia da informação que garantirá a ordem e a estrutura dos

seres

viven-

tes. A qualidade da informação proporcionara
proporcionará maior ou menor desenvolvimento individual ou grupai, conforme as respostas que forem fornecidas para t^
to^
mada de decisões e resolução dos diferentes problemas socio-culturais.
A informação apresenta sérios problemas de produção, difusão, disponibilidade, recuperação e consumo, e cada uma dessas

etapas deve

ser considerada no planejamento da comunicação da informação.
Na area da saude, a informação biomédica destina-se ao con
sumo desses usuários e deve ter qualidade para satisfazer

as

necessidades

da sua clientela. No planejamento da comunicação nao só devem ser considera
dos os aspectos qualitativos e quantitativos, mas também o prazo de distribuição, o tempo necessário para atingir a devida utilização, implicando na
aplicaçao da moderna tecnologia a serviço da informação.
A explosão documentária deve ser controlada de alguma forma e se não
nao nos ée possível impedir a produção de menor qualidade,

devemos

pelo menos, facilitar e incentivar a divulgação da literatura de melhor qua.
qu^
lidade. 0 binomio qualidade-quantidade apresenta dois aspectos significativos para a implementação dos serviços de informação.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�562
Com referência ãa quantidade, diz o Prof. Saracevic (1)

"a informa-

ção em excesso êé tão prejudicial quanto a informação insuficiente".

No as-

pecto qualidade o grau de relevância é a que dará
dara a retroalimentação

aos

serviços de informação. No processo de comunicação no qual a informação

é

transferida ao usuário por meio de fontes primárias, secundárias e terciá rias, atribui-se grande responsabilidade aos produtores dessas fontes.

PAPEL DA BIREME
Consciente de seu papel de produtora, a BIREME ao programar uma fon
te de informação secundaria - o Index Medicus
Medictis Latino-Americano - é respons^
responsá
vel pela seleção da informação nele incluída, levando em consideração os r^
cursos da tecnologia da informação e os benefícios
beneflpios que irá proporcionar aos
usuários da área da saúde no Brasil e na América Latina.
Conhecer os hábitos e necessidades de informação desses usuários
tarefa bastante difícil, portanto, para reconhecer o núcleo das
brasileiras que deverá compor o programa de informação

é

revistas

foram adotados

os

critérios de seleção de periódicos (2) preconizados pela UNESCO e adaptados
âa realidade dos países em desenvolvimento para poder atingir o objetivo do
ÜNISIST - "fácil acesso de uma comunidade maior, para compreensão e contro(1) SARACEVIC, T. Tecnologia da informação, sistemas de informação e informação como utilidade pública.

Ci. Inf. Rio de Janeiro, ^
3^ (l):57-67,

1974.
(2) PIEGAS, M.H.A. &amp; POBLACION, D.A. Critérios de avaliação e análise atual
das publicações priódicas brasileiras na área da saúde.

In:

Anais

da V Assembléia Permanente da FEBAB e das Comissões Permanentes,
são Paulo, agosto 1978.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�563
le da ciência, para o bem da humanidade". (3)
Esse veiculo
veículo de informação dara
dará oportunidade aos

autores

dos países latino-americanos de ver indexados os artigos publicados

em re-

vistas que sao
são consideradas na América Latina de alto nível técnico,

uma

vez que a análise
analise para a seleção é feita com base na apresentaçao técnica e
exigências editoriais do periódico. Eis aqui uma política que dará
dara oportu nidade aos autores de se "internacionalizarem" uma vez que os artigos indexados poderão ser obtidos através ao serviço de empréstimo entre bibliote cas, facilitando o acesso ã informação mesmo que a instituição

onde

esses

pesquisadores trabalham não possua a publicação.
Devemos considerar entre os hábitos

dos

pesquisadores

a

busca metódica aos artigos publicados nas revistas mais conceituadas da sua
área, porém, nem sempre chegam ao conhecimento da comunidade cientifica os
artigos de relevância publicados em outros periódicos que escapam ao exame
dos conteúdos dos fasciculos recebidos e pela consulta rotineira do Current
Contents e de outras fontes.
Para acompanhar a literatura atualizada de determinada área da ciência da saúde êé necessária a busca retrospectiva que é feita em
obras de referência
referencia tais como o Index Medicus, Excerpta Medica,

Biological

Abstracts, Science Citation Index, Tropical Diseases Bulletin e

inúmeros

abstracts da especialidade, além das fontes nacionais: Bibliografia Brasi leira de Medicina, Bibliografia Brasileira de Odontologia e Bibliografia Brasileira de Medicina Veterinária, que contribuem para a internacionalização das publicações nacionais. Com o lançamento do Index Medicus Latino-Am^
ricano os pesquisadores da América Latina terão oportunidade de conhecer o
grau de desenvolvimento desses países na área biomédica, a julgar pelo tipo
das revistas que foram selecionadas e pelo interesse nos assuntos indexados
(3) UNESCO/ICSU. UNISIST study report in the feasibility of a World Science
Information System.
Paris, UNESCO, 1971.
p.9

Digitalizado
gentilmente por:

�564
nas várias áreas das ciências da saúde.

METODOLOGIA

Ao pensarmos na possibilidade da elaboraçao
elaboração do Index Medicus LatinoAmericano, inicialmente procuramos identificar as publicações que teriamco£
teriamcon
diçoes de participar de uma obra dessa envergadura.

Os títulos

correntes

existentes na BIREME foram listados e enviados a especialistas em informa ção médica de cada país que confirmaram a seleção feita,

acrescentaram no-

vos títulos ou eliminaram alguns, segundo critérios subjetivos.

Nesta sel£

çao haviam sido incluídos títulos que atingiam um bom nível técnico e edito
rial e os que já se encontravam indexados pelo Index Medicus, Excerpta Médica, Biological Abstracts, Current Contents and Science Citation Index. Apos
Após
criteriosa seleção foram escolhidas 83 revistas brasileiras e 133 de outros
países latino-americanos, perfazendo um total de 216 publicações, embora com
publicação atrasada.
0 IMLA programou indexar para o ano de 1979 apenas revistas de medicina e de
de-enfermagem
enfermagem e artigos selecionados das de áreas complementares, pii
pu
blicados com a data de 1978.

Considerando que as revistas latino-america -

nas estão com atraso de mais de dois anos era
em suas publicações, a lista inicial ficou reduzida a 76 títulos brasileiros e 103 de outros países latinoamericanos .
Assim, de posse dessa lista provisória de 179 títulos passamos ã eta^
pa 2, que consistia em estudar a entrada dos dados no computador para
xar a literatura publicada em 1978.

ind£
inde

Foi revisada a literatura sobre recup£

ração da informação disponível na BIREME e analisamos projetos similares em

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:
por

11

12

13

14

�565
outras áreas como ciências sociais, agricultura e um projeto na area
área biomédica realizado no México. (4) (5) (6)
A seguir, iniciamos um contato com o pessoal responsável pe^
la programação do computador da BIREME (Digital PDF 11/34) estudando em coii
con
junto a melhor maneira de programar uma entrada de dados que satisfizesse t£
dos os requisitos exigidos para a nossa indexaçao.
indexação.

Resolvemos iniciar uti-

lizando como teste os artigos por nós indexados para o Index Medicus e en viados a National Library of Medicine, trabalho que vem sendo realizado pela BIREME desde o início de 1978.

Nesta fase experimental, damos

entrada

saldas e para f^
em 300 artigos e tiramos várias listagens para análise das saídas
zer as correçoes necessárias.
A "Unidade de Registro" como passou a se chamar a

entrada

relativa a cada artigo está composta dos seguintes elementos:
a.

AUTOR

b.

TÍTULO

c.

FONTE REFERENCIAL

d.

LÍNGUA

(4) ROSA, M. V. - Bibliografia sul-riograndense de ciências biomédicas: el£
boração de uma linguagem padronizada.

R. Esc.Bibliotecon. UFMG, Be^

lo Horizonte, ^ (1):27-41, Mar. 1976.
(5) SERPRO - Automação do sistema de documentação.

Rio de Janeiro, 1973.

(6) OLIVEIRA, E.A.E.A. - Automação brasileira de Ciências Sociais.

Trabalho a-

presentado ao 39 Congresso Regional sobre Documentação e 11a.Reunião
da FID/CLA, Lima 20 a 24 de Setembro de 1971

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�566
e.

ASSUNTOS - Os cabeçalhos de assunto são
sio extraídos do Medicai
Headings na
Ueadings
oa traduçio
tradução para o português feita pela BIREME.

Subject

Sio
Sao Escolhí^
Escolh^

dos os cabeçalhos que identificam o artigo em seus aspectos

princi -

pais, incluindo no máximo 5 assuntos.
f.

RESUMO - 0 resumo elaborado pelo próprio autor, que não ultrapasse

a

200 palavras ié transcrito se estiver em língua portuguesa ou espanhola.

Para os artigos escritos em inglês só
sõ serão considerados os resu-

mos em português ou espanhol.
FORMA DE ENTRADA DOS DADOS
AU
TI
TR
FR
IJ
U
AS

*
St
:]
1i
*i

AU
TI
T1
FR
LI
AS
A8
*RC
'RE

:
S:
t
:I
;
1i

AU :2
T1 i•
TX
Ftf
FR
LX
LI
AS
A.S
PE

:t
2:
:2
:

Ar«uJo Neto
N»to JS
Par*»k AX&gt;
P«r*ek
Ati
Iso»Azv»vs of tr*ns«ldol»f«
ZsoeAxv»e5
trenseldolese of Condido
C«n4id« utllio»
uiilit*
AoAcod
An Acod br««
bro« Ci«nc
Clone SO(l):il7*
50(1)Ml?* 1978
TNOLES^
TNOteS
T0RUL0RS1S
TORULOPStS
TRANSALD0UA8C
TRANSALDOUASE
I80CN2IHA$
ZSOCNÍXHAS
SoociOll JO
SeecKli
Liobn KP
Li«òn
HP
V«Xor
Uolor dot
406 ochoaoo
ftchoQos eletrencereiodrofico«
olotronco^olodroficos no ero«no«tico
orosinootieo d«
do «irídro
oindro
»0 do
de Lennox-Geetaiut*
LennoK-Gostout*
Arcr
Aro Neuro-e«iouiet'3A(2)!103*13f
Nouro-ociouiot 34&lt;2&gt;ll03&gt;i3r 1978
PQRTUOUeS
PORTUGUÊS
EPILEPSIA
CFILCPSIA DO PEOUENO
FCOUCNO HAL
ELETROENCErALOCPAFXA
ELETROSNCCrALOORAFIA
reroo
Fore» dotorpiinodo«
deterftinedos o«
os «chedoe
ochodos eletreneef«lodreficoe
olotroneofolodrofieos intoreriticoo
intercriticoe
•uo te«i
ton volCT
aue
velcr ooro
eere o oroonostico
erodnoetico dos
dee crisos
crieee oollooileo«
eeileeticee on
ea 29 no
ciontos co»
cienteik
con eindroae
sindrono de
do LertnoK.Geeieut•
LonnoK.Gostout* Verif
Uorifieoo^oo
ico*j*«e eue
nuo •o ereeen
»roson
CO doe
c«
dos coaelexoe
conoloHOS Fonto-ondo
eonte-oride lonto
lente con
co» orodoninlo»
eredoainio* on
e» onolitudo
eaelitude #/
e/
o«j incidencie*
ineldoncio* des
dos eontcf
oontof eo eo ineXterebiXidede
inoltorobi1idodo de
do aorfolodie
norfolodio dos
conoloKos duronto
coaeXeKos
durente o sodulnonto
segulaento lonoitudinol•
loneitudinel• ooosor
eeeser dos treteaen
trotonon
ios iintroduzidos*
tos
nt r-odus i dos * soo
seo do
de s&gt;ou
aeu orosnostico*
erodnostico*
Celorie
Celorio GC
Hinrichson L
Hinrichsen
Font «T
MT
Rsboso SL
Rcbese
SL.
Corrolocion ontro
lo ectividèd
octividod aitotice
nitotico v el
ol infiXtredo
infiltrodo lir.fohis
Correlccion
entre le
tiocitorio
lo velocided
velocidod de
do creciaiento*
crociniento« de
do 'jri
un
tiociterio V so
su osociocion
esociecion con le
sorcofbo do
sercoae
de rato*
rate*
*
Hcdtcine
Hodicins (D. Airos)
Aires) 38(3):241&gt;44*
38(3) :2«X-44f 1978
CSPANHCl
ESPANHOL
SAFC0!-A eXPCRXdeWTAL
SAPCO.-.A
E7PCR2NENTAL
HITOSE
«ITOSE
Lo centidcd
contidid do
Le
de infiltrodo
infiXtredo linfocitorio
Xinfociterio do
de &gt;jn
un sorcono
sercone do
de roto
reta nos
aos
iro une
tro
uno correlecion
sorrolocion rtegetive
rtoi;oiivo con Xe‘ectivided
lo octividod aitotice
nitotico deX
dol tuaor.
tunor.
Lo cearcided
Le
cooocidod de
do creciaiento
croctnionto deX
dol tuaor
tunor sc estiao
ostino aor
nor nodio
aedio do
de uno
une
fur.cion discriainente
discrininonto eue
o&lt;io se
so obtuvo
oMuvo coabinendo
conbinondo eobes
onbos verxrtles*'
vorxrtlos*
rosultodos custeren
C'jsioron eue
o&gt;jo ol
oodrso roseer
r^osoer «dor.os
Los rctuXtedos
el linfocito
I infoci to aodrie
#*der&gt;es do
de
«•i of*ct9
«u
efecto cit9to::icor
citoto:sicop urte
ufto aosibXe
oosiblo ^uncior*
^uricic* entlnitotice
oniinitotico sobte
eobto les
los
celulos turoreXes*
celules
lunorolos*

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�567
FASE ATUAL DO PROGRAMA

Atualmente o programa encontra-se em faze de indexação e en
trada de dados no computador.

Periodicamente são tiradas

listagens

para

correção e analise dos cabeçalhos de assunto empregãdos, dos autores e dos
títulos indexados.

Essas listas constituem listas-controle
listas—controle dos cabeçalhos,
cabeçalhos.

dos nomes dos autores e dos títulos ingressados controlando volume, fascicu
los e artigos, conforme exemplo abaixo:
títulos ingressados
CABEÇALMOS
CABEÇALÍlOS
'•PV Seudc
2!:!(i):
2(1): rc C-Ovt 1976
JFJUNJ
JFJU.JJ
r,«.jrJe» H.jbJ l?í
2 J ; 2C 9-23 » 1978
l?iC&gt;:cc?-23t
JUNCAO ESOFAGOfiASTRlCA
ESOFAGOnASTRICA
'•&gt;v Si-'iMe
|•6'V
s#&lt;'iríe» .«-'.M 12(2) :27&lt;í-A9. 1-976
JUWCAO NEUROMUSCULAR
JUfíCAO
'Vpv
■Ve»v
f-mM 12(2&gt; jrro-s?.» 1&gt;73
1 ?78
LAPIO
LAflO LEPORINO
Uf*\f
rcd Chxie
t «V ncrt
Chile 110á(í):4:5-19.
Oi ( 4 5 :4: S-19« 1976
1979
LACTACAO
r.Gtí
Ehilfc*
10é-(6&gt;
:a20“2?»
r.ori
Ehllt*
104(4)
:420-?7»
!V79
1978
LACTATO UESIDROGENASE
DESIDROGEMASE
ft.prj rhll»'
r..nri
Ehl 1 ^ 104(4
1 Cí'( i &gt;:
&gt; I Al-í-27» 1978
1975
LACTATOS
T-pv r.pM Chile
r-pv
Cl-.l2c- 106(4 ^ :42e-34,
:42C-3A. 1975
1978
LAfAROTOMIA
LAPAROTOMIA
K'R-?v
*?v n.e-á
Chile
1C4
(6) : 43S-39
» 1978
n.tíd'CM.i
!o
lCd.(£)
435-29»
LARlNGOSCOriA
LARINCOSCOPIA
tV.»v ned
IV.»v
Chile 3Oí(62:440-43.
1 0 Í ( 4 &lt; 40-43« 1979
BPd Chxlp
1978
LCGISLACAO
LEGISLACAO
•:f*v f.c-d
r.c-cJ CMilt
Chile 330A(6):-;44-49,04 ( 6 ) : 4 4 4 - 4® « 2979
1978
LEIOMIOSSARCOMA
06 ( 4 ) : 4rO-S:?» i97a
f;ev n.fr: Chile
cmiIg 1106(6):450-s:»»
1978
LEISHMANIOSE
r:es' r..c-3
r.'pv
06 ( 4 )&gt;:: 4S3-Í78,
n.rd Chile
ChilP 1106(í
a2;3-5‘8» 1978
LEISHMANIOSE MUCOCUTANEA
LEISHHANIOSE
HUCOCUTANEA
■Vt*v r.pd
Chile 1106(6/:459-6?»
04 ( 6 / J 4S9-4? • 1973
r.Pd CmíIo
1978
LEITE
Rev n.ed
Chile 1C6 (6
( 4 )!
): 464-70»
464-70« 1978
B.ed CnilcLEPTOSFIROSE
LEPTOSPIROSE - DIAGNOSTICO
|••ev
n.pd
Chile
104(
4)
:
471-77.
106
(
6)
471-77»
1978
LESÕES DA MEDULA ESPINAL
liev r.--»/:»
04 ( 6 &gt;) : 447E-E4
r.^^d Chile 1 06
76-C4 »« 1973
LEUCEMIA EXPERIMENTAL
experimental
Ivev n.Pd
!ípv
n.pd Chile lC6(6)
1C4 (4) : 4C5-36»
4C5-34» 1978
LEUCEMIA LINFCDLASTICA
'Vev ii.ed
i».ed Chile 10i(6&gt;
1 06 (4) : 46
4 -90. 1978
4Çi-ÇC«
LEUCEMIA MIELOCniCA
MIELÜCniCA
Ree Asc
AfiD Rev
Aso iied
IIod h»ss
ss C4(7):225»
24(7):225» 1978
LEUCINA
AMS Rpv
l^MB
Rev Ass
A‘&amp; red hrcc
hret 24(7):224-23»
’ 11978
97S
24í7).*226-23»
LEUODOPA
LEVODOPA
AMD Rev Ass riod
r.c'J bré«.
bP«*. 24(7)5
229-33» 1978
Aíil!
24(7&gt;:229-33»
1973
LIGACAO
LICACAO
»'MS Rev Ass
ned br§«brs«- 24(7)
5234-34» 1®73
A*s5 r.frd
24(7):234-36»
1973
LINFOCITOS
AMD Rev A«e
Ass *,ed
5 237-40» 1979
ílMD
-.ed hr»s
Mr«s 24(7)
24(7):237-40»
1978
LINFOCITOS BD
Ase r;c-d
hc-d brfs
( 7 ) :242-42»'
5 241-4 2» 11978
978
AMD Rev Asc
br£s 24
24(7)
LINFOCITOS T
•AMF« Rev Ass red
hMF«
f ed brec 24(7)5
243-45» 1978
24(7):24?-4S»
LINIOGRAFIA
LINFOGRAFIA
AMR
AMD Rev As»s
Ass TiOd
r.ed bres 24
i 7 ) 5 24* - 48 , 1978
24(7):24*-4e»
LINFOMA
AMS
Rev Ass ••ed
r-ed br.íjs
br çs 24;(7)
( 7 ? 5 24«'-50 ♦ 1978
AMB Ri*v
LINFOMA DE BURKITT
DURKITT
AmF? Rev Ass i'.eo
p.c-o brac
brae 24
( ” i:2 251-5
251-52» 1978
AMÍ?
24*”)
LINFOSSARCOMA
hhS Rev Aiv rr. f d brps
^ihB
L-r?s 2-a
24 (&lt; 7):
7) ; 253-54.
253-54, 1079
1978
LINGUA
LINCUA
.iMD fcev
od brer
.^Mri
f(pv Ass
A«.S rrcd
br«r 24 (7'5
í 7'1 255-57«
255-57 » 1978
1976
LINHAGEM CELULAR
AMS Rev Ass
AMD
Af.s .-.* ed brer.
bret. 24 f 7) : 255-40«
255-’é0» 1973
LINHAGEM ENDOGAMICA DE RATOS
Arp trç”
br?=; Cardiol
31 &lt; 3 ) 5 1 4 Ç-54 , 1978
Aro
Cai' diol 32(2):14919 78
LiPimos
lipid:os
.'-ro br?«.
.'•ro
br^\ C.v-rjici 3! '- 3?
3 ) : 155-58»
1 55-58. 1978
LirOCONIiRODlSTROFlA
LIPÜCONDRODISTROFIA
.‘.v-a
.■|'P l»rss
brsB Csr-.icl
C.'st&gt;-,ic3 31'3
3 5 ' 3 &gt; 11
51 59-65»
59-45 » 1973
1978
LlPüfÜSFATEMIA FAMILIAR
'»ft. b*-:-i
•»ft.
b-;*i Ci5rc3cl
Cardicl 3: ((33 )):5 1 47-71
67-71 • 1978
LlPOtOSFATEMIA
LIPOMA
LIPÜMA
Arp bras C-jrdic-l
Aro
Csrdjcl 31f3&gt;:172-80•
31 (3 &gt; 5173-80 • 1973
LIPOFROTEINAS
LIPOPROTEINAS
'‘ire brts
'•iro
br&amp;s Cardiol
Csrdiol 31 (3):
( 3) 5181-84
181-64 ». 1978
LIPüJIiO AMNIOTIEO
AMNIOTICO
Aiq bres
Aro
bi ps. re-diol
Ca-dio: 31
31(3&gt;;185-2?«
(2 ): 165-2?• 1976
LIPüJDO
197b
L20U1DÜ CEFALÜ-RAOUIDlANO
LIOUIDÜ
CEFALU-RAOUIDIANO
.*r{»
( 3 ) 5: 101-94.
1 9i-Ç4 » 2978
Arc* bres Cerdiol
Cerdic 21
31(3
1978
LISOrUSFATOUILCOLINAS
LISOrOSFATODILCOLINAS
•Arp
Aro t»r.-ç
liTi-e C-rrdic
C? rdiol '31
(3 ) : 14-5-20C 31 973
31 (3)
9~5
LITIO
.Arp bv?í
Aro
brsr Csrdjol
31 ( 3 &gt; 5 201-228 i®:c
csrdJDi 31(3)tcoi-ror»
1 ® /C
LODO PARIETAL
FARIETAL
r.&gt;‘ hr.'«-s ECe-diol
'rp’hri
t’diol
31
f
3
)
5
2
:•
11
•
21
(3
:2v'--11.
I9?c
LüMI At GlA
LbM:
GIA
3-..i(l)5;
..I'-dicirie
■(•»dl rir.p &lt;D
(.'&lt; Aires)
.Mres) 3?J(i):i-E.
197S
M fri
j c 1lfi«&lt;
I ic&lt; (V
LUPUS ERITEMATDSO
CRITEMATDSO SISTÊMICO
( P Piro:*
t'PlC
. i rer ?8(1&gt;:9-29.
78( 1 &gt;5‘s-19. 1976
1979
MAFACA
MAEACA
Mii--dirir.e
.-dirir.e (D
(I; Aires)
-*o re« ) 32(
38Cl):20-2i.
1 ) 5 20-24 . 197?
1975
MACPCiFACiOS
MACPC.FACiUS
fj res ) 3S:i):?7-30*
3Si 1 ) 5 27-30. :97o
í*i-d
.-dij cii'.*’
cir-p (I(!• Aires.)
1
MALAMA - TRANSMISSÃO
r-..&lt;ioir,s&gt;
c i ri*&gt; (D Aire«
A:re« ' 3P
5 3 &gt;&gt;:?l-74.
5 71-74. 19-C
19-0
3P(3
MALONATOS
•'di
■••dííir.í.
r : rif' (D
(R Ait-s.)
Ai T«-s ) Scí'1
3i" 1 &gt;):: 75-3=’. IP-il
MAMf-i-AriAS
MAf«r.}-AnAS
•r- &lt;)
1971.
(1 Air*.s&gt;
Aj r*.s &gt; 7'
2‘; l':^C-44.
1': /-c-44. :97«.
MAN!»
rSTACOCS nlurülogicas
“.an:í rsTAcocs
nlurülog:cas
M
r • i- (H
(D Al-er'
r:-er&gt; 7‘7“• 1:5
l: ;í5-i:»
?5-5: .
MA-i'-rnPl
MAN'-rn
RI A
tU rii ctr-c ÍD
(It ••-•.rí./
A«ri-. ' 2*.'(
3 V Í 1 ) 5:57-í.9.
57-1-9 . 1978
JO-Ç
ic-ç
ASSO AORIOrOr
A':SO
AURTOrOr üN,ARIANO
üNARIANO
'•'dl rrirtfl
1 fiS ((FF 41-rs)
Al rr« 78(1)5
?6(1&gt;16 0-Íi6»
1C-*S
4. JÇ-*S
KAi-LArinpl S MAChCJMPLt
CULAFtS
MArROMPLíTULACtS
M^dicir.s If VP A 1i ) 7i'( 1 i) : 67-71.
Modicxr.e
7-?l . 197?
1979
r'^UClCMIA
'
“i.-dlCl
».
'j
i
c
j
f-r
fi.“
(h
(R
Al
.Aj
rr
r»
«1
«
&gt;
77*1
'
78•1';
:72-74.
72-76.
2
®7?
.lAtiM-IliAIif
MAlHi’
IliADr FET?4|
FET?«I
r. . ( ?Í AAl1 - c r ) /fí( 1 • 577-c:.
77-Cl»
r.’. '/ ::!t A
MA
N dirj
dici «i.MÖ n(}■ Al rcrci ' 75'1 5í 7 _ c 7, 197-:
197C
-.-tl r 1 ;'. i.a (P
( D A: T-f.c■ &gt; 7f;' 53 ) 5 «■(
CA --»t A4 .

cm

1

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�688
BIBLIOGRAFIA POR ORDEM DE ENTRADA
AU
TI
FR
AU
TI
FR
RE

i:
lt
!:
!:
•*
St
*•

AU 1
TX IZ
TI
FR 2t
RE Z2

Araujo N«to
ArauJo
M«to JS
1
ParitfK 'Ali
'AD
Isoen:v*&gt;*«
I»OAr&gt;:vA«« cf trtnsflldolvft* of C«r&lt;di«5«
Candida utilis*
«jülla*
An Acad
ACffd br«s
bra« Cianc
Cirnc S0(l&gt;:il7*
S0(l&gt;tU7» 1978
Saariali
S^rciali JG
Liaon hP
Lifton
2
Valo^
Valor do« achado*
achadof elatrencafaloaraficos
alatrancafaloaraficos no ^rosnoatico
^rosnostico da
d* aindrc
sindrc
*e da Lannc^-Gattaut*
*a
Lanno'r-Gaataut«
Ai*c»
io«ii»t 36(2)
34(2) * t03-13f
l®7ft
Aro Na*jro-n
Na'jro-r*io«ji»t
103'’13« 1®7R
Fora*
os achadoa
achados alatrar.cef
alatrer.cafaloaraficcc
intcicritscos
Fora» datariTiir&gt;#dOft
datarihinadoa oa
alodraf iccc intai
criticoa
oua tr»
tr* valcr
valor atra
aara o rroanostico
arofnoatlco d«a
das criac*a
crises aailcaticaa
aailcrticas cot
a* 29 as
eiantaa com
ciantas
coa sindroaa
airidroaa da LanriOM.Gastaut•
LannoM.Gaataut« Vvrificovsa
Uarificou-aa ooc
vjc ac aresen
arcacn
ca dos'
doa conalaMoa
coAal CMOS aortia-onda
aonta-onda lania
lenta coa
co* aradoiainio*
aradominio* «.*«
ea aft&gt;alit*jd%
a&amp;&gt;alit«Jda a/
ineidaneia* das aontaa
ou incidancia*
aontas a a inaltarabi 1I idada da »orfoloaia
aorfoloaia dos
cenalaxoa duranta
conala^ios
d'jranta o acauinanto
scauinanto lonaitudinal«
longitudinal» aaasar
aaaaar dos
dOT tratea-en
trati.«.an
to« introduzido,*»
tos
introduzido,«» sao
aao da nau
isau aroanostico*
aroanoatico*
Caloria 0
-Caloria
m
Hinriehaan L
Hinrichsan
^
FonV
MT
Fonti. HT
Rabasa SL
8L
Corralaeion
Corralacion antra la actividad aitot'ica
nitotlca uw al infiltrado linfohis
linfohia
tioe'itario
au asociacion■
aaociacien-con
tiocitario w su
con la valocidad da crcciaicnto
crociniento .da un
uri
aarcoaa da rata«
sarcoãa
rata*
Hadicin» (»•
(8. Airaa)
Airas) 38(3):2Al-44»
38(3M2A1-A4» 1978
Hadicin«
La car^tidsd
cantidad da infiltrado linfocitario da un aarccaa
sarecaa de rata
r«ta »os
nos
tro uiria
ur«a rcrralacioTi
rcrralacieri nadativa con la actividad nitotica'dal
»itotica dal tu»ot
tunot •
La caaacidad
eaaacidad da cracinianto
craciaianto dal&lt;tunor
dal -tuaor aa
sa actiao
astino &gt;or aadlo
aadio da
de ur»«'
uri&lt;&gt;
diac'iainar'ta oua se
ac obtuvò
obtuvo coabinando
funcion dtsc^ininarita
combinando anba«
anbas s'ariablaa«
variablas*
Los
Loa resultados
raaultadoa suáiaran
«uáiaran oua
auc al&lt;linfocito
al*linfocilo aodria aoscar
aoicar ado^^as
adc*saa de
da
su
citoto.sicor una aos-ibla
au- afacto citoto.sico»
aoaibla funcion
furtcion antinitotica
antiaitotica sobra
aobra Ias
lat
dalulaa tunoralas*
f^atulas
tuaortlaa«

AfauJo Neto JS
Céloris GD
Calorie
Font HT
Pont
Hinrichsen L
Hinrichser»
Licon HP
Lison
MP
Penek. AD
Psriék.
Rabesa SL^
SL
Specieli *JC
Specjali
-JG

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

1
3
3
3
2
1.
1,
3
2

11

12

13

14

�569
Nesta oportunidade apresentamos uma mostragem da publicação que inde
xa artigos publicados a partir de 1978, cujo primeiro número será
serã
no final do 19 semestte deste ano.

lançado

Â periodicidade da obra é semestral com

acumulações periódicas.

BIBLIOGRAFIA POR ORDEM DE ASSUNTO

IlíiiEX
Ifil'EJ; t.EiiJLUS
r.EiiJLUS LAlIWO-AríERJCftKO
LAlIWO-ftnCLJCAHO
;-:r&gt;sw
: : •.Mvater
.Mverer f-M
1
Acos'.c H ■
Ai;cs*-r
Jjf%er.íon 1
. I Cjeri r-:
T-; : • -rSE.
nsií bs.
«ítv Ci-i-tpi.
*ítv
Oi-itpl. r-i-f;{= í f . '.rj.er
Vrt.tr 3?&lt;1
3?&lt;1):E3-5U,
) :53-5S, 197£
iç?e
Lp íí:ttcs
ííi 11
*C'n.iíi fi i.-ir
'."lE :£&lt;■.f.-*•&lt; ..i vi-.-rCiori irccuect’.e»
cie ebrrde
■• .*• Lf
i rccueco.e» s*j
so vii.
vij. oe
s^r•rd^
-.fr dt-*-eric;í-Tr
dt-*-eric;err ce
de 3-t
3 n rJwtcldri«
«-í c l =EÍi ifidicec-:
ir:Sictc: r-fn
r-fi, ■;•&lt;.. n-ic
r..if i.v
lí d-dOvisifl *» ie
je
6or«servBoi&amp;'-i cit
ed*.*.' &gt;!v
ri.fçrcoriservsrifi
oe ic&gt;i
ioi snevos
ene^roE es*i-ri’
cEt-trc retici
retads
«e.tieE ■ K. S. G. et
.jr-i i-:r- •:: arecacr:
or ec3 cr;
CiP tíe- ^évojcEir
ee-.oicEJE irie:;isl-o
-rie;;iB3-o araisr;.'
aplisrr. LLeK.G.G.
pl vfi
oe
OP srsr»
crsr» u^iliiEd*
uEilided- etpecia3r.e.-.tfe
etecciaJr.er.lfc eri
pr. 3a
Je fii tircn^icaõto';
brc-n^icaato'; íe
is». j-oe
cop s,f. e.j
p.j
ver er
es el tíi
di rEnrit
psrisi i ir?
ico cliriico.
cJir.iso. roiiclcr^co
rodscIcS’co v
ttrii-t
Cfièi oH-Of-rlvl
oH.c&gt;palc..3 oíi
odi cccr.
ihpfc -í recuerito.
HiSE
recjc-ritp.
"II Lpí í-e*
í-p* OP
Vcr.rist.-pr
r&lt;cr.TÍ
sc-cr A
fi0r*..i.-.er 3
nalar.dr:-.
n*l
er.dri-. M
tiecíirip Fcfc
hedins
^:prlJcn N'N
fierijcr
3r.ciE:ori ttrsrisve»çe
rarisve*? a S'-t^-r.-njitica
sv^-rrrubica er. sir.f:
sir.fs o*oI"&gt;«'&lt;
o-o&gt;«'« eí
it rj
ri ci s.
I. i: 3riCic:ori
Rev- 0;--s:et
D;-Biet G:r.ec Ueritr
3?(i&gt;t 397S
Z97S
ff.. : Rp'Verter 35(i&gt;,
RíxrãZDíS CRC.“»C5rC*h*3AS
CVC.“t-35rtthíJZfitS
AV
I1 jJ
cr.

I'ivitrtc-ncT i er.-t.e
aíI
i'ií-ífric-noTi
sfíde a;i
ptjr .Ve
i:&gt;jr
i’-is f.}
A?
IMrr:íiC.crr;.-!
. . . j c .^d*jp
PPrt: t;f-£,í.i
07 Sêr.irE-ro^c-í.
Seriir-t.-ioi.^^ r..jcltol;
riucltolares.
ce r^ue eert:
ti i-c;..-ct
n.'i
.ic-t.í rilt
íiit ICl*••■r.
30(1;içvr.
r.rt tiCtl
J« .'tc. 30
i1/:3
iç-.p
tadow EC
EC
hriEV;oshi I7
hriEVoshi
Ci
t.'i h-jr..Erts
hva.srit (cíí",c.rM]
&lt;' íi •, c.r;. e J :■
Cí 1t cí t f:c*t:
r;C*t: C£
Ci V
v ri
rt r-Vcduct:
rVcíucc ; o'.
r.isirir.r.
(L. A: : c í ”{ &lt;C"-.
3Ç7J;
ftCt-i
ri ri-. &lt;í:.
3;.: ;-:r~-3-; ir7D
IXlEO
ISO t-.f.
bíF.
to AT' .
r Et j c *‘0
C cri.-o
c-.'.ir..-o C
I-ctr-.-i C

cm

1
i

Digitalizado
^S^Sys/em
gentilmente por:
por
CnçulaoiniM

II
11

12

13

14

�570
jÍ

CaracleriracBO citosienetica
citoSenetic» da leucemia mieloitíe
mielcitíe crônica,
crônica.
1 J ; CaraclerizacBO
101-105. 197S
rfí ; Rev paul Med 91 (5/í.):
rí-:
(5/Ó): 101-105»
»;■;? • Estudos cromossomicos foram real
realizados
da medula ossea
irados em células de
eni 40 pacientes com leuce/iia mieloide
em
mieloidc crônica.
trinta e ouatro
(8SZ) eram Fhl-positivos
(85%)
F'hl-Positivos e mostravam a anomalia cm 1Ü0Ä
100% das viete
mete
fases analisadas. Em 30 casos oue foram
fòram submetidos a apenas um es
tudo durante a fase cronicaí
crônica» o Ph foi ajunica anormalidade obser
vada em 26 dos ouais um eisibia
exibia a aberracao em duplicata. Anorroali
Anormali
dades numéricas
numericaS e estruturais caracterizavam os cariotipos dos 10
casos restantes»
restantes? oue se encontravam ou desenvolveram a transforma
cao aSuda. Destes?
Oestes» ,44 mostravam.a
mostravam, a a.nosialia
anomalia f'hl
Phl em duplicata e 1 em
tripli-cata. Os danes
trimli-c*ta.
cisnes ansrmais
anormais predominantes
eredsminarttes eram
er»«r hirerdi-pioi-des'
hirerdi-pioi-desem 8 e os cromossomos adicionais pertenciam'
pertenciam ao.drupo
ao-srUpo C e em menor
freouencia aos Srupos
drupos E e P. Cromossomos marcadores for^m assina
lados em 2 pacientes.
itDORTO INCOMPLETO
itOORTO
rtU : Martinez J
®
Garcia•S,
Garcia S,
Martinez 0
Fuonmaaor J
Fuenmasor
TI !: Aberto incompleto
inccnpleto ambulatório. Vale la pena el riesSo?
riesdo?
FK :; F\ev
Kev Obstet Ginec Venez'38(
Venez'38(1)!23-25»
1) :23-25? 1978
F;E !: Se revis'aron
revis’aron 52 casos de aborto incompleto en pacientes privadas.'
privadas;
Ei tiempo de hoppitalizacion
El
ho*=pita 1 izacion siempre fue menor _de&lt;6
_de.6 horas. La po
ca perdida sanduinea
sansuinea constituuo
constituao el cuadro clinico de maucr
maaor impor
tancia. Succion»
Succion? curetaJe»
curetaJe? ua succion complementada con curetaJe»
curetaJe?
fueron los
loa métodos utilizados p.ara ektraer
eRtraer los restos de la cavidsd uterina.' Se llevo un control post-operatorio en todos los ca
dad
ça
sos. Aunaue
Aunoue 2 pacientes fueron transfundidas au en 2 se necesito
repetir el curetaJe (poIípo placeritario
placehtario au aborto molar)?
molar)» no sé
sê
presentaron complicaciones. Se encontro una alta incidência de in
feccion potencial. Se cuestiona la
la'aplicacion
"aPlicacion de esta condueta en
los abortos incompletos aue
oue se -reciben
reciben en los Hospitales dei Esta
do.
.^BECESSO PERIAPICAL
íiBGCESSO
.''ü J: Oliveira UP
.AU
...
j x
.
TI *• 0 uso de associacao antibiótico—enzimatica na rotina odohtolodi
odontoloSi
ca.
PR : Folha med 76(
76(2):95-98?'l978
2): 95-t98 » 1978
RE :! Avaliou-se clinicamente um novo coméosto antihiotico-énzimatico
antibiotico-énzimaticO
no tratamento de 40 pacientes
pacierit.es portadores de .processos
processos inflaiiiato
infiamaio
rios odontolosicos adudos.
aSudos'. A. núase totalidade dos pacientes aere
aPre
sentava abcesso dento-alveolar e a presença de odem£&lt;
edema ou secrscao
secrecao
purulerita determinou a necessidade de tratamento cirurdico. conco
purulenta
mitante. 0 medicamento em estudo foi a associacao de um antibioti
co de larso
CO
lardo espectro de acao antibacteriana!
antibarteriana! DemetiIclortetraci1i
na =- 300 ma?
mS» com'
com" ativadores enzimaticos.
enzimaticos» a estreptoouinase e es
treptodornase = 25.000 D»
U? apresentado em comprimidos. A posolodia
posolosia
foi de 1 comprimido de 12/12 h por um periodo
período mínimo
minimo de 4 dias.Os
resultados terapêuticos
terapeUticos observados pela F'Tonta
pronta redressao
resressao da sictto
sinto
matolodia ■ inflamotoria aduda?
matolosia•inflamotoria
aSuda» foram considerados bons ou otimos
87Z dos pacientes &lt;35 casos). A tolerabi1
idade foi 'boa.Baseado
em 87%
tolerabi1idade
boa.Baseado
nestes resultados considera-se oue a medicacao
m'edicacao em apreco
apreço consti
tui um recurso
re_curso terapêutico valido no tratamento dos processos in
na'clinica odanioloSica
odontolodica oue neces
fecciosos comumente encontrados ria**c3inica
sitem ou nao de tratamento cirurdico
cirúrsico concomitante.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�571
INDICE DE
índice
de autores
AUTORES
Acosta H
Alvarez M
Bottura C
Coutinho VU
Cunha AB
AB'
lI■■^l•cao
■^1•C30 RP
l-uenmayor J
l-ijenmaaor
Gahow EC '
Gadow
Garcia G '■
Jurõenson I
Jurslerison
l.airet 0
Lairet
Martinez J
Martines
Martinez 0
Mortinez
• Martinez Z
Matauoshi
Matewoshi T
Medina R
Melendez M
Mendez N
Rodrisuez A
Rodriauez
Uianna-Mprâante AM
Viorina7Mprdante
Zaao MÁ
ZaSo

ABSTRACT :

I1
5
55'
3
5
6
4
6
x3
.22
5
5g
2
442
2
2
2
3
5

The IMLÁ
IMLA is.
is one-inore
one more bibliographid
bibliographic ■ souEGe
sourjoe -to
to Health Sciences, edited by BlREME. The resources of.the
of the modem
modern technology in data
processing are available to medical
Processing
medicai professionals
profeSsio.nals or students

-

for retrieval o£
of information
Information included in
in.2I6
216 Latin American jour^
nals, selected to be analysed some of them cover to cover, and
nais,
listings are presented with
others selectively._Input and output listlngs
evidence to the terminology, journals and authors
authors-Controls.
-controls.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�572
PERIÕDICOS BIOMÊDICOS
PERIOdICOS
BIOMfioICOS BRASILEIROS:
BRASIIíEIROS: problemas de produção e normalização*
Dlnah Aguiar Poblaclón**
Dln£üi
Regina Célia B. Belluzzo***
Ivzml Gerola****

Jurema Cardoso****
Maria Cecília Figueiredo*****
M. Julleta A.S. Camargo******

POBLACI&amp;J, D.A.;
POBLACiflK,
D.A.j BELLUZZO, R.C.B.; GEROLA, I.; CARDOSO, J.;
FIGUEIREDO, M.C. &amp; CAMARGO, M.J.A.S. Perlõdlcos
Periódicos blomédlcos brasileiros; problemas de produção e normalização. Apresentado no 10. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia
e Documentação. Curitiba, 22 a 27 de julho 1979.
RESUMO:
RESUMO»
Os periódicos blomédlcos brasileiros são analisados sob vários aspectos: produção intelectual,
Intelectual, produção editorial e
normalização. A análise
emãllse guemtltatlva de editoração mostra que dos 1983 títulos existentes desde 1827 até 1978, apenas136 são considerados hoje cano
como correntes. Analisados esses 136 títulos sob o ponto de vista da aplicação da normaliza ção fez-se
£ez-se uma comparação com os parâmetros para a aceitação
desses periódicos pelos centros nacionais e internacionais
Internacionais de Indexação
indexação e resumos.

* Apresentado ao 10. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação. Curitiba, 22 a 27 de julho de 1979.
** Presidente da CBDB/FEBAB. Professora de Catalogação da ECA/
USP. Assessora da BIREME.
*** Bibliotecária da Faculdade de Odontologia de Bauru.
**** Bibliotecária da Faculdade de Odontologia de Piraciceiba.
Plraclceiba.
***** Bibliotecária da Faculdade de Saúde Publica USP.
****** Blbllotecârla-Chefe do Centro de Informações Referenciais
de Blomedlclna da Prefeitura de São Paulo.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�573
Introdução
Os fenômenos antiguidade, obsolescência e au ~mento expenonencial dos periódicos biomédicos são estudados pelos administradores de bibliotecas que estão empenhados nos pro
gramas de seleção e aquisição, visando não apenas uma armazenagem e organização do registro do conhecimento, mas também a di£
dis
ponibilidade e o acesso aos documentos pertinentes e que são so
licitados pelos pesquisadores
pesquisadores,o
Se considerarmos como verdadeiro, que não ê
possível adquirir tudo que é
ê publicado, e, nem interessa armaze
nar literatura obsoleta e de baixa qualidade, torna-se de funda
mental importância a seleção, uma vez que os recursos disponl
disponí veis devem ser empregados de maneira racional, objetivando quan
tidade e qualidade.
é um estudo sé
A seleção baseada na utilização ê
rio e envolve discussões desenvolvidas nos estudos bibliométricos^^^ para avaliar qualidade de coleções e de informação que devem estar disponíveis para atender a comunidade a que se destina.
Para conhecermos os hãbitos
hábitos e as necessidadesde informação e oferecer ao usuário
usuãrio no tempo exato os documen tos para a solução dos seus problemas individuais ou sociais, reveste-se da maior importância o domínio da complexidade dos sistemas de informação.
Produção da informação
Produtor: o problema da informação e o usuário
Produtor;
pode ser focalizado já
jâ na etapa da produção. O autor ao elabo
élabo rar o seu documento objetiva divulgar os resultados de seus achados, porém s5 uma elite cientifica preocupa-se com o veiculo
de divulgação. Os pesquisadores pertencentes aos "colégios inv£
invi
slveis"'
slveis" ' possuem um mecanismo de comunicação que facilita a ~(1) BRAGA, E.M. Relações bibliométricas entre a frente de pes quisa (Research front) e revisões da literatura: estudo
aplicado ã
â ciência da informação. Ci.Inf. ^(l):9-26,
1973.
(2) PRICE, D.J.S. Some remarks on elitism in information
Information and invisible college phenomenon in science.
Science. J.Amer.Soc.Inf.
Sei. 22(2):74-75,
22(2);74-75, 1971.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

••UJ 11

12

13

14

�574
divulgação e os contactos entre os principais centros produto res, que
gue transcedem fronteiras geográficas e desconhecem barrei
ras linguísticas. Entretanto, a grande maioria de pequenos usuã
usuá
rios do sistema de Informação,
informação, produtor e consumidor, estão nadependêncla da eficiência dos mecanismos disponíveis para dlvul^
dependincla
dlvul
gação e recuperação dos documentos. Para que haja uma troca dl(3)
namlca entre essas duas entidades chaunadas
ch^utladas por Saracevlc
de
fonte e destinatário, ê
é necessário gue
que haja um veículo de trans
missão o qual pode apresentar-se numa variedade de formas físicas. Uma dessas apresentações, a mais comum, é
ê a forma de publl
publi
0 autor ao responder ãs
ás necessidades de Inforinforcação periódica. O
mação exigidas para o desenvolvimento da sua pesquisa técnica ou científica utlllza-se de um dos veículos de divulgação, semgrandes preocupações com a regularidade, periodicidade, tiragem,
antiguidade (anos de existência), estrutura técnica ou obediência aos padrões Internacionais
internacionais ou nacionais de normalização. O
interesse do produtor da Informação
Interesse
informação é o de atingir a comunidade
a gue
que se destina e gue
que seja considerada de alto nível de qualidade sem preocupar-se com a tecnologia da produção que
gue envolveplanejamento, procedimentos, regras, padrões e normas da transmissão.
Os autores gue
que atuam nos núcleos mais ativos tém
têm maior facilidade em penetrar nos centros Internacionais
internacionais de pesquisa e têm sinal aberto para publicar no exterior, criando o fenô
- (T)
meno da evasao da contribuição a clencla
ciência regional ou nacional
(3) SARACEVIC, T. Tecnologia da Informação,
informação, sistemas de Informa
informa
ção e Informação
informação como utilidade pública. Cl.Inf.,
Ci.Inf., Rio de
Janeiro, 3^(l):57-67,
3(l):57-67, 1974.
(4) NUisfEZ,
NUiíEZ, A. &amp; SANDOVAL, A. La fuga de manuscritos latinoameri
latlnoamer^
canos en el campo de la biomedicina;
blomedlclna; un anállsls
anãllsis dei pro
blema. In: 3. Congresso Regional sobre Documentação e 2.
Reunião da FID/CLA. Lima, 20/24 set. 1971. p.187-191.

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�575
No entanto,
entanto; a grande maioria dos autores publica.em
publica em revistas na
clonals e correm o risco de ter pouca divulgação de seus trabacionais
lhos uma vez que, uma pequena porcentagem de periódicos nado
nacio nals são indexados
nais
Indexados nas fontes internacionais,
Internacionais, pelo fato de nãoalcançarem os Índices exigidos pelos serviços internacionais
Internacionais de
indexação,
Indexação, tais como o Index Medlcus, Excerpta Médica, Biological Abstracts, Current Contents, Science Citation Index, Tropical Dlseases
Diseases Bulletln
Bulletin e outros serviços de resumos que publicam
índices e eibstracts.
eibstracts
. No Brasil a Bibliografia Brasileira de
Medicina, a Bibliografia Brasileira de Odontologia e a Blbllo grafia Brasileira de Medicina Veterinária procuram indexar
Indexar toda
a
Jíiteratura publicada nas respectivas ãreas,
a^literatura
áreas, porém o atrazo na
publicação dessas bibliografias cria um sério prejuízo
prejuizo no,tempo
no tempo
de acesso ã
à informação.
Informação.
Produção nacional;
nacional» análise quantitativa
Se fizermos uma análise do ponto de vista quan
tltatlvo, verificamos que a produção Internacional
titativo,
internacional de periódi
perlódl COS científicos cresce exponencialmente.
exponenclalmente. Em estudo elaborado por Sengupta^®^, baseado no World List of Scientific Periodicals
verlflcou-se que o ritmo de crescimento das publicações periódi
verificou-se
perlódl
cas científicas,
cientificas, durante os 29 anos anteriores a 1952 foi superior a 108%; no período de 1900 a 1921 apareceram 2500 títulos;
era 1950 o World List registra na sua 3a. edição 50.000 títulosem
e que na 4a. edição em 1960 atinge a 60.000. Na área de
ciências da saúde no Brasil, foi feito um levantamento dos periódicos publicados no período de 1860 a 1975^^^ e constatamos a e (5) PIEGAS, M.H.A. &amp; POBLACIÕN,
POBLACIÖN, D.A. Critérios de avaliação e análise atual das publicações periódicas brasileiras na
área da saúde. In: Anais da 5. Assembléia da FEBAB e das
Comissões Permanentes. São Paulo, agosto 1978. p.171-182
(6) SENGUPTA, I.N. La valoraclón de Ias publlcaclones periódi
perlódl cas biomêdicas
blomêdlcas^desde
desde el punto de vista de los científi
clentifl COS Índios:
Índios; análisis
anãllsls de datos para 1959-1968. Boi.UNESCO
Blbl. 24 (3);158-68, 1970.
Bibl.
POBLACIÖN, D.A.; PASQUARELLI, M.L. &amp; BARONE, A.M.S. Periódi(7) POBLACIÕN,
cos blomédlcos
biomédicos brasileiros;
brasileiros: 1860-1975. São Paulo, 1975.
mlcro^lcha.
microficha.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�576
xistência
xlstêncla de 915 títulos.
Esse levantamento editado em 1975 em microfiraicroficha encontra-se em fase de atualização para ser editada como o
bra de referência, pois além do titulo, inclui histérico
histórico das mudanças de títulos, endereço dos periódicos correntes e a a brevlatura normalizada para citação em bibliografias. Para'esbreviatura
Para essa obra jã
já foram
foreun analisados 1983 títulos blomédicos
biomédicos existentes
desde 1827 atê 1978. Durante a última década temos acompanhado
o comportamento dos periódicos biomédicos,
ò
blomédicos, e, constatamos quede 1969 a 1978 existiram 780 títulos.
Desses 780 títulos, nesta década desaparece ram 651, por vários
vãrios motivos: mudaram de titulo, encerraram a publicação ou estão com a publicação suspensa. Apenas 136 conseguiram atingir o conceito de corrente, desde que se considere como tal, os títulos que estão com o.último
o último número publicado entre .1976
1976 e 1979.
Normalização
A necessidade de padrões, de normalização para documentação é reclamada por todos os profissionais que se
preocupam não apenas com o registro bibliogrãfico,
bibliográfico, mas, essencialmente com os processos de recuperação da informação. Em
1926 foi fundada a International Federation of National Stan dardizing Associations que posteriormente transformou-se na
ISO (International Organization for Standardization) cujo obje
tivo é o de alcançar um
ura acordo internacional de padrões para expansão comercial, aperfeiçoamento da qualidade, incremento da produtividade e redução de preços. Uma das finalidades da ISO é a de conciliar interesses de produtores, usuários, gover
—
í 8)
""
no e comunidade cientifica na preparação de padrões^
padrões' '..
No fim
fira de 1973 a ISO congregava 73 paises e seu trabalho se desenvolveu com o suporte de 150 Comitês técni
COS, 500 sub-comitês e aproximadamente 600 grupos de trabalho.
(3) BLUM,
SLUM, Fred. International library standards update:
update; ISO Te
18 (4);
chnical Comittee 46. Libr. Resources Techn. Serv. 18(4);
325-35.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�577
Ura dos Comitês técnicos a ISO TC 46 é responsável pelo campo da
documentação, bibliotecas, sistemas de informação e redes de in
tercâmbio aplicado ã
â docuiaentação.
documentação. A ISO possui agências ou or
gãos filiados em vários países, os quais são responsáveis pelos
padrões nacionais, como é o caso da American National
Mational Standards
Institute, Inc. (ANSI) nos listados
Ustados Unidos e da Associação Brasi
leira de Normas Técnicas (ABNT) no Brasil. Na ABMT
ABNT existem Co missões de Ustudo
Estudo com os mesmos objetivos
ol:)jetivos das Comissões do TC/
46 da ISO (9) . Outros orgaos internacionais como a UNESCO também
tambem
examinam os meios de levar a cabo uma ação internacional eficaz
afim de melhorar a situação da informação científica. A UNESCOUMESCOconsidera que "a falta de disciplina livremente aceita em matéria de redação e de publicação de informações científicas é uma
das causas principais que acrescera
acrescem inutilmente o volume de docu
mentos publicados, assim como os gastos para imprimí-los,
imprimi-los, classificá-los e localizá-los.
localizá-los
^.
Essa preocupação internacional traduz-se na responsabilidade de elaboração de padrões por orgãos que objet^
vara alcançar um controle da informação, aplicáveis desde a fase
vam
de produção intelectual (autor) produção editorial (editores) a
té a fase de recuperação na elaboração dos documentos secundá
secundã rios que são as bibliografias, os índices (bibliotecas, centros
documentários de análise e indexação). Preocupados com os aspec
tos de apresentação técnica e de aceitação nas fontes de indexa
ção fizemos esta análise.

(9) POBLACIÖN,
POBLACION, d.a.
D.A. ISO-ABNT-CED-CRE/SP. Apresentado no II FóForum de Debates promovido pela Associação Paulista de Bibliotecários. são Paulo, 13/14 de março de 1975.
(10) NORMAS DA UNESCO sobre informações científicas. Arq. Hosp.
Sta. Casa. S. Paulo, 12 (3/4):21-25,
(3/4);21-25, 1966.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

�578
Metodologia
Os padrões técnicos adotados pelos 136 títulos
correntes forara
foram analisados pelas bibliotecas do Centro de Infor
mações Referenciais em Bioraedicina
Biomedicina (CIRB); da Faculdade de Odon
tologia de Bauru (FOB); da Faculdade de Odontologia de Piracica
ba (FOP) e da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP). Serviram
como parâmetros para a análise, as Normas da ABNT (Associação -*
Brasileira de Normas Técnicas) e as Normas para Editoração de Periódicos Técnicos e Científicos preparadas pelo Grupo de Bi bliotecãrios em Informação e Documentação Blomédlca
bllotecãrlos
Biomédica da Associação Paulista de Bibliotecários, editadas em 1972. Além da obe diéncia
diência ás
âs Normas, foram identificados os títulos que estão indexados nas fontes internacionais: Index Medicus (IM), Excerpta
Médica (EM), Biological íüjstracts
Abstracts (BA), Current Contenta
Contents (CC)
(CC),,Science Citation Index (SCI), Tropical Diseases Bulletin (TDB),
nas fontes nacionais: Bibliografia Brasileira de Medicina (BBM),
Bibliografia Brasileira de Medicina Veterinária (BBMV), Bibliografia Brasileira de Odontologia (BBO) bem como os títulos in cluidos na programação do Index Medicus Latino Americano (IMLA).
Pesquisamos a data inicial de cada publicação e registrcimos
registreimos o número mais recente recebido pelas principais bibliotecas de são Paulo, até abril de 1979.
Resultados
A nossa análise de antiguidade mostra que na á
rea biomédlca
biomédica os primeiros periódicos publicados foram "Propaga
dor de Ciências Médicas; ou,
ou. Anais de Medicina, Cirurgia e Farmácia 'teditado no Rio de Janeiro em
era 1827/28 e Diário da Saúde; ou Eferméridas
das
Ciências
Médicas
e Naturais do Brasil também
taunbém
Efermêridas
publicado no Rio de Janeiro em 1835, porém não sobreviveram. En
tre os periódicos mais antigos e que são publicados até a pre sente data destacam-se;
destacam-se: Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, ini
ciado em 1909.
1909 . Revista da Associação Paulista de Cirurgiões Den
tistas desde 1911; Anais Paulistas de Medicina e Cirurgia a par
tir de 1913 e Memórias do Instituto Butantan iniciado era
em 1918.
A Revista de Ginecologia e d'Obstetrícia
d'Obstetricia iniciada em 1907 tevesua publicação interrompida durante algum tempo, no entanto, ho

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�579
je encontra-se atualizada até 1978.
Quanto ao aspecto
aspecto-de
4e indexação constatou-se que dos 136 títulos, 113 são indexados,
indexados,- destacando-se em apenas 1 fonte e 69 títulos èra
em 2 ou raais
mais fontes.
44 títulos era
No entanto verificamos que 23 títulos correntes não são cobertos por nenhum serviço de análise e indexação. Entre os titu
títu los analisados por maior número de
de.fontes
fontes nacionais e internacionais destacamos os Anais da Academia Brasileira de Ciências,
indexado era
em 8 fontes; seguido pelas revistas que são indexadas
em 7 fontes, a saber: Revista da Associação Médica Brasileira,
era'
Revista Brasileira de Medicina; Revista Brasileira de Pesqul
Pesqui sas Médicas e Biológicas; Revista do Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da USP e Revista de Saúde Pública.
. Analisando o aspecto atualização, veri
ver^
ficamos que o quadro, de acordo cora
com o último número recebido,pelas principais bibliotecas de são
São Paulo, apresenta a seguinte distribuição:
Oltimo número recebido era;
Oltirao
em:
Ano
títulos
% aproximada
1976
24
17%
1977
35
26%
1978
65
48%
1979
12
9%
Cora
Com
1.

2.
3.

136
100%
referência â normalização concluimos:
concluiraos:
Aplicam normas:
Aplicara
ABNT
Sim
Não
Nio
NB-61
66
70
66
65
71
83
64
72
88
86
50
Seguem as Normas editadas pelo GBB (Grupo de Biblio
tecãrios Bioraédicos
Biomédicos de São Paulo) - 11
Apresentcim codificação internacional
Sim
Não
CODEN
12
124
ISSN
17
119

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�580

4. Trazem instruções para autores
5. Fontes que Inâexzun
Indexam os 113 títulos:
Fontes internacionais;
intemaelonals:
Medlcus
Index Medicus
Excerpta Médica
Biological Abstracts
Current Contents
Science Citation Index
Tropical Diseases Bulletin
Fontes nacionais:
Bibliografia Bras. Med.
Bibliografia Bras. Odont.
Bibliografia Bras. Veterin.
Fonte Regional;
Index Medicus Latino Americano

cm

2

3

Digitalizado
gentílmente por:
4 gentilmente

11

Sim
71

Mao
65

18
57
59
3
3
17

118
79
77
133
133
119

77
25
13

59
111
123

67

69

12

13

14

�^81
581
Conclusão; Na última década foram publicados 780 titu
tita
los dos quais apenas 136 são considerados correntes com o último número publicado^entre
publicado entre 1976 e 1979'.
1979. Desses 136 títulos ape —
nas 12 títulos foraun publicados em 1979,'65‘ainda
1979, 65‘ainda estão com a data de.
de 1978.e^59
1978,e^59 es;tão
estão atrasados, com'as
com as publicações editadasem 1976 e 1977. Quanto ã
à normalização 35 títulos não seguem nenhuma norma e dos
dos' 101 restantes alguns seguem apenas uma das
normas, constatando-se apenas 2 revistas que seguem todas as normas; Revista da Faculdade de Odontologia da USP e Revista de
normas:
Saúde pública.'Com
Pública.'Com referência ã indexação, temos 23 títulos cor
rentes que nao indexados em nenhuma fOnte.
fonte. Pelo comportamento da produção dos periódicos biomédicos nos.
nos últimos 10 anos con cluimos que 18% idas
das revistas que existiram nesse período aindasobrevivem e-dessas
e dessas 25% sem nenhuma normalização e 10% não.sãonão sãonenhuma fonte quer nacional quer internacional,
indexados em nenhüiiía
internacional i em
■*
v;. ví •' ■ -í..
bora as bibliografias nacionais procurem cobrir exaustivamentetoda a literatura do campo específico.
. " ‘ \
■,

. V.- ^
Vo,• ■V»*

'í.? » tf- '.f*v
í*s J} -í-

cm

2

3

t t

Digitalizado
4 gentilmente por:

■ ■ .m.

..

• •s

. t ••' ■

�582
•A;ía1..
tXtulo
TiTUtO

«•XNDEXAOO
••indexado
NA FONTE
FO»TE

ihla-e:i»ba
IMXA«EM»BA
CIA3
I ACTA BIOX^ICA
BZOX^ICA PARANAENSE
CIR3
BBK
BBH
.2 ACTA 0?ICOL03ICA
ONCOLOSZCA BRASILEIRA
ro3
BBMV-IKLA-BBH-lH-BA-CC-SClrTDB
BBHV-XMLA-BBM- IN-BA-CC-SCX-TDB
3 ANAIS OA
DA,ACADEMIA
ACAOCKIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS
CIENCIAS
FOB
BBO
4'4 ASMS
ANAIS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA
FOB
rcB
IMLA-BBM-EM-BA-TDB
ZMLA-BBH-EH-BA-TD8
rsp
S5 ANAIS BRASILEIROS DE DEP.MATOLOOJA
DEP.MATOLOOIA
rsp
6 ASAIS DO DEPART.OE
DEPART.DE FARM,DO
EARM.DO CENTRO DE CXÊNC.DA
ClfiNC.DA SAOOSDS
SAODB OS BFP
DTP BBM
BBM
7 ANAIS DA FAC.DE MEDICINA DE PORTO ALEGRE
BBM
rs?
8 a:;ais
ANAIS DO
do HOSPITAL
hospital DC
de SIDERÚRGICA
siderúrgica NACIONAL
nacional
FOB
rcB
bbhv-xmla-bbh«xh-ba
BBHV-IKLA-BBH-ZM-BA
DC MICRODXOLOCIA
MICROBIOLOOIA
rsp
FSP
9 ANAIS
A?:aI5 de
10 A.NAIS
a.';ms nestle
NESTLE
rcB
FCB
XHLA-BBM-EM-BA
IMLA-BBM-EM-BA
11 ANAIS PAULISTAS DE Í^EDICISA E CIRURGIA
rsp
rs?
BBHV
BBKV
13
ARQUIVOS
DE
BIOLOGIA
B
E
TECNOLOGIA
FSP
rsp
Ih^-BBH-IM-EM-BA
iMLA-pBH-IM-EM-BA
APOUIVOS BRASIIXIROS
BRASILEIROS DE CARDIOLOGIA
13 APQUIVOS
F$P
rgp
jmla-bbm-im
IMLA-BBM-EM
14 APOUIVOS
ARQUIVOS brasileiros
BRASILEIROS DE 0F7ALM0L0GIA
OFTALMOLOGIA
CltlB
CIBB
BBM
FOB
FCB
15 APOUIVOS BPASILÈIPOS DE PSICOLOGIA APLICADA
fiSM
BBM
lõ APOUIVOS
MEDICINA(CONT.. COMO ACM)
Fca
rcB
ARQUIVOS CATARINENSES DE MEDICINA&lt;COKT.
BBO
17
A?O.CE?;TPO
ARQ.CENTRO
EST.CURSO
ODONT.OA
ODONT.DA
FAC.OOONT.DA
FM.ODONT.M
UNIV.N»GBRAZa
UNXV«M«GBRAZS
EDO
FC3
rc3
BBrN
18 APQ.DA
1»
ARQ.DA ESC,VETERINÁRIA
ESC.VETERINÁRIA DA UNZV.FEO.OE
UNIV.FED.DB H.GERAlS
M.GERAXS
0®”^
rcB
BBO
19 ARQ.FLUMINENSES
ARC.FLUMINENSES DC
DD ODONTOLOGIA
FOB
ros
ZMLA-BBMIM-EM-BA
30
20 ARQ.DE
ARO.DE GASTPCCNTEROLOGIA
GASTPCEtITEROLOGIA
IMLA-BBM-IH-EM-BA
FOB
a»mv-xmla-bbm-im*ba
21 APQ.
aaMVrlKLA-BBM-lM-aA
ARO. DO INSTITUTO BIOLOGICO
roa
22 ARO.MÉDICOS
ARO.MEDICOS DO ABC
CIRB
tMLA*aaH-zn-CH*aA&gt;cc-tcx
tMLA-BBH-Xn-EN-BA-CC-SCI
23 ARO.DE
CIRB
ARO.OE NEUROPSIOUIATRIA
NEURUPSIOUIATRXA
BBM
24 ARQUIVOS LC
rsp
FSP
VE ONCOLOGIA
25 ARO.
APO. CE
DE ZOOLOGIA
rs?
BBM
26 APQ.
2€
ARO. CUPANOI
CUPANDI
FSP
rsp
•BO
27 ARS CUPANDI
CUPANOI EM ODONTOLOGIA
Foa
roa
BBM
28 ARS MEDICA
2B
rca
29 ATAS
ATPS DA SOC.DB
SOC.DE BIOLOGIA DO RIO DE JANEIRO
FOB
FCB
BBK
BBM
HEOICAS
30 ATUALIDADES MEDICAS
rs?
31
BIOLOGIA
ÍHIDETRÃO-PRETO)
ÍRIDEIRÂO-PRETO)
rop
ro?
.MLA-BBM-BA
mla-bbm-ba
. 33
32 O BIOLOGICO &lt;S.P.).
«S.P.l
FSP
rsp
BBO
BBÓ
33 BOLETIM DA ASS.DRAS.DE
ASS.BRAS.DE ENSINO OE
DE ODONTOLOGIA
ODONTOWXSIA
FOB
FG3
34
BOLETIM
BOLETI.M
DIBLIOGRAFICO
DA
BEKFAM
BEMFAM
ro?
FOP
BBO
35 BOLETIM DA DIVISAO
DIVISAo DE MATERIAIS DENTARIO*
DENTÄRIOS (R.N.)
(R.M.)
• rcs
FC3
BBH
36 BOLETIM
ECLETIH DA DIVISÍO NACIONAL DE OERMATOMÍCIA
DERMATOI^XA 8AMITARXA*
SANITAMA
FSP
rsp
37
BOLETIM
CPXDEMIOLOGICO
EPIDEMIOLOGICO
(S.P.)
FSP
FRP
BBHV
BBKV
38 BOLETIM
BC-LETIM EPIDEMIOLOGICO
EPIOCMIOLOGICO (R.d«
(R.d* Janeiro)
FSP
XBA
BA
39 BOL.OA
BOL.DA FAC.EVAIIGELICA
FAC.EVAIKJELXCA DE
OE MED.DO FARANA
PARANA tS HOSf.aVAII.DB
K08f.SVAK.DB CUMTX^^
COMtX»
FSP
BBO
■40 BOL.DA )*AC. DE WlONTOI^IA
•40
OOOHTOI^IA DE PIRACICABA
FOB
rca
41 80L.C0
BOL.BO HOSPITAL ERNESTO DORNELLES
DORMCUXS (B.B.)
(R.S.)
CIRB
CXRB
43
42 BOL.INFORMATIVO CSC
CBC
FSP
rsp

cm

1

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

11

12

13

14

�583
CATA
I:»Z£IAL
llilClÂL
1972
If72
X»«S
19«S
1929
1967
1925
I92S
1965/66
1938
1953
1951
1944
1913
1946
1948
1938
1949
1957
1964
1943
1968
1964
1928
1926
1978
1943
1956
1940 •
1968/69
1974
1972
1957
Í962
1962
1975
*1935
1935
1959
1967
1971
11942
1942 . •
1969
1960
1963
1970
196^
196t

Oltimo U9
OLTIMO

1KB MB ND
«B
NB il3
J13 £OOCN
£ÚOCN ZSSK £33 JNCT.
JHCT(1
S3
XtfT.
«i
83 ta
tS
AVT.

ifàxil 1S79),
casril
1S79)
1977^€
1977.6
1978,1(5)
1978.^
1975,77
1978,^
1976.15
1977,37
1976,5
1978,5
1977,«
1977,27
1977, &lt;99)
1977,Í99)
1976,105 .
1978,105.
1977,20
1978,31
1978,41
1977.29
1978.7
1978,7
1977,^
1977
1978.30
1976,9
1978.15
1978,45
1979.2
1978,36
1977.16
1977.18
1976,27
1979,12
1979.5
19.78.5
1976,
1970.18
1979.14
1979,M
1576.2
1978,44
1978
1978.5
i:78
1Í78
1977.17
1977,37
1576r5
1576.5
1977,9
1978.6
1976
1976.15
1977,
1977,^

Digitalizado
gentilmente por:

U

^

••UJ 11

12

13

14

�584

r.*'R
rCR

TlTULO

**IHOEXADO
*»IMöEXADO
WA FONTE

CIRB 43
Ct?M
4 3 BOL.DO
B9L.D0 INST.
lUST. EST. DE IfEMAT.ABTNUR
tIEMAT.ARTHUR D£
DE EZQOEXRA
8XQ0EXRA CAVALCAKTX
CAVALCAKTZ
EM
FOB *44
rOB
44 BOL.DE rVlTERIAIS
fV^TFRIAlS DENTAIUOS
DENTABXOS (CURXTXBA)
(CURZTZBA)
BBO
BDO
rOP 4S BOLETIM
rop
BOLCTIK DE PSlOOXATItlA
PSIQUIATRIA
■ .iriLA
IMLA
rop 4€
46 BOLET1«)
BOLETl&gt;} DO SERVIÇO ALEMXO
ALEHAO DE PESQUISA
FOP 47 BRASILIA
rOP
BPASILIA KEDICA
MEDICA
BBMV-BBM
FOB 4B CJ£;;CIA
roB
ci£:;cxA eC CULTURA
cultura
IMLA-BBH
rSP .49
rsp
49 CLlNTCA PEDIÁTRICA
PEDIATBICA
IMLA-BDM
rSP SO
rsp
S3 COyUNICAÇOCS
CCPUKICAÇOCS CIENTfPXCAS
cientIpicas rAC.KED.VET.B
fac.ked.vet.b SOOT.DA
eoot.da usp*
DSP*
DDMV
IHLA&gt;BBH
IMLA-BPM
rSP SI ELTCRKAGEH
rs?
ENFERMAGEM EM
EH MOVAS
NOVAS DXHENSOES
DIMENSQES
BBQ-BBH
BBQ-BBM
FOB 52 eSTAMOTOLOGlA
rOB
£Stamotoux:ia Be CULTURA
cultura
IMLA*DQH*EH*BA
IMLA*DOM*EM*BA
F£? 53
Í^EDICA
S3 FOLHA
rOLHA i^EOICA
IHLA-EM
IMLA-EM
CIR3S4
crs3 54 GX::EC0L0GIA
gx::ecologia BRASILEIRA
brasileira
BBO
FCa 55 INCISIVO *
IKLA-BBM-EM-B**
XKLA-3BH-EH-B&lt;^
rsr 56 oo?.::al
FS?
JORNAL brasileiro
BRASILEIRO de
DE ginecologia
GINECOLOGIA
IHLA-BBM
IMLA-BBM
rs? 57 JORNAL BRASILEIRO DE MEDICINA
FS?
IMLA-BBM-BM*BA
IHLA*BQM-EH*BA
C-IrBSB* JOPNAL
CIR358*
JORNAL BRASILEIRO PE
DE PSIQUIATRIA
imlX
IMLÂ
TS? 59 JORNAL
JOFNAL BPASIIXIPO
FSR
BPASlIilPO UROLOGIA
XKI&gt;A*BBM-&gt;EH*DA
IKXiA*BBM-EN-BA
FC? ta
63 .JCr.NAL
.JOrNAL DE PEDIATRIA
FSP 61 JORNAL PENUÍ^OLOGIA
PEtiUMOLOClA
rSP 62 JORNAL PSICANALISE
FS?
PSICANÁLISE
BBO
roa 63 LIVRO DO ANO EM ODONTOLOGIA
FOS
ZHLA*BDM»EM'BA
IHLA*BDM»EH'BA
CIR364 MATERr:iDADB
KATERf:iDAOB E INFÂNCIA
CIP364
INFANCIA
UBM
F03 65 MEDICINA
MEDICI.NA E CULTURA
. RBM
FSP 66 MEDICINA DE HOJE
INLA-BTiM-IM-BA
XMLA-Brm-XM-BA
rCB 67 MX!*0F1AS
FCB
MEMOPIAS DO
00 INSTITUTO BUTANTAM
BÜTANTAK
BBMV-»ZMLA-nDM&gt;IM-BA-TDS
BBMV*lMLA*nDM-lH*BA*TDB
rOB 6« MCMDPl/vS
FCB
PCMOPIAS DO
00 INSTITUTO OSWALOO
QSWALOO CAUS
CRUS
IHLA-BBH-EH^BA
IMLA-Br)M-EH&gt;BA
rs? 69 NEUPCClOíiOCXA
FS?
NEUPCClOíiOGXA
ÜDO
UÜO
FOB 70 ODONTOLOGIA CAPIXABA
FCB
BPO
DPO
r;a 71
7i ooor.tcLOGO
woerno
riB
ODONtCLOGO MODERNO
i»no
I»:P
:p 72 OPCTCL'NTIA
oPCTCorriTiA
'IHLA*DBM-EM»BA
’IHLA-DBM-EM^BA
CIPB73 PEDIATRIA PRATICA
PRÁTICA
XHLA*BnM*EM-BA
IMLA-BnM-EH-BA
FSP 74 PVDLICAÇOES
FS?
PUBLICAÇÕES DO CENTRO DE ESTUDOS LEPROLOGICOS
BDO
DBO
rCP 75 QVINTAESENCIA
FCP
QVINT/ESENCXA
ih;jv*bbm*ba
zh;&lt;a-bbm«ba
CIPA76 RADIOLOGIA
CXP376
FADIOLOGIA BRASILEIRA
IMLA-BBM-EM-BA
IMLA-BBH-EH-BA
FOr 77 PrVISTA
rO?
PEVISTA AMRICS
A.VRICS
BBC
BBO
VOB 7$
FOB
7S REVISTA DA
DAASS.DOS
ASS.OOS CIRURGIOES
CIRURGIÕES DENTISTAS DE CAMPINASBBMV-IMLA*IH-EM*BA*TOB
7&gt; RE’/.DA
RE’/.OA ASS.MEDICA BRASILEIRA CCONT.COMO
(COHT.COMO A.M.B.).
A.M.l.) BBMV-IMLA-ZM-EM-BA-TDB
rSP 79
FSP 80
BO REV.DA ASS.MEDICA
ASS.KEDICA DE MINAS GERAIS 4CONT.COMO
4C0NT.C0M0 MV.AMMC)
REV.AMMCJ IKLA-BBH-EK-BA-TOI
IMLA-BSH-ER-BA-TOB
r;a ai
3i rev.o*
kcv.da ass.p»ixxsta
ass.paw.ista ob
db ciruariOes
cihubmOe# mstistas
bejitxstas
»6o
»»o
ZMLA*BBM
TMLA&gt;BSH
FfP B2 REV.BRAS.de
Ff?
RBV.BAAS.DE AlJALXSIS
ANALISIS CLlVZCAS
CLINICAS

cm

1

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11
11

12
12

13
13

14

�585

NB NB
KB KB
N8 KB CODEN JSSS
28SS jSBB
GBB Zi^7
2*;[S7
Cltimo nç
OLTIMO
N9
61 66 83 88
66
act.
AU7.
RGCEDIDO
RECEBIDO
(Aiirll 1079)
"(Abrir
1979)1971
1976 '*
1973
1977
1967/68- 1978,jUL
1978,n
1977,
U
1977»13
1977
1977'
1977.2
1949
1979.32
1979,32
1967
1977,1^
1977,14
1977
•1977
1975
1978.4
1967
1976.10
1976,
1920
1979,78
1969
1977,9
1962
1976.5
1970
1973,^
1959
1978.35
1978,25
1948/52 1977,
1977,26
^
1977.3
1975
1975
1931
1979,46
1977,2
1966
1977,9
1973
1976
1945 '
1976.35
1976,35
1943
1976,31
1976.21
1974
1979.5
1918
1977.41
1909
1976,74
1976.24
1938
1978.41
1978.42
1962
■11976
976
1973
1979
*1968
1978,
^
1928/29 1978,49
1928/2»
1978,«
1577,17^^„.
1977,12
1974
1978.5
1968
1978.11
1978,11
1957
1978,22
1978.22
1974
..,1?78
1*^78
^
1954
1978.24
1978,24 "
1949
1978.30
1978,30
.-w
1979.31
1911.
1979.33
1969
196»
Wffü'

DATA
INICIAL
IKICIAL

■'Ví.

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

I Sea n
stem

�586
•AKM..
•ANAL.
TiTULO
POA
IlTULO
CIPôBJ
63 KEV.tV.S.DE
AtV.trAS.DE ANASTESIOLOGIA
/
T--3 B4
na
54 F£V.LrAS.
ETV.LrAS. DE EIOLOCIA
rc?
FC? 55
85 PE7.BPA.S,
P£7.BRAS. DE CANCEROLOCIA
CAECEROEOCIA
rSP 56
rs?
86 PEV.ePAS.
PEV. EPAS. CAROIOVASCELAP
CAROlOVASCEliAR
POP 87 PEV.BRAS.
FOP
PEV.BPwAS. DE CIPURCIA
CIRURCIA
rcp 8S
FfP
88 PEV.BPAS.DE
EEV.BRAS.de CLiNICA
CLlNlCA TERAPÊUTICAÍCONT.COMO
TERAPÊUTICAÍCOHT.COMO CLIM.B
CLIN.E TERAPEOTICA)
TERAPÊUTICA)
FPP a3ECV.BEAS.DE
FF?
53 REV.BP.\S.DE MALARIODOCIA
MALAEIOLOCIA E DOCHÇAS
DOENÇAS TROPICAS
POP 90 PE’/.BRAS.DE
FO?
EC/.BRAS.DE MEDICINA . (CONT.COMO RBM)
F03
FOB 91 REV.BFAS.de ODOSTODOClA
ODONTOLOGIA
CIP.B 92
ciEB
91 rev.epas.de
rev.eeas.de OFTAL''OI.001A
0FTAL.*‘0D0C1A
FOB 93 EEV.BP.AS.de
PEV.BP.AS.de ORTOPEDIA
CPTOPEDIA
FOB 94-eev.beas.de
(03
94 REV.BPAS.de OTORRIHOLARINGOLOCIA
OTORRIHOLARIHGOLOCIA
TOP 9S PEV.BPAS.de
FO?
EEV.BEAS.de PATOLOGIA
PATODOCIA CLtNICA
CLtHICA
F03 9Ó
roa
9ó fev.bras.de
PEV.BRAS.CE pesquisas
PESQUISAS medicas
MEDICAS Ee BIOLOGICAS
bioeogicas
rs? 97 rev.bkas.
REV.BRAS. psicanálise
FSICANKLISE
FT? &gt;3
FS?
93 ELV.I
PÍ.V.IF/.S.
FA.S. PnUy/.TOr,Or.IA
PELrATOrjX.IA
POP 93
FOP
99 FEV.Bi-AS.DE
PE7.DRAS.de EACOE
SACDC OCUPACIONAL
OCUEACIONAL
F;;.7 100 FEV.
F;:.’)
EEV. DO CBNTBO
CENTPO DE CIENC.BIOMEDICAS
C1ÊNC.BIOMEDICAS UHIV.FED.SANTA
UNIV.FED.SANTA MARIA
CIPBlOl PEV.DO
CIFJ3101
EEV.DO COLEGIO
COLÉGIO BPASIIXIRO
BEASILEIRO DE CIPUBGIÖES
CtP.UBGtOES
FC? 102 EEV.DA
PEV.DA OIVISÄO
OIVISAO NACIONAL DE TUBERCULOSE
FOB lòl
F03
103 EEV.DA-ESCOLA
PEV.DA ESCOLA DE ENFERMAGEM DA USP
FOB 104 PEV.DA
rOB
Pr/.DA FAC.DE
FAO.DE FAEMACIA
FARMACIA E ODONTOLOGIA DE ARARAQUARA
FSS
ras 105 RFV'.DA
Rr\'.DA FAC.DE
FAO.DE FAR;«AC1A
FAR.'*AC1A E OOONTOI33C1A
OOONTOIIX'IA DE HIBEIRAO
RIOEIRAO FRETO
PRETO
C:F,B1:6 ?X\’.DA
.PEV.DA FAO.DE
FAC.DE MEDICINA
.“EDICtSA VETERINÁRIA
VXTERINAEIA E {OOTECKIA
tOOTECKIA DA USP
OIFSllCe
FOB 107 SEV.FAC.CDONTCIEK-.IA
rCS
SE7.rAC.CaONTCI.OGlA DE APAÇA7UBA
AEAÇA7UBA
rC5 ICS RF.V.DA
F03
R.CV.DA FAC. DE ODONTOLOGIA DE PEENA.MBUCO
PEP.NA.MBUCO
JOB 109
PFV.aA FAC. DE ODONTOLOGIA DE S.JOSE
ICB
lOS.EFV.DA
S.JOSÊ DCS
DOS CAMPOS
rua 110
roa
lie PEv.cA
PEV.EA fac.
FAC. cs
es odontologia da usp
USP
FOB 111 PEV.DE
ICB
EEV.DE FAR.“ÁCIA
FAR^ACIA E BIOOUlMICA
BIOOUIMICA DA UNIV.FED.DE
UNIV.fTD.DE H.GERAIS
ras 112
FÜS
13 2 FXV.DE
REV.as FAF.^CIA
faf-'-Acia Ee BIOQUÍMICA
bioquímica DA
da USP.
osp.
FOB 113
rcE
in PEV.CE
pzv.cr. FAP/V.C1A
fa?.-v.c:a Ee'odo.ntolosia
OEa.NTOLOGIA DO
do RIO
rio DC
de JMSXRO
jm^xiro
iC5
iCS 114 ,eSV.r«ECHA
F.EV.C.;.ECHA DE odontologia
OOOiJTOLOGIA
CIF311S'REV.tX
‘
CIS311S REV.tX GINECOLOGIA E D'0BSTETR1CIA
D'OBSTETRICIA
C7R311S
PE MEDICINA.
'
''
C7FE 116 REV.GOI7i.NA
REV.GOIANA DE
FC3 117 EEV.CO
F.EV.CO HOSPITAL PAS CLlNICAS
CLiNICAS FAC.MEO.USP.
FAC.MED.USP.
F.7B 11» EÉV.CO
FOB
PEV.aO INSf.ADCLrO
INET.ADOLFO LOT*
FCB 119
115 FXV.ÕO
PEV.DO INST.DE MEDICINA TROPICAL DE S. PAULO
Ci:312C
BRASIL
c::a
120 PEV.ITDICA
EEV.MCDICA DA AEPOnAUTICA
AEPONÁUTICA DO BRASIL'
C1RB121 REy.MEOXCA
CIFS171
RCV.medica DO ES^ADO
ESPADO DO RIO DE
CE JANEIRO
rnp 122 PCV.MEDICA
PEV.MEOICA DO H.S.t.
«.S.C. (*&gt;D
(RtO DE
DC JANEIMI
JAHEIM)
rop
CIEB
128 RCV.CE.
CIFBI2S
RTV.CE. MEDICINA
PXOICINA DÕ
CO KOCP.ÉRNEStO
NOiSP.ERNESTO DOMIEUBS
DORMEUKS
C:&lt;C;134
EEV.DE MICROCIOLOCZA
MICPOCIOLOCIA
CIÍ0 124 REV.DC
iSP 125
12?
13 S PEV.NEUPCLOGIA
PXV.tXUECLOGIA £E PSIQUtArRIA
PSIOUtAFREA SAO PAULO
FOP 12S
12« PXV.PAULISTA
REV.PAULISTA D£
DC HOSPITAIS
MOSPITAIS

Digitalizado
gentilmente por:

�587
DATA OlViXO
OLTIFO N?
N“?
•NA
KA FONTE
INICIAL RECEBIDO
RECEIUDO
-••A t
•&lt;Abril
1979)
&gt;(ASrlM979)
IKLA-liDM-EH-BA
19 7
1951
IMLA-BRM-IM-PA
IMLA-BRM-JM-PA
1941
1978,2Í
1978.21
IFLA-DDM
1947
■ 1978,^
1978,28
IMXA-3DM-EM-UA
IKLA-DBM-EM-DA
1965
1978,^ •
IMLA-BBM-nM-BA
IMLA-DBM-HM-DA
1932
:.978,60
1978,^
IMLA-ÜDM-EM-DA
IMLA-ÜBM-EM-DA
1979.7
1971/72 1979,7
IMLA-Dnf5-IM-EM-BA
iMLA-anM-IM-EM-BA
1949
.976,28
:976,28
•BLM-EN-DA-CC-SCI-'rn3
•BLíl-EM-DA-CC-SCI-Tna 1944
1978,3^
1978.35
Xhla 1943
IMLA-DüM-EM-DA-aBO
IMLA-BBM-EM-DA-BBO^
1979.36
Í979,2i
IMLA-RDM-EM-DA
IMLA-BDM-EM-BA
1942/43 1978.37
1978.32
IKLA-BDM ■
IKLA-BBM
1966
1978,n
1978,13
IKLA-BBM-EM-BA
IKLA-riBM-EM-ÔA
193J
1978,£4
1970,£4
193^
IFXA-DBM
IFXA-BBM
1978.
1950
1978,
IMLA-BBM-IM-EM-BA-TDB
IMLA-BBM-IM-EM-3A-TDB 196B
1968
1978.22
1978,U
BB&gt;r/1928/67 1978.12
1978,^
1957 . 1977.21
1977.12
IMTJ\-BÍÍM
iMíj^-Bim
1973
1978,6
IMLA-DUM-EM-3A
IMLA-BBM-EM-BA
1969
1977.5
IMLA-BBM
I.MLA-BBM
1968
19C8
1978.5
IKLA-BDM-EM
1970 •
1977.^1977.18*
IMLA-DDM
1967
1978.22
1978.12
BOO
BDO
1967
1976,10
1976.20
BOO
1964
1977
BPítv
DDfiV
1972
1978,15
1978.15
IMLA-EM-BA
IKLA-EM-BA
1965
•1977,6
•1977-,6
ß£0
DEO
1968
1976(5/6)
BBO
1972
1976,5
1976.5
IM^-DBM-EM-BA
1939
1978,15
1578.15
1969
1976.4
BB.M-EM-DA
BD.'»-EN-DA
1976,14
BBO
1934
1978
BBO
1953
1978
INLA-DDf&lt;-EM-DA
IMLA-BBí&lt;-EM-BA
1907/56 1978,135
I^XA-Üß^t-BA-TDB
I^XA-ÜB^t-BA-TDB
1955
1977,23
1977.23
•IMLA-RDM-IM-EM-BA-TO3
*lMLA-r.BM-IM-EM-BA-TO3 1946
1978.33
■ IMLA-^BDM-EK-DA-TDB
IMLA-BDíM-EK-DA-TDB
1941
1978,38
1578,38
ZKr4A-&amp;OM-IH-EM-DA~TDB 1959
ik;a&gt;bdm-im-cm&gt;ba-tdb
1978,20
1978.20
IHLA
1949/68 1977,30
IMLA-BÜM-EM-OA
IMLA-BBN-EM-BA
1975
1977,1
ZKI.A-BB.*1-Er**BA
1971
1977,«
1977,2»
1976.5
ZKLA-&amp;0.*»«EH«8A-TOB
XKLA-DBí*-EN-BA-TOB
1970
1978,9
1976,9
1934/4f 1977
1934/46
XALA*oon«en
inLA-oD»-en
1953
1978,26

Digitalizado
gentilmente por:

ND NO NB NO
NB
::d cooen
CODEN ’js2:í
ISSli lub
C*U3 1*^7
61 66 83 88
A»:t.
A»*T.

-

♦

♦

•f

♦

♦
4&gt;

+.
4-

••UJ 11

12

13

14

�‘m»L.
e»t
Pt*
F:?
f"?
Fff?■?
»!■
f.'P
FOP
«E?
F";?
ro3
F03
ISP
IS?
Foa
roa
rSF
fSP
ros
roB
CIPB

IJ7
I?7
126
139
129
1.10
UI
131
,132
132
133
333
134
135
13S
136

TlTVW
TiTVW
FZV.FALLIF-TA
O:; .►'EDICINA
rr.DIClNA
F£V.FAL’L!f-TA Cí:
PEV.HTl/.TPIA
PEV.flT&lt;/.TPIA
PEV.nE PSICUIATPIA
PSICJIATPIA
PEV.DE
FZV.CE
PZV.CE FSIC/OIATP.IA
FSIC/'JIATPIA CLtllICA
CLtHICA
prv.tE saCde
pOblica
REV.CE
SACDE POBLICA
PEV.OA SOC.DPAS.de
50C.BPAS.de MEDICINA TROPICAI,
TNOPICAI,
saOdE
SAOCÊ do mundo
KUÜDO
SC.M!A MEDICA l.'EUROCIRUBCIA
SC.MIA
I.TrUROCIRÜBCIA
tpibuí;a
TRiBor:A odo;itoi&gt;ocica
odo;ítou3Cica
VIDA HOSPITALAR

Digitalizado
gentilmente por:

•MNoexAoo
•■•.INDEXADO
■MA
NA rONTC
FONTE
IMLA-BBM-IM-EM-BA-TOB '
IHLA-BDM-IM-EH-BA-TOO
INLA
INIA
BBMV-IMLA-Bmi- TM&gt;EM-BA-TDB
BBKV-IMLA-BDM-IM-EM-BA-TDB
.IMLA-DDM-EM-BA-TDB
IMLA-BBM-EM-BA-TOB
IMLA-BDM-EM-BA
IMLA-BDM-EH-DA
BBO ■
BBH-EM

12

1

�589
DATA
INICIAL
1941
1976
1947
1967
1948
1969
X967
1967

■ - -.r-/ ‘

---

OLTIW) N9
OLTIMO
-RECEBIDO
recebido
1970.«
1978,92
1977,2
1977,21
i977;n
1978,7
1978,12
1978
1978(SET)
1978(SCT)
1978.7
1976.7 .
1978,12

-o -'--u.-

--v

KB ND
N3
NB KB
NB KB
K'B CODEN ISSK
ISSM C2B Tr ?T
?7
€1 €£
•1
€€ 83 08
88
T,
♦ • •

♦

•

♦

♦

^

u&gt;
' . • - ‘fri- •
■
'
^ ,
"* - ■ .-.V^
•, *». 5’5’t«
‘
’ V,*'::j- ■■■ í**,
^ '•■&gt; 3í'í*"'-»
- %í.'íís.r;;--.h &gt;
&gt;
:.a-u,
•(•‘A Ux ■C.*
, u.ii'-h'
:0^“
ir»\ov
&gt;r. .ov
’
. ■^ ••■'■I,.*
-X
' . - w .-i
:
- r- ' -ri.
.'■
‘
■
y
-.s,,
*
.
-í-^' tK
t
■ ,-.tôíW o‘!l9f.V«.J!Vi-

V" &gt;1,^0
'O^cr

.

cm

i

Digitalizado
gentilmente por;
por:

I Scan
st em ^

"T"
11

12

13

1
14

�S90
680
COD 025.463
CDD
CDU 025.4:168.5
COU
025,4:168.5
ABORDAGEM CRlYlCA DA CLASSIFICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA EM CIÊNCIAS
CIENCIAS SOCIAIS

AUTORES: Tânia Rodrigues Mendes
Marina dos Santos Almeida
Diva Andrade
Francisca Pimenta Evrard
Membros do Grupo de Bibliotecários
em Informação e Documentação em
Ciências Sociais e Humanas da Associação Paulista de Bibliotecários.
RESUMO
Apresenta alguns problemas encontrados
na utilização
utilizaçSo das Classtficaç5es
Classificações Bibliográficas na área
de Ciências Sociais, a partir de suas relações com as
CtassificaçSes das Ciências, indicando
Clasdficações
indicarxlo alguns pressupostos teóricos da atividade do Bibliotecário.
Bibliotecirio.
Propõe o desenvolvimento de estudos
interdisciplinares que definam esquemas conceituais
Interdisciplinares
das Classificações Bibliográficas encaradas em sua
contextuaçâo histórica e visando áo
contextuação
ao desenvolvimento de procedimentos mais compatíveis com a
situação
situaçSo das Bibliotecas brasileiras da área.

OBJETIVOS

Desde a sua formação em 1971, o Grupo de Bibliotecários em Informação e Documentação em Ciências Sociais e Humanas da Associação Paulista de Bibliotecários, defrontou-se com o problema de quais bibliotecas deveriam participar do
seu núcleo de estudos.
Como se caracterizaria uma Biblioteca de Ciências
Sociais? Dada a multiplicidade dos assuntos e áreas interrelacionadas abrangidas pelo campo de

Digitalizado
gentilmente por:
gentiimente

11

12
12

13
13

14
14

�591
estudos do homem, enquanto ser social, correriamos o risco de aproximar a Biblioteca de Ciências Sócias dos limites da Biblioteca Geral. Por exemplo, a Tecnologia poderia sa" também engloettglotoda, âà medida em que toda ciência tem por finalidade o homem; o mesmo ocorrería
ocorreria com a Hibada,
giene e Saúde Pública, encaradas como Medicina Social e a Estatística, instrumento muito utilizado nas Ciências Sociais.
Por outro lado, se restringfssimos os assuntos aos designados pelas tabelas de classificação, não estaríamos representando a realidade, pois é do conhecimento comum que as Ciências Sociais, mesmo que a nível de instrumental, se utilizam dos
demais campos do conhecimento. Por isso as Bibliotecas de Ciências Sociais tendem a se caracterizar por acervos gerais, ainda que mais evoluidos nos seus campos específicos.
Essa inquietação, enquanto reflexo dos próprios problemas encontrados pelas Ciências Sociais na busca de sua definição, aponta para a necessidade
de tomarmos, como ponto de partida para o estabelecimento de critérios que delimitem a
nossa área de atuação, o mesmo campo onde ocorrem as discussões para a definição do que
são as Ciências Sociais, ou seja a Filosofia da Ciência.
Quando da realização do 1? Encontro de Bibliotecários de Ciências Sociais^^^ por ocasião da 4? Assembléia das Comissões Permanentes da
Federação Brasileira das Associações de Bibliotecários — FEBAB, realizada em São Paulo, em
1978, este assunto foi retomado, tendo em vista que a constituição da Comissão Brasileira
de Documentação em Ciências Sociais e Humanidades recolocava, a nível nacional, os mesmos problemas de definição do seu campo de atuação.
A partir de uma Mesa Redonda, que contou com
a participação de bibliotecários e professores de Filosofia e Ciências Sociais, e na qual se definiu a denominação da Comissão Brasileira, verificou-se que estas inquietações deveriam se
estender ao questionamento do nível de funcionamento das Bibliotecas da área. Tanto
assim que uma das recomendações desse 1? Encontro foi a de que se procurasse elaborar estudos críticos e metodológicos da Classificação das Ciências Sociais e Humanas, com a participação de profissionais de áreas interdisciplinares, visando à determinação do campo de atuação das bibliotecas e da Biblioteconomia como Ciência.
Diante da grande receptividade das discussões
e levando em consideração ainda que a estrutura do ensino, a nível de graduação, não desensenvolve o bibliotecário no que diz respeito às questões da teorização de seus próprios problemas, o Grupo de Bibliotecários em Informação e Documentação em Ciências Sociais éê Hu-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�592
manas de São Paulo resolveu, acatando a recomendação do 1? Encontro, aprofundar um estudo neste campo, através de seminários realizados em suas reuniões mensais.
0 objetivo do Grupo com o presente trabalho
não é, nem podería
poderia ser, o de apontar soluções técnicas e imediatas, já que isto não seria possível no momento. O
0 que se pretende é apenas indicar possíveis caminhos para futuros estudos nesse campo, na busca de técnicas adequadas e viáveis em relação à nossa realidade
sócio-cultural.
&gt;
CIÊNCIAS SOCIAIS X CIÊNCIAS HUMANAS
0 primeiro passo para o equacionamento
equacíonamento do problema é a discussão do que é Ciência e especificamente o que são as Ciências Sociais e as Ciências Humanas.
Toda Ciência é, num certo sentido, humana, enquanto desenvolvida pelo homem e tendo por
poc objetivo sua evolução. Quando o próprio homem é 30 mesmo tempo, sujeito e objeto da Ciência, caracterizar-sc
caracterizar-sc-ia,
ia, em parte, o objeto
das Ciências Humanas. Este homem, sujeito observado e observador, não tomado como essência isolada, mas nas suas relações
relaçõfís com o meio, seria, tentativamente, o objeto das Ciências Sociais.
Nesse scntido, as Ciências Sociais envolvem urna
uma
u; iplo
ipio espectro
espoctro de estudos. No entanto
gama de interrelações complexas, abrangendo um a:
esta é uma questão em aberto, à medida em que as várns
vá. ’ns tendências existentes no âmbito
da Filosofia da Ciência, no que se refere à classificação das Ciências Sociais e das Ciências
Humanas, propõem diferentes classificações e denominações, não cabendo a sua discussão
aqui Independentemente de soluções para este problema, oco;.u
aqui.
ocoi.v, hoje uma granne
g.^anne expansão
das Ciências Sociais, bem como da produção de discursos científicos na área.
0 aumento do número de cientistas sociais no
mundo e o nascimento da literatura sobre o assunto é, sem
sern cuvida, uma parte da explosão
geral das Ciências que caracteriza nossa era. A rápida expansão da qualquer ramo da Ciência sempre cria problemas e as Ciências Sociais não são exceção à regra.
0 processo de convivência do hoinem com as
Ciências Naturais e consequentemente com
cóm a Tecnologia, já foi estabelecido e aceito, mas
o mesmo não ocorre com as Ciências Sociais, o que suscita um sem número de indagações

cm

2

3

Digitalizado
gentílmente por:
4 gentiimente

11

12
12

13
13

14
14

�593
e perplexidades. A pergunta:
pergunta; o que são as Ciências Sociais? não tem uma resposta definida ou
realmente estabelecida. As Ciências Sociais diferem de geração para geração.
As controvérsias em torno da especificidade das Ciências Sociais existem em termos de sua complexidade e interdisciplinariedade. Essas controvérsias não são resolvidas nem precisam ser, pois esse acumulo de dúvidas e incertezas é benéfico, já que, segundo afirma Karl
KarI Popper, o método científico não mais se caracteriza pelo
estabelecimento de verdades, mas é o das conjunturas e das refutações^®^
refutações^®l
Por esse motivo é que, para se desenvolver pesquisas em Ciências Sociais ou, no caso, caracterizar Bibliotecas de Ciências Sociais, devemos começar indagando sobre as interrelações entre a investigação científica e o funcionamento dos Centros de.
de Informação numa determinada sociedade. Estas indagações
indagações.devem
devem necessariamente
envolver as questões de organização, economia e classificação dos discursos científicos, porém
nos restringiremos aqui ao aspecto das classificações bibliográficas mais utilizadas nas Bibliotecas da área, enquanto instrumentos de descrição dos discursos científicos, em sua relação com
as classificações das Ciências, e o contexto sócio-cultural brasileiro.
CLASSIFICAÇÕES bibliográficas
BIBLIOGRÁFICAS X CLASSIFICAÇÕES DAS
DASCIÉNCIAS
CIÊNCIAS
As classificações bibliográficas mais conhecidas
e utilizadas hoje em dia no Brasil (CDD e CDU) são enciclopédicas e baseiam-se em classificações das Ciências concebidas de acordo com o quadro referencial de uma determinada postura filosófica.
Conforme os professores Pablo Ruben Mariconda
e José Jeremias de Oliveira Filho^^^
Filho^^^, no caso da cultura brasileira, no que se refere à classificação das Ciências, podemos distinguir a existência de três tradições que se entrecruzam:
a francesa, a inglesa e a alemã. Por outro lado, do ponto de vista metodológico, poderiamos
distinguir ainda três outras tradições na reflexão sobre a metodologia das Ciências Sociais,
maneira mais ampla, que seriam: uma tradição analítica, uma
ou das Ciências Humanas, de rrianeira
fenomenológica hermenêutica e uma dialética.
. .
Estas questões, aliadas
a|iadas,ao
ao fato.da
fato da inexistência, de
classificações neutras, torna a explicitação bibliográfica um problema delicado,,
delicado, à irtcdida
triedida em
qpe devemos sempre pre^por
que,
pressupor que estas estão condicionadas pelo seq.
seq contexto hisjórico.
histórico.
Íií.
:

•5 kír: r.í
j'

‘
;.'V .í.;. contexto, e se.nãp
se não lev.arntios,
levarmos em consideração
Nesse contextO(,e

Digitalizado
gentilmente por:

&gt;

12

13

14

�594
todos os problemas que envolvem a sua aplicação, as classificações bibliográficas passam a
atuar como instrumentos restringentes na prática biblioteconômica.
Em consequência dos problemas de formação
já mencionados, o bibliotecário, na maioria das vezes, aplica as classificações bibliográficas
sem levar em consideração as questões acima levantadas. Quando avalia as vantagens e desvantagens dos sistemas decimais utiliza, geralmente, uma reflexão que não ultrapassa o nível
nfvel da
"consciência ingênua", ou seja, aquela que confunde a metodologia usada pelo filósofo com o
produto gerado por sua reflexão, no caso uma classificação das Ciências.
Essa atitude reflexiva do bibliotecário acaba por provocar o que poderiamos chamar de concepção messiânica de sua função, o que o leva a identificar a esquematização lógica dos assuntos, das tabelas, com o próprio fato científico abordado
nas obras, reduzindo consequentemente a complexidade da dinâmica científica a dez classes.
Conforme Johanna W. Smit, em seu trabalho "Les
langages documentaires comme metalangages du discours scientifique"^^®^ os pressupostos
que baseiam a profissão de fé do bibliotecário na verdade das tabelas de classificação decimal
seriam:
a) A homogeneidade epistemológica dos diferentes
discursos científicos e, consequentemente, a homogeneidade epistemológica das Ciências que
eles têm por objeto;
b) O postulado positivista que estabelece uma relação homóloga entre fatos e discursos científicos, tratados como dois planos paralelos e justapostos, sem nenhuma distorção ou deslocamento.
Sobre estas questões, Smit^®^ diz ainda: "Neste
particular, áa ingenuidade dos documentalistas foi, durante décadas, surpreendente, porque
não só se admitia como irrefutável a identificação total da "palavra" com a "coisa" (ou referente), como também se acredita^va
acredita-va que as relações expressas pelos sistemas de classificação
usados nas Bibliotecas estavam diretamente ligadas à organização do próprio mundo: a consciência de que se tratava de sistemas de relações entre "palavras" - e não "coisas" - é somente
recente. Juntando-se, a esta visão mecanicista do discurso, uma fé inabalável rta
na objetividade da
ciência, seu desligamento de condições sociais de produção e o desconhecimento da economia
que a rege, chega-se ao teorema básico de tantos sistemas documentários ultrapassados semiológicamente: 1) se a ciêrKia
ciência (como referente) matám
matém com o discurso científico uma retaçio
mecânica, direta e imediau; 2) o discurso científico, como "coisa”
"coisa" da documentação, mantém
uma relação igualmente mecanicista com sua representação metalinguística,
metatinguística, o conjunto LO".

Digitalizado
gentilmente por:
gentiimente

11

12
12

13
13

14
14

�595
Por outro lado, todas as classificações das ciências,
são, em certa maneira, uma taxonomia, que procura reunir os campos conceituais supostamente
interdefinidos e possivelmente hierarquizados dejrma
dejJtna ciência. No caso de todas as tradicionais
classificações biblioteconômicas (CDU, CDD, Cutter, etc....) a forte predominância desse plano
taxonômico determina um alto grau de hierarquização dos conceitos, fazendo reaparecer os mitos da organização homogênea do conhecimento humano e da exaustividade dos campos por
elas tratados.
Neste sentido, as classificações tradicionais são fechadas e monolíticas, com forte hierarquização de conceitos, apresentando-se como um quadro
linear e contínuo, onde óo discurso científico e a dinâmica da ciência devem ser "encaixados",
sem grandes possibilidades de alteração da hierarquia geral, determinada "a priori". Este "encaixe" será tão mais desastroso quanto depender de um processo de interpretação desenvolvido
inconscientemente pelo bibliotecário, da forma ingênua já apontada, durante o ato de classificar um documento.
A perspectiva do geral para o particular desenvolvese no sentido de uma continuidade temporal e também homogênea, onde o assunto mais geral
é sempre - salvo adaptações - o mais antigo e originário, e onde os novos assuntos alocar-se-ão
sempre nas extremidades das classes, em níveis inferiores de subdivisão da sua estrutura arborescente.
Esta perspectiva de tempo, embutida nestas classificações, não leva em conta o processo dinâmico da História e as alterações sócio-culturais quanto a funções e papéis dessas taxonomias num determinado contexto social. Isto tem fatais implicações - comoveremos - no próprio relacionamento de um pesquisador com uma Biblioteca, no ato de busca de uma informação.
À medida em que cada nível de subdivisão significa
o acréscimo de um algarismo, ou mais, no endereço que o documento terá no acêrvo, os assuntos mais atuais, ou as questões polêmicas e ainda indefinidas, receberão consequentemente endereçamentos de até trinta algarismos, enquanto os assuntos considerados mais originários, e que
delimitam um campo de conhecimento - uma
Uma classe - recebem endereçamentos de até três algarismos. Exemplificando: Deus receberá o número 211 para endereçamento, enquanto empregarismos
sas multinacionais receberia o número 336.745.3:338.93(100), valendo-se ainda de auxiliares:auxiliargS:Desnecessário nos estendermos aqui sobre ás questões de cerceamentos que
que'as
as dificuldades de
localização trazem, qualquer estudante que tenha frequentado uma Biblioteca de livre-acesso
que adote ordenação relativa de assuntos nas estantes as conhece.

cm

Digitalizado
gentilmente por:
por;

�596
Esta forma do que poderiamos chamar de institucia
institucionaIizaçSo do discurso, que estabelece um tipo de verdade sobre o conhecimento humano não
nalização
permite, na prática, a classificação do novo, do diferente, do polêmico, mas apenas do estabelecido, do provado, do não refutado.
Como vimos:
a) o método cientifico é, antes de mais nada, o das
conjeturas e das refutações;
b) as classificações das Ciências não são neutras e
pressupõem uma contextuação histórica, ideológica e politica;
c) não existe uma relação mecânica entre a "palavra" - o discurso cientifico ou a rubrica de assunto - e a "coisa" - a Ciência, a realidade.
Assim sendo, ao aplicarmos acriticamente as tabelas,
não estariamos correndo o risco de não representarmos a própria proposta de Ciência hoje? Não
estariamos descrevendo uma verdade e um mundo pressuposto e idealizado, mas inexistente?
E assim, involuntariamente, contribuindo, não para o desenvolvimento cientifico,
científico, mas para a
conservação de formas ultrapassadas de conhecimento?
CLASSIFICAÇÕES bibliográficas
BIBLIOGRÁFICAS X INVESTIGAÇÃO CIENTIl^lCA
CIENTIÍ=ICA
A simples taxonomia não caracteriza uma Ciência, e
para constituirmos uma teoria Biblioteconomica sobre as classificações bibliográficas, necessário se faz a construção de esquemas conceituais, valendo-nos da contribuição de outras Ciências
já constituídas.
constitu idas. Até que isto ocorra, a simples aplicação mecanicista das tabelas tem deixado por
conta do leitor o desvendamento da lógica que rege a classificação dos acêrvos. Este fato indica
alguns outros pressupostos da conduta do Bibliotecário;
O primeiro é que, implícita
implicita nas classificações bibliográficas adotadas, está a necessidade da existência de um leitor ideal, consciente e essencial, portador da mesma fé na divisão do conhecimento em dez classes, que lhe possibilite saber, de antemão, que o assunto multinacionais, por exemplo, faz parte da sub-classe de finanças, que pertence à sub-classe de economia, que pertence à classe de Ciências Sociais. Ou seja, pressupõe o leitor que conhece e não o leitor comum, o homem real que adentra cotidianamente numa Biblioteca.
O segundo é que, em não se considerando o processo interpretativo
interpretatívo do ato ctassificador
classificador e acreditando-se na homogeneidade epistemológica das
Ciências, que implicam numa acontextuação histórica, pressupõe-se a universalidade dessas Tabelas de Classificação.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�597
Nesse sentido, como é do conhecimento
conhecimento'de
de todos, as
as'
questões são sempre renovadas pelos Encontros e Congressos de Bibliotecários, quanto à necessinecess'h
dade de programas de incentivo ao hábito de leitura, problemas de baixo nível dos leitores brasidadè
leiros, ou de sua falta de hábito para a pesquisa bibliográfica, que sem dúvida são sérias eedevem
devem
ser de^hvdlvidaS.
desenvolvidas. Porém se estes são
sãò os nossos leitores, o nosso contexto sócio-cultural,
sóCio-cultural, nada
parecido com aquele do homem
hòmem ideal ou essencial pressuposto, cabe a nós uma tomada de decisão.
Segundo o Professor Pablo Ruben Mariconda, em
Conferência pronunciada durante do 1? Encontro de Bibliotecários em Ciência Sociais*^*,
Sociais^^*, (...)
"Parece-nos que a melhor maneira de tentar obter algum ponto positivo da nossa discussão é
das Ciênpartir de (...) alguma coisa mais concreta, que seria tentar produzir uma Classificação dasC-i4ncias proposta pela UNESCO, levando em conta o nível político e ideológico envolvido nessa classificação e'bs
e os aspectos políticose
políticose'ideológicos
ideológicos qUe
que vivemos hoje na Universidade Brasileira. Quando o Professor Jeremias disse que nós temos que tomar uma decisão, essa decisão não erwolve,
erwofve,’
portanto, apenas aspectos metodológicos ou aspectos culturais abstratos, mas também aspeetds
aspeetos
culturais concretos. Portanto, nossa decisão será de um lado uma decisão metodológica, mas
também uma decisão ideológica
pol íticà". •'"■• ■
ideòldgica é políticè"."
'
O nbssío
nosSO problèmã
problêmà deixa de ser apenas
àpenas o dê
de ãWiB
cOffTÕ
classificar, para ser também o do estabelecimento de critérios para o como classificar. ' ' "cií-f
&gt;t
Assim como, através de polêmicas, emijaleá'Sfd®!Í
erriöalei'iiqöb?
tionamentos contínuos, foi delimitado o campo da classificação das Ciências Sociais e Humanas,
poderá ser delimitado Oo campoõ
carhpo è o âmbito da Bibliotéconomiá,
Bibliotéconomia, ou seja, toda aquela'área
aquela área em que
precisamos descobrir explicações para os fenômenos ou problemas enfrentados. Desse modo, os
bibliotecários teriam estabelecido as características científicásíde
científicas de seu trabalho de classificação,
extrapolando a simples taxonomia capaz "de
de levar a uma série de divergências, já que a classificação de documentos deve ser feita e a inexistência de critérios teóricos definidos para esta atividade provoca a adoção de critérios variados, conforme variam os pròblemàs
problemas enfrentados, derrubando na prática o próprio ideal da universalidade das classificações. '
Uma metodologia própria na abordagem desses problemas significaria o estabelecimento de princípios lógicos, a partir dos quais todos os problemas
semelhantes poderiam ser resolvidos, segundo procedimentos lógicos, que levem em consideração todos os fatores presentes nesta decisão e já abordados. A diferença, e não a homogeneidade
espistemológica entre as Ciências, fundamentaria a diferença lógica das classificações bibliográficas, que passariam a ser um sistema de relação entre palavras, e não entre coisas, e como tal

cm

2

3

Digitalizado
por:
4 gentilmente por;

11

12

13

14

�S98
596
não instauradoras de verdades universais.
Estas questões, no nosso entender, não se resolvem
ao nivel
nível da simples implantação de técnicas, ou da automação de Bibliotecas em larga escala.
Sem a discussão e equacionamento desses problemas, estaremos correndo o risco de institucionalizar, a custos elevados, as mesmas dificuldades que hoje caracterizam as classificações bibliográficas para Ciências Sociais.
A proposta do Grupo de Bibliotecários em Informação e Documentação em Ciências Sociais e Humanas de São Paulo é a de que qualquer Classificação Bibliográfica a ser adotada, ou construida para as Bibliotecas dessa área, leve em consideração todos os elementos levantados nessa discussão, de maneira mais ampla.
A preocupação fundamental do Bibliotecário hoje,
deve ser a de pesar criticamente sua própria prática, para poder construir sua própria teoria. Este seria um passo para a fundamentação
furtdamentação cientifica
científica de sua atividade.
te.seria
Todas as diferentes classificações das Cièncias,.e
Ciências, e
especificamente das Ciências Sociais, estão presentes hoje na Biblioteca enquanto memória humana, e cabe ao Bibliotecário reirtcorporá-las
reincorporá-las ao conhecimento presente, na sua contextuação
histórica.
BIBLIOGRAFIA
1 — BARROSO, Maria Isabel B. &amp;MENDES, Tânia R. — O lugar das coisas.
cokês. s.n.t., 1978.
datil. Trabalho apresentado ao Curso de Teoria do Conhecimento 1I — Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo — Mestrado em Filosofia da Educação.
2 — CASTRO, Cláudio
Claudio de Moura —
- A prática da pesquisa. São Paulo, Mc-Graw Hill
HilI do Brasil, 1977. 156
156p.
p.
3 — DOBROWOLSKI, Z. — £tudes
Études sur ia
Ia construction dessystèmesdeciassification.
des systémes de ciassificatiort. Paris,
Gauthier-Villard, 1964. 260 p.
4 — EVRARD, Francisca Pimenta — O 1? Encontro de Bibliotecas em Ciências Sociais. In;
In:
ASSEMBLÉIA DAS COMISSOES PERMANENTES DA FEBAB, 44.,, São Paulo,
1978 —- Anais. São Paulo, FEBAB, 1979.
Aborda^m fe/náf/ca
femáf/ca t/a/nfor/napão.
da/Vjformaçâb. Trad.
Trad, de Antonio
5 — FOSKETT, Anthony Charles — Aóo«/aje/77
Agenor Briquet de Lemos. São Paulo, Polígono/Universidade de Brasília, 1973
437 p.

Digitalizado
gentiimente por:
gentilmente

�599
6 — HEGENBERG, Leonidas — Einstein e a filosofia da ciência. O Estado de São Paulo,
Suplemento cultural, 3(123): 5, 11 mar. 1979.
7 — PIAGET, Jean — La situacion des Sciences
sciences de l'hommedans
I'homme dans le système des Sciences.
sciences. In:
TENDENCES principales de Ia
la recherche dans les Sciences
sciences sociales et humaines: première partie
Partie — Sciences
sciences sociales. Paris, Mouton/UNESCO, 1970. p. 1-65.
8 — SILLS, David L. — Introduction. In: INTERNATIONAL encyclopedia of the social
sciences. s.l.p., MacMilIan/Free
Sciences.
MacMillan/Free Press, 1968. v. 1, p. XIX-XXX.
9 — SMIT, Johanna W. — Análise semântica e análise documentária. Significação:revista
brasileira de Semiótica, Ribeirão Preto, SP, 1974. p. 167-77.
10 — SMIT,
SM IT, Johanna W. — Les iangages
langages documentaires comma
comme metalangages du discours
scientifique. Paris, 1973. Memoire presenté a 1'École
1'Ecole Pratique des Hautes Etudes
Études
(Vie. Section).
(VIe.

ABSTRACT
Presents some problems found in the utilization of
the Bibliographic Classifications in the area of Social Sciences view from their relationships
with the Sciences Classification, points out some theoretical presuppositions for the activity
of the Librarian.
Proposes extention of interdiscipline studies which
would define conceptual schemes of Bibliographic Classifications, seen in their historical context, with the objective to develop procedures with sufficiently
sufficientiy agree with the present situabraziiian Libraries in Social Sciences.
tion of the brazilian

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�aoo
«0

CDD (adap.)
(adáp.) [353.332.531]
CDU
COU

3A:35A.21
34:354.21

(813.3)

(OA)
(04)

REFCRENCIAÇÃO
REFCRENCIAÇAO LEGISLATIUA:
LEGISLATIVA: SUA «ETOOOLOGIA
METODOLOGIA NO SETOR DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMATICA
INFORMÄTICA da
DA delegacia
DELEGACIA PO MINISTÍRIO
MINISTÍRIÜ OA
DA FAZENDA
NO RIO DE OANEIRO
JANEIRO

por
Sonia Maria Oliveira
Oliweira de Castro
CRO-7/1475
CRQ-7/1475
Tania Cordeiro Alvarez
CR8-7/l4ai
CR8-7/1A81

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�601
RESUMO

da Documentação e Informática tem como
0 Setor de

finalidade

principal fornecer informações legislatii/as,
legislativas, com ênfase na Legislação Tributária Federal, 0 presente trabalho objetiva apr£
gislaçaojTribOtária
apre
■ ,

sentar sua evolução e rotina de funcionamento.

1.

INTRODUÇÃO

Face ao espantoso volume de informações existentes, áé impo£
impos_
sível aorusúário
ao usuário manter-se atualizado em tudo.o
tudo o que se faz

no

âmbito,de
âmbito de seu interesse profissional. Por isso, os sistemas de
recuperação da informação tornaram-se imprescindíveis,

espa-

lhando-se por todos os campos do interesse humano, tendo a inIhándo-se
formação como ponto de partida e o^usuário
o,usuário como seu destinatá■ •

rio final.

.1 . :

Diante das.dificuldades
das dificuldades enfrentadas no processo de recuper^
çao da informação, pelos que se dedicam ao serviço de Referência Legislativa,,
Legislativa, para com estes, o presente trabalho visa

a

contribuir com o conhecimento da metodologia do SETOR DE DOCUMENTAÇÃO E INF0RMÄTICA
INFORMÃTICA DA DMFíRO.
DMF-RJ.

Digitalizado
gentilmente por:

.

,

�602
2. HISTÚRICO
HISTÖRICO

Todas as fichas Isgislativas
legislativas dscorrsntss
decorrentes da pesquisa para o
Boletim Informativo da Biblioteca do Ministério da Fazenda(inX
razenda(inX
cio em outubro de 1947) constituíam
constituiam um índice de legislação,S£
mente numérico, pois incluiam leis, decretos, atos da Presidêri
Presidên
cia da República, atos do Ministério da Fazenda e de outras au
toridades fazendérias que, junto com as Circulares do Ministro
da Fazenda Nacional, formavam fontes legislativas usadas na iri
ir^
formaçao.
formação.
Devido à necessidade de se recuperar
récuperar a informação,

tornou-

se indispensável a organização de um serviço no qual se
cionasse, armazenasse e recuperasse a informação. Daí

selesurgiu,

em 1962,
19ã2, a preocupação de organizar um catálogo de referência
uma bibliotecária do OASP
legislativa. Foi, então, requisitada ume
a fim de executar este serviço.
Em 1967, com a aquisição das máquinas duplicadoras

"FLEXO-

WRITER”, começou a duplicação das fichas de legislação. Com i£
so, o catálogo foi-se avolumando e passou-se a dar maior ênfase à armazenagem da informação legislativa, não se

limitando

aos assuntos tributários apenas, mas abrangendo outros de

in-

teresse geral, como por exemplo: Atos Administrativos e.de
e de outros Ministérios.
A Referência Legislativa expandiu-se de tal modo que
necessidade do criação da Seçao de Documentação e

houve

Informática

en; 1972, pele
en:
pela Portaria GMMF-237, de 4,10.72
10.72 publicada no

D.O.
D.Q.

do
de 8.11.72 art. 10.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�603
Hoje SETOR DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMÃTICA
INFORMÄTICA DA DMF-R3 criado
pela Portaria GMMF-413, de 3.11.75,
3.11,75, publicado no D.d.5.11.75.
D.d,5.11.75.
Republicado no D.O. 2.2.76 (^r
(Ver no item 7.1 cronologia da eu£
lução do SDl).
,
■

3.

POSIÇÃO DO SDI NA ESTRUTURA :D0'MF
DO MF

A importância adquirida do Setor de Documentação e Informa^
Inform^
tica na estrutura da Delegacia do Ministério da Fazenda
no
^
—
—I
Rio de Janeiro pode ser visualizada no organograma mostrado a
seguir:
, n
í
l

1r'

Digitalizado
gentilmente por:

�604

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�605
. ATRIBUIÇÕES

A.l ATRIBUIÇÕES
4.1
ATRIBUIÇÕES-REGIMENTAIS
REGIMENTAIS
Port. GMMF-237, de A.10.72
4.1Q.72 O.Q.
D.O. 8.11.72
B.11.72 Art. IQ.
10.
- Organizar e manter atualizados os catálogos de uso públi
CO e os auxiliares de uso interno
co.
- Zelar pela guarda e conservação do acervo bibliográfico
- Orientar os leitores na consulta e pesquisa bibliográfica

'

i. r ■

. _

-

- Coletar, analisar, resumir e-armazenar os documentos
interesse do Ministério da Fazenda

, -

de

. ^ : í-

r - Prestar, ao pessoal técnico e administrativo dos
fazendários - as informações necessárias aos estudos e

órgãos
traba-

lhos , '
lhos,
- Organizar e registrar dados e informações referentes
trabalhos, congtessos
congressos e acordos,
acordos relacionados com as
des fazendárias

-&gt;

a

ativida^

- Registrar todos os dados necessários àa posterior automaçao dos serviços
- Manter intercâmbio de publicações e informações com ent_i
dades congeneres, nacionais e estrangeiras
- Manter intercâmbio com os setores de documentação de outros orgaos
órgãos
- Organizar e manter atualizadas a mapoteca e a filmoteca,
versando sobre assuntos especializados, de interesse do Mini^
tério da Fazenda

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�eoe
6Ú6
- Orgenizar
Organizar ea manter atualizada
etualizeda coleção de microfilmes

em

geral de acordo com as necessidades do Ministério da fazenda
Fazenda
- Arquivar, quando solicitadosolicitado gravações de conferências,
discursos.e palestras proferidas por autoridades da cúpula f^
fa
zendária

A.2

ATRIBUIÇÕES NÃO
NÄO REGIMENTAIS
EVENTUAL

PERÍODICA
PERfODICA

- Compras de

- Elaboração do

obras de inte&gt;
inte-

Boletim Infojr

resse do setor

mati
ma
ti vo da SEOOC

- Revisão dos ca
c^
tálogos
- Atualização de

- índice anual

- Elaboração de
Ementário do 0.0.
D.O.
- Registrar e armazenar as
es atualiza
etualiz£

das ementas do
des

ções das publica-

Bole tim
Boletim

ções periódicas

- Estatísticas

Dossiês

PERMANENTE

- fazer
Fazer estatística

mensal e anual
anuel

diária dos traba-

logação e cla£

dos trabalhos

lhos executados ~~

sificação

executados

- Registro,
Registroi cata
cata^

acervo

do

- Relatório anual
do setor

matéria
- Elaborar metérie
para publicação
no Boletim Infor-Infor-&gt;
mativo de
da SEOOC
- Atender às consu^
tas locais ou
através de telefo,
atravée
telef£
ne, carta, telex
- Remessa de fiches
fichas
àa clientela

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�607
5. ROTINA

0 Ementário eé a etapa prioritária do Setor de

Oocurnentação
Documentação
I
e Informática, f a informação imediata, o resumo dos atos
do
Diário Oficial, principalmente, atos de interesse do
rio da Fazenda.

Ministé-

„

A relação dos atos do Diário Oficial é feita em duas

eta-

pas; a 13
pas:
lã é feita para o Ementário e a 23 para a confecção das
fichas.
Na feitura das fichas, a eleição dos descritores, palavrasi
chav/es para identificação do assunto^ eé feita.com
chaves
feita com base no catálogo de assunto e no Vocabulário Controlado-Descritores Tributários .
butários.
No nosso sistema de cabeçalho de assunto, usa-se o

índice

rotativo.
rotativo, A indexação rotativa prevê a escolha de termos

que
qus

apresentem, em todas as suas facetas, as idéias e conceitos ex_
e^^
pressos no documento que se está analisando, assim como
aspectos geográficos formais
fortnáis e quaisquer outros que se

seus
façam

necessários,
necessários.
f^ara facilitar o trabalho de quem vai desdobrar as fichas
Para
para a colocação dos assuntos, usam-se 2 símbolos na pista

do

assunto para melhor emprego do índice rotativo. Pois vai indicar qual o0 assunto a ser girado.
Exemplo:

- girar
_
= não
nao girar

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�p»
FICHA
riCHA PRINCIPAL;
MF - GH
GM
D.O. 17.1.79
Port.GMHF-20, de 12.1.79
p. OAO
Regula deduções de rendimentos brutos
classificados na cédula
cédule "O”
"D" da Declaração
-de
de Rendimentos.
Declaração de Rendimen1. IR = PF - Decla£ação
tos = Dedução - Prestação de Serviço
Transporte = Carga r^ Passageiro.
DMF-RO/SDI/SHOC
dmf-rVsdi/smoc

ASSUNTOS RODADOS;
1)

IR - PF “- Declarajão
Declararão de Rendimentos
Dedução - Prestação
Prestaçao de Serviço - Tran£
porte - Carga - Passageiro
DECLARARÃO DE RENDIMENTOS - Dedução Prestaçao de Serviço - Transporte
Carga - Passageiro - IR - PF
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO - Transporte
Carga - Passageiro - IR - PF - Declara,
Declar^
ção de Rendimentos - Dedução
TRANSPORTE - Carga - Passageiro - IR PF - Declaração de Rendimentos - Dedução - Prestação de Serviço

2)
3)
^
4)

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�609
Divisão de Documentação do Ministério
Existem 2 normas da Diuisao
da fazenda
Fazenda referentes a Legislação. A primeira versa
uersa sobre a
ordenação das fichas no catálogo de Referência Legislativa e
ordenaçao
a segunda fixa as diretrizes para elaboração de um vocabulário controlado,.,
controlado, destinado à indexação e recuperação de infor_
maçoes^sobre
maçoes sobre assuntos de interesse do MF.
Os catálogos são: numérico-cronológico, alfabético por órgãos e de assunto.
Os catálogos sao usados também para pesquisas retrospectivas indefinidas, pois a eles são acrescidas fichas de épocas
anteriores à criaçao do Setor.
Datilografadas e gravadas as fichas principais, numéricas,
estas servem de base à elaboraçao
elaboração das fichas de assunto,
ao
desdobramento para a clientela e, principalmente, àa elaboração do Boletim da Seçao de Documentação.
0 Boletim da Seção de Documentação é um periódico
mensal
constituído pelo resumo dos atos legais, índice remissive
remissivo das
ementas, relaçao
relação de siglas, relaçao de periódicos e livros re_
r£
cebidos pela Biclioteca do MF. Cabe ao Setor de Documentação
e Informática a montagem do Boletim.
Uma coisa nao deve ser esquecida: que todo o trabalho de d^
tilografia e desdobramento das fichas de assunto, das fichas
para a clientela e do próprio Boletim é feito por 2 máquinas
FLEXOWRITER, o que facilita sensivelmente o serviço e nao depende do bibliotecário para sua execução.
0 Setor de Documentação e Informática é responsável
pela
distribuição das fichas legislativas às Documentações das Delegacias nos Estados, de 6 municípios do Rio de Daneiro
Janeiro e de
7 órgãos no próprio Ministério.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�610
6.

CONCLUSÃO

Etn nossos dias, é cada vez mais necessária a divulgação e
Cm
0o intercâmbio das informações.
informações,
0 Setor de Documentação
Oocumentaçao e Informática, apesar de ser um s£
se
tor regional (DMF-RO), serve de base para todos os outros setores das Delegacias Estaduais do Ministério tía
da fazenda e tan
tarn
bém para outros órgãos fora do Mf,

7.

ANEXO

7.1 CRONOLOGIA DOS FATOS MARCANTES NA EVOLUÇÃO DO SDI

Digitalizado
gentilmente por:

�611

I PiPtioTrcIniV
(^PIPUOTKllJl^

JUNTAR AS lU.
TÍRIAS PARA
COVPSCÇtO

/ UMUM
AWUZAKA \ / AHnUDa
AWUZaiA \
( . »0 01 ) \ Oi»ETi
OAfETA /)
\cATflOOO
\c«Tfc000 / \ KlLtTW
»0UT1H /
,iRTc/- (úUkÇaçaoI
a
(usJio )
^ nsBliiio ^

f CKJIprCA BE- \
aw: t iKP/ü.j
BC 1000 BOLi- I
t Tiy
942
PAfS
G
Q
^CLIÍNTEU
^ClItNTEU JV

Digitalizado
gentilmente por;
por:

ii
11

12
12

13
13

14
14

�612
CRONOLOGIA
1947 - le
IS BOLETIM INEORMATIUO
INFORMATIVO DA BMF •
- índice Legislativo Numérico
1962 - IB Catálogo de Referência Legislativa
1967 - Aquisição das máquinas duplicadoras "Flexouiriter"
1969 - Outubro - Passa a Referência Legislativa a funcionar
em sala própria, junto com as máquinas Flexowriter,
Flexoiuri ter,
- DESCRIT0RE3
DESCRITORE3 TRIBUTArIOS
TRIBUTÄRIOS - Trabalho realizado pela Documentação da SRRF/7B
SnRF/7B
1970 - Publicação ”39 anos de Leolalação
Leoialação Tributária no
sil” 1930-1969 (5.000 exemplares)
sil"

Bra-

- Dficialmente
Oficialmente da Turma de Referência Legislativa
- Elaboração técnica do Boletim sob a responsabilidade
da Turma de Referência Legislativa
1971 - Reedição com novo título - "A Lenislação
Tributária
no Brasil a partir de 1930”
1930" - (15.000
(15,000 exemplares)
1972 - Criação do 5ET0R DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAtiCA
INFORMÁTICA
- art.
art, 10 Port. GMMF-237,
GMHF-237, de 4.10.72
4,10.72 D.O.
D.O, 8.11.72
8.11,72
p.9901 (Porem funcionando no espaço físico da BMF)
1973 - BOLETIM INFORMATIVO DA SEÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO
DOCUt-IENTAÇÃO

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�^613
613
1977 - "VOCABULARIO
"l/OCABULÄRIO CONTROLADO
controlado - DESCRITORES TRIBUTA-,'
TRIBUTÄRIOS (Lais
(Laís Boa Morte)
- - Instalação propria
própria do
do"''SET0R
SETOR DE DOCUMENTAÇÃO
DÕCUMEfJTAÇÃO E
ineormAtica
informAtica
59 andar - Sala 533
5S
(23.12.77)
1979 - Mudança para o 149 andar - Sala 1403

cm

Digitalizado
gentilmente por:

*

'(março)
(março)

■"

12

13

14

�614
ABSTRACTSABSTRACTS
The main purpose of the Oocumentation
Documentation and Information SerThs
Ser
vice is to prouide
provide Legislative
Legislativa information in order
ordsr to emphaempha
size Federal Tax Law,
Laui. This paper intends to present its deve
development and routine operation.

Digitalizado
gentilmente por:

�615
C.D.D.

029.93402

C.D.U.

025.3; 347.469

INDEXAÇÃO DE CONVÊNIOS; uma experiência

Maria Cristina G. Loureiro (**)
Misia de Nazaré M. Fonseca (**)
Mísia
Maria Rosa F. Lourenço (**)
Rose-Mary da Silva Sá (**)
Maria Luiza B. Tandaya (**)

(*)

Trabalho apresentado no 109 Congresso Brasileiro de Biblio
teconomia e Documentação, realizado em Curitiba no período
teconomià
de 22 a 27 de julho de 1979.
'
. - = - •.

(**) Bibliotecárias da Seção de Referência Legislativa do
tuto do Desenvolvimento Econômico-Social do Pará.

Digitalizado
gentilmente por:

12

Inst^

13

14

�616
6ie
RESUMO

Informações sobre as diferentes formas de acordos,
convênios. Termos de Ajuste e outros atos dessa natureza, defi
nindo~os juridicamente. Focaliza a forma de indexar convênios^
nindo-os
convênios»
feito de um estudo e levantamento desses atos, no Estado do Pa
rã.

1- INTRODUÇÃO
O Instituto do Desenvolvimento Econômico-Social
do
Pará, órgão de pesquisa nas áreas: sôcio-econômica,
sõcio-econômica, recursos na
turais, estatística estadual, treinamento em recursos humanos e
áreas afins, ê
é uma autarquia do Governo do Estado, vinculada ao
Sistema Estadual de Planejamento.
O IDESP, através de sua Coordenadoria de
Documenta
ção e Informação composta de 3 serviços: Serviço de Biblioteca ,
Serviço de Editoração e Intercâmbio e Serviço de Comunicação
e
Arquivo, é
ê a Unidade responsável pela coordenação das atividades
documentária do Instituto. Sentindo a necessidade de
informa
ções legislativas devidamente processadas, a Coordenadoria
vem
implantando, a partir de agosto de 1978, a Seção de
Referência
Legislativa, que tem por objetivo a coleta, análise, indexação e
disseminação dos atos normativos e administrativos de interesse
interêsse
do Sistema Estadual de Planejamento. Trata-se de uma atividade
pioneira no Estado do Pará, na área da Documentação Jurídica ,
que pretende fazer um levantamento exaustivo da legislação esta
dual.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�617
Neste trabalho estã
está sendo.abordada
sendo abordada a forma de análise
Governo
e indexação de convênios
convinios firmados pelas instituições do
por não existir aindaa
ainda,*a n^
do Estado. Justifica-se esta escolha
escolha-por
vel nacional, uma
padronização para a indexação dos atos legais e
vel-nacional,
uma:padronização
pela importância que os convênios desempenham nas diversas Unida
des do Governo do Estado.
.
, 0-estudo
O
estudo em pauta deter-se-ã apenas na análise
dos
convênios firmados no Estado do Pará, cujo levantamento já está
sendo processado, tomando-se como marco inicial o ano de 1962,ano
de criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado do
Pará (CONDEPA) atual Instituto do Desenvolvimento
Parã
Econômico-So
ciai do Pará ( IDESP ).
.
Este levantcimento será exaustivo dentro do
^ período
pré-estabelecido, podendo retroagir no tempo caso seja detectado
prê-estabelecido,
o interêsse.
,
2- CONTRATOS E CONVÊNIOS
2.1- DEFINIÇÕES

Legislativa
ve contando
tre aqueles
denominação

Para uma melhor compreensão, a equipe de
Referência
efetuou uma série de estudos sobre o assunto, inclusi
inclus_i
com a assessoria jurídica pois há, ás
ãs vezes, mesmo en
que redigem esses atos, alguma imprecisão quanto
ã
correta.

Por definição, contrato é a convenção ou acordo pelo
qual duas ou mais pessoas físicas ou jurídicas se obrigam umas oon
cm
as outras, a dar, a fazer ou não fazer alguma coisa. Convênios ,
espécie do gênero contrato, são entendidos como acordos
havidos
entre entidades coletivas, isto é,
ê, sociedades ou instituições pú
blicas entre si ou entre estas e as entidades privadas que
pac
tuam condições disciplinares de seus interêsses comuns.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�618
No contrato há sempre duas partes: uma que pretende
o objeto do ajuste, outra, que pretende a contraprestação corres
pondente, dlversamente do que ocorre no convênio em que não há,
hã,
a princípio e a rigor partes e sim, mais propriamente partícipes
participes
com as mesmas pretensões. Por essa razão, no convênio, a
posl
ção jurídica dos signatários ê uma sõ
só e idêntica para todos, po
dendo haver, apenas, diversificação na cooperação de cada um, se
gundo as suas possibilidades para a consecução do objetivo comun,
desejado por todos.
Diante dessa igualdade jurídica de todos os signatá
slgnatâ
rios do convênio e da ausência de vlnculação contratual
entre
eles, qualquer partícipe pode denunciá-lo e retirar a sua coope
ração quando o desejar, mediante um aviso prévio, nos casos verl
ver^
ficados, de 60 dias ficando responsável apenas pelas obrigações
e auferindo as vantagens do te]iq&gt;o
tempo em que participou
voluntarla
voluntária
mente do acordo. A liberdade de ingresso e retirada dos partíci
partícl
pes do convênio ê traço característico dessa cooperação associa
tiva e, por isso mesmo, não admite cláusula obrigatória da perma
tlva
per»a
nêncla dos denunciantes.
A Administração, entretanto, tem confundido em muitas
casos, o convênio com o contrato administrativo, realizado este
em lugar daquele e com a denominação imprópria, o que dificulta
a sua interpretação e execução.
As redações defeituosas dos textos legais dão a
Im
im
pressão de que sõ
só ê admissível convênio entre entidades estatais,
estatate,
para execução por seus agentes, quando na realidade a posslbill
posslblll
públi
dade de tais acordos ê ampla, entre quaisquer organizações públl
cas ou particulares que dlsponhcun
de
meios
para
realizar
os
obje
disponham
tlvos comuns de Interêsse recíproco dos partícipes.
2.2- CONVÊNIOS
2.2.1- Descrição Física
Os convênios geralmente possuem uma forma padroniza
da no que diz respeito à
ã sua elaboração, sem contudo, haver
um

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�619
cuidado maior no tocante a linguagem empregada na'süa
na sua redação, o
que em alguns casos dificulta a interpretação e o entendimento de
seu, teor, por parte daqueles que o estão analisando. Por esse mo
seu
tivo é que se exige do bibliotecário de documentação jurídica um
bom conhecimento da engrenagem jurídica ã qual
qual.está
está vinculado,bem
como leitura integral do texto, discernimento, paciência.;e
paciência e atenção
a quando da análise do ato a ser indexado..
indexado.
' ,
2.2.1.1- Epígrafe
E composta das partes convenentes e podem ser
Ê
sér numera
das ou não, e está localizada na parte superior do convênio.
Convencionou-se que, mesmo com as formas divergentes'
de redação, a entrada na ficha, ou seja, a epígrafe para
efeito
de uniformização seria;
seria:
- Especificação - (Convênio, Termo,
Termo de Ajuste,Acor
do, etc.,
etc.);
- Entidades convenentes - citando em primeiro lu
órgão de onde emana o convênio ou
outra
gar o õrgão
forma;
- Número - caso exista. Na inexistência de nume
nxime
ração será dado a indicação de s.n.;
- Data - quando não for mencionada na epígrafe,se
rã retirada do fecho do convênio.
Entretanto,
isso não ê
é regra geral porque, em alguns casos,
ocorrem convênios que não possuem data, tornan
do-se, portanto, necessário indicar através do
concencionado s.d.. ,
Embora seja aconselhável que o nome da entidade seja
por extenso, fazendo-se remissiva
remissive para respectiva sigla, no levan
tamento ora processado a entrada foi feita em sua maioria, por s^
si
glas, uma vez que estas já são consagradas pelo seu uso, no Esta
do do Pará. 'No
No entanto existem Instituições cujos nomes não for
mam siglas, sendo portanto necessário mencioná-los por extenso.

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�S18
era
•If
No contx.ar'':» h* -mfúprt du*?» part*»*?' uii^a qu-^
iOéS§È&gt;§^
eya
6« fib&amp;paaqins
e,9dnßooJ
on loipm oLt.foi.uo
re#
Ò oojfito cio ajuste^
oi'ccd, mgpßupnti
'-Si* pr.et«.nöe
a corstrapreafo^ia'-''
TOtr9b
odnqmbbnaJg9
o
9
OßOfii9T:gT:9ini.
&amp;
s,iIuox5ib
aoaao
anopie m&amp;
oup..
« ponàent«, diversa.iiente ciö gnc ocorr« no convenTa
^am e-m
-»ínf.
qvr. :\&amp;o P'.;
om 9a 29,1.03 , .obnßaxlßnß oßigs o aup aalsypßb 9.iißq loo ,ioai use
- ar^^Slit.U*
princj^io_e
-a HJté
rlgcr parEas e »i?a, sali proprI«R«nre *
p-.irtxcxptí.^
X^^
*'^ mu ßolblujr oioßlnsmx/oob' sb olißoejoxldid.ob apixs 93 oup è ovx.x
•*’ cosö
jg*ij
^7****
’ '» 4’ ^'Ji&gt;
&lt;|| '
*
as ®è»mas pretens^^ís
for «,w»* .cazao,
no convaiiiio,
,1
rasd.obßltXDplv idas Ißyp ß ßolbliur fnspßpaipnq. ßb odnamiostinoo mod
çao jurídica aos aiSnatarioB e ujaa «;? e Idenxsca pe.ru rc‘i^-js, r. .•
oßoqsdß s.ßionäloßq .odnooilniaoçxD .odxsJ ob Xßipodiix eioJxgJ omoo
’^dendo haver, apdnas, cTver,x IoaX--«o n* cooperação o- ■-.
,obßxabni -í198 ♦ß -Aí^
odß ob 9axi§nß
x-ò obnx..up
«
* ,.
-ÍV-.'
oortBect«!. •.?'
ao ■ go
c'.j Ivi.-t -r
Tv-..- ft
foi.tü-.ü .
gundo
as .■••
eu«s possibi•*•«2^*-*’ p.í):
desejado por ti^do».
sißxplq'.-i - í.
Diante
■«»» ae*»a iauaida.dt jarldxc« da todo» os
ßi9«Hiias 0&gt;»
30a.cflusit®q'0
#9ds9C®v&amp;(K&gt;; »s.^diBqj
aebiaqaoqoioatS-'-3.x
^ &lt;r^^‘
«M«^4•«V'■■ «»
ela,©xrtéva»C|iiOb
loiBSqyp.-&amp;jía*q
pás®-»« i»
, etq ,uo «pe*
fc&gt;vb. __
ifVna«4 &lt;«•'^«JUMiiii»
-4»*t ac
A» ,#b«£áifcoo«í MAt«»
ração quando o cesejsr,, wedJa--»-!', n?« avii-;&gt; prévio, ih » ‘.•■■&gt;^.«10? /e,
' 39#ea»aqsf bd*e«doi.i gß inpo«&amp;®eo«v,-«»a©- 0»r-ííoôpiae»'.iiobx-i o.-. •
c-.i
odi«I*«£«-ß?ß&lt;Io9|Äigiq®»4hi-&lt;«f90
4w&gt;lra. ‘■»n»t 1» ••.*» *
►
tiPiKi»ríí9-Àir^m
«.*«■»•» &lt;• eWnádpr.-^»-.,. ,or,p^Hí«t,s|-; ,
^ ..
4» * —‘ ««lif
SBSrte dc acordo. A 1! .-.-erdad*;
-U' .tnqrer ^íi
íf’*-'; í»h
pass do convênio i tr&amp;ço .:aractsi ' st .o-c dcas .s .. ..•opç.i;&lt;íç„.i í.s-í x.' ’
^r&gt;É|a«a*'|
».I^ ^«T«s «afei9v«iSÔ).. Í&gt;^9»Çtiiitiíee»
r-"&gt; &lt;IIM4 a»rr
^ - l g «15 &lt;r i a
iooéi9d3«tAp«í&gt;
p&lt;»i:s..
—-nr'4# ,ob
nêrcia do.« denunctnnte».
-. I{. jd9
y,(
jM»|.*i| ma
- ofansJiD - M»-“
jm. &lt;m
ul «I
oiismiiq
asdnsnovnoo esbobicnd
t~xj&gt;i*.
&lt;4
iMffaiiiV Mfefr
ßlduo
üO oxnâ.;ín®O-,..&lt;ín®8ej!0!,
ttóixojí«?; *&gt;HNut&gt;Í«nÕ.,p -%mm r..;í f 1.1.'■ i .xo
.x-u V í.-sí
e«go« . c oonvêi-. ■ .. co« c co.iü .'«to a-i». •■.i»&lt;na«íi.v . ««i. ,■ xp,s i- • .-í-•. .&lt;
eniu&amp;K ©0^. */DO»da&lt;i.Xß.fM
Âftd«Í|í.0i0««ai-jbJI0»íÍÍÍ:.i. :• . = ne dt
, ■
■m^mm^ . b*?#3&lt;ífe«4uf
» ^ ‘ã^mtà •* Lob&amp;b
-mm èiss oêçoi
a saa t .l iefíiíPe&amp;b
98,9dßiplq9
ßn
»*l *&lt;Pi«P ■
4» »ßbß.ioJtonsm
*
&lt;► 'xol
■• ♦ oÉn
a*. obneup - ß.leG
,*. '■
iw
I' *'* *
-&lt;«*- WVMar'««a4
♦ Pbvßbßdidoi.
tm tm^-ikÀÀ "^mmt
,olnßdeidn3
.píngstpssíÇo«*^
ia&lt; ..
.• •
./■-.■
,aop#S%geiip4[ß fP,-&gt;^pSoq^3*fc39&amp;vA3P^-àr.QfeC mH/i, ^ Ó■ Í • ■■ ,
oBapeíjí ^axaPt*
«AáêéçSâupôpqife-iti
*g»n«i?rftiä^o*adff©ÄAo?ei,■■ Aç.«iii: « p.«
à
MMfAklli
ê^-mmr immm» «•«■■
ob
rtn,\
Xr d*ÍVfc«EtA®BíèdÍT:0iítSè8#90}iíi
«4A 4A&lt;* &lt;«P « 4*4%ama|Mr* ,OÂqfc#q'.H}..rí®a,çeéi;
* • —
►
'^•mw A PW
cas .&gt;u pírticolareg •; *e. di,.pvs
.»fe&amp;ßfci.'53fxoaopar..
.-.va
' .. , .i
I
.ins- de i ntfir-.‘.s.ae tec'..' • -■■;
p-\
•-.
■|r4 sfcßbxine♦ ßb
♦ •*-^ßt©2
öinon• o oup levèif I DP.no''ß n(-i&amp; f. .iodm/i
nßvSinon.j
;j8Vi !’.;_)q89i Pißq r v r &lt;;-8x rnui. oa-oi nasi., i ,
1 ■ ■ &lt; i.. q
Í8♦ 10g
ioxßm BUS ;:io
l‘ 9 ^jßx *&gt;
* -Aixol• Loi ßbfol in-- t. oboanaoc iq : s .• ■■• í dfU,;;
“ Z.?,*- &gt;&gt;í._criçao ■tx.;.ca
&lt;».BdE3
T» " on
I» (Öiiij Ü9 2 "ÖTöq'lxEbßlPßanoD
"
lijpi
obk
sr.Jao SiU- sov r.; ; ^cr.'p
■—..
I tj.jnßinxi
-‘T»
t»
_*»•&gt;
Jük aamon
-«•í
wsoooxulii&amp;n
'
^
lol oin
eoturj
I ovjcxxa
oü•• .rxtc!
.i/ ob
-&lt;j* -.viiVen'Ci qei ^ , Ri .-x:;
ur:.;. :o.'-iöO".-.-i :x
«» I obns«
-•» ,8ßlpi8 .uú:»
.oansdxs loq aol-ßnoions® oxiöaeapan oJnßiioq
da no que diz respeito a r.ua
t:ao , vf-í.-* .....ct.uxc
-v:
v.;-j

Digitalizado
gentilmente por:

Mfí

:jd/ ;li
11

12

13

14

�621
cendo a técnica de redação pré-estabelecida.
As cláusulas aparecem de diferentes formas:
- A palavra cláusula seguida da numeração arábica
em alguns casos, romana;

e,

Ex. CLAuSULA
clAusula 1
CLÄUSULA I
CLAUSULA
- A palavra cláusula e a numeração por extenso;
PRIMEIRA
Ex. CLÄUSULA
clAusula primeira
- Ou então apenas o número como indicativo da
la;

cláusu
clãusu

Ex. 1
Quando se faz necessário, as cláusulas apresentam sub
divisões em itens e letras.
2.2.1.4-

Nota de conteúdo

Utilizada como um complemento da ementa quando
esta
não fornece dados suficientes para uma informação mais completa.
Ex. CONVÊNIO - DER-PA/FTERPA 003, de 23 de março de 1978
Celebra entre o Departamento de Estradas de Ro
dagem do Estado do Pará (DER-PA) e a Fundação
dos Terminais Rodoviários do Estado do Pará
(FTERPA).
Nota de conteúdo:
conteúdo; O DER-PA obriga-se a
cons
truir e entregar em perfeitas condições de fun
cionamento â
ã FTERPA a primeira etapa da
cons
con£
Hi_l
trução do Terminal Rodoviário "Engenheiro Hil^
degardo da Silva Nunes", obra essa que já
se
encontra em fase final de construção.
2.2.1.5-

Observação

Neste elemento são mencionados dados ocasionais como:
anexos, atos que ratificam, regulamentam, regem ou autorizam a pu

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�622
blicação dos convênios, dados estes que servem de subsídios para
a coraplementação das informações já citadas anteriormente.
anteriormente,
Foi convencionada a utilização da sigla obs.

subli

nhada.
Ex. CONVÊNIO-DER-PA/FTERPA 003, de 23 de março de J978
B78
Celebra entre o Departamento de Estradas
de
Rodagem do Estado do Pará (DER-PA) e a Funda
ção dos Terminais Rodoviários do Estado do Pa
rã (FTERPA),
rá
(FTERPA).
Nota de conteúdo; O
0 DER-PA obriga-se a
cons
truir e entregar em perfeitas condições
de
funcionamento á
ã FTERPA a primeira etapa
da
construção do Terminal Rodoviário "Engenheiro
Hildegardo da Silva Nunes" obra essa que
já
se encontra em fase final de construção.
Obs; Em anexo o Plano de aplicação financeira.
Aprovada a sua celebração pela Resolução
- CRE 869/78
V
2.2.1.6-

Fecho

Constitui-se do locâl e data da realização do convê
nio, seguido da assinatura dos responsáveis pelos órgãos
conve
nentes e as testemunhas competentes dando força legal ao ato,
ato. En
tretanto chama-se a atenção de que as assinaturas civis não cons
tarn da ficha catalográfica.
tam
catalogrãfica.
Ex. Belém, 19 de março de 1978
ENG. ALlRIO CESAR DE OLIVEIRA
Diretor Geral do DER-PA
ENG. ALFREDO BONEFF
Diretor Executivo da FTERPA
TESTEMUNHAS
Maria de Lourdes Cruz
Pedro Paulo Matos
Obs; Pode ocorrer de, algumas vezes, as assinatu

Digitalizado
gentilmente por:

�623
ras das testemunhas estarem ilegíveis
cendo, nesse caso, da seguinte forma:

apare

Ex. TESTEMUNHAS
EX.
aa) ilegíveis
a) ilegível
a) ilegível.
2.2.1.7-

Pista

Na pista são colocados os descritores que serão
tan
tos quantos forem necessários além dos õrgãos
órgãos envolvidos.
Para
isso, o bibliotecário não deverá deter-se apenas na análise
da
ementa, pois estas, como já foi dito anteriormente,
anteriorraente, apresentam o
assunto de forma resumida correndo-se o risco de omitir
aqueles
da maior importância.
2.2.1.7.1-

Descritores

A função dos descritores é a de "descrever o conteúdo
conceituai dos documentos", utilizando-se para isso de uma ou mais
palavras-chave capazes de por si só resumirem um conceito mais am
pio, constituindo-se assim em um vocabulário controlado, possib^
litando a recuperação rápida e precisa. Os descritores são
sim
pies na medida em que utilizam uma única palavra e compostos quan
do utilizam duas ou mais.
Ex, CONVÊNIOS - DER-PA/FTERPA 003, de 23 de março de
Ex.
1978
Convênio entre o Departamento de Estradas
de
Rodagem (DER-PA) e a Fundação dos Terminais Ro
doviârios (FTERPA)
doviãrios
Nota de conteúdo: O DER-PA obriga-se a constru
ir e entregar em perfeitas condições de funcio
namento ã FTERPA a primeira etapa da
constru
ção do Terminal Rodoviário "Engenheiro
Hilde
gardo da Silva Nunes", obra essa que já se en
contra em fase final de construção.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�624
Obs; Em anexo Plano de aplicação financeira
Aprovada a sua celebração pela Resolução 869/78

CRE

1 - TERMINAIS rodoviários
RODOVIÄRIOS - Construção
2 - DER-PA - Convênios
3 - FTERPA - Convênios

2.2.1.8-

Publicação

Nesta nota ê
é colocado o Diário Oficial que publicou
e/ou republicou o convênio, seguido da data de sua publicação e/
ou republicação e a página.
Ex. CONVÊNIO - DER-PA/FTERPA 003, de 23 de março de
1978
Celebra entre o Departamento de Estradas
de
Rodagem do Estado do Pará (DER-PA) e a Funda
ção dos Terminais Rodoviários do Estado do Pa
rá (FTERPA).
Nota de conteúdo; O DER-PA obriga-se a
cons
truir e entregar em perfeitas condições
de
funcionamento à
â FTERPA a primeira etapa
de
construção do Terminal Rodoviário "Engenheiro
Hildegardo da Silva Nunes", obra essa que já
se encontra em fase final de construção.
Obs; Em anexo Plano de aplicação financeira
Autorizada a sua celebração pela Resolu
ção - CRE 869/78
1 - TERMINAIS rodoviários
RODOVIÄRIOS - Construção
2 - DER - PA - Convênios
3 - FTERPA

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

- Convênios

II

12

13

14

�625

PUBLICADO
PUBLIC2fflO
D.O.E,
D.O.E. - 25.02.78; p. 2 - 3
D.O.E. - 27.02.78; p. 22

2.2.1.9-

Retificação

E adotado para esta nota, o mesmo processo
no item 5 - PUBLICAÇÃO.

utilizado

Esclarece-se que a retificação ocorre muitas vezes ,
por erros de impressão, alterando, omitindo ou acrescentando pala
vras, que geram distorções no teor do ato.
Ex. CONVÊNIO - DER-PA/FTERPA 003, de 23 de março
de
1978
Celebra entre o Departamento de Estradas de Ro
dagem do Estado do Pará (DER-PA) e a Fundação
dos Terminais Rodoviários do Estado do Pará
(FTERPA).
Nota de conteúdo:
conteúdo; O DER-PA obriga-se a constru
ir e entregar em perfeitas condições de funcio
namento ã FTERPA a primeira etapa da
constru
çio do Terminal Rodoviário "Engenheiro
ção
Hilde
gardo da Silva Nunes", obra essa que já se en
contra em fase final de construção.
Obs; Em anexo Plano de aplicação financeira
Autorizada a sua celebração pela
Resolu
ção - CRE 869/78
1- TERMINAIS RODOVIArIOS
RODOVIARIOS - Construção
2- DER-PA - Convênios
3- FTERPA - Convênios

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�626

PUBLICADO
D.O.E. - 25.02.78; p. 2 - 3
D.O.E. - 27.02.78; p.22

2.2.2-

PETIFICaDO
D.O.E. - 29.03.78; p. 7 - 9
D.O.E. - 01.04.78; p. 1 - 3

Verso da Ficha

No verso da ficha são colocadas todas as alterações
do referido convênio, especificando o tipo de termo que gerou a
alteração, a data e a ementa e na coluna do lado direito
onde
foi publicada a alteração.
Inclui-se no verso da ficha de alteração os
termos
aditivos, alterações de acordo etc. que nada mais são do que uma■
uma
emenda a um convênio com acréscimo de cláusulas, ampliação
de
prazo, complementação de verba, etc.
Essas alterações, por estarem localizadas no
verso
da ficha, poderão passar desapercebidas não só
sõ pelo
biblioteca
rio como também pelo usuário, havendo necessidade, para chamar a
atenção quanto a essas alterações, colocar um asterisco seguido
da palavra verso, no canto direito, próximo ao traço inferior ,
na frente da ficha.
Exs.
CONVÊNIO - DER-PA/FTERPA 003, de 28 de março de 1978
Celebra entre o Departamento de Estradas de Roda
gern do Estado do Pará (DER-PA) e a Fundação
gem
dos
Terminais Rodoviários do Estado do Pará (FTERPA)
Nota de conteúdo;
conteúdo! O DER-PA obriga-se a construir
e entregar em perfeitas condições de funcionamen
to àã FTERPA a prim.eira etapa da construçãg.
construçãg.,da..T^r
minai Rodoviário "Engenheiro Hildegardo da Silva'
Silva
Nunes", obra essa que já se encontra em
era fase
fi
fi.
nal de construção.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�627
Obs; Em anexo Plano de aplicação financeira
Autorizada a sua celebração pela Resolução
CRE 869/78.
869/78
1- TERMINAIS RODOVIÁRIOS
RODOVIÄRIOS - Construção
2- DER-PA - Convênios
3- FTERPA - Convênios

VERSO
PUBLICADO

RETIFICADO

D.O.E. - 25.02.78; p. 2 - 3
D.O.E. - 27.02.78; p. 22

D.O.E. - 29.03.78; p. 7 - 9
D.O.E. - 01.04.78; p. 1 - 3

ALTERAÇÕE S
ALTERAÇÕES

PUBLICADO

Termo Aditivo s.n., de 15.02.79 - Prorroga para o pra
zo de noventa (90) dias após a conclusão das c±iras
cijras a
apresentação pelo DER-PA ã FTERPA
FIERPA do total dispendido
can a construção, irtplantação
ccm
implantação inicial e danais despe
sas realizadas oon a indenização e legalização de t^
ter
componentes do referido patrimônio.
renos ccmponentes

19.02.79
(D.O.E.)

Obs: Para todas as alterações serão feitas fichas principais e os
descritores adotados, serão os mesmos do convênio alterado.
Quando um convênio for muito extenso e houver necess^
dade da utilização de duas ou mais fichas coloca-se na base infe
rior da ficha, ã direita, entre parênteses, a frase "continua na
ficha seguinte", e na ficha seguinte, coloca-se após a
epigrafe
entre parênteses "ficha 2" e duas linhas após
apôs a epígrafe, a pala
vra "continuação" seguida de dois pontos.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�628
Ex. CONVÊNIO- CER-PA/FEERPA
CER-PA/ETERPA 003, de 23 de março de 1978
Celebra entre o Departamento de Estradas
de
Rodagem do Estado do Pará (DER-PA) e a Funda
ção dos Terminais Rodoviários do Estado do Pa
rã (FTERPA).
Nota de conteúdo; O DER-PA obriga-se a
cons
truir e entregar em perfeitas condições
de
funcionamento ã
à FTERPA a primeira etapa
da
construção do Terminal Rodoviário "Engenheiro
Hildegardo da Silva Nunes", obra essa que já
se encontra em fase final de construção.
Obs; Em anexo Plano de aplicação financeira
Autorizada a sua celebração pela Resolu
ção - CRE 869/78
1- TERMINAIS rodoviários
RODOVIARICS - Construção
2- DER-PA - Convênios
3- FTERPA - Convênios

(continua na ficha seguinte)
PUBLICADO

RETIFICADO

D.O.E. - 25.02.78; p. 2 - 3
D.O.E. - 27.02.78; p. 22

D.O.E. - 29.03.78; p. 7 - 9
D.O.E. - 01.04.78; p. 1 - 3

Ex. CONVÊNIO - DER-PA/FTERPA 003, de 23 de março de 1978
( ficha 2 )
continuação:
456-

cm

i

2

3

Digitalizado
gentílmente por:
4 gentilmente

11

12
12

13
13

14
14

�629

3-

COMPOSIÇÃO DO FICHArIO

O fichãrio tem como finalidade colocar ao alcance do
usuário, com a maior rapidez e precisão todos os convênios
ceie
brados pelas Instituições de Governo do Estado, tornando possível
suprir as dúvidas do consulente no que diz respeito a: data de pu
blicação, alterações que sofreu, página do Diário Oficial em que
se localiza, qual o número do convênio que trata de
determinado
assunto; etc.
3.1-

DE USO DO PÚBLICO
POBLICO
O usuário poderá utilizar para consulta três tipos de

fichários:
0 primeiro composto da ficha principal de cada convê
O
nio, ordenado em rigorosa ordem alfabética considerando-se
para
esta alfabetação a palavra primeira da epígrafe (Ajuste ao Acord:^
Acorctv
Convênio, Termo de Ajuste) seguido do órgão de onde emana o Con
vênio. No caso de haver mais de um convênio celebrado pelo mesmo
órgão só que, com partes diferentes, a alfabetação será procedida
pelo segundo órg-ao mencionado. Dentro desta rigorosa ordem alfa
bêtica as fichas são ordenadas em ordem numérica ou
bética
cronológica
dentro de cada ano.
Outro tipo de fichãrio que o público poderá utilizar
é organizado em ordem alfabética de descritores. A ordenação das
fichas é feita alfabetando-se palavra por palavra.
Com este recurso pode-se localizar, de imediato, quan
tos convênios forem celebrados para determinado assunto.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�630
Ainda para uso do público, é formado o fichário
fichãrio
de
Instituições, também de caráter secundário constituído de infor
mações relativas a pessoas jurídicas que celebram os convênios,
obedecendo também a ordenação alfabética.
O usuário ao consultar este fichário poderá levantar,
de imediato, quantos convênios determinada Instituição celebrou
em determinado período.
Para os fichários acima descritos devido o volume de
informações contidas em uma ficha foi adotada a seguinte
dimen
são:
20,3 X 12,5cm (5" x 8") em cor branca. Para as
chas remissivas cor laranja e para as fichas de referência,
verde.

3.2-

fi
cor

DE USO INTERNO

Para o uso interno é
ê composto o fichãrio
fichário de descrito
res que visa dar uniformidade e coerência na determinação
dos
mesmos, controlando e padronizando a terminologia adotada. Foram
utilizadas as fichas de catalogação comum tamanho 12,5 x 7,5 cm,
na cor branca ( 3" x 5" ).
Outro fichãrio
fichário de uso interno é o de resoluções,onde
são anotadas todas as decisões ou recomendações emanadas
pelo
grupo responsável na indexação dos convênios, esclarecendo assim
a política adotada na determinação dos descritores.
fichário do público ( de assuntos e de
No fichãrio
institui
ções ) são ainda inseridas as fichas remissivas e as de referên
cia para orientação aos usuários.
Aplica-se ver também no caso em que uma Instituição
mudou sua denominação, havendo necessidade de mencionar os nomes
anteriores.

Digitalizado
gentilmente por:

�631
A dimensão das fichas que compõem esses fichários
fichãrios
de 12,5 X 7,5 cm ( 5" x 3" ) nas cores:
descritores
remissivas
referência
resoluções

-

é

branca
laranja
verde
azul.
azul;

A recuperação das informações contidas no catálogo
consiste na busca através da consulta direta aos fichãrios.
fichários.

4-

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando-se a crescente demanda de solicitações e
informações sobre os convênios celebrados pelo Governo do Estado
e sentindo-se a necessidade de coletar, reunir e indexar
todos
esses convênios de forma a atender eficazmente e facilitar o aces
ace^
so aos documentos, levou a Seção de Referência Legislativa do In^
In£
tituto a efetuar estudos para processamento e organização dos fi
f_i
chãrios visando atender essas necessidades.
chários
Até o momento os atos processados foram: Leis, Deere
tos, Decretos-Lei, Portarias e Resoluções gerados pelos órgãos do
Estado, tomando-se como base o trabalho desenvolvido na Cãmara
Câmara Mu
nicipal de São Paulo. Para a indexação dos convênios seguiu-se a
mesma metodologia utilizada para indexação dos atos acima mencio
nados, fazendo-se as adequações julgadas necessárias, estando, en
tretanto, este trabalho sujeito a alterações e modificações, a me
dida em que sejam detectadas distorções que prejudiquem o andamen
to dos serviços.
Outro aspecto a considerar, são as limitações dos Diá
rios Oficiais que por não possuirem índices, dificultam as pesqu^
pesqui
sas que na maioria das vezes são negativas havendo necessidade de
organizar e estruturar serviços que possam suprir essas falhas.
Paralelamente ao desenvolvimento dessa atividade está
sendo efetuado o levantamento retrospectivo e corrente dos convê

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�632
nios visando a publicação para fins de divulgação.

5-

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

1- ATIENZA, Cecília Andreotti,
Andreotti. Documentação jurídica; indexação
para análise e indexação de atos legais ( no prelo )
2- CAVALCANTI, Themistocles Brandão. Tratado de direito adminis
trativo. 5 ed. Rio de Janeiro, Freitas Bastos, 1964
3- CLASSIFICAÇÃO decimal universal. Edição média em língua por
tuguesa. Rio de Janeiro, Instituto Brasileiro de Informa
ção em Ciência e Tecnologia, 1976. 3v.
4- CÖDIGO
CÕDIGO de Catalogação anglo americano, preparado pela Associa
ção Americana de Bibliotecas e outros. Brasília, Ed. dos
Tradutores, 1969,
1969. 528 p.
5- CUTTER, Charlos A. &amp; SANBORN, Kate E, Cutter - Sanborn;author
table. Massachussets, H.R.
H,R. Huntting, s.d,
s.d.
6- DEWEY, Melvil,
Melvil.
dex. 18 ed.

Dewey decimal classifIcation
classification and relative in
Lake Placid Club, N,Y,
N.Y. Forest Press, 1971. 3v.

DIÄRIO OFICIAL DO ESTADO,
ESTADO.
7- DIÃRIO
1891-

Belém, Imprensa Oficial do Estado,

8- NUNES, Pedro dos Reis,
Reis. Dicionário de tecnologia jurídica
6 Ed,
Ed. Rio de Janeiro, Freitas Bastos, 1965. 2v.
9- SILVA, José Oscar de Plácido e. Vocabulário jurídico.
Rio de Janeiro, Forense, 1975. 4v.
4v,

Digitalizado
gentilmente por:

4 ed.

�633

CDU 006:002:34

NORMAS BÃSICAS PARA USO DE EXPRESSÕES LATINAS,
CITAÇÕES E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BIBLIOGRSFICAS DE DOCUMENTOS JURIdICOS.
BEATRIZ MARONA DE OLIVEIRA
Documenta
Dirigente da Equipe de Doçument£
ção e Informática da Casa Civil
do Gabinete do Governador. CRB10/267 .
10/267.
LAURA CORRÊA OLIVEIRA
Dirigente da Equipe de Documenta
Document£,
çao e Divulgação da Consultoria
Geral do Estado do Rio Grande do
Sul. CRB-10/11.
REGIS MARIA DOMINGUES
Bibliotecária da Cámara
Câmara Municipal de Porto Alegre. CRB-10/205.
SUZANA BEATRIZ STOLARUCK
Chefe da Biblioteca da Procurado
ria Geral do Município da Prefei
tura de Porto Alegre. CRB-10/149.
RESUMO
Normas básicas para a orientação dos profissionais da
área jurídica na aplicação
aplicaçao de expressões latinas, citações e re^
r£
ferências bibliográficas.
A NB-66 da ABNT foi documento-base na elaboraçao
elaboração das
ref erências bibliográficas.
referências
bibliográficas .

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�634
1 - HrntODUçÃo.
UrTRODUÇÃO.
Com o propósito de melhor orientar os usuários das bibliotecas jurídicas e procurando preencher algumas lacunas existentes nas normas brasileiras de documentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas, o Grupo de
Trabalho em Documentação Jurídica da Associação Rio-Grandense de Bibliotec£
rios elaborou diretrizes a serem seguidas por suas bibliotecas cooperantes.
Trouxemos o presente trabalho a este Congresso porque constatamos, ao
ensejo do 79 Encontro Nacional de Bibliotecários Jurídicos, realizado em
são Paulo, em agosto de 1978, que as dificuldades do GTDJ/RS eram comuns
aos demais grupos brasileiros.
2 - referEncias
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
BIBLIOGRÃFICAS.
2.1 - Generalidades.
2.1.1 - Definição - Referência bibliográfica iê o conjunto de informações
que permite a identificação de um documento, no todo ou em parte.
2.1.2 - Campo de aplicaçao - Estas normas devem ser aplicadas em todo o tra
cr£
balho que exigir uma referencia.
referência.
2.1.3 - Elementos - A referência bibliográfica êé composta de
senciais e complementares.

elementos es-

2.1.3.1 - Essenciais - São os elementos indispensáveis ã identificação do
documento mencionado em qualquer trabalho, tais como: autor, título, edição, local de publicação, editor, data, numero
número de paginas
páginas ou de volumes.
2.1.3.2 - Complementares - Sao
São os elementos facultativos acrescentados aos
essenciais, tais como: subtítulo, título original, tradutor, ilustrações,
dimensão, série ou coleção.
2.1.4 - Localizaçao.
Localização.
2.1.4.1 - Inteiramente incluídas no texto.
Exemplo:
HELY LOPES MEIRELLES, em sua obra Direito Administrativo brasileiro, 2.ed. rev. ampl., publicada em Sao Paulo pela RT em 1966, página 292,
afirma que "a flexibilidade do serviço autárquico impõe organização
organizaçao afeiço£
da aos seus objetivos, e maleabilidade de seu pessoal para o pleno entendimento dos fins colimados."
2.1.4.2 - Parte no texto, parte em nota.
Exemplo:
Digitalizado
gentilmente por:

ar:?
12

13

14

�635
Segundo HELY LOPES MEIRELLES, "a flexibilidade do serviço autárquico impõe
impoe organização
organizaçao afeiçoada aos seus objetivos, e maleabilidade de
sea pessoal para o pleno entendimento dos fins colimados." ^
2.1.4.3 - Em nota de rodapé ou no final do texto.
2.1.4.3.1 - A chamada para a nota de rodapé deve ser feita com algarismos a^
a
rábicos, letras ou outro sinal, elevado, com um espaço e colocado depois do
ponto, na mesma página em que ie citada. A indicação
indicaçao pode ser consecutiva,
por partes ou capítulos. Quando na citação aparece intercalada em uma senten
ça, a indicaçao da referência
referencia deve ser colocada imediatamente depois do nome do autor referido ou do trecho transcrito.
2.1.4.3.2 - A nota de rodapé é separada do texto por um traço contínuo de
2cm a partir da margem esquerda.
Exemplo:
No texto: ...de acordo com BANDEIRA DE MELLO: "Em se tratando de
Município, em primeiro lugar, cumprem ser observados os textos do Estado fe^
derado em que integram, e depois os da União." ^
2.1.4.4 - Em listas bibliográficas - As obras consultadas poderão ser arroladas no fim do trabalho ou de cada capítulo que o compõe.
2.1.4.5 - Encabeçando resumo.
Exemplo:
HEXSEL, Astor Eugênio.
Eugenio. Governo municipal e desenvolvimento indus
trial. Porto Alegre, URGS, 1971. 84p.
Estudo parcial e exploratório das possibilidades reais existen
tes ã disposição do governo municipal para o desenvolvimento industrial.
quisa, por amostragem, realizada em municípios da Grande Porto Alegre e no
interior do Estado. Metodologia. Incentivos fiscais e outros fatores locacionais. Infraestrutura. Motivaçao.
Motivação. Recomendações.
2.1.5 - Fontes para referência bibliográfica - Os elementos para a referência bibliográfica devem ser tirados, sempre que possível, da folha de rosto. Quando se tratar de parte de uma publicação, os elementos serão tirados
do cabeçalho dessa parte, nunca de índices, sumários, legendas, etc.

^ MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo brasileiro.
ampl. Sao Paulo, RT, 1966. p.292.
MELLO, Oswaldo Aranha Bandeira de.
1978. p.51.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Da licitação.
licitaçao.

2.ed. rev.

São
Sao Paulo, Bushatsky,

11

12

13

14

�636
2.1.6 - Apresentação das referências bibliográficas.
2.1.6.1 - Organização - As referências bibliográficas correspondentes
ao
material utilizado pelo autor, quando relacionadas, constituem a bibliogr£
fia consultada. A bibliografia consultada deve aparecer sempre após o texto e antes do índice, se este existir. A organização
organizaçao poderá ser por ordem
alfabética dos autores ou arranjo sistemático de assunto.
2.1.6.1.1 - Ordem alfabética dos autores - EÉ a mais usada em listas biblio
gráficas e trabalhos científicos:
científicos;
a) alfabeta-se palavra por palavra. Quando as palavras sao iguais, ordena-se letra por letra;
b) ordenad.Ts
ordenad.TS as referencias alfabeticamente por autores, numera-se em ordem crescente. A numeração deverá preceder as re
ferências.
Exemplo:
1 - BEVILAQUA,
BEVIIAQUA, Clovis. Direito da Família. Rio de Janeiro, Ed. Rio, 1976.
-69p.
-■â9p.
2 - REQUIÃO, Rubens. Curso de Direito Comercial. 8.ed. São Paulo, Saraiva, 1977. 2v.
3 - SERSON, José. Curso de rotinas trabalhistas. 12.ed. atual. São Paulo, LTr, 1978. 452p.
2.1.6.1.2 - Arranjo sistemático de assuntos - As referências bibliográficas
sao ordenadas por número de classificaçao colocado ã esquerda e o número de
ordem ã direita.
Exemplo:
347
MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de Direito Civil. 7.ed. rev. aum.
Sao Paulo, Saraiva, 1970. 5v. em 6.
são
1
347.129
MEIRA, Silvio A. B. Instituições de Direito Romano. 4.ed. rcv. aum. Sao
2
Paulo, Max Limonad, 1962. 2v.
35
CAETANO, Marcelo. Princípios fundamentais do Direito Administrativo. Rio
de Janeiro, Forense, 1977. 583p.
2.1.6.2 - Pontuação.
Pontuaçao.

cm

2

3

Digitalizado
por:
4 gentilmente por;

^
11

I
12
12

I
13
13

14
14

�637
2.1.6.2.1 - Os vários conjuntos de elementos da referência bibliográfica sáõ
sao
separados entre si por ponto seguido de dois espaços.
Exemplo:
JESUS, Damásio Evangelista de. 0 novo sistema penal. Sio
São Paulo, Saraiva,
1977. 176p.
2.1.6.2.2 - Os elementos das notas tipográficas (local, editor e data) e das
notas bibliográficas (número de páginas ou de volumes e ilustrações) sao se
parados entre si por vírgula.
Exemplo:
BALEEIRO, Aliomar. Uma introdução áã ciência das finanças. 12.ed. rev.
adaptada. Rio de Janeiro, Forense, 1978. 517p.
2.1.6.3 - Datilografia - 0 nome do autor deverá figurar em primeira margem
e as linhas seguintes em margem pendente, embaixo da quarta letra. Os espaços a serem observados na referência bibliográfica sao:
CRETELLA JÚNIOR, Josê.//Comentário
José.//Comentário ãs leis da desapropriação.//2.ed./
rev.//são Paulo,/Bushatsky,/1976.//627p.
rev.//Sao
2.2 - Elementos essenciais da ref^ência bibliográfica.
2.2.1 - Autor - Pessoa física ou jurídica responsável pela existência da o^
bra. 0 nome do autor ê transcrito tal como figura no trabalho referenciado
(transliterado, quando necessário).
2.2.1.1 - Pessoa física.
2.2.1.1.1 - Um autor - Quando a obra tem um único autor, menciona-se o úlultimo sobrenome do autor, escrito em letras maiúsculas, seguido do(s) pren£
me(s), separado(s) por vírgula.
Exemplos:
MEIRELLES, Hely Lopes.
GOMES, Orlando.
2.2.1.1.2 - Dois autores - Quando a obra tem dois autores, mencionam-se am
bos, na ordem em que aparecem na publicação, ligados por &amp; (sempre o sobre^
sobr£
nome antecedendo o prenome).
Exemplos:
NORONHA, Jardel &amp; MARTINS, Odalea.
GOMES, Orlando &amp; VARELA, Antunes.
aut£
2.2.1.1.3 - Mais de dois autores - "et alii" - Quando há mais de dois auto^
res menciona-se o primeiro, seguido de "et alii".

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�638
Exemplo:
SUSSEKIND, Arnaldo et alii.
Hais de dois autores - Quando hã
há mais de dois autores e,
2.2.1.1.4 - Mais
para
identificação da obra, for necessário a menção de todos, faz-se o registro,
separando-os por ponto e vírgula.
Exemplo:
CHACEL, Julian; SIMONSEN, Mario Henrique; WALD, Amoldo.
2.2.1.1.5 - Compilador - Considera-se como autor o editor intelectual, compilador ou organizador da obra coletiva, acrescentando-se, depois do prenome, a abreviatura pertinente, em letras minúsculas.
Exemplo:
JAMENSON, Samuel Haig, comp.
2.2.1.2 - Pessoa jurídica.
Jurídica.
2.2.1.2.1 - Quando uma entidade coletiva assume responsabilidade integral por .,
um trabalho, é tratada como autor, devendo seu nome ser escrito em letras mci
mai
usculas. Acrescentar o nome do lugar em que se encontra a entidade, quando a
mesma tiver sede em várias jurisdições.
Exemplo:
BANCO REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DO EXTREMO SUL, Porto Alegre.
2.2.1.2.2 - Quando a entidade coletiva é orgao administrativo de um
país,
estado ou município, seu nome deve ser precedido da unidade geográfica, esc^
escri
ta em letras maiusculas.
Exemplo:
RIO GRANDE DO SUL. Secretaria da Administração.
2.2.1.2.3 - Quando a entidade coletiva é órgão subordinado ou divisão adminÊ
admint
trativa de outro orgao e tem uma denominação genérica, tal como: departamento, divisão, diretoria, serviço, setor, seu nome é precedido pelo órgão superior .
Exemplo:
PORTO ALEGRE. Prefeitura Municipal. Procuradoria Geral do Município. Coordenação de Assuntos Jurídicos.
2.2.1.2.4 - Quando a entidade coletiva, embora órgão ou divisão administrati
va de outro órgão, é designada por uma denominação específica que a identifi
que, figura sob seu próprio nome.
Exemplo:

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�639
INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
OBSERVAÇÃO - A fim de evitar a repetição do nome do autor, quando se referencia um capítulo de sua obra, o nome é substituido por um travessão, que
precede o título.
Exemplo:
BARROS JÚNIOR,
JÜNIOR, Carlos S. de. Hierarquia. In:
. Compêndio de Direito Ad
ministrativo.
2.2.2 - Título.
2.2.2.1 - Reproduzido tal como figura na obra ou trabalho referenciado, em
letras minúsculas, grifado. Para os nomes que designam ciências,
segue-se
as instruções do Formulário Ortográfico da Língua Portuguesa.
Exemplo:
BATALHA, Wilson de Souza Campos. Tratado de Direito Judiciário do Trabalho.
2.2.2.2 - Quando a referência bibliográfica começa pelo título, a primeira
palavra, inclusive o artigo que a prepede,
precede, se houver, deve ser impressa em
letras maiusculas, exceto no caso de títulos de periódicos ou series.
séries.
Exemplo:
ENCICLOPÉDIA Saraiva de Direito.
2.2.3 - Edição.
2.2.3.1 - Número
Numero da edição, com exceção da primeira, ê indicado após o tít^
lo, com abreviatura ed.
Exemplo:
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo brasileiro. 5.ed.
2.2.3.2 - Indicam-se os acréscimos ã edição.
Exemplo:
SUSSEKIND, Arnaldo et alii. Instituições de Direito do Trabalho.
aum. atual.

5.ed.

2.2.A - Notas tipográficas (local, editor, data).
2.2.4
2.2.4.1 - Local de publicação - 0 nome do local (cidade) deve ser
tal como figura na publicação referenciada.

indicado

2.2.4.1.1. - Quando há mais de uma cidade, indica-se a primeira mencionada
na publicação.
2.2.4.1.2 - Sendo impossível determinar o local, indica-se: s.l.
cal) .

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

(sem lo-

12
12

13
13

14
14

�640
1.1.k.l - Editor - 0 nome do editor deve ser transcrito tal como figura na
2.2.4.2
publicação. Os elementos que designam a natureza jurídica ou comercial do
nome devem ser abreviados ou eliminados.
2.2.4.2.1 —- Quando o editor for entidade que possui uma sigla convencional,
esta deve ser adotada.
Exemplo:
SERSON, José. Curso de rotinas trabalhistas. 12.ed. atual. São Paulo,
LTr, 1978.
2.2.4.3 - Data - Indica-se sempre o ano da publicação em algarismos arábicos .
2.2.4.3.1 - Sendo impossível determinar a data, indica-se: s.d. (sem data).
2.2.4.3.2 - Nas referências bibliográficas de periódicos ou publicações se
riadas consideradas no todo, indica-se a data inicial, seguida:
a) de hífen, no caso de periódicos em circulação;
b) de hífen e data do último volume publicado, no caso de periódico extinto.
2.2.4.3.3 - Os meses devem ser abreviados no idioma original da publicaçãa
2.2.4.3.4 - As datas limites de determinado período da publicação ligam-se
por hífen.
Exemplo:
RIO GRANDE DO SUL. Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais. Ementário
de acórdãos: 1971-1973.
2.2.4.3.5 - As datas limites do período a que se refere a publicação ligam
se por barra transversal.
Exemplo:
REVISTA DO CENTRO DE CIÊNCIAS JURIDICAS,
JURIdICAS, ECONÔMICAS E ADMINISTRATIVAS.
Santa Maria, v.2, n.3, jan./jun. 1977.
2.2.4.4 - Quando o local, o editor e a data não aparecem na publicação, in
dica-se: s.n.t. (sem notas tipográficas).
2.2.5 - Notas bibliográficas (número de páginas ou de volumes).
2.2.5.1 - Numero de paginas ou de volumes - A publicação pode ser apresentada em um só ou em vários volumes físicos.
2.2.5.1.1 - Quando a publicação tem só imi
um volume, indica-se o número de pá
ginas numeradas, seguido da abreviatura p.
Exemplo: 125p.

cm

Digitalizado
gentilmente por:
por;

�641
2.2.5.1.2 - Quando a publicação tem mais de um volume, indica-se o número
destes, seguido da abreviatura v.
Exemplo: 5v.
Exemplo;
2.2.5.1.3 - So
SÓ se indicam as páginas
paginas numeradas em algarismos romanos, quan
do o conteúdo for considerado importante. Os algarismos romanos devem ser
escritos em letras minúsculas.
Exemplo: xi+323p.
2.2.5.1.4 - Quando for referenciada parte de publicações avulsas e artigos
de jornais, os números das páginas inicial e final são precedidos da abreviatura p.
Exemplo: p.10-125
p. 10-125
2.2.5.1.5 - Quando forem referenciados artigos de periódicos, os números
das páginas inicial e final sao
são precedidos por dois pontos.
Exemplos:
:10
:2,4,8
:2-4
;2-4
2.2.5.1.6 - Quando se indicam os números das páginas inicial e final da re
ferência bibliográfica, mantém-se completo o número da página inicial, suprindo-se, no da página final, o(s) algarismo (s) não modificado (s).
Exemplos:
p.71-8
p.405-28
p.2808-75
p.76325-8
2.2.5.1.7 - Quando a publicação nao for paginada, indica-se: n.p. (nao paginada) .
OBSERVAÇÃO - Nas referencias bibliográficas de artigos de periódicos, sub£
tituem-se as abreviaturas v. (volume), n. (número ou fasciculo) e p. (página) pelas seguintes indicações:
a) número do volume em destaque (grifo ou itálico);
b) número do fasciculo
fascículo entre parênteses;
c) número da página, precedido por dois pontos.

I
cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�642
Exemplo:
CINTRA, Antonio Octavio.
Octãvio. Sistema de planejamento, modernização e comportamento inovador da administração. Revista de Administração Pública, Rio
de Janeiro, l^(4):41-53, out./dez. 1977.
2.3 - Especificação £
2.3e^ ordem dos elementos nas referências bibliográficas de
diversos tipos de documentos.
2.3.1 - Publicações avulsas (livros, folhetos, separatas,
separates, etc.)
das no todo:

considera-

a) autor da publicação (ver 2.2.1);
b) título da publicação (ver 2.2.2);
c) numero
número da edição (ver 2.2.3);
d) local de publicação (ver 2.2.4.1);
e) editor (ver 2.2.4.2);
f) ano de publicação (ver 2.2.4.3);
número de páginas ou de volumes (ver 2.2.5.1).
g) numero
Exemplos:
1. Livros.
BATALHA, Wilson de Souza Campos. Tratado de Direito Judiciário do TrabaIho. são Paulo, LTr, 1977. 928p.
BRASIL. Constituição. Constituição da Republica
República Federativa do Brasil, 1%9.
2.ed. Porto Alegre, Síntese, 1977. 159p.
SUSSEKIND, Arnaldo et alii. Instituições de Direito do Trabalho. 5.ed.
aum. atual. Rio de Janeiro, Freitas Bastos, 1971. 2v.
2. Separata de livros.
MONTENEGRO, César.
Cêsar. Procedimentos especiais relativos ao inventário e par
tilha, averbações do Registro Civil, vendas a crédito com reserva de
domínio. São Paulo, Sugestões Literárias, s.d. 47p. Separata de Dicionário de prática processual civil. 6.ed. São Paulo, Sugestões Literárias, 1974. 2v.
3. Separata de periódicos.
periódicos,
MORANDI, Ernani Crusius. 0 planejamento urbanístico face ãa propried^ade
propriedadt: a2 S5
desapropriação. São Leopoldo, Escola de Direito da Universidade do Vale
do Rio dos Sinos, s.d. Separata de Estudos Jurídicos, São Leopoldo, ^
(13):35-81, 1975.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�643
2.3.2 - Publicações avulsas (livros, folhetos, volumes, capítulos, trechos,
etc.) consideradas em parte:
a) autor da parte referenciada (ver 2.2.1);
b) título
titulo da parte referenciada (ver 2.2.2);
c) In, seguido de dois pontos;
d) autor da publicação (ver observação 2.2.1);
e) titulo
título da publicação no todo, grifado (ver 2.2.2);
f) número da edição (ver 2.2.3);
g) local de publicação (ver 2.2.4.1);
h) editor (ver 2.2.4.2);
i) ano de publicação (ver 2.2.4.3);
j) indicação de volume, tomo, parte, capitulo,
capítulo, páginas inicial
e
final da parte referenciada (ver 2.2.5).
Exemplos:
1. Parte de publicação avulsa, com titulo.
título.
SERSON, José. Rotina de desligamento. In:
. Curso de rotinas trabalhis
tas. 12.ed. atual. Sao
São Paulo, LTr, 1978. Tema 1, p.77-127.
2. Parte de publicação avulsa, sem titulo.
título.
FRANÇA, Rubens Limongi. A lei do divórcio. São Paulo, Saraiva, 1978. p.
119-61.
3. Colaboraçao em obras coletivas.
TESHEINER, José Maria Rosa. ICM, crédito fiscal e cumulatividade.
comulatividade. In:
CONGRESSO NACIONAL DE PROCURADORES DO ESTADO, 4, Guarapari, 1972. Anais . . .
Vitória, Procuradoria Geral do Estado do Espírito
Espirito Santo, 1972. p.l5169.
2.3.3 - Publicações periódicas e seriadas consideradas no todo:
a) titulo
título da publicação e subtítulo, quando necessário (ver 2.2.2);
b) local da publicação (ver 2.2.4.1);
c) editor-autor (entidade responsável, se não consta do título);
titulo);
d) data (ano) do primeiro volume, seguida de hífen para periódico
em circulação e data do último volume publicado, no caso de periódico extinto (ver 2.2.4.3.2).
Exemplos:
REVISTA DE DIREITO ADMINISTRATIVO. Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Var gas, 1945-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�644
BOLETIM INFORMATIVO DO SERFHAU.
ção e Urbanismo, 1970-197A.
1970-1974.

Rio de Janeiro, Serviço Federal de Habita-_

2.3.4 - Publicações periódicas consideradas em parte (fasciculos, suplemen2.3.A
tos, números especiais, etc.):
a) título da publicação, escrito em letras maiusculas;
b) título do fascículo, suplemento ou número especial, se for
o caso;
c) local da publicação (ver 2.2.4.1);
2.2.A.1);
d) indicaçao
indicação de volume, número e data (mês e ano) da publica ção (ver 2.2.5.1);
e) indicação do tipo de fascículo, suplemento ou número espec^
al.
Exemplos:
1. Número determinado, sem titulo independente.
JULGADOS DO TRIBUNAL DE ALÇADA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Porto Alegre, V.7, n.25, mar. 1978.
2. Número especial, sem título independente.
REVISTA DE INFORMAÇÃO LEGISLATIVA. Brasília, v.l3, n.50, abr./jun. 1976.
Número especial.
3. Número determinado, com título independente.
REVISTA DA CONSULTORIA-GERAL 00
DO ESTADO. Constituições do Rio Grande do Sul.
Porto Alegre, v.5, n.ll, 1975.
A. Suplemento.
4.
REVISTA DE INFORMAÇÃO LEGISLATIVA. Trânsito: alterações de sinalização.
Brasília, v.lO, n.38, abr./jun. 1974.
197A. Suplemento.
2.3.5 - Artigos de periódicos:
a) autor do artigo (ver 2.2.1);
b) título do artigo (ver 2.2.2);
c) título do periódico grifado;
d) local de publicação (ver 2.2.A.1);
2.2.4.1);
e) número do volume (ver observação 2.2.5);
f) número do fascículo (ver observação 2.2.5);
g) páginas inicial e final do artigo referenciado (ver 2.2.5.1.5);
h) data do volume ou fascículo (ver 2.2.4.3).
2.2.A.3).
Exemplo:
TÄCITO, Caio. Presença norte-americana no Direito Administrativo brasileiro.
TÃCITO,
Revista de Direito Administrativo, Rio de Janeiro, (129)
(129):21-33,
:21-33, jul./set.
1977.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�645
2.3.6 - Artigos de jornais:
a) autor do artigo (ver 2.2.1);
b) título
titulo do artigo (ver 2.2.2);
c) título
titulo do jornal, grifado;
d) local de publicação (ver 2.2.4.1);
e) data (dia, mês, ano);
f) numero ou titulo
título do caderno, seçao,
seção, suplemento, etc;
g) pãgina(s) do artigo referenciado (ver 2.2.5.1);
h) número de ordem da(s) coluna(s).
Exemplos:
PORTO, Sérgio. A proibição do acúmulo de cargos, funções ou empregos e as
fundações. Correio do Povo, Porto Alegre, 21 set. 1978. Noticiário,
p. 23, c.1-3.
BRASIL. Leis, decretos^,
decretos;, etc. Decreto n. 82.619 de 3 de maio de 1978. Diário Oficial /da/ República Federativa do Brasil, 3 de maio 1978. Seção
Seçao
1, pt. 1, p.6151.
p.6151.- Autoriza o Ministro da Fazenda a conceder garantia de
operação
operaçao extra.
RIO GRANDE DO SUL. Leis, decretos, etc. Decreto n. 27.158 de 12 de junho
de 1978. Diário Oficial /do/ Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre,
12. jun. 1978. p.2, c.l. Concede auxilio.
auxílio.
S/A TÉCNICA DE ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES - SATA. Ata da Assembléia Geral Extraordinária, realizada em 27 de abril de 1977. Diário Oficial
/do/ Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 12 jun. 1978. Indústria
Comércio. p.1-2.
p.I-2.
&amp; Comércio,
2.3.7 - Acórdãos, decisões e sentenças de Cortes ou Tribunais:
a) nome do local (pais,
(país, estado ou cidade sede da Corte e/ou Tribunal);
b) nome da Corte ou Tribunal;
c) ementa do acórdão;
•
d) tipo e número do recurso;
e) partes litigantes, ligadasligadas' pela palavra "versus";
f) nome do relator, precedido da palavra Relator;
g) data do acórdão, sempre que houver;
h) indicação da publicação que divulgou o acórdão, decisão, etc.,
de acordo com 2.3.5 ou,2.3.6.
ou 2.3.6.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

�646
Exemplos:
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. 0 Instituto de Resseguros do Brasil i s£
so
ciedade de economia mista que responde perante a Justiça comun, salvo
quando a União intervém no Processo. Interpretação do art. 31, V, letra
a, da Constituição. RE n. 35.029 do Rio Grande do Sul. Instituto de
Resseguros do Brasil versus Prefeitura de Porto Alegre. Relator: Min. L£
iz Galloti. Acórdão de 6 jun. 1957. Revista de Direito Administrativo,
Rio de Janeiro, (51):298-301, jan./mar. 1958.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. 0 Banco do Brasil goza de isenção de impostos estaduais e municipais. RE n. 21.339. Banco do Brasil versus P^
feitura Municipal de Limeira. Relator: Min. Ribeiro da Costa. Acórdão
de 16 de out. 1953. Revista de Direito Administrativo, Rio de Janeiro,.
Janeiro,
(44):150-6, abr./jun. 1956.
2.3.8 - Teses e dissertações:
a) autor do trabalho (ver 2.2.1);
b) título grifado e subtítulo, quando for muito necessário (ver 2.2.
2);
lugar de publicação (ver 2.2.4.1);
editor (ver 2.2.4.2);
ano de publicação (ver 2.2.4.3);
número de páginas ou de volumes (ver 2.2.5.1);
numero
indicação do tipo de trabalho: Tese ou a abreviatura Diss. (Dissertação);
h) título acadêmico e especialidade, abreviado e entre parênteses;
i) nome da instituição onde foi apresentado o trabalho;
j) local (cidade) onde foi defendido o trabalho;
l) data da defesa;
m) notas, quando muito necessário.
Exemplo:
MEDAÜAR, Odete. Controle administrativo das autarquias. São Paulo, BushaMEDAUAR,
tsky, 1976. 158p. Diss. (Mestr. Dir. Adm.) USP ~- Fac. Direito. São
Paulo, s.d. Título original: Da tutela administrativa.
2.3.9 - Depoimentos pessoais:
a) autor do depoimento (ver 2.2.1);
b) assunto grifado;
c)
d)
e)
f)
g)

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

�647
c) local (cidade);
d) entidade (lugar onde foi prestado o depoimento);
e) data (dia, mês, ano);
f) nota: Depoimento pessoal;
Exemplo:
SUSSEKIND, Arnaldo. Anteprojeto da nova CLT. Porto Alegre, Televisão Gua^
ba, 29 abr. 1979. Depoimento pessoal.
2.3.10 - Trabalhos apresentados em congressos, conferências, etc., consideradas em parte:
a) autor
da parte referenciada (ver 2.2.1);
b) título
titulo da t&gt;arte
(jarte referenciada (ver 2.2.2);
In, seguido de dois pontos;
c) In,,seguido
d) titulo da reunião;
e) número da reunião;
f) local da reunião;
g) data (dia, mês, ano);
h) título da publicação;
i) editor;
j) data da publicação (ver 2.2.4.3);
1) número de páginas ou de volumes (ver 2.2.5.1).
Exemplo:
MARINHO, Josaphat. Os partidos políticos e o direito de participação política do cidadão. In: CONFERÊNCIA NACIONAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRA
SIL, 5, Rio de Janeiro, 11-16 ago. 1974. Anais..., OAB, 1974. p.289309.
2.3.11 - Trabalhos apresentados em congresso, conferências, etc., considerados no todo:
a) autor da publicação (ver 2.2.1);
b) título da publicação (ver 2.2.2);
c) local da publicação (ver 2.2.4.1);
d) editor (considera-se a entidade patrocinadora do Congresso - 4penas a primeira que aparece na publicação);
e) ano (ver 2.2.4.3);
f) número de páginas ou folhas, acrescido da abreviatura mimeogr.
(mimeografado);

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

�648
g) nota, entre parênteses: Trabalho apresentado no
h) nome do Congresso, simpósio, etc.;
i) lugar da realização
realizaçao do.evento;
do evento;
j) data de realização (dia, mes, ano).
Exemplo:
AIQUEL, Angelito Asmus. A prescrição das dívidas para com o INPS. Reci fe. Secretaria de Assuntos Jurídicos da Prefeitura Municipal, 1974.
12p. mimeogr. (Trabalho apresentado no Encontro Nacional de Procuradores Municipais, 1). Recife, 20-27 jan. 1974.
3 - CITAÇÕES BIBLIOGRÃFICAS.
BIBLIOGRÁFICAS.
3.1 - Definição - Citações bibliográficas diretas são transcrições
literais da totalidade ou de parte de um texto utilizado na elaboração
elaboraçao do trabalho. Citações bibliográficas indiretas ou paráfrases são reproduções fiéis das idéias de um autor sem a transcrição literal do texto.
3.2 - Apresentação das citações bibliográficas diretas - Devem vir entre
aspas, respeitando-se a pontuação,
pontuaçao, ortografia e redaçao
redação original. A cada
citação bibliográfica corresponde uma referência
referencia que a localiza. Esta poderá ser em nota de rodapé ou na bibliografia consultada (ver 2.1.4.3.1 e
2.1.4.4).
3.2.1 - Palavra por palavra.
3.2.1.1 - Citações breves - As citações breves (até 4 linhas) deverão vir
inseridas no texto.
Exemplo:
ê, portanto, uma
De acordo com ANA MARIA BRASILEIRO, "o orçamento é,
decisão relevante, senão a mais relevante do governo local, o ponto cen•
II
trai do processo político.
político."
3.2.1.2 - Citações longas - As citações mais longas devem ser feitas, também entre aspas, afastadas da margem, em espaço 1. Quando se estendem por
mais de um parágrafo, as aspas duplas de abrir devem ser colocadas no iniinício de cada parágrafo e as de fechar, somente no fim da citaçao.

® BRASILEIRO, Ana Maria. 0 município como sistema político.
ro, FGV, 1973. p.83.
cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Rio de Jane^

12

13

14

�649
643
Exemplo:
"A ciência atual diverge a respeito de como sucede
o nascimento do direito e do dever, se, ã semelhança das ciências físicas ou naturais, o suporte fático
fãtico êé causa do direito subjetivo ou se, apenas, sua condição.
■ "Para aqueles que entendem que o fato previsto pela norma não
nao êé propriamente causa do efeito jurídico, ou melhor, do que ocorre ou sucede no mundo do Direito..." ^
3.2.1.3 - Citações em citações - Quando a citaçao jã
ji contêm
contém expressões ou
palavras entre aspas, estas são transformadas em aspas simples ('...').
Exemplo:
■' ' ^
"0 confinamento do ambiente devera provocar a reativação das velhas engrenagens para manipulação personalista
dos partidos políticos.
"E assim, 'a lei férrea da oligarquia',
indicàda
indicada
por Robert Michels, diante desse ambiente social que se hav£
ria de restaurar, adverso aos padrões partidários democráticos, encontrará solo fértil a que possa voltar a expandirse." c
3.2.2 - Modificações nas citações.
3.2.2.1 - Omissão de palavras - Os cortes s5
sé se justificam quando não
nao alteram o sentido do texto. Para eliminar ou omitir palavras de uma citaçao,
citação, de
d£
ve-se inserir reticências entre colchetes []• . ."I onde foi feita a omissão.
Exemplo:
"Os deveres secundários comportam tratamento que abranja toda
a
relaçao jurídica Q•Consistem
relação
P'•Consistem em indicações, atos de proteção, como o de
d£
ver de afastar danos, atos de vigilância, da guarda de cooperação e assistência."
3.2.2.2 - Acréscimo de palavras.
3.2.2.2.1 - Quando há necessidade de inserir palavras de explicação ou esclarecimento em meio de uma citação,
citaçao, estas deverão vir entre colchetes.
Exemplo:

SILVA, Clovis V. do Couto e.
shatsky, 1976. p.76.
^ RIBEIRO, Fávila.
p.64.

cm

2

3

A obrigaçao
obrígaçao como processo.

Direito eleitoral.

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sao Paulo, Bu-

Rio de Janeiro, Forense, 1976.

11

12

13

1

�650
Exemplo:
"A desapropriação extensiva [ou por zon^ evita tratamento desigual de proprietários ..."
3.2.2.2.2 - Quando queremos sublinhar ou chamar atenção sobre algum trecho
de uma citação, devemos usar a expressão: (grifo nosso) após a citação. Se
o destaque, porém,
porem, eé do próprio autor citado, registra-se: (grifo do autor).
Exemplos:
"0 desmembramento é a separação de uma ou mais áreas de um imóvel, sem prévio projeto, isto e,
é, de forma que não se caracterize um loteamento, ou melhor, um empreendimento imobiliário" (grifo nosso).
"Em principio,
princípio, consideramos que o elemento tradição é fundamental" (grifo do autor).
3.3 - Apresentação das citações bibliográficas indiretas.
As paráfrases ou citações bibliográficas indiretas deverão trazer, apõs o nome do autor, o número ou letra correspondente ã referência biblio pÓs
gráfica da obra da qual foi retirada a idéia.
Exev?lo:
Exevrlo:
Para o cálculo do auxílio-doença do empregado doméstico, FLORICENO
PAIXÃO elaborou um exemplo prático...
4 - EXPRESSÕES LATINAS.
4.1 - Definição - Em Documentação, certas expressões latinas são utilizadas
com a finalidade de ressaltar algumas passagens no texto ou orientar o leitor quanto ãs informações já referidas. ÊE indispensável o conhecimento exato do sentido em que são e podem ser empregadas, não só para serem aplica das adequadamente, como também quando citadas ou mencionadas em trabalhos.
4.2 - Localização - As expressões latinas podem ser usadas no texto de
trabalho ou em notas de rodapé (ver 1.4.3.2).

um

4.3 - Expressões latinas usadas no texto.
4.3.1 - e.g. - exempli gratia (por exemplo) - Emprega-se para dar exemplo.

PAIXÃO, Floriceno &amp; PRUX, Sandra. 0 empregado doméstico em perguntas
respostas. Porto Alegre, Síntese, 1974. p.35-6.

cm

2

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em

"T"
11

12

13

e

14

�651
Exemplo:
"0 bem ée singular por diferentes modos. Ou é singular porque é
unico, dele nao existe senão um exemplar, e.g., um selo, do qual se emitiu
um único exemplar..."
4.3.2 - i.e. - id est (isto é) - Emprega-se em nota explicativa.
Exemplo:
"Emprazar, i.e., dar em prazo."
4.3.3 - Inf. - infra (abaixo) - Emprega-se quando se deseja indicar uma obra referenciada em nota de rodapé.
Exemplo:
"...ROSAH RUSSOMANO em sua obra infra citada, refere-se..."
Em nota de rodapé encontramos:
RUSSOMANO, Rosah. Curso de Direito Constitucional.
Rio de Janeiro, Freitas Bastos, 1978. p.l78.

3.ed. rev. ampl.

4.3.4 - Supra (acima) - Emprega-se quando se deseja fazer referencia ã obra anteriormente mencionada.
Exemplo:
"...ARNOLDO WALD, em sua obra Direito das Sucessões, afirma que...
que..."
Mais adiante, houve necessidade de citar a mesma obra:
"... WALD, em sua obra supra citada..."
4.3.5 - Sic
Sie (assim) - Emprega-se quando se faz citação de palavras ou expr^
soes que nos pareçam errôneas ou singulares.
soes.que
Exemplo:
"Nadava em leis e decretos" (sie).
(sic).
4.4 - Expressões latinas usadas em notas de rodapé.
4.4.1 - Apud (citado por) - Emprega-se para citação de citação, i.e., cit£
çao extraida da obra de um terceiro autor. Referencia-se a obra do autor c:^
tado indiretamente, seguido da expressão "apud" e da referência
referencia bibliográfica da obra que o citou.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

1

�652
Exemplos:
^ MORAES FILHO, Evaristo de. Introdução ao Direito do Trabalho. Rio de •' ■.
Janeiro, Forense, 1956. v.2, p.l94 apud HERKENHOFF, João Baptista.
Baptists.
Os direitos humanos e a paz. Revista de informação
Informação Legislativa, Brasília, 15(60):97,,
15(60) :97,, out./dez.
oi£./dez. 1978.
4.4.2 - Ibid. - ibidem (no mesmo lugar) - Emprega-se quando for necessário
citar a mesma obra referenciada imediatamente antes. Havendo mudança de pá
gina, acrescenta-se a indicação da TCSma.
mesma.
Exemplo:
c CUPIS, Adriano
♦
• •
•
de.. Os direitos
da personalidade.
p.l5.

Lisboa, Morais, 1961.

^ Ibid, p.21.
4.4.3 - Id. - idem (do mesmo autor) - Emprega-se quando o autor da citação
anterior á o mesmo da obra da qual extraímos a citação feita no momento.
Exemplo:
® MEIRELLES, Hely Ix&gt;pes.
Lopes.

Licitação e contrato administrativo.

ampl. são Faulo,
Paulo, RT, 1975.
^ Id.

Direito de construir.
261-3.

2.ed. rev.

p.77-8.

2.ed. atual. ampl.

São Faulo, RT, 1965.

p.

4.4.4 - Loc.
Ix&gt;c. cit. - loco citato (no lugar citado) - Emprega-se para mencio
menci£
nar a mesma página de uma obra já citada, havendo intercalação de outras re
ferências bibliográficas.
Exemplo:
^ TOURINHO, Arx. 0 princípio
principio da anualidade dos tributos e a flexibilidade
cotiátitucional. Revista de Informação Legislativa.
con^itucional.
Legislativa, Brasilia, 15(58):
15(58);
12(i abr./jun. 1978.
12Q
** BOTALLCVEduardo.
BOTALLCV Eduardo. Procedimento administrativo tributário.
1977. p.58.
^ TOURINHO, loc. cit.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

São Paulcv
Faulc^ RT,

12

13

14

�653
4.4.5 - Op. cit - opus citatum (na obra citada) - Emprega-se para mencionar
outra pagina de uma obra anteriormente citada, havendo intercalação de dif^
dife
rentes referências bibliográficas.
Exemplo:

^ CENEVIVA, Walter. Responsabilidade civil do oficial de imóveis e o estado. Revista de Direito Imobiliário, são Paulo, (1):17, jan./jun.
jan./jun, 1978.
1^ MONTEIRO,
'
.
~
~ Paulo, SaWashington
de Barros. ’ Direito das 'Obrigações.
São
Sao
raiva, 1969.

p.261-2.

® CENEVIVA, op. cit., p.l8.
4.4.6 - Passim (aqui e ali) - Emprega-se quando se torna impossível mencionar todas
Codas as páginas de-onde
de onde foram retiradas as idéias do autor. Indicam-se
as páginas inicial e final que contêm
contém as opinioes e os conceitos utilizados.
Exemplo:

José de Souza. Medidas cautelares e ações
açoes especiais.
LEVENHAGEN, Antonio Josê
Sao Paulo, Atlas, 1978. p.242-406 passim.
4.4.7 - Seq. - sequencia
sequentia (seguinte ou que se segue) - Emprega-se quando nao
se deseja mencionar codas
todas as páginas da obra referenciada. Indica-se a primeira, seguida da expressão "et seq".
Exemplo:
° VILLAR, Willard de Castro.
p.117 et seq.

Processo de execução,
execução.

são
Sao Paulo, RT, 1975.

5 - recomendações.
RECOMENDAÇÕES.
Ã ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS:
A
Considerando-se a diversificação dos tipos de suportes físicos da
informação, recomendamos que sejam revisadas as normas existentes e outras
sejam criadas para descrição dos diversos materiais que servem de fonte p£
ra pesquisa.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

ar:?
11

12

13

14

�654
Considerando que não foram reeditadas normas para citações biblio(Considerando
gráficas e expressões latinas, recomendamos que sejam revistas as publicadas
em 1964.
1

ABSTRACT
Basic rules for the orientation to the professionals of juridical
area in the use of Latin expressions, citation and bibliographical reference.
The NB-66 of the ABNT was the basic document in the elaboration of
the bibliographical reference.

BIBLIOGRAFIA
BIBLIOGRAFU CONSULTADA
1 - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Normalização da Documentação
no Brasil. 2.ed. Rio de Janeiro, Instituto Brasileiro de Bibliogr£
Bibliogra
fia e Documentação, 1964. 127p.
2 -

.

Numeração progressiva das seções de um documento; NB-69/78.
de Janeiro, 1978. 4p. mimeogr.

3 -

.

Referências bibliográficas; NB-66/78.
mimeogr.

4 - CAMARGO, Heraclides Batalha de, comp.
são Paulo, Hemeron, 1975. 62p.

Rio

Rio de Janeiro, 1978.

35p.

Expressões latinas no Forum.

5 - CASTRO, Cláudio
Claudio de Moura. Estrutura e apresentação de publicações cien
cíen
tificas. são Paulo, Mc Graw-Hill do Brasil, 1976. 70p.
6 -

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1975. p.vii-xiii.

cient^
7 - GUIA para apresentação de referências bibliográficas e trabalhos cient£
ficos. Porto Alegre, UFRGS-FCE, 1978. 39p.
8 - MANUAL de elaboração de referências bibliográficas. Porco
Porto Alegre, Ass£
ciação Riograndense de Bibliotecários, Grupo de Trabalho em Ciências
Agrícolas, 1976. 32p.
9 -■
- MASSA DE GIL, Beatriz et alii. Diccionario técnico de Biblioteconomia.
México, Trillos, 1973. 386p.
Angelo Domingues. Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfi
10 - SALVADOR, Ângelo
ca. 5.ed. rev. aum. Porto Alegre, Sulina, 1976. 254p.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�655,
655
11 - SARAIVA, Heloísa Mucillo &amp; STUMPF, Ida Regina.
Regina, Guia de orientação bibliográfica para a biblioteca da Escola de Geologia e Centro de Indo Condwaoa.
Ckmdwaoa. Porto Alegre, EMMA, 1970. 62p.
12 - SILVA, Rebeca Peixoto da.
Formação, 1975. 189p.

Redação
Redaçao técnica.

2.ed.

Porto Alegre, Ed.

13 - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Central. Manual
para preenchimento da folha do projeto CALCO-Catalogação. Porto Alegre., 1975. p.19-20. mimeogr.

&gt;!

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�656
6S6

CDD 026.67
CDU:
CDU; 027.6: 67/68 (813.31)

IBHUdSTRIAS.
ISHIISdSTRIAS.
L I T R
ft O S

E

BIffiLlOTECAS:
ffillBLlOTECAS:

A UTILIZAÇÃO DE MATERIAL
BIBLIOGRÁFICO E CORTATOS
COSTATOS COM
BIBLIOTECAS DAS MAIORES
EMPRESAS INDUSTRIAIS DE
JOÃO PESSOA £ MUNICÍPIOS
VIZINHOS.

Professor CAVAN MICHAEL McCARTHY
MCCARTHY
Curso de Biblioteconomia/DAC/CCSA
Universidade Federal da Paraíba
Iftiiversidade
Cidade Ihiversitãria
58.000 - João Pessoa - PB
ft E S U M O
RESUMO
Visitamos as maiores indústrias de João Pessoa-PB, e municípios
vizinhos, para dimensionar acervos de material bibliográfico e verificar co^
vizinhos^
ao^
tatos com bibliotecas. De 56
S6 empresas, 82% responderam possuir livros sobre
assuntos científicos, técnicos e comerciais, com uma média de 66
volumes
cada uma; 89% receberam revistas nestas áreas; a média recebida era de 6,14,
S3 14% das empresas tinham contactos com cen_
dos quais 4,34 eram compradas. SS
cen
tros de documentação; nenhuma possui seu próprio centro de documentação; mas
4 aproveitavam um centro na matriz da empresa. Houve indicações de que as em
presas menores, porém, mais modernas, utilizavam literatura mais frequentemente. A pesquisa mostrou o início da utilização de literatura
científica
tecnológica, propiciando uma oportunidade ampla para um serviço de informação dirigido ás
as empresas industriais.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�657
1 .

INTRODUÇÃO

João Pessoa ée uma capital que se desenvoj_
desenvoJ_
ve continuamente, e onde o visitante que chega do sul
por rodovia passa por um moderno Distrito Industrial
antes de chegar na cidade. No coração do Nordestecon^
Nordestecon£
troem-se fãbricas
fábricas de diversos ramos, tradicionais emo
dernas. E verdade que ati
até agora a industrialização qa
ParaTba sõ alcançou um grau "incipiente",^^^
"incipi ente",^^^ mas
os
paraibanos podem esperar um aumento cada vez maior no
nTvel de industrialização do Estado. 0 "Plano de Ação"
do Governo atual prevê
previ como linha estratégica de ação
0 "aumento da produtividade do setor industrial com a
dinamização da formação e treinamento de mão-de-obra,
assistência técnica e aperfeiçoamento gerencial, com
vistas ao crescimento do produto industrial do
Esta
do".(2)
Dentro desta área
area cabe a ajuda dada a cada
empresa por livros, revistas e informação técnica p£
pu
blicada, matéria-prima do Centro de Documentação.
A
industrialização moderna não êé uma manifestação isol^
mun
da, um crescimento individual. As indústrias do muji
do estão todas interligadas, através do estoque mund_i_
mundi_
al de informação tecnológica; o êxito delas na prod£
prod^
ção relaciona-se estritamente com a capacidade de ut_i_
utj_
lizar esta informação. 0 documental
documenta 1ista
ista se dedica ã
melhoria do entrosamento entre cada empresa e inform^
ção técnica em forma escrita.
E óbvio que não vamos encontrar Centros de
Documentação grandes, modelares, e bem equipados
em
João Pessoa. 0 Reino Unido, altamente industrializa
do, possui um Centro de Documentação Industrial para
{3)
(3)
aproximadamente cada 100.000 habitantes.' ' Na verda
verd^
de, como se pode esperar, não existem Centros de Doc^
Doc£
mentação nas indústrias em João Pessoa. Mesmo assim,

cm

2

3

Digitalizado
por:
4 gentilmente por;

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�658
ainda'hã
ainda
hã base para uma pesquisa de valor, apoiando-se
na utilização de livros e periódicos técnicos e cien^
cieji
tTficos pelas empresas de João Pessoa. 0 objetivodes_
tificos
bi_
te estudo era dimensionar a utilização de material bi^
p£
bliogrãfico e serviços de Centro de Documentação
Ias empresas industriais da região de João Pessoa. 0
estudo também pretendia formar uma base para futuros
estudos mais profundos, por exemplo: atitudes dos té£
nicos para a literatura de suas áreas.Correlatamente,
areas.Correlatamente,
daria aos estudantes de Biblioteconomia que se encar
enca£
regavam de levar os questionários ãs indústrias, a £
o
pesso
portunidade de ver de perto o comportamento do pess£
al das empresas em relação ao material bibliográfico.
Existe uma pesquisa anterior feita no Br£
sil que tem grande relevância para este tema. Em 1971
a biblioteca da Federação das Indústrias do Estado de
São Paulo mandou pesquisadores para todas as maiores
empresas situadas na capital daquele Estado, ou seja,
a maioria das grandes indústrias do paTs.
pais.^^^Concluiu^^^Concluiuse que "das 522 indústrias visitadas, selecionadas eji
e£
tre as que mais faturam, 492 indústrias não
possuem
bibliotecas, destas, 342 não possuem livros técnicos
usam outras bibi
bibliotecas.
e apenas 16 usair
iotecas.
Das 522 citadas, apenas 131 possuem
col£
cole
ções de livros e revistas, sem organização nenhuma, e
2 usam coleções de propriedade dos técnicos, sendo que
apenas 3 declararam pretender organizar uma bibliote
bibliot£
ca".
No mesmo ano, o Centro de Informação Tecn£
Tecno
lógica do Instituto Nacional de Tecnologia distribuiu
pelo correio um questionário sobre informação
indu£
trial para todas as maiores empresas industriais
do
paTs.^^^ Esta pesquisa tem menos relevância porque se
concentrava na necessidade de um serviço de resumos,
enquanto a pesquisa em João Pessoa visa o levantame£
levantameri
to da situação atual.

cm

Mesmo assim, a pesquisa do Ce£
Ceji

Digitalizado
gentilmente por:

�659
tro de Informação Tecnológica traz um dado interessaji
interessa^
te:. das empresas que responderam, 82% assinavam revi£
tas.
Formulou-se a hipótese de que, na sua maio
ria, as indústrias de grande porte da região de João
Pessoa não possuem Centros de Documentação, tim ace^
ace£
so a um acervo reduzido de material bibliográfico
e
pouco contacto com Centros de Documentação ou biblio
bibli£
tecas fora das suas empresas.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
C.ereaclancnt»

�660
2.

METODOLOGIA

A pesquisafoi
pesquisa foi limitada às indústrias
no
sentido verdadeiro da palavra, ou seja, as atividades
compreendidas no "Censo Industrial" do IBGE, com a adi^
adj^
ção da indústria da pesca organizada e da construção
civil, ambas importantes no quadro local.
tocai.
Excluem-se
os serviços de supcrte ãà indústria, por exemplo: ene£
ener
gia elétrica, remoção de lixo, comunicações e hotéis.
Sabemos que existem coleções bibliográficas, ãs vezes
bastante organizadas, nestas empresas, mas tomando em
vista a natureza especializada das atividades delas,
considerou-se melhor deixar um estudo detalhado para
uma fase distinta e posterior.
E óbvio
não
obvio que uma amostragem aleatória
aleatõria
seria indicada para este estudo; padarias, por
exem
pio, são consideradas indústrias de produtos aliment£
aliment^
res pelo IBGE mas não podemos encontrar muitos livros
em padarias. Decidiu-se pesquisar sõ as maiores
iji
dústrias, e por isso preparou-se uma lista das indÚ£
indú^
trias com 50 empregados ou mais, e/ou com um capital
de Cr$ 1.000.000,00 ou mais. Esta lista foi examin^
da e verificada pelo pessoal da Federação das
Indú^
IndÚ£
trias do Estado da ParaTba
Paraíba e do Centro das Indústrias
do Estado da Paraíba.
ParaTba. Produziu-se assim um universo
de 68 empresas a serem pesquisadas.
eri
Elaborou-se um questionário, buscando
eji
contrar um formato mais simples ao qual um dirigente
atarefado ou técnico industrial pudesse responder em
dois minutos. Por este motivo sõ
sÕ se solicitavam
as
informações mais elementares acerca da presença de li^
vros e periódicos sobre assuntos técnicos e comerciais,
a compra deste material, e contatos com centros de d£
cumentação. 0 questionário foi esboçado para ser l£
lj_
do ao entrevistado pelo pesquisador. Iniciava-se com
uma descrição breve da empresa; pediu-se ao dirigente

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�661
ou técnico
OU
ticnico entrevistado para verificar estes
dados.
Estudantes de Biblioteconomia, da disciplina Documeji
tação I, receberam orientação, levaram os questionãri_
questionãri^
os ãs empresas e fizeram as perguntas diretamente.
ta fase ocupou o mês de novembro de 1977. Convêm lem
brar, que esta metodologia iê bastante semelhanteãutj_
semelhanteãutj^
lizada na pesquisa feita em São Paulo, mencionada
mensionada aci_
acj_
ma.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

�662
3.

RESULTADOS
Descobriu-se durante a aplicação do quests
questj^

onãrio que duas empresas eram, na
na. real
realidade,
idade, pequenas
demais para serem incluídas, e outras cinco nunca ti_
tj_
nham saído
saTdo da fase de projeto, jã estavam extintas ou
tinham mudado para outra cidade. Desta forma, cheg£
chega
mos a uma amostra final de 61 empresas, das quais sõ
cinco recusaram cooperar. A taxa de resposta foi, a£
a^
sim, de 91,8%, uma taxa alta que sõ
sÕ podia ser alcança
da pelo método de visita individual, e que reflete os
grandes esforços dos estudantes que se
encarregaram
dos questionários.
Das 56 grandes indústrias da região de J£
ão Pessoa que responderam as nossas perguntas, 46, ou
82,14% disseram ter livros sobre assuntos técnicos ou
comerciais. 0 acervo total era de 3.670 livros,ou uma
média geral de 66 livros em cada uma das 56 indústrias.
0 maior acervo citado se situava, segundo a descrição
vo
da indústria possuidora, na faixa de 500 para 1000 v£
lumes, a moda (valor que se repete com mais frequinc£
a) foi de 50, citada oito vezes. Por faixa, os resu^
tados foram:
VOLUMES

EMPRESAS

1-25
26-50
51-100
101-200
201 ou mais

1166
16
6
1)4
1*4

Ou seja, 32 coleções ou 69,6% das coleções
eram de 50 volumes ou menos, quantidade de livros que
cabe em cerca de duas estantes.
tE interessante ver que, comparando as re£
postas acima com os resultados da pesquisa feita
em

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Oereaclancnt»

�663
São Paulo em 1971,^^^ existe uma maior probabilidade
de uma empresa em João Pessoa ter livros que uma empr£
empre
sa em São Paulo: 82,14% contra 65,51%. Tal resultado
ié difícil de explicar; talvez isso seja explicado p£
la diferença de seis anos entre as pesquisas.
A maioria das indústrias (30 ou 53,6%),di£
53,6%),di^
s-'teram que compram livros regularmente. Cinquenta em
s-^teranr
presas,.ou 89,3%, receberam periódicos sobre assuntos
técnicos QLÍk
Qjt comerei ai
ais.
s . 0 total recebido foi de 307
títulos, ou 6,1.4
6, ^A títulos por cada uma das 50 empresas.
0 maior acer\ro
acervo enc&amp;ntrado foi de 20 títulos; a
moda
cinco. A distribuição por faixa de resposta foi:
TÍTULOS
1-3
4-6
. A-6
7 12
13 0
O.: ma i s

EMPRESAS
16
16
15
3

Quarenta e cinco presas,
gpresas, ou 80,4% do t£
tal, informaram que compram regularmente
r^gylarmente ou assinam uma
ou mais revistas especializadas em assuntos técnicos
ou comerciais. Estas compras totalizavam 217 títulos,
ou seja, 70,7% dos periódicos são comprados. Em média
as 50 empresas compravam 4,34 títulos cada uma, a m£
da era de trés
três títulos e o número mais alto de vinte.
A distribuição neste caso foi:
TÍTULOS
1 -3
4-6
7-12
13 ou ma
mais
1s

EMPRESAS
24
12
6
3

Convém salientar que poucas revistas

gra
gr£

tuitas são recebidas, num total de 90 para 56empresas.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sc a n
stem
st
em
Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�664
Na Europa e nos Estados Unidos, as empresas sofrem de
uma verdadeira enchente de revistas especializadas de
distribuição gratuida. Em João Pessoa, ou tais revi£
tas não são recebidas, ou causam tão pouca impressão,
que os entrevistados se esqueceram delas na hora
de
responder ao questionãrio.
E interessante notar que as 56 empresas dão
emprego a um total de 11.724 pessoas, ou seja,
elas
têm um livro por cada 3,2 empregados, um tTtulo de pe
p£
riÕdico para cada 38,2 empregados e compram um peri5
riõdico
periõ
dico para cada 54 empregados.
As empresas industriais tem duas fontes e£
e^&lt;
ternas para material bi1iogrãfico; as coleções pesso£
pessoa^
is des dirigentes e técnicos e as coleções de outras
bibliotecas ou centros de documentação.
documentação, Mas, segundo
esta pesquisa, sõ uma quantidade muito limitada de m^
terial chega as empresas por estes canais. Em 45 em
ém
presas ou 80,4% do total, fomos informados que os di_
auto
rigentes ou técnicos raramente ou nunca costumam aut£
financiar a compra de livros e periódicos sobre assuji
tos técnicos e comerciais.
Cito companhias ou 14,3% do total, revel£
revel^
ram ligações com-um
com um centro de documentação, bilioteca ou serviço similar fora das instalações em João Pe£
soa. Duas afirmaram trés
três contatos, as outras de
um
contato cada. Quatro empresas gozavam dos benefícios
benefTcios
de um centro de documentação montado na matriz da em
três destas filiais,
presa; é interessante notar que trés
fazem parte de empresas com nomes que seriam imediat^
imediat£
mente reconhecidos pela maioria dos consumidores br£
br^
sileiros.
si
1 eiros .
Das bibliotecas que não fa'zem parte de uma
ve
empresa particular, a única a ser meneionada duas \ie
zes, foi a do Núcleo de Assistência a Indústria.
As
outras bibliotecas citadas eram as da SUDENE, Centro
Nacional das Indústrias (Rio de Janeiro), Centro Indus

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�665
trial do Estado da Paraíba, Sindicato Nacional da
Iri
Iji
dõstria da Construção de Pontes, Portos, Aeroportos,Ba_r
diistria
Aeroportos,Ba£
ragens e Pavimentação, a Biblioteca do Estado
(João
Pessoa) e a coleção pessoal de um advogado.
Visto que as 56 empresas estão distribuídas
dentro de 23 categorias, segundo a classificação
do
IBGE, 0 Tiúmero
número de empresas em cada categoria ie tão re
r£
duzido que não permite a formação de conclusões sobre
a utilização de literatura segundo o ramo de
ativid£
ativid^
des. De outro lado, 1e possível fazer un cruzamento si£
nificativo entre as indústrias do Distrito Industrial
e fera deste Distrito. Os resultados deste es,tão
estão apr£
apre
sentados a seguir.
EMPRESAS
l_S
DO
D 1^
TRITO l£
DUSTRI AL

OUTRAS
EMPRESAS

30

26

TOTAL DE EMPREGADOS

5.119

6.605

TOTAL DE LIVROS

1 .668

2.002

.169
169

1 38

TOTAL DE PERIODICOS
PERIÍDICOS COMPRADOS

116
1 16

101

EMPREGADOS POR EMPRESA

1 70

25‘i
251*

55,6

77

TOTAL DE EMPRESAS

PERICDICOS
TOTAL DE PERIODICOS

LIVROS POR EMPRESA
PERIÖDIC0S POR EMPRESAS
PERIODICOS

5,63

5,31

PERIÖDICOS COMPRADOS POR EMPRE
PERIODICOS
SÄ
SÃ

3,86

3,88

EMPREGADOS FOR LIVRO

3,07

3,29

30,29

A7,86

AA, 13

65,AO
65,A3

EMPREGADOS POR PERIÖDIC0
PERIODICO
EMPREGADOS POR PERIÖDIC0
PERIODICO

COM
PRADO

As diferenças acusadas podem ser explicadas
da seguinte maneira:
maneira; 0 Distrito Industrial iI de impla£
implaji

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Ciereaclancnt»

11

12

13

14

�666
tação reiativamente
relativamente recente, e as empresas ainda
não
formaram acervos de livros quantitativamente iguais aos
das empresas mais antigas fora do Distrito Industrial.
Por outro lado, elas têm
tim os mesmos números de periõdj_
COS porque o problema de acumular não entra neste
nestedadc.
dado.
especialj_
A mão-de-obra do Distrito Iê mais especiali_
zada do que a de fora, as indústrias do Distrito
são
mais modernas, enquanto vãrias
varias das maiores indústrias
fora
fera do Distrito, nos ramos de sisal, açúcar e constrjj
constr^
ção, utilizam grandes contingentes de trabal
trabalhadores
hadores br£
çais. Por este motivo a proporção de livros e periõdj_
peri5dj_
cos por empregado Íe mais alta no Distrito Industrial,
COS
Um cálculo estatístico
estatTstico foi feito com
base
nos dados para ver se existia uma correlação entre o nú
mero de empregados e o número de livros nas empresas.A
corr-elação foi positiva, mas baixa, 0,53 segundo aa-fÕ£
fõr;
mula de Pearson. A correlação entre empregados e perj^
perj_
õdicos
Õdicos foi também positiva, mas ainda mais baixa,0,36.
Este resultado aponta com mais clareza ainda, as dif£
dif^
renças entre os vários tipos de empresa em João Pessoa ;
existem algumas relativamente pequenas que utilizam ba£
tante material bibliogrãfico;
bibliográfico; as maiores, em termo de
empregados, empregam grandes números de trabalhadores
braçais e utilizam pouco material bibliográfico em re
lação ao número de empregados. Por estes motivos a co£
coj^
relação i baixa.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

st em
Gervulaoinitv

11

12

13

14

�667
4.

CONCLUSÕES
CONCLUSDES

E difTcil saber se nos deveriamos ser
otj_
mistas ou pessimistas quando consideramos estes resul
tados. De um lado, 5e positiva a presença de algum ma
m^
terial bibliográfico nas empresas; por outro lado,
5e
pouquTssima a quantidade deste material.
De toda maneira, constata-se que as empresas
jã se enconbam no caminho da utilização da informação
cintTf i ca-tecnolõgica, sem esquecer que elas ainda tlm
cintTfica-tecnolõgica,
têm
muito para fazer. 0 objetivo delas, deveria ser de al
cançar um entrosamento completo com as fontes de infor
info]^
mação nas suas ãreas
áreas e desfrutar o máximo
mãximo de experien
experiêji
cias publicadas. Tal entrosamento não pode existir nos
nTveis de acesso a livros, revistas e centros de docu
mentação encontrados nesta pesquisa. Uma situação em
que a empresa média
media tem 66 livros e recebe 5,5 periÕdi
COS, dos quais 3,8 são adquiridos por compra, 1e um co
C£
meço, porém mais nada.
0 acesso ãs outras coleções 1é também limit^
limit£
do; os dirigentes e técnicos não compram os seus
prõ
prios livros; as empresas não tém
têm centros de document^
document£
ção em João Pessoa e sÕ em casos rarTssimos tém
têm estes
serviços na sua sede. As bibliotecas de João Pessoa são
pouco utilizadas pelas empresas. Temos que concluir que
as nossas hipóteses foram tristemente confirmadas.
Mas, do lado positivo, conseguimos isolar uma
área dentro da qual os documentalistas e bibliotecários
ãrea
bibliotecãrios
podem atuar;
atuar: é Óbvio que existe lugar para mais serviços
do documentação. Um serviço centralizado, dinâmico, que
procure ajudar a empresa diretamente, oferecendo serv_i_
servi
ços de apoio e assessoria até que elas possam estabele
estabel£
cer seus próprios centros de documentação, poderia eji
eni
contrar um campo muito promissor.
obstaculos
sérios,,
Teria também de enfrentar obstãcu1
os sérios
notavelmente para conseguir financiamento e para ganhar

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Scan
st em
I GnruUninit»

11

12

13

14

�668
a confiança das empresas, sempre receiosas de uma qu£
que
bra de sigilo comercial, mas os primios
prêmios estão a espera.
Desta forma a classe dos documentalistas
documenta 1istas e dos biblio
tecãrios poderia participar ativamente da industrial^
industrialj_
zação do Estado da Paraíba,
ParaTba, utilizando os seus conheci_
mentos profissionais em prol do desenvolvimento estadu^
al .

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�669
referencias bibliográficas

5.

1

2

3

4

5

cm

2

3

PARAÍBA. Governo do Estado. Secretaria
PARATBA.
do Planejamento e Coordenação Geral.
Diagnóstico e diretrizes. João , Pe^
Diagnõstico
Pe£
soa, 1975. V.2 p.II-1.
Plano de Ação do Governo- PLANAG
1976-79. João Pessoa,
Pessoa,.AA União,1975.
p.64.
p.
64.
SLATER, Margaret &amp; FISHER, Pamela. Use
made of techinical 1ibraries. London,
As 11ib
ib , 1 969. p.3.
(Aslib Occasional Publications
Publications,, 2).
FEDERAÇAO das
DAS INDOSTRIAS DO
do ESTADO
estado , DE
SAO PAULO. Biblioteca Roberto Simoji
sen. -Levantamento
Levantamento de bibliotecas
bi bliotecas em
indústrias na capital do estado
de
São Paulo - Junho-1971. 23p.
POMPEU, Angela. Levantamento das nece^
sidades de informação da indüstria:um
indústria:um
caso particular no Brasil. In.: ANAIS .
DO 39 CONGRESSO REGIONAL SOBRE DOCU- ..
MENTAÇAO e lla REUNIAO
REUNlAO DA FID/CLA, Li_
Lj_
ma, 20/24 setembro, 1971. Rio de JaJa-,
neiro, Instituto Brasileiro de Biblio
neiro.
Bibli£
grafia e Documentação,J972,
Documentação, 1972, p.192-215.

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Scan
Sea n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�670
6.
1.

2.

3.
4.

5.

6.

7.

8.

9.

ANEXO:
ANEXO; ROTEIRO M
DA ENTREVISTA
Suas instalações na região de João Pessoa possuem
livros sobre assuntos técnicos e comerciais?
Não {( ) (Vai direto a n9 4)
Sim {( ) (Completa perguntas 2 &amp; 3 antes de cont^
contJ_
nuar)
Quantos livros tem? Dar a estimativa, se fôr nece^
sãri0.
volumes.
Compra livros regularmente? Não {( ) Sim ( )
Suas instalações na região de João Pessoa recebem
periódicos ou revistas especializadas em assuntos
técnicos ou comerciais?
Não {( ) (Vai direto a n9 7)
Sim ({ ) (Completa perguntas 5 &amp; 6 antes de contj_
conH
nuar)
Quantos recebe? Dar uma estimativa, se fôr neces^
nece£
sãri0.
tT tulos.
títulos.
Deste total, quantos são comprados ou recebidos por
assinatura? Dar uma estimativa se fôr necessário,
necessário.
tT tul os .
títulos.
Seus dirigentes e técnicos na região de João Pe£
Pe^
soa costumam autofinanciar a compra de seus livros
ç periódicos sobre assuntos técnicos e comerciais?
Nunca ( )
Raramente (
)
Com frequência ( ) Sempre ( )
Suas instalações na região de João Pessoa tem coji
tatos com Centros de Documentação,Bibliotecas ou
serviços semelhantes?
Não ( ) (Fim da entrevista)
Sim ( ) (Completa pergunta nÇ
n9 9 antes de terminar)
Favor indicar estas fontes.

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�671
mccmmiDfficnNHffiwirGDS
ACGIRAUDffiCCnNMffimirGDaB

ol si

podería ter sido elab
Este trabalho não poãeria
elabo_
rado sem a ajuda dos estudantes da disciplina Dooume
Doaume-^
tação I do segundo semestre de 1977, que levaram
os
questionários ãs
as indústrias, e de Maria Luiza Marques
Evangelista, que calculou as correlações; também agra_
agra^
deço, ao pessoal da CINEP e da FIEP, que ajudou
na
preparação da relação das empresas.

MffisiriRACcir

João Pessoa, the capital of Paraíba
Paravba state,
State,
northeastern Brazil, is beginning to industrialize.
The largest industries in and aroud the city were visited to determine size of collections of bibliographic materiais
materials and extent of tibrary contacts.
contacts, Of 66
56
companies, S2% claimed to have books on scientific,
technical and commercial subjects, with an average of
66 volumes each; 89% received periodicals in that
area; the average was 6.14 titles each, of which 4.34
4.54
were purchased. Only 147o
14%&gt; of the companies were in
contact with libraries; none had its own library while
four could use a library in company headquarters.
Smaller, more modern com.panies
companies appeared to be heavier
literature users. The survey revealed the beginnings
of literature use, but there is ample scope for the
establishment of an industrial library service.
Service.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

riu 11

12

13

14

�672
CDD 025.20182
CDU 002.52
SERVIÇO DE APOIO BIBLIOGRÁFICO: SUGESTÃO PARA INTEGRAÇÃO
DAS BIBLIOTECAS ESPECIALIZADAS EM ENERGIA NUCLEAR
por
Gilda Gama de Queiroz ce
Odete Coutinho Gonçalves
bibliotecárias do Centro de Informações Nucleares da CNEN
Resumo
Re
sumo
Lista básica de periódicos na área de Energia
Nuclear foi levantada, baseando-se nas solicitações de cópias
de artigos pelos usuários do SDI/CIN.
Sistema de coleçoes
coleções integradas a um serviço de
dc
fotocópias de âmbito nacional para o setor é sugerido.
1.
1 . INTRODUÇÃO
0 Centro de Informações Nucleares (CIN) da Co
missão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), mantém, entre ou
tros, um serviço de SDI (disseminação seletiva da informação)
para pesquisadores na área nuclear em todo o país.
Através desse serviço, o CIN envia
quinzenal^
quinzenal_
mente referências bibliográficas do interesse de cada pesqu^
pesqui^
sador. Estas informações são
sao extraídas de fitas magnéticas
recebidas do INIS (International Nuclear Information System),
do qual o CIN é o representante no Brasil.
1.1 - 0 Serviiyo
Serviço de Apoio Bibliográfico
A função básica de um sistema de SDI é apenas
manter o pesquisador a par do que está sendo
publicado em

cm

Digitalizado
gentilmente por;
por:

st em
Gervulaoinitv

�673
sua área específica, poupando-lhe tempo na pesquisa
bibli^
bibli£
gráfica. Inicialmente, o CIN propunha-se a fornecer
texto
nao convencional (teses, rel£
rela
completo apenas da literatura não
tórios, notas técnicas, patentes, etc.). 0 próprio INIS, r£
tõrios,
conhecendo a dificuldade de acesso a este tipo de literatura
de circulação restrita, faz com que os países membros
rec£
reco
lham um original a Viena para microfilmagem e posterior
re
r£
distribuição em forma de microfichas. Desta forma,o CIN pos
po£
sui em seu acervo praticamente todos os relatórios, teses,n£
teses,no
tas técnicas, etc., divulgados através do sistema INIS.
0 fornecimento das reproduções do microfichas
foi o embrião de um dos serviços mais ativos que o CIN
man
ma£
tem atualmente: - o apoio bibliográfico. 0 CIN procura enco
'i*. ■
T
"
■ ■ ■ ■
^
rajar o pesquisador a utilizar a biblioteca de sua
própria
instituição para a^obtençao
instituição,
a .obtenção dos documentos relevantes.
Ape
sav disto, grande parte dos pedidos recebidos refere-se a ar
tigos de periódicos e a outros materiais disponíveis comercomer-,
cialmente. Os diversos fatores que levam a este procedimento ainda estão sendo analisados por nosso Centro,dentre elos
aspectos
a dispersão da literatura relevante, que é um dos
do presente trabalho.trabalho.
1.2 - Cooperação com Rede de Bibliotecas
0 Grupo de Apoio Bibliográfico mantém um cat£
catá
logo coletivo de periódicos da area
área nuclear e cor
correlatas.
re 1 a t a‘S '
Apenas os periódicos que tenham artigos solicitados
sol iç.i tados são loca
loc£
lizados. Atualmente temos acima de 2.300 títulos. _Este
Este l£
vanfamento é feito através do Catálogo Coletivo do IBICT
vantamento
IBICTede
ede
listagens fornecidas pelas próprias.bib1iotecas.
próprias bibliotecas.
Contamos
com a colaboraçao de cerca de 400 bibliotecas
bib1iotecas em todo o país,
com concentração no eixo Rio - São Paulo.
ra
Temos ainda que utilizar serviços de fotocópia
no exterior e contatos diretos com outros países membros do
INIS.
i■
^

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

�674
As bibliotecas cooperantes nos fornecem cópias
ou fazem empréstimo dos periódicos para reprodução no CIN.
Para otimizar o serviço de atendimento, estamos
procurando estabelecer formas de contato mais eficazes com as
principais bibliotecas"cooperantes
bibliotecas cooperantes e melhor aproveitamento das
coleções disponíveis, ou ainda sua complementação.
2. OBJETIVOS
Nosso objetivo inicial éã sugerir uma lista bãsi
bSsj^
ca de periódicos em Energia Nuclear, que atenda num alto índi
ãs necessidades dos usuários do CIN, bem como a capacidade
ce as
das diversas bibliotecas cooperantes em cobrir esta lista.
Consideramos os usuários do CIN como uma amostra
representativa do universo de pesquisadores na área
nuclear
no país.
Esta lista básica deverá ser utilizada para
tomada de decisões já referidas no item 1.2.

a

Esperamos contudo, que o desenvolvimento da pes
quisa e seus resultados sejam adaptáveis a outros problemas e
também a outras áreas.
3. DADOS
Foram usados os pedidos de artigos de periódi COS feitos pelos usuários do SDI/CIN, relativos a 12 números
consecutivos do Atomíndex
Atomindex (as informações contidas na fita ma_g
ma£
nética correspondem á bibliografia impressa), cobrindo um - p^
pe^
ríodo de seis meses.
Foram considerados apenas os pedidos de
completo, não se incluindo os pedidos de resumos.

texto

Poderiamos ter feito um estudo baseado direta mente nas referências de artigos de periódicos publicados no

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�675
Atomindex, porém preferimos adotar um critério de utilidade.
Verificamos que o uso está diretamente ligado a relevância.
0 usuário só pode
pede aquilo que é de muito interesse para ele .
Como os periódicos mais produtivos sao
são aqueles que concentram
maior número de artigos de alto valor (5), espera-se
obter
resultados satisfatórios para o universo atual de pesquisado
r es .
Nao levantamos as áreas de interesse dos usuários, mas isto deverá ser feito em etapa posterior, para com
paração com a concentração de títulos solicitados
em cada
área .
área.
4. METODOLOGIA
A partir dos pedidos de artigos, fornaroos uma
lista de títulos de periódicos, com a ocorrência de pedidos
para cada um.
Cada artigo foi contado tantas vezes
quantas
tenha sido solicitado. Isto ocasionou um certo grau de dÍ£
ar_
torção para alguns títulos: - determinado título, com um a£
tigo muito solicitado, foi considerado muito produtivo,
em
contraposição a outros títulos, que tiveram pedidos constan
tes em menor número, para artigos variados.
A seguir, os títulos foram ordenados em ordem
decrescente de números de pedidos. De acordo com estes
da
dos formamos a tabela 1.
Explicação ^os
^os dados apresentados na tabela 1:
/
- la. coluna: faixa de produtividade.
Os títulos com número idêntico de pedidos
ram agrupados em faixas.

fo
f£

- 2a. coluna: número de fontes
0 número de títulos distintos dentro de

cada

faixa.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
st
em
Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12
12

13
13

14
14

�676
- 3a. coluna: número de pedidos
0 total de pedidos de artigos para cada um dos
títulos de faixa correspondente.
- 4a. coluna: total acumulado de fontes distintas
- 5a.
Sa. coluna: total acumulado de artigos, ou seja
0 total da coluna 2, multiplicado pelo

valor

da coluna 3.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�677
TABELA 1
faixa de
produtividade
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48

n9 de
fontes
F

nÇ de
pedidos
P

1
1
1
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
3
1
1
1
1
1
4
1
1
33
1
2
2
2
2
5
6
4
10
3
5
8
9
9
15
8
16
19
22
40
40
61
127
222

Digitalizado
gentilmente por:

248
134
121
74
71
68
67
64
59
58
48
47
45
42
41
38
37
34
32
31
30
29
28
27
26
25
22
21
20
19
18
17
16
15
14
13
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1

I Sc a n
stem
I Ciereaclancnt»

total
fonte
fontess
FP
1
2
3
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
18
19
20
21
22
23
27
28
29
32
33
35
37
39
41
46
52
56
66
69
74
82
91
100
115
123
139
158
180
220
260
321
448
670

acumulado
artigos
iP
248
382
503
651
722
790
857
921
980
1038
1086
1133
1178
1220
1343
1381
1418
1452
1484
1515
1635
1664
1692
1773
1799
1849
1893
1935
1975
2070
2178
2246
2406
2451
2566
2670
267o
2778
2877
3027
3099
3227
3360
3492
3692
3852
4035
4289
4511

�678
5. COMENTÁRIOS
comentários
Analisando-se os dados da tabela 1, verifica-se
que 56 títulos concentram 50Z da produção, enquanto 158 títu
titu
los concentram 75Z.
75%. Nestes últimos 25Z
25% temos uma diferença de
102 títulos, como se vê na tabela 2.
TABELA 2
Z%

n9 títulos

25
50
75
100

12
56
158
670

diferença

AA
44
102
512

Tomando como base para cobertura satisfatória
das necessidades de informação dos usuários, os 56 títulos ,
calculamos quais as bibliotecas da rede cooperante que contri^
contr^
buiam com esta percentagem, como se vê na tabela 3.
TABELA 3

Z% considerada

contribuição
n9 títulos

50%
50Z

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

1
2
3
A4
5
6
8
9
11
lA
14
16
20

n9 de
bibliotecas
10
7
6
1
2
2
1
2
1
1
1
1
total 35

*

11

12

13

14

�679

„% COnSlQGlTâQâ
..
,
considerada
25%

contribuição
n9
n?^ títulos
1
2
3
4
8

n9 * dea.
bibliotecas
12
4
2
2
1
total 21

especíComo era de se esperar, as bibliotecas especificas da área nuclear têm a maior participação, contribuindo
com oo-maior
maior número de títulos. São exceções
exceçóes uma biblioteca
da área médica e outra da area
área de física geral.
Por distribuição geográfica temos:
25
7
2
1

bibliotecas do Rio de Janeiro
bibliotecas de São Paulo
bibliotecas do Rio Grande do Sul
biblioteca de Minas Gerais

&lt;1)| &lt;u|

Algumas bibliotecas das áreas periféricas são
intensamente usadas, embora não tenham sido inclúídás
incluídas na'
na "th
t^
bela 3. Isto deve-se provavelmente a sua cobertura ampla ,
que atende aos pedidos acima dos 51%, Alguns periódicos das
últimas faixas sao pedidos uma so
só vez e so
só voltarao a apar£
ap
Últimas
cer esporadicamente, provavelmente nao ocorrendo no ano
se^
guinte .
guinte.

Existe superposição
superposição»das
-das coleçoes
coleções (ver tabela
tabela-4).
4).
Apenas 6 periódicos'existem
periódicos existem em apenas uma biblioteca.
Por
outro lado, 6 dos periódicos incluidos nos 50% nao existem no
acervo de nenhuma biblioteca brasileira.

^Scan
ÉÊi^
Digitalizado
^G^SysIem
gentilmente por:
Gnwlaoinitv

II
11

12

13

14

�fl0O
080
TABELA 4

n9 de repetições
2
3
4
5
6
7

n9 de ocorrências
17
11
4
10
1
1

Veri£ique-se que existe um mesmo título em sete
Verifique-se
bibliotecas diferentes nos quatro estados referidos.
Para determinar que bibliotecas satisfaziam
a
necessidade dos usuários do CIN não levamos em conta que
to
t£
dos os volumes estivessem completos. Sabendo-se que
as fa
f£
lhas nas coleções não são exceção em nossa realidade, podemos
supor que o quadro poderia mudar se incluíssemos mais este p£
pa
râmetro.
rãmetro.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Segundo Brookes (4), chegará o dia em que
"um
bibliotecário especializado não se orgulhará mais em ter
a
maior coleção, mas sim em ter a menor e conseqUentemente
conseqilentemente mais
efetiva em termos de custo e especificidade", para atender a
sua área. Isto porque as bibliotecas costumam ter títulos com
baixíssimo índice de aproveitamento, quando sõ os mais úteis
deveriam permanecer no acervo (5).
E claro que o bibliotecário, neste caso,
terá
que ter ã disposição um serviço de fotocópias que possa ateii
aten
dê-lo com segurança e acima de tudo com rapidez. Isto porque
se ele restringir sua coleção a um número limitado de títulos,
que cubram o núcleo da produção literária, terá que lançar mão
de outros instrumentos para a complementarão de sua literatura.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�681
Ví«
Um serviço de SDI seria o outro auxiliar
para
mantê-lo a par do que está sendo publicado naqueles títulos
que não assina;
assina. Faz-se necessário portanto a assinatura•:
assinatura
de
um SDI, 'com
com perfis para
para.oo grupo ou individuais. 0 SDI
cria
inclusive hábitos novos no usuário. Ele deixa de vasculhar as
estantes, procurando ao acaso algo que talvez vá interessá-lo.
A informação será mais direcionada, com o máximo aproveitamen
aproveitamen^
to dos periódicos assinados.
Para determinar o número ideal de periódicos
que devem ser assinados, o bibliotecário terá que fazer um 1^
l£
vantamento baseado nos próprios
proprios pedidos ãa biblioteca - pedi dos de reprodução ou empréstimo, dependendo do critério inter^
inte^
no adotado, - no custo das assinaturas e sua
suà manutenção
mahutençao e no
^
'f ■•5 Í. í.. a,- i&gt;'
preço para uso de um serviço de fotocopias.
fotocópias.
Em relação ao Grupo de Apoio Bibliográfico
do
CIN, a dispersão de trabalhos relevantes em periódicos
de
areas periféricas, ou de divulgação científica,
áreas
científica',"' reforçou que
um serviço nos moldes do CIN necessita de Uma,rede
uma rede de “bibliobibliotecas cooperantes.
Fica portanto a sugestão para a formação de co ,
leções integradas, em que apenas a biblioteca mais especiali...t
^
.. , ■ ■
.J - zada de um sub-campo mantenha determinados títulos (menos pro
pr£
■ üjli í.’■
^
h
dutivos em relaçao a outros sub-campos) e em que o intercam bio seja dinamizado &gt;.através
^.através ,de
de serviços
aerviço.s d.e,
de reprodução, ,^entre
entre
outras medidas.
'
j^ i■ f ; is ■; a,,;..
t ■
ABSTRACT
l• 1 ü
■
■ti.-.
_ A basic list of core journals
journala in the
the,Nuclear
Nuclear
on periodical articles requests l?y
by ,SDI/CIN
SDI/CIN
Energy field based (on.periodical
users is presented-.
presented.
, , v ■
^
Integrated collections and'a
and'"a ' nat
national
iònal 'wide*'
'wide
photocopy Service
service iri
in thé
the field are súggested;
suggested.
■
[
^
'
- V . ' y. ■ T.
‘ -i ;
^

Digitalizado
gentilmente por:

st em
Gervulaoiniti»

^ í &lt;r, ^

. .,1!

•í’

�682
7. referEncias
REFERfiNClAS bibliogrãficas
BIBLIOGRÃFICAS
1.

BOHM, E. - Inveatigation
Investigatíon on nuclear "co
EÜRATOM
EURATOM Center for Infornation
Inforoatíon and Documentation,
Documentatíon,
1968. 21 p. EUR 3887e.‘
3887e.

2.

BRADFORD, S.C. - Documentação.
BRADF0RD,
de Cultura, 1961. 292 p.

3.

BR00KES,
BROOKES, B.C. - Numerical methods o£
of bi
analysis. Líbrary
Library Trends;
Trends! 18-43, jul. 1973.

4.

- Fhotocopíes v. periodicals;
- Photocopies v. period
cost-effectiveness in the special library. Journal
of Documentation
Documentatíon ^(1):
2_£(1) : 22-9, mar.1970.

5.

KRAFT, D.H. - A Journal
journal selection model
implications for a library system. Informat
ímplícations
Information
ion
Storage and Retr
Retrieval
ieval 9^(1):i 1-11, jjan.
an. 1973.

Rio de

Anexo 1
Periódicos mais solicitados pelos pesquisadores brasileiros
da área de Energia Nuclear
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.

cm

Transactíons of the American Nuclear Society (US)
Transactions
Physics in Medicine and Biology (UK)
Nuclear Instruments and Methods (NL)
Journal of Nuclear Medicine (US)
Annals of Nuclear Energy (ÜK)
(UK)
' t .
Journal '
of Radionalytical
Journal Chemistry
of Radionalytical
(HU)
Chemístry (HU)
Radiology (US)
Health Physics (UK)
Transactíons
Transactions of the American Nuclear Society, Suppl. (US)
IEEE Transactions
Transactíons on Nuclear Science (US)
Journal de Radíologíe,
Radiologie, d'Electrologie, et de Medicine
Nucleaire (FR)

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�683
12.
13.
14.
15.
16.
17.
18.
19.
20.
21.
22.
23.
24.
25.
26.
27 .
27.
28.
29.
30.
31.
32 .
32.
33 .
33.
34.
35.
36.
37 .
37.
38.
39.
40.
41.
42.
43.
44.

cm

Acta Radiologica, Therapy, Physics, Biology (SE)'
(SE)
Bulletin d'Information Scientifique et Technique (FR)
Sritish
British .Journal
Journal of Sadiology.
Radiology (UK)
Revue Generale Nucleaire (FR)
Nuclear Technology (US)
Phys.Rev., D (US)
Radiation Research (ÜS)
(US)
International Journal of Applied
Applied^Radiation
Radiation and Isotopes
(UK)
.
. c.
Radiochimica Acta (DE)
International Journal of Radiation Biology and related
Studies in Physics, Chemistry and Medicine (UK)
Mutation Research (NL)
Journal of Inorganic and Nuclear Chemistry (UK)
Nuclear Engineering and Design (NL)
Hungaricae (HU)
Acta Alimentaria Academiae Scientiarum Hungãricae
Lancet (UK)
Journal de Physique (Paris) Colloque (FR)
Radiochemical and Radioanalytical Letters (HU)
Nature (London) (UK)
Journal of Chemical Physics (US)
International Journal of Heat and Mass Transfer (UK)
Câncer,
Cancer, Suppl. (US)
L.,
__ .
Medical Physics (US)
Medicai
'
Studie Biophysics
Biophysica (DD)
Nuclear Safety (US)
Nuclear Physics, B (NL)
Foundations of Physics (US)
Rayonnnements lonisants. Techniques de Mesures et de
Protection (FR)
Jaderna Energie (CS)
Nuclear Physics, A (NL)
Seminars in Nuclear Medicine (US)
Radiological Protection Bulletin (UK)
Physics Letters, A (NL)
Atomkernenergie (DE)

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�684
Periódicos mais solicitados (cont.)
45. Astrophysical Journal (ÜS)
(US)
46. American Journal of Roentgenology, Radium Therapy and
Nuclear Medicine (USA)
47. Science of Sintering (YU)
(Yü)
48. Nuclear-Medizin (DE)
49. Journal of
o£ Physics, A (London) (UK)
50. Journal o£
of Urology (US)
51. Journal o£
of the National Câncer
Cancer Institute (US)
52. Journal of the British Nuclear Energy Society (UK)
53. Annual Report of
o£ the Radiation Center of Osaka
Prefecture (JP)
54. Nuclear Science and Engineering (US)
55. Kerntechnik. Journal for Nuclear Engineers and
Scientists (DE)
i
56. Radioprotection (FR)
57. Strahlentherapie (DE)
Abreviaturas usadas nesta lista:
CS
DD
DE
FR
HU

cm

2

Tchecoslovãquia
Alemanha, República Democrática
Alemanha, República Federal
França
Hungria

3

Digitalizado
gentílmente por:
4 gentilmente

JP
NL
SE
UK
US
YU

Japão
Japao
Países Baixos
Suécia
Reino Unido
Estados Unidos
Yugoslavia
Yugoslãvía

12

13

14

�Bibliotecas Públicas e Escolares

Digitalizado
gentilmente por:

�yfíiSáieo» ,»»i» ■

líaJo* i.coi'.i.)

45. Aftrppbys i-cai, JourPal (HS)
4b.,
off S?oeistgíí''vl.&lt;'gV. íi«&lt;Hu« Tlui r;
4t Aa«ric*D
•
• Mefíicir»«
I—^
^ (0SAÍ
- I
NííClfar
«I *•» # t&gt;r♦ .'■-inlíír
— ; n?* t(tí')
Soier.c*
«*«Í - ?^itc2ear-K«f&lt;5i*i.c
í&amp;F)
.Journal
H»r*« of
tf phyLift,
t
t A (Lov.d-. i.'s
•■=■-41 of* OroSogy
• # (.USi
Journal
t •«•»#» of« *thst fiatior.?; ' t ■: • i ■;
Journal
íI
» «
Jour.sal -of♦ « hr »riti--*.
Sue i •• a.
Annual
of* tin- f
i *::
• —* K.'povv
I
*••
»
&lt;»
Prsfooruri
(JP)
KucIob' Scroiii^i' .jtiJ tr.^ r ;.r-- " ' '
Kti i £j-, e V; 5 i, . Jour-i-il
■
Sc. iuntistB &lt;Df, ■»
56. p.a J iop r-'£••'.■ r i Dii (??.:
37. St. rah 5 4pt !• If r ap i e &gt;':5?.

»l
• 47;
4b.
M
4V.
IA.
50.
II ’
51.
I 4,1
32.
í
I53.
'i
.54.
55.

' «n&lt;i

UiVi
\ n-, l ; r, u i &lt;; ÇT.-ís
i^er^y Jocií.: V !';•'■
'«•i-’.-r or 0i.aV.r

•-•'o

■^v■ r&gt;.

.j.;,, .
*m«ioaa3 9 ieoiidij'l íeo«to4Wí8
Abra^'iattts»» usAílas a«st.d l'.

.
i;

• Tch«i.es
^
CS
iaeir’ii! 5
,0'd Ai«raonb.^, x.^pya'. i. &gt;&gt;«r .’e t,: tH;.. Fii.-..-'
Al»»ar&gt;h-a,
fteuáaiíc»
f-.ier'.':’;
o .. e..,.,
t»&gt; ——^ •
l'ß
" *&lt;
Vi-j.'»--.
rf rrrani;**►
"nv HuOiJti;■■ ■
Uniüi

jkMk
cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
stem
Gemulaairata

11

12

13

14

�685
^5
;

-rV:)

í
'i1•i &lt;■'

LCADASTRO AUTOMATIZADO
DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS BRASILEIRAS

PROJETO SISBIB (CAPES/IBICT)

VICENTE FONSECA
Coordenador da Assessoria de
Sistemas e Métodos — CAPES/MEC

ANTONIO MIRANDA
Assessor de Planejamento Bibliotecário
CAPES/MEC

RESUMO
O SISBIB — Sistema de Informação sobre Bibliotecas Brasileiras —, planejado
pelas Assessorias de Sistemas e Métodos e Planejarhento Bibliotecário da CAPES, com a colaboração
do IBICT, pretende coletar, tratar e permitir o acesso on line
lino a dados conjunturais sobre bibliotecas
universitárias e especializadas brasileiras. 0
O Banco de Dados em questão auxiliaria nas interpretações
estatísticas para a elaboração de projetos, dar pareceres sobre projetos de financiamento, realização
de estudos avaliativos do desempenho de bibliotecas, estabelecimento de padrões e critérios realistas
e para as tomadas de decisões pertinentes. O software é baseado no MUMPS/MIIS e o hardware o do
NUTES/CLATES com acesso on line em Brasília e Rio sendo o sistema aberto para outras instituições
em etapa posterior. O
0 lay-out já está definido e inicia-se o tratamento dos dados de 488 bibliotecas
universitárias.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

ar:?
11

12

13

14

�68e
688
1.1 Antecedentes
Desde a sua criação no primeiro trimestre de 1977, a Assessoria de Planejamento
Bibliotecário da CAPES, sentiu a necessidade da organização de um banco de dados sobre as 700
bibliotecas universitárias brasileiras que permitisse aos assessores e às autoridades do MEC, informações
correntes mas, sobretudo, interpretações estatísticas para:
a) elaboração de projetos;
b) dar pareceres sobre projetose
projetos e pedidos de aux
auxílios;
íl ios;
c) realização de estudos avaliativos do desempenho de bibliotecas universitárias
gerais e especializadas;
especial izadas;
d) estabelecimento de padrões ou aitérios
critérios para as próprias bibliotecas, a partir de
realistas; e para
dados conjunturais realistas;e
e) tomadas de decisões nos níveis administrativos, nas tarefas de assessoria e
consultoria.
..jj: 1
Em 1977 realizou-se, na CAPES, dois levantamentos de situação de bibliotecas. O
primeiro, sobre bibliotecas centrais e setoriais que atendem aos cursos de pós-graduação em Educação,
no total de 40 (quarenta), publicado posteriormente (*);e o segundo, realizado por Judith Rebeca
Schleyer, cubriu as áreas de pós-graduação em Sociologia, Economia e Administração, trabalho ainda
Schieyer,
inédito.
• .• j
Os formulários foram desenhados a partir de dois modelos — os da EMBRAPADID e o do INL-IBGE — com as adaptações pertinentes.
Contatos foram feitos com o INL e com o IBGE (que à época concluíam levantamento estatístico das bibliotecas brasileiras, de todos os níveis e tipos, com base nos dados conjunturais de 1976) mas não foi possível obter os dados porque os mesmos ainda não haviam sido publicados ou divulgados até aquela data.
O SISBIB — Sistema de Informação sobre Bibliotecas Brasileiras — vem sendo
desenvolvido pela Assessoria de Sistemas e Métodos e pelas Assessoria de Planejamento Bibliotecário
da CAPES, desde 1978, com a colaboração do IBICT — Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia — e com o NUTES/CLATES(UFRJ). Pretendeu-se, nesta primeira etapa, materializar, mediante programas comuns entre o IBICT/CAPES, a conjugação de esforços, barateamento nos
custos operacionais pelo compartilhamento de gastos, e a padronização
F&gt;adronização de rotinas para ampliar os
benefícios dos serviços organizados.
O SISBIB utilizaria o "software" MUMPS/MIIS, linguagem comum aos serviços
computacionais do IBICT e da CAPES, assim como do NUTES/CLATES, e estaria aberto, numa
segunda etapa, para outras instituições interessadas na participação no Sistema.
Pretendeu-se, desde o início, criar mais do que um simples cadastro de dados
estatísticos e administrativos de modo a permitir a tabulação e a interpretação automática dos dados
para facilitar as tarefas de pesquisa e nas tomadas de decisões pertinentes.

(*) — MIRANDA, Antonio. Bibliotecas dos cursos de pós-graduação em educação no Brasil:estudo
comparado. Brasília, CAPES/DAU/MEC, 1977. 94 p.

cm

2

3

Digitalizado
por:
4 gentilmente por;

11

12

13

14

�687

2. Planejamento do SISBIB
j ,,j.j O
0 planejamento do SISBIB coube a própria CAPES por intermédio de suas
Assessorias de Sistemas e Métodos e de Planejamento Bibliotecário.
O IBICT se fez representar em várias reuniões para sugerir, discutir e aprovar um
questionário básico para o levantamento de dados que servisse igual
igualmente
mente à CAPES e ao IBICT e
decidiu-se por uma divisão simples das tarefas do levantamento e atualização dos referidos dados,
cabendo à primeira as bibliotecas universitárias e à segunda as especializadas.
0 uso do sistema será feito através de senhas para cada instituição usuária (no
início somente o IBICT e a CAPES) e caberá a cada uma a impressão, manutenção (aditamentos,
modificações) exclusiva de suas próprias áreas, mediante aprovação de uma comissão de administração
do sistema para as tarefas de coordenação e arbitragem.
O acesso aos dados será on Ikie
line , valendo-se das facilidades atuais de telecomunicações da EMBRATEL, pela interconexão da base central de dados no Rio com os terminais do IBICT
e da CAPES (Brasília), podendo estender-se, futuramente, para outras bibliotecas ou sistemas de
bibliotecas interessadas.
3. Características do SISBIB
A partir da definição do questionário para o levantamento de dados, inicioíi-se
iniciou-se
imediatmente o desenvolvimento de um modelo que agrupasse um volume de blocos de informações
necessárias aos estudos e análises dos órgãos usuários.
A principal dificuldade constitui-se na determinação ótima do volume de blocos
de informação que viriam compor os arquivos. Em seguida, foi criada uma matriz de prioridades para
a implantação e desenvolvimento dos referidos blocos, a partir das potencialidades e flexibilidades
operacionais próprias do software escolhido
escolh ido — o MUMPS/MI
M UMPS/M11S.
IS.
O hardware, para início de operacionalização, seria o NUTES/CLATES da UFRJ,
até a sua transposição para novo computador do IBICT e/ou da CAPES.
A escolha do NUTES/CLATES deveu-se a contatos já mantidos para outros
serviços e programas da CAPES, pela qualidade da equipe, excelência do hardware, tipo de software
empregado e, também, pela grande disponibilidade para uso do sistema em regime de "time-sharing".
4. Providências tomadas
0 lay-out dos arquivos a serem criados já foi determinado, incluindo a definição
O
dos relatórios prioritários para cada usuário do SISBIB.
Uma segunda matriz de prioridades deverá ser determinada para definir os outputs que serão mais urgentes para o desenvolvimento do SISBIB.
dados.relativos às bibliotecas universitárias (488), referentes ao ano-base de
Os dados,relativos
1977, já foram levantados e estão sendo formatados para posterior digitação, a partir do segundo
semestre de 1979, em caráter experimental.

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�5. Conclusões
Conclusãet
Constatada a necessidade de métodos mais dinâmicos, versáteis e confiáveis para
manipulação e interpretação de dados sobre bibliotecas universitárias e especializadas brasileiras, para
as tomadas de decisão tanto na CAPES, no IBICT como em outras instituições, optou-sè
optou-se pela criação
doSISBIB.
O SISBIB pretende ser mais do que um cadastro. Os objetivos finais do projeto
são, entre outros, os de permitir:
a) que a coleta e tratamento de dados sejam feitos pelas instituições com capacidade para alimentar o banco com informações correntes e de fazer um uso
relevante das mesmas;
b) reduzir, consequentemente, os gastos de operacionalização pelo compartilhamento (time sharing) do sistema;
c) atualização permanente e manipulação de um grande volume de informações;

d) acompanhamento e avaliação
acompanhamento
contínua de um conjunto de bibliotecas universie avaliação
.
táriase especializadas.
A filosofia do projeto é, essencialmente, cooperativa e o precedente, se implantado com sucesso, poderá abrir perspectivas estimulantes no sentido de uma maior integração e interdependência entre os sistemas e redes de informação no Brasil.

(SEGUE: ANEXO I)

2

3

Digitalizado
gentílmente por:
4 gentilmente

12

13

14

�,689
689
ANEXO I:
LEVANTAMENTO DE SISTEMAS DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Apresentam-se aqui, sugestões para a implantação dos relatórios (FormuláriosÁ
(FormuláriosA e B)
— "Levantamento de Sistemas de Bibliotecas Universitárias" — no computador.
A primeira sugestão — Parte-se da hipótese de que há somente dois tipos de Bibliotecas
Universitárias:
1 — A Universidade só possui Biblioteca Central (nâo
(não havendo divisões departamentais
eeetc)
etc) - FORMULÁRIO A
A.
2 — A Universidade possui somente Bibliotecas Departamentais Independentes (ser
órgão coordenador) — FORMULÁRIO B.
Assim sendo, caso a implantação deva corresponder aos FORMULÁRIOS, o fluxograma operacional (para este caso) ééoo seguinte;
seguinte:
ROTINAS:
CRIAR
IMPRIMIR
MODIFICAR
LISTAR
CONSULTAR
Se rotina CRIAR
1 —

2 —
2—
3 —

Formulário = ? +-t scapeListagem
scape —^ Listagem dos Formulários
Formuláriosdeve-se
—»• deve-se escolher
entre: Á
A ou S
ß
Formulário = Item desejado +-t- scape
Universidade = ?—&gt;
? —&gt;■ Código da Instituição
Instituição-t+ scape
Bloco = ? -t--I- scapeListagem de Blocos, conforme o Formulário esceescoIhido.
lhido.
—^ Dados Gerais = DG1
—5» Edificação = EDI
—S"
—^ Acervo Geral da Biblioteca
—&gt;
(excluindo o acervo das setoriais) = AGÍ
Acervo Geral da Biblioteca
(incluindo o acervo das setoriais) = AG2

Os Blocos podem ser - —
:
Caso o Formulário "A" seja o item
escolhido.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Processos Técnicos =PRT
= PRT
—Comutação
—&gt;■ Comutação e Empréstimo Interbibliotecário = CE
C£
—Treinamento de Usuários = TUS
—&gt;■
—^ Interbibliotecário
—&gt;-Pessoal
—^-Pessoal = PES

ar:?
ii
11

12
12

13
13

14
14

�690
-&gt;■ Dados Gerais = DG2
&gt;• Edificação = ED2
-^Edificação
-Acervo
Acervo Geral da Biblioteca = AG3
^
-&gt;■ Processos Técnicos = PRT
Os Blocos podem ser = ;.
"B" seja o escolhido
Caso o Formulário "5"seja

Comutação e Empréstimo
-»■ Bibliográfico = CEI
CE!
-&gt;■
-&gt;• Treinamento de Usuários = TUS
-&gt;
Equipamento = EQP
Equipameqto
fOP
&gt; Pessoal = PES

4 — Bloco = Item desejado + scape
OBS— (Vamos supor que o Formulário escolhido seja o A e que o Bloco
escolhido seja o DG1).
5 — Dados Gerais
// Biblioteca Central
(Central
r
— ORGAO CENTRAL responsável pelos serviços bibliotecários
= |C6digo|+
[Código]+ scape
-&gt;■ Biblioteca Central = BC
-» Núcleo de Documentação = ND
Escolher
-&gt; Divisão de Bibliot. e Document. = DD
-&gt;■
-&gt;• Outro =* DT
i
r- —*1
íI — ACERVO GERAL =“ |S/N|
[S/Nj

//

Sim = 5
S

^ —— ^ “j
Especialidade ='Código
*ICódigo de área'
área| //71
■ATeidí
Especialização

Escolher
Não = N
//Exclusivamente de referências = !s/N_
|s7f^
Sim = S
Escolher
Não = N
— Orgâo
Órgão Central
Centrai
-&gt;•
I /
-e»
-&gt;■
-&gt;
V

= ? + scape — Escolher entre:
Implantado
Em Implantação
Em Planejamento
Não há dados.

1

[j — Denominação Oficial da Biblioteca Central ou Orgão
Órgão Correspondente
Correspondente—|
—
I
—&gt; ? + scape — deve ser digitado com
—»
caracteres.
I
!
1
I
I
j

I — Data da Fundação = ,

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem

12

13

14

�Endereço; Digitado
}j — Endereço:
I
Cidade: Digitado
I
CEP: Digitado
I

I
I
Estado: Digitado
[
Telefone: ((......)Digitadoj
)DigitadO|

I — Nome do Responsável = Digitado
I
Digitado
— Número de Bibliotecas Incluídas no Sistema - Digitado
— Orçamento Próprio —§Í/nJ
— ^/N]
i
ÍSir
J Sim
Escolher I
1,
-(^_ãoj
I
Orçamento dependente de outra unidade =Se "Não
'7Vão
-?
- ? + scape —_
— Escolher—
^Tró-Reitoria — /1
^"Pró-Reitoria
&gt;. Departamento de Administração—
Administração — 2
^Outros
■í^-Ou
tros — 3

— Orçamento Aplicado em Aquisição de Material
Bibliográfico em 1977 (Incluindo Convênios) = — Digitado
— Recursos Próprios Livros = Digitado
— Recursos Próprios Periódicos = Digitado
— Recursos por Convênios CAPES = Digitado
— Recursos por Convênios Outros = Digitado
- Horário de Funcionamento da Biblioteca Central ou Núcleo =
- Dias úteis
- Sábado
- Domingo
!S/Nl
— Acesso Coleção Geral = ;S/Nl
Sim
= 'S/Ni
'S/n'i
&gt; Escolher —&gt;
—
— Acesso Referência
j1I :!' 1
li - — - —
— Acesso Periódicos
= iS/Nj
(S_/Nj
— Acesso Exclusivo dos Professores e Alunos de Pós-Graduação
— Se "SÍM"
"S/AÍ" = Especificar (código)
CL, R, P
—
—
—

n 1
== |S/N'
[_S/N;

Registro Único
Ijnico para todas as Bibliotecas = S/N
Registro em cada Biblioteca Setor ou Departamento =S/N
S/N
Não faz registro. Usa a própria Matrícula da Universidade = S/N

— Duração do Empréstimo por tipo de consulente — Alunos de graduação
i
— Alunos de Pós-Graduação =
1
— Professores
— Funcionários

&gt; Digitado

- Duração do Empréstimo por tipo de Documento
—
— Livros da Coleção Geral “
— Periódicos
: —Digitado
•—&gt;■ Digitado
— Obras de Referência
— Coleção de Reserva

cm

Digitalizado
gentilmente por:

691

�692

— Exige comprovante de Quitação ("nada
{"nada consta") com a Biblioteca — Do|
Do[
aluno para matricular-se, receber diploma, trancar matrícula, etc = S/N i
I
— Exige comprovante de Quitação ("nada consta") com a Biblioteca — Doj
professor, para férias, licença, transferência ou revisão de contrato =* S/N |
4 — Bloco =■= Item desejado + scape
OBS
QBS — (Vamos supor que o formulário escolhido seja o "B" e que o bloco
escolhido seja o dez: ainda dentro da 1?sugestão.
5 - Dados Gerais //

Biblioteca Setorial

— Tipo de Biblioteca = Código— ? + scape —
(
I Banco de Dados
[i Setorial = A
I Centro de Doc.
Escolher
Depart. =» B
Ama {
Área
Serviço de In.
Seccional = C
Reprografie
Reprografia

*== BD
= CD
= S/
S!
= RE

Os códigos ficarão assim;
Qs
assim:
A 7 B D = Setorial/Profissões Sociais/Banco de Dados
B 5 R E = Departam./Prof. Técnicas/Reprografia
E assim por diante
diante...
. ..
— Especialidade da Biblioteca = Digitado
— Denominação Qficial
Oficial = Digitado
— Data da Fundação = Digitado
U.
— Endereço = Digitado
— Nome do Responsável = Digitado
r
— Vinculação Hierárquica = Código
— Fonte Financeira = Digitado
— Horário = Digitado
— Acessos = S/N

-t
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
I
j
I
I
I
1
-1
I
-1
1
I
I
J
I
I
i
n
I
I
_i
I
-J
I

— Empréstimo = Código
I
I — Exige Quitação= S/N
I

OBS.: Os campos aqui não foram desenvolvidos por serem congruente aos
QBS.:
campos de DG1; assim através de "Dados Gerais 1" — DG1, pode-se
ter uma idéia do "Dados Gerais 2" — DG2.
A pontiihação
pontilhação é a sugestão para amarração em campos.

cm

i

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

II

12

13

14

�693
A segunda sugestão — Parte-se da hipótese de que há 3 tipos de Bibliotecas Universitárias, a saber:
1 — A Universidade só possui Biblioteca Central (não vendo divisões departamentais e etc);
2 — A Universidade só possui Bibliotecas Departamentais Independentes (ser
órgão coordenador)
3 — A Universidade possui Biblioteca Central (órgão correspondente) e está
dividida em departamentos — Preenchidos os Formulários "A"e
"A " e "B".
Assim, caso a implantação deva corresponder aos Formulários preenchidos, o
fluxograma operacional (para este caso) é o seguinte:
ROTINAS:
CRÍ AR
CRIAR
IMPRIIVIIR
IMPRIMIR
MODIFICAR
LISTAR
Se rotina CRIAR:
CRÍ AR:
1 — Formulário = ? -t- scape —iListagem
—íListagem de Formulários
Formulários”!^»
|I
_
___
_i
^
» A Form. A
Escolher 'í^
» B Form.
B
»■ C Form. AeB
^
Formulário = Item desejado -t- scape
2 — Universidade = ? -t--I- scape —»
—&gt; Código da Instituição
Universidade = Código da Instituição desejada +-t- scape
3 — Bloco = ? -t--I- scape — Listagem de blocos —

^ Verificar códigos com
a 1?
1® sugestão.

Os blocos podem ser =
Caso o Formulário “A"
"A" seja
o item desejado.

Os blocos podem ser =
Caso o0 Formulário "B"
"fl" seja
o escolhido.

cm

Digitalizado
gentilmente por:
gentiimente

Esses blocos se equivalem com os mesmos
blocos do Formulário
"B",
"B" , da 11?? sugestão.

ar:?
II
11

12
12

13
13

14
14

�694

Esses blocos equivalem
Essss
aos mesmos blocos do
Formulário "A".
"A”.

Esses blocos equivalem
aos mesmos blocos do
Formulário "B".
“B".

OBS.: Caso fosse escolhido o Formulário "A" (opçSo "A") ou o Formulário ,
"B" (opçSo
(opç9o "B"), procederia-se da mesma maneira que na sugestão 1.
Caso o item desejado fosse o X"
"C" (Formulários "A"e "B"), procederia-se também da mesma maneira, a única diferença é que todos os
blocos teriam de ser preenchidos.
4 — Bloco “ Item desejado + scape — Supondo-se que o Formulário "C",
"C"
seja o escolhido;
escolhido: assim poderfamos
optar por qualquer bloco.
Escolhendo oÕG/.
oÓG/.
5 — Dados Gerais //Biblioteca Central; Composta de Bibliotecas Setoriais.
— Orgão Central responsável pelos serviços bibliotecários
Código scape
= Código-t— Acervo Geral =
* S/N
— Orgão Central *
• Código
E assim por diante, todos os campos do DG1 seriam preechidos, assim como
também, todos os blocos, tanto do Formulário "A"como
'&lt;4"como do Formulário "B".
3?sugestSo — Esta 3? sugestão por possuir uma certa versatilidade, não neces3?sugestão
sita restringir casos específicos de preenchimento de Formulários. Assim uma Universidade podería
poderia
ter preenchido ou o Formulário A, ou o Formulário B, ou ambos os Formulário {A e B) — como na
2? sugestão, o Fluxograma operacional está montado um pouco diferente, com alternativas mais
variadas.
Eis o fluxograma operacional:
operacional;
ROTINAS:
,

cm

2

3

CRIAR
IMPRIMIR
MODIFICAR
LISTAR

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�695
Se rotina CRIAR;
CRIAR:
1 — Organização = ? + scape —— Dará uma listagem com todos os tipos
’
' de Bibliotecas —
\
Biblioteca Central = B/C
B!C
Órgão Central Correspondente @ OCC
Orgão
Banco de Dados = BDA
Biblioteca Departamental
Departamental== BDE
ÔDf
Biblioteca Setorial = BSE
Centro de Documentação = CDO
Bibliot. Central/Bibliot. Depart. = B/C/BDE
BIC/BDE
Bibliot. Central/Bibliot. Setorial = B/C/BSE
BIC/BSE
Bibliot. Central/Bibliot. Banco de Dados
= B/C/BDA
BIC/BDA
Bibliot. Central/Centro de Documentação
= BIC/CDO
B/C/CDO
Órgão
Orgão Central Corresp./Bibliot. Departament.
.^== OCC/BDA
ÒCC/BDA
Orgão Central Corresp./Bibliot. Setorial
Órgão
= OCC/BSE
Orgão Central Corresp./Bibliot. c/B. Dados
Órgão
= OCC/BDA ^
Orgão Central Cprresp./Centro de DocumenÓrgão
Docúmen'
tação. = OCC/CDO
■
Em aberto para sugestões
Organização = Código do item desejado + scape
.
Observação: A organização equivalería ao tipo de Formulário
preenchido.
preenchido;
2 — Universidade = Código da instituição
3 — Bloco = ? -^+ scape

Listagem de blocos

Os blocos podem ser =
Caso seja a organização de
tipo B/C
fl/C ou OCC

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Esses blocos
equivalem
bl ocos equ
ivalem aos
mesmos blocos do Formulário S.

11

12

13

14

�696

Os blocòs podem ser ■
Caso seja a organização de
tipoSOf, BSE, BDA ou
CDO.

DG2.. • *1
£02.. ..I
A63.. I
PRT.. • -I
CE! ..
TUS.. • -II
EQP.. • *1I
PES..

Esses blocos equivalem
aos mesmos blocos do
Formulário B.

Esses blocos equivalem
aos mesmos blocos do
Formulário A.
Formulário^.
Os blocos podem ser =
Caso seja a organização r
escolhicte do tipo BIC/BDE,
BIC/BSE. BIC/BDA. BIC/CDO
OCC/BDE, OCC/BSE. OCC/BDA
OCC/CDO.
Esses blocos equivalem
aos mesmos blocos do
dó
Formulário B.

4 — Bloco °“ Item desejado + scape
Teria o mesmo prosseguimento que nas outras sugestões.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

4^
11

12

13

14

�697
ABSTRACT
planned by the Assessorias
0 SISBIB — Information System on Brazilian Libraries
Librariesplanned
de Sistemas e Métodos e Planejamento Bibliotecário of CAPES/Ministry of Education and Culture
A^ith the IBICT cooperation, intends
to gather, to process
and to allow on line acess to the university
Aíith
intendsto
processand
specialized libraries data. The Data Base would assist in statistical interpretations of projects, the
and speciaiized
accomplishing of evaluation studies of library performance, in establishing standards and realistic
criteria and in decision making. The software is based on MUMPS/MIIS and the hardware on the
NUTES/CLATES, with on line acess in Brasilia and Rio. The System will
wili be open to other institutions
at a later stage. The lay-out had been defined and the data processing of the 488 university libraries is
being initiated.

Digitalizado
gentilmente por:
gentiimente

11

12

13

14

�698

CDD: 022.317
CDU: 022:021.63

UM PRÉDIO DE BIBLIOTECA CENTRAL:

0O MODELO DA UFMG

MArILIA JONIA de
MARÍLIA
DE ALMEIDA GARDINI
Diretora da Biblioteca Central
da Universidade Federal de Minas
Gerais
CLAUDIO
CLÁUDIO MAFRA
Arquiteto da Divisão de Planejamento Físico da Prefeitura da Universidade Federal de Minas Gerais
VERA GLÃUCIA MOURÃO SOARES
Vice-Diretora da Biblioteca Central da Universidade Federal de
Minas Gerais

RESUMO:
RE
SUMO;
Dados gera
gerais
is do programa
pro grama e do
projeto
d a Bibliot£
Bibliote^
proj
e to do Prédio da
ca Central da UFMG, abordando
os aspec
aspectos
to s ambientais,
ambient ais, organizacionaiss e arquitetônicos.
nizacionai
arqui te tônic os.

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereflclancnto

11

12

13

14

�699

UI^P^D^ DE BIBLIOTECA CENTRAL: O MODELO DA UFMG

1

INTRODUÇÃO

Antes de mais nada é preciso definir os objetivos que
um
prédio de Biblioteca Central deverá atingir em uma Universidade.
Verificamos que, para que possa realmente fazer
parte da realidade da nossa Universidade, a Biblioteca devera a^
a
tender ás
Is espectativas de um usuário comprometido com um sistema social em franca modernização. Para tal, as atividades
de
processamento, recuperação e disseminação da informação deverão
utilizar os mais modernos recursos quais sejam: computação, microfilmagem, audio visual etc.
Dessa forma, a Biblioteca Central poderá, além
de realizar as atividades convencionais, ter uma participaçao
mais profunda e mais rica na vida da Universidade na
medida
em que possa coletar, processar, disseminar e manter atualiza dos o máximo de dados relativos a Universidade, em todos os níveis, e ao seu relacionamento com entidades que possam enriquecer o conhecimento nas diversas áreas
areas de estudo.
A situação do quadro de Bibliotecas na Universidade Federal de Minas Gerais até a década de 70 era representada por um Sistema Descentralizado em que as Bibliotecas eram
vinculadas física, técnica e administrativamente ás diversas Fa
Fg
culdades e Departamentos, apresentando desigualdades quanto
a
formação e uso das coleçoes.
formaçao
coleções.
Ao se estabelecer o planejamento da instalação
sica das unidades no campus da Pampulha e com a criaçao, em 1968
da Coordenação das Bibliotecas Universitárias, Õrgao
õrgao encarregado do planejamento e controle do sistema de Bibliotecas da Universidade, foram traçadas as "diretrizes de funcionamento
do
Sistema Bibliotecário da UFMG, para permitir a elaboraçao
elaboração
do
projeto do prédio da Biblioteca Central"
0 prédio da Biblioteca Central, cujo projeto foi

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereaclanmta
Ciereaclancnt»

11

12

13

14

�700
-r
-t■*
concluído
em 1972, com 9.735 m 2 , em 4 níveis,
sendo um deles no
sub-solo, deveria atender ãs Unidades do Sistema Básico da UFMG,
instaladas no "Campus" da Pampulha, podendo abrigar 500.000 volumes, além de material audio-visual, e os serviços de process^
mento técnico e administrativos. (3)
A partir de 1976 foi redefinido pelo Cori
Co_n
selho Bibliotecário o grau de centralização do Sistema de Bibl^
otecas da UFMG, ficando então estabelecida a localização,
no
prédio da Biblioteca Central no Campus da Pampulha, do acervo
das bibliotecas dos Ciclos Básico e Profissional, ã exceção da
área de saúde e das coleções especiais.
Estudos e análises do antigo projeto do
prédio da Biblioteca Central foram desenvolvidos com o objetivo
de sua adequação
adequaçao ãs
ás necessidades de expansao verificadas, cons^
consj^
derando que:
- o projeto de construção do prédio foi concluído em 1972 e dimensionado para acomodar o acervo das bib1iotecas
bib1iotecas'dd o Ciclo B^
sico, em cálculos da epoca;
- as áreas previstas no projeto de construção eram insuficientes
para acomodar, em condiçoes
condições ideais, o acervo das Bibliotecas
dos Ciclos Básico e Profissional;
- 0 conceito moderno de Biblioteca é o de um organismo vivo em
constante crescimento e modificação, havendo que se prever e^
paço suficiente para acomodar o acervo e leitores atuais bem
como para o seu crescimento futuro.
Foram mantidos contatos periódicos com o
Pró-Reitoria de Planejamento e com a Prefeitura
Setor Físico da Pré-Reitoria
da UFMG, encarregados da parte técnica do projeto arquitetônico,
visando o levantamento dos recursos financeiros necessários,coji
necessários,con
siderando várias hipóteses de expansão da área anteriormente
prevista.
previs
ta.
alteraçao do projeto
várias propostas de alteração
foram elaboradas mas nao
não lograram aprovaçao
aprovação do Reitor e do Conselho Bibliotecário por não corresponderem ãs necessidades atuais e futuras do Sistema de Bibliotecas da Universidade. Const^
Const£
tada a inviabilidade de aproveitamento do antigo projeto,
foi

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Sc a n
stem
st
em
I Gereaclancnto
Gervulaoinitv

12

13

14

�701
indicada a elaboração
elaboraçao de um novo projeto que atendesse

5a reali
real^

dade do sistema de centralização adotado para a UFMG.
2
2.1

SUBSlDIOS PARA A ELABORAÇÃO DO PROJETO
Diretrizes básicas
0 Sistema de Bibliotecas da UFMG deverá

ser

constituído de:
- Biblioteca Central - localizada no Campus
da
Pampulha, onde estará centralizado grande parte do acervo da Universidade e os serviços tác
téc
nicos:
nicos :
- Biblioteca do ca™pus
campus da Saúde - localizada no
atual prédio da Faculdade de Medicina, devendo
centralizar o acervo das Escolas de Medicina,0^
Medicina,£
dontologia,e Enfermagem:
- Coleçoes Especiais - formadas de material bi bliografico considerado como de uso essencial em laboratórios e
salas de aula. 0 material destas coleções não será permanente,
podendo variarvariar periodicamente de acordo com as atividades
de
ensino e pesquisa de cada departamento ou unidade, e nao se des
tina ao empréstimo domiciliar, devendo ficar sob o controle de
um bibliotecário que terá o papel de interface entre o usuário
e a Biblioteca Central.
2.2

Análises e projeções

0 planejamento de um prédio de Biblioteca Cenãs categorias componentes da população univer^
tral para atender ás
sitária, com a oferta dos mais modernos recursos informacionais
disponíveis, é tarefa que exige o conhecimento de dados estati^
ticos e cadastrais envolvendo informações sobre a formação e ex
e::
tensão, qualidade e uso dos serviços bibliotecários, relacionados com o tipo, função e expansão das atividades inerentes ã Universidade, e somados 1ã experiência no tratamento do assunto.
0 edifício a ser construido terá a grande função de introduzir uma experiencia nova entre nós, considerando

Digitalizado
gentilmente por;
por:

Sc a n
stem
st
em
Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�702
o pouco que temos de informações estatísticas com relação ao '
problema. Para que pudéssemos efetuar os levantamentos necess^
rios foi instituída a Comissão de Assessoramento ao Prédio da
Biblioteca Central, composta de um representante de cada grande área na Universidade. Iniciou-se um longo período de pesqu^
sas e reuniões e de um trabalho perfeitamente integrado entre
bibliotecários e arquitetos, que resultou na formulação defin^
tiva dos planos de construção do prédio.
Orientamos os estudos e levantamentos no sentido de elaborar um programa de atividades a serem desenvolvidas pela Biblioteca Central, identificação das áreas necessárias para le^
tura e acervo em função do n9 de usuários, área necessária para os serviços técnicos e administrativos em relação ao n9 de
funcionários, estabelecimento do tipo, n9 e qualidade do mobiliário e equipamento.
0 programa de construção resultante deste trabalho envo^^
envol^
veu consultas formais e informais a bibliotecários no Brasil e
no exterior, visitas a prédios de bibliotecas com caracterlst^
caracterIst
cas similares ao nosso, e uma série de levantamentos realiza dos, principalmente quanto aos seguintes aspectos:
- acervo a ser centralizado, incluindo o n9 total de volumes por tipo de material;
- espaço atualmente ocupado pelo acervo por tipo de mate^
rrial;
ial;
- média anual de crescimento do acervo, numa proieção p^
ra 25 anos;
- coleções especiais por área de conhecimento, conside » .
rando o espaço ocupado em m 2 e as -areas especificas
a
serem demandadas no novo prédio;
prédio^
- mobiliário e equipamento existente nas Bibliotecas, e£
e^
tipulando-se n9, tipo, fabricante, dimensões, cor, estado de conservação;
- n9 de alunos graduados e pos-graduados, professores e
funcionários que se servirão da biblioteca;
- relação
relaçao aluno graduado/pós-graduado
graduado/pÕs-graduado com base nas proje^
proj^
çoes de crescimento ia definidas pela Universidade;
- relação
relaçao aluno/professor com base nas mesmas projeções;

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem
st
em
I Gereflclancnto
Gervulaoinitv

11

12

13

14

�703
- índices de área necessária para leitura por categoria
de usuário, considerando-se o tipo de atividade pre vista pela Biblioteca Central;
,
~2
.
- *índices de ocupaçao
do acervo por m , considerando se o tipo de material;
~- espaço necessário para serviços administrativos, técnicos, serviços gerais, áreas de circulação e lazer.
3

0 PROJETO

Definidos os objetivos da Biblioteca e estabelecido o
seu programa, verificamos a necessidade de um projeto de arquitetura com o índice de sofisticação necessário para
que
pudesse viabilizar uma Biblioteca estruturada da forma descr^
ta, sem o que cometeriamos o engano de tentar vestir uma estrutura organizacional rica e complexa com uma roupagem pobre
que fatalmente constituiria
constituiría penoso obstáculo, senão intransp£
nível, ãá realizaçao
realização das atividades propostas para uma Biblioteca universitária moderna.
A este respeito temos que considerar que a carência '
de recursos tomada como fator isolado poderia levar-nos a sim
plificações extremas no projeto, com previsões as vezes
irrecuperáveis quanto ao desempenho das atividades desenvolvi
desenvolví das nos espaços arquitetônicos propostos. Por outro lado, lem
bramos ainda que não se pode desprezar o apelo ás
ãs tecnologias
modernas numa sociedade que tem nelas a mola de seu processo
de modernização, como ée a nossa.
Essas considerações nos levaram a propor um projeto
que nao excedesse em sofisticação, mas que pudesse refletir
sua integração com esse processo de modernização.
Abordaremos
os principais aspectos do funcio namento da Biblioteca a nível organizacional, ambiental e de
instalações e, finalmente, abordaremos alguns aspectos do pr£
jetamento quais sejam: partido, dimensionamento, circulação ,
piás tica, etc.
plástica,
3.1

Aspectos arquitetônicos

Digitalizado
gentilmente por:

�704
Dividimos a abordagem do projeto em tres
três aspectos
principais:
a) Organizaçao dos espaços/partido
b) Aspectos ambientais
c) Circulação.
3.1.1

'Organização
Organização dos es paços/par
paços/partido
tido
0 partido adotado êé uma consequência das exigências
do programa no que diz respeito ao relacionamento en
tre as atividades. Enumeramos a seguir, as princi- '
pais :
- ãreas
areas de silêncio isoladas das ãreas
áreas ruidosas;
- nível de proximidade;
- circulação de pessoas;
'
- circulação de material bibliográfico;
- terreno;
- prédios do entorno;
- acessos
acessos;;
- expansao.
expansão.
A analise
análise destes diversos fatores levou-nos a adotar ^
ma solução onde as interferências entre as atividades pudes sem ser minimizadas.
Desta forma, procuramos concentrar as ãreas
áreas de circula^
circul^
ção. estar e exposição, de maior ruido, na parte central. Também ai locamos as torres de serviço - Instalações Sanitarias ,
Monta Cargas e elevadores - e as duas escadas que vao do 19
1? ao
49 piso
piso..
Criamos assim, três grandes ãreas
áreas ( Fig. 1 ) :
- Bloco Central
- Bloco 1
- Bloco 2
BLOCO CENTRAL ( fig. 2 ):
No 19 piso, o bloco central funciona como hall principal e absorve também os serviços de emprestimo/reposiçao,
emprêstimo/reposiçao , balcão de gerencia, telefone e guarda volumes.

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Ciereaclancnt»

11

12

13

14

�705

TORRES DE SERVIÇO

DE
ENTRADA

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�706

�707
No 29 piso o blo^
blocp central reduz-se a uma passarela de
ligação entre os blocos 1 e 2. Este espaço, além de circulação,
constitui um ponto de encontro onde e possível conversar
sem
1, muita preocupação com o silencio,
silêncio, já que as áreas de leitura '
estão mais distante e isoladas com divisórias de'vidro. Esta ã
rea repete-se nos demais pavimentos.
No 39 piso temos além do ha 11/exposição/estar,
11/exposiçao/estar,
áreas
de acervo e leitura.
No 49 piso temos áreas de serviços técnicos e exposi çao de periódicos.
BLOCO 1:
No 19 piso foram locados os serviços de processamento
técnico, serviços gerais e referencia; no 29, administraçao e
áreas
areas de acervo e leitura; no 39 piso acervo e leitura e no 49,
audio visual, laboratório de microfiImagem,
mi crofiImagem, referencia e pro cessamento de periódicos.
A concentração dos serviços técnicos e principalmente
do audio visual e da microfiImagem no Bloco 1, atividades que
exigem instalações especiais, deve-se ã facilidade no caso de
expansao futura do prédio. Estes espaços foram superdimensiona^
superdimension£
dos por demandarem áreas pequenas para acréscimo enquanto ace£
vo e leitura, que exigem expansao maior, podem crescer até
'
2
mais ou menos 3.000 m no Bloco 2 ( Fig. 1 e 2 ). Em outras p£
lavras, com o fim de evitar os inconvenientes da expansão
expansao em £
^
reas de instalações mais complexas, ar condicionado., ventila çao mecaníca,
mecanica, etc., dirigimos o crescimento do prédio buscando
atender as atividades que mais se expandem ( Fig. 1 e 2 ).
) .
Quanto ao audio visual, o dimensionamento
dimeasionamento foi feito a~
atraves de estimativas, levando-se em conta o estabelecimento '
través
de um limite de crescimento além do qual a biblioteca extrapolaria suas funções de apoio ao estudo e ã pesquisa e passaria
a funcionar como unidade de ensino. Verificamos que, ãá medida
que o usuário se conscientizasse dos bons resultados do audio
visual no acesso ã informação, as Unidades seriam solicitadas
a ampliarem seus recursos audio-visuais.
audio-visua is. 0 mesmo ocorreria com

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Sc a n
stem
st
em
I Gereaclancnto
Gervulaoinitv

11

12
12

13
13

14
14

�708
a leitura de microformas.
Quanto ao laboratório de microfiImagem
micro £iImagem foi dimensionado de. forma que possa duplicar sua produção em relaçao
relação ã capacidade instalada.
)
BLOCO 2;
Temos em todos os níveis apenas acervo e leitura, com'
exceção do 39 piso onde estão locadas também a mapoteca e a i—
cono t eca.
Este bloco irá
irã permitir a expansão futura do prédio '
com a construção de área anexa, sem acarretar problemas de ordem estrutural.
Ainda sobre o aspecto organizacional o projeto de ar quitetura deverá atender as seguintes solicitações:
- racionalização
racionalizaçao das circulações exigidasexigidas pelo relacionamento entre as diversas atividades;
- permitir novos arranjos na estrutura de funciona mento da Biblioteca;
- espaços compatíveis com as atividades neles desenvolvidas, em termos de vao
vão livre, forma, dimensões
etc.. ;
etc
- organizaçao das instalações prediais de forma a anular ou minimizar as interferências nas ativida des desenvolvidas nos diversos espaços, bem como '
possibilitar o remanejamento fácil dessas instalações.
Para que possamos de fato atender a estas solicitações,
e preciso que o sistema construtivo ofereça uma série
serie de liber
dades, principalmente as que se.seguem:
se seguem:
- construção de paredes em qualquer posição;
- passagem de tubulações em todas as direções no pia
pla^
no horizontal e diversos pontos de subida na verti
cal - prumadas;
- possibilidades de remanejamento nas instalações '
sem ter que demolir paredes ou interferir na estru
tur a;
tura;

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Sc a n
stem
st
em
I Gereflclancnto
Gervulaoinitv

11

12

13

14

�709
- possibi1idadde
possibilidade de acréscimo de novas instalações,
as mais diversas, sem transtornos.
Verifica-se que para absorver estas exigências, o sis
si^
1&gt; tema construtivo devera
deverá ser mais sofisticado do que os convencionalmente adotados, o que forçosamente o tornamais
torna mais caro. En
Eri
tretanto, a existência de instalações como: ar condicionado. '
ventilação mecanica, prevenção e combate a incêndios, além das
convencionais - hidráulica e elétrica - justifica plenaraentc
plenamente
um custo mais elevado na estrutura para que se possa
cumprir
as exigências descritas.
3.1.2
3.1.2.1

Exigências ambientais
Iluminação

lumens,
Deverá ser artificial, com índice médio de 450 lúmens,
instalada de forma a evitar sombras, efeito estroboscõpico
c
contrastes violentos. As janelas tem função de ventilação e efeito psicológico
psicologico de permitir a visão da paisagem.
3.1.2.2

Ventilação
Nas areas de acervo e leitura deverão ter janelas am• pias
plas colocadas de forma a permitir a ventilação cruzada. Em d^
de
terminados espaços de dimensões maiores e trabalho mais intencoi^
so e continuo, ha necessidade de ventilação mecânica ou ar con^
dícionado.
3.1.2.3

Insolação

É imprescindivél
imprescindível a instalaçao de brises quando nao se
tem ar condicionado. Contudo, a orientação adequada minimiza o
problema, permitindo a adoção
adoçao de brises menores, de instalaçao
mais facil e consequentemente mais econômica.
3.1.2.4

Condicionamento de ar
No nosso caso ficou restrito ãs atividades onde os

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
Scan
stem
k st
em
Cercada
Ciereaclancnt»
nmts

11

12

c-

13

14

�710

§s
tt&gt;

I7
1- CATAL060S
CATÁLOGOS
2- ESCADA
3MONTA CAR6AS
3 - MONTA CARGAS
4.-TORRE de
a.-torre
DE servicos-is
SERViCOS-l S-//m.c./elev.
M.C.^E LE V.
5- I. S.
S.
6- VESTIÁRIOS
6&gt;
7- PROCESSAMENTO
8&gt;
00 ACERVO
8- FORMAÇÃO
FORMAÇÃO
DO ACERVO
9 -INT ERCÃMBIO
9&gt;INTERCÃM8I0
lO-RECEBIMENTO ALMOX.
I0-RECE6IMENT0
I I -ZELAOOR/
- ZELADOR/ DEP
OER
ENTRADA
ENTRAOA
12■2-HALL/CANTINA
HALL/CANTINA
13-COPA/ESTAR
13COPA
FUNCIONÁRIOS
/ ESTAR FUNCIONÁRIOS
■ 4-REFCRÊnCIA
14REFERÊNCIA
15C. REFERÊNCIA L
16BALCÃO OE REFERÊNCIA
17oEPÒsrro
OEPÓSfTO
I B- EMPRÉSTIMO
18&gt;
empre'stimo
196ÜARDA-VOLU MES
6UAR0A-V0LU
20HALL PRINCIPAL
DEPÒSITO FECHAOO
FECHADO DE LIVROS
21OEPÒSITO
22~COLECÃOCOLECÃO
22GERAL
GERAL
23’ACRÉSCIMO
23ACRÉSCIMO
FUTUPO
FUTURO
24.HALL DE
2A.HALL
OE SERVIÇO
2*^’C0LECÃ0 C0LECÃ0
25DE REFERÊNCIA
DE REFERÊNCIA
26-HALL CIRCULAÇÃO
26HALL
ESTM7 EXPOSIÇÃO
CIRCULACÃO ESTÍV7 EXPOSIÇÃO

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

P PAVIM ENTO
ESC
I : 75 0O
K75

PRINCIPAL

11

12

13

14

�711

iI - SEMIN
SEMINÁRIOS
a'rI0S
22&gt;monta
MONTA
cargas
CARGAS
3- E S C A 0 A
3-ESCAOA
4TORRE
SERVIÇOS-IS-/MC
/ELEV.
4&gt;T0RRE
OE SERVIÇOS-I.DES./M.
C /ELEV.
5VAZIO
5-VAZIO
00
HALL DO HALL
S’COLECAO RESERVA
G-COLECÃO
7COL. GERAL/L EITURA
8SEC. ADM.
AOM.
9DIRETORIA
OIRETORIA
1 0-SECR
O-SECR EXECUTIVA
iI I -VICE- DIRETORIA
OIREIORIA
12REL.
REL PUBLICAS
PUGLICAS
13ACRESCIMO FUTURO
U-ESTAR
14ESTAR
LEITURA
LEITURA
15cabines
I5-CA6INES
OE ESTUOO oe estudo
ig-hall/circulacao
16HALL/CIRCULACAO
/estar/exposicão
/ESTAR/EXPOSICÃO
I 7-1.S.
7 - I S. .
I e-OEPOSITO

cm

2

3

Digitalizado
gentílmente por:
4 gentilmente

FIG. 3 FIG. 3

4^
11

12

13

14

�712

[MI 111ITT
nc

I -ESCADA
2- MONTA CARGAS
CMOAS
3- TORRE DE SERVIÇOS-I.S./MC/ELEV.
SERVtÇOS - I.S/MC/ELEV
4- COL. GERAL / LEITURA
5- OBRAS RARAS
6- COLECÕES
COLE COES ESPECIAIS
7- ACRESCIMO FUTURO
e-HALL/ CIRCULACÃO /ESTAR/EXPOSIÇÃO
/ESTAR/EXPOSiÇÃO
9-ICONOTECA
9-tCONOTECA
lO-MAPOTECA
tO-MAPOTECA
II rLEITURA
H.EITUR A

cm

2

3

Digitalizado
gentílmente por:
4 gentiimente

3» PAVIMENTO
ESC.
I 17
:7 50

11

12

13

14

�713

6
l-MONTA CAR8AS
CAR6AS
2&gt;C$CADA
2'ESCADA
3- TORRE
3&gt;T0RRE
DE SERVIÇOS
DE SERVIÇOS
LS./M.C-LS./M
^ELEV.C. ^ELEV.
4- HALL /EXPOSIÇÃO
/EXPOSIC ÃO
oblCOS
5- COLECÃO PERI
PERloblCOS
S-SIBLI06RAFIA E TRADUÇÃO
S-8IBLI06RAFIA
7-OOCUMENTACÃO ^
•-LEITURA
C-LEITURA PERloblCOS
»-COL.REFERÊNCIA
»-COL.
REFERÊNCIA OE PERIOOICOS
lO-MICROFILMABEM
n-AUDICÃO
M-AUDICÃO INOIVIOUAl.
INDIVIDUAL
12-AUOICÃO
12-AUDICÃO EM BRUPO
IS-TERMÍNAIS DE
15'TERMfNAIS
OE COMPUTADOR
14- CONTROLE
I4&lt;0NTR0LE
OE SOM/ALMOX.
DESOM/ALMOX.
15- ^CRÉSCiMO
IS-4CRÚCIMO
FUTURO FUTURO
IB-PROCTEC. PERIOOICOS
PERIO'OICOS
1&gt;AROUIVO DE
17-ARQUIVO
OE MICROFORMAS
IS-LEITURA DE
«-LEITURA
OE MICROFORMA
IB-FANCOI L
l»&lt;FANCOIL
20H. SANITÁRIAS
21-CABINES INDIVIDUAIS
2I.CABINES
INOIVIOUAIS

cm

2

3

Digitalizado
gentílmente por:
4 gentilmente

4^PAVIMENT0
4ÄPAVIMENT0
ESC
11:750
:T50

FiQ. 3
FIG.

11

12
12

13
13

14
14

�714
quipamentos o exigiam: audio-visual e microfiImagem.
mi crofiImagem.
3.1.2'. 5S

Ruído
I1

Procuramos minimizar o problema com: tratamento acúst^
acústi
CO nos auditórios e nas áreas
areas de leitura; evitar interferência
de ruídos das casas de máquina espalhadas pelo prédio e
das
substaçoes; isolamento acústico das cabines de estudo; isola mento acústico de áreas
areas barulhentas como a mecanografia 'por exemplo; posicionamento adequado das áreas de ruído em relação
ãs
as areas
áreas de silencio; isolamento acústico de dutos de ar condicionado e ventilação mecânica.
3.1.2.6

Elementos diversos
Nesse Item
item podemos citar os seguintes aspectos ambientais que deverão ser atendidos: paisagem; visuais internos;cir
culaçoes agradáveis; ornamentação interna e externa: mobiliá rio adequado ou seja confortável, intercambiáve1
intercambiável e que nao faça muito ruído ao ser deslocado (principalmente cadeiras) e r^^
laçoes entre as dimensões dos espaços (comprimento, largura e
lações
altura) .
3.2

Circulação

0 prédio tem uma entrada principal, para o público, e
uma de serviço, que será utilizada também por paraplégicos, já
que há ura desnível entre o hall principal e o de elevadores^
elevadores.
Entre essas duas entradas temos o hall de serviço, recebimento,
zeladoria, o hall da cantina, a circulação até o hall dos elevadores e finalmente o hall principal e o vestíbulo.
vestibulo. (fig. 3).
0 usuário tem acesso imediato ao balcao de referência,
referencia,
a area de referencia, e ã área de empréstimo, instaladas no '
hall principal.
A circulação vertical faz-se através dc
de dois elevado res, com capacidade para 12 pessoas, e duas escadas que come çam no piso mais baixo, vao
vão até
ate o hall - intermediário entre o
19 e 29 pisos - e continuam até o 49 pavimento.

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem
st
em
I Gereaclancnto
Gervulaoinitv

11

12
12

13
13

14
14

�715
0 Bloco administrativo foi colocado no 29 pavimento,
separado do hall principal por um lance de escada com 10
degraus, para facilitar o acesso do público ã secretaria adminis, trativa, para pagamento de serviços, multas, etc.
3.2.1

Fluxo de material bibliográfico

(fig. 4, 5, 6 e 7):

Os principais cuidados observados foram os seguintes:
- evitar circulaç.ao
circulação pesada de livros através de ár_e
as de tráfego intenso de pessoas. No caso da repo
siçao, por exemplo, temos um monta carga só para
o transporte vertical de materiais a serem recol^
cados nas estantes (fig. 4).
- evitar dificuldádes
dificuldades no transporte de material en
qualquer direção, tanto na horizontal, quanto na
vertical. Isso foi resolvido da seguinte forma: '
primeiro, criando uma circulação central em cada
piso, bem ampla, dando acesso aos elevadores; segundo, procurando colocar as áreas de processame^
processamer^
to técnico próximas dessa circulação para evitar
longos traietos; terceiro, deixando circulação su^
s^
ficiente nas áreas de leitura para permitir um fá^
f^
cil acesso ãs estantes (fig. 4, 5, 6, 7).
3.2.2

Fluxo de funcionários

Procuramos minimizar os trajetos entre as seções, através das seguintes providências:
- concentrando as áreas
areas de processamento técnico de
livros, intercâmbio e recebimento e situando- as
bem próximo ao escritório de referência, centro '
referencial, coleção de referência
referencia e fichário para uso público;
- colocando os monta-cargas em pontos estratégicos,
ou seja, de forma a atender maior número de
seções;;
ções
mais centrais
- colocando os elevadores nos pontos mais,

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
h stem
st em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�716

�717

© □

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�718

�719

O ©
@ □

Digitalizado
gentilmente por:

�720
possível.
POS
slvel.
Devido ãs
as dimensões da área requerida para o setor de
periódicos, nao nos foi possível manter juntas as seções de re
ferêncià
ferencià de livros e periódicos. Essa foi uma decisão que resultou da analise
análise de uma série de fatores, entre os quais destacam- s e:
- impossibilidade do 19 piso absorver toda a seção
de periódicos sem provocar uma pcupaçao
ocupação excessiva
do terreno;
- necessidade de termos o depósito fechado de
livros no 19 piso por. demandar uma sobrecarga
bem
maior devido ã grande concentração de estantes(e^
estantes(e£
tantes deslizantes).
3.2.3

Fluxo de usuários

Procuramos evitar a interferência de trabalhos internos em áreas reservadas ao usuário. Para tanto, consideramos
os seguintes aspectos Cfig.
(fig. 8, 9, 10, 11):
- fluxo de material bibliográfico, após passar pelo
recebimento e processamento técnico, tem um conta
to mínimo com áreas de circulação de público. Este contato se dá apenas na passagem para os
moii
ta-cargas, localizados nas torres de serviço, para facilitar a instalação - do ponto de vista té£
té^
nico - e a circulação - em termos de acesso mais
fácil por todas
Codas as seções da biblioteca (fig. 8);
- localização
localizaçao de serviços públicos em pontos de fácil acesso (empréstimo, referencia/catalogos
referencia/catá1ogos e se
cretaria administrativa);
- áreas de maior privacidade, como a diretoria por
exemplo, foram colocadas fora das principais circulações (fig
(fig.. 9)
9);;
- acesso especial para paraplégicos.
4

DADOS GERAIS:

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereflclancnto

11

12

13

14

�eSCAOAS

FLUXO

DE

USUÁRIOS

721

I

cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

I

M

_

£ B
I I

�722

Digitalizado
gentilmente por:

st em
Gervulaoinitv

�723

O

FLUXO

DE

USUÁRIOS

O

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�724

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�725
4.1

Ãreas
Ãr (

'

4.2

-

2
19 pavimento : 3.710,25 m
29 pavimento : 3.256,25 m^
39 pavimento : 3.710,25 m^
2
m^
49 pavimento : 3.710,25 m
porão
porao
:
444,00
444,00m
m2
ãrea
area total
:14.831,00 m^
2
area para acervo : 3.900 m
.
area
para leitura : 3.500 m 2
^
2
area administrativa : 544 m 2
.
2
area para serviços gerais : 810 m
.
- .
ãrea
area
para serviços
técnicos
:; 2.131 m
m^2
area de circulação, halls, ex. ~ e estar
posição
: 1.815 m 2 .

Acervo:
Acervo;
- livros
-

: 750 mil vol. (projeção
1 milhão)
: 10 mil títulos
: 6.000 unidades
: 10.000 vo
volumes
lumes
: 14.000 vo lumes

periódicos
mapas
obras raras
coleçoes especiais
materia 1
material
audio visual
microfiIme
mi crofiIme s
sslides
lides
micro
fichas
microfiches
fiImes
video tapes
fitas gravadas
video cassetes
- fotografias/pinturas/gravuras
- documentos.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Scan
Sc
an
stem
st
em
Cercada
Ciereaclancnt»
nmts

11

12

13

14

�726

ELEVADORES III IN 8 TALAÇQfl
TALAÇÕEl
MONTACARSA I I 8ANITa'riAS 1

14

13

12

11

Digitalizado
4 gentilmente por:

3

2

cm

�727

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�728

LEOENDA:
I* PAVIMENTO

w* té funcionrfho

FISlOORAMA
FISIOGRAMA

&lt;fO
r&gt;^ dé funcion6noa
T2Í^ n* d« utudriot
FI6.Í3
FI6.13

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

�729

2«
n d» funciondrto»

u&gt;ua'rlo»_

PAVIMENTO

FISI06RAMA

ítm
Flô. »4

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�730

32 pavimento
PAVIMENTO
FISI06RAMA

L EGENOA:
E6ENDA.

aV«a
/
nS de funeionòrios Oü usuários.
7 /
-/

0re 0
f unctonóri o
~p\/' u • u cí r j 0
FFIG.
IG. 45
15

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

'■li/ 11

12

13

14

�ítsírsH

731

4® PAVIMENTO
FISI06RAM A
FISIOGRAM

eientfrl*
rfrt B
Fie.
F(6. 16

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�732
4.3

Usuár
Usuários
íos
- usuários em potencial : 25 mil
- capacidade p/ pessoas sentadas:
- la. fase : 900
- biblioteca completa : 1.500

4.4

Dimensionamento e índice utilizados
- acervo de livros e periódicos encadernados : 200
vo
1/m^
vol/m^
^
2
- acervo de referencia : 150 vol/m
- .
.
- deposito
fechado de livros
: 450 vol/m 2
- crescimento anual do acervo de livros : 25 mil '
volume s
- média diária : 70 vol. (mais ou menos 150 Kg)
- empréstimos diários (considerando a centra
centralizaçao
1izaçao
completa) : 2 mil volumes
_
2
- area de leitura : 2,5 m p/ leitor aluno de gra duação
2,8 m p/ leitor aluno de posgraduaçao e professor.

4.5

Equipamentos especiais
-

4.6

terminais de computador
circuito fechado de TV
XV
leitoras de microfilmes
equipamentos de audio-visual (diversos)
laboratório de mi
microfilmagem
crofiImagem
telex.

Instalações especiais
- sistema de prevenção e combate a incêndios (em t£
to
do o prédio)
2
- ar condicionado (mais ou menos 1.500 m )

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sc a n
stem
VSy st
em
Cercada
Ciereaclancnt»
nmts

11

12

13

14

�733
- ventilação mecanica (mais ou menos 600 m ).
4.7

Fisiogramas

(fig.12, 13, 14, 15, 16)
(fig.l2,

Os fisiogramas foram elaborados com o objetivo de fac^
litar a compreensão das atividades e o dimensionamento em termos de ãrea,
área, número de funcionários e número de usuários.
5

CONCLüSÃO
CONCLUSÃO

No âmbito da Universidade Federal de Minas Gerais,
o
prédio da Biblioteca Central, deverá propiciar mudanças bastante significativas no sistema de informação técnico-cientifica ,
marcadas principalmente, pela implantação da estrutura central^
zada anteriormente descrita.
Não foi portanto infundada a preocupação da equipe encarregada da elaboração do projeto com os aspectos de localização, conforto, facilidade de utilização e oferecimento de moder
nos recursos informacionais.
Quanto ao aspecto de localização, ainda não menciona do, o prédio da Biblioteca Central está numa ãrea
área de grande coii
centração populacional,•coincidente
populacional,• coincidente com o centro geométrico do
campus (fig. 17). Desta forma, o acesso ao prédio pelo usuário
que esteja numa das unidades centrais é quase imediato,
pois
que corresponde a uma distancia máxima de 350 metros. Além deste limite, que pode ser percorrido a pé, temos várias opçoes
opções de
acesso oferecidas por linhas circulares de transporte interno e
de transporte externo do campus.
A preocupação quanto ã localização do acervo da Unive£
Univer^
sidade não
nao se restringiu, porém, ao prédio da Biblioteca
Central. Estando o campus universitário por ser concluído, tivemos
a oportunidade de opinar quanto ã situaçao
situação das Coleçoes
Coleções Especiais que ficarão localizadas nos edifícios das Unidades. Estudos
realizados nos permitiram a elaboração de uma proposta para
o
sistema ambiental das coleções bibliográficas na Universidade ,
levando em conta o agrupamento das áreas afins, a localizaçao '
das coleções nos edifícios em relação ao grupo social e a ativ^

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�734
dade da qual o usuário participa em termos de espaços comparti
compartj^
Ibados e o dimensionamento ideal destes espaços.
lltados
Buscamos portanto, na formulação dos planos do prédio
da Biblioteca, estabelecer as diretrizes gerais considerando o
dffl
sistema universitário como um todo. Na fase de elaboração
elaboraçao do
projeto, foram feitas modificações ãs
ás idéias iniciais, buscando o aperfeiçoamento de conceitos e considerando aspectos funcionais do projeto. Da integração procurada no trabalho conjunto entre bibliotecários e arquitetos podemos hoje afirmar '
que se conseguiu harmonizar de maneira satisfatória aspectos '
funcionais da biblioteca com artifícios e recursos estéticos e
arquitetônicos.
6

BIBLIOGRAFIA
1 - ELLSWORTH, Ralph E. Planning manual for academic
library buildings. Metuchen, Scarecrow, 1973, '
159p.
2 - LIBRARY technology and architecture. Havard University, 1968. 51p.
3 - LIMA, Etelvina, BARROS, M.P. de &amp; CASTELO BRANCO,
Fe^
Alipio P. Biblioteca Central da Universidade F^
deral de Minas Gerais. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG. 1(2): 125-31, set. 1972.
4 - LIMA, Etelvina. Estrutura organizacional da bibli
oteca universitária da UFMG: um estudo de centralização e descentralização. Belo Horizonte ,
Escola de Biblioteconomia da UFMG. 1974.
5 - POOLE, Frazer G. Programa para o projeto do edifl
edifi
cio da biblioteca central. Brasília, Universid£
Universida^
de de Brasília, 1973. 63p.
6 - TREZZA, Alphonse, ed. Library buildings: innova tion for changing needs. In: LIBRARY BUILDINGS
INSTITUTE, San Francisco, 1967. Proceedings of
the... Chicago, ALA, 1972. 293p.
7 - WILD, Friedmann. Libraries for schools and univer
sities. New York, Van Nostrand Reinhold Comp. ,
1969. 136p.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sea n
Scan
stem
k st
em
Cercada
C.ereaclancnta
nmts

11

12

13

14

�735
ABSTRACT.
An outline of the program and projet
of the building for the UFMG Central
Library dealing witer the organizat^
onal, environmental and architectu ral aspects.

Digitalizado
gentilmente por:

�736
CDD: 021.63
CDU: 021.63:027.7 UFMG
CDU;
UM SISTEMA CENTRALIZADO DE BIBLIOTECAS: 0O MODELO DA UFMG

MARILIA JOniA
JONIA DE ALMEIDA GARDINI
Diretora da Biblioteca Central
da Universidade Federal de Minas
Gerais
Gerais..
ANGELA LAGE RIBEIRO
Bibliotecária Chefe da Divisão
de Documentação do Centro de Com
putaçao da Universidade Federal
putação
de Minas Gerais
OTIlIA BORJA PEREIRA E FERREIRA
OTÍLIA
Bibliotecária Chefe da Biblioteca do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal
de Minas Gerais
VERA GLÃUCIA MOURÃO SOARES
Vice-Diretora da Biblioteca Central da Universidade Federal de
Minas Gerais.

RESUMO:
Descrição do processo de centralização
centralizaçao
do Sistema de Bibliotecas da UFMG,contendo os parâmetros considerados para
a escolha do sistema, observando os as
as^
pectos de custo, viabilidade e oportunidade, assim como vantagens e desvantagens. Plano Diretor que norteia a im
plantaçao do sistema de acordo com
o
cronograma proposto e uma avaliaçao p^
ciai dos resultados obtidos.

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereflclancnto

11

12

13

14

�737
1. histSrico

DATA

ACONTECIMENTO

CARACTERÍSTICAS
características

1927

Criaçao da Universidade Federal de Minas
Gerais

Reunião de diversas faculdades
e escolas

1930

Criaçao da Biblioteca da Universidade

Reunião do acervo ã Rua Guajaj aras

1962

Mudança de localizaçao da Biblioteca da
Universidade

Transferencia para o Prédio da
Reitoria. Paralelamente diferentes unidades possuiam suas
próprias bibliotecas.

Criaçao do SCIB- Ser^
Criação
Se£
viço Central de Informações Bibliográficas

Insti^
Em convênio com o IBBD - Inst^
tuto Brasileiro de Bibliografia e Documentação.

1968

Criaçao da Coordenação das Bibliotecas
Universitárias

Com aprovaçao da reforma universitária ficou assim instisuplementar
tuída como órgão
incumbido do pia. jamento e r^
xa
cionalizaçao dos serviços bibliotecários e de informação
científica.

1972

Criação
Criaçao da Biblioteca Universitária

Em substituição ãá Coordenação
das Bibliotecas Universitárias,
através da aprovaçao do Plano
de Reestruturação do Estatuto
e do Regimento Geral da UFMG.

1973

Aprovaçao do Campus
da Saúde

Os acervos bibliográficos pertencentes ás unidades do Campus
da Saúde deverão ficar reuni dos na Biblioteca da Faculdade
de Medicina.
Me dicina.

1974

Plano de zoneamento
do Campus da
daPampulha
Pampulha

Previsão da construção de um
edifício para Biblioteca Central.

1975

Criaçao do Conselho
Bibliotecário

Õrgao de deliberação da Biblio^
Bibli^
■tteca
eca Universitária.

1976

Centralização
Centra 1izaçao da Do- Primeira etapa da implantaçao
BiblÍ£
taçao orçamentária p^ do Sistema Integrado de Bibli^
aquisição dematerial tecas da UFMG.
bibliográfico, na B^
blioteca Central
((continua
continua

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

st em
Gervulaoinitv

11

. .)

12

13

14

�738
(continuação)
(continua
çao)
DATA

ACONTECIMENTO

CARACTERÍSTICAS

1976

Criação daBiblioteca
Central da UFMG

Todas as bibliotecas integrantes do sistema de bibliotecas
da UFMG ficaram vinculadas téc
nica e administrativamente
a
Biblioteca Central.

19 77
1977

Centra 11izaçao
izaçao do Sis^
Si£
tema de Bibliotecas
da UFMG

Em decorrência de estudos e an^
ana^
lises o Conselho Bibliotecário
optou pela centralizaçao de to^
do o Sistema Bibliotecário.

2. ESCOLHA DO SISTEMA
0 Sistema Integrado de Bibliotecas da UFMG, estava composto por 24 bibliotecas, atuando dentro da estrutura
organizacional mostrada na figura 1.
Os Dados numéricos do acervo perfaziam os seguiti
seguin
tes totais:
Livros: 392.906
Periódicos: 10.742
Mapas: 4.125
Audio-Visuais: 32.000
Audio-visuais:
Coleçoes especiais: 16.475
0 sistema já apresentava os seguintes problemas:
-

cm

2

Dificuldade de administração e gerência
Duplicações desnecessárias
Localizaçao inadequada das Bibliotecas
Alocaçao e distribuição de recursos inadequados
Alocação
Processos . técnicos
têcniCOs carentes de padronizaçao
Estágios diferentes de organizaçao
Inadequaçao e ociosidade de equipamentos
Deficiência de instalações físicas

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereflclancnto

11

12

13

14

�739
- Regulamentos e horários de funcionamento diferentes
- Alto custo operacional do sistema
Face a realidade acima exposta partiu-se para a
seleção de um novo sistema a ser implantado que pudesse:
- Atender ãs necessidades acima expostas
- Minimizar os esforços até então dispendidos
- Canalizar recursos para a ampliaçao dos serviços
vinham sendo prestados
Ficaram estabelecidos os seguintes
para a escolha do novo sistema:

que

parâmetros

a) Custo
- Disponibilidade de recursos financeiros da agência
financiadora (UFMG)
- Recursos provindos de convênios a serem firmados
b) Viabilidade
- Efeitos indiretos do novo sistema
- Verificação da medida em que existe infra-estrutura econômica
economica e de pessoal
c) Oportunidade
- Colocação
Colocaçao do projeto nas prioridades da UFMG
- Verificação das condiçoes
condições que determinam a escolha
de um novo sistema
Esses parâmetros foram objeto de analise dos se^
guintes sistemas:
-

cm

Centralização
Centralizaçao total
Descentralização a nível de especialização
laboratorio
Descentralização de material de uso em laboratório
Descentralização dos serviços técnicos das coleçoes dos
ciclos básicos

Digitalizado
gentilmente por:

�740
2.1. CENTRALIZAÇÃO TOTAL
2.1.1. Definição
Centralizar serviços, coleções,
coleçoes, processos técn^
COS num único
unico prédio de biblioteca.
2.1.2. Vantagens
-

Evitar duplicação de meios para fins idênticos
Economia de recursos humanos, materiais e financeiros
Economia de tempo
Facilidade de administração e gerência
gerencia
Racionalizaçao e padronização
Racionalização
padronizaçao dos serviços técnicos
Maior facilidade no balanceamento da coleção
Precisão, rapidez e eficiência no atendimento ao usuário
Coleção mais vasta para o usuário
Coleção interdisciplinar
interdiscip1inar
Idênticas facilidades de acesso ã coleção a todos
os
usuários da Universidade
Acomodação e ambiente ideais para o leitor

2.1.3. Desvantagens
-

cm

Volume de serviço a ser executado e coordenado
Número de leitores a serem atendidos
Menor contacto com os departamentos
Localização da coleção mais distante do usuário (em relação áã unidade)

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Ciereaclancnt»

�741
2.2. DESCENTRALIZAÇÃO A NÍVEL DE ESPECIALIZAÇÃO
2.2.1. Descentralização de toda £
a Coleção Especializada:
Livros,
Periódicos
Livros.
2.2.1.1. Definição
Manter em cada unidade uma coleção a nível
de
especialização mais elevado e material de uso em laboratório,
colocando na Biblioteca Central apenas o material de caráter
geral, e os serviços técnicos.
2.2.1.2. Vantagens
- Manter a coleção mais próxima ao usuário
interessado
(professor e aluno de pós-graduação)
- Racionalizaçao e padronizaçao dos serviços técnicos
- Maior contacto com os departamentos
- Precisão, rapidez e eficiência no atendimento ao usuário
- Acomodaçoes ideais para o leitor
- Menor número de leitores a serem atendidos
2.2.1.3. Desvantagens
- Dificuldade em definição ao nível de especialização
- Duplicação de material bibliográfico
- Maiores gastos em relação a recursos:
Humanos
Materiais
Financeiros
Finance iros
- Maior destaque ã pós-graduação no âmbito da própria un^
un£
dade

Digitalizado
gentilmente por:

�742
2.2.2. Descentralização de Parte d a Coleção E specializada:
Livros
2.2.2.1. Definição
Manter em cada unidade uma coleção de livros a
nível de especialização mais elevado e material de uso em labo^
lab^
ratório mantendo na Biblioteca Central toda a coleção de peri^
ratõrio
dicos, material de caráter geral e os serviços técnicos.
2.2.2.2. Vantagens
- Manter a coleção de livros mais próxima do usuário inte^
ressado (professor e aluno de pós-graduação)
põs-graduaçao)
- Racionalizaçao e padronização
padronizaçao dos processos técnicos
- Maior contacto com os departamentos
- Precisão, rapidez e eficiência no atendimento ao usuário
- Acomodaçoes ideais para o leitor
- Menor número de leitores a serem atendidos
- Evitar a duplicação na aquisiçao
aquisição de títulos de títulos
de periódicos
2.2.2.3. Desvantagens
- Dificuldade em definir o nível de especialização
- Maiores gastos em relaçao a recursos:
Humanos
Mate riais
Financeiros
- Maior destaque ã pós-graduação
põs-graduaçao no âmbito da própria
propria uni^
un^
ve rs idade
versidade
2.3. DESCENTRALIZAÇÃO DE MATERIAL DE USO EM LABORATÖRIO
LABORATÓRIO
2.3.1. Definição
Manter em cada unidade apenas a coleção de mate^

cm

Digitalizado
gentilmente por:

st em
Gervulaoinitv

11

12

13

14

�743
rial de uso diário ou imprescindível em salas de aula, laboratórios,etc.
tórios, etc.
2.3.2. Vantagens
- Economia de pessoal
- Acesso imediato ã coleção
- Racionalização
Racionalizaçao do movimento de circulação da Biblioteca
Central
- Racionalização
Racionalizaçao e padronização
padronizaçao dos serviços técnicos
2.3.3. Desvantagens
Desvant agens
-

Volume de serviço a ser executado e coordenado
Número
Numero de leitores a serem atendidos
Menor contacto com os departamentos
Localizaçao da coleção mais distante do usuário (em relação ã unidade)

2.4. CENTRALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS TÉCNICOS E DAS COLEÇÕES
CICLOS BÃSICOS
BÄSICOS

DOS

2.4.1. Definição
Centralizar na Biblioteca Central todos os serviços técnicos e as coleçoes existentes nas bibliotecas
dos
Ciclos Básicos.
2.4.2. Vantagens
- Evitar duplicação de meios para fins idênticos
- Economia de recursos
recursos::
Humanos
Humano s
Materiais
Financeiros
- Economia de tempo
- Racionalização e padronização dos serviços técnicos
- Maior facilidade no balanceamento das coleções dos Ci -

Digitalizado
gentilmente por;
por:

Sc a n
stem
st
em
Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�744

-

cios Bãsicos
Básicos
Precisão, rapidez e eficiência no atendimento ao usuã
usuá rio dos Ciclos Básicos
Coleção mais vasta para oo-usuário
usuário dos Ciclos Básicos
Coleção interdiscip1inar para os usuários dos Ciclos Bá
Ss i CO s
Previsão de acomodaçoes ideais para o leitor dos Ciclos
Básicos

2.4.3. Desvantagens
- Duplicação de material bibliográfico
- Diferença no atendimento dos usuários da UFMG
- Dificuldade de gerência
gerencia e administraçao
Considerando os problemas já citados que o sistema integrado ja vinha causando, a viabilidade da adoçao
da
" Centra 1izaçao Total" tornou-se evidente.
"Centra
Considerando entretanto, as necessidades
dos
usuários e minoramento do impacto que aa' adoçao do novo sistema
totalmente centralizado poderia causar, optou-se pela
junção
dos seguintes sistemas:
- Centra
Centralização
1izaçao total
- Descentralização de material de uso em laboratório

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereflclancnto

11

12

13

14

�745

CONSELHO
BIBLIOTECÁRIO

DIRETORIA

SECRETARIA
ADMINISTRATIVA
r
""
DIVISÃO DE SELEÇÃO
FORMAÇÃO DO ACERVO

DIVISÃO DE PROCESSAPROCESSAMENTO TÉCNICO ■

SEÇXO DE SELEÇÃO E
SEÇÃO
PORMAÇÃO 00
PONMâÇÃO
DO âCERVO
ACERVO

SEÇAO DE CATALOSAÇAO
SEÇÃO
CATALOSAÇÃO
CLASSICAÇÃO-INDCXAÇÃO
CLASSICAÇÃOUNDEXAÇÃO

'I
OlVISAO DE INFORMAÇÕES
DIVISÃO
BIBLIOGRÁFICAS-SCIB
BIBLIOGRAFICAS-SCIB
SEÇÃO DE CATALOAO
CATALOOO
COLETIVODE RENlÓolCOS
COLCTIVODE
PERIÓDICOS
SEÇÃO DE CATALOSO
CATALOOO COLETIVO DE UVNOS
UVROS

SEÇÃO DE INTENCâMSiO
INTmCAMRIO
(DOAÇÃO E SERMUTA)
RERMUTA)

SEÇÃO DE RNEMNAÇAC
SEÇAO
PREMRAÇÃC
E MANUTENÇÃO DE COLEC
COIAC

SEÇAO DE SiSLIOORAElA
SEÇÃO
RiNLIOONAriA
E REPBPliNCtA
NEFENÍNCU

BIBLIOTECAS INTEGDO SISTEMA
SISTEMA
PROFISSIONAL

SISTEMA
BÁSICO
BÃSICO
ESCOLA DE
SELAS ARTES

ORGÃOS
ORGAOS
SUPLEMENTARES

ESCOLA OE
DE
AROUITETUNA
ARSUITETUSA

ESCOLA OE
DE
SISLIOTECOSISLIOTICO*
BOmA
ROIIIA

ESCOLA DE
EDUCAÇÃO
física
Física

ESCOLA DE
OE
ENSENHARIA

ESCOLA DE
MÜSICA
mOsica

ESCOLA DE
VETERINÁRIA
VETENINÁNIA

FACULDADE
PACULDADE DE
FILOSOFIA E
CIÊNCIAS MUMANK
MMMN«
FACULDADE DE
LETRAS
LETNAS

CEDEPLAR
CEDEFLAR

CENTRO
CENTNO
FEDASO'eiCO
PEOASÓeiCO
INSTITUTO OE
DE
CIÊNCIAS SIO&gt;
CIÍNCIAS
sio&gt;
LOSICAS

FACULDADE DE
CIÊNCIAS ECO.
ciIncias
eco.
NÕMICAS

FACULDADE DE
DINEITO
DIREITO

FACULDADE DE
EDUCAÇÃO

FACULDADE DE
OE
FARMÁCIA
fanm/cia

FACULDADE DE
MEDICINA

FACULDADE DE
ODONTOLOSIA

INSTITUTO OE
DE
CIÊNCIAS EXATAS
INSTITUTO DE
SEO-CIENCIAS
SEO.CIÊNCIAS

Digitalizado
gentilmente por:

&gt;

COLESIO
TÉCNICO

MUSEU DE
HISTÓRIA
natural

11

12

13

14

�746
3. CENTRALIZAÇÃO DO SISTEMA
O sistema de informação cientifica na UFMG, deii
de^
tro da estrutura centralizada aprovada pelo Conselho Bibliotetrocário e que originou
originou'este
este projeto, propoe ser constituído pela
Biblioteca Central onde será centralizado todo o acervo das bi
bliotecas de unidades a serem instaladas no Campus da Pampulha
e pela Biblioteca do Campus da Saúde, onde será
centralizado
todo o acervo das bibliotecas das unidades a serem ali instai^
instala
das. 0 sistema prevê ainda a manutenção, em cada unidade,
de
uma coleção de uso imprescindível em salas de aula ou laboratõ
laboratS
rios, o que deverá minimizar o problema da distancia entre
o
usuário e a Biblioteca Central.
Atualmente, as informações se encontram dispersas em diversas entidades isoladas e as bibliotecas, que
sao
os principais depositários de documentos, vem prestando serviços precários, em virtude da falta de planejamento racional que
vise nao só o aproveitamento de todo o potencial humano e informativo, como também o desempenho de um serviço
conjugado.
Além disto, as bibliotecas
^bibliotecas estão localizadas em diferentes pori
pon
tos da cidade, com instalações deficientes em relação ã capac^
capacj.
coleções e de espaço para o usuário,
dade de armazenamento das coleçoes
nao havendo possibilidades de expansao, funcionando em depen dências das unidades a que se vinculam e nao em prédios pré
prõ prios.
prios .
A implantação
implantaçao da Biblioteca Central trará as se^
guintes vantagens:
- Evitar a duplicação de meios para fins idênticos
- Proporcionar a economia de recursos:
Humano s
Humanos
Materiais
Financeiros
- Proporcionar a todos os usuários o acesso a .uma
uma coleção
mais vasta e interd iscip1inar
- Precisão, rapidez e eficiência no atendimento ao usuário
- Idênticas facilidades de acesso ã coleção a todos
os

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
k st em
Cercada nmts

�747

-

usuários da Universidade
Proporcionar acomodaçoes ideais para o leitor
Maior facilidade no balanceamento das coleçoes
Maior facilidade de administraçao
adminis tr aç^ao e gerencia
Racionalizaçao e padronizaçao dos serviços técnicos
Implantaçao de um serviço eficiente de
recuperação
transferência de informação ao usuário

e

3.1. OBJETIVO GERAL
Organizar e centralizar os serviços bibliotecários no âmbito da Universidade Federal de Minas Gerais, consti^
const^
tuindo um sistema central de informação em ciência, tecnologia
e humanidades.
_
específicos
3.2. OBJETIVOS ESPECtFICOS
- Centralizaçao
Centra 1izaçao das decisões técnico-administrativas
têcnico-administrativas
- Remanejamento e centralizaçao progressiva das coleçoes
bibliográficas para a Biblioteca Central
- Manutenção de coleçoes de laboratories
laboratorios nas unidades
- As
Assessoramento
sessoramento ã construção do prédio da Biblioteca Cen
trai

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereflclancnto

11

12

13

14

�748

3,3
3^3

ESTRUTURA ORSA
ORGANN I ZZAA Tf IDNA
I ONA L TE.inu-wWíA
Tf.inij-At[A RARA
PARA I MULA
MRL A NM 1 At,A'J
Al, AU ‘&gt;0
i;0 SlSJu.’IA
SlUlL;iA
i:u:jSfcLMÜ
lliiNLitLMU
■• 'U'
'H' r;i
rn Tin .;' Ar
Ai/11I :
tHHLlOTKCA
tUHLlOTKCA
♦' : NTRAl.
.-jTRAL
.•oi-l^iCiU) au
ao
Rr'^ccssarnento
Processamento
T f;r?
ó n n 1 (tr 0

C orii
0 ri 1 -i'iss â o rin
fin
P r«d
rpd 1i o

iP - SuQproJeto
SuOproJeto refer&amp;nte
referente ao número rin cada
cado meta
I •* Bibliotecas da área de Hunanldados
Humanidades
Bibliotecas da área de Tecnolocia
I &gt;' Bibliotecas da área de Blométilca
üiomédlca

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

Sc a n
stem
st
em
Gervulaoinitv
Gereaclancnto

Comicsno
Conicsáo ue
J«
Seleção
Se leçáo e
Aquisição

�749
4. METAS
1la.
a. - Centralizaçao das decisões técnico-administrat
ticnico-administrativas
ivas
2a. - Redefinição do projeto de construção do prédio
da
Biblioteca Central
3a. - Racionalizaçao da aquisiçao de periódicos visando a
nao duplicação
4a. - Aceleração e padronizaçao dos processos técnicos
5a. - Compatibilizaçao dos sistemas de cIassificaçao
ciassificaçao usados
6a. - Confecção do Catálogo Coletivo de Livros
7a. - Centralização
Centralizaçao progressiva do processo de aquisiçao
8a. - Reciclagem e remanejamento de pessoal
9a. - Estabelecimento da política de doaçao e permuta
10a.- Implantaçao do processo de descarte
11a.- Definição das coleçoes de uso em laboratório
12a.- Centralizaçao
Centra 1izaçao progressiva das coleçoes
13a.- Centra 1izaçao dos processos técnicos
14a.14
a.- Criação do Serviço de Informação
15a.- Criaçao do Serviço de Estudo do Usuário

5. PLANO DE TRABALHO
Me ta 1: Centralizaçao das decisões Técnico-Administrativas
Meta
P1 ano de Trabalho:
- Centralizar as decisões Técnico-Administrativas através
das seguintes comissoes permanentes:
- Seleção e aquisiçao
- Processamento Técnico
- Assessoramento ã construção do prédio da Biblioteca Central
- Constituir comissoes de trabalho com a finalidade
de
elaborar os sub-projetos a serem gerados.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
C.ereaclancnt»

�750
Meta 2: Redefinição do projeto de construção do prédio da
blioteca Central

Bi-

Plano de Trabalho:
- Providenciar a formação de uma comissão com função de:
- Levantar o material a ser centralizado
- Dimensionar a área total necessária
- Especificar e dimensionar os ambientes
- Providenciar o levantamento do mobiliário e equip^
equipa^
mentos existentes
- Realizar o levantamento do mobiliário e equipamentos necessários
- Assessorar a elaboração do projeto do prédio
- Acompanhar a construção do prédio
- Promover a padronização
padronizaçao de mobiliário e equipamento
Racionalizaçao da aquisição de periódicos visando anão
Meta 3: Racionalização
duplicação
duplicaçao
Plano
P1 ano de Trabalho:
- Providenciar a manutenção do Catálogo Coletivo.de PeriS
Periõ
dicos..
dicos
- Estabelecer critérios de cooperação das
diversas
bibliotecas visando a atualizaçao constante
- Providenciar o levantamento das coleçoes de periódicos
existentes:
exis
tentes:
- Gerar listagem dos periódicos da UFMG
- Gerar listagem de duplicatas
- Remanejar as coleçoes de periódicos mal localizadas:
- Traçar perfil do usuário
- Estabelecer critérios para o remanejamento
- Identificar as coleçoes a serem remanejadas

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem
st
em
I Gereflclancnto
Gervulaoinitv

11

12

13

14

�751
Meta 4: Aceleração e padronizaçao dos Processos Técnicos
Plano de Trabalho:
Trab alho:
- Organizar uma comissão com a função de:
- Providenciar o levantamento dos processos utilizados atualmente pelas bibliotecas
- Padronizar as entradas e catalogaçao
catalogação de livros
- Elaborar um manual básico de padronização
- Providenciar o levantamento dos processos automat^
automatj^
zados existentes
- Fazer o estudo de viabilidade de aplicaçao destes
processos
- Providenciar o levantamento de tipos e modelos de
impressos e de outros materiais de consumo utiliz^
dos nas bibliotecas
- Promover a padronizaçao de materiais de consumo
- Identificar as coleçoes carentes de organização
organizaçao
- Estabelecer prioridades para a aceleração
aceleraçao dos processos técnicos
- Constituir equipes de trabalho por área de especialização com função de:
- Acelerar os processos técnicos das coleções
coleçoes ante riormente identificadas
- Providenciar o remane
remanejamento
j amento das coleções
coleçoes mal loc_a
loc^
1 iz adas
1iz
ad as
- Reprocessar as coleçoes
coleções reraanejadas
remanejadas
Meta 5: Compatibi1ização dos sistemas de classificaçao
c1 assificaçao usados
Plano de Trabalho:
- Definição do sistema de c1 assificaçao a ser adotado:
- Comparaçao entre os sistemas de classificaçao
c1 assificaçao usados, com a finalidade de medir e propor tabelas de
convers
conver s ao
- Estudo do acervo por classes em relaçao aos sistemas de classificaçao
cIassificaçao usados

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclancnt»

�752

-

-

-

- Análise das tabelas a serem adotadas em relaçao ao
grau de especificidade de cada classe do acervo
Providenciar listagem do Catálogo Coletivo de Livros por
ordem sistemática.
Analisar listagem do Catálogo Coletivo de Livros por o£^
dem de títulos contendo a classificação:
- Identificar as variações de classificação
ciassificaçao para uma
mesma obra
- Providenciar a compatibilização dos níveis de claj^
clas^
sificação usados
- Providenciar a reclassificaçao
recIassificaçao para um número único
Providenciar um estudo de viabilidade de aplicaçao dentre os sistemas de indexaçao existentes:
- Testar sistemas de indexaçao através de linguagem
livre e controlada
- Preparar amostragens diversas sobTre
sobYe &lt;ks sistemas em
uso
- Elaborar estudos comparativos das soluçoes adotadas por outras Bibliotecas Centrais Universitárias
em outros países
Implantar um sistema automatizado de indexaçao.

Meta 6: Confecção do Catálogo Coletivo de Livros
Plano de Trabalho:
- Providenciar o levantamento dos dados já existentes.
- Providenciar estudos sobre a viabilidade de implantaçao
de um sistema automatizado.
- Definir um programa automatizado:
- Testar o programa e os formatos utilizando uma amos^
amo^
tragem do acervo
- Gerar listagem por:
- Autores
- Títulos
- Bibliotecas
- Classificaçao
Ciassificaçao

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�753
- Atualizar continuamente o catálogo coletivo.
Meta 7: Centralizaçao progressiva do processo de aquisição
aquisiçao
P1 ano de Trabalho:
- Montar a infra-estrutura do setor de aquisiçao:
- Reforçar a equipe de trabalho do setor
- Providenciar a assessoria do Departamento de Com p ras
r as
- Estudar mecanismos para a racionalizaçao na utilização dos recursos orçamentários para aquisiçao de
material bibliográfico
- Estabelecer mecanismos para a adequada
aplicaçao
de verbas de convênio
- Providenciar a centra
centralizaçao
1izaçao de recursos para aquj^
aqui
siçao de mobiliário e equipamento
- Centralizar a aquisiçao de material bibliográfico para
parte do Sistema Básico - ICEx e ICC:
- Providenciar a assessoria do setor de aquisiçaodas
aquisiçao das
bibliotecas do sistema básico
- Centralizar o recebimento de todo o material adquirido
(livros).
- Centralizar a aquisição de mobiliário e equipamento.
- Centralizar a aquisiçao de todo o Sistema Básico:
- Providenciar a expansao
expansão do setor de aquisiçao
- Centralizar a aquisiçao das unidades localizadas no Cam
pus da Pampulha.
- Centralizar totalmente o processo de aquisiçao.
Meta
Me ta 8: Reciclagem e remanejamento de pessoal
Plano de Trabalho:
- Promover o treinamento periódico de pessoal:
- Providenciar o treinamento das equipes diretamente
envolvidas nos sub-projetos
- Setor de aquisiçao

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereaclancnto

12

13

14

�754
- Setor de processamento técnico
- Setor de catálogo coletivo de livros
- Setor de catálogo coletivo de periódicos
- Providenciar o treinamento para chefias
- Providenciar o treinamento para bibliotecários
- Providenciar o treinamento para auxiliares de biblioteca e estagiários
- Promover o remanejamento de pessoal:
e
- Providenciar o remanejamento de bibliotecários
funcionários de acordo com a necessidade
- Providenciar o remanejamento provisório de bibliotecários para execução de projetos
Meta 9: Estabelecimento da política de doaçao e permuta
P1 ano de Trabalho:
- Providenciar uma equipe de trabalho com função de:
- Providenciar o levantamento das formas utilizadas
pelas bibliotecas para doaçao e permuta
- Providenciar o levantamento das Instituições atuá^
atua_l
mente usadas para fins de doaçao e permuta
- Organizar um catálogo de instituições doadoras
- Organizar um catálogo de instituições congêneres
congeneres
- Coordenar o trabalho das bibliotecas em termos de:
- Identificar duplicatas
- O^ánizar
O^-hnizar um catálogo de duplicatas
- Gerar listagem de duplicatas
- Gerar listagem de falhas de coleção
- Estabelecer critérios de doaçao
doação e permuta
- Providenciar a centralizaçao progressiva do processo de
doaçao e permuta.
Meta 10: Implantaçao do processo de descarte
Plano de Trabalho:
- Providenciar uma equipe de trabalho com a finalidade de:

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�755
- Providenciar o levantamento do material a ser descartado
- Estabelecer os critérios de seleção para o descarte
- Orientar na formaçao de comissões
comissoes especializadas de
alto nível que se responsabilizarão pelo descarte
do material em cada área
area
- Providenciar listas do material a ser
descartado
contendo relaçao do valor do mesmo
- Providenciar junto ã Seçao de Material da UFMG, o leilão do material selecionado para descarte.
Meta 11: Definição das coleções de uso em laboratório
Plano
P1 ano de Trabalho:
- Identificar em cada área o material considerado como de
uso essencial, em laboratório ou salas de aula de acordo com os seguintes critérios:
- Um exemplar de cada livro texto
- Um exemplar de dicionários bilíngues
- Manuais de laboratórios
- Livros de uso em sala de aula (códigos,a11
(codigos,a11 as,etc)
- Um exemplar de dicionários de termos técnicos etc.
Me ta 12: Centralizaçao progressiva das coleçoes
Meta
PPlano
lano de Trabalho:
- Providenciar a centralizaçao das coleçoes
departamentais observando-se:
- A possibilidade da biblioteca da unidade
assumir
os encargos das departamentais
- A possibilidade de expansao
expansão do espaço físico
- Providenciar a centralização das bibliotecas do
Ciclo
Básico já instaladas no Campus da Pampulha.
- Providenciar a centralização
centralizaçao das bibliotecas do Sistema
Profissional já instaladas no Campus.

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Gereaclanent»

11

12

13

14

�756
- Providenciar a centralização das bibliotecas do Sistema
Profissional, ã medida em que as unidades se transfiram
para o Campus da Pampulha, segundo o cronograma de mu danças da DIPLAN.
Centralizaçao dos processos técnicos
Meta 13: Centralização
Plano de Tr
Trabalho:
ab alho:
- Providenciar a infra-estrutura do setor de processamento técnico da Biblioteca Central:
- Seçao de classificaçao
c1 assificaçao e indexaçao
- Seçao de catalogaçao
- Seçao de preparo e manutenção das coleçoes
- Providenciar a formaçao da equipe de trabalho da Divi sao de Processamento Técnico da Biblioteca Central.
são
- Providenciar a centraiizaçao
centralização dos processos técnicos
ã
medida em que as coleçoes
coleções se transfiram para a Bibliote^
Bibliote
ca Central
Central..•
Meta 14: Criação do Serviço de Informação
Plano de Trabalho:
Trabalho :
- Estabelecer a infra-estrutura para circulação de sumi
suma ribs
rios de periódicos:
- Processo de reprodução
- Sistema de distribuição
- Implantar o serviço de alerta (notificação corrente).
- Reestruturar o serviço de pesquisas bibliográficas.
- Estruturar o serviço referencial;
referencial:
- Constituir o "Fundo Bibliográfico da UFMG"
- Criar o serviço de "Quem é quem na UFMG"
- Implantar o serviço de Disseminação da Informação.
Meta 15: Criação do Serviço de Estudo do Usuário

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereaclancnto

12

13

14

�757
F1 ano de Trabalho :
Plano
Proporcionar elementos a um maior rendimento e
melhor prestaçao de serviços por parte da Biblioteca Central e
das demais bibliotecas da Universidade através de:
- Fazer um estudo sobre o comportamento e necessidades do
usuário que permitirá conhecer seus hábitos efrequência
de leitura, fontes de informação utilizadas importância
dada áã informação e grau de necessidade em informação;
- Promover todo um trabalho de sensibilização dos usuários,
incrementando o uso do novo sistema: organizaçao de visitas orientadas, cursos de treinamento, palestras, audio-visuais sobre os recursos oferecidos pela Biblioteca e a maneira de usá-los;
- Fornecer dados necessários ao desenvolvimento das
outras metas do Projeto de Centra
Centralizaçao;
1izaçao;
- Criar subsídios para o desenvolvimento do Projeto de Au^
tomação da Biblioteca Central, estabe1ecendo,a
estabelecendo,através
través da
opinião dos usuários, os produtos da autoraaçao
automaçao que melhor satisfação
satisfaçao ás
ãs suas necessidades;
- Definir áreas de interesse de acordo com perfis individuais e/ou grupais dos usuários;
- Fornecer dados para uma avaliaçao
avaliação frequente dos servi ços prestados pela Biblioteca Central.

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
st
em
Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�758

o
00
o\
ON

CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO PLANO DE TRABALHO

o\

00
r&gt;.
o\

CO
c/5
&lt;
&lt;C
&gt;
M
H
&lt;3
&lt;
pâ
Ptí
H
CO
M
O
o
Pd
X
hJ
&lt;3
&lt;
CQ
PQ
&lt;
&lt;3
oâ
X
H
W
O
Q
o
O
X
&lt;
&lt;3
hJ
çu

s
S
Q
&lt;
&lt;3
I
O
cj
O
M
z
Z
o
O
w
vy
H
w
W
lO
ÍO

o
O
l&lt;3
o
O
&lt;3
M
M
hJ
&lt;3
Pá
H
Z
W

&lt;3
Q
O
M
Q
Vtí
Pí
Pâ
CL.
P-.
O
o
Q
O
K
O
PD
Pá
Pi^
H
CO
z
X
o
CJ
o
w
o
Q
o
O
H
PJ
W
•-) hJ
O &lt;3
&lt;
pâ Pí
Pí
Ph H
PU
h
z
X
O
ow
QO
CJ
o
O &lt;3
KO
cj
oW
w
U"
MH
Z
O
M M
Pu hJ
iJ
td pa
u
P3
QM
W pa
w
Pá
Pü3

O
o
o
Q
z
X
&lt;3
CO
o
CD
o
M
H
o
Q
o
O
M
pá
Pi^
u
W
Ph
PU
bJ
w
o
Q
O
l&lt;3
l&lt;
o
O
o*
&lt;3
&lt;O
&lt;3
O l&lt;3
Q
O
O &lt;3
&lt;
i&lt;3 O
l&lt;3
CJ
O
CD« M
&lt; kJ
&lt;3
hJ
N
M PU
PL,
M P3
H
X
hJ Q
&lt;3
ZO
K
O l&lt;3
MZ
Ü
O
&lt;3 &lt;3
Pá
Pü3

CO
O
o
Q
&lt;
&lt;3
CO
O
o
CD
o
M
z
2:
CD
o
Vd
vy
H
O
CO
CO
[d
w
CD
o
O
o
Pá
X
PM
PU
o
Q
o
O
í&lt;3
l&lt;3
CD"
O
&lt;3
N
M
z
2:
o
Pá
pi^
C5
Q
&lt;3
PM
PU
w
O
l&lt;3
CD"
U"
&lt;3
Pá
Cd
hJ
Cd
CD
&lt;

O
o
l&lt;3
CD"
O

O
l&lt;
l&lt;3
CD"
O
&lt;
&lt;3
ü
o

&lt;3
CD
Cd
O
CO
&lt;3
Z
Cd
H
CO
CO
o
Q
O
l&lt;3
K
CD"
O
&lt;3
M
N
hJ
M
03
CQ
H
M
H
&lt;3
PM
Z
O
O

CO
o
Pá
&gt;
Cd
W
Q
O
&gt;
M
H
Cd
W
hJ
O
CD
O
o
O
CD
o
O
o
tJ
hJ
\&lt;
\&lt;3
H
&lt;
&lt;3
U
O
O
o
Q
O
l&lt;3
CD"
O
o
O
PJ
w
Pm
Pu
Z
2:
O
o
o
CD

2&gt;
pD
CD*
O*
&lt;
&lt;3
W
Cd
O
Q
O
CO
CO
Cd
w
CD
o
O
o
Pá
X
áu
PU
o
Q
&lt;3
&gt;
M
CO
CO
Cd
w
Pá
X
CD
o
O
o
Pá
pl^
PU
Pi
O
o
K
l&lt;3
CD"
o
&lt;3
M
N
H
M
hJ
&lt;3
Pá
Pi^
H
Z
2:
Cd
w
CD
o

&lt;3
&lt;
H
P
2&gt;
Z
S
Pi^
Pá
Cd
W
PU
PM
hJ o
O
K
&lt; l&lt;
CD"
O o
&lt;3
&lt;
O
o
Q
Cd
w
Q
&lt;3
ü
O

Pá
pi^
o
O
H
&lt;3
&lt;
Pá
Pi^
O
03
pa
&lt;3
I-J
hJ
Z
S
Cd
w

lo
lO
o
CD"
Cd
pa
hJ
o
O
CD
o

&lt;1
&lt;3
Q
&lt;3
&lt;
&gt;
CO
hJ
W CO
o CO Cd
O
Cd
Pm Cd
PU
W ÍO
lO pa
CD o
o
CD" Pí
Pá
CD
o
O
&lt;3 o
Pá
O
o
Q X
PU
Pá
X
Pi
cu
PU
O
H o
O
o
Z Q
2
Cd
í&lt;3
l&lt;3
W W
CD"
O
O
Z o
&lt;3
S M l&lt;3
í&lt;3
CD O
N
W O
t-M
M
Cd &lt;3
O w
hJ
tJ
&lt;3 hJ H
•-J Cd 2
Z
&lt;3
&lt;
O 03 &lt;3
Pá
X
&lt;
M &lt;3 hJ
H
O H PU
Pi
z
2
Cd
z
S
W
w
O
pp;

CO
o
Ü
o
M
Z
2
CD
O
\Cd
vy
H
CO
O
o
CO
CO
Cd
pa
CD
o
O
o
Pá
X
PM
PU
o
Q
O
o
l&lt;3
K
CD"
O
&lt;3
&lt;
N
M
m3
hJ
&lt;3
Pá
Pi^
H
Z
2
pa
Cd
CD
o

Pá
pi^
\&lt;3
O
2&gt;
O
K
í&lt;j3
CD"
O
&lt;3
Z
S
Pá
Pi^
O
Cd
Pu
Z
2
O
CD"
O

O
o
í&lt;
l&lt;3
CD"
O
&lt;
&lt;3
M
Pá
CD

O
Q
O
Q
2&gt;
H
CO
pa
w
Q
o
O
CD"
O
&gt;
X
pa
CO
o
Q
o
O
l&lt;3
CD"
O
&lt;3
M
Pá
O

&lt;
&lt;3
H
Cd
W
z
s

cm

1

2

3

Digitalizado
por
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�i
759
00
o\
o
CO

CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO PLANO DE TRABALHO

r»

00
r&gt;.

r«.

&lt;
&gt;
M
H
&lt;
OÍ
p!^
H
w
M
Z
M
S
Q
0
o
O &lt;
3d
Pd
1I
hJ O
CJ
&lt; cj
Pd
P3 M
&lt; z
u
oá CJ
PÜH
H Vd
H
td
U
Q CO
O
U
bi
O lO
o
ÍO
Z CO
z
&lt; M
CJ
hJ C_5
hd
ÇU Ci]
PM
u
Q
O
CO
&lt;
o
o
O
}&lt;
l&lt;
^
&lt;
Cs3
cs]
M
♦J
►J
&lt;
&lt;!
oâ
H
z
Z
u
Cd
CJ

CO
Cd
&gt;
-H
4J
Cd
M
CO
-H
c
-H •
B
Td
Cd
I
o
o
-H
Cc
Cdo
^&lt;u
\q;
&lt;u4J
COw
4)QJ
}l O CO
CO (U
*H 4J
Oo C
o 0&gt;
TDo; 0)cC
T3
Cdcfl
CO B
Cd MV4
o;d)
u çu
a
Cd
N CO
-H o;(0
' íl oO
Cd CO
Vj CO
4J -H
C B
0) o
CJ u

&lt;
H
U
Cd
S

cm

2

&lt;
Q
o

CO
O
4J
o;
.r-,
OM
^ct
p.
(U0)
t3
T3
o
) CdO
ífl
c&gt;»
O»
CdCTJ
M
o
^
4P
Cd
1—I
rH
w
W

CO
Cd
•H
uV4
^cd
\cd
u
o
a
B6
Q)0)
CO
Q)
JO
ÍO
CO
CO
•H
-H
eB
Oo
CJ

Q
Vd
ViJ
oâ
Pá
PM
Ph
O
Q
O
o
Td
O
Cd
N Cd
í&lt;
l&lt;
CJ"
O
•^ M
t-H UVj
dp
D
p:í
PÜH
Cd \cd
H
CO
Z
O
CJ
w
Cd
o
O
o
H
U
Cd
•-) ^
&gt;-]
hJ
O &lt; Cd Cd
Oí Píí
Pí •H o;o
Pcí
fX,
PM H Uu uM
Z 0)&lt;u \cd
Ow
Cd
O
Q CJ
O&lt;
í&lt;3 CJ
O
K
OCx3
OCd
MH
ZO
MM
Pm 1-3
W Pd
Cd
CQ
QM
O
W Pd
Cd
«
oá
Pá

cd|
a
PM
•H
3
cr
0)o;
Q)
O
•H
uU
\cd

c
(U
B
Cd
PM
a
•H
3
cr
Q)cu

u
\cd
Xi
XI
o
O
•H
B
•H T3
Td
o
T3 oO o
Td
•H B PM
O u
•u Ycd
•M
\Cd o o
Ctí CO Td T3
^3
0)(U CO
B Q)0^ 0 0O
ícd }cd
icd
01 01
O’
Cd 3
Mlu
4J
•w
3tí CO
oO 3C
u O
o Cc T3
TJ Cd
(Uo Cd
M 4J
u PM
a 3
Cd CO
Ml
3
X
42
3
3
a
PM
SB
Oo
o
&lt;

o
•H
T3
\dl
^3
Ml
a
CM
Oo
Td
o
4J
3
Oo
Ml
PM
a
oO
-3
Td
O0
13
O'
01
3
uU
oO
43
3
I—I
3
3
Ml
3
Ml
O
3
3
3
3
3
&lt;í
&lt;

CS]

3

Digitalizado
gentílmente por:
4 gentilmente

11

12

13

14

�è
760
00
&lt;y*
o
00

&lt;u(U
no
T)

o
O
Q
p
Z
z
&lt;3
c/3

o
0
Pd
P3
&lt;
fO
&lt;
oá
01
H
U
W
Q
P
O
Z
z
c
&lt;
p
ij
PL.
p

w
C/3
O
o
o
O
M
Q
p
o
0
H-l
M
Pâ
01
w
u
Ph
PM
u
Q
p
O
o
1&lt;3
O
o
p
D
O*
o*
&lt;3
&lt;J
&lt;3
P
p
O
o
l&lt;3
Í&lt;J
O
o
&lt;3
N
M
JH
M
P
&lt;3
&lt;
Z
z
O
o
M
CJ
0
&lt;3
&lt;
oá
01

•H
U
d)&lt;u
p
P
d)0)
t3
T)

oO
o
CJ
oO
üO
oo
oO

o
O
l&lt;
l&lt;3
O
o
&lt;
CJ
o
M
P
PM
P
P
Q
P
O
l&lt;3
K
Z

d)&lt;u
llOO
o*
O*
d)
I—)
o
Ü

Cd
CJ
o
o
T3
TJ
oO
icd
2cd
O'
(dc
d)
p
3
3
Cd
aQ
Cd
•H
Oo
ÜÖ
(U0)
T3
•H
&gt;
Oo
U
PM
p

Cd
T)
Td

CO
Oo
T3
TJ
Cd
N

Oo
Üo
•H
T3
T)
\o
•H
UM
d)o
p
P
d)(U
TJ
T3
d)(U
llOo

CO
O
Ü
•H
-H
T)
P
to
•H
M
(U
PM

Cd
•H
Üu
3c
d)0)
T3
no
♦fH
•H
&gt;
Oo
uÍ-i
PM
p

Cd
d)o
3tí
Cd
a6
d)(U
oâ
oi

■&lt;
&lt;3
H
p
P
z
a

cm

1

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

I ^can
Sc a n
stem
st
em
&gt;

�ACELERAÇÃO E PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS TÉCNICOS

»
761

�762
CO
00
o^
ON

o
&lt;
PQ
&lt;
Od
H
U
Q
O
Z
&lt;
tJ
P-i

COMPATIBILIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO USADOS

CO
O
Q
&lt;!
CO
p
O
IC
L&gt;
c
CJ

C
u
Cd
Q
CO
&lt;
S
Cd
H

CO
O
Q
O
O
c
M

H
&lt;
Ph
S
o
o

Oo
T3
COcd
U4J
O
T3
'O
COcd
UM
0)
CO
Cd
Oo
)l COcd
o
O»
COcd
Ou
C4-)

TJ
COcd
6a
&lt;u(V

o
T&gt;
O
icd
ICO
O»
•H
•iH
0)
Q

U»-i
O
a

4J
(U
»—&lt;
oO
o
U
oO
Ö0
ÚO
oO
cd
CJ
Oo
T3
Be&lt;U&lt;u
Ò0
bO
COcd
^CO
cd
•H
a
a
(V
'O
•H
&gt;
o
M
EM

O
U
&gt;
•H
hJ
&lt;ü0)
T3
Oo
Oo
CJ
U
Oo
Ö0
ÚO
Oo
cd
cd CJ
o
&gt;H o,
u
-u •o
Td
\C0
\cd
e0)B B
&lt;u &lt;u0)
Ò0
00
COcd
•U
CO
B
&lt;ucu
•o
T3
o
uMl
o
a
EM

Oo
ICO
{Cd

CO
&lt;U0)
\o
)0
o*
O»
cOcd
c;Ü

a
EM
COcd
&lt;UO
T3
&lt;U(U
'O
TÍ
COCd X
Td &lt;VCD
•3
•H
O
ICO
I Cd
o&gt;
CO COcd
•H X
&gt; &lt;U0)
T3
•3
oO &lt;U G
x&gt;
'O
c
0) O
■u •3
cC2 3
o
o

rH
3
.U
ViH
0)&lt;U
'O
B&lt;u(U
T3
'O
Ml
oO

3
•3
Oo
Td
•3
3cd
N

EM
o*
B
CO
o
oá
Pá
&gt;

B
3a

u
Q
o
O
&gt;
w
M
H
u
U
hJ
o
O
CJ
U
o
O
CJ
O
o
O
l-J
hJ
\&lt;J
H
C
&lt;
CJ
cj

COcd
•H
•H
O
C
0) 0)
'O Ml EJ
••rHiH ■U cd
&gt; C Í—I
Oo 0)(U a
EM
uMl •3
TJ B
M
EM
çu

O
o
Q
O
K
l&lt;3
CJ«
O
CJ
U
u
P4
Pm
Z
2
o
CJ

&lt;3
&lt;
H

cm

O
lI 3cd
O'
O»
3cd
X
3OJ
TJ
•3
3G

Digitalizado
gentilmente por:

30)
•3
"O
3&lt;u
•H
•Td
•3
3cd
3 •3
'Cd
Oo
3cd
■Td
•3
3
Oo
O 'O
•3
Oo
•3 3cd
TJ
•3
3
N
•H
3CU U 3Cd 3cu
UMl 3 B Ml
Xi B o O
Ml Ml4J
Oo O u
u 3 3P
3 3cd 3Cd
3
3cd Mi
3 B O
EM
B 3Cd CU
3 UMl
00
Oo G
UMi CU
UMl
EM
cu
3Cd
•p4
•H
B
B
Oo
3 3G
3c
30)
3
Td
•3
•H
3 Ml
&gt; &gt; O •H cd
Oo O {Cd
13 4^ Ml
UMl u o*
O» 3 (U
EM EM
çu
Q CJ

continuamente o catálogo coletivo de livros

o
CO
00
ON
o^

3
•3

O
O
O
00
O

O
13
{Cd
O»
3
O
•H
4^

�763
CO
00
o\
o
O
00
CT^
ON

O
o
íC
i&lt;
O"
o*
c
Ed
Q
O
O
o
ta
tc
&lt;
PQ
&lt;
Cxi
Qti
H
U
1^
Q
O
O
2
IZ
&lt;3
C
hJ
(U

w
Ed
U
O
0^
PU
O
O
&lt;C
c
&gt;
Ei]
Ed
Pi
Qti
O
O
Pä
P4
PU
O
o
l&lt;
\&lt;
O
O"
c
M
M
hJ
&lt;
c
Pi
p^
H
IZ
Z
u
Ed
u
U

O
ted
icd
O'
•H
wCO
•H
•iH
3
U&lt;
cr
Cd(d
0)&lt;u
73
Xí
Ul
Oo
U
4J
&lt;UQ)
oO
Xí
73
tdcd
Viu
3
4J
3
Vi}-i

oO
UÜ
•H
M-i
UU
4P
\cd
\td
•H
u
4P
Ö0
00
o
»H
*H
r-&lt;
rU
Xi
UiU
«H
0)(U
4J
4-1
,Q
Cd
I-I
i-U u B
tdid o
Ü
•iH
o
um
xí
73
OJ0)
o
4J
tdcd
sB
o
Xí
73
oO
PJ3
i«d
I fO
&lt;u(U
O*
o*
B
led
tcd •iH
•H5
P3 UP
pp
►O
&lt;u0&gt;
3 Cd uÜ
u* B 0)Q)
Cd &lt;u ViU

PJ
•H

•H
W
O
Xí

Ui
Cd
4-1
PJ3
oO
s

Uiu
Cdcd
PU
Ph

oO
73
T3
3
o"
O"
73
Xí
Cd3

3c
&lt;u&lt;U
Cd3sQ
PU
a
•H
3
cr
O"
0)3

o
u
•H
CO
\3
\cd
,o
UP
Cd3
SB&lt;u3

1

oO
{Cd
13
O*
o
3
cr
O"
Cd3
0)3
73
*3
o
CO
CO
&lt;u3
uU
oO
uU
a
PU

3Cd uw
BS tcd

O
Xí
•iH
U
•H
3
cr
73
xí
Cd3
o
o3
•H
M-l
MU
t3
\cd
uU
to
ÒQ

0)3
73
xí
Cd3
73
xí
O •H
o 4P
,Q 73 3
Xí o O 3
73
o B
0)3
Cd3
73
xí
73
xí
Oo O oO
13 {Cd
ícd
13 {Cd
13
o
O' o
0&gt; Oi
O'
•H •H «H
CO CO
•H *iU
00
bO
3 3
&lt;u3
o* O"
u*
O"
uU
Cd3 Cd3

&lt;
H
bi
EiP
S

cm

oO
c3
CO
Cd3
73
xí
Cd3

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

Cd3
43
X!
I—I
3
PU
a
sBCd3
a
PU
Cd3
73
xí
CO
3
PU
a
BCd3
ÇJ
u

�1977

1978

1979

1980

1981

764

u
o
0)
d)
a
•H
cr
&lt;u

PLANO DE TRABALHO

&lt;
o
w
w
Cd
Cd

d)
o

cO

Q
O
H
Z
Cd
s
&lt;
Cd
C
s
Cd
Cd

cO
•O

X
3
cO
cO
M
cO

d)
a
d)

M
bO
cO
M
dj
•H
O
c
d)
•o
•iH
&gt;
O
u
Cd

cO

M
cO
•H
O
c
d)
•o
•iH
&gt;
o
U
Cd

META

S
Cd
O
&lt;
Ü
H
Ü
Cd
Cd

cm

2

3

Digitalizado
gentílmente por:
4 gentilmente

12

13

14

�765
00
o\
o
00

&lt;
H
2
u
Ph
O
K
O
&lt;
O
Q
U
Q
&lt;
U
M
H
V-l
hJ
o
Ph
&lt;
Q
O
H
2
U
2
M
U
U
hJ
a
CP
&lt;
H

o
w
hJ
&lt;
CQ
'&lt;
H
a
Q
o
is
&lt;
hJ
Ph

&lt;D
T3

Cd
T3
Cd
N

3
e
(U
çu
Cd O
T3 }cd
ç&gt;«
Cd
o
T3
Cd
Ui
Cd
Çu

U
Cd
u
c
(D
XJ
&gt;
o
u
Ph

Q) Cd
\ O 4J
3
UiB
0)
3.
0)
0
ícd
01
Cd Cd
XJ o
XJ
&lt;D
XJ
CO
c

Ui
Cd
u
3
d)
XJ
&gt;
o
Ui
Ph

CO
Cd
Ui
o
'ü
Cd
T3o

&lt;D
y
0)
c
&lt;(U
00
c
o
o

Ui
Cd
Ui
Q)
00

(0
Q) 0)
{o ío
Oi

•H
Q)
T3
o
00
o
Cd
u
B
3
Ui
Cd
N
c
Cd
00
Ui
o

&lt;D
XJ
o
00
o

Cd
XJ
o
-C
Cd
Cd
Ui

1

0
ícd
01
Cd
o
XJ
&lt;D
XJ

c
(U
XJ
o
00
o
I—I
ícd
•ut
Cd
u
B
3
Ui
Cd
N
c
Cd
00
Ui
o

H
[p
2

cm

u
o
Ui
o.
o
T3
Cd
&gt;

Digitalizado
gentílmente por:

&lt;D
u
00
o
Ui
p.
0
í Cd
01
Cd
N

(U
CO
(U
\o Ui
C&gt;| 1(U
Cd
u
a.
3
XJ
&lt;D
XJ

3
BUi
0)
Çu
Ui
Cd
u
c
d)
XJ
&gt;
o
Ui
Ph

0
icd
01
Cd
o
T3
&lt;D
T3

�766

Digitalizado
gentilmente por:

�767
ccr
CR'
a
ca
c^

o
T3

&lt;ü
io
Ch
d)
1-^
o
o
Cd
XJ
o
icd
Uo
Cd
N

Cd
XJ
o
í Cd
Uo
Cd

o
T3

CO
3
a
S
Cd
o
o
c
CO

3
a
eCd
o
o
c
Cd
'C3
o
icd
CJO
Cd
N

Cd
'C3
Cd

Cd
}-i
Cd
Cí4

u
Cd
Cd
•H
o )cd o
c CQ c
(U
o
T3
XJ
•H
•H
&gt;
&gt;
O
o
u
u
04
04

Cd
XJ
o
i Cd

o
u
I—I
2
O
vy
H

o
XJ
p
p
JJ
p
u

u
u
o
tó

u
Cd
•H
o
P
(U
'p
•H
&gt;
o
u
04

&lt;
H
U

cm

p
'p
o
1-^
p
p
p

p
}-l
4.)
p
p
o p
o
p ^p
o
p

o
o
p
&lt;&lt;u
u

Cd
u
u
c
Q)
O
U
Cd
o
C
Q)
XJ
&gt;
O
u
04

I
P
CO
CO
O
o
o
}-l
p
&lt;ü
XJ

p
a
BCd
o

Digitalizado
gentilmente por:

C/D
O
p
o
í&lt;
o
&lt;:
N
M
P
&lt;:
tó
H
2
U
O

u
p
•H
o
p
p
XJ
•H
&gt;
o
u
04

'p
p
p
•H
p
o*
p
p
'P
o
lp
CJO
p
a
p o
XJ
o
o
•H
p
Ü
)P

p
u
p
p.
a
p
u

p
'p
p
o
^p
H

o
u
04
p
'p
o
ÍP

o
XJ
o
l pCJO
p p
lo
CJO
p
o
o

}-l
p
•H
o
p
p
'p
•H
&gt;
o
u
04

p
p
o*

Central

CENTRALIZAÇÃO PROGRESSIVA DAS COLEÇÕES

I
Cd
4.)
u
Cd
a
(U
XJ

�prestados pelas bibliotecas

768

�769
7, IMPLANTAÇÃO
7.
De acordo com os prazos determinados no crono —grama, a Biblioteca Central deu início
inicio ao cumprimento das metas .,
Estão descritas a seguir as atividades que jã
foram realizadas:
foram.realizadas:
Meta 1: Centralização das decisões Tecnico-Administrativas
- Portaria n9 1292 de 30 de dezembro de 1976, segundo
a
qual todas as bibliotecas da Universidade passaram avin
a viii
cular-se técnica e administrativamente ã Biblioteca Cen
trai. Com o objetivo de racionalizar o
aproveitamento
aos recursos materiais e humanos de todas as bibliotecas, o planejamento, coordenação e controle passaram a
ser executados pela Biblioteca Central;
- Dotação orçamentaria centralizada a partir de 1976;
- Resolução 01/77, que regulamenta o uso das bibliotecas
da UFMG por professores e alunos de pos-graduaçao;
pós-graduação;
- Criação das comissões permanentes, previstas pelo Plano
Diretor;
- Criação de comissões temporárias, como por exemplo, comissão criada com a finalidade de estudar os critérios
de avaliação do pessoal da Biblioteca Central;
- Elaboração de projetos, como por exemplo "0 Sistema de
Administração de Bibliotecas".
Meta 2: Redefinição do Projeto de Construção do Prédio da
blioteca Central

Bi-

- Criação da Comissão de Assessoramento
As sessoramento ãa construção
do
Prédio da Biblioteca Central;
- Estudos e levantamentos como subsídios para o Dimensionamento e caracterização do antigo projeto do prédio;
- Relatório de análise do antigo projeto, elaborado pela
prefeitura da UFMG e examinado pelo Conselho Biblioteca^
Bibliotec^
rio ;
rio;

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�770

^

- Definição de um novo projeto para o prédio da Biblioteca Central, com a elaboraçao do Programa de Atividades:
- Descrição das atividades de cada setor, incluindo
número de funcionários.
- Equacionamento de todas as áreas necessárias para
o funcionamento da Biblioteca.
- Determinação da localizaçao de cada área em função
do fluxo de pessoal e material.
- Elaboraçao do 3ay-out
lay-out de todas as dependências do
prédio..
prédio
- Definição do tipo e qualidade do mobiliário a ser
adquirido para a Biblioteca Central.
- Foram realizados vários levantamentos a fim de que
se
chegasse aos resultados acima citados:
. .
-~
- Espaço ocupado em m 2 pelas coleçoes
especiais das
bibliotecas e que demandariam
áreas específicas
no prédio
- Equipamentos e mobiliário existente nas bibliotecas estipulando-se o número, tipo, fabricante, dimensões, cor e estado de conservação
- Início
Inicio da construção do prédio em maio de 1978 com prazo previsto de término para outubro de 1980;
- Foi executado ainda o projeto:
"Estudo de alternativas para a localizaçao e dimensionamento de coleçoes especiais no prédio do Siste
ma Básico", que após exame e aprovação
aprovaçao pelo Conselho Bibliotecário e pelo Reitor da UFMG,
resultou
na definição das áreas a serem ocupadas pelas Coleçoes Especiais no prédio do sistema básico, e
nos
demais prédios de Unidades do Campus da Fampulha.
Pampulha.

Meta 3: Racionalizaçao
Racionalização da Aquisição de Periódicos visando anao
a nao
duplicação
- Criação da Comissão de Seleção e Aquisição;
- Listagem de duplicação de publicações periódicas
por
área de conhecimento;
- Corte de duplicatas de periódicos assinados, a partir

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�771
de um estudo de prioridade na utilização;
- Controle de aquisição
aquisiçao através de convênios com o objet^
vo de eliminar duplicações.
Meta 4:
4; Aceleração e Fadronizaçao
Padronizaçao dos Processos Técnicos
- Criação da Comissão de Processamento Técnico;
- Levantamento dos processos técnicos utilizados atualmen
te pelas Bibliotecas da UFMG;
—- Criaçao
Criação da equipe de processamento técnico da Biblioteca Central e de equipes especializadas com a participação de bibliotecários requisitados temporariamente;
- Identificação das coleçoes carentes de organizaçao e e^
e^^
aceleração de procestabelecimento de prioridades para aceleraçao
sos técnicos:
—- Término da aceleração de processos técnicos na Biblioteca da Faculdade de Direito
- Reorganizaçao
Reorganização da Biblioteca do Instituto de Geo ciências
- Início
Inicio de trabalho na Biblioteca da Faculdade
de
Filosofia e Ciências Humanas
- Fadronizaçao
Padronizaçao dos tipos e modelos de impressos e de outros materiais de consumo a serem utilizados pela Bi blioteca Central, de acordo com a instrução
normativa
do DASP número 83 de 03 abril de 1978;
- Levantamento de processos automatizados existentes, estudo de viabilidade e testes de aplicação destes proce^
sos;;
sos
- Conclusão do levantamento das coleçoes de livros a serem
remanej ados:
- Remanejamento da coleção "Camiliana"
Meta 5: Compatibilização
Compatibilizaçao dos Sistemas de Classificação Usados
- Definição do Sistema de Classificação a ser adotado, iii
cluindo as seguintes etapas:
—- Consulta a especialistas estrangeiros no assunto
- Estudo pormenorizado das classes dos sistemas uti-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�772
lizados na Universidade
llzados
- Comparaçao
Comparação entre os sistemas de classificação com
a finalidade de medir e propor tabelas de conversão
relaçao aos siste- Estudo do acervo por classes em relação
mas de classificação
classificaçao usados
- Análise das tabelas a serem adotadas em relaçao ao
grau de especificidade requerido
- Proposta e teste das alternativas de solução, com a finalidade de determinar a viabilidade de aplicaçao den tre os sistemas de indexação existentes:
- Testes de indexação através de linguagem livre
e
controlada
- Amostragens diversas dos sistemas em uso
- Estudo comparativo das soluçoes
soluções adotadas por
outras bibliotecas centrais universitárias de outros
países
Meta 6: Confecção do Catálogo Coletivo
- Elaboração de um estudo de viabilidade para a automação
do catálogo coletivo de livros;
- Elaboração de uma proposta reformulando o estudo de vÍ£
bilidade a fim de que os recursos necessários para
a
automaçao do catalogo
catálogo pudessem ser diluídos por varias
fontes de recursos;
- Início
Inicio da análise e programação do sistema que está sen
do implantado na Biblioteca do Instituto de Geociências,
Geociéncias,
visando testar:
- 0 formato de indexaçao através de linguagem livre
- 0 formato de codificação
- A emissão de listagens
- A utilização de listagens pelo usuário
- Elaboração da proposta para execução do Catálogo Coleti^
Colet^
vo de Livros estabelecendo os critérios a serem adota dos;;
dos
- Elaboraçao
Elaboração do projeto "Sistema de Administração de Bi blioteca", que prevê a automação nao
não sõ
só do Catálogo Co-

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

I Sc a n
stem
st
em
I Gereflclancnto
Gervulaoinitv

11

12

13

14

�773
letivo de Livros,,
Livros, mas de todos os serviços da Biblioteca Central;
- Encaminhamento ao IBICT do projeto "Sistema de Administração de Bibliotecas" para fim de obtenção de financi^
mento de parte do sistema.
Meta 7:
7; Centralizaçao Progressiva do Processo de Aquisição
- Reforço da equipe do Setor de Aquisição;
- Elaboração
Elaboraçao do "Manual de Serviço do Setor de Aquisição",
proporcionando a padronizaçao do serviço de compra
de
material bibliográfico;
- Estudo e implantaçao de um novo processo de licitaçao convite a ser usado especificamente para material bi b liográfico;
bliográfico;
- Criaçao de comissoes de seleção compostas por
membros
representantes de cada departamento, em cada
Unidade
Universitária;
- Centra
Centralizaçao
1izaçao da aquisição
aquisiçao de todo material bibliográf^
bibliografi^
CO para as bibliotecas do Instituto de Ciências Exatas
e Instituto de Geociências
Geociencias das bibliotecas do Centro Pe^
dagõgico e Museu de História Natural;
- Centralização
Centralizaçao de toda compra de periódãcos
periódicos e livros importados para as 24 bibliotecas do sistema;
Meta 8;
8: Reciclagem e Remanejamento de Pessoal
- Promoção da reciclagem de bibliotecários: 7 cursos
de
Mestrado no Brasil e exterior; 2 cursos de Doutorado no
exterior; 4 estágios em centros especializados no exterior; 81 participantes de cursos de atualizaçao; 50 par^
ticipantes em Congressos, Seminários e Reuniões na área
de Biblioteconomia;
- Realizaçao
Realização do curso de treinamento para chefias de Bibliotecas Universitárias com o patrocínio da CAPES, de
29 de maio a 7 de julho, totalizando 96 horas/aula. Par^
Pa_r
ticipação de 45 bibliotecários dentre os quais todos os
ticipaçao
chefes das bibliotecas de unidades da UFMG,

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�774
- Promoção do treinamento especifico do pessoal técnico e
auxiliar componente das comissões temporárias e na área
especifica de sua atuaçao. Ex. Realização,
Rcalizaçao, em colaboraçao com o CECOM, do treinamento do pessoal
ção
envolvido
com a automação
automaçao do catálogo de livros, no que se refere
ao preenchimento dos formulários de codificação, bem c£
co^
mo na parte de revisão, consistência e digitaçao de dados.
Meta 9: Estabelecimento da Política de Doação e Permuta
Esta meta terá início em 1979.
Meta 10; Implantação
Implantaçao de um Processo de Descarte
- Seleção de parte do material a ser descartado;
- Criação em cada Unidade Universitária, da Comissão
de
Seleção, que irá atuar também na seleção de material a
ser descartado;
Meta 11: Definição das Coleçoes de uso em Laboratório
Laboratorio
Esta meta terá início em 19fi0.
Meta 12: Centralização Progressiva das Coleções
Coleçoes
- Centralizaçao
Centralização de periódicos até então duplicados pelas
Bibliotecas das Faculdades de Odontologia e Medicina na
Biblioteca da Faculdade de Medicina;
- Unificação técnica e administrativa de algumas Bibliote^
Bibliot£
cas Departamentais em relação ás Bibliotecas de Unidade:
- Início da padronizaçao de processos técnicos visaii
visan
do a centralização das bibliotecas departamentais.
- Unificação na distribuição da dotação orçamentária
apenas para as bibliotecas de unidades, que passaram a assumir a aquisição de material bibliográfico das bibliotecas departamentais.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Ciereaclancnt»

11

12

13

14

�775
Meta 13: Centralização dos Processos Técnicos
Embora programada para ter inicio em 1979
foi
executada a montagem da infra-estrutura do setor de processamento técnico:
- Criação da Divisão de Processamento Técnico (DPT) em s^
s£
la anexa ãs instalações da Biblioteca Central, no prédio da Reitoria;
- Formação
Formaçao da equipe de trabalho, com o seguinte quadro:
3 (três) bibliotecários e 8 (oito) estagiários, que se
encarregam da execução das metas de:
- Aceleração de processos técnicos
- Catálogo col.etivo
coletivo de livros
Meta 14: Criaçao do Serviço de Informação
Esta meta terá início
inicio em 1979.
Me ta 15: Criaçao
Meta
Criação do Serviço de Estudo do Usuário
inicio em 1979.
Esta meta terá início

*.*.*.
* * *

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�776
BIBLIOGRAFIA
- BUCKLAND, M. K. et alii. Systems analysis of a University
Uníversity
Library: final report on a research project. Lancaster,
Líbrary:
University of Lancaster Library, 1970. (Uníversity
Uníversity
(University of La^
caster Library Occasional Papers, 4)
- CHELALA, Ruth Conduru. A biblioteca central universitária.
Fortaleza, Imprensa Universitária, 1972. 129 .p.
Centralised processíng
processing for academíc
academic
- DOUGHERTY, Richard M. Centralísed
libraries. Metucheu, NJ, Scarecrow Press, 1971. 254p.
libraríes.
- LEGG, Jean. The death of the Departmental Library. Library
Líbrary
Resources &amp; Technical Services. Chicago,
Chicaso, ILL.,9(3):351-5
1965
- LIMA, Etelvina. Estrutura organizacional da Biblioteca Uni
Uní
versitãria da Universidade Federal de Minas Gerais;
versítãría
um
estudo de centralizaçao e descentralização. Belo Horizon
te. Universidade Federal de Minas Gerais - Escola de Biblioteconomia, 1974. 26p. ilust.
- MULCZEWSKI, Marion A. Etructura de la Biblioteca Universitária en la America Latina. Washington, Union Panamericana, 1967. (Estúdios Bibliotecários, 10).
- PLUMB, Philip W. Central library
líbrary storage of books
books.. London,
The Library Association, 1965. 56p. ilust.
- RAFFEL, Jeffrey &amp; SHISHKO, Robert. Centralization vs. Des^
De£
centralization: a location analysis approach for librar^
anes. Special libraries,
libraries. New York,63 (3): 135-43, Mar.
1972.
- SMITH, Donald T. Centralization and decentralization at
Boston. In: Centralization and decentralization in Academic Libraries: a symposium. College and research libra
ries, Chicago, ILL, 2^(5): 338-40, 398, sep. 1961.
ríes,
- TAYLOR, Robert. The makíng
making of a library;
líbrary; the Academíc
Academic Libr^
ry in trasition . New York, Becker &amp; Hayes, 1972.
- WALDHART, Thomas J. &amp; LEROY, G. Zweifel. Organizational
patterns of scientific and technical libraries;an examination of three issues. College and Research Libraries
Chicago, ILL, ^^(6):426-35,
34(6):426-35, Nov. 1973

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Sea n
stem
I Gereflclancnto

�777
ABSTRACT:
ABSTRACT;
Description of the centralization process of the
UFMG Library System, including the parameters de^
de
liberated, considering the aspects os cost, viability and oportunity of well as the advantages
and desadvantages.
The main plan that guides the implementation of
the System,
system, ccording with the proposed chronogran
and a partial evaluation of the results.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�778
CDU! 017,11:681.3
017.11:681.3
CDD: 017,0285
017.0285
PROPOSTA DE UM SOFTWARE PARA CATÁLOGO COLETIVO DE LIVROS:
MODELO DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFMG

LAERTES JUNQUEIRA
Analista Chefe da Divisão de Suporte
Técnico do Centro de Computação
da
Universidade Federal de Minas Gerais
ANGELA LAGE RIBEIRO
Bibliotecária Chefe da Divisão de D£
0o_
cumentação do Centro de Computação da
Universidade Federal de Minas Gerais

RESUMO
Proposta para desenvolvimento de um software p£
ra automação do Catálogo Coletivo de Livros da Biblioteca Central da Universidade Federal de Minas Gerais.
0 trabalho propõe a estrutura lógica dosoftware
descrita em termos de objetivos, metas, arquivos, entradas
e
saldas para todos os níveis que compõem a estrutura.
saídas

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�779
1. INTRODUÇÃO
O presente trabalho propõe a estrutura
lógica
de um software para a automação do catálogo
catalogo coletivo de livros
da Biblioteca Central orientado inicialmente para o processa mento em batch, com previsão de expansão para teleprocessamento. 0 software tem como característica principal o fato de ser
projetado de forma modular, o que permite seu desenvolvimento
e implantação
implantaçao progressivos, de acordo com'
com'as
as prioridades da
blioteca Central da UFMG, referentes ã transição do sistema con
vencional para o sistema automatizado.
2. JUSTIFICATIVA
A automação das rotinas técnicas de uma bibliocon
teca de grande porte e necessária, na medida que aumenta a co^
fiabilidade do registro e recuperação das informações biblio gráficas e proporciona maior rapidez e flexibilidade na prest^
çao de serviços
ção
serviços..
A Biblioteca Central da Universidade Federal de
Minas Gerais'necessita
Gerais necessita agilizar a prestação
prestaçao de serviços abrindo a perspectiva de elevação imediata na qualidade, confiabil^
dade, rapidez e flexibilidade no fornecimento de
informações
bibliográficas .
bibliográficas.
A construção e implantação de um software proje^
tado para atender ás
ãs necessidades da Biblioteca, viabiliza
a
construção de um catálogo coletivo confiável tendo em vista o
porte do acervo, além de permitir a integração com outros sistemas .
3. 0 SOFTWARE PROPOSTO
3.1. OBJETIVOS
0 software para a automação do catálogo coletivo de livros tem por objetivo gerenciar o registro e a recuperação de informações bibliográficas, de forma a minimizar
os
esforços e maximizar a confiabilidade e eficácia do atendimen-

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gereflclancnto

11

12

13

14

�780
to ãà comunidade usuária
usuaria do acervo,
acervo.
3.2. METAS
Com a aplicação
aplicaçao do software
Software pretende-se
cer ã administração
administraçao da biblioteca subsídios para:

forne-

- Controle do acervo
de informações
- Dinamizaçao da recuperação e disseminação de.informações
bibliográficas
- Otimização da aplicação
aplicaçao de recursos humanos no desenvol^
desenvol
vimento dos serviços
- Minimizaçao dos esforços para a construção dos catálogos
- Padronização do processamento técnico
- Integração com outros sistemas nacionais
3.3. ESTRUTURA
0 software proposto é modular constituído de

3

subs is temas:
subsis
- Subsistema de Controle
- Subsistema de Armazenamento
- Subsistema de Consulta
0 diagrama a seguir mostra o detalhamento da e^
e£
trutura até o nível de serviço.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�781
SISTEMA

4. SÜBSISTEMA
SUBSISTEMA DE CONTROLE
4.1. OBJETIVOS
O subsistema de controle tem por objetivo geren
ciar a execução dos demais subsistemas, preparando dados para
a atualização
atualizaçao dos arquivos e recuperação das informações, além
de articular as interfaces com futuras expansões do software.
4.2. METAS
As metas do subsistema de controle são:
sao:
- Permitir maior segurança na execução dos demais subsissubsistemas

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�782
- Gerenciar a geração e utilização de arquivos de seguran
ça, minimizando os esforços de recuperação dos arquivos
em caso de desastre
- Minimizar as inconsistências dos dados de
atualização
de arquivos
- Permitir a integração do software do catálogo coletivo
com outros produtos de software responsáveis pela automação de outras atividades da biblioteca — aquisição,
circulação, inventário, etc.
4.3. ESTRUTURA
0 subsistema em questão áé constituído pelos seguintes serviços:
- Serviço de controle de execução
- Serviço de controle de consistência
- Serviço de segurança de arquivos
4.4. SERVIÇO DE CONTROLE DE EXECUÇÃO
4.4.1. Objetivos
0 serviço de controle de execução tem por objetivo gerenciar a execução dos demais serviços, bem como contr£
lar a integração do sistema com outros produtos de software.
4.4.2. Metas
As metas do serviço em questão sao:
são:
- Permitir a utilização do software sem
o conhecimento
do fluxo interno de execução
- Permitir a integração com outros produtos de software.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�783
4.4.3. Arquivos

NOME

DESCRIÇÃO

Movimento

Contém os comandos para a utilização do software em estado bruto

Parâmetros

p^
Contém parâmetros de controle p£
ra o sistema (índice de degenera,
degener^
çao, data de backup, etc)
ção,

Arquivos de integração

Arquivos para a integração
com
produtos de software tais como
comoaaquisiçao, circulação, etc.
quisição,

4.4.4. Entradas

NOME

DESCRIÇÃO

Formulário de registro e
atualização
atualizaçao dos
dados
regis trados

Contém os dados bibliográficos a
serem registrados ou as correçoes
de dados não corretos já existeii
tes .

Requisição de serviços

Contém dados sobre as solicita ções de saldas
saídas do software.
çoes

4.4.5. Saldas
Saídas
0 serviço em questão gera como saídas
saldas arquivos
intermediários do movimento e requisições além de arquivos de
integração.
integra
ção.
4.5. SERVIÇO DE CONSISTÊNCIA
4.5.1. Obietivo
Obj etivo
0 serviço de consistência tem por objetivo ver^
veri^
ficar a validade e a correção dos comandos para a atualização
atualizaçao
da base e das solicitações de saídas.
saldas.

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
I Gervulaoinitv

-li/ 11

12

13

14

�784
4.5.2. Meta
s erviço em questão éê assegurar a atua
A meta do serviço
f iltragem de erros £físicos
lização dos arquivos com filtragem
ísicos (de transcrição de dados) e lógicos (de coerência das atualizações).
4.5.3. Arquivos

NOME

D E S C R I Ç Ã 0
DESCRIÇÃO

Movimento

Contém os comandos para a utiliContem
utilização do software em estado brubruto

Atualizaç ões
Atualizações

Contém os comandos para a utiliutilização do software jã
jé criticados

4.5.4. Entrada
0 serviço de consistência tem como entrada o a£
ar^
quivo de movimento, gerado no serviço de controle de execução
do subsistema de controle (item 4.4.4).
4.5.5. Saídas

NOME
Consistência física e
lógica

DESCRIÇÃO
Listagens para a verificação da
validade dos comandos de atualização e de solicitação de saídas

4.6. SERVIÇO DE SEGURANÇA DE ARQUIVOS
4.6.1. Obj etivo
0 objetivo do serviço de segurança
segur ança de arquivos
a rquivos
ée controlar
contro lar a segurança ddos
os arquivos de dados,
dados , gerando cópias
c aso de desastre
para sua regeneração em caso
desas tre.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

♦

�785
4.6.2. Meta
A meta principal do serviço em questão é permitir a regeneração dos arquivos minimizando esforços e assegu rando a confiabilidade dos dados.
, ,j
, , '.
■,

4.6.3. Arquivos

NOME

r•■

•

DESCRIÇÃO

Parâmetros

Contém parâmetros gerais sobre a
Contim
utilização do software, incluindo dados de backup de arquivos

Arquivos de segurançasegurança

cópias dos arquivos
principais
do software, com datas de cria ção defasadas
çao

4.6.4. Entradas
A entrada do serviço em questão é gerada a partir do controle de execução do sistema. Consiste no
controle
de datas de geraçao de arquivos de segurança.
4.6.5. Saídas
A saída do serviço de segurança de arquivos
arquiyos cori
con
siste de um relatório
relatorio contendo informações sobre a geraçao de
arquivos de segurança.
5. SUBSISTEMA DE ARMAZENAMENTO
5.1. OBJETIVO
responsável
. 0 subsistema de armazenamento é o
pelo registro e manutenção das informações bibliográficas.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�1

7^
a3
sH e S . d *
«í"*

«et»
r -

1é • *

■
«t do
«X/tina» çot»
i«»&gt;
4
—■'«•tar
ifl&gt;7Sq 5w of. J 4e»p ' «9
i^S i Itjq ftí S® ;Agu.
ít ij
i! li
lizeçãgsse«
«ojiToi «ai.
s aoabââí
ioíio t» aoviwps.* sáfe ioijatsaaxi'i^ *i‘
4#v#^4*4^ *•r «^^«*1
«fea4'^*#44*
f
ctição
dado») « Icgicc* (de
*o5ab , «ob . sib*b iÜde
•«iC«* ãe 44*i
■» cc
^-.r4lla».a»f
♦» ftíiío.»
»^4* ® oiinri
« •

*,5.3.
i-l
i Arquivo«

t • ö . i'

0Ä^i33.23G:
HovaBs^âôE eisTSâ E o T 3'jiaÊ'J« q í ti J c»3 i
fiiuíjni , »léwaloa ob o* j»s|I43B'.
aoviiíp7»3bqi;3Í!&gt;»&lt;Í9£.í.aôbsbüb
j
Atuniiqiobí^íq
Eoviup3C «&lt;jb 'aftiqâO^
• BÍT3 9b 8E3eb mo3 ,s3aw1íçe''ob
-ÜK-fcfE-a e33&gt;ÍT- tTB-?- t

. 8 oxJ íai)« r#,‘1 ;
4
j ' i': v&amp;ti.
■ . • ; »‘ j
j
'r
^—
H—^
| cots-.ejoit'iu*a8 st »áuiupi“!/. ,
jí^í‘,ar.- -i
■■5
!

4.5.i. íntradi

■, ô.

5£ bfi3 J n3

quiv3“Se*mí»Hâ?»t.l,
HHP «"*
.-,,,,,,,r
lí
ia»l«a»yi
■■■•.II»»
*
•
'’■
do ?líg3????ffia SP
.ü9^9|83-,Ob.,Í.H?U09X9 9b 9Íc33nor. ob 3.i3
_
n^PI •» çifc
&lt;a -E3f. l sb
.Ejneiugsg
9b Roviup3E ab oejí-. -lag

^b É^nBTunôiI sb op^vjs«
,nos
- aoV|^u^3j^
r .iri4ní*
Y»' - pb^cbi»?-. :A,.
BÍT' ""'TrpTTTBir **»*"&gt; T tf !3
7*-**! -in-^fT.r ■ TíbOílU iTtiir^'VD.i-'TOJ Ä i S.3 530 i*Ó .»30'. 'a
ConsistSacia
•..
j
^ ^ ^ 9 ' ? b « o v Í b^p i i.
* *•* física
"
í^
lógica
's3bi f
: '.i. Md“'j •'-■-;■■
-. ^’ '
■-. .,
* , ai 0 . ^ I ; t u o I .. - .
t.
"
i) íK 3yAVÍ3SA&gt;!-'] A ijr
» ^*LÍI-l.í.íL?-Íf..
I'

\
4I
f

f -«■ 1'..' SEGURAVÇA bE ARQUíVOí
4.6. SüSVir.c

Q-^/ysino .r

4.6.1. Ob j e t i V o
* • l3V6?.noqa»3
• - —
lariT^&amp;i
•• n afflßn.s
-&lt;
« 3 a i a du ?. 0
o ã o3
.a kcíib sb Em-'.
4
4
. se s i 3 S3#oj.ç| jl^J; 4*,9 aõp|..,ai,3^333
oioq
—
íít.*,»i *’t',,
t
4 2'• çra ?,o-!3ai^jn
ít r“.i»-*p
controlar a e «g o »•anç o óo“- ar-; i.c- •■ t;e dadof, qura.. '.
4«t| sua
4 4 M4
patà
r e j^ea■*í r# ç I6&lt;&gt; er. i_aíc. 4f- tJ. ".â^tcu.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
stem
Gemulanirata

11

12

13

14

�787
5.4.3. Arquivos

NOME

DESCRIÇÃO

Base de dados

Contém os dados
Contem
convencionais'
convencionais
de catalogaçao do acervo

Diretórios

são arquivos auxiliares para
a
recuperação de informações segun
do as necessidades da biblioteca

Atualiza
Atua 1iza çoes

Contém os dados para a atualização da base de dadose
dados e dos diretórios para a recuperação

5.4.4. Entradas

i

• (&gt;

0 serviço de atualizações é disparado automati- camente, utilizando como entrada o arquivo de atualizações,pr£
atualizações,pro^
duzido pelo serviço de consistência,
consistencia,,do
do subsistema de controle.
5.4.5. Saldas
S aldas

,?

As saídas
saldas produzidas pelo serviço em
questão
são resumos das atualizações da base de dados e dos diretórios.
sao
5.5. SERVIÇO DE REORGANIZAÇÃO DE ARQUIVOS
5.5.1. Ob.i
Obj etivo
0 serviço de reorganização da base tem por obj£
obj^
m^
tivo manter as estruturas de arquivo organizadas de forma a mi^
nimizar os custos de acesso ãs informações.
5.5.2. Metas
As metas sao
são as seguintes:
- Permitir o acesso mais rápido e eficiente as informações
- Permitir uma melhor utilização dos recursos internos do
computador

cm

Digitalizado
gentilmente por:

st em
Gervulaoinitv

11

12

13

14

�788
5.5.3. Arquivos

NOME

DESCRIÇÃO

Base de dados

Contém os dados convencionais da
catalogação
catalogaçao do acervo

Diretórios

são arquivos auxiliares para
Sao
a
recuperação de informações segun
do as necessidades da biblioteca

5.5.4. Entradas
0 serviço de reorganização de aquivos é acionado automaticamente, a partir de dados estatísticos sobre o desempenho do sistema em relação ao acesso ãs informações. A an£
an^
lise estatística do desempenho é feita paralelamente à execu ção dos demais serviços do sistema, sem a participação direta
da administração da biblioteca.
5.5.5. Saídas

NOME
Desempenho do sistema

DESCRIÇÃO
Listagem contendo dados estatísticos sobre o desempenho do sistema em termos da utilização dos
recursos do computador

6. SDBSISTEMA
SÜBSISTEMA DE CONSDLTA
CONSULTA
6.1. OBJETIVOS
0 subsistema de consultas tem por objetivo proequivalentes
ver a administração da bibliote ca de listagens
aos catálogos convencionais e p ermitir a obtenção de listagens
correspondentes ã combinaço~es
combinago~es de dados registrados,
ampliando
os recursos da recuperação prev istos em sistemas tradicionais.

Digitalizado
gentilmente por:

�789
6.2. METAS
As principais metas do subsistema

em

questão

- Permitir a substituição dos catálogos manuais por catálogos automatizados, otimizando a prestação de serviços
- Otimizar a busca de informações bibliográficas
- Permitir a utilização de recursos resultantes de combinações nao previstas nos catálogos convencionais
- Dinamizar o processo de pesquisa bibliográfica
6.3. ESTRUTURA
0 subsistema de consulta áé constituído por
único serviço, o Serviço de Emissões.

um

6.4. ARQUIVOS

■N
NOME
OME

DESCRIÇÃO

Requisições

Contem dados referentes ãs soliContém
saldas feitas
citações de saídas
pela
administraçao da biblioteca

Diretórios

Sao arquivos auxiliares para
a
recuperação de informações segun
do as necessidades da biblioteca

6.5. ENTRADA
A entrada do serviço de emissões áé o arquivo de
requisições, produzido no serviço de consistência, do subsiste^
subsist^
ma de controle.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�790
6.6. SAÍDAS

DESCRIÇÃO

NOME
Catálogo de Autoria

Catálogo em ordem alfabética de
autoria (autor, ilustrador, prefaciador, etc).
(*)

Catálogo de Titulo

Catálogo em ordem alfabética
titulo.
título.
•
(*)

Catálogo de Assunto
Catalogo

Catálogo em ordem alfabética dos
termos-chave das publicações.
(**)

Catálogo de Registro

Catálogo em ordem numérica do n9
de registro patrimonial. (*)

Catálogo Topográfico

Catálogo em ordem sistemática pe^
p£
lo número de chamada. (*)
(*).

Catálogo de Novas Aquisições

Relação alfabética pelo titulo
título
de novas aquisições.
(*)

Catálogos Opcionais

Catálogos resultantes de combin^a
combin£
ções dos dados registrados, (por
ex.: lista das publicações de um
assunto X, no idioma Y, publicadas a partir da data Z).

de

(*)

Seguidos de todas as informações registradas por publicaçção
ao
(**) Composto por duas ordenações
Ordem 1 - Ordem alfabética dos termos-chave remetendo ao número de referência da publicação na ordem 2.
Ordem 2 - Ordem numérica de referência seguida de todas as informações registradas por publicação

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereflclancnto

11

12

13

14

�791

LÖGICA '
7. ESTRÜTURA LÕGICA

í

Digitalizado
gentilmente por:

�cm

- Estrutura lógica do softynore para a catálogo coletivo automatizado de puUicações

•UMBTIMA DC
«tWaSTEMA
at CONTROLE
CONTROLC

792

7.1. DESCRIÇÃO GRÃFICA

Digitalizado
gentilmente por;

^can
st e m
Cercada nmts

�793
7.2. DISCUSSÃO
Conforme está
esta descrito no diagrama, o subsistema de controle é o responsável pela comunicação entre os arqu^
vos e o ambiente, através do serviço de controle de execução.
0 diagrama lógico será descrito segundo seu pr^
cesso dinâmico, isto é, a sequência lógica do fluxo de execu ção .
ção.
Fase 1. Atualização de arquivos e emissão de relatórios
Fasso 1. Ocorrência de um comando para a execução
Passo
0 serviço de controle de execução coleta os dados de atualizaçao
atualização e solicitação de saídas e os trans^
tran^
fere do meio original (cartões, por exemplo),
para
arquivos intermediários, em estado bruto (sem crítica) .
Passo 2. Verificação lógica e física dos comandos
0 serviço de consistência lê os arquivos em estado bruto, gerando arquivos com dados de atualiza ção corretos e arquivos de solicitação de saídas tam
bém corretos. Nessa fase são
sao produzidos
relatórios
para a correção dos erros lógicos e físicos dos dados originais.
Passo 3. Atualizaçao da base
0 serviço de atualizaçao
atualização lê os arquivos de atu^
lizaçao gerados pela consistência e processa a atualização
lizaçao da base de dados e as consequentes atualizações dos diretórios.
Passo 4. Emissão de catálogos
0 serviço de emissões le os arquivos de solicitação de saídas e as processa, acessando os
dados
bibliográficos contidos na base de dados através dos
diretórios, específicos para cada consulta.
Fase 2. Segurança dos arquivos
0 serviço de controle de execução
define
as
áreas destinadas ãs cópias dos arquivos (arquivos de seg^
seg_u
• 'i

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�794
rança) e dispara o serviço de segurança de
cessamenCo dos programas para a geração
cessamento
geraçao de
gurança é distribuído entre os serviços da
ma a produzir várias gerações dos arquivos
arqui vos

arquivos
pro^
arquivos.. 00pro^
arquivos de sje
se^
fase 1, de fo£
de dados.

Fase 3. Reorganização
Reorganizaçao da base de dados
Â cada execução, o serviço de controle de execu
A
execju
çao analisa os índices de degeneração dos arquivos. Quanção
inefido for deletado um grau de degeneração que torne
cientes os mecanismos de acesso às informações, a execução
das outras fases será suspensa, e o serviço de reorganize
reorganiza
ção da base será ativado. Âpõa
Apõa sua execução, o processa mento normal será ativado.
Fase 4. Integração
0 serviço de controle
cont role de execução processa a in
tegração com outros sistemas,
sistema s, controlando a
comunicação
ftware e as rotinas e dados do
entre outros produtos de so
software
software para o catálogo au
automatizado
tomatizado de publicações.
8. BIBLIOGRAFIA
BARBOSA, Alice Príncipe. Projeto CALCO, catalogação cooperativa automatizada. Rio de Janeiro, IBBD, 1973.
COUGER, J. Daniel i&amp; KNAPP, Robert W., eds. System analysis techniques . New York, John Wiley, 1974.
chniques.
GONZáLEZ LOPES, Maria Luz. Automatizaciõn
Automatizacion de catalogos.Madrid,
ANABA, 1971.
HARTMAN, W., MATTHES, H.; PROEME, A. Management
information
Information
systems handbook;
Systems
handbobk; ARDI. New York, McGraw-Hill, 1968.
HENLEY, J. P. Computer-based library and Information
information systems .
2 ed. London, Macdonald, 1972.
IBICT. Manual de preenchimento de folhas de serviço; monogra fias. Rio de Janeiro, 1978.
KENT, Allen. Manual da recuperação mecânica da informação. São
Paulo, Polígono, 1972.
KIMBER, Richard T. Automation in libraries. Oxford, Pergamon ,
1968.

cm

2

3

Digitalizado
por;
4 gentilmente por:

&gt;

11

12

13

14

�795
SALTON, Gerard. Automatic information
Information organization and retrieval. New York, McGraw-Hill, 1968.
UFMG - Centro de Computação. Normas para documentação de sistemas . Belo Horizonte, 1978.

*.*.*.
*it ic* -k*

ABSTRACT
Proposal for the development of a software meant
for the .Coletive
Coletive Catalogue Book automation of the UFMG Central
Library.
s tru£
Thiss Work
Thi
work proposes the software's logical stru£
ture described in terms of objectives, goals, archives, inputs
and outputs for al
all1 1levels
eve Is which compose the structure.

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

I Sea n
stem
I Gereflclancnto

ii
II

12

13

14

�796
CDD: 029.9
CDD;
CDU: 021.64

SERVIÇO DE COMUTAÇSO
COMDTAÇSO DOCDMENTArIA
DOCUMENTÍRIA DA
UNIVERSIDMIE ESTADUAL PAULISTA
UNIVERSIDADE
"jUlio de ÍESQUITA
"JULIO
mesquita filho"
FILHO"

TEREZA DA SILVA FREITAS OLIVEIRA
Diretor Técnico do Serviço de Do
D£
cumentação e Informática da Biblioteca Central - UNESP
Profa. de Catalogação do Curso
de Biblioteconomia e Documentação do "cançua"
"campus" de Marilia-UNESP
Marília-UNESP

RESUMO
A dinamização da informação através de um serviço de
Comutação Documentária. Princípios e características peculiares aplicados ao sistema de rede de Bibliotecas
da
UNESP. A "abertura" dos acervos para um "universo maior de
usuários". A demanda da informação na Universidade em trés
grandes áreas: Ciências Exatas e Tecnologia, Humanas e BÍ£
médicas. A importância dos catálogos coletivos na transferência da informação.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�797
1 - INTRODUÇÃO
Sabe-se hoje que o progresso atinge tal grau de desenvolvimento de
maneira que a necessária integração entre o homem e o conjunto organizado do
conhecimento e informação, fixados sob a forma de documentos, constitui uma das
questões cruciais a desafiar o engenho desse mesmo homem criador e
acumulador
de idéias, ciências, artes e técnicas. Por outro lado, é óbvio
obvio que sao as recen
tes inovações nessas mesmas ciências, artes e técnicas os fatores
determinantes da proliferação de documentos em afluência impossível de se delimitar.
Sob este particular, as estatísticas são caracterizadas como drásticas e avassaladoras!
avassaladorasI Consoante estimativa de Oppenheimer, o cérebro da energia nuclear, para o ano 2.000 o peso do material impresso ou documentário sera
será
maior que o peso da própria terra.
Mediante a esse crescimento incomensurãvel
incomensurável as Bibliotecas e Centros de Documentação e Informação, se deparam com constantes desafiadoras: Como
recuperar a informação? Como tornar acessível a informação ao usuário? Como se£
se_r
vir com eficácia e presteza o usuário em sua necessidade de informação?
Como
auxiliar o pesquisador a estar atualizado com a literatura de sua especialidade?
Mediante essas indagações a UNESP assumiu a responsabilidade
de
facilitar o acesso iã informação de sua comunidade com a estruturação do Serviço
de Comutação Documentária (SCD).
Outrossim, tendo em vista que sempre que se fala em transmissão da
informação pressupõe-se técnicas avançadas de reprografia, computação, emprego
de meios eletrônicos para o processamento de dados, comunicação ãa distância
distancia ,
etc., essa proposição da UNESP se configurava em termos quase que utópicos.Isto
utopicos.Isto
porque, para implantarmos
inçlantarmos o SCD nas 14 unidades da rede de bibliotecas, dispunhamos de recursos bastantes escassos e equipamentos reprogrãficos
reprograficos de pequeno
porte nos campi universitários, atendendo não somente a demanda da biblioteca e
sim, a todo um âmbito administrativo além da comunidade científica de cada um .
Não obstante a essas condições foram dados os primeiros
passos,
sem grandes pretensões, pelos motivos expostos acima, porém,
porem, convictos que por
pequeno que fosse o auxílio prestado ele seria válido.
Assim, até o presente momento, esse serviço está se delineando e
galgando "status" bastante favorável na comunidade científica Unespiana em seus
10 meses de funcionamento.
2 - 0 QUE E 0 SERVIÇO DE COMUTAÇÃO DOCUMENTÃRIA (SCD)?
E o serviço através do qual o nosso usuário obtem a informação advinda principalmente de publicações periódicas. Acrescenta-se que através dele
o interessado obtém cópias xerográficas de artigos científicos existentes
no
Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�798
âmbito
and&gt;ito ou não da ■'UNESP.
UNESP.
3 - ESTRUTURAÇÃO E FPNDAMENTOS
GERAIS
FUNDAMENTOS CTIRAIS
Os princípios que regem o serviço em apreço, queremos crer, não a~
presentam características inovadoras, pelo contrário,
contrario, eles são os mesmos
que
norteiam quaisquer setores comuns que se proponheim
proponham a manter intercãnjsio
intercãnijio e coope
raçao, bem como ao uso racional e exaustivo da informação. Outrossim, para efei
to de estudo
estico mais específico indicamos separadamente os objetivos no entanto,sa
bemos que na prática
pratica eles são decorrentes e/ou se conq&gt;letam.
3.1 - Participação em comum
No contexto do SCD-UNESP os bibliotecários e usuários tem que
não somente "ter” e "usar" os recursos documentários mas, principalaprender a nao
mente, a "desfrutá-los em comum", mediante locução verbal trivalente:
"solicitar", "receber" e "fornecer".
3.2 - "Condições de igualdade" entre os usuários
tisuários
Um dos fatores que consideramos como de maior importância foi
o fato de se ter conseguido através dele, dar as mesmas oportunidades para aque
les que solicitam cópias de artigos científicos, desvinculando-os das unidades
da UNESP as quais desenvolvem as suas atividades de ensino e/ou pesquisa. Isto
somente foi possível na Universidade porque o "documento em si" ou seja a "maté.
"matj.
ria prima em que a informação está fixada" áé pAtrincnio
patrimônio da unidade que o adquiriu, no entanto, "a informação gerada por esse documento pertence a todos", in
distintamente do espaço geográfico em que a mesma está.
exenq&gt;lo, o usiiário
usuário que pertence a um determinado "casçus"
"campus"
Assim por exemplo,
tem direito ã informação itçlícita
inq&gt;lícita não somente no acervo de sua biblioteca
e
sim de todas as outras unidades unespianas e mesmo fora delas se se utilizar do
SCD.
Desta forma, Sé o princípio da reciprocidade e equivalência exposto
abaixo, o grande responsável pela concretização e dinâmica do serviço em que£
ques_
tão.
Acervo de
cada "campus"

Usuários de todos
os "cançi"
"campi"
(e vice-verso)
Ce

/
\
\
"^/
&lt;=&gt;

3.3 - Insuficiência de acervos
Assim como a explosão da informação eé incontida no mundo de
hoje assim taiibém,
tasisém, poderemos afirmar categoricamente: "nenhuma biblioteca êé auto suficiente em termos de acervo bibliográfico e/ou documentário".
Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12
12

13
13

14
14

�799
visando

Essa assertiva nos leva a desenvolvermos estratégias
duas modalidades de atendimento:
3.3.1 - fornecimento da "informação em si"
3.3.2 - fornecimento de "referencia ã informação"

ÊÉ por demais evidente que na "informação em si" esta o
ideal
dessa forma de serviço, quando então, o interessado obtém a informação almejada
porque ela faz parte do acervo. No entanto, ã medida que esses acervos
serão
sempre insuficientes, por dedução lógica, concluímos que também é bastante valipode oferecer em relaçao
do avaliarmos a diversificação de serviços que se .pode
a
segunda modalidade, ao invés de simplesmente nos fixarmos no total de
volumes
de cada biblioteca.
Em se tratando desses dois tipos de atendimento, a prioridade
está junto ao primeiro e esforços não são medidos objetivando tal fim.
Os percentuais alcançados acusam que a UNESP atende de 73 a 75%
da demanda de informação científica e tecnológica de seu universo de usuários.
Assim sendo, a grande maioria de nossos pesquisadores
a "informação em si" sob a forma de cópias xerogrãficas provenientes de
da UNESP e extra UNESP.

fIT^II=
Í1T=II^

recebem
acervos

"inforraaçao
"informação em si'
"referências 5ã informação"
inforraaçao''
"não atendidos"

Quanto a modalidade de atendimento baseada em "referências
"referencias
a
informação"esta é desenvolvida quando se requer convênios e/ou acordos e a Universidade não participa como instituição convenente. ÉÊ o programa através
do
Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�800
qual impossibilitados de conseguir o "documento em si" orientamos "como" e "onde" obter. A incidência dessa forma de atendimento êé de 7%.
3.4 - A "adição" de acervos
Sob o ponto de vista da ausência de acervos auto-suficientes a
determinante para o SCO ê procurar o fortalecimento dos mesmos mediante a "soma
de acervo-informação".
acervo-informaçio".
Vejamos em termos quantitativos como conseguimos diminuir o
facul^
índice de "insuficiência do acervo de periódicos" nas bibliotecas de tres facul_
dades da UNESF
UNESP que ministram ensino odontolõgico.
Convém acrescentarmos que tomamos como amostra "publicações Convêm
periódicas" no intuito de eliminarmos o problema da diq&gt;licaçao acentuada haja
visto que, no plano de aquisiçao
aquisição da Universidade, se.evita
se evita a compra repetitiva de títulos em áreas afins, excetuados os de referência.
Assim, o usuário pertinente a Biblioteca de Odontologia 1, atravás da "soma do acerw-informação"
travês
acervo-informaçao" passou a ter direito àquela contida nao
somente no acervo de sua instituição e sim de todas as demais unidades contando
principalmente com as Bibliotecas de Odontologia 2 e 3.

Ao analisar este aspecto, escrutinamos o "Ulrich's internati£
internatio
nal periodical's directory" (repertório
Crepertório que computamos como o de maior extensão
e valor para os fins a que se destina), e verificamos que este abarca exatamente 404 títulos de publicações
ptAlicações periódicas nessa área.
Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�801
Ao se admitir a "adição" efetivada, é fato verídico
que
qualquer usuário no ramo da atividade odontolõgica da UNESP,
ÜNESP, têm ao seu inteiro
dispor um total além "Ulrich's";
"Ulrich's": 554 títulos e, mais adiante: - na conformidade
da relação de revistas publicadas em Odontologia pela American Dental,
Dental
.AssoAssociation, existem aproximadamente um total geral de 700 títulos no plano mundial.
Então, a incidência de literatura odontolõgica para o pesquisador unespiano e
da casa dos 80Z.
80%.
3.5 - "Abertura" dos acervos para um "Universo Maior de Usuários"
Através do SCD damos o "cançus"
"campus" de Botucatu como o protótipo
prototipo
desse tipo de abertura na área de Ciências Biomêdicas
Biomédicas e Agropecuárias.
A proporção de Acervos x Universo de Leitor dessa

FacnldaFaci’lda-

de era de:

9.379 livros e
595 assin.periódicas

para

1867 usuários

No entanto com a "abertura" propiciada o mesmo acervo passou
a receber o "universo de usuários" de todos os outros "cançi" de areas afins,se
afins,sc
configurando como um dos potenciais que mais acolhe os que buscam a informação.
Para lá se encaminharam porque tinham áreas comuns, o "Univer^
Usuários" dos "campi"
so de
de,Usuários"
"cançi" avistados no gráfico que segue:
"Universo de Usuários" de Jaboticabal (1)

�802
(1) e (2)
(3)« (4)
W e
(6)

e

ãrea
area comum
-■ ■ . área
ãrea comum

(5)

(7)

’ y Agro-pecuãria
Agro-pecuãría
^ Odontologia em departa
bãeT
mentos de ciências bãs^
cas
^ Departamentos que integram os
08 Institutos de
Biociências

■

ãrea
área comum

Além disso, a representação abaixo evidencia o nível da "aber
Ãlêm
"aber^
tura" efetivada:

3.6 --A
A informação por "Clâssés
"Classes de Assuntos"
No que se refere ao usuãrio
usuário do SCD que requer a "informação
"iaformação
por assunto"
assunto” chegamos a conclusões de caráter
carãter realístico e profundo que achamos poder retratar o nível quantitativo
qtiantitativo das pesquisas por assunto não somente
na comunidade científica Unespiana como da sociedade do mundo atual.
Freliminarmente examinaremos que o total do "Universo de Usti
Usu
ãrios" da UNESF integram 133 departamentos, distribuídos em média de 12 a 15
docentes por elencos departamentais:
Sreas

cm

DEPARTAMENTOS

Ciências Humanas -(CH)

31

Ciências Exatas e Tecnológicas (CT)

40

Ciências Biomidicas (CB)

62

Digitalizado
gentilmente por:

*■

11

12
12

13
13

14
14

�803
Em relaçao a proporção adicional do número de
Em'relaçao

departamentos

por área temos:
CB &gt; CT
Então:

&gt; CH

CB tem o dobro de CH
CB tem 22 dept. + que CT
CT tem 9 dept. + que CH
Estabelecendo o paralelo entre Total de Departamentos por ISreas
&amp;eas
X Universo de Usuários por Ãreas,
Áreas, elaboramos a tabela e gráfico abaixos numa ten
tativa de expor a origem dos usuários do SCO. Deduzimos que em sua maioria eles
provem das Ciências Biomédicas e ao contrário, o êxodo está nas Ciências Humanas. Essa ausência éê justificada em parte pelo número menor de departamentos mas
nao em sua totalidade, visto que outros fatores inerentes ao próprio campo ' das
Ciências Humanas, interferem para o "desnível" projetado.

Areas
ÁREAS

DEPARTAPEparta&gt;T,'TOS
me;
TOS

NÍTOL DE
NÍVEL
PESOIIISA

Ciências Humanas (CH)

31

8%

Ciências Exatas e Tecnol. (CT)

40

37%

Ciências Biomédicas (CB)

61

55%

Digitalizado
gentilmente por:

�804
No tocante aos assuntos específicos dentro das três

grandes

áreas temos:
areas
Ãrea
Xrea
Ãrea
'kreã
Ãrea
Xrea

CH

Odontologia
Veterinária
Biologia em Geral
Agricultura
Geologia
Química (aplicada á
ã biologia)
Psicologia Educacional
Língua e Literatura

Algumas considerações gerais se tomam necessárias:
a) a ausência da Engenharia encontra razões na medida que
as
duas unidades da UNESP dessa área, foram instaladas recentemente e uma
isna delas por
sua localização geográfica busca
btisca atixílio
auxílio em instituições extra-UNESP
extra-DNESF de
grande
gabarito como o ITA, etc. *'
b) a freqUência
freqlfência quase nula das Ciências Humanas
Huoianas no SCO e'
e Atriatribuída parcialmente a vários fatores e inclusive conparada
conçarada a uma faca de dois gumes: de um lado, a potencialidade dos acervos dessa área, dilatados pela "aberm
"abertti
ra" inpregnada,
iiqpregnada, como demonstra a tabela a seguir, e de outro, a desativação
na
UNESP de alguns cursos no mesmo domnio e conseqUente situação de transferência de
campo de trabalho de vários docentes.
Ainda se confronta que, no êsbito
âmbito das Ciências Humanas, as fontes de referência são mais escassas tanto em número quanto em variedades de formas bibliográficas o que chega a conprometer
comprometer a localização e obtenção atê mesmo
da informação mais próxima acarretando sérias inplicações ao pesquisador
dessa
área.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

II
11

12
12

13
13

14
14

�805
3.7 - A Categoria Profissional do üsuãrío
üstiãrio
A "clientela" do SCD é formada em sua totalidade pelo
de docentes e pesquisadores da Universidade.

corpo

Os discentes também têm direito Sã participar dele, desde que,
desenvolvam pesquisas sob orientação de um professor da "casa".
Assim ao procedermos o estudo do vínculo etq&gt;regaticio
ençregatlcio
e/ou
cargo e função exercidos na UNESP pelos nossos solicitantes de artigos científi
COS, constatamos que as espectativas preconcebidas coincidem com os resultados
obtidos e abaixo demonstrados:

É óbvio
obvio que na escala hierárquica de ascensão àã carreira universitária, os que estão no ápice já galgaram "status" até mesmo em relação
relaçao àá
informação. Isto devido aos contatos com demais especialistas no assunto bastan
bastati
te freqUentes, a informação pessoal e verbal mais acessível pelos contatos diinvisíveis", etc. Via de reretos, a preponderância dos chamados "colégios
gra, os usuários dessa categoria solicitam cópias
copias xerográficas de artigos científicos ã medida que ensejam estarem "em dia" com a literatura mais recente.
Por outro lado, quando da etapa inicial do SCD já se previa
também o acesso assegurado por parte dos docentes que se encontram em fase de
defesas de teses e/ou dissertações.
,
Enfim, diriamos que é esse usuário jovem e que tem acesso recente ãà UNESP, que norteia os rumos do SCD e, cujo espaço de tenq&gt;o
tenç&gt;o delimitado

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

�8oe
. 806
_
para a apresentação de seu trabalho intelectual é que passa a exigir
e presteza para o atendimento nos moldes desejados.

dinâmica

4 - CONCUISSeS
A nossa primeira afirmativa é de que o SCD no estágio atual
de maneira senão eficiente pelo menos bastante satisfatória.

atende

Outrossim, por todos os aspectos abordados passamos a expor o nosso
ponto de vista:
4.1-0 problema da "insuficiência dos acervos" não deve constituir
impecilho sob hipótese alguma. 0 que existe são "insuficiências de métodos e
processos e mesmo de fontes" para se buscar a informação de que o usuário nece^
nece£
sita.
4.2 - A capacidade e possibilidades do bibliotecário transpor p£
ra sua biblioteca o "acervo-informação" de outras bibliotecas nacionais ou internacionais, estão estreitamente relacionadas com o uso e importância atribuída aos catálogos coletivos. 0 princípio que preconizamos como o de maior
im-'
importância nesse engajamento ê o de que, as entidades não deveriam medir esforços no intuito de terem seus acervos documentários inseridos em publicações tipo catálogos coletivos, pois automaticamente estariam facultando a "abertura" e
o acesso ao "acervo-informação" de cada inaa
uma delas, em nível muitíssimo elevado
a seus usuários.
4.3 - A oportunidade do setor de Seleção e Aquisição de inaa
uma biblioí,
teca se fundamentar em serviços tipo SCD para as prioridades em assinaturas novas e/ou complementação de determinadas coleções está simplesmente
sinq&gt;lesmente na redundância e freqUência de pedidos convergentes para um mesmo título.
4.4 - Outro fator que damos como condição "sine qua non" para aten
der â demanda de informação, está na estruturação de um dinâmico Serviço de Re
Be
ferência. Indubitavelmente, este constitui a infra-estrutura indispensável, e
o melhor parâmetro para os serviços desse teor e sem o qual as bibliotecas estão fadadas a caminharem como meros "depósitos de acervos^docuinentos"
acervosTdocumentos" e não
como se faz necessário: "organismos
''organismos itinerantes do fluxo da informação".
4.5 - Nessas circunstâncias são por demais óbvias as facilidades que encontramos em toda a estratégia do SCD, quando os usuários conhecem e são
orientados sobre o manuseio correto das principais fontes de referência em sua
área específica e domínios
domnios conexos, concorrendo então com a"metodologia
a "metodologia sistemática e própria da pesquisa bibliográfica.
Finalmente, queremos crer que o SCD de início conjeturado como um
sinq&gt;les trabalho de máquinas e troca de informação entre "casq&gt;i"
simples
"canqii" trouxe-nos o
quanto de humano há no "comutar" e "solicitar" para se prestar auxílio ao caDigitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�807
rente de informação científica e tecnológica.
Assim, o "muito obrigado" de um usuário reconhecido;
reconhecido;,o,agradecimeno agradecimentta prescrito de uma cópia recebida e muito mais ... constitui a força propulsor
toi
ra,. semelhante ãs máquinas que operam no SCD, para que os bibliotecários
ra',
da
UNESP caminhem adiante ...

- ABSTRACT
ABSTRAÇT -

The dynamization of information througjh
throu^ Documentary
Commutation
Service. Special principies
Service,
principles and characteristics applied to the network system
System
of libraries in UNESP. The
The'"opéning"
"opening" of hooka
hooks collections
coUe.ctiBnS' to ßa. “wider
"wider unive^^se
uniyer^q
of users". The information demands in Universities in three great
greAt a,reaa&lt;
a,re^s; Exacts
Ex^ctq
Sciences and Technology, Humanities
Humaníties' and Biomedical Sciences, The importance
importa,nce. of
Collective Catalogs in information transfer.
gIgLIQgR4£I4-SQNSyhTADA
BIBLIOGRAFIA
CONSULTADA
BETTIOL, E.M. Comutarão
Comutação bibliográfica. In: Congresso Brasileiro de Blhlioteco
Bihlioteco,
nomia e Documentação, 9, Porto Alegre, 1977.
CHANDLER, G. How to find out: a guide to sources information for all.
2. ed.
Oxford, Pergamon Press, 1966.
CUNHA, M.L.M. &amp; LUTHOLD, R. Catálogos coletivos. São Paulo, Biblioteca Central/USP, 1958. 43p.
FERRAZ, T. A. A informação na área nuclear e a estrutura de trabalhos científi.
cos. Rio de Janeiro, IBBD, 1975. 148p.
COS.
HERNANDEZ, H.H. Los médios
medios de información en medicina. Buenos Aires,Un,Bs.As.
Instituto Bibliotecolögico,
Bibliotecolõgico, 1969,
1969. 34p.
MIRANDA, Antonio Biblioteca universitária no Brasil: reflexões sobre a proble
mática. Brasília, CAPES/DAU/MEC, 1978.
PRICE, D.J.S. &amp; BEAVER, D.B. Collaboration in an invisible
invisiblé college.
In:
SARACEVIC, T., comp. Introduction to information science.
Science. New York.,Bowfcer,
York,Bowker,
1970. p.101-107.
p,101-107.
RAPOPORT, A. What is information? In: SARACEVIC, T., comp. Introduction
to
information science. New York, Bowker, 1970. p.5-12.
p'.'5-12.
SILVA, B. Informação, comunicação, documentação. Administração ee Legislaçãoj
Legislação,
Brasília, 2:2-12, out. 1971.
ULRICH'S intemational
international periodiçals
periodicals directory.
directory, New York, Bowker, 1977/78.
ZIMAN, J.M. Information, comunication, knowledge. In: SARACEVIC, T., comp. Introduction to information science.
Science. New York,
York,'Bowker,
Bowker, 1970. p.76-84.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

*

11

12

13

14

�808

ANEXO I

1 - Esclarecimentos e/ou Procedimentos a adotar em relação ao SCO
1.1 - A explicação primeira que se faz necessária i que todas as atividades
desenvolvidas no SCO estão centralizadas e norteadas pela Biblioteca
Central
da UNESF
UNESP e mais especificamente, na conformidade do organograma seguinte:

1.2 - Por outro lado o importante éá que o usuário se cientifique de
outros aspectos, que consideramos da maior relevándia nesse sentido:

alguns

1.2.1 - Todo e qualquer artigo científico existente no âmbito
and&gt;ito da UNESP
será fornecido gratuitamente.
1.2.2 - Se o artigo científico não existir na UNESF,
UNESP, a Biblioteca Cen
trai tentará todos os meios para obtê-lo em outras instituições.
1.2.3 -A
- A cópia xerográfica tanto quando obtida na UNESF,
UNESP, quanto fora
dela pertencerá ao docente e não a biblioteca do "campus".
"canq&gt;us".
1.2.4 - Tanto a biblioteca de cada unidade como também
tanbám a Biblioteca Cen
trai, serão apenas órgãos intermediários facilitando a procura e localização da
literatura desejada.
1.3 - Etapas
A seqUência lógica das fases a serem observadas para tal fim seriam:
1.3.1 - Procurar saber se existe no âmbito
1,3.1
ânbito da Universidade a publicação
que necessita. Isto dar-se-á nmdiante
mediante a consulta ao "Catálogo Coletivo de FubliPubli-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�^
^
809
cações
caçoes Periódicas da UNESP", em 5 (cinco) volumes e cujos títulos estão arrolados por ordem alfabética.
referências bibliográficas para o formulário pró1.3.2 - Transpor as referencias
prõ. prio da Comutaçao que se encontra disponível em cada biblioteca da rede.
1.3.3 - 0 bibliotecário após constatar que a publicação não faz parte
do "acervo documentário" de sua biblioteca o encaminhará ã Biblioteca Central.
o
1.3.4 - Esta, de posse do pedido identifica o "campus" que possui
título
titulo desejado e de imediato faz a solicitação.
1.3.5 - 0 "campus" atendente procede a reprodução enviando âa Bibliote
ca Central que por sua vez, remete ã Biblioteca a qual pertence o interessado.
Em média, o intervalo de tempo entre a solicitação e o respec^
respe£
tivo atendimento tem sido de 10 a 15 dias quando no plano da UNESP.
4 - Comutação Documentária "Extra-UNESP"
Ê fundamental que o docente e/ou pesquisador tenha conhecimento que as per£
per^
pectivas para essa obtenção extravazam o limite da UNESP.
Assim, quando da consulta ao "CCPP-UNESP", se o usuário nao localizar a publicação que deseja, ele poderá igualmente preencher o referido formulário e e£
en
viá-lo ã Biblioteca Central. Nesse caso esta busca em outras fontes, principal
principaj^
mente no Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Periódicas do IBICT e í.^z
f-2
solicitação a qualquer biblioteca do país.
Assim, para o atendimento desejado procurou-se (e ainda estamos procurando)
firmar convênios e/ou acordos entre instituições congeneres
congenêres e atuantes em
eir. várias áreas do conhecimento humano.Na prática a realizaçao de contrato facilita
o problema do fornecimento de cópias xerográficas e respectivo pagamento er.i
cr. bases equanimes, atenuando as disparidades de preços, de remessas e outros aspectos mais.
Desta maneira, já no campo da Agro-pecuária os "campi" de Jaboticabal, Botu
catu e Ilha Solteira usufruem além da UNESP,
UNESP. dos recursos bibliográficos advindos da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
Por outro lado, mesmo sem acordo firmado, não
nao poderiamos deixar de mencionar a "absorçao" que fazemos do "acervo-informaçao" de outras entidades tais co
mo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP, do Instituto de
Psicologia
da USP, etc., uma vez que, grande é o atendimento e a cooperação inter-bib
inter-hib1iot£
1 iote^
cária nesse sentido.
Outrossim, ã medida que a comunidade científica Unespiana vai tomando conhe^
conli£
cimento das facilidades que o SCD oferece, cresce
crcscc a demanda de novos projetos ec
acordos bem como o usuário passa a clamar uma dependencia
dependência recíproca cada vez
maior entre bibliotecas.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�810
CDD 025.6
CDU 025.6:007.5
SUBSISTEMA DE CADASTRO DE LEITORES E EMPRÉSTIMO DE LIVROS
DOLORES RODRIGUEZ PEREZ
Bibliotecária do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza da
U.F .R.J .
FLORINDA HARUE SHINOTSUKA
Analista de Sistemas do Núcleo
NÚcleo de
Computação da U.F.R.J.
MARIA DE FATIMA PEREIRA RAPOSO
Bibliotecária do Centro de Tecnologia da U.F.R.J.
Vice-Presidente da Comissão Brasi
Bras^
leira de Documentação Tecnológica
da FEBAB
RESUMO

&lt;0\

0O Subsistema de Cadastro de Leitores e Empréstimos de
Livros, êé parte do Sistema de Bibliotecas aplicado nas Bibliotecas Centrais do Centro dc
de Ciências Matemáticas e da Natureza
e do Centro de Tecnologia da U.F.R.J.
Utiliza-se de processamento "on line" e compreende o
cadastro de leitores da biblioteca, atende ãs rotinas de empr
empré^
_
timo
tirao de livros, ã disseminação seletiva da informação e emite
relatórios de apoio e de estatísticas.
1- INTRODUÇÃO
Algumas bibliotecas da U.F.R.J.já vinham desenvolvendo os serviços de cadastro de leitores e empréstimo através de

cm

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereflclancnto

11

12

13

14

�811
controle não convencional, utilizando cartões perfurados que,
arquivados manualmente, tinham a dupla finalidade, de entrada
de dados e de verificação imediata de empréstimos.
Utilizavam esses serviços a Biblioteca Central do
Centro de Tecnologia e a Biblioteca do Instituto de Matemática,
Matemática.
Em decorrência de uma reformulação do Sistema de
Bibliotecas, desenvolvido na UFRJ através de um grupo de analÍ£
anali£
Núcleo de Computação Eletrônica - NCE e de bibliotecátas do NÚcleo
rias do Centro de Tecnologia e do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza, foi estudado o aperfeiçoamanto do sistema
global - parte em fase de elaboraçao - levando-se em consideração a experiência adquirida no sistema anterior.
Justifica-se a iniciativa pela necessidade de din£
mizaçao dos serviços prestados a professores e alunos dos cursos de graduaçao e pos-graduaçao, levando-se em consideração a
crescente demanda de usuários nas bibliotecas desses Centros
Universitários.
Como exemplo, podemos citar o Centro de Tecnologia^
que possui um total de 4.424 alunos dos cursos de graduaçao ,
1,964
1.964 de pos-graduaçao e um corpo docente de 630 professores,
dos quais parte em regime de tempo integral.
integral,
0 Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza con
ta igualmente com grande número de professores e alunos,
alunos.
0 Subsistem.a de Cadastro de Leitores e Empréstimo
de Livros êé um dos seis subsistem.as
subsistemas que integram o Sistema de
Bibliotecas e compreende:
abcd-

Cadastro de leitores
Empréstimos
Emprêstim.os
Disseminação da informação
Estatísticas

Através de terminais ligados ao computador
BUR.ROUGHS 6700 do Núcleo de Computação Eletrônica da Universida^
Universid^
BURROUCHS
de, as Bibliotecas comandam todas as operaçoes,
operações, como sejam: entrada de dados, alterações, solicitação de relatórios, etc.
Cada Biblioteca opera o seu subsistema independendo um.a
uma da outra e do processamento normal do NCE.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�812
As informações sao armazenadas em arquivos de acesso direto, gravadas em discos.
2- CADASTRO DE LEITORES
0 Cadastro de leitores compõe-se do registro individual dos usuários, em diversas categorias, dentro dos corpos d£
cente, discente, técnico e administrativo da UFRJ e outras bibliotecas da cidade.
2.1 - Tipos de Leitores
Dentro das categorias, os leitores são divididos em tipos,
dal os serviços que lhes serão prestados. Temos, endecorrendo dai
tão, os seguintes tipos:
abcdefghi-

Professores em tempo integral;
Professores em tempo parcial;
Professores visitaxites;
visitantes;
Alunos de mestrado;
Alunos de doutorado;
Alunos de graduação;
Alunos de convênios;
Pessoal técnico e administrativo;
Bibliotecas

2.2 - Registro de Leitores
Constitui-se o registro de leitores, dos dados pessoais
dos usuários inscritos, bem como o seu perfil, quando professor
ou aluno de curso de doutorado ou mestrado,
mestrado', em fase de pesquisa
de tese.
Cada registro contem as informações que se seguem:
a- Número
Numero de registro na Biblioteca - tratando-se de aluno, terá o mesmo número que lhe foi atiibuido na Divisão de Registro de Estudantes - £)RE
DRE da Universidade.
Nos demais
dem.ais casos, o registro será atribuído pela Biblio
teca, levando-se em consideração a estrutura usada

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Sc a n
stem
st
em
I Gereflclancnto
Gervulaoinitv

11

12

13

14

�813

bcde-

fg-

h-

pela DRE;
Nome de leitor;
Centro/unidade/departamento da UFRJ, a que pertença, de acordo com tabela pré existente;
Tipo de leitor, seguindo-se a tabela de categorias (item 2.1);
Situaçao - compreende o código de leitor inscrito (ativo, ativo-suspenso, cancelado ou cancelado-suspenso);
Endereço;
Ãreas de interesse - livros - oo. leitor credencia^
Sreas
credenci^
do para utilização da disseminação seletiva, escolhe até seis números de cIassi£icaçao
classificação retirados da tabela utilizada pela biblioteca;
Sreas
Ãreas de interesse - periódicos - o leitor credenciado para utilização da disseminação seletiva, escolhe até seis títulos de periódicos dentre os assinados pela biblioteca no ano corrente

2.2.1 - Da Inscrição
Aliinos tem inscrição válida por um período letivo e é
Alunos
processada a partir de solicitação ã Biblioteca.
Por ocasião da inscrição em disciplinas na Universidade,
o subsistema emite uma "Relaçao
"Relação de alunos em débito", a qual e
encaminhada ãs diferentes Unidades onde são realizadas as inscrições .
Esses alunos devem comparecer ã Biblioteca a fim de re~'
regularizarem sua situação e, após, efetivarem sua inscrição em
disciplinas.
Todos os alunos ativos do período anterior sao
são cancelados e sua reativação é processada quando do primeiro empréstimo, após a data da inscrição em disciplinas.
Ha uma Resolução do Conselho de Ensino de Graduaçao da
Universidade que estabelece que o aluno perderá seus direitos
que a condição discente lhe confere, caso esteja em debito com
a Universidade, incluindo aí as Bibliotecas.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

�814
Assim sendo, por ocasião de trancamento, transferencia ou conclusão de curso é imprescindível que a aluno apre
sente sua situação de quite com a Biblioteca, a qual nessa ocasião, cancela o leitor.
Professores e demais leitores têm inscrição pr£
cessada através de solicitação ã Biblioteca sendo cancelados no
mês de fevereiro, aqueles que foram desligados da Universidade
atê essa data.
As Bibliotecas inscritas no empréstimos tem seu
registro permanente, a nao ser que haja um comando em contrario.
3- EMPRÉSTIMOS
Dentro das rotinas estão previstos o empréstimos
de livros a domicílio, as reservas, as devoluções ou renovações
e a verificação de empréstimos.
3.1- Empréstimos de Livros
Existem diversas modalidades de empréstimo que variam em
quantidade de livros e prazos
pratos de empréstimo, vinculadas ao tipo do leitor.
0 processamento do empréstimo é automático,
automãtico, a partir da
solicitação do leitor e através do número de chamada e registro
do livro no sistema, havendo simultaneamente uma verificação
quanto ao limite de livros permitido para retirada, atrasos na
devolução de empréstimos anteriores e a situação
situaçao do leitor na
Biblioteca.
3.2 - Reservas
As reservas, cambem
também automáticas, serão efetuadas mediante o número de registro do leitor e o número de chamada do livro .
0 subsistema envia uma mensagem, através do terminal, no
momento da baixa da devolução ou da renovação, alertando que o
livro possui reserva.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�815
3.3 - Devoluções ou Renovações
0 processamento das devoluções é semelhante ao do
empréstimo, variando apenas no código de operação.
As renovações nao sao efetuadas quando o sistema
de alerta informa que o livro esta
está reservado.
4- DISSEMINAÇÃO SELETIVA DA INFORMAÇÃO
A disseminação da informação, arrola livros e titia
tít^
los de periódicos e é realizada semanalmente, a partir das publicações recebidas e catalogadas na semana anterior.
A disseminação seletiva esta
está apoiada nos subsistemas de catalogação de livros e de controle de recebimento de pe
riódicos e em função do perfil do usuário (categoria professor
ou aluno de mestrado e doutorado) definido por ocasiao
ocasião de sua
inscrição na Biblioteca, conforme descrito anteriormente no
item 2.2 - Registro de Leitores.
RELATÖRIOS
5- RELATÕRIOS
Dentre os produtos do subsistema estão os relátorelatórios, que são emitidos ao comando da Biblioteca, através do ter
minai ou processados automaticamente pelo NCE, de acordo com
cronograma pré-estabeiecido.
5.1 - Relatórios de Apoio
0 subsistema utiliza-se de relatórios auxiliares por oca-'
ocasiao da inscrição em disciplinas na Universidade, para verifica^
çao de empréstimos e atualização de perfis dos leitores credenciados para tal.
Em caso de pane no computador esses relatórios servem de
apoio, não interrompendo o funcionamento do subsistema.
5.1.1 - Relatório de Alunos em Débito
Este relatório emitido por Centro/Unidade/Curso da Universidade, antes do período de inscrição em disciplinas, relaciona alfabeticamente os alunos em débito com a Biblioteca e

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�816
constitui-se dos seguintes dados:
a- Numero
Número de registro do leitor;
b- Nome;
c- Tipo (aluno de cursos de pós-graduação,
põs-graduação, graduação,
etc.)
A Biblioteca envia este relatório is
ãs Univers^
ünivers^
dades, as quais o utilizam para impedir que os alunos em débito
efetivem sua inscrição em disciplinas.
5.1.2 - Relatório de Livros sob Empréstimo
Todas as obras emprestadas são relacionadas
relacionada 8 neste relar e latõrio,
tório, que é emitido semanalmente por ordem alfabé
alfabética
tica dc
de autor
ou de titulo. E composto dos itens de:
de;
abcde£fghi-

Autor;
Titulo;
Numero de registro do livro;
Número de chamada;
Numero
NÚmero de inscrição do leitor;
Nome;
Centro/unidade/departamento;
Centro/unidade/departamento:
Tipo de leitor;
Data de devolução

Em caso de prazo de devolução vencido hé uma cbam.ada
junto ao autor ou titulo.
título.
5.1.3 - Relatório de Verificação de Empréstimo
0 relatório de verificação de empréstimo é emitido mensalmente relacionando alfabeticamente os leitores e as obras cu
jos empréstimos encontram-se em atraso.
Para professores em débito o relatório é encaminhado ao
seu departamento para cobrança.
Para os demais, o relatório é enviado a cada leitor,
pelo correio.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

II

12

13

14

�817
Compoe-se este relatório dos seguintes dados:
abcde-

Numero
Número de registro do leitor;
a
Nome;
Endereço;
Departamento;
Livros em atraso
Livros’

'

5.1.4 - Relatório de Atualização de Perfis
A cada seis meses a Biblioteca solicita aos leitores
usuários da disseminação seletiva que atualizem seus perfis.
Para tal ée emitido o relatório com as áreas de interesse determinadas pelo leitor e este, em caso de alteração deverá
comparecer a Biblioteca para realizar as modificações necessárias .
Fazem parte deste relatório os dados a seguir:
abcde-

Níimero de registro do leitor;
Numero
Nome;
Centro/unidade/departamento;
Endereço;
Ãreas de interesse (livros - periódicos)
áreas

5.2 - Relatório de Estatística
0 subsistema prevê os seguintes relatórios:
a- Movimento da biblioteca por dia da semana subdividido, por tipo de leitor, em:
- inscrições, com acumulaçao
acumulação mensal e anual;
- empréstimos, renovações, reservas e devoluções, também com acumulação
acumulaçao mensal e anual;
b- Leitores inscritos, quantos se utilizam da biblioteca, com periodicidade mensal;
c- Assuntos mais consultados, com periodicidade
mensal e acumulaçao
acumulação anual;
d- áreas
Ãreas de interesse para disseminação seletiva,
com maior concentração de usuários.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

�818
ABSTRACT
The subsystem o£
of reader file and circulation is
one part o£
of the Library System applied in the central libraries
of the Center o£
of Mathematical and Natural Sciences
and
the
o£
Center of
o£ Technology of
o£ the Federal University o£
of Rio de Janeiro..
neiro
It utilizes "on-line" process and consiste
consists o£
of
the reader file of
o£ the library. It Services
services the activities
of
the circulation of books and of the selective dissemination of
information; and produces supporting reports and statistics.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO,
9., Porto Alegre, 1977
1977.. Anais
Anaís ... Porto Alegre, 1977.
V . 1.
V.
2. REUNIÃO BRASILEIRA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 1., Rio de Janeiro, 1975. Anais ... Rio de Janeiro, IBICT, 1978. v.2.
3. SZWARCFITER, J.L. Uma sistematização'
sistematização do'
do processamento de
dados; aplicação em automaçao
autdmaçao de
de' bibliotecas. Rio de
Janeiro, COPPE/UFRJ, 1971.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�819
.I
CDD:
CDU:

UM PROCESSO DE LICITAÇÃO CONVITE:

025.23
025.2

O MODELO DA UFMG

JOURGLADE DE BRITO BENVINO SOUZA
Bibliotecária Chefe da Divisão
de Controle e Formaçao do Acervo
da Biblioteca Central da Universidade Federal de Minas Gerais.

RESUMO:
Estudo visando a racionalizaçao do
processo de licitaçao
licitação para compra
de material bibliográfico na modalidade convite.

cm

Digitalizado
gentilmente por:
por;

m. -li/
11
*

12

13

14

�820
1.

INTRODUÇÃO

♦h| o|

Em observância âs metas de trabalho delimitadas no
projeto de "Centralização do Sistema de Bibliotecas da UFMG"
que prevê, entre outras, a centralização progressiva do processo de aquisição de todo o material bibliográfico para
a
UFMG, a Divisão de Controle e Formação do Acervo da Bibliot£
ca Central, em conjunto com a Seção de Compras da Divisão de
Material do Departamento de Administração da UFMG, elabora ram, em 1978, um estudo visando a racionalização do proces so de licitação para compra de material bibliográfico no me£
cado interno e na modalidade convite.
A Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, por
ser uma autarquia federal, tem suas compras regidas pelo "T
"T^
tulo Xll
XII - das normas relativas a licitações para compras, o
bras, serviços e alienação" do Decreto-Lei 200/67 e disposições complementares aprovadas em decreto.
A Universidade já dispunha, na época, de um processo de licitação
licitaçao testado, que continua a ser utilizado na com
pra de outros materiais que não o bibliográfico, não apenas
pela Seçao
Seção de Compras citada, bem como por todas as suas Un^
Uni
dades Universitárias. No entanto, considerando que a Biblioteca Central estava iniciando a centralizaçao
centralização de suas com- '
pras e que a aquisição de material bibliográfico apresenta características e exigências especificas e mais facilmente '
delimitadas, considerou-se oportuno o estudo de um novo processo, que foi testado durante o ano de 1978 e considerado,’
considerado.'
por ambos os setores envolvidos, mais eficiente que o anter^
or para compra de material bibliográfico.
0 objetivo principal desse estudo foi racionalizar
o processo de 1icitaçao-convite, reduzindo-se o número de ho^
ras de trabalho necessário na formação do processo de licit£
ção.
A Biblioteca Central, considerando a legislação
a
que está subordinada, uti1izar-se-ã também da modalidade de
licitação "tomada de preço", que deverá ser estruturada durante este ano de 1979, e em que também será utilizado o modelo 4, devendo serem alterados os modelos 1, 2 e 3 em

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

obe-

13

14

�821
diência às
ãs disposições legais.
Este trabalho éi parte integrante do item aquisição de livros através de compra do "Manual de Serviço da Divisão de Controle e Formaçao
Formação do Acervo", àã qual compete estabe^
estabe
lecer critérios e prioridades para aquisiçao de material bibl^
ografico, através de compra, doação
ogrâfico,
doaçao e permuta, providenciar a
aquisiçao propriamente dita, controlar o recebimento e envio '
aquisição
de material bibliográfico e registrar todo acervo da UFMG, com
excessão de periódicos. No momento, encontram-se prontas ape nas as partes referentes a registro do acervo, seleção de mate^
rial bibliográfico e aquisição de livros através de compra.
2.

MODELOS
modelos.de
DE impressos
IMPRESSOS

Sao utilizados nesse processo de licitaçao os
seguintes impressos:
Ficha de sugestão
MODELO 01
Solicitação de aquisiçao ãa Seçao
MODELO 02
de Compras da Divisão de Material .
MODELO 03 - Instruções e exigências que o convidado deve obedecer para poder participar da licitaçao.
MODELO 04 - Documento em que o convidado declara o recebimento das instru ções da licitaçao.
MODELO 05 - Quadro de discriminação do material a ser licitado. Esse quadro
é formado de três partes: a primeira parte, em que serão cola das as ofertas das firmas convidadas; o anexo 1, em que a firma
convidada respondera
responderá a licitaçao;
e o anexo 2, que ficará com a firma convidada e servira como comprovante dos itens licitados.
MODELO 06 - Ficha utilizada no catálogo de e^
ditoras e livreiros.

cm

i

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereaclancnto

12

13

14

�822
3.

ROTINA

Selecionar o material bibliográfico que irá ser
adquirido. As bibliotecas integrantes do Sistema cuja aquisiçao de material bibliográfico já
está centralizada enviam aá Divisão de Controle
e Formaçao
Formação do Acervo os pedidos de compra,
em
fichas, conforme modelo 01. Esses pedidos
são
estudados face as normas de seleção
seleção'de
de material
bibliográfico adotadas pela Biblioteca Central,
bem como a verba disponível para a aquisição.
2) Reunir as fichas por grandes grupos de assuntos.
A reunião e/ou separaçao desse material éá nece
sária devido ã diversificação das áreas de ens
no e pesquisa na Universidade, bem como a especialização dos próprios fornecedores.
3) Selecionar o material que-irá
que irá participar do pro^
cesso de licitação, considerando o valor provável da compra tendo em vista o preço medio
do
material a ser adquirido e o valor máximo
das
aquisições por convite.
4) Preencher os espaços reservados para item, quan
tidade e discriminação do material do quadro de
tidadee
discriminação do material (modelo 05), nas 3 v^
as, utilizando o n9 de quadros necessários, de
acordo com o total de itens a serem licitados:
ITEM - numeração arábica, sequencial e
progressiva;
QUANTIDADE - número de exemplares reque^
ridos para cada item.
DISCRIMINAÇÃO DO MATERIAL - referencia
bibliográfica, a mais completa e cor
reta possível, e/ou outros dados que s£
jam necessários para identificar corretamente o material.
Não preencher os claros referentes a número do
Nao
convite, data de abertura e hora, dados que serão apostos p£
pe^

tol ..h|

|p. |n

1)
!)•

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

1

�,823
823
la Seção de Compras, bem como os
os-claros
claros referentes ã quantidade ofertada, origem do material, preço unitário e preço total,
que serão preenchidos pelo convidado;
5)

6)

7)

Caso haja alguma condição especial que deva ser o^
bservada pelo convidado e não
nao conste das instru çoes e exigências especificadas no modelo 02, datilografar nas segundas e terceiras partes do qu^
qua^
dro de discriminação do material.
Selecionar as firmas a serem convidadas de acordo
com o assunto, tipo de material a ser adquirido e
o serviço por elas prestado, utilizando-se, para
isso, do fichãrio
fichário de editoras e livreiros ( modelo 6 ) . Relacionar essas firmas para envio ã Se ção de Compras, juntamente com os modelos 2 e 4.
çao
Separar as tres
três partes do quadro de discriminação
do material para xerocar:
a) primeira parte - xerocar duas vezes.
- A via original será utilizada para elaboração do quadro comparativo de ofertas, onde
serão coladas as respostas das firmas conv^
dadas.
- As duas cópias serão utilizadas para colagem
no impresso de solicitação de aquisiçao da '
Seção de Compras da-Divisão
da Divisão de Material. Apenas uma das vias deste impresso será
sera env^
envi
ado ã Seção de Compras. A outra ficará na '
Divisão de Controle e Formação do Acervo p£
ra controle das solicitações.
b) Segunda e terceira partes ( anexos 1 e 2 ) essas partes serão enviadas ãs firmas selecionadas, conforme o especificado no item 6. 0
número mínimo de cópias a serem tiradas sera
será
de 5 (cinco), mesmo que as firmas seleciona das não atinjam esse número. 0 mínimo de firmas a serem selecionadas para essa modalidade
de licitação êé 3 (tres),
(três), não havendo, no entanto, limite máximo.

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�824
Enviar para a Seção de Compras:
a) Solicitação de aquisição, devidamente assinada ( modelo 2 ) .
b) Quadro de discriminação do material ( modelo 5 ))::
- o original da primeira parte
- todas as cópias da segunda e terceiras '
partes
c) Relaçao das firmas selecionadas pela BiblÍ2^
BiblÍ2.
teca Central.
9) A Seçao
Seção de Compras, após recebimento da documen
tação citada no item 8, providenciará:
providenciara:
a) Colocação
Colocaçao no impresso de solicitação de aqu^
siçao o numero
sição
número de SC (número utilizado pela
Seção para controle das solicitações recebidas).
b) Colocaçao,em
Colocação,em todas as cópias
cÓpias das segunda e
terceira partes do quadro de discriminação '
dos itens, os dados referentes a número
do
convite, data e hora de abertura das propo£
tas .
c) Preenchimento do recibo ( modelo 4 ) e ins truçoes e exigências da licitação ( modelo
truções
3 ) com os dados referentes ãs firmas a se rem convidadas.
d) Reunião da documentação (instruções e exigên
cias da licitação e anexos 1 e 2 do quadro de discriminação do material) e envio ãs
as fir
fi£
mas convidadas, recebendo de cada uma delas
o modelo 4 devidamente assinado e carimbado
e/ou o comprovante de envio da documentação
pelos Correios e Telegráfos.
10) A Seção de Compras aguardará
aguardara o vencimento do pr
pr£
zo dado aos convidados para devolução das propo
propo£
tas, que deverão obedecer normas especificadas '
tas,.
nas instruções ( modelo 3 ).
a
11) Recebidas e abertas as propostas das firmas,
|m |n

8)

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�825
Seçao de Compras da Divisão de Material montará
Seção
o quadro comparativo de ofertas e o processo da
1icitaçao ,que serão enviados ã Divisão de Controle e Formaçao do Acervo.
As firmas licitadas fornecem as respostas repetindo
as informações nos espaços reservados para este fim no anexo 1 do modelo 5. Neste anexo constam os seguintes dados :
item, quantidade, discriminação do material e espaço para a
firma apor os dados referentes ao material (quantidade ofe£
ofer^
tada, origem do material, preço unitário e total) por duas
vezes consecutivas. Uma destas partes é destacada e colada
no original do quadro de discriminação do material. 0 res tante do anexo 1 será juntado ao processo para comprovação
da resposta das firmas.
Neste momento o processo de licitaçao conterá os se^
s£
guintes documentos: solicitação de aquisiçao, instruções e
exigências da licitaçao, recibo das firmas convidadas (in elusive envelope) e quadro comparativo de ofertas.
clusive
12) 0 Chefe do Setor de Aquisição da Divisão de '
Formaçao do Acervo analisara
Controle e Formação
analisará o quadro comparativo de ofertas para determinar
'
quais itens serão adquiridos, sugerindo as fir^
mas mais aptas a fornecerem o material, podendo considerar nessa análise, além das exigên
exigen cias constantes do modelo 3, o seguinte:
seguinte;
- data da publicação do material ofertado
- língua
- estado de conservação do material (livros
usados)
- prazo de entrega
- outras exigências que poderão ser determinadas nos anexos 1 e 2 do quadro de discri
discr^
minaçao do material, de acordo com o tipo
de material que esta
está sendo adquirido.
A escolha de cada item selecionado por alguma razao
razão que não seja "menor preço" dev£
deve^
rá ser justificada no local reservado para
rã
"observações" no quadro comparativo de of er tas.
tas .

Digitalizado
gentilmente por:

st em
Gervulaoinitv

�826

|o |h.

13) Devolver o processo para a Seção de Compras p£
pa
ra que seja feita a adjudicação referente ã 1^
citação, que será anexada ao processo. Após a
adjudicação a Seção de Compras o devolvera
devolverá
ãa
Divisão de Controle e Formação do Acervo para
a emissão dos empenhos de aquisição do material bibliográfico.
14) A Divisão de Controle e Formação do Acervo, de
posse do processo, fará um círculo em volta do
preço selecionado, para facilitar a datilografia do empenho.
15) Após a determinação do número de firmas selec’
selec^
onadas, telefonar para a Seção de Compras e s£
s
licitar números de DM (números utilizados pela
Seção para controle dos empenhos emitidos),tan
tos quantos forem as firmas selecionadas e fo£
necendo-lhes, concomitantemente, o número
de
SC,constante da solicitação de aquisição (mod£
lo 2)
16) Datilografar os empenhos apondo, acima do campo 1 , o número de DM, tirando duas cópias
a
mais. Anexar essas cópias ao processo de licitação e devolver o mesmo para a Seção de Compras .
17) Após o registro do empenho no Departamento de
Contabilidade e Finanças da ÜFMG,
UFMG, providenciar
o pedido do material e da documentação ao fornecedor, em impresso próprio, anexando ao mesmo uma cópia do empenho.
18) Em caso de não haver possibilidade do fornecedor atender a totalidade dos iténs
itens enpenhados,
03 que nao
os
não forem fornecidos deverão ser anulados, utilizando-se,para isso, impresso próprio.
Uma cópia desta anulação deverá ser enviada ã
Seçao de Compras, devendo constar na mesma o '
Seção
número de DM.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�827
4.

AVALIAÇÃO

O objetivo principal desse estudo foi consegu^
db com a eliminação da necessidade de elaboraçao do quadro com
do
parativo de ofertas (modelo 4), considerado pela Seçao de Compras como a parte mas morosa e trabalhosa de todo o processo '
de 1icitaçao.
licitaçao.
Nesse processo o quadro é elaborado a partir '
da colagem de dados destacados do anexo 1 do modelo 6 e confec^
confe£
cionados pela firma licitada conforme especificado no item 10.
Foram observados, no entanto, os seguintes pro^
pr£
blemas:
- Nem sempre as firmas convidadas preenchem convenientemente o anexo 1 do quadro de discriminação do material. Consideramos, no entanto, que esse problema será
serS solucionado iã
medida em que as licitações sejam feitas
e
as firmas se adaptem ao novo processo.
- Ha
Há necessidade de duplicação e colagem para
composição dos anexos 1 e 2 do modelo 6, devido ao tamanho dos mesmos e ã inexistência
de máquina que duplique no tamanho ideal. 0
processo de duplicação utilizado pela Divi sao êé xerográfico, devido ao pequeno número
de copias exigido.

ABSTRACT:
A study aiming the rationalization of the legal process
for buying bibliographic material, using the modality
of invitation

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�828
Autor:

N’ rag.
N»
reg.

Tftulo:
Titulo:
Local:

Editora;
Editora:

Ediçlo:
-Vol..
Vol..
ImportaçAo
Importação direta Q

Data:

interno □
Q
Marcado Interno

Exista □
Exitta
Nao
NAo exista □
Q

Solicitante:
Sollcitanta:

Llcitaçéo:
LicitaçAo;
Dato:
Data:
Uv/Agente;
Empenho:
Preço:

Oferta de:

Sol. N*
N&lt;
Frente

N’ de Licitações:
Licitações;
interno Q
Mercado Interno

□

□

ImportaçAo direta Q
ImportaçSo
□

□

□

Q
□

NAo entregue Q
Nío
Nova ediçõo
ediçAo Q

□

Q
□

Em reimpressão
reimpressAo Q
Esgotado □
Verso
OBS:

Ficha em 4 (quatro)vias, nas cores branca,
amarela, rosa e verde
modelo 1

Digitalizado
gentilmente por:

&gt;

�829

MINISTÉRIO DA
ministErio
da EDUCAÇAO
educação Ee CULTURA
cultura
MIMAS GERAIS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS
COMISSÃO DE LICITAÇÃO DA REITORIA
QUAN
TIDA
de'
DE

CONVITE K9
N9
FIRMA

DISCRIMINAÇÃO DO MATERIAL

PREÇO
QUANTJ orig.
quantJ
ORIG
preço
OFgItT. XAT.
ofert;
mat. UNITÃRIO

PREÇO
TOTAL

VIA DO PROPONENTE
OBS: Dimensão do original: 33 x 26 cm

Digitalizado
gentilmente por:

ANEXO

11

12

13

14

�830
SeÇAO
SeCAO OC
OE COMPRAS
EOLieiTApio
OOUCITApio
- OrVISâ*0 OE
OiViSA*b
OC MATEffUL
MATCRtAL
dp fMttriof
mtftrldl «/ou
t/o4»
SofUlfome« fw« ••Jo proviúmneloéo
previAtnefad« •o «4u/fÍp3o
«du/flpi« 4r
Soiiolfomot
«• dot ••rvieot
itrvioot ebaiao
oJMiso ttptt/fJotdot
ttpMfflottfot p«rai
por«i

ESPEClFlCApOeS
espcGtFtcAçoes

A tfttpsM ••ta «stlmodo «m CrB .
•

oorrtro
«orr«r« por «ojito ^
do

idodd dod ddftfd
(•to
VI9T0
VIPTO

vdrbo.
rorbo

do
fdpdo oof(e(«nto
ttffíeJdAtd pora f&lt;
tfotopdo
áotTomzo
AUTOftIZO

•ddtod dteorrdnfdt.
fOOtOO
A«'
(dolidttdfitdi
(•olioitontAj
pata
J

Modelo 2

cm

1

2

3

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente
por

11

12

13

14

�831
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO
DIVISÃO
2i2íiâ2

DE
21

MATERIAL

LICITAÇÃO CONVITE N9
/
DATA DE EMISSÃO:
/
/
Prazo final para apresentação das propostas:
/
/
ãs
horas.
OBJETO DA LICITAÇÃO: Material Bibliográfico,
Bibliogrãfico, conforme o especificado no anexo I.
cifiçado

NOME DA FIRMA:
ENDEREÇO:

Prezado(s) Senhor
Senhor(es):
(es) :
Comprass da Divisão de Material do
A Seção de Compra
Departamento de Administração da UFMG vem, pelo presente, co^
con
vidã-lo(s) para participar da Licitaçao-Convite
Li citação-Convite em epígrafe.
epígrafe,
Esta licitação vi
visa
sa a aquisição
aquisiçao de material
bliográfico explicitado no anexo I e obedecerá, em sua realibliogrãfico
zaçao, nao só
sõ as determinações 1legais
egais vi-gentes que regulamentam as compras realizadas por or
orgãos
gãos públicos, como também as
seguintes:
1.

cm

1

QUANTO ÃS PROPOSTAS:1.1. Os convidados deverão apresentar suas propostas obr^
gatõriamente preenchendo os claros do anexo I.
gatSriamente
1.1.1. Os proponentes deverão preencher as duas colii
colu
nas do.Anexo
do Anexo I, não deixando os quadros referentes aos Itens em claro. No caso dos proponentes não
nao cotarem um item,
Item, vários itens
Itens
ou
todos os itens,
Itens, deverão preencher os quadros
referentes aos mesmos com a expressão "Não c£
Modelo 3

Digitalizado
gentilmente
gentil
mente por:

^-j.

11

12

13

14

�332

1.2.

1.3.

1.4.

1.5.

tamos", ou com outra, a critério dos proponen
tes..
tes
1.1.2. Este anexo, apés
após devidamente preenchido, será
colocado em envelope opaco, fechado, no qual
será subscritado:
Lieitação-Convite n9
Licitação-Convite
/
Firma proponente:
Seção de Compras da Divisão de Material do D£
partamento de Administração da Universidade
Federal de Minas Gerais.
As propostas poderão se referir ou não a todos os Iitens de fornecimento previstos no anexo I, desde que
este anexo não faça ressalva quanto a esta faculdaMo entanto, se no anexo I se declara taxativamen
de. No
te que nesta aquisição
aquisiçao a Universidade exige cotação
cotaçao
de todos os itens, valera
valerá o previsto no anexo, e não
0 aqui facultado.
As propostas poderão se referir ao fornecimento total ou parcial das quantidades previstas pelo anexo
1 para cada um dos seus itens,
xtens, desde que este anexo
não faça qualquer ressalva quanto a esta faculdade.
No entanto, se no anexo I se declara
taxativamente
que nesta aquisiçao a Universidade exige cotaçao
cotação de
todas as quantidades, valerá o previsto no anexo, e
e nao o aqui facultado.
Caso seja insuficiente o espaço destinado ao preenchimento das condições,
condiçoes, no anexo I, deverá ser util^
zada uma folha ã parte, a qual será apensa ao mesmo
anexo.
1. Esclarecimentos e efeitos apresentados nessa folha apensa poderão ser aceitos ou não, a critério único da UFMC.
As propostas deverão explicitar perfeitamente
seus
prazos de validade, os quais deverão ser, no minimo,
mínimo,
os seguintes:
- 30(trinta) dias para material de procedência NA
CIONAL;

Digitalizado
gentilmente por:

�833

1.6.

1.7.

cm

- 60(sessenta) dias para material de procedência '
ESTRANGEIRA.
Esta exigência'se
exigência se faz pelo fato de serem estes
os
prazos requeridos pela Universidade, para o exame ,
escolha do vencedor da licitação e emissão da cons£
quente ordem de fornecimento.
1.5.1. Se no anexo I estão previstos prazos diferen
tes dos aqui mencionados, estes novos prazos
êe que deverão ser considerados pelos propo nentes..
nentes
Os preços apresentados pelo(s) proponente(s)
proponente (s)
em
sua(s) proposta(s) deverão definir o valor certo '
que a Universidade pagará pela aquisição, ou seja ,
nos mesmos deverão estar incluidos os acre'’scimos re^
ferentes a taxas, impostos, fretes, embalagens,
'
etc., bem como os descontos. Recomenda-se
ao
pr£
ponente que
fornece
o preço total final pois,
caso assim nao
não proceda,
a Universidade o fara
fará adotando critérios de aproximação, ã sua livre escolha, não cabendo ao proponente, portanto, qualquer
reclamação contra tal .procedimento.
procedimento.
1. Em casos de coleção, fica desde ja definido que
o preço unitário sempre se refere aos volumes '
especificados. Se o proponente, no entanto, nao
puder cotar todos os volumes solicitados, deverá deixar em branco os espaços reservados no anexo I para preços unitários e total, apresen tando em folha separada o(s) volume(s) que pode
ofertar, seu(s) respectivo (s) preço(s) e demais
esclarecimentos que julgar necessários.
Fica desde já definido que, se algum proponente de^
xar de preencher algum claro em sua .proposta,
proposta, este
fato indicará que ele prevê, para esta condição em
clarò o seguinte:
- quantidade: será áa prevista pela Universidade
- preço unitário: sem proposta para o item (obser -'
var Item 1.1.1.)

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em
I Gervulaoinitv
Gereflclancnto

11

12

13

14

�834
- prazo de entrega; imediato,
Imediato, ou de acordo com a
determinação da Universidade
Item 1.5.
- validade da proposta; a prevista no item

cm

2.

QUANTO Ã
A ENTREGA E ABERTURA DAS PROPOSTAS;
2.1. O
0 local de apresentação do envelope opaco contendo
o anexo I devidamente preenchido é:
Av. Antônio Carlos, 6627.
Cidade Universitária - PAMPULHA - Belo Horizonte MG
2.2. As propostas serão entregues ãà Comissão de Licitação da Reitoria, a qual se compõe de três membros e
é presidida por ONY BRAGA DE FARIA.
2.3. As propostas deverão ser entregues até a data final
prevista no cabeçalho desta, quando a Comissão de
Licitação se reunirá para proceder ãá abertura das
mesmas, podendo qualquer interessado assistir a essa reunião.
2.4. As propostas poderão se referir a um prazo de entr£
ga diferente daquele previsto no anexo I,
ficando
reservado unicamente ã Universidade o direito de aceitá-lo ou não.

3.

QUANTO Ã
A ELIMINAÇÃO, JULGAMENTO E ADJUDICAÇÃO!3.1. A Comissão de Licitação eliminará, segundo critéripropos^
os de avaliaçao de sua exclusiva escolha, as propo^
tas que considerar que não atendem ãs
as exigências
das presentes instruções.
3.2. No julgamento da presente licitação serão considera
consider^
dos: quantidades, preço, prazos de entrega e, quando for o caso, outros fatores formalmente explicit£
explicit^
dos no anexo I, de forma a se obter a aquisição '
mais conveniente para a Universidade.
3.2.1. A fim de se obter o mais conveniente ã Un^
versidade, esta poderá, inclusive, julgar es^
e^
ta licitação como um todo, por item, ou então ratear itens.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�835
3.3. Quando do julgamento, se a Comissão verificar que
ha duas ou mais vencedoras em relaçao a
qualquer
Item do fornecimento, poderá ratear este fornecimen
to entre as firmas vencedoras ou ainda, adjudicar a
após sorteio.
um único proponente, apSs
3.4. 0 documento que a Universidade entregará ao adjudicado, como ordem de fornecimento, éá o empenho.
QUANTO Xs
ÃS CONDIÇÕES GERAIS
GERAIS:4.1. Esta licitação poderá, em qualquer época de seu desenvolvimento, ser cancelada no todo ou em parte pe^
la Universidade sem que, por isso, os proponentes '
tenham direito a qualquer reclamação
reclamaçao ou indenização.
4.2. As quantidades a serem adquiridas pela Universidade
através do presente convite poderão ser superiores
aos fixados no anexo I, desde que o fornecedor escolhido concorde. A Universidade se reserva, outro£
outro^
sim, o direito de reduzir essas quantidades, de acordo com suas conveniências.
4.3. Os proponentes se obrigam a fornecer ã Comissão de
Licitação, por escrito, se solicitados, os elemen tos considerados essenciais áã perfeita compreensão
de suas ofertas.
4.4. Os materiais objeto da presente licitação serão en
tregues na Biblioteca Central da UFMG - Reitoria '
da UFMG - 49 andar.
QUANTO AOS PAGAMENTOS;5.1. Os processos de pagamento serão instruídos mediante a apresentação,
apresentaçao, pelo fornecedor, dos seguintes
documentos relativos ao fornecimento:
- Nota Fiscal (02 vias)
- fatura discriminativa,
d is criminativa, em 03 (três)
(tres) vias
- termo de Compromisso de entrega, quando se tratar de revistas.

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem
I Gereflclancnto

ii

�836

Belo Horizonte, 04 de outubro de 1978.

ANTÔNIO ANDRE
andre CHRISPIM
CHEFE DA SEÇXO DE COMPRAS DA
U F M G

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�837
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO
SíYíiâS

Si
2S

SèSlSíât
iàlSBíâS

LICITAÇÃO-CONVITE N9
/
DATA DE EMISSÃO:
/
/
Prazo final para apresentação das propostas:
/
/
ãs
horas.
OBJETO DA LICITAÇÃO:
LICITAÇAO: Material Bibliográfico, conforme o especificado no anexo I.

NOME DA FIRMA:
ENDEREÇO:

Recebí as instruções desta licitaçao,
tando ciente dos prazos e exigências para apresentação
apresentaçao da pr£
pro^
posta desta firma.

Em

/

/

Nome do Recebedor
e
Carimbo da Firma
Modelo 4

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�838

MIRISTEKIO DA
HimsTtKIO
da EDDCAÇXO tX CDLTUIA
CDLTUXA
UNIVERSIDADE FEDERAL
TEDEXAL DE MINAS
HINAS GERAIS
CEXAIS
COMISSXO DE LICITAÇXO
C0MIS'SX0
LICITAÇÃO DA REITORIA

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�839

HtKtST^SlO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
COMISSÃO DE LICITAÇÃO OA REITORIA

CONVITE H9

14

13

12

11

Digitalizado
4 gentilmente por:

3

2

cm

�840

Hodelo 6

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�Bibliotecas Centrais Universitárias

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

‘J .

�Mtí4&lt;c i ç .6

i
!
:•
«
i
í $ t)
^
1
í
::
- i8hètiín4íTÍU etmínsO «i^aoíoiidiS
j

t

I
j
i

f &lt;•
{-■;
!&lt;
iJ
\

s} i„ !
• «t, iii

'
i ^
I

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

vSy stem
Gereulannito

f(í
í
I^
I
i^
u
iS,
i tr^

�841

CDU - 027.8
CDD - 027.822 2
AVALIAÇÃO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES DE 1» GRAU
AVALIAÇAO
DA CIDADE DE LONDRINA
VILMA A. GIMENES DA CRUZ
Auxiliär de ensino no departamento de
Auxiliar
Biblioteconomia da FUEL
IRMA A. I. LORENZO WELFFENS
Auxiliar de ensino no departamento de
Biblioteconomia da FUEL

Avaliação das bibliotecas escolares de 1^
grau da cidade de Londrina. Levantamento
da situação através de questionário aplica
do a 30 escolas estaduais com o objetivo
de fornecer dados para uma comparação en tre a situação real encontrada e aquela e£
tabelecida pelas normas biblioteconomicas.
Análise dos dados e sugestões para uma mudança do quadro atual.
Bibliotecas escolares; Avaliação.

1- INTRODUÇÃO
Partindo do princípio que a biblioteca escolar ê reco
nhecidamente um instrumento importante para o desenvolvimento
satisfatório das atividades de ensino-aprendizagem, e que ela êe
vista, pelo menos teoricamente, como um organismo que pode e d£
de
ve "fornecer toda espécie e tipo de materiais essenciais ãa ob tenção dos objetivos dos currículos escolares, satisfazendo ao
mesmo tempo os interesses, necessidades, aptidões e objetivos
dos próprios alunos" (3), surgiu a preocupação em saber se
as
bibliotecas escolares de Londrina atendiam ou não a esses requ^
sitos.
Procurou-se conhecer a situação, através de um levantamento realizado junto ãs escolas do município, a fim de obter
dados para traçar um paralelo entre a situação real e a estabelecida pelos padrões internacionais como "desejáveis". Por ou ** Agradece-se a colaboração especial das professoras do departamento de Biblioteconomia da FUEL, Déa
Dêa C. de F. Walter
e
Maria José Stanzani.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

&gt;

11

12

13

14

�842
tro lado, a partir dos dados obtidos, sugerir algumas
algunas medidas
sando uma mudança da situação atual, caso os dados confirmassem
as suposições sobre a existência de bibliotecas escolares totalmente deficientes.
2- ELABORAÇAO
ELABORAÇÃO DA PESQUISA
A fim de conhecer a situação das bibliotecas escolares
da cidade de Londrina, optou-se pela aplicação de um questiona rio para a obtenção dos dados necessários.
Uma vez que o município conta com 65 escolas de 1*
grau, foi necessário a delimitação do numero de escolas a serem
abrangidas pela pesquisa. Por essa razão decidiu-se pela rede de
escolas estaduais, localizadas no perímetro urbano, perfazendo
um total de 37 escolas, das quais somente
sómente 30 foram efetivamente
visitadas para a obtenção dos dados. A escolha foi feita levando
em consideração que as escolas estaduais atendem, de maneira geral, a uma clientela mais carente economicamente, ou seja,
com
menos possibilidades de usufruir fora dela das vantagens oferec^
das por uma biblioteca escolar.
0O questionário (ver anexo 1)
Ij foi elaborado com a finalidade de obter os seguintes dados:
a) Em relação ã escola: - qual o n’ de alunos
- qual o n’
n* de professores
bj
b) Em relação ã biblioteca: - organização
mobiliário
localização
horário de funcionamento
- processos técnicos
registro
classificação
catalogação
- circulação
- serviços de extensão
- pessoal
Bibliotecário
outros

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�843

c) Em
Era relação aos professores: - nível de participação
A coleta de dados foi feita diretamente nas escolas
através de entrevista pessoal.

,

3- RESULTADOS OBTIDOS
Os resultados obtidos, através do preenchimento ■ do
questionãrio e de algumas observações pessoais, mostraram que
questionário
a
das 30 escolas visitadas, 20 possuem biblioteca, sendo que
respeito dessas 20 constatou-se o seguinte:
- 18 possuem sala própria. Em 1 escola a sala da bi blioteca funciona juntamente com a da administração e em outra
com a sala de arte; das 18, 12 são de tamanho médio, sendo que
apenas 8 com condições razoáveis de atendimento;
atendimento: as 4 restantes
e as 6 pequenas são completamente inadequadas;
- 14 não possuem mobiliário (mesas e cadeiras) condizente com o numero de alunos da escola; apenas 6 atendem razoarazoávelmente ao fluxo de alunos que frequentam a biblioteca e
11
possuem estantes adequadas, sendo que as demais são completamen
te improvisadas;
- 17 possuem registro do acervo;
- 15 fazem classificação, sendo que 9 adotam a tabela
simplificada da CDD e as demais simplesmente separam os livros
por assuntos;
- 6 tem acervo totalmente catalogado e 2 em fase
implantação;

de

- 2 estão fechadas por falta de pessoal; 18 fazem
atendimento local, sendo que algumas com dia e hora marcados pa
ra as determinadas séries, e apenas 10 realizam
realizara empréstimo dora^
domi^.
ciliar;
- 5 realizam algum serviço de extensão, como leitura
dirigida, hora do conto, concursos e exposições de trabalhos es^
e£
colares;

cm

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12
12

13
13

14
14

�844
- 3 são dirigidas por bacharéis em Biblioteconomia,
sendo que as outras são administradas por professores,
professores. éÉ impor tante destacar que as 3 profissionais acima citadas são professo
ras de padrão primário que fizeram o curso de Biblioteconomia e
que por "coincidência" foram aproveitadas na direção das bibliotecas de suas escolas;
- 2 contam com uma média de 2 a 3 funcionários por pe
ríodo de atendimento, sendo que nas restantes, há apenas 1 funcionário, por período, realizando todos os serviços da bibliote
ca;
- 9 afirmam que os professores não frequentam a biblio
teca; 9 confirmaram a presença dos mesmos, somente em determinadas ocasiões, quando da necessidade de visitas dirigidas ã bi blioteca. De uma maneira geral não existe uma frequência contí nua.
Para melhor ilustrar os dados obtidos pode-se observar
os seguintes quadros:

QUANTIDADE
DE ESCOLAS

N’ DE ALUNOS
DAS ESCOLAS

N? DE ESCOLAS COM CONDICOl-.S
Ní
CONDICOl-S
ADEQUADAS E PROPORCIONAIS AOS
ÀOS
AníKfn^

200

a

500

05
OS

apenas 2

500

a

1000

06

apenas 3

1000 a

2000

06

Acima de 2000

03

apenas 1

Proporção entre o n’ de alunos da escola e as condições
Bilioteca (espaço físico e mobiliário).

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

da

13

14

�: 845

N’ DE ALUNOS
N»
ISO
100
242
300
300
367
500
980
650
700
700
851
1000
1741
1040
2362
2300
2802
1000
1600
1600

N»
N’ DE OBRAS EXISTENTES
Não tem registro
Não tem registro
520
1689
1800
200
4217
2000
Não tem registro
3250
400
4600
5000
5000
4364
3000
10057
5300
4000
4460

TOTAL 20.415

59.857

Proporção entre o n’ dé
de alunos da escola e n’ de
obras existentes (exemplares e não títulos).

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

¥

11

12

13

14

�846
4- anXlise
ANÁLISE dos
DOS dados
DADOS
Através dos dados obtidos, percebe-se uma
una nítida difea
rença entre os padrões apresentados na literatura referente
bibliotecas escolares e a situação encontrada.
No que diz respeito a localização, segundo D0UGLAS(2),
a sala de leitura deve ter 2,5 metros quadrados por leitor,
48
lugares sentados, no mínimo, por 300 alunos.
As bibliotecas visitadas nem de perto correspondem a
essas especificações. De uma maneira geral, as salas "designa das" para biblioteca não passam de salas pequenas, mal adapta das, mal iluminadas, sendo que algumas delas, não têm mais que
4 metros quadrados para atender uma escola de 200 ou 300 alunos.
Também a localização da biblioteca, em relação ãs demais depen dências da escola, em alguns casos, é bastante deficiente,
uma
vez que ficam totalmente isoladas,
isoladas , dificultando o acesso ãs suas
dependencias.
Pode-se afirmar que, em relação a mobilário, a situa ção de carência é semelhante ã das instalações, pois salvo algumas exceções, utilizam-se móveis aproveitados de outras seções
da escola, como: escrivaninhas, bancos, carteiras, armários
de
madeira fechados, etc.
No que diz respeito ã organização técnica, os dados
mostram um desconhecimento, pelo menos por parte da maioria, dos
serviços-meios, como registro, classificação, catalogação, prepa
ro do livro, os quais permitem ao bibliotecário oferecer os serviços fins, que são os realmente importantes para o usuário como
serviço de referência, empréstimo, atividades de extensão, etc.
Um ponto positivo, nas bibliotecas, é a preocupação em
conhecer o acervo existente, já que a grande maioria possue Li vro Tombo. A partir daí, entretanto, apenas uma parte dos respon
sáveis mostra interesse em classificar o acervo, alguns utilizan
sâveis
do tabelas simplificadas da CDD e outros apenas dividindo o material por grandes áreas (por exemplo. História, Geografia, Português, Ciências), conforme o currículo adotado pela escola. A
práticamente inexistente.
Inexistente.
catalogação, então, êé prãticamente
Aqui ê importante lembrar que é na biblioteca escolar
onde se educa e se prepara o aluno que irá posteriormente pesqu^
pesquj^
sar e estudar em bibliotecas universitárias, especializadas
e
talvez sofisticados centros de documentação. Mas, como será
serâ isto
possível, se não existem sistemas de classificação e catálogos
através dos quais ele pode aprender a realizar a sua própria pes
quisa, ou ainda, ser capaz de localizar o material desejado na

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

*

11

12

13

14

�847

quisa, ou ainda, ser capaz de localizar o material desejado na
estante?
Para que a biblioteca escolar atinja seus propósitos
propSsitos
de organismo ativo, dinâmico e também responsável pela formação
moral e intelectual do educando êé necessário e fundamental que,
além dos serviços tradicionais, ela execute outras atividades
como: orientação do uso da biblioteca e de obras de referência,
realização de sessões de leitura dirigida, clube do livro, hora
do conto, boletins, quadro mural, exposições e concursos alusivos a datas comemorativas, promoção da integração entre o pes soai técnico administrativo, corpo docente da escola e a bibli£
biblio
teca, ou ainda outras realizações que possam surgir em função
das atividades e dos objetivos de cada escola.
Durante a pesquisa, observou-se que poucas bibliote cas preocupam-se com a realização de serviços de extensão. Sómen
te 2 fazem concursos alusivos a datas comemorativas; 2 realizam
leitura dirigida e apenas 1 desenvolve a hora do conto.
Diretamente relacionada com todos os fatores acima
apresentados está a existência ou não de uma bibliotecária formada, atuando como responsável pela biblioteca. Notou-se que,
entre as bibliotecas em questão, as que contara
contam cora
com o trabalho
de profissionais são as melhores organizadas e que apresentam um
melhor nível de serviços técnicos e de atividades de extensão.
As outras bibliotecas vão depender da boa vontade e criatividade
das respectivas professoras responsáveis que, elB
ein alguns casos ,
sob a orientação de alguma bibliotecária desenvolvem as atividades mínimas encontradas nas bibliotecas, principalmente emprést^
emprést£
mo local ou domiciliar.
Não constou do questionário um item específico
para
avaliar a qualidade do acervo existente nas bibliotecas. Entre tanto através de observações pessoais, verificou-se que a maior
parte do acervo existente nas escolas é constituído de obras didáticas utilizadas em sala de aula. Poucas contam com obras
de
referência, podendo-se mesmo dizer que apenas 3 têm uma coleção
de referência realmente significativa, contando com um numero ra
zoável de enciclopédias e dicionários.

5- CONCLUSÃO
Após as considerações feitas a respeito do tema, podeApõs

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�848

se concluir que, com exceção de 2 ou 3 das escolas que foram objeto desta pesquisa, as bibliotecas existentes nas demais não po
dem, rigorosamente, ser consideradas como tais, tanto do ponto
de vista da organização e espaço físico, como dos serviços pre£
tados. Na realidade, a maioria não passa de um "depósito de li vros" longe de cumprir os objetivos estabelecidos pela Bibliotevros”
conomia. Pelo que foi visto, através do questionário e das obser
vações pessoais, percebe-se a necessidade de:
a) Uma maior e efetiva integração entre a biblioteca ,
o pessoal têcnico-administrativo
tecnico-administrativo e o corpo docente da escola, de
forma que haja uma conscientização por parte dos professores, da
importância da biblioteca como um elemento necessário para
a
criação do hábito da leitura e o desenvolvimento na criança da
capacidade de pesquisar, emitir suas próprias opiniões, discer nir, enfim, propiciar a existência de um ser humano mais prepara
do para a vida;
b) Maior conscientização dos orgãos responsáveis pelas
escolas, no sentido de designar verbas suficientes para instalação e manutenção de bibliotecas escolares, evitando assim que a
biblioteca seja encarada (como o é na maioria das vezes)
vezesj como um
elemento supérfluo que pode ser desativado a qualquer momento ,
pela utilização de seu local para outras atividades como sala de
aula, sala de coordenação, sala de professores, depósito ou ou tro fim qualquer;
c) Dotar a biblioteca de um acervo que satisfaça as ne
cessidades do usuário, não só de pesquisa, mas também de leitura
recreativa, proporcionando um campo mais amplo de escolha. Não
permitir que o acervo se restrinja unica e exclusivamente a mate
rial gráfico, mas adquirindo também material audio-visual, fonético ou outros;
d) Criar o cargo de bibliotecário e contratar efetivamente esse profissional a fim de fornecer ãs escolas pessoal habilitado e capaz de desenvolver as atividades inerentes ã biblio
teca escolar.
Levando-se em consideração que os dados obtidos para
este trabalho provêm de uma das principais cidades do Paraná (

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

*

�849
Londrina) ê fácil imaginar qual será a situação em outras cida des brasileiras do mesmo porte ou menores. Quando se fala tanto
na necessidade e melhorar o padrão de ensino no Brasil, não
se
pode mais admitir essa situação caótica,
caótica. é
É preciso adotar um pro
grama a nível nacional visando dotar cada escola de uma bibliote
ca dinâmica e atualizada.
Neste sentido seria, talvez, interessante a implanta ção, em cada município, de bibliotecas modelo, dota,das
dota.das com todos
os recursos organizacionais e bibliográficos necessários,
para
que, num determinado espaço de tempo, se possa fazer um estudo
comparativo entre o desenvolvimento dos alunos pertencentes
ãs
escolas que dispõem de tais bibliotecas com o daqueles que estudam em instituições cuja biblioteca eõ organizada de forma tradicional e empírica.
A experiência, entre outras vantagens, poderá servir
para a escolha de um padrão de biblioteca a ser implantado pro gressivamente em outras escolas.

ABSTRACT

Evaluation of the first grade school
libraries from thè city of Londrina.
Survey of the status quo through
questionnaire applied to 30 State
state
schools, in order to collect data for
comparison between actual situation
and that established by library standards.
Analysis of data and sugestions for
change are presented.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�850
BIBLIOGRAFIA
FERREIRA. C. N. de C.; BUENO, N.
1- CARVALHO, A. E. F. de; FERREIRA,
Projeto de pesquisa sobre bibliotecas escolares do mu
nicípio de São Paulo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BT
BLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. 9», Porto Alegre,
Alegre. 1977.
Anais. Porto Alegre, 1977. p.296-309
2- DOUGLAS, M. P. Installation matérielle.
materielle. In^^
. La
bibliothéque d'ecole primaire et ses differentes
bibliotheque
différentes Tõnctions. Paris, Unesco, 1970. p.75
p.7S
3- FERREIRA, C. N. de C. Biblioteca pública é biblioteca escolar? R. bras. Bibliotecon. Doc.
Doc.,, ^{1/2}:
IACl/2): 9-16, jan./
jun. 19
197ÍT
7F^
4- MORETTI, D. M. B. et alii. GIEB: uma experiência de integração escola-biblioteca. R. Bibliotecon. Brasília, 5 (2):
C2):
685-91, jul./dez. 1977.
5- SANTOS, I.
1. R. A biblioteca escolar e a atual pedagogia brasileira. R. Bibliotecon. Brasília, l(2j:
1(2): 145-9, jul./dez.
1973.
6- WALTER, D. C. de F. Planejamento de um sistema de catalogação centralizada para as bibliotecas das escolas estaduais
ae ensino de 1*
de
1^ grau de Londrina. Londrina, Universidade
Estadual de Londrina, 19/5.
1975. 19p.

Digitalizado
gentilmente por:

�851
ANEXO 1
questionaIO
questionaiO

NOME DO ESTABELECIMENTO

nOmero de
NÚMERO
DE professores
PROFESSORES

nOmero de
NÚMERO
DE alunos
ALUNOS
EXISTE BIBLIOTECA

(

) SIM

(

) NÃO

REGISTRO

(

) SIM

(

NAO
) NÃO

CLASSIFICAÇÃO
CLASSIFICAÇAO

(

) SIM

(C

NAO
) NÃO

CATALOGAÇÃ)
CATALOGAÇA)

(

) SIM

(

) NAO
NÃO

LOCAL

(

) SIM

(

) NÃO
NAO

DOMICILIAR

(

) SIM

(

NAO
) NÃO

(

) SIM

LOCALIZAÇÃO

MOBILIÄRIO
mobiliArio
ACERVO

EMPRÉSTIMO

OUTRAS ATIVIDADES

HORÃRIO de
HORARIO
DE FUNCIONAI4ENTO
RESPONSÃVEL
responsável

^

bacharel EM BIBLIOTECONOMIA

(

) NAO
NÃO

NÚMERO DE ATENDENTES
O PROFESSOR FREQUENTA A BIBLIOTECA
QUAL A FINALIDADE

cm

Digitalizado
gentilmente por:

(

) SIM

(

11

) NAO
NÃO

12

13

14

�852

CDD 027.625
CDU 027-053.7

A BIBLIOTECA POBLICA
PÚBLICA E 0 MENOR CARENTE

Marli Mira Hoeltgebaum
Bibliotecária - Biblioteca Municipal
l^nicipal
de Guaianazes
CRB /8a./ 1.707

RESUMO
Estudan-se casos com base na experiência profissional em Biblioteca PúEstudam-se
blica Infanto-Juvenil de bairro menos favorecido social e economicamente,
na periferia leste do Municipio
Município de São Paulo. Nestes bairros a assistência
ao usuário (real e potencial) apresenta características que exigem do bibliotecário, alêm
além dos serviços tradicionais de atendimento e referência

,

compreensão global dos aspectos sociais da comunidade, maior envolvimento
pessoal e interação
interaçao com entidades várias, para encaminhamento e auxilio.
Questiona-se o relacionamento "bibliotecário-consulente" em termos

de

envolvimento pessoal, visando encontrar soluções para os problemas dele
decorrentes.
Expõe-se as conclusões e recomendações referentes aos casos estudados.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�853
1 INTRODUÇÃO
Públicas de zoO atendimento ao usuário infanto-juvenil nas Bibliotecas Publicas
nas menos favorecidas social e economicamente apresenta muitas vezes problemas característicos, que serão percebidos através do estudo de casos.
Tais problemas devem ser objeto de estudo e pesquisa, devendo-se questionar
até que ponto a Biblioteca Pública ié capaz de prevenir males sociais em se
tratando de cianças e adolescentes e que tipo de assistência devem prestar
a esses usuários, além daquela que já é prestada.

2 ESTUDO DE CASOS
Os casos aqui apresentados ocorreram durante o nosso exercício profissional na Biblioteca Infanto-Juvenil de Guaianazes, situada na periferia
leste do Município de São
são Paulo. (1)
Foram selecionados 3 casos, considerados de maior interesse humano e
mais representativos de características pertinentes a muitos outros, pois
fatos semelhantes ocorrem diariamente em várias Bibliotecas brasileiras,
particularmente na periferia dos grandes centros urbanos.
Caso A - Data da ocorrência - janeiro de 1978
Estando a bibliotecária em sua sala, entrou um menino e perguntou se era ali "que batiam ã máquina". Convidou-se-o a entrar, explicou-se-lhe

e

mostrou-se-lhe a Biblioteca. Conversando, soube-se que havia estado num
bairro relativamente próximo, tratando de obter carteira profissional; ali,
provavelmente por falta de informação, mandaram-no ã Biblioteca para preenchimento dos papéis. Ignorava completamente o convênio existente desde

(1) Para maiores informações sobre a populaçao de Guaianazes, ver anexo 1

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
stem

ii

�854
1976 entre a Secretaria do Bem-Estar Social do Estado e a Secretaria do
Bem-Estar do Município, que criou a Central de Documentação; esta funciona
no DAIS (Depto. de Amparo e Integração Social) e fornece todo tipo de documentos e orientação, visando encaminhar para um trabalho regular.
Conscientes de que tomara duas conduções e muito andara, preenchemos os
papéis para ele; ficamos informados de que se tornara, aos 12 anos, arrimo
de familia, por abandono de pai. Pesada carga, para 12 anos. Não
Mão é de admirar que não soubesse o que era uma Biblioteca. Ficamos seu amigo; foi
convidado a tomar café na Biblioteca, estimulado em seus projetos. Pedimoslhe que voltasse quando conseguisse a carteira profissional. Voltou com esta catorze dias depois. Damos-lhe os parabéns, encapamo-la com plástico para ele e convidamo-lo a voltar quando conseguisse emprego. Insistimos em
que voltasse aos estudos, pois cursara apenas a 4a. série do 19 grau, constituindo parte da grande porcentagem dos que abandonam a escola por necessidade de trabalhar, era
em São Paulo e no Brasil. (1) Encaminhava-se, talvez,
para um sub-emprego onde seria explorado por terceiros; um passo em
era direção
ã marginalidade.
Caso B - Data da ocorrência - janeiro de 1979
Tivemos uma tarde nossa atenção despertada por 2 meninos que brincavam
ruidosamente no saguão da Biblioteca. Nõs
Nos os chamamos, convidamos a entrar
em nossa sala e, conversando, ficamos sabendo do seguinte: tinham ali vindo por terem sabido, através de colegas, que na Biblioteca havia Livros

(1) HOELTGEBAUM, Marli Mira. A Biblioteca Publica
Pública e a Periferia
pio de Sao Paulo: um roteiro de atividades em benefício
In: ASSEMBLÉIA DAS COMISSÕES PERMANENTES DA FEBAB, 4a.,
1978. Anais da 4a. Assembléia das Comissões Permanentes
São Paulo, 1979, V. 2, p. 324-342.
são

Digitalizado
gentilmente por:

do Municido usuário
usuário.
São Paulo,
são
da FEBAB.

�855
que podiam ler sem pagar e uma sala de artes onde se podia pintar, desenhar,
etc. Ao entrar, tinham sido atraídos pelos objetos decorativos expostos na
vitrina do saguão.
saguao. 0 mais velho, João, 13 anos, era o que se podia realmente chamar de criança abandonada; havia sido expulso da escola no ano anterior, cursando a 3a. série do 19 grau, por briga entre colegas. Â
Ã nossa
pergunta, sobre se seus pais não tinham ido iã escola tratar de sua readmismãe o abandonara ã muitos anos e que o pai vivia emsao, disse-nos que a mae
briagado, raramente parava em casa e jamais fora ã escola saber dele. Revelou curiosidade e interesse pelos Livros, que escolheu livremente. Damoslhe também jogos para montar e ficou entretido, atenta e silenciosamente,
por mais de duas horas. Mais tarde foi-lhe dado dinheiro para que comprasse
doces e convidado a tomar café na Biblioteca. Voltou logo com o troco certo.
Estava inibido. Jamais havia tomado café numa xícara antes. Repetia constantemente que estava com vergonha. A certa altura, voltou-se para nós e
disse: "tá
"ti tudo muito bom, mais amanha eu não
nao volto mais aqui". Ao nosso
pedido de explicações, disse-nos uma das melhores coisas que ji
já ouvimos no
exercício de nossa profissão: "Porque eu fico gostando muito da senhora".
Caso C - Data da ocorrência - janeiro de 1979
Chegou uma tarde com um colega; chamava-se Antônio. Notou-se logo que
tinha grande dificuldade em entender e esquecia quase tudo o que se lhe dizia, exigindo cuidados médicos. Tinha 11 anos e uma dolorosa consciência de
suas deficiências. Depois de repetir 3 vezes a la. série do 19 grau, fora
recusado pela escola. Constituía, assim, um dos 10 milhões de excepcionais
no Brasil,segundo levantamento feito pela Unesco em 1975, dos quais apenas
96.413 recebem assistência educacional. (1) Também a ele e a seus colegas
(1) Por excepcionais entendemos: deficientes fisicos, mentais, de audição,
visão, deficientes com problemas de conduta e superdotados.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�856
foi'prestada
foi prestada toda a assistência que era possivel e explicada a Biblioteca.
Em relação a esta explicação, espero que nossos atos o tenham feito melhor
que nossas palavras.

3 INTERPRETAÇÃO

Os casos expostos são apenas alguns exemplos isolados de uma conjuntura
social muito mais ampla, que revela claramente alguns fatos:
fatos;
3.1

Desconhecimento da Biblioteca por parte do usuário em questão.
(Periferia leste do Municipio de são
Sao Paulo)

3.2

Crueza dolorosa dos fatos sociais:

3.2.1

Econômicos - Miserabilidade, Desemprego.

3.2.2

Culturais - Analfabetismo, Falta do hábito de trabalho. Desconhecimento de leis. Instituições, etc.

3.2.3

Familiares - Má estrutura da familia. Desorganização familiar. Falhas
no processo educativo. Abandono dos filhos.

3.3

Carência afetiva, bloqueio da afetividade pessoal; inibições; Autodesvalorização.

3.4

Ânsia de saber e progredir, revelada espontaneamente pela procura da
Biblioteca e pela tentativa de obter carteira profissional.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�857
3.5

Resultados positivos alcançados através de um maior envolvimento e
interesse pessoal demonstrados na Biblioteca.

4 CONSIDERAÇÕES

0 perfeito conhecimento da comunidade e o relacionamento a manter com o
usuário, seja este real ou potencial, éi especialmente importante para o bibliotecário que lida com crianças e adolescentes desfavorecidos do ponto de
vista sõcio-econômico.
sócio-econômico. EÊ preciso lembrar que estes;
estes:

4.1

Trazem em si todos os valores e padrões

comportamentais da comuni-

dade a que pertencem. 0 desconhecimento desses valores e padrões,
mesmo parcial, afetará negativamente os serviços a eles prestados.

4.2

Tem fontes adultas menos potentes em termos de calor e apoio em casa e por isso sao
são mais dependentes e mais influenciáveis por adultos .

4.3

Transferem as atitudes e reações aprendidas a um determinado estímulo a outros considerados semelhantes.

4.4

Levam desvantagem na realização
realizaçao de tarefas e pesquisas na Biblioteca por vários motivos:

4.4.1

Possuem limitações no que tange a habilidade linguísticas e cognitivas .

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�858
4.4.2

são, eles e seus pais, menos motivados e tem menos aspirações por realizações escolares.

4.4.3

Fazem da Biblioteca um conceito e uso inadequado, pois que esta nunca
foi parte de suas necessidades.

4.4.4

Tem sentimentos de inadequação
inadequaçao e auto-conceito diminuído, resultante
das dificuldades que encontram e dos sentimentos de não
nao "pertencer" a
um ambiente social caracterizado por objetivos e códigos de conduta
diferentes dos seus.

4.4.5

Sofrem, muitas vezes, de alguma deficiência (auditiva, visual, motora, etc.) e nem sabem di^o.

Devemos questionar até que ponto a Biblioteca é capaz de prevenir males
sociais em se tratando de crianças e adolescentes e que tipo de assistência
se deve prestar a elas, além da que damos. 0 menor marginalizado Eé problema
de todos, da Biblioteca também.
nao se ignora que o volume de tarefas que cabe ao bibliotecáEntretanto, não
rio êé muito grande e o tempo limitado. Uma cooperação ativa com entidades
assistenciais para encaminhamento e auxílio seria o ideal, incluindo assistência médica, psicológica, etc., segundo a necessidade. Porém, sendo o Brasil um país em desenvolvimento, que enfrenta grandes dificuldades e onde a
assistência social é ainda insuficiente, Eé nossa obrigação moral contribuir,
dando um apoio total ao menor carente. Este necessita mais do que informação
e lazer; necessita recuperar seu amor-próprio, sua confiança no ser humano e
sua capacidade de amar. 0 interesse pelo indivíduo, a compreensão dos seus
problemas, a orientação e, se possível, o encaminhamento, por parte do bi-

cm

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

11

12
12

13
13

14
14

�859
bliotecãrio, a alguma entidade assistencial, podem ser auxiliares poderosos
na prevenção da deliquência juvenil-

5 CONCLUSÕES

0 menor carente, usuário de nossas Bibliotecas Públicas em zonas menos
favorecidas social e economicamente, muitas vezes nao se encontra em condições de assimilar e usar a informação procurada, por deficências várias. 0
bibliotecário chamado a trabalhar com esse usuário deverá estar habilitado
a perceber casos problemáticos, a dar-lhes assistência biblioteconômica adequada e a encaminhamento, se possível, para auxílio especializado.

6 RECOMENDAÇÕES

6.1

Que se dê maior ênfase, no currículo das Faculdades de Biblioteconomia, ãs matérias de formação
formaçao humanística.

6.2

Que os bibliotecários se mantenham atualizados acompanhando os estudos e pesquisas acerca de crianças e adolescentes nas áreas das
Ciências Sociais, para poder reconhecer, entender e assistir os usuários portadores de deficiências e problemas.

6.3

Que a Biblioteca esteja em permanente contacto com os órgãos governamentais e entidades encarregadas da assistência social para encaminhamento e ajuda.

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�860
Que os bibliotecários concursados sejam submetidos a teste de apti-

6.4
6.A

dões, para maior eficiência no trabalho e satisfação pessoal.

ABSTRACT
Case studies based on professional experience in children's and juvenile
departments of public libraries in the socially and economically poorer sections of the city of Sao Paulo, where assistance to users presents characteristics which require not only the traditional services
Services to readers but also
a greater understanding on the part of the librarian of the various social
aspects of the comunity, as well as a graeter personal involvement.
Aspects of assistance to these readers (actual and potentional) and the
necessity and importance of the interation of social groups that provide assistance, are among the other subjects treated.
The relationship "librarian-reader" is viewed in terms of personal involvement,

looking to Solutions
solutions to current problems.

Conclusions and recommendations concerning the study of these case studies are presented.

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:
por

11

12

13

14

�861
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÄFICAS
BIBLIOGRAFICAS

1 - ADDUCI, J. B.

Nossos Menores. Promoção Social. São Paulo, Secretaria

da Promoção Social, ^ (7): 48-49, out. 1976.
2 - ARFOUILLOUX, J. C.

L'entretien avec 1'enfant;
l'enfant; L'approche de 1'enfant
l'enfant

ã travers le dialogue, le jeu et le dessin. Toulouse, Edouard Privat. 1975. (Educateurs)
3 - BARRO, N. de.

Nao tenho tempo. Promoção Social. Sao Paulo, Secretaria

da Promoção Social, 3^, (9): 41, mar. 1977.
4 - FRANÇA, M. S. J.

Carentes tem onde tirar documentos: DAIS. Promoção

Social. são Paulo, Secretaria da Promoção Social, ^
2 (8): 6-7, dez.
1976.
5 - GARDNER, F. M.

Finalidades y objetivos de los usuários de Ias Biblio-

tecas. Boletin de La UNESCO para Ias Bibliotecas, Paris, 27 (4):
225-230, jul./ago. 1973.
6 - HOELTGEBAUM, M. M.

Mutiiclpio de
A Biblioteca Pública e a periferia do Município

são Paulo: um roteiro de atividades em benefício do usuário. In:
ASSEMBLÉIA DAS COMISSÕES PERMANENTES DA FEBAB, 4a., São Paulo,
1978. Anais da IV Assembléia das Comissões
Comissoes Permanentes da FEBAB.
São Paulo, 1979. V2, p. 324-342.
7 - MUSSEN, P. H &amp; CONGER, J. H. &amp; KAGAN, J.

Desenvolvimento e personali-

dade da criança. 4a. ed. São Paulo, Harbra, 1977. 561p.
8 - PFROMM NETO, S. Psicologia da adolescência. São Paulo, Pioneira; Brasilia, INL, 1976. (Biblioteca Pioneira de Ciências Sociais. Educação)

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�862
9 - ROTH, D. L.

Boletiji
Las necessidades de los usuários de las
Ias Bibliotecas. Boletín

de La UNESCO para Ias
las Bibliotecas, Paris, ^ (2): 99-102, mar./abr.
1974.
10 - TAHAN, A. M. B.

Excepcionais: longo tema em debate. Promoção Social. São

Paulo, Secretaria da Promoção
Promoçio Social, ^ (7): 13-5 , out. 1976.
education. Boletin
11 - TVETERAS, H. L. La informacion:
información: uma fuerza viva para la educaciõn.
de La UNESCO para las Bibliotecas, Paris,

(4): 196-201, jul./ago.

1970.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�863

ANEXO 1

cm

2

(1) Dados obtidos no Depto. de Estatistica da Secretaria da Economia e Planejamento do Estado de São Paulo.

Media da renda familiar mensal e estimativa da renda per capita. (1) Ano base - 1972

o TJ
^Cl. 'Cd

OIBcu O)ecB
w•ÖS (de

••H4JHS -O-a«90COB 4-t*&lt;•(0.
W(AO»'
«H

0&gt; O
&lt;ê-'S
&lt;§■
'3

COI *0oI

o&gt; a
Oo&amp; (0CA«OÍ

•H•o
S

o
*J0&lt;B *H
•-&lt;
&lt;0 *H

oMOU V0&gt;Uu
^
I 0&gt;0)
4Juo3 4JCc

Is
IS

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�864
C D D - 015.81
CCDU
D U -

LISTAGEM

DE

OBRAS

PARA

0

ACERVO

015(81)

BÃSICO

D E
BIBLIOTECAS

POBLICAS

MARIA ESTHER RAMOS
SONIA CARVALHAES XANDE
MARIA LUCIA COSTA SALVADORI
Bibliotecárias do Departamento de
Bibliotecas Públicas da Prefeitura
do Município
Municipio de são
São Paulo
COM
A
COLABORAÇÃO

DE

KATIA MARIA DE CARVALHO SILVA
ISAILDA BRITTO PEREIRA
CLEONICE DIVA GUIMARÃES
Bibliotecárias da Fundação Cultural
do Estado da Bahia

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

12

13

14

�865

resumo
Listagem de assuntos variados, incluindo Referincia,
Referencia,
que poderi servir de base Sl instalaçlo
instalação de bibliotecas para
atendimento ãs comunidades de mais de 20 mil habitantes.

0 papel da Biblioteca Pública na Educaçao é dar informações a todos os que

a

ela recorrem, sem distinção de raça, crença ou cor.
Todas as teorias evidenciam a importância da comunicação para 'aa atualidade,
pois i ela que mantém coeso qualquer organismo.
Como podemos compreender organismo?
Podemos compreende-lo como duas pessoas que conversam, um jornal público e

seu

leitor; ou melhor, abiblioteca
a biblioteca e seu público.
Todo ato de comunicação implica numa transmissão de informação. Este é o

ele-

mento chave para a cultura de um povo, considerada na sua acepçao sociológica. Den
tro desta visão de cultura, distinguem-se tres esferas básicas da realidade social:
social;
a)

Cultura material - representa a relaçao do homem com a natureza.

b)

Cultura social - inter-relaçoes humanas.

c)

Cultura espiritual ou intelectual - idéias, atitudes, valores, conhecimentos e crenças.

Toda Sociedade possui a sua cultura, cujo nível varia em consonância com o desenvolvimento de uma esfera, em relaçao ã.outra.
â outra.
Como as pessoas se comunicam de maneira diversa, conforme o estágio de cultura
da Sociedade, em que vivem, os atos comunicativos implicam em transmissão de

in-

formação que será tanto mais complexa, quanto desenvolvida for a sua cultura.

cm

2

3

Digitalizado
por:
4 gentilmente por;

11

12

13

14

�A Biblioteca Pública ocupa um lugar de relevo na Sociedade moderna,
866
pois constitui fator essencial de qualquer programa de extensão e melhoramento da
educaçao em relação ao contexto socio-cultural e econômico.
0 número de seres humanos que aprendem a ler, aumenta dia-a-dia, mas a
grande maioria da populaçao
população não possue meio aquisitivo para adquirir os livros.
0 único acesso ã leitura, para as classes menos privilegiadas, é

fei-

to através das Bibliotecas Públicas.
De acordo com o manifesto da UNESCO, devemos dar ãs crianças e

aos

adultos a oportunidade de acompanharem sua época e educá-los, para ficarem a par do
progresso nas ciências e nas artes.
0 usuário deve encontrar numa biblioteca pública local, desde os

tex-

tos de lei, decretos, até os panfletos divulgativos.
Sendo a Biblioteca Pública Municipal um serviço público, financiado por cofres públicos, mediante o pagamento de tributos e taxas, deve constituir-se de
um centro de informação útil para a localidade. Cumpre ser uma instituição

multi-

dimensionalizada, para desenvolver as funções que justificam a sua existência.
Quando nos foi dada a incumbência de organizar o acervo para as

Bi-

bliotecas Sub-Ramais, que estavam em fase de instalações, verificamos a necessidade
de organizar este trabalho pioneiro, considerando a inexistência de modelo anterior
que pudesse servir de parâmetro.
Aqui faremos um parentese para definir o que é uma biblioteca Sub-Ramal.
" É aquela-que
aquela que exerce sua atividade em conexão com a Biblioteca Ramal
localizada dentro da mesma área de sua jurisdição, suprindo regiões deficitárias.
É o recurso inicial de uma comunidade que encontra nela os

elementos

para a satisfação cultural, possuindo os mesmos recursos de uma Biblioteca

Ramal

de um sistema, da mesma forma que esta possui com a Biblioteca Central ".
Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�867
versam

Dando enfoque a esse pensamento, foram arrolados livros que
todos os assuntos, conforme Classificação Decimal Universal adotada,

obedecendo

uma proporção recomendada para o seu acervo de mil títulos.
as Bibliotecas Publicas
Nosso objetivo foi o de auxiliar ®

que neces -

sitam estar aparelhadas para o atendimento dos usuários.
Esse fato explica as possíveis deficiências de nosso trabalho,
meiro esforço para contribuir na constituição de uma listagem básica para

pri-

futuras

bibliotecas em organização.
organizaçao.
0 presente foi desenvolvido dentro de uma nova ótica, conjugando esforços de bibliotecárias paulistas e iniciativas baianas, visando um fim

comum

evitando-se assim trabalhos paralelos e dispersão de esforços.
Na elaboraçao da presente tese, foram confrontadas as porcentagens recomendadas por Brown e Bonny.
Segundo Brown as porcentagens recomendadas para uma Biblioteca

Pú-

blica dentro de cada assunto sao:
Diversos

- 10%
lOZ

100

- nao consta

200

- 6Z
6%

300

- 8Z
8%

400-800

- 5%
5Z

500

-

8%
8Z

600

-

7Z
7%

700

-

7%

800

26% (ficção, poesias, teatro)
- 26Z

900

- 23Z
23% (inclui biografia)

Segundo Harbld
Har»ld V. Bonny, em seu "Manual para bibliotecas

públicas"

a porcentagem ê a seguinte:

cm

12

3

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�868

000

- 0,2Z
0,2%

100

- 2Z
2%

200
300
400

-

500

- 3.5Z
3.5%

600
700

- 7Z
7%
- 6,3Z
6,3%

800

- 55Z
55%

900

- 11%
IIZ

2%
2Z
5,5%
5,5Z
0,5%
0,5Z

Em contato com a realidade paulista, elaboramos uma
uoxa porcentagem condizente com a necessidade regional:
PORCENTAGEM POR CLASSE
000

17

1,7%
1,7Z

100

43

200

20

4,3Z
4,3%
2%
2Z

300
400

101
24

500

95

600
700

66
28

800
900

416
98

REFERÊNCIA

92
1.000

10,1%
10,
IZ
2,4%
2,4Z
9,5%
9,5Z
6,6%
6,6Z
2,8%
2,8Z
41,6%
41,6Z (Historia e critica, ficção, poesia,
teatro)
9,8% (inclui biografia)
9,8Z
9,2%
9,2Z
100%
lOOZ

l^a das nossas preocupações principais consistiu, em cada
Uma

classe,

a seleção das obras bãsicas, para o que recorremos a especialistas que se prontificaram a colaborar. Não
Nao tivemos acesso a nenh.uma
nenhuma outra listagem
listag^ publicada anteriormen
anteriorme^
te.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�869
Esta listagem está
esti sujeita a críticas, a fim de que se tome

pos-

sível o aperfeiçoamento e a complementaçao da mesma, para atender ãs exigências dos
usuários.
uma diversificaÉ evidente que nas várias classes, verificar-se-á tima
diversificação em função das condições locais e regionais atendendo-se as solicitações.
Trata-se de tjma
uma contribuição nova e pioneira para adjutorio
adjutõrio aos

-

colegas, e apenas nesse sentido deve ser acolhida a presente iniciativa.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12
12

13
13

14
14

�870
REFERÊNCIA

Enciclopédias, dicionários e outros.

ALBUQUERQUE, A. Tenõrio.

Dicionário espanhol-portuguis.
espanhol-português.

Itatiaia.

ALMANAQUE Abril 1979.
ALMANAQUE do cidadão.
ARTE nos séculos.

Melhoramentos.

Abril Cultural.

ATLAS da fauna brasileira.

8 vols.

MEC.

ATLAS das potencialidades brasileiras.
ATLAS geográfico.

Melhoramentos.

ATLAS histérico
histórico escolar.
ÃVILA, Fernando Bastos.
AZEVEDO, Domingos.

MEC.
Pequena enciclopédia de moral e civismo.

Grande dicionário francês-português.

BÍBLIA: Antigo e Novo Testamento.
BORBA, Tomás.
BOUDIN, Max.

Dicionário de filosofia.

CACCIATORE, Olga Gudielle.
Universitária.

CARRARO, Fernando Luis.
CASCUDO, Luiz da Camara.

CORONA, Eduardo.

3

DACH.

2 vols.
2 vols.

EPU.

Dicionário de cultos afro-brasileiros.

Dicionário de química.

Melhoramentos.

Melhoramentos.
14
lA vols.

Dicionário de arquitetura brasileira.

Digitalizado
4 gentilmente por:

Vozes.

Globo.

Dicionário do folclore brasileiro.

Abril Cultural.

MEC.

Forense

Dicionário de lingUlstica
lingUística e gramática.

100 eventos que abalaram o mundo.
CIÊNCIA ilustrada.

Bertrand.

Dicionário escolar da língua portuguesa.

GAMARA JÜNIOR,
CAMARA
jOnIOR, Joaquim Mattoso.

2

Cosmos.

Dicionário do tupi moderno.

BUENO, Francisco da Silveira.

MEC.

Vozes.

Dicionário de música.

BRUCGER, Walter.
BRUGGER,

cm

Melhoramentos.

Edart.

11

12

13

14

�871
COSTA, Carlos Augusti.

Manual de profissões.
profissoes.

DICCIONÄRIO de pedagogia.
DICCIONÃRIO

Labor.

DICIONÄRIO da pintura moderna.
DICIONÁRIO
DICIONÁRIO de botânica.
DICIONARIO

APEC.

2 vols.

Edimax.

Globo.

DICIONÁRIO de eletricidade, rádio
radio e TV.

Livraria Nobel.

DICIONÁRIO de Geografia do Brasil.
DICIONARIO

Globo.

DICIONÁRIO de Geografia do Brasil.
DICIONARIO

Melhoramentos.

DICIONÁRIO de História do Brasil.
DICIONARIO
DICIONÁRIO de lingUística.
DICIONARIO
lingülstica.

Melhoramentos.

Cultrix.

DICIONAriO
DICIONÁRIO de matemática.

Globo.

DICIONÁRIO de sociologia.
DICIONARIO

Globo.

DICIONÁRIO enciclopédico da Bíblia.
DICIONARIO
DICIOnAriO
DICIONÁRIO geográfico brasileiro.
DICIOnAriO
DICIONÁRIO gramatical.

Vozes.
Globo.

Globo.

DICIONARIO
DICIONÁRIO gramatical da língua portuguesa.

Globo.

DICIONÁRIO Melhoramentos da língua portuguesa.
DICIONARIO
DONA BENTA.
DORNI.

Comer Bem.

Melhoramentos.

Ed. Nacional.

Dicionário de psicologia.

EMERGÊNCIA pronto-socorro S.O.S.

Melhoramentos.
Melhoramentos.

ENCICLOPÉDIA Abril.

Abril Cultural.

ENCICLOPÉDIA Barsa.

Ed. Encyclopaedia Britannica.

ENCICLOPÉDIA da música brasileira.
ENCICLOPÉDIA Life.

Ed. Encyclopaedia Britannica.

2 vols.

José Olimpio.

FERNANDES, Francisco.

Dicionário brasileiro contemporâneo.

FERNANDES, Francisco.

Dicionário de regimes de substantivos e adjetivos.

FERNANDES, Francisco.

Dicionário de sinônimos e antônimos.

FERNANDES, Francisco.

Dicionário de verbos e regimes.

Aurélio Buarque de Holanda.
FERREIRA, Adrélio
Fronteira.
GRANDE enciclopédia médica.

cm

1
i

CnwlaoiniM

Globo.

Globo.

Globo.

Dicionário da língua portuguesa.

Abril Cultural.

Digitalizado
gentilmente
gentil
mente por:

Globo.

Nova

6 vols.

II
11

12
12

13
13

14
14

�872
GRANDES personagens da história universal.
GRANDES personagens da nossa história.
AS GRANDES religiões.

5 vols.

Dicionário geológico.

0 GUIA: a maior e melhor planta de Sáo
São Paulo.
GUIA Quatro Rodas.

I.B.G.E.

Ed. Morumbi.

Abril Cultural.

HISTÖRIA das civilizações.
HISTÕRIA
KATZ, Chaim Samuel.

Abril Cultural.

6 vols.

Dicionário crítico da comunicação.

LEIF, Joseph Jacques.
cias da educação.

Glossário geológico.

LIVRO da vida.

7 vols.

Abril Cultural.

LUFT, Celso Pedro.

Paz e Terra.

Vocabulário técnico e crítico da pedagogia e das ciênLisboa.
Notícias.

LEINZ, Viktor e Leonardes
Leonardos Othon.

MACEDO, Horácio.

4 vols.

Abril Cultural.

Abril Cultural.

GUERRA, Antonio Teixeira.

Abril Cultural.

Ed. Nacional.

Dicionário de literatura portuguesa e brasileira.
Dicionário de física.

MÃOS maravilhosas.

Abril Cultural.

MENEZES, Raimundo.

Dicionário literário.

MICHAELIS, Henriette.
mentos.

Globo.

Nova Fronteira.

6 vols.
Livros Técnicos e Científicos.

Dicionário inglês-portuguSs,
inglés-portugues, português-inglés.

Melhora-

MICHAELIS, Henriette.
Neues würterbuch
Wörterbuch der portugiesischen und deutschen sprache.
spräche
2 vols.
New York, Ungar.
MODERNA enciclopédia.
H)DERNA
MOISES, Massaud.
NOVO Conhecer.

Ed. Melhoramentos.

Dicionário de termos literários.
Abril Cultural.

OLIVEIRA, Antenor Santos.
PACIORNIK, Rodolpho.
PARLAGRECO.

13 vols.

Biografias de cientistas.

Dicionário médico.

Dicionário italiano-português,
italiano-portugués, portugués-italiano.

PONTUAL, Roberto.
leira.
POROT, Antoine.

3

Diccionário
Diccionârio de psiquiatria.

Ed. Labor.

Dicionário de comunicação.

Digitalizado
4 gentilmente por:

3 vols.

Martins Fontes.

Cultrix.

Dicionário das artes plásticas no Brasil.

RABAÇA, Carlos Alberto.

2

EDSOL.

Guanabara-Koogan.

PEQUENO dicionário da literatura brasileira.

cm

Cultrix.

Civilização Brasi2 vols.

Codecri.

12

13

14

�REIS jONIOR,
JOnIOR, Pereira.

Os presidentes do Brasil.

RIVELLINO, M. E. Juncker.
rais..
rais
HEMUS.

Dicionário de palavras cruzadas e conhecimentos ge-

RODRIGUES, João Antonio.
SERPA, Osvaldo.

Atlas para estudos sociais.

Ao Livro Técnico.

Dicionário de expressões idiomáticas.

SILVA, Oscar José Plácido.
OS SIMBOLOS
sImbOLOS nacionais.

Vocabulário Jurídico.

FENAME.

Forense.

4 vols.

Michalany.

SOUZA, Bernardino
Bemardino José.
TORRINHA, Francisco.

873

Divulbrãs.

Dicionário da terra e da gente do Brasil.
Dicionário latino-portugués.

Ed. Nacional.

Martins Fontes.

000
ABANGUREN, José Luiz.
01. ARANGUREN,
02. BAIA, Juarez.

Comunicação humana.

Jornalismo, informação, comunicação.

03. BOLLE, Karl.

Cartilha do computador.

04. CLARK, John.

Computadores.

05. DJÍNIKEN,
DÄNIKEN, Erich von.
06.

.

07. DINES, Alberto.

Martins.

EPU.

Melhoramentos.

Eram os deuses astronautas?

Provas de DHniken.
Däniken.

08. FIEBCAIST, R.

Zahar.

Melhoramentos.

Melhoramentos.

O0 papel do jornal.

Artenova.

Nem deuses, nem astronautas.

09. KONDRATOV, Alecsándr Mikhailovitch.
tins Fontes.

Melhoramentos.

Introdução áã cibernética.

10. LAGES, Augusta R.

Técnicas de secretariado.

11. LITTON, Gaston L.

Arte e ciência da biblioteconomia.

Mar-

Atlas.
McGraw-Hill.

12. MIRANDA, Antonio Lisboa Carvalho de.
Planejamento bibliotecário no
Brasil.
Livros Técnicos e Científicos.
13. PAUWELS, Louis François.

0 despertar dos mágicos.

Difel.

14. PRADO, Heloisa de Almeida.
Organização e administração de bibliotecas.
Livros Técnicos e Científicos.
15.

.

A técnica de arquivar.

16. SALOMON, Delcio Vieira.
17. SODRÉ, Nelson Wemeck.

cm

Poligono.

Como fazer uma monografia.

Interlivros.

HiãtSria
Hiá.tõria da imprensa no Brasil.

Digitalizado
gentilmente por:

Graal.

11

12
12

13
13

14
14

�874
100
01. ANASTASI, Anne.

Testes psicológicos.

02. BONOW, Iva Waisberg.
03. CAPRIO, Frank.

Elementos de psicologia.

Melhoramentos.

Um psiquiatra fala sobre sexo.
üm

OA. CHARBONNEAU,
04.
CHARBOMNEAU, Paul Eugene.

Amor e liberdade.

.

Curso de preparaçao
preparação ao casamento.

06.

.

Moral conjugal no século XX.

09. DUCASSÊ, Pierre.
10. DURANT, Will.

EPU.

EPU.

Profecias de Nostradamus.

08. CUVILIER, Armand Joseph.

Cultrix.
EPU.

05.

07. CRUZ, Marques da.

Catavento.

Manual de filosofia.

Martins Fontes.

As grandes correntes da filosofia.
Filosofia da vida.

Manual de psicologia geral.

12. FRANCO, Leonel.

Noções de história da filosofia.

14.

.

Análise do homem.

Magia negra e feitiçaria.

17. JERSILD, Arthur.

19. JUNG, Carl Gustav.
20. KARDEC, Allan.

Temor e tremor.

24. MACHADO, Geraldo.

LÖPEZ, Emilio.
26. MIRA Y LOPEZ,

Cortez &amp; Moraes.

História da filosofia.
Psicologia geral.

Ajustamento conjugal.

28. MOHANA, João Miguel.

0 diálogo.

Digitalizado
gentilmente por:

Catavento.

Catavento.

A filosofia no Brasil.

25. MARIAS AGUILERA, Juliin.
Julián.

Catavento.

Abril Cultural.

Dogma e ritual da alta magia.

História da magia.

27. MOHANA, João.

Zahar.

0 evangelho segundo o espiritismo.

22. LEVI, Eliphas.
.

Ed. Nacional.

Agir.

Tipos psicológicos.

21. KIERKEGAARD, Soren.

23.

M. G. Editores Associados

Melhoramentos.

Psicologia da adolescência.

Curso de filosofia.

Agir.

Zahar.

Sexo e amor para os jovens.

16. HAINING, Peter.

18. JOLIVET, R.

Cultrix.

Zahar.

A linguagem esquecida.

15. GICOVATE, Flãvio.

Martins Fontes.

Ed. Nacional.

11. EDWARDS, David.

13. FROMM, Erich.

cm

EPU.

Melhoramentos.

Agir.

Agir.

Martins Fontes.

�875
29. MOHANA, Joao Miguel.
30.

.

Plenitude humana.

Prepare seus filhos para o futuro.

31. MONTESSORI, Maria.

A criança.

32. PADOVANI, Humberto Antonio.
33. PAPUS (pseud.).
34. PIAGET, Jean.

Globo.

Martins Fontes.

História da filosofia.

Ocultismo.

Melhoramentos.

Martins Fontes.

A linguagem e o pensamento da criança.

35.

.

Psicologia da criança.

36.

.

Seis estudos de psicologia.

37. PIERON, Henri.

Ed. Forense.
Zahar.

Introdução ã psicologia.

KIRKENDALL.

Sexo e adolescência.

Zahar.
Cultrix.

40. THONNARD, F. J.

Compêndio de história da filosofia.

41. TRUC, Gonzague.

História da filosofia.

42. WERTHEIMER, Michael.

Martins Fontes.

Difel.

Psicologia experimental.

38. REUCHLIN, Maurice.
39. RUBIN e

Agir.

EPU.

Globo.

Pequena história da psicologia.

43. WOODWORTH, Robert Sessions.

Psicologia.

Ed. Nacional.

Ed. Nacional.

200
01. AEGERTER, E.

As grandes religiões.

02. ARNS, Cardeal.

0 evangelho; incomoda? inquieta? interessa?.

03. BESANT, Annie Wood.
04. BLAVATSKY, Helena.
05.

.

06. BOFF, Leonardo.

Sabedoria eterna.

09. CAMARA, Helder.

3

Vozes.

Difel.

Difel.

A igreja primitiva.

12. GILBERT, John.

2

Civilização Brasileira.

Um olhar sobre a cidade.

11. CUPERTINO, Fausto.

cm

Civilização Brasileira.

A história do protestantismo.
Buda.

Civilização Brasileira.

Martins Fontes.

As muitas religiões do brasileiro.

Mitos e lendas da Roma Antiga.
Digitalizado
4 gentilmente por:

Loyola.

Record.

Paixão de Cristo, paixão do mundo.

08. BORGES, Jorge Luiz.

10. CHADMICK.

A sabedoria antiga.

Voz do silêncio.

07. BOISSET, J.

Difel.

&gt;

Vozes.

Melhoramentos.

11

12

13

14

�876
13. JAMES, Thomas Gamet Henry.
14. KELLER, Werner.
Hemer.

E a bíblia tinha razão.

15. KHARISHANANDA, Yogi.
16. NERI, Israel José.
17. PAIVA, R. P.
18. PINSENT, John.

Mitos e lendas do Egito Antigo.
Melhoramentos.

0 evangelho de Buda.

Catavento.

A páscoa
pãscoa e seus símbolos.

A fé cristã.

Vozes.

Loyola.

Mitos e lendas da Grécia Antiga.

19. ROSENFELD , Anatol H.

Melhoramentos.

Mistificações literárias.

20. SANTOS, Juana Elbein dos.

Melhoramentos.

Perspectiva.

Os Nagõs e a morte.

Vozes.

300
01. AGUAYO Y SAMCHES,
SANCHES, Alfredo Miguel.

Pedagogia científica.

02. AIMEIDA
ALMEIDA JÜNIOR, Antonio Ferreira.

Medicina legal.

03. ANDREONI, Giovanni Antonio.
04. ARAOJO, Alceu Maynard.
05. ASCH, Salomon.

Cultura e opulência do Brasil.

Psicologia social.

07. AZEVEDO, Fernando de.

Ed.'
Ed. Nacional.

Cultura popular brasileira.

06. áVILA, Fernando Bastos.

Ed. Nacional.

Melhoramentos.

Ed. Nacional.

Introdução ãà sociologia.
A transmissão da cultura.

Melhoramentos.

2 vols.
Agir.
Melhoramentos.

0í5. BALEEIRO, Aliomar.
Ob.

Direito tributário brasileiro.

09. BEIGUELMAN, Paula.

Formação política do Brasil.

Ed. Forense.
Pioneira.

10. BENEVIDES, Maria Victoria de Mesquita.
Governo Kubitschek. Desenvolvimento econômico e estabilidade política.
Martins Fontes.
11. BENEYTO PÊREZ,
7ÊREZ, Juan.
Jüan.
12. BERLO, D. K.

0 processo da comunicação.

13. BEVILACQUA, Clovis.

cm

Informação e sociedade.

Vozes.

Fundo de Cultura.

Direito civil comentado.

Francisco Alves.

14. BRASIL. Leis, decretos etc.

Código civil brasileiro.

15. BRASIL. Leis, decretos etc.
rárias.

Código comercial brasileiro.

16. BRASIL. Leis, decretos etc.

Código penal.

17. BRASIL. Leis, decretos etc.
bunais .

Código de processo civil.

Digitalizado
gentilmente por:
por

Sugestões Literárias.
Sugestões Lite-

Sugestões Literárias.

11

Revista dos Tri-

12

13

14

�87,7
877
Sugestões Literárias.

18. BRASIL. Leis, decretos etc.

Código de processo penal.

19. BRASIL. Leis, decretos etc.

Código Tributário nacional.

20. BRASIL.
brasil. Leis, decretos etc.
Literárias.

Consolidação das leis do trabalho.

21. BRASIL. Leis, decretos etc.

Constituições brasileiras.

22. BURKE, Richard.

Televisão educativa.

Cultrix.

23. CABRAL, Sérgio.

As escolas de samba.

Fontana.

24. CAMPANHOLE, Adriano.

Prática das leis trabalhistas.

25. CARDOSO, F. Henrique.
26. CARNEIRO, Edison.
27. CARONE, Edgard.

Candomblés da Bahia.

28. CASCUDO, L. Camara.

31. COFFIN, Tristan.
32. COHN, Gabriel.

Turismo, análise e organizaçao.

37.

.

39.

.

41.

.

Educaçao e sociologia.

As regras do método sociológico.
Ciência política.

Os partidos políticos.

43. FERNANDES, Florestan, org.
.

1
i

Ed. Nacional.
Melhoramentos.
Ed. Nacional.

Zahar.

Serviço social.

Cortez &amp; Moraes.

Comunidade e sociedade.

Ed. Nacional.

Ed. Nacional.

Legislação do turismo: CNtur e Embratur.

46. FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves.
Saraiva.

cm

Ed. Nacional.

Zahar.

Comunidade e sociedade no Brasil.

45. FERRAZ, Joandre.

Ed. Forense.

Ed. Nacional.

Liberalismo, liberdade e cultura.

42. FALCAO, Maria do Carmo.

44.

Cultrix.

Didática fundamentada na teoria de Piaget.

Experiência e educaçao.
educação.

40. DUVERGER, Maurice.

EPU.

Pioneira.

Introdução ã sociologia.

38. DURKHEIM,
DÜRKHEIM, David Êmile.

Ed. Sulina.

Curso de direito administrativo.

34. CUNHA, Maria Auxiliadora Versiani.
Ed. Forense.

36. DEWEY, John.

Difel.

Educar: problemas da juventude.

-Sociologia da comunicação.

33. CRETELLA JÜNIOR,
JONIOR, José.

Martins Fontes.

Melhoramentos.

0 folclore dos Estados Unidos.

35. CUVILLIER, Amaud.

Atlas.

Civilização Brasileira.

História dos nossos gestos.

30. CHARBONNEAU, Paul Eugene.

Digitalizado
gentilmente
gentil
mente por;
por:

Sugestões

Sugestões Literárias.

Partidos e as eleições no Brasil.

Revoluções do Brasil Contemporâneo.

29. CASTELLI, Geraldo.

Saraiva.

LTR.

Comentários ã Constituição Brasileira.

&gt;ySt e m
&gt;

11

12

13

14

�878
47. FREIRE, '
Gilberto. FREIRE,
Casa Grande
Gilberto.
e Senzala.
Casa Grande
José eOlímpio.
Senzala. 2 José
vols. Olímpio.
48.

.

Nordeste.

José Olímpio.

49.

.

Sobrados e mucambos.

50.

.

Sociologia.

José Olímpio.

2 vols.

2 vols.

51. FROMM, Erich.

0 medo ã liberdade.

52. GOMIDE, M. R.

Turismonoções elementares.

53. GUERRA, Antonio Teixeira.

Zahar.
F.T.D.

Recursos naturais do Brasil.

l.B.G.E.
I.B.G.E.

Segurança e democracia.

José Olímpio.

54. GURGEL, José Alfredo Amaral.
55. HELIMAN, Harold.

Os transportes do mundo do futuro.

56. HIGHET, Gilbert.

A arte de ensinar.

57. HUBERMAN, Leo.
58. HUBERT, René.

60.

.

63. LACOSTE, Yves.
64. LIMA, Hermes.

.

Educação para uma civilização em mudança.

Os países subdesenvolvidos.

67. LUZURIAGA Y MEDINA, Lorenzo.
Ed. Nacional.

69. MANNHEIM, Karl.

Freitas Bastos.

Ricordi.

Ricordi.

História da educação e da pedagogia.

0 folclore no Brasil.

0 Cruzeiro.

Introdução ã sociologia da educação.

70. MEIRELLES, Hely Lopes.
dos Tribunais.
71. MELO FILHO, Murilo.

0 milagre brasileiro.

Cultrix.

Nosso Brasil.

75. NORMANO, João Frederico.

Perspectiva.

Ed. Nacional.

Bloch.

Evolução econômica do Brasil.

Digitalizado
4 gentilmente por:

Revista

Bloch.

Sociodinamica
Sociodinâmica da cultura.

História da educaçao.
educação.

74. NISKIER, Arnaldo.

(esgotado).

Direito administrativo brasileiro.

72. MOLES, Aoraham Antoine.

3

Difel.

Abecê do folclore.
Abece

Folclore de são Paulo.

73. MONROE, Paul.

Cortez 4&amp; Moraes.

Introdução ã ciência do direito.

68. MAGALHÃES, Basilio.

Alfa Omega.

Ed. Nacional.

Temas de serviço social.

65. LIMA, Rossini Tavares.

2

Ed. Nacional.

Teorias da estratificação
estratificaçao social.

62. KISNERMAN, Natalio.

66.

Zahar.

Sociologia e sociedade no Brasil.

61. KILPATRICH, William Heard.
Melhoramentos.

Cultrix.

Melhoramentos.

História da riqueza do homem.
História da pedagogia.

59. lANNI, Otávio.

cm

José Olímpio.

&gt;■

11

Ed. Nacional.

12

13

14

�879
76. PFROMM NETO, Samuel.
V6.
neira.
77. PIERSON, Donald.
gotado) .

Tecnologia da educação e comunicação de massa.

Teoria e pesquisa em sociologia.

78. PRADO JÚNIOR,
JÜNIOR, Caio.

História econômica do Brasil.

79. REFORMA Administrativa.

Decreto-Lei 200.

Melhoramentos.

(es-

Brasiliense.

Sugestões Literárias.

80. REIS, Artur César Ferreira, coord.

Transamazonica.

81. REIS, Artur César Ferreira, coord.
Conquista.

Transamazonica: a integração brasileira.

82. REQUIÃO, Rubens.
83. RIBEIRO, Joao.

Curso de direito comercial.
0 folclore.

84. RIBEIRO JÜNIOR,
JÚNIOR, José.
Hucitec.

Direito civil.

86. RODRIGUES, Silvio.

A lei do divórcio.

88. SILVEIRA, Joaquim Xavier.
.

Saraiva.

90. SIMONSEN, Mário Henrique.

95. TORLONI, Hilário.
96. TORRES, Alberto.

Saraiva.
Agir.

Turismo, prioridade nacional.

Brasil 2001.

Organizaçao rural.

93. SZMRECSÃNYI, Tamás, org.
94. TAYLOR, Arthur.

(esgotado).

7 vols.

2 vols.

Record.

Cadernos Didáticos.
APEC.

História econômica do Brasil.

92. SMITH, Thomas Lynn,

2 vols.

Introdução ã análise econômica.

Turismo, técnica e operaçoes.

91. STMONSEN,
SIMONSEN, Roberto.

Saraiva.

Organizaçao Simões Ed.

85. RODRIGUES, Silvio.

89.

Conquista.

Colonização e monopólio do Nordeste brasileiro.

87. SAMUELSON, Paul Antony.

Ed. Nacional.

Pioneira.

Vida rural e mudança social.

As grandes doutrinas econômicas.
Estudo de problemas brasileiros.
0 problema nacional brasileiro.

Ed. Nacional.

Martins Fontes.
Pioneira.
Ed. Nacional.

97. VALE, Flausinio Rodrigues.
Nacional.

Elementos de folclore musical brasileiro.

98. VIANA, Francisco Oliveira.

Populações meridionais.

99. VIEIRA, Balbina Ottoni.
100.

.

História do serviço social.

Serviço social, processos e técnicas.

101. WAHAB, Salah-Eldin Abdel.
neira.

cm

Pio-

Paz e Terra.

&gt;

2 vols.

Agir.
Agir.

Introdução ã administraçao do turismo.

Digitalizado
gentilmente por:

Ed.

11

12

Pio-

13

14

�880
400
01. ALMEIDA, Napoleão Mendes de.
Saraiva.
02. BARTHES, Roland.

Gramática normativa da língua portuguesa.

Elementos de semiologia.

03. BECHARA, Evanildo.

Cultrix.

Moderna gramática portuguesa.

04. BORGES, Fausto de Borba.

Ed. Nacional.

Estudo dinâmico de verbos.

05. GAMARA JONIOR, Joaquim Mattoso.
Ao Livro Técnico.

R.S. Otomit.

Contribuição ã estilística portuguesa.

06.

.

Estrutura da língua portuguesa.

07.

.

Princípios de linguística geral.

08.

.

Introdução ãs línguas indígenas brasileiras.

09. CEGALLA, Domingos Paschoal.
guesa.
Ed. Nacional.
10. COUTINHO, Ismael de Lira.
11. CUNHA, Celso.

Vozes.
Catavento.

Novíssima gramática
gramatica da Língua PortuGramática histórica.

Disal.

Gramática da língua portuguesa.

12. DUCROT, Oswald.
13. ELIA, Silvio.

Disal.

F.G.V.

Estruturalismo e linguística.

Cultrix.

Orientação da linguística moderna.

Disal.

14. GARCIA, Othon Moacir.

Comunicação em prosa moderna.

15. IDA, Manuel Said Ali.
Melhoramentos.

Gramática elementar da língua portuguesa.

16.

.

Gramática histórica.

17.

.

Gramática secundária.

18. JAKOBSON, Roman.

22. ROBBINS.

23. SAUSSURE, Ferdinand de.

Cultrix.

Catavento.

Globo.

Curso de linguística geral.

Técnica de redaçao.

Digitalizado
gentilmente por:

Martins

Gramática normativa da língua por-

Guia prático de redaçao.

Linguística geral.

24. SODRÉ,
SODRÊ, Muniz.

Melhoramentos.

Estilística da língua portuguesa.

20. LIMA, Carlos Henrique da Rocha.
tuguesa.
José Olímpio.
21. MOISÉS, Massaud.

Melhoramentos.

Linguística e comunicação.

19. LAPA, Manuel Rodrigues.
Fontes.

F.G.V.

Francisco Alves.

Cultrix.

�88T

500
01. AB'SABER, Aziz Nacib.

Formas de relevo.

02. AICHINGER.

EPU.

Química.

Edart.

3 vols.

03. AMABIS, José Mariano.

Biologia.

04. AMBROSIO, Ubirata d'.

Calculo e introdução i análise.
analise.

05. AMBROSIO, Nicolau d'.

Introdução ao cálculo.

06. ANDRAUS, Silvio.

Matemática.

07. AZEVEDO, Amilcar Gomes.

3 vols.

Ed. Atual.
Livros Técnicos e Científicos.

Biologia pré-universitária.

G. A. Harrison e outros.

11. BOORER, Michael.

Mamíferos.

12. BRANCO, Samuel Hirgel.
Murgel.

2 vols.

Ed. Nacional.

Melhoramentos.

Ecologia.

Cetesb.

13. CARVALHO, Geraldo C.

Aulas de Química.

14. CASTRO, Lauro Sodré.

Exercícios de estatística.

15. CASTRUCCI, Benedito.

Matemática para 29 grau.

16. CELORIA, Francis.

Arqueologia.

17. CHEMICAL Bond Approach Project.
3 vols.

19. CLARK, John Owen Edward.

21. COX, Barry.
22. CROFT, John.

25. DERRUAU, Max.

Edart.

Cultrix.
Melhoramentos.

Melhoramentos.

Ecologia.

24. DAY, Michael Herbert.

F.T.D. ^ 3 vols.

Melhoramentos.

Animais pré-históricos.

23. CURRY-LINDAHL, Kai.

Científica.

Química: uma ciência experimental.

Botânica.

Vida marinha.

3 vols.

Química: sistemas químicos.

Química.

20. COUTINHO, Leopoldo Magno.

Nobel.

Melhoramentos.

18. CHEMICAL Education Material Study.
Edart.
3 vols.

Cultrix.

0 homem fóssil.

Geografia humana.

Melhoramentos.

Martins Fontes.

26. DIEGUES JONIOR, Manuel.
Brasileira.

Etnias e culturas do Brasil.

27. DOBZHANSKY, Theodosius.

0 homem em evolução.

1
i

Edart.

Ed. Sagra.

10. BIOLOGIA humana.

cm

Ed. Nacional.

Ed. Nacional,
Nacional.

Estatística básica.

08. BELLINELLO, Luis Carlos.
09. BIOLOGIA.

Ed. Moderna.

Digitalizado
gentilmente por:

2 vols.
Civilização

Polígono.

I Scan
Sc a n
stem
st
em ^

"T"

12
12

13
13

14
14

�882
28. FOLGUERAS DOMINGUES, Servulo.
Sérvulo.
29. DONATO, Kemani.
Hemani.

História do calendário.
Historia

30. EVANS, Idrisjn Oliver.
31. FELTRE, Ricardo.

Melhoramentos.

Ed. Moderna.

Estudos dirigidos de física.

33. FERRI, Mirio
Mário Guimarães.

Ecologia e poluição.

34. FÍSICA prê-universitária.
pré-universitária.
35. FÍSICA.

Melhoramentos.

0 planeta terra.

Química geral.

32. FERREIRA, L. C.

Edart.

As experiências em química.

4 vols.
Ed. Nacional.
Melhoramentos.

JosÓ Robortella e outros.
Jose

Edart.

Ed. Sagra.

36. FONSECA, Jairo Simões e outros.
37. FREYRE, Gilberto.

Estatística aplicada.

Atlas.

Problemas brasileiros de antropologia.

38. FROTA-PESSOA, Oswaldo.
39. GAINES, Mattheus J.

Biologia aplicada à educação.
Energia atômica.

40. GARCIA, Gilberto José.
Jose.

Jose
José Olímpio.

Ed. Nacional.

Melhoramentos.

Topografia aplicada ãs
às ciências agrárias.

41. GICOVATE, Moisés.

Manual de geologia.

Melhoramentos.

42. GOLDEMBERG, José.

Física geral e experimental.

44. GOODMAN, Richard.
45. GRUPO IPS.

Aprenda sozinho estatística.

Introdução àã física.

46. GUIA prático de antropologia.
47. HAGE, Wagner.
48. HARRIS, Reg.

Zoologia.

Ed. Nacional.

50. ISAACS, Alan.

51. JARMAN, Catherine.

Melhoramentos.
Edart.

Botânica.

Melhoramentos.

Ed. Nacional.

Matemática pré-universitâria.
pré-universitária.

54. LEINZ, Viktor.

Geologia geral.
Solos.

56. LEVI-STRAUSS,
LÉVI-STRAUSS, Claude.

2

3

3 vols.

Melhoramentos.

53. LASCANE, José.

55. LEPESCH, Igo.

Pioneira.

Nobel.

Evolução da vida.

52. JOLY, Ailton Brandão.

Ao Livro

Edart.

Matemática aplicada.

Física.

3 vols.

Cultrix.

História natural.
Historia

49. HOLZKNECHT, Luiz.

Nobel.

(esgotado).

43. GONÇALVES, Dalton.
Física do científico e do vestibular.
Técnico.
5 vols.

cm

3 vols.

Edart.

2 vols.

Ed. Nacional.

Melhoramentos.
Antropologia estrutural.

Digitalizado
gentilmente por:

Tempo Brasileiro.

11

12

13

14

�883
57. LEWIS, Paul.

0 corpo humano.

58. líIMA,
LIMA, Roberto de Barros.
Harros.
59.. LINTON, Ralph.
591.

Melhoramentos.

Elementos de geometria analítica.

0 homem.

Martins.

6CT'.
60. MARTINS, Gilberto de Andrade.
61. Martins, N.
Blücher.
BlUcher.

Ed. Nacional.

Princípios de estatística.

Atlas.

Introdução ã teoria da eletricidade e do magnetismo.

62. MATEMSTICA
MATEMÁTICA 29 grau.

Gelson lézzi e outros.

63. MATEMSTICA
MATEMÁTICA 29 grau.

Sagra.

Edgard

Atual.

64. MEAD, Margareth.
Antropologia, la ciência dei hombre.
Siglo Veinte.
Buenos Aires.
Eletricidade.
Melhoramentos.
65. MELVILLE, David Ronald Gordon.
66. MENDES, Josué Camargo.
67. MONEY,
1K)NEY, Sali.

Vida pré-histórica.

Reino animal.

68. MOREIRA, José dos Santos.

Melhoramentos.
Elementos de estatística.

69. MORRISON, Tony.

Migração animal..

70. NICOLSON, lain.

Astronomia.

71.

.

72. ODUM, Eugene Pleasants.

Melhoramentos.

Ecologia.

73. OLIVEIRA, Avelino Ignãcio.
Agricultura de Mossoró.

Melhoramentos.
Pioneira.

Geologia do Brasil.

Venicius Martins de.
74. OLIVEIRA, Marcus Vep.icius
Física.

76. PENTEADO, Margarida.
77. PEREIRA, Raul.

EPU.

80. RAMALHO et al.

I.B.G.E.

Nobel.

Ensaios de antropologia brasileira.

84. SANGIORGI, Oswaldo.

Ed. Moderna.
Modeima.

Ed. Nacional.

3 vols.

Elementos básicos de Botânica.
Física.

83. ROZEMBERG, Izrael Markta.
Ed. Nacional.

3

3 vols.

Física 29 grau.

82. RESNICK, Robert.

2

Nobel.

Ed. Sagra.

81. RAWITSCHER, Felix.

cm

Física geral.

Peixes de nossa terra.

79. QUiMICA 29 grau.

Escola Superior de

Fundamentos da geomorfologia.

78. PINTO, Edgardo Roquette.

Atlas.

Melhoramentos.

Exploração dos planetas.

75. PAULI et al.

Melhoramentos.

Ao Livro Técnico.

Ed. Nacional.

2 vols.

Elementos de Química geral e inorgânica.

Matemática.

Digitalizado
4 gentilmente por:

Edart.

3 vols.

�884
85. SCHOOL Mathematics Study Group.
86. SIENKO, Michell Joseph.
87. SILVA, Paulo César.
88. SNYDER, E. E.

Química.

Edart.

3 vols.

Ed. Nacional.

A poluição.

Difel.

Parem de matar~me:
matar-me: o planeta em perigo.

89. SOLOMON, Charles.
90. SPARKS,
SPAPKS, John.

Matemática.

Serpentes.

92. STORER, Tracy Irwing.

94. VIDAL de la Blache.
95. WITHERS,
WIXHERS, Ronald.

Melhoramentos.

Melhoramentos.

Zoologia geral.

Reino vegetal.

Ed. Nacional.

Melhoramentos.

Animais em perigo.

91. STIDWORTHY,
STIDUORTHY, John.

93. TRIBE, lan.

Matemática.

Ed. Nacional.

Melhoramentos.

Princípios de geografia humana.
Hereditariedade.

Martins Fontes.

Melhoramentos.

600
01. AB'SABER, Aziz Nacib.
02. ALVES, Oscar Leite.

A agricultura.

Novo método de taquigrafia.

03. ANUNCIATO, Ofélia Ramos.
mentos .
04.

.

Edart.
Catavento.

A cozinha maravilhosa de Ofélia.

Segredos da cczinha de Ofélia.

Melhora-

Melhoramentos.

05. ARATANGY, LÍdia R., Silvio A. Toledo Filho.
Programa de saúde.
Nacional.
I
06. ARAOJO, Etevaldo S.
Curso técnico de caldeiraria.
Hemus.
07. ARNOLD, Robert.
08.

.

Fundamentos de eletrotécnica.

Máquinas elétricas.

09. ASTIGARRETA, Rita.
10. BATTAN, Louis.

12. BOSSI/SESTO.

120 pontos de trico.

Instalações elétricas.

14. BUZZONI, Henrique Antonio.

cm

2

3

Edições de Ouro.
Edart.

Manual prático do encanador.

13. BOTELHO FILHO, Gastão da Fonseca.

3 vols.

EPU.

0O radar observa o tempo.

11. BIANCHI, Sérgio.

EPU.

Hemus.

Hemus.

A vida no aquário.

Nobel.

Manual de solda elétrica.

Digitalizado
4 gentilmente por:

Ed.

Discubra.

11

12

13

14

�885
15. CAMPBELL, Judíth.
Judith.

Cavalos.

Melhoramentos.

16.
Luís da Câmara.
câmara.
História da alimentação
alimentaçao no Brasil.
Ed. 'Nacional.
Ih" CASCUDO, Luis
'Naicional.
2 vols.
17. COELHO, Oberland de Oliveira.
Sucesso na criação
criaçao de pássaros.
Nobel.
18. COELHO, Vera Penteado.

Os alucinógenos e o mundo simbólico.

19. CONTABILIDADE introdutória.
20. CUNHA, Lauro Sales.

Equipe de professores da USP.

Manual prático do mecânico.

21. CURSO completo de eletrônica.
22. CURSO de corte e confecção.
23. DEHMLOU, Martin.

25. DIEGUES, Manuel, coord.
(esgotado)

Nobel.
EPU.

3 vols.

História da cultura brasileira.
Administração.

Pioneira.

27.

.

Formação de dirigentes.

28.

.

A nova era da administraçao.

29.

.

Tecnologia, gerência e sociedade.

30. ERHARDT, Theodpr
Theodor e outros.

35. GABRI, Cario.

38. GENTILE, F. H.

Sigbol Ed.

Discubra.

Geografia agrícola do mundo.
Contabilidade.

41. HORNEMANN, Grace V.

43. JUCIUS, Michel Janus.

Nobel.

Difel.

EPU.

Loyola.

Introdução âã administração.

Digitalizado
gentilmente
gentil
mente por:

Hemus.

McGraw-Hill.

Entorpecentes.

Nossa vida sexual.

Hemus.

^

Procedimentos básicos de enfermagem.

42. INSTITUTO Social "Morumbi".

3

Atlas.

Manual prático do carpinteiro e marceneiro.

40. GOUVEIA, Nelson.

2

Melhoramentos.

Princípios de tecnologia de alimentos.

Manual do taquígrafo.

39. GEORGE, Pierre.

1
i

EPU.

Manual de projetos e instalações hidro-sanitárias.

37. GENETTE, Francis.

cm

3 vols.

Cultrix.

Método rápido de corte.

36. GAVA, Altamir Jaime.

44. KAHN.
KAHN, Fritz.

vol. 1.

Vozes.

Curso técnico textil.
têxtil.

Contabilidade geral.

34. FREITAS, Carminha.

MEC.

Pioneira.

Previsão do tempo e clima.

33. FRANCO, Hilário.

Hemus.

Pioneira.

Manual de ioga.

32. FORSDYKE, A. G.

Hemus.

Manutenção e reparo de TV a cores.

26. DRUCKER, Peter Ferdinand.

31. FEURSTEIN, Georg.

Atlas.

Hemus.

Desenho mecânico.

24. DIEJENBACH, Wemer
Werner Willi.

EPÜ.
EPU.

Atlas.

Civilização Brasileira.
,
11

12

13

14

�886
45 . KOONTZ, Harold Dayton.
45.
46. KRUPP.

Princípios de administração.

médico.
Manual medico.

47. KUPSCH, Walter.
48. LOUVET, J. C.

2 vols

Guanabara Koogan.

Como alimentar aves.

Nobel.

Manual do torneiro. - Discubra.

49. LUZ, Valdemar P.
Sagra.

0 pomar, a horta e o jardim para principiantes.

50. MANUAL prático do ferramenteiro.
51. MATOS, José Lira.

Mecânica de automóveis.
Psicodrama.

53. PAGLIARICAI, Mário.

Eletrotécnica geral.

54. PEREIRA, Aldo.

Ed. Nacional.

Melhoramentos.

Leituras em administração contábil e finan-

56. RANGEL, Mário César de Freitas.
57. ROSSETI, Tonino.

Hemus.

Cultrix.

Jardinagem prática.

55. QUILICI, Frediano, coord.
ceira.
F.G.V.

Ed.

Hemus.

52. MORENO, Jacob Levy.

58. SAAB,
SAAD, Odilon.

Pioneira.

Curso de enfermagem.

Nobel.

Manual prático do torneiro mecânico e do fresador.
Máquinas e técnicas de preparo inicial do solo.

SHARMÀ, Paudit Shiv.
59. SHARMA,

Ioga para a sua espinha.

60. SOUZA FILHO, Ferraz de.
61. TAYLOR, John W. R.
62. VIGORELLI,
VIGORELLX, Rino.

Manual do pintor.

Foguetes ec mísseis.

Discubra.
Melhoramentos.
Hemus.

Manual prático de corte e costura.

64. WISE, David Burgess.
65. WORCESTER, Roland.

Carros famosos.
Eletrônica.

^ 66. YESUDIAN, Selvarajan.

Nobel.

Cultrix.

Manual prático do construtor.

63. VRAMBOUT, Gisile.

Hemus.

Hemus.

Melhoramentos.

Melhoramentos.

Ioga e saúde.

Cultrix.

700
01. ALVARENGA, Oneyda Paoliello de.
02. AMARAL, Araci Abreu.
sileira.
03. ANDRADE, Mário.

cm

Música popular brasileira.

Artes plásticas na semana de 22.

Pequena história da música.

Digitalizado
gentilmente por:

Martins.

Globo.

Civilização Bra-

�887
04. A ARTE POP.

Verbo USP.

05. BARDI, P. M.

Historia
História da arte brasileira.

06. BERGMAN, Ernest
Emest Ingmar.

Genas
Cenas de um casamento sueco.

07. CAMPOS, Antonio Alves de.

0 desporto.

08. CARVALHO JÜNIOR,
JUNIOR, Flavio de.

12. DALZELL, W. R.

15. ERLICH, Lillian.

17. KRING, Ray F.

Fermata.

Guia prático de fotografia.

Jazz.

16. FABICHAK, Irineu.

Ãtica.
Atica.

Melhoramentos.

História da música.

14. EMANUEL, Walter Daniel.

Ed. Presença.

Cultrix.

A pesca no pantanal do Mato Grosso.

Atletismo nas escolas.

18. LIMA, Hermann de Castro.
19. LINDENBERG, Nestor.

Ed. Rio.

Melhoramentos.

Hinos e canções do Brasil.

Arquitetura.

13. ELLMERICH, Luis.

Bestseller.

Como entender a pintura moderna.

Plantas para casa.

11. CORREIA, Avelino A.

NÓrdica.
Nõrdica.

Loyola.

Iniciaçao ao xadres.

09. CAVALCANTI, Carlos Povina.
10. COMPTON, Joan.

Melhoramentos.

Nobel.

Cultrix.

História da caricatura no Brasil.

Os esportes.

Educaçao Física.
20. MANUAL de Educação

EPÜ.
EPU.

José Olímpio.

Cultrix.
4 vols.

21. MARIZ, Vasco.
A canção brasileira erudita, folclórica, popular.
zação Brasileira.
22. mCsica
MCsICA popular brasileira.
23. NEWMAN, Emest.
Ernest.
7 vols.
24. PAHLEN, Kurt.
25. ROREM, Ned.

História universal da música.
Música e gente.

TÃVORA, Araken.
27. tAVORA,

2

3

Globo.

Melhoramentos.

Cultrix.

Trajetória do cinema moderno.

I.N.L.

D. Pedro II e o seu mundo.

28. ZULIANI, Luis Roberto.

cm

Melhoramentos.

História das grandes óperas e seus .compositores.
compositores.

26. SOUSA, Enéas Costa de.

Civili-

Condições físicas.

Digitalizado
4 gentilmente por:

McGraw-HilI.
McGraw-Hill.

II
11

12
12

13
13

14
14

�888

01. AGUIAR
âGUIAR ÉILHO,
t^ILHO, Adonias.
02.

.

Memórias de Lázaro.

Corpo vivo.

Civilização Brasileira.

AliENCAR, José Martiniano de.
03. ALENCAR,
OA.
04. ALMEIDA, Guilherme de.

Obras completas.

Poesia vária.

05. ALMEIDA, Manuel Antonio de.

Cultrix.

Antologia poética.

07. AMADO, James.

Chamado do mar.

08. AMADO, Jorge.

Bahia de todos os santos.

.

Record.

Dona Flor e seus dois maridos.

11.

Gabriela, cravo e canela.

12.

Mar morto.

13.

são Jorge dos Ilhéus.

14.
lA.

Tereza Batista cansada de guerra.

Record.

Record.

Record.
Record,

Coraçao.

Record.
Record.

Hemus.

Era clássica II.

Difel.

17.

.

História da literatura brasileira.

Saraiva.

18.

.

Introdução àá teoria da literatura.

Cultrixk

19.

.

Simbolismo IV.

20. ANDRADE, Carlos Drummond.
21. ANDRADE, Jorge.

Nova Fronteira.

Record.

10.

16. AMORA, A. Soares.

Ãtica.

Record.

Capitães de areia.

15. AMICIS, Edmondo de.

Civilização Brasileira.

Memórias de um sargento de milícias.

06. ALVES, Antonio Frederico de Castro.

09.

Civilização Brasileira.

Difel.
Antologia poética.

A moratória.

José Olímpio.

Agir.

22.

.

Pedreira.

Agir.

23.

.

Marta, a árvore, o relógio.

Perspectiva.

Teatro: A morte;
Mrte; 0 rei da vela;
24. ANDRADE, José Osvaldo de Souza.
2A.
Üvilizaçao Brasileira.
0 homem e o cavalo.
Civilização
25. ANDRADE, Mário.

cm

Amar, verbo intransitivo.

Martins.

26.

.

0 empalhador de passarinho.

27.

.

Macunaíma.

28.

.

Aspectos da literatura brasileira.

1

2

3

Martins.

Martins.

Digitalizado
gentilmente
mente por:
4 gentil

Martins.

11

12

13

14

�889
29. ANDRADE, Mário.

Poesias completas.

30. ANDRADE, Oswald de.

Martins.

Os condenados.

Civilização Brasileira.

31.

.

Memórias sentimentais de Joao Miramar.

32.

.

Poesias reunidas.

Civilização Brasileira.

33. ANJOS, Augusto de Carvalho Rodrigues dos.
34. ARANHA, José Pereira da Graça.
35. ASIMOV, Isaac.
36.

.

Eu e outras poesias.

Canaa.

Despertar dos deuses.

Fundaçao.

Nova Fronteira.
Hemus.

Hemus.

37. ASSIM escrevem os catarinenses.
38. ASSIM escrevem os gaúchos.

Alfa-Omega.

Alfa Omega.

39. ASSIM escrevem os paulistas.

Alfa Omega.

40. ASSIS, Joaquim Maria Machado.

0 alienista.

41.

.

Cinco minutos - A viuvinha.

42.

.

Contos fluminenses.

43.

.

Dom Casmurro.

44.

.

Jacó.
Esaú e Jacõ.

45.

.

Helena.

46.

.

laiá
laiã Garcia.

47.

.
A mao e a luva.
.A

48.

.

Memorial de Aires.

49.

.

Memórias póstumas de Bras Cubas.

50.

.

Pata da gazela.

51.

.

Poesias completas.

52.

.

Quincas Borba.

53.

.

Ressurreição.

Alulsio.
54. AZEVEDO, Aluísio.

0 cortiço.

56.

.

0 mulato.

.

cm

2

Âtica.
Ãtica.
Ãtica.

Ãtica.
Ãtica.
Ãtica.

Biplano.

Ãtica.
Atica.

Ãtica.
Civilização Brasileira.

Ãtica.
Ãtica.
Ãtica.

Ãtica.
Ãtica.
Hemus.

Estranho ã terra.

3

Stica.
Ãtica.

Civilização Brasileira.

Casa de pensão.

.

58.

Ãtica.
Âtica.

Ãtica.

55.

57. BACH, Richard.

Civilização Brasileira
Brasileira.

Digitalizado
4 gentilmente por:

Hemus.

•

Teixeira.

�890
59. BACH, Richard.

Femão Capelo Gaivota.

60. BALZAC, Honoré de.

A mulher dos trinta anos.

61. BANDEIRA, Manuel.
62.

.

Antologia poética.

Obras completas.

64. BAÜDELAIRE,
BAUDELAIRE, Pierre Charles.
65. BEAUVOIR, Simone de.
66. BELLOW, Saul.
.

José Olímpio.

Brasiliense.

Pequenos poemas em prosa.

Os mandarins.

Difel.

Jerusalém ida e volta.

71.

.

Ficções.

72. BOSI, Alfredo.

Globo.

As chuvas de Ranchipur.

78. CALADO, Antonio Carlos.

Nova Fronteira.

Globo.

Bar Don Juan.

79.

cm

Civilização Brasileira.

Civilização Brasileira.

A casa dividida.

.

80. CALDWELL, Taylor.

Catavento.

Martins.

Romance dos tres vinténs.

Teatro.

76. BROMFTELD,
BROMFIELD, Louis.
77. BUCK, Pearl.

Civilização Brasileira.

História concisa da literatura brasileira.

74. BRECHT, Bertolt.
.

Civilização Brasi-

Globo.

73. BRANDAO entre o mar e o amor.

75.

Poesias.

Cobra Norato e outras poesias.
0 aleph.

2 vols.

Artenova.

68. BILAC, Olavo Brás Martins dos Guimarães.
leira.

BORSIS, Jorge Luis.
70. BORGES,

Nova Fronteira.

Nova Fronteira.

0 planeta do Sr. Sammler.

69. BOPP, Raul.

Martins Fontes.

José Olímpio.

Seleta em prosa e verso.

63. BARRETO, Lima.

67.

Nova Fronteira.

Civilização Brasileira.

Quarup.

Os abutres.

Civilização Brasileira.

Record.

81.

.

Anjo mau.

Record.

82.

.

A casa grande.

83.

.

0 começo do fim.

84.

.

0 confessor.

85.

.

0 fantasma de Clara.

86.

.

Médico de homem e de alma.

87.

.

0 pecado de todos nós.
Digitalizado
gentilmente por:

Record.
Record.

Record.
Record.
Record.

Record.

11

12

13

14

�891
88. CAMARtX), Joraci.

Teatro.

89. CAMINHA, Adolfo Pereira.
90. CAMÕES, Luís
Luis Vaz de.
de91. CAMUS, Albert.

A normalista.

Lusíadas.

0 estrangeiro.

.
A peste.
.A

92.

Martins.

93. CAPOTE, Truman.

Ãtica.

Cultrix.
Martins Fontes.

Martins Fontes.

A sangue frio.

Nova Fronteira.

94. CARBONIERI, José
Josi Fernando de Mafra.
Esporte e Turismo.
95. CARNEIRO, Mario de Si.

Os gringos.

Todos os poemas.

96. CARPEAUX, Otto Maria.
4 vols.

98. CARVALHO, Ronald de.

0 coronel e o lobisomen.

.

Do romantismo ao simbolismo.

101.

.

Modernismo.

104. CHESTERTON, Gilbert Keith.

Difel.

Quiron.

0 homem que era 5a. feira.

Assassinato no campo de golfe.

106.

.

0 assassinato de Roger Ackroyd.

107.

.

0 caso dos dez negrinhos.

108,
108.,

,

. terno
0 homem
de terno
marron.
0 homem de
marron.
Record.

109.,

.

0 inimigo secreto.

110.

.

Morte na rua Hickory.

111..
111.

.

Testemunha da acusaçao.

112..
112,

.

Tres ratos cegos e outras histórias.

114
114.. COELHO, Nelly Novais.
115.. 0O CONTO português.
115
116
116.. CONY, Carlos Heitor.

3

Difel.

Difel.

Amor de perdição.

A linguagem virtual.

113.. CLARK, Arthur Charles.
113

Teixeira.

Difel.

102. CASTELO BRANCO, Camilo.

2

José Olímpio.

Das origens ao romantismo.

100.

cm

0 Cruzeiro.

Pequena história da literatura brasileira.

99. CASTELO, José Aderaldo.

105. CHRISTIE, Agatha.

Nova Fronteira.

HistSria
História da literatura ocidental.

Cândido.
97. CARVALHO, José cândido.

103. CHAMIE, Mario.

Secretaria de Cultura,

Record.

Nova Fronteira.

Nova Fronteira.
Record.

Record.
Nova Fronteira.
Nova Fronteira.

0 fim da infância.

Massaud Moisés, org.•
org.
Antes, o verão.

Nova Fronteira.

Nova Fronteira.

Literatura e linguagem.

Digitalizado
4 gentilmente por:

Martins Fontes.

Quiron.

Cultrix.

Civilização Brasileira.

II

12

13

14

�892
117. CONY, Carlos Heitor.

Pessach: a travessia.

118. CORREIA, Raimundo da Mota Azevedo.
Cláudio Manuel.
119. COSTA, Claudio

.

121.

Poesias.

Poemas.

120. COÜTINHO,
COUTINHO, Afrânio dos Santos.
lização Brasileira.

Introdução ã literatura no Brasil.

Algemas partidas.

.

Almas em conflito.

124.

.

Anos de ternura.

125.

.

Anos de tormenta.

126.

.

0 castelo do homem sem alma.

127.

.

As chaves do reino.

128.

.

A cidadela.

129.

.

A dama dos cravos.

Martins Fontes.
Martins Fontes.
Martins Fontes.

Martins Fontes.

Martins Fontes.
Martins Fontes.

Cartas do meu moinho.

131. DIAS, Gonçalves.

Poemas.

Martins Fontes.

Cultrix.

As pupilas do senhor reitor.
Eterno marido.

.

Humilhados
Humilhados e ofendidos.

135.

.

0 idiota.

136.

.

0 jogador.

137.

.

Recordação da casa dos mortos.

138. DOURADO, Autran.

Martins Fontes.
Fontes.

Nova Fronteira.
Civilização Brasileira.

A barca dos homens.

139.

.

Õpera
Opera dos mortos.

140.

.

Tempo de amar.

141. DRUON, Maurice.

Martins Fontes.

Difel.

Difel.
Difel.

Os reis malditos.

142. DU MAURIER, Daphne.

Ãtica.
Âtica.

Martins Fontes.

134.

143. FAST, Howard.

Martins Fontes.

Martins Fontes.

130. DAUDET, Alfonse.

133. DOSTOIÉVSQUI, Fiõdor.

Civi-

Ed. Sul Americana.

123.

132. dINIZ,
DINIZ, Julio.

Livraria São
são José.

Cultrix.

A literatura no Brasil.

122. CRONIN, Archibald Joseph.

Civilização Brasileira.

Difel.

Minha prima Raquel.

Sacco e Vanzetti.

5 vols.
Record.

Record.

144. FAULKNER, William.

0 homem e o rio.
Martins Fontes.
«&gt;
Malagueta, perus e bacanaço.
145. FERREIRA FILHO, João Antonio.
lização Brasileira.

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

Civi-

12

13

14

�893
146. FLAUBERT, Gustave.
147. FONSECA, Rubem.
Riibem.

Educação sentimental.
A coleira do cao.

148. FONTANA, Dino.

.

0 manequim de vime.

151.

.

A sombra de Olmo.

152. GARCIA LORCA, Federico.
.

Teatro.

■

Civilização Brasileira.

Nova Fronteira.

Cem anos de solidão.

Eu e voce.

0 capote.

.

Teatro.

162. GORKI (pseud.).

.

168. HALEY,
HAIílY, Alex.

Ciúme.

José Olímpio.
Record.
Nova Fronteira.

Hospital.

171.

.

Voando para o perigo.

174.

.

Ãtica.

Ãtica.

.

Fome.

2 vols.

Civilização Brasileira.

Escrava Isaura.

Aeroporto.

Ernest.
173. HERMINGWAY, Emest.

cm

Teatro.

170.

172. HAMSUM, Knut.

Civilização Brasi-

Dom Camilo e os cabeludos. ■ Record.

Negras raízes.

169. HALLEY, Arthur.

Martins Fontes.

Martins Fontes.

0 garimpeiro.

167. GUZMAN, Rene Albert.

Santo Inquérito.

Civilização Brasileira.

164. GUARNIERI, Gianfrancesco.
165. GUIMARÃES, Bernardo.

Martins Fontes.

Martins Fontes.'
Fontes.

A mãe.

163. GUARESCHI, Giovanni.

166.

Record.

A cidade do sossego.

160. GOMES, Alfredo de Freitas Dias.
leira.
161.

Record.

Fd. Nacional.

158. GOGOLH, Nicolai Vassilhevitch.
.

Martins Fontes.

4 vols.

0 homem que viajou sozinho.

157. GERALDY, Paul.

159.

Civilização Brasileira.

O0 outono do patriarca.

156. GEORGHIU.

Civilização Brasileira.

A casa de Bernardo Alba.

154. GARCIA MARQUEZ, Gabriel.
155.

Saraiva.

0 anel de ametista.

150.

153.

Artenova.

Literatura brasileira.

149. FRANCE, Anatole.

Nova Fronteira.

Nova Fronteira.
Nova Fronteira.

Froftteira.
Nova Frohteira.
Adeus ãs armas.

Do outro lado do rio.

Digitalizado
gentilmente por:

Martins Fontes.
Civilização Brasileira.

11

12

13

14

�894
175. HERMINGWAY, Emest.
Ernest.
176.

.

Por quem os sinos dobram.

0 velho e o mar.

177. HERCULANO, Alexandre.
178. HESSE, Hermann.
179.

.

Demian.

180.

.

Lobo da estepe.

181.

.

Roshalde.

182.

.

Sidarta.

183.

.

0 jogo das contas de vidro.

184.

.

Peter Carmezind.

Civilização Brasileira.
Civilização Brasileira.

Civilização Brasileira.
Civilização Brasileira.

Civilização Brasileira.
Brasileira,

Calabar.

187.

.

Gota d'água.

188.

.

Opera do malandro.

.

191
191.

Civilização Brasileira.

Summus.
Hemus.

Admirável mundo novo.

Contraponto.

Globo.

Globo.

192. JONES, James.

A um passo da eternidade.

193. KAFKA, Franz.

Carta a meu pai.

.

Grandes muralhas da China.

195
195.

.

Metamorfose.

196.
196

.

América.

197.

.

0 processo.

199.
199 KOESTLER, Arthur.
200 LACERDA, Carlos.
200.
201 LAGO, Mário.
201.
202.

.

204
204.

.

2

3

Martins Fontes.

Martins Fontes.

Hemus.
Hemus.

Zorba, o grego.

Nova Fronteira.

0 zero e o infinito.
A casa do meu avô.

Bagaço de beira-estrada.
Na rolança do tempo.

203. LEBLANC, Maurice.

Hemus.

Martins Fontes.

194
194.

198.
198 KAZANTZAKIS,
KAZÂNTZAKIS, Niko.

Globo.

Civilização Brasileira.

Os miseráveis.

190 HUXLEY, Aldous.
190.
Âldous.

Record.

Om
Um pouco de seu sangue.

186. HOLANDA, Francisco Buarque.

189. HUGO, Victor.

Difel.

Civilização Brasileira.

185. HITCHCOCH, Alfred Joseph.

cm

Martins Fontes.

Eurico, o presbitero.

Contos.

Ed. Nacional.

Arsene Lupin.

Herlock Sholmes.

Digitalizado
4 gentilmente por:

Globo.
Nova Fronteira.
Civilização Brasileira.

Civilização Brasileira.
Nova Fronteira.

Nova Fronteira.

12

13

14

�895
205. LEITE, Cassiano Ricardo.
206. LESSA, Orígenes.
Origenes.
207.

.

Martim Cererê.
Cerere.

Beco da fome.

José Olímpio.

Civilização Brasileira.

0 feijão e o sonho.

Edições de Ouro.

208. LIMA, Cláudio de Araújo.

Coronel de barranco.

209. LIMA, Hermann de Castro.

Garimpos.

210. LIMA, Jorge Mateus.
211. LIMA, Luiz Costa.
212. LINS, Osman.
213.

.

Civilização Brasileira.

Poesias completas.

Nova Fronteira.

Estruturalismo e teoria da literatura.

Casos especiais.

Summus.

214. LISBOA, Henriqueta.

Miradouro e outros poemas.

215. LISPECTOR, Clarice.

A hora da estrela.

216.

.

Para nao
não esquecer.

217.

.

Um sopro de vida.

.

0 romantismo.

220.

.

Realismo.

221.

.

Simbolismo.

222.

.

0 pré modernismo.

223.

..

228.

.

0 moço loiro.

229.

.

Moreninha.

231. MAC INNES, Helen.
232.

.

vol. 4.

Catavento.
Catavento.

vol. 5.

vol.
vol. 6.6.

Vozes.
Como era verde o meu vale.

Globo.
Gloho.

Martins Fontes.

A luneta mágica.

Atica.

Atica.
Atica.

0 louco de Cati.

Vertente.

Aconteceu na Grécia.

Aconteceu em Nova York.

233. MACLEAN, Alistair.

vol. 1.

vol. 3.

Catavento.

Teoria do romance.

227. MACEDO, Joaquim Manuel.

Catavento.

vol. 2.

Catavento.

225. LLEWELYN, Richard (pseud.).

230. MACHADO, Dionélio.

Nova Fronteira.

Catavento.

224. LITERATURA e semiologia.

226. LUKAcS,
LUKÃCS, Gyürgy.
Gyôrgy.

Atica.

Catavento.

00 modernismo.
modernismo.

Nova Fronteira.

José Olímpio.

Período colonial.

219.

Vozes.

Summus.

Do ideal e da gloria.

218. A LITERATURA brasileira.

Record.

Record.

Os canhões de Navarone.

234. OS MAIS extraordinários contos de aventuras.

cm

Civilização Brasileira.

Digitalizado
gentilmente por:

Nova Fronteira.
Civilização Brasileira.

11

12

13

14

�896
235.. OS MAIS extraordinários contos de horror.
235

Civilização Brasileira.

236. "

"

"

"

" surpresa.

Civilizarão Brasileira.

237. "

"

"

"

" suspense.

Civilização Brasileira.

238. MALÂMUD, Bemard.
Bernard.
239. MÂLRAUX, Andre.
André.

0 bode expiatório.
Os conquistadores.

240. MALTA, José Maria de Toledo.
Letras.
241. MAMM,
MANN, Thomas.
242.

.

Martins Fontes.

Pommery.
Madame Pomnery.

A morte em Veneza.
Tonio Kroeger.

243. MATOS, Gregorio
Gregório de.

Bloch.

Academia Paulista de

Hemus.

Hemus.

Poemas escolhidos.

Cultrix.

244. MATOS, José Veríssimo Dias de.
Estudos da literatura brasileira:
de la. a 6a. série.
Itatiaia.
245.

.

História da literatura brasileira.

246. MAUGHAN, Somershet.
247.

.

Servidão humana.

248. MAUPASSANT, Guy.
249.

.

O
0 fio da navalha.

Hemus.

Martins Fontes.

250. MAUEOIS,
MAUROIS, André.

Terra da promissão.

251. MEGAI£, Heitor.

Rosa.
Contos, de Guimarães Bosa.

252.

.

255. MENDES, tkirilo.
Murilo.

Moby Dick.

258. MILLER,
MlIXiER, Arthur.

260. MOISÉS, Massaud.

Record.

Record.

Morte dum caixeiro viajante.

259. MITCHELL, Margaret.

José Olímpio.

José Olímpio.

Caravanas.

A saga do Colorado.

E o vento levou.

Martins Fontes.

Hemus.

A análice
análise literária.

261.

.

A criação literária.

262.

.

A literatura brasileira através dos textos.

263.

.

A literatura portuguesa.

2

3

Ed. Nacional.

Martins Fontes.

Poesias completas.

256. MICHENER, James Albert.
.

Ed. Nacional.

Seleta em prosa e verso.

254. MELVILLE, Herman.

257.

Nova Fronteira.

Frederico Paciência, de Mário de Andrade.

253. MEIRELES, Cecília.

cm

Globo.

Globo.

Profissão amante.

Bel-Ami.

Edart.

Digitalizado
4 gentilmente por:

Melhoramentos.
Cultrix.

Cultrix.

12

13

14

�897
264. MOISÉS, Massaud.

A literatura portuguesa através dos textos.

265.

.

Modernismo V.

266.

.

Romantismo - Realismo III.

Difel.

267. MOLIÉRE,
MOLIÈRE, Jean-Baptiste Poquelin.

Teatro escolhido.

Um homem sem rosto.

269. M)NTELO,
MONTELO, Josué.

Os tambores de Sao Lutz.

271.

.

TÓia.
Tõia.

274.

.

276.

.

A ciociara.

279.

.

José Olímpio.

Vila dos confins.
Gog.

286. PEIXOTO, Afrânio.

A esfinge.

.

Sinhazinha.

Nova Fronteira.

0 Eu profundo e outros Eus.

291. PINON, Nélida Cuinas.

Nova Fronteira.

Nova Fronteira.
Juca Mulato.

A força do destino.

0 ateneu.

293. PORTER, Katherine Anne.

3

José Olímpio.
Olimpio.

Civilização Brasileira.

Obra poética.

292. POMPÉIA, Raul.

Globo.

Nova Fronteira.

290. PICCHIA, Paulo Menotti dei.

2

Melhoramentos.

A revolução dos bichos.

288. PESSOA, Fernando.

Martins Fontes.

Martins Fontes.

285. PAPINI, Giovanni.

289.

Nova Fronteira.

Luzia homem.
1984.

284. PALMÊRIO,
PAUIÊRIO, Mario.

.

Globo.

Vinte poemas de amor.

282. ORWELL, George.

287.

Martins Fontes.

Canga: Jesualdo Monte. Civilização Brasileira.

281. OLYMPIO, Domingos.

.

Martins Fontes.

Arvore
Ãrvore do mundo.

280. NERUDA, Pablo.

283.

Aguilar.

A cidade solitária.

Beira mar.

278. NEJAR, Carlos.

Globo.

Martins Fontes.

0 trigo e o joio.

277. NAVA, Pedro.

Record.

Antologia poética.
0 automato.

275. NAMORA, Fernando.

2 vols.

Civilização Brasileira.

Uma jangada para Ulisses.

273. MORAVIA, Alberto.

Difel.

Nova Fronteira.

272. MORAIS, Vinicius de.

cm

Difel.

268. MONAT, Olimpio.

270. MOOG, Vienna.
Vianna.

Cultrix.

Cultrix.
Record.

Ãtica.
Atica.
A nau dos insensatos.

Digitalizado
4 gentilmente por:

Globo.

11

12

13

14

�898
294. POUND, Ezra.

295. PRADO, João Fernando de Abreu.
296. PROUST, Marcel.
Marcei.

modema.
A grande semana da arte moderna.

A fugitiva.

.

Sodoma e Gomorra.
Gotnorra.

298.

.

Ã sombra das raparigas . em flor.

Globo.

0 chefão.

Record,
Record.

300.

.

Mama-Lucia.

301.

.

Os tolos morrem antes.

302. QUEEN, Ellery.

.

Os Maias.

305.

..

0O primo Basilio.

306.

.

A relíquia.

3C7. QUEIROZ, Rachel de.
308.

.

Brasiliense.
Ãtica.

Nova Fronteira.

0O quinze.

Alexandre e outros heróis.

.

Angústia.

311.

.

Insônia.

312.

.

são Bernardo.

313.

.

Vidas secas.

Record.
Record.
Pjecord.
Poesia barroca: Antologia.

Os cangaceiros.

316.

,.

Fcgo morto,
morto.

317.

.

0O menino do engenho.

318. REMARQUE, Erich Maria.

322. ROBBINS, Harold.
323.

.

José Olímpio.

José Olímpio.

Arco do Triunfo.

Maíra.

321. RILKE, Rainer Maria.

Melhoramentos.
Melhoramentos

José Olímpio.

Nada
Nada de
de novo
novo no
no Front.
Front.

320. RIBEIRO, Darcy.

Record.

Record.

314. RAMOS, Péricles
Pericles E.
E, da Silva.
315. REGO, José Lins do.

José Olímpio.

José Olímpio.

310.

..

Brasiliense.

As meninas e outras crônicas.

309. RA&gt;K)S,
Graciliano.
RAMOS, Graciliano,

319.

Nova Fronteira.

A cidade e as serras.

304.

Globo.

Record.

A casa dos bronzes.

303. QUEIROZ, Eça de.

Edart
Edart.

Globo.

297.

299. PÜZO,
Mário.
PUZO, Mario.

cm

Cultrix
Cultrix.

ABC da literatura.

Record.

Record.
Record.

Civilização Brasileira.

Cartas a um jovem poeta.

Escandalo na sociedade-

Os insaciáveis.
Digitalizado
gentilmente por:

Globo.

Record.

Record.
I Scan
st em

II
11

12
12

13
13

14
14

�899
324. ROBBINS, Harold (pseud.).
325.

.

79 Park Avenue.

326. ROCHA, Lindolfo.

328. ROMERO, Silvio.
.

.

Ãtica.

Toda nudez será castigada.

Record.

Estudos sobre a poesia popular do Brasil.

Historia
História da literatura brasileira.

330. ROSA, João Guimarães.
331.

Record.

Record.

Maria Dusã.
Dusa.

327. RODRIGUES, Nelson.

329.

Stiletto.

Sagarana.

O0 tunel.

333. SABINO, Fernando Tavares.
334. SAGAN, Françoise.

José Olímpio.

José Olímpio.
Alfa Omega.

0 encontro marcado.

Voce gosta de Brahms.

Record.

Difel.

335. SAINT-EXUPÉRY, Antoine Jean Baptiste Marie Roger de.
Agir.
336.

.

Terra dos homens.

337.

.

Voo noturno.

.

0O lobisomen.

340. SANTOS, João Felício dos.
341. SARAIVA, Antonio José.
342. SARTRE, Jean Paul.

Cascalho.

Civilização Brasileira.

Civilização Brasileira.
Xica da Silva.

Civilização Brasileira.

Historia
História da literatura portuguesa.

.

0O muro.

Civilização Brasileira.
Brasileira.

344.

.

Nausea.

Martins Fontes.
Seleta em prosa e verso.
Love Story.

347. SHAKESPEARE, William.
348.

.

349. SHAW, Irwin.
350.

.

24 sonetos.

.

José Olímpio.

Record.
Brasileira.
Civilização Brasileira?.

Nova Fronteira.

Os deuses vencidos.
0 pobre homem rico.

351. SHELDON, Sidney.
352.

Otelo.

Martins Fontes.

Martins Fontes.

343.

346. SEGAL, Erich Wolf.

cm

Agir.

A engrenagem.

345. SCHMIDT, Augusto F.

Pequeno Principe.
Príncipe.

Agir.

338. SALES, Herberto de Azevedo.
339.

5 vols.

José Olímpio.

Sertões e Veredas.

332. SÃBATO,
SABATO, Ernesto R.

Vozes.

A herdeira.

Record.
Record.

Record.

0 outro lado da meia noite.

Digitalizado
gentilmente por:

Record.

11

12

13

14

�900
353. SILVA, Antonio Francisco da Costa.
354. SILVA, Vitor Emanuel Aguiar.
35A.
355. SIMMEL, J. M.

Poesias completas.

Teoria da literatura.

Ainda resta uma esperança.

356.

.

Amor é sõ uma palavra.

357.

.

Amanhã éi outro dia.

358.
359.

.
^
.

360.

.

Ninguém é uma ilha.

361.

.

SÕ o vento sabe a resposta.

Nova Fronteira.
Nova Fronteira.

.

Nova Fronteira.

364. SODRÉ, Nelson Wemeck.
36A.
Werneck.
Brasileira.

Histõria da literatura brasileira.

Era Medieval.

Doce quinta feira.

Auto da Compadecida.

374. SWIFT, Jonathan.
37A.

As viagens de Gulliver.

376. TÃVORA,
TÄVORA, Franklin.
377. TEATRO grego.

0 cabeleira.

Prosopopéia.

379. TOLSTOI, Lév Nicoláievitch.
380.

.

Civilização Brasileira.

Agir.
Martins Fontes.

Ãtica.
Ãtica.

Cultrix.

378. TEIXEIRA, Bento.

Ressurreição.

381. TREVISAN, Dalton.

cm

Record.

373. SUASSUNA, Ariano.

Inocência.

Martins Fontes.

Rccord.
Record.

0 pardal é um pássaro azul.

375. TAUNAY, Visconde de.

Vertente.

0 médico e o monstro.

A longa noite sem lua.

372. STUDART, Heloneida.

Melhoramentos.
Mslhoramentos.

Difel.

369. STEVENSON, Robert Lewis Belfour.

.

0 filho do pescador.

0 conto da mulher brasileira.

370. STEINBECK, John Emst.
Ernst.

Civilização

Formação
Formaçao da literatura brasileira.

366. SOUZA, Antonio Gonçalves Teixeira e.

371.

Francisco Alves.

Perspectiva.

365. SOUSA, Antonio Cândido de Melo.
Martins.
2 vols.

367. SPINA, Segismundo.

Nova Fronteira.

Breve sexta feira.

Satã em Gorai.

368. STEEN, Edla Van.

Nova Fronteira.

Nova Fronteira.

362. SINGER, Isaac Bashevis.
363.

Martins Fontes.

Nova Fronteira.

Nem sõ de caviar vive o homem.
Nina.

Cátedra

Melhoramentos.

Guerra e Paz.

Martins Fontes.

Martins Fontes.

Cemitério de elefantes.

Digitalizado
gentilmente por:

Civilização Brasileira.

II

12

13

14

�901
382. ULLMANN, Liv.

Mutações.

383. URIS, Leon Marcus.

Nova Fronteira.

Exodus.

384.

.

Mila 18.

385.

.

Trindade.

Record.
Record.

386. VAN RYNDT, Philippe.

Papéis secretos do Vaticano.

387. VARGAS LLOSA, Mário.
Mario.

A casa verde.

.

Pantaleao e as visitadoras.

389.

.

Tia Julia e o escrevinhador.

.

Confissões de Frei Abóbora.

392.

.

Coraçao de vidro.

393.

.

Doidao.

394.

.

0 meu pé de laranja lima.

395.

.

0 palácio japonês.

396.

.

Rosinha, minha canoa.

397.

.

Rua descalça.

Melhoramentos.

Melhoramentos.
Melhoramentos.

Melhoramentos.
Melhoramentos.

Melhoramentos.
Ifelhoramentos.

0 arquipélago.

401.
402.

k.
T
í
.

403.

.

Olhai os lírios do campo.

404.

.

0 retrato.

405.

.

Solo de clarineta.

Clarissa.

Civilização Brasileira.

Catavento.

.

0 continente.

Catavento.

Incidente em Antares.

2 vols.

Catavento.

Catavento.

Catavento.

2 vols.

2 vols.

Catavento.

Volta ao mundo em 80 dias.

Cindido.
cindido.

3 vols.

Catavento.

2 vols.
Martins Fontes.

Martins Fontes.

408. WALLACE, Edgard.

King-Kong.

409. WALLACE, Irwing.

0 homem.

Record.
Record.

410.

.

A ilha das tres sereias.

411.

.

0 prêmio.

1

Melhoramentos.

Melhoramentos.

400.

407. VOLTAIRE.

Nova Fronteira.

A hora dos ruminantes.

399. VERÍSSIMO,
VERiSSIMO, Êrico.
frico.

406. VERNE, Julio.

Nova Fronteira.

Chuva crioula.

391.

398. VEIGA, José J.

Francisco Alves.

Nova Fronteira.

388.

390. VASCONCELOS, José Mauro.

cm

Record.

Record.

Record.

Digitalizado
gentilmente por;
por:

I Scan
Sc a n
stem
st
em

"l|l"
ii

12
12

13
13

14

�902
412. WELLEK, Rene.

Teoria da literatura.

413. WEST, Morris.

O0 advogado do diabo.

414.

.

As sandálias do pescador.

415. ZOLA, Emile.

Naná.

416. ZWEIG, Stefan.

Martins Fontes.
Record.
Record.

Martins Fontes.

24 horas na vida de uma mulher.

Martins Fontes.

900
01. ABREU, João Capistrano.
Caminhos antigos e povoamento do Brasil.
Civilização Brasileira.
02.

.

Correspondência.

03.

.

04. ADAS, Melhem.
05.

.

08. ARAOjO,
ARAÚJO, Antonio Amaury.
Amaur-y.
09. ARMITAGE, John.
10. ARROYO, Leonardo.

12. AZEVEDO, Aroldo.

15. BASTIDE, Roger.

20. BURNS, Edward McNall.

3

Duas Cidades.
Difcl.
Difel.

Exposição do Livro.

História da República.

O0 indio um mito brasileiro.

19. BRUNO, Ernani
Emani Silva.
Sil\'a.
7 vols.

2

Ed. Nacional.

Figuras do meu convívio.

Vultos do Brasil.

18. BELTRÃO, Luís.

Ed. Nacional.

Brasil, terra dos contrastes.

17. BELLO, José Maria.

Melhoramentos.

MEC.

Brasil; a terra e o homem.

16. BEHAR, Ely.

Ed. Brasília.

Melhoramentos.

0 Brasil e suas regiões.

14. AZEVEDO, Fernando de.

3 vols.

Record.

A carta de Pero Vaz de Caminha.

11. ATLAS cultural do Brasil.

.

Globo.

Assim morreu Lampião.
Lampiao.

História do Brasil.

Civilização Brasileira.

Ed. Moderna.

Vultos da Pátria.

ABC de Castro Alves.

3 vois.

Ed. Ikjdema.
Moderna.

Estudos de geografia do Brasil.

07. AMADO, Jorge.

13.

Ensaios e estudos.

Estudos de geografia.

06. ALMEIDA, Antonio da Rocha.

cm

Civilização Brasileira.

Ed. Nacional.
Vozes.

História do Brasil geral e regional.
História da Civilização.

Digitalizado
4 gentilmente por:

Globo.

Cultrix.
2 vols.

12

13

14

�903
21.. CARNEGIE, Dale BrecKenridge.
22. CARONE, Edgard.
22..

A república nova (1930-1937).

23.. CERAM, C. W.
24.

.

Lincoln, esse desconhecido.

Deuses, túmulos e sábios.

História da América Latina.

27. CHURCHILL.

Coleção PrÓ
Pró e Contra.

28. CROUZET, Maurice.

Os sertões.

Coleção Pró e Contra.

31. DE MARTONNE, Emmanuel.

33. DIEGUES JÜNIOR, Manuel.
(esgotado).
34. DONATO, Herman.

Difel.

Melhoramentos.

Melhoramentos.

39. FREYRE, Gilberto.

Coleção Pró e Contra.

Casa do Estudante.

Geografia econômica.

43. GEORGE, Pierre.

Geografia social do mundo.

48. HITLER.

Difel.
Difel.

História do Brasil.

Melhoramentos.

Alfa Omega.
2 vols.

Melhoramentos.

História do Brasil.
Historia

Digitalizado
4 gentilmente por:

Melhoramentos.

Melhoramentos.

Escravidão africana no Brasil.

Coleção Pró e Contra.

3

Melhoramentos.

Villa Lobos; alma sonora.

Euclides da Cunha.

49. HOLANDA, Sérgio Buarque.

2

Ed. Nacional.

Melhoramentos.

42. GEORGE, Pierre.

47. HANDELMANN, H.

(esgotado).

Melhoramentos.

Coleção Pró e Contra.

46. GOULART, Mauricio.

Bloch.

História do Brasil: curso superior.

41. GETOlIO VARGAS.

44. GIACOMO, Arnaldo Magalhães de.

INEP.

Melhoramentos.

Novo mundo nos trópicos.

45. GICOVATE, Moisés.

Kosmos.

Melhoramentos.

Geografia do Brasil.

Coleção Pró e Contra.

17 vols.

Edart.

A história do povo de Israel.

36. FERNANDES, João Batista Ribeiro.
Francisco Alves.
37. FONTAINE, Pierre.

Difel.

Regiões culturais do Brasil.

Vital Brasil.

35. EBAN, Abba Solomon.

cm

José Olímpio.
Jose

Panorama da geografia.

32. DIÁLOGOS
DIÄL0G0S das grandezas do Brasil.

40. GANDHI.

Melhoramentos.

História geral da civilização.

29. CUNHA, Euclides da.

38. FRANCO.

Melhoramentos.

História da minha vida.

26. CHAUNU, P.

30. DE GAULE.

Difel.

História ilustrada da arqueologia.

25. CHAPLIN, Charles.

Ed. Nacional.

Ed. Nacional.

12

2 vols.

13

14

�904
50. HOLANDA, Sérgio Buarque de.
2 vols.
51.

.

História da civilização.

História geral da civilização brasileira.

52. JOÃO XXIII.

Coleção Pró e Contra.

53. JORGE, Fernando Pedro Alves.
54. KENNEDY.

55. LAMBERT, Jacques.

57. LENIN.

Amazonia.
Amazônia.

Ed. Nacional.

Mito e vida dos índios Caiapós.

Pioneira.

61. MAGALHÃES, Basílio.
Nacional.

Expansão geográfica do Brasil colonial.

62. MALHEIRO, Perdigão.

A escravidão no Brasil.

63. MAO TSÉ TUNG.
64. MARX.

Coleção Pró e Contra.

Coleção Pró e Contra.

65. MAREK, Kurt Wilhelm.
66. MEIR, Golda.

67. MONBEIG, Pierre.

71. MUSSOLINI.

Difel.

Memórias.

Minha formação.

73. PEREIRA, Lucia Vera Miguel.
74. PONTES, Carlos.

75. PRADO, J. F. de Almeida.
76. RABELO, Silvio da Mota.
77. REGIÕES do Brasil.

Martins Fontes.

Melhoramentos.
José Olímpio.

Machado de Assis.

Tavares Bastos.

Civilização Brasileira.

L.P.M.

História do Teatro.

Coleção Pró e Contra.

72. NABÜCO, Joaquim.

Melhoramentos.

Bloch.

Bandeirantes e Pioneiros.

69. MOÜRÃO FILHO, Olympio.
70. MOUSSINAC, Léon.

.Melhoramentos.

Melhoramentos.

O
0 Brasil.

68. MOOG, Clodomir Viana.

Ed.

Vozes.

História ilustrada da arqueologia.

Minha vida.

2 vols.

Civilização Brasileira.

59. LIMA, José Francisco de Araújo.

Ed. Nacional.

Ed. Nacional.

Primeiros povoadores do Brasil.
Euclides da Cunha.

I.B.G.E.

78. REIS, Artur César Ferreira.

cm

José Olímpio.

Melhoramentos.

Anisio Teixeira.

60. LUCKESCH, Anton.

Ed. Nacional.

Marcha para o oeste.

Coleção Pró e Contra.

58. LIMA, Hermes.

Difel.

Melhoramentos.

Os dois Brasis.

56. LEITE, Cassiano Ricardo.

Difel.

Melhoramentos.

0 aleijadinho.

Coleção Pró e Contra.

Ed. Nacional.

Digitalizado
gentilmente por:

Ed. Nacional.

Civilização Brasileira.

5 vols.
A Amazônia
Amazonia e a cobiça internacional.

CEA.

�905
79. REIS, Artur Cisar
César Ferreira.
I.N.L.
80. ROCHEFORT, Michel.

Geografia da America do Sul.

81. RODRIGUES, José HonÕrio.
Honório.
82. ROOSEVELT.

O0 impacto amazonico na civilização brasileira.

História da história do Brasil.

Coleção Pró e Contra.

83. ROSTOVTZEFF, M.

Melhoramentos.

Brasil de Getúlio
Getólio a Castelo.

86. SOBOUL, Albert.

História da revolução francesa.

87. SODRÉ, WERNECK.

Formaçao histórica do Brasil.

88. SOUTHEY, Robert.

História do Brasil.

89. SOUTO MAIOR, Armando.
90. STALIN.

92.

.

94. TROTSKI.

História da América.

Coleção Pró e Contra.

96. VASCONCELOS, Simao de.
97. VIANA, Helio.

2

3

Ed. Nacional.

Ed. Forense.

Melhoramentos.

Melhoramentos.

Crônica da Companhia de Jesus.

Vozes.

2 vols.

Melhoramentos.

Vida de Rui Barbosa.

Digitalizado
4 gentilmente por:

(esgotado).

Melhoramentos.

História geral do Brasil.

História do Brasil.

98. VIANA FILHO, Luiz.

Brasiliense.

Ed. Forense.

História das bandeiras.

95. VARNHAGEN, Francisco Adolfo.
3 vols.

Zahar.

Melhoramentos.

História do Brasil.

93. TAUNAY, Afonso.

Paz e Terra.

Melhoramentos.

História Geral.

Coleção Pró e Contra.

91. TAPAJOs,
TAPAJÖS, Vicente.

cm

Zahar.

História do Brasil.

85. SKIDMORE, Thomas Elliot.

Ed. Nacional.

Melhoramentos.

História de Roma.

84. SALVADOR, Vicente do.

Difel.

José Olímpio.

11

12

13

14

�■me
5C, tlOL-i%WfiA .
Juarcisc
Vi : '
&gt;-,! : i .'i i i ia,',h&lt;.&gt; .
inw! i.
2 VO i i.
siisIxseTcf ofi JJ5SÍ liv-iii en O'jifioSBia» oJ3«qmi Q
.íxístisH :iEa»3 -lul-já
51.
.
Bisn-'-riü ^f-al ái •■ivi .»«&lt;;«.&gt; !•. «-i
'• fi'..I,I
52. .10ÀÍ! XSTli.

&lt;oU'‘«/?r5f,iA ßt'«JíWbi^HíO’
í)b'iiP wb* tíihrtiííôÍH ■

5.4'èraííl^BVt&gt; .ÍJíf
54. KEN1í£’Tí.

.'ol«-,-;*,’: T

55, LAMBEE1.

íjjp.jiriíní3Jí
i

.ciVôíÁ^fl seoI , ÍSilíJÍSdO;'

Trrtô' a- -Sb'i ofa,.»to-':

•&lt; ' .

leV »íVímV.h&gt;

56, LF.iTX, Ce,'t,
57.

-1'jfíoxW

.Ti.K.liOQS :K8

.M . ’ 1.!.: i VQT?(»)

C8

.ob a Krjr,-',ÍO&lt;J AV.Í.Aí^ '

s

■ f"rs(:'íff '' -.30,;. i i -b.-ooi'fl' &lt;

^&lt;ä3är.'7 %ííiMu

56. CIMA, V,-'íTnc'■■ .tr.rftíír'* ■'l

: 'or-■ ‘ b
fil&gt; tj.i"* r&lt; ) ? J f! ■ •(:■ oo.in oí

59. t,i.,.A, -- f^5,-fYiV.ßS'il
60. UJCKEaCH. Ai'C«i.

. í.o3í;jWi'iori f ■
L!&gt; ir.f. -í i.
61. MAGAl,HAF,b, Bx-í-.Uc
lE;;..'Xbr&gt;E ..‘■’■l
Macicr.E-'. .

62, MAJiíKIRO, yerdi&gt;';e:&lt;-

64, .KAfOi.

^

.jpoMSlW ./IKÜOc ■ IS
,YIiiT'.10£

.obnx.fnA ,,H07ri-' OTIIO? .e«

ii.i'n) i iir jÃxH

;
•'-! &gt;!'xi .

65 .

.0*.’
.ilUATa
. .'13/T.3 ,-i,TiC 1.A iAT .le

ofa aixõxsin

OI . (íft7:ioiy.'W5U;,-2J^&gt;-,

.

, _.,paA.ai;A .t.XAfxk^rf

^'■■&gt;ha

.OTXnoO 9 õ-j I OEyvioO
.IMeTOfíT
,o'i lcíb.5 )mi.:jnhi^ ,í;ÍIí)AHiüiAv'
6^£&lt;^oa^!p»ofi teí-',
.n
Jt.T9s, ta.í-i^oo: .H
. d Eov i.
6fi. ""íífKAG, i ;'H'ionú . Vi a.-u.
•: ! '.c.'.v
'.U-'i
.8ÍOV S
.as.soV
...uk'jI, ab ß irinfeqir.'-i i.l: íoíiiotT
. sb CDxlr? , 30.i.j.),,0;;EAí
69. biüUSAO F.CIHO,
bW-iK;r ..
::.
...
. Bosnaranori I-äM
- ix3eo3 ob f;Jxxj.1siH
.Oiiari ,AoAxv
. ,1.
,tf'.
70. MOUSSiN'AC, . èor.;i;jJ ,riíáí'I .AEA1V
■ oiqinilO 9P.ot
.(.irichs? riiÄ ob E..biV
71b HUSSnciri’,
i- ÄO 3,-.5
; • . - ■■•'.
22. .fJASt’Cr, To-v^iU!!!,

M'..-.h« i•,••." ar .

73, fEbCrKA. wia ’• ■•:
7«. P0?ä',&gt;'S, i..?r;.os.

■&gt;V'J.o.

•

■ • *'•

Ml '

iij'.'Ei'

■

.-•- '

c&lt;- Al'-’Mlii.

i - -i;.

7^. RA75E1C. bib-io Js Hr:'»..
77. *EAl5f.S fb: grA»i...

,&lt;:8

, J1J0.50Ò . 68

.ÍÍEi.-ifi -'.b

.Xr?

66. Fg'IR, Goíce,

i

. «fAÍ&lt;^P;^.Mí!-''■xf’i .,..e.;xJ«oO a-mS os?3Ío3

63, MA/*' Jbß Xf^r.,

75-., PSAtäü, J. '

18

i a.C K.

?#&gt; **1S. Artiu- fiirsti," terreirs.
Digitalizado
gentilmente por:

' ■ ■'
vo.i

i- ■

:: fc-

b;.,\j

7'.

7 V. ■•r:
i teax.'tna e .! cob. qa irr.-:
I Scan
stem
I GemuUinimto

. se
.ro
. 4t;
.e?
.a(!&gt;
.;e

�fildice de Autores
Volume 2
590
600
590
528
572
434
572
572
600
528
450
841
633
475
475
590
475
736
572
450
615
685
528
698
736
572
515
672
,. 864
, 852
,. 778
. 515
. 495
. 495
. 615
. 615
. 656
. 698
. 590
. 685
. 528
. 633
. 475
. 633
. 796
. 864
. 810

ALMEIDA, Marina dos Santos ....
ALVAREZ, Tania Cordeiro
ANDRADE, Diva
BARRETTO, Sebastião
SebastiSo Santiago . . .
BELLUZZO, Regina Célia B
CALDEIRA, Paulo da Terra
CAMARGO, M. JuHeta
Juüeta A. S
CARDOSO, Jurema
CASTRO, Sonla
Sonia Maria Oliveira de . .
CEPEDA, Luiza Maria R
CHASTINET, Yone
CRUZ, VümaA.
Vüma A. Gimenesda
Gimenes da ....
DOMINGUES, Regis Maria
DUARTE, Emeide Nóbrega
DUARTE, Maciel Nunes
EVRARD, Francisca
Frandsca Pimenta ....
FELIX, Maria do Socorro Azevedo . .
FEUX,
FERREIRA, Otília Boija Pereira e . .
FIGUEIREDO, Maria Cecília . . . .
FONSECA, Ana Flávia Medeiros da . .
FONSECA, Mísia de Nazaré M.
FONSÊCA,
...
FONSECA, Vicente
FUJII, Eduardo Fernandes N
GARDINI, Marília Júnia de Almeida
GARDINI, Marília Júnia de Almeida
GEROLA, Ivani
GONÇALVES, Leda Ogarita de Freitas
GONÇALVES, Odete Coutinho . . .
GUIMARÃES, Cleonice Diva . . . .
MarU Mira . . . .
HOELTGEBAUM, Marli
JUNQUEIRA, Laertes
KRZYZANOWSKI,RosalyFavero . .
LEAL, Enéas José de Andrade ....
. . . .
LOBO, Paulo Roberto Accioly .....
. . .
LOUREIRO, Maria Cristina G
LOURENÇO, Maria Rosa F
McCARTHY,
McCarthy, Cavan Michael
. . . .
MAFRA, Cláudio
Claudio
MENDES, Tânia Rodrigues
MIRANDA, Antonio
NOWINSH, Aron
NOWINSKI,
.
OLIVEIRA, Beatriz Marona de
. . .
OLIVEIRA, Bemadete de Lourdes de A.
OLIVEIRA, Laura Corrêa
OLIVEIRA, Tereza da Silva Freitas . .
PEREIRA, Isailda Britto
PEREZ, Dolores Rodriguez

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�PIEGAS, Maria Helena A
POBLACIÔN, Dinah Aguiar . . .
POBLACIÕN,
POBLACIÔN, Dinah Aguiar . . .
QUEIROZ, Gilda Gama de ...
ramos',
RAMOS, Maria Esther
RAPOSO,'Maria de Fatima Pereira
RIBEIRO, Angela Lage
. . . .
RIBEIRO, Angela Lage
....
SÂ, Rose-Mary da Silva
....
SALVADOR!, Maria Lucia Costa .
SHINOTSKA, Florinda Hame . .
SILVA, Katla
Katia Maria de Carvalho
SOARES, Vera Gláucia Mourão
SOARES, Vera GláuciaMourão
Gláucia Mourão
SOUZA, Jourglade de Brito Benvino
STOLARUCK, Suzana Beatriz . .
B . . .
TANDAYA, Maria Luiza B.
VALLE, Clarimar Almeida . . .
L . . .
VIEIRA, Hugo Paulo N. L.
WELFFENS, Irma A. I. Lorenzo .
XANDE, Sonia Carvalhaes . . .

Digitalizado
gentilmente por:

560
560
572
672
864
810
736
778
615
864
810
864
698
736
819
633
615
495
508
841
864

&gt;

�Digitalizado
gentilmente por:

�KtGÂS. M»rk Hch«:i A
. .
POB) Aif-'iN, iÂíSi
POFI AítCiK, D':''-íh HjsX'
Q&lt;fEâfíí&gt;ií! &lt;ÜídM-Oa.'iia de
KAMCfö. 'ííj*ts Es^^s?
BAP'aSO, Mawf de Kaiinis
'tss
..RiRt;m-o. Ar,rs»
5ifWf'»RC Aiigi’S« ^.Algf:
...
■ SA, ÉTOí-Sísty da Aii--'■
. . . .
S-ALVaí&gt;í.&gt;KT, Míiriii \ui-w t\ ■■ S'HiNOTSi Elvíiiida Ha-'un;
ÍÜI.-V/V, If.Síí« MaíJS de Cid tJi’::
SOA.f(c;&gt;, Vers Oi.mi ‘S V' -jríli.
SOAKE.j. \ irn
Mi'urr...
■ac Ki'tO
STOi-avFi.CK. SuZHrsa âjr-“tíii
TAH0A 'í A , M tíW í U1Z8 ÜVAIXE. &lt;.0áiiní! .-Unicisl»
V'IEÜlA,
N L,
wtíêt r?ís,íj.,w ■.. í
;•«
XAN£.»tv ‘&gt;&gt;«'«■11 »jTfrfi-iíK-i

/•

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�' t

L
íi
í
■ií'í,i

.M'-

fj
tí
¥
ffi

cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

�Editora Ensino Renovado Ltda.
Rua Dr. Faivre, 75 - Cx. P. 531
Fone: 222-5223 - Curitiba - P R

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
      <file fileId="1182">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/20/2054/cbbd1979_volume-3.pdf</src>
        <authentication>0103c36a5936db8db7c7a2756cdc36eb</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="26040">
                    <text>T
'1
10?
109 CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA
BIBUOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
^í
Curitiba, 22 a 27 de julho de 1979

ANAIS

VOLUME III
TRABALHOS OFICIAIS

Curitiba
Associação Bibliotecária do Paraná
1980

cm

i

2

3

4

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
\

12

13

14

15

�10? CX)NGRESSO
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Presidente de Honra: Jaime Lemer, Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal de Curitiba.
COMISSÃO DIRETORA
Presidente: Yara Soeli Bassani Veiga
Vice-Presidente: Maria Mãder Gonçalves
Relator-Geral: Aníbal Rodrigues Coelho
Secretária-Geral: Célia Maria Peres Lacerda
SUBCOMISSÕES
Apoio - Clio Petterle
Divulgação —
- Sara Burstein
Btustein
Finanças - Helena Maria de Oliveira Vita
Atividades Sociais —
- Déa Catharina Reichmann
Cursos - Maria Thereza Brito de Lacerda

«»

COMISSÃO TÉCNICA
Coordenadora: Maria Iphigenia Ramos May
Secretária: Maria Augusta de Castro Correia
Membros: Maria de Lourdes Barbosa Borba
Rellnda
Relinda Kohler
Subcomissões - Integrantes: Aimara Riva de Almeida, Aimê
Almê Saquelli,
Saquelli,Aymara
Aymara Feuerschuette Ribas,
Beatriz Trevisan de Moura, Bemadette
Bernadette Tizeciak,;Cecília
Tizeciak, Cecília Lícia Silveira R. de M. Fabiano,
Fabiaho,
Déa Christino F. Walter, Denize Perozzi Rosa, Denise Hauser Valério, Dora Regina
Seben, Dulce Maria Bastos Metchko, Dulcinéia Gomes Delattre Levis, Edith Dias,
Erlicléia
Erlicleia Siqueira, Esfie Rosy Riskalla, Ester Cameiro
Carneiro Giglio, Fátima Fernandes Bracht,
Germana Moreira, Graça Maria Simões Luz Piza, Helena Maria de Oliveira Vita, Irma A.
I. Lorenzo Welffens, Ivailda Gazziero, Ivete Tazima, Laci das. Neves, Léa Terezinha
Belczack, Leila Maria Bueno de Magalhães, Leiva de Castro Moraes, Lucília de Godoy
Gat
Ga' ia Duarte, Maeve Lis Marques, Marcelina Dantas, Maria Graça Zolet, Maria Helena
Barbieri Imayuki, Maria Helena Kurihara, Maria Isméria Nogueira Santos, Maria de
Lourdes Tavares, Maria Mä'der
Mader Gonçalves, Marilda Carraro Merlin, Marina Zeni Guedes,
Regina Maria de Campos Rocha, Rosemarie Margit Reinhardt Rohrig, Rosina Alice
Albina Prueter Pazin, Sonia Maria Breda, Sonia Maria Merlo Pósnik, Suzana Guimarães
Castilho, Tharcila Boff Maegawa, Vera Maria de Almeida Pinto, Vilma A. Gimenez da
Cruz, Virginia de Castro Rodrigues, Yara Loyola Rocha, Yara Maria Pereira da Costa
Prazeres, Zaira Bark, Ziloá Marge.
COMISSÃO DE RECEPÇÃO
Coordenadora: Nancy Westphalen Corrêa
Comissão de Apoio ao 3P Seminário de Publicações Ofíciais
Oficiais Brasileiras e Exposições
Coordenadora: Maria Augusta de Castro Correia
Membros: Aymara Feuerschuette Ribas,^
Ribas, Dulcinéia Gomes Delattre Levis, Ester Carneiro Giglio, Léa
Terezinha Belczack, Maeve Lis Marques, Maria Helena Barbieri Imayuki, Regina Maria de
Campos Rocha, Suzana Guimarães Castilho, Vera Maria de Almeida Pinto, Virginia de
Castro Rodrigues, Zaira Bark.

cm

Digitalizado
gentilmente por:
^gentilmente

*■

iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|i
ii
12
13
14
11
12
13
14

�ßlef.v

■

.

• : ; -i'i ,, &lt;1 &lt;k' ß-ih;M‘ii&lt;KrO?&gt;OmiS 8 Oftswfw^nisçio

ÍÍ. Í 27 fi».' jUiPK)

19/9

V
i
VoiltiTOI J

Cu?it»ba
6itjt(ot«cAfi» én *^»ri9T&gt;é
19«0

Sifr..
cm

Digitalizado
gentilmente por:
^gentilmente

Gemclanmto

i * /- i ^

�W

MA5fLEJ»0 m RIBUOTCCONOMIA E: OOaaô-m-AÇÀÔ
ft'Í

#r Hiew»;

Lfir.«. ’

Mur.icip*i

. ■.;*:•:■&gt;„

tVsjHHS'Ä».? J&gt;mCTORA
Stvock'W»: Y.«* Soeli Bwwfa '* ‘Aps
Vioí-fnttáenle: M*m Mid« '- .on^»i«r..
líífctapítt-wi: Anib»i Kvjdr^^'. f 'ovrfho
SiewtiriiAiaral; Ciu» ^t*r»
íaceití*
SLTSCOIÜSSÔES
Ajxjto - Clio ftrtiwiti
£íí*iií*»çío ■ S«&gt;
Piriiinçtii - Hekí»
A* CSJV•^^f» Vif;i
ÄtivKiftati
ÍW* OfRsfm* UeiKha^onr.
Cursot - Al.i-vis ! ;«■ ■ ; ÍÍ4 ^rito *ie Ijn^rda

I

COMlSsAs* . ■■■&lt; &gt;í» A
Ceíwáw*:-.'' -“ 'i-i
R»n:Oj( Vny
Se-ji /'iiia itairt .Adi’Ca-Uro Consta
IfcfeTiífeíW» M»í-i Iv üflíJdíii B»ibo« Bortia
Rifäiiidt« Kohl«
SöK &lt;-«sí»tfMri inä^psnscs: A.mai* R;v* de Al.r;: iúa. Atme í.*{}&gt;íf;U. Ã&gt;m«j ; c.urv Iíu';.*, ••• . ^
r'wiMii d« Mouf* Bj mtdettB Tr,’«ci*k, Í etilis ; ,. a Sf&gt;vèiTa R. 0&gt;i M ' -s .
Oéâ Christino E. Walta. Detuxe Rejo^; Row, Doní-.n^ Hausei *«íéri&lt;-. Dor; 'sSeben. iXite Mam Bi«o, Merchko. t&gt;&gt;iluneiai Go»v» ;K-wtOc i.ev.i, Edfi&lt;'. ;
fErixdEia Siqueira, Ksfit Rojy Ri%!ialia
Cameuo
Kiiur.j !&gt;r«iUKJe ; jfW .Cetmana Moreá». i^rf-açâ Marw &gt;in»6fA lur
Hek-ivs Xfsf-ia de ( »iisEirj Vita, iitv
Í. Lorwiio Wciflens, Ivaiitia t.arri.-fo, Iwete 'iaísma. l.ü-.a da» Nevet, lia
■
»«taUfck. L*d» Mam Buerw de tíajten^ãeí, Ee,v» de fse«;* «.eta-a ! »cjU 1,. ,
i*,- «a f&gt;uane, Maew LU M:;r^u ■ Maxwlinc ilKutas, M.rj; ‘i.rrça &lt;:v4e'.Min Mi ■■■B.*jÍMfw Jííiayiiiá, Maria Hejefla Kurihari. '.laua Iwáft* ,So(f-'.bits iar'-'-i.
Lo-srtte'- T»i»re^ Maria Mädcr Gçtç-^áJvc';. ‘vfariida Cam*;;
Märet a . .
Sajk»'. M«f» de {’»lupos R'och% R'.«letnarH Margit Rsiiii.íríii
R.;Ai»rt-a ft aifV' Parin, Sonia Mam Brcda, Sonn; Maria Msrfc- Pr «run,, S .rii i..
C»ai-'A.
Soff M*«**wa, V.-w Maria -Se Alnserda ftjiV). Vpar . -■
0»ti ■íseie.í* loe- Castro Rodngiie-i, V.iri Lvroi. Rocha, Yare Msru it-e ■
pj»».». .
Raft. Ziioi Marge.
cDMii^Ào m. Ä« tâ^wí
CíJordeniiáota;
«eittjahaivo Corrêa

^

CexníKtão de A^mo «s sfeoaBsm«? de Puto ib^j üficnit ärasisrma c '.ApirMe'-irCiwrdíaiadora: Mark Augun» fe Casuw Correia
Mes.ifKnt.K Aywjo*F«j«:&gt;cha««eRrh4s. lAiicméia CTomc', UcUt'jc i-c .■■■,. f
.,
t9t^MhiSiii Befei/k^&gt;-k, Maeva Lit Marques. Marta He,ona Baroien ijea' ilc.,
. * Mitiit
Rocisa, StoAiíà Öuknar.äe.s Casitiho, Ver» Mwi» de .gini;-, c ‘'. .s-, &gt; vsy-ri
“cxäiigues, Za»a Öaric.

A
cm

Digitalizado
gentilmente por:

�n

Anais do 10P
10? Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação

Curitiba, 22 a 27 de julho de 1979

Volume 3
Temário Oficial

;1
Curitiba

1

Associação Bibliotecária do Paraná
1980

i

4
]
.1

cm

Digitalizado
^gentilmente
gentilmente por:

11

12

13

14

�••,V.
.*■
'm&gt;

e «ímonoasíoiWja %4»
t»b roiís!»í6i8 o«*!r(guo5
: &gt;^'&gt;'. •--.2 ®0f
'íf ‘OI
ob *isoA
-U -u

» t* I • ofllui
• I f) •»b V£
‘ eí ££
VV .sdilhuO
IL •
ÖVÖf

I

£ amofoV
« .« «I T
IsiioiíO otiímffT

sdtfnuO
ènfo®*?
í&gt;&amp;)fiiooísA
• * 'ob‘ snfc-gjoilíJiô
' l ' *
• I ■&gt;' *
oger

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�APRESENTAÇÃO

Sendo o tema central do 10?
lOP Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação: "Biblioteconomia
“Biblioteconomia Brasileira: avaliação critica e perspectivas”, de
interesse geral para os congressistas, a Comissão Diretora optou pela realização de
Sessões Plenárias, sem reuniões paralelas, para apresentação dos trabalhos oficiais e os de
livre iniciativa do congressista, versando sobre o tema central e seus subterrtas.
subtemas. Os
trabalhos referentes às diversas áreas especializadas foram apresentados em reuniões
especificas.
específicas Esta mesma programação serviu de base para a organização dos textos nos
Anais, que ora apresentamos aos congressistas.
O primeiro volume contém
còntém os trabalhos referentes ao tema central e seus
subtemas; o segundo volume, os trabalhos das áreas especializadas; o 3? volume, os
trabalhos oficiais.
oficiais, Painéis, Conferências e Reçomendações.
Repomendações.
Os textos dos trabalhos oficiais foram transcritos conforme o original, deles
constando os resumos e abstracts quando apresentados pelo autor.
Os Painéis e as Conferências foram transcritos das gravações feitas quando das
apresentações.
Com o objetivo de facilitar a consulta, as recomendações emanadas das
diferentes sessões foram reunidas no final do volume.

Comissão Diretora do 10? Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e Documentação.

Ill
III
*

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, 10.,
Curitiba, 1979.
Anais do 10. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação. — Curitiba: Associação Bibliotecária do Paraná,
1979.3v. : il.
ü.
Conteúdo ;: v.l : Tema central e subtemas. — v.2
v.2:: Áreas
especializadas . — v.3 : Temário oficial.
ofícial.
1. Biblioteconomia — Congressos. 2. Documentação —
Congressos. I. Associação Bibliotecária do Paraná. II. Título.
CDD 020.6381
CDU 061.3.055.5(80:02
061.3.055.5(81):02 + 002

IV

Digitalizado
gentilmente por:

�SUMÁRIO
VOLUME 3
HOMENAGENS
VII
PATROCÍNIO
VIII
COLABORADORES
VIII
REGIMENTO
IX
NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
XI
REGULAMENTO DAS
DASSESSÕES
SESSÕES PLENÁRIAS E PAINÉIS
XIII
REGULAMENTO DAS SESSÕES DE ESTUDO
XIV
X|w
ADENDO AOS REGULAMENTOS DAS SESSÕES PLENÁRIAS E PAINÉIS
PAINÉISEE DAS SESSÕES
DE ESTUDO
XV
DISCURSOS
- XVII
TRABALHOS OFICIAIS - SESSÕES PLENÁRIAS
CONFERÊNCIA NA SESSÃO SOLENE DE ABERTURA DO 10P
lOP CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, por Edson Nary
Nery de
da Fonseca
EM BUSCA DA TEOR
TEORIA,
IA, por Maria José ThereSe
ThereSa da
de Amorlm
Amorim
BIBLIOTECA PÜBLICA BRASILEIRA: FANTASIA, MARASMO OU
DESENVOLVIMENTO?, por Emir José Suaiden
Sualden
.
BIBLIOTECA INFANTIL, por Maria Antonieta
Antonleta Antunes Cunha ;
BIBLIOTECAS; PROPOSIÇÃO E VALIDAÇÃO DE UM
ESTÃGIO SUPERVISIONADO EM BIBLIOTECAS;PROPOSIÇÃO
MarinalZeni Guedes .
CURRÍCULO PARA ENSINO BASEADO NA COMPETÊNCIA, por MarInetZenI
A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO, por Carminda Nogueira de Castro Ferreira ., ..
.,
FEBAB, 20?
20P ANIVERSÁRIO, por Antonio
AntonioGebrIal
Gabriel
SITUAÇÃO PROFISSIONAL DO BIBLIOTECÁRIO BRASILEIRO, por Nancy
Nency Westphaien
Westphelen
Corrêa
PESQUISA EM BIBLIOTECONOMIA, por Nice Menezes de Figueiredo
BIBLIOTECA E UNIVERSIDADE;
UNIVERSIDADE: REFORMA E CONTRA-REFORMA, por Antonio Miranda
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EM BIBLIOTECAS, por Wenda Marle
Maria Meia
Mala de
da Rocha
Paranhos
por Maurice LIna
Line
DISPONIBILIDADE UNIVERSAL DE PUBLICAÇÕES, porMeurIce

906
914
924
929
932
943
951
956
964
980
987
998

TRABALHOS OFICIAIS - SESSÕES DE ESTUDOS
ÁREA BIOMÊOICA
BIOMÊDICA
BIBLIOTECA HOSPITALARIA, por AronNowinski
Aron Nowinski
PAPEL DE BIREME EN ELCAMPO DE LA INFORMACIÕN DE SALUD

1002
1006

ÃREA JURÍDICA
ÁREA
O BIBLIOTECÁRIO NO BRASIL; CONFIGURAÇÃO PARA A DEFESA PROFISSIONAL
DE DIREITO E DE FATO, COM ENFOQUES INTERDISCIPLINARES, INSTITUCIONAIS E
SOBRE O CRB-7, por Nylma
Nylme Thereza de Selles
Salles Valioso
Velloso Amerenta
Amarante
1010
DEMOCRATIZAÇÃO E SOCIALIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS, por HaroldoValIadão
Haroldo Velledão ., . 1026
1025
ÁREA TECNOLÓGICA
ÃREA
A APLICAÇÃO DA TÉCNICA
TÉÇNICA DO INCIDENTE CRÍTICO EM ESTUDOS DE USUÃRIOS DA
INFORMAÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA;
TÊCNICO-CIENTÍFICA; UMA ABORDAGEM COMPARATIVA, por Marle
Maria
de Nazaré Freitas Pereira, Hagar Espenhe
Espanha Gomes e Regina Marle
Maria Soeres
Soares de Oliveira .... 1027
ECONOMIA DA INFORMAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS E NO BRASIL, por VIctor
Victor
1036
Rosenberg
1036
REDES E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO: ELEMENTOS CONCEITUAIS, por Affonso Celso
Mendonça de Paula
Mendonçe
1040
BIBLIOTECAS CENTRAIS UNIVERSITÁRIAS

^

BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: A PERSPECTIVA DE UM USUÁRIO, por Heraldo
Pessoa Soutomaior
V

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

1071

13

14

�BIBLIOTECAS PÚBLICAS E ESCOLARES
BIBLIOTECAS PÚBLICAS E ESCOLARES;SUA OCULTA FACE HUMANA, por Myriam
Gusmão de Martins
1075
NON-USE OF PUBLIC LIBRARIES, por Annette Skov
1083
PROCESSOS TÉCNICOS
IMPORTÂNCIA DA SELEÇÃO COMO ETAPA INICIAL DOS PROCESSOS TÉCNICOS, por
Edson Nery da Fonseca
1086
10B6
EXPERIÊNCIA DA AQUISIÇÃO PLANIFICADA EM PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS ENTRE
BIBLIOTECAS ESPECIALIZADAS, SALVADOR, BAHIA, por Margarida Pinto Oliveira e
Lindaura Alban Corujeira
1089
10B9
PAINEL: ISBD
ISBD: ORIGEM, EVOLUÇÃO.
EVOLUÇÃO, ACEITAÇÃO, por Maria Luiza Monteiro da Cunha .... 1096
ISBD (G), por Thelma Vitols Ciarcia
1101
ISBD (S), por Dinah Aguiar Poblaciôn
1106
ISBD (NBM), por Rosaly Favero Krzyzanowski
1108
110B
ISBD (M): NORMAS INTERNACIONAIS PARA A DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA DE
MONOGRAFIAS, por Giacomina Faldini
1112
OUTLINE ISBD (M) X ISO, por Elza Lima e Silva Maia
1114
AUTOMAÇÃO NA "INTERNATIONAL STANDARD BIBLIOGRAPHIC DESCRIPTION, por
Alfredo Américo Hamar
1116
ISBD (A), por Giacomina Faldini
1123
1123
ISBD (PM) (Printed Music), por Rosmarie Appy
1126
1126
PAINEL: DESENVOLVIMENTO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS
A FUNÇÃO DA BIBLIOTECA PÚBLICA: REVISÃO DE CONCEITOS, por May Brooking
Negrão . , , .
1129
RECURSOS AUDIOVISUAIS EM BIBLIOTECAS PÚBLICAS, por Juliana Vianna Rosae
Rosa e
Ligia Beatriz Meurer
1137
1137
SERVIÇO DE EXTENSÃO EM BIBLIOTECA PÚBLICA ATRAVÉS CARROS-BIBLIOTECA;
IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA, por Kátia Maria de Carvalho Silva
1141
PAINEL:CENSURA
PAINELiCENSURA
Conferências de: .
WILSON MARTINS
LUIZ GERALDO MAZZA
ANTONIO AGENOR BRIQUET DE LEMOS
ADHERBAL FORTES DE SA
SÄ JUNIOR
PROPOSIÇOES DOS CONFERENCISTAS

1150
1156
115B
1158
'. . .1166
1166

RECOMENDAÇÕES APROVADAS
SESSÕES PLENÁRIAS
1168
116B
ABEBD
1170
1171
COMISSÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO AGRÍCOLA
1171
COMISSÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS!
SOCIAIS
E HUMANIDADES
1171
COMISSÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA
1172
COMISSÃO BRASILEIRA DE BIBLIOTECAS CENTRAIS UNIVERSITÁRIAS
1172
COMISSÃO BRASILEIRA DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS E ESCOLARES
1173
COMISSÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO EM PROCESSOS
PROCESSOSTÉCNICOS
TÉCNICOS .... 1173
RELATÔRIOiFIN AL DO RELATOR GERAL DO 10PCBBD
RELATÔRIOiFINAL
10.0 CBBD .
. . 1174
DECLARAÇÃO FINAL
1175
a°SEMINÃRIO SOBRE PUBLICAÇÕES OFICIAIS BRASILEIRAS-CONCLUSÕES . . 1176
a°SEMINÃR)0
VI

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�HOMENAGEM ESPECIAL
Pioneiros da Biblioteconomia no Paraná
Etelvina Lima
Francisca Buarque de Almeida
Gaston Litton
Lidia de Queiroz Sambaquy
Wilson Martins
Idealizador do IP Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia — Recife, 1954
Josè Césio Regueira Costa
Josá
HOMENAGEM PÓSTUMA
PÕSTUMA
Silvia Maria Peres Lacerda

VII

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�íÍí^:5 5f^í

■
■

Í^ík'0-

Tíwj-^.it V*u.-1^ r.'i .^u-- : , . , '
.A v^í,^. ^'üblííí:--'-^
■. .
■ '■ '
i&gt;*ri
^ .í‘s^,a* ».-„■i-v.--t; ;a('-A’.
Aí&gt; í-N'i'&gt;■;‘.',A V'&gt;í.jí''■'\;' ■;■ ■' .■'■•■‘â■
ÍA^í 'fy.:i ~s
V^ÊO
^
: ;. ^-u^' ■
■ ■ .

i ,S£rí;*íí:„:í"'’;‘" '**■"•
^-«=«»«»«3*«
lív -V- jXi?
'■'fí'S''di»»-wn^0í5 «,,níj.m»3(Wt(iTrt*8,*|»-&lt;a««i&gt;iji&lt;s.
* : * ';í‘ •. •'■• - ;• ' '••
•
■ ,'
«mf j iKÍivrttu
f&gt;f,'ífcNV Oi. vteifj-« í
■ áHmfi ,4^'' ;-í\ 5&lt;'&gt;íí&gt;, Í-Cí í t'f"A '
ITíl ’’■£■ ♦ • . v-i-tf.ft;-? -i..-', ‘■.'V- ,iyl.Sktri;:Si!i\»lç,,(5r-

fliõííiVí'

i&gt;i*í ..«ííÃíií -«-i|»^íé»^as#it(É.í*â.

;4‘ :

■

Aí«UTSÓ&lt;» WHíiAW âfÜOH
eá^^9s*.i&gt;e-\9^
fiívMí;

'. ;* V ' ’
- y-„
’&gt;■&gt;' ■

Â'4,,,-rí

•.. - ,
A J *&gt;®súí-..'.

■ ■-■:

^
^

'

1,, ■ ■ ' í^':' ,

. ' ■
--.-•.41

' íi-as-

- A'■'-i'-i-

cm

. ■ : v;:ji-.^ ‘■■ i ^.:;.•^1,ÍS

Digitalizado
gentilmente
gentil
mente por:
por

. .

■•-4

-‘ V-,.";-•.■ :,-

' Ci^-

�PATROCÍNIO
INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO
FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - MEC
SUDESUL — Superintandência
Superintendência de Desenvolvimento da Região Sul
BR DE — Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul
BANCO DO ESTADO DO PARANÁ
PARANA S.A.
COLABORADORES
ACARPA
Aguas Minerais Santa Paula Ltda.
Assembléia Legislativa do Estado do Paraná
Banco Bamerindus do Brasil S.A.
Banco de Desenvolvimento do Paraná S.A. — BADEP
Banco Real de São Paulo
Peulo S.A.
Biblioteca POblIca
Pública do Paraná
CENDI — Centro
Cantro de
da Desenvolvimento Industrial do Paraná
Café Diana
CAFE do Parená
Paraná
Café Sinualo
Sinuelo
CEAG/PR
CE
AG/PR
Centro Fadaral
Federal de Educação Tecnolbgice
Tecnológica do Peraná
Paraná
Comercial Santa Paula
COPE L — Companhia Paranaense de Energia Elétrica
OELDEN GRONAU —
DELDEN
- IndústriasTextals
Indústrias Textels
EDITORIAL, Comunicação, Planejamento ae Markating
Marketing
URPF - CS
EMBRAPA- URPFFaculdade Católica
Faculdada
Catbllca de
da Administração ea Economia
FIAT LUX, de Fósforos de Segurança
Fundação Cultural de Curitiba
Fundação Faculdade de Agronomia Luiz Meneghel
Universidade Estadual de Londrine
Londrina
Fundação Univarsidada
Grupo Industriei
Industrial Trombini
Gilberto Xavier de Miranda Filho
IBM do Brasil Ltda.
Indústria Papelaria Santa Mònica
Instituto de ferres
Terras de Cartografia
Klabin do Paraná
Leão Júnior S.A.
Nashua do Brasil S.A.
PARANATUR
P.A.Z. Criação ae Comunicação Ltda.
Ruf S.A.
SANEPAR — Companhia de Saneamento do Paraná
Secretaria de Estado da Agricultura
Secretaria de Estado da Cultura ae do Esporte
Secretarie
Secretaria de Estado da Educação
Secretarie
Secretaria de Estado da Justiça
TELEPAR — Telecomunicações do Paraná
Peraná S.A..
Tropical Refrigerantes e Bebidas Ltda.
Universidade Federei
Federal do Paraná
promoçAo
PROMOÇÃO
Associação Bibliotecária do Parená
Paraná

VIII

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

11

12

13

14

�10.0 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
REGIMENTO
CAPÍTULO I
Da promoção, sede e data
Art IP - O 10P CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENArL
TAÇÃO será realizado em Curitiba (Paraná), no período de 22 a 27 de julho de 1979,
1979.
CAPÍTULO II
Da organização
Art. 2P — O Congresso é constituído de;
de:
I — Comissão Diretora, órgão deliberativo, composto pelo Presidenta,
Presidente, Vice-Presidenta,
Vice-Presidente,
Relator-Geral e Secretãrio-Geral;
II — Subcomissões, subordinadas à Comissão Diretora: Apoio, Divulgação, Finanças,
Atividades Sociais e Cursos;
III — Comissão Técnica, subordinada à Comissão Diretora, composta da
de Coordenação,
Secretaria e Subcomissões;
IV
iV — Comissão Oficial de Recepção;
V — Comissão de Apoio ao 3.°
3P Seminário de Publicações Oficiais Brasileiras ae Exposições.
Parágrafo único
bnico — De acordo com as necessidades, cada Subcomissão poderá formar
grupos de trabalho para atuação em funções especificas.
CAPÍTULO III
Do temãrio ae apresentação de trabalhos
Art. 3P — O tema central do Congresso é: BIBLIOTECONOMIA BRASILEIRA;
BRASILEIRA:
AVALIAÇÃO CRÍTICA
CRÍYICA E PERSPECTIVAS.
Art. 4.° — Os trabalhos, abordando o tema central e seus subtemas, são agrupados em:
em;
I — Trabalhos oficiais, encomendados aos autores pela Comissão Diretora;
II — Trabalhos não oficiais, apresentados por iniciativa própria dos autores.
Art. 5P — Os trabalhos serão apresentados em:
I — Sessões Plenárias, com a apresentação de
da trabalhos sobre o tema central e seus
subtemas,
subtemas.
II — Sessões de Estudos, apresentando os trabalhos agrupados por áreas especializadas.
§ 1.0
1.° — Caberá à Comissão Técnica distribuir os trabalhos nas Sessões Plenárias
Planárias e Sessões de
Estudo, segundo critérios estabelecidos pela mesma;
§ 2P — Compete ao Relator-Geral elaborar, para os Anais, relatório sobre os trabalhos
apresentados nas Sessões Plenárias;
§ 3.°
3P — Compete aos relatores da
de tema alaborar,
elaborar, para os Anais, relatório sobre os trabalhos
constantes do tema sob sua responsabilidade.
CAPÍTULO IV
Das Sessões
Art. 6.° — Duranta
Durante o Congresso serão realizadas as seguintes sessões: solene de
da abertura,
plenárias para o tema central ae seus subtemas, de estudos ae de encerramento.
Art 7.° — As sessões solena
solene de abertura ea de encerramento serão presididas por
autoridades, obedecendo cerimonial próprio.
Art. 8P — Não serão apresentados nas sessões os trabalhos cujos autores não estiverem
presentes,
presentes.
Art. 9P — As normas para funcionamento das sessões serão elaboradas pela Comissão
Técnica.
Art. 10,°
10.° — Poderão ser realizadas reuniões de entidades e grupos especializados, com
autorização da Comissão Diretora, previamente consultada.
§ 1.° — A decisão de realizar reuniões deverá ser comunicada, pelas entidades, èà Comissão
Diretora, até 31 de maio de
da 1979, para serem incluídas no cronograma do Congresso;
IX

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II
11

12
12

13
13

14
14

�reuniões.

§ 29
2P — Caberá a cada entidade fixar as normas para organização e funcionamento das

Art. IIP
11.° — O Presidente do Congresso, sempre
sempra que necessário, poderá convocar reuniões
extraordinárias.
Art. 12P — Paralelamente
Paraielamente ás Sessões do Congresso, poderão ser promovidos, à critério da
Comissão Diretora, cursos de atualização, seminários e outras atividades complementares.
Parágrafo único — Os cursos ae seminários
saminários terão regulamentação própria, inscrições em
separado e pagamento de taxas especiais.
CAPÍTULO V
Dos participantas
participantes e da inscrição
Art. 13.° — Para participação no 10.° Congresso Brasiieiro
Brasileiro de Bibiioteconomia
Biblioteconomia e
Documentação, é obrigatória a inscrição em uma das seguintes categorias;
categorias:
I — Individual
Individuai
~
11II — Instituição
Art. 14P — Os valores e forma de pagamento das inscrições serão estabelecidos
estabeiecidos pela
peia
Comissão Diretora,
Diretora.
Art. 15.° — A inscrição de instituições deverá ser feita mediante ofício
of feio do responsável pelo
órgão, indicando um representante credenciado.
Art. 16P — O direito a voto é privativo do Bibliotecário, devendo o mesmo, para exercê-io,
exercè-lo,
comprovar registro em Conseiho
Conselho Regionai
Regional de Bibiioteconomia,
Biblioteconomia, mediante apresentação do recibo de
pagamento da anuidade de
da 1979.
Parágrafo único — Os representantes da
de instituições só terão direito a voto quando
comprovarem sua inscrição individuai
individual no Congresso, de
da acordo
ecordo com o especificado no artigo 16P.
16?.
Art, 17.° — Por designação da Comissão Diretora, poderá haver convidados especiais,
Art.
previamente indicados pela Comissão Técnica.
CAPÍTULO VI
Exposições ae atividades
atividadas afins
Art. 18.°
18P — Poderão ser realizadas, durante o Congresso, exposições e outras atividades,
destinadas a divulgar ea promover equipamentos, produtos ae serviços de interesse para os
congressistas,
§ 1.°
1,° — As exposições ae outras atividades afins estarão a cargo da Comissão de Apoio ao 3.°
3?
Seminário de
da Publicações
Pubiicações Oficiais Brasileiras
Brasiieiras ea Exposições.
§ 2? — Só poderão participar ea promover estas atividades as entidades previamente
autorizadas e credenciadas peia
pela Comissão de Apoio ao 3?
3.° Seminário da
de Publicações
Pubiicações Oficiais
Brasileiras ae Exptosições.
Brasiieiras
Exposições.
CAPÍTULO VII
Disposições Garais
Gerais
Art. 19?
19P — Cabe à Comissão Diretora
Diretore elaborar
eiaborar ae programação geral
garai do Congresso, para
pare
orientação dos trabalhos
trabaihos das Comissões.
Art. 20.° — Caberá á Comissão Diretora a publicação dos Anais do 10?
10P Congresso
Brasileiro de Bibiioteconomia
Biblioteconomia ae Documentação.
Art. 21?
21P — A organização das sessões pienárias
plenárias ae escoiha
escolha dos presidentes, coordenadores e
secretários, serão determinados peia
pela Comissão Técnica.
Art. 22.° — A organização das sessões de estudos será determinada peia
pela Diretoria das
Comissões Permanentes da FEBAB — Federação Brasiieira
Brasileira de Associações de Bibiiotecários
Bibliotecários e peia
pela '
Diretoria da ABEBD — Associação Brasileira
Brasiieira de Escolas da
de Biblioteconomia e Documentação.
§ 1?
IP — A Presidência e Secréteria
Secretaria das sessões de estudo serão atribuição dos ocupantes dos
mesmos cargos nas respectivas Diretorias.
§ Z° — O Reiator
Relator de Tema de cada sessão será escolhido pelas Diretorias das Comissões
Permanentes da FEBAB e peia
pela ABEBD.
Art. 23?
23P — Os casos omissos neste Regimento serão resoividos
resolvidos peia
pela Comissão Diratora
Diretora ou
pelo seu Presidente, ad referendum
peio
rafarandum da mesma.
Yara Soeii
Soeli Bassani Veiga
Presidente
X

Digitalizado
gentilmente por:

�NORMAS PARA APRESENTAÇÃO
APRESENTAÇAO DE TRABALHOS
1 - TEMA
1.1 — O tema central do 10?
10P CBBO
CBBD é: "Biblioteconomia Brasileira: avaliação critica ae
perspectivas".
avaliativo do estado atual do universo biblioteconômico
O tema pressupõe um estudo eveliativo
brasileiro. Sugere uma análise
anòlise dos problemes
problemas gerados pela evolução da própria ciência
biblioteconòmica ae das condições nacionais, soluções já encontradas ea revisão critica da
biblloteconòmica
de projetos
implantados e/ou em andamento.
andamento,
Implantados
1.2 — Os sub-temas
sub-tamas são:
a) O bibliotecário: avaliação critica e perspectivas
b) Formação do bibliotecário
c) O usuário: a referência am
em questão
d) A biblioteca ou equivalente, como fonte de Informação,
informação, realização profissional para õo
bibliotecário e base para
pare o desenvolvimento nacional
e) O processamento da informação
a)
1.3 — Podarão
Poderão ser apresentados trabalhos sobre temas livres que deverão versar sobre
assuntos de interesse da biblioteconomia e suas diversas áreas da
de especialização.
2 - DISPOSIÇÕES GERAIS
2.1 — Os trabalhos do 10P
10.° CBBD
CBBO serão agrupados em:
am:
central ou seus sub-temas, encomendados pela
2.1.1 — Trabalhos oficiais sobre o tema cantral
Comissão Diretora a especialistas nacionais e estrengeiros.
estrangeiros.
2.1.2 — Trabalhos não oficiais, sobre o teme
tema central ou saus
seus sub-temas ae outros da
de
Interesse
interesse do Congresso, apresentados por iniciativa
Inicietiva do congressista.
congrassista,
2.2 — Os trabalhos oficiais serão apresentados em sessões plenárias.
2.3 — Os trabalhos não oficiais podarão,
poderão, ea critério da Comissão Técnica, Integrar
integrar as sessões
planáries.
plenárias.
sobre sub-temas serão
2.3.1 — Após examinados pela Comissão Técnica, os trabalhos sobra
distribuídos em sessões de estudo e poderão dar origem a moções que serão submetidas à apreciação
ae votação pelo Plenário.
2.32
2.3.2 — Os congressistas qua
que não desejarem a apresentação da
de saus
seus trabelhos
trabalhos em sessões
plenárias deverão
daverão manifestar sua dacisão
decisão àê Comissão Técnica,
Técnica.atravésdeoficio
através de oficio ou carta anexadaao
anexada ao i'
trabalho.
3- APRESENTAÇÃO
apresentaçAo
3.1 — Os trabalhos apresentados deverão
daverão ser
sar originais ea inéditos.
3.2 — Cada trabalho deverá ter no mínimo 5 (cinco) e no máximo 20 (vinte) páginas em
32
papel formato A-4 (210x297mm), datilografadas em espaço 2 (dois), somente am
em um lado da folha.
O númaro
número máximo de páginas inclui o resumo,
resumo. Ilustrações,
ilustrações, tabelas, abstract e listas de referências
bibliográficas.
33
3.3 — Ne
Na primeira página do trebalho
trabalho mencionar:
a) Ao alto e á direita os números de classificação segundo a COO
CDD ae ea COU;
CDU;
b) titulo
tituio do trabalho em caixa
caixe alta;
c) autor(es) e respectivas atividades profissionais e em entidades da
de classa,
classe, à direita e
ocupando matade
ocuparxio
metade do cempo
campo da página;
d) resumo;
na última página o abstract.
e) ne
3.3.1 — Todos os trabalhos
trabelhos do Con^'esso
Congresso deverão observar as normas da ABNT:
ABNT; NB-69,
couber.
NB-88, NB-85, PNB-217 ae PNB-66, no que coubar.
Obs.: Ver modelo nos Anais do 9P
Item 3.3
9.° CBBO,
CBBD, pare
para o item
4- IMPRESSÃO,
impressAo, DATILOGRAFIA
datilografia eE ilustrações
ILUSTRAÇÕES
4.1 — A Impressão
impressão dos ANAIS será feita por reprodução fotográfica. Tel
Tal processo requar
requer a
observação das seguintes normas:
4.1.1 — Os trabalhos devem ser datilografados em máquina elétrica usando tipo
prestige-elite (IBM) ou similar, com fita de polietileno.
polietíleno.
XI

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

�4.1.2 — Usar papel
papei branco nSo
não timbrado. O papel não deve ser furedo,
furado, grampeado ou
dobrado e deve ser enviado à Comissão Tãcnica
Tfecnica protegido por um papelão grosso, em envelope
grande.
4.1.3 — Os desenhos deverão ser executados em tinta nanquim, sobre papel vegetal, na
dimensão máxima de 115x230mm.
115x230mm,
4.1.4 — As tabelas, sempre
4.1.4—
sempra que possível, deverão ser inseridas no texto.
4.1.5 — A numeração das páginas
piqinas deverá ser feita a lápis.
4.1.6 — A primeira linhe
linha das páginas deverá ser iniciada ea 3,5 cm do topo e a última deverá
ficar a 2,5 cm. da extremidade inferior do papel.
O espaçamento laterei
lateral deverá ser de 3,5 cm na margem esquerda e 1,5 cm na margem
direite,
direita, nas páginas ímpares. Nes
Nas páginas paras,
pares, inverter as medidas. Isto se fez
faz necessário para efeito
encadernação dos trabalhos.
de encaderneção
5. PRAZO E ENDEREÇO
5.1 — Os trabalhos de livre iniciativa do congressista deverão ser apresentados pera
para exame
da Comissão Técnice
Técnica até 15 de abril da
de 1979, em 1 (um) original
originai ea 3 (três) còpies
cópias não grampaando
grampeando o
original.
originai.
5.1.1 — Os trabalhos não recebidos até esta
este data não serão
sarão aceitos.
eceitos.
5.2 — A remessa dos trabalhos podará
poderá ser feita por intermédio
Intermédio das Associações de classe ou
diretamente á Comissão Técnica do
10.O
10.0 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Comissão Técnice
Técnica
a/c Associação Bibliotecária do Paraná
Caixa Postal
Ceixa
Postai 8796
BOOOOCURITiBA,
80000
CURITIBA, PR.
6. CERTIFICADOS
Aos autores dos trabalhos aprovados para o 10.°
10P CBBD será conferido certificado de
apresentação.

XII

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�REGULAMENTO DAS SESSÕES PLENÁRIAS E PAINÉIS
1 — As masas
mesas dos plenários e painéis serão
serSo compostas de presidente, coordenador,
secretário, expositores de temes
temas e convidados especiais.
1.1 — Aos presidentes competa;
compete:
a) abrir as
e)
es sessões
sessSes e convocar os coordenadoras,
coordenadores, os secretários, os expositores de temas e os
convidados especieis;
especiais;
b) encerrar as sessões.
1.2—
1.2
— Aos coordenadores compete;
compete:
a) apresentar os expositores da
de temas;
b) coordenar as epresentações,
apresentações, os debates ea a discussão de propostas de recomendação.
1.3 — Aos secretários compete redigir as atas des
1.3—
das sessões.
2 — Cada sessão constará de 2 partes:
partas;
IP Perta:
Parte;
a) abertura pelo presidente;
b) convocação do coordenador, secretário, expositores ae convidados especiais;
especieis;
c) apresenteção
apresentação do expositor pelo coordenedor;
coordenador;
d) apresenteção
apresentação dos temas pelos expositores.
2P Parte:
a) debates, conclusões ae discussão da
de propostas de recomendação;
e)
b) ancerremento
encerramento pelo presidente.
3 — Os horários indicados
Indicados no Programa
Programe Oficial deverão ser rigorosamente observados.
3.1 — Os presidentes disporão de 10 (dez) minutas
minutos para Instalação
Instelação das sessões e 10 (dez)
minutos para ancerrá-las.
encerrá-las.
3.2 — Os trabelhos
trabalhos serão apresentados consecutivamente e cada
cade autor terá 20 (vinte)
^ua exposição.
minutos para ^ue
3L3 — Após ea apresenteção
3.3
apresentação dos trabalhos
trebelhos de cada sessão, haverá 10 (dez) minutos de
intervalo ea ser determinado pelo presidente, antes
entes do quel
qual as perguntes
perguntas do público deverão sar
ser
encaminhadas á mesa por escrito, Identificando
identificando o debatedor.
3.4 — Ao serem reinicledes
reiniciadas es
as sessões, os autores
3l4
eutores responderão as perguntas formuladas,
debatidas propostas de recomendação.
bem como serão debatides
3.5 — Nos peinéis,
painéis, ao serem reiniciadas es
as sessões, os autores debaterão entre slsi os temas
expostos.
3.6 — O tempo para debates ea discussão das propostas de recomendação ficará a critério
dos coordenadores.
3.7 — Não serão permitidos apartes ou exposições paralelas.
3l7
3.8 — Não será permitida a leitura
lelture ou discussão de trabalhos
trebelhos cujos autores estiverem
estiveram
ausentes.
ausentas.
4 — As propostas de recomendação aprovedas
aprovadas serão enceminhadas
encaminhadas paios
pelos coordenadores
coordenadoras ao
Relator-Geral, logo epós
após o encerramento das sessões.
5 — Sempre que Julgar
julgar necessário, o presidente poderá suspender os trabelhos
trabalhos da sessão.
6 — As atas des
das sessões, redigidas pelos secretários e aprovadas
aprovedes pelos presidentes e
coordenadores, serão entregues eo
ao Reletor-Geral
Relator-Geral eté
até 6 (seis) horas, após o encerremento
encerramento des
das mesmas.
7 — Os casos omissos neste Regularrwnto
Regulemento serão decididos pelos presidentes ea
coordenadores.
COMISSÃO DIRETORA

XIII

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

14

�REGULAMENTO DAS SESSÕES DE ESTUDO
1 — As masas
mesas das sessões de estudos serSo
serão compostas de presidente, relator de tema,
secretário ae autores de trabalhos.
1.1 — Aos presidentes competa;
compete;
a) abrir as sessões, determinar o intervalo
Intervalo e convocar os relatores, secretários ea autores;
b) encerrar as sessões.
1.2 — Aos relatores compete:
compete;
a) apresentar os autoras;
autores;
b) coordenar as apresentações, os debates
debatas e a aprovação de propostas de
da recomendação.
1.3 — Aos secretários compete redigir as atas das sessões.
2 — Cada sessão constará de;
a) abertura pelo presidente;
b) convocação do relator de tema, do secretário e dos autoras;
autorfs;
c) apresentação dos trabalhos pelos autores;
d) franquia dos debates;
e) encerramento pelo presidente.
3 — Os horários Indicados
indicados no programa deverão ser rlgorosarríçnta
rlgorosamente observados.
3.1 — O
D presidente disporá de 10 (dez) minutos pera
para a^rir
abrir a sessão, determinar a
apresentação dos trabalhos e convocar os eutores,
autores.
3.2 — Apõs sua apresentação pelo relator, cada autor terá 15 (quinze) minutps para expor
seu trabalho.
4 — Em seguida a cada apresentação de trabalho terão
serão abartos
abertos os debates sendo as
perguntas formulade»
formuladas orelmente,
oralmente, precedidas pela Identificação
identificação do debatedor.
debatador,
4.1 — 0
D debatador,
debatedor, antes do término
tármlno da sessão, enviará suas perguntas è mesa, por escrito,
devidamente assinadas,
assinadas.
4.2 — Os debates terão a duração de 56 (cinco) minutos, prorrogáveis a critário
critério do relator.
relator,
4.3 — Não serão permitidos apartes ou exposições paralelas.
4.4 — Em cada sessão haverá um intervalo
Intervalo de 10 (dez) minutos a ser determinado pelo
presidente.
56 — Não-será
Não será permitida a leitura ou discussão de trabalhos cujos autores estiverem
ausentes.
6 — Trabalhos em colaboração serão apresentados por um dos autores e apenas esta
este
participará da mesa.
7 — As propostas de
da recomendações deverão ser discutidas nas sessões de estudos
astudos que lhe
derem origem e, se aprovadas, encaminhadas pele
pela mesa ao Relator-Geral, logo após
apõs o encerramento
da sessão.
8 — As atas, redigidas pelos secretários, ae aprovadas
aprovades pelos presidentes, serão entregues aos
reletores
relatores de tema atè
atá 12 (doze) horas após
apõs o encerramento da sessão, pera
para elaboração de resumos da
perte
parte oral, a serem Incluídos
incluídos no 3.°
3P volume cbs
dos Anais,
9 — Os casos omissos neste Regulamento serão decididos pelos presidentes a relatores de
tema.
COMISSAO TÉCNICA
COMISSÃO

XIV

Digitalizado
gentilmente por:

�r

ADENDO AOS REGULAMENTOS DAS SESSÕES PLENARIAS
PLENÁRIAS E PAINÉIS E
DAS SESSÕES DE ESTUDOS
Para componentes de Mesas dirigentes de sessões plenárias, painéis e sessões de estudos
(Presidentes, Coordenadores ou Reiatores,
Relatores, Secretários, Apresentadores de Trabalho
Trabaihoee Membros de
Painel).
1 - RECOMENDAÇÕES
Oficial.
Oficial,

Procure certificar-se do dia, hora e local da SUA participação, consultando o Programa

Compareça com QUINZE MINUTOS DE ANTECEDÊNCIA ao iocal
local determinado e
procure entrar em contato com os demais componentes da
de Mesa.
Identifique-se devidamente mediante o crachá.
identifique-se
para tomar seu lugar èà Mesa.
Mantenha-se nas proximidades, pronto pare
Contribua para que os trabalhos tenhem
tenham INÍCIO EXATAMENTE NA HORA MARCADA
e se desenvolvam dentro dos PRAZOS FIXADOS.
REALIZAÇAO DAS
das sessões
2 - REALIZAÇÃO
SESSÕES E COMPOSIÇÃO DAS MESAS
As sessões, inclusive os painéis, serão
serSo realizadas nos dias 23 a 26 de julho de 1979, pela
manhã e áã tarde.
Cade
Cada sessão terá um Presidente, um Coordenador ou Relator, um Secretário e um número
variável de Apresentadores de Trabalho e Membros de Painel.
A agenda de cada sessão está descrita no Programa
Programe Oficial.
2.1
Z1 — Presidente
O Presidente tomará seu lugar e convocará os demais componentes de
da Mesa, dizendo
algumas palavras a seu critério sobre;
sobre:
— a importância do 10P CBBD e de
da sessão;
— ea ocasião dos debates;
— maneira
maneire de formular as perguntas, conforme previsto nos Regulamentos
Regulementos específicos
(Formulários para perguntes:
iwrguntas: nas pastas dos Congressistas e com as Recepcionistas);
— ocasião e duração do Intervalo.
intervalo,
Fará, a seguir, a convocação do Coordenador ou Reletor,
Relator, passando-lhe a palavra.
rK&gt; máximo, de DEZ MINUTOS pare
para Instalar
instalar a sessão.
O Presidente disporá, no
2.2—
2.2
— Coordenador ou Relator
O Coordenador/Relator, por sua vez, convocará o primeiro expositor, epresentando-o
apresentando-o ao
eo
pCiblico mediante
mediente citação do currículo disponível.
Apõs ea apresentação do trabalho do primeiro expositor, o Coordenedor/Reletor
Coordenador/Relator convocará
Após
o seguinte e, assim,
essim, tuoessivamente.
sucessivemente.
Coordenador/Relator, responsável pelo desenroler
desenrolar dos debates — ver item
O Coordenador/Reletor,
Item 3 — tem ainda
por atribuição elaborar o resumo da parte oral das sessões e painéis, ae ser anexado à respectiva ata.
2.3 — Secretário
O Secretário designado elaborará a eta
ata da sessão, submetendo-a âà apreciação do Presidente
e do Coordenador/Relator.
Coordenador/Reiator.
As atas deverão ser encaminhadas ao Relator-Geral até seis horas apõs
epòs o encerramento das
sessões matutinas e até doze horas apõs
após as vespertinas, (ver Item
item 4).
Z4 — Apresentadores de Trabalho e Membros de
2.4
da Painel
O expositor epresentará
apresentará o seu trabalho, para
pare o que terá o MÃXIMOde
MÃXIMO de VINTE MINUTOS
nos plenários e painéis e QUINZE MINUTOS nas sessões de estudos.
Participará também dos debates, na forma especificada no item 3.
XV
t
Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�2.4.1 — Equipamento audio-visual
Conforme a indicação feita pelos expositores serão colocados retroprojetores e projetores
de diapositivos no local de cada sessão.
Solicita-se que o expositor faça a entrega do material ao operador do equipamento ANTES
do início da sessão.
Aparelhos para testes prévios dos audio-visuais estarão disponíveis na Secretaria do
Congresso (Teatro Guafra — Saguão platéia e Edifício D. Pedro I — Saguão de entrada).
33- DEBATES
Haverã ocasião para debates nas sessões plenárias, painéis e sessões de estudos.
A direção dos debates — inclusive determinação do tempo quando não especificado no
Regulamento — caberá ao Coordenador/Relator, que procurará manter a boa ordem da sessão,
sessão.
3.1 — Sessões plenárias
_Os
Os debates só serão facultados após a apresentação de TODOS os trabalhos, mediante a
entrega à Mesa de
da perguntas ou comentários dirigidos nominalmente, por escrito, identificado o
debatedor.
Os autores, na mesma ordem em que se apresentaram, responderão as perguntas a eles
dirigidas.
Em sequência serão debatidas e votadas propostas de recomendação.
i
3.2 — Painéis
Apôs a exposição de cada um dos Membros do Painel, o Coordenador sintetizarál o que
Após
foi exposto e facultará o debate entre os expositores.
O Coordenador poderá participar das discussões o bastante para dinamizá-las, controlando
as de somenos importância, a fim de manter o clima da sessão.
Encerrados os debates entra
entre os membros da Mesa, o Coordenador resumirá a discussão e
facultará os debates para o público.
Os expositores responderão as perguntas a eles dirigidas nominalmente, por escrito,
identificado o debatedor.
Em sequência serão debatidas e votadas propostas de recomendação.
3.3 — Sessões de estudos
Os debates serão facultados após a apresentação de CADA UM dos trabalhos, mediante a
formulação oral de perguntas as quais, todavia, deverão ser
sar encaminhadas
ancaminhadas à Mesa por escrito, até o
fim da sessão, identificados o destinatário e o debatedor.
Para o debate de cada trabalho o tempo MÁXIMO é de CINCO MINUTOS.
Após a apresentação e debate
debata de TODOS os trabalhos serão discutidas e votadas propostas
de recomendação,
recomendação.
4 - ENCERRAMENTO E RECOMENDAÇÕES
4O encerramento das sessões será feito pelo Presidente, no tempo MÁXIMO
MÃXiMO de DEZ
MINUTOS, após o término dos debates e provável aprovação de recomendações.
MiNUTOS,
As recomendações aprovadas serão encaminhadas ao Relator-Geral iogo
logo após o
encerramento, com elementos identificadores da sessão em que tiverem origem.
O encaminhamento de material ao Relator-Geral far-se-á por intermédio da Secretária do
Relator-Geral junto à Secretaria do Congresso, instalada no Saguão do TEATRO GUAÍRA,

XVI

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

II

12

13

14

�r

DISCURSO DE ABERTURA DA
DAPRESIDENTE
PRESIDENTE DO ia°CBBD,
10PCBBD,
YARA SOELI BASSANI VEIGA
Excelentíssimas autoridades presentes.
presentes,
Senhoras ae Sanhores,
Senhores,
Prezados Colegas.
Na qualidade de Presidente da Associação.
Associação Bibliotecária do Paraná, e, portanto, da
Comissão Diretora do 10P Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, tenho
tanho a honra
de dar início
inicio aos trabalhos deste
desta conclave,
conclava.
Este Congresso é especial por diversos motivos,
motivos. Primairo,
Primeiro, áè o décimo desta natureza a ser
realizado no pais, demonstrando com isso sua maturidade. Segundo, comemora o Jubileu de Prata
dos congressos de biblioteconomia no Brasil. Terceiro, como em
am 1961, realiza-se no Paraná, primeiro
estado a sediar um Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação por duas vezes.
A história da biblioteconomia paranaense começou quase ao mesmo tempo que a série de
Congressos. Foi há 27 anos qua
que se criou o primeiro Curso de Biblioteconomia e Documentação neste
Estado. Os professores responsáveis pelo inicio deste programa são os homenageados de
da hoje, como
também o éè o responsável pela organização do IP Congresso, realizado em
am Recife, em 1954,
1954.
O êxito de todo projeto de grande envergadura depende de múltiplos fatores. Este projeto
não fugiu à regra e, contou ainda com tempo exíguo para sua efetivação. Esta circunstância, todavia,
só contribuiu para estimular o ânimo de todos os envolvidos em sua organização. A tarefa só pode ser
s6
completada devido ao espirito de missão ae solidariedade que tanto os bibliotecários paranaenses
como colegas de todas as
es regiões do pais demonstraram.
A Comissão Organizadora do 10P Congresso Brasileiro de
da Biblioteconomia e Documentação espere
espera que este
esta encontro seja profícuo ae satisfatório. Espera, também, que as informações ea as
es
idéias ventiladas correspondam â avaliação critica que se pretende e ofereçam perspectivas de
desenvolví mento,
desenvolvi
COLEGAS, sejam benvindos.
Está aberto o Congresso.

XVII

Digitalizado
gentilmente por;
por:

II

12

13

14

�DISCURSO DO EXCELENTÍSSIMO PRESIDENTE DE HONRA DO ia»
lOPCBED.
CBBO,
Dr. JAIME LERNER,
PREFEITO MUNICIPAL DE CURITIBA.
Aceitei com grande prazer a presidência da
de honra do 10P
10.° Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia ae DocumantaçSo,
Documentação, que
qua ora se
sa inicia.
ÉÊ muito grato ao prefeito de Curitiba estar reunido com os participantes desta assembléia,
neste importante momento, quando é dado mais um passo decisivo em direção ao aperfeiçoamento^
aperfeiçoamento
da biblioteconomia e documentação brasileiras.
Entendo qua
que a biblioteconomia brasileira conseguiu progresso nos últimos tempos, mas
que ainda muito pode ser feito pela cultura do Pais, tão rico em fatos gerados ao'longo
ao longo de sua
história.
Porisso mesmo, os bibliotecários de todo o Pais aqui estão, comprovando sua disposição de
ampliar as fronteiras de sua atuação,
atuação.
A Cidade de Curitiba, que aprendeu a valorizar as coisas do passado e que revive momentos
até então esquecidos, dá grande valor aos documentadores. Sem eles, a nossa história não poderia ter
sido contada com fidelidade. Sem eles, muito do nosso presente ae do nosso futuro perderia seu valor,
pois é escudado nas coisas do passado que nascem muitas das soluçõas
soluções que vão malhorar
melhorar a qualidade
de vida do habitante de hoje.
Ê baseado nas pesquisas, nos documentos carinhosamente guardados e calogados pelos que
vivem Curitiba, é que pudemos refazer os caminhos dos nossos antepassados, os antigos caminhos
que marcaram as vias de penetração, intimamente ligadas àá história da cidade.
Isto éè ea cidade em busca de si mesma,
mesma. êÉ ae cidade assumindo ae amadurecendo a sua própria
identidade. Porque os caminhos que fizeram nosso passado serão o nosso futuro.
Na Curitiba de hoje, que vivemos intensamente, a profissão do bibliotecário tem lugar
importante, é ela
ele que, através de mãos hábeis, nos facilita o contato com documentos, que nos abre
caminhos para decisões importantes que necessitam argumentos bem fundamentados.
Na própria Prefeitura temos um laboratório de
da pesquisas, que éè a Casa Romário Martins,
onde a presença do bibliotecário, do documentador, do pesquisador tem sido valorizada E
surgem para que o curitibano compreenda melhor a cidade onde vive.
importantes documentos surgam
Saúdo, pois, neste momento, os organizadores e os participantes do 10.°
10P Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia.
Biblioteconomia, Saúdo, também, a realização do 3P Seminário
Semirtário de Publicações Oficiais
Brasileiras.
piossam surgir novos caminhos para a preservação da memória
Que a luz destes encontros possam
nacional — o respeito
respteito de um povo ao legado de seus ancestrais.
Muito obrigado.

XVIII

Digitalizado
gentilmente por:

�rr

DISCURSO DO SENHOR JOSÉ CÉSIO REGUEIRA COSTA.
COSTA,
HOMENAGEADO COMO IDEALIZADOR DO
IP
1.0 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
RECIFE, 1954.
Minhas Senhoras
Meus Senhores
Vossa generosidade, vosso apreço, vosso carinho, trouxeram este homem do Recife para
testemunhar o brilho, a alegria desta festa de inauguraçâfo
inauguração dos trabalhos do 10.° Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e Documentação.
Vossa lembrança èé tocante; envolve-me; não exagero se digo - comove-me.
Sob o pretexto de eu ter sido o promotor do 1P
IP Congresso Brasileiro de Biblioteconomia,
realizado no Recifa
Recife há vinte e cinco anos, quizestes que eu aqui estivesse presente para sentir, de
semente lançada naquela cidade, de como vos firmastes no seio da coletividade; de
como germinou a sementa
como crescestes, de como impuzestes a importância da vossa presença.
Agradeço-vos profundamente comovido o convite. Aqui estou para evocar, comprovar,
para agradecer.
bibliotecários' brasileiros acorreram ao convite que
Foi em 11954 que os bibliotecários^
qua lhes fazia o
Departamento de Documentação e Cultura, da Prefeitura Municipal do Recife, para, em conjunto,
discutirem problemas de biblioteconomia, firmarem a posição do bibliotecário, trocarem deveres e
assegurarem direitos.
Foi, na verdade, uma festa inesquecível em que, a par dos trabalhos técnicos, das
discussões, das conclusões, vivemos dias de linda convivência, conquistando amigos, diletos amigos,
que não são de
da ontem; são de hoje, são de sempre.
Um modesto Congresso, talvez; mas um Congresso do qual participaram, atè.
até, Importantes
importantes
técnicos estrangeiros; técnicos da Espanha e de Portugal.
Não posso fugir à alegria da
de lembrar, aqui, as palavras do Prefeito José do Rego Maciel, em
discurso pronunciado na sessão inaugural
Inaugural do IP Congresso Brasileiro de Biblioteconomia: "é uma
honra para a cidade do Recife
Recifa servir de sede a este Primeiro Congresso Brasileiro de Biblioteconomia.
Aqui, pela primeira vez em nosso pais, reunem-se, como em família, no ano jubilar do Tri-Centenário
da Restauração Pernambucana, os participantes dessa nohg'e
nobg'e profissão que, cada dia, maior relevo
adquire na vide
vida cultural de todas as nações. Reunem-se
Reunem-sa para discutir problemas ae assentar tarefas
comuns". E reniatava
rerriatava o Prefeito o seu discurso com estas palavras;
palavras: "É
"é um ponto de partida. É a
cidade do Recife a base física de onde partirão as futures
futuras diretrizes da Biblioteconomia Brasileira".
anos é possível acompanhar o desenvolvimento ininterrupto
Ao longo desses vinte e cinco anosé
da biblioteconomia nacional; comprovar ea vitalização da profissão; a contribuição técnica para
aperfeiçoamento dos conhecimentos biblioteconômicos; o aprimoramento, em fim, tanto do
bibliotecário como da biblioteconomie.
biblioteconomia.
Já vai longe o julho de 1954, em qua,
que, no Recife, um luzido grupo de bibliotecários
brasileiros e estrangeiros sa
se reuniu num trabalho, na verdada,
verdade, pioneiro.
Tantos que aqui estão são u'a amostragem da já multidão de bibliotecários brasilairos,
brasileiros,
espalhados por todas as latitudes e todas as longitudes do pais, já possuidores de um esprit
asprit de corps
que lhes une e os impõe dentro da coletividade.
Daquele modesto núcleo a qua
Daquela
que eu tive a graça e a felicidade
felicidade-de
de dar uma achega à sua
organização, desdobrou-se o processo biblioteconômico nacional.
Outro tempo, outra paisagem; mas, reconheçamos a positiva participação do 1?
IP Congresso
nesse processo evolutivo. Sim, o Racife
Recife foi, inequivocamente, a base fisíca
física da
de onde partiram as
diretrizes da biblioteconomia brasilaira.
brasileira.
Sò ma
me rasta,
resta, agora, agradecer, novamente, o terem trazido a esta feste
festa o humilde
Sô
organizador daquele Congresso. Agradecer, de logo a Yara Soeli Bassani Veiga e a Célia Maria
Lacerda, cujo infatigável trabalho começa, agora, a render, com tanto brilhantismo. Que este 10P
10.°
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia ea Documentação dã
dê a sua participação para o maior
prestigio da biblioteconomia nacional, através dos estudos, proposições e teses que
qua aqui serão
debatidas com os saberes ea a inteligência de seus participantes.
Agradecer e transferir, sim, pois o IP
1.° Congresso Brasileiro de Biblioteconomia foi — éê
preciso que se diga, que se repita, pois várias vezes tenho dito noutras ocasiões — o resultado de um
lindo trabalho de equipe: de Milton Melo, de Jorge Abrantes, de Ernâni Cerdeira, já saudosos amigos;
de Edson Nery da Fonseca e dessa lúcida bibliotecária que, animou, incentivou, orientou nossas
atividades, ajudando-nos, apoiando-nos com a sua cultura ea a sua inteligência — Maria Luiza Monteiro
XIX

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�fez melhor
da Cunha. Agradecer ea Miriam Gusmão, cujo vivo entusiasmo pelo trabalho da equipe o íez
render.
A esse grupo e mais Lidia
LIdia SambaquI
Sambaqui deve-se, direta ou indiretamente, ea realização do IP
1P
Congresso Brasileiro de Biblioteconomia; ea fundação do primeiro Curso de Biblioteconomia, hoje
participando da Universidade Federei
Federal de Pernambuco; a criação das Bibliotecas Populares de
Encruzilhada, Casa Amarela, Afogados, Santo
Sento Amaro, da Biblioteca Ambulante, da Discoteca Pública
Municipal com ea sua Biblioteca especializada em Arte.
Primeiro diretor do Depertamento
Departamento de Documentação e Cultura,
Culture, durante quatorze anos,
transfiro equi,
aqui, de coração
coreção leve, tudo quento
quanto eu posse
possa merecer — tento
tanto tenho recebido — à luzida
equipe, tão inteligente, tão dedicada, tão forte na luta, alegre no criar, que tanto fez pela
biblioteconomia nacional.
Transfiro as homenagens que me prestam a esses valentes peões, alguns
elguns já uma eusSncia
ausência
saudosa. Transfiro àquele que, extinto o Departemento
Departamento de Documentação e Cultura, dispersa a
equipe, manteve-se fiel aos princípios,
princfpios, contribuindo com inteligência e cultura para a importância e o
prestigio da classe; Edson Nery da Fonseca. Ele e elguns
alguns pioneiros — aqui e eli
ali — possibilitaram hoje,
hoje.
Inequivocamente,
inequivocamente, ea realizeção
realização deste 10P Congresso Bresileiro
Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
com ae sua múltipla e densa pauta de trabalho.
A estes, sim, o mérito. A mim, o testemunho e o comovido egradecimento.
agradecimento.

DISCURSO DE ENCERRAMENTO DO ia°CBBD,
ia°CBBO,
PROFERIDO PELA PRESIDENTE DA COMISSÃO DIRETORA,
YARA SOELI BASSANI VEIGA.
AUTORIDADES PRESENTES, SENHORAS, SENHORES
Prezedos Colegas
Prezados
Para que este Congresso correspondesse de algum
Pere
elgum modo, à expectativa quer profissional
cada Congressista, empenhamos o melhor e o mais consciente dos nossos esforços.
quer social, de cade
Desde o primeiro momento foi gratificante o calor
celor humano com que o nosso trabalho foi
recebido pelos participantes. E foi, e é sumamente grato para nós registrar como este mesmo calor
humano minimizou e compensou as nossas falhas.
falhas,
A Declaração final, que ouvimos, reflete ae avaliação
avalleção que nós mesmos fizemos das nossas
metas.
Aqui consignamos um agradecimento
egredecimento especial ao bibliotecário Anibal Rodrigues Coelho,
que aceitou ser o nosso porta-voz, como Relator-Geral.
Constatamos, com satisfação, que chegamos bem próximo das metas que nos propusemos
na caminhade
caminhada cade
cada vez mais firme e decidida da Biblioteconomia Brasileira.
— como um dos passos ne
Brasileire.
Agradecemos a todos os que vieram nos enriquecer com a sua experiência, apresentando
trabalhos oficiais, oferecendo trabalhos livres, ministrando cursos, deixando circular livremente as
suas idéias, compartilhando avaliação e perspectivas profissionais.
Queremos, ao término deste Congresso, associá-lo indelevelmente ao nome de duas
companheiras muito queridas, que não estão aqui para compartilhar conosco das elegrias
alegrias da tarefe
tarefa
cumprida.
Pedimos eo
ao bom Deus que ajude ae nossa Terezinha Xavier de Miranda a recuperar ae sua
preciosa saúde para voltar ea preencher ae sua lacuna em nossas fileiras.
fileires.
E agradecemos ao bom Deus que deixou ea Silvia Maria Peres Lacerda conosco o suficiente
para definir os rumos deste Congresso.
Declaramos encerrados os trabalhos do 10P CBBD.

XX

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�TOfNWn »t o sqtup« «b oritedeií oteq omtafeulo» oviv o(iír, .ofe-rituf;)
-. tea8tm’(,A .arini.-j (íí^
■
OtSCU»»0
f&gt;0
&lt;?r ofo (A9*ií!ui •
»it.y.JMSífÇi.j» uquíp
'. «íoH ,i*«K&gt;r«o:,woildi&amp; 9%.&lt;ô|ayíí»n&lt;W^
,ßs^.
«t&gt; ílwhKio^ wawoitdiS BSb oSíena s
Iaií»i«1 ■íbcSiíw «nU eh (&gt;biWH,;i4ínt.(j
•olWO&lt;? »»»03*40 «b .«íwtudmA »»íuíHiã «b .ouimA oiriéS ,£ob«.'K;)A ..tisxifpA síí-0 .tbttüKuo.rMi'T'«'
.»ítA
ülx;s»!fc,iDS*.4tfa euffTOiidiÜ üu« i*
Â;íj'aúí; f.
^Ofte
c^&gt;ki?namiooO
ut: loíwíib oiiSiTit-n
. »bi*ui é&gt; ufekíaoB» oiirtsí oJ.naj -• iaaa-,?&gt;i
u« oí!i^ ;p vhi.: .svai oê;&lt;.',os «tj ,pp-i
•)»q ítA oín»)■
■ èf^hj^^ís'»iiaf»'- rar'-ibai«!»«-■^Rí 4í:'.«ni'-ííâ, &gt;u,r.uK. ■
H ' -. 1- i,\» I-, t»t
.: x'. .
.'- :&gt; ■ ■:■ ,■. ., ■ ■
■ ■ ,,' , T . ' ■'
tüíüi»»- '•'otai
•» ■ ■ ■ jwrrWsif
-- ■
■ .i»f»o(.ir.r!
4&lt;ií-v,-ffiO».n!Fi*eixi
«OmWCT
íní^íTíisfitA»
ítiMB e (Tiii.áeiC! w»i—.au,. fipaienenxíil
f.i i, iihiw’'■'
»
fS»^íf09 iè Bfe^liSÍ0í(4Ítí3b^ eló
»xa- ;aftip a:afà»i!: 'O'^ib^'eiT .Pi'-'p.h'.u,';
OewanéTv.írjífrtM |?^^4í^ifa-4uó»9gMihíf'rtio3 (JfcniódliíYHíií
■&gt;•■'» '&gt;t!iii! - ■
.'Cíwí-ncil í-ij Vi^s!(' «taih
ch ■ 0^“^ i
...'. j, , V
. , .,

■'’

■’'

p'' ' • ' .^r*1»ç^n-■ ■&lt;r StlMí! wriic)-' '■ &gt;,tqijtu. i.uí B 1!-,,,
íí órtnhrnj^í^rc
A :'í»!Í!STn b
,i9b^ Ä ■

.c!eB0»*»rtHi0riia(«ns«30ít3 %'íü'Htr&gt;*!í:r ' ■
-,«RGPT3Hia oAzetfmo au
a x -m ooiHs^ona
.
.
,
"''
'
'
•ÁOt'âVtiAA:^Atí'iJ'ÈíW
Afi^y
■' .-■ •
- firp\!^»-'■■■. :H:.. •'■ •,
'• •
.•'•••
• »g«.vf „:5oús -• ■ . - . ' ■
g;A'ÍÔViM33‘,2Jri^ tó;iHHajr,Aa!HO-r uA
1' r ■ »ix.'i, ■ . , i V , r -■. ■ ■ ' ;
”j;-k"-&gt; "‘’■■'•'•íl-■ i" '■ è ’,opòm
' 'a.iü^k'
■ ■ àb•
ííiçerfòS
robss-■■■■"
tenbi«ii&lt;Hb-H^'6íVlâ7á-j^^e
aia 'up
;.íí'í
e}p-&gt;ij?nújffi(,'-rt’'o é Wilfem'b íomfeHfeinf» ;feíi*'»ifeboí«íbú sb
IÍÍmST-.* a ^
ó'iàn#«{ 6 Státèò '
'iipp âíBig''»»!»«'*!!»!-'.-!!« à a
g‘.irf,»8i5i3i?i«4 íOtí»:’. '.hp;
íí: "'T ila.p.
ífe
.iap ■ ü,
ú, t •'■ ... ■,...
....
ftí U!JS!^a^4rtld^'á òotiftiírirfr ònwr-ui'
£0.1TH&amp;»:'í6,i ai;p'p-f^KÍibví
Vff
Jaüii At^:-o!'iaa A
-•«*

'■ ''

-...li

*1, 1..
...

oß l6'!.'’á»j,;a ;.ír
/í1^pw'í&lt;r.'í-Atj'epn:i,.i'fjghwa ílij:'A
■ .,i6.'9Í.'
Ã0,
, .... ..
. .■■•íofèlaM
iJrtiDà .\cw'w&gt;{rf| t«Mn''c i«'uo»MpÍ ».or
*et Pfnixõiy in*cf je-íl-f»,-aüp.•vjo'.VoArbtiih.i.»*)'

,»«OD Sj^arnò^ »ó! cpin.y?^ ,cvi p'u.O ar, .' :■ r .vVn .s;
.ajiPtnauí
âb ò^fióa icftlíri^'j&lt;iií.v’; s\b^ .'çpsbíu» o;l,- ».,rp' .{cHnsop oíiufii ; :
è 6Í)naíiM 1)6 lAívéX tubiUs'.sT eait», e -»íiuíb 'si.-p
íTiod üß euíníí^'^
'• jiur.i. *c de- I • ..
-isíiisíí’ÍW2DP rrlá 6a6;jííí aui f! t. .-'.jíia-ju) 6
•»»WdítõVô VWVf', •.'eb’^dß.
j■ .se-.s'i'f.tffca*
ewlíÍ!
íOrn'ftj‘^rM.&gt;^»&lt;j -i?;
. '
_ 8^ V,i3x»ab
• - . «i?(»jHí*Cí !n.
fl*
I
«
ri
.0rt-..=pil('3 ’
í*»«» pror*sit,
isbrív
&lt;Rf*»f»í»« íU 4&gt;hi .■■
■ h
SÖ r;';í • --V :1. Â*»n)&gt;»Kipr - daiju-.’ C
h;S&lt;5»fiU,-cujc ÍÁíaiTd- - •■
C»*WWâO Britf,,:«^.: ,v. &lt;
pnMi0K &lt;4fc .bfbiup'-' —.:y
ôBfemítt*» com oe eancrmi
AsKxfocBr 9 &lt;.„
prbíMa qií« sf di^. ,»t;3 &lt;,•:
trabaibo ci* »quir»* .:
«I« 8«»&gt;n N*ry d» Ppt,*.
XX
*tríioh»a»«, ^Udagito-mii

;: hi*-.!)*)»:].*«’'

,^:V'

cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

rj^líj 12.

12

13

14

�Trabalhos oficiais Sessões Plenirias
Planíirias

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

�Digitalizado
gentilmente por:

�906
CONFERÊNCIA DO PROFESSOR EDSON NERY DA FONSECA
NA SESSÃO
SESSAO SOLENE DE ABERTURA DO ia° CONGRESSO BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

Tomando posse na Academia
Acadamia Brasileira de Letras,
Latras, José Américo de Almeida começou com
duas perguntas qua
que eu gostaria de parafrasear
parafresear aquf:
equí: como aconteceu
econteceu isto?
Isto? Por que emergi de minha
obscuridade, do Isolamento
isolamento compulsório de Brasíila
Brasília para
pera esta evidência?
Ouso dizer que ae paráfrase 6,
é, nesta oportunidade, mais adequada que
qua as
es perguntas
parafraseadas, porque as academias, como es
as mulheres antigas, gostam de ser cortejadas,
cortejadas,'jamais
jamais
elegendo alguém que nSo lhes tenha solicitado votos.
alegando
Eu equí
aqui estou ainda sem
semsaber
saber porque; mas como o convite me chegou sem que o esperas^
ou sequer o desejasse, minha gratidêb
gratidão pare
para com os organizadores do 10.° Congresso Bresileiro
Brasileiro de
Biblioteconomia ae Documentação eu a quero exprimir,
axprimir, para fugir à banalidade inevitável dos
agradecimentos, evocando os versos Imorredouros
imorredouros com os queis
quais Manuel Bandeira não apenas
traduziu, mas reescreveu em português o que Eilzabeth
Elizabeth Barrett Browning disse num dos Sonnets
from tha
the Portuguesa;
Portuguese;
E é tão pura a peixão
£
paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que
qua não pedem nada
O tema escolhido — biblioteconomia brasileira: avaliação crítica ae perspectivas — está
muito da
de acordo com um congresso que, aiém
além de ser o décimo a reaiizer-se
realizar-se no Brasil, ocorra
ocorre em data
muito rica em efemérides nacionais e internacionais.
multo
Há cem anos, o hoje mais que centenário Library Journal — primeira revista do mundo
especializade
especializada em bibiioteconomie
biblioteconomia — publicave
publicava o esboço inicial
Inicial da classificação de Cherlas
Charles A. Cutter.
No Brasil e também há
hã cem anos,
enos, realizava-se na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro o primeiro
concurso público pera
para admissão dos então chamados Oficieis
Oficiais de Biblioteca;
Biblioteca: iniciativa de Ramiz
GaK/ão, muito justificadamente considerada por Antonio Caetano Dias como "o marco inicial da
Gaivão,
formação profissionel
profissional do bibliotecário no Brasil".
Bresil".
Hã cinquenta
Há
cinqüenta anos, fundava-se em Roma e no mês de junho ae Federação
Federeção Internacional
internacional de
Associações de Bibliotecários, que ea partir da
de 1976 — quando o número de órgãos filiados chegou a
Assodaçóes
seiscentos e quarenta, em mais de cem países — passou ae denominar-se Federação Internacional de
Associações de
AssocieçSes
da Bibliotecários e de Bibliotecas, significando este acrêximo,
acréscimo, como esclarece seu digno
presidente Preben Kirkegaard, "ume
"uma ligação multo
muito meis
mais íntima com o trabalho cotidiano de
muitíssimas bibliotecas e órgãos conexos em todop
todo o mundo".
cinqüenta enos
anos iniciave-se
iniciava-se em São Paulo, no antigo Colégio ea hoje
Também entre nós e há cinquenta
Universidade Mackenzie, o primeiro curso de biblioteconomia com orientação norte-americana:
norte-americena: uma
orientação que muito contribuiu para,
pera, quebrando o exclusivismo europeizente,
europeizante, tornar
torner a nossa
bibiioteconomie
biblioteconomia mais universal.
igualmente ea meio século que Kenry
Henry Bliss publicou Tha
The
Não nos esqueçamos de que foi Igualmente
organization of khowledge
knowledge and tha
the system of tha
the sciances,
sciences, obra considerada por Pierce Butier,
Butler, dois
anos após seu lançamento, como "e
"a mais empla
ampla discussão dos problemas
problemes filosóficos suscitados pelas
mais rudimentares teorizaçSes
teorizações em torno da classificeção
classificação de bibliotecas". Verdade que um cientista
social da categoria de Abreham
Abraham Moles
Moies confirmaria em livro
iivro recente, ao
eo afirmar
efirmar que "cada vez mais se
perceber ser a função do documentaliste
documentalista de enorme
anorme importância filosófica, estando aquele que
organiza um fichário organizando, ao mesmo tempo, os conhecimentos nele codificados e até
eté
estruturando, em certa medida, o edifício dos conhecimentos"; pois — acrescenta Moles — "uma
teoria gerei
geral da documentação é em sí mesma uma teoria geral da cultura".

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�r
907
Finaimente,
Finalmente, a 19 de julho de 1954 — portanto, há exatamente vinte e dnco anos ae três
trés
sessão solene de instalação do Primeiro Congresso Brasileiro de
dias — realizava-se
reaiizava-sa no Recife a sessSò
da
Biblioteconomia. De Biblioteconomia
Bibiioteconomia e ainda sem Documentação, porque erráiora
embora o Instituto
Internacional de Bibliografia tenha sido rebatizado, em 1931, como Instituto Internacional de
Documentação e não obstante datar de
Traité de
da 1934 o Traitê
da documentation de Paul Otiet, os
documentalistas europeus ainda não haviam desembarcado no Brasil, para assustar bibliotecários
documantallstas
livros, quando, em outros pafsas,
países, já se reconhecia que
pacatamente limitadas a classificar ae a catalogar ilvros,
os pesquisadores necessitam muito
multo menos de livros do que de
da artigos de periódicos, de comunicaçOes
comunIcaçOes
a congressos, de notas prévias sobre pesquisas em processo, de boletins de laboratórios
iaboretórios e Institutos
institutos
científicos, de relatórios técnicos ae patantes
patentes de Invenções;
invenções; e menos de fichas ou referências
bibliográficas que de resumos do que de mais relevante
reievãnte aparece
aparace em cinqüenta
cinquenta mil
mll revistas publicadas
no mundo.
murado.
recorde-se de passagem — que em 1911 Manoai
Manoel Cícero Peregrino da Silva
Ê verdade — recorde-sa
procurou implantar na Biblioteca Nacional um Serviço de Bibliografia e Documentação;
Documantação; mas seus
sucessores na direção daquela biblioteca rtão
não se Interessaram por esse serviço, no qual estavam
previstos quase todos os modernos instrumentos de trensferênda
transferência da informação. Também
Tambám é verdade
que o governo ditatorial Imposto
imposto ao pais
pefs em 1937 transformou os serviços de publicidade existentes
ms ministérios em serviços de documentação; mas essa mudança foi, da modo gerei,
nos
geral, puramente
semântica.
Voltando ao Primeiro Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, desejo recordar qua
que eiesa
ele se
inseriu nas comemorações do TrI-Centenário
Tri-Centenário da Restauração Pernambucana; ae que sua realização no
Recife foi decidida em São Paulo, no ano de 1951, quando a Unesco ail
all promoveu a Primeira
Conferência Latino-Americana para o Desenvolvimanto
Desenvolvimento das Bibliotecas PCiblicas.
Públicas. O Congresso
Congrasso que
qua
hoje se Inicia
inicia está homenageando, com toda a justiça, o professor José Césio Regueira Costa, autor da
Iniciativa,
iniciativa, organizador e diretor do Departamento de Documentação e Cultura, sob cujos auspícios os
bibliotecários brasileiros se reuniram peia
pela primaire
primeira vez.
Mas não são apenas os vinte e cinco anos do nosso primeiro congresso que
qua estanrxrs
estamos
oomemorarKfo, pois 1954 foi um dos anos mais significativos para a biblioteconomia brasileira. Eie
Ele
comemorando,
começou praticamente com o IBBD,
(BBD, já que em 27 de fevereiro e 29 de abril, respectivamente,
criava-se e regulamentava-se o depois intitulado
Intitulado Instituto Brasileiro de Informação em Ciência ea
Tecrtoiogia
Tecrtologia (IBICT). Também em fevereiro, por iniciativa conjunta da Comissão do IV Centenário da
Cidade de São Paulo, de
da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, do IBBD eda
ada Associação
Paulista de Bibliotecários, realizava-se na quatricentenária cidade um proveitoso Simpósio sobre
Peuiista
Bibliografia ae Documentação Cientifica. E em dezembro dessa
desse ano marcante inauguravam-se as novas
Instalações da Biblioteca Pública do Paraná, que três anos depois comemoraria seu centenário já em
instalações
edifício, para a época, modernfssimo.
adificlo,
modernissimo.
Desde 1952 funcionava em Curitiba um curso de biblioteconomia, sob os auspícios do
Instituto Nedonai
Nacionid do Uvro — benemérito órgão do MEC, também responsável pelo início
Início do ensino
ansino
regular de bibiioteconomia
biblioteconomia em Minas Gerais e por cursos intensivos para bbilotecários
bibliotecários do Interior
interior de
vários Estados e com a colaboração da
Secretaria de Educação ea
de Universidade Federal
Federai do Paraná
Parená e da Secrataria
Cultura do Governo Estadual. Aqui duas homenagens se impõem;
Impõem; uma póstuma, ao então
Governador Munhoz da Rocha; a outra ao fallzménta
Governedor
felizmente ainda vivo Secretário Newton Carneiro, notável
pesquisador eeerudito
erudito bibliófilo.
Estado muito deva
deve aos primairos
primeiros conciuintes
concluintes do
A reforma da Biblioteca Pública deste Estedo
curso de bibiioteconomia
biblioteconomia aqui iniciado
Inicledo pelo
peio Instituto
instituto Nacional
Neclonal do Livro, confirmando o que, há
vinte e cinco anos atrás, disse no Recife minha velha amiga
emiga Sully
Suiiy Brodbeck, em informe
Informe apresentado
ao Primeiro Congresso Brasileiro de Bibiioteconomia:
Biblioteconomia: "Não seria
sarla muito difícil comprovar que a
maioria dos alunos dos nossos cursos de bibliotebonomia
biblioteconomia são e serão os responsáveis pelo surto
renovador das bibliotecas brasileirasí'.
brasiieirasí'.
Não ma
me incluindo
Incluindo entre aqueles
aquelas professores qua
que cortejam estudantes afim de se eiagerem
elegerem
paraninfos, sinto-me
slnto-me inteiramente
intelramente a vontade para fazer justiça aos alunos de nossos cursos de
blioteconomia, tão Incompreandidos
incompreendidos por certos bibliotecários que chegam a negar-lhes o direito da
de se
registrarem em conselhos e de comparecerem a congressos. Negativa que somente se
sa explica por um
complexo de inferioridade, que está sempre êè base de todo o complexo de superioridade, como
explicava Freud.
Falando nos primòrdios
primõrdios da formação de bibliotecários neste Estado, não posso deixar de
da
prestar minhe
minha homenagem
hornenagem aos pioneiros Francisca Buarque de Almeida, Gaston Litton, Lídia
Lidia da
de
Queiroz Sambacuy, Etelvina Lima, ae Wilson Martins; asta
este um, admirávai
admirável scholar que deu ao ensino de
da
História do Livro nos primeiros anos do Curso de
da Biblioteconomia de Curitiba categoria ao mesmo
tempo científica e humanística,
humanistica, comprovada pela obra monumental que é A palavra escrita (1957),

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�908
comparável aos melhores tretados
tratados sobre a matéria
matária em qualquer língua. Peço para este pioneiro — que
acaba de suqjreendar
surpreerKier o Bresil
Brasil e o mundo ao
eo publicar, entre 1976 e 1979, os seta
sete volumes de sua mais
que monumentel
monumental Histbria
História da intelig&amp;ncia
inteligência brasilaira:
brasileira: verdadeiro essai-fleuve
assai-fleuva — uma salva de palmas. A
presença de Wilson Martins
Mertins entre nós me faz
fa2 lembrar o dito do bibliotecário inglês
Inglês Raymond Irwin:
"a lib rary cannot live
llva on librarianship
librerlanship alone"
alone”
★★★
•kirk
Revendo fotogreflas
fotograflas do Primeiro Congresso Brasileiro de Biblioteconomie,
Biblioteconomia, lembrei-me da
de
uma página Imortel
imortal de Joaquim Nabuco: aquela
aquale em que ele fala
feia da
de visita que fez, já adulto, ao
engenho Messangena,
Massangana, no qual
quel foi criado por sue
sua madrinha.
madrinha, Dona
Done Ane
Ana Rosa Falcélo
FalcSo de Carvalho.
Cerveiho.
Atravessarxlo
Atravessando a sacristla
sacristia de
da capaiinhe
capalinha de SSo
S3o mateus,
meteus, Nabuco penetrou no cercado onde
onda eram
erem
enterrados os escravos. "Debaixo
"Debeixo dos meus pés — escreve
escrave o autor
eutor naquele capitulo de Minha
fbrmaçio, qua
que sempre relelo
releio emocionado — estava tudo o que rastava
restava deles, defronte dos coiumbaria
columbaria
formaçio,
orKie dormiam
onde
dormiem ne
na estreite
estreita capela aquelas
aqueles que eles haviam emedo
amado e livremente servido. Sozinho ali,
all,
invoquei todes
todas es
as minhes
minhas reminiscêncies,
reminiscências, chamei-os ea muitos pelos nomes, espirel
aspirei no ar cerregado
carregado da
de
Invoquel
aromas agrestes, que entretêm a vegeteçSo
aromes
vegetaçSo sobre suas covas,
coves, o sopro que lhes dilatava
diietava o coração
coraçSo ea lhes
inspirava ea sue
inspirave
sua eiegria
alegria F&gt;arpêtua".
perpétua".
O número de congressistas que aparece
eparece naquelas fotografias e já nSo
não se encontrem
encontram entre nós
idéia da
de todas as coisas —sictransit
— sie transit gloria mundi —
colocou diante de mim a idéie
de natureza
netureza transitória detodasescoisas
que ea poesia medieval
madievel exprimiu
axprimiu com a tremende
tremenda pergunta: ubi sunt? E como Joaquim Nabuco
Invocou
invocou os escravos qua
que foram
forem seus companheiros
compenheiros de meninice, repito aquf
aqui a indagação
IndagaçSo que fiz ae
mim mesmo, diante dos retratos
retretos de Jorge Abrantes dos Sentos,
Santos, da
de Greciatte
Graciette Glasner da Roche,
Rocha, da
de
Severino JordSo
Jordão Emerenciano,
Emerendeno, de Ernani
ErnanI de Paula Cerdelre,
Cerdeira, de
da Marilia
Merílie Merques
Marques da
de Orlando da Costa
Ferreira de Santane,
Santana, de minha
minhe irmS
irmã Aida
Aide Nery da
de Fonseca, de
da Milton Ferreira
FarrairadaMelio,
de Mello, de Ernesto
Manuel Zink,
Menual
ZInk, de Bernadatta
Bernadette SIney
SInay Nevas,
Naves, de Denise Fernandes Taveres,
Tavares, de lAicílie
Lucilia Minssen, da
de Abner
Lellis de Noêmie
Ijeilis
Noémia Lentinc;
Lentlnc; Corrêa Vicentini,
yicentlnl, onde estão
astSo todos eles?
elas? E cuido ouvir ae voz do também
já morto Manuel
Menuel Bandeira
Bandeire ae me responder:
Estão todos dormindo
EstSo
Estíio todos deitados
Estão
Dormindo
Profundamente.
estes e ea todos os bibliotecários mortos nos últimos vinte ae cinco anos, da
de
Dediquemos a astes
pé, um minuto de siiéncio.
silêncio.
★★★
Não ma julgueis passadista
NSo
pessadista por felar
falar am
em precursores ae comemorar efeméridas.
efemérides. NSo
Não reclamo
reclarrx)
um ellás
aliás utópico retorno
ratorno eo
ao pessado
passado nem penso, como os positivistas, que os mortos governam os
vK/os.
vhros. Mas nSb
não consigo concebar
conceber ae avaliação critica
crítica que este Congresso muito oportunamente
oportunamenta se
dispôs a fazer sem uma
ume visão
visSo retrospectiva do que até hoje realizou ae biblioteconomia
biblioteconomie brasileira.
Em 1950, durante ae discussão,
dIscussSo, na
ne Câmere
Câmara dos Deputados, da
de Emenda Parlamentarista,
houve entre
Faraco uma troca de epartas
apartes que ma
me perece
parece
houva
antre os então
entSo deputados Gilberto Freyre e Daniel Fereco
oportuno recordar agora. Como are
era natural um congressista doublè
doublé de historiador soclel,
social, Gilberto
Freyre lembrava es
as experiências pariamentariste
parlamentarista ae presidencleilste
presidencialista do Brasil Império
império e República.
Aqui simplesmente reproduzo es
as notas taquigráficas,
taquigrâficas, para
pare melhor reviver o diálogo entre
entra os dois
congressistas:
fracos
"O Sr. Daniel Faraco — Exatamente
Exetemente os argumentos
ergumentos históricos me parecem
paracem os mais
meis frecos
nessa questSo.
questão. O que o passado foi é Interessante,
interessante, mas temos de resolver para
pere o presente e para
pere o
futuro.
O Sr. Gilberto
Gllbarto Freyre — É onde se engana
engena V. Ex? O passado
pessado nunca foi : o passado
continua”.
Al está, em síntese megistrel
Aí
magistral — "o pessedo
passado nunca foi: o passado
pessado continua”
continue" — ea idéie
idéia do
acumulativo da ciência, tSo
tão cara
isico e humanista inglês John Desmond Bernal como ao
caráter ecumulativo
care ao ffísico
sociólogo norte-americano Robert KIng
King Merton. Este, am
em obra Intitulada
intitulada Social theory and social
structure (1949), já citara SIr
Sir Isaac Newton,
Nawton, que dizie:
dizia: "se
"sa enxerguei
enxerguel mais longe foi porque
porqua estava
sobre os ombros de gigentes”;
gigantes”; e deu a livro bem mais
meis recente um titulo newtoniano: On the
shouMars of giants (1965).
shouldarsof
11965).

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

11

12

13

14

�I
909
Merton, a observação de Newton "exprime ao mesmo tempo o sentimento de
Para Robert Merton.
estar em divida com a herança comum e a confissão do caráter essencialmente cooperativo e
acumulativo das realizações cientificas"
científicas" Pois se os gênios são homens e não deuses — ambora
embora alguns
possamos dizer que tiveram ou têm "qualquer coisa de divino" — forçoso é reconhecer que "o
progresso cientifico
científico supõe a colaboração das gerações passadas e presentes"
A biblioteconomia èé mais antiga do que qualquer uma das ciências sociais, afirmação que
faço com base em seis fatos histõrios: (a) o primeiro tratado sobre a matéria foi publicado em 1627:
Advis pour dresser une bibliothéque,
os Advk
bibliothêque, de Gabriel
Gabrial Naudé (1600-1653); (b) a primeira escola de
formação superior de bibliotecários — a École Nationala
Nationale des Chartes — iniciou-se em 18*21;'(c)
1821; (c) a
primeira revista especializada, ainda hoje em curso de publicação — o Library Journal — apareceu em
1876;! (d) o primeiro congresso internacional de bibliotecários realizou-se em Londres, no ano de
1876:1
1877; (e) a primeira bibliografia especializada, também ainda em circulação — Library Literature —
saiu em 1921; e (d) last
lest but not laast,
least, o primeiro curso de pós-graduação — o da Universidade de
Chicago — surgiu em 1926. Falando na Graduate School of Library Science da Universidade de
Chicago, não posso deixar de prestar minha homenagem a um ilustre bibliotecário qua
que foi seu diretor
de tantas obras importantes —
durante muitos anos e está presente entre nós: o admirável autor da
como, por exemplo, The Humanities and the
tha library — que é Lester Asheim, hoje William Rand
Kenan, Jr. Professor of Library Science na Universidade da Cerolina
Carolina do Norte, Chapei Hill.
Não nos faltam gigantes, de cujos ombros podemos enxergar mais longe: Calfmaco
Calímaco de
Cirene, o já citado Gabriel Naudé, Antonio Panizzi, Edward Edwards, Melvil Dewey, Paul Otiet,
Shiyali Ramarita Ranganathan e — por que não falar na chamada prata de casa? — Pedro Gomes
Ferrão Castello .Branco
Branco — planejador, primeiro diretor e benfeitor da Bibliotaca
Biblioteca Püblica da Bahia —
Benjamin Franklin
Ber^amin
Frankiin Ramiz Gaivão, Manoel Cícero Peregrino da Silva ea Rubens Borba da
de Moraas,
Moraes,
reformadores da Biblioteca Nacional,
Nacionai, o ültimo
(iltimo felizmente ainda vivo, com seus
saus gloriosos oitenta
anos.
Há muito o que aprender na vida e na obra de tais precursores. O que delas retiro 6,
é,
sobretudo, uma lição de
da humildade. Ainda recentemente fui reler a conferência de Rubens Borba de
Moraes sobre O problema das bibliotecas brasileiras, afim de sobra
sobre ele escrever um verbete solicitadcl
solicitadol
para a Encyclopedia of world libraries, a ser bievemente
brevemente publicada pela American Library
Association. E constatei o que leituras anteriores ainda não me haviam revelado: salvo engano, foi
Borba de Moraes quem usou, pela primeira vez em qualquer língua, as expressões rede
rada bibliotecária
bibliotacária e
sistema da
de bibliotecas. Da
De modo que hoja
hoje podemos dizer com orgulho nacional a nossos colegas
angloamericanos que não traduzimos as expressões library natwork
network ae librery
library system, pois muito antes
delas entrarem em circulação na língua inglesa aquele nosso eminente patrício já as havia cunhado
em português.
Infalizmente,
Infelizmente, temos de reconhecer que a prioridade êé puramente nominal, porque ainda
não temos no Brasil a rede bibliotecária reclamada por Rubens Borba de Moraes
Moraas no ano já remoto de
1943, como infraestrutura indispensável ao funcionamento da
de um sistema nacional de informações:
Sendo os angloamericanos antes nominelistas
nominalistas do que realistas, os conceitos somente ingressaram em
língua inglesa quando em seus países passou a existir a realidade que eles exprimem. É evidente que
lingua
estou me utilizando das palavras nominalista ae realista no sentido em que elas são entendidas em
astou
filosofia, desde a questão medieval dos universais.
univatsals.
Antecipei-me ao lamentar a inexistência entre nós de uma rede
reda nacional de bibliotecas e,
portanto, de um sistema nacional de informação, que compreende
compreenda — como deva
deve ser esclarecido,
ainda que de passagem — arquivos, museus e centros de documentação. Porque deveria falar antes das
cinco categorias da
de bibliotecas que uma rede supõe: A nacional, a universitária, a escolar,
ascolar, a
especializada, e a püblica. Vejamos, ainda qua
que perfunctoriamente, qual o estado atual de cada
categoria no Brasil.
Como salientam os autores de uma das obras mais recentes sobre sistemas nacionais de
informação — Carlos Victor Penna, Douglas Foskett e Philip Sewell — para fins de análise
comparativa e de planejamento, é necessário insistir na tradicional distinção de bibliotecas em cinco
diferentes categorias, embora essa distinção diminua na medida em qua
que um sistema nacional de
^ informação se consolida.
,
Comecemos, como os citados e outros especialistas começam, pela Biblioteca Nacional.
. ^ Sabemos todos que o Brasil já possui, desde fins do ano passado, além da Biblioteca Nacional do Rio
'de
de Janeiro, a Biblioteca Nacional de Agricultura (BINAGRl).
(BINAGRI). Ao contrário da primeira — criada um
tanto fortuitamente no começo do século passado, como conseqüéncia
consequência da invasão de Portugal pelos
franceses e da instalação da Corte no Rio de Janeiro — a BINAGRI
BINAGRl começou a ser planejada em
janeiro de 1974, quando se iniciou a implantação de um Sistema Nacional de Informação e
Documentação Agrícola. Este Sistema é uma das iniciativas mais louváveis da biblioteconomia

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

II
11

12
12

13
13

14
14

�910
brasileira, embora seja lamentável que ele tenha encontrado uma pedra no meio de seu caminho. Não
uma pedra simbolicamente abstrata, como a do conhecido poema de Carlos Drummond de
Andrade, mas tão desagradável que deve fazer com que a BlNAGRl
BINAGRl repita o clamor do poeta:
Andrada,
"Nunca me esquecera!
esquecerei dessa
desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas/ Nunca me
esquecerei que no meio caminho tinha uma pedra/Tinha uma pedra
padra no meio do caminho/|\Jo meio do
caminho tinha uma pedra"/ A pedra a qua
que me refiro ô,
é, ao contrário, bem concreta ae se chama
EMBRAPA.
Tal rafarSncla
referência não me Impeda
impede reconhecer a eficiência
aficiãncia dos serviços mantidos pela
pela{Empresa
Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropacuária;
Agropecuária; através de seu Departamento
Depahamento de Informação e Documentação,
especialmente o de disseminação seletiva da informação, tão competentemente dirigido por Milton
especialmenta
Noceti. O qua
NocetI.
que me parece condenável é a duplicação de esforços numa área especifica: tão contrária
interesses nacionais quanto a axistSncia
existência de duas bibliotecas no Congresso Nacional e de
aos Interesses
da sete
bibliotecas numa praça que tem,
tam, ironicamente,
Ironicamenta, o nome
noma de
da Três
Trés Poderes.
O Brasil tem dessas extravagâncias e,
a, porisso, o sociólogo Roger Bastide — aliás, grande
amigo nosso — o dafiniu
definiu lapidarmenta
lapidarmente como pais de contrastas:
contrastes: a Capital da República não tem uma
biblioteca nacional ou central ou que
qua outro nome lhe
lha quizessem
quizessam dar; não possui uma rede municipal
de bibliotecas ou, no mínimo, uma biblioteca pública comma il fault. Tem, entretanto, numa só
praça, sete
seta bibliotecas independentes ae inimigas entre si:
sl: a do Palácio do Planalto, a do Supremo
Tribunal Federal, a do Tribunal de Contas da União, a do Senado Federal, a da Câmara dos
Deputados, a do Ministério da Justiça ea a do Ministério das Relações Exteriores.
Exteriores, E ao longo do
chamado Eixo Munomentai
Munomental ou Esplanada dos Ministérios, outras tantas bibliotecas são mantidas pelo
Poder Executivo, sem que
qua a Secretaria de
de.Planejamento
Planejamento ea Coordenação Geral
Gerai ponha termo a tão
perdulária orgia bibliográfica.
Da Biblioteca Nacional do Rio de
da Janeiro ocorreu-me
ocorrau-me dizer, em
am 1966, que era uma
vergonha nacional, afirmação que fez desabar sobre mim uma torrente de insultos, pela imprensa e
até em sessão plenária do egrégio Conselho Federal de Cultura, além da inimizada
inimizade — felizmente
temporária — dos escritores Adonlas
Adonias Filho e Josué Montello ae de duas denúncias: uma do Ministério
informando
da Educação e outra ao Serviço Nacional de Informações.
Informações, Devo esclarecer os curiosos Informando
que tais denúncias foram consideradas improcedentes pelos titulares dos respectivos órgãos.
Ora, como procuro demonstrar num ensaio a sair no ano corrente, todas as instituições—
instituições —
inclusive, ou sobretudo, as governamentais — atravessam fases de esplendor e de decadência. Até com
as civilizações ocorre
ocorra isso, como demonstrou, entre
antre outros, Oswaldo Spengler.
Spengler, Já aconteceu corrí
com o
DASP e com
comoo próprio IBGE, repartição de que tanto nos orgulhamos.
A Biblioteca Nacional teve
teva também seus períodos de glória e de humilhação. Foram
certamenta
certamente gloriosos os anos em qua
que esteve sob a direção da
de Ramiz Gaivão, de Manoel Cícero, de
de Moraes e, recentemente, de
Borba da
da Jannice
Jannica Monte Mor. Afirmei que ela nos envergonhava numa
época am
em que sua decadência era evidente não apenas aos consulentes, mas, por igual, aos simples
pedestres qua
que transitavam nas Imediações,
imediações, ameaçados por-pedaços de argamassa qua
que se desprendiam
do frontão da
de um edifício nobra
nobre porém mal conservado.
Presentemente, porém, todos os bibliotecários brasileiros devem se orgulhar de sua
Presentementa,
Biblioteca Nacional, cuja recuperação devemos tanto â competência e à dedicação de Jannica
Jannice Monte
Mor quanto â clarividência dos Ministros Jarbas Passarinho, que
qua a nomeou vencendo pressões de
academias ae conselhos, ae Ney Braga qua
que a manteve no cargo, sem regatear os recursos solicitados.
12|^de maio de 1971, Jannice Monte Mor tomou posse na direção da Biblioteca
Em 12|^da
Nacional; ae am
em 16 de
da junho já solicitava ao Ministro da Educação e Cultura autorização para
estabelecer convênio com o Escritório da Reforma Administrativa Federal. Porque
Porqua entre
entra os males de
qua
que a Biblioteca padecia estava sua obsolata
obsoleta estrutura organizacional. E não se compreendia que a
reforma administrativa se efetivasse deixando àâ margem da modernização uma das principais fontes
raforma
do processo decisório.
Do convênio assinado em 31 de agosto com o Escritório da Reforma Administrativa
resultaram 5 projetos.
projatos. Antes — em
am 23 de agosto — a diretoria pedira a constituição de
da um grupo de
trabalho para assessorá-la no planejamento e controle do programa de reorganização. Em 1P de
outubro, pela Portaria Ministerial NP
N.° 470, foi aprovado o novo regimento e, em 17 do mesmo mês, a
Portaria Ministerial N? 528 constituiu comissão para elaborar o programa orientador do projeto de
um edifício anexo.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�911
Os relatórios dos anos de 1971 e seguintes -- que os Anais da Biblioteca Nacional voltarem
voltaram
ae publicer,
publicar, resteurendo
restaurando utilissime
utilissima tradiçâki
tradição -- mostram como todos os problemas de
da velhe
velha livraria real
foram equecionados
forem
equacionados e sues
suas soluções transformadas em projetos específicos, elguns
alguns já executedos
executados e
outros em vies
vias da
de axecuçSo.
execução. E tudo sa
se fez sam
sem prejuízo do programa
progrema cultural de exposições e
publicações. Programa que foi.
foi, ao contrário, intensificado nos últimos anos.
enos.
Do convênio entre ae Biblioteca Necional
Nacional e o Centro de Informática do Ministério da
Oo
Educação e Cultura (CIMEC) resultou ea epIicaçSo
aplicação do Formato CALCO e ea atualização do Boletim
EducaçSo
Bibliográfico, já em formato computarizedo,
computa ri zado, como um dos produtos da
de automação
eutomação da catalogação.
Já começam a aparecer,
eparecer, nos livros brasileiros,
bresileiros, os números internaciõnais
internacionais normelizados,
normalizados, atrevés
através de
entendimentos entre ea Bibliotece
Biblioteca Nacional
Necionel e ae agência internacional
Internacional do sistema,
sisteme, ISBN.°
Não exageramos, portento,
portanto, eo
ao afirmar
efirmar que ae administração de Jenice
Janice Monte Mor foi tão
importante para
pere a Biblioteca Nacional
Necional quanto o foram,
forem, em passados remoto e recente, as de Ramiz
Gaivão, Menoel
Manoel Cícero e Borbe
Borba de Morees;
Moraes; e que ea recuperação da Biblioteca Nacional
Geivão,
Necional foi o
acontecimento meis
mais significativo de
da biblioteconomia brasileira da
de década de 70.
Não gosto de falar
feler na
ne primeira pessoe
pessoa porque echo
acho que Pascal tinha
tinhe rezão
razão quando afirmava
efirmeve
que Ia
le mol
moi est
ast haissable.
haissabia. Mas
Mes considero oportuno dizer-vos que escreví
escrevi longa certe
carta ea meu velho emigo
amigo
e admirável ensaísta que èé o etuel
atual Ministro Eduerdo
Eduardo Porteiie,
Portella, permitindo-me elertá-lo
alertá-lo pere
para o perigo
de substituir-se uma diretora tão eficiente como Jannice Monte Mor. As autoridades
eutoridedes têm porém, —
pare
prõprie razão
rezão desconhece. Na
Ne história
histõrle da
de Biblioteca Necionel
para voltar ae Pascal — razões que ae própria
Nacional
alternaram-se tredicionalmente,
elternerem-se
tradicionalmente, como
conx) diretores, escritores e técnicos. Sem qualquer preconceito
contra escritores, pois fui — desculpai,
contre
desculpei, outre
outra vez, ea nota
note pessoal — e ainda
einda sou amigo
emigo de alguns dos
maiores poetas, ensaistas
enseistes e ficcionistas
ficcionistes da
de literatura brasileira,
bresiielre, como Manuel
Menuel Bandeira,
Bendeire, José Lins do
Rego e Gilberto Freyre — temos que reconhecer que forem
foram os técnicos que reorganizaram
reorganizarem a
Biblioteca Necionel.
Nacional. Parte-se,
Perte-se, agora,
agore, para
pera uma nova
nove experiência, pois o meu amigo
emigo Plínio Doyle não éè
uma coisa nem outre;
ume
outra: èé advogado e bibliófilo. Esperemos que ele, pelo menos não interrompa
interrompe o
trabalho de verdadeira ressurreição iniciado por Jannice Monte Mor.
Mor,
Quanto ãs
Quento
ás bibliotecas universitárias, devo dizer, com ea franqueza que certamente espereis
esperais
de mim, que ea única biblioteca deste
desta categoria existente no Brasil è,
é, com todos os seus defeitos, ea da
Universidade de Bresílie.
Brasília. O que es
as demeis
demais universidades possuem são entes
antes bibliotecas especializadas
— de modo gerei,
geral, independentes e eté
até Inimigas
inimigas entre sí — do que bliotecas universitárias. A
interdiscipiineridade
interdisciplinaridade — que é o fenômeno mais cerecterístico
característico do moderno saber científico e
humanístico — impõe ae centralização de coleções e não apenas
humanlstico
epenas a de processos técnicos e recursos
humanos. Como se os argumentos
ergumentos de ordem econômica e administrativa
edministretive não bastassem, ae eles veio
somar-se este motivo de natureza epistemológica:
epistemoiógice: motivo, portanto,
portento, irrecusável.
mais muítidisciplinar.
Ela deve ser entes
antes
Uma universidade, que se preza
preze não pode ser
multidiscipilner. Ele
intradisciplinar,
Intradisciplinar, interdisciplinar e trensdicipllner,
transdiciplinar, pere
para seguir as
es distinções estabelecidas, em obre
obra
recente, pela
pele Organização Européia
Europèie de Cooperação e Desenvolvimento. E as
es relações
releções de
interdependência entre os diversos tópicos de uma discipline
disciplina (Intredisciplinarídade),
(intradisciplinaridade), entre diferentes
exatas, as
disciplinas (interdisciplinaridade) e até
eté entre as
es ciências
ciêncles ditas
dites exetes,
es naturais, as
es sociais e as
es
chamadas humanidades (trensdiscipiineridade)
(transdisciplinaridade) não são preticemente
praticamente possíveis em selas
salas de aulas
aules e
laboratórios: elas se evidenciem
evidenciam diente
diante de coleções enciciopédices
enciclopédicas — de que as universidades são os
últimos redutos, porque es
as próprias bibliotecas nacionais estão se especializando
especielizendo — e se concretizem
concretizam
quais professores de diferentes especializações discutem entre si e tembém
também com
em seminários nos queis
políticos e lideres
líderes industrieis
industriais e religiosos os problemes
problemas complexos de nosse
nossa época.
Bem sei que sob a esclarecida
esciarecide orientação
orienteção do professor Darcy
Oercy Closs
Cioss e graças èà competêncie
competência ea
eo
ao dinemismo
dinamismo de Antônio Mirende,
Miranda, ea CAPES tem feito o que pode pere
para o estabelecimento de uma
rede nacional de bibliotecas de universidades (recuso-me, como já disse, a chamá-las bibliotecas
universitárias). Muito, entretento,
entretanto, ainda
einde está por fazer.
fezer. Neste perticuier
particular eu poderia
poderie repetir o que o Sr.
Pietro Maria
Marie Berdi
Bardi efirmou,
afirmou, em recente entreviste
entrevista sobre
sobra o Museu de Arte de São Peulo,
Paulo, que tão
competentemente dirige: "Se me perguntarem se estou satisfeito, eu digo que não. Uma
Ume cidade de 10
milhões de habitantes precisava de muho
muito mais arte"
erte"
Tembém
Também o que vejo na maior parte
perte das escolas
escoles brasileiras
bresileiras não merece o nome de
bibliotecas escolares. A ênfase
ênfese no ensino de primeiro e segundo graus, que o etuel
atual governo vem
anunciando, podería
poderia ser um sinal de que vemos
vamos ter, finalmente,
finaimente, bibliotecas escolares neste país.
condicional, porque es
as autoridades brasileiras, com reras
raras exceções,
Deixo, entretanto, o verbo no condicionei,
ignoram a importância
imponência da biblioteca no processo educetivo.
educativo. E o reconhecimento dessa importância é
condição sinequa
sine qua non pere
para ea existência de bibliotecas escolares.
As bibliotecas especializadas se constituem na categoria melhor aquinhoada entre nós. São
muitas, bem equipadas, e de organização modelar. Destaque especial merecem ae Biblioteca Regional
Regionei

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

�912
de Medicina IBIREME) e a já mencionada Biblioteca Nacional de Agricultura IBINAGRI).
(BINAGRI). E, como
já disse, há, excelentes bibliotecas especializadas nas universidades. Aquf já é possível falar em rede
bibliotecária e até em sistema nacional de informaçêk):
informação: no caso, a informação biomédica e a
informação agrícola.
Chego, finalmente, à mais importante
Importante de todas as categorias,que é,
6, indiscutivelmente, a das
F&gt;or considerar que este éö o calcanhar-de-aquiles
calcanhar&lt;le-aquiles da
bibliotecas públicas. E chego constrangido por
biblioteconomia brasileira. Poderia um pequeno país em desenvoK/imeno
desenvolvimeno daixar
deixar de ter biblioteca
nacional, tanto quanto bibliotecas universitárias, escolares ae aspecializadas:
especializadas: tendo uma biblioteca
pública estaria bem servido, pois
F&gt;ois uma das funções primordiais desta categoria de bibloteca éö a
supletiva.
Não preciso dizer, perante um congresso de especialistas na matéria, que o conceito
anglo-americano de biblioteca pública não pode ser, de modo nenhurn,
nenhunrç confundido com a tradição
brasileira de biblioteca estadual ou de
da biblioteca
bibliotaca municipal. Tenho
Tanho sempre feito questão de mostrar aa.y
meus alunos da
de Introdução à Bibliotaconomia
Biblioteconomia que a Idéia
idéia anglo-americana de biblioteca pública não
se coaduna com a idéia luso-brasilaira
luso-brasileira de repartição
rapartiçãò pública, "com livro de ponto, expediente,
protocolo e manifestações de apreço ao Sr.*Dlretot",
Sr.*Diretot", para citar Manuel Bandeira. São, ao contrério.
contrário,
idéias conflitantes. São duas tradiçõas
Idéias
tradições antagônicas. Dois princípios antinõmicos. Duas idéias
antitéticas. Dois modos de ser incompatíveis. Uma acorda cedo ee dorme tarde
tarda ou, em alguns casos
nunca adormece; a outra levanta-sa
levanta-se tarde e vai — preguiçosal —muito cedo para a cama,
cama. Uma parece
ainda mais feliz quando é domingo ou feriado
fariado e,
a; como as praças e praias, fica festivamente repleta; a
outra costuma dizer, como a mulher da vida em certo filma
filme francês: "nunca aos domingosl". Uma
tem as portas Sempra
sempre abertas ae am
em sua fronteira ainda podemos ler esta signific::tiva
significativa informação:
"mantida pelo povo e para uso de todo o povo", a outra tem guichés, tem filas ea tem avisos de que
qua o
expediente já está encerrado.
encarrado.
Peço-vos quase paio
pelo amor da
de Deus que
qua não acrediteis
acreditais esteja
estaja eu aqui a fazer blague ou
humor que, no caso, seria negro. Pois estamos diante de uma tristíssima realidade. É verdade que no
começo do século XIX Inaugurou-sa
Inaugurou-se na Bahia uma biblioteca pública de subscrição cujo modelo foi a
Library Company fundada por Banjamin
Llbrary
Benjamin Frankiin
Franklin na Filadélfia, bibioteca — a nossa elogiada até por
Ferdinando Dénis. Outras excelentes bibliotacas
bibliotecas e
estrangeiros eruditos como Tollenare e Fardinando
prestimosos gabinentes
gabinantes de
da leiturp
laiturp funcionaram muito bem durante o século passado. Já
Jé nos anos 50
deste século e por iniciativa de José Césio Reguaira
desta
Regueira Costa o Recife chegou a tar
ter uma rede municipal
pxjpulares, com
unidade volante, esta, aliás,
de bibliotecas populares,
com' posto de empréstimo
ampréstimo no cento da cidade e unidada
demagogicamente transformada em hospital pelo
demagogicamenta
paio soi disant socialista Miguel Arrais. Tudo isso parece
levar-nos a concluir, como Carlos Drummond de Andrada
Andrade em sua "Lambrança
"Lembrança do mundo antigo" ae
trás pontos da
de exiamação do original:
com os mesmos trés
Hwia jardins, havia manhSs
Havia
manhãs naquele tempolll
tempolil
RefIro-me,
Refiro-me, porém, ao estado
astado atual da questão biblioteca pública no Brasil. O panorama é
desalentador. Somenta
dasalentador.
Somente em São Paulo ae em Curitiba existem bibliotecas animadas pelo dasejo
desejo de
contribuir para a educação, a informação, a cultura e o lazer das respectivas comunidades. Educação,
Informação,
informação, cultura e lazer são os quatro pontos astabelecidos
estabelecidos como essenciais pelo Public Llbrary
Library
Research Group, formado na Inglaterra em
am 1979. Em obra coletiva
colativa publicada no ano passado por
este Grup&gt;o,
asta
Grupo, Barry Tottardall
Totterdell resume o papel
papal da biblioteca pública em termos que,
qua, no Brasil, devem
soar como panacéia aos ouvidos de
da certas autoridades que,
qua, tendo excelentes
axcelentes bibliotacas
bibliotecas particulares
— pois gostam de lar
ler ea viajam frequentamenta
frequentemente ao estrangeiro — são complatamante
completamente insensívais
insensíveis ao
problema da biblioteca
bibliotaca pública.
Para Barry Totterdell a biblioteca pública tem por finalidade "contribuir para manutenção
da qualidade da vida em todos os seus aspectos: educativo, econômico, industrial, ciantífico
científico e
cultural; difundir o conceito de sociedade democrática, na qual todos devem
devam ter o direito
diralto de
da se
sa
tornarem verdadeiros ddadãbs,
cidadãos, cujas personalidades firmes ea integrais contribuam para aumantar
aumentar a
felicidade geral, o conhacimento
conhecimento próprio, de ^melhantes
semelhantes ae do meio ambiente".
Quem conheca
conhece as bibliotacas
bibliotecas públicas amaricanas
americanas ae auropéias
européias sabe que isto não é uma
panacéia. O conceito anglo-americano de
da biblioteca pública é tão germinal que se extendeu por toda
de modo a fazer surgir em Paris — cidade tradicionalmente conservadora sob este aspecto
a Europa, da
— a mais dinamicamente
dinamicamenta moderna bibliotaca
biblioteca pública do mundo:ado
mundo:a do Centro Nacional de Arte ea
Cultura Gerorges Pompidou, cujo edifício arquietetonicamente insólito é bem um símbolo das
inovações culturais que abriga.
Num congresso qua
que é o décimo a há vinte ea cinco anos do primeiro, não temos o direito de
olhar para as bibliotacas
bibliotecas brasileiras com otimismo panglossiano. Não haveria uma relação de causa ea
efeito entre a excelência de nosses
afeito
nossas bibliotecas especializadas e a insuficiência
insuficiêitcia das universitárias, a

Digitalizado
gentilmente por:

�r

913
omissão das escolares e a miséria a da maior parte das bibliotecas públicas? Porque as bibliotecas
especializadas quase que se bastam a sf mesmas, enquanto as outras categorias exigem espírito de
cooperação e interdependência.
Em seu livro Freedom, power &amp; democratic planning, KarI
Karl Mannheim observa com muita
razão que "os grandes progressos da ciência le
la da tecnologia prepararam para posições de liderança
muitos especialistas que, do ponto de vista político e cívico, representam incapacidades bem
preparadas. O treino que receberam os converteu em especialistas,
aspecialistas, tecnicamente aficientes,
eficientes, mas não
conseguiu dar-lhes um espírito filosófico, único que poderia
podería ter aprofundado
eprofundado seus conhecimentos:
faltou-lhes oportunidada
oportunidade para adquirir uma compreensão da nossa situação humana e social".
Peço perdão se estou sendo injusto com os colegas qua
que trabalham em bibliotecas
especializadas ou as dirigem; mas êé forçoso reconhecer qua
que o convívio com especialistas
maçonicamentei fechados em sues
suas especializações tornou-os também
tembêm impermeáveis ao trabalho em
cooperação que uma rede nacional de bibliotecas exigiría
exigiria de todos.
Longe de mim o farisaismo de somente ecusar,
acusar, porque também contritamente me incluo
entre os culpados. Na Missa deste décimo sexto domingo do tempo comum, o capítulo 6, versículos
30 ea 34 do Evangelho segundo Sêo
São Marcos dizem o seguinte:
seguinta: "Os Aprõstolos
Apóstolos reuniram-se
reuniram-sa a Jesus
Jasus ea
comunicararrvlhe tudo o que tinham feito e ensinedo.
comunicararn-lhe
ensinado. Disse-lhes então: "Vinde, retiremo-nos a um
lugar deserto, e repousai um pouco". Porque eram tantos os que iam e vinham qua
que nem tinham
tempo para comer. Foram, pois, de barco, para um lugar isolado, sem mais ninguém. Vendo-os
afastar-se, muitos perceberam para onde Iam;
iam; e de todas as cidades acorreram a pélpara
péjpara aquele lugar e
chegaram primeiro que eles. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se deles,
deles.
. porque eram como ovelhas sem pastor".
Se me permitem ae comparação, direi que nesses últimos vinte
vinta e cinco anos os bibliotecários
brasileiros se reuniram em nove congressos e em mais de uma vintena de jornadas, simpósios e
seminários, para dizerem tudo o que têm feito ae ensinado; a,
e, de modo garal,
geral, fizeram e ensinaram
satisfatoriamente. Nos últimos
satísfatoriamenta.
últimas congressos, o número cada vez maior de participantes estão me
transmitindo a impressão das "ovelhas sem pastor" de que falava
falave Cristo. Desconfio que a
biblioteconomia brasileira está a necessitar de um líder
llder ou, pelo menos, de um órgão que tenha
competência para planejar iniciativas e coordenar esforços, com vistes
vistas à implantação daquela rede
nacional de bibliotecas reclemade
reclamada em 1943 por Rubens Borba de Moraes.Moraes. Aos agradecimentos pela
atenção com que me honraram nesta noite, desejo acrescentar,,
atanção
acrescentar., como palavra final, meus votos de que
tanto a íbiblioteconomie
íbiblioteconomia
neste congresso seja aclamado o llder ou constituído o órgão de que tento
brasileira necessita.

Digitalizado
gentilmente por:

II
11

12
12

13
13

14
14

�914
COD 020.1
CDU 02.001; 002.001
EM BUSCA DA TEORIA
MARIA JOSÉ THERESA DE AMORIM
CRB-9/2
Assitente
Prof. Asshente
Oep.
Dep. Biblioteoonomia
Bibliotaoonomia
Untv.
Federal do Paraná
Univ.
O
Bolsista da C.A.P.E.S.
Programa de doutorado
Case Western Reserve Uníversity
University
Cleveland, Ohk),
Ohio, EUA

a

RESUMO
Descreve o papel da teoria em guiar a pesquisa ae caracterizar as profissões liberais,
Descreva
indicando a aspiração da biblioteconomia a alcançar fundamentos teóricos. Na ciência da
biblioteoonomia ae da documentação, para outros evolukJa
informação, para alguns derivada da biblioteconomia
evoluida
Independentemente,
independentemente, o grande otimismo inicial da
de que seria rapidamente
rapidameme estabelecida uma base
teórica foi seguido pela compreensão mais humilde da necessidade do prosseguimento da busca.
Teorias em pequena escala, modelos, técnicas, métodos e leis empíricas em que se têm baseado
alguns dos trabalhos correntes são mencionados.
elguns
1.0
1.
O TEMA
Sabemos que datas não criam compartimentos estanques, não
nSo delimitam exatamente os
acontecimentos. Mas há qualquer
de tempo escoado, como esses 25
25aiv&gt;sao
acontecimentos,.
qualquar coisa nos marcos da
anos ao longo
dos quais se realizaram os nossos encontros profissionais, qua
que convida à reflexão. Sim, o temário do
10P Congresso Brasileiro de Biblioteconomia
BIbliotaconomIe e Documentação não poderia ser outro; neste jubileu
jubiieu de
prata somos impelidos
impeikfos a avaliações críticas e ao exame de perspectivas. Foi o que
queraavivou
reavivou perguntas
sobre a natureza da área de atividade a que nos dedicamos e que, agora reunidos debatemos.
sobra
debatenras. Com
efeito, o qua
que é ea biblioteconomia? O que é a documentação?
documemação?
Pode parecer absurdo perguntar Isso.
isso. Será, poderieis dizer, que essa bibliotecária não sabe
o que são a biblioteconomia
bSiliotecoiKimia e a documentação
documanteção que há 26 anos pratica e há 25 leciona? Se temos as
leis e portaries
portarias que definem e regulamentam
reguiamentam ea profissão, e o Conselho profissionall
Meu enfoque é outro. Pretando
Pretendo abordar algo além da regulamentação
regulamemação profissional. Minhas
considerações serão relatives
reiativas ês essências, à natureza, àquela
êquela preocupação sempre preseme
presente na
literatura profissional,
profissionai, de
da estabeiecer
estabelecer os furxJamentos
fundamentos teóricos da biblioteconomia ea da
documentação.
exaustivamente e axpor
expor as teorias que têm sido propostas. Seria
O intuito não foi coletar axaustivamente
empreendimento demasiado ambicioso — ae redundante.
redurxfante. Num apanhado parcial, recente, Shera e
Cleveland passaram em revista 24 trabalhos am
em língua inglesa sobra
sobre a teoria da ciência da informação
em geral, publicados num período de 20 anos, de 1955 a 1975 (36). Tento aqui, apenas, perpassar
pelos esforços de alcançar uma base teórica para a atividade profissional.
2. NATUREZA E FUNÇAO DA TEORIA
Existe um problema quando há elgo
Exista
algo insatisfatório numa situação e as noções
noçõastradiciortais
tradicionais
ou questionáveis, desconhecerxdo-se
iitcertezas,
são inadequadas óu
desconhecertdo-se os fatos necessários para resolver as incertezas,
nem se podendo, mesmo, imaginar as possíveis hipóteses. Então, somente, pode ter início a
pesquisa(23). Através dela procure-se
procura-se obter conhecimento ciemífico,
científico, cujo objetivo é a predição,
controle e interpretação dos fenômenos. A primeira das três etapas principais da pesquisa éa
é a análise
do problema, que nos leva à segunda, a observação baconiana dos fatos relevantes. Estes, em terceiro
lugar, sugerem hipóteses, como explicações provisórias dos fatos observados.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

■JJJ

�915
Observando ou experimantando,
experimentando, chegamos, por indução às leis cientificas,
científicas, isto é, passamos
da descoberta de uma relação constante entre
entra dois fenômenos ou propriededes,
propriedades, à afirmação de uma
relação essencial e, por conseguinte, universal e nacessária,
necessária, entre embos.
ambos. Leis científicas são,
segundo Montesquieu, as relações constantes que derivem
derivam da natureza das coisas. Exprassam
Expressam relações
de existência ou coexistência, de causalidade ou sucessão e de finalidade.
Mas a inteligência não se satisfaz em descobrir que os fatos ocorrem da
de determinada
maneira, procura sãber
sàber ae razão de
da assim
essim se passarem, chegando, daí, às teorias, várias induções
anteriores, unidas numa explicação superiordS). Uma teoria é construção simbólica da natureza,
causa, ação, manifestação ou origem de um fanòmeno
fenômeno ou grupo da
de fenòmanos.
fenômenos. Constitui uma
explicação baseada em julgamento, concepções, proposições ou conjunto sistemático ea coerente de
princípios hipotéticos, conceitueis
conceituais ou pragmáticos. Forma-se por especulação, dedução, abstração ou
generalização de fatos ae axiomas, estruturada am
em proposições formais geredas
geradas pelo raciocínio em
sucessivas etapas lógicas(32).
Na concepção popular teoria é6 algo inútil, irreei,
irreal, conflitando
conflltando com a prática, esta
geralntente considerada como "atividade
geralmente
"atividada fore
fora do conhecimento, especialmente etividede
atividade dirigida ao
exterior". Mas não há prática
prátice alguma, seja
seje em
am sentido ético ou técnico, sem teoria,
taoria, pois "toda prática
está ligada a condições previamente dedas"
dadas" e inserte
inserta nume
numa ordem determinada de entemão,
antemão, "com a
qual deve contar e que deva
deve conhecer entacipademente
antecipadamente sob o risco da
de fracassar".(6)
Teorias servam
servem para Impor
impor ordem, sistematizar, simplificar ae dar sentido ao qua,
que, em sua
ausência, seriam descobertas inescrutávais.
inescrutáveis. Integram e organizam leis
lais empíricas, num único sistema
dedutivo e podem servir pera
para a formulação de leis ulterioresl19).
ulterk&gt;res(19).
O fundamento teórico é, não somente,
somenta, ea base para
pare ae racionalização
recionalização da atividade
profissional em casos concretos, como tembém
também ea característica mais importante duma profissão
liberal. Por isso Saracevic afirma que
qua nada há mais prático do que uma boa teorie(29).
teoria(29). -■
-3. TEORIA E BIBLIOTECONOMIA
A biblioteconomie
biblioteconomia tem procurado ativementa
ativamente sue
sua identidade, numa lute
luta para se afirmar
como profissão liberal ae adquirir um lugar ao sol entre
entra as diversas disciplinas. Uma das maneiras
maneires pela
qual busca obter status é tentando passar
pessar de
da uma arte,
erta, uma
ume "ecônoma"
"ecònoma" dos registros do
conhecimento e dos serviços a leitores, a ser ciência. Faltam-nos os equivalentesdos
equivalentes dos termos ingleses
librarianship ae library Science
science para expressar ae distinção. O conhecimento biblioteconômico não está
sistematizado em leis ea teorias. Pala
Pela pesquisa objetive-se
objetiva-se torná-lo científico, buscando-se relevância
explanatória e poder preditivo.
Nos Estados Unidos, é sabido, ea criação da Graduate Library School, da Universidade de
Chicago, introduziu formalmenta
formalmente ea preocupação com a pesquisa,
pesquise, que
qua Pierce
Pierca Butler
Butier defendeu
defandeu em
am
Introdução à ciência da biblioteconomia{3).
biblioteconomiaiS). Interessanta
Interessante contradição do humanista qua
que realmenta
realmente
não acreditava naquilo que defendia... Asheim, no prefácio, afirme
afirma que o livro representou a
primeira exposição extensa do enfoqua
enfoque da educação em biblioteconomia
bibliotecorxrmia introduzido no currícuio
currículo e
programa de pesquisa da rx&gt;va
nova escola. Com muite
muita razão, declarou que, embora Butler
Butier considerasse o
livreto epenas
apenas um panfleto pare
para aqueles tempos, surpreendente
surpreendentemente
menta pouco de
da obra demonstrava
sinais da
de idade, trinte
trinta anos mais
meis tarda a,
e, podemos acrescentar, mesmo egora,
agora, querente
quarenta ae nove anos
depois. Merece ser lida como uma defesa da pesquisa e exortação ao bibliotecário para que procure
atitude crítica dos princípios, diretrizes e procedimentos profissionais,
cultivar uma etitude
profissionais.
O tama
tema de Festschrift dedicado ao Dr.
Dr, Jesse Hauk Shara
Shera foi axetamente
exatamente a recomendação
freqüente do homenageado, de qua
frequente
que os bibliotacários
bibliotecários busquem os fundamentos teóricos da profissão.
- O título.
título, Toward a theory of librarianship, é apropriado, pois ainda se está
astá caminhando em direção à
teoria(26). Estamos longe de chegar lá, sendo prematura ea advertência de Verner W. Clapp, de que ea
filosofia da biblioteconomia, assim como
corrx} a teoria do cosmos ou uum
m sistema de ética, nunca pode ser
final e completei?).
completai?).
Enfim, o qua
que temos é a compreensão de que ae biblioteconomia é uma área
inter-disciplinar, de natureza instrumental. Falta-lhe
Felta-lhe conteúdo substantivo, ausência essa que
provocou a queixe
queixa de colega inteligente ea instruída, enfrentando seu sétimo ano
eno de estudos em
bibliotecoromia, ea nível de pòs-graduaçãb;
pòs-graduação; apesar de tanto estudo, sente que nada sabe. Realmente
quem estuda, por exemplo, biologia, engenharia, química, física,
físice, pode dizer que adquiriu um
conjunto de conhecimentos. Sabendo catalogar, classificar, atender os leitores, obtemos apenas o
domínio de técnicas para lidar com os regist^'s
registras dos outros campos do conhecimento.
conhecimanto.
Rawski admite haver na biblioteconomia apreciável número de dados e, provaviemente,
oriurxJos de vários campos do conhecimento, proposições e conceitos trabalháveis, mas não podemos
oriundos

Digitalizado
gentilmente por:

�916
falta de um conjunto ordenado de propriedades e
chegar a uma decisão sobre o seu significado por feita
relações empiricas(26).
4. TEORIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Os cultores da ciência da informação têm-se esforçado por atribuir-lhe uma identidade
distinta. Ainda é usada a designação "otietiana"
"otietiena" de
da documentação(20, 39), mais adequada para
alguns, para outros, superada. Preocupações de definição e delineação do território ocupado pela
ciência da informação são frequentes na litereture(2,
literatura(2, 5, 27, 36), tendo Shera e Cleveland passado em
revista es
as definições propostas desde
desda a conferência sobre o treinamento de especialistas em
informação científica,
cientifica, no Georgia
Geórgia Institute of Technology, de Atlanta, em 1961 e 1962(36).
Quanto às origens, é, contraditoriamente, considerada ora como tendo surgido
independentemente, ora como derivando da biblioteconomia e da documentação. Segundo Goffman,
independentemante,
é uma atividade que
qua foi chamada, indiferenciadamente, de documentação, recuperação, ciências e,
finalmente, ciência da informação! 13). Para Lea M. Bohnert, teria sido documentação em 1950,
recuperação da informação lá por 1960 e ciência da informação na década de 1970(4). Vickery
comentou que a biblioteconomia ae a documentação estavam se transformando
trensformando em ou sendo
absorvidas por um nova disciplina, "ciência e tecnologia da
de informação"(40). Os europeus usam
informática, restringindo-a èà informação científica.
cientftica.
Para Saracevic, ea ciência da informação teria emergido do contexto dos novos campos de
comunicação, não como expressão
axpressão ou metamorfose da bibliotecorximia
biblioteconomia ou da documentação. Na
grande mabria
maioria os seus fundadores não eram bibliotecários ou documentalistas e as abordagens
originais não seriem
seriam derivadas das outras duas áreas.
ãrees. A biblioteconomia ter-se-ia ocupado mais das
fontes de comunicação, preservando e organizando documantos,
documentos, ao passo que a ciência da
informação concentrer-se-ia
concentrar-se-ia no destino da comunicação, recuperendo
recuperando e disseminarxio
disseminando ea literatura. A
ciência da informação não seria orientada exclusivamente para o problema biblioteconòmico, tendo
componentes intimamente relacionados com o trabalho em outros campos. Também, a
biblioteconomia taria
teria comFxsnentes
componentes não relacionados com a ciência da informação. Mas não entram
em competição e as
es relações mútuas são naturais, não só pelos fenômenos e processos que lhes
servem de base, como pelo apoio reciproco;
recíproco; assim como a medicina e ea biologia tratam dos mesmos
fenômenos sob diferentes aspectos, o conhecimento criado num campo é utilizável no outro
outro(30).
(30).
A ciência da informação é considerada como uma disciplina, ao passo que a documentação
teria sido mais um movimento internacional(30, 36), o que explicaria, segundo Sarecevic,
Saracevic, o relativo
fracasso da documentação em Implementar
implementar seus ambiciosos planos e o desinteresse de que foi alvo
por parte dos fundadores da ciência da informação(30). Nossa biblioteconomia e documentação
tiveram e têm ainda essa
esse aspecto de movimento, de uma causa. Devemos adquirir não só formação
profissional, mas assumir a disposição de lutar para a implantação das idéias inerentes. Esta menção
aqui não é um desfraldar de barxieiras para ea luta. É apenas a constatação de um fato que
quadeve
deve ser
se quisermos compreender o desenvolvimento da biblioteconomia e da
levado em conta sa
documentação em nosso meio. Buscando alcançar essência, natureza, devemos compreender que essa
característica de causa ou movimento é parte imprescindível da biblioteconomia e documentação
atividades sociais.
como etividades
De início,
Oe
inicio, houve grande otimismo de que
qua uma nova disciplina básica emergiria de certas
teorias fundamentais dos fenômenos da inforrtiação
informação para ser rapidamente arrolada entre es ciências
respeitáveis, mas essas ilusões logo se dissiparam(37).
Saracevic e Rees (34) sugeriram a ciência da informação como fundamento
Em 1968 Seracevic
que foram criticados recentemente por Wright (41):
(41); como seria Isso
isso
teórico da biblioteconomia, no qua
possível, sa
se não deenvolveu a sua própria teoria?
Embora dando razão a vários pxsntos
pontos da recensão de Saracevic, feita em 1971 sobra
sobre a
Annual Review of Information Science and Technology (ARIST), Salton
Saiton comentou que
qua a critica
crítica
sugeria grandes desenvoivimentos
desenvolvimentos am
em ciência da informação, e não pôde deixar de perguntar quais
"reações sérias" que estavam
exatamente as "reeções
astavam sendo sentidas, quais as "áreas vitais de estudo" e onde
estava a teoria aplicável(28, 31).
O sentimanto atual, apontado por Belkind), é de constangimento (self conciousness) da
ciência da Informação,
informação, evidenciado na preocupação com seu status perante as outras disciplinas
discipiinas e
como ciência, e com o significado dos seus assuntos e objetivos de investigação. Sugere que algumas
dessas manifestações são naturalmente devidas aos problemas sociais e políticos que qualquer nova
disciplina (ou área de investigação aspirando a tal status)
stò.us) enfrenta, tais como a indiferença ou
hostilidade da comunidade acadêmica estabelecida, a luta pela sua parte dos fundos limitados de

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�917
pesquisa e desenvolvimento, o complexo de inferioridada
inferioridade por nSo ter métodos de pesquisa bem
definidos num meio social que
qua os exige para aceitaçSo;
aceitação; outros aspectos poderiam,
poderíam, contudo, estar
astar
mais relacionados com preocupações estritamente
estritamenta intarnas,
internas, "cientifica^',
"cientificai", isto é, com problemas
problamas da
estrutura teórica da ciência da InformaçSo
astrutura
informação que
qua devem ser resolvidos a fim de haver propasso
progresso na
solução dos problemas
problamas práticos.
Dentre as recomendações de Saracevic na sua critica
crítica à ARIST, figurava a de
da qua
que a ciência
ciãncia
da informação, especialmente,
especial mente, fosse tratada, passada em revista a intarpretada
interpretada como ciência, devendo
deverfdo
onde existente,
proeminenteOl). Para Groliar,
ela não
ttão éá uma
a teoria, quarxfo
quendo ea onda
axistenta, ser revisada de modo proeminenteOI).
Grolier, ala
ciência, no sentido de
da disciplina estabelecida ae unificada, mas um campo de astudos
estudos
intar-disciplinaras
inter-disciplinares algo irKiefinido,
indefinido, assolado até agora por demasiados
damasiados dados quantitativos pouco
fidedignos, não relacionados com sólidos modelos teóricos; os dados quantitativos tão
são Ingredientes
necessários, mas insuficientes
insuficiantes para estudos verdadeiramenta
verdadeiramente científicos. Precisam de hipóteses
básicas, testáveis ea "falsificáveis",
"falsificávais", ou seja, de
da uma abordagem teórlcall7).Wright
teórica(17).Wright (41)epontou-lhe
(41)epontou-lha o
conteúdo não substantivo e argumentou também que, pela sua própria natureza, não poderá ser
contaúdo
ciência. O argumento lembra o de
da Finney am
em relação à educação ae às ciências
ciêtKias sociais em geral, vendo
o erro na Insistência
insistência am
em aplicar aos fenômenos não espaciais da menta,
mente, por Infarêncie
inferência da
de falsa
analogia, a mesma técnica da
enalogía,
de aquisição do conhecimento aplicada aos fanómenos
fenômenos espaciais da
de matéria
ae movimento quantitativos! 11).
Segundo Slamecka, é remota a perspectiva da
Segurxfo
de estabelacer
estabelecer teorias furKiamentais
fuixlamentais dos
fenômenos da Informação,
informação, nem estão detarmiiuidas
determinadas sua naturaza
natureza ea forma, sendo
tendo vagas as percepções
dos fenômenos(2,
fanômenos(2, 37). As esperanças dos pesquisadores da
de criarem
criaram uma nova disciplina básica em
menos de uma geração e de obterem
obteram o seu reconhecimento como mambro
membro igualmente
iguelmenta respeitável das
estabelecidas eram irraals.
irreais. Embora o entusiasmo passado fosse
fossa compreensiva!
compreensível em
ciências astabalacidas
retrospecto, Slamecka critica a imprudência em crar
crer qua
que as furKiaçOes
fundações teóricas de
da uma ciência básica
pudessem ser formuladas em tão curto espaço de tempo; ae busca de uma ciência da informação
pudassem
deveria, assim, continuar com humildade consideravelmente maior, motivada por um desejo genuíno
da
de compreander
compreender as premissas, parâmetros ae substância de tel
tal ciência, am
em ves da
de paio
pelo açodamento em
convencer o rruindo
mundo qua
que realmente exista
existe uma disciplina básica(37).
Saracevic agora faz eco a tais observações, réconhecarKio
reconhecendo que
qua o objetivo (sonho) da
pesquisa básica na ciência da informação é formuiar
formular uma teoria garal
geral da comunicação, pere
para lha
lhe servir
de alicerce teórico, mas que o otimismo da
da
de ser alcançado um tanto rapidamenta
rapidamente começou ea se
que é altamente complaxo
complexo ae ambicioso. A seu
desvanecer com a compreensão de qua
sau ver, a
biblioteconomia não foi bem sucedida em deserwolver
desenvolver uma base teórica ae um componente cientifico,
científico,
faltando-lhe a tradição de Indagações teóricas ea experimentais, mas a ciência
faltando-lha
ciêtKÍa da Informação está
tentando adquirl-los,
tentarKio
adquiri-los, admissivelmente
admissivalmenta com sucesso limitado(30).
llmitado(30).
Sublinhando a enorme necessidade da compreensão teórica, Slemecka
Sublinhendo
Slamecka faz lambrar
lembrar
que, a despeito da preocupação com conceitos ebstratos,
abstratos, a pesquisa básica
bésice na ciência
cléncla da
de
informação, essim
Informação,
assim como em qualquer outra, se efetua
efetue num mundo real ae político, cujo
comportamento determina poderosamanta
poderosamente sua sustentação e limites. ComK&gt;
Como recurso para
pare se obter
oportunidade de justificar, em termos
tarmos fortes e pleusiveis,
plausíveis, ea continuação de programa vigoroso de
pasquisa
pesquisa teórica dos fenômenos, processos ea sistemas da
de informação,
Informação, sugera
sugere a mudança do que chama
"domínio problemático", as áreas da
de Interesse da ciência da Informaçãò(37).
informação(37). Essas variaram através
do tampo,
tempo, num desfile
dasfile de esquemes
esquemas habilidosos, cada um dos quais proclamado pelo seu inventor
Inventor
como sendo a resposta aos problamas
problemas da recuperação da .Informação(13).
.informação(13). Nas décadas da
de 1940 e
1950 predominarem
predominaram es
as tentativas da
de crier
criar máquinas especiais de recuperação, combinando a busca de
referências relevantes com o fornecimento de cópias de documentos; surgiram o Rapid Selector, o
Filmorex, o Minicard, as aplicações computadorizadas da
de pesquisa bibliográfica, os trabalhos de H. P.
anos decorridos entre 1960 e 1975, as atividades de
da Informação
informação cientifica
científica
Luhn(4). Em suma, nos 15 enos
a técnica
técnica* foram de natureza
naturaza aplicada, desenvolvendo procedimentos e sistemas para
pare arrolar ae
disseminar documentos, aperfeiçoando o controla
coritrole da literatura cientifica
científica a o acesso a ela; a
preocupação era com o manejo doméstico dos documentos e com os mecanismos
mecanisnx&gt;s de entrega. O
surgimento da
surgímanto
de novo "domínio problemático" evidencia-se na emergenta
emergente consciência social das
questões do valor ea adequação do conhecimento científico; no engajamento consciente numa
otimização, auxiliada por máquinas, do solucionamento
solucionamanto de
da problemas
problamas e da tomada de decisões; no
ebuliente problema da pouca eficiêrKia
eficiência dos sistemas e organizações de ensino; no dilema entre o bem
comum e ae privatização
prívatizeção individual. O novo "domínio problemático" consiste na necessidade de
descobrir os princípios ea da
de desenvolver os meios para a administração
edministração ótima de um dos recursos
que
chaves do homem, o conhecimento. Mas, adverte Slamecka, este é um domínio problemático qua
assinala e acompanha a pendente transição de uma sociedade irxlustrial
industrial em pós-industrial, sociedade

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�918
de conhecimento. Em consequência,
consequèncie, nSo éê um imperativo
in&gt;perativo universal e, em muitas partes do mundo,
prematuro(37). Compete-nos, aos
será considerado, ainda por muito tempo, irrelevante
irralevanta e pramaturo(37).
bibliotecários brasileiros, examinar essa hipótese em face de nossa sociedadel
em que
ponto. entSo, está a caminhada empôs
Cleveland acharam
am
qua ponto,
empós a teoria?
teoria?. Shera e Cieveiand
inquietante a escassás
inquietanta
escassês da
de rafarèncias
referências à pesquisa básica qua
que contribuiria para os fundamentos da
ciêrKia da informação. As discussões
ciêrx:ia
discussõas nSo tomam como arcabouço as contribuições
contribuiçOes já existentes.
Predomina uma ratórica
retõrica filosófica, fazendo perecer
parecer qua
que sa
se procura aceitaçSo
aceitação como disciplina
cientifica apenas a poder da
de falatório: se falarmos bastanta,
bastante, talvaz
talvez possamos nos convencer a nós
mesnrxjs e ao resto do mundo(36).
mesmos
As invastigaçOes
investigações em andamento consistem na acumulação
acumulaçSo de dados e em trabalhosa’
trabalhosa'
taxionomia, raalizando-se
realizando-se sobra
sobre teorias em pequena ascaia.
escala. Espera-se que asse
esse trabalho contribua
para a formuiaçSo
formulação de teorias mais amplas que, por seu turno, sugerirão experiências, e assim
sucessivamente(20, 30).
Na pesquisa, como em qualquer outra atividade, existem modas. Assim, na ciência da
informação declinou o interesse por projetos e avaliações
avaiiaçSes de sisternas
sistemas e estudos do usuário, tópicos
esses suplantados pela bibliometria, estudos da literatura e comunicação(30, 31).
Fértil na sugestão de
da tópicos para pesquisa tem
tam sido a teoria epidêmica, proposta por
Goffman. Em analogia com a propagação de doenças, na transmissão do conhecimento a idéia
desempenha o papel do material infeccioso. A informação
Informação corresponde ao
eo agente por meio do qual
esse material éè transmitido, e a interação entre um indivíduo ea uma idéia pode resultar ou não na
aquisição de conhecimento, assim como o contato
confato entre uma pessoa e o material infectante pode
resultar ou não na doença.
doança. Os princípios inerentes
Inarentes à difusão de doenças infecciosas também
governam a difusão da informação,
Informação, essim,
assim, a dispersão do conhecimento, que é um processo de
comunicação, pode ser representada como um processo epidêmico. Consequentemente, epidemias
podem ser usadas como modelos para se obter compreensão dos processos de comunicação; podemos
substituir o estudo destes, sobre os quais
queis pouco se sabe, pelo estudo dos processos epidêmicos, para
os quais existe uma teoria e que apresentam certas importantes características em comum com o
assunto sob investigação(14). Naturaimente,
Naturalmente, ea analogia não é completa. O material infeccioso que
penetra num organismo não continua disponível para infectar outros suscetíveis. A informação,
evidentemente, não desaparece, lido o documento que ae contém. A transmissão é apenas de idéias, de
evidantemente,
conteúdo, não de matéria. O documento continua em existência, podendo exercer influência sobre
outras mentes. São inúmeros os escritos que podem comunicar idéias de mente ea mente, ao passo que
características. Na teoria epidêmica é representado
um agente infeccioso é sempre o mesmo nas suas caractarísticas.
apenas um rg.odoide
ro.odoide comunicação. Para es
as oito variáveis são necessárias oito equaçOes
equações diferenciais,
não havendo solução para o sistema completo dessas aquações(35).
equaçSes(35). Contudo, esta dificuldade pode
fundamental da estabilidade de um processo epidêmico (de
ser contornada: ea teoria introduz ea noção furKiamental
doenças e idéies),
idéias), derivando o teorema respectivo e estabelece, formaimente,
formalmente, condiçOes
condições para o
controle ótimo do processo; assim, é possível determinar
determiitar as condições de estabilidade, sem conhecer
a solução dos conjuntos de equações diferenciais que representam
representem o processo(32). Saracevic
qualificou a teoria epidêmica como a única relacionada com ea comunicação que tenta mostrar algo
da dinâmica do processo(33).
Criticando o método direto de recuperação da informação, no qual
quei todo um conjunto de
documentos tem de ser examinado para
pare determinar um subgrupo que atende a uma consulta,
Goffman propôs o método indireto. Se um documento for considerado
consideredo relevante a uma pergunta,
pode ser afetada a relevância dos demais existentes no conjunto, visto que o velor
valor da informação
esses pode aumentar ou diminuir como resultado da
transmitida por asses
de informação transmitida pelo
primeiro. A relação não é entre a pergunta ea cada documento, mas dos documentos entre si. Com
base nasse
nesse raciocínio, Goffman calcula a probabiiidada
probabilidade condicionei
condicional de que a relevância de um
documento seja influenciada pelos demais existentes na
ne coleção, estabelecendo as cadeias de
comunicaçãodS).
Derek de Solla
Soila Price desenvolveu o modelo exponencial para estudo do crescimento da
literatura científica, calculando que o número de periódicos científicos após 1665 dobrou
regularmente em períodos de 15 anos e que esse crescimento exponencial continuaria por algumas
décadas após 1961, com um eventual e próximo nivelamento da curva. Mas, como o aponta Groiier,
Grolier,
o primeiro periódico científico. Gesta Lynceorum, da Accademia dei Lincei, apareceu em 1609 ea
duplicação regular a cada 15 anos a partir daquela data teria resultado em 16.777.216 periódicos,
incluindo os de publicação suspensa, por 1969, o que excede de umas 100 vezes o número
incluirKio
núnrtero realmente
reaimente
existente naquela data. Price supôs, também, que as revistas de resumos surgiram em 1830, data da
criação da Pharmaceutisches Centraiblatt,
Centralblatt, e qua
que a essa época haveria já 300 revistas, mas, segundo

Digitalizado
gentilmente por:

II
11

12
12

13
13

14
14

�.919
919
Grolier,
Grolier. a primeira publicação de resumos começou em 1710, quando todos os periódicos científicos
totalizavam pouco menos
meitos da
de 50; se esse tipo da
de publicação secundária tivesse crescido
exponencialmente no período sugerido por Prica,
Price, também 15 anos, o seu número acumulado em
1965 seria da
de 131.072, certamenta
certamente mais do que
qua dez vezes a cifra verdadeira. Grolier acrescenta que
examinou várias estatísticas usadas por especialistas em bibliomatria
bibliometria e as achou, no todo,
extremamente questionáveis, em certos casos até inúteis(17).
Em 1960, Calvin Mooars
Mooers ascraveu
escreveu um aditorial
editorial em American Documentation(22),
Documentation{22),
comentarxlo o fato da
comantarrdo
de alguns sistemas da
de recuperação da informação, ambòrai
embora; fracos, serem
intensamente usados, em contrasta
contraste com outros, de técnica muito superior, que mareciam
mereciam pouca
atenção dos usuários, e se perguntava o por que disso. Como explicação, sugariu
sugeriu um princípio
principio ou lei
iei
de comportamento, que,
da
qua, segundo acreditava, governa o uso dos sistemas de
da recuperação da
informação. Argumenta que, para muitos, é mais embaraçoso ter do que
qua não ter informação. Nessa
situação, é da
de se esperar que
qua as pessoas evitarão usar um sistema eficiente em
am lhes proporcionar
informação. O contraditório princípio
principio foi assim expressado:
axpressado: LEI DE MOOERS: Haverá uma
tendência a não se usar um sistama
sistema de recuperação da informação sempre que for mais doloroso e
perturbador para o usuário tar
ter do que
qua não ter
tar a informação.
Isso vai contra suposições tácitas da
de qua
que é desejável dispor da
de todas as possíveis
informações. Nos longos anos da
de trabalho em
am bibliotecas especializadas, muitas vezes
vazas me lembrei
des$a "lai".
"lei". Explica muito do qua
que todos na mesma situação devam
devem ter experimentado. Quantas vazes
vezes
melhores fontçs, sobra
sobre assuntos de Interessado
Interesse do usuário ae insistentemente solicitadas pelos mesmos,
as malhores
atenção para os recursos da
ficavam sem uso, embora empregados todos os meios de atrair a atanção
bibliotecal
bibllotecal
Segundo Grolier,
Groiier, a lai
lei da
de Mooers ainda não foi testada "cientificamenta"(17).
"cientificamente"(17). Alguns
estudos, por exemplo, da distância a ser percorrida para acesso a uma coleção
colação em relação com o uso
feito deia,
dela, ou da tendência em citar trabalhos porque
porqua estão
astão disponíveis ae não por serem os melhores
sobre o assunto, ae outros desse tipo, parecem baseados, senão na lei, pelo menos em raciocínio
semelhante ea ■ vivência da situação... Ainda, Salton(28) raclamou
reclamou Saracebic não tar
ter apontado, na
sua crítica
critica à ARIST, o fato da
de sarem
serem passados em revista unicamente
unicamanta trabalhos em língua inglesa, o
que lhe
qua
lha parece inevitável quando os críticos são americanos que não lêem ou não poJem ler
lar trabalhos
em línguas estangeiras.
estartgeiras. Mooers explica?
Os estudos bibliométricos empregam a lei
lal de Bradford, uma regularidade estatística
derivada empiricamertte,
empiricamenta, qua
que descreva
descreve a distribuição da
de artigos pelas revistas especializadas ae é
apiicávei a fenômenos relacionados;
aplicável
reiacionados; a lai
lei da
de Lotka, sobra
sobre a produtividade dos autores; a de
da Zipf,
relativa à frequência com qua
que ocorrem as palavras num taxto.
texto. Fairthorne nos ensina que essas ae
se ajustam a certos fenômenos de
semelhantes leis empíricas tem comportamento hiperbólico e sa
da
lingülstica, economia ea aos erros de
psicologia, meteorologia, linguística,
da sinalização, presumivelmente, também
a quaisquer outros tendo as necessárias propriedades formais. As distribuições hiperbólicas são o
resultado Inavitéval
Inevitável da necessidade combinatória ae de tendência a comportamento racional de curta
duração, sempre que um grupo da
de pessoas deve usar um repertório de elementos dados para formar
comptostos e quando o aspecto
compostos
aspacto de "custo" ou inconveniência desses elementos é6 dominante.
Geralmente os elementos ea seu uso surgem da maneira como as pessoas escolham
Geralmenta
escolhem observar,
obsarvar, ordenar
ordertar
ou falar sobra
sobre as coisas, não da natureza das próprias coisas. Dessas características é possível deduzir
conseqüèncias da mudança dos alamentos,
consequências
elementos, saus
seus custos ae as regras para usá-los(9).
de Mateus", apontado por Huston
Relacionado a essas regularidades, há o "efeito da
Marvin, da
de Harvard, na área da política ciantífica(17).
cientlfica(17). "Dar-se-é
"Dar-se-á ao qua
que tem e terá am
em abundância.
Mas ao qua
que não tem, tirar-se-é
tirar-se-á nrtesmo
mesmo aquilo que julga ter", diz-nos o evangelista na parábola dos
talentos (capítulo 25, versículo 29).
Com a indicação das técnicas da
de artálise
análise de citações, qua
que permitem identificar as
constribuições mais significativas ea as frantes
frentes da
de pesquisa, estão apontados aiguns
alguns dos principais
recursos a guiar a pesquisa básica na ciência da informação.
Há 49 anos atrás os bibliotecários foram honrados com o exame da sua profissão por um
insigne filósofo. SIm,
insigna
Sim, claro, não poderia
podaria deixar de mencionar José Ortega Y Gasset, cujo ensaio foi
1936 no Congresso Internacional de Bibliotecários ea Bibliógrafos. A
lido a 20 de maio de 1935
pertubadora missão qua
que Ortega y Gasset apontou para o bibliotecário, servir como um filtro antra
entre o
homem e a torrente de livros qua
que se avoluma, tem sido objeto de
da susto de controvérsia, mas nunca
esteve mais atualizada(24).
estave
atuaiizada(24).
Alguns depoimentos: Muitos documentos são repetitivos. Mesmo quando o usuário
necessita cada fragmento de informação sobre um assunto, raramante
raramente isso significa que lhe é
necessário ter todos os documentos relevantes. Lamentando a ausência de dados válidos sobre a
redundância dos escritos científicos e técnicos, Cleverdon menciorta
menciona uma investigação de R. Shaw,

Digitalizado
gentilmente por:

�920
que constatou serem necessários apenas 96 documentos para ter todos os itens de
da informação
informaçáo
contidos numa coleção completa de
da mais de 4.000 escritos
ascritos relativos à aplicação de plantas
lactescentes(8).
Vários estudiosos opinam que anfrantamos
enfrentamos uma explosão não de informações, mas de
publicações, denominada explosão documentária ou bibliográfica. Foskett comanta
comenta que
qua talvez os
bibliotecários pudessem solver alguns dos problemas de recuperação e relevância, encorajando uma
espécie de contraceptivo
contraceptive literário .. .(12).
Grolier raclama
Groliar
reclama contra as impressionantes somas gastas ou solicitadas para proporcionar
de informação que se suprõe
supõe corresponderem às suas
aos cientistas ou técnicos os serviços da
necessidades, sem a menor prova empírica
ampirica de que esses gastos tenham melhorado ou realmanta
realmente
melhorem, num futuro predizfval,
predizfvel, a situação vigente, vindo, ao contrário, adicionar uma dose a mais
de poluição intelectual
da
Intelectual ao já alarmante nível
nfvel de
da "informação" indesejável(17).
Saracavic
Saracevic manifesta esperanças da
de qua
que algumas novas áreas da
de pesquisa, embora sem
aplicação imediata ae dramática, como as da década da
de 1960, possam conter a resposta ao sério
problema que, não corrigido, poderá fazar
fazer a indústria da informação desabar sobo
sob o próprio
prõprio peso: as
bases da
de dados ae serviços on lina
line relacionados, atualmente o principal suporte da indústria da
informação.estão orientados para o controla
controle da quantidade, não da qualidade. Já se obteva
obteve boa
lnformação,estão
medida de
da controle da quantidade da
de literatura sobre dados assuntos, mas não da sua qualidade
enquanto relevante a usuários ea áreas
anquanto
áraas determinadas. Está havendo recuperação demasiada,
especialmente da
de muito lixo, não há filtros qualitativos. A
Â medida que os requisitos da informação se
tornam mais complexos ae a literatura nas bases da
de dados cresce cada vez mais,
mais, o problema da
qualidade se torna mais agudoOO).
agudo(30).
De maneira objativa,
Da
objetiva, não baseada em meras
maras suposições e julgamentos feitos com critérios
subjetivos, os bibliotecários estão gradualmente
gradualmante se capracitando,
capacitando, pelo emprego da bibliometria, a
realizar o que Ortega y Gasset apontou como sua missão(25). Fecha-se o círculo.
E no Brasil? Qual a preocupação com a teoria que
qua possam ter
tar revelado os bibliotecários
brasileiros? Acredito não errar dizendo que não temos tido essa preocupação. Da
De fato, quando se
está ocupasíssima no
rto trabalho de biblioteca, pareçam
parecem sonhos ae quimeras considerações de teoria,
filosofia, conteúdo substantivo. Para nós
nòs há muito conteúdo, os dias são curtos para vencer tudo o
que sa
se precisa ae se poda
pode fazer numa biblioteca. Corrobora essa opinião um artigo pedindo um
aumento qualitativo no níval
nível da
de formação profissional e a consolidação de "uma autoconsciência
autoconsciència da
Biblioteconomia como profissão liberal de níval
nível universitário" ae vendo "justamenta
"justamente nessa
nesse fator da
de
distanciamento antra
entre o profissional ae os princípios filosóficos que deveriam nortear sua atuação no
processo da
de desenvolvimento sócio-econòmico brasileiro... uma das causas fundamentais dos
problemas que a bibliotaconomia
biblioteconomia brasileira enfrenta... o primeiro passo (para uma solução) estará
dado na medida em que
qua o bibliotecário inicia uma especulação acerca do qua
que faz, porque
porqua faz e para
quem faz, criando um arcabouço teórico qua
que transforma o seu cotidiano em clència".(10).
ciência".(10).
Fíè trabalhos analisando, definindo, delimitando a ciência da informação
Há
Informação ea a biblioteconomia. Seria do maior intarasse
interesse um levantamento bibliográfico e um estudo
astudo das correntes
correntas de
da opinião
expressadas, para maior
nnaior conhecimento das influências que
em nosso meio. Um fato
neles axprassadas,
qua têm atuado am
estimulante para os estudiosos é o da
de qua
que antra
entre nósastá
nós está tudo, praticamante,
praticamente, por pesquisar.
Taorias
Teorias já tratam "da
"de coisas, isto é, da causa formal e material (natureza dos corpos), só a
Filosofia, como ciência das essências, das rtaturazas,
naturezas, pode julgá-laií'(38).
julgá-lasí'(38). O que buscamos é
conhecimento a,
e, am
em última análise, sabedoria.
O asforço
esforço da
de tornar a bibliotaconomia
biblioteconomia uma ciência tem levado à pregação de um método
de pesquisa estraitamenta
estreitamente limitado à comprovação da
de hipótese$(16).
hipóteses(16). Mouly, em cuja obra Goldhor
baseia muho
muito do seu
sau ensino,
ansino, critica a restrição da pesquisa a uma das suas etapas, apenas, sob o perigo
ulteriores conhecimentos(21).
de serem fechadas as portas a ulterioras
É moda menosprezar os astudos
estudos descritivos, mas J. D. Bernal (citado por Grolier, 17),
lembra que o assunto todo da transmissão da informação precisa de uma análise do tipo descritivo ou
de história natural (grifo da
de Barnal),
Bernal), antes qua
que possamos ter esperanças de determinar os números
certos a procurar ou as perguntas a formular.
formular,
FairthorneO) concluiu qua
Fairthorne(9)
que o levantamento das distribuições hiperbólicas'
hiperbólicas empíricas
apoiava a conclusão extraída por Bradford de sua própria lei: para se saber mais acerca da própria
especialização deve-se sair para fora dela; não se deve ater muito à própria localidade
localidada nem ser
ser.
demasiado contemporâneo. O passado é um proveitoso prelúdio.
Nesse espírito, serva
serve para nós a reclamação da
de Shera e Cleveland, da extrema nacessidade
necessidade
Nassa
de uma história erudita do movimento de
da documentação nos Estados Unidos e da emergência da
ciência da informação. O aspecto de causa ou movimento constituiHnteressante hipótese para guiar o

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�921
estudo da nossa biblioteconomia. Ecoamos a advertência de que decresce o número de participantes
no movimento ae da existèru:ia
existência de muita hist&amp;ria
história nSo registrada em perigo de se perder, sendo
fundamental um projeto sério de história
hist&amp;ria oral para a preservação das memórias dos personagens
persortagens
sobreviventes. Precisamos desses estudos para maior compreensão, ria
na caminhada para a teoria.
Parodiando Cuttar,
Cutter, podemos dizer: "sejamos científicos, não sejamos muito científicos".
Finney rx&gt;s
ik&gt;s faz lembrar que,
qua, no sentido mais estrito da palavra ciência, a psicologia e a
sociologia Ica.bem
(cabem aqui a biblioteconomia ea a ciência da informação), não são de modo algum
ciências, nem jamais poderão ser. De fato,
fato. é de se conceber que o culto da ciência
cièiK:ia se possa tornar
verdadeiro obstáculo ao conhecimento, pois acordos fundamentais no campo mental-social serão
acumulados principalmente pelas visSes
vísSes do gênio introspectivo e os principais instrumentos de tal
pesquisa continuarão a ser lógica, filosofia, as belas artes... as humanidades, enfim01).
enfimd 1).
REFERÊNCIAS
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.

10.
11.
12.
13.
14.
15.
16.
17.

BELKLIN, Nicholas J. Information concepts for information science.
sciarKe. Journal of
Documentation. London, 34:55-85,
Documentation,
J4:55-85,1978.
1978.
BELKIN, Nicholas J. &amp; ROBERTSON, Stephen E. Information Science
science and the
phenomenon of information. Journal of the American Society for Information
phanomenon
Science. Washington, DC, 27:197-204, 1976.
BUTLER, Pierca.
Pierce. IntroduçSo à ciência da biblioteconomia. Trad. Maria Luiza Nogueira.
Rio de
da Janeiro, Lidador.
LIdsdor, 1971.86 p.
BOHNERT, Lea M. Advancing and retreating with
wlth information scieiKe.
Science. Bulletin of the
American Society for Information Sciertce,
Science, Washington, DC, 5:44,34,1977
^44,34,1977
BROOKES, B.C. A new paradigm for information Science?
science? Information Scientist,
Tottenham, /0:103.111.
f0:103.111,1976
1976
BRUGGER, Walter. Dicionário de filosofia. Trad. Antonio Pinto de Carvalho. 2 ad.
ed. São
Verbete Teoria.
Teor«.
Paulo, Herder, 1969. 574 p. Varbeta
Verner W. Foreword. Toward a theory of Jesse Shera. In: RAWSKI, Conrad H.,
CLAPP, Vernar
ed. Toward a theory of iibrarianship;
Hbrarianship: papers in honor of Jesse Hauk Shera.
Metuchen, NJ, Scarecrow Press.
Press, 1973. 564 p. p.7-9.
CLEVER DON, C.W. User evaluation of information retrieval systems. Jourrta!
CLEVERDON,
Journal of
I*
Documentation, London,
LorKlon, 30:170-180,1974.
FAIRTHORNE, Robert A. Empirical hyperbolic distributions (Bradford-Zipf(Bradford-Zlpf-Mandelbrodt) for bibliometric description atKf
and prediction. In: SARACEVIC,
Tafko,
Tefko, ed. Introduction to information science.
sciertce. New York, R.R. Bower, 1970.
751 p.p.521-534.
FARINAS, Vara
Vera Helena Pimentel. Sobra
Sobre biblioteconomia. Revista de Biblioteconomia de
Brasília. 1:141-144,1973.
Brasília,
1:141 -144,1973.
FINNEY, Ross Lee. A brief
briaf for the philosophy of education. In: Park.
Park, Joa,
Joe, ed. Selected
readings in the philosophy of education. New York, Macmillan, 1958. 440 p.
p.11-31
FOSKETT, A.C. The subject approach to information. 3 ed. London, C. Bingtay;
Birtgley; HarTxJan,
Hamden,
Linnet Books, 1977. 476 p.
CT, LInnet
GOFFMAN, W. Information sciertce;
science; disciplina
discipline or disappearance. ASLIB Proceedings,
London, 22:589-596,1970.
GOFFMAN, W. A genaral
general theory of communication. In: SARACEVIC Tefko, ad.
ed.
Introduction to information Science.
introduction
sciertce. New York, R.R. Bowker, 1970. 751p.
D. 7?6-747.
GOFFMAN, W. An indirect method of information retrieval. In: SARACEVIC, Tefko, ed.
Introduction to information science.
introduction
Science. New York.
York, R.R. Bower, 1970. 751 p.
p.485-492
GOLDHOR, Herbert. Pesquisa científica em biblioteconomia e documentação. Trad. Leita
Leila
Novaes. Brasília,
Brasilia, VIPA, 1973. 224 p.
GROLIER, Eric de. On the use of quantitative data in information scieiKe.
scierKe. In: NORTH
ATLANTIC TREATY ORGANIZATION. Group for Aerospace Research and Development. The problem of optimization of user benefit in scientific and
technological information transfer: copies of papers presented at the Techinical
technoiogica!
Information Panei
Panel SpecialisTs
Specialist's Meeting,
Meeting. hei
hel in Copenhagen, Danmark,
Denmark, 8-9 OcL
1975. Neuilly sur Seine,
Seine. AGARD,
AGARD. 1976. 126 p. Sect. 7, p.T-9.
p.1-9.

Digitalizado
gentilmente por:

�922
18.
19.
20.
21.
22.
23.
24.
25.
26.
27.
28.
29.
30.
31.
32.
33.
34.
35.
36.
37.
38.
39.
40.
41.

JOLIVET, Regis. Curso de filosofia. Trad. Eduardo Prado de Mendonça. 9. ed. rev. Rio de
Janeiro, Agir, 1968.
1968, 443 p.
p,
inquiry, a methodology for behavioral sciences.
KAPLAN, Abraham,
Abraham. The conduct of inquiry;
Sciences. San
Francisco, Chandier,
Chandler, 1964.
1964, 428 p.
MACGREGOR, Aian.
Alan. Some trends in research and
end development
deveiopment in documentation.
Journal of Documentation, London, 54:342-348, 1978.
MOULY, George W. Science of educationai
educational research. 2 ed. New York, Van Nostrand,
Reinhold, 1970.541
Reinhoid,
1970. 641 p.
MOOERS, Calvin N. Editoriei
Editorial Moeei^s
Moeer's iaw
law or, why some retrieval Systems
systems are used and
others are not.
othersare
noi. American Documentation, Washington, DC, 11:204,1960.
í/:204, 1960.
NORTHROP, F.S.C. The logic of the sciences
Sciences and the humanities. Cleveland,
Cleveiand, World
Publishing, 1963. 402 p.
ORTEGA Y GASSET, José. MIslón
Misibn dei
del bibliotecário y otros ansayos.
ensayos. 2 ed. Madrid, Revista
de Occidente,
Occldente, 1967. 183 p. Tembém
Também In:
In;
. Obras completas. 2 ed. Madrid,
revista de Occidente, 1950-62. 8 v. v.5
v.'5 -.209-234.
PAO, Mirenda
Miranda Lee, A quality filtering system for medical
medicai WteratureJournal
literature.Journa/ of Medical
Medica!
Education, Washington, DC, 50:353-359,1978.
RAWSKI, Conrad. H., ed. Towarda
Toward a theory of Hb'rarianship;
Ub'rarianship; papers in honor of Jesse Hauk
Shera. Metuchen, N.J., Scarecrow Press, 1973. 564 p.
ROBERTS, Norman. Social considerations towards a definition of Information
information Science.
science.
Journal of Documentation, London, 52:249-257,1976.
32:249-257,1976.
SALTON, Gererd.
Gerard. Information Science
science and the Annual Review. Information Storage and
Retrieval, Oxford, 5:99-101, 1972.
SARACEVIC, Tefko. Bellies
Beilies end
and ASIS. Z./5ra/y
Library Journal, New York, 56:167-168,
55:167-168, 1971.
SARACEVIC, Tefko. An essay on the past and
end future (? ) of Information
information Science
science
education — I. Historical overview. Information Processing and Management,
Oxford, 15:1-15,1979.
SARACEVIC, Tefko. Five years, five volumes and 2345 pages of the Annual Review of
Information Science end
and Technology. Information Storage and Retrieval,
Oxford, 7:127-139,1971.
7:127-139, 1971.
SARACEVIC, Tefko. ed. Introduction to Information
information Science.
science. New York, R.R. Bowker,
1970.751 p.
SARACEVIC, Tefko. Relevance; ea review of and a framework for thinking on the notion
of information
Information Science.
science. Journal of the American Society for Information
Science, Washington, DC, 26:321-343,1975.
25:321-343,1975.
SAftACEVIC, Tefko &amp; REES, Alan
SAhACEVIC,
Alen M. The impact of information
Information science on library
practice. Library Journal, New York, 3:4097-4101,
prectice.
5:4097-4101, 1968.
SHAW, Wliliem
William M. LIBS 576 Quantitative methods. Case Western Reserve University,
Graduate School of Library Science, Clevelan, Ohio, EUA. Apontamentos de
Graduete
aula.
au
Ia.
SHERA, Jesse H. &amp; CLEVELAND,
CLEVELAN D, Donald
Doneld B. History and
end foundations of information
Information
science. Annual Review of Information Science and Technology, Washington,
Science.
DC, 72:249-275, 1977.
SLAMECKA, V. Pragmatic observations
observetions on theoretical
theoreticai research In
in Information
information Science.
science.
Journal of the American Society for Information Science, Washington, DC,
25:318-320,1975.
26:318-320,1975.
TOBIAS, José Antonio. Iniciação aà filosofia. São Pauio,
Paulo, Edit,
Edit. do Brasil, 1968, 268 p.
VICKERY, B.C. concepts of documentation. Journal of Documentation, London,
34:279-287,1978.
54:279-287,1978.
information Science,
science. in:
In: RAWSKI, Conred
Conrad H., ed. Toward a
VICKERY, B.C. The nature of Information
librarianship; papers in honor of Jesse Hauk Shera. Metuchen, NJ,
theory of Hbrarianship;
Scarecrow Press, 1973. 564 p. p.147-168.
WRIGHT, H. Curtis. The wrong way to go. Journal of the American Society for
Information Sciertce,
Science, Washington, DC, 50:67-76,
30:67-76, 1979.

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�923
ABSTRACT
Points to the role of theory in guilding research and in providing one of the main characteristics of a
profession, and indicates librarianship's
librerianship's aspirations
espirations of achieving
echieving a theoretical foundation. In
Information
information science, for some derived from librarianship end
and documentation, for others evolved
independentiy,
independently, were held Initially
initially optimistic views thet
that ea theory would soon be established.
Currently there is ae humbler realizarion of the need for more basic research
Currentiy
reseerch toward a theoretic base.
A few small scale theories, models, techniques, and
end empiric laws on which some corrente
currente work is
based are mentioned.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

�924
CDD 027.4
CDU 027.4
BIBLIOTECA PÜBLICA BRASILEIRA:
BRASILEIRA; FANTASIA,
MARASMO OU DESENVOLVIMENTO?
Emir José Suaiden, CRB-1/190, Assessor do
Programa Nacional de Bibliotecas do Instituto
Nacional do Livro.
Resumo — Estudo retrospectivo referente a situação das Bibliotecas Públicas Estaduais no Brasil.
Rasumo
Multas atividades fracassaram devido à falta da
Muitas
de planejamento racional, por outro lado, outras
atividades foram bem planejadas ea contribuiram muito para a melhoria dos serviços bibliotecários.
Desde a inauguração da Biblioteca Pública da Bahia, em 1811, considerada a primeira
Dasda
Biblioteca Pública brasileira, até a presente data, C|uando
Cjuando se
sb inicia a construção do monumental
prédio da nova Biblioteca Pública do Município de São Paulo, mais de cento ae cinquenta
cinqüenta anos se
passaram, O objetivo desta
passaram.
deste trabaiho
trabalho é apresentar, através de um breve.estudo
breve estudo retrospectivo dos níveis
de planejamento ae execução de nossas Bibliotecas Públicas, principalmente as Estaduais, as fases que
da
duranta
durante o respectivo período poderiam ser definidas como as de' fantasia, marasmo ou
desenvolvimento na história dessas Bibliotecas.
Segundo Aurélio Buarqua
Buarque da
de Holanda, fantasia significa Imaginação,
imaginação, capricho, devaneio,
esquesitice, excentricidade; marasmo significa fraqueza extrema, debilidade, extenuação, atonia,
asquesitice,
indiferença, apatia, falta de atividade, paralisação,
paralisação. inatividade,
Inatividade, estagnação; e desenvolvimento
significa adiantamento, crescimento, aumento, progresso, etc.
ate.
Acreditamos que é através do nível do planejamento, capaz de
da ser alcançado por
responsáveis pela Biblioteca Pública, que ela atinga
atinge um destes estágios, ou seja: o de fantasia, de
marasmo ou da
de desanvolvimanto.
desenvolvimento.
Segundo Nilson Holanda, podemos definir o planejamento como a "aplicação sistemática
do conhecimento humano, pra prever e avaliar cursos de ação alternativas, com vistas à tomada de
decisões adequadas ea racionais, que sirvam da
decisSes
de basa
base para ação futura". "Planejar é decidir
antecipadamente o qua
que dave
deve ser feito, ou seja, um plano é uma linha da
de ação preestabalecida",
preestabelecida", diz
Newman,
Nawman.
MurSoz Amato considera planajamento,
planejamento, "a formulação sistemática de um conjunto de
decisões, davkfamanta
decisSes,
devidamente integrado, que
qua expressa os propósitos de uma empresa e condiciona os meios
de alcançá-los. Um plano consista
da
consiste na definição dos objetivos, na ordenação dos recursos materiais e
humanos, na determinação dos métodos e formas da
de organização, no estabelecimento das medidas
medkfasde
de
tempo, quantidade ae qualidade, na localização especial das atividades e outras especificações
necessárias para canalizar racbnalmanta
racionalmente a conduta da
de uma pessoa ou grupo".
Tomando por base assas
essas definições para o exame do desempenho de
da nossas Bibliotecas
Públicas, chegamos
chegarrx3S à conclusão da
de que estas sem atentar para a aplicação de um planejamento
em categorias que
racional ea integrado, não conseguiram atingir os objetivos ea suas atividades recaem am
qua
podem ser consideradas como de
da fantasia ou marasmo, mas raramanta
raramente de desenvolvimento.
dasenvolvirnento.
No atual estágio
astágio da Biblioteconomia'
Bibllotaconomial brasileira, já não podemos admitir as tradicionais
desculpas de
da alguns técnicos afirmando que
qua os serviços bibliotecários não se desenvolverp
desenvolver^ porque:
"não há verba" ou que
qua "não há Intarasse
interesse das autoridades". A verdade é que nunca se ouviu falar no
de um projato
projeto corratamenta
corretamente elaborado qua
que não
Cabe aos bibliotecários
Brasil, da
não' fosse aprovado. Caba
mostrar às autoridadasa
autoridades a importância dos serviços bibliotecários
bibliotecáriosatravés
através de uma correta programação.
Quanto aos recursos financeiros, devemos
devamos considerar que
qua num país
pais comp
comq o Brasil, com
tantas frentes da
de ataque a desafiar a argúcia e o descortino da administração nacional, a área da
Cultura ae da Educação, descerra, por si só, um verdadeiro Iaque
leque de problemas, cada qual
apresentando características especificas
específicas e reclamando soluções"sui
soluções "sui genaris".
generis".
Se levarmos em conta o caráter imperativo do atendimento aos setores de Saúde,
Educação, Economia, Transportes, ate.,
etc., bam
bem como os recursos parcimoniosos postos à disposição
desses encargos indeclinávàis
indeclináveis ae voracissimos
voracíssimos — am
em que pese a preocupação com ampliar as
disponibilidades orçamentárias destinadas à execução dos programas respectivos — forçoso é
securKiário, incluída entra
entre as
reconhecer que é a Cultura que resulta sempre relegada a um plano secundário,
superfluidas não da
de todo suprimiveis, mas cuja hora e vez de reabilitação, são com frequência
protelados.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

11

12

13

14

�925
Nem de longe nos anima aqui o intuito de justiticar esse tratamento por assim dizer
madrasto que, em virtude de carência de meios, vem sendo dispensado ao esforço criador e ao labor
intelectual entre nós. Queremos apenas assinalar um fato talmoso,
teimoso, a fim da
de que realisticamente seja
focalizado, sem destemperos verbais e, muito menos, sem ilusõas
ilusões comprometedoras.
São inúmeras as fases atravessadas por Bibliotecas Públicas que podemos classificar como
sendo da
de fantasia. Em todas elas podemos notar que não houve planejamento adequado, ou se houve
alguma tentativa de planejamento, aste
este foi falho, pois deixou de levar em conta a realidade e as
condições locais, algo assim "fantasioso". Essas fases aconteceram principalmente em períodos em
necessidade de se investir na Biblioteca, de
que bibliotecários conseguiram convencer autoridades da nacessidade
de mecanizar as atividades de
construir novos prédios, da
da rotina da Biblioteca, etc. No entanto, após os
recursos aplicados, rasultaram
resultaram prédios colossais, verdadeiros "elefantes branco^', com problemas de
manutenção, de funcionamento, da
de sübstituição
substituição lenta ou mesmo impossível do material ae
equipamentos importados. As Bibliotecas com estas
astas características resultam da concretização de uma
fantasia, fruto da aplicação de recursos disponíveis mas que foram mal aplicados, prejudicando massa
imensa de usuários, num país onde as oportunidades de leitura são ainda muito escassas.
Os casos de "marasmo", infelizmenta
infelizmente são freqüantas
frequentes na história de algumas Bibliotecas
Públicas, ae Isso
isso sa
se dava,
deve, em geral, à falta de preparação
preparaçãò do profissional qua
que está
astá ou estava,
astava, à frente
frante
daquela Instituição
instituição de Cultura. Recebemos Informações
informações da
de qua
que no ano passado, por desinteressa
desinteresse do
daquala
seu diretor, uma Biblioteca Pública há três anos não havia comprado um só livro, jà
já que existia verba
para esse fim. Outro problema sério é o da existência de Biblioteca Pública Estadual que não atende
atenda
aos seus usuários através do empréstimo domiciliar ae não utiliza o depósito legal, a nível de Estado,
para melhor diversificação das coleções ae controle bibliográfico. Outra fase de marasmo é a que
atravessa uma Biblioteca Pública Estadual, construída há mais de um século e ainda continua no
mesmo prédio, e o que
qua é pior, com o mesmo espaço, não acompanhando portanto, o crescimento da
cidade, o aumento da população e a consequente
cidada,
conseqüente amplitude ea variedade de interesse dos usuários.
Não só, todavia, da
de pinceladas escuras se compõe o quadro de atuação de nossas
Bibliotecas Públicas, dirigido para o amparo ae o estímulo dos frutos da inteligência. Felizmente asta
esta
já vai sendo compreendida sem os mal-entendidos elitistas qua
que marcaram a mentalidade reinante,
num passado não tão remoto. Julgamos já cremados e sepultados os equívocos da preocupção
exclusiva com a supercultura, enormidade que raia pelo
paio escândalo, num paísonde
país onde a disseminação de
informações elementares ainda é meta prioritária ae inadiável^ Ainda bem que, pelo manos,
menos, já se acha
ativado o interesse pelas tarefas essenciais ea básicas, fertilizadores
fertilizadorês do tempo onde medram os germes
germas
da instrução e da ilustração.
Embora já seja do conhecimento de todos aqui presentes, é com satisfação que registramos
os dez fatos ocorridos na área de Bibliotecas Públicas ae aos quais, de acordo com a filosofia deste
trabalho, enquadraríamos na fase característica de desenvolvimento.
1. SISTEMA NACIONAL DE BI BLIOTECAS PÚBLICAS
O Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, cuja Implantação
implantação foi iniciada em 1977, paio
pelo
Instituto Nacional do Livro, até a presenta
presente data beneficiou os seguintes Estados;
Estados: Rio Granda
Grande do Sul,
Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de
da Janeiro, Espírito Santo, Distrito Federal, Pernambuco, Rio
Grande do Norta,
Norte, Ceará, Paraíba, Santa Catarina ea Pará. Em todos esses Estados está
astá havendo uma
transformação nas atividades exercidas pela Biblioteca Pública Estadual, no sentido de assistir às
Bibliotecas Municipais, deixando de ser, portanto, como até então haviam sido, meras Bibliotecas
Públicas servindo do município sede da Capital.
O Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas tem possibilitado o incremento da
de racursos
recursos
financeiros, humanos ae materiais necessários aà prestação de
da eficaz
aficaz assistência às Bibliotecas Públicas
Estaduais, a fim de que possam vir a desempenhar suas funções de cabeça ou centros dos Sistemas
Estaduais de Bibliotecas Públicas. Para participar do referido Sistama,
Sistema, diversos Estados passaram a
dar um apoio maior em termos da
de recursos humanos e financairos.
financeiros.
Nos estados do Pará, Acre e Espírito Santo, estão sendo construídos modernos prédios de
Bibliotecas Públicas Estaduais, atendendo
atandendo aos objetivos básicos do Sistema Nacional de Bibliotecas
Públicas. No Estado do Paraná, um prédio foi adaptado, o qual servirá conrx)
como Biblioteca Modelo e no
Rio Grande do Sul a Secretaria de Educação conseguiu uma área que está sendo utilizada pela
Biblioteca do Estado.
O Sistema em causa tam
tem como objetivo geral colocar à disposição dos usuários, bibliotecas
favorecendo a formação de hábitos de
públicas racionalmente estruturadas, favoracendo
da leitura e induzindo assim
à comunidade a acompanhar o desenvolvimanto
desenvolvimento sócio-cultural do país.

Digitalizado
gentilmente por:

�926
2. DIAGNÓSTICO DE BIBLIOTECAS
Para a elaboração de qualquer planejamento, o diagnóstico da situação é elemento
Pera
fundamental e imprescindível. Assim sendo, o inquérito de bibliotecas realizado pelo Instituto
Nacional do Livro e a Fundação Instituto Brasileiro de Geogrefia
Geografia e Estatística, é de fundamental
furxlamental
para o desenvolvimento de uma política bibliotecária. Além de fazer parte dos próximos
importância pera
censos, o Instituto Nacional do Livro, com ea colaboreção
colaboração do Centro de Informática do MEC
publicarão, periodicamente, o Guia das
des Bibliotecas Públicas Brasileiras, interrompido desde 1969.
3. RECURSOS HUMANOS
Uma das principais recomendações do / Encontro de Responsáveis pela
peta Execução da
Política de Biblioteca no Brasil, promovido pelo Instituto Nacional do Livro oe o Conselho Federei
Federal de
Biblioteconomia, em 1973, em Brasília, foi sobre ae necessidade de se ministrar cursos para
treinamento intensivo de auxiliares de Biblioteca. A partir de então, o INL começou a promover
data, mais de mll
mil municípios foram beneficiados com essa medida.
esses Cursos, e até ea presente date,
Tal Encontro serviu F&gt;ara
para que profissionais com liderança
liderençe no cenário bibliotecário se
conscientizassem do papel que exercería
exerceria um profissional de nível
n ível intermediário, com suas
sues atribuições
etribuiçOes
Federal de Biblioteconomia, no contexto da profissão.
reguladas pelo Conselho Féderal
Os cursos de graduação em Biblioteconomia tèm, também, muito contribuído pare
para ea
formação de recursos humanos para Bibliotecas Públicas e devemos enfetizer,
enfatizar, principalmente, o
trabalho que está sendo realizado pela Escola de Biblioteconomia de São Carlos, no Estedo
Estado de São
Paulo.
A''partir do segundo semestre de 1978, foi iniciado na Universidade Federal da Paraíba, o
Curso de Mestrado em Sistemas de Bibliotecas
Bibiiotecas Públicas, devido à necessidade de formar recursos
humanos em todos os níveis. Um convênio firmado pelo INL e a Universidade assegura os recursos
necessários pare
para o projeto de quatro tipos de pesquisas, ou sejam: e)
a) a biblioteca como agente
catalizador da comunidade; b) tecnologias alternativas de informação; c) estudos bibliográficos e d)
formação de recursos humanos em Biblioteconomia.
Como é fácil de observar, há uma programação no sentido de treinar desde o leigo que
administra a Biblioteca Pública, na pequena cidade do interior, até o graduado em Biblioteconomia
que desempenha suas atividades nas Bibliotecas Públicas Estaduais, portanto na coordenação do
Subsistema de Bibliotecas Públicas.
4. PRÊMIO MEC DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
A Portaria nP 256, de 2 de abril
ebril de 1977, do Ministro do
de Estedo
Estado da
de Educação e Cultura,
institutiu o Prêmio MEC de Biblioteconomia oe Documentação, a ser conferido anualmente à melhor
obra inédita, em vernáculo, sob forma
forme monográfica ou ensaística, que tenha por objeto qualquer
tema das disciplinas da Biblioteconomia e Documentação, relacionados com o Brasil.
É um grande incentivo para os bibliotecários bresileiros,
brasileiros, no sentido de suprir a carência
bibliográfica no setor biblioteconômico.
biblioteconòmico.
O referido Prêmio possibilitou o surgimento da obra: A biblioteconomia brasileira no
contexto da Biblioteconomia mundial, do bibliotecário Edson Neryda
Nery da Fonseca, professor titular do
Departamento de Biblioteconomia da Universidade de Brasília, autor da obra
obre premiada em 1978.
5. PRÉDIOS CONSTRUfDOS
CONSTRUTDOS ESPECIALMENTE PARA BIBLIOTECAS
Em contraposição às soluções habitualmente adotadas pelos Secretários, Governadores e
Administradores públicos, que consideravam a simples adaptação de prédios como adequados ao
funcionamento de Bibliotecas, na década de 70, mais de três centenas de municípios ergueram
prédios para a biblioteca pública. Alguns deles foram construídos com muito bom gosto e
funcionalidade, como é o caso da Biblioteca Municipal de Maringá, no Paraná; da Biblioteca
Municipal de Araraquara, em São Paulo; da Biblioteca Municipal de Encantado, no Rio Grande do
Sul, etc.
A nível Estadual teremos este ano a construção das Bibliotecas Estaduais do Perá,
Pará, Acre e
Espírito Santo.
Neste item, não podemos deixar de mencionar a Biblioteca Pública de São Paulo, em
processo de construção em área localizada no eixo do metrô, entre a Rua Vergueiro e a Av. 23 de
Maio.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�927
Como disse o Secretário de Culture
Cultura de São Paulo, Sábato Magaldí,
Magaldi, o novo edifício nâfo
não será
apenas uma ampliação de área,
área. mas a [&gt;ossibilidade
possibilidada de reformulação dos serviços, a fim de melhor
atender ao público que vem àè Biblioteca. A coleção de livros, revistas, mapas, etc., terá a
atander
complementá-la multimeios: filmes, diepositivos,
complementã-la
diapositivos, fitas gravadas, discos, microfilmes, microfichas,
etc., ea os equipamentos eletrônicos, os mais
meis modernos, para sua utilização. Está programado um
centro da
de novos serviços, através da
de rsovas
noves tecnologias qua,
que, inicialmenta,
inicialmente, deverá contar com
automação, microfilmagem, telacomunlcaçOes
telecomunicaçOes ae centro audio visual.
referida Biblioteca Pública, ocupará uma área de 20.000 m^ com capacidade para
A referide
1.500.000 volumes e 25.300 lugares para os usuários.
6. AUTOMAÇAO
Na área da automação da
Ne
de serviços em Biblioteca Pública, ò'Projeto
o Projeto TAUBIP — Totel
Total
Automação da
de Bibliotecas Públicas ae Especializadas — desenvolvido pela Divisão de Bibliotecas ae
de Educação, Cultura ae Esportes de
da Prefeitura da
de São Bernardo do
Documentação da Secretaria da
Campo, foi o que maior interesse
intarasse despertou pele
pela sua aplicabilidade. O referido Projeto aplicou a
automação ea uma reda
rede de bibliotecas ea documentação, procurando o melhor aproveitamento
aprovaitemento do
processamento pelo computador e o rendimento com a obtenção de
da todos os produtos necessários à
Desenvolve o fluxo desde a seleção e
organização, administração ea utilização dos documentos. Desenvolva
aquisição, etè
até a disseminação da informação, incluindo todas as categorias da
de documentos, tais como
conno
monografias e seriados, tanto rtas
nas formas convencionais como em microformas.
7. EXTENSAO
Apesar de ainda
einda não ser muito comum a utilização dos serviços de
da extensão pelas
bibliotecas públicas, no Brasil, visando principalmente
prirKlpelmenta beneficiar comunidades distantes do prédio da
últiriKrs arras
arxM um grande avanço neste setor.
Biblioteca, tivemos nos últimos
Atualmente, da
de acordo com convênio
convfinio firmado com o INL, a maioria das
des Bibliotecas
Estaduais possui assa
essa atividade qua
que é desenvolvida garalmente
geralmente através de carros-biblioteca e/ou
caixas-estante. A Bahia, qua
caixas-astanta.
que no
rra ano passado edquiriu
adquiriu 10 cerros-biblioteca
carros-biblioteca ea Pernambuco, atualmente
etualmenta
com 6 carros, lidaram
lideram essa importante atividade.
O trabalho desenvolvido pelos carros-biblioteca no Rio Granda
Grande do Sul, Paraná, Minas
Gerais. Distrito Fedarel,
Garais,
Federal, Acra,
Acre, Pará, Rio de Janairo,
Janeiro, Amazonas,
Arruizonas, Espírito Santo, Rio Grande
Granda do
Norte, é também de granda
grande valor. O serviço da
de caixa-estanta
caixa-estante executado pela
pala Fundação Educacional
do Distrito Fedaral
Federal ae pelo Departamento de
da Bibliotecas Públicas do Município de São Paulo, tem
tam se
constituído am
em programa
progranta de elto
alto valor cultural, pare
para es
as populaçSes
populações suburbanas e rurais,
Na Universidada
Universidade Fedaral
Federal do Rio Grande do Sul foi aprovado, recentemente,
recentamente, a inclusão da
de
disciplina "Serviço da
de Extensão am
em Carro-Biblioteca" rra
rx&gt; Currículo do Curso de Bibliotaconomia.
Biblioteconomia.
8. BOLETIM bibliográfico
A Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul ae a Biblioteca Municipal Mário da
de Andrada,
Andrade, da
de
periodicamente o Bolatim
Boletim da Biblioteca Pública do Estado ea o Boletim
São Paulo, publicam periodicamenta
respectivamente.
Bibliográfico, respectivamenta.
É um exemplo que deve ser seguido pelas demais bibliotecas públicas estaduais. Os dois
Bolatins
Boletins são de boa apresentação gráfica ae contem artigos da
de alto valor cultural, além do registro
bibliográfico das obras incorporadas aos respectivos acervos.
9. PRÊMIOS DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL
A distribuição de prêmios literários não é uma atividade usual em Biblioteca Pública, sa
se
bem que muito válida, pois incentiva o surgimento de
da novos escritores, principalmente
principalmenta na literatura
infanto-juvenil. Assim sendo, é da
de maior validada
validade o concurso anual instituído pela Biblioteca Pública
do Paraná, da
de âmbito nacional, em comerrraração
comemoração à Semana do Livro. Os contos premiados são
posteriormente publicados pela Biblioteca Pública, numa obra denominada "As mais balas
belas histórias
infantis".

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

II

12

13

�928
10. comissAo
COMISSÃO brasileira
BRASILEIRA DE
de BIBLIOTECAS
bibliotecas püblicas
PÜBLICAS
A união e ea expansão das etividades
atividades em coleboraçãò
colaboração mútue
mútua entre as Bibliotecas Públicas,
são fatores primordiais para
pare o fortalecimento e consequentemente ae melhoria dos serviços
bibliotecários. Assim, ea nove
nova diretorie
diretoria de
da Comissão Brasileire
Brasileira de Bibliotecas Públicas treçou
traçou as
seguintes prioridedes
prioridades de trabalho: e)
a) catálogo coletivo na área de Bibliotecas Públicas; b) catálogo
coletivo de publicações infantis nos setores de Bibliotecas Públicas, visando eo
ao Ano Internacional de
da
Criança; c) projeto de centralização de processos técnicos; d) bibliografia da coleção minima
mínima para
uma Biblioteca Pública.
Todos esses casos de fantasie,
fantasia, de marasmo
marasnm ou de desenvolvimento, refletem uma opinião
pessoal. Esses casos poderão e deverão ser contestados e discutidos. Nada
pessoel.
Nede melhor do que debater
debeter ae
Bibliotecas Públicas, para
chegarnms ea uma conclusão em comum. É o espirito
situação das nossas
rrassas Biblloteces
pere chegarmos
democrático que deve predominar tanto nes
denmcrático
nas etividades
atividades dessas bibliotecas, em relação aos usuários,
como em relação eos
aos críticos e estudiosos dessa importante etividede
atividade educacionel.
educacional. Com este espírito
é que finalizemos
finalizamos este trabalho,
trabelho, lembrando André Maurois
Meurois nos encerremento
encerramento de seu trabalho: A
Biblioteca Pública e sua missão'',
missão", quando diz: "... e mais
meis que tudo, uma biblioteca
bibliotece bem equipada,
aberta ea todos, enriquecerá ea vida de cada
eberta
cade um dos leitores. Em nossa
nosse época, em que ae máquina
mãquine
substitui em parte o homem, eumentendo
aumentando seu tempo livre e as horesde
horas de lezer,
lazer, é necessário que estas
horas sejam empregadas do melhor modo possível, em
ern benefício dos irxfivíduos
indivíduos e da sociedade.
sociedede. Não
há dúvida de que os Jogos,
es viagens sejam
sejem um fator importente
jogos, o esporte e as
importante pare
p&gt;ara eles. Mas nada
para contribuir e formar
como ea leitura
leiture pare
former personalidades
personelidedes completas, generosas e humanas. As obras
obres
históricas ou científicas formam a Inteligência,
inteligência, assim
essim conm os romances e o teetro
teatro preperam
preparam o
coração pera
para o arror,
enmr. O leitor que conhece ae fundo os autores
eutores de um país,
peís, não se sentirá um
estrangeiro, epesar
apesar de nunca
nunce ter viajado
viejado e não saber idiomes.
idiomas. Cade
Cada biblioteca se trensforma
transforma numa
internacional. Sem propaganda,
institutição de compreensão Internacional.
propagende, sem consignação, sem doutrina própria,
dennocracia".
pelo simples fato de sua existência,
existêrtcia, a biblioteca pública está ea serviço da paz e da democracia".
Abstract — Retrospectivo
Retrospective studies concerning the situation of States Public Libraries in Brazil. Due
the lack of ae rational planning ae lot of ectivities
activities fell down, but on the other hand, many services
Services
libraries grew up, because of its well planned ectivities.
activities.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAfICAS
BIBLIOGRÃFICAS
01

-

ENCONTRO NACIONAL DE CULTURA, Salvador, julho.1976.
|ulho.1976. Programa da
portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira s.d. 1517p.
po/tuguesa.

02

—

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holande.
Holanda. Novo dicionário da língua
nova Biblioteca Municipal de São Paulo. Relator Cons. Sabato Magaldi s.n.t.
17 p (mimeografado)

03

—

HOLANDA, Nilson. Planejamento e projetos. Rio de Janeiro, APEC; Brasília,
Brasilia,
INL, 1975. 402p.

04

—

MAUROIS, Andtb.
André. Public library and their mission. Paris, UNESCO, 1961. 33p.

Digitalizado
gentilmente por:

-\JJ

�929
, ^ BIBLIOTECA INFANTIL
Maria Antonieta
Antonieu Antunes Cunha
Goitaría, antes de
Gostaríe,
da ntait
ntais nade,
nada, de egredecar
agradecer aos
eos organizadores
orgenizadores deste Congresso pela
pele
oportunidade de voltar
volter ae Curitiba
Curitibe e entrar um pouco nesta
neste seere
seara que nSo éi propriamente ae minha:
minhe: a
biblioteca infantil.
Sa
Se me animo a faler
falar ea voc6s
vocAs áé precisamente porque o acesso ao livro, ea estimuiaçSo
estimulaçSo de
leitura (e, portanto, ea bibiioteca
biblioteca infantil) nSo
n9o ma
me parecem problemas
problentas fundamentalntente
fuíxlamentelmente
blbliotecononòmicos
"maglsteraii^', mas uma questSo
quastSo educacional.
aducaclonal. E essa questSo me diz
biblioteconon&amp;micos ou "magisterais",
dz
respeito.
Por isso mesmo, gosteria
gostaria qua,
que, eo
ao finai,
final, nSo
nfio estivesse falando
feiertdo sobre bibliotecas
bibiiotecas
axciusivemente
exclusivamente organizadas para crianças, mes
mas sobre queiquer
qualquer uma (escoier,
(escolar, púbiice)
pública) que tenhe
tenha uma
seçSo infantii.
infantil. Meis
Mais (Aante,
diante, acredito,
seçSb
ecredito, minha posiçffo
posiçSo se justificará.
E na bibiioteca
biblioteca infantil Interessa-me
interessa-me espedelmente
especialmente ea leitura recreative.
recreativa. Expiico-me.
Explico-me. O
atendimento ao usuário no tocante à infòrmaçSo
informação vem-se fazendo de modo mais satisfatârio
satisfatório do que
com relação
relaçSo à leitura da
de lazer.
lazar. Esse
Essa situação na
ita biblioteca,
bibiioteca, aliás,
eiiés, apenas
apenes reflete ae reforça ae posição da
escola com relação
ascola
reieçãò á leitura.
ieiture, Alóm
Alám disso, meu interesse meior
maior peie
pela leitura recreativa aqui expiica-se
explica-se
pelo feto
peio
fato de qua
que o gosto ou o hábito de informar-se (baseado ou rtão
não na nacessidade
necessidade imediete
imediata e
profissional) pode desenvoiver-se
desenvolver-se ao longo de vide,
vida, ainda que com mais
profissionei)
ntais dificuldades, enquanto o
hábito da lalture
leitura de lazer se forma até
atá 13 anos. Enfim, a litereture
literatura leve
leva èà leitura Informativa
informativa mas o
contrário não se dá obrigetoriamente.
obrigatoriamente.
A escola
escole á dominada pela
pele preocupação de obrigar todas as
es crianças ae lerem, como se
literatura não fosse, como queiquer
Hterature
qualquer erte,
arte, uma inarredável opção pessoal. Assim, ainda que na escola
(como, eliás,
aliás, na famflla)
famflia) os edultos
adultos não iaiem,
leiam, professores, diretores e bibliotecários fazem da leitura
ume
uma advldede
atividade Imposta,
imposta, com cobranças absurdes,
absurdas, ocasionando epenes
apenas o efestamentodascriartçasdo
afastamento das crianças do
livro.
Se não lá,
16, por que o adulto, espedalmente o educador, quer exigir leitura da criança?
Em garel,
geral, da um lado, se desconhecem as ertes
artes e suas verdadeiras finalidades. Oe
De outro, se
sa
desconhece ae importância
Importância do lazer, não só
sú como necessidade vitel
vital do homem, mas também as
extraordinárias possibilidades do lazer ertquento
extraordináries
enquanto forme
forma de crescimento pessoal, de dasenvolvimehtd
desenvolvimento
coletivo e mesmo de reivIncScação
colativo
reivindicação social.
sociel.^
O livro literário não cumpre ne
na escola função
funçãodalezer:nerealidade,oadultooutlllzecomo
de lazer: na realidada, o adulto o utiliza como
um Instrunrtento
instrumento de Initrução,
inttrução, como mais uma fonte de conhecimento, com atividades sobretudo ne
na
área cognitiva. A criença
árae
criança deve ler sobretudo porque no livro ela aprende
aprenda novos dados, sa
se informa
Informa
melhor, é um "sacrlficlo"
"sacrifício" que a criença
criança deva
deve fazer para se torner
tornar sabida ae ter o privilégio da,
de, quendo
quando
adulta, poder deixer
adulte,
deixar de ler (a
(e também poder exigir dasçriençes
das crianças que elas leiam...).
leiem ,,,),
Não é mais do que ume
uma fecete
faceta da questão a femosa
famosa "manie
"mania pela pesquisa^',
pesquisa", qua
que atordoa a
bibliotecária: o eluno
aluno a procure
procura pere
para "fezer
"fazer uma pesquisa", que consiste em copler
copiar sem
discernimento as palavras de enciclopédias
endclopédies e outros livros.
InscriçSes como "NSo
"Não me menusels
manuseis por simples distração" foram encontradas
em
InscrIçSes
encontredas am
bibliotecas. As atividades obrigatórias, sobretudo visando ea "comportamentos terminai^', e não o
processo da laltura
leitura são marcantes na escola.
Assim, 6 comum qua
que escola
ascola ae biblioteca tenham ume
uma visão distorcida da litaratura,
literatura,
portanto, de
portento,
da literatura Infento-juvenll,
infanto-juvenil. Na
Ne biblioteconomia, é grende
grande atualmente o interesse pelo
usuário; contudo, o usuário Infantil,
infantil, com sues
suas características ea leitura próprias, não tem sido
enfatizado, pelo menos a nível de graduação.
trabalhar numa seção Infantil,
infantil, sem que isso a
É comum que o acaso leve a bibliotecária a trábalher
Interesse
interesse verdadeiramente.
vardadeíramente. Pare
Para as bibliotecas escolares, muitas
multas vezes
vazes são "preparadas" bastante
rapidamanta
rapidamente para
pare a função professoras interessadas em deixar a regência
regáncia de classe.
O bibliotecário, essim,
assim, não
rtão tem nenhuma ou quase nenhuma preparação sobre arte, nada
conhece sobre litarature
literatura infantil,
Infantil, não sa
se Interessa
interessa espedalmente
especialmente por crianças ae não sa
se sente
comprorrtetido com a educação delas.
comprometido
Na verdade, ae Literatura Infantil e Juvenil interessa
Interessa da
de perto aos cursos de Pedagogia,
Letras e Biblioteconomia. No entento,
Latras
entanto, contam-se, talvez nos dedos de uma das mãos, as
brasileiras preocupadas com ae questão.
universidades bresileiras
Isso, evidentamente,
evidentemente, não pode daixar-nos
deixar-nos muito animados com relação à biblioteca
infantil.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�930
Contudo, há excelentes trabalhos em desenvolvimento no Brasil, com relação à tentativa
de aproximar criança e livro. Há experiências importantes no Rio Grende
Grande do Sul. Em São Paulo, são
de grande interesse as atividades da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato e o programa
Biblioteca-Escola. Hã
Há em Minas Gereis
Gerais o trabalho de organização da Biblioteca Pública e a
experiência, ao que tudo indica, vitoriose,
vitoriosa, das
das.bibliotecas
bibliotecas comunitárias. Espero que neste Congresso
vocês tenham oportunidade de ouvir pessoas ligadas a todas essas experiências.
Mas quando os organizadores deste Congresso me chamaram para falar
faler aqui pretendiam
que eu apresentasse ea experiêncie
experiência da Biblioteca Infantil de Clamart, França: "La joie per
par les livres".
Não nos agrada trazer exemplos de fora do Bresil,
Brasil, de países com um passado cultural e
uma situação sócio-econômica diferentes dos nossos. Nossa reserva, contudo, não nos preocupa com
ume
relação êà Biblioteca de Clamart: essa biblioteca, funcionando desde 1965, está situada num subúrbio
muito pobre de Paris. Sua
Sue população adulta trabalha em dois horários, ficando suas
sues crianças, em
grende
grande número lá, sem essistêncle
assistência familiar. Tal situação aproxima-se muito da que vivemos no Brasil.
Na biblioteca de Clamart não nos interessa sua belíssima arquitetura, arredondada e baixa
beixa
(em oposição eos
aos prédios que a cercam), em nove cilindros irregulares em dimensão e altura e
"encaixados" uns nos outros, ocupando tudo 1.150m2:550m2 de biblioteca e 600m2 de jardins e
15.000 volumes.
terraços. Nem mesmo nos interessam
Interessam seus 15.0(X)
Interessa-nos, sim a filosofia de
interessa-nos,
da biblioteca; interessam-nos algumas de suas atividades,
porque isso pode ser aproveitado em qualquer lugar do mundo, mesmo sem gastos. Porque filosofia e
atividades dependem, fundamentalmente, de gente, de mentalidade. E acredito que o começo de
toda transformação está ai.
aí.
A filosofia da biblioteca está evidenciada em seu nome: "A alegria pelos livros".
Realmente, nela nada há de constrangedor, ou desagradável para ae criança. A tentativa é fazer da
biblioteca uma experiência positiva
positive e marceda
marcada pelo prazer.
Ela etende
atende um público de 4 a 14 anos, embora adultos gostem de freqüentá-la e de
participar de algumas de suas atividades.
Á
Ä entrada, há escaninhos onde os meninos colocam seus objetos pessoais.
pessoais, inclusive
Inclusive sapatosl
sapatos!
Mobiliário alegre, claro e adequado ea vários temenhos
tamanhos de freqüentadores
frequentadores eparecem,
aparecem, ao
eo lado de
tapetes e elmofedSes,
almofadões, onde es
as crienças
crianças se sentem
tentam ou deitam à vontade.
As crianças se consideram
considerem "donos" deste ambiente, mesmo que realmente ajudam na
administração de
da biblioteca, e são incentivados a ejudar
ajudar os meninos menores no contato com o
ambiente e o livro.
Essa descontração de ambiente, que não tem nada a ver com indisciplina e desarrumação,
existe na atitude de suas bibliotecárias. Sua primeira característica êá a disponibilidade: a todo
momento percorrem as
es estantes com as crianças, discutem obras, ajudam nã^êscolha
na escolha da leitura. Seu
tempo é quase todo dedicado ao atendimento da criança.
Ao lado da disponibilidade, há outras características importantes: as bibliotecárias
acreditam no que fazem, e sua atuação é marcada pelo real conhecimento da criança, da
de obra e pelo
contato constante com todos os interessados ne
na educação da infância e na produção editorial
destinada ao público infantil.
A biblioteca é também centro de documentação e de pesquisa. Toda a produção editorial
para crianças lhe é enviada. E os livros são examinados,
examirtados, testados com os meninos.^^Análises
meninos. Análises críticas
são publicadas, em seguida, pelo Centro, de modo a ajudar pais, professores,'livreiros
professores, livreiros e outras
bibliotecas.
bibliotecas,
Esse Centro de Documentação dá especialmente Inriportância
Importância ao trabalho de crítica de
obras, desenvolvido por grupos regionais, em diversos pontos do país, e em grande consonância com
obres,
o Centro.
Ontro.
Esse trabalho tem dado um resultado altamente positivo: fez melhorar não s6,
só, o acervo das
próprio nível das obras publicadas. Autores e editores vão aí discutir
bibliotecas como também o prúprio
com as crianças seus origineis.
originais.
A biblioteca organiza desde 1969 seminários, cursos e estágios, para os quais recebe
pessoas dos mais diversos países.
Outra atividade importante que ela desenvolve è a gráfica, utilizada pelas
prelas próprias crianças.
freqüentado da biblioteca êá a sala dos contos, onde a bibliotecária
Mas o ambiente mais frequentado
conta histórias, depois recontadas pelas crianças, sob a forma de mímica ou de marionetes.
Uma experiência de Clamart que ecreditamos
acreditamos Importante
importante relatar, sobretudo pela diferente
posição que temos adotado no Brasil, é a seguinte: nos primeiros anos, suas quatro bibliotecárias,
entusiasmadas e criativas, além de reforçadas pelo evidente prazer das crianças.multiplicaram
crianças,multiplicaram suas
atividades: desenho, marionetes, pintura, etc. Elas perceberam, contudo, que tais atividades
ocupavam uma grande parte do tempo delas e das crianças, e que a leitura estava sendo colocada em

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�r
931
segundo plana A biblioteca estava tomando-se
tornando-se quase uma "creche".
Desde 1974, bibliotecários ea estagiários deixaram de lado outras atividades, pare
Desda
para dedicar
grarxJe parte de seu tempo na tentativa de facilitar o contato da criança com o livro.
grande
Um dos expedientes de que lançam mSo
mão é o "empréstimo a domicílio":
domicilio": se as crianças nâo
nffo
v3o à biblioteca, a biblioteca vai até as crianças (e adultos). At
vão
As bibliotecárias, com obras Interessantes
interessantes
arranjadas am
em cestos, vão
vSo para a frente dos prédios e oferecem os livros para empréstimos, ou ali
masmo lèem
mesmo
léam para os pequenos.
Como vemos, as atividades em Clamart s3o
tão até ntait
mais simples do que as
es pretendidas em
muitas de nossas bibliotecas. Contudo;
Contudo, aia
ala se destaca pela pesquisa constante, pela preocupação de
repensar seus
teus objetivos e atividades, pela troca de experiências. O grande valor dela consista
consiste na visão
exata de finalidade do livro, do adequado relacionamento entre bibliotecário ea criança, no
entusiasmo canalizado para atividades objetivas, simples, mas eficazes.
E essas características podem marcar a atividade do bibliotecário, na mais afastada
cidadezinha
eterna lamúria
lamCiria de falta de verbas, da
de espaço ae limitação do acervo, apesar de
cidadazinha brasileira. A atema
refarir-te
referir-se a verdades, não é eficaz nem construtiva. Revela, parece-nos, sobretudo uma acomodação,
uma forma de desculpa para nossa inatividade.
Se não nos podem dar livros, verbas,
verbat, espaços,
espiaços, mobiliários, etc., precisamos tar
ter o que
qua
ninguém nos pode dar (e que temos da
de cultivar por conta própria):
prbpria): abertura, atitude positiva pare
para
com a criança e o livro.
Finalmente, gostaria de apresentar-lhes uma das grandes lições que a biblioteca de Clamart
Finalmenta,
Geneviève Patte, sua diretora, esteve conosco, pergumamos-lhe
perguntamos-lhe se, com tal
ma trouxa: quando Genevièva
"meninos -problema", aqueles de "maus
liberdade, não enfrentava a biblioteca dificuldades com os "maninos
hábitos e costumes", que
qua seriam, de algum modo, marginais.
A resposta da diretore
diretora dada com alguma emoção foi a seguinte: La joie
Joia par les livres é uma
biblioteca pública
pbblica Como tal,
tai, ela
aia deva
deve abrigar todo o povo, seja ele do que
qua tipo for. Não rechaçamos
jamais o "mau elemento". Ao contrário, procuramos conhecé-io
conhecé-lo melhor, para tar
ter como fazé-io
fazé-to um
elemento útil. Em geral,
gerai, ele vem de família também problemética,
problemática, também eia
ele com hábitos
indesejáveis, ou com costumes e iirtguagem
linguagem muito
multo diferentes dos outros. Para asses
esses casos, convocamos
convocanrxis
estagiários que, por condições
cortdições especiais de vida, tenham possibilidade de entender-se melhor,
linguística e sociaimente,
socialmente, com assa
essa criança. A partir desse contato, torna-se fácil um trabalho da
de
Tem ocorrido que crianças desse tipo se tornem atuantes e líderes excelentes
orientação do menino. Tam
em nossa biblioteca.
orientar-sa
Creio que esse é o verdadeiro trabalho da biblioteca infantil: ajudar a criança a oriantar-se
na vida, de modo feliz e adequado.
Afinal, parece-me ser essa mesma a grande função do adulto encarregado de participar da
vida da criança, s^a
seja atrevés
através do livro, da nDÚsica,
música, do giz ae saliva, ou do convívio familiar.

Digitalizado
gentilmente por:

�932
CDD 375.02
CDU 371.313:02
ESTAGIO supervisionado em BIBLIOTECAS;
proposição Ee validaçAo
VALIDAÇAO de um CURRfCULO
currículo
PARA ENSINO BASEADO NA COMPETÊNCIA
Marina Zeni Guedes
Professora Assistente do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federei
teconomie
Federal do Paraná.
RESUMO
Proposição e validação de um currfcuio
currículo para ensino beseedo
baseado ne
na competência, epiicado
aplicado ea
estágio como atividade curricular,
curriculer, do curso de Biblioteconomia e Documentação da Universidade
Federal do Perená,
Paraná, com os objetivos de reformular
reformuier aq disciplina
discipline Estágio Supervisionado
Supervisipnedo e meihorer
melhorar o
nivel de desempenho dos estagiários e, por extensão, o dos egressos do Curso. Foi desenvolvido o
nívei
Modelo Referencial
Referencia! de Habilidades Profissionais de Bibliotecário para Orientação de Estágio
Supervisionado e para implementação do Modeio
Modelo Referenciei
Referencial foram eieborados
elaborados sete módulos de
ensino, tendo sido prevista ea indivkJuelização
individual ização do ensino.
I
introdução
A formação profissionei
profissional dos bibitotecários
bibliotecários suscita um probiema
problema cuje
cuja solução requer ea mais
alta prioridade, na tentative
tentativa de melhorar e estender os serviços de biblioteces,
bibliotecas, em quaisquer de sues
suas
categorias.
As escoias
escolas de biblioteconomia, principalmente es
as de países em desenvolvimento, começem
começam
ea preocupar-se com o aspecto
especto qualitativo
queiltativo do ensino e tentam melhorar
meihorer seus recursos didáticos, ea
orienteção
orientação e conteúdo de seus planos
pienos de estudo, ae rrarmalização
normalização do ensino e ae eficácia do corpo
docente. *^
Periam Denton
Periem
Danton efirma
afirma que, ume
uma escola
escoie de biblioteconomia não pode concentrer
concentrar seus
esforços, exciusivamente,
exclusivamente, nas necessidades e práticas comuns e tradicionais das bibliotecas; deve
propor e incentiver
incentivar idáies
idéias novas, pesquisar o antigo,
entigo, reexaminar
reexeminer o eceito,
aceito, experimentar o não
experimentado e servir de guia, visando êá Inovação
inovação dentro de sua especialidade. ^
O tema escoihido
escolhido para pesquisa — estágio como atividade
etividede curricular é um problema
comum à maioria dos cursos de bibiioteconomie,
biblioteconomia, não só no Bresll,
Brasil, como tembém
também em outros países
F&gt;aíses
mais desenvolvidos, comprovado pele
pela revisão da
de iitereture
literatura efetuada
efetuede sobre
sobra o assunto.
essunto.
O feto
fato do ensino de
da biblioteconomia receir
recair ore
ora sobre
sobra ea teorie,
teoria, ore
ora sobre a prática, teve
reaçOes distintes,
distintas, conforme es
as épocas e os países; é um confiito
conflito que existe desde a crieção
criação dos
primeiros cursos e não foi inteiramente
intelramente resoivkfo,
resolvido, perdurendo
perdurando eté
até mesmo nes
nas escolas mais antigas.
Nos dois primeiros períodos de desenvolvimento
desenvoivimento da educação bibliotecária, houve grande
interesse peie
pela prátice.
prática. Meis
Mais recentemente, nes
nas décades
décadas de 50 e 60, observou-se um certo declínio da
prática e o predomínio do currículo acadêmico. Observou-se uma tendência geral
gerei em afirmar
efirmar o valor
prática, uma hierarquização
do teórico e ea propiciar,
propicier, se não um predomínio muito evidente sobre ea prátice,
dentro da harmonia de embes
ambas es
as correntes, sempre em fevor
favor dos princípios sobra
sobre as normas.
A partir de 1970, houve ume
uma inciinação
inclinação no sentido de reviver ea experiêhcie
experiência prática,
pesquisas e estudos foram feitos e, atualmente,
etuelmente, ea prática é considerada relevante para ae formação
profissiortal do bibliotecãrio.
profissional
bibliotecário.
Qualquer formeção
Quelquer
formação profissional, prara
para ser efetive,
efetiva, necessita de uma aproximação entre ea
teoria e ea prática. O equiiíbrio
teorie
equilíbrio entre embas
ambas parace
parece o mais razoável, uma vez que a escola deve
preparar profissionais capazes de reagir frente a determinado
preparer
determinada situação, escolhendo
escoihendo o melhor ceminho
caminho
e enrontrando
encontrando ae solução mais adequada;
edequade; deve ainda,
einde, epiicar
aplicar ae adaptar
adepter teories
teorias e princípios ae qualquer
tipo de situeção.
situação.
Segundo Sabor, éá necessário desenvolver o pensamento criador do bibliotecário, o que lhe
alcançar os mais altos níveis profissionais, mantendo-se em primeiro
permitirá elcançar
primalro plano. ^
Para Hamilton Savi, a participação em situações
Pare
situaçSes novas, nos campos profissionais, através
atrevès de
estágio, "eperfeiçoe
"aperfeiçoa o cultivo da criatividede,
criatividade, o amadureamento
amadurecimento intelectual e comportamental,
desanvoK/endo-se maior agilidade diante de problemas reais." ^
desenvolvendo-se
Após estudo comparetivo
comparativo efetuado a pertir
partir de informaçSes
informações recebidas
recebides sobre o estágio corrx)
conno
atividade curricular
curriculer nos cursos da
de biblioteconomia
bibiioteconomie brasileiros, constatou-se um interesse em

Digitalizado
gentilmente por:

�r

933
encx&gt;ntrar um denominador comum,
encontrar
cx&gt;mum, visando senão a solução, pelo menos a minimização de
problemas existentes, relacionados aos programas, metodologias, formes
formas da
de supervisão e avaliação,
entre outros.
A renovação curricular, visando a melhoria do ensino superior é plenamente justificável, à
medida que a demanda social impSe
impda às Universidades, o atendimento de novas prioridades relativas
científicas.
ao preparo de recursos humanos. Esta precisa ser desenvolvida e realizada dentro de bases cientificas.
São enormes as dificuldades tanto para elaborar um currículo profissional perfeito,
baseado em objetivos clarameme
claramente definidos, em termos comportamehtais, quanto o desenvolvimento
de novas metodologias apropriadas ao processo instrucional.
Instrucional.
A proposiçãò
proposição de um currículo para ensino baseado na competência para Estágio
Disciplianado
Supervisionado, visou fundamentalmente a reformulação
raformulaçãò da Discipliana
do Curso de Biblioteconomia
e Documentação (CBD) da Universidade Federal do Paraná (UFPr).
Até que ponto um programa para estágio supervisionado em bibliotecas, integrando teoria
e prática, permitirja
permitiria a demonstração de competências mínimas em nível satisfatório, pré-estabelecido7
Procurando dar uma resposta à essa indagação,
Indagação, foi elaborado o Modelo Referencial de
Habilidades Profissionais do Bibliotecário para Orientação de Estágio Supervisionado — no qual
Hebilidedes
foram estabelecidas oitenta e tres competências — e por meio deste, gerer,
gerar, propor, implementar e
validar o currículo para ensino baseado na competência. A implementação deste se fez na forme
forma de
módulos de ensino, desenvolvidos a partir do Modelo Referencial e, cinco dos sete módulos foram
testados com a população composta por vinte estagiários matriculados na disciplina Estágio
Supervisionado no CBD, da UFPr, no segundo semestre letivo de 1978.
A decisão de basear o Modelo Referencial em habilidadas
habilidades e competências profissionais,
encontrou-apoio
encontrou apoio na literatura consultada sobre o assunto, encontrando-se subsídios em diversos
ramos do conhecimento.
O trabalho que serviu como ponto de partida foi o da professora Consuelo Garcia,
Desempenhos dos Professores de História, onde a autora considera a competência como a descrição
de natureza rualitativa
(uailtativa do comportamento do professor e o desempenho do aluno, a medida desta
competência.*
competência.’
Dois outros trabalhos são específicos em biblioteconomia. O primeiro deles — Estágio
Apiicado pela
Aplicado
pele Biblioteca Centrai
Centra! da UFRN — apresenta o plano de atividades a serem desenvolvidas
por bolsistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte que cursam biblioteconomia na
Universidade Federal da Paraíba. Apresenta, em forma tabular, os seguintes componentes: objetivo
Instrucional,
instrucional, conteúdo, estretégia
estratégia ae avaliação."
avaliação.*
No segundo — Competencies to be demonstrated — Fingerson inicia
Inicia com a seguinte
indagação: As escolas de biblioteconomia graduam incompetentes? Afirma
Afirme que as competências
comportamentais, os quais servem para defini-las.^
definí-las.'
precisam ser traduzidas em objetivos comportamenteis,
Em sua dissertação de mestredo,
mestrado, a professora Jahyra Correa
Corrêa Santos, numa
nume pesquisa sobre o
nnomento mais próprio para a raalização
momento
realização do estágio supervisionado do curso de biblioteconomia,
focaliza o estágio como atividade curricular. Procurou verificar se existe relação entre fatores tais
como tipo e número de tarefas realizadas durante o estágio, momento de realização do mesmo, com
o nível de desempenho do aluno. *^
O estudo exploratório realizado por M. L. Martinello — Modelos de Ensino de Serviço
Social
Sociai — procurou verificar a adequação, em termos de eficiência e eficácia do ensino de Serviço
Social, no sentido de conduzir
corxfuzir à capacitação
capecitaçãb para
piara início da prática profissional ct^petente.
cc^petente.
Configurou um modelo de ensino adequado para a formação de profissionais competentes.
Vera Candau
Carxiau em A Formação Profissional dos Especialistas em ^^ucação sugere um novo
enfoque para formação profissional, baseado na aquisição de competências.
1.1 —
Objetivos
1.1.1 —
1.1.2 —
1.2

cm

2

—

3

Foram os seguintes os objetivos propostos no trabalho:
reformulação da disciplina Estágio Supervisionado;
melhoria do nível de desempenho dos estagiários do Curso de Biblioteconomia e
Documentação da UFPr e, por extensão, dos egressos do Curso.
Problema

Digitalizado
gentilmente por:

�934
objeto de estudo, desde a sua
O estágio
astágio como atividade curricular tem sido considerado objato
inclusSo em 1965 como disciplina do currículo pleno
inclusão
plano do CBD da UFPr, tendo
tando recebido diversas
orientaçfies, de
oriantaçfies,
da forma a identificar a mais compatível'com
compatível com os reclamos da formação profissional do
bibliotecário.
bibiiotacério.
Em 1974, um grupo de profeupres
professores do Departamento da
de Biblioteconomia, lidarados
liderados pelo
entSo responsável pela Disciplina, estudou os aspectos envolvidos
anvolvidos com a realização do estágio
obrigatário. Como resultado dos dabates,
obrigatório.
debates, sur^u
sui^u o documento normativo Ettiglo
Ettágio Obrigatório,
contando orientação geral aos estagiários, em tarmos
contendo
termos de objetivos, características, atividades ae
programa, ralatórios
progrema,
relatórios ae avaliação do estágio.*^
De 1975 a 1977, a autore
Da
autora daste
deste trabalho, como profassora
professora responsável
rasponsável pelo Estágio
Supervisionado, faz
fez o acompanhamento sistemático dos estagiários, que cumpriram a Disciplina com
base no documento normativo. O acompanhamento tava
teve como objath/os,
objetivos, verificar a aplicabilidade
aplicabilidada do
que fora astabeiacido
estabelecido ea detectar dificuldades, com vistas a uma possível
possívai reestruturação
reestrutureção da disciplina,
em bases concretas.
am
Ficou evidenciado que, alguns aspectos necessitariam da
de reformulação, devido aos
problemas inarentas
inerentes h&amp; própria carecterística
característica da Disciplina. Dentre asses,
esses, dastaceram-se
destacaram-se principalmente
os seguintes;
seguintes:
a)
Curriculares
—
objetivos expressos de
da forma geral,
garai, ligados á&amp; Disciplina como um todo,
dificultando o trabalho das pessoas envolvidas no processo — estagiário,
bibliotecário e professor;
—
avaliação do desempenho do estagiário de
da forma subjetiva,
subjetive, de
da responsabilidada
responsabilidade
do coordenador da Disciplina, decorrente da dispersão dos alunos em bibliotecas
localizadas em distintos pontos da cidade;
b)
instrucional
instrucionai
—
sererrr desenvolvidas,
programa com a listagem apenas, das atividades a seremr
contribuindo para que o estagiário desempenhasse aquelas da
de sua prefardncla
preferência ou
as determinadas pelas necassidadas
necessidades da bS&gt;iioteca;
biblioteca;
c)
administrativo
— ' dispersão de estagiários am
em bibliotacas
bibliotecas localizadas em distintos pontos da cidade,
dificultando o acompanhamento mais afetivo
efetivo por parta
parte do coordenador da
Disciplina.
de ordam
ordem curricular, instrucionai
instrucional ae administrativa, tornou-se
Considerando os problemas da
desejável uma revisão e possível reformulação do Estágio Supervisionado, na tentativa da
de torná-lo
torná-io
coerente com os objetivos que pretende
coeranta
pretenda atingir, mediante:
Modelo Rafarenciai
Referencial qua
que expresse as habl
habilidades
1
—
desenvolvimento de um Modaio
lidadas
profissionais do bibliotecário, sob forma da
de competências a serem demonstradas
estagiários;
pelos astagiárioc
2
—
desenvolvimento da
de módulos da
de ansino
ensino para implementação do Modáio
Modelo
Referencial;
Raferenclal;
3
—
validação do Modaio
Modelo Raferertciai
Referencial e dos Módulos da
de ensino, por meio de pré
prá e
pós-testes extensivos.
pós-testas
1.3 —
Justificativa
responsabilidade dos cursos de biblioteconomia am
em gerai
geral éá preparar profissionais
Como a cesponsabllldade
de bom nivel,
da
nivai, treinados para o ingresso na força da
de trabalho, o estágio éá considerado urp desafio para
o sistema da
de ansino.
ensino. Dentro deste, no contexto de
da todas as metodologias, o estágio deve visar o
estabelecimento de um alo
astabelacimento
elo entre o ensino teórico ea o prático, entre o saber ea o fazer; o aluno em
am
contacto com a realidade, pratica o aprendizado direto ae Identifica-se
identifica-se com a profissão. Ao final do
em alguns aspectos, ea s6
só a prátice
prática éá qua
que lha
lhe dará condiçSesda
condiçóesde se
curso, o aluno já se acha superado am
tornar um profissional para seu
teu tempo. Mas, para se tornar
tomar raalmente
realmente afetiva, a prática precisa ser
adquirida, desenvolvida ae aperfeiçoada da
de modo estável,
ertável, através de um estágio
astágio sistemático qua
que
envolva planejamento, execução, acompanhamento e avaliação.
2
CURRÍCULO PARA ENSINO BASEADO NA COMPETÊNCIA
ensirK) baseado na competência envolve toda uma rx&gt;ncepção
O ensino
concepção do processo de
da formação ea
que é aplicável a todo
treinamento; tem sido amplamente utilizado no campo educacional, uma vez qua
tipo de formação profissional. É um sistema educecionai
educacional qua
que enfatiza a aprendizagem e a
demonstração das competências consideradas indispensáveis
irtdispensáveis ao exercício de uma profissão.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�r

935

exemplo:
exemplo;
1
2
3

Segundo Olga Barroca, este
esta sistema oferece
ofarece certas vantagens de natureza prática, como por
——
-

é mais manejával
manejável em relação à responsabilidade;
facilita o controle do processo instrucional;
permite que a avaliação focalize
focaliza o qua
que o aluno sabe e a manaira
maneira como ele se
desempenha;
4
—- ' enfatiza a individualização e a personalização da instrução.'12
Para Nagel &amp; Richman, ensino baseado na competência significa um programa flexível e
individualizado que liberta professores e alunos, a fim de que possam trabalhar no seu ritmo próprio,
fracasso.** ^
sem receio de fracasso.
Os autores apresentam quatro pressupostos!básicos ao ensino baseado ne
na competência:
Axioma 1:
Aquisição de conhecimentos é mantida constante, enquanto o tempo
varia;
de safda, ou saja,
seja, no produto;
Axioma 2 ênfase nas exigências da
Axioma 3 precisão e claraza
clareza sobre o que sa
se quer e onde se quer chegar;
Axioma 4 ensino relativo ao critério.*
A competênc
competência
;ia é vista por Gale &amp; Pol como um esquema conceituai e é considerada como
uma posição ou papel ocupado F&gt;or
por uma pessoa e, portanto,
prortanto, altamente individual e pessoal.* ^
competência é um elemento imprescindível para a organização curricular e,
A compatância
consequentemente, para ea seleção de
da conteúdos.
A tarefa da
de formar profissionais capazes de desempenho satisfatório, deve contar com um
modelo de ensino adequado, com características indispensáveis, que garentam
garantam sua operacional
operacionalidade.
idade.
de ensino orientado para as metas, de Popham, apresenta, como
conxj os demais
O modelo da
modelos, quatro componentes:
1

especificação dos objetivos, descritos em termos comportamentaís,
comportamentais, incluindo
identificação do comportamento, definição das condições sob as quais o
comportamento dava
deve ocorrer ae identificação do critério de desempenho
aceitável;
de entrade
entrada e,
avaliação prévia, a fim de identificar o comportamento da
a, com base
nessa, facilitar a tomeda
tomada da
de dacisão
decisão quanto à modificação dos objetivos
originalmente formulados;
originalmenta
ensino, através da
ansino,
de uma sequência para atingir osobjativos
os objetivos propostos;
avaliação, rafera-se
refere-se à estimativa do alcance
alcanca dos objetivos estabelecidos; permite
permita
revisar,, ^odificar, substituir alguns componentes, visando a melhoria do
revisar,,^odificar,
ensino.
ansino.
Para realização ae melhor funcionamento dos sistemas baseados na competência, estão
sendo planejados ae produzidos os módulos instrucionais ou de ensino — que, pelas suas
características, parecem apropriados ao ensino baseado na competência. Segundo Nélio Parra, o
módulo instrucional éè um conjunto auto-suficiente de experiências de aprendizagem, com base no
trabalho individual.*'*
individual.*^
As vantagens da instrução modular são inúmeras, tanto para os alunos quanto para os
professores e incluem:
1
—
cooperação antra
cooparaçãú
entre aluno ae professor e entre alunos;
2
—
imediato e frequente feedback;
3
—
adaptabilidade às diferenças individuais, provendo flexibilidade com relação à
aprendizagem, ao formato e ao conteúdo da instrução;
4
—
provisão de atividades de recuperação;
5
—
possibilidade
F&gt;ossibíl
idade de avaliação formatíva.
formativa.
2.1 — Modelo Referencial de Habilidades Profissionais do Bibliotecário para Orientação de
Estágio Supervisionado.
O Modelo Referencial de Habilidades Profissionais do Bibliotecário para Orientação de Estágio
Supervisionado foi desenvolvido visando servir de
da suporte
suporta ao supervisor de estágio e permitir detectar
as competências que devem ser atingidas, a forma pela qual serão instrumentalizadas, o padrão ou
critério de desempenho aceitável e a forma para avaliaç'ão.
avaliação.
A metodologia utilizada partiu dos seguintes pressupostos:
a)
a formação do bibliotecário exige que o profissional demonstre habilidade para o
desempenho de funções básicas de qualquer tipo de biblioteca ou serviço de
informação;

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

�936
b)

o estagiário deve apresentar o domínio das compatências
competências na forma de comportamento
ou produto observáveis, num nível mínimo aceitável, dentro de
da critérios pré-estabelecidos, para o desempenho profissional;
c)
o estágio supervisionado, como atividade curricular, integra todas as disciplinas,
profissionais ae técnicas, propiciando uma visão coerente e sistemática da estrutura e
funcionamento da
de bibliotecas;
d)
a necessidade da
de desenvolver, no estagiário, atitudes adequadas e irKiispensáveis
irKiispensávais ao
exercício profissional.
Partindo dos pressupostos acima, considerados básicos ao desempenho profissional
competente, o Modelo Referencial inclui:
competanta,
de habilidades;
1
—
conjunto da
2
—
área de habilidades;
3
—
compietências;
competências;
4
—
estratégia;
5
—
avaliação.
Foram identificados quatro conjuntos da
de habilidades, indispensáveis para qua
que o
profissional asteja
esteja apto a desempenhar as funções básicas em qualquer tipo de biblioteca;
1.1 planejar, organizar e administrari
administrarlbibliotecas
bibliotecas e serviços de informação;
1.2 avaliar, selecionar ae adquirir material bibliográfico e multimeios, visando compor o
acervo da biblioteca;
1.3 incorporar, preparar ae assimilar o material bibliográfico ae multimeios, planejando e
efetuando serviços da
de indexação;
1.4 interpretar o material bibliográfico e multimeios; facilitar sua utilização planejando ea
1^4
de disseminação das informações.
desenvolvendo serviços da
Para cada conjunto de hebilidádes,
habilidades, foram feitas especificações correspondentes que,
desdobradas, possam ser expressas postaribrmente,
posteriormente, na forma de competências.
As competências, expressas em objetivos instrucíonais,
instrucionais, incluem três componentes básicos:
1
—
identificação do comportamento;
2
—
definição das condições essenciais sob as quais o comportamento deve ocorrer;
3
—
identificação do critério de desempenho aceitável.
Foi adotado como critério
critário de
da desempenho satisfatório, o nível
nfvel de
da 80%, segundo orientação
de Gronlund.*
da
Para instrumentalizar o Modelo Referencial, foi adotado como estratégia, o material
instrucional gerado a partir dessa
desse Modelo, na forma da
de mõdulosda
módulos de ensino.
Como formas de avaliação, foram previstos:
de lápis ae papel — prá
pré ae pós-tastes;
pós-testes;
1
—
testes da
2
—
relatório das atividades de aprendizagem;
3
—
instrumentos da
de observação do supervisor.
Os pré ea pós-testes facilitaram a avaliação das competências específicas,
especificas, enquanto qua
que o
instrumento do supervisor é direcionado
direciortado para avaliar atitudes, habilidades, conhecimentos e
comportamentos.
2.2 - MODULOS de
DE ensino
ENSINO
Paa instrumentalizar o Modelo Referencial, foi selecionado um modelo de ensino
orientado para as metas, coarenta
coerente com o ansino
ensino baseado na competência
compretência e a instrução modular,
implícita ao sistema.
como característica essencial impifcita
Considerando qua
que o estagiário pracisa
precisa de orientação e supervisão individual para aplicação
prática de seus conhecimentos, a organização curricular proposta vem de encontro às necessidades, à
medida qua:
que:
1
—
a aprendizagem áé individual;
2
—
0 aluno orianta-se
orienta-se em direção
diração às metas;
3
3—
0 processo de aprendizagem
0
é facilitado quando o aluno
processo
sabe,de
deaprendizagem
antemão, o que
é facilitado
se espera dele
dela e o que
qua ele
ela espera de
da si mesmo;
4
4—
0 conhecimento preciso
0
dos resultados estimula a aprendizagem.
conhecimento preciso dos resultados
Para montagem dos módulos, optou-se pela orientação de Nagel &amp; Richman, considerada
Referencial.*^ Foram gerados sete módulos, que constituem
bastante acessível e aplicável ao Modelo Referencial.^^
o programa do Estágio Supervisionado, extraídos do Modelo Referencial. São os seguintes:
Módulo I: Caracterização da Biblioteca;
Módulo II: Atividades Culturais na Biblioteca: Montagem de Exposições;
Módulo III;
III: Atividades Culturais na Biblioteca: Hora do Conto;

Digitalizado
gentilmente por:

�937
Módulo IV: Atividedetde
Atividades de Extensão: Bibliotecas Ambulantes;
Módulo V: Seleção e Aquisição ne
na Biblioteca;
Módulo VI: Preparo Ffsico
Físico e Técnico do Acervo;
Módulo VII: Serviço de Referãncie
Referência e Assistãncie
Assistência eos
aos Usuários.
2.3 — Instrumentos de Aveliação
2.3—instrumentos
Avaliação
Foram eleboredos
elaborados os seguintes Instrumentos
instrumentos de evelieção.
avaliação.
Forem
1—
pré e pót-testes
prá
pós-testes para cada um dos módulos;
2
—
pré e pós-testes extensivos, incluindo (tens
ftens de eveliação
avaliação de todos os módulos,
pere
para todo o progreme
programa do Estágio Supervisionado;
auto-avaliaçãò, tendo
tetrdo sido utilizado o mesmo
3
—
avaliação pelo supervisor e euto-aveliação,
instrumento para
Instrumento
pare embes.
ambas.
Considerando que um dos exiomas
axiomas do ensino baseado ne
na competência 4á o ensino raietivo
relativo
ao critério, utilizarem-se
eo
utilizaranrr-se os princípios da testagem por critério, pare
para elaboração dos pré a pós-testes,
quais o desempenho do eluno
aluno é comparado com algum critério pré-estebelecido.
pré-estabelecido.
nos quels
Os Itens
(tens de teste forem
foram elaborados simultãneemente
simuitênaamante ê redeção
redação dos componentes
corr^nentes do
Modelo Referendei.
Referencial. Para
Pare cada
cade habilideda,
habilidade, foram formuladas as
es competências respectivas,
respectives, ne
na forma
de objetivos instrucionels
instrucionais a, deles extraídos, imediatamenta,
Imedietamente, quetro
quatro Itens
itens de teste,
testa, os quais foram
forem
aproveitados posteriormente
posteriormenta pere
para montagem dos pré ea pós-testes.
Para montagam
Pere
momagam dos pré ea pós-testes extensivos, adotaram-se os mesnrws princípios da
testagem por critério; de
da toteiidada
totalidade de
da Itens
(tens gerados com o Modelo Referenciai,
Referencial, extralu-se
extraiu-se uma
amostra representativa para compô-los.
O instrumento para auto a hetaro-avaliação
hetero-aveliação’pretendeu
pretendeu detectar o nivel
nível de desempenho do
estagiário, demonstrável
demonstréval na forme
forma da comportamento ou produto deste.
desta. Foram observados diversos
aspectos, envolvendo conhecimentos, atitudes a habilidades, expressos em dez Itens:
itens: Inicietive,
iniciativa,
acuidade Intelectual,
intelectual, qualidade do trabalho, comunicabiiidade,
comunicabilidade, empetia,
empatia, euto
auto desenvolvimento,
responsabilidade social, prontidão a cooperação. O desempenho do estagl^io
estagi^io pode ser evellado
avaliado em
três nivels
níveis diferentes: insuficiente,
insuflclante, satisfatório
setlsfetório a superior.
3 - PESQUISA
3-PESQUISA
Uma vas
ves desenvolvidos o Modelo Referenciei
Referencial a o material Instrucionel
instrucional para Implementação
do Modelo, a pesquisa consistiu na testagem destes,
destes; visando sua validação, conrx&gt;
como adequados eos
aos
trabalho.
objetivos propostos no trebalho.
3.1 — Hipóteses
O desenvolvimento de um Modelo Referenciei
Referencial e de
da material Instrucionai
instrucional para
Implementá-lo,
implementé-lo, aplicados a Estágios Supervisionado em Bibliotecas, permitiu estabeiecar
estabelecer es
as seguintes
hipóteses:
Hq:
Não há diferença significativa entre os resultados obtidos pelos alunos no pré a
pós-testes axtensh/os,
pót-testes
extensivos, com 'relação aos critérios estebeiecidos
estabelecidos no Modelo
Referencial.
H^:
Um programa
em bibliotecas.
bibliotecas, Integrando
integrando teoria ae
programe pare
pere estágio supervisionado am
prática, definido em competências mínimas ea apresentado sob ea forma de
objetivos Instrucionels,
instrucionais, permitirá qua
que 85% dos alunos etinjem
atinjam 80% de
reridimento, previsto no Modelo Referencial.
Refarenclei.
3.2 — Testagem
A testagem efetivou-se com ea população composta pelos vinta
vinte elunos-estagiários,
alunos-estagiários,
matriculados na disciplina
disciplitra Estágio Supervisionado, no Curso de Biblioteconomia ae Documentação da
UFPr, no segundo semestre letivo de 1978.
Os estág'ios
estágios forem
foram cumpridos em nove bibliotecas, apenas
apenes de dois tipos — universitárias e
especializadas — escoihides
especializedes
escolhidas pelos próprios estagiários.
Dos sete módulos desenvolvidos, dois não forem
foram testados — Módulos iii
III e IV, pois nestes,
as atividades estebelecides
es
estabelecidas previem
previam condIçOes
condiçOes ae características não epresentedes
apresentadas pelos dois tipos de
bibliotecas.
A metodologia, prevendo ea Individueiizeçãò
individualização do ensino, respeitou o ritrrx)
ritmo próprio de
aprendizagem de cade
cada estagiário; todos Inicieram
iniciaram o estágio submetendo-se
submeterxío-se eo
ao pré-teste
pré-testedo
do módulo 1.
Â
À medida que rada
cada aluno
eluno vencia
vende as
es atividades
etividedes de aprendizagem previstas,
previstes, recorria
recorrie eo
ao coordenador da
de
disciplina, para submeter-se ao pós-teste e, assim,
discipline,
essim, passar para o módulo seguinte. Ao finei
final dos cinco
módulos, os estagiários foram
forem submetidos ao
eo pós-teste extensivo; o pré-teste extensivo foi aplicado
após o término do primeiro módulo.
epóso
A pós-aveiieção
pós-avaliação constou de pós-testes e relatórios pere
para cade
cada módulo, além do instrumento
de auto
euto e hetero-avaliação.
hetero-avalieção.

Digitalizado
gentilmente por:

�938
Para a testagem das hipósteses e a validação do Modelo Referencial e do material
instrucional, foram utilizados apenas os escores do pré e do pós-testes
instruçional,
põs-testes extensivos, como pode ser
observado no Quadro nP 1.

Quadro nP 1; Quadro-resumo dos testes utilizados

Ho

Verificar se havia diferença
significativa a nfvel de 0,05
entre os resultados do pré ae
do p6s-testes
pós-testes extansivos
extensivos

X2

Escores obtidos no p6s-teste
pós-teste
extensivo

Verificar
Verif
icar se 85% dos alunos
atingiríam
atingir
iam 80% do rendimento
previsto no modelo referencial
Verificar a confiabilidada
confiabilidade
do pós-teste extensivo

Validação do
modelo
fndice de dificuldade
referencial Verificar o índice
dos ftens
itens do pós-teste
põs-testa extensivo
e do
material
instrucional
Verificar o poder de
discriminação dos itens do
pós-teste extensivo

Escores obtidos nos pré e
põs-testes extensivos
pós-testes

Coeficiente de
correlação: rxy

Escores obtidos nos itens pares
e fmparesdo
ímpares do pós-teste extensivo

índice de
dificuldade
dos itens

Escores obtidos por 30% do
grupo superior ae 30% do grupo
inferior, nos itens do pós-teste
extensivo
Escores obtidos por 30% do
Poder de
discriminação grupo superior e 30% do grupo
inferior, nos itens do pós-teste
dos itens
extensivo

3.3—
3.3
— LimitaçOes
Pode-se considerar como limitaçOes
limitações à pesquisa, os seguintes aspectos:
3.3.1 — Impossibilidade de testar dois dos sete módulos elaborados uma vez que esses
destinavarrvse
destinavam-se ao público infantil (Módulo III) e a atividades de extensão, como carro-biblioteca e
caixa-estante (Módulo IV). Nam
Nem um dos tipos de bibliotecas onde sa
se realizaram os estágios,
apresentaram as condições ae características necessárias para a testagem de ambos.
3.3.2 — interferência entra
entre as disciplinas Metodologia da Pesquisa em Biblioteconomia II e
Estágio Supervisionado, uma vaz
vez que ambas são ofertada^
ofertada; no sexto período do Curso. A Metodologia
da Pesquisa requer a elaboração de
da uma monografia, com versão preliminar e definitiva; a dedicação
dos alunos a esta disciplina sobrepõe-se ao estágio. Durante a testagem, ocorreu uma interrupção no
ocasionando' problemas de
estágio, para elaboração da versão definitiva da monografia, ocasionando!
descontinuidade para o supervisor, para o coordenador do estágio e para o próprio estagiário;
3.3.3 — a orientação fornecida abs
aos supervisores — apenas em uma reunião — ainda que o
pesquisador julgassa
julgasse suficiente, não permitiu que o instrumento de hetero-avaliação fosse
interpretado e preenchido da maneira prevista, impossibilitando uma correlação entre a auto e a
hetero-avaliação.
3.4 — Apresentação dos Resultados
3.4—
Hipótese^j
3.4.1 — Hipótase^
Para constatar a hipótese nula, foram utilizadas as respostas certas e erradas — aos seis
(tens do pré-teste e aos dezoito (tens
Itens
Itens do pós-teste, às quais aplicou-se a prova do
(Quiquadrado),
para verificar se havia diferença significativa entre os resultados, ao nível de 0,05.

Digitalizado
gentilmente por:

�F
939
po^e ser comparedo
comparado o item
Item 7 do pré-teste com os itens
Itens
Oos seis objetivos avaliados
evaliados —- não pode
pòs-teste — cinco apresentaram o
12 e 14 do põs-teste
em que P^,05 ou menos, com quatro objetivos
evidenciando um valor em que P ^0,01,
!5&gt;0,01, para
pare um greu
grau de liberdade
liberdede (gl).
(gll.
Para os cinco objetivos, ea hipótese nula é rejeitada, podendo-se concluir que existe
diferença significativa entre os resultados obtidos no pré ae no pós-testes
põs-testes extensivos com releçSo
relação aos
critérios estabelecidos no Moc^elo Referencial.
Foi calculado o X'^ do pré-teste extensivo como um todo,
todo. comparando-o
comparendo-o com o nível
pré-estabelecido e utilizendo-se
utilizando-se os escores obtidos pelos vinte estagiários
estegiérios nos seis Itens,
encontrando-se um 47,76,
encontrendo-se
47,76. correspondendo ea P 5*0,01,
^0,01. pere
para dezenove graus de liberdade.
Com este resultado, pode-se efirmer
afirmar que a população submetida eo
ao pré-teste extensivo, não
ere
era ea mesme
mesma para ea qual o critério estabelecido no Modelo Referencial serie
seria aplicado.
Pere
Para calcular o X^ do pós-teste,
pós-testa, utilizarem-se
utilizaram-se os mesmos procedimentos que pare
para o
pré-teste, com os escores obtidos nos dezoito Itens. O valor
velor encontrado foi 9,64, para
pare dezenove graus
greus
de liberdade, o nivel de significâncie
significância é de 0,98.
Assim, os escores obtidos pelos alunos no pós-teste extensivo e os critérios e'stabelecidos
estabelecidos
no Modelo Referenciei
Referencial não são significativamente
significativemente diferentes e os alunos
elunos podem
|X&gt;dem ser considerados
prarte da mesma população. Fice
Fica evidenciado que o programa e os critérios pré-estabelecidos forem
foram
parte
compatíveis e efetivos.
3.4.2 - HipóteseI
Flip6tese|
Para confirmar ea hipótese alternativa.
Pare
alternativa, 85% de
da população dezessete alunos
elunos deveriam
deveríam
atingir um rendimento de 80%, ou seje,
etingir
seja, o escore mlninno
mínirrK) de 14,40.
Comprova-se ea hip&gt;ótese,
hipótese, uma vez que 60%, 20% e 5% da população atingirem,
atingiram,
respectivamente, 15, 16 e 17 escores no pós-teste.
F&gt;ós-teste.
3.4.3— Análise dos Itens do P6s-Teste
Pós-Teste
3.4J.1
Pós-Teste
3.4.3.1 — Confiabilidade do Pòs-Teste
Para estimar ea confiabilidade do põs-teste
pós-teste extensivo, utilizou-se o processo de subdivisão
deste em duas partes equivalentes, etribuindo-se
atribuindo-se o velor
valor X eos
aos nove itens
Itens pares
peres e o valor Y aos nove
Itens Impares,
impares, e epiicou-se
aplicou-se ea fõrmula
fórmula de Pinckney pare
para celculer
calcular o coeficiente de correlação.^”
correieção.^^
Obeteve-se o seguinte valor:
^xy ”—53
~—0,153
Embore
pere testes de sala de aula
eula varie
verie de 0,60 ea 0,70 e
Embora o coeficiente de correlação para
quanto mais consistentes forem as
quento
es medides
medidas do teste mais r se aproxima
eproxima de 1, na
ne testagem por critério
o coeficiente iguel
igual ea zero ou mesmo negativo, é perfeitamente aceitável, uma vez que os Itens devem
reduzir ea variabilidade dos escores. É importante que o teste reflita com precisão, os objetivos do
ensino e, que seja atingido o nivel de desempenho estabelecido no critério.
3.4.3.2 — índice de Dificuldade e Poder de Discriminação dos Itens.
Os dados obtidos da enálise,
análise, informam se os Itens foram muito fáceis ou muito difíceis e
permitem detectar defeitos técnicos específicos, fornecendo informação adicionei
adicional pare
para melhorar os
Itens do teste.
baseou-se em duas parceles
parcelas do grupo total, 30%
A determinação do índice de dificuldade beseou-se
dos mais aptos e 30% dos menos eptos.
aptos.
O poder de discriminação é estimado com os mesmos dois grupos e tem relação direta com
o Indice
índice de dificuldade do item. Por este
esta razão, pessa-se
passa-se éà análise de ambos, simulteneemente.
simultaneamente.
apresentaram o velor
valor méximo
máximo do nivel de dificuldade —
- 1,00 — e
Dos dezoitp Itens, oito apresentarem
treze, o mels
mais baixo poder de discriminação — zero —.
Quando ea instrução é beseade
baseada em critério e os objetivos instrucioneis
instrucionais estão relacionedos
relacionados
com comportamento observável, ea finalidade
finelldede é a variabilidade da
de redução dos escores.
Assim, o põs-teste
pòs-teste deve refletir altos
eltos Indicas
índices de dificuldade, variando de 0,80 ea 1,00 e
baixo poder de discriminação entre 0,30 e zero.
Dos dezoito ftens,
Itens, onze apresentaram índice
Indice de dificuldade eo
ao nivel
nível de 0,80 ea 1,00 e
quatorze com poder de discriminação entre 0,30 e zero.
Com estes resultados, observa-se uma veriebilidede
variabilidade reduzida, refletindo o atingimento dos
objetivos, no nivel
nível pré-estabelecido
pré-estebelecido e mensuráveis pelo instrumento aplicado.
4- CONCLUSÕES
4-CONCLUSÕES
A elaboração do Modelo Referencial e o desenvolvimento dos módulos de ensino
permitiram reformular ea disciplina Estágio Supervisionado e a validação desses, como aplicáveis èà
Disciplina.
A implementação do Modelo Referencial e do material Instrucional,
instrucional, permitirem
permitiram tester
testar es
as
hipóteses estabelecidas, rejeitando-se
rejeitendo-se o H^e comprovando-se a H|,
Hp atingindo-se o segundo objetivo

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�940
proposto, ou seja,
seja. a melhoria do nivel
nfvel de desempenho dos estagiários.
Dentre as conclusSes a que se chegou com a presente pesquisa, destacam-se;
destacam-se:
1
o currículo pere
para ensino baseado ne
na compietência
competência é6 epiicável
aplicável èà formaçSo
formação
profissional do bibliotecário;
2-0
Raferancial e do material
materiel instrucional permitiu
2
o desenvolvimento do Modelo Referencial
sistematizar a Discipline
sistemetizar
Disciplina Estágio Supervisionado;
3
a melhoria do nivel
nível de desempenho dos estagiários é consequência
consequáncia da
de aplicação
epiicação
do currículo pere
para ensino beseado
baseado ne
na compietência
competência ao Estágio Supervisionado,
uma vez que ea metodologia desenvolvida previu ensino e aveliaçSo
ume
avaliação relativos ao
eo
critério.
S5 - RECOMENDAÇÕES
O ensino baseado
beseedo na
ne competência é uma
ume proposição
proposiçéío circular que visa
vise ák melhoria do
processo Instrucional;
instrucional; requer reformuieçOes,
reformulaçOes, adaptações, substituições, com vistas àè atuelizeçSo
atualização e
Btendimento des
atendimento
das necessidades dos alunos, e da
de profissão. Dentre as recomendações feitas,
faltes,
destacam-se:
destecam-se:
1
adoção de
da metodologia pielo
pelo curso de Biblioteconomia e Documentação de
da
UFPr;
2
revisão constante do Modelo Referencial e do Materiel
Material Instrucional, com vistes
vistas
ao eprerfeiçoamento
aperfeiçoamento destes, com atualização de
da literatura profissional corrente;corrente;
3
desenvolvimento de módulos de ensino alternativos;
4
—
testagem de
da metodologia em populações diferentes.
6 - REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
1-

Currículo na competência para o Curso Preparatório de
BARROCA, Olga.
Olge.
da
Professores do ansino
ensino Suparior
Superior "Metodologia de Pesquisa Educacional" no
Brasil. Enseio
Ensaio apresentado à Comissão de Teste da Faculdade de Pós-Graduação
Pós-Gradueção
da University of Southern, Celifornie,
de
California, 1975.1 v.
2 — CANDAU,
Vera Marie
Vere
Maria F.
F, A formação profissional dos especialistas em educação;
• uma nova perspectiva. Forum, Rio de Janeiro, 1 (4):31-40, out/nov. 1977.
3 — DANTON, Periem
Periam K.
La formation du bibliothécaire.
bibliothécalre. Paris.
Peris. Unesco, 1950.
1950, 97 p.
4 — FINGERSON, Ronel
Ronal L.
Competencies to ba
Compwtencies
be demonstreted.
demonstrated. Journal of
Education for Librarianship, Albeny,
Albany, N.Y. (18(1 ):35-40, Summer 1977.
5 — GALE,
GALE. Lerrie
Larrie E. &amp; POL, Gaston.
Competence; ea definition end
and conceptuel
conceptual
schema. Educational Tachnology,
Technology, Englewood Cliffs, N.J., 15(6):19-24, June
scheme.
june
1975.
6 —
GARCIA, Consueio.
Consuelo.
Desempenhos dos professores de História. In: SIMPÕSIO
SIMPÓSIO
DA ANPUH, 9., Florianópolis, 1977. A História nos Cursos da
de Graduação.
Curitiba, 1977. p. 12-27. mimeo.
7 —
GRONLUD,
GRON
LUO, Norman E.
Preparação dos testes por critério pare
para instrução
Instrução ne
na saie
sala
de eule.
da
aula. Trad. Consueio
Consuelo (jarcia
Garcia com base em trad,
tred. prelim,
prelim. de Marina Couto.
Curitiba, 1977,82 p. mimeo.
Maria Lucie.
Lucia.
• Modehs da
de ensino de Serviço ^cial; utva
uma eniWse
anêWse
8 — MARTINELLI, Merie
'Modaios
crítica.
critica. São Paulo, Cortez &amp; Moraes, 1978. 109 p.
9 — NAGEL, Thomes
Ensino para competência; uma
ume
Thomas S. &amp; RiCHMAN, Paul T.
estratégia pere
para aliminer
eliminar fracasso. Tred.
Trad. Cosete Ramos. Porto Alegra,
Alegre, Globo,
1973. 100 p.
10PARRA, Nélio.
Néfio.
Como Individualizar
individualizar a Instrução.
instrução. Didata, São Paulo, 1(9):3-12,
1978.
— PINCKNEY, Neal T.
de astatistica.
estatística. Brasília, MEC/DEF, 1976
11 Pequeno programa da
6 p. mimeo.
12 POPHAM.
POPHAM, William James.
Como avaliar o ensino. Trad.
Tred. Louis Casemiro dos
Santos. Porto Alegre.
Alegre, Globo,
Globo. 1976. 160 p.
13- . POPHAM, William James &amp; BAKER, Eva L.
Sistematização do ensino. Trad.
Leonel Vallandroe Zaida F. Lewin. Porto Alegre, Globo,
Globo. 1976. 157 p.
14 SABOR, Josefa Emilia.
Métodos de enseüanza
enseffanza de Ia bibliotecologia. Peris,
Paris,
Unesco 1968. 146 p.
Unesco.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

II
11

12
12

13
13

14
14

�r
941
15—
16 —
17 —
18 —
18—

SANTOS, Jahyra Corrêa.
Correa.
Esteio e desempenho do aluno do curso de
Estágio
biblioteconomia. Porto Alegre, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande
do Sul, 1976. Separata da Revista Veritas (82)
182) 1976. não
nSo paginado.
SAVI, Hamilton.
O estágio como atividade curricular no ensino superior.
Aracaju, 1977. 19 p. mimeo. Apresentado no Seminário de Assuntos
Curriculares patrocinado pelo MEC/DAU/UFS, Aracaju 1977. 19 p.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANA.
PARANÄ.
Setor de Educação. Departamento
de Biblioteconomia. Estágio obrigatório; normas preliminares — Curitiba, 1974.
3p.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE.
Biblioteca
Central. Estágio aplicado peta
pela Biblioteca Centra!
Centrai da UFRS; 1. Plano; 2.
Avaliação. 74 p. mimeo. Apresentado no Seminário sobre Estágio, no Curso de
Metodologia do Ensino em Biblioteconomia,
Biblioteconomia. UFMG, Belo Horizonte, 1978.
ABSTRACT

Proposition and validation of a teaching curriculum
curricuium based on competence, applied
appiied to practical
training as a curricuium
curriculum activity of the Course of Library Studies
Studiesof
of the Federal University of Paraná,
with the twofold purpose of reorganizing the syllabus of the discipline Supervised training and
improving the performance of the treinees and, in consequence, that of the course graduates. To this
effect, from the postulates of professional education, the Referential Model of the Librarian's
Professional Skilis
Skills for Cuidance
Guidance of Supervised Training was developed. Individualized tuition was
considered and to implement the Referential Model seven teaching modules were developed.

NOTAS
* SABOR, Josefa Emília.
Emilia. Métodos de emehanza
enzehanza de ia
!a bibliotecologia. Paris, Merco, 1968. p.5
2
DANTON, Periam J. La formation du bibliothécaire. Paris, Unesco, 1950. p.13.
^ SABOR, p.81-85.
4
SAVI, Hamilton. O estágio como atividade curricular no ensino superior. Aracaju, 1977.
Apresentado no Seminário de Assuntos Curriculares, MEC/DAU/UFS, Aracaju, 1977. f.6
®* GARCIA, Consuelo. Desempenhos dos professores de História. In: SIMPOSIO DA ANPUH, 9,
Florianópolis, 1977. A História nos currículos dos cursos de graduação. Curitiba, 1977. p.12-27
mimeo.
®* UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE,
NORTE. Biblioteca Cemta\.
Cenxra\. Estágio aplicado
pela BibUotêca
Bibliotéca Centra!
Centrai da UFRN; plano, avaliação. Belo Horizonte, 1978. 74 p. mimeo. (Seminário
sobre Estágio, Curso de Metodologia do Ensino da Biblioteconomia, UFMG)
7
^ FINGERSON,
Fl NGE RSON, Ronal L. Competencies to be demonstrated. Journal of Education for Librarianship,
Albany, /8(1):35-40, Summer 1977.
* SANTOS, Jahyra Corrêa. Estágio e desempenho do aluno do Curso de Biblioteconomia. Porto
Alegre, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 1976. Separata da Revista Veritas
(82) 1976. Não paginado.
Q
MARINELLI, Maria LGcia.
LOcia. Modelos de ensino de serviço social; uma análise crítica.
critica. São Paulo,
1978. 109 p.
Cortez &amp; Moraes, 1978.109
CANDAU, Vera Maria F. A formação profissional dos especialistas em educação. Forum, Rio de
Janeiro, f(4):31-40, out/dez. 1977.

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�942

'* UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ, Setor de Educação. Departamento de
da Biblioteconomia. Estágio Obrigatório; normas preliminares.
praliminares. Curitiba, 1974. mimeo. 3f.
' ^ BAR ROCA.
ROCA, Olga. Currículo baseado na competência para o Curso Preparatório de Professores do
Ensino Superior "Metodologia de Pesquisa
Pasquisa Educacional no Brasil/'
Brasil." Ensaio apresentado
apresantado à Comissão da
de
Tese da Faculdade de
Southern Califórnia,
California, 1975.
da P6s-Graduação
Pbs-Graduação da University of Southarn
competência. Trad. Cosete Ramos. Porto
NAGEL, Thomas S. &amp; RICHMAN.
RICHMAN, Paul T. Ensino para compatência.
Alegre, Globo, 1973. p.61-63.
NAGEL &amp; RICHMAN, p.3-59
ELAM apud CANDAU, Vara
Vera Maria F. A formação profissional dos aspecialistas
especialistas am
em aducaçãb.
educação.
Forum, Rio de Janeiro, f/(4):38,
(4):38, out/nov. 1977.
POPHAM, Wllllam
William James &amp; BAKER, Eva L. Um modalo
modelo da
de ensino
ansino orientado para as metas.
matas.
In;
In:
SistematizaçSo
Sistematização do ensino. Trad. Leonel
Laonal Vallandro ea Zaida G. Lewin,
Lawln, Porto Alegra, Globo,
1976. Cap. 2,p.6.16.
2.P.6.16.
' ^ PARRA, Nélio. Como individualizar
Individualizar a instrução. Didata, São Paulo, ff(9):
(9): 3-4, 1978.
GRONLUND, Norma E. Preparação dos testes por critério para instrução na sala de
da aula. Trad.
Consuelo Garcia, com base
basa em
am trad,
trad. prelim,
pralim. de
da Marina Couto. Curitiba, 1977. p.24. mimeo.
NAGEL &amp; RICHMAN, lOOp.
’’NAGEL
20 PINCKNEY, Neal T. Paqueno
Pequeno programa de
da estatística.
astatfstica. Brasília,
Brasflla, MEC/DEF, 1976 p.5 mimeo.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

'

�943
A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO
Carminda Nogueira de Castro Ferreira

Not escassos minutos permitidos paie
Nos
pela Mesa para
pera apresentação de nosso trabalho, muito
mais vai ficar por dizer do que o que
meis
qua terá
será dito.
Ficamos profundements
profundamente agradecida hè Comissão Organizadora do 10P Congresso que
qua nos
permitiu, mesmo de que forme
forma limitada, fazer ouvir aigo
algo que hã
há muito vimos dizando
dizendo am
em eudtórlos
auditórios
meis
mais restritos: aqueia
aquela aragem renovadora, aquele
aquale vento vivificador
vK/ificador que sempre deve soprar em
am todas
as profissões pere
para emoidá-l»
amoldá-las à dinâmica do deseiwolvimento
desetwolvimento do meio am
em que se situam, na
Biblioteconomia tem soprado forta
forte demais, com rqadas
rajadas acompanhadas de reios
raios e trovões,
ameaçando tomar-se um ciclone devastador: não nos consideramos bovaristas, chauvinistas a,
e, muho
menos, ferisaicas
farisaicas (pare
(para empregar os termos
taimos queirosianamente
queirosienamente demolidores do Mestre Edson Néri
Nérl da
Fonseca), mas estamos francamente
frencamente assustada
assustade com certas idéias "renovadoras^'
"renovadoras" que, por trezerem
trazerem am
em
si o germe de
da destruição, não são intrinsicamente construtivas.
Abaixo "Biblioteconomie".
Abeixo
"Biblioteconomia".
Abeixo
Abaixo ""Lei
Lei 4084".
Abaixo "Código
"Cbdigo de Éticsf'.
Éticá".
Abaixo "bibliotecário".
Abeixo
Vamos Mudari
MudarI
Calmai Precisamos parar um pouco para pensar: saré
será que tudo que éá novo deve ser adotado
s6 porque é6 novo e tudo que é antigo deve ser rejeitado s6
sõ porque
porqua é antigo? — Não somos, por
natureza, embora o pudéssemos
pudéssenrws ser por nacionalidade,
nedonalidade, um valho
velho de Restelo,
Restalo, ea pedimos para
pare não ser
escutada como
conx&gt; um eco retrógredo
retrógrado e obsoiato,
obsoleto, muito embora nos tempos confusos que correm o
Bom-Senso seja
sqa considerado obsoleto...
Para um melhor embasamento de nossos conceitos, muito proveitoso seria se pudéssemos
recapitular a interessante comunicação feita ontem, neste recinto, peleProfa.
pela Profa. Maria
Meria José Thereza
Therezede
de
Anrnrim,
Amorim, ne
na quei
qual foram tecidos judiciosos comentários sobre ea fundamentação teórica da
Biblioteconomia e, portanto, da profissão de bibliotecário. Concluiu a axpositora
Qblioteconomia
expositora sobre a
inexistência, atualmente, de pressupostos filosóficos da Biblioteconomia
inexistãncia,
Biblioteconomie o que,
qua, em
am linguagem mais
simples, significa que nossos teóricos ainda não delimitaram
delimitarem claramente
cieramente "a causa
cause primeira" a "o
primeiro principio"
princípio" dessa "arte
"arta científica"
cientifica" ou dessa "ciência
"ciãnde artística". Por que existe
axiste o bibliotecário
para quê?
e pare
Realmente,
Real
mente, falta-nos
felta-nos fixar claramente
claremente o "porque", o qua
que é daveres
deveras lamentável, pois
consideramos ser o bibliotecário um daqueles profissionâs
consideremos
prpfissioneis cujos desvios ou erros repercutem grava,
grave,
profunda ou extensamente sobre os indivíduos e o grupo social.
profunde
sodai.
Mas o "para quê", pelo menos ea níval
nível oficial, já foi fixado com força lagal:
legal: a Portarle
Portaria do
Parte 2 - Supi.
Supl. 31/8/73, p. 67/68), faz ea descrição
DASP, n o 146, de 17/ago/1973, (D.O.U., Seção I, Perte
sumária das etribuições
atribuições da classe:
ciasse: "atividades
"etividades de supervisão, coordenação, progremação
programação ou execução
especializada em grau de maior complexidade, referentes eo
ao trabalho de pesquisa, estudo e registro
bibliográfico de documentos e informações culturalmente
cuiturelmente importantes". E, iogo
logo ea seguir, lista
exemplos típicos de trabalhas
trabeihos da
de classe
dasse (29 Itens), dando
dendo ao bibliotecário atribuições
etribuições tais e tantas
que não conhecem a citada circular, fiquem
que talvez alguns dos profissionais aqui presemes,
presentas, qua
espantados: (transparência 1).
espentados:

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

J^-LrLJ 11

12

13

14

�944

BIBLIOTECÁRIO
Devido à formaçSo
formação que recebe pode prestar serviços no mais diversificado mercado de
trabalho.
trebalho.

A atribuição de uma gama tão
tfio variada de tarefas, exige, certamente, qualidades,
quaildades, traços
psicológicos e aptidSes
aptidões físicas que forepn
foram criteriose
criteriosa e clentificamente
cientificamente enumeradas paieProfe.
pela Profa. Nvima
Thareza Salles Velloso
Thereze
Velioso Amarante,
Amaranta, da Associação Universitária
Univarsitârie Santa ursula (RJ) em
am abalizada
abalizade análise
profissiogrãfica.
profissiográfica. (transparências
(trensparènclas 2 e 3).
TRAÇOS PSICOLÓGICOS
PSICOLÕGiCOS
INTELIGÊNCIA — abstreto
abstrato - verbel-espacial.
verbal-espacial.
INTELiGÊNCiA
CAPACIDADE — percepto - readonal.
EQUILfBRIO - mentel
mental e senso de humor.
MENTE METÕDICA
METÓDICA E LÓGICA
RÁPIDA ASSOCIAÇÃO DE IDÉIAS
APTIDÓES Fl'SICAS
^TIDÓES
BOA VISÃO, DICÇÃO, AUTO-EXPRESSÃO
DESENVOLTURA FiSiCA
DESTREZA MANUAL
INSENSIBILIZAÇÃO ALÉRGICA
(Fon
te Nylma
(Fonte
Nylnta Thereza Salles Veloso Amarante).

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�r

945
QUALIDADES NECESSÁRIAS (FUNDAMENTAIS) AO BIBLIOTECÁRIO
RACIOCÍNIO VERBAL
CONCENTRAÇÃO
CONCENTRAÇÁO
MEMÕRIA
ACUIDADE VISUAL
METICULOSIOADE
METICULOSIDADE
espTrito
ESPI'RITO de
DE ORGANIZAÇÃO
organização
EXATIDÃO '
DOMÍNIO DE LINGUAGEM
DOMÍNIO DE LÍNGUAS ESTR.
SOCIABILIDADE
ESPÍRITO DE INICIATIVA
ESPÍRITO DE ORGANIZAÇÃO.
ATUALIZAÇÃO CULTURAL
UM MÍNIMO DE CULTURA HUMANÍSTICA.
(Fonte:
ÍFonte: Nylma Thereza Salles Veíoso
Veloso Amarante).
A função
funçSo do bibliotecário é6 tipicamente da
de natureza educativa e cultural, orientadora ae
coordenadore, enimadora
coordenadora,
animadora e incentivadora,
inoentivadora, pesquisadora e disseminadora, dando atendimento
relevante e imprescindível ás
ès áreas
èraas tôcnico-cientfficas.
técnico-ciantfficas.
E qualfa
qualla qualificação ou qualificações axigidas?
exigidas? (transparánde
Itranspaiánda 4).
QUALIFICAÇÃO
-*■ PRIMORDIAL: DIPLOMA DE BAOIARELEM
BACHAREL EM BIBLIOTECONOMIA
-*■ DESEJÁVEL:
DESEJÃVEL: C/ CURSOS DE LICENCIATURA, MESTRADO OU DOUTORADO.
-»• NECESSÁRIA: ESPECIALIZAÇÃO, ATUALIZAÇÃO.
-&gt;■
ATUALIZAÇÃO, APERFEIÇOAMENTO.;
APERFEIÇOAMENTO.,
-*■ CORRELATA:
. Conhecimentos gereis
gerais sõlidos.
. Conhecimentos específicos em biblioteconomia,
bibüoteconomia, bibliografia, documentação, informática e comunicação.
. Conhecimentos linguísticos
. Capacidade seletiva - pesquisadora
. Capacidade de análise e síntese.
. Capacidade de leitura dinâmica
. Capacidada
Capacidade de relacionamento humano
Espirito de curiosidade
. Espírito
. Espírito
Espirito da
de criatividade
. Espírito
Espirito de cooperação, harmonia e equipe.
Neste ponto, pedimos vânia
vênia para
pare abstrair da categorizaçáo
categorização profissional e colocar a
formação do bibliotecário num contexto educacional generelizado.
generalizado.
Vejamos, em primeiro lugar, as características mais marcantes de
Vejemos,
da sociedade contemporânea: (transferência 5)
SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
SQCIEDADE
-&gt;-Explosão dos conhecimentos e dos meios de Comunicação.
-&gt;Explosão
-&gt;Acentuado
Acentuado processo de industrialização.
irKiustrialização.
-&gt;’Crescente complexidade da organização social
-^-Crescente
-&gt;-Nova
-^-Nova hierarquia de valores
-&gt;-DivergSncias
-^Divergências ideológicas.
-&gt;Automação
Automação e condicionamento
-^Transformação dos padrões de relacionamento nos organismos sociais.
-&gt;-Transformação

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

JU^LJ 11

12

13

14

�946
Dadas as novas condições de vi^a,
viçla, o que se pede à Educação cujas metas finais estão
fixadas e aceitas:
a) fornecer às novas gerações a experiência adquirida pela humanidade, num rápido
processo de reprodução de tudo quanto o homem fez ou pensou;
b) promover a mudança social pela descoberta de novos rumos e novas soluções para
velhos problemas.
(transparência 6).

Ajustar o HOMEM no contexto dos problemas éticos, sociais e econômicos de sua época.

Exige-se hoje da Educação, seja em que nível
nfvel for, um esforço imensurável;
imensurável: que oriente
todo o ser humano de forma harmoniosamente equilibrada e adequada à faixa etária no SER —
PENSAR - SABER - FAZER, (transparência 7).

O HOMEM QUADRADO (com ângulos retos..
retos...).) 7. um esforço exigido à educação.
SER

S
A
B
E
R

P
E
N
S
A
R

FAZER

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�947
Não se deve confundir Educação — "todo o crescinnento
crescimento vital do homem que se processa
na integralidade de seu existir" — com Instrução ae Cultura, (transparência 8).

Assimilação
de
valores
t
CULTURA

INSTRUÇÃO

EDUCAÇÃO

I
Aquisição
de
da
técnicas

I
Formação
de
da
espírito

A Educação, como ápice do crescimento vital processado na integralidada
integralidade de seu existir
deve fornecer ã sociedade o capital
caprital humano que
qua passe a influir poderosamente no bem-estar
berrvestar da
coletividade, tornando-se egente
agente produtor de
da Desenvolvimento — Justiça e Paz sociais, (transparência
9).
de espírito
A formação da
intelectual,
disciplinada ea
disciplinade
sistematicamente

educaçAo
EDUCAÇÃO
i
♦
cepitel humano
capital
influindo poderosamente no
berrvastar
bem-estar da coletividade
i
DESENVOLVIMENTO,
JUSTIÇA,
PAZ SOCIAIS

cm

Digitalizado
gentilmente por;
por:

J^-LrLJ

�948
Tais exigências do contexto educacional generalizado, transposta para o campo especifico
esirecilicu
da formação de bibliotecário generalizado, levam-no também a exigir que, ao final do Curso do
Biblioteconomia, curso que, supomos, tenha sido inteligentemente planejado e estruturado,
possamos contar com um profissional que tenha seus próprios valores, tenha adquirido técnicos
técnicus
especializadas, esteja "formado":
"formado”: (transparência 10).

BIBLIOTECÁRIO
CAPACIDADE
RESPONSABILIDADE
IDENTIDADE
FLEXIBILIDADE

ESPÍRITO DE EQUIPE
ESPÍRITO CIENTÍFICO
^ CULTO
^ INSTRUÍDO
^ EDUCADO

Um bibliotecário que passe a influir poderosamente a favor do bem-estar da coletividade
(transparência 11).

Soluções inteligentes
inteligente e adequadas para a problemática individual, profissional e social.

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�r
949
Como conseguir esse profissional, como produto final do processo ensino/aprendizagem?
Surge, então o elemento-chave do processo educacional — o professor — cujo trabalho é
hoje na prática tão, ou até mais, incompreendido do que o trabalho dos profissionais bibliotecário^.
No decorrer de todo um processo que se desenvolve ao longo de uns longos quinze anos um trabalho
grandioso, trabalho que seja "o que deveria ser e deve ser aquilo que pode ser" (Marx, sobre o
trabalho alienado), (transparência 12).

PROFESSORES
ATITUDES
— de revisão sobre "o
“o que é ensinar".
— de atualização de conteúdos
— de redefinição de objetivos
— de renovação de métodos, procedimentos e técnicas.

Especificamente, no caso da formação de
da bibliotecários, face à deficientlssima
deficientíssima preparação
dos alunos que, em grande maioria, entram em nossas Escolas sem a manor
menor noção do que a futura
profissão deles vai exigir, sem muitas vezes lhes proporcionar as facilidades de mercado de trabalho
que imaginaram, a "formação" do professor é fundamental. Exatamente porque a profissão de
bibliotecário é uma daquelas cujos desvios ou erros repercutam
repercutem grave, profunda e extensa.ente
extensa,ente sobre
os indivíduos e o grupo social (esta é a nossa convicção, como atrás dissemos) o PROFESSOR da
de
Biblioteconomia deve ter um preparo especial, (transparência 13).

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

*

11

12

13

14

�950
Cremos firmemente que, a solução dos maiores problemas de nossa profissão está muito
mais na renovação de seus professores do que na renovação de qualquer outro aspecto da
Biblioteconomia.
Permitam que citemos o maior cientista
dentista brasileiro da atualidade que, talvez para chamar a
atençéío
atenção com mais ênfase, disse recentemente: (transparènda
(transparência 14)
O BRASIL NAO
NÄO precisa
PRECISA DE CIENTISTAS.
PRECISA DE PROFESSOREa
PROFESSORE&amp;
JÂ HÂ UMA ENORME QUANTIDADE DE PESSOAS QUE TÊM O CANUDO DE PHd,
JÄ
MAS NÃO RESOLVE.
RESOLVa
NÕS PRECISAMOS DE PROFESSOREa
- CÉSAR LATES(Manchete, 19/05/7919/05/79 - p. 57).
(Os grifos de
da transparência
transparènda 14 são nossos). ■
Se não estamos de acordo com a primeira
primaira inicial, concordamos
concordemos plenamente
plenamenta com as
restantes; mas, sa
se houver mais e bons professores, os cientistas de
da todas,
todas as
es áreas, virão por
acréscimo...
Caros Colegas
Ontem, neste plenário, ouvimos dois insignes bibliotecários duas proposições
proposiçSes que, em
nosso espirito, já tinham
tinhem criado profundas raízes
raizes tornando-se, inclusive, como um lema de nossa
própria vida, lema esse vivido em tode
toda a planitude
plenitude como podem comprovar os que, mais de perto nos
conhecem: (transparência 15).

NÃO
NAO SE ACOMODAR
TER FÉ NA PROFISSÃO

Acrescentaríamos ae essas duas premissas básicas, mais uma que nossa vivência escolar e
familiar tem
tam continuamente ratificado: (transparènda
(transparência 16).

TER FÉ NOSJOVENS
NOS JOVENS

Para a formação do bibliotecário exigem-se es
Pera
as três premissas ao profassor,
professor, ao aluno ae ao
profissional que não tiverem fè
fé na profissão que escolheram e que facilmente
fedimante se acomodarem,
dizemos com toda a veemência:
— "P'ra fora, jál".
Mentalidade negativa não pode ajudar-nos na solução de problemas, sejam eles sociais,
sodais,
individuais ou profissionais, pois como afirmou ontem Maria Antonieta Antunes Cunha:
f
"Filosofia e atividades dependem fundamentalmente da mentalidade".

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�951
FEBAB - 2QP
20&lt;&gt; ANIVERSARIO
ANiVERSÄRK)
ANTONIO GABRIEL
Presidente da FEBAB
no triênio 1978/1980
notriênio
Diretor do Serviço da
de Documentação
do CTH/DAEE/SOMA, S. Paulo
A Federação Brasileira da
de Associações da
de Bibliotecários — FEBAB — está compietando
completando
vinte anos de existência.
Precisamente no dia 26 de julho de 1959, am
Precisamenta
em sessão plenária do 2?
2P Congresso Brasileiro de
da
Biblioteconomia ae Documentação, realizado em Salvador, Bahia, foi aprovada ae tese
tase de
da Laura Garcia
Moreno Russo ea Rodolpho Rocha J0nior,(7)
Morano
Júnior,(7) propondo ae criação da Federação.
Federeção. Dois anos depois,
aqui em Curitiba, durante o 3P Congresso, foi eleita
eieita ae empossada sua primeira Diretoria.
O histórico da FEBAB, sua estrutura, .funcionamento e reaiizações
realizações foram apresentados
sucessivamente aos Congressos da
de Curitiba, Fortaleza, São Peulo
Paulo e Balo
Belo Horizonte, por sua fundadora
Presidente duranta
durante quinze anos, Laura Russo,(8)
Russo,l8) (9) (10) (11), além da
de uma publicação especial
e Presidenta
elaborada por ocasião do Congresso de
da Beiém,
Belém, PA,(2).
PA, (2).
Ao Congresso de Porto Alegra,
Alegre, em 1977, foi apresentado mais um trabalho sobre a
FEBAB, pala
pela antão
então Presidenta,
Presidente, Esmeralda Maria de Aragão,(1).
Resta-me, portanto, fazer apenas eiguns
alguns ecréscimos
acréscimos e atualizações. Quando foi criada, em
am
1959, a FEBAB era integrada por apenas oito Associações, representando os Estados de
da São Paulo,
Peulo,
Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grende
Pernambuco,'Rio
Grande do Sul, Bahia
Bahie e Paraná.
Com o decorrer dos anos, outras Associações
Assodações forem
foram criadas, dantro
dentro da estruture
estrutura associativa
de uma Associação para cada Estado, como antendia
entendia Laura Russo, que assim escreveu no seu
relatório am
em 1975: "O Brasil
Brasii é imenso, mas,
mes, se a presente estrutura associativa continuar, isto é, uma
Associação pare
para cada Estado, não assistiremos à proliferação de Assodações
Associações e,
a, muito menos, èà
dispersão de esforços de Grupos de Trabalho, qua
que sa
se criam sam
sem consulta ou orientação da
FEBAB",(12).
Em 1978 tive a satisfação de Ir
ir a Florianópolis ae a Natal, a fim de participar de
da criação das
Associações Profissionais dos Estados de
da Santa Catarina e Rio Grande
Grende do Norte. Neste ano
eno pude ir
irea
Vitória para ae criação da Associação Profissional dos Bibliotecários do Estado do Espírito
Espirito Santo.
Também am
em Mato Grosso do Sul, com sede em Campo Grande,
Granda, foi fundada a Assodação
Associação locai.
local.
faltando Associações dos Bibliotecários dos Estados de Piauí,
Ficam feltando
Piaui, Sergipe, Alagoas, Goiás ea Mato
Grosso do Norte,
Norta, dependendo da existência de número representativo da classe.
Portanto, não se trata de uma proliferação de Assodações,
Associações, dispersando esforços, mas de
congregar os profissioneis
profissionais de cada Estado.
A exemplo da Associação Paulista de Bibliotecários, se houver necessidade e condições,
poderão ser criadas Seções Regioneis
Regionais das Associações nos seus respectivos Estados. Essa experiência
da APB foi relatada
leletada no Congresso de Porto Alegre, por Maria
Meria Angélica Martorano &amp; Alfredo
Aifrado
Américo Hamar,(4).
Atualmente, são am
Atuelmente,
em número de vinte as Associações filiadas à FEBAB (Relação no Anexo
I).
Associação Profissional de Bibliotecários do Estado de
Em novembro de 1978 foi criada a Assodação
São Paulo — que congrega somente bibliotecários de empresas — uma vez que ea Associação Paulista
de Bibliotecários congrega também um grende
da
grande número de bibliotecários do serviço público. Aquela
nova Associação da
de São Paulo não se filiou áà FEBAB, por enquanto.
Muitas Associações einde
Multes
ainda estão dando seus primeiros passos, ou, ambora
embora criades
criadas já há
alguns anos, continuam,
continuam lutando com muitas dificuldades, desda
desde o pequeno número de sócios
falta de recursos. Mas é bom lembrar que a Associação Pauliste
Paulista de Bibliotecários, por
atuantes e ea feita
exemplo, qua
que em dezembro último completou quarenta anos, começou com apenas algumas dezanas
dezenas
de sócios ae estava
da
esteve sozinha, no seu pioneirismo, durante dez anos. Atualmente
Atualmenta conta com mais de
da mil
sócios e tem sede própria, com salas para reuniões da Diretoria, da
de seus Grupxis
Grupos de Trabalho,
Trabelho, para
pera
aulas. Secretaria etc.
ate.
Uma das atribuições da FEBAB — entre as outras já muito apregoadas e constantes do
Estatuto — é a de coordenar o movimento associativo brasileiro através de suas Comissões
Permanentes, as quais coordenam as
es atividades
etividades dos Grupos de Bibliotecários vinculados às
Associações de cada Estado. Com essa finalidade é que são realizadas as Assembléias de âmbito
nacional. Em 1978 realizou-se em São Paulo a 4? Assembléia das Comissões Permanentes da FEBAB,

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�952
cujos Anais em dois volumes foram impressos e se acham à venda. Paralelamente a este Congresso
estâ
está sendo realizada a 5? Assembléia da Comissões Permanentes
Parmanentas da FE BAB.
Sobre assas
Sobra
essas Comissões Permanentes foi apresentado o trabalho da colega Dina Maria Bueno
Buerra
Moretti, durante o Congresso da
de Porto Alegre,(5). Completando o número de oito, agora existe
também ea Comissão Brasileira de Documentação am
em Ciências
Oèncias Sociais ae Humanidades, criade
criada durante
a IV Assembléia realizada em São Paulo em 1978 (Relação completa
complata no Anexo
Anaxo II).
Em 1976, na Asembléia anual
anuel da FE
FEBAB
BAB realizada
reelizada na Behia,
Bahia, Dineh
Dinah Aguiar Poblaciòn
Poblacibn
apresentou um documento sobre a Estruturação das Comissões Permanentes da FEBAB, tendo
terxlo
recomendado, no seu trabalho apresentado em Porto Alegre,(6), que “através
'‘através das Comissões
Brasileiras de Documentação, os planos dos Grupos estaduais sejam
sajam antrosados,
entrosedos, visando a integração
sistema nacional de Informação".
informação".
do sistama
Quanto aos Grupos de Trabalho, a Associação Paulista da
de Bibliotecários chegou a instalar
uma Assessoria, em âmbito Estadual, com as finalidades especificas
específicas mencionadas p&gt;ela
pela Assessora,
Población no trabalho citado,(6).
Dinah A. Poblaciòn
A REVISTA BRASILEIRA DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, órgão oficial
da FEBAB, já está
astá no seu v. 11. e, ae partir de
da 1978, empreendeu a sua reformulação editorial
publicando matérias centralizadas no enfoque de
da temas
tames específicos de interesse
interessa da classe.
classa.
Revista, Neusa Dias de Macedo;
Conforme escreveu a Editora da Ravista,
Macedo: "O grande objetivo da nova REBBD é o de torná-la uma revista àá disposição de todos ae da
de axpressão
expressão nacional da classe
intelectual sob a forma de artigos e matérias, certos de
inteira". E ainda: "Aguardamos sua produção Intelectual
podermos colocar à disposição dos autores um órgão
brgão de informação
Informação de penetração nacional ea com
envergadura profissional",
profissional",(3).
(3),
O JORNAL DA FEBAB, outro órgão de Informação de
da FEBÁB,
FEBAB, cobre o setor de
Noticiário, com uma periodicidade que
qua lhe
lha permite
parmite yalcular
veicular com bastante
bestante atualidade
etuelidade ás
as noticias de
interesse de
da classe.
desse.
Queremos terminar com um voto da
de louvor hè Associação Bibliotecária do Paraná que,
dentro do curto prezo
prazo da
de apenas um ano, conseguiu organizar asta
este brilhante
brilhente Congresso em
am Curitiba.
Os agradecimentos da
de toda ae classe brasileira
bresileira aos colegas do Paraná.
REFERÊNOAS BIBLIOGRÁFICAS
REFERÊNCIAS
1. ARAGÃO, Esmerelde
Esmeralda Mería.
Maria. A FEBAB ae o movimento associetivo
associativo brasileiro. In: Congresso Bras.
Bibl. Doc., 9P, Porto Alegre, 1977,
1977. Anal^
Anais. v. 2, p. 177-126.
2. FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÃRIOS.
BIBLIOTECÁRIOS. Estrutura ea
funcionamento. São Paulo, FEBAB, 1973. 67p. 30cm.
funcionamanto.
3. MACEDO, Neusa dias de. Editorial. R. Bras. Bibl. Doc., São Paulo, 11 (1/2):5-7, jan./jun. 1978.
4. MARTORANO.M. Angélica C,&amp;
C.&amp; HAMAR, Alfrado
Alfredo A. A experiência da À.P.B.
A.P.B. nas suas atividades
no interior do Estado através das Seções Regionais. In: Congresso Bras. Bibl. Doc., 9P
9? Porto
Alegre, 1977. Anais.
Alegra,
Anais, v,1„
v.1., p,
p. 669-685.
5. MORETTI, DIne
Dina M. Bueno. Comissões nacionais. In:
In; Congresso Bras. Bibl. Doc., 9P, Porto
Alegre, 1977,
1977. Anais, v.2, p. 127-135.
6. POBLAClON, Dinah A. Grupos de bibliotecários em
am informação
Informação ea documentação da A.P.B.rin:
A.P.B.fln:
Congresso Bras. Bibl. Doc., 9P Porto Alegre, 1977. Anais.
Anais, v.1„
v.1., p. 686-69Z
G.M.&amp; ROCHA Jr., Rodolpho.
federação Brasilaira
Brasileira das Associações Brasileiras de
7. RUSSO, Laura G,M.8(
Rodolpho,fadaração
da
Bibliotecários, tese apresentada ao 2P Congresso Bras,
BIbliotacãrios,
Bras. Bibl. Doc., Salvador, BA, 1959.
8.

. A FEBAB ae suas asociaçõas
asociações filiadas, tese apresentada ao 3.&lt;*
3P CBBD, Curitiba, PR

9. —. A FEBAB: histórico, estrutura
. A FEBAB:
a funcionamanto,
histórico, estrutura
tese epresentada
e funcionamento,
ao 4? tese
CBBD,
apresentada
Fortaleza,ao 4P CBB
CE, 1963.
10,
10. RUSSO, Laura G.M.
G,M. A FEBAB ae suas
tuas realizações, tese apresentada ao 5.°
5P CBBD, São páulo,
paulo,
1967.
1967,

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�}

953
11.

.O que ã a FEBAB e o.O
queque
elaénecessita
a FEBABser,
e otese
queapresentada
ela necessitaaoser.
6? tese
CBBD,
apresentada
Belo Horizonte,
ao 69 CBBD, B
MG, 1971.

^2.
12.

,Relatõrio da Presidência
.Relatório
(da FEBAB).
da Presidência
São Paulo,(da
1974.
FEBAB).
6p. datilografadas.
São Paulo, 1974. 6p. datilografadas.
ANEXO I
RELAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS DO BRASIL
(1 Federação + 20 Associações)
Assodações)
FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS (FEBAB)
Sede: Rua Avanhandava 40, Conjunto 110
01306 - São Paulo, SP - tel.: 257-9979 ODD
01306DDD 011
Presidenta:
Presidente: Antonio GabrieL

1 - Associação Amazonense de Bibliotecários (AAB)
Biblioteca Pública do Amazonas
Rua Barroso, 57
69000
690(X) — Manaus, AM
Presidente: Iridéia Simonetti de Melo
2 - Associação Bibliotecária do Paraná (ABPR)
2Rua Monsenhor Celso, 225 — 11P andar
aP. 8796
CP.
8796- Fone: 234-7544
80.000 - Curitiba, PR.
80.(X)0—Curitiba,
3 -• Associação dos Bibliotecários do Ceará (ABCE)
C^ixa Postal 736
Caixa
60000 — Fortaleza, CE
Presidente: Maria de Fátima Pessoa de Oliveira
4 - Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal (ABDF)
CRN Quadra 702/703
702/703—
— BI. "G" — Ed. Coendsa
Coencisa sobreloja 03r
7071070710
- Brasilia,
Brasília, DF -Tel.
- Tel. 224-3825224-3825 - DDD061
DDD 061
Presidente: Antonio Lisboa de Carvalho Miranda
Mirartda
5 - Associação dos Bibliotecários de Minas Gerais (ABMG)
Rua Tupis, 38 — sala 1108
Edifldo
Edifido Itamaraty
30000 — Belo Horizonte, MG
Presidente: Maria Lucia Chagas Ribeiro de VascorKelos
Presidenta:
Vascottcelos
6 - Associação dos Bibliotecários Municipais
Munidpais de São Paulo
A/C da Biblioteca Municipal Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94
01302 - São Paulo, SP
Presidente: Maria Ester Ramos
7 •- Associação Campineira de Bibliotecários (ACB)
Caixa Postal, 317
13100 - Campinas, SP
13100-Campinas,
SP-Tel.:
- Tel.: 39-1301 R, 271
Presidente: Vânia Lando de Carvalho
8 •- Associação Paraense de Bibliotecários (APB)
Rua 13 de maio, 191
Edifício Marc Jacob —
—sala
sala 1107
6600066000 - Belém, PA
Presidente: Lilia Maria Bitar.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

11

12

13

14

�954
9 - Associação Paulista de Bibliotecários (APB)
Rua 13 de maio, 11 00 — 3.°
3P andar
Conjunto 32 — cx. Postal 343
01327 - São Paulo, SP - Tel,
Tel. 285-3B31
285-3831 ODD
DDD 011
Presidente: Mercedes Delia Fuente
10 - Assoe, Profissional de Bibliotecários do Est. Bahia.
10Cx. Postal 148
40000 — Salvador, BA
Presidente: Edilberto Santiago.
11 - Assoe. Profissional da
de Bibliotecários do R. Janairo
Janeiro (APBRJ)
Rua Martins Torrres, 99 — Sta. Rosa
24240 - Niterô,
Niteró, RJ
Presidente: Dalva Esteia Moraira
Presidenta:
Moreira Pareira
Pereira
12 - Assoe. Profissional dos Bibliotec.
Blbliotec. do Est. do Maranhão (APBEMA)
A/C da Biblioteca POblica
Pública
Praça do Panteon, s/nP — 2P andar
65000 - São Luiz, MA - Tel: 222-4450 - DDD 098
Presidenta:
Presidente: Simone Lucilia
Luedia Andrade
Andrada Macieira
13- Assoe,
Assoe. Profissional dos Bibliotecários do Est. da
de Pernambuco
Rua do Hospício,
Hospfcio, 371 — térreo (APBEPE).
50000 - Racifa,
Recife, PE - Tel. 21-0635 - DDD 0B1
081
Presidente: Maria das Graças de Lima Melo
14-- Assoe. Porfissional de Bibliotecários da Paraíba
Parafba(APBPB).
14
(APBPB).
Biblioteca Pública do Estado da Pereiba.
Paraiba.
Av. Gal,
Gal. Osório, 253
58000 —
5BOOO
—loão
João Pessoa, PB.
Presidente: Leòncio
Presidenta:
Lebneio Teixeira Câmara
15- Associação Riograndense da
de bibliotacários
bibliotecários (ARB)
Dr. Flores, 245, 1?, conj. 902
Rua Dr,
90000 — Porto Alegre, RS.
Presidente: Eiiana
Eliana Miguel Keldann
Keidann
16 - Associação dos Bibliotecários Sãocarienses
16Sãocarlenses
Avenida São Cerlos,
Carlos, 3090 — Cx. Postal 32.
13560 — São Cerios,
Carlos, SP
Presidenta:
Presidente: Carminda Nogueira de Castro Ferreira.
17 - Associação
/^sociação Profissional dos.Bibliotecários Catarinenses
Cetarinenses
Cx. Postal 104
88000— Florianópolis, SC
Presidente: Elza Maria Simas
Presidante:
18 - Associação Profissional de Bibliotecários do Rio Grande
Grenda do Norte
a/c da Biblioteca Central da UFRN
Campus Universitário
59000- NATAL, RN
Presidente: Maria Aparecida Esteves Caldas
Presidenta:
19 - Assoe. Profissional de Bibliot. de Mato Grosso do Sui
Sul
Rua Barão da
de Melgaço, 119
79100 — Campo Grande, MS
Presidente: Ana Baldacín
Baldacin Verde Selva
Salva Tel. 624-1416

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�955
20 ■ Associação Profissional de Bibliotecários do Estado do Espírito
20Espfrito Santo
Rua Santa Cecília, 16
16—
— Parque Moscoso
29000 - Vitória, ES
Presidente: Isabel Cristina S. Louzada.
ANEXO II
COMISSÕES PERMANENTES DA
OA FEBAB
1 - COMISSÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO AGRÍCOLA
a/c da BINAGRI — Biblioteca Nacional de Agricultura
SCN - CN 2 - Bloco E 2Pa
2.°a Cx. Postal 10-2432
70710- Brasília, DF - Telex (061) 1313,
1313
Presidente: YONE SEPULVEDA CHASTINET
2- COMISSÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO BIOMÉDICA
(Escola Paulista de Medicina, S. Paulo)
Rua Loefgren, 2473
04040 SÃO PAULO, SP.
04040SÃO
Presidente: DINAH AGUIAR POBLACIÕN
3- COMISSÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA
Ministério da Fazenda, Rio de Janeiro
Rua Antonio Maria Teixeira, 120, apto. 802 — Leblon
22430 RIO DE JANEIRO, RJ.
Presidente: NYLMA THEREZA DE SALLES VELLOSO AMARANTE
4- COMISSÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO TECNOLÔGICA
TECNOLÓGICA
Rua Humberto de Campos, 366 apto. 1302 — Leblon
Tel. 287-9388 (res.)
22430 RIO DE JANEIRO, RJ.
Presidente: ELIZABETH MARIA RAMOS DE CARVALHO
5- COMISSÃO BRASILEIRA DE PROCESSOS TÉCNICOS
Universidade de São Paulo
Rua dos Pessegueiros, 95
05673SÃO
05673
SÃO PAULO, SP.
Presidente: MARIA LUIZA MONTEIRO DA CUNHA
6- COMISSÃO BRASILEIRA DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS E ESCOLARES
Rua Amazonas, 70 apto,
apto. 1601 — Edifício Igarapés — Pituba
40000 - SALVADOR, BA
Presidente: KATIA MARIA DE CARVALHO SILVA
7-

COMISSÃO BRASILERIA DE DOCUMENTAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMA
Procuradoria Geral do Estado, S. Paulo
Rua João Paes, 69
04603 - SÃO PAULO, SP.
Presidente: FRANCISCA PIMENTA EVRARD

88-■ COMISSÃO BRASILEIRA DE BIBLIOTECAS CENTRAIS UNIVERSITÂR
UNIVERSITÃRIAS
IAS
Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraíba
Campus Universitário
58000 JOÃO PESSOA, PA.
Presidente:LUIZ ANTONIO GONÇALVES DA SILVA

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

�956
CDD - 023.40981
CDU - 023.083(81)
CDUSITUAÇÃO PROFISSIONAL DO BIBLIOTECÁRIO BRASILEIRO
NANCY WESTPHALEN CORRÊA
Presidente CFB — CRB 9/8
Professor Adjunto do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Paraná.
RESUMO
Análise dos problemas referentes à profissão do Bibliotecário, sua responsabilidade como
conx) profissionalprofissional'i
de nivel
nível superior. O número crescente de Escolas de biblioteconomia e a necessidade de ensino em
alto nivel.
nível. O número insuficiente de bibliotecários no pais ea a sua concentração nos grandes centros.
necessidade de ser respeitado. O CFB
A importância do Código de Ética dentro de uma profissão e a necessidada
e a preocupação da refprmulação
reformulação da Lei 4084/62 para garantir os direitos do bibliotecário. O.
O
conceito moderno dos Conselhos Federal e regionais.
"Se o bibliotecário.não
bibliotecário não quizer evoluir, ampliar seus conhecimentos, outros virão ocupar o hjgar
lugar que
de direito è seu. Ficará ele
ela numa situação subalterna, rotineira.
rotineira, Apanasosque
Apenas os que compreenderem o
novo estado de cousas, evolverão sozinhos, adaptando-se às novas contingências, e dando origem,
talvez, a outra profissão"
profissão"!(1)
1)
INTRODUÇÃO
No decorrer deste 10.° Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, estamos
observando que todos os profissionais bibliotecários acham-se empolgados por um entusiasmo
louvável, de progresso e de aceleração do ritmo dos fatores de alteração dos índices representativos
do desenvolvimento biblioteconòmico, numa inconteste demonstração de conscientização profissional.
Porém, esse entusiasmo só, não é suficente. Necessário se faz, atingir de frente os pontos
cruciais, que colocam a biblioteconomia em crise.
Cabe à este Presidência do Conselho Federal de Biblioteconomia dar enfoque a alguns
problemas referentes à nossa profissão de Bibliotecário, enfatizando-a como nível superior e
comentar algumas das realizações nos últimos anos, dentre os serviços que o CFB vem prestando à
sociedade e à classe dos profissionais bibliotecários, conforme determinações emanadas da Lei
4084/62.
Com a colaboração e entendimentos dos seus ilustres Conselheiros durante os 13 anos de
sua existência, na tentativa de concretizar antigas aspirações como a de posicionar o bibliotecário
dentro do cenário sõcio-econòmico,
sócio-econòmico, político e cultural brasileiro, nosso intuito principal tem sido de
firmar a posição do agente bibliotecário como profissional de nível superior, tentando desenvolver a
consciência da responsabilidade, qua
que lhe cabe dentro da profissão e não esquecendo que a
Biblioteconomia é a mais "interdisciplinar" de todas as ciências.
É verdade indiscutível que o processo de crescimento profissional depende primordialmente da qualidade e do número representativo dos recursos humanos postos à disposição de uma
profissão. O tão ambicionado desenvolvimento profissional dos agentes bibliotecários, que altera e
renova toda a estrutura social envolvida e as técnicas nela exercitadas, exige mediações e aferimentos
seus fatores de constituição, para que o seu ritmo e a expressão da sua amplitude e da
constantes dos %us
sua profundidade não se vejam diminuídas ou anuladas,
anuladas. Esse acompanhamento é particularmente
importante para o campo de recursos humanos, onda
onde causas de várias naturezas e procedências
podem perturbar a disponibilidade projetada e adequada ao momento desenvolvimentista. Os erros e
falhas no suprimento exato dos elementos para as lideranças dos planejamentos e das execuções
causam perturbações e danos, mais que qualquer dosoutros fatores do desenvolvimento, de difícil ou
custosa reparação. Nenhum avanço de progresso das nações modernas se deu à custa da improvisação
e do acaso; todos eles firmaram-se em infra-estruturas bem medidas, precisas e oportunas, com o
apoio do trabalho árduo e inteligente de toda a coletividade envolvida.
Assim, sempre espanta e mesmo causa grande perplexidade aos profissionais responsáveis, a
licenciosidade com que alguns estabelecem metas e fixam valores na atual e futura conjuntura

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�957
brasileira, sem atentarem para a responsabilidade e consequência dessas afirmações insubstanciais.
As disciplinas que envolvem
env/olvem a ciência da Biblioteconomia, oferecem produtos, que são tão
mais valiosos e carentes de profissionais competentes, quanto mais exigentes são os usuários.
usuários,
Essa estreita ligação das conseqüências do exercfcio profissional da Biblioteconomia, no
seu sentido mais amplo, com estágio de desenvolvimento da ciência biblioteconòmica,
biblioteconõmica, tornam
inconsequentes e até prejudiciais à visão do problema de recursos humanos fora de parâmetros
baseados em dados significativos da realidade brasileira, tão peculiar nos seus aspectos humanos, tão
desconcertante nas diferenças regionais e tão falha de planejamentos globais.
Por essa razão,
razão,.pedimos
.pedimos vênia para reiterar, mais uma vez, o enfoque do profissional
bibliotecário de uma forma tão enfática, pois dele depende o futuro de nossa profissão.
profissão,
O BIBLIOTECÁRIO E SUA FORMAÇÃO
Sabemos que os bibliotecários do Brasil são em número insuficiente para atender a todas as
necessidades de nossa população, contudo, quer nos parecer que o aumento puro e simples do
número de bibliotecários, não significa efetivamente um fortalecimento da classe se a este aumento
nfvel de
formação e, conseqüentemente,
não corresponder um aumento qualitativo de nível
deformação
consequentemente, uma melhoria
na prestação de serviços. Apesar dos esforços que conhecemos por parte de nossos profissionais, para
conseguir uma real modificação na atual situação do bibliotecário brasileiro, a realidade ainda êé para
n6s desalentadora: não existe consolidada ainda uma consciência da Biblioteconomia como profissão
nõs
nível superior e como tal desempenhando uma função específica dentro da comunidade.
liberal de nivel
Muito mais que o reconhecimento externo da profissão que seguimos, falta-nos a consciência interior
do que somos, para que existimos e qual o papel que desempenhamos perante a sociedade.
Dal a grande responsabilidade de nossas 29 escolas de biblioteconomia, no sentido de
Daí
formar um profissional conscientizado de sua importância social e obrigações para com a
comunidade a que pretende servir. Precisamos de mais e melhores bibliotecários preparados para
enfrentar a realidade brasileira com suas diferenças regionais e suas variadas oportunidades
profissionais. Nossas metas parecem ambiciosas e exageradamente otimistas,
otirnistas, mas o otimismo e a
imbuídos do conhecimento da realidade e da confiança na capacidade de que
ambição deverão estar Imbuídos
o bibliotecário brasileiro vencerá as dificuldades que vierem a surgir.
Pelo que nos tem sido dado a observar, são inegáveis as deficiências em nosso quadro de
ensino superior, impedindo a atualização dos processo^ de ensino e pesquisa, em função das
conquistas mais avançadas da ciência e da tecnologia, não as articulando como
com o desenvolvimento
nacional e mesmo internacional. Não escapa desse cenário as Escolas de Biblioteconomia.
Ensinando em um curso tradicional de Curitiba, que pelo testemunho reiterado de mestres
ilustres, que continuamente dão sua colaboração efetiva, sentimo-nos à vontade para tentar uma luta
que desfaça essa imagem deformante, que vem se caracterizando dia a dia. Esperamos que a
modificação curricular que se aproxima venha capacitar o profissional ao atendimento da demanda
do usuário brasileiro em todas as áreas e que os professores tenham oportunidade de melhor se
preparar para a execução desse novo programa.
programa,
Esta observação tem por finalidade principal propor e encaminhar a discussão, com a
participação de todos os órgãos de classe, sobre alguns aspectos gravemente deficientes de nossas
Escolas, face às exigências educacionais de nível superior,
O BIBLIOTECÁRIO E SUA DISTRIBUIÇÃO REGIONAL
O Brasil êé o país do mundo ocidental cuja população urbana aumenta mais rapidamente e, '
consequentemente, a concentração de bibliotecários também tem sido nos centros urbanos. Mas o
conseqüentemente,
déficit de profissionais bibliotecários existe também nos centros urbanos, agravando consideravelemente a situação do interior.
. Sabemos que o Brasil enfrenta problemas de recursos humanos capacitados, ou seja, a
carência de todos os tipos de profissionais, sejam eles de formação de nível médio, superior ou de
pòs-graduação. Também a Biblioteconomia brasileira carece de mais e melhores profissionais, para
pós-graduação.
atenderem determinados tópicos considerados primoriais, tais como:
—
criação e manutenção de bibliotecas públicas eficientes pela interior brasileiro
(inclusive bibliotecas Infanto-juvenis);'
Infanto-juvenis);
—
instalação de caixas-estante e de carros-biblioteca ínas
(nas zonas periféricas dos grandes
centros e nas zonas rurais, tão abandonadas pelos programas culturais brasileiros);
—
implantação de sistemas estaduais e regionais de bibliotecas — sobre tudo sistema de
bibliotecas escolares — praticamente inexistentes no Brasil,

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

�958
95B
Ao mesmo tempo que necessitamos de profissionais bibliotecários
bibiiotecários para atender as
às
esquecidas bibliotecas interioranas, precisamos dos profissionais bibliotecários especializados para os
grandes centros, que utilizam recursos eutomatizados
automatizados para recuperação mais rápida da informação.
Não esquecendo que o bibliotecário deve ser um bom profissional onde quer que esteja atuando.
Infelizmente, pouco ou quase nada se tem feito no e-&gt;tudo
estudo da problemática bibliotecária
como um todo, ou sistema, numa ação introspectiva, quese
quase filosofal. Inexplicavelmente, diferente de
profissionais de outros campos de atividade social, o bibliotecário é estranhamenta
estranhamente desinteressado
dos aspectos teóricos de sua profissão. Raros são os trabalhos sobre Biblioteconomia em que o autor
se preocupa com as implicações sociais da profissão e suas interfaces com o atual ritmo de
pafs atravessa. Como notamos, há uma carência urgente e
desenvolvimento econômico que o país
inadiável de que os profissionais e suas entidades
entioades contribuam para um conhecimento mais profundo
do profissional bibliotecário.
O déficit de bibliotecários é enorme. O quadro abaixo apresenta o levantamento feito por
Murilo Bastos da Cunha, (^)
v) em 1974, quando Presidente do CFB, "Relação população
Bibliotecários (Relação: 1/4.000 habitantes)", e dados sobre a situação atual. Embora o número de
profissionais tenha aumentado proporcionalmente mais que a população, o número proposto por
aquele bibliotecário como ideal (1/4.000 por habitantes) está longe de ser alcançado, não tendo
equele
atingido ainda hoje, o desejado para àquela época.

Estados e Territórios
Distrito Federal
Brasília
Cidades Satélites
Goiás
Goiânia
Interior
Rondônia
Boa Vista
interior
Interior
Acre
Rio Branco
Interior
Mato Grosso
Cuiabá
Cu
iabá
Interior
Mato Grosso do Sul
Campo Grande
Interior
Pará
Belém
Interior
Amazonas
Manaus
Interior
Amapá
Macapá
Interior
Roraima
Porto Velho
Interior
Piauí
Terezina
Interior
Ceará
Fortaleza
Interior

2

3

CRB
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
3
3
3
3
3
3

População
Estimada
1972 *
1972*

Bibliotecários
1973"
1973**

NP ideal
N.°

Popu lação
População
Estimada
1979**
1979

2.997.570

749

1.040.500
1.000.000
40.500
4.054.300

116.621
11
a621

29

165.700

218.006

54

279.900
279300

1.623.618

405

2,386.900
2.38a900

546.015

170

136

2.197.072

129

549

2.888.400

960.934

58

240

1.217.400

116.480

29

167.300

41.638

10

54.600

1.734.865

433

2.239.400

1.122

5.726.100

4.491.590

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

84

Bibliotecários
1979 **
"
515
500
15
15
15
0
3
3
0
5
5
0
5
5
0
8
8
0
303
209
4
112
112
0
9
9
0
0
0
0
12
12
0
108
105
3

can
Gemclanniw

11

12

13

14

�959
Maranhão
São Luiz
Interior
Grande Norte
Rio Granda
Natal ,
Interior
Intarior
Paraíba ’
Paraíba'João Pessoa
Interior
Intarior
Pernambuco
Recife
Interior
Fernando Noronha
Alagoas
Maceió
Interior
Intarior
Sergipe
Aracaju
Interior
Bahia
Salvador
Interior
Minas Gerais
Belo Horizonta
Horizonte
Baio
Interior
Intarior
Espíritb Santo
Vitória
Interior
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Niterói
Interior
São Paulo
São Paulo
Interior
Paraná
Curitiba
Interior
Santa Catarina
Sante
Florianópolis
Interior
Rio Grande do Sul
Porto Alegre
Interior
Intarior
Total

3
3
3
4
4
4
4
4
4
4
4
4
4
4
4
4
5
5
5
5
5
5
6
6
6
7
7
7
7
7
7
7
7
7
7
9
9
9
9
9
9
10
10
10

3X137.135
3J337.135

30

1,611.606
1.611.606

756

3.620.300

402

2.097.700

2.445.419

21

611

3.902.700

5,252.590
5.252.590

235

1.313

6.447.600
6.447,600

1.60&amp;174
1,606.174

401

1.964.700
1.964,700

911.251

227

1,072.800
1.072.800

7.583.140

259

1.895

9.287.100

11.645.095

210

2.911

13.448.000

1.617.857

6

404

1.831.300
1,831.300

9.110.324

1.250

2.276

11.678.700

17.958.693

1.044

4.489
4,489

23.291.400
23.291,400

6.997.682

145

1.794

9388.000
9.888.000

2.930.411

3

73

3.768.700

6.555.458

328

1.688

8.153.500

94.508.554

3590
3390

22.951

120.673.000

109
104
5
12
11
1
106
95
11
370
339
31
0
9
9
0
11
11
0
399]
3991
374
25
578
446
132
211
138
73
2.347
1.967
310
70
2.756
2,756
1.647
1,647
700
7Ò0
287
251
36
104
86
18
516
415
101
8.860

**Dados fornecidos pelo IBGE
**Dados fornecidos pelo Conselho Federal de Biblioteconomia.
A distribuição geográfica
gaogrãfica dos profissionais não proporcional, nem mesmo no Estado de
São Paulo, onde existe o maior número de
da bibiiotacários
bibliotecários registrados,
registrados. Lembramos que
qua também é no
Estado de São Paulo que se encontra o maior número da
de Escolas de Biblioteconomia, sendo na
mais em Campinas, São Carlos, Mococa, Lorena, Ararequara,
Araraquara, Santo André e
capital 2 (duas) ae rnals
Catanduva. 7 (sete) Escolas de Biblioteconomia no interior de São Paulo, com apenas
apanas pouco mais de
700 bibliotecários radicados fora da capital.
O CFB tem enfatizado a grande necessidade de se instalar delegacias, representações ae
seções dos CRBs pelo interior do País, pois só assim poderemos dar uma maior orientação ae expansão
de nossas atividades com vistas no futuro, permitindo] levar o profissional bibliotecário
bibliotacárío a
conscientizar-se de sua etuação
atuação no interior dos Estados e também ser valorizado.

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�960
O BIBLIOTECÁRIO E A ÉTICA PROFISSIONAL
assertiva de valorizaçàk)
agente bibliotecãrio,
bibliotecário, não podemos relegar a uma posição
Nessa essertiva
valorização do egente
securKlária ea Ética Profissionai.
secundãria
Profissional.
Normalmente, os órgãos de ciasse
Normaimente,
classe des
das diversas profissões eiaboram,
elaboram, para cada uma, o
próprio
F&gt;rõprio "Cõdigo
"Código de Ética”,
Ética", documento relativo à corxluta
conduta profissionai
profissional de seus membros.
das finaiidedes
finalidades dos conseihos
conselhos deve ser ea de proteger o usuário de
da ineficiência de
Uma des
alguns profissionais. Os conselhos
eiguns
conseihos devem ser entendidos como órgãos públicos
púbiicos (que é o que são),
pública, e de fisceiizeção
fiscalização que cabe ao Estado, administrados por uma questão
exercendo uma função púbiica,
de conveniência, de interesse pCibiico,|
público,! peios
pelos próprios fiscaiizedos.
fiscalizados. Mas a entrege
entrega desse poder, em
confiança eos
aos próprios fiscaiizados,
fiscalizados, não deve servir de causa a que eles o exerçam em beneficio
benefício
há nenhuma justificativa ética para isso.
próprio, sob o manto de autoridade. Não hã
É necessário respeito entre os profissionais.
Obviamente, nade
Obviemente,
nada justifica, por perte
parte deies,
deles, certas críticas indiscriminadas, que por
motivos ideológicos, ou falho reconhecimento do essunto,
assunto, einda
ainda se fezem
fazem aleatoriamente.
É preciso que os conseihos
conselhos regionais observem alguns
eiguns pontos de importância sobre ae ética
profissional.não perdendo de vista
profissionei.não
viste o fato
feto de que ea finalidade deies
deles deve ser ae de proteger
proteger-oo
bibliotecário, mas tembém
também o usuário, e ae dos bibliotecários é ea de pensar um pouco mais no interesse
da ciasse
classe em geral,
de
gerei, respeitando o direito de cada
ceda um.
Entra es
as etribuiçõesdo
atribuições do conselho federal
cõdigo de ética ou
Entre
federei está também, ea de estabelecer o código
deontologla.
deontologia. Esse código não deve ser redigido por "sociedade de euxílio
auxílio fraterno", mas
mes por órgãos
de fiscalização do exercício profissional,
profissionai, que estabeleça
estebeieçe claramente
cleramente os deveres deste, especialmenta
especiaimente
parente
perante o usuário, ea quem o profissional deve sue
sua principei
principal obrigação.
No velho "Dicionário da
de Língue
Língua Portuguesa",
Portuguesa”, de Antonio
Antonk) de Moraes
Morees e Silva
Silve ( )i)t
encontramos ea étice
ética essim
assim conceituede:
conceituada; "Perte
"Parte da filosofia, que se ocupe
ocupa em conhecer po homem, com
respeito â morei
moral e costumes; que trata
treta de sue
sua natureza como ente livre, espiritual; da
de parte que o
temperamento e as paixões - podem ter ne
na sua
sue índole e costumes; da sua
sue imortalidade, bem
aventurança e meios de ea conseguir em gerei;
eventurançe
geral; os entigos
antigos compreendiam nela ea perte
parte que trete
trata dos
Deveres”.
Ofícios ou Deveres".
Embora o termo ética seja
Embore
seje empregado, comumente, como sinônimo de moral,
morei, ae distinção
ao passo que ea segunde
segunda seria ea ética
se impõe. A primeira moral
rrx&gt;rai propriamente dita, é ae moral
morai teórica, eo
' oumorai
oumoral prática. Portanto,
Portento, ética é ea parte
perte da
de morei
nnoral que treta
trata da moralidade dos atos humanos. De
ecordo
acordo com Ruy de Azevedo Sodré, "Ética profjssionel
profissional é o conjunto de princípios que regem ea
conduta funcionei
funcional de uma determinada profissão"( )l
Assim, cade
cada homem deve proceder de ecordo
acordo com princípios éticos. Cada profissão,
porém, exige de quem a exerce,
exerça, eiém
além os princípios éticos comuns
comunsea todosos
todos os homens, procedimento
ético de ecordo
acordo com ea profissão.
O CFB E A LEI 4084/62
o
Vamos egore
agora feier
falar um pouco sobre ea legislação profissional. Nos primeiros anos da década
Vemos
de 60, fez-se sentir ea necessidade de que fosse eiaboredo
elaborado um anteprojeto de lei, disporvfo
dispondo sobre es
as
diretrizes básicas e ae estrutura
estruture da
de profissão de bibliotecário, que estabelecesse novos rumos pere
para ea
profissão, de acordo
ecordo com ae formação escolar necessária eo
ao seu provimento e, einde,
ainda, consoante com a
sua natureza, complexidade e com o greu
sue
grau de responsabilidade des
das etribuições
atribuições que ihe
lhe correspondem.
A Lei 4084/62 etendeu
atendeu eos
aos reclamos de
da profissão, na
ne época, mas decorridos 17 anos
enos de sua
ciência bibiioteconômica
biblioteconõmica tornou evidente que essa norma jurídica
aprovação, o desenvolvimento da ciêncie
não mais etendie
atendia eos
aos direitos e deveres dos profissionais de
da Biblioteconomia, em face das próprias
mudanças ocorridas na sociedade bresiielra.
brasileira. ■
Existe, portanto, um consenso de que é preciso reformular ea legislação vigente,
objetivando seu eperfeiçoemento,
aperfeiçoamento, de modo a dar meis
mais eficiência à atuação
etueção dos Conselhos de
Biblioteconomia.
Em dezembro de 1976 no Governo Ernesto Geisel, o Ministério do Trabalho solicitou ao
CFB que estudasse ae possibilidade de aceitar
eceitar no mesmo Conselho os arquivistas, cujo processo de
reconhecimento da profissão estava tramitando, e também os museólogos. Os primeiros seriam pera
para
estudo imediato e os museólogos pare
para posterior análise.
enãlise.
Como é do conhecimento de todos, o essunto
assunto foi estudado, dando liberdade a todos de,
de se
manifestarem ea respeito.

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

14

�961
Tendo em vista a profissão do arquivista ter sido somente em fins de 1978
197B regulamentada
(Lei 6546, de 4 de julho de 1978,
197B, Decreto 82.590, de 6de novembro de 1978),
197B), o assunto ficou em
suspenso,
suspenso.
Mas a reforma da Lei 40B1/62
4081/62 maisdo que nunca se faz necessária. Uma lei que
qua realmente
impessa o exercício da profissão de bibliotecário por leigos, uma lei que não dê margem às
autoridades entregar a direção das bibliotecas, centros da
de documentação, informática ou órgãos que
autoridadas
tenham outro nome, mas onde se exerce as atribuições da
de bibliotecários, a amigos ou apadrinhados
políticos.
’
Infelizmente temos muitos exemplos a dar, sendo os mais conhecidos o do atual Diretor da
Infelizmenta
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e da Biblioteca Nacional de Agricultura.
Senhores bibliotecários, cumpre-nos informar que não medimos esforços para que esses
atos não fossem concretizados, mas a voz de quase 10 mil bibliotecários, representada pelo Conselho
Federal de Biblioteconomia, não foi ouvida.
Quanto ao registro no CFB da
de portadores de
da diplomas em nível de mestrado ou doutorado
am
em Biblioteconomia ea ciência da Informação sem a graduação em
am Bibliotaconomia,
Biblioteconomia, cralo
creio que
qua o
Conselho Fedaral
Federal de Biblioteconomia já asclareceu
esclareceu multo
muito bem am
em publicação "Antaprojato
"Anteprojeto da
de
Reforma da Lei 4084, de 30 da
Raforma
de junho da
de 1962"('^),
1962"(^), mas não custa repatir
repetir aquo o qua
que diz a LaI
Lei
Federal 5540, da
de 2B.11.6B,
28.11.68, em
am seu artigo 27: "Os diplomas axpedidos
expedidos por universidada
universidade Fadaral
Federal ou
Estadual nas condições do art. 15 da Lei Fedaral
Federal 4024, de 20.12.62, correspondentes a cursos
reconhecidos pelo CFE, bem
bam como os de cursos credenciados de
da pós-graduação serão
sarão registrados na
própria universidade.
universidade, Importando
importando am
em capacitação para o exercício profissional na área abrangida pelo
respectivo currículo, com validade
validada em
am todo o território nacional".
Ou aceitamos o seu registro nos Conselhos Regionais ou ele exercerá a sua nova profissão
amparado pela Lei,,.
0 CFB tendo o ante-projeto da Raforma
Reforma da Lai
Lei 40B4/62
4084/62 pronto, consultou a um jurista
O
especializado no assunto, que apontou falhas no trabalho,
trabalho. Hoje
Hoja a minuta está sendo revista por um
grupo de especialistas para posteriormente ser encaminhada ao Ministério do Trabalho.
Ponto cruciante para o CFB é o problema dos técnicos da
de nível médio. Á
A medida que o
País continuar crescendo, os técnicos de
da grau médio deverão ser enquadrados dentro das
Regulamentações, simplesmente porque não haverá profissionais de grau superior em número
suficiente. Houve em 1972, uma infaliz
infeliz tentativa de se estabelecer uma regulamentação profissional
de técnicos industriais, fora do âmbito dos CREAs, constituindo-se em aviso para todos nós, de qua
que
os profissionais de grau médio devem tar
ter suas reivindicações atendidas dentro e fora da legislação das
correspondentes profissões'
profissões universitárias. E, também, nisso devem os conselhos poder fixar
atribuições: de um lado, para qua
que não sejam invadidos os privilégios profissionais de
da nível superior,
de outro, para que se atendam as justas reivindicações dosda
da
dos de grau médio.
O CONCEITO MODERNO DOS CONSELHOS FEDERAL E REGIONAIS
Os conselhos profissionais, hoje, não são apenas instituições meramente fiscalizadoras e
punitivas, mas possuem
isossuem nova roupagem, mais atual, que
qua os transformaram em
am molas propulsoras ae
incentivadoras do progresso brasileiro, procurando preservar as funções e postos técnicos para os
Incentivadoras
real mente qualificados, punindo o mau axercíclo
exercício profissional ae valorizando a
profissionais realmenta
escolaridade ea nfvel
nivel Intalectual
intelectual consciente, as várias modalidades de
da sua profissão.
Atualmente, as legislações de cunho profissional são caracterizadas pelas realizações de
interesse social e humano, perdendo as características isoladas da
de apenas regular e fiscalizar o
exercício profissional.
Visando este conceito moderno é que o CFB se preocupou em redigir minuta de
anteprojeto, modificando a Lei 4084/62, no limiar dos preceitos disciplinadores do exercício
profissional dos chamados "construtores do progresso", deixando bem expresso que a sua principal
preocupação não foi outra senão elaborar peça legislativa em defesa do bibliotecário como agente
social.
Os Conselhos Federal e Regionais de Biblioteconomia, são órgãos auxiliares da
administração pública que, mediante a fiscalização e aprirooramentos
aprimoramentos profissionais, devem ter a
preocupação de proteger a comunidade contra o mau exercício profissional, seja por parte de leigos,
seja por parte de profissionais inescrupulosos. Mas fiscalizar não implica exclusivamente em aplicar
repressivas. É, antes de tudo, orientar preventiva
prevent iva mente. E é dentro desse
sanções, em exercer ações repressivas,
espirito que esta Presidência tem procurado agir.
espírito
Para tanto, envidaremos esforços para que os CFB e CRBs participem de encontros em

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�962
Escolas e em Associações de Classe para, através de palestras e debates com estudantes e
profissionais, colocá-los a par da legislação profissional e dos aspectos conjunturais que envolvem o
exercício profissional.
exercícto
Mas a outra face da missão dos Conselhos Regionais nâb
não pode ser esquecida. Dentro da
necessidade de salvaguardar a comunidade e no estrito cumprimento da lei, tem ainda, os Conselhos
Regionais de agir repressivamente contra o exercício ilegal da profissão por leigos e profissionais, que
não cumprem as determinações legais.

CONCLUSÃO
conclusAo
O CFB, através de seu colegiado, constituído por ilustres representantes da classe
o
bibliotecária do Pais, empenha-se em desenvolver sua missão cóm
com o mais elevado espírito da lei, em
corresporxfência èà confiança e apoio que lhe é emprestado, irxfistintemente,
irxfistintamente, por todos os
bibliotecários do País.
Devemos lembrar, também, que o professor Briquet de Lemos,
Lerrxjs, que já foi presidente do
CFB, constatou há oito anos atrás, a existência de uma crise na Biblioteconomia, quando afirmou
que "Se se continuar a confundir os meios com os fins da Bibliotecorvarnia,
Biblioteconomia, o próprio Bibliotecário
poderá ter
ter_contestado
contestedo o seu "status" de profissionalfde nível superior. A crise na Biblioteconomia se
manifesta a partir das dificuldades
dificuldadesde
de estabelecer com nitidez os limites da profissão bibliotecária eté
até
ea prõpria
própria substância do ensino da Biblioteconomia. A origem da crise pode estar localizada na
época, traduzlvel
traduzfvel na seguinte questão:
questão; o que 6é a
inadequação do ensino às necessidades de uma époce,
Biblioteconomia em face de
da revolução do livro; tios
dos meios de comunicação; da explosão da
informação científica; do advento dos computadores?
Ou ainda, o que é ae Biblioteconomia em face do fenômeno crescente do número de
pessoas alfabetizadas? "
Essa afirmação foi transcrita no Boletim da Associação Profissional dos Bibliotecários do
Estado de São Paulo, eno
arx) I, n. 2, junho 1979, que ainda faz o seguinte comentário:
comentário;
"Diante deste quadro, as perspectivas profissionais do bibliotecário não são as melhores e
hoje, passados mais de oito enos,
atxrs, perguntamos qual nossa real situação e de que forma a crise afeta a
nossa valorização profissional? "
Sem dúvida, não se acredita
ecredita aqui, que se consiga a perfeição ideal em todos os objetivos
propostos, mas está na hora de se conhecer as distorções e as características atuais do mercado
profissional, com precisão satisfatória para obtenção de conclusões práticas de interesse para a classe.
desse.
Essa conscientização servirá, também, pare
para fornecer elementos para uma tentativa de projeção da
atual figura do agente bibliotecário, para os próximos anos, aferindo as futuras necessidades de
profissionais das várias faixas da ciência biblioteconòmica envolvidas no processo desenvolvimentista
do Pais.
País.
Dadas as várias causas de perturbações inerentes a tais tentativas, por força dos fatores
humanos, sociais, políticos e naturais envolvidos, muitos dos quais de progressão imprevisível, com
humarvas,
alteração sempre possível, mesmo
mesnrx) essim
assim os resultados da projeção obtida, certamente serão
satisfatórios para
F&gt;ara as primeiras análises do problema, devendo sofrer correções periódicas para que não
fujam da destinação para as quais foram programados.
Profissionais Bibliotecários, está mais do que na hora de uma reformulação de valores!
Antes de encerrar, gostaríamos de agradecer ao
eo trabalho contínuo, quase que anônimo
daqueles profissionais ilustres que retirados de suas bibliotecas ou de suas Escolas, dedicam à Classe,
somente à título de serviços prestados à profissão e eo
ao País, para consolidar o objetivo detodosos
de todos os
conselheiros de construirem um futuro brilhante e evoluído para a Biblioteconomia do Brasil e,
conseqüentemente, colocando o agente bibliotecário no rol dos grupos sociais desenvolvidos, ao fim
da longa trilha de trabalho iniciada pelos
peios seus fundadores.

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�r"
963
Abstract
Analysis concerning the profession of librarian, his responsibility as a professional of a
higher levai.
leval. The ever increasing number of Schools of ligrarianship and the need for first-class
teaching. The insufficient number of librarians in this country and its concentrations in large centres.
teachíng.
The importance of the Code of Ethics and the need to be respected. The CFB and the concern for
modern concept of the
reformulation of the law 2084/62 to guarantes the rigthsof the librarian. The rrxidern
Federal and Regional Councils.

BIBLIOGRAFIA
CAVALCANTI, Maria das Neves N. Tavares. A formação profissional do bibliotecário face às
exigências da Biblioteca atual.
Rio de Janeiro, 1957. 4p. mimeog. (Informe apresentado ao Simpósio de Biblioteconomia,
Rio de Janeiro, 10 jul. 1957).
CUNHA, Murilo Bastos da. Necessidades atuais de bibliotecários no Brasil. Revista de
Biblioteconomia de Brasília.
Brasilia 2(1):15-24, jan/jun. 1974.
Brasdia
SILVA,
SI
LV A, Antonio de Moraes. Diccionario da lingua portuguesa. 5. ed. Lisboa, Typ. da A. J. da Rocha,
1844.V.1
1844.
V.1
SODRE, Ruy de Azevedo.
Azevedo, O advogado, seu estatuto e a Ética Profissional.
2.ed. São Paulo, Revista
dos Tribunais, 1967 p.9.
CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA. Ante-projeto da reforma da Lei 4084 de 30 de
junho de 1962. Brasdia,
Junho
Brasília, 1978.
1978, p. 17-21.

Digitalizado
gentilmente por;

&lt;/

�964
CDD 02.001.5
CDU 001.891:02
PESQUISA EM BIBLIOTECONOMIA
Nice Menezes de Figueiredo
Departamento de Bibiioteconomia
Biblioteconomia
Brasilia
de Brasliia
RESUMO
Problemas existentes para a reaiização
Probiemas
realização da
de pesquisa em bibiioteconomia
biblioteconomia e ciência da
informação. Evolução
Evoiução histórica do desenvolvimento da pesquisa em bibiioteconomia
biblioteconomia e ciência da
informação na Inglaterra
ingiaterra e nos Estados Unidos. Situação, problemas,
probiemas, perspectivas para oó
desenvoivimento
desenvolvimento de pesquisa em bibiioteconomia
biblioteconomia e ciência da informação no Brasii.
Brasil.
introdução
INTRODUÇÃO
Existe um consenso universai
universal quanto á necessidade de
da pesquisa para o avanço e o
desenvoivimento de quaiquar
desenvolvimento
qualquer atividade. Quanto à bibiioteconomia,
biblioteconomia, a sua evoiução
evolução se deu
diretamente da prática, pois qua
que os primeiros bibliotecários
bibiiotecãrios aprenderam fazendo. E esta é hoje uma
das maiores criticas com relação à biblioteconomia, que
qua o nosso pensamento e a nossa abordagem à
prãtica
prática da profissão tam
tem sido sempre uma sõ,
só, baseada largamente em
am intuição,
intuiçãò, isto é, apelando mais
ao coração do qua
que à cabeça (17:45).
A biblioteconomia não possui, na realidade, uma tradição em pesquisa, o que vem a causar
que quaiquar
qualquer tipo de levantamento, relatórios, auto-estudos, estudos de caso e bibliografias, sejam
de pesquisa. Shera explica qua,
que, por terem os métodos e técnicas biblioteconòmicas
chamadas da
biblioteconómicas sido
derivadas empiricamenta,
empiricamente, não é surprasa
surpresa então que, a principio,
princípio, a pesquisa também tenha sido
empírica, ou nada mais do que testemunhos ou descrição de
da serviços, que são pessoais e não
generalizáveis, portanto, não pesquisa cientifica verdadeira (18:417).
tendo a biblioteconomia usado como modelo os métodos e
Também, prossegue Shera, tando
pesquisas em ciências sociais, teve qua
que se apoiar tão pesadamante
pesadamente em estatística que, pesquisa em
biblioteconomia quase chega a significar, invariavelmente, investigação estatística. E, mais
importante, o valor e a significância da
de um projeto de pesquisa passou a depender mais do grau da
técnica demonstrada na manipulação dos dados estatísticos, do que da contribuição trazida à área.
(18:417)
De qualquer manaira,
maneira, biblioteconomia
bibllotaconomia sendo uma profissão, como tal deve
dave sa
se preocupar
com pesquisa, a fim da
de não perder a sua condição profissional
profissionai (20:156). Coblans
Cobians afirma que
bibiioteconomia não é uma ciência, a sua finalidade é serviço, e, assim sendo, a sua função é social
biblioteconomia
(6:165). Vickery expressa o pensamento da
de qua
que pesquisa em
am biblioteconomia são contribuições
contribuiçSes para
!.■ 'as
as atividades de uma profissão. "A profissão procura prover serviços ae criar formas organizacionais
' ' para
p&gt;ara fazê-lo. Estas organizaçfies,
organizaçOes, bibliotacas
bibliotecas e serviços da
de informação, têm que fazar
fazer frente a
problemas práticos qua
que precisam investigação, pesquisa, que apresentarão evidência na qual as
decisões práticas podarão
decisOes
poderão se apoiar". (22:157).
O qua
que é pesquisa, afinal? Basicamente, nada mais é que responder a uma questão; o
importante êé o tipo ou o nival
nivel da questão proposta. Proponha uma questão tola... ae obterá apenas
uma resposta tola (20:158). Pesquisa
Pasquisa produz conhecimento. Conhecimento éê necessário para
compreensão. Compreensão combinada com técnicas, conduz à uma ação
açãò afetiva
efetiva (11:207). Mas,
alguma parte da pesquisa deve
dave ser
sar antecipatória. Pesquisa qua
que responde a questões propostas é válida;
aquela que cria ea propõe é da
de valor Incalculável
incalculável (11.103).
Biblioteconomia ae ciência da informação são raceptivas
receptivas e abordagens multidisciplinares.
multidisciplinaras.
Pesquisa em ciência da informação é complexa, raquer
requer a aplicação de técnicas de muitas diferentes
disciplinas, incluindo matemática, lingülstica, psicologia, sociologia, lógica ea reprografia (14:119).
Igualmente, pelo motivo de
Igualmenta,
da pesquisa em biblioteconomia necessitar de técnicas e conhecimentos os
quais os bibliotecários, mesmo o que
qua tenha tido as mais generosas
genarosas oportunidades educacionais, não
está preparado para realizar, há necessidada
necessidade do auxilio de
da especialistas de outras áreas
áreas'(19:149).
(19:149).
O desenvolvimento de métodos para o controle da informação depende, de
da maneira
crescente, do suprimento de novas idéias, de pesquisa técnica e experimental. Enfatizando-se o fato
de que,
que. para este tipo da
de pesquisa é primordial uma combinação de diferentes experiências em

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

II

12

13

14

�966
965
pesquisa, sendo assim necessário que se estimule toda uma gama de especialistas em outras áreas, para
ajudar nos projetos de pesquisa em biblioteconomia.
. A tendência éá para a formação
formaçSo de grupos multidisciplinares, trabalhando numa série de
problemas, rrtais
mais do que em um único projeto, o qual,
qual. após terminado, desagrega um grupo de
pesquisa já.afinado.
já afinado. Formando estes grupos disciplinares, éè prevista a presença de pesquisadores
especialistas em estatística, cibernética, pesquisa operacional, computação, linguística, psicologia,
sociologia e economia (15:357). Outro autor, Vickery, nos fornece este pensamento: Para o estudo
de toda a gama de problemas em biblioteconomia, ae ciência da informação, é necessário fazer uso de
metodologias de outres
outras disciplinas, particularmente aquelas de estatística, teoria de sistemas,
pesquisa operacional, previsão, e epiicar
aplicar teorias mais generalizáveis de sociologia, economia,
psicologia, linguística, história (22:158).
Shera exemplifica, magnificamente,
magnif icamente, as áreas nas quais a pesquisa em biblioteconomia pode
auxílio de outros ramos
ranrKts do conhecimento; e isto apenas como uma
fazer uso, com proveito, do auxilio
sugestão, não tem a intenção
intanção de ser uma listagem definitiva sobre o essunto:
assunto:
ciência política, administração pública, teoria da
1.
Administração de bibliotecas — ciância
administração, pesquisa operacional, análise de sistemas, administração de
pessoal, orçamento;
2.
Conhecimento e sociedade — epistemologia, antropologia culturel,
cultural, psicologia
social, comunicação, organização social, filosofia, crítica
critica à biblioteconomia;
3.
Educação e comunicação — a estrutura e ea operação do cérebro, psicologia,
assimilação ae utilização da informação, linguística,
lingüistica, a nova mídia, teoria
teoria da comunicação;
educacional, taoria
4.
Realação entre o homem-máquina — automação, cibernética, ciência da
informação e sistemas, lógica, teoria de
da classificação, método científico,
cientifico,
linguística estrutural (18:419).
Metodologia nativa, na área da biblioteconomia, e ciência da informação já existe para
estudos como os da bibliografia histórica, bibliometria, e alguns princípios relacionados àã avaliação
de sistemas de informação, quando problemas de relevância são envolvidos (22:158).
Um ponto que não se deve deixar passar é a necessidade de, além da pesquisa ser realizada
nas escolas de biblioteconomia e em centros de pesquisa especializados, precisa-se, também, se
estimular a realização de pesquisas em serviço. Os profissionais na área precisam se conscientizar da
importância da pesquisa na resolução dos seus problemas c^o
do dia-a-dia na biblioteca. Pesquisa fatual
pode ser feita melhor no meio ambiente da própria biblioteca, do que em laboratórios, pois que o
bibliotecário sabe o problema qual é, ele pode
ptode facilmente acumular os dados necessários através de
observação rotineira, de entrevista ou de questionário.
A tendência atual, como iremos ver
'rer no prosseguimento deste trebalho,
trabalho, é para ser deda
dada uma
importância cada vez maior à realização de pesquisas na área de
da biblioteconomia, uma maneire,
maneira, sem
dúvida,|não
dúvida.lnão só do bibliotecário adquirir conhecimento maior sobre a sua profissão e a problemática
toda que ela
ele envolve, como também,
tembém, um ponto crucial, é uma meneire
maneira do bibliotecário se elevar e
poder se ombreer
ombrear com os profissioneis
profissionais das outras áreas.
Propomos no nosso estudo fazer um levantamento do quadro da evolução da pesquisa nas
áreas da biblioteconomia e da ciência da informação, nos Estados Unidos e na Inglaterra, e a uma
país, com relação eo
ao nosso tema.
apresentação de um quadro geral da
de situação no pais,
1. INGLATERRA
É fato reconhecido por vários autores que, enteriormente
anteriormente à década de 1960, não havia
"Five Years Work in
pesquisa na área de biblioteconomia na Inglaterra. Na obra editada por Sewell, "Fiva
Librarianship", abrangendo os diversos aspectos da biblioteconomia e da ciência da informação, na
aprece nenhum cabeçalho referente à pesquisa (16).
Inglaterra, no período de 1961-1965, não aprace
Já no volume da obra "Britisch Librarianship and Information Science", referente a
1966-1970, Yelland inicia ea revisão sob o cabeçalho: Pesquisa em Biblioteconomia;declarando
Biblioteconomia, declarando que,
"anteriormente a 1965 não se poderia dizer que existisse pesquisa em biblioteconomia, quer em
forma organizada, ou em larga escala" (24:309).
Saunders, em outro estudo, definiu a situação como segue: "Exceto por trabalho de
natureza bibliográfica ou com uma distinta inclinação literária, virtualmente nenhuma atividade
atividede em
Pesquisa e Desenvolvimento (R &amp; O)
D) era realizada em biblioteconomia e ciência da informação, até
meados dos enos
anos sessenta" (15:355).

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�966
O elemento catalisador para o início de atividades de pesquisa nas áreas de
biblioteconomia e ciência da informação,
informaçêo, na Inglaterra, foi a criação, em 1965, do OSTI (Office for
Scientific and Technical Information) subordinado ao Department of Education and Sciences (DES)
hoje a Divisão de Pesquisa e Desenvolvimento da British Library (BLRDD) estabelecida em 1974. A
criação do OSTI é reconhecido como o mais importante fato isolado no estabelecimento do interesse
da profissão pare
para pesquisa e desenvolvimento na área.
É Interessante
interessante contudo notar-se que, na revisão de 1966-1970, Yelland critica
crítica as linhas de
pesquisa, dizendo: "a
F&gt;esquisa,
"e biblioteconomia
biblioteconomie está com as suas prioridades de pesquisa erradas" (24:317).
isto porque, ele explica: "Num mundo onde ea sociedade, sua organização e etitudes,
Isto
atitudes, estão mudando
pelo menos tão repidemente
rapidamente como nunca antes ne
na histórie,
história, ea busca principal em biblioteconomia
parece ser, com efeito, na etualizeção
atualização das tradições
tredições do século XIX, por meio de invenções
invençSes de
mecenização,
mecanização, e de
da uma organização cade
cada vez mais sofisticede
sofisticada pera
para o registro do conhecimento
humano" (24:317-18).
Ele justifica a crítica afirmando que, enquanto ea biblioteconomia
bibiíoteconomia inglesa segue com esta
linha de pesquisa em eutomeção
automação e sofisticação do controle de
da informação, "nós ainda não sabemos,
por exemplo, precisamente quantas
quentas bibliotecas e serviços de informação existem, e de que tipos eles
são" (24:319).
Alèm disto, são apontadas
Além
epontedas por Uelland três grandes dificiências na pesquisa em
biblioteconomia: ea feita
falta de dados estetísticos
estatísticos edequados
adequados sobre as bibliotecas, nos quais se baseer
basear
pesquisa; falta
feita de planejamento adequado
edequado para
pare os serviços bibliotecários; eusência
ausência de treinamento em
métodos de F&gt;esquisa,
pesquisa, nos currículos das escolas de biblioteconomia (24:319).
Ele termina, fazendo ae previsão de que mais
mels e mais irão
Irão aparecer oportunidades para
bibliotecários novatos trabalherem
trabalharem em pesquisa e que, portanto, tempo é chegedo
chegado pare
para que um sólido
treinamento em técnicas de pesquisa seja
seje perte
parte integrante
integrente da
de educação de todo bibliotecário
bibliotecário(24:319).
Neste mesmo volume de revisão dos anos de 1966-1970 aparece
eparece essinado
assinado por Gilchrist, o
cabeçalho Pesquisa em Ciência da Informação. Dbservado pela autora
eutora deste documento,
documento; o fato de
que houve muita colisão com os projetos e avanços
avenços mencionados na revisão de Yelland, sob oo'
cabeçalho Pesquise
Pesquisa em Biblioteconomie.
Biblioteconomia. Não comentaremos este fato, mas apenas
epenas nos permitimos
concluir que telvez
talvez este fator tenha sido o motivo pelo quel,
qual, no volume da revisão dos anos seguintes,
i.é., de 1971-1975, estes
l.é.,
estas duas áreas tenham sido absorvidas em um só cabeçalho gerei:
geral: Pesquisa em
da Informação, essinado
assinado por um eutor
autor único, de feto,
fato, Yelland novamente.
Biblioteconomia e Ciência de
autora resolveu então, ea fim de evitar a duplicação hevida
havida na
A eutora
ne obra, não mencionar as
es pesquisas
citadas enterlormente
anteriormente por Yelland, mas somente aquelas citadas por Gilchrist apenas
epenas — numa
tentativa, talvez,
telvez, de traçar uma linha divisória entre as
esdues
duas áreas
árees abordadas.
ebordades.
Gilchrist salientou ne
na sue
sua revisão, e-maior
a maior atenção que foi dada, durante os anos de
1966-1970, à pesquise
pesquisa na área de usuários, citendo
citando como exemplo, o projeto INFDRSS (Information
Experiments ons the Sociel
Social Sciences). Tembêm
Também epontados,
apontados por Gilchrist os seguintesdeserivolvímenseguintes desenvolvimentos, na érea
área da ciência da informação:
Informação:
1.
Exame das publicações
Exeme
publiceçOes primárias,
primáries, através
etravés de análise de citações e do uso da
literatura em cempos
litereture
campos especializados;
2.
Exame das publicações secundárias, com estudos levando à automação
eutomação de
resumos e à produção de serviços correlatos, çomo
como índices, bibliografias,
bibliogrefias,
disseminação seletive
seletiva da informação.
3.
A edeptação
adaptação do projeto Medlars
Mediars (agora
(agore Medline)
Mediine) pare
para o sistema
sisteme inglês, bem
como do projeto Marlc
Mark para
pare ae British National
Nationel Bibliography e o do Chemical
Information Services (UKCIS);
4.
Um maior interesse em serviços centrais de grende
grande emplitude,
amplitude, serviços os quais
devem ser então necesseriemente
necessariamente computarizedos;
computarizados;
5.
Pesquise
Pesquisa dirigide
dirigida à recupereção
recuperação de
da informeção,
informação, incluindo, clessiflcação,
classificação, thesauri,'
thesauri,
linguagens de- Indexeção.
indexação em geral,
gerei, com
corrí um interesse crescente em índices
impressos por computedor,
computador, classificação eutomatizade
automatizada e lingüistica (9:320-41).
Em outro estudo.
estudo, Perry classifice
classifica pesquisa
presquisa em ciência da informação,
Informação, na Inglaterre,
Inglaterra, em três
linhas:
1.
Evolução das técnicas para avaliação de sistemas de recuperação
recupreração da informação;
2.
Aplicação da linguística computecíonel;
computacional;
3.
Aplicação de técnicas de associação estatística para classificação automática
(14:117-126).

Digitalizado
gentilmente por:

m..

�r
967
Como exemplo destas atividades Perry cita o Projeto Cranfield; as pesquisas realizadas no
Cambridge Language Research Unit (CLRU) — "quando havia maiores esperanças,
espteranças, do que
resolver problemas da
de informação" 114:124)
(14:124) e o produto
atualmente, no uso do computador para rasolver
mais significativo do Classification Research
Rasearch Group, o PRECIS (Preserved Context Irxlex
Index System)
usado na British National BIbliography,
Bibliography, que permite a construção, paio
pelo computador, de todas as
entradas do fndice em formatos rotativos.
No término da sua revisão, Gilchrist faz a previsão de que,
qua, possivelmente,
possivelmanta, nos próximos
cinco anos, prosseguirá o emprego de uma mistura de pesquisa básica e investigação empírica, que o
fator econômico será cada vez mais importante, e que
qua os sistemas
sistamas de
da cooperação
cooparação crescerão em
tamanho ae número.
Na revisão referente ao perfodo da
de 1971-1975, então
antão sob o cabeçalho unificado de
"Pesquisa em Biblioteconomia ae Ciência da Informação", como foi apontado, Yelland diz que
qua estes
anos viram a consolidação e expansão das atividades da
de pesquisa, baseadas nas sólidas fundações
estabelecidas nos anos sessenta. Muitas das diretrizes daquela época, prossegue Yelland, continuaram,
bem como outras apareceram. Toda a necessária infra-estrutura para a pesquisa, em qualquer área,
parece ter-se solidificado neste perfodo;
período; por outro lado, comenta ele,
ela, coisas que há 10 anos atrás
pareceriam como novidades,
rx&gt;vidades, hoje em dia já são consideradas como
corrx} fatos rotineiros e naturais do
desenvolvimento.
De se notar, qua
que neste período,
perfodo, o pesquisador iniciante já poda
pode encontrar orientação não
só na literatura, como também em cursos rápidos para "Fellows", da Library Association. Por outro
lado, existam
existem vários cursos de pós-graduação com titulação por tese, em várias universidades, o que
leva á formação,
formação de pesquisadores melhor treinados na área. De contra
contre partida, Yelland analisa a
existência de uma maior aceitação do valor da pesquisa para as posições mais elevadas da profissão —
o que não era observado anos atrás. Outro ponto a sa
se notar, no amadurecimento da pesquisa am
em
biblioteconomia na Inglaterra, foi o aparecimento de novas publicações que vieram ae servir como
conx&gt; um
mecanismo para relatos de pesquisas.
mecanisnm
. Diferenças apontadas por Yelland, nas diretrizes da pesquisa em biblioteconomia e ciência
da informação nesta
neste último perfodo analisado, foram;
foram: um certo decifnio
declínio em projetos de automação,
indexação, e o áparacimento
aparecimento da
de estudos sobre o processamento da
de informação, sistamas
sistemas
catalogação e indaxação,
de informação gerencial (Management Information Systams)
Systems) ae sobra
sobre o meio ambiente, ou o aspecto
social da biblioteca (25:122-26).
. Com este breva
breve levantamento da literatura ficou traçado, em linhas gerais, o quadro do
■desenvolvimento
desenvolvimento da pesquisa em biblioteconomia
biblioteconomie e ciáncia
ciência da informação, ne
na Inglaterra.
Gostarlarrxrs,
Gostaríamos, contudo, da
de oferecar
oferecer um panorama um pouco mais extenso e detalhado, para melhor
situar ea nossa posição no Brasil. Assim, passamos
situer
passemos a analisar outros estudos
astudos na
ne literatura inglesa
especializada.
De acordo com Saundars,
Saunders, pare
para que possa haver pesquisa ea dasenvolvimento.
desenvolvimento.
De acordo com Saunders, para que possa haver pesquisa ea desenvolvimento, am
em qualquer
área, de maneira efetive
áree,
efetiva e em
am larga escala, em qualquer pafs,
país, há
hé pelo menos trés pré-requisitos
básicos:
1.
Uma fonte (ou fontes) edequadas
adequadas de fundos;
2.
Z
Suprimento de pesquisadores com técnices
técnicas apropriadas e competências distintas;
3.
Um meio ambiente congenial e receptivo à idéia de tal atividade (15:3560).
^Analisemos como estes três pré-requisitos sucederam na Inglaterra. Na questão da
.Analisemos
de fontes
piara forneciipento
para
fornecirpento de fundos às pesquisas, já foi mencionada que ea rrx}|a
mola propulsore,
propxilsora, sob este
aspiecto,'foi aá ciração do OSTI em 1965, subordinado eo
aspecto,'foi
ao DES; anteriormente era a Librarias
Libraries Division
algum tipo
tipio de pesquisa incipiente, mas apenas
apienas voltades
voltadas às próprias necessidades
do DES que realizava elgum
da Divisão.
Entre as funções do OSTI, como relate
relata Yelland em 1966-70, destecavam-se
destacavam-se as de Pesquisa
pxilítica do OSTI no
e Desenvolvimento em
am Biblioteconomia; três objetivos principais norteavám ea poiftice
financiamento de projetos, os quais, na época,
épxica, tendiam pera
piara a área de automação;
1.
Estudo dos alementos
elementos possfveis
possíveis da
de serem automatizados numa biblioteca, e sua
.
otimização, quando
quarxJo possfvel;
pxissfvel;
2.
Avaliação de noves
novas técnicas, piassíveis
passíveis de serem aplicadas ás
às bibliotecas;
3.
Promover a cooperação
Pronrraver
coopieração entre as bibliotecas (24:309).
Outros projetos de interesse ao
eo OSTI eram da ordem de análise econômica dos serviços
bibliotecários; assim, financiou levantamento no uso de bibliotecas públicas de referência, e o papel
papiel
desempienhado px&gt;r
desempenhado
por estas bibliotecas no sistema de informação técnica
técnice e científica. Estudaram-se as
empréstirixis-entre-bibliotecas de diferentes localidades, e a parte desempenhada
necessidades de empréstinms-entre-bibliotecas

Digitalizado
gentilmente por:

�968
pelos diversos canais utilizados para isto. Foi criado um projeto para avaliar os benefícios obtidos de
(PE8UL) na Biblioteça
Biblioteca da Universidade de Durham. Realizado
serviços de bibliotecas universitárias (PEBUL)
estudo de materiais não-livros,
nSo-livros, como selacioná-los,
selecioná-los, adquirí-los,
adquíri-los, organizá-los
organizá-losetomá-losdisponíveis
a tomá-los disponívals para
uso. Criado projeto para avaliar o papel dos "Information
"information officers" na exploração dos racursos
recursos de
bibliotecas universitárias ae na introdução da
de novos sarviços
serviços aos usuários (o citado projeto INFORSS).
Na área de automação foi criado um projeto amplo para avaliar a automação para controle
da criculação e da produção da
de catálogos em bibliotecas. O OSTI também contribuiu, em 1966, com
um granda
grande suporta
suporte financairo
financeiro para a ASLIB criar um Departamanto
Departamento da
de Pesquisas ae fornecer serviços
de consultoria na áraa.
área. Como Já
da
já foi citado, em
am 1974 o OSTI foi absorvido pela British Library
LIbrary Indo
constituir a Divisão da
de Pesquisa ea Dtsanvolvlmento
Desenvolvimento da BL, atualmante
atualmente com um milhão da
de libras
esterlinas disponíveis para pesquisa (15:355).
(15:355),
Outra das fontes de recursos
racursos para pesquisa em biblioteconomia e ciência da informação, na
Inglaterra, é a citada ASLI
ASLIBB (Association of Special Libraries
Librarias and Information Bureaux). No começo,
a ASLI
a.
ASLIBB teve como tarefas principais a da
de identificar os mais significativos problemas para
investigação, bem como teve
tave necessidade de estabelecer as técnicas experimentais apropriadas a cada
tipo de pesquisa naquelas duas áreas.
A maioria dos projetos financiados, desde o começo, tiveram a haver com o estudo
astudo dos
problemas correntes, a,
e, da
de certa manaira,
maneira, com o advanto
advento da
de novas tecnologias e técnicas para
solucionar problemas da informação, por exemplo:
axemplo: mecanização nos anos sessenta, estudos
astudos de
sistemas da
de informação gerencial no início
Início da década de
da setenta ae em anos mais recentes, problemas
de serviços "on-lina"
da
"on-line" ae da
de publicaçdes.
publicaçSes.
feito por Taylor, desda
desde a sua fundação, em 1959, passando por
Conforme levantamento falto
1966, quando foi largamente subsidiada pelo OSTI, até 1977, a ASLIB terminou 226 projetos e
estudos na área de biblioteconomia e ciência da informação. Alguns dos projetos levaram à produção
de relatórios ou de
da "papers"; a maioria destes trabalhos disseram respeito a problemas especiais de
clientes individuais, ea os relatórios são confidenciais. Algumas das organizações as quais a ASLIB
serviu: o já citado DES, Department
Dapartment of Environment, Forcing
Foreingand
and Commonwelth Office, Post Office,
British Broadcasting Corporation, British Instituta
Institute of Management; organizações internacionais
como: UNESCO, International Labour Office, OECD ae indústrias particulares (21:104-114).(21:104-114).
Outra antidada,
entidade, amplamenta
amplannente envolvida am
em pesquisa nas áreasda
áreas da biblioteconomia ea ciência
da informação, na Inglaterra, é a Library Association. Conforme Yelland,
Yeltand, na revisão de 1966-70, a
LA desenvolveu uma variedade da
de atividadas
atividades da
de pesquisa, sam
sem linhas claramente definidas, corro
como o
OSTI/ASLIB. Exemplos das pesquisas realizadas pela LA no período merKionado:
marKionado:
1.
Estudo piloto para a criação de uma nova classificação geral
garal facetada (patrocínio
do trabalho do Classification Reserach
Raserach Group — CRG);
2.
Preparação de material
matarial para leitura de
da pessoas parcialmente cegas;
3.
Levantamento das fontes disponíveis, bem como o acesso às coleções de
economia ae estatística, na Inglaterra, para uso de planejadores;
4.
Exame das necessidades futuras, no campo da produção da
de material escrito e
dispositivos auxiliaras,
auxiliares, para a laitura
leitura por parta
parte de
da deficientes físicos;
5.
Auxflio àá escola
Auxílio
ascola de
da biblioteconomia
bibliotaconomia para investigar os problemas
probiemas de
recrutamento de
da pessoal para biblioteconomia (24:312-14).
Passando ao segundo prá-requisito
pré-requisito mencionado por Saunders, ou o suprimento da
de
pesquisadores habilitados ae com competências divarsas,
diversas, as escolas de bibliotacoromia
biblioteconomia inglesas,
localizadas em universidades, astão
estão treinando estudantes pósgraduados
pós^raduados para titulação por tese, ainda
pequeno número, mas que
em pequano
qua tendem a aunnentar.
aumentar. Segundo conta Saunders, pesquisa nesta área,
anteriormente ao aparecimento de bibliotecários pesquisadores, era realizada por pesquisadores
antariormente
experimentados de outras áreas, como: química, física, astatística,
estatística, linguística.
lingüfstíca. A primeira geração
daqueles pesquisadores bibliotacários
daquales
bibliotecários que aprenderam no serviço ou vieram de
da outras áreas são agora
nomes nacionais qua
que fizeram contribuições substanciais para o treinamento
treinamanto de outros investigadores.
Conforme a revisão
escolas da
de
ravisão de Yelland, durante o período de 1966-1970, as ascolas
biblioteconomia inglesa cumpriram realmente o seu papel no desenvolvimento da pesquisa,
realizando um volume considerável de pesquisa. Salientou-se a escola de SheffiekJ,
Sheffield, que entra
entre outros
projetos, elaborou pesquisa sobra
sobre a educação e treinamento de bibliotecários para bibliotecas
técnicas ae científicas; estudou a geração de
da índices por assunto, em computador; elaborou instruções
para o uso de
da fontes
fontas de informação em departamentos de
da ciãncias,
ciências, nas universidades; levantou as
envolvidos em ação
necessidades bibliotecárias ae de informação, para os departamentos do governo envoividos
social; pesquisou a aplicação da teoria da comunicação no planajamanto
planejamento de banco de dados.
Na North Polutechníc
Polutechnic of London ea na escola de Waler as pesquisas cobriram tópicos tais

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�969
como: uso da tecnologia de computação para o levantamento bibliográfico em uma áree
como;
área de assunto,
estudos sobre classificação ae thesauri, e exame
axame da atuação relativa de
da quatro sistemas da
de indexação,
na área de biblioteconomia.
bibiiotaconomia.
Finalmente, e de relevância, a instalação, em 1975, em Sheffield, do Centre for Research
Fínalmente,
on User Studies, seguirxfo
seguindo um dos objetivos da escoia,
escola, conforma
conforme expressado por Saunders, qual saja,
seja,
o de procurar alcançar um equilíbrio entre
entra ciência da informação e os mais tredicionais
tradicionais aspectos da
biblioteconomia.
bibiiotaconomia.
Quanto ao terceiro pré-requisito mencionado por Saundars:
Saunders: ambiente congenial e
receptividade à idéia de pesquisa am
em biblioteconomia, vejemos
vejamos quel
qual era o quadro existente, na época,
segundo a visão de Coblans, em 1965. Dois marcos, nas áreas de automação: ea desejeda
desejada automação
das operaçdes
operaçfies de
da Library of Congress passa a sar
ser considerada possfval
possível de
da execução,
axecução, e a antrada
entrada am
em
Medlars (Madicai
(Medical Literature Analusis and Tatrieval)
Tetrieval) ne
na National Library of
operação do Projeto Mediars
Medicine, hoje
hoja Medline.
Mediina.
Por outro lado, havia um antendimanto
entendimento generalizado de que os computadores astavam
estavam
capacitados a realizar a automação das etividades
atividades rotineiras da bibiioteca,
biblioteca, i.é., es
as operaçSes
operações que
qua
formalizadas como rotinas. Prove
Prova disto, assinala Coblens,
O^blans, são dois reiatórios
relatórios tratando
pudessem ser formalizedas
como definitivas es
as automaçdas
automações de
da alguns
elguns procedimentos bibiiotecários,
bibliotecários, como: controle da coleção
de pariódicos
da
periódicos ae produção de catálogos na forma da
de livro.
Outras latividedes
Outres
;atividades da
de pesquisa ae desenvoivimento
desenvolvimento em bibiiotaconomia
biblioteconomia e ciência da
informação reportadas por Coblans naste
neste perfodo
período são:
1.
Primeiros reiatórios
relatórios dos estudos
astudos do Classification
Classificatlon Research Group, para a criação
geral de classificação baseado nos princípios
de um esquema gerai
princfpios das facetas;
2.
Apresantados
Apresentados os primeiros resultados dos Indicas
índices pare
para a CDU, produzidos por
computador;
computedor;
3.
identicamente,
Identicamente, o Projeto Cranfield mostra os primeiros resultados do nível de
eficiência obtido por
pxir 4 diferentes sistemas de indexação;
4.
Na éreada
área de estudos de usuários, o Projeto da American Psychological
Psychoiogicai. Association
imstrou
mostrou que
qua a vasta preponderância da troca da
de informação am
em psicologia
ocorre através da canais de comunicação informais ae restritos;
5.
O relatório da ASLIB/SLATER mostrou o uso feito da
de bibiiotecase
bibliotecas e serviços da
de
informação, na área da
de informação, na área industrial e em organização sem
sam fins
lucrativos. Dados quantitativos fornecidos pala
iucrativos.
pela pesquisa mostraram os padrOes
padrões
de uso, a diferença entre
da
entra as ciências
ciêncies puras e aplicadas, ae entre jéquales
| aqueles
trabalhando na indústria ae em embientes
trabaihando
ambientes acadêmicos (6:165/78).
Enquanto este ara
era o panorama dos avanços nas áraas
áreas da
de biblioteconomia e ciência da
como se deu
informação no ano
eno de 1965, conforme narrados por Coblans,
Coblens, vejanms,
vejamos, especificamente,
espacificamenta.corrx}
a evolução do interesse para pesquisa nestas áreas, na Ingiaterra.
Inglaterra. Whitemen,
Whiteman, num artigo de 1970 diz
que os desenvoivimentos
desenvolvimentos da
de maior significance
significância em pesquisa em
am biblioteconomia e ciência da
informação se deram
Informação
daram nos últimos 10 a 15 anos, corroborando assim com o que
qua autores anteriormente
anteriormanta
citados já
jáIhaviam
Ihaviam apontado. Diz, no entanto,
entento, que uma grande quentidade
quantidade de experimentação tem
havido através da histórie
história des
das bibliotecas para ae solução
soiução de problemas bibliotecários.
bibiiotecários. Mas, ressalta,
resultado de
da damande
demanda pare
para ea criação da
de meios para resolver
esta necessidade de experimentação foi o resuitado
ordem administrativas. Os desenvoivimentos
desenvolvimentos mais significativos são posteriores,
problemas de ordam
contudo, âà Segunde
Segunda Guerra Mundial.
Mundiel. Whiteman
Whitaman defende
dafende a idéia de
da que
qua houve um "buiiding
"building up"
através de um período de vários anos, com um número lexpressivo
expressivo de acontecimentos ae projetos
aparentemente sem relacionamento, mas os quais, afirma
efirme ele, levaram èà situação
situeção privilegiada qua
que se
encontra hoje a bibiiotaconomia
biblioteconomia ingiese
inglesa (23). Assim, cronoiogicamanta,
cronologicamente, aie
ele cita alguns fatores, aos
que o levantamento da literatura nos apontou:
quais acrescentamos outros qua
1945 —
aparecimento do Journal of Documentation, o primeiro veículo
vaículo satisfatório para
a publicação de pensamento e pesquisa original, no campo da
de bibliotecas
esF&gt;ecializadas ae técnicas da
especializadas
de informação.
1949 —
aparecimento do ASLIB Proceedings, outra contribuição valiosa para registro ae
debates sobra
debatas
sobre assuntos ea pesquisas correntes.
1950 —
aparecimento do Library Science Abstracts (hoje
(hoja LISA) como complemento ao
Library Literature, fazendo o registro da literatura profissional.
1955 —
início do trabalho do Classificatlon
Classification Research Group.
1957 —
o estabelecimento do Grupo de Pesquisa da ASLIB.
—
início do projeto de pesquisa Cranfield.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

11

12

13

14

�970
1959 —

levantamento feito pela Library Association dos sistemas de empréstimos em uso,
o qual foi significativo não somente pelas suas conclusões úteis, mas também
porque tornou os bibliotecários conscientes do valor de trabalhos de estudos de
práticas bibliotecárias, fazendo uso de técnicas de organização e métodos (O &amp;
M).
Década de 60;
60:
Trabalho feito na National Lending Library for Science and Technology —
NLLST (atualmente British Library Lending Library Division - BLLLD). O
próprio trabalho de instalação e organização deste modelo original e pioneiro de
biblioteca, como também o estudo por ela feito sobre padrões de uso de
periódicos científicos, foram fatos bastante significativos para a classe,
classe.
A criação do OSTI, no DES em 1965;
O despertar
desptertar do interesse para o exame científico dos problemas de gerência de
bibliotecas universitárias exemplificados pelos estudos na Universidade de
Lancaster, fazendo uso de técnicas de pesquisa operacional, em 1967; na
Universidade de Cambridge, o projeto Library Management Research Unit
(LMRU), para pesquisar os problemas e técnicas de gerência e administração de
bibliotecas;
A decisão da Library Association de patrocinar projetos de pesquisa;
Aparecimento, em 1968, do Journal of Librarianship, outro mecanismo para o
relato de pesquisas e estudos na área;
Aparecimento, em 1969, do periódico Program, dedicado ao estudo do uso do
computador em bibliotecas, com estudos e pesquisas em automação;
ASLI B/LA, a melhor fonte de
A substituição do LIS pelo LISA, patrocinado pela ASLIB/LA,
informação sobre relatórios de pesquisa;
Aparecimento, em 1970, do periódico
Aprarecimento,
p&gt;eriódico Research in Librarianship, dirigido
inteiramente ao encorajamento do registro de pesquisas;
Esforços de pesquisa desenvolvidos nas escolas de biblioteconomia, particularmente a North Polytechnic of London, Leeds e Wales, e a de Sheffield, criada em
1964,
1964.

Saunders resume este "clima
"clinaa congenial"
congenial'' assim;
assim: o aparecimento da NLLST, a criação de novas
escolas de biblioteconomia, o interesse das bibliotecas universitárias no treinamento dos seus
bibliotecários chefes, e o importante papel das bibliotecas universitárias na atividade de pesquisa, na
última década, como as jã
já citadas, Cambridge, Lancaster e Durham, além dos projetos de automação
das Universidades Newcastie,
Newcastle, Southampton e Loughborough. Saunders salienta também o papel da
ASLIB qua,
que, após o apoio concedido peto
pelo OSTI, formou "um poderoso e exp&gt;eriente
experiente grupo de
trabalho interdisciplinar, que desenvolveu projetos em todas as gamas de biblioteconomia e ciência
da informação" (15:358).
Assim chegamos no ponto em qua
que Yelland pôde relatar na sua revisão, cobrindo os anos de
1971-75, o aparecimento de novos instrumentos de divulgação e pesquisa — uma prova, ele afirma,
indubitável, da vitalidade, diversidade e quantidade que atingiu a pesquisa em biblioteconomia e
ciência da informação:
RADIALS Bulletin (Research and Development: Information and Library Science), um
instrumento acesso aà informação corrente sobre a pesquisa
p&gt;esquisa nestas áreas; relaciona a
contribuição britânica para o ISORID (Intarnational
(International Information System on
Research and Documentation) coordenado pela UNESCO/FID e pelas centenas
de relatórios que registra tornou-se um boletim importante e um instrumento
bibliográfico necessário àa pesquisa na área. É publicado pela LA, três vezes ao
ano.
British Library Research and Development Newsletter
substituiu o OSTI Newsletter,
Newsletter.
desde 1974 trirriestral; registra os projetos
proietos financiados pela BLRDD e detalha os relatórios

cm

Digitalizado
gentilmente por:

^ ,

11

12

13

14

�971
destas pesquisas, além de fornecer dadosde
dados de pesquisas comissionadas pela British
Library.
Boletins regulares ou irregulares das Escolas de Biblioteconomia.
Continuando na sua revisão, Yelland relata a existência de 5CX)
500 projetos de pesquisa no
período de 1971-1975, nos quais destaca a grande influência da BLRDD, e registra atividades na
maior parte das áreas de biblioteconomia e ciência da informação.
Ressalta, também, as atividades da ASLIB, bastante variadas, mas destacando projetos
voltados para os profissionais nas áreas, tais conrKt:
como; uso do computador nas redes de bibliotecas, o
fator econômico e a avaliação de sistemas, gerência de bibliotecas, estudo de publicações primárias e
secundárias. Segundo Yelland,
Yelland. já se pode dizer que a ASLIB adquiriu um corpo invejável de
conhecimentos para prover consultoria e realizar pesquisa nas áreas de biblioteconomia e ciência da
informação.
Continuam os projetos em universidades, como o de Cambridge (LMRU) com estudos
práticos de problemas administrativos em bibliotecas universitárias, como: uso de acomodações
(seating) nas bibliotecas, efetividade das coleções, estudos de custo/tempo nas operações
bibliotecárias.
Em Sheffield, além das pesquisas no Centre for Research on User Studies, realizam-se
estudos de problemas de recursos humanos para profissão, e anuncia-se a criação de um novo grupo
de pesquisa em bibliotecas públicas.
2. ESTADOS UNIDOS
De acordo com Shera (19:45) não se pode dizer que tenha sido a Graduate Library School
of the University of Chicago, que "inventou" pesquisa em biblioteconomia. Mas, aquela escola,
durante o período no qual Louís
Louis R. Wilson foi o seu dean, foi a primeira a se preocupar seríamente
seriamente
com pesquisa, e a fornecer uma estrutura formal e o início de uma metodologia sólida para pesquisa
em biblioteconomia.
A Graduate School of the University of Chicago foi estabelecida com auxílio de uma
subvenção da Carnegie Corporation, em 1926, recebendo seus primeiros alunos em 1928. Esta escola
foi o resultado de dois importantes estudos:
estudos; Charles Williamson — Training for Library Science, um
verdadeiro marco na história do ensino da biblioteconomia nos Estados Unidos, e outro de W.S.
Learned: The American Public Library and the Diffusion of Knowledge.
No seu trabalho, Williamson enfatizou a necessidade de uma escola a nível de
pós-graduação (graduate) que se devotasse à pesquisa e investigação na área. O relatório de Learned,
põs-graduação
entre outras coisas, levou ao financiamento necessário para a criação da escola preconizada por
Williamson.
Wilson tornou-se o dean da escola em 1932, tendo permanecido nesta posição, até 1945;
durante este tempo a escola avançou em várias direções, a pesquisa em biblioteconomia dirigida para
o campo das ciências sociais, e inclusive fazendo uso da metodologia desta ciência para resolver os
problemas;da pesquisa em biblioteconomia. Assim, professores e alunos desta escola pesquisaram nas
problemas-.da
áreas de sociologia, geografia da leitura, administração de bibliotecas públicas, etc. Foi a primeira
escola a criar um curso a nível de PhD em biblioteconomia.
Muito importante para o desenvolvimento da escola, foi o fato de Wilson conseguir atrair
jovens e promissores estudantes que entusiasticamente seguiram a sua orientação
orientaçék) e que, saídos da
escola, passaram a divulgar a abordagem científica para.a
para a solução dos problemas bibliotecários. O
0
corpo docente conduziu estudos e levantamentos de bibliotecas públicas, e a escola iniciou a série de
conferências anuais em tópicos correntes e relevantes para a época. Em adição ao curso formal, o
aluno tinha a oportunidade de pesquisar em projetos individuais supervisionados. A pesquisa era
então considerada um compxtnente
componente impKirtante
importante na experiência educacional do aluno.
De destacar-se na atuação da escola de Chicago, a publicação do Library Quartely,
periódico dos mais sérios e eruditos no campo, além da série de monografias baseadas nas atas das
conferências anuais, analisando aspectos especializados da biblioteconomia. As publicações do corpo
docente da escola tornaram-se verdadeiros clássicos da literatura especializada, além de se
constituírem em peças básicas do desenvolvimento da biblioteconomia americana. Citam-se entre
elas: Waples - Investigating library problems; Waples &amp; Tyler - What people want to read about;
elas;
libraries; Wilson The geography of readíng;
reading;
Joeckel - The government of the American public librarias;
Wilson &amp; Tauber - The university library; Butier
Butler - An introduction to library Science;
science; Joecker &amp;

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�972
Carnovsky — A metropolitan library in action.
Wilson foi sucedido na direção da escola por outros deans que solidificaram e expandiram
os programas de pesquisa. Com o advento da Segunda Guerra Mundial o corpo da escola se dispersou
e o programa traçado por Wilson foi descontinuado e, segundo Shera, nunca mais se recuperou
(18:416). De mencionar, ainda, na história da escola de Chicago, que em 1963, Don Swanson
Svuanson como
dean acrescentou uma nova dimensão às pesquisas, com ênfase em computarização, planejamento de
sistemas e pesquisa relacionada com ciência de informação (5).
A década que se seguiu à Segunda Guerra Mundial elevou ainda mais o prestigio
prestígio da
pesquisa científica
cientifica no país;
pais; havia um sentimento de excitação, de urgência, que atingiu o climax com
o aparecimento do Sputinik em 1958. A biblioteconomia acompanhou este sentimento que cobria a
nação, promovendo
promoverxJo pesquisa, estimulada por largas somas subvencionadas, principalmente, pelo
governo federal e suas agências. Os cursos de formação básica para bibliotecários passaram a ser a
nivel de mestrado; duplicaram-se os cursos de doutoramento, registrando-se a existência de 6 escolas
nível
com cursos de PhD em 1957.
Criaram-se cursos e seminários em pesquisa em biblioteconomia e em métodos de pesquisa.
A conseqüência
conseqúência lógica deste desenvolvimento foi a criação de centros de pesquisa em quatro ascolas,
escolas,
a saber: Western Reserve Center for Documentation and Communication Research, em 1955, com
Shera, Perry e Kent; Library Research Center, na University of Illinois, em 1962; na University of
1962 e o Knowledge
Pittsburgh dois centros: Center for Library and Educational Media Studies em 1962e
Avaliability Systems Center, liderado por Kent, saído do Westarn
Western Reserve, em 1963; Univesity of
California Institute of Library Research, em 1965, liderado por Hayes.
Califórnia
Passando a seguir agora, à observação feita por Saundars,
Saunders, da necessidade da existência de
três diferentes suportes para a atividade de pesquisa, em qualquer área, quais sejam: fontes de
recursos, suprimento de investigadores e um meio ambiente congenial, vejamos o quadro nos Estados
Unidos, sob estas perspectivas:
A pesquisa em biblioteconomia e ciência da informação, nos Estedos
Estados Unidos, tem sido
subsidiada, na sua maior parte, como já
jã foi apontado, por agências do governo federal, dentre as
quais se destacam: National Science Foundation, através do Office of Science Information Service
(OSlS) e o U. S. Office of Education, Division of Librarieseo
Librariese o Library Research and Demonstration
Program, além de: National Institute of Heelth,
Progrem,
Health, The Armed Forces; as bibliotecas estaduais; as
fundações: Carnegie Corporation, Ford ae Rockefeller Foudations, além de firmas comerciais e
fundaçSes:
irxdustriais largamento envolvidas em pesquisa na área de informação.
industriais
Na própria área de biblioteconomia, destacam-se a American Library Association, que
estimula pesquisa, identifica problemas para pesquisa e comissiona pesquisa, em alguns casos; o
Council for Library Resources, que foi criado com a finalidade de auxiliar na solução de problemas
bibliotecários, conduzir pesquisa, desenvolver e demonstrar novas técnicas ae métodos, e disseminar,
através da
20eno$da
de qualquer mídia, os resultados alcançados. O Council completou 20
anos de existência em
durante este período. Vale ea pena fazermos uma
1976 e publicou um relatório das suas atividades durente
revisão no campo de eção
ação do CLR durante os seus anos de existência,, quando recebeu 29 milhSes
milhões
de dólares em subvençOes
subvenções do governo federal.
Na realidade, o CLR foi criado com o estímulo e patrocínio inicial da Ford Foundation,
tendo o governo, após carto
certo tempo, assumido a meior
maior parte da subvenção; em geral, o CLR tem
contribuído para resolver os problemas de bibliotecas de qualquer tipo, mas dá especial atenção às
bibliotecas universitárias e de pesquisa. Nos primeiros anos, os projetos subvencionados eram
dedicados, primordial mente, à aplicação dos avanços ocorridos em ciência e tecnologia nos trabalhos
bibliotecários. Assim, além de contribuir.ao
contribuir ao desenvolvimento de projetos importantes, como o Marc
Medlars (o formato anterior do Medline)
e o Mediars
Mediine) o CLR financiou a criação de protótipos no campo de
microformas e reprografia. Outras subvenções foram com relação ao Library Technology Project,
Project,da
da
ALA; para
pare investigação relativas à preservação de material e à primeira axperiêncie
experiência de catalogação
na fonte, entre outras atividades nacionais e internacionais. Entre estas últimas, figurou o apoio à
Conferência Internacional sobre Princípios de Catalogação, em Paris, em 1961, quando se
estabeleceram os principais acordos internacionais sobre normas de catalogação.
Dentre as atividades dos últimos anos, destaca-se a subvenção de 70 programas de pesquisa
durante o ano de 1976. Os projetos que têm absorvido, atualmente, quase a metade dos fundos do
CLR prendem-se aos tópicos de automação, redes, estabelecimento de normas e de serviços de
bibliotecas nacionais. Também, os projetos correntes da Library of Ctongress,
Congress, para a formação de
uma base bibliográfica nacional de dados, são financiados pelo Council.
O CLR tem também subvencionado o desenvolvimento de várias redes de bibliotecas;
assim. tem
assim,
tem. auxiliado o projeto BALLOTS, na Universidade de Stanford, a Universidade de Chicago,
Chicago.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

II
11

12
12

13
13

14
14

�973
no projeto do OCLC, bem como os trabalhos do comitê Z/39 do American National Standards
Institute, que trata da
de estabelecer e difundir normas de biblioteconomia, documentação e atividades
correlatas.
O Council dedica 15% dos seus fundos à projetos destinados à melhoria dos serviços
prestados pelas bibliotecas; no ano de 1976 doze universidades receberam subvenção através de um
programa novo:
novo; Programa de Melhorame
Melhorame.no
ito dos Serviços Bibliotecários, e que tem a intenção de
estreitar os laços entre as bibliotecas e o ensino universitário. A subvenção permite que um
bibliotecário seja relevado um ano de suas funções habituais para que possa se dedicar a explorar,
juntamente com o corpo docente e discente, e a administração, os meios de conseguir maior
integração da bibliotecação no processo acadêmico. .
Os programas de desenvolvimento profissional também absorveram parte importante dos
fundos do CLR. No ano acadêmico de 1976/77, cinco bibliotecários foram escolhidos para participar
no Programa de Estudos Avançados para Bibliotecários, que tem o objetivo de ^udar
ajudar a formar
bibliotecários de alto nfvel, especializados em artes liberais e ciências. O programa de estudos é
variado, os bibliotecários escolhem materiais tão diversos como: a organização do espaço destinado à
publicações governamentais, ou a quantidade de material referente à República Popular da China,
existente nas bibliotecas do Japão. Um outro programa, "Estagiários para a Geiência
axistente
Gerência de Bibliotecas
Universitárias", consiste em um período de aprendizagem de 10 meses em bibliotecas importantes e
de reconhecida excelêrKia
excelètKia administrativa.
Desde 1971 o Council presta auxílio à IFL/\,
IF LA, e nos últinrwsanos
últimos anos tem contribuído para que
seja possível a ampliação das suas funções, supervisionando um programa dei desenvolvimento
regional. Além disto, tem apoiado as atividades do Escritório para o Controle Bibliográfico Universal,
Council também tem se preocupado com o problema de preservação,
com sede em Londres. O CourKil
subvencionando projetos para a conservação de livros (7).
No segundo aspecto, o suprimento de pesquisadores, desde 1925 são realizadas: pesquisas
na área de biblioteconomia, embora alguns autores na literatura comentem que estas investigações
corm (&gt;esquisas
presquisas realmente científicas, mas, sim, constítuíndoconstituindopioneiras não podem ser consideradas conrx}
-se mais em levantamentos, estudos de casos, bibliografias e estudos localizados. Segundo
levantamento realizado, de 1925-1975, foram terminadas por volta de 800 dissertações doutorais, a
maioria, segundo os críticos, tendertdo
tendendo a abordar o aspecto prático e aplicado, a solução de
problemas (problem solving) e assim não podem ser consideradas pesquisas básicas; segundo um
autor, ele tende a descartar de 80-90% destas dissertações, corrx)
como pesquisa realmente científica
(17:45).
Este é um aspecto amplamente debatido na literatura, o nível das pesquisas nas áreas
analisadas. Segundo Shera, as questões com as quais os pesquisadores tem se preocupado, não são
questões importantes. Ele acha que temos
tenrws que nos preocupar com a pesquisa, por ela própria
preocuparms e
(20:158). Há outro autor que se refere
refera à "esterilidade das coisas que estudamos e nos preocuparros
experimentamos em biblioteconomia. A pesquisa tradicional tem sido dirigida, na sua maioria, a
questões irrelevantes, mais do que àquelas extremamente relevantes" (4:417).
Não vamos nos prolongar mais neste ponto, mas apenas expressar a opinião de que em
países em desenvolvimento como o nosso, o que se precisa, realmente, é de pesquisa aplicada,
prática, para resolver os nossos problemas bibliotecários. Isto é muito mais importante e útil do que a
realização de pesquisa básica, ou mesmo da simples importação de idéias e soluções não adequadas
ao nosso meio.
Observou-se assim, no desenvolvimento da história da biblioteconomia nos Estados
Unidos, que desde 1930, com a criação dos cursos de doutoramento, vem se formando uma pléíade
pléiade
de pesquisadores, os quais têm sido os responsáveis por todas as atividades de desenvolvimento na
área, e nisto auxiliados, grandemente, por pesquisadores de outras áreas,
áreas» príncípalmente
principalmente das ciências,
tecnologia, e, ultimamente, dos pesquisadores sociais e dos linguistas. Quanto à este respeito,
portanto, os Estados Unidos tem seguido a observação de Saurxfers, quanto à necessidade da
existência de um corpo de pesquisadores para propiciar os avanços, progressos e descobertas nas áreas
de biblioteconomia e da ciência da informação.
Passando agora ao terceiro item mencionado por SautxJers,
Saurxfers, ou seja,
seja. da necessidade de um
ambiente congenial, conduzente a pesquisa, parece-nos importante traçar este desenvolvimento após
a Segunda Guerra Mundial, já que foi apontado o nível
nfvel de desenvolvimento existente anteriormente.
anteríormente.
1950 O Library Literature já fazia a cobertura de mais de 200 periódicos na área,
inclusive do exterior:
1951
O mestrado passou a ser o nível para a formação de profissionais, algumas escolas
requerendo a apresentação de dissertação
1956
Criado o Council for Library Resources

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

�974
1957 1958 1963 1963/64
1964 -

1965 -

1966 -

1967 1968 -

1970

Existência de seis escolas com curso de doutoramento (mais de 20, atualmente);
Criado o Comitê de Pesquisa da Association of American Library Schools;
Fascículo do Library Trendsdedicado
Trends dedicado à Pesquisa em Biblioteconomia;
Começa a publicação do Current Research and Development in Scientific
Documentation, pela National Science Foundation (encerrada em 1969);
A publicação do Relatório Weinberg, chamando a atenção da classe para a
problemática da transferência da informação, o papel e a responsabilidade do
problamática
bibliotecário nesta tarefa;
- Conferência da Association of American Library Schools, sobre a formação do
—
núcleo do currículo de biblioteconomia, ou de como incluir disciplinas e
abordagens de ciência da informação nos cursos então existentes;
Conferência na Universidade
Universidada de Chicago, sobre os Fundamentos Intelectuais da
Educação em Biblioteconomia, onde foi questionada a própria natureza da
biblioteconomia, mostrando a preocupação da classe não apenas com problemas
de ordem prática ou de conteúdos programáticos;
O Ato Federal na área de Educação Superior, fornecendo à área de
biblioteconomia um suporte de 600 bolsas para cursos de mestrado e
doutoramento, e financiando 40 projetos de pesquisa e mais cursos de educação
continuada;
que propôs, entre outras
Criada a National Advisory Commission on Libraries, qua
coisas, a criação de um Instituto Federal de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, destinado a tornar-se o centro principal para pesquisa nas áreas
(sugestão que não frutificou).
Aparecem o Information Science Abstracts, e o Annual Review for Information
Science and Technology;
Começam os estudos da Universidade de Maryland sobre Recursos Humanos para
a biblioteconomia, numa época em que diminuíram as demandas para ingresso na
profissão;
O Journal of Library Education inicia o registro de Pesquisas em andamento, isto
ê, o registro das tasesde
é,
teses de doutoramento em preparação.
prep&gt;aração.
Documento basa
base da ALA é preparado por Asheim: "Educação e resursos
humanos para a biblioteconomia", propondo vários níveis para os profissionais
bibliotecários, desde o técnico até os doutores pesquisadores, com a finalidade de
elevar a qualidade da atuação dos bibliotecários e levantar os padrões de serviço.
serviço,
A pesquisa, neste documento, é considerada como
corrxj tendo um importante papel no
processo educacional, uma fonte geradora de novos conhecimentos (1).
Cisão entre a ALA/SLA dando origem à criação do American Documentation
Institute, que passou a congregar 3.000
3,000 cientistas da informação, separando-os
dos 7.000 bibliotecários filiados a SLA;
A Association of Amarican
American Library Schools Aponta Comitê para o levantamento
das necessidades de treinamento em pesquisa, para
prara formação do bibliotecário; a
ALA aponta Comitê para preparar os padrões mínimos para reconhecimento das
escolas de pós-graduação (graduate).
A IFLA promove sua Conferência anual sob o tema Pesquisa em
am Biblioteconomia;
Aparece o LIST: Library and Information Science Today, um inventário de
pesquisa, atividades, desenvolvimento, inovação e progresso em biblioteconomia e
ciência da informação, editado por Paul Wasserman.
Tendência das escolas de biblioteconomia em expandirem os cursos
cursosde
de mestrado
para dois anos a fim da
de melhor equipar os profissionais (the 6th year course).

Nestes últimos anos, o fato mais notável na biblioteconomia americana foi a criação da
The National Comission on Libraries
Librarias and Information Sciances,
Sciences, que elaborou um documento chava,
chave, a
ser levado ao conhecimento e análise das mais altas autoridades do país, descrevendo as linhas gerais
de um Programa Nacional para Serviços Bibliotecários e de Informação.
Informação, De interesse, neste
documento para este estudo, êé a referência feita à necessidade de apoio à pesquisa e
desenvolvimento na área, através de subvenções
subvençõesee contratos, para evitar a duplicação de trabalhos nos
Estados e em outros centros de pesquisa. É pensamanto
pensamento da Comissão que "se um vigoroso programa
de pesquisa for fortalecido no NSF/OSIS ele poderia
podería certamente ntostrar
nmstrar novas metas na
padronização da organização de redes, na economia
economia, tecnologia, acesso e uso
uso. que contribuiría para

cm

Digitalizado
gentilmente por:

m.

II

12

13

14

�975
acelerar a implementação de uma rede nacional
nacionel de serviços de bibliotecas e informação" (13:59).
113:59).
Por outro lado há outros que pregam a necessidade de uma rede para
pare realização de
pesquisa, estimulada por escolas de biblioteconomia, com programas de doutoramento. Este grupo
poderia criar uma associação de escolas de biblioteconomia, independente ou subordinada à-è
podería
American Association of Library Schools, que se dedicasse à pesquisa. Uma função não menos
importante deste grupo seria elevar os padrões das dissertações de doutoramento, e identificar
identificerescolas ou pessoes
pessoas com conhecimentos especializados pere
para orientar pesquisa (17:51).
117:51).
Boaz, no seu trabalho pera
para promover ae melhoria do ensino bibliotecário nos Estados
Unidos, observa uma ênfase crescente no valor da pesquisa e em programas mais fortes, trabalhos e
prática em pesquisa, para alunos de biblioteconomia. Ela menciona sugestão feita anteriormente para
criado um Instituto Nacional pera
para Pesquisa, e para que cada escola possuísse um componente de
ser criedo
pesquisa; endossando estas sugestões ela afirma que ea criação
crieçãò efetiva deste Instituto Nacional de
Pesquisa e dos componentes de pesquisa
presquisa em cada escola, "provavelmente avançaria
avençaria ae profissão
bibliotecária mais rapidamente do que qualquer
quelquer outro esforço isolado" (2:155).
12:155).
Como vimos, ea evolução de
da pesquisa em biblioteconomia e ciência de
da informação nos
Estados Unidos deu-se há bem mais tempo do que ne
na Inglaterra
Inglaterre e obedeceu, como seria o natural, os
desenvolvimentos havidos dentro do próprio país ou do mundo. Assim, o impulso primeiro, ea criação
da Escola de Chicago, no final da década de 20, obedeceu mais a uma motivação interior e com base
num estudo sólido e profundo, até hoje reconhecido como o mais importante documento na história
da biblioteconomia americana, o relatório Wliliamson.
Williamson.
Já o segundo grande impulso, no final da década de 50
50ee início da de 60, foi derivado em
motivos externos, ocorridos no murufo
mundo todo, e devidos à grande expansão científica e tecnológica
advinda da segunda guerra, bem como ao clima de euforia que se instalou no país, com a ascensão de
Kennedy na presidência da nação.
3. PANORAMA DA PESQUISA NO BRASIL
No Brasil, pesquisa em biblioteconomia e ciência da informação, no momento atual, está
praticamente confinada à produção de dissertações de mestrado nos cursos em existência. Não hã
há
notícia
noticia de pesquisa nestas
nestes áreas sendo realizada em outras entidades — e aqui nos referimos à
pesquisa realmente científica.
Na verdade, )ã
já se pode encontrar na literetura
literatura nacional um início do que se poderia chamar
de atividade de pesquisa mais séria, com estudos de usuários, análise de linguagens de indexação, e de
automação de serviços, estudos de caráter histórico, reformulação de currículo, de métodos de
ensino, etc.
Com relação às dissertações, realmente somente o IBICT, com o seu mestrado em ciência
da informação funcionando
funcionendo desde 1970, é que já produziu um coq&gt;o
corpo apreciável de dissertações; até
dezembro de 1977, foram apresentadas
epresentedas 44 dissertações. O conteúdo destas dissertações, no entanto,
níwstra uma alta percentagem, 36%, de aplicação de técnicas bibliométricas, o que restringe
rrxistra
sobremaneira ea influência e aplicabilidade destes trabalhos para a melhoria efetiva dos serviços de
informação no país.
Somente uma dissertação foi defendida até o momento
nrxomento no curso de Belo Horizonte — e na
área de estudos de usuários no campo da geologia — e nos demais cursos ainda não houve tempo
hábil pare
para apresentação de dissertações.
Por outro lado, hos
nos cursos a nível de graduação, somente nas escolas de Belo Horizonte,
Paraná, Federal de Santa Catarina e Universidade Federal Fluminense, existem cursos de Metodologia
quantitativos aplicados à biblioteconomia, corrx)
como em Belo Horizonte.
da Pesquisa, ou de Métodos quentitetivos
Textos nacionais, utilizados por estes cursos existem somente dois: o de Maria Lúcia Andrade Garcia:
"A pesquisa em biblioteconomia", publicado pela
pele Revista de Biblioteconomia
Biblnteconomia da Universidade
Federal de Minas Gerais, e o de M. José Tereza Amorim
Arrxjrim — Introdução à metodologia da pesquisa,
publicado pelo Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Paraná. O texto mais
utilizado parece ser a tradução do clássico: Goldhor,
GokJhor, H — Pesquisa científica em biblioteconomia e
documentação. No Seminário sobre o Ensino de Biblioteconomia e Documentação, em 1968,
patrocinado pela ABEBD, foram apresentados dois trabalhos: um sobre Pesquisa em bibliotecorx&gt;mia
biblioteconomia
e um outro sobre pós-graduação em biblioteconomia.
Foi publicado pelo CNPq, no fim do ano passado, preparado por uma equipe de
especialistas, o trabalho. Avaliação e perspectivas, cobrindo as áreas de biblk&gt;tecorK&gt;mia,
biblioteconomia, ciência da
informação e arquivologia. Deste trabalho nos foi possível colher uma série de informações para uma
bibliotecorxjmia e ciência da informação no país
melhor análise da situação da pesquisa em biblioteconomia
(3:49-67).

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�976
Desta meneira, com base neste documento do CNPq, repassemos os requisitos
mencionados por Saunders como essenciais ao desenvolvimento de pesquisa em qualquer área do
conhecimento humano. O primeiro Item,
item, necessidade da existência de fontes de recursos para o
financiamento de pesquisa; rx&gt;
no Bresil,
Brasil, contamos com entidades tais como: FINER
FINEP BNDE, CAPES,
FAPESP, FAPERJ, e o prõprio
próprio CNPq. Além disto, foram
forem identificados neste documento uma série
de instituições com potencial de pesquisa, pressupondo-se essim
assim ae existência de uma possibilidade de
financiamento de pesquisa, pelo menos para as de Interesse
financiemento
interesse interno da instituiçáfo:
instituição; Biblioteca
Nacional, Fundação Getúlio Vargas, Fundação Centro Tecnológico de Mines
Minas Gerais
Gereis (CETEC), Centro
Nacional de Referência Cultural, além de outras conx&gt;:
como: PRODASEN, SERPRO, EMBRAPA, SNIR,
lEA, IBGE, BI REME, Ministério das Relações Exteriores, etc., além de entidades de classe: APB,
ABDF, FEBAB, e o Conselho Federal de Biblioteconomia.
Com relação eo
ao corpo de pesquisadores necessário eo
ao desenvolvimento de pesquisa, é ainda
einda
bastante incipiente, quantitativamente, prevendo-se, no entanto, que nos próximos 2-3anosseetinje
2-3 anos se atinja
um número razoável de mestres e elguns
alguns doutores. Este é um obstáculo à realizeção
realização de pesquisa nas
áreas em questão, e assim
essim é apontado pelo documento do CNPq.
"Entre os obstáculos à pesquisa e eo
ao desenvolvimento destaca-se ea carência de recursos
humanos especializados, tanto em termos de qualidade quanto de quantidade" (3:63). CXitra
Outre
consideração, neste mesmo aspecto, é ea que se prerxJe
prende ês
às etividades
atividades dos professores em regime de
tempo integral e dedicação exclusive
exclusiva (TIDE) que, supostamente, em número bastante razoável,
rezoável, em
algumas escolas de graduação,
greduação, não realizem,
realizam, no entanto, qualquer atividade de pesquisa. A conclusão
feita a este respeito pelo documento é ea seguinte:"lsto
seguinte:"Isto significa que o tempo integrei
integral do professoredo
professorado
não êé o único fator que leva à pesquisa. A ele devem ser associados outros como a carga horária do
ensino por professor, o dominio
domínio dos métodos de pesquisa, a disponibilidade de - recursos
bibliográficos e a consciência de que a pesquisa deve estar indissociavelmente ligada ao ensino,
mesmo quando inexistem
inexistam atividades de pós-graduação" (3:66).
anteriormente, no
rx) exame da literatura
É importante notar-se que outros pontos feitos enteriormente,
estrangeira, vêm coincidir com idéias e sugestões propostas neste documento do CNPq.Assim,
CNPq.AssIm, quanto
quento
ãà interdisciplinariedade da biblioteconomia e ciência da informação, o documento diz: "... são
disciplinas que devem haurir conhecimentos, métodos e orientações de inúmeros setores do
dó saber.
Não podem fechar-se em si mesmas, nas suas técnicas específicas,
especificas, sob pena de se esclerosarem e
interdisciplinar se
perderem o sentido de sua função social. São áreas em que ae formação e o trabalho Interdisciplinar
tornam imperativos ... A aberture
abertura oferecida ea graduações em outros cursos superiores pare
para que
façam o mestrado em Ciência da Informação e Biblioteconomia não tem encontrado ea elmejada
almejada
receptividade. Setores profissionais da Bibliotecorxamie
Bibliotecorramia resistem ea que seja permitido o ingresso na
profissão daquelas pessoas que possuem o mestrado específico nesta área, mas cuja graduação tenha
sido realizada em outro campo do conhecimento" (3:64).
Também, a necessidade de um organisnao
organismo coordenador na área de pesquisa é considerado
essencial para o desenvolvimento ordettado
ordenado da pesquisa em bibliotecorxamia e ciência da informação,
no Brasil. Este órgão coordenador, como a revisão anterior nos mostrou, einda
ainda é clamado pelos
pesquisadores americanos,
americarxis, e já concretizado na Inglaterra, com ae British Library Research &amp;
.. torna-se necessária
Development Division. Assim, ê justificada
justiticada ae criação de tal órgão, entre nós:
nós; "...
a criação de um efixaz organismo de coordenaçãò,
coordenação, ... das etividades
atividades de plenajamento, pesquisa e
desenvolvimento dos serviços de biblioteca, arquivos e informação. A esse organismo seria cometida ea
responsabilidade de estabelecer uma política nacional de informação, incluindo
incluirxfo ea definição de linhas
prioritárias de pesquisa no setor, cabendo-lhe, ainda, atuar
etuer como órgão de cúpula da infra-estruture
infra-estrutura
nacional de serviços de bibliotecas, arquivos
erquivosee informação" (3:67).
Outro ponto que vem de encontro ao que já fora
fore comentado anteriormente, diz respeito à .
necessidade do bibliotecário pesquisar, mesmo como uma etividade
atividade meramente prática, ea fim de
resolver problemas do dia-e-dia
dia-a-dia da biblioteca, muito mais útil e válido do que ea simples adoção de
modelos estrangeiros que não dizem respeito ao nosso ambiente, nem respondem as nossas
rxjssas reais
necessidades. O documento assim se expressa a este respeito:
"O grupo de trabalho considera que um dos fatores que têm contribuído para
pera que existam
limitações ao desenvolvimento teórico da área e ao cultivo de uma posição mais
meis investigativa
investigative de parte
perte
dos especialistas é a tendência
teitdência ea adoção, sem espírito crítico, de técnicas e padrões importados e à
imitação de instituições estrangeiras.que.muitas
estrangeiras.que,muites vezes não se coadunam com a nossa realidade. Esse é
um processo que caracteriza uma grave dependência que tende a inibir o processo crietivo
criativo e a
estimular a arbitrária transferência de tecnologia". (3:64).
Um dos pontos que consideramos
conskferarTK&gt;s dos mais importantes deste documento, éê o que se refere
a linha de pesquisa prioritária para as necessidades do país. Transcrevemos "in totum" as sugestões
(3:62-63).

Digitalizado
gentilmente por:

�977
-

Desenvolvimento de estudos que visem à obtenção dos dados, inclusive estatísticos,
para tornar possível um levantamento adequado e confiável da situação atual da
indispensável para um planejamento racional.
informação no Pais, o qual é irxlispensável
—
Desenvolvimento de metodologia, adequada às condições do Pais, para ser aplicada no
planejamento integrado de sistemas de bibliotecas, informação e arquivos.
-—
Desenvolvimento de recursos humanos em Biblioteconomia. Arquivologia e Ciência da
Informação. Trata-se de estabelecer uma linha de pesquisas que procure ir mais alèm do
ponto a que chegaram os diagnósticos feitos até o presente e que trate de definir os
objetivos educacioneis
educacionais pertinentes, es
as formai
formas de integração do ensino
ansino dessas três áreas
de modo a identificar seu
sau núcleo comum, a organização curricular,
curriculer, ae demanda
damanda e a
oferta de mão-de-obra, a disponibilidada
disponibilidade as produção de meterieis
materiais de ansino,
ensino, e de como
se deve organizar ea formação da
de recursos humanos em função das necessidades do
desenvolvimento social, cultural cientifico e tecnológico.
—
Desenvolvimento de linguagem de indexação qua
que atendam às características de
da língua
portuguesa e aos requisitos dos sistemas de informação, manuais ou computadorizados,
e satisfeçam
satisfaçam a diferentes grupos de usuários.
—
Conhecimento da estrutura e fluxo da informação cultural, técnica e científica no
Brasil.
—Conhecimento dos nnodos como grupos diferentes de usuários, utilizam as informações
especializadas, e quais são os hábitos de leitura da população em geral.
—
Desenvolvimento da
de métodos ae textos epropriados
apropriados pare
para a educação de usuários.
—
Desenvolvimento de técnicas adequadas para o controle de materiais bibliográficos e
audivisuais, com vistas àã produção de bibliografias e índices de âmbito nacional.
audívisuais,
Desenvolvimento de normas adequadas para serem aplicadas à produção e apresentação
de documentos, bem como ao processamento docu
documental.
mental.
Desenvolvimento de técnicas apropriadas da
de preservação e restauração de documentos
nas diferentes condições ambientais que ocorrem no País.
Pais.
—
Desenvolvimento de métodos e processos para a implementação de mecanismo de
cooperação entre os serviços de bibliotecas, informação e arquivos.
—Definição de uma política de fortalecimento da imprensa científica
cientifica brasileira, visando à
racionalização e aperfeiçoamento dos processos de edição e distribuição de revistas
especializadas.
—Desenvolvimento de padrões adequados às condições do Pais para a construção de
prédios de bibliotecas e arquivos, e para a fabricação de respectivos mobiliários,
equipamentos e material de consumo
consunno de uso comum.
comum,
Desenvolvimento de estudos sobre informação como instrumento de transferência de
tecnologia.
Desenvolvimento de estudos que visem à formulação de uma política
pxilltica de transferência
de tecnologia ligada à informação.
infornração.
reprográficos. cuja fabricação no Brasil
Desenvolvimento de técnicas e equipamentos raprográficos,
elimine a necessidade de sua importação e os problemas delas resultantes.
Desenvolvimento de formas de compatibilização entre sistemas de informação
computadorizados, a fim de facilitar a formação de redes e o intercâmbio de
informações.
Desenvolvimento ou estabelecimento de acervos e serviços especializados
espacializados em setores do
conhecimento de modo a atender às necessidades de informação em âmbito nacional.
área no sentido de determinar suas características,
Avaliação da produção científica da àrea
tendências e relevância no contexto nacional.
Análise das causas e efeitos que a localização, áreas de concentração e requisitos de
seleção dos cursos de pós-graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação têm
sobre a demanda, no
rx) sentido de esclarecer suas limitações e potencialidades.
px}tencialidades.
No que diz respeito, a seguir, ao embiente
ambiente congenial, o último tópico apontado por
Saunders, como necessário ao desenvolvimento da pesquisa em qualquer área do saber, analisemos o
quadro brasileiro nas últimas décadas:
1954
Criação do IIBBD
BBD
1955
Início do Curso de Pesquisas Bibliográficas no IBBD hO|e
Inicio
hoie Curso de
Documentação Científica
Cientifica
1960
Publicação da Bibliografia Brasileira de Documentação abarcando 1811 1960
1962
Regulamentação da profissão
Decretado o currículo minimo para biblioteconomia pelo CFt
CFP

Digitalizado
gentilmente por:

�978
1964 —
Criaçàio
Criação do primeiro curso de mestrado, que não teve continuidade, na UnB
1968 —
Criação da ABEBD —
- y?
1P Seminário de Ensino em Biblioteconomia.
Até o fim da década foram criados mais 10 cursos de biblioteconomia, nas regiões norte,
nordeste e centro-oeste do país.
rxjrdeste
1970 —
Início do curso de mestrado no IBBD
1972 —
Iniciadas as publicações de Ciência da Informação e Revista de Biblioteconomia
da UFMG
daUFMG
—
Proposta do Sistema Nacional de Informação em Ciência e Tecnologia (não
concretizada)
—
Publicação do vol. 2 referente à 1960-70 da Bibliografia Brasileira de
Documentação
1973 —
Início da publicação da Revista de Biblioteconomia de Brasília
1975 —
Reestruturação do IBBD que passou a ser o IBICT
1976 —
Início do mestrado na UFMG
—
Criação da Assessoria de Planejamento Bibliotecário na CAPES
1977 —
Criação do mestrado na PUCC
—
Reestruturação do IBICT, formando-se um quadro de pesquisadores e
traçando-se as linhas de pesquisa a serem desenvolvidas: metalinguagens da
ciência, estrutura e fluxo da informação em ciência e tecnologia.
1978 —
Início do mestrado na UnB e na UFF^
UFPb
—
Publicado pela CAPES o relatório sobre o Ensino da Bibliotecorxamia
Biblioteconomia no Brasil
—
Publicado pelo CNPq o relatório Avaliação e Perspectivas na área
—
Dez (10) novos cursos foram criados na década, no sul e sudeste, com.a
com a
característica de a maioria se localizar no interior e instituições particulares.
particuia.res.
—
Publicados até esta data os anais dos congressos de 1973, 1975, 1977 e da 1?
REBCI, formando, com as publicações periódicas citadas, umá
uma massa apreciável
de informação na língua e em assuntos nacionais.
O ano de 1979 iniciou-se de maneira auspiciosa, aguardando-se a possível aprovação da
reformulação da Lei 4084, a qual passará a permitir o registro no Conselho Federal de
Biblioteconomia, de profissionais com bacharelado em outras áreas e mestrado em biblioteconomia e
Bibliotecorximia,
ciência da informação. Tal medida ensejará a tão necessária interdisciplinariedade entre
biblioteconomia e ciência da informação, com outras áreas do conhecimento humano.
Para 1980 já existem planejados a criação de componentes de pesquisa junto aos cursos
cur»s de
mestrado da UFMG e da UnB, possivelmente, com o apoio do British Council, nas áreas respectivas
de estudos de usuários, e avaliação de serviços. Criam-se assim os elos finais para o.
o arranque
definitivo da profissão. Vamos encerrar permitindo-nos citar o pensamento de Antonio Miranda, que
nos parece mais do que adequado para esta apresentação;
apresentação:
"Seja como for, com todas as limitações, esta é 'a hora e a vez da Biblioteconomia no Brasil', sem
ufanismo de qualquer espécie. O crescimento da profissão, mesnno
mesmo que desordenado e espontâneo
(ou por causa disto? ) vem demonstrar esse axioma. Numa etapa mais competitiva que se nos
avizinha, só os melhores sobrevirão, ou não sobrevirá a profissão" (12:4).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Asheim, Lester., Library education and manpower. ALA Bulletin, 62(9): 855-69, October
1968.
2. Boaz, Martha,
ed.,
ed.. Toward the improvement of iibrary
library education Littleton, Libraries
Unlimited. 1973.
UnIimited,
3. Brasil. Secretaria de Planejamento. Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e
Tecnológico.
Avaliação e perspectiva, 1978,
1978. volume IX: administração-arquitetura e urbanismo-ciência da
informação, biblioteconomia, arquivologia-direito-educação-història-letras.
arquivologia-direito-educação-história-letras. (Brasília,
(Brasflia, CNPq.
CNPq,
1978) p. 49-67.
4. Change Institute, University of Maryland 1969.
Frontiers in librarianship.
Ubrarianship. Westport,
Connecticut, Greenwood Publishing Company (c 1972).
5. Chicago. University of Chicago.
Graduate Library School. Encyclopedia of Library and
Kent. Allen &amp; Lancour, Harold, eds.,
eds.. New York,
York. Dekker (c 1970), vol.
Information Science. Kent,
2. p. 540-42.
6. Coblans, Herbert., Tends in research and development. IN: Collison,
Coilison, Robert L..
L., ed. Progress m
in
science: 1965. London, Butterworths, 1965,
1965. p. 165-78.
library Science:

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�I.

979

7. El Council on Library Resources;
Resources: veinte aRos
aüos de actividad. Boletin de Ia
!a UNESCO para Ias
las
Bibliotecas, 32(1
32(1):66-68,
);66-68, enero-febrero 1978.
8. Dalton, Jack., Library education and research in librarianship.
librarianship.Z./)br'4
L/br4 19:157-74,1969.
information science. IN: Whatley, H.A., ed. British Librarianship
9. Gilchrist, Alan., Research in Information
and Information
information Science:
science: 1966-1970. London,
Lorxion, The Library Association, 1972. p. 320-41.
10. Lancour, Harold, Research. Drexel
Drexe! Library Quarterly, 3(21:164-66,
3(2):164-66, April 1967.
11. Library Trends, Urbana, III., Research in librarianship, 6(2):103-253.
6(21:103-253. October 1957.
12. Miranda, Antonio., Planejamento bibliotecário no Brasil: a informação para o desenvolvimento (Rio de Janeiro) Livros Técnicos
Técnicosee Científicos Editora, Editora da Universidade de Brasília
(1977).
13. National Commission on Libraries and Information Science. Towardsa National
NationalProgram
Program for
Library and
artd Information Services: goals for action. Washington, D.C., U.S. Government
Printing Office, 1975.
14. Perry, B. J. Information science research in the United Kingdom. IN: Barr, K &amp; Line, M., eds.
Essays on Information and libraries: Festschrift for Donald Urquhart. London, Bingley, 1975.
p. 117-128.
15. SaurKiers,
Saunders, Wilfred L. Professional education and development. IN: Saunders, Wilfred L., ed.
British Librarianship today London, The Library Association, 1977. p. 341
341-61.
-61.
16. Sewell, P. H., ed. Five years work in librarianship: 1961-1965. London, The Library
Association, 1968.
17. Shaughnessy,
'Shaughnessy,
Thomas W. Library research
Thomasin W.
theLibrary
70's: research
problemsin and
the prospects.
70's: problems
California
and prospec
Librarian, 37131:43-52,
37l3):43-52, July 1976.
18. Shera, Jesse H. The foundations of education for librarianship. New York, Becker &amp; Hayes (c
1972).
19.
Introduction to library science: basic elements
elementsof
of library service.
Service. Littleton, Col.,
Libraries Uniimitec,
Unlimitec, 1976.
20.
i
Sociological foundations
Sociological
of librarianship.
foundations
Bombay,
of librarianship.
Asia Publishing
Bombay,
House Asia
(c Publish
1970).
2l!
21. Taylor, Peter H., Research at ASLIB: 1957-1977.
1951-1911 .ASLIBProceedings,
ASL/flProceecí/osrs, 30(3): 104-114, March
1978.
22. Vickery, B.C. Academic research in library and Information
information studies. Jouma/ofL/brar/ans/t/p,
Jourrta/of L/brar/ansh/p,
7(3): 153-160, July 1975.
23. Whiteman, Philip'
Review of
of' the origins and development of research. I. Tradition,
Philip M.
innovation arvl
and research in the Wbtary.
library. ASLIB
ASL/S Proceedings, 22(10): 52-37, November 1970.
24. Yellarxl,
Yelland, M.
Research in librar'ianship.
librarianship. IN:Whatley, H.A., ed. British Librarianship and
Information Science 1966-1970. London, The Library Association, 1972. p. 309-19.
25.
Research in librarianship and information science. IN: Whatley, H.A., ed. British
Librarianship and Information Science: 1971-1975. London, The Library Association, 1977.
p.122-26.
P.122-26.
ABSTRACT
Problems related to research in library and information sciences.
sc'iences. Historical evolution of
the development of 'research
research in library and information
informatfon sciences
Sciences in England and in the United States.
The current scene, problems and perspectives for the development of research in library and
sciences in Brazil.
information Sciences

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�980
BIBLIOTECA E UNIVERSIDADE:
REFORMA E CONTRA-REFORMA
ANTONIO MIRANDA
Presidente da Associação dos Bibliotecários do
Distrito Federal
RESUMO:
Analisa o desenvolvimento da biblioteca universitária no contexto da Reforma
Universitária, considerando a Biblioteca Central como consequência desta. Dastaca o conflito
biblioteca setorial x biblioteca central como representativo do processo da Reforma e da
Contra-reforma e esclarece que a primeira não é antftese da segunda; são serviços interdependentes
çuja existência, de uma forma ou de outra (ou ambas concomitantemente) constitui-se em opção
cuja
dependente das condições ffsicas, ideológicas, econômicas, etc. Destaca a condição secundária da
biblioteca universitária rx&gt;
m seio da própria universidade; descreve a posição insatisfatória do
bibliotecário na hierarquia, devido a fatores históricos e estruturais, e ressalta a importância de um
compromisso ético do profissional no trabalho como forma de realização profissional e pessoal,
pessoal.
1. INTRODUÇÃO
É possível que a maioria das idéias aqui expressas e discutidas sejam do conhecimento de
alguns, sobretudo daqueles mais maduros e a eles pedimos excusas pela insistência.
Não queremos nos furtar à oportunidade de nos dirigir a uma platéia tão ampla e tão
heterogênea e optamos por reiterar idéias
Idéias básicas e de ventilar assuntos mais genéricos, com o
enfoque crítico que nos pareceu adequado para esta oportunidade.
Tampouco nos preocupamos com apontar "soluções concretasí'
concretas" e preferimos desenvolver
um raciocínio lógico, com a intenção de levantar a problemática mais do quede
que de "solucioná-la". Na
compreensão do fenômeno está meio caminho andado. Os trabalhos de meus colegas certamente
apontarão as diretrizes, as conquistas e as soluções propostas e as recomendações finais deste
conclave, mais uma vez, tentarão despertar a atenção e o atendimento, por parte das autoridades
nacionais, pcra um conjunto de medidas que visam à solução de problemas e ao aperfeiçoamento dos
serviços bibliotecários.
Atendendo ao apelo do temário deste Congresso, devotado à avaliação de sistemas de
informação no Brasil, quisemos tão somente analizar a presente situação da biblioteca universitária
no contexto da Reforma Universitária, numa abordagem mais política e global do que técnica e
específica.
A biblioteca sempre desempenhou um papel secundário na vida universitária brasileira. O
sistema de ensino tradicional forçou o alunado a um uso excessivo do livro de texto, e apostilas e
anotações de classe, conferindo à pesquisa bibliográfica uma corxJição
corxfição marginal e até dispensável, em
certos casos. O apelo a outros veículos de informação — o periódico, os multi-meios educacionais, as
micro formas — é ainda acidental ou pouco difundido.
difurxf ido.
Parece sér
ser que o sistema educacional que queremos informar está sen/indo à ideologia do
) ao sistema.
autoritarismo, da criação de "hábitos hierárquicos de obediência e submissão" ( )ao
A biblioteca, consequentemente, é minimizada em sua função de criar as corxfições
condições para a
busca de respostas às indagações da comunicada
comunicade discente (e até da docência), como laboratório para
um desenvolvimento autônomo da capacidade intelectual do estudante para transformar-se na
agência massificadora do conhecimento mediante empréstimo preferencial dos textos previamente
indicados, ou seja, a "leitura de cabresto".
Enquanto a biblioteca é o centro
centro'de
de pesquisa e o suporte fundamental do ensino e da
aprendizagem nas universidades dos países desenvolvidos, no nosso País a biblioteca universitária
parece ser apêndice,
aprêndice, a alternativa no processo educativo. Se bem é certo que o próprio governò
governo vem
desenvolvendo programas especiais para seu amparo e incentivo (PREMESU, CAPES, etc), também é
verdadeiro que a biblioteca não tem a participação adequada nos orçamentos das universidades (2),
para não dizer que elas não constituem unidade orçamentária com flexibilidade e autonomia para
para.
agilizar suas atividades.

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�981
Uma questão que se coloca é a da autenticidade da bblioteca universitária no Brasil. Ela
airKia não foi definida em suas funções e serviços como para aterxler
as necessidades reais e potenciais
ainda
aterxfer es
das comunidades a que servem. Parafrasearxfo F. Fernandes(^)
Fernandes( ) poderiamos dizer que o que
convencionamos chamar de "biblioteca" não tem substância própria, nem ao nível
nfvel histórico, nem ao
nível estrutural-funcional.
Conforme o modelo de nossas universidades (que permanecem "fiéis a nossa tradição de
escolas superiores indeperKfentes",
indepetxJentes", "até hoje, uma'
uma aglomeração de escolas isoladas" ('^),suas
(^),suas
sendo isoladas, estanques, fechadas eo
ao intercâmbio e ao diálogo nem tanto
bibliotecas continuam serxfo
pelo desiriteresse
desinteresse de bibliotecários
bibliotecáriosee muitas
muitasdas
das autoridades administrativas, mas por força da
de própria
rigidez de sua burocracia, de caráter "auto-suficiente" e "fechado" da estrutura organizacional para
não voltar a enfatizar o aspecto bitolante
bholante e imediatistedo
imediatista do processo educacional.
Biblioteca e universidade
universidada são fenômenos indissociáveis, vasos comunicantes, causa e efeito.
A biblioteca nâb
não pode ser melhor do que a universidade que a patrocina; a universidade,
consequentemente, não é melhor do que o sistema bibliotecário em que se alicerça.
Não pretendemos afirmar, pleonásticamente, que a biblioteca seja a universidade por
excelência; incorreriamos
irKorrerfamos no erro comum dos especialistas que consideram sua área de atuação como
fundamental e as demais secundárias ou dependentes dela. Queremos,
furxfamental
Quererrras, isso sim, afirmar a importância
da biblioteca e dos serviços de informação e documentação na organização e transferência do
conhecimento, sem o que ea tarefa universitária se transforma em mera repetição de "verdades"
(contidas em livros de textos e apontamentos) ou de "técnicas" repetidas até à exaustão por
especialistas com visão artesanal e não científica.
Se a biblioteca (entendida em seu sentido dinâmico) é um fenômeno novo, não é menos a
própria universidade a que ela serve.'
serve. Enquanto os nossos vizinhos latino-americanos já tinham os seus
colégios universitários na época da Colônia, nós ainda vh/íanrx)s
vivíamos sob a mais feroz censura religiosa,
sem tipografias ou imprensa, impedidos de importar livros e de desenvolver qualquer tipo de ciência
ou de ensino secular. Quando em Córdoba, Argentina, rx)
no início do século, se lutou pela autonomia
autommia
universitária, airxfa não tínhamos
tínharTK&gt;s nada, no Brasil, que se assemelhasse a uma verdadeira universidade,
para não falar de autonomia.
AutorK&gt;mia não deve ser entendida como auto-suficiência. Todos estanrxrs
estamos de acordo com
Autonomia
que a universidade deva manter seu grau de autorximia
autonomia para discutir, pesquisar e ensinar com a
objetividade possível, sem as interferências ideológicas, partidárias ou governamentais condicionantes. A biblioteca, mesmo
mesnrx) fazendo
fazerxfo parte de um sistema local, regional ou nacional, não deve abrir mão
dessa liberdade de criar e de encontrar caminhos próprios, em clima de responsabilidade e
objetividade. Sendo ela — ea biblioteca, ou a própria universidade — um meio e não um fim em si
mesmo, e não havendo lugar para ae auto-suficiência
euto-suficiência (sie)
(sic) no murKio
mundo atual da explosão documenária,
da "galáxia de Gutenberg", deverá reconhecer a sua interdependência e sua universalidade.
Interdependência porque o controle
controla bibliográfico eeoo acesso
ecesso à informação é tarefa
terefa de redes e sistemas
e não de bibliotecas isoladas; universalidade porque o conhecimento não tem limites, é
interdisciplinar por excelência, sob pena de ser parcial, incompleto, presa ingênua dos desvios e
preconceitos ou alienação tfpicos
preconceito^
típicos da super-especialização como,
corrx), em seu nrx)mento, criticaram
criticeram Ortega
y Gassett ( ) e Bertalanffy (*).
(*), Infelizmente, pare
para nós, biblioteca setorial ou departamental é ainda
de biblioteca isolada, estanque, "auto-suficiente". A biblioteca setorial, vinculada a uma
sinônimo da
faculdade, centro ou instituto (e até
eté ae curso), na verdade, está vinculada ãs
às pessoas que dirigem
estes estabelecimentos e, mais por ingenuidade do que por má fé, transformam-se em bibliotecas
exclusivistas, elitistas, em propriedade de pessoas e grupos em vez de se constituirem em patrimônio
da coletividade. Vigorando ea Reforma Universitária (que pretende a integração para alcançar a
interdisciplinariedade e ae racionalização na aplicação de recursos ea a democratização de seu
usufruto), ea biblioteca
bibliotece setorial
setoriel transforma-se
trensforma-se em baluane,
beluerte, como trincheira contra a unificação e
integração. Torna-se, essim,
assim, em equívoco e malentendido, poisa sua interdependência, ao invés de
limitá-la, deveria ampliar sua capacidade rx&gt;
no atingimento da
de seus objetivos, por contar com fontes
complementárias na busca da informação para seus usuários. A este assunto voltaremos mais adiante.
A REFORMA
Há quase 15 anos de sua institucionalização, a Reforma Universitária continua provocando
discussões, celeumas, defensores e inimigos. A Biblioteca Central Universitária que resultou da
Reforma Universitária —
- não é menos
merras combatida.
Criada para modernizar a nossa universidade ou para criá-la, pois antes só existiam
protótipos de universidades integradas a Reforma teve seus avanços e recuos. Coincidiu sua

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

II

12

13

14

�982
implantação com a fase mais conturbada das manifestações estudantis e seus propósitos de
centrelização
centralização e integração forem
foram interpretados
interpretedos como um desejo das elites por controlar a
comunidade cientifica
científica e intelectual segundo os propósitos totalitários do Sistema. Atêa
Até a construção
de campi integrados, longe dos centros urbanos, foi interpretado como parte de uma estratégia
militar de confinamento para isolar a universidade da comunidade e para faciliar o seu controle.
militer
conK) este, o fato é que a
Concordando ou não com um raciocínio tão extremista e simplista como
Reforma parece não ter sido convenientemente interpretada e, segundo muitos, a filosofia
inspiredore
inspiradora (o ideário de Anísio Teixeira
Teixeire e a experiência da Universidade de Brasília em tempos de
Oarcy Ribeiro) sofreu desviaçõesdurente
desviações durante a sue
sua implantação.
implarnação.
Darcy
A polarização
FX&gt;larização dasfecções
das facções vitoriosasee
vitoriosas e a intelectualidade "suspeita" de compromisso como
com o
deposto, parece ter criado nos últimos as dúvidas e o ceticismo quanto aos propósitos de
regime ideposto,
renovação, de integração e recionalização,
racionalização, de economia e de inter-dependência da Reforma,
identificados com os objetivos de controle e dirigismo ideológico.
Ideológico.
A Reforma foi responsabilizada tanto pele
pela modernização da administração universitária
quanto pelo rebaixamento do nivel
nível acadêmico do ensim.
ensino.
Produto dela, ea Biblioteca Central, não é menos criticada. Ainda está vigente ae velha
discussão sobre "biblioteca central versus biblioteca setorial", como se houvesse antítese, como se
existisse elgum
algum conflito. Biblioteca Central ou Biblioteca Setorial são opções administrativas e não
antagonisnrws irreconciliãveis,
antagonismos
irreconciliáveis, não têm qualquer corxitação
conotação ideológica especifica.
específica. Toda a ideologia
lhe foi agregada pela situação histórica em que o problema surgiu, isto é, como consequência da
polêmica em torno da Reforma Universitária. Para os olhos e os sentidos da maioria — consciente ou
inconscientemente — Biblioteca Central é sinônimo de Reforma Universitária, ou a sua consequência.
Em verdade, a Reforma propiciou o surgimento do conglomerado articulado de centros,
departamentos e de novas escolas, ae construção dos atuais campi integrados e a Biblioteca Central
Centrei
surgiu como a solução mais racional e econômica para a nove
nova realidade administrativa e física da
universidade. Foi (ê), portanto, efeito daquela; em outras
outres palavres,
palavras, uma decisão lógica em termos
administrativos e organizacionais, dada a precariedade de recursos e a nova situação física
(proximidade entre as escolas, quando for o caso). A fusão de bibliotecas setoriais em bibliotecas
um .aproveitamento mais racional e
centrais gerais ou por áreas (Saúde, Tecnológica, etc), permitiu um.^proveitamento
econômico dos recursos disponíveis, garantindo (teoricamente) melhores condições para o seu
desenvolvimento.
Do ponto de vista acadêmico, pretendeu-se integrar em vez de fragmentar o acervo, devido
interdepertdència dos serviços.
à necessária interdisciplinariedade do conhecimento humano e à interdepertdência
Outro não foi o raciocínio que embasou ae Reforma Universitária.
DIFICULDADES
Como ea realidade nem sempre se ajusta
ejusta aos ditames filosóficos, e como vivemos um
período de transição (i.é, o da implantação da Reforma), subsistem dificuldades para a organização
de serviços bibliotecários mais dinâmicos
dinêmicos e mais moderrxjs.
modernos.
A primeira dificuldade não reside na dispersão física dos edifícios de nossas universidades.
Tel
Tal dispersão (às vezes por razões históricas, nas universidades mais antigas; às vezes por razões
políticas, nas mais modernas, como pretendem outros), vem impondo a manutenção de bibliotecas
setoriais. Nada mais natural.
A existência de um Biblioteca Centrei
Central não exclui ea possibilidade da Biblioteca Setorial, se
esta for julgada indispensável, desde que mantenha com aquela
equela vínculos administrativos e técnicos,
assim como cooperetivos,
cooperativos, para o benefício
beneficio dos usuários de ambas
embas através
atrevés da complementação
complementaçâo de seus
serviços. Voltamos ao probelma de
da autonomia x euto-suficiêncie.
auto-suficiência.
Desde o seu inicio
início — talvez devicío
devido àè nossa tradição autocrática e centralista —,
confundimos o conceito de Biblioteca Central dom
com o de "edifício central de biblioteca".
Central, não é um edifício (que pode até nem
O que, a nosso ver, define um Biblioteca Centrei,
existir), mas a sua função de coordenação central de atividades bibliotecárias, nos aspectos de
planejamento e operacionalizaçao
operacionalização sistêmica, responsável pela formulação de un\apolítica
omapoiftica de serviços
bibliotecários (centralizados ou descentralizados, segurxJo
segundo as necessidades objetivas).
A criação de uma biblioteca central única ou um sistema articulado de bibliotecas
setorjais,
setoriais, é uma decisão administrativa que levará em conta as determinações físicas, políticas,
acadêmicas e ffinanceiras
inanceires envolvidas.
A discussão para definir uma tal política, deveria
devería ser aberta, ampla e a decisão colegiada,
com a participação das partes envolvidas. A aprovação deveria
corn
devería ser submetida ao Conselho
Universitário antes de receber o "execute-se" do Reitor.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�983
A razão deste processo decisôrio
decisõrio democrático, responsável e maduro, é simples: a
Biblioteca Central, na sue
sua criação, conforma uma série de responsabilidades e açSes
açães futuras que
necessitam do apoio, da compreensão e do respaldo da maioria, sob pena de fracassar na sua missão.
Depende ela tanto da solidariedade e apoio público quanto dos recursos materiais, humanos
humarKis e
financeiros.
A Bibliotece
Biblioteca Universitária não vive s6
só de expedientes burocráticos; rtão
não está criada para
preservar o patrimônio mas para difundir
difuridir conhecimentos e $õ
sò a participação ative
ativa na sua organização
e eperfeiçoamento
aperfeiçoamento garante um desenvolvimento em consonância com es
as necessidades reais da
comunidade. E esta
este demaiKla
demanda deve ser estimulada,
estimulade, articulada
erticulade ae os grupos treinados e organizados
orgenizados para
pera
fazer uso dos serviços, pera
para prestigiá-los e defendé-los.
defendô-ios.
A existência de greves estudantis para protestar contra o aumento
eumento de anuidades, baixo
nível de ensino e instalação, de alimentação Insatisfatória
nivel
insatisfatória expressam o grau de envolvimento da
reclamos
comunidade com estes aspectos básicos da vida universitária. As críticas nebulosas e os reclemos
vagos sobre os serviços bibliotecários bem demonstram
denrranstram a beixa
baixa relevância
relevãrKia que a biblioteca atinge na
empresa universitária.
A Biblioteca Universitária ou é uma terefa de todos ou não é de ninguém. Não somente
dos que nela trabalham mas, sobretudo, dos que a utilizam para sua própria capacitação ou lazer. A
própria comunidade é que deve orientar os seus serviços, reorientar as suas metas, colaborar
colaborer na sua
sue
pressiona, exige maiores e
organização e participar de seu governo. A comunidade é que (idealmente) pressiorta,
mais adequados recursos para mantè-la,
mantê-la, que opina sobre a pertinência de seus serviços e a prestigia ou
critica nos seus defeitos e limitações. Ou deveria ser assim. Desse grau de envolvimento depende o
sucesso da biblioteca.
O divórcio entre a educação e a culture,
cultura, entre a biblioteca e o usuário, entre a universidade
e ea população é característica de sociedades fechadas(_
fechada^)) e ea nossa, infelizmente, não escapa ao
modelo, pese aos esforços de superar o conflito e de promover uma abertura maior no
rra processo de
democratização da sociedade.
RECURSOS PARA AS BIBLIOTECAS
Uma biblioteca, logicamente, necessita de recursos. Recursos humaros,
humarxjs, materiais e
financeiros. E serviços bibliotecários são caros no Brasil. Não pelo feto
fato de os bibliotecários serem
menos que outros profissiortais universitários) mas porque a
bem pagos (na realidade ganham mertos
quanto ao processo de racionalização. Em parte pelas
F&gt;elas limitações
profissão é também conservadora quento
ambientais — afinal, a biblioteca é caixe
caixa de ressonância da problemática universitária frente àè
Reforma Universitária; em parte porque a profissão do bfcliotecário
bibliotecário é também fechada como
corrx) a
sociedade em que se desenvolve, com os seus preconceitos elitistas, com as suas motivaçõesde
motivações de classe
média ascendente.
Não caberia aqui ver os motivos que levam a inflacionar os custos dos serviços
bibliotecários. Limitar-nos-emos a enumerer
enumerar alguns sem entrar no seu mérito:
a) falta de uma hierarquia definida, com etribuições
e)
atribuições claras quanto a deveres e direitos do
bibliotecário e do auxiliar de biblioteca, sendo que o primeiro absorve grande
grarxfe parte das tarefes
tarefas
típicas do segundo;
segurxio;
b) falta de definição de objetivos e metas, o que leva
leve à não distinção entre o que é essencial
e prioritário, do que deve ser everrtual
eventual ou secundário (a falta de um enfoque sistêmico leva èà
homogeneização de tarefas desiguais com reflexos rxis
rx)s custos);
c) rotinas e procedimentos dispendiosos sem qualquer análise de sua conveniência ou
propriedade, comprometerxJo
comprometerKio o orçamento por falta de uma visão final da missão da empresa.
Uma biblioteca antes de ser um lugar ou uma coleção, deve ser um serviço de referencia do
que ela possui como também daquilo que ela pode conseguir por intercâmbio. Sendo a meta a
satisfação do usuário, tudo o mais é meio e não fim. Embora, nos últimos anos, parece estar se
desenvolvendo uma consciência desta estratégia, na prática o meio-ambiente (círculo vicioso do
subdesenvolvimento? I) impede ou dificulta a aplicação de tal filosofia de ação. Não é raro
encontrar-se a preservação do patrimônio como objetivo e o bibliotecário a responder peio
pelo livro
desaparecido, forçando-o à tarefa inglória de guardião de patrimônio.
E o usuário? Ele que, via de regra, não adquiriu o hábito da leitura na infância e na
adolescência, que cresceu à margem dos livros (por falta de bibliotecas à sua disposição), que não
aprendeu a amar o livro ou outras formas de transmissão do conhecimento, é o suspeito, o
indesejado, o vândalo. Os regulamentos o cerceiam; ele é vigiado e paga pelo crime de não saber ler.
índesejado,
ler,
de não saber pesqu
pesquisar.
isar.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

V-a-i/v-Ji; II

12

13

14

�984
Restringe-se o seu acesso às estantes; o empréstimo é feito com todas as salvaguardas
possíveis; multas são aplicadas, apesar de sua inconstitucionalidade.
Se aproximadamente a metade dos usuários não estão matriculados em nossas bibliotecas
universitárias, de quem é a culpa? E para que matricular-se na biblioteca, se ele já está matriculado
na universidade? São, acaso, instituições independentes?
irxfependentes?
Lõgioo que o patrimônio deva
deve ser preservado. Usado mais do que preservado e que
Lógico
condições mínimas para uso terão que ser criadas para garantir o seu uso pela maioria. Mas não é com
métodos coercitivos que conquistamos a solidariedade dos nossos usuários.
Enquanto as universidades, no espirito
espírito da Reforma, experimentam progressos no
intercâmbio de professores, no compartilhamento da experiência através de reuniões e seminários,
através do fluxo continuo de
da consulta e assessoria
essessoria entre
entra cursos e unidades de pesquisa, a biblioteca
universitária apenas ensaia os primeiros passos no campo do empréstimo inter-bibliotecário
Inter-bibliotecário e da
comutação bibliográfica.
Será porque insistem as
es autoridades em ver a biblioteca como um instrumento de apoio e
ainda não identificaram o seu caráter educativo por excelência, resgatando a biblioteca universitária
do nível administrativo para dar-lhe o status ao lado das tarefas de ensim
ensira e pesquisa? Quando vemos
a biblioteca universitária atrelada como mero adereço à seção de compras ou a gabinetes de “apoio
"apoio
administrativo" pode-se aquilatar aquilo que dizíamos no inicio,
início, i.é, o seu papel secundário
seci/ndár/ò na vida
universitária brasileira.
O BIBLIOTECÁRIO
O bibliotecário airtda
ainda não é o responsável pela biblioteca universitária. Ele não é,
infelizmente, reconhecido em suas funções de administrador e da
de pedagogo. A sua força de trabalho
— salvo as excessões de praxe — é contratada
contretada para a execução de tarefas "técnicas" de organização do
acervo ae da operacionalização dos serviços. O empregador — no caso, o diretor do centro, o
coordenador de curso — se reserva o direito
coordenedor
diralto de tomar decisões, selecionar o material
materiel bibliográfico,
determinar a natureza dos serviços, com ou sem a anuência do profissional especialista. Não é
gratuito que as tarefas de seleção ae referência escapam ao domínio do profissional da
biblioteconomia, para não falar de planejamento ou pesquisa de comunidade.
Não pretendemos negar, com esta afirmação, o trabalho da
de pioneiros e daqueles, poucos,
que conquistaram o seu prestígio
prestigio e venceram as barreiras interpostas à sua ação.
palpamosem
Pretendemos, tão somente, mostrar a realidade que palpamos
em constantes visitas a mais
de uma centena de bibliotecas universitárias brasileiras.
A rotatividade de pessoal é grande onda
onde o mercado de trebalho
trabalho é favorável porque a
biblioteca não consegua
consegue competir, am
em termos de salários,
salárbs, com as bibliotecas especializadas e as
especiais.
Com a Reforma e o surgimento das bibliotecas centrais surgiram novas oportunidades mas
poucos profissionais já conquistaram a posição de autênticos administradores, com orçamentos, se
sa
não próprios,
prõprios, pelo menos assegurádos
assegurados para garantir a continuidade ae a expansão ordenada de seus
serviços.
nossos diretores da
de bibliotecas têm assento no Conselho Universitário ou nas
Raros dos mssos
Câmaras de Pesquisa e Pós-Graduação, onde poderiam acompanhar a evolução da universidade ae
defender melhores condições para ae biblioteca, acompanhar ea ajustar-se aos novos programas,
defandar
projetos e metas da Instituição.
serxfo considerado pessoal de apon
O bibliotecário continua sendo
apoio ea nem os diretores de
bibliotecas centrais têm o status de um dirator
diretor de unidade, com as prerrogativas ae influências deste
nível. A razão estaria, umas vezes na sua própria incapacidade e o mais das vezes no próprio valor que
nível,
dão à biblioteca na hierarquia e na estratégia universitária. Uma terceira razão é que sobrevivem os
preconceitos contra as profissões sociais (a biblioteconomia
biblioteoonomia o é, por excelência), contra as mulheres
na administração (a maioria esmagadora dos bibliotecários são do sexo feminirxi)
feminim) e contra os jovens,
pois a maioria situa-se entra
entre os 25 e os 30 anos, pois a profissão é ainda jovem e em processo de
afirmação.
Talvez ainda tenhamos que esperar dez anos até que o quadro melhore, e só melhora se o
profissional tiver a oportunidade de capacitar-sa
capacitar-se continuamente (serxfo
(sendo pessoal de apoio, resulta
difícil obter licença para cursos de pós-graduação, em algumas universidades) e se, havendo tkJo
tido a
oportunidade de aperfeiçoar-se, tiver as condições e os incentivos para continuar no trabalho.

Digitalizado
gentilmente por:

�985
d85
COMENTÁRIOS FINAIS
Se epiicamos
aplicamos ea máxima hegaliana
hegeliana de
da que
qua só é real
raal o que é justo conforme os ditames da
razão, poderiamos infarir
inferir que ea biblioteca universitária no Brasil nSo
náb existe
axiste na realidade. Aliás, Hegel
deixou bem claro que s6
só o reei
real é recional
racional e qua
que fora disto s6
só existe a "aparência"
“aparência" pois o real é a
culminação do potencial em sua realização plena.
aquilo qua
que deve ser a biblioteca universitária ae aquilo que ela é, deixa a
A dicotomia entre equilo
muitos frustrados e inquietos. A descrição da
de seu desempenho não corresponde
corrasponda a seus objetivos
ideológicos. Como conciliar os extremos? Há quem afirme que se trata
trate de um problema de recursos
financeiros. (Aí
(Al residem epenas
apenas parte do problema mas não ea meis
mais importante). É certo: sem recursos
financeiros resulta difícil desenvolver os programas e conformar ea astes
estes os recursos materiais ae
humanos indispensáveis no processo de renoveção.
renovação. No entanto, o qua
que está por detrás de
da ação équa
é que
predomina, isto é, ea motivação, ae própria razão renovadora e esta depende da mentalidade
mentalidada das
pessoas envolvidas rx&gt; processo.
igualmente verdadeiro que não exista,
existe, ne
na prática, ea unidada
unidade ou casamento perfeito entre
ÉÊ Igualmente
razão e realidade, vale dizer, entre aquilo
equilo que idealizamos
ideetizamos e aquilo que realizamos. No entanto, é
indispensável e absolutamente necessário ea axistèncie
existência desta filosofie
filosofia de ação, de metas e objetivos
claros, destas idéias a serem perseguidas pela organização, no
rx&gt; caso, pela
pala biblioteca universitária. Se ela
(ou os indivíduos que ea organizem)
organizam) não têm objetivos cleros,
claros, pouco se fará, mesnno
mesmo contando com os
recursos necessários. E esta responsabilidade não é epenas
apenas co/et/Vs,
coletiva, é, antes de mais nada,
nada,/rx/rVá/ua/,
individual,
isto é,
á, de cada um dos alamentos
elementos humarxis
humanos que conformam a equipe de trabalho. O sistema
organizacional deve ser capaz de envolver e de dar a cada participante ea noção de sua
organizacioital
sue
responsabilidade e ae consciência de que o seu trabalho faz parte de um conjunto que será afetado,
responsabilidede
positiva ou nagativemente,
negativamente, pela sua eção.
ação. O próprio Hegel já dizia que ae razão pressupõe ae liberdade,
o poder de atuer
atuar de ecordo
acordo com o conhecimento da verdada,
verdade, o poder da
de dar forme
forma èà realidade
conforme as
conforma
es suas potencialidades.
"O cumprimento destes fins pertence exclusivamente
exclusiva mente ao indivíduo que é dono de seu
próprio desenvolvimento ae qua
que compraende
compreerufe tanto as
es suas
sues próprias potencialidades como es
as das coisas
que o rodeiem.
rodeiam. Por sue
sua vez, ea liberdede
liberdade pressupõe ae razão, porqua
porque é só o conhecimento compreensivo
que o cepacite
capacita para obter e exercer este poder" (*). Voltando da
de Hegel;
Hegel: "O homam,
homem, contudo, sebe
sabe o
que ele 6è ea só por isso é real.
rael. Razão
Rezão e liberdade
liberdada não são nada sem
tem esta
este conheclmento"(**)
conhecimento"(**) Mercuse
Marcuse
vai meis
mais longa
longe ao afirmar que a razão éá uma forçe
força objatlva
objetiva ea (também) uma realidade
reelldada objetiva ae que
todo modo de ser am
em maior ou menor grau,
greu, é um modo de subjetividade, modo de realização.
reelização. Não
existe — ou não deveria
deverie existir — fronteiras antre
entre o sujeito ea a tua
sue realização,
reelização, entre
antre o que
qua ela
ale pensa ea
como ala
ele atue,
atua, mesmo qua
que seja profissionalizante. A vida de
da razão eperecerla
apareceria como ume
uma luta
constante do homem por compreender o qua
que existe
exista e por transformar ae realidade conforme seus
conceitos de verdada
verdade e razão. E razão é uma força histórica, modificadora
modificadore da
de realidade. Esse
trabalho, éá Imperativo.
imperativo. Em outras palavras, o profissional
compromisso ético com ea profissão, com o trabelho,
necessita ester
necessite
estar seguro quento
quanto aos saus
seus objetivos e os de
da organização onda
onde trabel
trabalha
he ae ag/r/to
ag/r no sertt/c/o
sentí do
da realização, tanto da Instituição
instituição quanto de
da realização pessoel.
pessoal. O sentido "aético" de um
profissional "descompromissado", é imorel.
imoral. Não pretendemos enveredar pelo terreno sediço,
moralista e polêmico do "angajamento"
"engajannento" mas entendemos que o profissional — ea o da
morelista
de
biblioteconomia não escape
bibliotaconomie
escapa à regra — éá responsivel
responsável pelo
peio trabalho que realiza e deva
deve questionar as
condições ea a natureza das relações de trabalho ae Influir no processo dedsòrio.
condiçõas
decisório. Deva
Deve assumir a
problemática como sendo parte dela e, desde esta perspective,
problamátice
perspectiva, encontrar ea estratégia
estretégia para
pare o
aperfeiçoamento do processo.
eperfeiçoemento
No caso das bibliotecas universitárias, mesmo reconhecerKlo
reconhecerxlo a apatia
epetia e a tradicional falta
de epoio
apoio das próprias universidades, só haverá solução a partir dos próprios bibliotecários envolvidos
rx} problema. Onde faltam os recursos e quarxlo eles são disputados avidamente, cabe aos
no
bibliotecários lutarem por padrões mínimos pera
para os seus serviços, cabe a eles conscientizarem as
autoridades competentes, cabe a ales
eles granjear o respeito pelo seu trabalho. E ae fórmula é clássica:
depende do greu
grau de capacitação, de envolvimento e de determinação dos indivíduos.
Indivíduos. Não se trata de
uma saída evasiva para o problema, não se pretende dizer que o ambiente nâb
não é hostil, adverso mas,
áe admitir esta realidade eede
ao contrário, de
de propor novas opções e de lutar por elas.
Todos estão conscientes de que a Reforma Universitária não sobreviverá ou se concretizará
plenamente sem o concurso, entre outros elementos, da Biblioteca Universitária entendida esta em
seu conceito dinâmico de prestação de serviços reais e efetivos ao Ensino, à Pesquisa e à Extensão
universitários. As divergências estão em torno do como isto seria feito e quanto vai custar. Quem,
senão os bibliotecários, deverão definir esta filosofia de ação; determinar as suas diretrizes, metas e

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�986
estabelecer princípios e objativos
objetivos comuns ae organizar ações junto às autoridades na
programas; astabelecer
consecução dos planos julgados necessários e razoáveis?
consacução
A Reforma UnK/arsitãria
Universitária propiciou a formação da
de uma nova geração da
de profassores
professores ae de
administradores. Agora ôé a vaz
vez da
de formarmos uma nova garação
geração de
da bibliotecários de
da universidades,
universidades^
conscientes da
de sua missão, praparados
preparados para realizá-la
raalizá-la ea de
da lutar por tal realização, pois as condições
condiçõas
de um país
da
pafs am
em desenvolvimanto
desenvolvimento não são as mais propícias, sobretudo numa sociedade
tradicionalmente adversa à cultura ae às bibliotecas. Este
tradicionalmenta
Esta o grande
granda desafio, vejamos se seremos capazes
de vencè-lo.
da
venc6-lo.
NOTAS
(*) Marcuse, H. Razõn
Razbn y Revoluciòn.
Ravoluciõn. Madrid, Alianza, 1971. p.15
(••llbid., P. 16.
(**)lbid.,
BIBLiOGRAFiA
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1.
2.

poder ae participação, fcíucação
fr/ucapão e SDc/ec/arfe,
ARROYO, M.G.
Administração da educação, podar
SOc/ecíacíe,
Campinas, (2):
(2); 36-46, jan. 1979. p. 42.
LIMA,
LiMA, E.
A biblioteca no ensino superior. Brasília, Convênio CAPES/ABDF, 1978. 23p.

3.

FERNANDES, f.A
F. A Universidade Brasileira. São Paulo,
Pauto, 1975.

4.

GOERGEN, P. L.
A universidada,
universidade, sua estruturação ea função. Educação e Sociedade,
Sociedade. Campinas, (2): 47-59. p.47

5.

ORTEGA Y GASSETT, E.
Tomo VI.

6.

BERTALANFFY, L
L.
General System Theory: Foundations, Development, Applications.
Penguin, 1973. XXII, 311p.
London, Penguln,

7.

CASTELO BRANCO, C.
Informação como direito humano. Boletim ABDF. Nova Série,
Brasília, 1 (1): 4-5, mar/maio 1978. Entravista.
Entrevista.

8.

NOCETTI,
NOCETTi, M.A.
Estudo analítico da informação agrícola no Brasil. Rio de Janeiro, IBICT
iBICT
1978. 162p. Dissertação de
da Mestrado.
Mastrado.

Obras completas. 2 ed.
ad. Madrid, Revista de
da Occidente, 1952.

ABSTRACT
The articla
Tha
article analyses the
tha university library developmant
development within the
tha Raforma
Reforma Universitária
context, taking into account tha
the central library as a consequence of tha
the raform.
reform. it
It points out tha
the
departmental and cantrai
central librarias
libraries as representativa
representative in tha
the Reforma and
conflict between departmantal
contra-reforma processes and it explains that tha
contra-raforma
the formar
former is not tha
the contrary of tha
the latter; they ara
are
services which existence,
inter-dependet servicas
axistence, by one
ona way or other, (or both simultaneously) constitute
constitutaaa
ideological and
economical conditions, ate.
etc. it
It aiso
also appoints the inferior
dependet option of physical, ideoiogical
aruJ economicalconditions,
position of the
tha university library within the
tha university itself; it describes
describesthe
the iibrarian's
librarian's iowposition
low position
in tha
the hierarchy, dua
due to historical and strueturai
structural factors, and it reinforces the importance of tha
the
librarian's ethics compromise as a way of personal and professional satisfaction.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
gentílmente
por:
4

�987
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EM BIBLIOTECAS

RESUMO

Wanda
Wenda Maria Maia da Rocha Paranhos
CRB-9/107
Professora Assistente do Departamento de Bibi
Biblio
io
teconomia da Universidada
Universidade Federal do Paraná.

Discute conceitos gerais de avelieçSo
Discuta
avaliaçSo em bibliotaces,
bibliotecas, enfatizando avaliação de eficácia.
Apresenta e compare
compara dois modelos de
da avaliação (quantidade de uso e disponibilidade de
documentos) èà luz de quatro critérios: informatividade, velldade,
validada, comparabllldade
comparabilidade ae praticidada.
praticidade. O
modelo de disponibilidade da
de documentos éá considerado mais conveniente por permitir a
identificação de problemas na bilioteca qua
que causam frustração nos usuários. As llmiteçfies
limitações do modelo
são também apresentadas, assim como'
como sua utilidade nos processos administrativos
edministrativos de justificação ea
elocação,
alocação, servindo de diretriz na tomada da
de decisões. Enfatize
Enfatiza a necessidade de se desenvolverem
outros modelos, devido às limitações dos modelos
modalos atualmente disponíveis.
1. INTRODUÇÃO
Uma das funções do bibliotecário é dirigir bibliotecas. Dirigir, conforma
conforme salienta Carvalho,
Ume
é "astabalecer
"estabelecer objetivos e organizar recursos para
p&gt;ara atingi-los" (5:62).
procura de modelos para aveliação
avaliação da
de bibliotecas, com a literatura
Isto tem levado à procure
respectiva crescendo consideravelmente nas dues
duas (iltimas
últimas décadas. À perte
parte ae curiosidade netural
natural de
pesquisadoras
pesquisadores por métodos novos pera
para examinar e apresentar os fenômenos relativos às áreas em que
estejam envolvidos, contribuindo para
pare seu desenvolvimento, há atualmente uma necessidade
inerentes eo
ao processo de transferência de
premente de uma melhor compreensão das variáveis Inerentes
informações, básico a tantas atividades, ae que tem nas bibliotecas agências
agências, da
de funtamental
importãrK:ia.
importãrKia.
Segundo Jackson, citado por Figueiredo, "padrões ea estatísticas são o próprio cerne
cerna dos
procedimentos da
de medida e avaliação"
eveliação" (10:191). Esta afirmativa
efirmetiva sugere não só a potencialidade,
potancielldade, mas
ea nacessidade,
necessidade, de estudos quantitativos ne
na caracterização do desempenho da biblioteca, mormante
mormente se
de seu efeito sobre o usuário.
este desempenho for medido em termos da
Dados, portanto, são necessários para esta caracterização. O problame
problema é: que dados se dave
deve
coletar, e como? Dei
Daf a necessidade, ao nosso ver, da
de modalos
modelos de avaliação que claramenta
claramente definam
colatar,
os dados cuja coleta requerem, ea meneira
maneira da
de promover esta coleta, e o uso que se possa
posteriormente fazer deles, principalmente em termos
tarmos de tomadas de decisão que
qua contribuam
contribuem para
pere
um incremento no desempenho da biblioteca em relação à setisfação
satisfação dos usuários.
A literature
literatura profissional brasileira tem feito elusão
alusão àá necessidade de estudos de aveliação,
avaliação,
mas ainda não existe disponível para discussão um ralato
relato detalhado ae constante de
da experiências.
O objetivo do presante
presente trabalho
trabelho é divulgar modalos
modelos já propostos na literatura estrangeira,
discutí-los ae aprasentar
apresentar elgumas
algumas limitações e aplicações.
Z MODELOS DE AVALIAÇÃO
Z1. Nfvais
Níveis de avaliação
Segundo Lancastar,
Lancaster, a avaliação de serviços bibliotecários pode
poda ser desenvolvida em três
níveis (16:1):
1. Eficácia ("effectiveness"): refere-se àá habilidade do sistema am
em atingir os objetivos para
o qual foi projetado;
2. Eficiência ("efflclency"
("efficiency" ou "cost-effectiveness"): refere-se áè habilidade do sistema
sisteme de
da
utilizar o mínimo da
de recursos, principalmente financeiros, para atingir
etingir seus
saus objetivos;
Custo-beneficio ("cost-benefit"): refere-se à habilidade do sistema
3. Custo-beneficlo
sisteme de produzir bens ou
serviços cujo valor seja maior do que o custo de provê-los.
Os qua
que estão familiarizados com o processo da
de transferência da informação percebem de
da
início o grande problema existente na tentativa de se avaliar bibliotecas, como sistemas de
informação que são de acordo com o nível
nivel três citado acima: como determinar, para cada usuário
de cada informação qua
que encontra? Qual o valor da falta da
real que acorre à biblioteca, o valor da
informação se esta não pude ser provida pelo sistema? Como estabelecer, da
de uma maneira
padronizada, o custo no fornecimento destes
destas informações, de
da tal maneira que, quando comparados

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�988
conforme o seu uso pela população a que são destinadas, o
com o valor das informações obtidas conforma
saldo — positivo ou negativo —
- possa ser um indicador do desempenho do sistema?
Questões como estas ainda não foram de todo respondidas ae impedem que este tipo de
biblioteconômica.
análise e avaliação se desenvolva na área biblloteconômica.
Estamos, com isso, dependentes de outros modelos. Os que nos restam são os de eficácia ea
os de
da eficiência. De acordo com Peter Drucker, com a concordância de Wiliard
Willard (29), organizações
que prestam serviços, como bibliotecas, são melhor avaliadas em termos da
qua
de eficácia ("fazer a coisa
certa") do que
qua de eficiência ("fazar
("fazer certo a coisa") (8:137). Uma vez que, geralmenta,
geralmente, elas não
objetivam lucro (um dos maiores determinantes para a ênfase na diminuição dos custos) é mais
Importante
qua sejam avaliadas do ponto de
da vista da consecussão
consecussãò dos seus objetivos. De
Da acordo com
importante que
esta
este ponto da
de vista, o mais importante é atingir, primeiro um nível aceitável de eficácia; depois,
tenta-se manter esta
este nível ao mesmo tempo em que se procura diminuir os custos envolvidos. Este éá
o enfoqua
enfoque seguido no prasenta
presente trabalho.
2.2.
2.Z Avaliação da
de eficácia.
primeiro passo em qualquer esforço de avaialiação da eficácia em bibliotecas é definir o
O primalro
objetivo que se pretenda atingir ea redigí-lo de forma a permitir a verificação.
Quando o objetivo da biblioteca é apresentado como sendo, por exemplo, "auxiliar pessoas a se tornaram
tornarem melhores membros da comunidade mediante a provisão de fontes variadas da
de
informação", será bastante difícil verificar se o objetivo, conforme
conforma formulado, astá
está sendo atingido.
Como provar que as pessoas se tornam
tomam melhores membros da comunidade na medida em que sa
se
utiiizam desta provisão? O que é ser melhor membro da comunidade? Para fins de avaliação, quando
utilizam
um desempenho será resumido de alguma maneira ae comparado com um ideal (o objetivo), este
esta
precisa astar
pracisa
estar redigido
radigido de
da forma tangível, permitindo observação ea mensuração.
mensuraçãò.
Encarregando-se da
de prover potenciais usuários com as informações de que possam precisar
conforme estejam registradas em
conforma
am documentos (tomados aqui em seu senso mais lato), as bibliotecas
de colocar o usuário em contato com as fontes de informação
cumprem o papel essencial da
(documentos). Para cumprirem este
asta papel, recursos são alocados ea serviços são desenvolvidos. Não
cabe aqui uma detalhada axposição
exposição dos componentes da biblioteca como um sistema, mas
masafienasa
apenas a
alusão parmitindo
permitindo o dastaqua
destaque desta
deste ponto: a bibliotaca
biblioteca sarve
serve cómo
como contato antre
entre usuários ea
documentos, ae com os recursos de qua
que dispõa
dispõe procura facilitar ao máximo este contato. Nestes
termos, pode-se dizer que
qua o objetivo
objativo (ou um dos objetivos)
objativos) da biblioteca é aumentar ou maxirnizar,
maximizar,
na medida do possível, o contato entra
entre usuários e documentos.
documantos.
Tem sido bastanta
bastante difícil sumarizar am
em uma única estatística todo o esforço que
qua a
biblioteca desenvolva
desenvolve para atingir todo o esforço qua
que a biblioteca desenvolva
desenvolve para atingir esta
este
objetivo tangíval
objativo
tangível (observável
(obsarvável ea mensurável) de
da aumentar o contato entre usuários e documentos,
fazendo com qua
fazando
que deste
dasta contato resultam
resultem usuários satisfeitos. Na Impossibilidade
impossibilidade da
de fazê-lo, até
atá agora,
de uma forma abrengenta,
da
abrangente, alguns aspectos desta
deste contato têm sido escolhidos como indicadores do
desempenho da biblioteca. A aste
este respeito áê possível caracterizar uma tendência tradicional ea uma
tendência moderna.
ZZ1. Tandência
Tendência tradicional.
A tendência tradicional áé caracterizada pala
pela coleta ae organização, em forma sumária, de
dados comumenta
comumente rotulados de "estatísticas da biblioteca": total de
da usuários, total de recursos
gastos, documentos usados, aspaço
espaço ocupado, total da
de assinaturas de
da periódicos, detalhas
detalhes relativos à
circulação ea outros no gênero. Esta tendência enfatiza tão somente os recursos existentes, ou a
clientela em
am demanda ou potencial. Refere-sa
Refere-se mais aos componentes do sistema tomados
isoladamente. Desta maneira o desempenho em si não áé satisfatoriamente descrito, pois que
qua tais
estatísticas, am
em geral, não refletem
raflatem a interação
Interação existente entre
antre usuários e sistema, que áé o aspecto
mais revelador da consecução do objetivo da biblioteca conforme tentativamente estabelecido
anteriormente.
Além disto, estas estatísticas coletadas regularmente e qua
que abundam nos relatórios mais
Alám
diversos via de ragra
regra não permitem, por si sós, a tomada de decisões visando a melhoria dos serviços.
Q conhecimento do tamanho da coleção não é Indicação
indicação suficiente de sua adequação à clientela; o
D
conhecimento da magnitude da freqüência
freqüêncla da
de usuários não áé garantia que eles saiam satisfeitos
setisfaitos da
biblioteca; o mero. conhecimento de investimento faito
feito não assagura
assegura que o serviço esteja meilhor.
mellhor. '
O gerente da biblioteca precisa de dados que não apenas espelhem uma situação, mas
D
favoreçam a tomada de decisões. Isto levou ao desenvolvimento de outros modelos de avaliação.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�989
2.2.2.
2.ZZ Tendência moderna
Há vários modelos para medidas de desempenho propostos pelos pesquisadores na érea.
área. A
grosso modo eles podem ser reunidos em
am dois grupos:
1. Estudos de "quantidade de uso", que procuram reduzir a estatísticas vários dos serviços
prestados, usando-se em geral como critério o tempo de exposição
axposIçSo a documentos pelos
peios
freqüentadores da biblioteca;
fraqüentadores
2, Estudos de "disponibilidade de documentos", que definem a probabilidade da
2.
de o usuário
encontrar na biblioteca documento qua
que está procurando.
procurando,
De acordo com Orr, 6é desejável que toda medida de
Da
da desempenho apresente certas
propriedades no tocante a seu uso como caracterização da biblioteca ea como orientador de ação
gerencial (19:328). Algumas destas propriedades são:
1. informatividada
Informatividade (a capacidade da medida ser informativa): a medida deve ravelar
revelar fontes
dos problemas operacionais da biblioteca, eventuaimente
eventualmente responsáveis pelo nível
nfvel do desempenho, ae
auxiliar na sugestão de soiuçSes
soluções para tais problemas;
2. Validade: a medida
madida deve estar baseada em pressupostos aceitáveis, e, na medida do
possível, ser produzida mediante uso de técnicas estatísticas padronizadas. O esforço necessário para
possivel,
gerá-la, sendo um reflaxo
reflexo da realidade da biblioteca, não deve deturpar a representação dasta
desta
realidade;
3.
Comparabilidade: a medida precisa ser computada
px}ssam ser feitos, para fins de comparação, em outras bibliotecas (estudos sincrônicos)
semelhantes possam
mesma biblioteca, em épocas diferentes| (estudos diacrônicos). Isto também requar
requer qua
que o
ou na mesnfia-biblioteca,
resultado seja representado em
am magnitudes que favoreçam tais comparações;
4. Praticidade: os custos associados com a coleta de informações
Informações a partir das quais a
precisam ser inferiores ao possível
medida é computada pracisam
possivel valor
vaior que a medida tenha
tanha para fins gerenciais.
funcionamento normal da biblioteca ae não
O esforço necessário para gerá-la não deve perturbar o fundonamanto
deve exigir recursos fenomenais (em termos da
de pessoal, equipamento, tempo) para a sua realização .
' À luz
iuz destes
dastes critérios, vamos examinar um modelo de análise de eficácia correspondente a
cada um dos dois tipos de estudos mencionados anteriormente,
anteriormante, a saber: "quantidade de uso" ea
"disponibilidade de dpcumentos".
documentos".
2,2.3. Modelo da
de "quantidade da
de uso"
2.2.3.
ZZ3.1. Descrição ^. Descrição
2.2.3.
Os autores deste modelo, Hamburg, Ramist e Bommar
Bommer (12) consideram como principal
objetivo da biblioteca maximizar a exposição de usuários aos documentos existentes na biblioteca.
Como esta exposição pode processar-se por vários modos — cada um constituindo-se em evento
avento
exige um procedimento especifico para sua
independentemente observável e mensurável — cada qual axige
quantificação. Em cada caso, dois parâmetros são usados: (a) o tempo médio de duração do evento ae
(b) a frequência,
frequência média
rnédia do evento, obtidos em um determinado intervalo de tempo. Os possivais
possíveis
modos de exposição são;
são:
inclui uso do material dentro e fora da biblioteca:
1. exposição direta, que Inclui
1.1. uso do material fora da biblioteca: refere-se
refare-se ao material retirado por ampréstimo.
empréstimo. Os
usuários são entrevistados no sentido de identificarem quanto tempo passaram real
realmenta
mente usando o
material. A partir das respostas uma média áé obtida (estatística A, parâmetro de tempo). O número
médio de usuários retirantes de documentos no período constitui o parâmetro de freqüèncla
freqüència (A‘).
1.2. Uso do material dentro do recinto da billoteca:
bilioteca: otém-se o tempo médio que usuários
passam na biblioteca marcando-se a hora de entrada e saída de cada usuário. Deduz-se desta média de
da
tempo gasto dentro da biblioteca a proporção de tempo empregado em tarefas do tipo consulta a
catálogos, uso do recinto para outros propósitos que não o contato com documentos, etc. O
resultado é a média de tempo gasto em contato com documentos (B, parâmetro de tempo). O
número médio de usuários no recinto, no período estudado, constitui o parâmetro de freqüència
freqüèncla
(B').
2. Exposição indireta, que inclui situações em que o pessoal da biblioteca serve como
de referência, por
intermediário entre os usuários e os documentos (respondendo a questões 'da
exemplo). Também neste caso tanto a média do tempo empregado (C, parâmetro de tempo) quanto
o número médio de funcionários envolvidos IC’,
(C', parâmetro de freqüència)
frequência) são obtidos.
As medidas parciais correspondentes a cada evento são o produto dos valores de cada par
de parâmetros: AxA', BxB', CxC'. O tempo de exposição final
finai (a medida de desempenho) é a soma

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�990
dos três resultados parciais e é representado na medida de tempo julgada conveniente.
O modelo proposto pelos autores inclui outras variáveis relativas a custo. Estas não foram
consideradas na presente análise por representarem mais aspectos de eficiência do que de eficácia,
que é o principal enfoque aqui seguido.
2.Z3.2. Discussão
2.2.Z.2.
O resultado final obtido pela aplicação deste modelo constitui o espelho sumário de uma
realidade. No entanto, não está claro se a medida é capaz de refletir problemas operacionais da
biblioteca. Em outras palavras, se
bibliotaca.
sa a mudança em
am um dos valores ficar evidenciada em um segundo
experimento, quando comparada ao obtido no primeiro, a medida revela o que podería
poderia ser o
responsável pela mudança? Não parece ser possfvel,
possível, neste modelo, representar no resultado final
alterações específicas nas operações da biblioteca de tal modo que o resultado pudesse expressar tais
alterações como benvindas ou não relativamente ao objetivo que e pretende atingir.
atirtgir. Em suma, será
possível verificar que uma mudança ocorreu, mas não será possfvel
possível precisar por qua
que ela ocorreu, ou
qual a responsabilidade de um determinado componente do sistema . (coleção, pessoal, etc) em
relação a esta mudança. A medida, então,
antão, passa a não ser informativa no que concerne a seu uso
para fins gerenciais,
gerenciais.
A medida é válida considerando que a metodologia usada para coletar os dados (entrevista,
observação) pode ser aplicada de modo a não alterar o que está sendo medido, desde que,
naturalmente, se aceite o pressuposto em que o procedimento está baseado: que o usuário êé capaz da
de
lembrar-se com exatidão, e assim informar, por quanto tempo realmente usou cada documento
biblioteca. ÉÊ válida considerando que técnicas estatísticas comuns podem ser usadas na
retirado da biblioteca,
determinação de amostragens confiáveis e na definição das possíveis variações dos valores.
Utilizando procedimentos reproduzíveis ae medidas finais de tempo padronizadas, a medida
é também comparável.
Se a obtenção dos dados (A, A', B, B', C, C') não prejudica o uso normal da biblioteca e
não exige investimentos extraordinários, a medida também atende ao requisito de praticidade.
Em resumo, o maior problema ralacionado
relacionado com este modelo é que não se tem uma noção,
mesmo intuitiva, do que poderia ser um bom nível
níval de serviço se este modelo fosse utilizado.
Qualquer que seja o resultado obtido da primeira vez que o experimento for desenvolvido (X), o
vê limitado a repetir os experimentos com o objetivo de verificar resultados menores,
pesquisador se vé
iguais ou maiores que x, sem contudo poder justificar qualquer alteração percebida. Esta limitação
prejudica o uso do modelo para fins gerenciais, pois não se tem sugestões de problemas a atacar ou
alternativas preferenciais a seguir.
2.2.4 Modalo
Modelo de "disponibilidade de documentos"
ZZ4.1. Descrição
Z2.4.1.
O modelo descrito a seguir, preposto por Kantor (13,14), éê o mais recente dentre os que
utilizaram disponibilidade de documentos como critério e representa um aperfeiçoamento de
modelos menos completos anteriormente sugeridos por De Prospo, AItman
Altman e Beasley (7), Urquart
(27) e Buckiand (3), para citar apenas alguns.
Kantor propõe a análise do problema mediante uso de um diagrama (14:107) que reflete
os possíveis obstáculos que um usuário precisa ultrapassar quando procura algum documento
específico na biblioteca. A habilidade de
da ultrapassar tais obstáculos é representada em temos de
probabilidades (cada resultado é demonstrado no intervalo 0 ^1) e o resultado final representa o
índice combinado da
de sucesso ou satisfação dos usuários.
Os obstáculos que podem representar causas de frustração para o usuário em busca de um
documento específico são apresentados em uma progressão lógica: o documento precisa ter sido
adquirido pela biblioteca, precisa não estar sando
sendo usado por outra pessoa, precisa estar em seu lugar
correto nas estantes para poder ser encontrado, e, finalmente, o usuário precisa ser hábil o suficiente
para encontrá-lo, se as condições anteriores estiverem satisfeitas.
A partir do conhecimento dos documentos desejados pelos usuários e procurados mediante
uso de catálogo, identifica-se:
a. o total de documentos desejados (W);
b. o total de documentos encontrados (S);
c. o total de documentos não encontrados (W - S):
S).

Digitalizado
gentilmente por:

�991
causa documentos não adquiridos (R).
IRI.
IQI
causa documentos em uso IQI.
causa: funcionamento inadequado da biblioteca (P).
(PI.
- causa inabilidade do usuário (NI.
Nestes termos. W ■ S -=■ R Q P N.
Conhecidos estes números, as seguintes medidas podem ser obtidas:
Pg&gt;
Pg. que representa a probabilidade de qua
que o documento desejado (cujo autor a/ou
e/ou titulo o usuário
conhecei está incluído na coleção da biblioteca listo
conhece)
(isto é,
è, foi adquirido).
edquirido). Este número áé
conseguido dividindo-se o número de documentos desejados constentes
constantes da coleção da biblioteca
(V) pelo número total de documentos desejados (W). Logo,
Logo. Pe
Pa = V/W;
V/W.
P^. que representa a probabilidade de que o documento adquirido e desejado pelo usuário não está
P^&gt;
sendo usado no momento da busca. Este número é conseguido dividindo-se o.
o total de
documentos edquiridqs
adquiridos identificados como não estando em uso no momento da busca lU) pelo
total de documentos identificados como adquiridos pela biblioteca IV).
(V). Logo.
Logo, P^ = U/V;
P|.que representa a probabilidade de que um documento que se sabe não estar sendo usado no
P|,que
momento na biblioteca encontra-se em
am seu correto lugar no recinto (provavelmente
(provevelmente em estantes
ou armários), conforme identificado no catálogo à disposição do público. Este número é
conseguido dividindo-se o número de documentos encontrados em sua localização correta (T)
pelo númaro
número de documentos não sendo usados na ocasião da busca (U). Logo,
Logo. P ]| = T/U;
Pj‘ que representa a probabilidade de que o usuário é suficientemente hábil em encontrar na
P^j'
biblioteca os documentos cujo número de chamade
chamada ele obtiver do catálogo e que estiverem
corretamente armazenados. Este número éá obtido dividindo-se o número de documentos
encontrados pelos usuários (S) pelo número de documentos sabidamente locelizados
encontredos
localizados em seus
locais corretos na biblioteca (T). Logo.
loceis
Logo, Py
Pg = S/T;
Pj- que representa o (ndice
P,&gt;
índice final de satisfação ou sucesso dousário,
do usário. computado como o produto das
quatro medidas anteriores: Pa x Pc x P j x Pu ou Ps *- S/W.
Para coleta dos dados, dois tipos de instrumentos são necessários: (a)
(e) um formulário que é
entregue eos
aos usuários à entrada da
de biblioteca (completado por uma breve entrevista desenvolvida à
saida) e (b) uma lista detalhada das possíveis razões pelas quais os documentos não forem
saída)
foram
encontrados (correspondentes a uma decomposição des
das causas de frustração), levando-se em conta as
características e procedimentos seguidos na biblioteca em que o estudo for feito.
O formulário prevã espaço para as
es seguintes Informações:
— autor e/ou titulo do documento desejado (possível a indicação da
de mais de um);
— número de chamada correspondente ea cada documento, conforma
conforme obtido mediante
consulta ao catálogo da biblioteca à disposição do público;
— informação relative
relativa ao status de cada documento, no sentido de ter sido encontrado
pelo usuário ou não.
Quando o usuário entra na biblioteca, o objetivo da
de (lesquisa
pesquisa lhe é brevemente explicado e,
e.
desde que ele se utilize do catálogo de autor e/ou titulo, o formulário é entregue, e serve para o
usuário como um mero papel
pepel rascunho
rescunho para as informações a serem obtidas do catálogo. À sua salda,
o pesquisador procede a ume
uma breve entreviste,
entrevista, apenas para certificer-se
certificar-se de que pera
para cada documento
constante do formulário haja
haje a indicação de ter sido encontrado ou não,
não. e retém o formulário.
Muidos deste, o pesquisador imedietemente
imediatamente retoma a busca dos documentos não encontredos
encontrados pelos
usuários, procurando determinar a causa da frustração, mediante uso da lista (b) mencionade
mencionada
anteriormente. Um exemplo da lista utilizade
utilizada em um dos estudos feitos é a seguinte, com as
correspondentes causas de frustração coma
com e notação indicada no presente trabalho:
1. Documento não incluído na coleção
R
2. Número de chamada incorretamente copiado
N
3. Documento localizado em área especial
aspecial assim identificada no catálogo . . N
4. Documento corretamente armazenado
N
5. Documento localizado em local incorreto
P
6. Documento recentemente usado ou em uso
Q
7. Documento aguardando recolocação na coleção
P
8. Documento localizado em área especial não identificada no catálogo . . P
9. Documento retirado por empréstimo
Q
10. Outro (documento em reparo, desaparecido, etc)
P

Digitalizado
gentilmente por:

�992
Esta lista è desenvolvida a partir da situação real da biblioteca estudada. Quando as causas
estiverem determinadas para todos os documentos não encontados pelos usuários, as contagens
podem ser feitas e os cálculos levam à especificação de cada um dos valores das probabilidades.
O
0 número de usuários a entrevistar Ia composição da amostra)
amostrai pode ser determinado
mediante uso de técnica estatística apropriada, de acordo com o nivel
nível de confiança desejado.
Z2.4.2. Discussão
Discussio
O modalo
modelo identifica quatro fatores que.
que, independemente, podem afetar o sucesso dos
usuários em busca de documentos específicos na biblioteca. Este aspecto é importante na medida em
que estas causas da
de frustração correspondem a fontes de problemas operacionais, reveladas pela
medida, ae suscetíveis de ações
açSes corretivas uma
ume vez diagnosticadas. A cada passo os resultados são
informativos. Tem também a virtude de exeminar
examinar a biblioteca partindo de uma amostra que é gerada
pelos usuários.
A medida é válida considerando-se que a obtenção dos dados requeridos não interfere com
a sua mensuração astá
está baseada em pressupostos aceitáveis.
A representação da medida em termos de probabilidades permite comparações sincrônicas
sincrõnicas
ae diacrônicas. A magnitude da amostra pode ser determinada por técnicas
técnicasestatísticas
estatísticas comuns. Erros
metodológicos com ralação
relação à determinação do status de cada documento, que é crucial para a
computação da medida, podam
podem apenas ser minimizados, pelo empenho dos pesquisadores, até que
negligiveis.
possam ser considerados negligíveis.
A medida produzida é pfatica, uma vez que
qua não perturba o funcionamento
fundonamento da bilioteca,
embora isto dependa um pouco da disposição espacial do interior da biblioteca e do número de
pesquisadores em ação (se a biblioteca tiver apenas um ponto de entrada/saída ea o catálogo público
estiver nessas imediações, dois pesquisadores podem ser suficientes: um procede à entrega do
formulário e à entrevista, enquanto
enquanto'oo outro procura determinar o status de cada documento não
encontrado pelos usuários constante dos formulários já entregues).
Em resumo, ambos os modelos atendem aos requisitos anteriormente mencionados de
da
validade, comparabilidade e praticidade. No tocante à informatividade, porém, o modelo de Kantor é
superior ao de Hamburg, Ramist ae Bommar,
Bommer, na medida am
em que o primeiro revela fontes da problemas
operacionais, que podem ser alvo para decisões gerenciais, virtude esta
asta que o segundo não apresenta.
Por outro lado,
iado, o modelo da
de Hamburg, Ramist e Bommer é mais abrangenta
abrangente no tocanta
tocante a levar em
conta outros serviços da bibliotaca
biblioteca além da circulação de material, qua
que é uma limitação no modelo de
Kantor. Outra limitação neste
eie pode
nesta modeio
modelo é que
qua ela
poda ser aplicado unicamente
unicamenta a buscas de
documentos específicos (autor e/ou título previamanta
previamente conhecidos) realizadas medianta
mediante uso do
catáiogo. Documentos procurados na biblioteca por assunto, ou "browsing",
catálogo.
"browsing”, por exemplo, estão
excluídos deste modalo.
modelo.
3. O MODELO DE AVALIAÇAO COMO INSTRUMENTO PARA AÇÃO
AÇAO GERENCIAL
trás aspectos administrativos estudos de avaliação podem ser úteis para o
Em pelo menos trés
gerente de bibliotecas (15:83):
gerante
(a) Justificação: refere-se ao processo pelo qual o gerente persuade os responsáveis no
nível hierarquicamante
hierarquicamente superior a (i) aumentar o orçamento para o próximo exercício, ou (ii) não
nivel
cortá-lo. ou (iii) na pior das hipóteses, não cortá-lo damais.
cortá-lo,
demais. Neste
Nesta processo, qualquer medida que o
gerente percebe ter valia na demonstração da quantidade ou qualidade do serviço prestado será
gerante
naturalmente de grande ajuda;
naturalmenta
(b) Alocação: refera-se
refere-se às decisões quanto à distribuição ou aplicação do orçamento que,
uma vez disponível, deverá ser feita
faita relativamente às operações da biblioteca. Idealmente, salienta
Kantor (1584) tais decisões são feitas com base em um modelo que mostre quanto qualquer das
possíveis alocações poderá maximizar os objetivos incialmente estabelecidos. Na prática, tais decisões
requerem "uma rara combinação de intuição ae julgamento".
(cl Maximização: refere-se aos detalhes específicos dos procedimentos e políticos que,
(c)
depois da alocação, procuram assegurar à biblioteca a obtenção do máximo possível para cada
oentavo gasto. Corresponde aos modelos de avaliação de eficiência.
centavo
Modelos de avaliação de eficácia podem ser úteis particularmente nos processos de
justificação ae alocação, constituindo diretrizes na coleta, organização e interpretação de dados
relativos à intereaçâo
intereação usuário/biblioteca, de modo a permitir a tomada de decisões. Eis porque seja
desejável que o modelo revele problemas que possam substancialmente afetar o desempenho da

cm

Digitalizado
gentilmente por:

^ ,

11

12

13

14

�993

'

biblioteca, particularmente os que
qua causam frustração nos usuários. Se o modelo é capaz de tal
revelação, os problemas podem ser atacados mediante adoção de medidas corretivas eficazes.
No caso do modelo de disponibilidade de documentos proposto por Kantor, isto é feito.
Uma vaz
vez realizado o experimento, os problemas ficam aparentes e ênfase poda
pode ser dada à solução
soiução dos
aspectos que forem mais cruciais. O maior impacto possfvel
possível na medida final (Pj)
(P,) é causado pela
melhoria no desempenho
desenrpenho do aspecto parcial (Pa, Pc, PPjj ou Pu) qua
que apresentar o valor mais baixo. Se a
cada análise tal for feito, a biblioteca 'jradativamente atinge
atirige melhores níveis
niveis de desempenho em cada
um dos aspectos. Vale aqui lembrar que, sendo Pj um produto de quatro fraçSes,
frações, (estando as
probabilidades expressas no intervalo o ^ 1), seu valor sará
será necessariamente infarior
inferior a qualquer dos
quatro valores qua
que o gararam.
geraram. Um fndica
(ndice de sucesso da ordem de
da 65%, que intuitivamente pode
parecer baixo, corresponde à obtenção de resultados
F&gt;arecer
resuitados parciais da ordem de 90% (.90 x .90 x .90 x .90
= .65).
3.1 Frustração causada por aquisição (P|i)
(P,)
Um nfvel
nível baixo de Pg pode indicar que a política de
da aquisição precisa ser revista.
Documentos desejados que não estão ainda incluídos na coleção são alvos naturais para uma
aquisição imediata, uma vez que há a garantia da demanda. É importante notar, entretanto, que os
dados levantados por este modelo advêm de uma amostra e,
a, portanto, nem todos os documentos em
demanda estarão representados. Por causa disto, outras maneiras de
da acompanhar ativamente os
interesses dos usários têm que
qua ser desenvolvidas com o propósito de melhorar o índice da
de satisfação
relativo à coleção.
Tem sido ultimamente proposta na literatura a análise dos documentos em demanda para
daí se extraírem diretrizes várias. Estudar a distribuição, por uso, dos itens incluídos na coleção pode
permitir decisões quanto a estudos de disposição espacial (1), ea localização manos
menos acessível para itens
pouco usados, por exemplo (9). ÉÊ também defensável a idéia de se extraírem diretrizes para seleção a
partir da análise dos itens em demanda. É conveniente enfatizar, entretanto, que este não pode
representar o Onico
bnico enfoque para seieção.
seleção. Enquanto este tipo de análise de uso representa uma
estratégia aceitável
aceitával (a única observável no processo de transferência da informação) é importante
lembrar que precisa haver também uma preocupação
praocupação com o estudo do não-usuário (17). O mero fato
de haver não-usuários de um sistema poda
pode representar falha de alguma espécie no provimento de
serviços de informação, provavelmente não reveladas nos estudos dos usuários reais, e isto não pode
absolutamente necessário, mas
ser desconsiderado. Ter estudos de usuários reais como base é, então absolutamenta
não suficiente: eles não contam a estória toda. O estudo de não-usuários constitui, deste modo,
enorme e Inexplorada
inexplorada área da
de pesquisa.
3.2
3L2 Frustração causada por circulação (p^)
P^., já constam da literatura estudos detalhados que comprovam haver três
Com relação a P^,
afetando a disponibilidade de documentos: a) período de
importantes variáveis afatando
da empréstimo; b) o
de exemplares existentes para cada título procurado; c) a popularidade ou freqüência de
número da
demanda de cada documento. A reiação
demarKia
raiação existente
axistante entre estas variáveis pode ser sumarizada como
sendo: a disponibilidade é maior quando o período de empréstimo é menor; a disponibilidade
disponibiiidade é
disponibilidade é maior quando a popularidade é baixa. A
maior quando há duplicação de cópias; a disponibilidada
política a adotar am
politica
em cada caso tará
terá qua
que levar em consideração os custos envolvidos, de vez que o
mesmo resultado final pode ser conseguido com a adoção de alternativas similares em efeito, mas
diversas quanto ao investimento exigido (por exemplo,
axemplo, diminuir o período de empréstimo pode seir
ser
mais barato do que comprar mais exemplares de livros com popularidade acima da média). Uma
medida parece estar ganhando aceitação: é o período de
da empréstimo variável de acordo com a
popularidade do documento,
documento. Esta medida foi sugerida em atendimento ao caráter conflitante do
empréstimo com relação à disponibilidade de documentos para
F&gt;ara os usuários: por um lado, quer-se
permitir ao usuário que retire os documentos da biblioteca mas, em o permitindo, se está
determinando que tais documentos não estarão disponíveis para outros usuários. A determinação do
atender a tentativa
período de empréstimo em dependência da popularidade do documento procura atènder
de disponibilidade máxima, em função também do número de exemplares existentes.
Também convém notar que estudos comprovaram os seguintes fatos (pelo menos em
bibliotecas universitárias): (a) os usuários procuram completar a consulta aos documentos dentro do
empréstimo: (b) os documentos são
período permitido para sua retenção, evitando renovações do empréstimo;
devolvidos em um ritmo constante, previsível, a partir de 0 até 80% do período de empréstimo; (c)

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�994
de 80% a 100% do perfodo
período de empréstimo, o ritrrra
ritrrro se acentua sob a influência da tiata
data devida ae das
penalidades impostas em caso da inobservância do prazo. Estas observações são úteis no estudo da
política de circulação ea ser adotada, tendo sido comprovadas por Shaw (26) em uma variedade de
poiftica
variedade da
de períodos
perfodos da
de empréstimo ae variedades da
de categorias de
blibliotecas universitárias, com variedada
usuários.
3.3 Frustração causada por erro da biblioteca (Pj)
Nesta categoria, em todos os experimentos relatados na literatura, a maioria dos casos
refere-se a livros desaparecidos.
desaparecidos, Isto
isto pode indicar que recursos precisam ser reservados para a
reposição dos documentos que, sabidamente perdidos, estão ainda em demanda. Outro aspecto a
considerar áé a introdução de dispositivos controladores da salda iegal
legal de documentos;
documentos: este
esta aspecto é
ainda controverso, conforme o atastam
atestam artigos recentes. A introdução de tais dispositivos, qualquer
que seja sua natureza (eletrônicos ou não) pode consideravelmente afetar
efetar o comportamento do
usuário e levar a outres
outras causas de frustração, tais como
cOmo aumento
eumento no índice
Indica de
da documentos mutilados,
no índice
Índice de livros propositalnrtente
propositalmente colocados em iugar
lugar errado na biblioteca, e atitudes similares que,
embora não caracterizando retirade
retirada iiegai
ilegal do documento, são igu
igual
ei mente
menta responsáveis por frustração,
e, talvez, mais difíceis ainda de sa
a,
se eviter,
evitar, descobrir a/ou
e/ou corrigir.
Ainda nesta categoria, o índice diagnosticado pode determinar;
determinar: (a) ae necessidade de
treinamento do pessoal encarregado da recolocação dos documentos nos lugares apõs
epòs o uso; Ib)
(b) ea
frequência com que se precisa proceder a esta recolocação; (c) a necessidade
necessidada de elaboração de
controles para localização de itens retirados de
da coleção por qualquer outro motivo além do
empréstimo (encadernação, reparo, etc).
3.4 Frustração causada por arro
erro do usuário (Pj,)
(P^)
A este respeito, há duas categorias de erros mais comuns;
comuns: (a) erro de cópia, ou de atenção,
na obtenção do número de chamada correto constante do catálogo; (b) inabilidade de localizar nas
estantes o número da
de chamada copiado corretamente.
Ambos os pontos podem ser abordados por intermédio de programas instrutivos de
orientação aos usuários quanto ao
eo funcionamento da biblioteca, incluindo-se neste esforço a
elaboração de sinalização ciara
clara e sua coioceção
colocação em locais adequados.
adequados, Informações
informações sobre a disposição
espacial da biblioteca são essenciais e precisam constar de programas de instrução, sejam eles
elaborados por iniciativa ou não da biblioteca.
A tentativa de melhorar o resultado parcial de P^ portanto, implicará em um maior
comprometimento da biblioteca, em termos de recursos e tempo, para com a instrução de seus
usuários, seja por intermédio de progremas
programas formais ou informais. A literatura existente
existenta ae este
respeito é vasts
vaste e pode ser axpiorada
explorada pera
para detalhes específicos.
3.5 Avaliação e o astabeiecimento
estabelecimento da
de padrões da
de dasampenho.
desempenho.
É constentemente
constantemente enfatizada na
ne literatura ea necessidade do estabelecimento de padrões de
serviço. Desnecessário reafirmar a utilidade destes em todos os aspectos da administração.
A repetição de experiências de avaliação com a aplicação do modelo de
da disponibilidade de
documentos pode iever
levar a este estabelecimento. Os valores obtidos am
em bibliotecas mais variadas
podem constituir guias para
pera ea adoção de níveis aceitáveis de serviço. É possível inclusive esperar
resultados da
de Pg, Pg,
Pq, P],
P|, Pj,
Py, P,,
Pj,{regularmente
regularmente variáveis, conforme se refiram as bibliotecas públicas e
exemplo. Assim sendo, a mesma metodologia sendo utilizada por várias
bibliotecas acadêmicas, por axempio.
bibliotecas de tipos diversos pode euxiliar
auxiliar na compreensão de seus problemas característicos.
imp&gt;ortante é que o modeio
modelo — seja ala
ele quai
qual for — atenda aos requisitos de
O importante
informatividade, comparabilidade, validade ae praticidade, de modo a garantir aplicação ae intervalos
regulares no maior número possível de instituições,
instituições. Isto
isto pode representar um esforço original no
estabelecimento de pedrões.
padrões.
4. CONCLUSÃO
Todo esforço de avaliação representa um auxílio potencial
potancial na atividade de direção de
bibliotecas, com a aplicação de recursos de modo a contribuir de maneira
manaira mais eficaz na consecução
dos objetivos de instituição.
Este auxilio é raal
real na medida em que o modelo usado reveia
revela os problemas que impedem a
consecução do objetivo estipulado.

Digitalizado
gentilmente por:

�995
O modelo de disponibilidade de documentos discutido no presente trabalho tem essa
virtude. Um administrador pode usar os resultados da análise para identificar o fator limitador do
desempenho da biblioteca e proceder ae medidas corretivas. O modelo pode ser útil nos processos
administrativos de justificação e alocação. As medidas distintas (Pa'
(Pe&gt; ^'c' ^1' ^^u^
(’u* oferecem um rumo
para a distribuição dos recursos, enquanto melhoramentos na medida final (P,)
(P^) podem ser utilizados
para demonstrar a eficácia da administração, ao
eo mesmo tempo em que um declínio pode ser
argumento para justificar pedido de incremento nos recursos.
O processo de avaliação tem maior utilidade para
pere fins gerenciais na medida em que se torna
parte da rotina normal dos procedimentos da biblioteca, alimentando os processos decisórios ea
intervalos regulares. Para tanto, é preciso que o modelo usado seja reproduzfvel,
reproduzlvel, gerando resultados
comparáveis, válidos, informativos, e de realizeção
comperãveis,
realização prática.
A repetição das experiências pode levar eo
ao estabelecimento de padrões de desempenho de
bibliotecas, necessidade esta constantemente lembrada na literatura profissional.
Finalmente, éá essencial que as eventuais experiências com este ou qualquer outro modelo
aberto para
sejam publicadas para garantir ampla divulgação. A literatura constitui-se em foro eberto
através do qual um aprimoramento dos procedimentos pode ser buscado, levando ae um
debates, etravés
constante estado de maior eficácia no dinâmico processo de transferência de informações.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. BOÒTH,
BOOTH, A. D.
D, On the geometry of libraries. Journal of documentation,
documentation. 25 (1
(1):28-42,
):28-42, Mar. 1969.
2. BOW, Eric. Library measurement and evaluation. Ontario Library Review: 249-251, Dec.
Dec, 1971.
3. BUCKLAND, MicheeI
Michael K. Book availability and the library user. New York, Pergemon,
Pergamon, 1975. 196
P.
4. BURNS JR, Robert W,
W. Library use as performance measure;
measure: its background and rationale. The
4(1):4-11, 1978.
Journal of Academic Librarianship, 4(1);4-11,
5. CARVALHO, Abigail de Oliveira. Função gerencial — direção de Biblioteca. Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG, 5 (1):60-71, mar. 1976.
6. CORDEIRO, Peulo
Paulo Py. A participação da biblioteca unviersitária no sistema nacional de
informação cientifica e tecnológica e em outros sistemas
sistemes de informação. Revista da Escola
de Biblioteconomia da UFMG, 4(1
4(1):79-89,
):79-89, mar. 1975.
7. DE PROSPO, Ernest R.; ALTMAN, Ellen; BEASLEY, Kenneth. Performance measuresfor
measures for public
libraries, s.1.,
libraries.
s.1.. Public Library Association, American Library Associetion,
Association, 1974.
8. DRUCKER, Peter F Management: tasks, responsibilities, practices. New York, Harper &amp; Row,
1972. p. 137-147.
9. ELIOT, Charles William. The division of a library into books in use, and books not in use, with
different storage methods for the two classes of books. Collection Management, 2(1 ):73-82,
Spring 1978.
10. FIGUEIREDO, Nice. Evolução e avaliação
avalieçãò do serviço de referência. Reviste
Revista de
da Escola de
da
Biblioteconomia de
da UFMG.2 2 (21:175-198,
(2):175-198, jul./dez. 1974.
11. GALVIN,
CALVIN, Thomas J. &amp; KENT, Allen. Use of a University library
librery collection. Library Journal,
102(201:2317-2320, Nov. 15, 1977.
12. HAMBURG, Morris; RAMIST,-Leonard
RAM 1ST,. Leonard £.;
E.; BOMMER, Michael R. W. Librery
Library objectives and
performance measures and their use in decision making. Library Quarterly, 42(1):107-128,
42(11:107-128,
Jan. 1972.
13. KANTOR, Paul B.
B, Availabity analysis. Journal of the American Society for Information Science,
27(6):311-319. Sep./OcL
Sep.,'OcL J97a
397a

Digitalizado
gentilmente por:

II
11

12
12

13
13

14
1

�996
14. . . The library as an Information
information utility in the universíty
university context;
context: evolution and measurement of
service. Journal of the American Society for Information Scienca,
Service.
Science, 27(2):100-112,
27(2):100'112. Mar./Apr.
1976.
15. KANTOR, Paul.
Paul, Vitality: an indiract
indirect measure of relevance. Collaction
Collection management, 2(11:83-95,
2(1):83-95,
Spring 1978.
16. LANCASTER, F.W.
F,W. Tha
The measuremant
measurement and evaluation
avaluation of library servicas,
services, Whasington, O.C.,
D,C.,
Information Resources, 1977.
1977, 395 p.
17.

The tip of the iceberg. Bulletin
Buliatin of the
tha American
Amarican Society for Information Scie
Feb, 1978.
Feb.
1978,

18. MAIA, Alice 8arros.
Barros. Aspectos ea problemas de administração de bibliotecas universitárias.
SEMINÁRIO nacional
SEMINARIO
NACIONAL DE
de BIBLIOTECAS
bibliotecas universitárias.
UNIVERSITÁRIAS. 1, Niterói, 23-28 de
julho de 1978. 16f.
16 f.
19. ORR, R.H. Measuring the goodness of library Services:
services: a general framework
framevrork for considering
quantitative measures. Journal of documentation, 29(3):315-332,
quantitativa
29131:315-332, Sep.
Sep, 1973.
i973.
20. PRADO, Heloisa de Almeida.
Almeida, Técnicas de avaliação de serviços em bibliotecas.
bibliotecas, In:_.
ln:_. Organização
ae administração de bibliotecas. Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos, 1979. 221 p.,
p„
p.144-148.
21. REIS, Maria Ângela
Angela Lagranga
Lagrange M. Avaliação de serviços prestados a usuários de bibliotecas
de
biomédicas. Niterói,
Niterõi, 1978. 5 p. Trabalho apresentado ao I Seminário
Serriinário Nacional 'da
Bibliotecas Universitárias.
8ibliotecas
22. SARACEVIC, T.; SHAW JR., W.M.; KANTOR, P.8.
P.B. Causes and dynamics of user frustration in
College &amp; Research Librarias,
Libraries, 38(1):7-18,
38(11:7-18, Jan. 1977.
an academic library. Collega
23. SCHOFIELD, J.L.; COOPER, A.; WATERS, D.H. evaluation of an academic library's sotck
effectiveness. Journal of Librarianship, 7 (31:207-227,
affectiveness.
(3):207-227, July 1975.
24. SHAW JR., William M. Library effectiveness.
effactivaness. Cleveland, Ose
Case Western Reserve University, School
of Library Science, 1978. Notas de aulas.
25. -.Library-user interface: a simulãtion
simulation of the circulatlon
circulation subsystem. Information Processing
processing &amp;
management, 12:77-91, 1976.
managament,
26

Loan period distribution in academic libraries. Information procassing
processing &amp; managamant,
meitagement,
12:157-159,1976.

27. URQUHART, John A. &amp;
St SCHOFIELD, J.L. Measuring reader's failure at the shelf in three
university libraries. Journal of documentation, 28(3):233-246, Sep. 1972.
28. WHITE, G. Travis. Quantitative
Quantitativa measures of library effectiveness. The
Tha Journal of Academic
Acadamic
Librarianship, 3 (3) :128-136, July 1977.
29. WILLARD, D.D. Seven realities of library administration. Library
1976.
197a

Digitalizado
gentilmente por;
por:

jourttal,
jourtial, ;313,
:313, Jan,
Jan. 15,

II

12

13

14

�997
ABSTRACT
A general discussion of library evaluationiconcapts
evaluationiconcepts is presented wlth
with particular emphasis
on library effectiveness. Two evaluation'models (amount of use and document availability) are
compared under four critaria:
criteria: informativeness, validity, comparability and
presented and comparad
practicality. The availability model is considered very convenient due
dua to its
Its power in revealing
revaaling
problems in the library causing user frustration. The limitations
limitatlons of the
tha model
modal ara
are also
aiso presented as
well as its application
appiication in the administrative processes of justification and allocation, helping in
In the
decision-making process. It aIso
also emphasizes the need for developing other models which should
dacislon-making
overcoma
overcome the
tha limitatlons
limitations of tha
the models currentiy
currently available.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

J^-LrLJ

�998
DISPONIBILIDADE UNIVERSAL DE PUBLICAÇÕES
Maurice Line
Diretor da British Library Lending Dívision
Division
The topic on which I want to speak is one of fundamental importance to libraries.
Universal Availability of Publications (UAP) is a conoept
concept and a programme.
The programme is one of the two main current programmes of the International
Federation of Library Associations. It is fully supported by UNESCO, and it is being coordinated
and carried out mainly et
at the British Library Lending Division at Boston Spa.
The concept is an ideal objective,
objective. It is that all publications, wherever and whenever they
were published, should be fully available to anaybody wherever he is. This is obviously
obviousiy a massive
Ueal which in its perfect form is unatteinable.
ideei
unattainable.
Why do we need a programme of UAP? Are not documents elready
already suppiied
supplied by libraries?
It is certainly the job of libraries to supply
suppiy documents; but no library is or can be self-sufficient. The
volume of tha
the world's publications is stili
still growing. The economic difficulties of libraries in many
also growing and they are becoming less and less self-sufficient. All libraries must
countries are aiso
increasingly rely on other ressources.
Another reason why' UAP is needed, is that there have
hava been huge increases and
improvements in bibliographic control in the last twenty or thirty years. There have been large
developments in the big machine readable data bases in Science and Technology especially. National
Bibliographies have improved and IIFLA
FLA has a programme of Universal Bibliographic Control — that
is the other main programme of IFLA at the moment. It isfolly
is folly to.have a programme of improving
bibliographic references and making them more widely available
aveilable to everyone uniess
unless they can obtain
the documents to which the references refer. To have a researcher who reoeives
receives a fuII
full flow of
bibliografic references on his subject of interest and for him not to obtain the doduments, is merely
frustrating.
Document availability at the moment is surprisingly poor. Local libraries may, if they are
good, be abie
able to satisfy up to 70%-of the needs of researchers. This may seem a very low figure but
various studies in the United States of America and the United Kingdom have produced figures of
lower than this and 70%, I think, is quite a high figure. You may find libraries that appear to.
to
perform better, but that is usually because the libraries are so bad that the researchers avoid them
completely. Other libraries in the country may be able
abIe to satisfy 70% of the remaining needs of
they
researchers, at the most. Again, 70% is a high figure; not many countries obtain this. Even when they'
do, delays in supply
suppiy are
ara usually so long, procedures are so cumbersome and the wholesystem
whole system isso
is so
difficult and awkward to use that demand is held back.
Tha
The interlibrary loan System
system is not used very much because high sucess and good speed of
supply are not expected. In most developed countries, the best average supply
suppiy
suppiy times that can be
expected are about three weeks and, as I have saíd,
said, the best suppiy
supply rate that can normally be
obtained is about 70%. As for International
international loans, few countries ara
are even able
abie to supply
suppiy their own
publications adequately and delays are usually very long: often six months or more.
,
The cost of obtaining documepts
docunrepts from eisewhere
elsewhere is also
aIso very high if all costs are taken into
account. So, we have a system where local availability is not very high and availability from
elsewhere is poor, slow and expensive.
eisewhere
This is why ona
one needs a programme of UAP. Why is the situation so unsatisfactory? I
think it is because, until recentiy,
recently, hardiy
hardly any country in the world realized the scale or importance
im|3ortanoe
of the problem, although it is absolutely fundamental to both national and International
international library
planning. They have devoted their attention to bibliographic control, to building up national
reference collections, to Computer
computer networks, bu what they have not done is to devote attention to
suppluing documents, which is the fundamental job of libraries. This is very surprising but is a fact.
suppiuing
Because the problem has hardiy
hardly been identified or taken seriously,
seriousiy, few serious attempts have been
made to solve it.
How then can matters be improved? First of all I want to look at national lending and
acquisition Systems
systems — because uniess
unless books have been acquired they obviousiy
obviously cannot be suppiied.
supplied.
In most countries the system is a cooperativa
cooperative one which relies on the books aiready
already acquired by
libraries to which access is provided by means of union
Union catalogues. This requires a high degree of
cooperation, voluntary cooperation, between libraries. This system has serious fundamental
defficiencies which
wh&gt;ch I believe to be intrinsic to cooperation of this kind. First of all,
all. acquisition is
usually inadequate because you are relying on the possibility that one library or another in the
country has acquired a book that may be wanted. The chances of this may not be very high.
Secondly, suppiy
supply delays are long because it is tha
the function of individual libraries to serve their own
Secondiy,

Digitalizado
gentilmente por:

�999
clients, not to serve other clients, and interlibrary loans are often given low priority in individual
libraries. Thirdiy,
Thirdly, the costs are high, both for the requesting
librarias.
raquesting libraries and the
tha supplying
suppiying libraries,
librarias,
because of the cumbersome procedures often used. Often the documentation required and the
accounting procedures are extremely costly
costiy to operate. And when countries do have accounting
systems that require repayment, often the cost of operating the System
Systems
system is much
müch greater than any
repayment which is obtained.
Some countries have a slightly better version of this, which relias
relies on subject specialization,
with specially designated libraries which are funded—
funded — possibly from national resources. An example
of this is the Federal Republic of Germany. This is better because interlending
interlanding and acquisition
ecquisition are
concentrated on a few libraries and it is possible to develop the
tha acquisition policies and extend the
these libraries.
converage by concentrating on thesa
A more extreme version is based on centralization, where both acquisition and supply
suppiy ara
are
centralized on one national library. The only real example of this at the moment, I believe, is my
extensive acquisition coverage
own library, the British Library Lending Division. This can achieve an extensiva
because national funds are used to try and ensure that all wanted materiais,
materials, or nearly all wanted
materiais,
materials, ara
are obtained in one place. Secondly,
Secondiy, ae fast speed of supply
suppiy can be achieved because the
whole system
System is geared to interlending. It does not have to serve any other purpose, such as reference
or bibliographic control. The whole stock can be organized for the purpose of interlending. Very few
catalogues are needed; cataloguing cost can be very low, stock can be shelved in alphabetical order
and procedures can be extremely simple. Because of this, the costs of operating the System
system are
extremely low.
Now I wouid
would not suggest that the highly centralized model is necessarily suitable
suitabla for all
countries. To be successful
successfui it requires a high volume of demand. If we do not have that, it
It is difficult
to justify the high cost of central acquisition. If damand
demand is high, tha
the acquisition costs are covered
adequately because the unit costs are obviousiy
obviously low, but if you have a high central acquisition cost
and a low demand, youobviousiyheva
arxf
youobviouslyheve very high unit costs.
But countries do not need to choose between total centralization and.total
and total decentralization. There are several possible points midway between these extremes.
Wa
We heve found in our library that a high percentage of demand falls
falis on a very limited
proportion of the collection. For example, we acquire fifty-two thousand current journals;
joumals; five and a
half thousand of these account for 80% of demand for journals; nine thousand tities
titles account for 90%
of demand for journals. This means that a very limited central collection of cerefully selected
journals can satisfy a very high proportion of demand.
joumals
demarKi. Moreover, these are in Science, mostly
mostiy in
Science and Technology, for which the most urgent need exists because the industrial users usually
want a much faster suppiy
supply than many academic reserarchers.
Nearly ;any country can support, I1 believe,a limited central collection of this kind. This still
stili
has to be supported by other systems — cooperative systems
Systems — but the great bulk of interlending is
taken off individual libraries which can therefore perform the role they still
stili heve to perform, much
more adequately.
Recently we carried out on contract to UNESCO, incidentally with the help of a Brazilian
Recentiy
librarian, Antonio Briquet de Lemos, a study of national interlending systams.
systems. This was a
comparative study of national landing
comparativa
lending systems throughout the world and we compared them for
cost-effectiveness, speed, satisfaction levei,
level, and so on. This report is not yet fully available from
UNESCO. It is being circulated widely to national centres but there is a summary article on it which
can be studied by anyone interested.
The main point we make in this report is not that there is any one perfect solution which
can be applied
appiied all over the world. It is that every country must take the problem seriousiy,
seriously, must
analyse its own problem and work out is own solution in the light of its own conditions.
Secondly, I want to deal with International
Secondiy,
international suppiy
supply because just as no individual library can
be self-sufficient, so no country can be self-sufficiant.
self-sufficient. A fundamental requirement here is the ability
supply its own publications to its own citezens and to those of other countries,
of each country to suppiy
by loan or photocopy.
photocopy, If it cannot do this, avaiability is impossible.
impossible, If you cannot get an English
publication from England, where can you expect to get it from? If you cannot get a Brazilian
publication from Brazil, where can you expect to get it from?
There may be other sources of supply
suppiy but, as a last resort, it is essential that the country
of publication must be abie
able to supply
suppiy its own works. This is far from being the case at the moment.
For example, the United Kingdom often takes six, seven or eight months to obtain, on loan, from
France a recent French book, I do not wish to pick out France particularly, other countries are often
even worse.

Digitalizado
gentilmente por:

�1000
Another fundamental requirement of international
International availability is efficient national lending
Systems. It is obviously
systems.
obviousiy impossible to have satisfactory international supply,
suppiy, except whenall
when all
countries have their own efficient national systems,
systems. You cannot have an effective suppiy
supply from
Britain uniess
unless Britain has a good system of its own. Again Brítain
Britain cannot rely on Brazil uniess
unless Brazil
has a good System.
system. Neither requesting nor supplying
suppiying can operate efficently,
efficentiy, except on the basis of
efficient national lending systems.
There are other improvements that can be made in international lending, apart from these
two fundamental requirements.
Firstly, procedures can be greatly improved and some work has been done towards this in
Firstiy,
the last three or four years by the IFLA Office for International Lending, which is based at Boston
Spa. We have divised a new and improved IFLA International Request Form, we have advised other
Spa
countries how to improve their procedures, we have laid down new standards and procedures for
international lending, which the IFLA Committee on interlending
International
inteiiending approved last year. These are
published in IFLA Journal and in various other places. Of course, getting procedures approved is one
that all countries wili
will look
thing, getting countries to adopt them is another.
another, But I hope very much thet
at this seriousiy
seriously and see how they can improve their procedures of International
international lending. There are
other possibilities for improvement. One, which is of interest to UNESCO, is the concept of regional
as the Middle
collections. This is the idea that regions of the world, such ás
Middie East or South East Asia or
Latin America, should have regional collections which can satisfy a high volume of interlíbrary
interlibrary
lending demand.
This, to me, is not a good solution ifíf itít depends on the economic and politícal
political cooperation
of the countries concerned. You have only to think of the problems of getting Middle
Middie Eastern
countries together, let elona
alone South East Asian countries to cooperate in setting up a central suppiy
supply
system for ell
System
all their countries. In which country is it to be? How is it to be funded? How is it to
operate? How is Itit to be staffed? Is it to be payed for by individual users? I don not think this
solution is a possible one.
What is a possible solution, and I believe this might be of interest to Brazil, is for one large
country in a region to set up an efficient central supply
suppiy system of its own and then provide its
services, in return for payment, to other countries in the region.
Services,
This is exactly
exectiy what the British LIbrary
Library Lending DIvision
Division does in Western Europe,
Europe. I cannot
see any reason why Brazil, ífif it set up a good system of its own, could not do so to other countries in
South America. I think this is
Is well worth considering.
Another possibility is international collections. Is it possible to conceive of an
international worldwide collection which can satisfy to any country in the world a large number of
internationel
tha
the publications they require? I think this is just possible for some categories of material. It Is
is
possible for joumals
journals and report literature, and
end a few other categories. I don't think it is possible for
ordinary books.
give a worldwide service,
In fact, the British Library Lending Division does giva
Service, and we receive
raceive
each year over five hundred thousand requests from other countries. So we are, in fact, acting as en
an
international suppiy
supply centre for joumals
journals but we could not possibly do so for books.
Again, on contract to UNESCO, we are now studying various models of international
lerKling systems,
systems. fnduding
Including international centres, regional centres, procedures and so on, to heve
have a
lending
look at he various schemes and the costs of them and their relative effectiveness; and we hope to
report to UNESCO on this within a few month's time.
tima.
Again, ín
in contract to UNESCO, we are studying the situation with availability in individual
countries; wa
we are
era selecting four or five countries and analysing their present ability to supply
suppiy
publications to their users. The aim of this is to show
Show how serious the problem is and to identify its
nature.
nature,
We know what the problem Is
is in Britain, we know it is in the United States, we know what
it Is
is in Germany, but we do not know it in many other countries and we need a much more carefui
careful
analysis in dífferent
different kinds of country, in different
dífferent parts of the world. This is a very complicated
study arxf
and we shall not be having any resuits
results for a year or so.
Another piece of research we hope to do is international acquisition systems; the various
schemes that exist in different
dífferent countries of the world for trying to establish coverage of acquisitions,
acquisitions.
Finally we are hopíng
hoping to do, on contract to a body called NORDINFO, a study of
availability in the Nordic Scandinavian countries: Finland, Denmark, Sweden, Norway and Icelarxd,
Iceland,
which wilI
will be a study of availability within the particular region of the world.
world, So, quite a lot of
research is now being done on the theme of UAP.
Responsibility for furthering UAP rests with several bodies. First of all, it rests with the
IFLA/UAP
IF
LA/U AP programme, which is, as I said, conducted at large at Boston Spa. It is coordinated by

Digitalizado
gentilmente por:

�1001
myself, I have one or two researchers working on it, and we shall contract some of the research out.
So, we are trying to lead this programme at the moment.
Secondly, it is the responsibility of UNESCO, which is giving its full commitment to the
Secondiy,
programme. It is giving financial support for it and it is helping in other ways.
Thirdly, it is the responsibilit\r
Thirdiy,
responsibility' of national libraries. They can give a lead. If they are
carefully planned, they may be abie
able to act as a national suppiy
supply centre.
Fourthly, it is the job of national library associations to consider the
tha problem in their own
countries and what can be done about it. It is something that every national library association must
take very seriousiy
seriously and discuss among all the librarians in the country.
taka
Fifthly.sit is the responsibility of national governments. Individual governments must take
this seriousiy.
seriously. Information is a major world resource — without it the world cannnot survive in future
and an integral part of Information
information Services
services throughout tha
the world: tha
the document suppIy.
supply.
Wa
We are hoping that UNESCO wili
will call an International Congress on UAP in two years'
will do a great deal to achieve the commitment of national governments.
time. If this happens, it wilI
Finally, it is the responsibility of individual libraries, of individual librarians, arKl
and of
Irxfividual users. They want to give a service to their users and their users want the Service.
irKiividual
service. It is up to
them to consider how this should be done. It is up to them to talk to their national library
associations, to talk to their national libraries and to talk to their national governments.
Only by this degree of commitment on the part of individual librarians wili
will UAP become a
reality.

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�Comissão Brasileira de Documentação Biomèdica

Digitalizado
gentilmente por;
por:

11

�SÍiljMeR. tiitim-m» IJff'. ÇiWV
sií^.írtfÉií^ açíftli# »'!••# íM*

lE^ &gt;'(, .'àrí-CÍ' j '- ^■*^t i- . 'Jl‘" I r - í sy’'"'*'
m t^p .-•,«&gt;«»•■*4,
rfinpjírstíjitrty of U(ví-v;:&gt;v í.v já -^ív.';&gt;:?'*«■ fv&gt;-' &gt;^íK'^-*‘í*rVi'w'
**-■'” « 300": &gt;■ &gt;•:•.'■■■&lt;; :.'■. ,-rí-.i-.; JI..*, ■
'-'ÍWSíSÔy..-ài- ò 'ÇÍ9Ç
of
*: i't.-'U*'''.:&gt;,
■&gt;''■
!«i»y P-« «-‘í i„ ■^■; ;i !-.4t. i.H ,&lt;•. v, , - ;í.y -.«ivrv.
':Ä»r*»V, k tf, rm (ÉJÍí ,-;f rtítio-.t». ;i;_ ,r-,‘ í,&gt;:-■ C'v-.-,s.;i:,-.r ':.s?r ,
nf..»ç •■f H V
,h;i •
=&gt;,.r. .-k»: •
IStTK!i'3 rflj tl:* i(í’íll..ítv-&lt;-, ir. ,^^■ ■.-.-.'VÍWÍV
fs ífrtí ^íiÊpon5ít?í::ty OÍ .■.í&lt;ffO=Piíi i-'&gt;vrírn:'.‘.;vr!í :,
. •5,;j^r^^'4Wí’ífv-,, y. ■ ■&lt;0t"i|^ít«0iv tftSSCA'JiiOfi &gt;t a roajtsf
,(t..e&lt;xi. ";’ Wi '..osr' -r/k^ w,-,,rl&lt;; r^-.-.' st&gt;4V,,r' r.,’éwíÍàte^---5 í aSirt o?'éíírvM''-i
&gt;■-'■-■ '■:. vsi'-Hd"
fív.-i•&gt;• ;._.-^,-y .
•--ÜN.íiSCCJ
' 'I. t;-' ^ ■ ■'í.í
Í,lfí''v
O’^*' '■'
ijtea/^ÍBÇíÇííffífi,... í
ÇÍ£&gt; S
tMwí
.■■'
í
&gt;*. fs ifiH
.'•' ■ '.:%
!ik.,'a,'.--.s, •;•'■
y i-ír-wi* ;.
'.IUÊ&lt;iiÍlSi:-ii frjilfers., 'Tltr; wans &lt;(&gt; riys: a lírv«» r', vh.r.’ ■• ■•■:&lt;-: .,.v.^j ,nw; ;. ji»-: !«,í-i :.'&gt;• j.*«,.,.-» .■• ••; -'fÍ&gt;«R*‘ ■lí*f»«sÔ(&lt;t ■ h,aiw :Dá Ifssúsií •» -.ít&gt;'r‘ ■&gt; ;r -ij.- ■•
*• .•&lt;,. ■
-.^iÊ^Ki&gt;^ÊK&gt;^0&gt;K io f*í« w; tf-ífi' na^tiW;' íitiífír.sa .-n-ri
r.i. -'ri.--'
.i.-.«--ij--.!Í-â.-r&gt;:-.
ísy fhís
«
i-V.'v'-í .&gt;.-,f!S 'íYf'K’

•aitrsmosa oSacjtn»r.iusoO «í, «liaiituia »«ííimoD

fc'i4v;

.•t.'sr ' • •■&gt;-•:.•

gSpiírB

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1002
BIBLIOTECA HOSPITALAR
HOSPITALARIA;
IA;
Instrumento de Información
Informaciõn indispensabla
indispensable
Dr. Aron Nowinski
Sistema de
Crear un Sistama
da Atenciòn
Atenciõn Médica, supone: definir
dafinir cuáies
cuáles son sus componentes,
establecer una red asistendal que cubra todo un país, organizar unidades de atenciõn
atenciòn médica con
niveies crecientes de complejidad
compiejidad técnica, determinar sus áreas de influencia,
infiuenda,
diferentes recursos, con niveles
definir Ias
ias formas de coordinar ea interrelacionar
Interraiaclonar ias unidades entre sf, establecer Ias normas generales
generaies
de su administraciõn.
administración,
El propósito que
qua se persigue, és tratar de alcanzar
eicanzar el máximo beneficio posibia,
posible, con Ia
capacidad instalada qua
que un pafs
país posea
posee en el sector Salud, recordando que en Ia elaboraciõn
elaboración del
dei
Sistema, deben tomarsa
tomarse en cuenta Ia utilización
utliizaciõn más racional de los recursos disponibles: humanos,
materiales y financiaros.f
finanderos.i
materlales
Estas Idaas
Estes
Ideas apiicablas
aplicables a una red asistendal, pero también a una red de informaciõn,
información,
constituyen Io
lo que ha sido Mamado Regionalizacibn
Ragionalizaciõn da
de Servicios. Esta denominación
denominaciõn deriva, de Ia
la
convenienda de dividir un país
convanienda
pais en regiones, ea fin de establecer Ia
la estructura
astructura dei
del Sistema.
La regionalizaciõn
regionalizacibn puede difinirsa,
difinirse, com Ia
la Intagraciõn
integraclón de servicios de
da atenciòn
atenciõn médica,
educación ae Investigaciõn,
educaciõn
investigación, con dobla
doble corriente de usuários y personal, en una zona o región,
regiõn, con
diferentes niveles de etenciõn,
atenciòn, pero susceptible de abastecerse en gran medide
medida a sl
si misma.
Ia atanciõn
atenciòn médica en cantidad y calidad;
calldad; enriquecer y extender
Sus objetivos son: mejorar le
axtender
Ia educacibn
la
educaciõn en el campo de Ia
la salud; favorecer los programas
progremas de
da investigación;
investigaciõn; coordinar y alcanzar
el mejor rendimiento con los recursos disponibles y los resultados más eficaces, evitando
duplicaciones innecesarias.
innecesarias,
Este concepto de regionelizaciõn
regionalizaclòn de los
ios servicios de salud
saiud se aplica perfectamente
perfactamente a los
distintos sectores dei
del hospital, entre
antre ellos
allos Ias bibliotecas o unidades de información
informaciõn bibliográfica.
Estamos expresando de este modo, que todo hospital de cualquier complejidad,
compiejidad, debe
poseer una biblioteca,
bibliotece, y que
qua esta, al igual
Igual qua el hospital que Ia
le alberga, para cumplir
cumpiir eficazmente sus
objetivos, debe former
formar parte de una red, lo
Io que no implica
Implica decir que el contenido de su acarvo
acervo y su
organizaciõn
organizaciòn sea Igual para todos. Da
De ecuerdo
acuerdo' el
al nivel qua
que ocuperi
ocupren en el sistema o red hospitalaría
hospitalarie del
dei
país y a Ias características
de cada hospital, debe formularse la
Ia política de informaciõn
información y
pais
carecteristlcas particulares da
el programa presupuestário que deberá ajecutarse.
ejecutarse.
No cabe duda, qua
que los hospitales del
dei nivel de mayor complejidad
compiejidad del
dei Sistema, tendrán
información.
mayor respxjnsabilidad
responsabilidad en el desarrollo de programas de Informaciõn.
En los sarvicios
servicios de atenciõn
atenciòn médica hospitalaria,
hospitalarla, el
al personal
parsonal constituye
constituya el recursos más
importante.
Importante.
en gran medide,
medida, condiciona la
Ia celidad
calidad de la
Ia esistencia
asistencia que el hospital
Es el
ei personal el que, an
brinda a su comunidad. Los conociMentosy
conodtYiientosy habilidades técnicas que han incorporado a su quehacer,
así como Ias
esl
les actitudes y valores que rigen le
Ia práctica médica, son los que determinan la
Ia excelencia del
dei
recurso y, en últime
última Instencia,
instancia, al
el êxito
éxito de los objetivos finales,
finelas, medidos en
an términos de salud y de
eficiência del
dei hombre y su comunidad.
El hospitel
hospital debe proporcionar los médios que la
le permitan a su personal renovar sus
conocimientos dentro dei
del incesante
Incesanta y acelerado progresso de Ias ciendas de Ia
la salud, capacitado en el
manejo diestro de les
Ias técnicas más eficientes, que emergen de ese progreso y reafirmar su actitud
ectitud de
servicio hacia
paciente.
servido
hada el peclenta.
El acceso a la
Ia información
informaciõn científico-técnica
ciantíflco-técnica es Ia
la razõn
razón de ser de Ia
la biblioteca hospitalaria,
hospitalarla.
instrumento de
Instrumento
da información
Informaciõn Indispensable
indispensable que refleja, fen
èn buena
buana medida, el interés científico del
dei
hospital, y que constituye un centro hecle
hacia donde converge el personal para satisfacer sus inquiatudes
inquietudes
de informaciõn
información profeslonal.
profesional. La biblioteca hospitalarie
hospitalaria edquiere
adquiere así cualidad
cuelidad instrumental como
recurso de apoyo
epoyo o fuente
fuante de consulta para el
al mejor cumplimianto
cumplimiento de Ias funci,pnes
funciones de Ia
le instituciõn.
Institución.
Su variado y complejo perfil de usuários puede
pueda transcender a su personal y proyectarse al
vasto grupo de estudiantes
astudiantes y profesionales
profeslonales de Ia
la salud radicados en el área y vinculados de alguna
forma con el hos|&gt;itel.
hospital. No menos Importante
importante es la
Ia biblioteca destinada a Ia
le comunidad de sus
pacientes. Si bien le
Ia finalidad perseguida en este caso es distinta, su existencla
existência no es menos necessária
que la
Ia lectura
lecture puede trasformarsa
trasformarse en un medio capaz de despertar el interés de los pacientes e
dado qua
incentivar conductas favorables al cuidado de su salud. En ese sentido la
Ia lectura de determinados
materiales pueda
materlales
puede tener efecto terapêutico en muchos indivíduos.
individuos.
Si se reconoce Ia
la necesidad de que
qua todo hospital debe contar con una biblioteca para uso
dei personal y de los pacientes, se contrae la
del
Ia obligaciõn
obligaciòn inmediata de realizar todos los asfuerzos
esfuerzos

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�1003
posibles para darle satisfecciõn
satísfacción adecuada. El mero hecho de contar con material bibliográfico no
significa que una biblioteca opere en forma correcta, sino que se requiere determinar una política
coherente con Ias funciones esendales
esenciales dei hospital y apliceble
aplicable en relaciõn
relación com Ias posibilidades que
ofrece Ia institudón
institución y su comunidad. Si el hospital como institución
instituciõn está obligado a detectar Ias
necesidades de informaciõn
información bibliográfica de sus usuários, y ea setisfacerlas
satisfacerlas etravés
através de su biblioteca, tal
responsabilidad se hace extensiva a otros organismos dei sistema
sisteme de salud dei que forma parte y dei
sistema de educación, en particular Ia Facultad de Medicine,
Medicina, con Ia cual debe estar intimamentte
relacionada.
reladonada.
Pero además
edemás de una clara
dera y precisa definición
definiciõn de Ia política se requiere contemplar el
proceso administretivo,
administrativo, desde Ia
le etepa
etap&gt;a de Ia formulaciõn
formulación dei plan, sobre Ia base de un diagnóstico
correcto de Ia situaclón,
situación, hesta
hasta Ias fases de organlzaciõn,
organización, ejecución y evaluaciõn, que permita medir si
los servidos
servicios brindados por Ia biblioteca se traducen en un benefido
beneficio reei
real para sus usuerios:
usuários: el personal
y los pacientes dei hospital. De ahl
ahí que sea necesario analizar Ia decisiõn
decisión en cuanto ae Ia política a
seguir y a Ia adminlstración
administración de Ia biblioteca hospitalarla.
hospitalaria. Vamos ea ocupamos dei primer aspecto, pero
previamente vamos ea hecer
hacer un análisis de Ia situeción
situación actual de Ias bibliotecas hospitalarias.
El alud de informaciõn
información científica
cientifica propio de nuestra época agrava Ia situación que padecen
no solo Ias bibliotecas hospitalarias sion todas Ias bibliotecas médicas. Asi,
Así, actualmente se estima que
se publican más de 8000 revistas médicas en el mundo, de Ias cuales no menos de 600 corresponden
a América Latina. Esto determinõ
determinó Ia epariciõn
aparición de centenares de revistas de resúmenes de artículos,
artículos.
Indices y bibliografias, esí
índices
asI como publicaciones seriadas destinadas a actualizar
actuelizar los conocimientos en
los distintos campos dei saber cientifico,
científico, Impresindibles
impresindibles como fuentes de consulta. Por tanto,
al díe
d Ia en el campo de Ia salud y de Ia etención
atención médica hospitalaria exige une
una ardua tarea
manternerse el
para seleccionar Ia enorme informaciõn
información disponible y resolver el problema no menos difícil de Ia
adquisiciõn
adquisición dei material bibliográfico elegido.
Le
La situación presente
presenta le
Ia dinâmica própria
propria dei
del desequilíbrio cada vez más pronunciado entre
Ia demanda de información
informaciõn y los recursos, que cada dia
díe son más insuficientes para darle satísfacción.
satisfacciõn.
Por otra parte, es penoso comprobar Ia escasa atenciõn
atención que se otorga a Ias bibliotecas en Ia inmensa
mayorla de los hospitales,
hospitales. La demanda ea que están sometidos por parte dei personal que ha tomado
conciencia de le
Ia necesidad de manternerse actualizedo
actualizado no hace más que poner el
al desnudo Ia
conciencla
indigencia bibliográfica de los hospitales, incluídos los universitários.
No faltan respuestas defensivas que eluden o encubren el problema. No se puede
desconocer le
Ia necessidad de Ia
le biblioteca en el hospital, pero se argumenta
ergumenta que no es posible contar
con ella porque el dinero apenas
epenas alcanza para
pere Ia esistencla
asistencia de los pacientes y que por falta de fondos
rx&gt; se compran libros ni
no
nl revistas, como si
sl constituyeran un ertículo
artículo de lujo. La situación se agrava
agreve
consecuencia de esigneclones
asignaciones presupuesterlas
presupuestarias cade
cada vez más insuficientes, quedan
porque, como consecuencla
imprescindibles para Ia consulta. Estas soluciones de
truncas ciertas colecciones de revistas Imprescindibles
continuidad son heridas Inferides
inferidas a Ia
le cultura sanitaria
sanitarie que comprometen seriamente el cumplimiento
de Ias funciones dei hospital. Plantear
Plentear el dilema en términos excluyentes y absolutos — esto o aquello
equello
— no es Ia conducta aconsejable. Aqui,
Aquf, como en cualquier probleme
problema de necesidads múltiplas a
satisfacer. Ia decisón debe tomar en cuente
cuenta critérios que permitan objetivar Ia
le importanda
Importanda y Ia
le
urgência de los distintos raquerimientos,
requerimientos, asi
así como Ia factibilidad
fectibilidad y Ia eficiência de los médios para
logralos. Lo que corresponde, por tanto, es precisar cuánto es posible satisfacer de cada una de les
Ias
necesidades, incluyendo entre ellas Ias de Informaciõn
información bibliográfica.
También suele comprobarse un acentuado aislamiento institucional, problema
probleme que no
puede ser resuelto mediante esfuerzos individuales o institucionales realizados en forma irKoordinada
pero sí
sf a través de acciones colectivas que integren los recursos bibliográficos existentes en el área de
influencia dei hospital.
Más allá de Ia calidad y Ia cantidad de material bibliográfico de
fie Ias bibliotecas hospitalarias,
y de los factores condicionantes implicados en ese problema. Ia situación actual es francamente
deficitária en otros aspectos relevantes. Asf,
Así, por ejemplo, es notoria Ia insuficiente
insufidente formación
formaciõn dei
personal encargado de Ia biblioteca y el escaso adiestramiento en el campo específico de Ias
bibliotecas de medicina y administreción
administración médica. La falta de bibliotecários especializados Neva
lleva a
menudo a recurrir a personal auxiliar presupuestado, cuando no a voluntários que no siempre están
en condiciones de trasformar a Ia biblioteca en un servicio activo y eficiente. La biblioteca nunca será
administración. Agréguese a ello que muchas veces no cuenta
mejor que el personal destinado a su adminlstración.
con Ia necesaria asesoria brindada por un comitê dei hospital con facultades suficientes para
determinar Ia política a seguir y Ia orientación más apropriada.
Por otra parte, es común que Ia planta física correspondiente no sea fácilmente accesible
para aquellos que Ia usan, y que su área no contemple todas sus necesidades y eventuales expansiones
en el futuro. Además, Ias instalacíones
instalaciones suelen ser poco funcionales y en Ia mayoría
mayorla de ellas los

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

11

12

13

14

�1004
equipos de reproducciõn
reproducción brillan por su ausencle,
ausência. Los procedimientos bibliotécnicos requeridos para
un buen funcionemiento
funcionamiento se realizen
realizan en forma
forme incompleta, por Io cual
cual.los
los servidos que se brindan en
matéria de préstamos y de referencia bibliográfica se hailan pordebajo dei nivel mínimo exigible,
exigible. A
esta situaciõn
situación deficitária
los hospitales universitários de América Latina,
este
deficiteria no escapan muchos de
de.los
Letina,
aunque por le
eunque
Ia naturaleza
netureleze de sus funciones estarfan
estarfen obligados
obligedos a exhibit
exhibir el
ei modelo de mayor
interrelacionado con Ia biblioteca de Ia
complejidad, debidamente interrelacionedo
le Facultad de Medicina.
La estimeciõn
Le
estimación de Ias necesidades, de Ia demande
demanda creciente de literatura especializada en
administraciõn médice,
administreciõn
médica, y de Ias restricciones que limiten
limitan ei
el funcionamiento de Ia biblioteca debe
hacerse en todo hospital. El enálisis
análisis correcto de le
Ia situaciõn
situación es ei
el punto de pertida
partida obligado para toda
proyección futura que procure Ia
le mejor solución
soluciõn posible al
ei problema, dentro de Ia
le orientación
orientaciõn
general fijeda
generel
fijada por le
Ia política de desarrollo dei hospital; es ae su administración
edministraciõn que le corresponde esta
taree,
tarea, desde ei
el momento que le
Ia administreciõn
administración es el
ei instrumento
Instrumento indispensable para ejecutar le
Ia
política.
ahora le
Ia política pare
para Ia administreciõn
administración de Ias bibliotecas hospitalarias.
Veamos ahore
La política
politica dei hospital está Inscrita
inscrita en le
Ia política de salud
saiud y de su atención.
etencíõn. Abarca todas
Ias instituciones que conforman el sector saiud
salud y debe funcionar dentro dei sistema sanitario de cada
pais en Intime
pels
intima relaciõn
relación con Ias instituciones educativas encargedas
encargadas de Ia formaciõn.
formación. Ia especializaciõn
especialización
y el perfeccionemiento
perfeccionamiento dei personel.
personal. Oe
De ehí
ahf que les
Ias necesidades crecientes de informaciõn
información
cientifico-técnica médice
médica y administrativa no pueden ni deben ser satisfechas en forma exclusiva por
científico-técnica
los hospitales, ni siquiere
siquiera equellas
aquellas relacionadas con su personal y con los pacientes que componen le
Ia
comunidad ea le
Ia que sirve. El enálisis
análisis de le
Ia situaciõn
situación ectual
actual obliga ea eceptar
aceptar el desafio que nos permita
avanzar en Ia
evenzer
le bOsqueda
bCisquede de una
une respuesta
respueste mãseducuadaa
máseducuedae Ias exigências
exigenclas de información
Informaciõn especializada
especiallzade
dei personal de los hospitales, teniendo
tenlendo en cuenta
cuente Ias
les limiteciones
limitaciones Impuestas
impuestas por Ia realidad
reelidad de
nuestros paises.
países.
La política, pues, debe comprender a todas Ias instituciones
Instituciones que cuentan con recursos
bibliográficos especielizedos
especializados dentro dei área de influencia
influencie dei hospital, integrando
integrendo su biblioteca ae una
verdadera unidad bibliográfica de Ias ciências de Ia salud,
verdadera'unidad
saiud, capaz de servir tanto
tento al
ai sistema de saiud
salud
como el
al de educación
educeciõn de todos los trabejedores
trabajadores dei área, de manere
manera que permita un máximo
aprovechamiento dei ecervo
eprovechemiento
acervo bibliográfico. Supone Ia Integreciõn
integración de Ia Facultad de Medicina,
Medicine, de
diversos orgenismos
organismos universitários, dei Ministerío
Ministério de Selud,
Saiud, de otros organismos esistencieles
asistenciales públicos
y privedos,
privados, y de Ias asociaciones científicas
cientificas y gremiales dei campo de le
Ia salud.
saiud. Se trate
trata de una
politica que debe ser coherente con le
política
Ia política sanitaria
sanitarie global y que pone ea prueba Ia capacidad
capacided de
Ias instituciones para
pare implementar mecanispos
mecanis(nos eficientes de coordinación
coordineciõn cuendo
cuando Ia
le integración
integreciõn
funcional no es conveniente. Entre ellos se destacen
destacan el establecimiento de normas
normes uniformes para
pera Ia
selección y adquisiciõn
selecciõn
adquisición dei materlel
material bibliográfico, junto con su registro, clesificeciõn,
clasificación, catelogaciõn
catalogación y
acuerdo el
al perfil de usuerios.
usuários.
ordenamiento de ecuerdo
La polltice
Le
politica debe formulerse
formularse con le
Ia suficiente claridad
clarídad y precísiõn,
precisión, no solo respecto de Ias
necesidades identificadas
Identificedes y de aquellas
equelles expresadas como tales por Ia demanda efectiva de los
usuários, sino tambián de Ia forma en que ei
el hospital va
ve a participar directa o indirectamente en su
satisfacciõn
satisfacción y (tel monto de le
Ia eslgneciõn
asignación presupuestarie,
presupuestaria, en un marco de coherencia y factibilided,
factibilidad,
dentro de un contexto de racionalidad
racionallded politica
política y administrativa.
edministretive.
Hey
Hay dos problemas que exigen etenciõn
atención preferencial en Ia formulaciõn
formulación de esa política:
politica: Ia
selección y Ia adquisición
selecciõn
edquisiciõn dei material bibliográfico elegido. Tento
Tanto el enorme caudal
caudel de literatura
litereture
especielizade
especializada como su edministreciõn
administración exigen edoptar
adopter critérios objetivos de selecciõn,
selección, entre los cuales
tienen prioridad los critérios de calidad,
celidad, de oríginalida
originalida y de ectualidad
actualidad de Ia Informaciõn,
información, manejedos
manejados
en forma conjunta y no eísiada,
aislada, con le
Ia etenciõn
atención siempre orientada ea conter
contar con una bibllogrefíe
bibliografia
especializada que responda a Ias reeles
especializeda
reales necesidades de los distintos miembros de Ia comunidad de
usuários.
En cuentao ea Ia edquisiciõn
adquisición dei material seleccionado. Ia política debe fijar los recursos dei
presupuesto hospitelerio
hospitalario que serán destinados ea Ia biblioteca pera
para gastos de suscripiciõn
suscripción de revistas y
de otras publiceciones
publicaciones periõdices
periódicas en primèr
primer luger,
lugar, y pare
para adquisiciõn
adquisición de libros en segundo lugar,
estimando luego cuánto se espera incorporar en concepto de donaciones y de canje con instituciones
nacionales e Internacioneles.
nacloneles
internacionales. En tel
tal sentido Ia política
politica dei servicio debe ester
estar abierta a todo tipo de
relaciones interbibliotecarias, que constituyen un mecanismo
para aumentar Ias
releciones
mecanisnx) de gran eficacia pera
posibilidades de Ia biblioteca dei hospital y evitar el dispendio de materiales de costo tan elevado. La
política
pxilltica debe fomenter
fomentar los vínculos con Ias bibliotecas especializadas dei pais en el camino hacia su
integración funcional.
integraciõn
funcional,
Existen otros aspectos que pueden esta comprendidos en Ia política de información
informaciõn
publicaciones periõdicas
periódicas de Ia instituciõn,
institución,
cientifica dei hospital, tales como Ia decisión
decisiõn de impulsar publiceciones
destinadas a reflejar su nivel cientlfico-técnico,
cientifico-técnico, y de imprimir el boletin
boletín informativo de Ia biblioteca

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�1005
dei hospital para su difusión interna yv externa; ademãs, facilitar
del
faciiitar ea su personal
personai y ea estudiantes y
profesionales de Ia
profesionalas
la salud, al costo, los duplicados de artículos de revistas, libros
iibros ea foliatos
foiietos que
qua sean
requeridos.
La aprobaciön
aprobaciõn de la
Ia política
poKtica de Ia
ia biblioteca estará
estaré ae cargo dei órgano
õrgano normativo o de
da Ia
autoridad superior dei hospital, que puede dalegar
eutoridad
delegar la
Ia función
funciõn o ser asesorada por un comitê de
biblioteca Integrada
integrada por miembros bien seleccionados da
de su cuerpo médico y paramédico, con
antecedentes acreditados en cuanto a calificación
calificaciõn y experiencia
experienda en el
al campo especifico,
aspecífico. El comitê
comité
tendrá, entre otras funciones. Ias de orientar
oriantar la
Ia política general,
generel, asesorar
asesorarel
al nivel superior, supervisar
el
al bibliotecário en Ia
la selección
salecciõn y en los mecanismos da
de edquisición
adquisición dei materlell
material! bibliográfico
requerido, gestionar donativos y otras formas de contribuciõn con personas ae instituciones nacionales
internacionales, y breger
bregar por la
e Internacionales,
Ia instauración
instauraciõn de mecanismos de intercâmbio
Intercâmbio que
qua fortalezcan
fortalazcah el
al
acervo de Ia
la biblioteca y enriquezcan les
Ias axperiencies
experiencias asistancialas,
asistenciales, educativas y de Investigaciõn
investigación
mediante un sistema de Informaciõn
información cruzada.
Hasta aqui nos hemos ocupado de la
Ia política de Ia
la biblioteca destinada al
el personal
profesional, técnico y auxiliar, para satisfacer sus necesidedes
necesidades de Informeciõn,
información, mejorar su
capacitación y permitir, en última instancia, una major
capacitaciõn
mejor atención
etenciõn médica de los pacientes ea su cargo.
Es obvio que no puede hablarse de una política de
da la
Ia biblioteca que sea ajena
ajene ae la
le política educativa y
de Investigaciõn
investigación Instrumentade
instrumentada por el hospital. Paro
Pero en estes
estas consideraciones no puede omitirse la
Ia
política ea seguir con los pedantes
pacientes dei hospital, reconociendo
reconoclendo sus necesidades
necesidadas de lactura
lectura y los
benefícios que pueden logrerse
lograrse por este medio.
La biblioteca pera
para pacientes plantea algunos problemas especlales,
especiales, másellá
másallá da
de Ia
la selecciõn
selección
adquisición dei material de
en cuanto a edad y nivel
y adquisiciõn
da lectura. Se debe conocer el tipo de pacientes an
instrucción. Ias necesidades aspecíficas
especificas da
de lectura, sus Intereses,
intereses, preferancles
preferencias y hábitos, le
la
de Instrucciõn,
naturaleza de le
naturaleze
la enfermedad que presentan.
presentan, Ia
la personalldad,
personalidad, etc. Da
De ehí
ahl le
la Importanda
importanda de contar con
funcione como equipo, integrado
un comitê asesor
esesor multidiscipiinario
multidisciplinerio que funciona
Intagredo por médicos, psicólogos,
asistentes sociales, enfarmeras,
enfermaras, etc., en condicionas
condiciones de dar Ias directivas generales sobre la
psiquiatras, asistantes
Ia
política ea seguir con respecto a los materiales
mataríales de lectura que puedan producir beneficio terapêutico
en los distintos enfermos.
anfermos.
La política deberá detarminar
determinar slsi al
el servido sõlo
sólo se ofrece a los pacientes Internados,
internados,
independientemente dei tiempo de permanência en al
Independientementa
el hospital, o si sa
se Incluye
incluye también ea los
ambulatórios; les
Ias relaciones a establecer con le
la biblioteca para el personal y con Ias bibliotecas
públicas de su área de influencia,
Influencia, y el grado de participací&amp;n
participaciÓn dei personal voluntário dispuesto a
colaborar con este servido. Además es aconsejable promover vínculos con la
Ia comunidad, canalizados
a través de grupos de
da amigos de la
Ia biblioteca que
qua estên
estén sufidentemente
suficlentemante motivados para brindar una
une
ayuda eficaz. Son diversos los aspectos que es necesario contemplar an
en le
la organizaciõn
organización de le
la
biblioteca para pacientes;
F&gt;acientes; muchos de allos
ellos no astán
están resueltos
resualtos en la
Ia mayorla
mayoríe de los hospitales de
nuestros países, por Io cuel
cual es largo el camino ae recorrer
recorrar y erdua
ardua la
le tarea
terea ea realizar.
Todo hospêtal
hospital debe comenzar por reconocer Ias
les peculiaridades que presenta
presante su bibiioteca
biblioteca
de pacientes, según el tipo da
de enfermos
enfarmos que
qua se asisten en él. Así, por ejemplo, axisten
existen necesidades
iegaies precisas en algunos países, para
bien definidas, ademãs de disposiciones legales
pare Ias bibliotecas de
da
ciertos hospitales como los psiquiátricos. En otros hospitales especlales
especiales generéles dotados de servidos
atienden ea nlrios
nifios o ancianos
la información
que atiendan
anclanos con defectos
dafectos físicos y visuales,
visuales. Ia
informaciõn que
qua proporcionará la
Ia
biblioteca debe tener en cuenta
cuante los aspectos psicológicos de la
Ia lectura,
lactura, el lugar que ocupa
ocupe en la
Ia
terapêutica y sus efectos sobre le
la evoluciõn
evolución de Ia
la enfermedad. NIngún
Ningún director de hospital puede
la utilldad
utilidad de Ia
la biblioteca pera
para pacientas,
pacientes, los progresos observados en esta
este campo, y el
desconocer Ia
papel que se le asigna
papal
eslgne en la
Ia atención
atenciõn médica integral dei enfermo. En consecuencia, debe promoverse
su desarrollo en al
el hospital procurando Ia
la cooperación
cooperaciõn activa dei personal y de Ia
la comunidad,
favoreciendo su orgenizaciõn
organización y etendiendo
atendiendo aquellos aspectos materiales
materlales y humanos que la
Ia hagan
funcional, entre los cuales sa
se Incluyen
induyen facilidades locetivas
locatives y sistemas de distribuciõn
distribución pera
para poner al
la lectura,
alcance dei paciente los libros que necesita
nacesite durante su hospitalización,
hospitelizaciõn, sea por el placer de Ia
por razones psicológicas o bien por razones terapêuticas en relación con determinados tipos de
da
enfermedad.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

m.

II

12

13

14

�1006
PAPEL DE BIREME EN EL CAMPO DE LA INFORMACIÒN DESALUD
DE SALUD
Dr. Aron Nowinski
En Agosto de 1964 se llevó a cabo en Poços de Caldas Ia
la IV Conferência de Facultades
Latinoamericanas de Medicina y II Reuniõn
Reuniön de Ia
la Associação Brasileira
Brasiieira de Escolas
Escoias Médicas. Darante
Durante
las discusiones surgieron parmanentemente
permanentemente los problemas provocados tanto en la
Ias
Ia docência como en
Ia
la Investigaciõn
investigación por Ia
la falta de Información
informaciòn bibliográfica suficiente en Ias Escuelas Médicas y Ia
la
necesidad de crear mecanismos que suplieran esta deficiência,
deficiência.
Surgiò entonces Ia
Surgió
la Idea
idea de establecer una institución de caracter regional capaz de
estimular el desarrollo de Ias bibliotecas médicas y de actuar como centro de informaciòn
información y
documentación biomédica para toda Ia
la Regiõn de Ias Américas y el Cariba.
Caribe.
La Organización Panamericana da
de Ia
la Salud, coincidiendo
coincidiando en su apreciación dei problema se
dedicó
dedicõ a materializar Ia
la idea y asi, después da
de estúdios sobra
sobre al
el estado de Ia
la información
informaciòn biomédica
en los paises
países de la
Ia Regiòn
Región y de
da diversas gestiones, fué firmado con el Gobierno
Goblerno dei Brasil el convênio
creando Ia
la Biblioteca Regional de
da Medicina, con asiento
asianto en
an Ia
la Escola Paulista de Medicina.
En el cumplimiento de ese objetivo general, BIREME se desarrolló
desarrollò a partir de su creación
en 1968 segOn
segòn Ias características predominantes en Ia
la década dei 60 en el sistema de información
informaciòn
biomédica, en el cual, para analizar más claramente su estructura podriamos distinguir dos
subsistemas que sa
se interaccionaron:
Intaraccionaron: el
al de la
Ia Información
informaciòn biomédica en si misma y el de ia
Ia
biblioteconomia. Las características de cada uno de ellos
eilos Imprimieron
imprimieron sus directives
directivas al proceso.
En el caso de Ia
la Información
informaciòn biomédica es conocido el hecho de que ella reposa
fundamentalmente en Ias
bioiògico y
fundamentalmanta
las publicaciones periódicas de contenido predominantemente biológico
clinico que componen un universo bibliográfico padronizado por ei
el mercado editoriai
editorial — el book
trade — regido por leyes
ieyes y factores que ascapan
escapan a las
ias necesidades reales del
dei sector.
Basándose pués el sistema en astas
estas publicaciones — y astamos
estamos aludiendo ya al segundo
subsistema a que hemos hecho referencia, el de Ia
la biblioteconomia — resulta lógico que el mismo se
haya centrado airededor de bibliotecas localizadas fundamentalmente
fundamentaimente en Escuelas de Medicina, a fin
de responder a Ia
da
la demanda de los usuários y focalizando el interés más en Ia
la regias de Ia
la
biblioteconomia que
qua en la
Ia informaciòn
Información en salud en si misma, tanto en Io que hace a sus
características como a su utilización.
utilizaciòn. Por otra parta
parte y dadas las
Ias diferencias de nivel y de necesidad de
cada biblioteca en relación con el tamafio
tamaflo de Ia
la institución a Ia
la que servia, seestableció
se estableció unaespecie
una especie
de perámide de
creciente da
de acervos por Ia
la cual los centros más pequefios solicitaban Ia
la
da complejidad crecienta
informaciòn da
de qua
que no disponlan a los medianos y estos a los más grandes, en una especie de sistema
información
regionalizado.
Cabe seflalar que esta filosofia de desarrollo da
de redes de informaciones fué practicamente
adoptado en,
en. todos los campos dei conocimiento, adquiriendo distintas características según
disciplinas, países, posibilidades econômicas, características políticas,
isolíticas, etc.i
etc.j
En este
esta encuadre BIREME cumpliò,
cumplió, a partir de su creación una labor realmente notable,
la red de
promoviendo y apoyando la
Ia creación de redes nacionales y sirviendo de cabeza a Ia
información
informaciòn biomédica latinoamericana en general y brasilefia
brasilefla en particular. Los resultados
alcanzados y el prestigio da
de que goza, demuestran no solo Io necesario de su creación sino que dan Ia
la
medida de su aporte al proceso. El apoyoi
apoyo a través de levantamientos bibliográficos, asesorlas,
asesorías,
de personal especializado y préstamo Interbibliotecário
interbibliotecário alcanza cifras qua
que de alguna
capacitación da
manera, dan la
Ia medida de la
Ia labor realizada.
Desde 1974 fué instalado el Sistema MEDLINE a través dei envió
Desda
enviò a BI
BIREME
REME por parte de
la National Library of Medicina de los EE.uO.
Ia
EE.UU. de los discos dei Banco de Datos, que mediante Ia
la
utilizaciòn de la
utilización
Ia computadora dei Instituto de
da Energia Atômica de San Pablo permite su
recuperación
recuperaciòn directamente por terminales ubicados en BIREME y en los Subcentros de Ias
las
Universidades de Rio de
da Janeiro, Belo Horizonte y Salvador (Bahia). Profesionales e Instituciones dei
Brasil y América Latina tienen asI
así acceso al más poderoso sistema de Información
informaciòn biomédica
existente. Las alternativas para Ia
existente,
la utilizaciòn
utilización en nuestros países de tecnologias de alta complejidad
como el MEDLINE signified
significó una experiencia de extraordinário valor para el desarrollo de proyectos
que facilitarãn su difusión
difusiòn masiva a un costo afrontable por los países.
Si analizamos el estado actual ae intentamos una evaluación
evaluaciòn de Ia
la Red siguiendo los
la informaciòn
podríamos decir que la
parâmetros clásicos de Ia
información biomédica, podriamos
Ia Red funciona
razonablemente bien — nos animaríamos a afirmar qua
que hasta muy bian
bien — en Brasil merced al fuarte
fuerte
apoyo financiero da
de distintas organizaciones gubernamentales dei país
pais qua
que permitieron el
fortalecimiento de los Subcentros a través de un programa normatizado y centralizado en BIREME.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�1007
Funcionan en Brasil 18 Subcentros, fundamentalmente en universidades, además de BEREME, que
funciona como Subcentro para San Pablo, en tanto existen convênios con Ias Escuelasde
Escuelas de Química,
Veterinária, y Odontologia de Ia Universidad de San Pablo para intercâmbio de informaciõn
información en estas
disciplinas. Ias tres Bibliotecas Complementarias de Ia Red, además de numerosas Bibliotecas
Colaboradoras de los Subcentros.
En los demás países el desarrollo de los Centros Nacionales es díspar
dispar y está ligado a los
problemas da
de cada uno de ellos: factores políticos, econômicos, ínstitucionales,
institucionales, organizacionales,
que en última instancia determinan el desarrollo y
culturales, administrativos han sido y son los qua
funcionamiento de este Centro Nacional, da
de Ia red, y dei estado de Ia Información
información biomédica,
biomèdica,
cualquiera haya sido el esfuerzo realizado desda
desde BI REME, Ia OPS u otros organismos internacionales
ínternacionales
para promoverlos.
Con alguna excepción, en Ia mayoría de los países el esquema de los Centros Nacionales no
ha funcionado y los usuários — fundamentalmente docentes de Ias escuelas médicas — solicitan a
BIREME Ia informaciõn
información de que no disponen en su biblioteca. Lo cual constituye por supuesto el
procedímiento correcto, sienrpre
procedimiento
siempre que Ia información no se
sa encuentre en otras bibliotecas dei mismo
pais, hecho bastante frecuente, lamentablemente. BIREME recibe así
asf pedidos de servidos
servicios por parte
racionalización previa, lo cual sobrecarga su trabajo
de numerosas instituciones de un mismo país sin racionalizaciõn
y aumenta significativamente los costos.
biomèdica, por otra parte, en cada país, el sube o baja de
En lo que hace a Ia información biomédica,
Ia misma podría ser seguido a través de factores tan diversos como el nivel de los precios de Ias
matérias primas que constituyen Ia principal fuente de divisas dei mismo, o de los conflictos políticos
y su repercusión en Ias Universidades, o de Ias restrícciones
restricciones para el envio de divisas al exterior
destinadas a Ia suscripciõn
suscripción de revistas o Ia compra de libros, òo de los programas de estabilizaciõn
estabilización
monetária y aún de simples câmbios institucionales
monetaria
Ínstitucionales como Ia sustituciõn
sustitución en una Universidad de un
rector médico por un abògado
abogado o un ingeniero.
La informaciõn
información biomédica,
biomèdica, ligada al pago en fecha adecuada de Ias suscripciones de Ias
revistas, resulta un sector de extrema sensibilidad para nuestros países, ya que un atraso de pocos
révistas,
un corte dificilmente recuperable en Ias colecciones respectivas y estamos apuntando
meses significa ün
a uno de los problemas más graves para Ia mayoría de Ias Bibliotecas.
Pero el panorama real es más amplio aún y debe
deba seranalizado
ser analizado a Ia luz de lo acontecido en
el campo de
da Ia información
informaciõn en general y de Ia bibliografia médica en particular, en Ia última década.
Y es que ella en realidad rio
no es sino parte de un âmbito más vasto que es Ia medicina, que a su vez es
parte de un sistema mayor — el da
de Ia atención de Ia salud — que no es sino un subsistema dei sistema
social. Y al decir sistema social estamos incluyendo los factores políticos, econômicos, culturales,
científicos prevalentes en nuestra sociedad.
Y en esta
este sentido e impedidos de un análisis en profundidad, podríamos
podriamos seflalar
sefialar 3 factores
realmenta
realmente críticos para Ia informaciõn
información en salud en Ia última década. El primero de ellos es
cuantitativo: es el crecimiento exponencial de Ia cantidad de informaciõn
cuantitátivo:
información volcada sobre el sector
médico. El Gráfico preparado por Durack en Tha
The New England Journal of Medicine (April 6, 1978),
relacionando el peso dei Index Medicus, según períodos de díez
diez afios
arios desde Ia fecha de su apariciõn
aparicíón
en enero de 1879 a 1977, es suamente ilustrativo al respecto y registra simplemente este hecho a
través dei aumento dei peso en kilos del
dei Index Medicus y su incremento desmedido en los últimos 20
anõs. Fácil resulta inferir que el mantenimiento de este índice de crecimiento torna totalmente
ínoperable
inoperable el sector u nos animaríamos a afirmar que hace estallar el sistema, si éste sigue manejádose
sobre Ias mismas líneas de fuerza y con Ias mismas ideas que en Ias décadas pasadas. El análisis de Ias
causas de este incremento exponencial (Ia especializaciõn
especialización médica. Ia necesidad de publicidad de los
laboratorios de medicamentos y de los fabricantes de equipos. Ia estructura acadêmica de nuestra
medicina, por citar algunas) resulta realmente fascinante.y
fascinante y constituye sin ninguna duda el puntode
punto de
partida para enfoques operativos que intenten câmbios profurtdos
profundos en el sector salud.
A este aumento en el número de publicaciones debe agregarse su encarecimiento según
índices que superan largamente el de Ia mayoría de los bienes y servidos
servicios en cada país.
información es Ia computaciõn,
computación, y
El segundo factor crítico que aparece en el campo de Ia informaciõn
su causa es simple de explicar. Frente a esta avalancha de información Ia respuesta, naturalmente,
debía ser Coherente con Ia filosofia médica predominante, y así se recurrió a Ia computación,
computaciõn, de Ia
misma forma como Ia atención médica se volcó hacia Ia tecnologia. Conste que de ninguna manera se
pretende insinuar una crítica hacia el uso de Ia computaciõn
computación en información biomédica
biomèdica que a esta
preterxfe
altura resulta ineludible, sino más bien hacia Ia mentalidad mágica que presidio el proceso,
envolviendo tanto a quienses, en distintos sectores, deciden o aceptan desarrolar bancos de datos
computadorizados para cualquier tipo de informaciõn,
información, sin discriminar sobre su racionalida u
objetivo; como a los usuários que, ignorantes dei proceso, imaginan que basta disponer dei acceso a

Digitalizado
gentilmente por:

�1008
cõmputo para obtener Ia información que responda a su interés particular.
un centro de cômputo
El tercer factor crftico
crítico sobre el
ei cuai
cual deseamos llamar ia
Ia atención es ei
el interés que se ha
despertado en los úitimos
últimos arios
aflos por ia
Ia información relativa a Ia atención de Ia salud. Un reciente
HER IS (Health-Related Information
documento de Ia OMS al proyectar el Sistema HERIS
information System for the
Developing Countries) atribuye a este hecho la
Deveioping
ia máxima importância en el desarrollo de la
Ia
información médica, sobrepasando inclusive el
ei impacto de ia
la tecnologia.
tecnologi'a. Este interés por
información sobre atención de salud o sobre planificación de salud o como quiera que se Mame según
el país, que se ha manifestado como un fenômeno generalizado sobre cuya importância no creemos
necesario insistir, introduce nuevos elementos en el sistema, algunos de los cuales citaremos.
En primer iugar
lugar debe sefialarse que extiende ei
el espectro de usuários no solo en número,
sino cuaiitativamente;
cualitatívamente; no se trata de usuários individiduales
individiduaies sino en muchos casos, institucionaies
institucionales y Io
io
Ia información adquiere
que es más importante, gobiemos
gobiernos que han comprendido Ia importância que ia
para el desarrollo
desarroiio de sus'programas y comienzan a demandaria.
Las bibliotecas de ias
Ias escuelas
escueias médicas dejan de cubir Ia totalidad dei sistema de
información y comienzan a crearse centros en Ministérios de Salud,
Saiud, de ia
Ia Seguridad Social
Sociai y en otras
organizaciones responsables
responsabies de ia
Ia atención de Ia
ia salud, es decir por parte de los proprios gobiemos.
gobiernos.
En segundo iugar,
lugar,el
ei contenido existente en el sistema de información periódica tradicional
resulta, por Io menos, insuficiente para estas necesidades y obliga a poner interés en Ia información
no periódica: documentos y experiencias nacionales, relatos
reiatos de seminários y consultores; reuniones
nacionales e intemacionales es decir documentación actualmente
actuaimente no recolectada y sin sistematización
en su difusión, en suma "iiteratura
"literatura fugitiva" como inteligentemente se Ia ha denominado.
Esto adiciona en consecuencia nuevos problemas al campo de Ia información en salud
(comenzando por el nombre que no puede ser más biomédical
biomédica) ya que Ia localización de Ias
las fuentes
de información, su obtención permanente, su classificaciõn,
ciassificación, el
ei análisis de su relevância.
relevância, Ia
ia
programación para su recuperación, y su difusión sistemática constituyen verdaderos desafios para el
ei
sector.
Frente a este panorama, BiREME
BIREME está desarroilando
desarrollando desde fines de 1976 una política que
tiende a poner Ia información al
ai servido
servicio de los programas de salud de los países de Ia Región
seguiendo Ias
Ia OPS.
las Resoluciones de los Organismos Directivos de ia
Esta política podría^sintetizarse
podría-sintetizarse expresando que se trata de expandir Ia cobertura de
Ias areas
información para que todos los niveles (político, programático, asistencial) y todas las
(investigación, docendia, servicio)
servido) dispongan dei conocimiento necesario para el cumplimeinto
eficiente de sus objetivos,
objetivos.
Ello involucra
involucre câmbios en el
Elio
ei enfoque tradicional ya que se orienta fundamentalmente a
responder a ias
Ias necesidades de los programas de salud por Io cual cambia su foco de atención dei
usuário individual
individuai al institucional; pasa de esperar Ia
la demanda individual espontânea y respondería, a
inducirla para su uso en los programas; de manejarse con los mecanismos tradicionales dei "book
trade" a crear dispositivos innovadores que permitan ia
la movilización de Ia
la información relevante para
los problemas de salud de los países de Ia
la Región; de adecuar Ia
la tecnologia a una infraestructura que
permita su manejo eficiente, en suma a establecer nuevos parâmetros para el manejo de la
Ia
información desde su gênesis hasta su utilización.
Se trata pués de ampliar Ia
la cobertura tanto en Io que hace a los usuários como al tipo de
información que se provee, transformando ia
la Bibiioteca
Biblioteca Regional en un verdadero Centro de
Información y Documentación. Así entre las
Ias actividades que se encuentran en ejecución puede
sehalarse el Programa de Publicaciones sobre aspectos prioritários de atención de ia
senalarse
la salud que ha
alcanzado amplia difusión dada Ia
la prioridad de los temas enfocados: Salud Materno-Infantil,
Materno infantil. Salud
Rural, Medicina Tradicional, Atención Primaria, y acaba de aparecer Ia
la bibliografia iatinoamericana
latinoamericana
sobre Enfermedad de Chagas. En el mismo sentido debe destacarse la
Ia publicación dei Index Medicus
Latinoamericano que BiREME
BIREME comenzará a publicar semestralmente a partir de agosto de 1979 y
la difusión de ios
los artículos aparecidos en airededor de 300
que permitirá el conocimiento y ia
publicaciones latinoamericanas, concretando un viejo anhelo
anhelode
de lacomunidad
Ia comunidad científica latinoamericana.
Tambien en el campo de Ia
la información periódica se considera de utilidad fundamental
la difusión de Ia
la información contenida en el Sistema MEDLINE.
ampliar Ia
MEDLiNE. El Sistema MEDLINE se
maneja con terminales cuya diseminación, de acuerdo a la
ia experiência recogida, no resulta fácil dado
el costo de las
Ias telecomunicaciones y los problemas técnicos. Ello ha restringido el uso dei Sistema
MEDLINE en América Latina y en el Brasil mismo. Siguiendo las
Ias líneas de Ia
la cooperación técnica
entre paises en desarrollo, BIREME está tratando de desarrolar un programa que permita sobre Ia
la
base de una Diseminación Selective
Selectiva de Información, ofrecer a todos los países de la
Ia Región acceso
accesoaa
la información contenida en el Sistema MEDLiNE,
Ia
MEDLINE, sin terminales, con tecnologia adecuada a sus

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

�1009
posibilidades y sobre los temas que
qua cada pais
pa(s considera prioritários.
Esta difusión de Ia informaciõn
información biomédica será complementada con Ia recolecciõn,
recolección, análisis,
atención de Ia salud cuya programación
almacenamiento y difusión de Ia literatura no periódica de aterKión
ya se ha iniciado.
Como parte de estos programas en desarrollo BIREME está iniciando trabajos de
investigación a fin de determinar el estado de Ia información biomédica en los pafses de Ia Región y
de evaluar el uso da
de Ias publicaciones en Ias bibliotecas da
de más rico acervo.
como conclusión diremos que, frante
frente al panorama que presenta
presente hoy el sector salud, el
problema, desde nuestro campo, consiste
consista en consecuencia
consecuencla an
en proporcionar a cada programa al apoyo
información necesario
vehículo de educación,
en Información
necesarb para el cumplimiento
cumplimianto dei mismo; en servir como
comovehículo
continuada para los trabajadores dei sector; en facilitar decisiones poifticas
políticas y planes adecuados, en
sintesesis, en poner Ia información al servido dei usuário.
Pero no sa
se trata solo de satisfacer Ia dennanda,
dentanda, limitada en muchos casos a círculos y tipo
de información restringida, sino da
de adelantarsa
adelantarse a Ias necesidades y convertir
convert ir a Ia información en
anuna
una
herramienta para el
herramianta
al cumplimiento
cumpllmiento de
da los objetivos dei sector.
No cabe duda que
qua no se
sa trata de una empresa
ampresa fácil dada Ia
la magnitud dei campo a cubrir
cubriryy Ia
dificultadas políticas, tecnológicas y administrativas para cambiar algurras
dificultades
algunos aspectos de la
Ia mentalidad
y la
Ia práctica que predominan en el sector.
No existe otra alternativa para enfrentar Ia
la avalancha de información en salud, su costo y
amplitud de su espectro que un enfoque global de la
Ia misma a través de la
Ia cooperaclón
cooperación entra
entre los
distintos sectores interasados,
interesados, medianta
mediante una política para compartir racursos,
recursos, a través da
de redes
colaborativas.

cm

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�Comissão Brasileira de Documentação Jurídica

Digitalizado
gentilmente por;
por:

&lt;/

�r~
■&gt;1«%'.
MÍit.|(Wi»rá4lW.fHM^^&lt;&gt; &lt;Ml» {&gt;«•.« f-ifimakt-i i.-.-fK. ~' ,v-m..
í;'tíf'.&gt;ÍSí^ '-:ó V ’’'.í.ví-i.- ■í.'-.»»*■»!i^;í-í í;t&gt;í .’4
éitÊm V #í«íí4^ «í» fS»';fi!«flr4M'« -JV ,ír4--w -■‘i:f'.-'s^í&gt; &lt;!?■; i.í .«(i..;à &lt;;. ,'i ' ■ •
■rc ' ■ '. Í3^&gt;pnífr''í»‘t* -íta J'fiv. íí:.--;»!*-»!-..-« 4ÍÍ' *4.».v,'-.
í-.,,i;-Â,n
'â^'í».'ítey'ífe 4*í»«»-■••%«' -. 4
Ui . V,-.-.■•&gt;tv. ■-'.i,'. ..
#t áteÃ
i--.
'-rí-: -.■s
_
-vi^V
-ifltiM-■«(«■
írr'f&gt;iv si «i-j.-'*,;-U ,'.&gt;i-í -ilí.t:-. S»;
»■|Wí^f,&lt;ÍW'&gt;s •'ía*~i3-j '■■ v#í'í&gt;a, íxírs.íiM« í-; ç&amp;iT»s,-^";!•;■.■&gt;•„.; v-'-r-' ■;
. .a-.,,...'
-■ffííiíilftr;
(wa *:■ Ca^rf.p^i'rü?!■.•.-&gt; ■'.» .
; • «•-;■ . V ;-'■
■■
-■
V
'«Si »»rs
ts&lt;sfí4-^''fe?''» 'Jcí
• '■■ •■-,.-.. ■•• a
■,. ; . ., ..
■.. r
*p
i-. ■*íç:íis&gt;;;./«ò,. a. »r4cac-. U-a.y_;.i■ U .-fiw«. •X á«
'A
A%&gt;-rr.(,.
-i
r.-íV’-’Til^ífs^ SííVC' -yy Mvíf :âtP
C'
, -■'J i :
i
:•'■ ■'í?.-fe’^'S&gt;=''J'tÇ.,CV- HUS ví 5.r-'»A''-í -A' tf^y.r Qf.
i I ü; it- ‘/vra .J». .-.tv -í;-niV^‘,«
■ \.V--'av,/-.; -.-»-ví ,.-. • {, -•
:^Y,r-Cíy..’íí,.yú‘ ';,te- í ■■■*.■■« ;wí!»,? ‘■,-.f-.w\-‘í
ü!*t 0' ííí;'.’:‘-Í.
tlfe&gt;
-ví.^fVíí Wii a i ;,••,•'-».••.•
- . . 'y ..rt.j í*c’ ‘
■ •-,«- ' -. •.‘p- -■
í:' {7Pk',r/.a»
•'•. Ui “■&gt;•-•&lt;:.
?&gt;’ •. c-.:
V«»’-íií'.:::',/.«; ;x-...t v'í.- ■
,• -xu, '.v

«aibitjjt

cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

jeO eh

ím;*í«SôO'

yj^L^ 11

12

13

14

�1010
CD D 023.40981
CDU 023.085351.83:351.9(811
023.085:351.83:351.9(81)
O BIBLIOTECÁRIO NO BRASIL; CONFIGURAÇÃO PARA A DEFESA PROFISSIONAL DE
DIREITO E DE
OE FATO, COM ENFOQUES INTERDISCIPLINARES,
INTERDISCIPLINARES. INSTITUCIONAIS E SOBRE
O CRB-7.
por
NYLMA THEREZA DE SALLES VELLOSO AMARANTE*
CRB-7 n. 154

- Conselheira
Conselho Regional de Biblioteconomia — 7? Região (ES-RJ) 2P mandato
*—
Qinselheira do (Conselho
1979-81;
— Presidenta
Presidente da (Comissão
Comissão da
de Ética Profissional do CRB-7, 13. Diretoria;
— Presidenta
Presidente da Comissão Especial da
de Estudos para a Raformulação
Reformulação da Lei 4084/62, do CRB-7,
13. Diretoria;
— Bibliotecária do NCicleo
Núcleo da Escola de Administração Fazendária no Estado do Rio de
da Janeiro
(MESAF-RJ) do Ministério da Fazenda;
í
— Instrutora do Corpo Docente da ESAF.
ESAF, habilitada em curso especializado;
Coordenadora do Grupo de Bibliotecários em Documentação Jurídica do Estado do Rio de
— Coordanadora
da
Janeiro, da APB-RJ;
— Presidenta
Presidente da Comissão Brasileira da
de Documentação Jurídica da FEBAB.

RESUMO
Caractarização da profissão do Bibliotecário no Brasil.
Caracterização
Detalhes da evolução retrospectiva, desda
desde a década 20, relativa: aos Cursos criados até aos de
da
graduação superior, às
ás normas jurídicas, aos órgãos responsáveis - governamentais ou não — pela
valorização, desempenho
desampenho ea integração
intagração da classe bibliotecária, correiacionamento
correlacionamento em âmbitos, do
nacional ao internacional.

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

�1011
INTRODUÇÃO DE CARACTERÍSTICAS
A PROFISSÃO LIBERAL DO BIBLIOTECÃRIO
BIBLIOTECÁRIO É REGULAMENTADA, NO BRASIL,
COMO TÉCNICA, DE NÍVELSUPERIOR.PARA
NÍVELSUPERIOR,PARA EXERCÉ-LA
EXERCÊ-LA É EXIGIDO O DEVIDO REGISTRO
EM QUALQUER DOS 10 (DEZ) CONSELHOS REGIONAIS DE BIBLIOTECONOMIA (CRBs),
CUJAS JURISDI(;;ÕES
JURISDIÇÕES NOS ESTADOS FORAM FIXADAS PELO CONSELHO FEDERAL DE
BIBLIOTECONOMIA (CFB), AO QUAL SÃO SUBORDINADOS (Ver Res. CFB 04 de 12.07.1966,
DOU, S.1 pt.ll de 17.08.1966
17.0ai966 p. 2360).
O CFB, COMO ÕRGÃO MÃXIMO FISCALIZADOR DA CLASSE, É UM DOS 18
(DEZOITO) CONSELHOS ESTRUTURADOS COMO AUTARQUIAS SUBORDINADAS AO
MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO, COM VINCULAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO
INDIRETA (Var
(Ver Decr. 74000 de 01.05.1974, DOU de 02.05.1974 p. 5037).
OS CRBs TÊM A OBRIGAÇÃO PRECÍPUA DA FISCALIZAÇÃO, COMO ÕRGÃOS
ÓRGÃOS
REGIONAIS DA CLASSE, IMPEDINDO QUAISQUER ATOS "PRO-LESIVOS" (Ver art. 5.° item h
da Res. CFB 109 da
de 27.04.1974, DOU, s.1 p.ll de 27.05.1974 p. 2005-6), INCLUSIVE COM
AUTORIDADE PARA FUNCIONAR COMO TRIBUNAIS DE ÉTICA, EM l.a INSTÂNCIA.
CONFORME SEUS REGIMENTOS INTERNOS, TÊM SUA PRÕPRIA
PRÓPRIA ORGANIZAÇÃO
ÄS RESOLUÇÕES DO CFB, INCLUÍDAS AS ATRIBUIESTRUTURADA, EM OBEDIÊNCIA ÀS
ÇÕES ÉTICO-PROFISSIONAIS, CONFORME SERÃO CITADAS NO ITEM 2 DO PRESENTE
TRABALHO.
A PROFISSÃO É CONSIDERADA DE CARÃTER SOCIAL PELA COORDENAÇÃO DO
APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR (CAPES) EM SEUS CATÃLOGOS
DE CURSOS DE GRADUAÇÃO E PÕS-GRADUAÇÃO,
PÓS-GRADUAÇÃO, E COMO AGENTE SOCIAL PELO
INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO, AMBOS ÕRGÃOS PERTENCENTES AO MINISTÉRIO DA
EDUCAÇÃO E CULTURA (MEC).
A PROFISSÃO ABRANGE TODOS OS CAMPOS DE CONHECIMENTO EM SUAS
FUNÇÕES TÉCNICO-ESPECIALIZADAS, QUANTO AO TRATAMENTO E PROCESSAMENTO
DOCUMENTARIAS, COMO CENTROS DE MULTIMEIOS CULTURAIS E
DAS COLEÇÕES DOCUMENTÃRIAS,
DIDÃTICO-PEDAGÓGICOS,
DIDÃTICO-PEDAGÕGICOS, DE FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO.
APROPRIA-SE COMO PROFISSÃO NOBRE, SOB VARIADAS FORMAS, A TODOS OS
NÍVEIS ETÃRIOS,
ETÁRIOS, DESDE OS INFANTO-JUVENIS* AOS MAIS IDOSOS, COM O CARÃTER
PÜBLICO OU PRIVADO, EM ÂMBITOS DO GERAL AO ESPECIALIZADO, INCLUINDO-SE O
PREENCHIMENTO DO TRANQUILO LAZER DA LEITURA, COMO HIGIENE MENTAL
RESTAURADORA DAS TENSÕES.
TENSÕE&amp;
O SEU SIGNIFICATIVO JURAMENTO PROFISSIONAL FOI BEM DEFINIDO PELAS
RES. DO CFB NP 06 DE 13.07.1966 (DOU de 17.08.1966, s.1 pt.ll p. 2361), COMO SEGUE:
"Prometo tudo fazer para preservar o cunho liberal ea humanista da profissão
profissêb de
da
Bibliotecário, fundamentado na liberdada
liberdade da
de investigação científica e na dignidade da
pessoa humana"

•O CPB
CFB LANÇOU A CAMPANHA “ANO
"ANO /I DA BIBLIOTECA INFANTIL BRASILEIRA“.EM
BRASILEIRA^EM
REUNfÃO PLENÁRIA DE 10.02.1979, EM MAIO P.V., REALIZARÁ REUNIÃO PARA
DIVULGAR O PLANEJAMENTO EFETIVO DA CAMPANHA, COM ORIENTAÇÕES BÁSICAS
EPROJETOS

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II
ii

12

13

14

�1012
1. LEGISLAÇÃO FEDERAL EM VIGOR, DE AMPARO BÁSICO
Após anos de luta em camF&gt;anha
Dre.
campanha de valorização profissional, tendo à frente a intrépida Dra.
Laura Garcia Moreno Russo* uns tantos:
tantos Bibliotecários pugnaram junto a políticos, administradores
e legisladores,para sensibilizá-los quanto à problemática defesa da profissão milenar. Tornara-se um
abuso e uma injustiça relegá-la ae um plano não adequado ea sua dignidade no Brasil. Dessa
conscientização e sensibilização nasceram os atos jurídico-administrativos
jurfdico-administrativos que, enfim, definiram e
caracterizaram o seu F&gt;apel
caracterizarem
p&gt;apel relevante na sociedade brasileira, em prol de melhor organização
oficializada nas estruturas em geral.
1.1. NORMAS JURÍDICAS DOS PODERES EXECUTIVO E LEGISLATIVO
Os direitos plenos e adquiridos pelos Bibliotecários foram sendo respaldados em atos
efetivos, conquistados palmo a palmo, de forma clara e insofismável, a joartir
partir de 1958 a rigor, como
segue:
a) Port. 162 de 07.10.1958 do ex-Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio (MTIC),
e)
atualmente Ministério do Trabelhoi
Trabalho (MTb) (DOU de 11.10.1958 p. 22086), que dita o seguinte:
"Cria, no Quadro de atividades e profissões a que se refere o art. 577 da Consoiidação das
Leis do Trabaiho, aprovada peio
peto Decreto-iei
Decreto-lei nP 5452, de 19 de maio de 1943, e, tendo em
vista a proposta da Comissão de Enquadramento Sindicai, o 19P grupo-Bibiiotecário-,
compreendido no piano da Confederação Nacional
Nacionai das Profissões Liberais".
Ass.) Fernando Nóbrega
Nòbrega
b) Lei 40B4
4084 de 30.06.1962 (DOU de 02.07.1962), cuja ementa diz:
"Dispõe sobre a profissão de Bibiiotecário
“Dispõe
Bibliotecário e reguia
regula seu exercício"
Obs.: Esta lei resultou de
Obs.:Esta
da 4 longos anos de
da perseverante defesa do Projeto 4770/58 que tramitou no
Congresso Nacional, somente sancionado em 29.06.1962.
c) Decreto 56725 de 16.08.1965 (DOU de 19.08.1965), que dita:
exercício da
"Regulamenta a Lei nP 4084, de 30 de junho de 1962, que dispõe sobre o exercido
profissão de Bibiiotecário".
Bibliotecário".
1.1.1. Normas Administrativas
Classificação de Cargos do Serviço Público IFederal (SPF),
Em 1970, no último Plano de Oessificação
que serve de modelo por ser emitido pelo órgão máximo de Pessoal-Departamanto
Pessoal-Departamento Administrativo do
Serviço Público (DASP) — de
da Presidência da República, foi configurada como carreira de Nível
Superior nos Códigos NS 932.2-A e 932.4-B. As atribuições dos Bibliotecários foram enumeradas no
Supertor
seguinte ato, posteriormente:
- Port. DASP 146 de 17.08.1973 (DOU, s.1 p.ll, Supl. de 31.08.1973 p.67-8)
Obs.: Embora não satisfetória
Obs.;Embore
satisfatória tal classificação em níveis baixos e limitados, foi um resultado
razoável, desde a campanha encerrada em 1958 para reparar
reperar ae injustiça da Lei 3789/58,
37B9/58, que
colocara alguns Bibliotecários, com o Curso Superior de Biblioteconomia, em nível
baixíssimo como o 7. Fora plaiteado
pleiteado o 1B.
18.
As anteriores conquistas foram: e)
a) de conceder-se ea gratificação de Nível Universitário,
através do Decr. 51624 de 17.12.1962; b) do parcial atendimento às reivindicações
reivindiceções de melhores
níveis, concedidas no Decr. 52400/63; c) do Parecer da Comissão de Classificação de Cargos do
DASP, em Memorial enviado pela FEBAB ao Presidente da República, solicitando melhores níveis,
Aberto ficou o caminho para ea esperada reestruturação promulgada
com a aprovação do Relator. Abarto
pela Lei 4345 de 26.04.1964, regulamentada pelo Decr. 54015 de 13.07.1964.

*Fundadora da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários (FEBAB) sua Presidente
desde 1959 até 1974, adquiriu a sede em São Paulo, SP, bacharetou-se
bacharelou-se em direito, aposentou-se
mas ainda milita
miiita na profissão, embora procure manter-se afastada dos movimentos da ciasse.

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�1013
2 FORMAÇÃO ESPECIALIZADA PARA HABILITAÇÃO PROFISSIONAL
Em 1911, ao ser baixado um dos vários Regulamentos da Biblioteca Nacional do Rio de
Janeiro (BN), foi prevista a criação de um Curso de Biblioteconomia. Foi iniciado
Iniciado em 1915,
interrompido em 1923,
1923. e reiniciado em 1932, passando a funcionar, regularmente, até integrar-se
integrer-se à
FEFIEG*.
FEFIEG*
Cabe lembrar que, em 1915, realizou-se um "Concurso
“Concurso ao
eo cargo de Bibliotecário do Museu
Nacional do Rio de Janeiro", ganhando o 1?
1P lugar o Engenheiro Civil Manoel Bastos Tigre, que
apresentou o trabalho "Breve ensaio sobre
sobra Bibliographia", em agosto de 1915, com 35 f. dat.
abraçOu a Biblioteconomia, e desde então tornou-se Oiretor-BiblioDiretor-BiblioPernambucano, radicado no Rio, abraçòu
tecário do citado Museu, até
atá 1937. Neste ano, passou a exercer o mesmo cargo na Bibliotece
Biblioteca Central
da Universidade do Bresil,
Brasil, onde permaneceu até a morte em 1957. Era mesmo um eclético, como
deve ser todo bom Bibliotecário, pois também foi ativo
etivo jornalista, escritor, poeta, etc. Pela sua
qualidade de 1P
IP Bibliotecário por concurso (que afirmam ter sido o 1P, mes
mas pesquisando o assunto,
há em 1888, notícia da realização de um "Concurso para Bibliotecário", quando era
Bibliotecário-Oiretor da BN o Barão de Ramiz Gaivão)
Gah/ão) epós
após seu falecimento, de imediato, surgiu um
movimento para tomá-lo
torná-lo - Bastos Tigre — o Patrono dos Bibliotecários. Dois atos
etos se sucederam,
então:
a) Res. 05 de 11.03.1958 do Prefeito Francisco Negrão de Lima (D.M.P.D.F.
(O.M.P.O.F. de 12.03.1958
1 Z03.1958 p. 2316)
cujo art. IP diz:
"Fica Instituído, no Distrito Federai, o "Dia
“Dia do Bibliotecário";
Bibliotecário": e o 29 "... será
comemorado a 12 de março de cada ano, data do nascimento do saudoso bibliotecário e
poeta Manoei
Manoel Bastos Tigre".
bl Decr.
b)
Oecr. 884 de 10.04.1962
10J34.1962 do Conselho de Ministros (OOU
(DOU de 13.04.1962.
13.04.1962, p. 4266, ret. no OOU
DOU
de 16.04.1962), cuja ementa diz:
"institui a Semana Nacional da Biblioteca, de 12 a 19 de março".
Os ert.
art. 1P
IP ao 4P são esclarecedores quanto à escolha e às formas de comemoração, os
órgãos dela encarregados, mas o art. IP
1P esclarece o seguinte:
^
"art. 1.°.
I.P. Fica instituída a Semana Nacionel
Nacional da Biblioteca, à Iniciar-se,
iniciar-se, anualmente, em 12 da
de março,
data do nascimento do escritor, poeta e bibliotecário Bastos Tigre".
Evidencia-se o destaque do homenageado, mais pelos "considerando" do Prefeito Negrão
de Lima; preocupou-se este em realçar características que nos anos 60 e 70 não seriam tão
prevalecentes, posto que as mudanças filosóficas da Profissão, nesta fase, já tomaram rumos bem
diferentes. De qualquer forma, citadas foram "toda sue
sua laboriosa vida de intelectual", "prestou os
mais relevantes serviços ao desenvoh/olvimento cultural da terra carioca", "grande parta
parte de sua
existência foi exclusivamente dedicada ao
eo problema do livro, como bibliotecário", "o reconhecimento püblico pelo mérito dos homens que, forjaram o nível superior do belo e útil. é sempre um
estimulo às gerações vindouras".
21. EVOLUÇÃO RETROSPECTIVA ABRANGENTE
Na verdade, cabe dizer que nesta época começava a se consolidar um maioi
maior ea melhoi
melhor apoio
à Profissão, inclusiva
inclusive quanto às matérias da formação biblioteconômica-documentológica-administrabiblioteconòmica-documentológica-administra
tiva, de maior ou menor complexidade. A preocupação com os currículos ministrados nas Escolas,
que vinham sendo criadas em vários pontos do Brasil, e a necessidade de ser tomada uma posição
concreta para alçar o Bibliotecário ao devido lugar, já tocava as autoridades mais de perto. Embora,
ai nâ a bem ionge
aináa
longe estivessemos
astivessemos da ideal compreensão quanto aos enfoques mais
ma&lt;s relevantes.
Tenho procurado reunir dados, há nos, os quais citarei
citarai para efeito comprobatório da
evolução e avaliação dessa problemática carreira, por décadas.

•FEDERAÇÃO DAS ESCOLAS FEDERAIS ISOLADAS DO ESTADO DA GUANABARA, a qual
'FSDERAÇÀO
com
cnm a fusão passou a ser FEF lERJ

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14
1

�1014
2.1.1. Nos anos 20, apurei, apenas, em minhas pesquisas:
21.1.
pesquisas;
— Decr. 15596 de 02.80.1922;
02.80.1922: "Cria o Museu Histórico Nacional e aprova seu Regulamento”.
Regulamento". Pelo
item VI, regulariza um Concurso de Habilitação para o Curso de Bibliotecário e Archivista, do qual
nada encontrei de concreto;
concreto:
Mackenzié College,
— Instalação em 1929 São Paulo, SP do Curso Elementar de Bibliotheconomia
Bíbliotheconomia do MackenziA
extinto em data não confirmada,
confirmada.
2.1.2. Nos anos 30, coletei poucos dados, realçando a transformação do Ministério da Justiça e
Negócios Interiores, que dividiu alguns de seus órgãos corm
como o novo Ministério dos Negócios da
Educação e Saúde Pública, consoante:
consoante;
— Decr. 19402 da
de 14.11.1930, de criação do refarido
referido novo Ministério;
— Decr. 19518 de 22.12.1930, que desligou repartições, entre as quais a Biblioteca nacional,
passando para o MES.
Consignei o seguinta,
seguinte, a mais;
mais:
— Instalação do Curso de
da Biblioteconomia em São Paulo, SP, sob os auspícios
euspfcios do Instituto Histórico
de SP;
e Geográfico da
— Restabelecido o Curso da BN . em
am 1932, pelo Decr.
Decr, 20673 de 17.11,1931;
17.11.1931;
— Decr. 23508 de 28.11.1933:
28.11.1933; "Modifica a seriação do Curso de Biblioteconomia".
12.12.1934: "Modifica a Legislação do Ensino".
— Lei 11 de 12.12.1934;
— Lai
Lei 174 da
de 06.01.1936: "Organiza o Conselho Nacional da
de Educação".
— Ato 1146/36 do Município de São Paulo, art. 194, item e), que menciona Curso de
Biblioteconomia, cuja ementa é;
é: "Consolida ae modifica disposições referentes aos serviços,
repartições ae funcionários da Prefeitura.
— Criação em 1937 do Curso acima citado, da Prefeitura Municipal de
da São Paulo sob a dependência
do Departamento de Cultura. Foi encerrado em 1938, conferindo 59 diplomas de Bibliotecários,
apesar de 215 matriculedos,
matriculados.
— Criação do Instituto Cayru, que passou mais terde
tarde a Instituto Nacional do Livro (INL).
— Criação da Escola da
de Biblioteconomia de São Paulo da Fundação Escola de Sociologia e Política de
São Paulo, como instituição complemantar
complementar da Universidade de São Peulo,
Paulo, com duração de 3 anos,
em 1938.
— Fundação da Associação Paulista da
de Bibliotecários am
em 30.09.1938, a 1.^
1? em São Paulo, SP.
Nos anos 30 destacaram-se: Criação de 3 outros Cursos em São Paulo, além
elém da BN, ea
criação da 1? Associação Bibliotecários.
21.3. Encontrei na década 40, outros dados importantes, tais como:
de Bibliotacário
Bibliotecário ae Bibliotecãrio-Auxiliar".
Bibliotecário-Auxiliar".
— Decr. - lei 2166 de 06.05.1940: "Desdobra as carreiras da
Ocasionou grandes problemas, posteriormenta.
posteriormente.
— Dacr.
Decr. 6416/40 regulamentou o ato acima quanto ao art. 3.°.
3P.
— Port. 1529/41 do DASP: "Instruções para o funcionamento do Curso de Preparação para
Bibliotecários, a qua
Bibliotacãríos,
que sa
se rafere
refere o Decr.
Decr, 6416/40."
— Criação da Escola de
da Biblioteconomia
Bibliotaconomia ea Documentação da UFBA, com duração de 3 anos, em
1942, em Salvador, a primeira criada em Universidade Federal (UF).
— Criação em 1944, do Curso da
de Biblioteconomia da Faculdade de Filosofia "Sedes Sapientiae", que
encerrou em1960 após conferir 306 diplomas.
— Criação em 1945, da Faculdade de
do Biblioteconomia da Universidade Católica de Campinas, SP,
com duração de 3 anos,
anos.
— Criação, em 1947, Escola do
de Biblioteconomia a Documentação da Universidade Federal
Fedaral do Rio
Grande do Sul, em Porto Alegre, com duração da
Granda
de 3 anos.
— Em 1947, realização de Cursos de Bibliotaconomia,
Biblioteconomia, intensivos, do DASP, em 6 meses de horário
integral, com Estágio obrigatório, não remunerado, os iP^.i
IP®.-

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1015
— Em 1948, críaçao
criação do Curso de Biblioteconomia Nossa Sra. do Sion, em São Paulo, SP, com
duração de um ano. Encerrou, em 1949, diplomando epenas
dureção
apenas 22 alunos.
Biblioteconomia da Prefeitura Municipal do Recife, PE. Encerrou
— Em 1948, criação do Curso de Biblioteconomie
em 1950, diplomando epenas
apenas 17 alunos.
— Fundada, em Recife, a Associação Pernambucana da
de Bibliotecirios,
Bibliotecários, a 2? em 21,07.1948,
21.07.1948, que
passou a Profissional mais tarde.
terde.
— Fundade
Fundada ae Associação Brasileira
Bresileire de Bibliotecários (ABB), no Rio de Janeiro, em 18,07.1949,
18.07.1949, a 3.^
3?
6N, junto ao Curso de Biblioteconomie.
Biblioteconomia. O l.^’
1.° Pres. foi o escritor e
' que instalou-se no prédio da BN,
professor Josué Montello eté
até 1951, e o 2P o também escritor. Augusto Meyer.
Vê-se que foram criadas mais 2 Associações PE e RJ, e 7 Cursos, sendo em Universidades
Federais, os da BA, RS.
Certo é que, a década 40 foi um marco em vários sentidos, com os Cursos Intensivos,
Concursos e Provas de Habilitação do DASP, introduzindo,
Introduzindo, ele próprio moldes mais modernos pare
para
as especializações. Mas, príncipalmente
principalmente conquistas na graduação e no movimento associativo, ae par
do desenvolvimento da Biblioteconomia, e melhoria no entendimento sobre organização e
administração de Bibliotecas. O DASP
DA8P liderou a construção de Bibliotecas Ministeriais planejadas por
Arquitetos, como a do MEC, do MF, articulados com Bibliotecários, que se reputa um
comportamento da maior relevância.
2.1.4.
2.1.4, Alcançando os anos 50, notam-se as mudanças nítidas quanto à evolução da Biblioteconomia
Brasileira, como segue:
— Criação do Curso de Biblioteconomia e Documentação da UFPE, no Recife, ém
em 1950, com
duração de 3 anos.
— Criação da Escole
Escola de Biblioteconomia e Documentação da UFMG, em Belo Horizonte, em 1950,
com duração de 3 anos.
— Criação do Curso de Biblioteconomia do Instituto Caetano de Campos em São Paulo, SP, em
1951, encerrado em 1953, conferidos 25 diplomas.
— Fundação da Associação RRiograndense
iograndense de Bibliotecários, em 16.05.1951, em Porto Alegre, a 4?.
A?.
— Criação do Curso de Biblioteconomia e Documentação da UFPR, em 1952, em Curitiba, com
duração de 3 anos.
— Fundação da Associação Baiana de Bibliotecários, em 04.01.1952, em Salvador, a 5?.
5.^. que passou aá
Profissional mais tarde.
— Realização do IP Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, em Recife, PE, de 18 a 25.07.1954,
25.07,1954,
patrocinado pelo INL, com 26 trabalhos
trabelhos apresentados.
— Decr. 39328
3932B de 08.06.1956;
OB.06.1956: "Institui a Semana Nacional do Livro, a iniciar-se, anualmente, em 21
de dezembro, data do nascimento de Machado de Assis". Modificado anos após para comemoração
de 19 a 28 de outubro.
— Fundação da Associação dos Bibliotecários Municipais de São Paulo, SP, em 1956, a 6?.
— Criação da Escola de Biblioteconomia e Documentação Santa Ürsula, da Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro, DF, em 1957, com duração de 3 anos.
— Port. — já citada — do MTIC/GM n. 162 de 07.10.1958, criando o 19? grupo-Bibliotecários
grupo-Bibliotecários—
—
incluídos como Profissão no plano da Confederação Nacional das Profissões Liberais.
— Criação da Escola de Biblioteconomia e Documentação de São Carlos.
Carlos, SP, em 1959, com duração
de 3 anos.
— Fundação da Associação Bibliotecária doParaná, em 12.06.1959, em Curitiba, PR, a 7?.
— Realização do 2P Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,, CBBD, em Salvador,
BA, de 20 a 26.07,1959,
26.07.1959, com 33 trabalhos apresentados.
' -Fundação
Fundação DA FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS FEBAB- em 26,07.1959,
26.07.1959, em Salvador, BA, durante o 2? CBBD, pela Bibliotecária paulista Laura
Garcia Moreno Russo. Portanto, estamos comemorando 20 anos desse outro marco.

Digitalizado
gentilmente por:

�1016
Ao término desta década 50, apura-se que:
— Foram criadas mais 4 Associações de Bibliotecários; a 4P, no RS, a 5?
5P na BA, a 6P
6? do Mun,
Mun. de São
Paulo, SP, a 7?
7P no PR;
— Foram realizados 2 Congressos: o Brasileiro de Biblioteconomia, em PE, o IP, e Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação, o 2P, na BA;
— Foram criados 6 Cursos/Escolas de Biblioteconomia e Documentação;
— Foi fundada a FEBAB;
— Foi criado o Grupo-BIBLIOTECARlOS
Grupo-BIBLIOTECARIOS — no MTIC como o 19.° no Quadro da Confederação
nacional das Profissões Liberais.

2.1.5. A década 60 evidencia um acentuado progresso da classe e maior integração, continuando os
feitos, colhendo bons frutos dos esforços dos anos anteriores. Seguirei citando muitos,
principalmente, os da regulamentação da profissão;
— Furxfação
Fundação da Associação dos Bibliotecários de Mines
Minas Gerais, em 17.06,1960,
17.06.1960, em Belo Horizonte, a
8? Passou mais tarde a Profissional.
— Decr. 48902 de 27.08.1966: "Cria
"Crie a Cempanha
Campanha Nacional do Livro, no Instituto Nacional do Livro
destinada a incentivar a formação de técnicos em Biblioteconomia e Documentação, além de
desenvolver iniciativas visando ao amparo do livro nacional e a sua difusão máxima" . ..
— Criação da Feculdade
Faculdade de Biblioteconomia
Biblioteconomie e Informação Cientifica da Fundação Universidade
Nacional de Bresilia,
Nacionel
Brasilia, DF (UNB), em 1961, com duração de 3 anos.
— Realização do 3P Congresso Brasileiro
Bresileiro de Biblioteconomia e Documentação, em Curitiba, PR, de 8
a 15.01.1961, com 34 trabalhos apresentados.
— Decr. 884 de 10.04.1962 do Conselho de Ministros (DOU de 13.04.1962 p. 4266), citado:
"Institui a Semana Nacional
Nacionel da Biblioteca de 12 a 19 de março, por ser data do inicio,
início, a do
Tigre.”
nascimento do escritor, poeta e bibliotecário Bastos Tigre."
— Lei 4084 de 30.06.1962, que: "Dispõe sobre a profissão de Bibliotecário e regula seu exercício".
Federal — (ABDF), em Brasília, a 9P
— Fundação da Associação dos Bibliotecários do Distrito Federei
9? em
1962.
— Realização do 4.°.Congresso
4.° Congresso Bresileiro
Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, em Fortaleza, CE, de
7 a 14.07.1963, com 51 trabalhos apresentados.
— Fundação da Associação dos Bibliotecários do Ceará, em 15.07.1963, em Fortaleza, CE, ea 10?.
— Fundação da Associação Cempineira
Campineira de Biliotecários, em 05.08.1963, em Campinas, SP, a 11.^.
11?.
— Criação do Curso Autônomo de Biblioteconomie
Biblioteconomia ea Documentação da Universidade Federal
Fluminense, em Niterói, RJ, em 1963 (? )
— Criação
Oieção do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Paraí
Para; em Belém, em 1963, com
duração de 3 anos.
— Nas Associações, começam a ser criados Grupos de Trabalho, em caráter especializado.
— Criação do Curso de Biblioteconomia e Documentação da UFCE, em Fortaleza, em 1964, com
duração de 3 arK&gt;s.
arKis.
— Fundação da Associação SanCarlense de Bibliotecários, em 02.09.1964, em São Carlos, SP, ea 12?.
— Decr. 54015 de 13.07.1964: "Considera o cargo de Bibliotecário de Nivel Superior — EC. 101 —
19A e 20B".
— Decr. 56725 de 16.08.1965 que: "Regulamenta a Lei 4084 de 30.06.1962, que dispõe sobre o
exercício da profissão de Bibliotecário."
— Posse da 1? Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) no dia 16.03.1966 no
MTIC, Laura Garcia Moreno Russo, no Rio de Janeiro, data da instalação, seguida da implantação
dos 10 CRBs, após baixar a Res. 04/66, com as respectivas jurisdições.

.1
Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�1017
— Res.
Ras. 05 de 13.07.1966 do CFB: "Aprova o Código de Ética Profissional, qua
que consubstancia as
normas dos deveres profissionais do Bibliotecário", o IP
1? que foi modificado pelas Res,
Res. 109*e 111 **
de 1974, e 189 e 192 do CFB.
— Decr. 59769 de 16.12.1966; "Fixa as taxas e anuidades a serem cobradas pelos Conselhos
Regionais da
de Biblioteconomia" Este foi o 1.°
IP Decr.
Decr, nesse sentido, dando os iniciais passos para
cobrança autorizada, após serem inscritos os que preenchessem os requisitos legais.
— Realização do 5.° Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, em São Paulo, SP, de
8 a 15.01.1967.
— Port. MEC/GM 28 de
da 31.01.1967;
31.01.1967: "Institui na Diretoria do Ensino Superior, a Comissão de
Especialistas do Ensino da Bibilioteconomia" (Da GB).
—,Port.
—.Port. 278 de 23.04.1968 do DASP: "... resolve: I — aprovar, am
em caráter provisório, as
. . . (incluindo):
especificações de classe do Serviço: Educação e Cultura-EC ...
Grupo ocupacional: BIBLIOTECA, Código: EC-100.
..
EC-100...
Série de classes;
classes: BIBLIOTECAriO,
BIBLIOTECÁRIO, Código: EC-101 ...
Classe: BIBLIOTECÁRIO B, Código: EC-101.20.8.
EC-101.20.B . . .
19.A . ..
Classe: BIBLIOTECÁRIO, A, Código: EC-101. 19.A.
Classe; AUXILIAR DE BIBLIOTECÁRIO, Código: EC-102.7.
Classe:
Grupo ocupacional: DOCUMENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO, Código: EC-300...
EC-300 . ..
301.. ,
Série de classes: Preparador de textos. Código: ECs 301...
Série de classes: DOCUMENTARISTA;
DOCUMENTARISTA,Código:
Código: EC-302.
EC-302 . ..
Classe: DOCUMENTARISTA B, Código: EC-302.20.B ....
..
Classe: DOCUMENTARISTA A.'
A. Código: EC-302.19.A . ....
Série de classes: ARQUIVISTA, Código: EC-303..
EC-30ai 1.C .,.
Classe: ARQUIVISTA C, Código: EC-303.11.C
...
Classe; ARQUIVISTA B. Código: EC-303,9.C
Classe:
Classe: ARQUIVISTA A, Código: EC-303.7.C .. .
— Fundação da Associação Paraense de Bibliotecários, em Belém, PA, em 1968, a 13P.
13?.
— Criação do Curso Superior de Biblioteconomia da UFPB, em 1968, com duração de 3 anos.
— Tentativas no INL para a criação do Curso de Biblioteconomia da UFES, em Vitória, em 1968,
1968.
1969.
— Criação da Escola de
da Biblioteconomia ae Documentação,
Documantação, da Escola de Comunicações Culturais da
USP, em São Paulo, em 1968 (?
(7 ), com duração de 3 anos.
Z1.6. Dos anos 60 para 70 constata-se a introdução de nova faceta em relação à Biblioteconomia e
2.1.6.
Documentação, no que
qua tange ao processamento eletrônico de dados, no caso aplicado aos
bibliográficos e documentários, de interesse prevalecente para o devido conhecimento e utilização.
Esta grande guinada"do progresso, ativou
etivou a Biblioteconomia e a Documentação como
Informação, tratada em enorme velocidade, bem de
da acordo com a volumosa produção de todo tipo
de documentos. As memórias eletrônicas aplicadas áh captação/ entrada vertiginosa de dados, na razão
direta da imediata
Imediata informação/saída
informação/safda dos poderosos comandos cerebrais do homem, interligadas
intimamente com as máquinas operacionais, propiciaram respostas a cada pergunta, a assunto,
linguísticas de um só pais e/ou de
questão sob quaisquer prismas, vencendo também as barreiras lingu(sticas
vários que interessem.
*0 2P Código.
* 'Referente
‘’Referente ao procedimento e funcionamento de Processos, etc.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

i\JJ 11

12

13

14

�1018
ZZ NÍVEL
zz
n(Vel SUPERIOR
superior de
DE graduaçAq
GRADUAÇAQ eE põs-graduaçAo
PÕS-GRADUAÇÀO
O fato é qua
o
que ao fim desta década 70, alcançamos o total da
de 29 Escolas/Cursos/Faculdadas
Escolas/Cutsos/Faculdades
de Biblioteconomia
Bibllotaconomia ae Documentação, am
em nival
nfvei univarsitário,
universitário, que ao infcio
início aram
eram 18, apenas.
Através, dos tempos, desda
desde o Brasil
Brasii Raino,
Reino, Império, o Ensino e a Educação foram da competência de vários
vèrios Ministérios como:
como; da Justiça a Nagôcios
Negócios Interiores, da Educação e SaCida
Saúde
(MES) ae da Educação e Cultura
Cuitura (MEC). A par disso, 2 (dois) Conselhos
Conseihos foram criados, como o da
Cultura (CFC), e da Educação (CFE), primeiramente.
primalramante. Nacionais, agora Federais.
Federeis. Possuam
Possuem Câmaras
especializadas em suas estruturas, com a precfpua finaiidade
finalidade de estudar ea resolver problemas dessa
natureza
Para os vários
Pare
vérios graus da Educação, do Ensino, da Cultura, incumbem-se
Incumbem-se em
am esmiuçar as
facatas
facetas ae ponderam seus atos ae ea aplicação.
apiicação, Inclusive
inciusive dos currriculos
currricuios mínimos ea serem ministrados. ’
No caso do CFE, devem ser obedecidas as disposiçSes
dIsposiçCes resultantes,
resuitantes, fixadas por ilustres
iiustres
estudiosos, afeitos âs
às iides
lides pedegõgico-cuitureis
pedagógico-culturais do povo brasileiro, adaptadas âs
às condIçOes
condições sociais
dominantes.
At Escolas vêm
As
vém sa
se integrando âs
às Universidades, tanto Federais, como Estaduais, ou mesmo
Privativas com o caráter de Funções ou Sociedades, reconhecidas peio
pelo Governo sob fiscaiização.
fiscalização.
Cabe iembrar
lembrar que, todo Coordenador de tais Cursos de Biblioteconomia se tomam, pele
pela
nossa mencionada legislação,
iegisiação, integrantes dos CRBs como Membros Natos, participando, sem poder
nem presidi-los.
presidí-ios.
compor sua Diretoria, nam
7P Região, até 1979, criaram-se epenas
apenas 4 Cursos Superiores:
Na 7?
— da UFES, o mais novo, am
em Vitória, ES, fundado em
am 1974;
— da UFF am
em Niterói, RJ;
— da USU, no Rio de Jenalro,
Janeiro, RJ, qua
que surgiu pertencendo âà PUC, se tornou AUSU, até a atual
denominação;
— da atual Federação das Escolas Fedarals
Federais isoladas
Isoladas do estado do Rio de Janeiro (FEFIERJ),
(FEFIE RJ), antes da
fusão da Guanabara (FEFIEG), ém
êm estudos para sa
se tornar UNiRIO,
UNIRIO, e que reuniu 7 Escolas
Superiores de diferentes estabelecimentos e áreas. Absorveu o antigo Curso da BN, nascido no
Regulamento da
Raguiamento
de 1911, iniciado em 1915, ae qua
que até então pertencia âà BN, da
de forma estrutural.
Assim:
— Temos 1 Curso nos seguintes Estados: AM, BA, CE, DF, ES, MA, PA, PB, PE.
— Temos 2 nos seguintes;
seguintes: MG, PR, RS, SC.
— Tamos
Temos 3 no RRJ,
J, e 9 am
em SP.
Z2.1, Pós-graduação como Bibliotaconomia/Documentação
Z2.1.
Biblioteconomia/Documentação a Ciência da Informação.
Na última Listagem de endereços,|fornecida
endereços,{fomecida peio
pelo CFB, figuram dados mais atuais do que os
mendonados no Catálogo da Cursos de
mencionados
da Pós-Graduação, nas especialidades referidas. Ao todo
perfazem 5 (cinco);
— do Instituto Brasileiro de Informação
informação em Ciência e Tecnologia (IBiCT),
(IBICT), em Convênio com ea
UFRJ, Mestrado em Ciência da Informação iniciado em 1970;
— da UFMG, Pós-Graduação am
em Administração de
da Bibliotecas, iniciado em 1976;
— da UNB, Mestrado em
am biblioteconomia
bibllotaconomia a Documentação, iniciado em 1978:
em Metodologia do Ensino am
em Bibllotaconomia;
Biblioteconomia;
— da PUC de Campinas, SP, Mestrado am
— da UFPB, Mestrado em
am Biblioteconomia, róbra
sobre Bibliotecas Públicas.
Z3. NÍVEL MÉDIO PROFISSIONALIZANTE
O CFE, como órgão colegíado,
colegiado, diretamenta
diretamente subordinado ao Ministro da Educação e
Cultura, aprovou em 05.09.1974, um Currículo mínimo para Técnico am
em Biblioteca Como Parecer
aprovado pela Câmera
Câmara de Ensino de IP ea 2P graus, foi publicado na révista
revista DOCUMENTA 166, set.
1974, nas p.46-9, para duração de 3 (três) anos letivos,
ietivos, com total de 1600 horas.
hores. Foi previsto o
estágio como necessária complementeção.
complementação. No Rio de Janeiro, tomemos
tomamos conhecimento qua
que é
ministrado no Colégio Brasileiro de Almeida São poucos os existentes até agora, apareritando
aparentando
desinteresse dos estabelecimentos em criá-los.

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

�1019
Os concluintes
concluíntes sô podem e devem trabalhar em órgãos
õrgâos de Biblioteconomia e
Documentação, sob a direção efetiva de Bacharéis de nivel superior.
Não está
estã previsto na Lai
Lei 4084/62 o registro desses paraprofissionals.
paraprofissionais. Seria de interesse dos
CR Bs cadastrarem todos aqueles que se formem ea se incluam no mercado da
CRBs
de trabalho, para fins de
informação e futuro entrosamento e configuração legal como mão de obra semi-especializada.
semi-especializada Ou,
talvez melhor seja que
qua disso se incumbam as Associações, facultando serem Associados também, na
categoria de correspondentes ou algo similar, sem direito a voto ou a ser votado.
Z4. TREINAMENTO BÁSICO ELEMENTAR QUALIFICADO
2.4.
Tem havido um tipo de
da treinamento, em geral, ministrado de 120 até mesmo 300 horas
por órgãos como o Instituto Nacional do Livro (INL), o Instituto Brasileiro de Administração
Municipal (IBAM), que não chega a ser profissionalizantes. Este, através da Escola Nacional de
Serviços Urbanos (ENSUR) procura remediar ae grande
grende falta de profissionais graduados nos
Municípios do Brasil, com seus cursos, mais ou menos, regulares.
regulares,
O INL, considerando o mesmo problema citado, vem hã
há anos procurando ajudar as
Prefeituras quanto à utilização das coleções que envia. Preparou, ass’m,
assim, o Programa Intensivo de
Auxiliares de Bibliotecas — o PROTIAB — como ajuda ès
às carentes de recursos humanos habilitados,
realizando cursos irregulares.
Os paliativos são artifícios tipo "tepa-buracos"
"tapa-buracos" — por não serem válidos tais cursinhos, da
de
1 a 2 meses, para o pleno exercícioi
exercício! da organização e administração dos órgãos complaxos
complexos que são as
Bibliotecas, mesmo por métodos mais simples.
se
Os Municípios pobres não podem pagar aos
eos profissionais de nível superior, ea estes não sa
sujeitam aos reduzidos ordenados. Tomam-se mais aviltantes, em função da hierarquia distorcida sob
a qual colocam as Bibliotecas, mesmo quando ricas e preciosas, e as temos muitas no Brasil, relegadas
ea um plano, absurdamente,
absurdemente, inferior, Ficam subordinadas, apesar de serem entidades técnicas, de
forma desvirtuada, aos órgãos ditos “de
"de apoio administrativo", “auxiliares
"auxiliares de edministração",
administração", de
"administração", etc,,
“administração",
etc., perdendo a própria autonomia da
de ação, indispensável e necessária para seu
florescimento.
Dos que se esforçam para Ingressar
ingressar nesses cursos, mesmo aproveitando os reduzidos
ensinamentos, pouco se pode esperar sa
se não evoluírem
evoluírem'para
para maior grau de cultura e aprendizagem
das matérias adequadas, para não continuarem como leigos, praticamenta,
praticamente, em relação aos serviços
que devem prestar,
prestar.
3 ÉTICA PROFISSIONAL DO BIBLIOTECÁRIO
Ao nascerem o CFB ea os CRBs, tornou-se imperativa a configuração de normas
ético-profissionais, a serem seguidas como necessidade primordial.
ai. CÓDIGO, 1.0.
o 1.0 Cbdigo
Código da
de Ética Profissional "consubstanciou
“consubstanciou as Normas dos deveres profissionais",
baixado como a Res. 05 do CFB de 13.07.1966.
13,07.1966.
Nele consta o compromisso/juramento, citado na Introdução, o qual figura nas Carteiras
Nela
de identidade
Identidade Profissional de cada cidadão registrado
registredo nos CRBs, seja
seje os do Quadro
Quedro I ea II.
Na vardada,
verdade, cada profissional deve mesmo honrar, prestigiar sua profissão, e elevá-la
alevã-la ao
posicionamento de maior Importância
posicionamanto
importância na sociedade, dignificando-e
dignificando-a com seriedade, maior convicção e
defendendo-a com coragem.
coragem,
a2.
3.2. CÓDIGO, 2.0
2.°
Revogando o anterior, o CFB emitiu a Res. 109 em 27.04.1974 (DOU, s.1 pt. II de
p, 2005-6) ampliando bastante, e descendo aos detalhes da
de seu funcionamento,
27.05.1974 p.
realçando as razões em 5 CONSIDERANDOS. Entre estes vale destacar:
— O 2P “qua
"que todos os Conselhos Regionais deverão funcionar como tribunais regionais de
btica,
“.
ética,
". Cabe dizer que são incumbidas de tais funções as Comissões de Étice,
Ética, no
Instância, podendo haver Recurso ao CFB, qua
que funcionará em 2Paültima
2?eültima Instância.
plano de l.a instância,

Digitalizado
gentilmente por:

�1020
— o 3P "que os Conselhos Regionais possuem autorização para assegurar a observância das normas do
Código de Ética mediante adoção de sanções, desde que não excedentes ao campo das infrações
meramente disciplinares".
meramenta
Res. posteriores modificaram alguns itens, como as de n. 111, 189e 192, todas já
Outras Ras.
anteriormente.
citadas, anteriormenta.
1 52, em relação aos astágios
estágios dos estudantes
Duas outras abordam, também, a Ética: a de n. 152,
de Biblioteconomia, e a de n.
n, 153, que
qua recomenda às Escolas incluirem-na como matéria no currículo
normal de graduação.
rKtrmal
4 O CFB, CERBs, A FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS
(FEBAB) E AS ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS
O CFB, os 10 CR8s,
CRBs, a FEBAB e suas Associações nos Estados, as quais ascendem a 21 com
a OItima
(iltima criada no Espirito Santo, se
sa entrosam,continuamente.
entrosam,continuamenta. Seus presidentes são outros Membros
seus respectivos Associados,
Natos dos Conselhos, eleitos em Assembléias dos seus.respectivos
Associados.
A FEBA8,
FEBAB, como o CFB são portanto, os órgãos
brgãos máximos da classe bibliotecária no Brasil.
A primeira, criada em 1959, já tem a sua sede própria em São paulo, SP, adquirida pela própria
fundadora Laura Garcia Moreno Russo. Sucedeu-a na Presidência a Bibliotecária Esmeralda Maria
Aragão, da Bahia, que manteve a gestão 1975-77 entre Salvador e São PauJo,
Paulo, entregando-a à chapa
atual, ao Presidente Antonio Gabriel. Voltou, portanto, à São Paulo.
Al. A FEBAB, CARACTERÍSTICAS E ATIVIDADES
4.1.
A FEBAB foi considerada de "utilidada
"utilidade pCiblIca"
pública" pelo Decr. 59503 de 09.11.1966.
Consoante seus Estatutos, promove Reuniões Anuais do Conselho Diretor, que congrega os
Presidantes
Presidentes das Associações, ae os das Comissões Permanentes, ou seja as Comissões Brasileiras de
Documentação (CBDs),
(CBDs). Estas são, atualmente, 8 (oito), a saber: Agrícola, Biomédica, Ciências
Sociais ea Humanas, Jurídica, de
da Processos Técnicos, Tecnológica, de Bibliotecas Pbblicas'e
Públicas e Escolares,
da
de Bibliotecas Centrais Universitárias.
FEBAB também promove as Assembléias Gerais das Comissões Permanentes, que
A FE8A8
realizam seus Encontros Nacionais de Bibliotecários das respectivas áreas, pertencentes às
Associações. São, de preferência. Integrados pelos profissionais filiados aos Grupos de
da Bibliotecários
em Informação e Documentação (GBIDs) de
da cada Estado. O fato relevante é que, embora pertençam
tècnicamente, ficam subordinadas às Comissões.
às Associações, técnicamente,
A FE8A8
FEBAB edita há alguns anos a Revista Brasileira de Biblioteconomia ea Documentação,
com auxilio do INL, agora em nova fase,
fasa, e o Jornal da FEBAB a partir de
da 1978, que substituiu a
Carta Mensal, editada em 20 nP, na gestão da 2? Presidente.
da Bibliotecários — FlAB
FIAB —, ou IFLA,
É filiada à Federação Internacional
Intarnacional da Associação de
sigla inglesa mais conhecida no jargão biblioteconõmico.
biblioteconômico.
Como Instituição,que
instituição,que abrange o campo associativo-técnico-cultural, tem responsabilidades
como a de
da promover os Congressos Brasileiros de Biblioteconomia e Documentação
Documantação (CBBDs). Nestes
são programadas as Rauniões,
Reuniões, ou as Assembléias Garais
Gerais (AG) das Comissões com seus Encontrosj
Encontros,
bem como, em ocasiões como as Bienais Internacionais do Livro, conforme foi a IV, em ago. de
1978, na V BIENAL, ae acontecerá a'AG
a AG no 10P CBBD, com a V (Quinta).
Para 1980, o atual Presidente
PresIdanta está em
am franca atividade para promover em Salvador, BA, o I
Congresso Latino-Americano de
da Bibliotecários,
BibliotacárIos, tendo sido designada uma Comissão Organizadora.
Aguarda a devida permissão oficial para concretizá-lo.
5 0 CFB, CRBs, A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCOLAS DE BIBLIOTECONOMIA
(ABEBD), COM SEUS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO SUPERIOR E ASSOCIAÇÃO
LATINO-AMERICANA DE ESCOLAS DE BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
(ALEBCI).
Também são integrados — o CF8,
CFB, os CRBs — com a ABEBD e as Escolas de
Biblioteconomia ea Documentação, cujos Coordenadores são Membros Natos dos Conselhos. A atual
Presidência da ABE8D
ABEBD se encontra em Sta. Catarina, após ter sido de São Paulo, da Bahia.
sempre que oportuno.
Interligam-se, ainda com a ALEBCI, Sempra

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�1021
5.1. CONOTAÇÕES PEDAGÓGICAS E RESULTANTES
Sob este especto,
aspecto, temos que reeiçar
realçar o campo
cempo de atuaçSo
etueçSo técnico-cientlfico-pedagõgicotécnico-clentifico-pedagõglcoculturel compatível eo
cultural
ao magistério, e eos
aos currículos superiores de formação
formeçSo e greduaçSo
graduaçSo de nivel
universitário, e de põs-greduaçSo.
pós-graduaçSo. Celcados
Calcados na especialização, têm
tém se tornado
tomado um objetivo ae perseguir
como enfoque essencial das meihories
melhorias profissionais pretendidas.
Somente eos
aos graduados, como Bacheréis
Bacharéis em Biblioteconomie
Biblioteconomia e Documenteção-impilcite
Documentação-impllcita ea
Ciência da Informação-, fica essegurede
assegurada ea inscrição nos respectivos CRBs, no Quadro I,I. Desde que,
devidamente registrados os seus dipiomas
diplomas nos órgãos competentes do MEC, por delegação de
exigida pere
para regular o
competência em várias Universidades, cumpre entregar a documentação exigide
coroamento dos Cursos.
Do registro provisório, — enquanto vale ea Declaração das
des Escolas, ^
t- ao
eo definitivo, com
comea
obtenção do Diplome,
Diploma, o futuro profissional pesse
passa por feses
fases de estágio e aprendizagem prática, sempre
pelas respectivas Etcoles,
Escolas.
conduzido peles
O corolário vem, finalmente,
finelmente, facultar o exercício legal de
da profissão, merecendo ae entrega
da Carteira de Identidade Profissional ser feite
feita em cerimônia de destaque pere
para ea Importância
importância do fato
feto
da habilitação conquistada,
de
conquistada.
O n,°
n.° que é conferido pelo CRB-7 eo
ao profissional, deverá constar, desde então, nos
documentos que assinar fazendo valer ea sue
sua condição,
condição conforme os erts.
arts. 6 e 7 do Decr. 56725/65, de
Regulamentação,
Regulementeção.
Ainda, no magistério abrem-se
ebrem-se es
as atividades constantes: e)
a) do item I do ert,
art. 8P, referentes
ao: "ensino
“ensino das disciplinas específicas
especificas de Biblioteconomia;" b) do item II do mesmo art.,
ert., no que
tange: "e
tenge:
"a fiscalização de estabelecimentos de ensino de Biblioteconomia
Biblioteconomie reconhecidos, equiparados,
ou em vie
via de equiparação".
equiparação",
ao
&amp;
O CFB, CRBs, E VINCULAÇÕES COM OS VÁRIOS
VARIOS PODERES
O CFB, e os CRBs,
CR Bs, é óbvio entrosam-se com os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e
Privados, com ae devida mejestede
majestade de atuação,
etueção, sempre baseedo
baseado no seu vinculo
vínculo prevalecente como
ämbitos'federal, estadual e municipal, não pode jemais
jamais esquecer
Autarquia do MTb. Exercendo-a nos âmbitos'federei,
o desempenho quento
quanto às conexões importantes com os governos estrangeiros e órgãos internacionais,
das esferas de interesses recíprocos.
&amp;1. RELACIONAMENTO COM OS PODERES EXECUTIVO, LEGISLATIVO, JUDICiARIO
JUDICIÄRIO
Devemos salientar
salienter ae veried^e
variedade de entrosamentos.que
entrosamentos,que integrarem de forma concomitante e
sucessive,
sucessiva, em maior ou menor grau de relacionamento, direto ou indireto. Vale citer
citar os seguintes:
a) com ae Presidência da República (PR), através
e)
etrevés do Departamento Administrativo do Serviço Público
(DASP), quanto
quento à política
pollticc do pessoal
pessoel Federal
Federei nas Bibliotecas em prol da culture
cultura brasileira-técnicaespecializada, de classificação de cargos
cergos e atribuições compatíveis como especificas e funcionais,
funcioneis,
abrangendo a Documentação e ea Ciência da Informação,
informação, conscientizando melhor;
b) com o MEC, quento
quanto à política
polltice do livro, da leitura, das Bibliotecas, prindpelmente,
prindpalmente, municipeis,
municipais,
quanto à culture
quento
cultura de formação técnico-pedagógica
técnico-pedegógica através
etravés de órgãos como:
— INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO — INL —, que vem atingindo eo
ao treinemento
treinamento sumário
dentro do PROGRAMA DE TREINAMENTO INTENSIVO DE AUXILIARES DE BIBLIOTECA*— O PROTIAB, em cursos seml-básicos.
semi-básicos.
*ObsL: Esses Auxiiares
*Obs.:
Auxiieres de Biblioteca não são cadestredos
cadastrados como para-profissionais,
pera-profissionais, entretanto,
atual, o que serie
seria
nem inscritos nos CRBs,* por não haver Quadro próprio na legislação etual,
oportuno se realizar, O CFB emitiu a Res. 75 de 28.04.1973 pare
para "sistematizar as
es
tarefas típicas do Auxilir de Biblioteca" (DOU de 20.06.1973, s. 1 pt.ll p.1923).
tarefes
p.1923),
-SECRETARIA DE ASSUNTOS CULTURAIS - SEAC-, e CONSELHO FEDERAL DE
CULTURA (CFC): que pelo Decr. 884/1962 do CM é o órgão incumbido dos festejos da
Semana Nacional da Biblioteca, de 12 ea 19 de março, anualmente.
enuaimente.

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�1022
c) com o MEC, quanto à política do acervo bibliográfico nacional, por meio da BIBLIOTECA
NACIONAL (BN), através do Depósito Legal, dos Direitos Autorais, dos Acordos Internacionais,
com pretensões de ser o õrgáo
órgão máximo central no possível ressurgimento do Sistema
Sisteme Nadonal
Nacional de
Bibliotecas — SINABI-;
SINABI—; da
de implantação da CATALOGAÇAO--l.EGÍVEL-POR-COMPUTADOR
CATALOGAÇÃO=1.EGÍVEL-POR-COMPUTADOR
(CALCO), centralizador ainda
ainde nos sistemas internacionais do Internacional Standard Book
Number (ISBN), do International
Numbar
Internationel Standard Serial Number (ISSN), International Book Description
(ISBD), etc.;
d) com o MEC, principalmente,
principalmanta, através do CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO
EDUCAÇAO (CFE), quanto
quento
áà política dos currículos biblioteconômicos
biblioteconómicos e documentários: superior da formação, ou graduação, o
médico de
da formação profissionalizante como o de Técnicos de Bibliotecas*
*Obs.:Não são ainda cadastrados, nam
nem permitido o registro nos CRBs, por não haver Quedro
Quadro
próprio.
e) com a Coordanação
Coordenação do Aparfaiçoamanto
Aperfeiçoamento da Pessoal da
de NIval
NIvel Superior, do MEC — CAPES—, no
que tartge
qua
tange aos problemas dos Cursos de Pós-graduação,
Pbs-graduação, incluindo am
em seus Catálogos como
"CIÊNCIAS DA INFORMAÇAO
INFORMAÇÃO E BIBLIOTECONOMIA", editados em 1976, p. 61 a 72, e em
am
1978, p.227-42. Para tal, permanece eliada
aliada às Universidades no Brasil e no exterior, informando
sobre os referidos Cursos ae Bolsas'da
Bolsas da Estudo;
f) com o MEC ea a Fundação Instituto Brasileiro de
da Geografia ea Estatística — FIBGE —, através
etravés do
às estatísticas relativas às
Serviço de Estatísticas de Educação ae Cultura — SEEC — quanto ès
Bibliotecas, Coleções, etc.;
g) com a Presidência da Repbblica
Rapbblica — PR — quanto à politica
política técnico-cientlfica,
tècnico-cientifica, através do Conselho
Nacional da
de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico —CNPq— e seu especializado Instituto
Brasileiro da Informação em
am Ciência
Cièncie ea Tacnologie
Tecnologia —IBICT—, também outro órgão máximo com
responsabilidades nas Ciências da Informação ae Biblioteconomia, com abrangência quanto: a)
Cursos da
de Pós-graduação como o de Especialização am
em Documentação Cientifica ae o de Mestrado
em Ciência de
am
da Informação; b) coleta de informações e dados bibliográficos para ea elaboração da
de
Catálogos Coletivos Nacionais da
de Periódicos, Bibliografias
Bibliogrefies Brasileires
Brasileiras Espacielizedas;
Especializadas; c) ligação
direta permanente com órgãos máximos da Documentação, internacionais e estrangeiros como os
da UNESCO;
h) com ae Presidência da República — PR—, etravés
através da Secretaria da
de Planejamento — SEP
SEPLAN—
LAN—
ex-Ministérios, com ligações com o Ministério das Releções
Relações Extaríoras
Exteriores — MRE—, quanto à política
das Bolsas de
da Estudo, etrevés
através da Subsecretarie
Subsecretária da
de Assuntos Internacionais — SUB IN—;
i) com o Congresso Necional,
Nacional, o Senado Federei,
Federal, Câmara
Câmare dos Deputados, as Assembléias Legislativas
dos Estedos
Estados ae Câmaras Municipais de
da Vereadores, através dos contatos com seus representantes ea
Bibliotecas ou órgãos de documentação dos mesmos, inclusive com programas como do
PRODASEN;
j) com o Tribunal de Contas da União, através de suas
sues Delegacias quanto à utilização dos numerários,
formados pelas anuidades pagas pelos profissionais aos CRBs, comprovando am
forn^ados
em tempo hábil,
obedecendo às IInstruções;
nstruções;
l) com a Inspetoria
Inspetorie Geral
Garel de Finenças,
Finanças, através do cumprimento às normes
normas preconizados
preconizadas para os
Balanços, que devem obedecer aos prazos, elaboração;
m) com a Procuradoria Geral
Gerei da Fazenda
Fezenda Nacional,
Nacionel, quanto à cobrança das dividas
divides ativas
atives e/ou
passivas (7
(? ) nos casos
cesos de processos, quando funcionam os CRBs na fiscalização da profissão, dos
recalcitantes não-inscritos, do não pagamento
pagamanto das anuidades obrigatórias.
obrigatóries.
&amp;2. RELACIONAMENTO COM ENTIDADES PRIVADAS, ESTRANGEIRAS E INTERNACIONAIS
a) com entidades as mais veriadas
variadas de êmbito
âmbito privado, que vão desde as bancárias, siderúrgicas,
petrolíferas, egricoles,
agrícolas, etc. às de turismo
turisnno e navegação, nacionais e multinacionais, como ea IBM,
quanto aos computadores e maquinarias de todo o tipo, com suas problemáticas patentes,
petentes, etc.,
etc.;
b) com os Editores, Livreiros, quanto à política
politica aditorial,
editorial, distribuição nacional e internacionel
internacional de
material bibliográfico, através do Sindicato Nacional da
de Editores e Livreiros SNE L -. ea Câmara
meterial
Brasileira do Livro, promotora das Bienais
Bianais Internacionais do Livro;

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�í
1023
c) com o õrgSo máximo da política intarnacional
internacional da
de Bibliotecas
Bibliotacas ae Documantação,
Documentação, de Normas,
Sistemas da
Sistamas
de Informação ea Redes,
Radas, através da UNESCO, ALA, da IFLA, da SLA, da International
Standardization Organization — ISO, etc.;
d) com a Organização das Nações Unidas — ONU —, a Organização dos Estados Americanos
Amaricanos —OEA
—OE A —
e saus
seus múltiplos órgSos
órgãos destinados aos objetivos e tratamento de
da problemas, que estão espalhados
emsatores
em setores inúmeros, ate.
etc. etc. ate.
etc.
7. OCERB-7 E ALGUNS
ALGUNSENFOQUESPRÕPRIOS
ENFOQUESPRÕPRIOS
Como consta no principio deste
desta trabalho, após ser criado o CFB em 1966, foi baixada a
Res. 04/1966, implantando os 10 CRBs com jurisdição idênticas às das Regiões Fiscais para oâmbito
do Ministério da Fazenda, que continuam vigorantes.
7.1.
7,1, Assim, o CRB-7 jurisdicionou, inicialmente,
inicialmanta, os Estados da Guanabara, Espirito Santo a Rio de
Janeiro, restritos após a fusão a 2. Entretanto, ea apesar de serem
sarem 3 as Escolas no Rio, ae 1 recenta
recente da
UFES, é o Conselho, que concentre
concentra o maior número de inscritos. Mantém, como todos os demais, os
Quadros;
seus dois Quadros:
— O Q.I.
0.1. dos diplomados pelas Escolas Superiores de Biblioteconomia ae Documentação;
que exerciem
exerciam as funções, comprovada
mente, à época da promulgação da Lei 4084/62,
— O Q.II, dos qua
comprovadamente,
em efetivo exercício.
7.2 O Regimento Intamo*
Interno* aprovado pela Res. CFB 04/1966, qua aprovou
eprovou e determinou pelo Of.
81/67 a publicação no DOU, foi realmenta
realmente aditado
editado na s.1 p.t. II, de 04.09.1967. Entretanto,
posteriores Res. modificaram artigos vários, bem como as referentes às determinações dos Tribunais
de Contas, das Inspetorias de Finanças, ea quaisquer outras que se tornem vigentes e atinjam o
da
furKionamento, inclusive a obediência à CLT quanto aos servidoras
funcionamento,
servidores que
qua contrate. '
7.3. O atual Conselho e sua 13? Diretoria, constituída dos eleitos em 15.12.1978 ne
na Assembléia
Geral das Eleições,
Garal
Eiaições, forem
foram empossados em 02.01.1979, conforma
conforme dita a Lei para o martdato
mandato trienel.
trienal.
Contitui-se de 17 Conselheiros, sendo 14 efetivos ea 3 suplentes.
Contitul-se
suplantes. Além desses, conta com os Membros
Natos como:
como; 4 Diretores ou Coordenadores das Escolas de Biblioteconomia e Documentação e os
Presidentes das Associações Profissioneis
Presidentas
Profissionais da
de Bibliotecários, antes só do Rio da
de Janairo,
Janeiro, e agora do
Espirito Santo.
7.4. Os cargos são honoríficos, sem qualquer espécie
aspécia de remuneração, constando o desempenho
afetivo
efetivo nas Carteiras de Identidade Profissionai,
Profissional, ao término dos mandatos.
7(5. O CRB-7 procura cumprir as atividades inerentes quanto ao exercício normel,
7.5.
normal, qua
que além
elém do
registro, obriga eo
ao pagamento das enuidades,
anuidades, sob pena de multas e sanções legais previstas nos
dispositivos vigentes. Também realiza o Cadastramento de Bibliotecas e órgãos de Documentação/
Informação, Bancos de
informação.
da Dados.
7.6. É obrigatória ea participação, nas
nes Reuniões Plenárias, de todos os Conselheiros efetivos,
permitindo o máximo da
de 6 faltes
faltas enuais,
anuais, quando não for o caso de serem concedidas licenças
requeridas ea tempo.
se faz representar, obrigatoriamente,
inclusive
7.7. O CRB-7 sa
obrigetoriamente, em Reuniões convocadas pelo CFB, inclusiva
quando das suas eleições, qua
que são feitas por meio de Deiegedos-Eiaitores,
Delegados-Eleitores, escolhidos para tel
tal fim
especifico. São realizedas,
específico.
realizadas, também, nos Congressos Brasileiros
Bresileiros de Biblioteconomia e Documantação
Documentação
(CBBD).
7.8. O CRB-7, edita o Boletim desde 1973, sob a responsabilidade de sua Comissão Editorial, para
pare tal
designada, podendo obter a colaboração de cada profissional interessado.

M Res.
•A
Res 207 de 23.04.1978 (DOU. s.1 pt II de 11.07.1978 p. 3518-32) aprovou um
Modelo-padrão de novo Regimento para os CRBs.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1024
7.9. Mantém a Comissão de Ética Profissional para colaborar no seu pleno funcionamento, inclusive
como Tribunal Regional de 1? Instância, aplicando tipos de penas disciplinares, se for o caso, apòs
após a
tramitação dos processos, consoante a Res. 111 do CFB.
a CONCLUSÕES
Toda essa consciência profissional, adquirida a duras penas e sob a pressão de constantes
embaraços e obstáculos, tem sido um tipo de conquista global, que não pode diluir-se ao final da
década 70.
Não é possivel
possível reverter ás
às situações atrasadas ae superadas, só admissíveis nos idos anos de
20 a 50, pela ausência do progresso sócio-cultural-técnico-cientifico-econômico, já atingido pelo
Brasil nos planos nacional e internacional.
Postergar os direitos adquiridos nesta corrente
corrante década, mesmo a titulo
título de que são atos
oficiais dos govarnos,
governos, como escolhas, próprias
prõprias de cargos da
de confiança, ou desculpas equivalentas,
equivalentes, não
convence a ninguém, muito menos aos profissionais cónscios
cônscios de suas responsabilidades. São atitudes
frontais de contradição, qua
que penetram direto no campo das injustiças ae dos direitos humanos.
No seio de cada Família
Familia brasileira, há que surgir, por certo, ao menos um
BIBLIOTECÁRIO, ae com maiusculas, pelo fato mesmo da grandeza de sua missãol
missão! ÊÉ sacerdotalI em
certos casos, é missionária am
em outros, é da
de modo geral um verdadeiro apostolado pleno da
de bravura e
tenacidade, sem resquícios mercenários.
tanacidada,
Junto a cada ser humano, criança, estudanta,
estudante, técnico, ciantista,
cientista, analfabeto ou
alfabetizado, ativo ou inativo, com ou sem
sem.vitalidade,
vitalidade, nos afazeres ou no lazer de
da todos, ae de
da cada
qual, seja mantida uma ou algumas Bibliotecas preparadas, organizadas por dirigentes habilitadosl
Oe
De que
qua valem os esforços de Associações
Assodaçõas ea Conselhos, de seus
saus expedientes inúteis,
inútais, enviados
a tantos, com gastos de tampo
tempo ae recursos?
De qua
Da
que valem as vinte ae nove (29) Escolas Superiores de
da Graduação ea os cirKO
cinco (5) da
de
Pós-Graduação,
Pòs-Graduação, em
am pleno
plano funcionamento?
Oe que
Da
qua vaiam
valem as normas jurídicas vigentes, emanadas dos prõprios
próprios governos que
qua as
desrespeitam, as ignoram?
enfim, ae do profissional diligente, dedicado, interessado
Onde a dignificação do trabalho, anfim,
em servir à humanide, como é o Bibliotecário?
am
a RECOMENDAÇÕES
— que
qua o CFB ea seus CRBs, a FEBAB ae suas Associações da
de Bibliotecários, a ABEBD ae seus
estabelecimentos superiores de graduação, como organizações especializadas de capacidade
reconhecida dantro
dentro dos graus de
da autoridade se conscientizem, ea aos governos ea público em
am geral do
respeito às
ás Normas Jurídicas vigentes, de suas esferas
asfaras de ação, tais como Lei
Lai 4084/62 ea Decreto
56725/65, Resoluções, do CFB, Estatutos, Regimentos;
— qua
que seja procedida pelas entidades acima uma campanha intensiva a'sistemática
e sistemática para a
conscientização dos órgãos de pessoal nos planos faderal,
federal, estadual, municipal quanto às
ás qualificações,
habilitações, profissionäs
profissionais e direitos plenos
pianos concernentes aos Bacharéis graduados am
em Biblioteconomia e Documentação — implícita a Ciência da Informação, conforme
conformeastão
estão classificados nas Tabelas
CDD
CD
D ae CDO, universais.
universais,
ABSTRACT
the librarian profession in Brazil.
the evolution, since tha
the twenties,
Characteristics of tha
Brazii. Details on tha
concerning the creation of graduata
graduate courses, legal norms, government and private
privata organs responsible
for the valorization, performance and integration
Integration of libraruans and their reiationship
relationship with national
and international
arKl
International circles.
circies.

Digitalizado
gentilmente por:

-\JJ 11

12

13

14

�1025
democratizaçAo Ee SOCIALIZAÇÃO
DEMOCRATIZAÇÃO
socialização DAS
das BIBLIOTECAS
bibliotecas
Professor Haroldo Valladão,
das Universidades Federal e Católica
Janeiro, entigo
antigo Presidenta
Presidente
do Rio de Janairo,
do lAB ae da OAB, orador oficial do
Instituto Histórico ae Geográfico
Brasileiro.

I. Uma bibioteca é a base, é o fundamento indispensável para qualquer
qualquar atividade cultural.
Corra o Brasil, há muitos anos, a definição qua
Corre
que dei da
de uma Faculdade de Direito: "é uma
biblioteca rodeada de
da anfiteatros,
anfitaatros, salSes, salas, gaginetes,
gaginates, onde em aulas, conferãncias,
conferências, debates,
seminários ae trabalhos práticos, sa
se dinamizem
dinamizam os astudos
estudos e as F&gt;esquisas
pesquisas feitas na mesma bibliotaca".
biblioteca".
Vale para qualquer Universidade ou Faculdade, associação cientifica, literária, histórica,
enfim, para qualquer exercício
axercicio de atividade cultural.
Lá na Biblioteca está a fonte, o manancial, com os elementos indispensáveis ao
conhecimento, à elaboração e, afinal, à produção científica
cientifica e literária. É a nossa área central de
Informações.
informações.
Vive, assim, a culture
cultura em sistema de vasos comunicantes com a biblioteca.
Não basta lar
ler um livro,
livro. éÉ sempre indispensável consultar os citados ou referidos ae outras
obras. De preferência as obras originais, que nos permitem a eutanticidade
autenticidade científica. E, sobretudo,
consultar os Dicionários, as Enciclopédias, as grandes coleções, as revistas. Eis ai
aí a suave tirania da
Biblioteca.
II. Em sua história a Biblioteca evolui de estante
estanta ou armário a quarto ou sala, para chegar á
grande casa, ou ao palácio, de livros.
Nasceu aristocraticamente, como propriedade particular, em recintos fechados, religiosos;
conventos, imperiais
conventos.
Imperiais ou reais;
raais; castelos nobiliátquicos,
nobiliiiquicos, de duques a condes ou profissionais, de
mestres, sábios: mansões ou adificios
edifícios suntuosos ae casas ricas, todos da
de acesso restritlssitrx}.
restrítlssimo.
Para o advogado, por exemplo, era condição de sucesso ter, formar, desenvolver, e manter
em dia, sua biblioteca particular.
E coincidia com a antiga mentalidade de que o estudo dever-se-ia fazer em casa, num
quarto ou sala, e de preferência noite a dentro, até de madrugada ....
III. Mas o mundo evoluiu. Marchamos para a democratização e socialização, segundo
pregamos corajosamente em nosso discurso de orador da turma de bacharéis de 1921 (a primeira da
recém-criada .Universidade
Universidade do Rio de Janeiro, hoje federal) com o título "Pela Socialização do
Direito" (no
Ino livro. Aos Novos Juristas).
E a Biblioteca teve de acompanhar o progresso social.
preferencial mente, pública, do Estado, do Município, acessível a todo o povo.
Passou a sér, preferencialmente,
Ainda era pouco,
pxiuco, pois a coisa pública era, de regra, de freqüência desanimadora, pela
deficiência ou não aplicação de recursos governamentais e pela conhecida burocracia. Conhecí um
encarregado de Biblioteca que recebia os consulantes
consulentes de longe gritando, antes mesmo de interrogado,
"não tem esse livro".

Digitalizado
gentilmente por:

�1026
Impunha-se chegar à derrrocratização
democratização tomando-a uma instituição confortável, mais
agradável, e, mesmo convidativa, ao estudo e à meditação.
meditação, É o qua
que se vem fazendo no Brasil e em
todo o mundo, nos últimos anos.
IV. Integra-se, como objeto principal, como uma das nossas ciências da moda, com a
Biblioteconomia, que trata da organização e administração de bibliotecas; da catalogação e
classificação de livros; da técnica de Informação;
informação; da reprografia ou seja, das várias formas de
reprodução, em especial nas atuais, eletrônicas; de história do livro e da arte ..
....
Faz parte da
de cursos da
de graduação, de especialização e mesmo de pós-graduação, atè de
mestrado, em muitas das nossas Universidades e am
em escolas particulares.
Desperta o maior interesse na juventude, especialmente feminina, e dá novos, numerosos e
Despena
bons empregos.
De outra parte, além das Bibliotecas Públicas que crescem para o bem do País,
Pafs, e das ligadas
aos estabelecimentos de ensino ae às associações culturais, todas as grandes empresas possuem
Bibliotecas, perfeitamente organizadas e atualizadas.
Destarte a Biblioteca democratiza-se ae sodaliza-se,
sodaliza-se. é para uso de todo o povo, gratuita,
confortável e amavelmente.
V. Realizam as Bibliotecas o admirável ideal da
de Castro Alves, o insuperável poeta
brasileiro, pois o foi de todo o nosso pafs, de norte a sul, do Recife, da Bahia, do Rio, de São Paulo.
Repitarrvse as suas estrofes de ouro, do poema "O Livro e a América":
Repitartvse
"por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto —
As almas
aimas buscam beber..
beber....
Oh! Bendito o que semeia
Livros.. . livros a mão cheia
Livros...
cheia...
...
E manda o povo pensar!
n’alma,
O livro caindo n’aima,
Ê gérmen — que faz a palma,
È
Ê chuva — que faz o mar".
È
(Do poema "O livro e a América”,
América", Espumas Flutuantes,Obras Completas, organizada por Afrânio
Peixoto, Cia. Ed. Nacional, 1944).
Em verdade
verdada as Bibliotecas são os grandes canais do conhecimento humano. Irrigam
substancial mente a cultura de um povo.
Merecem, pois, essas casas do saber, esses templos dos livros, os nossos, amor e admiração,
todo o nosso carinho e respeito.
Façamos de sua conservação ae aperfeiçoamento um dos nossos ideais patrióticos.
Benditas sejam as Bibliotecas para o desenvolvimento
desanvolvimento da cultura brasileira, para a plena
realização do nosso querido ea eterno
aterno Brasil.

Digitalizado
gentilmente por;
por:

11

12

13

14

�8£0r
3ís!r
(na-,tr • i« i«G.S on obns^í fr,»v
í. »*
■ »op o S .oÉ^Hibsn, á 9 «boi« o« .ôv.Ub.vfKrt
-.
.iOOítwniilUtofn.«m
&lt;i!f&gt; .í-hiujíti
•■} .)l)ot
vr
; •
l, (K.1 ;tíb',J n - r &lt;■
i'sfltjüfttrfUllÖ
9 c'■'* .
»r:&gt;
! «-'snij-; b njoi uo iiii^ie«Hn»i tio 'Víjfoinioüii w&gt;
. ’. »ns üb » oivii ob bnòinn &gt;b ,ímí..òí»9ís«&gt;f «S; «w»«f trrt
9b èis o«5»»ib6ie íócí 9b o&lt;ní9«!i s oê?sí&lt;í&gt;5&gt;»í4í9
.oS^ub«-«'íf&gt;V*oo ab 9t-.w
.Í9iuiu3ins,q ígIc9?-&gt; ’oe íf!(jí-b«iiwjnU wsuso« íflb
frn&gt; &lt;&gt;fa.&gt;tís&lt;rri
9 *0«O’«non íovoi; Èb 3 .omniiTm» sinamlsbwtfs
-niaui »n 3iwe»i" .uiftni » «n-Kicíií.
&lt;&lt;&lt; ,
tabtit.il «fib « sis'? o»&gt; niati o inisq mnwosa »'ip -lví.;T íó39tpitd&gt;b
màte «-êíi «rloo «í
«»«.«»m. esbno.« « *Ok.» .w.n.nio:.
w - 0«l«9 9b
,«s
.3í,i&gt;9iilspi». a feíxf'.i0i«30 3tnafnoitít&gt;»q .ífijajirtuJíft
9«u&gt;bie .pvoq o Obol ab .»u
à ,9.» Sí B'.qs-qwvM: -.39tr,rfdí8 9
«isou l9vè3fK4uín. o .«viA o:n^3 st&gt; iHi.bt lavi-r.or!* o «süA-oiW.a » fí,»m^n V
^u*S oSe»b ,oiH ob &gt;..;.ö Sb ,Hb:&gt;t.a ob .lu. .. »r i-. »&lt;&gt;
oí«an o olx&gt;' 9^' «ví o í^t &lt;»WÍ!nnd
• •
5 s Oí^/tJ 0“ A.T&gt;Poq ob c-uo
?«u': tu
I
«t/íi -

»n OM' VOU;’’
. i3ii«w íb 'abaa ol ‘sQ
~ oir itao ob *s‘»fc íb límoO
AOt- , i,. .■, v«4HvV«H,,.çPíi
if' ..
V- .-■ •
, -.
fvv b
: . .r :
'■* ' i
, v--íVi wí^”» 9
' ujrvyiA
^ ,,;, ,, ,
, -i , - ,
, \i^VVjtiO'*&amp;&lt;VO&gt;'3bun 1.
-,. •^ .

l.» o:- ■■»::. ■
- .i'..'.
., .''»»m o
; ayurtv
, .
oontv-'- —:;o, Ä t..,'.- , .^.
■,' .■ í-•
.
■Vjí} oü!
‘&lt;íih*IH»A Tb*? Bbepnspo ^Kjaiomoü »«vdO.rnnaoi.ir» &lt;pjn,»qe"! "«»rn,.;/' -. a owil O í.^t ■ &lt;líO/ í«^
.; ., , ..,í,- . ..
.
. . ■. ,,.. ,!t-Kß{
.b3 .t.rji
maomt .òrtsn*«»rt oíbântEodTtôü
'«»n»:): í-4íhí.»ô v»? ajb
'iU'b.Y'v'- 'nü ■.Vt'.'lil..
«bfS» S&gt;, r-'«'*' 'áor- ,.
,
, H.-‘.V4.0P£j f ««O;!«'
oq(*sihím;',»9l«flrítf
:K&gt;ií.'av;o vainvii.Kib«&gt;ti#Tifn ;&gt;;-:4.■■* v. ?sj, ;&lt;,;â9 ,ai'&gt;.4 .ijis-Jí?‘V .-^ . ò iibu
t*'
■ .onoqvíVí » cirbí*'’«3 0?*‘*
^3»t«')iiíttq ítBSb' lOí-.^- V aob rm. o: itsn»io-v:-9Í”3-.|« k '.vê^vc- -n.«r,:, aua ati &gt;o.i&lt;b&gt;K-1
«rwtq » B»*y
p*nu-.n«w&lt;3vn9Kíb .o «J. q
rr-..'-;
b
:■ $rsmi&gt; ew«&gt;. txi --,... Ss
.
'i-v-■- ö.'nsii o o:„- .»■ .p ■.~!^--o ■ b ..
.X
M«k^. ' ioa' .j . ..*!,
..■&lt;■. ,■■■ ., ■ .
.
■ ,.
00nv*PíO». inw«»i-.. ,-..■ .1-1- ...
. ■ .,
.
. i
. V:. ,.
9tfíí«&gt;s .f-..
■•. t, ^ .
. ..
•mÂít. -.09 tPbbotfft.» pi...'. I,!*■
6 c&lt;xr»í'
'! ■.■i. u
jfUt tí&gt;íjigfe, a ct&lt;&gt;
' .....
tH. Mbso roo&gt;i:.' &gt; .
."."frtfOisnJ-.i:*
;•.
í*CiNl»&lt;r«»d9
1-ívU .-'.'.
í O*™tto" ír». .-/ri. Aí» Nt ,-i..;...
l. » Bsí.^otaítí uv. • ■ •
V« j'.* ».. j '.aY. ÍC . . .f .V ’
Ainda Bf* rotHjo, Í.KÍ'.
■ éHKitíf^íA OU nêd ♦piic^rÄJ r*e ■«
•boriayfltio dk
ov« rv&lt;«r.
~«JId t9fn MM ffíio'

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

I Scan
^ca n
System
stem
^.acl.™enw

yjjj^
J-í/ 11

12

13

14

�'.tHl
ifi

■ ■ ■ • -'b

J •) * i .

■tComiuSo Brasileira de Documentação Tecnológica
Comissão

cm

Digitalizado
gentilmente por:

^ .1. laniriasça»

^

'

�1027
CRITICO EM
A APLICAÇÃO DA TÉCNICA DO INCIDENTE CRÍTICO
ESTUDOS DE USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO
TÊCNICO-CIENTÍFICA;
TÊCNICaCIENTÍFICA; UMA ABORDAGEM
COMPARATIVA
MARIA DE NAZARÉ FREITAS
PEREIRA- IBICT
HAGAR ESPANHA GOMES - CNPq
LENA VANIA RIBEIRO PINHEIRO - UFPAa
REGINA MARIA SOARES DE
OLIVEIRA - IBICT
1. INTRODUÇÃO
O planejamento de serviços
sen/iços de informação documentação, bem como ae avaliação de sua
eficácia quando já operacional — são atividades bem mais
nriais frequentes
freqüentes do que se pode imaginar. De
acordo com a moderna orientação, estas atividades devem ser feitas a partir de estudos de usuários,
para quem os serviços são montados, e cuja satisfação, em relação às reeis
reais necessidades de
informação, deve ser questionada periodicamente.
O estudo de usuários da informação cientifica
cientffica e tecnológica éè uma des
das ferramentas básicas
e Indispensáveis;
indispensáveis, para o planejamento e avaliação de atividades de informação e tem sido uma
constante preocupação entre equeles
aqueles que tem, eo
ao seu encargo, ea promoção dessas atividades.
O crescimento da literatura sobre o assunto
essunto 6é um reflexo dessa preocupação que os
especialistas da área vêm tendo em relação ao conhecimento dos hábitos, necessidades e atitudes de
cientistas e técnicos na busca e uso da informação cientifica e tecnológica. O Annual Review of
Information Science and Technology* revisou, criticou e avaliou em 8, dos 12 volumes, até hoje
publicados, e em capítulos dedicados exclusivamente eo
ao assunto, mais de 500 documentos
pertinentes à matéria.
Na categoria de estudos de usuários estão incluídos: a)
e) estudos relativos ao
eo uso/avaliação
uso/aveliação
dos serviços de informação/biblioteca; b) hábitos de reunião/obtenção de informação (de cientistes
cientistas e
engenheiros); c) fluxo de informação nos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento (P &amp; D).
Treta-se,
Trata-se, evidentemente, de uma atividade complexa 4ue
^ue envolve pesquisa em vários ramos
do conhecimento, sobretudo na área de psicologia, administração e sociologia da ciência.
Essas contribuições dizem respeito, na sua grende
grande e esmagadora maioria,
maiorie, ae estudos
realizados em comunidades dos países desenvolvidos. Inversamente, os países em desenvolvimento
que teriam, com o estudo da problemática da informação, indicadores que norteassem a aplicação de
seus escassos recursos em atividades, cujos resultados pudessem contribuir para ea própria melhoria de
seu estágio de desenvolvimento, têm Insistido
insistido na concepção de sistemas de informação, sem levar em
conta es
as necessidades de seus usuários.
No Brasil, somente ea partir de 1969 é que ea literatura passa a registrar es
as contribuições dos
bibliotecários e especialistas da informação, através do levantamento e análise de dados pertinentes àá
relação usuário-informação. No levantamento bibliogfafico, ore
ora em curso na Divisão de Estudos e
Projetos do IBICT, eté
até o momento já foram arrolados 15
15-itens.
Itens. Referem-se ae dissertações já
aprovadas no Curso de Mestrado do IBICT e ae trabalhos apresentados em congressos e reuniões
especializadas. Além desses, mais 4 dissertações estão em fase
fese de andamento.
Essa preocupação recente pode ser considerada como um dos benefícios resultantes dos
ensinamentos ministrados nos cursos de mestrado promovidos pelo IBICT e pela Universidade
Federei
Federal de Minas Gerais. Com ea implantação dos cursos das Universidades de Brasília
Brasilia e Paraíba é de
se esperar um eumento
aumento significativo de contribuições nessa área.
Entretanto, para que estudos dessa natureza, onde o comportamento humano está
presente, não se transformem em um amontoado de dados, a escolha do método (diário,
questionário, entrevista ou observação) e da forma de abordagem, é uma das variáveis que deve ser
analisada com muito cuidado.
trabalho tem como objetivo o estudo da técnica do incidente crítico,
critico, procurando
Este trabalho
estabelecer comparações entre as formas com que foi utilizada, analisando as principais implicações
decorrentes de sua aplicação e sugerindo medidas que devem ser levadas em consideração nos países
em desenvolvimento.
desenvolvimento,
Faz parte do projeto que vem sendo desenvolvido pela Divisão de Estudos e Projetos do
Fez
IBICT, objetivando definir um instrumental de coleta de dados para os estudos de usuários que
pretende realizar.

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�1028
Nossos agradecimentos ao Prof. José Augusto Dela Coleta, psicólogo do Instituto de
Seleção e Orientação Profissional IISOP},
(ISOP), da Fundação Getúlio Vargas, pelas crfticas e sugestões
feitas ao trabalho.
2. A TÉCNICA DO INCIDENTE CRÍTICO
Z
A técnica do incidente critico,
crítico, desenvolvida por FLANAGAN^,“consiste
FLANAGAN^, "consiste em um conjunto
de procedimentos para a coleta de observações diretas do comportamento humano, de modo ea
facilitar sua utilização potencial na solução de problemas práticos e no desenvolvimento de emplos
amplos
princípios psicológicos, delineando também procedimentos para ea coleta de incidentes que
significação especial e para o encontro de critérios sistematicamente definidos" (o grifo é
apresentem significeção
nosso).
Como Incidente
incidente FLANAGAN^ define "qualquer atividade humana observável que seja
suficientemente complata
suficientamenta
completa am
em si masma
mesma para permitir inferênciase
Inferênciase previsões a respeito da pessoa que
executa o ato. Para
Pare ser critico
crítico um incidente deve ocorrer em uma situação onde o propósito ou
intenção do ato pareçe
pareça razoavelmente claro
clero ao
eo observador e onde suas consequências
conseqüências sejam
efeitos" (o grifo é
suficientemente definidas para deixar poucas dúvidas no que se refere aos seus efaitos"
nosso),
nosso).
Esta técnica foi aplicada por FLANAGAN e colaboradores, durante a segunda guerra
mundial, a fim de desenvolver procedimentos, para a seleção e classificação, de tripulações de vôo.
Entretanto, epenas
apenas em 1947, no American institute
Institute for Research, é que foi mais formalmehte
formalmente
desenvolvida e recebeu seu nome etual.
atual.
Depreende-se, das próprias definições e conceituações de seu formulador, que a técnica
envolve ae descrição de comportamentos (atos)
(etos) relevantes, de conteúdo suficiente para que o
propósito ou intenção (objetivo do eto)
ato) e as conseqüências e efeitos (resultados) estejam presentes.
Evita-se assim, a coleta de informações
Informações que reflitam opiniões, palpites e impressões gerais,
concentrando-se na coleta daquelas pertinentes ao
eo comportamento e que possam contribuir
significativamente para a atividade objeto do estudo^.
Muito embora tenha sido concebida
concebide e largamente
lergamente utilizada para fins de desenvolvimento de
procedimentos pare
para treinamento, seleção e recrutamento, há uma variedade de situações em que a
coleta de incidentes poderá ser bem sucedida.
Como técnica, serie
seria aplicável também em: medidas de desempenho típico (critérios),
medidas de eficiência (emostra-padrão),
(amostra-padrão), projeto de trabalho e purificação, procedimento de
operação, projeto de equipamentos, motivação e liderança
liderençe e aconselhamento e psicoterapia^.
A epiicação
aplicação da técnice
técnica em uma gama diversificada de situações deve-se sobretudo ao fato
dela se constituir em um "conjunto flexível de princípios, os quais devem ser modificados e
adaptados pare
para cade
cada situação específica"^,
específica"^.
No Brasil,o Instituto de Seleção e Orientação Profissional da Fundação Getúlio Vargas vem
desenvolvendo uma série de estudos voltados para ea análise de trabalho, objetivando a fixação de
critérios para recrutamento, seleção e treinamento de pessoal,
pessoal.
DELA COLETA^ fez
faz uma revisão dessas contribuições mostrando
rrwstrando que "e
"a técnica se
constitui em um instrumento poderoso no estudo do trabalho, mas não é de aplicação a todos os
problemas e seu uso deve, às vezes ser complementado por outros métodos de análise".
Na áree
área de informação, MENZEL**,
MENZEL“*, em artigo
ertigo de revisão da literatura sobre estudo de
usuário, cita o ano
eno de 1963 como o momento decisivo nas pesquisas, eté
até então empíricas, sobre
necessidades e usos da Informação
informação por cientistas e tecnólogos, atribuindo essa melhoria em parte, à
aplicação sistemática da técnica do incidente crítico para a coleta de dados reais sobre as exigências e
usos de informação.
No Brasil, sua aplicação em dois estudos de usuários da informação,levou a algumas
constatações. Dos resultados alcançados e da comparação entre os trabalhos que aá utilizaram pode
ser feite
feita uma análise e discussão tanto da forma de epiicação
aplicação quanto de suas implicações.
3. ANÁLISE E DISCUSSÃO
DISCUSSÁO DA FORMA DE UTILIZAÇÃO NOS DIFERENTES ESTUDOS
No primeiro artigo de revisão sobre necessidades e usos de informação em ciência e
tecnologia, em tópico específico sobre estudos de incidentes críticos, MENZEL'*,
MENZE L“*, analisa os trabalhos
de ROSENBLOOM e colaboradores e do Department of Defense (DOD) dos Estados Unidos,
realizado pela Auerbach Corporation. Entretanto, embora essa revisão não mencione os estudos de
HERNER,'^&gt;8
HERNER,'^-8 PARKER &amp; PAISLEY® citam-nos como os primeiros ea utilizar a técnica em entrevistas
entrevistador".
bem estruturadas, "sendo úteis principalmente cortra
como comprovação da capacidade do entrevistador".,

Digitalizado
gentilmente por:

�1029
3.1. O primeiro estudo de HERNER não utiliza nem faz menção à técnica, o que pode ser
verificado a partir de uma análise mais apurada do instrumental utilizado, onde a forma de
abordagem das perguntas não levaria
ebordagem
levarie ãà coleta de dados que refletissem o comportamento.
No outro estudo, HERNER**
HERNER^ objetivava
objetivave o conhecimento dos hábitos e padrões dos
cientistas médicos americanos no uso da informação em geral, da informação em língua estrangeira,
também em gerei,
geral, e da informação soviética em particular, para fins de saber do uso dos canais
existentes, bem como de mecanismos para obtenção de outros tipos de informação. Para tanto foram
entrevistados 500 cientistas de 59 instituições de pesquisa médica, utilizando um questionário,
aplicado por ocasião de uma entrevista. Também não declara a utilização da técnica, e não está
incluído o roteiro da entrevista, o que impossibilita
impossibilite ae análise da forma de abordagem empregada para
elaboração das perguntes.
perguntas.
Entretanto, na discussão dos resultados, verifica-se que, para obtenção das respostas
relativas à aquisição de Informações
informações para solução de problemas, para Identificação
identificação da fonte
inspiradora de
da idéia e definição dos mecanismos e métodos utilizados na busca da literatura, o
usuário foi solicitado ea se concentrar em um caso especifico
específico e recente, minimizando, assim, o
inerente áà rememorizeção.
rememorização.
problema Inerente
Por este motivo, parece que, mesmo não declarado pelo autor, ea técnica usada tem
conteúdo de incidente crítico,
critico, apenas no que diz respeito ao principio
princípio de levar o respondente a
fornecer informações a partir de uma situação real. Entretanto, aspectos importantes que resultariam
na definição dos motivos que levaram ao
eo uso das fontes, das consequências e efeitos dos diferentes
comportamentos não foram incluídos.
3.2. Em 1963, pesquisadores da Harvard Business School iniciaram uma pesquisa para
descrever o processo pelo qual a informação técnica é comunicada e utilizada. Em um primeiro
estudo em 1964, 430 engenheiros e cientistas de várias divisões de uma grande corporação elétrica
foram solicitados a identificar, em um questionário auto-administrado,, três episódios recentes de
informação técnica adquirida, em uma fonte fora da própria seção e que tivesse sido útil ao trabalho:
um episódio devia ser o mais recente, outro o mais útil dentro dos últimos seis meses e o terceiro, o
mais recente, desde que envolvesse o uso de fonte impressa (ROSENBLOOM apud MENZEL^).
MENZEL'*).
Os resultados elcançados
alcançados permitirem
permitiram desenvolver efetivos instrumentos de pesquisa,
métodos de análise e algumas hipóteses. Um financiamento recebido da National Science Foundation
permitiu ampliar e intensificar os esforços iniciais, que resultou em uma pesquisa focalizando o fluxo
de informação técnica dentro da
de organização, especialmente nas operações de P&amp;D de grandes
organizações industriais. O grende
grande interesse foi o de questionar como cientistas e engenheiros tomam
conhecimento e se utilizam da experiência de outros colegas que trabalham em outros ramos de
atividade iI e em outros estabelecimentos. Trata-se de "um estudo empírico, com foco bastante
pequeno", os dados são obtidos de um grupo empenhado numa atividade muito particular, isto é,
transferência de informação técnica em organizações de P&amp;D. (ROSENBLOOM**^).
(ROSENBLOOM*^).
Esse estudo procurava respostas para duas perguntas: a) através de que meios flui a
iEsse
informação entre grupos de técnicos? b) em que circunstâncias ocorre a transferência de informação
por um meio e em que circunstânciasipor
circunstâncias por outro? Aos conceitos gerais existentes nestas perguntas foi
dado um significado operacional. Assim, "meios" incluem comunicação interpessoal e meios escritos;
"circunstâncias" incluem 1) informação procurada para uso especifico; 2) iniciativa de outra pessoa
que não o usuário; 3) informação obtida através do desenvolvimento de competência, "sem intenção
de resolver qualquer problema em particular".
Para recolher os incidentes foi utilizado um questionário auto-administrado. Interessavam
apenas incidentes em que tivesse havido real transferência de informação, isto é, a unidade de análise
de dados foi uma descrição que cada entrevistado fez de um exemplo em que uma informação útil ao
trabalho foi adquirida, de uma fonte que não foi seu próprio conhecimento ou seu círculo imediato
de colegas. Cada um deveria relatar o exemplo mais recente, contando as circunstâncias que levaram
à aquisição da informação e àá fonte de onde obteve a substância da informação. Os dados foram
tirados de levantamentos que incluírem
incluiram quase 1900 engenheiros e cientistas em 13 estabelecimentos
de 4 grandes companhias, e 1200 membros do Institute of Electric and Electronics Engineers. Os
dados referiam-se ao que as pessoas realmente estavam fazendo e não ao que deveriam
deveríam ou gostariam
de estar fazendo, ou o que estariam pensando ou sentindo acerca do trabalho que executavam.
3.3. Na mesma ocasião que a Harvard Business School realizava seu estudo, a Auerbach
Corporation era constratada para montar um projeto de estudo de usuários do Department of
Defense* * — DOD — dos Estados Unidos, com o objetivo de "reunir e analisar uma base de dados,
estatisticamente significativa, de corno
como cientistas e engenheiros do DoD presentemente adquirem e
utilizam informação técnica no desempenho de suas tarefas", para fins de dimensionar uma rede de
serviços, incluindo centros de análise de informação especializados em diversos assuntos de interesse.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1030
Foi feita uma amostragem aleatória de 1375 cientistas e engenheiros espalhados pelo pais (de uma
população de 36000) ae envolvidos em atividades de pesquisa, desenvolvimento, teste e avaliação.
O método utilizado foi o da entrevista. Para garantir um bom nivel
nfvel de respostas que
pudessem ser aproveitados na tabulação, fez-se um guia semi-estruturado,
semi-estruturado. que serviría
serviria para lembrar o
entrevistador da intenção de uma dada pergunta. Enquanto a parte estruturada permitiu categorizar
respostas a certas perguntas, o que facilitaria a compilação de dados, a parte não-estruturada permitiu
estudar determinadas áreas
ãreas de assunto em profurxfidade
profundidade e registrar as respostas de forma narrativa.
narrativa
Para atender a estas exigências da entrevista foram selecionados entrevistadores com formação
cientifica ou técnica. Um treinamento de duas semanas foi considerado suficiente: quatro dias de
aulas formais (incluindo demonstrações de entrevistas) e cinco dias de entrevistas
entravistas de campo*'.
campo* *.
O incidente critico solicitado era pertinente à última tarefa já completada, com duração
superior a oito fioras,
horas, envolvendo alguma consideração técnica ae resultando num produto claramenta
claramente
identificado — um relatório técnico ou uma exposição oral. Assim, todas as informações necessárias à
execução da tarefa forem
foram isoladas e descritas a partir de um conjunto de perguntas que deveria ser
aplicado em cada informação utilizada.
■EEsse
sse desmembramento do incidente critico em vários comportamentos de busca de
informação foi, para PARKER &amp; PAISLEY^ um desenvolvimento na metodologia do incidente
critico que a Auerbach introduziu com o conceito da
de “peça
"peça da
de informação" (information chunk).
No glossário incluido
incluído no relatório da Auerbach* * "paça"
"peça" é definida como “termo
"termo qua
que se refara
refere a
uma unidade de informação. Peças são segmentos discretos do total de
da informação
Informação exigido para
pare
realizar uma tarefa. É a menor unidade de informação exigida para uma tarefa que perde
identificação e significado com respeito à tarefa, se for segmentado mais adiante. O conceito de
peças de informação é exemplificado, considerando-se peças como “pedaços"
"pedaços" de informação exigidos
para a solução de uma tarefa. Assim, em geral, as peças contêm informação de ampla variedade de
assuntos, podem ser de várias disciplinas, podem ser encontradas em muitos meios (de comunicação),
e serem especificas ou gerais".
Foram consideradas "classes"
“ciasses" de peças de informação:
— conceitos, custos e financiamento,
— técnicas de projeto,
— processos ou procedimento experimentai,
experimental,
— fórmulas ea dispositivos matemáticos,
— desempenho e características,
— processos de produção ou procedimentos,
— dados primários,
— especificações,
— progressos técnicps (relatórios),
— processos ou procedimentos de teste ea utilização.
As ciasses
classes forem
foram propostas com o objetivo de estabelecer um critério para medir o uso
relativo de diferentes ciasses
classes de informação. A faita
falta de técnicas objetivas ae precisas para medir
unidades de informação tem sido um dos grandes empecilhos nos estudos
astudos de
da usuários, dai a
"pesquisa básica nessa área
importância dessa contribuição. BeruI
BaruI &amp; Karson *^ acreditam que “pesquisa
possam contribuir pera
para identificação de técnicas úteis para medir a informação.
3,4.
3.4. Após esta experiência a Auerbach decidiu utilizar a mesma técnica para avaliar suas
necessidades internas
internes de informação e.
e, ao mesmo tempo, aveliar
avaliar as redes técnicas de informação
existentes na organização*^. O questionário aplicado durante uma entrevista fez
faz uso intensivo de
perguntas do tipo do incidente critico. Não se pretendia, contudo, produzir um “conjunto
"conjunto
simplesmente estatístico de resultados"*^. Em vez disso, seria considerado como uma "missão
“missão para
pera
obter fatos" cujo propósito seria não só conhecer as idéias da equipe técnica da organização quanto
em que extensão a rede de informação
ao tipo de informação que precisavam, quanto conhecer am
existente satisfazia suas necessidades. Assim, o questionário tinha duas grandes áreas: a) identificar as
existanta
necessidades de informação técnica da organização; b) identificar os recursos da
de informação técnica
da organização.

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�1031
Diferentemente do DoD, as perguntas do tipo incidente critico
Diferantemente
crítico são feitas a partir de dois
enfoques: a ültima
última vez que o usuário precisou de informação para realizar seu trabalho e que
informação solicitou à biblioteca a última vez que ele a utilizou.
Os dados obtidos neste estudo foram classificados nas seguintes categorias: requisitos para
vocabulários especializados p&gt;or
por assunto; controle sobre informação interna, controle sobre
informação externa; requisitos para cadastro de habilidades pessoais;
pessoeis; conferências e trabalhos de
furKionários; serviços de biblioteca técnica.
funcionários;
3.5. MENZEL*^
MENZEL*'* é o principal pesquisador
presquisador num trabalho feito em 1964 sobre a "interação
dos canais de comunicação formal e informal no cumprimento de um certo número de funções de
comunicação da ciência" entre pesquisadores da área de polímeros, tendo sido gravadas entrevistas
de 161 cientistas e obtidos 1036 relatos. Procurava-se obter dos cientistas um relato detalhado de sua
experiência mais recente, com nove tipos de "encontros" com a Informação
informação científica.
cientifica. O primeiro
conjunto (três perguntas) se referia a buscas deliberadas sobre procedimentos, resultados e teoria. O
segundo conjunto (uma pergunta) sobre um relato ligado àè função de atualização, numa área em que
o cientista não deu muita atenção quando viu pela primeira vez. O terceiro conjunto (uma pergunta)
se referia a exemplo de informações relavantes
relevantes que o cientista obteve quando não estava procurando
qualquer informação, nem estava se atualizando
qüalquer
atuelizendo (aquisições acidentais). Outra pergunta visava a
conhecer exemplos em que a informação veio "tarde demais" (aquisições atrasadas).
A palavra "reconstruir" foi incluída em cada pergunta ligade
ligada à narração de um tipo de
episódio. Tratava-se de uma instrução para o entrevistador usar durante o interrogatório que deveria
ser extenso e flexível.
Ao isolar cada
cada.tipo
tipo de "encontro" Menzel permitiu um tratamento detalhado para cada
uma das classes, o que resultou num documento bastante interessante,
Interessante, pois foi possível fazer
correlações com mais especificidade.
3.6. SANTOS^ estudou os usuários do Instituto Nacional de Pesos e Medidas—INPM, nas
áreas de metrologia legal ae metrologia científica
cientifica e Industrial,
industrial, com o objetivo de determinar que
fontes eram usadas para satisfazer as necessidades de informação dos usuários e a eficácia dessas
fontes bem como identificar novos tipos de serviços que poderiam
poderíam ser fornecidos pela biblioteca do
INPM, para melhor acender
atender ás
ês necessidades destes usuários em potencial. A população estudada foi
de 47 usuários de nível
nivel médio e superior, sendo 27 na área de metrologia legal e 20 na área de
metrologia cientifica
científica e industrial, atuando am
em vários ramos do conhecimento humano. As entrevistas
foram baseadas em questionários e divididas em duas pertes:
partes; questões genéricas sobre o
comportamento do usuário quanto à procura de informação e questões específicas
especificas para obtenção de
incidentes críticos. Estas entrevistas foram suplementadas com a aplicação da técnica de Line — a
pelos usuários de suas necessidades de informação bibliográfica — à medida que'
que
marcação em cartões pelosTjsuários
fossem eparecendo.
aparecendo. Utilizou ainda dados estatísticos sobre circulação da
de documentos e consultas à
biblioteca.
A técnica do incidente crítico,
critico, conforme utilizada por Rosenbloom e Sisson, foi adaptada
edaptada
aos objetivos propostos. Apenas uma amostragem da população em que foi aplicado o questionário
geral é que foi entrevistada para obtenção dos incidentes (20 de metrologia
metroloç^a legal e 19 de metrologia
cientifica e industrial). Concentrando-se na última tarefa completa que o usuário executou, foram
obtidos dados referentes ês
às características das informações procuradas quanto ao conteúdo, ao tipo
de canal, à forma, ao âmbito e ao grau de profundidade. Incluiu ainda, questões referentes àê
da
experiência do usuário no campo das informações procuradas, o tempo gasto ea o disponível para
obtenção das,
das informações, o resultado da busca e o efeito das informações sobre a execução de
da
tarefa. Para a comp&gt;osição
composição e interpretação das tabelas foi elaborado um quadro-chave, contendo as
principais características dos usuários, isto é, as variáveis relativas às circunstâncias de trebalho.
trabalho. Para
obtenção das informações foram consideradas variáveis as formas em que elas se apresentavam (orei
(oral
ou escrita) e os meios utilizados para adquiri-las^.
3.7. O Estudo elaborado em decorrência de um contrato firmado entre o Departamento
Nacional de Estradas de Rodagem-DNER e o Oinselho
Conselho de Reitores das Universidades
Brasileiras-CRUB, teve como principal objetivo conhecer os hábitos e necessidades de informação dos
esprecialistas rodoviários, correlacionando-os com os recursos existentes e serviços que vinham sendo
especialistas
desenvolvidos pelas bibliotecas que os serviam, para fins de planejar es
as atividades de informação do
Instituto de Pesquisas Rodoviárias — iPR^.
IPR^.
O método utilizado foi o do questionário aplicado por ocasião de uma entrevista,
elaborando-se, para tal, um manual para o entrevistador 136 especialistas que exerciam atividades
em várias organizações geograficamente dispersas foram incluídos^,
incluídos*.
O questionário incluiu um conjunto de perguntas do tipo incidente crítico, concentrandose na última vez que o usuário precisou de informação diretamente relacionada com o seu trabalho.

Digitalizado
gentilmente por:

�1032
A partir daí
da( ele foi solicitado a descrever a informação necessária e os fins a que se destinava,
arrolando as fontes consultadas, de acordo com a seqüência
sequência do uso, e idenficando-as conforme o tipo
e o local de obtenção.
Incluiu ainda, perguntas sobre a quantidade de informação obtida, problemas ocasionados
pela falta de informação e o tempo dispendido na busca.
Apesar de terem sido aplicados 136 questionários, nem todos puderam ser incluídos para
análise das respostas pertinentes ao incidente crítico. A crítica a essas respostas resultou em uma
eliminação de 37,5% dos questionários.^
As indagações raferantes
referentes aos motivos que contribuiram para esse índice de eliminação
suscitaram a necessidade de estudar o incidente crítico, no que diz respeito aos requisitos inerentes
ao procedimento em si e a sua forma de aplicação em países em desenvolvimento.
A CARACTERÍSTICAS E IMPLICAÇÕES DA FORMA DE UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA
A forma de utilização da técnica nos diferentes estudos examinados permite tecer algumas
considerações quanto a seu uso, ae conseqüentemente quanto às suas implicações, no que diz respeito
aos objetivos pretendidos, ao tamanho e características da população ae ao tipo do instrumental
(método), Esses são aspectos importantes que devem ser cuidadosamente analisados e testados, a fim
(método).
de que sejam minimizados os problemas decorrentes de falhas na elaboração e aplicação de um
instrumental.
4.1. QUANTO AOS OBJETIVOS PRETENDIDOS
A técnica pode ser utilizada separadamente para cada objetivo que se pretende alcançar,
em um Onico estudo.
Assim, se o que se tem em mente é a avaliação de serviços existentes e o conhecimento do
fluxo da informação, é importante solicitar incidentes para cada caso o que, não ocorrendo,
prejudica o alcance dos objetivos definidos.
Os objetivos também intarfarem
interferem na forma de estruturação das perguntas, o que será
discutido am
em 4,2,
4.2, uma vaz
vez qua
que estão Inteiramente
inteiramente ligados com as características da população.
4.2. QUANTO AO TAMANHO E CARACTERÍSTICAS DA POPULAÇÃO
4.2.1, — Uma questão que tem sido muito discutida é a da**
4.2.1.
da quantidade de incidentes
relatados. DELA COLETA^ tem buscado em seus estudos o relato do maior número
relatados,
nOmero de incidentes,
muito ambora
embora o importante seja ea sua qualidade. Em uma população de tamanho pequeno é
recomendável prever o relato de mais de
da um incidente. Nos estudos de ROSENBLOOM esta
preocupação também está presente.
prasente. No primeiro, uma população de 430 engenheiros e cientistas,
cade
cada um, relatou três incidentes (ROSENBLOOM apud MENZEL^). Entretanto, no segundo.
segundo, 3.100
usuários relataram apenas o incidente mais recente^*).
4.2.2, — Os estudos que utilizam o incidente crítico se constituem em uma amostragem no
4.2.2.
tempo. PARKER &amp; PAISLEY chama a atenção para as características da amostra, em uma
determinada época, ou de uma dada instituição, para que ela não permita o fornecimento de
informações atípicas, isto é, se a instituição estiver am
em crise, os incidentes contribuirão para variância
no arro,
erro, por serem atípicos. Embora esta observação seja válida para a problemática de identificação
da emostra-não
amostra-não importa a técnica a ser empregada-parece
ampregada-parece que, em certas sociedades onde a
atipicidade é mais frequente do que se espera,
aspera, ela acaba se constituindo, por isso mesmo, na
tipicidade. Se se tiver estes fatores em mente então será o caso de considerar certas variáveis que
noutro contexto seriam abandonadas.
4.2.3.
4.2.3, — Populações heterogêneas, no que diz respeito às atividades desenvolvidas, estão
engajadas na axecução
execução de tarefas diferentes. Se o objetivo for prever ou avaliar atividades da
de
informação é recomendável partir da descrição da tarefa mais recente, o que permite que o incidente
crítico seja desmembrado, pois a .execução
execução de uma tarefa traz,
traz. em si mesma, necessidades de
informação diferentes que podem, inclusive, chegar através de canais diversos de informação. No
DoD *' essa abordagem sõ
só foi possível
estudo do DoD^'
possivel em virtude da introdução do conceito de "peça de
informação" o qual,
qual. ' muito embora não possa ser rigorosamente definido ou prontamente
tarefa'^. Nesse
quantificado provou ser uma medida útil
ütil da informação necessária a uma dada tarefa^^.
estudo parte-sa
parte-se da tarefa mais recente e completa e não da informação necessária à solução de um
problema
para chegar às peças de informação,
informação esmiuçando-se o comportamento e atitudes do
usuário em cada busca e uso desas peças de informação.

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

II

12

13

14

�1033
ROSE
N B LOOM * *1,apesar
apesar da
ROSEN
de estudar uma população granda
grande — a maior de todos os estudos
analisados — concentra-se no relato da última informação útil à execução do trabalho, uma vez que
seu objetivo era a transferência da informação. Não tentíonava
tencionava como o DoD, o estabelecimento de
uma rede de informações, o que resultou na necessidade de conhecer as características das atividades
para prover serviços
sarviços adequados.
As contribuições que investigam populações heterogêneas, mas pequenas—
pequenas — ROSEN-'
BLOOM apud MENZEL^,
MENZEL'*, SANTOS^ ea DNER/CRUB*
DNER/CRUB^ — solicitam o relato do incidente
incidante a partir da
informação. Com exceção do estudo do ROSENBLOOM, qua
que solicita dois incidentas
incidentes recentes e o
mais ütil, os outros se concentram no relato do mais recente.
Entretanto, nem sempre o relato mais recente é significativo, com conteúdo suficiente a
ponto de oferecer efetivas contribuições para o conhecimento do assunto.
4.2.4. — Em populações
px&gt;pulações homogêneas pode-se partir do relato da informação — e não da
tarefa — uma vez qua
que as atividades que desenvolvem são conhecidas, podendo-se, inclusive, prever
que classes de pelas de
da informação são utilizadas, como fez MENZEL*'* ao estudar uma comunidade
especializada em química de polímeros,
polímeros.
4.3. QUANTO AO MÉTODO
O incidente crítico pode ser considerado como um conjunto de princípios, uma forma de
abordagem, para coleta de dados pertinentes ao comportamento humano.
Como tal, pode ser levantado através de questionários, de entrevistas e até mesmo de
diários.
Com exceção de ROSEN
ROSENBLOOM***
BLOOMqua
que adotou'
adotour um questionário auto-administrado, os
outros todos, independentemente das peculiaridades da população, utilizaram roteiros da
de entrevistas
semi-estruturadas ou questionários aplicados por ocasião de uma entrevista.
Varifica-se
Verifica-se uma predominância das entrevistas estruturadas a/ou
e/ou semi-estruturadas.
Comparando o questionário com a entrevista LANDAU ressalta que: a)'a
a) a entrevista
entrevbta dá às
pessoas a oportunidade de
da expor
axpor suas préprias
próprias necessidades de informação; b) a rrtaior
maior desvantagem,
comparaixlo-se com os questionários em que o participiante
compararxfo-se
participante completa as respostas, é que ela
ele exige um
gasto substancial de tempo da parte do entrevistador. Mas, no conjunto geral, ganha-se tempo com a
entrevista; c) à medida que a entrevista prossegue, o entrevistador pode analisar cada resposta ae
formular tentativas da
de hipóteses que podem ser testadas adidonado-sa
adidonado-se perguntas ao entrevistado; d)
modelos definidos de uso ae necessidades de inforrrtação'podem
informaçãapodem ser identificados de maneira tentativa
em cada entrevista e verificados em entrevistas sucessivas; a)
e) com um questionário escrito, ao se
encontrar respostas ambíguas ou conflitantes (falhas do questionário) fica-se presumido o que
qua o
respondente queria dizer
resporxfenta
dizar e,
a, provavelmente, seria necessário voltar a aborrecê-lo com novos contactos,
contactos.
Para levantamento de necessidades de usuários em organizações de tamanho médio — qua
que Landau
não defina
define — ala
ele recomenda a técnica da entrevista inforrrtal.
4.3.1. — A o'pção
opção pela entrevista levanta a questão pertinente
partinenta ao seu grau de estruturação.
Em um mesmo instrumental pode-se ter uma parte da entrevista não
rtão estruturada.
A parte não — estruturada é a que mais se ajusta aos princípios do incidente crítico pelo
caráter narrativo do mesmo, onde uma resposta pode conduzir a outros caminhos, permitindo alrxia
ainda
maior profundidade no estudo do assunto. Entretanto, o grau da
de estruturação
astruturação dependa
depende do tamanho
da população. Em grandes populações heterogêneas, é útil categorizar certos itens, a fim da
de facilitar a
tabulação
tabulaçâo ae a análise dos dados. A parta
parte estruturada permite simplificar o registro da resposta,
possibilitando o aumento da consistência da interpretação da pergunta e a simplificação do registro
da rasposta.
resposta.
que o ralato
relato de incidentas
incidentes está presente é
4.3.2. — Para a realização de entrevistas em qua
imprescindível contar com a participação de
da entrevistadores qualificados, com conhecimento da área
objeto de investigação e do setor informação. O entrevistador deve saber corrK&gt;
como vai escrevar
escrever ae
corxluzir o próprio relato do incidente. Isso implica em uma restrição no número da
de entrevistadores
corxfuzir
que deve ser o menor possível, para evitar uma maior diversidade de interpretações. Por outro lado,
se a população a ser estudada é de grande porte há necessidade de se dispor de muito tempo para a
coleta de dados.
4.3.3.
No Brasil, no caso do estudo de populações geograficamente dispersas, a
realização de entrevistas é dificultada não somente pela extensão territorial, como também pelos
escassos recursos financeiros existentes para as atividades de informação. Oa
Da mesma maneira, é difícil
dispor de entrevistadores que possuam ao mesmo tempo a formação em uma determinada área e o
conhecimento da informação, contrariamente ao que ocorre nos Estados Unidos. A rara combinação
desses dois requisitos tem sido muito mais decorrente de circunstâncias profissionais a experiência

Digitalizado
gentilmente por:

�1034
.de
de bibliotecários ou documentaiistas em bibliotecas especializadas — do que propriamente da
graduação em dois cursos universitários (biblioteconomia
(bibiioteconomia e outro qualquer).
O que pode ser tentado é6 a aplicação da técnica em questionários auto-administrados, a
exemplo de ROSENBLOOM^^, No caso de populações geograficamente dispersas a experiência tem
axemplo
que esse método tam
tem como grande desvantagam
desvantagem um baixo (rxlica
frxlice de retorno. Essa
mostrado qua
desvantagem poderá ser minimizada se existir entre
antre o usuário ea a instituição que
qua realiza o
lavantamento
ievantamento um intermediário.para
intermediário para "aplicação" do instrumental.
4.3.4. — Finalmente, qualquer qua
que seja o instrumental utilizado, há nacessidada
necessidade de sa
se
prever um conjunto de perguntas qua
que ievem
levem à Idantificação
identificação do usuário, dafinindo-se
definindo-se sua formação,
histórico na organização, conhecimento da
de iinguas,
línguas, etc. isso
Isso vai permitir uma correlação dos
comportamentos, por exemplo, com a posição que o antrevistado
entrevistado ocupa na organização, seu
background , etc.
etc,
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS B,
estudos da
de usuários, qualquer que seja o objativo
objetivo pretendido, apresentará
A realização de astudos
resultados confiáveis na medida em que o instrumental utilizado saja
seja também confiável,
confiável.
Apesar da granda
grande quantidade da
de estudos realizados nos países desenvolvidos,
desenvolvidas, os
crlticosf'4.9 tém
crlticosl&gt;4.9
têm focalizado sua baixa qualidada,
qualidade, decorrenta
decorrente de instrumental inconsistente
inconsistenta e de
análises pobres que não levam
ievam em consideração as diferentes variáveis que çfetam a busca ea bo uso da
informação, e seus efaitos
efeitos ae resultados nas atividades de dênda
dénda e tecnologia,
tecnologia.
O presente trabalho pretendeu mostrar que o Inddente critico se constitui em
am um
Instrumento
instrumento consistente para a coieta
coleta de comportamentos de usuários, desde que sejam observadas as
peculiaridades inerentes áà comunidade qua
que se deseja estudar.
Os pafses
países em desenvolvimento caracterizam-se por utilizar uma tecnologia èxõgéna,
exõgena, ou
seja, não
nâo geram tecnologia, ea pelo
peio esforço desenvolvido para ultrapassar essa barreira. É evidente,
evidenta,
portanto, que o ambiente em que a ciência e a técnica se desenvolvem apresenta peculiaridades ainda
não suficientemente
suficiantamente conhecidas.
Considerando-se que a informação é o insumo e o produto de cientistas e tecnólogos, sob ea
forma de conhecimentos, protótipos, patentes, etc, torna-se necessário conhecer a forma como flui a
informação entro
entre eies,
eles, suas necessidades de informação, bem como avaliar os serviços existentes.
Ao se recomendar a utilização da técnica do incidente critico
crftico para a realização desses
estudos, enfatiza-se )s necessidade de continuar os estudos sobre a técnica em si, que
qua levem
iavem erq
em
consideração as próprias peculiaridades do estágio de desenvolvimento do pais, levando ao
estabelecimento da
de padrões que
qua norteiem seu uso.

1
Digitalizado
gentilmente por;
por:

II

12

13

14

�1035
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1 - ANUAL REVIEW OF INFORMATION SCIENCE AND TECHNOLOGY. Washington, American
Society of Information Science, 1966-v.l.
2- FLANAGAN John C. The Criticai incident technique. Psychological Bulletin 51(4): 327-58,
July 1954. Traduzido para o português em Arquivo Brasileiro de Psicologia Aplicada
. 25(2):99-141, abr/jun 1973.
3- DELA COLETA, José Augusto. A técnica do incidente crítico aplicações e resultados Arquivo
Brasileiro de Psicologia Aplicada 26(2): 35-58, abr/jun 1974
4- MENZEL H. Information needs and uses in Science
science and technology. In: ANNUAL REVIEW OF
INFORMATION SCIENCE AND TECHNOLOGY. Washington, American Society of
Information Science, 1966 p. 41-68.
5 - SANTOS, Maria Viriginia Ruas. Estudo das áreas fim do Instituto Nacional de Pesos e Medidas e
seu comportamento quanto à busca da informação. Rio de Janeiro,1977,66
Janeiro,1977.66 fis. (Dissertação
de Mestrado),
Mestrado).
6 - IPR/CRUB. Projeto 003—
003 — Relatório final. Rio de Janeiro, 1978, 2v. Circulação interna.
7 - HERNER,
HE RNER, Saul.
Saul, Information gathering habits of workers in
In pure and applied
appiíed sicence. Industrial
and Engineering Chemistry 46(1): 22836, jan. 1954.
8-HERNER,
8-HE
RNER, Saul. The information-gathering habits of American medicai
medical Sicentists. 2n:
INTERNATIONAL CONFERENCE ON SCIENTIFIC INFORMATION. Washington, D.C.
16-21 Nov. 1958. Proceendings. Washington, D.C., National Academy of Sciences, 1959, p.
267-75.
9 -'PARKER,
- PAR KE R, Edwin B. &amp; PAISLEY, William, J. Reserarch for psychologists at the interface of the
scientist and his information
Information System.
system. In: SARACEVIC, Tefko, ed. Introduction to
information Science.
Information
science. New York, London, R.R. Bowker, 1970. p£5-94.
10- ROSENBLOOM, Richard S. &amp; WOLEK, Francis W. Technology and Information
information transfer: a
survey of practice in industrial organizations. Boston, Harvard University, 1970. 174 p.
11 - AUERBACH CORP. DOD user needs study.
study, Phase I, Philadelphia, 1965. 2v.
12- BERUL, Lawrence &amp; KARSON, Allan. An evaluation of the methodology of the DoD user
needs study. In: FID Ckjngress,
Congress, Washington, 1965. Proceedings. Washington, 1965. p. 151-7
13- LANDAU, Herben
Herbert B. Methodology of a technical Information
information use study. Speclal
Special Librarias
Libraries 60(6):
340-6, july/aug.1969.
14 - MENZEL, Herbert et alii — Formal and informal satisfaction of the Information
information requirements of
chemists. Washington. D.C. National Science Foundation, 1970. 116 fis.
fIs. mimeo.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

�1036
Economia da informação nos Estados Unidos e no Brasil
P“*'
P®’’
Victor Rosenberg

Victor Rosemberg
Professor da Michigan University

A tecnologia de computação aplicada a bibliotecas evoluiu muito nos últimos anos. Ha
poucos anos atras só se falava em recuperação automática da informação em termos teóricos. Agora
grande parte das bibliotecas dos Estados Unidos já poda
pode dispor de sistemas automatizados para a
recuperação da informação,
informação.
A tecnologia de computação por si mesma teve um crescimento marcante de forma a
beneficiar diretemente as bibliotecas,
bibliotecas. Estas, quando da aplicação de computadores, sempre
capacidade de memória mas não necessariamente uma capacidade de
demandaram grande capacidada
processamento rápido. O custo de memória, e consequentemente de armazenagem,' caiu
amplamente até o ponto em que agora pode-se planejar sistemas de computação para quase todas as
bibliotecas. O custo do equipamento de computação caiu tanto que hoje o fator econômico
limitativo e o custo com o pessoal de programação e operação das máquinas em si mesmas.
De fato nos Estados Unidos a moda atual é o uso de computadores em casa. Computadores
de amplo poder custam atualmente pouco mais do que um aparelho de televisão a cores de alta
qualidade.
Todos esses desenvolvimentos tecnológicos tiveram impacto sobre quase todos os aspectos
de operação das bibliotecas. Vejamos alguns dos desenvolvimentos tecnológicos recentes na área de
computação ae como eles afetam as bibliotecas;
bibliotecas:
1. Sistemas de
da circulação computarizados
Várias empresas atualmenta
atualmente comercializam sistemas de circulação completos. 0 próprio
computador é montado em uma mesa de trabalho e todos os programas são incluídos no sistema. A
biblioteca precisa apenas alimentá-lo com os dados de entrada relativos aos livros e aos usuários.
Quanto aos dados referentes aos livros, a tarefa tem-se tornado muito simples porque a
maioria dos títulos já possuem registros legíveis a máquina.
2. Catalogação on-line
Existe atualmente grandes sistemas de computação nos Estados Unidos que permitem às
bibliotecas membros, fazerem sua catalogação diretamente através do sistema on-line. Elas
simplesmente entram com o nome do autor ae do título e o sistema fornece a catalogação original feita
pela Biblioteca do Congresso ou por qualquer outra biblioteca. O catalogador, então, aceita a
catalogação fornecida ou pode também modificá-la. Uma vez satisfeito o catalogador com áa
catalogação final, um grupo de fichas èé impresso e enviado à sua biblioteca. Um desses sistemas,
OCLC, é usado atualmente por mais de duas mil e quinhentas bibliotecas. Seu banco de dados possui
mais de quatro milhõas
milhões de registros.
3. Empréstimo entra
entre bibliotecas
Uma das características das redes de bibliotecas automatizadas é a possibilidade de
determinar a localização de um trabalho específico ae depois o envio de uma solicitação de
empréstimo entre bibliotecas diretamente à biblioteca usuária do computador. Em tal sistema o
computador serve como um equipamento para troca de mensagens entre bibliotecas, substituindo òo
telex. A segunda biblioteca então responde quanto à disponibilidade ou não do livro solicitado. Se
disponível, o livro é enviado. A medida que a coleção e o custo de materiais aumenta, e o orçamento
diminui, o empréstimo entre bibliotecas se torna dia a dia mais importante.
4. Serviços on-lina
on-line de racuperação
recuperação da informação
Uma nova tecnologia que se tornou extremamente importante na área de referência são os
serviços de recuperação bibliográfica, como por exempio
exemplo o Dialog da Lockheed, o Orbit daSDC,
da SDC, e o
BRS.
Estes sistemas automatizados revolucionaram o acesso bibliográfico nos campos relativos
aos bancos de dados. Cada sistema contém um grande número de bases de dados cobrindo muitas
áreas da ciência, tecnologia, ciência sociai
social e outros campos. Algunsdos
Alç.unsdos maiores bancos de dados são o

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1037
ERIC na área de educação, o Chemical Abstrects
Abstracts na da
de qufmice
química e o MEDLINE na de medicina
medicine
Muitas outras áreas aspeclalizadas
especializadas tem sido também assistidas, como as de controle
controla da poluição,
pesca, etc.
Estes sistemas cobrem uma taxa fixe
fixa por minuto da
de conexão. Vocã
Vocè paga pelo tampo
tempo que
estiver conectado com eles.
estivar
elas.
Os sistemas permitem buscas complexas por assunto,
essunto, título,
tftulo, autor, editor, data ou por
qualquer combinação desses atributos. Poda-se
queiquar
Pode-se condüzir
conduzir uma busca numa base
basa de dados e depois
mesma busca em outras bases de dados, automaticamente.
repetir a mesme
5. Outros dasenvolvlmentol’
desenvolvimentos
Logo, muito
multo cedo, podar-se-a
poder-se-a criar a documentação de
da um ascrit6rio,
escritório, tel
tal como cartas e
outros pafses,
países, através de um terminal
terminai de
da computador, e depois
dapoisaditar
editar asses
essas mensagens, enviando-as
anviendo-aséa
outro tarminai
terminal de computador, para o qual se destinam.
destinem. E previsto que
qua tal
tái comunicação vanha
venhe a
custar bem
bam menos por página do que uma carta aérea. Teis
Tais rades de comunicação baseades
baseadas am
em
computadores já funcionam em âmbito nacional
nacionei nos Estados Unidos ae logo funcionarão em âmbito
mundial.
Eu deveria observar que em seus cursos de introdução áâ biblioteconomia osestudantas
os estudantes da
University of Michigan tâm
têm axperiência
experiência direte
direta com todos os sitemas mencionedos
mencionados enteriormante.
antariormente. Em
minhas aulas criamos' uma rede; essim
assim cada estudante pode enviar
envier mensagens ae todos os outros
astudantes ae oa instrutor através do computador. As mensagens enviadas ea recebidas podem
estudantes
podam mesmo
ser codificadas ae decifradas peio
sar
paio computador para segurançe
segurança completa.
Economia e política
Embora estas novas técnicas sejam muHo
mu Ho interessantes, o que eu realmente
raalmente queria era
ara falar
sobre as
es implicações
Implicações políticas
poifticas ea econômicas desta tecnologia; como ela
ala poda ser adaptada
edaptada
apropriadamente ao Brasil ae como a tecnologia pode ser transferida efetivamente dos Estados Unidos
para o Brasil.
Primeiramenta permitam-ma
permitam-me dizer que ecredito
acredito que o desenvolvimento tecnológico mais
meis
significanta não êè o qua acabei
acebei de descrever, mas
mes mais do que
quq isto o “hardware"
"hardwara" ea o “software"
"softwara" estão
astão
atualmente disponíveis
disponfveis pare
para qualquer pessoe
pessoa que queire
queira criar uma base de dados extremamente
eficaz, a custos relativamente
reiativamente baixos.
alunos já projetam e implementam sofisticados
Com muito pouco treinamento.meus eiunos
sistemas de bases de dados bibliográficos. O custo do equipamento, digo, das máquinas propriamente
ditas, astá
está caindo rapidamente e um software
sçftware muito eficiente se
sa encontra disponível
disponfvei também ae baixo
custo.
As implicações para o Brasil são que
qua o país
pafs pode atualmente
atueimente considerar de forma realista o
desenvolvimento independente de bases de dados em áreas de interesse crftico.
critico. No momento ae
carência crftice
crítica e a ausência de equipamento suficiente para todas as epilcações.
aplicações. Todavia, multo
muito cado
cedo
a carência crítica
crftica será a ausência de pessoas com treinamento adequedo.
adequado.
O treinamento necessário para o desenvolvimanto
desenvolvimento de um sistama
sistema da
de bases de dados
bibliográficos não é tão altamente
eltamente técnico como a maioria das pessoas pensa, mas
maselgum
algum treinamento
especial é necessário. Ume
especiei
Uma pessoe
pessoa não precisa ser engenheiro para desenvolver sistemas da
de bases de
dados. Meis
Mais Importente
importante do qua
que o treinamento
treinemento no uso de
da computador é ae compreensão relet'ivemante
relativamente
sofisticada da literatura num dado campo ae como a literatura pode ser orgenizade
sofisticade
organizada e Indexada.
indexada. Uma
vez selecionada ae organizada a colação
coleção de material bibliográfico, ae entrada
antrada num sistema
sistama de base de
dados é relativamente
reiativamente simples.
Dado o softwara geral pere
para a crleção
criação de bases de dados, não é multo
muHo diffcil
difícil especificar
exatamente que tipo de formato de dados é desejado.
exatamenta
dasejado.
Em minhe
minha opinião, esta nova tecnoiogie
tecnologia de críeção
criação de beses
bases de dedos
dados dentro das
bibliotecas rapidamente virá a se tornar mais importante até mesmo dó
do que os sistemas internacionais
maiores. As duas tecnologias virão antão
então ea se complementar.
Outro fator
fetor muito diferente deve egora
agora ser considerado por bibliotecas em todo o mundo
(tanto nos Estedos
Estados Unidos como no Brasil). Não é mais possível manter coleções
colações muito amplas
emplasam
em
qualquer campo do conhecimento. O volume de publicação am
queiquer
em quase todas as áreas é maior do que a
capacidade da
de absorção mesmo da mais rica
rice biblioteca. Nos Estados Unidos reconhecemos este fato
feto e
estamos usando as novas tecnologias
tecrralogias pare
para lidar com tal problema. Falizmente,
Felizmente, axetamente
exatamente porque
tivemos que lidar com ea Impossibilidade
impossibilidade de manter coleções muito empias,
amplas, desenvolvemos os

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

II

12

13

14

�1038
instrumentos para localizar materiais em outras bibliotecas. Assim, se não podemos colecionar um
determinado livrou ou uma determinada revista, podemos pelo menos localizá-los(a). Este fato é
particularmente importante no Brasil porque a escassez de fundos para aquisição é até mais séria do
que nos Estados Unidos.
Este processo de construção de redes da
de bibliotecas opera em vários nfveis; as bibliotecas
dentro de uma cidade, de um estado ou pais
país podem formar redes, assim como o podem as bibliotecas
de uma área específica
especifica de assuntos. Uma biblioteca pode pertencer a várias redes e também manter
várias bases de dados. Por exemplo, uma companhia como a Petrobrás, ou a IBM, tem capacidade
bastante para manter uma rede associada, mas cada uma de suas bibliotecas pode também pertencer a
uma rede de bibliotecas em sua área geográfica.
geogra'fica. Todas estas interconexões são possíveis
possfveis com a nova
tecnologia.
O primeiro problema em qualquer busca bibliográfica, no que concerne
concerna à busca de
informação, é saber que documentos relevantes existem. Isto pode ser feito através de grandes bancos
de redes ou de bancos de dados locais. Mas saber da
de dados comerciais, assim como através da
existência de um documento não resolve o problema. Precisamos ter o acesso ao próprio documento.
Neste setor a Inglaterra já estabeleceu um centro de periódicos onde
onda artigos de quase qualquer
revista, a nfvel
nível mundial, estão disponfveis;
disponíveis; ea os Estados Unidos planeja um projeto similar. Assim,
pesquisadores e bibliotecários tarão
terão condições de localizar artigos ae livros e serão capazes de obter os
livros por empréstimo interbibliotecário ou cópias dos artigos. Autores receberão direitos autorais de
todos os artigos copiados.
Meu assunto entretanto é a economia de bibliotecas ae sistemas de informação — e isto, a
estas alturas, talvez seja o aspecto mais interessante relativo a nova tecnologia. Enquanto a tecnologia
possibilita um acesso mais fácil, alguns fatores econômicos e políticos podem
px&gt;dem determinar como os
sistemas na realidade se desenvolvem,
desenvolvem.
Há nos Estados Unidos atualmente uma mudança definida: o controle dos recursos de
informação, antes exercido pelo poder público, agora é exercido pelo setor privado. Até muito
recentemente a maioria dos sistemas de informação surgiram das principais agências governamentais
com grandes bibliotecas e grande quantidade de informação. Por exemplo, a Biblioteca Nacional de
Medicina dos Estados Unidos desenvolveu o sistema MEDLINE; o Ministério de Educação ae
Bem-Estar Social desenvolveu o ERIC, etc.
Geralmente os sistemas de informaçãò,
informação, assim como as bibliotecas, eram mantidas por
organizações não-lucrativas.
Recentemente, entretanto, grandes industriais descobriram que a informação podería ser
vendida tanto quanto carros ou geladeiras ae que havia um lucro potencial na venda da informação.
Algumas das maiores corporações se empenham agora na negociação êe venda de informação
bibliográfica, Muitas companhias pequenas surgiram e agem como "Information
bibliográfica.
"information brokers”.
brokers". Sua
posição política coletiva é normalmente articulada pela Associação de Indústrias de Informação.
Esta mudança do controle da informação do setor público para o privado é extremamente
importante. Embora ainda incompleta, tal mudança pode se provar como sendo um dos
desenvolvimentos mais importantes na área biblioteconómica,
biblioteconômica, nos últimos anos. O impacto total da
mudança ainda não foi santido
sentido nos Estados Unidos, mas nem os Estados Unidos nem o Brasil
poderão escapar dos efeitos dessa mudança.
Já que o desenvolvimento brasileiro segue, em geral, o modelo dos Estados Unidos e da
Europa, parece que a tendência no sentido de comercialização da informação cedo chegará ao Brasil.
O que isto poderia significar? Posso apenas especular sobre as possfveis
possíveis implicações, mas elas podem
não ser todas negativas. Esta mudança requererá uma mudança no treinamento e nas atitudes dos
bibliotecários:
1. Os pesquisadores serão mais frequentemente servidos pelos intermediários da informação
(information broker), pessoas que venderão bibliografias e revistas por uma taxa. Estas pessoas
farão buscas em qualquer área do conhecimento e fornecerão a informação para o usuário.
2. As bibliotecas no setor público, para competirem e manterem sua eficácia,
aficácia, deverão prover serviços
similares.
3. Para reduzir os custos relativos a informação, as bibliotecas serão forçadas a cooperar entre si, e a
manter coleções de materiais realmente sob demanda.
4. Os usuários pagarão os custos de comunicação adicionais, assim como os custos dos materiais.
materiais;
Este último repasse dos custos das bibliotecas pra os usuários será a parte mais significativa
da mudança. Os serviços bibliográficos mais novos não custarão necessariamente mais caro no seu
todo, mas o usuário pagará, ao invés do governo. Isto terá um efeito de concentrar a informação
entre os que podem pagar por ela: distribuição reversa de recursos.

Digitalizado
gentilmente por:

�1039
O afeito
efeito positivo deverá ser a melhoria dos serviços. Se um vendedor comercial n§o
não
apresentar um bom serviço, ela
ele não sobreviverá. A tradição do paternalismo burocrático ou
governamental nas bibliotecas certamente não tem sido um fator muito motivador para melhores
serviços bibliotecários. Nos Estados Unidos há algum controle das bibliotecas pelos clientes, mas no
Brasil, onde tal controle virtual mente não existe,
exista, os serviços ficam prejudicados.
Certamente os bibliotecários precisam ser treinados para operação das novas tecnologias da
Certamenta
de
computação ae da
de comunicação, a menos
manos que
qua queiram perder o controle para os engenheiros, para os
cientistas da
de computação ou mesmo para os empresários.
Considero as novas tecnologias como um desefio
desafio maravilhoso ea acredito que os próximos
anos serão muito estimulantes para a biblioteconomia. Acredito qua
que a medida que recursos naturais,
como por axamplo
exemplo o petróleo, forem se tornando escassos, a informação e a comunicação adquirirão
maior importância no desenvolvimento nacional, porque ea informação, eo
ao contrário do petróleo, é
ilimitada e sempre renovável.
Uma conseqüãncia disto talvez seja então o crescimento da influãncia
influência e podar
poder dos
bibliotecários.
Referências
Refardncias
CRAWFORD, Paula Jo &amp; THOMPSON, Judith A. Free online searches are feasible Library Journal,
104 (71:793-795,
(7) 793-795, April 1., 1079. .
GELL, Marilyn Killebrew. Usar
GELL.
User fees I: The Economic argument. Library Journal, 104 (11:19-23,
(1 );19-23, Jan.
1.. 1979.
1.,
GELL, Marilyn Killebrew. User fess II: The library response. Library Journal, 104 (21:170-173,
(2):170-173, Jan.
15, 1979.
SAVAGE, Noel. A national periodicals center:
center; the debate In
in Ariington.
Arlington. Library Journal, 104(10):
1108-1115, May 15., 1979.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

12

13

14

�1040

CDD: 021.65
CDU: 021.63+007.5
REDES E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO: ELEMENTOS CONCEITUAIS
AFFONSO CELSO MENDONÇA DE PAULA
CRB-7/384
1 - INTRODUÇÃO
Em matéria de informaçSocientifica
informação científica e técnica vem-se
vam-se tomando imperativo
imparativo o trabalho em
am
basas
bases cooparativas,
cooperativas, ou trabalho em rede ("networking").
("networking'’). Reconhece-se qua
que cada sistema ou centro
nSo pode, isoladamene cobrir toda a gama de assuntos, reunir
raunir todo o acervo, desenvolver todos os.
osr
oferecer todos os produtos raqueridos
requeridos pelo amplo espectro de necessidades de sua clientela.
serviços, oferacer
Isto é simplesmente impraticével
impraticável do ponto da
de vista técnico e,
a, principalmente,
principalmenta, do econômico.
informação cientffica
científica ae técnica pressupõe, como
A própria natureza das atividades de informaçSo
subjacente ae necessário, o principio
princípio da cooperação.
cooperação, Quando um serviço sa
se propõe a recolher a&gt;
literatura especializada am
em determinado campo, fazer sua seleção, síntese e distribuição, está emi
em»
última análise preenchendo uma função social ao tentar evitar duplicações desnecessárias de
pesquisas ae estudos no setor a que se dedica, promovendo de certa forma o compartilhar do
conhecimento disponival.
conhacimento
disponível.
Os "Chemical Abstracts", com resumistas espalhados pelo mundo intairo
inteiro e, ultimamenta,
ultimamente,
associando a seu trabalho algumas instituições que
qua executam tarefas com abrangência nacional,
constituem um bom exemplo de como um sistema se pode expandir ae genhar
ganhar dimensões
internacionais à base do trabalho cooperativo. (Em 1907, ano de seu lançamento, foram publicados
cerca de 10.000 resumos;
rasumos; em 1978 esse
essa número ascendeu a mais de
da 428.000).
O trabalho em
am reda
aficaz para se tentar o controle de
da vastos mananciais
rede é uma opção eficaz
informativos a ofaracer
oferecer serviços a mais baixo custo.
2 - REDE DIFERE DE SISTEMA?
Uma boa definição de
da rede
rada foi proposta pelo SLA Networking
Natworking Committee(^): "Arranjo
formalisegurxJo
formal
segurxfo o qual várias bibliotecas
bibliotacas em outras organizações engajam-se
engajam-sa num padrão comum de
troca de informações, materiais e/ou serviços, tendo em
am vista algum propósito funcional".
A definição dada por John Cray,
Gray, da British Library, também merece registro: "Uma rede
de informação é, am
em essência, um maio
meio de ligar uma variedade da
de usuários. Esta definição parte
parta do
que cada fonte sa
se baseia em determinados recursos ae que estes recursos, ainda que
conceito de qua
possivelmente criados para um propósito limitado,davam
limitado,devem ser compartilhados por todos que podem
tirar proveito deles".
Von Bartalanffy,
Bertalanffy, em sua "Teoria Geral dos sistemas", define sistema como um "complexo
de elementos em interação"
.
O conceito de sistema, segundo observa a Prof.°
Prof? Lélia G.C. da Cunha(^)t
Cunha(^); parece pressupor
uma vinculação hierárquica, vertical, entra
entre seus componentes, enquanto rede Implicaria
implicaria um
relacionamento horizontal, da
de coordenação ántra
entre seus integrantes (cooperação voluntária), mas
cumpre reconhecer que, nas redes coordenadas, sempre está implicita a idéia da
cumpra
de qua
que urn componente
que regula
regule ae discipline os contatos ae prestação mútua da
de serviços, o qua
que lhe daria uma ascendência
hierérquica, embora não rígida, sobre os demais (Fig. 1).
hierárquica,
Outra diferença qua
que sa
se poderia apontar: um sistema pressupõe qua
que cada participante sa
se
incumbe de uma fase ou etapa de
da um processo, enquanto nas redes não há essa idéia de um trabalho
distribuído em segmentos, mas de
da que cada um contribua com uma quota para um somatório de
benefícios, partilhado pelos
beneficios,
F&gt;elos demais participantes. O que não exclui, por seu turno, que,
qua, em
am cartos
certos
casos, se faça uma distribuição racional de responsabilidades, para
piara se evitarem duplicações supérfluas
(Fig. 2).
21.

Digitalizado
gentilmente por:

�VeßTWAL
vmíCAL

mLUcwNmeNTo
nemwmmm

ô !â T£Mfi,
wmzúmAL
mmZÚAfTAL

ßEucioNmemo
mAcioNmefíiTo

ßtüE

1041

�£M m£ßH0ßü'£

^^

£l££'^£fJIU3

(í/0jV ß£ßTALAMffy)

£ Ui li CÕMPLfW

1042

C\l

�1043
De um ponto de
observadas. Tanto
Oe
da vista prático, porém, parece que
qua essas sutilezas não são
sSo obsarvadas.
qua nas publicações da UNESCO, os termos "systam"
que
"system" e "network" são
sSo usados indistintamente. E
está à mâo
astá
mão outro exemplo bem significativo: o INIS
IN IS — Sistema Internacional de informações sobre
anergia
energia nuciaar,
nuclear, gerido pele
pela Agência Intamacional
Internacional de Energia Atômica — intituia-se
intitula-se sistema. E o
recentemente pela
importante é que
ISONET — rede
reda lançada recentementa
peia ISO — denomina-se rede. O
O-importanta
qua o modelo
modalo
de organização ae de funcionamento de ambos é praticamente Idêntico:
idêntico: coleta das informaçõas
informações
descentralizada — processamento e integração dessas informações centralizadas — uso e distribuição
descentralizados.
33 - COMPONENTES DE UMA REDE
Admite-se que uma rede da
AdmIta-se
de bibliotecas, como de resto qualquer outro tipo de reda,
rede, encerra
dnco componentas(^).
componentes(^).

O componente recursos bibliogrificos
bibliográficos traduz-se nas coleções de livros, periódicos, coleções
passível de ser utilizado por qualquer um dos integrantes
especiais, constituindo um furxlo
fundo comum passival
da reda.
rede.
O componenta
componente guias representa os índices
Indices ou listas detalhadas do componenta
componente recursos à
disposição dos usuários. A modalidade mais generalizada são os Catálogos Coletivos, qua
que inventariam
e localizam o material disponível nas bibliotecas da rede.
O componente comunicações consiste nos elos que
qua unem as bibliotecas participantes corrx)
como
nõdulos do sistema. Pode ser desde um terminal de computador funcionando em linha, até o
prosaico mensageiro.
O componente usuários forma, por assim dizer, um conjunto de
da necessidades e interesses a
serem atendidos em comum pela
peia rede, seja de forma direta por intermédio da biblioteca em cuja
jurisdição se manifesta a demanda, seja de forma indireta, por intermédio da biblioteca mais apta a
pretendido.
fornecer o recurso F&gt;retandido.
O componente administração, qualquer que seja sua configuração desempenhará quatro
funções:
a) exercerá um controle operacional, dia-a-dia, das atividades da rede, em especial das
•■ comunicações e seus instrumentos;
b) administrará a prestação mútua de serviços, mas sem interferir na autonomia do nódulo
que está prestarxJo
prestando o serviço;
c) auxiliará os usuários na utilização dos serviços oferecidos pela rede;
dl atuará como promotor de vendas, pondo em contato fornecedores e consumidores, e
d)
ajudando-os a negociar a troca de serviços no âmbito da rede.

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;y

11

12

13

14

�1044

44- TIPOS DE INTERAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES DE UM SISTEMA
Segundo Liston ae Schoene(^) as linhas que
qua ligam os subsistemas representam as
modaiidades da
modalidades
de interação qua
que ocorrem antre
entre eles. Podem situar-se em um dos três niveis
níveis enunciados
a seguir, do mais rudimentar ao mais complexo;
complexo:
— Interação rafarencial
referencial (referral)
(refarral) — Se uma questão
quastão é dirigida a um dos subsistemas, este
esta
proporcionaria a melhor resposta possfval
possível dentro das limitações do escopo do respectivo
acervo da
de informações, mas também referiría
rafariria o solicitante aos subsistemas apropriados
ele obteria a informação complementar pertinente contida nesses subsistemas
dos quais ela
(Fig. 3)..
3).
II
It
Ly

&amp;
©
U
y
&lt;
©
ty
H
ty

UJ
h“
y
g

©

3
ty
O
o
©• Q
2
ty
yj
N
yy
ty
©
Q

tf)
w
^
H

&lt;
oc
cc
LU
U.
lü
tc
&lt;
O
z:
Lü
CC
ÜJ
üUJ
tr
o
•&lt;
o
&lt;
£C
Lü

n
tji

V

m
©
O
ÉU
C=3
È

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

12

13

14

�1045

b) INTERAÇÃO COMUTADORA ("SWITCHING*)

-Interação comutadora ("swltching")
("switching")
O subsistema consultado pelo usuário assume a
responsabilidade de obter do (s) subsistema (s) apropriado (s) os dados e informações
pertinentes e complementares, combinando-os com sua própria resposta e proporcionando ao solicitante o bioco
bloco total de materiais pertinentes. O usuário teria de dirigir sua
soiicitação
solicitação a apenas um ponto do sistema para receber uma resposta compieta
completa (Fig,
(Fig. 4).

&lt;
q:
o
o
&lt;
hZ)
o
o

o
•&lt;
o
&lt;
cr
Lü
I—

cm

i

A

O
o
•&lt;
IhCO
cn
ÜJ
Lü
Z)
o

I
&lt;
2
cr
O
u.

Ò 2
&lt; w
Lü
h— (/&gt; iij
Lü O
c &lt;
CC Q o
7=^ &lt;
X
I— J».
-j
-J
o -J
=&gt;
O
o
o cc (/) o
o f2:
uj
Lü
2: O oc
CC
iij
o o
o UI ‘
o Q
&lt;
&lt;
CL
o
cn O
S
Lü
Lü &lt;X
§! &lt;
cr O 2
. 2
V

Digitalizado
gentilmente por:

z
o
o
(/)
o
q:
cr
H
X
z
Lü
UJ
O
o
c/&gt;
o
2
a:
&gt;=)
3
O

rj
D&gt;
U.•H

CO
O
o
o
&lt;
-J
3CO

II

12

13

14

�1046
Interação em-linha (on-line) — Neste nível de interação, o subsístema
subsistema teria uma interface
do "software" e "hardware”
"hardware" com os bancos de dados dos demais subsistemas de tal
forma que uma pesquisa no banco de dados do primeiro subsistema
subsisterrta automaticamente
incluiria pesquisas nos bancos de dados dos demais sistemas, a fim de prover resposta
abrangente à questão formulada. (Fig. 5).

c)

INTERAÇÃO

EM

LINHA

("on-line”)
("on-line")

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�1047
5 - MODELOS BÄSICOS
BÁSICOS DE ORGANIZAÇÃO
ORGANIZAÇAO
organi2acional que se podem identificar
Três são as modalidades básicas de estrutura organizacional
(ver
Fig. 6):
6);
(verFig.

COUFHGURÂÇÂÚ DE REBES

&lt;
O
Q
&lt;
z
2
UJ
üJ
a
Q
cc
£C
O
o
O
o
o
ü
UI
u&gt;
o
Q
LJ
UI
oc.
Cd

''

)I

o
O
«t
&lt;&lt;
o
td &lt;
Ol
Q. ^
CO o
o o
C3 UJ
&lt; U)
CP o
-I o
cc
td Cd
UI Fz
I2
CO
ü)
bJ
O s y
o
O

o
'&lt;
^ FtO
&lt;r ijj
UI
Q
CJ
(O
w tn
Ê 3
í
C3
o 3
r&gt;
-- C3
—
Q
‘O
o

S
&lt;
UJ
Q
C3
U)
CO
&lt;
to
CO
Z
2
UI
o
o
a
Icc
Cd
u
UI
o
í
o li:
^
C3
Q
ü
0
•1
CO
to
o
o
•&lt;
1I2
&lt;
HUI
o
a
o
O
UJ
UI
t)
O
Cd
cc

ço
(Q
z
5
o
“2
• •
to
CO
o
s
'&lt;
&lt;
Q
UI
cc
td
UI
2
z
—

U3
D»
•H
u.

&lt;
o
ü
_J
_l
o
O
z
2
o
O
:e

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�I

�1049

Q

O

INTERLIGAÇÃO DE DUAS REDES COORDENADAS

Digitalizado
gentilmente por:

�1050

I
1

a) Sistama
Siitema Monolítico — constitui um sistema de informação altamente
eltamente centralizado que
congrega, sob a égide de um único sistema, equeles
aquelas funções que, de outra forma, poderiam ser
adquire toda a informação
cumpridas por um certo número de
da componentes, O sistema monolítico adquira
necessária, processa-a e a reúne num único arquivo, recebe ae atende todas es
as solicitações, ae
proporciona todos os serviços ae produtos requeridos pelo grupo inteiro de usuários.
b) Rada
Rede não-coordenada —'possibilita que sistemas individuais se desenvolvam ortde
onde ea
quando se mostrem necessários. À
Â medida que, para responder adequadamente
adequadamenta a uma questão ou
proporcionar outros produtos e serviços, ea interação ea ae cooperação se tornem indispensáveis, os
proporcioner
operadores de cada sistema davam
devem estebalecer
estabelecer ae manter os canais de interação
Interação qua
que considerem
apropriados.
apropriados,
c) Rede
Reda coordenada
coordanada — embora
embore também enseje o estabelecimento de sistemas onde se
sa
mostrem necessários, pressupõe ea axistancia
mostram
existência de uma organizaçãolcentral de
da'coordenação
coordenação superposta
ao conjunto de sistemas Individuais,
individuais, da
de modo que as linhas de interação se tomem bastante
simplificadas. Por examplo,
exemplo, suponhe-se
suponha-se que uma
ume questão seja dirigida a um dos sistemas da rede, mas
uma resposta abrangente requeira Insumos
insumos de elguns
alguns dos outros sistemas. Na rede coordenada, o
órgão centrei
õrgão
central de coordenação assumiría o ancargo
encargo de adquirir ae coordenar múltiplos insumos e
tomá-los disponfvals
disponíveis para o sisteme
sistema qua
que tivessa
tivesse da
de respondar
responder à questão.
Estes modalos
modelos básicos podem ser aplicados ae estruturas
astruturas de informação
Informeção em qualquer nível
de generalidade ou especificidade e, ao se combinarem, apresentar variadas configurações de redes
aglomeradas; alguns
algurts exemplos estão
astão nas figuras 7 e 8.
Se aplicados a nível
níval de empresa, poder-se-ia
poder-se-la considerar a montagem de um sistema
monolítico, "o sistema da
de informação da Empresa". O mais provável, contudo, é que ea empresa
permitiría qua
permitiria
que cada departamento (de produção, vandas,
vendas, financeiro, pessoal, etc.) concebesse e
própria estrutura de colete
coleta e organização de informação, mas
implantasse a sua prõpria
mes sob a coordenação de
um órgão central, fformando-sá
ormando-sò essim
assim uuma
ma rede coordenada.
6- QUAL O MELHOR TIPO DE CONFIGURAÇAO
CONFIGURAÇÃO DE REDE?
LIston ae Schoene sugerem que sejam considerados, entre outros, fatores relacionados a:
Liston
— funções;
— escopo;
— amplitude da clientela;
— base organizacional;
— disponibilidade de mão-de-obra;
— grau de centralização da autoridade;
— produção da tecnologia importada
Importada em ralação
relação àá doméstica,
doméstica.
EXEMPLOS

Digitalizado
gentilmente por;
por:

11

12

13

14

�r
1051
6.1. — Se o sistema deve desempenhar funções estreitamente relacionadas umas às outras, é
necessário coordenação e controle centralizado para evitar duplicação indesejável
indesejávei e incompatibiiidade
incompatibilidade
(se estas funções não forem fortemente interrelacionadas é irrelevante a forma organizacional da
rede).

CONFIGURAÇÃO RECOMENDADA

CONFIGURAÇÃO DESACONSELHADA

Digitalizado
gentilmente por;
por:

11

12

13

14

�1052
6.2. — Se o sistema é internacional em seu escopo, um modelo monolítico ou, pelo menos, de alto
grau de coordenação se imporia para evitar duplicações nas dispendiosas funções relacionadas com a
aquisição e processamento da informação oriunda do exterior.

configuraçAo
CONFIGURAÇÃO recomendada
RECOMENDADA

CONFIGURAÇÃO DESACONSELHADA

Digitalizado
gentilmente por:

�1053
6.3. — Se a clientela está espalhada geograficamente e requer acesso direto à informação armazenada,
uma organização com ramificações é indicada. Embora uma reda
rede coordenada seja mais eficiente, uma
rede iivre seria viável.

configuraçAo recomendada

CONFIGURAÇÃO DESACONSELHADA

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�Vv
1054

6.4. — A escassez de mão&lt;1e-obra experiente (tanto mão-de-obra cientifica e técnica como de
cientistas da informação) ou o desequilíbrio nas aptidões na força de trabalho reclamam um sistema
monolítico não só para evitar duplicação mas também para assegurar que todo o trabalho necessário
possa ser executado.

CONFIGURAÇÃO RECOMENDADA

CONFIGURAÇÕES DESACONSELHADAS

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�1055
6.5. —
exiqüfvel será um sistema monolítico ou uma
- Quanto mais centralizada a autoridade, mais exiqüível
rede estritamente coordenada e compatível.

CONFIGURAÇÕES RECOMENDADAS

Digitalizado
gentilmente por:

�1056
6.6. - Se o sistema é controlado pelo setor governamental, uma estrutura monolítica ou coordenada
seria a melhor opção.

CONFIGURAÇÃO RECOMENDADA

Se o sistema se fundamentar no setor privado, deve ser centralizado.

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�1057
6.7. — Se é alta a proporção de tecnologia importada, em relação à doméstica, recomenda-se um
sistema monolítico
rrranolltico ou estritamente coordenado para evitar duplicação nas dispendiosas funções
referentes à importação de informação.

CONFIGURAÇÕES RECOMENDADAS

Digitalizado
gentilmente por:

�1058
Os mesmos autores, examinando os fatores e condições prevalecentes na América Latina,
concluiram qua
que o modelo de tendência centralizadora é o que se mostra mais adequado à região.
D'Olier e Delman, especialistas a serviço da UNESCO(^)i ao examinarem o mesmo
problema da configuração de redes, concluem que, as mais das vezes, é recomendável tentar organizar
as bibliotecas cientificas ea universitárias
univarsitárias de forma altamente centralizada, qualquer qua
que seja o porte
do pais,
país, mas, se esta solução for adotada, deve-se dispensar atenção especial aos serviços
proporcionados localmente aos usuários.
As estruturas centralizadas ofarecem
oferecem as seguintes vantagens:
— evitam situações am
em que duas bibliotecas, bastante próximas, possuam acervo
semelhante;
— ensejam soluções que contemplam o sistama
sistema como um todo, embora as bibliotecas ae
que
centros locais permaneçam mais ou menos livres para adquirir o material de qua
necessitam;
— podem-se adotar sistemas de fato compatíveis para bibliografia ea catalogação;
— as permutas podem ser organizadas.
classificaçAo das
7 - CLASSIFICAÇÃO
DAS redes
REDES
Grolier(^)propõe um critério qua
Grolier(^)propõa
que comporta 3 dimensões:
— funções assumidas (redes funcionais);
— caráter geral ou especializado;
— extensão territorial.
7.1 — Rades
Redes funcionais
funcioitais
Têm como características essencial assegurar uma função em separado do "ciclo da
Tém
informação".
Exemplos
7.1.1. — Rede de aquisição
O "Center
"Onter for Research Libraries", sediado em Chicago, executa uma política de aquisição
direta de periódicos (químicos) pouco utilizados, ali postos à disposição dos membros da entidade.
Na Alemanha Ocidental funciona um plano sistemático de assistência às bibliotecas
cientificas para a aquisição de documentos estrangeiros, principalmente periódicos.
científicas
O Plano Scandia abrange os países escandinavos e cuida da aquisição coordenada de
documentos estrangeiros.
7.1.2. — Redes de tratamento dos documentos
(catalogação, classificação, "controle bibliográfico, etc).
Apresentam-se frequentemente associadas às redes de aquisição, como
conseqüêncía
Apresentanvse
corro uma conseqüência
lógica do trabalho inicial de coleta. O National Technical Information Service, por exemplo, ao
tempo em que coleta e distribui relatórios técnicos americanos, realiza um trabalho de indexação dos
mesmos.
mesrros.
As centrais de aquisição escandinavas fornecem às bíbliotecas-clientes
bibliotecas-clientes as coleções de fichas
catalográficas correspondentes às obras adquiridas, além de publicarem diversos repertórios.
das empresas de cobra
cobre ae de petróleo americanas que se
É muito interessante o exemplo dás
reuniram em forma de condomínio para constituir ea manter serviços centralizados de resumos eede
de
indexações da literatura primária convencional (artigos, patentes, anais de congressos, etc),
7.1.3. - Redes de difusão: empréstimo, fornecimento de fotocópias, SDI e pesquisa retrospectiva.
O empréstimo - entre ■- bibliotecas constitui uma das mais antigas manifestações desse tipo
de rede, ixrisera
pois era muito ativo na Idade Média.
Na Inglaterra observa-se um exemplo notável de concentração, no tocante ao fornecimento
de fotocópias, através da British
Britísh Library-LerKfing
Library-Lending Oivision,
Division, em cujas coleções de periódicos as
bibliotecas se apóiam fortemente, tendendo a manter em seus acervos apenas as coleções mais
recentes, uma vez que podem confiar nos eficientes serviços da Lending Division
Oivision para obtenção de

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�1059
cópias de artigos. Aliás, várias instituições no Brasil já se utilizam da rica coleção da Lending DK/ision
Division
com grande proveito, obtendo cópias dentro de 2/3 semanas após a encomenda.
Também no tocante aos serviços de pesquisas retrospectivas e de disseminação seletiva da
informação observa-se forte tendêrKia
tendérx:» à centralização, uma vez que o uso de computadores para a
recuperação da informação evidenciou a vantagem da "economia de escala"; quanto maior a
quantidade, nnenor
menor o preço unitário. Na França o exemplo mais significativo é o do Centro Nacional
de Ia Recherche Scíentifique,
Scientífique, que fornece, a pedido, pesquisas retrospectivas e disseminação seletiva
da informação (perfis-padrões e perfis irxividualizados).
irnSvidualízados).
Também no Canadá e na Suécia são organismos federais de pesquisa cientifica
dentffica ou
tecnológica que desempenham papel preponderante nessa área.
área, ao passo que nos E.U.A.
E.U./V. destacam-se
os grandes bancos de dados desenvolvidos por empresas particulares. Os mais conhecidos são os
seguintes, indicada a quantidade de bases de dados que cada um compreende(^):
compreerKle(^):
N.o DE BASES DE DADOS (JAN. 78)
SERVIÇO DE PESQUISA SISTEMA DE RECUPERAÇÃO NP
. NATIONAL LIBRARY
OF MEDICINE

ELHILL

18

. LOCKHEED INFORMATION SYSTEMS

DIALOG

70

. SYSTEM DEVELOPMENT
CORPORATION

ORBIT

40

. BIBLIOGRAPHIC RETRIEVAL SERVICE
(IBM)

STAIRS

15

7.2. — Redes segundo
segurKio sua extensão territorial
terrítoriai
Comportam trés níveis principais
— infranacional (local e regional)
— nacional
— supranacional (regional e mundial)
murKlial)
7.2.1 — Nível infranacional: redes locais e regionais
As redes de bibliotecas municipais coordenadas em geral por uma biblioteca central,
constituem o exemplo mais representativo
representatKro de rede local.
Na Alemanha Federal, França e Canadá notam-se iniciativas para se constituirem
constituírem redes
regionais, com a integração rJe
de bibliotecas públicas e de estabelecimentos
estabeleiãmentos de ensino de nível médio,
com o objetivo de proporcionar, ao "homem da rua", igual oportunidade de acesso à informação.
7.2.2. — NIvel
Nível naciortal
O sistema de informação itientífica
rãentífica e técnica do México é por muitos considerado o que
melhor se desenvolveu e estruturou em termos de Améria Latirra.
mel)K&gt;r
Latina.
Em 1970 foi criado o Conselho Nacicxral
Nacional de Ciência e Tecnologia. (CONACYT), com a
missão, entre outras, de instituir e implementar um serviço nacional de informação e documentação
cientifica. A situação então vigente no México influenciou fortemente esta decisão. Naquela época,
havia um livro para cada oito habitantes; um profissional bibliotecário para cada 40 bibliotecas. Além
disso, 67% dos livros existentes localizavam-se
localizavarrr-se em 21% das bibliotecas, a maíot
maior parte delas situadas
na cidade do México e em outras grandes cidades do interior(^^
interior(^).
Após estudos comparativos de diversos planos de sistemas naaonais
nacicmais de informação, foi
escolhido o modelo "de rede conglomerada" com um órgão coordenador e subsistemas
indepiendentes.
independentes.
Segundo foi projetada, esta rede conglomerada tem seis elementos básicos (Fig. 9)
91

Digitalizado
por:
gentilmente por;

♦

11

12

13

14

�1060

ELEMEINITOS D/k REDE DO COINIACYT
CONIACYT
( MEXICO)
MÉXICO)

O
•&lt;
'&lt;
o
&lt;
z
bJ
UJ
O
o
DC
OC
O
O
O
uMn
uH
II
II
O
g
0
01
&lt;
UJ
o
'&lt;
»&lt;
oO"
&lt;
tc
oc
o
m
&lt;
_i
o
o
ü

CO
(O
o
o
g
&gt;
OC
oc
UJ
UI
OT
v&gt;
•

Digitalizado
gentilmente por:

O)
ã
“
•H
u.
U.

�1061
a) Infra-artrutura:
Infra-estrutura: todas as modalidades institucionais de recursos informativos como
bibliotecas, arquivos, bancos de dados, etc. Funcionam com duplo objetivo: como fontes de
informação para o usuário e como recursos nacionais de informações . Para esta última função, os
recursos devem ser inventariados, de modo a se
sa obter seu uso em grande escala.
b) Sistemas de
da informação especializada: serviços ativos de informação que analisam ea
avaliam a informação ea manipulam ae infonnação não&lt;locumental.
não-documental.
c) Mecanismos de comunicação: é uma rede coordenada de unidades multi-disciplinares.
Sua função é fomentar o consumo da informação ea está
astá basicamente concentrada nos Setores de
produção do pais.
país, Recentemante
Recentemente o CONACYT criou o Serviço da
de Informação Técnica, que
qua encoraja
as firmas industriais ae fazerem uso do conhecimento como um recursos ecoriômico(^^
econômico{^^
d) Apoios horizontais: treinamento de pessoal, pesquisa, etc.
e) Coordenação ea planejamento: a cargo de um comitê composto de representantes do
a)
CONACYT e de
da outras instituições interessadas, com as seguintes funções, entre õütras:
oiitras: estabelecer
políticas gerais para a operação e desenvolvimento do sistema; exercer ae coordenação, quando
necessária,
necessária.
f) Usuários: o elemento que justifica a existênda
existência do sistema. Conforme se mostra na
ilustração, todos os outros elementos trabalham para resolver os problemas do usuário. (Fig. 9),
9).
Estudos do CONACYT revelaram que as restrições dos atuais sistemas de informação
que o usuário potendal
potencial se beneficiasse desses sistemas. A principal barreira era o
impediam qua
desconhecimento das possibilidades ae dos mecanismos de fundonamento
funcionamento desses sistamas.
sistemas. Em vista
disso o CONACYT estabeleceu programas de
da treinamento do usuário como parte integrante da rede.
rede,
7.2.3. — NIvel
Nível supranacional.
a) Empresas Multinacionais
Um exemplo ainda pouco estudado, mas curioso, é o das empresas multinacionais,
muItinadonais, cuja
política a respeito do assunto varia muito. Na Shell, por exemplo, parece haver muito pouco
intercâmbio entre os serviços de documentação do grupo. Já na IBM parece haver ligações
internacionais bem desenvolvidas,(^)
desenvolvidas.(^)
b) Sistema Internacional, Regional, de Informação Cientifica ea Técnica (Países do
COMECON)
Em fevereiro da
de 1969 os países sodalistas
socialistas do leste europeu, reunidas
reunidos no âmbito do
COMECON — Conselho de Assistência Econômica Mútua, acordaram no estabelecimento
estabeledmento de um
Centro.
Centro Internacional para Informação Científica
Cientifica e Técnica, que recebeu a missão precípua
precipua de
desenvolver, no período 71-75, um Sistema Internadonal
Internacional de Informação Científica e Técnica
(SIICT),
(SIICT). Este sistema internacional desenvolveu-se a partir de então, e no momento, compreende 24
subsiste mas;
mas:
— 7 especializados em determinados tipos
tipcs de documentos;
— 17 dedicados a setores da ciência ea tecnologia('^).
tecnologia(*^).
Entre outras funções compete ao Centro
Ontro Internacional para Informação Científica e
Técnica, sediado em Moscou, coordenar o desenvolvimento dos subsistemas e organizar as
interrelações entre os subsistemas especializados e setoriais.
As atividades dos subsistemas mendonados
mencionados são conduzidas
coruluzidas ao longo de duas linhas
principais:
a) desenvolvimento de serviços de informação referencial,
al
referendai, incluindo-se o apoio
epoio infomativo
aos projetos das agèrKias
agèrx:ias e organizações do COMECON.
b) projeto e desenvolvimento de sistemas de informação computadorizados.
importância aos esforços de automação, pois esta incrementará a
Atribui-se muita importânda
interação e a integração entre os subsistemas.
cl Redes Internacionais Patrocinadas pela UNISIST (Sísteme
(Sistema Mundial de Informação
Cientifica)
Com a finalidade de encorajar o intercâmbio internacional
internadonal de conhecimentos e
experiências, vem sendo desemrolvida
desenvolvida pela UNESCO, através do programa conhecido como UNISIST
(lançado em 19711,
1971), uma rede de sistemas internadonais.
internacionais, que procuram operar dentro de métodos e
técnicas compatíveis. Atualmente ascende a 35 o número de sistemas especializados de informação
mundial, considerarxlo-se
consideraixfo-se os que se acham em operação, concepção e planejamento.

Digitalizado
Djgitalizado
gentilmente por:

�1062
COM
CO
M ECON
ECON
7 SUBSISTEMAS ESPECIALIZADOS EM DETERMINADOS TIPOS
OE DOCUMENTOS
DE
RELATÓRIOS DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO (LITERATURA
-RELATÓRIOS
NÃO-CONVENCIONAL).
NÃaCONVENCIONAL).
-V DOCUMENTOS PUBLICADOS (LITERATURA CONVENCIONAL: PERIÓDICOS
PERIODICOS E PUBLICAÇÕES SERIADAS, MONOGRAFIAS, ANAIS DE CONGRESSO, ETC.)
- CATALOGOS
CATÁLOGOS de
DE FABRICANTES
- PATENTES
- TRADUÇÕES CIENTI'FICAS
CIENTÍFICAS E TÉCNICAS
- FILMES CIENTÍFICOS E TÉCNICOS
- REGISTRO DE DE PERIÓDICOS
PERIÕDICOS PRODUZIDOS NOS PAÍSES INTEGRANTES DO SISTEMA
(MAIS DE 12.000 TÍTULOS, DOS QUAIS
OUAIS CERCA DE 9.000 TÉM NP DO ISS N).

COMECON
COM
ECON
17 SUBSISTEMAS ESPECIALIZADOS EM INFORMAÇÃO DE SETORES
CIENTÍFICOS E TÉCNICOS
SUBS 1ST EM A
SUBSISTEMA

PRINCIPAL AGÊNCIA

- COMÉRCIO INTERNO DOS PAÍSES MEMBROS
DO COM
COMECON
ECON
- GEOLOGIA
- ADMINISTRAÇÃO DA ÁGUA
ÃGUA
- INDÚSTRIA LEVE
- ENGENHARIA MECÂNICA
- INFORMAÇÃO MÉDICA
PETRÕLEO
- INDÚSTRIA DE GÂS E PETRÓLEO
- PROTEÇÃO E MELHORIA DO MElO-AMBIENTE
(INCLUI A IUGOSLÁVIA)
lUGOSLÃVIA)
- INDÚSTRIAS DE ALIMENTOS
- AGROPECUÁRIA E SILVICULTURA
- ENGENHARIA CIVIL
- INDÚSTRIA DO CARVÃO
QUÍMICA E ENGENHARIA QUÍMICA
OUÍMICAE
OUÍMICA
- METALURGIA DOS NÃO-FE
NÃO-FERROSOS
RROSOS
- METALURGIA DOS FERROSOS
- ENGENHARIA ELÉTRICA
ENERGIA ELÉTRICA

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

URSS
CHECOS LOVÃOUIA
CHECOSLOVÁQUIA
CHECOSLOVÃQUIA
CHECOSLOVÃOUIA
URSS
URSS
URSS
URSS
CHECOSLOVÃOUIA
CHECOSLOVÁQUIA
URSS
CHECOSLOVÁQUIA
CHECOSLOVÃQUÍA
URSS
URSS
URSS
URSS
URSS
URSS
URSS

*

11

12

13

14

�1063
COMECON
COM
ECO N
SUBSISTEMA ESPECIALIZADO EM DOCUMENTOS PUBLICADOS
(400.000 DOCUMENTOS POR ANO)
ESCOPO DA COBERTURA DE ASSUNTO

SERVIÇOS OFERECIDOS
- ATUALIZAÇÃO CORRENTE
- CÔPIA DO MATERIAL EM MICROFICHA
DOCUMENTOS RECOLHIDOS: PUBLICAÇÕES PERIÕDICAS E SERIADAS, MONOGRAFIAS.
MONOGRAFIAS,
ANAIS DE CONFERÊNCIAS CIENTIFICAS,
CIENTl'FICAS, ETC.
ETC
Destacam-se entre outros, os seguintes:
— SPINES (Política Científica e Tecnológica)
— ISORID (Pesquisasem
(Pesquisas em Documentação)
— DEVSIS (Ciências do Desenvolvimento)
— DARE (Ciências Sociais e Humanas)
Sem esquecer, naturalmente, os sistema patrocinados por outras agências das Nações
Unidas, a exemplo do INIS, dedicado a energia nuclear e sediado na Agência Internacional de Energia
Atõrríica,
Atômica, e do AGRIS, voltado para Ciência e Tecnologia Agrícola, gerido pela FAO, ambos com
representação no Brasil.
Tais sistemas pressupõem que os Estados Membros não são clientes passivos, mas que
participam ativamente para a constituição de um fundo de uso comum. Embora os detalhes
dependam em grande parte dos objetivos do sistema considerado e dos recursos disponíveis, o plano
orgânico geral pode-se sintetizar da seguinte forma(’ ’).
’ ).
a) cada Estado Membro participante, através de suas instituições nacionais, encarrega-se de
identificar e recolher informações produzidas em seu território, e de selecionar os dados que serão
transmitidos ao sistema internacional;
b) a informação recebida pelo sistema éè processada e.
e, a seguir, distribuída equitativamente
aos Estados Membros participantes mediante um mecanisrrK)
mecanismo sujeito a um controle comum, do qual
geralmente participa um órgão dirigente de caráter internacional;
c) cada Estado Membro, também através de suas próprias instituições escolhe a informação
de que necessita do sistema e se encarrega de promover sua difusão e uso no pais.
A existência de uma famflia
família de sistemas internacionais compatíveis possibilita a
participação eficaz de cada Estado Membro em diversos sistemas internacionais, escolhidos em
função das necessidades e dos recursos nacionais globias em matéria de informação.
Atribui-se uma importância fundamental à corrente de informação a nível nacional, tanto
para o desenvolvimento nacional como para o intercâmbio internacional de informações. Muitos

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�1064

nmssíúUNOú
seúUNúú 0 e^cúpú
e$mú {mmm
(mmm peA$suh'ro$)
p£a$0mro$) ^
?

pafses estabelecem oficiaimente um órgão coordenador nacional (ponto de articulação) para orientar .
países
as atividades e os aspectos relativos ao desenvolvimento do sistema nacional de informações.
Enciclopédicas e redes setoriais

Digitalizado
gentilmente por:

�1065
Ä medida que se amplia a âbrangèntía
À
abrangência geográfica (a partir do ânibito
âmbito local, num extremo,
até o âmbito mundial, no outro extremo), decresce, numa proporção inversa, o peso relativo das
redes enciclopédicas em comparação com as redes setoriais (especializadas por disciplina ou
orientadas para a missão).
A tendência seria "localizar" as redes
rades enciclopédicas ao tempo em que as redes setoriais
caminhariam para a internacionalização (Fig. 10).
Verifica-se, por exemplo, que sistemas de
da início
infcio de âmbito nacional, como o
MEDLARS/MEOLINE (medicina) ae os Chemical Abstracts Service caminharam paulatinamente para
a internacionalização de seu uso e até mesmo na alimentação (Alemanha Federal, Reino Unido e
Japão colaboraram com os Chemical Abstracts tanto na entrada como na saída do sistema, ao passo
que a França por exemplo, participa apenas da difusão dos respectivos produtos. A base de dados, no
entanto, permanece sediada nos E.U.A.).
8 - ATIVIDADES DE MAIOR INTERESSE NUMA REDE
Development Corporation,
Segundo levantamento efetuado por Ruth Patrick, da System Oevelopment
entra 125 redes, no ano de 1972 e citado na monografia "Getting into net\Morking"(‘)
entre
networking"(‘) são as
seguintes:
— Privilégios recíprocos quanto ao empréstimo;
— Serviço ampliado de enryxéstimo
empréstimo entre bibliotecas;
— Catálogos Coletivos;
— Serviços de fotocópia;
— Serviços de referência;
— Serviços de distribuição;
Notificação mútua de aquisições;
— Notifíração
— Serviços de comunicação especial;
— Programas de publicações;
de catálogo ou de outros suportes catalográficos;
— Produção de fichas da
— Compra planificada de materiais;
— Especialização prefixada na aquisição e em outras atividades correlatas;
— Microfilmagem;
— Recurso centralizado a um núcleo de armazenagem;
— Centro Bibliográfico;
— Projetos
Projatos conjuntos
(X&gt;njuntos de pesquisa;
— Funções de centro de intercâmbio;
— Treinamento de pessoal;
— Programas de orientação dos usuários.
99- ESTRATÉGIA DE IMPLANTAÇÃO
Podemos distinguir duas estratégias básicas:
— implantação via descendente
— implantação via ascendente
9.1. — Implantação via descendente (Fig. 11).
É a linha de ação preconizada pela UNESCO através de seus programas UNISIST e NATIS.
Prevê a existência de uma agência governamental, que, a nfvel
nível nacional, orientará, estimulará e
conduzirá o desenvolvimento de recursos e serviços de informação, ante a perspectiva de cooperação
nacional, regional e internacional. Reconhece ainda a UNESCO que a existência
existêrx:ia de uma estrutura
nacional de pesquisa científica e de desenvolvimento, devidamente aparelhada, é um pré-requisito
para a evolução de uma efetiva rede de informação, em qualquer país.
Insiste num ponto muito importante: a provável ênfase nos países em desenvolvimento
deve recair na transferência de conhecimentos técnicos para uso concreto, a prazo relativamente
relatívamente
curto, ao invês
invés da imediata aquisição de todos os tipos de documentos
d&lt;x:umentos e dados, para os campos mais
especulativos da investigação cientifica.
Na fndia
índia foi estabelecida a seguinte prioridade para uma política nacional de informação
cientifica.

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

�mFLfi^jíêÇâo D£Zievel
eSTKATÉúlA VÍA l&gt;e^C£íPA£íZre

FJg. 11

2

3

Digitalizado
gentilmente
gentil
mente por:
4

JJSU\SJ 11

12

13

14

�1067
1 - Recursos naturais
2 - Metereologie
Metereologia e Condições Atmosféricas
3 - Planejamento do desenvolvimento rural e urbano
4 - Engenharia industrial
5- Pesquisa científica
cientffica e industrial:
Conselho de Pesquise
Pesquisa Científica
Cientffica e Industrial
6 - Biblioteca Nacionel
Nacional de Medicine
Medicina
7 - Centro de Informação de Patentes
8 - Centros de Informação Estatística
Estatistice
9 - Promoção da Tecnologia de
da Informação
10 - Melhoria
Melhorie das condições de educação e treinamento em Ciência e Tecnologia da
de
Informação.
No Equador todo o trabalho do serviço nacional de informação técnica foi tembém
também
concebido como apoio
epoio eo
ao desenvolvimento das pequenas indústrias, de modo a favorecer ae
transferência de
da informação tecnológica e essistir
assistir os grupos em operação nas fábricas.
fábricas,
**&gt;«9.2.
-^9.2. — Implantação via ascendente (Pig.
(Fig. 12).

mPínfJMÇM ü£
Ü£ ß€DfS
mpíêfmçãú
P€Dfs
(Vá
e^rmJé^iA tm

Fig. 12

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�'1
1068 ,
É O modelo que se observa nos E.U.A., onde a chamada "indústria da informação", partida
da livre iniciativa e com o objetivo de lucro, tende a se expandir, principalmente quando se trata de
serviços de alta especialização, a exemplo dos "Chemical Abstracts", e passam a servir a uma clientela
cada vez maior, o que impõe a criação de
da mecanismos de coleta e difusão da informação.
A proliferação de redes naquele pafs
país chegou a tal ponto que a "National Comission on
Library and Information Science" propôs, em seu
sau relatório final (1975) que se
sa desenvolva uma rede
nacional de bibliotecas, ao invés de encorejar
encorajar a críação
criação de redes que se superponham e dupliquem
esforços desnacessariemente.
desnecessariamente.
A Special Libraries Association, através de
da seu Networking Committee, elaborou
alaborou a
monografia intitulada
intitulede "Getting into networking", onde apresenta
epresenta as diretrizes básicas para a
formação de uma reda
rede de bibliotecas, compreendendo as seguintes etapas básicas:
— fase exploratória
— fase de planejamento ae desenvolvimento
— fase da
de operação ea avaliação.
A Comissão Brasileira de Documentação Tecnológica, vinculada à FEBAB, vem
desenvolvendo meritório esforço no sentido de estimular, em vários estados, a cooperação entre
desenvolverKio
entra
bibliotecas e setores de
da documentação com interesses afins, promovendo iniciativas que beneficiem e
valorizem o trabalho de cada componente, além de gerarem um efeito sinergético que dá clara
consciência ao grupo da vantagem do trabalho cooperativo.
O ponto fundamental, ao se promover a formação da
de uma rede ou sistema de informação,
é o conceito de beneficio mútuo (Fig. 13).
Qualquer que seja a estratégia adotada, cumpre assinalar, conforme observa Parker(^). que
onde cada biblioteca participante
a cooperação só é bem sucedida numa situação "ganha/ganha", onda
recebe um benefício que, para ela, representa um passo à frente na consecução de suas metas e
objetivos. Cada biblioteca ou serviço de informação, tanto ao prestar como ao receber serviços, se
fortalece pela interação. Isto ocorre
ocorra como situação oposta àquela onde predomina a competição e
cada biblioteca somente ganha elgo
algo às expensas ae sacrifícios de outras. Se o benefício não é mútuo, a
cooF&gt;eração não será bem sucedida e, na verdade, morrará
cooperação
morrerá de morte prematura.

Digitalizado
gentilmente por:

^ ,

12

13

14

�r

1069

St
ú
õ

Bfmmiú
ßfii"efi£iO Bmúv

eâ
4

essffâcíâ
es^iíõCíâ PA Bfúf
ßfßf

/^7&gt;%

Fig. 13
Fi0.

cm

2

3

Digitalizado
gentil
mente por:
gentilmente
4

, ,

JJSU\JJ II
11

12
12

13
13

14

�1070
OBRAS CONSULTADAS
ASSOCIATION.
Networting
Committee.Networting
Guidelines Committee.
Subcommittee.
I. SPECIAL LIBRARIES
SPECIAL
LIBRARIES
ASSOCIATION.
Guidelines
Getting into networking: guidelines for special libraries. New York, 1977, 34 p.
Z GROLIER, Eric de Esquisse d'une étude comparative des réseaux d'information; introduction.
In: RESEAUX et systèmes
systemes de documantation;
documentation; textes rèunis
reunis par Raymond Guilloux. Paris,
In;
Gauthiers-Villars, 1975, p. 1-4B
1-48
3. CUNHA, Leiia
Lelia G. C. da. Sistemas e redes de informação. Ciência da Informação, 6(1):35-43,
1977.
4. PARKER, Thomas F. Resource sharing from the inside out: reflections on the organizational
nature of library networks. Library Resources and Tachnical
Technical Services, 19(4):349-55,
19(41:349-55, Fali
Fall
1975.
5. LISTON Jr., David M. &amp; SCHOENE, Mary L. Basic elements of planning and design of national
and regional information
Information Systems.
systems. Washington, D.C. OEA, 1971. 39p.
6. OLIER, J.H. d' &amp; DELMAS, B. Planning national infraestructures for documentation, libraries
and archives. Paris, UNESCO, 1975, 327p.
7. MCCARN, Davis. B. Online systems; techniques and Services.
services. In: ANNUAL review of
Information
information Science
science and technology. New York, American Society for Information Science,
1978. V. 13, p. 85-124.
197B.V.
8. ATHERTON,
ATHERTON,'Pauline.
Pauline. Handbook for Information
information Systems
systems and sarvices.
services. Paris, UNESCO, 1977.
259p.
9. GOLDMAN, Myla K. Technical Information Services in Mexico.
México. Special Libraries, 69(9): 355-60,
Sept. 197a
1978.
10. KLIMASHEVSKY, Victor A.; SITNIN, Alexei A., SZYBINSKY, Stanislaw. Specialised and
sectorial subsystems of ISTia
sectoríal
ISTIS. Internacional Forum on Information and Documentation,
Documentation
3(2):11-17, 1978.
II. UNESCO. Las redes internacionales de informaciõn y el papel que desempeãam
desempefiam en Ia
la
la UNESCO para
tranferencia de las experiencias de las experiencias educativas. Boletin de Ia
las bibliotecas, 32(4): 254-70, jul./ago. 1978.
RESUMO
As redes, ou sistemas de informação, encarados como solução eficaz para controlar vastos
mananciais informativos e oferecer serviços a mais baixo custo. Na prática não se observa distinção
entre rede e sistema. Seus componentes básicos são: recursos bibliográficos, guias, comunicações,
usuários e administração.
Os modelos de organização, que vão desde uma centralização total até a descentralização
total, são definidos, em cada situação, de acordo com parâmetros como:
como; funções, escopo,
disponibilidade de mão-de-obra, etc. Autores de peso consideram que as soluções centralizadoras são
tecnicamente as mais recomendáveis, em especial no caso da América Latina. Segundo Grolier, as
redes podem ser classificadas segundo três dimensões: funções assumidas, caráter geral ou
especializado (quanto ao assunto) e extensão territorial. São dados exemplos de cada tipo, com
pelo UNISIST, Mencionam-se as atividades de
ênfase no sistema mexicano e nos sistemas promovidos peloUNISIST.
maior interesse numa rede, destacando-se que, nos países em desenvolvimento, a ênfase deve recair
na transferência de conhecimentos técnicos para uso concreto, a prazo relativamente curto. As
estratégias de implantação fixam-se em dois modelos: via ascendente e via descendente. Neste último
modelo supõe-se que as autoridades governamentais endossem e patrocinem a formação da rede
nacional, enquanto no primeiro, tipo "laissez faire,
faira, laissez passer", as contradições da rede vão
impondo instrumentos de coordenação em níveis cada vez mais abrangentes, até se chegar ao nível
nacional.

Digitalizado
gentilmente por;
por:

II

12

13

14

�;■

jÍHIIniiiiii I I " wnifeb*!»..» .««»isittíVTL.O
.
-.q M; tVBf ,)f u; .'■ wav'1
íMí ^V.’lV'Ht^Ujry \:.V*-.írfl Í-^ =&gt;. ■&gt; t.-'CiOj
Ä&gt; ,a 'lü
If &lt;UA ii-'.-iH
.■!:■ t
".'I ,T»fl ..

‘*/:^^íp|Bl|3ub(V|in; .mílíift&lt;n?í^n»'b
j61»0&lt;ííM»j bnornyeíí i«si

ál-^ - '■ ■ f

■ +■

■'

- '

.

■■

A \ &gt;■.

. ■.

‘ ‘

»•í
lifttHJft« ^&lt;1

fe. i^
. •’:
A:Títirrt í&gt;íiiíii‘s--“q’-ü Hii'l*'!'iW &gt;•-»)&amp; í
.1 S'?r &gt;' ■(■. &gt; . I.'.i '' •'!•■ &gt; ■'■

MÍKKIA ,«tlítftínwTiw:j&lt;3S&gt;

dâtijl .iu:'*''fcíií'*

^ Vftivfsy jAUlíVI* -ni
,*í&gt;T*íí&gt;ÂflOiííi«Wílni ft)'
.ttÔf .POUÍ

hnmC'Sh: '*

;v . ijjr , ^ ^' * H - KÍ'■
.O ,a.
::
i - ;,”;-‘'^'í*.í &gt;'
í'-:r -’fí -.1

hní. is?.-’!:
■''”

--'V;íj*«í?v'
f ' '.vr-““',’ 5 \ ' • •
y^í
• • ■■
' •'

H‘^
'■

.v
r •:? ,.A
.■V0T5í.&lt;Tnô*'^-i ' 'T-(i,rív^

•( i»t. fmftaw'i*/.«, atrip- ’*&gt;&gt;«,!! U
«wq ooaawu»« M'b íiíJpíoB P»;wr a.

1 -ei-r

' j.fc Sf;ii

.

-

'
* ^íí.i‘ívi«í íí-‘7 ^
■
■

'■ ■

' ,..íV‘
■ '4.-1

4^7 ,i^t'í-'-M_í‘V--i •í'
■• .'V-iíl

\I

i. .a|: &gt;. r^ l~!«iraf - '
Str
*
.'•■’■■ t'l ,-.&gt;t/i. ;r./; 'AV »ài .-ÍAI^Í .: r'.'i!S,rUi&lt;rí Àl'
li'.'*-

'■

ssjiT*M&lt;»r • Voí&gt;0-_?A
-■’
■ ’ ,•’'' .‘'í i.'&gt;■&gt;(•'r’litflif‘'-ijís ’^
i^^aJ uíS-ífeiíííiilff^-^
-' cíV''
•*(.'
AWÔiJfHí'- .-»«lera íí; ú-mrííth’^ mo ?, ,.;i.-;-;ü' -«■.
r-in*.'. f-&gt; .»lAarr« i'* Oi^ .’•■
^Srf-^ííipJÉ-Wt»\ íi»' '•. ■ aã^iot w f*/0 i5&gt;«-iBii(í/'Hj ■ •.r-,^'4 -âi-j -I! ■ .Vnx'- rira ■.,•’■ ióa it; ” i"-' -&gt;'■■ Jtri.oa'Jr-'v',
.iMotS- atoniOfoS .ísniífcj óâ:&gt;éfr.A át- oí«:í &lt;;■■! irt,r.'»,-;-.’'i a-? .• . f .-'iih.nira'r •■r.i;*; »&gt;•
MO W«ÍB
,i«bSR*w*S« JAÖi'rt'.i*'
r * ■ ■ ■ oíj-■ .í;-»." ;-jítí;&gt;-'-|-'--'. .- ■•as *v.-íjr' --i .. '■
,oQi»
íÂ iríte»frAín:f.- Kjböiä aS3 ■.iB'A&lt;r;n’:3i --a .i&gt;"- ” &lt;a? siii». fjf.
.!.■■—.lii. jv
í» f«'«J8nô.Í.&gt;íí"M .Tíí-JíâMU tj-ôq
íl,"- f-/- T-n f) r-iraft-.-irr-ína:
An ít:
.ir.b ***te5 « ,ajn-í&gt;fAivifi¥n»csi' «&gt;ts
;■■•'
-«. .■'aiv;-.-.'.isíAi :-r/¥i aim-r. - .--■.&lt;-.i-,-,. t
ÍA ^avwa •f«w»i*&lt;iw»»i« »».«; i&gt; .«»»wHi-.; «;«
.'■■••■■''i i v.-?-ar«.*s&gt;*ti--r: •»'
OmÂiÔ*»»M.«&lt;flÂV'íi;íK;-i-tv 9 wn«3i-r3'r&lt;rí-»,.' •.v-./’f.;''- :
.V 'r--- '
J.- ■jíb.ri th MBg.rrT'*’ á rri»r.tviifuy’. •’■-t-.r.-UT« r-n;" . ■.• v■ ■‘“ " ■■
'■ '•'■■'
-A'■
#(Wâw’6ftíoiío©t&gt; «líití'iié^-yiov
S'" tfl^íítib
&amp;s c4-&lt;^ «rííH«} ^yi

'X-i:-í.-/r;-i.r •’ ok-c.-: (■•■■ -. ..'J?-'. -a'*

£iatS=A iMrln 0* 'mfßrtci tt Are *«&lt;iáen*ii'íF.

Digitalizado
gentilmente por:

Gercaclannito

11

12

13

�Comissão Brasileira da Bibliotecas Centrais Universitárias

Digitalizado
gentilmente por;
por:

&lt;/

�1071
BIBLIOTECAS UNIVERSITÄRIAS:
UNIVERSITÁRIAS: A PERSPECTIVA OE
DE UM USUÁRIO
HERALDO PESSOA SOUTOMAIOR
Certamente, o convite que me levou a estar neste momento neste lugar, como
conferencista sobre bibliotecas universitárias, se deve à bondade de alguns amigos, embora não seja
de todo despropositado. Alguns milhares de professorés
professores e pesquisadores de universidades brasileiras
teriam as mesmas ou melhores condições de realizar esta palestra e iniciar os debates sobre o tema, já
que ea necessidade das bibliotecas e o convívio com as mesmas faz parte do seu dia a dia e de seus
problemas. Contudo, talvez eu tivesse, além da gentileza de amigos, algo a acrescentar como razão
para a minha presença e que me faz o instante profundamente grato e cheio da
de reminiscências.
reminiscèncias.
Permitam-me, pois — e desculpem-me — trazê-las para o público.
püblico. Embora conviva diariamente com
bibliotecas em minha atividade, este é para mim um reencontro com a biblioteconomia em forma de
ritual, se não festivo, quase solene, ae qua
que me aguça essas reminiscências.
reminiscèncias.
Recordo-me que meu primeiro emprego, quando ainda estudante na Faculdade de Direito
do Recife, nos primeiros anos da década de cinquenta, foi como auxiliar de biblioteca, naquela
mesma casa. Po pouco, devido a motivos que estavam além da minha vontade, não conclui
concluí o curso de
biblioteconomia então ministrado e que era uma das marcas do processo de renovação das bibliotecas
existentes na Universidade e criação de novas. Os estudantes que frequentávamos assiduamente a
biblioteca da Casa de Tobias olhávamos com entusiasmo a revitalização que se processava sob o
cornando da
de Edson Nery da Fonseca, Myriam Gusmão e Cordélia Robalinho Cavalcati. Sentiamos a
transformação que ia ocorrendo, com a biblioteca se tornando cada vez mais viva,
viva. Esses foram anos
de muita ebulição intelectual e política, preciosos em minha formação, com grande parte çie
de
atividades centradas ou sediadas nas selas
salas ou corredores de laitura.
leitura.
Desda
Desde então, na universidade ou fora dela, sempre estive ligado às bibliotecas ae am
em
contacto com as bibliotecárias, tentando desenvolvê-las e prestigiá-las quando em cargo de direção ou
brigando como soldado na planície,
planície. Minha própria biblioteca pessoal funciona como um serviço de
empréstimo a meus colegas e estudantes. Eis porque me sinto particular
particularmente
mente gratificado por este
momemo.
momento.
Parece-me que seria pedante, sem dúvida ingênuo de minha parte, discutir com
profissionais competentes, como o são em sua grande maipria os bibliotecários brasileiros, o que
deveriam ser ou que serviços deveriam
deveriem
deveríam prestar as bibliotecas universitárias. É bem possível que
existam serviços ou formas de organização corriqueiros para os bibliotecários que me sejam
alguns
desconhecidos. Creio; pois, que o meu papel êé o de levantar algumas questões, suscitar elguns
problemas e discuti-los
discutí-los com os participantes desta sessão e, ao mesmo tempo, ouvir deles,
experimentados bibliotecários de instituições universitárias, sugestões para o comportamento dos
professores e pesquisadores, bem como o esclarecimento das questões suscitadas ae de outras de que
eu não possa suspeitar, talvez mais significativas.
Para mim éê importante essa troca de pontos da
de vista, já que a minha perspectiva
perspactiva pode não
representar a da
de grande parte
parta dos usuários. Daí
Dal o título
titulo de minha palestra se referir à perspectiva de
um usuário ae não do usuário. Tenho até a suspeita de que
qua eu próprio e a maioria dos usuários tenham
expectativas mais baixas que os profissionais da biblioteconomia, o que também saria
seria Interessante
interessante
discutir.
Um tanto drasticamente poder-sa-ia
poder-se-ia dizer que os usuários esperam que as bibliotecas
funcionem e que ofereçam todos os serviços possíveis. Este seria o ideal dos consumidores e creio
que, também, dos bibliotecários,
bibliotecários. Mas a nossa questão não é apenas o de ficar a favor da virtude e
contra o pecado. ÊÉ preciso especificar em que consistem a virtude e o pecado, e quais são. É bom,
ainda, que se especifiquem as condições em que é possível sermos virtuosos e o grau em que cada
virtude possível pode ser exercitada. E, ainda mais, condições am
em que a virtude pode tornar-se
pecado. Pois que tudo nesse mundo
rruindo é relativo e cada coisa é o que é em circunstância qua
que lhe é dada.
Assim é que, por exemplo, uma bilioteca com poucos serviços pode funcionar bem, e ao contrário,
uma com serviços pode não funcionar. Mais ainda, uma que poderia funcionar, não funciona porque
não é usada.
A partir dessa última
(iltima frase poderiamos levantar um problema para discussão que me parece
importante; o da interação entra
importante:
entre ea biblioteca (bibliotecários) e sua clientela. Falar de interação
significa, em certo sentido, falar de encontro de expectativas, ou desencontro. De um processo de
comunicação afetiva,
efetiva, ou da
de entupimento de canais e desencontro.
dasencontro. O 10,°
10.° Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação me convida como professor e pesquisador para dizer quais são as
minhas expectativas: vou tentar enumerá-las, mas interponho uma pergunta para ser discutida pelo
plenário: quais são as expectativas dos bibliotecários e se essas expectativas estão sando
planário:
sendo

Digitalizado
gentilmente por:

�1072
correspondidas? Ou de outra forma:
forma; os usuários estão usando bem e efetivamente os serviços que
lhes estão sendo oferecidos? Estas contra-perguntas correspondem a um ponto de vista meu que
considero relevante: o das relações e da comunicação entre a biblioteca e seu público universitário,
alunos, professores e funcionários. Se universidade é convivência, a responsabilidade pelo bom
funcionamento das bibliotecas universitárias é comum a todos. Dai
Daí a necessidade de um eficiente
sistema de comunicação. Seria interessante que cada um dos presentes relatasse a sua experiência
nesse sentido.
r
Porque a tradição de pesquisa entre nós não éê tão generalizada e a própria tradição
universitária èê jovem, è possível
possivel que até as nossas deficientes bibliotecas não estejam sendo utilizadas
totalmente em alguns de seus serviços e aspectos,
aspectos. isto
Isto não quer dizer que não possam ser de fato
deficientes, e muito, em outros aspectos. Não sei se seria pertinente perguntar se nossas bibliotecas
estão sendo
serxfo suficientemente agressivas para atrair consumidores para serviços sub-utilizados.
Curiosamente, em certos casos, pode estar ocorrendo essa contradição: o de biliotecas deficientes
com serviços sub-utilizados.
còm
Evidentemente que as causas podem estar tanto no pouco hábito de frequentar bibliotecas
ou outros fatores exógenos, como em certos aspectos de organização interna e furx:ionamento
funcionamento que
criem um desestimulo ao seu uso. Podem ser pequenos detalhes facilmente sanáveis ou mesmo certas
políticas de uso que entram em choque com a cultura local. Hipoteticamente, por exemplo, se
poderia tomar uma política de acesso direto ao acervo por todos os usuários como passível de gerar
tumulto e confusão na colocação dos livros em seus lugares e a consequente dificuldade de
localização posterior, com enorme perda de tempo.
No sentido de estabelecer uma comunicação efetiva e avaliar os problemas existentes,
penso, é necessário institucionalizar um mecanismo permanente e representativo de toda a clientela.
Como coordenador de um curso de mestrado em Sociologia e em função de um debate
muito atual na UFPe.,
UFPa., há uma outra questão que me parece digna de alguma reflexão: o da definição
dos objetivos de uma biblioteca central e de suas relações com bibliotecas setoriais. Minhas
experiências no exterior são conflitantes, se bem que não saiba se e'esta
é esta exatamente a expressão.
Como estudante pós-graudado de Sociologia e Antropologia na Michigan State
Staté University tive uma
experiência muito positiva com uma biblioteca central, não existindo, pelo menos em minha área,
nenhuma biblioteca setorial. Posteriormente
Poste ri ormente como visíting
visiting shcolar em Harvard, uma experiência
completamente diversa, em que, ao lado de uma excelente biblioteca central, a Widener, havia um
sem número de excelentes bibliotecas especializadas. Na minha área específica
especifica de pesquisa, a das
bibliotecas sociais, havia pelo menos três muito importantes.
Importantes. Em uma delas, a de Antropologia, estive
praticamente seis meses, dos dois anos de minha permanência ali, sem necessidade de buscar obras
em outra biblioteca, a Central, igualmente bem aquinhoada na especialidade e até preferida por
alguns professores. Curiosamente, a especializada tinha o acesso a suas estantes permitido a todos os
membros da comunidade harvardiana, enquanto na Widener, o acesso era reservado apenas aos
professores e categorias especiais devidamente identificados.
Evidentemente que não se pode fazer comparação, em sentido estrito, entre as duas
universidades citadas e a maioria, talvez a totalidade, das universidades brasileiras em termos de
bibliotecas e recursos para as mesmas. Se o faço, é para levantar um problema quanto à organização e
à política
politica a ser seguida com respeito às bibliotecas universitárias no Brasil e suas repercussões para a
vida de seus usuários. Na UFPe, parece-me, o problema não foi ainda definitivamente resolvido em
termos de uma política
poiftica a ser seguida e gostaria de ouvir as opiniões dos presentes,
presentes.
A maioria dos professores e estudantes defende a setorialização, parecendo-lhes mais
cômoda, pela proximidade física do acervo, e mais eficiente, pela especialização. Sobretudo os mais
diretamente ligados à pesquisa e à pós-graduação,
pós-graduação. Há uma tendência a defender a manutenção de
específicas para a pós-graduação, o que talvez seja uma expectativa que revela a existência
bibliotecas especificas
de uma grave distorção e de falhas no sistema que devem ser detectadas e corrigidas. Talvez a
competição pelo uso de um acervo reduzido; talvez não, pelo fato de que, pelo menos em parte, a
utilização deve estar sendo feita de modo diferenciado pelo nível
nivel de estudo e de pesquisa.
Um outro problema a ser enfrentado e faz parte das expectativas dos usuários êé o da
aquisição. Não há dúvida que os clientes, sobretudo os professores, tèm
têm uma parte de
responsabilidade quanto à indicação do que deva ser adquirido. Não sei se esta parte esteja sendo
cumprida eficientemente.é bem possivel
possível que não. Mas há um outro aspecto que êé relevante e precede
qualquer outro: a definição de uma política de aquisição e de um mecanismo de implementação
comunicação aqui é fundamental e as bibliotecas, parece-me, devem ser
dessa política. O processo de conrxjnicação
agressivas e dinâmicas nesse ponto. Não sei se existe em algum lugar um corpo de consultores
especializados, talvez professores dos diversos departamentos, que tenham entre suas responsabilidades a de interagir regularmente com o sistema de aquisição.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�1073
Ainda aqui, no sistema ou poiftica
política de aquisição, alguns pontos me parecem merecer
comentários, especialmente no que se refere ao balanceamento
balanceamanto entre
entra as diversas necessidades. Em
primeiro lugar hã
há a necessidada
necessidade da
de ter nas estantes de forma mais completa possível, as obras
fundamentais de cada ramo do conhecimento, os chamados clássicos da disciplina. Em segundo lugar,
o das revistas e periódicos especializados. Como não dispomos de recursos ilimitados, a presença dos
desses periódicos é fundamental. Fundamental, éè óbvio, a coleção completa,
especialistas na seleção dasses
nümero suficienta
suficiente de exemplares, dos textos que estão sendo usados nos diversos cursos. Ainda,
com nOmero
a aquisição das novidades ea a seleção na pletora
pletore desigual do que hoje se publica. E muito mais haveria
havería
o que discutir quanto a esse ponto primordial e básico de nossas expectativas: o de que existam os
livros e documentos que procuramos e de que necessitamos ou venhamos a necessitar.
Se os livros existem, o que se
sa segue é que
qua possam ser facilmente localizados através de
catálogos diversos devidamente atualizados. Não apenas os por autor e por titulo, mas, talvez
sobretudo, por assunto. Este èé fundamental para a economia de tempo na pesquisa bibliográfica.
Inclusive incluindo análises dos periódicos mais importantes. Quanto a estes, a colocação dos
visíveis e a possível distribuição, pelo
exemplares mais recentes em estantes especiais, facilmente visiveis
menos por departamentos, de cópias xerox dos respectivos Indices.
índices.
Seguir-se-ão os diversos serviços especializados que as bibliotecas acontecem oferecer hoje
em dia, mas gostaria de abordar um aspecto bem diferente e que eu chamaria de o clima da
biblioteca. É dificil dizer, e não sei algum arquiteto, psicólogo, bibliotecònomo
bibliotecõnomo (o Aurélio menciona
bibliotecõnomo) já explorou o tema. Há bibliotecas que nos atraem
biblioteconomista, mas prefiro bibliotecònomo)
por um certo clima, algo na sua aparência física e nas suas relações humanas que independem de
alguma maneira do tamanho de seu acervo e da quantidade dos serviços que prestam. Em que a gente
gosta de ficar e não vai apenas para apanhar o livro. ÉÊ um pouco da arrumação dos móveis, da
severidade e/ou alegria das instalações, de uma forma
severidada
forme particular de atendimento, um não sei que
apaixonamos, E certas horas ou certos locais que nos atraem particularmente. Algumas
porque nos apaixonamos.
provocam paixões à primeira vista; por outras nos apaixonamos aos poucos, na medida em que
descobrimos certos detalhes. Com outras nossas relações ficam no apenas profissional; podem ser
extremamente eficientes mas lhes falta calor humano.
Isto acontece a despeito de serem hoje os bibliotecpnomistas dos profissionais mais bem
treinados e socializados no seu papel de atender bem aã sua clientela. Até onde vai a minha
.experiência
experiência ea apesar
epesar de algumas rusgas — poucas felizmente — não conheço outros profissionais que
os excedam em dedicação e esforço para o bom desempenho de suas atividades,
atividades.
E quanto aos demais serviços? Já fiz sentir que o desejável, o ideal é que funcionem todos
os que uma biblioteca possa oferecer. Mas há a considerar que nem sempre existem os recursos e nem
sempre os serviços são utilizados em escala que justifique os gastos necessários. Ou, ainda, que
terminem por funcionar mal em prejuízo, inclusive, dos serviços básicos.
básicos, No meu entender
diversificação e sofisticações maiores devem existir depois de que o básico, essencial, esteja
funcionando adequadamente. Depois, talvez o contexto de cada universidade e das tarefas que nelas
estejam ocorrendo é que vão definir os serviços a serem expandidos ou criados. Exemplo: o contexto
de uma universidade em que a pesquisa seja forte e desenvolvida é6 bem diferente daquele de uma
da
outra em que ainda não exista essa tradição e em que o esforço quase único
Cínico seja o de transmissão do
conhecimento. Ou em que haja diferenças significantes no peso de cada área do conhecimento dentro
da universidade.
De qualquer forma, pelo menos nas maiores, o desenvolvimento da pós-graduação e da
pesquisa, apesar das dificuldades, é um fato consumado e as bibliotecas têm que levá-lo em
erh
consideração ae desenvolver os serviços adequados. Ao lado dos periódicos, já citados, avulta a
importância da documentação e da expansão de possíveis fontes de dados. Muita coisa de custo
relativamente baixo, como é o caso de documentos oficias; outros difíceis, raros e caros. A
articulação com os departamentos e grupos de pesquisas a,
e, como em tantas outras instâncias,
essencial.
Dentro das minhas expectativas não posso deixar de mencionar um serviço de empréstimo
inter-bibliotecas; um de
da aquisição de cópias de artigos, livros, documentos ou o que seja, inexistentes
na biblioteca. Também, o que já se tomou
tornou hábito universal, um sistema de copiadoras para uso em
suas dependências. Finalmente, ambientes adequados para pesquisadores isolados, estudantes
p6-graduados
pó-graduados e grupos de estudo, onde o material consultado possa permanecer sob reserva.
Mais não creio que seja necessário ecrescentar.
acrescentar. Uma coisa é certa, os problemas das
bibliotecas universitárias não estão desvinculados dos demais problemas atuais da universidade
Muitas das nossas expectativas estão além'da validade
brasileira. Inscrevem-se no mesmo contexto. Multas
concreta existente, o que nos força a pensar os problemas em conjunto, desde a insuficiência de
recursos até a mudança de hábitos arraigados, adquiridos em contextos superados e fontes de

Digitalizado
gentilmente por:

�1074
entraves de todo tipo. Uma situação como esta exige muita habilidade e discernimento de todos que
formamos a comunidade universitária. Tato, às vezes, agressividade em outras ocasiões.
Por ser assim, os problemas conjuntos, é que enfatizei talvez demais as relações e a
comunicação entre os responsáveis pelas bibliotecas universitárias e o restante dessa comunidade,
pouco me envolvendo com processos técnicos. De nossa parte o que nos interessa nestes são seus
resultados e um outro usuário é6 que pode estar familiarizado com sua natureza interna.
Olhando atentamente pode-se ver que há uma responsabilidade geral pelo funcionamento
das bibliotecas. Mas isto não exime, pelo contrário, requer a política
poUtica agressiva de seus responsáveis
para a melhoria dos serviços e a partidpaçâo
participação maior da comunidade universitária.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

m..
♦

�tje.
'‘‘t
fc«%i^í^S3aS-&lt;MWto.«W
«(WU»íO&lt;ÍfM''í»feCf^í!fí)r ***»&gt;&gt;*Kj
»Tti*s««s*v(»
titífmíhSííY
4&gt;.:'JI!»W11Í&lt;ií«»''■•Oi’Wkife- ■
; ftfeW&gt;^tíld'*»Saí!| .Ww6HW&gt;4*ÍW'W
.í^JjaíiôiosÉl.wtâWilBiowi twflOÍ
►JWitffH»'-*!*»®*™'!*»»»«'*
rsJ0# íji^AtÂifírfííâW.X-e-^íiÂJtVtjí;.^?;
mnx^lÇf
»WW-.Âiíèwmr»-ofet» ^írrií««'nííji. %»si »AW, ..ásd&amp;te^kí ápti
iro»í.n&lt;s*í««*aff'«wnt * «»^«rt# íob si'yflt»-Ts * s««?
...

,■ &gt;,‘.t V i*. ■

d*’ i«'!
-ptie ■mi’ «**.*«
tsi
.^IlMTFaX ¥t&gt;lílfiii,-li ík. lurrüí^i;!« cíf 'í*.
' í ■; ■
1^» íS* Ite»' « n#o-Vii! st,e-h.. v;&lt;« f. .»• ' -•
Í|»*f-.í».'í - --j ítegria .■■•'■., lOi-.-.i-.',;-■ Ijlpaau» fl©i qp í'. I Lí" »0» í ‘..f-:..'*'
." -EW*
í&gt;
. =■&gt;..
&lt;ÉWrOí):&gt;&lt;*»■» UisnOS •JritS'*.'-. •,
'-..•!
WSftlWWIíeK-Sti s'lí..-eiV&lt;'i .'Í..Í •»••.» 'eti." ■
i*tt- ar.f.- i.‘vi}», . (■
inirni^n «■ ««■.■■.■-!'.. :'i M;
■
♦ »i&gt;s*.ií •w »V'--''
'
(J*&lt;*-« &lt;!SMi&gt;-;,;j&lt;iS&gt;-- '.
■ .■.
,
{f iJi.'Si'Va
■ ■■'.i:' .'-■■?■.'■• ■
■ in &lt;tM »»«I satW'.-'-ilOä }a.-.íka O"- ■ i« f. V » 4 ••
_‘pn nil íM-wif&lt;iiSítí-s iiiít u«li/.it.í.“ í". "i-. « ■
i*IWSWh&gt;«t* JW«
'&gt;'.» «!" • :•■■'■:
if «(?t!«tcf!v(':-ie*
;
-•
»Seíjuíí£í.snw’v-..
j
jlWll rr. «e^tnWRÍ» * CIM vi". ;sc:íí','. '.•■ Htr---,■■■,•■
4k tMns &gt;#«*»« r-.o^O® tfri ia.ií' f ,..íí».)a&lt;«i .’.f-,.! •
■iiMM* «m 4)u». a«»*te .«8e ««»*•» ' ■' ■'■■■■ ', •* - ■■
- .iWrfK'cinpilBtM«, £Xi
.0* ..ílífeilíll^W' tCVÍ.tS, ti»«&gt; ■
ap'i'.f'’ f.%» tíí“i' Wiki'.-;. *

t&gt;á • -rr

V •■•r,
H’:

ii» -iÍ»tl4t5ISl«-'.at:Ítl «■ 0 5
■' -j'.'.
• i« íjí»»». itr.•.&gt;.&lt;■ 4 c&gt; c«-'.' ■ o.
eon» a«
|ifWW»fWfeis.'
Qmi\foßm »“«Hn-í-ÂS «&gt;. í&gt;-f íií»tri'o‘,&gt; •f"'"
Wbé"i.^'-n =«*:
-i'* : • flir
*ílÉ'*IWtonn‘.4. Tjwa*!4Mr&gt; u
.?
•"'
piij!4lu»» iwwi '.W &lt;*im
15-MlBit «Ííí w«tv CÍ»M «:.s ■ . .&gt;«&amp;•■ BtlííXítí
'■
.Wf.
*la «HÄM»«»*.,.« fítt» *:o tíKV-* V
«*#• •
if*’

Jí.. .
cm

i

Digitalizado
gentilmente por:

^Soan

jÉÉj^
12

13

14

�Comissão Brasileira de Bibliotecas Pbblicas e Escolares

Digitalizado
gentilmente por:

11

�1075
BIBLIOTECAS PÜBLICAS
PÚBLICAS E ESCOLARES; SUA OCULTA FACE HUMANA
por
Myriam Gusmão de Martins,
CRB-4/142
— Papel dos usuários, bibliotecários ae seus auxiliares ea dos administradores face à ausência de
instrumentos de avaliação ae meios de difusão ae comunicação dos objetivos e dos serviços prestados,
Instrumentos
prestadas,
efetivamente, à sociedade, pelas Bibliotecas PCiblicas
Públicas ae Escolares.
I.Introdução
A bibliografia brasileria pertinente a Bibliotecas Públicas Escolares ocupa-se, prindpalmenprincipalmente, da importância dessas bibliotecas para o desenvolvimento do conhecimento e cultura e como base
basa
indispensável ao processo ensino-aprendizãgem,ilnúmeros
ensino-aprendizàgem. Inúmeros trabalhos tratam de problemas administrativos, quase sempre
sempra restritos aos aspectos normativos e formais, indo dos preceitos para sua criação à
disposição dos móveis e ao tratamento das peças da coleção.
coleção, Mas os espectos
aspectos humanos, inerentes
.àqueles
àqueles qua
que mantém a biblioteca e àqueles
àquales para os quais a biblioteca foi criada, em geral, têm sido
negligenciados.
No Brasil, poucos são os trabalhos consequentes de pesquisas idôneas,
Idôneas, onde as informações
resultaram da avaliação de dados buscados através de pesquisas profundas dos hábitos de laitura
leitura entre
os usuários de bibliotecas públicas ea escolares e usuários em potencial, entra
entre administradores em
vários nivais
níveis hierárquicos e entre os próprios bibliotecários e seus auxiliares.
auxiliares,
Para que se olhasse, com a devida atenção, para o usuário brasileiro em bibliotecas
especializadas, foi preciso que nesta última década, para atender um dos modismos gerados pela febra
febre
computatoria, aparecessem os estudos visando estabelecer perfis destinados à disseminação seletiva
computatorla,
da Informação,
informação. Tais estudos serviram
servirem como início
Início de um despertar de consciência
consciéncie pare
para o
conhecimento do Usuário Brasileiro Adulto e Especializado, pois o qua
que foi sendo descoberto, por
alguns bibliotecários que escolheram este tema para suas teses de mestrado, mostre
mostra à sociedade quão
prejudicial tem sido, ao longo de tantos anos, essa omissão em conhecer a verdadeira
verdedeire face daquele
que éè a razão de ser da biblioteca:
Resultarrte dessas pesquisas, algumas einda
Resulterrte
ainda não editadas, como no caso de
da dissertação da
de
Murilo Cunha (1), éê que se pode constatar
consteter que, por falta de instrumentos
Instrumentos de avaliação ae meios de
comunicação ae difusão, o bibliotecário perdeu o controle de suas ações ou o que é pior, antrou
entrou a
Imaginar usuários para bibliotecas com serviços ae técnicas, coleções e instalações, equipamentos ea
pessoal que só existiam em sua própria
propria imaginação.
Imaginação.
Entre os muitos malas
males que tal proceder acarretou, pareceu-nos, um dos mais graves do
ponto de vista profissional, aquele referente ao descrédito em qua
que foi ceindo
caindo gradativamente a
para ea direção das Instituições
instituições mais
profissão, quer pela
peta preferência de não bibliotecários pere
representativas de nossa área, quer pelo tratamento dado à classe bibliotecária nos quadros públicos.
Mais grave, entretanto, é quando entregue ea biblioteca ea um prqfissional legalmente hábillado,
hábiliado, este se
mostre
mostra incapaz de gerir ea Instituição
instituição a fim de que atinje
atinja seus objetivos.
objetivos,
Da descoberta feita
Oa
faita sobre o qua
que pensam os usuários ea usuários em potencial dos serviços
bibliotecários, graças eos
aos recentes e escassos estudos nacionais realizados nos últimos anos, ae ao
desgasta
desgaste t^ue
t|ue ea Imagem
imagem do bibliotecário vem sofrendo no concerto sócio-econômico
sócio-econõmico do pais,
país,
que o tema: Bibliotecas Públicas e Escolares; sua oculta face humana, podería
poderia servir
depreendemos qua
como ume
uma tentativa de alinhar elgumas
algumas das causas que contribuem pare
para formar a opinião
Inegavelmente
inegavelmente desfavorável que a sociedade foi levada ea fazer das Bibliotecas Públicas e Escolares e
de seus servidores, em todo o Brasil,
Z O usuário numa sociedade em mudança
Em primeiro lugar temos que considerar que quelquer
qualquer usuário, hoje, no Brasil ou no
estrangeiro, pertence a uma sociedade em mudança Estudos sobre os usuários escritos entes
antes da
comunicação de massa por meio do rádio e da televisão, da explosão educativa ea de todas as
transformações socieis
sociais ocorridas nos últimos vinte anos, já não podem ser levados em conta senão
como fontes de comparação e exemplos de metodologia ea seguir ou não.
O usuário brasileiro, em particular, é fruto de um ambiente próprio, com variações.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�1076
sensíveis de comportamento, devidas às disparidades sõcio-culturais
sócio-cuiturais e econômicas peculiares a um
país de grande extensão e variadas formações étnicas. Basearmos-nos em estudos do comportamento
pais
de usuários, em outros países, para solução de problemas nossos — a não ser como orientação
metodológica — não só 6é Insensato
insensato como operaclonalmente
operacionalmente desastroso. A prática já se encarregou de
demonstrar esta afirmação.
’
Assim, vamos nos deter apenas no usuário brasileiro, cuja face
faca ainda desconhecemos,
desconhecemos. ^
Temos os adultos que precederam a era da televisão, das viagens espaciais, da indústria
automobilística nacional, da economia planifiçada,
planificada, dos tele-cursos, da poluição, etc. e temos as
crianças e jovens
Jovens que encontraram incoporadas ao seu cotidiano todos estes novos agregados da vida
brasileira.
brasi
lelra,
Estas gerações de épocas diferentes como reagem frente à leitura como lazer,
iazer, como usa o
livro na biblioteca ae fora deía?
dela? Livro sõ
só para estudar a lição prescrita? Leitura como lazer ou TV,
cinema, discoteca, praia? Biblioteca opção espontânea ou frequência compelida pela escassez de
recursos para a corripra
corrlpra de livros, excasso
excesso de pessoas e ruídos
ruidos em casa e o desconforto de habitações
diminutas? Quem, em que Idade,
idade, là
lê o quê
quã e quanto? Quanto se gasta na compra de livros e quanto
em discos e cassetes? Até que ponto a TV interfere
Interfere nos hábitos de leitura?
Precisamos — e com urgência — conhecer a face do usuário e dos usuários em potencial,
não apenas de üma
uma biblioteca Isolada,
isolada, mas de um determinado município, de micro-regiões de um
mesmo estado, de uma região e daí formarmos as faces represente^tivas
mesnr»
representt^tivas dessas várias regiões
brasiieiras, com suas similaridades, contrastes e peculiaridades locais.
brasileiras,
Temos algumas respostas — não que tenham sido originadas de pesquisas promovidas por
por.
bibliotecários — mas obtidas por aqueles que seriam, antes seus concorrentes.
Sabe-se que nos grandes centros (Rio, São Paulo, Recife, Porto Alegre) prefere-se òo
''jornar (53,8%) àè "revista" (46,2%) (2:2); que a TV "ajuda"a educação das crianças (60%), embora
"jornaf'
as classes A/B tendam a apresentar índices mais altos na resposta "prejudica" (19%) e que 21% não
tèm ainda opinião formada (2:3). A TV é antes de tudo "Informativa"
têm
"informativa" (37%), sendo que 18% a
consideram "educativa" ea 19% "divertida" enquanto que apenas 2% consideram tanto "imoral"
"prejudicial" (2:5).
como "çrejudicial"
Tais resultados nos fazem lembrar da legião de usuários que jamais souberam quais os
jornais existentes em sua biblioteca pública; nas bibliotecas que jamais puseram em circulação os
jornais que recebe, e pior ainda, as que mantêm coieções
coleções desatualizadas ea falhas por falta de controle
no sistema de reposições e reclamação aos editores. E fato conhecido que na maioria de nossas
rx)
bibliotecas públicas e escolares não são feitas assinaturas nem mantidas coleções completas dos
principais hebdomadários gerais (Manchete, Veja,
Vaja, Isto É, etc). A :t&lt;"ajuda"
"ajuda" na educação das
crianças, mas os programas educativos serão sempre os preferidos mesmo em detrimento dos
"divertidos."? A TV é considerada como primordialmente "Informativa", mas para que serve a
informação de estar a prêmio a cabeça do Xá quando não se éá capaz de Indicar
Informação
indicar no mapa-mundi onde
fica antiga Pérsia, ou estabelecer-se conotações com a antiguidade deste reino e Darlo
Dario I? Quanto à
TV ser primordialmente uma fonte da
de "Informação", é hoje assunto polêmico porque "a
possibilidade de um público sábio e conhecedor (formado através dos meios de
da comunicação
massiva) parece ser cada vez mais ilusório"
Ilusório" (3:52-5 e 43).
4â).
No perfil do ensino no Distrito Federal (5), através das pesquisas realizadas pelo programa
ECIE L/Secretaria de Educação e Cultura do Governo do Distrito Federal, sobre o rendimento em
ECIEL/Secretarla
compreensão e leitura e ciênciai,
ciências, segundo a Idade
idade dos alunos, grupo étnico, uso do tempo livre,
disponibiiidade de lugar para estudar em casa, escolaridade e ocupação dos pais, frequência do uso de
disponibilidade
dicionário em casa, compra de jornais e revistas, posse de livros e cartilhas, frequência de audiência à
TV, condição alimentar do aluno, aspiração educacional do aluno, bem como a escolaridade e
informações que nos
ocupação dos pais, do professor, entre outras variáveis, colhemos inúmeras
Inúmeras Informações
levam a considerar a complexidade do estudo do usuário, ao mesmo tempo que tais resultados
desmistificam a Imagem
imagem do usuário para o qual, supunha-se, deviam ser feitas nossas bibliotecas.
3. Os bibliotecários brasileiros ea seus auxiliares.
Quanto aos bibliotecários brasileiros e seus auxiliares, há que se dividir o contingente em
duas categorias temporais;
I — A grande maioria, da qual alguns já ocupando cargos de direção e chefia, formou-se no
período de vigência da Lei de Diretrizes e Bases (1961) e da Lei 5.692 de 1971. Se em 1963 a
população estudantil brasileira era de 11.143.244, ou seja 15% da população, já em 1978 passou a
25.2 milhões, ou seja, 22% da população(6). A qualidade do ensino caiu assustadoramante,
25,2
assustadoramente, mas não é

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

11

12

13

14

�1077
fenômeno exclusivo do Brasil que a formação profissional em todas as áreas seja hoje objeto de
apreensões e expectativas(4). Os bibliotecários desta época têm as heranças sociais as mais diversas;
apreendes
diversas:
a) há aqueles que desde cedo tiveram oportunidades de um aprimoramento do espírito,
desenvolvimento de qualidades pessoais e exercício da inteligência através da leitura e outras
formas de comunicação científica e artística. Mas, considerando que na profissão são essenciais os
aspectos afetivos ligados à percepção e atenção, à aquiescência à resposta, à valorização e
correspondente organização de um
urh sistema e caracterização de valores, cabe aos cursos de
Biblioteconomia suprir este campo, por vezes descurado no contexto familiar;
b) há também aqueles sem oportunidades educacionais na infância, confinados a ambientes
sõcio-econõmicos depauperados, sem hábitos de leitura devido a inacessibilidade às formas
sócio-econòmicos
impressas que não fossem os livros didáticos e sem quaisquer possibilidades de participar de outras
representações científicas e artísticas. Estes, esforçam-se por adaptar-se — e nem sempre o
conseguemi — ea um estilo de vida profissional em que o conhecimento, as crenças e expectativas
culturais, os costumes, os usos e hábitos e a ideologia é primordialmente em função da área
cognitiva, exigindo capacidade de compreensão em alto grau, aplicação e análise, síntese a valiação
consta nte.(7)
constante,
(7)
II — A minoria atuante, de formação anterior àquelas duas Leis (1961 e 1971) e que
poderiamos
F&gt;oderíamos até chamar de "geração em extinção", recebeu, ae nível de 29
2P grau, uma formação mais
completa, onde os espectos
aspectos humanísticos foram valorizados, príncipalmente
prírK;ipalmente do ponto de vista
linguístico. Desta minoria, alguns tiveram como disciplinas obrigatórias, ainda
einda ae nível de 29
2P grau, o
Latin, o Grego, o Espanhol, o Francês, e o Inglês e durante o curso de Biblioteconomia, dada a
Letin,
inexistência e ou fragilidade dos livros em português, nos vários campos do conhecimento, foram
compelidos ea leituras intensas e extensas em línguas estrangeiras, principalmente o inglês. Outra
característica dos profissionais desta época, foi a de turmas pequenas, chegando-se ao final do curso
com menos de dez formandos e havendo pois maior facilidade de controle no processo
ensino-aprendi zage m.
ensino-aprendizagem.
Mas esta geração foi tremendamente prejudicada por se ter firmado, e por que não
dizermos, por ter se deslumbrado por modelos importados Os representantes dessa geração, são ainda
— com raras
rares exceções — evessos
avessos à contemplação do caso brasileiro. Por isto, quando em cargos de
liderança, nas salas
selas de aula ou em organizações, são incepazes
incapazes de sensibilizar a nova geração para os
problemas sócio-econõmicos
sócio-econômicos do seu próprio país. Assim, há um grande trabalho a ser feito, dentro das instituições responsáveis pela
formação e manutenção be
de recursos humanos para bibliotecas. Professores, instrutores, chefias e
gerências, presidentes de entidades
entidedes de classe, são responsáveis pelo despertar de uma consciência
crítica naqueles que se engajaram na profissão, de tal forma que se lhes permita analisar e avalier
avaliar o
ambiente do sistema bibliotecário nacional, regional, e local, sem o que, a alienação
elienação das gerações
passadas se perpetuará 'nas
nas gerações futuras.
3.1. — Os auxiliares do bibliotecário.
Os auxilieres
auxiliares do bibliotecário, indispensáveis para o bom funcionamento da biblioteca,
einda
ainda estão por receber a atenção devida no que diz respeito a sua formação, treinamento e
diversificação de funções.
Erxiuanto em outras áreas tornou-se comum em uma organização coexistirem profissionais
Erxjuanto
de vários níveis e várias áreas do conhecimento, nas
nes bibliotecas brasileiras ainda perdura o temor de
aceitar profissionais de outras áreas como responsáveis por certas atividades
etividades que os bibliotecários não
tal. Referimo-nos à inexistência de
podem — nem devem — executar pois carecem de formação para tel,
economistas, administradores, psicólogos e pedagogos como integrantes da equipe da biblioteca.
Talvez seja por isto que vão tão mel
mal as finanças de nossas bibliotecas, tão sem rentabilidade nossos
serviços, tão apartados os usuários.
anos de
Prevalecem ainda os temores da perda de status profissional, deprois
depois de 17
17.enos
regulamentação da profissão. Entretanto, não se envergonham os bibliotecários de executar tarefas
burocráticas que os subutilizam, ao invés de treinar auxiliares para executá-las. Nem se dão acordo de
inúmeras oportunidades
oportunidades- que poderiam oferecer eos
aos usuários — hoje representados quase que
exclusivamente por jovens e crianças — se dispuzessem de animedores,
animadores, psicólogos ou educadores,
capazes de compreender as características dos grupos de jovens e capazes de contornar os problemas
de imaturidade, vulnerabilidade, medo de manipulação por parte dos adultos, rejeição de certas
estruturas, e o desejo de reformar o mundo, tão naturais e próprios de adolescentesíS).
adolescentesIS).

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1078
4. O papel dos administradores
Enfim, qual o papel do administrador? As verdadeiras faces dos usuários e dos
bibliotecários só agora começam a ser delineadas, como vimos. Não buscamos aqui esboçar o perfil
do Administrador, mas sim definir o que deveria ser seu papel ou sua função social. Isto quer dizer
que dentro dos princípios e normas administrativas, cabe-lhe ordenar
ordenar, os fatores da produção e
controlar a sua produtividade e eficiência, para que se obtenha com eficácia o atingimento de
objetivos econômicos e sociais.
Tanto os administradores de órgãos governamentais dos escalões mais altos, quanto os
administradores de bibliotecas e sistemas de bibliotecas, não escapam à responsabilidade deste papel.
Mas não devemos esquecer que a matéria prima em nosso processo produtivo é o Homem.
A biblioteca com seus insumos,| é apenas o processo por onde ele passa para se tornar mais útil à
Humanidade.
Ao representar o paptel
papel de administrador, ao assumir tal função social, não pode
pôde o
administrador esquecer que o "antagonismo ou Incompatibilidade entre papéis diversos, desempenhados pela mesma pessoa, são índices
Indices de desorganização social ea desintegração cultural" (9:252).
Há evidência de que grande número de administradores de bibliotecas não foram formados
para o desempenho de suas funções, tais como hoje são requeridas de um profissional da
Biblioteconomia.
Os cursos de Biblioteconomia destinaram as grandes cargas horárias para atividades que
eram atribuição dos auxiliares de biblioteca, desde 1962, pela Lei 4.084.
A disciplina Organização e Administração foi ensinada — .com
com rarissimas
raríssimas exceções —
visando apenas a praxis bibliotecária em receitas e moldes importados. A atitude critica,
crítica, decorrente
do processo: constatação da evidência, análise, síntese e avaliação não é ainda adotada pela maioria
dos cursos de Biblioteconomia do pafs.
^ um ensino que se baseia em premissas falsas porque há uma certa repugnância dos
professores no confronto com a realidade.
Após semestres na aprendizagem da
de supérfluos, o profissional, legalmente habilitado mas
de saber onda
onde buscar recursos internos e axternos
externos para fortalecer seus
não capacitado, é incapaz da
minguados orçamentos: é incapaz de redigir um projeto de funcionamento digno de sofrer análise por
um projetista; é incapaz de fazer a prestação de contas aos órgãos que lhe proporcionaram recursos
extraordinários; é incapaz de redigir ou pleitear na linguagem escorreita e técnica de Administração
aquilo de que necessita para ordenar e controlar os fatores que levam ao atingimento dos objetivos da
biblioteca, se é qua
que estes objetivos chegaram a ser definidos.'
definidos.
Assim é muito difícil, ao Administrador pertencente a nivel
nível hierárquico acima das direções
e chefias bibliotecárias, qualquer ação decisória satisfatória pois que a ele as informações precisas de
que necessitá para aprovação das ações pleiteadas pelos bibliotecários não lhe chegam na linguagem
técnica em que usualmente
usualmenta o fazem outros órgãos sob sua subordinação.
5, Instrumentos de Acompanhamento versus Instrumentos de
5.
da Avaliação.
A ausência de instrumentos de
da acompanhamento e avaliação dos serviços prestados à
comunidade começa a ser sentida quando se trata de redigir qualquer ante-projeto de fundonamento.
funcionamento.
Para elaboração da "JUstificativa"constata-se
"Justificativa"constata-se que na maioria das bibliotecas não há
organizado um arquivo ou mesmo uma pasta, com os atos legais que deram origem à Biblioteca, suas
modificações, alterações, reorganização, mudanças de chefias, orçamentos, etc. Os relatórios não são
devidamente colecionados e encadernados da
de modo a facilitar seu manuseio no momento de se
estabelecer séries históricas e possibilitar comparações. Em geral, pouco informam e consultamosconsultamos
alguns que se limitavam a mendonar
mencionar quantos leitores haviam comparecido à Biblioteca,
Biblioteca,' pois às
coleções nenhum livro tinha sido acrescido visto que as aquisições nunca foram providenciadas.
Os modelos para registro das operações de rotina são omissos quanto a determinados
aspectos, sofrem modificações constantes o qua
que impossibilita a comparação da produtividade de um
mesmo setor em épocas diferentes.
Assim, os instrumentos mais comuns de acompanhamento, como as estatísticas mensais,
de atingir o objetivo para o qual foram elaboradas. Os relatórios periódicos,'
periódicos, como
deixam da
instrumentos de avaliação, são de pouca validade, em geral subjetivos, limitado quanto aos aspectos
qualitativos e quantitativos, sem as análises comparativas que contribuiriam
contribuiríam para elucidar a situação
real do problema.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1079
S6
Sb recentemente começam as pesquisas entre os usuários, de determinadas bibliotecas, mas
não concomitantemente, entre os bibliotecários e auxiliares dessa mesma biblioteca nem entre
aqueles que vivem no mesmo ambiente e dela não se utilizam.
Por estas e outras razões, quando sa
se trata de elaborar um "Diagnóstico", passo inicial para
implementar, a impressão que temos é de estarmos a armar um
qualquer ação que se deseje Implementar,
quebra-cabeças onde as figuras mais importantes as vezes,
vazes, foram irremediavelmente perdidas.
6. Meios de Comunicação e Difusão utilizados pelas Bibliotecas.
Quanto ã comunicação existente entre bibliotecários e usuários, através de meios de
difusão, a situação necessita ser encarada em termos racionais ae realistas.
Temos examinado inúmeros folhetos em que a biblioteca anuncia os serviços que poderá
prestar ao leitor, quando solicitada,
solicitada.
Três indagações são oportunas:
TrSs
a) a Chefia verificou |se tem a infraestrutura ae recursos humanos capazes de realizar todas
as facilidades que oferece?
b) a biblioteca opera apenas à base da demanda?
que dados coletou e Interpretou
interpretou para chegar a conclusão que aqueles são os serviços que
c) qua
devem ser prestados ao usuário?
Durante nossas atividades docentes, sempre que indagávamos sobre meios de difusão e
comunicação da biblioteca, era comum mencionarem o rádio, a TV e jornais e boletins informativos.
Ora, raramente os meios massivos têm aberto seus horários para comunciar gratuitamente
mensagens de instituições
Instituições governamentais menores. Quando o fazem, receberam os textos já
iá prontos
e o material audiovisual já preparado. Entretanto, quantas
quantas' as bibliotecas com recursos para
que possam competir com os grandes anunciantes?
apresentar mensagens qua
A comunicação pelo rádio e TV — na conjuntura atual — parece-nos a mais remota de ser
atingida. As pequena bibliotecas das cidades do interior têm entretanto excelente recursos de
comunicação através das Difusoras.
A comunicação pela IImprensa
mprensa escrita, se não forem preparadas pelo bibliotecário as notas
de imprensa (press releases) corre-se o risco ou de nãç
nãq se ver publicado ou o tópico aparecer
estropiado.
estrópiado.
Mais condizentes com os recursos sempre escassos de nossas bibliotecas, são as mensagens
transmitidas àá comunidade pelos líderes
Kderes locais — e o chefe da biblioteca deva
deve ser um deles — após a
participação em encontros para debates, que podem ser realizados na própria biblioteca.
A troca de informações que surgem da interação entre bibliotecários e seus auxiliares com
os líderes
lideres da comunidade, pode servir de excelente instrumento de avaliação, comunicação e difusão
dos serviços já prestados ou que poderão vir a ser iniciados para a comunidade.
7. Serviços prestados efetivamente por Bibliotecas Püblicas
Píiblicas e Escolares.
Escolaras.
As bibliotecas públicas estaduais de algumas capitais vêm, nesta década, e com o auxilio do
Instituto Nacional do Livro, intensificando os programas de extensão através de carros-biblioteca,
criação de sucursais e pela programação ininterrupta de atividades várias como projeções, horas do
conto, ciclo de conferências, exposições.
Sabemos da abnegação e esforço exigido para a realização de cada etapa programada e nos
parece útil
Otil aqui relatar como em quatro unidades federativas os responsáveis pelas redes de
bibliotecas conseguiram, cada um dentro de suas possibilidades e com muita criatividade, que estas
prestassem efetivamente serviços à comunidade.
No primeiro caso a ação bibliotecária é passada em estado paupérrimo onde os recursos
financeiros são mínimos e os recursos humanos legalmente habilitados não'ultrapassam
não ultrapassam de 26 para o
atendimento de todas as categorias de bibliotecasdos
bibliotecas dos seus 150 municípios.
Há uma biblioteca estadual mantida por fundação e um programa intenso para bibliotecas
do interior, onde exclusivamente o elan de servir consegue vencer os obstáculos de toda ordem. Os
políticos, líderes
lideres locais, professores, todos os que possam contribuir como elementos de difusão e
comunicação das vantagens, serviços e novas aquisições da biblioteca, são trabalhados pessoalmente
pessoal mente
pela Bibliotecária encarregada do Programa. Ao chegarem os livros novos à .cidadezinha,
cidadezinha, o
responsável pela biblioteca carrega-os para mostrar a um e a outro, conversa, colhe imprassões,
impressões, ae
retorna ao seu serviço realimentado por novas informações.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

11

12

13

14

�1080
Descrevemos aqui, sucintamente, o programa desenvolvido no Rio Grande do Norte,
através da Fundação José Augusto, pela Biblioteca Pública Câmara Cascudo.
especialmente construído para abrigar os seus
No segundo caso a biblioteca possue prédio espedalmente
serviços, inclusive para atender às
âs solicitações especiais decorrentes dos serviços de extensão. Mantem
vários carros-biblioteca, utiliza intensamente os recursos oferecidos por consulados que funcionam na
cidade. A Bibliotecária está presente a todas as grandes manifestações culturais da cidade, mantem
relacionarr«nto cordial com as personalidades mais dominantes no ambienta
relacionamento
ambiente político-cultural,
politico-cultural,
localiza e consegue recursos extraordinários de várias fontes, seus bibliotecários em geral tâm
têm curso
pedagógico, e tanto estes como os auxiliares e professores-bibliotecárias da rede têm
tèm passado por
treinamentos frequentes. Uma de suas bibliotecárias é mestranda do curso de Sistemas da
de Bibliotecas
Públicas em realização na Universidade Federal da Paraíba. Aproveitando as sedes das Delegacias
Regionais da Secretaria da Educação e Cultura do Estado como cabeças de subsitemas e a rede
escolar como componentes do sistema, estão sendo atendidos os 164 municípios e 800
BOO bibliotecas
escolares. A Biblioteca Pública Estadual Presidente Castelo Branco, no Recife, é sede de projeto da
Unesco desde 1973 e serviu de campo de experiência para a implantação do Sistema Nacional de
Bibliotecas Públicas do Instituto Nacional do Livro.
No terceiro caso, a instituição também astá
está ligada à fundação, e tanto a Coordenação do
Sistema como a Biblioteca Central funcionam no mesmo
mesrrx) prédio.
prédio.: Construção com características
especiais, por seu tamanho, grandiosidade ae alto custo de manutenção, pode ser considerada como
uma das mais dispendiosas do país. Entretanto, sem correlação com os recursos disponíveis, torna-se
por si só, um dos mais graves problemas para a Administração.
Ainda assim, graças à maturidade da
de seu pessoal e algumas verdadeiras vocações
profissionais, vem desenvolvendo um trabalho intenso, através dos carros-biblioteca que circulam em
cinco municípios diferentes sendo que na capital, além de 4 bibliotecas fixas, há paradas de
carro-biblioteca em 61 logradouros públicos.
O programa de treinamento do pessoal leigo auxiliar nos municípios e a supervisão por
elementos graduados em Biblioteconomia com treinamento na especialização, contribuem para a
melhoria da qualidade dos serviços prestados sob a Coordenação de
da Bibliotecas da Fundação Cultural
do Estado da Bahia/Secretaria de
da Educação e Cultura, com sede em Salvador.
O quarto caso, é o últirrx},
últinno, apresenta facetas especiais pois envolve a prestação de serviços
bibliotecários a.diferentes
a diferentes camadas sócio-econõmicas,
sócio-econômicas, a usuários procedentes de todas as unidades da
federação, portanto de sub-culturas diversas que convergiram para uma cidade artificial no centro do
país.
Experiência única por seus múltiplos desafios, graças à criatividade ae economicidade das
soluções encontradas, atende hoje dentro da
de seus 5.783,13 Km^ a 241
241.861
.B61 alunos através da
de salas de
leitura e bibliotecas comunitárias) em 290 escolas, das quais 165 tiveram suás
suas salas de leitura ou
construídas, ou ampliadas ou adaptadas, no período 1974/197B.
1974/1978. A Reda
Rede Integrada de Bibliotecas da
Fundação Cultural do Distrito Federal, coordenada pelo Núcleo
Núcleo',de
de Bibliotecas da Direção de
da Apoio
Pedagógico, dispõe da
de 36 bibliotecários dos quais mais da metade com formação pedagógica. Dos
368 auxiliares que trabalham na rede,99 deles têm habilitação da
de magistério. Há treinamento das
professoras ae do pessoal auxiliar, sendo qua
que os próprios alunos auxiliam certas tarefas mais simples.
O carro-biblioteca cedido em comodato pelo Instituto Nacional do Livro percorre duas
cidades satelites (Taguatinga ae Ceilandia) com paradas quinzenais em seis logradouros públicos e
que os 180.340 volumes qua
que formam a coleção do NUBI, sejam melhor
assim contribui para qua
aproveitados.
Desde 1974 funciona o Banco do Livro ae a estes recursos juntam-sa
Desda
juntam-se 260 caixas-estantes
caixas-estantas
transportadas em furgão, cobrindo as unidades escolares da zona rural do Distrito Federal ae também
as escolas-classe mais carentes das cidades satélites. Caixas-estantes especiais são distribuidas em
unidades pediátricas dos hospitais da Fundação Hospitalar do Governo do Distrito Federal.
Exposições, atividades lúdicas e artísticas são desenvolvidas nas diferentes modalidades encontradas
pelo NUBI para prestação de serviços de leitura destinados ao estudo, recreação e lazer:
lazer; bibliotecas
setoriais que concentram recursos e serviços maiores âà comunidade dentro dos complexos escolares,
as bibliotecas escolares ae salas de leitura integradas aos estabelecimentos
estabalecimentos de ensino, atuam como
ramais da biblioteca setorial, para suporte aos conteúdos curriculares. Os recursos financeiros
aplicados à Rede Integrada de Bibliotecas da Fundação Educacional do Distrito Federal provêm do
Ministério da Educação e Cultura, através dos Departamentos de Ensino Supletivo, Médio e
Fundamental, do Instituto Nacional do Livro, do Fundo da
de Assistência Social (FAS-3), da Secretaria
de Educação ae Cultura do Governo do Distrito Federal e da própria Fundação Educacional.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

�1081
Portanto, cada um desses profissionais buscou dentro das possibilidades do ambiente em
que funcionam e com a criatividade de que eram capazes, contornarem os obstáculos tão comuns em
meio: escassez de recursos humanos, financeiros, materiais e institucionais.
nosso meio;
8. Algumas conclusões que levam a sugestões
Parece-nos que nossa missão neste Encontro não deve se limitar a alinhar problemas mas,
principalmente, apontar safdase
saídas e buscar soluções.
8.1 — Pesquisa do usuário
Nenhuma receita é hoje formulada antes que o médico estabeleça um diagnóstico, e
nenhum diagnóstico é feito sem que se examine o paciente. Quando se trata de solucionar problemas
de uma Biblioteca Pública ou Escolar, o método é o mesmo.
Já é tempo de acabarmos com o cômodo mas insensato hábito de tomar remédios de um
receituário pré-fabricado, em terras estrangeiras, sem antes sabermos se nossos organismos estão em
condições de recebê-los.
recebê-ios.
Antes que se tenha o quadro cifnico
clinico do usuário brasileiro definido, corre-se o risco de
continuarmos criando, investindo, construindo, abastecendo, mantendo e conservando bibliotecas
que não se coadunam com as necessidades da sociedade ou comunidade onde se instituem. Portanto,
o primeiro trabalho da Comissão Brasileira
Brasiieira de Bibliotecas Públicas e Escolares, parece-nos, é
incentivar as pesquisas em profundidade que possibilitem o conhecimento da face real do usuário e
do usuário em potencial em comunidades onde se vão instituir ou já existem, bibiiotecas
bibliotecas públicas e
escolares.
8.2 — Pesquisa do bibliotecário e seus auxiliares
Quando soubermos que usuários formam a clientela das bibliotecas públicas ae escolares,
então poderemos pensar em que profissionais deveremos ter para servf-los. Só depois poderemos
sugerir à Associação Brasileira de Escolas de Biblioteconomia e Documentação os conteúdos
programáticos para a disciplina Bibliotecas Públicas e Escolares, uma lacuna existente na maioria dos
currículos de nossos cursos.
8.3 — Pesquisa do administrador de Bibliotecas
Conhecendo o que pensa o usuário de sua biblioteca,
bibiioteca, a opinião do bibliotecário sobre seus
superiores e colegas, a imagem formada pelos auxiliares sobre a clientela e sobre aqueles a que estão
subordinados, teremos o quadro qualitativo dos fatores que deverão ser considerados como os mais
necessários de levarmos em conta, durante uma gestão.
8.4 — Comunicação ea Difusão
Os estudos, pesquisas, relatórios que deles decorram, não podem ficar confinados às
Qs
gavetas de seus autores, ou chefias ou superiores.
Considerada a pobreza da bibliografia nacional em todos os segmentos da Biblioteconomia,
principalmente sobre todas as coisas que se referem à nossa realidade bibliotecária, o inicio de tais
principaimente
pesquisas deverão ser imediatamente comunicadas para evitar superposições, e logo que terminadas,
seus resuitados
resultados deverão ser publicados e distribuídos
distribuidos através do Programa Nacional de Bibliotecas do
Instituto Nacional do Livro.
8.5 — A oculta face humana das Bibliotecas Públicas ae Escolares brasileiras há que ser desvendada
quanto antes.
Durante mais de meio século os bibliotecários foram enganados por ilusões, falácias e
alienações e é tempo de se debruçar sobre nosso próprio solo, encarar nossos próprios irmãos e não
nos envergonharmos de nossa pobreza.
Sem conhecermos a profundidade de nossas fraquezas não saberemos como vencê-la, nem
de criarmos nossos próprios meios para soiucionarmos
solucionarmos probiemas
problemas que são nossos, de nossa cultura,
de nosso ambiente, e portanto, só por nós próprios compreendidos e passiveis
passíveis de solução por nossos
próprios meios.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

11

12

13

1

�1082
Para isto predsamos
precisamos melhorar a nós próprios, cada um de per si, cada indivíduo buscando
através da leitura
laitura e meditação, da observação direta, da discussão em equipes interdisciplinares, os
meios mais adequados, viáveis e possíveis de
da aplicar em
am cada caso.
Assim como estamos agora, prontos a trocar experiências, a conhecer, a tentar
compreerlder, a aprender uns com os outros, sempre, sempre, sempre.
comprearlder,

9. Bibliografia consultada
9,
M. B.
B, Necassidadas
Necessidades da
de informação do geólogo am
em Minas Garais,
Gerais. Belo Horizonte, 1978.
1 — CUNHA, M,
Dissertação apresentada à Escola de
da Biblioteconomia da Universidade Federal de Minas
de Mestre em
Gerais para obtenção do grau da
am Bibliotecorx&gt;mia.
Biblioteconomia
2 - BOLETIM DO INSTITUTO PAULISTA DE PESQUISAS DE MERCADO, São Paulo.
Paulo, (55) abril,
1979.
3 — TRIPPETT- F. A new distrust of tha
the experts. Time 113(20):52-5,
113(20) :52-5, May 14.
14,1979.
1979.
PAUWE LS, L. Les "casseurs" sont aussi des “cassés".
S, 28 Jan./7 Fév. 1979.
4 — PAUWELS,
"cassés". Le
La Figaro. (16)
(16)9,
5-

ECIEU PROGRAMA DE ESTUDOS CONJUNTOS DE INTEGRAÇÃO
AMÉRICA LATINA. Custos e determinantes da
daaducação:
educação: o caso de Brasília
Brasilia, Rio de Janeiro, junho, 1978.

6- IPEA. INSTITUTO DE PLANEJAMENTO ECONÔMICO E SOCIAL. Balanço preliminar do II
PND. Brasília,
Brasília. DF, 1978.
7 — BLOOM, B. S. ed.^Taxionomia dos objetivos educacionais. Porto Alegre, Globo, 1973-4. 2 v.
8— LIMBOS, E. Prãtica
Pritica ea instrumentos da animação sbcio-cultural. Pratique et instruments
Tanimation socio-culturelle,
Fanimation
socio-culturella, 1974. Lisboa, Livros Horizonte, 1976.

de

9 — WILLEMS, E. Papel social. Em: Dicionário
Dicionirio de Sociologia.
Sociologia Porto Alegre, Globo, 1967. p. 252.

i
Digitalizado
gentilmente por;
por:

11

12

13

14

�1083
NON-USE OF PUBLIC LIBRARIES
Annette Skov
Professor de Biblioteconomia da Royal School
of Librarianship, Copenhagen, Dinamarca.
Cursos; Biblioteconomia pela Royal School of
Cursos:
Librariartship, Copenhagen em 1972;
Librarianship,
Põs-Graduação na Louahborough University of
Pós-Graduação
Technology
Technologv Inglaterra de 1975 a 1976.
Paper presented at the lOth
10th Brazilian Congress
Congresson
on Librarianship and Oocumentation
Documentation held at Curitiba,
Paraná, 22nd — 27th July, 1979.
By Annette Skov, lecturer.
lecturer, The Royal School of Librarianship, Copenhagen, Denmark.
According to the programme,
programme. l'm
I'm to speak about Oanish
Danish public libraries, but in view of
the fact that I have only 15 min. or so to my disposal, I shall concentrate on one particular problem
facing the public libraries in most countries—
countries — including Denmark — : the problem of non-use.
The reason why I have chosen this aspect is that I believe
beKeve that Brazilian public libraries
have an opportunity to avoid some of the pitfalls that public libraries in countries with a
longstanding library tradition have fallen into. In fact I think that many public libraries fall
fali short of
what they ought to be. I see two reasons for this — and they are interrelated — the marked
middie-class
middle-class bias of the users and the attitudes of the profession.
In various statements and manifestos, the public library has been heralded as "a bastion of
democracy" — but the question is: does the public library in fact promote
pronrxite denrocracy?
derrrocracy? Personally, I
dont think so.
The relatíonship
relationship between public library use arxf
and ocio-economic characteristics has been
pointed out in every major study of public library use since
sirKe 1950. The figures vary a little
littie from
country to country, but the trend is quite clear:
clear; between 80% and 62% of the population do not use
I public libraries. This fact is neither new, nor startiing,
startling, nor has it been a matter of much genuine
^- concern until very recently.
recentiy. There seerrts
seems to be a seríous
serious contradiction between our ideais
ideals and our
practice: we know that study after study confirm that the resource-poor groups do not use our
libraries and yet we call them democratic.
denrKx:ratic. By serving
servíng the well-off sections of the population, we are
instrumental in increasing the information gap; this is not a particularly democratic activity.
It is a well-established fact that social
sodal class affects educational attainment, which largely
determines social class an thus library use: a vicious circle,
circie, which the library is doirrg
doing next to nothing
to break down.
In an important British report on library effectiveness, the so-called Hillingdon report 1) —
and I refer to this study, because I think that its findings are relevant to all countries, it was revealed
—-- not surprisingly — that the two most common
comirxjn reasons for non-use given by workirrg
working class
respondents were "IMo
"No time" and "Not interested in reading". The reasons are propably more
communities there Tsis a strong oral tradition which does not encourage
complex than that; in many communitiès
any inclination to read about how to prevent oneself from getting evicted ot how to claim social
security; reading is likely
Hkely to be límited
limited to sports pages of daijy
daily newspaper or fairly undemarKfing
undemanding
reading, such as popular magazines. It is quite obvious that occupations that involve long hours, shift
Work,
work, difficult conditions, wili
will all work against people fincüng
findirtg time, ènergy
energy or mothration
motivation tosearch
to search
for information, educacion or recreation through reading. The book may welt
well be irrelevant; the TV
instructions may well be the only graphic input to register.
credits or cooking ínstructions
However, the fact resource-pour groups do not use libraries is not by implication some sort
of natural law; it has so happened
happerred because of largely irrelevant and non-responsive
non-responsK/e services.
Services. The
authors of
ol the Hillingdon report have defined library effectiveness as the relationship between
outputs, i.e. the services
Services and the products
Products of the library — and needs. In catering only for the needs
of an elite, the public library has assumed a restricted purpose; this point is worth elaborating a bit
by referring to two important concepts — that of supplier-oriented
suppiier-oriented services;
Services; and user-oriented
services; the former is deriving from the people who supply
Services;
suppiy library services
Services an therefore as usually
resulting in the supplier's own educational and cultural goals being ímposed
imposed on the Service;
service; it is one
where needs have a pre-determined boundary. The latter resuits
results in a Service
service based purely on needs of
^ the community. It has been suggested that most Services
^the
services are largely suppiier-oriented,
supplier-oriented, quite
unwittlingy, as when planners simply do not realize how far from their public they are — or how far
they are ímposing
imposing themselves on their Services.
services. The situation of a suppiier
supplier of a suppiier-effective,
supplier-effective,
user-ineffective Service
service is comrrwn.
comrrxrn. No doubt, public libraries or at least many of them-are busier
user-ineflective

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1084
than ever, circulatíon
circulation is increasing, reference departments are swamped by enquires, but this is not
an indícatíon
indication of effectiveness, i.e. of the satisfaction
satisfactíon of all relevand needs. Libraries, whether public,
publíc,
school or academíc,
academic, inevitably favour those groups of the population best abie
able to respond to what is
offered — the young, the well-educated, the more affluent — and fail to address the just-as-real needs
of those whose response is less easy to elicit".
elicit”. 21
2) The system sustains itself: the suppliers
suppiiers and the
users goals and values are in harmony with each other. In this very limited sense, the service
Service is
effective; as a middie-class
líbrary has been quite
middle-class institution serving middie-class
middle-class needs, the public library
successful; but at the same time it is preserving social differences and advantages. I think that the
successfui;
suppiier-oriented
supplier-oriented service is the major barrier to public library
líbrary use; hence, it is a preconditíon
precondition that this
public library is to venture on the provision of relevant and
approach is departed from if the publíc
responsive Services
services to the communíty,
community. Other important barriers are factors such as attitudes, beliefs,
knowledge, expectations and library experience; the findings of studies of public library use offer no
room for complacency. They all reveal that "the average person does not hold strong views about
libraries other than (usually) having
havíng a vague feeling that "they are a good thing",
thíng", that the public
publíc
library "is an institution about wich many are ignorant, if not indifferent" and that "specific
criticism of them are made by non-members and members os such a kind as to throw serious doubts
on their adequacy". The authors of the Hillíngdon
Hillingdon report make a final comment that is a warning to
a public library system which is facing decay: "Public librariesj)perate.
libraries operate pn
on a minimum levei
level of user
satisfaction, surviving largely on the good will,
satisfactíon,
wili, low
lò^expectation
expectation and relatively easy demands of the
majority of users. Public libraries do not promote
prompte themselves
theinselves adequately and they dismiss
dísmiss unmet
needs as either already
aiready satisfied
satísfied or not capable of being
beíng satísfied
satisfied all too easily. There are considerable
discrepancies between suppiiers
suppliers and users conceptions of what Services
services are offered, how they are
being used. It is not suppliers
beíng
suppiiers beliefs that matters:
matters; it is not even necessarily the truth that matters:
what counts is the library Service
service that the publíc
public believe they have. 3)
I think this is true of many public
publíc library services
Services throughouth the world and the point is
of paramount; it is not enough that we as librarians believe that we are able
abIe to provide
provjde an effective
Service;
service; we have.to
have to convince.the
convince the pubHcjtoo;
public too; ouMmage
our image is not an asset.
It has been said that libraries are powerfui
powerful instruments of social change, but librarians have
been very slow to realize this, sometimes we are even in trouble when have to justify the service.
Let's face it: public libraries are not considered very important either by politicians,
Let’s
politicíans, planners or the
public. This situation should give rise to some moments of professional introspection. Personally, I
publíc.
quickly and realise that we are not custodians of books,
think that if we don't
don’t change our attitude quíckly
function as active mediators between society and a vast and complex mass of
but serving a crucial functíon
information, ithen
(then we can never expect to betaken
be taken seriou
seriousiy
sly::fortoo
for too long we have been occupied
occupíed with
means instead of ends: cataloguing, forms, automation
automatíon procedures are important things — fair
enough — but they are only means. In "Library Power" Thompson has remarked that "The focal
point of the traditional library is the stock; and the stock of a library how varied and well-displayed
distinctly passive. The resuf
resuH is that the back-door of the library, through which books
it may be, is distinctiy
and other materiales arrive, aiways
always takes precedence over the frontdoor,
f rontdoor, trought wich the users come,
and from which, metaphorically speaking, the librarian herself should emerge to offer her
contribution to the world". 4)
Another writer has made a good point when he expressed regret that our profession has
library — rather than to the activity of
been named in a way that relates to an institution — the líbrary
information transfer. Rather as if the profession of medicine had placed greater emphasis on the
needs of the hospital as an institution than on its concern with health and curing
curíng people and had
called its practitioners hospitalitarians rather than doctors. I think we have reached a point where we
have to re-establish priorities; resources are certainly
certaíniy not limited and it is questionable whether we
can justify to maintain
maíntain a service which is being
beíng used by less than one half of the population.
I believe the public libraries are entering into a period of transition or to push it to
extremes, it is facin',a
facini.a crisis of identity expressed by the question: Librarianship
Líbrarianshíp or information
management? Fortuüately
Fortunately some answers seem to be forthcoming. A significant feature of the last
few years has been a growing awareness of the need to re-orientate the services
Services towards new goals
closer related to communities needs. The American library educator Guy Garrison has stated that
library, we have a social agency that is in danger of allowing Its
its historie
historic success as a
"In the public
publíc líbrary,
purveyor of general books and reading to the public
publíc in an era of scarce information resources to
become a handicap in an era of plentífui
plentiful information resources. Libraries are in the information
business. They are not in the business of distríbutíng
distributing books. Public libraries have allowed themselves
to become complacent and to focus their attention on one form of information instead of moving
beyond print to see the public library as the keystone agency in a complete information system. I
maintain that the role most emphasized now by the public library, i.e. service
Service to the middle
middie level
levei

Digitalizado
gentilmente por:

�1085
reader with current interests, should yield place to the role of Information
information and intelligence System
system
for the community, gathering, peckaging)
packaging, producing and disseminating Information".
information", 5)
may not be inclined to read
Many people who have difficulties in coping with daily life mey
"good booksT',
books^', but they are
ere likely to need information
Information and
end help to support private survival and to
participate in public policy. I know you have ea system
participata
System of femily
family ellowanoes,
allowances, sickness benefits, social
and do they actuelly
actually get
security benefits, pensions and so on — do people know about them? end
what they ere
are entitied
entitled to? Do people krKiw
whet
know about the workings of government
govemment and
end how to pursue
their Interasts
interests In
in public policy? Should the public librery
library essist
assist people in finding out? I think it
should by providing ea rxrmmunity
community information
Information service
Service relevant
relevam to tha
the community's
communitVs needs. In doing
so the public library has some elternetives
alternatives open to it which I don't have time enough to outiine,
outline, I
view of the fact, however, ^t
fhat this audiencejs
audience is composed by public and school librarians,
librarlans, I Shell
shall
briefly touch upon one Issue^InstitrctidhTrrTnformation-use.
issue: instruction in informationuse. L&lt; .
Knowing how to find things out for oneself, gives
gíí^ access to one of the means
meens to chenge
chartge
lives: if society is to be educated and educated not
rtot just to know how to use the library, but to
information from those sources in adequate quantity to take decisions
identify sources and obtain Information
then throughout the educational
educetional process informatiorvuse should be inculcated. I think this is an
limmensely
immensely Importem
important point,
point. There ere
are vast emounts
anwunts of Information
information which people need in order to
teke
take effective decisions when confronted with daily problems, but most children who wili
will not
proceed to further education ere
are equipped neither to formulate the problem hor to find Information.
information.
I do believe that if society is to become en
an informed society, instruction in informationnjse
information-use and
knowledge of rights and entitlements
entitiements should begin at
et shool level;
levei; I see here scope for co-operation
between public end
aitd school librarians
librarlans in creating educational
educationel programmes to be used in the schools;
instruction in
In the right and need-to-know
need-to-krK&gt;w principie
principle could make ea crudel
crucial differerrce.
differetKe.
is ellocating
allocating resources to build up sopNsticeted
sopNsticated documentation centres
I know that Brazil Is
and services.
Services. I don't question the retional
rational character of that; it seems ea sensible thing to do for en
an
emerging country;
ixruntry; but on the other hand, this activity
ectivity mey
may be instrumental in increasing gaps
and the uninformed poor. Establishing community information
services
between ea sophisticated elite end
Information Services
in order to keep the ordinary Citizen
citizen Informed
informed is a long term investment, tha
the benefit of which wilI
will
hopefully be derived in 20 years
yeers time. But I believe it will
wili prove worthwhile.

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
4

♦

�Comissão Brasileira de Documentação em Processos Técnicos

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

II
11

12
12

13
13

14
14

�íí*í :.*.-'í'
.fit^
^-í
*íl**'» peev^ '#»0 *Mw« iít^í«»*.’»8» «T
"&gt;í*í' y&lt;i--'&gt;*v
*'■ - -■’■&lt;'! -i«' ■'■«•■S''
Íí-;
Swt t&lt;&gt;*f »r« ■&gt;&gt;t«iy !«► !:í)«d
*t&lt;‘t &gt;&gt;*.-«.•■ »•■;• skkk» -;
'' p^nüàv*^ íR (»Mb*« ÍWWV- ’
■»««
• íY*-s'í-"" '- •''»â'™'".
'■ • -;’r» !’«■•,= -^V-TU •Jjâ-, V.VÄ ,
jjWÚIBtly 'WWThii. ~ílt~r»'Virtl «»»Ô JO
P*'-*' *• '■"■ '■•*
T&gt;r* V',?.a--?iíí
■ (HilíHK ífcliy *** íf&gt;at!»te.'} '('»!' ÇX&gt;
».now «’"•■.v^.
»«-r.-itsirf;
-ii.-í“' '
.-•«í-rK:?íe
-;•'
■■■ i|ÉÍ^ í»HSâS»(Ss k»
í'&gt;C‘&gt;Vc*,' fshcu.«!■; í'-'! • ■J/JV'-: ;f-'ií''-''' •■.’« •hr5
'VJi f i
•'■
, ,^Hli'r* fr~j- n
■ »p; *»'w t»^k- woiwv teí
■-■ f*'-' ■■; •-•■'■■ • ^ '■ 'tá «be *•«. &gt;iMÍrt!*W&gt;». fbik. *;'-''í .-•«*•■■;"«:. ;-■ ■• ■ ;*■•-'■^■■S !■"■,■
|i»*lèty’iwi«
ífUl! ;.ji.
r.i ' :-• • ’&gt;■'•
.
ÄiHm'rr^ bffl« tu fími irs'"^» '.uit Ti&gt;- . ■ «»•■ (? • •-■&lt; &gt;s
' 'r-**«r; fi
!&gt;, ft* !»• «tliicam-í --r»? v&gt;Vj.' --* ■-■• ■'-'■•■
.*■
-K.
• ‘'•íilttnity fés»»'«#«'arsí ofetTw'-'i :rtf ;-■-.'( «TTu . ,f&gt; ■•&lt;■* ■■í.ví.í v.. '
(#miK«#A&lt;k
•«*&lt;««»«»'»* ■ •;&gt;• ■»»5 ’»'•■•• S" "sS; ;• V « •■•&lt;• •
^|•(»í,■,
.»**■■■*’'- T'--«-«. :•*'* ■,■*.*■( ât".-- ■-■x -■.■í.-*x
-«WbÜfti-T» (ätocAlon'v
■■.»íTCow.í« v*rti!- '.■'.••f, !:-.*&lt;»* í‘
iií«*J* ÍSi»T%b«T ^f^-fC.íifon '*ra &gt;»■
. *.■■ :
■•'•U
MV-iMi-,
» I*&amp; Í(«|MW9it :.;■
'&gt;■,*
•-’; -«■• ':
' ; l9«C:l*ití(«íâ^'■»!' •TÇibU -AfK' ■.r&gt;'’'!íí&gt;.'S». ’■• Í'W&gt;;--' '■*»&gt;&gt;'*
'■jr
'p*íb^
'KVívíwr ‘i^b‘eoüi'^’iv
V* ,
i-T r:é
£HJÍ«
A-èwj
ç'T-í-r?*r-í'i*' &lt;-:'1 rtv;4Íí»--i^
tí?,-'
l W£Mrjiv&gt;' tKff? í^'Sb?Âí
■-■ -" '-«ifiE/ijT-.-:- :
^
qç»»VHn&lt;?í«
*»í.í&lt;«-5i«t íj*.-í&gt;n-r fi'•
■ •'
■ -.•■ • ■t;*í.-'*4Ç ^ís'-.%r_a ’.■
»*.»
'

«.í»'»U»ô yMtkí

■« ■‘-'■’f-

w*;»!!««..-,. .'toí

,'■ ■''
a *Opj*&gt;Stf,-'r‘x ;»&gt;::!*. »oij *Í5»*»«»lt*' r '••;&lt;*.■. ;:-í:,
!■)' sfif-y*«-«-' *
flfa;, (o tú&gt;jj|»r tt» (c«&gt;S3 ’&lt;••* w!?'■’ ..-» 'T
•: ■
x •»»*
- •'&lt;■« ! «.i*.-,”,. •■'
'’jflrtlkbr**(■
ii- :i«- yí'»r: tj». ?.«! '• .t'».!-!"*'- •' •■''■•&lt;■
■■■.*:-'« *'• '

, I

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�1
1086
IMPORTÂNCIA DA SELEÇÃO COMO ETAPA
INICIAL DOS PROCESSOS TÉCNICOS
Edson Nery da Fonseca
Professor Titular da Universidade de Brasília
Na conferência de abertura deste Congresso, citei o bibliotecário inglês Raymond Irwin,
para quem "a library cannot live on librarianship alone". Este é um conceito a que sempre fui muito
sensível. E ao longo de toda a minha vida profissional tenho procurado trazer para a biblioteconomia
contribuições da
de outras áreas: da filosofia, das ciências sociais, das letras e até das artes. Porisso, ao
receber o honroso convite de Maria Luiza Monteiro da Cunha para falar sobre a importância da
seleção, não foi de especialistas em biblioteconomia que me lembrei ae sim da
de dois grandes escritores:
o espanhol Ortega y Gasset e o argentino Jorge Luiz Borges.
■
O primeiro, naturalmente, pelo ensaio-conferência
ensaio-conferència "Misión
"Misiõn dei bibliotecário", a mais
profunda meditação sobre o assunto, cheia de antecipações geniais sobre o que viria a ocorrer em
nossos dias. Ao escrever que o bibliotecário tinha a obrigação da
de "fazer-se domador do livro
enfurecido", e "dirigir o leitor não especializado pela selva selvaggia dos livros e ser o médico, o
higienista de suas leituras"
laituras" ea ao imaginar o futuro bibliotecário '4como
"como um filtro que se interpõe
entre a torrente dejivros e o homem",-estava
homem", estava Ortega aludindo à importância da séléção.
seleção.
Sabemos todos em que circunstância — palavra que lhe era muito cara — foi Ortega y
Gasset levado a meditar sobre a matéria: sendo o escritor mais representativo da Espanha, foi
convidado a proferir a conferência da
de abertura de um congresso internacional de bibliotecários e
bibliõgrafos realizado em Madrid no ano de 1935.
1935,
Quanto a Jorge Luis Borges, sua obra de poeta, ensaista e ficcionista está cheia de alusões a
temas biblioteconbmicos,
biblioteconõmicos, o que se explica pelo fato de ter trabalhado ele em bibliotecas durante 27
anos: 9 (1936—1946) como auxiliar de pequena biblioteca de um subúrbio de Buenos Aires e 1B
18
11955—1973) como diretor da Biblioteca Nacional de seu país.
(1955—1973)
Já quase inteiramente cego, ele passeava pelas galerias da Biblioteca Nacional, alisando as
lombadas dos livros, procurando adivinhar onde estavam seus autores queridos. No meio de um
poema intitulado "Junio, 1968" ele interrompe a evocação desses passeios, abre um parêntese
parêntesa e
escreve esta observação magistral:
/

(Ordenar bibliotecas es ejercer,
de un modo silencioso y modesto,
ei arte de ia critica.)

/
/j

Parece evidente que era àâ seleção que Borges aludia quando falava em "arte da crítica":
seleção implícita no trabalho de organizar bibliotecas, como veremos a seguir. Por isso andou muito
certa Maria Luizã
Luiza Monteiro da Cunha, ao solicitar uma conferência sobre a importância da Seleção
como abertura dos debates sobre processos técnicos: porque sem o trabalho inicial de escolha
nenhum acervo merecería ser processado, pois já um velho ditado afirma que não devemos gastar vela
com maus defuntos.
Seleção é uma das palavras mais semanticamente ricas em qualquer lingua.
língua. Os conceitos
nela implícitos aparecem em todos os campos dq
do conhecimento. Charles Darwin introduziu na
biologia a teoria da seleção natural: processo de acordo com o qual certas plantas e animais florescem
e multiplicam-se, enquanto outros, menos favorecidos pela natureza, sucumbem e desaparecem.
Escrever é selecionar palavras. Viver é selecionar opções,
opções. "Where is the Life we have lost in living? ",
pergunta o grarxle
grande poeta e ensaista inglês T,
T. S. Eliot,
impõe por duas razões, uma de ordem intrínseca e outra
Em biblioteconomia a seleção se Impõe
extrínseca. A razpio
razpío de ordem intrínseca decorre da própria natureza da biblioteca, natureza que
Ranganathan tão bem sintetizou, ao dizer, em suas conhecidas leis, que a biblioteca é um organismo
para cada leitor.
em crescimento e que devemos encontrar um leitor para cada livro e um livro pára
O qua
que o notável bibliotecário inglês James Thompson chama de library
library-power
power resulta
justamente do fato de
justamenta
da que a biblioteca não é um conglomerado amorfo de livros e de outros
documentos, mas um organismo que deve crescer harmonicamente, de acordo com o tipo de usuário
para o qual existe. Em sua nova filosofia da biblioteconomia, assim se exprime James Thompson:
"The first task is book
brxik selection, the librarian in a true jole,
tole, as bookman,
bookman. Book selection is based on
subject knowledge, on a knowledge of the literature a^on
ajYon a knowledge of the source suply.
suply, It must
of course involve consultation, co-operation and liaison with the library's
library’s users,
users. Its aim istoacquire
is to acquire
materials for a library's purposed within the limits of that library's
the best possible collection of materiais
financial means. It is basic contribution tó
to library power".

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�1087
Em livro posterior, Jemes
James Thompson propõe uma nova codificação da biblioteconomia,
referem especificament»
em 17 princípios, dos quais dois se referam
especificamente à seleção: o 6P — "libraries must grow" e
o 13P:
13?' "It is a librarlan'^
librarian'; duty increase the stock of his library". Explicando o 6P
6? principio,
princípio,
Thompson recorda que mesmo antes da explosão bibliográfica es
as bibliotecas se preocupavam em
manter acervos seletivos. E cita como exemplo a Regra de São Bento, de acordo com a qual as
bibliotecas dos mosteiros deveríam ter pelo menos um livro para cada monge.
Em artigo sigmficativamente
sigmficativamante intitulado "Tha
"The librarían
librarian es
as anthologist", Ralph A, Beals,
citado por Jasse
Jesse H. Shera em Introduction to library scienca,
science, mostra ea evolução da palavra
palavre antologia,
entologia,
que na Grécia antiga indicava uma coleção
coieção de flores escolhidas
ascolhides pare
para comporem uma
ume grinalda.
grinelde. Só no
século XVI a palavra
palavre passou a significar também coleção
coieção de documentos previamenta
previamente escolhidos. Por
isso es
as antologias são também chamadas de floriiégios,
florilégios, domo, por exemplo,
axemplo, o Florilègio da poesia
brasileira, do nosso Francisco Adolpho Vamhagen,
Vamhagen. Salientando ea verdade e a beleza
beleze desta
comparação das bibliotecas com as
es antologias, escreve
escreva Shera: "Libraries, iike
llke enthologles,
anthologies, must rest
on unity with respect to their underlying principles
principies of selection, arrangement
arrangemant and interpretation".
Interpretetion", E
"The value of a library lies in the unifying purpose with which its books have been
acrescenta: "Tha
brought together. A miscellaneous agglomeration of books is not ae iibrary,
library, it is only an assembly of
books. The true librarían
librarian is en
an anthologist, a weaver of garlands, a descendent
descendant of isis",
Isis",
A seleção também se impõe, como disse, por uma razão de ordem extrínseca. Estou me
referindo, como jé
já devem ter percebido, àá explosão bibliográfica. A expressão não é retórica, mas
exprime um fenômeno rigorosamente comprovado pela estatística da produção bibliográfica e
documental. Aos trinta e tantos milhões de livros e às
ás quase duzentes
duzentas mil revistas publicadas desda
desde ea
invenção da imprensa
Imprensa somam-se outros tantos milhões de documentos não impressos, cuja
cuje produção
anual tem crescido exponencialmenta.
exponencialmente.
Também equi
aqui foi Ortege
Ortega y Gasset um antecipador, ao faler
falar no livro enfurecido que o
bibliotecário precisa domar, ao dizer que não somente já existam
existem demasiado número da
de livros como
"constantemente se produzem em abundância torrencial", para perguntar aos bibliotecários e
bibliógrafos reunidos em Madrid no ano de 1935: "Será demasiado utópico imaginar
bibliógrefos
Imaginar que
qua em futuro
nada remoto será vossa profissão encarregada pela sociedade de regular
reguler ae produção do livro, a fim de
evitar que se publiquem os desnecessários e que, em troca, não faltem os que o sistema de probiemas
vivos am
em cada época
éptoca reclama? ",
".
A própria forma interrogativa
interrogativo com que Ortega
Ortege sugere uma seleção na fonte
fonta ea cargo de
bibliotecários mostra que ele não estava certo de sua viabilidade. Os bibliotecários não tem meios de
exercer a seleção a priori sugerida por Ortega,
axercer
Ortega. O que eles podem e devem fazer é a seleção a
posteriori, deixando de adquirir os livros inúteis ou estúpidos a que se referia o grande ensaiste
ensaista
espanhol. Como salienta
espanhol,
salianta Jesse Shera, a principal responsabilidade do bibliotecário é "colocar nas
estantes de sua biblioteca somente
somenta aqueles livros qua
que mais contribuam para o desenvolvimento
usuários".
intelectual dos usuáriosí'.
Aqui tocamos na difícil questão de saber se ea seleção deve ser feita de acordo com o
critério de valor ou com o de procura: a value theory ou a demand theory de que falam os
bibliotecários de língua inglasa.
inglesa. De acordo com ea primeira, só os melhores livros davem
devem ser
adquiridos; enquanto para a segunda, o bibliotecário deveria
devaria fornecer ao usuário tudo o que
qua ele
ela
solicita. Embora a teoria do valor coloque para o bibliotecário o complexo problema de saber que
livros seriam os melhores, com quais objetivos e para quem, vá-se que Jesse Shere
Shera se inclina pare
para ela,
como se depreenda
depreende desta sua ciarissime
claríssima afirmação:
efirmeção: "No librarian
librerien worthy of the profession would
permit a patron the
permK
tha privilege of a book if it were
wera known that anti-social consequences would resuld.
Magnanimity may be no more
mora than the
tha mask that conceals
conceels ignoranca".
ignorance". For
Por outro lado, já em 1627
Gabriel Naudé observava com lucidès que
qua uma
ume biblioteca somente se torne
torna útil quando cada
cade leitor
nela encontra o qua
que procura.
A solução parece estar no meio termo. Como salientam Carlos Victor Penna e demais
coautores da obra National library and Information
information Services,
services, "the collection, considered as ea whole,
perfactiy
perfectly represents the balance between internal
internai and external
externai bonds"(8, p.31). Para garantir um
crescimento harmônico do acervo, a seleção deve orientar tanto a polítice
política de aquisição quanto a de
descarte, pois como observa Shere,
Shera, "selection can no more axist
exist epart
apart from rejection" (p,55).
(p.55). Tanto
para uma como para outra política existem hoja
hoje critérios objativos,
objetivos, baseados na bibliometria,
bibliorretria, técnica
resuitante da aplicação
apiicação da estatística à bibliografia, Como não devo extender-me
resultante
extendar-ma aqui tanto quanto
me elonguei
alonguei na conferência de abertura deste Congresso, apenas indicarei aos interessados dois
sugestivos artigos: um sobra
sobre a apiicação
aplicação da lei
lai de Bradford na avaliação dos periódicos mais úteis
numa biblioteca especializada (Goffman, William &amp; Morris, Thomas G. "Bradford's law and library
acquisitions". Natura
acquisitions",
Nature v. 226, p. 922—923, June 6, 1970) e outro sobre aquisição de livros de acordo
com a subsequente avaliação de sua procura (Montgomery, K.
K, Leon et alii. "Cost-benefit
"Cost-tenefit model of

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

11

12

13

14

�1088
library acquisitions in terms of use: progress report". Journal of the American Society for
Information Science, Jan./Feb. 1976, p. 78-74).
73-74).
Não gostaria de concluir sem uma referência à inclusão da disciplina seleção no currículo
de biblioteconomia, disciplina, a meu ver, tão indispensável quanto fascinante. E disciplina ao mesmo
tempo técnica es cultural. Disciplina-ponte
Disciplina-ponta entre a biblioteconomia e as demais áreas do saber. Indico
aos interessados o artigo de Stuart A. Stiffler "Notes on an appreach to book selection and library
education". Journal of Education for Librarianship v. 12, n. 2, p. 138—144, Fali
Fall 1971,
1971.

2

3

Digitalizado
gentílmente
gentilmente
por;
por:
4

II

12

13

14

�1089
CDU;025.2í)502/64
CDU:
025.2:05:02/64
CDD: 025.2
EXPERIÊNCIA DA AQUISIÇÃO PLANIFICADA EM PUBLICAÇÕES PER
lÕDICAS ENTRE
PERIÓDICAS
BIBLIOTECAS ESPECIALIZADAS, SALVADOR, BAHIA

Margarida Pinto Oiiveira
Oliveira CRB/5/05
Professora da Escola
Escoia de BibiioteconoBiblioteconomia da UFBA.
Chefe da Bibiloteca
Biblioteca do Centro de
Treinamento da Fundação da SaCide
do Estado da Bahia (FUSEB/CETRE)
Lindaura Aiban
Alban Corujeira CRB/5/10
Diretora da Biblioteca
Bibiioteca Central
Centrai da
Universidade Federai
Federal da Bahia
RESUMO
As atividades conjuntas entre bibiiotecas
bibliotecas de Saivador
Salvador para pianificação
planificação e cooperação em
matéria de aquisição de periódicos científicos e técnicos estrangeiros têm sido possíveis peia
pela
integração das informações e consulta
consuita ao Catálogo
Catáiogo Coletivo
Coietivo de Periódicos da UFBA.
URBA. Verificada a
duplicação de títulos, analisou-se e efetivou-se o cancelamento de alguns deles pelas bibliotecas, as
dupiicação
quais assim procederam tomando por base os critérios: importância dos títulos para os usuários,
probabilidade de maior utilização e coleção mais completa. Os benefícios foram sentidos em termos
de economia de tempo, de trabalho, de espaço, de divisas e da importância da cooperação. Foi
estudado um trabalho similar para as bibliotecas especializadas das outras áreas do conhecimento,
porém o grupo coordenador concluiu que era inesequível, no momento, face a diversificação de áreas
compreendidas, a característica dos usuários
usuáriosee a distância entre as bibliotecas
bbliotecas que seriam cooperantes
entre si.
1. INTRODUÇÃO
As atividades realizadas para o estabelecimento de uma política de planificação
pianificação e
cooperação em matéria de aquisição de publicações periódicas científicas ea técnicas são aqui
apresentadas.
A idéia teve sua origem quando, em 1976, a Biblioteca do Centro de Treinamento da
Fundação da Saúde do Estado da Bahia (FUSEB/CETRE), da Secretaria da Saúde (SESAB), ao
estudar os meios de renover
renovar as assinaturas dos seus periódicos estrangeiros, fato que requeria algumas
somas para a sua concretização, constatou que dos 129 títulos então adquiridos, cerca de
aproximadamente 50 (cinquenta) eram assinados também pela Universidade Federal da Bahia
(UFBA).
Com a aquiescência do Diretor do CETRE foram estabelecidos contatos com a Diretora da
Biblioteca Central da referida Universidade que aceitou a idéia de elaboração e execução de um
Projeto de Aquisição Planificada. Assim estabeleceu-se uma Comissão com representantes da
Biblioteca Central da UFBA e da Biblioteca do CETRE para a elaboração do anteprojeto e
procedeu-se em seguida, reuniões com participação de diretores e bibliotecários de instituições
biomédicas de Salvador, num total de 14. A proposta foi bem recebida por todos face a importância
da cooperação
(xioperação como uma das estratégias de uma política a ser criada e efetivada, embora algumas
instituições mostrassem os problemas a serem enfrentados e de difíceis soluções para elas, na ocasião,
ocasião.
O anteprojeto foi estudado não só pelas instituições biomédicas mas, também, foi
discutido em sessões plenárias e de pequenos grupos, durante o 3P Encontro de Bibliotecários de
Universidades, realizado em Feira de Santana, Bahia, em 1977. Considerando-se as várias sugestões
recebidas foi elaborado o projeto em sl,
sí, que deveria, como um documento a ser assinado pelos
responsáveis das bibliotecas cooperantes, se constituir num termo de compromisso para a existência

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�1090
do consórcio entra
entre bibliotecas Interessadas.
interessadas. Contudo, o tarmo
termo de compromisso naio
não foi assinado pelas
entidades envolvidas uma vez que uma delas,
deles, mesmo ressaltando a importância da proposição que o
projeto sintetizava considerou que
projato
qua independentemente
indapendantemante de um compromisso formal
forrrtal as próprias
bibliotecas interassadas
interessadas deveríam
deveriam avitar
evitar a duplicação da
de pariódicos
periódicos estrangeiros, que tanto oneravam
seus orçamentos e a trabalhar em cooperação para benefício de todos, os quais usufruiríam das
informações registradas am
em catálogo coletivo. Assim, como decisão final ae com apoio dos diretoras
diretores
das instituições qua
que puderam aderir ao sistema, as bibliotecas vam
vem trabalhando com os objetivos
apenas, Informações
informações no Catálogo Coletivo
Central da
comuns, centralizando, epenes.
Coiativo existente na Biblioteca Centrei
UFBA. Desta
Oesta forma a utilização da
de artigos ciantfflcos
científicos tem sido facilitada através
atravésde
de cópias quando o
interesse é6 de
Interesse
da usuário de outra instituição que
qua não aquela assinante do periódico, se a ele
ala não for
possível dispor do tempo necessário para a leitura na Biblioteca.
Com a aquisição planificada visou-sa levar a termo
tarmo um trabalho condizente com as
justificativas do anteprojeto (Anexo) ae qua
que podem sar
ser sintetizadas em termos de racionalização de
Bahia, ea qual seria uma pequena
atividades, tempo, espaço e dinheiro, tão almejada no Estado da Behía,
célula mes
mas qua
que integraria o sistama
sistema político/econômíco
político/econômico a nível nacional.
2.
Z BIBLIOTECAS COOPERANTES
COOPER ANTES E SUAS ATIVIDADES
de apenas cinco (5) instituições;
instituições:
As atividades foram iniciadas com a participação da
a) Hospital
Hosprital Aristides Maltez (HAM)
b) Instituto Brasileiro para investigação
Investigação do Tórax — IBIT
c) Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção da Cegueira
Cagueira (IBOPC)
d) SESAB/FUSEB/CETRE
e) UFBA: esta reunindo nova
nove bibliotecas da área biomédica:
blomédica: Escolas da
de Medicina,
Medicirta,
Nutrição, Farmácia, Enfermagem, Odontologia, Medicina Veterinária, Instituto da
de Biologia, Ciências
da Saúde ae Hospital Edgard Santos.
Considerou-se em relação a cada biblioteca das Instituições supracitadas a relação dos
Considarou-se
títulos assinados, os quais foram tabulados tendo em vista o conhecimento dos que se repetiam em
duas ou mais bibliotecas.
A análise foi feita também levando-se em conta as sugestões da Biblioteca Regional da
de
Medicina (BIREMÉ),
(BIREME), quanto aos títulos de revistas mais relevantes para os pesquisadores da área
(sugestões fundamentadas am
em estudos quanto ao material mais solicitado) ea títulos básicos
indispensáveis para assinatura por parte
parta das bibliotecas biomédicas.
Foram elaboradas as tabelas: periódicos sugeridos pela BIREME
BI REME com assinatura duplicada
em Salvador; relação dos tfulos assinados por uma só instituição; ea títulos mais sugeridos pela
BIREME
BI
REME com assinaturas na Cidade de Salvador..
Os dados obtidos dessas tabelas foram:
a) dos periódicos sugeridos pela Bi
BIREME
REME 41 títulos eram assinados simultaneamente por
duas instituições a,
e, 03 títulos por trás instituições;
b) 73 títulos aram
eram assinados por uma só instituição;
c) existiam 249 títulos da
de pariódicos
periódicos assinados qua
que não eram recomendados pela BI
BIREME.
REME.
Desses, trás
três existiam am
em duas instituições (British Journal Diseases of tha
the Chest, Inmulogy ae Infect
arxl Immunity) ae um
and
urn em três
trés (Journal of Bacteriology).
A evidência de gastos por duas ou mais Instituições
instituições para vários títulos levou a estudo
mesrrxis entra
entre as bibliotecas considerando:
quanto a viabilidade de suspensão ou redistribuição dos mesmos
a) importância dos títulos para os usuários, de acordo com o assunto;
b) probabilidade da
de maior utilização (população alvo atual ea potencial);
c) coleção mais completa de
da cada título em estudo.
A estas bases acresceu-se aquela que diz respeito à obrigatoriadada
obrigatoriedade de manutenção do
título pela Instituição
titulo
instituição que se verificou ser a única Interessada
interessada na publicação.
O resultado é mostrado na Tabela 1 que relaciona as instituições,
Instituições, número de
da títulos
assinados antes de 1977, número dos que foram suspensos e total de
da títulos para cada uma delas.
Notadamente os cortes refletem uma maior relevância do título suspenso para outra Biblioteca da
área e a identificação de
da maior cooperação entre as bibiiotecas
bibliotecas que integram o Sistema.

Digitalizado
gentilmente por:

�1091
Tabela 1 — Distribuição de tftulos
títulos assinados pela
pala bibliotecas que intagram
integram a aquisição planificada
Bibliotecas
UFBA
FUSES
FUSEB
IBOPC
HAM
IBIT

Número de títulos de periódicos assinados (ãrea
(área biomédica)
biomedical
Atè
Até 1976
Redução da
de Titulos
Títulos •- 1977
Total
208
59
149
129
59
70
04
04
28*
20
08
46**
34
12

* Até 1977 o HAM mantinha embora com atraso 28 títulos de assinaturas. Com a Aquisição
Planificada ele se propôs a assinar 8 títulos selecionados dentre os 28 títulos, contudo nem isso foi
efetivado.
*•** O IBIT até 1976 vinha mantendo 46 títulos, embora com atraso em algumas coleções. Em 1977, a
coleção de periódicos ficou reduzida a 12 tftulos
títulos e desses títulos somente 2 duplicavam com a
UFBA e a FUSEB.
Contudo, vala
vale ressaltar que os títulos considerados de igual importância para várias
bibliotecas — necessários à pesquisa e/ou utilização imediata — foram mantidos por todas elas sem
que nortearam a implantação da aquisição planificada. Outro
nenhum prejuízo — para os princípios qua
ponto que vale sar
ser mencionado foi a possibilidade de acrescentar novos títulos
tftulos às coleções pela
redução de custos com a supressão de títulos duplicados.
Os benefícios oriundos desta atividade cooperativa estão ligados - não só ao fator
econômico financeiro em toda sua abrangência (espaço, tempo de trabalho, gastos, ate),
etc), mas,
também, ao empréstimo interbibliotecário, ao interrelacionamento de bibliotecários e bibliotecas, as
influências mútuas para
prara execução mais acurada das tarefas e consequente melhoria profissional tão
necessária e indispensável neste Nordeste Brasileiro, onde até a obtenção de informações no âmbito
profissional éè de difícil aquisição se comparadas com outras regiões brasileiras. Quer isto dizer que,
mesmo na ãrea
área da Biblioteconomia, os obstáculos que surgem por limitações pessoais (dificuldade de
acesso às publicações estrangeiras, por exemplo) podem ser melhoradas pela intercomunicação ae
entrosamento de atividades ou iniciativas associativas.
Estudos mais aprimorados da
de custo/benefício serão desenvolvidos com mais um ano ou
dois de atividades do sistema, se for possível a continuação de tão importante integração —
bibliotecas federais, estaduais e privadas.
3. PROPOSTA DE EXTENSÃO DO PROCESSO PLANIFICADO A OUTRAS BIBLIOTECAS
a
ESPECIALIZADAS DE SALVADOR, DE ÕRGÃOSPIJBLICOS
ÓRGÃOSPÚBLICOS E PRIVADOS
Em 1976, baseando-se nos resultados do Sistema de Aquisição Planificada de Periódicos
para as Bibliotecas Biomédicas de Salvador, a Biblioteca Central resolveu propor a realização de
estudos visando planificar a aquisição de
da periódicos nas demais bibliotecas especializadas,
promovendo, para tanto, um Encontro de Bibliotecários dos Órgãos
Õrgãos Públicos
Públicosea Privados, por ocasião
da Semana Nacional da Biblioteca.
Para estruturar o anteprojeto da referida extensão foram usadas as mesmas justificativas,
dimensões, objetivos, descrição, estrutura, competências e recursos elaborados e descritos no
anteprojeto para as Bibliotecas biomédicas.
biorrtédicas.
Foi constituído um Grupo Coordenador das atividades que apresentou um relatório cujas
informações são sintetizadas a seguir.^
O Grupo obteve a cooperação de 12 Órgãos,
Õrgãos, dos 37 convidados, os quais integram as áreas:
áreas;
arte (1), ciência ea tecnologia (4), ciências humanas e sociais (7). Tal cooperação fez-se pelo envio de
arta
listas de periódicos adquiridos por compra, algumas com informações imprecisas sobre se compra ou
Mesmo assim constatou-se 113 títulos adquiridos entre as várias bibliotecas merecendo
doação. Mesmó
destaque aqueles de economia, legislação e jurisprudência, administração pública, recebidos por
rjoação, de interesse imediato para a pesquisa e atuação profissional, seja na empresa ou
compra ou doação,
no serviço público. Verificou-se também a predominância de publicações brasileiras, de baixo custo,
e como dito anteriormente, necessárias à consulta imediata, além daquelas que propiciam

cm

Digitalizado
gentilmente por:
por;

�1092
informações e a atualização de técnicos, principalmente seu enriquecimento e aperfeiçoamento
pessoal e, por isso mesmo, ponto de atração para a biblioteca. Tal fato merece atenção
principal mente pela conclusão do grupo em torno da preferência pelo livro em detrimento do
periódico, verificada entre os usuários da área de ciências sociais e humanas, a de maior destaque no
estudo em pauta.
Vale destacar a conclusão do Grupo:
a) pouca utilização do periódico
pteriódico na área de ciências sociais e humanas;
b) economÍ9
economia pouco significativa para os orçamentos;
c) diversidade de áreas de conhecimento no estudo realizado;
d) localização das bibliotecas em áreas distintas (Centro Administrativo da Bahia,
Camaçari, Península de Itapagipe e Centro da Cidade) dificultando a cooperação;
e) quanto a funcionalidade: pouca consulta e a indispensável presença do periódico quando
esta se faz.
4. CONCLUSÕES
As conclusões chegadas sobre a aquisição planificada durante o período de 1977 a abril de
ás experiências:
1979, em Salvador, Bahia, são abrangentes às
a) assinaturas de publicações periódicas científicas ae técnicas estrangeiras da área das
Ciências da Saóde;
b) publicações periódicas adquiridas por bibliotecas de órgãos públicos
póblicos e privados de
Salvador.
Em relação à primeira os resultados têm sido satisfatórios embora, ainda, muito limitados
pela dificuldade de integração de maior número de bibliotecas. Contudo, verificam-se as vantagens
esperadas, traduzidas am
em termos de economia de tempo, de espaço, dé
de trabalho, de divisas ea de
cooperação.
Quanto à segunda os estudos mostraram a inexequibilidade do sistema no momento, face a
diversificação das áraas
áreas compreendidas, o conhecimento de usuários ae às condições geográficas que
oferecem condições propícias para o estabelecimento de um sistema que vise economia em
não ofarecem
sentido amplo. Finalmente,
Final
mente, é de grande importância mostrar os benefícios advindos da cooperação mútua
entre bibliotecas ae incentivar a participação cada vez maior e mais abrangente por todas as bibliotecas
que mesmo tendo pouco a oferecer possam receber o muito correspondente às necessidades dos seus
usuários; muito este, propiciado pelas bibliotecas que juntas contribuem para a disponibilidade de
maiores recursos materiais ea financeiros.
- ANTEPROJETO PARA A IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE AQUISIÇÃO
5. ANEXOS
ANEXOS-ANTEPROJETO
&gt; PLANIFICADA NAS BIBLIOTECAS BIOMÊOICAS
BIOMÊDICAS DE SALVADOR, POR ANGELA BRAGA, LINDAURA ALBAN CORUJEIRA, MARGARIDA OLIVEIRA e
MARIA DAS GRAÇAS MIRANDA RIBEIRO.
1. JUSTIFICATIVAS:
A duplicação do conhecimento, cada vez mais em tempo curto, vem exigindo das
Bibliotecas e Centros
Cantros de Documentação uma colaboração ae integração crescente para que os diversos
veículos ou suportes da informação sejam adquiridos e processados para atingir o maior número
veículos o periódico é um dos mais Importantes
importantes para a atualização
possível de usuários. Entre estes vaículos
do pesquisador. A sua aquisição está, entretanto, de certa forma indisciplinada entre os vários Órgãos
Õrgãos
e Instituições nas suas respectivas áreas de interesse. As duplicações existam,
existem, em termos de títulos
adquiridos, esforços e recursos financeiros, e estão a axigir
exigir um estudo visando a sua racionalização
entre Bibliotecas e Centros de Documentação para que uma política se estabeleça entre eles e os
Órgãos que os mantêm, pois, dessa forma, poder-se-á estabelecer um maior nível de cooperação.
Assim, o estudo inicial no sentido de planificar a aquisição de periódicos, foi pensado e é aqui
apresentado numa tentativa de cobrir Bibliotecas Federais, Estaduais, de Autarquias e Empresas, no
âmbito da biomedicina, baseando-se nas seguintes justificativas:

cm

Digitalizado
gentilmente por:

-\JJ

�1093

coleção;

a) aumento sempra
sempre crescente da produção de publicações cientificas;
científicas;
b) tendência cada vez mais
ntais frequente à especialização;
c) aparecimento anual de novos títulos da
de interessa
interesse específico;
d) exigência de um maior espaço físico decorrente
decorranta do caráter
carátar especial desse tipo de

a) carência de pessoal qualificado para o tratamento adequado da coleção;
e)
f) Inexistência
inexistência de um programa de cooperação e entrosamento
antrosamento por parte das bibliotecas
integrantes da mesma
mesnta área de conhecimento, em virtude da diversidade dos órgãos a que estão
subordinadas;
g) dificuldade na aquisição de títulos novos ou renovação dos já existentes, motivada pelo
aumento (anual ou semestral) do custo;
aumanto
h) ausência ou redução de recursos financeiros am
em algumas Instituições
instituições possuidoras de boas
coleções;
i) solução de continuidade que
qua vem
vam ocorrendo nessas coleções em
am decorrência
dacorrência do descrito
nas alíneas ggeh;
a h;
j) coincidência nos campos de especialização;
])
I) assistência do subcentro da BIREME,
BI REME, aos usuários, no fornecimento de pesquisas
bibliográficas (através do terminai
terminal da
de computador) ea da
de cópias Xerox de artigos de periódicos de
interesse, nlk&gt;
não localizados nas bibliotecas biomédicas locais.
locais,
Z DIMENSÃO DO PROJETO
2.1
Z1 Universo:
Universo;
a) bibliotecas médicas de Salvador;
b) pesquisadores, técnicos ée estudiosos da área biomédica.
Z2 Campo de ação;
2.2
ação: Assinatura da
de publicações periódicas.
periódicas,
3.
Z OBJETIVOS
3.1 Geral
Garal
Fortalecimento das coleções de periódicos com vistas à sua utilização ótima por parte dos
usuários,
usuários.
Z2 Específicos:
3.2
a) evitar duplicações desnecessárias;
b) melhorar as possibilidades da
de atendimento ao aplicar eficientemente
eficientementa os recursos
disponíveis;
c) possibilitar o melhor aproveitamento do espaço
aspaço físico existente nas bibliotecas;
dl estabelecer a cooperação visando um maior rendimento ae aproveitamento de pessoal
d)
qualificado,
qualificado.
4, DESCRIÇÃO
4.
descriçAo DO
do PROJETO
projeto
A aquisição planifiçada será apresentada em termos de características, estrutura e
competências.
competêrKias,
4.1 Características:
a) ação conjunta de bibliotecas sob a supervisão de um órgão coordenador;
bl adequação aos recursos existentes com vistas à maximização de resultados e
b)
minimização de esforços;
minimizaçãò
c) criação de condições para a divulgação rápida e precisa da informação.
informação,
4.2 Estrutura
A consecução dos objetivos apresentados está na dependência de
da uma estrutura, a saber;
saber:
a) Conselho de Coordenação,
O&gt;ordenaçâb, a ser constituído por representantes dos órgãos mantenedores das bibliotecas e centros ou setores de documentação;
bl órgão coordenador, responsável pela aquisição, distribuição e divulgação dos periódicos
b)
de interesse.
interesse, A criação e funcionamento deste órgão será de decisão do conselho de coordenação,
observando as maiores disponibilidades de recursos;

Digitalizado
gentilmente por;
por:

J^-LrLJ

�1094
c) bibliotecas e Centros de docunnentação
documentação interessantes
intaressantes ao Sistenna
Sistema de aquisição.
4.3 Competências
4.3.1 DO CONSELHO DE COORDENAÇÃO
a) planajar
planejar ae estabelacer
estabelecer diratrizes
diretrizes para exacução
execução das atividades;
b) propor ae assinar convênios com õrgãos
órgãos mantenedores das Bibliotecas
Bibiiotecas cooperantes,
visando obter os recursos necessários para implantação ea manutenção do sistema;
c) estabelecer contatos com órgãos nacionais e internacionais
Internacionais para uma maior incrementação do sistema;
tftulos da
de preriódicos
periódicos indispensáveis às bibliotecas cooperantes,
d) determinar os tftuios
cooprerantes, tendo em
vista as resprectivas
respectivas especialidades.
4.3.2 DO
DOÕRGÃO
ÕRGÃO COORDENADOR:
COORDENADOR;
a) executar o planejamento elaborado pelo
prelo Conselho Coordenador;
b) processar a aquisição;
c) controlar o pagamento das assinaturas decorrentas
decorrentes da cooperação;
d) faciiitar
facilitar a integração antre
entre as bibliotecas cooperantes;
e) criar ae manter um catálogo coletivo das publicações adquiridas mediante cooperação;
a)
coopreração;
f) integrar.se
integrar-se ao Catálogo Coletivo Regional de Periódicos (Bahia e Sergipe) mediante o
envio da
de listagens periódicas;
pieriódicas;
g) enviar os preriódicos
periódicos adquiridos às bibliotecas cooprerantes,
cooperantes, em atendimento ao (tem
item
4.3.1 (d);
h) divulgar os periódicos
preriódicos de interesse comum, através da
de anuários;
i) manter contatos com aditores
editores tendo
terxfo em vista a aquisição.
4.3.3 DO ÕRGÃO MANTENEDOR:
a) assinar, conjuntamente com o Conselho de Coordenação, os convênios para obtenção de
recursos necessários à implantação e manutenção do sistema;
b) dotar a sua biblioteca de recursos humanos ea materiais para promover o intercâmbio ea
uso da informação.
informação,
4.3.4 DA BIBLIOTECA COOPERANTE:
a) cumprir as diretrizes do Conselho de Coordenação;
b) selacionar
selecionar os títulos
tftulos da
de periódicos
pieriódicos indispensáveis
indisp&gt;ensáveis aos seus usuários;
c) enviar a lista da
de tftuios
títulos seladonados
wledonados ao Conselho
Ojnselho de Coordenação
(^ordenação ae aguardar a decisão
sobre os tftulos
títulos qua
que ficarão sob sua responsabilidade;
dl processar tecnicamentejas
d)
tecnicamentel as pubiicações
publicações recebidas;
e) enviar listas ou fichas, refarentes
a)
referentes ao materiai
material recebido, ao órgão Coordenador;
f) manter-se atuaiizado
atualizado quanto às novas publicações da especialidade
espiedaiidade da
de seu interesse;
g) facilitar o intercâmbio com todas as Bibliotecas integrantes do sistema.
5. RECURSOS HUMANOS E FINANCEIROS:
FiNANCEIROS:
Os recursos serão provenientes dos convênios a serem estabaleddos
estabelecidos entre
entra os órgãos
mantenedores e Orgão
õrgão Coordenador, ae das próprias Bibliotecas.
6. SUMMARY
Bahia.

The paper the cooperativa
cooperative acquisition program involving five medical
medicai libraries in Salvador,

Each library is respxmsible
responsible for subscribing
subscríbing a number of journals and for reporting to the
UFBA Union Catalog in order to provide access to larger scientific journals collection. Benefits to be
shared by assodated
associated libraries are mainly related to saving maney, time and space. This kirxJ
kind of
program was intended to others spredal
px-ogram
special libraries without surxess,
success, but some problerris
problems were known as
diversification of subject areas, users characteristics and the distance among libraries.

Digitalizado
gentilmente por:

itíP
11

12

13

14

�1095
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. HAMAR, Alfredo Américo ' &amp; FERREIRA, Oscar M.
M, de Castro. Aquisição planificada
planífícada e
cooperativa em bibliotecas universitárias. São Paulo, V. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, 1967. mimeogr.
2. HENRIQUES, Thais Caldeira. Sistema de aquisição planificada
2,
planificada. Fortaleza, IV Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e Documentação, 1963. 7p. mimeogr.
mimeogr,
3. MELLO, M.P.S,
M.P.S. et allii. Implantação de um sistema de aquisição planificada e cooperativa de
periódicos, nas bibliotecas do Estado de São Paulo. Belém, VII Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação, 1973. lOp,
lOp. mimeogr.
4. PORTELA, Nidie Maria Lubisco et alIiL Relatório do Grupo de Trabalho para o estudo de
4,
viabilidade para implantação de um sistema de aquisição planificada para Órgãos
Õrgãos Públicos e
Privados em Salvador. Salvador, 1978. 10f.
lOf, manuscritos.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

II

12

13

14

�Painel ISBD

Digitalizado
por:
gentilmente por;

m.
&lt;/

�' ÄKrük*
-iSt •
*ar?i Íií^3(^KSi^(^»í
f3fe,

Okm
ta';«-4. Sit?

’• .

.&gt;■

.írfÇ * :■- 2^rõ &lt;;•.;
i-r#f-í&gt;o Bi'.'í*i'í^'-;ro ..V S-J;'-

it«.' Ä-^»-rtr?Su jOV-rrí^W.rfrcI^ f íí&lt;^/-t-Â7!'Ís. T'.' •''.•’V
« Dt'/-CíjriT«n!yçS;r.. ilíWiS
fr,rr'Ma?:í&gt;í

?»&lt;*
tr&gt;íf.&gt;ra»í^íá*t‘ífí f^ kim iufi'*-'»is fi.&gt;i_ 4;-;^...H.^-■^!
-•■díi
*. i^Âí* 8»*íí4iitf’Çet:^is
C?^âC'&gt;'-'&gt; i:í#* SÍo
t-''^?-:?^-. \!í i
ítev.^wíwmui f Do-ciHní:.í»í^‘.''^'
?r^. 1-:'.; ••*■&lt; if«.-

■ 'Wv&gt;a iai%.

iLA. híiSíV,^ Míií-rjiÂ j.sjtjf^t’. (f* 4»íJtt Híiia».-'.ív *í»'&gt; íí'«s4&gt;^
t'sh-n'^c.i v -t' j '
•i&amp;At'i
&lt;íe-ítftft
ii^ •V'4i?'»**--»K3 r)4'^&gt;íi/ífi íia-r. ’
fhffewiigSà&gt;ít «aíf
$a«v'9&gt;V‘f^ *^?7V • vH ■r-&gt;3*;.íi'.irifjv.

•5--; ;.• -k
7
'•

Oíá^» í«ni»;^

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

�1096
ISBD: ORIGEM. EVOLUÇÃO, ACEITAÇÃO.
Maria Luisa Monteiro da Çunha
Cunha
Presidente da Comissão Brasileira de Documentação em Processos Técnicos, FEBAB e CoordenaCoordena
dora do Grupo de Processos Técnicos da Associação Paulista de Bibliotecários.
ISBD: ORIGEM,
Ofl/GEM, EVOLUÇÃO, ACEITAÇÃO
A história da Catalogação no século XX pode ser dividida em duas fases distintas: antes e
depois da I.C.C.P. (Conferência Intarnacional
Internacional sobra
sobre Princípios de Catalogação) (promovida pela
IFLA e realizada em Paris am
IPLA
em outubro de 1961 sob os auspícios da UNESCO e mediante subvenção
do Council on Library Resources dos Estados Unidos.
empreendimentos no campo da Catalogação
Cíatalogação foram levados a efeito
Sem dCivida, grandes empraandimantos
desde as primeiras décadas do nosso século, tais como a distribuição de fichas impressas pela
Biblioteca do Congresso (1901I) ea a Catalogação Cooperativa iniciada nos Estados Unidos em
1932 quando
quarxfo a Comissão de Catalogação Cooperativa da A.L.A. (Associação Americana
Amaricana de
Bibliotecários) foi Instalada
instalada na Biblioteca do Congresso, em
am 1934, como dacorrãncia
decorrãncia dessa união, foi
Serviço da
de Catalogação Cooperativa ea Classificação qua
que passou a integrar
criado o Sarviço
Integrar as DivisSes da
referida biblioteca, A partir desse momento, concretizou-se o sonho da
de Charles C. Jewett, plonalro
pioneiro
da Catalogação Cooperativa nos Estados Unidos ea qua,
que, em
am 1851, justificava o seu
sau projeto
projato
apresentado à Smithsonlan
Smithsonian institution
Institution dizando,
dizendo, inicialmenta,
inicialmente, que "tudo qua
que facilita-a
facilita a pesquisa
contribui para o progresso da ciência". Dizia, também, Jewett, que um livro davarla
deveria ser catalogado
uma (inica vez, a fim de qua
que o despendido por um biblioteca na catalogação de uma
urrta obra não
tornasse a onarar
onerar não só
sõ essa
assa mesma biblioteca, como também a qualquer outra".
outra".f1
Na Europa, a Alemanha foi um dos primeiros países a iniciar a Catalogação Cooperativa,
resultante da ação conjunta da Staatsbibliothek com o Berliner Titeldrucke. Trabalho também de
relevo, o desenvolvido no Centro Dinamarquês da
de Catalogação Cooperativa (Danmark
(Denmark PolkebiblioFolkebibliotekernes Bibliografiske Kontor). Um panorama geral da catalogação cooperativa na Europa êé
encontrado am
em "Cooperative Cataloguing in Europe", de John Richmond Russell. No Brasil, a
catalogação cooperativa surgiu em 1942 com a instituição do SIC (Serviço de Intercâmbio de
Catalogação), fruto da colaboração entre
antra o D.A.S.P., a Fundação Gatúiio
Getúlio Vargas e a imprensa
Imprensa
Nacional. Em 1954, o SIC passou a sar
ser uma das unidades do I.B.B.D. (hoje
(hoja S.N,I,C.T,),então
S,N,I,C.T,),{então criado.
Todavia, tanto a catalogação cooperativa, como a centralizada e os catálogos coletivos,
país ou
visavam a atender, primordialmente,
primordialmenta, às necessidades de informação bibliográfica de um pais
região. Entretanto, quando os vários veículos de
da comunicação começaram a apresentar recursos mais
amplos e atualizados graças ao aparecimento ae rápida evolução de novas tecnologias, o intercâmbio
bibliográfico também se intensificou. Foi, então, sentida, a necessidade de uniformização dos
catálogos e outras listas bibliográficas, a níval
nível Intarnacional.
internacional.
Face a essa
Faca
esse problema, a IFLA dacidiu
decidiu organizar uma conferência internacional que
propiciasse aos bibliotecários da
de todos os países amplo intercâmbio da
de experiências visando ao
internacionalmente
estabelecimento de princípios internacional
mente aceitos quanto às entradas de autores individuais e
esse encontro
coletivos nos catálogos alfabéticos ae listas similares de livros. Em preparo a asse
internacional, foi promovida uma reunião preliminar em Londres, em
intarnacional,
am julho de 1959, com a
participação de vinte bibliotecários de
da alguns paísas
países especialmente convidados. Dois anos após teve
lugar no edifício da UNESCO, am
em Paris, a memorável I.C.C.P. (Conferência Internacional sobre
Princípios de Catalogação), o maior evento catalográfico do século XX.
A I.C.C.P. rrão
rtão encerrou suas atividades ao término do certame
certama de 1961, tanto que sua
Comissão Organizadora, com o acréscirrx}
acréscimo de
da mais quatro membros,
mambros, teve o seu mandato prorrogado
para que pudessem ser cumpridas suas Recomendações. Muitas destas redundaram em contratos
F&gt;ara
estabelecidos entra
entre a IFLA, a UNESCO ae bibliotecários da
de comprovada experiência. Assim, de
acordo com a Racomandação
Recomendação IV, item A-1.
A-1, segundo a qual deveria ser "publicada, dentro de um
mfnimo. uma súmula
sómula da prática adotada em cada país para as entradas relativas aos nomes de
prazo mínimo,
pessoas dele procedente^', foi dada a incumbência ao Sr. A.H. Chaplin, secretário geral da I.C.C.P.,
que coligiu os dados nacessários
necessários para a publicação, em 1967, de "Names
"Names of persons: national usages
for entry in catalogue^'. A 3? edição, dada a lume em 1977, começou a ser distribuída durante o 1.°
IP
Bibliographies Nationales" (Paris, UNESCO, 1977). A contribuição do
"Congrès International sur les Bibliographias

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

�1097
Brasil figura desda a 1 ? ediçSo da obra.
Em cumprimento à Resolução IV A 2 da I.C.C.P. foram elaboradas duas listas também de
suma importancie:
importância: (1)
(11 a de "nomes de Estados e outras autoridades territoriais sob ea forma adotada
para as entradas nos
rtos catálogos em conformidade com os nomes oficiais usados por essas próprias
autoridades", trebalho
trabalho confiado 6à Sre.
Sra. Suzenne
Suzanne Honoré, da Bibliotece
Biblioteca Nacional de Paris, e (2) uma
"lista dos títulos
tftulos uniformes para os clássicos enônimos
anônimos de cada país
pal’s com os equivalentes adotados
nas línguas
Ifnguas de outros países", cuja compilação coube ao Sr. Roger Pierrot, também da Biblioteca
francesa.
Nacional frarKesa.
Em atenção a pedidos oriundos de vários centros e comissSes
comissões nacioneis
nacionais de catalogação, a
IFLA encarregou o Sr. A.H. Chaplin de preparar uma edição anoteda
anotada dos Princípios estabelecidos na
IjC.C.P., tarefa ae que ele imediatamente se dedicou com a colaboração da Sre.
I^C.C.P.,
Sra. Dorothy Anderson. O
trabalho de Chaplin foi distribuído internacionalmente para
trabelho
pare exame e sugestões. Os comentários
recebidos foram coletados e resumidos pela Sra. Eva Verona, presidente de
da Comissão de Catalogação
da Iugoslávia.
I S B D, — Em cumprimento à Resolução II, item "g" da I.C.C.P., coube ao Sr. Michael
Gorman, então chefe da catalogação da B.N.B. (British Nationel
National Bibliography) o encargo de um
estudo visando à uniformização da catalogação descritive.
descritiva. Ao explicar o objetivo do seu trabalho,
Gorman escreve; "indicar padrões comuns na catalogação descritiva susceptíveis de servir de base ao
estabelecimento eventual
eventuel de um sistema reconhecido internacionalmente para ae apresentação dos
dados bibliográficos na redação das fichas de catelogação.
catalogação. .. .saber que elementos de uma ficha de
catálogo foram considerados necessários sob o aspecto
especto prático, numa amostra do tipo de trabalho
trebalho
dos órgãos nacionais de catalogeção".
catalogação". DIz
Diz o autor estar "convencido de que essas entidades não se
distanciam umas das outras no que concerne às mesmas considerações quanto èà descrição dos dados
bibliográficos e que deve existir uma áree
área de ação comum assaz
essaz considerável. Este
Esta áree,
área, uma vez
reconhecida e delimitada, fornecería
reconhecide
forneceria o único ponto de partida válido na elaboreção
elaboração dè um sistema
internacional de descrição bibliográfica"
O documento redigido por Gorman foi amplamenta
amplamente divulgado para o recebimento de
críticas e sugestões. Tivemos oportunidade de encaminhar eo
ao autor nossa sugestão. Os comentários
ao trabalho de gorman foram recolhidos por Akos Domanovszky que, por sua vez, teceu
considerações sobre os mesmos.
Toda essa atividade constituiu ae fase preliminar da Reunião Internacional de Especialistas
em Catalogação (I.M.C.E.) realizada em Copenhague em 1969, sob os auspícios de
da IFLA e de
da
UNESCO.
Dos treze documentos epresentados
apresentados ae essa Reunião, dois foram praticamente os
fundamentais:
fundamentais; (1) ae edição anotada
anotade do "Statement of Principles"
Principies" adotados na I.C.C.P., elaborada por
A.H. Chaplin
Cheplin e 1^.
Q. Anderson,^ e (2) "Bibliographical deta
data in national bibliography entries", por
Michael Gorman.'
Gorman.* Como
Conrx) suplementos Indispensáveis
indispensáveis a estes dois trabelhos
trabalhos de base, figurarem
figuraram o
"Digest of the comments received on the Annotated Edition of the Statement of Principies"’
Principles"’ e o
data in nationel
national bibliography entries".”
entries".
"Digest of the comments received on Bibliographical deta
No presente trabalho epresentaremos
apresentaremos epenes
apenas elguns
alguns pontos básicos do documento n?
nP 2 do
I.M.C.E., ou seja, o elaborado por Michael
MicheeI Gorman, eis que constitui ea origem da I.S.B.D. (Descrição
BIbiográfica Internacionel
Internacional Normalizada).
O documento em apreço resultou de um estudo das bibliografias nacionais de oito países a
enumeradas; II)
(1) British National
la France (BibFr);
seguir enumeredas:
Nationel Bibliography (ßNB);
(pNB); (2)
12) Bibliographie de le
IBibFr);
(3) Deustsche Bibliogrephie
Bibliographie (DB); (4) Swensk Bokforteckning (SB); (5) Bibliografija
Blbllogreflja Yugoslavije
(BJ); (6) National Union Catelog.
Catalog. USA (NUC); (7) Magyar Konyveszet (MK); (8)
IB) Bolatln
Boletín
Bibliográfico Necionel,
Nacional, Argentine.
Argentina.
"Foram examinados os métodos de catalogação descritiva adotados nas bibliografias acírr»
acima
indicadas, à luz do seu conteúdo e da
de sua estrutura.
estruture. O autor
eutor analisou
enalisou cerca de 500 fichas de cede
cada
bibliografia e tentou fazer uma síntese do seu conteúdo e respectiva estrutura
bibliogrefia
estruture ea fim de chegar a ume
uma
proposta de descrição que abrangesse o conteúdo comum a todas, dentro de uma estrutura que
representasse, tanto quanto
quento possível, a concordância de Idéias".
O trabalho de Gorman suscitou apreciações que variaram, desde a aceitação plena até ao
repúdio total (um caso,
caso. apenas). Apresentaram
Apresentarem comentários as pessoas e entidades que se seguem;
seguem
Farozi R. Abu Haidar, de Beirute; Akos Domanovszky. de Budapeste;
Budapeste. Heinz Hohne,
Hohne. de Leipsig;
Leípsig;
Pierrot, transmitindo a opinião da Biblioteca
Suzanne Honoré, de Paris, Suzanne Honoré e Roger Pierrot.
Nacional de Paris;Sra.
Neclonal
Peris;Sra. A. Khrenkova, da URSS; Diego Maltese,
Maltese. de Florença,
Florença; Elfriede Markt,
Markt. de Viena,
pela Comissão de Catalogação de Autor e Título da Associação
Associeção de Bibliotecários da Áustria.
Áustria, Lucile

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1098
Regras de Catalogação
M. Morsh, dos Estados Unidos; Yasumasa Oda, de Tóquio, pela Comissão de Regres
da Associeção
Associação de Bibliotecas do Japão; a Associação Polonesa
Polorresa de Bibliotecas; Géza Sebestyán,
Sebastyén, de
Budapeste; Stanislav Sfr, de Praga,
Prega, em colaboração com o Deprartemento
Departamento de Descrição Bibliográfica
da Biblioteca Nacional de Praga; C. Sumner Spalding, da Biblioteca do Congresso de Washington:
Washington; Eva
Verorra, da Iugoslávia; Bárbara Westby, da Biblioteca do Congresso de Washington; Maria Luisa
Monteiro da Cunha, de São Paulo,
Montairo
Peulo, Brasil.
Akos Domanovszky
Domaitovszky resumiu os comentários de caráter geral
gerei relacionados a:
a; (íj
(VJ valor e
método do trabalho, (2)
12) tarminologia,
terminologia, (3) precisão enaiftica.
analítica. Finalizou com um resumo dos
comentários faitos
feitos ea cade
cada uma das " Recomendações" de Gorman.
Durante a Reunião Internacional
Duranta
Internecionel de Especialistas em Catalogação (I.M.C.E.), a perta
parte
referente ò pontuação suscitou as maiores e mais acaloradas
raferanta
ecaloredas discussões. Dada a necessidade
nacessidade de
as decisões de
da Reunião, foi instituído
Trabalho
ampliação do documento, segundo es
institufdo um Grupo de Trebelho
presidido por Gorman,
elaborar um texto preliminar que seria submetido èà
Gormen, com ae incumbência de eleborar
apreciação intarnacional.
internacional. Outra
Outre decisão
dacisão importante,
importanta, foi ea de ser dada ao documento a designação de
(SBDI, Descrição Bibliográfica Normalizada (pare
(SBD),
(para monografias
monografies em um ou mais volumes), eis que os
47 bibliotecários representantes de 20 pafses
países qua
que participaram do IMCE anteviam a importâncie
Importância e
alcance do trabalho, tendo am
em vista que
qua "um método normalizado para
pare ae descrição de livros
facilitaria o progresso da cooperação intarnacional".
internacional".
Após várias
váries reuniões, o Grupo de Trabalho
Trabelho deu
dau a lume, em 1970, ao primeiro esboço da
SBD (Descrição Bibliográfica Normalizada). Face às várias sugestões recebidas, foi preparada uma
edição preliminar que, em 1971, já saiu com ea sigla hoje universal
universalmente
mente reconhecida, ou seja, a ISBD
(Descrição Bibliográfica Internacionei
Internacional Normalizada).'
Normalizada). O "\"
"I" foi anteposto èà sigla inicial da
tratar de um documento que sob todos os aspectos, ae no mais alto sentido técnico,
publicação, por se treter
merecería ser considerado como um pedrão
mereceria
padrão internacional. O acréscimo do "M" entre parênteses foi
decidido para evidenciar que a publicação se destinava à descrição bibliográfica de monografias. A
edição preliminar (1971) da ISBD (M) foi traduzida em várias Knguas,
línguas, inclusive
inclusiva o português.
experiência no emprego da ISBD (M) em bibliotecas e bibliografias de vários pafses
A axperiência
países
redundou em comentários que provaram
provarem a necessidade de uma revisão geral do texto da edição
preliminar. Assim, ea I FLA decidiu convocar alguns bibliotecários para
pare uma reunião que, dada a sua
finalidade, intitulou-se "Revision Meeting" e foi realizada em Grenoble, em 1973, dois dias antes
entas do
tfHères.
Congresso da I FLA no campus universitário de St. Martin d'Hères.
Para o ""Revision
Revision Meeting" foi preperado
preparado um documento no qual figuravam, face a faca,
face, o
texto da edição prallminer
preliminar de
da ISBD (M), 1971,
1971. ae os comentários e sugestões feitos à mesma
transformados em propostas para modificações. Do exame minucioso do documento am
em apreço e das
discussões que suscitou, resultou o texto da edição "stendard"
"standard" da ISBD (M) publicada em 1974,°
graças ao meticuloso trebalho
trabalho dos bibliotecários designados para a constituição do grupo editorial
aditorial
tarefa.
encarregado da tarefe.
O Grupo de Processos Técnicos de Sãp Paulo, vinculado à A.P.B. ea àè Comissão Brasileira de
Documentação em Processos Técnicos da FEBAB, deu logo início
infcio èà tradução da edição "standard"
da ISBD (M)^ amplamente
emplamenta divulgada no Brasil e até hoje solicitadíssima pelas escolas da
de
Biblioteconomia de São Paulo, do Paraná e de Santa
Biblioteconomie
Sante Catarina.
Catarine.
Aceita internacional
internacíonalmente
menta a ISBD (M), o Escritório da IFLA para o Controle Bibliográfico
Universal, am
em atenção a múltiplos pedidos, decidiu estander
estender as provisões da descrição bibliográfica
normalizada para monografias à dascrição
descrição de outros tipos de material bibliográfico.
Trabalho constitufdos de bibliotecários com ampla
Foram estabelecidos
astabelacidos Grupos de Trabalho'constituídos
experiência na catalogação da
de determinado tipo de material, para a elaboração de ISBDs
especializadas. Desse modo, já foram editadas: a ISBD (S) para publicações seriadas, agora em edição
especionizadas.
"standard" publicada em 1977*” a ISBD (NBM) para "non book materiais"
"standerd"
materials" multimeios, lénçada
lançada em
1977'';
1977*'; a ISBD (G), ==■ geral, tembém
também publicada em 1977 com a finalidade de sarvir
servir de base para
todas as ISBDs que
qua vierem ae ser elaboradas.*^
alaboredes.1^
Inicalrrrente, o Escritório da IFLA para o Controle Bibliográfico Universal julgou que a
Inícalmente,
ISBD (M) poderia nortear o preparo das especializadas, mas a prática evidenciou que a descrição
bibliográfica normalizada para monografias não só não atendería
atenderia às necessidades de outras ISBDs,
como também precisaria ser revista à luz dos elementos fornecidos pela ISBD (G), como ocorreu com
a edição "standard’
"standard" da ISBD (S),
(S) a fim de serem evitadas discrepâncies
discrepãncias quanto à redação e
terminologia.
Recebemos recentemente, para exame e sugestões, a ISBD (PM) música impressa ae a ISBD
A) divros raros.Duas
raros.CXias equipies
pelo Grupo da
de Processos Técnicos da
de São Paulo, estão
IA)
equipas designadas paio
trabalhando ativamente pera
para o envio de sua epreciação
apreciação dentro do exíguo prazo estipulado.

5Í
cm

Digitalizado
gentilmente por:
por;

�1099
No que concerne ea traduções, o Subgrupo de Catalogação está traduzindo ae ISBD (G) e o
Subgrupo de Multimeios e ISBD (NBM).
Em agosto de 1978, por ocasião do III Encontro de Bibliotecários Especializados em
ProcessosTécnicos, durente
durante a IV Assemblefa das Comissões Permanentes da FEBAB, foi distribuído o
ProcessoáTécnicos,
Estudo comparativo da ISBD (M) e AACR com o capítulo 6 de 1967 e 1974, feito por uma equipe
do Subgrupo de Catalogação do Grupo de Processos Técnicos da
de A.P.B. ^ A equipe encarregeda
encarregada do
estudo comparativo entre ea ISBD (S), o AACR e as Normas para ea catalogação de publicações
seriadas editadas pelo Grupo de Bibliotecários Biomédicos de São Paulo continua em plena atividade
nós, até fins de 1979, devemos ter o trabalho pronto para publicação.
e, temos para nòs,
A ISBD está sendo utilizada em vários sistemas cte processamento automático de dados
bibliográficos como, entre outros, o CALCO*
ÇALCO^ , o MARCAL eoUNIMARC
Catalogação partilhada (shared
Como complemento indispensável aos projetos de Catalogeção
cataloging), de numeração internacional do livro (ISBN), das publicações seriadas (ISSN), e da
Catalogação-na-Fonte (Cataloging-in publication), as ISBDs são, inegavelmente, uma consequência da
obra pioneira de Otiet e La Fontaine, na Europa, e C.C. Jewett, na América,
obre
Américe, que aspiravam
aspiravem
concretizar o sonho de todo o erudito ou pesquisador: um catálogo universal.
O Escritório da IFLA para o Controle Bibliográfico Universal (CBU), sem dúvida em
posição única para o alcance desse objetivo, conte
conta com o entusiasmo ae capacidade não s6 de sua
equipe, na sede em Londres, como também com ae experiência e cooperação dos bibliotecários de
todos os continentes.
até no Brasil, ea ISBD se afirma cada
Apesar das polêmicas suscitadas no exterior*
exterior*^' e
vez mais como padrão internacional, justificando a frase de R. Lanker: "another step in the rigth
direction".
19
_
— Maria Luiza Monteiro da Cunha

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. JEWETT, C.C. — A plan for stereotyping catalogues by separate titles.
tities. Washington, D.C.:
D.C.;
Smithsonian Institution, 1851.
2. GORMAN, Michael — Bibliographical data in national bibliography entries: a report on descriptive
cataloguing. Working paper DE2 for the International Meeting of Cataloguing Experts.
Copenhagen: IFLA,
IF LA, 1969, lOp.
3. CHAPLIN, A. H. &amp; ANDERSON, Dorothy — Statement of principles
principies adopted by the International
Conference on Cataloguing Principies.
Principles. —
Annotated edition with commentary and
examples. — Sevenoakes, Kent: IFLA, 1966. 66p.
4 GORMAN, Michael — Op. cit.
4.
VE RONA, Eva — Digest of the comments received on the annotated edition of the Statement of
5. VERONA,
Principles by A.H, Chaplin/and? Dorothy
Principies
Anderson. Working peper
paper n. 1 for the
International Meeting of Cataloguing Experts. Copenhagen;
Copenhagen: IFLA, 1969, 16p.
6. DOMANOVSKY, Akos — Digest of the comments received on bibliographical dgta
data in national
bibliography entries by Michael Gorman. Working paper n. 2 for the International Meeting
of Cataloguing Experts. Copenhagen;
Copenhagen: IFLA, 1969. 15p.
7. INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS. Working Group on the
International Standard
Bibliographic Description. ISBD(M) International Standard
Bibliographical Description for monograpliic
monographic publications. — preliminary ed. — London:
London;
IFLA Committea
Committee on Cataloguing, 1971.
8
— ISBD (M) — International Standard Bibliographical Description for mongraphic
publications. — Ist
1st standard ed. — London: IFLA Committeeon
Committee on Cataloguing, 1974. 36p.
30cm.
9. FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS. ISBD(M):
trad, em português
Descrição bibliográfica internacional normalizada para monografias; trad.
por Maria Luisa Monteiro da Cunha, Elza Corrêa Granja e Inês Maria da Fonseca Littb.—
l.ed. "standard" — São Paulo: Universidade. Divisão de Biblioteca e Documentação, 1975.
59p.; 31 cm.

Digitalizado
gentilmente por:

�11C0

10. INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS. Jòint
Jôint Working Group on
the International Standard Bibliographie
serials. — ISBDIS):
ISBD(S): International
tha
Bibliographic Description for seriais.
Standard bibliographic description for seriais.
standard
serials. Ist.
1st. standard ed. London: IFLA
I FLA Int. Office
for UBC, 1977 - 61 p.; 30cm.
11Working
Group on the
GeneralGroup
International
Standar International
Bibliographic Standar
Description
for
11.
^
Working
on tha General
Bibliographic
D
materials— ISBD {NBM): International standard bibliographical description for
Non-book materiais—
non-book materials.
materiais. — London: IFLA Int. Office for UBC, 1977 — 60p.; 30 cm.
12.

— Working Group on the General International Standard
Description — ISBD(G): General International
international standard bibliographic description —
London: Int. Office for UBC, 1977, 24p.; 30 cm.
13. ASSOCIAÇAO
ASSOCIAÇÃO paulista
PAULISTA de
DE bibliotecários.
BIBLIOTECÁRIOS. Grupo de Processos Técnicos. Subgrupo de
Catalogação. — ISBD(M)
ISBDIM) e Código de catalogação anglo-americano: estudo comparativo
com o cap. 6 da
de 1967 ae 1Ô74
1974 — São Pau
Paulo:
Io: FFEBAB,
E BA B, 1978 — 78p.; 33cm.
14. CONVÊNIO MEC/CNPq. — Formato CALCO: monografias
rrvanografias e publicações seriadas. — Brasflia,
Brasília,
1977. 154p.
15. FAUNCE, Stephen S. A.8t
A.&amp; CASAS DE FAUNCE, Maria — MARCAL: manual de catalogación
mecanizada para América Latina. — ed. preliminar — Rio Piedras, Puerto Rico: Escuala
Escuela
Graduada da
de Bibliotecologia; Washington, D.C.: OEA, Secretaria General, 1976. lOOp.
16. INTERNATIONAL FEDERATION OF LIBRARY ASSOCIATIONS AND INSTITUTIONS.
Working Group on content designators. Unimark: universal MARC format. — London:
Office for UBC, 1977.126p.; 30cm.
IFLA Int. Officefor
17.
SWANSON, G. - ISBD,
ISBD. standard or secret? L.J. 98(21:124-30.
17.SWANSON,
SS(2):124-30. Jan. 15, 1973.
IB.THf LIBRARY OF CONGRESS RESPONDS.
98(3):394-395. Jan, 1973.
^8.THE
RESPONDS L.J.
L.J.SS(3):394-395.
19. LANGKER, R. — Another step In
in the right direction. The Austrailian Library Journal,
23(31:99-103. April, 1974.
23(3):99-103.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

11

12

13

14

�1101
ISBO (G)
ISBD
Thelma Vitols Ciarcia
Thelme
Bibliotecária da Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo.

1, Histórico
Em agosto de 1975, a Comissão Executiva Conjunta para ea Revisão do Código
Anglo-Americano de Catalogação sentiu a necessidade de se estabelecer um padrão internacional
gerei
geral para descrição bibliográfica, ou seja,
seje, uma
ume estrutura
estruture de base da ISBD que servisse para
pera todos os
tipos de material existente nas bibliotecas, a fim de evitar
eviter incompatibilidade
incomptatibilidade entre as
es várias ISBDs,
pois a ISBD(M) já se encontreva
encontrava há cerca de um eno
ano em sua primeira edição "standerd",
"starxlard". edotada
adotada por
bibliografias nacionais e por catálogos de bibliotecas; a ISBD(S) já se encontrava na fase final de
estudos, e havia vários projetos para
pare outras ISBDs especializadas.
1975, ne
na Bibllotece
Biblioteca Necionel
Nacional de Paris, os representantes das
Reuniram-se, em agosto de 1975.
Comissões de Trabalho da IFLA relacionados com o desenvolvimento das ISBDs e os representantes
da Comissão Executiva Conjunta para examinar um documento preliminar preparado por esta.
Nesse encontro chegou-se à conclusão que, realmente, seria desejável o estabelecimento de
uma ISBD geral e houve concordância quanto àè sua estrutura.
estrutura, O grupo concordou que as ISBDs se
destinam a ser usadas por toda comunidade bibliotecária, e não apenas
apienas por entidades bibliográficas
nacionais. Assim, o desenvolvimento de uma estrutura geral seria necessário, por um lado,
lado. para uma
total compatibilidade entre as ISBDs, e por outro, para auxiliar a resolver os problemas encontrados
pelas comissões nacionais que estão elaborando códigos unificados de catalogação para uso em
catálogos de vários tipos de materiais.
Foi então organizado um Grupo de Trabalho ae fim de preparar um texto anotado
enotado da
estrutura da ISBD(G), que contou com os presidentes da Comissão de Catalogação da IFLA e dos
Grupos de Trabalho das ISBDs especializadas, representantes da Comissão Executiva Conjunta e de
dois outros códigos multinacionais de catalogação (Regeln
(RegeIn für die alphabetische Katalogisierung e
USSR uniform ruies
rules for the entry of printed materiais
materials in library catalogues) e o diretor do Escritório
Internacional da IFLA para o Controle Bibliográfico Universal. Michael Gorman, da Comissão
Executiva Conjunta, foi encarregado da redação do texto anotado da ISBD(G), incluindo
incluirxfo notas
explicativas, definições e exemplos.
O Grupo de Trabalho reuniu-se novamente em março de 1976 para examinar o texto
anotado, confirmar seus objetivos e estabelecer sua estrutura final.
A minuta revisada foi distribufda
distribuída largamente em abril para criticas
críticas e sugestões, e foi
discutida em nova reunião, em egosto
agosto do mesmo ano, em Lausanne.
Lausanne, na Reunião Geral da IFLA,
durante a sessão da Comissão de Catalogação.
As críticas e sugestões foram compiladas e serviram de documentos de trabalho para um
novo encontro realizado em Londres, em dezembro de 1976, quando foi constituido um grupo
editorial para ajudar na redação final do texto anotado.
Nesse encontro foi tomada uma importante decisão: a de se excluir das anotações da
ISBD(G) todas as estipulações que se assemelhassem a regras de catalogação, pois tal não era seu
objetivo.
Este encontro foi também uma oportunidade para se examinar a harmonização do
programa da ISBD e, em particular, para apreciar meios de assegurar a compatibilidade editorial nos
textos das várias ISBDs em preparação.
Uma nova minuta, incorporando as decisões de dezembro, foi preparada por Michael
Gorman e o texto foi colocado em sua forma final pelo Grupo Editorial durante o Congresso
Mundial da IFLA. em Bruxelas, em setembro de 1977, e finalmente publicado em outubro do
mesmo ano.

cm

Digitalizado
por:
gentilmente por;

II

12

13

�1102
Neste Congresso de
da IFLA
I FLA foram
Nesta
forem tomadas
tomedas importantes
importantas decisões em relação
ralaçõo à ISBD(G) e
programa da iSBD.
ISBD. Num encontro
encontre da SeçSo
de Cateiogação,
Catalogação, concordou-se que a edição
todo o progrema
Seção da
"standard" da iSBD(M)
"stendard"
ISBDIM) seria revisada, a fim de haver compatibiiidade
compatibili^de com o texto da ISBD(G) e
em 1977: (S) e (NBM). Concordou-se ainda qua,
que, uma vaz
vez
demais ISBDs especializadas
aspeciaiizadas publicadas
pubiicedas am
conciufdas
concluídas as iSBDs
ISBDs antSo
então am
em praperaçSo
preparação — (PM), (A) ae (CM) — todos os textoS permenacerSo
permanecerão
inalterados por cinco anos
inaitaredos
enos para
pera assegurar
essagurar um parfodo
período de estabilidade
estebiiidada e continuidade.
continuidede. EsperaEspere- e que,
durante esse período, uma
ume unidade
unidada de
da manutenção
manutançSo de
da ISBD
iSBD dentro do Escritório da IFLA
iFLA pera
para
Controle Bibiiográfico
Controie
Bibliográfico Universai
Universal supervisione
supervisiona os taxtos,
textos, sua tradução, intarpreteção
interpretação ae epiicação.
aplicação.
Devemos acrescentar que esta primeira etapa
Devamos
atepe do programa
programe da ISBD da IFLA
iFLA considera
considare
airxfa a possibiiidada
einda
possibilidade da
de aiaborar
elaborar ume
uma iSBD
ISBD para artigos da
de periódicos.
2. Escopo, objetivo a uso
A iSBD(G)
ISBD(G) especifica todos os aiamentos
elementos requeridos
requaridos para
pera descrever ea idantificer
identificar todos os
tipos da
de matariei
material que
qua podem
podam aparecer em
am acervos
acarvos da
de bibliotecas.
bibiiotecas. Ela
Eia fixa uma ordem pera
para esses
essas
elementos ae datarmina
aiamantos
determina sua pontuação.
A ISBD(G) constitui a base das iSBDs
ISBDs especieiizades
especializadas para catagoriasaspaciaisde
categorias especiais de material,
servirá de basa
sarvirá
base para futura revisão dos atuais textos da
de ISBD, e espera-se
aspara-se que
qua constitua a base,
também, pare
para ea elaboração
aiaboreção da
de códigos da
de regras de catalogação para descrição de meterieis
materiais da
biblioteca, quer seja através de
da ISBDs especializadas
aspeciaiizadas ou diretamente,
diretamenta, &gt;:io
i;io caso de
da materiais
matáriels não
abrangidos pales
pelas ISBDs.
se destine,
destina, portanto, ae ser
ter usada pare
para descrever qualquer item diretamante,
(ãretamente,
A ISBD(G) não sa
isto é, não sá
Intarnaclonais
se destina a sar
ter usada por catalogedores,
catalogadores, e sim por comissões nacionais ou internacionais
responsáveis paie
pela elaboração de códigos de regras
regres de
da catalogação.
A iSBD(G)
ISBD(G) dastina-sa,
destina-se, principalmante,
principalmente, aos aiamantos
elementos descritivos de uma publicação, tal
como aparecem em catálogos de
da fichas, listas bibliográficas,
bibliográficas. impressas,
Impressas, etc. Não diz respeito,
exatamente, àè maneira pela qual estes
exetamanta,
estes.aiamentos
elementos possam vir a sar
ser recuperados em registros legíveis
por máquina, embora pratenda-se
pretenda-sa qua
que cada um destes
destas aiamentos
elementos seja
seje identificado
Identificado no formato da
de
sistema, e que esses
qualquer sistarne,
asses sistemas também
tatinbém permitam
permitem descrições em
am vários níveis.
3. Definições
ITEM; o termo "item" significa um documento, um grupo da
ITEM:
de documentos, ou parte de um
documento, qualquer que seja a sua forma física, considerado como entidade ea constituindo a base
de uma Onica descrição bibliográfica.
da
Outras definições pera
para termos usados num sentido especial são dados no
rx) Início
início da
de cada
área e am
em cada ISBD especializada.
especializeda.
Os termos usados no sentido bibliográfico usual
usuel não são definidos.

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�1103
4.1 Observações quanto à estrutura da IS8(G)
188(G)
'
' 'Todas
Todas as ISBDs especializadas devem ser baseadas na ISBD(G),
ISBO(G), isto é, a numeração de
áreas e elementos da ISBD(G) deve ser a mesma em todas as ISBDs especializadas para que seus
usuários ^^m'
possam acompanhar a posição de um elemento até sua implementação e explicação
expricação em
parágrafos relevantes de uma'
uma ISBD especializada. Concordou-se, numa das reuniões do Grupo de
publicado a estrutura,
estrutura da ISBD(G) ao lado da estrutura da ISBD
Trabalho, incluir em cada texto publicedo
especializada.
A inclusão de uma nova área denomínade
denominada específica do material (ou do tipo de
publicação) foi considerada importante, para incluir cartas
certas categorias de informação aplicáveis apenas
a certos tipos de
da material. Somente serão atribuídas
etríbuidas a esta área as
es informações que não puderem ser
dadas em nenhuma outra área da descrição.
Uma designação
desigr)ação geral
gerai do material apareça
aparece como elemento opcional na área do título ae da
indicação dé
de responsabilidade,
responsabilidada, imediatamente
imediatarnente apòs
apõs o título principal.
Uma designação específica do material deverá ser incluída normalmenta
normalmente como primeiro
elemento na área
áree da descrição física.
4.2 Exemplo esquemático da ISBD(G)
1 Título principal [ designação geral do material
meterlal ]l"
jl** título equivalente ;: outras
informações sobre o tfíulo
t^ulo / primeira indicação de responsabilidade ; indicações subsequentes de
responsabilidade.
responsabilidada.
^ Indicação da edição = indicação da edição equivalente / primeira indicação
de responsabilidade em releção
relação àè edição ; indicações subsequentes, indicação adicional de edição /
primeira indicação (te responsabilidade depois de uma indicio edicional
adicional de edição ; indicações
subsequentes. — — '^^ Ãrea
Ãree espécifice
especifica do meterial
material (ou do tipo de publicação). — — ^ Local de
publicação, distribuição etc. ; locais subsequentes : nome do editor, distribuidor etc. [ indicação da
função da
fuitção
de editor, distribuidor etc. ] , data
dat| da
de publicação, distribuição etc,
etc. (locai
(local de produção
produto :
nome o produtor, data da
de produção).
Designação
noma
^ Designação específica
especifice do material
materiel e extensão do item:
item;
outros detalhes físicos
físicos; dimensões do item + indicação de meterial
material edicbnal.
adicional.
^
” (Titulo
(Título principal
da série
séria = título
titulo equivalente da série : outres
outras informações sobre o título
titulo da série / primeira indicação
de responsabilidade em relação èà série ; indicações subsqüentes, ISSN da série ; nbmero
nCimero dentro da
série. Enumeração e/ou titulo da subsèrie=
subsérie= titulo
título equivalente da subsérie ;: outras Informações
informações sobre
o título
titulo da siibsériá
subsérie / primeira ind'icação
indicação de
da responsabilidade em relação èà subsérie ; indicações
|ubseqüantes, ISSN da subsérie ; numeração dentro da subsérie). — — ' Ârea das notas. — —
|ubseqüetites,
°" Número normalizado (ou alternativa) = título
titulo chave : condições de disponibilidade e/ou preço
(qualificação).
5. Descrição em vários níveis
5..Descrição
A descrição em vários níveis consiste na repetição dos elementos da ISBD, dando primeiro
os elementos que se aplicam
epiicam à totalidade de um item em várias partes ou ao conjunto de uma coleção
de itens, em seguida os elementos que se aplicam às partes daquele item ou coleção e assim por
diante. Esse processo éè executado em tentos
tantos níveis quantos forem necessários para descrever
completamente os vários níveis.
Há três aplicações principais para descrições em vários níveis:
1) Descrição de partes de itens em várias partes publicadas separadamente.
2) Descrição de partes separadas de um item de multimeios.
multímeios.
3) Descrição de um item suplementar a outro ou que o acompanha.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

-\JJ 11

12

13

14

�1104
4. Estrutura da ISBD(G)
IS6D(G)

Áreas
Pontuação
Elementos
1. Ãrea
Area do título e da indicação
1.1 título principal
de responsabilidade
[ ]
1.2 designação geral do material
1.31título
1.3
ítu Io equ
equivalente
K/alente
1.4 outras informações sobre o título
1.4outras
1.5 indicações de responsabilidade
primeira indicação
/
indicações subsequentes
2. Area da edição
2.1 indicação da edição
2.2 indicação da edição equivalente
2.3 indicação de responsabilidade em relação à edição
primeira indicação
/
subsequentes
indicações subseqüentes
2.4 indicação adicional de edição
2.5 indicações de responsabilidade depois de urna
uma indicação
irtdicação
adicional de edição
primeira indicação
/
indicações subseqüentes
3. Area específica do material
(ou do tipo de publicação)
4. Area da publicação,
4.1 Local de publicação, distribuição, etc,
etc.
distribuição etc.
primeiro local
locais subseqüentes
4.2 nome
norne do editor, distribuidor etc.
4.3 indicação da função de editor, distribuidor, etc,
etc.
[ ]
[']
4.4 data de publicação, distribuição etc.
t
4.5 local de produção
(
4.6 nome do produtor
4.7 data de produção
,)
5. Area da descrição física
5.1 designação específica do material e extensão do item
5.2 outros detalhes físicos
5.3 dimensões do item
5.4 indicação de material adiciorral
adicional
6. Area da série
6.1 título principal da série
6.2 título equivalente da série
6.3 outras informações sobre o título da série
6.4 indicações de responsabilidade em relação à série
primeira indicação
/
indicações subseqüentes
6.5 ISSN da série
6.6 número dentro da série
6.7 enumeração e/ou título da subsérie
6.8 título equivalente da subsérie
6.9 outras informações sobre o título da subsérie
6.10 indicações de responsabilidade em relação à subsérie
/
primeira indicação
indicações subseqüentes
6.1 1 ISSN da subsérie
6.11
6.12 numeração dentro da subsérie
7. Area das notas
8. Area do número normalizado
8.1 número normalizado
(ou alternativa) e das
8.2 título chave
condições de disponibilidade
8.3 condições de disponibilidade e/ou preço
8.4 qualificação (em posições variadas)
( )I

Digitalizado
gentilmente por;
por:

11

12

13

14

�lios
1105
5.1 Exampio
Exemplo

ELEMENTOS
1.1 Título principei
principal
1.2 DesigneçSo
Designação geral
gerei do materiei
material
1.5 Indicaçéesde
Indicações de responsabiildede
responsabiiidade

NfVEL
NÍVEL NO SEU TODO
Footnotes to jazz
Jazz
[ GrevaçSo
Gravação sonoro ]
/ edited and with notes by
Frederic Ramsey, Jr,
Jr.
Local de publicaçSo
publicação
Locei
;: Foikweys
Foikways Records
,1951..--discos
• • discos sonoros

4.1
4.2 Nome do editor
4.4 Data de publicação
pubiicação
5.1 DesigneçSo
Designação específica do metariei
material
a extensão
extensSo do item
5.2 outros deteihes
detalhes físicos
Dimensões do item
5.3 DimensSas
5.4 indicaçSo
Indicação de materiei
materiai edicionel
adicionai
6.1 Título
Títuio principal da série
s6rie
. -• -• (Jazz
(Jezz history series)
7. Notas
8.1 NGmero
Nbmero normaiizado
normeiizedo (ou alternativa)
elternative)
8.3 Condiç5es
Condições de disponibilidade e/ou preço

NfVEL
NÍVEL EM PARTE ISOLADA
Voi.
Vol, 2: Jezz
Jazz rêhearsal
rehearsal
/ whhe
withe the Art Tatum
Tetum Trio
. - • New York
.••New
.••1952
.--1952
. -• -1
•■•1 disco sonoro (24 min.)
: 33 1/3 tpm.,
fpm., mono.
nrtono.
; 25 cm
-t-+ notas
notes descritivas (4p.)
. - - Gravado
Grevedo em 1944
. - - FJ2293
: $a25
;$a25

Footrxjtes to jezz
Footnotes
jazz i gravaçSo
StAvaçSo tonore
sonora / / edited and with notes by Frederic Ramsey, Jr.
New
York : Foikways Records, 1951—
.
discos sonoros.
(Jezz
(Jazz history series)
Vol. 2 : Jazz rehearsal
Voi.
rehearsai / with the Art Tetum
Tatum Trio.
1 disco sonoro (24 min.): 33 1/3 rpm„
rpm., mono.
; 25cm + notes
notas descritives
descritivas (4p.). — Gravado em 1944.
FJ2293 :; $3.25

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

11

12

13

14

�1106
ISBO(S)
Población
Dinah Aguiar Poblaciõn
Professora de Catalogação da ECA/USP.
Presidente da Comissão Brasileira de Documentação
Presidenta
Biomédica CBDB/FEBAB

Convidada ea participar de um Painel sobre es
as ISBDs, coube a mim focalizar ae ISBD(S) para
relatar brevemente o estado etual
atual dos estudos sobre seriados. A Equipe de Publicações Seriadas dó
do
SubGrupo de Catalogação do Grupo de Bibliotecários em Informação ea Documentação em Processos
Técnicos da Associação Pauliste
Paulista de Bibliotecários, baseou seus estudos sobre ISBD(S) inicialmente no
texto preliminar de 1974 e posteriormente na 1? edição standard publicada em 1977, pela IFLA,
após a reunião em qua
epõs
que adotaram as
es mudanças de acordo com as decisões do Grupo da ISBD(G).
Devemos iniciar ea discussão com uma questão fundamental;
fundamentei; o que é seriado? Algumas respostas são
óbvias e outras exigem um estudo mais profundo.
bbvias
profundo, Seriado, segundo a definição dos vários códigos e
manuais de catalogação já é do conhecimento de todos os bibliotecários, no entanto, a ISBD(S)
inclui alguns novos elementos, apresentando a definição "Publicação seriada em forma impressa ou
não impressa, aparece em fascfculos ou volumes sucessivos, apresentando geralmente designações
numéricas ou cronológicas e destinada a ser continuada indefinidamente. As publicações seriadas
abrangem revistas, jornais, publicações anuais
enuais ou de periodicidade mais espeçada,
espaçada, séries de rejatórios,
memórias ou anais de instituições ou de congressos, e séries monográficas. Esta definição não abrange
obras produzidas em partes sucessivas durante um período delimitado de antemão, e permite a
inclusão de séries não numeradas".
mclusão
numeradas^’.
Subgrupx} de
A abrangência desta definição exigiu que a Equipe de Publicações Seriadas do Subgrupo
Catalogação do Grupo de Processos Técnicos do APB, discutisse vários dias para poder identificar os
documentos qua
que dever
deveriam
iam ser considerados como seriados.
decorrer dos trabalhos, que se inciaram em 5 de abril de 1977, temos procurado
No decorrar
estudar detalhadamente cada item da ISBD(S) e compará-la com o capítulo 7 do AACR,
AÁCR, com
corn as
Normas para Catalogação de Publicações Seriadas publicadas pelo Grupo Biomédico da APB e
identificar as modificações preconizadas pela Library of Congress através da publicação Cataloging
Service.
A área 1 — área de título, uma das mais extensas, ficou sob ae responsabilidade da
Biblioteca Municipal Mário de Andrade. Essa área que inclui também a indicação de
responsabilidade, trouxe sérias inquietações. Embora a ISBD(S) enfatize claramente que objetiyà
objetiva
somente a descrição bibliográfica, e não se preocupa coma
com a escolha ou forma de entrada, a descrição
bibliográfica das ISBDs inicia-se com o registro dó
do título, que no caso dos seriados, é uma das formas
de entrada, segundo
segurxfo o AACR (Anglo
(Angio American Cataloguing Rules),
Ruies).
nome
título principal, porém poderá ter
A área de título apresenta como primeiro elemento o titulo
título equivalente (parallel title),
também titulo
titie), subtítulo, título de seção. O título chave (key-titie)
(key-title) é um
nome exclusivo ou único atribuído a uma publicação seriada pelo Sistema Internacional de Dados
sobre Publicações Seriadas (ISDS International Seriais Data System) e inseparavelmente associado a
seu Número Internacional Normalizado das Publicações Seriadas (ISSN — International Standard
Serial Number). A ISBD(S) apresenta primordialmente especificações para a descrição física das
publicações seriadas correntes, porém prevê o registro das que encerreram
encerraram a publicação ou mudaram
de título apresentando essas informações em notas. Como registro de publicações correntes, a
ISBD(S) recomenda
recomende especificamente que cada
cade país, através
etrevós de sua entidade bibliográfica nacional, seja
responsável pela elaboração de uma descrição completa para cada publicação seriada do país,
objetivando as bibliografias nacionais. No entanto, diz também que a descrição prevista pode ser
utilizada tal quel,
qual, num catálogo de biblioteca. Para outros centros de catalogação, que não seja
entidade bibliográfica nacional, prevê uma catalogação em que podem ser escolhidos os elementos a
serem incluidos em sua descrição, desde que os elementos sejam conservados, apresentados na ordem
prescrita e sigam a pontuação. Não é preocujiação
preocupação das ISBDs os problemas decorrentes de fatores
organizacionais, tais como;
como: cabeçalhos, títulos considerados para alfabetação,
alfabetaçãó, localização de material,
registro da coleção, remissivas de pequenas variações do título, pista (assunto, analíticas, securxfárias
securxfãrias
de autoridades e local), etc.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

�jr
fi'1107
o interesse básico de catalogação de publicações seriadas é o de descrever a unidade
O
tendêiKia para registro do item
bibliográfica e não a peça física. Entretanto, nota-se na ISBD(S) uma tendência
bibliográfico, da unidade que está sendo catalogada, principalmente quando inclui a área 2 — área de
edição e coloca como exemplo no item 2.1.3 (4th. revised ed. — 3. Aufl.) e no item 2.1.4, ex,:
ex.: —
[ Ed. de Grenoble ] . — 3e. éd. Fica ainda mais claro esse objetivo quando na área de
responsabilidade relacionada com a edição, no item 2.3.1 "The third element of the edition area
consist of statements of those persons or corporate bodies relating to the edition in hand, but not to
ait the editions of the serial".
all
seriai". Essa área de edição foi estudada pela Equipe, com base no trabalho de
comparação apresentado por uma representante que inicialmente perterx:ia
pertencia ao Tribunal de Contas do
Município e atualmente está na Biblioteca Municipal Mário de Andrade. Por tratar-se de área nova,
incluida epós
após as decisões tomadas na reunião do Grupo da ISBDIG),
ISBD(G), acerca de uma estrutura geral
para todas as ISBDs, a Equipe limitou-se a estudar a área porque não tinha elementos para comparar,
contar com
nem como AACR e nem com as Normas do Grupo Biomédico. Apesar da Equipe conter
bibliotecários com longa experiência na catalogação de publicações seriadas, ainda não conseguiu
páginas de rosto de publicações seriadas que apresentassem todos os casos para poder exemplificar
essa área. A área 3 corresponde
correspoixle aà numeração, e também é uma nova área criada após ea reunião do
Grupo da ISBD(G).
ISBDIG), Essa área consiste do número ê/ou
e/ou data de abrangência desde o IP até o último
número publicado de um título conforme foi descrito na área 1. Para apreciação da Equipe foi
apresentado o trabalho de comparação elaborado pela representante do Hospital de Clínicas "Dr.
Jundial. A Equipe já discutiu essa área e está reunindo exemplos para poder
Paulo Sacramento" de Jundiaí.
ilustrá-la. A área 4 correspondente à publicação e distribuição (anteriormente conhecida como
imprenta) será discutida a partir de agosto, e a seguir virá a área 5 — Descrição física (na catalogação
tradicional corresponde 'àà colação) e na seqüència
sequência virá a área 6 — que é a de Area
Área de Série
acompanhada do ISSN da série. Outra área extensa e muito complexa é a área 7 — área de notas,
ecompanhada
onde são registrados variações do título, título
titulo da capa, variações de subtítulo e de indicação de
responsabilidade, notas
rKitas de continuação, substituição, fusão, incorporação, absorção, separação,
encerramento, reprodução, edições em línguas diferentes, suplementos de, encadernado com,
material que acompanha números especiais, índices acumulados, nP exemplares impressos, etc. Em
todas essas variações grande
grarxle correlação é feita com o ISSN que é atribuído para cada ocorrência que
é registrada em rxitas.
notas. A seguir a área 8 corresporxie
corresponde ao ISSN relacionado com o "Key-title"
"Key-titie" e são
merKionados
a9
mencionados de forma opcional a disponibilidade e o preço para subscrição. A última área que èéa9
corresporxie a "Descrição a Dois níveis"
corresporxfe
niveis" e já foi apresentada à Equipe pela Faculdade de Odontologia
da USP. Esse estudo foi feito logo em seguida da área de título, por tratar-se de assunto muito
correlato referente a seções de um seriado.
Esses estudos em arxlamento
andamento darão como resultado uma publicação programada pelo
Grupo de Processos Técnicos. — Subgrupo de Catalogação — apresentando a comparação com os
documentos AACR e Normas do Grupo Biomédico,
Biomédico. devidamente ilustrado com as páginas de rosto
ou partes do seriado que sirvam para elucidar os padrões preconizados pela ISBD(S).

Digjtaljzado
Digitalizado
gentilmente por:

�-•T
1108
ISBOINBM)
ISBD(NBM)
Rosaly Favero Krzyzanowski
Bibliotecária Chefe-substituta da
Faculdade de Odontologia da •
Universidade de São Paulo.
INTRODUÇÃO
A ISBD
IS6D (NBM) é uma contribuição, a nivel
nível de suporte técnico, ao programa a longo prazo
prazo'
da IFLA
IF LA com relação ao Controle Bibliográfico Universal. O programa, delineado formalmente .
durante o Coselho Geral da IFLA em Grenoble, em 1973, visava ao estabelecimento gradual de uma
rede internacional e, posteriormente, global, de comunicações, a fim de que a produção ■
documentária de diversas culturas e tradições pudesse ser assimilada e permutada mundialmente
mediante inclusão nas bibliografias nacionais
nacloneis e listas similares. Embora exerçe
exerça nesse empreendimento
uma função central, a palavra impressa é apenas um dos meios de transmissão documentária, pelos
quais são atendidas as necessidades de comunicação de indivfduos
indivíduos e instituições; conx&gt;
conto complemento
de crescente importância na educação e treinamento, bem como em muitos outros aspectos da vida,
os "multimeios" (non book materials)
materiais) compreendem uma categoria que abrange, desde um simples
auxílio audiovisual, até os mais sofisticados produtos da tecnologia eletrônica. A ISBD (NBM)
destina-se a reforçar o conceito
corx:eito de uma estrutura descritiva normalizada para os "multimeios" que já
figuram em larga escala em bibliografias nacionais e outras listas impressas.
O Grupo de Trabalho da ISBD (NBM) foi constituído no começo de 1975 em decorrência
de uma recomendação do Conselho Geral da IFLA, em 1973. Reuniu-se durante dois dias em
Estrasburgo, em 1976, e, nos seus dois anos de existência, vários dos seus membros puderam se
encontrar informalmente para consultas, outras vezes. Três textos preliminares foram examinados e
discutidos por correspondência. O texto final foi amplamente distribuído antes e durante o Conselho
Geral da IFLA em Lausanne, em 1976, e constituiu assunto de uma sessão da Comissão de
Catalogação da IFLA (agora designada como seção) durante o referido Conselho.
ESTRUTURA
A ISBD (NBM), tal como as demais ISBDs especializadas do programa da ISBD, segue a
estrutura da Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada Geral, ISBD (G), e é perfeitamente
compatível com os seus requisitos.
requisitos,
Conseqüentemente. tem como preocupação especificar os elementos necessários à
Conseqüentemente,
identificação dos "multimeios", atribuindo, da mesma forma que as outras ISBDs especializadas,
uma ordem a estes elementos na descrição, para a qual prescreve um sistema de pontuação.
FINALIDADE
Ainda, como as demais ISBDs especializadas, a ISBD (NBM) tem como finalidade facilitar '
a comunicação internacional da informação bibliográfica* por meio da catalogação descritiva dos
"multimeios" em catálogos impressos, bibliografias ou listas similares.
UTILIZAÇÃO
Para tanto, a ISBD (NBM) deve fornecer a máxima informação descritiva necessária a umá
uma
série de atividades bibliográficas, abrangendo, desta forma, elementos que podem ser essenciais para
uma ou outra destas atividades, sem sê-lo necessariamente para todas. O ISBD (NBM) recomerxla
recomenda
que. em cada país, a entidade bibliográfica nacional seja responsável pela elaboração de uma
descrição completa para cada publicação editada no país, incluindo todos os elementos que se
encontram na ISBD (NBM), na medida em que a informação seja disponível ou possa ser
determinada, com exceção, dos que podem ser omitidos por serem facultativos.
Todavia a ISBD (NBM) permite que outros centros de catalogação, bibliotecas, etc. possam
escolher os elementos que desejar incluir em sua descrição, desde que os que forem mantidos sejam
apresentados na ordem estabelecida e sigam a pontuação prescrita.'
prescrita.
(

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�r
1109
CAMPO ABRANGIDO
0$
Os "multimeioS"
“multimeioS'’ abrangem, em sua maior parte, materiais publicados em múltiplos
exemplares, excluindo,
excluirxlo, portanto, espécimes ou objetos encontrados, exceto quando em pacotes e
registrados comercialmente.
oomercialmente.
A ISBD (NBM) apesar de indicar quais os materiais por ela considerados (ver lista anexa)
dà abertura para que outros objetos nSo
dã
nSò previstos em seu escopo, sejam satisfatoriamente
satisfatoriamante descritos
nos termos estabelecidos.
DEFINIÇÕES
A ISBD (NBM) apresenta como todas as outras ISBDs definições de termos usados com
significados particulares que abaixo são relacionados:
qua exerce responsabilidade
resF&gt;onsabllidade total quanto aos processos físicos
Companhia Produtora Companhia que
envolvidos na produção de um Item.
item.
Invólucro
Qualquer embalagem para um item ou grupo de itans
itens ou parta
parte de um item
fisicamente separável do material abrigado. (O envelope, álbum ou "capa"
para um conjunto de discos êé um invólucro; um casseta
cassete ou um cartucho não
o são).
Material
Uma de várias formas físicas para o registro de dados.
Nome da Marca
Marca registrada associada com todos ou alguns dos produtos de uma editora
ou companhia produtora, particularmente em relação a discos.
Patrocinador
Companhia, instituição, organização ou indivíduo que encomenda
encomerKia e/ou
financia a obra de qualquer entidade citada entre as indicações de
responsabilidade ou, excepcionalmente, entre os només
nomes de editores,
distribuidores, etc.
Realização
Montagem,
encenação, ou qualquer outra que concretize uma obra em
Mpntagarri, encer»çãd,
produção.
Reedição
Grupo de exemplares
exemplares-de
de um item, produzido da mesma matriz de uma
edição prévia, na mesma forma física, proveniente do mesmo editor ou
produtor.
i
ATUAÇÃO DO SUBGRUPO DE MULTIMEIOS
&lt;0
O Subgrupo
SubgruFK) de Multimeios, do Grupo de Bibliotecários em Informação e Documentação
em Processos Técnico, da Associação Paulista de Bibliotecários, iniciou estudos relativos à ISBD
(NBM), partindo preliminarmente da sua tradução integral, uma vez que sentiu desde o início, a
(NBM),’
necessidade de uma uniformização da linguagem
liriguagem a ser empregada.
Dentro deste esquema de trabalfto
trabalho — tradução e posterior comparação com o AACR — O
Subgrupo já concluiu a tradução, que se encontra em fase de revisão.
Apesar de rtão ter sido iniciada a análise do conteúdo da ISBD (NBM) assim conra
como a
comparação com o AACR, o Subgrupo pôde
põde observar que:
1—

2—

cm

Com relação ao AACR, este limitou-se aos seguintes materiais: reproduções fotográficas e
de outras espécies (cap. 9); filmes (cap. 12); discos e outras gravações sonoras (cap. 14);
pinturas, desenhos e outras representações bidimensionais (cap. 15). Estes materiais,
estarxfo distribuídos em capítulos especiais.
receberam tratamentos distintos, estando
A ISBD (NBM), por sua vez, abrange além dos materiais considerados no AACR, outros
surgidos na última década, dando um tratamento único para todos eles. Desta forma, os
diferentes materiais são descritos obedecendo a mesma distribuição de seus elementos, por
áreas. O tipo de cada material é distinguido
distirtguido primeiramente, pela sua designação geral, entre
colchetes, na área de título e também pela sua designação específica, na área de descrição
física.

Digitalizado
gentilmente por:

�«

1110
Exemplo:
Ârea do Título e da indicação de responsabiiidade
responsabilidade
Area da
Ârea
de publicação, descrição, ate.
etc.
r
Richard III [ Visuai
Visual 1 / artist unknown,
unknown.
'tondon
'London : Her Majesty's *
iStationery Office, IO??.'
IStationery
1973!' 1 pôster:
poster: col.; 74 x 48 cm
i M—:
—:
■AFrom the painting
„tFrnm
oaintina in the National Portrait Gallery.
Gallery, London,/
&gt;ISBN 11-290175-1: £0.35,
£ 0.35. ,/
tISBN
f Area
Ârea do número normalizado (ou aiternativa)
alternativa) e das condições de
I
disponibilidade
Area
Ârea de notas

Area da
Ârea
de descrição física

3-

4—

A ISBD (NBM) além de
da estar destinada a incentivar o conceito de uma estrutura descritiva
bibliográfica normalizada e internacional, trouxe consigo recursos para qua
que materiais
especiais, que vão desde os audio-visuais até os produtos provenientes da tecnologia
eletrônica e qua,
que, até então, não haviam sido tratados em nenhum código de catalogação,
possam ser descritos.
O vocábulo "multimeios'' adotado até então pelo Subgrupo de Multimeios é considerado
pela ISBD
ISBO (NBM) como um dos termos da sua nomenclatura especializada. Desta forma,
entenda-se
entende-se qua
que deverá haver a adoção de um novo termo em português para traduzir a
expressão "non book materiais".
materials". Como os estudos a respeito da iSBD
ISBD (NBM) estão
astão em sua
fase inicial, o Subgrupo de Multimeios considerou prematura a mudança de sua
denominação, assim, como ae adoção de um termo novo que substituisse
substituísse o já conhecido
"multimeios" na apresentação
"multimeio^'
aprasantação deste painel. De qualquer forma, fica a assertiva de
da que
qua
ocorrerão estudos a respeito do assunto, para o qual o Subgrupo agradeçe
agradece sugestões
abalizadas.
Pesquisas na literatura mostraram o uso em espanhol das expressões: "materialas
"materiales que no
.libros"a
libros" e "matariales
"materiales distintos de los libros"; em português: "multimeios" e "audiovistiai^'.
"audiovisuais".

* O termo "bibliográfico" foi adotado em todo o texto da ISBD (NBM), por não haver alternativa
aceitável para substitui-lo.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

4^
12

13

1

�1111
ANEXO
São considerados pela ISBD (NBM) os seguintes materiais:
Designação Geral
Braile
Holograma
Kit

Máquina leitora de dados
Microforma

Diapositivo para microscópio
Filme cinematográfico

Multimeio
Objeto
Gravação

Registro visual

Material Visual

Projeção visual

Digitalizado
gentilmente por;
por:

Designação Específica
Especifica
Folhas,
Volume, etc.
Filme de Holograma,
Chapa de Holograma.
Jogo,
Quebra-cabeça,
Ouebra-cabeça.
Kit,
Kit de laboratório.
Arquivo de dados de máquina leitora.
Cartão-janela,
Microcartucho,
Microcassete,
Microficha,
Micro-opaco,
Microbobina,
Microcarretel,
Microslip.
Diapositivo microscópio
Cine Cartucho,
Cinecassete,
Cine
cassete,
Cineloop,
Carretei de cinema.
cinema,
Diorama,
Modelo,
Planetário, etc.
Cartucho sonoro.
Cassete sonoro.
Disco sonoro.
Carretei sonoro.
Cartucho visual.
Cassete visual.
Disco visual.
Carretei visual.
Reprodução de arte.
Impressões (gravuras) artísticas.
Cartão relâmpago,
Âlbum
Ãlbum seriado.
Fotografia,
Quadros,
Ouadros,
Cartão Postal,
Cartazes,
Cartão estereográfico.
Carretei estereográfico.
Ilustração para estudo.
Desenho técnico,
técnico.
Quadro didático.
Ouadro
Tira de filme,
Diafilme
Diapositivo,
Transparência.

J^-LrLJ

�1112
ISBD (M)
NORMAS INTERNACIONAIS PARA A DESCRIÇÃO
DESCRIÇAO BIBLIOGRÁFICA
BIBLIOGRAFICA DE MONOGRAFIAS
Giacomina
Gíacomina Faldini
Fac. Direito da USP — São Paulo
Origem. Estas normas são o resultado final de uma série de atividades iniciadas em 1961, por ocasião
da realização da Conferência Internacional sobre Princfpios
Princípios de Catalogação, em Paris.
constituído na Reunião Internacional de
Foram elaboradas por um grupo de trabalho constitufdo
Especialistas em Catalogação, havida em Copenhagen, am
em 1969, que teva
teve como um dos seus
principais objetivos confirmar os trabalhos iniciados na Conferência da
de Paris,
Paris.
O texto final contém as recomendações finais do grupo de trabalho ea foi precedido por
três anteprojetos, distribuídos a mais de 70 centros de catalogação ea bibliotecas, para que fossem
feitas críticas e comentários.
Grenoble, uma reunião para revisão do texto da ISBD(M),
Em 1973, celebrou-se em Granobla,
levarKlo-se em consideração as emendas propostas. Chegou-se a um acordo para a redação do texto
levando-se
final e o Comitê de Catalogação da FIAB tomou a si o encargo da publicação da edição final da
ISBD(M).
No Brasil, a primeira edição standard em português surgiu em 1975. A partir da
de 1975,
também, foram realizados estudos para a criação de uma ISBD geral, que pudesse servir para a
descrição de
da qualquer tip&gt;0
tipx} de material que estivesse no acervo de uma biblioteca.
Em 1977 surgiu, então, a ISBD(G) trazendo inovações para todas as demais | ISBD,
sobretudo na terminologia, uma vez que o enfoque do G deveria necessariamente ser diferente do M
ou do S, visto o G ter que tratar da descrição bibliográfica de materiais variados, alguns muito
diferentes dos livros impressos ea portanto aprasentando
apresentando características muito específicas.
Acreditamos, pois, que a próxima edição da ISBD(M) trará as alterações Inevitávels.^uma
inevitáveis,, uma
vez que ela deverá{
deverá i ser revista à luz da nova nomenclatura e da nova estrutura apresentada pela
ISBD(G), da mesma forma como já aconteceu com ae 2? edição do Código Anglo
AngIo Americano, que foi
revisto e remanejado completamenta
completamente à luz da ISBD(G). Convém, aqui, lembrar qua
que a edição em
separata do capítulo 6 do Código Anglo-Americano (capítulo da descritiva) foi publicada em 1974 ae
revista naquela ocasião á luz da ISBD(M).
Campo: Especifica os requisitos para a descrição de publicações monográficas em um ou
mais volumes, indicando uma ordem uniforme para os elementos da descrição e um sistema
sistema de
pontuação para essa descrição.
É preciso salientar que a ISBD, tendo como característica primordial a descrição de uma
determinada publicação em mãos e não da obra nela contida, o dado raferente
referente à autoria, constituído
pelo cabeçalho de autor (pessoa ou entidade) não é objeto de estudo.
Finalidade: A ISBD(M) foi projetada principalmente como um instrumento para a
Finalidada:
comunicação internacional da informação bibliográfica. Em vista disso, a ISBD(M) fornece uma
estrutura internacionalmente aceitável para a representação da informação descritiva no registro
bibliotecário de monografias.
Ao especificar os elementos que
qua devem
devam compreender a descrição bibliográfica e especificar
a ordem em que esses elementos devem ser apresentados e a pontuação que os delimita, a ISBD(M)
deseja alcançar três objetivos: e)
a) facilitar o intercâmbio de informações da
de diferentes fontes; b)
facilitar seu entendimento etravés
através das barreiras '-llngQlsticas;
'-llngülsticas; c) fazer com que essas informações
possam ser convertidas em forma legível à máquina.
Para alcançar esses objetivos, foi encontrada uma maneira pela qual os vários elementos
que compõem a descrição bibliográfica sejam reconhecíveis visual ou mecanicamente, sem a
rtecessidade de conhecimento do seu conteúdo. Essa maneira é o sistema de pontuação estabelecido.
necessidade
Dentro de cade
cada uma das áreas principais da descrição, cada símbolo de pontuação é um
sinal que denota
derrata a natureza do elemento que se segue. O uso dessa pontuação difera
difere do uso
convencional dos sinais de pontuação. Por isso a pontuação da ISBD(M) apresenta às
ès vezes um
lembrar qua
que a pontuação da ISBD foi usada de forma
aspecto pouco familiar. Precisamos lembrer
estritamente formal e para uma finalidade técnica específica.
Aplicação: As normas ISBD são recomendadas para as bibliografias nacionais e os centros
de catalogação. Atualmente, são utilizadas por várias bibliografias nacionais, como por exemplo, a
britânica, alemã, canadense, australiana, francasa,
francesa, etc. e por muitas bibliotecas e sistemas de
informação em todo o mundo.
Em são Paulo, a ISBD(M) foi adotada pelo Centro de Catalogação na Fonte, da Câmara
Brasileira do Livro a partir de
da 1978.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�1113
Importância: A ISBD pode ser considerada com um elemento essencial na execução da
política a longo prazo do Controle Bibliográfico Universal (CBU)
ICBUI que, na sua essência, se baseia na
seguinte resolução da Reunião Internacional de Especialistas em Catalogação, de Copenhagen:
"Devem ser envidados esforços para a criação de um sistema de permuta internacional de
informações, mediante o qual a descrição bibliográfica normalizada de cada publicação seja
estebelecida e distribuída por um õrgâo
estabelecida
órgão nacional no pafs
pais de origem... A eficiência do sistema
dependerá da máxima normalização da forma e do conteOdo
contaCido da descriçãobibliográfica".
Terminologia: Para os fins da ISBD(M) foram adotadas as seguintes definições:
— área: uma secção importante da ISBD(M)
— dado referente à autoria: indicação relativa a qualquer pessoa ou entidade coletiva ligada
à criação do conteúdo intelectual ou artístico da publicação
— dado referente à edição: indicação da edição ou impressão à qual a publicação pertence,
registrada com os mesmos termos usados na publicação ou fornecida pelo órgão
õrgâo bibliográfico, se
necessário
— descrição bibliográfica: conjunto de elementos bibliográficos que registram e identificam
uma publicação
— elemento: palavra ou frase ou um grupo de caracteres representando um Item distinto de
informação bibliográfica e fazendo parte de uma área da descrição bibliográfica.
principal: palavra ou expressão que geralmente aparece numa publicação,
— titulo principal;
designando a publicação ou a obra nela contida
— titulo alternado: quando o titulo principal consistir de duas partes, cada uma das quais
podendo ser considerada como um titulo,
tftulo, ligadas pela palavra "ou" ou equivalente, a segunda dessas
partes será designada como tftulo
titulo alternado
— outro tftulo:
titulo: um tftulo
titulo diferente do titulo
tftulo principal ou um titulo
tftulo equivalente
— Outras informações sobra
sobre o tftulo:
titulo; qualquer frase que não seja um titulo,
tftulo, uma indicação
de autoria ou de edição, que apareça nas páginas preliminares e expresse o caráter ou o conteúdo da
de sua produção.
publicação ou o motivo ou a oportunidade da
Ê justamente na terminologia que provavelmente a ISBD(M)
ISBDIM) será alterada na nova edição.
Comparativamente, podemos ver na transparência 1, as diferenças entre a ISBDIM)
ISBD(M) e a ISBDIG).
ISBD(G).
Ordem dos elementos:
Na transparência 2, damos uma visão de duas áreas da descrição bibliográfica, com a
respectiva pontuação.
Esquema da pontuação:
Na transparência 3, damos um esquema da pontuação prescrita e um exemplo prático que
aplica as normas do M.
Fontes de informação da descrição bibliográrfica: neste campo, a ISBDIM)
ISBD(M) traz uma
interessante inovação: se, para o dado de autoria e titulo
tftulo a página de rosto é a fonte principal para
essa informação, para a edição e a imprenta, além da página de rosto, as outras páginas preliminares,
inclusive as prefaciais ae o colofão também são fontes principais, como o mesmo valor da página de
inclusiva
rosto. Desta forma, dados de ediçãol
ediçãoj -ou
ou imprenta extraídos
axtraldos dessas páginas não precisarão mais vir
entre colchetes.
Damos a seguir, um quadro descritivo, na transparência 4.
4,
Inovações ae influências da ISBD(M):
ISBDIM): Com a publicação do capitulo
capftulo 6 do Código
Cõdigo
Anglo-Americano, em 1974, pudemos notar como os padrões da ISBD(M)
ISBDIM) haviam influenciado nos
trabalhos de atualização do Código AA.
O capitulo 6 mostra pequanas
pequenas difarenças
diferenças com a ISBD(M)
ISBDIM) mas total
totalmente
menta desprezlvais,
desprezíveis, ao
passo que a grande inovação da ISBDIM)
ISBD(M) Ia
(a pontuação, a divisão por áreas ea a nomenclatura) haviam
cabe, aqui,
aquf, nos estendermos
sido totalmente endossados pelo Cõdigo
Código AA. Não caba,
estenderrtKts sobre
sobra esta
comparação, mas gostarlarrKts
gostaríamos da
de ressaltar que a influência da ISBD continua também na 2? edição
do Código
Cõdigo AA, cujas regras de descrição bibliográfica foram totalmente baseadas na ISBD(G)
ISBDIG) e cuja
terminologia foi mais uma vez modificada, em consonância com o G.

Digitalizado
gentilmente por:

�1114

OUTLINE ISBD(M) x ISO
Elza Lime
Lima e Silva Maia
1. INTRODUÇÃO
O número cada vez maior de sistemas de informação, não só em âmbito nacional como
internacional, torna urgente a necessidade de se procurar uma compatibilidade na troca de
informações.
Se aceitamos que um programa global para o processamento da informação preterxla
pretenda
desenvolver um sistema coerente que permita a sua transferência de maneira eficiente e econômica, é
este programa global deva ser baseado em normas universalmente aceitas.
também evidente que esta
ÊÉ lógico que uma padronização em nível internacional — baseada solidamente am
em
experiências nacionais de sistemas operacionais — deva ser reconhecida como uma necessidade
absoluta não só por razões políticas e econômicas, mas, sobretudo, por razões técnicas.
O objetivo deste trabalho
tróbalho é tornar público o esforço que vem sendo desenvolvido pela
Federação Internacional de Associações e Instituições da
de Bibliotecários (FIAB) e pela Organização
Internacional de Normalização (ISO), no sentido de tornar a Descrição Bibliográfica Internacional
Normalizada para Monografias
Monograf ias — ISBD(M) — numa riorma
norma internacional.
2. OUTLINE ISBD(M)
Ouando a primeira edição da ISBD(M) foi divulgada, em 1974, inúmeras pessoas se
Quando
manifestaram sobre a urgência de sua normalização internacional.
Como a ISO ê6 o órgão responsável pela padroriização
padronização de normas, a FIAB enviou a ela o
texto da edição de 1974 da ISBD(M), para análise e votação. A ISO considerou esse texto muito
complexo para ser "padrão" e sugeriu ao Grupo de Trabalho
Trebalho da ISBD(M) que fizesse um resumo
resurtra ao
Comitê Técnico da ISO, de número 46, a fim de ser novamente apreciado. A sugestão foi bem aceita
pela FIAB, pois era sua intenção satisfazer as exigências da ISO/TC 46.
Ficou, então, decidido qua
que o Outline
Outiine ISBD(M) deveria
deverie se
sa constituir num
núm resumo do texto
completo da ISBD(M), mudando-se, apenas, alguns detalhes considerados pela ISO, mal redigidos ou
inexatos.
Três versões foram preparadas pelo Escritório Internacional do Controle Bibliográfico
Universal para ea ISO/TC 46, e todas elas rejeitadas.
Diversas cópias desses documentos foram distribuídas para enálise,
análise, a um número
selecionado de especialistas em catalogação. Das sugestões recebidas, Içvou-se
levou-se em consideração,
principalmente, es
as envledas
enviadas por Eva Verona, A. H,
H. Chaplin, Library of Congress ae pele
pela Comissão de
Catalogação da Rússia.
Baseada nestas sugestões, uma quarta versão foi preparada. Enviada àâ ISO/TC 46, para
apreciação em sua reunião realizada em 5 e 6 de janeiro de 1976, em Strasbourg, foi finalmente
julgada satisfatória, recebendo o número 1168 e submetida, como "draft proposal" (DP), para
estudo, ao Grupo de Trabalho n. 6, da ISO/TC 46.
Nesta mesma ocasião, a ISO/TC 46 resolveu que a norma 690, relativa àè Referência
Bibliográfica, deveria ser modificada para ficar compatível com a ISBD.
ISODP 1168 foi
Com a publicação da ISBD(G), no final de 1976, o estudo da ISO-DP
interrompido, pois um novo resunao
resumo deveria ser elaborado, tomando-se por base a ISBD(M)
ISBO(M) publicada
em dezembro de 1978.
A ISODP
ISO-DP 1168 foi substituída pela
pela"Draft
"Draft International Standard" (DIS), n. 5962 e, neste
estágio, está serxfo
sendo submetida, para aprovação, aos membros comporrentes
componentes da ISO,
ISO.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�II

1115
3. CONCLUSÃO
A fim de que não fiquem dúvidas referentes à conclusão final dos estudos desenvolvidos
pela ISO, gostaríamos de esclarecer o seguinte;
seguinte:
O "Draft Proposal"
Proprosal" (DP)
IDP) é6 um documento que està
está ainda sendo estudado por uma
comissão técnica da ISO. Obterxfo uma votaão favorável, por maioria absoluta, nessa comissão,
passará a ser um "Draft International Standard" (DIS).
IDIS). Neste estágio, será submetido, para
aprovação, aos membros componentes da ISO, cabendo ao seu Conselho, desde que aprovado,
transformá-lo numa "International Standard" (IS). Como IS, poderá ser usado como norma
internacional, ou incorporado aos padrões nacionais de cada País.
Antes de aprovadas como padrão internacional (IS), as cópias do DP e do DIS são
distribuídas apenas aos membros nacionais, para estudo e votação, não podendo, por esse motivo, ser
distribuídas ou vendidas.
Os padrões da ISO são teoricamente revisados, ou considerados para revisão, uma vez em
cada cinco anos.
Da mesma forma os documentos publicados pela FIAB de comum acordo com a ISO,
também deverão ser revisados e atualizados com a mesma freqüència.
freqüência.
No Brasil, o órgão representante da ISO é a Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT) e sua Comissão de Estudo de Documentação está ligada a ISO/TC 46.
Quando o texto base de uma norma èé recebido, é logo traduzido ou estudado por um ou
mais membros da Comissão e depois de submetido à apreciação de todos os membros, em reuniões
programadas, é transformado em Projeto de Norma (PN). É, então, reproduzido e enviado, através de
Circular, a todos os sócios da ABNT para sugestões que deverão ser apresentadas no prazo de três
meses. As sugestões, quando recebidas, podem ou não ser incluídas nos Projetos que, mais uma vez
revisados pela Comissão, se transformarão em Norma. Esta só entrará em vigor após sessenta dias
contados da data de sua publicação O prazo máximo para a elaboração de uma norma, a partir do
texto base, é de dois anos, prorrogáveis em casos excepcionais.
Concluindo, a Comissão de Estudo de Documentação da ABNT está, atualmente, entre
outros trabalhos, empenhada no estudo da "Draft International Standard" n. 5962, na esperança de
que seja votada, o mais breve possível, como uma norma internacional.
internackrnal.

Digitalizado
gentilmente por;
por:

J^-LrLJ

�1116
AUTOMAÇÃO NA "INTERNATIONAL STANDARD BIBLIOGRAPHIC DESCRIPTION" ,
Alfredo Américo Hamar
Resumo; Informa alguns aspectos do problema do controle e acesso aos documentos, a nfvel
Resumo:
nível
mundial, e a necessidade de novas metodologias para conseguir superar a barreira da grande
quantidade de documentos produzidos atualmente. Analisa, de forma geral, os antecedentes da ISBD
e o conseqüente
conseqüenta incremento da cooperação, partilhamento, padronização ae aplicaçãp,
aplicação do
computador. O conceito de descrição bibliográfica não deve se restringir apenas ao aspecto geral do
documento mas procurar abranger a descrição analítica
anaiftica específica
especffica conforme é adotado nos sistemas
especializados de documentação e informação. Há uma identidade entre o controla
controle proposto pela
ISBD e a documentação especializada, justificando-sa
justificando-se ea ação integrada entre as bibliotecas, serviços
de documentação, banco de dados ae sistemas de
da informática,
Informátice, cujo ponto comum é o controle e acesso
ao conhecimento.
conhecimento, Êê importante como complementação, estabelecer a padronização da descrição
temática ou de assunto, através dos cabeçalhos de assunto, classificação e indexação por palavras.
Tem grande significação a contribuição da ISBD para o melhor planejamento do formulário de
entrada e suas informações, de modo a padronizar e tornar possível a compatibilidade entre os
sistemas com suporte computacional; informa alguns exemplos
axemplos na apresentação dos elementos de
descrição bibliográfica.
1. Introdução
Desde o final do século passado vem se manifestando a preocupação em adotar novos
procedimentos e metodologias que permitam o melhor controle ea acesso aos documentos, mesmo a
níveis locais, nacionais e universal. Esses esforços são consequência
conseqüência da expansão quantitativa dos
documentos que, no atual século, constitui o grande desafio em face das estatísticas,
verdadeiramente elarmantes,
alarmantes, quanto ao crescimento das fontes formais do conhecimento.
A partir das colocações de Anderla*,
Anderla\ há uma quase incontrolada
incontrolada-expansão
expansão dos títulos
monográficos pois, conforme é informado pela "Bolsa do Livro de Frankfurt", em 1974 foram
editados 571.000 livros novos, contra 426.000 nos anos 60 e 269.000 em 1955.
Ainda, nessa apreciação
epreciação quantitativa, o número de artigos especializados,
aspecializados, em todos os
assuntos, chega a 2.000.000 (dois milhões) por ano, correspondendo 250 a 290 trabalhos por hora
ou 4 a 5 documentos por segundo.
Assim não há dúvida que o universo de documentos apresenta a forte barreira quantidade e
mais variados controles. Por sua vez, as
com o problema do pleno acesso,
ecesso, dificultando os mais.
metodologias de controle exigem a reformulação das alternativas de acesso às informações. Isto
análise, avaliação e
implica na ampliação do número de itens de recuperação necessários para a análisa,
organização dos diferentes instrumentos de controle e ordenamento da produção bibliográfica e
documentária.
A descrição bibliográfica, dentro do panorama universal, tem o seu marco inicial com o
desenvolvimento de programas de "catalogação legível pela máquina", como é o MARC, implantado
nos Estados Unidos sob a forma de
da projeto
projato piloto em 1966 e, diante das grandes
grendes diferenças do$
do^
formatos de informações nas bibliografias nacionais, o consenso para estabelecer, em 1971,''a
1971,'a
Bibliographic Description
— ISBD".
"International Standard BIbliographic
Description—
A padronização internacional proposta na "ISBD" conseguiu estimular a estrutura das
informações bibliográficas ea seus elementos componentes de maneira uniformizada, fornecendo uma
descrição consistente. Como resultado, se atingiu um padrão de descrição para compreensão universal
e as condições necessárias para o processamento, arquivamento e recuperação pelo equipamento
eletrônico, observando
observarxfo um grande grau da
de compatibilidade entre os sistemas.
Houve, em consequência, maior unidade na conjugação de esforços, visando o controle
bibliográfico universal.
O desenvolvimento, nos diferentes grupos nacionais, de uma consciência favorável à
adoção do computador e da comF&gt;atibilidade
compatibilidade de formatos, a partir do MARC, estimulou a
organização de padrões de registros sob ume
orgenizeção
uma amplitude universal, como é o caso do UNIMARC e
INTERMARC
INTERMARC.
Convergentemente, ea fim de aumentar a potencialidade do controle universal, se ligam
programas de identificação dos documentos, etravés
através dos ISBN ae ISSN ae a criação de tecnologia de
processamento computacional. Os resultados permitiram a qualidade de etualização
atualização das bibliografias
nacionais e o fornecimento da
de subprodutos adequados, mediante a cooperação, para aplicação na

Digitalizado
gentilmente por:

�1117
organização de acervos de bibliotecas, evitando, assim, a duplicação e superposição de tarefas de
processamento técnico,
técnico. Não há dúvida que essa duplicação sempre tem representado um encargo
excessivamente oneroso, ocasionado pela repetição do processamento dos mesmos títulos,
incorporados aos acervos das bibliotecas.
Com essa unidade de ação, certamente o utópico e vago objetivo de controle universal se
transformará numa realidade compreendida e aceita por todos e que incrementará o trabalho
partilhado, cooperativo e esforço global. Estes novos fatores trarão a potencial
potencialidade
idade necessária para
vencer a barreira quantitativa de crescimento dos documentos com a facilidade de
da melhor controle e
acesso.
2. Descrição bibliográfica geral e a descrição analítica especifica
De acordo com a afirmação inicial sobre o número de documentos, conclui-se que o fator
quantidade è comum tanto aos documentos considerados no todo como nas suas partes (descrição
pela
peta analítica: artigos de periódicos, por exemplo).
Assim se há o crescimento dos títulos de periódicos, consequentemente, se multiplicam os
artigos de periódicos. Essa situação é idêntica para outros documentos especializados orxfe
onde há
necessidade da descrição separada em suas partes, requerendo o emprego de anal
analíticas.
íticas.
Portanto, o conceito
corKeito de descrição bibliográfica padronizada ae controle bibliográfico
universal não deve ficar restrito apenas ao documento considerado no seu todo mas também
abranger, quanto à padronização, a descrição analítica especifica,
aspecífica, como é o caso dos artigos de
periódicos ae certos tipos de documantos
documentos não convencionais. Desde que seja ampliada a abrangência
deste conceito, surgirá a possibilidade de evitar a grande diferenciação existente entre as fontes
especializadas de informações referenciais, como "Chemical AbstractS",
Abstracts", "Engineering Index",
IrKfex",
"Sociological Abstract^’,
Abstractsí', "Bulletin Signalétique
Signalétiqua — sistema Pascal do CNRS", "Catálogo de teses",
"Dissertation AbstractS",
Abstract^’, bibliografias brasileiras ae outras fontes da
de referência existentes nas várias
áreas de conhecimento e países.
éreas
Até o.momento
o momento as ISBDs, abrangendo diferentes tipos de documentos, vem se orierrtando
orientando
' na descrição geral e no aspecto de características bibliográficas. Essa contribuição tem o seu grande
valor mas, ainda,
airKia, mantém uma nítida separação entra
entre a informação bibliográfica do documento no
todo e a descrição analítica específica. O mesmo exemplo pode
poda ser considerado na catalogação
analítica de parta
anelítica
parte de um documento monográfico, também para a analítica de artigo
ertigo de periódico
não há padronização entre as diferentes bibliografias e índices especializados, o qua,
que, de certo modo,
corresponde êá situação existente nas bibliografias nacionais.
2.1 — Controle bibliográfico e a documentação especializada
ÊÉ possível constatar qua
que não há uma identidade de padronização entre o controle
bibliográfico universal previsto pela ISBD ea os grandes centros de análise e controle de documentos
especializados. Neste aspecto, para atingir uma efetiva uniformização, há necessidade de que a idéia
consubstanciada na ISBD seja considerada também pelos grupos ligados aos documentos e
informação especializada, criando-se assim a necessária integração e ação conjugada entre as
bibliotecas, serviços e centros de documentação, arquivos, bancos de dados e sistemas de informática.
Nesse sentido, basta considerar que as atividades dessas diferentes entidades são coincidentes quanto
aos propósitos de controle, acesso ao conhecimento ea que requerem maior
maidr integração.
Os recursos do processamento computacional constituem o argumento para essa
integração, principalmente ao considerar a forte capacidade de rapidez e a quantidade de
informações que o computador pode processar. Outro fator importante a considerar êé a vantagem de
conexão entre os arquivos de computadores, permitindo tanto a ligação em
am rede por terminais, como
o intercâmbio de memórias em fitas ou discos magnéticos.
De alguma forma vem se verificando
verificarxJo esta integração pelo planejamento dos formulários da
de
entrada e formatos nos sistemas em implantação com recursos computacionais. Neste aspecto se
pode mencionar o sistema TAUBIP, de
da S. Bernardo do Campo, Biblioteca Nacional-CIMEC e IBICT
que também aplicam ou irão aplicar a ISBD,
ISBD.
Como argumentação bastante válida, é importante considerar que tanto a biblioteca,
documentação, arquivo, banco
baiKO de dados ea sistema de informática se qualificam como sistemas de
informação, integrando-se no propósito comum de controle e acesso ao conhecimento.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1118
3. Descrição bibliográfica ae a descrição temática ou da
de assunto
Não há dúvida que
qua as ISBDs estão prestando sua contribuição na descrição e controle
controla
bibliográfico, entretanto, os benefícios
beneffcios poderiam se ampliar
empliar com a existência da padronização da
descrição temática ou da
de assunto, como um dos elementos importantes
Importantes na recuperação da
informação ae controle dos documentos, com melhor acesso e identificação.
Neste sentido, é fundamental
fundamentei destacar a necessidade
necessidada de
da contar com padrões, se possível a
nível intarnacional,
níval
internacional, para a descrição com cabeçalhos de assunto, indexação por palavras e
classificação.
Com referência ãá descrição por resumos há maior consenso, melhor padronização através
de normas, e sua aplicação vem se
sa ampliando, principalmente
principal menta quando se
sa tratam de documentos
especializados.
Nos dois espectos
aspectos da
de cabeçalhos da
de assunto e resumos, cabe destacar a atuação do
IBICT/CNPq e Oficina de Livros, do Centro de
da Catalogação-na-fonte
Cetalogação-na-fonte da Câmara Brasileira
Brasilelre do Livro,
S. Paulo, além
elém da lista de cebeçalhos
cabeçalhos da
de assunto da Biblioteca do Congresso, Washington, como os
principais. Deve-se
Dave-sa mancionar
mencionar as iniciativas da FEBAB e APB. Com relação aos resumos há a etuação
atuação
do "International Council of Scientific Unions/Abstracting Board (ICSU/AB)", "ABNT",
Departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP ea várias bibliotecas e serviços da
Depertamento
de
documentação no Brasil que fazem
documantação
fazam ae aplicação corrente
correnta de resumos, principalmenta
principalmente para
documentos especializados.
Os sistemas apoiados na eutomação
automação permitem maiores alternativas de recuperação e, por
essa razão, no planejamento dos formulários, principalmenta
principalmente no campo fixo, existem códigos de
controle que etendem
controla
atendem ae alguns aspectos auxiliares
euxiliares relacionados com a descrição temática ou assunto.
Entretanto, essa orientação satisfaz ao propósito de controle
controla bibliográfico e estes elementos não são
suficientes pare
para a organização dos acervos.
ecervos. Em consequência,
conseqüència, reforça-se
reforçasse a necessidade de uniformizar
ae estabelecer padrõas
padrões para ea descrição temáAce
temáAca ou de essunto.
assunto.
Há uma necessidada
necessidade urgenta,
urgente, principalmenta
principalmente a nível brasileiro, de sa
se contar com listes
listas de
cabeçalhos da
de assunto ae a elaboração da
de vocabulários e "thesauri", para as diferentes áreas de
conhecimento e níveis da
de especialização. Este problema pode ser considerado, também, a nível
internacional.
4. Contribuição da ISBD para a automação
sistema da
de Informação
informação com suporta
suporte computacional depende, de maneira
Um sistama
manaira básica, da
prévia análise ae planejamento do registro das informações, compreendendo estrutura, formato,
elementos, que comporão o arquivo, tanto central como auxiliares. Portanto, o pleno sucesso do
sistema depende diratamenta
diretamente da qualidada
qualidade das informações e seus elementos. O controle
controla do registro e
qualidade da informação para entrada ê6 feito através do formulário. Nele constarão todas as
informações necessárias para ea descrição do documento ae os códigos qu servirão como elementos
Informações
referenciais da
de recuperação tanto para determinadas respostas como para a elaboração da
de produtos,
nas várias formas de saída: relatórios, listagens, fichas, fitas magnéticas, discos magnéticos ae
microfiches.
microfichas.
A Importanta
importante contribuição da ISBD é ae metodização estabelecida pare
para ea descrição
bibliográfica, organizada basicamente am
em oito áreas, controladas pela pontuação ea símbolos para os
elamentos
elementos da
de cada uma dessas áreas.
áreas, A uniformização da ordem dos elementos ae a correta
especificação dos elementos
elamentos componentes, pontuação apropriada, definição de
da cada elemento e as
notas explicativas corresponde ao padrão da
de consistência para a igualdada
igualdade da descrição, qualquer que
seja a agência ou entidade que prepare ea descrição.
A normalização dos elementos trouxa
trouxe a verdadeira unidada
unidade de descrição bibliográfica a
nível universal a,
e, desta maneira, facilita o controla
controle de todas as informações para a organização dos
formulários e realiza a previsão de formatos, como abertura para o melhor aproveitamento das
informações até o nível de organização de catálogos para as bibliotecas.
É avidenta
evidente qua
que a ISBD, no estágio atual, beneficia e uniformiza alguns aspectos mais
voltados para a organização de bibliografias da
de controle da produção documentária, a nível nacional
ae internacional.
Faltam ainda os padrões que possibilitem a extensão da automação e sua compatibilidade
entre sistemas que,
que. além do controle
controla bibliográfico, permita o atendimento completo para a
organização e administração das unidades e,
e. dentro do conceito de redes, a elaboração de todos os
produtos necessários.

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�r
1119
Assim é que a automação representa o suporte que permitirá atingir a qualidade de
serviços, quanto aos documentos e informações, desde que as unidades, através da unificação de
procedimentos, comprovem e exerçam o efetivo
efetívo-domfnio
domfnio da
de quantidade de produção documentária,
docunrtentária,
não somente pelos seus acervos como pela multiplicação do acesso aos acervos das demais unidades,
mediante instrumentos cooperativos e ação partilhada.
Portanto, a ISBD no sentido isolado de uma unidade praticamente não oferece grandes
benefícios. Requer uma conjugação de diretrizes consistindo na adoção de um mecanismo de rede,
atuando sob os princípios de sistema — onde os elementos interagem para atingir
etuando
etingir objetivos comuns —
apoiado na computação. Além disso, é necessária a aplicação simultânea de código de catalogação,
adoção de um formato padrão e o formulário de registro que atenda aos requisitos de cada
com a edoção
unidade e do funcionamento da rede.
5. Aplicação da ISBD na automação
Para exemplificar a aplicação da ISBD na automação, segue-se conrx)
conKi modelo o formulário
do sistema "TAUBIP — Total automação de bibliotecas e documentação", desenvolvido em S.
Bernardo do Campo, SP.
O formulário, cujo modelo se encontra em anexo, está dividido em:
a) dados fixos;
b) dados variáveis,
e corresponde à descrição bibliográfica e no TAUBIP é o formulário de implantação de título — folha
1. ,
Os dados fixos se compõem dos códigos referenciais de recuperação que permitem o
controle administrativo e ea elaboração de diferentes relatórios com variadas ordens das informações.
Estes códigos estão mais relacionados com a organização e concepção do sistema TAUBIP.
Os dados variáveis correspondem às informações uniformizadas de descrição bibliográfica
ISBD e, em comparação com o sistema TAUBIP, são:
são;
Áreas do sistema TAUBIP
Areas
1Entrada principal, correspondendo aos códigos 50,51,52
50, 51,52 e 53 do formulário;
22Título e indicação de responsabilidade com os códigos 54, 55, 56.
56, 57, 58 e 59 do
formulário;
33Edição, indicada nos códigos 60 e 61 do formulário;
44-Publicação e distribuição, indicada pelos códigos 63, 64, 65, 66, 67, 68 e 69 do
formulário;
5Descrição física, com os códigos 70, 71 e 72 do formulário;
66Série, indicada nos códigos 73, 74,75,76,
74, 75, 76, 77, 78 e 79 do formulário;
7Notas, códigos 80, 81, 82 e 83 registrados no preenchimento do formulário e cujos
significados estão Instruidos
instruidos no manual TAUBIP;
8Numeração internacional padronizada, códigos 85, 86.
86, 87 e o 88 para indicação do título
chave.
Áreas da ISBD
1Entrada principal;
2Título e dado referente ao autor;
3Dado referente à edição;
44-IImprenta
mprenta
5 -■
Colação;
6Série;
Sárie;
7Notas;
8Numeração internacional padronizada lISBN,
(ISBN, ISSN).
Nos espaços dos códigos 50 a 88 do formulário TAUBIP é efetuada a descrição
bibliográfica.
Esses códigos, de 50 a 88, auxiliados pelo número de seqüência e de linha, se constituem
nas chaves referenciais para a concepção do sistema computacional e elaboração dos programas de
processamento pelo computador, e que com suas diferentes combinações e ordens permitem a saída
dos diferentes produtos. Compreendem as fichas de catálogos, para as unidades e para o catálogo
coletivo, bem como as demais listagens e relatórios necessários para a rede. É evidente que as
informações dos códigos 50 a 88 permitem a elaboração de uma parte dos produtos e que precisam
ser complementados, em outros produtos, com as informações de número de chamada, tombo,
informações patrimoniais de tombamento, ordem de assunto, etc.

Digitalizado
gentilmente por:

�1120
O sistema TAUBIP observa a pontuação e símbolos preconizados pela ISBO.
ISBD. Em todas as
descrições contidas nos diferentes produtos, a pontuação e símbolos serão impressos, através de uma
sub-rotina que controla um arquivo contendo asses
esses sinais. Portanto, a automação facilita o registro
dessas informações de pontuação, pelo fato de não ser necessário indicá-las no próprio formulário.
Todavia, éè fundamental saliantar
salientar que essa facilidade do sistema de processamento computacional só
se tornou possível através da perfeita distinção de
da áraas
áreas ea separação prevista na ISBD.
Outros formulários completam o sistema TAUBIP, entre os quais se podem mencionar;
mencionar: '
a) formulário da
de implantação de identidade de autor;
b) formulário de implantação de volume;
c) formulário de implantação da
de remissivas de assunto;
d) formulários auxiliares de movimentação e axclusão
exclusão de informações.
É evidente que a melhor compreensão do sistema TAUBIP e da aplicação da ISBD em süa
sua
automação sa
se dará com a utilização do formulário ae conhecimento direto do sistema que, sendo uma
rede, permite a participação de
da unidades e instituições que estejam orientadas em informações
referenciais ou bibliográficas ae controle da
de documentos.
6. Bibliografia
ANDERLA, G. Information in 1985. Paris,
Paris. OECD, 1973.
CUNHA, Maria Luisa Monteiro da. Controle bibliográfico universal, novo desafio às bibliotecas
universitárias. São
São?au\o,
1915.
un/Vers/tár/as.
Paulo, 1975.
KOHLER, Relinda.
Reiinda. Controle
Controie bibliográfico
bibiiográfico no Brasil:
Brasii: algumas
aigumas reflexões. In: Congresso Brasileiro da
de
Biblioteconomia ae Documentação. 9.°.
9P. ANAIS. Porto Alegre, 1977.
POBLAClON, Dinah A. A ISBD e o controie
controle bibliogfafico universal
universal. In: fEncontro
(Encontro de Bibliotecas
POblicas ae Escolares de São Paulo, S. Bernardo do Campo, 5.°. ANAIS,
Píiblicas
ANAIS. S. Barnardo
Bernardo do
Campo, 1978.
S. BERNARDO DO CAMPO. Secretaria da
de Educação e Cultura. Divisão de
da Bibliotecas ae
Documentação 8(!
&amp; Processamento da
de Dados da
de S. Bernardo do Campo — PRODASB.
Projeto TAUBIP;
TAUBIP: automação de sistema de bibliotecas:
bibiiotecas: In: Congrasso'
Congresso Brasileiro da
de
Bibliotecorximia e Documentação, 9P. ANAIS. Porto Alegre, 1977.
Biblioteconomia
Abstract: Some aspects of the problem of universal control and
end acess
ecess to documents are
ere informed,
pointing out the necessity of new methods reducing barrier of quantity of documents produced
actually. In ea general espect
aspect makes enalysis
analysis of tha
the Initial
initial activities, beforè
before ISBD, estimulating more
cooperation, sharing, standardization and computer
Computer appiication.
application. The corKept of bibliographif
description requiras
requires the inclusion of orientation to the specific analytic dascription,
description, according
èccording with
and Information
information Services.
services. Thera
There is a great similarity between tha
the control
specialized documentation end
proposed by ISBD and tha
the aim of specialized documentation, which require an integrated action
among libraries, documantation
documentation services
Services and centres, archives, data banks and computer
Computer systems,
Systems, as
es
all of them, has the same scope concerning knowledge controi
control and access. Complementary to this
point, is aiso
also important the standardization of subject description, through tha
the list of subject
headings, classificatlon
classification and word indexing. The ISBD has its strong contribution to the organization
organizetion
of worksheet and Its
its informations as to the compatibility in the input of informatlons
informations in all Systems
systems
supported by computers; describes some exemples
examples of bibliographic description (ereas
(areas and elements)
in relation with worksheet.
^ ANDERLA, G. Information in 1985. Paris, OECD, 1973. p. 16.

Digitalizado
gentilmente por:

�1121

•

- «i IlUiHA
TUMA QOfJuMCtVlO
QO \iUMCtViO T)r
t)r S^Ü
S^O »rMNAHOO
»r FtNAflOO rOCAVPQ
l^f) rA\'P&lt;,1
imaiiP
ir/PLANTAÇAODETitUlO - FOLHAI
IWPLANTAÇAODETIYULO

It :&gt; Mi íI MII tI r A ç AÂ oO
■^1
^1 l-ÜINill.J.
..i. I
AMTMiu ÍjI
AKThiu
(yt
i't mOiui.o
jL_Í.

• OADOS
oAOOS FIXOS
l M

CARACTeRI^TlCASDOpOCU.VPNTO
CAftACTERftTICAS 00 DO'JU.VFNTO
04 MVí.L
.i;.i.&gt;00nA,'lL&gt;&gt;
•nvi.L 'MxímOOM/v.'
IuO
' cÁV».JitAciu 03 n&gt;o Dl oair,iN&gt;i.
MiINC.-nAFlA
'
■
•
'
■
'NOrnAFIA
. f-iMATERIAl
f-i'’*TEniAl
IMPRESSO 3 QmiCRÜFORMA
QwiCROFORMA
iX
»X l-Oil Oi-tPMrNTO
l'.irNTO iX
iX! COM&gt;*LETA
COMí*l.ÉTA 1 X) IMPHESSO
, -lJ •
^ I • caiitügrAfico
v AHTOGRApu:o
»I
Oi - A
Qíva
incompleta 2QMAr;USCniTO
2[JmaNUSCRITO 4 G’^AO
O^ÃO ÉE original
OniC.INAL 3D
»n INCOMPLETA
5(l&lt;''.í"ios
3[3 íVl',.'
»[!‘OM,10S

• V'
/'•I
/^i*

CARACTERÍSTICAS DE PUtUlCAÇAO
PUaLiCACAO
CARACTeniSTtCAS
Uij ÜA
Ct*A''IA
UA OATA
DATA
07 "AIS CSlnO
CiLNO 09VU\-0
09 VLIN'j;1010 rroti'. í'ILA,A . • • 3 OA Cí*A
1
l*CATA
OU
I
J-'
O
AJA
OJ
iXc‘í**yright 3Q incompleta 9sQreimpressão
iJfcOPYHIGHT
Q REIMPRESSÃO oata.nh
PATA iNIC’Al] OAf a ^'NAI
11Ü3..
Qsi, 1 23 X «-»o
«-»O
jQ MÚLTIPLA
40
QCONHECIDA
py
«[] OESCONHEC.
DESCONHEC. S• QcONHEClOA
llhmi
lffl'/- ^ | 11
í) sQ
CARACT5RISTICA3 00 OO.M r.rUUC.'
MONOGRAFIA
ITitusr« 19coLMO.';y20
21|’NDICE 22 TIAO OL BIOCHmFIA
L I
l[3 AUTOaiOCRAFIA sQ COLETIVA
NÃOCO.-iTÉM
I4ner Ltds IBO.iMA«',. iQ SIM lD S'M lO
i-j CONTÉM
OAUOS
uci.i-^Mricos
2^ NÃO 2^ NÃO 2^ NÃO 2Q INDIVIDUAL
*U
BIOGRÁFICOS
in
ISn.tt-.; Of
[23 coNOiçòtsp; PuaLiCAÇÃü 24 TIPO OE S£niAOO
!7 vLciiji AH.CA
I lQ EM ANDAT^ENTO
1 □ PERIODICO
t
0 RrCULAR
JORNAL
2[3 ENCERRADA
INFORMA
ri iimFGMLAn
aPiCSSC^-.HLUDA
SÉRIE
3 0 DESCONHECIDA
*■ L » fjí2nMALI2AOO
..fM-i-F»*
- MONOGRÃFICA

r

&lt;1'tDAD
«DAD:;?
DAD::)í VARIAVÜIS
VARIÁVEIS

Digitalizado
gentílmente por:
gentiimente

�1122

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
gentílmente
por:
4

■\SJ

�1123
ISBD(A)
Giacomina Faldini
Giacomína
Bibliotecária da Fac. de Direito da USP e do
Centro de Catalogação na Fonte da Câmara
Brasileira do Livro — São Paulo
Em novembro de 1978, a bibliotecária d. Maria Luísa
Lufsa Monteiro da Cunha recebeu da IF
IFLA
LA
uma o6pie
cópia do projeto da
de ISBD(A) — descrição bibliográfica
bibliográfice internacional
Internacional normalizada
normalizade para es
as obres
obras
monográficas amiges
antigas e raras,
reras, para
pere exame e comentário.
Nos primeiros meses de 1979, foi formada no Subgrupo de Cetelogeção
Catalogação do Grupo de
Processos Técnicos da Associação Paulista de Bibliotecários,'
Bibliotecários, em São Paulo, uma equipe para estudar
o documento e enviar as sugestões.
A equipe foi constitufda
constituída por d.Rosemarie Horch, bibliotecária do Instituto de Estudos
Brasileiros da USP, d. Maria Glória de Toledo Meira e d,
d. Licfnia
Licínia Ferreira de Lima Nigro, do
Departamento de Bibliotecas PCiblicas da Prefeitura do Município de São Paulo e Giacomina Faldini,
da Faculdade de Direito da USP.
Em fins de maio, a equipe redigiu os comentários, contando também com a colaboração de
d. Regina Carneiro, do Centro de Catalogação na Fonte da CBL e de d. Maria Lufsa.
Luísa.
Mais adiante voltaremos a estes comentários.
O documento estudado ainda não é o definitivo e es
as suas origens podem ser encontradas na
insatisfação geral causada por certas feições estruturadas na revisão da ISBD(M) apresentada na
reunião de Grenoble, em 1973.
Nesse documento, reconhecia-se que os livros mais antigos apresentavam problemas
especiais, mas que devido èà exiguidade
exigukJade de tempo, na ocasião, esses problemas rtão
não haviam sido
abordados e a iSBD(M),
ISBD(M), na página 1, trazia um parágrafo a respeito: "A ISBD(M) destina-se
principalmente às publicações correntes. Assim, não prevê casos específicos referentes a livros mais
antigo^'.
Este parágrafo deixe
deixa a descrição bibliográfica das obras antigas, na época dos catálogos
automatizados, còmpletamente
completamente de lado.
Em 1973, esta falta de providências não era séria, pois havia pouca demanda para o
automatizado de dados de materiel
material que não fosse corrente. Geralmente, os livros
processamento eutomatizado
raros ou antigos permaneciam em catálogos separados, que não eram manipulados pelo MARC ou
programas semelhantes.
Contudo, particularmente na Biblioteca Nacional de Paris e no Instituto de Pesquisa de
História dos Textos de Paris, na Biblioteca Nacional da Escócia, em Edimburgo e na Bodieian
Bodleian
Library, em Oxford, o material mais antigo começou ea receber tratamento, ea fim de entrar nos
data-bases e na compilação de catálogos.
Assim, em 1975, foi criado pela IFLA um Grupo de Trabalho para produzir um projeto de
ISBD(A) — A, para Antigo, de Antiquário, etc., com
iSBD(A)
comae finalidade de resolver os problemas especiais
de descrição bibliográfica para
pare esse tipo de material.
Enquanto isso, ae idéia de generalizar a ISBD tomava forma e no final de 1975 emergiu a
ISBD(G), como um arcabouço sobre o qual as estruturas das restantes ISBDs poderiam ser
construídas.
Assim, o Grupo de Trabalho da IFLA examinou em primeiro lugar a ISBD(M) para
verificar se ela seria suficiente para a descrição bibliográfica de livros antigos ou se seria necessário,
apenas, o acréscimo de regras alternativas ou se seria melhor criar uma ISBD em separado.
Porque uma ISBD(A)7
ISBDfAI?
Ê de se perguntar se um livro, simplesmente por causa de sua idade, apresenta algum
problema para a sua descrição bibliográfica, que não seja encontrado em outros livros.
A família ISBD é capaz de formular descrições para qualquer tipo de material, desde
errciclopédias até uma única folha de papel. Por que, então, alguns itens, dentro de um meio como a
enciclopédias
palavra impressa, podem ser considerados merecedores de um tratamento especial?
A resposta que o Grupo de Trabalho da IFLA daria é que a descrição bibliográfica de livros
antigos normalmente éê feita de acordo com um propósito diferente da que é feita para livros
modernos.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1124
No caso de livros modernos, a estrutura da entrada é particularmente
partícularmente útil para determinar
a extensão da responsabilidade, número da edição
ediçSo e detalhes básicos sobre a origem e extensão da
obra, sobretudo se
sa a descrição bibliográfica
biblbgráfica estiver numa língua pouco familiar ao usuário ou ao
catalogador.
Por outro lado, na maior parte das bibliotecas, os livros antigos são considerados artefatos
que devem ser descritos de tal forma que eles sejam claramente dístinguidos,
distinguidos, numa comparação, de
outras cópias e outras edições da mesma obra.
A finalidada
finalidade do bibliotecário de obras raras, aqui,não 6é somente a descrição de uma peça
antiga, mas, mais importanta,
importante, a classificação de um texto e os pontos qua
que distinguem edições.
Dentro dos limites de um catálogo, sobretudo um catálogo geral, ele não poderá valer-se
unicamente da transcrição da página de rosto ou dirigir sua atenção para detalhes (o que é trabalho
para bibliófilos) mas, dentro dos limites de um catálogo, tais dascrições
descrições tratarão cuidadosamante
cuidadosamente da
transcrição de duas áreas: título e imprenta e farão o exato registro da extensão de uma obra.
Titulo e imprenta: è nestas áreas que os livros impressos a mão mostram características
diferentes. Por volta de 1820, com os processos de impressão à máquina, na Europa Ocidental, estas
características tornararrvse
tornaram-se menos distintas.
Título: os livros modernos trazem sucintamante
sucintamente o autor ae o título. Nos primeiros livros
Titulo:
impressos, páginas de rosto desse gênero são incomuns. Muitos nem têm página de rosto, por
exemplo, os incunábulos. Outros vão até
atè os mínimos detalhes acerca do porquê da obra, por
exemplo, os panfletos pol
políticos
ít icos do século
sécu Io XVIII.
XV111.
Por outro lado, a necessidada
necessidade de se fazer uma transcrição exata, não só quanto à ordem
dos elementos na página
prágina de
ie rosto, mas também, em algumas circunstâncias, da pontuação, podem
levar a algum conflito com a pontuação prescrita pela ISBD.
Imprenta: a interconexão entre impressor, vendedor ae editor é tão próxima eàsvezastão
e às vezes tão
indefinida qua
que se torna mais fácil transcrever as imprentas por extenso, como são encontradas,
principalmente p&gt;ara
para evitar julgamentos subjetivos. A possibilidade de usar os elementos da imprenta
para a recuperação por lugar ou publicador não pode realmente ser levada em consideração, uma vez
que eles aparecem sob várias formas.
Colação: para os livros antigos todas as folhas são importantes, mesmo aquelas em branco
e, para livros que vem de uma era onde não havia encadernações comerciais e que sofreram sucessivas
encadernações nas bibliotecas, o formato é significativo.
Uma área nova aparece: o chamado "fingerprint". Considerado como uma especial marca
de identificação, foi dado como um substituto do ISBN para livros entigos.
antigos. Contudo, a noção de
"fingerprint" ainda não ficou bem clara, nesta
"fingerprint”
neste projeto.
Conclusões do Grupo de Trabalho da IFLA: considerados todos estes pontos, o Grupo de
Trabalho da IFLA concluiu pela necessidade de umalSBD(A).
umaiSBD(A). Foram realizadas mais duas reuniões,
em 1977 em Bruxelas ae em 1978 em Londres, além de contatos e consultas com vários colegas
bibliotecários. Cumpre ressaltar que apenasum
apenas um membro do Grupo de Trabalho da IFLA foi contra a
criação de uma ISBD específica para obras antigas, achando que a ISBD(M), unida ao uso de uma
identificação especial, como poderia ser o "fingerprint", seria suficiente.
Por outro lado, outro membro considerou que a adoção da ordem normal dos elementos
da ISBD consistia numa inaceitável distorção da página de rosto da obra original.
Para abrigar todos estes pontos de vista, chegou-se, através da ISBD(A), a um
compromisso. Assim, a ISBD(A) foi estruturada pare
para providenciar ea descrição de livros antigos em
am
catálogos gerais, que contenham registros iguais para livros e outros materiais, de todos os períodos.
Não é, contudo, um conjunto de regras para a descrição bibliográfica completa de livros
antigos, nem é apresentada como um texto definitivo a ser usado como está, para bibliografias
analíticas especializadas. As bibliotecas ae os catálogos poderão aplicar a ISBD(A) de forma mais ou
menos extensa, quanto aos detalhes, de acordo com os seus objetivos.
Os comentários da equipe da Associação Paulista de Bibliotecários a respeito desse projeto
da ISBD(A) foram de dois tipos: comentários gerais e comentários mais específicos, relacionados
com detalhes da descrição bibliográfica apresentada.
Entre os comentários gerais qua
que fizemos:
f izenrxjs:
a) Foi sugerido que a data-limite para se considerar uma obra rara, fixada na ISBD(A) em
1801, fosse estendida, para países extra-europeus, para 1880.
1B01,
1B80. Como justificativa, foi dado o exemplo
do caso do Brasil, onde a imprensa foi introduzida somente em 1808 e orxle
orxJe o maior estado
brasileiro, o Amazonas, somente recebeu os benefícios da imprensa em 1851,
1851. Desta forma, o limita
limite
para o Brasil seria 1860, pois 6è óbvio que as primeiras edições destes impressores são multo
muito raras.

•1
jeM
cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�1125
bl De forma geral, achamos também que eram necessários mais axemplos
b)
exemplos específicos
dentro de cada regra ea mais exemplos no apêndice, sobretudo em línguas neolatinas. Por isso, em
seguida aos nossos comentários,
comentãrios, acrescentamos a título de contribuição, alguns exemplos da
descrição bibliográfica da
de obras antigas que
qua constam da Secção de
da Raridades da Biblioteca Municipal
Mário de Andrade, de São Paulo.
c) E por fim apresentamos também o nosso ponto de vista a respeito da criação da
ISBD(A), salientando qua
que as regras ali reunidas embora apresentem partes específicas para descrever
as peculariadades próprias de obras raras ea antigas, seguem muito de perto a organização da ISBD(M)
e que,
qua, portanto, a nossa impressão é de que a própria ISBD(M),
ISBO(M), acrescida de algumas regras
específicas para obras antigas, poderia.servir.

Digitalizado
gentilmente por;
por:

J^-LrLJ 11

12

13

14

�1126
ISBO(PM) (Printed Music)
ISBD(PM)
Rosmarie Appy, São Paulo
A ISBD(PM) (Printed Music), ou Descrião Bibliográfica Internacional Normalizada para
Música Impressa, encontra-se em fase de "recomendação final" elaborada pelo Grupo de Trabalho
conjunto da IFLA (International Federation of Library Associationsand
Associations and Institutions === Federação
Internacional das Associações de Bibliotecários ae das Bibliotecas) e da lAML (Internationel
Intarnacional
(International
Association of Music Libreries),
Libraries), formado por representantes da Alemanha, Estados Unidos (2),
Suíça, Grã-Bratanha
Sufça,
Grã-Bretanha (2), Dinamarca e França. O grupo foi constituído em meados de 1976, e em
outubro de 1978 apresentou suas conclusões finais. Divulgadas estas
estes para recebimento de críticas
crftices ea
sugestões até julho de 1979, também ae APB, através de seu Grupo de Trabalho em Processos
que propriamente
Técnicos, se manifestou, assinalando mais discrepãncias entre exemplos e regras do qua
discordando de soluções propostas, ambore
embora elgumas
algumas pareçem
pareçam um tanto incomuns.
conceitos, a filosofia da ISBD(PM), coincidem com os do programa geral das ISBDsda
ISBDs da
Os concertos,
IFLA, jé
já eceitos
aceitos internacionalmenta,
internacionalmente, não estendo,
estando, portanto, em discussão; o mesmo se aplica à
estrutura, que obedece èà ISBD(G).
Trata-se, pois, exclusivamente
axclusivamente de catalogação descritiva, e catalogação de música impressa,
não abrangerxfo
abrangendo música manuscrita — caso, eliãs,
aliás, bastante freqüenta
frequente —, nem abordando o problema
mais complexo ae específico das entradas catalográficas para música, orxfe surga
surge a necessidada
necessidade quase
constante do acréscimo, entre
entra o autor ea a parta
parte descritiva, de
da um título convencional,
convencional. A ISBD(PM)
estabelece, portanto, rxirmas
normas — ou antes princípios — para a elaboração do corpo da ficha, com base
mais na página de rosto do que na própria publicação; na ausência de página de rosto, a hierarquia, a
ordem da
de preferência para as fomes
fontes que devem substituí-la 6ê fixada com mais rigor do que para
outros tipos de material.
Passamos a ressaltar alguns aspectos da ISBD(PM) em que esta se diferencia das demais
ISBDs.
0-

1 ■•

- .al

Notas Preliminares.
Praliminatas. As seçõas
seções 0.1, 0:4,0.6
(X4,0.6 a 0.10 (Campo, Objetivo e Utilização Pontuação;
u
Língua e Alfabeto da Descrição; Abreviaturas; Uso de Maiúsculas; Erros de Impressão) não
apresentam divergências. Na seção 0.2 (Definições) aparecem apenas 2 (dois) termos não
apresentem
incluidos nas outras ISBDs, a saber:
de uma página de música
— "Plate number" »= Número-de chapa: um número ao pé da
impressa, atribuído originalmente
originalmenta para identificar as chapas usadas na impressão de
determinada adição;
edição; e
— "Publishet^s
"Publisher's number"
rtumbet" = Número do publicador: um número dado por um publicador,
que aparece geralmente na página de rosto de uma edição musical.
qua
Vale observar que
qua o Apêndice I traz ainda tarmos
termos em língua inglesa,
inglasa, com as respectivas
raspectivás
definições, relativos ea diversos tipos de
da partituras e partes,
partas, destinados èo
ao uso no elemento
"Designação de meterial
material específico" da Area 5, Descrição física.
Na seção 0.3 (Esquema comparativo entra
entre ISBD(G) e ISBD(PM)) há ea notar a ausência da ■'
Area 3, Area específica da
de material (ou tipo da
de publicação), e na Aree
Area 8 a inclusão no
rxi ■ v- i
elemento 8.1 do "Número de chapa", junto ao Número
Númaro Internacional Normalizado (ou
a
equivalente — que nesse
nasse caso corresponde geralmente
geralmenta ao "Número do Publicador"), a
•
omissão do elemento 8.2 (Título chave) ea ea distribuição dos dados referentes ao elemento
8.4 da ISBD(G) (Qualificação) pelos elementos 8.1 ea 8.3 (Número normalizado (ou
equivalente); Condições de disponibilidade e/ou preço), conforma
conforme o aspecto a que se
relacionam.
A diferença na seção 0.5 (Fontes da
de informação) está no desdobramento em dois itens do
seu
que costuma formar um só, como primeira fonte; em vez de "Página de rosto ou sau
substituto" aparece: 1. A página de rosto; 2. A capa ou a primeira página de música,
dependendo de qual delas traz a informação bibliográfica mais completa. Assinala-se ainda
a obrigatoriedade de se mencionar a fonte
fonta em nota sempre que não exista página de rosto.
Area do Titulo
Título ae da Indicação da
de Rasponsabilidade.
Responsabilidade. Como já foi dito, a página de rosto
Araa
(ou a fonte qua
que a substitui) êé seguida mais de perto
parto do que em outras ISBDs. Ocorre,
entretanto, que há muito pouca padronização na publicação de música, as páginas de rosto
são geralmema
geralmente complexas, os títulos divergem de
da uma parte
parta a outra da publicação.
publicação, ' -i

Digitalizado
gentilmente por:

�1127

•

apresentam-se com freqüência — total ou parcialmente — em mais de um idioma, podem
incluir o nome do autor ou ser constituídos exclusivamente por ele, etc.; é também
comum publicarem-se coletâneas de obras, de um ou vários autores, com ou sem tftulo
título
coletivo; a autoria inclui, além de compositores propriamente ditos, autores de arranjos, de
adaptações, de revisões, de transcrições, autores de textos, e assim por diante.
Possibilidades as mais variadas são previstas e exemplificadas nesta área.
O elemento "Informação adicional ao título"
tftulo" é muito utilizado, às vezes constituído
mesmo de diversas seções. Quanto à distinção entre dados que devam integrar o "title
"titie
proper" òu
du "tftulo
"título principal" ou ser considerados como
conrx) "informação adicional ao título
(por exemplo, meio de execução, numeração, tonalidade) — ponto este que causou e causa
muita controvérsia — o Grupo de Trabalho optou pela decisão pragmática de baseá-la no
aspecto tipográfico da página de rosto, isto é, de incluir tais dados no título principal
apenas quando o precedem ou quando são apresentados tipograf icamente como parte dele.
Nesta área, há a notar ainda que, no caso em apreço, a "Designação de material geral"
(elemento 1.2) é uma s6: (Printed music) ou (MOsIca
(MCisica impressa);
Impressa); trata-se de elemento
opcional, s6
só devendo ser usado em catálogos ou listas bibliográficas que abranjam
diferentes tipos de material.

22-

Ârea
Area da Edição. Com referência à música impressa, obsen/a-se
observa-se a inclusão nesta área, além
do conceito tradicional de "edição" (2?, 3.^,
3?, ed. revista, ed. fac-símile, reimpressão, etc.)
de um conceito de "edição musical", distinguindo a edição em mãos de outras formas de
edição musical da mesma obra; p. ex. partitura, partitura de estudos, partes, partitura e
partes, etc.; trata-se aqui de informações que figuram na página de rosto e que são
transcritas como aparecem; terão que ser repetidas na área da descrição física, identificadas
aí dentro de certas convenções e no vernáculo. Também aí o Grupo de Trabalho chegou à
solução proposta após extensos estudos e calorosos debates.

345-

Área Específica de Material (ou Tipo de Publicação). Não é usada para música impressa.
Ãrea
Ârea
Area de Publicação, Distribuição, etc. Não difere das demais ISBOs.
ISBDs.
Ârea
Area da Descrição Física. Além das normas e pormenores
pormerxires comuns a todas as ISBDs,
abrangendo a extensão física da publicação (número de volumes, páginas, folhas, etc.), a
indicação de ilustrações e do formato, inclui-se aí no que se refere a música impressa:
— a especificação de que se trata de partitura ou de parte(s), o tipo da mesma, etc.,
—'
acrescida da paginação respectiva, com a designação convencionalmente estabelecida e no
vernáculo (isto é, na língua do catalogador);
— o elemento "Indicação de material adicional", usado com relativa freqüência, para
assinalar material editado em conjunto e destinado a ser usado com a publicação descrita,
por exemplo, partes, libretos, discos, etc.
Ârea
Area da Série. Não difere das demais ISBDs.
Ârea
Area das Notas. Para música impressa, há uma primeira nota obrigatória: é a que se refere à
fonte de onde são extraídas as informações catalográficas, toda vez que não existir página
de rosto.
As demais são eventuais e opcionais. Damos alguns exemplos de notas específicas para
música, que podem ser usadas além das tradicionais, aplicáveis a outros tipos de material:
rnúsica,
Título original:...
Arranjo do Concerto para oboé e cordas
..
Baixo cifrado realizado para cravo por.
por...
Parte opcional para violoncelo inciu
incluída
ida
Conteúdo: Hino Nacional Brasileiro. — Hino da Independência. — Hinoà
Hino à Bandeira
Inclui índice das canções
Discografia: p...
p. ..
Sumário do enredo
Data da composição: maio 1976
Duração: 123 minutos
Notação gregoriana
etc.

’s! 0&gt;

67-

Digitalizado
gentilmente por:

�1128

8-

Área do Número Internacional
Internaciortal Normalizado (ou equivalente), do Número de Chapa e das
Condições de Disponibilidade. Nesta área, freqüentemente o "Número
“Número do Publicador"
substitui o ISBN (International Standard Book Number) quando este não foi
toi atribuído, e
acrescenta-se, quando houver, o Número da chapa de impressão. Havendo diferenças de
Número Normalizado ou de preço para diferentes apresentações físicas (p. ex,,
encadernado ou brochura), esta qualificação è acrescida à informação respectiva.

9-

Publicação em Vários Volumes. A descrição em dois ou mais níveis pode aplicar-se a
música impressa da mesma forma que a outros tipos de materiais.

O Apêndice I traz, como já vimos, termos e definições aplicáveis à área da descrição física, isto é,
ê,
diversos tipos de partituras e de partes, enquanto o Apêndice II apresenta uma série de exemplos de
catalogação de música impressa pela ISBO(PM).
Vale rx)tar
notar que em muitos dos registros da parte referente àá Música do Catálogo impresso da Library
of Cortgress já se encontram itens catalogados segundo a ISB (mesmo anteriormente à divulgação das
recomendações finais do Grupo de Trabalho da ISBD(M)). Outras grandes bibliografias nacionais,
como a britânica e a francesa, também já aderiram integralmente.

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

11

12

13

14

�v.S&gt; .iMAirtfcyi,.;;* m&gt;i
íS(%&lt;iiáín»/nl o«í«ií}!R óij »aiÂ
"
.««■* ft+ístí .iiijsfenainuqíiô *b «*oí.bno3
.-,^!*^****^'' ^^* •'&gt;’’■ r# *
íhf-fc^trrÂ te-ibífeo^ami) ’MS2V ô iú;iíídi.í
Eli àiKWriírK •d';'il»vWrt''übÓ€iúp\ôí «ih
■'
ií&gt;»n»^tib ' ètíÍQ oíisiq ’'«&gt;Íj\'üO ''&lt;, u6SiHBrfiiÇíl&lt;l QHter'.iii':'
ÂÜÉiWÍM^fliçanií«!» -i tfeWsí»i* ê {Â^?Hft,típ «rjo :fKluViííná'üf&gt;
-,■■•' O
-Xl!'.;-..,/
■■ -u - .
^
jS(
■*, ■
■ ,Í
■ - ■ •'■
r ■• '
^
íqE■ í®^ÂX
iíéh^
ífiòb rqy òlã^TjjBí? À
/oiiàV qia
í .,», .
.'
êi5&lt;Â! íOiUítf s siífj in’m^ ijiíwsíín 5Í) tiiííiüí-!’. (fití j/p
|í. í»'' s, ■■- " ■ ■'
'■ : ^
-~i’- ■'
~
■ '■-■
fssqA. Q
isfi lÂ^íb
jlltefr ^. •.' ' • '. _ • J
'• •.,,
•’a'»' «;w*yv-» V”’^* v#*.w;' &lt;7-fcf JW'WpM.i Wl“ ,'Í^OÍíí3Ô^
ac&gt; ' -V.'! '
^ ■'■■ -■. ■■ --- •&gt;
-■■ '■ ■
WtéJ «b íJfârtíâTíí ogfotêiiO bb'EitfdM í afn-»!«ía'ffTitic íb íuiisie«'íob eoiuim in's a-fç.- &gt;«)on aleV
*«b o&amp;JÄgtuiÄjj é a»n9nrnoíi9&gt;aíi ofoiwrii 82! 6 fj'nußji íCi&lt;)íh.’'.íís1)í»í i.n^ii ín^unijOíKS »a Aj ^ji(íníjO ÍG
.«kit*oi36n
íSôn*iÇ
:í!fj[)a821 «b «/fimk'T
o^v.a pu
^
f7w*7('aj)^
.5;
a a a jiSKiftpTii Si (piiiicj
' v'.\
ôtí
••.•.•■••
...
. rot.í-iüf 1-' '■■■ ■
•■ --''v;- 4*'-.- ■ ■•-■•■' i ■•
...-.■
«í
■--£: ■ :■■ .■■;■. -:r.- ,
icí- - i«*' ■ ■•: ■ •-' ■&gt;;■■■■■-'-'■■

.••
r ■

■%

tfrt.,. ’
p,,.
«Fítr^ &lt;■*-&lt;:«•
vípí'-'ív.'... ■ ■:*•: ■. ,• • • &gt;. '
•O 6&gt;*'! Jíír: • :.
•
v:
0Ot
;. '
'■ ‘ ■ í
Ar.ütjry 'si
‘ • '
íi^
■.-;: ; *
^ K-^Hí
. A&lt;
•' •. íi^ihCii '•;• S&gt; ;
Tíltóí^- . : •«; 'i.. . .
Ai
ÇtwíííÇÍ C&gt;
'
?«TliS Oi-*'
:
C^AiAiVr.t V-, V. '•:.í*M,ÍMÍ íoil;.
âí-^íf.':
ii

^{»’.ÂítCi tí*. • -« Ä.’
(í-8 coirvp^-ov-^ía
'■Oí^^vSí:*
■ mC:

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

12

13

�Painel Desenvolvimento da
de Bibliotecas Públicas

Digitalizado
gentilmente por:

11

�®ti./&gt;tnftmwíovci«áSfCi í«ííí**&lt;

«
Digitalizado
4 gentilmente por:

Scan
stem
GereocUinimlo

�1129

CDD-027,4011
CDD - 027.4011
CDU - 025.5
A FUNÇÃO DA BIBLIOTECA PÚBLICA:
PUBLICA: REVISÃO DE CONCEITOS
NEGRÃO. Diretora do
MAY BROOKING NEGRÃO,
Departamento das Bibliotecas Públicas - São
Paulo

,

Análise detalhada de diversas definições de Biblioteca Pública formuladas
por pesquisadores e entidades nacionais e internacionais numa tentativa de
de,
Sístematização baseada nas funções clássicas da Biblioteca.
Sistematização
Importância do estabelecimento de uma definição precisa e especificação
de objetivos, como instrumento de medida de eficiência na execução de
fu nções.
Necessidade de atuação competitiva com outros meios de propagação de
cultura apresentando resultados que possam satisfazer os orçamentistas.
"-Não leio, não imagino, trabalho muito". Essas foram palavras de uma operária paulista,
registradas por Eclea Bosi em sua pesquisa sobre hábitos de leitura. A expressão dramatiza um dos
maiores problemas defrontados por aqueles que dentre nós
nòs estão preocupados com as funções e o
destino da biblioteca pública. Assim, iniciamos nossa palestra com a mesma frase que Briquet^
escolheu para encerrar sua conferência sobre a função da biblioteca pública no último encontro dos
bibliotecários desta área, realizado em agosto de 1978, em São Paulo.
Há uma razão para isso. Em nosso pais, qualquer tentativa de definir biblioteca pública e
suas funções deve levar em conta a realidade de que ela deve servir também: à mulher que tem dois
empregos, dentro e fora do lar; ao estudante de cursos noturnos que trabalha durante o dia para se
manter e auxiliar a família; ao trabalhador sobrecarregado de horas extras; ao habitante da periferia
das grandes cidades que estende sua jornada de trabalho em trens e ônibus superlotados. Uma
para o lazer,
população à qual sobrflL,
sobrã^ muito tempo para ler, para frequentar bibliotecas, parã
principalmente o cultural.
Tal é a paisagem na qual tem de se movimentar o bibliotecário, profissional atuante na
biblioteca pública. A complexidade de sua atuação foi muito bem colocada por Antonio Miranda^^
Miranda^S
que não fala mais em papel-etribuição,
papel-atribuição, função-ação própria, mas de missão, atribuindo ao trabalho da
biblioteca pública um caráter de obrigação, de serviço missionário que todos nòs sabemos ser a
realidade, é uma função social de levar um credo aos mais distantes rincões do país,
país. É a disposição de
enfrentar toda sorte de obstáculos, em um trabalho anônimo, porque o bibliotecário ainda se
mantém calado no mundo da média, permanecendo isolado na simplicidade do seu pragmatismo. É ae
disposição de ir, se adaptando, serviços, prédios e equipamentos às mudanças sociais e ao
desenvolvimento tecnol^ico.
tecnolf^ico.
Entretanto, se por um lado estes aspectos, por assim dizer, ecológicos da biblioteca
Entretento,
bibliotece pública
brasileira têm de ser lembrados; por outro lado, não podemos esquecer que a nossa instituição é
também, ao mesmo tempo, centro de informação primária da comunidade servida, centro cultural e
de multímeios,
multimeios, local para estudo e lazer, recurso para a educação continuada e para
pare a melhoria de
vida e, foco de promoção do idioma nacional, segundo vários autores. Dessa maneira, a biblioteca
pública é um serviço público do qual todas as parcelas da sociedade se favorecem, mas que necessita
dos benefícios que um apoio firmè
firme do governo, em todos os níveis, possa lhe trazer, começando pelo
reconhecimento de seu valor no desenvolvimento da sociedade.
A ideologia de cada governo determina sua concepção de cultura e os padrões pelos quais
esta é medida. Assim, ao se definir o papel da biblioteca pública, não se pode esquecer que essa
definição visa direta ou indiretamente influenciar uma legislação adequada, que estabeleça sua
essência e sua finalidade.
LA terá como tema a legislação referente às bibliotecas tal a
O próximo Congresso da IF
IFLA
importância a ela atribuída por este organismo internacional. Campbell ecredita
acredita que sem uma
legislação pertinente, a biblioteca pública não pode se beneficiar do apoio da sociedade pois, a seu
ver, existe uma relação estrita entre o sucesso de uma biblioteca local e uma legislação que estabeleça
suas finalidades.
No Brasil, em 1975, no 8P
8.° Congresso, a ABDF
ABDF** apresentou minuta de Projeto de Lei sobre
o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, do qual não tivemos noticies
noticias posteriores. Mas a política
do MEC, através
etravés do Programa de Bibliotecas
Bíblioteces do I.N.L., implantando o Sistema, é uma realidade de

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�1130
resultados auspiciosos, como o vimos em São Paulo no último Encontro, quando vários Estados
descreveram seus sub-sistemas.O
sub-sistemas,0 novo plano especiel
especial de apoio ao livro e à biblioteca, recentemente
proposto pelo Ministério, abre novas perspectivas para a missão do bibliotecário. Felizmente temos
uma política e um programa nacional de bibliotecas em execução e algumas vezes, legislação local
assim é ignorada e desobedecida.
que mesmo essim
Este aspecto do problema, embora marginal, deve merecer atenção cuidadosa por parte de
qualquer um que se proponha ae definir e estudar as funções da biblioteca pública e seus meios de
atuação.
O estabelecimento das funções da biblioteca pública deve não sõ
sô garentir
garantir ea manutenção
das atribuições classicamente a ela incorporadas, mas também abrir espaço para uma atuação criadora
criadore
e competitiva com os outros meios de propagação
pxopagação da cultura. Competitiva no sentido de usar muitos
dos meios empregados pele
pela mfdea e aproveitar desta para se fazer conhecer.
O que expusemos acime,
acima, o fizemos à guize
guiza de introdução geral para
pare o desenvolvimento do
tema, que será
serã exposto através de algumas das definições e funções da biblioteca pública expressas
por pesquisadores do campo e entidades nacionais e internacionais. Em seguida, elaboramos ume
uma
comparação dessas definições em um quadro sinóptico,
sinõptioo, que toma por base as quatro funções clássicas
- Educação, Culture,
Cultura, Informação e Lazer - estabelecidas pelo Manifesto da Unesco, versão 1972 e
pequena discussão e resumo dos pontos por nós julgados mais
terminamos apresentando uma pequene
pessoais.
relevantes, orxle
onde nos permitimos algumas reflexões pessoels.
Como ficará evidente no decurso de nossa exposição, aplicamo-nos menos em elaborar
definições e mais emordenar idéias já
]ã existentes endereçadas ao debate, por todos que se preocupam,
ou labutam nas bibliotecas públicas.
Definições ea Funções
Muitos autores brasileiros e brasilianistas vem tentanto o empreendimento de definir
biblioteca públice.
pública. GroF&gt;p*^
Grop&gt;p'^ em 1949, Adelpha Figueiredo® em 1947, Marietta Daniels® em 1963 e
William Jackson®® em 1970 apontaram a falta
falte de dados existentes sobre a biblioteca pública
brasileira, o que se refletia, segundo os autores, no seu pouco desenvolvimento.
A biblioteca pública, sustentada pelo governo, é apontada por Daniels®, como tendo
aparecido em quarto lugar na América Latina, sendo precedida pelas
peles bibliotecas eclesiástica,
universitária e nacional. Sugere ae autora, que ae mesma seje
seja definida pare
para que a população possa
compreender o seu significado. Em seu trabelho,
trabalho, conceitue
conceitua ea biblioteca pública emericane
americana como ume
uma
compreerder
instituição social organizada, apoiada pela comunidade, mantida pelo governo, pare
para uso gratuito da
população adulta e infantil, proporcionando os registros gráficos que ae mesma necessita,
necassita, aberta a
todos e possibilitando a leitura no local e a domicílio.
Apesar dessa definição de Daniels, um estudo promovido por Nelson Associates®^,
Associates®®, em
1969, aponta como fator de pouco
poucò desenvolvimento da biblioteca pública americana, a falta de
dados, pesquisa insuficiente e escassez de definições,
definições. O problema atinge vários países,
países. Gardnerí
Gardner 3, g^n
trabalho publicado no Bulletin de TUnesco
1'Unesco em 1973, efirma
afirma que a biblioteca pública é "uma medusa,
medusa
cuja existência se pode perceber, mas a quem falta uma substância real".
cüja
Jackson®® definiu a biblioteca púbiica,
pública, no Brasil, como qualquer coleção aberta ao público
e Haverd
Havard Williams*
Williams^ 3® nem admite ea existência de biblioteca pública de feto
fato no Brasil.
Seria a falta de uma definição como proposto por Daniels, ou de legislação, a causa de uma
biblioteconomia, com uma biblioteca pública
grande cidade do Estado de São Paulo, com escola de biblioteconomie,
de 40.000 volumes, não possuir bibliotecário para dirigí-la?
O fato acontece num momento de muito trabalho e entusiasmo pela biblioteca pública
brasileira repetindo a década de 30-40 quando se falava do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas;
existiam os Conselhos Bibliotecários dos Estados de Minas Gerais e São Paulo; foi criedo
criado o IP curso
de biblioteconomie
biblioteconomia de acordo com técnicas modernas, o da Prefeitura de São Paulo; quando o livro e
a biblioteca ocupavam lugar de destaque na imprensa e quando Rubens Borba de Moraes®®,
Morees®^, em
1943, afirmava que a consciência da utilidade da biblioteca pública já existia no Brasil
Bresil e que a luta
pela biblioteca estava terminada. Passados 36 anos, a luta não terminou e a biblioteca pública
continua tentando se adaptar às mudanças e às necessidades da sociedade atual, à era dos meios de
comunicação de massa e buscando o papel efetivo que pode exercer no sistema da rede de comunição
da sociedade, pois, se esta descobrir meios mais eficientes para o acesso ao conhecimento e seus
registros, a biblioteca pública pode ser relegada a uma posição secundária.
A definição da biblioteca pública pela Unesco, em 1972, reflete essa preocupação de
mudança de sua atuação: o principal meio de se proporcionar
proprorcionar a todos o livre acesso ao registro dos
conhecimentos e das idéias do homem e às expressões de sua imaginação criadora, colocando à
disposição da população informações técnicas e sociológicas atualizadas".

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1131
Tendo citado alguns trabalhos relativos à definição de biblioteca pública, passamos ao
quadro que tente
tenta mostrar esquematicamente a opinião de vários autores e entidades sobra
sobre o papei
papel
funções básicas do Manifesto da Unesco foram consideradas, por
dessa biblioteca. As quatro funçSas
englobarem quase todos os aspectos apontados pelos autores e serem real
realmente
mente abrangentes.
A tentativa de classificação das funções da biblioteca pública foi dificultada
dificultade pelo
entrelaçamento das quatro atividades básicas pois os conceitos de: educação como arta
arte de utilizar
conhecimento; informação como conhecimento assimilado e ativado; culture,
cultura, como o conjunto de
trabalhos intelectuais e criativos registrados; ea o de
da lazer, corrK&gt;
como tempo que
qua pode ser utilizado, para
entre outras coisas, o aprimoramento pessoal, nos lavam
levam a pensar na função clássica ae idaalista
idealista que '
antre
segundo Shera “é
"é a perfeição do indivíduo
individuo e através
etrevés dele,
deie, a perfeição
perfaição da sociedada".
sociedade".
Vejamos cada função, e os conceitos nelas reunidos:
reunidos; Educação: a raiz da palavra traz a
idéia de puxar, comandar, mas no seu emprego ao longo da história,
histõria, ela foi adquirindo diferentes
diferentas
conotações: instrução sistemática; escolarizeção;
escolarização; adestramento peio
pelo trabalho ae mesmo uma
significação mais ampia
ampla abrangendo o cultivo ae o desenvolvimento das capacidadas
capacidades individuais de tal
forma a levar
ievar àá formação de uma personalidade equilibrada. E equi
aqui convém lembrar o fato de qua
que o
cenceito de formação está tão ligado ao de
oenceito
da educação que
qua ao término de
da estudos
astudos regulares temos
cerimônia da
de formatura.27
formatura.21
Para Whitehead, educação deve ser "a aquisição da arte de'utiiização
de utilização do conhecimento". A
educação formal refere-se mais á instrução e preparo para determinado grau em determinado curso.
Assim, sob o termo genérico de Educação, reunimos na tabela conceitos de formação da
de
opinião própria,
prõpria, instrução pública, euto
auto educação, colaboração com os centros de educação
fundamental, assistência ao estudante, educação formal ae educação informal, para a qual a biblioteca
é uma agência alternativa.
Os aspectos de alfabetização do adulto e trabalho com o néo-leitor, foram destacados em
decorrência da importância deste trabalho pela biblioteca pública brasileira. ■Biblioteca Pública ae ea alfabetização de adultos foi tema abordado pela Conferência sobre o
desenvolvimento das bibliotecas públicas na América Latina, realizada, em 1951, em São Páulo.^i
Paulo.^’
duas coisas diferenConsiderando que estudar ae ler, embora relacionados com a educação são dues
tes, colocamos um (tem
item para a formação do hábito da
de leitura. Estudar é uma atividade dirigida a uma
finalidade especial ês
às vezes temporária. Considera-se que o fim último do estudo é a informação e o
da leitura, o entendimento da erte
arte de viver, ou seja a arta
arte de aproveitar oportunidades, segundo Lord
Riddell, em trabãlho
Riddeil,
trabalho publicado no IFLA Journal. A leitura com suas múltiplas finalidades —
informação, prazer estético, distração, escapismo — poderia também ser colocada nos Itens
itens Cultura,
Informação ou Lazer,
Lazer.
Antonio Miranda, além de
da ter apontado a abrangência das funções clássicas considera qua
que
um dos objetivos que
qua inspirariam a missão da biblioteca pública seria a promoção do idioma nacional
como apoio ao livro e ê leitura. Apesar de a termos considerado sob o Item hábito de leitura,
destacamos esta missão lembrando Mário da
de Andrade quando afirmava qua
que o conhecimento da
lingua ae o hábito da
de leitura contribuiríam sobremaneira pare
para a formação de uma consciência de
dCi
brasilidade, a seu ver, inexistente na população. Isto foi dito quando os novos meios de comunicação
^silidade,
'de
de massa inexistiam. Quarenta anos
enos depois das palavras de Mário, ae realidade êé ainda mais
desalentadora na nossa aldaia
aldeia global.
O hábito de leitura como estimulo à produção editorial é lembrado com pertinência paio
pelo
I.N.L.’®. Se uma
I.N.L.1^.
ume das variáveis na medida de desenvolvimento é o número de periódicos que circulam
no pais, lamentamos informar que recentemente dois jornais deixaram de circular em São Paulo:
Ültima Hora ae Diário de São Paulo, isto no espaço da
de um mês.
A educação continuada mereceu também atenção especial, por sua relevância, no presente
momento.
rra tabela, desde o Plano para o Estabelecimento de uma
A educação apareceu 19 vezes na
Biblioteca Pública na cidada
cidade de São Salvador^,
Salvador^,1811,
1811, quando já se admitia ser a falta da
de livros o maior
obstáculo à Instrução Pública.
Sob o Item Cultura foram reunidos os conceitos de: livre acesso ao conhecimento e às
idéias registradas; o desenvolvimento das faculdades criadoras, repositório do saber humano;
aprimoramento da vida. Foram feitas subdivisões para: "Preservação do patrimônio intelectual e
cultural" motivo de preocupação constante-do
constante do Conselho Federal de Cultura, tendo em vista a
conservação da nossa memória ae "Centro Cultural", que aparece no Manifesto, versão da
de 1972, mas
funções que Mário de Andrade, em 1939, atribuiu àa biblioteca pública como Casa de Cultura. Esta
característica faz com que a biblioteca além dos serviços tradicionais ligados à leitura, se preocupe
em promover atividades relativas a todas as manifestações da capacidade criativa do homem.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

•_

‘ \

||
i

�1132

Foi aberto um item para cultura popular, a cultura - do homem comum - a maioria da
população brasileira. A palestra de Briquet já citada no início é essencial para sé
se compreender o
trabalho da biblioteca pública
prública em relação à cultura popular. O objetivo, entretanto, não éè se atingir a
elite com cultura popular ou elitizar a mesma como vem acontecendo. Lembramos, porém, que a
cultura erudita não pode ser descuidada, pois segundo vários autores, isto provocaria um retrocesso
civilizatòrio.
no processo cívilizatbrio.
Cultura foi o segundo item a ser mais abordado pelos autores, tendo aiiarecido
aparecido 15 vezes na
tabela.
O lazer foi entendido como o "tempo que o indivíduo dispõe livre do trabalho e de outros
deveres e que pode ser utilizado para divertimento, atividade social ou aprimoramento pessoal". Em
relação ao trabalho da biblioteca pública acrescentamos que a demanda de lazer cultural depende de
providências tomadas para se estimular o interesse da população e que o fornecimento, em grande
parte, cria demanda e não o contrário.
contrário,^^
^8 O lazer Já
já constava como função, no primeiro Manifesto da
Unesco.
A informação foi considerada de modo genérico, englobando informação para resolver os
problemas da vida diária; relacionada com o trabalho; essencial para tomada de decisões; para
comércio e indústria; serviço de referência, livre acesso à informação, fator de desenvolvimento,
produção, bem de consumo, formação do hábito de utilizar informação (ligado estreitamente ao
conceito de educação),
éducação), admitindo-se que o desenvolvimento do indivíduo numa sociedade depende
do quanto ele éè bem informado ou participa da mesma como cidadão informado.
Benge,^ no seu Library and Cultural Change, foi o primeiro autor, dentre os consultados, a
abordar o tema. A função apareceu com ênfase na versão de 1972 do Manifesto da Unesco.
Outros aspectos apontados pelos autores são;
são: a integração com a comunidade servida, a
associação com entidades afins e o atendimento ao leitor comum e ao leitor especial.
Analisando a incidência dos conceitos emitidos por autores e entidades, notemos
notamos que
Informação e Alfabetização de adultos aparecem 10 vezes; Formação de Flábito
Hábito de Leitura, 9;
Integração com Comunidade e Associações Afins,, 5; Centro
Ontro Cultural, 4; Trabalho com o leitor
Especial, Preservação do Patrimônio e Educação D^ntinuada,
Continuada, 3; Serviço ao Leitor e Cultura Popular,
2 vezes.
A tentativa de sistematízação
sistematização das funções da biblioteca pública, com os pontos de vista de
autores e entidades nos leva a aceitar as quatro funções básicas propostas pela Unesco e propor seu
detalhamento de acordo com as necessidades locais.
conceitp de biblioteca pública. Estabelecer uma
0 mesmo pode ser feito em relação ao conceitç
definição de âmbito geral que pode ser fundamentada nas necessidades locais.
As bibliotecas públicas por não serem instituições privadas estão sujeitas à ação
governamental, às pressões políticas e econômicas
econö'micas dos governos a que estão subordinadas. Embora a
atitude do bibliotecário público seja norteada por teorias e filosofias relativas ao papel da biblioteca
pública na sociedade e pelas necessidades da comunidade servida, fator que vai determinar as funções
específicas de cada sistema, sua ação reflete a ação política de um governo.
'específicas
Se, no passado, os gastos com a biblioteca não precisavam ser justificados pela sua
produção, ou seja, leitores atendidos, pois não se media cultura, hoje, as bibliotecas necessitam de
uma definição precisa e de especificação de seus objetivos para esclarecimento do tecnocrata, que
mede cultura pela eficiência de seus instrumentos, o que significa, usuários atendidos como produto
final.
Um rendimento assim avaliado e um orçamento baseado nesta medida pressionam a
biblioteca a ampliar'seu
ampliar seu público. A biblioteca conhecida, aceita, utilizada e apoiada pela comunidade
poderá então exigir que suas necessidades sejam atendidas; veremos então a demanda exigindo
serviços e não serviços oferecidos para criar a demanda. Biblioteca e comunidade crescerão juntas.
Utopia? Talvez.
Como sugestão a ser discutida propomos como, papel, atribuição e função da Biblioteca
Pública, no momento atual:
1 — formação do hábito de utilizar informação contida nos materiais existentes ou
providos pela biblioteca promovendo a maior participação do indivíduo na sociedade e seu avanço
social através da educação e do trabalho (constante do projeto do I.N.L.)
2 — formação do hábito de leitura
3 — trabalho para a erradicação do analfabetismo e de fixação de leitura no néo-leitor
No caso de crianças havería
haveria inversão dos tens
fens 1 e 2.
Como tática para executar as funções que lhe são atribuídas ou realizar sua missão
sòcio/cultural, satisfazendo os planejadores de orçamentos é necessário:
necessário;

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

^

�1133
— divulgar os serviços: publicidade, promoção, marketing, relações públicas;
— interagir com as
es comunidades servidas e associações afins;
intensificar as atividadas
atividades culturais;
— Intensificar
— valorizar a cultura popular em todos seus aspectos.
Não devemos nos esquecer nunca das funções básicas ea clássicas de uma biblioteca pública,
ae iembrar
lambrar sampra
sempre qua
que Znaniecki assim se expressou;
expressou: "atualmanta
"atuaimente designamos cultura os dados que os
cientistas sociais ea humanistas estudam ae que os cientistas naturais Ignoram",
ignoram", que nos mostre
mostra
claramente o quanto se deve promovar
promover e valorizar
bibiioteca pública.
velorizar o serviço da nossa biblioteca
DEFINIÇÕES E FUNÇÕES
Definições
Dafiniçõas
DANIELS conceitua a bibiioteca
biblioteca pública americana como uma instituição social
organizada, apoiada pala
pela comunidade, mantida pelo govarno,
governo, para
pare uso gratuito
gretulto da população adulta
e infantil, proporcionando os registros gráficos que
qua a população necessita, aberta a todos, ea
possibilitando a lelture
leitura no locai
local ea èà domicliio.
domicílio.
JACKSON definiu ea biblioteca pública no Brasil,
Bresil, como qualquer coleção aberta
aberte eo
ao
público,
público.
UNESCO o principal meio de sa
se F»'oporcionar
proporcionar a todos o iivre
livra acesso ao
eo registro de
conhecimentos e das Idéias
idéias do homem ae às
ás expressões de
da sua imaginação criadora,
criedore, colocando à
disposição da população Informações
informações técnicas e sociológicas
socioiògicas atualizadas.
pode percebar
perceber mas que
GARDNER biblioteca pública é uma medusa cuja existência se poda
falta uma substância real.
Funçõas
Funções
SHERA a parfalção
perfeição do indivíduo ae etravés
através dele
dela a perfeição
parfeição da sociedade.
PENNA — servir como centro cultural
culturai (no seu sentido mais amplo,
amplo. Incluindo
incluindo recreação) e
de informação para a comunidade servida
— prestar serviços a todos os segmentos da comunidade Incluindo
incluindo crianças e laitores
leitores
deficientes ae menos fevorecidos,
favorecidos, tais como cegos ea doentes, ea também,
tembém, quando necessário, fornecer
informação especializada.
especializada, inciuindo
Incluindo serviços para a Indústria
indústria ea comércio.
— ancorajar
encorajar e promover o uso de
da iivros
livros e informação
— proporcionar material apropriado e oportunidades para
p&gt;ara ajudar a combater o
enalfabetismo.
anal fabetismo.
MIRANDA — promover o Idioma
idioma nacional — o Português. O apoio decisivo eo
ao livro
MiRANDA
nacional
— fornecer publicações oficiais para que os cidadãos possam informar-se
Informar-se sobre leis,
leis.
instituições ae serviços qua
Instituições
que afetam a sua própria vida
materiais para o estudanta
estudante engajado em tarefas escolares
— fornecer livros ae outros matarieis
formalizadas ou para
pera o autodidata
— ser depositária do acervo de
da Inteligência
inteligência ea da história local
— fornecer serviços de informação
informeção técnica e comercial ás firmas locais, ás novas e futures
futuras
Indústrias
indústrias assim também sobre as oportunidades para o turismo.

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

11

12

13

1

�1134
FUNÇÕES DA BIBLIOTECA PÚBLICA
Quadro Sinbptico
Sinóptico

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1135
REFERÊNCIAS
Mãrio de. Bibliotecas populares. Revista do Livro, 5:7-8, mar. 1957.
1. ANDRADE, Mário
2. ASSOCIAÇÃO DOS BIBLIOTECÁRIOS DO DISTRITO FEDERAL. Proposta pãra
para criação de
um Sistema Nacional de Bibliotecas Pbblicas. Brasília, 1975. Trabalho apresentado pelo
Grupo de Trabalho coordenado por A. A. Briquet de Lemos no 8.° Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação, Brasília, 1975.
Bibiioteconomia
3. AZEVEDO, Jeronymo. Relatório dos trabalhos de instalação executados na BibliothecaPbblica
do Estado, epresentado
apresentado ao Dr. Alfredo PujoL São Paulo, 1896.
4. BENGE, R. Library &amp; cultural change. London, Bingley, 1970.
5. BRANCO, Pedro G.F.C. Plano para o estabelecimento de uma biblioteca pública na cidade de
Nery, Desenvolvimento da biblioteconomia e
São Salvador, 1811. In: FONSECA, Edson Nery.
bibliografia no Brasil. Revista do Livro, 5:95
5:95-- 124, mar. 1957.
6. DANIELS. Marietta. Biblioteces
Bibliotecas públicas
püblicas y escolares en America Latina. Washington, Union
Panamericana, 1963.
7. DÍAZ, Luís E. Sistema de bibliotecas públicas para el area metropolitana de Caracas: bases para
un plan de desarollo. Bull. Unesco Bibl.,
Bibi., 30(4):208-14, jul/ago. 1976.
8. FIGUEIREDO, Adelpha R. Silva de. Desenvolvimento da biblioteconomia em São Paulo:
conferência realizada no DASP. Rio de Janeiro, Imprensa
imprensa Nacional, 1945.
9. FONSECA, E. Nery da. Desenvolvimento da biblioteconomia e bibliografia no Brasil. Revista do
5:95-124, mar. 1957.
Livro, 5;95-124,
10. FONSECA, Maria Josè Lessa da. Bibliotecas de São Paulo. In: SÃO PAULO em quatro séculos.
São Paulo, Comissão do IV Centenário da Cidade, 1954. v.2, p.321-79.
11. FREIRE, Alfredo. Catálogo sistemático da biblioteca pública do Estado. São Paulo, Oficinas do
Diário Oficial, 1926.
12. GARDNER, F. M. Objectifs des bibliothèques publiques. Bull. Unesco BibL, 27(4):227-32,
27(4):227-32,. 1973.
13. GROPP, Dorothy M. Bibliotecas do Rio de Janeiro e de São Paulo e o movimento bibliotecário
da capitai
capital paulista. Rev. Arq. Mun., 68:205-24, jul. 1940.
Brasil. Rev. Bibliotecon. Brasilia,
14. HAVARD-WILLIAMS, P. S.E.O.: a biblioteconomia no Brasil,
Brasilie,
3(1):3-15, jan/jun. 1975.
15. INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO. Dez mandamentos para a biblioteca pública ser útil ao
município. Brasília, 1973.
1973,
16.

,. Instruções para a organização das bibliotecas municipais. Rio de Janeiro

17.

., Projeto para a implantação do Sistema Nacional de
da Bibliotecas Públi
mimeografado.

18. JACKSON, William V,
V. Aspects of librarianship in Latin America. Champaign, 111., Illini
lilini. Union
Bookstore, 1962.

cm

19.

Urn piano socialdepara
o desenvolvimento
bibliotecas e centros
. Um plano social para o .desenvolvimento
bibliotecas
e centros dededocumentação.
Rev. de doc
Esc. Bibliotecon. UFMG, 2(1):23-42,
2(1):23-42. 197a

20.

. O programa dos livros didáticos
. O programa
e as bibliotecas
dos livros do
didáticos
Brasil. eIn:asPLANEAMENTO
bibliotecas do Brasil.
nacional
In: PLANEA
de servicios
servidos bibliotecários. Washington, OEA, 1970. v.2:Por paises; parte 3:Brasil.
i
i

Digitalizado
gentilmente por;
por:

II

12

13

14

�1136
21. LEMOS, A.A. Briquat
Briquet de. A função da biblioteca pública. O Estado da
de São Paulo.
Paula Suplamento
Suplemento
Cultural III, 114:6-7, 07.Jan.ig79.
07. jan. 1979.
22. MACEDO, Neuza Dias de. Biblioteca pública: reexame de
da teus
seus objetivos ae o problema do
atendimento ao escolar. 1976. Ill
III Encontro de Bibliotecas Públicas ea Escolares do Estado de
da
Paulo,
Santo André, 1976.
S3d'Paulo,
( il • São
,
23. MIRANDA, Antonio. A missão da Biblioteca pública no Brasil. Rav.
Rev. BIbliotecon.
Bibliotecon. Brasília,
Brasilia,
6(1):69-76, jan/jun. 1978.
problema das bibliotecas brasileiras. Rio de Janeiro, Casa do
24. MORAES, Rubens Borba de. O problama
Estudante do Brasil, 1943.
Estudanta
25. NATIONAL library and information
Information services:
Services: a handbook for planners. Edited by A.V. Pennc,
. D.J. Fosket (and) J. H. Sewell.
Sawell. London, Butterworths, 1977.
26. NELSON ASSOCIATES. Public library systems
systams in
In the
tha United States: a survay
survey of multijurisdictional Systems
systems for the Public Library Association.
Associatioa Chicago, ALA, 1969.
de Janeiro, Zahar, 1978.
27. PARKER, Stanley. A sociologia do lazer. Rio da
28. REIS, José. Universidade e formação cultural. Ciência ae Cultura, 31(3):251-61, mar. 1979.
29. SUAIDEN, Emir José. Perspectivas das bibliotecas públicas no Brasil. Rev. Bibliotecon.
BIbliotacon. Braslia,
6(1):77-82, jan/jun. 1978.
30. UNESCO. La
Le dèveloppement
développement des bibllotèquas
bibliotèques publiques an
en Amariqua
Amerique Latine: confarance
conference de São
Paulo.
Paula Paris, 1953.
31.

. Manifesto das Bibliotecas Públicas. 1950.

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�1137
RECURSOS AUDIOVISUAIS EM BIBLIOTECAS PÚBLICAS
•&gt;

Juliana Vianna Rosa
Diretora da Biblioteca Pública do Estado do RS
Lfgia Beatriz Meurer
Assistente de Direção da Biblioteca Pública do
Estado do RS

Recursos audiovisuais em bibliotecas públicas
Não podemos permanecer alheios ãà massa
messe de informações que nos rodeia sob as
es mais
diversas formas de apresentação. Sofremos Impactos
impactos visuais e auditivos através de painéis, enúncios
anúncios
teatro, Jornais,
jornais, revistas, livros.
sonoros e luminosos, rádio, televisão, cinema, teatro.
Estes Impactos
impactos são absorvidos consciente ou Inconscientemente,
inconscientemente, um pouco mais ou menos
pelos indivíduos, criticamente analisados, descartadas algumas idéias, outres
outras desenvolvidas a partir do
que foi visto, ouvido ou lido.
Sabe-se que a aprendizagem é constituída de 50% do que se ouve e vê, 30% do que se vê,
20% do que se ouve e 10% do que apenas se lê.
Por esse motivo, educadores e bibliotecários não podem mais permanecer indiferentes eos
aos
recursos eudiovisuais.
audiovisuais. Não podem alegar desconhecimento ou julgar que tudo está muito bom como
estáe
ecrêscimos.
está e não necessita reformulações ou acréscimos.
Os tempos mudaram e os homens são responsáveis por esta evolução. Atualmente, temos
necessidade de etuellzar-nos
atualizar-nos constantemente. A educação não tem mais restrições de idade ou sexo.
Iniciar seus estudos agora.
Aqueles que não puderam estudar quando jovens, dispõe de recursos para iniciar
Mulheres são vistas frequentando vários tipos de cursos diurnos ou noturnos. Pessoal habilitado busca
atualização de conhecimentos ou especialização.
esjaeclallzação.
Este aumento da população estudantil não está sendo acompanhado
ecompanhado por um equitativo
aumento do corpo docente. Devido a estes fatos, professores reconsideram os processos utilizados no
independente de aprendizagem com a utilização de recursos
ensino e tendem a valorizar o processo Independente
audiovisuais,
audiovisuais.
Não deixando de lado os elementos|
elementosj professor e livros, o aluno passa
pessa a ter parte ativa em
seu processo de eprendizagem.
aprendizagem. O professor orienta quanto eo
ao currículo e escolha da forma de
aprender. O aluno procura na biblioteca o que necessita: poderá ser um filme, uma palestra gravada,
um objeto.
Além de incorporar
Incorporar à sua coleção os novos recursos, a biblioteca deve preparar-se para
explorã-los ao máximo, da mesma forma como até agora procedeu com os livros.
eXplorã-los
Os usuários devem encontrar à sua disposição livros, revistas, microfichas, tapes, slides,
discos, etc., bem como os equipamentos necessários à recupereção
recuperação da Informação.
informação. Cada leitor deverá
dispor de local adequado para fazer uso de todo esse material e terá necessidade de bibliotecários
bem preparados para auxiliá-los.
O material disponível possibilitará que o usuário escolha o recurso ea ser usado quando ele
necessitar, quantas vezes ele precisar e no horário de que dispuser.
necessiter,
Uma vez reconhecida a importância da utilização de recursos eudiovisuais
audiovisuais para ea educação
Ume
permanente e ea necessidade que a biblioteca tem em oferecer eo
ao laúblico
público em geral os recursos de que
ele necessita, arrolamos algumas definições do que sejam recursos audiovisuais.
audiovisuais,
"As técnicas audiovisuais compreendem todos os estímulos e todas as atividades que,
partindo de experiências sensorlais
sensoriais contribuam para o relacionamento, a Interpretação
interpretação e a apreciação
mais exatas, facilitando o esclerecimento
esclarecimento e a fixação de Idéias
idéias e conceitos". (Silvio Luiz de Oliveire)
Oliveira)
"Audiovisuais são recursos predominantemente sensoriais que, no processo da comunicação, Ilustram,
ilustram, completando os recursos verbais, enriquecendo a experiência, especificando-a
especificondo-a ou
substituIndo-a".
substituindo-a". (Leticia
(Letícia de Farias)
Ferias)
"O termo audiovisual, apesar de reconhecer e utilizar a exposição oral, os livros e outros
materiais verbais, é usado de modo especial para
materieis
pare indicar aqueles
equeles materiais que não dependem
basicamente de leitura para transmitir mensagens". (Nélio e Ivone Correa
Corrêa da Costa Parra)
Há muito que ver, muito que ouvir e sempre algo a aprender em eudiovisuais,
audiovisuais, tamanha a
variedade da apresentação desses recursos.
As vantagens para a aprendizagem que cada recurso apresenta são inúmeras, algumas
das considerações que nos fazem optar por
comuns a vários tipos de material. Salientamos algumas des
adotar um ou outro recurso:

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�1138
Quadro verde — É fácil de ser adquirido, é versátil quanto ao uso ae permite a visualização
de conceitos.
^
Fotografias — Possuem o caráter autêntico da
de documento, são úteis para a observação
detalhada ae individual.
— São útais
úteis na revisão ae resumo dos assuntos.
Diagramas, tabelas ae gráficos
gráficos—
Mapas e cartas geográfica^
Mapes
geográficas — São adequados a qualquer idade,
idada, favorecem a visualização da
de
relações geográficas, não requerem o uso de equipamento , põem em evidência aspectos importantes
sodais ae econômicas, o desenvolvimento histórico, artístico
como relações étnicas, condições ffsicas
físicas sociais
e literário.
Os materiais tridimensionais como maquetes, modelos, globos e dioramas
diorames são adequados ae
qualquer idade, permitem o conhecimento direto, aumentam a compreensão pelo
peio aumento
aumanto ou
redução das dimensões do objato.
objeto.
Transparências — Fáceis
TransparêrKias
Fácais de
da confeccionar, apresentam as informações em forma dinâmica,
são fáceis da
de usar e permitem a apresentação controlada com o apresentador voltado para o público.
Filmes — Podem ser da
de uso coletivo, impõem a atenção devido ao escurecimento
ascurecimento da sala,
representam a ação (aceleração ou redução dos movimentos), o passado ea o presente. Substituem a
experiência pessoal, aumentam
exposição de um tema ou axperiência
aumantam ou diminuem as dimensões do objeto,
permitem a visão em ângulos simultâneos diferentes.
Televisão — Além dos citados para os filmes, economizam o tempK)
tempo de
da locomoção do
pelos diversos departamentos, no ensino,
público peios
ansino, oferecem a possibilidade da utilização dos melhores
professores ae os melhores recursos ou métodos ea suprem a carência de professores.
Rádio — No Brasil, utilizado para programas
progremas de
da alfabetização, divulgação da arte, música,
desporto brasileiro.
Discos — Abarcam desda
desde contos para crianças, até as mais completas obras da
de teatro,
ópera, laitura
leitura de
da poesias, música folclórica, línguas; trazem do passado ou da distância oradores que
poderíam dirigir-se pessoaimente
pessoalmente a um determinado grupo, permitem a análise crítica de
não poderiam
oradores ea cantores ae podem ser usados quando ea quantas vezes se fizer
fizar necessário.
Fitas gravadas — Além da
Fites
de todas as vantagens dos discos, são duráveis,
duréveis, fáceis de preparar e
adaptáveis a outros recursos.
Os recursos audiovisuais devem ser incorporados ao acervo porque
porqua o objetivo básico da
biblioteca é a informação, não importando o suporte que a contenha.
Como alguns desses recursos são caros e requerem, para sua utilização, equipamentos
também custosos, é interessante
interessanta que
qua as bibliotecas formem uma rede ou sistema, planejando e
diversificando sua aquisição.
equisição.
As Bibliotecas Públicas Estaduais devem assumir a tarefa de coordenar o sistema,
incentivando a adoção de audiovisuais
audiovisueis pelas Bibliotecas em todo Estado, cabendo a ela a aquisição de
materiais e serviços mais dispendiosos.
Para a Associação Americana de Bibliotecários, deve-se considerar a necessidade da
formação de um sistema bibliotecário para a coleção de recursos audiovisuais quando a população
atendida atinga
atinge um mínimo da
de 150.000
150,000 pessoas.
pessoas,
Quando a biblioteca decide pela incorporação de audiovisuais, deverá traçar linhas gerais
que orientarão decisões a serem tomadas: pertancer
pertencer ao sistema, tipo de material a ser colecionado,
espeço
espaço para ermazenemento,
armazenamento, temperatura, equipamentos necessários, empréstimo domiciliar,
recursos financeiros para manutenção, etc.
ate.
O apoio financeiro não pode ser relegado ao segundo piano
plano porqua
porque asta
esta é uma coleção qua
que
necessita regulares acréscimos
acréscitms devido ao constante aparecimento de novos recursos como também
desgaste nos materiais causados pelo uso.
pelo dasgaste
Entretanto, devemos considerar que a biblioteca não necessita adquirir todos os materiais
audiovisuais da
de qua
que faz uso pois aiém
além da
de recorrer ao empréstimo inter-bibliotecário, poderá utilizar-se
de Consulados, Filmotecas, Discotecas, ou arrendar o material em firmas especializadas. Estas firmas
estão perfeitamente organizadas, havendo celebração de contratos, ajustes financeiros e fiscalização
dos materiais arrendados.
A biblioteca organiza ae faz acessível os recursos para serem facilmente usados pelo público.
O cálculo do pessoal necessário para o preparo técnico do material audiovisual adquirido, baseia-se
rK&gt; tamanho da coleção, na área geográfica ae população a servir.
no
Uma equipe de três bibliotecários é o mínimo recomendado pela ALA para bibliotecas que
atendam a uma população de 150.000 ou mais habitantes.
Além
Aiém dos bibliotecários
bibliotecérios que processam os recursos audiovisuais, a biblioteca necessita de
um técnico competente para manutenção e reparo do material e equipamentos utilizados.

Digitalizado
gentilmente por:

�1139
O ideal seria
saria colocar à disposição
disposiçâfo do público todo tipo de material pertencente ao acervo
da biblioteca em conjunto: livros ea materiais audiovisuais. Entretanto, alguns materiais audiovisuais
necessitam ser armazenados a uma temperatura constanta,
constante, em arquivos especiais, por isso nem
sempre encontramos todo o acervo reunido fisicamente. A reunião é feita atravãs
através do catálogo que
qua
arrola todo tipo de
da material
materiel existente na biblioteca sobre um determinado assunto.
que coleciona ae o pertencente ao sistema à
A biblioteca coloca o material audiovisual qua
disposição dos usuários seja através da
de cabines
cabinas individuais, seja facilitando sua
sue utilização na sala de
leitura através de equipamentos portáteis. Com isso
laitura
Isso sa
se evidencia que
qua sa
se a biblioteca possui
determinado suporta
suporte de informação deva
deve ter o equipamento necessário para sua utilização pelo
de diapositivos ou filmes, gravador, tala
tela portátil, receptores de rádio ae
usuário: toca-discos, projetor da
televisão. Certamente
Certamenta muitos usuários saberão manajar
manejar o equipamento corretamente, entretanto o
treinamento do usuário na sua utilização ea folhetos explicativos sobre o funcionamento de
da cada um
são necessários para a preservação da coleção ae do equipamento.
O acesso aos materiais audiovisuais deva
deve ser facilitado ea divulgado através da propaganda,
da utilização de catálogos coletivos, da duplicação de
da materiais, da programação planejada.
O empréstimo desses materiais deva
deve ser gratuito e acessfvel
acessfval a todos os usuários. Mas, assim
como acontece com os livros, o empréstimo poderá ser reservado àqueles que possufrem embalagem
transporte como filmes, discos, fitas; os qua
que por causa de sua fragilidade, tamanho,
adequada para transporta
sò podem ser
peso ou forma requeiram manejo especial como modelos, maquetes, obras de arte só
consultados na biblioteca.
O perfodo de empréstimo varia de
da instituição, dependendo da quantidade de material
existente na biblioteca ae na procura do mesmo.
mesmo,
A responsabilidade da biblioteca e a responsabilidade do usuário quanto ao uso do material
deve ser claramente expressa no regulamento, devendo o laitor
leitor assinar um termo da
de
emprestado deva
compromisso.
deve ser examinado antes de ser entregue ao usuário e logo que
Todo material audiovisual deva
é devolvido.
Estatística da
de utilização dos racursos
recursos audiovisuais devem ser padronizados para fornecer
respostas adequadas a quem participa da seleção ea aquisição do material e na comparação do seu uso
entra
entre as bibliotecas públicas pertencentes a um sistama.
sistema.
A biblioteca deva
deve assumir a responsabilidade pela seleção, preparação e circulação do
material audiovisual, auxiliado por técnicos em audiovisuais ae técnicos am
em equipamentos.
A biblioteca se atualiza ea acompanha as necessidades de informação demonstradas pelos
usuários, senão perderá sua finalidada.
finalidade.
Bibliografia consultada:
01. AMERICAN LiBRARY
LIBRARY ASSOCIATiON.
ASSOCIATION. Audiovisual Committee. Guidelines for audiovisual
materials &amp; Services
services for Public Libraries.
materiais
Librarias. Chicago, 1970. 30p.
02. BACHMAN, John W. Como usar meterialas
materiales audiovisualas.
audiovisuales, México, Diana, 1972.
1972, 79p.
03. DOVE, Jack. The eudio-visuel.
audio-visual. London, A. Deutsch, c 1975. 300p.
04. FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS. Normas para
bibliotecas pübllces.
públicas. São Paulo, Quíron; Brasília, INL, 1976. 49p.
05. FERREIRA, Carminda Nogueira de
da Castro. Da necessidade da
de um serviço de recursos
audiovisuais em bibliotecas. In: JORNADA SUL-RIOGRANDENSE DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 3, Porto Alegre, 28 maio a 02 jun. 1972. mimeografado.
06. GORDON, George N. Televisão educativa. Rio da
de Janeiro, Bloch, 1967. 118p.
07. HARRISON, K.
K, C.
C, First steps in librarienship;
librarianship; a students'guide.
students'guide, 4.ed. London, A, Deutsh,
Oeutsh, c ’
1973. 173p.
08. HICKS, Warren B.
B, &amp; TILLIN, Alma M. Le
La biblioteca y ios
los médios
medios audiovisuales. Buenos Aires,
Bowker, c 1974. 113p.

Digitalizado
gentilmente por:

�1140
de materiales
09. KEMP, Jerrold E. Planificacibn
Planificaclòn y produccibn
producci6n da
matarlalas audiovisualev
audioviiualas. 2.ed. México,
Representaciones Y Serviciosda
Serviciosde Ingenerla,
Ingeneria, c 1973. 292p.
Representacionas
10. MARTINS, Myriam Gusmão
GusmSo da,
de. Instrumantosaudiovisuais.
Instrumentos audiovisuais. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 5, São Paulo, 08 a 15 jan.
ian. 1967.
mimeografado.
mi
meog rafado.
11. OLIVEIRA, Silvio Luiz de. Comunicação social a dirigida: o audiovisual na comunicação. São
Paulo, Estrutura, 1978,127p.
1978.127p.
12. PARRA, Nélio &amp; PARRA, Ivone
Ivona Correa
Corrêa da Costa. Técnicas audiovisuais de
da educação. 4.ed. São
Paulo, Pioneira, 1975.239p.
1975. 239p.
13. POLKE, Ana Maria Athayda.
Athayde. Materials
Materiais não-biblio^raficos nas bibliotecas escolares. Revista
Ravista de
da
Biblioteconomia UFMG, Balo
Belo Horizonte]5(2):128-44,,set.
Horizontej5(2):128-44,,set. 1976.
14.

. Os recursos audiovisuais na Universidada
Universidade e suas Implicações
implicações para a Biblioteca. Revis
Bibliotaconomia
Biblioteconomia UFMG, Balo
Belo Horizonte,|&gt;6(2)205-22,
Horizonte,|[6(2):205-22, set. 1977.

RÃDIO educativo no Brasil. Brasília, 1976.167p.
15. RÁDIO
de Janeiro, Bloch,
Bloch,1970.
630p.
16. SCHRAMM, Wilbur. Educação para TV. Rio da
1970.630p.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

J^-LrLJ

�1141
SERVIÇO DE EXTENSÃO EM BIBLIOTECA PÜBLICA
PÚBLICA ATRAVÉS
CARRO&amp;BIBLIOTECA; IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA
Kátia Maria de
da Carvalho Silva
Presidenta da Comissão Brasileira de Bibliotecas
Presidente
Públicas e Escolares
SUMÃRIO
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
2. OBJETIVOS
a
3. A SEÇÃO DE EXTENSÃO; INFRAESTRUTURA NECESSÁRIA
NECESSÃRIA
ai. QUANTO AO PESSOAL
3.2. QUANTO AO ACERVO
a2.
3.3. QUANTO AO FUNCIONAMENTO
aa
3.4. QUANTO AO USUÁRIO
a4.
as. QUANTO A AVALIAÇÃO
4. ANIMAÇÃO CULTURAL X HÃBITO
HÁBITO DE LEITURA
5. CONCLUSÕES
&amp; REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
a
ANEXOS:
DOC. 1 - FICHA DE CONTROLE DO MOTORISTA
DOC. 2 - FICHA DE CONTROLE DA RESPONSÁVEL
DOC. 3- ESCALA DE VISITAÇÃO
DOC. 4-PLACA
4 - PLACA DE INDICAÇÃO
IN DICAÇÃO

1 - INTRODUÇÃO
A Biblioteca Pública como uma instituição social deve estar voltada para a sociedade onde
está inserida.
Em reiação
relação às funções que exerce, estudos realizados por especialistas da área, vem
ocorrendo para que se atinja um consenso universal.
No Brasli,
Brasil, o tema vem sendo amplamenta
amplamente discutido também com o objetivo de atingir uma
definição conclusiva do assunto.
O Manifesto da Unesco para Bibliotecas Públicas evidencia ponto de vista bastante
bastanta flexível
flexivei
quanto à função da Bibiioteca
Biblioteca Pública considerando a sua inegávei
inegável função social.
Antonio Briquet de Lemos ( ) em recente conferência, refere-se a conceituação artificiai
artificial
em termos sócio culturais, bastante conhecida mas qua
que éè importada dos países angio-saxões
anglo-saxões para uma
realidade brasileira,
brasiieira, baseada em outros padrões.
Concordamos com o autor no sentido que o assunto merece a devida reflexão dos
de posição quanto à definição da
de Biblioteca Púbilca
Pública
biblioteconomistas brasileiros para uma tomada da
em relação as suas funções precipuas, considerando a realidade de pais em via de desenvolvimento.
am
desenvoivimento.
May Brooking
Brookíng Negrão ( ) sobre o controvertido tema, posiciona-sa
posiciona-se considerando a
Biblioteca Pública como instituição de múltiplas
múltipias finalidades evidenciando o papel relevante na
educação.
Assim, acreditamos ser a Biblioteca Pública, uma Instituição
instituição social por excelência, do povo
ae para o povo, devendo estar inserida no contexto, refletindo a realidade que
qua a cerca, atendendo as
necessidades imediatas da comunidadá
comunidade que a utiliza.
A Biblioteca Pública portanto deve extrapolar no seu papel, tanto quanto se fizer
necessário, em favor da comunidada
comunidade atingida porque a Imagem
imagem da biblioteca estática, inatingível
"torre de marfim", deve dar lugar à instituição dinâmica, real.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�1142
Nesta linha de pensamento, imaginamos que todos os trebalhos
trabalhos de pesquisa devem ser
direcionadas em bases sociológicas
socioibgicas pare
para que o oonhacimanto
conhecimento do público
púbiico que frequenta no momento
atuai,
atual, as bibliotecas Públicas sqe
seja identificado. O perfii
perfil do usuário da Biblioteca Pública rtecessita
necessita ser
definido em nivel regional, local,
locai, para
pve que ea BIbiiotaca
Biblioteca possa ser dimensionada e ajustada ás
às suas
necessidades
necessidadas básicas.
Sendo essim,
assim, o elemento integrador biblioteca x comunidade éá sobretudo, o serviço de
Extensão
ExtensSo desenvolvido em Bibiiotecas
Bibliotecas Públicas a por isso deve ter
ser agressivamente
agretsivamente estimulado porque
éá através deste setor que ae Bibliotaca
Biblioteca atua mais diretamante
diratamente na popuiaçSo.
popuiaçSb.
Tel
Tal etividada
atividade considerade
considerada "extre-muros",
"extra-muros", conscientiza a popuiaçSo
população quanto aos serviços
bibiioteconòmicos
biblioteconõmicos que ihe
lhe serSo
serão oferecidos implicando, consequentemente,
consaquentemente, em uma melhor
utilizaçio des
utilização
das bãiliotecas.
bibliotecas.
Dentro da ótica em questSo
questão as
es Bibliotecas Ambulantes exercem
exarcem um papel furxJamental
furxlamental na
preparação da populaçSo
população quanto
quento ao conhecimento e aceitação de tais
tels serviços, além
aiém de despertar para
o iivro
livro a atenção da corrxinidade.
comunidade.
2 - OBJETIVOS
O progrema
programa de tais bibliotecas preste
presta grande colaboração no que tange ea disseminação de
da
informação para as popuiaçSes
populações menos favorecidas elém
alám de oferecer
oferacer determinadas
daterminadas vantagens:
a) A informação vai até o leitor.
e)
b) Condição
Corxlição de melhor escolha de local para implantação de bibliotecas em bases
beses fixas.
c) Reconhecimento
Raconhecimento da população iocal,
local, o público que sa
se interessa e a área de interesse.
d) Maior amplitude
amplltuda do raio de ação.
Z1 - OUETIVOS
2.1
OBJETIVOS GERAIS
espirito.

A ação
eção do Carro-Biblioteca
Carro-Bibllotaca tem como meta principal desenvolver o hábito de
da cultivar
cultiver o
2.2- OBJETIVOS ESPECÍFICOS

2.Z1. Levar aos jovens ae crianças o hábito de leitura.
ieitura.
2.2.2. Possibilitar a utilização do material da
de consulta necessária na complementação da
educação do indivíduo.
2.2.3. iniciar
Iniciar no uso da Bibliotaca
Biblioteca os jovens e adultos.
2.Z4. Criar ea condição de circulação gretuita
2.2.4.
gratuita de livros a domicilio com o objetivo de
melhorar o nivei
nivel Intelectual
intelectual do povo.
ZZ5. Realizar audições
audiçSes musicais progremedas
programadas com fins educativos.
2.2.6. Projetar filmes com fins educativos.
2.2.7, Apresentar teatro de bonecos visando ievar
levar tal arta
arte ao povo gratuitamente.
gratultamente.
3 - A SEÇÃO OE
DE EXTENSÃO; INFRAESTRUTURA NECESSÃRIA
NECESSÁRIA
No Estado da Bahia a Coordenação de Bibliotecas vem sa
se ocupando da dinamizaçãp de
da
Central visando sobremodo ae desenvolver etividades
atividades direcionadas
Seção de Extensão da Biblioteca Centrei
para 3 (trás) aspectos, fundamentalmente:
furxJamental mente:
Programa da
de Caixas-Estante
Implantação de Bibliotecas combinadas de Pública e Escolar
Impientação
Escoler
Programa da
de Carros-Biblioteca
Contudo o objetivo
objativo maior
melor deste trabalho é o Programa
Progrema de
da Carros-Biblioteca
Carros-BIblioteca que
qua teve
teva Inicio
inicio
com ea doação de 1 (um) Carro-Biblioteca em 1976, pelo Instituto
instituto Nacional do Livro,
Livro.
Posteriormente, através de projeto
Posteriormenta,
projato devidamente elaborado o programa cresceu graças a
aquisição de 10 (dez) Carros-Biblioteca pelo Governo do Estado/Secratarla
Estado/Secretaria de Educação ae
Cultura/Fundação Culturel
Culture/Fundação
Cultural do Estado.
Inicialmente, com base no
rx&gt; projato,
projeto, foi elaborado Guia da
de funcionamento,
furKionamento, bem como
Regimento necessário ao funcionamento dos mesmos.

cm

2

3

Digitalizado
por:
gentilmente
por;
4

*

11

12

13

14

�1143
Seleção dos bairros
Seleçêo
beirros
Nesta fasa
fase de pesquisa inicial, o programa teve como fase 2 (dois) indicadores, para a
Nasta
seleção das comunidades visitadas:
selaçSo
visitadas;
— poder aquisitivo
— densidade populacional.
popu lecionai.
Divulgação
Selecionados os bairros, a divulgação através de folhetos impressos expiicando
explicando o Programa,
Escala de visitação com as datas previstas ae orientação quento
quanto ao Empréstimo são distribuídos nas
paradas dos Carros.
que atinga
atinge a massa propriamente dita, ea divuigação
Ao lado deste sistema qua
divulgação é feita ainda
einde
através de jornais, rédios e televisão
teievisão em entrevistas
entrevistes Informativas.
informetivas.
O programa é Coordenado por (1) um biblioteconomista Chefa
Chefe da Seção de Extensão e
sob ea responsabilidade
responsabiiidade da
de (1) um biblioteconomista Chafa
Chefe do Setor, sob ea coordenação geral da
de
Coordenadoria de Bibliotecas.
3.1 - QUANTO AO PESSOAL
O pessoal Auxiliar da
de Biblioteca que atende nos Cerros
Carros foi devidamente treinado am
em curso
elaborado em (2) duas etapas, teórico e prático
prãtico sendo sobretudo estirrKilado
estimulado noções
noçóes básicas de
Relações Humanas tendo em vista o nivel
nfvel da população ea ser atingida.
Cada Carro tem o seu pessoal responsável o quai
qual deve informar eo
ao Chefe do Setor sobra
sobre as
anormalidades notadas. Independente disto, cada salda
saída do Carro
Oirro envolve preenchimento de uma
ficha, notificando hora de salda,
saída, retorno entre outros elementos indispensávels.(Doc.)
indispensáveis.lDoc.)
Cada semana o Chefe
Ceda
Chefa de
da Seção ae o Chefe do Setor, inspecionaram "in
"In locum" o
atendimento nas paradas, sem eviso
aviso prévio.
A Coordenação de Biblioteca
Bibliotece realiza
reeliza (1) uma
ume vez por semana
samana reunião com os Chefes para
discutir problemas em função do aperfeiçoamento do programa. Além deste trabalho de bese,
base,
coordena um grupo de
da estagiários pele
pela Fundação MUDES, oriurxio
oriundo de Escoie
Escola de Bibliotecorximie
Bibliotecorwmia da
UFBa. Os Estagiários saem nos Carros juntamente com os funcionários da Seção ea participam das
UFBa,
dés
reuniões semanais contribuindo com es
as suas observações para o melhoramanto
melhoramento do serviço de
atendimento.
Cada més é realizado rodízio de passoal
pessoalique
que saem nos Carros
Orros e o que serve ne
na Seção,
Seção.
3.2 - QUANTO AO ACERVO
O acervo iniciei
inicial dos Carros foi doeção
doação do Instituto
instituto Nacional
Nacionei do Livro tendo sido acrescido
com livros da própria
prõprie seção em atendimento as solicitações dos usuários.
A arrumação nos Carros,
Cerros, dos livros em questão, obedece tabela
tebela da
de proporção de ecervo
acervo de
Bibliotecas Públicas ( ) utilizados univarsalmente,
universalmente, com algumas edaptações
adaptações locais.
Entretanto, é sabido que o maior índice proporcional
proporcionei deve
deva incidir sobre literatura, história,
arte, respectivamente,
respectivemente,
3.3- QUANTO AO FUNCIONAMENTO
O funcionamento do Programa da
de Carros-Bibllotecas
Carros-Bibliotecas exige uma estrutura pesada da
de
controle dade
dada ea complexidade do serviço.
Sendo essim,
assim, cade
cada motoriste
motorista ae cada auxiliar tem respectivamenta
respectivamente a sua ficha
fiche de controle
controla
(Doc.).
Cada Carro possui a sua Escala de Visitação aos bairros, que também é distribuída ea
Cade
popuiação, em edição mimeografada,
população,
mimeografada. Na estrutura da rnencionade
mencionada Escala,
Escaia, fica prevista a Escala da
de
limpeza dos Carros, uma vez que, cada semana, cada Carro, fica durante um turno na garagem para
supervisão geral do Chefa
Chefe da
de Seção juntamente com
comoo motorista responsával
responsável pelo mesmo, pere
para sanar
possíveis problemas. Dentro da mesma escala, uma vez por més,
mès, o Carro não circula, em virtude da
revisão periódica feita na concessionária autorizada.

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
12

13

14

�1144
Divulgação
A divulgação dos serviços prestados pelo Carro éè divulgado através o serviço de
auto-falante existente no próprio Carro com base em texto previamente elaborado na Seção
explicando sobre o funcionamento ae orientando quanto ao empréstimo.
Paradas
Os Carros-Biblioteca circulam em horário matutino e vespertino obedecendo a Escala de
Visitação, tendo as paradas já estabelecidas, com placas de indicação, para a familiarização da
comunidade face à visita semanal. (Doc.).
Cada Carro visita o bairro nos dois turnos cada semana ae por vezes, em bairros mais
axtensos,
extensos, se detem em (3) très paradas por turno, visando um melhor atendimento.
3.4 - QUANTO AO USUÁRIO
USUÄRIO
O usuário do Carro-Biblioteca
Carro-Bibliotaca é na grande maioria constituído
constituido de população jovem.
Subentende-se que nos bairros, onde as casas de moradia predominam, os jovens ae mães da
de
família constituem a maioria, como é a população jovem que tem condições de utilização dos livros,
levando-se em conta o nivel
nível cultural ea educacional de grande número dos bairros visitados, o usuário
do Carro-Biblioteca é basicamente, a população considerada Infantil
infantil e Juvenil.
juvenil.
O processo da
de aceitação do Carro-Biblioteca é lento e gradual, entretanto pesquisas
experimentais vem sendo elaboradas ae executadas através da utilização de canais de transferência da
informação mais agressivos aos quais denominou-se Programa de Ativação Cultural com base na
realização da Hora do Conto, Teatro da
de Bonecos ea Shows Musicais.
Tal programa é direcionado numa ótica educativa com fundamentação
furKiamentação científica
cientifica
utilizando pessoal da Universidade Federal da Bahia, nas diversas áreas especializadas.’
especializadas.
Além da atenção habitual dispensada ao usuário, pelo Carro-Bibliotaca,
Carro-Biblioteca, mantém-sa
mantém-se
permanentemente no Carro, Caixa de Sugestões, as quais são atendidas na medida do possível e
quando não é possível, informa-se diretamenta
diretamente ao leitor, apresentando outras sugestões.
Seção distribua
distribue listas mimeografadas com sugestões de leitura, cada mês.
mès.
Por outro lado, a Sação
• Ainda visando a integração
Integração usuário x biblioteca cada mès,
mês, o leitor que mais leu, recebe
raceba um
prêmio, o que torna a disputa entre
entra bairros,
bairros,-estimulante,
estimulante, A divulgação é feita pelo próprio Carro.
Carro,
Os resultados tem sido bastante interessantes ae devidamente estudados para permitir os
constantes reajustes necessários ao funcionamento do programa.
3.5 - QUANTO A AVALIAÇÃO
A avaliação do programa êé feita mediante análise estatística dos leitores que procuram o
Carro-Biblioteca.
Carro-Biblioteca
Cada dia são anotados dados considerados indispensáveis ao acompanhamento do trabalho
ae transformados em relatórios mensais.
Deste modo acompanha-se cada bairro e o estudo comparativo entre
entra os diversos bairros êé
realizado com grande proveito.
A variação do leitor x demanda de livros por bairro é observada, não só pela relação dos
livros emprestados, mas pelas sugestões feitas pelos próprios usuários. Assim, no programa elaborado,
a grande maioria dos bairros visitados são aqueles onde habita a camada menos favorecida da
população de Salvador, entretanto, alquns
alguns bairros considerados de classe, média alta, foram inseridos
para estudo comparativo da problemática
problemátirá qua
que envolve hábito de leitura.
laitura,
4 - ANIMAÇÃO CULTURAL X HÁBITO
HÃBITO DE LEITURA
Em virtude das dificuldades encontradas de motivação da leitura nas camadas menos
favorecidas é que a nossa preocupação insidiu sobre os meios de popularização do livro, porque
sendo o livro um dos canais de transferência da informação de maior importância, deve-se transferir
ao jovem e adolescente brasileiro consciência disto.
Bamberger ( ), refere-sa
refere-se a leitura até então considerada um meio de captar uma mensagem
e que passa depois a ser considerada como processo mental de vários níveis contribuindo de modo
decisivo no
rxj desenvolvimento do intelecto e por conseguinte desenvolvendo a linguagem ea a
personalidade e que por sua vez vai modificar a estrutura das barreiras educacionais. O livro ofereça
oferece a

cm

Digitalizado
gentilmente por:

•f-

�1145
vantagem de permitir ao leitor escolher o que deseja se informar o que não ocorre com outros meios
de comunicação da informação previamente programados.
O mundo atual não pode admitir a leitura como privilégio de uma minoria e todos os
esforços devem ser no sentido de ampliar o mundo sempre crescente de pessoas que leiam.
A importância da leitura na formação cultural do homem não pode ser estudada
isoladamente, há todo um contexto de real importância que envolve múltiplos aspectos.
Briquet de Lemos ( ) conceituou a problemática brasileira de desenvolvimento do hábito
de ler em conferência realizada titulando tal conferência com frase extraída
extrafda de uma "enquete" sobre
hábito de ler de grande significância:
significãncia: “não leio, não imagino, trabalho muito".
Tal colocação evidencia claramente a problemática de um pafs
país em desenvolvimento em
que grande parte da população não consegue satisfazer as suas necessidades básicas de alimentação,
vestuário e habitação.
Assim, conhecendo a realidade em questão, passamos a introduzir no trabalho de
motivação de leitura meios mais convincentes de apresentação do livro através de Teatro de Bonecos,
Shows Musicais e Hora do Conto nas paradas dos Carros-Biblioteca.
A avaliação periódica realizada pela Seção demonstrou que a procura do livro aumentou
consideravelmente sobretudo naqueles bairros onde as condições ambientais são excessivamente
precárias.
Deste modo a continuação do trabalho orientado neste sentido, pareceu-nos adequado.
5- CONCLUSÕES
5-CONCLUSÕES
Ao evidenciar em linhas gerais, trabalho em nível
nfvel de pesquisa que vem sendo realizado em
Salvador, registramos ao concluir, o objetivo maior que é o de conhecer o usuário baiano, por
conseguinte brasileiro.
A principal preocupação éê a de analisar o contexto brasileiro, adaptando técnicas acertadas
procurando não cometer erros relativos à introdução de métodos importados, dissociados portanto,
da nossa realidade.

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

11

12

13

14

�1146

&lt;o
ViO &lt;«
íUI UI5

da

CONTROLE DE VIATURAS

ANEXOS:

Salvador — Ba.

8l

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

m..
*

�1147

DOC. 2
FICHA DE CONTROLE DA RESPONSÁVEL

DATA

BAIRRO

OCORRÊNCIAS
1.
2.
3.
a
4.
5.

Assinatura da Auxiliar

Chefe da Seção

Chefe do Setor
I

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

m.

II

12

13

14

�cm

2

OBS.: Os Carros devem sair da BCE nos horkios:
hor&amp;rios: Manhã:

PROGRAMA CARRO - BIBLIOTECA

1148

o
8
o
QO

is. Éâ
dóCO N

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

11

12

13

14

�DE INDICAÇÃO
PLACA OE

• U'9 •

[ARRD

2

-

BIBLIOTECA
eiBLlDTECA

2"^
2*

FEIRA
FEIRA

MANHÃ

5A
.5*
&gt;

feira
FEIRA
^

tarde
TARDE,
^

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

II

12

13

14

�i '
- M.

fr

5

*.

Digitalizado
gentilmente por:

tdiAHi

12

13

�■A.;-

. "■■•••SÂr.'O m

!

•
: . -.í»

■

Painel Censura

■

. -

'

, ■ ■
-■ ■-■ :v*rí é .
■■
‘•■H írm ' &gt;
. .'.‘Vir.J á* ^

;

*"V‘r;3-

. e
'. '-i-

• -':ÍC fí..

' .•'

-j

' »: •»?' jí^çSwSÈÍ»: .-.Jlf,''-

rW

■•' •»m -rrs»«)«! SM —nr-»^- -V
•:■ - «i- ..'Â
-■■ ^ví,hTC: •
'. •
'■■ '

Digitalizado
gentilmente por:

'•*«■■

5

■ ■ ■ rsSi

■'•&lt;

�Digitalizado
gentilmente por:

�1160
1150
WILSON MARTINS
Agradeço com cordielldade
cordialidade tanto maior as iwlavras
palavras da
de apresentação
apresentaçSo quento
quanto eles
elas me
epresenteram como velho Inimigo
apresentaram
inimigo da censura e,
a, por consequência,
consaqüãncia, como um homem cujas pelavres,
palavras,
poderSo, jamais, ser Interpretadas como sendo favoráveis
rta manhS de hoje, nSo podarSo,
favorávals a qualqer
quelqar forma de
censura. Mas o problema
problama nSo se epresenta
apresenta raelmanta
realmente quando queremos combater a censura,
censure,
perece-me que é,
6, antes de mais nada, compraendá-la
compreendê-la em sua
sue verdadeira realidade,
reelldade. Nas
Nes publicaçSes,
publIcaçSes,
nos periódicos brasileiros desses últimos meses, tamos
temos ancontredo
encontrado vérias
várias manifestações de jornallstes,
jornalistas,
polficos, pessoes
pessoas credenciadas nos vérios
vários ramos do conhecimento, e que se pronunciam
pronunciem de maneira
taxativa e absoluta contra
cóntre toda ae qualquer
quelquer forma de censura. "A censura
censure deve ser ellmlneda”.
eliminada". "Náo
"NSo
há razão
hé
razffo alguma
elguma para que haja censura numa socledada
sociedade democrática a adulta",
edulta", e outras colocaçOes
colocações
dessa natureza.
O meu papel hoje, talvez um pouco estranho, desse ponto de vista, é mostrer
mostrar que nõs
nós
devemos nos premunir contra as Idéies
idéias feitas, contra
contre as
es generalizações fáceis
fécels e contra as
es
simplificações excessivas. Porque, ne
na verdede,
verdade, não
nSo hé
há sociedade organizada
orgenizede sem um imenso
Imenso código de
disciplina nos mais
discipline
mels variados aspectos das atividades
etividades coletivas. E, qualquer que seja ea forma de
disciplina que nos é Imposte,
Imposta, para
pera podermos
podarmos conviver em termos aceitáveis
eceltévels de sociabilidade, sempre
representa uma Invasão
reprasenta
invasSo da nossa próprie
própria autonomia, de
da nossa próprie
própria privecidade.
privacidade.
Multas pessoas pensem
Multes
pensam que atá
até os sinais de trânsito, nas
nes rues
ruas da cidede,
cidade, são
sffo uma opressão
violante
violenta contra a sua liberdade de conduzir de qualquer menelra.
maneira. Esta, ellés,
aliás, me perece
parece éá Uma
uma
convicção multo
muito gerteralizada
generalizada aqui em Curitibe.
Curitiba. Mas a verdada
verdade éá que a obediêncle
obediência aos sinels
sinais de
trânsito resulta, afinal
trênsito
afinei de contas, numa disciplina de tráfego, e, por conseqüência,
conseqQêncla, numa
numã
movimentação multo mais
nrtais fécll
fácil ae segura de todos nós,
nós.
De forma que proponho, antes de
Oe
da mais
mels nada,
nade, colocar o problema da
de censura dentro de
alguns princípios gereis,
gerais, que eu enuncio mels
mais ou menos da seguinte menelra,
maneira, combatendo es
as
existentei
existentes Idéies
idáías feitas.
Por axemplo,
exemplo, ume
uma das Idéias
idéias feitas que, certemente,
certamente, nSo
não tem qualquer validade diante
dianta dos
fatos, éá Imaginar que a censura é próprie
própria das sociedades atrasadas, ea que ela
eia tende a desaparecer ne
na
medida em que as sociedades se modernizam.
medide
Na verdade, é axetamarrte
exatamente o contrário que acontece. A censure
censura éá um fenômeno de
civilização, Nas sociedades primitives
primitivas áé que nSo
civilização.
não há
hé realmente, censura de espécie alguma;
alguma: nem com
relação eos
releção
aos costumas
costumes nem com releção
relaçSo áê atividade
atividede pessoal de cada um dos indivíduos. E a vendada
verdade éá
que, do nosso ponto de viste,
qua,
vista, a censura nos campos de atividades intelectuais
intelectuels á,
é, realmente, um
fenômeno que se desenvolveu exatamente ne
na mésme
mesma medide
medida em que se desenvolveu a Impransa,
Imprensa, em
espetáculos teatrais ae os outros divarsos
diversos maios
meios de comunicação.
que se multiplicaram os livros ae os espetécuios
De forma que temos que aceitar esse fato. A complexidade da sociedade impõe o aparecimanto
aparecimento de
Oe
um certo tipo de disciplina nas relações humanas.
Sabe-se, por exemplo, que na sociedade francesa
frencesa (na Corte Real
Raal da França),
Frençe), no século
XVII, os poetas escreviam, para uso e gozo dos fidalgos do rei e das diversas senhoras que ele
XVii,
mantinha ê sua custa, e de
da mais alta e culta
cuite sociedade
soclededa frencesa.
francesa. Escreviam poemas que hoje
hoja seriam
naquela época não ofendiam os sentimentos da sociadade
sociedade
considerados obcenos e que, ao contrário, naquala
francesa. Por conseqüência,
frencesa.
conseqQêncla, há um certo aprimoramento dos costumes ea ume
uma certa Idéia
idéie de que
eigumes
algumas coisas, tidas como grosseiras ea cujo conceito pode variar
varler de época pera
para época, devem ser
evitadas. Este é,
evitades.
ê, antão
então um dos primeiros aspectos que nós temos que tar
ter em mente. É que a censura
resulta, por assim dizer automaticamente,
automaticemente, do crescimento das sociedades e do crascimento
crescimento da
intelectual.
sociedade Intelectual,
A outra idéia
idéie feita
felte que temos
íamos que repudiar — porque ela tembém
também não encontra
confirmação ne
na realidade — é o fato, a suposição, de que a censura só existe
exista nos países eutoritários,
autoritários, e
que não hé
há censura nos países liberais ou democráticos.
democréticos. Na verdade, a censura é tão forte nesses
países, como ae França, Estados Unidos ou a Inglaterra, do ponto de vista legal
legai ou da pressão
prassão dos
diversos grupos da socledada,
sociedade, quento
quanto nos paísas
países autoritários.
Na Françe,
França, por exemplo,
axampio, uma enorme categoria de livros não pode nem mesmo ser exposta
nas vitrines des
das iivraries.
livrarias. Nlo
Não podem ser anunciados. O comprador
compredor que desejar
desajar um destes livros deve
saber, antecipadamente, o nome do autor, o título, e pedir diretamente ao livreiro
iivrairo e ele
elevai
vai buscar,
então no raservado
reservado des
das livrarias, para ea venda.
Na Inglaterra, a Lei chamada de calúnia.
calúnia, Injúria
injúria e difamação é severlssima'e,
severissima e, na verdade,
paralisa em grande parte os jornalistas
peraiisa
jornelistas britânicos e os autores de livros.
E nos Estados Unidos existem os dois tipos de censura, que se completam e que são
extremamenta efetivos. Um deles é a censura exercida pelo próprio governo, em casos
cesos específicos e'o
eo
outro, muito
multo mais efetivo ae atuente,
atuante, é a censura exercide
exercida pelas diversas entidades sociels,
sociais, como as'
as

Digitalizado
gentilmente por:

II
11

12
12

13
13

14

�Il&amp;t
115t
assoclaçSes de pais e alunos, as ligas de moralidade, os próprios indivfduos
associaçfies
Indivfduos que se arvoram o direito
rtSo se publica, o que se pSe
pfie nas bibliotecas escolares e o que
de censurar o que se publica ae o que nSo
nSo se deve por nas bibliotecas escolares, e assim por diante.
Tudo Isso,
isso, evidentemente, nSo
náo corresponde — de minha parte — ao desejo de justificar a
censura, ou de achar que ela deve ser aceita ou expandida. A minha idéia
Idéia final vai ser a de que, sendo
um mal inevitável
Inevitável e, em certos aspectos, um código de convivência social e intelectual,
Intelectual, nós devemos èé
compreendê-la para poder discipliná-la dentro de termos aceitáveis.
compreendé-la
A outra idéia
Idéia feita, que também nSo
não te~m
tem justificação
justiflcaçSo ne
na realidade, é ea de que a censura só
ideológica. Na verdede
verdade a esquerda, que se apóla
apóia com a mesma
é praticada ou preconizada pela direita Ideológica.
convicção e com a mesma energia, a exerce com a mesma Intransigência
intransigência que a direita.
No livro que tenho aqui, recentemente publicado nos Estados Unidos e que se chama
' "convivendo", ou "tratando com a censura" — e que foi escrito e publicado por professores das
escolas secundárias norte-americanes
norte-americanas — tem a observação de um dos autores, a de que todos nós
somos censores,
censoras, E, se pusermos a mSo
mão na consciência, aceitaremos — acho — sem maiores
dificuldades, essa Idéia:
idéia: nós somos contra a censura que nos censura, mas somos a favor da cansura
censura
que censura os nossos adversários.
" O meu ponto de vista é que nós devemos ser contra o espfrito de censura, não
nSo contra a
censura. Devemos ser contra o espfrito de censura neste sentido de que é a própria Idéia
cansura.
idéia de censura
que deve ser abolida dentro destes termos disciplinantes aaque
que vou me referir e não à censura exercida
aprenas em nome das nossas opiniões
apenas
opIniSes ou pontos de vista. E, por consequência,
conseqüência, a conclusão de tudo
Isto
isto (é um consolo muito
multo relativo, eu comedo)
concedo) é a de que a censura não existe só no Brasil. A
censura èé um fenômeno universal e que ocorre realmente em todos os pafses.
países.
Oe forma que, aqui no nosso debatejnão se trata de ser contra ou a favor da censura: esta é
De
uma atitude emocional e opinativa. E ela
eia mesma é uma atitude censorial,
censorlal. O que se trata é de
compreender a natureza do fenômeno e de discipliná-lo para o tornar mais racional. Na verdade agora
mesrno,
mesmo, nesses últimos meses, como todos sabem, houve (está havendo ainda, porque continua) um
Simpósio sobre
sobra a Censure,
Censura, na Câmara dos Deputados, em Brasflla.
Brasília. E, dos depoimentos até agora
prestados, o consenso que real
realmente
mente se manifestou é o de que a censura não será — e nem deva,
deve,
mesmo, ser abolida, mas deve ser disciplinada. E aqui é que entram, realmente, os problemas técnicos
que escapam à minha competência e que serão, provavelmente, abordados pelos outros painelistes
painelistas da
nossa reunião aqui.
Saiu recentemente, nos Estados Unidos, a segunda edição de um livro que se chama
"Livros Banidos" — Baned Books, com ea história de todos os livros que foram banidos, dos mais
diversos países
pafses do mundo, desde a antiguidade e até os nossos dias. E o autor do prefácio Chandier
Chandler B.
Grannis, observa que qp número de pessoas que quar
quer Impedir
impedir outres
outras pessoas de ler ou de ver certas
coisas é verdadeíramente
verdadeiramente espantoso.
Uma das conclusões — tanto desse
dessa livro sobre as obras
obres que foram
forem banidas através dos
séculos como do Ih/ro
livro publicado pelos professores americanos sobre a censura nas bibliotecas
escolares — é que a censura, em lugar de diminuir, tende a crescer. E está
esté crescendo de uma maneira
espantosa. Em particular no que se refere ás
às escolas secundárias norte-americanas, ééuma
uma luta diária
dos bibliotecários e dos professores, claro, contra as associações
assoclaçSes de moralidade, associações
assoclaçSes de pais ae
alurK)s e outras dessa natureza, que pretendem banir das bibliotecas tais e tais livros, em favor de tais
alunos
ou tais outros.
O nosso problema aqui se coloca, acho, sob a égide da
de dois prlncfpios
princípios Imortels
imortais de DIralto,
Direito.
Um dales
deles jé
já foi proposto pelos antigos romanos, que viam muito mais longe do que nós geralmente
imaginamos. Este princfplo
princípio foi formulado da seguinte nianeira:
maneira: "sumum jus suma injuria" — todo
Imaginamos.
injustiça. E foi ratomado
retomado pela Revolução Francesa — que
direito exercido com excesso causa uma Injustiçe.
ninguém acusaria de reacionária, de conservadora — quando formulou outro princfplo
princípio Imortal,
imortal, dizendo
que a liberdade de cada cidadão termina onde começa a liberdade de outro cidadão,
cidadão.
Esta, realmente, é a base fundamental da censura. Não se trata de Impedir todas as pessoas
de ler todos os livros. Trata-se de imaginar
Imaginar que há uma certa disciplina moral, ideológica, intelectual,
que todas as sociedades devem exercer para que, justamente, a liberdade de cada cidadão se veja
p&gt;reservada nos seus limites normais e aceltévals.
preservada
aceitáveis.
Ainda há pouco tempo, um juiz da cidade de Nova York mandou retirar, do metrô, um
anúncio considarado
considerado ofensivo áê moralidade
nrxaralidade do cidadão comum. Por que? Porque
POrque este anúncio ara
que não tinham, provavelmente, qualquer prazer em
visto por pessoas — este é o raciocínio do juiz — qua
deparar com aqueie
aquele desenho considerado obsceno, enquanto pare
para outras pessoas esse desenho seria
indiferente e, para outras, seria até uma forma de educação daqueles que viajam pelo subterrâneo da
Indiferente
de
Nova York. Ele argumentou com o princípio de qua
que as passoas,
pessoas, que não aprovavam o tipo da
de
desenho ou a cena all
ali epresentada,
apresentada, tinham o direito de não ser ofendidas nos seus sentimentos, sendo
obrigadas a encontré-lo
encontrá-lo em cada uma de suas viagens. E assim o cartaz publicitário foi retirado.

Digitalizado
gentilmente por:

�1152
De forma que, no caso da censura, estamos 6 diante de um problema técnico e não diante
da um problema cultural nem ideológico. Trata-se apenas de disciplinar um princfpio
de
princi'pio de convivência
social e esta idéia, ou necessidade, da
de disciplina apareceu na nossa civilização, desde os tempos mais
remotos.
O infcio
inicio da censura no nosso mundo,
murKfo, no chamado mundo ocidental, é geralmenta
geralmente datado,
pelos autores, no ano de 399 A.C. É a condenação de Sócrates por haver negado a divindade dos
deuses reconhecidos pelo Estado e introduzir novos deuses, e por corromper a juventude. Ora, esta
idéia tradicional a respeito do julgamento de Sócrates é, segundo pareça,
kJéia
parece, ela própria um resultado da
de
uma censura exercida por Platão e outros discípulos da
de Sócrates, para esconder o verdadeiro motivo
da sua condenação
corxfenação na Grécia antiga,
antiga.
Esta é uma pesquisa ainda relativamente recente e que provavelmente continuará. Foi
provocada por um jornalista norte-americano, I.F,
I.F. Stone, que mostrou, num trabalho, que Sócrates
foi condenado não por corromper a juventude e por negar os deuses reconhecidos, mas por fazer
parte de um partido direitista na Grécia. Sócrates era ligado ao grupo dos 30 Tiranos e, quando esses
30 Tiranos, que constituiam um regime opressivo e autoritário na época, foram derrotados, o próprio
Sócrates foi condenado, quase preventivamente, pela população de Atenas, para impedir que ele
desmoralizasse a idéia de democracia perante as novas gerações.
Quando pensamos na realidade dos conceitos eróticos ou amorosos na Grécia,
compreendemos, sem maiores dificuldades, que Sócrates não podia ser condenado por corromper a
juventude num país
pais em que, ao contrário, esse tipo de corrupção a que aludimos era a forma, por
assim dizer oficializada de amor entre os jovens e os mais velhos. O amor, para dizer toda a palavra
necessária, homossexual,
Esse não é, evidentemente, o meu tema desta manhã. Nem mesmo é um tema para ser
tratado de manhã cedo.
cedo, Mas, se estiverem interessados no assunto, acaba de aparecer um livro do
prof. K. J.
J, Dover, que se chama Greek Homossexuality — a Homossexualidade Grega — no qual se
constata que, ao contrário do que para os nossos conceitos morais parece evidente, na Grécia o amor
sexual entre estudantes ae professores era a forma mais alta de afinidade intelectual.
Portanto, Sócrates não foi nem poderia ter sido processado por isso. Segundo parece, por
estas novas pesquisas, ele foi processado ea condenado por ser um autoritário, por ser o espirito
espírito
anti-democrático que estava procurando desmoralizar,
desmorajizar, no seio da juventude grega, a idéia de
democracia ainda recentemente restaurada. A sua atividade parecia corresponder a um perigo social.
E Platão e os outrosidiscipulos.de
outrosídiscípulos de Sócrates procuraram esconder essa realidade
realidada e apresentar o
julgamento da
de Sócrates apenas sob o plano
piano puramente moral.
A verdade é que
qua não se sabe, não há qualquer documento a respeito do julgamento de
Sócrates. Ninguém sabe. Não há um papel autêntico, não há um testemunho — a não ser o dos
amigos de Sócrates,
Sócrates. A suposição então, é a de que Platão e os seus amigos procuraram confundir o
espirito público e transmitir uma idéia completamente errada do que foi este julgamento.
espírito
Então, vejam a ambigúidade.
ambigüidade. O fato mesmo, que parece ser o mais clamoroso na história
da censura, porque foi o que iniciou todo o processo, é bem possível que seja um fato fictício,
arquitetado em todas as peças por um grupo interessado em mascarar a realidade do processo
isso para defender a memória do seu mestre e do seu grupo — porque eram
judiciário. E Platão, fez Isso
todos pertencentes às famílias ricas, aos grandes plutocratas e latifundiários da Grécia.
O próprio Platão, em 387 A.C., sugeriu o expurgo de Homero — que é o poeta nacional da
Grécia — para uso dos leitores imaturos. Em outras palavras, Homero podia ser lido por todos, menos
pelos estudantes da escolas gregas.
E, estamos nós aqui e agora, através dos séculos neste pulo vertiginoso, diante do problema
que se apresenta com relação aos livros que podem ou não ser admitidos nas bibliotecas. E, em
particular, nas bibliotecas escolares.
Um dos ministros da Suprema Corte norte-americana, num dos seus julgados a respeito
desse problema, manifestou-se contra a censura dos livros, dizendo que os adultos não podiam ser
corxdenados a ler apenas aqueles livros que eram próprios às crianças. O que é um princípio que — eu
corvfenados
acho — é perfeitamente válido e acho que ninguém negará a sua importância e o seu reconhecimento,
reconhecimento.
Mas nós podemos inverter também esse princípio, e dizer que as crianças não podem ser obrigadas a
ler aqueles livros que só são apropriados à leitura de adultos.
Evidentemente, aqui estamos diante, de novo, do problema técnico que mencionei há
pouco que é o do disciplinamento da censura e também a aplicação de um certo bom senso — seja na
organização das bibliotecas, seja na publicação de livros e seja nos limites que devemos impor sempre
à liberdade dos cidadãos.
No tempo que me é repartido nesse painél, eu — felizmente, ou infelizmente — não posso
mencionar todos os aspectos desse livro que aconselho a todas as pessoas interessadas em conhecer a
realidade norte-americana em termos de censura.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1153
Menciono especialmente os Estados Unidos, porque é indiscutivelmente o país am
em que há
mais liberdade intelectual, no mundo. Muito mais do que na França, que tem tradições intelectuais
antiqufssimas, muito mais do que
antiquíssimas,
qua na Inglaterra, muito mais que em qualquer outro país da faixa
democrática ou liberal.
liberal,
Pois bem, nos Estados Unidos ae censura é exercida de duas formas diferentes. A mais
importanta
importante é a censura não oficial, mas que exerce os mesmos efeitos paralisantes (ou
disciplinadores, se quisermos) exercidos pelas associações de pais de alunos, das associações de
moralidade, até de indivíduos que se arrogam o direito
direito'da
de determinar aquilo que deve existir ou não
existir nas bibliotecas e assim por diante. E há também a censura exercida pelos órgãos oficiais.
Ainda agora, no momento mesmo em que eu estava pensando no assunto para este painel
de hoja,
da
hoje, nos Estados Unidos um jornalista norte-americano, de um pequeno periódico do interior,
estava sendo processado e foi Impedido
impedido de publicar — portanto trata-se de censura prévia — um artigo
científico a respeito da fabricação da bomba atômica,
atômica. Esse jornalista astá
está sendo processado
regularmente perante tribunais comuns, ea o artigo, até hoje não foi publicado. Deve-se dizer que,
neste caso, como em todos os outros, o réu, o indiciado, tem todos os direitos de defesa assegurados
e o julgamento se faz perante um tribunal comum. Por conseqüència, ele está assumindo
responsabilidade na forma mais jurídica e mais regular possível. Mas, de qualquer maneira, é um caso
recente e — eu acho — extremamente elucidativo a respeito da censura exercida pelos órgãos do
governo norta-americano
norte-americano sobre as atividades dos jornalistas,
No caso das bibliotecas escolares, aqueles que defendem o princípio de que todos os livros
devem ser admitidos nas bibliotecas das escolas, em particular das secundárias, argüem
ergüem que ainda não
ficou provado o caráter nefasto das leituras na formação do caráter ou no desenvolvimento da moral
dos estudantes. Mas este argumento, como se observa no livro sobre a censura nas escolas americanas,
é um argumento contraditório porque essas mesmas pessoas, que dizem que os livros supostamente
ofensivos não são prejudiciais, são aquelas mesmas que dizem que a literatura concorre para melhorar
o espírito e para desenvolver os costumes dos seus leitores. De forma que a leitura dos livros, por um
lado, é benéfica ea por outro lado, deixa de ser maléfica.
Isso é uma contradição e assim, quem afirma os efeitos benéficos da literatura para o
aperfeiçoamento moral e intelectual, não pode negar qua
que esta literatura também poda
pode axercer
exercer um
efeito prejudicial na formação das mentalidades ainda juvenis.
É verdade qua
que não há uma censura boa ou uma censura má. Entretanto, o princípio que se
destaca, mais ou menos, entre os especialistas e,
a, mesmo agora, no Simpósio da Câmara dos
Deputados, em Brasília, é o da
de uma censura que tenha o discernimento de selecionar os diversos
públicos e, dentro desses diversos públicos, as diversas idades que teriam acesso a tais ou tais níveis
da
de leitura — se assim os podemos chamar.
É claro que o problema da censura na imprensa é inteiramente diverso do problema da
censura dos livros ea das bibliotecas. Todos esses são problemas relacionados entre
entra si, mas
independentes entre si,
si.
A censura que se exerce sobre a imprensa, sobre o noticiário, ou sobre a parte editorial dos
jornais, é diferente da censura que se exerce sobre os livros. A censura que se exerce sobre os livros é
relacionada — mas é diferente da censura qua
que se exerce sobre a aquisição de livros, por parte das
bibliotecas públicas ou, mais especificamente, das bibliotecas escolares.
Nesse particular, a tradição da censura sobre as obras literárias é ilustríssima. Ela se tornou
extremamente conhecida através das obras de toda uma família de ingleses, a família do doutor
Bowdier, que censurou Shakespeare.
Shakespeare, Ele encontrou numerosas passagens imorais em Shakespeare e
publicou diversas edições que se tornaram famosas. Tanto qua
que se criou, em língua inglesa, esse verbo,
a bowdierização, que é a amputação, a cirurgia de todos os trechos tidos por ofensivos.
Mas, evidentemente, o que é ofensivo para uma pessoa não é para outra. Na França
clássica, do século XVII, certas palavras eram tidas por grosseiras e ofensivas. Num livro de literatura
e de teatro clássico, por exemplo, não podia aparecer a palavra "vaca" — que evocava um animal,
assim... pouco delicado, pouco gentil nos seus movimentos, e isso ofendia a sensibilidade dos
franceses. A solução foi procurar uma palavra vinda do grego, genice, que satisfez a todos os gostos
da época. Também no teatro clássico francês não aparece a palavra "lenço" — porque evoca a idéia
de limpar o nariz, algo considerado extremamente grosseiro, de forma que os franceses não podiam
aceitar esta palavra em qualquer de seus textos literários. Se uma princesa chorava, porque seu
apaixonado havia fugido pela porta dos fundos, ela limpava suas lágrimas não com um "lenço", mas
com um "tecido". De forma que — vocês vejam — na verdade o fundo da coisa é um pouco
semântico, também.
E, com referência a Shakespeare, precisamente, há um caso brasileiro curiosíssimo que é
Shakespeare e Guilíver.
Gulliver. Todos sabem que as Viagens de Gulliver,
Guiliver, de Swift, é um livro que tem

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1154
passagens extremamente escabrosas. Mas este livro foi traduzido, no Brasil, em 1888, por um
benéfico educador da juventude, que se chamava Carlos Jansen.
E este livro se publicou com uma introdução de Ruy Barbosa. Que era um homem
extremamente severo, e de que ninguém pode desconfiar de nenhuma intenção falaz. Pois bem, Ruy
Barbosa elogia, com palavras entusiásticas, o livro de Swift. Diz que ele deve ser posto em todas as
mãos, inclusive das crianças, porque é um tratado extremamente educativo. De passagem, ele elogia
também Shakespeare. Ele qualifica Shakespeare como gênio mais luminoso, mais límpido, mais sadio
— aqui está um adjetivo extremamente interessante, porque Ruy Barbosa não empregava adjetivos
sem saber o que estava dizendo. Portanto, o gênio mais sadio, talvez o mais sensato de toda a história
literária. E, quanto ao Guiliver,
Gulliver, ele dizia o seguinte: a Infância
infância e o povo ainda não encontraram
leitura mais ao seu sabor.
sabor, A fábula engenhosa é, excetuados certos lances, o livro mais aprazível que
já se escreveu para crianças.
Ora, é justamente na obra de Guiliver
Gulliver e de Shakespeare, entre outros — numerosos outros,
que se exerceram estas censuras que eu mencionei há pouco, de Bowdier e de outros editores, que
publicaram estes livros através dos tempos.
Então, a questão que se coloca aqui — que
qua é muito interessante, que mereceria uma
de doutoramento de algum estudanta
estudante interessado — era verificar se na própria
pesquisa, uma tese da
biblioteca de Ruy Barbosa, os livros de Shakespeare são estes que passaram por esta cirurgia
analisante, do Dr. Bowdier e de outros. Quem sabe se o nosso grande Ruy Barbosa leu livros que,
justamente, eram dedicados às crianças inglesas. À inocência das crianças inglesas, e nãoà
não à sabedoria
do grande tribuno baiano.
escapou, Todo mundo sabe que a Bíblia tem passagens
Em inglês, nem a Bíblia escapou.
extremamente elucidativas e muitos editores, tanto da Inglaterra como dos Estados Unidos — são
doispaisesondese
dois
países onde se lê a Bíblia diariamente, intensamente, muitas edições, talvez o maior número
delas, publicadas através dessa censura prévia exercida pelos editores. Em inglês, um texto foi
bowdierizado pelo menos duas vezes. E foi arranjado mais ou menos, de formas diferentes, mais uma
meia dúzia de vezes. E um da
de seus grandes expurgadores foi o mais famoso de todos os dicionaristas
norte-americanos, que é Webster,
Webster. Este homem começou publicando os seus dicionários justamente
eliminando todas as palavras suspeitas ou que pudessem ser ofensivas.
Há um livro inteiro, que se chama O Legado do Dr. Bowdier
Bowdler — que é um livro
interessantíssimo, fazendo a história de todos esses expurgos. E, nos Estados Unidos, o expurgo dos
interessantíssimo,.fazendo
livros escolares continua, até hoje, Não apenas tais ae tais livros não são aceitos ou são, depois,
retirados das bibliotecas escolares, como muitos dos livros, aceitos e usadosjpelos
usados pelos estudantes, já estão
previamente expurgados.
De forma que o autor desta história dos livros expurgados na língua Inglesa,
inglesa, Noel Perrin,
observa que o intuito dessas pessoas — que promovem tais edições — não é apenas proteger a
decência, mas manter brilhantes as ilusões a respeito do panteão americano.
E há um outro elemento curioso, que
qua se pode também alegar: é que praticamente todas as
traduções de Émile Zola, o romancista francês, nas bibliotecas norte-americanas, são edições
expurgadas. E não me refiro, aqui, apenas às bibliotecas escolares, mas também às bibliotecas
públicas e as para adultos.
Um outro tipo de censura, que se exerce no mundo inteiro e do qual estamos tendo
consciência hoje, é a exercida pelas grandes agências de informações sobre o noticiário e a vida das
nações chamadas subdesenvolvidas ou do terceiro mundo. Há neste momento, inclusive no plenário
da Unesco, um movimento destes países que se sentem injustiçados pelo noticiário de tais empresas,
para que cada um destes países crie sua
sue própria agência de informações ou para que o mundo lhes
proporcione uma abertura maior de conhecimento de pontos de vista de realidades nacionais — que
estão sendo sutilmente ocultadas do conhecimento mundial através desta censura que pode ser
consciente ou pode ser até involuntária, exercida pelas agências de publicidade.
Eu preparei — vocês estão vendo — o meu trabalho conscientemente, em casa, como bom
estudante, e tenho mais material do que seria possível mostrar aqui nessa reunião de hoje. Inclusive,
noticiários da imprensa norte-americana a respeito desta famosa questão do artigo sobre a bomba
atômica, que foi proibido de publicação nos Estadós Unidos e cujo processo ainda continua.
Terminarei apenas mencionando, do ponto de vista prático e especificamente brasileiro,
que existe neste momento, em tramitação no Congresso brasileiro, um projeto de lei do deputado
Álvaro Valle, extinguindo
Ãlvaro
extingüindo a censura ao livro e às obras teatrais, revogando o Decreto-Lei nP 1077 e
propondo medidas de disciplina para outros tipos de censura, E há também uma proposta de emenda

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�1155
à Constituição — esta, apresentada pelo deputado Edson Vidigal e assinada por outros, na qual a
competência para a censura é transferida
transfarida aos Estados, aos Territórios e ao Distrito Federal,
Federal.
Introduzindo, então, o mesmo principio, já não em lei ordinária, mas no texto da constituição.
Todos eles (o
Io projeto da Câmara dos Deputados, e a proposta de emenda à Constituição) não se
destinam, na verdade, a abolir a censura. Destinam-se a discipliná-la, a tomá-la específica para taise
tais casos determinados em que, no conceito do legislador, a censura se faz necessária.
No Simpósio da Câmara dos Deputados, a maior parte dos depoentes também se
manifestaram nesse sentido, na idéia de que se trata de disciplinar a censura, de reduzí-la a termos
plausíveis, aceitáveis para uma sociedade como a nossa ae para submeter os infratores não aos
tribunais de excessão, nem à perseguição cega e irracional da autoridade pública ou da polícia, mas
ao julgamento livre e equilibrado dos tribunais, competentes.
Muitas pessoas já se manifestaram contra a idéia de que os órgãos da censura, ou o
exercício da censura fosse transferido aos Estados ea Municípios. A minha contribuição, quanto a esse
aspecto, é para lembrar qua
que a Suprema Corte dos Estados Unidos está mais ou menos com a sua
jurisprudência fixada neste sentido: como os conceitos e os preceitos de moral ea de costumes são, em
am
geral, realidades locais, de fato compete às comunidades locais exercerem a censura, na medida em
que julguem necessário axercê-la.
exercê-la.
Em outras palavras, não é por existirem dois ou três quarteirões com cinemas
pornográficos na cidade de Nova York que, na cidade xis do interior dos Estados Unidos, os mesmos
critérios devam ser aplicados. De forma que a tendência mais natural, mesmo diante da Suprema
Corte dos Estados Unidos, não éê decretar a completa ilegalidada
Corta
ilegalidade ou a completa inaceitabilidada
inaceitabilidade da
censura mas, ao contrário, discipliná-la segundo os critérios intelectuais, morais e sociais de cada
comunidade. Este, me parece,
pareça, é o quadro dentro do qual nós devemos encarar a censura e tratar de
discipliná-la, para uma sociedada
sociedade democrática.
democrática, Muito obrigado.

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�1156

LUIZ GERALDO MAZZA
Discordo de um conceito do eminente professor Wilson Martins quando se referiu ao fato
de que o problema da censura seria especifico das chamadas sociedades modernas. Claro que ele o fez
com o sentido de desmistificar uma certa linha de posicionamento assentada em
ern estereótipos.
estereótipos, É
sabido, no entanto, que na formação do chamado pensamento pré-l6gico
pré-lógico — avaliado pelos
antropologistas que
qua estudaram os grupos polinésicos— ao
aó lado do conceito de tabu existia
paralelamente o de "noa”,
paralelamenta
"noa", uma forma de moderar o interdito que atingia palavras proibidas
alcançadas pelo fator mágico-religioso.
mágico-reiigioso.
No populário brasileiro vamos encontrar referências muito ricas is a assa
essa moderação da carga
nefasta de determinadas palavras. Luiz da Câmara Cascudo foi um dos especialistas dessa área da
antropologia ea ocupar-se do tema. Assim ao invés de "satanás" ou "demônio" usa-se o "tinhoso" ou
"coisa ruim". Esses bloqueios, no entanto, constituem uma herança do "inconsciente coletivo"
persistente nas chamadas civilizações superiores ea na verdade comuns a todos os povos, como o
demonstra o filóiogo Rosário Farani Mansur Guérios
Guèrios am
em sua mais recente obra "Tabus Linguísticos".
Na imprensa adjetivosa, ornamental, de algumas décadas atrás, era comum no noticiário dizer-se que
determinado personagem padecia da
de "partinaz
"pertinaz moléstia" ou "insidioso mal", não se enunciando o
que contraira. Conquanto não $a
se adote o eufemismo retórico até nos dias presentes, se capta esse
constrangimento em revelar a natureza da moléstia como se o fato de externá-lo
extemá-lo pudesse "contagiar".
Aí parece que
qua os estruturalistas têm razão quando afirmam que esse pensamento dos
deram os fundamentos ao clã totêmico, a modelos de famílias
grupos sociais primitivos, que daram
sindiásmicas ou punaluanas, é um pensamento qua
que hoje se reproduz. Modarnamente
Modernamente em melo
meio aos
esforços para popularizar ea figura do presidente da República, general João Batista. Figueiredo,
percebe-se qua
que os meios de comunicação induzidos pelo poder oficial evitam, por vezes, chamar de
parcebe-se
recessão o quadro econòmico-financeiro
racassão
econômico-financeiro que nos aflige
afliga valendo-se de expressões como
"desaquecimento" ae "desaceleração" ou qualquer outro elemento componente do código muito
empregado pelos versados na área do "economês", língua quase
quasa oficializada num país
pais que descobriu
e promove o pouco discreto charma
charme da tecnocracia. A expressão "reforma agrária" é admitida, mas
não se ousa empregá-la a nível oficial como solução ao drama fundiário. Esse mimotismo,
mimetismo, esse
despiste, é6 regulado pela dificuldade
dificuldada em ajustar palavras e conceitos a sua respectiva cintilação
semântica no difícil "pacto social" que informa o processo político.
Qualquer forma de bloqueio, que
qua caracterize "censura" ou "autocensura", é pois
perfeitamente explicável, não havendo necessidade de recorrer-se
recorrer-sa èà psicanálise ea a outras áreas da
psicologia, para conhecê-lo.
conhecé-lo. Há nessa
nesse caso a sensação precisa da dissertação sobra
sobre o óbvio. O qua
que
realmente precisamos — cada um no seu setor específico de trabalho — é de mobilização contra a
censura, ainda qua
que admitindo restritivamenta
restritivamente o seu emprego em critérios classificatórios bem
específicos — faixa etária, por exemplo — mas qua
que devem ser julgados pelo conjunto da sociedade
sociedarJe e
especialmente pela vivência dos seus grupos intermediários. Aí igualmenta
igualmente não concordamos com o
pede, no caso, uma atitude mais voltada para o lado técnico. Não
Professor Wilson Martins que
qua peda,
podemos, como comunicadores sociais ou biblioteconomistas, simplesmente testemunhar e
testemunhando deixar de fixar não apenas um "juizo da
de valor" masa
mas a nossa ação de resistência — que
haverá de ser clara e enfática — ante a censura "casuística" nos jornais, rádio, televisão, teatro,
cinema, livros.
Cada época erige os seus preconceitos, alguns articulados no sistema e outros sustentados
por uma tradição de oralidade, mitológica. Em nosso tempo de colégio sofrlamos
sofríamos a advertência
"ex-catedra"'
"ex-catedra" para
pata que não fossem compulsadas as obras dos filósofos tidos como "pessimistas",
ninhilistas, como Niatzche
Nietzche e Schoppenhauer. Sofríamos ainda advertências contra a literatura de
Stephan Zweig ou Goethe. Dizia-se que
qua "Werther" de Goethe deflagrava uma dessas fantasiosas
epidemias de suicídios. A propósito, embora a relação entre uma coisa ea outra pareça remota, a
enfoque a questão relativa à liberação ou não para as notícias
noticias de
imprensa constantemente submete a enfoqua
suicídio. Aqui também — e agora são os criminalistas que modelam o "estereótipo", firmados em
frequências estatísticas qua
que dizem ter a constância de leis científicas, o que é altamente discutível —
insiste-se na tese do "contágio", da reação em cadeia.
Ora, a "identificação heróica" do consumidor é uma contingência a ser enfrentada por
outras mediações culturais. Assim se dá com outros "modelos" da arte, da vida ou da publicidade,
de lei para
através principalmente da indústria cultural, com a dificuldade de fixar normas éticas ou da
regulá Ias como o estimulo ao consumismo e a pregação "escapista" e alienante de que fumar
regulá-las
determinada marca de cigarros dá "status" ae introduz o consumidor no universo da juventude, do
poder, da olimpíada sexual.

Digitalizado
gentilmente por:

�1157
EntSo esse tipo de problemática joga o comunicador, em nosso caso da
de jornalistas, diante
do problema da auto-censura que devemos enfrentar no cotidiano. As organizações, como ninguém
ignora, estão ligadas ea uma determinada vinculação com o poder, o que se traduz por uma axiologia,
uma ideologia. Este èé o mais profundo problema do comunicador, questão deontològica de primeira
grandeza, Para justificar um aeticismo
grandeza.
aeticisnto lança-se mão do recurso técnico,
técnico. O epregoado
apregoado "distanciamento" crítico
critico do jornelista,
jornalista, o culto à sensure
sensura da Informação
informação e do jornalismo objetivo, quaé
que é umafelácie.
uma falácia.
Há resistências já organizadas buscadas nos chamados "conselhos editoriais".
editoriais", Mas as melhores opções
estão presentes na imprensa "nanica" ou alternativa e em experiências como ae perseguida por Mino
Carta com o "Jornal da República", ae hipótese de uma eutogestãò,^
autogestãó,'ainda
ainda que imperfeitamente
Imperfeitamente
colocada, com ea equipe profissional ditando a "linha" do veículo.
Navegamos hoje nesse mar aparentemente calmo da abertura e suspenderam-se eseçõesda
as ações da
censura prévie
prévia quanto à Imprensa,
imprensa, embora permaneça em relação ao rádio e à televisão, qua
que na
verdade são os veículos que chegam mais perto do público. Enquanto a totalidade dos jornais
brasileiros não chega ea uma dezena de milhões de exemplares, ea televisão alcança
elcança mais de 60 milhões
e o rádio mais de 80 milhões.
No Brasil a censura procurou, face ao respaldo do arbítrio, euto-legitimar-se.
auto-legitimar-se. Em 1973, 5
esse primor de preocupação com o lado técnico-jurídico num desses comunicados muito
de junho, há asse
comuns, à época, da Polícia Federal: "De ordem superior fica terminantemente proibida ae
publicação, crítica eo
ao sistema de censura, seu fundamento e sua legitimidade; bem como quelquer
qualquer
noticia, crítica ou referência escrita,
noticie,
escrite, falada
felada e televisionada, direta ou indiretamenta
indiretamente formulada contra
órgãos de censura, censores, legislação censória, eté
até posterior liberação". Antes esses comunicados
eram dados ao editor ou seu substituto pare
para que o afixasse em lugar visível. Mais tarde como essas
erem
proibições, que vinham datilografadas, foram exibidas em congressos internacionais, ea autoridade
resolveu evitar ea entrega de qualquer prova documental da censura, obrigando editores a assinarem
protocolos após tomarem conhecimento do inteiro teor das notificações e dos comunicados. Por
vezes a censura, pare
para impedir notícias de tensões sociais, greves, lembrava am
em proibição genérica que
estavam proibidas as notícias que pudessem provocar "estados de comoção", o que aliás
astavam
eliáséé a repetição
"ipsis verbis" dos dispositivos da Lei
"ipsisverbis"
Lai
de Segurança Nacional, subjetivíssima e na qual já se está
prewiamente enquadrado
pre&gt;'iamente
anquedredo antes de pensar e materializar o pensamento por qualquer modo ou melo.
questão
O papel de todos é sustentar uma postura clara de resistência, já que se trata de quastão
inegociável. E, vejam bem, pão se trata de uma posição quixotesca, uma postura romântica. Afinal, ea
Inegociável.
sociedade de massas, o mundo organizado e pretensioso do planejamento, tenderá sempre, por força
de seus transbordamentos, a tudo enquadrar. 0$
Os resistentes, no entanto,
entento, conseguem avanços
evanços na luta
ecológica, na da organização dos consumidores, no das ações feministas, no das minorias oprimidas,
enfim matizes de uma questão — ea liberdade.
anfim
Devemos opor, como uma necessidade dialética, à macrocefalia do sistema a proposta da
como neste específico da cultura.
atomização. Tanto no campo dos fenômenos econômicos e sociais
socieiscomo
A macrocefalie
macrocefalia asmaga
esmaga tudo em noma
nome da padronização, da eficácia aconômica
econômica do sistema. A
pretexto de atingirmos uma "aldeia global" destruímos
destruimos ea identidade cultural dos vários grupos e
regiões. Em nome da atualização, preveleca
prevalece o cosmopolita e o velor
valor local só é usado como
"missanga", como elemento de decor, a serviço de uma terrível engrenagem. A essa tendência deva
deve
antepor-se o impulso à atomização.
atomizeção. É pela
pele convivência do "centro" ea da "periferia", do "pólo
urbano" com o rural, que sa
se astebelece
estabelece ea medida da
de equilíbrio ae harmonia. As razões de Estado
sempre foram as mesmas no Brasil colônia, no império romano, na Alemanha hitierista,
hltlerista, na Rússia
czarista ou na atual. E sempre, quando premidos pela opinião pública, tais estruturas afrouxaram um
pouco os controles da censura, buscaram fazê-lo como se estivessem'procedendo
estivessem procedendo ea uma concessão.
Há cemitérios de livros nas bibliotecas, condenados a não serem compulsados peío
pelo público; há
auto-censura nos jornais, no rádio e na televisão. Houve evanços,
avanços, melhorias, aperfeiçoamentos, mas se
não houver.uma
houver uma predisposição pare
para ea mobilização.
mobilização, Insistindo-se
insistindo-se em todas es
as oportunidades na
denúncia e na reflexão em cada manifestação de obscurantismo, criaremos pela apatia e conivência o
clima desejado pelo erbítrio.
arbítrio.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

II

12

13

14
1

�1158
QUAL A IMPORTÂNCIA DA CENSURA NAS BIBLIOTECAS BRASILEIRAS?
ANTONIO AGENOR BRIQUET DE LEMOS
Na realidade, a censura oficial no Brasil, pelo menos no que diz respeito à biblioteca, já é
bastante antiga entre nbs
nós e sua história se confunde com a própria história da censura em Portugal.
Rubens Borba de Morais no seu Ciltimo
último livro diz Ironicamente que: "A censura, como a prostituiçâio,
prostituição,
parece ser um mal difícil de se erradicar. Sempre alerta, existe desde o Império Romano até hoje.
Vive há dois mil anos das mesmas razões falaciosas: defender a Moral, a Religião e o Estado". Aliás, é
curioso observar que nos Estatutos da Real Biblioteca do Rio de Janeiro, atual
etual Biblioteca Nacional,
que foram editados em 1821, no seu artigo XI há uma determinação de que os interessados, os
consulentes daquela biblioteca somente teriem
teriam acesso aos livros que estivessem "conforme as Leys
tanto Civis como Ecciesiasticas sobre a leitura de livros".
Ora, um outro especto
aspecto interessante, é que nós bibliotecários, muito raramente tivemos
Ore,
oportunidade de nos manifestar a respeito da censura. E creio que, de um ponto de vista profissional,
coletivo, foi apenas em 1954, no 1,°
1.° Congresso de Biblioteconomia, no Recife, que houve uma
contra a censure.
censura.
manifestação explicita contre
Mais tarde, em 1977, uma outra manifestação clara contra a censura que era feita então
aos materiais bibliográficos importados.
Importados.
Existem diferentes tipos de censura que Interferem
interferem de algurha
alguma forma na atuação do
bibliotecário e ne
na formação dos acervos das bibliotecas. Nós procuramos tipificá-las da seguinte
forma: IP)
1.°) a censura oficial, de responsabilidede
responsabilidade clara
clare do Ministério da Justiça; 2.°)
29) ae censura
oficiosa, de responsabilidade diluída em escalões da administração, e que quase sempre se anuncia ao
eo
nivel da direção do órgão ao qual a biblioteca está subordinada; 3P) a censura
nível
censure feita pelos próprios
bibliotecários, em função de certas Idéies
idéias nebulosas sobre o que não deve ser colocado em mãos do
leitor; e 4P) ea censura difusa, resultante do tipo de estrutura sociel
social e política que leva à
dicotomização da cultura em dois campos estanques e qualitativamente antagônicos, representados
pela chamada alta
elta cultura ou cultura das eíités
efitês e ae cultura popular.l
popular.)
Se a primeira categoria de censura éè globalizante, prejudicando todas as camadas da
demonstrado aqui, as outras
população e diferentes instituições da sociedade, como já ficou demonstredo
categorias atingem de modo exclusivo os usuários da biblioteca.
Contra a censura oficiei,
oficial, do ponto de vista profissional, pouco há o que fazer, uma vez que
os bibliotecários, como funcionários do Estado e tanribém
também como cidadãos devem acatar essas leis; leis
que embora existam, não quer isto dizer que sejam leg^ltimas.
leg^ítirrias. Cebe
Cabe então ao profissional, etravés
através dos
mecanismos de pressão da sociedade civil,
civll, tratar de lutar contra uma lei injusta, contra uma lei iníqua
e assim tocar a sociedade para frente de uma maneira realmente
real mente democrática,
democrática.
VíiYk)s, por exemplo, o caso recente desta censura ea materiais bibliográficos importados do
VitYios,
exterior. E foi uma rpedida
medida realmente
reelmente estapafúrdia,
estapáfíirdia, logo repelida por muitas instituições
Instituições e
personalidades, inclusive os bibliotecários. Mas esta medida provocou certamente prejuízos a multas
muitas
bibliotecas, que curiosamente são mantidas pelo próprio governo, que nos dá o dinheiro para
comprarmos materiais no exterior, Nós compremos
compramos esses materiais e ele próprio confisca os materiais
que foram comprados com o dinheiro dele. Eu creio que esta
este medida deixou de ser posta em prática
de maneira efetiva, mais devido à percepção posterior de que serie
seria necessário um enorme contingente
de mão-de-obra na E.C.T. a fim de. abrir
ebrir todos os pacotes procedentes do exterior, do que realmente
a eficácia dos protestos e das pressões que foram feitas. Por outro lado, não quer isto dizer que não
censura postal, todos nós sabemos. Ele
Ela não é feita de forma
exista censura postal. Existe censure
disseminada, sistemática, mas eventuelmente
eventualmente são pinçados no movimento postal brasileiro certos
objetos que são submetidos àá censura.
Pela mesma época em que se tentou implantar esta censura postal, nós verificamos pelo
menos um caso concreto muito curioso. Uma biblioteca que distribuia
distribuía pare
para o exterior, listas de
duplicatas, a fim de serem entregues a outras bibliotecas que delas necessitassem — um procedimento
muito comum em muitas bibliotecas brasileiras.
brasileiras,
Pois bem, uma lista destas, ao retornar do exterior para a biblioteca brasileira, foi
interceptada e encaminhada a administração da universidade com ae informação de que ali estavam
assinalados, por uma biblioteca de um pais
país cujo modelo político é considerado incompatível com o
modelo político aqui existente e de que esta biblioteca estava solicitando materiais brasileiros que
não eram convenientes que lá existissem, porque poderiam
podariam denegrir a imagem do Brasil no exterior e
coisas do gênero.
Como esta lista foi Interceptada?
interceptada? Foi interceptada por instituições, por entidades do
próprio governo e aquilo é enviado a uma reitoria de uma universidade.

cm

Digitalizado
gentilmente por:
por;

11

12

13

14

�1159

Esta é uma censura "oficiosa". Ela nSo se baseia em lei alguma, não é baixada por uma
autoridade que assuma abertamente a responsabilidade política e jurídica pelo fato, é tratada a ntvel
nível
de sigilo, percorre caminhos sub&lt;eptícios
sub-reptícios e vem sempre protegida pela tácita ameaça de que seu não
cumprimento tomará
tornará "marcada" a pessoa que disso tiver a ousadia. Essa censura oficiosa, nas épocas
de maior obscurantismo e caça às feiticeiras, chegou a produzir seu índice particular de livros
proibidos. E não foram poucas as bibliotecas brasileiras que recebiam estas listas de livros que não
deveriam ser incorporados às suas coleções, apesar de tais obras nunca terem sido proibidas por
qualquer tipo de censura oficial. Lembro-me, por exemplo, de que as mudanças políticas ocorridas
em Portugal em 1975 provocaram uma grande preocupação junto aos axecutores
executores dessa censura
oficiosa. Pois, de uma hora para outra, a descolorida produção bibliográfica portuguesa dos tempos
do salazarismo, dos tempos idílicos da comunidade luso-brasileira, qua
que estimulou
estinuilou a criação de centros
de cultura portuguesa no Brasil, assumiu cores tão revolucionárias que, sa
se não fosse controlada,
transformaria tais centros em verdadeiros entrepostos de literatura dita subversiva.
A terceira categoria aqui estabelecida para a censura se deve à prõpria
própria atuação do
bibliotecário. Nós sabemos, quer queiramos mascarar isso como política de aquisição, corro
como critério
de seleção, etc., que o bibliotecário faz censura. De um modo geral a censura atinge vários tipos de
bibliotecas, mas principalmente as bibliotecas públicas e escolares-universitárias. Eu sei de um caso de
uma biblioteca pública, por exemplo, que não permite aos seus leitores, crianças, que leiam O
Menino de engenho, de José Lins do Rego, muito embora este livro seja leitura recomendada nas
próprias escolas. O caso também de uma biblioteca que compra uma enciclopédia, cujos tomos são
divididos por assuntos e que retira desta coleção e coloca no "inferno" particular da biblioteca, o
volume correspondente ao corpo humano, porque, evidentemente, o corpo humano possui partes
chocantes para certas pessoas que nasceram por mecanismo que
qua nós desconhecemos.
Uma outra biblioteca, onde foi feito esse mesmo trabalho de "boudierização", que se
parece mais na realidade com o que foi feito no Vaticano, na Galeria dei Oficio, etc., de apagar, de
borrar, de tarjar as partes pudentas do corpo humano.
Isto me lembra um caso também da Inglaterra, em que numa época de recessão econômica,
os bibliotecários das bibliotecas públicas se
sa davam ao trabalho de tarjar todas as tabelas das corridas
de cavalos que apareciam nos jornais diários, a fim de que os homens que estavam desempregados
não gastassem o seu dinheiro em apostas de corridas de cavalos.
Um outro detalhe importante é de que a leitura nas bibliotecas públicas tem sido um mero
cumprimento de um dever escolar, nós todos sabemos disso.
Luiz Augusto Milanesi, no seu excelente livro publicado recentemente, intitulado Paraíso
Paraiso
via Embratel, mostra uma pequena comunidade de São Paulo, como na prática se efetivou essa
mudança no espírito de nossas bibliotecas públicas. De uma biblioteca pública criada para uma elite,
corro uma biblioteca
para difundir a alta cultura ae que vai sendo progressivamente assimilada como
meramente escolar.
Ora, nós também sabemos que a seleção .dos
dos temas a serem tratados em qualquer programa
de ensino, isto é, a definição de um currículo de qualquer disciplina, e as leituras recomendadas,
expressam sempre um critério de seleção de informações
Informações adotado pelo professor ao isolar da
totalidade dos conhecimentos de uma área, aqueles tópicos que considera relevantes para o
aprendizado dos alunos.
alunos, Faz o professor, consciente ou inconscientemente, uma opção por temas
que supõe sejam os mais importantes. Ela
Ele tem em suas mãos o controle dos conhecimentos a serem
transmitidos. Conseqüentemente, pode-se Imaginar
imaginar que isso dá ensejo a algum tipo de censura, ou de
limitação do acesso a determinadas informações.
informações, A biblioteca, por sua vez, reforça essa restrição de
acesso a outros conhecirrtentos
conhecimentos e a outras orientações, na medida em que serve aos seus usuários
aquele tipo de leitura que corresponde às recomendações do professor. Este, usualmente, não pede
ao aluno que relate sua experiência de leituras escolhidas ao
ab seu gosto, mas que tome um número
determinado de títulos de uma lista que nem sempre príma
prima por uma seleção equilibrada de temas e
orientações.
Não temos condições de afirmar que em todos esses casos o comportamento dos
bibliotecários tenha sido homogêneo. É provável que um grande número tenha cumprido com
presteza e eficiência as determinações superiores para expurgar do acervo as obras censuradas,
censuradas. É,
É
possível que muitos tenham simplesmente ignorado essas determinações e aguardado ós^
fiscalização do cumprimento de dispositivos legais é algo tão
acontecimentos, sabedores de que a fiscalizaçêx)
aleatório quanto o próprio cumprimento automático desses dispositivos. É possível ainda que uma
minoria tenha até mesmo se antecipado a essas determinações legais e implantado, no feudo de suas
bibliotecas, sua versãozinha particular da censura oficial.
Na realidade, os tipos de censura citados acima não esgotam as possibilidades de
cerceamento do direito à liberdade de acesso à informação. E até que, de uma perspectiva histórica.
Digitalizado
gentilmente por:

�1160
não seriam de se lamentar, pois, como hoje presenciamos, as pressões da sociedade civil, em qualquer
época, acabam por fazer recuar a ação da censura oficial. Mesmo que, no caso brasileiro, tenhamos
ciclos de ascenção, decadência e nova ascenção da censura, numa prova de que realmente,
praticamente sempre vivemos num estado tutelar como foi citado aqui, usando esta expressão do
Carlos Castello Branco.
No momento vivemos um ciclo de decadência, semelhante ao que se viveu entre 1955 e
1968, muito embora durante esse perfodo
período tenham ocorrido surtos mais ou menos fortes de censura
oficial.
Parece existir uma concepção generalizada de que, se não fosse
tosse a censura oficial, o
bibliotecário brasileiro seria um profissional aberto, verdadeiramente liberal (sem trocadilho), fiel
cumpridor do juramento que está inscrito em sua carteira profissional: "Prometo tudo fazer para
preservar o cunho liberal e humanista da profissão de bibliotecário, fundamentado na liberdade de
investigação científica
cientifica e na dignidade da pessoa humana". Se analisarmos um pouquinho mais
detidamente esse compromisso veremos que ele tem muito pouco de comprometedor, em termos de
defesa do direito à liberdade de expressão do pensamento e acesso à informação, porque não basta
apenas assegurar liberdade de investigação se você não assegura a liberdade de difusão desse
pensamento.
É provável que para muitos de nós a censura oficial seja uma forma cômoda de obstar o
acesso a publicações que nós mesmos gostaríamos de censurar, por nossos próprios meios, mas que
não o fazemos por receio de assumir responsabilidade,
responsabilidade. Existem, no entanto, situações em que se
configura, como ficou salientado acima, a intolerância do bibliotecário, muitas vezes condicionado
por preconceitos e posições morais anacrônicas.
Ainda que se careça de dados concretos para caracterizar a biblioteca pública brasileira
como uma instituição de classe média, principalmente porque a própria conceituação de tal classe, na
situação brasileira ainda está sujeita a opiniões divergentes, o que se pode deduzir é que o
comportamento profissional da maioria dos bibliotecários reflete uma concepção do mundo, uma
visão do mundo, típica daquelas camadas sociais que são convencionalmente designadas por classe
média. Assim, refletimos certos valores morais, atitudes e preconceitos que são normalmente
identificados com a chamada classe média. Do ponto de vista bibliotecário, creio ser possível
destacar, principalmente, uma atitude tutelar em face do usuário, uma posição política acrítica — o
que não quer dizer que não exista uma posição política, por que quando alguém diz que não está
fazendo política ao afirmar isto está fazendo política — que leva à aceitação passiva de princípios
básicos da ideologia dominante, um relativo farisaismo em relação a temas considerados tabus, como
a vida sexual, e a defesa intransigente dos princípios de sua religião.
Ora, censura nâio
não é apenas aquela idéia vulgar que se tem sobre a proibição de circulação de
determinadas obras. Censura é também discriminar leitores seja pela idade, seja pelo grau de
escolaridade, seja porque não traz um documento que comprove sua residência ou de que existe
como cidadão fichado e numerado.
Não creio que se possa fazer uma análise mais conseqüente da prática e da repercussão da
censura sobre nossas bibliotecas sem considerarmos estas instituições em função do tipo de
organização social e política do Estado que as mantém.
Além do que será necessário melhor conhecer quais são os valores morais e intelectuais
sancionados pelos grupos que detêm o controle efetivo da vida social, e que influem na concepção
que serve de base ao nosso trabalho como bibliotecários. Também não se pode deixar de considerar
qual o tipo de ideologia em que se baseia a formação de nossas bibliotecas. A propósito,
consideremos rapidamente a questão
questão.do
do modelo anglo-americano de biblioteca pública, que aqui se
procurou (ou procura) implantar,
implantar.
A militância dos bibliotecários norte-americanos e de suas associações em prol da liberdade
de expressão é um fato extremamente positivo, e que revela, em si mesmo, que naquele país a
censura, tanto oficial como não-oficial, existe. O mesmo se pode dizer da Inglaterra. Os valores
formais em que se assenta a biblioteca pública anglo-americana de fato enaltecem a liberdade de
expressão. Mas os valores reais indicam que essa meta está longe de ser alcançada.
Provavelmente muitos se lembram do filme norte-americano No despertar da tormenta
(Storm Center), dirigido por Daniel Taradash, com Bette Davis, em plena época do macartismo, e
que contava do dilema de uma bibliotecária que levava a sério a concretização do valor formal que
determina a prática da liberdade de acesso à informação, da liberdade de leitura.
Por outro lado, seria interessante lembrar aqui, uma tese que muitas vezes é citada na
Bibliografia Brasileira de Biblioteconomia, refletindo as concepções de José Ortega y Gasset, a
respeito da missão do bibliotecário. Ortega y Gasset atribuiu ao bibliotecário a missão de policiar a
cultura, na realidade ele usou a mesma imagem que o Prof. Wilson Martins usou aqui a respeito da

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�1161
necessidade de controlar o tráfego urbano. Ela
Ele dizia — assim como temos que controlar o tráfego
urbano, nós também temos que controlar a cultura. E ele dizia que, para isto, seria necessário
produção dos bons livros ea desestimular
estimular o acesso e a produçáo
dasestimular a produção dos maus livros, domando
o livro enfurecido que se voltava contra o seu criador. Ora, o filósofo espanhol, no nosso entender,
expressava antes uma ideologia particular do que uma generalização da
de valor universal. Em primeiro
lugar é preciso saber quem julga quais sãos os bons livros e os maus livros. Por outro lado é bom
lembrar, que no mesmo dia em que Ortega y Gasset pronunciava esse discurso de abertura do
Internacional de Bibliotecários, realizava-se
Primeiro Congresso Internacionel
reelizava-se em
am Madrid uma concorrida sessão do
partido fascista espanhol, prenunciando os tempos que logo viriam
viríam para ae Espanha.
Suponho que o dilema da liberdade de ecesso
acesso à informação deve ser examinado nos marcos
da realidade política e social. E cabe também indagar se existem
axistem valores
velores universais que efetivamente
nos sirvam para fundamentar nossa luta por uma absoluta liberdade de expressão e acesso à
informação. Se, como querem alguns, a liberdade de expressão está condicionada pela ideologia das
classes dominantes, seremos obrigados ea reconhecer que
qua sempre
Sempra existirá a censura, pelo menos
enquanto es
as sociedades estiverem organizadas com base no domínio de umas classes sobre as outras,
mesmo quando haja uma alternância das classes que estão no poder.
as escolas, aparelhos ideológicos do Estado, será forçoso
Se as bibliotecas são, como es
reconhecer qué
que o Estado inevitavelmente tratará de utilizá-las, as bibliotecas, como um dos meios
que levam à criação do consenso social que permite a manutenção da mesma estrutura de poder. Pelo
menos enquanto houver a crença de que a palavra impressa pode, por si só, abalar as estruturas do
Estado ou transformar em sátiros debochados os jovens inocentes que
qua têm
tâm as mãos queimadas pelo
fogo infernal que emana de um livro do Marquês de Sade, de Henry Miller ou Cassandra Rios.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
4

�1162

ADHERBAL FORTES DE SA JÜNIOR
JÚNIOR
"As Perspectivas Jurídicas da Lei de Imprensa e da Lei de Segurança Nacionai, submetidas
ao tema da Liberdade de Leitura".
Eu acredito que a análise da questão da censura no Brasil, nos anos recentes, deve ser
jogada um pouco para trás e iniciada com o período de censura totai que vivemos durante o Estado
Novo. Porqua
Porque houve
houva dois momentos muito semeihantes na vida da nação brasiieira,
brasileira, e a coincidência
entre esses dois momentos foi a falta de liberdade de
da informação. Disse o jurista Seabra Fagundes, no
recente Simpósio sobre Censura, reaiizado
recante
realizado na Câmara Federai,
Federal, o seguinte: "não há dúvida de que a
censura é uma manifestação de interferência do Estado na iiberdade,
liberdade. Todo regime autoritário ou
totalitário é um regime que tende à supressão da liberdade, mais ou menos. Por isso, é nos regimes
autoritários, a censura é uma consequência
conseqüência inevitável
inevitávei de sua existência. Não há regime autoritário
que se mantenha com liberdade
qua
liberdada de expressão. Por isso, todos eles tendem a reprimir esta liberdade".
liberdada".
Falamos no Estado Novo, falamos nos anos recentes qua
que o Brasil viveu a partir de 1964, quando
recrudesceu a atividade
atividada repressora. Embora resistindo durante algum tempo, até 1968, às pressões
estabelecimento de censura prévia aos jornais. Houve um momento, no ano de 1968, em que
para o estabelecimanto
muitos chegaram até a respirar aliviados. Através de uma Lei que tomou o nP 5536, se propôs a
criação de um Conselho Superior de Cansura
Censura no país, que adotaria exatamente aqueles critérios
meramente classificatórios, propostos há pouco pelo professor Wilson Martins.
Martins,
Hoje, vemos o ministro Petrônio Portella, nas asas da abertura, tentando regulamentar esta
Lei qua,
que, durante todo o período, passou sem ser regulamentada. Até agora não existem critérios
classificatórios para a censura no Brasil. A censura, no Brasil, é supressora. Ela omite, ela corta, ela
castra, ela nos impeda
impede da
de dar e de receber informação,
informação. É a realidade de uma experiência que foi
iniciada em 1968 e foi terminada há bem pouco tempo. O endurecimento decorrente da edição do
AI-5 refletiu-se, como foi referido, na edição do Decreto 1077,de
1077, de 1971. E é muito interessante nós
vermos, ae fazermos até, talvez, uma oração para exorcizar, da vida pública nacional, esta dezena 77,
77. Coteve o número 1077. Como sabem os senhores, a Lei que vedou a
mo eu disse, a Lei da censura prévia teva
atividade política aos estudantes teve o número 477 — Decreto Lei. E a Lei de
da Segurança Nacional
do Estado Novo tinha também o mesmo final: 177. Mas não ficaram aí os números. Ainda em 1971,
um dispositivo secreto: a censura chegou ao ponto de tornar secreta a própria legislação sobre si
mesma. Publicado no Diário Oficial apenas com um número: constava 162-D. Este número
significava que havia um ato que dispunha sobre
sobra a censura prévia, a maneira como seria exercida.
Esta maneira era a seguinte: os censores, a partir daquela data, tinham autorização para invadir as
redações de jornais. E, dentro da redação do jornal, cortar todas as matérias que não fossem do
interesse do Estado ou, presumivelmente, do seu interesse também. Porque há muitos casos de
censuras diversas.
diversas, Um jornal podia publicar determinado assunto que o outro não podia. Aquilo que
um censor cortava, o outro censor aprovava. No momento em que a censura desceu ao nível do
cidadão que entrou na redação, houve um descritério absoluto na sua execução.
execução, A invasão das
redações foi documentada num filme que a United Press International — UPI — fez dentro do jornal
"O Estado de São Paulo". Nós temos este filme em arquivo, como a memória de um triste momento
na história da informação no Brasil. É verdade que, por outro lado este momento trouxe uma
oportunidade de inestimável valor para, por exemplo, a divulgação de receitas de cozinha e da obra
poética da
de Luís de Camões, nos dois jornais pertencentes à família Mesquita: "O Estado de S. Paulo"
e "Jornal da Tarde". Dizem mesmo que o poeta português foi o único cidadão, vivo ou morto, a
lucrar com a censura no Brasil.
Passamos por momentos igualmente difíceis durante o governo Médici, para ingressar, na
administração Geisel, no chamado "processo lento, seguro e gradual" de redemocratização. Que
ganha, agora, certa velocidade no governo do general Figueiredo. Neste momento, existe uma
atividade literária, artística, cultural, que podemos considerar invulgar no país, em relação a anos
recentes. Eu cito a liberação de peças como "Rasga Coração", de Oduvaldo Viana Filho; trabalhos de
Plínio Marcos, de Chico Buarque de Holanda; a permissão para que circule livremente o outrora
perigosíssimo livro de Rubem Fonseca, intitulado "Feliz Ano Novo"; a autorização para comprar
"Zero", de Inácio de Loiola, em qualquer livraria do país; e até para ler um conto denominado
"Mister Curitiba", de Dalton Trevisan, que foi condenado pela censura após ganhar um concurso de
contos numa revista nacional. Ele não teve sua publicação autorizada na época, mas agora existe em
livro.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

m..

II
11

12
12

13
13

14
14

�r
1163
Um momento de trégua na censura, é isso qua
que nós vivemos hoje no Brasil. O jornalista
Carlos Castello Branco fez uma definição
definiçlio que me parece exemplar:
exemplar; "o regime é tutelar". O que existe
de liberdade é uma liberdade consentida. E será consentida, enquanto existir no pais
país a Lei de
Segurança Nacional. Para os senhores terem uma idéia, a Lei de Segurança Nacional, na sua Lei nP
6620, de 17 de dezembro de 1978, no
rto seu artigo 14, estabelece o seguinte: "Divulgar, por qualquer
notícia falsa, tandenciosa,
tendenciosa, ou fato verdadeiro truncado ou deturpado, da
de
meio de comunicação social, noticia
modo a indispor ou tantar
tentar indispor o povo com as autoridadas
autoridades constituídas. Pena:detenção
Pena: detenção da
de seis mameses a dois anos". No parágrafo único, acrescenta: "Se a divulgação provocar perturbação na ordem pública, ou expuser a perigo o bom noma
nome a autoridade, o credo,a
credo,e o prestígio do Brasil, a detenção aumenta
para um período de dois a cinco anos". Pela letra deste Artigo todos nós, jornalistas, estaremos
enquadrados ao simples desejo do governo. Quem afirma qua
que determinada notícia não visa a indispor o
povo contra as autoridades constituídas são as próprias autoridades. Não há regulamentação alguma,
a partir deste artigo. Quem afirma que uma determinada notícia sobre lesão aos direitos humanos,
que uma determinada notícia sobre corrupção, possivelmente havida em determinado aspecto ou em
determinado ponto da administração federal ea estadual, é a autoridade,
autoridade. É muito difícil lidar com os
critérios da autoridade nesses momentos.
A Lei da
de Segurança Nacional, no Artigo 19, diz o seguinte;
seguinte: "Ofender publicamente
[Xjblicamente por
palavras, ou por escrito, chefe de governo de nação estrangeira",
estrangeira". Este aqui foi apelidade de "Artigo
Chico Pinto". Foi por causa deste Artigo que o deputado Francisco Pinto teve seu mandato cassado.
Também aqui entra um conceito muito subjetivo, que é a ofensa, ou o que seja uma ofensa a chefe
de nação estrangeira,
estrangeira. Porque nação estrangeira era Uganda, e nós vimos o ex-deputado José
Bonifácio, líder da Arena na Câmara Federal, criticar veementemente, por mais de uma vez, o
presidente de Uganda então, Idi Amin, e nada aconteceu com ele. O deputado Francisco Pinto fez
críticas semelhantes ao presidente Pinochet, do Chile. Pelas mesmas críticas, teor relativamente igual,
ele foi cassado e o outro não. Portanto, a Lei tem dois pesos e duas medidas.
Vejamos, ainda, a Lei de Segurança Nacional em seu artigo 33: "Ofender a honra ou a
dignidade do presidente da República, dos presidentes do Senado Federal, Câmara dos Deputados,
Supremo Tribunal Federal, ministros de Estado, governadores de Estado, do Distrito Federal ae
Territórios. Prisão de um a quatro anos". Se o crime for praticado por motivo de facciosismo ou
inconformismo político-social, a pena aumenta para dois a cinco anos. É também muito difícil
determinar em que ponto existe essa ofensa de honra.
honra, Mas, aqui, eu chamo a atenção para um outro
aspecto; na Lei da Imprensa, é uma tradição do Direito reconhecer, a quem é acusado por ofensa em
aspecto:
de calúnia, o direito de efetuar a "exceptio veritatis" — exceção de verdade. Isto é, a prova de
crime da
qiie
que o que ele afirmou é verdade.
Mas a Lei de Imprensa, em seu artigo 20, em qua
que trata do crime de calúnia, diz o seguinte:
"Caluniar alguém imputando-lhe falsamente fato definido como crime". Tem a pena e, depois, no
Parágrafo 3.°, informa: "Não se admita
admite a prova da verdade quanto ao presidente da República, o
presidente do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, os ministros e presidentes do Supremo
Tribunal Federal, chefes de Estado e de governo estrangeiros ou seus representantes diplomáticos".
Então, aqui nós temos um caso de uma legislação dupla, atuando duplamente e tratando
diferentemente o mesmo problema. E certamente
certamenta de maneira injusta, porque, a exceção de verdade
é, como
conx) eu já disse, uma das tradições, uma das bases das liberdades humanas estabelecidas desde os
mais remotos tempos do Direito.
Prossegue a Lei de Segurança Nacional, em seu artigo 49, em que dispõe: "Atendendo à
gravidade do fato e suas consequências,
conseqüências, quando o crime for praticado por meio da
de jornal, revista,
rádio e televisão. O juiz poderá, na sentença, decretar a suspensão, por até 60 dias, da publicação ou
do funcionamento da emissora de radiodifusão ou televisão".
televisão", O prejuízo que uma suspensão de 60
dias causa a um jornal ou emissora de televisão é quase impossível de ser sanado. A simples existência
desse Artigo, dentro da Lei de Segurança Nacional, induz o editor do jornal, da telemissora, do órgão
de imprensa, à auto-censura. é uma pena pesada demais, porque significa a morte
nriorte do veículo de
comunicação.
O Artigo 50 da Lei de Segurança Nacional diz o seguinte: "O ministro da Justiça poderá,
sem prejuízo da ação penal, determinar a apreensão da
de livro, jornal, revista, boletim, pranfleto,
panfleto, filme,
fotografia ou gravação de qualquer espiécie
espécie que constituam ou possam vir a constituir um meio de
perpetuação
pjerpetuação de crimes previstos nesta Lei, bem como adotar outras providências necessárias para
evitar a consumação de tais crimes ou seu exaurimento, com a suspensão de sua impressão, gravação,
filmagem ou apresentação. Ou, ainda, a proibição de circulação, distribuição ou venda daquele
material". Em outras palavras,
pialavras, a Lei autoriza a autoridade (não o juiz), administrativa representada
pjelo ministro da Justiça a determinar a apreensão de jornais. Isto, na Lei de Imprensa, em seu artigo
pelo
63, que deveria ser tratado de maneira mais amena, também é estabelecido: "Nos casos dos incisos I e

Digitalizado
gentilmente por:

4^

II

12

13

14

�1164
II do Artigo 61 — que são aqueles que estabelecem "Estão sujeitos à apreensão e posse quem tiver
propaganda de guerra ou preconceito de raça ou classe", e, em segundo lugar, "aqueles que
ofenderem a moral pública e os bons costumes". Então, neste caso, o Artigo 63 da Lei de Imprensa
autoriza, quando a situação reclamar urgência, a apreensão, determinada independentemente de
mandato judicial, pelo ministro da Justiça e Negócios Interiores. Novamente,
Novamenta, a autoridade
administrativa — e não a autoridade judiciária — está intervindo no processo de veiculação de
informações.
Há outras ameaças. Como sabem, existem várias formas de censura. A censura direta, que óé
aquela exercida pelo Estado ao se tornar dono dos meios de comunicação. É o caso dos países
— européias principalmente — de rádio e televisão
socialistas, na maioria. Existem também emissoras
emissoras—européias
que são propriedades dos governos. Mas não há, nesses casos, acusações de censura, porque o sistema,
geralmente, é o de criação de Conselhos que determinam o tipo de programação ea que têm
tém uma
representação igualitária dos partidos políticos e das tendências religiosas e intelectuais que dominam
o país. Há a censura prévia, que é esta qua
que nós conhecemos. Há a censura legal, esta referida agora,
que é a censura da Lei de Segurança Nacional; há a censura do Artigo 20 e do Artigo 63 da Lei de
Imprensa. Outras maneiras há da
de censura. Por exemplo, o editor do jornal "Opinião", Fernando
Gasparian, foi enquadrado, além de tudo, no Artigo 330 do Código Penal Brasileiro, que é aquele que
dispõe sobre a desobediência à autoridade. Porque, segundo a autoridade que o enquadrou neste
nesta
Artigo, ele
ela havia deixado de cumprir um dispositivo da censura. Então, por infringir uma Lei, ele foi
enquadrado em outra Lei e jogado, ao mesmo tempo, em dois Tribunais. E há, naturalmente, a
censura econômica, que é outro tipo de censura que se exerce muito frequentemente nos mais
variados pontos do mundo, partindo quer de governos quer de entidades particulares. Estas entidades
particulares, podendo ser nacionais ou multinacionais. Outro fato relatado pelo editor Fernando
Gasparian é que, quando ele ainda tentava colocar o jornal "opinião" nas ruas, recebeu a visita do
dono de uma granda
grande agência de publicidade nacional, que o avisou que ia retirar diversas contas do
semanário. E defendeu a sl
si mesmo dizendo que a posição dele era a favor do jornal, masque tinha
sócios na grande agência de publicidade da qual era proprietário, e não podia sacrificar os sócios.
Caso conservasse a propaganda que estava veiculando pelo jornal "Opinião" ele perdería
perderia a conta das
empresas multinacionais — que estas entregavam à sua agência.
Então, temos que encarar, realmente, esta realidade: o sistema censório brasileiro que
continua existindo, em que pese a abertura democrática. Em que pesem as boas intenções, ele
continua existindo. Ele só não é aplicado porque houve, no momento, uma benesse do rei. De
qualquer forma, devemos reconhecer que, neste julho da
de 1979, a situação política do país
pais mudou
para melhor em relação aos anos recentes, quando a ação autoritária do Estado se refletia em tudo,
principalmente nos meios de comunicação. Ainda não temos liberdade plena mas, em relação àquele
liberdade. Como eu disse, como eu citei, Castello Branco afirmou: "o regime
tempo, temos alguma liberdada.
brasileiro ê tutelar". Bom, Isto
isto significa, primeiro, que a liberdade de que dispomos resulta da
de uma
outorga. Não é uma conquista e não tem, naturalmente, a perenidade e a solidez das coisas
conquistadas. Não inspira confiança aos que lutam por uma verdadeira democracia. A análise da
censura reflete muito bem esse quadro. Mesmo sem a censura prévia da imprensa, ainda paira sobre
nós a ameaça da censura. Antes, ela era autorizada por um édito revolucionário, o Ato Institucional
nP 5. Agora, temos a Lei de Segurança Nacional. Vivemos o dualismo de um Brasil das boas
intenções, da distensão ea da abertura, do Congresso funcionando, das instituições que se recuperam.
Mas também do Brasil da prepotência, da LSN, de uma Constituição que não foi votada ou
promulgada pelo Congresso Nacional. Não há convivência possível entre esses dois Brasis, no nosso
entender. Para modificar esta situação, tampouco basta mudar os Artigos 14, 19, 33, 49 e 50 da
entender,
LSN. Não basta alterar os Artigos 20 e 63 da Lei de Imprensa. Não basta votar, como foi sugerido no
recente Simpósio, uma Lei vetando qualquer anunciante por motivos políticos, filosóficos, sociais,
ideológicos ou religiosos, a dar publicidade a qualquer vefculo
veículo de comunicação. Ou estabelecer uma
relação entra
entre o valor da verba ea a capacidade de comunicação do veículo. É necessário, entendemos
nós, que a defesa do direito de
da informar e de ser informado seja claramente explicitada numa
Constituição democrática, livremente debatida por uma Assembléia Nacional Constituinte. Não terá
sido outro, nós imaginamos, o desejo dos homens que lideraram o movimento de março de 1964. Ao
assumir a presidência da República, o presidente Castello Branco confirmou: "a Revolução aspira a
restaurar a legalidade, a revigorar a democracia, a estabelecer a paz e a promover a justiça social e o
progresso". No dia 23 de maio passado (de 1979), falando no Simpósio sobre Censura a que aludia, o
ministro Eduardo Portella fez uma crítica veemente a todas as formas de controle da informação, e
condenou com ênfase aquilo que denominou "verdade tecnocrática" — é uma verdade prepotente, à
medida em que ela não se alimenta da crítica, pressupõe-se. Por isso, disse o ministro, a cultura
gerada pela era tecnocrática é excluida de auto-crítica. E tenho minhas dúvidas sobre se alguma

Digitalizado
gentilmente por:

II
11

12
12

13
13

14
14

�1165
cultura sobrevive sem o combustível permanente da critica.
crítica. Em outro depoimento, o jornalista
Carlos Chagas lembrou um episódio ocorrido com o presidente Costa e Silva durante o primeiro
período do seu mandato — que foi aquele período constitucional. Ele revela que o então ministro da
Justiça, Gama e Silva, vai uma vez ao presidente Costa e Silva e pede, e quase exige, que ele
determine a censura no jornal "Correio da Manhã". O "Correio da Manhã" vinha, em ataques
virulentos, ataques veementes, não apenas ao governo mas, principalmente, ao então ministro da
Justiça, fazendo críticas. Puxa de um bolso o ministro da Justiça o decreto de censura para o
presidente assinar. Puxa o presidente, talvez já sabendo daquele gesto, de seu bolso, uma pequena
faixa de papel, onde se lia uma frase de Thomas Jefferson: "se fosse dado a mim ter jornais sem
governo, ou governo sem jornais, não hesitaria, nem um momento, em optar pela primeira hipótese".
A prática das liberdades está definida no pensamento de todos, ou quase todos, os expoentes do
pensamento nacional,
nacional. Diria até que faz parte do caráter nacional. Assim sendo, como explicar a
legislação autoritária e as práticas discricionárias?
discricioriárias? Novamente, aqui, surge uma questão de dualidade.
De um lado, o Brasil que aparece, dos palanques, dos meios de comunicação social. Do outro, o
Brasil dos políticos, dos tecnocratas que detêm o poder graças ao nevoeiro ideológico em que se
perde a nação brasileira. O compromisso dos que detêrn
detêm alguma capacidade de mobilização do
pensamento, parece-nos, deve ser o de tentar promover, por todos os meios, o processo de formação
da consciência política. A consciência nacional, no sentido de quem pensa e tem condições de opinar
e exercer a crítica, é absolutamente minoritária. A participação filosófica, em 89, era de apenas um e
meio por cento da população. Em 1930, este percentual subiu apenas para cinco por cento. Do
ponto da cultura contemporânea, as coisas não melhoraram muito. Um autorizado crítico estimou,
em 1970, que a chamada cultura brasileira não chegava a atingir, com regularidade, 50 mil pessoas,
num país que então tinha 90 milhões de habitantes. Vivemos um longo período dedesmobilização
de desmobilização
do pensamento, alienação maciça, fuga da inteligência. Ou para fora do país ou para dentro de suas
casas. A ideologia do desenvolvimento e segurança provocou total despolitização
despoiltização da sociedade, a
concentração do poder econômico e, por via de consequência,
conseqüência, do poder político.
político, O caminho para a
libertação do pensamento nacional passa, necessariamente, pela ponte de desconcentração de um eede
de
outro. Mas realmente este caminho deve ser percorrido com pressa, embora com prudência. O Brasil
está cansado demais de esperar pelo seu futuro. Muito obrigado.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

*

11

12

13

14

�1166
PROPOSIÇÕES DO COORDENADOR DO PAINEL CENSURA, PROF. RENÉ ARIEL DOTH
DOTTI
I A liberdade de leitura deve «er
ser amparada pelo Estado, em todas as modalidades de difusão,
independentemente de censura prévia.
II — A produção e a criação literária, artística, científica e técnica tem seu limite nos resguardos dos
direitos e deveres fundamentais da pessoa humana, especialmente quanto à preservação da
ordem pública, da honra, da imagem, da intirhidade
intimidade da vida privada e da proteção da juventude e
da infância.
III — A defesa e o controle da liberdade de manifestação do pensamento através de qualquer meio de
publicação, devem ser atendidos por legislação específica, discutida e votada pelo Congresso
Nacional, por códigos de ética profissional e pela comunidade em geral.
PROPOSIÇÕES DO EXPOSITOR ADHERBAL FORTES DE SÁ
SÃ JR.
III — Coordenação dos artigos 20 e 63 da Lei de Imprensa, devem ser revogados.
Ill
Ill — Coordenação genérica da Lei de Segurança Nacional, por autocrática, destacando as aberrações
III
jurídicas representadas pelos artigos 14, 19, 33, 40 e 50.
III — Necessidade de votar numa lei vedando a qualquer anunciante, por motivos políticos,
filosóficos, sociais, ideológicos ou religiosos, negar publicidade a um veículo de divulgação. E
estabelecer uma relação entre o valor da verba e a capacidade de comunicação do veículo.
IV — Necessidade de tornar explícito na Constituição que os crimes de imprensa têm seu fóro na
Justiça e só se enquadram nos dispositivos da Lei da Imprensa.
imprensa.
V — Importância de uma Assembléia Nacional Constituinte como forma de encaminhar um novo
pacto social dentro do Brasil.
PROPOSIÇÕES DO EXPOSITOR PROF. WILSON MARTINS
A censura deve ser disciplinada em lei prévia, cujas transgressões serão julgadas na Justiça
comum (ainda que com jurisdição específica).

2

3

Digitalizado
gentilmente por;
por:

11

12

13

14

�■’I*»

1167
■ Mrr-cxs.;:?(' lA 3ii^3H ,^Uit I
-'■Í.Í ííOOAt^í-iÖ'-^Ov'J Or'
Ci'i»-;-''
^■i.j .•* ii/4, i -h-&gt; .■ : ... s,i.. '
'.in: ir. iity its,:: ■■
•;t.*'i..*..«;"&lt;r.r'?.•!&gt; iSWliV-'.-'M;,?-.;-!,.’ • I
V
V
hi-■ ■ ■ • . /■.:■}■.■.h-.

■, . : ■,...

^eôSFíS,.;, :, r
|=^KÍS."' i-S-. .■ .

-. . . .':•. .„.■..,,4
=, ..n;!.-::
. •■ Jíí.j.-! ■,■ ■.•!:’■■.■■■'■ -f'...i
iii". r,,‘,i', - ,'
-.
. ^
viii'.; •!'■? ‘J'‘ '••• • •*■•■-; »■'•»•■. ■
■'•■,*'. ,-‘r'..)c,',•■■■■i
'
,■ . .
,.hi \i: JC'
-y i; Hb.--.-4j,:&gt; ■
I rw
- Í , .-r ^ • “ . " * " - .
.
..-ih fi.i»''.-i4
" '
..
i-u!».'V' '. -■ &lt;&lt;;n,.-&lt;h
: vf ! "■■-,Ç
•■ '4i It,.- ^
tCf' '
“^íííiíj ,«.,= ■ ii,-: .!- - ' u . ■ .
i- .&lt;u4-U . ,a., ., , .:■,
Í-•
• ■ '
b /• ■ » -*f Í i . i ' ' '
•h, •* ’^;b^jrfiÍL*,-»b iib
íiítíík.'.--»-,. ■ -f :•, ly-.-o
,
n r^ ■ ■ ■. m 'r.eU-^
■-• • -U,.
‘.’l.
-i.
•; .
-V N
' ...
í^
.V'-'n -'' ;.
. ’&gt; %:
;; ...
^r,
U
‘ ^j.u-t 'h ' •.?'.&gt;;&gt;&gt;.••
f* -Ä^riri
3P^''íÇi-íG'i(;Mí4&gt;
■ , ■'
k.-. - ’"
pn.

.1^ '

■'

Recomendações

T4
-***

■

1;

r
t-

■

t
i

t
»■■
cm

Digitalizado
gentilmente por:

Sea n
stem
Oereaclanento

-

sH

�1168
SESSÕESPLENARIASSESSÕES PLENÁRIAS - RECOMENDAÇÕES APROVADAS
Recomendações propostas por autores de trabalhos apresentados em sessões Plenárias e
aprovadas pelos Congressistas.
alii. 1954-1979 — Jubileu dos
1 - FERREIRA, Carminda Nogueira de Castro et alii,
Congressos de Biblioteconomia e Documentação —- Temários, Autores, Trabalhos apresentados.
Recomendações.
Recomendações:
1.1 - que sejam adotadas normas para apresentação dos novos Congressos, de forma a
facilitar a informação, apresentando os seguintes dados na ordem citada:
1. Local
2. Cidade-sede
3. Período
4. Ano
5. Patrocínio
6. Organização
6.1 Comissão Organizadora
7. Apoio
8. Número de inscritos
9. Objetivos
10. Programa
10.1 Tema central
10.2 Temas especiais
10.3 Total de comunicações
11. Eventos paralelos
12. Recomendações
13. Convidados
1.2 - sejam adotadas como normas-padrão, para apresentação de trabalhos em futuros
Congressos, as normas estabelecidas pelo 10.°
10P CBBD.
CBBD,
1.3 - "que seja constituído,
constltufdo, junto à FEBAB, um Secretariado Permanente dos Congressos
de Bíblloteconorhia
Biblioteconomia ae Documentação, com o propósito básico de promover ou envidar esforços para
a concretização das proposições aprovadas, trazendo ao Congresso seguinte um balanço das
consequentes realizações". (Belo Horizonte, 4.°
4P CBBD — Recomendações).
Recomendações),
2 — ANDRADE, Ana Maria Cardoso de &amp; MAGALHÃES, Maria Helena de
da Andrade.
Avaliação do serviço de referência: elgumas
algumas considerações.
Recomendação:
Diante dos problemas que envolvem o trabalho de avaliação do serviço de referência,
gostariamos de sugerir qua
gostaríamos
que as técnicas de avaliação sejam estudadas de forma sistemática,
possibilitando a criação de modelos aplicáveis ás
às bibliotecas brasileiras.
3 — GUEDES, Marína
Marina Zeni. Estágio supervisionado em bibliotecas; proposição e validação
de um currículo para ensino baseado na competência.
Recomendações:
3.1 - adoção da metodologia pelo Curso de Biblioteconomia e Documentação da UFPr;
3.2 - revisão constante do Modelo Referencial e do Material Instrucional, com vistas ao
aperfeiçoamento destes, com atualizeção
atualização da literatura profissional corrente;
3.3 - desenvolvimento de módulos de ensino alternativos;
3.4 - testagem da metodologia em populações diferentes.
4 — PIMENTEL,
PIMENTE L, Cléa Dubeux Pinto. O bibliotecário e sua atuação profissional.
Recomendações;
Recomendações:
4.1 - exigência do cumprimento efetivo das disposições legais que regem o exercício da
profissão do Bibliotecário, no que se refere aos estágios, impedindo-se a atividade irregular do
exercício profissional que
qua tantos prejuízos tem trazido à classe e à sociedade,
sociedade. besta
Desta forma, sugerimos
que sejam aprofundados os estudos referentes ás
às relações de emprego dos alunos estagiários,
procurando criar normas e remunerações mínimas, bem como definindo melhor o tipo de prestação
de serviços pretendida pelo estudante, criando condições para uma atuação não aviltante. As normas
devem coibir qualquer forma de concorrência desleal ao profissional bibliotecário;
4.2 - ampliação do campo de atuação do bibliotecário através da criação de mecanismos de
divulgação dos trabalhos executados por bibliotecários junto aos órgãos públicos de planejamento
nacional, regional, estadual e municipal, explicando o que o profissional bibliotecário está epto
apto ea
de sua atuação nesses mesmos Organismos;
realizar e a importância da

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1169
4.3 - libertar os bibliotecários de esquemas preconcebidos de pensar ae agir, sobretudo nos
novos bibliotecários. Tal objativo
objetivo deve partir do próprio desenvolvimento dos Cursos de
Biblioteconomia, e sustentado pela própria atuação dos profissionais;
4.4 - solicitar que a ABEBO
ABEBD conduza com firmeza seus propósitos de
da revisão do Currículo
Mínimo
Mfnimo de Biblioteconomia, assumindo um posicionamento compatível com as condições reais de
ensino no Brasil, cabendo-lhe;
cabendo-lhe:
objetivos mais raalistas;
realistas;
— assessorar a organização de novos Cursos no Brasil, dentro de objativos
— fornecer informações ae subsídios para a retomada de um amplo
ampio debate nacional
nacionai sobre
ENSINO e conteúdo programático das disciplinas;
FORMAS DE ENSiNO
— Incentivar
incentivar os Cursos ae se empenharem na revisão dos seus Currículos
Currícuios Plenos,
Pianos, tentando
um ajustamento entre a situação Idaal
ideal e as próprias possibilidades da
de cada Curso, adequando cada um
á própria realidade e definindo sua atuação presente ea futura;
4.5 ■- solicitar que a FEBAB desenvolva estudos em caráter da
de urgáncie
urgência pare
para definição das
condições Indispensáveis
indispensáveis ao pleno exercício profissional do bibliotecário, compreendidos nos
seguintes pontos:
— que os Fundos de Assistência eos
aos Municípios prevejam em duas dotações, verbas
destinadas à contratação de bibliotecários para suprir as necessidades de serviços bibliotecários nas
devendo não somente estimular ea criação de bibliotecas públicas
prefeituras carentes de recursos, devando
carros-bibliotecas para
como de bibliotecas escolares em caráter permanente, mas, também, os carros-bibllotecas
atendimento da população rural, com equipes móveis dinamizando e viabiiizendo
viabilizando este
aste tipo de
prestação de sarviço;
serviço;
— ponderer
ponderar ao Governo ae necessidade de criação
crieção de um Sindicato para os Bibliotecários,
com ea finalidade de obter respaldo político para suas
sues reivindicações, ea canalizando as críticas dos
bibliotecários aos problemas da comunidade;
— que sejam difundidas e incentivadas a prestação de serviços dos profissionais na área da
de
consultoria e tratamento técnico de coleções, sob ae modalidade de AUTÔNOMOS, como forma
forme de
para todos os bibliotecários e corrigir es
as distorções existentes;
aumentar as possibilidades de trabalho pere
— preparar roteiros para elaboração de projetos
projatos para
pare criação de
da Bibliotecas e Serviços
bibliotecários especlais;
especiais;
— normas de contrateção
contratação pare
para prestação da
de serviços como autônomos;
— critérios para
pare preparação de uma Tabela de Honorários; e, finalmente,
4.6 - estimular ea permanente atualização dos profissionais, especlalmenta
especialmente no contato com
outras áreas de conhecimento, saindo do isolamento
outres
Isolamento em que se encontra dentro do todo social, da
da próprie
própria desse,
classe.
Universidade, dos demais profissionais liberais ae de
5 — BRUNETTI, Maria Isabel Santoro &amp; SILVA, Valéria da
de Assumpção Pereira da. A
biblioteconomia brasileira — um problema dos bibliotecários.
Recomendações:
5.1 - que os bibliotecários brasileiros feçam
façam uma reflexão em relação ao seu trabalho frente
ãä classe e eos
aos problemas da biblioteconomia brasileira;
5.2 - que cade
cada bibliotecário decida estudar uma maneire
maneira de Integrar
integrar sua
sue biblioteca numa
política nacional de informação;
5.3 ■- qua
que ea Biblioteca Públice
Pública Municipal execute, além das suas tarefes
tarefas normais, as funções
de elemento de ligação entre as
es bibliotecas do município, as Bibliotecas Estaduais ea ae Biblioteca
Nacional
Nacional;;
que em municípios onde não exista Biblioteca Pública, essa atividade seja exercida
5.4 - qua
por outro tipo de biblioteca ou pele
pela Biblioteca Públice
Pública mais próxima,
próxima.
5.5 - que o bibliotecário brasileiro sa
se dafina
defina em relação à sua participação ae colaboração
efetiva diante do Sistema Nacional de Informação,
efetive
Informação. Recomenda-se que haja
heja uma mudança
mudançe coletiva
coletivede
de
atitudes profissionais pare
etitudes
para proporcionar áã classe uma unidade de ação
eção a nível nacional.
6—,
6— FERREIRA, Carminda Nogueira da
de Castro. A formação do bibliotecário.
Recomendações;
Considerando qua
que ne
na formação do bibliotecário o orientador de sua aprendizagem
que:
desempenha papel pximordial,
primordial, propomos qua:
6.1 - as Escolas de Biblioteconomia exijem
exijam de seus professores cursos da
de complementação
Pós-graduação, voltados para o
pedagógica, ministrado em Faculdade de Educação ou em Cursos de Pós-greduação,
ensino da Biblioteconomia;
6.2 - os Conselhos Regionais de Biblioteconomia exerçam o direito que lhes é facultado
pela .Lei
Lei 40B4/62,
4084/62, nomeando comissões especiais de fiscalização do ensino da Biblioteconomia, nas
escolas instaladas nas áreas de sua jurisdição.
' 7 — PARANHOS, Wanda Maria
Meria Maia da Rocha. Avaliação de desempenho em bibliotecas.
'
.!■
cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�1170
Recomendações:
Recomendações;
— Com relaçSo
relação à necessidada
necessidade e propriedade da
de experiências de avaliação de desempenho
em bibliotecas brasileiras, recomenda-se aos bibliotecários am
em geral e interessados no assunto que;
que:
de eficácia que apresentem as características de:
7.1 - sugiram modelos de avaliação da
de;
a) definir claramente os dados qua
que requerem;
e)
b) determinar a maneira de promover esta
aste coleta;
indicar o uso que
c) Indicar
qua se
sa possa fazer deles, principalmente
principelmente para a tomada de decisões;
d) atendar
atender aos requisitos de
da comparabilidade
comparabilidada e validade dos resultados ae praticidade na
realização da coleta dos dados exigidos;
raalização
7.2 - promovam experiências
axperiências de avaliação a intervaios
Intervalos regularas,
regulares, tornando-as uma rotina
normal da biblioteca;
7.3 - empenhem-se em promover es
as mudanças evidenciadas como necessárias em
consequência da enálise
conseqüència
análise avallative,
avaliativa, e apiiquem
apliquem os modelos
modalos novamente epòs
apõs ea tomada da
de qualquer
efeitos, incorporando o novo resultado
medida para determinar os efaitos,
resultedo obtido como retroalimentação
ratroalimanteção no
ciclo de tomada de decisões;
dacisões;
7.4 - desenvolvam outros modelos de aveliação
avaliação que superem as limitações daqueles Já
]á
constantes da litereture;
literatura;
7.5 - reletem
relatem na literatura formal brasileira es
as experiências de avaliação
aveliação que desenvolverem,
para favorecer o debate e o aprimoramento
pare
eprimoramanto dos modelos disponíveis.
Considerando a propriedade do modelo na geração da
de resultados da
de ecordo
acordo com os
requisitos numerados em 7.1, é possível especular que ae reunião de tais dados constando da literatura
permita o estabelecimento de padrões da
de desempenho para
pera bibliotecas.
ASSOCIAÇAO BRASILEIRA
ASSOCIAÇÃO
brasileira DE
de escolas
ESCOLAS de
DE biblioteconomia
BIBLIOTECONOMIA E documentação
DOCUMENTAÇÃO - ABEBD
RECOMENDAÇÕES
1 — Que os cursos de Biblioteconomia examinem
exeminam ae possibilidade de ser incluido
incluído nos saus
seus
programas curricularas
curriculares o ensino de técnicas de coleta ae análise de dados estatísticos da
de interesse para
a administração de bibliotecas;
2 — Que a ABEBD procure estimular a edição de textos básicos para o ensino de
Estatística para bibliotecários;
3 — Que ea FEBAB inicie
Inicia estudo visando à normalização das estatísticas bibliotecárias no
Brasil e áà Identificação
identificação do órgão qua,
que, am
em âmbito nacional centralizaria o processamento dos dados
estatísticos ae a sua divulgação periódica ae regular;
4 — Qua
Que os bibliotecários, em sue
sua totalidade, cooperem no preenchimento dos
questionários que
qua lhes são enviados por diferentes instituições e pesquisadores, pois sem a obtenção
dessas informeçõas
informações estará muito prejudicado o esforço da
de pesquisa que
qua visa ae proporcionar um
melhor conhecimento de nossa
nosse reelidade
realidade bibliotecária;
5 — Qua
Que os cursos de Biblioteconomia orientem seus alunos pare
para o cumprimento da
legislação profissional, de modo qua
que não eceitem
aceitem exercer atividades que contrariem a prática e os
objetivos do estágio, remuneredo
remunerado ou não.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

II
11

12
12

13
13

14
14

�1171
COMISSÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO AGRÍCOLA
RECOMENDAÇÕES
- Que as bibliotecas e centros de informação e documentação, mesmo em sua fase inicial
de implantação, esforcem-se para, utilizando-se de serviços externos, prestarem serviços aos usuários.
— Que as bibliotecas, centros de informação e documentação, antes de estabelecerem suas
metas, tomem conhecimento e se utilizem dos métodos e serviços já
jã executados, no sentido de evitar
duplicidades desnecessárias.
— Que a programação dos cursos, congressos e reuniões, incluam noções de automação e
gerência, assim como gerência de sistemas automatizados, visando preparar o bibliotecário a assumir
cargos de direção na área de informação.
— Que, a partir dos levantamentos já existentes, os bibliotecários agrícolas, isoladamente
ou no contexto dos grupos agri'colas
agrícolas das Associações, elabore, em nível
nivel de profundidade o
diagnóstico das bibliotecas, centros de documentação e serviços de informação de seus estados.
estados,
— Que estudos da utilização de documentos sejam desenvolvidos, como parte inerente dos
serviços de referência, visando apoiar a poiftica
política de aquisição face ao real interesse do usuário.
— Que os resultados quantitativos dos estudos bíbliométricos
bibliométricos convertam-se em análises
qualitativas visando a produzirem contribuição mais significativa para'
para evolução da documentação e
informação agrícola no País.
— Que o BINAGRI, como unidade central do SNIOA,
SNIDA, reforce suas ações, com apoio das
bibliotecas, centros de documentação e serviços de informação agrícolas do país,
pais, no sentido de
ampliar e consolidar a rede nacional de bibliotecas agrícolas.
— Que as bibliotecas isoladas e as redes especializadas desenvolvam esforços para uma
política de aquisição planificada e cooperativa no país, e que o SNIOA
SNIDA através da BINAGRI, garanta
mecanismos adequados para coordenação dessa política.
— Que o estudo das modernas técnicas de armazenagem e discriminação dá
da informação tais
como, SDI e microfiImagem, seja aprofundado nas escolas de biblioteconomia e as características de
corm.SOl
sua utilização apontadas pelos sistemas de informação.
— Que os bibliotecários aceitem a utilização de microformas e divulguem suas vantagens
aos usuários, sendo que para tal, far-se-á necessário treinamento adequado dos profissionais de
informação.
— Que sejam promovidos em maior número cursos sobre utilização da biblioteca, e que
estes sejam avaliados em função da alteração na demanda dos serviços de biblioteca.
— Que a educação do usuário seja garantida através da qualidade e disponibilidade dos
serviços de informação.
— Que o bibliotecário num processo de autoconscientização de suas responsabilidades,
apoie os objetivos definidos pelo sistema em que está envolvido, visando maior facilidade em sua
implantação e desenvolvimento.
— Que o bibliotecário participe com maior grau de envolvimento na determinação dos
objetivos do órgão a que está ligado, e na política de informação dos sistemas a que se vincula.
— Que a BINAGRI desenvolva atividades de treinamento no sentido de gerar melhores
serviços e atué
atue politicamente junto aos dirigentes dos órgãos que visando a desenvolver facilidades
para a criação e implantação de bibliotecas e centros de documentação.
— Que os bibliotecários divulguem as normas de padronização de apresentação de
documentos entre os órgãos geradores de informação.
— Que os órgãos editoriais incluam dentre os seus profissionais a participação de um
bibliotecário especializado em normalização.
COMISSÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANIDADES
RECOMENDAÇÕES
1 — Que se desenvolvam pesquisas sistemáticas no sentido de esclarecer os Fundamentos
da Biblioteconomia, a nível de Metodologia Teórica e Fundamental;
2 — que qualquer classificação bibliográfica a ser adotada, ou construída para as
bibliotecas da área de Ciências Sociais leve em conta todos os elementos levantados nas discussões
dos 1.° e 2.0 Encontros Nacionais dos Bibliotecários em Ciências Sociais e Humanidades da Comissão
Brasileira de Documentação em Ciências Sociais e Humanidades da FEBAB.
.Brasileira

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�1172

comissAo brasileira
COMISSÃO
BRASILEIRA DE
de DOCUMENTAÇÃO
documentação jurídica
JURÍDICA
RECOMENDAÇÕES
FE8AB e äs
1 — Que se encaminhem à FEBAB
èis Associações de Bibliotecários após esgotados todos
os recursos para evitar ou corrigir distorções do exercício da fiscalização profissional, de direito e de
fato, pelos Conselhos Regionais de Biblioteconomia os casos de reivindicações profissionais quanto
aos cargos inerentes e privativos no sentido de serem movidas ações judiciais,J
judiciais.)
2 — Que o CFB e seus CRBs, ae FEBAB e suas Associações de Bibliotecários, a ABEBD e
seus estabelecimentos superiores de graduação, como organizações especializadas e capacidade
reconhecida dentro dos respectivos graus de eutoridade,
autoridade, conscientizem plenamente aos governos e eo
ao
público em geral sobre o devido respeito às Normas Jurídicas vigentes, dentro de suas esferas
esferes de ação,
tais como ea Lei 4084/62, Decreto 56725/65, Resoluções do CFB, — que são soberanas —, Estatutos,
Regimentos, etc.;
3 — que sejam procedidas pelas entidades acima,
ecima, campanhas intensivas e sistemáticas para
tal conscientização nos órgãos de pessoal nos planos federal, estaduais, municipais e privados, quanto
às classificações, habilitações profissionais e direitos plenos concernentes aos Bacharéis graduados em
ás
Biblioteconomia e Documentação — implícita ea Ciência da Informação — posto que assim estão
classificados nas Tabelas de Classificação Decimal de Dewey e a Decimal Universal — CDD e CDU —
que são universais;
4 — que o CFB e a FEBAB, solicitem à Consultoria Geral da República a revisão do
parecer ., ..
,. 166, que interpretou ae Lei nP 4084/62, sem ter o mesmo levado em consideração o
Decreto nP 56.725/65, de regulamentação da profissão de bibliotecário;
5 — que a CBDJ encaminhe o trabalho distribuído no 8.°
8P Encontro Nacional de
Bibliotecários Jurídicos por Cecílie
Cecília Andreotti Atienza, intitulado "Citações Bibliográficas de
Disposições Legais; uma proposta para ea ABNT" áà Comissão de Estudos de Documentação desse
órgão, posto que ea CBDJ enviou ofício
oficio no corrente eno
ano no sentido de se efetuarem estudos
conjuntos quanto à normalização de referenciação legislativo-administrativa;
6 — que a Comissão Qrganizadora
Organizedora do 10P CBBD encaminhe à ABEBD a proposição de
incluir em seus estudos do Currículo das Escolas de Biblioteconomia e Documentação do Brasil, a
disciplina de Referènciação
Referenciação Legislativo-Administrativa Brasileira, tão logo se estabeleça um consenso
de normalização com a ABNT, mesmo que seja admitida como de caráter eletivo de especialização;
7 — que a CBDJ encaminhe áà ABNT — Comissão de Estudos de Documentação, proposta
para a revisão das normas existentes, e que outras sejam
sejem criadas para ae descrição dos diversos
materiais que servem de fonte para pesquisa, considerando a diversificação dos tipos de suportes físicos da informação legislativa;
8 — que a CBDJ, igualmente, proponha a reedição e revisão das normas para citações
bibliográficas e expressões latinas, posto que se esgotou a edição de 1964, e de ambas proposições dê
ciência à CBDPT;
9 — que a CBDJ realize estudos no propósito de centralizar dados para um cadastro de
informações legislativas, considerando iniciativas quanto à elaboração de compêndios, consolidações,
normas e pesquisas dos atos dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário;
10 — que a CBDJ promova
promove a coleta
colete dos dados necessários à identificação dos usuários
interessados nes
nas iniciativas e presquisas
pesquisas em andamento ne
na área de informação legislativa, bem como
de alerta corrente
estabeleça entre estes, um serviço õe

COMISSÃO BRASILEIRA DE BIBLIOTECAS CENTRAIS UNIVERSITÁRIAS
UNIVERSITÃRIAS
RECOMENDAÇÕES
— Recomenda-se ao MEC através de sua Secretaria de Ensino Superior — SESU, que
promova estudos no sentido de estabelecer uma política a nível nacional para o desenvolvimento das
bibliotecas universitárias como órgãos de epoio
apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão das
universidades brasileiras;
através de sua Assessoria de Planejamento Bibliotecário, que
— recomenda-se a CAPES, etrevés
estude a viabilidade de desenvolver atividades em colaboração com a Comissão Brasileira de
Bibliotecas Centrais Universitárias.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

II
11

12
12

13
13

14
14

�1173
COMISSÃO
comissAo BRASILEIRA
brasileira OE
de BIBLIOTECAS
bibliotecas PÚBLICAS
públicas Ee ESCOLARES
escolares
RECOMENDAÇÕES
1 — Que o INL oriente os subsistemas estaduais a intensificarem a ativação cultural em
biblioteca, através de métodos eficazes de apresentação do livro, visando o desenvolvimento do
hábito de leitura e consequentemente a efetivação de uma tradição de leitura no Brasil. 2 — Que o MEC recomende,
recomenda, nesta
neste Ano Internacional da Criança, aos veículos de
comunicação de massa tais como rádio e televisão, maior divulgação dos programas culturais, visando
ao hábito de ler.
3 — Que o MEC estude a possibilidade de incluir, nos currículos das escolas de ensino
fundamental e médio, noções sobre biblioteca como apoio necessário ao ensino e pesquisa.
4 — Que a ABEBD, no estudo futuro de currículos das escolas de Biblioteconomia,
examine a possibilidada
possibilidade de incluir Literatura Infantil e Juvenil, além de matérias de formação
sociológica a fim de que os futuros profissionais possam melhor reconhecer, entender e assistir a seus
usuários.
5 — Que os bibliotecários brasileiros se integrem, evitando trabalhos paralelos sejam
realizados, demonstrando dessa forma conjugação de esforços.
6 — Que o INL, através dos subsistemas recomende só sejam criadas, planejadas
implantadas e implementadas bibliotecas, em quaisquer que sejam as categorias, modalidades e locais,
após o estudo da comunidade a ser servida.
servida,
7 — Que a ABEBD, na modificação dos currículos e conteúdos programáticos, estabeleça o
estudo e pesquisa dos usuários aos quais se destinam os profissionais futuros, guardada a necessária
instrução básica essencial ao bibliotecário.
8 — Que, iniciados estudos, pesquisas, relatórios sobre usuários, recursos humanos
bibliotecários, etc., sejam imediatamente comunicados à Comissão Brasileira de Bibliotecas Públicas e
Escolares que avisará aos interessados, a fim de evitar superposição em uma mesma área e que os
resultados sejam publicados, através do Programa Nacional de Bibliotecas do INL.

COMISSÃO BRASILEIRA DE
OE DOCUMENTAÇÃO EM PROCESSOS TÉCNICOS
RECOMENDAÇÕES
1 — Que as Associações de Bibliotecários e as Escolas de Biblioteconomia promovam
cursos, painéis, etc., sobre as ISBDs já publicadas ou em curso de publicação de modo a difundí-las e
a facilitar o seu uso em bibliotecas e demais centros de informação.
2 — Que nos estados onde ainda não foram criados Grupos de Processos Técnicos, as
Associações de Bibliotecários tomem as medidas necessárias para a sua instituição.

Digitalizado
gentilmente por:

m..

11

12

13

14

�1174
Relatório final do Relator Geral do 10P CBBD
Prezados Colegas,
Chegamos ao término do nosso 10.° Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação e 3P
3? Seminário de Publicações Oficiais Brasileiras.
Brasileira: avaliação crftica
Dissecamos o Tema Central — Biblioteconomia Brasileira;
crítica e perspectivas —
e outros assuntos da
de interesse da Biblioteconomia através de 113 trabalhos apresentados em:
2 sessões solenes
4 sessões plenárias
17 sessões de estudos de vários assuntos especializados
3 painéis sobre o ISBD, Censura, Bibliotecas Públicas
1 Mesa Redonda sobre restauração
13 reuniões administrativas de órgãos. Associações, Comissões, Grupos, tais como INL,
IBICT/CDU, IBICT/CBC, FEBAB, ABEBD, BIREME
17 Cursos sobra
sobre os mais variados assuntos com um total de 850 alunos
24 Atas/relatórios
9 lançamentos de livros, catálogos, diretórios, bibliografias, Indices
índices
9 stands e 3 pontos de contacto
— Criação de uma biblioteca — a Biblioteca Estadual de Agricultura do Paraná
— Inauguração de uma biblioteca — a Biblioteca Infantil Miguel de Carvantes
Cervantes
— Preenchimento de 3 questionários diferentes, propiciando dados para realização de teses
de mestrado
— Lançamento dos Anais do Congresso em livro e em microfiches
microfichas — tiragem de 2.500
exemplares
— Divulgação diária de noticias através dos meios de comunicação social: jornais, rádios,
TVs
— E os contatos pessoais? Se colocarmos a matemática para funcionar chegaremos a
números assustadores
— Atingimos, através de 1507 congressistas, todos os Estados da União e alguns países do
mundo.
Essa avalanche de informações gerou propostas, resoluções e recomendações inúmeras,
cerca de 89, votadas e aprovadas ou nas próprias sessões onde apareceram ou através de plebiscito
lealizado entre os Congressistas e que, agora ratificadas, caso não haja nenhuma manifestação em
realizado
contrário, serão publicadas proximamente e enviadas a todos os Congressistas e a quem de direito.
direito,
Todo congresso ôé uma meta que se atinge. Todo esforço que se fez para aqui chegar,
trazendo contribuição ou para daqui sair com idéias renovadas, é fruto do Congresso.
Concluímos, portanto, que
qua a meta
mata a que se propuseram a ASSOCIAÇÃO BIBLIOTECÁPARANÄ e os BIBLIOTECÁRIOS PARANAENSES foi cumprida a contento, pelo que os
RIA DO PARANÁ
profissionais brasileiros mui carinhosamente agradecem,
agradecem.
E como síntese das idéias aqui ventiladas, apresentamos a seguinte declaração.

Digitalizado
gentilmente por:

�1175
DECLARAÇÃO
Os bibliotecários brasileiros, reunidos em Curitiba por ocasião do 10P Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e Documentação, inspirados pelo tema "Biblioteconomia brasileira: avaliação
critica e perspectivas", analisaram o estado de seu campo da
crítica
de atuação no país
pais ae ofereceram sugestões
para seu desenvolvimento.
desenvolvimento,
O exame dos trabalhos apresentados ea das discussões ea recomendações
recomandações que suscitaram,
reflete uma fundamental preocupação da classe com dois temas principais: a formação profissional e
a provisão da
de serviços eficazes para os usuários.
Com relação à formação do bibliotecário, foram duas as principais abordagens avaliativas.
Uma diz respeito ao estágio do aluno de biblioteconomia ae documentação, quer como preocupação
do ensino, propondo maneiras de torná-lo mais eficaz, quar
quer como
corr» preocupação com a ocupação do
mercado de trabalho por pessoas ainda não habilitadas.
habilitadas, A outra, diz respeito à formação do
bibliotecário, insistindo na capacitação do futuro profissional para atividades
ativídadas de
da pesquisa. A pesquisa
em biblioteconomia foi reiteradamente
reíteradamente abordada como instrumento indispensável
Indispensável de avaliação para
tomada de decisões e para justificação da
de projetos. Foi, ainda, destacada a sua importância na
geração da
de novos conhecimentos, dos quais depende o desenvolvimento da profissão no pais.
pais,
Com relação
ralação ao reconhecimento do usuário como um componente-chave
componenta-chava dos sistemas de
informação que constituem as bibliotecas, as proposições sugerem a necessidade de se ter a completa
satisfação do usuário como a diretriz determinante para as fases de projeto, implementação,
desenvolvimento ae avaliação dos serviços.
As perspectivas para o campo estão refletidas, portanto, na crença de que
qua a raiz dos melhoramentos a serem buscados está no estabelecimento de programas regulares de
da pesquisa, na medida do
possivel integrados, gerando maior compreensão das variáveis envolvidase oferecendo subsídios confiápossível
veis; e na crença, também, de que serviços bibliotecários mais eficazes somente advirão de atitude favofavo-,
que exige o comprometimento de
rável à cooperação e integração dos mesmos, num esforço coletivo qua
cada profissional, qualquer que seja sua área de atuação.

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�1176

1°
3° SEMINÁRIO SOBRE PUBLICAÇÕES OFICIAIS BRASILEIRAS
CONCLUSÕES
O Plenário do 3P
0
39 Seminário sobre Publicações Oficiais Brasileiras, reunido em Curitiba, de
22 a 27 de julho de 1979, e constituído de 251 editores, bibliotecários e documentalistas,
representantes dos órgãos editores ae bibliotecas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário
federais, estaduais e municipais;
Considerando a necessidade e a conveniência de definir-se uma política editorial para as
publicações oficiais brasileiras que enfatize a racionalização e normalização de seus custos
apresentação, distribuição, guarda e disseminação;
Considerando que a qualidade gráfica e editorial dessas publicações deve ser preservada e
compatibilizada com os interesses do usuário e com os recursos disponíveis;
Considerando a legislação vigente de proteção aos direitos autorais;
deve ser assegurado o acesso à informação;
Considerando que ao usuário deva
Considerando os trabalhos levados ao Plenário pela Comissão de Publicações Oficiais
Brasileiras, especialmente aqueles concernentes ao Catálogo de Publicações Oficiais Brasileiras e ao
Manual de Normas Mínimas de Editoração para Publicações Oficiais;
Considerando as contribuições apresentadas por conferencistas, grupos de estudo e
trabalhos isolados;
RESOLVE
1 — Recomendar
1.1 - À Comissão de Publicações Oficiais Brasileiras:
1.1.1 - quanto à incidência,
incidência dos direitos autorais sobre publicações oficiais, que encaminhe
ao Conselho Nacional de Direito Autoral exposição acerca de omissões da Lei nP 5.988, de
14/12/73, com respeito àquelas publicações de modo
nrxido a suscitar o exame da possibilidade de serem
sanadas através de normas expedidas pelo Conselho;
1.1.2 - quanto à normalização das publicações oficiais, que dê continuidade a estudos que
aperfeiçoem o projeto de Manual de Normas Mínimas de Editoração para Publicações Oficiais,
distribuído aos participantes dos Seminários, de forma a:
a) harmonizar as divergências técnicas constatadas pelo grupo de estudo que examinou o
projeto no Seminário;
b) ampliar o círculo de debates e contribuições em torno do projeto, através de subsídios
que sejam enviados à Comissão, por escrito, no prazo de 90 dias;
c) incorporar aos estudos de aperfeiçoamento as sugestões encaminhadas ao Seminário;
d) obter parecer de órgãos e entidades especializados acerca do projeto;
e) incluir capitulo especificamente destinado aos jornais oficiais;
1.1.3 - quanto ao planejamento de programas editoriais e de acesso à informação-oficial,
informação oficial,
que;
que:
Mínirfias de Editoração
a) crie subcomissão para acrescer, ao projeto de Manual de Normas Mínimas
para Publicações Oficiais, parte destinada a definir normas mínimas de "projeto gráfico";
b) crie subcomissão para estudar a comercialização das publicações oficiáis
pfíciáis através e um
fundo
furxJo específico;
cl diligencie a publicação de edições subsequentes do Catálogo
c)
Catálogo'de
de Publicações Oficiais
Brasileiras, retrospectivo e acumulado, bem como sua distribuição às bibliotecas universitárias do
País, a par de outros órgãos dissemínadores;
dísseminadores;
1.1.4 - quanto a procedimentos e exigências postais, que submeta à Empresa Brasileira de
Correios e Telégrafos exposição em que seja solicitado o exame da possibilidade de classificar, na
categoria I, as tarifas postais correspondentes a encartes sem fins comerciais;
1,2 - Aos editores de publicações oficiais:
1.2
1.2.1 - quanto à incidência dos direitos autorais sobre publicações oficiais, que apliquem a
Lei nP
n.o 5.988/73;
1.2.2 - quanto ao planejamento de programas editoriais e de acesso à informação oficial,
oficiai.
que:
al promovam a divulgação sistemática de suas publicações, na medida em que sejam
a)
editadas;
b) observem a legislação vigente visando à distribuição de atribuições relativasà
relativas à produção
de publicações por pessoal qualificado;
cl enfatizem critérios técnico-científicos
c)
técnico-cientfficos nas diretrizes de sua produção editorial;

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1177
d) adotem medidas da
de desburocratização das rotinas pertinentes à distribuição de
da
publicações oficiais;
e) proponham a comercialização da parte da tiragem de
da suas publicações, com o fim de
atingir público usuário interessado;
f) adotem medidas objetivando a radução
redução dos custos da
de impressão;
2 — Sugerir:
2.1 -■ À Comissão de Publicações Oficiais Brasilairas
Brasileiras — CPOB:
2.1.1 - quanto à incidência dos direitos autorais sobre publicações oficiais, que submeta ao
exame das autoridades competentes proposta de alteração da Lei nP
axama
n.° 5.988/73, com o fim de
da
suprimir a expressão "salvo convenção em contrário" no art. 36, revogar o art. 46, ea excluir
axcluir as
publicações oficiais do disposto no art. 93;
2.1.2 - quanto ao Catálogo de Publicações Oficiais Brasileiras, qua:
que:
a) seja acrescentado ao titulo do Catálogo elemento qua
que esclareça de bibliografia das
publicações editadas no âmbito
ámblto federal;
b) o endereço dos editores seja listado como anaxo
anexo ao corpo da obra;
c) seja indicada a separação por tipo de material (livros e periódicos), dentro de cada
órgão;
õrgão;
d) inclua índice de assuntos;
e) seja dado destaque gráfico na entrada dos órgãos;
f) astude
estude a possibilidade de adotar ordenação alfabética de entrada de autores para as
edições subsequentes;
g) estuda
estude a possibilidade de editar o Catálogo também em fichas;
h) saja
seja Incluída,
incluida, nos casos de coedição, a Indicação
indicação do distribuidor;
2.1.3 - quanto ao planejamento de programas editoriais e de acesso a Informação
informação oficial,
que:
que;
a) estimule, no âmbito de cada órgão público, a definição de atribuições específicas
especificas
relativas áà coordenação das respectivas políticas editoriais, com vistas ao 'planejamento,
planejamento, áà
racionalização e áà normalização de suas publicações, bem como a definição e Implantação
implantação de
procedimento que assegurem disseminação sistemática das Informações
informações concernentes às atlvidadesatividadesfins do órgão, de modo a compor o Sistema Nacional de Informações
informações — NATIS e evitar
superposições e paralelismos;
b) pondere, aos órgãos editores, sobre
sobra a con\)eniência
con\)eniència de
da definirem uma política
politica de
da
distribuição para suas publicações e o estabelecimento de uma rede de bibliotecas depositárias, nos
integrantes dessa
âmbitos federal,
fedaral, estadual e municipal, divulgando as bibliotecas Integrantes
dassa rede nas próprias
publicações;
c) incentiva
incentive os órgãos de documentação e informação
Informação a divulgarem
divulgaram os recursos de
da que
qua
dispõe e os serviços qua
diqsõa
que podem prestar ao pesquisador, facilitando-lhe
facliitando-lha o acesso à informação;
d) enfatize, junto aos serviços da
de arquivo, a conveniência de
da facilitar-se ao pesquisador o
acesso a documentos técnico-científicos
técnico-cientificos inéditos;
e) gestione junto ao Departamento de Imprensa Nacional, a edição de uma consolidação
das normas vigentes sobre matéria de publicação nos Diários Oficlais;
Oficiais;
2.1.4 - quanto aos cabeçalhos uniformes para órgãos e entidades oficiais, que:
a) Incentive
incentive os bibliotecários a se organizarem am
em grupos da
de trabalho destinados êâ
elaboração de cabeçalhos uniformes dos órgãos federais, estaduais e municipais;
b) Incentive
incentive as associações estaduais de bibliotecários a coordenarem os grupos que
elaborarão os cabeçalhos uniformes;
c) recomende o encaminhamento dos cabeçalhos uniformizados âê subcomissão de
da
processos técnicos da CPOB, para exame.
axama.
3 — Aprovar:
3.1 - moção de agradecimento à Comissão de Apoio ao 3P Seminário, designada pelo 10.°
10P
Congresso Brasileiro de
da Biblioteconomia e Documentação, pela constante cooperação e desmedida
eficiência;
afi
ciência;
3.2 - moção de apoio à Comissão de Publicações Oficiais Brasileiras no sentido de
gestionar, junto às associações estaduais de
da bibliotecários, a possibilidade de organizarem grupos de
estudos sobre as publicações oficiais astaduaís,
estaduais, nos moldes adotados pela CPOB.
NOTA: Os trabalhos apresentados ao Seminário serão divulgados pela CPOB.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

12

13

14

�1178
CORRIGENDA DO V. I
ATIENZA, Cecília
Cecilia Andreotti et alii — O bibliotecário:
bibliotecário; avaliação crítica ee_perspectivas.
perspectivas. In;
In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 10. Curitiba,
1979. Anais, Curitiba, Associação Bibliotecária do Paraná, 1979. v. 1, p. 74-85
— Acrescentar à palavra PROFESSORES, na última linha da página 80, a frase NÃO SE
IMPROVISAM
• .
*••
seguem;
— Acrescentar às Referências Suplementares da página 85, as que seguem:
5 SARACEVIC, Tefko. Educação em Ciência da Informação na década de 1980. Ci. Inf. Rio de
Janeiro, 7(11:3-12,
7(1 );3-12, 197g.
197|;.,
6 SCHILLER, Anita R. Women in Librarianship. Advanced in Librariansbip.
Librarianship. New York, 4:103-147,
1974.

\
Digitalizado
gentilmente por:

•%"
System
Ä

lll|llll|llll|llll|llll|lll
I
I
I
II
12
13
11
12
13

14

�■'ü
1.

. puornaiv«.'•«
;nl

»•' '
t;
«
32 OAM

^

,

■ ■--■
•■ •&gt;y«'

•'■

,U,íe’:ífM.ok»

Q -: ■«)«■ &gt;*-.üJx «iiSrí«t,;j;v:j-u. ./&gt; Af-'.-i; ff
OIISIÍI ?)0 o*i.;i;tóAH:i o^y-.i .-iv.'a
' yi;;.'» v
s.s,. ■•

one*.- i*»jp &lt;‘rw,í
^ j&gt;ír» .^r

,-.:U t/p- ‘■.'^.'•.•..rs.í^ifj
.je-;HsO.Í »Vít/ : vjt,

t -•
. y-**'/

L :
.i.-

«!'«- ■.
c»•&gt;■&gt;■ ’ V'Of'rv
'’*■" ' . ■
r

. „■ •.
• . ■■
' 'V ■ ■

^bl.

*

CJ-IÇ’- ■ ■ «&lt;'.;■■

Á

i»'

cm

SBUt!:': :■

•,

■.:‘-t ■

M'
Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
stem
Oereaclanento

11

12

13

14

�Digitalizado
gentilmente por:

�Editora Ensino Renovado Ltda.
Rua Dr. Faivre, 75 - Cx. P. 531
Fone: 222-5223 - Curitiba
Fone;
Cu ritiba - P R

Digitalizado
gentilmente por:

I"
12

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="20">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20086">
                  <text>CBBD - Edição: 10 - Ano: 1979 (Curitiba/PR)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20087">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20088">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20089">
                  <text>1979</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20090">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20091">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20092">
                  <text>Curitiriba (Paraná)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25478">
                <text>Anais do 10. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25479">
                <text>Curitiba</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25480">
                <text>FEBAB &amp; Associação Bibliotecária do Paraná</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25481">
                <text>1979</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25483">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25484">
                <text>Anais</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25485">
                <text>Compreende os 3 volumes completos dos Anais do 10. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66018">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="2051" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1131">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/20/2051/cbbd1979_doc114.pdf</src>
        <authentication>51ccd00a2e49c6b0bb4b11b6eb2ad38d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="25455">
                    <text>1176

1°
3° SEMINÁRIO SOBRE PUBLICAÇÕES OFICIAIS BRASILEIRAS
CONCLUSÕES
O Plenário do 3P
0
39 Seminário sobre Publicações Oficiais Brasileiras, reunido em Curitiba, de
22 a 27 de julho de 1979, e constituído de 251 editores, bibliotecários e documentalistas,
representantes dos órgãos editores ae bibliotecas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário
federais, estaduais e municipais;
Considerando a necessidade e a conveniência de definir-se uma política editorial para as
publicações oficiais brasileiras que enfatize a racionalização e normalização de seus custos
apresentação, distribuição, guarda e disseminação;
Considerando que a qualidade gráfica e editorial dessas publicações deve ser preservada e
compatibilizada com os interesses do usuário e com os recursos disponíveis;
Considerando a legislação vigente de proteção aos direitos autorais;
deve ser assegurado o acesso à informação;
Considerando que ao usuário deva
Considerando os trabalhos levados ao Plenário pela Comissão de Publicações Oficiais
Brasileiras, especialmente aqueles concernentes ao Catálogo de Publicações Oficiais Brasileiras e ao
Manual de Normas Mínimas de Editoração para Publicações Oficiais;
Considerando as contribuições apresentadas por conferencistas, grupos de estudo e
trabalhos isolados;
RESOLVE
1 — Recomendar
1.1 - À Comissão de Publicações Oficiais Brasileiras:
1.1.1 - quanto à incidência,
incidência dos direitos autorais sobre publicações oficiais, que encaminhe
ao Conselho Nacional de Direito Autoral exposição acerca de omissões da Lei nP 5.988, de
14/12/73, com respeito àquelas publicações de modo
nrxido a suscitar o exame da possibilidade de serem
sanadas através de normas expedidas pelo Conselho;
1.1.2 - quanto à normalização das publicações oficiais, que dê continuidade a estudos que
aperfeiçoem o projeto de Manual de Normas Mínimas de Editoração para Publicações Oficiais,
distribuído aos participantes dos Seminários, de forma a:
a) harmonizar as divergências técnicas constatadas pelo grupo de estudo que examinou o
projeto no Seminário;
b) ampliar o círculo de debates e contribuições em torno do projeto, através de subsídios
que sejam enviados à Comissão, por escrito, no prazo de 90 dias;
c) incorporar aos estudos de aperfeiçoamento as sugestões encaminhadas ao Seminário;
d) obter parecer de órgãos e entidades especializados acerca do projeto;
e) incluir capitulo especificamente destinado aos jornais oficiais;
1.1.3 - quanto ao planejamento de programas editoriais e de acesso à informação-oficial,
informação oficial,
que;
que:
Mínirfias de Editoração
a) crie subcomissão para acrescer, ao projeto de Manual de Normas Mínimas
para Publicações Oficiais, parte destinada a definir normas mínimas de "projeto gráfico";
b) crie subcomissão para estudar a comercialização das publicações oficiáis
pfíciáis através e um
fundo
furxJo específico;
cl diligencie a publicação de edições subsequentes do Catálogo
c)
Catálogo'de
de Publicações Oficiais
Brasileiras, retrospectivo e acumulado, bem como sua distribuição às bibliotecas universitárias do
País, a par de outros órgãos dissemínadores;
dísseminadores;
1.1.4 - quanto a procedimentos e exigências postais, que submeta à Empresa Brasileira de
Correios e Telégrafos exposição em que seja solicitado o exame da possibilidade de classificar, na
categoria I, as tarifas postais correspondentes a encartes sem fins comerciais;
1,2 - Aos editores de publicações oficiais:
1.2
1.2.1 - quanto à incidência dos direitos autorais sobre publicações oficiais, que apliquem a
Lei nP
n.o 5.988/73;
1.2.2 - quanto ao planejamento de programas editoriais e de acesso à informação oficial,
oficiai.
que:
al promovam a divulgação sistemática de suas publicações, na medida em que sejam
a)
editadas;
b) observem a legislação vigente visando à distribuição de atribuições relativasà
relativas à produção
de publicações por pessoal qualificado;
cl enfatizem critérios técnico-científicos
c)
técnico-cientfficos nas diretrizes de sua produção editorial;

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�1177
d) adotem medidas da
de desburocratização das rotinas pertinentes à distribuição de
da
publicações oficiais;
e) proponham a comercialização da parte da tiragem de
da suas publicações, com o fim de
atingir público usuário interessado;
f) adotem medidas objetivando a radução
redução dos custos da
de impressão;
2 — Sugerir:
2.1 -■ À Comissão de Publicações Oficiais Brasilairas
Brasileiras — CPOB:
2.1.1 - quanto à incidência dos direitos autorais sobre publicações oficiais, que submeta ao
exame das autoridades competentes proposta de alteração da Lei nP
axama
n.° 5.988/73, com o fim de
da
suprimir a expressão "salvo convenção em contrário" no art. 36, revogar o art. 46, ea excluir
axcluir as
publicações oficiais do disposto no art. 93;
2.1.2 - quanto ao Catálogo de Publicações Oficiais Brasileiras, qua:
que:
a) seja acrescentado ao titulo do Catálogo elemento qua
que esclareça de bibliografia das
publicações editadas no âmbito
ámblto federal;
b) o endereço dos editores seja listado como anaxo
anexo ao corpo da obra;
c) seja indicada a separação por tipo de material (livros e periódicos), dentro de cada
órgão;
õrgão;
d) inclua índice de assuntos;
e) seja dado destaque gráfico na entrada dos órgãos;
f) astude
estude a possibilidade de adotar ordenação alfabética de entrada de autores para as
edições subsequentes;
g) estuda
estude a possibilidade de editar o Catálogo também em fichas;
h) saja
seja Incluída,
incluida, nos casos de coedição, a Indicação
indicação do distribuidor;
2.1.3 - quanto ao planejamento de programas editoriais e de acesso a Informação
informação oficial,
que:
que;
a) estimule, no âmbito de cada órgão público, a definição de atribuições específicas
especificas
relativas áà coordenação das respectivas políticas editoriais, com vistas ao 'planejamento,
planejamento, áà
racionalização e áà normalização de suas publicações, bem como a definição e Implantação
implantação de
procedimento que assegurem disseminação sistemática das Informações
informações concernentes às atlvidadesatividadesfins do órgão, de modo a compor o Sistema Nacional de Informações
informações — NATIS e evitar
superposições e paralelismos;
b) pondere, aos órgãos editores, sobre
sobra a con\)eniência
con\)eniència de
da definirem uma política
politica de
da
distribuição para suas publicações e o estabelecimento de uma rede de bibliotecas depositárias, nos
integrantes dessa
âmbitos federal,
fedaral, estadual e municipal, divulgando as bibliotecas Integrantes
dassa rede nas próprias
publicações;
c) incentiva
incentive os órgãos de documentação e informação
Informação a divulgarem
divulgaram os recursos de
da que
qua
dispõe e os serviços qua
diqsõa
que podem prestar ao pesquisador, facilitando-lhe
facliitando-lha o acesso à informação;
d) enfatize, junto aos serviços da
de arquivo, a conveniência de
da facilitar-se ao pesquisador o
acesso a documentos técnico-científicos
técnico-cientificos inéditos;
e) gestione junto ao Departamento de Imprensa Nacional, a edição de uma consolidação
das normas vigentes sobre matéria de publicação nos Diários Oficlais;
Oficiais;
2.1.4 - quanto aos cabeçalhos uniformes para órgãos e entidades oficiais, que:
a) Incentive
incentive os bibliotecários a se organizarem am
em grupos da
de trabalho destinados êâ
elaboração de cabeçalhos uniformes dos órgãos federais, estaduais e municipais;
b) Incentive
incentive as associações estaduais de bibliotecários a coordenarem os grupos que
elaborarão os cabeçalhos uniformes;
c) recomende o encaminhamento dos cabeçalhos uniformizados âê subcomissão de
da
processos técnicos da CPOB, para exame.
axama.
3 — Aprovar:
3.1 - moção de agradecimento à Comissão de Apoio ao 3P Seminário, designada pelo 10.°
10P
Congresso Brasileiro de
da Biblioteconomia e Documentação, pela constante cooperação e desmedida
eficiência;
afi
ciência;
3.2 - moção de apoio à Comissão de Publicações Oficiais Brasileiras no sentido de
gestionar, junto às associações estaduais de
da bibliotecários, a possibilidade de organizarem grupos de
estudos sobre as publicações oficiais astaduaís,
estaduais, nos moldes adotados pela CPOB.
NOTA: Os trabalhos apresentados ao Seminário serão divulgados pela CPOB.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por:
4

12

13

14

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="20">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20086">
                  <text>CBBD - Edição: 10 - Ano: 1979 (Curitiba/PR)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20087">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20088">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20089">
                  <text>1979</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20090">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20091">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20092">
                  <text>Curitiriba (Paraná)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25448">
                <text>Conclusões</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25449">
                <text>Curitiba</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25450">
                <text>FEBAB &amp; Associação Bibliotecária do Paraná</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25451">
                <text>1979</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25453">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25454">
                <text>Conclusões do 3º Seminário sobre Publicações Oficiais Brasileiras</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66015">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="2050" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1130">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/20/2050/cbbd1979_doc113.pdf</src>
        <authentication>6eaa814d8c9ece2971b7db24e79f5f5f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="25447">
                    <text>1175
DECLARAÇÃO
Os bibliotecários brasileiros, reunidos em Curitiba por ocasião do 10P Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e Documentação, inspirados pelo tema "Biblioteconomia brasileira: avaliação
critica e perspectivas", analisaram o estado de seu campo da
crítica
de atuação no país
pais ae ofereceram sugestões
para seu desenvolvimento.
desenvolvimento,
O exame dos trabalhos apresentados ea das discussões ea recomendações
recomandações que suscitaram,
reflete uma fundamental preocupação da classe com dois temas principais: a formação profissional e
a provisão da
de serviços eficazes para os usuários.
Com relação à formação do bibliotecário, foram duas as principais abordagens avaliativas.
Uma diz respeito ao estágio do aluno de biblioteconomia ae documentação, quer como preocupação
do ensino, propondo maneiras de torná-lo mais eficaz, quar
quer como
corr» preocupação com a ocupação do
mercado de trabalho por pessoas ainda não habilitadas.
habilitadas, A outra, diz respeito à formação do
bibliotecário, insistindo na capacitação do futuro profissional para atividades
ativídadas de
da pesquisa. A pesquisa
em biblioteconomia foi reiteradamente
reíteradamente abordada como instrumento indispensável
Indispensável de avaliação para
tomada de decisões e para justificação da
de projetos. Foi, ainda, destacada a sua importância na
geração da
de novos conhecimentos, dos quais depende o desenvolvimento da profissão no pais.
pais,
Com relação
ralação ao reconhecimento do usuário como um componente-chave
componenta-chava dos sistemas de
informação que constituem as bibliotecas, as proposições sugerem a necessidade de se ter a completa
satisfação do usuário como a diretriz determinante para as fases de projeto, implementação,
desenvolvimento ae avaliação dos serviços.
As perspectivas para o campo estão refletidas, portanto, na crença de que
qua a raiz dos melhoramentos a serem buscados está no estabelecimento de programas regulares de
da pesquisa, na medida do
possivel integrados, gerando maior compreensão das variáveis envolvidase oferecendo subsídios confiápossível
veis; e na crença, também, de que serviços bibliotecários mais eficazes somente advirão de atitude favofavo-,
que exige o comprometimento de
rável à cooperação e integração dos mesmos, num esforço coletivo qua
cada profissional, qualquer que seja sua área de atuação.

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="20">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20086">
                  <text>CBBD - Edição: 10 - Ano: 1979 (Curitiba/PR)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20087">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20088">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20089">
                  <text>1979</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20090">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20091">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20092">
                  <text>Curitiriba (Paraná)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25440">
                <text>Declaração</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25441">
                <text>Curitiba</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25442">
                <text>FEBAB &amp; Associação Bibliotecária do Paraná</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25443">
                <text>1979</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25445">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25446">
                <text>Declaração final do 10º CBBD</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66014">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="2049" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1129">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/20/2049/cbbd1979_doc112.pdf</src>
        <authentication>35861ffc56ce83da02b004121912416a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="25439">
                    <text>1174
Relatório final do Relator Geral do 10P CBBD
Prezados Colegas,
Chegamos ao término do nosso 10.° Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação e 3P
3? Seminário de Publicações Oficiais Brasileiras.
Brasileira: avaliação crftica
Dissecamos o Tema Central — Biblioteconomia Brasileira;
crítica e perspectivas —
e outros assuntos da
de interesse da Biblioteconomia através de 113 trabalhos apresentados em:
2 sessões solenes
4 sessões plenárias
17 sessões de estudos de vários assuntos especializados
3 painéis sobre o ISBD, Censura, Bibliotecas Públicas
1 Mesa Redonda sobre restauração
13 reuniões administrativas de órgãos. Associações, Comissões, Grupos, tais como INL,
IBICT/CDU, IBICT/CBC, FEBAB, ABEBD, BIREME
17 Cursos sobra
sobre os mais variados assuntos com um total de 850 alunos
24 Atas/relatórios
9 lançamentos de livros, catálogos, diretórios, bibliografias, Indices
índices
9 stands e 3 pontos de contacto
— Criação de uma biblioteca — a Biblioteca Estadual de Agricultura do Paraná
— Inauguração de uma biblioteca — a Biblioteca Infantil Miguel de Carvantes
Cervantes
— Preenchimento de 3 questionários diferentes, propiciando dados para realização de teses
de mestrado
— Lançamento dos Anais do Congresso em livro e em microfiches
microfichas — tiragem de 2.500
exemplares
— Divulgação diária de noticias através dos meios de comunicação social: jornais, rádios,
TVs
— E os contatos pessoais? Se colocarmos a matemática para funcionar chegaremos a
números assustadores
— Atingimos, através de 1507 congressistas, todos os Estados da União e alguns países do
mundo.
Essa avalanche de informações gerou propostas, resoluções e recomendações inúmeras,
cerca de 89, votadas e aprovadas ou nas próprias sessões onde apareceram ou através de plebiscito
lealizado entre os Congressistas e que, agora ratificadas, caso não haja nenhuma manifestação em
realizado
contrário, serão publicadas proximamente e enviadas a todos os Congressistas e a quem de direito.
direito,
Todo congresso ôé uma meta que se atinge. Todo esforço que se fez para aqui chegar,
trazendo contribuição ou para daqui sair com idéias renovadas, é fruto do Congresso.
Concluímos, portanto, que
qua a meta
mata a que se propuseram a ASSOCIAÇÃO BIBLIOTECÁPARANÄ e os BIBLIOTECÁRIOS PARANAENSES foi cumprida a contento, pelo que os
RIA DO PARANÁ
profissionais brasileiros mui carinhosamente agradecem,
agradecem.
E como síntese das idéias aqui ventiladas, apresentamos a seguinte declaração.

Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="20">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20086">
                  <text>CBBD - Edição: 10 - Ano: 1979 (Curitiba/PR)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20087">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20088">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20089">
                  <text>1979</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20090">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20091">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20092">
                  <text>Curitiriba (Paraná)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25431">
                <text>Relatório final do Relator Geral do 10º CBBD</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25432">
                <text>Curitiba</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25433">
                <text>FEBAB &amp; Associação Bibliotecária do Paraná</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25434">
                <text>1979</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25436">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25437">
                <text>Relatório</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25438">
                <text>Relatório final do Relator Geral do 10º CBBD</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66013">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="1995" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1075">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/20/1995/cbbd1979_doc58.pdf</src>
        <authentication>9b1dd193cf9fb9e266906baf403e7cd8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="24876">
                    <text>T
'1
10?
109 CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA
BIBUOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
^í
Curitiba, 22 a 27 de julho de 1979

ANAIS

VOLUME III
TRABALHOS OFICIAIS

Curitiba
Associação Bibliotecária do Paraná
1980

cm

i

2

3

4

Digitalizado
gentilmente por:

I Scan
st em
\

12

13

14

15

�10? CX)NGRESSO
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Presidente de Honra: Jaime Lemer, Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal de Curitiba.
COMISSÃO DIRETORA
Presidente: Yara Soeli Bassani Veiga
Vice-Presidente: Maria Mãder Gonçalves
Relator-Geral: Aníbal Rodrigues Coelho
Secretária-Geral: Célia Maria Peres Lacerda
SUBCOMISSÕES
Apoio - Clio Petterle
Divulgação —
- Sara Burstein
Btustein
Finanças - Helena Maria de Oliveira Vita
Atividades Sociais —
- Déa Catharina Reichmann
Cursos - Maria Thereza Brito de Lacerda

«»

COMISSÃO TÉCNICA
Coordenadora: Maria Iphigenia Ramos May
Secretária: Maria Augusta de Castro Correia
Membros: Maria de Lourdes Barbosa Borba
Rellnda
Relinda Kohler
Subcomissões - Integrantes: Aimara Riva de Almeida, Aimê
Almê Saquelli,
Saquelli,Aymara
Aymara Feuerschuette Ribas,
Beatriz Trevisan de Moura, Bemadette
Bernadette Tizeciak,;Cecília
Tizeciak, Cecília Lícia Silveira R. de M. Fabiano,
Fabiaho,
Déa Christino F. Walter, Denize Perozzi Rosa, Denise Hauser Valério, Dora Regina
Seben, Dulce Maria Bastos Metchko, Dulcinéia Gomes Delattre Levis, Edith Dias,
Erlicléia
Erlicleia Siqueira, Esfie Rosy Riskalla, Ester Cameiro
Carneiro Giglio, Fátima Fernandes Bracht,
Germana Moreira, Graça Maria Simões Luz Piza, Helena Maria de Oliveira Vita, Irma A.
I. Lorenzo Welffens, Ivailda Gazziero, Ivete Tazima, Laci das. Neves, Léa Terezinha
Belczack, Leila Maria Bueno de Magalhães, Leiva de Castro Moraes, Lucília de Godoy
Gat
Ga' ia Duarte, Maeve Lis Marques, Marcelina Dantas, Maria Graça Zolet, Maria Helena
Barbieri Imayuki, Maria Helena Kurihara, Maria Isméria Nogueira Santos, Maria de
Lourdes Tavares, Maria Mä'der
Mader Gonçalves, Marilda Carraro Merlin, Marina Zeni Guedes,
Regina Maria de Campos Rocha, Rosemarie Margit Reinhardt Rohrig, Rosina Alice
Albina Prueter Pazin, Sonia Maria Breda, Sonia Maria Merlo Pósnik, Suzana Guimarães
Castilho, Tharcila Boff Maegawa, Vera Maria de Almeida Pinto, Vilma A. Gimenez da
Cruz, Virginia de Castro Rodrigues, Yara Loyola Rocha, Yara Maria Pereira da Costa
Prazeres, Zaira Bark, Ziloá Marge.
COMISSÃO DE RECEPÇÃO
Coordenadora: Nancy Westphalen Corrêa
Comissão de Apoio ao 3P Seminário de Publicações Ofíciais
Oficiais Brasileiras e Exposições
Coordenadora: Maria Augusta de Castro Correia
Membros: Aymara Feuerschuette Ribas,^
Ribas, Dulcinéia Gomes Delattre Levis, Ester Carneiro Giglio, Léa
Terezinha Belczack, Maeve Lis Marques, Maria Helena Barbieri Imayuki, Regina Maria de
Campos Rocha, Suzana Guimarães Castilho, Vera Maria de Almeida Pinto, Virginia de
Castro Rodrigues, Zaira Bark.

cm

Digitalizado
gentilmente por:
^gentilmente

*■

iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|iiii|i
ii
12
13
14
11
12
13
14

�n

Anais do 10P
10? Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação

Curitiba, 22 a 27 de julho de 1979

Volume 3
Temário Oficial

;1
Curitiba

1

Associação Bibliotecária do Paraná
1980

i

4
]
.1

cm

Digitalizado
^gentilmente
gentilmente por:

11

12

13

14

�APRESENTAÇÃO

Sendo o tema central do 10?
lOP Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação: "Biblioteconomia
“Biblioteconomia Brasileira: avaliação critica e perspectivas”, de
interesse geral para os congressistas, a Comissão Diretora optou pela realização de
Sessões Plenárias, sem reuniões paralelas, para apresentação dos trabalhos oficiais e os de
livre iniciativa do congressista, versando sobre o tema central e seus subterrtas.
subtemas. Os
trabalhos referentes às diversas áreas especializadas foram apresentados em reuniões
especificas.
específicas Esta mesma programação serviu de base para a organização dos textos nos
Anais, que ora apresentamos aos congressistas.
O primeiro volume contém
còntém os trabalhos referentes ao tema central e seus
subtemas; o segundo volume, os trabalhos das áreas especializadas; o 3? volume, os
trabalhos oficiais.
oficiais, Painéis, Conferências e Reçomendações.
Repomendações.
Os textos dos trabalhos oficiais foram transcritos conforme o original, deles
constando os resumos e abstracts quando apresentados pelo autor.
Os Painéis e as Conferências foram transcritos das gravações feitas quando das
apresentações.
Com o objetivo de facilitar a consulta, as recomendações emanadas das
diferentes sessões foram reunidas no final do volume.

Comissão Diretora do 10? Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e Documentação.

Ill
III
*

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, 10.,
Curitiba, 1979.
Anais do 10. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação. — Curitiba: Associação Bibliotecária do Paraná,
1979.3v. : il.
ü.
Conteúdo ;: v.l : Tema central e subtemas. — v.2
v.2:: Áreas
especializadas . — v.3 : Temário oficial.
ofícial.
1. Biblioteconomia — Congressos. 2. Documentação —
Congressos. I. Associação Bibliotecária do Paraná. II. Título.
CDD 020.6381
CDU 061.3.055.5(80:02
061.3.055.5(81):02 + 002

IV

Digitalizado
gentilmente por:

�SUMÁRIO
VOLUME 3
HOMENAGENS
VII
PATROCÍNIO
VIII
COLABORADORES
VIII
REGIMENTO
IX
NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
XI
REGULAMENTO DAS
DASSESSÕES
SESSÕES PLENÁRIAS E PAINÉIS
XIII
REGULAMENTO DAS SESSÕES DE ESTUDO
XIV
X|w
ADENDO AOS REGULAMENTOS DAS SESSÕES PLENÁRIAS E PAINÉIS
PAINÉISEE DAS SESSÕES
DE ESTUDO
XV
DISCURSOS
- XVII
TRABALHOS OFICIAIS - SESSÕES PLENÁRIAS
CONFERÊNCIA NA SESSÃO SOLENE DE ABERTURA DO 10P
lOP CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, por Edson Nary
Nery de
da Fonseca
EM BUSCA DA TEOR
TEORIA,
IA, por Maria José ThereSe
ThereSa da
de Amorlm
Amorim
BIBLIOTECA PÜBLICA BRASILEIRA: FANTASIA, MARASMO OU
DESENVOLVIMENTO?, por Emir José Suaiden
Sualden
.
BIBLIOTECA INFANTIL, por Maria Antonieta
Antonleta Antunes Cunha ;
BIBLIOTECAS; PROPOSIÇÃO E VALIDAÇÃO DE UM
ESTÃGIO SUPERVISIONADO EM BIBLIOTECAS;PROPOSIÇÃO
MarinalZeni Guedes .
CURRÍCULO PARA ENSINO BASEADO NA COMPETÊNCIA, por MarInetZenI
A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO, por Carminda Nogueira de Castro Ferreira ., ..
.,
FEBAB, 20?
20P ANIVERSÁRIO, por Antonio
AntonioGebrIal
Gabriel
SITUAÇÃO PROFISSIONAL DO BIBLIOTECÁRIO BRASILEIRO, por Nancy
Nency Westphaien
Westphelen
Corrêa
PESQUISA EM BIBLIOTECONOMIA, por Nice Menezes de Figueiredo
BIBLIOTECA E UNIVERSIDADE;
UNIVERSIDADE: REFORMA E CONTRA-REFORMA, por Antonio Miranda
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EM BIBLIOTECAS, por Wenda Marle
Maria Meia
Mala de
da Rocha
Paranhos
por Maurice LIna
Line
DISPONIBILIDADE UNIVERSAL DE PUBLICAÇÕES, porMeurIce

906
914
924
929
932
943
951
956
964
980
987
998

TRABALHOS OFICIAIS - SESSÕES DE ESTUDOS
ÁREA BIOMÊOICA
BIOMÊDICA
BIBLIOTECA HOSPITALARIA, por AronNowinski
Aron Nowinski
PAPEL DE BIREME EN ELCAMPO DE LA INFORMACIÕN DE SALUD

1002
1006

ÃREA JURÍDICA
ÁREA
O BIBLIOTECÁRIO NO BRASIL; CONFIGURAÇÃO PARA A DEFESA PROFISSIONAL
DE DIREITO E DE FATO, COM ENFOQUES INTERDISCIPLINARES, INSTITUCIONAIS E
SOBRE O CRB-7, por Nylma
Nylme Thereza de Selles
Salles Valioso
Velloso Amerenta
Amarante
1010
DEMOCRATIZAÇÃO E SOCIALIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS, por HaroldoValIadão
Haroldo Velledão ., . 1026
1025
ÁREA TECNOLÓGICA
ÃREA
A APLICAÇÃO DA TÉCNICA
TÉÇNICA DO INCIDENTE CRÍTICO EM ESTUDOS DE USUÃRIOS DA
INFORMAÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA;
TÊCNICO-CIENTÍFICA; UMA ABORDAGEM COMPARATIVA, por Marle
Maria
de Nazaré Freitas Pereira, Hagar Espenhe
Espanha Gomes e Regina Marle
Maria Soeres
Soares de Oliveira .... 1027
ECONOMIA DA INFORMAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS E NO BRASIL, por VIctor
Victor
1036
Rosenberg
1036
REDES E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO: ELEMENTOS CONCEITUAIS, por Affonso Celso
Mendonça de Paula
Mendonçe
1040
BIBLIOTECAS CENTRAIS UNIVERSITÁRIAS

^

BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: A PERSPECTIVA DE UM USUÁRIO, por Heraldo
Pessoa Soutomaior
V

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

1071

13

14

�BIBLIOTECAS PÚBLICAS E ESCOLARES
BIBLIOTECAS PÚBLICAS E ESCOLARES;SUA OCULTA FACE HUMANA, por Myriam
Gusmão de Martins
1075
NON-USE OF PUBLIC LIBRARIES, por Annette Skov
1083
PROCESSOS TÉCNICOS
IMPORTÂNCIA DA SELEÇÃO COMO ETAPA INICIAL DOS PROCESSOS TÉCNICOS, por
Edson Nery da Fonseca
1086
10B6
EXPERIÊNCIA DA AQUISIÇÃO PLANIFICADA EM PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS ENTRE
BIBLIOTECAS ESPECIALIZADAS, SALVADOR, BAHIA, por Margarida Pinto Oliveira e
Lindaura Alban Corujeira
1089
10B9
PAINEL: ISBD
ISBD: ORIGEM, EVOLUÇÃO.
EVOLUÇÃO, ACEITAÇÃO, por Maria Luiza Monteiro da Cunha .... 1096
ISBD (G), por Thelma Vitols Ciarcia
1101
ISBD (S), por Dinah Aguiar Poblaciôn
1106
ISBD (NBM), por Rosaly Favero Krzyzanowski
1108
110B
ISBD (M): NORMAS INTERNACIONAIS PARA A DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA DE
MONOGRAFIAS, por Giacomina Faldini
1112
OUTLINE ISBD (M) X ISO, por Elza Lima e Silva Maia
1114
AUTOMAÇÃO NA "INTERNATIONAL STANDARD BIBLIOGRAPHIC DESCRIPTION, por
Alfredo Américo Hamar
1116
ISBD (A), por Giacomina Faldini
1123
1123
ISBD (PM) (Printed Music), por Rosmarie Appy
1126
1126
PAINEL: DESENVOLVIMENTO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS
A FUNÇÃO DA BIBLIOTECA PÚBLICA: REVISÃO DE CONCEITOS, por May Brooking
Negrão . , , .
1129
RECURSOS AUDIOVISUAIS EM BIBLIOTECAS PÚBLICAS, por Juliana Vianna Rosae
Rosa e
Ligia Beatriz Meurer
1137
1137
SERVIÇO DE EXTENSÃO EM BIBLIOTECA PÚBLICA ATRAVÉS CARROS-BIBLIOTECA;
IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA, por Kátia Maria de Carvalho Silva
1141
PAINEL:CENSURA
PAINELiCENSURA
Conferências de: .
WILSON MARTINS
LUIZ GERALDO MAZZA
ANTONIO AGENOR BRIQUET DE LEMOS
ADHERBAL FORTES DE SA
SÄ JUNIOR
PROPOSIÇOES DOS CONFERENCISTAS

1150
1156
115B
1158
'. . .1166
1166

RECOMENDAÇÕES APROVADAS
SESSÕES PLENÁRIAS
1168
116B
ABEBD
1170
1171
COMISSÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO AGRÍCOLA
1171
COMISSÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS!
SOCIAIS
E HUMANIDADES
1171
COMISSÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA
1172
COMISSÃO BRASILEIRA DE BIBLIOTECAS CENTRAIS UNIVERSITÁRIAS
1172
COMISSÃO BRASILEIRA DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS E ESCOLARES
1173
COMISSÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO EM PROCESSOS
PROCESSOSTÉCNICOS
TÉCNICOS .... 1173
RELATÔRIOiFIN AL DO RELATOR GERAL DO 10PCBBD
RELATÔRIOiFINAL
10.0 CBBD .
. . 1174
DECLARAÇÃO FINAL
1175
a°SEMINÃRIO SOBRE PUBLICAÇÕES OFICIAIS BRASILEIRAS-CONCLUSÕES . . 1176
a°SEMINÃR)0
VI

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�HOMENAGEM ESPECIAL
Pioneiros da Biblioteconomia no Paraná
Etelvina Lima
Francisca Buarque de Almeida
Gaston Litton
Lidia de Queiroz Sambaquy
Wilson Martins
Idealizador do IP Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia — Recife, 1954
Josè Césio Regueira Costa
Josá
HOMENAGEM PÓSTUMA
PÕSTUMA
Silvia Maria Peres Lacerda

VII

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�PATROCÍNIO
INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO
FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - MEC
SUDESUL — Superintandência
Superintendência de Desenvolvimento da Região Sul
BR DE — Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul
BANCO DO ESTADO DO PARANÁ
PARANA S.A.
COLABORADORES
ACARPA
Aguas Minerais Santa Paula Ltda.
Assembléia Legislativa do Estado do Paraná
Banco Bamerindus do Brasil S.A.
Banco de Desenvolvimento do Paraná S.A. — BADEP
Banco Real de São Paulo
Peulo S.A.
Biblioteca POblIca
Pública do Paraná
CENDI — Centro
Cantro de
da Desenvolvimento Industrial do Paraná
Café Diana
CAFE do Parená
Paraná
Café Sinualo
Sinuelo
CEAG/PR
CE
AG/PR
Centro Fadaral
Federal de Educação Tecnolbgice
Tecnológica do Peraná
Paraná
Comercial Santa Paula
COPE L — Companhia Paranaense de Energia Elétrica
OELDEN GRONAU —
DELDEN
- IndústriasTextals
Indústrias Textels
EDITORIAL, Comunicação, Planejamento ae Markating
Marketing
URPF - CS
EMBRAPA- URPFFaculdade Católica
Faculdada
Catbllca de
da Administração ea Economia
FIAT LUX, de Fósforos de Segurança
Fundação Cultural de Curitiba
Fundação Faculdade de Agronomia Luiz Meneghel
Universidade Estadual de Londrine
Londrina
Fundação Univarsidada
Grupo Industriei
Industrial Trombini
Gilberto Xavier de Miranda Filho
IBM do Brasil Ltda.
Indústria Papelaria Santa Mònica
Instituto de ferres
Terras de Cartografia
Klabin do Paraná
Leão Júnior S.A.
Nashua do Brasil S.A.
PARANATUR
P.A.Z. Criação ae Comunicação Ltda.
Ruf S.A.
SANEPAR — Companhia de Saneamento do Paraná
Secretaria de Estado da Agricultura
Secretaria de Estado da Cultura ae do Esporte
Secretarie
Secretaria de Estado da Educação
Secretarie
Secretaria de Estado da Justiça
TELEPAR — Telecomunicações do Paraná
Peraná S.A..
Tropical Refrigerantes e Bebidas Ltda.
Universidade Federei
Federal do Paraná
promoçAo
PROMOÇÃO
Associação Bibliotecária do Parená
Paraná

VIII

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

11

12

13

14

�10.0 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
REGIMENTO
CAPÍTULO I
Da promoção, sede e data
Art IP - O 10P CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENArL
TAÇÃO será realizado em Curitiba (Paraná), no período de 22 a 27 de julho de 1979,
1979.
CAPÍTULO II
Da organização
Art. 2P — O Congresso é constituído de;
de:
I — Comissão Diretora, órgão deliberativo, composto pelo Presidenta,
Presidente, Vice-Presidenta,
Vice-Presidente,
Relator-Geral e Secretãrio-Geral;
II — Subcomissões, subordinadas à Comissão Diretora: Apoio, Divulgação, Finanças,
Atividades Sociais e Cursos;
III — Comissão Técnica, subordinada à Comissão Diretora, composta da
de Coordenação,
Secretaria e Subcomissões;
IV
iV — Comissão Oficial de Recepção;
V — Comissão de Apoio ao 3.°
3P Seminário de Publicações Oficiais Brasileiras ae Exposições.
Parágrafo único
bnico — De acordo com as necessidades, cada Subcomissão poderá formar
grupos de trabalho para atuação em funções especificas.
CAPÍTULO III
Do temãrio ae apresentação de trabalhos
Art. 3P — O tema central do Congresso é: BIBLIOTECONOMIA BRASILEIRA;
BRASILEIRA:
AVALIAÇÃO CRÍTICA
CRÍYICA E PERSPECTIVAS.
Art. 4.° — Os trabalhos, abordando o tema central e seus subtemas, são agrupados em:
em;
I — Trabalhos oficiais, encomendados aos autores pela Comissão Diretora;
II — Trabalhos não oficiais, apresentados por iniciativa própria dos autores.
Art. 5P — Os trabalhos serão apresentados em:
I — Sessões Plenárias, com a apresentação de
da trabalhos sobre o tema central e seus
subtemas,
subtemas.
II — Sessões de Estudos, apresentando os trabalhos agrupados por áreas especializadas.
§ 1.0
1.° — Caberá à Comissão Técnica distribuir os trabalhos nas Sessões Plenárias
Planárias e Sessões de
Estudo, segundo critérios estabelecidos pela mesma;
§ 2P — Compete ao Relator-Geral elaborar, para os Anais, relatório sobre os trabalhos
apresentados nas Sessões Plenárias;
§ 3.°
3P — Compete aos relatores da
de tema alaborar,
elaborar, para os Anais, relatório sobre os trabalhos
constantes do tema sob sua responsabilidade.
CAPÍTULO IV
Das Sessões
Art. 6.° — Duranta
Durante o Congresso serão realizadas as seguintes sessões: solene de
da abertura,
plenárias para o tema central ae seus subtemas, de estudos ae de encerramento.
Art 7.° — As sessões solena
solene de abertura ea de encerramento serão presididas por
autoridades, obedecendo cerimonial próprio.
Art. 8P — Não serão apresentados nas sessões os trabalhos cujos autores não estiverem
presentes,
presentes.
Art. 9P — As normas para funcionamento das sessões serão elaboradas pela Comissão
Técnica.
Art. 10,°
10.° — Poderão ser realizadas reuniões de entidades e grupos especializados, com
autorização da Comissão Diretora, previamente consultada.
§ 1.° — A decisão de realizar reuniões deverá ser comunicada, pelas entidades, èà Comissão
Diretora, até 31 de maio de
da 1979, para serem incluídas no cronograma do Congresso;
IX

cm

Digitalizado
gentilmente por:

II
11

12
12

13
13

14
14

�reuniões.

§ 29
2P — Caberá a cada entidade fixar as normas para organização e funcionamento das

Art. IIP
11.° — O Presidente do Congresso, sempre
sempra que necessário, poderá convocar reuniões
extraordinárias.
Art. 12P — Paralelamente
Paraielamente ás Sessões do Congresso, poderão ser promovidos, à critério da
Comissão Diretora, cursos de atualização, seminários e outras atividades complementares.
Parágrafo único — Os cursos ae seminários
saminários terão regulamentação própria, inscrições em
separado e pagamento de taxas especiais.
CAPÍTULO V
Dos participantas
participantes e da inscrição
Art. 13.° — Para participação no 10.° Congresso Brasiieiro
Brasileiro de Bibiioteconomia
Biblioteconomia e
Documentação, é obrigatória a inscrição em uma das seguintes categorias;
categorias:
I — Individual
Individuai
~
11II — Instituição
Art. 14P — Os valores e forma de pagamento das inscrições serão estabelecidos
estabeiecidos pela
peia
Comissão Diretora,
Diretora.
Art. 15.° — A inscrição de instituições deverá ser feita mediante ofício
of feio do responsável pelo
órgão, indicando um representante credenciado.
Art. 16P — O direito a voto é privativo do Bibliotecário, devendo o mesmo, para exercê-io,
exercè-lo,
comprovar registro em Conseiho
Conselho Regionai
Regional de Bibiioteconomia,
Biblioteconomia, mediante apresentação do recibo de
pagamento da anuidade de
da 1979.
Parágrafo único — Os representantes da
de instituições só terão direito a voto quando
comprovarem sua inscrição individuai
individual no Congresso, de
da acordo
ecordo com o especificado no artigo 16P.
16?.
Art, 17.° — Por designação da Comissão Diretora, poderá haver convidados especiais,
Art.
previamente indicados pela Comissão Técnica.
CAPÍTULO VI
Exposições ae atividades
atividadas afins
Art. 18.°
18P — Poderão ser realizadas, durante o Congresso, exposições e outras atividades,
destinadas a divulgar ea promover equipamentos, produtos ae serviços de interesse para os
congressistas,
§ 1.°
1,° — As exposições ae outras atividades afins estarão a cargo da Comissão de Apoio ao 3.°
3?
Seminário de
da Publicações
Pubiicações Oficiais Brasileiras
Brasiieiras ea Exposições.
§ 2? — Só poderão participar ea promover estas atividades as entidades previamente
autorizadas e credenciadas peia
pela Comissão de Apoio ao 3?
3.° Seminário da
de Publicações
Pubiicações Oficiais
Brasileiras ae Exptosições.
Brasiieiras
Exposições.
CAPÍTULO VII
Disposições Garais
Gerais
Art. 19?
19P — Cabe à Comissão Diretora
Diretore elaborar
eiaborar ae programação geral
garai do Congresso, para
pare
orientação dos trabalhos
trabaihos das Comissões.
Art. 20.° — Caberá á Comissão Diretora a publicação dos Anais do 10?
10P Congresso
Brasileiro de Bibiioteconomia
Biblioteconomia ae Documentação.
Art. 21?
21P — A organização das sessões pienárias
plenárias ae escoiha
escolha dos presidentes, coordenadores e
secretários, serão determinados peia
pela Comissão Técnica.
Art. 22.° — A organização das sessões de estudos será determinada peia
pela Diretoria das
Comissões Permanentes da FEBAB — Federação Brasiieira
Brasileira de Associações de Bibiiotecários
Bibliotecários e peia
pela '
Diretoria da ABEBD — Associação Brasileira
Brasiieira de Escolas da
de Biblioteconomia e Documentação.
§ 1?
IP — A Presidência e Secréteria
Secretaria das sessões de estudo serão atribuição dos ocupantes dos
mesmos cargos nas respectivas Diretorias.
§ Z° — O Reiator
Relator de Tema de cada sessão será escolhido pelas Diretorias das Comissões
Permanentes da FEBAB e peia
pela ABEBD.
Art. 23?
23P — Os casos omissos neste Regimento serão resoividos
resolvidos peia
pela Comissão Diratora
Diretora ou
pelo seu Presidente, ad referendum
peio
rafarandum da mesma.
Yara Soeii
Soeli Bassani Veiga
Presidente
X

Digitalizado
gentilmente por:

�NORMAS PARA APRESENTAÇÃO
APRESENTAÇAO DE TRABALHOS
1 - TEMA
1.1 — O tema central do 10?
10P CBBO
CBBD é: "Biblioteconomia Brasileira: avaliação critica ae
perspectivas".
avaliativo do estado atual do universo biblioteconômico
O tema pressupõe um estudo eveliativo
brasileiro. Sugere uma análise
anòlise dos problemes
problemas gerados pela evolução da própria ciência
biblioteconòmica ae das condições nacionais, soluções já encontradas ea revisão critica da
biblloteconòmica
de projetos
implantados e/ou em andamento.
andamento,
Implantados
1.2 — Os sub-temas
sub-tamas são:
a) O bibliotecário: avaliação critica e perspectivas
b) Formação do bibliotecário
c) O usuário: a referência am
em questão
d) A biblioteca ou equivalente, como fonte de Informação,
informação, realização profissional para õo
bibliotecário e base para
pare o desenvolvimento nacional
e) O processamento da informação
a)
1.3 — Podarão
Poderão ser apresentados trabalhos sobre temas livres que deverão versar sobre
assuntos de interesse da biblioteconomia e suas diversas áreas da
de especialização.
2 - DISPOSIÇÕES GERAIS
2.1 — Os trabalhos do 10P
10.° CBBD
CBBO serão agrupados em:
am:
central ou seus sub-temas, encomendados pela
2.1.1 — Trabalhos oficiais sobre o tema cantral
Comissão Diretora a especialistas nacionais e estrengeiros.
estrangeiros.
2.1.2 — Trabalhos não oficiais, sobre o teme
tema central ou saus
seus sub-temas ae outros da
de
Interesse
interesse do Congresso, apresentados por iniciativa
Inicietiva do congressista.
congrassista,
2.2 — Os trabalhos oficiais serão apresentados em sessões plenárias.
2.3 — Os trabalhos não oficiais podarão,
poderão, ea critério da Comissão Técnica, Integrar
integrar as sessões
planáries.
plenárias.
sobre sub-temas serão
2.3.1 — Após examinados pela Comissão Técnica, os trabalhos sobra
distribuídos em sessões de estudo e poderão dar origem a moções que serão submetidas à apreciação
ae votação pelo Plenário.
2.32
2.3.2 — Os congressistas qua
que não desejarem a apresentação da
de saus
seus trabelhos
trabalhos em sessões
plenárias deverão
daverão manifestar sua dacisão
decisão àê Comissão Técnica,
Técnica.atravésdeoficio
através de oficio ou carta anexadaao
anexada ao i'
trabalho.
3- APRESENTAÇÃO
apresentaçAo
3.1 — Os trabalhos apresentados deverão
daverão ser
sar originais ea inéditos.
3.2 — Cada trabalho deverá ter no mínimo 5 (cinco) e no máximo 20 (vinte) páginas em
32
papel formato A-4 (210x297mm), datilografadas em espaço 2 (dois), somente am
em um lado da folha.
O númaro
número máximo de páginas inclui o resumo,
resumo. Ilustrações,
ilustrações, tabelas, abstract e listas de referências
bibliográficas.
33
3.3 — Ne
Na primeira página do trebalho
trabalho mencionar:
a) Ao alto e á direita os números de classificação segundo a COO
CDD ae ea COU;
CDU;
b) titulo
tituio do trabalho em caixa
caixe alta;
c) autor(es) e respectivas atividades profissionais e em entidades da
de classa,
classe, à direita e
ocupando matade
ocuparxio
metade do cempo
campo da página;
d) resumo;
na última página o abstract.
e) ne
3.3.1 — Todos os trabalhos
trabelhos do Con^'esso
Congresso deverão observar as normas da ABNT:
ABNT; NB-69,
couber.
NB-88, NB-85, PNB-217 ae PNB-66, no que coubar.
Obs.: Ver modelo nos Anais do 9P
Item 3.3
9.° CBBO,
CBBD, pare
para o item
4- IMPRESSÃO,
impressAo, DATILOGRAFIA
datilografia eE ilustrações
ILUSTRAÇÕES
4.1 — A Impressão
impressão dos ANAIS será feita por reprodução fotográfica. Tel
Tal processo requar
requer a
observação das seguintes normas:
4.1.1 — Os trabalhos devem ser datilografados em máquina elétrica usando tipo
prestige-elite (IBM) ou similar, com fita de polietileno.
polietíleno.
XI

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

�4.1.2 — Usar papel
papei branco nSo
não timbrado. O papel não deve ser furedo,
furado, grampeado ou
dobrado e deve ser enviado à Comissão Tãcnica
Tfecnica protegido por um papelão grosso, em envelope
grande.
4.1.3 — Os desenhos deverão ser executados em tinta nanquim, sobre papel vegetal, na
dimensão máxima de 115x230mm.
115x230mm,
4.1.4 — As tabelas, sempre
4.1.4—
sempra que possível, deverão ser inseridas no texto.
4.1.5 — A numeração das páginas
piqinas deverá ser feita a lápis.
4.1.6 — A primeira linhe
linha das páginas deverá ser iniciada ea 3,5 cm do topo e a última deverá
ficar a 2,5 cm. da extremidade inferior do papel.
O espaçamento laterei
lateral deverá ser de 3,5 cm na margem esquerda e 1,5 cm na margem
direite,
direita, nas páginas ímpares. Nes
Nas páginas paras,
pares, inverter as medidas. Isto se fez
faz necessário para efeito
encadernação dos trabalhos.
de encaderneção
5. PRAZO E ENDEREÇO
5.1 — Os trabalhos de livre iniciativa do congressista deverão ser apresentados pera
para exame
da Comissão Técnice
Técnica até 15 de abril da
de 1979, em 1 (um) original
originai ea 3 (três) còpies
cópias não grampaando
grampeando o
original.
originai.
5.1.1 — Os trabalhos não recebidos até esta
este data não serão
sarão aceitos.
eceitos.
5.2 — A remessa dos trabalhos podará
poderá ser feita por intermédio
Intermédio das Associações de classe ou
diretamente á Comissão Técnica do
10.O
10.0 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Comissão Técnice
Técnica
a/c Associação Bibliotecária do Paraná
Caixa Postal
Ceixa
Postai 8796
BOOOOCURITiBA,
80000
CURITIBA, PR.
6. CERTIFICADOS
Aos autores dos trabalhos aprovados para o 10.°
10P CBBD será conferido certificado de
apresentação.

XII

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

II

12

13

14

�REGULAMENTO DAS SESSÕES PLENÁRIAS E PAINÉIS
1 — As masas
mesas dos plenários e painéis serão
serSo compostas de presidente, coordenador,
secretário, expositores de temes
temas e convidados especiais.
1.1 — Aos presidentes competa;
compete:
a) abrir as
e)
es sessões
sessSes e convocar os coordenadoras,
coordenadores, os secretários, os expositores de temas e os
convidados especieis;
especiais;
b) encerrar as sessões.
1.2—
1.2
— Aos coordenadores compete;
compete:
a) apresentar os expositores da
de temas;
b) coordenar as epresentações,
apresentações, os debates ea a discussão de propostas de recomendação.
1.3 — Aos secretários compete redigir as atas des
1.3—
das sessões.
2 — Cada sessão constará de 2 partes:
partas;
IP Perta:
Parte;
a) abertura pelo presidente;
b) convocação do coordenador, secretário, expositores ae convidados especiais;
especieis;
c) apresenteção
apresentação do expositor pelo coordenedor;
coordenador;
d) apresenteção
apresentação dos temas pelos expositores.
2P Parte:
a) debates, conclusões ae discussão da
de propostas de recomendação;
e)
b) ancerremento
encerramento pelo presidente.
3 — Os horários indicados
Indicados no Programa
Programe Oficial deverão ser rigorosamente observados.
3.1 — Os presidentes disporão de 10 (dez) minutas
minutos para Instalação
Instelação das sessões e 10 (dez)
minutos para ancerrá-las.
encerrá-las.
3.2 — Os trabelhos
trabalhos serão apresentados consecutivamente e cada
cade autor terá 20 (vinte)
^ua exposição.
minutos para ^ue
3L3 — Após ea apresenteção
3.3
apresentação dos trabalhos
trebelhos de cada sessão, haverá 10 (dez) minutos de
intervalo ea ser determinado pelo presidente, antes
entes do quel
qual as perguntes
perguntas do público deverão sar
ser
encaminhadas á mesa por escrito, Identificando
identificando o debatedor.
3.4 — Ao serem reinicledes
reiniciadas es
as sessões, os autores
3l4
eutores responderão as perguntas formuladas,
debatidas propostas de recomendação.
bem como serão debatides
3.5 — Nos peinéis,
painéis, ao serem reiniciadas es
as sessões, os autores debaterão entre slsi os temas
expostos.
3.6 — O tempo para debates ea discussão das propostas de recomendação ficará a critério
dos coordenadores.
3.7 — Não serão permitidos apartes ou exposições paralelas.
3l7
3.8 — Não será permitida a leitura
lelture ou discussão de trabalhos
trebelhos cujos autores estiverem
estiveram
ausentes.
ausentas.
4 — As propostas de recomendação aprovedas
aprovadas serão enceminhadas
encaminhadas paios
pelos coordenadores
coordenadoras ao
Relator-Geral, logo epós
após o encerramento das sessões.
5 — Sempre que Julgar
julgar necessário, o presidente poderá suspender os trabelhos
trabalhos da sessão.
6 — As atas des
das sessões, redigidas pelos secretários e aprovadas
aprovedes pelos presidentes e
coordenadores, serão entregues eo
ao Reletor-Geral
Relator-Geral eté
até 6 (seis) horas, após o encerremento
encerramento des
das mesmas.
7 — Os casos omissos neste Regularrwnto
Regulemento serão decididos pelos presidentes ea
coordenadores.
COMISSÃO DIRETORA

XIII

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

14

�REGULAMENTO DAS SESSÕES DE ESTUDO
1 — As masas
mesas das sessões de estudos serSo
serão compostas de presidente, relator de tema,
secretário ae autores de trabalhos.
1.1 — Aos presidentes competa;
compete;
a) abrir as sessões, determinar o intervalo
Intervalo e convocar os relatores, secretários ea autores;
b) encerrar as sessões.
1.2 — Aos relatores compete:
compete;
a) apresentar os autoras;
autores;
b) coordenar as apresentações, os debates
debatas e a aprovação de propostas de
da recomendação.
1.3 — Aos secretários compete redigir as atas das sessões.
2 — Cada sessão constará de;
a) abertura pelo presidente;
b) convocação do relator de tema, do secretário e dos autoras;
autorfs;
c) apresentação dos trabalhos pelos autores;
d) franquia dos debates;
e) encerramento pelo presidente.
3 — Os horários Indicados
indicados no programa deverão ser rlgorosarríçnta
rlgorosamente observados.
3.1 — O
D presidente disporá de 10 (dez) minutos pera
para a^rir
abrir a sessão, determinar a
apresentação dos trabalhos e convocar os eutores,
autores.
3.2 — Apõs sua apresentação pelo relator, cada autor terá 15 (quinze) minutps para expor
seu trabalho.
4 — Em seguida a cada apresentação de trabalho terão
serão abartos
abertos os debates sendo as
perguntas formulade»
formuladas orelmente,
oralmente, precedidas pela Identificação
identificação do debatedor.
debatador,
4.1 — 0
D debatador,
debatedor, antes do término
tármlno da sessão, enviará suas perguntas è mesa, por escrito,
devidamente assinadas,
assinadas.
4.2 — Os debates terão a duração de 56 (cinco) minutos, prorrogáveis a critário
critério do relator.
relator,
4.3 — Não serão permitidos apartes ou exposições paralelas.
4.4 — Em cada sessão haverá um intervalo
Intervalo de 10 (dez) minutos a ser determinado pelo
presidente.
56 — Não-será
Não será permitida a leitura ou discussão de trabalhos cujos autores estiverem
ausentes.
6 — Trabalhos em colaboração serão apresentados por um dos autores e apenas esta
este
participará da mesa.
7 — As propostas de
da recomendações deverão ser discutidas nas sessões de estudos
astudos que lhe
derem origem e, se aprovadas, encaminhadas pele
pela mesa ao Relator-Geral, logo após
apõs o encerramento
da sessão.
8 — As atas, redigidas pelos secretários, ae aprovadas
aprovades pelos presidentes, serão entregues aos
reletores
relatores de tema atè
atá 12 (doze) horas após
apõs o encerramento da sessão, pera
para elaboração de resumos da
perte
parte oral, a serem Incluídos
incluídos no 3.°
3P volume cbs
dos Anais,
9 — Os casos omissos neste Regulamento serão decididos pelos presidentes a relatores de
tema.
COMISSAO TÉCNICA
COMISSÃO

XIV

Digitalizado
gentilmente por:

�r

ADENDO AOS REGULAMENTOS DAS SESSÕES PLENARIAS
PLENÁRIAS E PAINÉIS E
DAS SESSÕES DE ESTUDOS
Para componentes de Mesas dirigentes de sessões plenárias, painéis e sessões de estudos
(Presidentes, Coordenadores ou Reiatores,
Relatores, Secretários, Apresentadores de Trabalho
Trabaihoee Membros de
Painel).
1 - RECOMENDAÇÕES
Oficial.
Oficial,

Procure certificar-se do dia, hora e local da SUA participação, consultando o Programa

Compareça com QUINZE MINUTOS DE ANTECEDÊNCIA ao iocal
local determinado e
procure entrar em contato com os demais componentes da
de Mesa.
Identifique-se devidamente mediante o crachá.
identifique-se
para tomar seu lugar èà Mesa.
Mantenha-se nas proximidades, pronto pare
Contribua para que os trabalhos tenhem
tenham INÍCIO EXATAMENTE NA HORA MARCADA
e se desenvolvam dentro dos PRAZOS FIXADOS.
REALIZAÇAO DAS
das sessões
2 - REALIZAÇÃO
SESSÕES E COMPOSIÇÃO DAS MESAS
As sessões, inclusive os painéis, serão
serSo realizadas nos dias 23 a 26 de julho de 1979, pela
manhã e áã tarde.
Cade
Cada sessão terá um Presidente, um Coordenador ou Relator, um Secretário e um número
variável de Apresentadores de Trabalho e Membros de Painel.
A agenda de cada sessão está descrita no Programa
Programe Oficial.
2.1
Z1 — Presidente
O Presidente tomará seu lugar e convocará os demais componentes de
da Mesa, dizendo
algumas palavras a seu critério sobre;
sobre:
— a importância do 10P CBBD e de
da sessão;
— ea ocasião dos debates;
— maneira
maneire de formular as perguntas, conforme previsto nos Regulamentos
Regulementos específicos
(Formulários para perguntes:
iwrguntas: nas pastas dos Congressistas e com as Recepcionistas);
— ocasião e duração do Intervalo.
intervalo,
Fará, a seguir, a convocação do Coordenador ou Reletor,
Relator, passando-lhe a palavra.
rK&gt; máximo, de DEZ MINUTOS pare
para Instalar
instalar a sessão.
O Presidente disporá, no
2.2—
2.2
— Coordenador ou Relator
O Coordenador/Relator, por sua vez, convocará o primeiro expositor, epresentando-o
apresentando-o ao
eo
pCiblico mediante
mediente citação do currículo disponível.
Apõs ea apresentação do trabalho do primeiro expositor, o Coordenedor/Reletor
Coordenador/Relator convocará
Após
o seguinte e, assim,
essim, tuoessivamente.
sucessivemente.
Coordenador/Relator, responsável pelo desenroler
desenrolar dos debates — ver item
O Coordenador/Reletor,
Item 3 — tem ainda
por atribuição elaborar o resumo da parte oral das sessões e painéis, ae ser anexado à respectiva ata.
2.3 — Secretário
O Secretário designado elaborará a eta
ata da sessão, submetendo-a âà apreciação do Presidente
e do Coordenador/Relator.
Coordenador/Reiator.
As atas deverão ser encaminhadas ao Relator-Geral até seis horas apõs
epòs o encerramento das
sessões matutinas e até doze horas apõs
após as vespertinas, (ver Item
item 4).
Z4 — Apresentadores de Trabalho e Membros de
2.4
da Painel
O expositor epresentará
apresentará o seu trabalho, para
pare o que terá o MÃXIMOde
MÃXIMO de VINTE MINUTOS
nos plenários e painéis e QUINZE MINUTOS nas sessões de estudos.
Participará também dos debates, na forma especificada no item 3.
XV
t
Digitalizado
gentilmente por:

12

13

14

�2.4.1 — Equipamento audio-visual
Conforme a indicação feita pelos expositores serão colocados retroprojetores e projetores
de diapositivos no local de cada sessão.
Solicita-se que o expositor faça a entrega do material ao operador do equipamento ANTES
do início da sessão.
Aparelhos para testes prévios dos audio-visuais estarão disponíveis na Secretaria do
Congresso (Teatro Guafra — Saguão platéia e Edifício D. Pedro I — Saguão de entrada).
33- DEBATES
Haverã ocasião para debates nas sessões plenárias, painéis e sessões de estudos.
A direção dos debates — inclusive determinação do tempo quando não especificado no
Regulamento — caberá ao Coordenador/Relator, que procurará manter a boa ordem da sessão,
sessão.
3.1 — Sessões plenárias
_Os
Os debates só serão facultados após a apresentação de TODOS os trabalhos, mediante a
entrega à Mesa de
da perguntas ou comentários dirigidos nominalmente, por escrito, identificado o
debatedor.
Os autores, na mesma ordem em que se apresentaram, responderão as perguntas a eles
dirigidas.
Em sequência serão debatidas e votadas propostas de recomendação.
i
3.2 — Painéis
Apôs a exposição de cada um dos Membros do Painel, o Coordenador sintetizarál o que
Após
foi exposto e facultará o debate entre os expositores.
O Coordenador poderá participar das discussões o bastante para dinamizá-las, controlando
as de somenos importância, a fim de manter o clima da sessão.
Encerrados os debates entra
entre os membros da Mesa, o Coordenador resumirá a discussão e
facultará os debates para o público.
Os expositores responderão as perguntas a eles dirigidas nominalmente, por escrito,
identificado o debatedor.
Em sequência serão debatidas e votadas propostas de recomendação.
3.3 — Sessões de estudos
Os debates serão facultados após a apresentação de CADA UM dos trabalhos, mediante a
formulação oral de perguntas as quais, todavia, deverão ser
sar encaminhadas
ancaminhadas à Mesa por escrito, até o
fim da sessão, identificados o destinatário e o debatedor.
Para o debate de cada trabalho o tempo MÁXIMO é de CINCO MINUTOS.
Após a apresentação e debate
debata de TODOS os trabalhos serão discutidas e votadas propostas
de recomendação,
recomendação.
4 - ENCERRAMENTO E RECOMENDAÇÕES
4O encerramento das sessões será feito pelo Presidente, no tempo MÁXIMO
MÃXiMO de DEZ
MINUTOS, após o término dos debates e provável aprovação de recomendações.
MiNUTOS,
As recomendações aprovadas serão encaminhadas ao Relator-Geral iogo
logo após o
encerramento, com elementos identificadores da sessão em que tiverem origem.
O encaminhamento de material ao Relator-Geral far-se-á por intermédio da Secretária do
Relator-Geral junto à Secretaria do Congresso, instalada no Saguão do TEATRO GUAÍRA,

XVI

2

3

Digitalizado
gentilmente
por;
por:
4

II

12

13

14

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="20">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20086">
                  <text>CBBD - Edição: 10 - Ano: 1979 (Curitiba/PR)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20087">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20088">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20089">
                  <text>1979</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20090">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20091">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20092">
                  <text>Curitiriba (Paraná)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24868">
                <text>Apresentação, Homenagens, Regimento e Regulamentos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24869">
                <text>Curitiba</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24870">
                <text>FEBAB &amp; Associação Bibliotecária do Paraná</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24871">
                <text>1979</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24873">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24874">
                <text>Regulamento (congressos)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24875">
                <text>Apresentação, Homenagens, Regimento e Regulamentos do Congresso</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65963">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="951" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="440">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/16/951/CBBD1973_Extras_Lista_de_Participantes.pdf</src>
        <authentication>7dc0db1d07e277bedc772995e06c9499</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12804">
                    <text>LISTA DE PARTICIPANTES

1
18
51
33
66
1
73
18
3
26
123
13
1
33
3
4
3
28
95
2

Alagoas
Amazonas
Bahia
^»Ceará
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Guanabara
Maranhão
Mato Grosso
Minas Gerais
Pará
Paraná
Paraíba
Pernambuco
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
São Paulo
Sergipe
EXTERIOR

1
1
1

Costa Rica ..
Estados Unidos
Holanda

598

ALAGOAS

Claudete Azize Sores
Rua Major Gabriel, 1.647
69.000 — Manaus, AM

Sonia Gláucia de Freitas Fernandes
Av. Fernandes Lima, 164 — Farol
57.000 — Maceió, AL

Elizabeth de Magalhães Cordeiro
Rua Luiz Àntony,
Antony, 803
69.000 — Manaus, AM

BRASIL

AMAZONAS
Carícia Leonora Alves Pereira
Rua Onze, casa 254 B, Japiim
69.000 — Manaus, AM

Francisca Dantas Lima
lima
CODEAMA
Rua Emílio Moreira, 1308
69.000 — Manaus, AM
-453-

cm

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

11

12

1

�Inês Maria Oliveira Lima
Faculdade de Direito, UFA •
69.000 — Manaus, AM

BAHIA
Adalgisa Moniz de Aragão
Rua Dr. Patterson, 9-A — Graça
40.000 — Salvador, BA

Izete Cordeiro Franco
CODEAMA
Rua Emílio Moreira, 1308
69.000 — MEinaus,
Manaus, AM
Lenize de Oliveira Ribeiro e Rebouças
CODEAMA
Rua Emílio Moreira, 1.308
69.000 — Manaus, AM
Maria de Fátima Brito Soares
Companhia de Eletricidade de MaCompaiíhia
naus
69.000 — Manaus, AM
Maria Francisca Mendes do Nascimento
Av. Sete de Setembro, lAPETC,
Ap. 802
69.000 — Manaus, AM
Maria Gedalva da Silva Colares
Av. Ayrão, 172
69.000 — Manaus, AM
Maria Luiza de Magalhães Cordeiro
Rua Luiz Antony, 803
69.000 — Manaus,
Meinaus, AM
Marly Ruiz de Barros
Av. Joaquim Nabuco, 1106
69.000 — Manaus, AM
Renata Holanda Gonçalves
Rua João Alfredo, Jardim Haydéia I
— Trav. B, c/19
69.000 — Manaus, AM
Rodolfo Tsupal
Associação Amazonense de Bibliotecários
69.000 — Manaus, AM
Vera Lúcia Mussa Dib
Rua Leovigildo Coelho, 345
69.000 — Meinaus,
Manaus, AM
Vera Maria de Aguiar Carvalho
Av. Tarumã, 525
69.000 — Manaus, AM
Walda Corrêa dos Santos
Rua Miranda Leão, 516
69.000 — Manaus, AM
Wilma Remédios Greijal da Silva
Rua Barroso, 72
69.000 — Manaus, AM

Albertina Ribeiro da Gama
Rua Boulevard América, 62
40.000 — Salvador, BA
Alcina Maria Geiger de Pinho
Rua Frederico Costa, 112/2 — Brotas
40.000 — Salvador, BA
/
Alice do Valle
Rua Bandeirantes, 123 — Matatu
40.000 ■— Salvador, BA
Angela Maria de Barros Alonso
Rua Banco dos Ingleses, 39
40.000 '—
— Salvador, BA
Associação Profissional dos Bibhotecários do Estado da Bahia
Rua General Labatut — Barris
40.000 —
■ Salvador, BA
Azenilda Maria Santos Soledade
Rua Afonso Celso, 30/26
40.000 — Salvador, BA
Cândida Maria de Santiago Linhares
Av. Sete de Setembro 500 — Barra
40.000 — Salvador, BA
Carmélia Regina de Mattos
Rua Palestina, 58-A
44.380 — Cruz das Almas,
Ahnas, BA
Celeste Maria de Oliveira Santana
Rua Marques de Caravelas, 96-A
40.000 — Salvador, BA
Céha Maria de Almeida Mattos
Rua Almeida Sande, 27-A — Barris
40.000 — Salvador, BA
Cleonice Diva Guimarães
Av. D. João VI
Conj. Costa e Silva, bl. 9, Ap. 204
40.000 — Salvador, BA
Cyro MascarenhEis
Mascarenhas Rodrigues
Seção de Documentação e Divulgação
IPEAL
44.380 — Cruz das Alm2is,
Almas, BA
Denise Fernandes Tavares
Av. Pres. Vargas, 22/106
40.000 — Salvador, BA
Dinorá Luna de Assis Quaresma
Rua T4, 48, conj. ACM — Pitusa
40.000 — Salvador, BA

-454-

cm

2

3

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

*y.

11

12

13

�Lindaura Alban Corujeira
Rua Odilon Dória, 8 — Brotas
40.000 — Salvador, BA

Eliana Sampaio
Biblioteca Central da Bahia
Rua General Labatut, 29
40.000 — Salvador, BA
BA,
Escola de Biblioteconomia
Bibhoteccnomia da UFBA
Mana Stela Santos
Representante: Maria
Pita Leite
Campus Universitário — Vale do
Canela
40.000 — Salvador, BA

Luíza Paraíso Guimarães
Escola de Agronomia da UFBA
44.380 — Cruz das Almas, BA
Magali dos Santos Pita
Magah
Rua Amazonas, 51 — Matatu
40.000 — Salvador, BA
‘

Esteares Rosa da Silva
Rua Dr. Sabino Silva, 693 — Talipândia
44.100 — Feira de Santana, BA

Magnólia Maria da Mota Cedraz
Magnolia
Rua Cristiano Buyo, 207/102,
Ed. Lindóia
40.000 — Salvador, BA

Eurydice Pires de Sant’Anna
SanfAnna
Solar Boa Vista, Bl. 1, Ap. 202
40.000 — Salvador, BA
Ilka Araújo
Rua Barão de Loreto, 15 — Graça
40.000 — Salvador, BA

Maria Bemadete
Bernadete da Cunha Amaral
Escola de Engenharia da UFBA
40.000 — Salvador, BA

Ismaia Santana Dias
Rua Cristiano Ottoni,
Chame-Chame
40.000 —
■ Salvador, BA

1/1002

—

Ivelise Porto Guedes
Rua Moacir Leão, 69/825 — PohPoliteama
40.000 — Salvador, BA
Izabel Marques Chagas de Araújo
Rua Carlos Gomes, 68/6
40.000 — Salvador, BA
Joselina Maria de Almeida Mello
Rua Brigadeiro Freitas Guimarães, 4
Barbalho
Barbafiio
40.000 —
■ Salvador, BA
Josenice Moraes Coelho Teixeira
Rua 8 de Dezembro, 59/102
40.OCO '—
40.000
■— Salvador, BA
Julieta Carteado Monteiro Lopes
Centro Escolar Antônio Carlos Magalhães
Av. Vasco da Gama
Pernambués, BA
Leonor Brandão de Moraes
Rua Rui Barbosa, 456/2
45.600 — Itabuna,
Itabima, BA
Lina Maria Castro e Trigo
Linâ
Av. Centenário, 7/502-B, Ed;
Ed. Anápolis
40.000 — Salvador, BA

Maria Consuelo Pinheiro Santos
Rua Campo da Pólvora, 14/502
40.000 — Salvador, BA
Maria da Conceição Carvalho de
Freitas
Trav. de São Raimundo, 38
40.000 — Salvador, BA
Maria das Graças Delia — Célia de
Macedo
Rua da Curva Grande, 48 — Garcia
40.000 — Salvador, BA
Maria Lydia Ferreira
Av. 7 de Setembro, 215/1901
40.000 — Salvador, BA
Maria Miranda Carvalho Britto
Av. Araújo Pinho, 26/102 — Canela
40.000 — Salvador, BA
Marinha Andrade
Escola de Engenharia, UFBA
40.000 — Salvador, BA
Milta de Azevedo Santos
Rua Cosme Moreira, 42
40.000 — Salvador, BA
Nadja Fernandes de Souza
Rua Pacheco de Oliveira, 139-9 —
Fonte do Capim
40.000 — Salvador, BA
Neide Rodrigues Poggio
Rua Rio Amazonas, 18 — Matatu
40.000 — Salvador, BA
Nidia Maria Lubisco Portela
Nídia
Parque Nossa Senhora da Luz
Rua F, 472 — Pituba
40.000 — Salvador, BA
•

-455Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

3

11

12

13

�Odete Conceição Oliveira
Rua Lino
Ldno Coutinho, 22 — Calçada
40.000 — Salvador, BA
Percília Fonseca de Santana
Rua Maranhão, Ed. Miami 202 —
Pituba
40.000 — Scilvador,
Salvador, BA
Solange Maria Bittencourt Chastinet
Guimarães
Rua Boulevard Copacabana, 6/302
— Brotas
40.000 — Salvador, BA
Sônia Maria Costa Santos
Av. Tiradentes, 182/507
40.000 — Salvador, BA

Francisca
Freuicisca Soares da Silva Queiroz
Rua Meireles, 332
60.000 — Fortaleza, CE
Germana Tabosa Braga Pontes
Rua João Brígido,
Brigido, 2.051
60.000 — Fortaleza, CE
Hedla Maria Lopes Sampaio
Rua Padre Ibiapina, 1.463
60.000 — Fortaleza, CE
Ivany Souza Leitão
Av. Antônio Sales, 1.833
60.000 — Fortaleza, CE
Lilian Pimentel Gomes
Av. Desembargador Moreira, 650
60.000 — ForUleza,
Fortaleza, CE

Terezinha Costa Machado
Praça Rockfeller
RockfeUer 10/603
40.000 — Salvador, BA

Maria Antonieta Figueredo Bezerra
Cxirso de Biblioteconomia da UFCe
Curso
60.000 — Fortaleza, CE

Vanda Angélica da Cimha
Cunha
Rua Ilhéus, 32 — Rio Vermelho
40.000 — Salvador, BA
Zélia Maria Martinez Marques
Rua São Geraldo, 9 — Matatu
40.000 — Salvador. BA

Maria Augusta Silva Thé Mota
Rua Senador Pompeu, 2.793
60.000 — Fortaleza, CE

Zoraide Bastos de Santana
Rua Areial de Baixo, 12
Largo 2 de Julho
40.000 — Salvador, BA
CEARA

Maria da Graça Rodrigues Euírásio
Rua Eusébio de Souza, 1.572 — Fátima
60.000 — Fortaleza, CE
Maria Hilzomi Cais de Abreu
Rua do Imperador, 1.584
60.000 — Fortaleza, CE

Maria Celeste Mesquita
Rua Antônio Corrêa, 372 — Nontese
60.000 — Fortaleza, CE

Ana Maria Pinto
Pmto
Av. Francisco Sâ,
Sá, 3.861
60.000 — Fortaleza, CE

Maria de Jesus Araújo
Av. Dom Luís, 55 — Aldeota
60.000 — Fortaleza, CE

Ana Maria Sá de Carvalho
Rua Antonelle Bezerra, 303, Ap. 1
60.000 — Fortaleza, CE
Aracy Fiúza Costa
Av. Luciano Carneiro, 2.500 — Bl.
E, Ap. 32
60.000 — Fortaleza, CE
Cleide Ancilon de Alencar Pereira
Rua Antônio Drumont, 643
60.000 — Fortaleza, CE
Comissão Estadual de Planejamento
Agrícola — CEPA
Representante: Maria Irene Peixoto
Representante;
Bezerra
Rua Costa Bastos, 915
60.000 — Fortalráa,
Fortaleza, CE

Maria Elzanira Barro
Barross Fonteles
Rua Antonio Drumont, 804
60.000 — Fortaleza, CE
Maria Ester Barreto Aguiar
Rua Paulo Rodrigues, 337 — Fátima
60.000 — Fortaleza, CE
Maria Herbene Barbosa Lima Mata
Rua Silva Paulet, 2.355 BL B,
Ap. 201
60.000 — Fortaleza, CE
Maria Heloisa Gondim de Oliveira e
Silva
Banco do Nordeste do Brasil
60.000 — Fortaleza, CE

-456-

2

3

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

�Maria Ismenia Bezerra Cardoso
Rua Antônio Lima, 72 — Meireles
60.000 — Fortaleza, CE

Adélia Leite Coelho
SQS 304 — Bl. B, Ap. 306
70.000 — Brasília, DF

Maria Ivonilde da Silva
Rua Dom Lourenço, 895 — Parquelândia
60.000 — Fortaleza, CE

Alcídia Mendes Teixeira
SQS 411 Bl. A, Ap. 103
70.000 — Brasília, DF
Ângela Maria Crespo Queiroz Neves
Angela
SHI Sul, Q. 15/27 n’ 19
70.000 — Brasília, DF

Maria Tereza Bezerra de Menezes
Fontenele
Av. Barão de Studart, 2.735
60.000 — Fortaleza, CE
Marlene Magalhães da Ponte
Rua Lidia Valente, 11
60.000 — Fortaleza, CE
Raimunda Augusta de Queirós
Av. Dom Luís, 532 — Aldeota
60.000 — Fortaleza, CE
Rute Batista de Pontes
Rua Padre Guerra, 1.588 — São Geraldo
60.000 — Fortaleza, CE
Secretaria de Planejamento e Coordenação
Representante: Maria Perpétua Mota Tomé
Rua dos Tabajaras, 80
60.000 — Fortaleza, CE
Terezinha Rocha Crisóstomo
Rua Martinho
Mcirtinho Rodrigues, 191
60.000 — Fortaleza, CE
Tribunal Regional do Trabalho
7» Região
7^
60.000 — Fortaleza, CE
Vânia de Holanda Farias
Curso de Biblioteconomia UFCE
60.000 — Fortaleza, CE
Vera Maria Gomes de Almeida
Rua Professor
Proíessor Teodorico, 645
60.000 — Fortaleza, CE
Verbena Neiva Eulálio
Rua José Lourenço, 1.138 — Aldeota
60.000 — Fortaleza, CE
Zildene Baima
Raima Amora
Rua Silva Paulet, 2.355 — Ap. 208
60.000 — Fortaleza, CE
DISTRITO FEDERAL
Abner Lellis
LeUis Corrêa Vicentini
SQS 305 — Bl. B, Ap. 403
409
70.000 — Brasília, DF

Aníbal Rodrigues Coelho
SQS 205 — Bl.
BI. J, Ap. 306
70.000 — Brasília, DF
Astério Tavares Campos
Colégio Dom Bosco
Av. W 3, 702-A
70.000 — Brasília, DF
Aurora Gonçalves Barbosa
SQS 308 — BL
Bl. I, Ap. 605
70.000 — Brasília, DF
Cândida Magalhães de Aguiar
HIG/Sul, Quadra 703 — Bl. G, C. 29
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF
Célia de Queiroz Baltar
SQS 112, Bl. K, Ap. 104
70.000 —
■ Brasília, DF
César Teixeira
Coordenação de Informação Rural
Av. W 3 — Norte, Q. 702/3, Bl. I,
27/8
70.000 — Brasília, DF
Dinayra Gomes de Assis Nogueira
SQS 212 — Bl. D, Ap. 603
70.000 — Brasília, DF
Dulce de Almeida Pereira
SQS 307 — Bl. C, Ap. 302
70.000 — Brasília, DF
Edelweiss Sauerbronn
SQS 406 — Bl. H, Ap. 302
70.000 — Brasília, DF
Edith Porto
Av. W-3, Q. 712, Bl. Q, C. 14
70.000 — BrasUia,
Brasília, DF
Edson Nery da Fonseca
HIG Sul, 707 — Bl. G, Casa 29
70.000 — Brasília, DF
Eladir de Faria
Av. W-3 Sul, Q. 708 — Bl. K —
70^o1w — Brasília, DF

-457Digitalizado
gentílmente por:

♦

�Eliezeta Romcy de Carvalho
SQS 214 — Bl. B, Ap. 403
70.000 — Brasilia,
Brasília, DF
Emir José Suaiden
Q 605, Bl. A, Ap. 105 — Cruzeiro
Novo
70.000 — Brasilia,
Brasília, DF
Ester Almeida dos Santos
SQS 210, Bl. G, Ap. 603
70.000 — Brasilia,
Brasília, DF
Margalho
Francisco Bahia MargaUio
Q 38, Lote 21 — Taguatinga
70.000 — Brasilia,
BrasQia, DF
Hilda Soares Braga
SQS 404, Bl. S, Ap. 102
70.000 — Brasilia, DF

Maria Alice Machado
SQS 105, Bl. H, Ap. 502
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF
Maria Aparecida Monteiro de Castro
Pinto
SQS 114, Bl. H, Ap. 202
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF
Maria Conceição Militão Rocha
Fundação Nacional do índio
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF
Maria Edith Mendes
Q 58, C. 1 — Cruzeiro
70.000 — Brasilia,
Brasília, DF
Maria Elizabeth P. Carneiro Freire
Fundação Nacional do índio
70.000 — Brasília, DF

Inácia Rodrigues dos Santos Cunha
SQ Norte, 712 — Bl. L, Ap. 304
70.000 — Brasilia, DF
Iracy da Silva Rodrigues
SQ Norte 404, Bl. 23, Ap. 304
70.000 — Brasilia, DF
Ivete Magalhães Alves de Melo
SQS 110,
HO, Bl. I, Ap. 304
70.000 — Brasilia, DF

Maria Helena de Almeida Pereira
SQS 307, Bl. C, Ap. 302
70.000 — Brasília, DF
Maria Ines Villefort de Bessa
SQS 403, Bl. R, Ap. 102
70.000 — Brasília, DF

Iza Araújo de Alegria
SQS 112, Bl. C, Ap. 204
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF
João Laurentino de Souza
SQN 312, Bl. J, Ap. 504
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF
Juracy Feitosa Rocha
SQS 106, Bl. K, Ap. 603
70.000 —
■ Brasília,
Brasilia, DF

Maria José de Almeida Dias
QNM 17, Conj. H, C. 22
70.000 — Brasília, DF
Maria Laura Coutinho
SQS 404, Bl. S, Ap. 307
70.000 — Brasília, DF

Lisa Freudenfeld
SQS 210, Bl. J, Ap. 602
70.000 —
■ Brasilia, DF
Louis Joseph Le Cocq d’01iveira
d’Oliveira
SQS 110, Bl. D, Ap. 502
Brasilia, DF
70.000 — Brasília,
Magda Rouède Bemardes
SQS 210, Bl. F, Ap. 404
•— Brasilia,
70.000 —
Brasília, DF

Maria Luiza Reis Camargo
QI, 1, Bl. P, Ap. 103
70.000 — Brasília, DF
Maria Naire Palhano Pinto
Projeto Rondon
70.000 — Brasília, DF

Maria Alice Giudice Barroso Soares
SQS 202, Bl. C, Ap. 102
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF

Marynice de Medeiros Matos
SQS 416, Bl. A, Ap. 206
70.000 — Brasília, DF

Maria Alice Guimarães Borges
Av. W-3 Sul, 704 — Bl. L, C. 80
70.000 —
■ Brasília,
Brasilia, DF

Matiê Nogi
Av. W. 5, Q. 908, C. C
70.000 — Brasília, DF

Maria Ivonette de Faria Cunha
SQS 105, Bl. D, Ap. 203
■ Brasília, DF
70.000 —

Maria Laura da Cunha Lion
SQS 108, Bl. J.
J, Ap. 303
70.000 — Brasília, DF

Marta Riza Baptista Dutra
SQS 105, Bl. F, Ap. 502
70.000 — Brasília, DF

-458-

cm

2

3

Digitalizado
gentílmente por;
por:
gentilmente

�Milcy Souza Ferreira
SQS 111, Bl. F, Ap. 102
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF
Murilo Bastos da Cunha
SQ Norte, 712, Bl. L, Ap. 304
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF

Suzana Pinheiro Machado MueUer
Un. B. — Colina — Bl. A, Ap. 36
70.000 — Brasilia,
Brasília, DF
Vilma Pereira Pinheiros
SQS 403, Bl. H, Ap. 205
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF

Myriam Gusmão de Martins
SQS 307, Bl. B, Ap. 106
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF

Wilma Cardoso da Silva
Süva
SQS 307, Bl. C, Ap. 106
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF

Nelma Cavalcante Bonifácio
SQS 108, Bl. B, Ap. 406
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF

ESPÍRITO SANTO
Neide Lúcia Moraes
Biblioteca Pública Estadual
29.000 — Vitória, ES
GUANABARA

Nilza Teixeira Soares
SQN 406, Bl. 54, Ap. 104
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF

Afonso Celso Mendonça de Paula
PETROBRÁS
Av. Rio Branco, 81 — 18®
18’
20.000 —Rio
— Rio de Janeiro, GB
Alice Príncipe
Principe Barbosa
Serviço de Intercâmbio de Catalogação — IBBD
Av. General Justo 171, 3’
3®
20.000 —
—Rio
Rio de Janeiro, GB

Normanda Santos Miranda
SQS 304, Bl. E, Ap. 202
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF
Nydia da Silveira Caldas
SQS 300, Bl. J, Ap. 306
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF
Olga Cruz
SQS 208, Bl. G, Ap. 406
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF

Adelaide Barata Falkenbach
Centrais Elétricas do Sul do Brasil
S. A.
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Octávio Gennari Netto
PRODASEN
Senado Federal
70.000 — Brasilia,
Brasília, DF

Ana Maria Castro e Silva
Secretaria de Finanças
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Ojete Pamplona Leoncy Bezerra
SQS 416, Bl. S. Ap. 107
Brasilia, DF
70.000 — Brasília,

Ana Maria Lemos
GEIPOT
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Ângela Maria Lyra Porto
Angela
Rua Fonte da Saudade, 125
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Pérola Cardoso Raulino
Senado Federal
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF
Raul Colvara Rosinha
Ministério da Agricultura
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF
Sebastião de Souza
Q. 309, Bl. D, Ap. 301
Cruzeiro Novo
Brasilia, DF
70.000 — Brasília,
Sheila Alice de Brito Sodoma da
Fonseca
SQS 305, Bl. J, Ap. 404
70.000 — Brasília,
Brasilia, DF
Suelena Pinto Bandeira
SQN 405/6, Bl. 51, Ap. 201
70.000 — Brasilia,
Brasília, DF

Aniza Moniz Aragão de Lemos
Rua Álvaro Ramos, 45 — Ap. 204
20.000 ■•—
— Rio de Janeiro, GB
Antônio Valentim da Silva
Rua Professor Bôscoli, 165
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Aracy Oliveira Magalhães
Rua Barata RibeirOj
Ribeiro^ 582 — Ap. 301
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Berenice Corrêa da Silva
Comissão Nacional de Energia Nuclear
20.000 — Rio de Janeiro, GB

-459Digitalizado
gentílmente por:

11

12

13

�D. S. SpiUer
Spiller
D.S.
The British Council — Urca
Urea
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Dalva Andrade.
Andrade de Freitas
Departamento Nacional de Mão-deObra
Setor de Documentação
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Déa Santos de Araújo Coutinho
Amadeo
Escola de Biblioteconomia e Documentação — FEFIEG
Rua Washington Luís, 13
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Diana Maria Bessa Prata
Rua Domingos Ferreira, 236/807
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Dulce Fonseca Fernandes da Cunha
Museu Nacional
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Elizabeth Maria Ramos de Carvalho
PETROBRÁS
PETROBRAS
Av. Rio Branco, 81 — 18’
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Elyanna de Niemeyer Mesquita
Rua Gastão Bahiana, 400 — Ap. 404
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Emilia Bustamante
Instituto Osvaldo Cruz
Serviço de Documentação
20.000 —
■ Rio de Janeiro, GB
Eunice Silva Santos de Souza
Catálogo Coletivo
IBBD
Av. Gen. Justo 171, 3*
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Fidelina dos Santos
Rua Humaitá, 157 — Ap. 1004
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Heloisa Tardin Christovão
Christoväo
Instituto Brasileiro de Bibliografia e
Documentação
Av. General Justo 171 — 4’
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Ida Maria Cardoso Lima
SFM/SB
IBBD
Av. General Justo 171 — 4’
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Instituto Brasileiro de Educação
Ciência e Cultura — IBECC
Rep. Silvia Queiroz Grilo
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Irany de Araújo Vasconcelos
Rua Sá Ferreira, 83-Ap. 801
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Irene de Menezes Doria
Av. N. S. Copacabana, 73-Ap. 903
20.000 — Rio de Janeiro,
Jemeiro, GB
Ivano Humbert Marchesi
Comissão Nacional de Energia Nuclear
Av. Gen. Severiano, 90
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Jannice Monte-Mór
Biblioteca Nacional
Av. Rio Branco, 219/239
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Francisca Ribeiro S. F. de Souza
Petrobrás &gt;
Av. Rio Branco, 81 — 18’
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Francisco. Figueiredo Luna de Albuquerque
Rua Voluntários da Pátria, 181 —
' Ap. 102
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Fundação Instituto Brasileiro
Geografia e Estatística
Av. Franklin Roosevelt, 166
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Genildo André de Figueiredo
Ministério do Interior
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Hagar Espanha Gomes
IBBD
Av. General Justo 171 — 4’
20.000 — Rio de Janeiro, GB

de

Lenira de Moraes Martins '
Rua Alfredo Chaves, 40
20.000 — Rio de Janeiro, GB
João Carlos da Silva Borda
Rua BeUort
Belfort Roxo, 58 — Ap. 407
20.000 — Rio,
Rio de Janeiro, GB
Lia Manhães de Andrade Frota
Assistência-Técnica
IBBD
Av. General Justo, 171 — 4’
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Library of Congress
Av. Presidente Wilson, 147 —'
— 2’
20.000 — Rio de Janeiro, GB

-460Digitalizado
gentílmente por:

�Maria Helena Gomes de Paiva
Rua Honório de Barros, 26 — Ap.
803 — Flamengo
20.000 — Rio de Janeiro^ GB

Lãsete Araújo de Martino
Lásete
Rua Visconde de Cairu, 90 — Ap. 104
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Lúcia Mendes Ribeiro
GEIPOT
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Maria lima da Silva Monteiro
Av. N. S. Copacabana,
Copacabeina, 1.093 —
Ap. 604
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Lydia de Leome Menescal
Rua Toneleiros, 315 — Ap. 503
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Márcia Guimarães Bona
Fumas
Furnas — Centrais Elétricas
Rua Real Grandeza, 619
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Maria Lúcia Poubel Bastos
Catálogo Coletivo
Instituto Brasileiro de Bibliografia e
Documentação
Av. General Justo 171 — 3^
3’
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Margarida Maria Magalhães Figueira
Instituto Brasileiro do Café
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Maria Pompéia de Araújo Lima
FUNAI
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Maria Alice Migliora
Rua Marquês de São Vicente, 29-110
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Maria Thereza Guimarães Ferreira
de Albuquerque
Rua Voluntários da Pátria, 181 —
Ap. 102
Ap.
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Maria Ângela Lagrange M. Reis
Rua Assis Brasil, 118/601
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Encarnación de Espana
Maria de la Encamación
Rua Conde do Bonfim 1136, C-01
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Maria de Lourides
Lourdes À.
A. Mendes
PETROBRÁS
Av. Rio Branco 81 — 18’
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Maria da Glória Tavares Price
Biblioteca do DNPM-MME
Av. Pasteur, 404
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Marlene Cardoso da Matta
Ministério da Marinha •
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Mary Nazaré Fernandes Sanches
Federação da Indústria
Av. Calógeras, 15 — 5’
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Matilde Benchimol
Av. N. S. de Copacabana, 374/1201
"Rir\ de
Ho Janeiro,
JatipirO- GB
GB
90 non — Rio
20.000
Neide Olivia de Souza
'‘
Rua José Linhares, 117 — Ap. 108
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Nice Santos Correia Vilela
Rua Pacheco Leão, 320 — Ap.
Ap, 806
20.000 —Rio
— Rio de Janeiro, GB

Maria Dulce Junqueira Faria
Rua Araújo Lima, 70 — Tijuca
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Maria Marlene de Souza
Rua São Francisco Xavier, 701 —
Ap. 201
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Maria de Nazareth Montojos Tacques
Biblioteca Nacional
Av. Rio Branco 219/239
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Maria do Rosário da Conceição Ribeiro
Rua Adolfo Dantas, 91 — Ap. 1.002
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Nolka Nascimento de Freitas
Escola de Biblioteconomia e Documentação
FEFIEG
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Noreth Calmon Cerqueira Ribeiro
PETROBRÁS
Av. Rio Branco 89 — 18’
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Nylma Thereza de Salles Velloso
Amarante
Rua Siqueira Campos, 239 — Ap. 602
20.000 — Rio de Janeiro, GB

-461cm

2

3

Digitalizado
gentílmente por:

D

11

12

13

�Orlando de Almeida
Rua Queluz, 101 — Rocha Miranda
20.000 •—
— Rio de Janeiro, GB
Rachel Tavares Joffily Bezerra
Rua Barata Ribeiro, 253, Ap. 901
20.000 — Rio de Janeiro, GB

lade Maria de Jesus Muniz
Av. José Delgado, 87 — Alemembe
65.000 — São Luís, MA
IraceUi Rodrigues Machado
Iracelli
Rua do Outeiro, 598
65.000 — São Luís, MA

Raimunda Cortez Moreira
Rua Bento Lisboa, 165/102
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Josinei Guimarães da Silva
Quadra 7 — Lote 18 — Conjunto
Cohama
65.000 — São Luís, MA

Regina Helena Tavares
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Rua Voluntários da Pátria, 107
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Rosa Maria Cardoso de Azevedo
Rua Eduardo Guinle, 48
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Sônia Regina Allevato
Rua Professor Gastão Baiana, 127 —
Ap. 402
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Susana Dutra Sattamine
Instituto Brasileiro do Café
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Tânia Mara Guedes Botelho
Rua Xavier da Silveira, 104 —
Ap. 801
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Ulrike Gertrud Gef
Gefaa Wehmeier
Biblioteca Nacional
Av. Rio Branco 219/239
20.000 — Rio de Janeiro, GB
Walkiria de Almeida Carvalho Silva
SII/SITC
Sn/SITC
IBBD
Av. General Justo 171 — 4’
20.000 — Rio de Janeiro, GB
MARANHAO
MARANHÃO
Anaíza Caminha Gaspar
Rua Engenheiro Brito Passos, 1 —
Monte Castelo
65.000 — São Luís, MA
Celia Salles Giusti
Rua Acapus — Quadra 66 — casa 27
Jardim Renascença
65.000 — São Luís, MA
Consuelo Silva Lisboa Lima
65.000 — São Luís, MA

Lusimar Silva Ferreira
Rua Nina Rodrigues, 457
65.000 — São Luís, MA
Magnólia Souza Bandeira de Melo
Magnolia
Av. Mário Andreazza, 200
65.000 — São Luís, MA
Maria da Conceição Nunes Freitas
Rua das Cajazeiras, 72
65.000 — São Luís, MA
Maria da Graça Martins de Farta
Parque Jaguareme — Quadra I —
casa 1
CâSâ
65.000 — São Luís, MA
Maria da Paz Lins Rodrigues
Rua Senador João Pedro, 165
65.000 — São Luís, MA
Maria da Penha Coêlho Cabral
Rua do Passeio, 799
65.000 — São Luís, MA
Maria de Jesus Medeiros Moniz
Rua dos Hortos, 31
65.000 — São Luís, MA
Maria do Rosário Guimarães Almeida
Ala 13 — Quadra 15 - casa F — Filipinho
65.000 — São Luís, MA
Maria Eugênia Mendes de Salles
Av. Getúlio Vargas, 2.658 — Monte
Castelo
65.000 — São Luís, MA
Odessa Maria Berniz Lopies
Jardim de Fátima — Quadra E —
R. Z, 14 — COHAB
65.000 — São Luís, MA
Rosália Maria Barros Aguiar
Rua João Henrique, 592
65.000 — São Luís, MA

-462Digitalizado
gentílmente por:

11

12

13

�Rosimar Alves Soares
CEMAR
65.000 — São Luís, MA
MATO GROSSO

Jandira Batista Assunção
Centro Tecnológico de Documentação
Universidade Federal de Minas Gerais
30.000 — Belo Horizonte, MQ

Dinalva Gomes de Paiva
Rua Garcia Neto, 285
78.100 — Coxipó da Ponte, MT

Jeannette Margueirite Kremer
Rua Timbiras, 2349
30.000 — Belo Horizonte, MG

Elilia Aparecida Sauru
Rua João Silva, 546
79.600 — Três Lagoas, MT
Hilda de Oliveira Lima
Rua Barão do Rio Branco, 458 —
Ap. 1104
78.000 — Cuiabá, MT
MINAS GERAIS
Coêlho
Alayde Pinto Coelho
Rua Goiás, 272 — Ap. 905
30.000 — Belo Horizonte, MG
Angela Maria Cardoso Pires de Moraes
Rua Bernardo Guimarães, 146 —
Ap. 8
30.000 — Belo Horizonte, MG
Bertha Kender
Render
Rua Prof. Arduino Bolivar, 100
30.000 — Belo Horizonte, MG

Leníra
Lenira Lúcia Santos
Rua Guajajares, 457 — Ap. 203
30.000 — Belo Horizonte, MG
Lúcia Maria de Oliveira Lage
Rua Timbiras, 2349
30.000 — Belo Horizonte, MG
Lusia Alberto de Moura
Rua Padre Severino, 430 — Ap. 12
30.000 — Belo Horizonte, MG
Maria Mabel de Menezes Scotti
Rua Ouro, 136 — Serra
30.000 — Belo Horizonte, MG
Maria Petrina Timburibá Machado
Rua Brás Cunhas, 39 — Ap. 303 —
Cruzeiro
30.000 — Belo Horizonte, MG
Marília Pereira de Amorim
Marilia
Av. Getúlio Vargas, 919
30.000 — Belo Horizonte, MG

Carmen Carvalho de Lena
Rua Mato Grosso, 417 — Ap. 903
30.000 — Belo Horizonte, MG
Céha Maria de Oliveira Fulgêncio
Célia
Rua Teodoro de Abreu, 127 — Ap. 1
30.000 — Belo Horizonte, MG
Centrais Elétricas de Minas Gerais
S/A
Rua Tupis, 149
30.000 — Belo Horizonte, MG

Marlene da Conceição Silveira
Rua Augusto Lima, 1.998 — Ap. 7
30.000 — Belo Horizonte, MG
Marlene de Oliveira
Rua João Notini, 491
35.000 — Divinópolis, MG
Neuza Maria de Magalhães
Rua Monte Santo, 479 — Ap. 16
30.000 — Belo Horizonte, MG

Cleyde Marly Neves
Rua Professor Arduino Bolivar, 80
30.000 — Belo Horizonte, MG

Norma Guilhermina da Silva Almeida
Rua Barão de Piumly, 470

Dênia Diniz de Freitas
Rua Itamaracá, 556
30.000 — Belo Horizonte, MG

Thalia Costa Federico
Rua Padre Severino, 399
30.000 — Belo Horizonte, MG

Etelvina Lima
Av. Álvares Cabral, 33 — Ap. 113
30.000 — Belo Horizonte, MG

Vera Gláucia Mourão
Rua Rio Verde, 374
30.000 — Belo Horizonte, MG

llário Zandonade
Ilário
Praça Dom Helvécio, 74
36.300 — São João dei Rey, MG

Vera Maria Cunha Nicolau da Rocha
Rua Prof. Moraes 22 — Ap. 201
30.000 — Belo Horizonte, MG
-463-

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

�PARÁ
PARA
Aida Maria Souza da Silva
Av. Alcindo Cacela, I.IT?
1.177
66.000 — Belém, PA
Alair Mstria
Maria Botelho Alves
Conj. Costa e Silva — Av. B, 160
Ap. A
66.000 — Belém, PA
Alda das Merces Moreira Cunha
Av. Nazaré, 909 — Ap. 301 (Ed. Belo
Horizonte)
66.000 — Belém, PA
Aline Darin Paranhos de Azevedo
Rua Benjamin
Benjeunin Constant, Conj. Reis
Magos — Ed. Ouro — Ap. 112
66.000 — Belém, PA
Alzani da Costa Araújo
Conj. Jardim Tropical — VE-8 n’ 2
— Souza
66.000 — Belém, PA
Ana Augusta Fernandes de Amorim
Trav. Antonio Barreto, 790
66.000 — Belém, PA
Ana Eugênia Gallo Cassini
Trav. - Piedade, 495
66.000 — Belém, PA
Ana Lúcia de Moraes Rayol
Trav. 14 de Abril, 1.696 — Casa, 15
66.000 — Belém, PA
Ana Rosa dos Santos Rodrigues
Rua Boaventura da Silva, 1.284
66.000 — Belém, PA
Anna Maria Pirá Cordeiro
Trav. Joaquim Távora, 16 — Cidade
Velha
66.000 — Belém, PA
Associação de Crédito e Assistência
Rural/Pará
Av. Almirante Barroso, 717
66.000 — Belém, PA
Amazonas Pedroso
Carmem Silvia Amctzonas
Av. Gentil Bittencourt, 549
66.000 — Belém, PA
Carmen Silvia Guedes Aragão
Trav. 9 de Janeiro, 252
66.000 — Belém, PA
Célia Maria G. Braga
Av. Serzedelo Corrêa
Correa — Ed. Uirapuru — Ap. 304
66.000 — Belém, PA
66.000,—

Célia Mstria
Maria Galeão da Silvã
Silva
Rua D. Romualdo Coelho, 859-a/31
66.000 — Belém, PA
Célia Maria Lopes Pereira
Av. Assis de Vasconcelos, 448
66.000 — Belém, PA
Celízia Vasconcelos Guimarães
Trav. Antônio Baena, 315 — Marco
66.000 — Belém, PA
Clara Maria Galvão
Av. Gov. Malcher, 2.659
66.000 — Belém, PA
Dalcina Garcia Rodrigues
Rua Bernal do Couto, 773
66.000 — Belém, PA
Denise Helena Farias de Souza
Trav. 14 de Março, 1.726
66.000 — Belém, PA
Diana Maria Paiva de Pontes Vieira
Rua Rui Barbosa, 1.894 — Ap. 302
Ed. Sassoul
66.000 — Belém, PA
Eliana Maria Autran Rodrigues
Rua Alcindo Cacela, 1.160 — Ap. 103
66.000 — Belém, PA
Elite Gomes de Moura
Trav. Dr. Enéas Pinheiro, 1.584 —
Marco
66.000 — Belém, PA
Elna Tatiwa Ferreira
Vila Jardim das Acácias, 2 — Almirante Barroso
66.000 — Belém, PA
Elwal Falcão Valente
Trav. Honório José dos Santos, 526
66.000 — Belém, PA
Eunice da Costa Penna
Rua Pariquis, 1.759 — Ap. 201 — A
66.000 — Belém, PA
Fundação do Estado do Pará
Rep. Maria de Nazaré Rodrigues Dias
Rodovia Augusto Montenegro — Q.
20/e 18
66.000 — Belém, PA
Graça Maria Callado
CaUado Fadul
Trav. Castelo Branco, 1.969
66.000 — Belém, PA

-464-

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

*y.

11

12

13

�Grêmio Recreativo e Cultural Wiking
Rep. Maria do Carmo Souza Larat
Praça 11 de junho — Arsenal de
Marinha
66.000 — Belém, PA
Helena Andrade da Silveira
Trav. Quintino Bocaiuva, 1.226
66.000 — Belém, PA
Heliana Furtado Nunes
Passagem Maria
Meiria dos Anjos, 73
66.000 — Belém, PA

Lina Celeste Valente Pinheiro
IPEAN — Casa 206
66.000 — Belém, PA
66.000.—
Lina Cunha de Mello
MeUo
Conjunto Marex
66.000 — Belém, PA
Luiz Arturo Montoya
IICA — Trópicos
66.000 — Belém, PA
Luiza
Luíza Castro das Chagas
Av. Presidente Vargas, 197 - Ap. 409
66.000 — Belém, PA
Magali
MagaU Renata Van Dijk Vergolino
Av. Gentil Bittencourt, 809
66.000 — Belém, PA

Heloísa Maria Martins Meira
Trav. Benjamin Constant, 1.553
66.000 — Belém, PA
Iracy de Oliveira Ferreira
Av. José Boniíácio,
Bonifácio, 628
66.000 — Belém, PA
Ivany Franco Béguerie
Trav. Benjamin Constant, 1.500 —
Ap. 403
66.000 — Belém, PA
Ivone Rocha D’Oliveira
D’01iveira
Av. José Bonifácio, 628
66.000 — Belém, PA
Jane Veiga
Av. Alcindo Cacela, 2.810
66.000 — Belém, PA
Joana Lidia
lidia Martins Barreiros
Bloco Presidencial Médici
Av. Maracanã, 322 Q. 16 — Casa 147
66.000 — Belém, PA
Juracy Marques da Silva
Rua Mundurucus, 4.802
66.000 — Belém, PA
Kilvia Nazaré Martins Pacheco
Av. Alcindo Cacela, 1.283
66.000 — Belém, PA
Léa de Nazaré Campos Freire
Av. Conselheiro Furtado, 1.801
66.000 — Belém, PA
Léa Maria Monteiro Diniz
Av. Serzedelo Corrêa, 1.024
66.000 — Belém, PA
Lena Vânia Ribeiro Pinheiro
Av. Pe. Eutíquio, 1.370
66.000 — Belém, PA

Marcionila Mártires Coelho
Trav. Benjamin Constant, 1.500 —
■—
Ap. 1.006
66.000 — Belém, PA
Marcus Ligocki
ACAR — PARA
66.000 — Belém, PA
Maria Alice Silva Martins
R. D. Romualdo de Seixas, 1.424
66.000 — Belém, PA
Maria Augusta Bastos Veloso
Av. Gov. José Malcher, 1.049
66.000 — Belém, PA
Maria Célia Ferreira Chagas
Av. Alcindo Cacela, 1.088
66.000 — Belém, PA
Maria Celina Maciel Neves
R. Dr. Freitas — Vila Militar
Rua C — Casa, 18
66.000 — Belém, PA
Maria Cristina Silva
SUva Montenegro
Ducirte
Duarte
Av. José Bonifácio, 1.007
66.000 — Belém, PA

Lia Marques Bellesi
Av. Presidente Vargas, 620/1.002 —
Ed. Piedade
63.000 — Belém, PA
68.000

Maria da Conceição Leite Ruffeil
Av. Brás de Aguiar, 716
66.000 — Belém, PA
Maria da Consolação de A
A. Campos
Av. Padre Eutíquio, 1.884
66.000 — Belém, PA
Maria da Graça Amorim Carvalho
Trav. Curuzu, 1.289
66.000 — B^rlóra,
Belém, PA

-465-

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

♦

�Maria da Graça de Freitas Navegantes
Passagem Joaquim Nabuco, 41
66.000 — Belém, PA

Maria Elizabeth d’01iveira
d’Oliveira Lauande
Trav. Felix Roque, 124 —
—' Cidade
Velha
66.000 — Belém, PA

Maria da Graça Fernandes Cardoso
Caripunas, 1.571 — Ap. 402
66.000 — Belém, PA
Maria da Graça Vasconcelos Coelho
Av. José Bonifácio, 364
66.000 — Belém, PA
Maria das Graças Campos Sampaio
Trav. Soares Carneiro, 539 — Casa 4
66.000 — Belém, PA
Maria das Graças da Silva Pena
Av. Nazaré, 369
66.000 —
'— Belém, PA
Maria das Graças Freitas Souza
Filho
Av. Gov. José Malcher, 2.670
66.000 — Belém, PA

Maria Esteia dos Santos Rodrigues
Rua 9 de Janeiro, 1.833
66.000 — Belém, PA
Maria Eunice Garcia Reymão
Rua Diogo Moya, 1.031
66.000 — Belém, PA
Maria Helena Lobo Cavallare
Av. Presidente Vargas, 197 —
Ap. 604
66.000 — Belém, PA

Maria de Fátima Verbicaro Ramos
Rua Rui Barbosa, 1.990 — Ap. 407
66.000 — Belém, PA

Maria Ivone Gonçalves Ribeiro
Av. Brás de Aguiar, 416
66.000 — Belém, PA

Maria de Nazaré Barroso da Silva
Trav. 3 de Maio, 1.008
66.000 — Belém, PA

Maria José Bastos Veloso
Av. Gov. Malcher 1.049
66.000 —
■ Belém, PA

Maria de Nazaré Freitas Pereira
Av. Gov. José Malcher, 2.663 — Vila
Cecy — Casa F
66.000 — Belém, PA

Maria José Ferreira
Av. Almirante Barroso, 223
66.000 — Belém, PA

Maria de Nazaré Macedo Costa
Rua Padre Futíquio,
Eutíquio, 676
66.000 —
■ Belém, PA
Maria de Nazareth Moreira Martins
de Barros
Av. Gov. José Malcher, 2.200
66.000 — Belém, PA

Maria Hilda de Medeiros Gondim
Av. Alcindo Cacela, 1.254
66.000 — Belém, PA
Maria Ibiapina Cavaleiro de Macedo
Rua Souza Franco, 1.288
66.000 — Belém, PA

Maria José Lemos Batista
Av. José Bonifácio, 1.230
66.000 — Belém, PA
Maria Julieta Frazão Batalha
Av. Nazaré, 444 — Ap. 43 - Conj
Reis Magos — Ed. Ouro
66.000 — Belém, PA

Maria Diva Figueiredo da Silva
Rua Liberato de Castro, 599 —
Guamá
66.000 — Belém, PA
Maria do Rosário de Fátima Grelo
Trav. Campos Sales, 700
66.000 — Belém, PA

Maria Lúcia Alves Verbicaro
Av. Gov. José Malcher, 2.060 —
Ap. 304
66.000 — Belém, PA

Maria Dolores de Almeida Figueira
Conjunto Costa e Silva, Bloco 2
66.000 — Belém, PA
Maria Elisa Guimarães
Rua João Balby, 727 — Ap. 305
66.000 — Belém, PA

Maria Lúcia Pacheco de Almeida
Rua Domingos Marreiros, 908
66.000 — Belém, PA

Maria Lucia de Vasconcelos Coelho
Rua Padre Prudêncio, 701
66.000 — Belém, PA

Maria Odaisa Espinheiro de OUveira
Oliveira
Colégio Moderno
66.000 — Belém, PA

-466-

Digitalizado
gentílmente por:

♦

D

11

12

13

�Regina Ruth Pinto Mota
Av. Alcindo Xlacela,
Cacela, 1.490
■— Belém,
66.000 —
Belém,- PA
Regina Sauma Jorge
Biblioteca Central da UFPA
66.000 — Belém, PA
Reni Tereza da Fonseca Santos
Av. Almirante Wandenkolk, 350
66.000 — Belém, PA

Maria Ruth Garcia Reymão
Marla
Rua Diogo Moya, 1.031
66.000 — Belém, PA
Maria Ruth Martins Leão
Rua Rui Barbosa, 1.034
66.000 — Belém, PA
Maria Thereza Alves da Silva
Av. 16 de Novembro, 163
66.000 — Belém, PA

Risonilda Maria Mesquita Tavares
Vila Leopoldina
66.000 — Belém, PA
Rosa Maria de Moura Santos
Rua 28 de Setembro, 420
66.000 — Belém, PA
Ruth Conduru Chalala
Av. Conselheiro Furtado, 1.923 Bl. C
Ap. 102
66.000 — Belém, PA
Sandra Santos Bordallo
Trav. Joaquim Nabuco, 123
66.000 — Belém, PA

Marilda de Aragão Serique
Av. Ceará, 694
66.000 — Belém, PA
Museu Paraense Emílio Goeldi
Av. Independência, 367
66.000 — Belém, PA
Natalina Nunes Melo
Trav. Castelo Branco, 837
66.000 — Belém, PA
Nazária Higashi
Av. Gov. José Malcher, 2.271 — D
66.000 — Belém, PA
Nazira Leite Nassar
Av. Generalíssimo
Generalissimo Deodoro, 1.130
68.000 ■— Belém, PA
66.000
Neyde Miranda Pinheiro
Av. Brás de Aguiar, 458 — Ap. 1.101
66.000 — Belém, PA
Olindina Martins Toscano
Rua D. Romualdo de Seixas, 1.286
66.000 — Belém, PA
Oneide Silva Abud
Curso de Biblioteconomia da UFPA
66.000 — Belém, PA
Orlandina Maria de Oliveira Martins
Alves
Av. 16 de Novembro, 421
66.000 — Belém, PA
Osvaldina Amador Rabelo
Trav. de Cintra, 126 — Cidade Velha
66.000 — Belém, PA
Paul Ledoux
Av. Gentil Bittencourt, 2.205
66.000 — Belém, PA
Regina de Fátima Mendonça Alves
Av. Almirante Barroso, 1.713
66.000 — Belém, PA
Regina Lúcia Oliva Reis
Trav. Benjàmin
Benjamin Constant, 1.404
66.000 — Belém, PA

Saphira Farias Leite
Av. Gentil Bittencourt, 2.344
66.000 — Belém, PA
Secretaria Municipal de Educação e
Cultura
Rep. lomar Moraes
Trav. 9 de Janeiro, 2.430
66.000 — Belém, PA
Selma Lúcia Ataíde de Campos
Trav. Angustura, 3.180
66.000 — Belém, PA
Suely das Graças Lanter Cardoso
Av. Generalíssimo
Generalissimo Deodoro, 1.147 —
Ap. 5
66.000 — Belém, PA
Tereza de Jesus de Castro ' Lobato
Praça Brasil, 120
66.000 — Belém, PA
Tereza lone de Souza Filho Moura
Rua Boaventura da Silva, 996
66.000 — Belém, PA
Tereza Maria Costa Soares
Trav São Pedro — Vila Guilherme
Seixas — Casa 1
66.000 — Belém, PA
Terezinha Tavares da Silva
Av. Duque de Caxias, 449
66.000 — Belém, PA

-467Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

♦

D

11

12

13

�Vera Maria Novo Simas
Rua Jerônimo Pimentel, 330
66.000 — Belém, PA
Yolanda Toshilo Ohashi
Av. Ceará, 678
66.000 — Belém, PA
2íélia Maria Sussuarana Porpino
Zélia
Av. Senador Lemos, 272
66.000 — Belém, PA
Zenaide Paiva do Rêgo Barros
Rua Rui Barbosa, 1.360 — Ap. 202
66.000 — Belém, PA
PARANÁ
Dora Regina Seben
Rua Raposo Tavares, 88
86.100 — Londrina, PR
Dulcineia Gomes Delattre
Av. Iguaçu, 4.003
80.000 — Curitiba, PR
Eliani Machado Fontana
Av. Higienópolis, 526
86.100 — Londrina, PR
Germana Feifel Moreira
Rua Desembargador Westphalen, 60
— Ap. 102
80.000 — Curitiba, PR
Graça Maria Simões Luz
Rua Antonina, 934 — Ap. 23
86.100 — Londrina, PR
lone Sanwais
Trav. Irmã Jícia, 48
48—Ahu
— Ahu de Baixo
80.000 — Curitiba, PR
Lígia Brambila de Bona
Conselho Regional de Biblioteconomia, 9» Região
80.000 — Londrina, PR
Liliana Sperandio
R. Isaias Bevilaqua, 212 - Ap. 102-A
80.000 — Londrina, PR
Maria Dorothéa Barbosa
Rua Amintas de Barros, 93 —
Ap. 1.902
80.000 — Londrina, PR
Nancy Westphalen Corrêa
Praça Osório, 225 — Ap. 190
80.000 — Londrina, PR
Nylzamira Cunha Bejes
Rua Teixeira Mendes, 134 — Jardim
Social
80.000 — Londrina, PR

Tomie Numata
R. Júlio Cesar Ribeiro, 354
86.100 — Londrina, PR
Vera Lúcia de Campos Octaviano
49—1'
Av. Paraná, 49
— 1' andar — Ap. A
86.100 — Londrina, PR
PARAÍBA
Consuelo Montenegro Abath
Rua Duarte da Silveira, 946
58.000 — João Pessoa, PB
PERNAMBUCO
Benigna de Melo Calado
Rua Visconde de Taunay, 168 —
Casa Amarela
50.000 — Recife, PE
Carmem Rejane de Carvalho Bargetzi
Rua do Futuro, 513 — Ap. 502 —
Aflitos
50.000 — Recife, PE
Celeste Azevedo
Universidade Federal de Pernambuco
50.000 — Recife, PE
Cremilda Leda Perruci
Av. Cândido Pessoa, 1.376
58.000 — Olinda, PE
53.000
Dirceu Pedro do Nascimento
Rua José dos Santos, 482 — Eng. do
Meio
50.000 — Recife, PE
Dolores Garcia Farrapeira
Rua da Conceição, 200 — Ap. 11
50.000 — Recife, PE
Doralice Didier de Moraes
Rua do Capim, 145
50.000 — Recife, PE
Edilma Coutinho dos Santos
Rua General Aguiar, 72 — Casa
Forte
50.000 — Recife, PE
Eva Maria Viana Costa
Praça da Casa Forte, 445
50.000 — Recife, PE
Fernanda Ivo Neves
Rua João Marques. 44 — Madalena
50.000 — Recife, PE

-468Digitalizado
gentílmente por:

�Helena Pires Lacerda
Rua dos Palmares, 53
50.000 — Recife, PE
Ida Maria Soares Braga
Universidade Federal de Pernambuco
50.000 — Recife, PE
Inalda Loureiro AcyoU
Acyoli Silva
Rua Ferreira Lopes, 141 — Ap. 104
50.000 — Recife, PE
José Adolfo Pereira Neves
Rua José Marques, 44 — Madalena
50.000 — Recife, PE
Josefa Pereira Barbosa
Rua General Joaquim Inácio, 211/4
— Ilha do Leite
50.000 — Recife, PE
Lúcia Maria Bezerra de Melo
Rua Joaquim Nabuco, 516 — Graças
50.000 — Recife, PE
Lúcia Maria Coelho de Oliveira
Rua Castro Alves, 186 — Ap. 502
50.000 — Recife, PE
Lúcia Maria de Figueiredo Lima
Av. Conselheiro Aguiar, 1.950 —
Boa Viagem
50.000 — Recife, PE
Lúcia Maria Mota de Menezes
Rua Alberto Paiva. 114 — Graças
50.000 — Recife, PE
Lucy Von Sobstcn
Sohstcn Calheiros da Silva
Rua Belarmino Carneiro, 298
50.000 — Recife, PE
Maria Adelaide do Rego Barros
Rua Fernando, 279 — Encruzilhada
50.000 — Recife, PE

Maria Dolores do Rego Barros Raposo
Rua Carneiro Vilela, 531 — Espinheiro
50.000 — Recife, PE
Marília de Dirceu Pinto de Souza
Rua Pe. Carapuceiro, 617 — Bl.
BL J —
Ap. 34
50.000 — Recife, PE
Rosali Almeida de Araújo
Av. Visconde de Suassuna, 540 —
Ap. 401 — Boa Vista
50.000 — Recife, PE
Severino Silvio do Monte
Rua Sete de Setembro, 144
50.000 — Recife, PE
Sílvia Augusta Marques
Silvia
Av. Boa Viagem, 2.366
50.000 — Recife, PE
SUDENE — Assessoria Jurídica
Rep. Tânia Maria Urbano da Silva
Av. Dastas Barreto, 515 — AJ - 13’
13*
50.000 — Recife, PE
Zuleide Medeiros de Souza
Av. Norte, 3.698 — Ap. 201 — Tamarineira
50.000 — Recife, PE
Zoya Luzia D. Calmon de O. Cabral
Av. Conselheiro Aguiar, 4.405/105
50.000 — Recife, PE
PIAUÍ
Maria das Graças Costa Nepomuceno
Av. Areia Leão, 430 — Jockey Club
64.000 — Teresina, PI
Maria das Graças T. de L. Cavalcante
Rua Bsnjamin
Benjamin Batista, 1.117 — Piçana
64.000 — Teresina, PI

Maria Aparecida Esteves Caldas
Rua Guimarães Peixoto, 405 — Bl. C
Ap. 205
50.000 — Recife, PE
Maria Auxiliadora de Carvalho
Av. João de Barros, 1.385
50.000 — Recife, PE

Marta Helena Carvalho Farias
Rua Des. Pires de Castro, 716
64.000 — Teresina, PI

Maria Cristina de Freitas Monteiro
Rua da Amizade, 206 — Graças
50.000 — Recife, PE
Maria das Graças de Lima Melo
Av. Boa Viagem, 1.020/604
50.000 — Recife, PE

RIO GRANDE DO NORTE
Gildete Moura de Figueiredo
Rua Agostinho Leitão, 333 — Alecrim
59.000 — Natal, RN

-469cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

♦

D

11

12

13

�Safira Tavares Ferreira
Rua João Pessoa, 263
59.000 — Natal, RN
Sônia Paiva Campos
Serviço Central de Bibliotecas
Universidade Federal do Rio Grande
do Norte
59.000 — Natal, RN
RIO DE JANEIRO
Dirciléa Fernandes de Sá
Trav. Santa Martha, 203 — Fonseca
24.000 — Niterói, RJ
Lêda Maria Abbês
Companhia Brasileira de Energia
Elétrica
24.000 — Niterói, RJ
Maria Almezira de Araújo
Araujo Cunha
Centrais Elétricas Fluminenses
Rua Conceição, 67/69
24.000 — Niterói, RJ
Paulo Py
IV Cordeiro
Universidade Federal Fluminense
24.000 — Niterói, RJ
RIO GRANDE DO SUL
Adda Drügg de Freitas
Rua Coronel Bordini, 38 — Ap. 22
90.000 — Porto Alegre, RS
Adelaide Barata Falkenback
Centrais Elétricas do Sul do Brasil
90.000 — Porto Alegre, RS
Alice Elma Tanscheit
Rua Cristóvão Colombo, 2.040 —
Ap. 71
90.000 — Porto Alegre, RS

Hedi Schutz
Rua Dr. Vicente de Paula Dutra, 77
Ap. 302
90.000 — Porto Alegre, RS
Heloisa
Heloísa Benetti Schreiner
Rua Coronel Bordini, 327 — Ap. 5
90.000 — Porto Alegre,
Ale^e, RS
Hilcke Frederica Weis
Av. Arnaldo Bohrer, 86
90.000 — Porto Alegre, RS
Ivette Zietlow Duro
Praça Piratini, 131 — Ap. 401
90.000 — Porto,Alegre,
Porto Alegre, RS
Juliana Vianna Rosa
Rua Garibaldi, 989 ■— Ap. 122
90.000 — Porto Alegre, RS
Correa Oliveira
Laura Corrêa
Rua Cel. Bordini, 1.252 — Ap. 501
90.000 — Porto Alegre, RS
Liana Bielinski
Av. Pernambuco, 2.453
90.000 — Porto Alegre, RS
Liane Maria WoK
Rua Felicissimo
Felicíssimo de Azevedo, 1.382
90.000 — Porto Alegre, RS
Luiza Benetti Schreiner
Luíza
Rua Cel. Bordini, 327 — Ap. 5
90.000 — Porto Alegre, RS
Maria Aparecida Vera Tibiriçá
Rua Dona Laura, 233
90.000 — Porto Alegre, RS
Maria de Lourdes Azevedo Mendonça
Praça Conde de Porto Alegre, 77 —
Ap. 17
90.000 — Porto Alegre, RS

Emmi Borges de Freitas Xavier
Rua Goitacaz, 227
90.000 — Porto Alegre, RS

Maria Lúcia Fantin
Rua Avaí,
Avai, 22 — Ap. 16
90.000 — Porto Alegre, RS
Maria Olinda Cozza Magrisso
Rua Demétrio Ribeiro, 365 — Ap. 3
90.000 — Porto Alegre, RS
Maria Olivia Bandeira Martha
Conselho Regional de Biblioteconomia, 10* Região
Caixa Postal 2.344
90.000 — Porto Alegre, RS

Evangelina de Azevedo Veiga
Rua da República, 88 — Ap. 1
90.000 — Porto Alegre, RS

Maria Regina Marques Teixeira
Rua Mal. Mesquita, 440 — Ap. 404
90.000 — Porto Alegre, RS

Cely Farias Raphael
Rua General Osório, 631 — Ap. 805
96.100 — Pelotas, RS
Cigié Bins Pinto
Rua Jacinto Gomes, 540
90.000 — Porto Alegre, RS

-470-

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

3

11

12

13

�Mirian Mara D. La Rocha Biasotti
Rua João Manuel, 604 — Ap. 43
90.000 — Porto Alegre, RS
Neiva Helena Ely
Av. Presidente Roosevelt — Teresópolis
90.000 — Porto Alegre, RS
Sara Roitman Jakobson
Rua Ramiro Barcelos, 1.853 - Ap. 71
90.000 — Porto Ale^e, RS
Selma Garcia Blaskiviski
Av. Assis Brasil, 280 — Ap. 122
90.000 — Porto Alegre, RS
Suzana Beatriz Stolaruck
Rua Jaraguá, 68
90.000 — Porto Alegre, RS
Zuleika Berto
Rua Riachuelo,'
Riachuelo, 1.521 — Ap. 32
90.000 — Porto Alegre, RS
SÃO PAULO
Alda Guilherme
Rua João Cachoeira, 165
04535 — São Paulo, SP
Alexandre do Espirito Santo
Rua Jacoh
Jacob B. Steinberg, 90
M
13.100 — Campinas, SP
Alfredo A. Hamar
Rua Victor Souza Lima, 463
13.560 — São Carlos, SP
Alzira Eeko Furuya de Carvalho
Instituto de Pesca
Av. Francisco Matarazzo, 455
05001 — São Paulo, SP
Amélia Shizuko Kojó
Rua Almirante Barroso, 186
12.500 — Guaratinguetá, SP
Ana Maria Silveira Baroni
Rua Napoleão de Barros, 275
04024 — São Paulo, SP
Antonia W. Ribeiro da Silva
Rua Pedroso Alvarenga, 1004 —
Ap. 104
04531 — São Paulo, SP
Antonieta Angelina Costa Travassos
Rua José Getúlio, 261 — 4*
4’ Ap. 42
01509 — São Paülo,
Paulo, SP
Antonio Gabriel
Praça Craveiro Lopes, 41 - Ap. 2.513
01319 — Sãb
Sãò Paulo, SP

Biblioteca do Colégio Rio Branco
Rep. Marlene Souza Santos
Av. Higienópolis, 996 — 2’ — S. 202
01238 — São Paulo,'
Paulo, SP
Biblioteca Municipal de Santo André
Prefeitura Municipal de Santo André
09000 — Santo André, SP
Carlos Alberto Aguiar Población
Rua Loefgren, 2.473
04040 — São Paulo, SP
Carlos Alejandro Gamboa
Biblioteca Regional de Medicina
01000 — São Paulo, SP
Carmen Prates Valls
Vails
Rua Hadock Lobo, 1.447 — 6*
6’
01414 — São Paulo, SP
Cecília Andreoti Atienza
Rua Anthero Mendes Leite, 166 —
Aclimação
04108 — São Paulo, SP
Cecília Emestina d’Ottaviano Armentano
Rua Dr. Mário de Alencar, 222
05436 — São Paulo, SP
Charitas Von Gusseck Glankirchen
Rua João Ramalho, 358 — Ap. 31
01000 — São Paulo, SP
Clélia Smith de Berthem
Faculdade de Medicina de Santo
Amaro
Rua Manuel Barbosa 292, 3’
01000 — São Paulo, SP
Daisy Pires Noronha
Rua Fradique Coutinho 623/A-24
05416 — São Paulo, SP
Darcy Pellegrinni Zeibinalty
01000 — São Paulo, SP
Dina Maria Bueno Moretti
Av. Rodolfo Lara Campos, 132
13.400 — Piracicaba, SP
Dinah Aguiar Población
Rua Leofgren, 2.473
04040 — São Paulo, SP
Diva Carraro de Andrade
Rua Homem de Melo, 740 - Perdizes
05007 — São Paulo, SP
Dulce Dias Moreira
Rua Pedroso Alvarenga, 672 — Jardim Paulista ■
01000 — São Paulo, SP

-471-

Digitalizado
gentílmente por:

11

12

13

�Judith Rebeca Schleyer
Rua General Jardim, 65 - 7»
7’
01223 — São Paulo, SP
Julia Eliana Taborda de Figueiredo
Rua Cardoso de Almeida, 1.993
01251 — São Paulo, SP

Edneuza Souza Póvoa
Av. Ceei,
Ceci, 257
01000 — São Paulo, SP
Elga de Souza Pasture
EUga
Pastore
Rua Valença, 24
01000 — São Paulo, SP
Eliana Aparecida
Apetrecida BeUuomini
Belluomini
Rua Luzitana, 439 — Ap. 43
13.100 — Campinas, SP
Elza Lyrio Mello
AI. Jaú, 527 — Ap. 134 — 13’
Al.
13»
01420 — São Paulo, SP
Eufélia Camargo Pupo de Paula
Rua Senador Felício dos Santos, 200
— Aclimação
01000 — São Paulo, SP
Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo
DECAD/Biblioteca “Roberto Simonsen”
Rep. Magaly França Villaça
Viaduto Dona Paulina 80 — Térreo
01501 — São Paulo, SP
Flávia Cimieri
Rua Madre Teodora, 530
01428 — São Paulo, SP
Geraldo Leme Silva
Av. 3, n’
n» 784
13.500 — Rio Claro, SP
Heloísa de Almeida Prado
Rua Aimberê, 114
05018 — São Paulo, SP
Henriete Simões Ferreira de Toledo
Rua Luzitana, 396 — Centro
13.100 — Campinas, SP
Hisaco Toda
Rua Condessa de São Joaquim, 238
— Ap. 55-3
01320 — São Paulo, SP
Hulda Olail
OlaU de Carvalho
Rua Humaitá, 178
12.200 — São José dos Campos, SP
Inah de Anhaia Leite
Rua Albina Barbosa, 103 — Ap. 2
01530 — São Paulo, SP
Inara Figliolia Martins Passos
Rua Padre Agostinho Mendecute, 71
— Ap. 83
01257 — São Paulo, SP

Juracy Ghislotti Aranda
Av. 23 de Maio, 180
12.200 — São José dos Campos, SP
Keiko Abe
Rua Tabatingueira, 167 — Ap. 142
01020 — São Paulo, SP
Laila Gebara
Rua Acarapé,
Acarai&gt;é, 103 — Vila Mariana
04139 — São Paulo, SP
Lais Femómdes
Fernandes de Carvalho
Av. Altino Arantes, 340
04542 — São Paulo, SP
Laura Garcia Moreno Russo
Rua Avcmhandava,
Avanhandava. 103 — Ap. 11-C
01306 — São Paulo, SP
Laura Kikue Nasuno
Nasxmo
Rua Domingos de Moraes, 348 ——
Ap. 72
04010 — São Paulo, SP
Leila M. Zerlotti Mercadante
Rua Alvares Cabral, 302
17.500 — Marília, SP
Lenildo Freitas Magalena
Rua das Pitangueiras, 405
09000 — Santo André, SP
Lourdes Mesquita Siqueira
H-20-A, 105
12.200 — São José dos Campos, SP
Madalena de Cassiacini de Almeida
Rua Adolfo Bastos, 1.173
09000 — Santo André, SP
Maria Angélica
Angelica Rodrigues Quemel
Rua Estado de Israel, 181 — Ap. 41
Vila Clementino
04022 — São Paulo, SP
Maria Antonia Ribas Pinke Belfort
de Mattos
Rua Bartira, 429 — Perdizes
01000 — São Paulo, SP
Maria Cecília Ferreira de Figueiredo
Rua Iguatemi, 462 — Ap. 12
01000 — São Paulo, SP

-472-

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

m..
♦

3

11

12

13

�Maria Thereza Botelho Padim
Instituto de Pesca
Av. Francisco Matarazzo, 455
05001 — São Paulo, SP
Marília A. Barros
Rua Visconde de Ouro Preto, 180 —
Ap. 81
01000 — São Paulo, SP

Maria Cristina Machado Bignardi
Rua Sabaré, 213 — Ap. 31
01000 — São Paulo, SP
Maria de Lourdes Figueiredo
Praça Franklin Roosevelt, 96 —
Praça.
Ap. 24
01303 — São Paulo, SP
Maria de Lourdes Leite
Rua das Pitangueiras, 405
09000 — Santo André, SP

Marina Campos Cunha
Faculdade de Filosofia Ciências e
Letras do Sagrado Coração de

Maria do Carmo Berthe Rosa
Rua Bento de Andrade, 238
04503 — São Paulo, SP

01000 — São Paulo, SP

Maria do Socorro Fontenele
Praça Gal. Craveiro Lopes, 41 —
Ap. 614
01319 — São Paulo, SP
Maria Eunice de Andrade Corrêa
Av. Santo Amaro, 811 — Ap. 44
01000 — São Paulo, SP
Maria Helena Haberbeck Brandão
Rua Augusta, 746 — Ap. 402
01000 — São Paulo, SP
Maria José de Freitas
Av. Al. Barros, 232 — Ap. 42
01232 — São Paulo, SP

Marina dos Santos Almeida
Rua Afonso Celso, 147 — Ap. 81
04119 — São Paulo, SP
May Brooking Negrão
Rua Dr. Melo Alves, 247 — Ap. 34
01417 — São Paulo, SP
Mercedes de Jesus Thomé Forti
Rua Culto à Ciência, 144
13.100 — Campinas, SP
Mirian Salvadore Nascimento
Rua Pátria, 95
09700 - São Bernardo do Campo, SP

Maria Lia Fasano Soares
Rua Professor Guilherme Milward,
401
05506 — São Páulo,
Paulo, SP
Maria Luiza Alexandre Peão
Rua Martiniano de Carvalho, 934 —
Ap. 102
01321 — São Paulo, SP
Maria Luiza Ferreira de Souza Lima
Rua 3 de Maio, 1.389 — Ap. 152
01000 — São Paulo, SP
Maria Luiza
Luíza Monteiro da Cunha
Rua João Moura, 187 — Ap. 72
05412 — São Paulo, SP
Maria Matilde Dias Machado
Rua Alves Guimarães. 1163 — Ap. 3
05410 — São Paulo, SP
Maria Moraes e Silva
Rua Afonso de Freitas. 775 — Ap. 11
04006 — São Paulo, SP
Maria Pompéia Sampaio de Mello
Al. Ministro Rocha Azevedo, 896 —
Ap. 41
01410 — São Paulo, SP

Nancy Bueno
Rua Carajé, 65 — Pinheiro
01000 — São Paulo, SP
Nélcia Fernanda Balloni Gomes
Rua Prof. Atílio Inocente, 1.073 —
Ap. 30
04538 — São Paulo, SP
Neusa Dias de Macedo
Rua Peixoto Gomide, 1.914 — Ap. 15
01409 — São Paulo, SP
Neusa Keiko Imano Kirihata
Rua São Joaquim, 439 — Ap. 22
01000 — São Paulo, SP
Nilo Ferreira da Mata
Rua Belém. 154 — Ap. 8 — Térreo
— Belém
03057 — São Paulo, SP
Odila Rimoli
Rua José de Almeida, 1.348 —
■
V. Gustavo
01000 — São Paulo, SP
Oscar Oswaldo Campiglia
Rua Dep. Lacerda Franco, 596
05418 — São Paulo, SP

-473Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

3

11

12

13

�Pedro Luiz Martinelli
Av. Angélica, 842 — Ap. 44
01228 — São Paulo, SP

Yolanda Dias
Rua Major Sertório, 745
01222 — São Paulo — SP

Philomena Boccatelli
Rua Alagoas, 269 — Ap. 2
01000 — São Paulo, SP
Regina Helena Población Aguiar
Rua Loefgren, 2.473
04040 — São Paulo, SP

Zenóbia da Silva de Moraes Bastos
Rua Alfredo Ellis, 183 — Ap. 34
01322 — São Paulo, SP

Rosmarie Lüthold Appy
Rua Galeno de Almeida 569 - Casa 12
05410 — São Paulo, SP

Edvaldo de Assis
Rua Capela, 41
49.100 — Aracaju, SE

Ruth Tafmer
Rua José Pinheiro, 1195 — Ap. 51
03716 — São Paulo, SP

Tereza Teles Chou
Rua das Laranjeiras, 481
49.100 — Aracaju, SE

SERGIPE

Serviço Social da Indústria
Rep. Maria Alice de Toledo Leite
Rua Asdrubal do Nascimento, 396/410
01316 — São Paulo, SP
Sílvia Helena Sallum
Rua Guarada, 250 - Jardim Paulista
01000 — São Paulo, SP
Sônia Maria Verlatore
Rua Barão de Tefé, 88
05003 — São Paulo, SP

EXTERIOR
COSTA RICA
Maria Dolores Maluganni
Instituto Interamericano de Ciências
Agrícolas
Turialba, Costa Rica
ESTADOS UNIDOS

Teresinha de Noronha Bacchiega
Senatore
Av. Andrade Neves, 1.579
13.100 — Campinas, SP

William V. Jackson
Vanderbilt University
Nashville — TN 37235 —
30000 Hillsbord — USA

Terezinha Maria Bertuck Bambini
Faculdade de Direito
Universidade de São Paulo
01000 — São Paulo, SP

HOLANDA
Jan Sibeijn
Keizersgracht, 471 — Amsterdam —
Holanda
Caixa Postal, 18.026 — Méier
20.000 — Rio de Janeiro, GB

Vanda Garcia de Freitas
Rua Exp. Clóvis Rosa, 44
17.100 — Bauru, SP

-474-

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

♦

D

11

12

13

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="16">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11377">
                  <text>CBBD - Edição: 07 - Ano: 1973 (Belém/PA)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11378">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11379">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11380">
                  <text>1973</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11381">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11382">
                  <text>Belém/PA</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12796">
                <text>Lista dos Participantes do  VII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12797">
                <text>Belém/PA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12798">
                <text>Febab</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12799">
                <text>1973</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12801">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12802">
                <text>Congresso </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="12803">
                <text> Participantes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65348">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="950" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="439">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/16/950/CBBD1973_Extras_Com22.pdf</src>
        <authentication>3e6cdb7ff030f7560478f9bdf071d6c1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12795">
                    <text>PREÂMBULO

A realização do 7?
7*? Congresso Brasileiro de Biblioteconomia
e Documentação deve-se a um grupo de instituições tanto locais da
esfera estadual e federal, como das entidades orientadoras da política documentária a nível nacional, o IBBD — Instituto Brasileiro
de Bibliografia e Documentação, hoje IBICT, e o Instituto Nacional
do Livro.
A programação englobando as áreas do conhecimento pareceu á
à Comissão Organizadora, reunir melhor os interesses comuns
dos bibliotecários já grupados em Comissões profissionais especializadas, e permitir um maior entrosamento para o objetivo de trabalho em redes e sistemas de informação, enfatizando a coesão indispensável ao maior aceleramento
acéleramento da recuperação da informação.
Enfoque especial foi dado aos dois painéis, de Bibliotecas
Publicas e do Sistema Nacional de Informações Científicas e Tecnológicas, em que se procurou dar uma visão da atuação dos órgãos
administrativamente ligados aos assuntos e a situação existente,
para avaliação das possibilidades de planejamento conjunto da
política de documentação. No primeiro procurou-se chegar a um
denominador comum dos problemas e necessidades, com a participação dos diretores de Bibliotecas Públicas aliada a depoimentos
de usuários. O segundo painel, o tema central do Congresso, reuniu
representantes dos diversos Ministérios envolvidos em sistemas de
informação e recuperação da informação, em face a uma previsão
a nível nacional e internacional.
O seminário de Planejamento de Bibliotecas e Centros de
documentação reuniu especialistas estrangeiros, que, ligados à vivência de organismos brasileiros, pudessem contribuir para situações semelhantes às implantadas em outros países.
Conferências de responsáveis pelos órgãos-chave da Amazônia, situaram as unidades documentárias no contexto geral da
região.
A publicação dos Anais, agora concretizada, por acordo entre 0
o ex-IBBD e a Associação Paraense de Bibliotecários, representada pela Comissão Organizadora, veio dar pela primeira vez a divulgação dos trabalhos apresentados em Congressos Brasileiros de
Biblioteconomia e Documentação, proporcionando o conhecimento
mais amplo das atividades biblioteconômicas desenvolvidas naqueles dias calorosos de Belém, não só pela sua localização como pela
pelo,
tradicional hospitalidade do povo paraense, em que uma exibição
do Carimbó foi representativa.

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�Pena que o prematuro
■prematuro desaparecimento de dois bibliotecários, que muito deram de si em entusiasmo e trabalho para a realização do Congresso, Ruth Conduru Chálada,
Chalada, Secretária-Gerál e
Abner L. C. Vicentini, Relator-Geral, não pudessem com os demais
da Comissão Organizadora participar ainda, do lançamento dos
Anais. A perda foi nossa e de toda a classe brasileira pelo que deram e muito que tinham que dar.
CLARA MARIA GALVÃO
CRB2I3
CRB2/3
Presidente da Comissão Organizadora
Chefe do Centro de Documentação e Biblioteca
Museu P. E. Goeldi — INPA-CNPq

Digitalizado
gentilmente por:
por;

3

11

12

13

�DISCURSO

DE

ABERTURA

Autoridades presentes e representadas.
representadas, Colegas bibliotecários e
documentalistas.
Senhores e Senhoras
Ao instalarmos o ?&lt;’
7? CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO apresentamos a Presidente
de Honra de nosso encontro, a Prof. Laura Garcia Moreno Russo,
que em nosso campo de atividades tem sido das figuras mais destacadas . Presidente da FEBAB, desde sua criação, e a quem se deve
muito pela regulamentação da carreira. Primeira Presidente do
Conselho Federal de Biblioteconomia, por sua iniciativa e ativismo.
A Lydia Sambaquy passamos o comando de nossas atividades, como Presidente do 7^
7? Congresso. Pioneira dos trabalhos
cooperativos, que fomentou e organizou quando na direção de bibliotecas brasileiras. Formou uma escola, que até hoje reflete sua
atuação e orientação. Por mais de 10 anos à frente do Instituto
Brasileiro de Bibliografia e Documentação — IBBD, deu impulso
básico para o funcionamento atual de sistemas e redes de Bibliotecas no Brasil.
A Comissão Organizadora-Executiva do 7? Congresso de
Biblioteconomia e Documentação agradece a cooperação prestada
pelas instituições sediadas em Belém, que contribuiram para a sua
realização:
Ao Governo do Estado e sua assessoria pela colaboração
prestada,
à Faculdade de Ciências Agrárias do Pará, que colocou à
nossa disposição sua casa, onde serão realizadas as sessões técnicas,
à Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, que
nos deu toda ajuda na divulgação do 7^
7? Congresso,
ao Banco da Amazônia, que nos cedeu suas instalações
para ultimarmos nossos trabalhos,
ao Museu Paraense Emílio
Emilio Goéldi, onde funcionou a Secretaria durante a fase preparatória, auxiliando-nos a resolver os
pequenos, mas não menos importantes problemas',
problemas;
à Universidade Federal do Pará e a tantas outras instituições que contribuiram de uma maneira ou de outra para a efetivação deste encontro.

iâ
cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

3

11

12

13

�Em âmbito nacional contamos com o apoio do Ministério
da Educação e Cultura, através do patrocínio do Instituto Nacional
do Livro, e participação do Conselho Nacional de Pesquisas, por seu
órgão especializado Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação.
O Tema Central, Bibliotecas e Centros de Documentação
em fimção
função do Sistema Nacional de Informação Científica e Tecnológica, derivado de nossa reunião em Belo Horizonte em 1971, representa a abertura para o processo de participação escalonada das
Bibliotecas desde as escolares aos centros de documentação científica.
Damos as boas-vindas aos colegas de outros estados, e que
nesse Encontro venha se efetivar uma diretiva de ação mais apurada e objetiva em nosso trabalho de estivadores da Informação.

Belém, 29 de Julho de 1973

CLARA MARIA GALVÃO
CRB2I3
Presidente da Comissão Organizadora-Executiva
Chefe do Centro de Documentação
Docvunentação e Biblioteca
Museu P. E. Goeldi — INPA-CNPq

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�MENSAGEM DO SR. MINISTRO DA EDUCAÇAO
EDUCAÇÃO
E CULTURA

Senhores participantes do VII Congresso Brasileiro de BihlitecoSerihores
Bibliteconomia.
Desejo externar o quanto lamento por não estar presente à abertura do VII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e o meu pesar é duplo: deve-se ele, primeiro, por não poder saudá-hs,
plo;
saudá-los, pessoalmente, dando-lhes as boas-vindas nesta chegada a Belém do Pará; segundo, por estar
impedido de acompanhar os trabalhos deste Congresso, a cujos resultados,
desde já, confiro a máxima importância.
Sei, no entanto, que o MEC estará representado por duas bibliotecárias cuja colaboração, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
e no Instituto Nacional do Livro, respectivamente, muito prezo e pela
qual sou grato: refiro-me, naturalmente, a Jannice de MeUo Monte-Mór
e a Maria Alice Barroso.
Na tocante homenagem a mim prestada pela Associação Paulista de Bibliotecários, tive ocasião de esclarecer o quanto devo de minha
formação militar e homem público ao fato de ter freqüentado,
frequentado, desde a
infância, uma Biblioteca Pública Municipal, para ser mais exato, a de Cametá, município paraense. Nela tive acesso aos primeiros textos literários
e didáticos, sobretudo ali pude adquirir o hábito de leitura, que se transformou não apenas num hábito, porém numa disciplina, em minha vida.
Como menino pobre que era, somente na Biblioteca Pública podia eu
complementar e aumentar os conhecimentos adquiridos no colégio e como
tal passei a compreender os serviços que uma biblioteca presta à comunidade: como uma extensão imprescindível à missão da Escola.
nidade;
Desta forma, não poderia, hoje, como Ministro da Educação e
Cultura do meu País, deixar de atribuir à Biblioteca o importante papel
que eh
ela deve desempenhar, não apenas no ensino universitário, mas também no desenvolvimento das pequenas comunidades do interior do Brasil.
Entendendo a Biblioteca como um centro dinâmico que deve estar capacitado a proporcionar a oportunidade de pesquisar, que o estudante brasileiro tanto carece e a Reforma de Ensino preconiza.
Esse trabalho — seja no campus universitário, seja em proporções menores, porém não menos importantes, que se verifica nas Bibliotecas Públicas Municipais — não me parece e nem de fato o é, menor do
que a atividade do professor.

Digitalizado
gentilmente por:

�Educadores, portanto,
‘portanto, eis como enténdo
entendo e vejo os bibliotecários,
classe à qual entreguei, como não poderia deixar de fazê-lo, a direção da
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e do Instituto Nacional do Livro.
Não desejaria perder esta oportunidade de me dirigir aos Congressistas, ora reunidos em Belém do Pará, cidade e Estado aos quais estou
tão íntima
íntimo e definitivamente vinculado, para concitá-los à implementação
da Lei 5.692, pois a Reforma do Ensino necessita do esforço, da compreensão e do apoio não só dos professores como dos bibliotecários, a fim de
que consigamos oportunizar a Educação a todos quantos dela necessitam,
como também torná-la permanente, independendo-a de faixa etária ou
condição social.
Creio, firmemente, que não há nada mais forte do que um país
cujo tempo chegou. E acredito, paralelamente, que a História não oferece
duas oportunidades a um mesmo povo. Esta é a nossa. E a hora e a vez
de um país, de um povo, são feitas com o consenso e o bom senso sobretudo daqueles sobre os quais recai a tarefa, ao mesmo tempo, difícil,
árdua e fascinante, de proporcionar
propordonat ao ser humano sua plena realização
na sociedade em que viw.
vive.
A tarefa de proporcionar tal realização cabe, mais do que a quaisquer outros, aos educadores, aos bibliotecários, portanto.
presente Congresso se caTransmito, assim, meus votos de que o preservte
racterize por Resoluções que impulsionem a marcha da Educação, no Brasil,
ao mesmo tempo em que expresso minha confiança no profícuo e patriótico trabalho dos bibliotecários brasileiros.

Jarbas Gonçalves Passarinho
Ministro da Educação e Cultura

Digitalizado
gentilmente por:

♦

D

11

12

13

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="16">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11377">
                  <text>CBBD - Edição: 07 - Ano: 1973 (Belém/PA)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11378">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11379">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11380">
                  <text>1973</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11381">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11382">
                  <text>Belém/PA</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12788">
                <text>Preâmbulo por Clara Maria Galvão / Discurso de Abertura por Clara Maria Galvão / Mensagem do Sr. Ministro da Educação e Cultura, Jarbas Gonçalves Passarinho</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12789">
                <text>Belém/PA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12790">
                <text>Febab</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12791">
                <text>1974</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12793">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12794">
                <text>Congresso</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65347">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="945" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="434">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/16/945/CBBD1973_Extras_Com17.pdf</src>
        <authentication>5e0fd61d49f930f86522b5d12896343b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12750">
                    <text>RECOMENDAÇÕES
À FEBAB, ÀS
AS ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS, AO CONSELHO
FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA E CONSELHOS REGIONAIS:
1 — Que os bibliotecários encaminhem reivindicações de interesse da
classe por intermédio do CFB e da FEBAB a Deputados de sua
escolha, solicitando-lhes seja consultada a Assessoria Técnica Especializada da Câmara dos Deputados para estudos de viabihdade e
elaboração de Anteprojeto de lei.
2 — Que usem de todos os meios de comunicação de massa para divulgação da importância da leitura através das bibliotecas e centros de
documentação.
3 — Que se incumbam de melhor esclarecer aos órgãos de Administração de Pessoal que os campos de atuação dos bacharéis em Biblioteconomia e Documentação — contidos na Lei n^ 4.084/62 — tanto
nos órgãos governamentais como particulares abrangem chefias, direções, assessorias, consultorias técnicas, bem como as diferentes denominações a eles relativas.
AO INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO:
4 — Que prepare uma publicação destinada à organização de grupos ou
sociedades de “Amigos da Biblioteca”, para orientação dos prefeitos
municipais e diretores de estabelecimentos de ensino na promoção
dos meios indispensáveis — Legislação e Recursos Financeiros — à
implantação de oibliotecas públicas
púbhcas e escolares.
Aterulentes de Bibliotecas seja ministrado
5 — Que o treinamento de Atendentes
por Bibliotecários, e em São Paulo, pelo Departamento Estadual
de Bibliotecas, cuja criação foi proposta no 7^
7"? CBBD.
6 — Que mantenha bibliotecários itinerantes vinculados às Representações Estaduais a fim de dar assistência técnica aos atendentes das
bibliotecas e salas de leitura em cada Estado.
À BIBLIOTECA NACIONAL E DEMAIS INSTITUIÇÕES:
7 — Que promovam a adoção obrigatória, pelos órgãos oficiais editores, do número do livro (ISBN), cuja implantação no País vem
sendo estudada por Comissão instituída durante o II Encontro de
Editores de Livros.
AO INSTITUTO BRASILEIRO DE BIBUOGRAFIA
BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO:
8 — Que a Comissão Nacional do Catálogo dê ênfase a um sistema Nacional de Aquisição Planificada de material estrangeiro.
-429-

cm

Digitalizado
gentílmente por:

�9 — Que seja fortalecido o Sistema Nacional de Catalogação Cooperativa.
10 — Que organize, em colaboração com as Universidades e Instituições
especializadas, um cadastro de tradutores e promova o acesso às
traduções elaboradas pelas diversas instituições especializadas.
11 — Que as redes regionais de bibliotecas e os subsistemas de informação se articulem com o Catálogo Coletivo Nacional a fim de ser
evitado duplicação de esforços.
ÀS
AS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS:
12 — Que consignem em seus orçamentos verba não inferior a 5% do orçamento total da Entidade às suas bibliotecas.
13 — Que concedam autonomia técnica e administrativa às suas bibliotecas.
AO CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO:
14 — Que estude um novo currículo mínimo para ciursos
cmrsos de graduação em
biblioteconomia, mais condizente com o desenvolvimento científico
e tecnológico que o País atravessa.
15 — Que seja incluída como disciplina obrigatória, nos currículos
cmrículos do 1*?
e 29 graus e do ensino superior, a disciplina “Pesquisa Bibliográfica” a ser ministrada por Bibliotecários.
16 — Que estude a possibilidade de se aumentar a duração dos cursos de
Biblioteconomia para 8 semestres ou equivalentes em horas-aula.
17 — Que reforce a fiscalização dos Estabelecimentos de Ensino, no que
respeita à exigência de possuírem bibliotecas próprias, a fim de obterem autorização para funcionamento ou reconhecimento por parte
do CFG.
CFC.
18 — Que constitua um grupo de especialistas, representantes das Escolas e Cursos de Biblioteconomia do País, para assessoramento à Comissão presidida pela Prof. Ester de Figueiredo Ferraz, encarregada
de estudar o novo currículo mínimo de biblioteconomia.
AO CONSELHO NACIONAL DE PESQUISAS:
19 — Que a Comissão de Coordenação do SNICT constitua um grupo de
trabalho para estabelecer as normas de referência documentária
compatíveis com o UNISIST.
20 — Que seja estudada a possibihdade
possibilidade de inclusão do PRODASEN como
órgão de apoio do SNICT.
21 — Que estude a possibilidade
possibihdade de inclusão no SNICT de um Subsistema de Informações Sócio-Econômica e Financeiras, a cargo do Ministério da Fazenda.
-430-

Digitalizado
gentílmente por:

11

12

1

�22 — Que consigne reciursos
recursos para um projeto destinado a experimentar em
cinco anos, um sistema nacional de Aquisição Planificada de material estrangeiro, dentro do SNICT.
AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA:
23 — Que estude um programa de incentivo e assistência às bibliotecas
escolares visando a tomá-las aptas a desempenhar sua missão.
24 — Que estude a inclusão da técnica de pesquisa bibliográfica em programas de formação de professores de todos os graus, para prepará-los a conduzir seus alunos à prática dessa mesma técnica e que
a mesma seja ministrada por Bibliotecários.
AO MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES:
25 — Que o Subsistema de coleta e disseminação no Exterior do SNICT
proporcione cobertura adequada, inclusive acompanhamento sistemático, dos pedidos de patentes depositados por empresas brasileiras em outros países.
AO MINISTÉRIO DO INTERIOR:
26 — Que crie outras Redes de Bibliotecas, a exemplo da REBAM, nas
demais Superintendências, sob sua jurisdição e dentro do Projeto
SIPLAN.
AOS MINISTÉRIOS DA FAZENDA E DO PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO GERAL:
27 — Que estudem a possibilidade
possibihdade de se criar um rubrica especial nos
orçamentos públicos para a aquisição de material bibliográfico, uma
vez que esse material tem características distintas de demais considerados permanentes.
AO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA:
28 — Que mantenha permanente apoio à Coordenadoria do Subsistema de
Informação Agrícola.
Ã SUPERINTENDÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA:
29 — Que dê apoio financeiro e permanente à REBAM a fim de que a
mesma possa realizar e concretizar seu programa de trabalho, constante do seu Protocolo de Intenções e do seu Regulamento.
ÀS ENTIDADES DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL
AS
SUPERIOR (CAPES, CEPES etc.):
30 — Que incluam os bibliotecários
bibhotecários entre os beneficiados com bolsas de
estudo para aperfeiçoamento no Exterior, onde além dos estudos superiores, terão oportunidade de estagiar em bibliotecas e centros de
Seriores,
documentação.
ocumentação.
-431Digitalizado
Dígítalízado
gentílmente por:

�AOS GOVERNOS ESTADUAIS:
31 — Recomenda-se a criação de “Cursos de orientação do uso da Biblioteca” nas escolas primárias, ginásios e escolas normais, a serem ministrados por bibliotecários, destinados aos alimos e professores, para
.
que seja criada uma conscientização a respeito de Biblioteca, não
só para que haja rendimento para o leitor, despreparado para a realização de pesquisa, como preservar o acervo bibliográfico que vem
sendo terrivelmente danificado.
32 — Recomenda-se a necessidade de instalarem Bibliotecas Públicas Infanto-Juvenis porque crianças e jovens se constituem imi
fanto-juvenis
um público importante, de necessidade irreversível e imediata.
33 — Recomenda-se a instalação de Bibliotecas Públicas Infanto-Juvenis,
funcionando como agências de cultura com o objetivo de formarem
o hábito de leitura e de servirem de centro de estudos e pesquisas
para atender às necessidades atuais da criança e do jovem.
AO GOVERNADOR DO ESTADO DE SÄO
SAO PAULO:
04 — Que seja constituído lun
um grupo de trabalho para elaborar Projeto,
visando à criação do Departamento Estadual de Bibliotecas, vinculado à Secretaria de Educação.
35 — Que nas sedes das Regiões Administrativas do Estado de São Paulo
sejam criadas Bibliotecas Públicas Regionais, vinculadas ao Departamento Estadual de Bibliotecas, da Secretaria de Educação, cuja
criação foi proposta no 7*? CBBD.
GBBD.
AO PREFEITO DO MUNIGIPIO
MUNICÍPIO DE SAO
SÄO PAULO:
36 — Que seja constituído um grupo de trabalho, do qual participem Arquitetos e Bibliotecários, a fim de ser elaborado um Projeto Global
da construção de novas Bibhotecas
Bibliotecas nos Distritos e Subdistritos de
São Paulo.
37 — Que as 35 BibHotecas-Ramais
Bibliotecas-Ramais dos Distritos e Subdistritos do MuniMimicípio de São Paulo passem a ser dirigidas por Bibliotecários, em
atenção à Lei Federal n*? 4.084/62 e para melhor atendimento ao
público que as procura.
AOS ÓRGÃOS EDITORES DE PERIÓDIGOS
PERIÓDICOS ESPEGIALIZADOS
ESPECIALIZADOS EM
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO:
BIBLIOTEGONOMIA
38 — Que divulguem instruções ou que forneçam informações sobre a utilização em publicações do International Standard Book Numbers.
Ã EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUARIA
AGROPECUÃRIA A
EMBRAPA:
39 — Que inclua em seus programas orçamentários e técnicos, recursos
adequados para o desenvolvimento das bibhotecas agrícolas brasileiras, através da criação de um Departamento de Documentação e
Informação.
-432-

Digitalizado
gentílmente por:

4^
D

11

12

13
i:

�AOS BIBLIOTECÁRIOS DE BIBLIOTECAS ESCOLARES EM TODOS
OS NÍVEIS:
40 —
- Que procurem estimular a realização de cursos de treinamento em
pesquisa bibliográfica em suas instituições.
41 —
- Que aceitem os encargos de ministrar cursos de treinamento em pesquisa bibliográfica.
AOS BIBLIOTECÁRIOS DA ÁREA BIOMÉDICA:
42 — Que participem dos trabalhos e dos programas dos Grupos de TraBibliotecários, cuja coordenação é de resbalho das Associações de Bibhotecários,
ponsabilidade da Comissão Nacional de Documentação Biomédica,
da FEBAB.
AOS BIBLIOTECÁRIOS DA ÁREA TECNOLÓGICA:
43 — Que participem dos trabalhos e dos Programas dos Grupos de Trabalho das Associações de Bibliotecários, cuja Coordenação é de responsabilidade da Comissão Nacional de Documentação Tecnológica,
da FEBAB.
AOS BIBUOTECÁRIOS
BIBLIOTECÁRIOS DA ÁREA AGRÍCOLA:
44 — Que participem dos trabalhos e dos programas dos Grupos de Trabalho das Associações de Bibliotecários, cuja coordenação é de responsabilidade
onsabilidade da Comissão Brasileira de Documentação Agrícola,
daa FEBAB.
À COMISSÃO Organizadora
ORGANIZADORA do
DO 7&lt;? congresso
CONGRESSO brasileiro
BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO:
45 — Que encaminhe ofício à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados
enfatizando a importância dos projetos de lei sòbre
sobre “Catalogação na
fonte” de autoria do Deputado Faria Lima.
ÃS BIBLIOTECAS BRASILEIRAS:
ÀS
46 — Que todas as Bibliotecas do Brasil procurem participar ativamente
do Projeto REBAM, auxiliando
auxihando o levantamento da Bibliografia da
Amazônia.
Ã COMISSÃO ORGANIZADORA DOS CONGRESSOS BRASILEIROS
À
DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO:
47 — Que em todos os Congressos sejam incluídos os temas “Bibliotecas
Públicas” e “Bibliotecas Escolares”.
48 — Que seja incluído nos temários dos próximos Congressos o assunto
específico “Movimento Associativo”.
-433Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

�49 — Que os Regulamentos dos próximos Congressos estabeleçam as normas para a elaboração de trabalhos-base para cada tema ou subtema, devendo os mesmos .ser
ser confiados a bibliotecários de comprovada experiência no campo específico, e que só sejam aceitos como
docmnentos oficiais os trabalhos assim encomendados.
documentos
50 — Que nos Congressos Brasileiros de Biblioteconomia e Documentação
seja permitida somente a inscrição de profissionais.
51 — Que nos próximos Congressos, as atividades do Conselho Federal
de Biblioteconomia passe a fazer parte do temário a fim de tomar
a classe melhor informada das atividades de sua representação máxima.
VOTOS DE PESAR:
52 — Os participantes do 7^ Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação manifestam seu pesar pelo desaparecimento dos Bibliotecários OLINDA HEMPEL DE CAMARGO (do Instituto
Adolfo Lutz, de São Paulo), e JEANETTE ALBUQUERQUE (aposentada do DASP, e ex-diretora da Biblioteca
Bibhoteca Volante da Universidade de Brasília), e do Prof. DAVID LEONI, da Escola de Biblioteconomia de São Paulo.
CONGRATULAÇÕES:
53 — Que se encaminhe ao Deputado Faria Lima congratulações çela
pela
apresentação do Projeto de Lei sobre a “Catalogação na Fonte’.
Fonte”.
7"? Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
54 — Os participantes do 7^
Documentação formulam um voto de louvor à Professora HAGAR
ESPANHA GOMES pelo trabalho que vem desempenhando à frente
do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação no sentido
de integração dos serviços de informação.
55 — Os participantes do 7^
79 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia
Bibhoteconomia e
Documentação congratulam-se com o Ministro JARBAS PASSARINHO pela nomeação para o Conselho Federal de Cultura, da Bibhotec^a MARIA ALICE BARROSO.
bhotecaria
56 — Os participantes do 7^
79 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação congratulam-se com o Ministro JARBAS PASSARINHO pela Condecoração da Bibliotecária JANNÍCE DE MELLO
MONTE-MÓR, com a Ordem Nacional do Mérito Educativo.
MON'TE-MÓR,
57 — Os participantes do 7?
79 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação congratulam-se com a Bibliotecária MARIA ALICE
BARROSO pelo magnífico trabalho que vem realizando como Diretora do Instituto Nacional do Livro.
-434-

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

�79 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
58 — Os participantes do 7^
Documentação congratulam-se com a Bibliotecária JANNICE DE
MELLO MONTE-MÖR,
MONTE-MÓR, pelo notável trabalho que vem realizando
como Diretora da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
59 — Os participantes
partieipantes do 79
7? Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Dociunentação congratulam-se com IBBD, UFMG, ABDF e FEBAB
Documentação
pelo lançamento de revistas especializadas dc
de alto nível e que vêm
vèm
representando condignamente a biblioteconomia brasileira.
6C — Os participantes do 79
60
7? Congresso Brasileiro de Biblioteconomia ec
Documentação congratulam-se com o Bibliotecário MURILO BASTOS DA CUNHA, pelo trabalho que vem realizando no desempenho das funções de Presidente do Conselho Federal de
dc Biblioteconomia.
61 — Os participantes do 7?
79 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação congratulam-se com o INL, SUDAM, BASA, Universidade Federal do Pará, IDESP, IPEAN, Museu Paraense Emílio
Goeldi e Faculdade de Ciências Agrárias do Pará, pelo patrocínio e
pelo apoio dado ao 7?
79 Congresso.
62 — A FEBAB e suas Associações filiadas congratulam-se com os Bibliotecários Paraenses, pelo êxito obtido com a realização do 7°
1° Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação.
89 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO:
MENTAÇÃO;
63 — Os participantes do 79 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação aceitam o oferecimento da Associação de Bibliotecários do Distrito Federal, do Conselho Regional de Biblioteconomia
da I^
1^ Região, do Departamento de Biblioteconomia da Universidade
de Brasília, para a realização do 89 Congresso em Brasília, DF, em
1975.
64 — Que o tema Central do 89 Congresso seja: “RESPONSABILIDADE
SOCIAL DAS BIBLIOTECAS NO PLANO EDUCACIONAL DO
BRASIL”.
65 — Que sejam incluído no Temárío
Temário do 89 Congresso os assuntos
assxmtos “Bibliotecas Especializadas”, “Bibliotecas de Órgãos Legislativos” e “Publicações Oficiais
Ofieiais Brasileiras”. “Conceituação de Biblioteconomia
Bibhoteconomia e Documentação”, “Ciência da Informação e Informática.”
99 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO;
MENTAÇÃO:
66—0
66
— 0 Presidente da Associação Rio-Grandense de Bibliotecários congratula-se com a Associação de Bibliotecários do Distrito Federal pela
escolha de Brasília para sede do próximo Congresso, e oferece o
Rio Grande do Sul para a realização do 99 Congresso.
-435Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

I
11

I
12

13

�PROGRAMA
Domingo 29
lOh. às 12h. — Sessão Preparatória (plenária). Banco da Amazônia
■—
— Coquetel de boas-vindas oferecido pelo Governo
CJovemo do
Estado do Pará. Sede Social da Assembléia Paraense
21h.
• — Sessão Solene de Abertura. Teatro da Péiz
Paz
Segunda-feira 30
8h.

—Atividades
Atividades da SUDAM na Amazônia Legal. Conferência Cel.
rência.
CeL Milton Câmara Senna, Superintendente
da SUDAM

9h. às 12h. —
SESSÕES DE ESTUDOS SETORIAIS
DOCUMENTAÇÃO AGRÍCOLA
Cely Farias Raphael, IPEAS — UFPEL (Pelotas, RS)
Apresentação do Tema
Angela Maria Lyra Porto, Centro de Tecnologia Agrícola e Alimentar (Rio
de Janeiro, GB)
Recusos reprográficos nas bibliotecas agropecuárias brasileiras
Alzira Eeko Furuya de Carvalho e Msiria
Maria Teresa Botelho Padim, Instituto de
Pesca (São Paulo, SP)
Método audivisual para difusão de normas de referencias bibliográficas
Carmélia Regina de Mattos, IPEAL (Cruz das Almas, BA)
A informação agrícola para o desenvolvimento nacional. Situação atual da
informação agrícola no Brasil
Raul Colvara Rosinha, Ministério da Agricultura (Brasília, DF)
Embrapa: tecnologia agrícola para o desenvolvimento
DOCUMENTAÇÃO BIOMÉDICA
Dinah Aguiar Población, Faculdade de Medicina da FU ABC (Santo André, SP)
Apresentação do Tema
Terezinha Dias de Andrade e Dayse Pires de Noronha, Faculdade de Saúde
Pública da USP (São Paulo, SP)
Técnica de pesquisa bibliográfica para alunos da Faculdade de Saúde Pública
da USP, experiência didática
Elga de Souza Pastore e Mercedes Delia Fuente Instituto Adolfo Lutz (São
Paulo, SP)
Registro e controle de publicações seriadas pelo sistema de arquivamento
arquivcimento com
margem vertical (Visirecord): uma experiência de catalogação retrospectiva
da coleção do Instituto Adolfo Lutz
Maria Pompéia Sampaio
Sampciio de Mello, Maria Terezinha Dias de Andrade, Maria
Virginia Leite Ribeiro, Alderica Barbosa Mearim e Irene Lerche Eleutério,
Instituto Adolfo Lutz e Universidade de São Paulo (São Paulo, SP)
Implantação de um
Implcintação
lun sistema de aquisição planificada e cooperativa nas bibliotecas biomédicas do Estado de São Paulo
-436Digitalizado
gentílmente por:

3

11

12

13

�Sonia Maria Pileggi Parlatori, Ana Maria Barone e Maria Martha Guimarães
Gandara, Associação Médica Brasileira, Hospital'
Hospital do Servidor Público Estadual,
Santa casa de Misericórdia (São Paulo, SP)
Guia biomédico de levantamentos bibliográficos; nota prévia
DOCUMENTAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
Neusa Keiko Imaino
Imano Kirihata, Departamento de Águas e Energia Elétrica (São
Paulo, SP)
Arquivo de dados hidrológicos
Heloisa Benetti Schreiner Maria da Graça Lienert
Dienert Lubisco, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre, RS)
• _
Um centro de informações para as indústrias da construção civil. O Setor de
Documentação da Edificação
Ekiificação (NORIE)
Evangelina dé
de Azevedo Veiga e Sara Roitman Jakobson, Biblioteca Pública do
Estado (Porto Alegre, RS)
índice em cadeia
Lucia Maria de Oliveira Lage, USIMINAS (Belo Horizonte, MG)
Processos de aquisição e disseminação de informações no Centro de Informações Técnicas da USIMINAS
Judith Rebeca Schieyer
Schleyer e Inara Figliolia Martins Passos, FUNDACENTRO
(São Paulo, SP)
Racionalização de processos técnicos para disseminação de informação
Pedro Luiz Martinelli, Departamento de Águas
Aguas e Energia Elétrica (São Paulo,
SP)
Uma aplicação de computação eletrônica no arquivamento de plantas e mapas.
Recuperação através de palavras-chave
Sebastião de Souza, Biblioteca Central da FUB (Brasilia,
(Brasília, DF)
A biblioteconomia frente à informática
Silvia Augusta Marques, SUDENE (Recife, PE)
Indexação por desdobramento. Um modelo para arquivos mortos
Antonio Gabriel, Departamento de Águas e Energia Elétrica (São Paulo, SP)
O catálogo coletivo de livros em tecnologia
DOCUMENTAÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA
SÓCIO-ECONÓMICA
Elyanna de Niemeyer Mesquita, Divisão de Documentação do Ministério da
Fazenda (Rio de Janeiro, GB)
Apresentação do Tema
Francisca Ribeiro Salgueiro Felisberto de Souza, Fernanda Figueiredo Saraiva
Sanches e Maria de Lourdes Arôso Mendes, PETROBRAS
PETROBRÁS (Rio de Janeiro, GB)
O usuário e a caracterização de seus hábitos e interesses
Maria Nazareth Ferreira, Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (São
Paulo, SP)
Projeto de indice
índice para uma enciclopédia geral publicada em fascículos
fascicules
Abner Lellis Corrêa Vicentini, Ministério das Minas e Energia (Brasilia,
(Brasília, DF)
Informática para o desenvolvimento sócio-econômico: redes de informação
Elyanna de Niemeyer Mesquita e Tânia Mara Guedes Botelho, Divisão de Documentação do Ministério da Fazenda (Rio de Janeiro, GB)
-437-

cm

2

3

Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente
por;

11

12

13

�A Divisão de Documentação do Departamento de Administração do Ministério
da Fazenda face ao Sistema Nacional de Informação Científica e Tecnológica
— SNICT
REUNIÕES ESPECIALIZADAS
Zf Encontro de Diretores de Bibliotecas Centrais Universitárias
2!&gt;
14h. às 18h.
REUNIÕES ESPECIALIZADAS
Painel: Bibliotecas Públicas. Organização: Instituto Nacional do Livro
Terça-feira 31
8h.

— A filosofia do fortalecimento institucional do IICA.
Conferência. Dr. José Emílio Araújo, Diretor-Geral
do ncA
9h. às 12h. —

SESSÕES DE ESTUDOS SETORIAIS
DOCUMENTAÇÃO AGRÍCOLA
Cesar Teixeira Coordenação de Informação Rural, Ministério da Agricultura
(Brasília, DF)
Subsistema de Informação Agrícola: necessidades (exposição oral)
DOCUMENTAÇÃO BIOMÉDICA
Dinah Aguiar Población, Faculdade de Medicina da FU
FUABC
ABC (Santo André, SP)
Serviço de informação aos especialistas: pesquisa bibliográdica
bibliográfica no currículo das
escolas de Ciências da Saúde
Mercedes DeUa
Delia Fuente e Elga de Souza Pasture,
Pastore, Instituto Adolfo Lutz (São
Paulo, SP)
Cabeçalhos de assrmto,
assunto, unitermos e indexação coordenada - uma tentativa em
livros (nota prévia)
Mercedes Delia Fuente e Cecília Fleury da Silveira, Instituto Adolfo Lutz e
Assembléia Legislativa (São Paulo, SP)
Cabeçalhos de assunto para bibliotecas biomédicas brasileiras
Maria Matilde Dias Machado, Instituto de Ciências Biomédicas da USP (São
Paulo, SP)
Organização de bibliotecas biomédicas
Carlos Gamboa, Biblioteca Regional de Medicina (São Paulo, SP)
O sistema Medline (exposição oral)
DOCUMENTAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
Maria de Lourdes Sampaio Cintra de Camargo _ee Rosmarie Lüthold Appy, Divisão de Biblioteca e Documentação da USP (São Paulo, SP)
Fontes de referência para peródicos
Tania Mara Guedes Botelho e Ida Maria Cardoso Lima, Divisão de Documentação (Rio de Janeiro, GB)
Estudo da dispersão de artigos de periódicos baseado numa análise matemática
da Bibliografia brasileira de documentação 1966/70
-438Digitalizado
gentílmente por:

11

12

13

�Edson Nery da Fonseca, Faculdade de Estudos Sociais Aplicados da FUB,
(Brasília, DF)
Condição essencial para o estabelecimento de uma rede nacional de informação
científica e técnica
Cigié Bins Pinto, Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(Porto Alegre, RS)
Índices
índices de monografias
Severino Silvio do Monte e Carmem Rejane de Carvalho Bargetzi, Divisão da
Documentação da SUDENE (Recife, PE)
A microfilmagem na documentação
doounentação
Theresinha Bacchiega Senatore, Rachel Tavares Joffily Bezerra, Regina de
Barros Cianconi e Françoise Sylvia Perret de Aguilar, Serviço Federal de
Processamento de Dados (Rio de Janeiro, GB e São Paulo, SP)
Automatização do sistema de documentação
dociunentação
Helena Marta Santos Carvalho, Hulda Olail de Carvalho, Juracy Ghislotti
Aranda, Solange Puntel e Sonia Maria Angelino Spínola, In^tuto de Pesquisas
Espaciais (São José dos Campos, SP)
O bibliocentro e a aquisição computarizada
Lourdes Mesquita Siqueira, Instituto Tecnológico de Aeronáutica (São José
dos Campos, SP)
O sistema centralizado de aquisição e de tratamento do material bibliográfico
do Centro Técnico Aeroespacial
Abner Lellis Corrêa Vicentini, João Laurentino de Sousa, Edelweiss Sauerbronn
e Aruza Holanda Cavalcanti Carvalho, Assessoria de Documentação e Informação do Ministério das Minas e Energia (Brasília, DF)
O Centro de Informática do MME e sua contribuição para o desenvolvimento
tecnológico do Brasil
João Laurentino de Sousa, Assessoria de Documentação e Informação do Ministério das Minas e Energia (Brasília, DF)
O usuário brasileiro e o SNICT
DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA E ADMINISTRATIVA
Magaly França Villaça, FIESP — CIESP/DECAD (São Paulo, SP)
Apresentação do Tema
Maria Laura da Cunha Lion, Câmara dos Deputados (Brasília, DF)
Assessoramento técnico na Câmara dos Deputados: depoimento de uma bibliotecária como assessora
Juracy Feitosa Rocha, Câmara dos Deputados (Brasília, DF)
Publicações oficiais brasileiras
Iza Araújo Alegria, Estado-Maior das Forças Armadas (Brasília, DF)
O conjunto das bibliotecas militares como instrumento representativo no desenvolvimento nacional
Virgínia Astrid Albuquerque de Sá e Santos, Câmara dos Deputados (Brasília,
DF)
A organização das publicações das Nações Unidas na Seção de Coleções Especiais da Divisão de Biblioteca do Centro de Documentação e Informação da
Câmara dos Deputados
-439Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

m..

3

11

12

13

�Nylma Thereza de Salles Velloso Amarante, Divisão de Documentação do Ministério da Fazenda (Rio de Janeiro, GB)
Biblioteconomistas e documentalistas; anádise
análise profissiográifica
proíissiográifica Hilcke
HUcke Frederica Weiss e Laura Corrêa Oliveira, Procuradoria-Geral da Justiça e Consultoria-CJeral
Consultoria-Gíeral do Estado (Porto Alegre, RS)
Legislação federal de biblioteconomia e assuntos correlatos: 1964-72
Cecília Andreotti Atienza, Câmara
Cíâmara Municipal (São Paulo, SP)
Plano de organização da Seção de Documentação e Biblioteca da Câmara Municipal de São Paulo
Maria de Lourdes Azevedo Mendonça e Maria Regina Marques Teixeira, Centro
de Orientação e Seleção Psicotécnica da UFRGS (Porto Alegre, RS)
Documentação administrativa
Ruth Costa de Andrade e Tânia Maria Urbano da Silva, Assessoria Jurídica
da SUDENE (Recife, PE)
Serviço de permuta entre as bibliotecas jurídicas ng
Se^ço
no Estado de Pernambuco
Maria Laura Coutinho, Câmara dos Deputados (Brasília, DF)
O catálogo de referência legislativa da Seção de Legislação Brasileira do Centro
de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados; uma experiência
de trabalho
BIBLIOTECÁRIOS E LIVREIROS
Etelvina Lima, Coordenação da Biblioteca Universitária da UFMG (Belo Horizonte, MG) .
•
Apresentação do Tema
Jan Sibeijn, Swetz &amp; Zeitlinger BV (AmsterdEim,
(Amsterdam, Holanda)
revistas por via aérea
Automação de um sistema de assinaturas de
dé revidas
Alexandre do Espírito Santo
Sistema de aquisição computorizada
computarizada
Lia Manhães de Andrade Frota,
íYota, IBBD e SNEL Rio de Janeiro, GB)
Catalogação na fonte: resultado da colaboração entre editores e bibliotecários
REUNIÕES ESPECIALIZADAS
Reunião dos representantes estaduais do INL e órgãos executores do PRUTIAB
14h. às 20h.
SESSÕES DE ESTUDOS SETORIAIS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Maria Luiza Monteiro da dhinha.
Cunha, Divisão de Biblioteca e Documentação da
USP (São Paulo, SP)
Apresentação do
Apresenteção
dp Tema
Lindaura Alban Corujeira, Faculdade de Educação da UFBA (Salvador, BA)
Projeto de instalação da Biblioteca “Anísio Teixeira” da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia
Maria Angélica Rodrigues Quemel e Olímpio Jorge de Medeiros, Divisão de
Bibhoteca e Documentação da .USP
Bibliotecá
USP (São Paulo, SP)
Projeto CAD: controle automatizado de duplicatas
-440Digitalizado
gentílmente por:

�BIBLIOTECAS INFANTIS, ESCOLARES, AMBULANTES E ESPECIAIS
Adalgisa Moiüz de Aragão, Departamento da Educação Superior e da Cultura
(Salvador, BA)
Apresentação do Tema
Maria Celeste Firmo Pires, Celeste de
deOUveirá
Oliveira Azevedo e Maria de Lourdes
Diniz Gomes, Biblioteca Central da UFPE
Participação das bibliotecas universitárias e escolas de biblioteconomia nas atividades do CRUTAC pEira
para efetividade do Serviço Nacional de Bibliotecas Municipais e MOBRAL
Nylzamira Crmha
Cimha Bejes e Marly Schaffer Dias, Biblioteca Pública do Paraná
(Curitiba, PR)
(C^iritiba,
Orientação de pesquisa bibliográifica sistematizada em bibliotecas escolares
Inácia Rodrigues dos Santos C\mha,
C^mha, Fundação Educacional do Distrito Federal
(Brasília, DF)
O sistema de bibliotecas escolares da Fundação Educacional do DF; um plano
proposto
REUNIÕES ESPECIALIZADAS
FEBAB e Associações de Classe
Conselho Federal de Biblioteconomia e Conselheiros
ABEBD
nCA
FEBAB e Comissões permanentes
Conselho Federal de Biblioteconomia e Conselhos regionais de Biblioteconomia
20h.
— Lançamento de publicações
— Espetáculo de Arte — Ballet Elizabeth Stross.
Stress.
. Teatro da Paz
Quarta-feira 1
— Dia livre
8h. às 12h. — Passeio de ônibus pela cidade
20h.

— Jantar oferecido pela Reitoria da Universidade Federal do Pará aos diretores de bibliotecas centrais
xmiversitárias e convidados especiais. Sede Social do
universitárias
Pará Clube

Quinta-feira 2
8h. às 12h. — Seminário de Planejamento de Bibliotecas e Centros
Documentação
de Doctunentação
Guillerme Femández de la Garza e Guadalupe Carrón Rodriguez, Consejo
Nacional de Ciência y Tecnologia e FID/CLA (México)
La planeacion dei Servido
Servicio Nacional de Informacion y Documentacion en México
14h. às 12h.
SESSÕES DE ESTUDOS SETORIAIS
DOCUMENTAÇÃO BIOMÉDICA
Curso de Pesquisa Bibliográfica — Estudo de redação de proposta a ser encaminhada ao MEC
-441Digitalizado
gentílmente por;
por:
gentilmente

3

11

12

13

�DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA E ADMINISTRATIVA
Votação de aprovação das recomendações da Sessão do dia 31.07.73
REUNIÕES ESPECIALIZADAS
Conselho Federal de Biblioteconomia
MINTER
IBBD/CCo
Maria de Lourdes Leite e Merian Salvadore Nascimento. Biblioteca Municipal
de São Bernardo do Campo (São Bernardo do Campo, SP)
Criação e implantação do catálogo coletivo da região do Grande ABC
REBAM
IBBD/CDU
29 Encontro de Diretores de Bibliotecas Centrais Universitárias
Normanda Santos Miranda, Suelena Pinto Bandeira e Matié Nogi. Divisão de
Segurança e Informação do MME (Brasília, DF)
MME
A CDU no controle de documentos não convencionais
20h.

Sexta-feira

— Jantar de confraternização oferecido pelo CRB/2 e
Associação Paraense de Bibliotecários aos presidentes
dos conselhos Federal e regionais de Biblioteconomia,
FEBAB e associações de classe. Círculo Militar de
Belém
3
ê

8h.

— A participação da Universidade Federal do Pará na
região amazônica. Conferência. Dr. Armando Dias
Mendes, Vice-Reitor de Planejamento e Pesquisas

9h. às 18h.
Painel;
Painel:

Os centros de documentação no SNICT

REUNIÕES ESPECIALIZADAS
FEBAB e Associações de classe
Comissão Brasileira de Documentação Agrícola
20h.
— Jantar e festa típica. Sede campestre do Iate Clube
do Pará
Sábado

4
lOh. às 12h. — Reunião dos relatores
15h.
— Sessão Plenária de Resoluções
19h.
— Sessão Solene de Encerramento
21h.
— Coquetel de Despedida. BASA

Hagar Espanha Gomes. Instituto Brasileiro de Bibliografia
Bibhografia e Documentação
(Rio de Janeiro, GB)
O papel do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação no Sistema
Nacional de Informação Científica e Tecnológica
-442-

Digitalizado
gentílmente por:

3

11

12

13

�Alann Meadow e Angela Pompeu. Instituto Nacional de Tecnologia, MIC
(Rio de Janeiro, GB)
Diretrizes para os termos de referência do projeto do Subsistema de infomação
Tecnológica e Industrial (SSITI)
Janice Monte-Mor. Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro, GB)
A Biblioteca Nacional e o Sistema Nacional de Informação Científica
Cientifica e Tecnológica (SNICT)
Octavio Gennari Netto. PRODASEN (Brasília, DF)
Sistema de Informação Jurídica
João Frank da Coste.
Costa. Divisão de Ciência e Tecnologia, MRE (Brasília,
(Brasilia, DF)
Coleta e disseminação de informação no exterior: alguns princípios e propósitos
Ivano Marcresi. Comissão Nacional de Energia Nuclear (Rio de Janeiro, GB)
O CIN — informações essenciais

-443-

Digitalizado
gentílmente por:

�REGULAMENTO DAS SESSÕES
CAPITULO I
Do Congresso
Art. 1° — O 7"?
7*? Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação será realizado em Belém (Pará), no período de 29 de julho a
4 de agosto de 1973.
£9—0
Art. 2°
— O Tema do Congresso, aprovado em Sessão do VI Congresso, em Belo Horizonte, é o seguinte:
1 - TEMA CENTRAL;
CENTRAL:
As Bibliotecas e os Centros de Documentação em função
fimção do Sistema Nacional de Informação Científica e Tecnológica.
2 - SUBTEMAS:
— Informática
— Planejamento
— Instalações e equipamentos
— Organização Bibliográfica
2 — 0 Tema Central e os Subtemas serão discutidos dentro dos
seguintes Tópicos:
— Documentação Agrícola
— Documentação Científica e Tecnológica
— Documentação Jurídica e Administrativa
— Documentação Sócio-Econômica
— Bibliotecas Universitárias
— Bibliotecas Escolares
— Bibliotecários e Livreiros
. — Documentação Biomédica
— Bibliotecas Públicas
CAPITULO II
Participação e Inscrições
Art. 39 — Poderão participar Bibliotecários devidamente registrados em Conselho Regional de Bibhoteconomia
Biblioteconomia com recibo da anuidade
de 1973, tendo direito a voto e apresentação de trabalho.
-444j
Digitalizado
Dígítalízado
gentílmente por:
gentilmente

11

12

1

�Art. 4*?
49 — Os Bibliotecários deverão solicitar inscrições prévias à
Comissão Organizadora do 7° Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação, até 30 de abril de 1973, após o preenchimento de impresso
próprio e pagamento da taxa, de acordo com a seguinte tabela:
— Bibliotecários até 30.4.73

— Cr$ 100,00

— Bibliotecários de P a 31.5.73

— Cr$ 150,00

— Bibliotecários de 1°
P a 30.6.73

— Cr$ 200,00

— Outros Profissionais

— Cr$ 100,00

— Acompanhante

— Cr$ 200,00

— Instituições

— Cr$ 200,00

§§19
!•? — O
0 pagamento das inscrições deverá ser efetuada através
de cheque visado em nome do 79
7^ Congresso Brasileiro de Biblioteconomia
e Documentação,
Dociunentação, pagável em Belém.
§ 29
2*? — O pagamento das inscrições é extensivo aos relatores, e
presidentes de sessões de estudos e especializadas.
’
§ 39 — Não serão aceitas inscrições após 19
1^ de julho de 1973,
em virtude da dificuldade de acomodações em hotéis.
Art. 5“?
59 — As Instituições inscritas terão direito ao recebimento
das publicações do Congresso, mesmo que não sejam representadas oficialmente nas sessões.
§ 19 — As Instituições só poderão inscrever-se mediante ofício do
Ôrgão responsável.
Órgão
§ 29 — Só poderão ser,
ser credenciados, com o direito a voto, os representantes das Instituições que comprovarem seu registro em Conselho
Regional de
dc Biblioteconomia.
Art. 69 — Não serão aceitas inscrições de alunos de BibliotecoBibhoteconomia, que já estão organizando certames próprios da classe.
Art. 79 — Por iniciativa da Comissão Organizadora e Executiva
poderá haver convidados especiais.
CAPITULO III
Apresentação de Trabalhos
Art. 89 — Os trabalhos deverão ser apresentados por intermédio
das Associações de Classe onde houver. Caso contrário, diretamente à Comissão Organizadora do 79 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, Museu Goeldi — Caixa Postal, 1330 - 66.000 —’
— Belém, Pará,
sob registro postal com aviso de recebimento (AR).
&lt;
-445-

Digitalizado
gentílmente por:

�Art. 9*?
9'? — O prazo para entrega dos trabalhos, em Belém, terminará impreterivelmente a 30 de abril de 1973.
Art. 10 — Os trabalhos deverão ser apresentados em (um) original e 2 (duas) cópias, acompanhados dos respectivos stenceis Gestetner,
para mimeógrafo a tinta, a fim de que possam ser duphcados
duplicados em Belém.
Art. 11 — Para normalização dos trabalhos, deverão ser obedecidos os seguintes requisitos:
a) Máximo de 15 (quinze) folhas tamanho padronizado pelo
Serviço Púbhco
Público Federal, datilografadas em espaço duplo;
b) Ctonter,
Ck)nter, na primeira folha:
— Cabeçalho com os dizeres: 7^
7*? CONGRESSO BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. Belém, 29
de julho a 4 de agosto de 1973. Centrado na página e distanciado 3 (três) espaços duplos de máquina do corte superior
do papel;
— A 10 espaços duplos, a indicação do Tópico ao qual se refere
o trabalho, e o Subtema. Ex. Documentação Agrícola — Informática;
— A 2 espaços dessa indicação, o título do trabalho e, a seguir,
a indicação de seu autor, procedido da preposição por;
— Em seguida, com 1 (um) espaço de intervalo, os títulos profissionais do autor e seu número de registro no respectivo Conselho Regional de Biblioteconomia.
c) Ser acompanhado de Resumo, elaborado de acordo com as
normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, para facilidade de divulgação prévia;
d) Deverão mencionar a Classificação Decimal de Dewey e CDU
entre o cabeçalho, e o item do Temário.
Art. 12 — A Comissão Organizadora Executiva reserva-se o direito de recusar o trabalho que deixar de obedecer o prescrito nos arts. 9,
10,
lü, 11 e seus incisos.
Art. 13 — Aos autores será concedido um Certificado de Apresentação de Trabalho.
Art. 14 — Cada congressista inscrito terá direito a receber todos
os trabalhos apresentados e o certificado de freqüência.
-446-

Digitalizado
gentílmente por:

�CAPITULO

IV

Estruturação do Congresso
Art. 15 — A Comissão Organizadora-Executiva, CMordenará
coordenará os
Alt.
trabalhos cxjadjuvada
coadjuvada pelos seguintes titulares:
— Presidente de Honra
— Presidente do Congresso
— Presidente Executivo
— Coordenador-Relator-Géral
Coordenador-Relator-Geral
— Secretário-Geral
— Tesoureiro-Geral
§ Ünico
Único — De acordo com as necessidades de trabalho a Comissão Organizadora-Executiva poderá designar coordenadores especiais e
formar subcomissões, para o desempenho de funções específicas.
Art. 16 — Haverá para cada Tópico um Relator previamente inscrito, designado pela Comissão Organizadora-Executiva.
§ Único — O relator dará o diagnóstico da situação, no setor escolhido, por exemplo: Agricultura no Brasil,
Rrasil, e fará a apreciação dos trabalhos técnicos de documentação sobre o assunto.
Alt. 17 — Para cada sessão haverá um Presidente e um SecretáArt.
tio, escolhidos na Sessão Preparatória entre os Bibliotecários inscritos.
lio,
CAPITULO V
Funcionamento do Congresso
Art. 18 — Durante o 7^
7*? Congresso, serão realizadas as seguintes
Sessões:
— Sessão Preparatória
— Sessão Solene de Abertura
— Sessões de Estudos Setoriais
— Reuniões Especializadas
— Sessões Plenárias para o Tema Central
— Sessão Plenária Final
— Sessão Solene de Encerramento
Art. 19 — Na Sessão Preparatória serão escolhidos os Presidentes
e Secretários das Sessões de Estudos Setoriais,
-447-447
—
Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

D

11

12

13

�Art. 20 — As Sessões Solenes de Abertura e Encerramento serão
presididas por autoridades convidadas, obedecendo cerimonial próprio.
Art.
Alt. 21 — As Sessões de Estudos Setoriais abrangerão fundamenfimdamentalmente os seguintes Tópicos:
— Documentação Agrícola
— Documentação Biomédica
— Documentação Jurídica e Administrativa
— Documentação Sócio-Econômica
— Documentação Científica e Tecnológica
— Bibliotecas Universitárias
— Bibliotecas Escolares
— Bibliotecários e Livreiros
— Bibliotecas Públicas Mrmicipais
Municipais
§ Único
Ünico — Outros tópicos poderão ser incluídos de acordo com
a natiueza
natureza dos trabalhos apresentados, por exemplo: Documentação FíloFilosófíco-Religiosa, Documentação Histórico-Geográrica etc.
sófico-Religiosa,
Art. 22 — As reuniões serão simultâneas e não plenárias.
Art. 23 — As reuniões Especializadas serão as seguintes:
seguintes;
— Conselho Federal de Bibhoteconomia e Conselhos Regionais
— FEBAB e Associações de Classe
- IBBD/CDU
- IBBD/CCO
- ABEBD
— Rede de Informações do MINTER
— Subsistema de Informação do MME.
§ Único
Ünico — As Reuniões terão organização e funcionamento próprios.
Art. 24 — As sessões Plenárias para o Tema Central terão vários
Relatores para apresentação e discussão dos Painéis:
— Bibliotecas Públicas, a cargo do INL.
— Bibliotecas e Centros de Documentação em função
fimção do Sistema Nacional de Informação Científica e Tecnológica, a cargo
do CNPq/IBBD.
-448Digitalizado
por:
gentílmente por;

�Art,
Art. 25 — Na Sessão Plenária Final o Relator-Geral fará a sua
exposição, e serão aprovadas as resoluções das respectivas sessões e a escolha da sede do S'?
8"? Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação.
CAPITULO VI
Disposições Transitórias
Art.
Alt. 26 — A Comissão Organizadora-Executiva incumbir-se-á de
preparar um Manual de Procedimentos destinado aos seus membros para
orientação dos trabalhos.
trabaüios.
Alt. 27 — A organização das sessões e as atribuições dos PresiArt.
dentes, Secretários, Relatores serão determinadas pela Comissão Organizadora-Executiva.
Art. 28 — Os casos omissos neste Regulamento serão resolvidos
pela Comissão Organizadora-Executiva.

-449Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

^

m..
♦

�AUTORIDADES E COMISSÃO ORGANIZADORA
Presidentes
Laura Garcia Moreno Russo
Presidente de Honra
Lydia de Queiroz Sambaquy
Presidente do 7° Congresso
Homenagem especial
Maria Alice Barroso
Milton Câmara Senna
Jorge Babot de Miranda
Homenageados
Antônio Caetano Dias
Denise Fernandes Tavares
Clodoaldo Beckmann
Maria Luíza Monteiro da Cunha
Noêmia Lentino
Comissão Organizadora — Executiva
Presidente:
Clara Maria Galvão
Vice-Presidente:
Maria de Nazaré Freitas Pereira
Assessoria:
Mercês Moreira da Cunha
Alda das Mereès
Coordenador-Relator-Geral:
Coordenador-Rehtor-Geral:
Abner Lellis Corrêa Vicentini
Relator-Geral Adjunto:
Etelvina Lima
Secretária-Geral:
Ruth Conduru Chalala
Tesoureira-Geral:
Tesoureira-Geral;
Euniee
Eunice da Costa Penna
Comissões Especiais — Coordenação
Comissão de Divulgação:
Léa Maria Monteiro Diniz
Comissão Editorial:
Nazira Leite Nassar
-450J
Digitalizado
gentilmente por:

4^
D

11

12

13

�Comissão de Finanças:
Anna Maria Pirá Cordeiro
Comissão de Recepção e Hospedagem:
Magali Renata Van Dijk Vergolino
Comissão Social:
Lena Vânia Ribeiro Pinheiro

-451-451^
Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

^

♦

3

11

12

13

�AGRADECIMENTOS

A Comissão Organizadora agradece a colaboração de:
de;
Aloísio da Costa Chaves
Antônio Carlos Seabra Martins
Clóvis Bevilaqua
Elias Sefer
Euval Valente
Guilherme Leite
Isabel Tereza de Alencar
Jorge Chalala
Luís Arturo Montoya
Maria Brígido
Brigido
Maria da Glória Cordeiro de Azevedo
Maria Lúcia de Barros Mendes
Pedro de Queiroz Santos
Rui Ítalo Cláudio Falesi
Tadeu de Jesus e Silva
Albano Martins Distribuidora
Centrais Elétricas do Pará S/A
Cervejaria Paraense S/A — CERPASA
Comando da 1^ Zona Aérea
Comando do 4^
4"? Distrito Naval
Comando da 8^ Região Militar
Companhia de Cigarros Souza Cruz
Companhia Gráfica Editora Globo — GRAFISA
Companhia Paraense de Refrigerantes — COMPAR
Departamento de Estradas de Rodagem — DER
Engenharia de Telecomunicações Ltda. — ETE
Gráfica Falângola Editora
Instituto Evandro Chagas
Marajó Empreendimentos Turismo Ltda. — METUR
Palmeiras da Amazônia Industrial S/A — PALMAZON
Petróleo Brasileiro S/A - PETROBRAS
Prefeitura Municipal
Mimicipal de Belém
Royal Label
Labei
Secretaria de Estado de Agricultura — SAGRI, PA
Secretaria de Estado de Educação e Cultura — SEDUC, PA

-452Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="16">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11377">
                  <text>CBBD - Edição: 07 - Ano: 1973 (Belém/PA)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11378">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11379">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11380">
                  <text>1973</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11381">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11382">
                  <text>Belém/PA</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12743">
                <text>Recomendações / Votos de Pesar / Congratulações / Programa / Regulamento das Sessões / Autoridades e Comissão Organizadora / Agradecimentos do VII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12744">
                <text>Belém/PA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12745">
                <text>Febab</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12746">
                <text>1973</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12748">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12749">
                <text>Congresso</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65342">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="439" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="9">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/8/439/cover_issue_4_pt_BR.jpg</src>
        <authentication>04740dab7c29db1cf17101b6b6f851ca</authentication>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="8">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7176">
                  <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7177">
                  <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7178">
                  <text>7-10 de Julho de 2013</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8556">
                  <text>Florianópolis/SC</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="6">
      <name>Still Image</name>
      <description>A static visual representation. Examples include paintings, drawings, graphic designs, plans and maps. Recommended best practice is to assign the type Text to images of textual materials.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7179">
                <text>XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="2">
        <name>cbbd2013</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="483" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="39">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/483/C749_1_PE_V_02.pdf</src>
        <authentication>6083e1c48c8e36b71ed81c8255360f4a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12243">
                    <text>Digitalizado
gentilmente por:

�I%WÊ

.•■!■■■

'SL

-í

rasiuB- 55an "Wi
p{

ik
.tíí-

Z3fc'«

Cís
I.M

^

. &lt;«2
&gt;:2^
cm

12

3

I Digitalizado
-gentilmente por:

'^^LJ

14

15

16

17

18

19

20

��PRIMEIRO CONGRESSO BRhSILEIRÜ DB BIBLIOTECONOMIA

Organização e administração de bibliotecas agrícolas
por
Ernesto Manuel 2ink:

0 2.:
c&gt;»í?
í. ?t

Recife
195^

Digitalizado
-gentilmente por:

'5

�r.Ä

ORGANIZAÇÃO. E

AEMINISTRAÇXO

DE

BIBLIOTECAS

AGRÍCOLAS

por aíNBSro MANUEL ZINK
O BIBUOTBSÂRIO - O nosso país e tido como ©ssencialmonto agrícola#
Os institutos de^pesquisaí. agrícola e zootocnica orientam a econcania do nosso
Brasil» Dentro desses institutos a biblioteca pode ser considerada o cerebro
e centro de informações, onde os técnicos buscam o que necessitam para orientar os seus estudos e seus trabalhos, visando melhorar a economia do país.Ne^
ta biblioteca esta o bibliotecário quo o o responsável polo bem funcionamontq
pela perfeita catalogação o classificação das obras, dos poriodicos, dos folhetos o outras fontes bibliográficas, quo formara o acervo cuja administração
lhe e confiada.
O bibliotecário agrícola ocupa uma posição do grande rosponsabilidado»
poderá colaborar indirotamento no progresso do sou país, auxiliando os tocnicos, facilitando-lhes o matorial bibliográfico do quo nocossitamga
ra chogar o mais rapidamente possível a resultados concretos, que se transfc£
marao bom om brovo om valores, que boneficial'äo a sua patria.
Roconhocondo a posição destacada que ocupa, cabo-nos considorar as
qualidades, que tomarão o bibliotecário apto para exorcor as suas funçõos.
Dovo Slo, antes de mais nada, tor consciência plena do sua importas
to missão, dovo demonstrar interesso polo assunto de sua especialidade, ou se
ja, pola agricultura e os problemas a ola ligados. A curiosidado montai
do
que fala Çhoros om sua^"Basic Reforonco books, ao onumorar 27 roquisitos
do
bibliotecário do roforoncia porfoito, deve ser uma das qualidades do bibliot^
cario agrícola# Davo elo dar provas dessa curiosidade, procurando intoirar-so
dos problemas agrícolas o pecuários do sou país o do mundo,^lendo nos joniais
diaidos, tudo o quo se roforo a tais assuntos# ^ambom os proprios tocnicos d^
vem sontir e perceber que o sou bibliotecário demonstra interesso pelos seus
trabalhos o seus problemas. Os tocnicos não considerarõo^uma introraissão,quag
do olo os visitar om seus laboratorios e os procurar duranto os seus
trabalhos do campo, podindo-lhos explicações# Sentir-so-ão também muito satisfeitos, quando olo assistir as suas palestras e trocar idéias com oles sobro pro
blomas do sua ospocialidado# Através deüsas visitas, o, tcanando interesso po^
soai polos estudos, o que o bibliotecário ficará habilitado a ajudá-los
om
suas buscas# Gonhocendo os assuntos, poderá ele preparar bibliografias,e qua^^
do receber catalogos, ou ^uando^visitar livrarias, fazer escolha acertada do
livros o obras quo sorão utuis a sua instituição.
Os tocnicos ficarão muito agradecidos quando o bibliotecário
lhes
levar em mãos artigos que oncòntrar nas fontes bibliográficas do quo dispõon
e que se relacionam com os sous assuntos.
gosto muito bom acolhido será oste quando o bibliotecário so pr^
puzor a por em ordeim a bibLxografia do tocnrlco, dando-lho orientações quanto
a^sua^organização» Muito grato fica quando olo instrui o datilografo da socçao técnica na confecção do um catalogo o na redação do fichas analxticas#
Assim será um bibliotocário cujo intorS|se está intogralmonto volta
do para o sorviço de sua instituição, o que ficara orgálhoso o sentira entusiasmo com os resultados dos trabalhos nela roalizados# Êsto
bibliotocário
nao sôra nenhum elomonto estranho^ uns sora um porsonagcan indisponsaveiro pro
curado polos tocnicos. Não o possxvol que o bibliotecário seja enciclopédico,
mas olo devora procurar conhocor as fontes, o matorial bibliográfico que esta em sua biblioteca para coloca-lo intoiramento a disposição dos sous consulentos.
Tfci bibliotocário que assim proceder, torá om cada técnico um
sincero, o um advogado que sempre ü reconhecera o sou valor.

cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em

amigo

�Depois do tormos considerado o bibliotocário o termos falado do como
podorá elo auxilior os tocnicos, vejamos como deve organizar e administrar
a
sua biblioteca.
tódas as secções do vma biblioteca devam füncionar plenamente, quor
sejam as secçõos de referencia, de obras, do poriodicos, do folhotos ou outro
material bibliográfico que por vontura oádsta, tudo deve funcionar boan o as
falhas que existirem devem ser sanadas.
O bibliotecário devo ser um organizador perfeito. ílo terá
quase
sempre a sua disposição um corpo de auxiliai'os aos quais podo distribuir os d^
versos sojrviços do maneira racional.
3a muitos casos acontoce também que ele terá que fazer todos os serviços so, então deve distribuir o seu tempo do maneira tal quo possa atender a
todos o rosolvor os problemas da melhor maneira possível.
l^iitas vozes, quando o bibliotecário inicia o sou trabalho em uma^b^
blioteca, encontra esta om desorganizaçao o nao tom me^o inicialmonto o apoio
de que nocossita para 05 seus trabalhosi Nao lhe dao maquinas, nao possui moveis necessários o tambom os auxiliaros que podo lho sao negadoö«
Sendö o bibliotecário um entusiasta poderá pola sua atuaçao
guir tudo com o tampo e impor-so o ser respeitado.

conso-

Devo olo procurar transfoimar o amontoado do livros om grandes classes do assunto, e na medida do possível fazer as subdivisões e ordenar os livros de maneira tal que possa responder aos tec3iicos, quais os diversos assi®
tos em sua coleção«
Sompre temos notado que, quando um^leitor vai a biblioteca e acha o
que procura, se toma um propagandista e sera um advogado o defensor quo o bibliotocário tem a seu favor, quando fizer os seus podidos para ampliação e melhoramento da sua repartição. Do contrario m consulente mal sorvido pelo bibliotecário, saira aborrecido e nunca falara bem da biblioteca o desaconselhara mesmo a todos, que gorventtura encontrar tomando a direção da sala do loitura, dizendo-lhes que nao percam o seu tampo.
O Ipibliotocário, sondo entusiasta, omponhando-se a fundo e procurando dar vida a sua biblioteca, poderá transformar inteiramente o conceito
quo
se faz da biblioteca do sua instituição. Poderá aos çoucos conseguir que o diretor lho proporcione máquinas o funcionários necessários o vera bom em brovo
quo a sua biblioteca organizada o viva, sera mostrada aos visitantes como
um
modelo de organização, sendo que o proprio diretor, fara questão de salientar
as vantagens que ola apresenta o mostrara sem duvida, tambom as novas aquisições om obras, moveis, estantes, arquivos que autorizou.
Como professor do escola de biblioteconomia temos tido muitas oportu
nidades de aconselhar aos novos bibliotecários que se formam, o gue iniciam o
sou trabalho om uma biblioteca do um colégio ou do uma instituiçao^ciontífica.
Quantas vezes os novos bibliotecarios^nos contam quo não se lhes dão ^atenção,
que os consideram supérfluos o como tom dificuldade de consegiair as mxnimas u^tulidados para o seu trabalho. Sempre lhes dizemos: "Vocôsptem que lutar inicialmente e conquistar a simpatia para a biblioteca, pondo-a em ordem, conseguir novidades, escrevendo cartas, fazendo pedidos, organizai» campanhas do livro o despertar interesse pelo seu trabalho".
S como e agradável para nós, quando após alguns meses do luta, o novo colega vem nos contar com aquele entusiasmo peculiar ao homem, que^esta v^
vendo. - "Sabe, o diretor ja me mandou uma mesa, com uma maquina e ja
encomendou estantes novas o ja autorizou a compra de uns livros que solicitei e os
estudantes ou os técnicos ja procuram o catálogo que estou organizando o
outras coisas agradáveis". Quando o bibliotecário chegar nosso ponto ja
tora
conquistado uma grande vitoria o poderá estar certo de que esta marchando res£
lutamento para fironto. .

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em

�Mesmo quo a biblioteca inicialraonto nao disponha do verba necessaria
para aqxaisição do livros o outro natorial bibliográfico, o bibliotecário
teta
tantas possibilidades do consegui-lo por pormuta ou por doaçao, basta que escreva cartas as muitas ontidados nacionais e internacionais que so prontificarão a enviar do que dispõem para fomocinento gratuito»
Assim poderá elo conseguir periódicos, livros, folhetos, mapas, gravuras, etc. otc.
COMO O BIBLIOTECÁRIO ORIMTA AS SUAS COMPRAS
primeiro lu^ar dovo naturalmente, auscultar os técnicos o os dire
toros, mas êle dovo tambean ter uma corta autonomia nosta questão.
Conhocondo
os assuntos e problemas de sua instituição poderá perfoitamente orientar,de im
noira bom lógica, as suas compras.
Devo êle manter as divei'sas classes do ^assunto mais ou monos equilibradas» De acordo com os assuntos em foco, poderá fazer estas ou aquelas aquisições» Exsraplificandot - vamos supor quo osta muito em evidencia um ostu d o
sobre óleos vogotais» O bibliotecário, notando que sua coleção do obras, por^
ódicos o folhetos noste assunto, osta ura tanto desfalcada, devora, nas livra
fias localÍ25ar livros sobro o assunto - que os livreiros onviarao prontamente
a sua biblioteca para exame. - Devora consultar bibliografias o procurar conse
guir folhetos, microfilmes, otc.^ para reforçar a classe do plantas oleaginosas e a socção do química tocaiológica reforonte a oleos vogotais»
Os técnicos prazeirosamonto examinarão os livros o o outro material,
dando a decisão final para a compra e aquisição definitiva.
Para essa atuação do bibliotecário e indispensável aquele contato de
que falamos mais acima»
Na organização da Secção de referencia, dovo o bibliotecário ter autonomia complota» Dovo manter om dia a coloção do enciclopodias, dicionários^,
bibliografias, etc. (é lógico que a questão verba deve merocor uma atençao toda especial o que o bibliotecário deva sabor distribuir, de maneira oquitativa
o dinheiro que teia a sua disposição ao fazer novas aquisições). O bibliotecari
o do uma biblioteca especializada não dove deixar de adquirir as obras de refe
rência do tipo "Who's who", "American men of scienco", ^'Minerva", otc.,que sao
indispensáveis aos técnicos para poderem fazer o intercâmbio do publicações o
troca do idéias com os sous colegas em todos os países do mundo.
Falando om aquisições, meroce ser frisado que não deve o bibliotecário se esquivar de escrever e rospondor^cartas. Por meio do podidos
escritos
(1 preferível que a primeira correspondência so^a feita om forma de uma carta
e nao do cartões impressos), podora o bibliotecário conseguir bibliogi'afia va#liosíssima sobre os mais variados assuntos em todos os países do mundo.
A maneira mais fácil é ainda a pormuta. Cremos que a maior parte dos
Institutes de posqtdsas agrícolas possuem as suas publicações periódicas ou fo
lhotos» Esto material forma um valor inestimável na mão do bib^otocario
que
souber aprovoitá-lo» A Biblioteca do Instituto Agronômico mantém com a sua revista "Bragantia" cerca de 600 porrautas com outras institi^çõos do mundo (o^nji
moro aumenta de mos para mSs) e consegue obtor assim poriodicos o publicações
que lhe vem da China, índia, Rússia, Bstados Unidos, otc., otc» Basta^escrovor
cartas e solicitar ou propor pormuta que as respostas, concozxiando, não tarda
rão e novos poriodicos o publicações chegam, enriquecendo o acervo da biblioto
ca»
^
Mas, cremos que mesmo os bibliotecários que não possuam nada para oferecer em troca, poderão, escrevendo cartas, conseguir grande volume de mafeerial impresso util para os técnicos do sua instituição» Os m^isterios o as se
cretarias de agricultura, sempre atendem aos pedidos com a maxima boa vontade»

�o bibliotooário dovo auraontar o intorosso pela sua biblioteca^ dar
jaotíoias aos seus consulentes do natorial novo chegado« Isto podera^fazor^o^
ganizando listas bibliográficas mensais que enviara as diversas secções técnicas, e através das quais estas tomarão conhecimento do material bibliograí^
CO novo, incorporado ao acervo de sua biblioteca. Tais listas funcionam bom
e preencherão melhor a sua finalidade quando forem classificadas.
Os pejríLÓdicos quo chegam diariamente à Biblioteca, devem ficar e3&amp;.
postos na sala do leitura em um lugar bem visível. ÊLes devem obedecer na ej
tante do exposição a uma corta ordem; osta podera^sor alfabética, por
proce
dSncia ou ainda por assuntos? esta ultima e çor nos adotada^ pois a consideramos mais interessante. Assim todos os poriodicos do estatxstica, química^,
biologia, botanica, etc., ficarão reunidos. Os técnicos especializados torão
assim facilidade de encontrar tudo o •■que a biblioteca receber sobre sua especialização. Devam os periódicos ficar expostos, durante un determin^o tempo
(talvez tan mes), e depois devem circular através dos departamentos técnicos •
Bsta circulação deve ser bem oriijntada, ou seja, os periodicos especializados
em determinados assuntos, devam ir primeiramente a secção que trabalha e est^
da no assunto. Assim sendo, os periodicos especializados era genetica deverão
antes de transitar pelas demais dependencias circular polo departamento de gg
netica.
Depois que os volumes de periódicos estiverem completos, devom ser
encadernados e entrar para a coleção definitiva da biblioteca.Recomendamos se
ja a colocação das coleções encademíjdas nas estantes tambcan çor assunto.
amos para tal o nosso numero do chamada que será para um periodico de estati^
tica - 310.5 - mais o numero de ordem de colocação na estante. Assim as col^
ções de estatística terão o número 310.5/1 - 310.5/2 - 310.5/3 - 310.5/4 -eta
So tivermos 15 coleções do periódicos especializados em estatística
a ultima coleção tora o número de chamada 310.5/15. Tfaa nova coleção
sora
310.5/16 e^assim^or diante. Dontro das coleções não havora ordem alfabética,
mas isto não tera importancia. Para conseguir ordem alfabética as cole^õesde
poriodicos teriam que sor deslocadas, todas as vozes que uma nova coleção tivesse ^ue ser inserida. Seria isso um trabalho penoso e desaconcelhavel e de^
necessário#
Usando esse número do chamada, o técnico (a biblioteca especializada do instituições devo seç do livro acesso) - tóra todas^as coleções de peid
odicos reunidos; os de botanica serão encontrados ccm o numero
580.5/1 580.5/2 - 580.5/3 etc., os de agricultura com o número 630.3/1 » 630.5/2
630.5/3 - 630.5/4 - etc. Desta forma o bibliotecário poderá dizer de momento
quantas coleções de estatística, do quíniica, de genetica, de botanica,otc.poj
sui e onde se encontram.
Nesta altura devemos falar também na catalogação analítica de poriß
dicos. Pode esta ser feita depois que os volumes estiverem encadernados para
não interferir na circulação ou mesmo quando os periódicos ainda se
acharam
em brochura.
Somos de opinião que ura bibliotecário que tem poucos periódicos
e
coleção pequena deve fazer o ficbamonto analítico das revistas que recebe. No
Instituto Agrononico, conseguimos através da circulação das revistas
pelas
secções, que os prupiios técnicos fichem ou mandem os seus dactilógráfos fichar anoTiti oniT&gt;erite os artigos que acham interessantes para os seus trabalhos.
^
^0 bibliotecário poderá instruir os dactilógrafos das diversas
sec
ções técnicas de maneira que a confecção do fichas analíticas seja feita segundo as regras do catalogação. Sstas fichas dirão aos técnicos quais os trabalhos de que poderão dispor para os seus estudos e que realmente existem na
biblioteca.
Os folhetos tais como boletins técnicos, boletins, circulares, sopa
ratas, artigos reimpressos, etc., devem merecer a máxima atenção por parte do
bibliotecário. Trata-se de um tipo de bibliografia de^divulgação do
grande
procura por parte dos técnicos,pois dão informações sobre trabalhos em anda-

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em

�Honto-HOS instituiçõos de pesquisas e ostudos quo os públicom. Devo o bibliotecário catologar o classificar dovidanonte.
Cada bibliotoca adota o sou sistoma, nas sompro aonvoin frizar que e
necessário incorpora-los ao acervo o dar conhecimento da sua ^chegada aos técnicos por meio do listas bibliográficas. A catalogação devora ser. foita pelos
autores individuais e tambom pela entidade publicadora, porque o comum pedirem tais publicações pela Iftiivorsidade, Instituto, Ropartiçao goveraamental ,
etc. que as publicou.
Recortes de joraais: - tambán Sste tipo de notícias diárias intere^
sa aos técnicos o cabo ao bibliotecário ordena-los e facilitar a sua consulta
Pode reunir tais recortes on pastas, por assunto ou tambom om ordem cronolog^L
ca ou observar outra arrumação qualquer» Mais adiante explicaremos a maneira
como fazamos a catalogação de tais recortes. Ê verdade que eles perderão^
o
seu valor apos corto tempo, não servindo para efeito do citação bibliográfica»
Podem tais recortes ser então eliminados, mas não obstante o bibliotecário d^
vo trata-los com o interesso que meroccsaii. Tais notícias de jornais mantém os
técnicos a par de críticas, do problemas do momento, notícias de congressos ,
reuniões, calamidades, tais como: goadas, moléstias, otc., quo devastem
as
culturas, etc.
Bn vista do grando número do tais recortes o recomendável que o bibliotecário faga algum registro ou mesmo um catálogo que facilite a sua procu
ra o localizaçao. As fichas poderão ser de papel ou outro material barato.Como tudo na biblioteca, assim tambom a secção de recortes dove apresentar ordem.
Bibliotecas departamentais: - o muito importante que o bibliotocári
o também dS atenção a estas bibliotecas que facilitam o trabalho de pesquisas
dos técnicos. O bibliotocário deve, pois, facilitar a instalação de tais bibliotecas, não se opondo quo os olivros especializados nos diversos assvintos
permaneçam permanontos nossas bibliotecas, junto aos laboratorios. Se a verba
o permitir poderá ele comprar certos livros om duplicata, para que um, fique
na bibliotoca central o outro na departamental. Ê logico que^o controlo dosses livros compete ao bibliotecário, quo sabora através do numero de chamada
na ficha (call nunbor) om que departamento se oncontra o livro. O emprostino
por pessoas alheias ao doçartamento, poderá sor foito dirotomonte na bibliot^
ca dopartanental ou atravos da contrai.
As bibliotecas dopartamenttj^fogem ao controlo osta"£ístico da bibl4
otoca central, mas isto não tem importancia, pois que o nosso lema deve
ser
sempre,^procurar servir da melhor maneira possível aos nossos leitores. Assim
sendo não devemos nunca procurar embaraçar o serviço, mas sim torna-lo o mais
simples 2 J^acll possível.
Fotocópias o microfilmes: - também através dos serviços de fotocépi
as o microfilmes, que se oferecem em diversas entidades, tais como o
Ifaitod
States Department of Agriculture, S.I.C. do Instituto de CiSncias Agrícolas (te
!I\irrialba, que o bibliotocário devo aproveitar o mais possível, tem ôle possi
bilidades de conseguir trabalhos, folhetos, etc., para os técnicos de sua in^
tituição que lhe serão sempre muito gratos. O lema do bibliotecário, sendo sovir ao leitor, deve procurar e explorar todos os meios a seu alcance para teas.
formar a bibliotoca em uma organização viva quo gronda a todos e responda com
a maxlma procisão a todas as perguntas que lhe sao dirigidas»
Será uma satisfação para o bibliotocário ver que os técnicos se dirigem a ele na confiança de conseguir uma solução para os seus problemas múltiplos o do obter,quando mão una resposta,ao menos öma indicação de como e oij
de oncontra-Ia.P^a tal, necessário se torna que o bibliotocário conheça
os
problemas através de conversações o loitura.
Apos tormos foito essas considerações do carator geral, passemos a
tratar da catalogação propriamente dita, tomando por exemplo a biblioteca do
Instituto Agronômico do fetado de São Paulo, em Campinas.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I 2ca H
st er

�TfcNICAS UNIFORMES DE CATALOGAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO, ETC. PARA BIBLIOTECAS AGRÍCOLAS.
Na qualidado do bibliotocário do Instituto Agronomico do Campinas ,
Estado do Soo Paulo,Brasil, quo ó, som favor^algun, a maior e mais importante
bibliotoca espQcializada om agricultura o ciências afins do nosso^paxs tomos
podido obtor, duranto a nossa pratica de corca de 18 anos, oxperioncias
que
nos pormitom dizer algo sobre o quo aqui fizemos, relativomonte a catalogaçac^
classificação, organização do bibliografias o organização do bibliotecas
em
geral.
Quando fomos dosignados para oriontar osta biblioteca nada
havia
que se pudesso comparar a organização do uma bibliotoca modoma. Havia, isto
om 1935j^ cerca do 25 mil volumes que aprosontavom corta organização. A catal^
gação nao obedecia as rogras modernas. Usavam-se fichas de 5* x 8' çara os ay
tores. Estas fichas funcionavam cono utoa ospocio de fichas bibliográficas,pd1s
que oram encabeçadas polo nomo do autor o, em soguida, enumeravam-se os trab^
lhos do mesmo existentes na bibliotoca. Nao se observavam contudo, quaisquer
rogras do fichanonto.
Vimo-nos então, diante da tarofa do roorganizar a biblioteca,seguiß
do motodos modernos, atuaixionte om uso om todas as grandos bibliotecas do muji
do.
A tarefa quo so nos apresentava ora classificar o catalogar os diversos tipos de improssosi quo oxistom como so passa, assim am todas as bibl^
otecas agrícolas, a saber:
1)
'2)
3)
4)
5)

livros (obras)
poriodicos
boletins, soparatas, folhotos
rocortos de jornais
rolatorios anuais, yonrbooks, otc.

Após o ostudo do divorsos sistemas de classificação,rosolvomos ad^
tar a classificação decimal do Dewey que, na parte do agricultura tambon aprg
senta divisões satisfatórias.
Unhamos que escolher, quanto a forma de catálogo, entro o catálogo
dicionário e o catálogo sistemático. Inicialmonte estávamos propensos a usar
o catalogo dicionário^ mas posteriormente resolvemos, por convenioncia, aplicar o catalogo sistemático.
Como deve sor do conhocimonto gorai, o catálogo dicionário, tom por
característica reunir dentro do mosmo alfabeto as fichas do autores individuais do autores corporativos, do colaboradores, do assunto o de título.
Assim procuraremos o autor ANDRADE na lotra A, os assuntos agricultura. arados, abolhas. astronomia, o autor corporativo Arkansas. Agricultura!
Bcporiment Station^ o título _||Aprovoitomos o tompo" na lotra ^ Ao passo que
Fumo. Fei.lao. ■'^amacia. estarão na lotra f, etc.
O catálogo dicionário, se recomenda mais para bibliotecas^gerais,se
bem que, incontostavelmonto, soja de uso mais fácil para o grande publico^pci^
que se assemelha a um dicionário ou a uma enciclopédia, que qualquer
pessoa
sabo manusoar o consultar, visto quo dentro do alfabeto, quo vai da lotra ^ a
^ encontramos todos os conhocimontos humanos, dispostos on rigorosa ordem £lU
fabetica, sondo o consulonte remetido, por moio do romissivas vido o
vide
também para os assuntos coniolatos.
Roquor a confecção do um catálogo dicionário conhocimontos profundos,a oséolha do cabeçalhos devo sor foita com critério rigoroso e as remissj.
vas dovem romotor o interessado para os assuntos correlates, mostrando assim
o que a biblioteca possui sobro os mais variados assuntos o sobre as mais variadas ontradas (cabeçalhos). '

Digitalizado
-gentilmente por:

�Alam disso o catálogo dicionário disponsa os assuntos, fazondo
can
quo o consulonto abra as divorsas gavotas, afim do consoguir as informações do
quo nocossita.
Para oxmplificar; um consulonto intorossado no ostudo anatômico das
plantas oncontrara na lotra R o quo oxisto sobro as raizosj na lotra C sobro o
caulo; na lotra F o quo a bibliotoca gossui sobro frutos, floros, folhas, Doyg
ra, pois, "catar" os dados o informaçoos portoncontos ao mesmo assunto, No ca^
so do uma bibliotoca muito movimentada a consulta so toma, as vozos, bom diíl
cil, tondo cm vista o grando publico, oxistonto junto ao catalogo,
Não quorcsmos com isso diminuir o nórito do catálogo dicionário
quo
roputanos do idoal p^ara uma bibliotoca ^do assunto gorai, om quo so visa sorvir
ao grando publico, E o catálogo dicionário, som dúvida alguma, a forma única
a sor usada om tais bibliotocas do tipo públicas, municipais o outras,
Convom frisar, quo tambom nos, ostanos usando o catálogo dicionário
om nossas bibliotocas rurais quo so dostinajn a consulta das populações do zonas rurais, Gomproondomos porfoitanonto a grando facilldado quo a sua consulta
oforoco ao publico, quo não nocossita do çonhocimonto algum do tocnica do cata
logo para obtor nolo o quo dosoja, Como
afirmamos acima, qualquer
pessoa,
quo conheça o alfaboto, sora capaz do encontrar dontro das 26 lotras, marcadas
nas guias o caboçalho que roprosonta aquilo quo procura, E as ramlssivas,do ca
talogo bom organizado, complotarão as suas pesquisas remetendo o loltor
para
os assuntos corrolatos que elo talvez nem imaginaria consultar ou oxistlran na
bibliotoca, O catalogo dicionário desperta nosno através das suas romissivas
o Interesso do leitor para a loitura de assuntos quo doutra ^lortna não teria a^notado para ampliação dos seus conhocinontos.
^
Rosumlndo podamos pois afirmar, som rocolo do errar que o catálogo
dicionário o ideal o o único recomendável para as bibliotocas do assunto geral
ou soja para as bibliotocas destinadas ao grande publico,
Para as bibliotecas especializadas, quo usan catálogo dicionário, a
dificuldado maior tom sido sompre a não oxistõncia de listae do caboçalhos do
assuntos que satisfaçam a todas as oxigoncias o quo sirvam ospocialmonto
no
nosso caso particular para as bibliotecas do assuntos agirícolas, Existam ótimas listas do caboçalhos do assunto para bibliotocas do assunto geral,tais como: Subjoct hoadlngs da Ilbrary of Congross o do Soarc om inglês o castolhano,
tomos aqui no Brasil a lista do caboçalhos do assuntos do Wanda Ferraz o tambom o Ministério da Agricultura publicou una lista minoografada do caboçalhos
destinada as bibliotecas agrícolas,
^ A organizaçao do catalogo dicionário requer conhocimontos profundos
do sua técnica o listas do caboçalhos de assuntos, quo sejam roalmonto reprosontatlvoe para todos os assuntos, quo ocorreu, o, que são tambom no nosso cam
po do trabalho complexos o ostroltamonte rolacionados a outros campos do ciência, tais como estatística, economia, legislação, matomátlca, química, física,
geologia, biologia, botanica, zoologia, todos os campos das cisncias aplicadas,
etc.
Doçois do temos foi to tais considerações, ^roconhecondo plenamente o
valor do catalogo dicionário, coubo-nos estudar tariben o catalogo slstomatlco
quo o, como o do conhecimento do todos, quantos colaboram om bibliotocas especializadas, a forma do catalogo mais indicada para osso tipo do bibliotecas.
Sabemos, que o catálogo sistomático tom por característica separar
autores (individuais o corporativos) o ass'jntos, oxigindo pois, om grandes bibliotecas dois moveis distintos, A sua organização obodoco a um slstama
de
classificação, Podo-se aplicar o sistona do classificação que mais convier a
biblioteca,
O catálogo sistemático, quo se rocomondn mais para bibliotocas espo
ciallzadas, tom a grando vantagom do rounir os assuntos dentro do una dotormi-

cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em

�1

nada^classe» Assim, aproveitando o mesmo exemplo, actoa menclonaéo, do estudo
anatomico vegetal, reuniremos dentro da classe de botânica o que a biblioteca
possui sobre o estudo de raízes, caule, folhas, flores, flnztos, etc», das pla^
tas*
Não haverá mais necessidade, conforme sucede no catálogo dicionário, de abrir e fechar diversas gavetas. Dentro da gaveta da classe 580 ( usando
Dewey) reuniremos tudo o que possuimos sobre o assunto de botanica, quer sob o
ponto de vista da fisiologia vegetal^ da anatomia, da morfologia ou ainda
da
sistematica» Assim sendo, as Suforbiaceas, Rubiáceas, Amarilidáceas,
estarão
dentro da mesma classe S80, onde encontraremos também os diversos fungos,os 24
chens, etc», enfim tudo que cabe dentro da mesma classe, da mesma gaveta»
Os
autores individuais^e corporativos e os títulos serão encontrados em ordem qTfabetica em outro movei, ou nas grandes bibliotecas, am uma sala adjacente»
Durante os muitos anos de prática, o bibliotecário se
familiariza
com a maneira com que lhe são dirigidas as perguntas pelo público, e, no caso
de nossas bibliotecas especializadas em agricultura, pelos técnicos aos quais
servimos» A pergunta em 90^ dos casos sera: "O que existe na Biblioteca sobre
tais e tais assuntos"? A resposta e fácil, quando podemos mostrar no movei a
gaveta, ondo esta reunido, sob o mesmo símbolo do classificação tudo que existo sobro o assunto, e, tudo que se relaciona com o mesmo, sem que seja necessá
rio saltar de ma gaveta para outra, obedocendo as remissivas "vide" e
"vido
também". ^Tambom para atender aos contínuos podidos do bibliografias, o catál^
go sistemático tom sido para nos do grande utilidade, pois, tambom nosse caso
basta consultar uma determinada classe para responder ao podido formulado
om
carta, ou a solicitação verbal»
A pratica demonstrou que o catálogo sistemático é realmente o mais
indicado para as bibliotecas especializadas pois, quando o consulonte
oxigir
uma bibliografia por autorás, também a resposta será rápida .om vista da ordem
alfabética em que os mesmos se encontram dispostos em nosso catálogo»
Ifcia parte essencial do catalogo sistcMaatico é, como no proprio Dovcy
o^Rolatorio Ijjdex, um índice alfabético muito bem elaborado, que respondo
á
todas as possibilidades de perguntas, que use termos sinomimos o que também i|i
clua TO^ssivas» O índice sendo bem feito,^resolverá todas as questõos^ tomag
do possível a consulta do catalogo, mosmo^as possoas de cultura relativamente
parca, pois, basta conhocer a ordem alfabética e saber ler o numero e procurar
na respectiva gaveta,^ou no respectivo móvel o assunto indicado pelos algarismos» No índice o possível introduzir sempre novas formas, novas possibilidades
do procura, que o bibliotecário atonto vai auscultando junto aos frequentadoros
de sua biblioteca,
^ Apos termos^feito tais considerações, o apos termos posto na balan
ça os pros o contras, o que rosolvomos organizar as obras existentes na bibli^
teca, que conta hoje com corca do 48.000 volumes o que funciona a contento.Quan
do aparocem falhas, estas não são de grande vulto o podem ser sanadas. Rdomo^
soo.
íi.i..{^u2í!y '.constatar que o funcionamento é satisfatório, provando assim
que a forma de catalogo, que escolhamos, preencha as suas finalidades.
A gatalogaçXd
Seguimos a risca as normas de catalogação da A.L.A, Bn casos de dúvida temos gara consulta o "A.L.A. Catalog Rules", que tem correspondido
às
nossas exigências. Para nomes brasileiros usamos as "Normas para catalogaçãocb
impx'essos da Biblioteca de Vaticano" e "Normas brasileiras, um problema na catalogaçao" de autoria de Maria lüiza Monteiro da Cunha. Tfeimbém o "Doscriptive
Cataloging" da Library- of Congross, tem sido para nés muito útil o tem nos aju
dado a rosolver os casos camplicados.
"
^
Usamos fichas 3^ x 5' tanto para autores como assunto» As rogras de
redação de fichas tambom são observadas a rigor.
Fazemos a ficha matriz (main card), que,com a sua "pista"(tracing).

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em
14

15

16

17

lí

19

20

�indica o desdobramento a sor feito,
guns exemplos dessas fichas»

Para ilustrar daremos mais adiante

al-

O nosso número de chamada (call number) é formado pelo numero
classificação de Dewey e a marca de Cutter (author marc).

do

A colocação, que usamos para os nossos livros, ó a relativa» Pòrto^
to, nas estantes as obras tSm a colocação determinada polo assunto, e não pelo formato, pelo tamanho ou pela encadernação» Deste modo a consulta da prqp^
a estante se toma facilitada» Convém sempre levar em conta que os
técnicos
apreciam muito esta forma do colocação, que lhes proporciona a possibilidade
do roverem reunidos os assuntes, e que toma fácil a solução de questões rápj^
das no proprio deposito do livros, som que haja necessidade de leva-los consigo para as suas secções ou fazer a leitura no ealão, a isto destinado»
Levamos também em consideração, durante a organização da biblioteca
a necessidade imperiosa da existônoia de bibliotecas departamentais, onde ficam as obras bem especializadas, cuja consulta interessa do perto apenas a um
grupo mais ou menos restrito» Conservamos pois, na Biblioteca Central, as obras de carater mais ou menos geral, deixando que as obras especializadas fiquem nas pequenas bibliotecas departamentais do carater estritamente ospecializado» O numero de chamada ^call number) incluirá uma informação convencional, indicativa da localizaçao da obra em determinada secção» O controlo
da
consulta^ de t^s obras, fogo naturalmente a contagem do consultas, o, assim
sendo, nao será possível elaborar estatísticas, que traduzem realmente o mov^
monto integral da biblioteca» Mas, considerando, que visamos possuir uma biblioteca viva, que sirva a todos os interesses^ e que esteja no máximo possível ao alcance dos consulentos, ou so^Ja, aos técnicos aos qüais temos por incumbência servir em suas pesquisas, nao ligando muitas vezes para cortas normas, que çarecom do importancia, quando postas em confronto ccsm a utilidade i
modiata, e que somos de opinião que as obras especializadas devem permanecer
nas bibliotecas departamentais, cuja organização sora idêntica a da biblioteca contrai.
^
Os responsáveis pelas bibliotecas departamentais assinam uma requisição permanente para as obras sob sua guarda.
A consulta das obras especializadas, permanentes, poderá ser feita
diretamente nos departamentos, ou então elas poderão ser solicitadas através
da biblioteca central e consultadas na sala do leitura dosta»
Convém osclarecor ainda, que os senhoros técnicos tom o direito de
conservar os livros, para consulta, em suas secções ou mosmo em casa durante
o prazo de 15 dias, que poderá sor prolongado, na medida do necessário»
Falemos agora na Catalogação propriamente dita.
ÜLssemos acima que observamos em nossa biblioteca as regras do cat^
logaçap atualmente aplicadas nas bibliotecas modernas, roferimo-nos especialmente as bibliotecas norte-americanas.
»
Visto que o tema, que escolhemos se refere à técnica informes do c^
talogação, classificação, etc., do bibliotecas agrícolas, vamos proceder
em
nossas explanações, semelhantemente como o fazoros na qualidade do professor
da Escola de Bibllotgconomia, dando todas as explicações cabíveis e, sem duvl
da, também úteis aqueles que se oncontrtam diante do problema de catalogar os
livros de sua biblioteca agrícola, som possuir, contudo, os conhecimentos técnicos, ministrados nas escolas do bibUotoconomiao
Ja explicamos acima, que usamos e, generalizando, que se usam
nas
bibliotecas fichas 5* x 5* com uma chanfradura quo sorve para fixá-las nas ga
vetas por moio de uma vareta»
^
O catalogador observa nestas fichas margens, entrelinhas e
de maquina»

I Digitalizado
-gentilmente por:

espaços

I Sc a n
st em 4^
14

15

16

17

18

19

�A favor da uniformidade dolxam-so em todas^as fichas, no lado 3 entrelinhas vasias. Bstas 3 ontrolinhas wsias existirão, pois, tanto nas fichas
de autor, como nas de assunto e do título«
No lado esquerdo da ficha, em sentido vertical teremos uma
margem
branca que servira para a colocação do número de chamada (call number).
Distinguiremos a Ia» margem, com 8 espaços do máquinas vasios (começar-se pos a escrever no 92 espaço), a Za, margem com 11 espaços, começando- se
no 12C espaço e a 3a» margem com 14 espaços, começando-se no 15fi espaço.
Ea Ia. margam começam sempre as fichas de autor principal, enquanto
que colaboradores, cabeçalhos do assunto, títulos, entram em 2a, margem»
A 3a» margem ó usada ossencialmante para as remissivas, e a
para os tomos vide e vido tainbom.

saber ,

Vamos a seguir proceder- a catalogação do algumas obras, fazendo
as
fichas para catálogo dicionário e também as corrospondentos para uma biblioteca que uso catalogo sistomatico como no caso da nossa aqui no Instituto Agronô
mico do Campinas.
FICHAS E FICHAIIENTO
A confecção de fichas, por qualquer livro, obodocorá sempre a
ordem, a sabor:

mesma

1) Ficha do nomo certo quo registrará em Ia. margem o nome certo encontrado nas fontos de posquisas» Na(s) linha(è) seguinto(s) registra(o) - se
a(s) romissiva^s) quando houvor necessidado do faze-la(s)j isto sucedo no caso
de sobrenomos duplos, pseudônimos, otc»
Três ontrolinhas abaixo registramos as fontos posquisadasiEx»-! o Ia.
Conformo já vlmoSj faz-se a posquisa do nomo certo uma so voz, sondo
a ficha acima descrita, guaí^ada no catalogo auxiliar do nomos cortos, do üso
do bibliotocario, evitando-se assim a repetição do um trabalho moroso, o,
às
vozes bem difícil.
2) A ficha de Casa jPiibljLcadora em que se registra a forma de nome da
Casa Publicadora, a ser usada em todas as entradas da mesma» Ex» - II.
3) A ficha ^ tombo quo ^substitue o livro do tombo» Ê uma ficha que
seirvo çara a olaboraçao do inventario da bibliotoca, contendo todos os
dados
necessários para osso fim, tais comc: data do entrada, nC de tombo (númoro de
ordem de entrada do livro nc. bibliotoca), data de compra, proço, nome do doador o constituição física do livro, quando eomprado (brochura, encadernado).No
verso dessa ficha vai o nö do chamada e o nome da livraria (ou do doador)» Ex.
-III.
4) A ficlm matadz que dosdobrada dá origom as fichas dostinadas
catálogo do público. Ex.- ÍV.

no

5) A £ic^ dg autor (principal, secundário, individual ou corporativo)» Ex»- V - VI - VII - VIII.
6) A ficha do assuntoe Ex»- IX e X.
7) A ficha do sóriq» Er»- XI.
CABEÇALHOS DE ASSUNTO
A oscolha do cabeçalhos do assunto, para o Catálogo Dicionário, con^
tituo um problema bastante difxcil poi'a a catalogação, pois, que o
cabeçalho

Digitalizado
-gentilmente por:

�tora quo roprosontar da manoira mais sucinta possívol o assunto da obra catalo
gada, servindo ao mosmo tampo para alfabetação das fichas no catálogo.Para auxiliar o bibliotecário nesta difícil tarefa existem as listas do cabeçalhos do
assuntos impressos (subjoót heading), ja mencionadas anteriomento.
FICHAS ANALÍTICAS
são fichas que, como já diz o sou nome, analisam os assuntos contidos om uma obra, variando o sou numero por conseguinte, com o numero de trabalhos ou assuntos contidos nela,
FICHAS DE SÊME
ftíla ficha de série o leitor poderá saber quantos o quais volumes de
uma serio, por cuja leitura se interessou, existem na biblioteca. Assim
por
exemplot tendo lido a obra "Saneamento urbano e rural", pertencente à
série
"Biblioteca científica brasileira", poderá pela ficha de série, ser levado
a
ler outros Uvros de assunto idêntico, São duas as possibilidades do se fazer
fichas de série (vide exemplos XI e XII), Na ficha do tigo XI outras obras, existentes na biblioteca, pertencentes a nosma série, serão registrados, observando» se sempre uma entrelinha entro uma e outra,
CATAIiOGAÇlO DE LIVROS
"Saneamento urbano o rural" de autoria do V, M. íhlers o E,W, Stoelj
traduzido por Marcelo Teixeira Brandão, Pertence o livro à séide "Biblioteca
entífica brasileira", série B-III,
A página do rosto traz, acima do título a nota de sério, razão
que o título vai precedido por reticências,

por-

Fizemos as fichas abaixo, pela ordem I e Ia. - Pesquisas de ncmio ce£
toj - II - Nome certo da Casa Publicadoraj III - Tombo; - IV - Matriz? V - Autor (ccm a pista no verso); VI - Colaborador; VII - Autor corporativo; VIII Autor corporativo; IX - Assunto; X - Assunto; XI - Sério (una possibilidade) ;
XII - série (outra possibilidade),
^ Fichas Ia, - II - III - IV - vão para os catálogos auxiliares ao bibliotecário,
^
Fichas V - VI - VII - VIII . IX - X^- XI - XII - vão para o catálogo
do publico, sondo que, no caso de usamos catálogo sistemático, V - VI - VII VIII - U - XIII - vão para o catálogo de autores e IX e X para o catálogo de
assunto,
OBSERVAÇÃO - (^ando uma obra tiver mais de um autor, escrevo-se apés o título
por (ou by, ou von, conformo o idioma on quo o livro estiver escrito) o cita-se a seguir os autores na ordem que aparecem na pagina de rosto,
Se houver mais de 5 autores, citam-se os 5 primeiros somente, escrevendo-se os
tre colchetes [e outros|.
O número de chamada será em vermelho nas fichas destinadas ao catálo
go do público,
""
Es. I

Silers, Victor Marcus, 1884C.B.I.

1938-42

Sigenheiro sanitário
norte-americano)

Digitalizado
-gentilmente por:

�Municip.il and rur.-.l
snnit.-tion

ix. xa.

I
Steél, Sruo-st William, 1893C.B.I.

1938-42

(profosòor de onger)h.?j?ir.
nnanic ipai nortü—araericano.

Ex. Ir.» - vorso

Munioipal and rur-.l
smitction

iiz:. II

Baprensr. n::cional

Digitalizado
-gentilmente por:

(Rio de J^,neiro)

�13

Ex. III
Dat - &gt;. de
Tombo

Dat:; de
entrada

n^' dc: toja
"bo

•í^-21-8-1950
Ehlors, Victor Marcus^ 1364SanoiiEiento urb-.ino c riare-l, por Victor
M. Ehlsrs G Ernest U. Stucl; tr-.dugao de i-inrcelo Tcixcirc. Br .ndr.o.,..
Rio de Janüiro&gt; Inprensr,. ncicional, 1948.
xviii, 459p. ilus.
•.nt::is, 24 er,. (Biblioteca científica brasiloirc., s'rie B-III)
17-8-1950
dportugucs
brochura

Ex. Iii - vorso

628
Eh56s
Instituto nc-cioniil do livro

Fiche, matriz par--, c.-.tálcgo sistonático o seu
desdobramento.
Ex. I\'

628

Ehlers, Victor Marcus, 1S84... S.'ui;-'.riúnto urbrino t luralj por Victor
M. Ehlers o Ern. st Ii. Steclj tradugao de
Marcolo Tuixaira 3r:.ndao,.. Rio do Janeiro,
Inprensa n cional, 1948.
xviii, 459p. i'lus. pl..intuSj, 24cni. (Biblioteca ciontífic-, br.-.siluir
eórie B-iil)

6882
Notas de rodapo.
Kotas bibliogr:'iic:.is do rodapo.
Biblios;r.-.fia nD fi::; dos cppituloc
(vido vorso)
£iX. VJ - vorso

628
628.7
Stool, Ernust Uilli u-i, 1393-^
,colab,
Brasil, Ministü^rio d.;: aducaçao c saiide
Rio de Janeiro, Instituto nacional do
livro.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
14

15

16

17

lí

19

20

�»?nr

T»"

628
Ehlers, Victor Marcus, 1S84-;
2ii56^
• • * Saneamento urbaiio e rural, por Victor
M. Ehlers o Ernest w. Steel; tradução de
Hcircelo Teixeira Brandao... Rio de Janeiro,
Im renea nacional, 194.8.
xviii, 4-59 p. ilu3. plcintas, 24- cir.., (Bibliotecii ciontxiica brasileii-a, série B-III)
Notj.s de rodapé.
Ilot.-.ü bibliográfica de rodi;.p8.
Bibiiogr..v.:.ia no fim dos capítulos.

!
I

Ex. V - verso

6832
628
6r:.'7
Steel,
'p.ll.iyjjij, 1893-^
,colr?,b.
Branil. iiinisteixo ... .-rc j.caçüü ,•
.-íãe.
íilo de Janeiro. Instituto nacional do j.x~
vro.

Ex. VI

'''• &gt;3
628

Steel, Ernest yilliam, 1893, colab.
Ehlers, Victor ilarcus, 1884... Saneamento urbrino e rural, por Viotor li. Ehlers e Ernest V/.__3teel; traduçao
de Harcelo i'eix-3ira Brandão... Fão de Janeiro, Imprensa nacional, 1948.
Notas de rodapé,
Not;,, bibliogr."; icaí; de rodapé.
Bibliogrtifia no fi;.i dos capítulos.

Sx. VII

620
Sh56
®

Bro,sil. i-iiniütério d;,, educayao e saúde
Ehlers, Victor 1 Marcus, 1684-... SanecJnento nv^^ario e rural, por Victor !L Elilors e Ernest V/.^Steelj traduçao
de Marcelo Teixeira Brandao... Rio de Janeiro, Imj-rens.:! nacional, 1948.
x\''iii, 459p. ilus. plantas, 24.cm (3iblio-oeca científica brasileira, série B-III)

/
Notas de rodapé.
Notas bibliográficas de roOujvé.
Bibliografia no fim dos capítulos.

5

6

Digitalizado
-gentilmente por:

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|ll
14
15
16
17

�4.?

Ex.
I

VIII
,

f
628
Sh56^

Rio de Janeiro. Instituto nacional do livro
Shlors, Victor Hí. rcus, 1384... Saneamento urbano a rural, ■ or Victor
M. Ehlers e .^rnest 'í, ütoelj traduçao de
Ilai'celo Teixeira 3r;:.ndao... Pdo de Janeiro,
lar rent::! r-acional, 19AS.
xviii, 4-59p. ilu3. plantas, 2Á.Ciã, (Biblioteca científico, brasileira, série B-III)

'
j
i
j
;

Notac3 üe rodapé.
Kotfis bibliográfic-it' de rodapé.
BiblicgTtJia no fim doa capítulos.

Ex. IX

628
Eh56^

628
Ehlers, Victor i-iarcus, ICS-Í.... Sansamento ui-bano e rural, por Vi,.tor
M. Ehlers e Ernest Vi. Steslj õraduçao de
Marcelo Teixeira
.. Rio de Janeiro^
Iraprenaa nacional, 194ò.
xviiij A59p. ilus. plantas, 24cm. (Biblioteca .científica brasileira, série B-IIl)
Notas dfe rodapé»
Not;:£; bi&gt;:lio^;;Taficas de rodapé.
Biblicífrafia no fiai dos capítulos.

i

Ex. X

62S
Eh56^

628.7
Ehlers, Victor ikirc-ues, 1884-... ianoúüiento urgano e raral, por Victor
K. Ehlers e Ernest V/. Steel; traduçao do
Marcelo Teixeira Brandao».. Rio de Janeiro,
Imprensa nr.cional, 1948.
x\''iii;; 459p. ilus. plantasj 24gsí. (Biblioteca oiei^tífica braeilaira^ série B-III)
;íot::s de ro^-?apé.
Notas bib?iográficas de rodapé.
Bibliografia no fim dos capítiilos.

Ex,. XI

623
Eh56

Biblioteca científica br.:.siieira
Saneamento urbano e rural, por Victor M,
Ehlers e Ernest
Steel

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em
14

15

16

17

lí

19

20

�.16
Sx.

623
Eh56

XII

Cientifica bi^.. sileiva
Ehlers, Victor r^rcus, lôô4.... Sansunento uro.'r;o e rural,. ■ or Victox*
i'i« ii/iilers Ö Srnest &gt;.'♦ bteoj.: tradução ds
i'iarcelo Tei:.:äir . 2ran'...ao.,, íiio de Janeiro«
Imprensa n.-.cioriíilj, 1948.
xviii;, 459p. iliis. pL-ntaS; ?4.gk, (Biblioteca científica br -sileira,, seri.í B-IIl)
Kotaü de ro ape.
Notas bibliográficas de rodapé,
Bibliogr-íia no fia dos ca^'iVjloii,

sultante

^icionurio com

fioha. de assunto rä-

do oaxilcsfäwüo'j!'"'

idéntioas
Ficha

628
Eh56

matris

Ehlers, Victor Marcus, 1ÖS4.• •• oaneo.mento urbano e rural^ poi'' Victor
M» iiihlers 3 üirnest
Steslj tradução do
Ka. oelo Te.LXsira Brancicio,,, .Rio de Jaxieiro,
lüíprensa Nacional, 19
xviii, 4-:;9p» iluü. planta a, i-í-cni, (Biblioteca científica brasilsira, scíi-ie 3-III)

6882
Nota;.; de rodapé.
Notao bibliogrc'ficas do rodapé,
no fim dos capítulos.
(vide verso)

Verso

Engenhariõ. sanitária
Steel, Eraest William, lö93-_
Br.':tSil. Ministério da Gducí.çao e saúdõ
Rio de Janeiro. Instituto nacional do livro

Digitalizado
-gentilmente por:

�17

Ficha de assunto

628
Eh56

Engenharia sanitária (ea vermelho)
Ehlers, Victor iiarcua, 1ÖS4.... Sanaaiaento ■ai'bdno 3 r^oralj } or Victor
M. Ehlers a Srneüt y. Steel; tradução de
Marcelo Teixeira Br.. nd;:.o... Rio de Janeii'o,
Imprensa nacionalj 194Ö.
xviii, 4-59p. ilus. plantas, 24.cin. (Biblioteca científic-, br&lt;;-.sileira, ssrie B-III)
Notas de rod.:Lpé.
NotiS bibliográficu:^ de rodapé.
Bibliografia no fiir. dos capítulos.

Fichaniento de Separata
Ficha I (ficha matriz)

22798

Babcoclc, i'rnest Brovn, 1Q77Gonetic evolubionory processes in Grepis,
by E. B. oabcockí G.L, Steobins Jr. and J. A,
J anlíina.
p.337-363&gt; 2ícm,
Separe-ta de The iiraarican natui'alistp v.76;
July-.iug-ust^ 194 í.
Bibliografia p.3ó'^-3ó3.
583.552
Stebbins, George Ledyord (jr.), 1906j
co-lab.
Jankin'.';^ Jíanes a
í
í colab,

Fich.;. II (a-ator)

22798

Babcock, ^nast Brown^, 1877Genetic evolutionary processes in Jre; is,
by E. B. Babcock, G. L. otebbins Jr. and J.
A. Jenkins.
p.337-363, 24ca.
3e7arcj.ta de The .-jíerican rür.turalist, v,7d&gt;
July-iii.iâ-ust, 1942.
Bibliografia p.36-2-363.

Ficha II - verso

22798
583.552
Stebbins, C-eorge Ledyard (jr.), 1906colab.
Jenkins, Jants A
, 1904, colab.

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
14

15

16

17

lí

19

20

�IS

Ficha III (assunto;

22798

563.552
Babcook, iHrnsst, Brovn, lö77Genetic evolvi.tionary prooe^ses in Crecis,
fcy E. 3. Babcock, G. L. Stebbins Jr. indj.
A. Jenicins,
P • 337-3Ó3 j 24-cn:. \
Sep^r.-.ta de The iimerican naturellst. v,7ó,
July--.ra^Tistj 1942,
Bibliogr&gt;.fia po6^2-3d3.

?iiJh:V IV (colabori.dor)

22798

Stebbins, George Ledyard (jr,), 1906Golab.
Bubcocjc, üJrnetst Brown, 1877Genetic evolutionary procetiaes in Crepis,
by E. B. Saocock, G. L.'Stebbins Jr, ::nd J,
A. Jenkins,
p.537-303, 24.cin,
Separc-.ta de The j^ej:icr.n natux'. list, v.765
July-August, 1942.
Biblio.;,;rcti ia p, 36. •;-363.

Fichti V (colabori.dor)

22798

Jen]:ins, James
, 1904., colVo.
Babcock, f)rnEõt Brov/n,- 1811Genetic evolutionary processes in Grep.:.s,
by E. B. Babcock, G. L. i-tebbins Jr. and'j.
A. Jenkins.
p »337-363, ZU cri.
Separat..^ de i'he -f^merisan naturalis*, v.7ò
July-.iugust, 1942.
'
Bibliografia p.362-363

NOTa;

■a3&gt;:-.r catálogo dicionário o número 533-582 eerá subst-xtaido pelo cabc-çalhos Grepis-Genética.

CATÁLGGaÇIO DS FERldDI..03
Os p©rx(5dicoã ocupam m lui^ar de dsbõaque ea nossa Eibliotecu, assi
.m

2

3

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em

14

15

16

17

i&lt;

19

20

�como an todas as bibUotocas agrícolas» Todas olas rocoban por assinatura
ou pormuta um grondo número dôles» Os periódicos são o tipo de publicação
bibliográfica proferida pelos técnicos, pois, elos os mantém a par
das
novas descobertas,das pesquisas em andamento e dos últimos resultados obtidos. são também um importante veículo do intercâmbio entre os cientistas
do todos os países do mundo» ißdas as bibliotecas, quer especializadas ,
quer de assunto geral, recebem tais publicações em maior ou menor escala.
A nossa biblioteca recebe cerca de 600 periódicos de tSdas
as
partos do mundo» São elos redigidos nos mais variados idiomas e versam igualmonto sobre os mais variados assuntos.
Bn vista do lugar do destaque, que ocupam em nossas biblioteca^
merecem eles também um tratamento todo especial, desde o momento om
quo
chogam»
Como e sabido, ossos periódicos tom osta denominação polo fato
de sorem publicados com regularidade, podendo ser menscds, bimensais. semestrais, anuais, semanais, etc.Chegom om brochura, na forma do fascictüo^
e devem ser registrados provisòriamonto em uma ficha que, com os dizeros
imçressos, poderia ser generalizada» Juntamos por osta razão um exemplar
a este nosso trabalho» O registro o feito a tinta, para apressar o sorvi
ço.Os números rocem-chegados devem ficar expostos de preferencia durante
um mes om uma sala especial na biblioteca» Ficam numa estante adequada,em
lugar bem visível afim do quo todos os técnicos possam tomar^conhocimento
dos novos numeres chegados» Durante o período do exposição não circularãc^
o não poderão ser emprestados.
^
Depois^dôste mes de exposição, deve-se cuidar da circulação dos
periodicos através de todas as secçõos técnicas» Devo-se observar, contado, uma certa ordem na circulação, que poderia sot a seguintoi as revistas ospecializadas^dovom ir, em pidmoiro lugar, às socçoes que tenham
a
mesma especialização do assunto do periódico» Assim, um poriodico do goi^
tica devora em primeiro lugar, transitar pela Secção de Genética, permanecendo aí por um período estipulado, doamos um mos, para em seguida circu
lar pelas demais secçõos da instituição, sem contudo, obedecer posteriormento e^uma determinada ordem» Ifcia revista especializada om fitopatologia
dpvo, logicamente, primeirononte ser remetida à Socção de Fitopatologia,e,
somente posteriormonte, aos demais dopartamontos.
^
A circulação dos periódicos podo ser, alem disso, orientada pelo proprio bibliotecário^ que, modiante uma lista de todos os periódicos,
recebidos pola instituição, registra as preferencias dos senhores técniocs
pelos diversos assuntos neles contidos.
I
Depois de terminada a circulaçao, devem os periodicos ser reco
lliidos em^deteimnadas caixetas ate que o volume esteja completo, tratando-se então de encadomá-lo, em seguida o que, figurará na ostanto junto
a respectiva coleção»
Os volmies encadernados figurarão em outra ficha, especialmente
confeccionada para tal, de maneira que a qualquer momento o bibliotecário
esta habilitado a informar o consulonta sobre quais os volumes completos
que possui da coleção e quais os números em brochura, em forma de fascícu
los.
Depois de encadernados, deve o bibliotecário tratar do fichamon
to dos artigos contidos no volume, Ê este um trabalho que requer muitotm
po, mas e, sem duvida uma das tarefas mais importantes»
Terá ole que fazer fichas analíticas çara todos os assuntos,que
terão que ser classificados para figurar no catalogo» Faz-se fichas de au
ter, colaborador e de assunto, não havendo pois, necessidade de ficha matriz (main card)»
Daremos a seguir um exemplo de uma ficha analítica.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

�20

63Ú.5/57
56S4.53
1938

íiusomus, .i5
R
Quality studias in tho whoat-brc-;eding
progr-jun: at tho Hinnesot.-^ agriculturd exporinontul st.-.tiorj, by E. R. aus .ânus,
C. x-iarkley, C, H. Bniloy jo outros j
(In JoMT. .igric. Roa. 56s4.53-4ó4-A930)

I - vorso

633.11
M:irkloyj M
Bailey, C

oolt^ O 9
jcolaci

H

.•-1n colaborador

Markloy, M
G
,
, colab,
Áusonus, E
R
C^ality studiös in the whea,t-breeding
prograa dt the Minnesota agricultur&lt;»l oxperiffiont Station, by 3, R. Ausonus, M, C.
Markley, C. II. Bailey je outros j
(in Jour, Agric. Res. 56;4-53-464., 1938)

630,5/57
Í6;A53
1938

III - Ficha do colaborador

630,5/57
56,453
1938

Bailey, G *
H
.
, colab.
Ausonus, E
R
Quality studiüs in tho whoat—breoding■
progran at tho kinnosotc. i'..~ricultural oxporii:ient Station, hj E. R, Ausenus, M. C.
Mar t:ley, G. H. oailey je outros j
(In Jour, Agric. .ies. 5ó:.453-464, 1938)

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

20

�IV - Ficha do assunto

630.5/57

633.11
Ausomus, E
R
Quality studies in tho whoat-broodirií
program at the Ninnosota agricultural
oxporimant stution, by E. R. Ausomus,
M, C. Markloy, G, H. Bailoy jo outros|
(In Jour. Agric. Ees. 56i453-464,
1938)

NOTA: No caso do catálogo dicionário o númoro 633,11 sorá substituído polo caboçalho: TW.go - Melhoramento (om vormolho)
Sste mesmo tratamento dove ser dispensado a todos os trabalhos pu
blicados om periodicos.Bem om breve ficaremos plenamento compensados pelo
nosso trabalho,verificando com que satisfação os técnicos se servirão dostas fichas analíticas,que serão colocadas no catálogo geral,
^ Não o necessário acentuar como são úteis^estas fichas analíticas
do periodicos para a confecção do bibliografias sobro os mais variados assuntos.
Sosm dúvida alguma, valo a pena o bibliotecário fazer este traba lhe que dara maior importancia o maior valor a sua biblioteca o à sua orga
nização,
NtiMíJRO DE CHAMADA PARA PERIÓDICOS
Vamos explicar o númoro do chamada que colocamos ao lado da ficha
analítica e que em nosso caso é:
630.5/57
56:453
1938
^
Podemos afirmar^com satisfação,que o mosmo o de nossa autoria
que ale^vem funcionando as mil maravilhas,tendo dado uma solução plena,
colocaçao dos periodicos nas estantes,reunindo-os por assunto,

o
a

Ê sabido que a colocação das coleções de periódicos representa um
problema nas bibliotecas,Alguns costumam colocá-las por odaa alfabótica,ou
tros por idioma, ordem de entrada, etc.
""
Os sistemas ato aqui aplicados, dispersam os assuntos,O ideal om
nossas bibliotecas e reunir os periodicos do modo quo todos os periódicos
de quxnica figuram juntos, os de física igualmente,os de biologia,os de i!\e
dicina^ de engenharia, de agricultura, tombam devem ficar reunidos. Assim
sendo o Bibliotecario,pode a qualquer momento conduzir o interessado às e^
tantos e mostrar-lhe onde se encontram todas as coleções sobro um determinado assunto,
^
RôsolveUí-se esto problema com o nosso número de chamada,que serve
alem disso,para dentro de poucos segundos,localizar qualquer trabalho dentro de qualquer periódico,
^
^ Procedemos da maneira seguinte:A divisão do forma Dewey para per^
odicos o ô5,Assiii um periodico de agricultura o 630.5,Sorvimo-nos
para
classifLcortados ospotlodlcosospocializados no assunto agricultura,
e

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

�damos a cada coloção ainda os números 1, 2, 3, 4, 5, otc., soparados do número Dewoy por um trago transversal,.
Vamos dar a numeração do algumas de nossas coleções do agricultura:
Agricultura cololiale
Agricultural Journal - Barbados
Agricultural Journal - British Gayana
O Campo
O Fazendeiro
La Hacienda

630.5/1
650.5/2
630,5/3
630.5/34
630.5/48
630.5/52

a a coloção de Journal of Agricultuz'al Research tom o número de
630.5/57.

chamadax

A nossa última coleção do agricultura é o periódico "Mundo Agrícola"
quo leva o número: 630.5/207.
Dosta forma todas as 207 coleções de periódicos sobre agricultura Q
cam reunidos, encontrando-se em nossa biblioteca uma aô lado da outra»
^
Ifin novo periódico sobre agricultura quo entrar na biblioteca terá
numero de chamada. 630.5/208, otc.

o

O mesmo processo usamos para todos os outros assuntos. Os periódicos
do física levam o número do chamada 530.5/1, /2, /3, etc., od de química
540.5/1, /2, /3, etc. Ê fácil imaginar a organização de nossa socção de revi^
tas. Podemos, a qualquer momento responder quantas coleções de cada
assunto
possuímos.
Modianto o número do chamada, quo está no exemplo da ficha acima
o
sorvento da biblioteca ou o próprio interessado vai à coloção 630.5/57,
que
o o "Journal of ^Agricultural Research", retira o volume
o o abro à página
453 o encontrara o trabalho dosejade, dentro do prazo do poucos segundos.
^ Quem estiver consultaMso catalogo nao tera necessidade do copiar o
nome, as vozes extenso do periódico, mas basta anotar os números do
chamada
fazendo uma lista dos mesmos, o procurar os diversos volumes das coleções
e
abri-las nas páginas exatas, onde se encontram os trabalhos en que estiver ijn
toressado. Juntamos ainda no número do chamada o ano correspondente ao volume
para os casos om que no dorso do volume encadernado somente so oncontre esto,
faltando, pois, o numero do volume ou tomo.
O funcionamento do número de chriiada (call numbor) ó perfeito, do ma
neira que podemos rccomondá»lo, se bom quo soja "lia verdadeiro ovo de
Colc^
bo".
A seguir falaremos da catalogação dos boletins, circulares, separatas, etc., que também forma uma parto importantíssima om nossa biblioteca.Catalogamos qualquer folheto, mesmo qiio tojiha aponas uma ou duas paginas,fazendo fichas para o autor^ para os colaboradores, para as entidados responsáveis
o ainda para o(s) assunto(e).
Tomos já em nossa bibHoteca 27.000 boletins, otc., catalogados o ri
gorosamente classificados no cat-a],ogo. A sua colocação na estante ó fixa, seguindo a ordcOT. cronológica ou soja do 1 ao infinito. Para maios? facilidade oe
locamos entro os boletins, etc., quo recebo, todos uma capa uniforme de cart^
lina, guias na ordem do 100 m 100. A procura ó assim facilitada, tornando-se
asslix rapidíssima.
Adotamos este sistema, porque foi a molhor solução, pois sondo
boletins geralmonto muito finos, nãc porariam om pé ao lado dos livros do
gual assunto.

os
i-

A técnica de se rounir os bolotins, etc., em caixetas ou oncadomá-

Digitalizado
-gentilmente por:

^Scan

�los Gm volumos do assun'to^ dovo sor dosprozada^ pois^ quo assim não podon sof
consultados individuateonte»
Nesta altura, convém mencioncir, que fazemos mensa3jniOTite iiw« bibliografia classificada (mimeografada) que registra^as^novas publicações cataloga
das na biblioteca* Ssta bibliograjKLa e enviada a todas atí secções
técnicas
que ficam assim inforaiadas sobre tudo e que a biblioteca acaba de receber.Sor vem tais listas ainda aos senhores técnicos para a confecção das bibliografir
as sobre os assuntos do sua especialidade» Para melhor orientação estamos jtuj
tando uma dessas listas em aproço.
Para catalogaçao do boletins, otc*, veja-se os modelos abaixos
Catalogação da Circular 650 da IMiversity of Illinois: Ladine clover
in Illinois, por R» F» Puelleman.
^^Fizemos primeiramente a matriz (1) - dispensando todas as outras quo
todos ja conhecem. - pesquisa de nome certo foi negativa. Não se conseguiu oísi
pletar o ncano do autor. Deixamos, pois, 6 espaços de m^uina entre o R e
o
F para completar o nome logo que seja possívol.
"
Convém esclarecer que para nomes estrangeiros se deixam 6 espaços va^
sios e para os nomes nacionais e pojrtuguoses 8.
Pela pista sabemos ^ue teremos do desdobrar a matriz (1), fazendo
4
fichas para o catalogo do publico, a sabor: a de autor (II) - a do assuntoClEO
a de autor corporativo: Illinois. Ifalvorsity, Coli-oge of agriculture (IV) - a
de autor corporativo: Illinois. Bctension service in agriculture and
home
oconojnlcs (V).
A ficha I se destina ao catálogo de matrizes (auxiliar do bibliotecário) o as fichas II - III - IV - V ao catálogo do público.
Ficha I (matriz)

22799

Puelleman, R
F
Ladino clover In Illinois.
Urbana?
IMlvorsity of Illinois, 1949.
|l2|p. ilus. 25c,.
(Circular, 650)
635.11
Illinois. Uhiversity. College of agriculture.
Illinois. Sctension service in agricul
ture and homo economics

Ficha II (autor)

22799

Puelleman, R
F
Ladino clover In Illinois.
Urbana,
Univorsity of Illinois, 1949.
|l2|p. ilus. 25cm.
(Circular, 650)

Digitalizado
-gentilmente por:

�íloha II - vorso

22799
633.S1
Illinois. Univorsity, Collogo of agricultura.
Illinois» Bctonsion sorvico in agricultu^
ro and homo acononics
Ficha III

22799

(assunto)

633.31
FuoUoman, R
F
Ladino clovor in Illinois.
Urbana,
Univorsity of Illinois, 1949.
|l2|p, ilus. 23cm.
(Circular, 650)

Ficha IV (autor corporativo)

22799

Illinois. Univorsity. Collogo of a-^'
griculturo
Fuellonan, R
F
Laxiino clovor in Illinois.
Urbana,
Univorsity of Illinois, 1949.
Il2lp. ilus. 23cn.
(Circular, 650)

Ficha V (autor corporativo)

22799

Illinois. Sctension sorvice in agriculturo and homo oconomics
Fuollonan
Ladino clovor in Illinois.
Urbana,
Univorsity of Illinois, 1949.
|l2|p. ilus. 23cn.
(Circular, 650)

NOTA: No catálogo dicionário o numoro 633.31 sorá substituído pelo
cabeçalho Trovo (om vennolho)
^
Taremos agora do tratar do serviço do recortos de jornais, que tanw
bom roprosenta uma bibliografia que deve sor colecionada om pastas do cartoüi
na# Colocamos os recortes sobro folhas de papol, quo são colecionadas e numeradas do 1 a quantos couberem em uma pasta. As pastas tambám recebam numoragao como se fossem volumes, assim temos pasta 1, 2, 3, etc.
O ni^ero de chamada, que também nao falha, sorá fonnado pelo numero
da pasta e numero da pagina om que so encontra o trabalho. Assim p. ex.l3:10£i
significa, que o recorte em questão se ecnontra na página 105 da pasta 13. As
fichas de recorto formm um catálogo a parte, não sondo incluídas no catálogo geral dô livros, boletins, poriodicos. As pastas são colocadas em
im«
estante distinta. Como o sabido os artigos publicados om jornal não são registrados em bibliogr^ias, mas são, contudo, procurados por cartas polomicas
ou para^orientar os técnicos relativamente à realização do congressos ciont^
ficos, a roclamaçoos, problomas agrícolas do país, etc.

cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

l.
!

�23:105

Café . Sombroamonto
O sombroamento dos cafozais a opinião da
Comissão do £afQ da Secretaria da Agricultura de são Paulo.
Recorto do O Estado de S.Paulo, 4/5/1949,

66:9

Banana
No Instituto agronomico de Campinas: a in-'
portancia que so da as frutas tropicais:
coqueiro, banana, bauMlha^ craveiro da
índia o outras especiarias: o estudo da
banana em particular, dados interessantes.
Recorto do A Gazeta, São Paulo, Il/l2/l949.

A
NOTA: Este recorte ainda comporta fichas encabeçadas polos caboca
lhos: Coco da Bahia. Baunilha o Cravo da índia»
^Yeecbooks, anuarios, annual repor'os, nos os reunimos nas estantes u
sando o numoro do chamada para agricultura 630.58/1; 630.58/2, etc., como os
periódicos, separando-os, portanto daquelos. O mesmo número tambom o usado pa
ra formar o numoro do chamada na ficha, assimj 630.58/15
~
...
,
1938:680 significa que o tra».
balho ^ apreço se encontra na pagina 680 ao yearbook do U.S. Doportment
of
Agriculture, correspondente ao ano do 1938, cujo número de coleção o 15.
Dowey

ainda um assunto quo diz respeito à classificação

de

A CLASSIFICAÇSo 2M BIBLIOTECAS ESPECIALIZADAS
As bibliotecas ospociaHzadas-servom a consulentes que possuom um elevado grau do cultura. Vem elos a biblioteca com um propósito bom definido,com
um programa detalhado bom elaborado, necessitando em vista do sou tampo escos
so, do informaçoos rapidas do possibilidades de consultas fáceis.
ê, pois,
o mais perfeito
cioso^ descendo
los toraicos ao

necessário quo o sorviço do catalogaçao e classificação soja
possível. O índice do catalogo sistonático deve ser bom minuaos mínimos dotalhos, de maneira quo responda a perguntas pebibliotocario, ou soja a um catálogo e uma instituição agronô

+ Pergunta
sera
bem espocifica,
biblioteca
sobro o
mosaico
da cana do
fé? - sobro os^cramosomJ.os do citrus?
sobro a adubaçao verde do mamoeiro? -

talvez
sentido:
que possui
ã
açúcar?noste
- sobro
o bicho"Omineiro
do ca- sobro a composição quínica do cacau?etc.

O técnico necessita dessas^informações para os seus trabalhos em anda^
mento, ou para a citaçao bibliográfica ou ainda para dar iri'ormaçõa3 a consulen os formulados em cartas ou para a realização do roímiÕGs técnicas.
^ Não lhe interessa, pois, sohor o que a biblioteca possui sobre
mamoGiro, citrus, cafo, algodao, otc., em geral, mas procura
um detalhe todo especial rolativamonto a ossas plantas cultivadas*
O bibliotocario devo fazer ossas subdivisões om sou

Digitalizado
-gentilmente por:

^Scan

catálogo.

nann
ele
Mos-

�no nas estantes os livros devem estar colocados de m^eira a reunir em gru
pos as obras de cada assunto especial« Assim no catalogo, na parte rafe rente a café, p» ex«, deva ser possível ao consulente localizar ime^cAan^
te o material bibliográfico existente sobre: análise química do cafa, botg
nica do cafeeiro, adubação do cafeeiro, moléstias a pragas do cafoeiro,prâ
paro do cafe, ate«
Bicaminhando-se o técnico as estantes, que córtamente serão da
casso livre, deve ver reunidas nalas as obras que varsam^sobre c§da qual»
daff^'subdivisões acima« Assim todas as obras que versam sobro botânica
do
cafa, ficarão reunidas, igualmonta as qua vorsaram sobra as molostias, pr^
gas, preparo,análise quími ca, ate«
Estas subdivisões não as encontráramos na classificaçao
decimal
da Daway, que é, som dúvida alguma, a mais usada entra nos nas bibliotecas
agirícolas e de outros assuntos técnicos.
Caba, agora ao bibliotocário responsável pelo ban funcionamento da
biblioteca procurar uma solução. Devo ela descobrir uma maneira de subdi^^dlr 08 assuntos no seu catalogo a também nas estantes«
Ba nossa biblioteca tambom sa nos deparou a necessidade de oonsa&gt;
guir subdivisões« Rroblema este qua surge para todos os colegas que traba^
lham am bibliotecas especializadas«
A seleção não a difícil, .tomando-se mesmo simples,füncionando a.»
letn disso plenamente«
Fomos obrigados a fazer uma extensão no sistema de^Dowey que po^
rá ser aplicada a todas as culturas, tomando-sa assim mnamonica«
Vajamos o qua fizamos e aproveitaremos para axamplificar a ^cultura do cafe que representa para o Brasil a mais importante a responsável pg
Io nosso bom estar oconcanico.

nifica:

O número qua Doway escolheu para cafe a 655.75 que, analizado si£
GOO
Ciências puras
650
Agricultura
655
Culturas especiais
655,7
Plantas alcalóides
655.75
Café

Êsta niínero 655«75 teria que ser o número para um livro quo trato
oxcluslvamante da historia do café çara outro que descreva sua cultura
o
tratos culturí3ls, outro qua vorsa sobre a tecnologia química, outro
cujo
assunto especial o molastia.s, outro que falo de pragas, etc«
Usando apenas osta número não taramos, separados nem no catálogo,
noa tão pouco nas prateleiras o assunto cafa pelas subdivisões acima menci
onadas«
Para consoguir äste intento elaboramos a extensão abaixo:
ESTíJíSCBS APUCÁVETS X todas as CULTüRAS b grifadas para
DÜJíItüiíCli-IiAS DO Nt^SRO DE DEWET
A extensão é a seguinte:
1 Br&gt;tn^^

2 Gonotlca

5 Cultura

1
2
5
4
5
6

1
2
5
4
5 Citologla
6

1 Solo

Sementes
Raiz
Caule
Folha
Flor
Fruto

Digitalizado
-gentilmente por:

^ Ijvardo
S Adubação-&gt;2iorganica
^ 3)qujüiiica
5 Semeação a plantio
4 Irrigação

�5
6
7
8
9

7 Fisiologia
8 Sistomática
9

7
8
9

4 Analiso química

Astronomia

1
2
3
4
5
6
7
8
9

lüstatística
CoEiorcio
Importação
iüxportação
História
Geografia
Legislação

Raiz
Gaulo
Folha
Flor
Fruto
Fibras

8 Tocnologia
Golhoita
Amazonanonto
Beneficianonto^
Industriali zação
Glassificação
Maquinas

Raiz
Gaulo
Folha
Flor
Fruta
no Amazon

Cmbato a orosao
Rotação do cultura
Poda
íhxQrtia
Sombreanonto
Moléstias
Raiz
Gaulo
Folha
Flor
Fruto
no Armazém

9 Rolatórios
1 do viagoEi
2 Anuais
3 Gongrossos e Gon«
4
(foroncias
5
6
7
8
9

Para oxomplificar o sou funcionamento damos o uso dos números para ai
gimas culturas»
«
'
Sompro grifamos a nossa extensão para nao ontror om conflito ccju o njí
noro de Dewey.
Gafg e 633«73 ^
Botanica do Gafe - será
Gana do Açúcar - sendo^
Botanica da Gana de Açúcar
Botgnica do Algodooiro o
Botanica do Trigo ó
A Fisiologia do Gafeeiro será
A Adubação do Gacau e
^
A Adubação das Laranjeiras o
A Adubação do Arroz

653,731
633,61 - teronos
633.611
633,511
633.111
633.7318
633.72^
634.31^
633,18^^S •" etc.

oxeE&gt;&gt;
Mediante o uso dessa Qossa extensão, consoguinos reunir, por
pio, na^estante, onde se encontram os livros sobro cafe, todos que versan sobre Botanica do Gafe, todos quo versam sobre Gultura do Gafo, todos quo dizem
respeito ao Preparo do Gafe, etc., etc.

Outra solução será encontrada subdividindoésso o assunto no catalogo
por neio de guias, subdivisões essas que também se apligam a todas as culturas
e que são as seguintes: Adubação, Análise, Quomica, Botanica, Comício, Gultuf
ra, ífconomia. Genética, Moléstias, Pragas, Tecnologia, Diversos. Todas
essas_
subdivisões podem ser'noyamente subdivididas como p» ox, - na Adubaçaot-Aduba^
ção Vorde - Adubação Organica - Adubação Química - Botanica - Anatoiaia - Fisiologia - otc. As guias podem apresentar cores várias de maneira quo sera fácil
distinguir classes, sub-classes e subdivisões, vcsnos ilustrar o que foi
dito
acima usando a cultura do cafe como exemplo (anexo 1).

Digitalizado
-gentilmente por:

^Scan

�cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

I

an
^
ste m

�.System

I
15

16

17

18

19

20

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7536">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7537">
                <text>Organização e administração de bibliotecas agrícolas</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7538">
                <text>Zink, Ernesto Manuel</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7539">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7540">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7541">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65108">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="731" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="288">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/14/731/Febab_Sao_Paulo_Cdu_021_851_852.pdf</src>
        <authentication>06e5ec4825d4cf9402a5ef86cddf2c34</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12450">
                    <text>�\ -íy.4J-J %\J”^.^/-T.V"

y-i^.,jL'-'-:sf

&gt; 'rw'' ,&lt;
íüisa»? li
'V'
íJÍT*"— •». JJi■ '
í
■, .„.
^ ■.''■‘*i-.v',«'s,W. '■'# &lt;»•&gt;',.. ;-*^
r
,.*..;n.t3
i-.«,^\./ VM
' V \...i u
*
■ y %'
a
--- •%v,«J'!iy*’’V„ fe».£-ç?^"
i f4 .&gt; *■-•€
Vvf '-iv,^'' ■ ir “^^€1 (
^..„
^ 51
Cív I. VI

--^-.v5

Jf &gt;•'• &gt;„*&lt;^'■■■^■'•&lt;«. J ■ ■■ .«tv

’§■"•■■&gt;;■-'' %.«S«* \i
xx’'^j

W'V

?v S#».

■&lt; /

JLi
'if T

,

V‘^4

‘•■a- ■?

■ .-4.

1^-^'-^

lí '\ 2 2
I'
.T^

*’'3

a-jti, ^ aítí-.

-■

I»

•« ?í^

“^/- 2 íw.*.--**í
Tt
. /
‘3*^ ', • í '*.i-v . ^.&gt;j
¥'' ''|i»‘'*‘*^.',
-'■...
'íi' ,y
■ /-r■&gt;■■■--■-:?
■ !.r-- •&lt;4.,.,&lt;'-i;.
i-"
niW''
■
2
' ,#&gt;S,.„J5' '^7
X’
;í #y
/''''*v*^''^''#’^’"5'' "y^i
■"■xv
%-'í; ’)
. ?»■■
. ••■&gt;&gt;'-V„,j
•. /&lt;i---wl!í
•lí;./'W'-SS:,#
■/" ;í■';■ J^j'*íiv’'
'? • í

íisjr.-i i|j«^'i^ii*''/
.^'Í&gt;-*“
^
j^;, j^saftar»"!»
14

15

16

17

18

19

�1
■i

i
I

'4
-a

í-

•»
í

�V CONGRESSO BRASILEIRO DE 3IBLI0GR.1FIA S BOCIXIEIvTAÇÃO.

SÃO PA^ILO -

8 a 15 de JANEIRO dqi 196?. PaTROC:^!IAI)0 PELO INSTIIUTO F.^GICíuL jX) LIVRO

TELA 2. - PROCESSOS TECIIICOS

PSRI^ÍUTÁ NACIONAL S INTERNACIOlLdii DE PUBLICAÇÕES

por

-ERNESTO ILINOEL ZINK-

021,85

17® ed CDD

021.851/852 ' CDU

i
!

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 1 -

PSFUTA

NACIONAL

3.

imiU-TACIOLLlL

D3

FUBLIGAÇÕCS

Bn seminários e conjressos de 'biblioteconomia e document i.jao jâ se acentuou a necessi acle de ser organizado entre nós o servi ço de perm.uta de duplicatas.
Novamente o assunto -"Permuta nacional e

internacional

de publicações"- está integrando o temário do Y CONGRESSO 'DE RIHLIOTE Cono:'IA E IOCUIáENTAÇ2ÍO, fazendo parte do Tema 2.-Processos Técnicos.
Ainda nao se encontrou a solução ideal para o problema.
Tem havido troca de listas de duplicatas, que, sem dúvida alguma
surtido bons efeitos,

tem

Muitas bibliotecas têm se beneficiado deste si£

tema, mas quer nos parecer que êle terá que ser melhor organizado^ para proporcionar a todos melhores resultados,
No âmbito internacional lembramos os trabalhos da
Duplicate Exchange Union e da SLA Luplicatos Exchange Pregramm,

ALS,

Veio

às nossas mãos uma lista de duplicatas, organizada pela Biblioteca Cen_
trai (intercâmbio) da Universidade de Brasília, que nos provou exis tir esse intercâmbio,
Gostaríamos de nos dedicar primeiramente ao estudo

em

âmbito nacional^ visando encontrar solução satisfatória mara nossas bi
bliotecas, antes que pensássemos no problema de permuta internacional,
cuja solução poderá ser considerada conseqüência lógica dessa.
Bada a importância do problema em âmbito nacional,

e

considerando que urge solução dele entre as bibliotecas do país, vamos
nos dedicar com maior ênfase a essa solução,
Todos bibliotecários conhecem e sentem de perto a nece^
sidade de se encontrar uma solução para o problema das duplicatas

que

agrava de dia para dia a falta de espaço na biblioteca, figurando elas
qual um peso morto.
Duplicatas, que poderiam ser úteis â outras bibliotecas,
vão se acumulando em nossas estantes, dada a falta de un escoamento
normal, que podaria ser produzido através de uma orientação mais segura.
Infelizmente as duplicatas ficam em muitas bibliotecas,
amontoadas desordenadamente, dificultando qualquer manejo.

Se houvesse

ordem jaêsse serviço, isto é, se todas as bibliotecas se organizassem.

3

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 2 -

e arrumassem esses excedentes, de forma adequada, seria muito mais M
cil colocá-los em bibliotecas ^que dêles necessitam.
Todos já devem ter observado como o filatelista ou o
numis’^áta, organizara as suas valiosas coleções e também o seu. serviço
de permuta.

Em moldes idênticos deveriamos organizar as nossas dupli-

catas, facilitando a sua permuta.
Lançando um olhar na Seção de Anúncios dos jornais, de_
paramos diariamente com a rubrica - "Procura-seV..”
E mais fácil atender a este tipo de pedido, quando temos algo a oferecer, do que ler listas de coisas que nos são oferecidas.
Convém frizar que a condição essencial para o funcionamento do serviço' de permuta é, que cada biblioteca tenha o seu setor de
duplicatas organizado.

Nao se admite que elas formem em ama biblioteca

um amontoado desordenado.

Assim como os fascículos corrontes de

uma

coleção sao registrados em fichas, as duplicatas também o terão que
ser.
Cada biblioteca deve possuir o fichário de suas coleções
e também um fichário de suas duplicatas que formarão também volumes
completos, quando fôr o caso,
a contento.

0 atendimento às listas funcionará então

Caso contrário todo trabalho será inútil.
A organização do setor de duplicatas poderá ficar a car_

go de um funcionário subalterno da biblioteca, que o fará de bom grado.
Assim como a coleção viva da biblioteca tem o seu número de chamada,

a

coleção destinada à permuta ta ibéra deve ter o seu, para facilitar a tarefa de localização.

Uma sala por menor que seja devo ser destinada à

seção de duplicatas; se isto nao fôr possível, o porão, ou algumas

es-

tantes prestarão ótimos serviços.
Se tiver minhas duplicatas dispostas em ordem, ao receber uma lista de pedidos de números, volumes e fascículos, será fácil
atende—la, mandando ao intcrossado o que lhe falta e do que posso dispor.
Somos contra o envio de duplicatas e material excedente a um centro distribuidor, que nunca chegaria a ser constituído e
também não funcionaria a contento.
Somos, isto sim, favoráveis a um centro, que recebesse das diversas bibliotecas, listas relacionando o que n cessitam

e

que êsse centro reunisse estas listas em espaços regulares, digamos,
trimestralmente, era uma só ordem alfabética pelos títulos, com a sigla

cm

1

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 3 -

das tibliotecas e seus respetivos endereços, distribuindo-as a todas
as bibliotecas interessadas na pernuta.

Estas por sua vez atenderiam

a biblioteca interessada, enviando-lhe o material em duilicata solic^
tado.
As listas serão em se^guida devolvidas ao centro,

as

bibliotecas assinalarão nelas os itens atendidos, pira que na lista
do próximo trimestre os títulos atendidos sejam cancelados, dando lugar a novos pedidos.
Até agora temos confeccionado listas do material disponível para permuta.

Hoje desejaríamos inverter as coisas, sugerin-

do listas com o título - ”Nocessita-se de”

ou

”Procura-se".

iTamos estudar o por que desta inversão.
Se tivermos a nossa coleção de duplicatas organizada,
o que é."Conditio sino qua non", para que o serviço funcione, e se nos
vierem às mãos, listas relacionando o que os outros necessitam,

será

fácil atender aos pedidos, e enviar o que está sendo solicitado,
0 filatelista de que jâ falamos, também consegue gran
de parte dos seus selos nesta base de troca, mas também para êle a p^
lavra de ordem é: -Organização das duplicatas.
Essa organização nos auxiliará a facilitar a procura,
no caso de uma solióitação vinda de outra biblioteca,

líesmo que haja

em um futuro bem remoto um centro de permuta, este receberá todo o m^
terial já em ordem, o que de muito facilitará o seu trabalho.
Nós aqui no Instituto Agronômico, gostamos de exibir
aos visitantes, nossa coleção de duplicatas, que por inúmeras vezes
jâ prestou bons serviços â bibliotecas ou a técnicos interessados.
Nunca há necessi ade de longas buscas, recorre-se ao
catálogo e já se sabe se é ou não possível fornecer o número procurado.

A expressão •'talvez tenhamos" desaparece, dando lugar a uma res-

posta definitiva.
Cremos que todos hão da preferir confeccionar listas
dos volumes o fascículos de que necessitara do que aquelas nas quais
oferecem o material de que dispõem.
Sabemos que o comercio se sente feliz quando a procu
ra e a oferta andam de mãos dadas.
No caso da permuta de publicações, por nós sugerida,
estamos solicitando e ao mesmo tempo oferecendo algo, o q^ue vem

a

animar de muito este sistema. Podemos estar certos, que mais e mais

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 4 -

bibliotecas hao do querer in^íressar nessa aninada troca de naterial,
útil para ambas as partes e que dará margen a novos cont-ictos entre
bibliotecas o bibliotecários.
As listas de dunlicatas disponíveis roquorem tempo e
trabalho para sua cónfecjão,

Quando elas começam a ser distribuídas,

atenderemos aos pedidos que vên às nossas mãos, mas lojo teremos que
informar aos demais interessados que os números já nao existem mais,
Não sucederá isso, adotando-se o sistema por nós proposto.
Surgirão certamante norguntas relacionadas com o novo sistema por nós proposto.
Pergunta - Talvez a primeira seja: Nao organizaremos mais um centro de permuta nacional? A resposta seria; Sim?
2® Pergunta - Qual seria a função daste centro?
Resposta — Ele receberia tolas as listas de solicitações e com
elas elaboraria outras, em ordem alfabética, de todo
material solicitado, trazendo ao lado de cada título
a sigla da biblioteca interessada, sigla essa que te_
ria sua interpretação era uma relação no final da li_s
ta.

(Vide ex, 1, anexo).

3® Pergunta — L confecção destas listas obedecerá à alguma period^
cidade ou seria esporádica?
Resposta

- A confecjão e o envio das listas será trimestral,

4® Pergunta - Qualquer biblioteca receberia tais listas, ou o serviço ficaria restrito às bibliotecas que com êle colaborassem?
Resposta - Todas as bibliotecas do país poderão ser beneficiadas
com o envio dessas listas, bastando que enviem seus
endereços ao Centro Nacional de-Permuta.
5® Pergunta - Que obrigações tcriam as bibliotecas contempladas
com a permuta?
Resposba. — Elas terão que comunicar que receberam os números solicitados dos títulos era que estiverem interessadas,
para que os mesmos sejam*excluídos das próximas listas trimestrais, pois que o título de um periódico
será repetido nas listas tantas vêios até que não ha_
ja mais necessidade de mantê-lo.
Elaboramos dez (lo) mandamentas para aqueles que
quizerem integrar -o serviço de permuta.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 5 -

DBZ lUIID.ilBITTOS P..RA O BIBLIOTSCAZIO QUE QUIZER

P.i3A A CADEIA

DE peeiut:. EE EUFLICATAS

«

1. - Organize sua sessão de pernutas, destinando ao laaterial uma sala
ou estantes separadas.
2. - Faça em fichas o registro de todas as suas duplicatas. Bx. 2.
3. - Dé às suas duplicatas un número de chamada, que poderá ser em
ordem cronológica - d/i - D/2 - d/3 - e/4 - E/5 - etc. Ex. 2.
4. - Dentro de cada periódico em duplicata, ohserve arrumação, de■acôrdo com o volume e ano de periódico, amarrando os volumes com
I
pletos.
5. - Faça listas em ordem alfabética dos periódicos do que necessita,
indicando ano, volume e fascículos.
6. 4 Envio estas listas pontualmonte, isto é, trimestralaente ao Cen_
tro coordenador de permutas.
7. - Comunique ao Centro de permutas quando V. recebeu os número? ou
volumes de periódicos que V. solicitou, para que o seu podido
seja cancelado na próxima lista de duplicatas.
8. ..íGAtènda aos pedidos das listas que V. receber, enviando o material
solicitado dirotamente à biblioteca que dela necessita.
9. - De baixa em seu catálogo de duplicatas do material enviado a biblioteca interessada.
10. - Somente considere duplicata para permuta os números do periódicos de volumes que V. já possui encadernado em sua biblioteca.
- o -

COMPLICAÇÕES lUE 0 FO-^0 3ISTKL\ PODERÍA PEOVOC^E

Várias bibliotecas poderão solicitar os mesmos números
de um periódico, uma ou duas os receberiam em duplicata ao passo que
outras ficariam esquecidas.
Exemplifiquemos três bibliotecas, as do Instituto Biológico, Instituto Butantã e Instituto de Botânica, estão interessadas
em receber através da lista "Procura-se", a Rovista de Agricultura de
Piracicaba, 1946, 38:556,7.
Pode suceder então que o Instituto Biológico e o Bu—
tantã, sejam contemplados con o eir^io, ao passo que o Instituto de Bo_
tânica, fica de fora.

Digitalizado
gentilmente por:

*

14

15

16

17

18

19

�lía próxima liata trimestral os Institutos Butintã o Biológico desaparecerão da lista, ficando somente o Instituto de Botânica
cono interessado em receber os núaoros acima.

Os outros dois se trans-

formariam do pedintes em fornecedores do que receberam e' duplicata.
Quando na lista desaparecer o título do u"* ;'eriódico, a
biblioteca que ainda possuir números desse em duplicata, dôlo poderá

-

enviar os remanescentes à redação ou entidade editora, quo certamente os receberá de bom grado ou onviá-los a um centro internacional como

-

USBS, uma vez quo as bibliotecas no país estarão pràticamente satisfeitas.
Já que as listas serão elaboradas e distribuídas trime^
tralmente, os títulos que já tenham sido atendidos desaparecerão automà^
ticamente.
Uma Biblioteca Central, escolhida em cada Bstado,

pode_

ria através dessas listas de "Procura-se", conseguir colopões completas
de todos os periódicos nacionais ou latino-americanos e atender com elas
aos consulentes da região.
As bibliotecas que participam deste sistema deverão receber apenas os números que esti’’'oi’em procurando na lista e nada mais.
As listas "Procura-se"5 devem ser copiadas em grande n^
mero e enviadas a todas as bibliotecas, cujos endereços se conheça, a
fira de animar a todos a participarem do plano.
0 centro orientador de permuta necessitará dç dactilógrafos e do uma máquina copiativa para seu bom funcionamento.
- o -

OUTRO IIATERIiiL BIBLIOGIblPIGO gi DUPLIC..TA FAS BIBLIOTECAS

Para outras duplicatas tais como livros e publicações,
recomendamos sejam elas registradas no verso das fichas matrizes a lápis como exemplar, 2, 3, etc.

0 número de chamada podoria sers PI, -

P2, P3, etc.
Assim o atendimento aos pedidos formulados em listas
"Procura-se", poderá ser ampla-;ente facilitado.
- o -

3

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 7 -

/

Gostaríamos de fazer as seguintes recomendações ao V Con
gresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
1®.-

Seja encarecido junto ao Governo do Estado e Governo Fe-

deral a criação de um Centro de Fermutás, que se incumba de receber

as

listas "Procura-se” e reuní-las em listas trimestrais que devem ser distribuídas a tSdas bibliotecas interessadas,
2®.-

Sejam as bibliotecas estimuladas a organizarem o seu se-

tor de duplicatas para facilitar o funcionamento da pernutai

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

O'
*

14

15

16

17

18

19

�- 8 -

EIBLIOGRxFIA
1,

- BRASIL, Universidade.

ALA Duplicate Exchanje

Duplicate Exchange Programs Duplicate oxchange list n.3,
Brasília, Universidade de Brasília, Biblioteca Centrais
Intercâmbio, 1966.
2.

12p.

- RESU?'E1T y recomendaciones dei Seminário sobre
nal de publicaciones, La Ilabana 2-12 de Diciembre
1953.

de

Boletin de la U1'''ESC0 para Ias Bibliotecas, Supl,

8(4):1-22, 1954.
3»- SàO PAULO, Universidade.

Normas para a compilação de

catálogo coletivo de periódicos.

um

São Paulo, Reitoria

da Universidade de São Paulo, Biblioteca ■Central, 1957*
95r.
Seminário sobre permuta nacional e internacional
de publicaujões,,. s Informe final,

São Paulo, Reitoria

da Universidade de São Paulo, Biblioteca Central, 1956.
53p.
5*~ ZIMK, Ernesto Manoel,
veis.

Permuta de duplicatas e dispensá-

Revista da Universidade de Campinas, 3(l0/ll^s

104-109, 1956.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

*

14

15

16

17

18

19

�/

- 1 -

PEOCUiLi-SE

SP2c

ABIF - Associação Brasilc-ira de Indústria Farnacôutica
1964, n2 2

SP2c

aCAPSÍUS
1963? v.5sl6
1964, V. 6s21/22
1964/65, V.7^23/24
1965, v.7s25

SP2c

ACTA PATHOLOGICA ET ÜICEOBIOLOGICA SCxiNDIPaVICA
1964, v.62sl,4

SP2c

;üIEHICAN JOUMilL OE CLIPICAl PATHOLOGY
1963, V.39*1-5

SP2g

THE /EÍEIÍICxiH JOUHIAIL OP GxxSTROENTEROLOGY
1963, v.40s5,6

SP2g

THE iilIERICxiN JOUPAHíL OP YEBICAL TECHNOLOGY
1964, v.30s5

SP3

THE xüíERICAN JOURIHAL OP YBHICIHE
1964, v.37*1

,

cm

1

2

3P2c

THE A!£ERIGAN JOURIIAL OP PHx^RMACSUTICAL EDüCATION
1955, v.l9*l, 3
1961, v.25*l

SP4e

THE :0IERIC-4N
1955,
1956,
1957,
1958,

PSYGHOLOGIST
V.1021-12
v.llsl-12
V.1221-12
V.13*1-12

3P2c

THE xA.IERIC..N
1959,
1960,
1961,
1962,
1964,

P3YGH0L0GIST
V.1421-12
V.1521-12
v.1621-12
V.172I-I2
v.1923, 4s 7

SP4e

THE íÃÍERICAN
1955,
1956,
1957,
1958,

REVIEVv OP TUBÉRCULO SI 3 .UH) PULlíONARY HISÍliSES
V.7I2I-6; V.722I-6
v.73sl-6j V.74*1-6
V.75:1-63 v.76s1-6
V.77:1-6; v.78s1-6

SP49

AIÍERICAN SCIENTIST
1954, V.4224
1958, V.462I5 4
1959, .V.472I, 2,3,4
1960, v.4821, 2, 3, 4

3P31

ÍÜÍEEIC.UÍ SCIENTIST
1961, v.4921,
1962, V.5OSI,
1963, v,51sl,
1964, v.52sl,

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

2,
2,
2,
2,

3
3, 4
3s 4
3, 4

14

15

16

17

18

19

�- 2 -

cm

2

SP2c

ANAIS DA ESCOLA SUPESIOR DE 'I3DICINA VETERINARIA
1956/57, v.ls2
1958, v.ls3

SP2g

ANAIS DA ESCOLA SUP3RIOR DE 'TEDICINA VETERINARIA
1960, v.2;2
1961, v.3:l

SP2c

ÍiNNaLES D' SNDOCRINOLOGIE
1964, v.25í5

SP51

iiNNiilES ECONO'!ICES, SOCISTES, CIVILISATIONS
1948: n.4

SP53

Al^NALS OP THE ORGANIZ.iTION OP A^^ÍERICAN STATES
1958, v.lO;2
1965 - Annual Reoort

SP4L

MNALS OP SURGERY
1955, v.l41:l, 5
1955» V,142:2

SP8

ANNU.AL REVIEW OP BIOCEiTÍISTRY
1963, V.32

SPeb

APPLIED PHYSICS LETTERS
1962,
4
1963, v.2:l, 3, 4 - v.3sl
1964, V.4:1-12
1965, V.5:1-4, 6, 7

SP26

ARQUIVOS DE BOTANICA DO ESTADO DE S.PAULO
1938, V.l
1947, v.2: 4
1950, v.2:5
1939, V.l
1952, V. 2: 6
1941, v.l
1942, v.l
1952, V.3 ;1
1943, v.l;
1953, v.3:2
1944, V.l; 6
1955, V.30
1944, V.2;
1958, v.3:4
1946, V.2:
1962, v.3:5
1946, v.2:
1964, v.3: 6

SPob

BETTER HOHES ;JíD G..RDE1TS
1$58V v;/6j8
1959, v..37:1-6, 9, 11
1960, v.38:3, 4, 9
1960/61, v*39:3, 4
1961, v.41:2
1962, V.40:11
1963, v.41:4, 8, 12
1964, v.42:9

SP5a

BOLETIM BIBLIOGRAPICO D.x BIBLIOTECA PUBLICA MUNICIP.AL DE S.PAULO
1944, n.3-5
1949-'12
1945-47:9, 10
1950:14-16
1948:11
1951:17-19

SP12

BOLETIM DA DIVISÃO DE GEOLOGIA E MINEILUiOGIA DO DEP.NAc.PRODfMINERAL
1948:117..
1959:186, 188,190,192,193-195,197,199,202
1953:142,145-147 1960:189,206
1
1955:155,158,159 1961:211,212
1956:161,162
1963:207
1957:165,172,173 1964:213-216,218,220-222
1958:178, 179-182

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 3 -

SP26

B0L3TIM DO INSTITUTO D3 QUriICA *^GRlCOLA
l$](8|nn, 9
1949sn015
1951:n023
1958:n=53
196l:nS6l

SP31

BOLETIM DO 'ÍUSEU NACIOlUiL DO RIO DE JANEIRO
1923, v.l;l
1924, v.l:2, 4
1925, v.2sl
1926, v.2:2, 4, 5
'
1927, v.3:4
1930, v.6:l-4
1931, v.7;l, 2, 4
1932, V.8
1933, v.9:l, 2
1950, n® 10, 11, 13 (Antropologia)

SP38

BOLETIM DO MUSEU PAfLiNAENSS HilLIO G0ELDI-B0TA1'ÍICA
1960, n.4, 10
1961, n.13, 15
1963, n.19

SP46

BOLETIM INEOR:Lí.TIVO D.i UNIVERSID.^DE. DA BAHIA
1962,
1963,
1964,
1965,

v.6;69-a
v.7;82
v.8i97, 98
V.9sl00-103, 110 (v.io)

SP46

BOL .TIM TÉCNICO DO INSTITUTO AGRONOMICO DO NORTE
1946:5-8, 10
1944:2
.1947:11, 12
1948:13, 14, 15
1949:16-18
1950:19-21
1953:26
1951:23, 25
1955:30
1956:31-33
1960:36-38
1961:42, 41

SP38

BOLETn TÉCNICO DO IIISTI'ÍUTO AGRONO'TICO DO SUL
1956:13, 14, 16
1957: 18, 19
1958:24
1959:22
1960:26, 27
1961:29, 30, 33, 34

SP26

THE BOTANICi^ REVIEU
1963, V.29:1-4

SP38

BRITISH BULLETIN OP PUBLICATIONS ON LATIN AMERICA
1957:18
1959:21
1960:23

SP 27

BULLETIH OP THE AMERICAN "ÍATHKliTIC.iL SOCIETY
1959, V.65:1-6
1960, v.66:5, 6
1961, V.67:1-3, 5, 6
1962, V.68:1-6
1963, V.69:1-3
1964, v.70:4; 5

3

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

1

�- 4 -

SPeb

CHMIC/iL ABSTEilCTS
1947, V.41:1-21, 23, 24
1954, V.48:1-17
1955» V.490-23
Index
1956, V.50:3-16, 13-21
1957, V.51;1-17, 19-23 &amp; Index

SP27

CHEÍICAL SÍIGIírSEFJlTG PROGlíSSS
1964, v.60;5, 7-10, 12
1965, V.61:1-5

3

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

�- 1 -

BIBLIOTECAS;

SP2c

- Faculdade de Medicina (Universidade de São Paulo)
- Departamento do ^Inatomia Descritiva. Av.Dr.
Arnaldo - S.Paulo.

SP2g

- Faculdade de Medicina (l^i^nivorsidado de S.Paulo)
- Departamento de Kistologia.
^iv.Dr. .irnaldo
- S.Paulo.

SP3

- Faculdade de 'ledicina de Ribeirão Preto (Universidade de 3.Paulo)
Ribeirão Preto, Est. de
3.Paulo,

SP^e

- Hospital das Clínicas - Clínica Oftalmológica da
Faculdade dc edicina (Universidade de S.Paulo)
Av, Adhenar de Barros - 3.Paulo.

3P4L

- Hospital das Clínicas - Clínica Hourológica da
Faculdade de Medicina (Universidade de S.Paulo)
Av. Adhenar de Barros - 3.Paulo,

2P5a

Escola Politécnica (Universidade de Sao Paulo) Praça Coronel Ferioando Prestes, 74 - 3.Paulo,

SP7eb

« Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (Universidade de são Paulo) - Cadeira de Psicologia Educacional.
R, Maria sintonia, 294 - Sao
Paulo,

SP8

« Faculdade de Higiene e Saúde Pública (Universid^
de de São Paulo)
ÁV.Dr. Arnaldo, 715 - S,
Paulo,
Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Universidade de São Paulo)
Piracicaba .

SP12

cm

2

SP26

- Departamento da Produção Vegetal (Secretaria da
Agricultura)
Rua 15 de novembro, 224 - 6^
andar - 3.Paulo.

SP27

- Divisão de Engenharia e 'íecânica da Agricultura
(Secretaria da Agricultura)
Av, Conde Frai^
cisco Matarazzo, 455 - S.Paulo,

SP31

- Instituto Agronômico (Secretaria da Agricultura)
Av, Barão de Itapura, I48ICampinas, Sst.de
S.Paulo.

SP38

- Escola de Engenharia de Sao Carlos (Universidade
de S.Paulo)
Rua'9 de julho, 1227 - S. Carlos,
Estado de S.Paulo,

SP46

- Biblioteca Públi(|fi '.unicipal de S-Paulo - R,Concolação, 94
Paulo,

SP50

- Divisão de Tuberculoso (Secretaria da Saúde)
R. da Consolação, 71? - S.Paulo

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

*

14

15

16

17

18

19

�2

SP51

- Serviço Social do Estado (Secretaria da Saúde) Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 1224 - 3® andarS.33 - S.Paulo,

SP53

- Serviço de Documentação da Secretaria da Saúde.
R. são Luís, 99 - 13® andar - Sao Paulo.

3

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

1

�3

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
st em
Oereaclanento

14

15

16

17

18

19

�V '

i

\

*•
»
cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

'ia

�:-""V' l.-.
ÇsífeV'
f
'"i;''vÍ^nV- ■■'-..
'í-tv
&gt;^::v,-tv-"' ■'v-^'- '

/■
«

-■■ .. -■ '•
-X... "

■... V.

¥-^-54, .1%’"*’'^-'■

t' ,...l..

-'
4
''
^ ,?

.

*,-'í*’ ■ '
VI- 'í
•.• í’ ■"'%, Y‘&gt;bíi,X

ííT-V \

, .,•

í-

'

S

-^V^ 'V4
.M

^

’íy

l

•■.

I

A# 7 1

' á

Mr

i - -i. i”
• -,í'-./-■
.*v;''”---' '■• "^9. '■ ‘*«
■\/--w..v;, '■
''vS: . .
.M. T' v'
% ' :■ Y ' i A &gt;,
%.-,‘ ?.
"YY"f^Y ■'"■ ■/
'

.

' - - ••'••■’'■ Ç- ' • \ Vr
'■-'■■'ÍS^ % \

\ ” *'' y
' ■■■■
^

..•'""
v^.. Â
\í .i'\

'*

■ *'
\ '^-'i;:'

J^'—
^
'■ .V' \ ^
'■■"^7 y-'

Ç'., &gt;'V.
*'•:. J'

:'':».í'»- í'V»; ■-..,/- ;t^iYf S
:5 "■!&gt;
?.
'^1. \
.-.- 'aV'-' ^'if'"ÍÍ-,.fV'^

^

a

K.

J../2
V-,,^^..Ac
“4Áta--^-í
«aí ; jA ..^^.
y4»,.«a.W
rif H
1

■■'

K

'‘f ' «. ’■■
'
'- Ç--&gt;^4" •■.à-V f "*'** -V.
' " V.:
..
.- - ..
’.
-í "^-'
r’"--' ■&lt;
.f ■■
4 'rr*4r-7^ ■", ■ . ,- . »&gt;■• &gt;
'"■' ... . ■
"■ .. «
'
-^'-."t
í V .' J K.,-Í- J .&gt;^2^' &gt;?
s,y*--«&gt;-^4rr
'iíírf)*' ,* ■ ■ ' ' .. '. Z'' á
. ' z- 4,. . ■'
-Y '
. *!*•• &gt;- '^-v/.. -,■ «'
'••• .-&gt;■/
'V,
.
•,-.&lt;*'■ &gt;/'“.••••' -; V
^ ^ - . ■“
;
/.
I "«
.' _ .f V'
.-: &lt;•• -* \4
'%''’^V
' ^'&gt;,
'W-’^' ' ;\ .■■
•■-;•'•*
.,!?,';'. -í"y
^, ,■ '^;
- ■*■
U.
*.', 'f, .:&lt;*•
&lt;3r-VVr:
'-\s
■• .-t
y-k.. í.'^-. ,-.? V -- ■ .-sk
i y »
í&gt; " ■ y '■'
■ •\.VA «j--V
fc&gt;y í*?-Itir» i* V, .7 -f -,
•'»
-£&lt;»' &amp;; ■'
. ,..k- /' Y.4' X’ --i^ '

' -V't

I

'•■'

r'\..,-.

''W'% •?
* '5',

■ ri j'

^

í
-;'V

7•"

í

a T-i... '

^ Vy

44

,

*4'- K ■4^"'..-s•''-*&gt;A ^v t

m

st
4’“^
t-..i' ''-a
_,..,

«&gt;'■ '&gt;-4 v^.',.-■*
-■'4..
f-'- ' -.
....---4
-,..^

&gt;''V .4. r";--4 .7
.-mf -^6 &gt;»-i■' :jí-’-’'';r^
'*•
K
m
K,v--^*Tk.,4.
■■■
'vf I
'*■--; • ■ sí-‘'' '•., ,:-4 - .:. ' ,. .-^v;.
‘'" ‘ ’ •■-■■'. '
t&lt;-&gt;4 f
'Y 3 íí*’*'i J-- i
íi
‘'i ^'‘ &gt;- . i
f&lt;-&gt;4
k“'-■'"C T‘'^ «%/Vt''^^'
”4"
í'’«:
híf
5:. -Í7 -■^ -vWV-■-••íf.í
g k
4*' ^

.■

'■

íí" ■ .7 a»*siSc'íf;v&lt;s-

'"■•

'-•■««'■ a'S i-

y

-t --'JK?

z: ,,,4“

^-.-'‘'''V»' "V 'S ..
'.ví-í*' '&gt; ?^4. Tj.vvi . «y • ■ • ^
E' ■*-U

I

4. &lt;-'4.

"..t -^' .u''-■ 4, '&gt;' -v«

1

■ -V““%

í-

í-&gt;■}'

■ '■ ■'-V'&gt;iá:V"l rfd V"

■■^.-■^ g'"'^i^'\ Y%r. }
tf »«í*''^-r-..
%!?
-í’
íí«W.
’V*C, 1
■«

ri
'r

,.

T #•
t‘l4 VI' 4&gt;x''&gt;-r', ,4^
■í #4 /Kit
Z . .
í: 1*4 ■ -A
.‘"'■.t,%■
t' *'*,
W*i, ;í
•?• -7A»^'-.viír
8^ .,&lt;5 _*,?!».,í ^,lji»..■»■■■*'»*' .,
f If.iStt,. l*r’' 1"
Jf^
H :;-f'*''
^■^&gt;r ■&gt;! y- ■'^-i- p- '?’♦?•■'Í-N# '• •

■'

-/*%" 4í ..^■•i*„ ,-,
cygf*' ^■^•'^1
-•r..,-'.
- . , \^ í Á/. Â
r-y.-si, -_;-‘,^r'''iu-á
'■'-•v.í-'X,

't /' ''4;/vx-/
i

_

f'“ gg-’. W
4-i .!C."

i- ■ 4-

"•

;. '^-

,]i&gt; . ^ 2 '.&gt;.4*''*'^ "Kt V
.#
T"
/""A

k

'■

l

^

--s.'^

/

-.&lt;v

Xv,&lt;'

^

w ta-kr •

'#aI. At
3

li;

*1^

í&gt;-r''tx«~-v&gt;'ç'*r-i':'K. yy s xy'%y/Z-'-’-XA..j; k
&lt;" :*ÍSt'k»a!y ;• '
i^..,4

12

■■■

.;-r.. , ..yr-'" '.-,
■ g ,.
Z;\.Z, ■;■ i
,';.„V
ri.'’ 'í" '■-í.-.y*-'V..,.( X
/*■. ■t. '-'r- ’V’•»•-.:.'-4
* Ã-X' -Í
y.'-a*'. ■ '4-,..
Ji
-■-7-;
.'
■ í T.V^
* A j^g-.*--i Í=.
4
’"4/:‘4-'-::vt,
i/»
,./-./'V

■ 7 YÍigY 'Y -

cm

.,-4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

4

■ '■ ^'a "íi ’'&gt;
-•■4 Y-ã^-'

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="14">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8956">
                  <text>CBBD - Edição: 05 - Ano: 1967 (São Paulo/SP)&#13;
</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8957">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8958">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8959">
                  <text>1967</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8960">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8961">
                  <text>São Paulo/SP</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10115">
                <text>Permuta Nacional e Internacional de Publicações</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10116">
                <text>Zink, Ernesto Manoel</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10117">
                <text>São Paulo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10118">
                <text>Febab</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10119">
                <text>1967</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10121">
                <text>Artigo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10122">
                <text>Troca </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="10123">
                <text> Documentos </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="10124">
                <text> Tratamento da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10125">
                <text>Em seminários e congressos de 'biblioteconomia e documentação já se acentuou a necessidade de ser organizado entre nós o serviço de permuta de duplicatas. Novamente o assunto -"Permuta nacional e internacional de publicações"- está integrando o temário do V CONGRESSO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, fazendo parte do Tema 2. - Processos Técnicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65249">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="1120" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="581">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/18/1120/cbbd1977_doc56.pdf</src>
        <authentication>b551550662d83f8906163bed68fcd281</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="14746">
                    <text>SISTEMAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS DE INFORMAÇÃO

CÉLIA RIBEIRO ZAHER
Diretora da Divisão de Promoção ao Livro e
Estímulo ao Intercâmbio Cultural Internacional da UNESCO

Em nome do Diretor Geral da UNESCO, Sr. Amadou Mahtar MBou e em meu
próprio nome, desejo felicitar a Comissão Organizadora deste Congresso pela seleção do
tópico "INTEGRAÇÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO NACIONAL", como tema central deste conclave, bem como auspiciar o maior
sucesso nas suas deliberações, e agradecer o convite que me foi feito para aqui apresentar
um trabalho sobre esse assunto de tanta atualidade e interesse para a UNESCO.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO),
de acordo com seu ato constitutivo, tem como um de seus mandatos o de tratar de
assuntos referentes à disseminação do conhecimento e à permuta de informação e de
documentação; com esse objetivo, tem-se preocupado durante o último decênio, em
encontrar soluções sistemáticas para os problemas cada vez mais complexos de seleção,
controle e disseminação da informação entre indivíduos; e em buscar um reequilíbrio na
circulação entre países ricos em informação e países carentes de informação — o que
permitirá novas perspectivas às sociedades menos favorecidas e à almejada igualdade entre
os povos.
Com esse fim, a UNESCO desenvolveu diversos sistemas especializados de informação, nos campos de sua atuação, que respondem às solicitações de seus Estados Membros
e visam a preencher lacunas em matéria de informação.
Esses sistemas são conhecidos como:
lERS — Sistemas de Recuperação da Informação em Educação.
SPINES — Sistema de Permuta de Informações sobre Política Científica e Tecnológica.
WISI — Sistema Mundial de Informação no Campo da Informática.
,
]

DARE — Sistema de Recuperação Automática da Informação em Ciências Sociais e
Humanas.
22

1^.
cm

1

;

Digitalizado
gentilmente por:

�ISORID — Sistema Internacional de Pesquisas em Documentação.
DEVSIS — Sistema de Informação em Ciências do Desenvolvimento.Desenvolvimento.
Esta diversidade de sistemas especializados demonstra o grande desejo dos países de
envidar esforços em torno de soluções conjuntas que permitam a todos os países utilizar
ao máximo esse "bem" essencial de nossos dias — a Informação. Este anseio se reflete
também na criação de sistemas em outras agências das Nações Unidas, tais como:
AGRIS
AG
RIS (Sistema Internacional de Informação para a Ciência e Tecnologia Agrícolas), na FAO.
INIS (Sistema Internacional de Informação Nuclear), na Agência Internacional de
Energia Atômica (AlEA),
(AIEA), que cobrem campos de ação diretamente ligados às suas atividades.
Essa proliferação — conseqüência natural do grande interesse que desperta o problema do controle da informação especializada — levou a UNESCO a procurar, também,
soluções globais com a finalidade de harmonizar e interligar sistemas através de uma
estreita cooperação internacional, dentro dos preceitos do programa INISIST — Sistema
Mundial de Informação Científica; e, dentro dos preceitos do NATIS — Sistema Nacional
de Informação, buscar o equilíbrio e a coordenação entre os pontos focais existentes em
cada país, com o fim de evitar a duplicação e obter o máximo de rendimento, a nível
nacional, para que cada país possa beneficiar-se e participar plenamente dos programas
internacionais presentes e futuros.
Estes dois programas — UNISIST e NATIS — indicam soluções para a problemática
de harmonização e acesso à informação disponível nos países industrializados e visam a
auxiliar os países em desenvolvimento a se organizarem, aumentando, asshn,
assim, o seu potencial de acesso e de participação.
Ambos os programas lançados pela UNESCO, em 1971 (UNISIST), e em 1974
(NATIS), funcionam como catalizadores na promoção dos veículos de informação junto
aos meios governamentais, atraindo a atenção para o problema de falta de infra-estrutura
de informação nos respectivos países e da ausência de planejamento, que impedem o
desenvolvimento ideal das bibliotecas, centros de documentação e arquivos.
Este Congresso, que hoje se inicia, é mais uma prova do interesse suscitado em
torno desse magno problema nos meios profissionais, em soluções que possam servir de
apoio à ação governamental.
O lançamento e desenvolvimento do programa UNISIST levou muitos países a criar
comissões nacionais para analisar e implementar as metas estabelecidas dentro desse marco conceituai, o que vem resultando na conscientização do papel da informação científica
e tecnológica no progresso nacional e orientando a trajetória dos sistemas criados em
países industrializados. A esta força propulsora veio aliar-se o programa NATIS, que
permite aos países analisar, através de suas metas, a situação de seus recursos físicos e
humanos e guiá-los nas etapas a serem percorridas para alcançar o objetivo final: a criação
de um sistema integrado de informação que tire o máximo proveito dos recursos existentes e seja capaz de fornecer aos usuários a informação precisa no momento exato.
No intuito de auxiliar os países e alcançarem essa meta, a Conferência Intergovernamental sobre Planejamento das Infra-Estruturas Nacionais de Documentação, de Bibliote23

2

3

Digitalizado
gentilmente por:
4 gentílmente

�cas e de Arquivos, ao aprovar o conceito e os objetivos do NATIS, recomendou à UNESCO que enviasse aos Estados Membros, antes de dezembro de 1976, diretrizes gerais,
tendo em vista a organização de sistemas nacionais de informação e, conseqüentemente,
que os governos criassem, até dezembro de 1976, órgãos apropriados nacionais de coordenação, dotados de poderes e de responsabilidades bem definidos, visando ao estudo detalhado de todos os problemas pertinentes, bem como a elaboração de planos para a criação
efetiva de sistemas compatíveis com as diretrizes elaboradas pela UNESCO para esse fim.
De acordo com essa recomendação, o Secretariado da UNESCO, elaborou (com o
auxílio de grupos de especialistas e órgãos profissionais competentes) e publicou uma
auxíiio
série de guias NATIS que cobrem os seus principais objetivos. O
0 primeiro trata dos
aspectos de uma Política Nacional de informação, descrevendo os métodos de planejamento do NATIS, e mostrando a necessidade de avaliar a situação nacional e os meios de
elaborar um plano de informação de maneira a torná-lo uma realidade.
O segundo, Conceituação e Planejamento de Sistemas Nacionais de informação,
0
Informação, visa
a encorajar os governos que estão conscientes da necessidade de estabelecer sistemas
nacionais de informação (NATIS) como instrumentos indispensáveis para assegurar o bem
estar econômico, cultural e social de seu país, isto é, criar mecanismos que permitam
alcançar esta meta. É dada ênfase aos países em desenvolvimento, onde a organização de
serviços de informação podem ter uma importância vital na adoção de políticas
pol íticas educacionais e industriais.
O terceiro documento da série, intitulado Estabelecimento de uma Base Legislativa
0
para a Implantação do NATIS, faz uma revisão dos problemas resultantes de uma legislação obsoleta, e mostra a necessidade de sua atualização, analisando qual a legislação
específica necessária a um plano geral de todos os tipos de bibliotecas: nacional, acadêmica, educacional, especializadas, públicas e, de sistemas de arquivos públicos e nacionais.
Abrange, também, o problema de legislação relacionada com a formação de profissionais
para o NATfS.
NATIS. Este documento destina-se, como os demais, a servir de orientação à açio
ação
necessária à criação e funcionamento do sistema nacional.
É de se esperar que esses guias ofereçam aos Estados Membros da UNESCO, desejosos da implementação do NATIS, em seus respectivos países, uma base para seus estudos e
efetiva ação normativa.
Paralelamente, a UNESCO, a fim de incentivar essa ação, publicou diversos artigos
no Boletim da UNESCO para as Bibliotecas sobre a situação atual em diversos países e
organizou ou apoiou reuniões e conferências regionais sobre o assunto. Gostaria de mencionar aqui, algumas dessas reuniões e os resultados que delas decorreram. A Reunião
Regional de Especialistas sobre Desenvolvimento de Arquivos Nacionais na América Latina, realizada em Bogotá, de 29 de março a 2 de abril de 1976, teve como objetivo avaliar
o desenvolvimento dos arquivos, vistos sob a perspectiva do marco conceituai do NATIS,
e fazer recomendações à UNESCO que auxiliassem sua ação. Essa reunião ressaltou a
necessidade de criar uma infra-estrutura de arquivos que permita seu planejamento coordenado, em cada país, como um subsistema do NATIS.
A UNESCO realizou também, em Brazaville (Congo), de 5 a 10 de julho de 1976,
uma reunião de especialistas sobre o planejamento de Sistemas de Bibliotecas e Centros de
Documentação AHAT\S)
(NATIS) na África, cujo principal escopo foi examinar os esforços já
24

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

I Sc a n
st en

�realizados pelos países africanos na incrementação de sistemas nacionais de informação
(NATIS) e formular recomendações com vista à criação de ditos sistemas adaptados as
necessidades dos usuários africanos.
Nessa ocasião, foi enfatizada a necessidade premente de formação de pessoal qualificado em todos os níveis, face à carência absoluta de pessoal especializado, indispensável à
implantação de infra-estrutura apropriada aos princípios do NATIS e UNISIST. Outro
ponto ressaltado foi o desejo de conscientização nacional e regional, em torno de uma
política de informação e de encorajamento à cooperação mais intensa a nivel regional,
visando a servir melhor os usuários e incrementar o hábito de leitura.
&gt;
Entre as reuniões organizadas por grupos profissionais sob os auspícios da UNESCO, realizada na Jamaica, de 10 a 14 de novembro de 1975, tratou-se do Planejamento de
Sistemas Nacionais de informação (NATIS) para a Região das Caraíbas, reconhecendo
que é essencial colocar a informação à disposição dos usuários, não só como um elemento
de planejamento e desenvolvimento aos níveis nacionais, regionais e internacionais, mas
como parte integrante no processo permanente e de aperfeiçoamento do indivíduo. Recomendou-se a criação e aperfeiçoamento de sistemas nacionais de informação (NATIS) na
região, estudou-se os pontos básicos para essa ação nacional, tais como a criação de órgãos
de coordenação, legislação apropriada, criação de arquivos nas administrações, aprimoramento dos meios de comunicação, recenseamento dos recursos humanos existentes, e,
cooperação regional através de órgãos específicos e serviços técnicos regionais.
Na Ásia, a Reunião da CONSAL, de 1.° a 5 de dezembro de 1975, teve como tema
Serviços integrados de Bibliotecas e Documentação dentro do Programa da NATIS. Essa
reunião teve como escopo principal mostrar aos participantes, representantes dos diferentes governos da Região do Sudeste da Ásia, a necessidade de iritegrar
integrar os programas de
bibliotecas e de documentação (NATIS). A reunião aceitou o conceito e objetivos do
NATIS e recomendou que medidas imediatas fossem tomadas para apoiar as bibliotecas
nacionais a preencherem suas funções dentro dos sistemas nacionais.
Para a América Latina e região das Caraíbas, a recomendação sobre o NATIS
aprovada unanimemente pela Conferência Intergovernamental sobre Política de Comunicação na América Latina e na Região das Caraíbas, organizada pela UNESCO, em Costa
Rica, de 12 a 21 de julho de 1976, é de grande importância, pois ressalta a necessidade de
organizar e coordenar as infra-estruturas nacionais de documentação, bibliotecas e arquivos, com vistas ao desenvolvimento econômico e social, e estimula os governos a criarem
tais infra-estruturas dentro de sua política nacional de comunicação, recomendando ao
mesmo tempo à UNESCO que apoie e encoraje o estabelecimento do NATIS a nível
nacional e favoreça a coordenação de esforços nesse campo a nível regional e sub-regional.
Como programas nacionais, podemos ressaltar as ações e planos atuais elaborados
em países como os Estados Unidos, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas,
Grã-Bretanha e países da Oceania, onde a tese da criação de redes nacionais e mecanismos
de coordenação já é aceita e operante.
Há também, alguns programas em curso: na Irlanda, o Comitê de Coordenação da
Documentação; na República Federal Alemã, o programa para Promoção da Informação e
Documentação; na Venezuela, o Sistema Integrado de Bibliotecas; e na Malásia, o projeto
MANIS; todos seguem a tese de coordenação e planejamento dos serviços de informação.
25

Digitalizado
gentilmente por:

�A UNESCO apoia e incentiva esses esforços e espera que cada país estude e encontre a melhor forma de coordenação de seus serviços, levando em conta os princípios
anunciados e metas a atingir, em busca de harmonia e cooperação internacionais.
Com o intuito de apoiar cada vez mais os países nessa busca de solução que permitam o acesso e a participação total ao processo informativo, a UNESCO analisou, durante
o ano de 1976, os seus programas dedicados ao campo da informação, documentação,
bibliotecas e arquivos, e com o objetivo de dar um maior impulso e harmonia a esses
programas, permitindo um impacto nos Estados Membros, propôs modificação e fusão de
algumas atividades. A 19.° Sessão da Conferência Geral, realizada em Nairobi, Kenya,
deliberou sobre o assunto e optou pela criação de um programa intergovernamental, que
denominou Programa Gera! de Informação (PGI), que cobre as atividades nos campos de
informação científica e tecnológica e de documentação, bibliotecas e arquivos, anteriormente da responsabilidade dos setores de ciência (programa UNISIST) e do setor de
cultura e comunicação (programa NATIS). O
0 Diretor Geral da UNESCO, em conseqüência, criou esse programa, a partir de março de 1977.
Ao tomar essa decisão, a Conferência Geral levou em conta as seguintes corisideraconsiderações: a importância da transferência e permuta de informação, particularmente no campo
científico e tecnológico, para o desenvolvimento econômico e social; a crescente importância da informação: a importância para todos os países, e especialmente para os países
em desenvolvimento, dos problemas de planejamento e desenvolvimento de sistemas nacionais integrados de informação; e a urgência de preencher as lacunas de informação, e
criação e desenvolvimento das estruturas necessárias nesses países. O compromisso da
UNESCO em contribuir para o desenvolvimento de sistemas nacionais, regionais e internacionais, como elemento vital à cooperação internacional e ao desenvolvimento nacional, e
o papel significativo que tem nesses sistemas, as bibliotecas e os serviços de arquivos.
O Programa Geral de Informação tem dois objetivos: alcançar os objetivos do
UNISIST, de um sistema mundial de informação científica, e auxiliar a criar e melhorar as
infra-estruturas de documentação, bibliotecas e arquivos, ou Sistema Nacional de Informação (NATIS), sem o qual o UNISIST não pode tornar-se uma realidade. A fim de
facilitar a implementação do Programa Geral de Informação as atividades desses programas da UNESCO foram integrados com a finalidade de: promover a formação de política
e planos; promover o estabelecimento e aplicação de métodos e normas; contribuir para o
desenvolvimento da informação e para aplicação de técnicas modernas de coleta de dados,
processamento, transferência de informações e reprodução; promover o treinamento e
educação de especialistas da informação e usuários da informação, com especial atenção
às necessidades dos países em vias de desenvolvimento, e aos problemas de transferência
de informação e dados, a partir dos países tecnologicamente mais avançados para as
nações em desenvolvimento.
A Conferência Geral da UNESCO aprovou a criação de um Conselho Intergovernamental (que substitui o Comitê Diretor do UNISIST, que deixou de existir), a fim de
orientar o planejamento e a implementação do PGI, de acordo com os interesses do
desenvolvimento da educação, cultura, ciência e tecnologia para promover a cooperação
entre Estados Membros no contexto deste programa; assegurar a continuidade e o desenvolvimento de ações em andamento no contexto do programa UNISIST; promover o
conceito de planejamento global de sistemas nacionais de informação (NATIS) e encorajar
26

Digitalizado
gentilmente por:

�formas apropriadas de ação para auxiliar os Estados Membros a planejar e desenvolver tais
sistemas de maneira a que participem ativamente na cooperação internacional, dando
atenção especial ao incremento da contribuição essencial das Bibliotecas, ao desenvolvimento da educação, ciência e cultura; promover o desenvolvimento dos serviços de arquivos, particularmente como instrumento de eficiência administrativa e como fator de
preservação e apresentação da herança cultural e da identidade nacional.
Os seguintes trinta países foram eleitos membros desse Conselho para 1977/78:
ALGÉRIA, ARGENTINA, BÉLGICA, BRASIL, CHINA, COLÔMBIA, CONGO, CUBA/
CUBA,
EGITO, REPÚBLICA FEDERAL ALEMÃ, FRANÇA, REPÚBLICA DEMOCRÁTICA
ALEMÃ, GANA, INDIA, INDONÉSIA, IRÃ, JAPÃO, MARROCOS, HOLANDA, NIGÉRIA, NORUEGA, PERU, SENEGAL, UGANDA, GRÃ-BRETANHA, ALTO VOLTA,
ESTADOS UNIDOS, UNIÃO DAS REPÚBLICAS SOCIALISTAS SOVIÉTICAS, IUGOSLÁVIA e ZAIRE. A primeira Reunião do Conselho Intergovernamental — PGI se realizará
de 21 a 25 de novembro, a fim de estudar seus planos de ação.
Paralelamente, a Conferência Geral da UNESCO autorizou o Diretor Geral a convocar um Comitê Consultivo composto de especialistas profissionais cobrindo as áreas relacionadas com o Programa, selecionados de forma a assegurar uma representação geográfica equitativa.
Esse Comitê Consultivo que substitui o Comitê Consultivo Internacional sobre Documentação, Bibliotecas e Arquivos (lACODLA) e o Comitê Consultivo do UNISIST, se
reunirá pela primeira vez, com 18 membros, de 11 a 14 de outubro, para discutir o estado
atual do novo programa e examinar as propostas para o futuro programa de 1977/78.
A conseqüência importante dessa nova estrutura administrativa, no seio da UNESCO, é o fato de que, pela primeira vez, o programa de assistência da UNESCO, às
bibliotecas e arquivos em geral, será debatido e aprovado pelos governos representados
junto à UNESCO, conjuntamente ao programa referente à informação científica e tecnotecno^
lógica; dessa forma, atrairá a atenção para o papel das bibliotecas e arquivos no processo
informativo.
A UNESCO espera, assim, com esse programa, estar em condições de prestar uma
assistência maior ao desenvolvimento da informação no mundo agora abordando o problema de um ponto de vista global, com recursos muito mais amplos, e apoiado por um
Conselho Intergovernamental.
Gostaria de registrar aqui a minha satisfação em participar desses debates e constatar a preocupação dos profissionais brasileiros para a criação de um sistema nacional de
informação (NATIS) no Brasil, seguindo a tendência, nos diferentes países, da aceitação
desse conceito, e da criação de infra-estrutura apropriada.

■ ■'■0 ■

27

Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="18">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13762">
                  <text>CBBD - Edição: 09 - Ano: 1977 (Porto Alegre/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13763">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13764">
                  <text>Inclui também os anais da V Jornada Sul-Rio-Grandense de&#13;
Biblioteconomia e Documentação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13765">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13766">
                  <text>1977</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13767">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13768">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13769">
                  <text>Porto Alegre/RS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14737">
                <text>Sistemas nacionais e internacionais de informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14738">
                <text>Zaher, Célia Ribeiro</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14739">
                <text>Porto Alegre (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14740">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14741">
                <text>1977</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14743">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14744">
                <text>Sistemas de Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14745">
                <text>A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), de acordo com seu ato constitutivo, tem como um de seus mandatos o de tratar de assuntos referentes à disseminação do conhecimento e à permuta de informação e de documentação; com esse objetivo, tem-se preocupado durante o último decênio, em encontrar soluções sistemáticas para os problemas cada vez mais complexos de seleção, controle e disseminação da informação entre indivíduos; e em buscar um reequilíbrio na circulação entre países ricos em informação e países carentes de informação — o que permitirá novas perspectivas às sociedades menos favorecidas e à almejada igualdade entre os povos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65488">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="540" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="162">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/10/540/C749_3_PR_V_23.pdf</src>
        <authentication>8b409351bcef1d94c1424a7c3ddba78a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12383">
                    <text>Digitalizado
gentilmente por:

�■

f

tm
tí^'

■v-^

-Ur

"hfjt

t,;^.
'^fXr
Müi^ «*rsr «
iú

¥jd.
í^
%i

K Y^-L
r

►lá""'!

-•^
.:2ií^í

»•/j

■!Ä

cm

12

3

I Digitalizado
-^gentilmente por:

I Sc a n
^y st em

��TERCEIRO CONGRESSO 3RÀSILEIR0 DE BIBLIOTEGONOMIH E DOCUMENTAÇÃO

Diversidade de línguas,

obstáculo à informação científica
por

Célia Ribeiro Zaber

Curitiba
1961

�0.

Tema IV - Bibliografia e Documentação - Bibliotecas Especializadas

BIVERSIIiADE DE LÍNGUAS, OBSTiCcULO Â INFORIíAÇlO

CIENTÍFICA

por
Célia Ribeiro Zaher

Sinopse
Diversidade de línguas como barreira inicial à difusão da
literatura científica e técnica. Tradutores para serviços especializadas de tradução. Sistema adotado na Seção de Pesquisas Bibliográficas e Traduções do Instituto Brasileiro de Bibliógrafia e Documentação.

Instituições interessadas na difusão das traduções

e

índices e catálogos especializados para divulgação das mesmas. Sugestão para solução do problema no Brasil,

Digitalizado
-^gentilmente por:

�DIVSLSILASB ::b líijguas. c3St/culo â infopj-iacâo

cibhtífica

1. o problema lingS^ístico
Na tarefa de informar aos cientistas e técnicos,

a diver-

sidade de línguas provoca barreira inicial à difusão da literatura
científica e técnica,

constituindo

problema que deve ser conside-

rado cios riiais importantes.
No século passado,

quando a produção intelectual perten -

cia a uma elite que se sentia capaz de dominar a literatura de sua
especialidade,

as línguas básicas de intercomunicação,

científico e técnico,

eram inglês,

no

casipo

francês e aler.:ao,

Coiã o desenvolvimento das ciências,

em ritmo acelerado, a

literatura especializada passou a ter lugar de destaque no acompanhamento dessa evolução,

em virtude, mesmo,

do crescimento e da ex

pansão ilimitados que tiveram os conhecimentos humanos,
impossibilitar,

ao especialista,

no seu campo, A informaçao,

o controle da literatura

surgindo de varias fontes,

tes línguas e com raio de interesse

mundial

em diferen-

inf.ihitamente maior,

englobar diversas literaturas - como a russa,
liana -,

a ponto de

veio

a

a espanhola e a ita-

que assumiram significação para o mundo científico, No ra£

canismo do processamento da informaçao cientifica e técnica,
ceu nova etapa a vencer: a dificuldade

apar£

do cientista na leitura de

textos em línguas estrangeiras.
Corí o fim de demonstrar os diversos aspectos do problema,
a Unesco elaborou un estudo (1)
ca,

em que reuniu dados,

listas,

sobre tradução técnica e científi-

notas e opiniões expressos por documenta-

ling\histas e outras pessoas diretamente interessadas no as

sunto. r.ealizou,

assim,

uma apreciação geral do estado atual,

for-

necendo cálculos estimativos do núi^ero de cientistas e técnicos e-

cm

1

Digitalizado
-^gentilmente por:

�.2
xistentes em cada país,

idiomas falados,

línguas mais usadas e co-

nhecidas e percentagera de utilização de cada língua
artigos científicos,

todos dados valiosos,

estudo de vários aspectos do problena,

por possibilitarem

um

oferecendo base mais reali^

ta para análise. As estatísticas fornecidas nesse
citadas se

na redaçao de

trabalho e aqui

referem ao ano de 1948,

Os estudiosos sertem, atualmente,

necessidade de conhecer

as línguas que lideram a literatura científica, com o objetivo

de

obter mais fácil acesso à mesma, O mundo contemporâneo está voltado, principalmente, para a literatura russa, devido

ao

progresso manifestado no campo científico soviético,

índice de

o que provo-

ca, consequentemente, maior interesse pela aprendizagem da
correspondente, Na RÚssia,

lingua

a média do conhecimento lingüístico

e

excepcional, en relaçao aos outros países, pois, dos 900 mil cientistas estimados para o ano de 1948,
geira,

entre alemão,

inglês,

todos falam uma língua estran

francês e espanhol,

e mais de 50^ co-

nhecem duas línguas,
O panorama lingüístico nos Estados Unidos,
diverso,

no entanto,

colocando esse país entre os que mais se preocupam

é

com o

problema da informação no que se refere a traduçao de textos científicos estrangeiros,

justamente por apresentar baixa

percentagem

de cientistas poliglotas. Assim, dos 905 mil cientistas estimados,
apenas 18,4^ conhecem outro idioma,
sa, espanhola e

entre as línguas alemã,

france

russa,

já no Brasil,
conhecem francês,

dentre os 73 mil cientistas calculados, 53%

inglês ou alemão. Porém,

a

grande maioria

dos

técnicos da nossa indústria desconhece outras línguas - ou tem delas, apenas conhecimentos rudimentares,

o que impossibilita a lei-

tura de textos tecnológicos na língua original,

tão necessária ao

progresso e aprimoramento de novos processos aplicáveis às indús trias.

cm

1

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

i'g

17

i's

19

20

�.3

O interesse en traduzir trabalhos científicos para o português é exclusivo de Portugal e colonias, Brasil e cerca dem te£
ço da população mundial de língua espanhola
tal número conheça o idioiaa português),

(na presunção

de que

perfazendo un total de 150

nil elegíveis leitores de trabalhos de cunho científico ou técnico.
Con base no gráfico apresentado no relatório da Unesco,ad
Eiite-se que 505^ da literatura

científica sãc publicações en lín -

guas desconhecidas pela metade dos cientistas do mundo

e que o i-

dioma de maior difusão e uso entre os estudiosos é o inglês.
Essa análise comprova o grande obstáculo criado pela barreira lingüística,

que, além dos problemas da difusão local,

reduz

à metade o aproveitamento da literatura científica mundial.
O processo de traduçao e lento e oneroso,
SC una solução imediata de assistência, como,

impondo-se

também,

nao

um planeja -

mento para o futuro, tendo en vista a diminuição das proporções de
tal trabalho e

reduzindo-o a um problema de fácil solução,

k nosso ver,

duas medidas contribuiriam para isso:

a) Aumento da capacidade lingfcística de cada indiví duo de nível universitário,

estudioso ou pesquisa-

dor;
b) Estabelecimento de una fórmula ideal - com relação
a autores e editores,na adoção de línguas oficiais
para redaçao de trabalhes científicos - e facilida
des na identificação dos textos - por meio de resu
nos em una língua única,

universalmente adotada,

Essas duas medidas tem sido discutidas sob diversas for mas en inuneras ocasioes,

principalmente no que se refere a segun-

da, sempre objetivo dos esforços de congressos e associações de b^
bliotecononia e de normalização,
tação de publicações,

cm

1

para fixação de regras ã apresen-

com a finalidade de facilitar e padronizar as

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

19

20

�técnicas docunentárias;
Os lingüistas afirnaid que o aprendizado de línguas deve ria ser orientado en bases nais cienvíficas,

É necessário estudar

línguas na adolescência, cono parte •'os currículos escolares,

nas

se faz nister naior intensificação desses estudes no nível universitário,

por causa do grande aproVditanento surgido na maturidade,

que se caracteriza por capacida^ie e discerninento nais agudos, dan
do à Dente percepção naior e rrcjccínio clarc, En sua maioria,

são

os cientistas autodidatas nesse campo, pois vêem sentido utilitá rio,

e não puranente cultural,

m

aquisição de conhecinentos lin -

gfcísticos,
É inportante a forna&lt;^o de grupos de especialistas possui
dores de vasto vocabulário téarico, que trabalhen cono base de infornação para tradutores de instituições de caráter científico necessitando de serviços de traduçao, Cor.i esse fin,
dos,

deven ser cria -

en organizações cientificas e técnicas, cursos de línguas pa-

ea especialistas,

visando a aparelhá-los con conhecinentos necessá

rios a identificação de textos estrangeiros nas principais línguas
faladas no nundo e fornando grupos hábeis no nanêjc de diversos idionas en núltiplos canpos de especialidade,
O problena da unificação lingüística,
lhos científicos,

na redação de traba

e de difícil solução. De acordo con a estatísti-

ca apresentada pela Unesco,

existe, no nundo científico,

ninância de língua entro os cinco nais usados idionas,
todos os nodos,

um fato en nutação,

alenães cabia, no pasoado,
ca,

pois,-

una predo
nas é, por

enquanto às publicações

o papel de líder da literatura científi^

hoje conpete as aiericanas a nesna liderança no canpo tecnoló-

gico e as russas no 3etor científico» Para aprendizado,
sistir una língua local, nas,

en nível de pesquisa e estudos supe-

riores, as línguas proocninantes são,

Digitalizado
-^gentilmente por:

pode per -

fcrçosanente,

as que lideran

�o nundo científico,

tornando-se imprescindível a substituição ofi-

cial de um idiona nacional por línguas estrangeiras nos países pos
suidores de diversos dialetos,

o que acarreta,

no entanto,

vezes, choques ideologicos e políticos, Apesar disto,

nuitas

a nao adoçao

de uma língua estrangeira oficial de estudos pode causar a extin ção de qualquer contacto con a literatura internacional,
gindo o progresso das ciências nun c-eterninadc
os estudiosos de uraa região a se confinarem

país

restrin -

ou obrigando

dentro de suas

pro -

prias realizações,
Essa tendência para a adoção de una língua única no canpo
científico pende en favor do idiona inglês.

Os que o advogam

nac

são seus nativos utilizadores nas sin todos cs que encontran nessa
língua saxonica sinplicidade, clareza gramatical e objetividade que
a torna essencialmente técnica.
Por outro lado, con o desenvolvimento da ciência na 2Ús sia,

é grande o número de adeptos à oficialização

do

inglês e do

russo como línguas para redação de trabalhos científicos,

o que li^

mitaria o estudo lingftístico a apenas dois idiomas estrangeiros es
senciais.
Ha,
mo,

também,

por exemplo,

os que preconizam uma língua construída,

o esperanto,

co-

colocando a questão em terreno neu -

tro.

2, Processamento da tradução
Se o objetivo essencial de um processo documentário é pro
ver a infortiação, a finalidade da tradução e facultar

essa mesma

informação aos que desconhecem a língua em que ela está escrita,
A fim de evitar o risco de traduzir um trabalho desinte ressante para uma clientela em potencial,

torna-se aconselhável,

mesmo necessário, analisar o texto original,

Digitalizado
-^gentilmente por:

e

procedendo, assim, a

�una seleção inicial, con o intuito de julgar a inportancia e o in•
teresse do assunte tratado.
Nessa tarefa,
de antenão,

o resuno ten papel destacado,

diante do interessado,

pois coloca,

os dados exigidos para estabele

cer de que valia lhe pode ser o texto e determinar a importância do
original a ser traduzido, A utilidade de resumir é por todos reconhecida e,

nesse sentido,

ten sido árcua a luta dos docuLientalis -

tas, que vcera no resuno una necessidade,
no para o futuro leitor,

nao so para o tradutor co

alén de ser essencial aos processos mecâ-

nicos.
Traduzir,

de língua estrangeira,

un texto técnico requer

conhecimento especializado suficiente para sua compreensão,
*

ben C£

no grande doninic dos dois idiomas, A fidelidade de uma traduçao de
pende,

de fato,

tadas,

o que,

da compreensão total das idéias a serem interpre -

nem senpre,

está ao alcance de um tradutor geral,mes

no provido de dicionário,

porque, nuitas palavras tem significação

própria nas, en conjanto, mudarj de sentido,

A carência de diciona

rios minuciosos é outro notivo de dificuldade para quem traduz con
fiante nesse instrumento de trabalho e se depara con a pobreza des
se material auxiliar,

enquanto o técnico identifica o

terno

pelo

significado na frase.
Mesmo um tradutor com conhecimentos técnicos necessita se
familiarizar com o vocabulário das línguas a serem
fim de prover uniformidade de terminologia,

traduzidas,

essencial a

a

qualquer

trabalho.
Demais,

um bom tradutor deve ter a intuição

esse tipo de serviço,

além de saber que dicionários técnicos exis-

tem sobre o assunto e, ainda,
dos a quem recorrer,

necessária a

conhecer profissionais especializa -

se preciso.

Digitalizado
-^gentilmente por:

�Conclui-se, então, que para ura bon tradutor é nais importante conhecer o assunto do que conhecer a língua,
No entanto, A. G. Tíeadett,

baseado na experiencia de che-

fe de serviço de traduções dc National Coal Board,
firria (2) que un tradutor não especializado, porén
dedicado a esse trabalho, conseguirá,
vocabulário técnico, á preciso,
essa afirmativa trabalhando,

inteligente

e

en pouco tenpo, apreender un

entretanto,

apenas,

en Londres, a -

salientar que chegou a

nuia assunto

muito específico

- carvão e correlates - de vocabulário restrito e sempre repetido,
^

A
Nessa experiencia de seis anos,

^
na chefia da Seção de Tra

duçoes do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, demonstrou que, para temas científicos,

não se

pode

prescindir

de

tradutores especializados,
á certo que,
cultura geral,

de início,

tentamos utilizar tradutores

com

promovendo a revisão da tradução por un especialis-

ta do assunto, mas verificamos que esse processo,

embora seg-uro,

é

muito lento e, atualmente,

estamos tentando um esquema ideal: en -

pregar,

tradutores especializados e conhecedo -

para cada assunto,

res das principais línguas com que lidamos,

ou sejam, alemão e in-

glês,
Nãc temos, ate o momento,
áe de tenpo integral;

servimos, apenas,

o interessado e o tradutor,
traduzir,

uma equipe trabalhando em reg:icomo intermediários

entre

fazendo a distribuição do material

a

de acordo com a língua e com a especialidade,
Ã Seção faz una revisão final,

guardando cópias que cons-

tituem fichario das traduções realizadas, arrumado en ordem alfabe
tica de autor e assunto,

a fim de colocar esse material à disposi-

ção de outras pessoas interessadas e evitar duplicidade de traba lho de nossa parte.

Digitalizado
-^gentilmente por:

�.8
Ate hoje, não experimentamos o intercâmbio em base nacional ou internacional, pois, para isso,
prévia, Mas,

consultamos,

sempre,

seria necessária preparação

as fontes que relacionam tradu -

ções já elaboradas por serviços estrangeiros.
Assim,
Readett,

não podemos nos aproveitar

da

experiencia de Mr,

que treina seus tradutores em serviço,

forçando-os a

se

familiarizar com a nomenclatura e a terminologia técnicas do car vão,
Êsse sistema poderia ser adotado por firmas especializa das,

em casos particulares,

to ao tradutor,

onde puver possibilidade de ter,

um especialista no assunto,

vantagem

jun -

que lhe dará

lingragem técnica mais apropriada do que a consulta a dicionários,

3, Difusão das traduções
En todo o nundo,
ca sofrem os mesmos

os serviços de traduçao tecnico-cientif^

problemas,

oriundos da necessidade de servir

melhor no menor tempo possível,
O desconhecimento do que se está fazendo

com

respeito a

tradução de textos científicos e técnicos em outros departamentos
ou instituições especializadas similares,
Exterior,

provoca,

tanto nacionais como do

era conseqüência, duplicação de esforços,

perda

de tempo e prejuízo financeiro. Tal estado de coisas vem despertar
nesse campo, maior interesse pela intensa colaboração em âmbito na
cional e internacional«
As traduções técnicas devem ser difundidas por meio de pu
blicação em revistas especializadas, dando a um grande grupo a van
tagem oferecida apenas a ura grupo reduzido.
As traduções de capa-a-capa,

cada vez mais freqüentes,

revistas estrangeiras sao altamente procuradas,

de

principalmente no

que se refere a material russo, O interesse sempre crescente des -

cm

1

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

19

20

�.9
pertaöo pela literatura científica

russa causou a criação de cen -

tros especializados em tradução de raaterial publicado na ÃÚssia e,
até :.:eS£ão,

de serviços comerciais,

Bureau Inc,,

(.3) que traduz,

como,

eri Hew York.o Consultants

entre outros trabalhos,

pa,

para o inglês,

46 periódicos russos,

te,

tabelas de conteúdo dos periódicos traduzidos.

fornecendo,

Instituições corao o Fernaraon Institute,
lucros e coi^ o objetivo de difundir,
inglesa,

de capa-a-cagratuitanen -

sen preocupação de

entre os cientistas de língua

os conhecinentos científicos russos,tornait cada vez nais

fácil a identificação de textos no idioma russo,
A preocupação do raundo ocidental cok referência à literatura científica soviética provocou mudança de orientação em diversos serviços, que passaram a dar ênfase ao tratamento desse mate rial, A Association
(4)

iniciou,

of

em 1951,

Special Libraries and Information Bureaux

o "Corjraonwealth Index of Unpublished Ccien -

tific and Technical Translations",

como resultado de resolução ado

tada pela British Comiaonwealth Scientific Cfficial Conference, que
teve lugar em 1946,

e de recomendação da Itoyal

Information Conference,

Society Scientific

realizada era 1948.

JÊ
^
jlj ur,i catalogo de traduções,

mantido cooperativamente pe-

las agências na Grã-Bretanha, Austrália, Nova Zelândia, Canadá,
dia e /frica do Sul,

e em que o British Cormonwealth Scientific Of

fice atua como órgão centralizador,
rentes países e

recebendo informações dos dife

retransmitintío-as para todos os catálogos das agên

cias cooperantes, liecente conferência sra Londres,

em abril de 1960,

concluiu que maior amplitude deveria ser dada a esse Catálogo,
treitando,

inclusive,

raent of Scientific Industrial lesearch.

cm

1

es-

relações com tradutores individuais.

Outra instituição digna de nota,

da ASLI3,

ín

pelo levantamento que faz,

I Digitalizado
-^gentilmente por:

como exemplo,

é o Lepart

que complementa o catálogo

junto às firmas

14

15

i'g

industriais.

17

i's

19

20

�ao
coligindo o máxino de traduções de íiaterial russo,
ITos Estados Unidos e na Inglaterra,

são diversos os servi^

ços de tradução existentes. As traduções são feitas por organiza ções cot;-erciais, que as venden,
ocasionalraente,

as fazem e de

após o uso Í!nediato,
tais,

Que,

bom grado oferecen-nas gratuitamente

e por agências governaraentais e paragovernamen

%
as expensas do orçaraento federal.
Deve-se ressaltar,

nha,

por companhias industriais,

através do

ainda,

Lralstelle

rev-r,

:

lai:

as traduções elaboradas no país,
tivo, que

o trabalho realizado na Aleraa -

levantattento

de

todas

funcionando como depósito informa

registra 170 mil traduções,

das quais 60% são inéditas,e

contando cor.: uma percentager. de 33% na localização das traduções,

4. Conclusão e sugestões
Baseados no exemplo desses países,
2aais variados serviços,

que,

pela criação dos

demonstrarar.: reconhecer a

um tratamento especial para a barreira linr'èística,

necessidade

devemos enca -

rar a situação do problema no Brasil e tentar solucionar,
nuar,

de

ou ate -

os obstáculos existentes, coordenando nossos esforços isola-

dos para criação de uíii Serviço Central Cooperativo

de

Traduções,

com a finalidade de promover colaboração efetiva entre os serviços
de docuriientação,

bibliotecas especializadas dos 3stados e institui

ções de carater científico,
duções,

permitindo maior cproveitamento das tra

em estreita cooperarão,

para efetuar trabalho mais amplo e

melhor,
O Serviço funcionaria,

inicialmente,

como uma

comissão

constituída por elementos representativos dos diferentes Lstados e
teria cono tarefas inaugurais as seguintes;
a) Fazer,

na forma de sindicância,

Digitalizado
/gentilmente
entil mente por:

^ -."ffí.íírí?.,.

&lt;5-

14

un levantamento re-

15

17

13

19

2

�.11
gional dss instituições científicas que

oferecen

aos pesquisadores serviço de traduções ou que utilizar.!, com freqüência,

o trabalho tíe tradutores;

b) Convocar essas instituições para tonar parte nessa
cadeia de cooperação,

comproiaetendo-se a notificar

quais as traduções elaboradas e a dispor de cópias
em caso de necessidade,
c) Escolher a instituição que abrigaria o Serviço Cen
trai Cooperativo tíe Traduções,
coKo centros de informações,
penhar tal tarefa e dispondo,
teca especializada,
ra traduções,

que

funcionaria

equipado para desei- para isso,de

cora instrumentos de pesquisa pa

índices e bibliografias de tra

publicados por serviços internacionais,

principais revistas traduzidas do russo,
rêsse para ubi ^rupo ir.aior. Processar,
te,

oiblio-

ou sejam: dicionários especializados,

era diversas línguas,
duçÕes,

e

e

de inter-

paralelamen-

um levantamento destinado a estabelecer qual o

material de infornação para tradutores e instituições existente nas

bibliotecas e

centros de cocu

:cientação do Brasil.
d) Publicar ur.i índice das traduções científicas e téc_
nicas,

de tiragein linitada e

restrita,

que eluci -

dasse quais as traduções já elaboradas,

assinalan-

do as instituições possuidoras dos trabalhos cor respondentes,

o que facultaria riaior aproveitarien-

to dos nesrios e evitaria duplicidade en outros se£
viços.
e) jiscutir,
autoral,

cm

1

en bases concretas,

a questão do direito

que tandos impecilhos causa

Digitalizado
-^gentilmente por:

à divulgação

�.12
de traduções,

e

estudar nedidas necessárias

para

obter franquia de publicação de trabalhos traduzidos.
A tarefa não está aciría de nossas possibilidades nem,
pouco,

é onerosa eri demasia, caso não levenos erii conta,

a percentagein de aproveitaraento de tal trabalho, i;as,

tão

de início,

a colabora -

ção total das instituições envolvidas reduziria as despesas ao raínimo e estabeleceria bases para ui: planejamento futuro,

quando o u

so sempre crescente faria sentir sua real necessidade, Tarabém,
podemos continuar ignorando a barreira lingVjistica,
gresso dos estudos de nossos jovens,

não

entrave ao pro

neiti fechar os olhos aos esfor_

ços envidados por outros países para atenuar as proporçoes do probleraa,
Nossa inércia atual só será prejudicial as gerações vin douras, Iieveraos considerar, co"io estíi.iulo,

o interesse demonstrado

pela criação de un centro internacional de traduções, projeto apre^
sentado e debatido,

recentemente,

pelo Prof» Eoblitz na reunião da

•Tiretoria da Federação Internacional de Locuiaentaçãojcosio parte do
seu prograna a longo prazo e que riarcaria as bases de

ur,ia coopera-

ção de âmbito internacional,
Estamos convictos da necessidade de um levantanento

para

iniciar cooperação em base nacional» Compete a este Congresso julgar do valor de tal erapreendiraento e tomar a si
lançar a semente desse trabalho,
to das técnicas documentárias,

a

iniciativa

de

comc vigia alerta do aprinoramen-

a serviço

dos

estudiosos de nosso

país.

cm

1

(1)

ClvGÁlIIZAÇÂC CLilITÍFICÁ, CULTIRÁL E E2UCÁCICNAL DAS IKÇCES UNI
^AS - Scientific and technical translating
and
other aspects of the language problem. Paris, ÍS57, SG2p„

(2)

..cSAI:eTT. A.G, - The training of translators, ASLI3 Proceedinps,
10(6) ;131-146, June 1^:50.

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

i'g

17

i's

19

20

�.13
;{AISSR, I,P»E, - Translators and translations:
services
and
Sources
IJew York, Special Libraries Association,
1959,

CClJFi-ilüiíCS on technical translation, ASLÍ3 Proceedinps.l2(^) í
:125-173, April 1960.
^
PAUiS:^, A,G, - A Short list of organizations handling transia
tions, Library Association lilecord. 60(7) :222-224, 1953,

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

16

17

lí

�êíé ^

^''m.

i
19

i
20

iiÄk.

" "'

cm

12

3

*'

'■^ "

I Digitalizado
^gentilmente por: ^^^ll.!"

"

A

i
14

i
15

i
16

i
17

i
18

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="10">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7184">
                  <text>CBBD - Edição: 03 - Ano: 1961 (Curitiba/PR)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7185">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7186">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7187">
                  <text>1961</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8548">
                  <text>III Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8549">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8550">
                  <text>Curitiba/PR</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8025">
                <text>III Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8026">
                <text>Diversidade de línguas, obstáculo à informação científica</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8027">
                <text>Zaber, Célia Ribeiro</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8028">
                <text>Curitiba</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8029">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8030">
                <text>1961</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65162">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="7">
        <name>cbbd1961</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="756" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="313">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/14/756/Febab_Sao_Paulo_Cdu_028_5.pdf</src>
        <authentication>96fced8cacc49f876fdfafa5c07ceff0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12475">
                    <text>�A. 1^4 s
VV

i

V‘T&gt;&gt;.

H \ i ^

\ ^
'y-,^
'íl

®.2

M 'T X A*'
.'ÍJP-^ •• h'».*'"■-^ !T
\ &gt; '» '■ . &lt;■
,.y'

■-', -y;*'

I/*

'f .'
&gt;»

if*-^«ÍÉ»^'*B...

;£

^^•r—

f
-«cê'

/ 'W /
’

i
'‘*-v--'.u-’^

\ v(S v'
À

L *?

tVC

MSé\Â.iAit
&gt;tw '’yiS»V..,í
c^'k»/'
«3f^y

■‘iíC

I
&gt;»
fisía^S

rT^&lt; jsíí
[N^
--A
s -\
.A ’1 ♦ í
í^

tí-,.,^*'
?.'» s

I
.•p**'*
tfy^"

■r h.,-’h

,(&gt; , . ■*Y.j".:í-‘-f i" -■*•, •
J‘ •%4' íf í* ??■ j
-./
■y/-íy-í#^

■í. y
4.
f- i '" ’L'í-'‘^. '
Y-vr^^í^i ^

5‘i

»í^Y-&lt;

-«li.,1

?4íf.

.,lr?^’ü?4"
,'«i;

‘“^í

t

■ K''-f^■&lt;&gt;&gt;,^

&gt;• í

f'&gt;c ■d

?S. ViY\^&gt;'Y&gt;Y-'a^. /'•YY-Yf---ôfa''r’•■' &gt;«Y y"'•sJv•-t^^^'^^rsr^T'W£..Y*1~2lh^
&gt;i^JP^WTl^íSSffÍà&gt;JL,^ífííàíl^KtÊÊÊÍÊÊ^ ■ *,
.«-IV
Ht' àr üii' H’^kLri&gt;0'Nir
S a
I
Sc
a
n
Digitalizado
st e m
gentilmente por:
Ciereaclancnt»
cm 1
2
3
14
15
16
17
18
19

�Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

�V Congrecso Bracilciro àe Biblioteconomia e Documontaçao. Sao Paulo 8 a 15 de janeiro dc 1957» Patrocinado pelo Instituto Nacional do Livro

Tema 3»3 - Bibliotecas Infanto-juvenis

Literatura Infantil 0 sua difusão
por
Euth ;?ernor

028.52
028.5

Digitalizado
gentilmente por:

CBD

17E.»

CDU

14

15

16

17

18

�- 1 -

LIT^lEATURA líTJT.^JJTIL J SUA UIPUSAC

A literatura infantil - alicorca das BiUliotacas Infantis, inspirou-me Gste tr^Uulho, cuju finalidade c, relatar a história do

livro:

infantil, dê;.de seus prinórdios aos dias atuais om que uma literatura rica 0 variada constituo a atraçao dos pequenos loitoros nas modernas

hi-

hlietecas infantis.
A literatura infantil nao se restringe a livros escritos e destinados espocialmonte às crianças; inclui tajnhém ohras em prosa e em verso que possam interessar aos jovens- H preciso lemhr-ar que poucos contos
populares c de fadas foram escritos espccialmente para crianças, ün todas as civilizações e em todos os tempos s'ntiu a humanidade o anseio
de transmitir aos pósteros algo do que receheu do passado. Pais -e contadores do todas ao épocas contavam histórias às crianças com a finalidade
de educá-las, adormecê-las ou emprestar vida, graça e alegria ao ambiente. Nasceram então as lendas, fábulas e histórias fantásticas. Sstas histórias s lecionadas pela própria e::igência infantil, deturpadas pela imeginaçao ao serem transmitidas de pais aos filhos, caminharam pelo tempo.
Mais ta.rde, recolhidas pela palavra falada, foram registradas. Surgiram
então os contos populares

A litera,tur.a infantil está em grande parte ex-

pressa nestes contos de origem remotíssima. Untre os gregos e romanos tár—
veram os contos popularos grande aceitaçao. firam histórias cheias de mistério e encantamento. A estas narrativas uniram-se as fábulas de Ssopo e
mais tarde aventuras extraordinárias e maravilhas de navegaçao, viagens
orientais, encontros com monstros marítimos o terrestes.

As

viagens

de Sindbad, de origem árabe, exprimem toda a lenda deste tempo, datando
provavelmente do século II. Vieram em seguida "As aventura-s de Marco Polo", "Mil e uma noites" e "A cançao de Solando".
No século XVII encontramos Perrault, que iniciou a verdadeira
literatura infantil. Recolheu o folclore e a tradiçao e transformou-os
em verdadeiras obras de arte. Sao da mesma época Cervcintes, La Pontaine,
Penolon e Mme. D'Aulnoy,
No século XVIII destacam-ses Daniel Defüe com "Robinson Crusoélí,
Jonatham Swift com as notáveis "Viagens de Gulliver"; o cônego

Schmidt

e Bürger com "As aventuras do baro.o de Ilunchhausen".
No começo do século XIX , os irmãos Grimra publicaram uma série
de narrações escolhidas para crianças. Neste mesmo século

surgiu

go da literatura infantil - ándercen. Jscreveu I56 maravilhosos
que abriram para todas as crianças do mundo as portas

o macontos,

da fantasia e da

�- 2 -

beleza.
Com o correr do tempo e o desenvolvimento de todos os setores
da atividade hiomana surgiu una literatura infantil ajustada às

idades

e aos interesses infantis. Apareceram então escritores corno' a condessa
de Ségur; Mathew J. Barrie com sua imortal obra "Peter Pan"j Collodi que
enco,ntou as crianças cora seu boneco de pau^ Pinoquio; Lewis Carrol com
"Alice no país das maravilhas"; Charles Bickensj Rudyard Kipling,iídmondo
de Amicis, Julio Vernc e ;3elna La,gerlbf. Julio Verne criou um novo gênero de literatura - o romance científico.
Com a valorizaoao do te:cto, o livro t,arabém se destaca como
obra de arte através de sua impressão c ilustração, Jdiçoes esmeradas
apareceram no mercano de livros e os pequenos leitores cada vez mais se
interessam por eles.
Técnica
Ba literatura infantil é pr.ciso usar muitos artifícios a fim
de interessar o pequeno leitor. Um muito usado é o dos animais que falam
outro ó o de bonecos anima,dos que assumem poderes humanosj pensando,discutindo, narrando. Uxemplo v.-uito ca.racterístico é a "Historio do soldadi
nho de chumbo", de Andersen, Â -^Omilia e o visconte de Sabugosa tornaramse famosos através de Monteiro Lobato. As árvores e plantas sao também
usadas como recurso. Alguns sores ganham p ;deres sobrenaturais, como pedras, DspolhoD, lâmpadas c ançia.' Bru:cas e feiticeiras sao possuidoras
do pós miraculorsos que operam ti-ansformaçoos nas pessoas, animais e plan
tas.
Os míiis modernos livros do literatura infantil já apresentam
forças ^ltômicas, poderes super-potentes que abrem rochas, atravessara aço
e aniquilara todas as resistências.
Tipos
Ba liter.atura infantil os tipos que se perpetuam sao aqueles
que simbolizam as virtudes, a sabedoria, a astúcia. Assim Pantagruel

e

Gargântua, Gulliver, Pinoquio.
Bo Brasil Honteiro Loba,to apresenta uma galeria de tipos perso
nificadores da virtude, do erro, do sa,bcr, da astúcia como Dona, Benta,
Bmilia, Podrinho, Fi-guras muito interessantes sao também a do escravo raà
tratado - o Bsgrinho- do Pastoreio e a. de Pedro líalazartes, símbolo da as
túcia e peraltice.
B preciso lembrar que a infância e a juventude necessitam

de

símbolos para fixarem suas ei.nçoes.Quando so escreve para crianças é necessário que o autor soja capaz de sentir o pequeno mundo espiritual in-

Digitalizado
gentilmente por:

�- 3 -

fantil. 0 livro devo ter artej tanto na apresentaçaa material como

na

linguagem e no enredo.
Nos dias de hoje, infelizmente a boa literatura quasi nao

é

vista nas maos dos jovens. Os clássicos como Defòe, Andersen, Julio Verno foram substituidos por histórias do crimes e episódios monstruosos"
as fadas cubstituidas por fantasmas e as narrativas atraentes deram lugar a histórias em quadrinhos com muita figura e pouco texto.
Para combater esta situacao 6 preciso agir com cuidado

e in-

teligência. As crianças de hojo vivem era um mundo diferente daquele em
que viveram seus pais o avós.
Cabe aos pais, bibliotecários e educadores orientarem as crianças na escolha da boa literatura, colocando-as em centáto com histórias
interessantes c bem ilustradas. No Brasil já possuimos volumes atraentes
e bem ilustrados.
Literatura Inf intil Brasileira
A literatura infantil brasil .ira só começou a se manifestar nos
fins do século passado, quando a preocupação educacional se tornou

lama

realidade. Os livros cuidavam somente do ministrar instrução e doutrina,
apresentando páginas de autores sisudos mais indicados a adultos. 3 deste tipo o Ábccodário liascaronhas, publicado em 1882. Destinado a infância a sua alfabetizaçao, era uma coletâneade pesada enfadonha sabedoria.
Paltava-lhe o caráter de instrumento recreativo. 'Jm seguida tivemos

a

literatura didático-instrutiv'a, cora a .finalidade de levar a criança ao
mundo das cicncias.

Iram pequenas enciclopédias de noçoos úteis e apare-

ceram nó começo do século. Sao deste tipo os livros de Tomás Paulo

de

Bom iSucesso Galhardo, os de Pelisberto de Carvalho, Hilário Sibeiro

e

Abílio Cesar Borges, barao de Macaúvras. .Im l88l foi introduzido orn nosso
ensino o livro ''Cuore'’ do eminente escritor italia.no ..idiuondo de Aunicis.
A margem desta litorratura escolar, leram as nossas crianças e adelescentes
biografias, compilações do obras clássicas ou romancinlios populares

e

pequenos contos de crimes, som nenhum valor literário.
0 pioneiro da boa literatura infantil brasileira foi
Kopkc. :';mbora cscrovondo livros didáticos,

Joao

suas histórias eram tão cheias

de fa^ntasias c lendas r^ue as crianças começaram a ler suas páginas

por

divertimento c prazer.
Alberto Figueiredo Pirn .ntel,
publicou om 1894, pela editora

jernalista, p-.'Cta e romajicista,

.uaresma o primeiro livro para crianças -

Contos da Carochinha, reunindo a tradição oral do fabulário e da

lenda

brasileira. Dois anos depois, cm I896, publicou sou sogundo livro para

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 4 -

crianças - "Histórias da Baratinha" 0 assim prosseguiu dedicando-se à
infancia.
seguida o professor Arna,ldo de Oliveira Ba,rreto lançou uma
das mais popularers coleçoos infeintíc- a Biblioteca Infantil das

edições

Melho rarnent o s,
jilm 1915j traduziu o "Patinho Poio" e esto livro assinaJa

um

passo decisivo no gênero com a apresentaçao e a divulgação do maior poeta da literatura infantil - .indersen.
lln 1918, Thales de ,.*ndrade publicou "A filha da floresta"

e,

no ano seguinte, "Saudade".
B no século

com Monteiro Lobato, que se consolida a litera-

tura infantil no Brasil. Em 1921 publicou o "Narizinho Arrebitado"

com

ima edição original do 50»5^0 exenpla,rcs. 0 livro provou ser ura sucesso.
Veio depois "C Saci",

"Pábulas" e "0 marques de Rabicó". Seguirari-.■»e

tros livros, todos com a.mplas tiragens e com ura público cada vez maior,
que aplaude a obra imensa do verdadeiro criador da literatura infantil
brasileira. As clássicas fadas foram substituidas por uma boneca viva e
cheia nao só de graça mas de idéias - a originalíssima -imilia. A "varinha
raâgioa" tornou--se mais convincente através do "pó do pirlirapimpim",
pirado e agindo como se fora uma grande descoberta científica. A
de dona Benta, a avó boa e .amiga, culta e tolerante representa

as-

figura
a razao

dentro da fantasia, substituindo os clássicos símbolos irracionais.
0 nosso folclore também foi muito bem contado através das histórias do tia Nartácia. As lendas sa,o discutidas, criticadas

ou aprova-

de.s por Pedrinho, Narizinho, l"milia, enfim por todos os personagens

do

sítio do Picapau .bnarslo. Lobato deu também cunho nacional às fábulas de
sopo, Hesíodo o La Pontaine.
Como vimos Lobato é um marco na literatura infantil brasileira '
e podemos dividí-la em 2 períodos; "antes o depois de Lobato", file é
figura máxima no gênero o muito contribuiu para despertar nosse

a

campo

o interesse de escritores e educadores.
Entre os escritores mais modernos devemos salientar Luoia Machado dc Almeida, com "Viagens maravilhosas de Maroo Polo" e "Na região dos
peixes fosforecentes"Leonardo Arroyo, autor consagrado com sua "História do galo" e "Você já foi a Baliia", além de inúmeras adaptações;,Gondin
da Fonseca, com "0 reino das maravilhas", coletânea de contos fantásticos,
Renato Soneca Fleury trouxe à luz vidas notáveis

de grandes vultos

na-

cionais, com magníficas biografias adaptadas à infância, Francisco Marins
além de obras de cunho nacional como "Aldeia Sagradea", obra premiada pela

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 5 -

Áoadeinia Brasileira do Letras, "Território dos Bravos", "0 Bugre-deChapéu-de-Anta", escreveu as empolgantes aventuras das "Via.gcns ao mundo desconhecido", Viriato Corrêa com seu livro Casuza-

Srico Veríssimo,

escritor internacionaTmente conhecido puhlicou diversas histórias

in-

fantis como "Os três porquinhos pohros", "0 urso com música na barriga",
"As aventuras do aviao vermelho" e "Rosamaria no castelo encantado".
Merecem tambem menção

Francisco Aequarono, que além d.o

critor foi grande ilustrador de histórias infantis, Lourenço

es-

Filho,

Ofélia 0 Narbal Fontes, Gloria Régi, ^los oand, Nina oalvi, Virginia
Lefèvre,Os'./aldo Ütorni, escritor e ilustrador, Jannart lloutinho Ribeiro
e outros.
Atualmente a literatura

infantil brasileira pode ombrear-se

com as grandes literaturas inftar.tis da Inglaterra, Fra,nça, dstaó-os

Uni-

dos, Itália e outros países,
A Litora.tura Infantil o as Bibliotecas Inf3,ntís,
Todos os interessados na formaçao da mente infantil, quer se
trate de teóricos ou práticos, preocupara-se cora a leitura das crianças.
Quando nos aprofundamos no problema, surpreendemos aspectos interessantes, mas, encontramo-nos, muitas veses, face a algo aterrorizador.
verdade 6 que, cm nossas casas existem livros para crianças e

A

para

adultos.
Nos lares e nas escolas, existem livros quo, entretanto pelo
seu acúmulo e desarranjo, nem sempre merecera o nome de biblioteca.- Nada se faz para que seja/n um atrativo para os petizes. Nenhuma relação
é estabelecida entre livro e criança. Apesa,r do livro ser o

elemento

básico ferrnativo da criança, pais e mestres quando muito o utilizam como instrumento essencial ao estudo. Mais importante, porém, é despertar
0 amor ao, livro e arnôr à leitura.
A biblioteca infantil c corolário da literatura infantil.
A biblioteca 6 o centro,

em torno da qual deve girar tôda

a formaçac

intelectual e social, nao só da escola mas, por extensão, ao longo da
vida, também o da comunidade.
Divulgaçdo do livro infantil através da Biblioteca infantil
A importância das bibliotecas infantis é uma consequência natural das considerações anteriores. A sua função é divulgar,

dentro

de oriontaçao segura, para abrir às almas infantis um mundo real, e, ao
mesmo tempo, mar.wilhoso. Unir o distante e fundamentar a igualdade,noo
permitindo instalar-sc n?-s almas infeintís qualquer discriminação, por
mais leve quo soja.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 6 -

Compete—IhoSy antos do

tudoj encinar a arnar cs livros e uti-

lizá-los de vnodo a ortrair doles ensinamentos. Gaber lor é uma arte,
talvoz a mais difícil.
Para que as Bibliotecas Infantis preencham

esta função

so-

cial, cuja importância tom sido relegada a plano secundário, impoe-se
critério na organisaçao. A ordem ê um iraperativo que dove ocupar o primeiro lugar, sem naturalmcnte prescindir da seleção. Mas a caractéristica essencial das bibliotecas infantis 6 ser dinâmica, ou, melhor
zendo, viva. Tao viva como o espírito das crianças. Tao sadia e

di-

real

também,
A divulgação da literatura infantil através de bibliotecas infantis e a sua função precípua.. Á elas competes orientar a criançaj despertar o gosto pela leituraj o ancr aos livros c, pa,ra isco, devem promover e::posiçooB, concursos o competições, Ivcitura em grupo (leitura explicativa) pequenas palestras, representações de peças infantis,

pelas

crianças e para as cricaeças.
-dstas poucas linhas evidenciam que o mundo das crianças, o futuro mundo das crianças está. encerrado nas bibliotecas infantis. Estas
ampliarao os seus horizontes e serão o roteiro pelos anos a fora.
Atividades desenvolvidas pelas Bibliotecas Infantis de S.Paulo
lAna rede de 22 bibliotec&gt;is infantis acha-se presontemwnte funcionando em nossa capital, sendo uma biblictcce. central e 21 bibliotecas
ramais, localizad-.s cm bairros da nossa cidade.
Orgtinizadas para s: rvirem de centros do cultura, socialização
e rccreaçao. das crianças paulista.nas, estão instaladas cm edifícios confortáveis, construidos de maneira funcional, no qual a decoração c cuidadosamente estuda.da para tornar

o ambiente adequado e receptivo.Cons-

tituem um sr.gundo lar piara as crianças, que permanecem nas salas horas
atraidas pelas diversas atividades que donenvolvem, onde, além de

in-

tensificarem sua instrução^ melhoram sua formaçao, da,do o sadio ambiente era que convivem.
A coleção de livros 6 rica e variada: livros de contos, aventuras, lcnda,s, viagens, poesias, divulg.v-io científica e outros, todos
de livre acosso, peru’itindo ao pequeno leitor pôr—se em contato com

a

obra que procura e também com outras, dentro dos mais estritos princípios
da moral. Todó o trabalho é centralizado na Biblioteca Monteiro Lobato
(ribliotcca Central); seleção e aquisioao, registro, catalogaçao, classificação, etiquotagem e preparos finais.
Uma v^^.. _^ron..,."'

'

Digitalizado
gentilmente por:

'c

14

bl í o Lecas

15

16

17

18

19

�7

raraaicj onclc fu.iciünários coi'T)Gt. nt:.B üg cnc?,rrsgara do oricnt :c os poq.UG—
nos cônsulontoc ora bu-ís loiturar.; g tra'ialhoe cscol.iros.
Todas as ativida,dcs lov.idas

efeito na Ti^olio l;'vca

Central^

isto 5, leitura q,uor no i'ecinto da iDifliotoca ou a donicílioj arte, música, tca.tro dc f.antoclios, hora do oonto, jogos educ..xtivos, cinema e teatro infantil, ctc. soo tarnbóra proporciona^dos aos frsouentadoros das

Idí-

bliotocas ramais. 0 númorc da loitoros 6 extraordinariamento unim3.dor*
Na Liblicteca Contrai, funciona ainda uma scc'.;,o Braillc

que

atonde as crianças coga.s proporcionando-llics livros em alfabeto Braillo,
para leitura no local e a domicílio. Jstá a cargo do uma bibliotecária
especializada que também cuida da adaptaçao espiritual de.s crianças

que

apresentam desvios psíquicos provenientes deste drama interior quo é

a

falte. dc. visão. Dovemos sa,li.;nt r que estas crianças p&gt;articipaja r.tivaxíiente de tôáas as fc-st.v.s realizad.as na biblioteca, quer através

da dança,

c.arito ou declamaça-o.
À Biblioteca Central competo a publicaç.co da Bibliografia
Literatura Infantil em Língua Portugpiêsa, quo vem sendo atualizada

de
por

suplvomentos.
Nossas unidades sc.co visita.dcis diariamente p&gt;or bibliotecários,
professores o o ■tud,.mtes, cu.c nos procuram com o iim do conhecer a organisaçao.
Os inúiaeros pedidos quo vimos recebendo do interior do ost^^^do,
de cidad.of; brasil"ir.'..e o mc;S,ii,o ó.o países esti-angeiros sôbrc o trabalho
dc&amp;onvolvido nas bibliotocas infantis, nos fasom crer que hoje, elas são
ccnhecidas nao só no 3r.:.sil como no oxterior, constituindo ura verdadeiro
padrao de centro oducacional infantil.

z.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- e -

BIELI0GH;.?IA SCEIÍ..

LIT'a..TUHA IEi'.ÃÍTIL

IBTHCBUíjlo

No troGoalho do corapilo.çao do material exiotente
Litera.tura Infantil conGtatrjnoo

a oxistcncia de livros nas mais

diversas línguas. Gomo a presente bibiiogra,fia se destina
estudioso brasileiro limitarrio-nos sômonto
Português, Fri.noüs, Italiano,
acreditarmos serem

sobro

Espanhol,

estas as línguas mais

a incluir livros
Alemão c Inglês,
fainiliarcs

aos

14

15

ao
cm
por
nos-

sos leitores.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;f

16

17

18

19

�- 9 Portugucs

ÃTTOjOy Leonardo
0 tompo G o modos literatura infantil
outras notas.

Suo Pa,ulo^ Conselho

Lstadual de Cultura C1963D

ClD

Carvalhoj Sarhara Vasconcelos
Compêndio de literatura infantil.
2a. edição.

Sao Paulo, Leia,

1961.
200p. 19cm.

C2D

Duarte, lüunice (Breves) 1914Algumas idéias sôhre literatura
infantil.

S.L.p. s.c.p. s.d.

4p. 27cm.

i

C3Ü

Katzenstein, Ectti
Algo do que as crianças gostara de ler.
Sao Paulo,Faculdade do Filosofia, s.d.
91p. ilus. 23cm.

C4D

Lobato, José Bento Monteiro, 1892-1948.
A creança c a humanidade de cuiianha.
S.L.p. Secretaria da jducaçao e
Saúde, 1950*
13p. 19cm.

C33

Lourenço Filho, Manuel Bergstrom
Um inquérito sobro o que os moços
lem.

Sao Paulo, Irmãos Ferraz, 1928.

12p. 24cm.

C6D

Louzada, Afonso
0. cinema e a literatura na educaçao
da criança.

Rio de -Tanoiro, Imprensa

Nacional*, 1939 •
42p.

cm

1

2

3

4

C7D

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�10 -

MaranhcOj Jartao
Liberdade dc pensamento o formaçao
da juvontudo,

Sio do Janoiroj

Ministério da

^ducaçao, 1959»

99p- 24cm.

C8j

Meirsl-.s.^ Oocilia
Problemas da litoratura infantil.
Belo dorizonto, Imprensa Oficial^
1951.
12p. 24cm.

C93

Leituras infantis.

líio de Janeiro,

Oficina Gráfica do Lopartariionto do
Lducaçao, 1934.
78p.

CIOD

Oliveira, Antenor Cantos dc, 1905“
Curso do literatura infantil.

Sao

Paulo, jiJditora Cantos de Oliveira, s.d.
l69p. l8cm.

CllD

Salem, ÍTazira, 19^4
Literatura infantil.

Sao Paulo,

Mestre Jou C1959J
26lp. retrs. 20cm.

C12D

Sales, Brasil
A literatura inxantil do Monteiro
Lobato.

Salvador, '"rogrrsso C1957H

317p. 22cm.

C133

Alemão
Eenfer, Hoinrich
Kampf dem Schcohtcn durcli das gute Buch.
2 Auflage.

Bortniund, Pulifuss, 1926.

148p.

cm

1

C143

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 11 -

Kbnig, G
Der Viktoric-.nischo Gchulronan.

Berlin,
C15'J

1937.

Kofcter^ Horman L
Gesobiclito der doutchon Jugondlitcratur.
Braunschv/oig, \/o&amp;tt:ri:.idnri5 192? •
CI6D

44Sp.

'jolgast;; Hsinrich
Das Jlend unserer Jugendlitoratur.
6a. AuflagG.

Leipaig, V;undarlich5 s.d.
CI73

291p.

jüspanhol.
Anglss, Cipriano
La cscuüla y ol cuento.

Lima, Imprenta

IlincrA^a, 1931C18D

39p.

Arzubido, G
Apuntos sobro literatura infantil.
C19j

México, 1940 •

Sravo-Vilaoanto, Carmen
Historia dc la liti.^ratura infantil
GSfanola.

Madrid^ Revista do Ooidento,

1959.
C20D

270p. ilus. 25cn.
dstados Unidos. Offioo of

iducation.

Mgjora.r.iionto dei material y ilustra—
cionos do los libros do ouentos y
revistas ilustradas para ninos o apropriados para gIIos, a fin de que su efccto
on l.a educación no sea prejudicial.
Panamá, CongíGSSO Panamoricano acl nino,
1955.
C21D

26p.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�12

Roblos, Antonio, 1897-Hl macctro y cl cuGnto infantil CporJ
Antoniorrobles.

^

fogotá. Cultural, s.d.

271p. 23cnu

C223

Sosa, Jcsualdo, 1904La literatura infantil CporZl Jeeualdo
Buenos AircL, Loeada C1959J

C23D

Toral Ponaranda, Carolina
Literatura infantil espanola.

Madrxí^,

.Editorial Coeulza, 1957'
2v. ilus. 21cnn

C243

Torner, Rlorentino M
La literatura en la cscuela primaria.
México, 1949-

825D

Trejo, Blanea Lydia
La literatura infantil cn el Méxicog
desde los aztocas hasta nuectros dias.
México, Grafica Moderna, 1950-

C263

Francos
Balscn, André
Los illustrcs pour enfants.

Turcoing,

Duvivier, 1920.

C273

Bauchard, P
La presse, Ic film et la radio pour
enfants.

Uniesco, 1953.

C28D

Bertant, J
La jeuno filio dans la litterature
française.

Reims, Michaud, s.d.

3l8p.

cm

2

3

4

(2293

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;f

14

15

16

17

18

19

�13 -

Braunor, Álfroàj, 1910Nos livrec d'onfr;intc; ont racnti: unó
basG de diecuscion.

Paris^ 3.A.B.R.I.

1951.
179p. 20cra.

,

C303

Bryant, C
Comment raconter des histoircs a nos
enÊnIs

Paris, Nathan, 1928.

C313

Buroau Interna.tional d'3ducation, Génèvo.
Littc-rature snfantinc et colaBoration
intornationalo.

2èrne odition.

Génèvo,

1932.
243p.

C323

Bureau International d’.'Iducation, Gcnèvo,
La coordination da,ns lo domaino de
la litteraturc cnfa.ntine.

Géncve,

1944.
46p.

C333

Calvet, AbLé J
L'onfant dans la littorature françaisc.
Paris, Lanorc, 1932.
2v. era 12.

C343

Cappc, Jean
Les livros destines a le jcunesse.

Paris,

Casterraan, o.d.

C353

L’art do raconter des histoires du
onfants et des histoires à Icur
raconter.

Paris, Castorraan, 1943.

C363

Un choix des livros pour jounes filies.
Paris, Descleo Do Brouvor, 1942.

cm

1

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

C373

14

15

16

17

18

19

�- 1^:- Cappo, Jean
Contes Bleus5 livros roses; essais sur
la litterature enfantine (§t ^1) Guide
critique des livres destines a la jeunesse.
Bruxeles, nditions des -irtistes, 19^-0

(3^)

Fonilhé 5 ?
Jornaux dJenfants, journaux pour rire.
Paris, Centre d',Activités Pedagosique,
S o d. •
I60p,

(39)

Hallays, André
Les Perrault.

(*+0)

Paris,

Perrin,

1929»

Nassaré, Paul
Les livres, les eiifants et les honiroes.
Paris, Boibin, 19^9»
23'^qo, ilus. 19cm.

(^'1)

Latzarus, Larie
La litterature enfantine en France
dans la seconde moitié du XI]-I eme
siecle.
Deuxieme édition.
P.U.F. 192^13260.

Paris,

25cm.

Coriano, Harc
Guidé de la litterature enfantine.
Paris, Flammarion (cl959)
27Sp,

19cm,
(^-3)

Storor, ilary Llizabeth
La mode des contes de fées;
Paris,

Champion,

1635-1700

1928
(^4)

Tonnelat,

S

Les fréres Grimm.

cm

1

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

Paris,

Colin,

1927

-JA

14

(45)

15

16

17

18

19

�- 15 -

Varilloriç, riarrc
Unquüt© sur loa maitros do la jcune
littèraturo.

Paris^, Bloud &amp; Gary, 1923«
C463

351p» 20cai.

Italiano
Bargellinij Pioro
Canto alie rondini; panorama storico õ-clla
lettoratura infantilo.

Pironzi^ Vallochij

1953.
C473

205p. 21cm.

Battistcllij Vicenzina
La lettoratura infantil moderna.
Pirenzij 1923.
C483

l80p. 19cm.

II litro dol fanciullos la lettoratura
por l'infanzi.

2 edizione.

Pironzij

1939.

Bitelli, Giovanni
Piccola guida alia conoocenza dolla
lettoratura infantilo.

TorinO;, G.B.

Parovia Ccl94ó3
172p. 19cm.

f^503

Firenzi. Centro Bidattico nazionalc
di studi cd docomontazione,
Protlemi dolla l.jttoratura per
l’infanzia in duropa.

Firenzi,

Ilinistero delia putlica ietruziono,
1955.
238p.

C513

Franciulli, Giusepe
Lcrittori ed litri por infanzia.
Torino, 195^.

cm

1

C523

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�■— X6

Franciulli^ GiuuQpo
La. lettáratura per l'infanzia.
Torinc, Societé editricc intcrnazionalcj
1926.

C53D

Ganzaroli, \7alter
Breve ctoria delia littoratura
por l'infanzia.

RovigOj letituto

Padano di arti graficho Ccl9473
132p. 19cm,

C543

LombroGo, Paula

«

La vita dei bambini.

Torino, 1923.

C553

Visentini, Olga
Scrittori per l'infanzia.

4 edizione.

Verona, ITondadcri C19533
283p. 19cm.

C56j

IngloG
AdamSj Boss (Porter) 1904About booka and children^ hietorical
Gurvey of children literaturs.
New Yorkj Holtj s„d.
573p.

C573

Arbuthnot, Mary (Eill) l894Childrcn and booka.

Chicago,

ocott, Poreeman Cg19573
684p. iluD. 25cn&lt;,

C583

The Ai-buthnot ;\nthology of
Children’G litcraturo.

Chicago,

Scctt, 1953.
3v. on 1.

cm

1

2

3

4

5

C593

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 17 -

Association for Ghildhood !;.ducaticn&gt;
Washington.
Children and litoraturo.

\7aohington,
C603

s. d.

Barryj Floronce
A century of children's books.
C6i:

London, Mathuon, 1923.

Becker, Mary Lamherton, 1873Pirst adventuros in readings introducing
children to books.

Lippincott, 1947»
C62D

286p.

Colby&gt; Jean (Poindexter) 1908Childron's book field.

Nev; York,
C633

Pellcgri &amp; Cudahy, 1952.
/
Darton, Frederocl Joseph Harvey
Children'G book in .Jngland.
Cambridge, Univ. Press, 1958.

C64:

Eaton, ihano Thaxtor
Reading with children.

Ne’í York,

Vilking, 1940.
C65j

354p.

Treasure for the talking.

Nev/ York,

Viklng, 1946.
248p. 22cm.

C663

jyre, Prank
20th century children.

Boston,

Bcntloy, 1953.
72p.

C67:

�- 18 -

Perris, Holsn Josephinej I89O-

, eà.

\7riting "books for "boys and girls.
Now Yoi'k, Doukleday, 1952.
C68J

Iv.

Gardner, ImGlyn 3
A handbook of childron»G literature.
Chicago, Scott and Porosman, 192?»
C693

354p.

Kazard, Paul, I878-I948.
Books, children, men.

3d, editionc

Boston Horn book, 1947»
C70D

176.

Kifiger, Monica Mary
Amorioan children -fchrough thoir
hooks, 1700-1835.
London, S.c.p. 1948,
C713

248p.

Kunitz, Stanley í
Junior "book of authors.

Nev/ York,

Víilcon, 1940.
C72J

400p.

Lines, Kathleen M
E^our to fourteen.

London,

Camhridge University Press, 1950.
C733

204p.

Mahony, Bertha 3
Ilustrators of children's hooks.
Boston, Horn Book, 1947•
C743

527p.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 19 -

Mahonyj Berta B
Realms of gold in childrGn's books.
New York^ Doubloday Doran, 1929.
796p.

C757

Pive years of children's books*
New York, Doubleday Doran, 1936^
509p.

C76J

Moorc, Anne Jgorton, l866
Literature old and nev/ for cliildron,
Boston, Houghton, 1934.
446p.

[1773

Morre, Anne Carrol, I87IMy roads to childhood.

New York,

Boubleday, 1939.
399p.

C783

Montgoraery, Blizabeth (Hidor)
Story behind modern bookSc

Nev/ York,

Dodd, 1949.
208p.

C793

Munson, Amélia H
An ample field; books and young
peoplc.

Chicago, A.L.A. 1950.

122p,

C8OD

Muir, Borcival Horace, 1894Bnglish children’s books3 I6OO to
1900.

London, Batsford, 1954.

256p. ilus. 26cm.

C8l3

Naunborg, Elsa
Books for the young readers.
Nev/ York, Child Study Association
of America, ■ 1926,
80p.

cm

1

C823

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�20 -

Olcottj P

J

The childron's roaàing.

Boston

Houghton Mifflin^ 1922.
427p.

C83D

Power&gt;, .jffie Louiso
^^ork \7ith children in puhlic
liBraries.

Chicago, A.L.A.

1943.
195p.

C84D

Rawlinson, Bleanor
Introduction to litcrature for
children.

New York, Morton, 1931.

C853

Robinson, Mabel Louise
'•Vriting for young people.

New York,

Nelson, 1950.
256p.

C863

Rosenbach, Abrahara S
Barly American children's books.
Portland Haine, Soutworth Press,
1933.
354p.

'

087J

Sawyer, Ruth
The way of the storyteller.

New

York, The Viking Press, 1942.
3l8p.

C883

Shedlock, Marie
Art of the storyteller.
edition.

3 th.

New York, Dover, 1951.

C893

Sloane, V/illiam
Children's books in Bngland and
America in the 17 century.

New

York, Columbia Univcrsity Press, 1951.
251p.
-

cm

1

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

C903

14

15

16

17

18

19

�21 -

Sinitiij

-Iva. Sopiii^oniaj I87I-

The history of children's litorature.
Chicago&gt; A.LoA. 1937*
244p.

C9II]

Smith^ Janot ildam
Childron's illuctratod tooks.
Toronto5, '-^ollins, 1949.
50p.

C92J

Smithj Lilian Ilclenaj 1887The unrelucta.nt yearo: a criticai
appro:aeh to cliildren's litorature.
Chie i.go^ A.LvAv 1953.
193p.

C933

Stobhing, Lioncl
HovíT to p;rite for cliildron.

London,

Stobbing Publicationc C19533
31p. 20cn.

894J

Tooss&gt; Ruth
l’cur children vrant to rc.ad,

ICnglev/ood

Cliffs, Prentice Hallj, 1957*
222p. 22cm,

8953

Waohbürns Ruth 7cndoll
Childron liavo thoir rcasons.

Neví York,

Po Applcton, I94P.
255P.

8963

■Ahite, Doroty M
Ahout books for childron.

Row York,

Oxford University Proso, 1949.
222p. 22cm.

8973

• ». .
3
^Yhitnoy, Phyllis 7.y,ams
'Triting juvcnilo fiction.

'

S.L.p. a.c.p. 1947.
213p.

8983

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�í/ilson, BarNara Ker
V/riting for children.

New York,

Boar0.man, 1960.
126p.

C993

•

3

5

6

■'J' V *V ■*,'* T Tr • .tt.
-r » ' ».■ h •;»- -.r • .A.
-rr ^
t&gt; .A.

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

14

15

1

�«

/

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�■ •

- 18

'i

\

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

�_ .
2

3

Digitalizado
entil mente por:

. ..

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="14">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8956">
                  <text>CBBD - Edição: 05 - Ano: 1967 (São Paulo/SP)&#13;
</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8957">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8958">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8959">
                  <text>1967</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8960">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8961">
                  <text>São Paulo/SP</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10397">
                <text>Literatura infantil e sua difusão</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10398">
                <text>Werner, Ruth</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10399">
                <text>São Paulo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10400">
                <text>Febab</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10401">
                <text>1967</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10403">
                <text>Artigo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10404">
                <text>Biblioteca Infanto-Juvenil </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="10405">
                <text> Literatura Infanto-Juvenil</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10406">
                <text>A literatura infantil - alicerce das Bibliotecas Infantis, inspirou-me este trabalho, cuja finalidade é relatar a história do livro infantil, desde seus primórdios aos dias atuais om que uma literatura rica e variada constituo a atração dos pequenos leitores nas modernas bibliotecas infantis.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65274">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="837" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="352">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/15/837/Febab_Planejamento_Instalacao_Tema_IV_Vol_II_Com06.pdf</src>
        <authentication>57fcd0eeacc729fb73acf4465fa9691c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12514">
                    <text>VI CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMEMTAÇAO
Belo Horizonte, 4 a 10 de

julho de 1971

Tema IV - Planejamento e Instalação
Roteiro para um progreima de
construção de edifício de
biblioteca universitária central
Por Elton Eugênio Volpini
Diretor da Biblioteca Central
da Universidade de Brasília,
CRB-1 n9 G2

�S U M í R I 0

1.

Introdução

2.

Programa de cc^strução

3.

Escolha do terreno

4.

Expansão futura

5.

Verba para a construção

6.

Fluxograma

7.

Anteprojeto

8.

Tipos de estrutura para o edifício

9.

Orientação do edifício

10.

Geometria e assimetria do projeto

11.

Flexibilidade

12.

Uso de vidro nas paredes externas

13.

Iluminação

14.

Acústica

15.

Ar condicionado

16.

Capacidade de suporte de peso dos pavimentos

17.

Avaliação do èspaço

18.

Outros pontos a serem discutidos

19.

Equipamento

20.

Bibliografia

. J

e mobiliário

Digitalizado
gentilmente por:

�SINOPSE

O bibliotecário, ao assessorar o arquiteto
no planejamento de um edifício de biblioteca
deve agir de forma eficaz em todas as fases do
projeto e se toma o grande responsável

pela

eficiência do edifício. A elaboração de um pro
grama de construção e o trabalho inicial
bibliotecário e sua equipe de preparar,

do
por

escrito, uma exposição detalhada dos requisitos
físicos para uma nova biblioteca.

S apresenta-

do um roteiro baseado no que foi seguido duran
te o projeto da nova Biblioteca Central da Uni
versidade de Brasília e são feitas algumas recomendações quanto a equipamento e mobiliário.
Bibliografia consultada pela equipe de bibliotecários e arquitetos durante as várias fases
do projeto e cuja consulta e recomendada

para

todos que se propuserem a elaborar um programa
de construção para edifício de biblioteca.

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

�^•

Introdução
Mos trabalhos de planejamento de um edifício para uma bi-

blioteca central universitária o bibliotecário deve agir ativamen
te em quase todas suas
árduo,

fases, em trabalho constante , muitas vezes.

junto com os arquitetos.
Nossa experiência em assessorar os arquitetos no planeja-

mento da Biblioteca Central da Universidade de Brasília foi
das mais interessantes e valiosas em nossa carreira

uma
e

nos

leva a transmitir alguns dos conhecimentos que adquirimos durante
aqueles trabalhos.
Como acontece, inevitavelmente, com todo planejamento

de

construção de bibliotecas, algumas modificações poderão surgir, e
surgem, durante os trabalhos.

Algumas destas mudanças serão decor

rentes do aperfeiçoamento de certos conceitos administrativos, ou
então devido a fatores

imprevistos e, podemos considerâ-los

oportunidades de aperfeiçoamento do projeto.

como

Quando as modifica -

ções são exigidas pela planta, poderão muitas vezes, resultar

em

aperfeiçoamentos; mas em geral são as necessidades da biblioteca
que devem orientar o planejamento do edifício.
Se o prédio de uma biblioteca central de uma universidade
estiver bem situado dentro do campus, se êle for confortável,atra
tivo, de fácil utilização e se puder prestar todos os serviços
que são impossíveis em um sistema descentralizado, a ideia de cen
tralização estará fortalecida.
Deve ser dada grande atenção aos aspectos funcionais

do

projeto, principalmente quando se tornar necessário fazer concessões.

Deve-se observar, entretanto, que e sempre possível combi -

nar as necessidades
ai?quitetônico.

funcionais da biblioteca com um bom projeto

De fato, o sucesso de qualquer nova biblioteca

e

medido pela extensão ate onde as necessidades funcionais combinam
com as qualidades estáticas.
Antes de iniciarmos nosso trabalho de assessoramento

aos

arquitetos da UnB, incumbidos da tarefa de elaborar o projeto

da

Biblioteca Central, providenciamos a tradução e adaptação do Rela
tório Poole,

(109) que nos dava as principais diretrizes para

programa de construção de uma biblioteca central.

um

Feitas as modi-

ficações c adaptações, de acordo com as atuais necessidades pre
vistas para a Universidade de Brasília, o ” Programa " tomou-se
o "manual" para tôda a equipe encarregada da elaboração do projer
to e, aqui, nós o utilizamos como a principal base para o ixjteiro
que se segue.

2

3

5

g

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�1
2.

Programa de construção
Todos os bibliotecários que jã tiveram a oportunidade fie

observar e participar ativamsnte no planejamento de um edifício
para biblioteca sabem da necessidade de uma exposição escrita
detalhada dos requisitos

e

físicos para a nova biblioteca.

Esta exposição ou programa de construção deve servir,
principalmente, a quatro objetivos:
a -

" oferecer uma oportunidade ao bibliotecário e

seu

pessoal para considerar todos ps aspectos das futuras operações
da biblioteca.

Discussões verbais muitas vezes falham e nao che-

gam a soluções concretas, mas, um compromisso por escrito tende
a fortalecer decisões e resulta, inevitavelmente, num planejamer
to mais cuidadoso.
b - a leitura do programa dã uma idéia clara e precisa
dos serviços da biblioteca a ser projetada.
c - o texto do programa precisa fornecer um registro
das decisões detalhadas que foram tomadas e que, de outra maneira, poderiam ser esquecidas ou involuntariamente modificadas durante o período de planejamento da construção.
d - finalmente, e isto é o mais importante, o texto

do

programa devera conter a informação necessária para que o axxiuiteto possa preparar um projeto que responda ãs necessidades
biblioteca.

da

Uma vêz que os registros mais detalhados de reuniões

são incapazes de registrar tõda a informação necessária para uma
construção difícil e custosa como a de uma grande biblioteca,

a

exposição escrita proporciona ao arquiteto um importante documen
to que êle pode consultar quando necessário.
Um programa de construção deve se-r iniciado após

varias

reuniões com os bibliotecários e deve expressar suas idéias

sô

bre o planejamento dos serviços na nova biblioteca cuja finalida
de é de desenvolver um programa que possa prestar o máximo de
serviços e auxílios aos usuários.
0 bibliotecário incumbido da tarefa de assessorar o ar quiteto necessita de muita habilidade para conseguir que o proje
seja desenvolvido " de dentro para fora ", isto é, que seja planejada a disposição interior antes da fachada pois, como
Louis H.

Sullivan,

(136)

disse

" a íorma é sempre resultante da função?

De acordo com Morris A.

Gelfand (43) deve-se levar em

contá alguns princípios gerais para o planejamento da construção:

cm

1

2

3

4

5

g

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�2
a -

"

cada edifício de biblioteca deve ser projetado es-

pecialmente para o gênero de trabalho a que se destina e para

a

coletividade a que deve servir.
b - Deve-se planejar a disposição interior antes de arquitetar o exterior.
c - A conveniência da disposição nunca dever ser sacrifi cada por meros efeitos arquitetônicos.
d - A planta deve adaptar-sc ãs probabilidades e possibi lidades de ampliação e clGBGnvolvimento.
e - A biblioteca deve ser projetada com vistas a sua eco nômica administração.
f - As salas para uso do público deveiii estar dispostas de
tal modo que permitam ser inteiramente vigiadas por-um número mínimo de empregados.
g - Ao planejai’ um biblioteca modei’na deve-se prever a
instalação dos leitores ne proximidade dos livros que desejam
utilizar, qualquer que seja o sistema de estantes adotado.".
C de grande importância o papel que o bibliotecário devo
desempenhar junto a comissão incumbida de preparar o programa de
construção e os

itens que se seguem deverão soi’ abordados e discu-

tidos antes de serem registratiaC

as decisões tomadas que forma -

rio, então, o programa de construção.

3.

Escolha do terreno
0 arquiteto deverá conhecer o local da futura biblioteca

ou, pelo menos, receber um.a descrição q mais completa possível do
terreno,

junto com plantas e levantamentos topográficos e informa-

ções sôbre os possíveis edifícios existentes ao redor do local.
A localização da biblioteca em relação ao conj\;nto de edifícios e de grande importância para o seu funcionamento eficiente.
Deve ser localizada no centi’o demográfico, para maior facilidade
de acesso, levando-se en consideração a futura expansão do campus.
Sempre que possível, devemos nos basear num projeto total
do campus, a fim de melhor escolher o terreno adequado.

0 ideal

seria primeiro fixar o terreno para a biblioteca e, depois, desenvolver

i!-.

ao redor dela as outras unidades universitárias.

Expansão futura
Na escolha da localização deverá scr prevista a cxistjên-

cia de área suficiente para futuras expansões.

Teri’enos livres,

de área igual a pelo menos 50 % da construção, deverão ser reservados em redor do predio.

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�3
^•

Verba para a construção
0 arquiteto precisa conhecer a- verba destinada para a cons-

trução, a fim de determinar os limites dentro dos quais devera de senvolver seu trabalho e a quantia deverá ser mencionada no ptxjgrama.
Os custos de construção variam muito de local para local,
portanto, uma avaliação px^^via deverá ser feita antes de ser desenvolvido o projeto definitivo.

6.

Fluxograma
0 arquiteto terá necessidade de conhecer a rotina dos ser-

viços da biblioteca para melhor preparar o fluxograma que o orientará na disposição das áreas dentro do projeto.

^•

Anteprojeto
Podemos considerar o anteprojeto a fase mais importante do

planejamento, depois

da elaboração do programa, pois, á nesta fa-

se que o bibliotecário vai examinar os primeiros esboços do arquiteto e sugerir as possíveis modificações.

Nessa fase do planejarren

to, se forem observados todos os detalhes, serão evitados muitos
erros na construção e várias melhorias poderão ser introduzidas.

8.

Tipos de estrutura para o edifício
Ao arquiteto, e devido a fatores do próprio local, caberá^

a solução do tipo de estrutura a ser observado.

Contudo, o biblio-

tecário deverá abordar a necessidade de ser proporcionado mais espaço vital no andar principal, o que se consegue com um tipo de
construção que e expandida lateralmente, nao necessitando de mui tos andares e evitando-se meios mecânicos de locomoção para os usua
rios.

^•

Orientação do edifício
A disposição do edifício exercerá uma influência importan-

te no9 serviços da biblioteca quanto a sua utilização.
zação conveniente da entrada principal dará maiores
acesso ã biblioteca.

Uma locali-

facilidadco de

Duas ou mais entradas dificultarão o controlo

e aumentarão as despesas.

Quando não houver possibilidade de cons-

truir a biblioteca em local suficientemente central, a localização
da entrada principal exigirá maiores estudos que dependerão da disposição do edifício.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�4
10.

Simetria e as^imGtr_ia do projeto
In {Toral ,

uma disposição simétrica do espaço interno

e

uma entrada central tendem a ser funcionalmente inadequados.
Jía verdade, não hã nada inerentemente simétrico nos trabalhos de uma bibloteca ou no espaço destinado âs suas
ceto em casos especiais, onde

funções.

Ex-

um arranjo simétrico se desenvolve

naturalmente, a melhor solução, provavelmente, é a de um projeto
assimétrico

•

Flexibilidade
Devido ao desenvolvimento dos processos de automação e

o

uso de microformas e difícil hoje, prever as necessidades de uma
biblioteca daqui

a

dez anos.

Uma construção cara como a de um

edifício de biblioteca devera prever um funcionamento atual eficiente e,

também,

uma futura flexibilidade interna que permita

uma reestruturação quando se

12.

fizer necessária.

Uso de Vro naS paredes externas
Devemos considerar que a utilização de grandes áreas en-

vidpaçadas criam problemas de várias naturezas:

a - a luz solar nrcjudica o material bibliográfico, é
incômoda aos leitores e

atrapalha na disposição das mesas nas

áreas de trabalho.
b - aumenta a quantidade de calor e também as despesas
com equipamento de ar condicionado.
c - danos são causados ao material bibliográfico, e au mentam as despeças, quando um vidro quebrado não puder ser imediatamente substituído.

Numerosos soluções têm sido utilizadas a fim

de permitir o uso de amplas áreas com vidro, mas não são inteiramente satisfatórias:
j - Cortinas.

São caras tanto para instalação como

para serem mantidas e substituídas.

De pouca duração ,

pouco re*

duzem o calor.
2 - Vidros coloridos.

Têm sido mais utilizados nias ,

mesmo os mais eficaze^ pouco reduzem o calor.
3 - Marquises c " brise-soleil" têm sido muito usados
também, mas, na maioria dos casos,

foram considerados insatisfató-

rios para bibliotecas.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

14

15

16

17

18

19

�5
13.

Iluminação
Deve ser solicitada a assessoria de técnicos no que se re-

fere a iluminação da biblioteca e os seguintes pontos devem ser
observados:
a - luz sem brilho, difusa e de intensidade adequada
cada local de trabalho.

a

C a mais recomendada.

b - o padrão de iluminação deve ser uniforme em todas as
areas publicas de modo que as estantes e mesas possam ser dispôs tas em qualquer posição.
c - não contar com a luz solar como fonte exclusiva de iluminação e não permitir que ela influa no projeto do sistema de iluminação artificial.
d.- recomendar lentes prismãticas ou o melhor tipo de lentes difusas.
c - cada peça de iluminação deve possuir uma intensidade
mínima de 500 lux sobre as mesas de trabalho.

As intensidades po-

derão variar de acordo com a utilização das areas, podendo os corredores jvestítiulos escadas , etc. necessitarem de apenas 50 lux.

14.

Acústica
0 ruído na biblioteca deverá ser reduzido ao mínimo, pois,

e impossível o silêncio completo.

0 arquiteto deverá prever o tra-

tamento acústico para o teto e paredes , principalmente nas áreas
de trabalho onde se utilizam máquinas
causam ruídos.

e outros equipamentos que

Poderão distrair o pessoal ocupado em tarefas que

exijam muita concentração.

0 equipamento mecânico de elevadores e

monta-car^as deve ser localizado de modo a evitar que os ruídos,
penetrem ho sistema de ar-condicionado.

A " casa de maquinas"

deve, preferencialmente, ser localizada no sub-solo, nos casos em
que o último andar do prédio seja utilizado para áreas de leitura
ou de trabalho.

15.

Ar condicionado
Para uma mellior conservação, os livros requerem uma tempe-

ratura que pode vai'’iar entre 10,39 a 21,19 até 23,99 , mantido um
índice de

50% de umidade relativa durante todo o ano,

com uma va -

riação de até 5%.

Tais índices são semelhantes aos requeridos tam-

bém para pessoas.

Apesar de cara a instalação e a manutenção, não

se deve excluir a idéia do ar condicionado nos planos de um edifício de biblioteca.

Se não houver possibilidade de condicionamento

do ar em todo o prédio, pelo menos a área destinada as obras raras,
se existirem, deverá ser equipada com ar condicionado.

�6
16.

C^ac_idcide dc suporte d^G

dos pavi mentos

Todos os pavlnentos devem ser construídos corn capacidade para suportar um [&gt;êso t'ruto de

73U nuilos por r? , a

fiir: de

dar flexibilifladc de uso e possibilidade de colocar estantes dc
livros em qualquer parte do edifTcio.
17.

Ava 1

ão do _e_spaço

Atenqào muito cuidadosa devo ser dada a avaliação do
espaço.

0 arquiteto terá de seruir as

cãrio;, que serio de ,qrande

informações do biblioto -

importância e

influenciarão no índice

de eficiência do edifício.
oio principalmente os sef^uintes espaços que deverão ser
calculados c discutidos pela equipe, tomando-se por base o acervo previsto, númerx) de leitores e oessoal:
a - Espaço para o matcrLal biblio^trãfico. Pode-se calcu lar entre

30 a 40 volumes por prateleira

encadernados

).

(

m.enos^ para periódicos

Uma estante dupla de 2,30 m de altura com 12

prateleiras terá uma capacidade mãxima de ate 400 volumes.
^ ■ bspaço para leitores. Cada leitor necessita de no
mínimo, 2,30 m^, com mais conforto
pode-se destinar 3,70 tn^ ou
mais.

Se os leitores

forem dividides em prupos, as necessidades

podem variar da sepuinte

forma:

alunos dos cursos de

2,30 m^ , alunos de pÓs-praduação,

rraduaçio,

3,25 m^ e professores 7 m^

.,

As sepuintes áreas devem ser previstas durante a discussão de avaliação do espaço para leitores:
I

-

áreas para

II-

leitura individual

áreas para estudo em prupo

ITI- salas para seminários
IV V

saias de estudo para professores

- cabines para alunos de pos-craduação

VI - salas de datiloprafia para leitores
VII* saias de reuniões, conferências, para fumar e
de estar
VlII-área para consulta de

índices, abstracts.etc.

IX - área para leitura de microformas
X

- área para consulta de mapas, atlas, reproduções
etc.

XI

- salão para projeção e audição individual e em
r.rupo

c - Es])aço para o pes^^al

.

Deve-se prever espaço para o

Dcssoal em todas as áreas onde haja possibilidade de eJesempenho
de

cm

1

funções, calculando-se entre 9 m^ por pessoa, dependendo do

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

14

15

16

17

18

19

�7
serviço realizado.

Ge forem destinadas áreas especiais para che-

fes, estas deverão ter, aproximadamente,
d - Áreas comuns c outras áreas.
a escadas, corredores, elevadores,

15 m^.
São aquelas destinadas

instalações sanitárias,

casa

de máquinas, coletores de lixo e outros elementos indispensáveis
para o funcionamento do prédio.

Mctcalf (80) propõe

que a

requerida para material bibliográfico, leitores e pessoal
acrescida de^aproximadamente, 40 % do total, da

área
seja

superfície a

fim

dê serêm destinadac para utilização de áreas comuns e outras áreas .

^®•

Outros pontos a serem discutidos
Durante as discussões da equipe encarregada da elaboração

do programa de construção, os pontos que mencionaremos abaixo,deverão ser abordados e detalhados, de acordo com as necessidades
locais.

A bibliografia que preparamos e apresentamos no final

.deste trabalho, muito auxiliará na solução de vários dos problemas que surgirão:
Portaria e controle
Vestíbulo e área para exposição
Serviço de empréstimo e balcão
Serviço de referência e informações
Area para o catálogo
Area para o equipamento reprográfico
Serviço de obras reservadas
Coleções especiais

( obras raras, documentos,microformas

material audio-visual,etc. )
Area para projeção
Desinfecçâo e restauração de livros
Zeladoria e estoque de material de limpeza
Area para recebimento e armazenagem
Éscritórios administrativos
Serviços técnicos
Sala de estar para funcionários
Outros detalhes deverão ser lembrados, pois sua previsão
evitará problemas

futuros:

Tipo de piso a ser empregado
Paredes internas

&lt; alvenaria,vidro, removíveis etc )

Precauções contra danos causados pela água
Precauções contra fogo
Tomadas de cori^nte elétrica

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;y

14

15

16

17

18

19

�Altui?a do teto
Localização de escadas, elevadores, monta**carga,
instalações sanitárias e bebedouros
Tipos de esquadrias externas e a segurança do acar-^
vo
Distância entre o prédio e a rua ou estacionamento
de veículos
Cabinas para taleífonas públicos
0
19.

Equipamento e mobiliário
Após a aprovação do projeto definitivo e, possivelmente

durante a fase de construção da obra, o bibliotecário deve-se
preocupar em preparar o " loy-o-ut” do mobiliário e equipamento
que necessitará no prédio,

t um trablaho meticuloso que exige

,

além de certa habilidade, grandes conhecimentos de aproveitamen
to de áreas e, também, uma longa pesquisa e seleção do material
em catálogos de fabricantes»

Desenhar, discutir com fabricantes

receber protótipos, reestudar e refazer o que nâo aprovou, são
tarefas que o bibliotecário deve executar e acon^anhar o desenvolvimento.
Estudar os vários tipos de móveis que a biblioteca neces
sitará, entre aquelas que são oferecidos no mercado, a fim

de

escolher os que melhores vantagens oferecem, não é tarefa fácil,
principalmente sabendo que temos de selécionar não apenas tipos
mas verificar também resistência e durabilidade, acabamento,di mensôes, utilização, comodidade, cores e inúmei:»oB fatores mais,
além, é lógico, de ter de conjugar todos êles com um certo bom
gósto.

A funcionalidade, comodidade, etc, do mobiliário, junta-

mente com o efeito decorativo, deverão completar o projeto arqui
tetõnioo e dar a biblioteca aquele ambiente atrativo, acolhedor
tranquilo e convidativo para o estudo e pesquisa.

‘

No Brasil,não encontramos ainda firmas espeoializedAs en
equipar o moblliar bibliotecas, como existem várlas hb Estados
Unidos.

Conhecemos algumas que, apesar de não serem especializa-

das nesse tipo de serviço, têm se prontificado a estudar com
maior atenção o problema e têm recebido todo nosso apoio. Muitos
de nossos problema» atuais,, relativos ao mobiliário do nôvo prédio da Bibllotaca Central da Unlvareldade de
discutidos ooís 0 patto.ai d«

tida
d ea soiuçoe?

Atíreditairtot du«| em f\ituro bem proxíiM
dobtetí’ eom sepeeialietas em móveis para biblioteca i.

�9
dentro dos nossos padrões brasileiros, sem termos sempre de recorrer a modelos e marcas estrangeiras.
Ao iniciarmos os estudos do mobiliário para uma nova biblioteca, devemos relacionar todo o material que poderá ser neces
sário e, de acordo com o orçamento, selecionar os prioritários e,
em seguida, estudar individualmente cada item.
Apresentamos abaixo

uma relação que poderá auxiliar os

bibliotecários a selecionar o material que, certamentc, necessitarão numa biblioteca;

Mobiliário e Equipamento
Estantes
Estantes duplas
Estantes simples
Estantes p/atlas
Estantes p/filmes
Estantes p/discos
Mostruários p/periodicos

Mesas
Mesas

individuais

Mesas duplas
Mesas de 4 lugares
Mesas de 6

lugares

Mesas redondas
Mesas c/prateleiras p/índices
Mesas para seminários e conferências
Mesas especiais para audição individual
Mesas p/recuperação e consulta de mapas
Mesas p/empacotamento
Mesas p/mimeografo
Mesinhas c/rodízios
Mesas de trabalho ( escrivaninhas

)

Mesas p/datilógrafos

Cadeiras
Cadeiras p/leitores Cadeiras especiais p/sala de audição em grupo
Cadeiras p/trabalho
Poltronas
Sofás

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�Arquivos
Arquivos
Arquivos p/microformas
Arquivos tipo Kardex
Mapotecas

Fichários
Internos e p/uso do público

Armários e Balcões
Balcão de empréstimo
Balcão de referência
Balcão p/portaria
Vitrines p/expQsições
Armários p/material de expediente e outros
Guarda-roupa p/funcionários
Escaninhos

Equipamento audio-visual
Projetor de slides
Projetor de filmes
Toca-disco c/fones individuais
Gravador de fita
Leitora de microfilme
Leitora de microficha

Equipamento fotocopiador
Mimeõgrafo
Equipamento reprográfico
Duplicador de fichas
Termofax

Máquinas de escrever

Calculadora

Extintor de incêndio

Bebedouros e

tricôs

Máquina de preparar etiqueta p/lombada de livros

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

14

15

16

1

�11
Out ror.

Cai;:3l:as p/pericáloc.-: e lolh-^torj
Cõrirabü:^ p/trauru^rlre Uc livros
Dancos

(

iramborêl-eT

)

Egcc Ias, do dois dor.ravio
r orbolc t ClTi p /cc.itrSlQ do pcr*tax'ia
Cnledoira
líâqu.ina p/i^ai;er ■.-.rfé
Talo ioaos

z

riaufilógraios
CÍ!'o ou Rutox '

f;"avadoi- wanv.al

)

Culliiotina
Koquina do cndorGça?’

L.l;iÍC ' , ai ia

A

quo p-,^r.oG e enojcamos a ôste tr&lt;?balbo

Cl quo 1..ÚÍLO nos auxiliou

r.-uite r.cfrsa tarefa,

solucionará ir.ui -

taG du/idc.3 qu.ato e c.ir.onr ü.ir,, r.cllior aproveitarr.cnto de áreas o
utilização da espeço e pod.;' rã fu.rnccar inúmeras idéias que, tal vez, nunca tar.ha:H ocoi-rido ne.s que virão facilitar grandemante o
trabalho dc planejar, mebil itir c equipar una biblioteca.

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

(iemclanKnto

14

15

16

17

18

19

�BIBLIOGRAFIA

1*

12

ADAMG, Charles rt. Thf college library buildirg.

Library Quarterl.Y,

Chicago, ?4(4) i336-47, üct. 1Q^4.
?.

AMERICAN INSTITtTj'E’ OF AfiCHITECTS. Tbe library building.
American Library Association, 1947.

3»

Chicago ,

50p.

AMERICAN LIBRARY ASSUCIATION. Building Couimittce Inatilutc, St.Paul,
19M* Planning a library building. Ed. by Hoyt R.Calvin.

Chicago,

1955.
4*

. Building and Equipment Section. Guidelines for library plannors.
Chicago, 1960.

5*

. Essentials iri library planning.
vista The

6.

Arcbitectural Forura, 47(8) :497-55?» Dec.1927.

. Fire protection in library planning. IN:~ ProLecting the library and ii3 resources.

7*

Chicago, I963.

. Library Technology Project.
resources.

Ò.

Chicago, 19?B. Se para ta da Re-

Chicago, 196,3.

P.96-II8.

IN:- Frotccting the library and its

p. 102-109.

AMERICAN Standard specificaticne for making buildings and facilities
accessible to, and usabln by the physically handicapped.
News Bull.,

9.

Library

34(1) :60-69, Jan./Mar.1967.

ANNUAR, Hewing. New Singapore National Library.

Malayan Library J.,

1 1I7-2O, Jan.1961.
10. ARD, Harold J. The Arlington Heights memorial library: a building for
the community.

The Library Binder, 17(2) :25-?7, Bec.1969.

11. ARTHUR, Eric. University of Toronto raaster plan.

Royal Architectural

Institute of Canada J., 3O :286-289, Oct.1953.
12. ASSOCIATION OF COLLF.GF AND REFIRENCE LIBRARIFS. Building Coramittee.
ProceedingB of the Library Building Plans Institulea, 1952-1955»
Chicago, 1952-1956.
13. BARROW, Shirley. The University of the West Indies buildo a library.
The Library Binder,

18(1) :lj-14, Junc 1970.

14. BATCHELDER, Max. A building for everyone.

Oklahoma Librar!an, 15(4)

:102-5, OGt.1965.
15. BERKELY,

Bernard. Floorsi selection and maintenance.

brary Technology Program, ALA, I968.

3l6p.

Chicago, Li -

(LTP publication, n.l3)

�13
16. BERRIWAN, S.G. Coiintj^ library buildlnge.

Library AsBociation Rpcord,

71(1:?) t359-36i, Dcc.l&lt;j69.
17- B0S'J1íICK, Arthur F. Library buildings.
ry,

Npw York, D.Appl«ton, 19&lt;?3.

IN:-Thp American public libra-

p.?63-3H»

Ifi. BOWRON, Albert W. No perfpct diamonds.

Librar.y J.. 95(?0) i5544-9 »

N0V.I966.
19* BREDDIN, Hane Harol d. DIp Stuttgarter Zentral brucherei im VfilhelnspalaiP.

Bucherci und Bildung, 17(5) «?73-4, May I965* 17(6) i299-

303, 343-7, Jun.1965.
20. BUILDING Types etudy: college building.

Architectural Rpcord, 140(3)

:204-1H, 1966.
21. BURCHARD, John E.; BAVID, Charles H. * BOYD, Julian P., eds. Planning
the univpTBít.y library building.
versity Press, 1949*
22. CARACASi details.

Princeton, N,J., Prinoeton Uni-

145P»

Arts and Architecture, 72 j26-27, Aug.1955*

23» CARBONARA, Pasquale. I reparti delia bibliotecat requisiti e caratteristiche construtive.
biblioteche.

INi-Edifici per la cultura» parte prima »

Milano, A.Vollarde, 1947»

p.61—104.

24» COOPERATIVE Committee on Library Building Plans.
ferencee, 1945-1949»

Proceedings of Con—

Madison, Wiaconsin, Bemocrate Printing, 1945-

1949.
25. CRüMBEZ, Odette- La bibliothèque municipale de Lille.

Bull.Bibl«Franca.

11(9-10) :349-355, Set./0ct.l966.
26. CURTSR, Kenneth. Dorset County Headquartera.

Library World, 70(8l8)

i33-6, B.d.
27. DENT, John. Epson» and Ewell's new library.

The Library World, 71(840)

t359-363, June 1970.
28. tK)MS, Keith &amp; RüVELSTAD, Howard, ed. Guidelines for library plannerst
procepdings of the library buildings emd equipaent institute.
cago, ALA, 1960.

Chi-

128p.

?9. DOUGKTY, K.A. The new National central library and L.A. headquarters
building.

Library World, 67(788) t?88—32, Feb.1966.

30. FLLSWORTH, Ralph E. Library architecture and buildings.

The Library

Quarterly, Chicago, 25(1) *66-75, Jan.1955*
31.

. Planning the college and unlversity library building* a look for
campus planncrs and architects.
I96O.

102p.

Colorado, University of Colorado, ,

�32. iNGf.LlIARDT, N.L. The Bohool libi^ary.
bullding.

14
IN;— Planriiri^; occondar.y school

New York, Heinhold, 1949.

p.]22-2H.

33. FAIPHUnST, Harry. A new university prospect,! TI. Accomcdating the
lihrary in the new Univeroity.

AgJ íb.Proc.♦ 17(4) :107-11, Apr.

1969.
34. PARWELL, líllen L. RiverBide Public Library.

Caliíomia Librarian ,

26(3) «131-141, Jul.1969.
3% PICHES, Eugene W. &amp; PERRY, P.CaBwett. Central libraiy? city of Bur—
bank.

Califórnia Librarian, 26(2) «69-79, Apr.1965.

36. FüUR UniverBity Libraries.

Library World. 66(80l) «239-53, Mar.196?.

37» FUSSLEH, Herman H., ed. Library buildings for library serviço papers
presented before the Library Inetitute at the University of Chicago, 5-IU Aug.1946.

Chicago, American Library Associaticn, 1947*

36. GALLOlíAY, R.Dean. Stanislaus State College Library. Califórnia Libra—
rian, 2tí(l) «7-14, Jan. I967.
39* CALVIN, Hoyt R. Public library building in 1968.

Library Joui-nal,

New York, 93(21) «4498-4511, Dec.1969.
40. CALVIN, Hoyt R.. ed. Planning a library building; the ma.ior stepa.
Chicago, ALÁ, I955.

80p.

41. CALVIN, Hoyt R. à ASBURY, Barbara. Public library building in I969?
a statistical report on the 298 public library building projects
completed in the year ending June 30, 1969*

Library J.« 94(21)

«4369—87, Dec.1969.
42.

. Public library building in 1970. A statistical report on the 276
public library building projects completed in the USA during
year ending June 30, 1970.

the

Library J., New York, 95(2l) «4113-34,

Bec.1970.
43» GELFAND, Morris A. Edifícios e equipamentos das bibliotecas universitárias.
44,

F.E.B.A.B., b(5/6) «65-97, Nov./Dpz.I963.

. The Paul Klapper Library.

Library J., JiO «2719-2724, Dez.1955*

45* GEROULD, James Shayer. The college library building and equipment.
Chicago, ALA, 1963*

ll6p.

46. GITHENS, A.M. The Architect and -the library building.

Library build-

ings for library Service, p.94-106.
47. GRÜEN, B.T. Ecen niew bibliothek voor Ede (A new library for Ede)
Openbarc Bibliotheck, 11(9) «293-307-, Oct.1968.

2'

�16
4Ü. OUINARD. Jacques. La ncuvclle SBctions des Sciences de la Bibliotbèque de 1'Université de Bordeaiuc.

Bull.Bibl.Franca, 10(8) i?93~308,

Aug.1965.
49* HAAS, Warren J. The role of the building consultant.

College Sc. Research

Libraries, New York, 30(4) 1365-8, July 1969*
50. HAENISCH, Holf. Neubau der Univerditatsbibliotheck Marburg (Reconstruction oí‘ the university library Marburg)

Z.Biblioth.u.Bibliophie ,

5(3) Jl90, 1968.
51. HALLGRIMSEN, Indridi. Horth Icelqnd's new library at Akureyri. The Library World, 7l(0i?9) »4-7t July 1969*
52. HALLVIK, Bengt. Den mya biblioteks bryggnaden i Holsinborg (The new
public library building in Halsinborg)

Biblioteksbladet, 50(7)

1448-56, 1956.
53. HANDERSON, Robert W. Bookstack planning with the Cubook.

Library J.,

61 :5?-54, 1936.
54.

. The Cubookí a puggested unit for bookstack measurement*

Library

J., 59 t865-868, 1934.
55. HARVEY, John P. Building and equipment trends in the Junior College1
I,

Library Trends, Urbana, 12(2) :203-208, Oct.1965.

56. HENRY Klujnb finds.and architecture for Puerto Rico.

Architectural Fó-

rum, 101 :122-127, July 1954.
57. HEPWORTH, Philip. A criticai look at some recent libraries.

IBt- Lã-

brary buildings design and fulfilment. Proc. Weekend Conf. London
and Home Counties Branch, Library Association, I967.

p.36-8.

58. HICKS, Warren B, Library in the round. Califórnia Librarian, 27(4)
1204-15, Oct.1966.
59. HOIDEMREICK, Thomas A. The flexible library.

Catholic Library World,

19 164-67, Nov. 1947.
60. HOLDSWORTH, Harold. Library buildings in newly developing countrirs.
Library Trends, Urbana, 5(2) t278—29O, Oct.1959.
61. IIUMBY, G.H. Navering's new central library.

Library World, 67(7^3)

«57-60, Sopt.1965.
62. JOECKEL, Carleton B. A WIN3L0W, Anny. Many library buildings are out
raoded and out grown.
vice .

IN«- A National plan for public library Ser-

Chicago, ALA, 1948.

p.28—9.

63. JONES, Bryce. Church into library. Stoke Branch Library, Nelson.
Z.Library, 28(ll) i305-7, Dec.1965.

N.

�V

64» KANSAI Universily buildin^ «ind library.

The Japan Architect,

16
34

*57-62, March 195965* XATZ, William A. &amp; SHARTZ. Roderic G., «d. Probloms in planninK library facillties; consultants, architecta, plana and critiqaea.
Chicago, ALA, 1964»
66. KOCH,

208p.

rheodore W. New light on old libraries.

Library Quarterly,

Chicago, 4(2) *244-252, April 1934.
67. KOLDENSY, H.M. CombinaLiekown (Corabined buildings)

Upebara .Bibliotheck,

11(8) *261-270, Snpt.1968.
68. KlíHN, Warren B. The J.Uenry Memorial Library, Stanford Univeiaity.
Califórnia Librarian, 29(2) *93-9i April I968.
69. LHAIT, William. New central library buildlng.
Public libraries of Norwalk. Connectient..

IN*-A aurvey of the
Chicago, ALA, I966.

p.65-69.
70. LIBRARY buildings.

Pioneer, 29(l), Spring 196?.

71. LIBRARY buildingi Kngineering Coilege, University of Rangoon.

Archi-

tect and Building News, 210, July 1956.
72. LIBRARY construetion I966.

Idaho Librarian, 19(2) *39-57, April I967.

73. LIBRARY EQUIPMrWT INSTITUTE, 3, NFW YORK, I966. The procurement of library furnishings; specifications, bid documenta and evaluation;
proceedings. L’d. by Prazer G.Poole and Alphonse P.Trezza.
AiA, 1969.

Chicago,

150p.

74. LIBRARY Journal. New York, Dec.1969.

p.4315-458 |Architectural issue|

V.94, n,21.
75.

. New York, 1)60.1970.

p.4075-202 (Architectural issuej

v.95, n.21.

76. LIBRARY Planning eund building* an annotated uelrct bibl iograph.y.

Libr.

and Information Bull., 1(3) *69-80, 1967.
77. LOGAN, H.L. Lighttng libraries.

Li br.J., 17 *2126-9, 1952.

78. LOWE, John Adaras. Small public library buildings.

Chicago, ALA, 1939*

47p.
79. LUND, Ernest W. Poragrunns new Bibliotek (Porsgrunn'8 new Library)
Bok og Bibliotek, 35(l) «17-23, Jãn.1968.
80. LYDEN, Ralph C. A new influence- on collegrato planning.

Pionner, 26

(2) *3-4, Summer 1964*
81. LYLE, Guy R. The adralnÍBtT-ation of the school library.

3.ed.

New

York, H.W.Wilson, I96I.

3

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

'

14

15

16

17

18

19

�Hi’. McADAMS, Nancjr R. Sup“r-1 ibrarian and sub-archi l,«-ct:
the rolp of tha buildiníç oonaultant.

Librar.y

tho anomaly oi"
91 (?1) »58í?7-3l,

Dpo.1966.
Ò3 • McCIJIRRKN, Robart. R. A THOMPSON, Donald K,

Librar.y J.. 91(L’l) 19^32—

37, D0C.I966.
Ü4. MacDüNALD, Anf^is S. Modular conctruotion.

Librar.y J.. (10 i?7i’8-?730,

Df*c.l959.
65. MARTEN, Teodoro. City within a city.

Ampricao. 11 :14-17, N0V.I999.

tí6. MASON, EllBworth. Writing a building program.

Library J.. 9l(?l)

:9B3(í-44, Dpc.1966.
tí7. MERTA, S.N. Work flow in book stack and a maintenance srction.

Appals

Library Sei., 13(4) :173-9, Dec.1966.
tíÒ. METCALF, Keys D. Planning aoademic and renearch library buildings.
New York, McGraw-Hill,
^9*

I965.

431p.

» Selection of library sites.

College and Research Libraries, 22

1I83-I92, May 1961.
90*

• Spatial probleras in University libraries.

Librar.y Trends, 2:594-

561, April 1954.
91. MURRISON, W.J. A criticai look at some recent libraries: West Ricling
Cüíinty Library Headquarters.

TN:— Library bulldings: design and

fui 1 ilment. Proc . Weekend Conl‘.London and Home Counties Branch, Li—
brary Association, I967.

p.49-61.

9?. MYLLER, Ralf. The designe of the small iniblic library.
Bouker,

I966.

New York,

95p.

93. THE NEW Huron Public Library.

South Dakol.a Library Bull., 92(3) :119-

July/Sop.1966.
94. NEW.Library buildings in Sweeden. Arkitektur: the sweodish review of
architec ture, 66(2) :49-HO, Feb.1966.
99* THE NEW University city of México.

Arts and Architecture. 69, Aug.1952.

96. ORNE, Jcrrold. Acadeniic library building in 196?.

Library J., New York,

92(21 ) :4345-'1í^2, Deo.1967.
97*

. Academic library building*in I969? a statistical report on the
92 new library buildings reported for four-year colleges and universities.

98.

Library J., 94(2l) :4364-8, Dec.1969.

. Academic library building in 1970. The fourth annual statisticaX '
survey of the year's work in college and university library architecture.

2

3

4

5

Library J., New York, 95(21) 14107-12» Bec.1970.

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�99»

OSTREM, Walter M. The Ruhr Univeraity Bochum Library.

18
Wilson Libr.

Bull41(4) :41«-E0, Dec.1966.

^

100. PADDON» Joan. 01’ arolii tectural interest.

Canadian Libr., ?4(4)

:316-21, Jan.1968.
101. PALMER, H.Ronald. The library.
Birn and function.

IN:- Modeim ph.ysio3 buildingi de-

New York, Reinhold, I96I.

p.?671-273.

102. PANAMA University planned like a modem Acropolis.

Architectural

Fórum, 95 íl60-l63. Sept.1'991*
103. PAUL, et alii. Bibliothèque.

L'Architocture d'au.1ourd'hui. Paris,

97(129) »24-43, Dec./Jan. 1966-67.
104. PAWICK, E.W. Canon Street Library (City of London)

Library World,

70(819) :80-3, Sep.1968.
109« PHKLPS, Wilma A. Phoenix College Library,

Arizona Librarian, 24(l)

*7-9» Winter.
106. PICKEN, Dorothy E. Levin Public Library» a new building.

N.Z.Libr.,

28(11) 1280-9, Dec.1969.
107. PLAISTER, Cornelia D. Flooro and floor coverings.

Chicago, ALA, 1939

75P.
106. PLETON, Jean. Laa nuevac bibliotecas universitárias de Francia.

Bull,

de la Uncsco para ias Bibliotecas, Paris, 23(9-6) i114-119» May/
June 1959,
109. FOOLE, Fraz&lt;^r 0. Programa para o projeto do prédio da Biblioteca Central da Universidade d'- Brasília.

Trad. de Elton Eugênio Volpini.

Brasília, Biblioteca Contrai da Universidade de Brasília, 1971»
110. PRICE, Barbara. The Communal acomodation.
and colleges oí* 1‘urther education.

IN»- Technical colleges

London, B.T.Batsford, 1959»

p.98, 64-66.
111. PRIVACY comes in raany designa.
112. PUBLIC Library buildingo.

Pioneer, 27(l) *4-5» Spring 1965»

PLA Bull., 23(2l) »13-36, 53-8, Aug.1967.

113. RAMBEHT, Charles. Lea bibliothèques.
et universitaires.

IN»- Constructions scolaires

Paris, Vinoont, Préaul, s.d.

p.l2.

114. REECtí, Emest J. Library building programs; how to draft them.

Çoll_.

and Research Libraries, 13 :198-211, July 1952.
115. A RESEARCH Library for Northwestern University.

Architectural Record,

7 »89-96, July 1970116. REYNOLDS, J.D., ed. Library buildings, 1965»
Association, I966.

New York, The Library

97p»

&gt;7''

3

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�19
J17» HIDlCRi Fr''fnonL. 0’&lt;)tnpaol, bo-tk nt,f^.

^f'w Y&lt;- rk. Huiim.ir: Pr&lt; "e,

lltí. R0GFH3, A.Hubfrt. S.yptfm buildinít a

u t, if&gt;n i,-.i ip*

Li brary J . t tU‘W York-

••fut. ssqu'''-Zf

D»-'.;'íb'i.

liy. HO'1'H, Haruld L. FlarminK librrif:/ bui

l''jr Mcr-vi':*'.

Ohifi,-:' , Al.A.

\&lt;0, ROUP]LSTA, D.Howard. Mnve librar.v i''T- .y'&gt;ar builiiiriti^ cullarj
üit.y o! Maryland o xpr ri»-!!;.;':?.
(1

í,h&lt;' Ur.iVfi’-

and -A'8--‘arch LilirHri-'M, L‘0

) iV“9i. May 17b9.

Ir'] . KU33Ü. Laura Gai’(íia Mornrr’. f ] arirjameti L'; d&gt;' l,x b!

('úb] i'’,a»5.

Acrópoln. 2b\ it ^j) !l‘í-ib, Jun.i')b6.
1?'^. SA'JK, J.P. A nrví librar.y at J uhns'jnvi 11, Hf: 11 in/;lon .

H . Z. I.i br..

(41) j286-;Jby, Dpfj.lVb;.
3C H JN K, Hu H s *: 1 J . I’o uitr ra for rublir libr;iT-.y buildin/r piannera.
Chicatri), ALA,

b7p.

1F4. SPILBY, G.A. D.on Castor'a n-w Contrai

Librar.v.

Th',, Library Wj.rld, l?

(841) *3-b, Jui.v 1'1Y0.
3HAH0N. Àrioth. Plannia^ of ri''w libra: i -a buiMin,e: for Univf rsit.y cf
I1'k.

Nigprlan Librarias.

;(l’) r^fj-r, Au*t.l')67.

126, SHARP, Ihomao. Mrxico Univ.:rai ty.

Archilortural h&gt; vi«-w. 114 :M)6-)lo,

Nov.i9^3.
121. 31DWFLL, L.H. A criticai
tral Librar.y.

1 uok at r &gt;n &gt; roccril libraricn: Ht lborn Cen-

IN:- Librar.y buildiri/^s: drT.iffns and fui 1 f i 1 mon t.

Proc .Wrokpnd lonf. London and Hom&lt;' Couriti'T, Branob. ALA.

,

.

p.26-i^.
. Th*' planninK c'f librar’y buili Ln^'.

128.

Libráry Aasociation lOrord,

74(3) iVi-94. March
I2y.

SINCLAIR, Dor')lh.y. Buildinç. furiiituro. ‘-qui irnion t. smiL. ior,.
Administration 'jf thc sinal 1 publir librar.'/»

IN:-

Cliicair . ALA, 19bb.

p. 1^6-10'.
130. SKIDMüHL, (ATingr. &amp; MFIiRIL. bibl iothoqu*- *'t C&lt;-ntrCollo^*'.

L'Architoc1-’jr«

d*Ar-f q» 'Irinn-l

d’Au.iour(i ’ hui, Parir, il^'^) : ^0. l'(b&lt;.

Ul. 3MITH, D.L. How to i'ind out in archi tf^cturo and buil din^.
IVrgaraon Frons, ld67.
U2.

4J?pi

SOUL!', Charles C. Points of axírc^m.-nt imonn librarianc ac to librar.v
archi toctu.^o .

13 3.

Li brary J ., Ib

1

2

1

STATE plari for public library cons t ruo ti uri.
60(2) :?8l-'13* Sprinpc l'&gt;6';.

cm

'xffird .

3

Digitalizado
gentilmente por:

11.
Now notos ol

Cal i1 . Libr. .

�'j, Ar, i’íiHSI.H 1LL,

J.WJ.

fi] íiriri irir in Iho
Librari»

&gt;u'.n' 'i;'. •.■■■

Ilr^w York,

20
Library

Hob-Tl S.
'Jnit.r-tJ

t,'.-.

Znlh-t'»- fr I&lt;»-maroh

UK/íJ ) ii/T-bl. ^'il.v l‘,'b\í.

ü'i\;GKUAM, K.A. Librar.v buil^iLri;::^ in jMóus.

'i'h«^ l.Lbrar.y W.rld, 71

í ■ Vl ) tj77“l‘'&gt;0, ü*’-';'. J'i6'&gt;.
Ii6. LiULLIVAN. Lf&gt;uií3 ii. K in jf r,^ irlcn cha'. ! ^ r- /irrol .-jrid &lt;&gt;th»-r wriiiilLíIii*

7ork. ^ i t U^nbr^n. S"hul7,.

l i? . SYMPiiSIUM ori t.h
1 )(jü,

iiJar.ninfrr 'irui fons t ruc * i on 1 ibrai-ir-s, Warraw. Jun'

IKLA Libfi, 1 S {1 ) : 7 r-1T7. 1 V^b-}.

lj.&gt;, PACK;;, jurr^-n. HHuptbu'.'h&lt;^rri r.tt.o in Ludwirs h-it&gt;n (N&lt;-w library in Ludwif^íthar^^n)

rr’i und liuildun^’’,

b' , 3«'rt-.

M'í. Tri.’MPoOH. Anlony. .•'diJicl jf? para bi bli&lt;)t,&lt;M-ar. univr-ir? i lári a ^: bihiiof:ra 1‘ia hi' 1 - &lt;; l a,

Rol&lt;■ t,in _ib'^ ] :t

• p.ara lar Hibl io t^caa, ^v, 1 U

kc.à»1 V’’; &gt; •
140.

. I.ibrary btilldin^T» ■-''1
1V6&lt;.

britam and "urop* .

L&lt;imlon, Bul L"rwarf, ha,

A'’0r.

141. TRIIDOaON, C.4. PulmoHlron North I“ublic Library: a n*'W buildiníí.
Z. Li br.,

-''••fll } !. &lt;0-7 .

Doc . 1'«S").

14' , ULVf.LlilG, iíalph A. Pr^bl.cna ol‘ lÍJ’-ar.Y o. ns trua tion.
ii^uar l»; r

,

ChJ'ra~c,

141. UN J Ví&lt;;í-’3IT'^, do Garn.

N.

The Library

ii(l) ;'Ki—10!. JaM.l''6A.

L*ApOií ?.e(;tur“ Prançaiso. 17o/l O :S7-ól. 1007.

144. UNIV”RSITY Cit.y ol' Tucumán.

ArchU»clUfal fí»-vi&lt; K. 1T-' : V'.—iV. K &gt;v.

lObr:.
14Í). VISWANATHAN. G.O. Tno library builditiA': i»r; nlanninr and archit.'rt,u ro.

IK I - An in Irudun U- m Q. pat.: j - library or,'-iu\zutiQn .

I,nnd'in, Aeia ;Vit'l.il' uno , lo6i.
140. ViAGHlNOT llv

''. r d .

p. /O-Wr-.

now 1 ibrar.y buildin»;s.

I,ib&lt;~.N« wr, Rtill.,

14(1^

00. *J Hii. /^ ^laT'. 1 "íC [ *
147. W!’la'drMH,
f

■•üllr.-n. Count.ry library .sr;rvir&lt;^, Chrir.b-Thurih.

l) tí'0^—■'04, 4f(;.l'10‘i.

14'- . Wl'.'d!’3V, Harbar-i. M. Mirrd
cil

N ,Z. Libr.,

&gt;v.'r niortar &lt;&gt;r :id\nm-&lt;-d planninr- fnr U-chni-

s«.!fvi&lt;:&lt; a in i ri« w [.ublin library builainf?-.

I.it&gt;r.sourcea,

11(4) :47',^—■"■'ill l'd&gt;í.
140. WH:-:dL:':h, .j&lt;^u^pli L. Mrzzanln'

0'-5“ :*nd abua»-.

iii

» 01 (&lt;’l) *0^01.

dec . l )(j6 .
lOO.

Joa.-ph L. At CITHKNS, A.M. 7h^ An.-nran
!»&gt;-■:. itc plann n&gt;r tnl i. alrj:n wi th ap«&lt;cial r&lt;-rer--nc.'
tralion anil e"i'V Lm-. N&lt;^w York, Gcriònor. 1V41.

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

l ibrary buildadtninx,a-

�'
151» WICHERS, Jcan Elaine. Seaside High School Library.

a

Califórnia Li-

brarian, L^6( 1 ) :7-15» Jan. 196^?.
t
192. WILSON, Louis R. &amp; TAUBER, Maurice F. 1*he univorsity library» 2.od.
New York, Golumbia Univorsity Prtiss, 19'?6.
153* WINKELMAN, John H. The imperial library in Southern Surig China, 11271?79*

The Library Quarterly, 39(4) «299-317, Üct.l969«

lí&gt;4» THE HIX Library ol‘ the Weizman Instituto of Science, Rehovoth, Israel,
Architectural Design, 31 «210, May 19íil»
15^. WRIGHT, Walter H, The fifth and' sirth library building plans instilutes» oonducted by ACRL Buildings Coainiittees.
lótip.

Chicago, ACRL, 19^6,

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="15">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10509">
                  <text>CBBD - Edição: 06 - Ano: 1971 (Belo Horizonte/MG)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10510">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10511">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10512">
                  <text>1971</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10513">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10514">
                  <text>Belo Horizonte/MG</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11227">
                <text>Roteiro para um programa de construção de edifício de biblioteca universitária central</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11228">
                <text>Volpini, Elton Eugenio</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11229">
                <text>Belo Horizonte</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11230">
                <text>Febab</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11231">
                <text>1971</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11233">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11234">
                <text>Biblioteca Universitária (planejamento) </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="11235">
                <text> Biblioteca Universitária (arquitetura)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11236">
                <text>O bibliotecário, ao assessorar o arquiteto no planejamento de um edifício de biblioteca deve agir de forma eficaz em todas as fases do projeto e se toma o grande responsável pela eficiência do edifício. A elaboração de um programa de construção e o trabalho inicial do bibliotecário e sua equipe de preparar, por escrito, uma exposição detalhada dos requisitos físicos para uma nova biblioteca. É apresentado um roteiro baseado no que foi seguido durante o projeto da nova Biblioteca Central da Universidade de Brasília e são feitas algumas recomendações quanto a equipamento e mobiliário. Bibliografia consultada pela equipe de bibliotecários e arquitetos durante as várias fases do projeto e cuja consulta e recomendada para todos que se propuserem a elaborar um programa de construção para edifício de biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65313">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="568" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="124">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/11/568/C749_4_CE_V_22_1.pdf</src>
        <authentication>97ebb7667cf4c61090ccbe614098e273</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12346">
                    <text>���IV CONGRESSO BRASILtílRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

'Bibliotecas departamentaiô
por
Elton Eugênio Volpini

Fortaleza
1963

Digitalizado
-gentilmente por:

�UNIVERSIDADE DO CEARÁ
IV CONGRESSO BRASILEIRO DE B1BLlOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
FORTALEZA,

TEMA

III

-

7 A

U DE JULHO DE

19^3

INFORMAÇÃO CIENTfFICA

BIBLIOTECAS DEPARTAMENTAIS
POR
ELTON EUGEN 10 VOLPINI '

CDU 027.7:022

0.9^;

V.A ^ »7C. í

•Professor da Escola de Biblioteconomia de Minas Gerais
Vice-Presiden+e da Associaçao de Bib1iotederios'de Minas Gerais
Bibliotecário da^Faculdade de Medicina da U.M.G,
Membro da Comissão Brasileira de CIassif1caçao Decimal Universal

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

20

�SINÖPSE

Bibliotecas departamentais
desenvolvido

porque as

têm se

bibliotecas cen-

trais freqüentemente têm falhado ao procu
rar atender as necess idade-S dos
listas,

Bibliotecas departamentais conti-

nuarão a crescer nos

locais onde es

des.de pesquisa estão amplamente
tes,

especia-

Entretanto,

min Istrraçao,

no que diz

unid£

distan-

respeito à a^

a experrienc ia demonstra que

o controle econSmlco e o trabalho efetivo
s&lt;5 sao obtidos quando o b ib I iotecfár Io tem
sob sua supervisão e controle direto todo
o acervo,

qualquer que seja a forme como

ele esteja distribuído,
cas departamentais,
coieçoes de
hospitais,

seja em bibliote-

coleçoes

laboratórios,
ou outras.

especiais,

bibliotecas de

�IV CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
FORTALEZA,

7 A

l4 DE JULHO DE

I963

BIBLIOTECAS DEPARTAMENTAIS
POR
ELTON EUGEN 10 VOLPINI

Há tempos que bibliotecários e educadores
discutem os

problemas admln'strativos. e educacionais

surgem quando se separam as
trais.

coleçoes das bibliotecas cen-

Embora sejam fortes os argumentos pr&lt;5 e contra a

centralizaçao ou descentraIizaçao da coleção,
pontos de vista
várias formas

predomina sSbre o outro.

pelas quais

as

nenhum dos

Isto devido às

universidades estão,

administrando suas bibliotecas departamentais
cais e

que

hoje,

em clínl-

laboratórios,
A finalidade

deste trabalho é a de apre-

sentar alguns aspectos da organizaçao,
também,

administrraçao

e,

aspectos educacionais deste tipo de biblioteca,

ao mesmo tempo que se propõe alguns

pricípios

para

uma

organizaçao futura,
A divisão de uma biblioteca em
mentos é,
atividades,

como a divisão de trabalho,

a distribuição de

tendo a homogeneidade como base,

trole de um administrador.
partamentos sao várias,

mas

As bases
as mais

departa-

sob o con-

para a formação de de
Importantes numa

bi-

blioteca universitária sao principalmente quanto a

cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st e m
15

16

17

18

19

20

�-2-

função

(processamen+ostécn Ico,

comodidade

(divisão em departamentos,

localIzaçao
clientela

circuloçoo etc.)
por assunto)

(bibliotecas departamentais)

(leitores

a servir)

Desta forma localizamos as bibliotecas de
—
y/
partamentets dentro ou fora da biblioteca central,
mas
sob um mesmo controle administrativo.
Recentemente a
coleçoes em um único prádio.

tendencla é centralizar os

Entre outros fatores que têm

contribuído para esta centralização temos a construção de
novos e amplos
técnicos e de
mentoi
-

edifícios,

o desenvolvimento dos serviços

Interdependencia de vários

Entretanto ê pouco provável

ramos do conhecJ_

mesmo

lnVer*oss iml l

que desapareça^! as bibliotecas departamentais,
Embora as b Ib1 iotecasdepartamentaIs criem

problemas mais

complexos do que as bibliotecas centrais ,

aquelas sao administradas de forma semelhante a estas, E^e
um modo geral,
de

uma biblioteca departamental

livros e outros materiais

é uma coleção

ligados ao departamento

de

Instrução,

ßode estar situada dentro ou fora da blbllot^e

ca centrai,

se bem que,

to ao departamento,
As

comumente,

clínica,

esteja

local Iz-ada ]un—

laboratório etc.

relações das bibliotecas departamen-

tais com a biblioteca central

variam de

Instituição

para

Instituição,

Observamos que bibliotecas de assuntos tais

como Direito,

Medicina,

Odontologia,

Engenharlq e Farmá-

cia estão mais sujeitas a se separarem da administração
de uma biblioteca central

do que bibliotecas de assuntos

como História e Filosofia,

que,

controle direto.

estão sob seu

Será feito pela biblioteca central

o processamento técnico:
çao,

comumente,

catalogação etc,.

aqu^stçao,
Após

Digitalizado
-gentilmente por:

registro,

todo

classlflca-

Isso as obras serão enviadas

I Sc a H
st e m
15

16

17

18

19

20

�paira o departamento, Alf um bibliotecário
ou mais de um,

(e um auxiliar,

dependendo do movimento da blbliotéca)
$

se

encarregará da circulaçao e empréstimo, A biblioteca central
das

enviará também cópia das

fichas das obras cataloga -

para o catálogo da biblioteca departamental^ 3 Dessa

forina,

no catálogo geral

se todos as
tes,

da biblioteca central

Informaçoes sobre todas as obras

assim como

encontram

alf existeji

Informaçoes sobre as obres existentes nas

bibliotecas departamentais. Nestas,

as

Informaçoes se

rje

sumem às obras alf existentes. Os métodos de classiflcaçao e de catalogpçao serão os mesmos da biblioteca cen —
trai,

visto que af será feito o processamento técnico.

Centra 1Izaçao X DescentralIraçao

Consideremos alguns

aspectos

pró e con -

tra a centralização sob o ponto de vista educativo,^
Interpelação de assunto,
db materIa I
Argumentos

acesso,

custo,

eficiência,

de
uso

etc.:
pfó centra 1izaçao1- A grande

tfos no uso das obras. As

Interrelaçao dos departamen-

ciências sao

interdependentes e

uma mesma obra é usada em vários departamentos,
2- As obras

gerais sao

Igualmente acces-

sívels a todos os departamentos,
3- Um catálogo geral,
sfvel

igualmente

acces—

a todos os departamentos é superior aos catálogos

dos departamentos e o hábito de consultar um catálogo g_e
ral

constitue amplo melo educacional,
4- A manutençao dos catálogos

é menos

dispendiosa,
5- Conversas

Informais entre pesquisado-

�res de vários departamentos estimula a pesquisa, A bibllo
teca central

proporciona excelente oportunidade para

es-

tes contiactos,
é- Melhor supervisão por bibliotecários
espeale1Izado» contribue e auxilia nos

trabalhos de pe£

quisa,
7- Acesso
peclalmeAèe útil
vel

Imediato a toda a coleção«

ao serviço de

ao trabalho de

referência,

imprescindí-

pesquisa.

8- A administração da biblioteca
tral

E_s

cen-

ê mais eficiente e econômica. A descentra1Izaçao

separa as obras que podem servir a mais de um departa mento,

e a dupllcaçao destas obras acarreta maiores de_s

pesas,

maior número de funcionários para atender às

dj_

versas bibliotecas e várias outras desvantagens de or dem administrativa,
9- O sistema de empréstimo é mais simples e menos dispendioso,

e,

ao mesmo tempo,

de ser controlado,

mais fácil

t

10- Com a centralização,

o espaço gasto

com bibliotecas departamentais serda utilizado para ojj
tros fins,
11- A construção de grandes

prédios

pa-

ra bibliotecas centrais dá as seguintes oportunidades;
a- mostra uma bela obra arquitetônica,
b- simboliza a unidade de conheclmen
to e de esforço educacional,
c- a biblioteca e considerada como o
coração da máquina educativa,
d- estimula doaçoes e ofertas.
I2- A ampllaçao de um prédio central
for planejado tendo em vista esta possibilidade,

que

é mais

�-5-

viável

e mais econSmica do que pequenas

mos em vários

prédios,

reformas

e acresci^

com a finalidade de ampliar as bi-

bliotecas departamentais.
l3- A duplícaçao de prédios,

funcionários

e serviços é cara e desnecessária»

Argumentos

pró descentraIIzaçao1- £ de grande vantagem a facilidade de se

consultar as obras no momento em que sao necessárias,
2- A centra 1izaçao tem muitas vantagens
sob o ponto de vista administrativo,

mas a conveniência da

administração bibIiotecárlannao deve se sobrepor à convenJ_
êncla dos
xlste

pesquisadores. A administração bibliotecária e-

para facilitar a

recursos

pesquisa e o ensino,

colocando

os

para este fim onde possam 0©èx:usados com maior

faci I Idade.
3- É
menta-i

Inevitável

fique separada dos

que a biblioteca departra-

laboratorlos,

mas as obras devem

ser colocadas tao próximo quanto possível
guIdadJe da biblioteca e
o

Interesse da

deles. A contí-

laboratório aumenta sensivelmente

pesquisa,

além de facllltá-la.

Em certas

clrcunstânc1 as devem-se agrupar as coleçoes de assuntos
re1 acionados,
4- Um prédio multo grande sacrifica os

Iii

terêsses educacionais de muitos departamentos, O tempo ga_s
to em

locomoção de uma parte a outra do prédio e,

o tempo gasto com a espera de elevadores sao

tambwm,

Inconvenlên-

alas d« um grande edifício,

Destes

argumentos

I
chegamos a conclusão de

que a centralização é favorecida nos
ao custo,

cm

1

Interre1açao,

poijtos que se

referem

eficiência e na parte educativa.

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
st e m
14

15

16

17

18

19

20

�Ês+es dois

últimos argumentos

- eficiência e educaçao -

favorecem tiambém a descentralização,
tuiçao possua,num orçamento tal

contanto que a

!nstj_

que possa oferecer um ser-

viço adequado para manter tanto a biblioteca central

quaji

to as bibllotrecas departamentais.

Princípios para uma açaó futura. O problema da centra Itz^a
çao ê uma questão que nao pode ser respondida categoricamente, Os fatored a serem ponderados em cada
e as despesas que acarretam,

sao variáveis

Instituição,

Importantes

queddlfleultam a generalização, A tendência entre bibliotecas que construíram recentemente,
oonstruçao de novos
novas

prédios,

ou que planejam a

ê trazer para dentro dessas

Instalações o maior número possível

de unidades d^

partamentaIs,
Nas organ Iziaçoes antigas
sistemas departamentais,

mas ê possível

sam ser~ agrupadas as bibliotecas
tos rre Iaclonados,

e tenham,

blioteca para todas as
bibliotecas separadas
nica,

predominam os
que no futuro po^

departamentais de assun-

por exemplo,

somente uma bi-

ciências biológicas,
para biologia,

ao

Invés de

antropologia,

botâ-

zoologia etc.
Dados

estatísticos de bibliotecas

unlve£

sltírlas que tivemos oportunidade de visitar nos Estados
Unidos da América provam que uma considerável
mlnlstrativa e maior eficiência educacional

economia a^

podem ser obtJ_

das pela centralização do serviço bibliotecário.
Os

princípios básicos de organlraçao e a^

ministraçao de bibliotecas

centrais sao os mesmos de bi-

bliotecas departamentais. Novas coieçoes departamentais cfe
veriam ser estabelecidas e mantidas fora da biblioteca
central

cm

1

somente com a aprovaçao do diretor da

Digitalizado
-gentilmente por:

instituição

I Sc a H
st e m
15

16

17

18

19

20

�-7-

e do bibliotecário. As despesas com bibliotecas departamentais deveriam ser controladas

pela bíblloteco centrai,

assim como toda a parte administrativa, A duplicação do
matierlal

já existente na biblioteca central,

doreconhecido seu

Interesse para o ensino,

mesmo quan-

deve ser fei-

ta sòmente em casos de extrema necessidade,

observando-

se o controle das despesas,
O controle da
ve ser feito de tal

local izaçao do material

forma que permita atender aos

d_e

Interê_s

sesdos consulentes da melhor forma possível.
Sempre que houver garantia de economia e
de eficiência,
SOS

o bibliotecário deve centralizar os

proce^

técnicos e outros serviços.
As conclusoes obtidas

pela American LIbr_o

ry Association ao estudar este problema nao oferecem uma
solução positiva. Depois de acaloradas discussões,
te aprovou,

por" unanimidade,

ra a organização das

a seguinte declaraçao;

cels de se resolver e,

cm

1

Imediata,

é

"Emb_o

relações entre as bibliotecas cen-

trais e as departamentais seja um dos

ção

somen-

problemas mais dlf_f

como até agora nao haja uma solu-

indispensável

Digitalizado
-gentilmente por:

perseverar no seu estudo".

I Sc a H
st e m
15

16

17

18

19

20

��Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
st e m

U.LJ

14

15

16

17

18

19

20

�Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="11">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8099">
                  <text>CBBD - Edição: 04 - Ano: 1963 (Fortaleza/CE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8100">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8101">
                  <text>IV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8102">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8103">
                  <text>1963</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8104">
                  <text>Fortaleza/CE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8554">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8262">
                <text>IV Congresso Brasileiro de Bblioteconomia e Documentação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8263">
                <text>Bibliotecas departamentais</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8264">
                <text>Volpini, Elton Eugênio </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8265">
                <text>Fortaleza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8266">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8267">
                <text>1963</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8269">
                <text>Bibliotecas departamentais têm se desenvolvido porque as bibliotecas centrais frequentemente têm falhado ao procurar atender as necessidades dos especialistas. Bibliotecas departamentais continuarão a crescer nos locais onde as unidades de pesquisa estão amplamente distantes. Entretanto, no que diz respeito à administração, a experiência demonstra que o controle econômico e o trabalho efetivo só são obtidos quando o bibliotecário tem sob sua supervisão e controle direto todo o acervo, qualquer que seja a forma como ele esteja distribuído, seja em bibliotecas departamentais, coleções especiais, coleções de laboratórios, bibliotecas de hospitais, ou outras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65188">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="8">
        <name>cbbd1963</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="2258" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1340">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/8/2258/1369-1382-1-PB.pdf</src>
        <authentication>dec5cf9c9d30998a2f436761a22a3bc8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="27541">
                    <text>A influência do open access nas comunidades acadêmicas da area
de biblioteconomia no nordeste do Brasil

Virginia Barbara Aguiar Alves (UFAL) - virginiabarbara@ua.pt
Resumo:
A influência do Open Access (OA) nas comunidades acadêmicas da área de
biblioteconomia das Universidades Federais da Região Nordeste do Brasil. Tem
como objetivo geral identificar e discutir a influência do movimento OA. A
metodologia adotada consiste na combinação da abordagem qualitativa e
quantitativa; os instrumentos de recolha de dados utilizados foram questionários e
entrevista. A entrevista foi aplicada ao tecnólogo sênior do Instituto Brasileiro de
Informação, Ciência e Tecnologia (IBICT) com a finalidade de obter informações
sobre o movimento OA no Brasil. Os questionários aplicados aos professores e
alunos dos cursos de Biblioteconomia com a finalidade de verificar os efeitos e as
consequências do movimento OA sobre essas comunidades visavam responder a
seguinte questão: Que efeitos/consequências a “via verde” e a “via dourada” de
disseminação da informação trazem para a comunicação científica nas comunidades
acadêmicas da área de biblioteconomia da Região Nordeste do Brasil? Os
resultados dos inquéritos apontam vários indicadores positivos da influência do
movimento OA sobre essas comunidades acadêmicas, entre os quais podemos
citar: a existência de repositórios institucionais em Universidades Federais
Nordestinas; um alto percentual de utilização de repositórios institucionais; o elevado
percentual de utilização e produção de publicações bibliográficas em AO; o
conhecimento e a concordância com o movimento OA demonstram o impacto desse
movimento nas comunidades acadêmicas da Região Nordeste do Brasil.
Palavras-chave: Acesso livre. Acesso livre – influência. Acesso livre - Região Nordeste do
Brasil.
Área temática: Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

A influência do open access nas comunidades acadêmicas da área de
biblioteconomia no nordeste do Brasil

Resumo:
A influência do Open Access (OA) nas comunidades acadêmicas da área de
biblioteconomia das Universidades Federais da Região Nordeste do Brasil. Tem
como objetivo geral identificar e discutir a influência do movimento OA. A
metodologia adotada consiste na combinação da abordagem qualitativa e
quantitativa; os instrumentos de recolha de dados utilizados foram questionários e
entrevista. A entrevista foi aplicada ao tecnólogo sênior do Instituto Brasileiro de
Informação, Ciência e Tecnologia (IBICT) com a finalidade de obter informações
sobre o movimento OA no Brasil. Os questionários aplicados aos professores e
alunos dos cursos de Biblioteconomia com a finalidade de verificar os efeitos e as
consequências do movimento OA sobre essas comunidades visavam responder a
seguinte questão: Que efeitos/consequências a “via verde” e a “via dourada” de
disseminação da informação trazem para a comunicação científica nas comunidades
acadêmicas da área de biblioteconomia da Região Nordeste do Brasil? Os
resultados dos inquéritos apontam vários indicadores positivos da influência do
movimento OA sobre essas comunidades acadêmicas, entre os quais podemos
citar: a existência de repositórios institucionais em Universidades Federais
Nordestinas; um alto percentual de utilização de repositórios institucionais; o elevado
percentual de utilização e produção de publicações bibliográficas em AO; o
conhecimento e a concordância com o movimento OA demonstram o impacto desse
movimento nas comunidades acadêmicas da Região Nordeste do Brasil.
Palavras-chave: Acesso livre. Acesso livre – influência. Acesso livre - Região
Nordeste do Brasil.
Área temática: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente.

1 INTRODUÇÃO
A procura da informação e a sua disseminação atravessaram gerações e, entre o
final do século XX e o início do século XXI, surgiu o movimento do Open Access
(OA), um modelo alternativo para a comunicação científica, que vem contribuindo
para a consolidação desse sonho. O modelo estabeleceu padrões para a
interoperabilidade entre bibliotecas digitais e repositórios temáticos e institucionais,
desencadeando uma verdadeira rede de eventos, com o objetivo de apoiar o
movimento para o acesso aberto ao conhecimento científico.
Exemplos do impacto do modelo implementado são: a Declaração Sobre a
Ciência no Século XXI (1999) e a Budapest Open Access Initiative (2002); a reunião
promovida pelo Open Society Institute (OSI), a qual estabeleceu duas estratégias - a
via verde (auto-arquivamento em repositórios institucionais e temáticos) e a via
1

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

dourada (publicação em revistas de acesso livre); a Bethesda Statement on Open
Access Publishing (2003), visando estabelecer princípios para obter apoio formal
das agências de financiamento e de todos os atores do fluxo da comunicação
científica para a publicação de resultados de pesquisa científica; a Berlin Declaration
on Open Access to Knowledge in Sciencies &amp; Humanities (2003) que recomenda o
uso consistente da Internet para divulgação e publicação das pesquisas científicas,
encorajando os pesquisadores a publicarem os seus trabalhos em revistas de
acesso livre, além de endossar as declarações anteriores; a International Federation
of Library Associations and Institutions (IFLA) on Open Access for Scholarly
Literature (2003) - que afirma que abrir o acesso à literatura científica e a resultados
de pesquisa é fundamental para compreensão do mundo e para identificação de
solução aos desafios globais e, em particular, a redução da desigualdade de
informação; a Declaração de Salvador para Acesso Aberto (2005) – conclama a
todos os parceiros da comunidade científica internacional para, conjuntamente,
assegurar que a informação científica seja de livre acesso e disponível para todos. o
Manifesto Brasileiro Sobre Acesso Livre – Brasil (2005) – chama a comunidade
científica brasileira a apoiar o movimento mundial em favor do acesso livre à
informação científica.
A pesquisa que apresentamos se insere na área da Ciência da Informação e
a temática compreende questões relativas à comunicação científica e de uma forma
específica ao Movimento do Acesso Livre. O estudo pretende, concomitantemente,
identificar e discutir a influência do movimento OA nas comunidades acadêmicas da
área de Biblioteconomia nas Universidades Federais da Região Nordeste do Brasil.
Nesse sentido, a metodologia empregue na construção desta investigação envolve:
a recolha de dados, nomeadamente, através de entrevistas e questionários, com
pessoas que têm experiências e práticas com as questões relativas à produção, à
disseminação e ao uso da informação científica, fazendo, neste contexto, a análise
de exemplos que estimulem a compreensão do tema.
Tem como objetivo geral identificar e discutir a influência do movimento OA,
nas comunidades acadêmicas da área de Biblioteconomia das Universidades
Federais da Região Nordeste do Brasil, nomeadamente nas Universidades Federais
da Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e do
2

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Maranhão, com ênfase sobre as questões relativas à “via verde” e à “via dourada”.
As duas vias enquanto estratégias básicas do Movimento, do OA foram
estabelecidas com a finalidade de acelerar a disseminação do conhecimento
científico. Como objetivos específicos, a investigação pretendeu: estabelecer um
paralelo entre as duas estratégicas básicas, definidas em Budapeste, sendo a
primeira estratégia o autoarquivamento, que constitui a via verde (Green Road) - e a
segunda estratégia os periódicos eletrônicos de acesso aberto, que constituem a via
dourada (Golden Road); verificar a importância da utilização das vias verde e
dourada para a disseminação da informação, como uma alternativa aos mecanismos
tradicionais de comunicação científica no meio acadêmico; relacionar a diferença
entre legitimação e legitimidade das publicações eletrônicas de acesso aberto, com
o uso da via verde e da via dourada; discutir a importância da Open Archives
Initiative (OAI) na implementação do movimento do OA.
Como questão de investigação apresentamos: quais os efeitos/consequências
que a via verde e a via dourada de disseminação da informação trazem para a
comunicação científica? Tendo como hipótese a afirmação abaixo descrita: o
Movimento do OA, que utiliza as via verde e dourada, como estratégias de ação na
disseminação da informação, proporciona um novo modelo, mais vantajoso, para
comunicação científica nas comunidades acadêmicas, localizadas na Região
Nordeste do Brasil.
O movimento do acesso livre vem procurando tornar possível a comunicação
científica entre milhares de pesquisadores espalhados pelo mundo, quebrando,
assim, as barreiras geográficas e facilitando a disseminação da literatura científica,
constituindo-se como meio essencial para a construção do conhecimento, que
compreende a produção, a comunicação (disseminação do conhecimento) e a
aplicação do conhecimento gerado na criação de novos conceitos.

2 DISCUSSÃO
De acordo com Carvalho e Kaniski (2000 apud BINOTTO, 2007), a história da
ciência vem se modificando, configurando períodos de normalidade e períodos de
revolução, com a invenção da escrita e da imprensa: a escrita possibilitou a
3

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

preservação dos registros do conhecimento, o que proporcionou a difusão cultural, e
a imprensa tornou possível o acesso a esse mesmo conhecimento em uma área
obsoleta e separada de outros debates, onde manifestam tendências de
democratização e universalização da cultura geral e científica.
A introdução de novas tecnologias de informação, com suas possibilidades
de interatividade, hipertextualidade (liberdade na criação de textos
provendo interconexões entre informações vinculadas) e hipermediação,
provocou uma mudança rápida do ambiente e no aumento de publicações
eletrônicas. O atual desenvolvimento de tecnologias de informação e da
Rede Internet gerou mudanças nos conceitos de canais formais e informais
de comunicação e introduziu inovações no que diz respeito à interação no
processo de construção do conhecimento científico (MORENO;
ARELLANO, 2005).

Com a Internet, e muito particularmente a World Wide Web, houve uma
mudança de paradigma do modelo tradicional de comunicação, facilitando a troca de
informação entre pesquisadores. A rede passa a ser um instrumento de
comunicação de fácil acesso que possibilita a rapidez e a visibilidade no intercâmbio
de informações (SENA, 2006, p.72). A rapidez alcançada na disseminação de
informações gerou um contraste entre a produção e a distribuição de revistas
científicas impressas com a agilidade das publicações eletrônicas.
Num período “anterior ao surgimento da Rede, toda a publicação científica era
produzida em papel a um custo alto. Ainda hoje, devido a fatores econômicos ou por
problemas de distribuição os pesquisadores enfrentam sérias dificuldades de
acessar grande parcela da literatura científica” (CAFÉ; LAGE, 2002).
As editoras comerciais criam barreiras para a obtenção de informação e para
a sua divulgação. Os altos custos das publicações científicas, em formato impresso
e também em formato eletrônico, são obstáculos para vários pesquisadores,
bibliotecas e instituições de ensino e pesquisa - mesmo as instituições que possuem
grandes recursos não têm como acessar todas as publicações científicas.
Tradicionalmente, o principal veículo de divulgação dos resultados de
pesquisas em ciência e tecnologia é o periódico científico. O artigo científico
se torna o elemento indicador primeiro da produção científica, integrando o
sistema de reconhecimento científico (Cronin e Overfelt, 1995), concedendo
visibilidade, contribuindo para a promoção da carreira acadêmica e
científica e facilitando a obtenção de financiamentos junto a órgãos de
fomento a pesquisa (MEADOWS, 1999 e ZIMAN, 1979 apud FERREIRA;
MUNIZ, [2005]).

4

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

A crise no setor dos periódicos de acordo com Moraes (2006, p.25), foi
marcada por fatores, como: a) a fusão das editoras comerciais; b) o aumento dos
preços das revistas, que em pouco tempo abalou a continuidade das assinaturas e,
por isso, muitas bibliotecas excluíram vários títulos; c) as vendas de assinaturas por
pacotes onde os custos diminuíam e neles eram incluídas revistas que não
interessavam às bibliotecas, sendo que também passavam a ter títulos que antes
não podiam pagar; d) consórcios de bibliotecas para auxiliar a negociação com as
grandes editoras, as bibliotecas se agregaram em consórcio para comprar material
científico e disponibilizá-lo ao usuário através de intercâmbio ou pela Comutação
Bibliográfica (COMUT). Toda essa situação foi agravada pela inexistência de
concorrência, o que monopolizou o mercado deixando as instituições sem opção,
porque a “ciência não existe sem comunicação” (MORAES, 2006, p.25).
De acordo com Soares (2004, p. 13), o aumento dos custos das revistas
acima do índice geral de preços não é recente, e os bibliotecários foram os primeiros
a enfrentar esse problema, juntamente com os administradores universitários. Os
pesquisadores só tiveram conhecimento do problema quando foi solicitado para
suprimirem algumas assinaturas. O aumento dos custou intensificou-se nas últimas
décadas e estes inviabilizaram os orçamento das universidades e institutos de
pesquisas, abalando o funcionamento das universidades americanas, especialmente
as que tinham menos recursos. Ainda de Acordo com o autor supracitado (2004,
p.15), o resultado foi desastroso mesmo para grandes universidades com
reconhecido valor e, inclusive, algumas bibliotecas decidiram cancelar mais de 500
assinaturas de revistas.
De acordo com Sena (2006, p.72), torna-se evidente a discrepância entre a
morosidade do processo da comunicação científica tradicional e a rapidez com que algumas
áreas do conhecimento se desenvolvem e promovem a divulgação dos seus trabalhos.
Nesse contexto, surge a questão da transferência dos direitos autorais para os editores, o
que nem sempre atende aos interesses dos autores. Além disso, a importância do processo
de revisão feita pelos autores e o tempo despendido limitam o processo de disseminação de
novas ideias facilitando a promoção de grupos restritos de editores e autores. Segundo
Jacobs (2006, p.1), as preocupações relativas ao tenso sistema de comunicação acadêmica
levaram à proliferação de um movimento para a mudança.
5

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

O movimento do acesso livre acredita ter a resposta para esta questão crítica:
os líderes desse movimento não estão tão interessados em reformar o sistema de
comunicação investigacional já existente, mas, sim, em transformá-lo para que
possa funcionar com eficácia num ambiente tecnológico em rápida mudança.
De acordo com Borges (2006, p. 81), o movimento do acesso livre começou
em 1994, quando Stevan Harnad dá início a sua proposta “subversiva” numa lista de
discussão disponível na internet dedicada ao tema das revistas eletrônicas
(OKERSON; O’ DONNEL 1995 apud BORGES, 2006). Na resposta a essa proposta,
esteve presente Paul Ginsparg, o criador do arquivo de Los Alamos, atualmente
conhecido Arxiv, um arquivo de preprints na área da física e da alta energia, cujo
sucesso permitiu todo novo horizonte na partilha da Informação Cientifica.
Rodrigues (2006), após a publicação da “Proposta Subversiva”, assim
denominada pelo seu próprio autor, Stevan Harnad, sublinha que várias iniciativas
foram ocorrendo em favor do movimento do acesso livre em todo o mundo,
nomeadamente: a criação da Scholarly Publishing and Academic Resources
Coalition (SPARC); a Declaração de Santo Domingo; a Conferência Mundial Sobre A
Ciência para o Século XX; a Declaração sobre a Ciência e o Uso do Conhecimento
Científico; a Agenda para a Ciência; a Convenção de Santa Fé – a Iniciativa de
Arquivos Aberto; o Lançamento da Pubmed Central.
Na origem do movimento de Acesso Livre estão os problemas, limitações e
contradições do sistema de comunicação da ciência, em particular os
relacionados com as revistas científicas. De facto, nas últimas décadas do
século XX o crescimento acentuado da literatura científica, nos mais
diversos ramos do saber, foi acompanhado pela “comercialização”, e pela
perda de controlo por parte do mundo académico, do sistema de
comunicação da ciência (RODRIGUES, 2006).

Existe uma multiplicidade de definições do que vem a ser Acesso Livre, mas o
“Acesso Livre diz respeito à acessibilidade ampla e irrestrita a conteúdos disponíveis
em formato digital, no sentido em que remove barreiras de preço e de permissão,
tornando a literatura científica disponível com o mínimo de restrições de uso”
(SUBER, 2003 apud BATISTA; COSTA; KURAMOTO; RODRIGUES 2007, p.5).
Swan (2006, p.1) descreve o movimento do acesso livre como resultado de
uma longa história de comunicação acadêmica, que sempre esteve ligada às
6

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

mudanças tecnológicas e econômicas. Artigos científicos e monografias têm estado
implicados nas recentes mudanças, mas são talvez os desenvolvimentos recentes
na disseminação de artigos científicos, que mais têm exercitado as mentes dos
investigadores, livreiros e editores.
O OA não é mais do que a vontade expressa de um autor oferecer – o que
já acontece com os meios tradicionais de publicação – os resultados
validados da sua pesquisa a um conjunto ilimitado de pessoas (pares ou
público em geral) para maximimizar o seu uso e impacto e é este, na
verdade, o objetivo. Mas não é apenas o autor quem beneficia do impacto
de citação também a unidade de investigação e a universidade onde está
inserido são co-beneficiários do sistema (BORGES, 2006, p.75).

Para Mueller (2006, p.1), o movimento para o acesso livre ao conhecimento
científico pode ser considerado o evento mais significativo da nossa época, no que
se refere à comunicação científica, e, neste sentido, se torna um grande desafio
para a comunidade acadêmica. Quanto mais sucesso obtiver o movimento, maior
será o impacto sob as mudanças provocadas no sistema tradicional. Segundo Foster
(2008), o acesso livre tornou-se num assunto importante para determinados
pesquisadores e numa oportunidade de exploração para universidades, no que
concerne à troca de impressões acerca de novidades e mudanças na comunicação
acadêmica, capacidade de pesquisa e modelos para edição.
Suber (2006 apud BAILEY, 2006) caracteriza assim o cerne do conceito do
acesso livre: o acesso livre elimina as “barreiras de preço” (por exemplo, as taxas de
subscrição) e as “barreiras de permissão” (tais como, os direitos de autor e as
restrição de licença) à “literatura realmente livre” (ou seja, os trabalhos de
investigação criados sem fins lucrativos pelos autores), tornando-se disponíveis
balizados por “restrições de utilização mínimas” (por exemplo, a atribuição de autor).
O Brasil vem distinguindo-se quanto às políticas de acesso à informação. Tem
realizado diferentes iniciativas em favor do acesso livre. De acordo com Melo,
Sampaio e Pires (2007) o Brasil, devido à dimensão do seu território e,
consequentemente, às desigualdades regionais, não se desenvolve de maneira
semelhante nas diversas regiões, pelo que especificamente no contexto educativo,
ainda convive com diferenças na educação das classes mais abastadas, por um
lado, e das classes menos favorecidas, por outro lado. Nesse seguimento, os
7

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

autores supracitados destacam o impacto das diferenças regionais e do investimento
na disseminação do conhecimento, defendendo que as regiões que possuem mais
conhecimento podem partilhar os seus recursos informacionais com as regiões
menos beneficiadas, cooperando para o desenvolvimento geral da nação.
A partir de 2005, com a elaboração do Manifesto Brasileiro de apoio ao
Acesso Livre à Informação Científica, e segundo Kuramoto (2008), o Brasil vem
realizando, através do IBICT, várias inciativas em favor desse movimento, entre as
quais podemos mencionar: a assinatura da Declaração de Berlim (2003); a
submissão, a aprovação e o desenvolvimento do Projeto de Publicações Periódicas
de Acesso Livre (PCAL), junto a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); a
prospecção, a identificação, a absorção, a customização o aperfeiçoamento e a
distribuição de tecnologias para o tratamento e disseminação da informação, que
sustentem as ações de acesso livre a exemplo do Sistema Eletrônico de Editoração
de Revistas (SEER); a construção de repositórios institucionais e temáticos de
acesso livre; Projeto de Lei (PL) 1120/2007 - que dispõe sobre o processo de
disseminação da produção científica; a implantação da Biblioteca Digital Brasileira
de Teses e Dissertações (BDTD). Para além dessas iniciativas, foram publicados,
em 2006, um número especial da revista Ciência da Informação (35:2), e, em 2008,
da Revista LIINC (4:2) ambas com artigos de pesquisadores brasileiros e
estrangeiros sobre o tema do acesso livre.
E salientamos também a participação brasileira na Iniciativa ALEMPLUS
(2006), no Compromisso do Minho (2006) e a Cooperação Luso-brasileira (2009).
Esta última foi realizada com a finalidade de aumentar a difusão do conhecimento
científico em língua portuguesa nos países lusófonos e no mundo.

3 RESULTADOS

A pesquisa efetuada procurou identificar os efeitos e/ou as consequências
desse movimento sobre a comunidade acadêmica da área de Biblioteconomia na
Região Nordeste do Brasil e, como podemos verificar, através dos indicativos
apresentados, nomeadamente dos inquéritos aplicados aos professores e alunos
dos cursos de Biblioteconomia da Região Nordeste do Brasil, é possível concluir o
8

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

impacto do OA nas comunidades acadêmicas da área de Biblioteconomia no
Nordeste do Brasil
Verificamos que a maioria dos professores respondentes (67,3%) informou
que a universidade onde trabalha possui repositório institucional de acordo com a
tabela 1.
Tabela 1 – A universidade onde trabalha possui repositório

A universidade onde trabalha
possui repositório institucional

Frequência
(N)

Percentual
(%)

Sim

33

67,3

Não

16

32,7

A maior parte dos professores respondentes possui produção bibliográfica em
OA (74,3%). De fato, os docentes respondentes possuem um elevado número de
publicações em OA, conforme a tabela 2
Tabela 2 - Possui produção bibliográfica em OA

Frequência
(N)

Percentual
(%)

Sim

26

74,3

Não

9

25,7

Possui produção bibliográfica
em OA

A grande maioria dos professores respondentes (90,0%) utiliza produção
bibliográfica em OA para realização de seus trabalhos acadêmicos, de acordo com a
tabela 3
Tabela 3 - Utiliza produção bibliográfica em OA

Utiliza produção
bibliográfica em OA

Frequência
(N)

Percentual
(%)

9

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Sim

36

90,0

Não

4

10,0

E como mostra a tabela seguinte, podemos constatar mais um indicador
positivo do movimento OA no Brasil: uma grande parte dos professores inquiridos
(83,3%) conhece o movimento do OA, de acordo com a tabela 4.
Tabela 4 – Conhece o OA

Frequência
(N )

Percentual
(%)

Sim

40

83,3

Não

8

16,7

Conhecimento do OA

Para comprovar esta abertura, a maioria dos inquiridos (97,5%) concordam
com o movimento do OA, como demonstra a tabela 5.
Tabela 5 – Concorda com o OA

Concordância com o movimento OA

Concorda com o
Movimento do
OA

Frequência
(N)

Percentual
(%)

Sim

39

97,5

Não

1

2,5

A realização desta pesquisa permitiu adquirir informações sobre o movimento
OA no mundo e, de uma forma muito especial, no Brasil.
Como fator bastante positivo para o movimento do OA no Brasil, a maior parte
das Universidades inquiridas possui repositórios institucionais (RI): o RI da
Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal de Alagoas (UFAL),
10

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade Federal do
Maranhão (UFMA) encontram-se instalados; o RI da Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE) está em fase de testes; o RI da Universidade Federal do Ceará
(UFC) já possui um link e publicações depositadas e será lançado oficialmente no
segundo semestres de 2011; só o RI da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
ainda não foi implantado, mas o Departamento de Ciência da Informação onde
funciona o curso de Biblioteconomia nesta universidade possui um repositório.
Todos os RI acima citados fazem parte da Relação dos Repositórios Brasileiros que
utilizam o Dspace e o RI da UFRN e UFMA estão registrados no Directório Lusobrasileiro – repositórios e revistas de acesso aberto, todos foram implantados a partir
dos recursos oriundos da FINEP. Mas, comprovadamente, pelo baixo percentual de
produção bibliográfica e produção técnica de docentes e discentes respondentes
depositadas em RI, não existe ainda uma política estabelecida para divulgar e
incentivar o autoarquivamento (via verde) e a disponibilização da produção científica
de professores e alunos nesses RI. Apesar de existir um alto percentual de utilização
de RI entre os docentes respondentes, enquanto os alunos não o utilizam, mas
estes, como os professores, usam periódicos eletrônicos em OA.
Apesar de a maioria das universidades da região inquirida possuir RI, ainda é
significativamente baixo o número de produção bibliográfica de docentes, e
principalmente de discentes, depositada nesses repositórios;
A maioria dos professores e alunos respondentes utiliza produção
bibliográfica em OA nos seus mais variados tipos, sobretudo artigos publicados em
periódicos eletrônicos em OA, mas só os docentes possuem um número significativo
de produção bibliográfica publicada em OA;
Comprovadamente, a maioria dos docentes conhece e concorda com o
movimento do OA, outro fator de impacto do movimento do OA no Brasil. Ao
contrário dos discentes respondentes, cuja maioria desconhece o OA, a minoria que
conhece também concorda com o movimento do OA
Os docentes respondentes assim como os discentes possuem uma opinião
formada sobre o OA, mas ainda não asseguram que “o movimento do OA promove o
aumento de citações da produção bibliográfica de professores e pesquisadores",
apesar de inúmeros estudos comprovarem essa afirmação e de uma forma mais
11

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

bem acentuada, também não afirmam que “as publicações bibliográficas em OA têm
a mesma importância das publicações bibliográficas em revistas impressas com
avaliação prévia feita pelos pares conforme o modelo tradicional”.
Apesar de a maioria das universidades da região inquirida possuir RI, ainda é
significativamente baixo o número de produção bibliográfica de docentes e
principalmente de discente depositada nesses repositórios. Isso justifica-se pelo fato
dos referidos repositórios terem sido recentemente implantados e, sendo assim,
reafirma-se a falta de incentivo ao autoarquivamento e a promoção da
disponibilização da produção bibliográfica produzida nas IES da região nordeste do
Brasil;
A produção técnica de docentes e discentes publicada em OA, em RI e em RI
da instituição onde lecionam ou estudam é irrelevante, se comparada ao número de
produção bibliográfica de docentes em OA, em RI e em RI da instituição onde
lecionam. Justifica-se isso pelo fato de a produção técnica ser relativamente baixa
nas chamadas ciências sociais e, principalmente, na Ciência da Informação, além da
falta de incentivo ao autoarquivamento nas Instituições de Ensino Superior (IES) do
nordeste do Brasil, mas a maioria dos docentes e alunos respondentes utilizam
produção técnica em AO, principalmente de material didático e instrucional e de
software;
Independentemente da instituição onde lecionam e estudam, a maioria dos
professores e alunos respondentes concorda totalmente e concorda com as
afirmações apresentadas sobre o OA, com relação ao acesso, à disseminação e à
visibilidade, mas existe uma dispersão entre os professores e alunos respondentes
com relação às afirmações "o movimento do OA promove o aumento do número de
citações de professores pesquisadores" e "as publicações bibliográficas em OA têm
a mesma importância das publicações bibliográficas em revistas impressas com
avaliação prévia feitas pelos pares";
A maior parte dos professores e alunos respondentes que lecionam e
estudam em instituições que possuem repositórios concorda totalmente com as
afirmações sobre o OA, com relação ao acesso, à disseminação e à visibilidade,
mas, independentemente de a instituição onde lecionam ou estudam possuir
repositórios, existe uma distribuição entre os professores e alunos respondentes
12

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

com relação às afirmações "o movimento do OA promove o aumento do número de
citações de professores pesquisadores" e "as publicações bibliográficas em OA têm
a mesma importância das publicações bibliográficas em revistas impressas com
avaliação prévia feitas pelos pares";
Como verificamos, através da revisão de literatura e dos resultados dos
inquéritos aplicados, podemos afirmar que a comunidade acadêmica da área de
Biblioteconomia na Região Nordeste do Brasil concorda e aceita o acesso livre,
sendo que já se torna visível o impacto ou a influência do movimento do acesso livre
no Brasil e, especificamente, na Região Nordeste.
Contudo, dever-se-á continuar a investir na divulgação do movimento em prol
do acesso livre e a implementar programas e projetos, de forma a ampliar e
estimular a utilização do autoarquivamento (via verde) e a criação de periódicos de
acesso livre (via dourada). Esse impulso não deverá ser proporcionado só através
do governo brasileiro, só através do IBCT, mas também através do envolvimento
direto das próprias comunidades acadêmicas com os seus pares, nas suas
instituições, para que o acesso livre se torne de fato uma alternativa para a
disseminação do conhecimento científico e para que o Brasil e, especificamente, a
Região Nordeste tenham a possibilidade de aumentar a visibilidade da sua produção
científica no Brasil e no mundo.

REFERÊNCIA

BAILEY, Charles Jr. What is open acess? In: JACOBS, Neil. Open Access: Key
Strateic, Tecnical and Economic Aspecs. England: Chandos Publishing. 2006. P.13–
26.
BAPTISTA, A. A.; COSTA, S. M. S.; KURAMOTO, H.; RODRIGUES, E.
Comunicação científica: o papel da Open Archives Initiative no contexto do Acesso
Livre. Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf., Florianópolis, n.esp.1º sem., p. 5 –
17, 2007. Disponivel em:
&lt;http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/8727/1/2007EncontrosBibli.pdf&gt;.
Acesso em: 11 nov. 2010, 14:24.
BINOTTO, Maria Angélica. Democratizar o acesso aos conhecimentos científicos:
como, onde e porquê. Revista Digital. Buenos Aires, año 11, n. 105, fev. 2007.
13

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

Disponível em:
&lt;http://www.efdeportes.com/efd105/democratizar-o-acesso-aoconhecimentoscientificos.htm

Acesso em 09 dez. 2009. 1430.
BORGES, Maria Manuel. A esfera: comunicação acadêmica e novos media.
Coimbra, 2006. CD-ROM.
CAFÉ, Lígia; LAGE, Márcia Basílio. Auto-arquivamento: uma opção inovadora para a
produção científica. DataGramaZero. Rio de Janeiro, v.3, n.3, jun. 2002. Disponível
em: &lt;http://www.dgz.org.br/jun02/Art_04.htm&gt;. Acesso em: 12 dez. 2009.
FERREIRA, Sueli Mara S.P.; MUNIZ JR José de Souza. O Movimento do Livre
Acesso e a democratização de conteúdos científicos: um projeto de editoração
eletrônica de revistas de Ciências da Comunicação [2005]. Disponível em:
&lt;http://dici.ibict.br/archive/00000568/01/artigo1.PDF&gt;. Acesso em: 10 nov. 2010,
14:08.
FOSTER, Connie. Foreword: revisiting new in four years? Serials Rewiew. v.34, n.
1, p. 11 -12, march, 2008. Disponível em:
&lt;http://journals.ohiolink.edu/ejc/article.cgi?issn=00987913&amp;issue=v34i0001&amp;article=11_fro
aanify &gt;. Acesso em: 14 maio 2009.

JACOBS, Neil. Open access: key strategic, technical and economic aspects.
England: Chandos Publishing, 2006. 243p. ISBN 1 84334 203 0.
KUCHMA, Iryna. OA, Equity, and Strong Economy in Developing and trasition
countries: policy perspective. Serials Review. v. 34, n.1, p. 13 – 20, march. 2008.
Disponível em: &lt;http://www.library.ukma.kiev.ua/dspace/handle/123456789/92&gt;. Acesso
em: 18 maio 2009.
KURAMOTO, Hélio. Acesso livre à informação científica: novos desafios. Liinc em
Revista. Rio de Janeiro, v.4, n.2. 2008. Disponível em: &lt; http://www.ibict.br/liinc&gt;.
Acesso em: 12 set. 2009.
MELO, L. B; SAMPAIO, M. I. C; PIRES, C. A questão do acesso aberto em Portugal
e no Brasil. In: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 15, 2008, São
Paulo. Anais eletrônicos... São Paulo. UNICAMP, 2008. Disponível em:
&lt; http://www.sbu.unicamp.br/snbu2008/anais/site/pdfs/2796.pdf&gt;. Acesso em: 12
nov. 2009.
MORAES, Rosana Portugal Tavares de. O “livre acesso” e os “arquivos abertos”
na comunicação cientifica. Niterói: [s.n.], 2006. 59p. Disponível em:
&lt;http://dici.ibict.br/archive/00001150/01/Monografia_Rosana_Portugal.pdf&gt;. Acesso
em: 25 out. 2010. 16:21.

14

�XXV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação - Florianópolis, SC,
Brasil, 07 a 10 de julho de 2013

MORENO, Fernanda Passini; ARELLANO, Miguel Angel Márdero. Publicações
Científica em Arquivos de Acesso Aberto. Arquivística.net. Rio de Janeiro, v.1, n.1.
jan. /Jun. 2005. Disponível em:
&lt;http://www.periodicos.ufrgs.br/admin/sobrelinks/arquivos/Publicacao_acesso_abert
o.pdf&gt;. Acesso em: 12 nov. 2009.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. A comunicação científica e o movimento de
acesso livre ao conhecimento. Ciência da Informação. Brasília, v. 35, n.2, p. 27-38
maio – ago., 2006. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v35n2/a04v35n2.pdf&gt;. Acesso em: 30 out. 2006.
RODRIGUES, Eloy. Acesso Livre: Utopia ou realidades. IN: ENCONTRO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS JURÍDICAS, 1, 2004, Lisboa, Direito e informação:
actas…Coimbra: Coimbra Editora, 2006. ISSN 0870-3116.p.29-40. Disponível em:
&lt;http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/4942&gt;. Acesso em: 12.dez. 2009.
SOARES, Gláucio Ary Dillon. Portal de periódicos CAPES: dados e pensamentos.
RBPG – Revista Brasileira de Pós-graduação, Brasília, n. 1, p. 10-25, jul. 2004.
Disponível em:
&lt;http://www2.capes.gov.br/rbpg/images/stories/downloads/RBPG/Vol.1_1_jul2004_/
10_25_o_portal_de_periodicos.pdf&gt; .Acesso em 28 out. 2010, 15:34.
SENA, Nathália K. Open Archives: o caminho alternativo para comunicação
científica. Ciência da Informação. Brasília, v. 29, n.30, p. 71-78. set. – dez. 2006.
Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652000000300007&gt; Acesso em: 30 out. 2010.
SWAN, Alma. Overview of scholarly comunicação. In: JACOBS, Neil. Open Access:
key strategic, technical and economic aspects. England: Chandos Publishing, 2006.
Cap.1.

15

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="8">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7176">
                  <text>CBBD - Edição: 25 - Ano: 2013 (Florianópolis/SC)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7177">
                  <text>Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7178">
                  <text>7-10 de Julho de 2013</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8556">
                  <text>Florianópolis/SC</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="27534">
                <text>A influência do open access nas comunidades acadêmicas da area de biblioteconomia no nordeste do Brasil</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="27535">
                <text>Virginia Barbara Aguiar Alves</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="27536">
                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="27537">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="27538">
                <text>2013</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="27540">
                <text>A influência do Open Access (OA) nas comunidades acadêmicas da área debiblioteconomia das Universidades Federais da Região Nordeste do Brasil. Temcomo objetivo geral identificar e discutir a influência do movimento OA. Ametodologia adotada consiste na combinação da abordagem qualitativa equantitativa; os instrumentos de recolha de dados utilizados foram questionários eentrevista. A entrevista foi aplicada ao tecnólogo sênior do Instituto Brasileiro deInformação, Ciência e Tecnologia (IBICT) com a finalidade de obter informaçõessobre o movimento OA no Brasil. Os questionários aplicados aos professores ealunos dos cursos de Biblioteconomia com a finalidade de verificar os efeitos e asconsequências do movimento OA sobre essas comunidades visavam responder aseguinte questão: Que efeitos/consequências a “via verde” e a “via dourada” dedisseminação da informação trazem para a comunicação científica nas comunidadesacadêmicas da área de biblioteconomia da Região Nordeste do Brasil? Osresultados dos inquéritos apontam vários indicadores positivos da influência domovimento OA sobre essas comunidades acadêmicas, entre os quais podemoscitar: a existência de repositórios institucionais em Universidades FederaisNordestinas; um alto percentual de utilização de repositórios institucionais; o elevadopercentual de utilização e produção de publicações bibliográficas em AO; oconhecimento e a concordância com o movimento OA demonstram o impacto dessemovimento nas comunidades acadêmicas da Região Nordeste do Brasil. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66221">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="2">
        <name>cbbd2013</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="3165" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="2247">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/24/3165/2200-2217-1-PB.pdf</src>
        <authentication>83b91fbf058ff753f57ede243bd65e28</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="36807">
                    <text>Realidade do usuário autista nas unidades de informação: estudo
de caso

Vinicius Alves dos Santos (UFMG) - viniciusalves102011@hotmail.com
Resumo:
Apresenta as inferências e resultados preliminares de uma pesquisa em andamento, objetivada
na busca pelo aprimoramento dos serviços de referência nas unidades de informação, visando
atender com maior inclusão e potencial adaptativo do local e dos serviços prestados, para
sujeitos que são autistas de alto e moderado funcionamento. O Transtorno do Espectro Autista
é exposto com suas principais peculiaridades e dificuldades, frente à uma sociedade
despreparada para recepcioná-los. Similarmente é indicada a metodologia de investigação que
ocorre por intermédio de questionário e entrevistas com autistas dentro das categorias
informadas anteriormente, para a partir de seus respectivos relatos serem tracejadas medidas
de adequação dos trabalhos desenvolvidos nas bibliotecas. Além disso, alguns resultados
preliminares são mostrados servindo de apontamento para as questões que carecem de ser
melhoradas nas unidades de informação. Os resultantes foram questionamentos dos autistas
acerca da mobília, iluminação, estruturação dos locais de estudo e medidas de inclusão. O que
se conclui é que os bibliotecários carecem de assumir seu papel de gestor, para
proporcionarem um ambiente mais integralizador e desenvolvimentista para as capacidades
dos autistas.
Palavras-chave: Autismo; Serviços de Referência; Acessibilidade e Inclusão; Gestão.
Eixo temático: Eixo 2: Não devemos deixar ninguém para trás

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

�1 INTRODUÇÃO
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio neurológico que é
designado por uma variação na comunicação social, e com a apresentação de
comportamentos repetitivos e estereotipados. Os indivíduos que apresentam essa
condição, encontram diversas dificuldades em sua inserção no corpo social, em
relação à apreensão de informações e interação com o meio. Um dos mais
expressivos fatores para essa realidade dificultosa, são as fundamentações dos
processos cognitivos do ‘sujeito comum’, serem a oralidade e a escrita, ou seja, a
“vigente” no corpo social. Brito et. al. (2016) corroboram:
Este “fazer sentido”, ainda não pode acontecer para alguns
indivíduos porque os elementos com os quais comumente se
constróem os códigos de linguagem, simplesmente estão
ausentes para eles. A oralidade está na base de nosso
sistema de escrita e para muitos ela não pode existir, devido
a barreiras funcionais. Para indivíduos nascidos surdos,
autistas e tantos outros, certas conexões cognitivas não se
realizam porque encontram-se no estado do “sem nome”, do
vazio indiferenciado. (BRITO et. al., 2016, p. 4, grifo do
autor).

Ponderando acerca de tal problemática, este artigo possui o propósito de retratar uma
pesquisa em andamento, que busca reflexionar em relação à estrutura das bibliotecas
e/ou centros de documentação, e o serviço de referência, tencionando construir uma
proposta de proximidade para dialogar com esses usuários, oportunizando o seu
desenvolvimento e acesso facilitado à informação.
A principal hipótese da investigação, é que as bibliotecas pelo que se verifica
na literatura desenvolvem poucas ações voltadas para esse tipo de usuário; não há
adaptação ou intencionalidade em atender ou contribuir para o desenvolvimento de
utentes dentro do espectro autista. Isso acaba excluindo e/ou afastando alguns, ou
contribuindo para que outros não tenham suas necessidades informacionais,
comunicacionais e relacionais aprimoradas e adaptadas.
A proposição a ser desenvolvida e concebida, se justifica quando se analisa o
cenário das bibliotecas brasileiras e as debilidades encontradas pelos profissionais
atuantes nessa dada conjuntura, pensando nos usuários pertencentes ao Transtorno
do Espectro Autista. Os indivíduos que se enquadram no TEA apresentam limitações
referentes às competências interpessoais, que encaminham consequências como:
deficiência na comunicação verbal e não verbal, anormalidade do contato visual,
internalização de sentimentos, interesses obsessivos, e padrões ritualísticos e
restritivos. A motivação para a realização do trabalho, foi a efetuação de um estágio
em uma biblioteca escolar numa escola federalizada no período de 9 meses onde
havia uma criança autista. Seu isolamento, repetições comportamentais e sua
distinção dos demais sujeitos, incitaram a procurar saber sobre o que era o autismo.
A partir daí, vêm-se buscando sistematizar um projeto aplicável, que procure

�contribuir minimamente na adaptação do local e dos serviços de referência prestados
nas bibliotecas. Além disso, é quase inexistente a literatura que trata desse assunto
na biblioteconomia, por isso a escolha.

2 METODOLOGIA
De acordo com Bosa (2006), o Transtorno do Espectro Autista é categorizado
como um transtorno invasivo do desenvolvimento que abarca debilidades sociais e
comunicativas, além de disposições restritivas e repetitivas. A Sociedade Brasileira
de Pediatria (2017) corrobora aclara dizendo que:
O TEA é caracterizado por déficits e dificuldades na comunicação e interação
social, associados a interesses e atividades restritas e circunscritas. O TEA
é classificado, de acordo com a última versão do Manual Diagnóstico e
Estatístico de Transtornos Mentais (DSM5), como sendo um transtorno do
desenvolvimento, cujas características clínico-sintomatológicas iniciam nos
primeiros anos da infância. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA,
2017, p.1).

Perscrutando cooperar com a adaptação e inclusão dos autistas na sociedade
da informação, o projeto está investigando usando de coleta de dados dos sujeitos
autistas de alto e moderado funcionamento (níveis do transtorno), acima de 14 anos
da cidade de Belo Horizonte-MG, região metropolitana e cidades vizinhas. Chegouse a esses critérios por meio de leitura sobre o transtorno, concomitantemente
analisando os focos iniciais da pesquisa, que não possuem intenções muito
pretensiosas e revolucionárias. Essa parcela da pesquisa está se dando por dois
passos; primeiro, um pré-teste foi aplicado em 6 autistas com 16 perguntas, por meio
da plataforma da Google, o “Google Forms”; e na segunda parte outros participantes
estão respondendo 32 perguntas em um questionário melhor elaborado na mesma
plataforma, devido à primeira experiência que permitiu seu aprimoramento. Ambos de
caráter quantitativo, ajudarão a pensar o que deve ser acondicionado ou modificado
nos serviços de informação, para a inserção dos autistas de modo participativo,
partindo da visão deles, e dos problemas que constatam. Pretende-se alcançar pelo
menos 100 respondentes, para a investigação retratar um pouco da realidade da
questão.
Após esse processo, no questionário haverá um espaço para a pessoa dizer
se quer ou não, participar da próxima etapa da pesquisa. Caso seja positiva a
resposta, se farão entrevistas (com pelo menos 10 indivíduos) e eles relatarão com
maior riqueza de detalhes se possível, seus dramas, dificuldades, desafios e jornada
trilhados. Posteriormente, uma discussão será elaborada em outra oportunidade, num
artigo e provavelmente em um Trabalho de Conclusão de Curso na graduação de
bacharelado em Biblioteconomia, onde haverá a relação dos dados coletados com a
realidade dos serviços de referência das bibliotecas, e serão analisadas e propostas

�medidas que busquem auxiliar os bibliotecários em como se relacionar e tratar os
usuários autistas.

4 PRÉ-RESULTADOS E DISCUSSÃO
Como já foi dito, a pesquisa se encontra em andamento na primeira parcela de
seu percurso. Os autistas de diferentes localidades na capital mineira e de cidades
próximas, estão respondendo ao questionário que foi enviado por intermédio de
núcleos de acessibilidade e inclusão de universidades, instituições educacionais que
trabalham com a temática, bibliotecas públicas, grupos de sala de Whatsapp das
universidades, conhecidos que possuem contato com pessoas autistas, entre outros.
O que se percebe no primeiro momento da investigação, diante de resultados
preliminares é que um considerável número de autistas, sente a ausência de locais
separados para estudo, com estímulos sensoriais para eles entrarem em hiperfoco.
Além disso, não foram poucos os que postularam acerca de uma melhor iluminação
direcionada nas bibliotecas, pisos que não façam barulho, mesas e cadeiras mais
estáveis, melhor sinalização dos itens e orientação diferenciada. Essas foram alguma
das queixas expressas por autistas. As responsabilidades do bibliotecário e do serviço
de referência são estar atentos às essas especificidades do usuário autista, e com os
recursos e influência oportunizar maior inclusão e acessibilidade do local.
Accart (2012) em sua obra Serviço de referência: do presencial ao virtual,
define o serviço de referência presencial citando Calenge (1996) como:
uma função organizacional que presta respostas personalizadas a uma
consulta explícita em busca de informações [...]. (CALENGE, Bertrand, 1996
apud ACCART, Jean-Philippe, 2012, p. 13).

Mangas (2007) citando Malmierca (1998) expressa sobre os serviços de referência
como uma ação de:

ajudar os estudantes; desenvolver o papel da biblioteca como instituição
educativa; ajudar os leitores a fazer as melhores selecções no universo da
informação recolhida e; justificar a existência da biblioteca demonstrando o
seu valor àqueles que a apoiam. Estes elementos vão ao encontro dos ideais
que consideram que a biblioteca deve prestar um serviço à comunidade
disponibilizando não só os recursos de informação que possui, bem como
ajudando os utilizadores a localizar e a utilizar esses mesmos recursos.
(MALMIERCA, Rollán, 1998, p. 2 apud MANGAS, Sérgio Filipe Agostinho,
2007, p. 2).

�Compreende-se que as unidades de informação, ainda mais em um país detentor de
uma cultura que não valoriza bibliotecas e os bibliotecários, possuem muitas
dificuldades no tocante ao capital financeiro e humano, todavia, é necessário pensar
na classe de pessoas portadoras de deficiência, que já têm muitos embaraços
cotidianos e precisam ter seu acesso à informação mais facilitado. O papel do
bibliotecário de referência juntamente da chefia da unidade, é pensar na identificação
dos seus usuários por meio de estudos de usuários, e ao tomar conhecimento de que
existem pessoas abarcadas dentro do espectro, procurar considerar as demandas
levantadas na estrutura de seu local de trabalho.
Se atentar para os instrumentos de indexação, desenvolvimento de coleções,
etc., é de extrema importância; não está se abolindo ou até mesmo demonizando as
práticas, mas é importante começar a olhar a organização e disposição da biblioteca,
visando proporcionar um local acolhedor, de aprendizagem, desenvolvimento,
crescimento e que atende às especificidades de seus usuários. Pela falta da atenção
do bibliotecário de referência e sua equipe, ou a ausência de um bibliotecário
especialmente para essa função, essa elocução contribui para que muitos dos
autistas não tenham suas demandas informacionais atendidas na totalidade, ou os
que são de moderado funcionamento se afastem das bibliotecas, não conseguindo
se adaptar. Cabe ao bibliotecário a sensibilidade e ação de assumir seu papel gestor,
na organização, sistematização e especialização dos serviços que são prestados.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por tratar-se de uma pesquisa em andamento, o que se conclui é que
antecipadamente pôde-se constatar a invisibilidade e o desamparo, que essas
pessoas têm nas unidades de informação. Questões que alguns dos respondentes
citaram, para um ser humano típico é algo irrisório talvez, entretanto, para o
desenvolvimento, adaptação e conforto de um autista no ambiente é de suma
importância. Os respondentes mencionaram objetos, condições e mecanismos que
ainda na literatura e que em suas sentenças, percebeu-se que as unidades de
informação não se atentaram.
O espaço de escrita não permite a exemplificação com mais precisão das
competências de um bibliotecário de referência, no entanto, no livro já citado de Accart
(2012), durante sua obra ele caracteriza-o como gestor, incumbido de pensar na
estrutura e disposição dos materiais e serviços da biblioteca e/ou centro de
documentação que trabalha. Ter os itens e um local para a acomodação de
documentos, sem uma efetiva mediação e personalização para cada perfil de usuário,
inviabiliza as bibliotecas, e não demonstra à sociedade o potencial transformador que
o bibliotecário e as unidades de informação possuem. Ter serviços de referência
eficazes, capazes de fornecer um guia na decisão e escolha de fontes de informação,
sinalizações chamativas, cabines de estudo apropriadas correspondendo às
necessidades dos autistas, com móveis conservados e favoráveis aos mesmos, e

�programações para a sua inclusão, auxiliarão para que encontrem na biblioteca, uma
parceira no seu desenvolvimento e integração social.

REFERÊNCIAS
ACCART, J. P. Serviço de Referência: do presencial ao virtual. Brasília: Briquet de
Lemos, 2012.
BOSA, C. A. Autismo: intervenções psicoeducacionais. Rev Bras Psiquiatr., Porto
Alegre, v. 28, p. 47-53, 2006. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S151644462006000500007&amp;script=sci_abstract&amp;tlng=pt&gt;. Acesso em: 07 abr. 2019.
BRITO, M. L. et al. Indexação imagética aplicada ao modelo frsad: uma metodologia
conceitual. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, v. 17., 2016, Salvador. Anais… Salvador: PPGCI, UFBA, 2016. p.
Disponível em:
&lt;https://www.researchgate.net/profile/Marcilio_De_Brito/publication/311271540_IND
EXACAO_IMAGETICA_APLICADA_AO_MODELO_FRSAD_UMA_METODOLOGIA
_CONCEITUAL/links/58405fd108ae2d21755f32fc/INDEXACAO-IMAGETICAAPLICADA-AO-MODELO-FRSAD-UMA-METODOLOGIA-CONCEITUAL.pdf&gt;.
Acesso em: 28 Mar. 2018.
MANGAS, S. F. A. Como planificar e gerir um serviço de referência. Biblios.,
Portugal, n. 28, p.1-31, 2007. Disponível em:
&lt;http://eprints.rclis.org/12155/1/smangas1.pdf&gt;. Acesso em: 07 abr. 2019.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamento Científico de Pediatria
do Desenvolvimento e Comportamento. Triagem precoce para autismo/transtorno
do espectro autista. Documento científico, n.1, 1 abr. 2017.Disponível em:
&lt;https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/04/19464b-DocCientAutismo.pdf.&gt;. Acesso em: 19 abr. 2019.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="24">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26064">
                  <text>CBBD - Edição: 28 - Ano: 2019 (Vitória/ES)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26065">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26066">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26067">
                  <text>2019</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26068">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26069">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="26070">
                  <text>Vitória (Espírito Santo)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="36798">
                <text>Realidade do usuário autista nas unidades de informação: estudo de caso</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="36799">
                <text>Vinicius Alves dos Santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="36800">
                <text>Vitória (Espírito Santo)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="36801">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="36802">
                <text>2019</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="36804">
                <text>Eixo 2: Não devemos deixar ninguém para trás</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="36805">
                <text>Apresenta as inferências e resultados preliminares de uma pesquisa em andamento, objetivada na busca pelo aprimoramento dos serviços de referência nas unidades de informação, visando atender com maior inclusão e potencial adaptativo do local e dos serviços prestados, para sujeitos que são autistas de alto e moderado funcionamento. O Transtorno do Espectro Autista é exposto com suas principais peculiaridades e dificuldades, frente à uma sociedade despreparada para recepcioná-los. Similarmente é indicada a metodologia de investigação que ocorre por intermédio de questionário e entrevistas com autistas dentro das categorias informadas anteriormente, para a partir de seus respectivos relatos serem tracejadas medidas de adequação dos trabalhos desenvolvidos nas bibliotecas. Além disso, alguns resultados preliminares são mostrados servindo de apontamento para as questões que carecem de ser melhoradas nas unidades de informação. Os resultantes foram questionamentos dos autistas acerca da mobília, iluminação, estruturação dos locais de estudo e medidas de inclusão. O que se conclui é que os bibliotecários carecem de assumir seu papel de gestor, para proporcionarem um ambiente mais integralizador e desenvolvimentista para as capacidades dos autistas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="36806">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="67047">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="17">
        <name>cbbd2019</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="947" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="436">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/16/947/CBBD1973_Extras_Com19.pdf</src>
        <authentication>39e09e5338786b524fcba41a3dfdf1bd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12769">
                    <text>, .

f
I

...

&gt;, , :
^1 .

;

. .
... ■

.

..
:'I^

APRESENTAÇÃO DO TEMA
-T
■
■-..-u-i .1
;71

:

,1)
Villaça
Magaly França (Villaça

;

Biblioteca Roberto Simonsen
FIESP/DECAD
FIESPIDECAD
São Paulo, SP

■■ ' '*b
A FID, durante a 10^
10^. Conferência Internacional de Bibliografia,
realizada em Haia^
Haia, em 1931, já definia a documentação como: o processo
jprocesso
os dommios
de reunir, classificar e distribuir documentos em todos ós
domínios do
conhecimento hxunano.
humano.
‘
Sua etimologia e significado foram brilhantemente estudados por
Amtz, da FID, em seu trabalho Documentatio a documento.
'•
Shera entende a dòcumentáção
documentação como parte do conceito dè
de organização bibhográfica, definida como tendo por escopo , a canalização
dos registros gráficos do conhecimento para seus usuários, pára
para todos os
fins e em todos os níveis do saber, de modo a tomar máxima a utilização
social de todos os registros das experiências humanas. Diz ainda: a documentação limita-se ao mundo dós
dos hiunanistas
humanistas e cientistas
cientistas‘ee o seu objetivo é aproximar todas as atividades intelectuais que 'se
se utilizam de registros gráficos dos conhecimentos e todos os serviços intermediários que
transmitem o material registrado do estudioso-produtor ao estudioso-consumidor.
Para Taube, documentação é um complexo de atividades necessárias à comunicação de informações especializadas,
especiah^das, incluindo a preparação, coleção, análise, organização e distribuição dos registros gráficos
do conhecimento humano.
hiunano.
Preocuparam-se em delimitar o campo da documentação, dando
suas definições e interpretações, entre outros: Balbis na Itália, Ranganathan na índia,
Índia, Laclemandière na França, Lasso de la Vega na Espanha,
Schürmeyer na República Federal Alemã, Koblitz na República Democrática Alemã, Tell na Escandinávia, Donker Duyvis na Holanda,
Polushkin na União So^ética
Soviética e Majewski na Polônia.
Todos os autores citados concordam em que a dociunentação
documentação se
preocupa não apenas com o livro, mas, também, com revistas, artigos de
periódicos, filmes, microfilmes,..
microfilmes, microfichas, c fotografias,
fotografia, micrpfotografias.
microfotografias,
-95^
-95Digitalizado
gentílmente por:
gentilmente
por;

3D

11

12

13

�lâniínas, traríspárénciás,
lâminas,
transparências, diapositivos,
Siapositivos, desenhos, mapas, relatórios, especificações, normas técnicas, patentes, fitas gravadas, discos, partituras, diafilmes, cartões perfurados, fotocópias, manuscritos etc.
A documentação teve origem no desenvolvimento acelerado do
serviço « de fefèrêncià,
referência, motivado pela necessidade de se encontrar, tratar
e selecionar, de modo cada vez mais rápido, dinâmico, fácil, uniforme
imiforme e
sistematizado, todas as formas de material bibliográfico, tomando-os disponíveis aos usuários.
Se observarmos as tentativas, bem ou mal sucedidas, de levantamento da bibliografia universal, podemos identificar na evolução da
bibliografia especializada o marco inicial da docmnentação,
documentação, como disciplina básica e indispensável a todas as ciências e artes.
Ninguém ignora as dificuldades de todo o trabalho em âmbito
internacional. Para contornar a freqüente lentidão e oneração dos processos documentários, é prioritária a normalização internacional do formato,
apresentação das publicáções,
publicações, dos resumos e da referenciação bibhográbibliográapresentado
fica.
ficá.
Com esse objetivo, foi criada em 1946, em Genebra, a Organização Internacional de Normalização (ISO), coordenando o trabalho das
Comissões Nacionais de Normali^ção.
Normaliração. O membro nacional da ISO, no
Brasil, é a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), tendo
publicado a Normalização 'da
da Documentação no Brasil, infelizmente, ao
que tudo indica, ignorada pela maioria dos autores e editores brasileiros.
Enfim, já dizia Anatole France;
France: todos os progressos são incertos e lentos, freqüentemente seguidos de movimentos retrógrados.
Célia Zaher, em seu livro
hvro Introdução à Documentação, define
muito bem o problema: a inclusão sistemática de índice de classificação,
sinopse, texto progressivamente numerado,
munerado, resumo em língua estrangeira
no final do trabalho (elaborado pelos - autores sem maiores prejuízos financeiros para os mesmos, ou para os editores e levando em consideração
que ninguém melhor que o autor poderá classificar e resumir seu próprio
trabalho) e a inclusão da legenda bibliográfica (indicação da pubhcação
periódica, quanto ao seu volume, número e páginas) irá possibihtar
possibilitar ao
analista ou catalogador a referêiicia
referência mais rápida e sem erros e aos editores a reimião
reunião desses dados num menor espaço possível. Para os processos mecânicos de reprodução e seleção bibliográficas resultará em
economia de material, tempo e espaço.
Apesar dos esforços envidados pela ISO, em âmbito internacional e pela ABNT, no Brasil, a normalização de publicações primárias
ainda se encontra em situação insatisfatória e a documentação no campo
jurídico e administrativo não apresenta exceção.
-96Digitalizado
gentílmente por:

*

3

11

12

13

�Por oütrò
outro lado, a aplicação de novas técnicas
técnicàs à documentação,
utilizando processos sofisticados de controle e reprodução da crescente
créscente
massa de documentos, a fim de acelerar a recuperação das informações
neles contidas, carece mais do que nunca de
de,uma
uma prévia normalização.
Passaram a J&gt;reócupar
preocupar cada vez mais os especialistas, os problemas também os de terminologia, tradução,
mas não só de normalização, maS
automação etc,
etc.
■
' '!i
-«l
A multiplicidade de novas técnicas, diferentes sistemas e equipamentos surgidos em decorrência de pesquisas realizadas, visando dinamizar a recuperação da informação, veio, paradoxalmenté,
paradoxalmente, aümentar
aumentar as dificuldades de coordenação bibliográfica.
bibliográfica/ , ,, ,
i .• ..
Como não podería deixar de acontecer, os bibliotecários brasileiros vem acompanhando, com
cóm interesse, os progressis
progrèssis havidos no campo
aperfeiçoamento constante
serda documentação, empenhando-se no àpérfei^aniento
cònstantè dos Seíviços sob sua respons^ilidade,
responsmilidade, em menor
ménor ou maior grau, de acordo com
os recursos disponíveis, dependendo
depéndendo da menor óü
ou maiór
maior visão, interesse
e apoio dos órgãos de decisão, a que estão afetps
afetos os serviços.^
serviços.
e,
Contudo, não só os
òs'profissionais
profissionais da documentação jurídica e administrativa, inas
mas também*
também os usuários, ^vêm
vêm ^demonstrando
demonstrando lun
um interesse
cada Vez
vez maior pelos progressos da eletrônica eé a
â possibilidade de utilização de modernos equipamentos, tanto Ha
na tecupéráção
recuperação da ■ informação,
tramitação ^da^
da justiça e da administração.
quanto na dinamização da ^tramitação
As modernas’técnicas
modernas técnicas dé"’documentação
de documentação oferécem,
oferecem, alôm
além da velocidade eletrônica, infinitas perâpeétiVaS
perspectivas * para a
a' transformação dos processos judiciais, diminuindo o custo da adnijnistração
adininistração da justiça e evitando
o eno
eiTO nas decisões, ^tanto,
tanto jurídicas quanto administrativas.^
administrativas.
. i- .i j
'
O crescimento excessivo
excéssíVo da legislação
légísláção impossibihta
impOssibiHtà õ
o conhecicorihècimento completo de normas legais, resultando ;em,
em penalidades por inframentp
ções involuntárias.
involuntárias.,, j,,
i,i
,i.,
, ,
, Afirma ,ò
o Deputado Heriríqué
Henrique Tumer
Tinner cjue,
que, até 1971, áS’
ás leis e
atos com força de lei e os
òs decretos atingiam, já, um total
tPtal de 109.054. V
Segundo o Prof. Carlos Alberto Dunshee de Abranches, as leis
do iriquiliiiato,'‘
inquilinato, por ,'exéinplo,
exemplo, São
SãP tão'
tão imperfeitas e mudaram
niüdaram tanto de
critério, que dificihneiité’locádorés
critério,’
dificilmente locadores fee locatários Conhecem
conhecem seus
séuS direitos
direitoá e
obrigações, o mésfflo
mesmo acontecendo
acònfecendo com aà legislação itrabâlhistá,
trabâlhista, previdenprè^Wdenciária, agrária,'financeira'
agrária, financeira e tributária, que representam um verdadeiro
Verdadeiro
quebra-cabeças.
*
i ■ k* '
'■!
c, q
Só podemos
podemos dar
dar razão
razão a,,Bergeret,
a Bergeret, que
que afirmou:
afirmou; ,“A
“A marcha
marcha no
no
t Só
sentidp,,de
sentido
de melhor
inelhor ordem de coisas é indecisa e |CÒnfusa.*|^,,
confusa."
''
O Ministério do
do&gt; Supremo Tribunal Federal
Federal,vinha
vinha )lutando
lutando ícom
com
as maiores dificuldades para dar acurada atenÇão
atenção a essa vultosa legis'legislação.
• ''UI! :;u
-97-97'—

Digitalizado
gentilmente por:

3

11

12

13

�11
.
Assim, a Casa Civil da Presidência da
da, República e as Mesas
da Câmara dos Deputados ée do Senado Federal, uniram-se para introduzira
duzir a computação no Legislativo.
;j.'. •. &gt;
Foi iniciada em 1971, em Brasília, a reforma lia
da Cârhara
Câmara dos
Deputados, tendo sido criada, subordinada ao.Centro
ao Centro de Documentação
e Informação, a Seção de Legislação Brasileira. Cabe-lhe a grande responsabilidade do acompanhamento, anáhse, classificação . e organização
dos catálogos.
.
'^•
• &gt;
Por outro lado, a Presidência do Senado Federal determinou
que se iniciassem estudos de viabihdade
viabilidade de aplicação
aphcação de
de. procesrós
processos eletrônicos nas atividades do Poder Legislativo.
Foi criado um Grupo de Trabalho, subordinado à Presidência
do Senado, e que hoje constitui o PRODASEN. Elaborado em 1972, o
Plano conta com a participação da Câmara dos Deputados, que, diga-se
de passagem, possui rrma
uma plêiade de excelentes bibliotecários.
bibuotecários.
O Projeto inclui, entre os sistemas, o SIL — Sistema de Informação Legislativa, que é composto dos subsistemas: Referência Legislativa, - Referência bibhográfica.
bibliográfica. Controle de Projetos e Comissões, Elaboração e Controle de Orçamento, SDI
SDI—
— Disseminação Seletiva de Informações e Administração da Biblioteca.
Bibhoteca. ,
'
Já estão sendo ordenados textos legais, dados júrisprudenciais
jurisprudenciais e
decisões dos tribunais,
tribimais, elaborados os programas do computador e levantamentos da jurisprudência e da doutrina, através de palavras-chave.
A reimião
reunião de especialistas nas áreas de Biblioteconomia, Direito, Eletrônica e Administração, para aplicação
aphcação desses avanços, trarão, sem
dúvida, novo alento aos trabalhos desse importante Poder da República.
Repúbhca.
J
Experiências também estão sendo levadas a efeito pelos Tribunais. Por exemplo: na Guanabara, foi elaborado irm
bimais.
um plano piloto para
a coordenação, por computador, dos processos ■ afetos à Vara de Execuções Criminais do Tribimal
Tribunal de Justiça. O computador dirá quais os de&lt; .;,ntos que deverão ser soltos e quais os que continuarão presos e por que.
&lt;^^ntos
Os Ministérios também não estão alheios à moderna documentação. Como exemplo, podemos citar o Ministério de Minas e Energia,
que implantou o Projeto LEMME (Legislação do MME) para indexação
de toda a legislação referente a minas, energia e combustíveis, com em«
prego da CDU e descritores.
As Universidades também vêm acompanhando com interesse o
desenvolvimento da docirmentação:
documentação: o Departamento de Ciências Jurídicas
Jmrídicas
da PUC, por exemplo, deu início ao processamento de dados e à elaboração de um
irm glossário de palavras-chave, a fim de compilar a jurisprudência em matéria de locação.
-98-

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:
por;

31

11

12

13

�Na Faculdade de
de Direito
Dirèito da Universidade de São Paulo, que
Dociunentação, responsável pela publicação
já conta com um Centro de Docmnentação,
do IPCD, índice de Periódicos Correntes de Direito, vai ser promovido
um curso sobre “Informática Jurídica”, de P a
a, 31 de agosto, ministrado
pelo Prof. Marió
Mario G. Losano, da Universidáde
Universidade de Milão.
A dociunentação
docmnentação jurídica tem merecido a atenção, entre outros,
do Ministro Vitor
Vitof Nunes Leal, Prof. Tito Rezende, Prof. Otto Gil, Prof.
Igor Tenório (autor de Direito e Cibernética), do Prof. Pereira Lira,'do
Lira, do
Ministro Bilac Pinto, do Pròf.
Prof. Garlos
Carlos Alberto Menezes, dos bibliotecários:
Abner Lellis Corrêa Vicentini, Marieta Pestana Novack, do Desembargador Luís Antônio de Andrade, da Guanabara, que sugeriu, em 1971, a
criação de um
run Centro Nacional de Informática, Jurídica e Centros Regionais, para o tratamento
trataménto e recuperação da
dá documentação jurídica: leis,
lèis,
doutrina e jurisprudência.
^
■A
A Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, FEBAB,
ateiidendo ’ à solicitação de bibliotecários militantes em bibliotecas juríatendendo
jmídicas, durante a realização do VI Congresso de Biblioteconomia e Documentação, em Belo Horizonte, criou mais uma Comissão Especial que passou a chamar-se FEBAB/CBDJ, da qual somos a atual Presidente.
A Comissão Brasileira de Documentação Jurídica, FEBAB/CBDJ,
tem como finalidade, proiriover
promover a cooperação entre os bibliotecários da
área jurídica, coordenando em âmbito nacional,’as
nacional, as atividades dos Grupos
de Trabalho em Documentação Jurídica, das Associações de Bibliotecários, em cada Estado, procurando fixar os padrões mínimos e alcançar
paulatinamente a homogeneidade dos processos técnicos, pára
para que, realmente, as bibliotecas especializadas dà
da área, se constituam na infra-estrutura indispensável aos programas dos Centros de Documentação
Docmnentação e ao
SNICT.
«• Neste primeiro ano de mandato, já contamos com cinco Grupos
de Trabalho, nos seguintes Estados: Bahia, Pernambuco, Paraná, Rio
Grande do Sul e Guanabara.
Guia das Bibliotecas Especializadas BrasiObservando que o Gúia
leiras, publicado pelo IBRD, não havia contado com a colaboração de
todas as bibliotecas jurídicas existentes, distribuímos questionários detalhados, que, respondidos, possibilitarão a pubhcação,
publicação, oportunamente, do
Cadastro das Bibliotecas Jurídicas no Brasil.
Certamente, essa pubhcação
publicação e as atividades da FEBAB/CBDJ,
que vêm recebendo toda a colaboração dos colegas, pela qual aqui deijamos nossos agradecimentos, servirão’de
servirão de estímulo à cooperação intensa
entre as bibliotecas da área, contribuindo para o atendimento, cada vez
mais eficiente, aos usuários.
Quanto ao aperfeiçoamento'
aperfeiçoamento dos bibhotècários militantes
mihtantes em bibliotecas jurídicas e administrativas, estes não dispõe ainda, no Brasil,
-99-99Digitalizado
gentílmente por;

�de Cursos regulares de Pós-Graduação e Mestrado, em sua área exclusiva
de especialização.
especialüiação. '
'j- i ;..í.. • i ^ ... i
.1 »
1
•,
,
Parece oportuno sugerir que , o IBBD se empenhe f na mobilização de reciursos,
recursos, para ministrar cursos de ■ Documentação Jurídica
Jurídica, e Administrativa, concedendo bolsas, e estudando a possibilidade de convênios com
com, as instituições empregadoras, que nianteríam
manteriam o pagamento do
diu^ação do Curso,
salário do bibliotecário, durante toda a diuução
Ciurso, estabelecendo
simultâneamente convênios com a Câmara e o Senado,,
Senado, para a realização
de estágios, nos modernos serviços implantados.
, ,
;
, (
Esperamos também que as bibliotecas especializadas, mesmo as
de menor porte, das cidades do Interior, distantes das capitais mais desenvolvidas, mas que têm os mesmos deveres para com os séus
seus usuários,
não sejam esquecidas pelo Congresso Nacional
Nacional. Que este “mobilize recursos e desenvolva projetos que venham ao encóntroj
encontro, não só da solução
de seus problemas internos, mas, também, dos que afetam toda a coletividade”. Que o SIL “coloque à disposição de toda a NAÇÃO,,
NAÇÃO, a formidável quantidade de dados que serão armazenados nesses sistemas”.
administrativa, parece não haver dúQuanto à documentação administrativa,'parece
vida de que o impulso renovador partiu do Dr. Luís Simões
Simõès Lopes, em
1940, com a criação do primeiro Serviço de Documentação, do DASP,
que revolucionou o Serviço Público, criando a consciência da necessidade
de uma documentação
dociunentação eficientemente organizada.'
organizada.
Seguiu-se a criação, em 1941, da primeira Escola do DASP para
o Ensino Superior de Administração.
; .i i 1
1
Já em 1949, o Relatório do DASP, afirmava que a Documentação, como instrumento do Estado e da Administração, concorreu decisivamente para que, de simples registro de atos e fatos administrativos,
arquivo inexpressivo de papéis e documentos pertencentes ao passado,
documentação administrativa se tomasse elemento de real utilidade para
os administrados, para fixar e reproduzir um pensamento, uma realização,
uma etapa do progresso ou uma conquista do passado.
passado.^
Eis aí, portanto, uma das finalidades precípuas da Documentação Administrativa: recapitular os acontecimentos passados, para orientar
os empreendimentos futuros.
Valendo-se da Dociunentação,
Documentação, a Administração Pública serve-se
a si própria, mas deve servir também às gerações futuras, transmitindo-lhes
as idéias, aspirações e conquistas, servindo aos que foqam
forjam a grandeza e
a prosperidade do País.
É fundamental
fimdamental que os órgãos incumbidos de informar, preenÊ
cham integralmente suas finahdades,
finalidades, pois não há Documentação sem
Informação.
Tanto na área 'civil
civil, quanto na militar, há uma necessidade vital
de informações.
-100Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

D

11

12

13

�Toda a obra do Governo, todo empreendimento construtivo pressupõe documentação sobre o objetivo visado e sobre os meios disponíveis
para atingir o fim colimado. '
- - .
.
Para a conscientização e .aa formulação científica dà
dã problemática
administrativa no Brasil, muito contribuiu a Fundação Getúlio Vargas e
sua Escola Brasileira de Administração Pública,
Pública,"’em
em 1952, e a Escola de
Administração de Empresas, de São
Sãò Paulo.
A moderna Administração não se limita apenas às técnicas opeoçeradonais rotineiras, mas é uma disciplina que integra o conjimto
racionais
conjunto das ciências humanas e nela a informação correta é a base do diagnóstico e, por
extensão, até do planejamento e da decisão administrativa.'
administrativa.
A técnica administrativa atual não pode deixar de usar de forma
avançada e ultra-racional, tanto a cibernética, como a lingüística, como
a semiótica, ou a eletrônica, no seu instrumental de recepção de dados,
controle e emissão de informações.
'
'
Benedicto Silva, referindo-se à utilização prevista e crescente de
compctadores eletrônicos no processamento de dados e informações, prenuncia mudanças absolutamente revolucionárias na arte e ciência da Admmda
ministração, prevendo, em título dado a um de seus artigos, o futuro “estatelante” da Documentação.
.
Essa previsão, não é mais do que uma extrapolação das tendências atuais de racionalização do trabalho em todos os setores , da atividade
humana, juntamente com uma visão antecipada da.
da utilização de computadores para armazenar, em suas memórias, uma formidável massa de
informações.
Aos bibliotecários brasileiros, responsáveis pela Documenaação
de colocá-la a serviço
Administrativa no País, caberá enfrentar o desafio de.colocá-la
da execução e coordenação dos programas do governo, da eliminação dos
entraves burocráticos, do desenvolvimento dos reciursos
recimsos humanos, do fortalecimento dos sistemas de planejamento e orçamento, de fortalecimento
da direção superior, da descentralização administrativa, da sistematização
do controle, da racionalização do trabalho administrativo, da produtividade administrativa, da utilização dos recursos comunitários, que constituem aspectos importantes da Reforma Administrativa para o desenvolvimento sócio-econômico do Brasil.
Brasil
GONSULTADA
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
1.

ABRANCHES, Carlos A. Dunshee de. A aplicação da cibernética ao
no direito e a administração da Justiça. São Paulo, Ordem dos.
dos Advogados
do Brasil, 1970. 36 p. Teses.
2. ANDRADE, Luiz Antonio de. Cibernética e direito. Digesto Econômico,
São Paulo, 27(220): 16-21, jul./ago. 1971.
-101-

Digitalizado
gentilmente por:

�3. 'ASSOCIAÇAO
ASSOCIAÇÃO BRASnLEIRA
BRASniEIRA DE NOKMAS
NORMAS TÉCNICAS, Rio de Janeiro.
Normalização da documentação no Brasil. 2* ed. Rio de Janeiro, Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, 1964. 127 p.
4.

BIBLIOGRAFIA BRASILEIRA DE DIREITO. Rio de Janeiro, Instituto
Brasileiro de Bibliografia e Documentação, 1970-

5.

BIBLIOGRAFIA BRASILEIRA DE DOCUMENTAÇÃO. Rio de Janeírp,
Janeiro,
Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, 1960-

6.

BRASIL. Departamento de Administração do Serviço Público. Diretrizes
da documentação. S.I., 1964.
1964 . 354 p.

7. FONSECA, Edson Neiy da. Catálogo coletivo como instrumento de ccmtc(»rdenação entre bibliotecas. Revista do Serviço Público, Brasilia,
Brasília,
107(l):81-95, jan./abr. 1972.
8.

ÍNDICE DE PERIÓDICOS CORRENTES. Série m. Direito. São Paulo,
Universidade de São Paulo, Faculdade de Direito, Centro de Documentação Jurídica, 1972-

9.

MEDEIROS,José. A dinâmica da reforma administrativa. Revista do
Serviço Público, Brasília, 105(1):43-50,
I05(l);43-50, jan./abr. 1970.

10. MELLO, Elzo Lyrio. A documentação administrativa. Trabalho apresen- •
10..
tado no 6'?
tado’
6*^ Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
Belo Horizonte, 4-10 jul. 1971.
12. MIRANDA NETTO, Antônio Garcia de. Informática nas ciências sociais em geral. Rio de Janeiro, Instituto de Documentação, 1969.
Trabalho apresentado no Seminário de Informação em Ciências Sojun.-4 jul. 1969.
ciais, Rio de Janeiro, 16 jim.-4
13.

NOVACK, Marieta Pestana. O jurista e a informação. Trabalho apresentado no 6'’
6'=’ Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
Belo Horizonte, 4-10 jul.
juL 1971.
14. PETERS, W. Cibernética e advocacia. Revista da Ordem dos Advogados
do Brasil, Rio de Janeiro, 2 (2): 20-33, jan./abr. 1970.
A. Fonseca. Dinâmica da reforma administrativa; a expe15. PIMENTEL, A;
riência brasileira. Revista do Serviço Público, Brasilia,
Brasília, 106 (3): 191-205,
set./dez. 1971.
16. POMPEU, Ângela
Angela Lerche. Informação industrial. Revista de Administração IHiblica,
Pública, Rio de Janeiro, 7 (2): 73-90, abr./jun. 1973.
17.

SALLES, Fritz Teixeira de. Problemática administrativa e teoria da comunicação. Revista do Serviço Público, Brasília, 106
106(3):
(3): 169-80,
set./dez. 1971.

18.

SILVA, Benedicto. O futuro “estatelante” da documentação administrativa. Revista do Serviço Público, Rio de Janeiro, 104(3): 117-30,
maio/dez. 1969.
'T .
'
19. SILVA, Glauco Lessa de Abreu. A ação do governo na administração
de pessoal. Revista do Serviço Público, Brasília, 106 (3): 251-73,
set./dez. 1971.

20. TENÓRIO, Igor. Cibernética e atividades legislatvas.
legislatvás. Revista do Serviço
Público^ Brasília, 106(2): 191-205, maio/ago. 1971.
21. TENÓRIO, Igor. Cibernética e ciência do direito. Revista de Direito da
Procuradoria Geral, Rio de Janeiro, (23): 1-21, 1970.
-102-

Digitalizado
gentilmente por:
gentílmente

1

ii
11

12
12

13
13

�22. TENÓRIO Igor. Cibemélica
Cibernética e direito. Brasília, Coordenada Editora de
, Brasília, 1970.
r
.
28. TENÓRIO, Igor.'
Igor. Cibernética e direito. Revista da Ordem dos Advogados
do Brasil, Rio de Janeiro, 2 (3): 153-68, maio/ago. 1970.
24. TENÓRIO, Igor. Direito e cibernética. Brasília, Coordenada Editora de
Brasília, 1970. 130 p.
26. VTCENTINT,
VICENTINI, Ahner
Abner Lellis
LeUis Corrêa. Da biblioteconomia à informática;
evolução do conceito de documentação. Revista do Serviço Público,
105 (3) : 251-95. set./dez. 1970.
Brasília, 105(3):
,
26.
-. Informática jurídica. Trabalho apresentado no 6* Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, Belo Horizonte,
4-10 jul. 1971.
27. ZAHER, Celia Ribeiro. Introdução à documentação. 2* ed. rev. Rio de
Janeiro, 1968. 174 p.

-103Digitalizado
gentílmente por:

3

11

12

13

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="16">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11377">
                  <text>CBBD - Edição: 07 - Ano: 1973 (Belém/PA)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11378">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11379">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11380">
                  <text>1973</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11381">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11382">
                  <text>Belém/PA</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12760">
                <text>Tema 3: DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA E ADMINISTRATIVA - Apresentação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12761">
                <text>Villaça, Magaly França</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12762">
                <text>Belém/PA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12763">
                <text>Febab</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12764">
                <text>1973</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12766">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="12767">
                <text>Documentação Jurídica </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="12768">
                <text> Documentação Administrativa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65344">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="850" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="365">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/15/850/Febab_Cooperacao_Nacional_Regional_Tema_VI_Com07.pdf</src>
        <authentication>3efc4ceba732ef24e0a193b66a60da7c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12527">
                    <text>VI C01JGRE330 BMGILICinO D3 3I3LIOT3G0II0I.IL\ E DOCUIIEUTAÇAO
Belo Horizonte, 4 a 10 de jvilho de 1971

TmiA - 6 -

COOPSPJLÇÃO lJACIOIü\L E REGIONAL

BiLlictecGD Empresariais a serviço da Indilstria
BiBlioteca RoBerto Simonsen - PIESP/ciES?

por

Lfegaly França Villaça
BiBliotecária-Chefe
CRB-8/18

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;&gt;■

5

14

15

1

�VI COHGRESSO BRASILEIRO BE BIBLIOTECONOMIA E DQCÜMBÍTAÇXO,
Bdlo Horizonte, 4 a 10 de julho ^ i22i

tema -

BIBLIOTECAS EMPRESARIAIS

1 a,r»iço a» Inâistrlo! Bibliotsoa Eoberto SiaonaMi - PIESP/OIESF

por

Magaly França Villaça
Bibliotecária-Chefe
(CRB-8 nfl 18)

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
st em

3

14

15

16

17

18

19

�FEDSRAQAO B CENTRO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SAO PAULO

Dapartanento d© DocumentaçSo,
Informações Industriais

Estatística^

Cadastro

6

( D E C A D )

Felipe Fiasco - Diretor
Cália P, Andrade - Chefe Substituta

ftlblloteca Roberto Simonseh
Viaduto Dona Paulina, 80 - térreo
Tel.; 239-0522
São Paulo

-

R. 97

SS.

S ü M X R X

I

Histórico—

II

Acervo -—

p. 2

p. 2-3

III Setores da Biblioteca ——

IV

Quadro do pessoal —

V

Conclusfio —

——

p. 3-7

P. 7
p. 8

Digitalizado
gentilmente por:

—

�£.4

I - HtSTáHICQ

l io antigo Dopartanauto da

Ld«Iç^ f

to do DT. Eotarto Staonsan, foi falta pala fanílla,

Fedaraç

doaeão de parta de sua biblioteca particular.

v,viio„áff

’

Hêssa MOsno ano fora» reunidos os tras

COS, ciuo íá se alovavam a mais da 80.000 eramplaras, em

prmclp^rn;aTos processos técnicos, objetivando a fusão das c.

a cria,do do Departamento
cadastro e Informa,oas Industriais e

^ plano da

r^

6B Bibliotecoxxomia, em maa.o de 19 U&gt;

0 pxano
Vi3«.
destinadal^pe.ae
a
o)^
Piano vieava:.o
levantamento geral área
das rot^s
desinfecçSo de todo o acervo, amp
bllotoca, roorganitaçSo

reforma dos

do quadro

P

’

^

P^íi

material/

cessos técnicos a ado,So de nova política aquisitiva
bibliográfico.

iniciada a reforma, nâsso mesmo ano.

Aprovado o plano, loi

II - ACKK9:a

.tnalmonto, a Biblioteca Hobarto Slmonseyossul um acerva
de aproximadamente líiO.OOO volumes, assim
25.125 volumes
Livros

110.000 fascícolos

Periódicos————'

3.I0U volumes encadernados

Diários Oficiais
.

Pollistos——

1.000 foBiotos

S mais:
(fichados por autor,
tolo e assunto)

Artigos de revistas

tX

rolos (de Diários Oficiais
Microfilmes
E.ÓOO
Títulos de periódicos-

2

3

Digitalizado
gentilmente por

^Scan
i

14

15

16

17

18

19

�Administração pública, Comércio, Tecnologia e Administração de
presas.

ejs
^

A Bibliotec?. divulga o seu acervo através do «Boletin da
bliotoca Eoberto Simoasen”, mensal, ondo são indexados livros e ax
tigos de periódicos, classificados pola CDU e títulos do periódicos ea ordem alfabética da assuntos,
p Boletim começou a sor divulgado a partir de sotoabro

de

X970 a ao dazombro, foi publicado o Índico eoaulativo da aatoroa a
assuntos.

III - SBTORBS £A BIBUQTOgA

1. Aquisição o Registro
2. Circulação
3. Reforoncia
Livros
5, Periódicos
6. Microfilipos
E ainda, os serviços de Secretaria, Rodízio e Duplicatas.

1.

Ql SâÍQãl áâ

â Síislâisaj importa

^

trangeiro as publicações Inexistentes no mercado livreiro, da C pi
tal

*
Sntrando

em contato dirato oom as próprias oditoras,

nafl

tan-sa atualizado sóbra suas «ais racantas publicaçõas, arquivando
os catálogos racabldos, por países a editÔras.

_

,

,

0 Setor faz circular os catálogos da publioaçoos po o

o,
-

partamantos aspaoializados da Casa, dando aos técnicos ^
dada da esoolbaren as publicações nais valiosas para o

A Biblioteca Bobarto Sinonsan centraliza a aquisição
país e no «tarior para todos os setores da B^SP-CIESP a para

.s

25 Delegacias do CIESP, da capital e do interior.
A divulgação do material adquirido é falta, através da

LU

tas Mensais, distribuidas aos interessados.

atendendo a todos os pedidos faltos passoalmanta. Atenda

f-

LELs:r:«rír“»..»“ “Sí
..

...

2

..

: “222; “.:.rrr.r. nr...—ÇÕ03 e entidades diversas.

cm

1

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

^Scan

�Como a biblioteca nSo é circulante para o pdblico em geral,
rornece, a pedido, copias xerox doa textos que mais interessaja.aos
leitores, mediante o pagamento de

0,50 por página,

tamanho

ofX

cio*
Bstá aberta, todos os dias, de 2&amp;s.às 6^3. feiras, das 8,50
^&gt;30 ® das 13,50 as 18 horas, horário seguido pelos órgãos

da

Entidade.
Para se poder aquilatar, o crescimento do número de

coja

saltas atendidas, após a reforma, basta confrontarmos o movimento
dos anos de 1950, de I9Ó0 e de 1970:

ESTATÍSTICA

O

1950-

l.li;5 consultas

1960-———————
1970————

CONSULTAS

—- 3*88ó consultas

————-—————3^.101 consultas

�5.
3»
ü
ÚS. RgferojRcla ~ A bibliotecária de referência
as pesquisas solicitadas e elabora bibliografias, a podido»

fas

Do cada bibliografia feita 6 arquivada uma cópia, que

fica

a disposição dos outros interessados que surgira»
0 Setor conta com una coleção do obras de referência:
clopédias, dicionários gorais e especializados,

de

enc^

língua,

bi-

lingues, e poliglotas, listas de endereços de diversos países, anuá
rios industriais, biografias, bibliografias gerais e especializa das, atlas, almanaques, índices de legislação, etc»
A responsabilidade do Boletim da Biblioteca Roberto

Sincü

sen, cabe à bibliotecária de referência que o elabora, incumbindose ainda da revisão»
A edição atual ê mimeografada, com pequena tiragem, a

tít&gt;i

lo escperimental»
A Biblioteca aguarda críticas e sugestões dos eonsulentes e
bibliotecários afim de que, es colma do das falhas que forem apontadas,
possa o Boletim ser Impresso e com tiragem bem maior.

0 Setor de Livros - Iniciada a reforma,

em 19ói;,após rigorj2

sa seleção e triagem das publicações aos Setores adequados, foi
ta a fusão das três coleções existentes, que se elevam hoje

a

25«125 volumes» Para a classificação,foi adotada, a Classificação
Decimal Universal (CDU).
A catalogação procura seguir as normas da Library of Congreas
da Ã*L«A» e o Código Anglo-Americano»
Kensalmente, desde o início da reforma, ao entrar na èoleção
obra sobre determinado assunto,

são retiradas todas ou parte

das

obras antigas e reclassificadas e catalogadas, integrando-as ao
▼o arranjo»
Foram organizados os catálogos: de autores e o de

títulos;

assim como o índice alfabético de assuntos que remete o consulente
para o catálogo sistemático»
Os livros são arranjados nas prateleiras, por assunto,

e

dentro dêste pelo sobrenome do autor e letra inicial do título, em
ordem alfabético-numérica (Tabela de Cutter, 3 algarismos)»
Os leitores tem livre acesso às coleções»
0 Setor colabora com o

Catálogo Coletivo de Livros,em âmbj^

to regional e nacional, enviando periodicamente duas cópias, de ca
da uma das fichas matrizes feitas»
E também envia uma cópia das matrizes da classe de Tecnologia (CDU Ó2 a 629) ao Grupo de Trabalho em Tecnologia, da
ção Paulista de Bibliotecários»

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

Associa

�6.

5*

Q. Setor de Periódicos abriga 2.600 títulos de

periódicos:

1.800 nacionais e 800 estrangeiros.
Os periódicos nacionais foram arranjados em ordem alfabetj.ca de título e os estrangeiros, provisoriamente, por países.
Os 110.000 fascículos existentes estão registrados em fichn
rios Kardoz.
Foi organizado o catálogo do público que já conta com

mais

do 576 títulos de periódicos catalogados, e classificados pola CDD.
Após a desinfecção do acervo, foi elaborado um programa

pa

ra a encadernação, que vem sondo executada acelei^damente•
Foram desenhadas caixetas de aço, abertas, permitindo o

má

zimio de ventilação, para os fascículos correntes.
Os títulos de periódicos existentes estão sendo

divulgados

por assunto, mensalmente, através do Boletim da Biblioteca Roberto
Simonsen, com um índice alfabético de títulos.
Já se encontrara à disposição dos consulentes mais de

1.000

artigos de periódicos, catalogados, o classificados pela CDÜ.
A divulgação 6 feita, mensalmente, através do Boletim,
do arranjados os artigos sistematicamente, com um índice

se^.

alfabétJi.

CO de assuntos e outro de autores.
A fim de atender necessidades específicas da Biblioteca, fj^
ram feitos os seguintes catálogos:

1. Títulos do periódicos
2. índice alfabético de assuntos
3. Sistemático
li. Entidades editoras

Foi ainda organizado um catálogo por palavras-chave, reunin
do os títulos de periódicos que trazem normalmente: Bibliografias,
Estatísticas, Guias, Jurisprudência, Legislação, Kormalizaçâo,

Fa,

tentes, Recensões, Sumários, etc.
0 Setor colabora com os Catálogos Coletivos de Periódicos

,

em âmbito nacional e regional enviando duas cópias de cada uma das
matrizes feitas.
E mais; das matrizes da classe 6(CDÜ 62 a 629) dos
de periódicos classificados, para o Grupo de Trabalho em

artigos
Tecnol^

gia, da APB.

6.

Setor áa Mlcrofl^Jies - Foi iniciado o serviço visando-se

a

tingir dois objetivos;
1. Substituir paulatinamonte 3*10U volumes encadernados
Diários Oficiais, por rolos de microfilmes, desocupando parte
siderável da área da Biblioteca.

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

^

de
ccü

�7*
2. Facilitar o fornociaento de cópias de leis,

decretos,

portarias, resoluções, intruções, atas, êtc., tornando mais
do o atendimento aos associados, muitos dos quais tem

sua.

rópj,
indú^

tria em São Caetano, São Bernardo, Santo Andre»

Já se encontram à disposição dos interessados, 295 rolos

de

microfilmes do Diário Oficial do Estado de São Paulo, relativos aos
volumes encadernados, de V)UZ a I9Ó5 e 1970#
Para a leitura ó utilizado o Leitor Recordak modelo MPE-1 e
as cópias são feitas no leitor-copiador Recordak Maganaprlnt, mod*
PB-IA na Seção de Fotografia e Microfilmagem

do

Departamento

(DECAD).
Dos outros serviços existentes, o chamado •'Rodízio" é
ponsável pela circulação imediata dos periódicos escolhidos
tócnicos da Casa, para anotação dos artigos e notícias de

re^
pelos

interês

se, que são então classificados e indexados.
0 serviço de Duplicatas (Livros, folhetos e periódicos)

e

responsável pela organização do material a ser permutado ou doado,
de preferência a outras bibliotecas.
A divulgação é feita através de listas periódicas, nas quais
os interessados assinalam os itens desejados.
A lista e remetida à Biblioteca,

sendo então o material

s^^

licitado, enviado Juntamente com um recibo, que ó assinado o devoj^
vido.
0 serviço tem sido bastante utilizado pelos interessados.

IV - ^ADRQ

PEgSOAL

Ate 1S6lXy nenhuma das coleções contava com bibliotecários
plomados, em seus quadros.
Com a reforma, entre 19^U Q 1970,

foram contratados 8 bacha

róis em biblioteconomia, que se incumbiram dos seguintes setores:

NO de bibliotecários
Chefia

1

Aquisição e Registro

—

• Livros

1

Periódicos

2

Indexação de artigos do Periódicos-—

1

Referência—

——

1

——

1

—

Microfilmes——

Nesse mesmo período foram admitidos:

2

1

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

�8.

Atixiliaros do biblioteca

—

Auxiliares-datilógrafos

——- 3
—

Mensageiros

— i;
2

Serventes——

——

—2

Com o crescimento do número de consultas

(foram atendidas

3^«101 em 1970) o quadro deverá ser ampliado, brevemente.

V - CONCLUSÃO

Realmente, a reforma feita e os serviços

que

vem

sendo

prestados à Indústria de São Paulo pela Biblioteca Roberto

Simon

sen, representam uma excelente contribuição da FIESP-CIESP para
desenvolvimento da documentação à serviço da Indústria,

o

tendo-se

em vista, principalmente, o estado deficitário em que se encontram
as nossas indústrias, mesmo as .maiores, nesse campo*
Assim sendo, apresentamos a seguinte recomendação:
criada

seja

Comissão de Planejamento da Documentação para a

Indu^

tria Junto ao IBBD, que não seja restrita ao campo tecnológico,mas
abrangendo tambóm as ciências sociais e que se incumba de instalar
Comissões regionais nos Estados industrializados, para os

levanta

mentos básicos e o envio do sugestões*

Justificação: Desde a realização do V Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e Documentação, em 19Ú7,

São Paulo, dqcorrl

dos quatro anos portanto, nada foi feito nesse sentido apesar

de

ter sido aprovada a seguinte recomendação;
"0 I Simpósio de Bibliotecas em Empresas recomenda à Feder^
ção Brasileira de Associações de Bibliotecários - FEBAB - a consti,
tuição de uma «Comissão Brasileira de Planejamento de Bibliotecas e
de Centros de Documentação em Empresas, que alám de suas

atribui

ções específicas, estudaria as sugestões apresentadas ao Simpósioí

/amp.

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

�TEMA - 6

BIBLIOTECAS EM INDÚSTRIAS NA CAPITAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Levantamento en junho de 1971

Dados coligidos pela
Seçao
de
Pesquisas e elaborados
pela
Biblioteca
Roberto Simonsen,
do DECAD, da FIESP/CIESP.

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

�VI CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Belo Horizonte,

4 a 10 de julho de 1971

TEMA - 6

Bibliotecas em Indústrias de São Paulo
Pesquisa

por

Magaly França Villaça
Bibliotecãria-Chefe
CRB-8/18

Digitalizado
gentilmente por:

(Capital)

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="15">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10509">
                  <text>CBBD - Edição: 06 - Ano: 1971 (Belo Horizonte/MG)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10510">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10511">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10512">
                  <text>1971</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10513">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10514">
                  <text>Belo Horizonte/MG</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11366">
                <text>Bibliotecas Empresariais a serviço da Indústria: Biblioteca Roberto Simonsen - FIESP/CIESP</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11367">
                <text>Villaça, Magaly França</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11368">
                <text>Belo Horizonte</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11369">
                <text>Febab</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11370">
                <text>1971</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11372">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11373">
                <text>Bibliotecas Especializadas </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="11374">
                <text> Indústrias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11375">
                <text>A Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo possuiam em 1966, duas bibliotecas: a do Departamento Jurídico e do antigo Departamento de Economia Industrial e com o falecimento do Dr. Roberto Simonsen, foi feita pela famíla, à Federação, doação de parte de suas biblioteca particular. Nesse mesmo ano foram reunidos os três acervos bibliográficos, que já se elevavam a mais de 80.000 exemplares, em área exígua, tornando precárias as instalações. Assim, impunha-se a reforma não só das instalações mas principalmente dos processos técnicos, objetivando a fusão das coleções.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65326">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="849" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="364">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/15/849/Febab_Cooperacao_Nacional_Regional_Tema_VI_Com06.pdf</src>
        <authentication>ef935fad3909e567b3bb010abb4d83bf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12526">
                    <text>VI CCIIGRESSO 3Il\SIL3IRO DS 3I3LIC^ICG0:íC:iL\ E DOG1E!E:7xV.ÇAO
Belo Horizonte, 4

TSHi\ - 6

-

10 '^.e jtilho'de 1971

C0C-FER.'lÇÃ0 FACIOIíAL S REGICHAL

Biblioteca.3 em Indiistrias áe Sg.o Paulo (Canital)
Pesquisa

por

Magaly França Villaça
Bibliotecária-Chefe
CRB-8/18

Digitalizado
gentilmente por:

�- 6

GCOP;3!L1ÇÃO IIACIOIIAL B RBGIOITAL

BIBLIOTECAS BB Iin)03TRL\S M CAPITAL DO ESBABO BB SÃO PAULO
Levantamento em junho de 1971

Dados coligidos pela Seçao de Pesquisas
e elaborados pela Biblioteca Roberto
Sinonsen, do DECAC/PIESP/CIISP.

Digitalizado
gentilmente por:

�SUMARIO

I - Introdução

II - Métodos

0 técnicas

III - Questionário

IV - Tabelas

V - Considerações finais

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

p.

2-3

p.

4-*6

p.

6-8

p.

9-20

p.

21-23

�2.
I - INTRODUÇÃO

Em 1966,
monsen da PIESP/CIESP,

a Chefia da Biblioteca Roberto

Si,

foi convidada e passou a integrar o Grupo

de Trabalho em Tecnologia da Associação Paulista de

Bibliotecá

rios.
Como primeira colaboraçao,

sugerimos a

lização de um levantamento de bibliotecas em emprôsas,

rea

cujos

re

sultados seriam levados à consideração dos participantes do I Sim
p(5sio

de Bibliotecas em Eraprôsas realizado,

como atividade

pa-

ralela ao V. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documenta
ção,

em janeiro de 1967.
0 Grupo de Trabalho elaborou

rio,

questioná

(vide Anexo 1) que foi impresso pela PIESP/OIESP,

pela Biblioteca Roberto Simonsen,

e enviado

a 18.000 indústrias da Capita],

pelo Correio.
Na ocasião,
tamento,

através da imprensa,

gou o questionário,

foi feita a divulgação do levan

e o Boletim da FIESP/CIESP

divul

exortando os industriais a colaborarem com o

Grupo.
Os resultados foram totalmente desencorajadores, ficando comprovada a inadequação dos levantamentos
correspondência:

por

dos 18,000 questionários enviados,obtivemos 31

respostas»
Das 31 indústrias que responderam, na
tal apenas 12 possuiam bibliotecas;

Capi

dessas 12 apenas 10

pos

suiam 1.000 ou mais de 1.000 volumes e apenas 3 contavam com

os

serviços de bibliotecários diplomados.
Divulgados êsses resultados,

o

coordenador

relator-geral do referido Simpásio, bibliotecária Oacilda

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

Basí-

�3.

lio de Sousa Reis,
pr&amp;sa",

ém trabalho apresentado,

fez a seguinte sugestão:

"A biblioteca e a em

seja tentada uma nova pesquisa

jxmto às indústrias que mais faturam,

para que possamos

conhe-

cer qual 0 tipo de biblioteca que dentro delas existe.
Assim,
vantamento,

acreditando ser oportuno um novo

o Departamento de Documentação, Estatística,

tro e Informações Industriais . (DECAD)

da PIESP/CIESP,

l£

Cadas-

a pedido da

Chefia da Biblioteca, Roberto Simonsen, houve por bem realizar uma
pesquisa sÔbre "Bibliotecas em indústrias da Capital do

Estado

de são Paulo".
Foi realizada uma amostragem,

objeto

desta

Comunicação, pela Seção de Pesquisas do DECAD, tendo a Biblioteca Hoborto Simonsen se incumbido

da tabulação dos dados levanta

dós.
Deixamos aqui consignados os nossos agradeoimentos, pela pronta acolhida no nosso pedido c irrestrito apoio
dado:
Ao Sr. Felipe Fiasco,

diretor do DECAD,

à

Srta. Oália Pimenta do Andrade, Chefe-Substituta do DECAD, à Sra
Ada de Freitas Maneti Dencker, Chefe da Seção de Pesquisas

do

DECAD.
X Sra,. Aide Bertoleti Viestel e à bibliotecária Alba Regina Caldeira Pacioli, que não pouparam esforços pa
ra levar a bom têrmo n presente pesquisa, o nosso muito obrigada.

Digitalizado
gentilmente por:

�4.
II - MgTODOS E TÉCNICAS

1. UNIVERSO CONSIDERADO

Para efeito de delimitação do universo

t£

niQ\ji»3e por base a divisão administrativa do Município de Sao I*nu
lo&gt;

considerando—se tôdas as emprÊsas existentes dentro

desta

área.

2. AMOSTRAGEM
2,1 - Seleção da Amostra
Partindo da hipcítese de que apenas as

gran

des emprôsas possuem condiçoes de manter uma Biblioteca prdpria,
foi selecionada uma amostra intencional,

constituida pelas maio-

res emprôsas existentes na capital de São Paulo»
*

0 critório para a seleção das maiores empr_Ô

sas foi a utilização da listagem existente na publicação da
vista Visão:
1970,

re-

QUEM E QUEM NA ECONOMIA BRASILEIRA - 15/19 - agÔsto

que considera apenas as indústrias com capital acima de

4

milhões de cruzeiros.
Para efeito de coleta,

foram consideradas 16

das as emprôsas da relação acima citada que indicavam o

Estado

de são Paulo como localização e que possuiam enderêço no M\micípio de são Paulo.

Desta forma foram visitados muitos escritdriffi

de emprôsas localizadas fora da ãrea delimitada pela pesquisa,t^
do sido eliminados os questionários respondidos referentes a

Bi

bliotecas fora do município da capital»

2.2 - Extratificação da Amostra
As emprôsas selecionadas para a amostragonf£
ram classificadas por ramo industrial,

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

de acôrdo com os

critá-

�5
rios da Classificação Industrial do Instituto Brasileiro de
grafia e Estatística IBGE,

Geo

tendo sido considerados 19 extratoa ,

a saber:
1 - Minerais não Metálicos
2 - Metalurgia
3 - Mecânica
4 - Material Elétrico e de Comunicações
5 - Material de Transporte
6 - Madeira
7 - Mobiliário
8 - Papel e Papelão
9 - Artefatos de Borracha
10 - Couros, Peles e Produtos Similares
11— Química
12 - Produtos Farmacêuticos e Medicinais
13 - Produtos de Perfumaria,

Sabões e Velas

14 - Produtos de Matéria Plástica
15 - Têxtil
16 - Vestuário, Calçados e Artefatos de Tecidos
17 - Produtos Alimentares e Bebidas
18 - Editorial e Gráfica
19 - Diversos

TSCNICA

A abordagem foi feita através de questionário,

aplicado diretamente pelo pesquisador.
Na elaboraçao do questionário foram manti —

das as perguntas constantes da pesquisa teste a que nos referinDs
na introdução.
X vista do malôgro da primeira tentativa, o
DECAE pnsaou a considerar como -faioa tícnioa vin-fel a sondagemdi
reta do universo.

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

�6.
Para ôste trabalho foi elaborado novo
tionário (Capítulo III,

p.

6 a 8)utlll»ando

que_s

o maior mlmero posai

vel de respostas fechadas, visando facilitar a tabulaçao e estabelecer um critôrio de avaliação tuiiforme.
Reconhecemos que o questionário aplicadonao
está tecnicamente perfeito,
moramento maior.

Isto,

em face da impossibilidade de umapri

devido k exiguidade do prazo,

dado

pela

Comissão Organizadora do Congresso para entrega dos trabalhos,

e

à falta do condições materiais para a realização do pr6-teste.
Assim sendo, podemos considerá—lo satisfat^ó
rio para servir de base à elaboração de levantamentos qüe possam
vir a ser realizados futuramente.

III - qUESTIONáRIO

Nome da Indástria:
,NS

Enderôço: Rua

Pone

.Cidade

Distrito:
Linha de Produção:

1, A Indástria possui biblioteca prápria?
Sim (

)

Não (

)

2. Em caso negativo - Utiliza os serviços de que biblioteca?
Nome:
,Nfi

EnderSço:

......Pone

3. caso a Indústria possua biblioteca prípria, indicar:
Nome da Biblioteca:
,NS

Enderêço: Rua
caixa Postal

....Pone

Data da Fundação ...

A que setor da Indústria está subordinada a biblioteca
4, Expediente da biblioteca:
Dias da semana
Horário

Digitalizado
gentilmente por:

*

I Sc a n
ste

14

15

16

17

i&lt;

�5* Informações sôbre o pessoal técnico que trabalha na biblioteca da Indústria:
Escola em que se graduou
Chefe:
Bibliotecárias:

6. Qual 0 total de funcionários existentes na biblioteca?
7, A biblioteca atende:
Sòmente técnicos

•••(

Pimcionários da indústria

••(
(

Público em geral
8. A biblioteca é circulante?
Sim
Não
9.

Serviços prestados pela biblioteca,

)
além de empréstimo (assina

le com um I o caso afirmativo)
&gt;
- elaboração de bibliografias
- preparo de listas de aquisição ..
- divulgação de listas de aquisição
- fornecimento de reproduções

(

No caso de fornecimento de reproduções, qual o processo utilizado?
- microfilmo
- fotocápia
- xerox
(

- therrao fax

(

- outros
10. Acervo da biblioteca:
Ijivros: Total do volumes

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

)

�8.

RevistPs; Total de volumes
nS de títulos
Nfi de volumes da seção de referência
Outros materiais bibliogrííficos e audio visuais

Quais os assuntos abrangidos pelo acêrvo?

Qual 0 váor total das aquisições realizadas em 1970 em CrS..

11.

Quais as normas de catalogação adotadas?
ALA (American Library Association)

(

)

(

)

Cõdigo do Vaticano
12.

Qual o sistema de classificação?
(

Dewey

)

(

Outros
Quais os tipos de catc^logos?

(

)

Sistemático

.(

)

Registro de periódicos

.(

)

Outros

(

)

Dicionário

14.

)

(

C D U

13.

)

Conhece o SIC (Serviço de Intercâmbio de Catalogaçao do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação)
Sim

(

)

Não

(

)

Sim

(

^

Não

(

)

Em caso afirmativo - Já utilizou seu serviço?

15.

Colabora com o catálogo coletivo? (assinale com um X o caso
afirmativo)
Regional

(

)

Nacional

(

)

OBSERVAÇÃO:

cm

1

Caso possuam Regulamentos, Rela^^órios, guias,
quftlram enviar era anexo.

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
st en

14

15

16

17

etc.

18

19

�Indústrias que possuem ou nao biblioteca própria:

Obs.; 2 indústrias dos ramos 2 e 15, além de usarem outras bibliotecas, possuem coleçoes de
técnicos.
LEGENDA: 1 a 19 = Ramos industriais, veja anexo 2.

livros

�O
o*
CO

O
c+
P
M
P(D
Hj
O
HO
3
PS
&lt;~i
HO
CO

W
H0“
H
HO
ch
P
O
PS
4
HO
a

tjj
H
HP
4
ro
u

p
cr*
Ho*
M
HO
c+
Q
O
PJ

U*

W
HO'
M
HO
c+
O
0
PS
4
HP
1
O
P*
ro
H) .
o

fV)
UJ
-p=.

• Pessoal técnico que trabalha na biblioteca:

LEGENDA: 1 a 19 = Raracs industriais, veja Anexo

45*
•

VJ1
cr»
-0
oo
VD
pj
H
M
H
r\3
M
OJ
!-■
-P*

cr»
M
00
M
KD

p&gt;
P

3

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

O

�p
M
VD
II
w
o
(0
Hê*
u&gt;
c+
HP
MCO
&lt;í
O
e_i.
P
O
X
O
ro

ÍP
Pl
O

W
H*
CJ*

rv&gt;
ct)\
o
M4
O
P

cj
B
p
Pi
P
CO

P
3
c+
P
►cl
p
p
o
CO
rfCf*

o*
HO"
HO
e+
O
O
p
CO
pi
o

s ^
HO
O
CO
3
Pl
o
CD»
O
H3
O
p
H

O
c+
P
O
P
w
►P
p ■
p
w
Pl
o
o
p
3
Pl
o
o
H3
O

cn
B
p
CT"
Ha"
HO
e+
(D
O
P
Pi
O

1&gt;J
o
CO
e+
P»
W&gt;
O
o
V
p
Pi
p

c+
P
m

ro
u&gt;

vji

e+
P
►d
P
d
P
H,
O
HO
3
P»
3
HO
CO
(D
►d
P»
o*
M
HO
O
o
3
oq
p
3
P

00
VD

ro

o
o*
ro

CTc

C/l
H3

ro

ro

M
•

H
•

;s!
o
CO

Cd
D
P
o'
HO*
H
HO
e+
P
O
P

O
ro

p
H
W&gt;
o
3
P
3
o
o
3
c+
3
P
Pi
P
ro
C3*
HO*
H
HO
c+
P
O
P
ro
o
o
3
3
P
HCO
Pi
P

&gt;
O
►d
0»
CO*
H
HO
O
p
3
Cftí
P
3
P

O
ro
H)
o
Ho
3
?s
3
HO
ro

p
o
CO
e+
CDs
O
3
HO
O
m

Pi
o

u/
p
ro
c+
p»
H,
P
O
P'
P
Pi
P
•

INJ
to
fV)
UI
CT\
-o
OO
CD

H

ru

to

ro

u/

to

Oo

fd

VJt

UJ

CT\
M
H
00
H
CD
O

Lo

c+
H►d
o

to

p
c+
P
3
Pi
H3
p
3
í+
o

UI

C/3
U

Digitalizado
gentiimente por:

H
O
H
to
H
UJ
H
u
H

pi
p
ro

OO
H
CD

UI

c»

UI

03
o*
3
o
3
c+
p

Tipo de atendimento:

O
CJ*
CO

Ir»
M
CTi
S
9

-&gt;J

i-*
U/

O
&gt;
M
03

�(-3

1 a. 19 = Ramos industriais, veja Anexo

CD
►■1
t3
Q
I
H)
P
X

&gt;&lt;l
CD
4
O
X

o
c+
Ó
0\
HCO

o
•-Í
o
1“*)
3
o
CO

o

Ü
H-

O
o
o
a

0^

o
0
&lt;o
01
o
CO

M
HCO
c+
P
CO
PD
CD
P
HCO
H&lt;o
Pl
O

4=»
H

ro

hd
4
o
P
ca
3
HCO
c+
P
CO
PD
o
p
*PI
SP
HCO
H&lt;o
PJ
O

w
H
P
a"
o
4
p
i
o*
HcjM
HO
0t|
P
H,
H'P
CO

-o
p

CD
P
PT

ca
fo

H

fO

^5

UJ
■4^

M

'PI
C7&gt;
-0
CD

rviços prestados pela biblioteca, além de empréstimo:

LEGEI&gt;SA:

o
fí
c+
O
CO

VD
h"
O
M

tV&gt;

ro

ro

r\3
CD
H
H-'
UI
H
o&gt;

OJ

f\3

M
00

K&gt;

cr&gt;

ro

s-

f
t.
r
cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

c»

vD

VD

vD
1^
O
►3
;»
M
C/J

ro

�Acorvo- da Biblioteca; Livros

LEGENDA; 1 a 19 = Ramos industriais, veja Anexo

00

H
KjJ

Digitalizado
gentilmente por:

�I.Acervo da Biblioteca:

Periódicos

LEGENDA: 1 a-19 = Ramos industriais, veja Anexo 2

�10. Outros materiais bibliográficos e audio-visuais:

LEGENDA: 1 a 19 = Ramos industriais, veja Anexo 2

Digitalizado
gentilmente por:

6

5

4

3

2

�Telecomunicações

H
rv)
!*»
CO
CO
ch
O
Ui
P
O*
§
oti
HPO
CO
►d
CD
H
O
P
O
CD»
3
o
Pi
P
w

H*
a\

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

�LEGENDA:
1 a 19 = Ramos Industriais, veja Anexo

CO
HO
o
o
oti
P

s s 3 e M
(t) a&gt; CD (D P
Pi
e+ c+
P»
P P
CO
CO
M H
c+
P O
cm o P P
cm p P «o Hp
Pl P
Hj
O
HPi
P O
p

M
P
pi
ps
CO
c+
P
HP
Pi
P
c+

P H
p. ts
e+
W
P
W
P
3
Pi
ttJ»
&lt;
P
P
O
P
HP
HP
N
P
W

I
MMMMMMMMMM
PPPPPPPPPP
DiPiPiPiPiPiPipiPi*^
g;&amp;&amp;pspspspspspsps
CQCQWCOCOCOCOCOCOCO
c+c+c+c+e+e+«+c+e+c+
PPPPPPPPPP
p. p. p. p- p- H- H- H- H' Haipppcappppp
Pb Pi pii p) Pi pi Pi
c+ ►Q
P P P P P P P
CD» P
P
X
O C3*
c+
►d Pí
P P P P
HM P
Ps P)
P O d HH
c+ CD&gt; rf P
W P
H- P P iP
cf H
c+ B P
HH' p p
O
N O CO pi P
O
o
P
CO
c+
P
W

p
ês
m
e+
P
HP
Pi
P

p
êi
w
e+
P
HP
pi
P

0“
HO
HO
H
P
c+
P
CO

&gt;
p
c+
O
PJ
P
&lt;0
P
ra

M W M
P P B
pi cm cr
ps P P
w P M
H- P* P
p p cm
H- p p
p H- p
P Ui
H Pl
HB
p
p
e+
Hs HO Ps
H- P
P HP

M
H
P
e+
P
HO
HPi
P
pi
P
P
M
H
P
e+
P
o&gt;
P
HO
P

t?j
O
O
P
O
B
HP

&gt;
Ui
Hj
P
e+
O

&gt; í&gt;
P cm
c+ p
P. HUi o
P
O M
P c+
Ps P
Hj P
H- P
O
P
Ui

H
dJ
HP
HUi
c+
P
P
&lt;o
Pl
O

í&gt;
(O
w
p
p
c+
O
Ui
p
cr
p
g
cm
Hpi
o
Ui
►d
p
H
m
Ui
o

Pi
p
p
B
•d
P
CD»
Ui
P
Ui

&lt;i
Cl
p
CO

ro
ro

to
M H
00 H

rv) Ui

rv)

UI
H
vn

(V)
VJ1

PO UI

rvo

(J\

Ui

PO

-0
00

Ui

VD

CTS

^5
Ui

^3
pi
Ui

pi
ro VJ1
p&lt;
OA

H
ro

Ui

pp
H&lt;
P
O
ra
p
P
p
&lt;5
H10
e+
P
Ui
P
X
HUi
c+
P
P
c+
p
p
p
p
Ui
HP
ês
Ui
c+
P
HP
P

ro
oo
vX)
P*
HWOO-OUiUiíNO-F-HiHHtVJOHHH^UlMHP- O

ro
P* Ui
CX) P* 00

o
c/l

H
-0

L.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

3

14

15

16

17

18

19

�Digitalizado
gentilmente por:

6

5

4

3

2

cm

14* Normas de catalogaçao adotadas:

LEGENDA; 1 a 19 = Ramos industriais, veja Anexo

H
00

�16. Tipos de catálogos:

LEGENDA: 1 a 19 = Ramoa industriais, veja Anexo 2

�18. Colaboram com os Catálogos Coletivos;

�21.
V - CO.^SIDERACÕES Fi:iAIS

Podemos constatar,
tragem realizada,

pelos resultados da amo£

que na Capital de São Paulo, a Indústria

ain-

da parece desconhecer a importância das bibliotecas, organizadas
em moldes modernos por profissionais especializados, visando

o

aumento da produtividade, o aperfeiçoamento dos produtos e o con
sequente incremento das exportações.
/
Das 522 indústrias visitadas,

selecionadas

entre as que mais faturam, 492 indústrias não possuem biblioteca;
destas,

342 não possuem livros técnicos e apenas 16 usam

outras

bibliotecas.
Das 522 citadas,
ções de livros e revistas,

apenas 131 possuem

cole-

sem organização alguma e 2 usam cole-

ções de propriedade dos técnicos,

sendo que apenas 3 declararam

pretender organizar uma biblioteca.
A nosso ver,

esses dados merecem estudo cu^

dadoso por parte dos bibliotecários,
blioteconomia,

do CRB-8,

da APB,

das Escolas de

para sugestões que interessarão,

Bi-

de per

to, aos industriais.
Devemos levar em co:±a que, das 30

indús-

trias que possuem biblioteca, apenas 4 contam com bibliotecários
diplomados

(em número de 5) pois apenas uma delas tem 1 biblio-

tecário -auxiliar, além do bibliotecário-chefe.
Assim,

para 5 bibliotecários diplomados te-

mos 31 leigos trabalhando e 6 bibliotecas sem funcionários.
Diante dêste quadro, não será difícil

com-

preender que das 30 bibliotecas existentes nas 522 indústrias v^
sitadas, apenas 4 elaboram bibliografias e 9 não prestam
serviço, além de empréstimo.

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

nenhum

�22
N0|6ntant0j

entre as 30 bibliotecas existen

tes há uma com mais de 20.000 livros e 2 com mais de 10.000

pe-

riódicos, sem contar ^om os serviços profissionais de bibliotecá
rios.
0 fornecimento de reproduções já apresentaim^
Ihores Índices:

em 18 bibliotecas,

16 fazem cópias xerox.

Quanto aos assuntos,

podemos observar

que

tanto as bibliotecas como as coleçoes sao especializadas no respectivo ramo industrial,

sendo que das bibliotecas apenas 2

pos^

suem Obras Gerais e .37 das coleçoes possuem publicações de Legi^
lação e Jurisprudência.
Nossa intenção, realizando o presente levan
tamento,

é a de interessar os bibliotecários e entidades ligadas

2i classe, no estudo e apresentação de sugestões para a
do problema,

solução

com a urgência e seriedade que o mesmo requer.
Com o mesmo propósito,

para a região

ECAFE e EGA, a UNIDO, realizou em setembro de 1970,

em Teerã,

da
o

Inter-Regional Seminar for Industrial Information, nêle ressaltzn
do que "a transferência da tecnologia atravós da informação

in-

dustrial á um dos pró-requisitos para o rápido desenvolvimento e
conômico e industrial dos países em desenvolvimento.
Uma rêde internacional para selecionar e ca
nalizar essa informação precisa ser estabelecida.
Serviços de informação deveriam ser criados
nos países em desenvolvimento para fazer parte dessa rêde internacional,

de molde a assegurar a rápida transferência de informa

ção de um país a outro”»
0 propósito do Seminário foi determinar

o

desempenho de um serviço de informação industrial, provendo a in
dástria de informações:

2

3

4

5

6

científicas, tícnicas,

Digitalizado
gentilmente por:

econômicas e admi

�ANEXO 1

FEDERAÇAO E CENTRO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SAO
PAULO E DEPARTAMENTO DE DOCUMENTAÇÃO, CADASTRO E
INFORMAÇÕES INDUSTRIAIS

biblioteca

ROBERTO

SIMONSEN

Viaduto nona Paulina, 80, térreo — Palácio Mauá — Fone: 32-5125 — R- 23
CAPITAL
Sr. Industrial:
Colabore conosco, enviando-nos as informações abaixo, sôbre a biblioteca de sua
indústria.
1.

Empresa mantenedora

2.

Nome da Biblioteca

—

—•

"

"

;

Data da fundação.,
Fone.

Endereço -—

Cidade.
é

Caixa Postal
3.

Qual a subordinação administrativa —

4.

Expediente:

Dias da semana
Horário

5.

6.

Tipo de atendimento
□ sòmente técnicos

'
—

(acesso à biblioteca)
□ todos funcionários

□ PÚblico em geral

Acervo:
6 1 Livros

,

volumes
volumes

Revistas: coleções
assinaturas

Outros materiais bibliográficos e ..audiovisuais

Digitalizado
gentilmente por:

títulos

�6.2 Qual o valor de aquisição anual
6.3 Quais os assuntos abrangidos pelo acervo?

Pessoal

7.

Chefe da Biblioteca
Funcionários

Número de Bibliotecários
Quais as Escolas em que se formaram os

8.1

Bibliotecários (inclusive chefe da Biblioteca)

Quais as normas de catalogação adotadas
□ ALA (American Library Association)

8.2 Qual o sistema de classificação

□

8.3 Tipos de catálogos
• □ Dicionário
□ Sistemático

□ Código do Vaticano
□

Dewey

□ Outros

CDU

i
□ Registro de periódicos

□ Outros

8.4 Conhece e utiliza o SIC (Serv. de Interc. de Catalogação do IBBD) □ Sim □ Não
□ nacional

8.5 Colabora com ó catálogo coletivo
9.
10.1

A Seção de Referência tem
A Biblioteca é de livre acesso

:•

□ regional

.—."•••• volum
□ sim

□ nao
□ sim

10.2 A Biblioteca possui seção de empréstimos (circulante)
11.1

Elabora bibliografias a pedido

□ sirti

11.2 Prepara e divulga listas das aquisições

□ nao
□ sim

i
□ nao

12.

Caso não possua biblioteca qual a que utiliza?

13.

Possui recursos reprográficos (reprodução de documentos)
□ Microfilmagem

□ Fotocopiagem

□ não

^

□ Outros

Caso possuam Regulamento, Relatórios, Guias, etc. enviar em anexo.
Para maiores detalhes enviar carta,

, ■ _

3

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

^

�o
U
%
0)
o
ü
•H
rH
-H
O
S
o
IR*
c
m
•H
CÍ
O
ü

2

3

4

Cd
•H
t(D
Ih
rH
Cd
+&gt;
(ü
S
•
CM

5

o
•H
Cd
Cd Cd VJ
t&gt;
•H u •H
•H
•H rH
0) O •H
ã
+&gt; T3 ,Q
O
O
Cd Cd
QJ
S S S
S
•••••
ro ^ ITN VO
W
t—I
Cd
•H
0)
-P

6

'O

Digitalizado
gentilmente por:

cd
Xi
ü
cd
P
o
o
icd m
rH
0
0
P&lt; r:)
Cd
m
PH
o
0 -p
cd
«H
0
0
Pí •P
cd
&lt;
CO

cn

cd
o
•H
3
VH
â

CO
•H
Cd
•H
O
CO
0
•H
cd
TJ lo
0 x&gt; o
cd •H
s
to -P
m
0
yd
m
cd fH
o •H Ph
ü
cd
cd
•H
•H
-P
u
;3
&lt;0 «H VI)
ü
-P
0
Cd
cd
Pc S
0 0
cd
Td Td
m
m
m
o
o
o
+» •p p
3
3
rtd TJ
O o
o
Ã

&amp;

18. Editorial e Gráfica

cvj|

m
0
P
cd
rH
•H
3
•H
to
CO
o
4-&gt;
•o
o
&amp;
0
0
0
rH
0
PH
•w
to
o
p
pj
o
o

17. Produtos Alimentares e Bebidas

cn
o
lo
ü&gt;
Cd
ü

m
cd
0
&gt;
0

15. TSxtil

o
ür;
ü

16. Vestuário, Calçados e Artefatos de Tecidos

to

�23
nistrativas,

inclusive sobre propriedade industrial,

processos e

tácnicas industriais e resultados de pesquisas científicas a serem aplicadas na produção industrial.

,

Em face do exposto, não podemos realmentefi_

car h. margem do esforço que vem sendo dispendido nesse sentido
em outros países.

MFV/Msps.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

,

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="15">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10509">
                  <text>CBBD - Edição: 06 - Ano: 1971 (Belo Horizonte/MG)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10510">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10511">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10512">
                  <text>1971</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10513">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10514">
                  <text>Belo Horizonte/MG</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11355">
                <text>Bibliotecas em Indústrias de São Paulo (capital): pesquisa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11356">
                <text>Villaça, Magaly França</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11357">
                <text>Belo Horizonte</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11358">
                <text>Febab</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11359">
                <text>1971</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11361">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11362">
                <text>Bibliotecas Especializadas </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="11363">
                <text> Indústrias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11364">
                <text>Em 1966, a Chefia da Biblioteca Roberto Simonsen da PIESP/CIESP, foi convidada e passou a integrar o Grupo de Trabalho em Tecnologia da Associação Paulista de Bibliotecários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65325">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="1974" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1054">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/20/1974/cbbd1979_doc37.pdf</src>
        <authentication>035edf0d89ede9c73c1752ec7005b64a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="24616">
                    <text>508
CDU - 778.071:002
CDD 778.315
O0 MICROFILME COtíO
CCMO VEICULO
VEÍCULO 1®
I» DISSEMINAÇÃO
DISSEMINAçXo DE INFORMAÇOES
INFORMAÇÕES E A RESISTÊNCIA DOS
USUÃRIOS AO
usuSrios
ao uso
USO das
DAS MICROFORMAS
HUGO PAULO N.L. VIEIRA, Economista, analis_
anali£
ta de sistemas microgrãficos
microgrificos e responsável
pelo Setor de microfilmagem da Biblioteca
Nacional de Agricultura - BINAGRI.'
BINA(®I.
Embora a ciência da informação possua hoje em dia meios de
disseminação de informações altamente sofisticados, seus ^
ii
suários no Brasil ainda não se utilizam plenamente dos re^
r£
cursos que dispõem. Isso acontece com maior
incidência
quando observamos o uso do microfilme como meio de dissem^
nação, principalmente nas bibliotecas aonde a cópia ele^
trostatica ê mais solicitada do que a microficha, em que
trostática
pese que o custo do papel seja extremamente alto
quando
comparado com esta microforma. Os fatores que levam a tal
ocorrência originam-se na deficiência da formação dos usuários, desde a fase escolar ã academia e que muitas vezes
se prolonga ao contato com instituições de informação que
ainda não adaptaram técnicas avançadas para processamento
e armazenamento. Somente após a conscientização dos profi^
sionais, focos de disseminação de novos conhecimentos
e
costumes, nossos alunos e técnicos poderão romper as b£ff
bar_
reiras existentes no uso da microficha e passar a fazer de^
la o veículo de aquisição de informações.
1- INTRODUÇÃO
A comunicação e a informação tornaram-se nos últimos tempos as pri^
prin
cipais preocupações e tarefas do homem
hcmiem moderno e com justa razao,
razão, pois delas
depende todo o desenvolvimento técnico, científico, economico
econômico e social de t£
das as comunidades hiunanas.
humanas.
Visando uma melhor maneira de levar aos diversos setores de ativida
ativid^
des do homem a informação certa no momento exato, inúmeras estruturas e sistemas são constituidos e incrementados com relativa frequência. Com o desenvolvimento da tecnologia, estas estruturas e sistemas tornam-se dia a dia
mais sofisticados e racionais,
com a finalidade de acelerar
cada

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

&gt;

11

12

13

14

�r 509
vez mais o tempo de resposta.necessitado•
resposta-"necessitado,
Inúmeros meios de suporte,para
suporte para a informação são
sao disponíveis
atua_l
atua^
mente, graças ãs pesquisas e aos avanços tecnológicos deste século.
Um desses meios e o objetivo do presente trabalho: - o microfilme.
microfflme.
2- 0 MICROFILME E SUAS VANTAGENS

,

0 microfilme estã
está inserido no universo de técnicas de reprodução de
textos e imagens.
,
,
Embora largamente difundido nos países mais industrializados desde
antes da ultima grande,guerra,
grande guerra, somente foi introduzido no Brasil a cerca de
duas décadas e começou a ser mais conhecido e utilizado em fins dos anos 60,
quando deixou de ser manipulado somente em áreas estritamente fechadas e in^
ini^
ciou sua expansao para outros mercados mais comerciais.
Porem, em consequência de alguns anos de indisponibilidade como rotina nos meios de informação, não recebeu até o presente, por parte de seus
possíveis usuários, a percepção exata de sua utilidade como veículo de disse^
diss£^
minaçao. A viabilidade de sua utilização ã ampla e as vantagens
ofertadas
sao as melhores possíveis. Dentre as principais destacamos: . r ^
são
1- Segurança: - possui maior durabilidade, melhor e mais fácil conservação e possibilita um controle de assuntos tão eficaz como os dos sistemas convencionais de armazenamento de documentos, além de garantir integrida^
integrid£
de da informação.
•, ,
2- Redução de espaço: - possibilita maior economia de espaço para
armazenamento;
•
,
- .
3- Economia: - possui um custo de produção sensivelmente mais baixo
e possibilita um custo de manutenção interior ap
ao que geralmente se supõe,con
supoe,con
siderando a alta eficiência obtida, proporcionando ainda um menor custo de
aquisição e transporte;
* .
■
4- Rapidez de informação: - a principal característica do microfilme. A documentação possui uma maior facilidade de acesso quando microfilmada
corretamente, promovendo dessa forma maior rapidez de recuperação e consequentemente uma disseminação mais eficaz e econômica.
As vantagens de uso são evidentes e reais, tanto que o microfilme
hoje é uma realidade em todos os setores.
^
Na area biblioteconômica entretanto é que se observa, em vários pa^
paí
ses, uma utilização crescente e bastante aceita, o que é obvio em
em,função
função da
eficiência que o sistema proporciona em termos de aquisiçao e disseminação

Digitalizado
gentilmente por:

�510
de documentos, em microficha, (que é uma forma de apresentação do microfi_l
microfij.
me). Citamos como exemplo o grande império editorial McGraw, Hill Book que
há muito edita publicações através dessa microforma. Poderiamos enumerar uma
hã
série de exemplos, inclusive Universidades, na Améria e Europa.
No Brasil, em que pese a forte divulgação da técnica microgrãfica
micrográfica
nos últimos nove anos, nossas bibliotecas, em sua maioria, ainda não se utilizam de microfilme como fonte de consulta ou enriquecimento do acervo, bem
como, são raras as Universidade que se utilizam desse meio para instruir e
orientar seus alunos. Os motivos de tal fato são os mais diversos e abrangem
além de fatores ligados ã recursos financeiros até resistências de ordem ps^
colÕgica por parte dos usuários. E bem verdade que a tecnologia ainda é im
COlógica
portada e a falsa idéia de um alto custo de implantação de uma central de m^
crofilmagem, funciona como desincentivo ao sistema. Mas,’
crofilmágem,'
Mas, as principais bar^
ba£
reiras ainda são as existentes nos usuários de bibliotecas e algumas vezes,
nos próprios técnicos em informação.
I
■■
3- A RESISTÊNCIA DOS USUÁRIOS
USUÄRIOS DE BIBLIOTECAS XS MICROFORMAS
A falta de conhecimento e manipulação proporciona barreiras
ao
uso da microforma por parte de nossos usuários
usuários.estudantes
.estudantes e técnicos- e es^
tas surgem de tres maneiras:
- barreiras de ordem psicológica
- barreiras de ordem técnica
- barreiras de ordem financeira
e
Das três enumeradas, as principais são as de ordem psicológica
técnica, já que as de ordem finaneira poderão ser facilmente superadas, desde que as bibliotecas se equipem de leitores próprios para a
leitura das
microfiches.
microfichas.
A resistência de ordem psicológica éê a mais evidente e se apresenta
de diversas formas, tais como o "uso e costume" da busca da informação pelo
contato visual, ou seja, o primeiro contato com o livro e a sua forma visual
e as cores que possui, além do contato físico das mãos com o volume, resis tem em ceder lugar ao manuseio de um "pedaço" de filme com a
leitura
fria, mas objetiva, na tela de um equipamento. E as barreiras crescem ou di^
minuem de usuário para usuário, dependendo da constância do contato homem-nã
homem-má
croforma e da interação homem-máquina.
Mas as reações não se manifestam sempre dessa forma. Elas se divi dem em dois grupos intimamente ligados ao tipo de usuário: - os rotineiro e

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�-• 511
os eventuais e dentro das duas classificações e que se observa melhor o comportamento com relação ao uso da microficha e as restrições técnicas. Quando
a utilização das microformas na biblioteca é em caráter eventual as restri ções ou barreiras técnicas desaparecem para dar lugar ao atendimento da ne^
cessidade urgente da informação. Nesse caso, a motivação tem papel preponderante e qualquer falha do sistema de microfichas
microfiches deixa de existir, até que
o motivo da busca seja atendido. Por outro lado, a utilização rotineira não
possui a mesma motivação, ou seja, a busca da informação nao é em caráter ur_
ur^
gente e, neste ponto começam a surgir as restrições do usuário ao uso das m^
crofichas, entre as quais podemos citar: o tipo de leitor utilizado,oambien
te, a posição de leitura, a qualidade de microficha, o ponto de apoio para ^
notaçoes,
notações, enfim, toda uma gama de fatores que variam de pessoa para pessoa,
mas que tém como origem a falta de uso desde os bancos escolares, ou melhor
dizendo, a falta de contato ou familiarização com a microficha nas universidades. Acreditamos que atualmente esteja começando a ficar claro que os usu^
rios não são os únicos responsáveis pelanãoutilização, emlarga escala, da nú
croficha em bibliotecas. Essa falha nasce nas salas de aula e algtunas.
algumas vezes
no bloqueio do próprio bibliotecário devido a ainda não haver sido despertado em nossos profissionais o valor quantitativo da aquisição das informações
pelas microfichas.
Explicamos: - o apoio direto ã sala de aula com a microficha proporciona o
contato com a informação agregada através do conceito de coleção.
0 aluno passa a ter em mãos, com toda a facilidade, todas as publicações so^
S£
bre um mesmo assunto. Não
Nao podemos nos esquecer também que a microficha ,proproporciona, pela sua facilidade de disseminação, leitura simultânea de um mesmo assunto por diversas pessoas, além de possuir um custo extremamente baixo
quando comparado com o livro. Mas não paremos por aqui, fechando o circulo,
microfiches em sala de aula, depende e^
temos a dizer que um efetivo apoio de microfichas
fetivamente de reais sistemas biblioteconõmicos montados com esta visão.
0
quadro abaixo demonstra o ponto de vista exposto:

■4&gt; SISTEMAS BIBLIOTECONOMICOS

^SALA
SALA DE AULA

ALUNOS (OU USUÁRIOS)

cm

Digitalizado
gentilmente por:

11

12

13

14

�812
Desta forma estaríamos construindo uma rotina de uso da microfiche
microficha
em bibliotecas mesmo apõs
apos a saída
saida do aluno dos bancos escolares, jã graduado,
e acreditamos também que os problemas encontrados pelos usuários no microfil
micro£i_l
me, como fonte de informação, deixariam de existir na sua quase totalidade.
4- A CENTRAL DE MICROFILMAGEM
MICROFILMAOTM DA BINAGRI
A Biblioteca Nacional de Agricultura - BINAGRI, possui uma Central
de Microfilmagem com o objetivo de facilitar o intercâmbio das informações £
xistentes no Brasil e em todo o mundo na área agrícola, assegurando e preservando, em espaço reduzido»
reduzido, a documentação nacional. Os pontos acima abordados
podem ser constatados através da nossa rotina de trabalho. Como ilustração
mostramos a seguir dados reais sobre a solicitação de cópias
copias dos documentos
que já existem em microfilme em nossa biblioteca. Antes porém,
porem, temos a dizer
que o nosso custo real de microficha é de Cr$ 5,00 e tem capacidade para receber até 60 fotogramas ou, traduzindo, 60 páginas, ou seja, corresponde a
um livro com 60 páginas. Por outro lado, uma cópia eletrostática a partir do
fotograma custa Cr$ 10,00, assim teríamos, que o mesmo documento em fotocó pia, a partir do microfilme custaria para o sistema de produção Cr$ 600,00.
A diferença é desproporcional: - Cr$ 5,00 para Cr$ 600,00.
Mesmo assim, devido a falta de conscientização dos usuários, a lenta proliferação do microfilme e a ausência de leitoras nas bibliotecas, ocasionam que o índice de solicitações e consultas de documentos, permaneça al
to em termos de papel eletrostátivo. Conforme mostram os quadros abaixo, em
1978, foram solicitados 2.043 documentos, dentre esses 1.410 foram em raicrofichas e 633 em cópias eletrostáticas. Em 1979, de janeiro ãi abril,
houve
1.751 solicitações, sendo 1.074 em microfichas e 677 em cópias papel, a partir do microfilme. Vejam que embora o custo do papel, em confronto com o fotograma, seja 12.048Z
12.048% mais cara, ainda permanece em nossos usuários a idéia
de que o sistema convencional, de cÓpia-papel,
cópia-papel, ainda é o melhor.
DEMANDA DE DOCUMENTOS MICROFILMADOS SOLICITADOS EM 1978:
espEcie
ESPÉCIE
Total documentos solicitados
Em microfichas
Em cópias-papel

cm

Digitalizado
gentilmente por:

QUANTIDADE

PERCENTUAL

2.043
1.410
633

1002
100%
69%
692
31%
312

�513
DEMANDA DE DOCUMENTOS MICROFILMADOS SOLICITADOS EM 1979 (janeiro ã abril)
ESPÉCIE
Total de documentos solicitados
Em Microfichas
Em Cõpias-papel

QUANTIDADE

PERCENTUAL

1.751

100%

1.074
677

61%
39%

A análise dos dados acima demonstrados, permite-nos obervar que
a
aceitaçao de copias
aceitação
cópias de documentos em forma de microficha
microfiche decresceu no primeiro trimestre de 1979, o que indica a ausência de algum fator novo de mot^
vação para a aceitação da microforma. A facilidade de disseminação e •’
vaçio
con
cori
centração de informações nas microfichas não estão ainda fazendo parte da ro^
r^
tina de trabalho dos usuários da BINAGRI.
5- CONCLUSÃO
Considerando os obstáculos identificados e os dados registrados na
Biblioteca Nacional de Agricultura no que se refere ã utilização da microficha pelos usuários, cremos indispensável desenvolver esforços para modificar
este quadro, conscientizando nossos técnicos e instituições sobre o sistema,
bem como nos preocupando com o nível de qualidade da nossa microfilmagem,pr£
microfilmagem,pro^
curando melhorar o padrao.
padrão. Hoje estamos, em termos de qualidade de produto,
bem próximos dos padrões da FAO que dissemina suas informações para todo
o
mundo em microfilme. Por outro lado, estamos também instituindo um sistema
de mala direta junto aos nossos usuários, principalmente àqueles
aqueles que se utilizam predominantemente das cópias papel, visando esclarecimentos das vantagens que podem ser obtidas com as microformas.
Esperamos de cada membro dos sistemas de informações que manipulam
com microficha como veiculo de disseminação, atitudes idencias
idências com vistas ãa
expansão do microfilme. Ainda temos a dizer que os bibliotecários de todo o
país, são os grandes responsáveis pela continuidade e pelocrescimento
das
nossas técnicas de informação nas nossas bibliotecas e consequentemente ju^
juii
to aos nossos profissionais.
ABSTRACT
ABSTRACT...
Although the Information Science has nowadays highly sophisticated

cm

2

3

Digitalizado
4 gentilmente por:

11

12

13

14

�514
means for information diffusion, users in Brazil don't make yet a full
fúll use
of the available resources. It mainly accervs whenever we take the microfilme use as a means of dissemination specially in libraries where the hardcopy
is more requested than the microfiche, in spite of the extremely high paper
cost, in comparison whit this microform.
The factors leading to serch an occurrence have its origin in users
defective background, from school to university years, being it
extended
several times to the contact with information institutions which haven't yet
adopted advanced techniques for processing and storing.
Only through professional awareness, dissemination focuses for new
costumes and knowledge, our pupils and technicians will be able to break with
the existing barriers to microfiche use and make it the effective means
of
information.
6- BIBLIOGRAFIA CCWSULTADA
CmSULTADA
1- BIBLIOTECA NACIONAL DE AGRICULTURA (Brasil). Estatística de produção do
Setor de Microfilmagem
Microfílmagem - 1978/1979. Brasília, 1979. 16f. mimiog.
2- CENTRO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO MICROGRÍFICO,
MICROGRÄFICO, ed. Desenvolvimento de
sistemas microgrãficos avançados. S. Paulo, 1976. 154p. il.
3- GLEAVES, E.S. Creating an effective microform enviranment in limaries; a
self-instructional learning module. Nashville, School of Limary Science George Peabody college for teachers. 1976. 26p. il.
4- GRIEDER, E.M. Ultrafiche limaries: a limarian's view. Microform Review,
Review.
1: 85-100, am. 1973.
5- KOTTENSTETTE, J. P. Testing student reactions to educations microform:
many problems - a few answers. The Journal of Micrographic, 4(2): 738, jan. 1971.
6- RISNER, M.T. Micropublishing helps increase availamlity of non-book me dia references. The Journal of Micrographics,
Micrographics. 9 (1): 31-4. 120-2, set.
1975.
7- TAYLOR, R.S. Limaries and micropublication. Microform Review, 1: 25-7,
jan. 1977.
8- THOMAS, P.A. Microfiche in a special library.
43-4. fev. 1975.

cm

Digitalizado
gentilmente por:

New Library World.
World, 76:
76;

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="20">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20086">
                  <text>CBBD - Edição: 10 - Ano: 1979 (Curitiba/PR)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20087">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20088">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20089">
                  <text>1979</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20090">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20091">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="20092">
                  <text>Curitiriba (Paraná)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24605">
                <text>O microfilme como veículo de disseminação de informação e a resistência dos usuários ao uso das microformas</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24606">
                <text>Vieira, Hugo Paulo  N. L.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24607">
                <text>Curitiba</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24608">
                <text>FEBAB &amp; Associação Bibliotecária do Paraná</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24609">
                <text>1979</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24611">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24612">
                <text>Microfilmes </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="24613">
                <text> Disseminação Seletiva da Informação </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="24614">
                <text> Usuários da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="24615">
                <text>Embora a ciência da informação possua hoje em dia meios de disseminação de informações altamente sofisticados, seus usuários no Brasil ainda não se utilizam plenamente dos recursos que dispõem. Isso acontece com maior incidência quando observamos o uso do microfilme como meio de disseminação, principalmente nas bibliotecas aonde a cópia eletrostática ê mais solicitada do que a microficha, em que pese que o custo do papel seja extremamente alto quando comparado com esta microforma. Os fatores que levam a tal ocorrência originam-se na deficiência da formação dos usuários, desde a fase escolar ã academia e que muitas vezes se prolonga ao contato com instituições de informação que ainda não adaptaram técnicas avançadas para processamento e armazenamento. Somente após a conscientização dos profissionais, focos de disseminação de novos conhecimentos e costumes, nossos alunos e técnicos poderão romper as barreiras existentes no uso da microficha e passar a fazer dela o veículo de aquisição de informações.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65942">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="2073" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="1153">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/21/2073/Febab_C_B_B_D_V_I_Joao_Pessoa_19.pdf</src>
        <authentication>f5b0027b5a81349449e6eb0bc0c342e6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="25714">
                    <text>CDU 027.3
A BIBLIOTECA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO
Cila Milano Vieira
Bibliotecária e Pro
fessora do Departamento de Biblioteco
nomia e História da
Fundação Universida
de do Rio Grande.
RESUMO
O processo cultural como fator de elevação
do homem. A importância das Bibliotecas Públicas no processo de desenvolvimento. Aspectos históricos da fundação de uma importante Biblioteca Pública de Direito Privado. A diversidade de atendimento. O rico acervo e o processamento técnico já executado. A crescente utilização da Biblioteca
Rio-Grandense na pesquisa cientifica. Neces
sidade de expansão das Bibliotecas
Públi-Públiáreas carentes, com vistas ã erradicas em ãreas
cação da subcultura ou de culturas
anticientificas.
Introdução
0O tema desenvolvimento centraliza irremediavelmente todos
os
campos da atividade humana, mesmo considerando-se a multiplicidade com que se manifestam. Não há, verdadeiramente, uma ativi
dadé
dade profissional cujo produto não adicione uma contribuição ao
que se entende como processo de desenvolvimento.
Há, contudo, uma forte conotação entre o vocábulo desenvolvimen
to e a atividade econômica, como que a indicar que as etapas su
periores da produção e organização econômica fossem responsâ287

Digitalizado
gentilmente por:

�veis intrinsecamente pelo curso do processo de desenvolvimento.
As,interações
As,
interações no âmbito dos fenômenos sõcio-econômicos- culturais modelam um tipo de civilização, ditando rumos a serem seguidos numa determinada época. As inovações e as conquistas obtidas na marcha das civilizações dependem muito mais do aprimoramento intelectual do que propriamente do modo
de
produção
stricto sensu. O homem ou sociedades podem
podem, produzir da mesma maneira, com os mesmos métodos e as mesmas concepções durante séculos ou até milênios. Várias culturas nacionais ainda hoje se
comportam como seus antepassados imemoriais. 0O processo produti
vo não os livrou de condicionamentos paralizantes, deixando-os
mergulhados em práticas estagnadas por longos períodos.
Hoje,
tais sociedades oferecem o notável contraste entre o passado e
o presente da humanidade. Qual teria sido o fator primeiro,priprimeiro(primordial,, responsável pelo desnível de culturas e do prõprio
mordial
próprio estágio de evolução mental do homem? Está claro que somente o pro
cesso produtivo não foi suficiente para romper o círculo da rotina de trabalho no qual giram, ainda, milhões de pessoas. Talvez se possa afirmar com grande segurança que foi exatamente a
atividade produtiva a responsável por um padrão de comportamento, inibidor de qualquer iniciativa nova. Ao processo produtivo,
portanto, ê necessário adicionar-se outras forças capazes de ven
cer determinada fase inercial. Isso significa que outros fatores
são de suma importância no desencadeamento das forças
mentais,
propiciadoras de novos avanços rumo ao conhecimento. São, precisamente, essas forças as responsáveis pela visão aberta por onde
se expandem os poderes da inteligência. Os homens em várias sociedades do passado e de algumas do presente viveram e vivem os
rituais condicionantes das crenças e costumes. São forças endóge
nas na sociedade e contra as quais qualquer luta deixa uma estei
ra de sacrificados. Outras sociedades, porém,reagiram e oonsegui
consegui
ram pensar, refletir, abrir caminho a novas idéias, formando um
processo cumulativo de conhecimèntos.
conhecimfentos. Esse processo praticamente
arrancou o homem da barbárie primitiva, conduzindo-o ao quadro
do homem contemporâneo. Atualmente, mesmo ainda arraigada a hábitos anticientlficos,
anticientificos, a humanidade ou parte dela caminha para
etapas mais avançadas do conhecimento científico e dos limiares
288

Digitalizado
gentilmente por;
por:

�de uma civilização tecnológica superior.
A já longa caminhada da humanidade pelas diversas civilizações
e organizações sociais teve seus pontos críticos, com impasses
rompidos pela forte luz irradiada por mentes que rasgaram os es
treitos horizontes de eventos de uma determinada época. O
rol
de acontecimentos que iniciaram novas eras foi sustentado pelas
teorias de sábios e estudiosos de vários ramos do conhecimento.
A criaçãô de novas formas de pensamento abriu caminho ã derrocada do obscurantismo sustentado por várias e sofisticadas mani
festações do misticismo.
A luta permanente pelo aprimoramento da inteligência conduzirá,
sem dúvida, ao aperfeiçoamento da própria espécie humana e
ao
domínio de tecnologia superior no futuro. O0 homo sapiens poderá
tomar-se uma das forças vitais do universo desde que não se in
verta o processo de oonfieibilidade
confiabilidade entre a ciência e o misticis
mo. O grande perigo
perr^o e paradoxo do mundo atual é precisamente o
aumento das crenças no sobrenatural. Isso deixa claro que ocres
cimento desordenado da população carrega uma formidável
carga
de insuficiência no processo educativo. Ä
A baixa cultura corresponde a alta ignorância e essa éê o caminho mais curto ao misticismo.
0 processo cultural será, indubitavelmente, a poderosa
alavan
ca a remover o misticismo que ainda domina amplas parcelas
da
humanidade. Está claro que se trata de um processo cultural livinculações com aparelhos ideológicos ou ele
próprio
vre, sem vinculaçóes
um aparelho ideológico.
Nenhum repositório cultural é mais importante para a
perfeita
compreensão do tempo histórico do que os acervos existentes nas
Bibliotecas Públicas. A compreensão do fenômeno tão importante
do declínio de potentes civilizações do passado poderá ajudarnos a interpretar os avanços e a decadência de impérios modernos. Mas as Bibliotecas Públicas têm muito a falar sobre o presente e as perspectivas do futuro. ÊÉ preciso conhecê-las melhor
289

Digitalizado
gentilmente por:

�e analisá-las a partir de suas próprias realidades.

A Biblioteca Pública
A história das Bibliotecas Públicas no Brasil oferece aspectos
de notáve] dedicação, abnegação e amor ã cultura desenvolvidos
por pessoas nem sempre ligadas diretamente a ela. A Biblioteca
Rio-Grandense com seus 132 anos de funcionamento
ininterrupto
revela claramente a importância do intercâmbio cultural
entre
diferentes regiões do mundo. Ao confinamento geográfico
quase
sempre corresponde a estagnação social. Rio Grande, com seu por
to maritinvo,
marítimo, manteve um contato permanente com os grandes centros de cultura do mundo. O ativo comércio de exportação e importação evitou que Rio Grande, nos limites do mundo português
e espanhol, ficasse irremediavelmente ã margem do processo evolutivo intelectual em brilhante efervescência no limiar da 2a.
metade do século
sécu^to XIX. A via oceânica trouxe o brilho das idéias
novas e com elas a própria renovação dos métodos de organização
e gerência dos negócios. O parque industrial riograndino
teve
suas bases formadas no caldeamento das idéias que representavam
o novo, vindo de fora, e o conservador jâ
já estabelecido.
Foi, precisamente, no período de transição entre as velhas e no
vas idéias que o século XIX tão extraordinariamente viveu, prin
cinqüentenârio, que em Rio Gran
cipalmente ao aproximar-se seu cinqüentenário,
de um grupo de homens voltados aos avanços
avcinços da cultura e dedicados ao próspero comércio de exportação e importação fundou a Bi
blioteca Rio-Grandense. Isso em 15 de agosto de 1846:
1846; em 19 de
janeiro de 1847 foi, então, instalada a Biblioteca Pública em
Rio Grande.
Ao longo de mais de um século o acervo da Biblioteca Rio-Grandense cresceu em quantidade e qualidade, tornando-a hoje,
aos
132 anos e 210.000 volumes um dos monumentos culturais do país.
pais.
A manutenção não tem sido fácil. Por tratar-se de uma institui290

cm

2

3

Digitalizado
gentilmente por:

�çio de Direito Privado não conta com auxílios suficientes do Po
ção
der público.
Público. Basicamente vive das contribuições de seus associa
dos. Contudo, a grande abnegação de seus dirigentes a tem mantido em pleno funcionamento e correspondendo aos ideais que ani
maram seus fundadores.
Vemos assim, pelo esboço acima, que a fundação da
Biblioteca
Rio-Grandense deveu-se aos anseios culturais de pessoas ligadas
ao comércio exterior da época. 0O porto do Rio Grande, na
sua
condição de porto marítimo, abriu amplo canal de comunicação en
tre o extremo sul do Brasil e os grandes centros culturais
do
país e do próprio mundo. Essa circunstância reforça a perspectl
pais
perspecti
va de que o sopro das idéias que se renovam ao largo de socieda
des provincianas pode nelas penetrar, no caso por condição geográfica, promovendo o des
desencadeamento
enc ade amen to de um processo cultural.
Situando a posição da Biblioteca Rio-Grandense no contexto
cial da cidade, do Estado e do país podemos reconhecer os
guintes tipos de atuação:
1
2
3
4

-

atendimento
atendimento
atendimento
atendimento

sose-

geral ao público
especifico a estudantes
específico
especializado
de consultas

0 atendimento ao público em geral, usuários, tem sido definido
como a função essencial da Biblioteca Pública. Ele representa, inegavelmente, uma fonte de sustentação financeira da instituição. são pessoas dotadas de inclinação pela leitura em geral
que mais comumente se associam às
ãs Bibliotecas Públicas. A literatura de romances responde pela maior movimentação estatística.
Os leitores de jornais são também assíduos frequentadores da sà
sg.
la de leitura. No caso particular da Biblioteca Rio-Grandense é
uma verdade inconteste. Mesmo considerando-se o rico e importan
te acervo, com destaque para o material especicil, ele é, na ver
dade, pouco movimentado. Contribui para isso o esquecimento de
tais componentes do acervo- geral e a falta de processamento têc
téc
291

Digitalizado
gentilmente por:

�nico. Após,
Apôs, porém, o levantamento e o processamento das obras
raras e/ou preciosas e do material especial de fotografias anti
gas houve uma maior procura e utilização de dados neles contidos. Outros, não menos importantes permanessem, no entanto, ain
da cobertos pela tão decantada poeira
poej ra das prateleiras.
Esse tipo de atendimento é responsável por
pnr uma sensível melhoria cultural de massa, tanto pelos benefícios da leitura especl
ficamente, como pela obtenção de dados de análise e interpretação .
ção.
O0 atendimento especifico a estudantes responde pela movimentação
de obras de caráter didático, principalmente para 19 e 29 graus.
Os alunos de 39 grau têm, a não ser como fonte suplementar
de
consulta, menor participação.
O0 atendimento especializado êé feito às
ás pessoas interessadas na
obtenção de dados ãà elaboração de teses de mestrado e doutorado.
Trata-se de um atendimento mais problemático, pois, para tanto,
seria necessário o processamento técnico de todo o acervo. Como
ainda não foi possível completar essa importante tarefa,
as
consultas se tornam lentas e por vezes exaustivas.Especialistas
em fase de elaboração de teses nos campos da história, geografia, ciências econômicas, jurídicas e oceanogrãficas têm obtido
dados importantes a seus trabalhos. Algumas teses de mestrado e
doutorado defendidas por especialistas do Rio Grande do Sul tiveram como decisiva base de apoio o acervo da Biblioteca
RioGrandense.
O atendimento de consultas tem um caráter especial. São pessoas
que buscam dados eventuais ou um conhecimento mais aprofundado
sobre determinados assuntos que subitamente ganham notoriedade.
Mas há outro tipo de atendimento nesse item: são professores,es
critores,
cri tores, historiadores e juristas que procuram material a seus
trabalhos. É comum a procura de fontes para reconstituições his
tõricas em vários campos do conhecimento. Mas hâ
há também uma fitóricas
oura estranha, encoberta de mistérios: éê o auto-proclamado his292

Digitalizado
gentilmente por:

�toriador, geralmente um leigo, gato refinado de documentos históricos e que acaba montcuido
montando um arquivo histórico particular ãs
custas das Bibliotecas Públicas.
A atuação das Bibliotecas Públicas é, portanto, muito divèrsifi
divérsifi
cada, podendo representar um poderoso instrumento de qualificação de massa. EÉ clara, todavia, a necessidade de se Intensifl
intensifi car a divulgação do acervo através de catálogos próprios. O fato de modemamente as Bibliotecas Públicas coexistirem com as
bem montadas bibliotecas universitárias impoim-lhes uma necessi
dade imperiosa de atualização técnica. As bibliotecas universi
universl
tárias contam com recursos necessários âã utilização dos mais atãrias
perfeiçoados meios técnicos, incluindo a computação.Contam, tam
bém, com pessoal altamente
alteimente especializado a nível de pós-graduação e participação constante em congressos, seminários e cursos
de aperfeiçoamento.
As Bibliotecas Públicas, de Direito Privado especificamente, ao
contrário, lutam desesperadamente para sobreviver. Não dispondo
de recursos suficientes são, em muitos casos, operadas por pessoal leigo e, principalmente, sem treinamento técnico; a conseqüência imediata é o alheiamento do rico acervo por falta
de
tratamento técnico.
0 Poder Público oferece pouco ã Biblioteca Pública, embora exal
te muito sua importância. O discurso público reconhece a utilidade dessas centenárias instituições, porém o auxilio
auxílio financeiro é minguado. Um recurso que tem sido utilizado, sendo o caso
especifico da Biblioteca Rio-Grandense, é o de conveniar com universidades. A Fundação Universidade do Rio Grande tem contribuído decisivamente para o levantamento
leveintamento e processamento técnicos do acervo da Biblioteca Rio-Grandense.
Mas
Mcis isso é pouco. As Bibliotecas Públicas devem ser revitalizadas em obras e técnicas biblioteconômicas modernas, voltando a
constituir-se em focos de expansão da cultura. Será triste vêlas como antiquários
antiquârios de livros, procuradas mais para a pesquisa
do conhecimento passado. A Biblioteca Pública não deve, pois, a
penas abrir túmulos históricos, mas irradiar o conhecimento a293

Digitalizado
gentilmente por:

Q

II

12

13

�tual, tornando-se um centro dispersor dinâmico da vida cultural
culturaL
Ao apoio do Poder Público ãs Bibliotecas Públiccis
Públicas deve corresponder uma administração moderna, dentro das técnicas mais atua
lizadas. A Biblioteca Pública é uma alternativa ã grande
grcmde maio
lizadcis.
ria da população que não freqüenta a universidade, ou porque por
ela já
jâ passou ou simplesmente porque por ela não passou. Por ou
tro lado, é bom considerar que as bibliotecas escolares e universitárias são muito especificas,
específicas, não oferecendo o caráter geral e amplo do universo cultural das grandes Bibliotecas Públicas. É precisamente esse universo, duplo de certa forma, cultural e atendimento, que singulariza a Biblioteca Pública.
A Biblioteca Rio-Grandense com seus 210.000 volumes‘é uma das
mais importcintes
importémtes do pais.
país. Até a criação da Universidade do Rio
Grande era o único grande centro de conhecimento bibliográfico
do município, além de fonte obrigatória para os estudiosos
do
Estado do Rio Grcinde
Grande do Sul. Sua sala de leitura e o seu salão
de conferências marcaram profundamente a evolução cultural
do
Rio Grande.
A criação da Universidade do Rio Grande abriu, é claro, novos
caminhos âà intelectualização popular. Com sua própria biblioteca, a Universidade ampliou a área de estudo e consulta,
porém
serve-se da Biblioteca Rio-Grandense como fonte de apoio em várias áreas do conhecimento. Para melhor utilização e valoriza dispôs-se a colaboção da centenária Biblioteca Rio-Grandense dispós-se
rar no processamento técnico de seu importante acervo .

O ACERVO
Do acervo da Biblioteca Rio-Grandense, como resultado do convênio com a Fundação Universidade do Rio Grcinde,
Grande, foram executadas
as seguintes tarefas: "Levantamento Bibliográfico de Obras Raras e/ou Preciosas"
e "Processamento Técnico do Valioso Acervo de Fotografias da Centenária
Biblioteca Rio-Grandense"
Rio-Grandense (2).
294

Digitalizado
gentilmente por:

♦

�Em fase de anteprojeto está sendo programada a organização
do
arquivo da sala da Alfândega e da mapotecar
mapoteca: para o futuro o levantamento e processamento técnico dos manuscritos.
Do primeiro trabalho resultou inclusive a confecção do catálogo
impresso, cuja publicação brevemente responderá a inúmeras
Inúmeras necessidades de pesquisadores e estudiosos brasileiros. Obras de
grande importância e antigüidade revelam o esmero com a formação do acervo da Biblioteca Rio-Grandense. Dele pode-se
dizer
ainda que abriu perspectivas novas de utilização do acervo, pos
to que, o processamento técnico permite uma melhor
utilização
de obras antigas tão necessárias ã compreensão de fatos e regis
tros do passado e que, muitas vezes, têm repercussão destacada
no presente.
O0 processamento técnico do material fotográfico permitiu, face
ã própria carêr -ia
ia bibliográfica, criar uma técnica própria de
trabalho, envolvendo a seleção, ordenamento e numeração das fotografias. Também foi criada uma ficha catalogrâfica
catalogrãfica considerada apropriada. 0 resultado foi o armazenamento ou arquivamento
hoje
técnico das fotografias em álbuns, pastas e envelopes,
constantemente consultados tcuito
tanto por pessoas curiosas em conhecer paisagens, tipos e acontecimentos do passado, como técnicos
em busca de detalhes ou ainda para divulgação na imprensa.
0 arquivo da sala da Alfândega é constituído por um rico e subs
tancial volume de documentos. £E um verdadeiro repositório
de
leis, atos legislativos e executivos que podem, em determinado
momento, representar grande interesse. Também os relatórios de
exportação são peças documentais de grande valor no campo da economia. Como rica fonte de consulta a vários interesses dentro
da sociedade, esse arquivo, após o processamento técnico necessário, representará um material especial de grande valor.
Quanto aos manuscritos éê possível prever seu processamento para etapas futuras. Desconhece-se o conteúdo desses documentos,
porém, dados fragmentários revelam tratar-se de documentos que
295

Digitalizado
gentilmente por:

�retratam fatos âa
&lt;äa vida oficicil e de correspondências particulares de valor histórico. Provavelmente será aberta uma. nova-fonte de consulta no vasto acervo da Biblioteca Rio-Grandense, per
mitindo, quem sabe, aos historiadores e estudiosos novos esclarecimentos sobre acontecimentos históricos ainda um pouco nebulosos .

CONCLUSÃO
Tudo o que foi exposto neste trabalho visa, sobretudo, mostrar
a grande e decisiva participação das Bibliotecas Públicas
no
processo geral de desenvolvimento. A insistência em mencionar a
Biblioteca Rio-Grandense prendeu-se a dois aspectos principais:
19) é, provavelmente, a maior Biblioteca Pública existente em
cidades do interior brasileiro e, seguramente, uma das maiores
do Brasil considerando-se as capitais; é uma instituição de Direito Privado, não sendo mantida pelo Poder Público, dele recebendo, apenas, pequenas concessões de recursos financeiros.
Por outro lado, tem sido decisivo o papel da Biblioteca
RioGrandense no desenvolvimento cultural do Rio Grande do Sul.
fi
bom lembrar que as modernas bibliotecas universitárias são quase
exclusivas ao meio universitário, ainda que dispenssem atendimento público. Mas, inegavelmente, não têm o caráter público de
atendimento geral â população.
Povo desenvolvido êé povo culto ou, inversamente, povo culto é
poVo
povo desenvolvido. Não importa muito a ordem do dito e, atê,ele
próprio, mas é inegável
inegáVel a condição sine qua non da cultura para
o alcance
cilcance de etapas superiores de desenvolvimento. Toma-se, em
nossa época, indispensável um gigantesco esforço para levar
a
cultura a imensas massas humanas onde ela é alarmantemente ausente. A ignorância e a subcultura se irradiam
irradicim mais rapidamente
do que a própria cultura.
cultura, Éfi fácil compreender o fenômeno, pois
o processo cultural exige grande esforço. Talvez a partir dessa
análise possa-se melhor entender a grave preocupação com
ps
ps296

Digitalizado
gentilmente por:

-li/

�três Pis: poluição, população e poder (energético). A expansão
não controlada da população alarga o domínio da subcultura
e
com tal senso é aceita passivamente a violação do meio ambiente.
A luta pelo estabelecimento de uma fronteira ã expansão da popu
Icição é no fundo a preocupação com o ilimitado crescimento
da
subcultura ou de culturas einticientíficas.
anticientíficas.
0 estabelecimento de Bibliotecas Públicas em áreas carentes cul
turalmente talvez venha a constituir-se
oonstituir-se num meio eficaz de combate ã ignorância. Não, certamente, as chamadas bibliotecas iti
nerantes,- mas as que chegam para ficar e ficam para iluminar.

297
297.

Digitalizado
gentilmente por:

�ABSTRACT
The cultural process as a factor of the man's rise. The importance of the Public Libraries in the developping process. Historical aspects of the foundation
foundatlon of an important Public Library on Prlvate
Private Law. The diverslty
diversity of the attendance. The
rich
holdings and the technical processing
Processing already done.The increased utilization of scientific research. Necessity of the Public
Library expansion in destitute areas in order to eradicate the
subculture or the anti-scientific cultures.

Bibliografia
1 - VIEIRA, Cila Milano
Mllano &amp; JAEGER, Leyla Maria Gama
Levantamento bibliográfico de obras raras e/ou preciosas. Revista do Departamento de Biblioteconomia e História. Rio Grande, 1(1): 60-4, jul/dez. 1978.
&amp;
Processamento técnico do valioso
aceivo
de fotografias da centenária Biblioteca Rio - Grandense.
Histéria.
Revista do Departamento de Biblioteconomia e História.
Rio Grande, 1(3): jul/dez. 1979.
&amp;
Processamento técnico do valioso
acervo
de fotografias da centenária biblioteca
Rio-Grandense.
In: - Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, lo. Curitiba, 1979. Curitiba, Associação Bibliote
cária do Paraná, 1979. V. 1, p. 419-433.

298

cm

Digitalizado
gentilmente por:

♦

11

12

13

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="21">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23669">
                  <text>CBBD - Edição: 11 - Ano: 1982 (João Pessoa/PB)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23670">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23671">
                  <text>FEBAB &amp; Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23672">
                  <text>1982</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23673">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23674">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="23675">
                  <text>João Pessoa (Paraíba)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25704">
                <text>A biblioteca no processo de desenvolvimento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25705">
                <text>Vieira, Cila Milano</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25706">
                <text>João Pessoa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25707">
                <text>FEBAB &amp; Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25708">
                <text>1982</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25710">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25711">
                <text>Bibliotecas Públicas </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="25712">
                <text> Pesquisa Científica</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="25713">
                <text>O processo cultural como fator de elevação do homem. A importância das Bibliotecas Públicas no processo de desenvolvimento. Aspectos históricos da fundação de uma importante Biblioteca Pública de Direito Privado. A diversidade de atendimento. O rico acervo e o processamento técnico já executado. A crescente utilização da Biblioteca Rio-Grandense na pesquisa cientifica. Necessidade de expansão das Bibliotecas Públicas em áreas carentes, com vistas à erradicação da subcultura ou de culturas anticientíficas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="66037">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="1122" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="583">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/18/1122/cbbd1977_doc58.pdf</src>
        <authentication>35038c0ac41f7913665764a95ed2c5c0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="14766">
                    <text>AUTOMAÇÃO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

ANNA DA SOLEDADE VIEIRA
Professora da Escola de Biblioteconomia da
UFWIG
UFMG

RESUMO
A utilização do computador em sistemas de informação é apresentada a
partir da experiência dos países desenvolvidos, onde vem sendo empregado
para funções de seleção, aquisição, preparação de catálogos, bibliografias e
índices, circulação e recuperação/disseminação de informações. A situação
brasileira é discutida face aos problemas existentes e às perspectivas advindas
das pesquisas realizadas por grupos nacionais nas áreas de "hardware" e de
"software".

1. INTRODUÇÃO
Um fenômeno típico de final de século são os balanços das atividades desenvolvidas
e as previsões sobre como se dará a passagem ao seguinte.
Também na área da informação isto acontece e alguns futurologistas já nos apresentaram suas previsões.
Duas reflexões dessa natureza merecem destaque especial: as projeções deAndefla,
de Anderla,
em seu livro "Information in 1985"',
1985"*, e a conferência de Lancaster sobre o tema "A
Informação no Ano 2.000"^. Ambos enfocaram o crescimento exponencial da literatura,
os problemas tecnológicos e econômicos para que a literatura técnica continue a ser
registrada da forma tradicional e a necessidade crescente de fornecer serviço rápido e
personalizado ao usuário. Como conclusão global, ambos nos anunciam o advento da era
eletrônica em uma sociedade sem papel {"the
("the paperless society"). A documentação
impressa seria substituida por microformas e fitas magnéticas para uso em computador. O
tradicional usuário de biblioteca se transformaria em um assistente de sistemas de informação (banco de dados bibliográficos), aos quais estaria ligado em linha ("on-line")
através de um terminal de computador colocado em seu escritório ou mesmo em sua casa.
34

Digitalizado
gentilmente por:

�Será esta também nossa realidade? Provavelmente não em futuro próximo mas,
como somos consumidores de tecnologia estrangeira, os efeitos de quaisquer mudanças
nos padrões de divulgação do conhecimento nos afetarão diretamente. Devemos, portanto, estar atentos e nos preparar para um futuro ainda incerto.
Quanto aos países desenvolvidos, a anunciada era eletrônica da informação será uma
evolução natural de um processo de automatização iniciado há mais de 20 anos.

2. A EXPERIÊNCIA ESTRANGEIRA
Tomando um conceito amplo de sistema de informação, o presente tema aborda o
uso de computadores e tecnologia associada, visando o controle do acervo, o tratamento e
a disseminação de informações bibliográficas aos usuários de bibliotecas e de todos os
diferentes tipos de centros de documentação e informação.
A leitura do Annual Review of Information Science and Technology — ARIST^,
desde seu aparecimento em 1966 até o presente, apresenta, nos capítulos dedicados ao
uso do computador, a evolução do assunto desde os sonhos sobre um grandioso "sistema
total" (também chamado pleonasticamente "sistema integrado") até uma atitude realista
gerada pelos problemas econômicos dos tempos atuais. Quanto à tecnologia, vê-se pelo
ARIST que a automação de sistemas inicia-se com o processamento em lote ("batch")
vindo, a partir do final da década de 60, os sistemas em linha, de tempo real.

2.1 Áreas de Aplicação
As aplicações se estendem às diferentes funções de biblioteca:

2.1.1 Seleção/Aquisição
Um exemplo do uso do computador no processo de seleção é o que se faz em algumas bibliotecas inglesas — Brighton Public Library, West Sussex County Library e Birmingham University Library — onde o perfil de interesse da instituição é utilizado para
pesquisar periodicamente a fita MARC das obras catalogadas na British National Bibliography — BNB, gerando uma lista das obras de provável interesse para a biblioteca.
A aplicação do computador para o controle geral da aquisição pode ser,
ser exemplificada através de alguns sistemas, tais como: QCLC (Qhio College Library Center,
BALLQTS (Bibliographic Automation of Large Library Qperations using a Time-sharing
System), SUNY (State University of New York), Southampton University Library,
Washington State University Library, University of Michigan Libraries e University of
Maryland.
2.1.2 Preparação de Catálogos e Bibliografias
A mais importante realização nesse setor foi o projeto MARC (Machine Readable
Cataloguing), que resultou em formato padronizado para registro de informações catalo35

cm

Digitalizado
gentilmente por:

�gráficas em computador, seguido pelo projeto RECON (Retrospective Conversion), ambos
da Library of Congress (E.U.A.). Seguiram-se ao LC/MARC as versões regionais, com vista
ao uso generalizado e especialmenté
especialmente à organização das bibliografias nacionais:
BNB/MARC na Inglaterra, MONOCLE (Mise en Ordinateur d'une Notice Catalographique
de Livre) na França, ANA na Itália, MARCAL na América Latina, CALCO (Catalogação
Legível por Computador) no Brasil e outras.
Uma experiência singular é o uso de terminal inteligente para preparação de catálogo em fichas no Medicai College of Pennsylvania.
A forma de acesso aos dados bibliográficos varia de um sistema a outro, podendo
ser através de ficha, de livro, de microfilme (COM) ou em linha.

2.1.3 Tratamento de Periódicos
No que concerne a publicações periódicas, as tarefas mais comumente automatizadas são o controle de chegada e a preparação de catálogos (de uma só biblioteca ou
catálogo coletivo). Tal como para monografias, a Library of Congress (E.U.A.) definiu um
formato MARC para periódicos, o qual vem sendo seguido por grande-número de bibliotecas.
Podem ser citados os seguintes exemplos de utilização de computador no tratamento de periódicos:
periódicos; o projeto CONSER (Conversion of Serials)
Seriais) resultante da cooperação
entre a Library of Congress (E.U.A.), a Canadian National Library e outras; o sistema em
linha da University of California,
Califórnia, Los Angeles, o sistema em lote da City University of
London e o uso do formato MARC na University of Minnesota para controle de chegada e
organização do catálogo coletivo das bibliotecas da Universidade.

2.1.4 Circulação
Quanto ao equipamento utilizado, os sistemas de empréstimo domiciliar apresentam
as seguintes variedades:
— terminal de computador onde os dados são digitados diretamente para processamento em linha e em tempo real, como na Ohio State University, na Illinois State Library
na Queen's University of Belfast (Irlanda) e no Atomic Energy Research Establishment
(Inglaterra);
— pena luminosa para captação do número de tombo do documento e o de identificação do usuário, ambos registrados sob forma de código de barras. As principais marcas
de equipamento são: Plessey System, Checkpoint System Inc. e Computer Library Services Inc. Esse equipamento é usado pela Loughborough University of Technology (Inglaterra) e algumas bibliotecas da rede londrina das Camden Public Libraries. O
Q equipamento
de coleta de dados pode ou não estar em linha com o computador;
— ALS (Automáted
(Automated Library Systems) é um equipamento inglês desenhado especialmente para bibliotecas, sendo os dados perfurados em cartões especiais. A University of
36

Digitalizado
gentilmente por:

�Sussex, a West Sussex County Library e a St. Pancras LibratY,
Library, todas na Inglaterra, usam o
ALS. A transação é registrada em fita perfurada para processamento em lote;
— Friden Collectadata, equipamento holandês, vem sendo usado pela Southampton
University. Utiliza os tradicionais cartões perfurados de 80 colunas para os dados do
documento, sendo as transações registradas em fita perfurada e, no final do dia, processadas em lote.

2.1.5 Recuperação e Disseminação de Informações
Quanto a esse aspecto, a utilização do computador se estende ao serviço de referência na biblioteca, bem como ao serviço de informação ao usuário ausente, através de
bibliografias correntes (seletivas ou não) e retrospectivas.
Geralmente, esse serviço não se atém apenas aos itens existentes na biblioteca, mas
utiliza também arquivos de origem externa, cada um deles especializado em uma área do
conhecimento.
O conteúdo desses arquivos é pesquisado pelo computador segundo po perfil de
interesse do usuário solicitante.
Os seguintes são alguns desses arquivos magnéticos disponíveis no mercado da informação: ERIC, NTIS, CA CONDENSATES, BIOSIS PREVIEWS, SCISEARCH, SOCIAL
SCISEARCH, COMPENDEX, PSYCHOLOGICAL ABSTRACTS, ENVIROLINE,
INSPEC.
O número dessas fitas é grande e cresce a cada ano.
Ao invés de comprar as fitas (ou arquivos) isoladamente e montar um sistema local,
a biblioteca tem a opção de se tornar assinante de um sistema como o DIALOG da
Lockheed Corporation, o SDC/ORBIT da System Development Corporation, o RECON
(Remote Console) da NASA ou outros. Esses sistemas incorporam um grande número das
mencionadas fitas a cujos dados o assinante tem acesso em linha, através de terminal
conectado por linha telefônica, via satélite.

2.2 Pessoal
Em todas as aplicações mencionadas em 2.1
Z1 nota-se a presença de uma equipe
mista, formada por pessoal de sistema, de administração e de biblioteca. Isto significa que
automação de sistemas de informação é uma atividade interdisciplinar, requerendo conhecimentos técnicos de computação (equipamento, programa e operação), de organização
(gerência e racionalização) e de biblioteconomia (técnicas documentárias e serviços aos
usuários). Esta equipe obtem melhores resultados quando é coordenada por um bibliotecário com formação em análise de sistemas e existe uma linguagem comum entre seus
membros.
i
.

37

cm

Digitalizado
gentilmente por:

LI

12

13

14

�2.3 Tendências
0 futuro da automação de sistemas de informação apresenta tendências a:
— maior utilização de sistemas em linha;
— utilização de microfilme como forma usual de entrada/saída (COM e CIM);
— substituição dos computadores de prande porte por mini e micro-computadores;
— racionalização do uso de computadores, por razões econômicas;
— padronização de formatos;
— associação de bibliotecas em projetos cooperativos e participação em redes.

3. A SITUAÇÃO BRASILEIRA
No Brasil houve um grande entusiasmo inicial pela aplicação de computadores aos
serviços de biblioteca. Disso resultou, no período compreendido entre 1968 e 1972, um
grande número de projetos nas instituições da área governamental e universitária, alguns
dos quais foram apresentados no 2.° Congresso Regional sobre Documentação e 9.^
Reunião da FID/CLA.^
FID/CLA.“* Entretanto, poucos se tornaram realidade.
Quais seriam os maiores entraves à utilização de computador em bibliotecas brasileiras?
Uma razão fundamental é de ordem cultural. Temos tradição de sociedade não-tecnológica e, assim, tanto bibliotecários quanto usuários rejeitam a interação com máquinas.
Outro problema básico é a inexistência de tecnologia nacional, característica inerente à condição de país menos desenvolvido. A importação de tecnologia é dos assuntos
mais polêmicos, seja do ponto de vista político, seja do econômico. Parece haver acordo
quanto à validade de se importar tecnologia quando esta possa ser absorvida e gerar uma
tecnologia autóctone. Entretanto, para que isso ocorra, é necessário que exista um núcleo
de pessoas tecnicamente preparadas e que exista mercado. Isto leva à consideração de dois
outros problemas relacionados:
relacionados; treinamento de pessoal e uso do sistema.
A formação de pessoal de computação no Brasil recebeu um grande impulso nos
últimos anos, da mesma forma que a preparação de bibliotecários. Porém nada se fez
ainda com vistas à formação de profissionais na área interdisciplinar de analista de
sistemas de informação. Parece contribuir para a não interação da Biblioteconomia com
outras áreas profissionais o fato de que nossa classe tem-se mostrado um grupo bastante
fechado e voltado para si mesmo.
Comenta-se muito sobre o uso não racional dos computadores no Brasil, por exemplo; máquinas ociosas ou realizando tarefas não compatíveis, a proliferação de computaplo:
dores ao invés da adoção do princípio de tempo compartido. Esta aparente desorganização gera uma predisposição negativa quanto ao uso de computadores, tendo levado o
Governo Federal, em 1972, a criar a CAPRE (Coordenação das Atividades de Processamento Eletrônico), cuja atribuição, reformulada em 1976, é o "controle total do uso de
computador em território nacional" (Decreto 70.370, de 05.04.72 e Decreto 77.118, de
09.02.76).
38

Digitalizado
por;
gentilmente por:

�Ainda quanto ao aspecto do uso dos sistemas, o volume da demanda deve ser
considerado. O computador é uma máquina lógica de grande velocidade e, assim sendo,
seu uso sõ
só se justificaria em situações onde houvesse grande volume de dados a serem
tratados com rapidez. Seria esse o caso de nossas bibliotecas? A aquisição de material
bibliográfico vem sendo limitada pela burocracia governamental e, portanto, o volume de
trabalho interno (aquisição e preparação) é reduzido. Quanto à circulação, a demanda é
perfeitamente controlável por processos manuais, uma vez que o brasileiro médio não tem
hábito de leitura e o analfabetismo é ainda uma dolorosa realidade na base da pirâmide
social brasileira.
Finalmente, há uma tradição no Brasil de que equipamento, pessoal e serviços de
computação devem custar caro. Isto se deve parcialmente ao fato de ser Uma
uma tecnologia
importada, cujo controle de mercado pertence ainda às firmas estrangeiras e a utilização
pelos usuários nacionais não se faz de maneira racional. A mística do computador como
algo muito importante, controlado por uma elite profissional, foi uma idéia introduzida
no país pelo próprio grupo profissional que buscava sua afirmação. Não obstante o
acúmulo de experiências brasileiras no setor, esse preconceito ainda persiste no país,
sendo o outro componente do alto custo da automação no Brasil.

3.1 Pesquisas Desenvolvidas
Conscientes de nossos problemas, alguns grupos buscam soluções, as quais têm sido
apresentadas em "Dados e Idéias"^. Merecem ser citados os esforços para o desenvolvimento de uma tecnologia nacional de computação, feitos nas áreas de máquina
("hardware") e de programação ("software"):
— desenvolvimento de computadores: o Zezinho pelo ITA; o G-10 da COBRA —
Computadores e Sistemas Brasileiros S.A. (Subsidiária da DIGIBRÁS) desenvolvido pela
Escola Politécnica da USP;
— componentes eletrônicos vêm sendo desenvolvidos pelo Laboratório de Microeletrônicá da Escola Politécnica da USP, pelo Laboratório de Eletrônica e Dispositivos da
trônica
Universidade Estadual de Campinas e pela Transit-Semicondutores S.A.);
— periféricos: concentrador de teclados pelo SERPRO; terminal inteligente pelo
Núcleo de Computação Eletrônica da UFRS; leitora de fita perfurada de baixa velocidade
pelo Departamento de Mecânica da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual de
Campinas; unidade de fita magnética cassete pela UFRS; terminal gráfico inteligente pela
UFMG; terminal de vídeo pela SCOPUS;
— em teleprocessamento, pesquisam a UFRS e a USP;
— "Software": para o G-10 foi feito pela CONSULPUC; para o terminal inteligente
foi feito pelo próprio Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ; o SADE (Sistema de
Aquisição de Dados Estatísticos) foi desenvolvido pelo Instituto de Física da USP; o SIRI
(Sistema de Recuperação de Informações) foi desenvolvido pela UFRS.
, ^
Esses grupos pesquisam o caminho da independência tecnológica para o país na área
de automação. Enquanto isso, rias diversas áreas, os países desenvolvidos sugerem que a
39

Digitalizado
gentilmente por:

�solução de nossos problemas estaria na adoção de tecnologias intermediárias. Seria esse
um bom conselho ou apenas uma armadilha a mais para criar nova dependência e retardar
nosso desenvolvimento?
4. CONCLUSÃO
Ainda que tarde um pouco, a anunciada era tecnológica chegará também para nós,
demandando preparação dos profissionais e dos usuários de informação, pois é necessário
que se saiba previamente para onde devemos e podemos caminhar.
A busca de solução para o problema brasileiro precisa continuar e deveriamos ter
metas bem definidas:
a) a curto prazo
— definição de um modelo nacional a partir de nossas contingências tecnológicas e
sociais e tendo sempre em vista o usuário real de bibliotecas brasileiras;
— compra de serviços bibliográficos do exterior, ao invés de montagem de sistemas
tentativos, até que possamos atingir o nível de desenvolvimento tecnológico necessário;
— criação de grupo interdisciplinar para que se defina o perfil do bibliotecário e do
analista de sistemas de informação necessários à próxima década, bem como a programação do seu treinamento.
b) a médio e longo prazo
— prosseguimento das pesquisas visando desenvolver uma tecnologia nacional;
— adequação dos currículos às necessidades do país, lembrando-se de que a Universidade tem papel de vanguarda social e, portanto, deve educar para o futuro;
— implantação de nosso próprio sistema de informação, segundo o modelo definido.
Ciência e tecnologia têm sido proclamadas como base para o desenvolvimento econômico e social das nações. Assim sendo, ainda que a pesquisa de caminhos para uma
tecnologia adequada a nossas bibliotecas no futuro não nos leve à automação de sistemas,
certamente terá contribuido para o desenvolvimento nacional.
BIBLIOGRAFIA
1. ANDERLA,
ANDER LA, G. Information in 1985; a forecasting study of Information
information needs and
resources.
resources Paris, OECD, 1973.
2. LANCASTER,
LANÇASTER, W. Conferência sobre "A Informação no Ano 2.000", proferida em
Londres para o Institute of Information Scientists, em 14.03.77.
3. ANNUAL REVIEW OF INFORMATION SCIENCE AND TECHNOLOGY.
Washington, American Society for Information Science, 1966 —
4.2.0 CONGRESSO REGIONAL SOBRE DOCUMENTAÇÃO E 9.° REUNIÃO DA
FID/CLA. Rio de Janeiro, IBBD, 1969.
5. DADOS E IDÉIAS. Rio de Janeiro, SERPRO, 1975.
40

Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="18">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13762">
                  <text>CBBD - Edição: 09 - Ano: 1977 (Porto Alegre/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13763">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13764">
                  <text>Inclui também os anais da V Jornada Sul-Rio-Grandense de&#13;
Biblioteconomia e Documentação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13765">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13766">
                  <text>1977</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13767">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13768">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="13769">
                  <text>Porto Alegre/RS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14757">
                <text>Automação em sistemas de informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14758">
                <text>Vieira, Anna da Soledade</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14759">
                <text>Porto Alegre (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14760">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14761">
                <text>1977</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14763">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14764">
                <text>Sistemas de Informação (automação)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="14765">
                <text>A utilização do computador em sistemas de informação é apresentada a partir da experiência dos países desenvolvidos, onde vem sendo empregado para funções de seleção, aquisição, preparação de catálogos, bibliografias e índices, circulação e recuperação/disseminação de informações. A situação brasileira é discutida face aos problemas existentes e às perspectivas advindas das pesquisas realizadas por grupos nacionais nas áreas de "hardware" e de "software".</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65490">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="816" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="331">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/15/816/Febab_Tema_Central_Tema_I_Com07.pdf</src>
        <authentication>0d9cb8bc10787f5b5d5957e3c782580b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12493">
                    <text>62 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Belo Horizonte, [j. a 10 de Julho de 1 971

TEMA

1 - Atividades Pi*ofIssionais
1,1

A AUTOMAÇÃO

NO

Formação

CURRÍCULO

DE

BIBLIOTECONOMIA

por

Anna da Soledade Vieir? &gt;• CRB 62-MG n2 OlU
(
Professora de Automação de Serviços de Biblioteca, na
Escala de Biblioteconomia da UFMG,

Bibliotecária do Serviço Central de InformaçõesBibliográficas da UFMG

Digitalizado
gentilmente por:

�Sinopse

Visão retrospectiva e panorama atual
do ensino da aütoraação em diferentes Escolas de Bibli
oteconomia estrangeiras e nacionais.

Análise

situação e propostas para o ensino da matéria
Escolas brasileiras.

da
nas

�sum/rio

Introdução

cm

1

2

Ensino da Automação no Mundo

2.1

Onde se Ensina

2.2

Conceito da Disciplina

2.3

Tipos de Cursos

2.3.1

Introdução aos Computadores

2.3.2

Ciência da Computação

2.3.3

Automação de Serviços

3

0 Ensino da Automaçao na America do Norte

h

0 Ensino da Automaçao na America Latina

U-i

Situação Brasileira

11.1.1

Problemas e Tentativas de Solução

5

Proposições

5.1

Esboço de Programa

5.1.1

Ciclo Básico

5.1.2

Ciclo Profissional

5.1.2.1

Graduação

5.1.2.2

PÓs-Graduação

6

Conclusão

7

Bibliografia

8

Apêndice

8.1

Programas de Escolas Brasileiras

8.2

Programas de Escolas Estrangeiras

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
st e m

14

15

16

17

18

19

�1.Introdução

A busca da informação e uma constante no mundo contem
porãneo.

0 homem comum,

que lê seu jornal para estar atuali-

zado com os acontecimentos nacionais e estrangeiros
deve estar em dia

e

que

com os "best-sellers" ou que não pode

fl.

car por fora da última do Pasquim.
frente 'JmtiO . d■'"’di'-ci; ’: “as.;
■

quisar cn fonuas variadas

0 estudante,

que tem pela

t u;':'-', fúndamentòs^elé-deve'pe.a
;

) .'isslcna2v.

qvo alem da nece^

ridado p.-imcira c.e .s.i.-qr o que vai pelo mimdo,
atualizado cora os progressos de seu campo e,
constante revisão da literatura

tem que estar

porisso,

faz

-

especializada.

Toda classe de pessoas está sendo arrastada nessa cor
rida pela informação,
nicação,

pois esta é a base do processo de comu

vital para o homem,

aquele que passa

em função de seus semelhantes,
dade,

seja

sua existência

seja produzindo para a socie-

consumindo o que dela lhe vem.

A Biblioteconomia,

engajada

socialmente, não poderia-

estar alheia aos problemas da humanidade.

Assim e que ela

vem evoluindo e as Escolas i'&gt;ro&lt;.:Ui'ain dar a seus alunos condições de,

futuramente

como profissionais,

atenderem de manel

ra otima à demanda de informação por parte dos usuários
seu serviço.

de

^

Dentro desse enfoque e que situo o aparecimento,

pr_l

meiro da Documentação e mais recentemente da Informática, nos
currículos de Biblioteconomiac
Não pretendo,
tes discussões:

entretanto, voltar aos temas de frequen

se Biblioteconomia e Documentação são campos

distintos ou se a segunda e apenas prolongamento da primeira;
se Documentação é mais nobre que Biblioteconomia ou se
blioteconomia

ja adquiriu ” status

Bi-

" de ciência.

Menciono Documentação porque nas Escolas de Biblioteconomia o ensino de processos mecânicos e automáticos
iniciou naque].a disciplina.

se

Mas nesse trabalho me restringi-

rei à formação profissional de bibliotecários e documentaria
tas no que concerne à area

específica do emprego de maquinas

para solucionar os problemas cotidianos de bibliotecas e se£
vlços de documentação.

�5

.2, ?.^nsino dci Anbomn.0^0 .n"&gt; Mnmo

Fazendo uma revisão da matéria,

encontramos que esse -

assunto vem sendo ensinado em diferentes graus de complexidade e em setores diversos quando em nível universitário.

Do

mesmo modo, variam as denominações da disciplina e o conteúdo
do programa.

2.1 Onde óe Ensina

são comuns os Curses de Introdução aos Computadores pa
ra técnicos e homens de negocio,
tuições particulares.

dados geralmente por insti -

As Escolas de Administração, de Enge -

nharia e áreas afins vêm ministrando Cursos de Computação
seus alunos,

a

por considerarem essa técnica como instriomento -

da maior importância no campo de cálculos e de planejamento.
A Biblioteconomia,
to da informação,

interessada diretamente no tratamen

foi também atraída pelo processamento ele -

tronico de dados e teve que admitir esse tema como matéria de
ensino, nos cursos de graduaçao e de pos-graduaçao,

tanto

p£

ra bibliotecários e documentaristas quanto para cientistas da
informação.

2.2 Conceito da Disciplina

A denominação dessa cadeira varia conforme o país,

a

área especializada e - por que não? - segundo as convicções pessoais ...
Fazendo generalização. França e Alemanha tomam automação em servlçcs de biblioteca como slnonlmo de Informática
com esse último nome rotulam seus cursos.
nelra,

(10)í^k) Dessa ma -

reduzem multo os limites da Ciência da Informação.
Na RÚssia,

dos Unidos,

Inglaterra, Canadá,

Israel e parte dos Est^

a automação é vista como um dos Instrumentos

Ciência da Informação,

5

6

da

sendo ensinada nas Escolas de Bibllote

conomla, ora como parte dentro do Curso de Ciência da

3

e

Digitalizado
gentilmente por:

Informa

�6

ção ou de Informática,
(18)

(25)

(26)

(32)

A America

(33)

em particular,

parece predominar o conceito

promovido pelo IBBD em 19^8,

sobre as aplicações do computador nos domínios da in -

formação.
da

Assim

VQ)

Informática como o uso de computadores.

que o Seminário sobre Informática,
versava

(10) -

Latina em geral oscila entre as duas corren -

tes e no Brasil,
franco-alemao.

ora como uma disciplina isolada.

(21) A PUC, no Rio de Janeiro, desde I96O está volta

para a computação e em I968 criou seu Departamento de Infor

matlca,
ção.

com os encargos de ensino e penquisa ligados a automa-

(28)

2» 3 Tipos de Cursos

Divergem os conceitos,
to,

divergem os conteúdos.

penso que essa imensa gama poderia

Entretan-

ser resumida em tres ti,

pos de cursos de automação mais frequentes;

2.3»1 Introdução aos Computadores

Inclui os conceitos básicos de computação,

tais como

;

o conhecimento do equipamento eletrônico, de seu funcionamento
e aplicações em diferentes áreas, bem como noções de programação.

É um curso de iniciação destinado a todas as pessoas inte

ressadas,

sem exigência de pré-requisitos.

2.3*2 Ciência da Computação

É um curso voltado para a tecnologia do computador.
clui teoria e ap^-icações dos computadores - " hardware ”
" software *' - além de análise e projeto de sistemas.
curso é menos comum na área de Jdblioteconomia.
mais a outros técnicos e a cientistas,
mentos de matemática,

estatística,

Os projetos nesse setor são,
ra a pesquisa.

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

In
e

Êsse

Destina-se

exigindo solidos funda-

fisica e linguística.
geralmente,

voltados

p^

�7

2, 3» 3 Aiitomacao dü Sorvlcos

Voltado para o sistema,
computadores o programação,

abrange noções baslcas sobre

com vistas às suas aplicações

em

uma area especifica.

Requer profundo conhecimento do sistema -

onde sera utilizado,

alem das bases mínimas de lõgica matemãti,

ca, de linguística, de estatística, de administração e de teoria da informação. E dos mais comumentes ministrados em nossaA
^
area, para o tratamento da informação e rotinas de serviços de
biblioteca.
No setor restrito de Biblioteconomia,
basico

poderia ser enfocado,

esse mesmo curso-

segundo Klempner (25)

de quatro maneiras diferentes,

e Hayes

(16),

segundo o campo a que desse

mais ênfase:
a) Análise de Sistemas de Bibliotecas ou de Sistemas de Informação:
Estudos do sistema e de suas rotinas de serviço face
aos critérios de 0 &amp; M.

Apresentação de varias soluçoes

os problemas e a automação como uma
vas cabíveis.

para

entre as multas alternati-

No desenvolvimento dessa parte de automação,

In

troduzem noções gerais sobre o computador e seu aproveitamento
nos diferentes setores da biblioteca.
b)

Processamento de Dados em Bibliotecas:
Conhecimentos sobre o equipamento eletrônico e visão

global da biblioteca,

ressaltando as áreas de serviço tecnlco-

e de tratamento da informação,
máticos mais se aplicam.

setores onde os processos auto-

Técnicas de análise,

seguidas do le -

vantamento das rotinas automatizadas do serviço,

com ênfase na

prática de laboratório.
c) Recuperação Automática da Informação:
A importância dos computadores nas tarefas de análise
armazenagem e recuperação da informação,
edade de proccssoR,
d)

,

apresentando uma va ri

com os quais são feitos trabalhos práticos.

Pesquisa em Ciência da Informação:
Estudo dos princípios e instrumentos de outras ciências

e como a Biblioteconomia e a Documentação podem se valer deles.

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

�8

Klempner (25)

esclaroco ainda que nos Estados Unidos as

Universidades que tem,

ao mesmo tempo,

cursos abrangendo esses

quatro campos são as seguintes: Rutgers University, University
of Califórnia, University of Maryland e Case Western Reserve University.

As demais se ocupam de apenas uma

parte dessas ã -

reas.
Para Rees,
blioteconomia
a)

(31)

o panorama nesse setor do ensino da Bi-

se reduziria a tres ramos somente;

Automação de Bibliotecas

tida em a)

e b)

( agrupa nesse item a matéria con-

da divisão precedente ).

Conteúdo: Analise de sistemas,
material afim,

teoria

computadores,

calculadoras

e

e pratica da automação das operaçoes

e

técnicas bibliográficas no que diz respeito às aquisições,

ao

tratamento das publicações periódicas,

aos empréstimos,

à cat^

logação etc.
b)

Sistemas de Armazenagem e de Recuperação dos Documentos

e

Informações.
Conteúdo:

elaboração de sistemas de recuperação,

conteúdo,

preparação de resumos analíticos e indexação,

tura das linguagens de indexação,
se de questões,

análise do
estru-

ordenação de arquivos, análi

estratégia da localização,

difusão,

tradução

,

ensaio e avaliação,
c)

Metodologia da Investigação em Ciência da Informação.

Conteúdo;

princípios e instrumentos básicos das matemáticas

da lógica,

da

linguistica,

da estatística, da

,

osicologia e das

outras disciplinas e sua aplicação ao estudo das atividades
bibliotecárias vinculadas com as comunicações.

3.

rv
A
0 Ensino da Automacao na. America do Norte

Na América do Norte,
dos Estados Unidos,

destaca-se nesse setor a atuação -

se bem que, no Canadá, o interesse pelos -

computadores é grande e a automação aparece, às vozes,
da desde o curso secundário até à Universidade.
Library Science da University of Toronto,
matéria tam destaque no currículo,
próprio,

(2.6)

ensina-

Na School

por exemplo,

essa

of
-

possuindo seu laboratorio -

�9

Dalton (7),

Grose

(12)

e Reos

(31)

traçam a trajetória

do ensino da automaçao nas Escolas de Biblioteconomia norte-americanas desde fins da década de 1950,

quando a matéria

foi

introduzida nos currículos do cinco Escolas dos Estados Unidos,
como parte do programa de Documentação, até o período I967-68,
quando mais de sessenta oferceiam quase uma centena de cursosindependentes,

seja em Ciência da Informação e Sistemas,

seja-

em .'.utornação e Processamento de Dados em Bibliotecas.
Nao ha duvida do que seja all onde mais se desenvolveuo ensino da automação voltado para a formação do
rios,

razão porque os estudos

area,

tem-se Inspirado na

bj.ci:.oto:i

e programas brasileiros, nessa-

experienda e nos documentos provin -

dos dos Estados Unidos.

U»

0 Ensino da Automação na América

Latina

A Terceira Mesa de Medellln (38)

esboçou linhas para

o

ensino de processos mecânicos e automáticos de documentação na
America

Latina.

Os itens referentes a esse assunto estão Inclu

idos nas disciplinas Documentação e Problemas Especiais da Documentação.
Nosso continente é multo extenso,

apresentando varieda-

de de problemas e grande diferenciação quanto ao estágio

de

desenvolvimento,

as

segundo a área considerada.

Desse modo,

decisões daquele Conclave - os proprlos documentos da Mesa
dizem - devem ser tomadas como orientação e suporte mínimo.

o
Po

rém, o ponto ótimo é decidido pela própria Escola, de acordó com as condiçóes locais.
Os três países latinos que seguem na dianteira no campo
da Biblioteconomia

são Brasil, Argentina

e Chile.

Quanto

ao

ensino de automação, as Escolas chilenas o tratam como parte da
Documentação.

Na Argentina,

a começar deste ano,

foram introdu

zidas duas novas disciplinas na Carrera de Ciências de la

In

formación pertencente a Facultad de Filosofia y Letras de

la

Universldad de Buenos Aires;
mas de Informação,

Fundamentos de Automação e Siste-

ambas consideradas de especialização

exigidas para o nível de mestrado.

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

e

Os dois programas oe desen-

�10

volvem prlncipalmente em torno da teoria da Informação.

Z|. 1 Situação Brasileira

Para

se falar na adoção de processos tecnológicos moder

nos pola Blbllotoconomia em nosso país, devem-se mencionar

o

IBBD e as Escolas das diversas Universidades.
0 IBBD, no s.eu tradicional Curso de Documentação Clentí
fica,

ja enfatizava bastante os processos mecânicos e automati

COS de tratamento de informações.
de 1970 esta funcionando

Partiu para o mestrado e de^

'seu curso de pós-graduação na area -

específica de Ciência da Informação.
Nas Escolas de Biblioteconomia,

ate 1969,

a matéria erg^

ensinada apenas como uma unidade do programa de Documentação
ora

,

chamada Armazenagem e Recuperação de Informações, ora Mec^

nlzação, ou ainda Métodos Não-Convenclonals de Tratamento
Informação.

da

0 conteúdo eram os processos mecânicos e automáti-

cos usados em,serviços de documentação.
Em julho de 19õ9&gt; realizou-se em Curitiba uma reunião de professores de Documentação para

estudo

de programas.

De^

se encontro saiu uma orientação para a cadeira; divisão em cln
CO partes independentes,

uma delas em quarenta e cinco horas -

semestrais - Documentação II ou Informática - se ocuparia

do

assunto mecanização e automação.
Contudo,

a ,essa autura

jó a Escola de Biblioteconomia -’

de são Carlos da Universidade de são Paulo ensinava automaçãoa

seus alunos,

FORTRAN.

incluindo até mesmo programação em llnguagem-

No segundo semestre de 19í&gt;9,

também a Faculdade de Bji

blloteconomia 0 Informação Científica da Universidade de Prasjí
lia introduzia o ensino de automação em seu currículo e no ano
seguinte era a vez de a Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal.de Minas Gerais adotar o mesmo^critério.

As duas-

Escolas paulistas - Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de SaoPaulo e Escola de Biblioteconomia da Fiindação

Escola de So-

ciologia e Política de São Paulo - ainda que permanecendo

na

estrutura fixada pela reunião de Curitiba, desenvolveram

de

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

�tal modo seu curso de Informátl a,

que o conteúdo deste equlv^

le ao dos novos cursos de /lutomação.
Sem se deterem muito no assvuito, o ensino dessa matéria
foi de novo objeto de discussão;

aflora pelos participantes

Reunião de Professores de Organização,

da

realizada em Campinas

,

em fevereiro de 1970.
Reafirmaram a necessidade de que todas as Escolas
Biblioteconomia incluíssem a disciplino em seu currículo e

de
su

geriram que a mesma desse enfase a aplicação dos computadoresaos serviços de bibliotecas,

devendo-, dessa maneira,

estar

s_i

tuada no Departamento de Biblioteconomia e não mais no de Docu
mentação,
AÍ se iniciou uma polêmica tão ardorosa quanto Infecunda,
ta

a qual ainda não teve fim.
pouco,

desde que c

Onde seja incluída,

isso impor-

seja.

1.1 Problemas e Tenbativas de Solução
/
t^
No Seminário Je Automnçao,
Josefa E,

^
coordenado pela Professora -

Sabor e promovido pela Escola de Biblioteconomia

UFMG como parte do Curso de Metodologia dO
teconomia,

da

Biblio-

all reálizado sob os auspícios da mm no oerlodo

de janeiro/fevereiro de 1971; foram abordados os problemas que
A
.
A
OS professores dessa area vrm cncontranao;
a)

por parte dos alunos
- na

sua maioria

tar uma

;

com formação humanistica,

relutam por acei

convivência mais estreita com as máquinas;

- falta de uma base - mínima que fosse - de conhecimentos de matomatica moderna,
ra

de linguística e de estatística

p^

poderem seguir um programa regular de computação;

- despreparo no domínio de línguas estrangeiras, o que dlfi
culta n leitura da bibliografia basica;
- nenhuma disponibilidade para

estagio no Centro de Proces-

samento de Dados do Universidade.
b)

por parte do sistema?
- a e:cigêncla de oré-roquisltos leva a matéria para o ultimo semestfe do curso,

quando os alunos querem apenas con-

�12

cluir e nflo iniciar disciplinas...
- a colocação da disciplina nessa última fase impossibilita
o estudante de poder tomar qualquer matéria optativa oferecido nessa area,

isto porque as disciplinas eletivas

são comolementares e êle somente é iniciado em automaçãoao final de seu curso;
- número insuficiente de horas/aula

( k^-60 )

para um estu-

do global dos processos em seu aspecto teórico e prático;
- falta de textos básicos,

em português;

- impossibilidade de o professor se dedicar exclusivamenteà automação, dando aulas,

praticando no centro de proces-

samento de dados e pesquisando.
Essas foram as questões levantadas por aquelas Escolásonde a disciplina era oferecida.

As demais apresentavam consi-

derações diferentes:
- falta de elemento humano especializado para assumir a cadeira;
- falta de condições para a prática;
- inexistência de solicitação por parte do trabalho profissional.
Daquela reunião surgiram algi.imas sugestões:
a)

lutar pela Inclusão daquelas matérias

( lógica matemática,
entífica

)

linguística,

julgadas fundamentais

estatística, metodologia

ci-

como disciplinas do ciclo básico de Biblioteconomia;

b)

estimular o estágio fora do horário escolar;

c)

conseguir o mínimo de 90 horas/aula para o ensino da matéria;

d)

selecionar textos básicos e partir para a tradução dos mes-

mos,

já que a limitação por parte dos alunos e real e comprome

te grandemente a aprendizagem.

5.

Proposições

Como as sugestões nem sempre são soluções, os problemas
continuam a existir.

Parece-me que seria o momento para uma to^

mada de posição por parte das Escolas e discutirem o assunto em têrmos nacionais:

�13

- Gxistixia a necessidade em todo o país?
- seria viável um programa nacional?
- existiríam pessoas capacitadas para assumirem a responsabilidade da disciplina

?

Em caso contrário,

por.que

não

facilitar aos elementos interessados sua preparação através do mestrado?
- haveria laboratorio disponível para treinamento dos alu nos?
;

- em que tipo(s) de curso(s)

- conteúdo e nível - se pode -

;
;

ria pensar para nossa, realidade?
A.
- esses cursos seriam exigidos ou apenas eletivos?
- que objetivos básicos deveríamo# perseguir?
- a

solução estaria

em acrescentar uma nova disciplina

refazer todo o atual currículo de Biblioteconomia,
do um novo ao Conselho Federal de Educação?
rios autores,
(5)

(18)

(37)

ou

propon

Dito por vá-

g muito bem relembrado por

I

Briquet,

a Biblioteconomia está em crise e seu ensino

[
[■i

carece de reformulação total.

5*1 Esboço de Programa

Seria bom ressaltar um aspecto da
i

estrutura do ensino -

superior no Brasil, nessa fase de mudanças,
tar alguma

antes mesmo de ten

solução para os problemas anteriores.

Dentro do espírito da reforma universitária brasileira,
: •

a graduação compreende dois estágios ou ciclos: o básico e

o

profissional.
Pelo Decreto-Lei /lá/q,

de 11 de fevereiro de 19^9»

determinado que o universitário deva

ficou

cursar primeiramente

um

conjunto de disciplinas consideradas fundamentais para a áreaa que ele se destine,

podendo o aluno acrescentar a esse elen-

co outras mais de seu interesse.
Terminado esse primeiro estágio,
área específica: o ciclo profissional.

êle ingressa na

sua

Mais alem, no apice

carreira universitária estão os cursos de pós-graduação,

da

prep^

rando aqueles que se destinam ao magistério superior e a pesqii
sa.

�Ik

Proponho,

a

seguir,

linhas gerais para o ensino da auto

mação nas Escolas de Biblioteconomia brasileiras. É somente ura
A
.•
esboço rapido e em apenas um setor limitado do curso. Assim fa.
?;endo,

meu propósito unico e apresentar uma base de discussão,

pois eu mesma estou buscando o caminho.
1
5.1.1 Ciclo Dãsiço

f^eos

(31)

Q todos os demais autores são unanimes em af_:t

mar a necessidade do o bibliotecário dispor dos instrumentos metodológicos apropriados

para

saber analisar as situações

de

servj.ço e tirar partido do computador na
Para
ca,

solução dos problemas.
/
isso sugerem como base os fundamentos de matemari-

de estatistica,

de lógica, de linguística,

de organizaçao-

e métodos do pesquisa soeial.
lo lado desse conjunto de disciplinas seria incluida
ma outra dc introdução aos computadores: noções basicas
c computador e o equipamento periférico,

u

sobre-

bem come uma lingua -

gem de programação e um mínimo de operação com o equipamento.Como opção,

se esse programa for tido como demasiado intenso ,
rs/
OS alunos poderíam ser preparados apenas na interpretação
e

utilização de rotinas

.ja programadas por especialistas.

5.I0?- Ciclo Profissional

A automação, nessa
dois níveis dl_erentes:

segunda etapa,

seria

prevista era

graduação e pós-graduação.

5.1.2.1 Gradua cão

Kesse nível a automação deveria
serviços de blbDloteca.,

ser vista era função dos

De uma biblioteca que assumisse também

as funções básicas de um serviço dc documentação..
Enfatizar a analise de situações simuladas e os crite rios para escolha de processos,
nas e,

por fim,

estabelecer as melhores roti -

como se poderia solucionar o problema se o pro

cessamento automático fosse escolhido.

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

�15

Isso seria relativamente fácil e se poderiam tirar maiores proveitos,
ciclo base,

pressupondo-se os conhecimentos adquiridos

no

visto que aquele rol de disciplinas seria estabele

cido como pre-requisito.

5.1.2.2 Pós-Graduacáo

Nesse ponto,

por me faltar experiência,

opino a

partir

da legislação brasileira vigente, dos programas consultados
( IBBD, University of Califórnia, University of Kent, Univers.l
ty of Pittsburgh,
of Sheffield )

Case Western Reserve University, University-

e das propostas do Curriculum Committee of

the

American Society for Information Science na conferência realizada na University of Pittsburgh, de 25 a 28 de setembro
1968,

sobre o ensino de Ciência da
0

Informação.

de

(U)

planejamento de cursos dêsse nivel deveria

ser

fei

to em conjugação de esforços de diferentes Universidades.
Ja visando ao melhor aproveitamento de recursos humanos
e materiais de cada área geográfica brasileira,
Presidência da Republica,
outubro de 1970,
ção,

através do uecreto 6?.350, de 6

minada;

inicialmente,

Cada um dêsses tem sua
Noã’ e-Nordeste

Centro-Leste
tro-Oeste

de

instituiu os Centros Regionais de Pos-Gradua-

com o que o Brasil fica,

setores.

foi que a

dividido em cinco-

sede em uma Universidade deter

( Universidade Federal de Pernambuco ),

( Universidade Federal do Rio de Janeiro ),

( Universidade Federal de Minas Gerais ),

versidade Federal do Rio Grande do Sui',.)
( Universidade de Sãp Paulo

Sul

Cen ( Uni-

e Estado de Sao Paulo-

),

A automação nos cursos de especialização, mestrado

0

doutorado tem sido mais dirigida para a pesquisa em area específica.

Além dêsse aspecto comum,

vem o programa,

constando de uma

os dois primeiros desenvol serie de disciplinas - setor-

de organizaçao, de serviços técnicos, de mecanizaçao,
mática aplicada,
quais,

de teoria da informação etc.

de mate-

- dentre as

em geral, o aluno pode eleger as de seu interesse..
Êsse curriculo movei, orientado basicamente por um cri-

tério ele.ivo atende a vários aspectos:

•V

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

�l
16

A
^
- da oportunidade a que o bibliotecário compense seu insuficiente conhecimento científico;
•' permite aquele que provenha de outra area profissional adquj_
rir as informações básicas sobre biblioteconomia;
- dã margem a que o aluno estabeleça para si uma linha de esp^
cialisaçao de seu interesse.
Desejável seria

também que esse curso,

entre nos, vol-

tasse em profundidade a teoria da informação e a
sos de tratamento,
a

bem como aos princípios de 0 &amp; M,

problemas reais ou simulados de biblioteca.

nivel do graduação,

aplicados

Isso porque,

em

por muito que se insista no desenvolvimen-

to da capacidade de analise,
cia ao aluno e,

seus proces -

faltam amadurecimento e experiên-

assim, no seu retorno à Dscola,

que esse teme-

lhe seja levado outra vêz e em novas bases.

qualquer setor educativo os objetivos imediatos e as
metas futuras fornecera ao educador as normas de procedimento ,
No ensino da automaçao não se ãeveria.ra r. ardor do visbados objetivos importantess

capacitar o bibliotecário para

o

dialogo atual com o técnico e conseguir que êle não tema a for
ça da maquina, nem espere dela o impossivelo
Por outro lado,

se pensarmos que, no ano 2001, os persq

nagenj da odisséia no mundo a informação serão os alunos
vamos orientar,

cen maior nitidez visualizaremos as metas

nosso trabalho, de nosso programa de automação.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

que
de

�17

7*

Bibliografia

1.

ARTANDI,

Susan.

The relevance of Information Science to

library-school curricula.
(/l):337-8,
2.

ASHEIM,

Oct. 1969.

Lester.

Education for manpower and llbrarianchip.

ALA Bulletln,
3.

BELZER,

American Documentatlon, 20

Jack,

62(9):1096-109,

Oct,l96fv '

Education In Information Science,

Journal

of the American Society for Information Science. 21(U):
269-73,
U*

.

July/Aug.

1970.

Information Science education;

development and evaluation.
(Zí):325-76,

Oct„

currlculum

American Documentation. 20

1969,/Conference Proceedings of the

Currlculum Commlttee of the A.S.I.S.,
5»

BRIQUET DE LEMOS,

Antonio Agenor.

do ensino da Biblioteconomia.
1971«
6.

Cad.

Cultural,

CALDWELL, V/.

DALTON,

25-28,

I968/

Vacilações e tendências

Correio Bra.'illense,

19 mar.

p.3

Libraries and Information Science. Library

Association Record.
7.

Sep.

Jack.

72(/4.) :137-/|1, Apr.

1970.

T,lbrary rducation and research in llbrarianships

some current problems and trends in the United States.
Librl. 19
8.

(3):

157-7^1, 1969-

DEBONS, Anthony &amp; OTTEN, Klaus.

Foundations of a concept

for an education program in Information Science.
Documentation. 20(Z;) :3/4-6-51,
9.

FARRADANE,

J.

Oct,

FOSKETT, D.J.

GOFFMAN, Willlam.
pearanoo.

12.

GROSE, M.W.

I969.

Jan.

1969-

Progress in documentatlon:

of Documentatlon,
11.

26(/|.) ;3/40- 69, Dec.

Informatlcs,

3

4

5

6

Journal

1970.

Information Science; discipline or disajD

Aslib Proceedings. 22(12):589-96, Dec.

1970.

The place of the librarian in the comnuter age.

Library Association Record. 70(8):195-7, Aug.

2

American

Standards in education in Information Science.

Aslib Proceedings. 21(l);32-6,
10.

-

Digitalizado
gentilmente por:

I968.

�18

13*

HARLOW,

Neal.

Changing the curriculum.

for Llbrarlanship,
l/i.

HAYES,

Robert M.

curriculum.

10(2);78-85j

Data

Journal of E^lucatlon

Fali 1969*

Processing In the library school

ALA Bulletln.

6l(6):662-9,

June 1967*
I

15.

.

Education In Information Science.

tatlon^ 20(/i) *362-5,
16.

Oct.

i\merlcan Documen

I969.

.Information Science in librarlanshlp.

Libri. 19(3)!

216-36, 1969.
17.

HOGG, Frank~Norry.

Library education and research in librar

ianshlp in Great Brltaln.
18.

HORN, Andrew H.
Science:

19(3)S191-203,

the degree "Master of Science" in Information

Ronald H.

Libri.

l8(3-/i):283-311,

1968.

An analysis of Information Science programs.

American Documentation, 20(/|):358-61, Oct.
20.

IBBD.

22.

,

Informática.

12p.

Trabalhos apresentados ao Seminário so

bre Informática. Rio de Janeiro, 1969» 108p. 11.
T.
JAHODA, G. Introductory remarks. American Documentation,
20(/í):331, Oct.

23.

1969»

Cursos especializados e ^ pos-gradua cão-IBBD/UFRJ.

Rio de Janeiro, 1970.
21.

1969»

A separate degree program in Information

Science at UCLA.
19. HOYT,

Libri.

K/.PL/'.N, Abraham.

1969.
The age of the symbol;

library education.

Library Quarterly,

a phllosophy of
3/i(/;):295-30/i,

Oct.

196/i.
2/i.

KLEMPNER,

Irying M.

Information sclence paper.

American

Documentation, 20(/i): 339-/J-3, Oct. 1969*
25,

,

A unifled curriculum for Information sclence.

&amp; Research Librarias,
26,

L/jND, R.B,

30(/i):335-/|l,

College

July 1969*

Recent deveiopments in education for librarlanshlp

in Canada,

Library Association Reçord, 72(/i) :l/i2-6, Apr.

1970.
27,

LIBRARIANSHIP and Information sclence course.
Library Journal. l8(3)!83-/i, Apr,

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

1969*

The Australl^n

�19

28,

LUCENü„

Carlos Jose Pereira de.

putadores na universidade.
29»

Mi\SON,

D.

OTTEN,

72(9) s309-11,

Klaus &amp; DEBONS, i\nthony.
Informatology.

REES, Alan M.

Jan./Feb.I97O.

La influencia de la tecnologia de Ias calcala-

Ias Bibliotecas.23(1) :29-3/i.

SCHUR, Herbert.

Bibliotecas. 2/|(5) :278-93,
•

SCIENCE ET VIE.

35*

SEROV, V.V.

sep./oct.

Paris, n.

C. Walter.

Llbri,

Documentatlon and Information Science in

Escuela

Mesa, de estúdio sobre la forma cion de biblio-

Medellin, Unlversldad de Antloquia,
T.D.

6

Latina 1963-1965.
19

The BSc degree in Information Science at

Newcastle upon Tyne,

5

Speclal Llbrarles.58

Interamerlcana de Biblio

tecários OT. servido en 1^ America

4

1969*

Educational resources and curriculum

UNIVERSIDAD DE ANTIOQUIA.

3

82.159p-

Jan,1967.

tecología.

2

1969-

American Documentatlon, 20(/4.); 332-/|,0ct.l969.»

Raynard C.

(l)ikO-U,

39, WILSON,

Jan.

19(3)5175-90,

the core library school curriculum.

38.

1970.

Library Science and some problems of library

development.
SWANK,

301,

L'Informa tique.

education In the USSR.

37»

I969.

Boletin de la Unesco para Ias

Aslib Proceedlngs. 21(1) ;2/;-31,

3/;.

STONE,

ene./feb.

University of Sheffield MSc course in Information

studles.

36.

Boletin de la Unes

La ensenanza para graduados de la ciência de

la informacion en Israel.

33»

Sep^ , 1970.

Journal of the American Society

doras en la formación bibliotecológica.

32*

1968.22p.il.

Towards a metascience of

for Information Science, 21(1):89~9^7

CO para

PUC,

Librarianship and Information work-one discipline?

Information:

31.

ciência de com

Rio de Janeáro,

Association Reçord,
30.

0 ensino

Aslib Proceedlngs^ 21(1) :l8-23, Jan, 1969'’

Digitalizado
gentilmente por:

�8, Apendlce

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

19

�21

8.1 Programag de Escolas Brasileiras

A)

IBBD, Rio de Janeiro
CURSO:

CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

níveli

PÓS-GRADUAÇÃO ( MESTRADO )

PJSÇXPLINAS:
-Organização de Serviçòs de Informação;
da;
mos;

Sistemas de Classificação;
Metodologia da Pesquisa;

juntos;

Catalogação Avança-

Técnica de Indexação e ResuLinguística;

Teoria dos Con -

Processamento de Dados na Documentação

ção da informação );

Programação

( recupera -

( linguagens Fortran

e

Cobol )’

Tópicos do programa da disciplina
Processes ",

"Automation of Llbrary

como dada em 1970 pela Professora

LaVahn Overmyer,

da Case Western Reserve Unlverslty :
1.

Introductlon.

Overriev; of the fleld.

Historlcal development

of automation in llbraries.
2.

Input/'Output Media of Data Processing Equipment

3.

Unit Recor equipment and other non-computer devices.
Computer:

hardware and softv/are

5.

Aquisltions

6c

Circulation

7.

Bibliographi^ Control

8.

Seriais

y.

Tools and Techniques for Systems Analysls and Development

10.

Computer: on-line

11.

Blbliographiç,

Seriais

Implications^ file organization.

Control: MARC, MEDLARS,

Union catalogs,
12.

( Cataloging )

flllng rules,

etc.

book catalogs,

conversion of files.

�22

13.

Indexes, Authority Files

iZi.

Cooperatlon:

15.

Costs

16.

Implicatlons for Library Education

17»

New Deveiopments;

centrallzed Processing;

Linotron,

Photon;

reference networks.

raass storage; microrecords;

Computer - Mlcrolfilm etc.

B)

IBBD, Rio de Janeiro
CURSO: DOCUMENTAÇÍÍO CINTÍFICA
NÍVEL:

PÒS-GR/.DUAÇJÍO

( ESPECIALIZAÇÃO )

DISCIPLINAS: .
- Técnica da Pesquisa Documentaria;

Técnica de Referenciaçao

Documentária; Métodos de Controle e Analise da Informação;
Sistemas de Mecanização da Informação;
tração de Serviços de Informação;

-

Organização e Admlhl^

Teoria da Classificação;

-

Artes Gráficas e Reprografia
*

*

*

Descrição da disciplina "Sistemas de Mecanização da Informação":
Memória doc\imentária;
ção;

operações de seleção;

organização Ideológica;

codificação;

e seml-automáticos: Cordonnler,
-arr-boo, Filmsort;
REMINGTON;
cos:

Uniterm;

processos automáticos:

operações de sele

processos manuais McBee, Keysort,
IBM,

SAMAS,

Peek

POWERS ,

processos com base fotográfica, manuais e mecáni -

Rapld Selector

ria magnética:

Mlracodo, Fllmorex;

processos com memó-

comoutadores eletrônicos e suas aplicações;

gística dos sistemas;

lo

estrutura e administração de serviços -

de mecanização bibliográfica

I
i
U
l

�23

BR/iSÍLI/i
C)

?/,CULD/:DE DE BIBLIOTECONOMIA E INFORM.'ÇÃO CIENTÍFICA - UNB

CURSO: MECANIZAÇÃO E'AUTOMAÇÃO DE SERVIÇOS DE BIBLIOTECA
NÍVEL :
1.

OrL^DUAÇÃO

Administração Geral de Bibliotecas:

organogramas de bibliote

caS; organogramas de sistemas de informação.
2.

Automação:

tendências,

projetos, bibliografias.

Bibliografia

automatizada.
5.

Outros meios de registrar a informação:
somimecãnicos.

U»

5.

ou

Microfilmagem e automação.

Preparação para a automação:
cronológica,

sistemas manuais

sistema integrado

( execução

analise estatística )

Cartões perfurados - Técnicas.

Equipamento para processamen-

to de dados.
6.

Fluxogramas - Técnicas

7.

Codificação

&amp;-9-

Automação de processos técnicos: Aquisição e Catalogação
Indexação

11,.

Circiilação

12.

Ficharios - Organização

13-1/4.»

Periódicos

( empréstimo )

( Geral e especial )

15.

Estatística.

16.

Apresentação do produto do curso: bibliografia automatizada(

... *

por autor,

*

Administração Geral.

assunto,

Custo da automação

fonte, título ).

�^k

MINAS GERAIS
D) ESCOLOk DE BIBLIOTECONOMIA DA UEMG, Bg.Io Horizonte
cursoi DOCUIiENTAÇÃO II
NfeL:

GRADUAÇÃO

1.

Informação g Informaticó;

2.

Mecani^jaçíjo e Automação;
(

conceitos,
conceitos,

problemas.
histórico, aplicações -

em r.odos os campos e especialmente em Biblioteconomia

e

Do cuir e n t a c ã o ) .
Computador e Equipamento Periférico.
Z|'

Tratamento da Inforiiicaçaor

Eases

ciiperaçãa e dissomirioção.

Avaliação do sistema

(

Processos

Indexação.

r.ãticos;

TliGcau'’Us

ar;ccmat^ .os;

),

( análise,

armazenagem,
).

r_q

Tecisicas-

( mecânicos e semi-auto

cen bases fotográficas ).

E) ESCO.LA DF, BIBLIOTECONOMIA DA UI MG, Belo Horizonte
CURSO: AD-TOM^Ç/iO DE SERv içrc- DE BIBLIOTECA
NÍVEL^
1.

GxlALUAÇÃO.

Técnica do Processamento de Dados: C?D,
Técnica de fIrccog.ramarn

2o

pessoal e serviços.

Lingua.gem de programação.

Automação em Bibliotecas e Sor'oiços de Documentação:
integiado

( conceitos,

objetivos ).

Sistema

Análise de serviço e an^

lise dc custo,
3o

Ii:ipj.c,'itaçno

e Manutenção dc Sistema Integrado;

catalogação;

periódicos;

indexação e listagem;

aquisição

;

circulação;

-

disseminação da informação o perfil do usuário.
U.

Cooreração cnbre Bibliotecas.

5.

Visão Prospectiva da Automação;
G RECCIL-LC;

5.

IdDJARS.

Catálogos colotlvos.

RECON-NASA,

tendências e projetos

(M/iRC-

INTREX ).

Critevios para o Esoõl.lia de um .^rocesso.

OBSERVAÇÃO
tingi?'ios

}';sse o um program:.'. experimental. e,

enquanto não a-

,o conteúdo e ordenação ideais, não propusemos à Co..,r

donação Didátj.ca da Escola nonhinma mudança de estrutura;

Aiontl.

nuam como duas disciplinas dc Ú5 horas/aula ainda que desenvol
vendo em linha o assunto proposto.
parte

de,

Desejamos que a primeira

prinoipalmcnte, os fundamentos teóricos necessários

a segunda.

Digitalizado
gentilmente por:

�25

SÃO PAULO
F) DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO DA ESCOLA DE
COMUNICAÇÕES E ARTES DA FUNDAÇÃO ESCOLí. DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO
CURSO:

DOCUMENTAÇÃO (

NÍVEL:

GR/iDUAÇÃO

1.

INTRODUÇÃO a INFORMÃTICA )
^

Introdução aos computadores: Analogia didática.
trai de processamento.
ca.

2.

Memórias.

Unidade de controle.Unidade aritmet_i

Unidaies de entrada e saída.

Programação e linguagens:
na.

Fluxogramas .

Linguagens automáticas.

putador.

Unidade cen

Linguagem de maqui-

Linguagens voltadas para o com-

Linguagens voltadas para

problemas.

Compiladores .

Subsídios auxiliares da depuração e teste de programas.
blioteca è sub rotinas.
3.

Sistemas operacionais.

Análise e projeto de sistemas:

Levantamento de rotinas.

tegração e reformulação de procedimentos.
tema.

Bi-

Especificações dos programas.

In-

Concepção do sis-

Definição de arquivo.

-

Padronização de impressões.
L\.»

Implantação de sistemas: Escolha do equipamento de suportede programação.

Seleção e treinamento de pessoal.

Operação.

Manutenção do sistema.
5.

Impacto dos computadores e a Informática
dos e informações.
decisão.

: Avalanche de da-

Aprofundamento dos controles.

Tentativas de automação.

Informática.

Teoria

da

Subsídios p^

ra decisões.
6,

Impressão de uma referencia com resumo:
Folha de impressão e de codificação.
Dados literais entre apóstrofes.
ção de espaços: barras e nX.

7,

Mudanças de linhas e inser

Disposição no cartão.

Perft-ração.

Arquivamento de números e letras na memória: Variaveis Intel,
ras e reais.
lha de dados.
do maço

8.

Comando WRITE e FORMAT.

Representação binária de números e letras.
Comando READ.

Conversão Ix e Ax.

Fo-

Organização-

(deck) de cartões.

Localização de um número de referência:
de controle IF e GO TO,

Fluxograma.

Comandos

�26

9.

Arquivamento de unitermos e resumos: Variáveis Indexadas.
Comando DIMENSION,

10.

11.

Formato múltiplo.

Comandos DO e CONTINUE

Ordenação numérica:

Comandos de sub-programa.

função.

Funções do DUP.

Argumentos.

Ordenação alfabética:
tor.

Organização do disco.

STOREDATA e FILES.

Comando DEFINE FILE.

Sub-rotinas

e

Noções do Moni Comando3

de

entrada e saída com disco.

G) ESCOL/i DE BIBLIOTECONOMIA DA USP
CURSO: DOCUMENTAÇÃO E INFORMÁTICA’
NÍVEL:

GRADUAÇÃO

-Documentação:

definição,

princípios gerais, histérico e evolução;

distinção entro os objetivos da biblioteconomia e dociamentação.
-Normalização documentária;

instituições nacionais e internado -

nais de normalização
-Aplicação das normas documentárias
-Indexação e pré-coordenação de deScritores. Os diferentes sisteMM
^
&gt;
mas de indexaçao e aplicaçao aos documentos primários e secundários
-Indexação coordenada.

Princípios gerais e sistemas de uso corren

te
-Sistemas de recuperação da informaçãoí

cotnparação visual, otica-

e mecânica
-Sumários indicativos; métodos de sua elaboração
-Cooperação documentária em plano nacional,
nal.

regional e internado

Tratamento da informação bibliográfica e sua coordenação

-Centros de tradução:

estrutura e corpo de tradutores

-Documentação e comunicação
-Análise de textos e resumos;

elaboração de resumos

-Linguagens de sistemas de recuperação da informação
M
&gt;
A
-Seleção de descritores pela analise de frequencla
-Estudo comparativo das instituições documentarias e seu&amp; programas de trabalho
-Elaboração de vocabulários em areas especificas como: Comunicação
e outras especialidades
-Sistemas automatizados de tratamento da informação: analise, av^
liação e aplicação pratica

�27

-Sistemas de disseminação de informação
-Trabalhos práticos: normalização de documentos,
peração de irLormação,

elaboração de resumos,

sistemas de recu

vocabulários e in^

trumontos de disseminação de informação
-Noçoes basicas sobre sistemas de computafão
-Programação e linguagens
-/jiiálise e pro’Jeto de sistemas
-Implantação de sistemas;

escolha do suporte de programação

-Impacto dos computadores e a

Informática

-Comandos básicos e arquivamento
-Pluxogramas e análise gráfica

( diagramas de bloco )

-Comandos de controle
-Comandos complementares
-Ordenação de informações numiericas e não numéricas
•Trabalhos práticos:

programação,

preparo de informações para pro

cessamento eletrônico e análise de sistemas para implantação
computaaor

do

�28

8,2 Programas de Escolas Estrangeiras

AMÉRICA LATINA

A)

3^ MESA DE ESTUDOS, Medellin
CURSO: DOCUMENTACIÓN
NÍVEL:

GR/\DUAÇÃO ( Disciplina obrigatória

)

1.

Introducclón

2.

El dociimento

3.

Organizaclón de la

Z|.

Organizaclón y Administraclón de Centros y Servidos de Documentación

5.

Investigación Cientifica

e Informaclón

Almacenaje y Recuperación de Informaclones

5.1 Objetivos e importância
•

5*2 Almacenaje
5.2.1 Ayudas al oontroi bibliográfico
5.2.2 Servidos de resúmenes
5.3 Recuperación
5.3.1 Indización
5.3.2 Sistemas de claslflcadón
5.3.3 Investigaelón bibliográfica
6.

Mecanlzadón, Automaclón y Computadón

6.1 Objetivos e importância
6.2 Mecanlzadón por medio de aparatos manuales
6.3 Mecanlzadón por medio de aparatos mecânicos
6.

U Mecanlzadón por medio de aparatos e

6.5 Computadores
6.6 CÓmputo

( Data

Processing)

7.

Reprografla

8.

Normalizaclón de la Documantaclón

9.

Problemas Linguísticos

10.

Factores Humanos

11.

Documentación en el Plano Internaciona

12.

Documentación en el Plano Intersmerlca

13.

Documentación en el Plano Nacional

IZ;,Cooperación y Coordlnadón en el Campo de la Informaclon Científica.

cm

1

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

�29

B)

3^ mesa de estudosj Medellln
CURSO:

PROBLEMAS ESPECIALES DE LÁ DOCUMENTACIÓN

NÍVEL:

GR;»DUAÇÃ0 ( Disciplina optatlva )

1.

Selecclon

2.

Adquisición

3.

Claslficación

U»

Indizaclon

Ziil Producción mecânica de índices como instrumento de con
sulta:
boo,

índices KWIC,

índices Uniterm,

índices Peek-a -

índices de tarjetas con muesca marginal,

índlces-

de tar;jetas con perforación interna, índices para busqueda

por columnas,

índices microcite.

5,

Catalogación

6,

Preparación física de Ias publicaclones

7.

Servlcio de consulta

8.

Almacenamilento y recuperacion de informaciones

8.1 Sistemas manuales de recuperacion ( indizacion )
8.2 Sistemas mecânicos

( Sln computadoraâ )

8.3 Sistemas mecânicos

( Con tíomputadoras )

8.Z; Operación de Sistemas generales
8.Z;. 1 Sistemas de accesos
8.

(

Input )

Z;. 2 Programacion

S,U*3 Sistemas de la memória
Sistemas de búsqueda
8.4*5 Sistemas de selida

(print-out)

8,4*6 Converslón de iin sistema a otro
9,

Reproducclón de documentos

10.

Dlseminaclón de la Información: médios de comunlcacion

11.

Clrculación de materiales

12.

Producción de publicaclones

13* N ormalización
14*

Relaciones Publicas

15.

Cooperación Interbibllotecarla.

Su relaclón con la docu

mentación
16.

Formaclón y adiestramiento dei documentalista

17. Material de Ias colecciones de biblioteca: métodos de producción, organizacion,
y reproduccion

contenido, usos,

clrculación
^

18. Operación de un centro de documentación e informaclon

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

�30

ARGENTINA
C)

CARRERA DE BIBLIOTECOLOGIA DE LA UBA

CURSO: FUNDAMENTOS DE AUTOMATIZACIÍN
NÍVEL:

PÓS-GR/iDUAÇÃO ( MESTRADO )

Lã tleniea y sus etspas.
clon,

•

La

Mecanlzaclón, automatlzación y automa-

primera y la segunda revoluclon industrial.

tica y sus princípios básicos.
al control de la informacián.
sectores,

La ciberné

Las computadoras y su aplicación
La automatizacion bibliotecária

:

posibilidades actuales y perspectivas futuras. Examen

de diversas experlencias realizadas en este campo.
ción bibliográfica y documentaria.

La lectura,

La automatiza

el análisis

y

la traducion automática.

D) CARRERA DE BIBLIOTECOLOGIA DE L/i UBA
CURSO:

SISTEMAS DE INFORMACIÓN

NÍVEL:

PÓS-GRADUAÇÃO (‘MESTRADO )

Elementos ba sicos de teoria de la informacion.
cesamiento de datos.
métodos.

La recuperacion de informacián:

sistemas

ji

Estructura y.procedimientos de los sistemas manuales, -

semiautomáticos y automáticos.
maclán.

Princípios dei pro

La

Nociones de codiflcacián y progra

seleccián y la difusion de la informacion.

ESTADOS UNIDOS
E) KENT STATE

UNIVERSITY SCHOOL OF LIBR/.RY SCIENCE

CURSO: DATA PROCESSING IN LIBRARIES
NÍVEL:

GUADUAÇÃO

I. Expecience in Llbrary Automation: Aquisitions, Control,
Cataloglng,
. II.

Circulatlon, Referenoe,

Methodology of Library Automation:
nition, Analysis and specification,

III.

Special functions
Identification and defl
Installation and operatlon

Technology for Llbrary Automation: Hardware,

Software,

Concepts
IV.

Prospects for Library Automation: Direct Interaction,
namic vocabulary control, Adoptive file organization.

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

dy-

�F) KENT STATE UNIVERSITY SCHOOL OF- LIBRARY SCIENCE
CURSO:

INFORMATION RETRIEVAL IN THE LIBRARY

NÍVEL:

GR/.DUAÇÃO

I.

Introductlon:
Information.

The Information Exploslon.

The Users

Support for IS and R research.

and Industry Activity,

of

Association

Library of Congress Automation -

Study ( King Repc;rt ).
II.

Communications in Information Stora^e and Retrieval
The Communicative Continuum.
tion Systems,,
Systems,

^Classification of Inforra^

rerformauce characteristics of Information

.

.

III.

:

.

Concepts and Techniiues:
Classification and Indexing.

Coordinate

Automatic indexing and . r.h

stracting.
IV.Information Services;

Current Awareness.

Retrospectiva

search Services,
V. System Funcbions:

Basic Functions.

Basic Systems.

VI.Typical Applications
VlI.Cost Factors:

^ro^jssing Costs.

Search Costs.

Storage-

Costs.
VIII.Har'V'are Considerations:
Recognitiun,
IX. Softv;arc:
Search,

Output.

Storage.

Charatíter

Computcrs

Laiiguages,

SDI,

Input.

Frograms

( Permuted title index,

File Maintenance )

,

X.File resouroes
XI.Treacs

G) UNIVERSITY OF CALIFÓRNIA,
CURSO;

:

NÍVEL:

PÓS-GRADUAÇAO (MLS)

LOS ANGELES

XNTRODUCTION TO LIBRARY DATA PROCESSING SYSTEMS

Current Trends In Library Data:

Processing and Networks.

The approach of Systems Analysis.

Definition of Library Goals

and Objectivos.Planning and Implementing Library Systems.
Methods of System Description.
Accounting.
Data.

Coding of Data.

2

3

4

Input,

Punched Card Processing.

Hardware and Software.

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

System Evaluation and Cost
Output,

and Display of

Storage of Data.

Computer

�32
H) UNIVERSITY OF CALIFORNI/&gt;,

LOS y\NGELES

CURSO:

DATA PROCESSING IN THE LIBR/.RY

NÍVEL;

rÓS-GR'.DUAÇÃO ( MLS)

Total Llbrary Systems.

Library Admlnistrative Systems..

Acqulsltlons and Ordering Systems.
Serial Record Systems.
'In'..:, Systems.

Circulation iFontrol Systems.

File Converslon and Input Sustems.

Authority Control Systems.
Information

Catalog Froductlon Systems
Interllbrary

Subject

Mechanized Indexing Systems.

Itetrieval Systems,

I) UNIVERSITY OF CALIFÓRNIA,

LOS ANGELES

CURSO; METhODS OF INFORM/iTIC; SYSTEMS ANALYSIS AND DESIGN
NÍVEL;

rÓS-GRADUAÇÃO

Summary of Systems Analysis Methodology.
Requirements,

Standardlzatlon of Vocabulary.

Communlcatioh,

Formalized Abstractlng,

File Organization.

2

3

4

5

Man-Machine

Indexing,

and Descrlption

Request Formulation and File Searching.

Data Reduction and Analysis.
Evaluation.

Study of User

Data

Presentation.

Equlprent

Criteria for Total System Evaluation.

6

Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="15">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10509">
                  <text>CBBD - Edição: 06 - Ano: 1971 (Belo Horizonte/MG)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10510">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10511">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10512">
                  <text>1971</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10513">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10514">
                  <text>Belo Horizonte/MG</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11000">
                <text>Automação no currículo de biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11001">
                <text>Vieira, Anna da Soledade</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11002">
                <text>Belo Horizonte</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11003">
                <text>Febab</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11004">
                <text>1971</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11006">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11007">
                <text>Biblioteconomia (estudo e ensino)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11008">
                <text>Visão retrospectiva e panorama atual do ensino da automação em diferentes Escolas de Biblioteconomia estrangeiras e nacionais. Análise da situação e propostas para o ensino da matéria nas Escolas brasileiras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65292">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="739" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="296">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/14/739/Febab_Sao_Paulo_Cdu_025_45_681_32_06_002.pdf</src>
        <authentication>6a6b6bec7513f90560fe884ff1ce049b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12458">
                    <text>�,í

.£

*’^.|_“v-'*.,,..w,,;^_&gt;, if &gt;::• -V,■*,,,&lt;,-'•■/
t^-f-^%

r% fi r-'r ‘-

H■

''■S»Jt' Jl

V ^5

■ í' ‘"*-. t? *'' "^'&gt;- 't' ■■-/
%A

^

%àM&gt;i 'J

r\,-^'"’-v--

';

- "Í'&lt;í?x
^ '"C
\ .'i ■•■ %^ ■„lí*'-VV.-‘''' *'. V.-.^-;,'y '&lt;^‘X'- : ■,*-'
V—í .V» &gt;‘-&gt;'' ,'., .. *í'" ■,-• *■;'•■.,
&gt;■■

'‘tSí

.1,.

í i'-

• ■-í^',&lt;' ' •.i'^
4r *!.&gt;-•, ' ■w-'
i _ '^' ^-'ÍK^ :•' •■ .^•j’*‘Sf-.A;.:*'
■
■•’
■'■^A1

b.-^ -*
é.._

.

^
'* ■ &lt; _j^j \
'í l

‘li"
,
aaa "AA'^.■•'%/■■■«
'lat ^■■''^í
C-,

KU'"'V A-S-Xf '''‘i
VS^AA^f-AÍ''-r4'A-^
tA'-"&gt;?
í-tTi:„,-;í,
•&lt;V- V;--:í-.-* &gt; *’t,
..&gt; ' -.,i,
•F •«. ••
t A
í'
v*A
W-,
/’*'''V..-V-*"-fj' V-’'"■
' '‘^.„A.,„;:í .' -'.
ik

■

'S- '■'^5 h
-V •
iP-A'' ’»._
;f^
’fc &gt;V'-''''' i.. /\-A i
V^v
Ã, . V^--.■•■ fAA
,.«•'■
?.
-V
PP■'^'
j ,
, -* -it.. , ’*v
^ :j i_

Ã
Ü„ 1

í i í

'\

A-.

4

,iv

íA*ai' p'í

Ií&gt;''%" J

’■■ ..■■■

'•-■»■ •■

í

íc' A,

i v”V&lt;- ®.
,A.'*

,/■ J-=

í. ‘'A

.í: Át*'-~A i' v--’ ’'-»»^';^*'

% .1^
.xÃl í*\. ,A..J&lt;
1/i.M T'yf-ó^-f^
í' ‘- I ^,&gt;\|
A-ív;-'^í
-

l^vA.
f"VA-A , ,7'"A'A
A:
A *#ÁAAnJ"“
/”iA
,*.
\'’''-A; ..'A,. '?p‘‘«vA ■&lt;:■■ '■?’ Av '^í-', ..-■'■■■v,'''Aí' '''-'íC i'V A :A'VA,íA í''A' '''AAA-. a 'í»-y . ■'*
■‘‘•■■ V.A. , y . J' -&lt;&gt;■'•-..-7 ''v"" '^^;È
■«'■•j’? 1 ^'-•-Jr.
4X &gt;•■

J::/'X ;

i '•,,-,.■

V.f',*? ,.

/■''A-A-'

-. -»
.Ví

\

ifJk-'

&lt;■;■. .&gt;, &gt;’■ \ ■&lt; "A,.

cm

1

2

3

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

I 2c a n
j
st em
I (•«reaclanenfo

14

15

16

17

18

19

�f

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
st em
Gereacbinimio

�'

'

CONGRESSO HRASILEIRO DE BIBL1OTEC6NQMI A E fíQCUMENTAÇÃO
SÃO PAULO
8 A
PATROChMDO

15 rE Janeiro
PELO

TEMA V

:

de

1967

INSTITUTO NAOlONAL

DO LIVRO

INFORMAÇÃO CIENTrFICA

MECANIZAÇÃO DA CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL PARA
A DISSEMINAÇÃO DA

INFORMAÇÃO CIENTfFlÇA

P

C

R

ABNER LELLIS CORRÊA V1CENT1N1+
179 CDD

025.46621 38195

CDU 025*45

+C00RDENADOR DO Sistema
Professor

s

681*32.06

de Bibliotecas

dé Documentação

da Faculdade

s

002

da Universidade

de Biblioteconomia

MAÇAO Científica da Universidade.de Brasília.
Secretário

do FID/CCC/MSR

de Brasília.
e

Info^.

�1.
MECANIZAÇÃO

DA CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL PARA

A DISSEMINAÇÃO

DA

INFORMAÇÃO ClENIfFlCA

POR
Abner Lellis CorrÊa

Vicentini

SINOPSE

A^MECANIZAÇAO
FINS

DE

xaÇao

CLASS 1 FI CAÇAO ,

e disseminação

realizadas
ciETY,

nos

DE

COM

INDEXAÇA'',

informaçao

mente para

EMPREGO

relacionar os

1950-1964 (Volumes

I

científica»

Institute

DA CDU,

e pel9

COMPARAÇAO

COMPUTADORES

15)

do

DE

Os

120,000 ABSTRACTS
a

INOE-

Experiências jX

American

COMPUTADORES

BIBLIOGRÁFICO.

TaBULADOR 407,

RECUPERAÇA»,

pela American Meteorological So-

ATUALIZAÇAO,

E LEVANTAMENTO

RES USAD''SS

S I CAL

da

DeCIMAL UnIVERSAL PARA

ARMAZENAGEM,

pelo American Geol^gical

ALFABélICO

DE

ARRANJO,

Estados Unidos

TUTE OF PhYSICS,
TIVO

DA ClASSIFlCAÇA«

IBM

COM OBJE-

EDIÇÕES,

TIPOS

1401

DE

cobrem

"Meteorol ogical

ARRANJO

COMPUTADO-

E 70905

que

Instx

PRlNClPAi^
o PERÍODO

and Geoastrophjc

ABSTRACTS".
Os

ESFORÇOS

Documentação

e

a

possibilidades
CIAS jX

criaÇao

PELA FEDERAÇAO

do SubcomitÊ

oe mecanização

realizadas

mente que o
MENTO

DESENVOLVIDOS

encarregado

de

da CDU ( F 1 D/CDU/MSL ).

nos Estados

sistema CDU PODE

INTERNACIONAL

Unidos

As

da

E QUE TAL

difusão

da

as

experiejv

e Europa demonstram

SER MECANIZADO,

CÒNTRIBUIrX para a ORGaNIZAÇAO

estudar

DE

clara

PROCEDI-

INFORMAÇAO /

CIENTÍFICA.
SUMARIO
1.
1.1

HistArico

da CDU

Em ^GERAL

1.2 No Brasil

e

em Portugal

1.3 SiTUAÇAO

Atual

2.

0 Advento

da mecanizaçao

3.

As

EXPERIÊNCIAS

DA AMERICAN MeTE0R0L0G I CAL SOCIETY,

CAN Geological
3.1

Institute

American Meteorological

3.2 American Geological
3.3 American

cm

2

3

4

5

e

do

American

DO AMERI-

Institute of Physics.

Society

Institute

Institute of Physics

6

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
st em
Ciereaclancnto

14

15

16

17

18

19

�2.
'r,

0 PROGRAMA DA FeDERAÇAO
TOR

DA MeCANIZAÇAO

5.

Valor da mecanizaçao

6,

Bibliografia

U- Hist(^rico
1.1

INTERNACIONAL

DE DSCUMENTAÇAO

NO SE“

DA CDU.
para

a Recuperação

de

informações

da CDU

- Em Geral
O Congresso

xelas

EM

grafia,

1895,
com

UNIVERSAL,

0

Internacional

DECIDIU

FUNDAR 0

OBJETIVO

QUE

de Bibliografia,
INSTITUTO

DE ORGANIZAR UM

SERVISSE DE GUIA

PARA

peunido

lNTERNACl«NAL

REPERTÓRIO

A

PRODUÇÃO

em

Bru-

DE BiBLI^

BIBLIOGRÁFICO

INTELECTUAL

DA

HJi

MAN I DADE.
Resolveu,
ficaça"'
:OSc

A

entao,

Decimal
1^

E

Instituto

de Melvil

EDIÇÃO

DA

TEND.. 54 PÁGINAS,
LAS

o

18 PARA C

Dewey,

já

CL ASS I F I CAÇ/W'

SENDO

recêm-cr i ado ,

edição nos

DE DeWEY

12 PÁGINAS

ÍNDICE,

em 5^

DE

APRESENTANDO

adaptar

10

Estados Uni-

APARECEU

1NTR»»VÇA0,
CLASSES,

a Classj.

EM

1876,

12 PARA

AS

C8NTAB£

100 DIVISÕES

E

1 -,000 SECÇOES.
Foi
EMPREGO

efetuado

A

0

AMPL1AÇA0

l.UB.

tentando
A

1

')

TÍTULO

um

acordo

DEOICOU-SE,

du

ANTAO,

conhecida
Com

ram,
EM

E

o

ELE

!93r,

correr ocs

1 4
PAPA

A

anos

AMPLIAÇAO

FOI

índjce

parceladas,
Nos

SEUS

1905 r? I
DANDO

COMO

2

3

4

EM

do

1.1.B.

1905,

ENSEJO

AO

f±

E DoCUMENTAÇA•,
em

1937,

l

E TRADUZIDA

APARECIMENTO DE
Universal
acha-se

apresentando
em

qua*£

»E- EXlSTENClA A CDU,

DE BrUXELAS,

c«m-

PARA HaIA.

Decimal

o mundo,

SOB

se amplia-

SU CESS I VAMENTE AMPLIAPA

e desenvolvidas

ANOS

A ClaôSIFICAÇAO

L ! n'g u a 0 e m

cm

tcdo

especiais

SESSENTA

OE DEWEY,

E PORMENORIZADA.

de Documentação

A ClASSIFiCAÇAO Decimal Universal
em

SISTEMA

com 38.000 entradas,

DE BibLIOGRAFIA

da ClassIfIcaçAO

tante difundida

D»

PUBLICADA

actividades

Internacional

IDIOMAS,

internacionais

«

de Bruxelas.

TRANSFERIDA DE BrUXELAS

EDIÇÃO DE

DIVERSOS

e um

as

INSTITUTO

A Federaçao

E SUA SC0E'F01

Dewey para

R^pertoire Bi bl i ograph i que Universel",

como Class1ficaÇao

PASSOU

E

X

desenvolvida

“REEkfendq 23.000 subdivisões
camoo

e Melvil

CL asS I FI CAÇao MINUCIOSA

internacional

"Manuel

1.1.B.

DA ClASSIF1CAÇA0 Oec[MAL.

elaborar uma

EDIÇa:

entre o

10 EDIÇÕES

(CDU).

actualmente bas-

ediçÕes
todas

abreviadas,
as línguas.

CONHECIBA

TRANSFORMOU-SE

em

ANTIGAMENTE

VERDADEIRA

i m r ern a c I 0n al «

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
st em
Ciereaclancnto

14

15

16

17

18

19

�3.
A-XXXJ-r^nrM—de livros (e SUA
^,vf«iAP-&lt;^p-r%nLA^-L^ A L l Z A Ç A O
MENTOS

DE

INDEXAÇAO
PARAÇA*»
AGORA,

Os

DE PER1&lt;5d1C0S,

ELABORAÇAO

ABSTRACTS ;

internacionais,

OUTRAS

COMO

ÇAO BIBLIOGRÁFICA
A PESQUISA

INFORMAÇAO,

Assim
SEJA para

E 0

ESPECIALIZADA,
TAIS

AS

PARA

Na PRE-

E

AS

GRANDES

E

BIBLIO-

ESPECIALIZADAS,

VEM

VEM

POR

CIÊN-

DA PROBU-

DE NOVAS

FONTES

TÍCNICOS,
PE

de uma linguagem

ESTA

O

SEJA PARA

NOTAS

INOIÍSTRIAS,

OU

AINDA

internacional,
POUPAR

INTERCÂMBIO

INFORMA O PESQUISADOR,

NECESSIDADE.

CIENTÍFICO,

MESMO,

CATÁLOGOS

DA

DE

TEMPO

At

PUBLICAÇÕES,

PARA ORGANlZAÇAO

ASSUNTO.

GLOBO,

DO

RELAT(5r!OS

DOCUMENTOS,

DE UM

ASSUNTO

C0M08

RAMOS

GIGANTESCO

APARECIMENTO

BIBLIOGRÁFICA?,

trabalho

OS

ETC.

DE

PREENCHER

TODOS

AUMENTO

INCREMENTAR

COLETIVÓS

DE

INFORMES,

INÍCIO

ESCRITO

MESMO

EM

ANTES

CONSTITUINDO,

A NOTAÇAO
QUALQUER

DA LEITURA

PORTANTO,

UM

DECIMAL

NO

PARTE DO
r
D^ TRABALHO
ELO

INTERNA-

COMUM.
Os

ORGANISMO

CIONAIS,

VEM

DE ARTIGOS

e

através

AS

trabalhos

de

realizado

LUSO-íBraS 1 L E 1 ROS .

O CERTAME

diretor

membro

traduçao

1954 FOi

reira Paulo,

TABELAS

do Centro

DE Alta Cultura,

os

a

NA-

APRESENTAÇAO

5

6

COMPLETAS

de

DA CDU.

da FID desde

do

1949,

1954.

de Documentação Científica do
que,

então,

da CDU.

da Universidade

Digitalizado
gentilmente por:

a necessidade

no Brasil o 22 Coliíquio de Estudos
t
TROUXE AO BraSIL O Dr, ZeFERINO FeR-

do Centro

colaboraçao

desde logo

nacional
em

A Edição Preliminar Abreviada

4

DA CDU NA

COMO

de Documentação Científico

DE Alta Cultura de Portugal,

solicitou

USO

compreenderam

PORTUGUÊS

Portugal,

Em

NORMA O

INTERNACIONAIS

em Portugal

e Brasil

TRADUZIR para O

iniciou

COMO

TANTO

DE PERldoiCOS.

Portugal

Instituto

DE NORMAL 1ZAÇAO ,

ADOPTANDO

1.2 - No Brasil

3

PARA

DO CUM ENTO Lé G 1 CAS ,

RESUMOS

E O

há necessidade

REFERÊNCIAS

A CDU

2

OS

CONSEQUÊNCIA UM

PATENTES,

SEJA

DE CATÁLOGOS

car

TÉCNICAS

DESENVOLVIMENTO

CLASSIFICAÇao

SEJA PARA

tituto

DE BIBLIOGRAFIAS,

PRINCIPALMENTE

COMUNICAÇÕES,

sendo

PESQUISADOR,

TIONAL

ARQUIVOS,

INFORMaÇAO.

CIENtÍFICA,

ESPECIFICAÇÕES,

SOBRE O

DE

a CDU.

CIA TROUXERAM

DE

DA

CL

CL AS S-l-TI CA Ç A O

BIBLIOGRÁFICOS,

O PROGRESSO

PARA

NA

E EM

RECUPERAÇÃO

ADOPTANDO

PARA

PARA

ÍNDICES

GRAFIAS

ESTANTES),

TODOS O-S ■C-£n-E:r-0-S ,

DE
NA

EM

Sc a n
st em
Ciereaclancnto

O Dr.

acabava

publi-

Zeferino Paulo

de Sao Paulo

14

de

Ins-

15

no

16

sentido

17

18

19

�4
DE SER
P«R

REVISTA

A EdIÇAO PrELIMINAR PORTUGUESA.

INICIATIVA

DE D. MaRIA LuÍZA M'NTE1R0

Biblioteca Central

da Universidade

DA CUNHA,

de Sa« F^ulo,

Terminologia Científica daquela Universidade,
visão

da

com o Art.

do DENTRO

DA

ESTRUTURA

APROVADO
0

pois

cializados
A FIM
ÇÕES

DE

E

funçÕes

AQUELAS

CIENTÍFICAS,
DOS

INTERESSE BÁSICO

SA

CIENTÍFICA

NaCIONAL

de

DE 29

que

DE

se tor de

E

PARA

TRABALHO

INDUSTRIAIS,

B I BL I OTECONOM I COS

MAS,

DE NÍVEL

IBBD JÁ

nacional

E,

Decret''
ração
. '
NOS

SEUS

espeGERAIS,

INSTITUI0

APERFEI-

NO BraSIL,

DA

QUE

SAO

PESQUI-

1955,

sob

a

presidencia
da FID,

da

e seu

IBBD,
DO

além

de

SISTEMA,

atender

DO

BraSILEIRA

difusão

apelo

COMPREBNOEU LOGO

B I BLlOTECÁR1 O
pela

a

PARA

A

REUNIÃO

EdSON NeRY DA
da CDU no Brasil,

DE ClASSIFICAÇAO DeCIMAL

IBBD/CDU.

FOI

criado

1958,

po

VISTA

0

Conselho Dire

DISPOSTO

n2 35.430,

PERÍODO
OITO

reuniões,

CDU,

E UMA

de Classificaçao

no Brasil,

e Documentação,

uma)

TUGUESA

DAS

AINDA,

tornou-se membro

batalhador

A COMISSAC

de 29

1 nternac i onal
No

documentação,

SUPERIOR",

em

da FID o

POR SUGESTA'

incansável

Bibliografia
EM

regi-

1954.

E BIBLIOGRÁFICOS,

0 DESENVOLVIMENTO,

A Comissão Brasileira

TENDO

DE

SÒmENTE 0

NaO

INSTI-

no Brasil.

DE DOCUMENTOS,

IBBD/CDU,

0

teve seu

ABRIL

IMPORTÂNCIA OA ClASSlF I CAÇA 0 DeCIMAL UNIVERSAL

Universal,

cria-

FÁCIL,

para MAIOR DIVULGAÇÃO

CRIAR

foi

BIBLIOGRÁFICOS

de Queiroz Sambaquy,

órgÃo

um

1951,

acor-

CeNTROS

1954 o

de

re-

de

AOS

em

Fonseca,

1954,

DE PESQUISAS,

e Documentação,

n2 35.430,

de

PECULIARES

Instalado

naci^^nal

fevereiro

de documentação

EDUCAÇAO

DA FEOERAÇAO

Março

DA

de
a

Centros

DA

DECIDIU

promoveu

dos

E

Como

A

TORA

a Comissão

que

15 de janeiro

DO CONSELHO

TÉCNICAS

DE

^rgao

DlRE

CRIADA,

pr&lt;íprias

TRABALHOS

Profa. Lydia

de

de

preencher uma lacuna no

tornar MAIS

ÇOAMENTO

1.310,

PELO DeCRET**

as

de 27

de B i bl i''gr af i a

IBBD veio

"reune

nB 35,124,

13 DA Lei

TUTO Brasileiro
mento

ENTAO,

Ediça" Preliminar.

Pelo Decreto
do

F1 ,

pela Resolução
tor

do

de

abril

n9 70,

de

Reunião Extraordinária,

DO ReGIMENTO

de

de 8 de

Instituto Brasileiro

sua 30^

NO ART^. 9

1954,

com

APROVADO

aprovaçao

PELO

da Fede-

DE D-'CUM ENT AÇ AO ,

DE Outubro

anos

em

Decimal Universal,

DE

SENDO

de

1958

EXISTENCIA,
TRES

EM

DA CDU.

Sc a n
st em
Ciereaclancnto

EM

dezembro

IBBD/CDU

CONJUNTO

EXTRAORDINÁRIA PARCIAL

Digitalizado
gentilmente por:

A

a

COM

de

1966,

REALIZOU 21

ou

seja,

(viNTE

A COMISSAO PORTUGUESA

CONJUNTO

COM

E
DA

A COMISSAO POR-

�5
o3-Situaçaoatual
1.3.1

- £Di.çjw:.s_JI}f:-S'eU'rvtu.'Nrt D AS
Sat

11

AS

ED 1 çoES'N■^rrtLFH^uu^v-a^l,AJ-^—j)-E-s-onAo^\ru^

C'&lt;&gt;M4’-EríLEJ«&gt;í:N-IH&gt;' A S
INGLESAf

UAPONZSA,

1.3.2 - Edições
Exístem
(iNGLESj,
ALEMAC,

LÍNGUAS

ESPANHOLAj

EDIÇAO),

PORTUGUESA,

ALEMA (2 E D 1 Ç

POLONESA

E

RUSSA.

abrebíadas

edições

francês

e

ITALiAMO,

espanhol,

FRANCESA (3

—oat-CDU,

sueco,

1.3,3 - EdIÇiES

abreviadas Nas

alemac),
JAPONÊS,

seguintes línguass

holandes,
POLONÊS,

RUS SO , ..rum ENO ,

ingles,

Trilingue

filandÊs,

PORTUGUÊS,

franoes,

SERVO-CROATA,

TCHECO»

parceladas

SaO 30 AS

EDIÇÕES

PARCELADAS

DA CDU,

PUBLICADAS

EM

DIVER

SOSPAÍSESjEEMDIVERSASLÍNGUAS,
1.3.4 - Edições
As
ÇaO (em

especiais

EDIÇÕES

ESPECIAIS

DINAMARQUÊS,

ITALIANO'5

Nuclear (em
Educaçao

H.''LANDES,

N'’RUEGUÊS,

Normalizaçao (em

ingles),

ínglé?.,

OS

SEGUINTES

INGLES,

SERVO-CROATA

ingles),

(em

COBREM

CAMPOS!

FRANCÊS,

ALEMAO,

E SUECO), M E D I D A S

Bibliotecas Polares(em

(eM

iJ N G A R 0 ,
ALEMAO),

ingles),

Vidro (em

francês), Metalurgia (em

francês

português),

e

CONSTRU-

Energia

ingles),

Eletrônica (em

alemao).

!.3c5 - Edição Média
0 TEXTO
Edição

alemao

DA

Ediçao Média,

Desenvo_vida,

&gt;JA

SE

ELABORADA

PELO Pec

DIVULGOU

TEXTO

classes 0,

DAS

i.3.6 - Extensões

JÁ

1

atualizada

PUBLICAÇÃO SEMI-ANUaLo

A traduçao

Astério Campos,

quarto

da

portuguesa

S.D.B.,

que já

E 2.

PELAS
SaO OS

"ExTENSIONS &amp; CONECTIONS
SEGUINTES

OS

FASCÍCULOS

EDITADOS!
1,

N.

6,

agosto!1949

DEZEMBRO

1952

SÉRIE 2,

N&lt;

6,

janeiro

1953

Dezembro

1955

SÉRIE 3 ,

N,

6,

JANEIRO

1956

DEZEMBRO

1958

SÉRIE 4,

No

6.

janeiro

1959

DEZEMBRO

1961

SÉRIE 5,

No

6,

JANEIRO'

1962

DEZEMBRO

1964

SÉRIE 6,

N.

i,

JANEIRO

l96f

SÉRIE

1,3.? - Pr •'•GRAMA DE
Em

1964 A

PASSOU

A

Classe

•^- faz

GO-PRAZC

2

Dr.

ser um

e Correçoes

A CDU MANTÉM-SE
TO UDC”,

deverX

encontra püonto.

ESrX SENDO
0

que

3

4

REVISÃO

Classe 4 foi

incluir

transferida

A LlNGUfSTlCA

parte

integrante

E
do

para

a Classe 8,

A LlTERATURA.
pr.ograma

geral

que

A REOCUPAÇAO
de

DA

revisão ^ lon-

da FID/CGC.

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
st em
Ciereaclancnt.

14

15

16

17

18

19

�7
f) MeRGING
WELL

532,

Hy DR&lt;^ DY N AM 1 cs ,

AS 537,

Electricity,

WAY SPACE WlLL

BE

WITH 533,

AER0DYNAM 1 CS ,

wiTH 538, Magnetism.

0BTA I NE0

FOR FUTURE

AS

In this

EXTENSIONS

WITHIN

53, Phys 1 CS.
g) Liberatíng 56,
SECTION
57/59,

WlLL

BE

COLLECTIONS

CAN

ccntents
GeOLOGY

In this

technique

of

this

ANd/or

CONNECTION

ALS6

and Natural History

BE LIBERATED.

THE

RELATIONSHIP

OF

616,

PaTH«LCGY

T®

Veterinary medicine.

1) Preparing
PRACTICE

FOR
TO

A fUture

A NEW

THESE

transfer

PLACE,

и) Liberatíng 624/628,

Civil

AGREEMENT

BEEN REACHED
UNDERTAKE

1 NVEST IGAT 1 NG

POSS 1 B 1L 1 T 1 ES

Management,

Industrial

IN 67.

engineering

ORGANIZATION WlLL
THE

of 621.7/,9 WoRKsnrp

POSSIBLY

SECTlONS WITH 69/72.

MAJOR transfer HAS
к)

The

TO 55,

SCIENCES.

Biological

RaTIONAL1Z1NG
619,

TRANSFERRED

BlCLOGlCAL

578 and 579,

h)

Palecntology.

WlTH

THE

etc.,

and merging

REGARDING
IBCC,

THIS

WHICH

PREPARAT®RY WORK.
OF MERGING 65,

organizat i on ,

etc.

with 33,

Eco NOM1 cs.
l)

Reconciling 661,
OrGANIC

CHEMISTRY

LIBERATION OF
m) Merging
2.-0 Advento
Em

"Royal

O

QUE

CAMPO

FOI

COM

FEITO
^yí

ERA

cartões
para

NlZAÇAO

Em

faz um
DA CDU,

Com

cm

2

o

os

o estudo

DE

INFORMAçÕeS.

5

«R

COMPLETE

into 93.

ca

concluiu

SISTEMA

pela

ESTRUTURAD®

No

inconveniência
entanto,

pouco

DUA.S

AFIRMATIVAS.

equipamento

para

pesquisadores

seu

TRABALHC

relato

das

CITANDO

sobre

PARA

ATIVIDADES

OF PLANT BrEEDING

dos

de Brisch,

computadores
desses

Digitalizado
gentilmente por:

e
da

AND
as

E

SOBRE A MECA-

RlCHENS

CeNETICS",

e

CAMPi

CLASS l F 1 caça# ,

afirmativas

IBM

inventos

H.

quase nada,

nesse

E TEORIaS

DE R.

da UTlLlZAÇAt
ou

computadores

EXPERIENCIAS

AS

APLICAÇAO

6

ERA O l5 N I C O

#n Mechanical

AS

aparecimento

4

A CDU

rel/i(5rios

do

3

History,

perfurados.

"CONMONWEALTH BUREAÜ
Inglaterra,

PARTIAL

Society’s Working Party

DEMONSTRAR

1960 0

reduzido.

FrEEMAN,

VIEW «F

and

CIENTÍFICO.

Por OUTRO lado
DA CDU

A

1n®rganic

661.

of 93/99,

CONCLUIU

COBRIR TODO

WlTH

with 546/547,

daMecanizaçao

1948 A

IndEXING"

Chemicals

NO
CaMBRIDGE,
de Vickery.

Remington,

f®i

inicia

ELEBR^NICOS \ RECUPERAÇA#

�_

D®

American
■"~1
3.1

- American Metco-ro^.o-cu cal Society

3.1.1

- Abstracts
Em

1949

A American Met eorolíg i cal

gar

A CDU NA

SUA bibliografia

CAL

Abstracts".
Depois

çalhos

de

dez

DE assunto,

E

COM

O

CONSTANTE

E

ACIMA DE

TUDO

Algumas
DADE

de

series,

"METEO ROLOG 1 CAL

experiencia

DESENVOLVIMENTO

COMPLETA

DOS
das

DE UTILIZAR

DA

ÍNDICES

1.

AtUALIZAÇAO

2.

Arranjo

3.

Preparaçao

4.

Atualizaçao

de

COM

de

DOS

decidiu empre-

AND GEO ASTR•PHYS I-

o uso
ANUAIS

DE PROGRAMAÇAC,

DAS

da CDU,
E

COMPUTADORES

INDEXAÇAO,

E

operaçoes
A CDU

com

ÍNDICES MENSAIS,

A POSSIBILIDADE

PARA MECANIZAÇAO
BIBLIOGRAFIAS,

anos

^í&gt;liety

E

TABELAS

mecanizadas

DE
que

CUMULAT|V«S,

ELETR$NCC#S,

CHEGOU

TAMBÉM

cabe-

DOS

• MOMENTO

RESUMOS,

DAS

TRABALHOS*
provam

a possibili*-

MAQUINAS!

DADOS

t ftulo
de bibliografias
das

tabelas

da CDU

e

apresentaçao

das

MESMAS
5.

Utilização

6.

Confecção

de
de

máticas
7.
■ Em

outubro

assunto,
VOLUMES

com
1

A

(1950-59)

a

Em

de

foram

multilíngues
aleabéticos

para tabelas siste-

HIERÁRQUICAS

seletiva

e

impressão

1960 uma lista

respectiva

10 do

"PR 1 NT-PUNCÍl"

índices

ou

Recuperação

edições

de 20.000

CLASS I F I CAÇao

"METE0ROL0GICAL

preparados

de títulos
cabeçalhos

pela CDU,

de

CONSTANTES

DCS

ABSTRACTS &amp; BIBLI0GRAPHY"

por Mrs.

Esther Nupen

em um

computador

IBM 026.

1962 ESSAS

entradas

As outras máquinas utilizadas

foram suplementadas
foram Tabulador

IBM

com mais
407

e

10.000.

ainda •

IBM 834.
Para
PARA

IBM

407

Em

E

1^63,

PHYSicAL
PERÍODO

inoexaçao foi

MIL

DE

AUTOR

AUTOR,

OS

ASSUNTOS

3

4

"abstracts" do
sobre

1952-1962.

bético

2

5

o sistema UNIDEK,

programado

1401,

Abstracts"
DE

utilizado

6

and Geoastro-

"satélites meteorológicos",

0 arranjo

E ASSUNTO

"Meteorological

DE

PELA CDU,

Digitalizado
gentilmente por:

foi

ACORDO
ETC.,

cronológico,
COM

A CDU.

AS

um

índice

COM

o

alfa-

REMISSIVAS

FORAM PREPARADAS

Sc a n
st em
Ciereaclancnto

cobrindo

DE

IBM 7090,

�9.
3.1.2 - CDU
Sob -A—OLRj~et&gt;j-T^ÇA0
,EJmn&gt;0-S—P-AJ! A
E

ESTUDOS

FOI

A

de'■Maj_-c&lt;h.m

COMPARATIVOS

REALIZADA
Os

DE

EM

DO Sr,

da National

NA HIST(5rIA

da CDU

DE MECANIZaÇAO

DO

E

E

DA CDU.

APRESENTADO

LEVADOS

DEMONSTRAR

SISTEMA.

Os

V
VI
VI 1

RELAT(5rIO C^UdUN^ETÔ

X 30^ CONFERENClA

A

EFEITO

COM

DA

T(5p1C0S

AUXÍLIO

marcaram uma nova

CLARAMENTE AS

toIFurther

ABORADOS NO

era

POSSIBILIDADES
RELAT&lt;^RIO

SAO

Explore Poss i billtIes

" F UNIVERSAL

Classification (UDC)

1 V

1962

,

FOR MeCI-I AN I zl\T I 0 N

1 1 1

Um

Science Foundation,

VEM

PiLOT Project

1 1

em

1964,

RiGBY;

OSSEGUINTESS

I

iniciado

T A B EL AS

EB-ÍÇOES

RiGBY

EM HaIA

ESTUDOS

financeiro

mi

P R E-P-AJLAÇ^O^ A T U

PREPARADO PELO Sr»

FID,

Rigby

DeCIMAL

Schedules

A1Ms
1 NT RODU CT I 0 N
B AC!&lt; GRCUN '
Ao

The UDC System

Bo

Distribütion

Co

VílUme of Material

D,

ADVaNTAGES

E.

ATTEMPTS

History

of UDC by Classes

and

in Full

Editions

DISADVANTaGes

of

THE UDC

AT MeCHANI ZAT Ion

of ProDECT

S CO P E
Operatíonal Procedure
Detaíled 0°erational Procedure
Ao

Procurement

of Material

B.

Reproduction

C.

Editing

D.

PUNCHING

E.

Editing Card Printout,

of Schedules

and TranslIterat1ng
AND

VeRIFYING MaTERIAL
and

Taping

FoPrOGRAMING
VI 1 1
Ao

PUNCHlNG

and

VeRIFYING

Bo. PR''Gramming

cm

2

3

4

5

Co

COST

Do

Econom1 CS

OF Card-punch ING

E.

PR.JECTEC

COSTS

6

CF Running

Digitalizado
gentilmente por:

ano Computer Printout

'^OR ExPANDET PrCJECT

Sc a n
st em
C.oreaclanonto

14

15

16

17

18

19

�10
1X

Uses
A.

Basic Uses

B.
X

Incidenta

Future Plans

X1

CONCLUSIONS

X1 1

R E C MM £ND AT 1 0 NS

APPENDlX
1

ReFERENCE,

11

INCLUDING UDC SCHEDULES

Experimental

C"&gt;mputer System

SCHEDULES;
111

PUNCHED

AND

TAPED

for Producing UDC

System Progress Report,

December

1962

HAND"PREPARED SAMPLE 551.583 (ClIMATIC ChaNGES)
3 LANGUAGES,

IV

10 SUBDIVISIONS

Limited machine (IBM
IN 3 LANGUAGES
EACH;

V

WITH

407)

(fULL)

VI

WITH

555;1

(Met.)

M A R CH

1963

(abridgeo)

INDEX - 600 SUBDIVISIONS

sample»

1963

tri-lingual

(full)

- 600 SUBDIVISIONS - 3300 cards -

1401)

sample-tri-lingual

- Class 52 (astronomy)

Geophysics)

!962

551.5 (Meteorology),

INDEX - JaNUARY

1401)

Extended C mputer (IBM

.

sample,

ALrHABETlCAL

Limited Computer (IBM

EACH- OCTOBER

-

- 332

subdivisions

-

and 55 (Geology1750

cards - October

1963
VI1

FURTHER

extended

COMPUTER (IBM

FIVE LANGUAGES
Yogoslav)

-

(EngLISH,

SI NGLE-LANGU AGE ,
Samples,

1X

Tendo

MeTEOROLOG 1 CAL
Abstracts",
utilizando

também

DOS

•

December

1963

H1 ERARCH I ALLY

INDENTED

COMPUTER

UNIDEK

ootaçao

"Projeto

indexada

estudos

adotar

Institute

Estados Unidos

EFEITO UM
gem

a

a

para

n2

CONCERNED

e

a

WITH

THE U3C (iN

experiencia

MaRTIN RuSSEL,

1781

1964)

da American

EDITOR

a CDU mecanizada

em

DO

"GeOSCIENCE

sua publicaçao,

índice.

'f Physics

NSF GN-433 da National

o American

Institute

de pesquisas
um

Class 55.

Institute

SOCIETY, Mr.

3.3 ~ American
Com

base os

passou

AND

SwEDlSH

Class 52 and 55

Ge-logical

como

SAMPLES-

CAROS,

F1D StUDY COMMITTEES

3.2 “ American

AND 7090)

ItaLIAN, PORTUGUESE,

ABRiDGED Class 52

SUBDIVISIONS - 2818
VI 1 1

1401

para

of Physics

avaliaçao

sistema MECANlZApO

Science Foundation

DE

estão levando

da CDU

RECUPERAÇÃO

como

lingua-

DE

INFORMA-

ÇÕES " .

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
st em
Ciereaclancnto

14

15

16

a

17

18

19

�P Diretor
Centro

do

projeto

de Documentação

TÍTULO,

SABERS

Dois

DO

e c

de

CDU ,

RECUPERAÇÃO

relatórios já

diretora

supervisor 1 o Sr.

P ROU-E,CT-0—OOT^^ AM

AVALIAÇAÒ,

TEMA mecanizado

Pauline Athcrton,

Applied Linguistics,

OBJETIVOS
A

a Sra.

do A.I.P.,

"-fUi—Fft-£ELNUui^^r-''Ouo~-^^
Os

é

DAS

i^obert

de Washington.

PALAVRAS

CHANTE-^—CK) "S-ETL_.-;

L I N GUA GOl" P-AfLA^JNiXErX A Ç A O ,

DE

do

SIS-

INFORMAÇÕES.

foram publicados

sobre

as

pesquisas

rea-

lizadas.

^

Da

introdução

ENVOLVED,
COMPLEX

SINCE BEFORE

INSTRUMENT

1.

A

SET

OF

CONTENT
2c

3.

OF DOCUMENTS

|N

ANY

COHERENT

A

NOTATION WHICH

RELATES

TO

EACH

OF

RELATES

CENTURY,

AS

A

THE

FORM

FIELD

AND

THE SUBJECT

CF KNCWLEDGEJ

THE

DESCRIPTORS

TO

EACH OTHER

THE

DESCRIPTORS

OF

A

IN

SINGLE

OTHER?
BE USED

DOCUMENTS

developed

or theoretical

ABLE

TWENTIETH

"The UDC

IN

TO PROVIDE
FILES,

A

E.G.,

CONVENIENT
BOOKS

ON

SHELVES.

The UDC has been

IS

transcrevemos?

FRAMEWORKf

NOTATION WHICH MAY

abstract

THE

BOTH

A

REFERENCE

BEGINNING

OF

NOTATION WHICH

A

relatório

PROVIDES"?

A

LIBRARY

THE UDC

THE

WHICH

ARRANGEMENT

AND

primeiro

DESCRIPTORS

DOCUMENT
4.

do

to

fill

RETRIEVAL

to

fill

practical

claSSIF1CATlOn

THOSE

SYSTEM,

needs,

IS

THE

IN

needs,

not

as

cf knowledges.

Hcw

well

THE

CONTEXT

OF

A MECHANIZED

QUESTION THE PROJECT

A N r&gt; W E R c

HPPES

TO

'

The PROJECT

IS

INDEXING LANGUAGE,
FUNCTIONS.

1t

is

OR OTHERWISE-

FOCUSSING

I.E-. ,

CN

OPEN TO

ITS

THE

INTERESTED

FIRST

THREE

QUESTION WHETHER

CAN BE OEVEL"PED

WHICH

ON

OF

THE UDC AS

THE

an

ABOVE - L|STED

ANY NOTATION - DECIMAL

SUCCESSFULLY

PERFORMS

ALL

FOUR FUNCTIONSc
In order
FOUND

to

accomplish

ITCONVENIENT

BEGIN WORK.

ThESE

TO

the

IDENTIFY

AREAS,

WHICH

aims
FIVE

WILL

of

the

project,

DISTINCT

AREAS

GRADUALLY

we have

|N WHICH

CONVERGE,

ARE

TO
AS

FOL LOWS .
3.3.1

- UDC SCHEDULES
The UDC,

as

fully

DE DOCUMENTAT I CN (FID),
ALTHOUGH
DATE

PARTS

SCHEDULES

EQUAL
INDEX.

2

3

by

HAS

EXISTED

HAS

to THE HIERARCHICAL

6

Digitalizado
gentilmente por:

WITH

IN THE

THE LACK

OF

TO.ANY

SCHEDULES

EVALUAT10N CF

COMPLETE SCHEDULES

5

the FÉoéRATiON

BEEN MAJOR HINDRANCE

A GENUINELY USEFUL

4

HEVER

HAVE BEEN PUBLISHED,

IMPORTANCE

(rEASONABLY)

cm

developed

Internationale

ENGLISH LaNGUAGE.
THE

FULL,

POTENTIAL
IS

THE

THE UDC MUST

A (rEASONABLy)

UP-TOUSER.

Of

ALPHABETICAL
BE BASED UPON

COMPLETE

�12.
ALPMABETICAL
OF

ALL

G^PD

INDEX.

1965 MODELS

OTHERWlSE BE LIKE BERATING

AUTOWíBILES

BECAUSE " N E ' S

THE

''W N HAS

QUALITY

ONLY

TWO

TIRES,
WlTH

StaNDARDS

THE

GATHERING,

PF

THE UDC.

UDC.

The

COST

OF

GENEROUS

CHECKING,

ThIS

need

US

TO

AND

SHOULD

NEW

CONDUCT

WE HAVE

an

A

FULL

STUDY

BY

ON

THE BrITISH

BEGUN

THE MOST

THE

PRPCESS

UP-TO-DATE VERSION

ENGL1SH-LANGUAGE

indexing

EDITIONS
A

ALREADY

TRANSLATING

FIELO

for keeping

PUBLISHING

L'ED

COOPERAT1''N OF FID AND

INSTITUTION (BSl),

^F

HAS

DO

EDITION OF

language up-to-date

TRADITIONAL

and

the

PRINTING METHODS

THE MECHANIZATION OF

THIS

OPERAT 1 ON I
3.3.2 - The UDC Composition System
The

recent

development

PHOTOCOMPOSITI^N

EQUIPMENT

IN WH1CH

TEXT

FREQUENT

UPOATING,

ALL

INVOLVED.

of

HAS

PRPVIDED

MANIPULATION (SUCH
AND

THE

OuR PLAN

NEED

1 NCLUDES

SCHEDULES

IN MACHINE-READABLE

SYSTEM

ENABLE UDC PUBLISHERS

RAPID

T
AND

FLEXIBLE

3.0.0 - The
The
RETRIEVAL

SERVICE

retrieval

project
SYSTEM

CPNTENT

and

TESTING

THE UDC

1*

will

OF

IMPROVE
2.

TO

SPLUTION
AND

TO

to

PROBLEMS

CROSS-REFERENClNG),

FOR HIGH-QUALITY

COMPOSITION

RECORO 1 NG

THE UDC

FORM

develop

IN THIS

IN THE UDC

A NEW

INDEXING

AND

SUCH

THAN WAS

a

ALL

OF

OEVELOPING

AS FID

PREVIOUSLY

ARE

THE NECESSARY

ANO BSl

TO

FIVE MORE

POSSIBLE.

computer-based

THE UDC

DOCUMENTS

DETERMINE

AS

computers linked

System

IN WHICH

FORM

TP

the use '&gt;f

WAY

AND

USED

TO

REQUESTS.

EXPRESS
ThE

THE

SUBJECT

OBJECTIVES

CF

ARES

WHICH

CAN BE

!S

reference

PF

THE

NOTATIONAL

EXPLOITED

DEVICES

INCORPORATtO

|N

A MECHANIZED

SYSTEM

IF

ANY,

FROM

TC

performance;

DETERMINE

WHICH

DEVICES,

DETRACT

THE

performance;
3.

TO

ATTEMPT

WOULD
4.

TO

5.

AREAS

IN

MANCE

AND

T''

BEEN

UDC,
LES

2

RDER.T'

|N

THE PERFORMANCE

OF

THE UDC

VARIOUS

|N

TO

DISCOVER

CORBELaTIONS

THE WAY

IN WHICH

THE

THIS

CONTEXT;
SUBJECT

BETWEEN PERFOR-

DESCRIPTORS

OF

CLASSES

DEF I NED;
THE PERFORMANCE

OF

THE UDC WlTH

RESPECT

TO

EVALUATION

of

THE

TO

FI-

files
ARRIVE
WILL

FROM

AS MANY

SUBJECT

5

WHICH

TO BE USED

PROJECT

4

DEVICES

IS

THE

3

ADDITIONAL

INDEXING LANGUAGES.

3«-3.4 - Document
In

|F

ANY

THE UDC

ORDER

compare

OTHER

DISCOVER

BE USEFUL

C''MPARE

HAVE

TO

6

AT

the

ATTEMPT
AREAS

Digitalizado
gentilmente por:

FAIREST

TO
AS

APPLY

POSSIBLE
THE

posSIBLE.

Sc a n
st em
Ciereaclancnto

RETRIEVAL
S^ME

14

SYSTEM

CRITERIA

15

16

17

FOR

18

19

�13
SELECTING
1.

A

FILE

Are

F"'R TESTiNG

there UDC

ARES

indexing

records

available

for the

D^CUM ENTS?
2.

3.

Are

there

THE

SAME

Are

the

other

indexing (non-UDC)

DOCUMENTS?
indexing

UNMB|GU‘US
REA-ABLE

records

SUPROGATES

OP

and

the

THE

DOCUMENTS)

-.
ARE BOTH

COMPETENT

AND

IDENTIFY

DOCUMENTS

WHICH

Are

there qualified

D-':CUMENTS

ObVIOUSLYj
VEN

CASE.

N-^T

HOWEVER,

THERE WHCULD

ARE

subject

IS

THE

GIVEN QUERY.

ALL

OF

'F

WHICH

PROJECT

,

SEEKS
well

CONFIDENCE

THE NUMD ER

EXPERIMENTAL
AS

THE

THE BEST

RETRIEVAL

Central

E RECUPERaÇAO

SUBCOMIfÈ

NIZAÇAO

DA CDUr

a longo

6

INDEX

APPLIED

A

IN

INOICA^^E

WITH WHICH

are

SET

A

Gl~

TH AT

TO WORK»

evaluation

of performances

A

RELEVANT TO A

FILE

ARE

THE USE

OF

judgei/ent of

CF

USE OF

THE

"SOURCE

a single person’s

STATISTICAL

RELEVANT

USER

SYSTEMS

WHOSE

OF

THE

UNDER

1nF"RMAÇ0ES

CONHECIDO

prazo

EM

SUA

CONSENSUS

WILL

DE

RELEVANCE PERFORMAJV

INVESTTGATION,
DA CDU

(CCC)

e

RESOLVERAM

ESTUDAR

OF

DOCUMENTS?

GROUPS,

UUDGEMENT

TRADALH'

SAMPLING

A SATISFACTORY LEVEL

de Cl a s s i f i c aç ao
DE

OrGANIZATION of

5

available who

ACTIVITY

SFTCR DE MeCANIZAÇAO

0 SUBCOMITE
DE

IN

AV^ID

THE

CONJUNTO PARA

SEGUINTE PROGRAMA
Programa

AND

BY

ESTIMATE TO

rp

OF

suddect

THE QUESTIONS?

CAN DE

MATERIALS

the

-^HE

TO

1963 UM

3

as

TECHNIQUES

A CoMissA-:

I.

TO

OEVELOP

4-0 PROGRAMA da FID NO

0

in

TO

ACCEPTED

MAZENAGEM

SUFFICIENT

ATTEMPTING

CE

CRITERIA

DOCUMENTS

FlLEj

ENTIRE

FCRMING

TO

specialists

FEW M'NTHS

matter

SEARCH OF

b)

THESE

FIRST

as

a)

QUESTIONS

RETRIEVAL?

OOCUMENT” TECHNIQUE;
THE

RELEVANT

'f

auth'rity

OF

The

POSE

groups

AND USE THE UDC F''R

difficult

UUDGEMENT

TO

there

THE UDC TO

LACK

3.3.5 - Relevance
The most

at least

IN MACHINE-

ABOUT

THE

DE N'

Are

WILLING

SUFFICIENTLY KNOWLEDGEABLE
OF

documents (•'r

RORM?

4.

5.

available for

AS

COMO

a Comissão
ESTABELECER

POSSIBILIDADES

de Ar.
EM

DE MECA-

FID/MSR/CCC ESTABELECEU

PRIMEIRA

REUNIÃO 3

do FID/MSR/CCC

THE SUDCOMMITTEE

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
st em
Ciereaclancnto

14

15

16

17

18

19

s

�2.

PURPOSE OF

2.1

THE SUBCOMMITTEE

Exchange of

2.1.1

Cí'NTROL

Information

on use of Machines fí»r

OF UDC SCHEDULES

2.1.2 Translation of UDC schedules
2.1.3 Upoating of UDC schedules
2.1.4

Indexing of UDC schedules

2.1.5 Research
2.2 Control

on UDC schedules

of thesauri

2.3 Use of Machines
BY MEANS
2.3.1

using UDC

for

indexing,

storage,

anp

retrieval

OF UDC

TITLE LISTING OF UDC

2.3.2 COORDINATE OR
2.3.3 Aostracting
2.3.4 Retrieval
2.3.5 SpECIAL

FACET

INDEXING BY UDC

indexing

by UDC

by UDC (Biblio graphics

MACHINES

and

ano Searches)

ceSTS

2.4 Adaption of UDC to machine use
2r5 COLLECTION
(by

OF

INFORMATION ON MACHINE USE OF UDC

COUNTRIES

2.6 Research

or

status

Na Conferência Geral
DE
O

1966,

FOI

TÍTULOS

OR

REALIZADO UM

"Applications

I NST l-TUT 1 ONS )
reports

da FID realizada
SEMINÁRIO

of

for FID Conferences

Computers

da Mecanizaçao para

Uma
ços

DE

DE

to Maintenance

EXPERIÊNCIAS

sistema

VIrX
DA

í

O

DE

de

SOB

OA

AINDA

REALIZADAS

INFORMAÇÕES

âmbito

CONTRIBUIR

JA

and

a

de

Informações

dinamizaçao dos

servi-

EMPREGO DA CDU MECANIZADA NA

A UTlLlZAÇAO

TEM POSSIBILIDADES

RECUPERAÇÃO

UM

CIENTÍFICA

para

SOB

ano Thesauri".

a Recuperação

contribuições

INFORMAÇÕES.

OBJETIVO
As

A

grandes

INFORMAÇÃO

PERAÇAO
TAL

das

em Setembr»

SOBRE CDU E MECANIZAÇAO

Presentation of ClassIf1catIon Schedules
5 - Valor

em Haia,

COM

INEXPLORADAS.

DEMONSTR,^ CLARAMENTE QUE

FORMA

INTERNACIONAL

CDU NOS.COMPUTADORES

R E CJJ

AUTOMATIZADA,

COMO

DE FORMA POSITIVA PARA O

A CDU,

SERA

EMPREGANDO
ACELERADA,

PROGRESSO DA

CIÊNCIA

E
E

TECNOLOG I A.

6 - Bibliografia

3

5

6

seletiva

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
st e m
C.ereaclanent»

14

15

16

17

18

19

�6 “ Bibliografia Seletiva
AMERICAN GEOLOGICAL

INSTITUTE - Geoscience

SpEC I AL

SUPPLEMENT 5

v»6,

1,

n2

JaNo

UNIDEK. KWIC AND

|Ç64,

Part

2.

abstractS;

AUTHOR

INDEXES»

63p«

AMERICAN METEOROLOGl CAL SOCIETY - Meteorol^^^gic^.!.
ASTROPHYS1 CAL
GICAL
CLAPP,

ABSTRACTS

V,

J,

C.

LIBRlc

RECHERCHES

DEV/EZE;
À LA

and

J.

C.

&amp; LEVY, F.

D 0CUMENTA I RESS

- CONTR 1 BUT 1 ONS

SOLUTION

DE

V.

1-9;

1964.

1950-59)
in American

- L’aut'~'Vatisation
g£neRALE9

des

LE

SYNTOL.

DE

CALCULE

260p.

POSSIBLES

des

(Meteorolo-

1964.

UN MODELE

PROBLEMES

L'UnESCO X L'iNTENTION
Jan-Fev.

1960-64»

automation

14(4)S369-375;

Gauthier-V illars,

A.

9-18j

AND B1üLl0GRAPHY,

&amp; GARDIN,

Paris,

V.

- Mechanization

LIBRARIES.
CROS,

abstracís.

ano

d'uN

CENTRE

DOCUMENTAlRES.

B U L L E T ! N DE

BIBLIOTHfeqUES ,

i 8 ( 1 ) S 1 -í 8 -

1964,

- - - EtABLISSEMENT
FICHIERS

DE

et

EXPLOITATION

CITATION

À L'1NTENTI0N

des

AUT0MAT!QU4S

BIOLIOGRAFIQUES.

BIÜLlOTHkQUES,

DES

B U L L E T 1 N DE L ' U IM E S 0

18(5)s228-241,

SePT.-OcTc

1964DOBROWOLSKI,

Z.

Ccpenhagen,

- Analyse

CIMAL
DE

series

F.

DocumentATlON,
what

Document AT ! ON ,
R.

- La

PRATIQUE
p,

de

classif!catíon»

-

cf

revision

ThE HaGUE,

1961,
:t

■7'^,

1?64,

n2 2)

- Polis--

CLASSIFICATION

- - - - The UDCs

DUBUC,

systemes

Danish Centre f'r Documentation,

(FID/CR Report
DONKER DUYVIS,

des

is

(FID PUBL,
and

what

1 8( 2) s99-1 06,

cl ass i f i cat i on

d'utilizatkn.

of

the Uni'/ersal

FéOERATlON

Or..^

INTERNATION”'

335)
it

is

not? Revue

de l a

June” 1955,

d^cimale universelles

Paris,

Gauthier-Villars,

manuei.
196;.-

155-178.

- - - - Les

"Sciences

NaTIONALE
FEDERAÇÃO

de LA DoCUMENTATI0N,

INTERNACIONAL

RECOMMENDAT!ONS
T I6N.

de L'HrwE''

La Haye,

dans

la

CDU.

30(4)S|37-140,

! i-.' ^ e ti -

NoVc

1963-

DE DOCUMENTAÇÃO - L’avenir de la CPU?.

DE LA COMISSION CeNTRALE
FID/C 621,3,

Digitalizado
gentilmente por:

R e vu e

Sc a n
st em
Cicreaclancnto

1962,

Doe,

14

OE LA CLASSirlCA^

D 360

15

16

17

18

19

�.

16s

F1 LL-f"

—£ifurung

ÔERLIN,
^■RANK ,

0,

OF

UDC

R.

R.

R,

AS

- Ccmputer

R,

THE

AN

Aufbau

und

D^rothen-Verlag,
class i f i cat i on

project

INDEXING LANGUAGE

of Physics,

Spt»

for

1960.

Systems.

R,

R,

THE

RETRIEVAL

- Research
INDEXINC

SYSTEMS

New YORK,

AlP/DRP UDC-1,

Physics,
E.

LANGUAGE

19 66f.

study

1962-,

AND

the

FOR

New York,

DE - A

of

for

REPQRT

A1°/DRP UDC-2,

HERRMANN, P,

AMERICAN
October

IN

THE

- Praktische

REFERENCE

PERIOD JULY

American
1,

Relatc5rio
Janeiro,
JACQU.EMIN,

DOCUMENTATION,

4-,

der

AU F .

appliable to
P A R lS ,

Dezimalklassifikation

Le'PZ'G,

VeRLAG

FUR BuCK-

196298p-,

COMENTÁRIOS

ITS

R,

REGRAS

F.

- The UDCs

which

Sciences.

RlO

Rio

de

descricao

DE JaNEIRO,

e Documentação,

Feb,

ON LIBRARIES

with

deal

of

the

InsTITUTO

1960.

present

particular

with

(FID

position

attention

the humanities,

and

to

Arts

and

for Libraries.

1961.
- Proceedings

AUTC'MATirN

HELD

Virgínia, May 26-30,

OF CONGRESS,

6

AND

study

Unesco Bulletin

LIBRARIES AND AUTOMATION.

Warranton,-

a

developments,

l5(2)s53-69,

5

da CPU.

Decimal Universals

EM USO.

de Bibliografia

schedules

Social

4

futuro

(IBBD/CDU)"

23p,

cL as s i F i c AC ao
DAS

Universal

COMlssÃo

312).

future

those

1962,

- A

Brasileiro

Decimal

Comitê Ad Hoc sobre o

IBBD,
E,

of

1966.

categories

anwencung

de Classifícaça’'
do

1,

Institute

INST1TU''"0 BRASILEIRO DE BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO,
Brasileira

the

248p,

und-Bibliothekswessen,

KYLE, B.

1,

evaluation of

February

general

CODING

KlASSIF IL lERUNGSTECHNIKc

PUBL.

the

REFERENCE

FOR A MECHANIZED

Report

CLASSIFICATION
UNESCO,

project

PROGRESS

1965 - January 31,

E

Journal

evaluation of

F■ R A MECHANIZED

Report

64p.

1964,

the

1 NTRO DUCT I ON.

Arbefits-

NSF Grant GN-433c

AS

GROLIER,

and

- Research

Institute

UDC

Dez i m alk l as s i f i k a t i o n ,

40p,

20(3)s137-!45,

SYSTEMS

FREEMAN,

1960»

StUTTGARDTj

RETRIEVAL

1965,

wessen der

- Pie Dez i m al k l as s i f i k at i on s

Documentai ION.

FREEMAN,

das

BeUTH-VeRTR 1 EBJ

M I TTEU.^"'3 AUF»
FREEMAN,

in

1964,

AT

of

the Conference

AlRLlNE FOUNDATION,

1963.

Washingt^jn, Library

268p.

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
st e m
C.ereaclanent.

14

15

16

17

18

19

�&gt;
17
LLOYD,

G.

A«

- Science

REVisiON*

Reuve

30(

37 ,

LO-RP+íEVRE,

G.

and

Technology

Internationale
Nov.

in

the

future UDC

de la Doçumentation,

1963.

- L'action

de la

comission

CLASS1FlCAT1ON (CCC).

REVUE

INTERNATIONALE

MENTAT lON,
M c CO RM1CK j

30(4)s129- 131 ,

E.

M.

PROCESSES.
Service,
RIGBY, M.
CAL

- BidlioGRaphy

Washington,

National

31 ( 3) Í 1 03-1 06,

ReVUE

Acut.

- - - - MECHAN 1 ZAT I ON
T0

Of Universal
GN-131,

LA

THE UDCs

TODAY

AND

18,

SCHULLER,

TAYLOR,

der

Decimal

DK .

DOCUMENTAT I ON.

REPORT

+ 9

ON P 1LOT

FOR MECHAN I ZAT I 0N

Nov.

de E.

Ohman,

J.

- Experiences

Internationale

de

1963.

Cl assificat i ons

Yesterday,

StUDY CONFERENCE

ElSINORE,

t8ad.

American

APPENOICES.

Revue

INTERNATIONAL

BY UDC AND UNITERMS.
Nov.

of meteorologi-

DE LA

D.C.,

42p.

30(4)s129- 142,

TOMORROW.

A.

27p.

THE UDC SCHEDULES

P0SS 1 D IL I T I ES

1964.

ClASSIFICAT1ON RESEARCH,
n9

and

F I NAL

Washington,

- Die zukunft

- - - - The Universal

control

Information

Cl as s i f i c at in schedules ( NSF Grant

1963).

Documentation.

1963.

INTERNATIONALE

MeTEOROLOG I CAL SoCI ETY,
SCHUCHMANN, M.

Office of Science

LITERATURE

EXPLORE

De c i m al

JuNE 3,

DOCU-

1964.
OF

FURTHER

DE LA

on mechanized library

in mechanized

GeOASTRCPHYS I cal

IN THESE FIELDS.

P ROJECT

D.C.

de la

1963.

Science Foundation,

- Experiments

and

Nov.

centrale

1964.

WORKING

ON

PAPER

6p.
with

indexing

ASL |B Proceedings.

and

retrieval

1 2( 1 I ) 5372-389 ,

1960.
R,

LIBRARY

S.

- Bibliography

AUTOMATION

Bethlehem, Penn,,

oi

recent

AND LIBRARY

SYSTEMS

Center for THE

Lehigh University,

1964,

reports

and

books

on

ANALYSIS.

Information Sciences,

lOp.

USE OF UDC MECHANIZED RETRIEVAL SYSTEM EXAMINED - ScientTfic
1NFORMAT I ON .Notes,
• VICENTINI,
POS

A.

7(4)sl3,

1965.

L.

C.

- Tendências

TRABALHOS

DE

CL ASS I F I CAÇA 0S

CoMrssAO Brasileira
(IBBD/CDU).
sileiro

21p.

para

HISTÉRICO

E

normalizaçaq
ATIVIDADES

DA

de Classificação Decimal Universal

Trabalho

de Biblioteconomia

do Ceará,

modernas

7-14 julho,

apresentadc.

ao

4^ Congresso Bra-

e Documentação, Universidade

1963.'

-

�18
V1CHNlAKOFF, L,

- EnseiGNements

nouveaux

DE lMnfORMATION SCIENTIFIQUE.
DE F R A N c E , 9(9)s373-386,
VICKERY,
■

B.

C.

- La

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
st e m
Ciereaclanent,

techniques
T HÈQU ES

1964,

a facettess

T RU CT I ON ET L * U T I L I Z A T I O N DE SCmIiMES
Paris, Gauth i er-V illars , 1963. 64ii.

ALCV/Lcm

les

BULLETIN DES B 1 B L 1

Sept-Oct.

classif i cat i on

dans

guioe pour la

SPECIAUX.

�i

• '1

'd

/

i

■í

'I
I

Digitalizado
gentilmente por:

^Scan
Geraclaoinito

JÊÊ^
14

15

16

17

18

19

�; • '"-i/

-,•
■■'t

t V-f' A íA
%/'''§ í4 T ' '^s

l J

?
■

/ r

•••A

3

V-‘i I

^Js

F’r

'J
ní-v

'x/i/^íVT

-i. r A*.í.

•. "‘S

.-Av, /■'

S

&gt;Í '■':- ■ ■^H" Na ■'■
••'•“'''■■&gt;,{■ Nvv:^a,
T •NI .A. 'A'Ni

.s / ^'.W' N ...i •;1''
•',. P-1. . ■“■ • r. '•,;?-n v^n.n n
vN n
V ,v
V
ÍL
/■ i
Jr' &gt;■'

:&lt;A&lt;5 í"-N&gt;-’ \/ f~éi;i*
&gt; —-A ;j' A
!íVÍ, i Ã

'' ■^s?"

'j Vi
’:'■

,j3

-i 2

i•, ft.vs- ,,,. V r-V *• ••* rijanBBREb
v' il
-ÍK '"'ir- '*^4

&gt;.: / f

'j

I'!rá^VA:NSi/'”'S‘:
*
••'-í
#r

Í Ja'Y-N-&gt;í
T

N:,N'&lt;-." t-aVA-

■A.^/. ■
‘aN! .AXlf yiN
An
í&gt;f
r-^
\%.
é'\
M aiK, X
í"'’ fANV
ái !nN-A,. V\
■■' í A"'-*, r- &gt; I, jT'
A'/•

'■-. j;

&gt;N
/.. •" '/

tfJc
,:|S^
?
V;*’
.•í'..
,•1, ~V
.J« . í/
jv, V&gt;'' ';:
"Vr/

•;'

L ■ ■•■i‘-''’Á

i /

2

.

i'' \

CPJ í £JL

5y-y

1JA =í V N/
:*N,,
í;^.^ --'i
'.
..iJ

'

I
gV-/

'

/ -o-;

íA...,&lt;
V,...-'
a" V. A ,
Nr'-N N
-.4

;A

■; *^;-,'

? A,-^ -.í- 1.
A. ..a: •-A'A'-A

,,

‘.-.ix' i
-'••^
/vt'*" ' ' .í'""*

N„:-

.^''V"X. syX'..q

Digitalizado
^^^shem
gentil mente por:
^ ila l■l‘t&gt;^ma^'Jl &gt;

«r^j0

A.' y.'
,. ■', ,. y'•
' • “■
-V i,* A.,
■^..
\fA“A&gt;wvi
••■—
'.- V,
1 .''"y-.. .J &gt;■' • t'"' .í. ^
'V'"'-.-^A
...A ... .
-?■ A r
r'‘^ ;''A. y -•- -j-.,
.'.;■&lt;! V'A-, '^-.■,,,.,.NN,^,--' ,.’ X

'.&lt;.

» '■
P '&gt;Aá

A^ .4.^
t' •■ '■*■
'Ni
A'' ?'.-'^A.,,J,'.
Í•
í' r'».- ■? •-■
V '.■^'

í1%

3

í' í

'■

. ..

C-'A, X ‘-:| A À &gt;A A-, X
N'A!X..A'&gt;Ã^'' A A .,à^4. Nr" -AA - A
X -í'

^ AN ■' '* N í A ,A
.--• v':.,.N ■■■v»‘"\
k &gt;X''A. ;i:

\

.

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="14">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8956">
                  <text>CBBD - Edição: 05 - Ano: 1967 (São Paulo/SP)&#13;
</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8957">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8958">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8959">
                  <text>1967</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8960">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8961">
                  <text>São Paulo/SP</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10210">
                <text>Mecanização da classificação decimal universal para a disseminação da informação científica</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10211">
                <text>Vicentini, Abner, L. C.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10212">
                <text>São Paulo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10213">
                <text>Febab</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10214">
                <text>1967</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10216">
                <text>Artigo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10217">
                <text>Classificação Decimal Universal </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="10218">
                <text> Tratamento da informação </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="10219">
                <text> Produção Científica </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="10220">
                <text> Disseminação Seletiva da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="10221">
                <text>A mecanização da Classificação Decimal Universal para fins de classificação, arranjo, armazenagem, recuperação, indexação e disseminação da informação científica. Experiências já realizadas nos Estados Unidos pela American Meteorological Society, pelo American Geological Institute e pela American institute of Physics, com emprego da CDU, computadores IBM com objetivo de indexação, atualização, comparação de edições, arranjo alfabético e levantamento bibliográfico. os tipos de computadores usados: o tabulador 407, computadores 1401 e 70905 principalmente para relacionar os 120,000 abstracts que cobrem o período de 1950-1964 (Volumes I a 15) do "Meteorological and Geoastrophysical abstracts". Os esforços desenvolvidos pela Federação Internacional de Documentação e a criação do subcomitê encarregado de estudar as possibilidades de mecanização da CDU (FID/CDU/MSL). As experiências já realizadas nos Estados Unidos e Europa demonstram claramente que o sistema CDU pode ser mecanizado, e que tal procedimento contribuirá para a organização da difusão da informação científica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65257">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="843" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="358">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/15/843/Febab_Comunicacao_Informacao_Tema_V_Com06.pdf</src>
        <authentication>a8d963577fe27c0768a2e81d1f7b421c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12520">
                    <text>VI CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Belo Horizonte,

TEMA.

5

-

COMUNICAÇÃO

4 a 10 de Julho de 1971

E

INFORMAÇÃO

INFORMÁTICA

JURÍDICA

por

ABNER LELLIS CORRÊA VICENTINI
Assessor -Chefe de Documentação e Informação
do Ministério das Minas e Energia - Brasília
(CRB - la.

Região - n9 20)

CDU

cm

1

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

€5?
&lt;r

14

002:54:681.5

15

16

17

18

19

�i

líFQRlKÍTIC/v

JURÍDICA

ABiSR lELLIS CORRIDA VICENTINI

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO:

O Problema
Justificativa
Necessidade da implantação

2. i-ETODOLOGIA, CAMPOS ABRANGIDOS, E TIÍCNIC/IS EIETRÕíUCAS

3. EXPERIÉNCIiiS REALIZADAS EH DIVERSOS PAÍSES

4. CONCLUSÃO E RECOIEIDAÇÃO

5. BIBLIOGRAFI/i.

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

1

�"A aplicação da tecnologia informática mo
derna à consulta das leis,sentenças, dou
trina, assim como ao processo judicial,
é un dos progressos mais significativos
do deson'.olrir’..nto atual do direito."
(EíiPiL WAPJÍCIí, Presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos)
"lí necessário acomodar a tramitação
da
justiça às necessidades do mundo moderno
e evitar que, nesta época em que uma idcia dá volta ao mundo ora um terço de se
gundo, litigantes passem grande parte do
suas vidas antes de conseguirem uma sentença"
(C.S.RIIYIE, Presidente do Centro de
Mundial pelo Direito)

1. IIWRODUÇÂO:

Paz

0 PRODIEI^. JUSTIFICATIVA. NECESSIDADE DE liíPLiIlTACãO.

Èste trabalho visa dar imia visão panorâmica dos esforços já realizados
para aplicação da informática ao campo jurídico.
A população jurídica do todos os paises já vem tomando conhecimento dos
progressos da eletrônica c a possibilidade da aplicação do equipamento cibernético para acelerar a tramitação da justiça.
Os extraor(ü.nários avanços conseguidos no campo da informática são apli
cáveis ao setor do direito, como em qualquer outra ciência ou técnica.

Is

técnicas modernas de informação oferecem para a sistematização, armazena mento da informação jurídica, sua pesquisa e recuperação, era grau máximo
de perfeição, além da rapidez eletrônica, perspectivas ilimitadas, capazes
de transformar profundamente os processes jucUciais de diminuir o custo de
administração da justiça, e do evitar decisões errôneas.
Mediante a aplicação dos ordenadores eletrônicos na administração da
justiça tem sido possível absorver um volume crescente de trabalho, um

au

mento extraordinário de velocidade na tramitação, um custo menor;e ao mesmo tempo, níveis mais altos de precisão e eficiência.
0 gigantesco volimie do dispositivos legais cresce potencialmente

cada

ano e dá origem a que os profissionais do direito sintam, cada dia,uma ne-

3

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 3 -

cessidade maior para conceguir acesso mais rápido à informação legal sô bre qualquer assunto específico.

Basta

pencar na nossa situação, em que

ura acervo gigantesco de leis afetam ;:iais de 100 milliões de brasileiros,
dando origem a uma variedade de conflitos legais, civis, penais, administrativos, estaduais, municipais, etc. que, por sua vez, derivara das ativi
dades relacionadas cora a produção industrial,'comercio, agricultura, traballio, etc., - para se ter ima idéia da necessidade de automação.
0 problema da aplicação da informática ao campo jurídico tem gorado opiniões dispares entre os autores. Senão vejamos:
- P.R. Beath afirma que as posições extremas carecera de sentido:

”ao

se colocar o jurista era contato com o computador, este ou é repelido, ou
exaltado pelos resultados que produz c pelas suas aplicações”, e conclui,
"ambas posições têm ur.ia base comum: a ignorância”
- Losano (45), declara que ”a automação do direito é para alguns a cri
ação de uma filial terrestre do Espírito Santo,
- Kelly (38), pergunta:

Chegarão os computadores a substituir os

ju-

ristas, ou farão diminuir a necessidade da utilização de seus serviços, a
brindo o conhecimento popular das leis, e acabando com a profissão de advogados ?
0 citado Prof, Losano (45) ao esclarecer o que significa a ejqjressão
direito acoplada a cibernética, propõe que se abandone a distinção tradicional de ciência e técnica do direito, ou de outra forma, dogmática e
técnica do direito, para substitu(-la por uma distribuição mais de acordo
com a realidade, a saber:

1*2) Dogmática do direito, isto é, a atividade

piiramente especulativa, que apresenta o direito como deve ser, segundo
princípios de justiça;

os

22) Atividade Prática, a atividade do Juiz e do

advogado para resolver um caso concreto, em sentido positivo ou negativo;
32) Atividade Teórica, relativa à resoluções em abstrato, isto é, sem pre
tender resolver como casos concretos certos problemas de direito positivo.
Esta terceira modalidade exige maior aplicação dos computadores nos
paises anglo-saxões, pcis seus juizes dispõem de maior poder para formula
ção de decisões, de onde se deduz uma necessidade de consulta e de documen
tação mais profunda, Nos paises latinos, ao contrário, prevalece o interê_s
se da lei e de suas disposições complementares sobre a jurisprudência.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

m..
*■

14

15

16

17

18

19

�- 4 -

Nos paiscs anglo-saxõos há nccosoidacle do revisão contínua e

pesquisa

da jurisprudência para. a elaboração da norma jurídica. Esta

diferença

não quer dizer que o ccaupo da jurisprudência seja o ruis necessitado da
aplicação da cibornética.j os computadores cumprem sua missão com o r.iosrao grau do ci •.cicncia, ta.nto ao ,facilita,r todas as referênciasj dados ^
textosí etc. relacionados com qur.lqucr assuntoj como ao fornecer as sen
tenças dos tribunais ou dos juizes.
Para o estudo dos problemas relativos a aplicação da informática ao
direito, A. David (25) propõe;
12) Elaborar a lista c!"s instituições o centros do pesquisas, que se
ocupam da documentação j'

lica;

22) Classificar os assuntos tratados pelos diversos pesquisadores no
campo das leis o da jurisprudência;
32) Sistemas do inde:aição utilizados;
42) Sistemas seguidos:

decimal, lé:d.co, palavras chaves, descritores,

tabelas homônimas, formas gramaticais, árvores, "thesaurus", etc.;
52) Metodologia da pesquisa;
62) Forma de armazenamento (texto integral, resumido, referência, etc);
72) Processamento das perguntas pelos usuários.
Do

.1 la'.S.F. Dennis (analista da IBII, IThite Plains, Nova Iorque)

entende que são três a serem estudados, a saber; I2) Estado da tecnologia;
22) Economia de sua aplicação; 32) Natureza dos serviços que podem ser pre^
tados pelo computador.
Sackman (53), por sua vez, reduz a matéria a dois capítulos: I2) Meio
onde se encontra a informação; estatutos, leis, atos institucionais, emendas constitucionais, decisões de tribunais e dos juizes; 22) Técnica a ser
seguida para que o computador faça as investigações e responda as perguntas dos usuários.
Após as diversas apreciações formuladas sôbre 0 valor dos computadores
na sua aplicação ao campo do direito, restam declarar que sua ajuda à inte
ligência do homem será cada

voz mais eficaz e mais ampla, com resultados

vordadoiranonto surproondentos. Essa aplicação não tem por objetivo substi
tuir a razão do homem, e sim provê-la de meios mais aperfeiçoados, forneci
dos pela moderna informática.

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�- 5 - .

2.

lETODOLOGLt, CAIÍTQS ABRA.XIDOS

TÉCÜICAS SLETRÔIUCiiS

Não podonos ncsto trabaüio descnvoler tôda a metodologia a ser utilizada na aplicação da informática ao dii^eito.

Vamos, apenas, enumerar

os

problemas e os pontos principais que necessitam estudo mais aprofundado,
A problemática podo ser resumida em cinco grupos:
12)

Ilatcria a ser armazenada

22)

Os custos do tratamento informático

32)

Técnica a ser aplicada; CDU, "Thesaurus", etc.

42)

Terminologia específica

52)

Os usuários.

Não pretendendo entrar era muitas considerações, desejamos, no entanto,
enfatizar a possibilidade do uso da CDU em sistemas mecanizados de recuperação de infoi'mações, e era especial da informação jurídica, em virtude

da

ostrutui-a hiorarquizada da CDU.
A Federação Internacional de Documentação, através de suas comissões
técnicas

FID/cCC e FID/cr, promoveram a realização de três seniinários in-

ternacionais paro. estudar a possibilidade de uso da. CDU cm sistemas raecani
s'ãos de recuperação de informações, tendo chegado a conclusões bastante
positivas, graças aos trabalhos do Righy, Freenan, Atterton, Regt, e

da

Universidade de Milão (43).
As realizações em andamento tem atingido os seguintes campos do direito:
12)

Direito internacional;

22)

1'.vc.-ít o constitucional, político e parlamentar;

32)

Direito municipal;

42)

Direito penal- o administração da justiça;

52)

Direito fiscal

62)

Direito industrial (patentes), o autoral,

Qu je todos os orgarnsmos que estão aplicando a informática, ao campo
jurídico vera utilizando computadores IBM da terceira geração, 360/30 e 40,
0 algiuias vozes UNIVAC, RCA

Spectra 70/45, etc.

Inúmeros sisto.'ias foram criados, o cm especial lADS (General Precision
System), LITE (27 o 38), CROID, Total Text (53), etc.
RliZiio (51) ora seu artigo "Law Research by Computer" descreve 30 sistemas de aplicação dos computadores ao direito.

cm

1

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�í
f
l

- 6 -

3. expereUncias rkalizadas eh diversos países

3.1

Aleraariia
Na República Federal da Alemanha vários projetos de aplicação da infor

mática ao campo jurídico se acham era andamento, e foram descritos por ALIEN
(l), e Zemanek (58).
3.2

Belf:;ica
Na Bélgica surgiu o Projeto CPEDt)C, no qual participam advogados,

gistrados e professores de direito, para documentar e poder auxiliar

ma6.000

juristas belgas era seus trabalhos de pesquisa. Êste serviço fvmciona em cooperação com as Universidades de Bruxelas, Louvain, Gent, liége, e comoTri
bunal de Cassação.
3.3

Canadá
A complexidade e o volume crescente das leis federais no Canadá e

inadequada e insuficiente indexação criaram uma situação que torna

lenta,

inapropriada e, algumas vezes, impossível de ser utiliza(Ja,dG acordo com
que afirma Stephen J. Skelly (54)»

Skelly propôs estabelecer um banco

informação em fita magnética, para armazenar

sua

o
de

todo o direito constitucional

canadense, tanto federal como estadual; e utilizar o computador para a re cuperação da informação, e poder analizar rápida e profundamente o referido
material, mantendo-o atualizado.
Uin dos serviços anexos e complementares do sistema consiste na investi
gação das anomalias que o texto pode oferecer, como consequência dp emprego
de palavras sinônimas desnecessárias.

0 computador, era tempo mínimo,extrai

do texto a lista alfabética de palavras específicas que contém, dando a indicação da frequência cora que aparecera e onde se encontram.

Skelly

ciou que realizaria, pelo mesmo processo, ura estudo comparativo do
Penal Canadense e do Código Penal do Instituto Americano de Direito.

anunCédigo
Ainda

no Canadá, Meyer, apresenta interessante estudo intitulado "Jurimetries” f£
calizando o assunto. (49).
3.4

Espanlm
A Espanha já vem realizando algumas experiências no campo da mecaniza-

ção da legislação, de acôrdo com os informes de Lasso de la Vega (43), Arte
ro Villanúa (5 ) e Garcia Santesraases (31)»

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

m..
*■

14

15

16

17

18

19

�- 7 3.5

Estados Unidos
0 panorama da mecanização da le[;islação nos Estados Unidos já é bem am

pio e a literatura sobre o assunto muito copiosa. Abordaremos o assunto

em

quatro setores:
3.5.1

Em neral
0 Prof. J.C.Lyons (46); da Universidade de George Washington, no seu

artigo

Computers-in-Law Institute, estuda os problemas que surgiram com

advento do emprego dos computadores no campo do direito.

o

Suas áreas princi

pais são a pesquisa e a recuperação dos textos legais por meio de computado
res, composição automática de publicações jurídicas, armazenameAto de

do-

cumentação legal, aplicação da informática na administração, e processamento mecanizado

de impostos, etc.

Seminários foram realizados

por

várias

entidades para estudar a aplicação dos computadores no campo jurídico.

Co-

laborara ativamente neste setor, a American Association of Laví Schools, e

a

American Association of Law Libraries, que também têm publicado estatísti cas e informações relacionadas cora as bibliotecas jurídicas e a

legislação

bibliote caria.
0 projeto RECOMP, que meraorizcu em discos os docioJiientos legais proce
dentes de várias instituições, cidades e centros internacionais, torna ace^
sível a documentação mundial, e pelo numero de seus usuários poderá prestar
serviços a preços reduzidos.

0 computador proporciona, conforme o

pedido,

textos completos em microfichas, impressos,cu em folhas soltas; e instantâneamente, por telefone, telégrafo, ou por via satélite.
Os serviços organizados, ou era via de instalação, são tão numerosos
que apenas podemos citar alguns deles.
Entre os serviços mais importantes figurara:
- os dn Health Law Center, da Universidade de Pittsburgh, sob a dire_
ção do Prof, John líorty (35).

Conta com os códigos completos

de

vários Estados e as decisões da Corte Suprema dos Estados Unidos desde

...

1950, o "Internai Revenue Code", seus regulamentos e outros corpos legislativos, sentenças dos tribunais e documentos acessórios.
- o Projeto LITE (Legal Information Through Electionic), sob a égide
do Departamento de Defesa, dispõe de todos os códigos dos

Estados

Unidos, tratados internacionais, etc. - (27 e 38)

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

jÍ£'JL-U

14

15

16

17

18

19

�- 8 “ os projetos da Federal Aviation Agcncy , e da FedereuL Communica tior.3 Coirmission - os diversos serviços automatizados do Congresso, detalhados em "Au
tomatic Data Processing for the Congress, de Robert L. Chartrand. (21)
7 as leis revistas do Havaii foram armazenadas em fita magnética. És
te projeto está descrito por E. .Greene (32); que focaliza

também

0 íjusto do mesmo,
- a Assembléia Legislativa do Estado de Delaware utiliza o

plano

CR0I']D (Computer Research on Nonportisan Districting), grupo estabe
lecido em Wilmington, dedicado ao direito municipal.
3.5*2

Universidades
Os serviços dignos de menção estão localizados nas seguintes univer-

sidades:

George Washington, Berkeley, Seattle, Oklahoma, Westerr

Reserve,

Boston, Denver, Los Angeles, Pittsburgh, lovra, Stanford, Nebraska, Columbia,
Cornell, Florida, Harvard, Kansas, Itichigan, Rutgers, San Diego, Southern
Califórnia, Texas e outros.

Nem todas empregam o computador com a mesma fi

nalidade, assim por exemplo, Oklalioma, para direito acronáuticojKansas para
direito agrário e internacional; Columbia para direito administrativo} Harvard para direito penal e delinquência juvenil} etc.
3.5.3

Tribunais

As aplicações da informática nos tribunais de justiça são em grande nú
mero. Entre outros citaremos o Tribunal Superior do Estado de Arizona,

os

regionais de Arisom., Contra Costa, Los Angeles, Oakland-Piedmont, Paio Alto- Mountainview, Sacramento, San Bernardino, San Ifeteo, Santa Clara-Cuperti
no. Santa Cruz, Shasta y Ventura, todos da Califórnia; Adams, Arapaho3,e do
Estado, de Colorado; Estadiíal e iíunicipal de East-Hartford, de Connecticut; o
regional da Geórgia; o regional de Cook, Illinois; o de Polk, de lowa; o de
Estado de Kansas; o regional de Prince Georges, de Moryland; de Hennepin,
Minnesota; de Allegheny, Pennsylvania, etc., etc.
0 Law Research Service (IHS), de New York já armazenou mais de 3 milhões de sentenças federais e estaduais, era cooperação com a Western Union,
em computador Univac 418, que presta serviços á nação através da

Western

Union’s Telex Ikchines.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

m..
*■

14

15

16

17

18

19

�- 9 3.5.4

Administração Itoilcipal
Existem serviços dedicados exclusivamente à aciiiinistragã.0 e direito

municipais.

Entre os mais representativos citaremos o Tribunal Municipal

de Berkeley-Albany, e os de Cajc-., Fresno, Los Angeles, Riverside, Sacramento. San Diego, San Hateo e Stockton, na Califórnia; o de Denver, Colora
do; o da General Sessions do Distrito de Colurabia; a de tráfego de New OrIcons, Louisiania; o de Boston, Mass., ò o da cidade de New Ycrko
3.5.5

Literatura Especializada
Entre os artigos publicados nos Estados Unidos focalizando a infor-

mática jurídica citaremos, ,os de Al].en ( 2 ), Allen &amp; Brooks &amp; Jones ( 3 ) ,
Asher (6)í Banzhaf (7), Benjamin (8), Bergamini ClO)&gt; Bigelow

(Í2)í

Borko &amp; Bernick Cl3 )&gt; Boutell (l^, Brooks (l6) &gt; Brown ( l*]^), Brydges ClS)»
Butts (19), Clarké (22), Crotea'^ (24), Chartrand (20e21)^ Davis (^^ e ^^ ),
Dennls (

), Greene (32), Harris &amp; Kent (33), Horty (34e35 ), Kayton(^^),

Kelso (37), Kelly (53j, Kiruvard (40), Knapp (41), Lawlor (^=^), lyons (^^),
Mcihls (47), Mersky (43), Moody (50) . Rohn (52), Sackman (53), Wilson (57),
e Ziriii ( 59) r
3.6

Franc.a
Além dos trabalhos pelo Prof. Aurol David (25), no seu "Plano de Pes-

quisa no Campo da Documentação Jurídica", a Universidade de Montpellier
criou lun Centro para. o estudo da aplicação da automação do direito,
3.7

Grã Bretanha.
Na Inglatcrr'., 0 traballio iniciado em 1961 por C.F.H.Tapper (3^,

da

Escola do Economia de Londres, foi continuado com o apoio do Governo, pelo
Office of Scientific and Tech nical Information. 0 projeto trata da comparação entre as vantagens de emprego de textos resumidos com palavras
ves, e tex±cs completos.-

cha-

Colaborara no projeto os membros da Law Commissim

e vários editores de matéria jurídica,
A Ikiiversidade de Wottinghara, por outro lado, experimentou a aplicação da i-^^fcvm-i^t.ica a rma série de campos juiádicos, se bem que, em

rítno

mais lento, era virtude do limitados recursos financeiros. Estas experien cias são dirigidas por D.J. Harris (33).
0 Lord Chancellor’s Office emprega a automação para a armazenagem das

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

♦

14

15

16

17

18

19

�- 10 Sentenças dos tribunais de todo o Reino Unido,
3.8

Israel
Pesquisadores do Instituto Weizraann de Ciência e da Universidade

He-

braica e da Universidade Bar Ilan, em cooperação cora o "Institute of

Re-

search in Jô vrish Law” estão mecanizando 17 séculos de "Responsa", ou contestações dadas por eminentes jiirisconsultos e destacados rabinos a
blemas de direito judeu,
ta Rehovoth, e
3.9

pro-

Aviezir Fraenkel descreveu este projeto na revis

o resinno apareceu em "Law and Computer Technology ÕC),

Itália
0 Tribunal Supremo de Cassação está armazenando mecanicamente as sen-

tenças em cartões perfurados IBM,

A jurisprudência emanada do Tribunal Su

premo Civil é fornecida era sujiiários concisos, dando as decisões do
nal em casos análogos.

tribu-

Juizes especiais são responsáveis pela atualização

do serviço

há 12 anos,

lUtimamente adquiriu perfeição e rapidez dignos

de menção,

0 projeto pretende mecanizar todas as decisões do tribunal re-

trospectivamente até 1923 (14 )• A Universidade de MLlão está fazendo
experiência com indexação da legislação e uso da CDU,

fiste projeto foi a-

presentado ao "Seminário sobre uso da CDU era sistemas mecanizados de
cuperação de informação", realizado era Copenhagen era 1968, sob os
cios da FID,

uma

reauspí-

Losano também fez um estudo sobre os computadores e a teoria

do direito 45 ).
Ainda na Itália, Renato Borruso (14)í descreve o projeto em andamento
na Corte di Cassazione (Ufficio dei ffessimario diretto dal Presidente Erri
CO Laporta),

Uma descrição completa das experiências italianas foi publi-

cada em 1969 por Laporta &amp; Borruso &amp; Falcone &amp; Novell! (42),
3.10

Polônia
A Universidade de Wroclaw está gravando em fita magnética o

direi-

to referente aos organismos internacionais, de acordo com as infoi*mações
de Berg, (9 )
3.11

Suécia
0 Departamento de Justiça da Suécia organizou uma eqiiipe.para a infor

mação mecanizada centralizada,que já está realizando experiências dignas de
nota.

�- 11 3.12

Uniào Soviética
0 Ccnt./o principal da União Soviética para estes estudos se encontra

na Universidade do ilidanoV; sob a .diroção dos Professores Kerimov (39)

e

Andreov ( 4 ).
As experiências realizadas confirmara que entre as numerosas vantagens
da aplicaoão centralizada da automação figura, primordialraente a encampação
de serviços Similares, a transmissão da informação por telex e a segurança
da informação; pelo uso de sistemas depurados de controle e comprovação.
Beyazov (11) também fornece ura panorama dos aspectos sociais da

automação

na União Soviética.
3.13

intcrnaçionr^
No campo dos organismos internacionais citaremos os trabalhos desen -

volvidos pela Associação Ilundial de Juizes e do Centro dedicado à. Paz Mun dial através do Direito, sobre o uso dos computadores e outros processos au
to~iatizados pelas cortes de justiça, sob a direção de Loiiis F. Comus (23),e
relatados por VÍ.S. iJiyne (51).
3.14
Mo brasil os tribunais superiores já estão cogitando do problema.

Ha

estudos cm andamento, com assií tência da IBM, no Supremo Tribunal Federal e
no Tribunsl de Contas da União»
Igcr Tenório (56), em traballio recente, intitulado Direito e Cibernética, focali-za o assunto enfatizando a necessidade urgente da mecanização..
No Ministério das Minas e Energia estajnos iniciando o Projeto LEMME
(Legislação do MME), que deverá indexar toda a legislação referente a minas,
energia e combustíveis com emprego da Classificação Decimal
descritores»

Universal

e

0 contrato com a IBM já foi assinado e as listagens serão ini

ciadas no 22 semestre de 1971.

CONC'-UgáO E K:CC.^EÍ:jACaO
Concluimos afirmando não haver duvidas sobre a possibilidade da aplicação da informática ao campo jurídico, e de suas vantagens para a administra
ção da

justiça,

Decomendamos ao IfiBD que divulgue através de sua comissão especializada.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

*■

14

15

16

17

18

19

�- 12 -

a IBBD/CDU, a possibilidade do uso da Classificagão Decimal Universal
(CDU), na indexagão o recupei-ação mecanizada da informação jurídica, assim como as experiências apresentadas aos três seminários promovidos pela FID para estudar o emprego da CDU em sistemas mecanizados de recupera
ção de informações, realizados na Dinamarca em 1968, Alemanha 1970, e
Iugoslávia em 1971.

5.

r.IBLIOGRAFI»

1. ALLEN, J. Scientific investigacion to legal problems, Archiv fllr

Re-

Chts-und Sozialphilosophie, 367, 1962.
2. ALLSH, L.E.

Automation; substitute and supplement in legal practice»

American Behavioral Scientist, 7 (39).
3. ALIEN &amp; BROOKS &amp;. JAí^ES,

Automatic retrieval of legal literatvire,

Meycr Research Instituto, 1962,
4. ANDREEV Sc. KERIMOV, Cybernectics applied to legal problems. The Soviet
Revic/r, Moscou, 2, 1961.
5. ARTERO VILIAÍJÚA, F,

Los ordenadores y su papel en el desarrollo de la

moderna sociedad científico-industrial. Ifedrid, Centro de Informacion dei Patronato do Investigacion Científica y Técnica Juan de la
Cierva, 1968.
6. ASHER, J.W. &amp; KURFEEST, M.

The Highspecd Computer as a research and

operations devico in School of Law.

Pittsburgh, University of Pltt£

burgh School of Education, 1963.
7. BANZHAF, John F. III.

Of lawyers and computers. Datamation, ^fe.io,1965,

p. 142.
8. BENJAMIM, C.G,

Computers and copyrights. Science, Abril 1966, p.181.

9. BERG, A.J. Cybcrnetics and the social Sciences. NauJea in Zhian, 30:12.
Fev, 1963,
10. BERGAMUH, d. Government by computers. The Repórter. 17.AG0.196l.

cm

1

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

*■

14

15

16

17

18

19

�- 13 11. BEYAZOV, A.

Social aspects of automation in recent Soviet literatura.

International Labour Reviev, 40, 1964.
12. BIGELOW, P.R.

Coraputers and the law; em introduetory handbook,

Washington, American Bar Association, 1966,
13. BORKO &amp; BERNICK.
searches.

/

Computer Service speeds up international trademark

Journal of Mach, Aceounting, 46. Jan. 1963.

14. BORRUSO, R.

Breve relazione al Comitato di esperti dei Consiglio d'Eu-

ropa sui progetti e sui lavori in corso in Italia circa la utilizzazione delia informazione giuridica per mezzo di calcolatori. La
vista dell*Infoi’mazione, Roma,
15. BOUTELL, W.S.

Ri-

(l);109- 155. 1970.

Auditing with the Computer. Berkeley, University of

Califórnia Press, 1965.
16. BROOKS, J,

The Grovring use of electronic data Processing in Government.

Armed Forces Computer, Abril 1966, p. 19.
17. BRCWN, A. Electronic brains and the legal mind.

Yale Law Journal, 71

(239). 1961.
18. BRYDGES, E. W.

Electronic Solon: Computer’s massive memory discovers

forgotten laws, helps, modernize legislative processes. National
Civic Review,
19. BUTTS, L.W.H.

54. 1965..

The Legality of electronic data Processing for share and

debentxire records.

A.S.A. National Convention, 1966. Conference Pa-

per s.
20. CHARTRAID, R.L.

Application of automatic data Processing in legal In-

formation handling. Washington, Library of Congress, Legal Reference vService, 1966.
21.

.

Automatic data proces

nidos. Congress. Congregassional Record. 1967.
22. CLARKE, J.J.

Legal problems are not insurraovmtable.

American Banker.

Dez. 1965.
23. COMUS, L.F.

Use of computers and other autoinated process by

the

courts. Genéve, World Association of Judges and the World Peoce
Through Law Center, Pamphlet Series, nS 8.

Digitalizado
gentilmente por:

�- 14 /•
A Computer in polico ccninvinicationo.

2i\, CROTEAU, D.A.

tomation. Maio
25. DAVID, Aurel,

Conputjrs and uu-

1966, p» 30.

Plan de recherche concernant la documentation juridique.

Law and Corapucer Teclinology, 1 (1): 11-14» 1968,
26. DAVIS, Hb

Automatic data Processing and the judge advocate generais

corps» MLlitary Lav Revicw, 23« 1964. (DA Pampli, 27-100-23).
27. DAVIS, R.P,

The LITE eysten, U,S. Air Force JAG Law Review, 8 (6):

6-10. Nov.- Dez. 1966o
28. DSGOUY, Fo

The Law and instantaneous Information by cybernetics.

Cybornetica, 1 (1) ; 5. 1961.
29. DUGGAN, M.Ao

Law, lc:;ic and the Computer ; Bibliography with assoriod

background raaterialo

Comput. Rev.. Biblio, 7 (9). 1966; Biblio,

8 (13). 1967.
30. FRAEíyKEL, Aváesri.

Seventeen Centuries on Tape. Lav; and Computer

Tcch'&gt;'iology, 1 (2): 8-10, 1968,
31. GARCIA SANTESMASE3, J. Presente y futuro de la automática. Las
C:vencir^.,s, Macirid, 20 (1). 1965.
32. GREEIlFi, EcRc

Automatic data Processing speed,

Law and Computer

TGcIu}pIng:'A.» 1 (3): 11-19. 1968 o
33. IIAPuRIS 6 KEíPT.

The Computer as an aid to lawyers. Computer Journal, .

10 - Maio - 1967o
34. HORTY, Jo
scarclio

Application of information retrieval techniques to legal re
Pittsburgh, University of Pittsburgh, 1960,

35.

.

Automated law searching, a new legal research service,

Pittsburgh Legal Jo'úi’nal, 113. 1965.
36. KAYTON, W.

Retrieving case law by Computer: fact, fiction and future.

G4J.L-. Review, 35. 1966&gt;
37. KELSO, CoD,

&gt;

Computers as a teaching tool for law. Law and Computer

Technology, 1 (3); 9-3 J.. 1968.
38. KELLY, C.A,

3

5

LITE.

6

law and Computer Technology, 1(1):6-8. 1968.

Digitalizado
gentilmente por:

*■

14

15

16

17

18

1

�- 15 39. KERIMOV, ANDREEV, KASK, EDZHUDOV, lEDEDEV.
law.

The use of cybernetics

in

Vestlnlk Lenin -adskopjo Universiteta. Junho, 1962.

40. KINMRD, G.

The Computer versus the fifth season.

Law and Computer

TechnoloCT', 1(3): 14-18. 1968,
41. KNA.PP, J.

On the application of cybernetlcs to law,

Review of Contem

poraiv Law. 2:15. 1963.
42. LA.P0RTA, E. &amp; BORRUSO, R. &amp; FALCONE, A, &amp; NOVELLI, V,

Sistema di

ri-

cerca elettronica delia giurisprudenza : descrizione ed experimenti.
Roma, Casa Editrice Staraperia Nazionale, 1969.
43. LASSO DE IA VEGA, J,

^fe,nual de documentacion,

Las técnicas para la

investigación y redacción de los trabajos científicos y de ingeniería, Barcelona, Labor, 1969. 829 p.
44. lAWXOR, A,

Computers and the law. Saskatchewan Bar Review. 1963.

45. LOSANO, M.G.

"Computers" e Teoria dei Direito. Law and Computer Tecno-

logy, 1(3);7-9. 1968.
46. LIONS, J.C.

Computers-in-law Institute, George Washington Urãversity,

1 a): 22-25. 1968,
47. MEIHLS, A,

Automated legislation. Law and Computer Technology. 1(1) :

19-22. 1968.
48. MEESíC', P, Application of mechanical and electronic devices to legal litciitiore, Library Trends, 11. 1963.
49. ^EYER,

Jurimetrios : the scientific method in legal research, Cana-

dian I-ar Review, 44- 1966,
50. MOODI, A,

Legal research - Computer retrieval of statutory and decisi£

nal law,
51. RHYNE, W.S,

Vanderbilt Law Review, 19. 1966,
Law research by Computer. Genève, World Place Through Law

Center, Pamphlet Sérios, n2 4&gt; 1966.
52. ROHN, e outros,
Law.

3

5

Symposium on Computerized Research on International

Texas Int»l L-Fortim, 2. 1966.

6

Digitalizado
gentilmente por:

*■

14

15

16

17

18

19

�- 16 53. SACKMAN, B.S.

Electrlfying law research. Law and Computer Technology,

1(3): 3-7. 1968.
54. SKEIJZ, S.J.
■

Computarization of Canadian statute law.

Lav and Compu-

ter TGchnology, 1(2):10-15. 1968.

55. TAPPER, G.F.II.

Legal information and computers : Great Britain.

Lav

and Computer technologyj 1(1):18-19. 1968*
56. TENÓRIO, I.
57. WILSON, A.

Direito e Cibernética. Brasília, Coordenada Editora,1970.
Computer retrieval of case law.

Southwestern Law Journal,

16. 1962.
58. ZEMANEK, H.

Automaten

und Denkprozesse. Em Digitale Informations

Wandler; ed. por Walter Hoffmann.

Braunschweig, Friedr. Vieweg &amp;

Sohn, 1962. p. 1-66.
59. ZINN, C.J.

Automatic retrieval of constitucional information Law and

Computer Technology, 1(1): 8-11. 1968,

a

cm

1

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

*■

14

15

16

17

18

19

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="15">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10509">
                  <text>CBBD - Edição: 06 - Ano: 1971 (Belo Horizonte/MG)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10510">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10511">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10512">
                  <text>1971</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10513">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="10514">
                  <text>Belo Horizonte/MG</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11292">
                <text>Informática Jurídica</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11293">
                <text>Vicentini, Abner Lellis Corrêa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11294">
                <text>Belo Horizonte</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11295">
                <text>Febab</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11296">
                <text>1971</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11298">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11299">
                <text>Informática Jurídica</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="11300">
                <text>Este trabalho visa dar uma visão panorâmica dos esforços já realizados para aplicação da informática ao campo jurídico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65319">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="555" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="111">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/11/555/C749_4_CE_V_09.pdf</src>
        <authentication>ed973dd0c60a552f91f4b2f1de71698a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12323">
                    <text>■«&gt;
W V..

Digitalizado
gentilmente por:

�cm

^

I Digitalizado
-gentilmente por:

Scan
ÉÊÊ^
Sy st e m
kÄ

I
14

I
15

I
16

I
17

I
18

I
19

I
20

��IV CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

Situação atual da permuta de publicações no Brasil
por
Abnef Lellis Corrêa Vicentini

Fortaleza
1963

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st e m
&lt;/

14

15

16

17

lí

�TV CONGEE^ mSIIEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCIMINTAQÍlO
UNIVERSIDADE DO CE.'^A
7 a 14. de julho de 1963

TEMA I

-

PROCESSOS TÉCNICOS E INTERCÂMBIO

SITUAÇÃO ATUAL DA PERMOTA DE PUBLICAÇÕES NO BR.ISIL

por

ABNER LELLIS CORRÊA VIGENTINI »

CDU

021.85(81)

vAt.ce.
V.1

Bibliotecario-Chefe do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, de S, Jose dos Campos, S,P,
Presidente da Comissão Brasileira de Classificação Decimal Universal (IBBD/cDU)
^fembro da Comissão Central de Classificação da Federaçao Internacional de Documentação
(fid/ccc)

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em
14

15

16

17

lí

19

20

�SINOPSE
Historico do tratamento dado a permuta de publicações nos congressos
A
M
de Biblioteconomia realizados no Brasil, A importancia e as decisões do Seminário sobre Permuta Nacional e Internacional de Publicações realizado em
1956. A contribuição da Biblioteca Nacional, do IBED e dos centros regionais
de informaçao bibliográfica no programa nacional de permuta. Necessidade do
centro nacional e fontes bibliográficas adoquadas para coordenaçao da permuta. Conclui afirmando que a permuta de publicações no Brasil esta circunscri
ta ao esforço isolado das entidades interessadas, que realizam a operação de
biblioteca para biblioteca, e recomendo algumas soluções de caráter provisório ate que possam ser cumpridas as resoluçoes do Seminário de Permuta de
1956.

CONTEÚDO
1, Histórico
1.1 12 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia
1.2 Seminário sobre Permuta Nacional e Internacional de Publicações no
Brasil
1.3 20 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
1,4. 3° Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
2, Organismos que ativam a permuta no Brasil
2.1 Biblioteca Nacional
2.2 Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação
2.3 Centros Regionais de Informaçao Bibliográfica^
3, Situação atual
3.1 Centro Nacional de Permuta
3.2 Lista de publicações oficiais
3.3 Bibliografia corrente brasileira
3,4. Bibliografia das publicações de Associaçoes e Instituições Científicas
3.5 Contribuição do U,3,B,E,
3.6 Conclusão
3.7 Recomendações

4.. iinexo
Bibliografia sobre permuta de publicações no Brasil

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em

�1,

Histórico

11

10 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia
O ano de 1954- constituiu üm marco histórico na biblioteconomia brasilei-

ra, pois, pela primeira vez, os bibliotecários brasileiros tiveram oportunida-.
de de se^reunir para tratar dos assuntos comuns.
Sob os auspícios da Universidade do Recife e da Diretoria de Documenta çao da Prefeitura limicipal, realizou-se o lö Congresso Brasileiro de Bibllote
conomia.
Nessa ocasião os bibliotecários brasileiros tiveram ocasião de discutir,
A
em conjunto, pele primeira vez, os problemas de permuta e intercâmbio de publi
caçoes, tendo sido aprovadas as seguintes resoluções:
1) Que se desenvolva o intercâmbio entre as bibliotecas nacionais e en tre estas e as estrangeiras.
2) Que todas as bibliotecas especializadas participem do programa de per
muta da U^ICSCO,
3) Que se obtenha para as bibliotecas redução ou até isenção de tarifas
postais, para remessas e intercâmbio de material bibliográfico,

1,2

^
A
00
Seminário sobre Permuta Nacional e Internacional de Publicações

.•■ste seminário foi realizado sob os auspícios da Universidade de Sao Pau
Io, com a colaboração da Associação Paulista 'de Bibliotecários e do Instituto
Brasileiro de Uducaçao, Ciência e Cultura (IBECC), no período de 26 a 30 de ju
nho de 1956, por sugestão do Centro Regional da UNESCO no Hemisfério Ocidental,
Para organização do certame foi encaminhada uma circular a todos os dlre
tores de orgaos governamentais, solicitando o comparecimento de um representan
te da instituição, especialista no serviço de permutas.
O temario do certame abrangeu os seguintes tópicos;
1) Permuta de publicações no Brasil, &gt;fetodos usados e resultados obtidos,
Situaçao atual.
2) Acordos e tratados firmados pelo Governo para permuta de publicações,
3) Bibliotecas e instituições que oferecem as publicações que editam

e

desejam permuta.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
s t e .O"
14

15

16

17

lí

�4.) Permute de duplicatas e material dispensável.
5) Ba.seg para organização de um centro coord.enador de permuta de publica
goes.
0 seminário alcançou amplo sucesso e varias recomenr^ações foram feitas
ao Governo brasileiro, principalmente no que diz respeito a criação;
a) de um Centro Coordenador de Permutas (resultante da reestruturação do servi
ço existente na Biblioteca Nacional);
b) rede de centros regionais de intercâmbio de publicações, subordinados ao
Centro Coordenador.,

1.3

20 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
Realizou-se em Salvador, sob os auspícios da Universidade da B*hlo,

julho

em

de 1959, o 2fl Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
O tema 8fi deste Congresso tratou de "Intercâmbio Biblioteconômico", com

os seguintes subtópicos:
a) catalogação cooperativa;
b) catálogos coletivos;
c) empréstimo inter-bibliotecas;
d) permuta.
•»

Durante as sessões plenarias foram ventiladas as teses debatidas em Sao

Paulo, por ocasião do Seminário sobre Permuta Nacional e Internacional de Pu0»
A
V
blicaçoes," e mais uma vez recomendadas ao Governo brasileiro as sugestões

a-

provadas naquele conclave,

1«4.

3° Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
A Biblioteca Publica do Parana patrocinou a realização do Illß Congresso

Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação que se reuniu em Curitiba, de 8 o
15 de janeiro de 1961.
O tema V do Congresso foi dedicado a "Relações Publicas e Intercâmbio",
e foi aprovada a seguinte recomendação;
NO /ß - Que se recomende ao Poder Executivo e ao Poder Legislativo o es-.
tudo das possibilidades de ser concedida isenção de tarifas postais para a realizaçoo de intercâmbio de material bibliográfico
entre bibliotecas e serviços de documentação.

I Digitalizado
-gentilmente por:

]_'4

]_'5

16

11

l'i

�-3-

2.

Organismos que otivom a permuto_ _no Brasil

Apesar de não termos ainda no Brasil um centro coordenador de pemuta
de publicações, alguns organismos oficiais vêm preenchendo, legal ou informalmente, aquela lacuna. Entre outros:

2,1

Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
O Decreto nO 197 de lo de fevereiro de 1890 criou, em anexo a Bibliote-

ca Nacional, uma repartiçao de permutas internacionais.
A fusão desta repartição com a Biblioteca Nacional foi efetuada

pelo

Decreto nO 856, de 13 de outubro de 1890, que estabeleceu a Seção de Administração de Permutas,
A partir de então a Biblioteca Nacional vem se encarregando do setor de
pgrmutas Internaçionais, e como tal cumpre cem regularidade os compromissos as
sumidos pelo Governo brasileiro na Conveção de Bruxelas e nos demais acordos
interamericanos, isto e:
a) Remete ao Exterior, com regularidade e sistematicamente, as publicações ofi
ciais que recebe para tal fim.
b) Por troca de correspondência tem acrescido o número de instituições com as
quais permuta, e portanto, enriquecido o seu próprio acervo.
c) Distribuir no Brasil todas as publicações que recebe do Exterior.
d) Atender as solicitações de instituições científicas na troca de publicações
A
M
congcneres, para cujo fim requisita publicações,
e) Distribuir a instituições especializadas publicações que recebe do Exterior
e que não interessam a seu acervo,
Para tal a Biblioteca Nacional possui: a) fichario que contém nomes das
instituições nacionais e estrangeiras com quem mantém permuta, constando de cada ficha o que a instituição recebe, e no verso, o que a Biblioteca Nacional rc
eebe em trocaj

b) fichario das publicações oficiais que distribui, estando men

cionadas, em cada ficha, as instituições que as recebem:

c) fichario de lança-

mentos das publicações oficiais que recebe e das remessas feitas es instituições.

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

20

�2,2

Instituto Brasileiro de Bibllo,grafia c Dooumentgogo

Em 27 de fevereiro de 195Uf pelo Decreto n2 35.124., nos termos da Lei
nO 1.310 de 15 de janeiro de 1951, foi criado o Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD), dentro da estrutura do Conselho Nacional de Pes
quisas, com os seguintes finalidades:
a) Promover a criaoao e o desenvolvimento dos servinos especializados dc bibli
ografio e documentação.
b) Estimular o intercâmbio entre bibliotecas e centros de documentação, no âmbito nacional e internacional.
c) Incentivar e coordenar o melhor aproveitajnento dos recursos bibliográficos
e documentários do Pais, tendo em vista, em particular, sua utilizaçao no informaçao cientifica e tecnologica destinada aos pesquisadores.
Devido a dispersão e ao desamparo do trabalho intelectual no Brasil

»

Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação reúne as funções próprios
dos centros de documentação especializados e aquelas peculiares aos centros
bibliográficos gerais, a fim de tornar mais fácil, nao somente o trabalho das
instituições cientificas, técnicas e industriais, mas, ainda, o aperfeiçoamen
to dos trabalhos biblioteconomicos e bibliográficos, que são de interesse básico para o desenvolvimento da pesquiso científica e da educaçao de nível superior no Brasil.
Através da Seção de Informações e Intercâmbio do Seirviço de Informações
Tecnico-Científicas, o IBBÍD vem procurando desenvolver a troca de informações
6 publicações entre as instituições de pesquisas científicas e tecnológicas e
centros de documentação nacionais e internacionais.
A contribuição do IBED para o programa de permuta de publicações se evi
dencia:
a) pela organizaçao do Catalogo Coletivo Nacional de Livros e Periódicosj
b) pela publicação da Bibliografia corrente brasileira nos campos das ciencias socieis, matematica, física, quimica, medicina, botânica., zoologia,
energia nuclear e documentaçãoj

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
s t e .O"
14

15

16

17

lí

�c) pela publicaçao de "Periódicos Brasileiros de Cultura", obra que relacionou
a grande maioria das publicações periódicas brasileiras, constituindo-se em ver
dadeira fonte de referência para a permuta no setor de periódicos;
d) pela publicação em 1962 de "Bibliotecas Especializadas Brasileiras: guia de
A
/
/A
m
intercaiiibio bibliográfico", em cujo prefacio se le: "Para facilitar a ampliaçao
dos diferentes tipos de cooperação, que devem existir entre as bibliotecas,
tais como - troca de informaçoes bibliográficas, emprestirao-entre-bibliotecas,
troca de microfilmes ou de outros tipos de reprod,uções, catalogação cooperati^
iV
tf#
va, compra centralizada, deposites conjuntos, permuta de publicações, aquisiçao
cooperativa, catalogos coletivos, etc, - publica o IBBD, agora, esta relação
das Bibliotecas Especializadas Brasileiras, a. guisa de Guia para o Intercâmbio
inter-bibliotecario,
A
*
m
^ste guia será publicado anualmente, com novas edições, atualizadas

e

corrigidas por uma permanente colaboração das bibliotecas que desejarem participar dos trabalhos de informação científica ou de informação bibliográfica no
Brasil, e serviró como fonte positiva para o intercâmbio de publicações.

3•

Centros P^gionals d^_ Informação Bibliográfica

Com o desenvolvimento do ensino universitário brasileiro, quase todas
as unidades da Federação Brasileira já possuem a sua Universidade,
O I,B,B,D,, através de convênios com as Universidades Federais, organizou uma rede de centros regionais de informações bibliográficas, que, alem de
manter o catalogo coletivo de livros e periódicos da região, têm se constituído, informalmente, em órgãos coordenadores de permuta no setor regional,
âstes centros recebem constantemente publicações nacionais e estrangeiras, e as redistribuem entre as bibliotecas de sua esfera regional.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

�-6-

Os centros regionais são os seguintes:

Amozonas
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
Rua Guilherme ^forei^a, s/nO
MANAUS, AM
Bahia
Serviço Central de Informações Bibliográficas
Universidade da Bahia
Rua João das Botasj s/nö
S ALVADOR, BA
Ceará
Serviço Central de Informações Bibliográficas
Universidade do Ceorá
Av, Visconde do Cauípe, 28
FORTALEZA, GHi
Guanabara
Biblioteca Central da
Universidade do Brasil
Av. Pasteur, 250
RIO DE JilI^miRO, GB
Minas Gerais
Serviço Central de Informaçoes Bibliográficos
Universidade de Minas Gerais
BELO HORIZOMTEÍ, MG
Fará
Museu Paraense Emílio Goeldi
Av, Independência, s/nS
BSIÍM, PA
Paraná
Centro de Bibliografis, e Documentação
Universidade do Paraná.
Av, 15 de Novembro, s/no
CURITIBA, PR
Pernambuco
Serviço Central das Bibliotecas
Universidade do Recife
Rua do Hospício, 6l9~A
RECIF2, PE-

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em

�-7Rio Grande do Sul
Serviço Central de Informações Bibliográficos
Universidade do Rio Grande do Sul
Av. Paulo Gama, s/nS
PÔRTO ALSGRB, RGS
Sao Paulo
Biblioteca Central da
Universidade de Sao Paulo
Cidade Universitário - Butanta
SÃO PAULO, SP

3.

Situação atual

3•1

Centro Nacional de Permutas
No Brasil ha necessidade, no momento, de luna coordenaçãa das atividades

nacionais em matéria de permuta.
lia centro nacional coordenador da permuta e o que se deseja. Entretanto
nada foi feito alem das recomendações dos congressos,
O Serviço de Permutas da Biblioteca Nacional nao preenche, dentro

da

sua atual estrutura, falta de verbo e de pessoal, suas finalidades, ou melhor,
não coordena,'realmente, no Brasil, o*programa de permutas.

3.2

Lista de publicações oficiais

Para uma verdadeira cooperaçao internacional no setor de permuta, a base nacional é cond-içao indispensável.
As publicações oficiais ocupam lugar de destaque no intercâmbio bibliográfico.
No Brasil não existe uma lista ou bibliografia das publicações oficiais
e semi-oficiais,
Na situação atual e necessário consultar todas as bibliografias existen
tes paro se ter uma idéia das publicações oficiais da União e dos "stados fede
rados, e mesmo assim a informaçao sera incompleta e precaria.

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n

.O"
14

15

16

17

lí

19

20

�-8-

3.3

Bibliogrgfio corrente brasileira

O repertório da produção bibliográfica corrente de um país e essencial
a permuta,
Não existe no Brasil uma bibliografia corrente brasileira nos moldes
"British National Bibliography" ou do "Gummulative Book Index",
As bibliografias do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação
cobrem apenas campos determinados, como foi dito em "2,2, b",
O Boletim Bibliográfico da Biblioteca Nacional registra somente as obras
entradas naquela biblioteca, em virtude da le,i do depósito legal, e sua publicaçao e feita sempre com muito atraso,
Temos que nos contentar no Brasil com as publicações do Sindicato Nacio
nal das Smprêsas Editoras de Livros e Publicações Culturais, que têm servido
como guio para a permuta, a saber:
3.3.1

BBB - Revista dos Editores

O Boletim Bibliográfico Brasileiro foi fundado em 1952, tendo completado
com o nC 76 (Jan.-Fêv, 1963) seus dez (lO) anos de publicação.
Fundado inicialmente para divulgar a realidade editorial brasileira,
afirma, no seu número comemorativo do décimo aniversário, que é a "única publi
caçao brasileira a trazer, mensalmente, a bibliografia brasileira, completa,
atual e rigorosamente técnica",
êgto boletim deveria ser uma publicação mensal, no entanto o último fas
'
m
ciculo publicado em Janeiro de 1963, constitui uma acumulaçao de Junho a Dezera
bro de 1962, á classificado por assunto, de acordo com a classificação decimal
de Dewey, apresentando índice de títulos, não tendo, porém, índice de autores,
3.3*2

Bdicoes Brasileiras
Esta publicação surgiu em janeiro de 1963, e constitui um catálogo tri-

mestral de livros publicados no Brasil, De acordo com seu prefácio "é o primei
ro catalogo de livros que se publica neste País com o objetivo de registrar

a

totalidade ou o maior numero possível de obras impressas no Brasil, reunindo,
para isso, expressivo grupo de editores, A ausência de uma publicaçao assim,
todos reconhecem, vinha constituindo séria lacuna para a atividade editorial
e para a própria difusão cultural no Brasil".

cm

1

'I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

�Trí?to--se, portanto, de um catálogo cumulativo dos editores brasileiros,
reunindo as obras em dez grandes classes, de 0/9, com índices separados de autor e de títulos, dando endereço dos editores, preço e outras especificações,
O primeiro numero registrou 2,17/4. obras de 43 casas editoras diferentes,

3• 4-

Publicações de Associações e Instituições Cientificas
As pesquisas científicas levadas a efeito pelas entidades e associações

sao divulgadas em seus boletins, anais e relatorios técnicos. No Brasil

noo

existe uma bibliografia especial abrangendo este tipo de publicação, ou

seja,
' ■

as emanadas das associações e entidades científicas.

A Bibliografia Brasileira de Educação, o índice Tecnológico, as Bibliografias do I.B.B.D,, etc., não se restringem a este aspecto de selecionar

as

publicoçaoes das entidades de pesquisas,

3.5

Contribuição do U,S.B.l?.
O "United States Book Sxchange" tem colaborado de maneira positiva com

o programa de permuta no Brasil, I-feis de uma centena de bibliotecas brasileiras estão filiadas ao USBB e recebem mensalmente suas listas de publicações
disponíveis.
A título de exemplo, citamos a Biblioteca Central do Instituto Tecnoló
gico de Aeronautica, que conseguiu, com o auxílio do USBE, organizar coleções
coBçletas' de periódicos no caiiçio da Aeronáutica.
3.6

Conclusão
A permuta d.e publicações no Brasil esta. circunscrita ao esforço isolado

das entidades interessadas, que realizam a operacao de biblioteca para biblioteca, sem uma coordenaçao de âmbito nacional. A falta de guias para permuta,
tais como, lista de publicações oficiais, e de bibliografia das publicações c-mo
nadas de associocões e instituições científicas, vem sendo siçjrida pelas bibliografias publicadas pelo IBBD, pelas bibliografias isoladas (como a Bibliografia
Brasileira de Educação, publicada pelo Centro de Pesquisas Educacionais) e pelas
edições do Sindicato Nacional dos Editores de Livros.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
st em
14

15

16

17

1^

�-10-

No que diz respeito o tarifrs postais para remesso de material perrautodo,
todas as entidades públicas federais ja contam com franquia postal dentro do ter
ritório brasileiro, Para remessa de publicações para o Exterior as tarifas

são

reduzidas.
As entidades do âmbito estadual, no entanto, não gozam do benefício

ds

franquia postal.
Em suma, não existe no Brasil um programo governamental de permuto

de

publicações, nem no plano federal, nem no setor estadual.

3.7

Recomendações

Tendo em vista as considerações acima e a impossibilidade de se concretizar as resoluções do "Seminário sobre Permuta Nacional e Internacional de Pu
blicações", recomendo ao plenário do IV Congresso, solicitando aprovação;
3.7.1

Que o Serviço Nacional de Bibliotecas funcione provisoriamente

como

centro nacional de permuta,
3.7.2

Que as futuros edições de "Bibliotecas Especializadas Brasileiras",
publicação do IBBD, relacione também os titulos das publicações»periódicas ou nao, editadas pelo.3 instituições relacionadas.

3.7.3

Que'se recomende ao IBBD a publicaçao dos seguintes bibliografias noci
onais:
a) Lista de publicações oficiais brasileiras;
b) Bibliografia das publicações de Associações e Entidades Científicas;
c) Edição atualizada de "Periodicos Brasileiros de Cultura",

3,7,4.

Que 03 Bibliotecas Centrais dos Universidades coordenem o permuta nos
respectivos Estodos, otuondo como orgao regional de permuta de publicações.

cm

1

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
st em

�.11-

ANEXO

A»

Biblionraflo sobre perrauto de mblicocõcs no Brasil

/jLMSIDA, Rcnsto - Permuta de publicações como instrumento de cultura, In; SEÍÍTnAfJO sobre PEIRMIJTA NACION/iL E INTERNACIONAL DE PUBLICAÇÕES - Informe fi
nol; 37-43, são Paulo, Reitoria da Universidade de São Paulo, Biblioteca
Central, 1956,

3 f.p,, 53 p, 23cm,

B.IRROS, Maria ilntonieta de Mesquita - Bases paro organização de um centro coordenador de permuta de publicações, - In: SEMIN/íRIO SOBRE PERMTTTA NACIO NiiL E INTSRNACION/iL DE PUBLIC.i.gÕES, tema 5, p.1-20, são Paulo 1 Seção Grá
fica da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de Sao
Paulo 11956| 78 p, |pag. irreg.l 32cm.
BIBLIOTEC/iS PÚBLICAS: franquia postal para os livros e publicações oficiais a
elas remetidos; legislação.

Revista de Direito Administrativo, Rio de

Janeiro, 10:^16, abr, 194-9,
BUSSE, Gisela von - Bresil, In: Handbook on the international exchange

of

publications, 2nd edition, Paris, Unesco, 1956, p.24-8-55,
CAVALC.UITI, Jayne rjccoverd.c de -llbuquerque - Discurso, In: SEMIN/iRIO SOBRE PERMUTA NACIONAL E INT:íIRNxICION;iL de PUBLICAÇÕES - Informe final: UU-50
[Pronunciado na sessão plenária de abertura do Seminário]

São Paulo,

Reitoria da Universidade de São Paulo, Biblioteca Central. 1956, 3 f.p.»
53 p, 23cm,
CUNHA, ^feria Luísa (Pereira) Ifonteiro da - Pteunião de especialistas sobre permuta internacional de publicações na .\merica Latina, realizado Isic] em
Havana, de 1 a 5 de outubro de 1956, sob os auspicios da UIESCO, com a
colaboraçao

do Governo de Cuba, Relatorio,,, Sao Paulo, Universidade

de são Paulo, Biblioteca Central, 1956, Capa, 12 p, 22cm |^illtilitado|
CONFERÊNCIA INTER/JfiRIc;iNA DE CONSOLIDAÇÃO DA P/iZ, 1,, Buenos ."ares, 1936
Convenção sobre o intercâmbio de publicações,..
nistério das Relações Exteriores, 194-0, 14- P.

-

Rio de Janeiro, Mi-

(Coleçao de atos inter-

nacionais, n, 14/-). - Apud "Boletim Bibliográfico", Rio de Janeiro,
3(2): U, Jun./Dez, 1953.

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

1

�D'/iPICE, Virginio Buff - Perniuta de publicações no Brasil. In; íSEMEnArIO SOBF®
PERlilTTA NACIONAL E INTERNACIONilL DE PUBLICAÇÕES, temo I, p.1-10.

Bso

Paulo, 1 Seção Gráfica da Foculdode de Filosofia, Ciências e Letras da
Universidade de São Paulo 1 1956.
DI DIO, Dulce Carmen Philomena - Permuto de duplicatas e de material dispensável, In; ^MN/íRIO sobre PERMÜTA NACION;iL S INTERNACIONilL DE PUBLICAÇÕES,
temo

p^i^—lj^.

DÔRIA, Irene de Ifenezes - Bases para a organizaçao de um centro de permuta

de

publicações, IBBD Boletim Informativo, Rio de Janeiro - 2(6);34i-3A9,
nov./dez, 1956 li.e. 1957|.
A Seção de Permutas da Divisão de Aquisição da Biblioteca Nacional, sua
^
historia e piano para sua ampliaçao e desenvolvimento? cooperaçao com
outros serviços, investigação e informaçao bibliográfica, sistematizaçao
A
M
do intercâmbio, acordos internacionais, pessoal, administraçao, orçamento, regimento,
FONSECA, Edson Nery - Permuta; o Seminário Internacional de Havana, Tribuna da
Imprensa, Rio de Janeiro, 27/28 set, 1957, supl. Tribuna dos Livros: 3.
Problemas da permuta nacional e internacional de publicações, O Informe
final do Seminário realizado em Sao Paulo e o Relatório de Iferia Luisa
ífonteiro da Cunha sobre a reunião internacional em Havana,
FREITAS, Idelraa - Bibliotecas e instituições que oferecem as publicações

que

editam e desejam estabelecer permuta, In: SEIÍINÀRIO SÔBI® PERMITTA NACIO
NAL E INTERNACIONAL DE PUBLICAÇÕES, tema 3, p.1-18. São Paulo 1 Seção
Grafica da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade
de são Paulol 1956 |78| p, jpag. irreg,] 32cm,
FURTADO, AÍda - Acordos e tratados firmados pelo Governo para permuta de publicações, In: SEfflNÂRIO SOBRE PSRIÍUTA NACIONAL B IlfTERNACIONAL DE PUBLICA^
OÕES, tema 2, p,l-7, São Paulo |Seção Gráfica da Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras da Universidade de Sao Paulo] 1956 l78| p, |pag, irreg,|
32cm,

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
s t e .O"
14

15

16

17

lí

�-13-

SEHEnXrIO SÖHRE PERÍÍUTA NACIONAL E INTERNACIONAL DB PUBLICAÇÕES, são Paulo,
1956 - Informe final. São Paulo, Reitoria da Universidade de são Paulo,
Biblioteca Central, 1956, 3 f.p.» 53 p. 23cm,
SSMINÄRIO SÔBRS PSRMUTA NACIONAL E INTERNACIONAL DE PUBLICAÇÕES, .sl^o Paulo,
1956 - Seminário sobre Permuta Nacional e Internacional de Publicações,
sob os auspícios da Universidade de Sao Paulo com a colaboração da Associação Paulista de Bibliotecários e do Instituto Brasileiro para Edu
cação, Ciência e Cultura, em Sao Paulo, de 26 a 30 de junho de 1956,
\
Seo Paulo |Seção Grafica da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras
da Universidade de são Paulo] 1956 |78| p, jpag.irreg,| 32cm,

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

1

��,á^SÍ^&gt;aà4
'\f^
-iÂ&gt;Sr- -«fí

-ÀK

%k^#_

f L.:&gt;à^ :5&lt;è^

^ ^^gí^âPK:

^ ? m f ^ CxCài^

lít i^i

S®

■^n..

S#l8§í^píl^^

à jTV
í^^4S

*

i/M^é^.

i&gt;fejá.ír^

«.fe

»11

cm

12

3

^&lt;&lt;éí=-

14

15

16

17

18

19

20

�Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="11">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8099">
                  <text>CBBD - Edição: 04 - Ano: 1963 (Fortaleza/CE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8100">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8101">
                  <text>IV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8102">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8103">
                  <text>1963</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8104">
                  <text>Fortaleza/CE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8554">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8155">
                <text>IV Congresso Brasileiro de Bblioteconomia e Documentação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8156">
                <text>Situação atual da permuta de publicações no Brasil</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8157">
                <text>Vicentini, Abner Lellis Corrêa </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8158">
                <text>Fortaleza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8159">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8160">
                <text>1963</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8162">
                <text>Histórico do tratamento dado a permuta de publicações nos congressos de Biblioteconomia realizados no Brasil. A importância e as decisões do Seminário sobre Permuta Nacional e Internacional de Publicações realizado em 1956. A contribuição da Biblioteca Nacional, do IBBD e dos centros regionais de informação bibliográfica no programa nacional de permuta. Necessidade do centro nacional e fontes bibliográficas adequadas para coordenaçao da permuta. Conclui afirmando que a permuta de publicações no Brasil esta circunscrita ao esforço isolado das entidades interessadas, que realizam a operação de biblioteca para biblioteca, e recomendo algumas soluções de caráter provisório até que possam ser cumpridas as resoluções do Seminário de Permuta de 1956.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65176">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="8">
        <name>cbbd1963</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="554" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="110">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/11/554/C749_4_CE_V_08.pdf</src>
        <authentication>2ad6fd3e0ce149c98cef57f1474f3c4f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12322">
                    <text>Digitalizado
gentilmente por:

�19

20

�44

�IV CONGRESSO BRASILEIRO DB BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

Tendencias modernas para normalização dos trabalhos

de

classificação: Histórico e atividades da Comissão
Brasileira de Classificação Decimal Universal (IBBD/CDU)
por
Abner Lellis Corrêa Vicentini

Fortaleza
1963

'I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

lí

�IV CONGRESSO BR.1SILEIR0 DB BIBLIOTECONOMIA E DOCUÍfimAÇAO

UNIVERSm.'iDE DO GB.iRA

7 a 14 de julho de

1963

TERi I • PROCESSOS tócNIGOS E INTSRClíffilO

CDU

025.4-5:06.04.9(81)

Tendências modernas para normalização dos trabalhos de classificacão;
Histórico e atividades da Comissão Brasileira de Classifieacãd
Decimal Universal (IBED/GDü)

por

Abner Lellis Corres Vicentini

D d-^ O

\ .5 ( g 1

n
Presidente da Comissão Brasileira de Classificação Decimal Universal (IBBD/cDü)
lembro da Comissão Central de Classificação da FID (FID/cCG)
Bibliotecario-Chefe

cm

1

do

Instituto

Tecnológico

I Digitalizado
-gentilmente por:

de

I Sc a H
st ei

Aeronáutica

14

15

16

17

lí

19

�IV CONGRESSO BRASILEIRO HE BIBLIOTECONOMIA E DOCUIffiNTAÇÃO
UNIVERSIDADE DO CEARÁ
7 a IA de julho de 1963

Sinopse

íielatório minucioso das atividades levadas a efeito pela Comissão
Brasileira da CDU nos seus cinco anos de existência, de outubro de 1958
té
^
a junho de 1963, dando o seu regulamento, especificando as traduções ja
realizadas, traçando planos para o futuro. Relaciona as propostas de extensão encaminhadas a PID/CCC e transcreve os comentários sobre o Relato
rio do Comitê Ad Hoc nomeado pelo Bureau da FID para estudo da CDU,
&lt;&gt;
Conteúdo

1.

Criaçao

2.

I^fembros

3.

Regulajnento

4..

Reuniões realizadas
4..1

Reuniões nacionais

4.»2

Reuniões conjuntas

5,

Comissão Central de Classificação

6,

Representação em certames internacionais

7,

Traduções elaboradas no Brasil

8,

Traduções elaboradas em Pcftrtugal

9,

Projetos Brasileiros de Ejctensão (Pbr)

10,

Divulgaçao da CDU no Brasil

11,

Utilizadores da CDU no Brasil

12,

Planos para o futuro

Anexos;

1,

Regimento Interno da IBBD/cDU,

2,

Report of the Ad Hoc Committee on UDC and Comisnnts on it by GCC

3,

Projetos de extensão a CDU (Pbr)

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
ste
14

15

16

17

1

�Tendencias modernas pars normalizacao dos trabalhos de classificação;
Hlstorlco e atividades da Comissão Brasileira de Classificacao
Decimal Universal (IBBD/cDU)

por

Abner Lellis Corrêa Vicentini

Para se falar em tendências modernas de normalização dos trabalhos de
classificação, temos que, forçosamente, nos reportar ao sistema de Classificação
Decimal Universal.
A CDU já Q considerada classificaçao normalizada em vários países,

e

no Brasil og assuntos a ela referentes sao da competencia exclusiva da Comissão
Brasileira de Classificaçao Decimal Universal, mais conhecida pela sigla IBBí/CDÜ,
Em cumprimento a Resolução nS 15 da 16&amp; Reunião da IBBD/cDU, realizada
no Rio de Janeiro, no período de 20 a 22 de maio de 1963, encaminho ao plenário
do IV Congresso Hrasileiro de Biblioteconomia e Documentação um relatorio das ati
vidades da Comissão, focando a contribuição brasileira para o aperfeiçoamento e
divulgação do sistema CDU.
1.

CRIAfÃO
A Comissão Brasileira de Classificaçao Decimal Universal, IBH)/CDU, foi

criada no Brasil, pela Resolução n^ 70, de 8 de março de 195Ö, do Conselho Dire*.
tor do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, em sua 30â

Reunião

Extraordinária, tendo em vista o disposto no Art2.9 do Regimento aprovado

pelo

Decreto nö 35.430» de 29 de abril de 1954&gt; com aprovação da Federação Internado
nal de Documentação.
2.

hEMBROS
Os Artfis 4'® e 5^ do Regimento Interno da IBED/cDU estabelecem que

a

Comissão 1 constituída por técnicos e representantes de Bibliotecas e outros orgaos que utilizam a CDU, podendo também solicitar a colaboração de professores
universitários e especialistas sempre que necessário ou aconselhável, é integrada por representantes dos Estsdos da Bahia, Guanabara, Tíinas Gerais, Paraná, Per
nambuco. Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal,
3.

REGULAIENTO
Em sua 6s Reunião, realizada nos dias 2, 3 e 4- d® maio de i960,

a

IBH)/CDU, pela Resolução 6.3, discutiu e aprovou o seu Regimento Interno, estabelecendo os seus fins, a sua sede, a sua competência, os seus membros e a sua
organização. (ANEXO l).

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em
14

15

16

17

lí

19

�.2

4,

REUNIÕES
No período de outubro de'1953 a junho de 1963» ou. seja, nos seus cinco

anos de existencia, a IBBD/cDU realizou 16 (dezesseis) reuniões, sendo três

em

conjunto com a Comissão Portuguesa da CDU, e uma extraordinária parcial em conjunto com a Comissão Portuguesa da CDU, tendo sido tomadas 319 Resoluções.
J+,1

Reuniões Nacionais
16 Reunião (RIO DE JANEIRO)
Realizada no período de 27 a 29 de outubro de 1958,
22 Resoluções.

•

2S Reunião (RIO IE J.A1EIR0)
Realizada no período de 15 a 17 de dezembro de 1958.
10 Resoluçõesc
3&amp; Reunião (RIO DE JANEIRO)
Realizada no período de 28 a 30 de abril de 1959.
20 Resoluções.
A&amp; Reunião (RIO DE JANEIRO)
Realizada no período de 29 a 31 de julho de 1959.
17 Piesoluçoes.
5&amp; Reunião (RIO DE JANEIRO)
Realizada no período de 2^, a 25 de novembro de 1959.
23 Resoluções.
6a Reunião (RIO DE JANEIRO)
Realizada no período de 2 a 4- de maio de i960.
15 Resoluçoes,
75 Reunião (RIO DE JANEIRO)
Realizada no período de 22 a 24, de julho de i960.
19 Resoluções.

,

8&amp; Reunião (RIO DE JANEIRO)
Realizada no período de 24 a 26 de outubro de i960,
21 Jíesoluçoca,
96 Reunião (RIO DE JANEIRO)
Realizada no período de 23 a 25 de abril de 1961.
19 Re soluço'" &lt;3,

•

106 Reunião (POÇOS DE CALDAS)
Realizada no período de 10 a 13 de julho de 1961.
18 Resoluçõesr.
116 Reunião (LI330A)
Realizada no período de 25 a 27 de setembro de 1961.
17 Resoluçoes.
126 Reunião (RIO DE JANEIRO)
Realizada no período de 22 a 24 de janeiro de 1962.
26 Ptesolunòes,

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

20

�,3

13a Reunigo (SÃO J0S6 DOS CAMPOS)
Realizada no período de 28 a 30 de maio de 1962.
34. Resoluções.
IAS Reunigo (CURITIBA)
Realizada no período de 9 o 11 de julho de 1962,
23 Resoluções.
15&amp; Reunião (RIO DE JANEIRO)
Realizada no período de 21 a 23 de janeiro de 1963.
32 Resoluções,
16a Reunigo (RIO DH JANEIRO)
Realizada no período de 20 a 22 de maio de 1963,
18 Resoluções.

4.,2

Reuniões Conjuntas

,

la Reunião
A 4-- Reunião do IBH)/CDU, realizada de 29 a 31 de julho de 1959»
no Rio de Janeiro, foi a ia Reunião Conjunta realizada com a Comissão Portuguesa
da CDU, que esteve representada pelo Dr, Zeferino Ferreira Paulo, Presidente da
CP/CDU, e por D. ^feri8 Laurinda Vasconcellos, do Centro de Documentação Cientí«
fica de Portugal. - Especialmente convidado,compareceu e abrilhantou a reunião
o Prof, Dr, Javier Lasso de la Vega y Jimenez Placer, Presidente da Comissão Espanhola da CDU,
2a Reunião
A 7a Reunião da IBBD/cDU, realizada no período de 22 a 24- de julho de i960, no Rio de Janeiro, foi a 2â Reunião Conjunta com a Comissão Portuguesa da CDU, que esteve representada pelo Dr, Zeferino Ferreira Paulo, Presi dente da CP/CDU, e pelo Eng, João Fernando Cansado Tavares, do Laboratório de En
genharia Civil de Portugal, - Nesta reunião foi feito o levantamento do estado
da Edição Abreviada em LÍngua Portuguesa em agosto de i960, aprovado o protocolo
a ser observado para as traduções das diversas classes da Edição Desenvolvida, e
estabelecidas as normas gerais para a edição da Classe O, Obras Gerais,
í
,
3a Reunião
A lia Reunião da IBBD/cDU, realizada no período de 25 a 27

de

setembro de 1961, em Lisboa, Portugal, foi a 3a Reunião Conjunta com a Comissão
Portuguesa da CDU, que esteve representada pelo Dr, Zeferino Ferreira Paulo,
Sra, Maria Laurinda Vasconcellos, Dr. Enrique Pessoa Lobato Cortesão, Eng, João
Cansado Tavares, Dr. Rogério Lopes de Souza e Sr, Jaime Jorge Ribeiro Caseiro,Nesta reunião foi aprovada a "Norma de apresentaçao grafica da Edição Desenvolvida em LÍngua Portuguesa", Classe 0/9

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

e Tabelas Auxiliares,

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

20

�Reunião Parcia1 Extraordinária
Tendo sido reestruturada a Comissão Portuguesa da CDU e tendo sido designado diretor do Centro de Documentação Cientifica do Instituto de Alta Cultura o Prof, Dr, Antonio Modeiros de Goveia, foi decidida a realização de uma reunião parcial extraordinária entre as Comissões Portuguesa e Brasileira da CDU,
Tal reunião teve lugar em Lisboa, no período de 13 a 23 de novembro de
1962, Representaram a IBBD/cDU o seu Presidente e o Rev. Pe, Dr, Astério Campos,
S,D,B,, - A Comissão Portuguesa esteve representada pelo Dr, Antonio de Medeiros
Gouveia, Dr, Rogério Lopes de Souza, e Sr. Gabriel O, Ramos da Cunha,
Esta reunião teve a seguinte Agenda:
1.

Aprovação da ilgenda.

2.

Anteprojeto de acordo para publicação das classes da CDU da
Edição desenvolvida e assuntos afins,

â*l

Aspecto gráfico,

2.2

Tradução das tabelas e das publicações da FID sobre dóítunentaçao consideradas de interesse.

2.3

Fixação das classes a traduzir pelo Brasil e Portugal.

2.4.

Sistema de revisão dos textos traduzidos.

2.5

Ortografia das tabelas publicadas no Brasil.

2.6

Problemas filológicos (Diferenças de terminologia),

2.7

Condições de venda da CDU - edição abreviada e classe O da
Edição desenvolvida - no Brasil,

2,7.1

Modo de pagamento dos exemplares vendidos ao Brasil.

3.

Ressalva dos direitos de edição de Portugal, Compensação pelo Brasil.

4-.

Divulgaçao no Brasil e em Portugal das tabelas da CDU, Plano
conjunto.

5.

Próxima reunião conjunta da IBBD/cDU e da CP/CDU, Estudar a
possibilidad.e de integração no "V Colóquio Internacional
de Estudos Luso-Brasileiros",

6,

5.

Outros assuntos.

COMISSÃO CEMTRAL DE GL.ISSIFICAÇÃO (FIP/CCC)

Durante a 27^ Conferencia Geral da Federação Internacional de Dooum»
mentaçao, realizada era Londres, em setembro de 1961, o Presidente da IBBD/cDU
foi eleito membro efetivo da Conissão Central de Classificação (FID/cCC),
A FID/cCC e formada pelos editores das edições internacionais da CDU,
sendo a autoridade maxima dentro da FID para assuntos de classificação,

6•1

Coloquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros
A IBBD/cDU esteve representada no 4-® Coloquio Internacional de

Estudos Luso-Brasileiros por dois de seus membros, Abnqr Lellis Corrêa Vicen-

I Digitalizado
-gentilmente por:

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|lll
]_4
^5
16
17
18
19

�.5

tini e édson Nery ds Fonseca, que apresentaram informes sobre as atividades

e

realizações da Comissão.
6,2

26s Conferencia Geral da FID
De acordo com Resolução 6,12, o Autor foi designado para repre-

sentar a IBBD/cDU na 26ê Conferência Geral da FID, realizada no Rio de Janeiro,
de 21 a 31 de julho de i960,
A Sessão dedicada a Classificação Decimal Universal foi realizada
no dia 26 d© julho, estando a mesa dirigente dos trabalhos assim constituída;
Presidente:

Dr, Zeferino Ferreira Paulo (Portugal)

Coordenador de Debates:

Dr. Abner L, C» Vicentini (Brasil)

Relator: Dr, M, Schuchmann (Alemanha).
As conclusões da 26s Assembléia Consultiva da FID, estabeleceram
em sua letra E:
A Edi.ção abreviada em, língua portuguesa, traduzida pelo Centro de
Documentação Científica (de Portugal), será editada no fim de i960
pelo Centro de Documentação Científica.
2«

A Classe O da Edição desenvolvida em língua portuguesa, traduzida
pelo Centro de Documentacao Científica (de Portugal), será editada
em princípios de 1961, pelo Centro de Documentação Científic? e
pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (do Brasil), de comum acordo.

3«

As Classes 1 e 8, traduzidas pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, e revistas pelo Centro de Documentação Científica, serão publicadas o mais rapidamente possível,

U»

As Classes 2, 4., 61, 7 e as Classes 5, 62/69 e 9&gt; da Edição desen
volvida, estão a ser traduzidas, respectivamente, pelo Instituto
Brasileiro de Bibliografia e Documentação e pelo Centro de Documentação Científica,

^•3

27s Conferência Geral da FID
De acordo com Resolução 10,17, o Autor foi designado para repre-

sentar a IBED/cDTJ na 27- Conferência Geral da FID, realizada em Londres, de 9 a
16 de setembro de 196?..
Nessa reunião o Brasil foi eleito membro efetivo da FID/cCC,
6,4.

285 Conferência Geral da FID
Em curaprimento a Resolução 14.,21, o Autor representou a IBED/CDU

na 28fi Conferencia Geral da FID, realizada em Haia, em setembro de 1962,
6,5

Reunião Anual da FIP/CCC de 1962
O Presidente da IBHJ/CDU compareceu a reunião anual da Comissão

Central de Classificação, que se realizou poí- ocasião da 28s Conferencia Geral
da FID,

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

20

�.6

Nessa reunião foi apresentado o relatorio contendo os comentários
fV
^
90
brasileiros sobre as conclusoes do "Gomite Ad Hoc para Glassificsçao", e as conclusões da FID/cGC sobre o mesmo (Anexo 2), e foi feita s entrega das Classes Uj
55 e 8, traduzidas no Brasil, para a revisão da CBC,
Entre as decisões importantes dessa Reunião, figurou a transferen
cia da Classe 4 para a Classe 8,

7.

TRADUÇÕES ELABORADAS NO BRASIL
Foi bastante profícua a atividade da IBBD/cDTT nestes cinco anos. Entre

as classes que mereceram atenção especial estão a Filosofia, Filologia, Literatu
ra. Religião, Belas Artes, Geologia e Ciências Sociais,
7.1

Classe 1; Filosofia
A Classe 1 foi traduzida no Instituto Teológico Pio XI CFaculdade

de Teologia da Congregação Salesiana), sob a direção do Rev, Pe, Qr, Astirio Cam
pos, S.D.B.,
Traduzida diretamente da Edição Desenvolvida Alemã (3^ Edição Internacional da CDEU), teve o seu índice alfa bit ioo-remissivo totalmente rereit© e
cuidgKdoeameiite eloboredo, de e&lt;jordo com e mais moderna técnica,
A Classe 1 foi revisto pela- •Comissão Rartuguíacr que enviou algumas
sugestões a mesma,
O texto definitivo da Classe 1 foi aprovado e remetido a FID/CCC,
de acordo com ?£solução 8.11, tomada na 8s Reunião, A edição mimeografada foi
distribuída pelo IBBD. Após ter sido aprovada pela FID/cCC, está sendo impressa
pela Grafica Editora Vida Domestica.
7.2

Classe 2; Religião. Teologia
A Classe 2 (Religião, Teologia) foi traduzida no Instituto Teoló-

gico Pio XI, pelo Rev, Pe. Dr. Antonio Charbel, S.D.B,, professor de Sagrado Escritura da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católico de Sso PoUp.
Io e Reitor daquele Instituto,
A Comissão Portuguesa fez a revisão do texto, e a FID/cCG já
aprovou sua publicaçao, No momento se acha em fase de impressão na Gráfica Editora Vida Domestica, devendo ser distribuído no 22 semestre,
7.3

Classes Z. e 8; Filologia e Literatura
As Classes 4- (Filologia) e 8 (Literatura) foram traduzidas na Es-

cola de Biblioteconomia e Documentação "Santo Örsula" da Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro, por D, Ulrike Tfehmeier e D, &gt;ferio Antonietta Requião
Piedade.
As duas classes já foram revistos pela IBED/cDU, tendo sido enviadas a CP/CDU pora o revisão de Portugal.
Os índices destas classes encontram-se em preparo. A IBBD/CDU remeteu o texto definitivo a FID/cCC em 1962,
As edições mimeografodos, sem Índices, forom distribuídas pelo
IBBD,

I Digitalizado
-gentilmente por:

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|lll
]_4
^5
16
17
18
19

�.7

7,4.

Classe 55; Geologia
Pela Resolução 9.14.» « Serviço Central de Informa.ções Bibliográ-

ficas da Reitoria da Universidade do Rio Grande do Sul, foi incumbida de traduzir a Classe 55, Geologia, - O trabalho foi feito pela Bibliotecária Lia Becker,
e revista pelo Prof, Adolpho Kurth Hanke, da Escola de Geologia daquela Universidade.

I
Pela Resolução 13.23, a IBBD/GDU solicitou ao Instituto Geográfi-

co e Geológico de São Paulo e cotejainento das revisões feitas para a Classe 55»
encarregando a Bibliotecária Zenobia Pereira da Silva para a coordenação desse
trabalhe,

i
Pela Resolução 14..7, a IBBD/CDU recebeu a tradução dos PB 713,

733 e 74.5f referentes ao número 551.46, Oceanografia'físic." e Topografia submarina, para inclusão na Classe 55j e pela Resolução 14«o texto definitivo cem
a revisão do Dr, Jesuino Felicíssimo Jr,, Chefe da Divisão de Ge-ologia do Instituto Geográfico e Geológico de São Paulo.
O texto, depois de aprovade pela IB3!)/CDU, foi encaminhado

a

FID/cCC, para aprovação final, A IBBD/gDíJ eapejja iraprtmir a Classe 55, na-Z^ semestre de 1963.
7.5

Classe 7; Belas Artes
Na sua 6â Reunião, pela Resolução 6,11, a IBBD/cDU encarregou

D, Noemia Lentine, Professor de Classificação da Escola de Biblioteconomia da
Fundaçfo Escola de Sociologia e Política, da tradução da Classe 7, Belas Artes,
O texte da tabela, incluindo todas as extensões e correções até 1962 (inclusive
a grande ampliação da Classe 77, Fotografia), já se encontra pronto, devendo ser
reviste pela Comissão em suas próximas reuniões,
7.6

Tabelas Auxiliares da Edição Desenvolvida
As Tabelas Auxiliares da Edição Desenvolvida foram traduzid;is por

D, Vera Fursternau, da Escola de Biblioteconomia e Documentação "Santa Örsula",
sob a supervisão da Profâ ^í^ria Antonietta Requião Piedade,
Pela Resolução 13.22, o Prof, élton Eugênio Volpini foi encarregado de cotejar a tradução com as edições desenvolvidas inglesa e alemã.
O texto definitivo sera aprovado pela IBBD/cDU no 20 semestre de
1963,
7.7

Classe 3; Ciências Sociais
A Classe 3, Ciências Sociais, está sendo traduzida no Instituto

de Ciências Sociais da Universidade do Brasil por um Grupo de Trabalho, sob a
direção de D, Irene de Ifenezes DÓria.
Classe 61; ífedicina
Pelas Resoluções 13.13 e 13.19 foi criado um Grupo de Trabalho
para rever a tradução da Classe 61, ífedicina, tendo sido designado relator
o Dr. Luiz Rey, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

20

�.8

8»

TRADUÇÕES ELABORADAS BM PORTUGAL
A Comissão Portuguesa da. CDU publicou em 1954 ^ Edição preliminar da Edi-

çã® Abreviada da C5DÜ em Língua P«i-tugtte&amp;a, Deade então, -brebelbou -»tiveunente^ nao
na ediçãf definitiva, mas também na Classe O, e na revisão das traduções elalj«
radas pela IBBD/cDU,
8^1 Classe O? Obras. Gerais
Ö te:cta da Classe O (Gexißrjtlidades) foi traduzido pela CP/CDU, tend^
C^missl^ Brasileira revisto-• mesmo^ e

reapecti"*^

a

de Aeosrdo

com as Resoluções 1,7 e 2í1.
O tepct^ impresso foi publicada em 1962, contendo as extensões até 31 de
deaembr# de i960 (PE 723)*
8,2 Edição Abreviada em Língua Portuguesa
esforços da GP/CDU f^am ««acentrados na publicaçfo da Edição
Abrevisda^m Língua Pörtuguesa, que saiu em 1961, atualizada até deríiembJro de
1958, Incluindo s PE 658, Números geográficas do JSnajBAI»
9è

PROJETOS BRASIL3IR0S PS ECT3NSÃ0 DA CPU (Phr)
De a

com o Aftö 3&gt; letra "d" e

d&lt;v Jiegimento Interno, confete à

IBBD/GDTJ protnnver a revisão das divisões particulare« der CJilI, «rpreaootaa^ pjr«»
pastas de extensão ou correção do sistema a Comissão Centr»! de Glssslfloaçffo
(fid/ccc)^
A IBBD/CDU Ja qpresentou à FID 35 projetos de extensão, qUe tomarem^ ftös
Pbr 1

a

Pbr 35» e que se acham relacionados no Anexo 5,
projetos brasileiros de extensão foram ja aprovados pela FID oa seguin

tes:
(öl)

Divisão Geográfica do Brasil (Pbr&gt;763)

141432

Existencialismo (Pbr 6ÖI)

^060(8)

Literatlira sulsmericana em língua espanhola (Pbr 739)

869«0(8)

Literatura sul-americana em língua portuguesa (Pbr 739)

869»0(8l)

Literatura brasileira (Pbr 739)

271,789

Salesianos de Dom Bosco (Pbr 758)

10^ DIVULGAÇÃO DA CDU NO BRASIL
Entre as atribuições da IBBD/cDU figura a divulgaçao da Classificação Decimal Universal no Brasil (ArtQ 3^, letra "a", do Regimento Interno),
Elm sua 6s Reunião, e pela Resolução 6,6, a IBBD/cDU sugeriu ao IBBD

a

tradução para o português, do artigo de B. Jacquemin: "La CI.assification Decimale Universelle; description et commentaire des regles en usage", publicado
na Revue de» Documentation, 26(4.); IOI-IO4, 1959.

I Digitalizado
-gentilmente por:

]_4

^5

16

17

18

19

�.9

Atendendo àquela sugestão o IBBD publicou, em agosto de i960, em folheto
de 32 páginas, o referido artigo, em esmerada tradução de Laura Ifeia de Figueiredo e édson Neiy da Fonseca.
O artigo de B. Jacquemin, que em português tem o título "A Classificação
Decimal Universal: descrição e comentários das regras em uso", é a publicação
nO 312 da FID, e é distribuído gratuitainente pelo IBBD,
11, UTILIZADORES DA CPU NO ERASIL
A IBH)/C!DU, em sua lâ Reunião, encarregou Édson Ifery da Fonseca de elaborar 8 lista dos utilizadores da CDU no Brasil,
A 1&amp; lista foi publicada em 1959 e incluiu bibliotecas e publicações.

Em

i960 foi publicado o primeiro Suplemento,
é intenção da IBBD/CDU publicar anualmente a lista dos "Utilizadores da CDU
no Brasil", contribuindo assim para a atualização de "Periodicals using the UDC",
da FID,
12. PLANOS PARA O FUTURO
O Programa de Trabalho a Longo Prazo da FID, no setor referente a Classificação, estabeleceu que a CDU deve ser mantida e melhorada, para "servir de estrutura básica do saber",
Tendo por base o programa da Federação, a IBBD/cDU procurará, ^empre

em

estreita colaboração com Portugal:
12.1

Entregar ao público luso-brasileiro, no 20 semestre de 1963» as Classes 1,
Filosofia e 2, Religião, que ja se encontram em fase de Impressão,

12.2

Ultimar a tradução das classes faltantes para completar a 3dição Desenvol
vida em Língua Portuguesa, 9^ Edição Internacional da CDU.

12.3

Continuar a difusão da CDU nos diversos Estados brasileiros, incrementando a formação de subcomissões estaduais.

12,4.

Conseguir que os periódicos, relatórios, teses e informes, enfim, todos

12.5

os trabalhos científicos publicados no Brasil, adotem o uso da CDU,
%
M
Enviar a FID extensões relativas ao Brasil, tendo em vista as classes ou
subdivisões de assuntos que apresentem peculiaridades nacionais, como
por exemplo, direito brasileiro, administração pública, forças armadas'^
literatura, histórica, etc,

12.6

Publicar manuais sobre a aplicação e uso da CDU,

12.7

Incentivar as Escolas de Biblioteconomia a concederem mais tempo em seus
currículos ao ensino da CDU,

12.8

Levantar a bibliografia tão completa quanto possível sobre a CDU,

12.9

Conseguir sejam consideradas normas brasileiras as ediçÕes da CDU

em

língua portuguesa.

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

19

20

�ANEXO

NO

1

REGII'flOTO INTERÍIO DA IBBD/CDU
Capítulo

I

^
A
M
Dos fins, da sede e da competencia da Comissão

Art, 12 - Criada pela Resolução nß 70, do Conselho Diretor do Instituto
Brasileiro de Bibliografia e Documentação, como um de seus orgaos técnicos conV
M
y
sultivos, em sua Trigesima Reunião Esctre ordinär ia, realizada em 8 de março de
1958, e confirmada pela Federação Internacional de Documentação, era 19 de agosto
de 1958, a Comissão Brasileira da Classificação Decimal Universal (IBBD/CDU) tem
como finalidade precípua a difusão da CDU no Brasil e demàis paises da America
Latina, colocando-a ao alcance do maior número possível de estudiosos,
Art, 2fi - A sede da IBBD/cDU é o Instituto Brasileiro de Bibliografia
e Documentação, membro nacional da FID para o Brasil (Av. General Justo, 171 andar. Rio de Janeiro),
Art, 30 - Compete a IBBD/cDU:
a) difundir o emprego da CDU nas bibliotecas e centros de documentação do Brasil?
b) congregar os esforços das entidades que já se utilizam da CDU
no Brasil;
c) contribuir para a edição da CDU em língua portuguesa;
d) promover a revisão das divisões particulares da CDU, apresentando propostas de extensão ou correção a Comissão Central
de Classificação da FID (CCC/FID);
e) estudar os projetos de extensão e correção apresentados peles
Comissoes Nacionais dos demais paises membros da FID e emitir parecer sobre os mesmos?
f) estudar as extensões da CDU relativos ao Brasil, tendo em vista
as classes ou subdivisões de assuntos que apresentarem peculiaridades nacionais;
g) colaborar com a Comissão Portuguesa da Classificação Decimal
Universal (CP/CDU).

Capítulo II
Da 0rp:ani7.ação da Comissão
ilrt. 4° - A IBBD/cDU seró. constituída por técnicos e representantes
de Bibliotecas e outros órgãos que utilizam a CDU,
§10-0 total de membros não deverá exceder a 25.
5 22 T Os novos membros serão eleitos pela IBBD/cDU e designados pelo
IBBD.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em

�2

Art, 5® - A IBBD/cDU poderá solicitar também o colsboração de professores universitários e especialistas, sempre que necessário ou aconselhável.
Art, 6ß - A IBBD/cdU terá um Presidente, eleito, por período de

um

ano, por votação dos seus membros na último Reunião anual da Comissão.
Art, 72 - são atribuições do Presidente;
a) presidir, orientar e dirigir os trabalhos da IBBD/cDU}
b) zelar pela fiel observância do Regimento e das Resoluçoes do
Comissão;
c) representar a IBED/CDU em atos, visitas, solenidades e cerimonias 3 que deva comparecer, ou designar quem o representes
d) exercer todas as atividades compatíveis com o Regimento?
e) resolver os casos omissos neste Regimento.
Art, 82 - Sm caso de impedimento, do Presidente, os membros da Comissão elegerão seu substituto.
ilrt, 9® - Os trabalhos de secretaria da IBBD/cDU ficarão acargo

do

Serviço de Informações Tecnico-Científicas (SITC) do IBED,

Capítulo III
Das disposicoes gerais
Art, 10Ö - As Resoluções da Comissão serão redj.gidas em forma articulada e indicadas pelo respectivo número de ordem,
Art, 11

- As Resoluções serão aprovadas pelos membros da Comissão

presentes a cada Reunião, cabendo ao Presidente o voto de desempate,
Art, 122 _ Para facilitar seu trabalho, a IBBD/cDTJ poderá organizar
subcomissões estaduais que deverão fazer-se representar nas Reuniões do Comissão e prestar contas de seu trabalho.
Art, 132 - Os membros da IBBD/cDIJ, residentes fora do Rio^.de Janeiro,
convocados para as reuniões terão sua hospedagem e diárias pagas pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação durante h o período da Reunião,

cm

1

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em
14

15

16

17

lí

19

20

�A N E X O

Nfi 2

RBPORT OF THE iiD HOC COMMITTEB ON UDC AND COMÍ^NTS ON IT BY GCC

The Brazilian UDC Committee (iBfeD/tíDU) after having carefully studied
the Report of the Ad Hoc Committee on UDC, together with the Commcnts mede on
it by FID/cGC during its Meeting of íferch 25/26 at The Hague, decided to point
outí
1.

To agree with FID/cCCs Resolutions and not to approve "in totum"

the Report of the Ad Hoc Committee, and to make some remarks, vrfiich will be
listed bellow,
2.

To state that this is the right moment for the total and fundamental

reviewing of UDC's structure.
3.

To express the opinion that such a reviewing is of CCCs exclusive

competence, which may be delegated to special committees and, if CCC finds it
necessary, experts may be invited to perform the work, but, evenso, under its
supervision,
4..

To agree entirely vrith the transference of Class 4. to Class 8, as

per the Draft Proposal contained in the Document C 62-5» of April 13, 1962.
5è

To express the opinion that Mr, G, A, LLOYD's proposal, contained

in the Document C 62-9, of August 15, 1962, may be accepted as a starting point
towards the re-allocstion of Class 4-&gt; since besides liberating several overcrovded sections of Classes 5/6, it gives a structural systematization to the
re-allocation of said classes and also a logical sequence (idiat does not happens
on lír. Engel's proposal)
O

Generaiities

1/2

Man and the cosmos

3

Man and his fellow men

4.

Man and his natural evironment and material resources

6,

To agree with the suggestion for a complete revision of the double

annotations (Ad hoc 2.2.13), which must be done together with a re-allocation
grouping of 55+622 and 30+629+656, and to suggest other ones such as:
533.6+629.13,
7,

539.1+621.039, etc.
To disapprove entirely the Recommendation 2,4.,2 of the Ad Hoc

Committee, and to state that UDC needs detailed and expanded indexes, and to
seize the opportunity to praise the Index of the English 3rd abridged edition,
(British Standard lOOOA: 1961).
8,

To agree entirely with the idea of giving permission to the Clas-

sification Department to indicate, on an exclusive basis, the temporary numbers
for the new subjects.
Mot to agree, by any means, with the temporary use of letters (Ad hoc
2.2.5), considering the fact that such practice would make the annotation more
complicatçd, and to recommend, instead, the use of the asterisk. *

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em
14

15

16

17

lí

19

�2

10,

To recommend that Class U be reserved for Electrica1 Engineering,

Blectronica &amp; Telecommunicetions (present

621.3), and Nuclear, Atonic Physic and

Engineering (present 539.1+621.039), and, possibly, the Transportation, including
Space Science.
11,

' ,
Finalljr, to endorse the recoranendation that an intrinsic reVision

should be mede of each class and not only a "redistribution of overcrowded
sections".
QIVING EXAMPLBS:
Class 61

^fedica.l Sciences

The simple reeding of the text of class 61 immediately leads any expert
to the conviction that extensive modification are being required in such class,

•

in Order to overcome its anachronism and to put it in condition to attend to the
needs of modern medicai documentation,
Therefore, it is indispensable to re-exa.mine its structure and to
propose the adding of extensions, the making of alterations and suppresions, thus
inaklng it a practical and up-to-date Classification system,
Let US take, for instance, the case of the anatomic vocabulary,
Anatomics names vrere coflified in 1895, at an international conference on Anatomy,
\^ich was held in Basel in that year. The vocabulary adopted then became known
by the sigla BNA (Basel Nomina Anatômica). It was largely used, notwithstanding
being subjected to much criticism.
In view of its defects, the German authors a.nd some of other nations
compiled a new list and had it presented,

Professor H. Stieve, at a German

Anatomic Society, in 1935, in lena (lens Nomina Anatômica).

.

Said vocabulary was adopted by ÜDC for Latin names, being accompanied
by the respective translations, or by the names usually given in the languages
in Vilich DDG is published.
However, the lena Vocabulary was never officialy adopted. The Fifth
International Conference on ilnatomy.v held in 1950 in Oxford, thought it would
be best to constitute an International Committee for the compiling of the
Anatomic vocabulary , which is working on this ^:ask since then, and that, in 1955,
presented in Paris, at the Sixth International Conferenee, an official list on
the subject, today known by the sigla PNA (Parisiensis Nomine Anatômica),
Such vocabular^'', which is the only one now accepted as official, was
reviewd.at the Seventh International Conference, \Aich was held in New York, i960.
It is indispensable thet UDC should contain both in its text and in its
Index, at least as for synonymous use, said vocabulary, in v^ich almost all
anatomic works appear nowadays.
12,

To suggest to FID the necessary financial resources for the revicw

ing of TE)C and to approve a three-year-plan of work.
OBSERVATION; -

In order that the Report of the Ad Hoc Committee should be

largely discussed, and according to its Resolution 12.22, IBBD/cDU had it
distributed in Portuguese to tis members. Copies of its translation are annexed.

cm

1

' I" " I" " I" " I" " I" " I Digitalizado
5
6
-gentilmente por:

11111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111
14
15
ig
17
13
19
20

�A N E X O

PROPOSTAS

DZ

N a

atTENSÄO

^

A

CDU

FOM'JLiüJAS PELA I3BD/3BU

(Resolução nS 1,16)
Acrescentar na Cia =3se 2:
271.789

Salesianos de Dora Bosco (1859)

| S.D.B,|

(Resolução nö 1,16)
Acrescentar na Classe 2;
23.01

Introdução à Teologia Dogmática

(Resolução n2 4.. 12)
(81)
(811)

Números auxiliares de lugar para o Brasil
RSGI-IO NORTE

(811.1) Território de Rondônia (antigo Guaporé)
(811.11) Município de Porto Velho (capital)
(811,12) Outros municípios, Subdividir A/Z

(811.2) Território do Acre
(811.21) Município de Rio Branco (capital)
(811.22) Outros mixnicípios. Subdividir A/Z
(811.3)

Estado do Amazonas

(811.31) Mmicípio de Manaus (capital)
(811.32) Outros municípios. Subdividir A/Z
(811,4.)

Território do Rio Branco

(811.4.1) Município de Boa Vista (capital)
(811.4.2) Outros mvinicípios. Subdividir A/Z
(811.5)

Estado do Pará

(811.51) Mmicípio de Belém (capital)
(811.52) Outros municípios. Subdividir k/Z
(811.6)

Território do Amapá

(811.61) Municípios de Macapá (capital)
(811.62) Outros miinicípios. Subdividir A/Z

(812/813) REGIÃO NORDESTE
(812)

Região Nordeste Ocidental

'I Digitalizado
-gentilmente por:

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|ll
3^4
^5
16
17

�. nö 2

(812.1)

ICstado do iiaranhão

(812.11)

Município de São Liixs (capital)

(812.12)

Outros oiunicípios. Subdividir A/Z

(812.2)

Estado do Piaiix

(812.21)

Município de Teresina (capital)

(812.22)

Outros municípios. Subdividir k/Z

(813)

Região Nordeste Oriental

(813.1)

Estado do Ceará

(813.11)

Município de Fortaleza (capital)

(813.12)

Outros municípios. Subdividir á/Z

(813.2)

Estado do Rio Grande do Norte

(813.21)

Miinicípio de Natal (capital)

(813.22)

Outros municípios. Subdividir A/Z
%

(813.3)

Estado da Paraíba

(813.31)

Mianicípio de João Pessoa (capital)

(813.32)

Outros municípios. Subdividir A/Z

(813.4-)

Estado de Pernambuco

(813.4-1)

Município de Recife (capital)

(813.4-2)

Outros municípios. Subdividir li/Z

(813.5)

Estado de Alagoas

(813.51)

Município de Maceió (capital*)

(813 ."52)

Outros municípios. Subdividir A/Z

(813.6)

Territótio Fernando de Noronha

(8U/815)

REGIÃO LESTE

im)

Região Leste Setentrional

(8U.1)

Estado de Sergipe «

(8U.11)

Mtinicípio de Aracaju (capital)

(8U.12)

Outros municípios. Subdividir A/Z

(814-, 2)

Estado da Bahia

(814.,21 Município de Salvador (capital)

cm

1

(814.,22)

Outros m\inicípios. Subdividir A/Z

(815)

Região Leste Meridional

(815.1)

Estado de Minas Gerais

(815.11)

Miinicípio de Belo Horizonte (capital)

(815.12)

Outros municípios. Subdividir A/Z

'I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

lí

19

20

�. nö 3.

(815.2)

Estado do Espírito Santo

(815.21)

iMunicípio de Vitória (capital)

(815.22)

Outros miinicípios. Subdividir A/Z

(815.3)

Estado do Rio de Janeiro

(815.31)

Município de Niterói (capital)

(815.32)

Outros municípios. Subdividir k/Z

(815.4)

Estado da Guanabara (desde 21/4./196O)

(815.4-1)

Município do Rio de Janeiro (capital)

(816)

REGIÃO SUL

(816.1)

Estado de São Paulo

(816.11)

Município de São Paulo (capital)

(816.12)

Outros municípios. Subdividir A/Z

(816.2)

Zstado do Paraná

(816.21) Município de Curitiba (capital)
(816.22)

Outros municípios. Subdividir A/Z

(816.3)

Território do ■'■guaçu (extinto) (Existiu desde 13/9/43
ate' 18/9/1946)

(816.31)

Município de Iguaçu Capital)

(816.32)

Outros municípios. Subdividir a/Z

(816.4)

Estado de Santa Catarina

(816.41)

Município de Florianópolis (capital)

(816.42)

Outros mxinicípios. Subdividir A/Z

(816.5)

Estado do Rio Grande do Sul

(816.51)

Mvinicípio de Porto Alegre (capital)

(816.52)

Outros municípios. Subdividir A/Z

(817)

REGIixO CENTRO OESTE

(817.1)

Território de Ponta Porã (extinto) (Existiü desde
13/9/43 ate' 18/9/1946

(817.11)

Município de Ponta Porã (capital)

(817.12)

Outros municípios. Subdividir A/Z

(817.2)

Estado de ^^to Grosso

(817.21)

Município de Cuiabá (capital)

(817.22)

Outros municípios. Subdividir A/Z

(817.3)

Estado de Goiás

(817.31)

Município de Goiânia (capital)

(817.32)

Outros municípios. Subdividir A/Z

'I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

�• nO A,

(817.4-)

Brasília, Distrito Federal (desde 21/4/I96O)

(Resolugão nfi 4.12)
Transferir "Existencialismo" de 14.1.319.8

para 141.32

is Observação;
A filosofia existenciail ou existencialismo, classificada em
141.319.8, aparece como subdivisão da Escolástica, cuja clâs
sificação é 141.31
2&amp; Observação
A pbr 4 já foi aprovada pela FID, que a transformou em Pbr
681, tendo sido publicada na "Sxtensions &amp; Gorrections to UDC,
séries 4, nQ 2 ".

(Resolução NO 5.L;)
Acrescentar as seguintes subdivisões ao número 159.9.01
159.9.011

Generalidades filosóficas sobre a alma humana

159.9*011.1

Existência da alma humana

159.9.011.2

Simplicidade da alma humana

159.9.011.3

Espiritualidade da alma humana

159.9.011.4

Substancialidade da alma hximana.ünião substancial entre alma e corpo

159.9.011.5

Unidade da alma hujnana

159.9.011.6

Origem da alma humana

159.9.011.7

Imortabilidade da alma hmana. Traducianismo

159.9.011.8

Imortabilidade da alma hu lana. Vida futura.
Reincarnação. Metempsicose. Potências e faculdades
da alraa

(Resolugão nfi 5.14-)
Acrescentar a seguinte nota após o número
860(8)

Literatura sul-americana
Para as literaturas dos diversos

países sul-amerj^

canos de língua espanhola, subdividir como (8^/899)
Ex; Literatura argentina 860(82)

(Resolução nO 5.14-)
Acrescentar na Classe 8;
869.0 (81)

Literatxira brasileira

I Digitalizado
-gentilmente por:

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|
]_4
]_5
16
17
lí

�Pbr 8

(Resolução rtö 6.7)
Substltiiir, em facá da mudança da capital brasileira

Pbr 9

815.4-

Distrito Federal (atual), por

815.^;

Estado da Guanabara

(Resolução n2 6.7)
Substituir, em face da mudança da capital brasileira

Pbr 10

Pbr 11

817,4-

Brasília (futura distrito federal), por

817.4

Brasília, Distrito Federal

(Resolução n2 10.10)
230.111

Acrescentar: V. tb. 231.74-1 Conceito de revelação

234.2

Fe'

(Resolução lO.lO)
231.742.1

Pbr 12

«

Acrescentar V. tb. 262.7

"Tradição^' na Igreja

(-"«solução nö 10.10)
232.37

Acrescentar: V, tb. 239.61

Instituição divina da

Igreja
260.113

Instituição da Igreja

«

(Resolução nö 10.10)

Pbr 14

260.312

Acrescentar: V, tb. 262.131.3

262.8

Autoridade ou poder da Igreja

(Resolução n) 10.9)
261.8

P^r 15

Poder de governar

Acrescentar; Ecumenismo ( após Malinaa)

(Resolução nö 10.9)
261.8

Substituir 283.3

Movimento de Oxford por

283 (42)- 22 Movimento Oxford

Pbr 16

(Resolução nö 12.23)
869.9

Pbr 17

(Resolução nö 12.23)
378.9

cm

1

2

3

Literatura galega

Estabelecimentos de ensino superior

'I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

�nö 6

Estabelecimentos de ensino superior
Os números dos assvintos devem ser relacionados por j.
em vez de anexados, como indicam as Tabelas, Assim,
em vez de 378,938, 378, 962, 378,963 etc. deve figurar; 378.9:38, 378.9:62, 378.9:63 etc.

Justificação:

A relação possibilita a entrada dos docvunentos que
tratam do ensino superior especializado, tanto

em

378.9 como nos assuntos da especializarão, Ex:
38:378.9, 62.378.9, 63:378.9 etc.

(Resolução n^ 13.31)
22,01

Introdução à Biblia

Interpretação bíblica

Acrescentart Iniciação bíblica

(Resolução nö 13,31)
22,015

Crítica Literária. Fontes dos escritores sagrados.
Acrescentar! Gêneros literários.

(Resolução 13,31)
Deixar em 22.017 somente

Doutrina dos Livros Santos,

Teologia bíblica
Transferir para 22.06

Sentido e interpretação. Métodos de inter-

pretação, Exegese,

(Resolução nö 13,31)
296.65

Essênios, Comunidade Gumran

296.66

Fariseus e saduceus

Transferir

Essênios de 299»235 (outras religiões) para 296.65

(Judaismo, Mosaismo)

(Resolução 14,16)
Acrescentar:
811.2

Território do Acre (Texto existente)

por
811.2

Estado do Acre (desde 22/6/1962)

(Resolução 14-. 16)
234..124

Inabitação da Santíssima Trindade
V. tb. 24.8.159.1

I Digitalizado
-gentilmente por:

Devoção à Santíssima Trindade

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

�nö 7

(Resolução 15.16)
159.961.7
Acrescentar ao texto existente: Metafísica
•
(Resolução 15.16)
159.923
Acrescentar ao texto existente; Psicotipologia

(Resolução 15.16)
159.923.A
Acrescentar ao texto existente; 3iotip)ologia

(Resolução 15.16)
159.922.S

Psicologia do adolescente, Efebologia
Subdividir como 159.922.7

(Resolução 15.16)
232.842
Acrescentar ao texto já existente: Teologia do Sagrado Coração de
J esug

(Resolução 15.16)
(811.2)

\

Território do Acre

Acrescentar ao texto existente; Estado do Acre (desde 22 de junho
de 1962

(Resolução 15.16)
(811.4.)

Território do Rio Branco
Acrescentar ao texèo já existente; Território Federal
de RORAIM/l (desde 13 de dezembro de 1962)

(Resolução 15.16)
660(7/8)

Literatura hispano-americana

(Resolução 15.16)
=765

Arcade. Gipriota. Micênico

= 761,1

Arcade

= 765.2

Gipriota

= 765.3

MicSnico

(Resolução 15.16)
930.271

Epigrafia, Insórições

Acrescentar ao texto existente; Use, se necessário o número auxiliar para língua
Ex; 930^271 = 765«3
I Digitalizado
-gentilmente por:

Epigrafia micSnica

]_'4

'

16

11

18

19

�(Resolução 16,8)
Cancelar: salesianos

(Resolução l6,8)
271.975

Cancelar: salesianas.

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
&lt;/

��a\ 4. d'

^ -^^•'''!^'^'**!r'

■III
Jè- ^1 'v.^

.s.^

"*&lt;s^è^

ír*7«3B®^
.&lt;íí-

'•a

Iv3'

M"
^ISP"
1^

-»f

p^ w

-^r 1

'.^kÉLr^.
cm

.

12

^àá *: iJm'
3

I Digitalizado
^s^s ' t
-gentilmente por: ^^„ll.!"

^'^ Ú^
14

15

i'g

i
17

i'g

19

20

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="11">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8099">
                  <text>CBBD - Edição: 04 - Ano: 1963 (Fortaleza/CE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8100">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8101">
                  <text>IV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8102">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8103">
                  <text>1963</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8104">
                  <text>Fortaleza/CE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8554">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8146">
                <text>IV Congresso Brasileiro de Bblioteconomia e Documentação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8147">
                <text>Tendências modernas para normalização dos trabalhos de classificação: histórico e atividades da Comissão Brasileira de Classificação Decimal Universal (IBBD/CDU)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8148">
                <text>Vicentini, Abner Lellis Corrêa </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8149">
                <text>Fortaleza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8150">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8151">
                <text>1963</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8153">
                <text>Relatório minuciosa das atividades levadas a efeito pela Comissão Brasileira da CDU nos seus cinco anos de existência, de outubro de 1958 a junho de 1963, dando o seu regulamento, especificando as traduções já realizadas, traçando planos para o futuro. Relaciona as propostas de extensão encaminhadas à PID/CCC e transcreve os comentários sobre o Relatório do Comite Ad Hoc nomeado pelo Bureau da FID para estudo da CDU.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65175">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="8">
        <name>cbbd1963</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="548" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="104">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/10/548/C749_3_PR_V_32.pdf</src>
        <authentication>50a51c7739885983e4d265c5d21a245a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12317">
                    <text>Digitalizado
gentilmente por:

�sifísí^fe

"kJ

.

9l0J' "'•Ifcii^

yi
r- S
&gt;«&gt;

'3S^
3.
lei

^&lt;sg

-ã%

i.j^'
^á^

f^-;
cm

2

3

I Digitalizado
-gentilmente por:

^ca n
Syst e m
17

18

19

20

��TE?.CEIHO CONGRESSO BRiiSILSIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCmffiNTrtÇÃO

Considerações sobre o currículo universitário de biblioteconomia
por
àbner Lellis Corrêa Vicentini

ofc

ô6í.2» (®0

ä.-Pß&gt;
V. 0-2/

Curitiba
1961

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st e m
&lt;/

14

15

16

17

lí

�Illö CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

CURITIBA, 8 a 15 de janeiro de I96I '

^

Tema II : Ensáno da Biblioteconomia e da Documentação

CONSIDERAÇÕES SOBRE O CURRÍCULO UNIVERSITÁRIO DE BIBLIOTECONOMIA
por
*
Abner Lellis Corrêa Yicentini

Sinopse

Chama a atenção para o problema da formação em separado de bibliotecários e documentalistas. Sugere reestruturação dos currículos ■
de biblioteconomia, em nível universitário de quatro anos, e a inclusão definitiva de várias disciplinas no campo da documentação o

Bibliotecário-Chef e do Centro Técnico de Aeroííautica. de São J_o
sé dos Campos - SP?
Presidente da Associação Paulista de Bibliotecários
Presidente da Comissão Brasileira da Classificação Decimal Universal

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
Syst em
14

15

16

17

lí

19

�III

CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECQNOMÍA E DOOüMENTAClO

CONSIDERAÇÕES SOBRE O CURRÍCULO UNIVERSITÁRIO 3)E BIBLIOTECONOMIA
por
Abner Lellis Corrêa Vicentiní

Ao

28 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documenta -

ção realizado em Salvador, Bahia, em 1959&gt; apresentamos um trabalho sôbre a situação da documentação no Brasil, chamando a atenção dos bibliotecários brasi leiros para a necessidade urgente da atualização dos currículos das escolas

de

biblioteconomia.
Naquêle trabalho mencionamos as advertências de insígnes mes_
tres aôbre a necessidade da biblioteconomia atualizar suas técnicas e as escolas
introduzirem em seus currículos o campo da Documentação.
Coblans (l) ao afirmar que a
✓

nova
documentação traz uma mentali-

dade que forçará a extensão gradativa dos limites da biblioteca tradicional e ®
incluirá nas suas práticas, faz a seguinte advertências "Neste assunto dos cursos de biblioteconomia têm grande responsabilidade, A menos

que os currículos

sejam modificados para incluírem a docuemtação, haverá uma tendência para tratar
dosdocumentalistas como profissionais diferentes, com grande prejuízo para a
classe de bibliotecários em geral. Acredito firmemente que esta separação ê um
retrocesso e deve ser evitada. O bibliotecários e o

documentalista devem ser es

pecíalizaçSes de uma mesma profissão".
Lasso de Ia Yega, o mestre inesquecível e tão caro aos brasi.
leiros, seja no seu completo tratado de documentação "Como se hace una tese doctoral" (2)

seja em seus iniímeros artigos, principalmente em

"Bibliotecário e -

Documentalista": una ficcíón y un problema,(5) nos diz taxativamente;
"A profissão de bibliotecário, como tsntas outras, se diversificou era especialidades. A própria denominação "bibliotecário" é, a nosso ver,
muito equívoca, pois não implica estar de posse de uma técnica, nem de um título
universitário, já que na direção de qualquer sociedade recreativa, irmandade ou
clube desportivo, existe geralmente um membro bibliotecário sem que para isso se
ja necessário que a sociedade possua biblioteca. Por isso propusemos, em outras
ocasioes, o têrmo bibliólogo, mais culto e mais expressivo, pare. designar os que
dominam a ciência, dos livros, e estão de posse do título universitário pertinente, O Termo atual de bibliotecário pode-

cm

12

3

I Digitalizado
-gentilmente por:

]_'4

15

iq

17

19

20

�fl3.2
ria reservar-se para a pessoa qiie, embora sen coinf)etènoia adequada, e sem o domínio da especialidade, tenha a seu cargo uma bilbioteca, e se destinaria ainI
da o de "bibliot4q.ueiro" para os que, com de3pr6:áo de uma técnica complicada, se
I
põem a organizar bibliotecas, conforme as regras de improvisoj tiradas do por tentoso engenho com que, a seu juízo lhes dotou a

Divina Providência.

Em todo caso, o certo é que 1°) na profissão de bibli_o
tecário se esboçam hoje, como em outros profissões, diversos ramos especializados, como classificação, informação bibliográfica, catalogações especiais (tais
como as de música, mapas, códices, materiais audiovisuais, etí.); bibliotecas de
diversos fins, como as de hospital, infantis, de prisões, militares, escolares,
universitárias, científicas, n cionais, parlamentares, etc,; 2°) o documentali^
ta separou-se, tonto por suas atividades como pelos conhecimentos que é obrigado a possuir, da profissão de biblioteéario, na qual podemos afirmar que estava
incluído até um século atrás.
E, recentemente, no seu nagnifico trabalho(4))"CrÍ3Ís y
futuro de Ia profession bibliotecária" é o nosso Lasso de Ia Vega, que mais u ma vez nos lembra»

"El concepto de Ia profesión bibliotecária está en crisis.

Una de Ias autoridades de más prestigio en el campo de Ia Biblioteconomia y de
Ia Documentación, Jesse H. fera, decano de Ia Escuela de Bibliotecários de
Wèstern Reserve University (Ohio), ha escrito recientemente, en el prólogo a Ia
obra de Perry Kent titulada

Documentation and Information Retrieval, Í8 segui^

te: "En el pasado hemos llamado repetidamente Ia atención sobre el peligro que
Ia técnica bibliotecária, sus sistemas, sus mecanismos,

sus prácticas y méto -

dos corren por haber quedado distanciados de su teoria fundamental.,."

La po -

breza de inovaciones que caracteriza en el presente Ia profesión bibliotecária
hace evidente Ia neßesidad de revisar este problema y de buscar

bases sólidas

en donde poder apoyar los princípios a que debe ajustarse Ia profesión, a sa bers Ia utilización por el hombre de todos los médios de conocimiento y de est;u
dio. De esta opinión han sido tambiéa los conocidos tratadistas Metcalf, RussêQ.
y Osborn en sus interessantes informes relativos a Ias ensenffan^as que se cursai
en Ias escuelas de bibliotecários de los Estados Unidos. Otros tratadistas, que
participan de Ia misma creencia, sostienen que Ia profesión está exhausta y estacionada, y que necesita con urgência ser objeto de

reformas para acomodarse

a Ias necesidades de los tiempos que corremos. No ha faltado, en fin, quien Ia
tache de parasitaria por no llenar cumplidamente los fines a que debe respon -

cm

12

3

I Digitalizado
-gentilmente por:

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|lll
3^4
^5
16
17
18
19
20

�fia.5
der y por carecer de vitalidad própria, El crecimiento asombroao de materialés
científicos y de fuentea de saber, por un lado, y de los aparatos y máquinas creadas al servicio de Ia documentación, por otro, han pursto, en efecto, sobre
el tapete da necesidad de revisar el carácter, los médios y los fines que ha de
cumprir en el presente y en el futuro nuestra profesión,
Jorge Aguayo (5) afirma que

"La carrera de bibliote -

cario corre peligro entre nosotros de estancarse como profesión de nivel univer^
sitário si no fijamos Ia diferencia fundamental que existe entre nuestra profesión y todss Ias demás que existem en el mundo,
Todo el mundo sabe que el inginiero construye; que el
abogado dirige los asuntos legales de sus clientes, representándolos en los ju^
cios en que son parte; que el médico diagnostica, receta o pratica intervención
quiriírgica, para salvar, mediante este último recurso. Ia vida puesta en peligro
por Ia ineficacia de los medicamentos; que el farmaceútico elabora los produtos
recetados pos los médicos; que el dentista se especializa en conservar Ia dent^
dura; que el oèulista trata los males de los ojos; que el maestro instruy,etc,etc, Podría alguien expresar con una sola palabr? o frase cuál es Ia. esencia d®
Ia profesión de bibliotecário? "
Os progressos da documentação aí estão patentes. Ignorá-los seria um erro imperdoável e ug atraso. Aumenta de ano para ano a preocu^
pa^ao com o preparo e formação de documentalista. A 26® Conferc^ncia Geral da
PID, reunida no Rio de Janeiro era julho de i960, aprova entre suas conclusões
uma referente â necessidade de criação de um curso intensivo para documentali_s_
taa.

A essa mesma conferência o ilustre bibliotecário indií Ranganathan apresen

tou um projeto de

currículo para treinamento de documentlistas,
A bibliotedsria paulista

Maria Luisa Monteiro da Cu-

nha em bem elaborado trabalho demonstrou na 26- Conferência da FID, atravás de
t
inquérito interna,GÍon.i. 1 as opniões divergentes no tocante aos campos -da biblio_
teconomia e de documentação.
Entretanto o problema que se poe aos brasileiros é o
seguinte: Devemos separar a formação de bibliotecários e documentalistas?
,
fissão

Se o fizemos daremos oportunidade a que uma nova pro_

apareça e venha cuidar dos setores descuidados pelos bibliotecários.
Se decidirmos pelo contrário, isto é, pela formação

em conjunto de bibliotecário-documenta.lista, como o fizeram a British Library
Association e a Auatralian Library Association (^) precisamos, então, rever,e^

cm

12

3

5

g

Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

�fl3.4
tabelecer e reestruturar definitivamente o curriculo das nossas escolas de bi "blioteconomia, a fim de que os bibliotecários brasileiros possam ser ao mesmo tempo documentalistas, torna-se necessário a nosso ver:
1) Que as escolas de Biblioteconomia incluam definiti-

\

vãmente a documentação, não só no seiB noraes^ mas também

nos seus cur_

rículos.
2) Que a Docuemtação não seja apenas uma cadeira a ser
lecionada no líltimo ano, mas sim um conjunto de disciplinas e técnicas que abranjam a totalidade de seu campo, quais sejam: Produção de
Documentos, Reunião de Documentos, Seleção

de Docuemtnos e Reprodu-

ção de Documentos.
5; ^-Que-âá^^iateríSâ âá^èíâiáriasMét^^DôcíimQntaçHo
da das possibilidades e das condições locais brasileiras, sejam in clüidas no curso.
4) Que a duração do curso seja no minimo de 4 anos (Qi^
tro), a fim de que tôdas essas disciplinas possam ser ministradas con_
vinientemente, e para nivelá-lo aos demais cursos universitários do País.
5) Que as escolas de biblioteconomia tenham em mente que estão

preparando elites de técnicos

e não fornadas de bibliote-

cários, nao devendo subordinar a restruturação do curriculo de 4 ^
nos à possibilidade de diminuição do nilmero de altinos. Devemos levantar o nível das escolas de biblioteconomia tendo em vista, línica e
tão semente, os superiores interêsses de unificar no Brasil, a formação de bibliotecário e documentalista.
6) Que as escolas de biblioteconomia, com seus currículos bem reestruturados, em nível universitário, permitam que os biblio_
tecários já formados voltem aos bancos escolares para, se atualizarem
nas técnicas da Documentaçso.
7) Que êste Congresso notifique a FID e a IFLA de que os brasileiros são contrários â formação em separado de bibliotecários
e documentalista, e que as escolas brasileiras de biblioteconomia e do^
cumentação

estão aptas a ministras as suas técnicas

Essas recomendações que desejavamos levr â consideração dos colegas de todos os Estados brasileiros, na representação neste conclave»

cm

12

3

Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

�fia. 5

BIBLIOGRAFIA bONSüLTADA

(1) COBLANS, Herbert. Introdução ao estudo da document^
ção. Rio de janeiro, DASP, 1957» p«ll.
(2) LASSO DE LA VEGA, Javier, Como se hace una tesis do_o
toral. Madrid, Editorial Mayfe, 1950» P*355»
(3) LASSO DE LA VEGA, Javier, Bibliotecário e documenta lista: uma divergência e um problema. Revista do Serviço Piíblico. 86; 137-155&gt; março I96O,
(4) LASSO DE LA VEGA, Javier, Criais y futuro de Ia profe_
sion bibliot4caria, Revista de Archivos, Bibliotecas y Museus, 68: |09-127, enero I96O,
(5) AGUAYO, Jor^e. La profesidn de bibliotecário, Boletin
de Ia Associaci(5n Colombiana de Bibliotecários,
4: 24-26, enero-mayo i960,
^6) Carta circular da F.I.D, 54/58, com as recomendações do Conselho dastiiuâtaralian

Library Association,

A

(British) Library Association se manifestou contrà riamente â separação do ensino para formação de biblio_
tecários e documentalistas, Assim se expressou em documento dirigido ao International Library Comitee, em
1953, F.I.D, Ref. 3»782/1, maio de 1953.

Digitalizado
-gentilmente por:

�I .-

tMHBfti^* 40*^

^HiB» •^ss

mmW^

»

.^íL^

wJík^í-^;:

k^^HHKT
^»».

cm

12

3

I Digitalizado
-gentilmente por:

^^LJ

14

15

16

17

18

19

20

�Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="10">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7184">
                  <text>CBBD - Edição: 03 - Ano: 1961 (Curitiba/PR)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7185">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7186">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7187">
                  <text>1961</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8548">
                  <text>III Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8549">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8550">
                  <text>Curitiba/PR</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8090">
                <text>III Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8091">
                <text>Considerações sobre o currículo universitário de biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8092">
                <text>Vicentini, Abner Lellis Corrêa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8093">
                <text>Curitiba</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8094">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8095">
                <text>1961</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="8097">
                <text>Chama a atenção para o problema da formação em separado de bibliotecários e documentalistas. Sugere reestruturação dos currículos de biblioteconomia, em nível universitário de quatro anos, e a inclusão definitiva de várias disciplinas no campo da documentação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65169">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="7">
        <name>cbbd1961</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="527" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="83">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/10/527/C749_3_PR_V_10.pdf</src>
        <authentication>2d96041dd77f4cfe2d7f023a42648dac</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12297">
                    <text>61.3(81)

Digitalizado
gentilmente por:

�'I Digitalizado
-^gentilmente por:

15

16

19

20

��TSRCSIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCTJT^NTAÇÃO

Informe sobre a Comissão Brasileira de Glassificaçao Decimal Universal
(IBBD/CDU)
por
Abner Lellis Corrêa Vicentini

oZ \
d
\j . sO

Curitiba
1961

cm

1

I Digitalizado
-^gentilmente por:

'

&lt;'

14

15

16

17

18

19

20

�V

'
III CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
CURITIBA, 8 a 15 de janeiro de 1961

Tema I - Processos Técnicos

INFORME SOBRE A COMISSÃO BRASILEIRA DE CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
(ibbd/cdu)
por
Abner

Lellis

A
Corrêa

Sinopse

Vicentini

íí

'

O Autor apresenta um relatório minucioso das atividades levadas

a

efeito pela Comissão Brasileira da CDU nos seus dois primeiros anos de
existência, de outubro de 195Ö a outubro de 1960, especificando as tra
duçoes ja realizadas e traçando planos para o futuro.

Bibliotecário-Chefe do Centro Técnico de Aeronautica, de São José dos
Campos - SP;
Presidente da Associação Paulista de Bibliotecários;
Presidente da Comissão Brasileira de Classificação Decimal Unirer^'n'!'.

Digitalizado
7 gentil mente por:

�INFORME SOBRE A COMISSÃO BRASILEIRA DE CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL
por
Abner

Lellis

Corrêa

Vicentini

Conteúdo
1, Introdução
2, Criação
3, Membros
4., Regulamento
5, Reuniões realizadas
5.1 Reuniões nacionais
5.2 Reuniões conjuntas
6, Representação em certames internacionaia
6.1 4.52 Colóquio Internacional de Estudo» Luso^Brasileiros
6.2 26â Conferencia Geral da FID
7, Traduções elaboradas no Brasil
7.1 Classe 1: Filosofia
7.2 Classe 4- e 8: Filologia e Lit«rat«ra
7.3 Classe 2: Religião, Teologia
7.4. Classe 7: Belas Artes
7,5 Outras traduções
Ö, Traduções elaboradas em Portugal
0,1 Classe 0: Obras Gerais
S,2 Edição Abreviada
9. Projetos Brasileiros de Extensão (Pbr)
10, Divulgação da CDU no Brasil
11, Utilizadores da CDU no Brasil
12, Subcomissões
12.1 Subcomissão Paranaense da CDU
12.2 Subcomissão Bahiana da CDU
13« Planos para o futuro

Digitalizado
7 gentil mente por:

�INTRODUÇÃO
O Congresso Internacional de Bibliografia, reunido em Bruxelas
era 1S95&gt; decidiu fundar o Instituto Internacional de Bibliografia,
cora o objetivo de organizar ura repertório bibliográfico universal,
que servisse de guia para a produção intelectual da humanidade.

Resolveu, então, o Instituto recem-criado, adotar a Classificagão Decimal de Melvil Dewey, cuja 1&amp; edição já se encontrava
sua 5- edição nos Estados Unidos.

era

A lâ edição da Classificação de

Devrey apareceu em 1S76, contendo 54- páginas, sendo 12 páginas

de

introdução, 12 para as tabelas e 18 para o índice, apresentando 10
classes, 100 divisões e 1,000 secçoes.

Foi efetuado um acordo entre o I, I. B. e ífelvil Dewey para

o

emprego e ampliação da Classificação Decimal.

O I, I, B,

dedicou-se, então, à ampliação do sistema de Dewey,

tentando elaborar uma classificação minuciosa e pormenorizada.

A

lâ edição internacional, completa, foi publicada em 1905» sob o ti
tulo "Manuel du Repertoire Bibliographique Universel", compreenden
do 33.000 subdivisões e um índice com 38.000 entradas, ficando conhecida como Classificação de Bruxelas.

Com o correr dos anos as atividades do I, I. B. se ampliaram, e
ele passou a Instituto de Bibliografia e Docuraentaçao em 1931, e a
Federação Internacional de Documentação era 1937, e a sua sede

foi .

transferida de Bruxelas para Haia.

A 1&amp; edição de 1905 foi sucessivamente ampliada e traduzida para diversos idiomas, dando ensejo a que aparecesse as edições in ternacionais da Classificação Decimal Universal (CDU).

A Classificação Decimal Universal acha-se atualmente bastante
difundida em todo o mundo, apresentando edições em quase todas as
f
A
línguas. Nos seus cincoenta e poucos anos de existencia a CDU, conhecida antigamente como a Classificaçao de Bruxelas, transformou-se

I Digitalizado
^g^System
-^gentilmente por:

]_'5

16

11

l'í

�Portugal? através do Centro de Documentação Cientifica

do

Instituto de Alta Cultura, membro nacional da FID desde 194-9, iniciou
os trabalhos de traduçao em 1954-«

E o Brasil?

Em 1954

realizado no Brasil o 22 Colóquio de Estudos L\iso-Bra-

sileiros. O certame trouxe ao Brasil o Dr. Zeferino Ferreira Paulo,
diretor

do Centro de Documentação Científica do Instituto de Alta

Cultura de Portugal, que, então, acabava de publicar a Edição Preliminar Abreviada da CDU.

O Dr. Zeferino Paulo solicitou a colaboraçao

da Universidade de São Paulo no sentido de ser revista a Edição Preli
minar Portuguesa.

Foij então, criada, por iniciativa de D, ífaria Luí

sa Monteiro da Cunha, Bibliotecária-Chefe da Biblioteca Central da Uni
versidade de Sao Paulo, a Comissão de Terminologia Cientifica daquela
Universidade, que promoveu a revisão da Edição Preliminar.

Pelo Decreto ns 35.124-, de 27 de fevereiro de 1954-&gt; de acordo com
o Arte 13 da Lei 1.310, de 15 de janeiro de 1951» foi criado dentro
da estrutura do Conselho Nacional de Pesquisas, o Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, que teve seu Regimento aprovado pe
Io Decreto n2 35o4-30, de 29 de abril de 1954-

O Io B. B. D, veio preencher uma lacuna no setor da documentação,
pois ''reúne as funções próprias dos Centros de documentação especia lizados e aquelas peculiares aos Centros bibliográficos gerais, a fim
de tornar mais fácii, nao somente o trabalho das instituições científicas, técnicas e industriais, mas, ainda, o aperfeiçoamento dos traba
lhos biblioteccnomicos e bibliográficos, que

sao de interesse básico

para o desenvolvimento, no Brasil, da pesquisa científica e da educação de nível superior".

Instalado em 1954 o I,B9B0D, já em 1955 tornou-se membro da
e seu orgao nacional no Brasil.

Digitalizado
7 gentil mente por:

FID,

�. 5
Como órgão nacional da FID o IBBD, além de atendei* a apelo da

t. • \\y

Fedsraçao para maior divulgação do sistema, conçsreehdeu logo a impos?tância da Classificação Decimal Universal para a reunião de documentos
e, por sugestão do bibliotecário Édson Nery da Fonseca, um incansável
batalhador pela difusão da CDU no Brasil, decidiu criar a Comissão Era
sileira de Classificação Decimal Universal.

2, CRIAÇÃO
A Comissão Brasileira de Classificação Decimal Universal, IBBD/CDU,
foi criada no Brasil, pela Resolução nfl 70, do Conselho Diretor do Ins
tituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, em sua 30ã Reunião
Extraordinária, tendo em vista o disposto no Artfi 9 do Regimento aprovodo pelo Decreto nS 35.430, de 29 de abril de 1954-&gt; com aprovaçao da
Federação Internacional de Documentação.

3. MEMBROS
Os ilrfcös 4° e 5® do Regimento Interno da IBBD/CDU estabelecem que
a Comissão é constituída por técnicos e representantes de Bibliotecas e
outros orgaos que utilizam a CDU, podendo também solicitar a colaboração
de professores universitários e especialistas sempre que necessário

ou

aconselhável.

Durante os dois primeiros anos de atividades da IBBD/CDU, trinta técnicos participaram de suas reuniões, seja como membros efetivos, seja co
mo observadores, representando os Estados de Bahia, Guanabara, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal,

Relação completa dos participantes das oito reuniões realizadas

pela

IBBD/CDU, em ordem alfabética, mencionando as reuniões em que coLpareceram, vem transcrita no ANEXO 1,

Digitalizado
-^gentilmente por:

�REGULAMENTO
Em sua 6^ Reunião, realizada nos dias 2, 3 e 4

maio de i960,

a IBBD/CDU, pela Resolução 6.3, discutiu e aprovou o seu Regimento
Interno, estabelecendo os seus fins, a sua sede, a sua competenciaj
os seus membros e a sua organização.

(ANEXO 2).

REUNIÕES
No período de outubro de 1958 a outubro de i960, ou seja, nos seus
dois anos de existência, a IBBD/CDU realizou 8 (oito) reuniões, sendo
duas em conjunto com a Comissão Portuguesa da CDU, tendo sido tomadas
132 Resoluções.
5»1 Reuniões Nacionais
la Reunião;
Realizada de 27 a 29 de outubro de 195Ö
22 Resoluções.
2S Reunião;
Realizada de 15 a 17 de dezembro de 1958
10 Resoluçoes.
35 Reunião
Realizada de 28 a 30 de abril de 1959
20 Resoluções.
AS Reunião
Realizada de 29 a 31 de julho de 1959
17 Resoluções.
5S Reunião
Realizada de 24. a 25 de novembro de 1959
23 Resoluçoes.
6s Reunião
Realizada de 2 a 4- de maio de i960
15 Resoluções.

Digitalizado
-^gentilmente por:

�7S Reunião
Realizada a 22 de julho de i960
19 Resoluçoes
8a Reunião
Realizada de 24 a 26 de outubro de i960
21 Resoluções,
5.2 Reuniões Conjuntas
1&amp; Reunião
A 4-- Reunião da IBBD/CDU, realizada de 29 a 31 de julho de 1959»
foi a lâ Reunião Conjunta realizada com a Comissão Portuguesa da
CDU, que esteve representada pelo Dr, Zeferino Ferreira Paulo,
Presidente da CP/CDU, e por D, Maria Laurinda Vasooncellos, do
Centro de Documontação Científica de Portugal. - Especialmente
convidado compareceu e abrilhantou a reunião o Prof, Dr, Javier
Lasso de Ia Vega y Jimenez Placer, Presidente da Comissão Espanhola da CDU,
2a Reunião
A 7a Reunião da IBBD/CDU, realizada a 22 de julho de i960, foi a
2a Reunião Conjunta com a Comissão Portuguesa da CDU, que esteve
representada pelo Dr, Zeferino Ferreira Paulo, Presidente da CP/CDU,
e pelo Eng, João Fernando Cansado Tavares, do Laboratorio de Enge nharia Civil de Portugal, - Nesta Reunião foi feito o levantamento
do estado da Edição Abreviada em Lingua Portuguesa em agosto de i960,
aprovado o protocolo a ser observado para as traduções das diversas
classes da Edição Desenvolvida, e estabolecidas as normas gerais
para a Edição da Classe O, Obras Gerais,

Digitalizado
-^gentilmente por:

�.9
4.. As classes 2, 4-? 61, 7 e as classes 5&gt; 62/69 e 9, da Edição
/
Desenvolvida, estão a ser traduzidas, respectivamente, pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação e pelo Centro de
Documentação Cientifica.

TRADUÇÕES EL/iBORAD/iS MO BILISIL
Foi bastante profícua a atividade da IBBD/CDU nestes dois anos.
Entre as classes que mereceram atenção especial estão a Filosofia,
Filologia, Literatura, Religião e Belas i:\rtes.
7.1

Classe 1; Filosofia
A classe 1 foi traduzida no Instituto Teológico Pio XI (Faculdade de Teologia da Congregação Salesiana), sob a direção

do

Revdmo. Pe, Asterio Campos, Bibliotecário e Professor de Filosofia e Direito Canonico daquele Instituto.
Traduzida diretamente da Edição Desenvolvida /ilemã (3- Edição
Internacional da CDU), teve o seu índice alfabético-remissivo
totalmente refeito e cuidadosamente elaborado, de acordo com a
mais moderna técnica.
A classe 1 foi revista pela Comissão Portuguesa que enviou al%
guns reparos a mesma,

^

o texto definitivo da classe 1 foi aprovado e remetido a FID/CCC
de acordo com Resolução 8.11, tomada na öa Reunião, A edição mimeografada está sendo distribuída pelo IBBD,

7.2

Classes A e 8; Filologia e Literatura
As classes 4- (Filologia) e 8 (Literatura) foram traduzidas pela
Escola de Biblioteconomia e Doctimentação "Santa Ursula" da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, por D, Ulrike
Wehmeier e D, íferia iintonietta Hequião Piedade.
lis duas classes ja foram revistas pela IBBD/CDU, tendo sido enviadas a CP/CDU para a revisão de Portugal.

I Digitalizado
-^gentilmente por:

]_'5

16

17

1

�.10
Os índices destas classes encontram-se em preparo. A IBBD/CDU
espera poder remeter o texto definitivo (tabela e índices)

à

FID/CCC em 1961.
iis edições mimeografadas, sem indicas, foram preparadas pelo IBBD.

Classe 2; Religião. Teologia
A classe 2 (Religião, Teologia) foi traduzida no Instituto Teológico Pio XI, pelo Revdno. Pe. Daniel Roscoe, S.D.B,, sob a supervisão e revisão do Revdmo. Pe. Dr. ilntonio Charbel, S.D.B., pro fessor de Sagrada Escritura daquele Instituto e da Faculdade de
Teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
A IBBD/CDU espera remeter a tradução a Comissão Portuguesa, para
revisão, no.12 semestre de 1961.

Classe 7; Belas /irtes
Na sua 6^ Reunião, pela Resolução 6.11, a IBBD/CDU encarregou
D. Noêmia Lentino, Professor de Classificação da Escola de Biblioteconomia da Fundaçao Escola de Sociologia e Política, da
traduçao da Classe 7, Belas ilrtes.

O texto da tabela ja se encon

tra pronto, devendo ser revisto pela Comissão em sua 9^ Reunião,
que se realizará em abril de 1961.

Outras traduções
iUÓm da traduçao das classes mencionadas de 7,1 a 7.4- a IBHD/CDU
está euqjenhada na
7.5.1 Tradução das Tabelas Auxiliares, que está sendo elaborada
por D, Vera Fursterníi.u, da Escola de Biblioteconomia e Documentação "Santa Ursula"3
7.5.2 Tradução da classe 6l (Medicina) tendo encarregado a Subcomissão Bahiana de sua elaboração;
7.5.3 Tradução r'.a classe 62 (Engenharia) que esta a cargo da Subcomissão Paranaense da CDUj

Digitalizado
-^gentilmente por:

�.11
7.5.4- Tradução da classe 66 (Engenharia Química) encarregando,
pela sua Resolução 0,10, a Escola de Biblioteconomia

de

Minas Gerais, deste trabalho;
7.5.5 Elaboração da lista dos exemplos brasileiros que deverão
figurar na Edição Desenvolvida da Classe 8, que devera
A
ser feita pelo Dr. ffcnoel Adolpho Wanderley, de acordo
com Resolução S.IO,

8, TRi'iDUCÖES ELí1B0R;J&gt;/íS em PORTUG/iL
A Comissão Portuguesa da CDU publicou em 1954. a Edição preliminar
da Edição Abreviada da CDU em Língua Portuguesa.

Desde então, vem

trabalhando ativamente, não só na edição definitiva,

mas também nas

Classes O, 5 e 9, na revisão das traduções elaboradas pela IBBD/CDU.
8.1 Classe Ot Obras Gerais
O texto da Classe O (Generalidades) foi traduzido pela CP/CDU,
tendo a Comissão Brasileira revisto o mesmo, e elaborado o respectivo índice, de acordo com a Resolução 1.7 e 2.1.
8.2 Edição Abreviada em LÍngua Portuguesa
Todos os esforços da CP/CDU estão concentrados na publicação da
Edição Abreviada em LÍngua Portuguesa, que deverá sair em princípios de 1961, atualizada até dezembro de 1958, incluindo o PE
658.
O estado atual dos trabalhos de tradução é o seguinte:
1. Palavras prévias (a redigir pela CP/CDU)
2. Prefácio e'Introdução (prontos)
3. /iTtigo sobre a aplicação da CDU, Donker Duyvis (providenciar)
4.. Quadro geral das principais divisões (pronto)
5. Tabelas principais:
Prontas; O, 1, 2, 3, 4-&gt; 5/54-7 6/621,3, 7, 8 e 9 (traduzidas
pela CP/CDU e revistas pc.La IBBD/CDU)
Falta; Revisão do 55/59 e 621,9/69.

cm

1

Digitalizado
-^gentilmente por:

�.12
6, Tabelas auxlliares (traduzidas pela CP/CDU. Falta revisão
dos nomes geográficos usados no Brasil. Inclusão em nota dos
números auxiliares de lugar do Brasil).
7» índice alfabético-relativo (a ser elaborado pela CP/CDU).

PROJETOS BRASILEIROS DE EXTENSÃO DA CPU (Pbr)
De acordo com o Tirtö 3&gt; letra "d" e "e", do Regimento Interno,
coDçjete a IBBD/cDU promover a revisão das divisões particulares da
CDU, apresentando propostas de estensao ou correção do sistema

a

Comissão Central de Classificagao (FID/cCC),
A IBBD/CDU apresentou a FID nove projetos de extensão, que tomaram os nOs. Pbr 1

a

Pbr 9&gt; e que são os seguintes:

Pbr 1 (Resolução nO 1,16);
Acrescentar na Classe 2:
271.789

Salesianos de Dom Bosco (1S59) IS.D.B,!

Pbr 2 (Resolução nQ 1,16);
Acrescentar na Classe 2:
23,01

Introdução a Teologia Dogmatica

Pbr 3 (Resolução nö i^.,12):
(81)

Numeros auxiliares de lugar para o Brasil

(VIDE

;j®XO Nfi 3)
Pbr Z. (Resolução nö 4..12)
Transferir "Existencialismo" de 141,319»8

para 141,32

15 Observacao;
A filosofia existencial ou existencialismo, classificada
em 141.319.8, aparece como subr'ivisäo da Escolástica, cu
ja classificação é 141,31
2a Observacao!
A Pbr 4. já foi aprovada pela FID, que a transformou em
Pbr 681, tendo sido publicada na '"Extensions &amp; Corre -■
ctions to UDC, Series 4-&gt;

Digitalizado
7 gentil mente por:

2"o

�.13
Pbr 5 (Resolução nö 5.14,);
Acrescentar as seguintes subdivisões ao número 159,9,01:
159,9.011

Generalidades filosóficas sobre a alma humana

159.9.011.1

Existência da alma humana

159.9.011.2

Simplicidade da alma humana

159.9.011.3

Espiritualidade da alma humana

159.9.011.4

Substancialidade da alma humana. União substancial entre alma e corpo

159.9.011.5

Unidade da alna humana

159.9.011.6

Origem da alma humana

159.9.011.7

Imortalidade da alma humana, Traducianismo

159.9.011.8

Imortalidade da alma humana. Vida futura, Reincarnação, ^fetempsicose, Potências e faculdades da alma,

Pbr 6 (Resolução nö 5,14-)*
Acrescentar a seguinte nota após o número;
86o(8)

Literatura sul-americana
Para as literaturas dos diversos países sul-americanos de lingua espanhola, subdividir como (82/899).
Ex,: Literatura argentina

86o(82)

Pbr 7 (Resolução nö 5.14-)!
Acrescentar na Classe 8;
869.0 (81)

Literatura brasileira

Pbr 8 (Resolução nö 6,7):
Substituir, em face da mudança da capital brasileira,
815.4

Distrito Federal (atual),

815.4

Estado da Guanabara

por

Pbr 9 (Resolução nö 6o7):
Substituir, em face da mudança da capital brasileira,
817»4

Brasilia (futuro distrito federal),

817.4

Brasília, Distrito Federal.

Digitalizado
7 gentil mente por:

por

�,1A
10. DIVULGAG/ÍO DA CPU NO BRfiglL
Entre- as atribuições da IBBD/CDTJ

figura a divulgaçao da Clas-

sificação Decimal Universal no Brasil (ilrtö 3®» letra "a", do Regimento Intc-rno),
Com sua 6&amp; Reunião, e pela Resolução 6,6, a IBBD/CDU sugeriu
ao IBBD a tradução para o português, do artigo de E. Jacquemin:
"La Classification Decimale Universelle: description et comnentaire des règles en usage", publicado na Revue de Documentation,
26U): lOl-lOA, 1959.
Atendendo aquela sugestão o IBBD publicou, em agosto de i960,
em folheto de 32 páginas, o referido artigo, em esmerada traduçao
de Laura Miia de Figueiredo e Édson Nery da Fonseca.
O artigo de E, Jacquemin, que em português tem o título "A Cias
sificaçao Decimal Universal: descrição e comentários das regras em
uso", e a publicação nö 312 da FID, e está sendo distribuído gra tuitamente pelo IBBD,

11. UTILIZiU)0RES DA CPU NO BRi'iSIL
A IBBD/CPU, em sua lâ Reunião, encarregou Édson Nery da Fonseca
de elaborar a lista dos utilizadores da CPU no Brasil.
A la lista foi publicada em 1959 e incluiu bibliotecas e publicações.

Em i960 foi publicado o Ifl Suplemento.

E intenção da IBBP/CDU publicar anualmente a lista dos "Utilizadores da CDU no Brasil", contribuindo assim para a atualizaçao
de "Periodicals using the UPC", da FID.

12. SUBCOMISSÕES
O Regimento Interno da IBBD/CDU estabelece em sou Turtô 12 que,
para facilitar seu trabalho, a Comissão poderá organizar subconip
soes estaduais, que deverão difundir a CDU no plano regional.

I Digitalizado
-^gentilmente por:

]_'5

16

11

l'í

�•15
^
ß
M
Ate o presente nonento ja foran criadas duas subcomissões, a saber:
12.1 Subconissão Paranaense da CPU
Por iniciativa do Curso de Biblioteconomia da Universidade

do

Paraná, foi criada, en 2U de abril de 1959? em Curitiba, a Subcomissão Paranaense da CDU, com a sigla CBRUP/CDU,

Esta Subco-

missão está encarregada da tradução da Classe 62 (Engenharia).
12.2 Subcomissão Bahiana da CPU
Por iniciativa da Escola de Biblioteconomia e Pocumentaçao da
Universidade da Bahia, foi criada em 10 de agosto de 1959, em
Salvador, a Subcomissão Bahiana da CPU, que está encarregada
da traduçao da Classe 6l (Medicina),

PLANOS PAR/i O FUTURO
O Programa de Trabalho a Longo Prazo da FH), no setor referente
a Classificação, estabeleceu que a CPU deve

ser mantida e melhorada,

para "servir de estrutura básica do saber".
Tendo por base o programa da Federaçao, a IBBP/CPU procurará, sempre em estreita colaboraçao com Portugal;
13.1 Ultimar a traduçao das classes faltantes para completar a Edição
Pesenvolvida em Lingua Portuguesa.
13.2 Continuar a difusão da CPU nos diversos Estados brasileiros, incrementando a fornaçao de subcomissões estaduais,
13.3 Conseguir que os periódicos, relatórios, teses e informes, enfin
todo e qualquer trabalho científico publicado no Brasil, adote o
uso da CPU,
13,4- Enviar a FIP extensões relativas ao Brasil, tendo em vista

as

classes ou subdivisões de assuntos que apresentem peculiaridades
nacionais, como por exemplo: direito brasileiro, administração
/A
^
publica, forças armadas, literatura, historia, etc.
13,5 Conseguir sejam consideradas normas brasileiras as edições
CPU em língua portuguesa.

Digitalizado
7 gentil mente por:

da

�INFORME SÔIRE A GOI^SÃO HRASILEEA DE CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL

AÍJEXO. Nfl 1

MEMBROS

1.

DA

IBBP/CDU

ABl^ LELL3S CORRÊA VICENTINI

(lâ a Ôâ Reuniões)

pela Biblioteca Central do Centro Técnico de Aeronautica, de
Sao Jose dos Campos - SP
Presidente da IBBD/cDIJ: 1958/59, 1959/60 e I960/6I

2.

ADELPHA silva RODRIGUES DE FIGUEIREDO

(7â Reunião)

pela Biblioteca Mmicipal de São Paulo

3.

PE. ASTÉRIO CAl^CS, S.D.B.

(la a 5^ Reuniões)

pelo Instituto Teológico Pio XI, de São Paulo

4..

FREI BERITARDO DO CATÃO, O.P.

(2ã, 3^ e

Reuniões)

pelo Convento Dominicano de São Paulo

5.

CACnDA BASÍLIO DE SOUZA REIS

(^.â Reunião)

pela Escola de Biblioteconomia de ffi.nas Gerais

6.

CORDÉLIA ROBALINHO CAVALCANTI

(^.i a 8â Reuniões)

pelo Serviço Central de Informaçoes Bibliográficas da
íftiiversidade do Recife

7.

ÉDSON Í^RY DA FO^SECA

(lâ a 6a Reuniões)

pela Comissão de Doctimentaçao da Associaçao Brasileira de
Ilõrmas Técnicas

8.

ÉLTON E. VOLPINI

(8a Reunião)

pela Escola de Biblioteconomia de MLnas Gerais

9.

EMÍLIA MACHADO DE BUSTAMANTE

(lâ, 2â, /^â e 6â Reuniões)

pela Biblioteca do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro

cm

12

3

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

�.2
(ANEXO NC 1 - Cont.)
10.

ETELVINA Lm

(7â Reunião)

pela Escola de Biblioteconomia de líLnas Gerais

11.

FELIS BELA LIBJÜRATQ DE mTTOS CARVALHO

(4.â a 7^ Reuniões)

pela Subcordssão Bahiana da CDU

12.

FERNAMDA LEITE RIBEIRO

(lè a Ôâ Reuniões)

pelo Serviço de Informaçoes Tecnico-Cientificas do IBBD
Secretaria da IBBD/CDU

13.

FLÂVIA RUBENS ACCIOLI DO PRADO

(^.â Reunião)

pela Subcomissão Paranaense da CDU

14..

ILÍRIA BUEDE

(6s Reunião)

pelo Serviço Central de Informações Bibliográficas

da

Universidade do Rio Grande do Sul

15.

LAURA MAIA DE FIGUEIREDO

(l&amp; a 8a Reunlõea)

pelo Serviço de Bibliografia do IBBD

16.

LAURO 1'JEY DE I^MEZES. MAJ. AV.

(2a e 3a Reuniões)

pela Escola de Aperfeiçoamento de Ofloiais da Aeronáutica,
Base Aerea de Cutnbica

17.

L'YDIA DE QUEIROZ SAmQUI

(lâ a 8â Reuniões)

pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação

18.

MALVINA VIAIIA ROSA

(4.â Reunião)

pelo Serviço Central de Informações Bibliográficas

da

Universidade do Rio Grande do Sul

19.

I'IANOEL ADOLPHO WANDERLEY

(lâ a 8a Reuniões)

pela Biblioteca Nacional

20.

MARIA /íNTONIETA REQUIÃO PIEDADE

(^a a 8â ReuniÕes)

pela Escola de Biblioteconomia e Documentação "Santa Úrsula"

Digitalizado
-^gentilmente por:

�.3
(ANEXO Nß 1 - Cont,)
21.

M&amp;RIA AFAIÍECIDA GOMES DE I-K)URA

(5a Reunião)

pelo Conselho Nacional de Estatística

22.

WiRlk DA GLÓRIA VilSGO DE TOLEDO

(2a Reunião)

pela Biblioteca Minicipal de São Paulo

23.

MARIA EMÍLIA DE t'ELLO E CUTffiA

(la a

6a, 7â e Sa Reuniões)

pelo Conselho Nacional de Estatística

2A.

miA HELENA G. DE PAIVA

(Sa Reunião)

pelo Conselho Nacional de Estatística

25;

MARIA LIA FASANO

(2a Reunião)

pela Escola Politécnica da Universidade de Sao Paulo

26.

MARIA LUÍSA Í43NTEIRO DA CIMHA

(lâ a 3a, 5^ a Ôâ Reuniões)

pela Biblioteca Central da Universidade de Sao Paulo

27.

NANCY WSSTPHALEN CORREi^

a 8a Rguniões)

pelo Serviço Central de Infonaasoes Bibliográficas da
Universidade do Paraná

2S.

NOÊMIA LENTBIO

(3ß a 8a Reuniões)

pela Biblioteca Municipal de São Paulo

29.

REGDIA PORTO MACEDO

(2a a 8S Reuniões)

pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

30,

WASHCTGTON JOSÉ DE ALMEIDA M3ÜRA

(la a 5a Reuniões)

pela Biblioteca da Camara dos Deputados

Digitalizado
-^gentilmente por:

�DFORME SOBRE L CO^OSSXn HR7^qTT.F.-m.V m nT.^SSIFICACÃO DECIM/'iL UNIVERSAL

/JjEXO

NO

2

REGIMENTO BTTERNO DA IBBD/CDU

Capítulo I

Dos fins, da sede e da competência da

Comissão

/irtö lö - Criada pela Resolução nö 70, do Conselho Diretor do Instituto
M
A
Brasileiro de Bibliografia e Documentação, como un de seus or gaos técnicos consultivos, em sua Trigesima Reunião Extraordi nária, realizada em 8 de março de 1958, e confirmada pela Federaçao Internacional de Documentagao, em 19 de agosto de 1958, a
Comissão Brasileira da Classificação Decimal Universal (IBBD/cDU)
^
4M
tem como finalidade precipua a difusão da CDU no Brasil e demais
países da /jncrica Latina, colocando-a ao alcance do maior número
possível de estudiosos,

Art2 2Ö - A sede da IBBD/CDU é o Instituto Brasileiro de Bibliografia e
Documentação, membro nacional da FID para o Brasil

(Av, General

Justo, 171 - 4,2 andar - Rio de Janeiro),

Artß 32 - Compete à IBBD/CDU:
a) difundir o emprego da CDU nas bibliotecas e centros de documentação do Brasil;
b) congregar os esforços das entidades que já se utilizam

da

ODU no Brasil;
c) contribuir para a edição da CDU em língua portuguesa;
d) promover a revisão das divisões particulares da CDU, apresen
tando propostas de extensão ou correção a Comissão Central
de Classificação da FID (CCC/FID);

Digitalizado
-^gentilmente por:

�' ..2
(ANEXO m 2 - Cont.5
o) estudar os projetos de extensão e correção apresentados pelas
Comissoes Nacionais dos demais países membros da FID e emitir
A
parecer sobre os mesmos;
f) estudar as extensões da CDU relativas ao Brasil, tendo em vis
ta as classes ou subdivisões de assuntos que apresentem peculiaridades nacionais;
g) colaborar com a Comissão Portuguesa da Classificação Decimal
Universal (CP/CDU),

Capítulo II

Da Organização da Comissão

4-® - A IBHD/CDU será constituída por técnicos e representantes de
Bibliotecas e outros orgaos que utilizam a CDU,
§ 12 - O total de membros não deverá exceder a 25.
§ 22 - Os novos membros serão eleitos pela IBBD/cDU e designados
pelo IBHD,
Art2 50 _ A IBBD/CDU poderá solicitar também a colaboração de professo
res universitários e especialistas, sempre que necessário ou aconselhável,

.\rtfi 62 - A IBBD/CDU terá um Presidente, eleito, por periodo de um ano,
por votação dos seus membros na última Reunião anual da Comissão,

Art2 7Q _ Sao atribuições do Presidente:
a) presidir, orientar e dirigir os trabalhos da IBBD/cDU;
b) zelar pela fiel obseirvancia do Regimento e das Resoluções da
Comissão;
c) representar a IBBD/CDU nos atos, visitas, solenidades e ceri
A
monias a que deva comparecer, ou designar quem o represente;
a) exercer todas as atividades compatíveis com o Regimento;
e) resolver os casos omissos neste Regimento.

I Digitalizado
-^gentilmente por:

S'SSZX

]_'4

15

16

17

l'í

�'.3
(AIEXO Nö 2 - Cont.)

'

Artö 82 - Em caso de impedimento do Presidente, os membros da Comissão
elegerão seu substituto.

Arto 92 - Os trabalhos de secretaria da IBBD/CDU ficarão a cargo do
Serviço de Informações Tecnico-Científicas (SITC) do IBBD,

Capítulo III

Das disposições gerais

i»rtö 102 - As Resoluções da Comissão serão redigidas em forma articulada e indicada pelo respectivo número de ordem,

Arto 110 _ As Resoluções serão aprovadas pelos membros da Comissão pre
sentes a cada Reunião, cabendo ao Presidente o voto de desempat&lt;

iirtö 120

Para facilitar seu trabalho, a IBBD/CDU poderá organizar sub
comissões estaduais que deverão fazer-se representar nas Reunioes da Comissão e prestar contas de seu trabalho,

Arto 130 - Os membros da IBBD/CDU, residentes fora do Rio, de Janeiro,
M
A
convocados para as reuniões terão sua hospedagem e diarias pagas polo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação
dxirante o período da Reunião,

Digitalizado
-^gentilmente por:

�INFORME SOBRE A COMISSÃO BR/^ILEm DE CL^iSSlFICAGÃO DECim UNIVERSAL

ANEXO Na 3
(Phr 3, S e 9)

Numeros auxiliares de lugar para, n fírpa;t,1
í
(81)
(811)

Brasil
REGIÃO NORTE

(811.1)

Território de Rondônia (antigo Guaporé)

(811.11)

Hmicípio do Porto Velho (capital)

(811.12)

Outros municípios. Subdividir L/Z

(811.2)

Território do Acre

(811.21)

Manicípio de Rio Branco (capital)

(811.22)

Outros municípios. Subdividir /i/Z

(811.3)

Estado do Amazonas

(811.31)

Município de Manaus (capital)

(811.32)

Outros municípios. Subdividir A/Z

(811,4.)

Território do Rio Branco

(811,41)

Idinicípio de Boa Vista (capital)

(811,4,2)

Outros municípios. Subdividir I\/Z

(811.5)

Estado do Pará

(811.51)

Minicípio de Belém (capital)

(811.52)

Outros municípios. Subdividir li/Z

(811.6)

Territorio do Amapá

(811.61)

Minicípio de i'lacapa (capital)

(811.62)

Outros municípios. Subdividir l/Z

(812/813) REGIÃO NORDESTE
(812)

Região Nordeste Ocidental

Digitalizado
-^gentilmente por:

�-

(AIEZO N2 3 - Cont.)

(Ö12.1)

Sstado do Ifaranhao

(812,11)

!-iLaicípio de São Luis (capital)

(812,12

Outros municípios. Subdividir íí/Z

(812,2)

Estado do Piauí

(812.21)

Município de Tcresina (capital)

(812.22)

Outros municípios. Subdividir /i/Z

(813)

Região Nordeste Oriental

(813.1)

Estado do Ceará

(813,11)

Manicípio dc Fortaleza (capital)

(83.3,12)

Outros municípios. Subdividir il/Z

(813.2)

Estado do Rio Grande do Norte

(813.21)

Ítoiicípio de Natal (capital)

(813.22)

Outros municípios. Subdividir íjz

(813.3)

Estado da Paraíba

(813.31)

ííunicípio de Jõao Pessoa (capital)

(813.32)

Outros municípios. Subdividir iv'Z

(813,4.)

Estado de Pernambuco

(813.41)

Município de Recife (capital)

(813.42)

Outros municípios. Subdividir hfz

(813.5)

Estado de lagoas

(813.51)

ííanicípio de I'&amp;ceio (capital)

(813.52)

Outros municípios. Subdividir h/Z

(813.6)

Território de Fernando de Noronha

(814/815)

REGI2L0 I£STE

(814)

Região Leste Setentrional

Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

�.3
(AJIEXO HC 3 - Cont.)

cm

1

(Ö14.,l)

Estado de Sergipe

(8U.11)

l'iLinicipio de Aracaju (capital)

(814„12)

Outros municípios. Subdividir

(S14,2)

Estado da Bahia

(8l4,«2l)

fiuiicípio de Salvador (capital)

(8I4..22)

Outros municípios. Subdividir //Z

(815)

Região Leste Meridional

(815.1)

Estado de líinas Gerais

(815.11)

!-íiinicípio de Belo Horizonte (capital)

(815.12)

Outros lüunicípioa. Subdividir hfZ

(815.2)

Estado do Espírito Santo

(815.21)

Ilinicípio de Vitória (capital)

(815.22)

Outros municípios. Subdividir hfl*

(815.3)

Estado do Rio de Janeiro

(815.31)

limicípio de Niterói (capital)

(815.32)

Outros municípios. Subdividir A/Z

(815.4.)

Estado da Guanabara

(815.41)

ítoiicípio do Rio de Jaiielro (capital)

(816)

REGIÃO SUL

(816.1)

Estado de São Paulo

(816.11)

Minicípio de São Paulo (capital)

(816.12)

Outros municípios. Subdividir

(816.2)

Estado do Paraná

(816.21)

1'íunicípio de Curitiba (capital)

(816.22)

Outros municípios« Subdividir /i/Z

(816.3)

Território do Iguaçu (extinto)

(816.31)

í-iinicípio de Iguaçu (capital)

(816.32)

Outros municípios. Subdividir /i/Z

Digitalizado
gentilmente por:

^

^

o

14

15

16

17

lí

19

20

�•U
(MEXO Nfi 3 - Cont.)
(816.4.)

Estado dc Santa Catarina

(316.41)

Minicípio de Florianopolis (capital)

(816.42)

Outros municípios. Subdividir Vz

(816,5)

Estado do Rio Grande do Sul

(816,51)

Itoiicípio de Porto jUegre (capital)

(ÖI6.52)

Outros municípios. Subdividir h/Z

(817)

,

REGIÃO CEíITRO-OESTE

(817.1)

Território de Ponta Porã (extinto)

(817.11)

^íünicípio do Ponta Pora (capital)

(817.12)

Outros municípios. Subdividir ii/Z

(817.2)

Estado de l-feto Grosso

(817.21)

Município de Cuiabá (capital)

(817.22)

Outros municípios» Subdividir A/Z

(817.3)

Estado de Goiás

(817.31)

Município de Goiânia (capital)

(817.32)

Outros municípios. Subdividir //Z

(817.4)

Brasília, Distrito Federal

Digitalizado
-^gentilmente por:

�y^ 'lJy -^ v

vwiS'Ä
.

j

vM&gt;

♦/ír

ká. ^ii -2?^&gt;,

-J^

ki^
v^

lii^^-

r^

'✓7/
*^«l ■"

1

^SiVk4-?5''
•l!&gt;i

.&gt;.
cm

12

3

~-C..

• - TI ir
I Digitalizado
7 gentil mente por:

^ ^ 1?^-1'- -nf-' Ii-iffl 'li' Ti fTii
14

15

«r ^ éJLj^ ^B^oJIllf
16

17

18

19

20

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="10">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7184">
                  <text>CBBD - Edição: 03 - Ano: 1961 (Curitiba/PR)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7185">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7186">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7187">
                  <text>1961</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8548">
                  <text>III Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8549">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8550">
                  <text>Curitiba/PR</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7914">
                <text>III Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7915">
                <text>Informe sôbre a Comissão Brasileira de Classificaçao Decimal Universal (IBBD/CDU)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7916">
                <text>Vicentini, Abner Lellis Corrêa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7917">
                <text>Curitiba</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7918">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7919">
                <text>1961</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7921">
                <text>O Autor apresenta um relatório minucioso das atividades levadas a efeito pela Comissão Brasileira da CDU nos seus dois primeiros anos de existência, de outubro de 1958 a outubro de 1960, especificando as traduções já realizadas e traçando planos para o futuro.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65149">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="7">
        <name>cbbd1961</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="510" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="66">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/9/510/C749_2_BA_V_17.pdf</src>
        <authentication>1a019728dcf98677529cbb552a5af1a3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12270">
                    <text>Digitalizado
gentilmente por: "^^„11!'"

14

�cm

^

18

19

20

��SEBfONDO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DCCLWEaíITlAÇÃO

A documentação no Br^il
por
Aljner Lellis Corrêa Vicentini

0 9;.; Oèí.i C^O

l&gt;-

Salvador
1959

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st e m
&lt;/

14

15

16

17

lí

19

�naa 6

0"2(6i)
V

2C CONGRESSO BRASILEIRO CE BIBLIOTECONOMIA
Salvador, 20

a

26 de

julho de 1959

A DOCÜMENTÁCÃO NO BR/ÍSIL
Trabalho apresentado
por Abner Lellis Corrêa Vicentinl
Bibllotecario-Chefe do
Centro Técnico de Aeronáutica
Presidente da Associação Paulista d«
Bibliotecários

Sinopse

A documentação e termo de uso universal hoje em dia,
sendo empregado em todos os países do mundo. 0 que e documentação? Qual o seu campo? O termo no Brasil vem sendo empregado iß
correta e indevidamente, havendo necessidade de um esclarecimen
to completo e imediato a respeito. A biblioteconomia surgiu como
decorrência da necessidade de sistematização e organização das
.coleções de livros. Os livros constituiram o primeiro veículo da
difusão do conhecimento humano e de transmissão da cultura ge —
ral e especializada. A biblioteconomia ditou, então, as normas
para a organização científica das bibliotecas, constituindo-se
em verdadeira ciência. Escolas de biblioteconomia foram fundadas, cursos de nivel superior foram introduzidos, e bibliotecários foram diplomados. As novas especializações em todos os ramos do conhecimento humano determinaram um aumento gigantesco
da produção bibliográfica. A publicação de livros foi aumentada, surgiram novos periódicos em todos os campos, as pesquisas
passaram a ser publicadas em forma de relatórios, os anais dos
congressos neci.onais e internacionais tornaram-se mais volumosos com o aumento das "comunicações" e dos "informes", as pe —

'I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

�- 2 -

ças de latoratorio se multiplicaram e os filmes passaram a fazer
parte do sistema de educação, tornando, como conseqüência, impo^
sível ao especialista, ao cientista, ao pesquizador, acompanhar
a literatura referente à sua especialidade, Todas as ciências do
universo entraram em fase de desenvolvimento e d© progresso.

Da

.

eletrotécnica saiu a eletrônica, da física nasceu a atomística ,
da aeronáutica surgiu a astronáutica, E neste século XX vamos en
contrar a Documentação como decorrência dos progressos da Biblio
teconomia, O que e documentação? Segundo Coblans e impossível dje
fini-la com exatidão, A Federação Internacional de Documentação
concorda que

"Documenter c'est reunir classer et distribuer des

docüiaents de tout genre dans tous les domaines de 1'actlvite humaine". Bradford, Ditmas, Shera, Shaw, Lasso de Ia Vega, Moller,
Balbis, Schurmeyer, Mihulaschek, Malclès, Briet, Taube e outros
são acordes em afirmar que a documentação se preocupa com "docu
mento", isto e, abrange também o material "nao livro". Podemos
afirmar que "documento" é tudo aquilo que transmite o conhecimerj
to humano; livros, artigos de periódicos, filmes, microfilmes,
slides, fotografias, microfotografias, microfichas, lâminas, desenhos, mapas, relatórios, especificações, normas técnicas, discos, fitas gravadas, cartões perfurados, fotocópias, manuscritos
etc. Para termos uma visão geral dos campos da biblioteconomia
e da documentação imaginemos ura ciclo de informação que compre endaj identificação do material bibliográfico, registro, organização, localização, encontro, transformação em forma mais prática para utilização, síntese e disseminação do conteúdo intelectu
al, A biblioteconomia se ocupa da fase que vai do registro

ao

encontro do material, e usa para tanto a seleção, a catalogação
a classificação e a bibliografia, A documentação se encarrega
da identificação, dá transformação, da síntese e da disseminação .
e para tanto, usa a seleção, a fotografia (preparação de micro filmes, microfichas, fotocópias, ampliações, etc»), a indexação

cm

1

'I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

�- 3 -

de periodicos (abstracting services), a bibliografia, os cartões
perfurados, e os processos mecânicos e eletrônicos (IBM, Filmo rex, Univac, Rapid Selector, Findex, Selectri &amp; Detectri, Cordon
nier, Zatocoding, Uniterm, Dequeker, Remington Rand, Samas, Fiexisort, adaptações da CDU para mecanização, ete. )• A dociimentaçio
portanto, e uma especialização da biblioteconomia, que

se origi-

nou de desenvolvimento acelerado do serviço de informação e

de

referencia, motivada pela necessidade de encontrar, tratar e

se-

lecionar de modo rápido, dinâmico, fácil e

sistematizado todas

as formas do material bibliográfico, ou seja, de "documentois",
colocando-as à disposição dos pesquisafores. No Brasil diversas
acepções vêm sendo dadas à documentação, e o termo vem sendo empregado, errada e abusivamente, para significar? 1) org^os gover
namentais que editam e distribuem publicações, como por exemplo,
os "Serviços de Documentação" dos diversos ministérios brasileiros»

(Editar livros e distribuí-los são funções que escapam ao

conceito de documentação).

2) orgaos governamentais encarregados

de tirar fotocópias, fazer microfilmes de artigos de periódicos
e preparar ampliações (A fotografia e uma das técnicas usadas pe
Ia documentação, e não pode ser identificada com as suas finalidades e objetivos). 3) repartições públicas que compilam legisla
ção, seja municipal, estadual ou federal.

(A legislação é uma

das formas de documento, mas hao representa a totalidade), E'
préciso acabar de vez no Brasil cora o autodidatismo, com a imprjí
visão, com a falta de honestidade intelectual. Ha nacessidadé
gente de cuidarmos da formação profissional dentros dos quadros
universitários, como é feito em todos os paises civilizados

do

mundo, e ainda, de disciplinarmos o exercício profissional, nos
moldes dos regulamentos existentes para as outras profissões.
Desejamos, pois,

levar à consideração dos colegas de

todos os estados brasileiros, ora representados nüste conclave,
as seguintes recomendações:

I Digitalizado
-gentilmente por:

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|lll
14
15
16
17
18
19
20

�. k -

1) De ordem teórica:
1.1 Seja a documentação incluída definitivamente nos
currículos das Escolas de Biblioteconomia,
1.2 Seja totalmente reestruturada a formação profissio
nal do bibliotecário e documentalista, em curso su
perior, com quatro anos, no minímo de duração,
exemplo dos currículos universitários de

a

outras

especialidades.
1«3 Seja regulado em lei o exercício da profissão de bi^
bliotecario e documentalista,

2) De ordem prática:
2.1 Seja enviada uma recomendação deste Congresso a Comissão nomeada pelo Exmo. Sr. Ministro da Educação
e Cultura para estudar a reestruturação dos currícu
los das escolas de biblioteconomia, no sentido
recomendar a inclusão das sujestões 1»1

de

e 1.2.

2.2 Seja enviado ofício e telegramas ao Exmo. Sr, Presi.
dente da câmara dos Deputados, aos Senhores Fresi dentes das Comissões Técnicas daquela Casa do Con presso solicitando a aprovação imediata dp Projeto
de lei nc ü.770/58, que regula o exercício da pro fissão de bibliotecário e documentalista no Prasil.

são Jose dos Campos, 20 de Junho de 1959»

I Digitalizado
-gentilmente por:

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|lll
14
15
16
17
18
19
20

�CDU 002(81)

A DOCUMEfJTAÇrLO NO BRASIL

por Abner Lellis Corrêa Vicentinl

Documentação e termo de uso universal hoje em dia,sen
do empregado em todos os paises do mundo, o que é documentação?
Qual o seu campo? D termo no Brasil vem sendo empregado incor —
reta e indevidamente, havendo necessidade de um esclarecimento
completo e imediato a respeito, Não pode, portanto, o 22 Con

■—

presso Brasileiro de biblioteconomia deixar de tomar conhecimen
to de um assunto tão atual,
A Biblioteconomia surgiu como decorrência da necessidade de

sistematização e organização das coleções de livros,Ês-

tes constituíram o primeiro veículo de difusão dos conhecimen tos humanos e de transmissão de cultura geral e especializada»
A Biblioteconomia ditou as normas para a organização científica
das bibliotecas, constituindo-se em verdadeira ciência. Escolas
de biblioteconomia foram fundadas, cursos de nível superior foram introduzidos, e bibliotecários foram diplomados. As novas
especializações em todos os ramos do conhecimento determinaram
uai incremento gigantesco da produção bibliográfica,' Segundo La^
so de Ia Vega

(1) ao lado da falta de livros, preocupação do Re_

nascimento, aparece outra preocupação maior no Scculo XIX;
cesso da produção livresca. Alem do aumento de livros,

o es

surgiram

novos periodicos em todos os campos, as pesquisas passaram a
ser publicadas em forma de relatorios, os anais dos congressos
nacionais e internacionais tornaram-se mais volumosos com o au
mento das "comunicações" e dos " informes", as peças de labora
torio se multiplicaram e os filmes passaram a fazer parte do ma
terial educacional. Daí Ortega y Gasset

(2) afirmar que o homem

em vez de estudar para viver, passou a viver para estudar, Con-

I Digitalizado
-gentilmente por:

^4

15

16

11

18

19

�- 2 -

sequentemente e impossível ao especialista, ao pesquisador, ao
cientista, hoje em dia, acompanhar a literatura referente

à

sua especialidade, Todas, as ciências do universo entraram

em

fase

de desenvolvimento e progresso.

"O aparecimento do micro^

copio eletronico permitiu examinar os centésimos milésimos

de

milimetros, L medição do ano luz, equivalente a dez mil milhões
de quilometros tornou-se possível.

Outro tanto sucedeu em rela

ção ao tempo: consepuiu-se observar fenomenos sucessivos a mil
milionesimos de sepundo, como ocorre com a excitaçan de ura ato
mo por raios catódicos da emissão de raios X. No campo da ener
gia, o cosmotron criou raios que alcançam os seus milhões

de

volts-eletrônicos. Em matéria de temperatura, partindo da simples diferença entre verão e inverno passou-se do aero absoluto às centenas de milhões de graus das radiações termonuclea res. Desta situação criada pelo homem chega-se a uma compreensão mais clara de sua posição nos cosmos, de

seus deveres no

sentido de descobrir todas as regras pelas quais o universo

é

regido e seus esforços para dominá-las e colocá-las a seu servi
ço, convertendo-se em construtor do seu proprio bem estar. Assim o homem vem confirmando sua missão de pesquisador, dedicando-se a investigação de base ou fundamentei, e à aplicada ou
técnica, e a operante ou social, que constituem a origem das
inumeráveis conqu-lstas que hoje desfruta"»

(3)

Lssim da eletrot&gt;^cnic?v surgiu a eletrônica , da fisica
nasceu a atomistica, a aeronáutica possibilitou o aparecimento
da astronáutica, inaugurando a era dos satélites, foguetes ba lísticcs e teleguiados. Como decorrencia dos progressos da bi blioteconomia, em função dos progressos das demais ciências, va
mos enccntrar no século XX a Eocumentaçao. O que e documentação?
Segtindo Coblans (ii) é impossível defini-Ia com exatidão, pois
seu significado difere de país para país. r&gt;radford (5) afirma

I Digitalizado
-gentilmente por:

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|lll
14
15
16
17
18
19
20

�- 3 -

que documentação é "a arte de colecionar, classificar e tornar
Imediatamente acessíveis os registros de todos os tipos de ati
vidades intelectuais," Para Shera

(6) "a dccumantaçao é

uma

parte do conceito de organização bibliográfica, definida

como

tendo por finalidade e canalização dos registros gráficos

do

conhecimento para seus utilizadores, para todas as finalidades
e em todos os níveis do saber, de modo a tornar máxima a utili
zação social de todos os registros das experiências humanas".
Diz ainda "a documentação limita-se ao mundo dos humanistas e
cientistas e o seu objetivo e aproximar todas as atividades in
telectrais que se utilizam de registros gráficos dos conhecimen
tos e todos os serviços intermediários que transmitem o material registrado do estudioso-produtor ao estudioso-consumidor".(7)
Neal Harlow, bibliotecária da Universidade de Columbia
Britânica, em su trabalho apresentado a reunião anual de 1955
da Canadian Library Association,

sob o título "The future

bibliography and documentation", diz:

of

"A palavra documentação

com a qual podemos estar pouco familiarizados no sentido em que
e usada hoje em dia, é um termo geral e compreensivo, como bi bliografia o comunicação. Está intimamente ligado à biblioteconomia, e pode, na verdade,

ser incluida na mesma familia de que

a biblioteconomia e membro."(8)
Pera Briet "o material da documentação consiste de to
•

dos os índices concretos ou simbólicos, conservados ou registra
. des de novo, de modo a apresentar, reconstituir ou provar

um

fenomeno físico ou intelectual."(9)
ritmas, ex-presidente da ASLIB (10) -situa a documenta
ção como "o setor da bibliografia em que a principal pceocupa çao e o aperfeiçoamento dos meios para a utilizaçao ativa

dos

registros do conhecimento humano, em oposição à sua guarda."(11)
Malcles, (12) entre outros, considera a documentogfa \
A
^
fi^ como a ciência geral do documento, separando-a e q^ondo-a
a

'I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

�- U '

bibliografia. Ela classifica os documentos era quatro grupos
principais:
ic) documentos gráficos, isto e, relativos a escrita,
que podem por sua vez,

ser manuscritos e impres-

sos, Os primeiros são estudados pola paleografia
e são conservados em arquivos; os seíundos,

por

outro lado, constituindo de textos tipográficos,
pertencem exclusivamente ao domínio da bibliogra
fia,
20) documentos iconográficos, constituídos pelos retratos, desenhos,

gravações, fotografias, plantas

cartas geográficas, ilustrações, quadros, etc,.
30) documentos plásticos

(selos, moedas, medalhas, e

todos os objetos originados do trabolho em relevo
em metal, gesso e plásticos em'geral)
Í4C) documentos fônicos

(discos, fitas magnéticas, etc

E conclui: L documentografia - tronco comumu

do

qual derivara todas as espécies de documentos - e o gênero, vale
dizer a ciência teórica de carater geral e se aplica ao estudo
dos documentos iconográficos, plásticos e fonicos. A bibliografia, por sua vez - documentografia especial - estuda unicamente
os documentos gráficos.
A palavra documentação foi criada por Paul Otlet

(13)

para designar a ciência e as técnicas gerais do documento.
presta ao vocábulo documento um sentido mais largo que o termo
livro, pois o mesmo compreende não só os textos manuscritos ou
impressos,

qualquer que seja sua forma, assim como todos os s^

hais visuais e auditivos, etc.,

suscetíveis do transmitir uma

informação, discos, gravuras, mapas,
lhas, filmes, etc.

fotografias,

selos meda

—•

Otlet identifica a documentação com a biblio

logla, fazendo dela uma disciplina geral de contoudo vastissi mo, pois a mesma abrange,

5

6

segundo sua concepção, circulação e u

Digitalizado
-gentilmente por:

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|lll
14
15
ig
17
ig
19
20

�- 5 -

tilizaçao dos escritos e documentos de toda a espécie, tivide
a documentação ou bibliologia em quatro grupos;
le) bibliolopia lógica, que trata das relações

do

livro com a exposição da ciência.
22) bibliolopia psicologica, que

se refere às rela-

ções do livro com o autor.
3^) bibliolopia tecnolópica, que estuda as relações
do livro com os meios materiais de sua fabrica ção e difusão.
/|C) bibliologia sociológica, que compreende as relações do livro com a comunidade em cujc ambiente
nasce^e está destinado.
Sob outro ponto de vista considera a documentação sob
tres aspectos: a) como ciência e doutrina, b) como técnica, c)
como corpo sistematizado de organização. Como ciência a bibliologia tem por objeto a descrição histórica dos documentos e seu
estudo comparado (bibliografia) e a teoria geral dos mesmos.
Como técnica estuda as regras para produção, ctrculação, conser
vaçao e-Ètilizaçao dos documentos. Como orr.anização se refere
ao arran,io nacional do trabalho individual g coletivo para facJL
litar o aproveitamento dos materiais com o máximo de economia,
(l/i)
Moller (15) diz que

"uma das tarefas mais importantes

da documentação c oferecer uma vista panoramica dos progressos
do saber ftumano, tornando mais fácil o encontro do material necessário tanto para os cientistas como também para os interes sados em economia e técnica.
Segundo Taube, citado por Coblans

(16) a documentação

e "um complexo de atividades necessarias a comunicação de infor
mações especializadas, incluindo a preparação, a coleção,

a

analise, a organização e a distribuição dos ragistDss gráficos
do conhecimento humano.

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a n
st e m
&lt;/

14

15

16

17

lí

19

20

�/
- 6 -

Balbis

(17) na Itália, Sçhiirmeyer (18) na Alemanha,

(
(18 A) ne luguslavia e muitos outros em diversos pai

Mlkulaschek

ses, também discutc-m o assunto e a delimitação do campo da documentação, dando suas interpretações locais.
De acordo com a doutrina da Federaçao Internacional
de Documentação "Documenter c'est reunir, classer et distrituer
des documents de tout pente dans tous les domaines de 1'activité humaine".
Após o exame das definições mencionadas conclui-se
que, apesar das divergências, os autores são acordes ao afirmar
que a documentação se preocupa também com o material "nao livro
dando uma lar^a acepção ao vQcabulo "documento", -í^ssim documento Q tudo aquilo que transmite o conhecimento huTianot livros, re
vistas, artigos de periodicos, filmes, microfilmôs, slidös, foto
grafias, microfotoprafias, microfichas, laminas, desenhes, mapas
relatórios, especificações, normas técnicas, patentes, discos,
fitas rravadas, cartões perfurados,

fotocopias, manuscritos,

se-

los, medalhas, quadros, etc.
Para ima visão geral das relações entre a biblioteconomia e a documentação, imaginemos, de acordo com o raciocínio
seguido por Shav (19)j um ciclo completo de informações que ccA
preenda;

identificação, localização, encontro, transfcrmação em

forma mais prática para utilização, sintese e disseminação do
conteúdo intelectual.
A biblioteconomia se ocupa da fase que vai do registro
ao encontro dov material, e usa para tanto a seleção de livros, a
catalogação, a classificação e a bibliografia. A docuir.entação se
encarrega da identificação da transformação, da síntese e da dis
seminação, e para tanto usa a seleção,

(20) mecanica ou eletrô-

nica (IDM, Filmorex, Univac, Rapid Selector, Findex, Selectri e
Dectri, Cordennier,

cm

1

Zatocoding, Uniterm, Dequeker, Kemineton

I Digitalizado
-gentilmente por:

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|lll
14
15
16
17
18
19
20

�- 7 -

Rand, Samas, Flexlsort, adaptações da CDU para mocanização»cartões perfurados, etc.),

a fotografia (preparação de microfil

—

mes), microfichas, fotocopias, ampliações, etc), a indexação pe
riódica (abstracting services), a bibliografia, etc,
A diferenciação entre documentação, biblioteconomia e
bibliografia especializada é, antes de tudo, uma questão de gra
dação. Os campos estão intimamente ligados, e uma pessoa pode,
, A
quase que simultaneamente, desempenhar funções nos três campos.
As atividades biblioteconomicas, tais como aquisição, catalogação, circulação,

(que constituem parte, mas não significam a to

talidade do trabalho) são preerquisitos da documentação. Assim
também a bibliografia é obviamente prerrequisito para uma ana —
lise intensiva do conteúdo intelectual. O bibliotecário inicia
a análise do assunto nos processos de catalogação, e quando pa^
sa para o estudo intensivo das idéias contidas em cada pagina
de cada fonte, ele indica a função de documentalista, E'
Shera que nos diz (21):

ainda

"documentação não sugere uma nova den

cia que irá suprimir os bibliotecários, mas, antes de tudo,

sl.

gnifica um moderno ponto de vista, novos aspectos de uma antiga e respeitada profissão; e o documentalista procura não

o

descredito do bibliotecário, mas dar-lhe novos auxílios, e métodos modernos com os quais ele ampliará o seu vàlor social,ha
bilitando-o à uma maior contribuição intelectual. E continua,o
deâo da

r -s vi-s

-

da Western Reserve Universi-

ty em palestra realizada na reunião de abril de 1956 da "De
troit Area Librarians

(22):

—■

"A transfrrmação da bibliotecono -

mia (pela inclusão de cursos de documentação nos curriculos das
escolas de biblioteconomia) não e uma rejeição as tradições da
ciência biblioteconômica, mas um desenvolvimento lógico da pro
fissão para atender as novas necessidades.

Isto não significa

que devemos voltar as costas a bibliotevonomia que estamos pra
ticando há longo tempo, mas, antes de tudo reafirmar nossa fe

I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

i'g

17

i's

19

20

�- 8 -

na capacidade do bibliotecário em prestar a coletividade, navos
serviços além dos que

vem oferecendo até agora. Os significa

tivos progressos científicos, particularmente no campo da eletiõ
nica estão a requerer e a exigir, na expressão de Rodney V/al

—

dron, da Oregon State College Library (?3)j um reexame e uma no
va ênfase nos princípios básicos da biblioteconomia, dos quais
a luta diária para mais espaço, pessoal e verba tem nos distanciado. Se os bibliotecários nao se decidirem a ampliar suas te£
nicas e acompanhar o progresso, outros orgãos, ou novas profissões serão criadas para realizar tal trabalho.

Se cs bibliote

-

cários restringirem suas atividades ao atual estado e estrutura
da biblioteconomia, eles falharão em suas obrigações para co» a
coletividade.
Coblans (2i|) ao afirmar que a documentação tsraz

«laa

nova mentalidade que forçará a extensão rradatlva doa limitas
da biblioteca tradicional e se incluirá nas suas práticas,
a seguinte advertência:

faz

"Neste assunto os cursos de bibliotoco-

nomia têm grande responsabilidade, A menos que os currículos s£
jam modificados para incluírem a documentação, havera uma ten dêncla para tratar os documentallstas como profissionais dife rentes, cora grande prejuízo para a classe de bibliotecários

em

geral. Acredito firmemente que esta separação é um retrocesso e
deve ser evitada. O bibliotecário e o documentalista devem

ser

especializações de uma mesma profissão»" L documentação, portan
to, é uma especialização da biblioteconomia, que se originou do
M
A
desenvclvlmonto acelerado do serviço de informaçao e de referen
cia, motivada pela necessidade de encontrar, tratar e
nar de modo rápido, dinâmico, fácil e

selecio -

sistematizado, todas

formas de material bibliográfico, ou seja, de

as

"documentos", oa-

locando-as à disposição dos pesquisadores. No Brasil diversas
acepções vêm sendo dadas à documentação, e o termo vem sendo em

'I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

�-.9

pregado, errada e atusivamente, para signifificar;

1) orpãos go

vernamentals que "editam" e "distribuem" publicações; como, por
exemplo, os "Serviços de Documentação" dos diversos ministérios
brasileiros.

(Editar livros e distribui-los são funções que es-

capam ao conceito de documentação); 2) orpãos governamentais en
carregados de tirar fotocópias, fazer microfilmes de artigos de
periódicos e preparar ampliações,

(A fotografia é uma das técni

cas usadas tanto na Biblioteconomia, como pela documentação,

e

não pode sor identificada com as suas finalidades e objetivos);
3) repartições públicas que compilam legislação, seja municipal
estadual ou federal.

(A legislação é uma forma de documentação,

mas não representa a totalidade), E'

preciso deixar bem claro

que "Serviço de Documentação" é orgão que possui biblioteca especializada, ccm fontes adequadas para pesquisas, com índices e
"abstracts" no campo a que

serve, com acervo dassifiçado (li

vros, periódicos especializados, relatórios técnicos, guias, a/
nuérios, diretórios, catálogos comerciais, microfilmes, filmes,
discos, etc.),

"vertical file" para o arquivamento de outros ma

teriais bibliográficos, catálogos coletivos de livros e periodj.
COS, com sistema de empréstimo interbibliotecario em pleno funcionamento, que localiza publicações, que prepara microfilmes,
microfichas, ampliações, que divulga, elabora e fornece bibliogreß-SLS e traduções, que edita publicações, que usa métodos maça
nicos e eletrônicos para seleção de documentos,
toes perfurados, enfim,

que emprega car

que possui, em seu corpo de funcionários

documentalistas, catalogadcres, indexadores, bibliografos, tradutores e fotógrafos. Que é documentalista? Antas de mais nada,
e um bibliotecário, um bibliotecário especializado em bibliogra
fia e documentação. Da mesma forma que um fisico nuclear necessita primeiramente

ser físico, um engenheiro sanitarista ser en

genheiro, um ginecologista ser medico, também e imprescindível

'I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

�\

- 10 -

que o documentalista seja, antes, bibliotecário. As associações
bibliotecárias de vários países já têm se manifestado Junto

a

FID (25) opondo-se' à separação do ensino para a formação de bibliotecários e documentalistas, e à distinção entre bibliotecaa
e bibliotecário, bibliografia e documentação,
Como a ciência biblioteconomica no Brasil ainda

se

encontra dando os primeiros passos, quando ainda estamos realizeindo o 2o Congresso Nacional, convém que tão palpitante assunto,

seja cuidadosamente estudado,
A primeira conquista dos bibliotecários, como classe,

somente foi obtida no ano passado,

quando o Exmo. Sr. Ministro

do Trabalho baixou a Portaria nc 16e, de 7 de outubro de 1958
(26) enquadrando os bibliotecários como profissão liberal.
Ná necessidade urgente de cuidarmos da formação pro fissional dentro dos quadros universitários, como e feito em to
dos os paises civilizados do mundo, e ainda, de disciplinarmos
o exercido profissional, nos moldes dos regulamentos existen tes para as outras profissões.
Desejamos, pois, levar a consideração dos colegas de
todos os estados brasileiros, ora representados neste conclave,
as seguintes recomendações,
1) De ordem teórica:
1.1 - Seja a documentação incluida definitivamente nos
currículos das Escolas de Biblioteconomia.
1.2 - Seja totalmente reestruturada a formação profissional do bibliotecário e documentalista, em ci^r
so superior, com quatro anos, no mínimo de dura
ção, a exemplo dos currículos universitários de
outras especialidades.
1.3 - Seja repulado em lei o exercício da profissão,/
de bibliotecário é documentalista«

'I Digitalizado
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

�- 11 -

2) De ordem prática:
2.1 - Seja enviada uma recomenflação deste Congresso
a Comissão nomeada pelo Exmo,

Sr. Ministro da

Educação e Cultura (27) para estudar a rees truturação dos currículos das escolas de bi blioteconomia, no sentido de recomendar a inclusão das sujestões 1.1 e 1,2
2.2.- Seja enviado ofício e telegrama ao Exmo. Sr.M^
nistro da Educação e Cultura, enfatizando a ne
cessidade da URGENTE convocação da referida cá
missão.
2»3 - SEJA enviado ofícios e telegramas ao Exmo. Sp.
Presidente da câmara dos Deputados, aos Senhores Presidentes da Comissões Técnicas daquela
Casa do Congresso solicitando a aprovação imediata do Projeto de lei nO Zi.770/58 (28), que
reeula o exercício da profissão de bibliotecário e documentalista no Prasil.

Bibliografia consultada e Notas
1) Lasso de Ia Vega, Javier. Como se hace una tesis doctoral.
Madrid, Editorial Mayfe, 1958, p. 335.
2) Ortega y Gasset, Jose. Misión dei bibliotecário. Actas y
trabajos dei 2Q Congreso Internacional de Bibliotecas
Bibliografia, Madrid,

y

19Ü9»

3) Lasso de Ia Vega, J. Ob. cit. p. 337
ii) Coblans, Herbert.

Introdução ao estudo da documentação.

Piio de Janeiro. DASP, 1957? Pt 11
5) Bradford, Samuel C. Documentation. London» Crosby Lockwood
1953.
6) Shera, Jesse H. Research and development in documentation.
Trends, 6:

187-206, Out.

I Digitalizado
-gentilmente por:

1957

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|lll
14
15
16
17
18
19
20

�- 12 -

(7) - Shera, J.H.

Litrary Quarterly,

21:13-26, Jan.

1951

8) - Harlow, Neal. Documentation and the llbrarian.
Journal, 81:1083-85, Maio 1,

Library

1956

9) - Briet, Suzanne, Qu'est-ce que Ia documentation? Paris,
Editions Documentaires,

Industrielles et Techniques,1951

10) - Association of Special Libraries and Information Bureaux
incorporando a British Society for International Biblio-

•

graphy. ü, Palace Gate, London, W,8. Fundada em 192Zi.
11) -Ditmas, Edith M.R. College and Research Libraries,
10:332,

Out.

19/49.

12) - Malclès, Louise Noelle.
a) Les sources du travail bibliographique♦ Genève,Droz,
1950, v.l
b) Cours de bibliographie, Geneve, Droz. 195^»
c) Notions fondamentales de bibliographie. 1955
13) - A palavra surgiu por proposta de Paul Otlet e Henry La
Fontaine, fundadores do Instituto Internacional de
bliografia, aprovada na 10a. Conferencia Internacional
da FI0, realizada em 1931.
lU) " Buonocore, Domingo. Vocabulário bibliofrráfico. Santa
Fe

(Argentina) Librería y Editorial Castelví, 1952.p.102

15) - Moller, Orne J. Vdssenchaft und Dokumentation. Nachritchen
für Dokumentation, 5:1.
16) - Coblans, Herbert, Ob. cit.

p.

132

17) - Balbis, Bruno, L'Insegnamento professionale della documentazione in Italia.

La Documentaxione in Italia. Roma,

Cónsiglio Nazionale delle Richerche,

1952. p. 67.

18) - Schurmeyer, V^alter. Der Begriff der Dokumentation. Frankfurt, Deutsche Gesellschaft für Dokumentation,
18a)- Mikulaschek, Walter.

1953»

L'Organisation de la documentation

en Yugoslavia. Reveu de la Documentation,

20.57-61,Maio

1953.
19) - Shew, Ralph R. Documentation:

'I Digitalizado
-gentilmente por:

complete cycle of informa

14

15

16

17

18

19

20

�- 13 -

tion Service. College and Lesearch Libraries, l8s/i52-Zi, Nov,
1957*
20) - F.I.D. Manual on document reproduction and selection.
(Pub. 26Zi).

La Haye, 1953-1958.

21) - Shera, Jesse H. The librarian's new frontier.

Library

Journal, 82:26-28, Jan. 1. 1957
22) - A Detroit Area Librarians congrega os bibliotecários.residentes em Detroit, membros das seguintes organizações:
Detroit Chapter of Special Libraries
Association, Detroit Public Library, Mary^rove College
Library, University of Dearborn Libary, University

of

Hichißan Library, Wayne County Library, Wayne State Uni
versity Library.
23) - Waldron, Rodney K.

Implications of technolopical progress

for librarians. College and Research Libraries, 19*118123, l64j Março, 1958.
2ii) - Coblans, Herbert.

Ob. cit.

Introdução

25) - Carta circular da F.I.D. 5^58, com as recomendações do
Conselho da Australian Library Association, A (British)
Library Association se nanifestou contrariamente à separação do ensino para formação de bibliotecários e documentalistas, por considerar que os últimos são bibliote, *
/
carios especializados em um assunto ou técnica. Assim se
expressou em documento dirigido ao International Library Committee , em 1953» F.I.D. Ref. 3.782/1, maio

de

1953.
26) - Diário Oficial da União, de 11 de outubro de 1958, See ção I, n2 232.
27) - Brasil, Ministério da Educação e Cultura. Portaria nc 20
de 1959» Diário oficial da União de 15 de Janeiro e Zh de
Abril de 1959.
28) - Diário do Congresso Nacional, de 11 de dezembro de 1958.
• Secção I, p. 8095-8097.

5

6

Digitalizado
-gentilmente por:

t

llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|lll
14
15
16
17
18
19
20

��cm

1

14

15

16

17

18

19

20

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="9">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7180">
                  <text>CBBD - Edição: 02 - Ano: 1959 (Salvador/BA)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7181">
                  <text>Bibliotecoonomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7182">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7183">
                  <text>1959</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8551">
                  <text>II Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8552">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8553">
                  <text>Salvador/BA</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7771">
                <text>II Congresso Brasileiro de Bblioteconomia e Documentação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7772">
                <text>A documentação no Brasil</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7773">
                <text>Vicentini, Abner Lellis Corrêa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7774">
                <text>Salvador</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7775">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7776">
                <text>1959</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65132">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="6">
        <name>cbbd1959</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="983" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="472">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/16/983/Febab_Documentacao_Socio_Economica_Tema_V_Com04.pdf</src>
        <authentication>48aeebf83497168e769be512c8972b04</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="13183">
                    <text>CONGRESSO BRASILEIRO DF BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
BELÉM,

29 DE JULHO A 4 BE AGOSTO DE 1973

CDU 002:681,33.92

5UB-TEMA:

TÍTULO:

DOCUMENTAÇÃO SÓCIO-FCONÕMICA - INFOPJ^ÂTICA

INFORMÁTICA PARA 0 DESENVOLVIÍIFNTO SÓCIO-FCONÔMICO:
REDES DE INFORMAÇÃO

AUTOR:

ABNER LELLIS CORRÊA VICENTINI

(CRE-l/OO)

ASSESSOR-CHEFE DE DOCUMENTAÇÃO E INFOF^ÇÃO DO
MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA - BRASÍLIA,
CONSELHEIRO DA FEDERAÇÃO INTEFNLICIONAL Dl

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

&lt;/

14

DF
DOCUMENTAÇÃO (FID).

15

16

17

18

19

�72 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCÜMFNTAÇTIO
BELÍM,

2S DE JUi-HO A 4 DE AGOSTO DE 1973

Rcsmo:
Urna ài,z condiçoc-is básicas para o dcsenvolvÍTnc;:)to sócio-oco
nornico,

tanto dos paíse s altamente,

aclisjn cm fase de progresso,
os sistemas de informação,

indvistrializados,

corno dos cue.

se

c a necessidade de empliãr c aperfeiçoar
a nível nticional,

regional e

internacional-

Os centros de

documentação e

intenscamentc;,

como transmissores do ^'decision-ma.bing proce.es'’ em poli--

tica,
õ.r

economia,

cdi.ic.te^ão,

informação passr.am a atuar ca'-:.a

administravFéo e

s mais

pesquisa em gcrr.l c;.i virtu-

do notávc 1 avanço tc.cnológico verificado nos setores d..-, armazenagem

e-disseminação da informação

Para acelerar o desenvolvimento sócio-e

conomico dos países e das regiões
informática,

o que equivale dize-r,

torna-se necessária a implantação cia
de bibliotecas c centros de

documen

tação utilizando processos automatizados dc armazenagc.m c disseminação
da informação.

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a H
st e m
&lt;-

14

15

16

17

18

19

�l. •
1.
INFORM/íTICA PAPj\ o DESENVOLVIMEPTO SÓCIO-ECOrIÔMICO
Abner Lellis C.

"Cursos de formação,
to,

dc especialização,

de pes-graduação, cadastramento,

larial,

Vicentini

dc aperfeiçociraen-

revisão da legislação,

informática e incentivo à produtividade,

justiça sa-

são alguns tópicos,

dessa revolução que teremos de fazer no czcnpo do pessoal"-

’

^

Presidente Emílio G„

Mediei

(13)

"A problemática dais condições sociais que favoreçam a con
solidação de estruturas políticas estáveis e não autoritárias nas novas
nações,

tomou-se, neste após-guerra,

estadistas e do mundo acadêmicoem econom.ia,

ujna das maiores preocupações

dos

Surgiu assim ujn novo ccjnpo de pesquisa

cm ciência política,

e ern sociologia:

o estudo do dcsenvo_l

vimento"Seymour M.
'1,

Lipset

( 12)'

Sistema Nacional de Informática
Uma das condições básicas para o desenvolvimento,

nos países altamente industrializados,
progresso,
mação,

tanto

como dos que se acham em fase de

c a necessidade dc ampliar e aperfeiçoar os sitemas dc infor

em nível nacional,

regional c internacional.

Os centros dc docu-

mentação e informação passaram a atuar cada vez máis intensamente,
transmissores do "decision-making process" em política,
ção,

administração e pesquisa em geral,

economia,

como
educa,

em virtude do notável avanço te

cnológico nos setores do armazenamento e da disseminação da informa.ção.
Enfatizar a importância dos centros do informçução,
necc:Ssário-

0 que realmcnte importa.,

volvimento dos países c das regiões,
regionais,

portanto,

ó algo

de^

no momento, para acelerar o desen-’
6 a'form,ação de redes nacioncãs,

e internacionais de informática.

As bases para a organização

dessas redes foram delineadas pelos famosos Relatórios Weimberg (7
SATCOM (

)í

'

c Jackson para as Nações Unidas

( 11

),

)»

e OECD (I6).

vários sistemas cooperativos dc informática já surgiram

'

�cni divc.rsos campos,

a saber:

j.ara alimentação;

2i\.

gtr&lt;al;

AGRIS,

(

IMIS,

) Ui-ISIST,

(

9

( z6

para agricultura mundial

tcramciicaaia (10

);

MEPLARS

(5

) para energia nuclear;
) p-ara ciência, e
(8

);

IFIS,

tecnologia

ciu

AQRIíITER/Agricc.itura in-

) j-ara medicina,

etc,

P. organiz^'.çãü c a ampliação das redee

rcgbnaii do docimcn

tação ».

iníorma.ção dc;pcndem prccipuame ntc da eficiência da;

nais.

interdependência dos sistemas nacionais,

redes nacio

regionais e

intcrnacio

nais deve ser considcra.da; como im fator fundam.rntal, ima vez c\\r
prcssuxjõc

'

ola

uri^a coordenação técnica c metodológica.
Atr.a.'cs de medidas de

c

de

promoção, devem ser criadas prc-condiçõcs ] ara o cstabc lccimc'nto de

um

sistema regional de
xistente,

informação,

dentro do esquema de

planejarnento,

de

organização,

procurando adaptá-lo a um sistema já ccooperação internacional-

Para t,;nto torna--sc imprescindível a &gt;análise
ções locais,

cP.s

situa-

focalizando especificamente;
1 - Qvann coleciona que

d;.,dos?

2 - Quais as prioridades a serem estabelecidas em relação
à seleção de dados?
3 - Que sistema mecanizado escolher para o processamento?
4 - Que tipo de contra.tos e ...cordos serão necessários para
'

a organização da rede'^
Uma ótima fonte de referência para responder rS estas per-

guntas c

o estudo sobre as estriituras naciona.is dos scouaiços de. documen

tação c de bibliotecas que,

sob os auspícios da UNESCO, vem acndo clabo

rado pela Federação Internacional de Documenta.ção

(FID)

através de

Comissão de estudos FID/DC que se dedica, aos problemas de

sua

docimicnta.ção’

nos países em fa.se de. desenvolvimento,
A análise do sistema dr
centros nacionais e inte macionr.is de
ra assegurar o a.provcitamcnto de

ser em C3tre ita. cooperação com os
documentação e.m funci^m.-mento,

pa

suas cxj&gt;c riências no tra.ba.li.-©^-prcpara-

tório
Os pontos 1 e 2 a.cima enumerados tem prioridade
sendo essencial estaibelecer a compatibilidade dos diferentes

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

absoluta,
sistemas

I Sc a H
st e m
14

15

16

17

18

19

�3.
(

15 ) cm uma dctcrminacix\ árca&gt;

e. adaptá- los às condições

existentes

de processemento ele trônico de dados Alc^m disso deverão ser estabelecidos contatos com os centros internacionais

como por exemplo:

FAO;

OíiüDI.

OECD/DC,

CEPAL,

etc.

para o necessário intercâmbio de iQC j.as e expcriencias.
A durlicação c

superposição cc oaerações na coleta

,

arma

ze.najncnto e recuperação de informação dc-^-e^ser evitadaf c para tanto e
aconselhável um estudo cuidadoso e coordenado do fluxo da informação
da coleção de documfntos,
Após esse

e também de critérios de regionalização

estudo c que

da a associação de centros e

sc

e

(19)-

torna recomendável e justifica-

serviços para a criação dc redes.

Os documíntalistas concordam,

unanime mente,

se r necessá-'

ria ca coordenação das funções dos centros nacionais de documentação
informação.

0 mesmo acontece com os organismos internacionais

rio Jackson,

Capítulo 6;

centini sobre CERDAC)
^

(

OECD,
Z7

),

Doc-omentos 5? (õS)

2;

FAO

(OKU,

(Relatório

e
Relatp
V^i

e com as associações profissionais.

Portanto as cCtribuições de um centro nacional de informá-

tica peora um país em fase de desenvolvimento,
^

deveriam abranger:

1) Organização e coordenação de um serviço nacional

de

documentação e informação;
2) Preparação do inventário central deos fontes

nacionais

de informação;
3) Cooperoição na preparação e no treinamento de bibliotecários e documentalista.s;
4) Planificação da aquisição de documentos;
5) Coordenação da política úc seleção de documentos;
6)
cional dí

Assessoramento ao Governe em- questões de

política

na-

informação:
7) Prestação dc
8) Estudo

serviços tccnicos;

das necessidades dc informação dos usuários n£

cionais.
üm centro nacional desta envergadiira deverá estar subord_i
nado à alta hierarquia administrativa do Estado,

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

c. saber;

14

15

Presidência

16

17

18

’

19

�dc. Eepública,

Conselho dé Ministros,

Gabinete do le Ministro,

or. ao Mi-

nistério da Cienciav
Para s\^a implantação é importamte,

no estágio inicial, tuTia

análise da situação vigente em cada país- iJas regiões em que a documenta
ção ainda está dando os primeiros passos essa análise será r.til para de
terminar quais as fontes existentes geradoras de informação,
clientela a ser servida,

qual a

e qual a demanda interna de inforr.uição,

’

No ca-

so de um sistema de informática com vários centros já em cperação,

aná-

lise deve se concendar no processamento eletrônico de dados e no equipa
mento cibernético a ser empregado,

2-

Conceituação de um Sistema de Informática
Todo sistema elaborador de informação,

na,

seja homem ou máquú

se compõe dos seguintes elementos:

a} Um sis.tema receptor que filtra e seleciona os portadores da informação
b)

’ Um processador de informação,

que. elabora a corrente mod;\lada e

transforma em dados.
c) Um subsistema decisório ou de controle que dirige a informação
a memória,

até

a transforma (ou faz ambas as coisas) dirigindo n reação

geral do sistema em função da informação entrada.
d)

' Uma memória,

onde sc-; armazenam os dados ou informações par

tação com novas informações que entram periodicamente no sistema

confro
a-

través de seus receptores.
e) Um subsistema, executor,

ou de saída,

formação que se pode perder,
ma,

produtor de tuiia corrente de in-

arm.azenar,

ser recebida por outro siste

ou ser recolhida por lun receptor do mesmo sistema,

lato este que

dá lugar a um circuito de realimentação ou retroinformação.

3.

Estrutra organizacional dos sistemas e redes de inrormação
Uma rede de informação e documentação represento nm conjun

to de instituições que,

de acordo com seus objetivos científicos,

tomam

a responsabilidade de centralizar a informação em diferentes níveis cien
tíficos e de coordenar as atividades de informação e docum.entação
suas respectivas redes nesses mesmos campos.

em

�As f'X^çocs dfc. cf.ntrc.lizaçc.o e coorúcnc/;r.o dcnlro dc
do devem ser desempenhados por centros de

cocumentaçe.o

ume. rc

sjovcrncjnontais

(pertencentes aos ministérios ou orarjiismcs rcqionais como T'-or cx,
SUD/J'í no caso da /imasonia) o'u pc-lc.s Universidade

a

c entidades científicas,

A centralização da informação poderá abrrnager entre outras,
a seguinte

fujição prioritária:-Levráitajmcnto dc

todas 'CS fontes dc

informac;ão

existentes

110 x&gt;aís ou região nos respectivos ccmipog específicos.
Cada membro da rede deverá, informar o órgão.coordenador so
bre

todas as fontes me. deverão s-" r exploradas na sua res-

pectiva árc:; geográ-fica c

dc

assunto.

Alem disso Ctu.da centro filiado deverá, ter a rc.sponsabilida
ele dc

■ ontes ir.roorc-.àitc-s et

levantar também

inrormacao

existentes no exterior cobrindo seu campo específico.
A coordenação dos serviços de informação C'

docivne ntação

com outros organismos trabalhando no mesmo coropo específico envolve;

as

scgtiintcs atribuições e deveres:
- e.laboração de princípios básicos metódicos,

incluindo

instruções para o uso dc sistema dc classificação e
tlic-sauro,
ção,

de materiais dc- trabalho,

de

dc teécnicas dc indexa

etc.

- preparação de normas pr.ra rccrutcanento de pessoal especializado

(por c;x

qualificações mínimas,

etc.)

- padronização do •çquiptjnento e mobiliário.
- organização do interc-ãmbio de experiências.
As funções de centralização o dn coordenação por
lado abrangem

compil.acãc c coleta dc

detc:rminado ctjnpo
COS,

lista dc

in.?or!nação enpecífica para

Fssa informação específica cobre

títulos,

teratura classifiçada,

outro

relação de noveis jublicj.çõt s,

um

os relatórios te^cni
bibliografias,

li-

etc.

Os centros filiado tem obrigações para com os centros nacionais/regionais , no Cjuc

diz respe it-o a trenní e rencia compulsória

de

infoinação c documentação.

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�4

Meios de comunicação das redes c a função dos computadores
Dada a diversidade de meios de comunicação que podem

empregadost
al,

ser

e que vão desde o serviço de correio até o satélite artific^

seria conveniente tuna análise dos sistemas cue compõe uma rede,

a

’

fim de otimizar o \;so dos centros de documentação e o emprego dos meios
de comunicação.
Tal ajiálise permitirá itàc.. divisão eficaz do trabalho entre
os centros;
De qualquer forma,

ante o grande número de centros gerado-

res e elaboradores do informação,

e ante as necessidades dos usuários,

não se pode prever um fimcionamento eficaz das redes sem a utilização
de processamento eletrônico de dados,
da rede.

estrategicamente situado dentro

Em virtude do elevado preço do equipamento cibernético e

programação,

da

torna-se necessário proceder tim estudo de custos e vantagens,

análise de operações,

a fim de determinar a menlhor (ótima)

localização

do equipamento cibernético auxiliar dentro da rede e programar adequada
qiente seu funcionamento.
Os centros ancionais e os grandes centros especializados

'

devem instalar computadores não só para elaborar a informação, mas também para as operações de coleta e canalização dos pedidos de informação
através da rede,

pjara a qual seria preciso contar com programas de fil-

tragem em postos estratégicos,

Esses programas de filtragem orientarieim

as perguntas unicamente até os centros que tiverem maiores possibilidades de responder adequadamente,

determinando,

por conseguinte,

a confi-

guração ótima da rede para cada pedido de informação.

5,

Conceitos e definições gerais.

" ~

Para o bom entendimentos dos conceitos expressos neste tra
balho toma-se necessário estabelecermos algtimas definiçõesu,_ a saber:
Memória
As bibliotecas,

hemerotccas,

demais depósitos de informação,
boradoras de informação,

cm

2

3

4

5

6

arquivos,

banco de dados,

e

*

não foram considerados como unidades ela

e sim como registros ou memórias,

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

se bem que é

17

18

19

�7.
necessário um certo grau de elaboração pe.ra classificar e catalogar

os

documentos e os dados
toidadcs elaboradoras
Como imidades elaboradoras forrjn consideradas as segoiintes:
a) Centro de Documentação
Sistema especializado,

receptor e disseminador da informa-

ção con,tida cm documentos e outros registros do conhecimento, caracterizado por sua função elaboradora

(classificaçSo de documentos,

formações e dados em função dos interesses dos usuários,

aná.lise

in
da

informação e reparação em conjuntos informativos mediiinte CDU, descritores ou palainas-chaves,

preparação dc

resumos e disseminação se

letiva de informações)
b)

Serviço Centro de informaçá^
Sistema especializado na elaboração primáric. e na disseminação de dados contidos em documentos e outros registros de informação,

seja em resposta a pedidos de informação,

seja dirigindo-se di-

retamente a outros centros e meios dc comunicação de m.a.ssas para difi-ísão das informações obtidas.
c) Centro de pesquisa sobre informação e documentação
Sistema especializado em realizar pesquisas teóricas

e a-

plicadas sobre informação e docujnentação mediante disciplinas e té-

mento

tais como:

teoria da informação,

(com base biológica e experimental),

lise de

sistemas,

do conhecimento,

organização e métodos,

informática,

•Hi 'dl

cnicas modernas,

teoria do conhec

cibernática,

teoria e

sociologia da informação e

etc.

Fonte de informação

- -

Sistema gerador de informação/docvjnentação.
Usuário
Sistema receptor de informação,

que por sua vez elabora

para fins diversos.
Rede do informação
Conjunto de sistemas elaboradoras e de memórias,

unido por

portadores estruturados de informação e por meios cstruturaidos de comu-

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a H
st e m
14

15

16

17

18

19

�0.
nicaçao.

operando sob normas comv.ns

Eede interna
Conjimto de subsistemas gera.dorcs e elaboradores de informí;çâo que,

juntamente com as meórias internas,

titiicional

(orgíunizc.ção,

enti.dade.

constitui um sistema ins

ministério, imiversidadc,

empresa,

etc)
Rede nacioiicil
,

Conjunto de sisteimas elccboradores e de memórias pertencentes

ti um país, unido por um centro coordenadorc
Eede regional
Conjitnto de sistemas elaboradores c de memórias que cobre uriU
determinada região geográfica e que se acha unido através de um centro
coordenador,

ou vários ccntios conjugados

Rede cicp centros ospecia 1 izados
Conjunto coordenado de. centros que se ocupam funda.mentalmen
te de i?m determinado assunto,

como por ex.

minas o energia,

mento sócio-econômico, trópicos úmidos, cacau,
%
Essa enumeração, que só serve de
mente a complexidade do problema,

desenvolvi-

integrvação regional,
exemplo,

demonstra clara-

pois atualmente existem muitos

conji-intos de centros especializados,

etc.

desses

porém grande parte dc s’aa eficácia

e dc suas possibilideades sao perdidas por fal ta, do coordenação e por feil
ta de

conhecimento por parte dos usuários potenciais.

_Ecde de usuários
Conjiínto de unidades institucionais ou de pessoas as quais
servem ujn centro de documentação/informaçao,

ou uma memória.

Redes de geradores de informcação/docum.entaçM
Conjunto de unida^des gcDrador£is de dociunentos ou oiitro tipo
de registros do conhecimento,

cuc

enviam sistematicamente suas informa.--

ções a um ou vários centros.

CO

—

r^empliíicação
Aplicando toda a teoria aqui exposta ao Brasil vamos encon-

trar com.o rede interna nacional de informação o SKICT,
central do 7^ Congresso e que

cm

2

3

4

5

6

(

,

,

já descrevemos noutro trabalho (

Digitalizado
gentilmente por:

, )

tema

).

0^
14

15

16

17

18

19

�9.
Como rede regional temos o exemplo da REBAf4 -- Rede de Eiblio
tecas da Amazônia»
Manaus*

com seus sistemas iniciais em Belém,

e mais seis

A REBAÍÍ já tem aprovaxios o seu "d^rotocolo de Intenções'"

em

(17

),

e o seu "Regulamento"* (18)

7=

Recomendações
Tendo por base as recomendações emanadas do 'bSeminário Ibe

ro-Americano,
tação"»

sobre Planejamento de Serviços Bibliotecários e de Documen

Madrid,

1968,

(20

)?

cio "Seminário Intcramericono sobre a Inte

gração dos Serviços de Inforraação,

de Arquivos,

Bibliotecas c Centros

de DocLimentação na América Latina e nas Antiliias",
(

21 ),

Washington,

1972

do Seminário sobre Planejamento de Esuru.turas Nacionais de Infor

mação Científica e Técnica",

Madrid,

1970 (22

)=

® do 'Simpósio sobre

Planejamento da Documentação nos Países em Desenvolvimento",

Bad Godes-

berg,

e consideran

1967

( 23

)»

e da UI-IBSCO (ll|,25) de forrr.a generalizada,

do que a implantação de redes regionais de informação é de importância
fundamental para o desenvolvimento sócio-econômico das várias regiões do
Brasil,
1)
'

submetemos ao plenário do 79 Congresso as

Recomendações;

Seja recomendada ao Ministério do Interior a criação de outras redes
de bibliotecas

(a exemplo da REDA-í) nas demais Superintendências que

se acham sob sua ju.risdição,
2)

seguintes

Seja recomendada à SUDAM,
suporte financeiro,

e dentro do Projeto SIFLAN,:

centro coordenador da REBA4,

de forma contínsi.a e permanente,

Rede de Bibliotecas da Amazônia,

possa,

o necessário

a fim de que

a

efetivamente realizar e con-

cretizar os planos esboçados em seu "Frotocolo de Intenções" e em seu
"Regulamento".

0*
(

Bibliografia Consultada
1) BORCHA.RDT,

D.

H*

Library Services in underdeveloped areas.

of Education for Librarianship,
( 2) EORKO,

H,

Brazil,

Urbana,

9(2):123-137*

27+22p.

1968.

Organization and str^actiire of a national system

of scientific and technological information,
1972,

Journal

SIIICT,

(UNESCO serial 2C24/RM0. PD/DBA).

Paris,

UNESCO,

�10,
( 3)BRASIL.

Conselho IJacional dc Pesquisas.

Diretrizes básicas para a

implantação do Sistema Nacional de Informação Científica e Tecnológica,

SNICTí

documento elaborado pela Comissão de Redação do

Grupo dc Trcubalho do SMICT e aprovado na 10^- Reunião pare^ imT&gt;lantcxção do sistema,
6p

em d de m.aio de 1273

(mimeogralado)

( d) DUBOIS,

G.

The F"A0 docurnentation serviço,

(

5)

20/ÍÍ25 1970,

ESTADOS UNIDOS-

dicine,
(

.

an cxperiment to help the

CONGRESSO ÍIUNDIAL DE LA lAALD,

Iducation,

42,

Paris.

and Velfare

Public

The Medlars story at the National Lib rary of MeD,C,

1963

74p

National Academy of Science-

Cormnunication,

1973-

(mimeog )

Washington,

6)

In:

Department of Mealth,

Health Service,

IBED,

Revisto em 10 de maio dc 1973,

devcloping countries
y\pr-

Rio de Janei.ro,

Scientific and Tcchnical

a pre-ssing nationcol problem íind recoimp.endations

for its solution:

a S3mopsis of the Report of the Committee on

Sciontific and Tecimical Communicc'tion of the National Academ}/ of
^

Sciences

National Academy of Engineering.

Washington,

D.C„

1969,

(SATCOM Report)
J 7)

.
Science,

Presidenfs Science Advisory Committee

govemment and information.

Wc.dnber report:

The responsabilities of

the-

teclmical community and the Govommont in the transfer of informat
ion.
(

Washington, DC,

B) i AO AGRIE,

The White House,

International inforiTiation systern for the agricultural

Sciences and tcclinology:
(

9)

lAEA.-.

INIS,

(10)

IICA.

CIDIAc

Robert

4

47p

Vienna,

1970,.

5

1972

8+5p

(mimeografado)

k study of the capacity of the United Hations deve-

publication

3

1971

documcnto--base j.ara su establccimiento

Costa Rica,

n^pment systern,.

2

Roma,

Sistema interomericano dc—inforniación para 1ò\s ciências

Turrialba,

cm

study team report,

International nuclear information systern,

agrícolas - AGRINTER;

(J. 1} JACRSOM,

1963-

Geneve,

United Nat ons,

1969.

2v,

(United Hations

,

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�(12) LIPSET,

Sí!&gt;TTiour lí

The United States,

WORLD COMGRESS OF SOCIOLOGY,
(13) MÉDici,

Emílio Garrí.ste\zu.

(1^:) MEYRIAT, J

Washington,

D, C.

Sept.

In:
1962-

Aula inaug^iral dos cursos da Escola Su-

perior de Gtie-rra em 1970,
105(1):ld9~197

G,

The first new nation.

Reviste, do Strvnço Publico,

Brasília,

1970.

BEAUCHET,

M

Guide for the establishment of nationgl

social Sciences dociunentation centres in developing countries.
Paris,

UNESCO,

Sciences,
(15) NELTíAií,

S.

D,C-,

1969

72p-

(Unesco reports and papers in social

2d)

M.

ed&lt;

Information Systems compatibility.

Spartan Bcoks,

1965,

i50p

Washington,

(American University technology

of management series, 1).
i
(16) 0RG/\HIZATI0II for Economic Cooperation and Development,

Paris.

Teclinical sissistance and needs of devejypõng coLintries,
OECD,

1968,

48p

(17) REBAM,

Protocolo de intenções

(10)

RegulcUTiento da Rede de Bibliotecas da /'mazônia.

,
5p

(19)

Belém,

1973,

2p

(mimeografado),
Belém,

1973 =

(mimeografado)

ROMERO,

M. E

tegral.
(20)

Paris,

Itegionalización pena plenif icación dc-l desarrollo in-,
T-urrialba,

Costa Rica,

IICA,

1970.

114p

SEMINÁRIO IBERO-AMERIC.^JIO SOBRE PLANE/AMIEIÍTO DE SERVIÇOS BIBLIOTF
CÂRIOS Y DOCÜMENTACIÓN,

Madrid,

DEl/UNESCO,

1968

20p.

(21) SEMINÁRIO INTFRAMERICA-NO. SOBRE A INTEGRAÇÃO DOS SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO, DE ARQUIVOS,

BIBLIOTECAS E CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO NA

AMÉRICA LATINA E NAS A.JTILHAS.
Declaração,
p-utados,
(22)

Washington,

conclusões e recomendações

1973=

6p.

D.C.,

6~17 nov.

Brasília,

1972

Câmara dos De

(mimeografado).

SEMINÁRIO SOBRE PLAIníEAMIFNTO DE ESTRUCTURAS NACIONALES DE INFORMACION CIENTIFICA Y TÉCNICA,
final

Madrid,

Madrid,

23-28 nov,

19?oT' Informe

Oficina de Education Iberoamericeina,

1971.

107p.

(OEl/CF/PENICYT/3 e A)
(23)

SIMPOSIO SOBRE PLANIFICACIÓN DE LA DOCÜMENTACIÓN EN LOS PAÍSES EN
DESARROLLO? Bad Godesberg,
Chile,

2

3

4

EID/CLA,

5

6

CENID,

Nov.

1968:

Digitalizado
gentilmente por:

14p

28-30,

1967.

Informe...

Santiagu,

(Folheto de difusión FID/CLA,8)

14

15

16

17

18

19

�12,
(24)

SCHUTZSACíT,

ü.

from IFIS

Eepqrt about the meeting of the utilization of tapps
lAALD Quarterly Bulletin,

Paris 17(4);184-186,

oct

1972
(25) UNESCO

Centros de docnjnentation_Cientií íca y técnicci: contribi;iiciín

de la UNESCO a su desarrollo
(26)

UNISIST,

Paris,

1965.

57p,

Conferência intergubemamental para el estableci-

miento de um sistema mundial de; información científica:
final Paris 1971
(27) VICENTINI,

A.

L.

C,

63l'.

(UNESCO SC/MD/25)-

CEPDAC: Centro Regional de Docimientación para

el Desarrollo Agricola de America Central.
PNUD/FAO/IICA.

Turrialba,

de Ciências Agrícolas,
(28)

.

Costa. Rica,

1970.

Proyeto cooperativo

Instituto Interamericano

2'^2.

Sistema Nacional de Informação Científica e Técnica

(SNICT);
8 +4 9p &lt;
(29)

informe

relatório apresentado ao CNPq em 29 de janeiro de 1973.

(mimeografado).

et alii. 0 Centro de Informática do MME e sua contribuição
para o desenvolvimento tecnologico do Brasil. Trabalho apresentado ao 7® Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documenta-

»

ção, Belem, 29 de julho a ij. de agosto de 1973*
fado).

cm

2

3

4

Ver Item i|,

5

6

p.l2-lU.

Digitalizado
gentilmente por:

^3p.

(mimeogra-

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="16">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11377">
                  <text>CBBD - Edição: 07 - Ano: 1973 (Belém/PA)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11378">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11379">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11380">
                  <text>1973</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11381">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="11382">
                  <text>Belém/PA</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="13173">
                <text>Informática para o desenvolvimento sócio-econômico: redes de informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="13174">
                <text>Vicentini, Abner L. C.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="13175">
                <text>Belém/PA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="13176">
                <text>Febab</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="13177">
                <text>1973</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="13179">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="13180">
                <text>Informática </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="13181">
                <text> Disseminação Seletiva da Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="13182">
                <text>Uma das condições básicas para o desenvolvimento socioeconômico, tanto dos países altamente industrializados, como dos que se acham em fase de progresso, é a necessidade de ampliar e aperfeiçoar os sistemas de informação, a nível nacional, regional e internacional. Os centros de documentação e informação passaram a atuar cada vez mais intensamente, como transmissores do “decision-making process” em política, economia, educação, administração e pesquisa em geral em virtude do notável avanço tecnológico verificado nos setores de armazenagem e disseminação da informação. Para acelerar o desenvolvimento socioeconômico dos países e das regiões torna-se necessária a implantação da informática, o que equivale dizer de bibliotecas e centros de documentação utilizando processos automatizados de armazenagem e disseminação da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65380">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="489" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="45">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/7/489/C749_1_PE_V_08.pdf</src>
        <authentication>cc77dec7395043f635ed00e3b5962b48</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12249">
                    <text>�3

_

_-

^■'í
^ si

cm

12

3

I Digitalizado
^^^s"tem
-gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

20

��PKIMEIfiÜ CötlGil£SSO BxtàSILüilfiO DK BIBLIOTüXJdNQMIA

Da necessidade de um "Código ITacionsl de Catalogaçao"
por
A.L*C» Vicentini

o^t ofef.2 (ti)

4, p£
"•i

Hecife
1954

Digitalizado
-gentilmente por:

�r.3
T.3

nl SECESSIDuàDE DE UM"CÖDIGO NüCIONüL DE CaTíJLOGííÇAO"
Tose apresentada par A.L.C. Vicentini
ao
.{\

Primeiro

Congresso

Brasileiro

de

Biblioteconomia

CONSIDERANDO!
1®) que as regras de catalogagao agrupadas nos códigoss
a) "A.L.ii« Catalog Rioles for Áuthor and Title Entries"j
b) "Rules for Descriptive Cataloging in the U.S. Library of Con
gress"j
c) "Norme per il Catalogo degli Stampati, da Biblioteca Vaticana,
não resolvem isoladamente todos os problemas de catalogagao das
bibliotecas brasileiras;
2®) que a exegese dos códigos estrangeiros tem demonstrado a impossibilidade de um perfeito enquadramento dos fenomenos nacionsí®
de catalogagao aos referidos códigos;
3®) a necessidade de uma uniformização nos serviços de catalogaçao nP
Brasil;
A.®) que os serviços do catalogaçao cooperativa___e o sistema de venda
de fichas impressas só poderão ter aceitaçao geral, quando hou&gt;*";
ver, no Brasil, regras uniformes do catalogaçao, vigentes an to
do território nacional;
5®) que a uniformidade das regras de catalogaçao no Brasil facilita
rá a confecção de ura futuro "Catálogo Coletivo das Bibliotecas
Brasileiras";
6®) que os nomes brasileiros constituem um problema na catalogaçao^
como íbem enfatizou a ilustre bibliotecária Maria Luiza Monteiro
8
da Cunha, em brilhante trabalho apresentando à Escola de Biblioteconomia da Columbia University, de New York;
7®) que os códigos vigentes trataia os mesmos problemas sob angulo a
diversos, precípuaraente no que diz respeito às entradas individuais de autor, hrivendo contradições nas regras para nomes fran
ceseH, italianos, portugueses, etc.;
8®) que os códigos estrangeiros nao sao acessíveis a grande
dos bibliotecários leigos, sem preparo técnico;

parte

9®) que essas bibliotecas dirigidas por leigos poderian, com base em
regras claras e uniformes, dar início à catalogaçao de seus livros;
10®) que a subordinação a este ou aquele código estrangeiro nao
atender às peculiaridades brasileiras;

pode

11®) que era virtude^dessa situaçao cada biblioteca faz, usualmente, pe
quenas adaptações e alterações, criando, portanto, regras isoladas, que passam a vigorar apenas em determinada biblioteca;
12®) que essas divergências tendem a aumejitar com o correr do tempo e
em relaçao ao espaço geográfico nacional;
13®) que o desenvolvimento do Brasil no setor biblioteconomico já
bem expressivo;

I Digitalizado
-gentilmente por:

é'

I Sc a H
st ei
14

15

16

17

lí

19

20

�2
14®) que já d tempo do Brasil se libertar dessa exagerada submissão
va tudo que vem do Exteriorj
15®) que os códigos estrangeiros, além de nao elucidarem todas
questões atincntes à catalogrgão, trczen dificvildades do ordem
vária, por estarem redigidos em língua estrangeira;
16®) que a tradugão em vernáculo dos cádigos estrangeiros nao roso^
ve e nem favorece os problemas brasileiros, pois a tradugaocon
serva sempre, ou deve conservar, o espírito que norteou a con
fecção do código original, que por Bua vez está voltado
para
peculiaridades de outras natvirezasj
17®) que o suplemento de ura código pelo outro, com o objetivo do su
perar questões nacionais, implicaria sempre numa solução artificial;
18®) que os códigos estrangeiros, por si só, não são completos, pecando, ora por falta, ora por excesso, no que concerne às entradas de autores individmis o coletivos, «às regras que norteiam a impronta, a colagao e as notas em geral;
19®) que a analogia ontre os códigos estrangeiros, muitas vezes, em
pregada para solver dúvidas de catalogaçao, é um método precário, devendo^ser usada em caráter supletivo e nunca como fonte
de catalogagao;
20®) que a multiplicação dos códigos do ca.talogaçao^não trará
nenhum . prejiiizo à catalogaçao encarada como "Ciência", pois
medida não significará multiplicação das regras de catalogaçãc^
21®) que quanto mais numerosos forem os códigos de catalogação exi£
tentes no mundo, maior contribuição se estará dando ao estudo
da catalogação;
22®) a afirmativa do bibliotecário norte-americano J.O.M, Hanson,
bre a multiplicação dos códigos do catalogaçao, em seu trabalho "Ã comparativo study of cataloging rules based on tho Anglo
iunerican code of 1908" (Chicago, University Press, 1939): "OCÍ*
tho modem codes, thero are three that have especially influeij
ced the cataloging rules and methods of thetr ovm ajid otherccuß
tries. We have good reason to belive that new and much calargod and improved éditions of those and other codes will lead to
an even better understanding and more harmonioua relations in
cataloging practices";
_ O\
**
4M
A
&lt;3 ) qu.e a elaboraçao de normas nacionais de catalogaçao, de acordo
com os princípios universais que regiolara e norteiam a matéria,
nao constitui inovação, nem diletantismo, mas sim, adaptaçao
desses princípios universais à realidade nacional, e conciliação dessas regras internacionais com as necessidades brasilei
ras;
24-®) que as regras brasileiras de catalogarão irão beneficiar as bi
bliotecas estrangeiras, pois fornecerão dados certos e exatos,
sobre problemas brasileiros no ramo, quais sejam os que implicam, especialmente, nas entradas principais de autores brasi leirosj
25®) que o Brasil, uniformizíiindo as regras de catalogação^ prestará
uma grande contribuição, não só para a Catalogaçao cö particu
lar, mas também para a Ciência Biblioteconomica em geral,
venho propor ao I CONGPüiSSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIá seja nome
ada uma COÍUSSãO NACIONaL para elaborar um "Código Brasileiro de Ca

Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st em
14

15

16

17

lí

�3
talogação",
propondoI outrossim, quo tal elaboragao obodoça aos segiiintes re
qtiisitoss'a) seja primeiramente elaborado iim ante-projeto de Códigoj
b) que o Cddigo se baseie cm princípios e normas intermaci
onais de catalogaçaoj
c) que o ante-projeto depois de elaborado seja enviado ato
das as associagoes de bibliotecários e escolas de bibli
oteconomia do país, com o objetivo de receber sugestões;
d) que o ante-projeto, as emendas e as sugestões recebidas
sejam estudadas e analisadas pelo plenário do II Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, que votará e promulgará, então, o "CDDIGO ERii.SILj:"IRO DE CATALOGAÇÃO".

Digitalizado
-gentilmente por:

��wL
r^:

^I

^'TÂÉ-

.áè'
^&gt;su-

W
yf^

!^i

j/ßi.^^
)£■/)^
cm

12

3

I Digitalizado
-gentilmente por:

kk
I Sc a n
st e m

1!fe'

��</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="7">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7171">
                  <text>CBBD - Edição: 01 - Ano: 1954 (Recife/PE)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7172">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7173">
                  <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7174">
                  <text>1954</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7175">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8555">
                  <text>Recife/PE</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7587">
                <text>I Congresso Brasileiro de Biblioteconomia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7588">
                <text>Da necessidade de um "Código Nacional de Catalogação"</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7589">
                <text>Vicentini, A. L. C.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7590">
                <text>Recife</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7591">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7592">
                <text>1954</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="15135">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65113">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="5">
        <name>cbbd1954</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="1308" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="770">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/19/1308/Trab14400194720150331_000000.pdf</src>
        <authentication>a066363e45fb692214507e7de7b6883c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="17105">
                    <text>XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
22 a 24 de julho de 2015

Relato de experiência

REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA: RELATO
DE SUA ESTRATÉGIA DE POVOAMENTO

Raquel Viana1; Universidade de Brasília.
1

raquelviana@bce.unb.br ;

Introdução: -+
O momento temporal da criação da Universidade de Brasília – UnB – influenciou
o modo que a Universidade foi implementada tendo como eixos de sua estrutura
acadêmica os institutos e a integração entre os espaços e currículo dos cursos,
diferentemente do que ocorria nas universidades nacionais na época.
Sobre o assunto, OLIVEIRA, DOURADO e MENDONÇA (2011) afirmam que a
UnB desde seu início, teve um projeto inovador preconizando o envolvimento da
sociedade científica, renomados cientistas e acadêmicos, o que a diferenciava da
lógica predominante de outras universidades brasileiras – que eram estruturadas a
partir de estabelecimentos de ensino isolados.
Por estar em seu projeto de criação, o grande volume de pesquisas, e
consequentemente a comunicação científica, sempre esteve presente no âmbito
da UnB. O avanço da tecnologia e da infra-estrutrura das comunicações fez com
que a Universidade de Brasília procurasse novos métodos para disponibilizar os
trabalhos que estavam sendo desenvolvidos por sua comunidade acadêmica.
O Repositório da Universidade de Brasília – RIUnB – foi criado em 2008 com a
finalidade de gerir e disseminar a produção científica da Universidade de Brasília,
seguindo o princípio do Acesso Aberto a informação.
Ele foi construído no software livre DSpace, que no Brasil é customizado e
distribuído pelo Instituto Nacional de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT.

�O RIUnB possui uma estrutura organizacional que reflete a própria maneira como
a Universidade de Brasília foi academicamente concebida. Sua organização foi
elaborada de forma a privilegiar a intuição do usuário, que buscaria o objeto de
sua pesquisa em sua área de interesse.
As comunidades fazem referência aos Institutos, Faculdades e Centros da
Universidade, as subcomunidades remetem aos departamentos e as coleções são
destinadas a diferenciar os tipos de documentos que são frutos da produção
intelectual da instituição. Apesar da comunidade científica da UnB produzir as
mais diversificadas formas tipos de documento, nem todos eles são abrigados no
RIUnB.
O repositório se destina a disseminação de tipos específicos de documentos, são
eles: artigos publicados em periódicos; livros e capítulos de livros; trabalhos
apresentados em eventos; teses e dissertações e relatórios técnicos.
Por ser um repositório digital com finalidade institucional, o RIUnB abriga a
produção científica dos membros acadêmicos da UnB e de obras que possuem
seus membros como co-autores.

Relato da experiência: Para povoar suas coleções, desde sua criação, a equipe
de gestão do Repositório Institucional da UnB desenvolveu e aperfeiçoou técnicas
especificas de captura.
Após a portaria nº 013, de 15 de fevereiro de 2006 da CAPES, os programas de
pós-graduação passaram a exigir dos seus alunos de pós-graduação a entrega de
seus trabalhos em formato eletrônico. Por esse motivo, as teses e dissertações
são enviadas a Biblioteca Central para que o RIUnB faça os devidos processos
técnicos e os disponibilize na banco de dados.
Em relação a todos os outros documentos: artigos publicados em periódicos, livros
e capítulos de livros, trabalhos apresentados em eventos e relatórios técnicos,
todos dependem do intermédio do profissional bibliotecário para depósito e
passam pelo mesmo processo de investigação.
Um diferencial dentre essas obras está nos trabalhos apresentados em eventos,no
que diz respeito à negociação dos direitos autorais. Geralmente os eventos são
formados por comissões que não exigem a concessão de direitos autorais ao
evento. Entretanto, na maioria dos casos, não há qualquer identificação na página
dos eventos ou nos artigos dos anais a quem pertenceria o direito autoral ou quais
seriam as condições que recaem sobre o uso dos artigos por terceiros.

�As demais obras são levantadas de acordo com a produção bibliográfica de cada
professor. Elas são agrupadas em blocos de acordo com suas tipologias em
tabelas, então são buscadas na internet e quando possuem licença Creative
Commons, ou qualquer outra licença permissiva, são depositadas no Repositório.
Quando não, é enviado um e-mail com pedido de autorização para o detentor do
direito autoral requisitando a sua permissão.

Considerações Finais ou Conclusões:
Ao longo de sua implementação a equipe gestora se deparou com situações que a
fez desenvolver estratégias voltadas para a organização dos itens depositados,
tipologia documental a ser disponibilizada e táticas de povoamento do repositório.
As ações voltadas para a organização dos itens depositados se basearam no fato
de que não basta disponibilizar os documentos sem critérios de organização
lógicos e pretender que o usuário encontre os documentos sozinho. É necessário
estruturar e diferenciar seguindo um padrão consoante com a finalidade do
repositório e o perfil do público alvo.
Quanto aos tipos de documentos disponibilizados, estes seguem critérios
científicos e são academicamente orientados.
As táticas de povoamento obedecem aos preceitos estabelecidos na lei e explora
e apoia o uso do Creative Commos e Acesso Aberto a informação.
Palavras-chave: Repositório institucional, Universidade de Brasília, estratégia de
povoamento.

Referências:
OLIVEIRA, João Ferreira de; DOURADO, Luis; Mendonça, Erasto Fortes. UnB: Da
universidade idealizada à “universidade modernizada”. In: MOROSINI, Marília
Costa (Coord.) A Universidade no Brasil: concepções e modelos. 2. ed. Brasília:
INEP, 2011. p. 113-132. Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/79880469/AUniversidade-No-Brasil-Concepcoes-e-Modelos-Inep-2011-Livro#scribd. Acesso
em: 28 mar. 2015.

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="19">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="15142">
                  <text>CBBD - Edição: 26 - Ano: 2015 (São Paulo/SP)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="15143">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="15144">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="15145">
                  <text>2015</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="15146">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="15147">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="15148">
                  <text>São Paulo/SP</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="17095">
                <text>Repositório institucional da Universidade de Brasília: relato de sua estratégia de povoamento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="17096">
                <text>Viana, Raquel</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="17097">
                <text>São Paulo (São Paulo)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="17098">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="17099">
                <text>2015</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="17101">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="17102">
                <text>Arquivamento e recuperação da informação </text>
              </elementText>
              <elementText elementTextId="17103">
                <text> Arquivística</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="17104">
                <text>O momento temporal da criação da Universidade de Brasília – UnB – influenciou o modo que a Universidade foi implementada tendo como eixos de sua estrutura acadêmica os institutos e a integração entre os espaços e currículo dos cursos, diferentemente do que ocorria nas universidades nacionais na época.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65676">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="1">
        <name>cbbd2015</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="528" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="84">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/10/528/C749_3_PR_V_11.pdf</src>
        <authentication>6e666fbcc53870a797c9126bb6d99eff</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12298">
                    <text>OKTÂÇlC

1.3(81)

Digitalizado
gentilmente por:

�-^#vg4'

cm

_.

�!

íf.'

cm

1

�TERCEIRO CONGRESSO BRASILBIRO DE BIBLIOTECONOMIA B DOCUIvIENTAÇÃO

Atual situaçao das bibliotecas em Belo Horizonte
por
Hnnaiz Maria

Pereira Vial

Ob

oa \ 06'.
3. pe/
M. ii.

.O-CitoJ^V

Curitiba
1961

I Digitalizado
-^gentilmente por:

'

&lt;'

14

15

16

17

18

�i

TEMA

\

'

- TIPOS DE BIBLIOTECAS

ATUAL SITUAÇÃO DAS BIBLIOTECAS EM BELO HORIZONTE.
POR

ANNAIZ MARIA PEREIRA-VIAL

SINOPSE
Estudo comparativo das Bibliotecas Publicas e especializadas de Belo Horizonte,

com uma exposição dos trabalhos

desenvolvidos, dificuldados encontradas e necessidade da for
mação de^raaior número e amparo aos Bibliotecários dentro da
legislação.
Sugestões de ordem técnica aguardando maior rendimento, difu
sao e êxito no serviço da Biblioteca moderna.
Quadros demonstrativos de resultados obtidos:

Digitalizado
-^gentilmente por:

�1
ATUAL SITUAÇÃO DAS BIBLIOTECAS EM BELO HORIZONTE

= OBJETIVO
O estudo principal do meu trabalho e fruto de um lovantamen
to realizado nas diversas bibliotecas de Belo Horizonte,
dade tipicamente brasileira,

ci

com mais de 620.000 habitantes

e ocupa entre as demais capitais de país e 3° lugar.
Ha dez anos vem funcionando o "Curso de Biblioteconomia" ne^a
capital e desta data,

sentimos o efeito paulatinamente do d£

senvolvimento o progresso das bibliotecas bolorizontinas.
Passo a expor em síntese, as necessidades primordiais das
nossas bibliotecas,

quanto ao pessoal técnico,

quanto-aos re

cursos financeiros e quanto ao esclarecimento o difusão

a

coletividade no sentido real do que é a Biblioteca Moderna
e o seu valor.
BIBLIOTECA PÚBLICA
Reconhecendo o papel educativo da biblioteca e o lugar que
ela deve conservar na formação intelectual, moral e cívica
de um povo,
todos,

devemos formar bibliotecas públicas abertas a

com o acervo eficiente à comunidade a que vai ser-

gir, esforçando-se por oferecer livros que correspondam ao
público em geral,

elevando o nível fultural.

Relembro, aqui,

a frase de Jules Ferry: -"Podemos fazer tu

do pela escola,

pelo liceu, pela universidade,

não houver a biblioteca,
2.1

sc depois

nada teremos feito".

No ano de 1954, foi criada e instalada em prédio provisório
a Biblioteca Pública de Minas Gerais,

que vem se desenvol-

vendo o prestando grande serviço à população.

Dentro de

mais alguns dias passará a funcionar no seu prédio próprio,
de amplas e modernas instalações,
belas praças,

situado em uma das mais

onde sg encontra a sede do governo.

Encontramos um grupo do bibliotecários que ali vem desenvolvendo um trabalho de equipe com grande eficácia, apesar
de número reduzido.
I Digitalizado
7 gentil mente por:

14

15

16

17

II

19

20

�2

Com a ampliação do quadro de funcionários técnicos, ora em estudo, está pre
vista a ampliagão das secções e do horário de atendimento ao leitor.
Urgi a instalagao do Departamento Infantil, uma vez que está em fase de
conclusão e dentro das Bibliotecas Públicas não temos ainda este serviço organizado.
No correr deste ano foi inaugurado o "Carro Biblioteca" para o serviço de
extensão, que vem alcançando o seu objetivo,
2,2

- A Biblioteca Pública Municipal instalada no andar térreo do edifício da C%
mara Municipal, não conta com o espaço satisfatório e nem pessoal técnico
para o sei^viço.
Muito pouco tem oferecido aos que dela se utilizam, uma vez que não tem
acoa?p.anhado o progresso da cidade.
Notamos, entretanto, que possue um bom acervo.
-

2.3

As Bibliotecas do SESI e do SESC, bom trabalho vem efetuando dentro do seu
setor, através das bibliotecas centrais, ambulantes e do deposito em ca^
xas, tanto na capital como no Interior.
Muito tem procurado ampliar os seus beneficios fazendo sentir, no entanto, a necessidade de ampliação do quadro do pessoal e de maiores verbas.

- Quanto a Biblioteca Thomas Jefferson, esta tem se dedicado à difusão da
A
cultura em nossa cidade e encontramos ali com grande frequencia, ativi-

2.4

dades relacionadas à arte, permanentes exposiçoes e um grande número de
leitores.
- As demais Associaçoes Culturais, estão abertas ao público, com as suas

2.5

coleçoes a serem organizadas, necessitando maior aceleramento e progre^
so em süas atividades.
2.6

- BIBLIOTECAS PUBLICAS - (ver quadro demonstrativo l)

3

- BIBLIOTECAS ESPECIALIZADAS
Com o desenvolvimento vertiginoso da ciência e da técnica em nosso século, cregceu paralele -rt.--, a bibliografia especializada.
O aumento extraordinário das instituições destinadas' á pesquisa científica e o interesse para tais, multiplicou o número de publicações editadas em todos os paises do mundo.
A amplitude dos conhecimentos exige do homem moderno a necessidade de
estar em dia com as últimas publicações do seu campo particular de especuj.nçao.
Devido o elevado custo dessas publicações, não pode, o cientista, o téc
nico ou estudante contar com os seus próprios recursos para manter

a

sua biblioteca.
Para- o atendimento destes problemas, surgiu a necessidade de formar bibli^
tecas especializadas ou centros de informaçoes e documentação, fornecendo aos leitores o máximo de facilidades com o mínimo de formalidades, agrupando desta maneira assuntos

correlates para formar seu acervo, de-

dicando—se a determinados campos do conhecimento.

cm

1

2

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

16

17

lí

19

20

�3
Há nesessidade da formação do bibliotecário especializado, capaz de um
estudo cuidadoso, atendendo aos interesses da clientela.
3.1

- BIBLIOTECAS E5C0LARES - CURSO UNIVERSITÍRIO
Tendo a universidade a finalidade de conservar o saber e as idéias, desenvolvendo-os pela pesquisa e difundi-los através do tempo, cabe a Biblioteca Uhiversitária, preservar o saber acumulado pelo homem, na luta
pela conquista de maior desenvolvimento intelectual e espiritual.
O acervo como base do serviço a ser prestado, deve acompanhar o "curriculum dos diversos cursos, abrangendo-os em sua totalidade e dando assi^
tência integral ao leitor.

3.1.1 - Ressalta-se que as bibliotecas da Ifeiversidade de Minas Gerais (UMG) e da
lÄiiversidade Rural de Minas Gerais (URMG) vêm se desenvolvendo e prestando um grande auxílio aos seus leitores, fazendo a seleção do material
bibliográfico de comum acordo entre a biblioteca e o corpo docente»
Observamos, que há número insuficiente de bibliotecários tanto para os
serviços técnicos como para o atendimento ao numero atual de consulentes.

^

Em três dessas bibliotecas não figura em seu quadro o cargo do bibliotecário diplomado, onde tem sido executada a função por leigos que dej
conhecera a técnica de organizaçao, com todas as garantias legais»
A biblioteca da escola de Arquitetura está magnificamente instalada e
«I#
bem organizada; a da escola de Direito, aguardando as instalações defi
nitigas no edifício recentemente construído, no ano de 1956/57 sofreu
umn reorganizaçao em seus métodos, passando a usar a Classificaçao Decimeil Iftaiversai,
A biblioteca da escola de Sigenharia a de maior acervo entre as univej
sitárias, é classificada por cadeira ali ministrada, não possuindo um
serviço de catalogação e a necessidade de mudança de métodos, já

se

faz sentir.
/
*
O acervo da Biblioteca da Escola de Engenharia e considerada no genero,
uma das maiores do Brasil, nao tem conseguido alcançar suas verdadeiras finalidades,
A Biblioteca da escola de Filodofia está entregue a um grupo de 18 fi®
cionários, sendo que dez destes são bibliotecários.

Foi iniciada

a

organização de periódicos que registra cêrca de 1.500 títulos»
A escola de Medicina recebeu da "Organizaçao Rockefeiler" um laboratório fotográfico, que em parte já está em funcionamento,
3.1.2 - As bibliotecas da IMversidade Católica de Minas Gerais e Escolas Independentes, têm o acerro reduzido, pequenas verbas e número mtiito menor
de bibliotecários, quase todas entregues a funcionários administrativos»
3.1.3 - BIBLIOTECAS UNIVERSIDADE MINAS GERAIS

( UMG) - (Ver quadro demonstrati-

•vo IIÖ )
- BIBLIOTECAS DA UNKERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS (UCMG)
(Ver quadro demonstrativo Ilis)

cm

1

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

i'g

17

i's

19

20

�4

3.1.5 - BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE RURiiL ESTADO DE MINAS GER/ilS (URMG) - (Ver qu§
quadro demonstrativo IIIö)
3.1.6 - BIBLIOTECAS INDEPENDENTES (Ver-quadro demonstrativo IIIö)
3.2

- BIBLIOTECAS ESCOLâRES - CURSO SBCUNDiÍRIO
A Divisão do Ensino Secundário, do Ministério da Educagao e Cultuara, pela Portaria n^ 501 - Anexo II, determina que o estabelecimento que pretende o reconhecimento oficial, organize uma Biblioteca com o mínimo de
laOOO volumes, com uma colegão de referencia e a sala de leitura de livre acesso a professores e alunos, com a capacidade de vinte e cinco Ijj
geres no mínimo.
Em dezembro de 1957, pela publicagao do livro "Biblioteca Escolar" editado pela CADES (Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Fiisino Secundário) encontramos a preocupação dos órgãos oficiais pela existencia e
bom aparelhamento das bibliotecas escolares.
Na realidade as bibliotecas escolares do curso secundário nesta cidade,
sao era número muito reduzido»
Estabelecimentos de ensino, considerados dos melhores não se acham aparelhados para atender estas exigências ministeriais*

Ate mesmo os es-

tabelecimentos oficiais enfrentam dificuldades de espaço, de pessoal e
do verbasr,
3.2.1 - É de SC lamentar que o Colégio Estadual, há dez anos nao realiza aquisições por falta de meios orçamentários.
3.2.2 - Quanto ao Instituto do Educação, em setembro de 1953, viu destruída por
incêndio a sua biblioteca de 50.000 volumes.
Nesse mesmo ano foi iniciada a recuperação que foi inaugurada três anos
depois e ven atendendo a alunos de outros estabelecimentos da capital.
3.2.3 - Instituto São Rafael fundado em 1926, com a finalidade do ensino aos cegos, reúne o curso primário, secundário e especializado em música, tem
o seu acervo no Sistema Braille.
Recebe doaçoes da "Fundaçao Para o Livro do Cego no Brasil" e do ''Inst^
tuto Benjamin Constanfj há necessidade de tais livros serem fornecidos
gratuitamente por órgãos
nesse alfabeto,

governamentais . .

devido a escassez de livros

O Instituto São Rafael necessita de maior recurso fi-=

nanceiro não só para incentivar o aprendizado facilitando as transcrições, como para melhor instalar a sua biblioteca.
3.2.4 - Cunpre, salj.entar, a existência de bibliotecas que constituem verdadeiros
museus, vedadas aos alunos como acontece em vários estabelecimentos ministrados por religiosas, que desconhecem a verdadeira finalidade da bj^
blioteca moderna.
Desconhecem a preocupação atual de desenvolvimento integral do indivíduo, com o ideal democrático de que todos devem ter oportunidades iguais,
procurando desenvolver a função de educar e elevar o nível cuj-tural^
Nao se concebe uma escola, em nossos dias sem uma biblioteca, onde encojj
tramos armazenado por gerações, as experiências em livros e documentos»

cm

1

Digitalizado
7 gentil mente por:

14

15

17

13

19

20

�5
Dificilmente un adulto - e muito menos um escolar - poderia adquirir t^
dos os livros e periódicos que permitissem estabelecer contacto com
pensamento e o progresso da humanidade.

o

Isto nao lhe seria possível,

quer pela vultuosa despesa que a compra acarretaria, quer pela dificuldade de alojamento.

O prego exagerado dos livros escolares e a tendêjj
A
cia, cada vez mais acentuada, de troca anual de compêndios e manuais a-

dotados em estabelecimentos de ensino secundário do nosso Rxís, impos^i
bilita o aproveitamento dos livros até por membros de uma mesma família.
Torna-se portanto, uma oVrigagao dos responsáveis pelas casas de ensino
médio, manterem as suas bibliotecas bom dotadas em todos os pontos

do

vista, quer material ou pessoal, colaborando desta forma para o desenvolvimento do ensino.
3.2.5 - BIBLIOTECAS ESCOURES - CURSO SECUND/íRIO ( Ver Quadro demonstrativo IV)
3.3

- BIBLIOTECAS ESC0Li:RES - CURSO ERitóRIO
A escola primária para desenvolver os seus objetivos gerais, necessita
da formaçao do bibliotecas como agente intermediário educacional.

^

ra enriquecer a experiência infantil dando-lhe desembaraço para expo^
gao clara de suas idéias, através de uma linguagem eficiente, toma-se
indispensável o uso da literatura infantil, onde se ensina e desenvolve o gosto pela leitura sadia.

Cumpre, à professora com conhecimento

especializado orientar e completar a educagao escolar, formando o carjc
ter da criança, enriquecendo a cultura nos diferentes campos, oferecendo oportunidades para o desenvolvimento social e intelectual e horas de
distração«

ifera isto, toma-se indispensável o aparelhamento de boas

bibliotecas.
Estando Belo Horizonte sem bibliotecas públicas infantis, é a maior razao desta necessidade urgente, que ultimamente parece estar seniflo senti
da pelo atual Secretário da Educação, Dr, Ciro Maciel, que autorizou a
partir do mes de junho de 1959, que se formassem turmas de professoras
primárias, para um estágio de 4 meses na Biblioteca Pública Estadml.
Tres turmas lá estiveram, nun total de 25, recebendo neste curto pería
do instruções através de aulas e horas de serviços prestados. Sondo o
fé
espaço de tempo insuficiente para conhecer organizaçao de biblioteca,
00
seria o ideal que fossem realizados cursos intensivos, com duraçao de
A
/
M
um ano letivo, e que estas professoras apos a especializaçao fossem r4g
lhor remuneradas.
Em todos os grupos dqada capital encontramos coleçoes de livros, adqiií
ridas pelo esforço próprio através de rendas extra-orçamentárias,

po-

rém é o número bem reduzido o de bibliotecas organizadas.
3.4

- BIBLIOTECAS ESEBCL'iLIZADAS - GOVERNAMENTAIS
A formação dessas bibliotecas vêm da necessidade de centros de informjj
çao e documentos necessários ao desenvolvimento das atividades da organi
zaçao.

Restringem sejrvir a um determinado setor da comunidade intere^

sado em um campo de atividade.

Os bibliotecários que ali trabalham
A
sentem-se tolhidos por falta de recursos financeiros e assistência dos

cm

1

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

16

17

II

�6

poderos públicos»

Mais ainda, os denoninados "bibliotecários," que pres-

tam serviços neste setor, na realidade não são bibliotecários técnicos
e sim funcionários leigos destinados para tal fim, como guardiães dos 1.4
vros e periódicos, quando não é raro ver a sala dotada de bom acervo e
completamente acéfala.
A atualização é realizada lentamente e quase todas necessitam de melhores instalações.
3.4.1 -BIBLIOTECAS ESEBCIi.LIZADÍiS - GOVERNAMENTAIS (Ver quadro demonstrativo V)
3.5

- BIBLIOTECAS ESPBCIALIZADÍÍS - ENTIDADES PARTIGUXARES
Nenhuma entidade desconhece da necessidade da biblioteca e do seu valor
para maior elevar o níyel dos que ali trabalham, tanto assim, que procji
ram formar algumas colpçoes de livroso
Torna-se necessário que compreendam que "Biblioteca Moderna", não é coleçao bem encadernada tom efeito decorativo e com ricas instalações.

E

isto que encontramos n|i-B entidades particulares que desconhecem o valor
do Bibliotecário como ügente que dedica o seu tempo e o seu trabalho ao
livro e ao leitor, ao contrário do que muitos imaginam, o bibliotecário
nao e somente aquele que adquire livros, que os poe em ordem e faz com
que sejam lidos ou consultadoso

Ontem uma cultiu-a sólida fazia o biblJ;^

tecário, hoje são os conhecimentos técnicos que o tornam insubstituível
em seu campo de ação,
3.5.1 - BIBLIOTECAS ESPECIALIZADAS - ENTIDADES PARTICÜUlRES -(Ver Quadro demonstrativo VI)
A

- ESCOLi; DE BIBLIOTECONOMIA

4.1

- HISTÓRICO
Em 1950, a Secretaria da Eíiucaçao do Estado de Minas Gerais solicitou a
cooperaçao do Instituto Nacional do Livro para a realisaçao de um curso
de Biblioteconomia, anexo ao Instituto de Educação, cora a finalidade de
formar bibliotecários para as escolas primárias*

O curso funcionou dj[j

rante o ano letivo«
Em 1951, nao se interessando mais a Secretaria da Biucagao pela continuj,
dade do Curso, resolveu o Instituto Nacional do liivro mante-lo, int^almente, já com o caracter geral, isto é, destinado à formação de bibliot^
cários, em gemi,

Teve o Curso a duraçao do um ano»

A partir de 1953, já com o nome de Bsc.oia de Biblioteconomia de Minas G^
rais, passou a ter duraçao de 2 anosc
Em 1957, para acompanhar a orientação dada à Escola de Biblioteconomia
da liiiversidade de Santa Círsula do Rio da Janeiro, aumentou o seu per£o
do letivo para 3 anoss
4.2

- CADEIRiiS ministradas
Organirnção e adninistraçao de bibliotecas; Classificaçao de livrosj Ca
talogaçaoj Bibliografia e referencia; Historia dos livros e das bibliotecas; Introdução à literatura universais Introdução ã cultura artística; Introdução ao penamento científico e filosófico; Introdução às ciêjj

cm

1

I Digitalizado
-^gentilmente por:

14

15

16

17

lí

19

20

�7

cias huraanasj histórico e sociologiaj Técnica da docuaentaçao.
A.3

- BIBLIOTBC/iRIOS DIPLOM/.DOS
150 ( cento o cinqüenta )

5

- i^SOCKgÂO DE BIBLIOTEC/.RIOS DE MINAS GSRiiIS
Fundada om I96O o conta cora 60 sócios inscritos.

6

- NECESSIDADES

6.1

- FOimÇ?iO

RIOFISSIONAL DO BIBLIOTEC/ÍRIO

O destino das bibliotecas brasileiras está na dcpendencia da foroagao ad^
quada de bibliotecários.

Ha necessidade ie formar escolas con un "CURRI-

CULIM" realmente universitário e que nas universidades do Brasil existam
uma Escola de Biblioteconomia e Docuraentagao,

Tais escolas devem formar

bibliotecários com conhecimentos técnicos aliados as cadeiras de integrjs
ção cultural indispensáveis à formagao de bibliotecários.
Maior conhecimento dos legisladores, do valor do diploma de bibliotecor^
mia em todos os paises do mundo, daddo assim o apoio legislativo, regulam^n
tando o ensino e o exercício da profissão,
A exigencia do diploma è um combate a leigos que ocupam a carreira de bibliotecários com vencimentos e garantias do cargo.
6.2

- ASSISTÊNCIi'. TÉCNICA AS BIBLIOTECAS
Procurando ampliar os benéficios da Biblioteca, urgi amparar às bibliotecas do interior, centros de grande popula§ao que reclamam a ausência de bj,
bliotecas e pessoal técnic^o.
Apresento a sugestão da criação do Bibliotecário itinerante, serviço já
iniciado pelo Instituto Nacional do Livro, com o Assistente Técnico Regi^
nal que foi coberto de êxito o desapareceu por falta de apoio monetário.
in
Essa equipe de bibliotecários faria estágio com o fim de preparar o poss^
al para dirigir as bibliotecas locais.
Esse serviço estaria ligado à Biblioteca Pública do Estado, que ficaria
incumbida de orientar e organizar.
O Instituto Nacional do lirro tem feito as suas doaçoes anuais, estas d^
veriam ser remetidas prontas para o empréstimo domiciliar com as fichas
prontas para o catálogo dicionário.
Sentimos a necessidade de mrior assistência técnica, para que haja mais
difusão e maior interesse em criar bibliotecas municipais.

6.3

- aíPRÉSTIMO ENTRE BIBLIOTECAS
Nao existe organizado um serviço de intercâmbio entre bibliotecas,

uma

vez que cada biblioteca com o seu regulamento restritivo faz proibição,
O empréstimo é feito em casos especiais&gt; de acordo com as necessidades urge
gentes, é o sejrviço de boa vontade entre biliotecários.
Ihra que esto serviço alcance êxito I necessário a formação de biblioteca»los que conheçam e compreendam o valor desse intercâmbio.
O bibliotecário de hoje sabe como I preciosa a colaboração que a sua biblioteca poderá prestar as demais organizações congêneres e como será vü
liosa para os seus trabalhos a cooperação que dessas poderá receber»

cm

1

I Digitalizado
-^gentilmente por:

&lt;?

14

15

16

17

lí

19

20

�Ö

Nenhuna biblioteca, por nais ben dotada quo seja em recursos financeiros,
bibliográficos e on pessoal, deixará de lucrar extraordinariamente ao integrer-se on un sistema de perfeita colaboração com outras bibliotecas»
Com a implantagao e a regulamentação dos serviços entre bibliotecas em Belo Horizonte, os leitores estariam em condições de aproveitar, o máximo,
coQ todo o material bibliográfico

das nossas bibliotecas.

A fim de que este intercâmbio chegue ao seu ápice com êxito e indispensável a criaçao do Catálogo Coletivo, de maneira que possa ser conhecido com
toda presteza o acervo de cada biblioteca para a localizaçao das obras, a
fim de obtê-las por emprestimo de outra instituição,
6.4

-CATÁLOGO COLETIVO
Em 1956, o Conselho Diretor do IBBD (Instituto Brasileiro de Bibliografia
o Docviraentaçao) criou a Comissão Nacional do Catálogo Coletivo, dividida
em comissões Regionais.
Ura grupo idealista tentou formar o Catálogo Coletivo dentro da liiiversidade
do Minas Gerais, e esto foi aceito, porém, é plano da Biblioteca Publica
de Minas Gorais quando ampliado o seu quadro de pessoal e a instalaçao no
prédio proprio, o que será efetuado ainda este ano, assumir esta responsa
bilidade e organizá-lo.
Após o estudo informativo baseado em dados estatísticos a primordial neA
A
cessiaade quö consiste na ausência do pessoal eo^iecializado, assistência
dos órgãos oficiais e responsáveis pelas emjjrêsas particulares, para
maior difusão.
Está Bolo Horizonte dotado de espírito mais desenvolvido, graças a este
reduzido grupo de idealistas que vem com todos esforços lutando para a s^
lidificação dos objetivos da Biblioteconomia Moderna.

7

- BIBLIOGRAFIA
BRASIL.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGR/.FIii E ESTATÍSTICA.-

Quadros estatísticos, censo 1959. Belo Horizonte.
LIM/i, Etelvina- Atendimentos de escolares em bibliotecas publicas.

Belo

Horizonte : 20, jun. 1959(Contribuição ao item 9- do temário II0 Congresso Brasileiro de Bibliografia)

�I—I
CtJ
CD
M

CÖ
0
hO

O

^
rH

rH rH

rH

oI—I I—I

cf\

-h
nj r—I
&lt;U Xi
o" fx
ö
CO o
CO
Líid.to
o
•H
!h
*cO
u
eu
4J
Q
*H
rH
:^
"H
PQ
' o|

-P
CÖ
PH
Pu
•H
"O

w
CO
CO
rH
O

cO
u
0)
&gt;

CD
S^H
■P CO
CÖ N
3

I
0
&gt;
01

CO
CD
S
0

o
&gt;
u
o
ü
&lt;

CÖ
u
CD
hO

to

to

rH
Ctí
0)
M

s
0)
tm

cfl
U
Q)
hO

CV

&lt;V

vO

I C7N

CO 0)
Ch
rH CU
CO O
O
CD
O
O
o
•
o
o
o
•
cv
u
CO

o
rH
C\2

o
(V
CV

o
O
o

o
O
o
o
*\
o
o
o
•
o

i

■P
CO
o

p
CO
Ph

+3+5+^
cO
cO
cO
Ph
Ph
Ph

■P
u
cO
Ph

[&gt;OJ

í 'i

vO

ir\
ir-

o
o
to
c^

O
O
[&gt;-

O
O
UN
o

I—1
CO
u
CD
fckC

I—I
CO
SH
0
b.O

I—I
CO
U
CD
hT

(—t
--±
O

Ö

cv

CO
U
Cü
bC'

UA
-áO
I—I

O
I—1

ON
tc

O
O

cO
U
•H
0
I—I
•H
CO
CO
SH
ra
o
ü
Ö
CO

CO
'H
cO
u
o
C5
CO
cO
•H

o
o
CO
CO
&lt;1;

0
TI)
CO
ü
•H
rH
rO
Ph

•H
m

Digitalizado
gentilmente por:

CO
Ph
•H
O
•H
Öp.
cO
ü
•H
I—I
IX,

•H
m

C\2
t.:vO
CvJ

to
UA
-Cf
1^

CO
U
CD
to

•p
(—1
o

!&gt;^
CD
CD
O
O
o
•s
o
o
ITN
•

:&gt;&gt;
o
15
CD
O
o
o
o
o
o
•
o
I—1

I—I I—I
cO cO
?H í-i
CD CD
hß b£i

-Cf

!&gt;&gt;
CD
15
(D
Cl

CD
S:
0)
O
O
O
«s
O
O
o
•
o
tü

cO
Ch
I—I
CÖ
o
o
#«
o
o
o
•
o
vO

CO
CD

UA
CV

CO
O

CÖ
U
(U
bfl

cO
Sh
&lt;D

vO
•to

_£iL.
I—t
cO
CO
U
U
O
CD
txO
to

CD
&gt;
*cO
•H
ci
&gt;

CD
»•cO
u
CO
&gt;

ÍH
O
•H
0
-P

cO
CO
0
I—I
uo
Ö
M
cO

o
TJ
cO
•H
CO
■P
0
5H
ü
0
CO

■p
I—I
O
•
CO
CO
U
ro
•
o
o
CO

vO
UN
O
I—I
cO
•H
0
I—I
•H
CO
CO
m
o
p
0
Eh
CO
Í-.
d
•p
rH
o
o
•e
CO

•H
PQ

I—I
■H
m

UA
ON
rH

•rH
ra

^

rH
V/N
O

CJ
r/3
M
CO

CO
Cxq
CO

♦H
m

rO
•H
m

[&gt;
cv

vr\
O

a
o
to
0
«H
«H
0
•"D
to
cO
e
o
E-t

•H
PQ

�Digitalizado
-^gentilmente por:

�I Digitalizado
-^gentilmente por:

�_IJ.
■■d
íd
&lt;u
0
cr
CÖ
?H

JJ .1
ü
-H
H
rO
O
aí

CÖ CÖ
■P -P
•H •H
u
-p
CO CO
o (D
H

ct3
P
O
p

to
o
■H
ÍH
*cO
O
0)
-p
o
•H
1^
Xi
•H
m
Cl
S

S
"0
fÖ

CV C\i

-p
CÖ
PH

cí Cj
+:&gt; p
•H •H
u u
■p p
CO CO
OJ CD
_íi-

Rj
P
•H
ÍH
P
CO
CD

ÇNJ r-l

cv

I

cv O

Cíi c3
•p P
•H •H
u
p P
CO CO
o (D
u J±.
C\J

I

a~\

H

cv

I

tH

Cd Cd
p p
•H •H
u
-P p
CO CO
CD CD
t-t Já.
iH

Cd
■p
•H
P
CO
0)
-id..

iH rH

Cd
■P
•H
S-H
P
CO
G
Ji.
CNJ

I

o.
•H

*cO
Xi &gt;,
CD
O ^
{CO CD
Ö O

Ch
'H
CO
CO

ClJ
J=&gt;
O
&gt;
:3|
+:&gt;
ctí
S

o
o
o
o
o
o
o

(D
&gt;&gt;
*cö
•H
CC
&gt;

■p •
fn TJ
Cd (D
Ph Ch

P -P
CO CO
CD &lt;I&gt;

I

nj
N
O
U

•rl!
-0 OI O
*o s
•H
a
W P
0) OvH
Dh O
CO
&lt;D
OI
S

O o
o
u\
-d- iH

O
!&gt;
U
©
ü
to| o
&lt; fí ícO
•H O»
CÖ
O H
ß ct5
■&lt; -P

O
ITN
ON
I—!

Cd'
-p
(D
•H
&lt;aí

c\2

•P
Cd
Pu

P
SH
Cd
O.

•
^ P&gt;
Cd CO
Ph o

CV2
Cví

O
O

a
1

P&gt;
CO
o

O -d- O O OJ
O vo O O O
C\; ITN LTN O O
(*&gt;1 f—I.
vO

O
O
O
CV

Ö
i

o -fto o
o
o
o -á- o
-CO -:}•
H I—t iH
Cd Cd Cd
fn
CD 0) CD
hO bO bO

Cd
U
(ü
liO

Cd
u
G)
bO

Cd
u
o
bO

vo -4- vO O
tr\ ITN LTN -4o -CO o o
r—1 I—I t 1 í !

!&gt;■
ITN
O
I—1

cví
m
Os
rH

"O
ITN
O
rH

CS
H
S
O
S

o
o
«%
o
o

O
■CO
H

o
cv

*cd
!&gt;» ^
o
^ o
&lt;0 jcd
Cl a

í&gt;&gt;
0
í:
CD
O

í&gt;&gt;
o; &lt;D
d) CD &lt;D
Q O O

P&gt;H
(xh
o
ícd
O" Cd
Cd
o tf
•H Cd
rH -p
p&lt; CO
&lt;í W

Digitalizado
^gentilmente por:

o
?cd
ü"
Cd
o •H
Ti
W
o
P
■p
■H
P
CO
C
M

T}
Ö
CD
K
Cd
rH
0)
Cd
CO
H

U
Cd
-p
•H
•H

Cd
•H
iH
0
ü
Cd
p. S
•H
ü Cd
•H
'S
Cd
cn

Cd
'H
í-i
Cd
Cd
■P
Ö
&lt;cd
CO

•
Ph
CO
(D

(—I iH
Cd Cd
0 CD
bO bO

-eh -d" O
CVi
ON ON ON
rH rH rH
CD
■P
Ö
O
N
'H
O
K
O
I—1
0
pq
o
•H
O
^í-l
0
S
iH O
0 O
Cd
tH Cd
Cd ü
-H
C
o o
?cd ^0
CO Ê-^

CO
0
•P
Ö
0
-o
Cd
£-&lt;

�rt
73
c3
O
:i
CT*
ß
ci
S-.
fiH

o
o
'H
H
^
PO
c3

H
d
U
0)
bfl

d c3 c3
■P P&gt;
•H •H •H
U
U
-p P ■p
cn
^
CD G) CD
U
U

a
+3
o

O
■H
Pi
*c3 ß
ü Tá
O a
•P
0
•H +3
tí
rH
u
-Q
•H Bl
CQ
•
01
p.
S •H
tJ

&gt;
íí! rt
+3 N
Cd 0
S ?H
I
sO
•rl
0
Ph
0
&gt;
01
3
1-

H

H

i

C\J

I

H

I

I

&lt;V

I Q
OTfH
05
•i-r-P
T3 2L
S
m
0
s
O
&gt;
S-.
0
ü
-«X-

rt
■P
•H
Jh
■p
w
0)

■p
w
CD

cv

jJ
CQ +D
w
CO 0

o
o
♦%
o
o
o
•
o
vO

4J
cn
0

^

^

H CV2 C\i

«

«

»

^

CV

H

rH

tH

iH

0
0
o

•
O
*
o

o o
o o
♦v
o o
o o
o o
o o
Oí ^

o
o
o
o
o
o
I&gt;

o
o
o
o
o

•
+3
CQ
0

•
-P
CQ
o

®
-P
CO
CD

o
vO

C^í
o

I

rH

H H

o
o
o
o
o
o
fv-s

o
o
o
o
o
•
Q
rH

p
w -P
cn
0 0

!&gt;.
i
Ci
o

+D 40 +3
CQ CQ tQ
0 0 0

I

I «0

Opcn^O^HO^
&lt;0 O
o , , o
^ "to
cr\ ur\ H -d"
C^ rH
iH cr\ ON iH
CM

CQ CQ
0 0

CQ
0

ir\ o
Os
•to O O O
iH iH fH iH

Digitalizado
-^gentilmente por:

H ■p
m
ri &lt;3
hO

^

!&gt;.
CD
%
CD O
Q O

o
o
o
o
o
o
CV

rt
■p
•H

Cj
P&gt;
•H
u
rt ■p
U m
o 0
hO U

c3
-P
•H

í&gt;.
CD
^
CD
O

o o
o o
•V ^
o o
o o
o o
o o
LTN

CÖ

p
w
oj
^

^ H

J rH
&gt;&gt;»
CD
is
(D
O

Ch
'H
m
CQ
rt

c3
-P
'r*!

CO
0

UA -CO -4"
os O O
rH iH H

o
ITN

rH

O O
O O
t&gt; ITN O
pH

CQ
O

CQ
0

IC'
O CJ^
H.

O

�rj
13
d
o
•:i
cr"
G
^
Xti,
CO
o
'H
*o
ü
&lt;D
■P
0
•H
rH
■H
m
01
S

O
O
rH
x&gt;
o
(TÍ.
I—I
rt
+3
o
■p
e
x)
o

I

Cd
■P
•H
Cd -P
CO
(D Q)
bO

CM CM

I

rH

iH

I

I

I

I

I

I

I

f=-i
o
s

■

t&gt;. (&gt;&gt;
Q) 0)
I ^ is
0) o o
00a

O
o
^
O
O
O
•
O
O
c^

O
O
•* iH
O 0)
O &gt;
O *ct3
O Jh
vO Cd
&gt;

iH rH f—I
tD Ci) 0)
&gt; &gt; &gt;
^cd ^cd *cd
•H -H tH
ÍH fn fn
c; Cd Cd
&gt; &gt; &gt;

o
&gt;
u
o
o
&lt;
I
CD Cd
•Ö f—I
Cd o
Oí +J?cd
ß CO o&lt;i: ö

I

&gt;, í&gt;. ^ ^
OJ
2 S
^ :s 5 3:
fl) o o OJ
ca Q o Q

o o
ü o
Ö Ö
Cd Cd
CQ PO

'

I

(X
•H
T)

I
çs Cd
+j tc
Cd V
s u
•H|ol
TS S O
*O
rH
•H I 0
Jh CO 4J
eu OvH
PH O P
I
0 CO
^ ê
01 3
S rH

iH

'

iHf^l

Cd
rO
íU
&gt;

r—I

I

IHHCMiH

&gt;,
O
^
0)
Q

Cd
•P
•H
J-i
■P
CO
o
u

I

■P
Cd
u
_Sd-

I

Cd Cd
■p
•H •H
u
-p ■P
CO CO
&lt;i) o

CV 01^

I—I i-H f—I

«H
•H
CO
CO
rj
rH
-U-

s
0
t3
o
Sh
ci
G'

Cd
■p
•H
u
p
CO
(D

Cd
+:&gt;
•H
■P
CQ
O

rt c3 Cd Cd c3
+J -p -p ■P -P
•H •H •H •H •H
SH u
U
■p +3 ■P +J -p
cn CO CO CO CO
OJ (D o o D

o
o
Ö Ö
Cd Cd Cd
eu, OQ CQ
•

o

'"íí

O
-4- O

• •
P. Pi
CO CO
0 o

♦
•
p, P,
CO CO
ü Ci)

g;*
fd•
CO

s•
•
CO

Digitalizado
-^gentilmente por:

• CO
■p +3 13
J-i T)
Cd O ß
p. P-. -H

UA
rH

O
O I&gt;to vO
I—I
•Ph
CO
Cl)

•
Ph
CO
Q)

•
PH
CO
Ü)

p,
CO
o

CM
ir\
O
iH

-CÍUA
O
iH

Cd
Ö
Cd
■H
rH
Cd
PU
m

m

CO
•H
m &lt;í
m
•=í
o
t3 d
Cd
O eu
TJ
Cd rJ
o •H
Cd Cd
g IS]

Ü
•=t:
Ü

CD
F^H O
fjcIJ
cn S

I—I
d)
&gt;
»cd
■H
Cd
&gt;

0)
&gt;
*cd
•H
S-í
Cd
&gt;

OO^OnO tototo
UAUNtTN
00000 o 00
rHiHiHiHiH I—I rHrH

CO
•H Cd
fj •H
fn
O P
O CO
x)
Ö
M
m
O
o •H
■p ü
o
Cd
Oh s ÍH
o a
o o o
&gt;
tJ
o o Cd
ü rH
tH c C
Cd Cd
m m

'

í&gt;. í&gt;.
0) Q
%
o (!) O
a Q O

o MD o
U&gt;
O
-d" rH O
rH H U-v
*
p.
m
0)

■p
in
o
u

*

UfN O
vO
íH

00000
O O
O O
CM CM o
H H
CV
rH
Cd
PH
Ph
CO d) CO
0) t&gt;0 o

W fra
CO CO

I

Cd
■p
•H

CO
H
M
Cd
Cp

CO
■a:
s
Ö
M
CO
t3

O
iH
O
iH

Ph
CO
0)

I
Cd
•H
d)
c
•H

O O
■P bO
Cd
Cd 0)
PQ
o
Ph Cd
13 CO o
•H
O
bO
a U
CO
0
Cd •H
O O
ra ß TJ
•H •H
O s CO
u
+5
c o Cd
D o •H
O CO O

Cd
■P
CO
•H
Cd
■rH
O
C
O
O
W
Q)
t3
Q)
73
Cj
tj
G)
•H
ü
O
CO

m
CO

18

��cm

^

I Digitalizado
y gentil mente por:

'^^JLrU

14

15

16

17

18

19

20

�Digitalizado
gentilmente por:

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="10">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7184">
                  <text>CBBD - Edição: 03 - Ano: 1961 (Curitiba/PR)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7185">
                  <text>Biblioteconomia</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7186">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="7187">
                  <text>1961</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="48">
              <name>Source</name>
              <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8548">
                  <text>III Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8549">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8550">
                  <text>Curitiba/PR</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="48">
            <name>Source</name>
            <description>A related resource from which the described resource is derived</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7923">
                <text>III Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7924">
                <text>Atual situação das bibliotecas em Belo Horizonte</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7925">
                <text>Vial, Annaiz Maria Pereira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7926">
                <text>Curitiba</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7927">
                <text>FEBAB</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7928">
                <text>1961</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="7930">
                <text>Estudo comparativo das Bibliotecas Públicas e especializadas de Belo Horizonte, com uma exposição dos trabalhos desenvolvidos, dificuldades encontradas e necessidade da formação de maior número e amparo aos Bibliotecários dentro da legislação. Sugestões de ordem técnica aguardando maior rendimento, difusão e êxito no serviço da Biblioteca moderna.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65150">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
    <tagContainer>
      <tag tagId="7">
        <name>cbbd1961</name>
      </tag>
    </tagContainer>
  </item>
  <item itemId="709" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="266">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/14/709/Febab_Sao_Paulo_Cdu_002_6_31_812_813.pdf</src>
        <authentication>921c1913d223f2a53306a23ca446eeb5</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="12428">
                    <text>�Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
st e m
I Ciereaclancnfo

�■3

ê

,;'4
cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
st em
GereacUm^nlo

14

15

16

17

18

19

�V CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOIECCITOMIA E DOCUl'iENTÁgilO
SaO PÂTTLO — G A 15 DE JAIOIRO DE 196?
PATROCIRADO PELO INSTITUTO HiCICFAL DO LIVRO

Tema V — Informação Científica

'•CENTRO DE DOCUliEKTAÇAO E INFORPIAÇOES ESTATÍSTICAS''
por
Gilda Maria Maitaker Verri

029,7
002,,f^3l

3

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

17®

CDD

í;812/813) CPU

�Introdução
1 - CaracteriEticos Gerais
- Serviço do Pesquiso e Coleta
de Dados
5 “ Serviço de ClassÍ3?icocão
- Serviço de Documentação
ç - Serviço de Difusão
6 - Pessoal
PiGf er êscia s

IFTRODUÇãC

A informaçã-o estatística é uma enrir.jencio do desenvolvimento
economico,

social,

científico c técnico,

Pa Piegião nordeste,

onde os rccujrsos estatatísticos ainda são parcos c folhos,

im-

põe-se a criacão de um serviço de informações estatísticas,

A FUPDAÇflO

0 DPoPPVOmildriO IITDUSTHIAL DO "CPDFSTm -

PlI''TO'fCPt - estudou os condicões de nossibilidode de implantação
de um centro dc informações estatísticos,

com o ohjetivo de in-

crementar 0 planejamento e a implantação de novos indústrias no
Nordeste, 5sse centro trora os se:ç‘uintes vantagens; recuperação
mais fácil dos dados estatísticos referentes ò Região Nordeste',
complementação da coleção já existente*, pescuisa c levantamento
de outras informações; formação de documentação especializado
de caráter nacional c internacional; difusão e aplicação desses
recursos de formo

sistemático,

A implantação dc um centro de informações estatísticos crio,
simultâncamcntc, uma

oportunidade para a Dstatístico

DocujiientacSo,

ser um trohalho coordenado — o das duas

Deverá

e paro o

disciplinas — onde os objetivos comuns serão; reunião,
ficação e difusão de dados estatísticos concernentes à
física,

econônica, luimona, agrícola,

classisituação

industrial, administrativa,

e cultural do Piegião -■ordeste.

São consignados neste trabalho õs ;.!rincípios básicos adotados
poro a instalação do Centro dc Informações Dstatísticas no FUI'^DINOR,

0 trabalho não nretende ser completo e nora a

Digitalizado
gentilmente por:

I Sc a n
st e m
I Ciereaclancnto

14

15

16

sua

17

insto- 1

18

19

�loçao c imprescindível o colcborar.õo de iim estatístico,

1 - cAracraíSTiGÁS garais

-.1 organização de -um centro dc informações estatirticas deve- obedecer aos princípios de organização e administração dc serviços
estatísticos em geral Cj.em particular,

O/*

assunto.0

serem cobertas,

ò seleção dos áreas

à recuperação de dados

já

existentes,

elaboração de pesquisas e levantamentos, ò ciassificação,

análise,

à interpretação,

de

ò

ò conscjfvoção e atualização, aos meios

de difusão e ce propaganda,

à coleção dos repertórios estatísti-

cos, aos limites .de tempo c de pessoal,

Para atingir tais objetivos e necessário, durante os fases iniciais
de implantação e funesonomento,

dividir os trabalhos era quatro

serviços; a) serviço de pesquiso e coleta de dados| b) serviço
de classificação', c)

serviço de documentação5 d) serviço de difu-

são.

2 - S:dR^7I^0 D2 P3SQUI3A 3 GCL.T.^ D3 DADOS

Ao Serviço de Pesquisa c Coleto de Dados cabem as seguintes funções;
a) determinação dos assuntos,

dos áreas geográficos c dos

perío-

dos a serem cobertos
b)

r.studo do assunto
serem emprega-

c) elaboração dc planos de pesquiso e de métodos
dos no recuperação de dados
d) planejamento de néfcoàcsdc tobuloção

A pc.squisa c a coleto podem ser efetuadas'através de;
a) documentos em geral; anuários,
relatórios,
b)

livros, periódicos, manuais,

orçamentos, prospectos,

cartas,

órgãos governamentais especializados - I3G3,

notas,
D3E,

etc,
SUDElãü,

C0I'iDEFE
c)

instituições de ensino ou pesquiso;
Instituto de Ciências do Eonem,

d)

Instituto•Joaquim Nabuco,

etc,

cmprâsas 'ir iva das
- 2

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�e) bibliotecas
f) pessoas Gspccialis.adas
g) questionários,

entrevistas,

0 Serviço de Pesquisa

onservaçoe?

e Coleta de Dados deve traballiar em es-

treita colaboração com o Serviço dc Docurientação do Centro e a
Diblioteco da Fui-^DIFCR,

de modo a receber e trocar material b,i

bliográfico relativo ou portador dc dados ou de analise esto tistico.

5 - S3RVIÇC DD CLASSIPICAÇ.tC

A quantidade e a variedade dos dados estatísticos

obtidos pe-

lo Servivço de Pesquisa e Coleta irão exigir o orrolancnto e a
sistematização do material, para, que os informações possam ser
fornecidos com a maior omplit\:de e precisão possíveis,

no me-

nor prazo de tempo, Destocam-sc, portanto, duas fases do trobalbo; a primeiro relativa

ò apresentação material dos dados

e a segundo relativa à clossificocão das informações,

paro a apresentação material dos dados devem scr utilizados
fichas de cartolina bronco, tamanho 1Z,Í3 x 20,5 cm,

diogromo-

das de forma o manter m cabecolho constante paro todos os
assuntos e um corpo variável conforme o método de tabuloção
adotado poro cada assunto.

Poro 0 elaboração do cabeçalho tomou-sc por base as fichas de
inquár ito adotadas pelos Ministérios em colaboração com o IDGD,
Foram destinados espaços para os seg uintss referenciosj
a)

índ ice de classificação

b) título
c) unidade da federação
d) zona fisiográfico
e) município
f) remissivos
A
g) marcas dc cor

cm

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�As inc?rcí?s õe cor poclerõo ser iisodos em todos os documentos,
para simbolizar os grandes classes de assunto.

0 corpo deve scr diagrama do conforme as normas de apresentação tabular,

do IBCG5 deve dor uma. visão geral sobre coda as-

sunto e deve abranger colunas e linhos oue contenham, respectivamente, as séries verticais ,e horizontais de informações,
Foi necessário acrescentar uma coluno vertical poro indicar
a fonte,

com 0 objetivo de Eiantcr atualizado 0 série horizon-

tal.

Para a cloásificação dos assuntos recomenda-se a CLASSIFICAÇÃO DFCIííAL UFIFJRSAL (CDU),

qué permite abranger todos os ra-

mos do conhecimento humano, de formo sistemático

e possibili-

ta 0 adoção de processos mecanizados de recuperação do informação.

A adoção do CDU implico, no

elaboração de um catálogo sistemá-

tico e num índice alfabético de

lassunto,

partindo do geral para 0 particular,

0 primeiro reune,

todos os assuntos e áreas

geográficos abordadas 5 enquanto que 0 segundo ordena, alfobèticaraente, os assuntos contidos no primeiro,
tico de assunto poderá ser ampliado,
com o da Biblioteca,

0 índice alfabé-

se usado em colaboração

evitando-se assim, duplicação de trabalho.

Ao Serviço de Classificação cabe uma

seção de análise e inter-

pretação de dados,

onde serão também elaborados gráficos,

se material poderá

scr elaborado em fichas de cor,

És-

a serem a-

nexadas às fichas dos dados. 0 conjunto das fichas de dados,
de análise e de gráficos irá completar a informação solicitado,

essas últimos darão "conteúdo" aos dados.

h - SBnVIÇO DB DOCmGhffAÇÚO

0 Centro deve,

além dos catálogos, manter atualizada luna

leção de documentos estatísticos, clossifiçados pela CDU,

coNes-

sa colecão estarão incluídos;
- h

cm

1

Digitalizado
gentilmente por:

14

15

16

17

18

19

�GLiri^rior pi,iDlicac!os pelo íBGÍ.í e pelos íeportomentos esta-',
iuols de estotísticQ
0.

iudlees,

sinopsesj

censos demográficos,

indtListriais,

agrí-

colas
^
A
^
pulj.icacjoes sobre comercio interno c externo
d) publicacf5es editadas pela

SUDilíE,

COrDl-?;! e outros conse-

Inos de desenvolvimento
anuarios publicados pela. OiiU,
cana,.

ÜFa,

FAO, UKdSCO,

União Panomeri-

Instituto Intcramericano de Fstatística

e outx-cs

orgães inõernacionais
periódicos
—
s)

es .e p
b c c j. o 1 i z a d o s

rseonendações,

^

normas e legislação vigentes.

As publicações de caráter geral ficarão cm deposito na Biblioteca,

após 0 consulta e o levantamento de dados efetuados pelo

Cencro,

SBRvlÇG DB DIFÜSJÍO

0 Serviço de Difusão deve ser encarregado da:
a.) fornecer as informações solicitados
b) coordenar e divulgar o publicação de documentos estatísticos
c)

coordenar a propaganda

d) cstabG?i.6ccr convênios com órgãos governamentais e ( .aotidades paraiculares
e; manter atualizado um fichorio de instituições,
P&amp;sseas com os quais

s;_rão r?fp&gt;Ldos

empresas e

intercâmbio e informações

f) manter contato pessoal ou por correspondência com pessoas
especializadas
V
6

FLSiSOAij

A implantaçã:

do Centro de Informações Bstatísticas,

ções medias, requer a colaboração dc um estatístico,
bliotecario,

de um coletor de

de proporde um

udos e de um datilografo.

Cabem
"5

2

3

4

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

Sc a n
st em
CiereacUmento

14

15

16

17

18

19

�00 estatístico os seguintes .funções;
o) planejanento do pesquisa
b) o.nólise G interpretação de doclos
c)

elaboração de ercficos

d) fornecimento de dados ao bibliotecário

Ao bibliotecário compete;
o) fornecer informações
b) colaborar no planejamento da pesguisa
c) rsalisor pesquisas em documentos
d) manter atualizados os catáloços
c) formar e' desenvolver o Serviço de Documentação
f) fornecer elementos poro a difusão de dados*

REF3RÍ1TCIAS

1 - .TüHTHAiTD, Hené, Les stotistiques, base des décisions economioues, L*Obpervateur de. l'CC.D3 (Paris) (ZZ) ;19-Z6,19é6
estatística.;
Z - IBG3, Mapualpdo. agente,
nistraç*^o.« 191-I-9* f* soltos
3 ^ IFoTITÜTC INTZPiAlídRICAüC DE ESXADISO:iGA, Estruptura. - PilOr^^
Sí*.ííflp. "
P'A?.» ^-'foahinstonj União Panomericono} 1991
h - LOPES, Yaldecir F, Prpií^edimicntps^^^^
clases) Santiago,*" CIElfeSj 3-9*5].!., luli. p,
5

(Notas de

NCHíuiS Kd A?RESEmç.íC EAiUL-Tv, Rey ij t a_^a s
d.ej Estípjn.ca. (?ào de Janeiro) Zip(93/94) i42--4tj, jan*/jun,19e3

6 •• OLITEIBA, Haul Piomero, Ppj5umc„ntafiãp_esj^^^
- PEâkl.sr.
mas e persnectivas (Rio de Janeiro; 3P3 •• CEPAL/BiTDE,
iwr;*
7 - ORHIERES , 3, J* Sugcestlons pouj? 1'ins t alio tio n et l‘équipement d'un petit service d_| information, HenniG_^d^e.
Documenta tion (La Iía3'e) ZC (3) ;ll^--ll5, oout 19^1
O
u

UNIiiO PANAíCRICAíTA, Departamento d§ Estatístico, Manual.
spbre. netodpjs, pajra,J4^^, elpboipocipn.^ de. Jptps.^ '/ashíngton,
1939. lr]3 3.

6

3

5

6

Digitalizado
gentilmente por:

rü;

14

15

16

17

18

19

�Digitalizado
gentilmente por:

iliGerencUmtmo
lartirnispl»

^J—V

�’y-7- V- ■ .‘'^7'V'"’ _-3^'^'^iÇS»r^Tr--*''l'

Digitalizado
gentilmente por:

Scan
st e m
GereacUm^nlo

���</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="14">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8956">
                  <text>CBBD - Edição: 05 - Ano: 1967 (São Paulo/SP)&#13;
</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8957">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8958">
                  <text>FEBAB</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8959">
                  <text>1967</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8960">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="8961">
                  <text>São Paulo/SP</text>
 